,,cultura ,e ,,opul5cia ,,d ,,brazil1 ,,por ,,suas ,,drogas ,e ,,m9as4 ,,typ4 ,,imp4 ,e ,,con/4 ,,de ,j4 ,vl,l,l,e,n,e,u,v,e ,e ,,comp41 ,,rua ,d',,ouvidor1 ,n4 #fe4 ,,cultura ,e ,,opul5cia ,,d ,,brasil1 ,,por ,,suas ,,drogas ,e ,,m9as1 ,,com ,,v>ias ,,noticias ,,curiosas ,,d ,,modo ,,de ,,faz] ,o ,,assuc>2 ,,plant> ,e ,,b5efici> ,o ,,tabaco2 ,,tir> ,,ouro ,,das ,,m9as1 ,e ,,descubrir ,,z ,,da ,,prata1 ,e ,,dos ,,gr&es ,,emolum5tos ,,que ,,e/a ,,conqui/a ,,da ,,am]ica ,,m]idional ,d ,,ao ,,re9o ,,de ,,portugal ,,com ,,e/es1 ,e ,,outros ,,g5]os ,e ,,contratos ,,reaes2 ,obra de ,&r ,joo ,antonil1 ,,(f]ecida ,,aos ,,que ,,desej,o ,,v] ,,glorificado ,,nos ,,alt>es ,,ao ,,v5]>el ,,padre ,,jos ,,an*ieta1 ,sac]dote da ,companhia de ,jezus1 ,mission>io ,apo/olico1 e novo ,?aumaturgo d ,brazil4 ,,impresso ,,em ,,lisboa1 ,,na ,,(fic9a ,,real ,,desl&]9a ,,com ,,z ,,lic5,,z ,,necess>ias1 ,,no ,,anno ,,de #agaa1 ,,novam5te ,,reimpresso ,,no ,,rio ,,de ,,janeiro4 ,,v5de-,,se ,,em ,,casa ,,de ,,s\za ,e ,,comp41 ,,rua ,,dos ,,latoeiros1 ,n4 #fj4 #ahcg4 ,o ,,editor ,,ao ,,publico4 ,o defunto ,conselheiro ,diogo de ,tol$o ,l>a e ,ordonhes possuia hum livro1 que e/imava tanto1 que no o t9ha entre os outros na sua e/ante1 mas sim na gaveta pequ5a de huma commoda4 ,p$io-se-lhe muitas vezes1 que o dsse biblio!ca1 hoje publica1 ao que nunca se pde resolv] mesmo d&o outros1 tanto era a e/imao em que o t9ha4 ,procur\-se o livro pois desde o comeo d anno de tr9ta1 algum tempo depois da morte d mesmo conselheiro1 e no se descobr9do no ,rio de ,janeiro recorreu-se a seu irmo1 e h]deiro1 o ,g5]al ,arron*es em ,s4 ,paulo1 o qual conte/\ que no lhe havia sido remettido4 ,ha tres annos pois que1 segundo ord5s1 se fizro pesquizas em ,lisboa1 aonde em f9s d anno passado se encontr\ hum exempl>1 decl>&o o possuidor1 que o no v5d]ia por cem mil cruzados1 tal he a e/imao1 em que o tem6 mas como homem g5]ozo p]mittio que se copiasse4 ,no mesmo tempo de/as pesquizas em ,lisboa1 escreveu-se ao ,porto ao celebrado sabio antiquado portuguez ,joo ,p$ro ,ribeiro1 o qual depois de v>ias conte/aes assev]&o o mo resultado das suas indagaes1 por fim escreveu1 e a sua c>ta *eg\ com o manuscripto1 decl>&o o nome de quatro pessoas1 que possuio exempl>es1 e entre elles o nome de hum ,major1 ha p\co *egado alli d ,rio de ,janeiro2 quem sabe se no he o d defunto conselheiro6 acresc5t&o que por sete mil e duz5tos ris talvez se obt]ia hum exempl>1 e que o livro fra prohibido no tempo de ,el-,rei ,d4 ,joo ,v pelo gov]no portuguez4 ,e/e livro he pois a cultura e riqueza d ,brazil1 etc4 etc4 etc41 no anno de #agaa4 ,d titulo inf]ir os leitores quanto elle he util a todos os e/udiosos de economia politica1 e em g]al a todos os ,brazileiros1 que alli a*> a c]teza de que o seu ab5oado paiz j ento era a mais rica p>te da ,am]ica em quanto a productos ruraes4 ,he e/e r>issimo e int]essante livro que se reimprime1 cont5t&o-se o editor com a gloria1 que lhe toca1 de quasi ressuscit> huma joia to preciosa4 ,rio1 #a de ,ago/o de #ahcg4 ,o ,,editor4 ,,indice4 ,pag4 ,aos ,s5hores de eng5ho1 etc4 #a ,,primeira ,,p>te4 ,proemio #c ,lic5z #e ,,livro ,,primeiro4 ,,capitulo ,i4 ,d cab$al que hade t] o s5hor de hum eng5ho real #g ,,capitulo ,,ii4 ,como se hade hav] o s5hor de eng5ho na compra1 e na cons]vao das t]ras1 e nos arr5dam5tos dellas #aa ,,capitulo ,,iii4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho com os lavradores1 e outros vis9hos1 e e/es com o s5hor #ad ,,capitulo ,,iv4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho na eleio das pessoas1 e (ficiaes que admittir ao seu s]vio1 e primeiram5te da eleio d capello #ag ,,capitulo ,v4 ,d feitor mr d eng5ho1 e dos outros feitores m5ores1 que assi/em mo5da1 faz5das1 e p>tidas da canna1 suas obrigaes1 e soldadas #ba ,,capitulo ,,vi4 ,d me/re d assuc>1 e soto-me/re a quem *amo banqueiro1 e d seu ajudante1 a quem *amo ajuda-banqueiro #be ,,capitulo ,,vii4 ,d purgador d assuc> #bh ,,capitulo ,,viii4 ,d caixeiro d eng5ho #bi ,,capitulo ,,ix4 ,como se hade hav] o s5hor de eng5ho com seus escravos #ca ,,capitulo ,x4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho no gov]no de sua familia1 e nos ga/os ord9>ios da casa #ch ,,capitulo ,,xi4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho no recebim5to dos hosp$es1 assim religiosos1 como secul>es #dj ,,capitulo ,,xii4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho com os m]cadores1 e outros seus correspond5tes na praa1 e de algum modo de v5d] e compr> o assuc>1 con=me o e/ylo1 e uso d ,brazil #db ,,livro ,,segundo4 ,,capitulo ,i4 ,da escolha da t]ra p>a plant> cannas de assuc>1 e p>a os mantim5tos necess>ios1 e provim5tos d eng5ho #de ,,capitulo ,,ii4 ,da planta1 e limp> das cannas1 e a div]sidade que ha nellas #dg ,,capitulo ,,iii4 ,dos inimigos da canna1 emquanto e/ no cannaveal4 #ej ,,capitulo ,,iv4 ,d crte da canna1 e sua conduco p>a o eng5ho4 #eb ,,capitulo ,v4 ,d eng5ho1 ou casa de mo] a canna2 e como se move a mo5da com agoa #ef ,,capitulo ,,vi4 ,d modo de mo] z cannas1 e de quantas pessoas necessita a mo5da #fc ,,capitulo ,,vii4 ,das madeiras de que se faz a mo5da1 e todo o mais madeiram5to d eng5ho1 cz e b>cos2 e d que se co/uma d> aos c>p9teiros1 e outros semelhantes (ficiaes #ff ,,capitulo ,,viii4 ,da casa das =nalhas1 seus app>elhos1 e l5ha que ha mi/]3 e da c9za1 e sua decoada #fi ,,capitulo ,,ix4 ,das caldeiras1 e cobres1 seu app>elho1 (ficiaes1 e g5te que nellas ha mi/]2 e in/rum5tos de que uo #gc ,,capitulo ,x4 ,d modo de alimp>1 e purific> o caldo da canna nas caldeiras1 e no p>ol de co>1 at pass> p>a z taxas #gg ,,capitulo ,,xi4 ,d modo de cos] e bat] o melado nas taxas #hj ,,capitulo ,,xii4 ,das tres temp]as d melado1 e sua ju/a rep>tio pelas frmas #hb ,,livro ,,t]ceiro4 ,,capitulo ,i4 ,das frmas d assuc>1 e sua passagem d t5dal p>a a casa de purg> #he ,,capitulo ,,ii4 ,da casa de purg> o assuc> nas frmas #hg ,,capitulo ,,iii4 ,das pessoas que se occupo em purg>1 mascav>1 sec> e encaix>3 e dos in/rum5tos que p>a isso so necess>ios #hi ,,capitulo ,,iv4 ,d b>ro que se bota nas frmas d assuc>3 qual deve s]1 e como se hade amass>3 e se he bom t] no eng5ho ol>ia #ia ,,capitulo ,v4 ,d modo de purg> o assuc> nas frmas3 e de todo o b5eficio que se lhes faz na casa de purg> at se tir> #ic ,,capitulo ,,vi4 ,d modo de tir>1 mascav> e sec> o assuc> #ig ,,capitulo ,,vii4 ,d peso1 rep>tio1 e encaixam5to d assuc> #ajj ,,capitulo ,,viii4 ,de v>ias ca/as de assuc>1 que sep>adam5te se encaixo3 m>cas das caixas1 e sua conduco ao trapi*e #ajb ,,capitulo ,,ix4 ,dos preos antigos1 e mod]nos d assuc> #ajf ,,capitulo ,x4 ,d num]o das caixas de assuc>1 que se fazem cada anno ord9>iam5te no ,brazil #ajh ,,capitulo ,,xi4 ,o que cu/a huma caixa de assuc> de tr9ta1 a c9co5ta arrobas1 po/a na alf&ega de ,lisboa1 e j despa*ada3 e d valor de todo o assuc> que cada anno se faz no ,brazil #aaj ,,capitulo ,,xii4 ,d que padece o assuc>1 desde o seu nascim5to na canna at sahir d ,brazil #aad ,,segunda ,,p>te4 ,,capitulo ,i4 ,como se comeou a trat> no ,brazil da planta d tabaco2 e a que e/imao tem *egado #aag ,,capitulo ,,ii4 ,em que consi/e a lavra d tabaco3 e de como se sema1 planta e alimpa2 em que tempo se hade plant> #aai ,,capitulo ,,iii4 ,como se tiro e curo z folhas d tabaco2 como dellas se fazem e b5eficio z cordas #abb ,,capitulo ,,iv4 ,como se cura o tabaco depois de torrado em corda #abd ,,capitulo ,v4 ,como se enrola e enc\ra o tabaco3 e que pessoas se occupo em toda a fabrica delle1 desde a sua planta at se enrol> #abe ,,capitulo ,,vi4 ,da segunda e t]ceira folha d tabaco2 e de div]sas qualidades delle1 p>a se masc>1 ca*imb> e pis> #abh ,,capitulo ,,vii4 ,como se pisa o tabaco3 d granido1 e em p2 e como se lhe d o *eiro #abi ,,capitulo ,,viii4 ,d uso mod]ado d tabaco p>a a saude1 e da demasia nociva mesma saude1 de qualqu] modo que se use delle #aca ,,capitulo ,,ix4 ,d modo com que se despa*a o tabaco na alf&ega da ,bahia #acd ,,capitulo ,x4 ,que cu/a hum rolo de tabaco de oito arrobas1 po/o da ,bahia na alf&ega de ,lisboa1 e j despa*ado1 e corr5te p>a sahir della #acf ,,capitulo ,,xi4 ,da e/imao d tabaco d ,brazil na ,europa1 e nas mais p>tes d mundo1 e dos gr&es emolum5tos que delle tira a faz5da real #acg ,,capitulo ,,xii4 ,das p5as dos que levo tabaco no despa*ado nas alf&egas2 e das indu/rias de que se usa p>a se lev> de contrab&o #aci ,,t]ceira ,,p>te4 ,,capitulo ,i4 ,das m9as de ouro que se descobriro no ,brazil #ada ,,capitulo ,,ii4 ,das m9as de ouro que *amo g]aes1 e dos descobridores dellas #adc ,,capitulo ,,iii4 ,de outras m9as de ouro no ,rio das ,velhas e no ,caet #ade ,,capitulo ,,iv4 ,d r5dim5to dos ribeiros2 e das div]sas qualidades de ouro que delles se tira #adf ,,capitulo ,v4 ,das pessoas que &o nas m9as e tiro ouro dos ribeiros #adi ,,capitulo ,,vi4 ,das datas ou rep>ties das m9as #aea ,,capitulo ,,vii4 ,da abundancia de mantim5tos1 e de todo o usual que hoje ha nas m9as3 e d p\co caso que se faz dos preos extraord9>iam5te altos #aec ,,capitulo ,,viii4 ,de div]sos preos de ouro v5dido no ,brazil1 e d que importa o que cada anno ord9>iam5te se tira das m9as #aeg ,,capitulo ,,ix4 ,da obrigao de pag> a ,el-,rei nosso s5hor a qu9ta p>te d ouro que se tira das m9as d ,brazil #afj ,,capitulo ,x4 ,roteiro d cam9ho da villa de ,s4 ,paulo p>a z ,m9as ,g]aes e p>a o ,rio das ,velhas #agc ,,capitulo ,,xi4 ,roteiro d cam9ho velho da cidade d ,rio de ,janeiro p>a z ,m9as ,g]aes dos ,cataguas1 e d ,rio das ,velhas #agg ,,capitulo ,,xii4 ,roteiro d cam9ho novo da cidade d ,rio de ,janeiro p>a z m9as #agh ,,capitulo ,,xiii4 ,roteiro d cam9ho da cidade da ,bahia p>a z m9as d ,rio das ,velhas #aha ,,capitulo ,,xiv4 ,modo de tir> o ouro das m9as d ,brazil e ribeiros delles1 obs]vado de quem nellas assi/io com o gov]nador ,artur de ,s #ahc ,,capitulo ,,xv4 ,noticias p>a se conhec]em z m9as de prata #ahh ,,capitulo ,,xvi4 ,modo de conhec] a prata1 e b5efici> os metaes #aia ,,capitulo ,,xvii4 ,dos damnos que tem causado ao ,brazil a cobia1 depois d descobrim5to d ouro nas m9as #aid ,,qu>ta ,,p>te4 ,,capitulo ,i4 ,da gr&e ext5so de t]ras p>a pa/os *eios de gado1 que ha no ,brazil #aig ,,capitulo ,,ii4 ,das boiadas1 que ord9>iam5te se tiro cada anno dos curraes1 p>a z cidades1 villas1 e reconcavos d ,brazil1 assim p>a o aougue1 como p>a o =necim5to das fabricas #bja ,,capitulo ,,iii4 ,da conduco das boiadas d s]to d ,brazil3 preo ord9>io d gado que se mata1 e d que vai p>a z fabricas #bjc ,,capitulo ,,iv4 ,que cu/a hum c\ro em cabello1 e hum meio de sola b5eficiado at se pr d ,brazil na alf&ega de ,lisboa #bje ,,capitulo ,v4 ,resumo de tudo o que vai ord9>iam5te cada anno d ,brazil p>a ,portugal1 e d seu valor #bji ,,capitulo ,,ultimo4 ,quanto he ju/o que se favorea o ,brazil por s] de tanta utilidade ao re9o de ,portugal #bjh ,,fim ,,d ,,indice4 ,,aos ,,s5hores ,,de ,,eng5hos1 ,e ,,lavradores ,,d ,,assuc>1 ,e ,,d ,,tabaco1 ,e ,,aos ,,que ,,se ,,occup,o ,,em ,,tir> ,,ouro ,,das ,,m9as ,,d ,,e/ado ,,d ,,brazil4 ,deve tanto o ,brazil ao ,v5]avel ,padre ,jos de ,an*ieta1 hum dos primeiros1 e mais f]vorosos mission>ios de/a ,am]ica ,m]idional2 que a boca *eia o *ama seu gr&e ,apo/olo1 e novo ,?aumaturgo1 pela luz evangelica1 que communic\ a tantos milh>es de ,indios1 e pelos innum]aveis milagres1 que obr\ em vida1 e obra cont9uam5te invocado p>a b5eficio de todos4 ,porm confess> e/as obrigaes1 e no coop]> z glorias de to insigne bemfeitor1 no ba/a p>a hum v]dadeiro agradecim5to1 devido ju/am5te1 e esp]ado4 ,p>a excit> pois e/e pi$oso affecto nos animos de todos os que mais facilm5te podem ajud> como agradecidos obra to santa1 como he a canonisao de hum ,v>o to illu/re1 procurei acompanh> e/a ju/a petio com alguma dadiva1 que podesse agrad>1 e s] de alguma utilidade aos que nos eng5hos d assuc>1 nos p>tidos1 e nas lav\ras d tabaco1 e nas m9as d ouro exp]im5to favor d ,co com notavel augm5to dos b5s temporaes4 ,portanto com e/a limitada (f]ta provoco aquella g5]osa lib]alidade1 que no cons5te s] rogada1 por no p>ec] que d&o qu] v5d] b5eficios4 ,e ao mesmo ,v5]avel ,padre ,jos de ,an*ieta peo enc>ecidam5te1 que queira alcanar de ,deos c5tuplicada remun]ao1 na t]ra e no ,co1 a quem se det]m9> a promov] com alguma esmola z suas honras1 p>a que publicadas nos templos1 e celebradas nos alt>es1 accresc5tem tambem maior gloria quelle s5hor bemfazejo4 ,,primeira ,,p>te4 ,,cultura1 ,e ,,opul5cia ,,d ,,brazil ,,na ,,lavra ,,d ,,assuc> ,,eng5ho ,,real1 ,,mo5te1 ,e ,,corr5te4 ,,trata-,,se ,d s5hor d eng5ho de assuc>1 dos feitores1 e outros (ficiaes1 que nelle se occupo1 suas obrigaes1 e sal>ios4--,da mo5da1 fabrica1 e (fic9as d eng5ho1 e d que em cada huma dellas se faz4--,da planta das cannas1 sua conduco1 e moagem3 e de como se faz1 purga1 e encaixa o assuc> no reconcavo da ,bahia no ,brazil p>a o ,re9o de ,portugal1 e seus emolum5tos4 ,,proemio4 ,quem *am\ z (fic9as1 em que se fabrica o assuc>1 eng5hos1 ac]t\ v]dadeiram5te no nome4 ,porque quem qu] que z v1 e consid]a com reflexo1 que m]ecem1 he obrigado a confess>1 que so huns dos pr9cipaes p>tos1 e inv5es d eng5ho humano1 o qual como pequ5a poro d ,div9o1 sempre se mo/ra no seu modo de obr>1 admiravel4 ,dos eng5hos huns se *amo reaes1 outros inf]iores vulg>m5te eng5hocas4 ,os reaes ganhro e/e appelido1 por t]em todas z p>tes1 de que se compoem1 e todas z (fic9as p]feitas1 *eias de gr&e num]o de escravos1 com muitos cannaveaes proprios1 e outros obrigados mo5da3 e pr9cipalm5te por t]em a realeza de mo]em com agoa1 diff]5a de outros1 que mem com cavallos1 e bois1 e so m5os providos1 e app>elhados3 ou pelo m5os com m5or p]feio1 e l>gueza1 das (fic9as necess>ias1 e com p\co num]o de escravos1 p>a faz]em como dizem1 o eng5ho mo5te1 e corr5te4 ,e porque algum dia folguei de v] hum dos mais afamados1 que h no reconcavo beira-m> da ,bahia1 quem *amo o eng5ho de ,s]gipe d ,conde2 movido de huma l\vavel curiosidade1 procurei no espao de oito1 ou dez dias que ahi e/ive1 tom> noticia de tudo o que o fazia to celebrado1 e quasi rei dos eng5hos reaes4 ,e val5do-me das in=maes1 que me deu1 quem o adm9i/r\ mais de tr9ta annos com conhecida intellig5cia1 e com accresc5tam5to igual indu/ria3 e da exp]i5cia de hum famoso me/re de assuc>1 que c9co5ta annos se occup\ ne/e (ficio com v5turoso successo2 e dos mais (ficiaes de nome1 aos quaes miudam5te p]guntei o que a cada qual p]t5cia2 me resolvi a deix> ne/e borro tudo aquillo1 que na limitao d tempo sobr$ito apressadam5te1 mas com att5o ajuntei1 e ext5di com o mesmo e/ilo1 e modo de fall> cl>o1 e *o1 que se usa nos eng5hos3 p>a que os que no sabem o que cu/a a dura d assuc> a quem o lavra1 o conheo1 e s9to m5os d> por elle o preo que vale3 e quem de novo entr> na adm9i/rao de algum eng5ho1 t5ha e/as noticias praticas1 dirigidas a obr> com ac]to2 he o que em toda a occupao se deve desej>1 e int5t>4 ,e p>a maior cl>eza1 e ordem1 rep>ti em v>ios capitulos tudo o que p]t5ce a e/a droga1 e a quem por ella1 e nella trabalha2 come&o1 depois de relat> z obrigaes de cada qual1 desde a primeira origem d assuc> na canna1 at sua cabal p]feio nas caixas1 con=me o meu limitado cab$al2 que pelo m5os s]vir1 p>a d> a outros de melhor capacidade1 e p5na mais ligeira1 e bem ap>ada1 algum e/imulo de ap]feio> e/e embrio4 ,e se alguem quiz] sab] o autor de/e curioso1 e util trabalho2 elle he hum amigo d bem publico *amado3 ,o ,anonymo ,toscano4 ,,lic5,,z4 ,,d ,,santo ,,(ficio4 ,ill4 ,sr4--,revi e/e livro intitulado ,,cultura1 ,e ,,opul5cia ,,d ,,brazil1 m5cionado na petio acima1 e s5do a obra de eng5ho1 pela boa disposio1 com que o seu autor o compz1 he muito m]ec$ora da lic5a1 que p$e3 porque por e/e meio sab] os que se quiz]em pass> ao e/ado d ,brazil1 o muito que cu/o z culturas d assuc>1 tabaco1 e ouro1 que so mais doces de possuir no ,re9o1 que de cav> no ,brazil4 ,no contm e/e livro c\sa1 que seja contra a nossa santa f1 ou bons co/umes1 e por isso se pde e/amp> com letras de ouro4 ,e/e he o meu p>ec]1 que ponho aos ps de ,vossa ,illu/rissima1 p>a m&> faz] o que fr s]vido4 ,s4 ,anna de ,lisboa1 em #h de ,novembro de #agaj4--;,fr4 ,paulo de ,s4 ,boav5tura4 99 99 99 99 99 ,no contm e/e tratado c\sa suspeitosa contra a nossa santa f1 e pureza dos bons co/umes1 e assim s5do ,vossa ,illu/rissima s]vido pde conc$] a lic5a1 que p$e o autor4 ,tr9dade1 #cj de ,novembro de #agaj4--;,fr4 ,manoel da ,conceio4 99 99 99 99 99 ,vi/as z in=maes1 pde-se imprimir o livro intitulado1 ,cultura1 e ,opul5cia d ,brazil1 e impresso torn> p>a se conf]ir4 ,lisboa1 #e de ,dezembro de #agaj4--,moniz4--,hasse4--,monteiro4--,r ibeiro4--,fr4 ,enc>nao4--,ro*a4--,b>reto4 ,,d ,,ord9>io4 ,pde-se imprimir o livro intitulado1 ,cultura1 e ,opul5cia d ,brazil1 e impresso torne p>a se conf]ir1 e d> lic5a que corra1 e sem ella no corr]4 ,lisboa1 #ab de ,dezembro de #agaj4--;,b4 de ,taga/e4 ,,d ,,pa,o4 ,s5hor1 vi o livro1 que ,vossa ,mage/ade foi s]vido remett]-me1 seu autor ,&r ,joo ,antonil2 e sobre no a*> nelle c\sa1 que encontre o real s]vio de ,vossa ,mage/ade1 me p>ece s] muito util p>a o comm]cio3 porque desp]t> z dilig5cias1 e incit> a que se procurem to faceis int]esses4 ,julgo-o muito digno da lic5a que p$e4 ,vossa ,mage/ade ord5> o que fr s]vido4 ,s4 ,dom+os de ,lisboa1 #ae de ,janeiro de #agaa4--;,fr4 ,manoel ,guilh]me4 99 99 99 99 99 ,que se possa imprimir1 vi/as z lic5z d ,santo ,(ficio1 e ,ord9>io1 e depois de impresso torn> ,mesa p>a se conf]ir1 e tax>1 e sem isso no corr]4 ,lisboa1 #ag de ,janeiro de #agaa4--,oliveira4--,lac]da4--,c>neiro4- -,botelho4--,co/a4 ,,livro ,,primeiro4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,d cab$al que hade t] o s5hor de hum eng5ho real4 ,o s] s5hor de eng5ho1 he titulo1 a que muitos aspiro1 porque traz comsigo1 o s] s]vido1 ob$ecido1 e respeitado de muitos4 ,e se fr1 qual deve s]1 homem de cab$al1 e gov]no2 bem se pde e/im> no ,brazil o s] s5hor de eng5ho1 quanto proporcionadam5te se e/imo os titulos entre os fidalgos d ,re9o4 ,porque eng5hos h na ,bahia1 que do ao s5hor quatro mil pes de assuc>1 e outros p\co m5os1 com canna obrigada mo5da1 de cujo r5dim5to logra o eng5ho ao m5os a metade1 como de qualqu] outra1 que nelle livrem5te se me3 e em algumas p>tes a9da mais que a metade4 ,dos s5hores dep5dem os lavradores1 que tem p>tidos arr5dados em t]ras d mesmo eng5ho1 como os cidados dos fidalgos3 e quanto os s5hores so mais possantes1 e bem app>elhados de todo o necess>io1 affaveis1 e v]dadeiros2 tanto mais so procurados1 a9da dos que no tem a canna captiva1 ou por antiga obrigao1 ou por preo que p>a isso recebro4 ,s]vem ao s5hor de eng5ho em v>ios (ficios1 alm dos escravos de en*ada1 e f\ce1 que tem nas faz5das1 e na mo5da1 e fra os mulatos e mulatas1 negros e negras de casa1 ou occupados em outras p>tes2 b>queiros1 canoeiros1 calafates1 c>ap9as1 c>reiros1 oleiros1 vaqueiros1 pa/ores e pescadores4 ,tem mais cada s5hor de/es necess>iam5te hum me/re de assuc>1 hum banqueiro1 e hum contra-banqueiro1 hum purgador1 hum caixeiro no eng5ho1 e outro na cidade1 feitores nos p>tidos1 e roz1 hum feitor mr d eng5ho3 e p>a o espiritual1 hum sac]dote seu capello2 e cada qual de/es (ficiaes tem soldada4 ,toda a escravatura 7que nos maiores eng5hos passa o num]o de c5to e c9co5ta1 a duz5tas pez1 cont&o z dos p>tidos71 qu] mantim5tos1 e f>das1 m$icam5tos1 enf]m>ia1 e enf]meiro2 e p>a isso so necess>ias roz de muitas mil covas de m&ioca4 ,qu]em os b>cos1 velames1 cabos1 cordas1 e breo4 ,qu]em z =nalhas1 que por sete1 ou oito mezes ardem de dia1 e de noite1 muita l5ha2 e p>a isso he mi/] d\s b>cos velejados1 p>a se busc> nos portos1 indo hum atraz d outro sem p>>1 e muito d9heiro p>a a compr>2 ou gr&es matos1 com muitos c>ros1 e muitas juntas de boi p>a se traz]4 ,qu]em os cannaveaes tambem suas b>cas1 e c>ros com dobradas esquipaes de bois4 ,qu]em en*adas1 e f\ces4 ,qu]em z s]r>ias ma*ados1 e s]ras4 ,qu] a mo5da de toda a ca/a de pos de lei de sobrecel5te1 e muitos qu9taes de ao1 e de f]ro4 ,qu] a c>p9t>ia madeiras selectas e =tes p>a e/eios1 vigas1 aspas1 e rodas2 e pelo m5os os in/rum5tos mais usuaes1 a sab]2 s]ras1 trados1 v]rumas1 compaos1 regoas1 escropros1 en*s1 goivas1 ma*ados1 m>telos1 cant9s1 e junteiras1 pregos1 e pla9as4 ,qu] a fabrica d assuc> ph>es1 e caldeiras1 ta*as e bacias1 e outros muitos in/rum5tos m5ores1 todos de cobre2 cujo preo passa de oito mil cruzados1 a9da qu&o se v5de1 no to c>o1 como nos annos pres5tes4 ,so f9alm5te necess>ias alm das sanzallas dos escravos1 e alm das moradas d capello1 feitores1 me/re1 purgador1 banqueiro1 e caixeiro1 huma capella dec5te com seus ornam5tos1 todo o app>elho d alt>1 e humas casas p>a o s5hor d eng5ho com seu qu>to sep>ado p>a os hosp$es1 que no ,brazil1 falto totalm5te de e/alag5s1 so cont9uos2 e o edificio d eng5ho1 =te e espaoso1 com z mais (fic9as1 e casa de purg>1 caix>ia1 alambique1 e outras c\sas1 que por miudas aqui se escusa aponta-las1 e dellas se fall>4 ,o que tudo bem consid]ado1 assim como obriga a huns hom5s de ba/ante cab$al1 e de bom juizo1 a qu]]em antes s]em lavradores possantes de canna com hum1 ou d\s p>tidos de mil pes de assuc>1 com tr9ta1 ou qu>5ta escravos de en*ada1 e f\ce2 d que s5hores de eng5hos por p\cos annos com a lida1 e att5o que p$e o gov]no de toda essa fabrica2 assim he p>a pasm> como hoje se atrevem tantos a levant> eng5hocas1 tanto que *egro a t] algum num]o de escravos1 e a*ro quem lhes empre/asse alguma quantidade de d9heiro p>a comear a trat> de huma obra1 de que no so capazes por falta de gov]no1 e dilig5cia2 e muito mais por fic>em logo na primeira safra to emp5hados com dividas1 que na segunda1 ou t]ceira j se decl>o p]didos3 s5do juntam5te causa1 que os que firo delles1 d&o-lhes faz5da e d9heiro1 tambem quebrem1 e que outros zombem da sua mal fundada presumpo1 que to depressa conv]teu em palha seca aquella primeira v]dura de huma app>5te1 mas enganosa esp]ana4 ,e a9da que nem todos os eng5hos sejo reaes1 nem todos puxem por tantos ga/os1 quantos at aqui temos apontado3 comtudo1 ent5da cada qual1 que com z mortes1 e com z secas que de improvizo ap]to1 emirro a canna1 e com os desa/res1 que a cada passo succ$em1 crescem os ga/os mais d que se cuidava4 ,ent5da tambem1 que os p$reiros1 e c>ap9as1 e outros (ficiaes desejosos de ganh> a cu/a alheia1 lhe facilit> tudo de tal sorte1 que lhe p>ec] o mesmo levant> hum eng5ho1 que huma sanzalla de negros2 e qu&o comear a ajunt> os aviam5tos1 a*> t] j desp5dido tudo quanto t9ha antes de se pr p$ra sobre p$ra1 e no t] com que pag> z soldadas1 cresc5do de improvizo os ga/os1 como se fossem por causa das enxurradas dos rios4 ,tambem se no tiv] capacidade1 modo1 e ag5cia que se requ] na boa disposio e gov]no de tudo1 na eleio dos feitores1 e (ficiaes1 na boa correspond5cia com os lavradores1 no trato da g5te sujeita na cons]vao1 e lav\ra das t]ras1 que possue1 e na v]dade e pontualidade com os m]cadores1 e outros seus correspond5tes na praa1 a*> confuso1 e ignorancia no titulo de s5hor de eng5ho1 donde esp]ava acresc5tam5to de e/imao1 e de cr$ito4 ,por isso1 t5do j fallado d que p]t5ceu ao cab$al1 que ha de t]1 trat>ei agora de como se ha de hav] no gov]no2 e primeiram5te da compra1 e cons]vao das t]ras1 e seus arr5dam5tos aos lavradores que tem2 e logo da eleio dos (ficiaes que hade admittir ao seu s]vio1 apont&o z obrigaes1 e z soldadas de cada hum delles1 con=me o e/ilo dos eng5hos reaes da ,bahia1 e ultimam5te d gov]no dome/ico da sua familia1 filhos1 e escravos2 recebim5to dos hosp$es1 e pontualidade em d> satisfao a quem deve2 d que dep5de a cons]vao d seu cr$ito1 que he o melhor cab$al dos que se preso de honrados4 ,,capitulo ,,ii4 ,como se hade hav] o s5hor de eng5ho na compra1 e na cons]vao das t]ras1 e nos arr5dam5tos dellas4 ,se o s5hor de eng5ho no conhec] a qualidade das t]ras1 compr> sales por massaps1 e apics por sales4 ,por isso valha-se das in=maes dos lavradores mais ent5didos1 e att5te no sm5te a b>ateza d preo1 mas tambem a todas z conv5i5cias1 que se ho de busc> p>a t] faz5da com cannaveaes1 pa/os1 agoas1 roz e matos2 e em falta de/es1 commodidade p>a t] a l5ha mais p]to que pud] s]1 e p>a escus> outros inconv5i5tes1 que os velhos lhe pod]o apont>1 que so os me/res a quem ens9\ o tempo1 e a exp]i5cia1 o que os moos ignoro4 ,muitos v5dem z t]ras que tem1 por cadas1 ou falta de l5ha2 outros porque se no atrevem a ouvir tantos recados semelhantes aos que se davo a ,job1 d p>tido queimado1 dos bois atolados1 dos escravos mortos1 e d assuc> p]dido4 ,outros obrigados a v5d] contra vontade por causa dos acr$ores1 que os ap]to1 bem pde s] que (f]eo t]ras novas1 e =tes2 porm o comprador corre ento outro risco de compr> dem&as et]nas pelas obrigaes1 e hypo!cas1 a que e/o por repetidas vezes sujeitas4 ,por tanto1 nesse caso falle o comprador com os letrados2 p]gunte aos acr$ores1 que he o que pret5dem1 e se fr necess>io com autoridade d ,juiz1 cite a todos p>a sab] o que na v]dade se deve1 nem conclua a compra1 antes de v] com seus olhos1 que he o que compra1 que titulos de dom9io tem o v5d$or1 e se os ditos b5s so v9culados1 ou livres2 e se tem p>te nelles orfos1 mo/eiros1 ou igrejas1 p>a que se no falte ao faz] da escriptura a alguma condio1 ou solemnidade necess>ia4 ,veja tambem z dem>caes das t]ras1 se =o m$idas por ju/ia1 e se os m>cos e/o em s]1 ou se ha mi/] aviv5tal-os2 que taes so os coh]eos1 a sab] se amigos de ju/ia1 de v]dade e de paz1 ou pelo contr>io trapasseiros1 des5quietos1 e viol5tos1 porque no ha peior pe/e que hum mo vis9ho4 ,feita a compra no falte a seu tempo a palavra que deu1 pague e seja pontual ne/a p>te1 e se att5de a cons]vao1 e melhoram5to d que compr\1 e pr9cipalm5te use de toda a dilig5cia p>a def5d] os m>cos e z aguas de que necessita p>a mo] o seu eng5ho2 e mo/re aos filhos1 e aos feitores os ditos m>cos p>a que saibo o que lhes p]t5ce1 e posso evit> dem&as1 e pleitos1 que so huma cont9ua des5quietao d'alma1 e hum cont9uo sangrador de rios de d9heiro1 que vai a entr> nas casas dos ,advogados1 ,solicitadores1 e ,escrives1 com p\co proveito de quem promove o pleito1 a9da qu&o alcana1 depois de tantos ga/os1 e desgo/os1 em seu favor a s5t5a4 ,nem deixe os papeis1 e z escripturas que tem na caixa da mulh]1 ou sobre huma mesa expo/a ao p1 ao v5to1 traa1 e ao cupim2 p>a que depois no seja necess>io m&> diz] muitas missas a ,santo ,antonio1 p>a a*> algum papel importante que desapp>eceu1 qu&o h\v] mi/] exhibi-lo4 ,porque lhe acontec] que a criada1 ou s]va tire duas1 ou tres folhas da caixa da s5hora1 p>a embrulh> com ellas o que mais lhe agrad>3 e o filho mais pequ5o tir> tambem algumas da mesa1 p>a p9t> c>retas1 ou p>a faz] b>qu9hos de papel1 em que naveguem moscas1 e grillos1 ou f9alm5te o v5to f> que vem fra da casa sem p5nas4 ,p>a t] lavradores obrigados ao eng5ho1 he necess>io pass>-lhes arr5dam5to das t]ras1 em que ho de plant>4 ,e/es co/umo faz]-se por nove annos1 e hum de despejo1 com a obrigao de deix>em plantadas tantas t>efas de canna3 ou por desoito annos1 e mais1 com z obrigaes1 e num]o de t>efas1 que ass5t>em1 con=me o co/ume da t]ra4 ,porm ha de se adv]tir1 que os que p$em arr5dam5to1 sejo faz5deiros1 e no de/ruidores da faz5da2 de sorte que sejo de proveito1 e no de damno4 ,e na escriptura d arr5dam5to se ho de pr z condies necess>ias3 v4 g41 que no tirem pos reaes1 que no admitto outros em seu lug> nas t]ras1 que arr5do1 sem cons5tim5to d s5hor dellas1 e outras que se julg>em necess>ias1 p>a que algum delles mais confiado de lavrador1 se no faa logo s5hor4 ,e p>a isso s]ia boa prev5o1 t] huma =mula1 ou nota de arr5dam5to1 feita por algum ,letrado dos mais exp]im5tados1 com decl>ao de como se hav]o1 despej&o1 c]ca das bemfeitorias2 porque o fim d tempo d arr5dam5to no seja pr9cipio de dem&as et]nas4 ,,capitulo ,,iii4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho com os lavradores1 e outros vis9hos1 e e/es com o s5hor4 ,o t] muita faz5da cria1 commumm5te1 nos hom5s ricos1 e pod]osos desprezo da g5te mais pobre1 e por isso ,deos facilm5te lh'a tira1 p>a que se no sirvo della p>a cresc] em sob]ba4 ,quem *eg\ a t] titulo de s5hor1 p>ece que em todos qu] dep5d5cia de s]vos4 ,e i/o pr9cipalm5te se v em alguns s5hores1 que tem lavradores em t]ras d eng5ho1 ou de canna1 obrigados a mo] nelle1 trat&o-os com altivez1 e arrogancia4 ,donde nasce o s]em malqui/os1 e murmurados dos que os no podem s(fr]1 e que muitos se alegrem com z p]das1 e desa/res que de rep5te padecem1 p$9do os mis]aveis1 opprimidos a cada passo1 ju/ia a ,deos1 por se v]em to vexados1 e desej&o v] os seus oppressores humilhados1 p>a que apr5do a no trat> mal os humildes2 assim como o m$ico deseja1 e procura tir> fra a malignidade1 e abundancia d umor peccante1 que faz o corpo indispo/o1 e do5te1 p>a lhe d> de/a sorte no sm5te vida1 mas tambem p]feita saude4 ,nada pois t5ha o s5hor de eng5ho de altivo1 nada de arrogante1 e sob]bo3 antes seja muito affavel com todos1 e olhe p>a os seus lavradores1 como p>a v]dadeiros amigos2 pois taes so na v]dade qu&o se des5tr5ho p>a traz]em os seus p>tidos bem plantados1 e limpos1 com gr&e emolum5to d eng5ho1 e dei-lhes todo o adjuctorio que pod]1 em seus ap]tos1 assim com a autoridade como com a faz5da4 ,nem ponha m5or cuidado em s] muito ju/o1 e v]dadeiro1 qu&o *eg> o tempo de mo] a canna1 e de faz]1 e encaix> os assuc>es1 porque no s]ia ju/ia tom> p>a si nos dias de mo]1 que deve d> aos lavradores por seu turno1 ou d> a hum mais dias que a outro1 ou mi/ur> o assuc> que se fez de hum lavrador1 com o da t>efa de outro1 ou escolh] p>a si o melhor1 e d> ao lavrador o som5os4 ,e p>a evit> e/as duvidas1 e qualqu] outra suspeita semelhante1 avise ou m&e avis> com tempo a quem por direito se segue1 p>a que possa cort>1 e c>re> a canna1 e t-la na mo5da ao seu dia1 e haja nas =mas seu signal1 p>a que se de/+o das outras4 ,nem e/ranhe que os lavradores queiro v] no t5dal1 e casa de purg>1 no balco1 e casa de encaix> ao seu assuc>2 pois tanto lhes cu/\ *egal-o a pr nesse e/ado1 e tanta am>gura prec$eo a e/a limitada dura4 ,tambem s]ia signal de t] ruim corao1 faz] m vis9hana aos que moem a canna livre em outros eng5hos1 s porque no moem no seu1 nem t] boa correspond5cia com os s5hores de outros eng5hos1 s porque cada qual delles folga de mo] tanto1 e como outro1 ou porque a algum delles lhe vai melhor1 e com m5os ga/o1 sem p]das4 ,e se a inveja entre os primeiros irmos1 que h\ve no mundo1 foi to arrojada1 que *eg\ a ensangu5t> z mos de ,caim com sangue de ,abel1 porque ,abel levava a b5o d ,co1 e ,caim no1 por sua culpa2 quem duvida que se pod]ia *eg> a r5ov> semelhantes trag$ias a9da hoje entre os p>5tes8 pois ha no ,brazil muitas p>ag5s1 em que os s5hores de eng5ho so entre si muito *egados por sangue1 e p\co unidos por c>idade1 s5do o int]esse a causa de toda a discordia1 e ba/&o talvez hum po que se tire1 ou hum boi que entre em hum cannaveal por descuido1 p>a decl>> o odio escondido1 e p>a arm> dem&as e p5d5cias mortaes8 ,o unico rem$io pois p>a atalh> pesados desgo/os1 he hav]-se com toda a urbanidade e primor1 p$9do lic5a p>a tudo1 cada vez que fr necess>io val]-se d que tem os vis9hos1 e p]suadir-se que1 se nego o que p$e1 s] porque a necessidade os obriga4 ,e qu&o a9da se conhecesse que o neg>-se he por desprimor1 a v]dadeira1 e mais nobre v+ana s]1 d> logo a quem neg\ o que se p$io1 na primeira occasio1 dobrado d que p$e1 p>a que de/a sorte cahia por bom modo na cta de como devia proc$]4 ,sobre todos porm os que se devem hav] com maior respeito p>a com o s5hor d eng5ho1 so os lavradores1 que tem p>tidos obrigados sua mo5da1 e muito mais os que lavro em t]ras1 que os s5hores lhes tem arr5dado1 p>ticul>m5te qu&o de/a sorte comero sua vida1 e *egro por e/a via a t] cab$al2 porque a +ratido1 e o falt> ao respeito e cortesia devida1 he nota digna de s] muito e/ranhada1 e hum agradecim5to obsequioso cativa os animos de todos com corr5tes de ouro4 ,porm1 e/e respeito nunca ha de s] tal que incl9e obra contra ju/ia1 pr9cipalm5te qu&o =em induzidos a faz] c\sa contr>ia lei de ,deos2 como s]ia1 a jur> em dem&as crimes ou civeis contra a v]dade1 e pr-se mal com os que com razo se def5dem4 ,e o que t5ho dito dos s5hores d eng5ho1 digo tambem das s5horas1 z quaes1 po/o que m]eo maior respeito das outras1 no ho de presumir que devem s] tratadas como ra9has1 nem que z mulh]es dos lavradores ho de s] suas criadas1 e app>ec] entre ellas como a lua entre z e/rellas m5ores4 ,,capitulo ,,iv4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho na eleio das pessoas1 e (ficiaes que admittir ao seu s]vio1 e primeiram5te da eleio d capello4 ,se em alguma c\sa mais que em outra ha de mo/r> o s5hor d eng5ho a sua capacidade e prud5cia1 e/a sem duvida he a boa eleio das pessoas1 e (ficiaes que ha de admittir ao seu s]vio1 p>a o bom gov]no d eng5ho4 ,porque1 s5do a eleio filha da prud5cia1 com razo se arguir de imprud5te quem escolh] pessoas1 ou de ruim vida1 ou ineptas p>a o que ho de faz]4 ,cl>o e/ que huns1 com a ruim vida1 desagrad> a ,deos1 e aos hom5s1 e s] causa de muitos e bem pesados desgo/os2 e outros1 com a ineptido1 caus> damno no ord9>io faz5da4 ,e i/o lhe pod] extranh> com razo1 no s os de casa1 por mais *egados a queim>-se1 ou a *ammusc>-se com o seu trato1 mas tambem os de fra1 e pr9cipalm5te os lavradores1 obrigados a exp]im5t> sem culpa os prejuizos1 que se seguem ao seu mallogrado suor1 d no sab]em os (ficiaes o que requ] o seu (ficio4 ,o primeiro que se ha de escolh] com circunspeco1 e in=mao secreta d seu proc$im5to e sab]1 he o capello1 a quem se ha de encomm5d> o ens9o de tudo o que p]t5ce vida *ri/1 p>a1 de/a sorte1 satisfaz] maior das obrigaes que tem1 a qual he d\tr9>1 ou m&> d\tr9> a familia e escravos1 no j por hum cri\lo1 ou por hum feitor1 que1 qu&o muito1 pod] ens9>-lhes vocalm5te z oraes1 e os m&am5tos da lei de ,deos1 e da ,igreja1 mas por quem saiba explic>-lhes o que ho de cr]1 o que ho de obr>1 e como ho de p$ir a ,deos aquillo1 de que necessito4 ,e p>a isso1 se fr necess>io d> ao capello alguma c\sa mais d que se co/uma1 ent5da que e/e s] o melhor d9heiro que se d> em boa mo4 ,tem pois o capello obrigao de diz] missa na capella d eng5ho nos ,dom+os1 e dias santos1 fic&o-lhe livre a applicao das missas nos outros dias da semana por quem quiz]1 salvo se se conc]t> de outra sorte com o s5hor da capella1 receb5do e/ip5dio proporcionado ao trabalho4 ,e nos mesmos ,dom+os1 e dias santos1 ou pelo m5os nos ,dom+os1 se se admittir com e/a obrigao1 explic> a d\tr9a *ri/2 a sab]1 os pr9cipaes my/]ios da ,f1 e o que ,deos1 e a ,santa ,igreja m&o que se gu>de4 ,quo gr&e mal he o peccado mortal2 que p5a lhe tem ,deos ap>elhado ne/a1 e na outra vida1 aonde a alma vive1 e vivir immortalm5te4 ,que rem$io nos deu ,deos na enc>nao1 e morte de ,jesus-,*ri/o1 seu santissimo filho1 p>a que se nos p]doassem assim z culpas1 como z p5as1 que pelas culpas se devem pag>4 ,de que modo havemos de confess> os peccados1 e p$ir a ,deos p]do delles1 com v]dadeiro arrep5dim5to1 e proposito firme de no torn> a commett-los1 ajudados da graa div9a4 ,em que consi/e faz] p5it5cia de seus peccados4 ,quem e/ no ,santissimo ,sacram5to d ,alt>2 porque e/ ahi1 e se recebe2 com que disposio se ha de receb] em vida1 e por viatico na do5a mortal4 ,quanto importa ganh> z indulg5cias1 p>a descont> o que se deve pag> no ,purgatorio4 ,como cada qual se ha de encomm5d> a ,deos1 p>a no cahir em peccado1 e (f]ec]-lhe pela manh todo o trabalho d dia4 ,quanto so dignos de abom9ao os feiticeiros1 e curadores de palavras1 e os que a elles recorrem1 deix&o a ,deos1 de quem vem todo o rem$io2 os que do peonha1 ou bebidas 7como dizem71 p>a abr&>1 e incl9> vontades2 os borra*os1 os amancebados1 os ladres1 os v+ativos1 os murmuradores1 e os que juro falso1 ou por malignidade1 ou por int]esse1 ou por respeitos humanos4 ,e f9alm5te1 que premio1 e que p5a ha de d> ,deos et]nam5te a cada qual1 con=me obr\ ne/a vida4 ,procur> tambem a approvao p>a ouvir de confisso aos seus applicados1 e p>a que1 s5do sac]dote e m9i/ro de ,deos1 lhes possa s]vir frequ5tem5te de rem$io2 no se cont5t&o s com acudir no artigo da morte aos do5tes4 ,mas advirta1 na adm9i/rao de/e sacram5to1 que no he s5hor delle1 por muita autoridade que t5ha2 porque1 se o p5it5te no fr dispo/o1 por causa de e/> amancebado1 ou &> com odio d proximo1 ou por no trat> de re/ituir a fama1 ou a faz5da que deve1 a9da que fosse o mesmo s5hor d eng5ho1 o no ha de absolv]2 e ni/o pod]ia hav]1 por respeito humano1 gr&e enc>go de consci5cia1 e culpa bem grave4 ,corre tambem por sua conta pr a todos em paz1 atalh> discordias1 e procur> que na capella1 em que exi/e1 seja ,deos honrado1 e a ,virgem ,s5hora ,nossa1 cant&o-lhes nos ,sabbados z ,lada9has1 e nos mezes em que o eng5ho no me1 o t]o d ,ros>io2 no cons5t9do risadas1 nem conv]saes e praticas indec5tes1 no s na capella1 mas nem a9da no copi>1 p>ticul>m5te qu&o se celebra o sacrificio da missa4 ,advirta1 alm di/o1 de no receb] noivos1 nem baptiz>1 fra de algum caso de necessidade1 nem desobrig> na ,qu>esma pessoa alguma1 sem lic5a 9 scriptis d ,vig>io1 a quem p]t5c] da-la2 nem faz] c\sa que toque a jurisdico dos ,p>o*os1 p>a que no incorra nas p5as e c5suras que sobre isso so decretadas1 e debalde se queixe d seu descuido1 ou ignorancia4 ,f9alm5te faa muito por mor> fra da casa d s5hor d eng5ho porque assim convm a ambos2 pois he sac]dote1 e no criado1 famili> de ,deos1 e no de outro homem1 nem t5ha em casa escrava p>a seu s]vio1 que no seja adiantada em idade1 nem se faa m]cador ao ,div9o1 ou ao humano1 porque tudo i/o muito se oppe ao e/ado cl]ical1 que pr(essa1 e se lhe prohibe por v>ios ,summos ,pontifices4 ,o que se co/uma d> ao capello cada anno pelo trabalho qu&o tem z missas de semana livres1 so qu>5ta1 ou c9co5ta mil ris1 e com o que lhe do os applicados1 vem a faz] huma poro compet5te1 bem ganhada1 se gu>d> tudo o que acima e/ dito4 ,e se h\v] de ens9> aos filhos d s5hor d eng5ho1 se lhe accresc5t> o que fr ju/o1 e correspond5te ao trabalho4 ,no dia em que se bota a canna a mo]1 se o s5hor d eng5ho no convid> ao vig>io1 o capello b5z] o eng5ho1 e p$ir a ,deos1 que d bom r5dim5to1 e livre aos que nelle trabalho de todo o desa/re4 ,e qu&o no fim da safra o eng5ho pej>1 procur> que todos dem a ,deos z graz na capella4 ,,capitulo ,v4 ,d feitor mr d eng5ho1 e dos outros feitores m5ores1 que assi/em mo5da1 faz5das1 e p>tidos da canna1 suas obrigaes1 e soldadas4 ,os braos1 de que se vale o s5hor d eng5ho p>a o bom gov]no da g5te1 e da faz5da1 so os feitores4 ,porm1 se cada hum delles quiz] s] cabea1 s] o gov]no mon/ruoso1 e hum v]dadeiro retrato d co ,c]b]o1 a quem os poetas fabulosam5te do tres cabez4 ,eu no digo que se no d autoridade aos feitores1 digo que e/a autoridade ha de s] bem ord5ada1 e dep5d5te1 no absoluta1 de sorte que os m5ores se hajo com subord9ao ao maior1 e todos ao s5hor a quem s]vem4 ,convm que os escravos se p]suado que o feitor mr tem muito pod] p>a lhes m&>1 e p>a os repreh5d]1 e ca/ig> qu&o fr necess>io2 porm de tal sorte que tambem saibo1 que podem recorr] ao s5hor1 e que ho de s] ouvidos como p$e a ju/ia4 ,nem os outros feitores por t]em m&o ho de cr] que os seus pod]es no so re/r+idos1 nem limitados1 pr9cipalm5te no que he ca/ig>1 e pr5d]4 ,portanto1 o s5hor ha de decl>> muito bem a autoridade1 que d a cada hum delles1 e mais ao maior2 e se exc$]em1 ha de pux> pelas r$eas com a repreh5so que os excessos m]ecem1 mas no diante dos escravos p>a que outra vez se no levantem contra o feitor1 e e/e leve a mal de s] repreh5dido diante delles1 e se no atreva a gov]na-los4 ,s ba/> que por t]ceira pessoa se faa ent5d] ao escravo1 que padeceu1 e alguns outros dos mais antigos da faz5da1 que o s5hor e/ranh\ muito ao feitor o excesso que commetteu1 e que1 qu&o se no em5de1 o ha de desp$ir directam5te4 ,aos feitores de n5huma maneira se deve cons5tir o d> c\ces1 pr9cipalm5te nas b>rigas das mulh]es1 que &o pejadas1 nem d> com po nos escravos1 porque na col]a se no m$em os golpes1 e podem f]ir mortalm5te na cabea a hum escravo de pre/imo1 que vale muito d9heiro1 e p]d-lo4 ,repreh5d-los1 e *eg>-lhes com hum cip s co/as com algumas v>ancadas1 he o que se lhes pde1 e deve p]mittir p>a ens9o4 ,pr5d] os fugitivos1 e os que brigro com f]idas1 ou se embeb$ro1 p>a que o s5hor os m&e ca/ig> como m]ecem1 he dilig5cia digna de l\vor4 ,porm1 am>r>1 e ca/ig> com cip at corr] o sangue1 e mett] em tronco ou em huma corr5te por mezes1 7e/&o o s5hor na cidade71 a escrava que no quiz cons5tir no peccado1 ou ao escravo que deu fielm5te conta da infidelidade1 viol5cia1 e crueldade d feitor1 que p>a isso arm> delictos f+idos1 i/o de n5hum modo se ha de s(fr]1 porque s]ia t] hum lobo c>neceiro1 e no hum feitor mod]ado1 e *ri/o4 ,obrigao d feitor mr d eng5ho he gov]n> a g5te1 e rep>ti-la a seu tempo1 como he bem p>a o s]vio4 ,a elle p]t5ce sab] d s5hor1 a quem se ha de avis>1 p>a que corte a canna1 e m&>-lhe logo recado4 ,trat> de avi> logo os b>cos1 e os c>ros p>a busc> a canna1 =mas1 e l5ha4 ,d> conta ao s5hor de tudo o que he necess>io p>a o app>elho d eng5ho1 antes de comear a mo]1 e logo acabada a safra1 arrum> tudo em seu lug>4 ,vigi> que n+uem falte a sua obrigao1 e acudir de pressa a qualqu] desa/re1 que succ$a1 p>a lhe d> quanto pud] s] o rem$io4 ,adoec5do qualqu] escravo deve livra-lo d trabalho1 e pr outro em seu lug>1 e d> p>te ao s5hor p>a que trate de o m&> cur>1 e ao capello p>a que o oua de confisso e o disponha1 cresc5do a do5a1 com os mais sacram5tos p>a morr]4 ,advirta que se no metto no c>ro os bois1 que trabalhro muito no dia antec$5te1 e que em todo o s]vio1 assim como se d algum descano aos bois1 e aos cavallos1 assim se d1 e com maior razo por suas esquipaes1 aos escravos4 ,o feitor da mo5da *ama a seu tempo z escravas1 recebe a canna1 e a m&a vir1 e mett] bem nos eixos1 e tir> o bagao1 att5d5do que z negras no durmo1 pelo p]igo que ha de fic>em presas1 e moidas1 se lhes no cort>em z mos1 qu&o i/o succ$a1 e m&&o juntam5te div]tir a agoa da roda p>a que p>e4 ,procura que de v9te e quatro1 a v9te e quatro horas se lave a mo5da1 e que o caldo v limpo1 e se gu9de p>a o p>ol4 ,p]gunta qu&o o caldo ha mi/] nas caldeiras1 p>a que saiba com e/e aviso se ha de mo] mais canna1 ou p>> at que se d vaso p>a que se no az$e o que e/ no p>ol4 ,os feitores1 que e/o nos p>tidos1 e mais faz5das1 tem sua conta def5d] z t]ras1 e avis> logo ao s5hor se h quem se metta d5tro das roz1 cannaveaes1 e matos p>a tom> o que no he seu4 ,assi/ir aonde os escravos trabalho p>a que se faa o s]vio como he bem4 ,sab] os tempos de plant>1 e cort> a canna1 e de faz] roz4 ,conhec] a div]sidade das t]ras que h p>a s]vir-se dellas1 p>a o que =em capazes de d>4 ,tom> a cada escravo a t>efa1 e z mos que he obrigado entreg>4 ,att5t> p>a os cam9hos dos c>ros1 que sejo taes1 que por elles se possa conduzir a canna1 e a l5ha1 de sorte que no fiquem na lama1 e que tambem os c>ros se conc]tem qu&o fr necess>io4 ,v] que cada escravo t5ha f\ce1 e en*ada1 e o mais que he mi/] p>a o s]vio4 ,e e/eja muito att5to que se no pegue o fogo nos cannaveaes por descuido dos negros boaes1 que s vezes deixo ao v5to o tio de fogo1 que levro comsigo p>a us>em d caximbo2 e em v5do qualqu] lav>$a acuda-lhe logo com toda a g5te1 e corte com f\ces o cam9ho *amma1 que vai cresc5do com gr&e p]igo de se p]d]em em meia hora muitas t>efas de canna4 ,a9da que se saiba a t>efa de canna1 que hum negro ha de plant> em hum dia1 e a que ha de cort>1 quantas covas de m&ioca ha de faz]1 e arranc>1 e que m$ida de l5ha ha de d>1 como se dir em seu lug>1 comtudo bom he att5t> os feitores a idade1 e z =z de cada qual p>a dim9uirem o trabalho aos que elles manife/am5te vem1 que no podem com tanto1 como so z mulh]es pejadas depois de seis mezes1 e z que ha p\co que p>ro1 e crio1 os velhos1 e z velhas1 e os que sahro a9da convalesc5tes de alguma grave do5a4 ,ao feitor mr1 do nos eng5hos reaes sess5ta mil ris4 ,ao feitor da mo5da1 onde se me por sete1 a oito mezes1 qu>5ta1 ou c9co5ta mil ris1 p>ticul>m5te se se lhe encomm5da algum outro s]vio2 mas aonde h m5os que faz]1 e no se occupa em outra c\sa1 do tr9ta mil ris4 ,aos que assi/em nos p>tidos e faz5das1 tambem hoje aonde a lida he gr&e1 do qu>5ta ou qu>5ta e c9co mil ris4 ,,capitulo ,,vi4 ,d me/re d assuc>1 e soto-me/re a quem *amo banqueiro1 e d seu ajudante1 a quem *amo ajuda-banqueiro4 ,a quem faz o assuc> com razo se d o nome de me/re1 porque o seu obr> p$e intellig5cia1 att5o1 e exp]i5cia1 e e/a no ba/a que seja qualqu]1 mas he necess>ia a exp]i5cia local1 a sab]2 d lug>1 e qualidade da canna aonde se planta1 e se me porque os cannaveaes de huma p>te do canna muito =te1 e da outra muito fraca4 ,div]so umo tem z cannas das v>zeas1 d que tem z dos outeiros1 z das v>zeas vem muito agoac5tas1 e o caldo dellas tem muito que purg> nas caldeiras1 e p$e mais decoada2 a dos oiteiros1 vem bem assuc>ada1 e seu caldo p$e m5os tempo1 e m5os decoada p>a se purific>1 e cl>ific>4 ,nas taxas h melado1 que qu] maior cozim5to1 e h outro de m5or2 hum logo se cond5sa na bat$eira1 outro mais devag>4 ,das tres temp]as1 que se ho de faz] p>a en*] z frmas1 dep5de purg>-se o assuc> bem1 ou mal1 con=me ellas so4 ,se o me/re se fi> dos caldeireiros1 e dos taxeiros1 humas vezes cados1 outras sonor5tes1 e outras alegres mais d que convm1 e com a cabea esqu5tada1 acontec]-lhe-ha v] p]dida huma1 e outra meladura1 sem lhe pod] d> rem$io4 ,por isso vigie em c\sa de tanta importancia3 e se o banqueiro1 e o ajuda-banqueiro no tiv] a intellig5cia1 e exp]i5cia necess>ia p>a supprirem em sua aus5cia1 no descance sobre elles3 ens9e-os1 avise-os1 e1 se fr necess>io1 repreh5da-os1 pondo-lhes diante dos olhos o prejuizo d s5hor d eng5ho1 e dos lavradores1 se se p]d] o melado das taxas1 ou se fr mal temp]ado p>a z frmas4 ,veja que o feitor da mo5da mod]e de tal sorte o mo]1 que lhe no v5ha ao p>ol mais caldo d que he mi/]1 p>a lhe pod] d> vaso antes que se comece a az$>1 purg&o-o1 coz5do-o e bat5do-o quanto he necess>io4 ,antes de se bot> a decoada nas caldeiras d caldo1 exp]im5te1 que tal ella he2 e depois veja1 como os caldeireiros a boto1 e qu&o ho de p>>3 nem cons9ta1 que a meladura se ce antes de v] se o caldo tem boa purificao1 como ha de s]3 e o mesmo digo da passagem de huma p>a outra taxa1 qu&o se ha de coz]1 e bat]3 s5do a alma de tudo o bom successo a dilig5te att5o4 ,a ju/ia1 e a v]dade o obrigo a no mi/ur> o assuc> de hum lavrador com o d outro3 e por isso nas frmas1 que m&a pr no t5dal1 faa1 que haja s9al com que se posso di/+uir das outras1 que p]t5cem a outros donos1 p>a que o meu1 e o teu1 inimigos da paz1 no seja causa de bulhas4 ,e p>a que a sua obra seja p]feita1 t5ha boa correspond5cia com o feitor da mo5da1 que lhe envia o caldo2 com o banqueiro1 e soto-banqueiro1 que lhe succ$em de noite no (ficio2 e com o purgador d assuc>2 p>a que vejo juntam5te donde nasce o purg> bem1 ou mal1 em z frmas3 e sejo entre si como os olhos que igualm5te vigio2 e como z mos que unidam5te trabalho4 ,o que at agora e/ dito1 p]t5ce em gr&e p>te ao banqueiro tambem1 que he o soto-me/re1 e ao soto-banqueiro seu ajudante4 ,e alm disso p]t5ce a e/es d\s (ficiaes t] cuidado d t5dal das frmas1 d tap>-lhes os buracos1 cav>-lhes z covas de bagao com cavadores1 endireita-las1 e bot> nellas o assuc> feito com z tres temp]as1 das quaes se fall> em seu lug>3 e depois de tres dias envia-las p>a a casa de purg>1 ou sobre paviolas1 ou s co/as dos negros p>a que o purgador trate dellas4 ,devem tambem procur>1 que se faa a rep>tio ju/a dos cl>os entre os escravos1 con=me o s5hor ord5>1 e que ne/a casa haja toda a limpeza1 e cl>idade1 agoa1 decoada1 e todos os in/rum5tos1 dos quaes nella se usa4 ,e ao me/re p]t5ce v]1 antes de comear o eng5ho a mo]1 se os fundos das caldeiras e das taxas tem necessidade de se faz]em2 e se os ass5tos dellas p$em novo1 e mais firme conc]to4 ,a soldada d me/re d assuc> nos eng5hos1 que fazem quatro ou c9co mil pes1 p>ticul>m5te se elle visita tambem a casa de purg>1 he de c5to e v9te mil ris3 em outros do-lhe s cem mil ris4 ,aos banqueiros nos maiores1 qu>5ta mil ris2 nos m5ores1 tr9ta mil ris4 ,ao soto-banqueiro1 7que commumm5te he algum mulato ou cri\lo escravo da casa7 d-se tambem no fim da safra algum mimo1 se s]vio com satisfao no seu (ficio2 p>a que a esp]ana de/e limitado premio o al5te novam5te p>a o trabalho4 ,,capitulo ,,vii4 ,d purgador d assuc>4 ,ao purgador d assuc> p]t5ce v] o b>ro1 que vem p>a o giro a sec>-se p>a o cimeiro1 se he qual deve s]1 como se dir em seu lug>3 olh> p>a o amassador1 se &a como deve1 com o rodo no co*o1 =r> os pes nas frmas1 e levanta-las4 ,conhec] qu&o o assuc> e/ en*uto1 e qu&o he tempo de lhe bot> o primeiro b>ro2 como e/e se ha de e/5d]1 e quanto tempo se ha de deix>1 antes de se lhe bot> o segundo3 como se lhe ho de d> z humidades1 ou lavag5s1 e quantas se lhe ho de d>2 quaes so os s9aes de purg>1 ou no purg> bem o assuc>1 con=me z div]sas qualidades1 e temp]as4 ,a elle tambem p]t5ce t] cuidado dos meles1 ajunta-los1 corr-los1 e faz] delles batidos2 ou gu>da-los1 p>a faz] ago>d5te4 ,deve juntam5te us> de toda a dilig5cia p>a que se no sujem os tanques d mel2 e de alguma indu/ria p>a afug5t> aos morcegos1 que commumm5te so a praga quasi de todas z casas de purg>4 ,ao purgador de quatro mil pes de assuc>1 d-se soldada de c9co5ta mil ris4 ,aos que tem m5os trabalho d-se tambem m5os1 com a devida proporo4 ,,capitulo ,,viii4 ,d caixeiro d eng5ho4 ,o que aqui se dir no p]t5ce ao caixeiro da cidade1 porque e/e trata s de receb] o assuc>1 j encaixado1 de o m&> ao ,trapi*e1 de o v5d] ou emb>c>1 con=me o s5hor d eng5ho o ord5>1 e tem livro da razo de d> e hav]1 aju/a z contas1 e s]ve de ag5te1 contador1 procurador1 e deposit>io de seu amo2 ao qual1 se a lida he gr&e1 da-se soldada de qu>5ta ou c9co5ta mil ris4 ,fallo aqui d caixeiro que encaixa o assuc>1 depois de purgado4 ,e sua obrigao he m&> tir> o assuc> das =mas1 e/&o j purgado1 e enxuto1 em dias cl>os e de sol2 assi/ir qu&o se mascava1 e que o rep>te com fidelidade entre os lavradores e o s5hor d eng5ho2 e tira o dizimo1 que se deve a ,deos1 e a v9t5a1 ou qu9to que pago os que lavro em t]ras d eng5ho1 con=me o conc]to feito nos arr5dam5tos1 e o e/ilo ord9>io da t]ra1 o qual em v>ios lug>es he div]so2 e tudo ass5ta1 p>a d> conta exactam5te de tudo4 ,a elle tambem p]t5ce levant> z caixas1 e m&a-las b>re> nos cantos1 encaix> e m&> pil> o assuc>1 com a diviso d branco1 ma*o1 batido1 e mascavado2 faz] z c>as e os fe*os1 qu&o assim lh'o encomm5d>em os donos d assuc>2 f9alm5te1 preg> e m>c> z caixas1 e gu>d> o assuc> que sobej\1 p>a seus donos1 em lug> seguro e no humido1 e os in/rum5tos de que usa4 ,entrega z caixas1 qu&o se ho de emb>c>1 com ordem de quem z arrecada1 ou como dono dellas1 ou porque z alcanou por ju/ia1 como muitas vezes acontece1 faz5do os cr$ores p5hora no assuc> dos dev$ores1 antes que shia d eng5ho1 e de tudo p$ir recibo e cl>eza1 p>a pod] d> conta de si a quem lh'a p$ir4 ,a soldada d caixeiro1 nos eng5hos maiores1 he de qu>5ta mil ris1 e se feitoriza alguma c\sa na p>te d dia ou da noite1 do-se-lhe c9co5ta mil ris3 nos eng5hos m5ores1 do tr9ta mil ris4 ,,capitulo ,,ix4 ,como se hade hav] o s5hor de eng5ho com seus escravos4 ,os escravos so z mos1 e os ps d s5hor d eng5ho2 porque sem elles no ,brazil no he possivel faz]1 cons]v>1 e augm5t> faz5da1 nem t] eng5ho corr5te4 ,e d modo1 com que se ha com elles1 dep5de t-los bons1 ou mos p>a o s]vio4 ,por isso he necess>io compr> cada anno algumas pez1 e rep>t-las pelos p>tidos1 roz1 s]r>ias1 e b>cas4 ,e porque commumm5te so de naes div]sas1 e huns mais boaes que outros1 e de figuras muito diff]5tes1 se hade faz] rep>tio com rep>o1 e escolha1 e no s cegas4 ,os que vem p>a o ,brazil so ,ardas1 ,m9as1 ,congos1 de ,s4 ,?om1 d',angola1 de ,cabo ,v]de1 e alguns de ,moambique1 que vem nas nos da ,india4 ,os ,ardas1 e os ,m9as so robu/os4 ,os de ,cabo ,v]de1 e ,s4 ,?om1 so mais fracos4 ,os d',angola criados em ,lo&a so mais capazes de apr5d] (ficios mecanicos1 que os das outras p>tes j nomeados4 ,entre os ,congos ha tambem alguns ba/antem5te indu/riosos1 e bons no s p>a o s]vio da canna1 mas p>a z (fic9as1 e p>a o m5eo de casa4 ,huns *ego ao ,brazil muito rudes1 e muito fe*ados1 e assim cont9uo por toda a vida4 ,outros em p\cos annos sahem lad9os1 e exp]tos1 assim p>a apr5d]em a d\tr9a *ri/1 como p>a busc>em modo de pass> a vida1 e p>a se lhes encomm5d> hum b>co1 p>a lev>em recados1 e faz]em qualqu] dilig5cia das que co/umo ord9>iam5te occorr]4 ,z mulh]es uo de f\ce1 e de enxada1 como os hom5s3 porm nos mattos1 s os escravos uo de ma*ado4 ,dos lad9os se faz escolha p>a caldeireiros1 c>ap9as1 calafates1 taxeiros1 b>queiros1 e m>9heiros1 porque e/as occupaes qu]em maior adv]t5cia4 ,os que desde novatos se mettro em alguma faz5da1 no he bem que se tirem della contra sua vontade1 porque facilm5te se am(9o1 e morrem4 ,os que nascro no ,brazil1 ou se criro desde pequ5os em casa dos ,brancos1 affeio&o-se a seus s5hores1 do boa conta de si2 e lev&o bom cativeiro1 qualqu] delles vale por quatro boaes4 ,melhores a9da so p>a qualqu] (ficio os mulatos2 porm muitos delles1 us&o mal dos favores dos s5hores1 so sob]bos1 e viciosos1 e prezo-se de val5tes1 ap>elhados p>a qualqu] desa=o4 ,e comtudo elles1 e ellas da mesma cr1 ord9>iam5te levo no ,brazil a melhor sorte2 porque com aquella p>te de sangue de ,brancos1 que tem nas veias1 e talvez dos seus mesmos s5hores1 os enfeitio de tal maneira1 que alguns tudo lhes s(frem1 tudo lhes p]doo2 e p>ece1 que se no atrevem a repreh5d-los1 antes todos os mimos so seus4 ,e no he facil decidir1 se ne/a p>te so mais remissos os s5hores1 ou z s5horas2 pois no falta entre elles1 e ellas1 quem se deixe gov]n> por mulatos1 que no so os melhores2 p>a que se v]ifique o prov]bio1 que diz3--,que o ,brazil he ,inf]no dos ,negros1 ,purgatorio dos ,brancos1 e ,p>aizo dos ,mulatos1 e das ,mulatas--2 salvo qu&o por alguma desconfiana1 ou ciume1 o amor se muda em odio1 e sahe armado de todo o g5]o de crueldade1 e rigor4 ,bom he val]-se de suas habilidades1 qu&o quiz]em us> bem dellas1 como assim o fazem alguns2 porm no se lhes hade d> tanto a mo1 que peguem no brao1 e de escravos se fao s5hores4 ,=r> mulatas des9quietas he p]dio manife/a2 porque o d9heiro1 que do p>a se livr>em1 r>as vezes sahe de outras m9as1 que dos seus mesmos corpos1 com repetidos peccados2 e depois de =ras cont9uo a s] ru9a de muitos4 ,oppoem-se alguns s5hores aos casam5tos dos escravos e escravas1 e no sm5te no fazem caso dos seus amancebam5tos1 mas quasi cl>am5te os cons5tem1 e lhes do pr9cipio1 diz5do3 ,tu ,fulano a seu tempo cas>s com ,fulana3 e d'ahi por diante os deixo conv]s> entre si1 como se j fossem recebidos por m>ido1 e mulh]3 e dizem1 que os no caso1 porque temem que enfad&o-se d casam5to1 se matem logo com peonha1 ou com feitios2 no falt&o entre elles me/res insignes ne/a arte4 ,outros1 depois de e/>em casados os escravos1 os ap>to de tal sorte por annos1 que fico como se fossem solteiros3 o que no podem faz] em consci5cia4 ,outros so to p\co cuidadosos d que p]t5ce salvao dos seus escravos1 que os tem por muito tempo no cannaveal1 ou no eng5ho1 sem baptismo3 e dos baptisados muitos no sabem1 quem he o seu ,creador2 o que ho de cr]2 que lei ho de gu>d>2 como se ho de encomm5d> a ,deos2 a que vo os ,*ri/os igreja2 porque adoro a igreja1 que vo diz] ao ,padre1 qu&o ajoelho1 e lhe fallo aos ouvidos2 se tem alma2 e se ella morre1 e p>a onde vai1 qu&o se ap>ta d corpo4 ,e sab5do logo os mais boaes1 como se *ama1 e quem he seu s5hor2 quantas covas de m&ioca ho de plant> cada dia2 quantas mos de canna ho de cort>2 quantas m$idas de l5ha ho de d>2 e outras c\sas p]t5c5tes ao s]vio ord9>io de seu s5hor3 e sab5do tambem p$ir-lhe p]do1 qu&o errro2 e encomm5d>-se-lhe1 p>a que os no ca/igue1 com promettim5to da em5da3 dizem os s5hores1 que e/es no so capazes de apr5d] a confess>-se1 nem p$ir p]do a ,deos1 nem de rez> pelas contas1 nem de sab] os dez m&am5tos3 tudo por falta de ens9o1 e por no consid]>em a conta gr&e1 que de tudo i/o ho de d> a ,deos2 pois 7como diz ,s4 ,paulo7 s5do ,*ri/os1 e descuid&o-se dos seus escravos1 se ho com elles peor d que se fossem ,infieis4 ,nem os obrigo os dias santos a ouvir missa2 antes talvez os occupo de sorte1 que no tem lug> p>a isso3 nem encomm5do ao capello d\tr9a-los1 d&o-lhe por e/e trabalho1 se fr necess>io1 maior e/ip5dio4 ,o que p]t5ce ao su/5to1 ve/ido1 e mod]ao d trabalho1 cl>o e/ que se lhes no deve neg>2 porque a quem o s]ve deve o s5hor de ju/ia d> suffici5te alim5to2 mez9has na do5a1 e modo1 com que dec5tem5te se cubra1 e vi/a1 como p$e o e/ado de s]vo1 e no app>ec5do quasi n pelas ruas3 e deve tambem mod]> o s]vio de sorte1 que no seja sup]ior s =z dos que trabalho1 se qu] que posso atur>4 ,no ,brazil co/umo diz]1 que p>a o escravo so necess>ios tres ,p4 ,p4 ,p4 a sab]1 po1 po1 e panno4 ,e po/o que comecem mal1 pr9cipi&o pelo ca/igo1 que he o po2 comtudo prov]a ,deos1 que to abundante fosse o com]1 e o ve/ir1 como muitas vezes he o ca/igo1 dado por qualqu] c\sa p\co provada1 ou levantada2 e com in/rum5tos de muito rigor1 a9da qu&o os crimes so c]tos2 de que se no usa nem com os brutos animaes1 faz5do algum s5hor mais caso de hum cavallo1 que de meia duzia de escravos3 pois o cavallo he s]vido1 e tem quem lhe busque capim1 tem panno p>a o suor2 e sela1 e freio d\rado4 ,dos escravos novos se hade t] maior cuidado2 porque a9da no tem modo de viv]1 como os que trato de plant> suas roz1 e os que z tem por sua indu/ria1 no convm que sejo s reconhecidos por escravos1 na rep>tio d trabalho2 e esquecidos na do5a1 e na f>da4 ,os dom+os e dias santos de ,deos1 elles os recebem3 e qu&o seu s5hor lhos tira1 e os obriga a trabalh>1 como nos dias de s]vio1 se am(9o1 e lhe rogo mil pragas4 ,co/umo alguns s5hores d> aos escravos hum dia em cada semana1 p>a plant>em p>a si1 m&&o algumas vezes com elles o feitor p>a que se no descuidem3 e i/o s]ve1 p>a que no padeo fome1 nem c]quem cada dia a casa de seu s5hor1 p$9do-lhe a rao de f>9ha4 ,porm no lhes d> f>9ha1 nem dia p>a a plant>em2 e qu]] que sirvo de sol a sol no p>tido1 de dia1 e de noite com p\co descano no eng5ho1 como se admittir no tribunal de ,deos sem ca/igo8 ,se o neg> a esmola quem com grave necessidade a p$e1 he nega-la a ,*ri/o s5hor nosso1 como elle o diz no ,evangelho1 que s] neg> o su/5to e o ve/ido ao seu escravo8 ,e que razo d> de si1 quem d s]af9a e s$a1 e outras galas1 s que so occasio de sua p]dio2 e depois nega quatro ou c9co v>as de algodo1 e outras p\cas de panno da s]ra1 a quem se d]rete em suor p>a o s]vir1 e ap5as tem tempo p>a busc> huma raiz1 e hum c>angueijo p>a com]8 ,e se em cima di/o1 o ca/igo fr frequ5te1 e excessivo2 ou se ir embora1 fug9do p>a o mato2 ou se mat> por si1 como co/umo1 tom&o a respirao1 ou en=c&o-se1 ou procur> tir> a vida aos que lha do to m1 recorr5do 7se fr necess>io7 a artes diabolicas1 ou clam> de tal sorte a ,deos1 que os ouvir1 e f> aos s5hores o que j fez aos egipcios1 qu&o avexavo com extraord9>io trabalho aos ,hebreos2 m&&o z pragas t]riveis1 contra suas faz5das1 e filhos1 que se lem na ,sagrada ,escriptura3 ou p]mittir que assim como os ,hebreos =o levados1 cativos p>a ,babilonia em p5a d duro cativeiro1 que davo aos seus escravos3 assim algum cruel inimigo leve e/es s5hores p>a suas t]ras1 p>a que nellas exp]im5tem1 quo p5oza he a vida1 que elles dro1 e do cont9uam5te a seus escravos4 ,no ca/ig> os excessos1 que elles commettem1 s]ia culpa no leve2 porm e/es se ho de av]igu> antes1 p>a no ca/ig> innoc5tes3 e se ho de ouvir os dilatados2 e conv5cidos ca/ig>-se-ho com aoutes mod]ados1 ou com o mett] em huma corr5te de f]ro por algum tempo1 ou tronco4 ,ca/ig> com impeto1 com animo v+ativo1 por mo propria1 e com in/rum5tos t]riveis1 e *eg> talvez aos pobres com fogo1 ou lacre ard5te1 ou m>ca-los na c>a1 no s]ia p>a se s(fr] entre b>b>os1 muito m5os entre *ri/os ca?olicos4 ,o c]to he que1 o s5hor se h\v] com os escravos como pai1 d&o-lhes o necess>io p>a o su/5to1 e ve/ido1 e algum descano no trabalho1 se pod] tambem depois hav] com o s5hor3 e no e/ranh>1 s5do conv5cidos das culpas1 que commettro1 de receb]em com mis]icordia o ju/o1 e m]ecido ca/igo4 ,e se depois de err>em como fracos1 vi]em por si mesmos a p$ir p]do ao s5hor2 ou busc>em padr9hos1 que os acompanhem3 em tal caso he co/ume no ,brazil o p]do>-lhes4 ,e bem he1 que saibo1 que i/o lhes hade val]3 porque de outra sorte1 fugir por huma vez p>a algum mocambo no mato1 e se =em apanhados pod] s]1 que se matem a si mesmos1 antes que o s5hor *egue a aouta-los1 ou que algum seu p>5te tome a sua conta a v+ana ou com feitio1 ou com v55o4 ,neg>-lhes totalm5te os seus folgu$os1 que so o unico alivio d seu cativeiro1 he qu]-los desconsolados1 e melancolicos1 de p\ca vida1 e saude4 ,portanto no lhes e/ranhe os s5hores o cri>em seus reis1 cant>1 e bail> por algumas horas hone/am5te em alguns dias d anno1 e o alegr>em-se hone/am5te t>de depois de t]em feito pela manh suas fe/as de ,n4 ,s4 d ,roz>io1 de ,s4 ,b5$icto1 e d orago da capella d eng5ho1 sem ga/o dos escravos1 acod9do o s5hor com sua lib]alidade aos juizes1 e d&o-lhes algum premio d seu cont9uado trabalho4 ,porque se os juizes1 e juizas das fe/as h\v]em de ga/> d seu1 s] causa de muitos inconv5i5tes1 e (f5sas de ,deos por s]em p\cos os que podem licitam5te ajunt>4 ,o que se hade evit> nos eng5hos he o embriag>em-se com g>apa az$a1 ou ago>d5te2 ba/&o se lhes conc$a a g>apa doce1 que lhes no faz damno2 e com ella fazem seus resgates1 com os que a troco lhes do f>9ha1 feijes1 aip9s1 e batatas4 ,v] que os s5hores tem cuidado de d> alguma c\sa dos sobejos da mesa aos seus filhos pequ5os1 he causa de que os escravos os sirvo de boa vontade1 e que se alegrem de lhes multiplic>em s]vos1 e s]vas4 ,pelo contr>io algumas escravas procuro de proposito aborto1 s p>a que no *eguem os filhos de suas entranhas a padec] o que ellas padecem4 ,,capitulo ,x4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho no gov]no de sua familia1 e nos ga/os ord9>ios da casa4 ,p$9do a fabrica d eng5ho tantos1 e to gr&es ga/os1 quantos acima dissemos1 bem se v a paci5cia1 que he necess>ia nos p>ticul>es de casa4 ,cavallos de respeito mais dos que ba/o1 *>ameleiros1 trombeteiros1 tang$ores1 e lacaios mimosos no s]vem p>a ajunt> faz5da1 p>a dim9ui-la em p\co tempo1 com obrigaes1 e emp5hos4 ,e muito m5os s]vem z recreaes amiudadas1 os convites sup]fluos1 z galas1 z s]p5t9as1 e o jogo4 ,e por e/e cam9ho alguns em p\cos annos d e/ado de s5hores ricos *egro ao de pobres1 e arra/ados lavradores1 sem t]em que d> de dotes s filhas1 nem modo p>a encam9h> hone/am5te aos filhos4 ,mo he t] o nome de av>5to3 mas no he gloria digna de l\vor o s] prodigo4 ,quem se resolve a lid> com eng5ho1 ou se hade retir> da cidade1 fug9do das occupaes da republica1 que obrigo a div]tir-se3 ou hade t] actualm5te duas casas ab]tas1 com notavel prejuizo aonde qu] que falte a sua assi/5cia1 e com dobrada despeza4 ,t] os filhos sempre comsigo no eng5ho1 he crea-los tab>cos1 que nas conv]saes no sab] fall> de outra c\sa mais d que d co1 d cavallo1 e d boi4 ,deixa-los ss na cidade1 he d>-lhes logo lib]dade p>a se faz]em logo viciosos1 e en*]-se de v]gonhosas do5z1 que se no podem facilm5te cur>4 ,p>a evit> pois hum1 e outro extremo1 o melhor conselho s] p-los em casa de algum p>5te1 ou amigo grave1 e honrado1 onde no haja occasies de tropear1 o qual folgue de d> boa conta de si1 e com toda a fidelidade avise d bom1 ou mo proc$im5to1 e d proveito1 ou neglig5cia no e/udo4 ,nem cons9ta1 que a mi lhe remetta d9heiro1 ou m&e secretam5te ord5s p>a isso ao seu correspond5te1 ou ao caixeiro3 nem cra1 que o que p$em p>a livros1 no possa s] tambem p>a jogos4 ,e por isso avise ao procurador1 e ao m]cador1 de quem se valle1 que lhes no d c\sa alguma sem sua ordem4 ,porque p>a p$irem s] muito especulativos1 e sab] excogit> razes1 e pretextos v]osimeis1 pr9cipalm5te se =em dos que j &o no curso1 e tem vontade de lev> tres annos de boa vida cu/a d pai1 ou d tio1 que no sabem o que passa na cidade1 e/&o nos seus cannaveaes1 e qu&o se jacto nas conv]saes de t] hum ,ari/oteles nos pateos1 pde s] que t5ho na praa hum ,as9io1 ou hum ,apricio4 ,porm se se resolv]em a t] os filhos em casa1 cont5t&o-se com que saibo l]1 escrev]1 e cont>1 e t] alguma tal ou qual noticia dos successos1 e hi/orias1 p>a fall>em entre g5te1 no se descuidem em vigi> sobre elles1 qu&o a idade o p$ir3 porque tambem o campo l>go he lug> de muita lib]dade1 e pde d> abrolhos1 e esp9hos4 ,e se se faz c]cado aos bois1 e aos cavallos1 p>a que no vo fra d pa/o2 porque se no por tambem algum limite aos filhos1 assim d5tro como fra de casa1 mo/r&o a exp]i5cia s] assim necess>io8 ,com tanto que a circunspeco seja prud5te e a demasia1 no accresc5te a malicia4 ,o melhor ens9o1 porm1 he o exemplo d bom proc$im5to dos pais3 e o descano mais seguro1 he d> a seu tempo e/ado s filhas1 como aos filhos1 e se se cont5t>em com a igualdade1 no falt> casas1 aonde se posso faz] troca1 e receb] recomp5sas4 ,,capitulo ,,xi4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho no recebim5to dos hosp$es1 assim religiosos1 como secul>es4 ,a hospitalidade he huma aco cortez1 e tambem virtude *ri/3 e no ,brazil muito ex]citada1 e l\vada3 porque falt&o fra da cidade z e/alag5s1 vo necess>iam5te os passageiros d> comsigo nos eng5hos1 e todos ord9>iam5te a*o de graa o que em outras t]ras cu/a d9heiro3 assim os religiosos1 que busco suas esmolas1 que no so p\cos1 e os mission>ios1 que vo pelo reconcavo1 e pela t]ra d5tro com gr&e proveito das almas1 a ex]cit> seus m9i/]ios2 como os secul>es1 que ou por necessidade1 ou por conhecim5to p>ticul>1 ou por p>5tes busco de cam9ho agasalho4 ,t] casa sep>ada p>a os hosp$es1 he gr&e ac]to2 porque melhor se recebem1 e com o m5or e/orvo da familia1 e sem prejuizo d recolhim5to1 que ho de gu>d> z mulh]es1 e z filhas1 e z moz d s]vio int]ior occupadas no app>elho d jant>1 e da ca4 ,o tratam5to no hade exc$] o e/ado das pessoas1 que se recebem2 porque no decurso d anno so muitas4 ,a criao miuda1 ou em alguns peixes d m>1 ou rio vis9ho1 com alguns m>iscos dos mangues1 e o que d o mesmo eng5ho p>a doce2 ba/a p>a que n+uem se possa queix> com razo4 ,avanar-se mais 7salvo em hum caso p>ticul> por ju/os respeitos7 he pass> os limites1 e impossibilit>-se pod] cont9u> igualm5te pelo tempo futuro4 ,d> esmolas1 he d> a juro ,deos1 que paga c5to por hum2 mas em primeiro lug> e/ pag> o que se deve de ju/ia2 e depois ext5d]-se piam5te s esmolas1 con=me o cab$al1 e o r5dim5to dos annos4 ,e ne/a p>te nunca se arrep5d] o s5hor d eng5ho de s] esmol]3 e apr5d] os filhos imit> ao pai2 e deix&o-os incl9ados s obras de mis]icordia1 os deix> muito ricos1 e com riquezas seguras4 ,p>a os vadios1 t5ha enxadas1 e f\ces3 e se se quiz]em det] no eng5ho1 m&e-lhes diz] pelo feitor1 que trabalh&o1 lhes pag> seu jornal4 ,e de/a sorte ou seguir seu cam9ho1 ou de vadios se f> jornaleiros4 ,tambem no convm que o me/re d assuc>1 o caixeiro1 e os feitores t5ho em suas casas por tempo notavel pessoas da cidade1 ou de outras p>tes1 que vm pass> tempo ociosam5te2 e muito mais se =em solteiros1 e moos2 porque e/es no s]vem s5o p>a e/orv> aos mesmos (ficiaes1 que ho de att5d] ao que lhe p]t5ce2 e p>a des9quiet> z escravas d eng5ho1 que facilm5te se deixo lev> de seu p\co mod]ado apetite a obr> mal4 ,e i/o se lhes deve intim> ao pr9cipio1 p>a que no ac>retem atraz de si sobr9hos1 ou primos1 que com seus vicios lhes dem dobrados desgo/os4 ,os mission>ios que des9t]essadam5te vo faz] seus (ficios1 devem s] recebidos com toda a boa vontade2 porque v5do esquivao no v5ho a ent5d] que o s5hor d eng5ho1 por p\co affeioado s c\sas de ,deos1 ou por mesqu9ho1 ou por outro qualqu] respeito1 no folga com a misso1 em a qual se aju/o z consci5cias com ,deos1 se d in/ruco aos ignorantes1 se ato inimizades1 e occasies esc&alosas de annos1 e se procura que todos tratem da salvao de suas almas4 ,,capitulo ,,xii4 ,como se hade hav] o s5hor d eng5ho com os m]cadores1 e outros seus correspond5tes na praa1 e de alguns modos de v5d]1 e compr> o assuc> con=me o e/ilo1 e uso d ,brazil4 ,o cr$ito de hum s5hor de eng5ho funda-se na sua v]dade1 i/o he na pontualidade1 e fidelidade em gu>d> z promessas4 ,e assim como o ho de exp]im5t> fiel os lavradores nos dias1 que se lhes devem d> p>a mo]em a sua canna1 e na rep>tio d assuc>1 que lhes cabe2 os (ficiaes na paga das soldadas2 e os que do a l5ha p>a z =nalhas1 madeira p>a a mo5da1 tijolos1 e frmas p>a a casa de purg>1 taboas p>a encaix>1 bois1 e cavallos p>a a fabrica3 assim tambem se hade acr$it> com os m]cadores1 e correspond5tes na praa que lhe dro d9heiro1 p>a compr> pez1 cobre1 f]ro1 ao1 enx>cias1 breu1 vlas1 e outras faz5das fiadas4 ,porque se ao tempo da frota no pag>em o que devem2 no t] com que se app>elh>em p>a a safra v9d\ra2 nem se a*> quem queira d> o seu d9heiro1 ou faz5da nas mos de quem lha no hade pag>1 ou to t>de1 ou com tanta difficuldade1 que se arrisque a quebr>4 ,h annos em que pela muita mort&ade de escravos1 cavallos1 egoas1 e bois1 ou pelo p\co r5dim5to da canna1 no podem os s5hores d eng5ho *eg> a d> satisfao inteira d que promettro4 ,porm no d&o se qu] alguma p>te1 no m]ecem alcanar z esp]as1 que p$em2 pr9cipalm5te qu&o se sabe que tivro p>a desp]diar1 e p>a jogos1 o que devio gu>d> p>a pag> aos seus acr$ores4 ,nos outros annos de r5dim5to suffici5te1 e com p]das mod]adas1 ou sem ellas1 no ha razo p>a falt> aos m]cadores1 ou commiss>ios1 que negoco por seus amos1 aos quaes devem d> conta de si1 e por isso no he muito p>a se e/ranh>1 se exp]im5t&o falt>-se por tanto tempo palavra1 com lucro v]dadeiram5te cessante1 e damno em]g5te1 levanto com ju/a mod]ao o preo da faz5da1 que v5dem fiada1 e que ,deos sabe qu&o pod] arrecad>4 ,compr> anticipadam5te o assuc> por d\s cruzados1 v]bi grati1 que a seu tempo commumm5te vale doze to/es1 e mais1 tem sua difficuldade2 porque o comprador e/ seguro de ganh>3 e o v5d$or he moralm5te c]to1 que hade p]d]1 pr9cipalm5te qu&o o que d o d9heiro adiantado1 no o havia de empreg> em outra c\sa1 antes d tempo de o emb>c> p>a o ,re9o4 ,quem compra1 ou v5de anticipadam5te pelo preo1 que val] o assuc> no tempo da frota1 faz contracto ju/o2 porque assim o comprador1 como o v5d$or1 e/o igualm5te arriscados4 ,e i/o se ent5de pelo maior preo g]al1 que ento o assuc> val]1 e no pelo preo p>ticul>1 em que algum se accommod>1 obrigado a v5d-lo4 ,compr> a pagam5tos1 he d> logo de contado alguma p>te d preo1 e depois pag> por qu>teis1 ou tanto por cada anno1 con=me o conc]to1 at se inteir> de tudo4 ,e pod] pr-se a p5a1 de tantos cruzados mais1 se se falt> a algum pagam5to3 mas no se pod] pret5d]1 que se pague juro dos juros v5cidos2 porque o juro s se paga d pr9cipal4 ,quem diz3 v5do o assuc> cativo2 qu] diz]3 v5do-o com a obrigao de o comprador pag> todas z cu/as2 tir&o os tres to/es1 que se pago na ,bahia1 porque e/es correm por conta de quem o c>rega4 ,v5d] o assuc> livre a dez to/es1 v]bi grati1 por arroba1 qu] diz]1 que o comprador hade d> ao v5d$or dez to/es por cada arroba1 e hade faz] todos os ga/os a sua cu/a4 ,quem compr\ o assuc> cativo1 e o despa*\1 o v5de depois livre1 e o comprador faz os ga/os1 que se seguem4 ,compr> o assuc> por cabez1 qu] diz]1 compr> z caixas d'assuc> pelo num]o das arrobas1 que tem na m>ca1 com meia arroba de m5os na quebra4 ,qu&o se pesa huma caixa d'assuc>1 p>a pag> os direitos3 se o pesador pesa favoravel1 diz1 v]bi grati1 que a caixa de tr9ta arrobas tem v9te e oito4 ,e i/o ,el-,rei o s(fre1 e cons5te de favor4 ,porm e/a caixa no se v5de por e/e peso1 mas pelo que na v]dade se a*>1 qu&o vai a pes>-se na balana fra da ,alf&ega1 que ahi e/1 p>a se tir> toda a duvida4 ,v5d] z t]ras por m5os d que valem1 com a obrigao de se mo] a canna1 que nellas se plant>1 no eng5ho d v5d$or2 he contracto licito1 e ju/o4 ,compr> hum s5hor de eng5ho1 a hum lavrador1 que tem canna livre p>a mo] aonde quiz]1 a obrigao de a mo] no seu eng5ho1 em quanto lhe no re/ituir o d9heiro que p>a isso lhe deu1 qu&o compr\ a dita obrigao2 pratica-se no ,brazil muitas vezes3 e os letrados o def5dem por contracto ju/o3 porque i/o no he d> d9heiro empre/ado com obrigao de mo]2 mas he compr> a obrigao de mo] no seu eng5ho1 p>a ganh> a metade d assuc>1 fic&o a porta ab]ta ao lavrador p>a se livr> de/a obrigao1 todas z vezes que torn> a entreg> ao comprador o d9heiro que recebeu4 ,,livro ,,segundo4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,da escolha da t]ra p>a plant> cannas de assuc>1 e p>a os mantim5tos necess>ios1 e provim5tos d eng5ho4 ,z t]ras boas ou ms1 so o fundam5to pr9cipal p>a t] hum eng5ho real bom1 ou mo r5dim5to4 ,z que *amo massaps1 t]ras negras1 e =tes1 so z mais excell5tes p>a a planta da canna4 ,seguem-se atraz de/as os sales1 t]ra v]melha1 capz de p\cos crtes2 porque logo enfraquece4 ,z areiscas1 que so huma mixtura de ara1 e sales1 s]vem p>a m&ioca1 e legumes2 mas no p>a cannas4 ,e o mesmo digo das t]ras brancas1 que *amo t]ras de ara1 como so z d ,camam1 e da ,saubra4 ,a t]ra que se escolhe p>a o pa/o ao r$or d eng5ho1 hade t] agua1 hade s] c]cada1 ou com plantas vivas1 como so z de ,p9hes2 ou com e/acas1 e v>as d matto4 ,o melhor pa/o he o que tem grama1 p>te em outeiro1 e p>te em v>zea3 porque de/a sorte em todo o tempo1 ou em huma1 ou em outra p>te1 assim os bois1 como z be/as1 a*> que com]4 ,o pa/o se hade cons]v> limpo de outras h]vas1 que mato a grama1 e no tempo d inv]no se ho de bot> fra delle os porcos1 porque o de/rem fo&o4 ,nelle hade hav] hum ou d\s curraes1 aonde se metto os bois p>a com]em os olhos da canna1 e p>a e/>em p]to d s]vio dos c>ros4 ,e tambem z be/as se recolhem no seu curral1 p>a z no hav] de busc> espalhadas4 ,&o no pa/o1 alm das egoas e bois1 ovelhas1 e cabras3 e ao r$or d eng5ho a criao miuda1 como so p]s1 gal9has1 e patos1 que so o rem$io mais prompto p>a agasalh> os hosp$es1 que vem de improviso4 ,mas porque z ovelhas e cavallos *ego muito com o d5te raiz da grama1 so de prejuizo ao pa/o dos bois3 e por isso se o de/es fosse div]so1 s]ia melhor4 ,os mattos do z madeiras1 e a l5ha p>a z =nalhas4 ,os mangues do caibros1 e m>isco4 ,e os ,apics 7que so z coroas1 que faz o m> entre si e a t]ra firme1 e z cobre a m>7 do o b>ro1 p>a purg> o assuc> nas =mas1 e p>a a ol>ia1 que na op9io de alguns se no escusa nos eng5hos reaes4 ,de todas e/as ca/as de t]ras tem necessidade hum eng5ho real2 porque humas s]vem p>a cannas1 outras p>a mantim5to da g5te1 e outras p>a o app>elho1 e provim5to d eng5ho1 alm d que se procura d ,re9o4 ,porm nem todos os eng5hos podem t] e/a dita3 antes n5hum se a*>1 a quem no falte alguma de/as c\sas4 ,porque aos que e/o a beira-m> commumm5te falto z roz1 e a l5ha3 e aos que e/o pela t]ra d5tro1 falto outras muitas conv5i5cias1 que tem os que e/o a beira-m> no ,reconcavo4 ,comtudo1 de t]1 ou no t] o s5hor d eng5ho1 cab$al1 e g5te1 feitores fieis1 e de exp]i5cia1 bois1 e be/as1 b>cos1 e c>ros1 dep5de o m5e>1 e gov]n> bem1 ou mal o seu eng5ho4 ,e se no tiv] g5te p>a trabalh>1 e b5efici> z t]ras a seu tempo2 s] o mesmo1 que t] matto bravo com p\co1 ou n5hum r5dim5to3 assim como no ba/a p>a a vida politica1 t] bom natural2 se no h\v] me/re1 que com o ens9o trate de o ap]feio> ajud&o-o4 ,,capitulo ,,ii4 ,da planta1 e limpas das cannas1 e a div]sidade que ha nellas4 ,feita a escolha da melhor t]ra p>a a canna1 roa-se1 queima-se1 e alimpa-se tir&o-lhe tudo o que pod]ia s]vir-lhe de emb>ao2 e logo abre-se em regos1 altos palmo e meio1 e l>gos d\s com seu camalho no meio1 p>a que nasc5do a canna no se abafe3 e ne/es regos ou se planto os olhos em p1 ou se deito z cannas em p$aos1 tres ou quatro palmos compridos3 e se fr canna pequ5a deita-se tambem inteira1 huma junto outra1 ponta com p2 cobrem-se com t]ra mod]adam5te4 ,e depois de p\cos dias brot&o pelos olhos comeo p\co a p\co a mo/r> sua v]dura flr da t]ra1 peg&o facilm5te1 e cresc5do mais1 ou m5os con=me a qualidade da t]ra1 e o favor1 ou contr>i$ade dos tempos4 ,mas se =em muito juntas1 ou se na limpa lhes *eg>em muito a t]ra1 no pod] filh> como he bem1 e o que se deve evit>4 ,a planta da canna nos lug>es altos da ,bahia comea desde z primeiras agoas no fim de ,fev]eiro1 e nos pr9cipios de ,m>o1 e se cont9ua at o fim de ,maio1 e nas baixas1 e v>zeas 7que so mais frescas1 e humidas7 planta-se tambem nos mezes de ,julho1 e ,ago/o1 e por alguns dias de ,setembro4 ,toda a canna1 que no fr seca1 ou viciada1 nem de canudos muito pequ5os1 s]ve p>a plant>4 ,de s] a t]ra nova1 e =te1 segue-se o cresc] nella a canna muito viosa2 e e/a *amo canna brava3 a qual a primeira1 e segunda vez1 que se corta1 no co/uma faz] bom assuc>1 por s] muito agoac5ta4 ,porm dahi por diante depois de esbravej> a t]ra a9da que cresa extraord9>iam5te1 he to boa no r5dim5to como =moza na app>5cia1 e de/as se a*o algumas vezes algumas com sete1 oito1 e nove palmos1 e tambem po/as no cannaveal1 como os capites nos ex]citos4 ,a melhor canna he a de canudo comprido1 e limpo2 e z que tem canudos pequ5os1 e b>bados1 so z peiores4 ,nascem o t]em canudos pequ5os1 ou da seca1 ou d frio1 porque huma e outra c\sa z ap]to3 e o t]em b>bas proc$e de lhes falt> com alguma limpa a seu tempo4 ,comea-se alimp> a canna1 tanto que tiv] monda1 ou h]va de tir>4 ,no inv]no a h]va1 que se tira1 torna logo a nasc]2 e z limpas mais necess>ias so aquellas primeiras1 que se fazem1 p>a que a canna possa cresc]1 e o capim a no afogue3 porque depois de crescida1 v5ce melhor z h]vas m5ores4 ,e assim vmos1 que os primeiros vicios so os que boto a p]d] hum bom natural4 ,z cannas que se planto nos outeiros1 so ord9>iam5te mais limpas1 que z que se planto nas v>zeas3 porque assim como corr] a agoa d outeiro1 he causa que se no criem nelle to facilm5te outras h]vas1 assim o ajunt>-se ella na v>zea he causa de s] e/a sempre muito humida1 e consegu9tem5te muito dispo/a p>a cri> o capim4 ,por isso em humas t]ras s vezes no ba/o tres limpas1 e em outras com duas o lavrador descana con=me os tempos1 mais ou m5os *uvosos4 ,assim como ha filhos to doceis1 que com a primeira admoe/ao se em5do1 p>a outros no ba/o repetidos ca/igos4 ,z socas tambem 7que so z raizes das cannas cortadas a seu tempo1 ou queimadas por velhas1 ou por cahidas de sorte que se no posso cort>1 ou por desa/re7 s]vem p>a plant>2 porque se no morr]em pelo muito frio1 ou pela muita sca1 *eg&o-lhes a t]ra1 torno a brot>1 e podem de/a sorte r5ov> o cannaveal por c9co ou seis annos1 e mais4 ,tanto vale a indu/ria1 p>a tir> proveito1 a9da d que p>ecia inutil1 e se deix>ia por p]dido4 ,v]dade he1 que c&o a t]ra1 p]de tambem a soca o vigor1 e depois de seis1 ou sete annos1 a canna se acanha1 e facilm5te se mur*a1 at fic> seca1 e ar\gada4 ,e por isso no se hade pret5d] da t]ra1 nem da soca mais d que pud] d>1 p>ticul>m5te se no fr ajudada com algum b5eficio1 e a adv]t5cia d bom lavrador consi/e em plant> de tal sorte successivam5te a canna1 que cort&o-se a velha p>a a mo5da1 fique a nova em p p>a a safra v9d\ra1 e de/a sorte alim5te com a sua v]dura a esp]ana d r5dim5to1 que se prep>a1 que he o premio de seu cont9uado trabalho4 ,plant> huma t>efa de cannas1 he o mesmo que plant> no espao de tr9ta braz de t]ra em quadra4 ,f9alm5te porque a div]sidade das t]ras1 e dos climas p$e div]sa cultura2 he necess>io in=m>-se1 e seguir o conselho dos velhos1 aos quaes ens9\ muito o tempo1 e a exp]i5cia1 p]gunt&o em tudo o que se duvid>1 p>a obr> com ac]to4 ,,capitulo ,,iii4 ,dos inimigos da canna1 em quanto e/ no cannaveal4 ,z inclem5cias d co so o pr9cipal inimigo1 que tem z cannas1 assim como os outros frutos1 e novidades da t]ra1 qu]5do ,deos com muita razo1 que se armem contra ns os elem5tos por ca/igo das nossas culpas1 ou p>a ex]cicio da paci5cia1 ou p>a que nos lembremos que elle he o autor1 e o cons]vador de todas z c\sas1 e a elle recorramos em semelhantes ap]tos4 ,os cannaveaes nos outeiros resi/em mais s *uvas1 qu&o so demasiadas2 porm so os primeiros a queix>em-se da sca4 ,pelo contr>io z v>zeas no s5tem to depressa a =a d excessivo calor2 mas na abundancia das aguas *oro primeiro suas p]das4 ,a canna da ,bahia qu] agua nos mezes de ,outubro1 ,novembro1 e ,dezembro1 e p>a a planta nova em ,fev]eiro1 e qu] tambem successivam5te sol1 o qual commumm5te no falta1 assim no faltassem nos sobr$itos mezes z *uvas4 ,porm o inimigo mais mole/o1 e mais cont9uo1 e dome/ico da canna1 he o capim2 pois mis1 ou m5os1 at o fim a p]segue4 ,e por isso t5do o plant>1 e cort> seus mezes c]tos2 o limp> obriga os escravos dos lavradores1 a irem sempre com a enxada na mo1 e acabada qualqu] outra occupao fra d cannaveal1 nunca se m&o debalde limp>4 ,ex]cicio1 que dev]ia tambem s] cont9uo nos que trato da boa criao dos filhos1 e da cultura d animo4 ,e a9da que s e/e inimigo ba/e por muitos1 no falto outros de no m5or enfado1 e mole/ia4 ,z cabras1 tanto que a canna comea a app>ec] fra da t]ra1 logo a vo inve/ir3 os bois1 e os cavallos ao pr9cipio lhe comem os olhos1 e depois a d]rubo1 e a piso3 os ratos1 e os porcos a roem3 os ladres a furto a feixes2 nem passa rapaz1 ou cam9hante1 que se no queira f>t>1 e des5fad> cu/a de quem a plant\4 ,e po/o que os lavradores se accommodem de qualqu] modo a s(fr] os furtos pequ5os dos frutos de seu suor1 vem-se s vezes obrigados de huma ju/a dr a mat> porcos1 cabras1 e bois1 que outros no trato de div]tir1 e gu>d> nos pa/os c]cados1 ou em p>te mais remota1 a9da depois de rogados1 e avisados que ponho cobro ne/e damno3 donde se seguem queixas1 inimizades1 e odios1 que se arremato com mortes1 ou com sangu9ol5tas1 e affrontosas v+anz4 ,por isso cada qual trate de def5d] os seus cannaveaes1 e de evit> occasies de outros se queix>em ju/am5te d seu muito descuido1 m$9do os damnos alheos1 com o s5tim5to dos proprios4 ,,capitulo ,,iv4 ,d crte da canna1 e sua conduo p>a o eng5ho4 ,come&o o eng5ho a mo] 7o que no reconcavo da ,bahia co/uma t] seu pr9cipio em ,ago/o7 comea tambem o tempo de mett] a f\ce na canna1 que disso he capaz2 e p>a bem1 antes de se cort>1 hade e/> dezesete1 ou dezoito mezes na t]ra3 e dahi por diante1 se a muita seca a no ap]t>1 pde seguram5te e/> na mesma t]ra outros sete1 ou oito mezes4 ,tanto pois que e/iv] de vez1 se m&> pr nella a f\ce1 t5do j c]to o dia1 em que se hade mo]1 p>a que no fique depois de cortada a mur*>-se no eng5ho1 ou se no seque expo/a ao sol no porto1 se e/e fr di/ante da mo5da3 pref]9do o lavrador1 que avisado tr\xe primeiro a canna p>a o eng5ho1 at se acab> inteiram5te a sua t>efa1 e p]d5do o vag>ozo o lug> que lhe cabia1 se por seu descuido deix\ pass> o dia assignalado4 ,e o s5hor d eng5ho he que rep>te os dias1 assim p>a mo] a sua canna1 como a dos lavradores1 con=me cabe a cada qual por seu turno1 e m&a o aviso pelo feitor a seu tempo compet5te4 ,qu&o se corta canna1 se mettem doze at dezoito f\ces no cannaveal1 con=me fr a canna gr&e1 ou pequ5a4 ,e a que se m&a a mo] de huma vez *ama-se huma t>efa1 que vem a s] v9te1 e quatro c>ros1 t5do cada c>ro ju/a m$ida de oito palmos de alto1 e sete de l>go1 capaz de mais ou m5os feixes de canna1 con=me ella fr gr&e ou pequ5a3 porque m5os feixes de canna gr&e ba/o p>a faz] a t>efa2 e mais ho de s] necess>ios se fr canna pequ5a1 pois a pequ5a occupa m5or lug> assim no b>co1 como no c>ro2 e a gr&e occupa1 em huma e outra p>te maior espao1 pelo que tem de maior comprim5to1 e grossura4 ,r>o porm s] o c>ro1 que traga mais de c5to1 e c9co5ta feixes de canna3 e os s5hores dos p>tidos1 pelos crtes antec$5tes sabem muito bem1 quantas t>efas tem nos seus cannaveaes4 ,a primeira canna1 que se hade cort> he a velha1 que no pde esp]>3 co/ume que no gu>da a morte1 cuja f\ce corta indiff]5tem5te moos1 e velhos4 ,e e/a crte a tempo1 que se no faa prejuizo soca1 con=me z t]ras1 mais ou m5os frias1 e os dias de maior ou m5or calor1 e sem *uva4 ,e di/o proc$e no se pod] cort> a canna em humas t]ras depois d fim de ,fev]eiro2 e em outras corta-se a9da em ,m>o1 e ,abril4 ,quanto ao crte da canna nova3 se o lavrador fr muito ambicioso1 e desejoso de faz] muito assuc>1 cort> tudo em huma safra1 e a*>-se-ha com p\co1 ou nada na outra4 ,por isso o crte da nova hade t] sua conta3 e se hade att5t> ao futuro1 con=me o que se tem plantado1 us&o de huma rep>tio consid]ada1 e segura1 que he o que dicta em qualqu] outra obra1 ou negocio a boa economia1 e prud5cia4 ,assim os escravos1 como z escravas se occupo no crte da canna2 porm commumm5te os escravos corto1 e z escravas am>ro os feixes4 ,con/a o feixe de doze cannas3 e tem por obrigao cada escravo cort> em hum dia1 sete mos de dez feixes por cada d$o1 que so trez5tos1 e c9co5ta feixes2 e a escrava hade am>r> outros tantos com os olhos da mesma canna3 e se lhes sobej> tempo1 s] p>a o ga/>em livrem5te no que quiz]em4 ,o que se no conc$e na limpa da canna3 cujo trabalho comea desde o sol nascido1 at ao sol po/o3 como tambem em qualqu] outra occasio1 que s5o d por t>efa4 ,e o cont> a t>efa d crte1 como e/ dito1 por mos1 e d$os1 he p>a se accommod> rudeza dos escravos boaes1 que de outra sorte no ent5dem1 nem sabem cont>4 ,o modo de cort> he o segu9te3 pega-se com a mo esqu]da em tantas cannas1 quantas pde ab>c>1 e com a direita armada de f\ce se lhe tira a palha1 a qual depois se queima1 ou pela madrugada1 ou j de noite qu&o acalm&o o v5to d] p>a isso lug>2 e s]ve p>a faz] a t]ra mais f]til3 logo levant&o mais acima a mo esqu]da1 boto-se fra com a f\ce os olhos da canna1 e e/es do-se aos bois a com]3 e ultimam5te torn&o com a esqu]da mais abaixo1 corta-se r5te ao p1 e quanto a f\ce fr mais ra/eira t]ra1 melhor4 ,quem segue ao que corta 7que commumm5te he huma escrava7 ajunta z cannas limpas1 como e/ dito1 em feixes a doze por feixe1 e com os olhos dellas os vai at&o1 e assim atados vo nos c>ros ao porto2 ou se o eng5ho fr pela t]ra d5tro1 *ega o c>ro a mo5da4 ,a conduo da canna1 por t]ra faz-se nos c>ros1 e p>a bem cada faz5da hade t] d\s2 e se fr gr&e1 a9da mais4 ,por m> vem nas b>cas sem vla1 com quatro v>as1 que s]vem em lug> de remos nas mos de outros tantos m>9heiros1 e o arraes1 que vai ao leme3 e p>a isso ha mi/] duas b>cas capazes1 como z que *amo rodeiras4 ,o lavrador tem obrigao de cort> a canna2 e de a conduzir sua cu/a at ao porto1 onde o b>co d s5hor a recebe1 e leva de graa at a mo5da por m>3 pondo-a no dito b>co os escravos d lavrador1 e arrum&o-a no b>co os m>9heiros4 ,mas se fr eng5ho pela t]ra d5tro1 toda a conduo por t]ra at a mo5da corre por conta d dono da canna1 qu] seja livrem5te dada1 qu] obrigada ao eng5ho4 ,conduzir a canna por t]ra em tempos de *uvas1 e lamas1 he qu]] mat> muitos bois1 p>ticul>m5te se vi]o de outra p>te magros1 e fracos1 extranh&o o pa/o novo1 e o trabalho4 ,o que muito mais se hade adv]tir na conduo das caixas1 como se dir em seu lug>4 ,por isso os bois que vem d ,s]to cados1 e maltratados no cam9ho1 p>a bem no se ho de pr no c>ro1 s5o depois de e/>em pelo m5os anno1 e meio no pa/o novo1 e de se aco/um>em p\co a p\co ao pa/o novo1 e de se aco/um>em p\co a p\co ao trabalho mais leve1 come&o pelo tempo d v]o1 e no d inv]no1 de outra sorte succ$] v]1 o que se vio em hum de/es annos passados em que morrro s em hum eng5ho duz5tos1 e onze bois1 p>te nas lamas1 p>te na mo5da1 e p>te no pa/o4 ,e se mo5do com agoa1 us&o de b>cos p>a a conduo da canna1 he necess>io t] no eng5ho quatro1 ou c9co c>ros1 com doze1 ou quatorze juntas de bois muito =tes2 quantos hav] mi/] quem me com be/as1 e bois1 e tem canna propria p>a se conduzir de longe mo5da8 ,advirta-se muito ni/o1 p>a se compr>em a tempo os bois1 e taes quaes so necess>ios2 d&o antes oito mil ris por hum s boi manso1 e r$ondo1 d que outro tanto por d\s pequ5os1 e magros1 que no tem =a p>a atur>em no trabalho4 ,,capitulo ,v4 ,d eng5ho1 ou casa de mo] a canna2 e como se move a mo5da com agua4 ,a9da que o nome de eng5ho compreh5da todo o edificio1 com z (fic9as1 e casas necess>ias p>a mo] a canna1 coz]1 e purg> o assuc>2 comtudo1 tomado mais em p>ticul>1 o mesmo he diz] casa d eng5ho1 que casa de mo] a canna com o artificio1 que eng5hosam5te inv5tro4 ,e t5do ns j *egado a e/a casa com a canna conduzida p>a a mo5da1 d>emos alguma noticia d que ella he1 e d que nella se obra1 p>a esprem] o assuc> da canna2 val5do-me d que vi no eng5ho real de ,s]gipe d ,conde1 que entre todos os da ,bahia he o mais afamado4 ,levanta-se a borda d ,rio sobre dezesete gr&es pil>es de tijolo1 l>gos quatro palmos1 altos v9te e d\s1 e di/antes hum d outro qu9ze1 huma alta1 e espaosa casa1 cujo tecto cob]to de telha ass5ta sobre tirantes1 fre*aes1 e vigas de pos1 que *amo de lei1 que so dos mais =tes1 que h no ,brazil1 a quem n5huma outra t]ra leva ne/a p>te vantagem2 com duas v>&as ao r$or3 huma p>a receb] canna1 e l5ha1 e outra p>a gu>d> madeiras sobrecell5tes4 ,e a e/a *amo casa de mo5da1 capaz de receb] commodam5te quatro t>efas de canna1 sem p]turbao1 e emb>ao dos que necess>iam5te ho de lid> na dita casa1 e dos que por ella passo1 s5do cam9ho ab]to p>a qualqu] outra (fic9a1 e p>ticul>m5te p>a z casas imm$iatam5te contiguas das =nalhas1 e das caldeiras2 cont&o de comprim5to todo e/e edificio1 c5to e nov5ta e tres palmos1 e oit5ta1 e seis de l>go4 ,me-se ne/a casa a canna com tal artificio de eixos1 e rodas1 que bem m]ece p>ticul> reflexo1 e mais di/9cta noticia4 ,tomo p>a mov] a mo5da d rio acima1 aonde faz a sua qu$a natural1 a que *amo levada1 que vem a s] huma poro ba/ante de agua d aude1 ou tanque1 que p>a isso tem1 div]tida com prezas de p$ra1 e tijolo1 d seu curso1 e levada com decl9ao mod]ada por rego capaz1 e =te nas m>g5s1 p>a que a agua v unida1 e melhor se cons]ve2 cobr&o na decl9ao cada vez maior impeto1 e =a3 com seu sangrador1 p>a a div]tir1 se fr necess>io1 qu&o por razo das *uvas1 ou *eias viesse mais d que se pret5de2 e com outra ab]tura p>a duas bicas1 huma que leva a agua p>a a casa das caldeiras1 e outra que vai a refresc> o aguilho da roda gr&e d5tro da mo5da2 s]v9do-se p>a a communic> a outro aguilho1 de huma taboa2 e assim vai a entr> no cano de po1 que *amo caliz1 su/5tado de pil>es de tijolo1 e na p>te sup]ior descob]to1 cujo extremo incl9ado sobre os cabos da roda se *ama f]idor2 porque por elle vai a agua a f]ir os ditos cubos1 donde se orig9a1 e cont9ua o seu moto4 ,ass5to os aguilhes d eixo de/a roda1 hum pela p>te de fra1 e outro pela p>te de d5tro da casa da mo5da1 sobre seus *umaceiros de po1 com *apa de bronze2 e a e/es su/5to duas virg5s1 ou e/eios de fra1 e duas de d5tro1 com seu br9quete1 que he a travessa1 em que os aguilhes se enco/o4 ,e sobre e/es1 como dissemos1 vai sempre cah9do huma pequ5a poro de agua1 p>a os refresc>1 de sorte que pelo cont9uo moto no ardo1 temp]&o-se com agua suffici5tem5te o calor4 ,z aspas da roda l>ga1 e gr&e su/5to aos arcos1 ou circulos della1 e d5tro app>ecem os cubos1 ou covas feitas no meio da roda1 e unidos hum a outro1 com o fundo fe*ado d =ro int]ior da mesma roda entre os d\s arcos della assegurados com muitas cavilhas de f]ro1 e com suas arruellas1 e *avetas mettidas1 e atravessadas1 p>a en*avet> z pontas das cavilhas2 causas de no bolirem os arcos1 nem os cubos ao cahir da agua1 e de ir a roda suas voltas seguras4 ,p]to da roda pela b&a de fra e/o d\s e/eios altos1 e grossos1 com tres travessas1 asseguradas tambem de outra p>te1 huma das quaes su/5ta a extremidade d caliz1 duas ao f]idor1 e outra ao pejador d eng5ho4 ,he o pejador huma taboa1 pois mais l>ga que a roda1 de dez ou doze palmos de comprim5to1 com suas bordas1 semelhante hum gr&e taboleiro1 debaixo d f]idor1 com huma cavilha *avetada1 de sorte que se possa jog>1 e bolir com ella sem resi/5cia2 e por isso se faz o buraco da cavilha ba/antem5te l>go1 e na p>te inf]ior tem no lado1 que se vai a enco/> p>$e da mo5da1 hum espigo de f]ro1 preso tambem com huma argola de f]ro1 que entr&o por huma ab]tura pela dita p>$e1 sua mo1 ou cabo1 em o qual se encavilha sobre hum e/eio1 que *amo moiro maneira de engonos1 fica disposio de quem e/ na mo5da o m&a-la p>>1 ou &> como quiz]1 empurr&o1 ou pux&o pelo pejador2 o qual pondo-se sobre os cubos1 imp$e ao f]idor o d>-lhe o moto com a qu$a da agua2 e torn&o a descobrir os cubos1 torna-se a mov] a roda1 e com a roda a mo5da4 ,e i/o he muito necess>io em qualqu] desa/re1 que pde acontec]1 p>a lhe acodir de pressa1 e atalh> os p]igos4 ,e *amo a e/a taboa pejador2 porque tambem ao p>> d eng5ho *amo pej>3 por v5tura1 por se pej> hum eng5ho real de s] ret>dado1 ou imp$ido1 a9da por hum in/ante2 e de no s] sempre1 como he de razo1 mo5te1 e corr5te4 ,e i/o quanto p>te ext]ior da mo5da1 donde pr9cipia o seu movim5to4 ,entr&o pois na casa int]ior2 o modo com que se communica o moto por suas p>tes mo5da1 he o segu9te4 ,o eixo da roda gr&e1 que como temos dito1 pela p>te de fra se mette d5tro da casa d eng5ho1 tem no seu remate int]ior1 *egado aonde ass5ta o aguilho sobre o br9quete1 e e/eios1 hum rodete fixo1 e armado de d5tes1 que o c]ca3 e e/e virado ao r$or pelo cam9ho d dito eixo1 apanha successivam5te na volta1 que d com seus d5tes1 outros de outra roda sup]ior1 tambem gr&e1 que *amo vol&eira1 porque o seu modo de &> circul>m5te no ar sobre a mo5da1 se p>ece com o vo> de hum pass>o1 qu&o d no ar seus rodeios4 ,os d5tes d rodete1 que eu vi1 ero tr9ta1 e d\s2 e os da vol&eira1 c5to1 e doze4 ,e porque z aspas da vol&eira passo pelo pescoo d eixo gr&e da mo5da2 por ellas se lhe communica o impulso3 e e/e recebido d dito eixo gr&e1 c]cado de entrozas1 e d5tes1 se communica tambem a d\s outros eixos m5ores1 que tem de ambas z ilh>gas1 d5tados1 e ab]tos igualm5te1 com suas entrozas d mesmo modo1 que temos dito d gr&e3 e com e/es d5tes1 e entrozas se causa o moto com que uni=mem5te o acompanho4 ,z aspas da vol&eira so oito1 quatro sup]iores1 e quatro inf]iores1 e z inf]iores tem suas contra-aspas p>a maior segurana4 ,os tres eixos da mo5da so tres pos r$ondos de corpo esph]ico1 alto nos m5ores s9aes c9co palmos e meio2 e no maior1 que he o d meio1 alto seis palmos1 e tambem de esph]a maior que os outros1 que nas ilh>gas cont9uam5te o ap]to1 ga/a-se mais que os outros3 e por isso por boa regra os m5ores tem nove d5tes1 e o maior onze1 e s e/e 7por fall>mos com a l+oa dos (ficiaes7 tem seu pescoo1 e cabea alta1 con=me a altura d eng5ho1 e commumm5te ao todo vm a t] o dito eixo doze palmos de alto3 cuja cabea de d\s palmos e meio1 mais delgada que o pescoo1 entra por hum po furado1 que *amo porca1 su/5tado de duas vigas1 de qu>5ta e d\s palmos1 z quaes ass5to sobre quatro e/eios altos de dezesete palmos1 e grossos quatro1 com suas travessas proporcionadam5te di/antes4 ,e a9da que os outros d\s eixos m5ores no tem pescoo1 comtudo pela p>te de cima entro quanto ba/a1 com sua ponta1 ou aguilho1 por huns pos furados1 que *amo mesas1 ou gatos1 com que fico direitos1 e seguros em p4 ,os corpos dos tres eixos da metade p>a baixo so ve/idos igualm5te de *apas de f]ro unidas1 e pregadas com pregos feitos p>a e/e fim com cabea quadrada1 e bem entrante1 p>a se igual>em com z *apas3 debaixo das quaes os corpos dos eixos so torneados com tornos de po de lei1 p>a que fique a madeira mais dura1 e mais capaz de resi/ir ao cont9uo ap]to1 que hade padec] no mo]4 ,sobre z *apas app>ece1 hum circulo1 ou faixa de po1 que he contra a p>te d corpo dos mesmos eixos1 despida de f]ro3 e logo imm$iatam5te se segue o circulo dos d5tes de po de lei1 encaixados no eixo com suas entrozas 7que so humas cavaduras1 ou vos rep>tidos entre d5te1 e d5te7 p>a entr>em1 e sahirem dellas os d5tes dos outros eixos collat]aes2 que p>a isso so em tudo iguaes os d5tes1 e z entrozas1 a sab]3 os d5tes na grossura1 e na altura1 e z entrozas na l>gura1 e pr(undeza d encaixam5to1 ou vasio1 que commumm5te sahem d corpo d eixo1 comprim5to de c9co1 ou seis d$os1 de l>gura de huma mo1 e de quatro1 ou c9co d$os de co/a1 de frma quasi *ata1 e nos extremos r$onda4 ,e a9da que entre d5te1 e d5te dos eixos m5ores1 haja espao m$ido por compasso de igual m$ida1 que he hum palmo gr&e2 os d eixo maior tem de mais a mais tanto espao1 alm d palmo1 quanto occup>ia a grossura de huma mo$a de d\s cruzados3 e i/o se faz1 p>a que e/ejo em sua conta1 e no entrem no mesmo tempo os d5tes dos eixos collat]aes2 mas hum se siga atraz d outro1 e de/a sorte se cont9ue em todos os tres o moto1 que se pret5de4 ,e por isso tambem os d5tes1 e z entrozas de hum eixo se ho de des5contr> dos d5tes1 e entrozas d outro1 a sab]3 ao d5te d eixo gr&e hade correspond] a entroza d pequ5o2 e ao d5te d pequ5o a entroza d gr&e4 ,so os d5tes 7como dizia7 na p>te que sahe fra d eixo algum tanto *atos1 e no fim quasi r$ondos1 l>gos quatro ou c9co palmos1 e outro tanto grossos3 e ento quasi outros quatro d$os pela sua raiz d eixo1 aonde se asseguro1 alm da p>te1 com que fazem p>$e s entrozas1 que so na mesma conta quatro ou c9co d$os pr(undas4 ,sobre os d5tes dos eixos m5ores fica a t]ceira p>te d po descob]ta1 e se remata a modo de degros em d\s circulos m5ores1 ve/idos de duas argolas de f]ro de grossura de hum d$o1 e meio1 l>gura de tres d$os2 e na ponta d po se v>a de tal sorte1 que entre nelle huma buxa quadrada de d\s ou tres palmos1 de sapupira m]im3 a qual buxa tambem em p>te se vaza1 e nella se encaixa o aguilho de f]ro1 comprim5to de tres palmos1 grossura de hum caibro1 =a de pancadas com hum vaivem de f]ro4 ,e p>a melhor segurana d aguilho1 e da buxa1 se abre na cabea dos quatro lados da buxa1 com huma palmeta de f]ro1 =a de pancadas de vaivem2 e se lhes mettem humas palmetas1 m5ores de po de lei1 p>a no abrir4 ,e pelo mesmo e/ilo de degros1 e argolas1 buxa1 e aguilho com que temos dito se remata a p>te sup]ior dos d\s eixos m5ores1 se remato tambem z p>tes inf]iores de todos tres1 ajunt&o de mais a cada aguilho seu pio de f]ro1 calado de ao da grossura de huma ma1 que tambem se encaixa pela p>te sup]ior at d\s d$os d5tro d aguilho2 e pela p>te inf]ior pe a ponta sobre outro f]ro *ato1 que *amo man*al1 de comprim5to de hum palmo1 tambem calado de ao1 p>a que s5o fure com o cont9uo vir>1 que sobre elle faz o pio4 ,e todos e/es tres eixos1 ou corpos de mo5da1 aonde *ega o pio ao man*al1 ass5to sobre hum po1 que *amo ponte1 de comprim5to de qu9ze1 ou dezeseis palmos3 e p>a su/5t> toda a mo5da =te1 e segura1 s]vem quatro virg5s1 que so quatro e/eios1 altos da t]ra nove palmos1 e grossos sete1 semelhantes no seu (ficio de su/] aos que su/5to z virg5s gr&es1 e a porca1 ou po furado1 por onde passa a ponta d eixo gr&e1 que sobre os outros collat]aes se levanta at a dita altura1 como p>te pr9cipal da mo5da4 ,sobre e/as virg5s de ponta1 a ponta vo huns pos1 que *amo mesas1 quasi hum palmo de grossura1 e v9te de comprim5to1 sobre z quaes descano z travessas1 que *amo gatos2 em que se movem os eixos pela p>te sup]ior2 e sobre e/as vai outro &> ao comprim5to1 de taboas que *amo agulhas1 z quaes s]vem p>a segur> z unhas1 com que se ap]ta a mo5da4 ,o lug> aonde se poem os feixes de canna1 que imm$iatam5te hade pass> p>a se esprem] entre os eixos1 so d\s taboleiros1 hum de huma p>te1 e outro da outra1 que tem seus encaixos1 ou meios circulos ao r$or dos eixos da mo5da1 afa/ados delles tanto1 quanto ba/a p>a no lhes imp$ir suas voltas4 ,e o e/>em os taboleiros *egados aos eixos he p>a que no caia a canna1 ou o bagao della p]to dos aguilhes1 e ret>de de algum modo aos pies2 e p>a que se no suje o caldo1 que sahe da canna moida4 ,,capitulo ,,vi4 ,d modo de mo] z cannas1 e de quantas pessoas necessita a mo5da4 ,moem-se z cannas1 mett5do-se algumas dellas limpas da palha1 e da lama 7que p>a isso1 se fr necess>io1 se lavo7 entre d\s eixos1 aonde ap]tadas =tem5te se expremem1 mett5do-se na volta1 que do os eixos1 os d5tes da mo5da e nas entrozas p>a mais z ap]t> e esprem] entre os corpos dos eixos *apeados1 que vm unir-se nas voltas1 e depois dellas passadas1 torna-se de outra p>te a pass> o bagao1 p>a que se exprema mais1 e de todo o umo1 ou licor1 que cons]va4 ,e e/e umo 7ao qual depois *amo caldo7 cahe da mo5da em huma co*a de po1 que e/ deitada debaixo da ponte dos aguilhes1 e dahi corre por huma bica a hum p>ol mettido na t]ra que *amo p>ol d caldo1 donde se gu9da com d\s caldeires1 ou cubos p>a cima com roda1 eixo1 e corr5tes1 e vai p>a outro p>ol1 que e/ em hum sobrad9ho alto1 a quem *amo gu9da2 e p>a dahi pass> p>a a casa das caldeiras1 aonde se hade alimp>4 ,no espao de v9te e quatro horas moe-se huma t>efa r$onda de v9te e c9co at tr9ta c>ros de canna2 e em huma semana das que *amo solteiras 7que vem a s]1 sem dia santo7 *ego a mo] sete t>efas1 e o r5dim5to compet5te he huma frma1 ou po de assuc> por f\ce1 a sab]2 quanto corta hum negro em hum dia4 ,nem o faz] mais assuc> dep5de de mo] mais canna1 mas de s] a canna de bom r5dim5to1 a sab]2 bem assuc>ada1 no aguac5ta1 nem velha4 ,se mett]em mais canna1 ou bagao1 d que se convm1 hav] risco de quebr> o rodete1 e a mo5da d> de si1 e rang] da p>te de cima1 e pod] s]1 que se quebre algum aguilho4 ,se a agua1 que move a roda1 fr muita1 mo] tanta canna1 que se lhe no pod] d> vaso na casa das caldeiras1 e o caldo az$> no p>ol de co>1 por s5o pod] coz] em tanta quantidade1 nem to de pressa nas ta*as4 ,e por isso o feitor da mo5da1 e o me/re d assuc> ho de v] o que convm1 p>a que se no p]ca a t>efa4 ,o lug> de maior p]igo1 que ha no eng5ho1 he o da mo5da3 porque se por desgraa a escrava1 que mette a canna entre os eixos1 ou por =a d somno1 ou por cada1 ou por qualqu] outro descuido1 metteu desatt5tadam5te a mo mais adiante d que devia2 arrisca-se a pass> moida entre os eixos1 se lhe no cort>em logo a mo1 ou o brao apanhado1 t5do p>a isso junto da mo5da hum faco1 ou no =em to ligeiros em faz] p>> a mo5da1 div]t9do com o pejador a agua1 que f]e os cubos da roda1 de sorte1 que dem de pressa a quem padece de algum modo o rem$io4 ,e e/e p]igo he a9da maior no tempo da noite1 em que me igualm5te como de dia2 po/o que se revezem z que mettem a canna por suas esquipaes3 p>ticul>m5te1 se z que &o ne/a occupao =em boaes1 ou aco/umadas a se embriag>em4 ,z escravas1 de que necessita a mo5da1 ao m5os so sete ou oito1 a sab]2 tres p>a traz] a canna1 huma p>a a mett]1 outra p>a pass> o bagao1 outra p>a conc]t>1 e ac5d] z c&eias1 que na mo5da so c9co1 e p>a alimp> o co*o d caldo 7a quem *amo co*eira1 ou catumb71 e os aguilhes da mo5da1 e refresca-los com agua p>a que no ardo1 s]v9do-se p>a isso d p>ol da agua1 que tem debaixo da rodete1 tomada da que cahe no aguilho1 como tambem p>a lav> a canna enlodada1 e outra f9alm5te p>a bot> fra o bagao1 ou no rio1 ou na bagaceira1 p>a se queim> a seu tempo4 ,e se fr necess>io bota-lo em p>te mais di/ante1 no ba/> huma s escrava mas hav] mi/] outra que a ajude2 porque de outra sorte no se d>ia vazo a tempo1 e fic>ia emb>aada a mo5da4 ,sobre o p>ol d caldo1 que como temos dito1 e/ mettido na t]ra1 ha huma gu9dadeira1 que cont9uam5te gu9da1 p>a cima com d\s cubos o caldo3 e todas z sobr$itas escravas1 tem necessidade de outras tantas1 que z revezem1 depois de en*]em o seu tempo1 que vem a s] a ametade d dia1 e a ametade da noite3 e todas juntas lavo1 de v9te e quatro1 em v9te e quatro horas com agua1 e vasculhos de piassaba toda a mo5da4 ,a t>efa das gu9dadeiras he gu9d> cada huma tres p>oes de caldo1 qu&o fr tempo1 p>a en*] z caldeiras1 e logo outros tres1 succ$5do de/a sorte huma outra1 p>a que posso atur> no trabalho4 ,e p>a o bom gov]no da mo5da1 alm d feitor1 que att5de tudo1 ne/e lug> mais que em outros1 p>te de dia1 e p>te de noite1 ha hum gu>da1 ou vigiador da mo5da3 cujo (ficio he1 att5t> em lug> d feitor1 que a canna se metta1 e se passe bem entre os eixos1 que se despeje1 e tire o bagao1 que se refresquem1 e alimpem os aguilhes1 e a ponte2 succ$5do algum desa/re na mo5da1 elle he o que logo acode1 e m&a p>>4 ,,capitulo ,,vii4 ,das madeiras1 de que se faz a mo5da1 e todo o mais madeiram5to d eng5ho1 cz1 e b>cos2 e d que se co/uma d> aos c>p9teiros1 e outros semelhantes (ficiaes4 ,antes de pass> da mo5da p>a z =nalhas1 e casa das caldeiras3 p>ece-me necess>io d> noticia dos pos1 e madeiras1 de que se faz a mo5da1 e todo o mais madeiram5to d eng5ho1 que no ,brazil se pde faz] com escolha1 por no hav] outra p>te d mundo to rica de pos selectos1 e =tes3 no se admitt9do ne/a fabrica po1 que no seja de lei2 porque a exp]i5cia tem mo/rado s] assim necess>io4 ,*amo pos de lei aos mais solidos1 de maior dura1 e mais aptos p>a s]em lavrados1 e taes so os de sapucaia1 e de sapupira1 de sapupira-capi1 de sapupira-m]im1 de sapupira-acis1 de v9hatico1 de arco1 de jetay am>ello1 de jetay preto1 de messetaba1 de mass>&ba1 po brazil1 jac>&1 po de oleo1 e picahi1 e outros semelhantes a e/es4 ,o madeiram5to da casa d eng5ho1 casa das =nalhas1 e casa das caldeiras1 e a de purg>1 p>a bem hade s] de mass>&ba2 porque he de muita dura1 e s]ve p>a tudo1 a sab]3 p>a tirantes1 fre*aes1 sobrefre*aes1 tes\ras1 ou p]nas de asna1 espiges1 e t]z3 e de/a ca/a de po h em todo o reconcavo da ,bahia1 em toda a co/a d ,brazil4 ,os tirantes1 e fre*aes gr&es1 valem tres1 e quatro mil ris1 e s vezes mais1 con=me o seu comprim5to1 e grossura1 assim toscos como vm d mato1 s com a primeira lavradura4 ,os eixos da mo5da se fazem de sapucaia1 ou sapupira-c>i3 a ponta ou cabo d eixo gr&e1 de po de arco1 ou de sapupira1 os d5tes dos tres eixos da mo5da1 d rodete1 e da vol&eira so de messataba4 ,z rodas de agua1 de po de arco1 ou de sapupira1 ou de v9hatico4 ,os arcos d rodete1 e vol&eira1 e z aspas1 e contra-aspas1 de sapupira2 z virg5s1 e mais e/eios1 e vigas de qualqu] po de lei4 ,os c>ros de sapupira-m]im1 ou de jetay1 ou de sapucaia4 ,o caliz1 de v9hatico4 ,z cz de v9hatico1 joairana1 jequitiba1 utunica1 e angali4 ,z cav]nas1 e braos dos b>cos de sapupira1 ou de ladim c>valho1 ou de sapupira-m]im1 a quilha de sapupira1 ou de p>oba3 os =ros1 e cu/ados de utim1 p>oba1 buragem1 e unhuiba2 os ma/ros de inhuibatan3 z v]gas de camass>i2 o leme de av]no1 ou angeli1 z curvas1 e rodas da pra1 e ppa de sapupira1 com seus coraes mettidos2 z v>as de mangue branco1 e os remos1 de l9dirana1 ou de g5ipapo4 ,z caixas em que se mette o assuc> de jequitiba1 e camass>i1 e no hav5do de/as duas ca/as de po1 quanto ba/a1 se pod] val] de burissica p>a fundos1 e tampos4 ,e e/as taboas p>a z caixas vm da s]r>ia j s]radas1 e no eng5ho s se levanto1 endireito1 e ap>o3 e ho de t] nos lados1 p>a bem1 d\s palmos e meio de l>go1 e sete e meio1 ou oito de comprido4 ,valia huma caixa nos annos passados1 dez1 ou doze to/es1 agora subro a maior preo4 ,hum eixo da mo5da tosco no mato1 e torado s nas pontas1 ou a9da oitavado1 vale qu>5ta1 c9co5ta1 e sess5ta mil ris1 e mais con=me a qualidade d po1 e a necessidade1 que h delle4 ,os que vm de ,porto ,seguro1 e ,palippe1 so som5os por s]em creados em v>zeas3 os melhores so os que vm de ,pitanga1 e da ,t]ra ,nova1 acima de ,santo ,am>o4 ,toda a mo5da importa em mais de mil cruzados2 alm da roda gr&e de agua1 que por s] *eia de cavilhas1 e cubos vale mais de duz5tos mil ris4 ,ao c>ap9a da mo5da1 se do c9co to/es cada dia a secco3 e se lhe d]em de com]1 d-se-lhe hum cruzado1 e a9da mais ne/es annos em que todos os preos subro4 ,quasi o mesmo se d aos c>ap9as de obra branca4 ,aos c>ap9as de b>cos1 e aos calafates se do a seco sete to/es e meio3 e seis to/es1 ou duas patacas1 se lhes d] de com]4 ,hum b>co velejado p>a c>reg> l5ha1 e caixas1 cu/a qu9h5tos mil ris3 hum b>co p>a conduzir canna1 trez5tos mil ris3 e huma rodeira1 quatroc5tos mil ris4 ,z cz v5dem-se con=me a sua gr&eza1 e qualidade d po4 ,por isso s5do z de que commumm5te se usa nos eng5hos1 humas pequ5as1 e outras maiores2 maior1 ou m5or tambem s] o preo dellas1 a sab]2 de v9te1 tr9ta1 qu>5ta1 e c9co5ta mil ris4 ,corto-se os pos no mato com ma*ados no decurso de todo o anno1 gu>d&o z conjunces da lua1 a sab]2 tres dias antes da lua nova1 ou tres dias depois della *eia3 e tiro-se d mato div]sam5te1 porque nas v>zeas huns os vo rol&o sobre e/ivas1 outros os arra/o a pod] de escravos1 que puxo3 e nos outeiros1 de alto a baixo se decem com socairo2 e p>a cima dos mesmos outeiros1 tambem se arra/o pux&o4 ,i/o se ent5de aonde no h lug> de us> dos bois1 por s] a p>agem ou muito apique1 ou muito funda1 e ab]ta em coves4 ,mas aonde podem pux> os bois1 se tiro d mato com tiradeiras1 am>r&o com cordas1 ou com cips1 ou c\ros a tiradeira segurada bem com *avelhas3 e na lama em tempo de *uva1 dizem que se arra/o melhor1 que em tempo de seca2 porque com a *uva mais facilm5te escorrego4 ,,capitulo ,,viii4 ,da casa das =nalhas1 seus app>elhos1 e l5ha1 que h mi/]3 e da c9za1 e sua decoada4 ,junto casa da mo5da1 que *amo casa d eng5ho1 segue-se a casa das =nalhas1 bocas v]dadeiram5te tragadoras de matos1 c>c]e de fogo1 e fumo p]petuo1 e viva imagem dos vulces1 vesuvios1 etnas1 e quasi disse d purgatorio1 ou d inf]no4 ,nem falto p]to de/as =nalhas seus condemnados1 que so os escravos bob5tos1 e os que tem corrim5tos3 obrigados a e/a p5osa assi/5cia p>a purg> com suor viol5to os humores gallicos2 de que tem *eios seus corpos4 ,tem-se ahi tambem outros escravos fac9orosos1 que presos em compridas1 e grossas cadeias de f]ro1 pago ne/e trabalhoso ex]cicio os repetidos excessos da sua extraord9>ia maldade com p\ca1 ou n5huma esp]ana da em5da p>a o futuro4 ,nos eng5hos reaes co/uma hav] seis =nalhas1 e nellas outros tantos escravos assi/5tes1 que *amo mett$ores de l5ha4 ,z bocas das =nalhas so c]cadas com arcos de f]ro no s p>a que su/5tem melhor os tijolos2 mas p>a que os mett$ores no mett] da l5ha no padeo algum desa/re4 ,tem cada =nalha sobre a boca d\s boeiros1 que so como duas v5tas1 por onde o fogo resfolega4 ,os pil>es1 que se levanto entre huma1 e outra1 ho de s] muito =tes1 de tijolo1 e cal3 mas o corpo das =nalhas faz-se de tijolo e b>ro p>a resi/ir melhor vehem5te actividade d fogo1 ao qual no resi/iria nem a cal nem a p$ra mais dura3 e z que s]vem p>a z caldeiras1 so alguma c\sa maiores1 que z que s]vem p>a z taxas4 ,o alim5to d fogo he a l5ha1 e s o ,brazil com a imm5sidade dos matos1 que tem1 podia f>t>1 como f>t\ por tantos annos1 e f>t> nos tempos v9d\ros1 a tantas =nalhas1 quantas so z que se conto nos eng5hos da ,bahia1 ,p]nambuco1 e ,rio de ,janeiro1 que commumm5te moem de dia1 e de noite2 seis1 sete1 oito1 e nove mezes no anno4 ,e p>a que se veja quo abundantes so e/es matos1 s os de ,jagu>ipe ba/o p>a d> l5ha quantos eng5hos h beira-m> no reconcavo da ,bahia3 e de facto quasi todos de/a p>te s se provem4 ,comea o cort> da l5ha em ,jagu>ipe nos pr9cipios de ,julho2 porque os eng5hos comeo a mo] em ,ago/o4 ,tem obrigao cada escravo de cort>1 e arrum> cada dia huma m$ida de l5ha1 alta sete palmos1 e l>ga oito1 e e/a he tambem a m$ida de hum c>ro2 e de oito c>ros con/a a t>efa4 ,o cort>1 c>reg>1 arrum>1 e bot> a l5ha no b>co p]t5ce a quem a v5de3 o arruma-la no b>co1 corre por conta dos m>9heiros4 ,h b>cos capazes de c9co t>efas1 h de quatro1 ha de tres2 e cu/a cada t>efa d\s mil e qu9h5tos ris1 qu&o o s5hor d eng5ho a m&a busc> com seu b>co3 e se vi] no b>co d v5d$or1 ajunt>-se-ha de mais o frete con=me a maior1 ou m5or di/ancia d porto4 ,hum eng5ho real1 que me oito1 ou nove mezes1 ga/a hum anno por outro d\s mil cruzados na l5ha3 e h\ve anno1 em que o eng5ho de ,s]gipe d ,conde ga/\ mais de tres mil cruzados1 por mo] mais tempo1 e por cu/> a l5ha mais c>a4 ,vem a l5ha em b>cos a vla1 com quatro m>9heiros1 e o arraes3 e p>a bem o s5hor d eng5ho hade t] d\s b>cos1 p>a que1 em *eg&o hum1 volte o outro4 ,o melhor sortim5to da l5ha he aquelle1 cuja metade con/a de pos gr&es1 e travessos1 que so m5ores2 e outra de l5ha miuda3 porque a grossa s]ve p>a arm> z =nalhas1 e p>a coz] o assuc> nas taxas1 onde he necess>io maior fogo p>a se coalh>3 a m$iana s]ve p>a faz] liga com a grossa2 e a miuda s]ve p>a alimp> o caldo da canna nas caldeiras2 porque p>a se levant> bem a escuma1 dem&o cont9uam5te lav>$as de *ammas4 ,e por isso a grossa se *ama l5ha de taxas1 e a miuda l5ha de caldeiras4 ,*egada a l5ha ao porto d eng5ho1 arruma-se na sua bagaceira3 e sempre he bem1 que diante1 ou p]to das =nalhas e/ejo arrumadas c9co1 ou seis t>efas de l5ha4 ,ga/o d\s b>cos de canna1 ord9>iam5te hum de l5ha1 se fr l5ha sortida3 porque se fr miuda1 no ba/a4 ,o primeiro app>elho da l5ha1 p>a se bot> fogo =nalha *ama-se arm>3 e i/o vm a s]1 empurr> rolos1 e e/5d-los no la/ro 7o que se faz com v>as gr&es que *amo trasfogueiros71 e sobre elles cruz> travessos1 e l5ha miuda1 p>a que levantada *egue mais facilm5te com a *amma aos fundos das caldeiras1 e taxas4 ,e o mett$or hade e/> att5to ao que lhe m&o os caldeireiros1 bot&o precisam5te a l5ha1 que os de cima conhecem1 e aviso s] necess>ia3 assim p>a que no transborde o caldo1 ou melado dos cobres1 como p>a que no falte o f]v]2 porque s5o f]v] em sua conta1 no se pod] alimp> bem da immundice1 que hade vir acima1 p>a se tir>1 e escum> das caldeiras4 ,porm1 p>a z taxas quanto mais fogo melhor4 ,a c9za das =nalhas s]ve p>a faz] decoada3 e e/a p>a alimp> o caldo da canna nas caldeiras1 e p>a que saia o assuc> mais =te4 ,p>a isso arra/a-se com rodo de f]ro at a boca das =nalhas p\co a p\co a c9za1 e borralho1 e dahi com huma p de f]ro se tira1 e se leva sobre a mesma p>a o c9zeiro1 que he hum tanque de tijolo1 sobre pil>es de p$ra1 e cal1 de figura quadrada1 com suas p>$es ao r$or3 e quasi se cons]va qu5te1 e assim qu5te se pe nas t9as que p>a isso e/o levantadas da t]ra sobre huns e/eios de tres palmos4 ,ahi depois de bem caldeada1 e arrumada1 se lhe bota agua tirada de hum taxo gr&e1 que e/ f]v5do sobre a sua proporcionada =nalha p]to d c9zeiro4 ,e p>a isso s]ve a agua1 que passa pela bica1 que vai a casa das caldeiras3 e co&o e/a agua pela c9za1 at pass> pelos buracos que tem z t9as nos fundos1 cobra o nome de decoada1 e vai cahir nas frmas1 ou vasilhas ent]radas at a metade1 e dahi se tira com hum cco1 e se passa em hum taxo p>a a casa das caldeiras1 aonde se rep>te pelas frmas1 que e/o po/as entre z caldeiras1 e s]ve p>a os caldeireiros ajud>em com ella ao caldo1 como se dir em seu lug>4 ,hade-se porm de adv]tir1 que nem toda a l5ha he boa1 p>a se faz] decoada3 porque nem os pos =tes1 nem a l5ha seca s]vem p>a isso4 ,e a razo he2 porque os pos =tes fazem mais c>vo1 d que c9za3 e a l5ha miuda d p\ca c9za1 e sem =a4 ,a melhor he a dos mangues brancos1 e de pos molles1 a sab]2 a de cajueiros1 aroeiras1 e gamelleiras4 ,e p>a se conhec]1 se a decoada he p]feita1 hade se prov>1 toc&o a l+ua com huma p+adella sobre a ponta d d$o3 e se ard]1 s] boa2 se no ard]1 s] fraca4 ,tambem se sobej> c9za de hum anno p>a outro nas caixas1 aonde a co/umo gu>d>1 antes de se pr nas t9as1 deve-se aqu5t> no c9zeiro1 ou mi/ur>-se com a primeira que se tir> das =nalhas com burralho3 porque1 se antes enfraqueceu1 com e/e b5eficio torna a dobr> seu vigor4 ,,capitulo ,,ix4 ,das caldeiras1 e cobres1 seu app>elho1 (ficiaes1 e g5te1 que nellas ha mi/]3 e in/rum5tos de que uo4 ,a t]ceira p>te de/e edificio sup]ior s =nalhas1 he a casa dos cobres3 porque a9da que a e/a se *ame commumm5te casa das caldeiras1 no so ellas s1 que tem lug> ne/a p>te3 mas outros gr&es vasos de cobre1 como so p>oes1 bacias1 e taxas2 e de/es vasos tem os eng5hos reaes d\s t]nos sempre em obra1 porque de outra sorte no pod]io d> vaso ao caldo1 que vm da mo5da4 ,e/o e/es cobres po/os sobre a abob$a das =nalhas em ass5tos1 ou enco/adores de tijolo1 e cal ao r$or1 ab]tos de tal sorte1 que com o fundo1 que mettem d5tro da mesma =nalha1 tapa cada qual a ab]tura em que se recebe1 e entra por ella proporcionadam5te ao corpo1 que tem1 a sab]2 m5os z taxas1 e muito mais z caldeiras1 e assim como tem sua p>$e que divide huma da outra2 e outra p>$e1 que divide e/a casa da outra contigua d eng5ho1 assim tem diante de si hum1 ou d\s degros1 por onde se sobe a obr> nelles com os in/rum5tos necess>ios nas mos1 e com ba/ante espao1 p>a dom9> sobre elles com aju/ada altura1 e di/ancia1 com cam9ho desafogado no meio1 e/ o t5dal das frmas1 em que se bota o assuc> j cozido a coalh>1 e he capaz de oit5ta1 e mais frmas4 ,con/a hum t]no1 ou ordem de cobres1 alm d p>ol d caldo1 e d p>ol da gu9da1 que fico na casa da mo5da1 de duas caldeiras1 a sab]2 da d meio1 e da outra de mel>3 de hum p>ol da escuma3 de hum p>ol gr&e1 que *amo p>ol d melado1 e de outro m5or que se *ama p>ol de co>3 de hum t]no de taxas1 que so quatro1 a sab]2 a de receb]1 a da porta1 a de coz]1 e a de bat]3 e f9alm5te de huma bacia1 que s]ve p>a rep>tir o assuc> nas frmas4 ,e de outros tantos cobres de igual1 ou p\co m5or gr&eza1 con/a outro &> semelhante4 ,leva o p>ol d caldo de hum eng5ho real v9te arrobas de cobre3 o p>ol da gu9da1 outras v9te arrobas3 z duas caldeiras1 sess5ta arrobas3 o p>ol da escuma1 doze arrobas3 o p>ol d melado1 qu9ze arrobas3 o p>ol de co>1 oito arrobas3 o t]no das quatro taxas1 a nove arrobas cada huma1 tr9ta1 e seis arrobas3 a bacia1 quatro arrobas3 que em tudo so c5to1 e sess5ta1 e c9co arrobas de cobre1 o qual v5d5do-se lavrado1 qu&o he b>ato1 a quatroc5tos ris a libra1 importa em d\s contos1 duz5tos1 e qu>5ta mil ris1 que so c9co mil1 e seisc5tos cruzados4 ,e se accresc5t> outro t]no de cobres m5ores1 ou iguaes1 cresc] proporcionadam5te seu valor4 ,a p>te1 em que z caldeiras1 e z taxas mais padecem1 he o fundo3 e se e/e fr de ruim cobre1 e no tiv] grossura necess>ia1 no se pod] alimp> o caldo1 como he bem1 nas caldeiras3 e o fogo queim> nas taxas ao assuc>1 antes de o coz] e bat]4 ,por isso nos eng5hos reaes1 que mem sete1 e oito mezes d anno1 se torno a refaz] todos os fundos das caldeiras1 e taxas4 ,z pessoas1 que assi/em ne/a casa1 so o me/re d assuc>1 o qual preside a toda a obra3 e corre por sua conta julg> se o caldo e/ j limpo1 e o assuc> cozido1 e batido1 quanto p$e1 p>a e/> em sua conta3 assi/e s temp]as1 e ao rep>tim5to dellas nas frmas2 alm d que lhe cabe faz] na casa de purg>1 de que fall>emos no seu proprio lug>4 ,a sua assi/5cia pr9cipal he de dia2 e ao *eg> de noite entra a faz] o mesmo o banqueiro1 que he como o contrame/re de/a casa3 e da intellig5cia1 exp]i5cia1 e vigilancia de hum1 e outro dep5de em gr&e p>te o faz]-se bom1 ou mo assuc>4 ,porque a9da que a canna no seja1 qual deve s]1 muito pde ajud> a arte1 no que falt\ a natureza4 ,e pelo contr>io p\co importa que a canna seja boa1 se o fructo della1 e trabalho de tanto cu/o se bot> a p]d] por descuido1 com no pequ5o enc>go de consci5cia p>a quem recebe avantajado e/ip5dio4 ,tem mais por obrigao o banqueiro rep>tir de noite o assuc> pelas frmas1 ass5ta-las no t5dal1 e conc]ta-las com cip4 ,e p>a lhe dim9uir o trabalho ne/as ultimas obrigaes1 tem hum ajudante de dia1 quem *amo ajuda-banqueiro1 o qual tambem rep>te o assuc> pelas frmas1 ass5ta-z1 e conc]ta-z1 como e/ dito4 ,revezo-se nas caldeiras oito caldeireiros1 divididos em duas esquipaes1 hum em cada huma1 de assi/5cia cont9ua1 at entrega-la a seu successor1 escum&o o caldo que f]ve1 com cubos1 e taxos4 ,obrigao de cada caldeireiro1 he escum> tres caldeiras de caldo1 que *amo tres meladuras2 lhe hade d> a gu9dadeira meladuras2 e a ultima se *ama de entrega2 porque a deve d> meia limpa ao caldeireiro1 que o vm r5d]4 ,e p>a e/as tres meladuras1 lhe hade d> a gu9dadeira o caldo1 que ha mi/] a seu tempo1 a sab]2 acabada de escum>1 e alimp> huma meladura1 d>-lhe outra4 ,nas taxas trabalho quatro taceiros por esquipaes de assi/5cia1 hum em cada t]no de taxas3 e tem por obrigao cada hum delles1 coz]1 e bat] tanto assuc>1 quanto he necess>io p>a se en*] huma v5da de frmas1 que vm a s] quatro1 ou c9co frmas4 ,s]ve f9alm5te p>a v>r] a casa1 e p>a conc]t>1 e ac5d] z c&eias 7que so seis1 e ardem com azeite de peixe71 e p>a tir> z segundas1 e t]ceiras escumas d seu proprio p>ol1 e torna-las a bot> na caldeira1 huma escrava1 a quem *amo por alcunha a calcanha4 ,he tambem e/a casa lug> de p5it5tes2 porque commumm5te1 se vem nellas huns mulatos1 e huns negros cri\los ex]cit> o (ficio de taxeiros1 e caldeireiros am>rados com gr&es corr5tes de f]ro a hum cepo1 ou por fugitivos1 ou por insignes em algum g5]o de maldades2 p>a que de/a sorte1 o f]ro1 e o trabalho os amansem4 ,mas entre elles h z vezes alguns m5os culpados1 e a9da innoc5tes2 por s] o s5hor ou demasiadam5te facil a qu]] o que lhe dizem1 ou muito v+ativo e cruel4 ,os in/rum5tos de que se usa na casa das caldeiras so escumadeiras1 pombas1 rem9hes1 cubos1 passadeiras1 rep>tideiras1 taxos1 vasculhos1 bat$eiras1 bicas1 cavad\res1 espatulas1 e picadeiras4 ,das escumadeiras1 e pombas gr&es uo os caldeireiros2 s]vem z escumadeiras p>a alimp>3 z pombas p>a bot> o caldo de huma caldeira p>a outra1 ou da caldeira p>a o p>ol1 e por isso os cabos1 assim de humas1 como de outras tem quatorze1 ou qu9ze palmos de comprido p>a se pod]em m5e> bem4 ,os rem9hes s]vem p>a bot> agua1 e decoada nas caldeiras2 e p>a ajud> aos taxeiros a bot> o assuc> na rep>tideira1 p>a ir s frmas4 ,das escumadeiras mais pequ5as1 bat$eiras1 e passadeiras1 picadeiras1 e vasculhos uo os taxeiros1 da rep>tideira1 cavador1 e espatulas1 o banqueiro1 e o ajuda-banqueiro2 e dos taxos1 cubos1 e bicas usa a calcanha1 p>a tir> a escuma d seu primeiro p>ol1 e p>a torna-la a pr na caldeira4 ,s]ve o vasculho p>a tir> alguma immundice ao r$or das taxas1 a picadeira p>a tir> o assuc>1 que e/ como grudado nas mesmas taxas e o cavador1 p>a faz] no bagao d t5dal z covas aonde se poem z frmas4 ,,capitulo ,x4 ,d modo de alimp>1 e purific> o caldo da canna nas caldeiras1 e no p>ol de co>1 at pass> p>a z taxas4 ,gu9d&o-se o umo da canna 7que *amo caldo7 p>a o p>ol da gu9da1 dahi vai por huma bica a entr> na casa dos cobres3 e o primeiro lug>1 em que cahe1 he a caldeira que *amo d meio1 p>a nella f]v]1 e comear a bot> fra a immundicia1 com que vm da mo5da4 ,o fogo faz ne/e tempo o seu (ficio2 e o caldo bota fra a primeira escuma1 a que *amo ca*aa3 e e/a por s] immundicia vai pelas bordas das caldeiras bem ladrilhadas fra da casa1 por hum cano bem ent]rado1 que a recebe por huma bica de po1 mettida d5tro d ladrilho1 que e/ ao r$or da caldeira1 e vai cah9do pelo dito cano1 em hum gr&e co*o de po1 e s]ve p>a z be/as1 cabras1 ovelhas1 e porcos2 e em algumas p>tes tambem os bois a lambem2 porque tudo he doce1 e a9da que immundo1 deleita4 ,e p>a que o fogo no levante a escuma mais d que he ju/o1 e d lug> de se alimp> o caldo1 como he bem3 boto-lhe os caldeireiros de qu&o em qu&o agua com hum rem9hol1 e de/a sorte se reprime a demasiada =a da f]vura1 e o caldo a9da immundo se alimpa4 ,sahida a primeira escuma p] si mesma1 comeo os caldeireiros com gr&es escumadeiras de f]ro a escum> o caldo1 e ajuda-lo3 e *amo ajud> o caldo1 ou bot>-lhe de qu&o em qu&o j hum mam9hol de decoada1 j outro de agua1 que ahi tem p]to3 a agua nas t9as1 e a decoada nas frmas4 ,s]ve a agua1 p>a lav> o caldo1 e a decoada p>a que toda a immundicia1 que re/a na caldeira1 v5ha mais de pressa arriba1 e no ass5te no fundo4 ,s]ve tambem p>a cond5ar o assuc>2 e faz-lo mais =te2 encorpor&o-se com o caldo1 de modo que se encorpora o sal com a agua4 ,e/a segunda escuma se gu>da1 e cahe p>a outra bica da mesma borda d ladrilho1 p>a o p>ol mais baixo1 e afa/ado d fogo1 que se *ama p>ol da escuma3 e dahi com cubo1 e taxo torna a bota-lo a negra calcanha1 que tem i/o por (ficio1 na mesma caldeira1 p>a se purific>1 que *amo repass>3 e vai por huma bica de po1 encavilhada sobre hum e/eio de igual altura das caldeiras 7a que *amo viola1 por imit> no feitio a e/e in/rum5to71 l>ga no corpo1 ou p>te1 em que recebe a escuma2 e e/reita no cano1 por onde cahe na caldeira4 ,e tanto que o caldo app>ece bem limpo 7o que se conhece pela escuma1 e pelos olhos1 e em polas1 que levanta1 cada vez m5ores1 e mais cl>os71 com huma pomba gr&e1 7que he hum vaso concavo de cobre com seu cabo de po comprido doze1 ou qu9ze palmos71 o boto na segunda caldeira1 que *amo de mel>1 e aqui se acaba de purific>1 com o mesmo b5eficio de agua1 e decoada1 at fic> totalm5te limpo4 ,deixa-se alimp> o caldo na caldeira d meio commumm5te pelo espao de meia hora3 e j meio purgado passa a cahir na caldeira de mel> por huma hora1 ou c9co qu>tos1 at acab> de se escum>3 e nunca se tira todo o caldo das caldeiras1 por razo dos cobres que padec]io detrim5to d fogo1 mas se lhes deixa d\s ou tres palmos de caldo1 e sobre e/e se bota o novo4 ,a escuma tambem de/a segunda caldeira vai ao p>ol da escuma1 e dahi torna p>a a primeira1 ou segunda caldeira at ao fim da t>efa2 e de/a escuma tomo os negros1 p>a faz]em sua g>apa1 que he a bebida1 de que mais go/o1 e com que resgato de outros seus p>ceiros1 f>9ha1 bananas1 aip9s1 e feijes2 gu>d&o-a em potes at p]d] a dura1 e az$>-se2 porque ento dizem que e/ em seu ponto p>a se beb]3 oxal com m$ida1 e no at se embriag>em4 ,a d]radeira escuma da ultima meladura1 que he a ultima purificao d caldo1 *amo cl>os1 e e/es mi/urados com agua fria1 so huma regalada bebida p>a refresc>1 e tir> a s$e nas horas1 em que faz maior calma4 ,f9alm5te1 tanto que o me/re d assuc> julg> que a meladura e/ limpa1 o caldeireiro com huma pomba bota o caldo1 a que j *amo mel1 no p>ol gr&e1 que *amo p>ol d melado1 e e/ fra d fogo1 mas junto mesma caldeira2 donde o coo p>a outro p>ol mais pequ5o1 que *amo p>ol de co>1 com panos coadores e/5didos sobre huma grade4 ,e p>a que no caia alguma p>te delle na passagem de hum p>ol p>a outro1 e se p]ca1 boto-lhe huma telha de frma de purg>1 que com o seu arco1 e volta a b>ca aos beios de ambos os p>oes1 por onde corre o caldo1 que cahe no pass> da pomba1 e vai d> em hum1 ou em outro p>ol3 e de/a sorte nem huma s p+a se p]de daquelle doce licr3 que ba/ante suor1 sangue1 e lagrimas cu/a p>a se ajunt>4 ,,capitulo ,,xi4 ,d modo de coz]1 e bat] o melado nas taxas4 ,e/&o j o caldo purificado1 e coado passa a coz]-se nas taxas1 ajudadas de maior fogo1 e *amma da que ho mi/] z caldeiras1 com tanto que os fundos t5ho a grossura ba/ante1 p>a resi/ir maior novidade1 que ne/e lug> se requ]4 ,e se o melado se levant> de sorte1 que ameace transbord>2 bot&o-lhe hum p\co de sebo1 logo ama9a1 e se calla4 ,o que talvez tambem f>ia huma boa razo1 se h\vesse quem a sugg]isse no tempo1 em que a indagao qu] sahir fra dos seus limites4 ,dizem que se se botasse qualqu] licr az$o nas caldeiras1 ou nas taxas1 como v]bi grati1 umo de limo1 ou outro semilhante2 o melado nunca se pod]ia coalh>1 nem cond5s>1 como se pret5de3 e allego casos seguidos4 ,porm i/o no p>ece s] c]to1 fall&o de qualqu] ca/a de licr az$o1 s5o d de limo3 porque j h\ve quem bot\ no caldo caxaa az$a em quantidade ba/ante1 ou por faz] pea1 ou por enfado1 e impaci5cia2 e comtudo coalh\ muito bem a seu tempo4 ,s de alguns animos se v]ifica1 que por hum leve desgo/o boto a p]d] hum gr&e cumulo1 e no de quaesqu] b5eficios4 ,o c]to he1 que em pass&o o melado1 ou mel p>a z taxas1 p$e maior vigilancia1 e att5o dos taxeiros1 banqueiros1 e soto-banqueiro1 e me/re3 porque e/e propriam5te he o lug> em que obra como me/re intellig5te1 e aonde he necess>io todo o cuidado1 e artificio4 ,pass&o pois o melado d p>ol de co> p>a o t]no das taxas1 corre por cada huma dellas ord5adam5te2 e p>a em cada huma1 quanto fr necess>io1 e no mais1 p>a o fim1 que em cada qual se pret5de4 ,na primeira taxa1 que se *ama a de receb]1 f]ve1 e comea a coz]-se1 e se lhe tiro z escumas mais f9as1 que *amo netas1 e se boto com huma pequ5a escumadeira em huma frma1 que ahi e/ po/a1 e se z quiz]em aproveit>1 como he bem1 f> della no fim da sism>ia hum po de assuc> som5os3 porque e/a escuma no torna taxa1 como torna a d caldo s caldeiras4 ,da taxa de receb]1 aonde e/ p\co tempo1 passa-se o melado com huma passadeira de cobre 7que he d feitio de huma pomba pequ5a7 p>a a segunda taxa1 que *amo da porta3 e aqui cont9u&o a f]v]1 e engross>1 se lanar de si p>a a borda alguma immundice1 tira-se1 e alimpa-se ao r$or com hum vasculho1 que he como hum p9cel1 ou escova de embira1 am>rado na ponta de huma v>a1 e ne/a taxa se deixa e/> mais tempo at fic> j meio cozido4 ,daqui com a mesma passadeira1 se bota na t]ceira taxa1 que *amo de coz]3 porque a9da que nas outras tambem se coza3 comtudo aqui acaba-se de coz]1 e de se cond5s> p]feitam5te1 at e/> em seu ponto1 p>a se bat]3 e i/o o hade julg> o me/re1 ou em seu lug> o banqueiro1 pelo corpo1 e grossura1 que tem4 ,e e/&o de/a sorte1 *ama-se mel em ponto1 grosso suffici5tem5te1 e compacto1 e j dispo/o p>a pass> qu>ta taxa1 que *amo taxa de bat]1 aonde se mexe com huma bat$eira1 que he semelhante escumadeira1 mas com beio1 e sem furos1 e bate-se1 p>a se no queim>3 e qu&o o tem bem batido1 e com ba/ante cozim5to1 o levanto com a mesma bat$eira sobre o taxo ao alto1 que pde s]3 e a isso *amo desafog>1 no que os taxeiros mo/ro de/reza s+ul>3 e cont9uo assim1 mais ou m5os1 con=me p$em z tres temp]as1 que se ho de faz] d assuc>1 que hade ir p>a z frmas4 ,das quaes temp]as1 por s]em to necess>ias1 e diff]5tes1 s] bom fall> no capitulo segu9te4 ,,capitulo ,,xii4 ,das tres temp]as d melado1 e sua ju/a rep>tio pelas frmas4 ,antes de pass> o melado p>a z frmas1 e/&o a9da na taxa de bat]1 se hade aju/> o cozim5to s temp]as1 que p$e a lei de bem rep>tir4 ,e tres so ellas1 e entre si diff]5tes1 e cada huma leva cozim5to div]so4 ,assim por div]sos modos1 e com repetidas razes1 procuramos temp]> os animos alt]ados de qualqu] paixo vehem5te4 ,*ama-se a primeira temp]a de pr9cipi>1 ou temp]a de bacia3 a qual con/a de mel solto1 porque tem m5os cozim5to2 e he o primeiro que se tira da taxa de bat] logo no pr9cipio1 e se bota em huma bacia fra d fogo a p> das taxas com a bat$eira1 aonde se me*e com espatula1 ou com rem9hol virado com a boca p>a baixo4 ,e t5do j o banqueiro1 ou o ajuda-banqueiro app>elhado quatro1 ou c9co frmas no t5dal1 d5tro de humas covas de bagao1 com seu buraco fe*ado1 e igualm5te altas1 s quaes *amo v5da2 se passa e/a temp]a com rem9hol d5tro de huma rep>tideira1 e a rep>te pelas ditas quatro1 ou c9co frmas1 o banqueiro1 ou o ajuda-banqueiro1 ou algum taxeiro1 porm com ordem d me/re2 bot&o igualm5te em cada huma dellas a sua poro de sorte que fique lug>1 p>a receb] z outras duas temp]as1 que logo se ho de seguir4 ,a segunda *ama-se temp]a de igual>3 e tem maior cozim5to2 porque o mel1 que traz1 e/eve mais tempo na taxa de bat]1 e ahi mexido1 e engrossado foi mais batido4 ,e e/a tambem tirada da taxa1 e po/a1 e mexida com rem9hol na bacia1 p>a z ditas quatro frmas na rep>tideira1 e com igual poro se rep>te por ellas1 aonde com espatulas se mexe mais que a primeira4 ,segue-se por ultimo a t]ceira1 que *amo temp]a de en*]2 a qual tem j todo o cozim5to1 e grossura necess>ia3 e com ella passada p>a a bacia1 e mexida a9da mais com rem9hol1 e levada na rep>tideira p>a o t5dal1 se en*em z frmas1 cont9u&o com a espatula a mex] nellas todas z tres temp]as1 de sorte que p]feitam5te se encorporem1 e de tres se faa hum s corpo4 ,e/e b5eficio he to necess>io2 que sem elle o assuc> po/o nas ditas frmas1 no se pod]ia depois branque>1 e purg>4 ,porque se se botasse nas frmas s a temp]a1 que tem cozim5to p]feito2 coalh>ia1 e se cond5s>ia de tal sorte1 que no pod]ia pass> por elle a agua1 que o hade lav>1 depois de s] b>reado4 ,e se a temp]a fosse totalm5te solta1 escorr]ia todo o assuc> das frmas na casa de purg>1 e se desf>ia todo em mel4 ,e assim com a mi/ura das tres temp]as se coalha de tal sorte1 que fica lug> a agua de pass> p\co a p\co1 cons]v&o-se o assuc> d5so1 e =te2 e recebe o b5eficio de branque>1 sem o prejuizo de se d]ret]1 s5o quanto ba/a p>a p]feitam5te se purg>4 ,e a*> e/e meio1 com ac]t> bem nas temp]as1 he a melhor indu/ria1 e artificio d me/re3 assim como e/a he a maior difficuldade no ex]cicio das virtudes1 que e/o no meio de d\s extremos viciosos4 ,o melado1 que se d em pratos1 e vasilhas p>a com]1 he o da primeira1 e segunda temp]a4 ,d da t]ceira bem batido na rep>tideira se fazem z rapaduras to desejadas dos m59os3 e vem a s] melado coalhado sobre hum qu>to de papel1 com todas z quatro p>tes levantadas1 como se fazem p>$es1 d5tro das quaes endurece esfri&o-se1 de comprim5to e l>gura da palma da mo4 ,e bem av5turado o rapaz1 que *ega a t] hum p> dellas1 faz5do-se de mais boa vontade lamb$or de/es d\s papeis1 d que escrivo no que lhes do p>a traslad> alphabetos4 ,com i/o se ent5d] donde nasce o t] e/a doce droga tantos nomes div]sos1 antes de logr> o mais nobre1 e o mais p]feito d assuc>2 porque con=me o seu pr9cipio1 melhoria1 e p]feio1 e con=me os e/ados div]sos1 pelos quaes passa1 vai tambem mud&o de nomes4 ,e assim na mo5da *ama-se umo de canna3 nos p>oes d eng5ho at entr> na caldeira d meio1 caldo3 ne/a1 caldo f]vido3 na caldeira de mel>1 cl>ificado3 na bacia1 coado3 nas taxas1 melado3 ultimam5te temp]a3 e nas frmas assuc>3 de cujas div]sas qualidades fall>emos qu&o *eg>mos a v-lo po/o nas caixas4 ,os cl>os1 ou ultima escuma das meladuras1 que como temos dito1 s]vem p>a a g>apa dos negros1 se lhes rep>te alt]nadam5te por e/a ordem4 ,no fim de huma t>efa se do aos que assi/em nas casas das caldeiras1 e nas =nalhas3 no fim de outra t>efa se do s escravas1 que trabalho na casa da mo5da3 e depois de/a se do aos que busco c>anguejos1 e m>iscos1 p>a se rep>tirem3 e aos b>queiros que trazem a canna1 e a l5ha ao eng5ho4 ,e se sempre se repete a di/ribuio com a mesma ordem1 p>a que todos os que s5tem o peso d trabalho1 *eguem tambem a t] o seu pote1 que he a m$ida1 com que se rep>te e/e seu desejado nect>1 e ambrosia4 ,qu&o se m&a p>>1 ou pej> o eng5ho aos dom+os1 e dias santos1 tira-se dos fundos das taxas1 com huma picadeira de f]ro1 o melado1 que fic\ nelles grudado2 porque com e/e no pod]io esfri>-se1 e alm di/o se lhes bota agua1 p>a que se no queimem os cobres2 e s]ve juntam5te p>a os lav>2 e assim se deixo z ditas taxas1 at entr> nellas o mel1 que se hade coz]4 ,,livro ,,t]ceiro4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,das frmas d assuc>1 e sua passagem d t5dal p>a a casa de purg>4 ,so z frmas d assuc> huns vasos de b>ro queimado na =nalha das telhas1 e tem alguma semelhana com os s9os1 altas tres palmos e meio1 e proporcionadam5te l>gas1 com a maior circumf]5cia na boca1 e mais ap]tadas no fim1 aonde so furadas p>a se lav>em1 e purg> o assuc> por e/e buraco4 ,v5dio-se por quatro v9t5s1 salvo se a falta dellas1 e o descuido de z procur> a seu tempo lhes accresc5tasse o valor4 ,o s]em de ruim b>ro1 e mal queimadas1 he defeito notavel1 como tambem o s]em pequ5as4 ,z boas so capazes de d> pes de tres arrobas e meia4 ,tem na casa das caldeiras seu t5dal *eio de bagao de canna1 que vem da bagaceira1 o qual cavado com hum cavador de f]ro1 ou de po1 s]ve de cama1 ou cova1 p>a nelle se ass5t>em z =nalhas direitas em duas fileiras iguaes2 e como temos dito acima1 de cada quatro1 ou c9co frmas con/a huma v5da4 ,antes de bot> nellas o assuc>1 se lhes tapa o buraco1 que tem no fundo1 com seus tacos de folha de banana1 e se asseguro com arcos de cip1 e canna brava1 p>a que com a demasiada quantidade d assuc> no arreb5tem4 ,logo se lhes bota o assuc> por temp]as1 como j temos dito2 o qual no espao de tres dias endurece div]sam5te1 hum mais1 outro m5os3 e ao que mais se endurece1 e difficultosam5te se quebra1 *amo assuc> de c>a fe*ada1 e ao que facilm5te com qualqu] pancada se quebra1 *amo assuc> de c>a quebrada4 ,metaphoras1 que tambem exprimem z div]sas naturezas1 e condies dos hom5s3 huns to vidr5tos2 outros to tol]antes4 ,e de s] bom1 ou mo o assuc>1 dep5de o faz] z v5das de mais1 ou m5os frmas4 ,porque p>a o bom1 que coalha de pressa1 ba/a tom> quatro frmas3 e p>a o que coalha mais de vag> ba/a seis1 sete1 ou oito frmas1 p>a que crie com o maior tempo1 que he necessrio p>a z en*] todas mais gro4 ,dahi passa s co/as dos negros1 ou sobre paviolas p>a a casa de purg> da qual logo fall>emos4 ,faz hum eng5ho real de d\s t]nos de taxas1 se a canna r5d] bem1 cada semana solteira p]to1 e passante de duz5tos pes de assuc>3 mas se no r5d]1 ap5as d c5to1 e v9te4 ,e o r5d] p\co1 nasce de s] a canna muito velha1 ou de s] muito aguac5ta1 prova bem cl>a de s]em os extremos1 quaesqu] que sejo1 viciosos4 ,,capitulo ,,ii4 ,da casa de purg> o assuc> nas frmas4 ,a casa de purg> he commumm5te sep>ada d edificio d eng5ho3 e a melhor de quantas ha no reconcavo da ,bahia1 he sem duvida a d eng5ho de ,s]gipe d ,conde1 fabricada de p$ra1 e cal1 emmadeirada com pos de mass>&ba1 e cob]ta com todo o aceio de telhas1 de comprim5to de quatroc5tos1 e qu>5ta1 e seis palmos1 e oit5ta1 e seis de l>gura1 dividida em tres c>reiras de &a9as1 com v9te1 e seis pil>es de tijolo no meio1 altos qu9ze palmos1 e meio1 e l>gos quatro1 p>a su/5t>em o tecto1 que ass5ta ao r$or sobre p>$es l>gas1 e =tes4 ,recebe e/a casa a luz1 e ar necess>io por c9co5ta1 e duas janellas1 altas oito palmos1 e l>gas seis1 v9te e tres de cada b&a1 tres na fa*ada com sua porta1 e tres na te/ada4 ,rep>tem-se z &a9as por qu>teis de taboas ab]tas em r$ondo sobre pil>es de tijolo1 altos da t]ra sete palmos2 e leva cada taboa dez de/as ab]turas1 p>a receb] outras tantas frmas2 de sorte1 que por todas so capazes de purg> commodam5te no mesmo tempo at a d\s mil pes4 ,debaixo das ditas taboas1 assim ab]tas1 ha outras tantas taboas d mesmo comprim5to1 cavadas maneira de regos1 e incl9adas na p>te dianteira1 que s]vem de bicas1 ou corr5tes1 por onde corre o mel1 que dos buracos das frmas1 em que se purga o assuc>1 aos tanques ent]rados1 e ha no fim huma =nalha1 p>a o coz]1 e torn> a faz] delle assuc>1 com seu t5dal1 capaz de qu>5ta frmas4 ,ha tambem na entrada mo esqu]da da porta huma cas9ha de madeira1 p>a nella gu>d> o assuc>1 que sobej\ ao encaix>2 e quantos in/rum5tos so necess>ios p>a b>re>1 mascav>1 sec>1 e encaix>3 e o primeiro espao da casa de purg>1 capaz de trez5tas caixas1 antes de *eg> s &a9as das frmas1 s]ve de caix>ia mais resgu>dada1 e segura1 com a porta ao po5te1 p>a que goz&o toda a t>de d sol1 def5da com o seu calor ao assuc> d maior inimigo1 que tem depois de feito1 e encaixado1 que he a humidade6 ,diante da porta da casa de purg>1 levanta-se sobre seis pil>es1 hum alp5dre de oit5ta1 e d\s palmos de comprim5to1 e v9te e quatro de l>go1 debaixo d qual e/ o balco de mascav>2 e da outra p>te e/ o co*o1 p>a amass> o b>ro1 que se bota nas frmas1 p>a purg> o assuc>3 e mais adiante o balco p>a o sec>1 comprido oit5ta palmos1 e l>go c9co5ta e seis1 su/5tado de v9te e c9co pil>es de tijolo1 mais alto no meio1 e com ba/ante incl9ao nos lados p>a excorr] a agua1 que cahir d ,co1 e s] de mais dura4 ,e p>a isso s]ve tambem s] feito tambem de po de lei1 a sab]2 de mass>&ba1 de v9hatico1 capaz de set5ta toldos1 e de sec> no mesmo tempo outros tantos pes de assuc>4 ,,capitulo ,,iii4 ,das pessoas1 que se occupo em purg>1 mascav>1 sec>1 e encaix>3 e dos in/rum5tos que p>a isso so necess>ios4 ,aonde no h purgador 7que sempre s]ia bom t-lo71 preside tambem na casa de purg> o me/re de assuc>1 a quem p]t5ce julg>1 como se hade bot> o primeiro1 e o segundo b>ro nas frmas2 qu&o se hade hum$ec]1 e borrif> mais ou m5os1 con=me a qualidade d assuc>2 e qu&o se hade tir> o b>ro1 e o assuc> das frmas4 ,mas1 a9da que haja purgador di/9cto com sua soldada2 sempre s] bem1 que e/e se aconselhe com o me/re1 p>a obr> com maior ac]to1 e que t5ho ambos entre si toda a boa correspond5cia1 p>a que fiquem melhor s]vidos assim o s5hor d eng5ho1 como os lavradores1 e elles mais acr$itados em seus (ficios4 ,preside ao balco de mascav>1 e de sec>1 e ao peso1 e ao encaix> d assuc> o caixeiro3 e corre por sua conta1 rep>tir1 e ass5t> com toda a v]dade1 e fidelidade o que cabe a cada qual de sua p>te3 preg>1 e m>c> z caixas1 e entrega-las a seus donos4 ,trabalho na casa de purg> quatro escravas1 e so z que entaipo1 e boto b>ro nas frmas d assuc>1 e lhe do suas lavag5s4 ,no balco de mascav>1 assi/em duas negras das mais exp]im5tadas1 que *amo mis de balco2 e com outras o mascavo1 e ap>to o inf]ior d melhor huns negros1 que trazem1 e av5to z frmas1 e tiro dellas os pes de assuc>1 e o amassador d b>ro de purg>1 que he tambem outro negro4 ,no balco de sec> trabalho z mesmas duas mis com z suas companheiras1 que so at dez1 e/5d5do os toldos1 e cobr&o com toletes z lascas1 e os torres gr&es em outros m5ores a traz dos quebradores dos pes2 e na caix>ia ajudo ao caixeiro no peso1 e encaixam5to d assuc> z negras1 e negros1 que so necess>ios2 como tambem no pil>1 igual>1 preg>1 e m>c>4 ,os in/rum5tos1 de que se usa na casa de purg> so furadores de f]ro1 p>a fur> os pes em direitura d buraco das frmas3 cavadores tambem de f]ro1 p>a cav> o po no meio da primeira c>a1 antes de lhe bot> o primeiro1 e o segundo b>ro2 e macetes1 p>a o intaip>4 ,no balco de mascav> uo de c\ros1 p>a av5t> sobre elles z frmas2 de faces1 e ma*ad9hos1 p>a mascav>2 e de toletes1 p>a quebr> o assuc> mascavado4 ,no balco de sec> so necess>ios faces1 toletes1 e rodos1 e o po quebrador de quatro lados de co/a p>a quebr> os pes de assuc>4 ,no peso1 balanz1 pesos de duas arrobas1 e outros m5ores1 com o da t>a2 pas1 e passacs4 ,na caix>ia1 piles1 rodo1 po de ass5t>1 ao qual huns *amo moleque de ass5t>1 e outros juiz2 enxo1 v]rumas1 m>telos1 e pregos2 p de cabra1 p>a tir> pregos das caixas2 e o ga/alho1 que s]ve p>a unir z taboas raxadas1 ou ab]tas1 mett5do suas cunhas entre os lados das taboas1 e os d5tes ou buracos d ga/alho1 que a abraa por cima1 e desce pelas ilh>gas2 e z m>cas de f]ro1 com que se m>ca1 e decl>a a quantidade d assuc>1 o num]o das arrobas1 e o signal d eng5ho1 em que se fez1 e encaix\4 ,e de/a sorte1 qualqu] arte se vale de seus in/rum5tos1 p>a facilit> o trabalho1 e sahir com suas obras p]feitas1 o que sem elles no pod]ia alcanar1 nem esp]>4 ,,capitulo ,,iv4 ,d b>ro1 que se bota nas frmas d assuc>3 qual deve s]1 e como se hade amass>3 e se he bom t] no eng5ho ol>ia4 ,o b>ro1 com que se purga o assuc>1 tira-se dos apics1 que como temos dito1 so z corz1 que faz o m> entre si1 e a t]ra firme1 e z cobre a m>4 ,vem e/e em b>cos1 cz1 ou balz1 que so duas cz juntas com pos atravessados1 e sobre elles taboas1 nas quaes se amontoa o b>ro4 ,*egado ao eng5ho1 pe-se em lug> sep>ado1 e dahi passa a sec>-se d5tro das =nalhas1 sobre hum &> de pos segurado com e/eios1 que *amo giro1 sobre o c9zeiro1 qu&o tem seu borralho1 que he a c9za mi/urada com brazas4 ,e a9da que se seque em qu9ze dias2 com tudo ahi se deixa1 tom&o a seu tempo a quantidade1 que fr necess>ia1 p>a b>re> z frmas j *eias1 como se dir em seu lug>4 ,seco se desfaz com macetes1 que so pos p>a pis>2 e dahi se bota em huma ca velha1 ou co*o gr&e de po1 e se vai desfaz5do com agua1 mov5do-o1 e amass&o com seu rodo o negro amassador1 que se occupa ne/e tri/e trabalho2 pois os outros escravos1 que corto e trazem canna1 e os que na mo5da1 nas caldeiras1 nas taxas1 na casa de purg>1 e nos balces1 sempre tem em que petisc>3 e s e/e mis]avel1 e os que mettem l5ha nas =nalhas1 passo em seco4 ,e a9da que depois todos t5ho sua p>te na rep>tio da g>apa2 comtudo s5tem muito o trabalho sem e/e limitado alivio entre dia4 ,mas no falto p>ceiros1 que se compadeo de sua sorte1 d&o-lhes j huma canna1 j hum p\co de mel1 ou de assuc>3 e qu&o faltasse nos outros a compaixo3 no falt>ia a elles a indu/ria p>a busc>em seu rem$io1 tir&o donde qu] quanto podem4 ,o signal de e/> bem amassado o b>ro1 he no t] j godilhes1 que so huns torros9hos a9da no desfeitos3 e ento e/ em seu ponto1 qu&o bot&o-lhe hum p$ao de telha1 ou hum caco de frma1 se su/em na sup]ficie1 sem ir ao fundo4 ,d co*o se tira com huma cuia1 e se bota em taxos de cobre1 e nelles o levo p>a a casa de purg>3 aonde com hum rem9hol de cobre se tira dos taxos1 e se rep>te pelas frmas1 qu&o fr tempo1 d modo que se dir mais abaixo4 ,t] ol>ia no eng5ho1 huns dizem1 que escusa maiores ga/os1 porque sempre no eng5ho1 h necessidade de frmas1 tijolo1 e telha4 ,porm outros ent5dem o contr>io3 porque a =nalha da ol>ia ga/a muita l5ha de arm>-se1 e muita de calde>3 a de calde> hade s] de mangues3 os quaes tirados1 so a de/ruio d m>isco1 que he o rem$io dos negros4 ,e alm di/o a ol>ia qu] s]vio de seis1 ou sete pez1 que melhor se emprego no cannaveal1 ou no eng5ho3 qu] oleiro com soldada1 roda1 e app>elho3 e qu] apics1 ou b>reiro1 donde se tire bom b>ro3 e tudo i/o p$e muito ga/o1 e com muito m5os se compro z frmas1 e z telhas1 que so necess>ias4 ,o melhor conselho he mett] hum cri\lo em alguma ol>ia3 porque e/e ganha a metade d que faz2 e em hum anno *ega a faz] tres mil frmas1 das quaes o s5hor se pde val] com p\co disp5dio4 ,t5do porm o s5hor d eng5ho muita g5te1 l5ha1 e mangues p>a m>isc> de sobejo2 pod] tambem t] ol>ia1 e s]vir e/a (fic9a p>a gr&eza1 utilidade1 e commodidade d eng5ho4 ,,capitulo ,v4 ,d modo de purg> o assuc> nas frmas3 e de todo o b5eficio1 que se lhes faz na casa de purg> at se tir>4 ,entr&o z frmas na casa de purg>1 se deito sobre z &a9as1 e se lhes tira o taco1 que lhes mettro no t5dal3 e logo com hum furador agudo de f]ro1 de comprim5to de d\s palmos e meio1 se furo os pes =a de pancadas1 us&o p>a isso d macete3 e furados se levanto1 e endireito z frmas sobre z taboas1 que *amo de furos1 e entr&o por elles quanto ba/a p>a se su/]em seguras3 e assim se deixo por qu9ze dias sem b>ro1 come&o logo a purg>1 e p+&o pelo buraco que tem1 o primeiro mel3 o qual recebido debaixo nas bicas1 corre at d> no seu tanque4 ,e/e mel he inf]ior1 e d-se no tempo d inv]no aos escravos d eng5ho1 rep>t9do a cada qual cada semana hum taxo1 e d\s a cada casal1 que he o melhor mimo1 e o melhor rem$io1 que tem4 ,outros porm o torno a coz]1 ou o v5dem p>a isso aos que fazem delle o assuc> branco batido1 ou e/illo agu>d5te4 ,passados os qu9ze dias1 dahi por diante se pde b>re> seguram5te3 o que se faz de/e modo4 ,cavo primeiro z quatro escravas purgadeiras com cavadores de f]ro no meio da c>a da frma 7que he a p>te sup]ior7 o assuc> j seco2 e logo o torno a igual>1 e entaip> muito bem com macetes3 boto-lhe ento o primeiro b>ro1 tir&o-o com hum rem9hol dos taxos1 que viro *eios delle d seu co*o1 e/&o j amassado em sua conta2 e com a palma da mo o ext5dem sobre toda a c>a da frma1 alto d\s d$os4 ,ao segundo1 ou t]ceiro dia1 boto em riba d mesmo b>ro meio rem9hol1 ou huma cuia1 e meia de agua3 e p>a que no caia no b>ro de pancada1 e cah9do faa covas no assuc>2 recebem sobre a mo esqu]da1 *egada ao b>ro1 a agua1 que boto com a direita igualm5te sobre toda a sup]ficie2 e logo com a palma da mo direita me*em levem5te ao b>ro1 de sorte que com os d$os no *eguem a bolir na c>a d assuc>4 ,e a e/e b5eficio *amo hum$ec]1 borrif>1 e d> lavag5s1 ou tambem d> humidades3 e de/as o primeiro b>ro no leva mais que huma2 e e/ na frma seis dias1 donde se tira j seco1 e cava-se outra vez o assuc> no meio1 como se fez ao pr9cipio1 e entaipa-se2 e com a mesma dilig5cia se lhe bota o segundo b>ro1 o qual e/ na frma qu9ze dias1 e leva1 seis1 sete1 e mais humidades1 con=me a qualidade d assuc>3 porque o que he =te1 qu] mais humidades1 resi/9do agua1 que hade corr] por elle purg&o-o1 s vezes at nove1 e dez humidades4 ,e se fr fraco1 logo a recebe1 e fica em m5os tempo lavado3 mas di/o no se alegra o dono d assuc>3 porque antes o quizra mais =te1 d que to de pressa purgado4 ,tambem no v]o he necess>io repetir z lavag5s mais vezes1 a sab]2 de d\s em d\s1 ou de tres em tres dias1 con=me o calor d tempo3 adv]t9do de lhe d> e/as lavag5s1 antes que o b>ro *egue a abrir-se em gretas por seco4 ,no tempo d inv]no tambem se deixa o primeiro b>ro seis dias3 e alguns no lhe do outra humidade mais que a que traz comsigo2 pr9cipalm5te se =em dias de *uva4 ,porm tirado o primeiro1 e po/o o segundo1 do-lhe seis1 sete1 e oito humidades1 de tres em tres dias1 con=me a qualidade d assuc>1 e con=me ob$ec] s ditas lavag5s4 ,como o assuc> vai purg&o1 assim se vai branque&o por seus gros1 a sab]2 mais na p>te sup]ior1 m5os na d meio1 p\co na ultima1 e quasi nada nos ps das frmas1 aos quaes *amo cabu*os1 e e/e m5os purgado he o que se *ama mascavado4 ,tambem como vai purg&o1 vai desc5do o b>ro p\co a p\co d5tro da frma3 e se purg> bem de vag>1 desc5do s meia mo1 que *amo m$ida de *ave1 e vem a s] desde a raiz d d$o poleg>1 at a ponta d d$o mo/rador1 a purgao s] boa1 e de r5dim5to de mais assuc>1 e =te1 mas se purg> apressadam5te r5d] p\co4 ,o purg>-se mais de pressa1 ou mais de vag> o assuc> nas frmas1 nasce1 p>te da qualidade da canna boa1 ou m2 e p>te d cozim5to feito1 e temp]ado em seu ponto4 ,porque se o cozim5to fr mais d que he ju/o1 fic> o assuc> empanturrado1 e nunca se pod] purg> bem1 resi/9do s lavag5s no por =te1 mas por demasiadam5te cozido1 e i/o se conhec] de no purg>1 e de no desc] o b>ro nas frmas4 ,pelo contr>io1 se o assuc> lev> p\co cozim5to e a temp]a fr muito solta1 ir pela maior p>te desfeito em mel p>a z corr5tes4 ,o faz]em os pes de assuc> olhos1 i/o he1 t]em entre o assuc> branco vz de mascavado2 huns dizem1 que proc$e de bot> mal z humidades no b>ro das frmas1 e outros das temp]as mais ou m5os qu5tes1 ou desigualm5te botadas4 ,o mel1 que cahe das frmas depois de lhes bot> b>ro torna a coz]-se1 e abat]-se nas taxas1 que p>a isso e/o de/9adas1 com sua bacia1 e se faz delle assuc>1 que *amo branco batido2 e d tambem seu mascavado1 que *amo mascavado batido4 ,ou se e/illa delle agu>d5te1 que nunca eu aconselh>ia ao s5hor de eng5ho2 p>a no t] huma cont9ua des9quietao na sanzala dos negros3 e p>a que os seus escravos1 e escravas no sejo com a agu>d5te mais burra*os d que os faz a ca*aa4 ,o primeiro b>ro1 que se pz na frma alto d\s d$os1 qu&o se tira j seco1 tem s altura de hum d$o1 que he depois de seis dias3 qu&o se tira o segundo 7que se bot\ com a mesma altura de d\s d$os7 depois de qu9ze dias1 tem s meio d$o de altura4 ,acab&o o assuc> de purg>1 p>o tambem z lavag5s1 e tres1 ou quatro dias depois da ultima1 tira-se o segundo b>ro j seco2 e depois d b>ro fra1 do-lhe mais oito dias1 p>a acab> de enxug>1 e escorr]3 e ento se pde tir>4 ,nem c>ece de admirao1 o s] o b>ro1 que de sua natureza he immundo1 in/rum5to de purg> o assuc> com suas lavag5s3 assim como com a lembrana d nosso b>ro1 z almas se purifico1 e branqueo z almas1 que antes ero immundas4 ,,capitulo ,,vi4 ,d modo de tir>1 mascav>1 e sec> o assuc>4 ,*egado o tempo de tir> o assuc> das frmas1 se pass> em hum dia muito cl>o tantas1 quantas pde receb] o balco de sec>3 e passo s co/as dos negros1 ou em paviolas1 da casa de purg> p>a o balco de mascav>4 ,e quanto ao s] o dia muito cl>o1 he ponto de gr&e adv]t5cia3 porque se o assuc> se hum$ec]1 a9da que o tornem a pr ao sol1 nunca mais torn> a s] p]feito1 como era3 assim como o que fic\ de hum anno p>a o outro1 p]de de tal sorte o vigor1 e alvura1 que nunca mais a torna a cobr>3 propri$ade tambem da pureza1 que huma vez (f5dida1 nunca torna a s] o que foi4 ,preside a todo e/e b5eficio o caixeiro2 e corre por sua conta1 o que agora direi4 ,ao p d balco1 que *amo de mascav>1 se av5to z frmas sobre hum c\ro2 que vem a s]1 bolir nellas de vag>1 com z bocas viradas p>a o dito c\ro1 p>a que saio bem os pes3 os quaes po/os successivam5te por hum negro sobre hum toldo1 que e/ e/5dido sobre hum balco por mo de huma negra 7a qual *amo mi d balco71 se lhes tira com hum faco todo aquelle assuc> mal purgado1 e de cr p>da1 que tem na p>te inf]ior1 e i/o se diz mascav>1 e ao tal assuc> *amo depois mascavado4 ,e entretanto outra sua companheira1 que he das mais praticas1 tira com huma ma*ad9ha d mesmo mascavado1 o mais humido1 que *amo p da frma1 ou cabu*o1 e e/e torna p>a a casa de purg> em outras frmas1 at se acab> de enxug>1 e logo outras negras quebro com toletes os torres d mascavado sobre hum toldo1 que tambem hade ir ao balco de sec>4 ,a p]feio dos pes consi/em em t] p\co mascavado1 e d>em duas arrobas e meia de assuc> branco2 que con=me a m$ida das frmas da ,bahia1 he muito bom r5dim5to4 ,se quiz]em faz] c>as de assuc> p>a mimos1 o caixeiro cort> aqui mesmo com hum faco a primeira p>te d po1 de sorte que endireitada1 e apla9ada t5ha huma arroba de peso3 e e/as depois de e/>em ao sol1 empalho-se ou enc\ro-se1 e vo p>a o re9o4 ,tambem se quiz] faz] lascas1 cort> ao po 7depois de se lhe tir> o mascavado7 em seis1 ou oito p>tes1 e z endireit> todas de quatro cantos em quadra2 p>a irem to vi/osas1 como doces4 ,e qu]5do faz] fe*os1 ou caixas de encomm5da1 escolh] da p>te d assuc>1 que c\b] a quem z m&a faz]1 o mais f9o1 que he o das c>as das frmas1 at doze arrobas por fe*o1 e tr9ta1 at tr9ta e c9co por caixa4 ,e d que temos dito at agora se ent5d] bem o que qu]em diz] e/es nomes1 que significo v>ias rep>ties d assuc>1 a sab]3 caixa1 fe*o1 po1 c>a1 lasca1 torro1 e migalhas2 gu>d&o p>a outro capitulo o d> noticia de v>ias qualidades1 e diff]5z de assuc>4 ,pass&o pois d balco de mascav>1 p>a o balco de sec>1 levo-se em primeiro lug> p>a elle tantos toldos1 quantos so necess>ios p>a o assuc>1 que naquelle dia se hade sec>4 ,e se fr de div]sos donos1 se conhec] a rep>tio1 que cabe a cada qual1 pelos toldos cont9uados na mesma fileira1 se p]t5c]em ao mesmo2 ou descont9uados1 se =em de div]sos s5hores3 e o que se diz d assuc> branco1 se hade diz] tambem d mascavado1 rep>tido pelo mesmo e/ilo nas suas proprias fileiras4 ,i/o feito1 levo os pes p>a os toldos1 e com hum po gr&e1 e r$ondo no cabo1 em que se pega1 e no remate d feitio *ato1 como huma lana sem ponta 7ao qual *amo quebrador1 ou molete de quebr>7 quebro em quatro p>tes aos pes1 e cada huma de/as em outras quatro3 e logo outros com faces dividem z mesmas em torres2 e e/es successivam5te se torno a p>tir com toletes1 em outros torres m5ores3 e f9alm5te depois de e/>em j por algum tempo ao sol1 acabo-se de quebr> em torroz9hos pequ5os4 ,e gu>da-se de proposito e/a ordem em quebr> o assuc>1 p>a que t5do d5tro alguma humidade1 quebrado1 p\co a p\co se int]ne1 e no se faa logo em migalhas1 ou em p4 ,e/&o assim ext5dido1 pego nas pontas dos toldos1 e levant&o-z fazem em cada toldo hum monto1 e entretanto aqu5to-se z taboas1 e os toldos1 e logo torno a abrir aquelles montes com rodos2 e de/a sorte z p>tes1 que ero int]iores1 fico expo/as ao sol1 e z outras ext5didas sobre z pontas dos toldos1 s5tem o calor1 que elles1 e z taboas ganhro4 ,espalhado torna-se a mex] com rodos de camboa1 como elles dizem1 a sab]2 hum de huma b&a1 e outro de outra1 empurr&o cada hum de sua p>te o assuc>1 e pu*&o por elle por modo oppo/o1 ao que faz no mesmo toldo o negro fronteiro1 at acab> de sec>4 ,e se de rep5te app>ec] alguma nuvem1 que ameace d> *uva1 logo acode toda a g5te1 a9da 7se fr necess>io7 a que trabalha na mo5da2 pej&o o eng5ho1 at se recolh] nos mesmos toldos o assuc> d5tro da casa de encaix>1 ou em outra p>te cob]ta1 e daqui torna outra vez p>a o balco em outro dia cl>o1 e/&o z taboas enxutas4 ,que se o tempo d] lug> de enxug> p]feitam5te o assuc> no mesmo dia no balco1 pass> logo 7d modo que agora direi7 ao peso1 e se encaix> com sua regra4 ,,capitulo ,,vii4 ,d peso1 rep>tio1 e encaixam5to d assuc>4 ,d balco de sec> vai o assuc> em toldos ao peso1 e/&o pres5te o caixeiro1 que tudo ass5ta com fidelidade e v]dade1 p>a que se d ju/am5te a cada hum o que he seu4 ,e p>a isso ha balanz gr&es1 de pesos de duas arrobas1 e outros m5ores de libras1 com o peso tambem da t>a d ,passac1 em que vai o assuc> ao peso3 us&o de p pequ5a1 p>a tir> o que sobeja1 ou ajunt> o que falta4 ,e assim como z duas mis d balco ajudo ao peso1 p>a d> lug> ao caixeiro1 que e/ ass5t&o o que pesa1 assim d\s negros levo o assuc> pesado p>a z caixas enxutas1 e bem app>elhadas1 a sab]2 b>readas por d5tro nas juntas com b>ro1 e folhas secas de bananeira sobre o b>ro2 pondo igualm5te tanto assuc> na caixa d s5hor d eng5ho1 quanto na caixa d lavrador1 cuja canna se moeu no mesmo eng5ho1 s5do lavrador de suas proprias t]ras1 e no das d eng5ho3 porque1 se z t]ras =em d eng5ho1 paga tambem o lavrador v9t5a ou qu9to1 que vem a s] alm da ametade1 de cada c9co pes hum1 ou hum de cada v9te1 con=me o uso das t]ras3 porque em ,p]nambuco paga qu9to1 e na ,bahia v9t5a1 ou qu9d5a1 que vem a s] de qu9ze hum1 con=me o que se aju/\ nos arr5dam5tos1 por s]em z t]ras j de r5dim5to1 ou por necessit>em de m5os limpas4 ,e assim como se pesa1 e rep>te igualm5te o branco1 assim se pesa1 e rep>te d mesmo modo o mascavado entre o s5hor d eng5ho1 e o lavrador1 que me1 como temos dito1 de meias1 e s fico os meles por em *eio ao s5hor d eng5ho1 por razo dos muitos ga/os que faz4 ,tira-se tambem o dizimo1 que se deve a ,deos1 que vem a s] de dez hum3 e e/e fica no eng5ho1 e pe-se nas caixas1 que anticipadam5te m&a o contratador dos dizimos ao caixeiro vazias1 e delle z torna a cobr> *eias4 ,o assuc>1 que se bota nas caixas1 ao pr9cipio sm5te se iguala com rodo1 e piles1 e no se pila1 p>a que se no quebrem z caixas4 ,porm depois de se bot> nellas d\s1 ou tres pesos1 que vem a s] quatro1 ou seis arrobas1 ento se pila com oito1 ou dez piles1 quatro ou c9co de cada b&a1 p>a que ass5te unido igualm5te4 ,e a9da que a d]radeira poro d assuc>1 que se *ama c>a da caixa1 he bem que seja d mais escolhido1 comtudo s]ia gr&e descr$ito d eng5ho1 engano1 e manife/a inju/ia1 se no meio se botassem batidos1 e na c>a assuc> mais f9o1 p>a encobrir com o bom o ruim1 e faz] tambem ao assuc> hypocrita4 ,acabada de en*] a caixa1 iguala-se com rodo1 e com hum po *ato1 e grosso1 que huns *amo-lhe moleque de ass5t>1 outros juiz3 e logo se prega us&o de v]ruma1 pregos1 e m>telo1 e d ga/alho1 ou gato p>a ap]t> alguma taboa ra*ada1 d modo que acima e/ dito4 ,leva huma caixa oit5ta e seis pregos1 e ultimam5te se m>ca d modo que diremos con=me a diff]5a d assuc>1 que agora se hade explic>4 ,,capitulo ,,viii4 ,de v>ias ca/as de assuc>1 que sep>adam5te se encaixo3 m>cas das caixas1 e sua conduco ao trapi*e4 ,antes de m>c> z caixas1 he necess>io fall> de v>ias ca/as de assuc>1 que sep>adam5te se encaixo2 porque tambem ne/a droga ha sua nobreza1 ha ca/a vil1 ha mi/ura4 ,ha primeiram5te assuc> branco1 e mascavado2 o branco toma e/e nome da cr que tem1 e muito se l\va1 e e/ima no assuc>1 mais admiravel1 por quanto se lhe communica d b>ro4 ,o mascavado de cr p>da he o que se tira d fundo das frmas1 a que *amo ps1 ou cabu*os4 ,d branco ha f9o1 ha r$ondo1 e ha baixo1 e todos so assuc>es ma*os4 ,o f9o he mais alvo1 mais fe*ado1 e de maior peso1 e tal he ord9>iam5te a primeira p>te1 que *amo c>a da frma4 ,o r$ondo he algum tanto m5os alvo1 e m5os fe*ado1 e tal he commumm5te o da segunda p>te da frma3 e digo commumm5te2 porque no he e/a regra infallivel1 pod5do acontec]1 que a c>a de algumas frmas seja m5os alva1 e m5os fe*ada1 que a segunda p>te da outra frma4 ,o baixo he a9da m5os alvo1 e quasi trigueiro na cr3 e a9da que seja bem fe*ado e =te1 comtudo por t] m5os alvura1 *ama-se baixo1 ou inf]ior4 ,alm de/as tres ca/as de branco1 ha outro1 que *amo branco batido feito d mel1 que escorreu das frmas d ma*o na casa de purg>1 cozido1 e batido outra vez2 e sahe s vezes to alvo e =te1 como o ma*o4 ,e assim como ha mascavado ma*o1 que he o p das frmas d branco batido4 ,o que p+a das frmas d ma*o1 qu&o se purga1 *ama-se mel1 e o que escorre d batido branco1 *ama-se remel4 ,d mel huns fazem agu>d5te e/ill&o-o3 outros o torno a coz]1 p>a faz]em batidos1 e outros o v5dem a panellas aos que o e/illo1 ou cozem3 e o mesmo digo d remel4 ,vi/a a div]sidade dos assuc>es1 segue-se fall> das m>cas1 que se ho de pr com a mesma di/9co nas caixas4 ,m>co-se z caixas com f]ro ard5te1 ou com t9ta3 e tres so z m>cas que hade lev> cada caixa1 a sab]2 a das arrobas1 a d eng5ho1 e a d s5hor1 ou m]cador1 por cuja conta se emb>ca4 ,a m>ca de fogo d num]o das arrobas se pe em cima na cabea da caixa1 junto ao tampo1 come&o d canto da b&a direita1 de tal sorte que ab>que juntam5te a cabea da caixa1 e o tampo4 ,e i/o se faz p>a que1 se depois abrirem a caixa1 se conhea mais facilm5te pelas p>tes da m>ca1 que e/o na cabea1 e no correspondem s outras p>tes1 que e/o na borda d tampo4 ,a m>ca d eng5ho1 tambem de fogo1 se pe na mesma te/a da caixa1 junto ao fundo1 no canto da b&a direita2 p>a que se posso av]igu> z faltas1 que pod]io hav] no encaixam5to d assuc>4 ,porque assim como s vezes nas pipas de breu1 que vem de ,portugal1 se a*o p$ras breadas1 e nas pez de pano de l9ho f9o por fra1 no meio se a*a pano de e/opa1 ou m5or num]o de v>as1 que z que aponto na face da pea3 assim se pod]io m>c> nas caixas m5os arrobas das que se aponto na m>ca2 e1 no meio da caixa1 assuc> mascavado por branco1 como tem j acontecido por culpa de algum caixeiro infiel4 ,a m>ca d s5hor d assuc>1 ou d m]cador1 por cuja conta se emb>ca1 se fr de fogo1 se pe no meio da dita te/a da caixa1 e1 se no fr de fogo1 pe-se no mesmo lug> com t9ta o seu nome2 o qual se pod] tir> com huma enx1 qu&o se v5d] a caixa a outro m]cador1 pondo na dita p>te o nome de quem a compr\4 ,leva a m>ca d branco ma*o hum s ,b41 o branco batido d\s ,b4 ,b41 o mascavado ma*o hum ,m41 o mascavado batido hum ,m41 e hum ,b4 ,a m>ca v]bi grati d eng5ho de ,s]gipe d ,conde leva hum ,s41 da ,pitanga hum ,p4 ,e41 a m>ca v]bi grati d ,collegio da ,companhia de ,jezus leva huma cruz d5tro de hum circulo de/a figura 9999imagem 4 ,nos eng5hos beira-m>1 levo-se z caixas ao porto de/a sorte4 ,com rodos e espeques1 passo huma a traz de outra da casa da caix>ia p>a huma c>reta1 feita p>a isso mesmo mais baixa2 e sobre e/a se leva cada caixa at ao porto1 pux&o pelas cordas os negros de quem a m&a emb>c> por sua conta4 ,dos eng5hos pela t]ra d5tro1 vem cada caixa sobre hum c>ro com tres1 ou quatro juntas de bois1 con=me z lamas1 que ho de v5c]3 e ni/o cu/a c>o o descuido2 porque por no z traz]em no tempo d v]o1 depois no inv]no e/afo-se1 e mato-se os bois4 ,d porto passa sobre taboas grossas a pique p>a o b>co2 e1 ao entr>1 ho de t] mo nella com socairo1 p>a que no caia de pancada1 e padea algum detrim5to4 ,no b>co se ho de arrum> z caixas muito bem1 p>a que vo seguras1 nem se metto mais1 antes m5os1 das que o b>co pde receb]1 e lev>3 e seja =te1 e bem velejado1 e com arrais pratico das corz1 e p$ras1 e com m>9heiros no aturdisados de agu>d5te1 sah9do com bom tempo e m>4 ,d eng5ho at o trapi*e1 ou at a no em que se emb>ca1 paga cada caixa1 que vem por m>1 huma pataca de frete4 ,ao entr>1 e sahir d trapi*e1 meia pataca4 ,no primeiro mez1 qu] comeado s1 qu] acabado1 a9da que no fossem mais d que d\s dias1 paga d\s v9t5s3 nos outros mezes segu9tes1 hum v9tem cada mez4 ,e se o trapi*eiro1 ou o caixeiro d trapi*e v5d] por commisso d dono algum assuc>1 ganha huma pataca por cada caixa4 ,e com i/o temos levado o assuc> d cannaveal1 aonde nasce1 at aos portos d ,brazil1 donde navega p>a ,portugal1 p>a se rep>tir por muitas cidades da ,europa4 ,falta agora diz] alguma c\sa dos preos antigos1 e mod]nos delle1 e das causas1 porque so hoje to excessivos4 ,,capitulo ,,ix4 ,dos preos antigos1 e mod]nos d assuc>4 ,de v9te annos a e/a p>te mudro-se muito os preos assim d assuc> branco1 como d mascavado1 e batido4 ,porque o branco ma*o1 que se v5dia por oito1 nove1 e dez to/es a arroba1 subio depois a doze1 qu9ze1 e dezaseis1 e ultimam5te a dezoito1 v9te1 e v9te d\s1 e v9te e quatro to/es1 e depois torn\ a dezaseis4 ,os brancos batidos1 que se l>gavo por sete1 e oito to/es1 subiro a doze1 e a quatorze4 ,o mascavado ma*o1 que valia c9co to/es1 v5deu-se por dez1 e onze1 e a9da mais4 ,e o mascavado batido1 cujo preo era hum cruzado1 *eg\ a seis to/es4 ,a necessidade obriga a v5d] b>ato1 e a queim> 7como dizem7 o assuc> f9o1 que tanto cu/a aos s]vos1 aos s5hores d eng5ho1 e aos lavradores da canna1 trabalh&o e ga/&o d9heiro4 ,tambem a falta de navios he causa de se no d> por elle o que vale4 ,mas o t] crescido tanto ne/es annos o preo d cobre1 f]ro1 e pano1 e d mais que necessito os eng5hos2 e p>ticul>m5te o valor dos escravos1 que os no qu]em l>g> por m5os de cem mil ris1 val5do antes qu>5ta1 e c9co5ta mil ris os melhores2 he a pr9cipal causa de hav] subido tanto o assuc>1 depois de hav] mo$a prov9cial1 e nacional1 e depois de descob]tas z m9as de ouro1 que s]vro p>a enriquec] a p\cos1 e p>a de/ruir a muitos3 s5do z melhores m9as d ,brazil os cannaveaes1 e z malhadas em que se planta o tabaco4 ,se se att5t> p>a o valor intr9seco1 que o assuc> m]ece t] pela sua mesma bondade1 no h outra droga1 que o iguale4 ,e se tanto sabe a todos a sua dura1 qu&o1 o comem1 no h razo1 p>a que se lhe no d tal valor extr9seco1 qu&o se compra1 e v5de1 assim pelos s5hores d eng5ho1 e pelos m]cadores1 como pelo magi/rado a quem p]t5ce aju/a-lo2 que possa d> por tanta despeza algum ganho digno de s] e/imado4 ,portanto1 se se r$uzirem os preos das c\sas que vem d ,re9o1 e dos escravos que vem da ,angola e co/a de ,gu91 a huma mod]ao compet5te2 pod] tambem torn> os assuc>es ao preo mod]ado de dez1 ou doze to/es3 p>ec5do todos impossivel o pod]em cont9u> de huma e outra p>te to demasiados excessos1 sem se p]d] o ,brazil4 ,,capitulo ,x4 ,d num]o das caixas de assuc>1 que se fazem cada anno ord9>iam5te no ,brazil4 ,conto-se no t]ritorio da ,bahia ao pres5te c5to e qu>5ta e seis eng5hos de assuc>1 mo5tes e corr5tes3 alm dos que se vo fabric&o1 huns no reconcavo beira-m>1 e outros pela t]ra d5tro1 que hoje so de maior r5dim5to4 ,os de ,p]nambuco1 po/o que m5ores1 *ego a duz5tos e qu>5ta e seis1 e os d ,rio de ,janeiro a c5to e tr9ta e seis4 ,fazem-se hum anno por outro nos eng5hos da ,bahia quatorze mil e qu9h5tas caixas de assuc>4 ,de/as vo p>a o ,re9o quatorze mil1 a sab]1 oito mil de branco ma*o1 tres mil de mascavado ma*o1 mil e oitoc5tas de branco batido1 mil e duz5tas de mascavado batido3 e qu9h5tas de v>ias ca/as se ga/o na t]ra4 ,z que se fazem nos eng5hos de ,p]nambuco1 hum anno por outro1 so doze mil e trez5tas4 ,vo doze mil e cem p>a o ,re9o1 a sab]2 sete mil de branco ma*o1 duas mil e seisc5tas de mascavado ma*o1 mil e quatroc5tas de branco batido1 mil e cem de mascavado batido3 e ga/o-se na t]ra duz5tas de v>ias ca/as4 ,no ,rio de ,janeiro fazem-se hum anno por outro dez mil e duz5tas e v9te4 ,z dez mil e cem vo p>a o ,re9o1 a sab]2 c9co mil e seisc5tas de branco ma*o1 duas mil e qu9h5tas de mascavado ma*o1 mil e duz5tas de branco batido1 oitoc5tas de mascavado batido1 e fico na t]ra c5to e v9te de v>ias ca/as1 p>a o ga/o della4 ,e juntas todas e/as caixas de assuc>1 que se fazem hum anno por outro no ,brazil1 vem a s] tr9ta e sete mil e v9te caixas4 ,,capitulo ,,xi4 ,que cu/a huma caixa de assuc> de tr9ta1 a c9co5ta arrobas1 po/a na alf&ega de ,lisboa1 e j despa*ada3 e d valor de todo o assuc> que cada anno se faz no ,brazil4 ,d rol1 que se segue1 con/> primeiram5te com exacta di/9co o cu/o1 que faz huma caixa de assuc> branco ma*o de tr9ta e c9co arrobas1 desde que se levanta em qualqu] eng5ho da ,bahia1 at se pr na alf&ega de ,lisboa1 e pela porta della fra1 e logo o que cu/a huma de mascavado ma*o1 huma de branco batido1 e huma de mascavado batido4 ,em segundo lug> o resumo d valor de todo o assuc>1 que cada anno se faz nas safras da ,bahia1 ,p]nambuco1 e ,rio de ,janeiro4 ,cu/os de huma caixa de assuc> branco ma*o de tr9ta e c9co arrobas4 ,pelo caixo no eng5ho ao m5os #abjj ,por se levant> o dito caixo #ej ,por #hf pregos p>a o dito caixo #cb ,por #ce arrobas de assuc> a #afjj ris #efjjj ,por c>reto beira-m> #bjjj ,por c>reto d porto d ,m>at ao trapi*e #cbj ,por gu9da/e no trapi*e #hj ,por entrada no mesmo trapi*e #hj ,por alugu] d mez no dito trapi*e #bj ,por se bot> fra d trapi*e #afj ,por direitos d subsidio da t]ra #cjj ,por direito p>a o =te d m> #hj ,por frete d navio #aaebj ,por desc>ga em ,lisboa p>a alf&ega #bjj ,por gu9da/e na ponte da alf&ega #dj ,por se recolh] da ponte p>a o armazem #fj ,por se gu>d> na alf&ega #ej ,por cascavel de arque> por cada arco #hj ,por obras1 t>as1 e m>cas #fj ,por avaliao1 e direitos gr&es a #hjj ris1 e a #bj por c5to #efjj ,por consulado a #c por c5to #hdj ,por comboy a #adj ris por arroba #dijj ,por maioria #fjj ------ ,o que tudo importa em ,rs4 #hdefj ,cu/os de huma caixa de assuc> mascavado ma*o de tr9ta e c9co arrobas4 ,por #ce arrobas d dito assuc> a #ajjj ris #cejjj ,por avaliao1 e direitos a #dej ris1 e #bj por c5to #caej ,por consulado a #c por c5to #dgb ,por todos os mais ga/os #bbabj ------ ,o que tudo importa em ,rs4 #fjgdb ,cu/os de huma caixa de assuc> branco batido de tr9ta e c9co arrobas4 ,por #ce arrobas d mesmo assuc> a #abjj ris #dbjjj ,por avaliao1 e direitos a #fjj ris1 e a #bj por c5to #dgbj ,por consulado a #c por c5to #fdh ,por todos os mais ga/os #bbabj ------ ,o que tudo importa em ,rs4 #fidhh ,cu/os de huma caixa de assuc> mascavado batido de tr9ta e c9co arrobas4 ,por #ce arrobas d dito assuc> a #fdj ris #bbdjj ,por avaliao1 e direitos a #cjj ris1 e #bj por c5to4 #bajj ,por consulado a #c por c5to #cae ,por todos os mais ga/os #bbabj ------ ,o que tudo importa em ,rs4 #dfice ,caixas de assuc>1 que ord9>iam5te se tiro cada anno da ,bahia3 e o que importa o valor dellas a #ce arrobas4 ,por #h1jjj caixas de branco ma*o a #hdefj ris #fgf3dhjjjj ,por #c1jjj caixas de mascavado branco a #fjgdb ris #ahb3bbfjjj ,por #a1hjj caixas de branco batido a #fidhh ris #abe3jghdjj ,por #a1bjj caixas de mascavado batido a #dfice ris #ef3cbbjjj ,por #ejj caixas que se ga/o na t]ra a #fjbjj ris #cj3ajjjjj ------------- ,so #ad1ejj caixas que importo em ,rs4 #a1jgj3bjfdjj ,caixas de assuc>1 que ord9>iam5te se tiro cada anno de ,p]nambuco1 e o que importa o valor dellas a #ce arrobas4 ,por #g1jjj caixas de branco ma*o a #ghdbj ris #edh3idjjjj ,por #b1fjj caixas de assuc> mascavado ma*o a #edejj ris #ada3gjjjjj ,por #a1djj caixas de branco batido a #fcbjj ris #hh3dhjjjj ,por #a1ajj caixas de mascavado batido a #cihjj ris #dc3ghjjjj ,por #bjj caixas que se ga/o na t]ra a #efbjj ris #aa3bdjjjj ----------- ,so #ab1cjj caixas1 e importo em ,rs4 #hcd3adjjjj ,caixas de assuc> que ord9>iam5te se tiro cada anno d ,rio de ,janeiro1 e o que importa o valor dellas a #ce arrobas4 ,por #e1fjj caixas de branco ma*o a #gbcdj ris #dje3ajdjjj ,por #b1ejj caixas de mascavo ma*o a #dhbbj ris #abj3eejjjj ,por #a1bjj caixas de branco batido a #eifdj ris #ga3efhjjj ,por #hjj caixas de mascavo batido a #cdabj ris #bg3bifjjj ,por #abj caixas p>a o ga/o da t]ra a #ebcbj ris #f3bghdjj ----------- ,so #aj1bbj caixas1 e importo em ,rs4 #fcj3gifdjj ,resumo d que importa todo o assuc>4 ,o da ,bahia #a1jgj3bjfdjj ,o de ,p]nambuco #hcd3adjjjj ,o d ,rio de ,janeiro #fcj3gifdjj ------------- ,somma tudo em ,rs4 #b1ece3adbhjj ,,capitulo ,,xii4 ,d que padece o assuc> desde o seu nascim5to na canna at sahir d ,brazil4 ,he rep>o s+ul> dos que contemplo z c\sas naturaes1 v] que z que so de maior proveito ao g5]o humano1 no se r$uzem sua p]feio sem pass>em primeiro por notaveis ap]tos3 e i/o se v bem na ,europa no pano de l9ho1 no po1 no azeite e no v9ho1 fructos da t]ra to necess>ios1 ent]rados1 arra/ados1 pizados1 expremidos1 e moidos antes de *eg>em a s] p]feitam5te o que so4 ,e ns muito mais o vmos na fabrica d assuc>1 o qual desde o primeiro in/ante de se plant>1 at *eg> s mesas1 e pass> entre os d5tes a sepult>-se no e/omago dos que o comem1 leva huma vida *eia de taes e tantos m>tyrios1 que os que inv5tro os tyrannos1 lhes no ganho vantagem4 ,porque se a t]ra1 ob$ec5do ao ,imp]io d ,creador1 deu lib]alm5te canna1 p>a regal> com a sua dura aos palad>es dos hom5s2 e/es1 desejozos de multiplic> em si deleites e go/os1 inv5tro contra a mesma canna1 com seus artificios1 mais de cem in/rum5tos1 p>a lhe multiplic>em torm5tos e p5as4 ,por isso primeiram5te fazem em p$aos z que planto1 e z sepulto assim cortadas na t]ra4 ,mas ellas torn&o logo quasi milagrosam5te a resuscit>1 que no padecem dos que z vem sahir com novo al5to1 e vigor8 ,j abocanhadas de v>ios animaes2 j pizadas das be/as1 j d]rubadas d v5to2 e em fim descabeadas e cortadas com f\ces4 ,sahem d cannaveal am>radas3 e oh quantas vezes antes de sahirem dahi1 so v5didas6 ,levo-se assim presas1 ou nos c>ros1 ou nos b>cos vi/a das outras1 filhas da mesma t]ra1 como os ros que vo algemados p>a a cadeia1 ou p>a o lug> d supplicio padec5do em si confuso1 e d&o muitos t]ror4 ,*egadas mo5da1 com que =a e ap]to1 po/as entre os eixos1 so obrigadas a d> quanto tem de su/ancia8 ,com que desprezo se lano seus corpos esmagados1 e desp$aados ao m>8 ,com que impi$ade se queimo sem compaixo no bagao8 ,arra/a-se pelas bicas quanto humor sahio de suas vz1 e quanta sub/ancia t9ho nos ossos3 tratea-se1 e susp5de-se na gu9da3 vai a f]v] nas caldeiras1 borrifado 7p>a maior p5a7 dos negros com decoada3 feito quasi lama no co*o1 p>a f>t> s be/as e aos porcos2 sahe d p>ol escum&o1 e se lhe imputa a beb$ice dos burra*os4 ,quantas vezes o vo vir&o1 e agit&o com escumadeiras m$onhas8 ,quantas1 depois de passado por assadores1 o batem com bat$eiras1 exp]im5t&o elle de taxa em taxa o fogo mais vehem5te2 s vezes quasi queimado2 e s vezes desafogueado algum tanto1 s p>a que *egue a padec] mais torm5tos8 ,crescem z bat$uras nas temp]as3 multiplica-se a agitao com z espatulas3 deixa-se esfri> como morto nas frmas3 leva-se p>a a casa de purg> sem t]em contra elle hum m9imo indicio de crime2 e nella *ora furado1 e f]ido a sua to malograda dura4 ,aqui do-lhe com b>ro na c>a3 e p>a maior ludibrio1 at z escravas lhe boto sobre o b>ro sujo z lavag5s4 ,correm suas lagrimas1 por tantos rios1 quantas so z bicas1 que z recebem2 e tantas so ellas1 que ba/o p>a en*] tanques pr(undos4 ,oh crueldade nunca vi/a8 ,z mesmas lagrimas d innoc5te se poem a f]v]1 e a bat] de novo nas taxas3 z mesmas lagrimas se e/allo =a d fogo em lambique3 e qu&o mais *ora sua sorte1 ento torno a d>-lhe na c>a com b>ro1 e torno z escravas a lanar-lhe em ro/o z lavag5s4 ,sahe de/a sorte de purgatorio1 e d c>c]e1 to alvo1 como innoc5te2 e sobre hum baixo balco se entrega a outras mulh]es1 p>a que lhes cortem os ps com faces3 e e/as no cont5tes d lhos cort>em1 em companhia de outras escravas1 armadas de toletes1 folgo de lhes faz] os mesmos ps em migalhas4 ,dahi passa ao ultimo !atro de seus torm5tos1 que he outro balco maior1 e mais alto2 aonde expo/o a quem o queira maltrat>1 exp]im5ta o furor de toda a g5te s5tida1 e enfadada d muito que trabalh\ &&o a traz delle3 e por isso p>tido com quebradores1 cortado com faces1 desp$aado com toletes1 arra/ado com rodos1 pisado dos ps dos negros sem compaixo1 f>ta a crueldade de tantos algozes1 quantos so os que qu]em subir ao balco4 ,exam9a-se por remate na balana d maior rigor o que pesa1 depois de feito em migalhas3 mas os seus torm5tos gravissimos1 assim como no tem conta1 assim no ha quem possa ba/antem5te pond]a-los1 ou descrev-los4 ,cuidava eu1 que depois de r$uzido elle a e/e e/ado to la/imoso1 o deixassem3 mas vejo1 que sepultado em huma caixa1 no se f>to de o pis>em com piles1 nem de lhe d>em na c>a1 j feita com hum po4 ,prego-no f9alm5te1 e m>co com fogo ao sepulcro1 em que jaz3 e assim pregado1 e sepultado1 torna por muitas vezes a s] v5dido1 e rev5dido1 preso1 confiscado1 e arra/ado3 se se livra das prises d porto1 no se livra das torm5tas d m>1 nem d degr$o1 com imposies1 e tributos1 to seguro de s] comprado1 e v5dido entre *ri/os1 como arriscado a s] levado p>a ,argel entre ,m\ros4 ,e a9da assim1 sempre doce1 e v5c$or de am>guras1 vai a d> go/o ao palad> dos seus inimigos nos banquetes1 saude nas mez9has aos enf]mos1 e gr&es lucros ao s5hor de eng5ho1 e aos lavradores1 que o p]seguro1 e aos m]cadores que o comprro1 e o levro degradado1 nos portos2 e muito maiores emolum5tos faz5da real nas alf&egas4 ,,segunda ,,p>te4 ,,cultura1 ,e ,,opul5cia ,,d ,,brazil ,,na ,,lavra ,,d ,,tabaco4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,como se comeou a trat> no ,brazil da planta d tabaco3 e a que e/imao tem *egado4 ,se o assuc> d ,brazil o tem dado a conhec]1 a todos os re9os1 e prov9cias da ,europa2 o tabaco o tem feito muito mais afamado em todas z quatro p>tes d mundo3 em z quaes hoje tanto se deseja1 e com tantas dilig5cias1 e por qualqu] via se procura4 ,ha p\co mais de cem annos1 que e/a folha se comeou a plant>1 e b5efici> na ,bahia3 e v5do o primeiro1 que a plant\1 o lucro1 po/o que mod]ado1 que ento lhe dro humas p\cas arrobas1 m&adas com pequ5a esp]ana de algum retorno a ,lisboa1 anim\-se a plant> mais1 no tanto por cobia de negociante1 quanto por se lhe p$ir dos seus correspond5tes1 e amigos1 que a rep>tio por preo accommodado1 porm jamais levantado4 ,at que imitado dos vis9hos1 que com ambio a plantro1 e enviro em maior quantidade3 e depois de gr&e p>te dos moradores dos campos1 que *amo da ,ca*oeira1 e de outros d s]to da ,bahia3 pass\ p\co a p\co a s] hum dos g5]os de maior e/imao1 que hoje sahe de/a ,am]ica ,m]idional p>a o re9o de ,portugal1 e p>a os outros re9os1 e republicas de naes extranhas4 ,e de/a sorte huma folha de antes desprezada1 e quasi desconhecida1 tem dado1 e d actualm5te gr&es cab$aes aos moradores d ,brazil1 e incriveis emolum5tos aos er>ios dos pr9cipes4 ,de/a pois fall>emos agora1 mo/r&o primeiram5te como se semea1 e planta3 como se alimpa1 e colhe2 como se b5eficia1 e cura3 como se enrola1 e despa*a na alf&ega4 ,segundo3 como se pisa1 e se lhe d o *eiro3 qual he melhor p>a se masc>2 qual p>a o caximbo1 e qual p>a se piz>3 e se em granido1 ou em p4 ,t]ceiro3 d uso mod]ado delle p>a a saude1 e d immod]ado1 e vicioso na quantidade1 no lug>1 e no tempo4 ,qu>to3 dos rolos1 que cada anno ord9>iam5te se emb>co d ,brazil p>a ,portugal3 d valor na ,bahia1 e no ,re9o3 das p5as p>a se no m&>1 ou introduzir sem despa*o3 e dos artificios p>a se pass> de contrab&o1 no ob/ante z vigilancias dos gu>das1 assim d5tro1 como fra de ,portugal4 ,e f9alm5te d r5dim5to de/e contracto1 e da rep>tio d tabaco por todas z quatro p>tes d mundo4 ,tudo con=me z noticias c]tas que procurei1 e me dro os mais intellig5tes1 e mais v]sados ne/a lavra2 aos quaes1 no que direi1 me reporto4 ,,capitulo ,,ii4 ,em que consi/e a lavra d tabaco3 e de como se semea1 planta1 e alimpa2 em que tempo se hade plant>4 ,toda a lavra e cultura d tabaco consi/e por sua ordem em se seme>1 plant>1 alimp>1 cap>1 desolh>1 colh]1 esp9ic>1 torc]1 vir>1 ajunt>1 enrol>1 enc\r>1 e piz>3 e de tudo iremos fall&o nos capitulos segu9tes4 ,e come&o ne/e pela planta3 semea-se e/a em canteiros bem e/]cados2 ou em queimadas feitas nos matos1 aonde ha t]ra conv5i5te p>a isso1 e app>elhadas no mesmo anno1 em que se hade seme>4 ,o tempo1 em que commumm5te se semea so os mezes de ,maio1 ,junho1 e ,julho3 e depois de nascida a sem5te1 nasce tambem com ella algum capim vicioso planta innoc5te o qual se tira com t5to1 que se no arranque por descuido com o capim vicioso a planta innoc5te4 ,t5do a planta j palmo1 ou p\co m5os de altura1 se passa dos canteiros aonde nasceu1 p>a os c]cados1 ou curraes1 aonde se hade cri>3 cuja t]ra1 quanto mais e/]cada1 he melhor4 ,mas se nos ditos curraes mor\ por muito tempo o gado2 hade se tir> antes alguma p>te d e/]co1 p>a que a =a delle a9da no cortido d tempo1 no queime a planta1 em vez de ajud>4 ,di/ribue-se a dita t]ra em regos com riscador1 p>a que a planta fique vi/osa4 ,a di/ancia de hum rego de outro he de c9co palmos3 e das plantas entre si he de d\s palmos e meio1 p>a que se posso ext5d]1 e cresc] folgadam5te1 sem huma s] de emb>ao outra4 ,planta-se em covas de hum palmo1 quanto cava a enxada mettida1 e e/as se en*em de t]ra bem e/]cada3 e1 com vigilancia1 e cuidado1 se corre a dita planta todos os dias1 p>a v] se tem lag>ta2 e e/a logo se mata p>a a no com] s5do t5ra4 ,os inimigos da planta so ord9>iam5te alm da lag>ta1 a =miga1 o pulgo1 e o grillo4 ,a lag>ta em pequ5a corta-lhe o p1 ou raiz debaixo da t]ra3 e em cresc5do corta-lhe z folhas4 ,o mesmo faz tambem a =miga3 e por isso se poem nos regos1 aonde e/a app>ece1 outras folhas de m&ioca1 ou de aroeira2 p>a que dellas como z =migas1 e no *eguem a cort>1 e com] z d tabaco1 que s5do cortadas de/a sorte no s]vem4 ,o pulgo que he hum mosquito preto1 p\co maior que huma pulga1 faz buracos nas folhas2 e e/as assim furadas1 no pre/o p>a se faz] dellas torcida4 ,o grillo1 em quanto a planta he pequ5a1 a corta r5te da t]ra2 e s5do j crescida1 tambem se atreve a cort>-lhe z folhas4 ,s5do j a folha ba/antem5te crescida1 se lhe *ega ao p aquella t]ra1 que se tir\ das covas em que foi plantada1 daquella p>te1 que fic\ arrumada mais alta2 porm1 em tempo de inv]no1 no se ap]ta muito1 porque toda e/ humida2 no v]o1 ap>ta-se mais p>a que a t]ra a def5da1 e a humidade1 po/o que m5or1 lhe d o primeiro alim5to4 ,e i/o faz quem a planta4 ,e/&o a planta em sua conta1 com oito1 ou nove folhas1 con=me a =a com que vem cresc5do1 se lhe tira o olho de cima1 ou grelo1 antes de espig>3 o que por outra phraze *amo cap>4 ,e porque falt&o-lhe e/e olho1 nasce em cada p das folhas outro olho2 todos e/es olhos se ho de bot> fra2 7e a i/o *amo desolh>7 p>a que no tirem a su/ancia s folhas4 ,e e/a dilig5cia se faz pelo m5os de oito em oito dias3 e mais frequ5tem5te se visito1 e correm os regos1 p>a tir> o capim1 at e/>em z folhas sazonadas3 o que se conhece por app>ec] nellas humas nodoas am>ellas1 ou por e/> j preto por d5tro o p da folha1 o que commumm5te succ$e ao qu>to mez depois de po/as em suas covas z plantas4 ,,capitulo ,,iii4 ,como se tiro1 e curo z folhas d tabaco2 como dellas se fazem1 e b5eficio z cordas4 ,quebro-se z folhas da ha/ea como talo1 e juntas em casa se deixo e/> assim por v9te e quatro horas1 p\co mais ou m5os3 e logo1 antes de se esqu5t>em e sec>em1 se dep5duro duas a duas pelo p1 mettidas entre a palha 7de que con/o z casas1 em que se b5eficio7 e z v>as1 ou em outra p>te1 aonde lhes d o v5to1 mas lhes no *egue o sol3 porque se e/e lhes *egasse1 logo se sec>io1 e p]d]io a su/ancia4 ,e tanto que e/iv]em enxutas em sua conta1 que p\co mais ou m5os s] depois de e/>em assim dep5duradas d\s dias2 se boto no *o1 e se lhes tira a maior p>te d talo pela p>te inf]ior1 com o devido cuidado1 p>a que se no rasguem com o desvio d talo3 e a i/o *amo esp9ic>4 ,e ento se dobro pelo meio z melhores1 que ho de s]vir de capa p>a a corda1 que se hade faz] de todas z mais folhas4 ,e advirta-se que z folhas1 que se tirro em hum dia1 no se ho de mi/ur> se no com z que se tir>em no dia segu9te2 p>a que sejo igualm5te sazonadas3 e1 se no =em assim1 humas prejudic> ao bom conc]to das contas4 ,curadas z folhas1 e tirado j o talo como e/ dito2 dellas se faz huma corda da grossura quasi de tres d$os4 ,e p>a isso hav] roda1 e hum torc$or ent5dido1 p>a que a corda fique unida1 igual1 e =te1 e a traz delle e/> outro colh5do a torcida sobre hum po1 ou sobre o app>elho1 como qualqu] outra corda simples1 e no como z que se fazem de cordes1 e junto d torc$or so os rapazes1 que do z folhas p>a se torc]em em corda4 ,,capitulo ,,iv4 ,como se cura o tabaco depois de torcido em corda4 ,feita a corda d comprim5to1 que quiz]em1 e enrodilhada em hum po1 se des5rola cada dia1 a sab]1 pela manh1 e a noite1 e passa-se a outro po1 p>a que no arda3 e na passagem se vai torc5do1 e ap]t&o br&am5te1 p>a que fique bem ligada1 e dura4 ,e tanto que fic> preta1 vira-se s huma vez cada dia3 e como se vai ap]feio&o1 se dim9uem z viraduras1 at fic> em e/ado1 que se possa recolh] sem temor de que apodrea4 ,e commumm5te e/e b5eficio co/uma dur> qu9ze1 ou v9te dias1 con=me vai o tempo1 mais ou m5os humido1 ou seco4 ,segue-se a traz di/o o que *amo ajunt>1 que vem a s]1 pr tres bollas de corda de tabaco em hum po1 aonde fica1 at que *egue o tempo de enrol>4 ,e entre tanto gu>do-se e/as bollas no t5dal1 que he como hum &aime alto1 com seus regos embaixo1 p>a receb]em a calda1 que boto de si z bollas2 e e/a se ajunta1 e gu>da1 p>a depois us> della1 qu&o fr tempo de enrol>4 ,o ultimo b5eficio1 que se lhe faz1 he o segu9te3 temp]a-se a calda d mesmo tabaco com seus *eiros de h]va doce1 alfavaca1 e manteiga de porco1 e quem faz manojos de encomm5da1 bota-lhe almisc>1 ou amb>1 se o tem3 e por e/a calda mi/urada com mel de assuc> 7quanto mais grosso1 melhor7 se passa a mesma corda de tabaco huma vez1 e logo se fazem os rolos d modo segu9te3 ,,capitulo ,v4 ,como se enrola1 e enc\ra o tabaco3 e que pessoas se occupo em toda a fabrica delle desde a sua planta at se enrol>4 ,p>a enrol> o tabaco dobro a corda j curada1 e melada1 de comprim5to de tres palmos1 sobre huma e/aca1 no muito grossa1 e leve1 que nas extremidades tem quatro taboaz9has3 sobre z quaes dobrada1 e segurada1 de huma outra p>te a dita corda1 se vai enrol&o at ao fim3 pux&o sempre bem1 e un9do huma dobra com outra1 de sorte que no fique vo algum entre z dobras4 ,e p>a que z cabez fiquem sempre direitas2 alm das cruzetas1 que levo1 lhes vo mett5do folhas de uricur nos vos1 p>a que fiquem bem unidas com z dobras de d5tro4 ,acabado o rolo1 se cobre primeiram5te com folhas de c>avat secas1 am>radas com embira1 e depois se lhe faz huma capa de c\ro da m$ida d rolo3 a qual cozida1 e ap]tada muito bem1 m>ca-se com a m>ca de seu dono4 ,e de/a sorte vo os rolos por t]ra em c>ros1 e por m> em b>cos1 a s]em despa*ados na alf&ega1 antes de se mett]em nas nos4 ,e cada rolo pesa commumm5te oito arrobas4 ,v9do agora a fall> das pessoas1 que se occupo na fabrica1 e cultura d tabaco2 ella he tal1 que a todos d que faz]3 porque nella trabalho gr&es1 e pequ5os1 hom5s1 e mulh]es1 feitores1 e s]vos4 ,mas nem todos s]vem p>a qualqu] m9i/]io dos que acima fico ref]idos4 ,p>a seme>1 e plant> a folha1 he necess>io1 que seja pessoa que ent5da disso1 p>a que se gu>de bem o modo1 a direitura1 a di/ancia assim dos regos1 como das covas4 ,o cav> z covas p]t5ce aos que &o no s]vio com enxada3 os rapazes boto os ps da planta1 a sab]2 hum em cada huma das covas1 que fico feitas4 ,e o que planta1 ap]ta-lhe a t]ra ao p1 mais ou m5os con=me a humidade della4 ,toda a g5te se occupa em cat> a lag>ta duas vezes no dia1 a sab]2 pela madrugada1 e depois de e/> o sol po/o3 porque de dia e/ debaixo da t]ra1 e o s9al de e/> ahi he o a*>-se alguma folha cortada de noite4 ,*eg>-lhe a t]ra com enxada1 he trabalho dos gr&es4 ,cap> a planta j crescida1 i/o he1 tir>-lhe o olho1 ou grelo na ponta da ha/ea1 he (ficio de negros me/res4 ,desolh>1 que vem a s]1 tir> os outros olhos1 que nascem entre cada folha1 e a ha/ea1 fazem pequ5os1 e gr&es4 ,apanh>1 ou colh] z folhas1 he de quem sabe conhec] qu&o he tempo1 pelo s9al1 que tem z folhas1 aonde se pega com a ha/ea1 que he o s] ahi de cr preta4 ,toda a g5te de s]vio se occupa em dep5dur> z folhas nos altos3 e i/o se faz commumm5te de noite4 ,p9ic>1 ou esp9ic>1 que tudo he o mesmo1 e vem a s] tir> o talo s folhas d tabaco2 he trabalho leve de pequ5os1 e gr&es4 ,torc] z folhas faz5do dellas a corda1 encomm5da-se a algum negro me/re3 e o que &a com a roda ou eng5ho de torc]1 hade s] negro robu/o3 e tambem bot> a capa corda1 p>a que fique bem r$onda1 he obra de negro exp]im5tado4 ,os rapazes do ao torc$or z folhas1 e tambem z capas ao que vai cobr9do com z melhores a corda3 e o mesmo que bota z capas1 he o que enrola4 ,o pass> z cordas de hum po p>a outro po1 corre por conta de d\s negros3 dos quaes hum e/ no virador1 e outro vai des&&o a corda enrolada no po4 ,os que viro1 ou mudo a corda de hum po p>a outro po1 so negros me/res2 e a cada virador so necess>ios tres3 hum que l>gue a corda1 outro que a colha1 e outro que &e no virador4 ,ajunt>1 que he pr a corda de tres bolas em hum po1 he obra dos negros mais dextros3 e so tres1 e s vezes quatro2 porque no ba/a hum s no virador1 mas ha mi/] d\s1 p>a que ap]tem bem a corda4 ,enrol> f9alm5te he occupao de bons (ficiaes1 p>a que fique a obra segura4 ,,capitulo ,,vi4 ,da segunda1 e t]ceira folha d tabaco2 e de div]sas qualidades delle1 p>a se masc>1 ca*imb>1 e pis>4 ,tudo o que e/ dito at aqui d tabaco1 que *amo da primeira folha1 e vale o mesmo1 que o da primeira colheita1 se ha de ent5d] tambem d da segunda1 e t]ceira folha2 se a t]ra ajud> p>a tanto1 e fr p>a isso ajudada com o b5eficio d tempo1 e d e/]co4 ,por tanto tiradas todas z meias folhas1 corta-se a ha/e m5os de hum palmo sobre a t]ra1 p>a que brote s segundas3 e cresc5do ellas1 se lhes tiro 7como e/ dito acima7 os olhos d tronco1 e o capim dos regos3 e o mesmo b5eficio1 que se fez s primeiras folhas1 se faz s de segunda colheita4 ,e se a t]ra fr =te1 faz-se t]ceira1 e multiplico-se os rolos4 ,o tabaco da primeira folha he o melhor1 o mais =te1 e o que mais dura3 e e/e s]ve p>a o ca*imbo1 e p>a se masc>1 e pis>4 ,o fraco1 p>a se masc> no s]ve1 e s pre/a p>a se beb] no ca*imbo4 ,os que o quiz]em pis> ho de ajunt> ao melhor aquelles talos1 que se tiro das folhas1 depois de e/>em bem seccos3 porque e/es pisados com z folhas fazem ao tabaco =te1 e de boa cr4 ,e p>a o tabaco em p1 o das alagz de ,p]nambuco1 e dos campos da ,ca*oeira he o melhor4 ,,capitulo ,,vii4 ,como se pisa o tabaco3 d granido1 e em p2 e como se lhe d o *eiro4 ,p>a se pis> o tabaco1 ha de s] bem seco1 ou ao sol1 ou em bacias1 ou =nos de cobre1 com att5o p>a que se no queime2 e por isso se ha de mex] cont9uam5te3 e os piles1 em que se pisa1 ho de s] de p$ra m>more1 com z mos de pis> de po4 ,pisado1 p5eira-se3 e o que e/iv] capaz1 se tira p>te1 e o mais grosso se torna a pis>1 at r$uzir em p4 ,e e/e he o que commumm5te mais se procura1 e se e/ima4 ,d granido se usa muito em ,italia3 e faz-se de/a sorte4 ,toma-se o tabaco j feito em p1 e pe-se em hum alguid> vidrado3 e bota-se-lhe em quantidade mod]ada algum mel1 ou calda de tabaco2 e se e/a fr muito grossa1 se f> liquida com hum p\co de v9ho4 ,depois1 p>a que se v encorpor&o1 se mexe muito bem1 e me*ido se levanta1 e m5ea-se entre z mos como quem faz bol9hos3 e1 e/&o assim humido1 se passa por huma eropma f9a3 e ne/a passagem pelos boraqu9hos da eropma se =mo os granitos1 como os da polvora f9a1 e fica o tabaco granido4 ,e o que no passa pela eropma1 por s] a9da grosso1 torna-se a m5e>1 como e/ dito1 entre z mos1 at s] capaz de pass>4 ,passado1 se secca ao sol sem se me*]1 p>a que no torne a amass>-se1 e p]ca o s] de granido4 ,depois d tabaco granido e/> seco1 se lhe quiz]em d> algum *eiro1 borrifa-se com agua *eirosa3 ou pe-se no mesmo vaso1 em que se recolheu1 huma vasilha inteira1 ou alguma quantidade de amb>1 ou de algatia1 ou de almisc>4 ,porm o tabaco em p no he capaz de s] borrifado com agua *eirosa2 porque com ella se amass>ia1 e no fic>ia1 como se pret5deu1 solto em p4 ,o tabaco que se pisa no ,brazil1 vai sem mi/ura1 s+elo1 e legitimo em tudo2 e por isso tanto se e/ima4 ,mas o que se pisa em algumas p>tes da ,europa1 v5de-se to viciado1 que ap5as m]ece o nome de tabaco1 pois com elle at z cascas de l>anjas se piso4 ,,capitulo ,,viii4 ,d uso mod]ado d tabaco p>a a saude1 e da demasia nociva mesma saude1 de qualqu] modo que se use delle4 ,os que so demasiadam5te affeioados ao tabaco1 o *amo h]va santa3 nem ha epi!to de valor que lhe no dem1 p>a def5d] o excesso digno de repreh5so1 e de nota4 ,hom5s ha1 que p>ece no podem viv] sem e/e qu9to elem5to2 ca*imb&o a qualqu] hora em casa1 e nos ca*imbos2 masc&o z suas folhas1 us&o de torcidas1 e en*5do os n>izes de/e p4 ,e e/a demasia no sm5te vive nos m>itimos1 e nos trabalhadores de qualqu] ca/a1 =ros1 e escravos1 os quaes e/o p]suadidos1 que s com o tabaco ho de t] al5to1 e vigor2 mas tambem em muitas pessoas nobres1 e ociosas2 nos soldados d5tro d corpo da gu>da2 e em no p\cos ecclesia/icos1 cl]igos1 e religiosos3 na op9io das quaes toda a demasia se def5de1 a9da qu&o se v manife/am5te1 que se no usa por mes9ha1 mas por d> go/o a hum excessivo1 e mal habituado prurito4 ,eu1 que de n5hum modo uso delle1 ouvi diz]1 que o fumo d ca*imbo1 bebido pela manh em jejum mod]adam5te1 desseca z humidades d e/omago2 ajuda p>a a dige/o1 e no m5os p>a a evacuao ord9>ia2 alivia ao peito1 que padece fluxo asmatica1 e dim9ue a dr insuportavel dos d5tes4 ,o masca-lo no he to sadio3 porm assim como fumado pela manh em jejum mod]adam5te1 s]ve p>a dessec> a abundancia dos humores d e/omago1 assim o uso immod]ado o relaxa3 e pela cont9uao obra m5os1 alt]a o go/o2 faz grave o bafo1 negros os d5tes1 e deixa os beios immundos4 ,uo alguns de torcidas d5tro dos n>izes1 p>a purg> por e/a via a cabea1 e p>a div]tir o e/illicidio1 que vai a cahir nas g5givas1 e causa dor de d5tes3 e po/as pela manh1 e noite1 no deixo de s] de proveito4 ,s se encomm5da aos que uo dellas1 o evit>em a indec5cia1 que causa o app>ec] com ellas =a dos n>izes1 e com huma gota de e/illicidio sempre man5te1 que suja a b>ba1 e causa nojo a quem com elles conv]sa4 ,s5do o tabaco em p o mais usado1 he c]tam5te o m5os sadio3 assim pela demasia1 com que se toma1 que passa de mes9ha a s] vicio2 como por imp$ir o mesmo co/ume excessivo os bons effeitos1 que se pret5dem1 que talvez caus>ia1 se o uso fosse mais mod]ado4 ,deix&o pois de rep>> e/a viciosa sup]fluidade1 s lembro quanto d\s summos ,pontifices1 ,urbano ,,viii1 e ,innoc5cio ,x1 extranhro us> delle nas igrejas1 pela gr&e indec5cia1 que rep>ro1 e julgro t] e/e intol]avel abuso1 digno de se not>1 e e/ranh> nos secul>es e mais nos ecclesia/icos p\co acautelados1 a9da qu&o assi/em no cro aos (ficios div9os2 e muito mais nos religiosos1 que devem d> exemplo a todos 7e maiorm5te nos lug>es sagrados7 de gravidade1 e mode/ia4 ,e por isso ambos os sobr$itos pontifices *egro a prohibi-lo com excommunho maior3 o primeiro1 com hum breve de #cj de janeiro d anno de #afdb1 o prohibio na igreja de ,s4 ,p$ro em ,roma1 e no adro1 e alp5dre d dito templo3 o segundo com outro breve1 debaixo da mesma p5a1 aos #h de janeiro de #afej1 nas igrejas de todo hum arcebispado1 em que se ia introduz9do e/a demasia com esc&alo4 ,e em algumas religies mais obs]vantes se prohibio o uso publico d tabaco nas igrejas1 com privao de voz activa e passiva1 i/o he1 sob p5a de no pod]em s] eleitos os transgressores1 nem pod]em escolh] a outros p>a sup]iores1 e p>a outros (ficios da ordem4 ,,capitulo ,,ix4 ,d modo com que se despa*a o tabaco na alf&ega da ,bahia4 ,b5eficiado1 e enrolado o tabaco1 e pago o seu dizimo a ,deos1 que he de v9te arrobas huma 7e r5de e/e dizimo hum anno por outro dezoito mil cruzados1 como con/a d arr5dam5to d dizimo1 que se tira da ca*oeira da ,bahia1 e suas freguezias annexas1 fra o que se lavra pelas mais p>tes d s]to della em ,s]gipe d',el-,rei1 ,cont+uiba1 rio ,real1 ,inhambupe1 ,montegordo1 e ,torre1 que ap>tado d r5dim5to d dizimo d assuc>1 e mais miunz1 r5de dez at doze mil cruzados71 vem pag&o nos c>retos e fretes p>a a cidade da ,bahia1 at se met] em huma sua propria alf&ega1 aonde se despa*o p>a ,lisboa1 hum anno por outro1 de v9te e c9co mil rolos p>a cima1 os quaes pago1 por hum contracto da cam>a1 a set5ta e seis ris por cada rolo2 e de/es tem ,el-,rei a t]ceira p>te3 e z duas so p>a o presidio da mesma cidade1 que importo c9co mil cruzados4 ,pago mais a huma balana1 a tres ris por arroba1 que a cam>a arr5da na mesma =ma j dita1 e importa mil e duz5tos cruzados4 ,de/e tabaco se p]mitte a extrao de treze mil arrobas p>a a navegao da co/a de ,m9a1 que se arrumo em c9co mil rolos pequ5os de tres arrobas2 os quaes tambem pago set5ta ris por cada rolo p>a o sobr$ito contracto da cam>a1 e importa mil cruzados4 ,de/as tres mil arrobas se pago por dizimo a ,el-,rei quatro v9t5s por arroba1 e pago-se na casa dos contos3 o que importa tres mil cruzados4 ,vo p>a o ,rio de ,janeiro todos os annos1 tres mil arrobas3 z quaes nada pago na ,bahia1 mas vo a pag> no dito ,rio de ,janeiro1 v9te c9co mil cruzados cada anno por contracto d',el-,rei1 o qual p\co mais ou m5os por tanto se arr5da4 ,e tudo o que ne/e capitulo d despa*o d tabaco e/ dito1 importa em sess5ta e c9co mil e duz5tos cruzados4 ,,capitulo ,x4 ,que cu/a hum rolo de tabaco de oito arrobas po/o da ,bahia na alf&ega de ,lisboa1 e j despa*ado1 e corr5te p>a sahir della4 ,o rolo de tabaco #hjjj ,o c\ro1 e o enrolo nelle #acjj ,o frete p>a o porto da ,ca*oeira #eej ,o alugu] d armazem na ,ca*oeira #dj ,o frete p>a a cidade da ,bahia #hj ,a desc>ga no armazem da cidade #bj ,o alugu] d armazem na cidade #dj ,o *eg> balana d peso #aj ,o pes> a #aj rs4 por rolo1 e deit> fra #aj ,o peso da balana1 a #c rs4 por arroba #bd ,direito e fretes1 e mais ga/os em ,lisboa #bjej ------ ,o que tudo importa em ,rs4 #ababd ,do ord9>iam5te cada anno da ,bahia v9te e c9co mil rolos de tabaco3 e a #ababd rs4 #cjc3ajjjjj ,do ord9>iam5te cada anno das ,alagz de ,p]nambuco d\s mil e qu9h5tos rolos3 e a #affbj rs4 por s] melhor o tabaco #da3eejjjj ----------- ,importa todo e/e tabaco em ,rs4 #cdd3fejjjj ,e r$uzidos a cruzados1 so #hfa1fbe cruzados4 ,,capitulo ,,xi4 ,da e/imao d tabaco d ,brazil na ,europa1 e nas mais p>tes d mundo1 e dos gr&es emolum5tos1 que delle tira a faz5da real4 ,d que at agora se tem dito1 facilm5te se pde ent5d] a e/imao1 e valor a que tem *egado o tabaco1 e mais p>ticul>m5te o d ,brazil4 ,pois 7como disse ao pr9cipio7 hav5do p\co mais de cem annos1 que se comeou a plant>1 e b5efici> na ,bahia1 =o z primeiras arrobas1 que se m&ro a ,lisboa1 como huma sem5teira de desejos1 p>a que cada anno se p$issem logo1 se m&assem mais e mais arrobas4 ,e pass&o de mimo a s] m]cancia3 hoje ap5as os tantos milh>es de rolos1 que levo z frotas1 so ba/antes p>a satisfaz] ao apetite de todas z naes1 no s da ,europa1 mas tambem das outras p>tes d mundo1 donde enc>ecidam5te se procuro4 ,vale huma libra de tabaco pizado em ,lisboa1 de v9te at v9te e quatro to/es1 con=me he mais ou m5os f9o3 e o que ,el-,rei tira de/e contracto cada anno1 so d\s milhes1 e duz5tos mil cruzados4 ,nem hoje tem os ,pr9cipes da ,europa contracto de maior r5dim5to1 pela muita quantidade de tabaco1 que se ga/a em todas z cidades1 e villas4 ,sirva de prova o que conta ,engelgrave no primeiro tomo da ,luz ,evangelica1 na dom+a qu9ta depois de ,p5teco/es1 ao p>agrapho primeiro1 alleg&o por te/emunho d que diz ao hi/oriador ,b]nab de ,ryc-,ke1 como c]tam5te in=mado4 ,diz pois e/e autor que1 na cidade de ,londres1 cabea da ,gram-,bretanha1 povoada de mais de oitoc5tas mil almas1 passo z v5das de tabaco o num]o de sete mil3 e d&o1 que cada huma de/as no v5da mais cada dia1 que hum florim e meio de tabaco2 import> o que se v5de cada dia1 dez mil e qu9h5tos flor9s3 os quaes r$uzidos mo$a portugueza1 em que cada florim so d\s to/es1 importo c9co mil e duz5tos1 e c9co5ta cruzados4 ,e consequ5tem5te o que se v5de s em ,londres em hum anno1 que con/a de trez5tos e sess5ta e c9co dias1 importa hum milho1 nove c5tos1 e dezasseis mil1 duz5tos e c9co5ta cruzados4 ,e a que somma *eg> o que se v5de cada anno em toda a ,gram-,bretanha1 em ,fl&res1 em ,frana1 em toda a ,hespanha1 e em ,italia8 ,p>a no fall> de outras p>tes1 e d que vai p>a fra da ,europa1 p>ticul>m5te s ,indias ,ori5tal1 e o ,occid5tal3 procur&o-se o d ,brazil1 por mais p]feito1 melhor curado1 em maior quantidade da que se lhe pde m&>1 por no falt>em os comiss>ios aos m]cadores1 que trato de prov] z p>tes mais proximas4 ,,capitulo ,,xii4 ,das p5as dos que levo tabaco no despa*ado nas alf&egas3 e das indu/rias de que se usa p>a se lev> de contrab&o4 ,qualqu] descam9ho d tabaco1 por qualqu] de/as p>tes d ,brazil1 fra d regi/o1 e guias1 debaixo d que tudo vai despa*ado1 tem por p5a a p]da d tabaco1 e da emb>cao1 em que se a*>1 e mais c9co annos de degr$o p>a ,angola ao autor de/a culpa4 ,porm muito maiores so z p5as1 que tem os transgressores d b&o em ,portugal4 ,e em outros re9os so tantos1 e to graves1 que a cada passo so causa da ru9a de muitas familias4 ,e quanto mais rigorosas so e/as p5as1 tanto maior prova so d muito a que subio o contracto1 e d gr&e lucro1 que tem delle todos os ,pr9cipes4 ,mas a9da maior prova d gr&e valor e lucro1 que d o tabaco1 he o p]d]em muitos1 por ambio1 o temor de/as p5as2 arrisc&o-se a ellas com desprezo d p]igo de se v]em compreh5didos nas mesmas mis]ias1 a que outros se r$uziro1 por s]em to confiados4 ,e p>a isso p>ece1 que no ha indu/ria1 de que se no use1 p>a o emb>c>1 e tir> das emb>caes s escondidas1 vi/a dos mesmos m9i/ros1 que1 como ,argos de cem olhos1 vigio1 qu&o no so juntam5te ,bri>os de cem mos p>a receb]1 e mais mudos1 que os peixes1 p>a cal>4 ,p>a apont> algumas de/as indu/rias1 direi por relao dos casos1 em que se apanhro no p\cos2 que huns m&ro o tabaco d5tro das pez de artilh]ia2 outros d5tro das caixas1 e fe*os d assuc>2 outros arrem$&o z c>as tambem d assuc> muito bem enc\radas4 ,s]viro-se outros dos b>ris de f>9ha da t]ra1 dos de breu1 e dos de mellado1 cobr9do com a sup]ficie m5tirosa o que hia d5tro em folhas de ,fl&res1 outros val]o-se das caixas de r\pa1 fabricadas a d\s sobrados1 p>a d> lug> a escondrijos3 e de frasqueiras que e/o vi/a1 pondo entre os frascos de v9ho outros tambem de tabaco4 ,quanto foi1 e vai cada anno nas obras mortas1 e nos =ros das cam>as1 e nas v>&as das nos8 ,quanto nas curvas1 que p>a isso nas p>tes mais escuras se =ro8 e no falt\ quem lhe dsse lug> at d5tro de humas imag5s occas de santos2 assim como huns c>p9teiros de navios o escondro em pos occos1 mi/urados entre os outros de que co/umavo val]-se4 ,deixo o que entra e sahe em algibeiras gr&es de c\ro dos que vo1 e vem das nos p>a os portos1 com repetidas idas1 e voltas1 debaixo de lobas1 e tunicas3 e o que se arra/a debaixo dos bateis1 e das pipas de aguada pelas ondas d mr4 ,nunca acab>iamos se quizessemos relat> z inv5es1 que sugg]io a cautela ambiciosa3 porm sempre arriscada1 e muitas vezes descob]ta1 com sucesso infeliz4 ,o que cl>am5te prova a e/imao1 o apetite1 e a esp]ana d lucro1 que a9da entre riscos acompanha o tabaco4 ,,t]ceira ,,p>te4 ,,cultura1 ,e ,,opul5cia ,,d ,,brazil ,,pelas ,,m9as ,,de ,,ouro4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,das m9as de ouro que se descobriro no ,brazil4 ,foi sempre fama con/ante1 que no ,brazil havia m9as de f]ro1 ouro1 e prata4 ,mas tambem h\ve sempre ba/ante descuido de z descobrir1 e de aproveit>-se dellas3 ou porque1 cont5t&o-se os moradores com os frutos1 que d a t]ra abundantem5te na sua sup]ficie1 e com os peixes1 que se pesco nos rios gr&es e apraziveis1 no tratro de div]tir o curso natural de/es1 p>a lhes exam9>em o fundo1 nem de abrir aquellas entranhas1 como p]suadio a ambio insaciavel a outras muitas naes2 ou porque o g5io de busc> ,indios nos matos os desvi\ de/a dilig5cia1 m5os escrupulosa1 e mais util4 ,na villa de ,s4 ,paulo ha muita p$ra usual1 p>a faz] p>$es e c]cas2 a qual1 com a cr1 com o pezo1 e com z veias que tem em si1 mo/ra manife/am5te1 que no desm]ece o nome1 que lhe d]o de p$ra f]ro2 e que donde ella se tira1 o ha4 ,o que tambem confirma a tradio1 de que j se tir\ quantidade delle1 e se a*\ s] muito bom p>a z obras ord9>ias1 que se encomm5do aos f]reiros4 ,e ultimam5te na s]ra ,ibirasojaba1 di/ante oito dias da villa de ,sorocaba1 e doze da villa de ,s4 ,paulo1 a jornadas mod]adas1 o capito ,luiz ,lopes de ,c>valho1 indo l por m&ado d gov]nador ,artur de ,s1 com hum fundidor e/rangeiro1 tir\ f]ro e tr\xe b>ras1 das quaes se fiz]o obras excell5tes4 ,que haja tambem m9as de prata1 no se duvida3 porque na s]ra das columnas1 qu>5ta legoas alm da villa d',out1 que he huma das de ,s4 ,paulo ao le/e direito1 ha c]tam5te muita prata1 e f9a4 ,na s]ra de ,seborabo tambem a ha4 ,da s]ra de ,gu>ume defronte d ,ce> tirro os ,holl&ezes quantidade della no tempo1 em que e/avo de posse de ,p]nambuco4 ,e na s]ra de ,itabajana1 ha tradio que a*\ prata o av d capito ,bel*ior da ,fonseca ,doria4 ,e em busca d'outra foi alm d rio de ,s4 ,francisco ,lopo de ,albuqu]que1 que faleceu ne/a sua malograda empreza4 ,mas deix&o z m9as de f]ro e de prata1 como inf]iores1 passemos s d ouro1 tantas em num]o1 e to r5dosas aos que dellas o tiro4 ,e primeiram5te he c]to1 que de hum outeiro alto1 di/ante tres leguas da villa de ,s4 ,paulo1 a quem *amo ,j>agu1 se tir\ quantidade de ouro1 que pass\ de oitavas a libras4 ,em ,p>nahiba1 tambem junto da mesma villa no s]ro ,ibituruna1 se a*\ ouro1 e tir\-se por oitavas4 ,muito mais1 e por muitos annos se cont9u\ a tir> em ,p>nagu1 e ,coritiba1 primeiro por oitavas1 depois por libras1 que *egro a alguma arroba1 po/o que com muito trabalho p>a ajunt>1 s5do o r5dim5to no cat> limitado2 at que se l>gro1 depois de s]em descob]tas pelos ,pauli/as z m9as g]aes dos ,cataguas1 e z que *amo d ,caet3 e z mais mod]nas no rio das ,velhas1 e em outras p>tes1 que descobrro outros ,pauli/as3 e de todas e/as iremos agora di/9ctam5te fall&o4 ,,capitulo ,,ii4 ,das m9as d ouro que *amo g]aes1 e dos descobridores dellas4 ,ha p\cos annos que se comero a descobrir z m9as g]aes dos ,cataguas1 gov]n&o o ,rio de ,janeiro ,artur de ,s3 e o primeiro descobridor dizem1 que foi hum mulato1 que t9ha e/ado nas m9as de ,p>nagu1 e ,coritiba4 ,e/e indo ao s]to com huns ,pauli/as a busc> indios1 e *eg&o ao s]ro ,tripui1 desceu a baixo com huma gamella1 p>a tir> agua d ribeiro1 que hoje *amo d ,ouro ,preto3 e met5do a gamella na ribanceira p>a tom> agua1 e ro&o-a pela m>gem d rio1 vio depois que nella havia granitos da cr d ao1 sem sab] o que ero3 nem os companheiros1 aos quaes mo/r\ os ditos granitos1 s\b]o conhec]1 e e/im> o que se t9ha a*ado to facilm5te3 e s cuidro1 que ahi hav]ia algum metal1 no bem =mado1 e por isso no conhecido4 ,*eg&o porm a ,taubat1 no deixro de p]gunt>1 que ca/a de metal s]ia aquelle4 ,e sem mais exame1 v5dro a ,miguel de ,s\za alguns de/es granitos1 por meia pataca a oitava1 sem sab]em elles o que v5dio1 nem o comprador que c\sa comprava1 at que se resolvro m&> alguns dos granitos ao gov]nador d ,rio de ,janeiro1 ,artur de ,s1 e faz5do-se exame delles1 se a*\ que era ouro f9issimo4 ,em di/ancia de meia legua d ,ouro ,preto1 a*\-se outra m9a1 que se *ama a d ,ribeiro de ,antonio ,dias3 e1 dahi a outra meia legua1 a d ribeiro d ,padre ,joo de ,f>ia3 e1 junto de/a1 p\co mais de huma legua1 a d ribeiro de ,bu5o1 e a de ,b5to ,rodrigues4 ,e1 dahi tres dias de cam9ho mod]ado at o jant>1 a d ribeiro de ,n4 ,s4 d ,c>mo1 descob]ta por ,joo ,lopes de ,lima2 alm de outra1 que *amo a d ribeiro ,ibupiranga4 ,e todas e/as tomro o nome de seus descobridores1 que todos =o ,pauli/as4 ,tambem ha huma p>agem no cam9ho p>a z ditas m9as g]aes1 onze1 ou doze dias di/ante das primeiras1 &&o bem at s tres horas da t>de3 a qual p>agem *amo a d rio das ,mortes1 por morr]em nellas huns hom5s que o passavo nad&o1 e outros1 que se matro s pel\radas1 brig&o entre si sobre a rep>tio dos indios g5tios que trazio d s]to4 ,e ne/e rio1 e nos ribeiros1 que delle proc$em1 e em outros1 que vem a d> nelle1 se a*a ouro3 e s]ve e/a p>agem como de e/alagem aos que vo s ,m9as ,g]aes1 ahi se provem d necess>io1 por t]em hoje os que ahi assi/em1 roz e criao de v5d]4 ,no fallo da m9a da s]ra de ,itatiaya 7a sab]1 d ouro branco1 que he ouro a9da no bem =mado71 di/ante d ribeiro d ,ouro ,preto oito dias de cam9ho mod]ado at ao jant>3 porque de/a no fazem caso os ,pauli/as1 por t]em z outras de ouro =mado1 e de muito melhor r5dim5to4 ,e e/as g]aes1 dizem que fico na altura das capitanias d ,espirito ,santo4 ,,capitulo ,,iii4 ,de outras m9as de ouro no rio das ,velhas1 e no ,caet4 ,alm das m9as g]aes dos ,cataguas1 descobriro-se outras por outros ,pauli/as no rio que *amo das ,velhas3 e fico como dizem1 na altura d ,porto ,seguro1 e de ,santa ,cruz4 ,e e/as so1 a d ribeiro d ,campo descob]ta pelo s>g5to mr ,dom+os ,rodrigues da ,fonseca3 e a d ribeiro da ,roa dos ,p5teados3 a de ,n4 ,s4 d ,cabo1 da qual foi descobridor o mesmo s>g5to mr ,dom+os ,rodrigues da ,fonseca3 a de ,n4 ,s4 de ,mons]rate2 a d ribeiro d ,ajudante3 e a pr9cipal d rio das ,velhas he a d s]ro de ,seborabu1 descob]ta pelo t55te ,manoel ,borba ,gato1 ,pauli/a1 que foi o primeiro1 que se apod]\ della e d seu t]ritorio4 ,ha mais outras m9as novas1 que *amo d ,caet1 entre z m9as g]aes1 e z d rio das ,velhas1 cujos descobridores =o v>ios3 e entre ellas ha a d ribeiro1 que descobrio o capito ,luiz d ,c\to1 que da ,bahia foi p>a essa p>agem com tres irmos1 gr&es m9eiros2 alm d'outras1 que secretam5te se a*o1 e se no publico1 p>a se aproveit>em os descobridores dellas totalm5te1 e no z sujeit>em rep>tio3 e z que ultimam5te descobrio o capito ,g>cia ,rodrigues ,paez1 qu&o foi abrir o cam9ho novo detraz da cordilheira da s]ra dos ,orgos1 no di/ricto d ,rio de ,janeiro por onde corta o rio ,p>ahyba d ,sul4 ,,capitulo ,,iv4 ,d r5dim5to dos ribeiros3 e das div]sas qualidades de ouro1 que delles se tira4 ,das m9as g]aes dos ,cataguas z milhores1 e de maior r5dim5to =o at agora a d ribeiro d',ouro ,preto2 a d ribeiro de ,n4 ,s4 d ,c>mo3 e a d ribeiro de ,b5to ,rodrigues1 d qual em p\co mais de c9co braz de t]ra se tirro c9co arrobas de ouro4 ,tambem o rio das ,velhas he muito abundante de ouro1 assim pelas m>g5s1 como pelas ilhas1 que tem1 e pela madre1 ou veio d'agua2 e delle se tem tirado1 e tira a9da em quantidade abundante4 ,*amo os ,pauli/as ribeiro de bom r5dim5to1 o que d em cada bateada duas oitavas de ouro4 ,porm assim como ha bateadas de meia oitava1 e de meia pataca2 assim ha tambem bateadas de tres e quatro1 c9co1 oito1 dez1 qu9ze1 v9te1 e tr9ta oitavas1 e mais3 e i/o no p\cas vezes succ$eu na d ribeiro1 na d ,ouro ,preto1 na de ,b5to ,rodrigues1 e na d rio das ,velhas4 ,os gros de maior peso1 que se tirro1 =o hum de nov5ta e c9co oitavas2 outro de tres libras1 que rep>tiro entre si tres pessoas com hum ma*ado1 outro que pass\ de c5to e c9co5ta oitavas1 em =ma de huma l+ua de boi1 que se m&\ ao gov]nador da nova colonia3 e outro maior de seis libras4 ,quanto s qualidades div]sas de ouro3 sabe-se1 que o ouro1 a quem *amo preto1 por t] na sup]ficie huma cr semelhante d ao1 antes de ir ao fogo1 prov&o-se com o d5te logo app>ece am>ello vivo1 gemmado1 e he o mais f9o1 porque *ega quasi a v9te e tres quilates1 e qu&o se lhe pe o cunho na fundio1 faz greta na b>reta1 como se arreb5tasse de todas z p>tes2 e por d5tro d taes reflexos1 que p>ecem raios d sol4 ,o d ribeiro he mais miudo1 e mais polme1 e compete na bondade como ouro preto1 por *eg> a v9te e d\s quilates4 ,o ouro d ribeiro de ,b5to ,rodrigues1 po/o que seja mais grosso1 e palpavel1 e bem am>ello1 comtudo no tem a p]feio d ouro preto1 e d ouro d ribeiro1 mas qu&o muito1 *ega a v9te quilates4 ,o ouro d ribeiro d ,campo1 e o d ribeiro de ,n4 ,s4 d ,mons]rate he grosso1 e muito am>ello1 e tem v9te e hum quilates e meio4 ,o ouro d rio das ,velhas he f9issimo1 e *ega a v9te e d\s quilates4 ,o ouro f9alm5te d ribeiro de ,itatiaja1 he de cr branca1 como a prata1 por no e/> a9da bem =mado1 como dissemos acima1 e de/e se faz p\co caso1 po/o que alguns digo1 que indo ao fogo s vezes por mais =mado1 foi mo/r&o a cr am>ella4 ,h\ve anno1 em que de todas e/as m9as1 ou ribeiros se tirro mais de cem arrobas de ouro2 fra o que se tirava1 e tira escondidam5te d'outros ribeiros1 que os descobridores no manife/ro1 p>a os no sujeit>em logo rep>tio4 ,e se os qu9tos d',el-,rei *egro a dezesete1 e a v9te arrobas1 soneg&o-se tanto ouro no qu9tado2 bem se deixa v]1 que o ouro1 que cada anno se tira1 sem enc>ecim5to algum1 passa de cem arrobas3 e que ne/es dez annos passados se tem tirado mais de mil arrobas4 ,e se nos primeiros annos no *egro a cem arrobas1 nos outros c]tam5te passro4 ,e cont9u&o ao pres5te o r5dim5to com igual1 e com maior abundancia1 por razo d maior num]o dos que se emprego em cat>2 s os qu9tos devidos a ,sua ,mage/ade se =o notavelm5te dim9u9do1 ou por se div]tir por outras p>tes o ouro em p1 ou por no ir casa dos qu9tos1 ou por us>em alguns de cunhos falsos1 com engano mais dete/avel4 ,mas a9da assim no deix\ ,sua ,mage/ade de t] gr&e lucro na casa da mo$a d ,rio de ,janeiro3 porque compr&o o ouro a doze to/es a oitava1 e bat5do-se em d\s annos tres milhes de mo$a nacional1 e prov9cial de ouro3 foi lucr&o seisc5tos mil cruzados de avano4 ,,capitulo ,v4 ,das pessoas que &o nas m9as1 e tiro ouro dos ribeiros4 ,a sde insaciavel d ouro e/imul\ a tantos a deix>em suas t]ras1 e a met]em-se por cam9hos to asp]os1 como so os das m9as1 que difficultosam5te se pod] d> conta d num]o das pessoas1 que actualm5te l e/o4 ,comtudo os que assi/iro nellas ne/es ultimos annos por l>go tempo1 e z corrro todas1 dizem1 que mais de tr9ta mil almas se occupo1 humas em cat>1 outras em m&> cat> nos ribeiros d ouro2 e outras em negoci>1 v5d5do1 e compr&o o que se ha mi/] no s p>a a vida1 mas p>a o regalo1 mais que nos portos d m>4 ,cada anno vem nas frotas quantidade de ,portuguezes1 e de e/rangeiros1 p>a pass>em s m9as4 ,das cidades1 villas1 reconcavos1 e s]tes d ,brazil vo brancos1 p>dos1 e pretos1 e muitos ,indios de que os ,pauli/as se s]vem4 ,a mi/ura he de toda a condio de pessoas3 hom5s1 e mulh]es2 moos e velhos2 pobres e ricos3 nobres e plebeos1 secul>es1 cl]igos1 e religiosos de div]sos in/itutos1 muitos dos quaes no tem no ,brazil conv5to nem casa4 ,sobre e/a g5te quanto ao temporal no h\ve at ao pres5te coaco1 ou gov]no algum bem ord5ado3 e ap5as se gu>do algumas leis1 que p]t5cem s datas1 e rep>ties dos ribeiros4 ,no mais no ha m9i/ros1 nem ju/iz1 que tratem1 ou posso trat> d ca/igo dos crimes1 que no so p\cos1 pr9cipalm5te dos homicidios1 e furtos4 ,quanto ao espiritual1 hav5do at agora duvidas entre os prelados c]ca da jurisdico1 os m&ados de huma1 e outra p>te1 ou como curas1 ou como visitadores1 se a*ro ba/antem5te emb>aados3 e no p\co emb>aro a outros1 que no acabo de sab] a que pa/or p]t5cem aquelles novos rebanhos4 ,e qu&o se av]igue o direito de provim5to dos p>o*os1 p\co ho de s] timidos e respeitados naquellas freguezias moveis de hum lug> p>a outro como os filhos de ,israel no des]to4 ,teve ,el-,rei nas m9as por sup]9t5d5te dellas ao ,desemb>gador ,jos ,vaz ,p9to1 o qual1 depois de d\s outros annos1 torn\ a recolh]-se p>a o ,rio de ,janeiro com ba/ante cab$al3 e delle supponho fic>ia pl5am5te in=mado d que por l vai3 e que apont>ia desord5s1 e o rem$io dellas1 se fosse possivel a execuo4 ,assi/e tambem nas m9as hum procurador da cora1 e hum gu>da mr com seu e/ip5dio4 ,h\ve at agora casa de qu9t> em ,taubat1 na villa de ,s4 ,paulo1 em ,p>aty1 e no ,rio de ,janeiro3 e em cada huma de/as casas ha hum prov$or1 hum escrivo1 e hum fundidor1 que fund9do o ouro em b>retas1 lhe pe o cunho real1 signal d qu9to que se pag\ a ,el-,rei desse ouro4 ,hav5do casas de mo$a1 e dos qu9tos na ,bahia1 e no ,rio de ,janeiro 7por s]em e/es os d\s polos1 aonde vai p>> todo o ouro71 t]ia ,sua ,mage/ade muito maior lucro1 d que at agora teve3 e muito mais se nas casas de mo$a1 bem =necidas dos app>elhos necess>ios1 h\vesse sempre d9heiro prompto p>a compr> o ouro1 que os m9eiros trazem1 e folgo de v5d] sem det5a4 ,agora s\bemos que ,sua ,mage/ade m&a gov]nador1 m9i/ros de ju/ia1 e levant> hum t]o de soldados nas m9as1 p>a que tudo tome melhor frma1 e gov]no4 ,,capitulo ,,vi4 ,das datas1 ou rep>ties das m9as4 ,p>a evit> a confuso1 e tumulto1 e z mortes1 que hav]ia no descobrim5to dos ribeiros d ouro1 se ass5t\ o que p]t5ce s rep>ties de/a sorte4 ,tem o descobridor a primeira data1 como descobridor1 outra como m9eiro3 segue-se a que cabe a ,el-,rei2 e atraz de/a a d gu>da mr3 z outras se di/ribuem por sortes4 ,z que *amo datas inteiras1 so de tr9ta braz em quadra1 e taes so d',el-,rei1 d descobridor1 e gu>da mr4 ,z outras que se do por sortes1 tem a ext5so proporcionada ao num]o dos escravos1 que trazem p>a cat>2 d&o duas braz em quadra por cada escravo1 ou ,indio1 de que se s]vem nas catas3 e assim a quem tem qu9ze escravos1 se d huma data inteira de tr9ta braz em quadra4 ,p>a s] admittido rep>tio por sortes1 he necess>io faz] petio ao sup]9t5d5te das ditas rep>ties1 ao qual se d pelo despa*o da petio huma oitava de ouro1 e outra a seu escrivo3 e s vezes acontece (f]ec]-se qu9h5tas peties1 e lev>em o p>tidor1 e o escrivo mil oitavas1 e no tir>em todos os m9eiros juntos outro tanto de taes datas1 por falh>em no seu r5dim5to1 e por isso procuro outras datas1 hav5do descobrim5to de novos ribeiros4 ,a data d',el-,rei logo se v5de a quem mais (f]ece3 e pde tambem qualqu] v5d]1 ou troc> a sua data1 e ni/o se vro1 e vem a cada passo v>ios1 e diff]5tes successos1 tir&o hum m9eiro de p\cas braz muito ouro1 e outros de muitas p\co3 e j h\ve quem por mais de mil oitavas v5deu a data1 da qual o comprador tir\ sete arrobas de ouro4 ,pelo que se tem por jogo de bem1 ou mal a=tunado o tir>1 ou no tir> ouro das datas4 ,,capitulo ,,vii4 ,da abundancia de mantim5tos1 e de todo o usual1 que hoje ha nas m9as3 e d p\co caso que se faz dos preos extraord9>iam5te altos4 ,s5do a t]ra que d ouro e/]ilissima de tudo que se ha mi/] p>a a vida humana1 e no m5os e/]il a maior p>te dos cam9hos das m9as1 no se pde cr] o que padecro ao pr9cipio os m9eiros por falta de mantim5tos1 a*&o-se no p\cos mortos com huma espiga de milho na mo1 sem t]em outro su/5to4 ,porm tanto que se vio a abundancia d ouro1 que se tirava1 e a l>gueza1 com que se pagava tudo o que l hia2 logo se fiz]o e/alag5s1 e logo comero os m]cadores a m&> s m9as o melhor que *ega nos navios d re9o1 e de outras p>tes1 assim de mantim5tos1 como de regalo1 e de pomposo p>a se ve/irem1 alm de mil bugi>ias de ,frana1 que l tambem =o d>4 ,e a e/e respeito1 de todas z p>tes d ,brazil se comeou a invi> tudo o que d a t]ra1 com lucro no sm5te gr&e mas excessivo4 ,e no hav5do nas m9as outra mo$a mais que ouro em p2 o m5os que se podia1 e dava por qualqu] c\sa1 ero oitavas4 ,daqui se seguio m&>em-se s ,m9as ,g]aes z boiadas de ,p>anagu1 e z d ,rio das ,velhas1 z boiadas dos campos da ,bahia1 e tudo mais que os moradores imag9avo pod]ia apetec]-se1 de qualqu] g5]o de c\sas naturaes1 e indu/riaes1 adv5ticias1 e proprias4 ,e a9da que hoje os preos sejo mais mod]ados1 comtudo porei aqui hum rol1 feito s9c]am5te por quem assi/io nas ,g]aes tres annos1 dos preos das c\sas1 que por commum ass5to l se v5dio no anno de #agjc1 rep>t9do-o em tres ord5s1 a sab]3 os preos que p]t5cem s c\sas come/iveis2 os d vi/u>io e armas2 e os dos escravos e cavalgaduras1 que so os segu9tes4 ,preos das c\sas come/iveis4 ,por huma rez1 oit5ta oitavas4 ,por hum boi1 cem oitavas4 ,por huma mo de sess5ta espigas de milho1 tr9ta oitavas4 ,por hum alqueire de f>9ha de m&ioca1 qu>5ta oitavas4 ,por seis bolos de f>9ha de milho1 tres oitavas4 ,por hum paio1 tres oitavas4 ,por hum presunto de oito libras1 dezeseis oitavas4 ,por hum pa/el pequ5o1 huma oitava4 ,por huma libra de manteiga de vacca1 duas oitavas4 ,por huma gal9ha1 tres ou quatro oitavas4 ,por seis libras de c>ne de vacca1 huma oitava4 ,por hum queijo da t]ra1 tres ou quatro oitavas1 con=me o peso4 ,por hum queijo flam5go1 dezeseis oitavas4 ,por hum queijo d ,alemtejo1 tres ou quatro oitavas4 ,por huma boceta de m>melada1 tres oitavas4 ,por hum frasco de confeitos de quatro libras1 dezeseis oitavas4 ,por huma c>a de assuc> de huma arroba1 tr9ta e duas oitavas4 ,por huma libra de cidro1 tres oitavas4 ,por hum b>rilote de agu>d5te1 c>ga de hum escravo1 cem oitavas4 ,por hum b>rilote de v9ho1 c>ga de hum escravo1 duz5tas oitavas4 ,por hum b>rilote de azeite1 duas libras4 ,por quatro oitavas de tabaco em p com *eiro1 huma oitava4 ,por seis oitavas de tabaco sem *eiro em p1 huma oitava4 ,por huma v>a de tabaco em corda1 tres oitavas4 ,preos das c\sas que p]t5cem ao ve/u>io e armas4 ,por huma casaca de baeta ord9>ia1 doze oitavas4 ,por huma casaca de pano f9o1 v9te oitavas4 ,por huma ve/e de s$a1 dezeseis oitavas4 ,por huns cales de pano f9o1 nove oitavas4 ,por huns cales de s$a1 doze oitavas4 ,por huma camisa de l9ho1 tres oitavas4 ,por hum p> de meias de s$a1 oito oitavas4 ,por hum p> de apatos de cordovo1 c9co oitavas4 ,por hum *apo de ca/or f9o1 doze oitavas4 ,por hum *apo ord9>io1 seis oitavas4 ,por huma c>apua de s$a1 quatro ou c9co oitavas4 ,por huma c>apua de pano =rada de s$a1 c9co oitavas4 ,por huma boceta de t>t>uga p>a tabaco1 seis oitavas4 ,por huma boceta de prata de relevo p>a tabaco1 se tem oito oitavas de prata1 so dez1 ou doze de ouro con=me o feitio della4 ,por huma esp+>da sem prata1 dezeseis oitavas4 ,por huma esp+>da bem feita1 e prateada1 c5to e v9te oitavas4 ,por huma pi/ola ord9>ia1 dez oitavas4 ,por huma pi/ola prateada1 qu>5ta oitavas4 ,por huma faca de ponta com cabo curioso1 seis oitavas4 ,por hum canivete1 duas oitavas4 ,por huma tes\ra1 duas oitavas4 ,e toda a bugi>ia1 que vem de ,frana1 e de outras p>tes1 v5de-se con=me o desejo1 que mo/ro t] della os compradores4 ,preos dos escravos1 e das cavalgaduras4 ,por hum negro bem feito1 val5te1 e lad9o1 trez5tas oitavas4 ,por hum moleco1 duz5tas e c9co5ta oitavas4 ,por hum moleque1 c5to e v9te oitavas4 ,por hum cri\lo bom (ficial1 qu9h5tas oitavas4 ,por hum mulato de p>tes1 ou (ficial1 qu9h5tas oitavas4 ,por hum bom trombeteiro1 qu9h5tas oitavas4 ,por huma mulata de p>tes1 seisc5tas ou mais oitavas4 ,por huma negra lad9a coz9heira1 trez5tas e c9co5ta oitavas4 ,por hum cavallo s5deiro1 cem oitavas4 ,por hum cavallo &ador1 duas libras de ouro4 ,e e/es preos to altos1 e to corr5tes nas m9as1 =o causa de subirem tanto os preos de todas z c\sas1 como se exp]im5ta nos portos das cidades e villas d ,brazil1 e de fic>em des=necidos muitos eng5hos de assuc> das pez necess>ias2 e de padec]em os moradores gr&e c>e/ia de mantim5tos1 por se lev>em quasi todos1 aonde v5didos ho de d> maior lucro4 ,,capitulo ,,viii4 ,de div]sos preos d ouro v5dido no ,brazil1 e d que importa o que cada anno ord9>iam5te se tira das m9as4 ,v>ios =o os preos d ouro no decurso de/es annos3 no s por razo da p]feio de hum1 maior que a d outro1 por s]em de mais subidos quilates2 mas tambem a respeito dos lug>es1 aonde se v5dia3 porque mais b>ato se v5de nas m9as1 d que na villa de ,s4 ,paulo1 e de ,santos3 e muito mais vale nas cidades d ,rio de ,janeiro1 e da ,bahia1 d que nas villas ref]idas4 ,tambem muito mais vale qu9tado1 d que em p3 porque o que se v5de em p1 sahe d fogo com ba/antes quebras3 alm d que vai por diff]5a por razo d que se pag\1 ou no se pag\ de qu9tos4 ,huma arroba de ouro em p pelo preo da ,bahia a quatorze to/es a oitava1 importa em quatorze mil trez5tos e tr9ta1 e seis cruzados4 ,qu9tado1 pelo preo da ,bahia1 a dezeseis to/es a oitava1 importa em dezeseis mil trez5tos1 e oit5ta1 e quatro cruzados4 ,huma arroba de ouro em p pelo preo d ,rio de ,janeiro1 a treze to/es a oitava1 importa em treze mil trez5tos1 e doze cruzados4 ,qu9tado1 a qu9ze to/es a oitava1 importa em qu9ze mil trez5tos1 e sess5ta cruzados4 ,donde se segue1 que tir&o-se cada anno mais de cem arrobas de ouro1 a qu9ze to/es a oitava1 preo corr5te na ,bahia1 e no ,rio de ,janeiro1 s5do qu9tado1 vem a import> cada anno em hum milho qu9h5tos1 e tr9ta e seis cruzados4 ,das quaes cem arrobas1 se se qu9t>em1 como he ju/o1 cabem a ,sua ,mage/ade v9te arrobas1 que importo em trez5tos e sete mil1 e duz5tos cruzados1 mas he c]to1 que cada anno retiro mais de trez5tas arrobas4 ,e com i/o no p>ec] incrivel1 o que por fama con/ante se conta hav]em ajuntado em div]sos tempos assim huns descobridores dos ,ribeiros nomeados1 como huns mais bem a=tunados nas datas3 e tambem os que mett5do gado1 e negros p>a os v5d]em por maior preo1 e outros g5]os mais procurados1 ou plant&o1 ou compr&o roz de milho nas m9as1 se =o aproveit&o d que outros tirro4 ,no fall&o pois d gr&e cab$al1 que tir\ o gov]nador ,artr de ,s1 que duas vezes foi a ellas d ,rio de ,janeiro1 nem dos que ajuntro huma1 duas1 e tres arrobas1 que no =o p\cos4 ,tem-se por c]to1 que ,bal?az> de ,godoy1 de roz1 e catas1 ajunt\ v9te arrobas de ouro4 ,de v>ios ,ribeiros1 e da negociao com roz1 negros1 e mantim5tos1 fez ,francisco d ,am>al mais de c9co5ta arrobas4 ,p\co m5os ,manoel ,nunes ,vianna1 e ,manoel ,borba ,gato3 e com ba/ante cab$al se recolheu p>a ,s4 ,paulo ,jos ,goes de ,almeida2 e p>a o cam9ho novo ,g>cia ,rodrigues ,paes1 e ,joo ,lopes de ,lima tirro d seu ribeiro c9co arrobas3 os ,p5teados de sua lavra1 e indu/ria1 sete arrobas3 ,dom+os da ,silva ,moreira1 de negocio1 e lavra1 c9co arrobas3 ,amador ,bu5o da ,veiga1 d rio d ,ouro-,preto1 d ribeiro1 e de outras p>tes1 oito arrobas4 ,e f9alm5te deix&o outros muito bem aproveitados3 ,?omaz ,f]reira ab>c&o muitas boiadas de gado1 que hia dos campos da ,bahia p>a z m9as1 e compr&o muitas roz1 e occup&o muitos escravos nas catas de v>ios ribeiros1 *eg\ a t] mais de qu>5ta arrobas de ouro1 p>te em s]1 p>te p>a se cobr>4 ,mas trat&o de cobr> o ouro1 que se lhe devia1 h\ve entretanto quem lhe deu por desgo/os humas p\cas de balas de *umbo1 que he o que succ$e no p\cas vezes nas m9as4 ,tambem com v5d] c\sas come/iveis1 agu>d5te1 e g>apas1 muitos em breve tempo accumulro quantidade consid]avel de ouro4 ,porque como os negros1 e os ,indios escondem ba/antes oitavas1 qu&o cato nos ribeiros1 e nos dias santos1 e nas ultimas horas d dia tiro ouro p>a si2 a maior p>te de/e ouro se ga/a em com]1 e beb]3 e ins5sivelm5te d aos v5d$ores gr&e lucro1 como co/uma d> a *uva miuda aos campos1 a qual cont9u&o a rega-los sem e/rondo1 os faz muito f]teis4 ,e por isso at os hom5s de maior cab$al no deixro de se aproveit> por e/e cam9ho dessa m9a a flr da t]ra1 t5do negras coz9heiras1 e mulatas doceiras1 e cri\los tav]neiros1 occupados ne/a r5dozissima lavra1 e m&&o vir dos portos d m> tudo o que a gula co/uma appetec]1 e busc>4 ,,capitulo ,,ix4 ,da obrigao de pag> a ,el-,rei ,nosso ,s5hor a qu9ta p>te d ouro1 que se tira das m9as d ,brazil4 ,de d\s modos se pde trat> e/e ponto1 a sab]3 ou pelo que p]t5ce ao =o ext]no pelas leis1 e ord5aes d re9o2 ou pelo que p]t5ce ao =o int]no1 att5t&o obrigao em consci5cia4 ,quanto primeira p>te1 con/a pela ord5ao de ,portugal1 livro #b1 titulo #bf1 #af1 que entre os direitos reaes1 se conto os vieiros1 e m9as de ouro1 e prata1 e qualqu] outro metal4 ,e no titulo v9te e oito d mesmo livro segundo1 expressam5te se decl>a3 que nas datas1 ou doaes feitas1 nunca se ent5dro compreh5didos os vieiros1 e m9as4 ,por quanto 7diz a ord5ao7 em muitas doaes feitas por ns1 e pelos reis nossos antecessores1 so po/as algumas clausulas muito g]aes1 exub]antes2 decl>amos1 que por taes doaes1 e clausulas nellas conteudas1 nunca se ent5de s]em dados os vieiros1 e m9as1 de qualqu] sorte que sejo2 salvo se expressam5te frem nomeadas1 e dadas na dita doao4 ,e p>a a prescripo das ditas c\sas1 no se pod] alleg> posse alguma1 po/o que seja immemorial4 ,pod5do pois ,el-,rei tir> sua cu/a das m9as1 que res]va p>a si1 os metaes1 que so o fruto dellas2 att5d5do aos ga/os1 que p>a isso so necess>ios1 e qu]5do anim> aos seus vassallos ao descobrim5to das ditas m9as1 e a p>ticip>em d lucro dellas3 ass5t\1 como se diz no titulo #cd d dito livro #b das ord5aes1 que de todos os metaes1 que se tir>em1 depois de fundido e apurado1 paguem o qu9to1 em salvo de todos os cu/os4 ,e p>a segur> que se lhe pagasse o dito qu9to1 m&\ que os ditos metaes se m>cassem1 e que se no podessem v5d] antes de s]em qu9tados1 nem fra d ,re9o1 sob p5a de p]d] a faz5da1 e de degr$o por dez annos p>a o ,brazil2 como con/a d dito titulo #cd1 #e1 e o que v5d] os ditos metaes antes de s]em m>cados1 ou em madre antes de fundidos1 p]d] a faz5da1 e s] degradado por dez annos p>a o ,brazil4 ,at aqui a ord5ao4 ,e os d\tores1 que fallro ne/a mat]ia1 assim portuguezes1 como de outras naes1 affirmo concordem5te s]em de tal sorte z m9as de direito real1 por razo dos ga/os1 que ,el-,rei faz em prol da ,republica2 que por e/a causa no os pde ali5>4 ,veja-se entre outros portuguezes ,p$ro ,b>boza ad ,l4 divortio 4 ,si vir ff4 soluto matrimonio a n4 #ag1 usque ad1 #ba4 ,e ,cab$o1 p>te #b1 dias #ee1 de v5is metallor4 ,pegas1 ad ,ord4 ,regni ,port4 lib4 #b1 tit4 #bh1 n4 #bd1 com os autores de outros re9os1 que allego p>ticul>m5te a ,lucas da ,p5na ,l4 ,quicumque des]tum col4 #b1 po/ pr9cipium ,cod4 de omni agro des]to1 e ,rebuffo tom4 #b1 ad ,leges ,galli tit4 ut b5eficia ante vacationem art4 #a1 glossa ult4 po/ m$ium pag4 #cbf4 ,e alm de/es veja-se ,solorzano de ,indi>4 ,gub]n4 tom4 #b1 lib4 #a1 cap4 #ac1 n4 #ee1 et lib4 #e1 cap4 #a1 n4 #ai1 com outros muitos1 que traz3 o qual diz1 s] e/e o co/ume de todas z g5tes4 ,qu de caus 7diz dicto n4 #ee71 metallorum fodi5dorum jus ipsi ,romani1 et po/ modum ali g5tes int] ,regalia comput>unt1 et propri ad locorum supremos ,pr9cipes p]t9]e sanx]unt4 ,e porque ne/a mat]ia bem he ouvir tambem aos ,!ologos1 seja o primeiro o ,p4 ,mol9a de ,ju/it4 et ,jure disp4 #ed1 to v]sado no direito1 como na ,!ologia1 e muito p>ticul>m5te no direito de ,portugal4 ,regul>it] 7diz elle7 de jure civili1 vel communi1 vel p>ticul>ium ,regnorum1 ubicumque v5 metallorum fu]9t rep]t1 m]ito sol5t esse deputat ,pr9cipi1 aut ,reipublic1 ad sumptus publicos on]aque ,reipublic su/95da3 unde #af1 tit4 #bf1 lib4 #b1 ,ord4 ,lusitani ,regni sic habet3 item direito real he os vieiros1 e m9as de ouro1 e prata1 ou qualqu] outro metal4 ,ut tam5 lucri spe hom9es alliciantur ad eas 9 bonum publicum qu]5das1 et ap]i5das1 /atui sol5t v>i leges pro temporum et locorum v>ietate1 quibus vel p>s aliqua eorum1 qu inde fu]9t extracta1 vel prmia aliis inv5toribus con/ituuntur4 ,e 9 t]m9is pela ord5ao de ,portugal diz3 concessum1 et /atutum e/1 ut d$uctis exp5sis1 qu9ta metallorum p>s1 qu inde extracta fu]9t1 regi p]solvatur4 ,o ,padre ,vasques 9 ,opusculis moralibus de re/itutione1 cap4 #e1 #d1 dub4 #b1 fall&o d ,re9o de ,ca/ella diz3 9 no/ro regno applicata sunt patrimonio regio qucumque ,m9]alia1 ubi metalla fiunt arg5ti vivi p] #a4f1 recop4 tit4 #ac1 #a4d4 ,s$ quo jure 7diz elle7 ,rex potu]it sibi applic>e ,m9]alia omnia1 9 fundis etiam privatis procreata1 nullus auctorum dixit1 quos citavi4 ,mihi videtur ad hc dic5dum quod1 quamvis ,m9]alia jure naturali s9t dom9i ipsius agri1 potuit hoc jus ,m9]alium ab antiquo esse1 potu]unt hujus regni t]r et prdia di/ribui1 ut tam5 ,m9]alia regibus res]vata man]5t suo patrimonio annum]ata4 ,e a mesma razo d ,mol9a1 de ,j4 et ,jure disp4 #ef1 ult41 por e/as palavras3 ,licet enim /&o 9 solo g5tium jure ea inv5ta1 qu dom9o c>5t1 s9t primo occupanti2 nihilom9us1 quemadmodum jus civile /atu]e potuit1 ut qui casu !saurum 9 agro ali5o inv5iret1 9 int]iori et ext]iori =o t5]etur tribu]e illius dimidium dom9o agri2 qui v]o illum de indu/ria inv5iret1 t5]etur tribu]e eidem totum3 cur etiam non pot]it simili modo /atu]e1 ut1 ad su/95da ,reipublic on]a1 !sauri1 qui de9ceps inv5i5tur1 p]t9eant integri ad regem1 aut ut 9 illis c]tam aliquam habeat p>tem8 ,neque enim id e/ /atu]e aliquid contra jus g5tium2 s$ rationabili ex caus imp$ire1 ne dom9ium !sauri inv5ti sit alicujus1 cujus esset1 /&o 9 solo naturali ac g5tium jure3 effic]eque ut sit alt]ius3 id quod pote/ optim ,respublica fac]e2 non secus ac effic]e pote/1 ut v5atio aliqua illicita sit1 qu1 /&o 9 solo jure naturali ac g5tium1 esset licita1 ut disp4 #dc1 o/5sum e/4 ,e pela mesma razo se hade de diz] o mesmo das m9as1 a9da que =em a*adas em t]ras de p>ticul>es4 ,e qu&o no ba/asse e/a razo1 que c]tam5te he =oza2 o ,c>deal de ,lugo 9 tractatu de ,ju/iti et ,jure tom4 #a1 disp4 #f1 sect4 #aj1 n4 #ajh1 mo/ra1 que ,el-,rei pde res]v> p>a si z m9as 7a9da que se a*em em t]ra de p>ticul>es71 por modo de tributo1 e tributo muito bem po/o1 m&&o que se lhe pague alguma p>te d que se tir> dellas1 p>a os ga/os da ,republica4 ,et de facto 7diz7 jure humano sol5t husjus modi ,m9]alia1 quod aliquam saltem p>tem1 maiorem vel m9orem1 ,pr9cipi applic>i2 quoad aliam v]o inv5tori3 quod quidem fi]i potuit1 vel quia ab initio agri e lege s+ulis 9 e prov9ci di/ributi fu]unt1 ut ,m9]alia ,pr9cipis dispositioni res]v>5tur1 ut vult ,vasques de re/itutione cap4 #e1 #d1 dub4 #b1 n4 #ag1 vel c]t p] modum tributi2 sicut pote/ ,pr9ceps ad subsidium et sumptus publicos alia tributa exig]e4 ,aliunde v] ju/ificatur non p>um ille modus tributi ex eo1 qud1 cm aurum et arg5tum s9t potissim ,reipublic vires1 non exp$it1 qud 9 iis ,pr9ceps ipse et tota ,respublica dep5deant a duobus1 vel tribus privatis1 qui soli ea metalla 9 suis prdiis colligant1 ac collecta res]v5t1 et ad nutum di/ribuant4 ,ou se consid]em pois z m9as como p>te d patrimonio real1 ou como ju/o tributo p>a os ga/os em prol da ,republica1 he c]to que se deve a ,el-,rei o que p>a si res]v\1 que he a qu9ta p>te d ouro1 que dellas se tir>1 puro1 e livre de todos os ga/os3 e que o que se m&a nas ord5aes1 acima ref]ido1 e/ ju/am5te ord5ado3 e que1 presc9d9do de qualqu] p5a1 o qu9to1 ex natur rei1 se lhe deve1 no m5os1 que outro qualqu] ju/o tributo1 ord5ado p>a bem da ,republica2 ou como cobra a p5so1 que impe sobre qualqu] outra p>te d seu patrimonio1 como he a que se lhe deve1 e se lhe paga dos feudos4 ,e se alguem diss] que de outra sorte se hade julg> das m9as d ,brazil1 que das d ,re9o de ,portugal1 por s] mais c]to o direito d dom9io1 e posse que compete a ,el-,rei d ,re9o de ,portugal1 que o das conqui/as d ,brazil2 se se exam9> a sua origem1 m]ec] como tem]>io a mesma respo/a1 que1 fall&o das conqui/as das ,indias ,occid5taes1 dadas aos ,reis de ,ca/ella pelo ,summo ,pontifice ,alex&re ,,vi1 dro1 depois de trat>em e/a mat]ia com s+ul> d\tr9a e att5o1 v>es d\tissimos em seus tratados1 traz5do z bullas1 e pond]&o e exam9&o a autoridade d ,summo ,pontifice p>a semelhantes doaes1 e os ju/os motivos de z faz]em2 diz5do ultimam5te1 que j se no devia p]mittir o pr-se i/o em duvida1 por s] s5t5a d vig>io de ,*ri/o na t]ra1 dada1 e publicada legitimam5te1 depois de maduro conselho1 e gr&e att5o1 como p$ia a mat]ia1 e def5dida1 por ju/a1 valida e licita1 de tantos e to insignes d\tores4 ,ita ,solorzano1 de ,indi>um gub]natione tom4 #a1 lib4 #b1 cap4 #bd1 n4 #da4 ,av5danho1 9 !sauro ,indico t4 #a1 tit4 #a1 cap4 #a1 p] totum1 et prcipue1 #d1 n4 #ag1 aonde tambem diz1 que ,masc>do1 9 tractatu de ,judis et infidelibus1 "p4 #a1 cap4 #ad1 no duvida affirm>1 que o pod] d ,papa p>a tal doao he to c]to1 que diz] o contr>io p>ece que tem sabor de ,h]esia3 o que o mesmo ,av5danho explica em que s5tido se deve ent5d]4 ,e que m]ea a mesma respo/a quem diss] o mesmo da conqui/a d ,brazil1 n+uem o pod] neg> com razo3 possu9do os ,reis de ,portugal pelos mesmos titulos o ,brazil e z outras conqui/as1 pelos quaes todos esses autores1 ,solorzano1 e ,av5danho1 e outros d\tissima e solidissimam5te provo o legitimo dom9io e posse1 que compete aos ,reis de ,ca/ella1 das ,indias ,occid5taes1 como con/a pelas bullas dos ,summos ,pontifices1 ,cali/o ,,iii1 ,nicolo ,v1 e ,alex&re ,,vi1 que se a*o no mesmo cap4 #bd de ,solorzano1 desde a pag4 #cdd at a pag4 #cee1 em todo o lib4 #b1 d dito primeiro tomo de ,indi>4 ,gub]n4 que con/a de #be cap41 e no t]ceiro1 que con/a de #h1 aonde com s+ul> erudio prova unicam5te a ju/ia1 com que se adquirio e se cons]va o dom9io1 e posse de/as conqui/as4 ,e fall&o o mesmo ,solorzano1 no segundo tomo1 lib4 #e1 cap4 #a1 em p>ticul> das m9as1 e dos metaes1 que dellas se tiro1 n4 #ai1 diz que1 assim nas ,indias1 como em qualqu] outra p>te1 p]t5cem ao direito de ,el-,rei1 como seu patrimonio1 e p>te d seu supremo dom9io1 qu] se a*em em lug> publico1 qu] em t]ras ou faz5das dos p>ticul>es3 de sorte que nunca se ent5dem compreh5didas nas datas1 e doaes1 a9da que g]alm5te feitas1 se se no fiz] especial m5o dellas4 ,e p>a confirm> o que diz1 traz v9te e quatro autores1 que tratro de regalibus1 de metallis1 et de ,jure ,fisci2 ou int]pretro o cap #a4 ,qu s9t regalia1 ou a lei #b1 cod4 de ,metallor4 ,diz tambem n4 #bj1 que por razo dos ga/os1 que so necess>ios p>a tir> os metaes das m9as de/as conqui/as1 cont5to-se os ,reis com que se lhes pague a qu9ta p>te d metal1 que se tir>2 prohib9do us> delle at no s] m>cado com o cunho real1 p>a que con/e1 que se pag\ a qu9ta p>te4 ,e porque podia hav] duvida1 se e/a qu9ta p>te de metal se havia de ent5d] como vem da t]ra no limpo1 e se se havio de compreh5d] nella os ga/os1 ou se se havio de d> livre delles2 traz no n4 #af1 a ordem d',el-,rei de #afjd1 que decidio ambas z duvidas por e/as palavras4 ,el qu9to neto1 y s9 descu5to de cu/as1 pue/o en pod] del mae/ro tesor]o1 receptor1 que he o que tambem diz a ord5ao de ,portugal tit4 #cd1 d liv4 #b4 ,depois de fundido e apurado1 paguem o qu9to em salvo de todos os cu/os4 ,nota mais ,solorzano n4 #bg d dito cap4 #a1 d liv4 #e1 que qu&o se falla de fructos da t]ra1 se ent5dem tambem os metaes3 alleg&o p>a isso a ,joo ,g>cia de exp5sis cap4 #bb1 n4 #dg4 ,laz>te de ,gabelliis cap4 #ai1 n4 #ei2 ,b>boza1 indicto 4 ,si vir1 ,l4 ,divortio ff4 soluto matrimonio2 ,m>que*1 de divisione bonorum lib4 #b1 cap4 #aa1 n4 #bc1 et seq2 ,cab$o1 decis4 #ha1 n4 #b1 "p4 #b2 ,gilk51 de exp5sis metallorum 9 ,l4 ,c]tum cod4 de rei v9dicat1 cap4 #e1 pag4 #gbb2 ,f>9ac1 que/4 #ajd1 n4 #fb e #fc2 ,ta%1 v]bo m94 concl4 #bcg1 et v]bo prv5tio1 aonde trata de como z m9as1 de quem qu] que se occupem1 sempre passo com sua obrigao4 ,nvius1 9 sy/em4 ad ,l4 #b1 cod4 de ,metallor2 ,pancirolus1 9 !saur4 lib4 #c1 cap4 #ca1 pag4 #bad1 #cbg e #cgb2 ,m>sil1 s+ul4 #eca1 e ,m5o*1 cons4 #gic1 a n4 #af4 ,e que consequ5tem5te1 como os outros fructos da t]ra e/o sujeitos ao dizimo1 que os ,papas conc$ro aos ,reis de ,portugal e aos de ,ca/ella3 ut ex ,l4 cuncti ,cod4 de ,metallor4 ,butrius1 et alii 9 cap4 ,p]v5it de decimis1 ,rebuffus1 quae/ #aj1 n4 #bd1 et #be1 et ,solorzano de ,indi>4 ,gub]n4 tom4 #b1 lib4 #c4 cap4 #ba1 n4 #aj1 po/o que os ,reis 7como diz o mesmo ,solorzano7 no tratem de cobr> e/es dizimos dos m9eiros1 cont5t&o-se por razo dos ga/os com que lhe paguem a qu9ta p>te d ouro1 e prata1 que tiro de suas m9as1 que so p>te d seu patrimonio1 e p>te sempre res]vada1 como e/ dito4 ,pass&o agora ao outro ponto1 em que se p]gunta1 se e/a lei de pag> a ,el-,rei a qu9ta p>te d ouro que se tira das m9as1 obriga em consci5cia3 digo1 que a resoluo de/a duvida dep5de de tir> huma falsa imag9ao de alguns m5os att5tos1 e accel]ados em resolv]3 os quaes1 por v]em que e/a lei he acompanhada da comm9ao da p5a da p]da da faz5da1 e d degr$o por dez annos1 e de outras pelo novo regim5to c]ca das m9as d ,brazil1 cuido que he lei m]am5te p5al1 e que como tal no obriga em consci5cia1 nem antes da s5t5a d juiz1 aos transgressores della1 con=me o commum s5tir dos !ologos1 e morali/as1 que trato das leis1 e em p>ticul> das p5aes4 ,porm o ,p4 ,francisco ,so>es1 exam9&o mais pr(undam5te 7como co/uma7 e/e ponto no ,l4 #e de legibus4 cap4 #ac a n4 #b1 resolve1 que z imposies e p5ses1 que se pago aos ,reis e ,pr9cipes por c\sas suas immoveis1 e fructos dellas1 so tributos reaes1 e naturaes1 fundados em ju/ia2 porque se cobro de c\sas proprias dos ditos ,pr9cipes1 aos quaes se dro p>a a sua su/5tao2 e elles z dro aos seus vassallos com obrigao de lhes pag>em e/as p5ses2 e que por isso z leis que m&o pag> e/as p5ses1 ou tributos1 a9da que se lhes acresc5te alguma p5a1 sem duvida no se podem *am>1 nem so puram5te p5aes1 mas dispositivas1 e moraes3 assim como so z conv5cionaes entre p>tes1 que p>a maior firmeza admittem p5a entre os contrah5tes1 p>a que se gu>dem os contractos1 e z promessas de faz]1 ou pag> qualqu] divida1 que aliunde de ju/ia se deva4 ,e que consequ5tem5te e/as leis obrigo em consci5cia a pag> taes p5ses1 e tributos inteiram5te1 espontaneam5te1 e sem dim9uio alguma1 ou engano1 a9da que se no peo2 porque se devem de ju/ia commutativa1 que traz comsigo e/a intr9seca obrigao1 se no h\v] pacto em contr>io4 ,at aqui o ,p4 ,so>es n4 #d1 he o citato4 ,e de/e fundam5to c]tissimo se inf]e tambem c]tam5te1 que os qu9tos d ouro1 que se tira das m9as d ,brazil1 se devem a ,el-,rei em consci5cia3 e que a lei feita p>a segur> a cobrana delles1 no he m]am5te p5al1 a9da que traga annexa a comm9ao da p5a contra os transgressores2 mas he lei dispositiva1 e moral1 e que obriga antes da s5t5a d juiz em consci5cia4 ,porque s5do ,el-,rei 7como e/ provado na primeira p>te de/a que/o7 s5hor legitimo das m9as por doao1 que lhes fez dellas com a conqui/a d ,brazil o ,summo ,pontifice1 e por todos os outros titulos1 que traz ,solorzano em todo o ,l4 #b1 d t4 #a1 de ,indi>4 ,gub]n4 commum aos ,reis de ,portugal como aos ,reis de ,ca/ella3 e s5do z ditas m9as d direito real1 e p>te d seu patrimonio1 como quaesqu] outros b5s1 que se lhes dro p>a sua su/5tao1 e ga/os que faz em prol da ,republica1 e p>a cons]vao1 e augm5to da f3 e res]v&o-z p>a si em todas z datas1 nem d&o lic5a de tir> ouro dellas1 se no com condio1 que quem o tir> pague a qu9ta p>te d que tir>1 puro e deseccado1 e livre de todos os ga/os3 e pod5do pret5d] i/o 7presc9d9do dos outros titulos7 por ju/o e bem ord5ado1 como e/ provado com z razes1 e autoridade de tantos d\tores acima allegados3 cl>o e/1 que e/a obrigao e/ fundada em ju/ia commutativa1 como a de quaesqu] outros pactos1 e promessas de qualqu] outro ju/o contracto1 que co/umo admittir os contrah5tes em suas conv5es3 e que1 a9da que a lei no acresc5tasse p5a aos transgressores1 sempre devio pag> e/es qu9tos1 por s] obrigao intr9seca3 e que o pr-lhe a p5a1 he p>a facilit> mais a cobrana d que se lhe deve1 e no p>a faz] huma lei m]am5te p5al4 ,nam adjectio pn 7diz ,so>es n4 #aj7 non tollit obligationem1 quam eadem lex1 prcise lata s9e po51 induc]et 9 consci5ci3 ergo licet illi addatur pna1 obligata p] se ad tributum1 p]solv5dum1 vel re/itu5dum1 7si contra ju/itiam non sit solutum7 absque ull condemnatione1 vel s5t5ti1 etiamsi tunc nemo obliget ad pn solutionem ante s5t5tiam1 juxta g5]alem doctr9am datam de lege pnali4 ,e decl>&o i/o1 diz mais1 que e/a lei he mixta1 ou quasi compo/a de tributo1 e de p5a2 e que se ord5o a div]sos f9s a imposio da p5so1 ou tributo1 e a p5a1 que se lhes acresc5ta3 porque o tributo se ord5a su/5tao d',el-,rei1 ou a satisfaz] a obrigao natural1 que tem os vassallos de d> ju/o e/ip5dio a ,el-,rei1 que trabalha em prol da ,republica3 e a p5a se ord5a a que se cumpra e/a obrigao1 e se ca/igue quem a no cumprir como deve3 logo a9da que o tributo1 ou p5so seja ju/a1 e adequada ao seu fim1 e a obrigao fique inteira1 ju/am5te se lhe acresc5ta a comm9ao da p5a1 e ju/am5te se executa1 se h\v] culpa1 alm da inteira cobrana d tributo4 ,assim como nas p5as1 que de commum cons5tim5to se poem pelos contrah5tes em algum ju/o contracto1 se pde ju/am5te obrig> o violador da promessa feita no contracto a que pague a dita p5a1 alm d int]esse e damno1 que da transgresso se seguio4 ,e diz que o mesmo succ$e no nosso caso3 porque se faz como hum contracto entre ,el-,rei1 e seus vassallos1 p>a que ,el-,rei os gov]ne1 e os subditos os su/5tem com p5ses1 e tributos4 ,e p>a segur> que se paguem1 pde acresc5t>-se-lhe a p5a2 a qual no dim9ue a =a1 e obrigao d contracto2 mas sirva de huma nova conv5o p>a que os subditos paguem o que por ju/ia lhe devem4 ,at aqui o ,p4 ,so>es no dito cap4 #ac1 n4 #aj4 ,e i/o p>ece que ba/ra p>a mo/r>1 que os qu9tos d ouro1 que se tiro das m9as d ,brazil1 se devem em consci5cia1 e antes da condemnao1 ou s5t5a1 a ,el-,rei ,nosso ,s5hor de ju/ia1 e no por huma lei m]am5te p5al como alguns erradam5te imag9o4 ,acresc5t>ei porm outros motivos p>a e/abelec] mais e/a resoluo4 ,e seja o primeiro1 que e/a lei dos qu9tos 7como adv]tio ,av5danho 9 ,!sauro ,indit4 #a1 tit4 #e1 cap4 #h1 n4 #dc71 he muito racional pela razo que traz ,mol9a disp4 #ef de ,j4 e ,jure1 ult4 e vem a s]3 porque e/ po/o em razo1 que o pr9cipe t5ha alguma p>te mais que os outros p>ticul>es em c\sas de preos s+ul>es1 como tem em outros b5s2 a9da qu&o p>ec]ia s] melhor d-las ao publico4 ,e assim1 falt&o os p>5tes at c]to gro1 os b5s dos que morrem ab inte/ato vo ao fisco real3 e em p5a de alguns crimes1 logra ,el-,rei os b5s confiscados1 que se alguem por p>5te1 a9da que muito *egado d ro1 os tirasse ao fisco1 pecc>ia contra a ju/ia1 com obrigao de os re/ituir4 ,logo quanto mais se hade diz] d mesmo1 qu&o res]v> os qu9tos d ouro se ord5a no sm5te su/5tao d',el-,rei1 mas tambem os ga/os em proveito da ,republica1 e p>a a cons]vao1 e augm5to da f1 fic&o aos m9eiros o mais d ouro1 de que retiro os qu9tos8 ,segundo1 porque ,filippe ,,ii1 ,rei de ,ca/ella1 depois de t] ouvido o p>ec] dos !ologos1 e conselheiros da ,india1 escreveu resolutam5te ao ,vice-,rei d ,p] o ,conde de ,vill>1 no anno de #aehd1 de/a sorte3 ,i pudi]a-yo cobr> ent]am5te el qu9to de todo ello3 7a sab]7 d ouro1 e pratas lavradas1 y las p]sonnas1 que le deb51 e/an obligadas en consci5cia a me lo pag>4 ,o que no diria de sua cabea1 contra o p>ec] dos ditos !ologos1 e conselheiros1 se assim o no tivessem ent5dido1 como ref]e ,av5danho no dito cap4 #h1 n4 #dd1 e traz logo em confirmao di/o a lei de ,portugal pela qual 7como diz o ,p4 ,rebello7 se devem os qu9tos a ,el-,rei antes da condemnao ou s5t5a4 ,diz mais ,av5danho em prova de que se devem os qu9tos em consci5cia1 que assim o tem mais de v9te autores que allega3 entre os quaes so ,vasques1 ,mol9a1 ,lugo1 ,rebello1 ,azor1 ,lessio1 ,ca/ilho1 ,fragozo1 e outros qu9ze1 todos da mesma op9io4 ,e de algum qu]o cit> z palavras1 p>a que melhor con/e da v]dade1 e da autoridade das pessoas1 que assim s5tem4 ,vasques 9 tract4 de re/itutione cap4 #e1 n4 #cj a/43 arbitror1 quod prdict leges non fund5tur 9 prsumptione1 nec pnales s9t3 et ita null expectat s5t5ti sunt obs]v&4 ,et n4 #bi1 citat ,cov>ruviam1 ,caietanum1 et ,nav>rum1 ita s5ti5tes4 ,lugo t4 #a1 de ,ju/itia1 et ,jure disp4 #f1 sect4 #aa1 n4 #aca1 diz3 ,ali autem ,leges1 qu p5ales non sunt1 potu]unt quidem transf]re dom9ium 9 fiscum3 et ideo vid5tur 9 consci5ti oblig>e ante omnem s5t5tiam judicis4 ,mol9a dicta disp4 #ef de ,ju/itia1 et ,jure ult4 ibi3 ,9 int]iori1 et ext]iori =o4 ,t]ceiro1 porque d ouro1 e da prata se deve pag> o dizimo1 d mesmo modo que dos outros fructos da t]ra1 como e/ provado acima com os autores que traz ,solorzano tom4 #b1 lib4 #c1 cap4 #ba1 n4 #aj1 e o prova tambem o ,p4 ,so>es t4 #a1 de religione lib4 #a1 de div9o cultu1 cap4 #cd1 n4 #c e #f1 e o ,p4 ,tancr$i tract4 #a1 de religione lib4 #b1 disp4 #aa1 n4 #g1 ex omnium m5te3 et se inf]re ex g5]ali dispositione 9 cap4 ,non e/1 de decimis1 ubi illa hab5tur v]ba3 de omnibus bonis decim sunt ecclesi tribu5d3 et ex cap4 transmissa1 et ex cap4 tua nobis4 ,t5do pois os ,summos ,pontifices dado os dizimos d ,brazil1 e de outras conqui/as aos ,reis de ,portugal1 pelas despezas que fazio1 e fazem nas mesmas conqui/as1 e pelos outros motivos1 que allego em suas bullas 7o que podio faz] e de facto o fiz]o aos outros ,reis e ,pr9cipes1 pelas razes1 e autoridades1 que traz eruditam5te ,solorzano1 com z mesmas bullas1 t4 #b1 de ,indi>4 ,gub]n4 lib4 #c1 cap4 #a71 segue-se1 que tambem lhe dro1 e se lhes ho de pag> os dizimos d ouro1 e prata1 que das m9as d ,brazil se tir>em3 e que assim e/es1 como os dizimos dos outros fructos da t]ra1 se lhes devem em consci5cia4 ,e que1 s5do z m9as dos ,reis1 att5t&o aos ga/os1 que se fazem em tir>em os metaes1 no tratem de cobr> o dizimo1 e se cont5tem com a op9io1 ou tributo d qu9to2 no se podem diz] rigorozos2 mas antes b5ignos1 como not\ ,av5danho no lug> citado a n4 #de1 com ,fragozo tom #a1 pag4 #bfe1 alii addunt4 ,de tudo i/o se segue1 que o diz] que os qu9tos d ouro se devem a ,el-,rei em consci5cia1 he a op9io v]dadeira1 mais provavel1 e mais segura1 assim pelos motivos intr9secos dos seus fundam5tos1 p>ticul>m5te pelos que traz o ,p4 ,so>es acima ref]idos2 como pelos extr9secos da autoridade dos d\tores allegados1 que so !ologos de gr&e d\tr9a1 e religio2 deix&o a op9io contr>ia muito duvidosa1 muito fraca2 e nada segura4 ,e que os (ficiaes deputados por ,el-,rei cobrana dos qu9tos1 e a cunh> o ouro1 tem a obrigao grave em consci5cia1 de faz] bem1 e fielm5te o seu (ficio3 e que no podem dissimul> os gravissimos prejuizos1 que se fazem ao patrimonio real1 defraudado por culpa delles1 de muito lucro2 receb5do e/ip5dio d mesmo ,rei1 que tem a sua t5o bem fundada1 p>a que com fidelidade fao seu (ficio4 ,ita ,av5danho n4 #dh4 ,o qual porm n4 #ef1 he de op9io1 que a prohibio de negoci> com ouro em p1 no obriga em consci5cia1 como obriga a lei de pag> os qu9tos3 mas que o dito ouro em p passa com a mesma obrigao de s] qu9tado a quem qu] que vai1 at se satisfaz] a e/a intr9seca obrigao4 ,e com i/o mais se confirma o que e/ dito da lei dos qu9tos1 por s] dispositiva1 e p5al3 porque em quanto he dispositiva d que se deve de ju/ia a ,el-,rei1 que so os qu9tos1 obriga em consci5cia3 e em quanto he p5al1 faz que a p5a dos transgressores no se deva em consci5cia1 s5o depois da s5t5a4 ,em huma palavra3 o qu9to sempre se deve de ju/ia2 e a p]da da faz5da1 e o degr$o1 s po/ s5t5tiam4 ,,capitulo ,x4 ,roteiro d cam9ho da villa de ,s4 ,paulo p>a z ,m9as ,g]aes1 e p>a o ,rio das ,velhas4 ,ga/o commumm5te os pauli/as desde a villa de ,s4 ,paulo at z ,m9as ,g]aes dos ,catagus pelo m5os1 d\s mezes2 porque no m>*o de sol a sol1 mas at o meio dia2 e qu&o muito at huma1 ou duas horas da t>de3 assim p>a se arran*>em1 como p>a t]em tempo de descanar1 e de busc> alguma caa1 ou peixe1 aonde o ha1 mel de po1 e outro qualqu] mantim5to4 ,e de/a sorte aturo com to gr&e trabalho4 ,o roteiro d seu cam9ho desde a villa de ,s4 ,paulo1 at a ,s]ra de ,itatiaya1 aonde se divide em d\s2 hum p>a z m9as d ,cait1 ou ribeiro de ,nossa ,s5hora d ,c>mo1 e d ,ouro ,preto2 e outro p>a z m9as d ,rio das ,velhas2 he o segu9te1 em que se aponto os p\sos1 e p>ag5s d dito cam9ho1 com z di/ancias que tem1 e os dias que p\co mais ou m5os se ga/o de huma e/alagem p>a outra1 em que os m9i/ros p\so1 e se he necess>io descano1 e se refazem d que ho mi/]1 e hoje se a*a em taes p>ag5s4 ,no primeiro dia sah9do da villa de ,s4 ,paulo vo ord9>iam5te p\s> em ,nossa ,s5hora da ,p5ha1 por s] 7como elles dizem7 o primeiro arranco de casa3 e no so mais que duas legoas4 ,dahi vo alda de ,tacuaquisetuba1 cam9ho de hum dia4 ,ga/o da dita alda at a villa de ,mogi1 d\s dias4 ,de ,mogi vo z ,l>angeiras1 cam9h&o1 quatro ou c9co dias at o jant>4 ,das ,l>angeiras at a villa de ,jac>ey1 hum dia at z tres horas4 ,de ,jac>ey at a villa de ,taubat d\s dias at ao jant>4 ,de ,taubat a ,p9damonhangaba1 freguezia de ,nossa ,s5hora da ,conceio1 dia e meio4 ,de ,p9damonhangaba at a villa de ,guirat+uet1 c9co ou seis dias at o jant>4 ,de ,guirat+uet at o porto de ,guaipac>e1 aonde fico z roz de ,b5to ,rodrigues1 d\s dias at ao jant>4 ,de/as roz at ao p da s]ra afamada de ,amantiquira1 pelas c9co s]ras muito altas1 que p>ecem os primeiros morros1 que o ouro tem no cam9ho1 p>a que no *eguem l os m9eiros1 ga/o-se tres dias at ao jant>4 ,daqui comeo a pass> o ribeiro1 que *amo passa v9te1 porque v9te vezes se passa2 e se sbe z s]ras sobr$itas3 p>a pass> z quaes1 se desc>rego z cavalgaduras1 pelos gr&es riscos dos desp9hadeiros que se encontro3 e assim ga/o d\s dias em pass> com gr&e difficuldade e/as s]ras2 e dahi se descobrem muitas1 e aprasiveis arvores de p9hes1 que a seu tempo do abundancia delles p>a o su/5to dos m9eiros1 como tambem porcos montezes1 ar>as1 e papagaios4 ,logo pass&o outro ribeiro1 que *amo passa tr9ta1 porque tr9ta e mais vezes se passa1 se vai aos p9heiros3 lug> assim *amado1 por s] o pr9cipio delles3 e aqui ha roz de milho1 aboboras1 e feijo1 que so z lav\ras feitas pelos descobridores das m9as1 e por outros1 que por ahi qu]em volt>4 ,e s di/o con/o aquellas1 e outras roz nos cam9hos1 e p>ag5s das m9as3 e qu&o muito1 tem de mais algumas batatas4 ,porm em algumas dellas hoje1 a*o-se1 criao de porcos dome/icos1 gal9has1 e franges1 que v5dem por alto preo aos passageiros1 levant&o-o tanto mais1 quanto he maior a necessidade dos que passo4 ,e dahi vem o diz]em1 que todo o que pass\ a s]ra de ,amantiquira1 ahi deix\ dep5durada1 ou sepultada a consci5cia4 ,dos ,p9heiros se vai e/alagem d ,rio ,v]de1 em oito dias1 p\co mais1 ou m5os1 at o jant>1 e e/a e/alagem tem muitas roz1 e v5das de c\sas come/iveis1 sem lhe falt> o regalo de doces4 ,dahi cam9h&o tres1 ou quatro dias p\co mais1 ou m5os1 at ao jant>1 se d na afamada ,boa ,vi/a2 a quem bem se deu e/e nome1 pelo que se descobre daquelle monte1 que p>ece hum mundo novo1 muito alegre3 tudo campo bem e/5dido1 e todo regado de ribeires1 huns maiores que outros1 e todos com seu mato1 que vai faz5do sombra1 com muito palmito1 que se come1 e mel de po1 m$ic9al1 e go/oso4 ,tem e/e campo seus altos e baixos2 porm mod]ados3 e por elle se cam9ha com alegria2 porque tem os olhos que v] e contempl> na p]spectiva d ,monte ,caxamb1 que se levanta z nuv5s com admiravel altura4 ,da ,boa ,vi/a se vai e/alagem *amada ,ubay1 aonde tambem ha roz1 e s] oito dias de cam9ho mod]ado at ao jant>4 ,d ,ubay1 em tres ou quatro dias vo ao ,+ay4 ,d ,+ay1 em quatro ou c9co dias se vai ao ,rio ,gr&e2 o qual qu&o e/ *eio1 causa m$o pela viol5cia com que corre1 mas tem muito peixe1 e porto com cz1 e quem qu] pass>1 paga tres v9t5s1 e tem p]to suas roz4 ,d ,rio ,gr&e se vai em c9co dias1 ao ,rio das ,mortes1 assim *amado pelas que nelle se fizro3 e e/a he a pr9cipal e/alagem aonde os passageiros se refazem1 por *eg>em j muito faltos de mantim5tos4 ,e ne/e rio1 e nos ribeiros1 e corregos1 que nelle do1 ha muito ouro1 e muito se tem tirado e tira3 e o lug> he muito alegre1 e capaz de se faz] nelle morada e/avel1 se no fosse to longe d m>4 ,de/a e/alagem vo em seis1 ou oito dias s plantaes de ,g>cia ,rodrigues4 ,e daqui1 em d\s dias *ego ,s]ra de ,itatiaja4 ,de/a s]ra seguem-se d\s cam9hos3 hum que vai a d> nas ,m9as ,g]aes d ,ribeiro de ,nossa ,s5hora d ,c>mo1 e d ,ouro ,preto2 e outro1 que vai a d> nas m9as d ,rio das ,velhas3 cada hum delles de seis dias de viagem4 ,e de/a s]ra tambem comeo z roarias de milho e feijo a p]d]-se de vi/a1 donde se provm os que assi/em1 e lavro nas m9as4 ,,capitulo ,,xi4 ,roteiro d cam9ho velho da cidade d ,rio de ,janeiro p>a z ,m9as ,g]aes dos ,cataguas1 e d ,rio das ,velhas4 ,em m5os de tr9ta dias1 m>*&o de sol a sol1 podem *eg> os que p>tem da cidade d ,rio de ,janeiro s ,m9as ,g]aes2 porm r>as vezes succ$e pod]em seguir e/a m>*a1 por s] o cam9ho mais asp]o que o dos pauli/as4 ,e por relao de quem &\ por elle em companhia d ,gov]nador ,artr de ,s1 he o segu9te4 ,p>t9do aos #bc de ,ago/o da cidade d ,rio de ,janeiro =o a ,p>aty1 de ,p>aty a ,taubat1 de ,taubat a ,p9damonhangaba1 de ,p9damonhangaba a ,gu>at+uet1 de ,gu>at+uet s roz de ,g>cia ,rodrigues1 de/as roz ao ribeiro4 ,e d ribeiro com oito dias mais de sol a sol *egro ao ,rio das ,velhas aos #bi de ,novembro3 hav5do p>ado no cam9ho oito dias em ,p>aty1 dezoito em ,taubat1 d\s em ,gu>at+uet1 d\s nas roz de ,g>cia ,rodrigues1 e v9te e seis no ribeiro4 ,que por todos so c9co5ta e seis dias4 ,e tir&o e/es de nov5ta e nove1 que se conto desde #bc de ,ago/o at #bi de ,novembro1 viro a ga/> ne/e cam9ho no mais que qu>5ta e tres dias4 ,,capitulo ,,xii4 ,roteiro d cam9ho novo da cidade d ,rio de ,janeiro p>a z ,m9as4 ,p>t9do da cidade d ,rio de ,janeiro por t]ra com g5te c>regada1 e m>*&o ,pauli/a1 a primeira jornada se vai a ,iraj2 a segunda ao eng5ho d ,alcaide ,mr1 ,?om ,corra2 a t]ceira ao porto d ,nobrega no ,rio ,iguass1 aonde ha passagem de cz1 e saveiros2 a qu>ta ao sitio1 que *amo de ,manoel d ,c\to4 ,e quem vai por m> e emb>cao ligeira1 em hum dia se pe no porto da ,freguezia de ,nossa ,s5hora d ,pil>3 e em outro1 em ca1 sub9do pelo ,rio de ,morobai acima1 ou h9do por t]ra1 *ega pelo meio dia ao ref]ido sitio d ,c\to4 ,de/e se vai a ca*oeira d p da s]ra1 e se p\sa em ran*os4 ,e daqui se sbe s]ra1 que so duas boas legoas3 e desc5do o cume1 se arran*a nos p\sos1 que *amo ,frios4 ,no dito cume faz hum taboleiro direito em que se pde =m> hum gr&e batalho3 e em dia cl>o1 he sitio bem =mozo1 e se descobre delle o ,rio de ,janeiro1 e inteiram5te todo o seu reconcavo4 ,dos p\sos frios se vai primeira roa d ,capito ,m>cos da ,co/a3 e della em duas jornadas segunda roa que *amo d ,alf]es4 ,da roa d ,alf]es1 em huma jornada se vai ao ,po ,gr&e1 roa que agora pr9cipia1 e dahi se vai p\s> no mato ao p de hum morro1 que *amo ,cab>4 ,de/e morro se vai ao famozo ,rio ,p>ahyba1 cuja passagem he em cz4 ,da p>te d'quem e/ huma v5da de ,g>cia ,rodrigues1 e ha ba/antes ran*os p>a os passageiros3 e da p>te d'alm e/ a casa d dito ,g>cia ,rodrigues1 com l>guissimas roarias4 ,daqui se passa ao ,rio ,p>ahibuna em duas jornadas3 a primeira no mato1 e a segunda no porto1 onde ha roaria1 e v5da importante1 e ran*os p>a os passageiros de huma e outra p>te4 ,he e/e rio p\co m5os caudaloso que o ,p>ahiba3 passa-se em ca4 ,d ,rio ,p>ahibuna fazem duas jornadas ,roa d contra/e ,simo ,p]eira1 e o p\so da primeira he no mato4 ,da roa d dito ,simo ,p]eira se vai de ,ma?ias ,b>boza3 e dahi roa de ,antonio de ,araujo3 e de/a roa d ,capito ,jos de ,s\za3 donde se passa roa d ,alcaide ,mr ,?om ,corra3 e de/a de ,manoel de ,araujo4 ,e em todas e/as jornadas se vai sempre pela vis9hana d ,p>ahibuna4 ,da roa d dito ,manoel de ,araujo1 se vai a outra roc9ha d mesmo4 ,de/a roc9ha se passa primeira roa d ,sr4 ,bispo3 e dahi segunda d dito4 ,da segunda roa d ,sr4 ,bispo fazem huma jornada pequ5a1 borda d campo1 roa d ,coronel ,dom+os ,rodrigues da ,fonseca4 ,quem vai p>a o ,rio das ,mortes1 passa de/a roa de ,alb]to ,dias3 dahi de ,manoel de ,araujo1 que *amo da ,resaca1 e de/a ponta d morro1 que he arraial ba/ante1 com muitas lavras1 donde se tem tirado gr&e copia de ouro3 e ahi e/ hum =tim1 com tr9heiras1 e fosso1 que fizro os ,emboabas1 no primeiro levantam5to4 ,de/e lug> se vai jant> ao arraial d ,rio das ,mortes4 ,e quem segue a e/rada das ,m9as ,g]aes1 da roa sobr$ita de ,manoel de ,araujo da ,resaca d ,campo vai roa1 que *amo de ,joo ,bapti/a3 dahi de ,joo da ,silva ,co/a1 e de/a roa das ,congonhas1 junto ao ,rodejo da ,itatiaja3 da qual se passa ao campo d ,ouro ,preto1 aonde ha v>ias roz1 e de qualqu] dellas he huma jornada pequ5a ao arraial d ,ouro ,preto1 que fica mato d5tro1 onde e/o z lavras d ouro4 ,todas z ref]idas m>*as f> di/ancia de oit5ta legoas a respeito dos rodeios1 que se fazem em razo dos muitos1 e gr&es morros1 e por rumo de ,norte a ,sul1 no so mais que d\s gros de di/ancia ao ,rio de ,janeiro3 porque o ,ouro ,preto e/ em v9te e hum gros1 e o ,rio das ,velhas e/> em v9te1 p\co mais ou m5os4 ,e todo o dito cam9ho se pde &> em dez at doze dias1 indo escoteiro quem fr por elle4 ,d campo d ,ouro ,preto ao ,rio das ,velhas1 so c9co jornadas1 p\s&o sempre em roz4 ,,capitulo ,,xiii4 ,roteiro d cam9ho da cidade da ,bahia p>a z m9as d ,rio das ,velhas4 ,p>t9do da cidade da ,bahia1 a primeira p\sada he na ,ca*oeira2 da ,ca*oeira vo ,alda de ,santo ,antonio de ,joo ,am>o3 e dahi ,tranqueira4 ,aqui divide-se o cam9ho3 e1 tom&o-o mo direita1 vo aos curraes d ,filgueira logo nasc5a d ,rio das ,rs4 ,dahi passo ao curral d ,coronel ,antonio ,vieira ,lima1 e de/e curral vo ao arraial de ,ma?ias ,c>dozo4 ,mas se quiz]em seguir o cam9ho mo esqu]da1 *eg&o ,tranqueira1 mettem-se logo no cam9ho novo e mais breve que fez ,joo ,gonalves d ,prado1 e vo adiante at nasc5a d ,rio ,v]de4 ,da dita nasc5a vo ao ,campo da ,g>a3 e dahi sub9do pelo rio acima vo ao arraial d ,borba1 donde brevem5te *ego s ,m9as ,g]aes d ,rio das ,velhas4 ,os que seguro o cam9ho da ,tranqueira1 mo direita1 *eg&o ao arraial de ,ma?ias ,c>dozo1 vo longo d ,rio de ,s4 ,francisco acima1 at d>em na b>ra d ,rio das ,velhas3 e dahi como e/ dito1 logo *ego s m9as d mesmo rio4 ,mas porque ne/a jornada da ,bahia huns cam9ho at ao meio dia1 outros at s tres da t>de1 e outros de sol a sol3 prei a di/ancia c]ta por legoas de/es d\s cam9hos da ,bahia p>a z m9as d ,rio das ,velhas1 que he o segu9te3 ,da cidade da ,bahia at ,ca*oeira1 doze legoas4 ,da ,ca*oeira at ,alda de ,joo ,am>o1 v9te e c9co legoas4 ,da ,alda de ,joo ,am>o at ,tranqueira1 qu>5ta e tres legoas4 ,da ,tranqueira cam9h&o mo direita at ao arraial de ,ma?ias ,c>dozo1 c9co5ta e duas legoas4 ,d ,arraial de ,ma?ias ,c>dozo at ,b>ra d ,rio das ,velhas1 c9co5ta e quatro legoas4 ,da ,b>ra d ,rio das ,velhas at ao ,arraial d ,borba1 aonde e/o z m9as1 c9co5ta e huma legoas4 ,e so por todas1 duz5tas e tr9ta e sete legoas4 ,tom&o o cam9ho da ,tranqueira1 mo esqu]da1 que da ,bahia at ahi con/a de oit5ta legoas3 so da ,tranqueira at nasc5a d ,rio ,gu>>utiba1 tr9ta e tres legoas4 ,da dita nasc5a at ao ultimo curral d ,rio das ,velhas1 qu>5ta e seis legoas4 ,de/e curral at o ,borba1 v9te e sete legoas4 ,e so por todas1 c5to e oit5ta e seis legoas4 ,e/e cam9ho da ,bahia p>a z m9as he muito melhor1 que o d ,rio de ,janeiro1 e da villa de ,s4 ,paulo3 porque1 po/o que mais comprido1 he m5os difficultoso1 por s] mais ab]to p>a z boiadas1 mais abundante p>a o su/5to1 e mais accommodado p>a z cavalgaduras e p>a z c>gas4 ,,capitulo ,,xiv4 ,modo de tir> o ouro das m9as d ,brazil1 e ribeiros dellas1 obs]vado de quem nellas assi/io com o ,gov]nador ,artur de ,s4 ,prei aqui a relao1 que o mesmo autor me m&\1 e he a segu9te4 ,con=me z disposies1 que vi pessoalm5te nas m9as d ouro de ,s4 ,paulo1 assim nas lavras de agoa dos ribeiros1 como nas da t]ra contigna a elles3 direi brevem5te o que pde ba/>1 p>a que os curiosos indagadores da natureza mais facilm5te conheo em suas exp]i5cias1 que t]ra1 e que ribeiros posso t]1 ou no t] ouro4 ,primeiram5te1 em todas z m9as1 que vi1 e em que assi/i1 notei que z t]ras so montuosas1 com s]ros e montes1 que se vo s nuv5s2 por cujos c5tros corr5do ribeiros de ba/ante agoa1 ou corregos mais pequ5os1 c]cados todos de arvor$o gr&e1 e pequ5o1 em todos e/es ribeiros p9ta ouro com mais ou m5os abundancia4 ,os s9aes1 por onde se conhec] se o tem1 so1 no t]em areas brancas borda da agoa1 se no huns seixos miudos1 e p$r>ia da mesma ca/a na m>gem de algumas pontas dos ribeiros3 e e/a mesma =mao de p$ras leva por debaixo da t]ra4 ,e come&o pela lavra de/a1 se o ribeiro depois de exam9ado com socavo faisc\ ouro1 he s9al infallivel1 que o tem tambem a t]ra3 na qual d&o ou abr9do catas1 cav&o-a primeiro em altura de dez1 v9te1 ou tr9ta palmos1 em se acab&o de tir> e/a t]ra1 que de ord9>io he v]melha1 a*a-se logo hum p$regulho1 a que *amo desmonte1 e vem a s] seixos miudos com ara1 unidos de tal sorte com a t]ra1 que mais p>ece obra artificial1 d que obra da natureza3 a9da que tambem se a*a algum desmonte de/e solto1 e no unido1 e com mais ou m5os altura4 ,e/e desmonte rompe-se com alabancas3 e se acaso tem ouro1 logo nelle comea a p9t>1 ou 7como dizem7 a faisc> algumas faiscas de ouro na bata1 lav&o o dito desmonte4 ,mas ord9>iam5te1 se p9t> bem o desmonte1 he s9al1 que a piarra t] p\co1 ou n5hum ouro2 e digo ord9>iam5te1 porque no ha regra sem excepo4 ,tirado fra o desmonte1 que s vezes tem altura mais de braa1 segue-se o cascalho3 e vem a s] huns seixos maiores1 e alguns de bom tamanho1 que mal se podem vir>2 e to queimados1 que p>ecem de *am94 ,e tirado e/e cascalho1 app>ece a piarra1 ou piarro1 que he duro1 e d p\co1 e e/e hum b>ro am>ello1 ou quasi branco1 muito macio2 e o branco he o melhor3 e algum de/e se a*a1 que p>ece talco1 ou m>aca*eta2 a qual s]ve de cama aonde e/ o ouro4 ,e tom&o com almocafres nas batz e/a piarra1 e tambem a t]ra1 que e/ entre o cascalho1 se vai lav> ao rio3 e bot&o fra a t]ra com a mesma bata1 &&o com ella roda d5tro d'agua p\co a p\co2 o ouro 7se o tem7 vai fic&o no fundo da bata3 at que1 lavada toda a bata da t]ra1 pelo ouro1 que fica1 se v de que p9ta he a t]ra4 ,alguma t]ra ha1 que toda p9ta2 outra s em p>tes3 e a cada passo se e/ v5do que z catas em huma p>te p9to bem1 e em outras p\co1 ou nada4 ,j se a t]ra tem vieiros1 que he hum cam9ho e/reito1 e seguido1 por onde vai corr5do o ouro2 c]tam5te no p9ta pelas mais p>tes da cata1 e se vai ento segu9do o vieiro atraz d ouro1 e e/as de ord9>io so z melhores lavras1 qu&o o ouro pega em vieiros1 onde se encontro com gr&eza2 e he s9al1 que toda a data da t]ra1 p>a onde arremete o vieiro1 tem ouro4 ,z catas ord9>ias1 que se do em t]ra1 so de qu9ze1 v9te1 e mais palmos em quadra2 e podem s] maiores1 ou m5ores1 con=me d l>gura a t]ra4 ,e se junto dos ribeiros a t]ra faz algum taboleiro pequ5o 7porque ord9>iam5te os gr&es no provo bem71 e/a he a melhor p>agem p>a se lavr>4 ,po/o que o commum d ouro he e/> ao nivel da agua1 vi muitas lavras 7e no das peiores71 que no gu>do e/a regra1 s5o que d ribeiro io sub9do pelos outeiros acima com todas z disposies que temos dito1 de cascalho1 etc41 mas no he i/o ord9>io4 ,at aqui o que toca s lavras da t]ra junto da agua2 porm z dos ribeiros1 se elles so capazes de se lhes pod] desvi> a agua1 div]t9do e/a por huma b&a d mesmo ribeiro1 com c]co feito de pos mui direitos1 deitados huns sobre outros com e/acas bem am>radas1 feito em =ma de cano por huma e outra p>te1 p>a que se possa entupir de t]ra por d5tro1 d modo que aqui se v4 ,illu/ration3 ,m>g5s4 ---------------------------------------- ---------- _/ _/ _/ _/ ,,cata4 _/ _/ ,,cata4 _/ _/ _/ _/ _/,,c]co4 ------ _/ ----- _/ ,,c]co4 _/ _/ -------- ------- ------- ,,ribeiro4 _/ ,,c]co4 _/ ----- _/ _/ _/ _/ ,,cata4 _/ _/ ---------------------------------------- --------------- ,m>g5s4 ,i/o se ent5de1 qu&o se no pde desvi> todo o ribeiro p>a outra p>te3 p>a o que r>as vezes do lug> os s]ros4 ,div]tida e esgotada a agua com z batz1 ou cuias1 se tira o cascalho1 ou seixos gr&es e pequ5os1 que na agua no he mui alto1 e se d com a piarra3 v-se se o ouro dem&a p>a a t]ra depois de lavada a cata1 e se busca a t]ra1 entr&o por ella1 e se vai segu9do1 e abr9do catas1 huma sobre outras4 ,e ord9>iam5te se deve prov> sempre em primeiro lug> o ribeiro d5tro da madre antes de lavr> na t]ra1 p>a v] se tem ouro3 porque se o tem1 quasi sempre o ha de hav] em t]ra com mais1 ou m5os abundancia4 ,e muitas vezes acontece 7como se vio nas mais das lavras de ,c>abu71 que p9t&o mui p\co1 na agua ou madre1 em muitas lavras fra da agua se deu com muito ouro4 ,por tanto1 p>a se exam9> se hum ribeiro tem ouro1 v5do-lhe z disposies que temos dito1 entre a agua e a t]ra1 se d> hum socavo de sete1 ou oito palmos em quadra1 at *eg> ao cascalho e piarra1 e se faisc>1 he s9al que em t]ra1 e na agua ha ouro3 e pelas p9tas de/es socaves se conhec]1 se so de r5dim5to4 ,nem ne/as m9as se rep>tem ribeiros1 sem s]em primeiro exam9ados com e/es socaves junto d'agua4 ,nos ribeiros1 onde ha ara pelo meio1 e a no ha nas b>ranceiras1 tambem se a*a ouro1 hav5do cascalho3 assim tambem nos ribeiros1 onde ha ara por entre p$ras1 se a*a4 ,o esm]il a*a-se com ara preta entre o ouro2 e em qualqu] p>te que se a*a esm]il1 t5do o ribeiro cascalho1 ha ouro4 ,qu&o o ouro corre em vieiro1 de ord9>io corre direito d ribeiro p>a a t]ra d5tro3 e no mesmo ribeiro se succ$] a*>em-se muitos vieiros1 s]o di/antes huns dos outros3 e suppo/o que p]to d vieiro se a*e =mao3 comtudo s nos vieiros se a*a mais ouro4 ,tambem se a*o muitos seixos com granitos de ouro4 ,e/as so algumas das c\sas1 que se podem diz] de/as m9as1 p>a que se possa por aqui faz] exame em alguns ribeiros1 aonde se suspeita1 que hav] ouro4 ,no deix>ei comtudo de ref]ir aqui tambem o que vi no famoso rio das ,velhas2 porque p>ece fra de toda a regra d m9]al4 ,em huma ,p59sula1 que da t]ra entra no rio1 quasi at o meio em que com z *eias fica toda cub]ta de agua1 vi lavr> d\s corregos pequ5os1 junto d'agua3 os quaes abr9do-se com alavancas1 ero todos de hum piarro duro1 e cl>o3 e por entre elles sem se ir lav> no rio1 foi tal a gr&eza d ouro1 de que e/avo *eios1 que se e/avo v5do em p$aos e granitos nas mesmas batz4 ,e bateada h\ve1 em que se tiravo de cada vez qu>5ta1 c9co5ta1 e mais oitavas2 s5do z ord9>ias em quanto se lavro de oito e mais oitavas4 ,a9da que lavr&o-se depois pela t]ra d5tro na mesma ,p59sula1 foi dim9u9do cada vez mais a p9ta2 e =o logo app>ec5do z disposies todas1 que temos dito de t]ra1 desmonte1 cascalho1 e piarra2 que no ha regra como j disse1 sem excepo3 e muitas vezes no d com ouro quem mais cava1 s5o quem tem mais =tuna4 ,tambem se a*a muitas vezes huma disposio de desmonte1 que se *ama ,tapanhuacanga1 que vale o mesmo que cabea de negro1 pelo teume das p$ras1 to duro1 que s a pod] de f]ro se desman*a3 e no he mo s9al2 porque muitas vezes o cascalho que fica em baixo d ouro4 ,de algumas p>ticul>idades mais de/as m9as1 por s]em m5os ess5ciaes1 no fallo1 e porque so mais p>a se v]em1 d que p>a se escrev]em2 e e/as so z que ba/o p>a o int5to dos que1 ou por curiozidade1 ou p>a ac]t> na lavra z procuro4 ,,capitulo ,,xv4 ,noticias p>a se conhec]em z m9as de prata4 ,primeiram5te1 pela maior p>te se a*o z m9as de prata em t]ras v]melhas e brancas1 limpas de arvores1 e de p\cas h]vas3 e sempre se ho de busc> no cume dos outeiros1 ou s]ros1 que he aonde arreb5to z betas a modo de p>$es velhas1 que correm sempre direitas2 ou a modo de alic]ces1 que e/o debaixo da t]ra2 ou como hum m>a*o de muitas p$ras unidas em roda3 e se se a*o muito juntas1 busque-se sempre a mais l>ga1 ou a que e/ mais no meio d outeiro4 ,em hav5do cavado huma v>a1 ou braa segu9do sempre a beta1 se pde faz] exp]i5cia dos g5]os de metal1 que tiv]2 porque ha betas1 que tem c9co ou seis g5]os de p$ras1 a que *amo os ,ca/elhanos metaes4 ,z ditas betas co/umo t] de l>go huma braa1 ou quatro palmos1 ou tres1 ou dois1 ou hum4 ,pela maior p>te entre a beta se a*a t]ra de v>ias cres2 e s vezes tudo he p$ra macia2 e ento co/uma s] negra1 e branca a dita p$ra a modo de seixos3 e1 qu&o ha t]ra entre a p$ra1 p$ra e t]ra1 tudo tem prata4 ,e/a beta ord9>iam5te e/ metida entre p5hasco agre/e2 e desde a sup]ficie da t]ra at ao fundo1 sempre vai encaixonada4 ,a p$ra he de v>ias cres1 diff]5te das outras1 e muito alegre3 branca1 negra a modo de m>acaxeta que se lana nas c>tas1 cr de ouro am>ella1 azul1 esv]deada1 p>da1 de cr de figado1 l>anjada1 leonada2 e ord9>iam5te tem oucos onde se co/uma cre> prata como em cubellos4 ,outras p$ras so todas prateadas2 e outras com veias de prata3 e s e/as se conhecem logo que tem prata4 ,porm z acima nomeadas s quem tem muita exp]i5cia1 ou quem a s\b] faz]1 vir em conhecim5to que a tem4 ,tambem z vezes se a*a huma m>acaxeta negra1 a qual toda tem prata3 e de ord9>io huma libra de/a m>acaxeta r5de duas onz de prata4 ,pela maior p>te na beta de prata1 que junto a ella se no a*a m>acaxeta branca1 ou am>ella2 ou em p$ras agre/es1 ou em t]ra4 ,a todas e/as p$ras *amo os ca/elhanos1 metaes3 e a algumas do e/es nomes4 ,metal cobriso3 e he huma p$ra que tira a v]de1 mui pesada1 salgada ao go/o1 e/ica1 e frange os beios pelo acre d antimonio1 e vitriolo1 que tem mi/urado4 ,metal polvorilho2 e he huma p$ra hum tanto am>ella1 e de mais lei1 que o acima1 e z vezes p>a o fundo co/uma d> em prata massia4 ,metal negrilho da primeira qualidade1 he p$ra negra com respl&ores de limaduras grossas de f]ro3 he de p\ca lei2 porm1 porque sahe mi/urado com o metal negro da segunda qualidade1 que he com respl&ores de ara miuda1 e com o da t]ceira qualidade1 que he aquelle que feito p1 a sua ara no tem respl&or algum2 he o melhor1 e deve-se faz] caso delle4 ,metal rocicl] he huma p$ra negra1 como metal negrilho1 melhor d'ara1 como p escuro sem respl&or3 e se conhece s] rocicl]1 em que lan&o agua sobre a p$ra1 se lhe d com huma faca1 ou *ave1 como quem a me1 e faz hum modo de b>ro1 como ensangu5tado2 e quanto mais corado o b>ro1 tanto melhor he o rocicl]3 e he metal de muita riqueza e facil de se tir>3 e d&o em p>te que haja desague ao s]ro1 no ha mais que p$ir3 d em caixa de b>ro como lama1 e p$r9has de todas z cres4 ,metal paco he tambem como o rocicl]1 o qual he huma p$ra quasi p>da1 como o panno p>do1 ou defumado1 e mui pesada4 ,s]ia ext5d]-se muito1 se se h\vesse de pr seus g5]os de caixa1 de qualidade1 e b5eficios2 porque he1 e se faz de muitos modos segundo os g5]os dos paizes4 ,porm1 s5do a p$ra sem go/o algum ao ma/ig>-se pizada1 s] de boa lei p>a a fundio3 e e/e g5]o de metal e o negrilho so os mais abundantes nas m9as1 sem se p]d]em1 nem mud>em2 e1 qu&o muito1 mudo de pacos a negrilhos1 e de negrilhos a pacos4 ,metal plomo ronco1 he huma de p$ra cr de *umbo1 porm mais escura1 mui dura e pesada4 ,he riqueza de fundio3 e de/a p$ra affirmo alguns1 que fazem bolas de bole> z indias *>ruas1 que viz9ho1 ou viz9havo com os portuguezes da nova ,colonia d ,sacram5to4 ,,capitulo ,,xvi4 ,modo de conhec] a prata1 e de b5efici> os metaes4 ,se h\v] l5ha 7e melhor he bo/a de gado1 por s] mais activo o fogo delle7 f>-se-ha huma fogueira2 e no meio della se lancem z p$ras d g5]o1 que tiv] a m9a3 e z deix> queim>1 at que se ponho v]melhas1 como se pe o f]ro4 ,e e/&o v]melhas1 se lancem em agua fria1 cada huma em div]sa p>te1 p>a se conhec] qual das cores tem mais prata2 que logo se mo/r> na agua3 porque1 se tem prata1 broto por toda a p$ra como cabez de alf9etes1 ou como gros de munio4 ,tambem se podem reconhec] com *umbo1 ne/a frma4 ,qu&o os metaes so negros1 com p\cas vz brancas 7que1 se so muitas1 faz-se com az\gue71 s5do mui pesados1 se mo]1 de sorte que o gro maior fique como o de trigo3 e em huma furna1 como z que se fazem p>a d]ret] metaes de s9os1 se bot> *umbo1 e se lhe d> fogo com folle1 at que aquelle *umbo se d]reta1 e ponha corado2 e ento se lhe bot> a p$ra moida1 a sab]3 em meia arroba de *umbo se pod] b5efici> seis libras de p$ra ne/a frma4 ,e/&o d]retido1 e corado o *umbo1 se lhe lanar duas libras de p$ra1 ext5d5do-o por cima d *umbo3 e e/&o tudo encorporado com o *umbo1 a modo de agoa2 se vai lan&o a mais t]ra1 at que se acabem z seis libras4 ,e em se acab&o a p$ra1 ou metal1 se cont9ue com d> fogo ao *umbo1 at que o fogo o consuma1 ou conv]ta em hum f>ello1 que vai cri&o por cima2 o qual se ir tir&o com a escumadeira1 e ap>t&o aos lados d vaso1 at que a prata por ultimo se dispa de huma teagem1 que tem por cima3 e antes que de todo o faa1 faz primeiro tres ou quatro acontecim5tos1 como quem abre1 e s]ra os olhos1 a modo de ondas2 at que de todo se abre1 e fica a prata liquida1 sem faz] movim5tos4 ,e ento se pra com o fogo2 e1 e/&o hum p\co dura1 se mette a escumadeira por hum lado e outro1 p>a a desapeg> d vaso1 e se tira fra4 ,se quiz]em faz] ensaio por az\gue1 f>-se-ha dos metaes1 que no =em negros3 ou se =em negros1 queim>-se-ho primeiro em frno de rev]b]ao1 at que se lhes tire a maldade de c\sas acres1 que tem os metaes1 ou p$ras negras4 ,e e/a queima se faz1 depois de moidos3 e se algum dos outros metaes tiv] acridades1 se deve primeiro queim> tambem4 ,o que po/o3 digo1 que todos os metaes1 ou p$ras se devem mo]1 e p5eir>1 de sorte que fiquem como f>9ha de trigo3 a p5eira hade s] de pano1 e pes>-se-ho os metaes4 ,se =em seis libras1 se lhes bot> hum punhado de sal2 e tudo junto se molh> com agoa como quem mi/ura a cal com ara4 ,depois de bem unido1 se faz hum mont9ho1 de sorte que e/eja br&o com a agoa1 p>a que se encorpore com elle o sal3 e ne/a frma se deix> e/> sobre huma taboa quatro ou c9co dias ao sol4 ,e passados e/es dias1 se desf> o mont9ho1 e se pis> mui bem aquella t]ra3 e em hum pano f9o de l9ho se bot> duas onz de az\gue vivo1 e com o mesmo pano se esprem] por cima da dita t]ra1 que e/> espalhada1 e bem f9a3 e junta se amass> com a mo1 por tempo de huma hora2 e se e/iv] mui seco1 se molh> com agoa1 at que fique como b>ro de faz] telha4 ,depois di/o se torn> a faz] monte1 e a p-lo ao sol outros dias2 no cabo dos quaes1 se tem prata alguma mo/r> ne/a frma3 e vem a s] que o az\gue e a prata se conv]t] em hum f>ello branco4 ,e e/&o assim1 se lhe lanar mais az\gue1 e se torn> a amass>1 como e/ dito1 e a p-lo ao sol outros tantos dias2 e depois se torne a molh>1 e a amass>4 ,i/o feito1 se bote em huma cuia env]nizada hum p$ac9ho daquella t]ra1 d tamanho de huma noz1 e com agoa limpa se ir lav&o1 at que fique limpa a ara na cuia1 p>a conhec] se o az\gue ha colhido toda a prata3 e se e/iv] a9da com f>ello1 se lance mais az\gue1 como acima4 ,hav5do colhido o az\gue toda a prata1 j no f> f>ello na cuia2 e e/> toda incorporada4 ,ento se lave todo o monte com muito cuidado1 e se lance em hum pano de l9ho novo1 e se esprema3 e aquella bolla1 que fic>1 se queim>1 at que se queime todo o az\gue2 e fic> liquida a prata3 e se conhec]1 se so os metaes de r5dim5to ou no4 ,se o az\gue e/iv] frio 7o que se conhec]1 e/&o mettido d5tro em hum saqu9ho negro1 que de si mesmo =ma71 se lhe bot> mais sal ou magi/ral3 e se e/iv] qu5te 7o que se conhec] de e/> mui negro o f>ello da prata71 se lhe bot> c9za molhada1 e se mi/ur> tudo1 como fica dito acima4 ,alguns dizem que a sobr$ita massa se hade revolv]1 e amass> todos os dias duas vezes1 por espao de qu>5ta dias2 e que a cada qu9tal de p$ra se lana hum almude de sal de compaz1 e dez libras de az\gue na frma acima4 ,ultimam5te do e/as regras g]aes4 ,z m9as de ,norte ao ,sul fixo so p]man5tes4 ,z m9as de ouro cabeceo de ,ori5te a ,po5te2 e do em seixo branco1 ou negro1 ou em b>ro v]melho1 se so boas4 ,no hav5do sal de p$ras junto das s]ras de m9as de prata1 he s9al que no so m9as de p]man5cia3 e a e/e *amo os ,ca/elhanos sal de compaz4 ,s vi/a de quem tem exp]i5cia se podem d> a conhec] fixam5te os metaes2 porque ha outros g5]os de p$ras como elles1 que no so de prata4 ,,capitulo ,,xvii4 ,dos damnos1 que tem causado ao ,brazil a cobia depois d descobrim5to d ouro nas m9as4 ,no ha c\sa to boa1 que no possa s] occasio de muitos males1 por culpa de quem no usa bem della4 ,e at nas sagradas se commettem os maiores sacrilegios4 ,que m>avilha pois1 que1 s5do o ouro to =moso e to precioso metal1 to util p>a o comm]cio humano1 e to digno de se empreg> nos vasos e ornam5tos dos ,templos p>a o ,culto ,div9o1 seja1 pela insaciavel cobia dos hom5s1 cont9uo in/rum5to e causa de muitos damnos8 ,convid\ a fama das m9as to abundantes no ,brazil hom5s de toda a ca/a1 e de todas z p>tes3 huns de cab$al1 e outros vadios4 ,aos de cab$al1 que tirro muita quantidade delle nas catas1 foi causa de se hav]em com altivez e arrogancia1 de &>em sempre acompanhados de tropas de esp+>deiros1 de animo prompto p>a execut>em qualqu] viol5cia1 e de tom>em1 sem temor algum de ju/ia1 gr&es e e/rondozas v+anz4 ,convid\-os o ouro a jog> l>gam5te1 e a ga/> em sup]fluidades quantias extraord9>ias sem rep>o1 compr&o 7por exemplo7 hum negro trombeteiro por mil cruzados2 e huma mulata de mo trato por dobrado preo1 p>a multiplic> com ella cont9uos e esc&alozos peccados4 ,os vadios1 que vo s m9as p>a tir> ouro1 no dos ribeiros mas dos canudos1 em que o ajunto1 e gu>do os que trabalho nas catas1 uro de traies lam5taveis1 e de mortes mais que crueis3 fic&o e/es crimes sem ca/igo2 porque nas m9as ju/ia humana no teve a9da tribunal1 nem o respeito1 de que em outras p>tes goza1 aonde ha m9i/ros de supposio1 assi/idos de num]oso e seguro presidio2 e s agora pod] esp]>-se algum rem$io1 indo l o gov]nador e m9i/ros4 ,e at os ,bispos1 e ,prelados de algumas religies1 s5tem summam5te o no se faz] conta alguma das c5suras1 p>a r$uzir aos seus bispados e conv5tos no p\cos cl]igos1 e religiosos1 que esc&alosam5te por l &o ou apo/atas1 ou fugitivos4 ,o irem tambem s m9as os melhores g5]os de tudo o que se pde desej> foi causa que crescessem de tal sorte os preos de tudo o que se v5de1 que os s5hores de eng5hos e os lavradores se a*em gr&em5te emp5hados1 e que por falta de negros no posso trat> d assuc>1 nem d tabaco1 como fazio folgadam5te nos tempos passados1 que ero z v]dadeiras m9as d ,brazil e de ,portugal4 ,e o peior he que a maior p>te d ouro1 que se tira das m9as1 passa em p e em mo$as p>a os re9os e/ranhos3 e a m5or he a que fica em ,portugal e nas cidades d ,brazil3 salvo o que se ga/a em cordes1 arcadas1 e outros br9cos1 dos quaes se vem hoje c>regadas z mulatas de mo viv] e z negras1 muito mais que z s5horas4 ,nem ha pessoa prud5te que no confesse hav] ,deos p]mittido que se descubra nas m9as tanto ouro1 p>a ca/ig> com elle ao ,brazil1 assim como e/ ca/ig&o no mesmo tempo to abundante de gu]ras aos europeos com o f]ro4 ,,qu>ta ,,p>te4 ,,capitulo ,,primeiro4 ,da gr&e ext5o de t]ras p>a pa/os *eios de gado1 que ha no ,brazil4 ,e/5de-se o s]to da ,bahia at b>ra d ,rio de ,s4 ,francisco1 oit5ta legoas por co/a2 e indo p>a o rio acima at b>ra que *amo de agoa gr&e1 fica di/ante a bahia da dita b>ra1 c5to e qu9ze legoas3 de ,santunse1 c5to e tr9ta legoas3 de ,rodellas por d5tro1 oit5ta legoas3 das ,jacoab9as1 nov5ta legoas3 e d ,tucano1 c9co5ta legoas4 ,e porque z faz5das1 e os curraes de gado se situo aonde ha l>gueza de campo1 e agoa sempre man5te de rios1 ou lagz3 por isso os curraes da p>te da ,bahia e/o po/os na borda d ,rio de ,s4 ,francisco1 na d ,rio das ,velhas1 na d ,rio das ,rs1 na d ,rio ,v]de1 na d ,rio ,p]am]im1 na d ,rio ,jacuipe1 na d rio ,itapicur1 na d ,rio ,real1 na d ,rio ,vaza-,b>ris1 na d ,rio de ,s]gipe2 e de outros rios1 em os quaes1 por in=mao tomada de v>ios1 que corrro e/e s]to1 e/o actualm5te mais de qu9h5tos curraes3 e s na borda d'quem d ,rio de ,s4 ,francisco1 c5to e seis legoas4 ,e na outra borda da p>te de ,p]nambuco1 he c]to que so muito mais4 ,e no sm5te de todas e/as p>tes e rios j nomeados vem boiadas p>a a cidade e reconcavo da ,bahia1 e p>a z fabricas dos eng5hos2 mas tambem d ,rio ,iguass1 d ,rio ,c>a9haem1 d ,rio ,corr5te1 d ,rio ,gu>aira1 e d ,rio ,piagui-gr&e1 por fic>em mais p]to1 v9do cam9ho direito1 ,bahia1 d que indo por voltas ,p]nambuco4 ,e po/o que sejo muitos os curraes da p>te da ,bahia1 *ego a muito maior num]o os de ,p]nambuco2 cujo s]to se e/5de pela co/a desde a ,cidade ,ol9da at o rio de ,s4 ,francisco1 oit5ta legoas3 e cont9u&o da b>ra d rio de ,s4 ,francisco at b>ra d ,rio ,iguass1 conto-se duz5tas legoas4 ,de ,ol9da p>a ,oe/e at o ,piagui1 ,freguezia de ,nossa ,s5hora da ,victoria1 c5to e sess5ta legoas1 e pela p>te d ,norte e/5de-se de ,ol9da at ao ,ce> ,m]im1 oit5ta legoas1 e dahi at o ,a1 tr9ta e c9co legoas1 e at ao ,ce> ,gr&e1 oit5ta legoas3 e por todas vem a e/5d]-se desde ,ol9da at e/a p>te1 quasi duz5tas legoas4 ,os rios de ,p]nambuco que1 por t]em junto de si pa/os compet5tes1 e/o povoados com gado 7fra o ,rio ,preto1 o ,rio ,gu>aira1 o ,rio ,iguass1 o ,rio ,corr5te1 o ,rio ,gu>ignae1 a ,laga ,alegre1 e o ,rio de ,s4 ,francisco1 da b&a d ,norte7 so o ,rio de ,cabaos1 o ,rio de ,s4 ,miguel1 z duas ,alagz com o ,rio d ,porto d ,calvo1 o da ,p>ahiba1 o dos ,k>iris1 o d ,a1 o d ,podi1 o de ,jagu>ibe1 o das ,piranhas1 o ,pajau1 o ,jac>1 o ,kan9de1 o de ,p>nahiba1 o das ,p$ras1 o dos ,cam>es1 e o ,piagui4 ,os curraes de/a p>te ho de pass> de oitoc5tas legoas3 e de todos e/es vo boiadas p>a o ,recife1 e ,ol9da1 e suas villas1 e p>a o =necim5to das fabricas dos eng5hos desde o ,rio de ,s4 ,francisco at ao ,rio ,gr&e3 tir&o os que acima e/o nomeados desde o ,piagui at b>ra de ,iguass1 e de ,p]nagna1 o ,rio ,preto2 porque z boiadas de/es rios vo quasi todas p>a a ,bahia1 por lhes fic> melhor cam9ho pelas ,jacoab9as1 por onde passo1 e descano4 ,assim como ahi tambem pro1 e descano z que s vezes vem de mais longe4 ,mas qu&o nos cam9hos1 se a*o pa/os1 porque no faltro z *uvas1 em m5os de tres mezes *ego z boiadas ,bahia1 que vem dos curraes mais di/antes4 ,porm se por causa da seca frem obrigados a p>> com o gado nas ,jacoab9as3 ahi o v5dem os que o levo1 e ahi descana seis1 sete1 e oito mezes1 at pod] ir cidade4 ,s no rio de ,iguass e/o hoje mais de tr9ta mil cabez de gado4 ,z da p>te da ,bahia se tem por c]to1 que passo de meio milho1 e mais de oitoc5tas mil ho de s] z da p>te de ,p]nambuco2 a9da que de/as se aproveito mais os da ,bahia1 p>a onde vo muitas boiadas1 que os ,p]nambucanos4 ,a p>te d ,brazil1 que tem m5os gado1 he o ,rio de ,janeiro1 porque tem curraes sm5te nos campos de ,santa ,cruz1 di/ante quatorze legoas da cidade2 nos campos novos d ,rio de ,s4 ,joo1 di/antes tr9ta1 e nos ,goitacazes1 di/antes oit5ta legoas3 e em todos e/es campos no passo de sess5ta mil z cabez de gado1 que nelles pa/o4 ,a ,capitania d ,espirito ,santo se prov limitadam5te da ,moribeca1 e de alguns curraes quem d ,rio ,p>ahiba d ,sul4 ,na villa de ,s4 ,paulo mato z rezes1 que tem em suas faz5das1 que no so muito gr&es3 e s nos campos de ,coritiba vai cresc5do1 e multiplic&o cada vez mais o gado4 ,s5do o s]to da ,bahia to dilatado1 como temos ref]ido1 quasi todo p]t5ce a duas das pr9cipaes familias da mesma cidade1 que so a da ,torre1 e a d defunto ,me/re de ,campo ,antonio ,gu$es de ,brito4 ,porque a casa da ,torre tem duz5tas e sess5ta legoas pelo ,rio de ,s4 ,francisco acima1 mo direita1 indo p>a o ,sul2 e indo d dito rio p>a o norte1 *ega a oit5ta legoas4 ,e os h]deiros d ,me/re de ,campo ,antonio ,gu$es possuem1 desde o morro dos ,*apos at nasc5a d ,rio das ,velhas1 c5to e sess5ta legoas4 ,e ne/as t]ras1 p>te dos donos dellas tem curraes proprios2 e p>te so dos que arr5dro sitios dellas1 pag&o por cada sitio1 que ord9>iam5te he de huma legoa1 cada anno dez mil ris de fro4 ,e assim como ha curraes no t]ritorio da ,bahia1 e de ,p]nambuco1 e de outras capitanias1 de duz5tas1 trez5tas1 quatroc5tas1 qu9h5tas1 oitoc5tas e mil cabez3 assim ha faz5das1 a quem p]t5cem tantos curraes1 que *ego a t] seis mil1 oito mil1 dez mil1 qu9ze mil1 e mais de v9te mil cabez de gado2 donde se tiro cada anno muitas boiadas1 con=me os tempos so mais ou m5os favoraveis p>io1 e multiplicao d mesmo gado1 e aos pa/os1 assim nos sitios como tambem nos cam9hos4 ,,capitulo ,,ii4 ,das boiadas1 que ord9>iam5te se tiro cada anno dos curraes1 p>a z cidades1 villas1 e reconcavos d ,brazil1 assim p>a o aougue1 como p>a o =necim5to das fabricas4 ,p>a que se faa ju/o conceito das boiadas1 que se tiro cada anno dos curraes d ,brazil1 ba/a adv]tir que todos os rolos de tabaco que se emb>co p>a qualqu] p>te1 vo enc\rados4 ,e s5do cada hum de oito arrobas1 e os da ,bahia1 como vimos em seu lug>1 ord9>iam5te cada anno pelo m5os1 v9te e c9co mil arrobas1 e os das ,alagz de ,p]nambuco1 d\s mil e qu9h5tos arrobas2 bem se v quantas rezes so necess>ias p>a enc\r> v9te e sete mil e qu9h5tos rolos4 ,alm di/o1 vo cada anno da ,bahia p>a o ,re9o at c9co5ta mil meios de sola2 de ,p]nambuco qu>5ta mil2 e d ,rio de ,janeiro 7no sei se comput&o os que v9ho da nova ,colonia1 ou s os d mesmo rio1 e outras capitanias d ,sul7 at v9te mil meios de sola3 que vem a s] por todas1 c5to e dez mil meios de sola4 ,outro he1 que no sm5te a cidade1 mas a maior p>te dos moradores d reconcavo mais abundantes se su/5to nos dias no prohibidos da c>ne d aougue1 e da que se v5de nas freguezias e villas3 e que commumm5te os negros1 que so hum num]o muito gr&e nas cidades vivem de fressuras1 b(es1 e tripas1 sangue1 e mais fato das rezes3 e que1 no s]to mais alto1 a c>ne e o leite he o ord9>io mantim5to de todos4 ,s5do tambem tantos os eng5hos no ,brazil1 que cada anno se =necem de bois p>a os c>ros1 e os de que necessito os lavradores de canna1 tabaco1 m&ioca1 s]r>ias1 e l5has2 daqui se pod] facilm5te inf]ir1 quantos hav] mi/] de anno em anno1 p>a se cons]v> e/e trabalhoso m5eio4 ,portanto deix> i/o consid]ao de quem l] e/e capitulo1 julgo1 que s] melhor ac]to1 d que affirm> precisam5te o num]o das boiadas3 porque nem os mesmos m>*antes1 que so tantos1 e to divididos por todas z p>tes povoadas d ,brazil1 o podem diz] com c]teza1 e diz5do-o temo que no p>ec] crivel1 e que se julgue enc>ecim5to fanta/ico4 ,,capitulo ,,iii4 ,da conduco das boiadas d ,s]to d ,brazil3 preo ord9>io d gado que se mata1 e d que vai p>a z fabricas4 ,con/o z boiadas1 que ord9>iam5te vem p>a a ,bahia1 de cem1 c5to e sess5ta1 duz5tas1 e trez5tas cabez de gado2 e de/as quasi cada semana *ego algumas a ,capoame1 lug> di/ante da cidade oito legoas1 aonde tem pa/o1 e aonde os m>*antes z compro3 e em alguns tempos d anno ha semanas1 em que cada dia *ego boiadas4 ,os que z trazem so brancos1 mulatos1 e pretos1 e tambem ,indios1 que com e/e trabalho procuro t] algum lucro4 ,guio-se1 indo huns adiante cant&o1 p>a s]em de/a sorte seguidos d gado2 e outros vem atraz das rezes tang5do-z1 e t5do cuidado1 que no sahio d cam9ho e se amontoem4 ,z jornadas so de quatro1 c9co1 e seis legoas1 con=me a commodidade dos pa/os1 aonde ho de p>>4 ,porm1 aonde ha falta d'agua1 seguem o cam9ho de qu9ze1 e v9te legoas1 m>*&o de dia e de noite1 com p\co descano1 at que a*em p>agem1 aonde posso p>>4 ,nas passag5s d'alguns rios1 hum dos que guio a boiada1 pondo huma armao de boi na cabea1 e nad&o1 mo/ra s rezes o vo1 por onde ho de pass>4 ,quem qu] que entrega a sua boiada ao passador1 p>a que a leve das ,jacoab9as v4 g4 at a ,capoame1 que he jornada de qu9ze1 ou dezaseis at dezasete dias1 lhe d por paga d seu trabalho hum cruzado por cada cabea da dita boiada3 e e/e corre com os ga/os dos tang$ores e guias2 e tira da mesma boiada a matalotagem da jornada4 ,de sorte que1 se a boiada con/> de duz5tas cabez de gado1 do-se-lhe outros tantos cruzados1 se com todas *eg> ao lug> de/9ado4 ,porm se no cam9ho algumas fugirem1 tantos cruzados se dim9uem1 quantas so z rezes que falto4 ,aos ,indios1 que das ,jacoab9as vem p>a ,capoame1 se do quatro at c9co mil ris3 e ao homem que com seu cavallo guia a boiada1 oito mil ris4 ,s5do z di/ancias maiores1 cresce proporcionadam5te a paga de todos4 ,e por isso1 d ,rio de ,s4 ,francisco acima v9do p>a ,capoame1 alguns dos que tomo sua conta traz] boiadas alhz qu]em seis ou sete to/es por cada cabea1 e mais se fr maior a di/ancia4 ,huma rez ord9>iam5te se v5de na ,bahia por quatro ou c9co mil ris3 os bois mansos1 por sete p>a oito mil ris4 ,nas ,jacoab9as v5de-se huma rez por d\s mil e qu9h5tos at tres mil ris4 ,porm nos curraes d ,rio de ,s4 ,francisco1 os que tem maior conv5i5cia de v5d]em o gado p>a z ,m9as1 o v5dem na porteira d curral pelo mesmo preo1 que se v5de na cidade4 ,e o que temos dito at aqui das boiadas da ,bahia1 se deve tambem ent5d] com p\ca diff]5a das boiadas de ,p]nambuco e d ,rio de ,janeiro4 ,,capitulo ,,iv4 ,que cu/a hum c\ro em cabello1 e hum meio de sola b5eficiado at se pr d ,brazil na alf&ega de ,lisboa4 ,vale cada c\ro em cabello #bajj ,de o salg> e secc> #bjj ,de o c>reg> ao cortume #dj ,de o cortir #fjj ----- ,importa tudo ,rs4 #bidj ,hum meio de sola vale #aejj ,de o c>reg> praia #aj ,de frete d navio #abj ,de desc>ga p>a a alf&ega #aj ,por todos os direitos #cdj ----- ,importa tudo ,rs4 #aihj ,os meios de sola1 que ord9>iam5te vo cada anno d ,brazil p>a o ,re9o1 importo no segu9te3 ,da ,bahia1 c9co5ta mil meios de sola a #aih ris #ii3jjjjjj ,de ,p]nambuco1 qu>5ta mil meios de sola a #agej ris #gj3jjjjjj ,d ,rio de ,janeiro e outras ,capitanias d ,sul1 v9te mil meios de sola a #afdj ris #cb3hjjjjj ----------- ,o que tudo importa em ,rs4 #bja3hjjjjj ,,capitulo ,v4 ,resumo de tudo o que vai ord9>iam5te cada anno d ,brazil p>a ,portugal3 e d seu valor4 ,por ultima demon/rao da ,opul5cia d ,brazil em proveito d ,re9o de ,portugal1 prei aqui agora o resumo d que ne/as quatro p>tes t5ho apontado2 que por junto no deix> de caus> maior admirao1 d que pde t] causado por p>tes4 ,importa pois todo o assuc> em ris #b1ece3adbhjj ,importa o tabaco em ris #edd3fejjjj ,importo cem arrobas de ouro em ris #fad3djjjjj ,importo os meios de sola em ris #bja3hjjjjj ,importa o po brazil de ,p]nambuco em ris #dh3jjjjjj ------------- ,o que tudo somma em ,rs4 #c1gdc3iibhjj ,aos quaes se se acresc5t> o que r5de o contracto das baleas1 que por seis annos se arremat\ ultimam5te na ,bahia1 por c5to e dez mil cruzados1 e no ,rio de ,janeiro por tres annos1 por qu>5ta e c9co mil cruzados2 o contracto annual dos dizimos reaes1 que1 na ,bahia1 ne/es ultimos annos1 fra z prop9as1 *eg\ a p]to de duz5tos mil cruzados3 no ,rio de ,janeiro1 por tres annos1 por c5to e nov5ta mil cruzados3 em ,p]nambuco1 por outros tres annos1 por nov5ta e sete mil cruzados3 em ,s4 ,paulo por sess5ta mil cruzados3 fra os das outras capitanias m5ores1 que em todas notavelm5te crescro2 o contracto dos v9hos1 que na ,bahia se arremat\ por seis annos em c5to e nov5ta e c9co mil cruzados3 em ,p]nambuco1 por tres annos1 em qu>5ta e seis mil cruzados2 e no ,rio de ,janeiro1 por quatro annos1 por mais de c9co5ta mil cruzados2 o contracto d sal na ,bahia1 arrematado por doze annos1 a v9te oito mil cruzados cada anno2 o contracto das agoas-ard5tes da t]ra1 e de fra1 avaliado por junto em tr9ta mil cruzados2 o r5dim5to da casa da mo$a d ,rio de ,janeiro1 que faz5do em d\s annos tres milhes de mo$as de ouro1 deu de lucro a ,el-,rei1 que o compra a doze to/es a oitava1 mais de seisc5tos mil cruzados2 alm das arrobas dos qu9tos1 que cada anno lhe vo2 os direitos que se pago nas alf&egas dos negros1 que vem cada anno de ,angola1 ,s4 ,?om1 e ,m9as em to gr&e num]o aos portos da ,bahia1 ,recife1 e ,rio de ,janeiro1 a tres mil e qu9h5tos ris por cabea2 e os dez por c5to das faz5das no ,rio de ,janeiro1 que importo hum anno por outro oit5ta mil cruzados2 bem se v a utilidade1 que resulta cont9uam5te d e/ado d ,brazil faz5da real1 aos portos1 e re9o de ,portugal2 e tambem s naes e/rangeiras1 que com toda a indu/ria procuro aproveit>-se de tudo o que vai de/e e/ado4 ,,capitulo ,,ultimo4 ,quanto he ju/o que se favorea o ,brazil por s] de tanta utilidade ao ,re9o de ,portugal4 ,pelo que temos dito at agora1 no hav] quem possa duvid> de s] hoje o ,brazil a melhor e a mais util conqui/a1 assim p>a a faz5da real1 como p>a o bem publico1 de quantas outras conta o ,re9o de ,portugal1 att5d5do ao muito que cada anno sahe de/es portos1 que so m9as c]tas1 e abundantem5te r5dozas4 ,e se assim he1 quem duvida tambem que e/e to gr&e e cont9uo emolum5to m]ece ju/am5te logr> o favor de ,sua ,mage/ade e de todos os seus m9i/ros no despa*o das peties que (f]ecem1 e na aceitao dos meios que1 p>a allivio e conv5i5cia dos moradores1 z cam>as de/e e/ado humildem5te propoem8 ,se os s5hores de eng5hos1 e os lavradores d assuc> e d tabaco1 so os que mais promovem hum lucro to e/imavel1 p>ece que m]ecem mais que os outros s] pref]idos no favor1 e a*>1 em todos os tribunaes1 aquella prompta exp$io que atalha z dilaes dos requ]im5tos1 e o enfado1 e os ga/os de prolongadas dem&as4 ,se cresce to copioso o num]o dos moradores1 naturaes de ,portugal1 que cada vez mais povoo z p>tes1 que antes ero des]tas1 fic&o muito di/antes das igrejas1 he ju/o que e/as se multipliquem1 p>a que todos t5ho mais p]to o necess>io rem$io de suas almas4 ,pag&o-se to pontualm5te soldadesca1 que assi/e nas praz1 e nas =talezas m>itimas1 no pod]io deix> de s5tir os que p>a isso concorr]em1 se com s]vios iguaes no frem adiantados nos po/os4 ,se pelo seu trabalho tanto crescro os dizimos1 que se (f]ecem a ,deos1 p$e a razo que os seus filhos idoneos sejo propo/os nos concursos1 e provim5tos das igrejas vacantes d e/ado4 ,e s5do commumm5te to esmol]es com os pobres1 e to lib]aes p>a o ,culto ,div9o1 m]ecem t] a ,deos propicio na t]ra1 e remun]ador et]no no ,co4 ,,f9is ,,laus ,,deo4 ,rio de ,janeiro4 ,typ4 ,imp4 e ,con/4 de ,j4 ,vill5euve e ,c4--#ahcg4