,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho --#e-- ,felicidade pela ,agricultura ,illu/ration ,,livr>ia ,,b>ateira ,,lisboa #cd-,,rua ,,d ,,duque-#cf4 ,tel4 ,t4 #abfd ,,obras ,,completas ,,de ,,antonio ,,feliciano ,,de ,,ca/ilho ,,volume #e4 ,,volumes ,,publicados3 ,i--,,amor ,e ,,melancolia4 ,,ii--,a ,,*ave ,,d ,,enigma4 ,,iii--,,c>tas ,,de ,,ecco ,e ,,n>ciso4 ,,iv--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#a4 vol47 ,v--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#b4 vol47 ,,no ,,pr,,lo3 ,,vi--,a ,,primav]a4 ,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho ,revi/as1 annotadas1 e prefaciadas por um de seus filhos ,v ,,felicidade ,,pela ,,agricultura ,,segunda ,,edi,o ,,volume ,,ii ,illu/ration ,,lisboa ,,empreza ,,da ,,hi/oria ,,de ,,portugal ,soci$ade editora ,,livr>ia ,,mod]na ,,typographia ,r4 ,augu/a1 #ie #de1 ,r4 ,iv5s1 #dg ,,xi ,qu9to s]o d casal ,tres novidades aos amigos lavradores ,,summ>io ,o autor j t9ha saudades d ,casal4--,onde pass\ o mez de ,maio4--,des5cantam5to que tr\xe da ,capital4--,insi/e-se na necessidade de repres5tao agricola4--,te/emunho que lhe levantam attribu9do-lhe desejos de s] ,deputado4--,rases por que o no deve nem qu] s]4--,que fazem e como so os nossos inimigos4--,no se lhes deve oppr a viol5cia bruta1 mas juizo1 e salv>mo-nos por uma eleio de consci5cia4--,duas novidades traz o autor da ,crte--,primeira3 que a ,soci$ade de ,agricultura ,mi*ael5se vai s5do imitada em ,portugal4--,segunda3 a publicao d ,guia e manual d cultivador4--,l\vor d'e/a obra1 e de quem a fez4--,a ,soci$ade promotora da ,agricultura a coro\--,o que os premios produzem de bem4--,torna-se ao projecto da ,ordem d arado4--,noticia d banquete da ,soci$ade da ,agricultura4--,hymno dos ,lavradores4 ,j t9ha saudades de vs1 meus bons amigos4 ,l pass\1 e bem a meu pes>1 o mez de ,maio1 sem eu visit> e/e casal4 ,maio sem vs6 e sem campo6 ,maio n'uma cidade1 e ,capital6 e das maiores6 onde o que s d flores1 mas no p>a frutos1 a rhetorica dos politicos1 e onde1 p>a nada v]dej>1 nem sequ] esp]anz j v]dejam6 ,oh meus excell5tes lavradores6 ,quiz]a eu1 no que vos arrancasseis d vosso torro1 p>a irdes v] o que uma ,crte1 e apr5d]des a am>-vos2 mas que ao m5os a sonhasseis uma vez1 tal como ella 1 e como so todas3 magnifica de m>mores e ar*itecturas1 rumorejante de fe/as e musica1 trovejada de c>roag5s1 refulg5te de gaz1 que supprime a noite1 al>de&o s5hores e pr9cipes1 remir&o-se nos enxames de suas damas2 mas1 no meio de tudo aquillo1 e/]il1 des5cantada1 e no tir&o de si os olhos com m$o de os lanar p>a o futuro444 ,pois se fosseis l com algum p5sam5to s9c]o de amor dos hom5s1 com alguma santa l\cura de alma des9t]essada1 d'e/as que alguma vez devanemos na calada das vossas solides1 e que to faceis =am de realis>2 se vos dsse em ir m5dig> p>a a civilisao1 e p>a os filhos e netos de ns todos1 algum favor muito pequ5o1 e muito ju/o1 como vos no recolh]ieis s vossas poisadas1 descr5tes e esmorecidos1 p>a nunca mais arr$>des d'ellas nem os ps1 nem os olhos1 nem o p5sam5to6 ,meus amigos1 meus amigos1 deixae fal> os nescios1 que to mal vos qu]em a vs como a mim2 e crde no que vos repito com a mo na consci5cia e nos ,evangelhos3 p>a que1 d meio das leivas ru/icas1 nos saiam emfim ,deputados repres5tantes da t]ra1 semeemos o juizo1 se desejamos colh] a felicidade2 se no fr j hoje a hora d des5gano1 m$o t5ho de que seja amanhan a de acab>mos4 ,sabeis o que dizem l nos seus pagodes e/es mex]iqueiros ru9s1 vossos inimigos e meus8 e/es +ratos1 que1 dev5do-vos tudo1 invejam at o p d inhme que semeais p>a os filhos1 e1 de vaidosos que so1 at a figura humana vos tir>iam1 se podessem8 ,sabeis8 adiv9hais1 no o que elles p5sam1 mas o que elles dizem8 ,dizem1 que no d>-vos e/e conselho1 o unico bom conselho que hoje se vos pode d>1 s armo popul>idade1 p>a algum dia me ir d'aqui1 ,deputado feito por vs1 s5t>-me triumphalm5te n'uma cadeira d ,p>lam5to4 ,ento que lhe qu]eis8 ,do o que teem1 e fazem o que podem e co/umam4 ,e diz] que ha a9da f]r5hos1 que no crem na jum5ta de ,balao6 ,no1 boa g5te1 nem vs1 qu&o escolh]des os vossos p>es na lavoira1 me haveis de nome> a mim1 que desgraadam5te o no s\1 nem1 que o fizesseis1 eu vos acceit>ia a nomeao4 ,essas honr>ias1 j por mais de uma vez z rejeitei2 e no foi p>a me &> agora caa d'ellas4 ,eu ,deputado6444 ,p>a qu8 ,aqui1 no vosso s]o1 ou entre outros amigos1 n'um colloquio poetico1 ou na m9ha cellas9ha phantasi&o p>a um papel alguns amores d corao1 t5ho o meu pr/imo como outro qualqu]4 ,passeio na h]dade em que me creei2 no t5ho m$o de me p]d]4 ,mas a bordo d'aquella gr&e nu6 ,quem me ens9\ a mim a sua m>eao8 ,e depois 444 o enjo6444 ,eu na tribuna8 eu orador86 ,melhor sorte me d ,deus4 ,s\ muito humilde1 ou muito sob]bo1 p>a l subir4 ,ass5tae bem i/o em lettras gr&es na vossa folh9ha detraz da porta4 ,votae em amigos vossos1 s9c]os e des5ganados como eu1 porm mais sab$ores e praticos1 d que eu1 de vossas coisas1 e mais affeitos ao mundo positivo1 que o escrev$or de livr9hos1 que metade de sua vida a passa por essas nuv5s1 e a outra metade entre creanz4 ,affronta vos f>ia ao bom-juizo1 se vos allegasse mais rases4 ,qu&o se trata de lavras1 no a &or9ha1 nem a cotovia1 que vs jungs canga d arado4 ,assim1 no d poeta1 que vs1 g5te grave e sizuda1 f>ieis o vosso repres5tante2 como tambem o no f>ieis d'esses desc5d5tes da jum5t9ha de ,balao1 que1 s5do muito pobres de crebro1 muito mais o so a9da de corao4 ,a mim j vs me conheceis2 mas qu]eis acab> de os conhec] tambem a elles8 ,pois ouvi4 99 99 99 99 99 ,fund\-se ahi uma ,soci$ade de ,amigos das ,lettras e ,artes1 p>a faz]em1 a bem da in/ruco prim>ia e dos (ficios me*anicos1 o mesmo que em vosso proveito faz a ,soci$ade da ,agricultura4 ,era santo in/ituto2 no era8 ,pois decl>>am-lhe gu]ra1 poz]am-lhe nomes1 levant>am-lhe te/emunhos pela bocca pequ5a1 enr$>am com c>tas anonymas1 que m&>am imprimir n'outras t]ras1 imprimiram outros aleives aqui mesmo1 mas com datas f+idas e de longe1 porque tamanhas v]gonhas eram1 que1 sem masc>a1 nem elles z ous>iam2 peit>am1 por baixo de mo1 creanc9has desvalidas a des]t>em das nossas escolas1 p>a cont9u>em a apodrec] na ignorancia2 aos que eram seus s]vos1 prohibiram-lhes frequ5tal-z4 ,qu&o me eu ia de proposito1 viagem de mais de duz5tas leguas por esses m>es de ,*ri/o1 p>a requ]] se nos dsse aqui um *os9ho em que edific>mos1 nossa cu/a1 uma alb]g>ia p>a z pobres ,lettras e ,artes1 m&avam elles1 atravez de egual ,oceano1 quem l fosse p$ir que nos indef]issem2 quem nos d5egrisse bem d5egridos2 quem patroc9asse e advogasse1 por todos os modos 7sobre tudo pelos secretos71 a causa da ignorancia2 quem lidasse por vos p]petu> na condio ignom9iosa de s]vos da gleba1 um p\co mais que troncos1 um p\co m5os que be/as de c>ga4 --,e v+>am esses tramas diabolicos8--p]gunt>eis vs4 ,quem sabe6 talvez sim2 o tempo o descobrir4 ,ahi t5des o que elles so2 guapos coraes1 e guapissimas cabez p>a legisladores2 admiraveis amigos da t]ra em que nasc]am1 ou que os abort\1 e d ,povo1 que sua de trabalho p>a que elles suem de pras]es1 que &a nu p>a que elles se enr\pem com arm9hos1 e cospe sangue nas mos por elles1 que lhe cospem desprezo sobre ambas z faces4 ,meus amigos1 se qu]emos s] salvos1 olh>mos por ns1 e =cej>mos por de/ec] todas e/as c]radas teias de b>b>ias4 ,trabalhemos to activam5te1 de dia1 e ao sol1 como elles o fazem de noite1 nos escond]ijos1 com vigilantes exp]tos e t]riveis a gu>dal-os4 ,opponhmos s m5tiras traidoras1 e s cob>des calumnias1 a v]dade e a franqueza2 ao ana*ronico feudalismo1 o seculo ,,xix1 que o nosso1 que vivo1 e que =te4 ,nada de viol5cia2 a =a bruta nada cria1 e ameaa tudo2 o inc5dio1 o ext]m9io1 z sublevaes1 o conv]t] z enxadas em ma*ados1 e z arvores1 que alim5tam1 em clavas que d]ribem1 fra cur> a do5a com a morte1 enr$>-se mais nas cadeias1 pret5d5do sacudil-z1 qu]] subir ao cume1 e afog>-se no abysmo4 ,a r$empo1 toda a r$empo1 s ,leis sabias1 e zelosam5te mantidas1 nol-a ho de traz]2 e p>a z t]mos1 que eu vos exhorto e vos supplico vos associeis1 p>a d>mos a um ,povo1 que e deve s] agricola1 umas ,crtes agrrias e um ,m9i/]io lavrador2 i/o 3 a um ,paiz1 que pode e qu] produzir1 uma provid5cia e cultura apropriadas4 ,pelo m5os1 famos o que de ns dep5de p>a o bem1 como os inimigos fazem quanto podem p>a o mal4 ,e depois444 sahir o que ,deus quiz]4 99 99 99 99 99 ,por novidades da ,crte me requ]eis4 ,das politicas1 n5huma vos trago1 que no curei d'ellas1 nem j ent5do essa l+uagem4 ,das op]as e passeios1 das modas1 e d a=moseam5to das praz1 no curais vs4 ,o que s vos importa1 a t]ra4 ,pois bem3 duas novidades vos trago quanto t]ra1 que vos devem ambas apraz]4 ,a primeira1 que a vossa to bem augurada ,soci$ade promotora da ,agricultura ,mi*ael5se1 ao mesmo passo que vos fecunda por c o solo por via da in/ruco1 faz nasc] l pelo ,re9o1 por via da emulao1 outras semelhantes ,soci$ades1 que1 se =em avante1 e imit>em sempre a sua pr$ecessora1 trans=m>o a f9al a ,patria1 de m5diga despresada e decrepita1 em aba/ada1 juv5il1 e =mosa1 m$iante aquelle ,congresso e aquelle ,m9i/]io que j sabemos1 e p>a que ellas ho-de1 qu&o cresc]em e se propag>em1 contribuir infallivel e irresi/ivelm5te4 99 99 99 99 99 ,a outra novidade1 tambem p>a alviaras1 um ,livro4 ,um ,livro nem sempre uma obra2 z mais das vezes palavras1 das quaes z obras di/am muito4 ,e/e1 porm1 que vos eu annuncio1 dev]as obra2 cu/\ bom e/udo2 fez-se com amor e consci5cia2 allumi> os vossos espiritos2 e contm em g]mes gr&e copia de frutos1 que1 em vs qu]5do1 entr>o logo a reb5t> pela sup]ficie d vosso solo4 ,tem por titulo ,guia e ,manual d ,cultivador1 ou ,elem5tos de ,agricultura4 ,antes que d'elle vos fale1 ou p>a supprir o que d'elle vos pod]ia enc>ec]1 deixae-me fal>-vos d seu autor1 que1 melhor d que eu1 sabeis vs como pela arvore se adiv9ha o fruto4 ,,jos ,,m>ia ,,gr&e1 ,d\tor abalisado em ,m$ic9a e ,philosophia1 e ,l5te ha annos de ,botanica e ,agricultura na ,escola ,polyte*nica de ,lisboa1 um d'aquelles espiritos eleitos1 que a ,provid5cia pr$e/9a ao bem commum1 e que1 p>a melhor se habilit>em ao desemp5ho d seu sac]docio1 lhe saem das mos ao mesmo tempo graves1 e am5os2 sizudos1 e poeticos2 p>a a raso1 conv9c5tes2 p>a a vontade1 p]suasivos4 ,desde a flor da mocidade o amo eu1 que desde ento nos conhecemos4 ,n'aquellas famosas fe/as da ,primav]a1 celebradas nas m>g5s rid5tissimas d ,mondego1 e de que j pde s] ouvirieis fal> ou l] alguma coisa1 foi elle um dos que mais por eng5ho se extrem>am4 ,d'ahi p>a c 7e no so to p\cos annos71 sem r5eg> o culto das ,musas1 que to dadivosas o pr5d>am1 entr\1 comtudo1 a comb9> com aquelle affecto outro mais alto2 com a poesia espontanea da imag9ao1 que s rosas e fragrancias1 a poesia cultivada e frutif]a da ,natureza4 ,z sci5cias d'ella1 foi-z enx]t&o no tal5to1 foi-z nutr9do e robu/ec5do com a seiba1 assim melhor aproveitada1 d seu eng5ho4 ,imag9ae o que no e/>o hoje produz9do6 ,ento1 era a primav]a1 a floresc5cia1 o poeta4 ,hoje1 o sabio1 a m$itao1 o outono1 a abundancia4 ,ento1 o r\x9ol que enfeitiava z ociosas noites de lu>4 ,hoje1 a aguia que se remonta s alturas1 d'onde abrange l>go mundo1 e que fita os olhos escrutadores no proprio sol4 ,corao e indole no lhe mud>am2 mas os amores que t9ha1 ideaes e volateis1 conc5tr\-os no amor gr&e1 no que bemv9do em todas z edades1 e a todas z ennobrece3 no amor dos hom5s4 ,como ,virgilio1 pass\ das cadeias de rosas de ,am>yllis1 ao magi/]io das ,georgicas1 grave d\tr9ao dos camponezes4 ,lavrador elle mesmo1 e imbuido copiosam5te nas !orias por sua exp]i5cia v]ificadas1 compreh5d5do 7at onde dado7 os my/]ios da ,natureza1 affeito a explical-os1 e sab5do realal-os a9da com a lucidez e cres d e/ylo1 commetteu com a melhor e/reia1 e com z fadas mais propicias conseguiu1 cre> p>a vs o que de toda a p>te1 ha muito tempo1 se p$ia em vo3 o codigo succ9to1 mas completo1 dos vossos trabalhos4 99 99 99 99 99 ,em dois volumes1 e no gr&es1 a sua obra rep>tida4 ,o #a4 &a j no ,publico1 procurado e fe/ejado2 o #b4 no t>d>1 pod5do-se-lhe desde j prophetis> egual =tuna4 ,pres5te bem rico vos s] j p] si o que vos trago4 ,n'elle apr5d]eis1 como introduco ao que vos cabe faz]1 p>a que a faz5da1 como dizia ,virgilio1 satisfaa s vossas cubiz1 p>te d muito1 e d inf9ito1 que a ,div9a ,sab$oria fez p>a vs e p>a todos1 ao cre> a t]ra1 z aguas1 os ares1 e z plantas4 ,n'e/e s5tido1 o livr9ho1 sem o diz]1 tambem dos mais religiosos4 ,descobrir os segr$os da ,creao ador> o ,creador4 ,newton1 que mais os sond\1 nunca de ,deus falava sem incl9> aquella gr&e cabea1 que abrangia mundos4 ,qu&o h\v]des lido1 no vosso ,guia e ,manual1 os m>avilhosos segr$os d nascim5to e crescim5to1 da floresc5cia1 frutificao e reproduco das plantas1 da sua alim5tao1 da sua vida1 d seu respir>1 d seu dormir1 dos seus amores1 das suas relaes de b5eficios mutuos com o ar1 com a t]ra1 com os animaes1 e comnosco2 fico-vos eu que a m9ima h]v9ha vos inspir> mais devoo1 e vos d> mudam5te mais conselhos1 que a mais devota ,imagem da vossa aldeia4 ,o que no campo vos p>ecia solido e ermo1 deix> de o s] aos vossos olhos1 porque direis3 ,tudo i/o1 que vegeta em d]r$or de mim1 me e/ am&o1 e am&o a seu modo ao nosso ,deus2 tudo i/o vivo1 tudo i/o sab$oria e bondade em aco4 ,e depois1 com e/e conhecim5to especulativo1 que vos ala p>a z alturas1 quantas ideias p>a applicao e pratica6 ,cada v]dade1 cada ph5om5o1 que se descobre dos entes a d5tro1 um raio de luz que nos encam9ha no mais ac]tado modo de os s]virmos e os aproveit>mos4 ,a h]dade d'aquelle que apr5deu o capitulo da gr&e ,!ologia ,univ]sal *amado ,botanica1 entre os pr$ios dos ignorantes se di/+uir1 como a poro de t]r5o em que ,frankl9 m&\ ,natureza escrev] com gr&es lettras viosas um inv5to pre/adio4 ,i/o foi adubado com gesso--bradavam aos olhos1 no meio de um prado mal frtil1 pomposas lettras de v]dura4 ,i/o p]t5ce a quem ent5de o viv] das plantas--dir a duplicada f]tilidade da vossa lavoira4 99 99 99 99 99 ,p>a que no suspeiteis que a amisade quem me fasc9a1 qu&o assim vos exalto o valor e pre/imo d livro2 ou p>a que1 por s] de extranho vossa bella arte1 me no desd5heis a recomm5dao1 haveis de sab] que o mesmo que vos eu digo1 foi j s5t5a de tribunal mui compet5te1 qual a vossa ,soci$ade promotora4 ,tanto a obra lhe cahiu em graa por sua s+elez e v]dade1 por sua sci5cia e cl>eza1 pelo mui s]vial que se vem accommod&o a e/a e quella necessidade d lavrador1 e pela segura sonda com que o autor vai t5te&o z novidades antes de z adopt> 7o que nem sempre se a*a nos agrnomos que s teem por geira a folha de papel1 por *>rua a p5na1 por bois os d$os1 e por exp]i5cia z suas phantasias71 emfim por sua sci5cia e consci5cia1 tanto namor\ o livr9ho a e/es s9c]os juizes1 que1 a p> com os l\vores e agradecim5tos1 que j no s]iam pequ5a cora1 lhe decret>am unanimes uma m$alha de oiro4 ,fiz]am o que o ,gov]no havia de faz]1 se j exi/ira n'elle o que em nossos votos exi/e ha muito3 um pat]nal ,m9i/ro da ,agricultura4 ,em quanto o no ha1 nem ,crtes que legislem premios condignos a taes s]vios1 necess>io que a virtude dos p>ticul>es v pag&o1 como pode1 dividas sacratissimas1 que no so s d ,e/ado1 se no tambem da ,humanidade4 ,a ,deus praza que z outras ,soci$ades agronomicas d nosso ,portugal1 edificadas com o santo exemplo o imitem1 e o subam a9da por sua p>te a maior ponto6 ,os tal5tos dos que podem escrev] p>a utilidade dos seus semelhantes1 so como z flores fem99as3 conteem no seu ov>io1 l bem no fundo d calix1 g]mes optimos2 mas o pl51 que os fecunda p>a frutos1 s lhes vem na aura d favor publico4 ,esse pl5 fragrante1 que os activa delici&o-os1 e encant&o a quantos no transito o aspiram1 o l\vor e o premio4 ,flores d'alma h]maphroditas1 que a si mesmas se ba/em p>a frutific>em1 tambem z ha1 tambem2 mas so muito r>as4 ,sem premio1 nem esp]ana d'elle1 nasceu em v]dade1 e amadureceu1 e e/ j colhido1 o ,manual d lavrador2 mas agora1 depois d exemplo1 quem pde calcul> o que no eng5ho e sab] de outros procre> a l\vavel ambio8 ,lembrais-vos d'aquellas condecoraes em que vos eu falava aqui ha tempos1 que se deviam in/ituir com titulo de ,ordem d ,arado1 e de que tanto esc>nec]am os p>vos1 que1 a propr-se a votos uma ,ordem da mal$ic5cia1 calumnia1 e mex]icos1 talvez a approv>iam8 ,lembrais-vos1 meus amigos8 ,pois1 se tivesse j havido um ,p>lam5to que a decretasse1 e tivessemos um ,m9i/]io dos ,negocios da ,agricultura4444 um ,comm5dador da ,ordem d ,arado p>a v5]aes t]iamos ns j2 e vs m'o direis qu&o h\v]des devorado o livro4 99 99 99 99 99 ,antes de nos ap>t>mos1 falemos de outra coisa1 que tambem vos toca4 ,sab]eis1 que1 no dia folgaso d nosso patricio ,santo ,antonio1 teve a ,soci$ade promotora da ,agricultura ,mi*ael5se um banquete campe/re1 muito lauto1 muito alegre1 mas 7o que mais vale1 que tudo isso1 quanto a mim7 muito excitativo p>a mutuas h>monias de vontades1 e muito desafiador de =z p>a os trabalhos que mais importam4 ,com v9ho patrio se bebeu vossa saude1 prosp]idade da lavoira1 e p]sev]ana e bons fados da ,soci$ade1 que tanto lhe qu] a ella1 e mais a vs4 99 99 99 99 99 ,em nossos prec$5tes s]es1 aqui no casal1 vos pond]ava eu1 e vos provava com exemplos1 como os poetas =am sempre os mais c]tos amigos e devotos dos campos e vida ru/ica4 ,no livro que vos hoje tr\xe l v]eis mais uma prova2 e agora concluirei com uma rec5tissima1 de m9ha lavra2 o ,hymno dos lavradores1 que eu apres5tei como po/re entre os v9hos e fruta da vossa t]ra1 n'aquelle patriotico jant> de nossos amigos e irmos4 ,tambem eu1 ens9ado pelos annos1 passei das fe/as da primav]a p>a z d trabalho4 ,outros tempos1 outros go/os2 os mais seguros e ab5oados sempre so esses4 ,ouvi pois o vosso ,hymno2 se vos apr\vr decorae-o1 e no meio de vossos trabalhos entoae-o muitas vezes4 ,poesia e ,musica so uns bons adubos1 que se haviam de empreg> muito mais a miudo1 p>a e/imulo de ent5dim5tos p]guiosos e vontades indol5tes4 ,de ,poesia e ,musica muito se ajuda a civilisao onde ha philosophia1 como em t]ras de ,allemanha4 ,os ,antigos por in/9cto o adiv9h>am1 qu&o mett]am entre z lies de suas fabulas a de ,orpheu e de ,amphio dom&o rudezas1 aman&o f]as1 e erig9do cidades de cem portas e imm5so trato1 ao som de suas lyras4 ,o que a m9ha ento\ p>a inspir> o santo amor dos campos1 a9da que no seja de n5hum ,amphio nem ,orpheu1 eil-o aqui4 ,com mos limpas vol-o entrego2 recebei-o com boa sombra4 ,,hymno ,,dos ,,lavradores ,,voz ,cantae1 pass>9hos2 cantae1 arvor$os2 cantae1 frescas fontes2 cantae1 viraes2 cantae1 ceos e t]ra1 cantae os segr$os da vida inefavel que anima z soides4 ,c,,ro ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no p5a1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada1 !soiro s ella1 s ella braso4 ,,voz ,romp] t5ta o ,sabio d mundo a cort9a2 ao ,bello d cultos o ,arti/a1 o ,cantor2 o ,obreiro trans=ma2 o a/uto dom9a2 mas o homem dos campos s creador4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,da t]ra sahimos1 t]ra volvemos2 a t]ra nos ve/e1 nos traz1 nos mantem4 ,quem1 mais d que a t]ra1 m]ece os extremos que obtm dos bons filhos a prvida me8 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz crc]e1 e livre se acclama a cidade2 inf]nos de p5as1 disf>a-os em si4 ,a lda1 abundosa1 g5til lib]dade1 sem fau/o1 sem nome1 nos campos se ri4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,z ruas sombrias1 z turbidas praz1 s brotam mis]ias1 vaidades1 motim4 ,no campo a abundancia pululla entre z graz1 e adoam-lhe z lidas delicias sem fim4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,g5til lib]dade nos campos imp]a2 nas mdas das eiras seu ?rono reluz2 diadema de flores lhe d ,primav]a2 em *oa de colmo tem rgia ,queluz4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,quem nutre z cidades1 z frotas1 e armadas8 ,quem s]ve s mil ,artes banquete ,real8 ,a me d ,comm]cio1 ra9ha das ,fadas1 a ,fada incanavel1 a ,indu/ria rural4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,esgotam-se z m9as2 dissipa-se o oiro2 p]guia e pobreza lhes crescem de apoz4 ,no solo aos activos poz ,deus um !soiro1 to rico entre netos qual fra entre avs4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,a aurora dos campos floreja saude1 nas faces a rir-nos qual ri na maan2 a t]ra d frutos1 o ,ceo d virtude1 e a lida folgu$os turba aldean4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,os mezes das flores1 os soes d ceifeiro1 a quadra das frutas1 o ocio inv]nal1 so go/os v>iados1 que em vo ligeiro matizam nos campos o giro annual4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,viv] de colono devolve-se em fe/a2 o dia lidado lhe escapa a folg>4 ,com a alva r5asce2 repoisa na s/a2 triumpha ao sol po/o2 descanta ao lu>4 ,c,,ro ,de espigas e palmas1 etc4 ,,voz ,de dia1 o trabalho n'um *o floresc5te4 ,a noite1 em bons sonhos1 amor e praz]4 ,ditosa mil vezes a ru/ica g5te1 se os b5s que disfruta s\b]a ent5d]6 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,v] ,nymphas nas selvas1 nas aguas1 nos montes1 foi de animos gratos delirio em pagos4 ,nas s]ras1 nos troncos1 nos v5tos1 nas fontes1 ,deus s5tem1 ,deus amam1 colonos *ri/os4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,dos ,cos quem1 no mundo1 quem vive mais p]to8 ,lavr&o ou colh5do1 m$ita-se em ,deus4 ,com preces e hosannas palpita o des]to4 ,oh6 ,f1 os seus filhos inda hoje o so teus4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,oh6 ,tu1 que os expulsos d teu ,p>aiso s qu$as e enxada fada/e1 oh6 ,s5hor6 nas lidas pe b5am1 nas m5tes pe sizo1 nos corpos saude1 nos peitos amor4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,mantm nas esposas fiel ca/idade2 na prole innoc5cia2 f>tura no l>2 conc$e aos vis9hos frat]na amisade1 e ,patria virtudes que a possam salv>4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,virtudes ,patria6 virtudes ao ,povo6 6virtudes aos ,*efes que dictam z ,leis6 ,j foi sceptro a enxada2 que o seja de novo4 ,d9iz l da campa que a mo/re inda aos ,reis4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,aos r\cos triumphos das eras antigas1 succda o da ,arcadia cant> fe/ival4 ,da ceifa das palmas ceifa de espigas volvei1 ,c9c9attos d bom ,portugal4 ,c,,ro ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no p5a1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada1 !soiro s ella1 s ella braso4 ,junho de #ahdj ,,xii ,sexto s]o d casal ,tri/es effeitos da ignorancia ,,summ>io ,s+ul> processo de feitiaria e homicidio4--,como se s5t5ci\4--,encontradas op9ies ac]ca da s5t5a4--,tem p>a si o autor que n'e/e crime1 como em outros muitos1 no cabe imputao4--,brot\-o a ignorancia2 e a ignorancia culpa das ,leis e ,autoridades4--,todos os cidados teem direito a in/ruir-se1 e o ,gov]no1 por consegu9te1 obrigao de lhes facult> os meios de se in/ruirem4 ,processo bem r>o p>a em nossos tempos6 ,no banco dos accusados occupa o primeiro log> uma mulh] j de dias1 com a s]5idade da innoc5cia no ro/o1 nos modos1 e nas falas4 ,a fama publica e z te/emunhas a dizem digna d seu nome3 *ama-se ,angelica4 ,a sua casa foi sempre asylo franco a f]idos e enf]mos1 mrm5te pobres1 que dizem a*>am sempre n'ella muita sab$oria1 mos mui primas p>a cur>1 e palavras de consolo to efficazes como os seus rem$ios2 tudo pelo amor de ,deus1 e esmolas a9da por cima4 ,que a mett]ia entre f]ros d'el-,rei1 onde jaz1 faz hoje um anno dia por dia8 ,mat\ outra mulh]4 ,no banco dos accusados l e/o1 no m5os1 os complices que a ajud>am3 o m>ido e viuvo da victima1 que lh'a lev\ a casa1 e l p]maneceu em quanto dur\ a trag$ia2 os que a e/iv]am sope&o de ps e mos1 at que cess\ de bulir2 o que1 por espao de horas1 com uma vella na mo allumi\2 os que1 depois de consumado o acto1 c>reg>am o cadav]1 como um f>do1 p>a cima de uma cavalgadura1 p>a o irem lanar de uns p5$os no m>1 que a elle lhe s]visse de sepultura1 e a elles todos de encobridor4 ,o que o m> havia de soneg> ,ju/ia1 o ,co1 que v tudo1 o descobriu4 ,os culpados1 a fra um1 que m$o ou remordim5tos da consci5cia trazem a monte1 os culpados ahi e/o todos no meio d tribunal4 ,mas quem era a morta8 ,que fiz]a p>a hav] to mis]avel fim8 ,*amavam-lhe feiticeira os vis9hos4444 sem emb>go de t] nome de ,m>ia1 que dizem pres]v> de coisas ru9s4 ,a artes suas diabolicas se attribuiam muitos a*aques1 desconc]tos de =tuna1 e mortes4 ,todos 7at seu m>ido7 aborreciam n'ella o ,espirito immundo1 que1 p>a no s] con/rangido a desamp>al-a1 a trazia p]t9azm5te erradia dos confession>ios4 ,p>a a des5demon9h>1 a fez a s]va de ,deus conduzir a sua casa2 combateu com z resas e c]emonias que por mais ac]tadas t9ha2 exorcism\1 sua moda2 ameaou1 espanc\ o inimigo2 em vo4 ,com a teima d'elle1 h\ve de cresc] n'ella o f]vor da c>idade1 e a santa cl]a4 ,lanou-se sobre a infeliz d]rubada2 recomm5d\ aos circum/antes lhe tolhessem os movim5tos1 a fim de se no espalh>em os feitios 7com o que1 todos fic>iam p]didos1 e vo>ia a casa pelos ares72 e tanto fez1 e fiz]am1 sobre aquelle tri/e corpo1 tanto e por tanto tempo lhe c]r\ a g>ganta ao som de esconjuros1 que a pobre exp$iu de si1 no o espirito inf]nal1 mas a propria alma4 ,l-se o processo2 ouvem-se z te/emunhas1 os ros1 a accusao1 a def5sa4 ,ao cabo de dezasseis horas1 pelas #b da manhan d dia #aa d'e/e mez1 publica-se a s5t5a3 ,angelica1 de/]rada por dois annos p>a fra da com>ca2 seus complices1 re/ituidos lib]dade4 99 99 99 99 99 ,sem quebra d acatam5to que todos devem ,ju/ia1 arvoremo-nos aqui1 no casal1 em juizes de tal s5t5a4 ,de inju/a1 por b5igna1 a accusam muitos da cidade1 e a accusa o proprio ,m9i/]io publico2 em quanto c nos campos1 segundo oio1 no falta quem a9da a taxe de cruel4 ,aquelles1 horrorisados com o homicidio1 que z circum/ancias aggrav>am at m>tyrio1 p>a o expi> invocam o homicidio legal4 ,e/es do b5es1 d corao1 a quem purg\ a t]ra de uma procuradora e ag5te dos inf]nos4 ,em rases de humanidade se fundam uns e outros2 e a uns e outros1 todavia1 tem a mesma humanidade rases que oppr p>a def5d] e/a s5t5a1 em que tanto reluz ella como a ju/ia4 ,e qu&o no1 discursemos *anm5te1 e com os animos despreoccupados4 99 99 99 99 99 ,m>ia1 em v]dade1 no era feiticeira2 no o podia s]2 no z ha2 no pode havel-z4 ,foi cr5a de pagos a que admittia pactos secretos com espiritos malfasejos1 p>a se obr>em no mundo m>avilhas4 ,o ,*ri/ianismo no a acceit\1 que s]ia neg> p]emptoriam5te a ,provid5cia1 e r5unci> ,deus1 r5unci&o a raso4 ,nem a tradio respeitavel da ,egreja1 nem os escritos dos ,santos ,padres e ,d\tores1 nem z ,decises dos ,concilios1 nem os ,!logos1 nem1 sobre tudo1 z ,escrituras santas1 d]am jmais o seu ass5so a essas fabulas despresiveis1 filhas da velhac>ia int]esseira1 ou da ignorancia crdula1 ou1 mais ao c]to1 de uma e de outra4 ,de balde nos argum5t>o com z p5as e/abelecidas contra os que pr(essem a feitiaria4 ,ns mesmos1 que na feitiaria no acr$itamos1 def5demos por s5satas e ju/as essas p5as2 porque todo o individuo que se inculca alliado1 e brao direito de pot5cias invisiveis e malficas1 p>a alt]>1 em muito ou em p\co1 a natural corr5te das coisas1 calumna a ,deus1 m5te a si e a seus semelhantes em mat]ia grave e de consequ5cia2 arroga-se1 de feito1 e pelo t]ror1 um pr$om9io que lhe no cabia2 p]turba1 por qu]]1 a soci$ade2 lana n'ella novas sem5tes de fanatismo e crimes4 ,uma de duas3 d&o-se por alliado dos demonios1 ou no o cr1 ou cr-o4 ,no primeiro caso1 abusa tirannicam5te da rudeza e pusillanimidade alheia4 ,no segundo1 teve necess>iam5te a crim9osa int5o de pactu> com os g5ios das trevas2 quiz d>-lhes a alma1 a troco d privilegio de malfaz]2 suppz t] consumado e/e pacto nef&o1 e obr\ em con=midade com a sua p]suaso4 ,uma e outra coisa1 no podiam z ,leis ecclesia/icas1 e z civis1 deix> de punir rigorosam5te4 99 99 99 99 99 ,m>ia no era feiticeira4 ,mas dava-se ella por feiticeira8 ,no era esse o processo2 no se prov\2 no o sabemos4 ,mas1 qu] se desse qu] no1 qu] tivesse1 qu] no1 abusado de sua alma negoci&o-a com o inf]no1 ou dos espiritos de seus vis9hos1 submett5do-os ao influxo d seu qu]]1 sempre ficava s5do1 no conceito da g5te rude e desallumiada1 um ente muito infeliz p>a si1 p>a os outros mui p]igoso e mui fune/o4 ,era assim que1 na sua timorata phantasia1 indisp5savelm5te a devia repres5t> a mulh]1 cuja vida1 j de annos l>gos1 era toda c>idade1 esmolas1 e oraes4 ,e que fez8 uma gr&e faanha moral2 uma sublime l\cura de g5]osidade4 ,s escudada de suas oraes1 resolveu entr> em duello com inimiga1 em seu ent5d] to m$onha e to possante1 que tom>-se com ella era tom>-se com o proprio inf]no4 ,duas palmas lhe promettia a consci5cia com aquella victoria1 se a ganhasse3 r$imir uma possessa d captiveiro diabolico1 re/itu9do-a ,egreja1 ao m>ido1 e a si mesma1 amisade dos vis9hos1 quietao int]ior1 e esp]ana d ,ceo2 e desafront> de adv]sidades os que z e/avam por via d'ella padec5do1 ou podessem p>a o futuro padec]4 ,eis aqui a magnanima l\cura que a s$uziu4 ,av5t>mos-lhe outro intuito no possivel4 ,das int5es mais santas brot\ o homicidio4 ,my/]ios da ,provid5cia6 no os sondemos4 ,a morte app>eceu ali como o raio1 sem t] sido *amada1 nem previ/a4 99 99 99 99 99 ,quem reuniu jmais set5ta te/emunhas1 e na propria casa1 e com luz1 e em t]ra populosa1 p>a assass9>86444 ,quem1 p>a assass9>1 empreg\ jmais1 como unicas armas1 resas de longas horas1 e mos in]mes86444 ,que mulh] pod]ia arranc> a exi/5cia1 por qu]]1 a outra mulh]1 qu&o n'essa exi/5cia fosse envolta a de um t]ceiro ente inda no nascido86444 ,desde qu&o se mud\ a natureza humana1 a ponto de entr> o p5sam5to e proposito d homicidio mais nef&o1 mais cov>de1 mais inutil1 e mais p]igoso1 n'um corao que era todo b5evol5cia e c>idade8 99 99 99 99 99 --,mas a morte p]petr\-se4 --,sim4 --,p]petr\-a ella4 --,sim1 sim1 mas sem o qu]]1 sem o press5tir1 sem ent5d] a9da agora o como4 ,no delirio d seu fanatismo1 julgava-se a braos1 no j com uma mulh]1 s5o com o rei dos malfeitores de alm-mundo4 ,que muito que o t]ror lhe c5tuplicasse z =z8 que z empregasse s cegas8 que de/ruisse uma vida fragil e at5uada1 sem sab]8 ,logo que descobriu debaixo de si um cadav] no cahiu ella quasi cadav]8 no lhe fugiu espavorida a razo8 no p]maneceu por muito tempo n'esse e/ado entre vida e morte1 de que a9da inteiram5te no sahiu8 ,meus amigos1 onde e/ o crime8 ,uma desgraa1 e muito gr&e desgraa1 essa exi/iu sem duvida4 ,mas n'aquillo em que se no d crime1 a int5o malfaseja quem a prov\8 quem a alleg\8 quem a demon/r> v]osimil8 quem ao m5os possivel8 99 99 99 99 99 ,mas1 deix&o a ju/ia ,ju/ia1 falemos de coisa quanto a mim mais util1 mais fecunda1 e mais pratica p>a entre ns4 ,os processos so m]as =mas1 sujeitas a op9ies e erros4 ,o que tem importancia real so os factos sobre que elles v]sam2 e mais real importancia a9da z ideias1 de que esses factos se d]ivam necess>ia e fatalm5te1 como a planta da sem5te1 e o animal d ovo4 ,no ha gr&e virtude nem gr&e cr9e1 que antes de s] obra no fosse vontade1 e antes de vontade p5sam5to1 e antes de p5sam5to embrio de ideia2 o pont9ho negro e imp]ceptivel no horizonte1 nuncio d tufo que revolve m>es e afoga armadas1 v>re a t]ra1 arranca e arrebata animaes1 arvor$os1 e habitaes4 ,de duas causas1 s1 proveem quantos males commettidos por hom5s se podem no mundo deplor>3 uma so z ru9s vontades1 z paixes1 os int]esses mal ent5didos2 a outra1 a ignorancia1 e os erros que d'ella nascem1 s5do e/a segunda muitas vezes 7e quasi sempre7 a que virtualm5te contm em si a primeira4 ,o ,ado da maldade o absurdo2 in/ruir faz] a cura adiantada4 ,no so os t]r5os desmoitados e lavradios os que do plantas v55osas1 reptis peonh5tos e f]as bravas2 =mosuras e suavidades com a luz se criam1 assim na alma como na ,natureza4 ,mett] conhecim5tos no ,povo devra s] o emp5ho dos emp5hos p>a todo o ,gov]no1 que tivesse por norte a civilisao4 ,no torc5do1 decot&o1 nem enx]t&o1 que se melhora a arvore1 que por d5tro e/ enf]ma1 mas a9da no de todo contam9ada2 cav&o-lhe e m$ic&o-lhe a t]ra1 em que z radculas invisiveis e/o de dia e de noite beb5do caladam5te4 99 99 99 99 99 ,quantas desav5turas na v]gonhosa hi/oria que vos acabo de cont>1 nascidas todas de ignorancia6 ,um povo labor&o em t]rores1 por julg> exi/5te o que nem sequ] era possivel4 ,d'aqui1 odios atrozes contra uma pobre mulh]1 que n'isso de maleficios1 de que a accusavam1 no era mais incursa d que vs e eu4 ,logo1 ella morta d modo mais afrontoso2 e com um filho nas entranhas2 e com um m>ido ao lado1 que lhe no pode acudir1 que ao desamp>o de viuvo s5tir accresc]-lhe o opprobrio de conjugicida4 ,outra mulh]1 tornada a subitas e involunt>iam5te assass9a2 arra/ada de sua casa1 onde era procurada e fe/ejada pelos pobres1 e de sua t]ra que a citava com ufania1 p>a uma priso1 p>a um tribunal1 p>a a publicidade d odio1 p>a todas z humilhaes da ju/ia1 p>a a et]na agonia que prec$e a leitura da s5t5a4 ,alm d'e/as duas casas1 abaladas ou de/ruidas1 seis hom5s1 ou *efes ou filhos de seis outras casas1 pass&o eguaes am>guras1 eguaes transes1 depois de um anno sem lib]dade na s5t9a moral da cidade1 *amada cadeia4 ,que de dias e de noites j p]didos sem rem$io p>a e/a g5te6 e quantos annos1 talvez1 d seu futuro j devorados pelo desgo/o6 ,que de despezas inesp]adas6 que de tran/ornos nos negocios1 nos projectos1 nas relaes6 que bre*as na reputao1 e talvez na moralidade1 pelo trato de annos com entes corrompidos e p]v]sos1 em ocio j de si corruptor1 e com os brios quebrados1 pelo desprezo de quantos viam tranzit> por diante das suas grades6 ,todos esses desconc]tos1 e os milh>es de outros que d'elles se hav]o orig9ado1 d'onde provi]am8 de um erro2 como o erro1 da ignorancia2 a ignorancia1 da falta de educao publica2 e e/a d v]gonhoso e crim9oso1 d v]gonhosissimo e crim9osissimo desleixo de legisladores e gov]nantes4 ,p>a tudo ha ,leis2 p>a tudo se &am ellas de cont9uo a refaz] e em5d>2 mas o codigo cabal1 judicioso1 s9c]o1 franco1 inexoravel1 que obrigue todos os cidados a apr5d]1 p>a o s]em1 e p>a s]em hom5s2 esse cdigo onde o temos8 ou quem p5s\ nunca em o p$ir1 quanto mais em o faz]8 ,se alguem quiz] edific> na cidade o seu pr$io fra d al9ham5to e risco municipal1 a*> quem lh'o co>cte4 ,se se espairec] nu pela praa em dia ou noite de v]o1 ir prezo1 qundo m5os por l\co4 ,como e/es1 mil outros actos1 natural e ess5cialm5te indiff]5tes1 so todavia cohibidos por provid5cias legislativas4 ,e a m9ha alma8 ,e/a p>te optima de mim mesmo1 nascida com a m>avilhosa faculdade e com o desejo in/9ctivo de se ap]feio>1 a m9ha alma1 hei-de pod] deixal-a1 de poisio1 sem que me con/ranjam a cultival-a1 eu1 que p>a t] ob/ruida ou immunda a m9ha te/ada no s\ livre866 ,hei-de pod] condemn> o espirito de meus filhos a uma infancia et]na1 eu1 que no s\ livre p>a lhes mutil> um brao ou um s d$o86 ,diz]-se que ha-de o fisco extorquir-me d producto d meu suor1 o que s vezes me no sobeja1 p>a occorr] s necessidades d ,e/ado1 e que o ,e/ado me no ha-de compellir a t] riquezas moraes p>a com ellas ajud> o patrimonio da felicidade commum6444 ,a soltura d viv] silve/re no m'a p]do>iam2 e o cons]v> silve/re o ent5dim5to1 e consegu9tem5te silve/re e indmito o corao1 com to e/upida magnanimidade m'o relevam666444 99 99 99 99 99 ,meus amigos3 se1 como j vos pond]ei1 crime contra a ,natureza e contra a ,soci$ade deix> devoluto a t]ra da ,patria1 de que o acaso nos fez donos quanto mais ap]tada nos no corr] a9da a obrigao de lhe no deix>mos improductiva a nossa raso1 fundo muito mais creador e social1 m9a de muito mais incalculavel opul5cia1 morgado de in/ituio div9a1 sup]ior em nobreza a todos os morgados6 ,cab]ia pois ao ,p>lam5to1 *o1 sizudo1 e nacional1 que vs algum dia 7em ,deus o esp]o firmem5te7 nos haveis de d>1 cab]-lhe-hia proporcion> a todos os cidados meios faceis de se in/ruirem1 e1 proporcion&o-lh'os1 con/rangel-os1 sob z mais sev]as p5as1 a aproveital-os4 ,desde ento hav] cessado1 p>a sempre1 a possibilidade de processos1 e desgraz1 como e/as que hoje vos relatei1 opprobrio d seculo1 e esc&alo da civilisao4 ,mas no s isso3 qu&o todos =mos1 mais ou m5os1 in/ruidos1 cada um segundo z suas faculdades1 o seu e/ado1 a sua edade e a sua pr(isso1 a li/a dos crimes de toda a especie hav] dim9uido4 ,o que em escolas e livros se h\v] ga/o1 pod]-se-ha =r> em prises e ag5tes de ,ju/ia4 ,no tudo3 ,com e/es b5s negativos1 da maior importancia1 que de b5s positivos e palpaveis se no v]o affluir6 ,os dev]es dome/icos e civicos1 mais bem conhecidos1 s]o m5os incompletam5te desemp5hados4 ,os laos da sociabilidade se ap]t>o e doir>o4 ,torn>-se-ha a conviv5cia mais frequ5te e mais am5a4 ,m$r&o o num]o dos leitores o dos bons escritores cresc] na devida proporo2 ir-se-ho opul5t&o z sci5cias1 z artes uteis e fabris des5volv5do-se2 a ,agricultura allumi&o-se e flor9do2 z ,artes *amadas bellas por excell5cia a*>o o que hoje lhes falta3 alumnos1 cultores1 consumo4 ,os seis dias da semana deix>o em cada casa dobrados hav]es1 e um dom+o muito mais desejado1 e muito mais desejavel4 99 99 99 99 99 ,s]o i/o a9da utopias1 como os nescios *amam a tudo quanto nasce da alma e va por cima d lodaal em que se elles afogam8 ,no so1 meus bons camponezes1 no so4 ,vl-o-hieis j hoje1 se z horas nos no app]tassem2 mas vel-o-heis p>a a m9ha proxima visita4 ,havemos de conv]s> muito ass5tadam5te sobre i/o2 porque emfim1 n+uem me tira da cabea1 que1 pse a quem pes>1 a9da algum dia vos hei-de v] legisladores4 ,oh6 qu&o isso fr444 ento que pr lum9>ias de nove dias1 nos campan>ios1 nas casas das ,cam>as1 nas granjas1 nas (fic9as1 nas e/radas e nos rios1 e nas escolas sobretudo nas escolas6 ,julho de #ahdi4 ,,xiii ,setimo s]o d casal ,in/ruco prim>ia ,,summ>io ,males prov5i5tes da ignorancia4--,panegyrico da ,sci5cia4--,resumo hi/orico d progresso intellectual4--,seu e/ado ao pres5te4--,p>a todos ha t>efa na obra da illu/rao4--,o ,povo concorr] p>a ella1 eleg5do v]dadeiros repres5tantes--,retrato d'elles4--,s]o autores tambem de um ,m9i/]io especial de ,in/ruco publica4--,propem-se algumas ,leis c]ca d ens9o4--,como se proporcion>o meios p>a todos se pod]em in/ruir4--,i4 ,novos me?odos4--,,ii4 ,escolas normaes4--,,iii4 ,escolas prim>ias fixas4--,,iv4 ,bons ord5ados aos seus pr(essores4--,v4 ,c5tro director1 e commiss>ios volantes4--,,vi4 ,escolas prim>ias ambulantes4--,,vii4 ,escolas p>a adultos nos s]es e dias santos4--,,viii4 ,cursos especiaes de conhecim5tos mais altos4--,,ix4 ,escolas prim>ias p>a m59as e mulh]es4--,x4 ,item p>a z cadeias4--,,xi4 ,escolas espontaneas e gratuitas4--,dados e/es meios1 como se compellir o ,povo a se aproveit> da ,in/ruco4--,,xii4 ,exhortaes4--,,xiii4 ,premios4--,,xiv4 ,ca/igos4--,relance> de olhos sobre os futuros da ,nao assim illu/rada4 ,ass5tmos1 amigos1 em que a ignorancia era a me1 a av1 e a ama de muitos males1 e de quasi todos4 ,o que so p>a a saude os paes p]guiosos e pe/il5ciaes1 -o a ignorancia p>a a virtude1 p>a a =tuna1 p>a o crdito1 p>a a boa h>monia1 p>a o folg>1 p>a z =z1 p>a a dextreza1 p>a a p]icia1 p>a a elegancia1 p>a a =mosura1 e p>a a saude mesma2 p>a a d animo1 p>a a d corpo1 p>a a da casa1 p>a a da cidade1 p>a a d pres5te1 p>a a d porvir4 ,cuid> que um ,povo se pod] bemav5tur> sem sci5cia1 e muita sci5cia1 j uma prova palpavel d como a ignorancia nos induz em fune/os erros2 pois presumir que sem luz de sol podia s] a t]ra creadora2 qu&o1 s por isso que lhes fallece cl>idade e calor1 que z regies dos polos so t5ebrosos e gelados des]tos1 t]ras ou neves onde nada p5sa1 nada canta1 nada ama1 nada vive1 nada vegeta1 nada produz1 nada esp]a1 nada se lembra1 e nada ab5a1 nem em segr$o1 o ,my/]ioso ,et]no1 que tudo lhes neg\ com recus>-lhes sol4 99 99 99 99 99 ,j h\ve ru9s eng5hos1 a9da que subts1 que pr(an>am a p5na escrev5do contra a ,sci5cia1 e levant&o at s nuv5s o viv] silve/re4 ,mas que se segue d'ahi8 ,tambem j alguns espiritos de/ill>am1 ao fogo de suas paixes1 pag9as e pag9as a desm5tirem a exi/5cia d ,espirito2 e1 beb5do no ar de ,deus o seu amor1 solt>am d peito esse mesmo ar1 conv]tido em palavras que o negavam4 ,a unica razo1 por que um ,povo exc$e a outro ,povo1 e um seculo vale mais d que outro seculo1 a ,sci5cia avantajada4 ,bem sei que e/as v]dades correm j communs pelos livros e pelas folhas quotidianas1 *eg&o a a*>-se a confisso d'ellas na bocca dos que m5os possuem de ,sci5cia4 ,todavia como a ,,op9i,o1 de ra9ha d ,univ]so s tem o nome1 e1 se algum dia gov]n\1 muito ha que a fiz]am abdic>1 obrigao de todos1 e de cada um1 conspir> p>a a faz]mos subir de degrau em degrau at outra vez se ass5t> no ?rono4 ,pelo que1 a9da que a necessidade d ,sab] corra j como aphorismo de bocca em bocca1 n'e/e ponto se ha de bat] e teim>1 at se conv5c]em e conv]t]em os proprios ,gov]nantes e ,legisladores1 que so sempre 7mal peccado7 os ultimos a virem mett] a cabea no ,jordo4 99 99 99 99 99 ,tempos h\ve 7na hi/oria de todas z civilisaes ha esse p]iodo equivoco e opprobrioso71 h\ve tempos1 em que os pod]osos fiz]am d sab] um privilegio p>a si1 ou p>a os seus2 mas sempre1 em ultima analyse1 p>a si4 ,z ideias vegetavam ento1 e se eng5dravam1 enclausuradas como z f]as nas c\tadas dos s5hores2 e ai d plebeu mesqu9ho que n'ellas posesse mira4 ,p>a mais segur>em o monopolio1 *eg>am at a santifical-o4 ,no ,egypto os livros recatavam-se no regao e debaixo d manto de ,isis4 ,antes e depois d ,egypto1 muito ,ori5te1 com t] sido aquella regio o b]o da civilisao1 como o d sol1 enc]r\ z luzes entre os idolos e os sac]dotes1 no sil5cio de seus pagodes1 nos recessos mais intimos e pr(undos dos seus palm>es4 ,no seio mesmo da ,religio da egualdade1 mais de uma vez se manife/\ em classes pod]osas essa t5d5cia usurpadora1 que z fazia1 ao m5os tempor>ia e app>5tem5te1 mais possantes4 ,todos e/es factos comprovam que o sab] foi sempre havido pelo que em realidade3 por uma =a1 e uma pot5cia2 e1 como tal1 ambicionado e en!soirado pelos mais a/utos4 ,a pusillanimidade1 a p]guia1 a rudeza1 a cr$ulidade1 a propria p5uria e mis]ia das turbas subjac5tes1 ajudavam aos usurpadores a mant]-se n'aquella posse4 ,entretanto1 a obra de uma ,provid5cia r$emptora progr$ia caladam5te4 ,o ,sab]1 sem mo nem autor visivel1 ia-se filtr&o de camada em camada1 at plebe infima4 ,os in/9ctos intellectivos1 semelhantes a aquellas sem5tes c]eaes1 que a9da hoje se des5cantam em sepulcros de dois e tres mil annos1 e que apz tres mil annos a9da no p]d]am a sua virtude g]m9ativa1 e sob influxos favoraveis se des5volvem e vicejam1 os in/9ctos lat5tes na alma d ,povo comearam a desabrolh>1 v]des1 vivazes1 m$ranosos1 e taes1 como das gram9eas 7que so a plebe dos vegetaes7 diz o gr&e ,naturali/a sueco3 ,quanto mais calcadas1 tanto mais multiplicativas4 ,a luz1 cresc5do de seculo em seculo1 t9ha f5dido1 e/alado1 e feito cahir em p$aos a lano e lano1 o vaso t]r5o e mesqu9ho em que a haviam enc]rado4 ,o dia de ,deus era nascido4 ,elle cresce1 e cresce1 e j agora cresc] sempre1 porque p>a elle no ha occaso1 e o z5i? p>a onde t5de na ,et]nidade4 ,o ,sab] j no ari/ocratico1 nem sac]dotal1 nem de classe alguma2 o ,sab] de tudo que tem alma2 d g5]o humano4 ,o ,sab] foi o qu9to ,evangeli/a1 e o decimo-t]ceiro ,ap/olo1 m&ado p]corr] mundo p>a radic> e consum> o dogma santo1 e j agora imprescriptivel1 da egualdade4 ,deixemol-o ir na sua misso1 que a ha-de pre5*]4 ,se o esp]am a9da trabalhos1 mais c]tas o esp]am z corz4 ,no que j &\1 colheu z =z p>a o que tem de &>4 ,nos m>tyrios que s(freu1 e de que sahiu illezo1 se conteem os seus futuros de triumpho4 ,deixae-o ir1 deixae-o ir1 que a ,provid5cia quem o envi\2 ,ella quem l de cima o su/5ta pela mo1 e lhe aponta por e/rada o ,univ]so4 ,deixae-o ir1 que n+uem o det]2 lanae flores diante de seus passos1 apz elle canticos1 por cima da sua cabea b5os4 ,quanto mais d]rama com z mos ambas1 tanto mais vai *eio o seu regao4 ,quanto mais colhe1 tanto mais semeia4 ,quanto mais lib]alisa aos filhos1 tanto mais prodigalis> aos netos4 ,quanto mais se robu/ece1 tanto mais se humanisa4 ,quanto mais se nobilita e deifica1 tanto mais famili> e plebeu se torna de hora a hora4 99 99 99 99 99 ,applicae att5tam5te o ouvido d'alma4 ,no s5tis um rumor g]al nas intellig5cias1 com que a vossa sympa?isa1 e que a faz my/]iosam5te agit>-se como a s5sitiva8 um rumor1 como aquella h>monia1 que o sublime sonhador da ,grecia p]cebia nas esph]as cele/es8 um frmito de des5volvim5to e m$rana1 como se ouve1 ou se cuida ouvir1 pelas noites de v]o1 no seio vegetativo da ,natureza8 ,esse frmito1 esse rumor sem e/rondo e sem nome1 quem o produz8 ,so milhes de p5nas1 a escrev] em milhes de retiros1 por toda a face da t]ra2 so milhes de espiritos a m$it>2 so milhes de mos a esfolhe> livros2 so milhes de olhos a revolv] a ,natureza1 desde z entranhas da t]ra at abbada dos ,ceos2 desde o insecto de horas1 at ,sempit]na ,ess5cia2 desde z orig5s mais remotas das coisas1 at aos ultimos futuros das soci$ades2 so milhes de erros1 prep>&o1 como adubo1 o solo p>a muito maior num]o de v]dades frutif]as2 so os passos dos viajantes que p]lu/ram o globo2 so z vozes infantis1 que solletram n'uma inf9idade de escolas2 so os colloquios famili>es a al>em-se p>a no sei que alturas2 a ,impr5sa1 arvore da ,sci5cia1 a *ov] de dia e noite frutos e flores1 e de dia e noite a c>reg> de mais flores e mais frutos2 so os idiomas a p]mut>em entre si noes e descobrim5tos2 so os direitos e dev]es a qu]]em pass> de ab/races p>a pr9cipios1 de pr9cipios p>a ,leis1 e de ,leis p>a obras2 so os elem5tos de uma felicidade sempre long9qua1 a confluirem p>a embrio2 em summa3 o ,sab]1 a sde e a necessidade d ,sab]1 a transsud>-se de toda a t]ra1 como um vapor vago1 e a recahir sobre toda ella como um orvalho fecundo e espl5dido4 ,ora pois3 n'e/a obra provid5cial1 p>a todos ha t>efa2 e1 com sal>io ou sem elle1 todos a devem pre5*]4 ,ha t>efa p>a os ,cabez d ,e/ado1 que1 segundo dizem1 so em gr&e p>te feitura nossa2 e ha t>efa p>a o ,povo1 que somos ns4 ,d'onde se segue1 que1 m$iata ou imm$iata1 directa ou indirectam5te1 muito podemos2 e se muito podemos1 muitissimo devemos a favor da publica in/ruco4 99 99 99 99 99 ,de ,jupit] o pr9cipio--diziam os poetas antigos4 ,d ,povo o pr9cipio--podemos ns diz]4 ,des5gane-se elle1 uma boa vez1 a eleg] os seus repres5tantes1 a tiral-os de sua consci5cia1 a escrevel-os de seu punho1 em vez de os acceit> d bolso 7ou da bolsa7 de nom5cladores int]esseiros2 e logo conseguir1 no um milagre1 se no mil2 no alguns b5s1 se no todos os b5s1 e a felicidade4 ,con/itua o seu ,p>lam5to por modo1 que n'elle se possa mir>1 conhec]-se1 e am>-se2 v5]&o ,s5ado1 *eir&o mais t]ra1 aos c]eaes1 e s hortas1 que s e/eiras palacianas1 aos !atros1 e aos t\cadores2 mais sollcito de despa*>1 que de requ]]2 mais prateado de cans1 que doirado de m$alhas2 mais obreiro1 que orador2 e mais eloqu5te nos feitos1 que nos ditos2 em summa3 tire-o d seu seio1 da sua maioria e melhoria1 dos cultivadores1 dos amigos1 dos p>5tes da t]ra2 deixe-os trabalh>1 como elles sabem e co/umam1 e agu>de quieta e animosam5te os resultados4 ,v] como1 a p> com o suspirado ,m9i/]io da ,agricultura1 brota logo outro no m5os suspiravel ,m9i/]io1 o da ,in/ruco publica1 e p>a um e p>a outro pululam d'aquelle p>aizo legislativo ,leis novas1 robu/as de bom s5so1 e de prodigiosa f]acidade4 99 99 99 99 99 ,dos int]esses directos da ,agricultura no vos qu]o fal> hoje1 mas som5te das ,lettras1 que lis os enc]ram virtualm5te1 como enc]ram tudo4 ,eis aqui1 meus amigos1 a sub/ancia de algumas d'essas ,leis memoraveis1 que1 c$o ou t>de1 aqui e em toda a p>te d mundo1 se e/o p>a faz] e execut>4 99 99 99 99 99 ,,todos ,,s],o ,,obrigados ,a ,,cultiv> ,o ,,seu ,,espirito4 ,a ,,todos ,,se ,,facilit>,o ,,meios ,,p>a ,o ,,conseguirem4 ,comecemos por e/e segundo ponto4 99 99 99 99 99 ,a quantidade dos me/res das discipl9as prim>ias insuffici5te2 a sua qualidade mais insuffici5te a9da2 s5do que1 sem muitissimos e optimos me/res de taes discipl9as1 nem in/ruco ult]ior muito provavel1 nem o arroteam5to e primeira cultura indu/rial1 agricola1 e moral d ,povo se pode conseguir4 ,convem e urge portanto3 99 99 99 99 99 ,i4 ,promov]1 pela esp]ana de premios condignos1 a inv5o ou introduco de me?odos faceis e completos1 cl>issimos e efficacissimos1 p>a o ens9o de l]1 de escrev]1 de cont>1 de des5ho1 geometria1 physica1 me*anica usual1 de agricultura1 de ,religio1 de moral1 de dec5cia1 etc4 99 99 99 99 99 ,,ii4 ,cre> ,escolas normaes1 em que esses me?odos se incutam e gravem pr(undam5te no ent5dim5to1 na vontade1 no amor dos que ho-de por elles ens9>4 99 99 99 99 99 ,,iii4 ,que haja escolas prim>ias fixas e p]man5tes em todas z povoaes que d'ellas =em capazes por sua ext5so4 99 99 99 99 99 ,,iv4 ,que os pr(essores recebam sal>io correspond5te1 assim ao cao como utilidade d seu trabalho2 dev5do todos os cidados ricos s] obrigados a contribuir d seu p>a e/a obra nacionalissima1 socialissima1 e *ri/ianissima4 99 99 99 99 99 ,v4 ,que um ,c5tro director da ,in/ruco publica traga p]5nem5te ,commiss>ios volantes1 de gr&e illu/rao e zelo1 a visit> z escolas1 a corrigil-z1 a ap]feioal-z em todo o s5tido1 e a tom> nota d m]ito comp>ativo dos pr(essores2 p>a que os mais dignos1 no fim de cada anno recebam1 no s l\vor publico1 mas a9da outros premios de sua dilig5cia1 e os ineptos1 desleixados1 ou viciosos1 sem mis]icordia se despeam e sub/ituam4 99 99 99 99 99 ,d'onde viro os cab$aes p>a tantos premios1 p>a tantas casas e tr5s de aulas1 p>a tantos c5t5>es de milh>es de livr9hos1 como s] necess>io di/ribuir gratuitam5te1 p>a tantos ord5ados no mesqu9hos1 e p>a tantas viag5s8 ,viro1 em pequ5a p>te1 dos tributos especiaes1 e1 na maxima p>te1 da suppresso de outros ga/os1 muito mais avultados e disp5saveis d que e/es4 ,logo que um ,p>lam5to lavrador h\v]1 como deve1 supprimido o ,ex]cito1 desapp>ec] a horr5da voragem dos nossos d9heiros1 que ento *eg>o p>a i/o1 e p>a tudo4 ,e j vos no falo nos outros tantos e tamanhos b5eficios1 que d'ahi se ho-de d]iv> p>a o ,e/ado1 p>a a familia1 p>a os p>ticul>es2 na re/ituio de braos lavoira e indu/ria1 que so novas surg5tes de hav]es p>a o ,re9o2 na tornada dos filhos p>a z familias2 no accrescimo dos casam5tos1 e correspond5te dim9uio nos vicios2 na maior probabilidade e segurana da paz1 e da lib]dade v]dadeira4 ,tapado e/e sorv$oiro1 ao som dos hymnos de alegria dos proprios soldados1 que no so m5os on]sos a si d que republica1 o vosso ,p>lam5to1 circumspecto e calculador1 l v] como sobram cab$aes p>a a obra santa que propomos4 ,mas prosigmos1 que a objeco1 que p>ecia insup]avel1 com um leve sopro fic\ morta4 99 99 99 99 99 ,,vi4 ,alem d'e/as escolas1 e/aveis e p]5nes1 outras devemos p$ir a9da nossa boa g5te legisladora2 a sab]3 escolas ambulantes p>a os povoados pequ5os2 pr(essores nmadas1 bem e/ip5diados1 que vo1 de t]r9ha em t]r9ha1 d&o o seu curso d mais indisp5savel das mat]ias prim>ias2 por exemplo3 o l]1 escrev]1 e cont>1 qu&o mais no seja2 p>a o qu1 s5do elles bons1 e bons os me?odos1 tres mezes ba/am e sobejam4 99 99 99 99 99 ,,vii4 ,nas cidades1 villas1 e aldeias gr&es1 conviria fund>1 com uns ou outros dos sobr$itos me/res1 escolas s p>a adultos1 cujas lies fossem no s]o de cada dia de trabalho1 e nas manhans e t>des dos dom+os e mais dias santificados2 obra cuja c>idade e moralisao se no pode assz enc>ec]4 ,e/as escolas de adultos devram pr9cipalm5te trabalh> desde o descahir d outono1 at ao fim d inv]no1 qu&o a ,natureza pe frias s fadigas ruraes4 ,ahi1 o que os vicios e intemp]anz da ociosidade haviam de consumir1 quo mais bello no s] aproveital-o em *eio a civilisao6 ,o camponez1 depois de cultiv> a t]ra1 cultiv> o seu espirito2 depois de t] dado sua ,patria riquezas physicas1 d>-se-lhe-ha a si proprio melhorado1 que riqueza moral muito maior4 ,n+uem ignora os resultados felizes das escolas dom9icaes introduzidas em ,+lat]ra por ,bakes1 imitadas j1 em mais ou m5os copia1 por todas z naes cultas4 ,s na ,gran-,bretanha se contam p>a mais de treze mil d'e/as escolas1 com mais de milho e meio de discipulos4 ,nos ,e/ados ,unidos os discipulos exc$em de um milho4 ,na ,alemanha no teem conto4 99 99 99 99 99 ,,viii4 ,cursos especiaes1 j de moral e dec5cia1 j de direito politico1 j de jurisprud5cia usual1 e rural1 dev]o s] regidos com a maior lucidez1 am5idade1 e graa1 por me/res muito idneos1 que p>a esse fim p]egr9em de t]ra em t]ra1 no se det5do em cada uma s5o o tempo indisp5savel1 e ahi =cej&o por attrahirem s suas preleces o maior num]o de ouv9tes de um e de outro sexo2 pref]9do-se p>a e/es agradaveis ex]cicios1 segundo a e/ao o aconselhe1 o adro1 a sacri/ia1 ou a egreja mesma1 um !atro1 uma sala1 ou um j>dim4 ,os hortos floridos eram na ,grecia viveiros de philosophia1 e os prticos em ,roma sem9>ios de litt]atos4 ,todas z s$uces se dev]iam empreg> p>a attrahir a e/es cursos1 e1 sobre todas1 a musica in/rum5tal1 pod5do s]2 ou1 qu&o m5os1 o canto em commum4 ,a9da nos lembra como os pi$osos cant>es1 com que os sev]os ,mission>ios abriam e c]ravam os seus trem5dos e apo/licos discursos1 s vezes n'uma egreja1 outras n'um arraial1 outras n'um s\to pr(undo de ca/anheiros1 com s]em umas solfas muito *ans e montonas1 s+ul>m5te affeioavam e induziam os animos de seus pr(usos auditorios4 99 99 99 99 99 ,,ix4 ,z escolas prim>ias p>a m59os e hom5s so muito1 mas no so tudo2 =oso creal-z egualm5te p>a m59as e mulh]es1 e1 com mo no mais av>a1 multiplic> e remun]> z pr(essoras4 ,a educao das mulh]es1 se bem se adv]te1 contm em si a dos hom5s4 ,ellas so no pr9cipio1 e por muito tempo1 z nossas me/ras unicas2 ellas nos infiltram em todas z edades z suas ideias2 no que temos de bom e b5igno1 =am ellas que nos modific>am sua imagem2 ellas 7sem o p>ec]em7 nos educam e dirigem at ao fim4 ,a mulh]1 conv5i5tem5te educada1 s] melhor me1 melhor esposa1 melhor ecnoma1 melhor amiga1 mais proveitosa casa1 mais util aos vis9hos1 mais b5em]ita da ,patria1 sem se lhe mo/r>2 mais qu]ida de todos1 e de si mesma4 s mes fazem os m$icos tom> os rem$ios que os seus filh9hos de peito necessitam2 a virtude b5efica l passa d'ellas p>a elles disf>ada no suave e c&ido d leite4 ,o nosso ,p>lam5to de ,lavradores ha-de att5d] muito a i/o3 z almas fem9is j p] si mesmas m]ec]iam s] educadas2 que no s]1 qu&o sabemos1 to ao c]to1 que so ellas z que amam5tam z nossas6 99 99 99 99 99 ,x4 ,se a in/ruco hygi5e p>a a alma1 ella lhe s]ve tambem de m$ic9a4 ,a soci$ade tem1 e ha-de t] sempre1 crim9osos1 e1 em razo d'elles1 a fatal necessidade de prises4 ,ora z prises1 quaes z temos e t]emos a9da longam5te1 so ao mesmo tempo um semi-rem$io ou palliativo1 e um v55o4 ,a ,lib]dade desvia d'ellas os olhos com v]gonha2 a ,virtude z contempla com t]ror2 a ,philosophia cruza os braos aos seus hombraes1 e emmudece2 em quanto a ,ju/ia lhes *apeia e reprega z portas1 e o ,int]esse individual dos cidados approva a obra da ,ju/ia4 ,o c>c]e amputa e ent]ra os membros pobres da soci$ade2 mas a podrido d'e/es membros1 po/a em commum1 des5volve um contagio moral1 que por d]radeiro devora tambem aos innoc5tes1 ou aos m5os culpados1 que z app>5cias ou os capri*os da =tuna p>a ali arrojam muitas vezes4 ,nos ares mephyticos d c>c]e1 por todos os poros se aspira o odio dos outros e o desprezo de si mesmo1 a selvaj>ia da l+uagem1 a bruteza dos s5tim5tos1 a gross>ia e obtusidade das ideias4 ,tratado como f]a1 ali o infeliz se compraz de aguar nos v>es de suas grades1 e na lgea de sua cama1 z g>ras d seu furor1 p>a um dia gr&e que elle esp]a sempre4 ,em quanto elle no *ega1 cria p>a se aturdir uma especie de v]tigem volunt>ia4 ,t9ha1 por v5tura1 um s vicio qu&o entr\2 agora n'um s individuo um feixe de mis]aveis3 brio1 immundo1 obsc5o1 jogador1 ladro1 fals>io1 p]juro1 calumniador1 conselheiro me/re e mission>io de insociabilidade1 inimigo apo/ado das ,leis1 esc>nec$or de ,deus1 e 7por desesp]ao1 por que a sua alma deix\ de lhe fal>7 mat]iali/a4 ,a priso1 de que uma eloqu5te e philosophica p5na contemporanea ahi lanou em rasgos me/res um quadro p>a e/udo de legisladores1#a um sepulcro infecto de moribundos imp5it5tes4 ,d'ali no se pode desc] s5o p>a o inf]no1 nem subir se no p>a o supplicio1 nem sahir s5o p>a o de/]ro1 que supplicio e inf]no juntam5te1 ou p>a a mis]ia1 p>a o desprezo1 p>a o crime1 v]da esp9hosa e prfida1 que outra vez conduz s suas portas4 #a ,o ,preso1 romance social por ,seba/io ,jos ,ribeiro de ,s1 #a vol4 de #h4-cce pag9as4 ,uma escola em cada uma das cadeias fra resumo de muitas ,obras de ,mis]icordia1 no s p>a aquelles malfadados1 se no p>a todo o corpo social2 fra applic> o sal1 p>a tolh] os progressos da corrupo4 ,qu&o os prezos apr5dessem a l]1 e lessem em livros muito de indu/ria feitos p>a os allumi>1 p>a lhes ungir e fom5t> o corao1 no *eg>iam p\co a p\co a ressuscit>1 reconciliados com a ,provid5cia1 com os hom5s1 e comsigo1 e talvez melhores e mais nobres que antes da qu$a8 99 99 99 99 99 ,,xi4 ,alm das escolas pagas1 que o ,e/ado deve multiplic> e di/ribuir por todas z p>tes onde vir ignorancia1 vicios1 e crimes1 dev] promov]1 por meio de e/imulos honorificos1 o app>ecim5to de novos focos de d\tr9a1 espontaneos e gratuitos4 ,e quem duvida de que ha a9da ahi almas g5]osas1 hom5s-humanos1 e *ri/os no r5egados1 que1 uma vez levantadas essas nobres compet5cias de bem faz]1 acudiro a abrir suas salas aos pobres ignorantes1 a ass5tal-os em suas cadeiras em de r$or d seu c&ieiro1 d seu livro1 e d seu affecto8 ,no somos ns dos p>tid>ios da lib]dade d ens9o1 como o no s]iamos da lib]dade de v5d] g5]os av>iados1 ou v55os2#b mas se os traficantes e especuladores *>lates de in/ruco1 que a no possuem1 devem s] inexoravelm5te prohibidos1 n5huma das rases que militam contra elles se podem racionalm5te applic> aos que (f]ecem1 de graa1 z suas horas a in/ruir o proximo4 ,os ,commiss>ios volantes1 porm1 at mesmo essas privadas fontes dev]iam visit>1 se esses bons pr(essores o cons5tissem1 como de c]to cons5tiriam4 #b ,pode-se v] o que sobre i/o diss]tavamos no ,tomo ,,ii da ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se1 pag4 #agg4 99 99 99 99 99 ,temos1 graz a e/as leis novas1 resolvido em *eio o problema de pr a in/ruco ao alcance de todos4 ,vejmos se se resolv] o outro1 de faz] com que todos a aproveitem4 ,e/e me p>ece a9da mais facil4 ,apontemos1 e ap]temos4 ,eis aqui pois a coisa em p\cas palavras2 so sem5tes que atiro2 ellas que g]m9em como podrem4 99 99 99 99 99 ,conc$o que1 apes> da utilidade e facilidade da in/ruco1 a p]guia1 a bruteza1 os preconceitos de bom num]o de ignorantes1 os f>o esquiv>-se e retrahir-se ao b5eficio2 e nos primeiros annos1 e na primeira g]ao muito mais que p>a o diante4 ,p>a essas repugnancias1 que tres rem$ios se e/o p] si mesmos aconselh&o3 a exhortao1 o premio1 e o ca/igo4 99 99 99 99 99 ,,xii4 ,a exhortao1 promova-a o ,gov]no1 mas com f1 mas com vontade s9c]a1 mas com p]sev]ana1 pelos artigos das suas folhas (ficiaes1 pelas reit]adas recomm5daes aos ,prelados e aos ,*efes adm9i/rativos2 os ,bispos1 em pa/oraes sobre pa/oraes aos ,p>o*os2 os ,gov]nadores ,civis em circul>es sobre circul>es s ,cam>as e ,adm9i/radores de ,concelho2 os ,curas d'almas nas homilias e praticas de todos os dom+os2 os cabez dos ,municipios e dos ,concelhos por todo o seu cont9uo contacto com o ,povo4 ,promova-a1 f9alm5te1 o ,p>lam5to legisl&o boas retribuies pecuni>ias p>a quantos autores public>em obras1 em que efficazm5te se ens9e a conhec] e am> a ,in/ruco4 ,dmos que1 de to num]osos ag5tes1 falham na pratica muitos1 ou a maior p>te1 ou por indol5tes1 ou por nescios1 ou por maus4 ,alguns hav] sempre1 que no falhem2 e z dilig5cias d'esses algum resultado ho de surtir4 99 99 99 99 99 ,,xiii4 ,quanto a premios1 afiance-se aos e/udiosos1 que os que mais se di/+uirem s]o gal>doados com livros uteis 7que faz] dois proveitos em log> de um71 e que os seus nomes s]o com l\vor lanados nos regi/os publicos1 vulg>isados na folha (ficial1 pregoados d pulpito da sua freguesia no dia mais fe/ivo1 e nos seus requ]im5tos recebidos como recomm5dao4 99 99 99 99 99 ,,xiv4 ,os ca/igos devem s] graves1 e sev]am5te applicados4 ,z pequ5as multas em d9heiro arbitradas pela actual ,legislao p>a os remissos que no m&am os filhos escola1 a9da qu&o risca se executassem no s]iam suffici5tes4 ,ord5e a ,lei 7e cumpra-se7 que se no reconheam direitos cvicos aos que desprez>am1 como brutos1 a sua alma1 aos que1 pod5do-o1 no quiz]am in/ruir-se1 ao m5os no l]1 escrev]1 e cont>2 def5da-lhes o adm9i/r>em seus b5s1 o contrat>em1 o addirem h]anz1 o te/>em1 o ex]c]em comm]cio ou indu/ria1 at mesmo o s]virem2 sobretudo lhes vde o casam5to2 e nos mi/res durissimos da republica1 p>a que hoje se co/uma pr5d] e =ar1 no s]vio das armadas1 na milicia 7se a9da alguma h\v]71 sejam elles1 pois assim o quiz]am1 sejam elles os pref]idos1 os condemnados4 ,com o m$o e t]ror d'e/es ca/igos1 com a esp]ana e cubia d'aquelles premios1 e1 logo por cima1 com todas aquellas pat]naes e assiduas exhortaes2 hav5do mo bons me/res1 e s5do o ens9o 7como pode e deve s]7 breve1 aprasivel1 e gratuito2 quem duvida de que em c9co5ta annos1 em v9te e c9co1 e em m5os1 com o d$o se apont>ia homem ou mulh]1 que no s\besse l]1 e que no lesse8 99 99 99 99 99 ,n'um tal ,povo1 assim allumiado1 qual s]ia a sci5cia1 qual a arte1 qual o mi/r1 que deixasse de floresc]8 ,a t]ra e z mos se torn>iam mais productivas2 os co/umes mais conc]tados2 os pras]es1 mais delicados e vivos2 z familias1 mais unidas2 o trato1 mais urbano2 a =tuna1 mais segura2 z ,leis1 mais ob$ecidas2 a ,religio1 mais v5]ada2 os direitos e a dignidade d homem cess>iam de s] *im]as1 e a paz uma utopia4 ,s n'um ,paiz todo de luz1 de trabalho1 de b5evol5cia1 pod]ia fund>-se e mant]-se um regim5 lealm5te repres5tativo1 em vez d'e/es a-la-moda1 a que o nosso publici/a europeu1 ,silve/re ,p9heiro ,f]reira1 no *amava1 na c&ura da sua alma1 s5o pseudo-con/itucionaes4 ,por mim vos juro1 m9ha honrada g5te d casal1 que1 a t] eu a desgraa de s] ,gov]no1 e a l\cura de qu]] sel-o1 havia de faz] tudo por illu/r> o ,povo4 ,no haviam de s] z espadas1 que me gu>dassem2 haviam de s] z luzes1 que eu tivesse acc5dido em de r$or d ,?rono1 at os conf9s da ,mon>*ia4 ,ago/o de #ahdi ,,xiv ,oitavo s]o d casal ,cont9uao d antec$5te ,,summ>io ,repiza-se a ideia fixa de um ,p>lam5to de ,lavradores1 como panaca4--,explicao d entibiam5to das vontades quanto ,politica4--,p]fectibilidade4--,conv5cid os d'ella1 ob$ecemos aos nossos in/9ctos bons4--,lembrte a malignos4--,entra-se em mat]ia4--,apontam-se muitas pessoas1 que podem s] me/res por curiosidade3 primeiro p>a escolas mascul9as2 depois1 p>a escolas fem99as4--,suasoria d'alma a todos esses hom5s1 e a todas essas s5horas4--,tambem se deve recorr] aos ricos p>a pag>em escolas4--,cita-se o honrado exemplo de ,pl9io1 o moo4--,o ,me?odo de leitura introduzido pelo autor facilit\ extraord9>iam5te a execuo de taes projectos4--,o autor se (f]ece a explical-o a quem qu] que o deseje pr(ess>4 ,bons e bonissimos eram elles1 os alvitres d nosso prec$5te s]o4 ,mas qu&o vir c a sua realidade8 ,dep5de ella e c>ece de um concurso e conc]to de tantas coisas1 e to r>as1 que1 sem (f5sa nem de pessoas nem mesmo dos tempos1 bem podemos presumir que essa ante-manhan da civilisao a9da e/ longe4 ,receio que muitas g]aes t5ham de morr] pagans1 antes que nasam ,messias e ,apo/olado1 que no s facultem ao ,povo o baptismo das ,lettras1 mas que p>a lh'o d>em o procurem1 lhe prguem1 lhe in/em1 o r$uzam1 e o conv]tam4 ,por ora tratam-se outras coisas1 que 7segundo p>ece7 e/o primeiro que a alma1 primeiro que o corao1 primeiro que z primeiras4 99 99 99 99 99 ,vs mesmos1 meus amigos1 ou me engano muito1 ou a9da no bem cahi/es na maxima1 na summa1 na urg5tissima importancia de olh>des pelos fundam5tos de toda a possivel reg5]ao3 a eleio de v]dadeiros repres5tantes vossos p>a ,legisladores4 ,e qu]eis que vol-o diga8 ,comquanto vol-o deplore1 e muito1 no vol-o extranho4 ,de puro cados com e/e cont9uo tec] e de/ec] da ,p5lope politica1 p]de/es a f na ,politica4 ,o almanack dos b5em]itos e patriotas1 nunca de anno p>a anno o vi/es regul>1 nem de seme/re p>a seme/re4 ,p]de/es a f em patriotismos e virtudes4 ,com tantos programmas flammantes1 como de cont9uo brotam1 *ovem1 e v5tam de todas z p>tes1 a9da no vi/es fim nem dim9uio vossa mis]ia1 e p]de/es a f em promett$ores4 ,em summa3 em vs mesmos p]de/es a f2 e receio444 que na ,provid5cia tambem2 pois noto que z eleies dos que vos ho-de repres5t>1 i/o 1 dos que vos ho-de salv> ou p]d]1 a vs e a vossos filhos1 vossa freguezia e vossa ,patria1 j revelia z deixais corr]4 ,desprezais vot>1 ou votais em quem vos dizem1 e at em quem vos no dizem4 ,lanais na urna dos de/9os publicos uns papeis dobrados1 que nem le/es nem ouvi/es l]4 ,lanail-os p5s&o n'outra coisa1 lanail-os com a indiff]5a1 com que um ocioso di/rahido va desfolh&o ao longo de um regato um ramo inutil1 segu9do com os olhos cada folha em quanto cai1 e1 logo que na corr5te desapp>eceu1 esquec5do-a p>a sempre2 como se cada um d'aquelles papeis no fosse um g]m5 de =tuna ou in=tunio p>a ns todos6 ,hombridade civica1 ou virtude social 7p]doae-me que vol-o diga7 no a t5des j1 ou a9da a no t5des4 ,sois n'i/o como quasi todos somos4 ,e quem que assim nos fez1 ou nos at5u\1 ou aniquil\8 ,a quem havemos de amaldio>8 ,a n+uem4 ,foi a fatalidade das coisas4 ,os primeiros como os ultimos1 os ,reis como os bagageiros1 os e/adi/as como os idiotas1 todos so por ella arra/ados4 ,bons e ru9s1 sabios e nescios1 pod]osos e fracos1 agitadores1 agitados1 e in]tes1 todos n'e/a app>5te confuso somos empregados1 por um ,obreiro invisivel1 p>a um edificio em que desde o pr9cipio d ,mundo se trabalha1 e por esses seculos =a se ha-de ir sempre trabalh&o4 uma va/a e imm5sa ,pyramide1 cujo vrtice ha-de s] no ,ceo1 e na qual todo o g5]o humano &a como op]>io1 su&o e gem5do porque s v a p$ra bruta em que se ca2 mas a traa total da ar*itectura1 com que se pod]a consol>1 o ,div9o ,ar*itecto que a tem escondida em sua m5te4 99 99 99 99 99 ,d'aqui1 porm1 no concluais que se haja de admittir o dogma mahometano1 o t5ebroso e quebrantador dogma d fatalismo1 essa anti-philosophica e insu/5tavel p>odia d dogma augu/issimo1 fecundo1 e creador1 da ,,provid5cia4 ,vmos1 sim1 todos e tudo1 n'uma torr5te inf9ita1 e que sobe sempre2 mas todos com ent5dim5to e lib]dade2 ent5dim5to1 p>a p]ceb] e julg>2 lib]dade1 p>a opt> e faz]1 cada um d5tro em seus limites circumscriptos4 ,logo1 assim como na ordem physica o saudavel e o v55oso1 o suave e o t]rivel1 a luz e z trevas1 o gelo e o fogo1 a atividade e a in]cia1 a leveza e o peso1 o solido e o fluido1 o concorde e o discorde1 contribuem1 por um jogo milagroso de h>monias1 p>a hav] dias1 noites1 e/aes1 plantas1 animaes1 hom5s1 mundo1 e tantos mundos2 assim1 na ordem moral1 e/a incalculavel v>i$ade de ideias1 de op9ies1 de sy/emas1 de affectos1 de egoismos e g5]osidade em todos os graus1 de ex=os p>a o bem1 de ex=os p>a o mal1 de aspiraes p>a a cl>idade1 de aspiraes p>a a escurido1 de in/9ctos de sociabilidade1 de in/9ctos dissolv5tes1 de pusillanimidade1 de virtude1 de rudeza1 de eng5ho1 de sci5cia1 de illuses1 de sophismas1 de absurdos1 de v]dades1 de probabilidades1 de prophecias1 de exp]i5cias1 conspira p>a que a natureza moral1 ob$ec5do1 sem o sab]1 ,provid5cia1 l se v1 como cometa enigmatico1 compo/o de luz e envolto de nevoas1 progr$9do pela sua orbita incomm5suravel4 ,deixemo-nos de queixumes excusados4 ,tudo obra e ha-de obr> segundo sua natureza4 ,a rosa embalsama2 a manc9ella env55a2 o r\x9ol canta e poetisa2 o tufo brama e deva/a2 a montanha m$ita2 o valle ri2 a praia entri/ece-se2 o ,oceano ruge e devora2 a rla ama e dil-o2 o reptil desembosca-se1 punge1 e foge deix&o morte2 o raio fracassa e pulv]isa2 a alvorada ret+e e floreja2 o sol nos diz ,vida2 a lua1 ,t]nura2 z e/rellas1 ,immortalidade2 o m59o1 ,innoc5cia2 a mulh]1 ,dura e h]oicidade p>a sacrificios2 z cans1 ,repoiso e reflexo2 a virilidade1 ,en]gia e emprezas2 em suma3 o ambicioso1 o vil1 o av>o1 o prdigo1 o c>itativo1 o p]seguidor1 o tecelo de enr$os1 o m9eiro de v]dades1 o que se ca a acc5d] luzes1 o que se no ca de apagal-z1 os que vozeiam3 ,p>a a fr5te61 os que gritam3 ,alto61 os que murmuram3 ,p>a traz1 os que vem por cima da t]ra uma abbada de ,ceos1 os que p>a alem da t]ra nada vem1 os que acr$itam nos de/9os da humanidade1 os que no acr$itam s5o nos seus proprios1 os que usam e os que abusam da sua alma e da alheia1 os que usurpam1 os que assumem1 os que acceitam1 os que desd5ham1 os que m5oscabam1 os que insultam1 os que sullapam1 os que p]seguem o pod]1 todos concorrem1 ou todos concorremos1 com p5$os1 silh>ia1 areia1 cal1 b>ro1 cascalho1 prphiro1 suor1 lagrimas1 e sangue1 p>a o edificio provid5cial1 p>a o futuro palacio no segundo p>aizo d g5]o humano4 ,com muita ou p\ca esp]ana1 ob$emos nossa natureza1 e cumprmos o nosso fad>io1 ns outros1 os que 7m]c de ,deus7 anhelamos pela dita da ,patria1 que n+uem dir que no e/eja muito enf]ma1 e muito tri/e4 ,eu j agora1 meus amigos1 n'i/o hei-de p]sev]>1 requ]5do p>a ,ella luz e mais luz1 campo e mais campo1 trabalho e mais trabalho1 at que os obscurantes1 ob$ec5do tambem sua natureza1 e cumprido tambem o seu fad>io1 me hajam acabado1 no com o bom proposito1 que o no podem1 mas com a vida4 99 99 99 99 99 ,se vs bem s\besseis1 meus irmos d casal1 o que elles teem urdido1 e urdem1 e tramam contra o pobre de mim1 que nunca lhes fiz mal1 nem a n+uem1 s por t]em vi/o que1 em vez de acudir ao *amam5to dos seus muezz9s1 e ir s suas mesquitas psalme> o seu alcoro1 s curo da in/ruco elem5t> d ,povo6444 ,se bem s\besseis a f]idade e impudor com que me atassalham o nome1 e me cospem na sombra1 s porque me des>risquei de b&os politicos6 a risivel ociosidade1 com que discutem e decretam em seus conv5ticulos1 ora que me env55em1 ora que me pr5dam e multem1 ora que me de%onrem1 ora que me dessoceguem e me defraudem d tempo1 s porque esse tempo eu o consumo1 com p>te d meu escao hav]1 em faz] que se ens9em z primeiras lettras aos vossos filhos1 e aos dos artifices desvalidos6 ,se adiv9hasseis os embu/es indignos1 z sugge/es aleivosas1 z ameaz e espancam5tos brutaes1 com que d'e/as fontes de d\tr9a teem procurado arr$al-os6 ,no sei qual admir>ieis mais3 se a sua maldade e dem5cia1 se o meu s(frim5to e p]sev]ana4 ,mas1 por desc>go de consci5cia1 sempre vos digo1 que os admireis antes a elles d que a mim1 que j acabei de s] p>a elles to g5]oso como p>eo4 ,no lhes digo o que a lima d f]reiro disse vibora que a esmordaava444 mas condemno-os a viv]4 ,d'aqui avante1 zunam e piquem quanto quiz]em2 de tudo fao regi/o p>a um ar*ivo1 que a elles lhes e/ defezo pela ,natureza3 p>a a ,po/]idade4 ,fundo em bronze todos e/es seus feitos magnanimos4 ,esculpo em f]ro os seus retratos1 semelhantissimos de asqu]osidade1 sublimes de h$iondez4 ,por baixo gravo-lhes os nomes2 gravo-os fundo e com todas z lettras2 e todos e/es aleijes de museu1 no tanto por v+ana1 como p>a esc>m5to a outros tem]>ios1 ho-de s] em um livro c>reados p>a o porvir4 ,e que duvida8 ,no assim que o mundo conhece1 a9da hoje1 dem5tes e fac9orosos de dois mil annos8 ,j os t9ha avisado4 ,quiz]am-n-o1 tel-o-ho4 ,o f]ro e o bronze da m9ha fundio no se acab>am1 nem se acabam to depressa4 99 99 99 99 99 ,p]doae-me1 boa g5te4 ,descabidas coisas so e/as p>a a amorosissima s]5idade d vosso casal2 e bem alheias so ellas tambem da m9ha indole1 s prop5d5te p>a bem qu]] e muita paz4 ,v5hmos pois ao que mais nos importa3 ao nosso gr&e ponto das escolas1 que so z eiras em que primeiro se prep>a o po da alma4 99 99 99 99 99 ,a alma tambem1 como o corpo1 morre m+ua de alim5to4 ,se aquella ruim g5te1 que dete/a e p]segue z nossas humanas dilig5cias1 tivesse apr5dido1 e s\besse1 j pode s] que no empregasse to desalmada e torpem5te a sua actividade4 ,p>a que os filhos e netos no v5ham a t] s ,lettras egual odio1 antes por ellas cada vez se pulam e amaciem mais1 e se faam mais pod]osos1 mais ricos1 e melhores1 que devemos =cej> p>a que se multipliquem1 por campos e cidades1 e/es sac]dotes e curas de almas infantis1 a que do o humilde mas bello nome de ,,me/res ,,de ,,primeiras ,,lettras4 ,das ,crtes e d ,gov]no1 t>de nos vir o rem$io1 que dizem e repetem no lhes sobr> d9heiro p>a escolas2 e v]dade2 s o ,ex]cito devora quasi metade d ,er>io4 ,vejamos logo1 se1 em tamanha m+ua e desamp>o1 nos no podemos ir1 como qu] que seja1 rem9do por ns mesmos2 bem1 completa1 e devidam5te1 no o cuido2 mas at c]to ponto1 emquanto a ,provid5cia no acode1 p>ece-me que sim4 ,ora vde3 99 99 99 99 99 ,em toda a p>te ha sempre1 por entre o c>dume dos ru/icos e ignorantes1 alguns individuos mais mimosos da =tuna1 que apr5d]am alguma coisa1 que vivem com c]ta aba/ana1 e a quem sobram horas p>a aborrim5to ou desman*os1 se z no pos]em a juro p>a a consci5cia e p>a o ,ceo4 ,ha o ,p>o*o2 ha o ,cura2 ha o ,d\tor1 ou ,lic5ciado2 ha o propriet>io1 que traz arr5dados os b5s2 ha o negociante1 que *eg\ sua conta1 e p>a descanar fe*\ z portas =tuna2 ha o laborioso1 que &\ moirej&o b>ras de oiro por t]ras extranhas1 e quiz vir morr] descanado no qu>to em que nasceu1 e com] z c\ves creadas deante da sua porta1 como em m59o2 ha o milit> apos5tado1 que no sabe o que faa d anno2 ha o pr(essor emrito1 a quem a9da s vezes o ens9o lembra com saudade2 ha o e/udante que veio a f]ias1 e que e/ n'aquella edade feliz1 em que a alma gravta com tanta =a p>a a publica e/ima1 como o corao p>a o amor2 ha o velho1 que no pode sahir1 mas cons]va os olhos e ouvidos1 a memoria e a voz1 e folg>ia de t] com que encurt> os dias1 to solit>ios e to longos2 ha o ,magi/rado homem de bem1 e o ,escrivo hone/o1 a quem seus (ficios deixam remanesc5tes de muito boas e aproveitaveis t>des2 ha o ,ecclesia/ico sem b5eficio mas no sem entranhas2 ha o ancio ,egresso1 que p]do\ tudo1 e1 se o no esqueceu porque deseja bemfaz] ao mundo1 que o de/]r\ d ermo p>a o povoado1 cont9u&o e augm5t&o no mesmo povoado z obras de sua c>idade4 ,ora1 por que no haveis vs1 os mais velhos e respeitaveis de cada aldeia ou log> em que no ha escola1 por que no haveis de ir t] com algum d'e/es hom5s1 acompanhados de vossas mulh]es e de vossos filh9hos1 e supplic>-lhe1 pelo amor d ,pae ,commum1 e da sua alma1 e de vs1 e da ,patria1 e da ,humanidade1 abra um ens9o de l]1 escrev]1 e cont>1 nos dias de semana p>a os pequ59os que a9da no trabalham na t]ra1 aos dom+os e aos s]es p>a os gr&es j callejados1 e p>a vs mesmos8 ,se o primeiro se vos excusasse1 o segundo vos def]iria4 ,se o segundo vos repellisse1 o t]ceiro1 com mais lagrimas nos olhos d que vs mesmos1 vos despa*>ia e agradec]ia a supplica4 ,depois1 era ir de porta em porta1 p$9do s s5horas habilitadas p>a to nobre enc>go1 egual m]c p>a vossas filhas e esposas1 porque 7segundo j pond]mos7 na in/ruco das mulh]es se contm a dos hom5s p>a o futuro2 e logo que z mes s\b]em l]1 no haja m$o de que os filhos o ignorem4 ,p>a uma ,religiosa no seu conv5to1 que g5til e religiosissima occupao1 obtida d ,prelado a lic5a p>a ali se abrirem z portas a uma escola fem9il6 99 99 99 99 99 ,oh6 quem me d]a pod] e/> meia hora1 ou um qu>to de hora 7ba/ava71 ao p de cada uma d'aquellas s5horas1 e de cada um d'aquelles hom5s1 antes que vs entrasseis com o vosso requ]im5to6 ,no lhes diria o que a ,religio lhes ins9ura2 no lhes invoc>ia o patriotismo2 no lhes enc>ecra mesmo a gr&eza de to facil b5eficio1 nem a vossa gratido1 nem os respeitos que semeavam na g]ao nova1 nem o !soiro de consolaes que atulhavam p>a o ultimo praso da vida1 em que tudo que se ajunt\ se deixa1 e s o que se deu se leva p>a a gr&e viagem4 ,p$ir-lhes-hia s1 que exp]im5tassem a delicia d ens9>1 sobre tudo de um ens9> des9t]essado1 como de pae e me a filhos e filhas2 o como1 n'aquelle trato intimo com a pu]icia1 p]mitte ,deus s nossas almas rejuv5esc] e florir6 ,na innoc5cia1 na alegria1 na lealdade1 no affecto p]5ne1 que e/ ressumbr&o em todos aquelles ro/9hos1 sempre vidos de sab]1 sempre di/rahidos1 sempre buliosos1 veem-nos umas viraes de passada bemav5turana1 que j foi nossa1 e p>ece prophetis> a9da o que qu] que seja4 ,delicimo-nos1 como o vi&ante cuidoso e cabisbaixo1 com o *eiro long9quo de rosas v9do de um j>dim que se no v4 ,horas1 horas de xtase1 que por todos os bailes1 honras1 e !soiros1 s]iam bem m]cadas6 ,oh6 cultivae1 cultivae esses espiritos e coraes to esp]anosos4 ,toda a cultura saudavel e resc5d5te2 mas n5huma como essa4 ,todos os entes alados1 em quanto e/o1 com amorosa febre1 aquec5do sob o peito e entre z asas os pequ59os da sua especie1 mant5do-os a gros9ho e gros9ho1 a v]me e v]me1 e ens9&o-lhes a adej>1 so1 de quantos grupos de felicidade a ,natureza enc]ra1 os mais =mosos4 ,oh6 o nosso espirito tambem uma coisa alada como os ,anjos4 ,uma escola1 em que os pr(anos no vem s5o tdio1 no ouvem s5o sussurro1 aos olhos de todo o bom ent5dim5to um n9ho1 cem vezes mais c>9hoso e int]essante que o dos pass>os entre z sombras v]dejantes da primav]a4 99 99 99 99 99 ,ha a9da1 meus bons amigos1 outras pessoas1 a quem podeis recorr] 7,vdes vs8 a ,provid5cia lib]alissima73 so os ricos4 ,que muito p>a esses1 com um tomo suprfluo d seu oiro pag>em um me/re p>a os desvalidos8 --,mas podiam-n-o t] feito1 e nunca o fiz]am--direis vs4 v]dade2 porm todas z coisas pr9cipiam uma vez4 ,no reflectiram a9da na facilidade e excell5cias de tal obra4 ,no t]ia a9da *egado a sua hora de acord>2 porque l diz] que o oiro mirra o corao1 que no ha pod]osos bemfazejos1 calumni> ao mesmo tempo ao homem1 e ao seu ,autor4#c ,que relvado flord1 entre sombras inspirativas1 no e/e assumpto de conv]sao1 p>a n'elle a vontade se espairec]6 =ado deix>mol-o por agora4 ,voltae vs a elle com os vossos sonhos d'e/a noite1 com os vossos p5sam5tos de amanhan todo o dia4 ,cuidae-me e pesae-me bem i/o toda a semana2 e dom+o1 depois da ,missa1 na sacri/ia mesmo1 qu&o o vosso ,p>o*o se h\v] acabado de desve/ir1 pu*ae com elle a pratica a e/e proposito2 consultae-o1 ouvi-o1 e fazei-o no negocio procurador vosso1 que no o podeis s] mais proprio e natural4 #c ,que bom exemplo no p>a cit> aos ricos o de ,pl9io o moo1 pago1 romano1 e dezoito seculos mais antigo que ns6 ,p$ir-lhes-hia que lessem a ,,xiii d ,livro ,,iv das suas ,c>tas1 escrita a ,cornelio ,tacito2 talvez se t5tasse algum d'elles4 ,se vos p>ec]1 apontae-lhe1 mas que seja por longe1 aquelles dois apo/licos v>es1 ,prior e ,cura da villa d ,norde/e1 aqui1 na vossa mesma ,ilha1 que1 sobre olh>em por todas z necessidades moraes e corporaes d seu rebanho1 at a e/as d ens9o acodem com escolas1 diurnas e nocturnas1 em que so pr(essores elles mesmos4 99 99 99 99 99 ,a unica difficuldade1 em que tudo i/o de escolas podia encalh>1 logrei eu1 eu obscuro homemz9ho1 mas muito vosso amigo1 a v5tura de a aplan> completam5te4 ,a difficuldade1 que at agora se tem oppo/o a hav] muitas escolas1 e em cada uma d'ellas a safra d fruto desejavel1 era o ronceiro1 o moroso1 o semsabor1 o imp]feito1 d ens9o4 ,com o ,me?odo de ens9o que eu introduzi1 em p\cos mezes de recreativo ex]cicio se *ega muito adiante d que at aqui em annos l>gos se conseguia2 com o que1 j vdes se desvanec]am z maiores e peores objeces1 que ao nosso emp5ho se podiam pr4 ,animo pois1 e avante6 ,teimemos1 como vos dizia1 ns outros1 os amigos dos hom5s1 no nosso bom fad>io2 e deix> os outros ob/9>-se l no seu4 ,sabeis uma coisa8 ,p>ece-me que esses hom5s1 com o seu odio s luzes1 concorrem a f9al1 tanto como ns com o nosso amor1 p>a se ellas diffundirem4 ,porqu8 porque z suas p]seguies nos s]vem de e/imulo2 z suas picadas nos amadurecem1 como z de c]tos insectos1 que a ,provid5cia fez1 muito de indu/ria1 p>a o sazoam5to de c]tos frutos4 99 99 99 99 99 ,tomae s5tido n'i/o3 ,se a*>des1 que esp]o em ,deus haveis de a*>1 quem se promptifique a vos cre> uma escola1 seja quem fr1 dizei-lhe que eu1 o vosso amigo1 me d\ por obrigado a indu/rial-o em s uma ou duas lies1 p>a ens9> a l] como por encanto4 ,se duvid>1 p$i-lhe que v5ha4 ,v] provas1 e fic> s5do prova elle mesmo4 ,setembro de #ahdi4 ,,xv ,nono s]o d casal ,leituras publicas ,,summ>io ,porfia-se na summa preciso que temos de ,in/ruco prim>ia4--,bom exemplo que ,s4 ,miguel e/ d&o com z suas escolas4--,ellas progridem1 e ho-de ir a mais4--,o que urge agora1 que os ignorantes conheam o agrado e pr/imo d sab]4--,recomm5dam-se p>a i/o z leituras publicas4--,o ,c>los ,magno nas roz d ,brazil tem feito que muitos negros apr5dam a l]4--,o mesmo nas colonias francezas a novella de ,paulo e ,virg9ia4--,o leitor publico no proprio trabalho tem a recomp5sa4--,leituras publicas dos ,gregos e ,romanos1 e suas vantag5s4--,tem-se gr&e f em que no falt> quem se (f]ea a fazel-z4--,entretanto1 o ,povo que z sollicite4--,n5huma e/ao mais propria p>a z publicas leituras1 que o inv]no4--,aponta-se d'onde os livros podem vir1 e quaes ho-de s]4--,aconselha-se o traduzirem-se obras e/rangeiras e popul>es4--,rob9son ,suisso4--,colloquios aldeos1 por ,timon4--,os ,colloquios vo sahir em vulg>4--,o ,rob9son1 traduzira-o eu1 se podesse4--,digresso sobre o socialismo4--,provid5cia p>a hav] boas obras popul>es4 ,assumptos ha1 que1 p>ec5do mui simplices1 nunca de todo se esgotam4 ,isso teem de seu z coisas intr9zecam5te boas3 que a tantos respeitos e por tantos modos o so1 que mais se amam e desejam quanto mais se inve/igam1 e conhecem4 ,tornemo-nos nossa in/ruco prim>ia1 risonha e amorosa alvorada d dia espl5dido e magnifico da civilisao4 ,a ella1 com toda a f e c>idade6 com toda a esp]ana e devoo6 com todo o ardor e fanatismo6 ,a ella desde hoje6 e teim> n'ella1 em quanto os que mais o devem e podem no vi]em1 pelo desemp5ho d seu (ficio1 desobrig>-nos d'e/e nosso6 ,e nem a9da ento havemos ns de descanar2 havemos de nos aggreg> a elles como auxili>es livres4 ,va/a e difficil a conqui/a de que se trata2 nem elles sem ns1 nem ns sem elles a p]f>iamos4 ,v5ha de cima o favor2 v5ham por baixo z dilig5cias1 que sem suor de trabalhadores1 e influxos de sol e ares1 no ha colheita que se ab5e4 99 99 99 99 99 ,por emquanto o que mais urge 1 como vos dizia1 cre> no ,povo cubiz1 ou mesmo veleidades1 de se in/ruir 7qu&o mais no seja71 e dep>>-lhe1 qu&o no fontes caudaes p>a essas sdes1 ao m5os alguns c>itativos poos1 como os dos ,arabes nos des]tos2 qu]o diz]3 falta de escolas d ,e/ado1 com excell5tes me/res e gr&es meios1 ens9os9hos p>ticul>es e gratuitos4 ,e/a ideia1 que no m9ha1 nem de n+uem em p>ticul>1 sim d seculo1 j por ahi vai lavr&o2 e com to boas mo/ras1 que1 a no vir s>aivada que a de/rua1 a9da e/a ,ilha tem de s] apontada e seguida como exempl>4 ,que de escolas gratuitas j nascidas e pegadas no seio da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes6 ,que de alumnos j aproveitados e in/ruidos por cada uma d'ellas6 ,que de outras j a reb5t>em pelas vossas villas1 e at em aldeias6 ,os factos que d'e/e g5]o me teem v9do ao conhecim5to so p>a gr&issima consolao1 e p>a se regi/>em com summa ufania4 ,oh6 prometto-vos que a9da o hei-de faz]4 ,os nomes d'esses mancebos g5]osos1 e os d'esses p\cos ,p>o*os1 que assim acodem ao prego d seculo1 aos gemidos da necessidade1 e aos clamores da sua consci5cia1 ou eu hei de todo esquec]1 ou ho de fic> lembr&o4 ,assim1 que por e/a p>te no ha s5o que d> muitas graz1 e confi> no contagio santo4 ,z escolas espontaneas brotam1 e e/o cresc5do2 logo1 ho-de cont9u> a cresc] e multiplic>2 e no s p>a leitura1 escrita1 e contas1 mas p>a outros g5]os e graus mais subidos de in/ruco4 ,se o duvidasseis1 apont>-vos-hia mesmo p>a fra da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes3 p>a a dos vossos amigos especiaes2 p>a a ,promotora da ,agricultura ,mi*ael5se1 com os seus cursos de ,hi/oria natural1 de ,botanica1 de ,physica1 e de ,*ymica4 ,ha trfego intellectual1 ha2 e j sup]ior ao que pod]ia presumir-se2 mas1 p>a que elle dure e se augm5te1 que preciso que os necessitados de apr5d] conheam a mis]ia e v]gonha da sua m+ua1 desejem1 queiram1 e procurem rem$ial-a4 99 99 99 99 99 ,hoje em dia1 a nossa maior c>5cia no j tanto de quem t5ha vontade de ens9>1 como de quem se af]vore por apr5d]4 ,ha proporcionalm5te mais quem d1 ou quem (f]ea1 d que quem pea1 ou quem acceite4 ,e como se ho-de ir abr9do z tantas escolas de que a9da havemos mi/r1 se d nada se no =em evoc&o os rogos e votos dos que z devem frequ5t>8 ,o me/re um m$ico2 o discipulo1 um do5te4 ,em quanto o do5te se no conhece como tal1 em quanto no deseja saude1 em quanto no implora soccorro1 o m$ico1 a9da que p]to m1 no app>ece p>a o salv>4 ,seja o nosso ponto1 primeiro que outro n5hum1 acc5d] em vs mesmos e em vossos filhos o go/o da leitura2 d'elle1 como o effeito da causa1 vir tudo mais4 ,z pond]aes1 que j vos fiz1 e vos t5ho repetido1 sobre z conv5i5cias d l] p>a o ap]feioam5to moral1 indu/rial1 e agricola1 p>a augm5to dos hav]es1 da saude1 dos deleites1 e da conviv5cia1 so muito c]tas1 muito cl>as1 e muito irrefragaveis2 mas receio que no t5ham1 s p] si1 efficacia ba/ante p>a vos v5c] a natural in]cia4 ,qu]-se uma p]suaso mais imm$iata1 um argum5to1 embora m5os =te1 porm mais pres5te1 e1 como tal1 m5os resi/ivel4 ,n'uma palavra3 qu]-se que o l]1 j pela sua propria =mosura1 vos namore1 indep5d5tem5te d que promette e pode d>4 99 99 99 99 99 ,sabeis vs que aquelle popul>issimo livro de ,c>los ,magno1 apes> das suas rematadas l\curas1 e n5huma sub/ancia1 tem sido o mais pod]oso inc5tivo de ,in/ruco ,prim>ia8 ,pois assim4 ,at nos s]es das roz e eng5hos de assuc>1 pelos s]tes mais sf>os d ,brazil1 o ,almirante ,balo1 os ,doze ,p>es1 e a ,pr9ceza ,floripes1 d&o horas de encantam5to a coraes simplices e espiritos boaes1 cre>am n'elles a inveja1 a sde1 o e/udo1 e logo a sci5cia1 o go/o1 e o co/ume d l]4 ,o negro que sabe solletr> por aquellas pag9as de m>avilhas1 respeitado e fe/ejado por todo o auditorio2 c5t5>es de negros e negras1 de todas z edades1 lhe p5dem dos labios sem respir>1 horas inteiras2 se elle cahir do5te1 ceg>1 morr]1 ou fr v5dido1 quem lhes f> esquec] z p5as e trabalhos d dia com taes relaes e/5didas pela noite at de%oras8 por isso1 e p>a que tamanha calamidade se no possa nunca realis>1 que todos ambicionam1 e muitos logram1 apr5d]1 cu/a d repoiso e d somno1 a m>avilhosa ,arte1 por quem z memorias d ,arcebispo de ,turpim a9da e/o vivas4 ,o que nas roz d ,brazil tem op]ado o ,c>los ,magno1 tem-n-o egualm5te feito1 entre os negros das colonias francezas1 aquella prosa-poema1 aquelle poema-flor1 aquella flor sempre orvalhada de lagrimas1 ,paulo e ,virg9ia4 99 99 99 99 99 vi/a d'e/es dois factos1 por que no aconselh>iamos1 se procurasse introduzir o co/ume das leituras em commum1 semi-publicas1 ou publicas1 nas aldeias e villas1 e at nas cidades8 ,que agradavel1 que util1 que nobre ex]cicio p>a o leitor6 ,que magi/]io to facil de ex]c]6 ,que d]ram> de b5eficios to sem cu/o6 ,que victorias sem combate6 e que triumphos sem odios6 ,com e/a bella usana1 se =m>ia entre ns essa arte preciosa de l]1 recit>1 e declam>2 mais conhecida1 praticada1 e presada pelos antigos1 d que em nossos tempos4 ,os melhores livros dos ,romanos1 no sabemos ns que eram lidos por seus autores1 ora em suas salas p]ante convidados1 ora p]ante o povo nos !atros8 ,de poetas e oradores ,gregos no alcanamos outro tanto8 e no v]osimil que por ahi se ajud>iam z ,lettras dobradam5te a subirem a tamanha p]feio8 uma1 porque o escriptor1 p>a entr> em duello com o juizo publico1 se armava de ponto em branco1 e em cada um d'esses combates apr5dia e se ame/rava2 e outra porque das suas coroas de loiro =osam5te haviam de cahir bagas1 que produzissem novos loiros p>a futuros mulos4 ,a9da que outro bem se no seguira de taes leituras1 j gr&em5te valra a p5a de z cre> e z g5]alis>1 se o nome de p5a pod]a cab] ao que s goso4 ,mas o pr9cipalissimo proveito de tal praxe o dos ouv9tes4 ,pessoas que nunca l]am1 nem sabem2 outras que no teem livros2 outras p>a quem o mais pequ5o volume um labirynto inextricavel e sem sahida2 outras que na solido de um apos5to sil5cioso nem com ,virgilio cab]iam1 e p>a quem a soci$ade condio impret]ivel d agrado2 todos acudiriam leitura em commum4 ,todos lhe applic>iam mais att5o1 porque a att5o tambem contagiosa4 ,todos compreh5d]iam melhor1 e go/>iam mais a fundo1 porque ent5dim5to e corao1 tudo em ns1 no sei como1 cresce e se melhora na proporo d num]o de cabez que em d]r$or trabalham no mesmo objecto1 dos ro/os1 ouvidos1 e olhos1 que escutam z mesmas palavras1 dos peitos que id5ticas paixes comprimem ou dilatam4 ,d'e/e modo tudo concorrra p>a que o succo1 expresso d livro por um leitor habil1 fosse p>a cada um dos circum/antes o mais agradavel1 o mais copioso1 e o mais nutritivo1 assim como p>a que a cubia da leitura se pegasse aos que nunca a apr5d]am2 os que a apr5d]am mal1 se indu/riassem2 e os que por p]guia lhe fugiam1 *eg&o a reconhec]-lhe os feitios1 se lhe entregassem de corpo e alma4 99 99 99 99 99 ,meus amigos1 se no outro s]o ns confiavamos em que no falt>ia quem se (f]ecesse a vos reg] escolas1 ou pelo m5os o acceitasse qu&o rogado1 como no t]emos gr&e f em que hav] de sobra quem p>a e/as leituras se vos (f]ea8 ,um pequ5o rol dos que pod]iam s]1 j vol-o eu apres5tei2 se vos no acudirem logo1 ide-os vs desafi>1 e ide affeitos1 que vos no ho-de resi/ir4 ,no p]cais tempo2 temos porta z descompassadas noites d inv]no4 ,o inv]no 1 sobre todas1 a e/ao d espirito1 d recolhim5to1 da casa1 da sociabilidade4 ,no inv]no o ,sol1 esse gr&e poeta de ,deus1 int]rompe1 p>a descanar1 o seu poema de seis mil annos4 ,a ,natureza adormece4 ,tudo des]ta dos campos3 z aves1 busca de primav]a2 os gados1 p>a a qu5tura d aprisco2 os bois1 p>a recobr>em =a p>a a lavoira2 os filhos das cidades1 p>a os !atros e assemblz2 vs1 p>a a abhorrida monotonia da l>eira4 ,um leitor6 um leitor6 o vosso ,cura6 o vosso ,escrivo6 o vosso ,facultativo6 um de vs6 seja quem =3 um amigo1 que vos ajunte com um bom livro n'uma cos9ha1 n'uma sala1 n'uma adega1 n'um celleiro 7que importa onde876 que vos leia1 vos explique1 vos oia z duvidas1 vol-z desate1 ou vos ajude a desatal-z1 vos ens9e o que elle mesmo no sabia1 vos descubra o mundo que nunca vi/es1 vos engolfe1 pelas catacumbas encantadas dos seculos pret]itos1 vos leve a p]egr9> pelo ,univ]so =a1 vos descort9e c>dumes de m>avilhas em que nunca att5ta/es por t]ra e ceos1 vos revele que t5des l d5tro um corao1 vos infunda mais alto respeito de vs mesmos1 mais sublime ideia de vossa alma e de vossos de/9os1 noes mais di/9ctas de vossos direitos e de vossos dev]es1 mais t]nura p>a com a familia1 mais af]ro ,patria1 e frat]nidade p>a com o g5]o humano6 ,um leitor6 um leitor e o vosso inv]no vai s] mais florido e h>monioso que a primav]a2 mais v]de1 lum9oso e accezo que o e/io2 mais frutif]o e scismador que o proprio outono4 ,um leitor6 um leitor6 e a quadra que *amavam morta1 s] p>a os vossos int]esses de todo o g5]o a mais activa2 e1 no meio dos folgu$os e aba/anz das outras tres1 a mais recordada com saudade1 a mais esp]ada com alvoroo4 ,oh6 no pod] s] eu1 eu mesmo1 o vosso leitor64444 99 99 99 99 99 --,mas os livros--p]gunt>eis vs--d'onde ho de vir8 e quaes ho-de s]8 ,ho-de vir1 com summo go/o empre/ados por quem qu] que os t5ha1 em quanto de outro modo se no possa4 ,e depois4444 to p\cos ba/am6 ,a leitura1 saboreada como deve s]1 funde tanto6 ,agora1 quanto escolha 7porque emfim1 gro p>a sem5te ha-de s] escolhido71 qu&o por si s o vosso leitor a no s\besse ou ousasse faz]1 nada mais facil que tom> conselho com algum erudito sizudo1 o qual provavelm5te f>ia mais que indic>-lhe e recomm5d>-lhe a obra3 facult>-lh'a-hia1 t5do a2 no a t5do1 l lh'a iria des5cant>4 ,o catalogo dos livros portuguezes mais proprios p>a e/as leituras por ora 7a9da mal67 muitissimo curto4 ,ah1 boa ,frana6 ah1 boa ,+lat]ra6 ah1 boa ,allemanha6 ah1 boa ,italia1 que os teem em c>dumes1 e curam da in/ruco de m59os e plebeus1 como de coisa sria1 e de vez4 ,todavia1 a9da aqui mesmo1 e de rep5te1 alguns titulos pod]iamos cit> ao vosso l$or1 segundo os div]sos int]esses que elle tem de s]vir e prg>3 v]bi gratia3 a ,biblia1 de ,p]eira2 z ,m$itaes1 ou discursos religiosos1 de ,rodrigues de ,ba/os2 a ,imitao de ,*ri/o2 a ,moral em aco2 o ,bom homem ,ric>do2 ,simo de ,nantua2 a ,hi/oria de ,portugal2 a ,recreao philosophica2 o ,guia e manual d cultivador2 o ,diccion>io de ,agricultura1 de ,so>es ,franco2 a ,hygi5e1 de ,mello ,franco2 a ,colleco de receitas1 de ,lucio2 a ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se2 o ,agricultor ,mi*ael5se2 o ,indu/riador2 o ,panorama2 o ,ar*ivo popul>2 o ,recreio das familias2 o ,univ]so pittoresco2 o ,rob9son ,crusoe1 etc4 ,d'e/as obras1 algumas so inteiram5te traduces2 outras1 traduces em p>te2 mas essa consid]ao s por si p\co faz p>a o nosso caso4 ,oxal que muitos outros orig9aes e/rangeiros1 dos que m]ecem s] vulg>isados1 se fossem p>a c traslad&o6 ,eis aqui dois1 bem cr$ores de pref]5cias1 dois1 cada um dos quaes pela utilidade vale uma biblio!ca3 o ,rob9son ,suisso1 e os ,colloquios aldeos1 de ,timon4#d #d ,entreti5s de village--p> ,timon4 7,vicomte de ,corm5974 ,a leitura d'e/a obra1 de que eu no conhecia mais que o titulo1 sobre modo me lisonje\ o amor proprio4 ,muitos dos meus p5sam5tos e desejos n'e/a s]ie de artigos1 haviam co9cidido1 e concordam1 com os d'aquelle excell5te philosopho4 ,no fal&o no tal5to1 em que elle me leva notoriam5te a palma1 no seu livro me vejo como em um espelho4 ,elle obteve a amisade dos hom5s de bem1 e alguma gratido dos infelizes2 por que no hei-de eu esp]> tambem uma e outra coisa8 ,,ca/ilho ,o primeiro um =moso e/udo da ,natureza1 entresa*ado com um mellifluo curso de ,moral2 pag9as1 que todas respl&ecem e palpitam1 que todas nos amam1 e que todas amamos4 ,o segundo a alma de um homem humano1 que1 apoz muito v]1 muito m$it>1 muito engan>-se1 e muito des5gan>-se sobre a politica e os e/adi/as1 vai procur> a felicidade d ,povo onde s a pode hav]3 no qu]] e bom juizo d mesmo ,povo1 na morig]ao1 na dilig5cia1 na economia1 na frat]nidade1 na religiosidade4 ,os ,colloquios aldeos 7dae-me z alviaras da nova71 brevem5te os hav]eis em l+uagem *an1 s9c]a1 e v]ncula1 como convem1 e ess5cial condio em todo o escrito que aspira honra de s] ouvido1 lido1 manuseado1 apr5dido1 assimilado1 e a f9al vivd1 pela ,plebe1 pelo ,povo1 pela ,classe mdia1 pela sup]ior1 pela ,nao1 pela ,po/]idade1 pelo ,mundo4 ,o ,rob9son ,suisso1 j d'aqui me obrigra eu a que tambem o h\vesseis1 e tambem em l+uagem v]ncula e muito vossa1 se a =tuna de quem escreve com a alma deitasse a tanto como lhe *egam os bons desejos4 ,porque olhae vs3 amigos d bem publico no faltam entre os hom5s que se consagram ao e/udo2 mas so aguias1 a quem a =tuna1 p>ece que por escrneo1 se div]te a dep5n> z azas1 ao mesmo passo que1 por escrneo tambem1 z vai at>1 mui brilhantes e espaosas1 em quem no sabe1 nem qu]1 s5o dormir4 ,gr&e desconc]to6 mis]o e mis]rimo desconc]to1 o que to boas e optimas coisas dessemeia1 ou calca no embrio1 ou afoga nasc5a1 ou ao desabro*> ou ao florir z torce1 z quebra1 z arrebata1 z confunde1 z p]de1 z aniquila6 99 99 99 99 99 ,oh6 ,qu&o um p\co n'e/e desconc]to d nosso e/ado pres5te se rep>a2 qu&o to cl>am5te se reconhece a p]da que ahi vai p>a o g5]o humano na anti-provid5cial discordia dos div]sos meios de aco1 i/o das riquezas da alma1 das riquezas da dilig5cia1 e das riquezas da bolsa1 que t5taes no veem a um corao g5]oso de v5]> e abraar 7a despeito de todas suas difficuldades7 a sublime !oria da num]osa e cresc5te escola de ,f\ri]6 ,calumniado nas int5es pelos que nunca o e/ud>am1 o sy/ema da univ]sal h>monia1 o sy/ema mais pr(undam5te respeitador das propri$ades1 a s] exequivel 7segr$o1 que por ora s p]t5ce ao ,altissimo71 o mais pr5he de imm5sos e prosp]rimos de/9os2 o unico1 efficaz p>a reg5]> a t]ra1 precav5do e impossibilit&o revolues2 o unico1 pod]oso p>a realis> sup]abundante e illimitadam5te z promessas *>latans e sempre fallidas dos politicos2 o unico1 por onde a ideia da ,,provid5cia se ha-de torn> compreh5sivel a todos os ent5dim5tos2 o unico1 emfim1 digno d ,homem1 digno da ,natureza1 e digno de ,deus1 que a elle o fez p>a ella1 como ,elle p>a ambos e p>a tudo444 99 99 99 99 99 444,oh6 por onde me ia eu agora6 quo longe d casal e d s]o6 por esse ,univ]so e seculos fra6 ,e a proposito de qu8 ,de bem p\co3 de mim1 que t5ho alma e vontade en]gica1 e alguns meios int]nos p>a s] util2 que =cejo pelo s]1 e1 por falta de concurso de meios ext]nos1 me ga/o1 abrazo1 e consumo1 como mo9ho sem gro a trabalh> sobre si mesmo4 ,hei-de acab>1 hei-de morr]1 como outros muitos1 sem hav] podido deix> ra/o de bem p>a os meus semelhantes86 eu com faculdades1 eu com vocao1 eu com valor1 eu com emp5ho1 eu com dilig5cias1 eu com a m9ha misso bem s5tida1 bem acceita1 e bem jurada1 e1 at onde pude1 bem cumprida1 de am> aos hom5s1 de collabor> com os obreiros des9t]essados1 de pospr mais que o meu individuo1 os individuos d meu sangue1 ao proveito ab/racto e hypo!tico1 mas fasc9ador e gr&ioso1 d maior num]o1 e d porvir864444 ,o que havia aqui d5tro1 e se mallogr\1 s ,deus o sabe2 eu mesmo no o alcano4 ,o meu de/9o1 como o de/9o de muitos de vs1 como o da maior p>te dos hom5s no actual cahos 7alcunhado por antiphrase e/ado social71 brevem5te s] r$uzido a c9zas1 sem n+uem o t] lido4 ,a ,provid5cia m'o escrevra d seu punho2 a =tuna t]re/re com a sua mo sacrilega m'o fe*\ com sete sellos4 ,todo o meu trabalh> ap5as dos sete rompeu um2 espreitei p>a d5tro2 deletreei algumas palavras soltas2 eram nobres4 ,amanhan s] tudo p4 ,depois de amanhan444 nem o p j lembr>4 meus irmos da ,utopia h>monica1 almas g5]osas e consoladoras1 d]ramae-me1 vs ao m5os1 sobre z *agas d corao o suave balsamo da esp]ana6 ,f5ea eu embora mallogrado e p]dido2 mas fazei-me cr]1 na m9ha ultima hora1 que p>a os meus desc5d5tes ha-de j t] nascido r$empo2 que o labyr9to1 onde os mais nobres ,a!ni5ses eram devorados1 vai desab>2 que eu1 e vs1 e os contemporaneos1 somos z d]radeiras victimas d ,m9otauro4 ,outra vez fra d s]o6 outra vez fra d casal6 ,desculpae-me2 agora volto2 e a9da que a raso me *ame l =a1 no torno a sahir1 que tambem c d5tro a temos1 e muito =te1 e muito =mosa1 no gr&ioso assumptos9ho que v9hamos trat&o4 99 99 99 99 99 ,qu]iam-se pois p>a z nossas leituras ou lies popul>es1 alm das obras j indicadas outras1 e muitas1 de ,religio1 de ,moral1 de ,hygi5e1 de ,m$ic9a caseira1 de ,agricultura1 de ,vet]9>ia1 de ,physica1 de ,*ymica1 de ,zoologia1 de ,botanica1 de ,m9]alogia1 de ,economia1 de ,direito publico1 de ,direito civil1 de ,direito crim9al1 de ,hi/oria1 etc42 opusculos curtos1 em l+uagem pura 7e/ragal-a1 como por ahi a e/ragam1 p>a popul>es e m59os um crime71 e f9alm5te b>atos e quasi dados4 ,p>ece-vos i/o difficultosissimo8 pois no 4 ,hom5s de sab] e eng5ho p>a escrev]em taes opusculos1 no faltam2 o que s falta1 a ,lei nova1 e novos co/umes1 que lhes afiancem o no p]d]em1 nem o tempo que h\v]em ga/o no e/ud> e escrev]1 nem z despezas que h\v]em feito no imprimir4 ,o co/ume vir d tempo1 da raso1 e da mesma ,lei2 a ,lei muito facilm5te pod] vir d vosso e nosso ,p>lam5to4 ,adopte e sanccione elle o alvitre que ha seis annos publicavamos#e3 ponha tributo de sello ao papel em que se imprimem deploraveis e e/ragadoras traduces de excusadas e abom9aveis novellas francezas1 e com o tributo d'esse impo/o1 mais racional que o d sello nos papeis =5ses1 faa premios aos escritos illu/radores e sociaes4 ,s] queim> ou ent]r> z h]vas ms p>a adubio de plantas uteis1 que faz] n'um s lano dois b5eficios4 #e ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se--,tomo ,,ii1 n4 #cg--a4 de ,junho de #ahdc--;artigo #agda4 ,d'e/a sorte os autores1 seguros da p]da1 p]f>o o que hoje nem ous>iam commett]4 ,pagas de antemo z suas despezas1 pod]o d> os seus livr9hos por vil preo4 ,a b>ateza1 junta utilidade1 os f> copiosam5te v5d] e reimprimir1 com proveito sempre cresc5te d'elles1 com proveito sempre cresc5te de todo o ,publico4 ,em quanto1 porm1 essa edade aurea das ,lettras1 ,artes1 e ,sci5cias1 nos no *ega1 os nossos bons leitores publicos que se rem$eiem1 com o que a*>em de melhor p>a o int5to2 e mesmo1 se a exp]i5cia lhes mo/r> s] conv5i5te1 que mi/urem com aquellas obras de que fizemos rol1 e semelhantes1 outras de m5os sub/ancia e maior agrado1 como os dramas e os romances moraes4 ,e/e arbitrio p>a os primeiros tempos1 e p>a faz] peg> o co/ume1 s]ia por v5tura o mais plausivel4 99 99 99 99 99 ,que s]es6 que s]es vos no esp]am j e/e inv]no6 ,que deliciosas t>des de dom+os e dias santos6 quantas coisas pre/adias1 e p>a vs novissimas1 no t]eis j na memoria1 no espirito1 e no corao1 em volv5do a primav]a6 quantos ga/os de d9heiro1 de saude1 e de paz int]ior1 no hav]o =rado muitos d'entre vs1 que1 a no s] o *am>iz da leitura1 t]iam ido da v5da p>a o arruido1 ou p>a o r\bo1 de l p>a o hospital1 p>a a cadeia1 ou p>a o cemit]io6 ,p$i1 supplicae ao vosso ,p>o*o1 ao vosso ,adm9i/rador d ,concelho1 a quem mais vosso amigo1 e a quem mais homem vos p>ec]1 que ajudem e promovam taes in/itutos em favor da ,religio e da ,c>idade1 em favor da ,policia e da ,ordem publica1 em favor das ,familias1 e da ,patria4 ,um leitor em cada aldeia1 se possivel6 ,um leitor1 e mais de um em cada villa6 ,muitos leitores1 muitissimos1 innum]aveis1 em cada cidade6 99 99 99 99 99 ,s] a9da e/e mais um grito em des]to sem eccos8 ,outubro de #ahdi4 ,,xvi ,decimo s]o d casal ,abolio d ,ex]cito ,,summ>io ,outros procuram a felicidade1 onde a no ha2 ns p$imol-a ,agricultura4--,o que um ,m9i/]io da ,agricultura f> p>a b5efici> os lavradores4--,o ,ex]cito mal p>a os individuos1 p>a z familias1 p>a a ,patria1 p>a a ,humanidade4--,o ,ex]cito ou p>a conqui/a1 ou p>a def5sa1 ou p>a tranquilidade4--,portugal no pode conqui/>2 no tem de quem se def5da2 t5do1 hav]ia outros recursos2 e a paz int]ior mais se lhe tem com z tropas p]turbado1 que mantido4--,uma s5t5a de ,felice contra hav]mos ,ex]cito4--,quanto o ,ex]cito nos cu/a1 no oram5to1 e =a d'elle4--,lucros cessantes que motiva4--,retrato d camponez antes de soldado4--,o mesmo em soldado4--,o mesmo depois da baixa4--,celibato milit>4--,p$e-se a suppresso d ,ex]cito4--,p\cas palavras sobre o como se pode a milicia ext+uir sem inconv5i5cia nem p]igo algum4--,nova organisao da =a publica4--,gu>da nacional4--,lei agr>ia1 com vantagem p>a o publico e p>a muitos p>ticul>es1 e sem leso p>a n5hum d'elles4--,ac5am-se alguns pontos p>a uma ,lei de organisao de propri$ade t]ritorial4--,adopt&o-se e/es conselhos1 z in/ituies lib]aes e o ,?rono se firm>iam4 ,cont9uamos na nossa teima de procur> felicidade4 ,se l\cura1 l\cura nobre1 e todos os espiritos mais bem nascidos de cada seculo a teem padecido4 ,uns a fiz]am consi/ir na r5unciao de todos os b5s t]re/res pelo amor d ,ceo4 ,outros1 na impassibilidade e/oica4 ,outros1 no elixir de longa vida4 ,outros1 no ,quietismo4 ,outros1 na maxima diffuso das luzes4 ,os economi/as1 na maxima produco mat]ial1 com absoluta ab/raco de moralidade4 ,os politicos1 na composio de =mas gov]nativas4 ,ns1 em relao ao nosso ,portugal1 fazemos consi/ir a felicidade na ,agricultura1 pois debaixo d'e/a palavra compreh5demos1 como effeitos na causa1 a abundancia1 os bons co/umes1 a paz1 a satisfao1 e a e/abilidade4 ,dos economi/as no esp]amos nada2 o mat]ialismo foi sempre e/ril4 ,dos f9anceiros a9da m5os2 todos os alg>ismos d mundo no so capazes de cre> um tomo2 por elles a9da no vi]am s5o tributos ao ,povo1 e meia duzia de alampadas m>avilhosas p>a os ,alad9os d calculo4 ,e1 f9alm5te1 dos politicos tambem no1 porque1 trabalh&o ha tantos annos na procura da promettida p$ra philosophal1 t5do mettido p>a os seus cadnhos tantas preciosidades1 e acc5dido tanto fogo e tantos fogos1 queimado tanto 7at d futuro71 a9da no fiz]am sahir d seu e/rondoso laboratorio s5o fumo4 ,se elles1 ao m5os1 tivessem conseguido imit> o al*imi/a1 que deix\ na gal]ia d ,gran-,duque da ,toscana o prego meio f]ro e meio oiro1 p>a admirao de crdulos1 e desapp>eceu6444 ,mas pelo contr>io3 a sua sci5cia occulta1 se alguma coisa tem logrado trans=m> o oiro em f]ro2 o que no imp$e que1 semelhantes aos ,alb]tos ,magnos e ,caglio/ros1 appellidem tambem a sua obra ,a gr&e obra4 ,no1 meus lavradores2 os unicos al*imi/as sociaes1 em quem se ha-de pr a v]dadeira esp]ana de p$ra philosophal1 que faa ao m5os prata1 e de elixir1 que1 se no prolong> a vida1 pelo m5os nol-a torne supportavel1 sois vs1 com o vosso natural bom-s5so2 sois vs1 cre&o-nos um ,p>lam5to da t]ra2 esse ,p>lam5to1 cre&o-nos ,leis de v]dadeira economia1 e um ,gov]no agricola2 esse ,gov]no1 vosso neto1 e p>a logo vosso protector1 illu/r&o-vos1 moralis&o-vos1 incit&o-vos ao trabalho1 nobilit&o-vos na vossa mesma e/imao1 facilit&o-vos transito por todo o vosso t]ritorio1 promov5do companhias a quem v5dais os g5]os com segurana1 e de quem recebais adiantado p>a os amanhos1 descobr9do e ens9&o-vos1 por uma cont9ua inve/igao dos portos e m]cados de todo o mundo1 quaes z culturas velhas que deveis l>g>1 quaes dim9uir1 quaes acresc5t>1 quaes ap]feio>1 quaes exp]im5t>1 quaes introduzir com affoiteza2 que p>a isso traga embaixadores muito escolhidos1 mui zelosos1 mui portuguezes1 e mui vossos1 por todas z p>tes d mundo2 que em summa compreh5da e creia firmem5te1 que tudo aquillo que a t]ra nos no d]1 a pod] de sci5cia1 de arte1 e de trabalho1 nada s]ia j capaz de nol-o d>4 ,p>a esse ,gov]no1 p>a esse ,p>lam5to1 e p>a vs1 cont9uemos pois a discurs> sobre o que e/ p>a faz]4 99 99 99 99 99 ,falemos hoje d ,ex]cito1 com lic5a dos vossos l>es e das vossas arvores1 que sempre em ouv9do tal palavra se e/remecem e horrorisam4 ,um s]o p>a tal assumpto c>ecia de s] mui l>go2 noite de ,s4 ,joo levada de vela lhe no ba/ra4 ,emfim3 apontemos2 o vosso recto juizo des5volv] depois4 ,c]rae a porta1 que ha ahi alguns vis9hos de &>es altos1 que j murmuram s]mos ns ru9s ga/adores de tempo4 ,ass5tae-vos com animo despreoccupado2 e1 se vos p>ec]1 ide apont&o ahi com c>vo1 por essa p>$e da vossa conv]savel cos9ha1 z pr9cipaes rases da pratica1 a fim de se vos no desluzirem da memoria1 p>a qu&o fr tempo4 99 99 99 99 99 ,que um ,ex]cito8 um mal1 complexo de males sem num]o1 e que s por uma necessidade absoluta se pde tol]>4 ,o soldado ora um escravo1 ora uma victima2 a familia d soldado uma orphan1 esbulhada de p>te d seu hav] mais sagrado4 ,a ,patria no tem c>ga mais on]osa1 nem a ,humanidade coisa que tanto a vexe e lhe repugne4 ,todas z consid]aes sociaes1 economicas1 moraes1 religiosas1 sci5tificas1 litt]>ias1 e arti/icas1 todas sem excepo veem jur> conte/es no processo contra o ,ex]cito4 ,p>a que tem logo havido em todos os tempos ex]citos8 e p>a que os ha a9da hoje em tantas p>tes8 ,umas vezes1 p>a a conqui/a2 outras1 p>a def5sa contra invasores2 outras1 p>a tranquilidade int]na4 ,no primeiro caso1 o ,ex]cito uma arma em mo de salteador4 ,a ,hi/oria *ama-lhe um braso4 ,portugal1 como todas z naes h]oicas1 o teve1 e com elle se engr&eceu4 ,no segundo caso1 um escudo1 que e/ afront&o e esmag&o ao proprio corpo que def5de4 ,d mal1 o mal3 das armadas invasoras proc$]am fatalm5te z armadas def5sivas4 ,no t]ceiro caso1 um rem$io viol5to e disp5diosissimo1 p>a do5a que em p>te se devia prev5ir pela hygi5e1 ou1 *eg&o-se a decl>>1 acudir-se com m5os ruido e mais efficacia4 ,podemos ns s] conqui/adores8 ,no4 ,logo1 se temos ,ex]cito1 no p>a conqui/a4 ,temos que nos def5d] de extranhos8 ,no4 ,rases de mais alta e g]al politica so z que p] si nos def5dem1 e ho-de def5d]2 e1 qu&o ellas cessassem1 ou fossem v5cidas1 no haviam de s] e/as nossas fileiras que nos salvassem1 mas sim o ,povo todo3 os =tes1 e os fracos1 os decrpitos1 z creanz1 z mulh]es4 ,z nossas armas s]iam o f]ro1 os troncos1 o fogo1 z p$ras2 o nosso soldo1 a vi/a das casas que def5demos2 z nossas b&eiras1 os campan>ios das nossas freguesias2 os ,evangelhos d nosso ass5t> praa1 z lembranz das nossas victorias sobre ,romanos1 sobre ,arabes1 sobre ,ca/elhanos1 sobre ,francezes4 ,povo que se def5de na t]ra em que nasceu1 leo e lea no seu bosque diante d covil dos filhos4 ,o ,ceo1 com a santidade da nossa causa nos proteg]ia2 e1 se nos fosse indisp5savel auxilio humano1 elle no-lo dep>>ia no brao de alguma ,nao1 que def5desse nos nossos os seus int]esses4 ,logo1 no tambem como escudo1 que mantemos um ,ex]cito4 ,s] portanto p>a obvi> a tumultos8 p>a cohibir s$ies8 p>a cons]v> boa ordem e regim5to no ,e/ado8 ,a e/a p]gunta no precisamos de respond]2 bem respondida que ella e/ n'uma pag9a de c9co5ta leguas de l>go e cem de alto1 que ha c9co5ta annos temos cem vezes escripto1 respanado1 e tornado a escrev] com sangue de irmos4 ,logo1 se com um ,ex]cito nos consumimos1 no p>a bem da paz dome/ica4 99 99 99 99 99 ,os pequ5os ,pr9cipes--diz ,felice--qu]5do arrem$> os gr&es pot5tados1 teem ex]citos1 que p>a br9qu$o so de mais1 e p>a dev]as de p\co s]vem4 ,a segunda p>te d'e/a s5t5a bem provada e contraprovada nos e/ por factos2 e a primeira v]dade no m5os manife/a4 ,p]guntae aos oram5tos 7e a9da esses no sabem1 ou no dizem tudo73 emquanto nos importa o ,ex]cito8 os soldos e com$orias da soldadesca e dos e/ados maiores8 os uni=mes1 os armam5tos1 o calado1 a remonta e su/5to da cavall>ia1 z fabricas de polvora e balas1 os ars5aes1 os qu>teis1 z obras de =tificao1 z m>*as e conduces de bagag5s1 os transportes por m>1 os r\bos e extravios d mat]ial1 z secret>ias1 os commiss>iados1 z inspeces1 os tribunaes milit>es1 z boticas1 os m$icos1 os cirurgies1 os enf]meiros1 os moos1 os invalidos1 z musicas1 etc48 ,os oram5tos d ,m9i/]io da ,gu]ra d'e/es ultimos nove annos do1 t]mo m$io1 uma despeza annual de #b3geh3ehjdaj reis4 ,se porm consid]>mos que a ,m>9ha 1 por sua natureza1 p>te e complem5to da ,gu]ra1 e nos tem cu/ado1 tambem t]mo m$io no mesmo p]iodo #idd3dgehea reis1 t]emos annualm5te uma despeza de reis #c3gjc3jefbfa4 ,pelo exame dos respectivos oram5tos1 todas z re/antes despezas d ,e/ado1 t]mo m$io1 no teem subido no mesmo p]iodo de reis #f3efj3daieij4 ,coisa espantosa6 ,mais de um t]o dos hav]es publicos devorado pela ,gu]ra1 que ou um nome vo1 ou1 qu&o tem a sua fune/a realidade1 por esse mesmo desp]dicio que nasce e se alim5ta6 ,despeza a9da mais desgraada1 qu&o se olha p>a o desamp>o da ,in/ruco ,prim>ia1 p>a a falta de e/imulos e premios ,agricultura1 ,indu/ria1 s ,artes1 s ,sci5cias4 ,despeza inqualificavel1 qu&o se rep>a em que1 proporo que ns m+uamos1 que nos afogamos na divida1 vai ella a cresc] de mais em mais4 ,e1 como se e/e inf9ito fra a9da p\co1 l baixam de vez em qu&o das ,secret>ias novos padres de uni=mes1 como de ,p>s veem figur9os p>a os t\cadores das casquilhas6 no que1 ao desp]dicio accresce a9da o indecro1 ao indecro a dureza1 pois que essas vaidosas despezas1 dos proprios milit>es vo sahir2 classe que1 empobrec5do-nos a ns1 e/ bem longe da opul5cia4 99 99 99 99 99 ,alm d'e/as despezas c>regadas na massa commum1 p]guntae s t]ras1 por onde1 ha meio seculo1 nos &am1 quasi de cont9uo1 transit&o corpos1 quanto lhes no tem cu/ado a ellas o ,ex]cito em aboletam5tos1 em hosp$ag5s1 em dilapidaes1 descam9hos1 e e/ragos1 em seras taladas e comidas pelos cavallos1 em oliveiras1 sves e alfaias campe/res queimadas1 gados comidos1 be/as e c>ros ap5ados1 trabalhos ruraes ret>dados ou supprimidos1 etc41 no fal&o j em damnos de outra natureza1 muito maiores e mais irrep>aveis6 ,esmae tudo i/o a monte4 ,arripiam-se z c>nes6444 ,e todavia1 a9da ha mais3 a todos e/es damnos imm]g5tes1 que de lucros cessantes no accrescem1 com a exi/5cia de um ,ex]cito1 aos p>ticul>es e ao ,publico6 quantos braos arrancados lavoira1 aos mi/res1 e s artes6 que desfalque no total da produco6 que augm5to no sal>io dos jornaleiros6 em milh>es de casaes que m+ua de po1 por aus5cia de quem o ganhe6 99 99 99 99 99 ,viremos agora a que/o por outro lado4 ,*ega o recrutam5to4 ,l vai o corao de uma pobre familia arrancado6 ,l entra pela primeira vez1 e prezo como um crim9oso1 na cidade1 a quem elle qu]ia s]vir de longe com a enxada na mo1 um moc9ho1 innoc5te1 *eir&o t]ra1 ao f5o1 e flor d matto2 simples e vioso como ella1 tem5te a ,deus1 amante de seus paes1 de suas irmans1 de seus irmos1 bemqui/o dos vis9hos1 laborioso como abelha1 s5t9do e expir&o de si a poesia da ,natureza1 como o pass>ito d silvado em flor por uma antemanhan de ,maio4 ,approvado pelos m$icos n'um exame1 onde o fiz]am cor> pela primeira vez1 passa de rep5te da lib]dade p>a a escravido2 da luz e fragrancias d seu campo1 p>a a escuridade ftida de um qu>tel2 d'entre ro/os b5volos1 p>a entre semblantes c>rancudos2 d rebanho que pa/orava1 p>a a escola e *ibata d in/ructor1 p>a z conv]saes grosseiras1 mortiz e fumosas da t>imba4 ,com viol5ta mo lhe limam pressa todo o cunho da sua individualidade3 r5te>am-lhe o cabello1 como a todos os seus cam>adas2 ve/iram-n-o e calaram-n-o como todos elles2 con/rang]am-n-o a tom> a mesma figura e movim5tos1 a d> os mesmos passos contados1 a com] mesma hora1 e d mesmo po1 a dormir e a acord> voz metallica da mesma trombeta4 ,individualidade68 elle8 at o nome lhe tir>am2 um num]o2 e esse num]o nem mesmo designa um ente sobre si4 ,z suas armas1 o seu f>dam5to1 e elle1 so tres elem5tos insep>aveis1 cuja somma o soldado4 ,se a bayoneta s\besse ouvir e ob$ec]1 e a esp+>da atir>1 no z t]iam complicado com aquelle app5so vivo1 que p>a ellas o que a c>reta p>a o canho1 ou os cavallos p>a a c>reta4#f #f ,n'um volume de romances moraes1 que o meu amigo o snr4 ,luiz ,filippe ,leite e/ p>a d> e/ampa1 com o titulo de ,supposies que podem s] realidades1 ha uma p9tura das mis]ias da vida milit>4 ,o autor copi\ o seu soldado d natural1 o seu des5ho bello1 z suas cres v]dadeiras4 um soldado esse1 que s]ve de efficaz auxili> nossa d\tr9a4 ,,ca/ilho4 99 99 99 99 99 ,o mais rigoroso de todos os codigos das ,naes1 e o mais altam5te (f5sivo da dignidade humana1 aquelle que o soldado1 com a mo sobre os ,evangelhos1 jura cumprir4 ,e o peor que essa ant9omia a todas z ideias de ,lib]dade1 uma fatal condio1 e insep>avel1 da exi/5cia de ex]citos4 --,ao m5os1 uma vida gloriosa a das armas6--dizem4 ,mas no s] esse diz] uma arteira s$uco armada ao espirito1 assim como a purpura das b&as1 o accezo dos p5na*os1 z cres vivas das golas e canhes1 o oiro das dragonas e das *apas1 o lu/roso das correias e dos f]ros1 so outra calculada s$uco p>a os olhos1 e outra z e/rondosas musicas p>a os ouvidos8 ,nos sacrificios dos pagos enfloravam-se z victimas4 ,por que razo ,m>te no enfeit>ia tambem z suas8 ,gloriosa vida a d soldado86444 ,a consci5cia d'elle que o diga4 ,o seu ent5dim5to entorpeceu-se no meio da monotonia da sua agitada ociosidade4 ,tudo n'elle vulg>4 ,os seus actos1 at qu&o arro/a com z balas ou va br*a1 so sem m]ito1 porque no so livres4 ,a reflexo lhe defeza4 ,o sopro de um cl>im o despra p>a a morte1 ou p>a a victoria1 como a desc>ga d obuz arremea a bomba1 que vai desp$aar1 desp$a&o-se4 ,m&ado1 combate hoje pelo v]melho contra o azul2 amanhan1 m&ado1 combat] pelo azul contra o v]melho4 ,m&ado1 expe-se n'uma s5t9ella p]dida1 pela segurana dos seus cam>adas4 ,m&ado1 ir1 em se recolh5do d'ali1 esp+>de> o seu cam>ada pr$ilecto1 sem uma p]gunta1 sem uma lagrima4 ,m&ado1 poria fogo1 sem hesit>1 egreja onde o baptis>am1 aldeia em que nasceu1 *\pana d'onde sua me entrevada no pode fugir4 ,tudo i/o lhe murmur> tri/em5te a consci5cia1 qu&o sua pr(isso ouvir *am> gloriosa4 ,que fiel1 que horrorosam5te fiel1 no o retrato1 que d soldado1 olhado a e/a luz1 p9t\ a negro ,alfr$o de ,vigny6 99 99 99 99 99 ,ao viv] mona/ico teem repreh5dido philosophos os seus tres votos1 como anti-naturaes4 ,e o soldado86 ,o soldado livre p>a casam5to8 ,o soldado no geme em =ada pobreza8 ,o soldado1 sobretudo1 no o prototypo da ob$i5cia s]vilissima8 ,no monge1 ao m5os1 a pobreza descala1 a cont95cia sobrec>regada de cilicios1 a abnegao d qu]]1 t9ham por comp5sao a esp]ana de !soiros1 de delicias1 e de um ?rono p>a a et]nidade4 ,e o soldado8 ,que lhe promettem1 ou que esp]a1 por tantas r5unciaes8 ,oh6 a sua humildade1 se fosse livre1 s]ia inque/ionavelm5te de todas z h]oicidades humanas a mais e/up5da4 ,mas no livre4 ,mais1 d que no ,religioso op]a a esp]ana d premio1 opra n'elle o seu unico movel3 o m$o d ca/igo4 ,o c5obita padece e canta2 o soldado padece1 e nem ousa suspir>4 ,aquelle canta porque na phantasia lhe riem ,cos2 a e/e negrejam-lhe na ideia o calaboio1 z v>as1 a grilheta1 a f>da rasgada1 o fusilam5to4 99 99 99 99 99 ,depois de annos de uma tal vida de gloria1 como volv] ao seu torro o manceb9ho innoc5te1 que d'ali arranc>am1 por entre tantas lagrimas dadas e recebidas1 se por v5tura l volv]8 ,nem a namorada d seu corao1 se a teve1 o reconhec]4 ,o aborrim5to da mis]ia n'uma condio obscura1 e na famili>idade com entes sem educao nem pr9cipios1 lhe fez contrahir muitos vicios ignobeis1 que o lev>am mais de uma vez1 ora s prises1 ora aos hospitaes#g4 ,z suas mos p]d]am o geito e go/o dos trabalhos naturaes e primitivos4 ,resc5dia s flores d matto2 hoje *eira polvora1 tem o p]fume das batalhas1 como z aves c>niceiras o =tum cadav]oso4 ,t9ha ,f1 desb>at>am-lh'a2 indole affectuosa1 affiz]am-n'o1 por dev]1 !oria e pratica d homicidio4 ,nos contos d s]o1 tudo o fazia e/remec]2 agora1 elle que infunde espanto aos ouv9tes1 pelo impassivel com que a sua voz r\ca descreve z c>niarias que viu1 e que ajud\1 o lano da cidade que vo\ com a exploso da m9a1 a populao in]me que pass>am espada4 #g ,v]dade reconhecida pelo snr4 ,capito ,joo ,m>ia ,fradesso da ,silveira no seu honrado artigo sobre a lei d recrutam5to1 na ,revi/a ,milit> de ,fev]eiro de #ahdi4 ,,ca/ilho4 ,por que assim desprezador da vida8 ,porque d'ella s conhece z durezas e am>guras4 ,o seu valor1 se o tem1 uma qualidade negativa3 desprza a morte1 porque no s5te a alma4 ,breve3 o ,ex]cito cu/a ao ,!soiro1 que devora2 s prov9cias1 que fatiga2 s casas1 que desfalca de filhos2 s t]ras1 que priva de braos2 s artes1 que despja de obreiros2 aos individuos1 que esbulha d seu qu9ho de lib]dade1 a quem quebranta mil fros e immunidades ess5ciaes d homem1 a quem1 f9alm5te1 de hom5s conv]te em ma*9as de de/ruio4 ,e mais1 e muito mais1 cu/a a9da o ,ex]cito1 se avali>mos z graves consequ5cias1 positivas e negativas1 directas e reflexas1 d seu celibato2 ponto esse1 em que j d'outra vez tocmos1 e que por si mesmo se e/ comm5t&o4 99 99 99 99 99 ,ora1 se tanto cu/a o ,ex]cito1 e se to inutil 1 como j vimos1 por que no insi/iremos p>a os ,legisladores1 e p>a os que os ho-de eleg]1 no alvitre 7que tambem j outra vez suscitramos7 de se ext+uir e/e gr&e1 e/e imm5so1 e/e inutil1 e/e e/ril e e/]ilisador1 conv5to milit>8 ,no se d baixa ao soldado qu&o j no pde com a milicia8 ,no se lh'a d8 at em tempo de gu]ra8 quanto mais em paz6 ,pois ento1 por que se no ha-de a baixa conc$] j j a e/e tri/e velho de ,portugal8 ,z suas armas visivelm5te o assob]bam e debilitam de anno p>a anno4 ,agu>d>emos que o acabem de mat>1 p>a ento lh'z despirmos8 ,elle j no tem que ir fra a conqui/>4 ,de fra no ho-de vir accommettel-o4 ,logo1 de que lhe s]vem1 se no fr p>a se f]ir8 ,arrancae-lh'z2 ou antes3 deixae-lh'z depr dos braos pizados1 sangr5tos1 e cadav]icos1 que tudo quanto elle mesmo vos supplca4 ,tem o torros9ho que m]c\1 e muito c>o2 p]mitti-lhe remoar-se n'elle1 cultiv&o-o com desafogo4 ,qu&o ,h]m9ia1 no =moso poema da ,j]usalem resgatada envrga armas sem s] gu]reira1 a que p]igos e t]rores a no expe essa l\cura6 ,mas qu&o emfim1 vai armada d> assim quelle campe/re retiro1 onde o pa/or ancio e/ rodeado da familia1 embebido em seus ru/icos ex]cicios1 que os m59os fogem1 assu/ados de a v]1 e s voltam qu&o ella1 desquit&o-se d elmo1 se lhes descobre g5til1 pacifica e amorosa1 donosissima allegoria6 ,escutae o que a boa ,h]m9ia diz1 ou o que diz1 por sua bocca1 a alma d gr&e ,poeta3 ,seguite1--dice--avv5turosa g5te1 ,al ,ciel diletta1 il bel vo/ro lavoro1 ,*e non portano gi gu]ra que/'armi ,all'opre vo/re1 ai vo/ri dolci c>mi4 ,assim deve j diz] aos nossos agricultores a nossa milicia1 desfaz5do-se de armas excusadas e improprias3 ,g5te amada d ,ceo1 ditosa g5te1 avante em vossos plcidos lavores6 ,j dispo z armas2 animo recobrem a lida vossa1 os vossos br&os v]sos4 99 99 99 99 99 ,at aqui so axiomas4 ,qualqu] ent5dim5to os p]cebe4 ,d'aqui p>a diante p]t5ce aos ,e/adi/as1 mas aos ,e/adi/as s9c]os1 philosophos1 e humanos1 propr3 primeiro1 o modo de faz] a suppresso1 sem expr a cont+5cias fune/as2 depois1 o modo de organis>1 mais efficaz e m5os disp5diosam5te1 a necess>ia =a publica4 ,ns1 que no somos ,e/adi/as1 s p\cas palavras nos p]mittiremos sobre e/es dois assumptos4 99 99 99 99 99 ,a abolio d ,ex]cito s]ia recebida pela gr&issima maioria d'elle com alvoroo1 ou muito nos enganamos4 ,a soldadesca1 se a consultassem1 approv>ia talvez unanime4 ,ao subir d'ella p>a a (ficialidade1 que haviam de pr9cipi> z repugnancias1 cresc5do tanto mais1 quanto mais se fosse pelos po/os a subir4 ,era logo lic5ci> a soldadesca toda1 e da (ficialidade quantos o desejassem4 ,os re/antes empreg>-se-hiam1 ou nos s]vios1 a9da milit>es1 de que logo fal>emos1 ou em outros quaesqu]1 em que1 segundo suas habilitaes1 o ,gov]no ent5desse aproveital-os4 ,z vacaturas1 por morte ou outras causas1 dim9uiriam de mez p>a mez e/e re/o de onus1 a9da gr&e p>a o ,!soiro2 at que em p\cos annos hav]ia cessado totalm5te4 ,os soldados sltos das ,b&eiras s]iam pref]idos1 em egualdade de circum/ancias1 p>a mil pequ5os empregos da republica3 policia municipal1 gu>das de b>reira e de alf&egas1 correios1 s]vio inf]ior de tribunaes e e/aes publicas1 trabalho braal nas (fic9as nacionaes e nas dos contratos que a ,nao arr5da1 trfego nas qu9tas exempl>es e exp]im5taes1 tripulao e mais (ficios na ,m>9ha1 de que alguma p>te sempre fic>ia provavelm5te subsi/9do4 99 99 99 99 99 ,quiz]a-se tambem que uma ,lei nova1 regul&o mais assizadam5te a propri$ade d solo1 em ordem a fazel-o subdividir1 e aproveit> at ultima polegada1 proporcionasse conc$]-se aos que h\vessem sido bons soldados um pequ5o *o1 com o adiantam5to de in/rum5tos1 sem5tes1 e algum d9heiro p>a os primeiros annos1 s5do casados1 ou obrig&o-se a cas>2 e apres5t&o fiador que respondesse pelo valor que se lhes entregava4 ,os t]r5os nacionaes pod]iam d'e/e modo s] aproveitados com gr&e vantagem1 e mesmo os baldios dos ,municipios1 m$iante contratos equitativos1 e de int]esse mutuo4 ,que lucr\ o ,e/ado com to consid]avel quantidade de solo tomado s ,ord5s religiosas8 ,elle nada4 ,cre>am-se ahi meia duzia de pr9cipados1 contra todos os aphorismos da ,economia4 ,com a diviso em pequ5os lotes1 que familias indig5tes se no h\v]am av5turado6 e o ,!soiro t]ia recebido j hoje v9te vezes mais d que assim obteve4 ,pela mesma ,lei1 os gr&es propriet>ios que no cultivam1 por no pod]em ou no qu]]em1 s]iam c]tam5te obrigados a arr5d> em lotes1 e por preos racionaes4 ,os morgados444 ,mas e/e objecto sobejo l>go e importante2 no cabe aqui4 ,o que apontmos sobra p>a mo/r> que1 re=madas z ,leis no que ellas teem de mais flagrantem5te anti-social1 n5hum receio podia hav] de que faltasse trabalho e po p>a quem qu] que fosse4 99 99 99 99 99 ,j podemos portanto pressuppr acceita e agradecida pelo proprio ,ex]cito a sua suppresso1 na qual1 segundo se acaba de vr1 nada ha de viol5to nem odioso1 se no que tudo pat]nal4 ,a ult]ior organisao da =a publica figura-se-nos a9da mais facil4 ,no inv5o nossa2 d seculo2 da philosophia2 da ,lei d ,e/ado2 a ,,gu>da ,,nacional4 ,p>a allivio d'e/a nas cidades gr&es1 podia hav] tambem1 como em ,lisboa e no ,porto1 uma ,gu>da e/ip5diada pelo ,municipio2 a9da que1 ao v]mos ,londres1 a mais populosa cidade d ,mundo1 mant] sem n5huma tropa1 e s com meia dusia de paizanos velhos1 a sua admiravel ,policia2 no podemos dissimul>1 que muita coisa e/ a9da por imit> de ,e/rangeiros1 de quem1 pelo commum1 s o indiff]5te ou o inapplicavel traduzimos4 ,paiz mais floresc5te que a ,holl&a nunca eu vi em m9has viag5s--diz ,b]n>d9o de ,sa9t-,pi]re4--,na ,capital enc]ra pelo m5os c5to e oit5ta mil almas4 ,com o imm5so trfego de m]cadorias que em tal cidade negoceiam1 se falt>o n'ella com que se t5tem z cubiz6 ,pois sem emb>go1 no se ouve l fal> de um r\bo2 nem gu>das ha de soldados4 ,em #agfb que eu l e/ive1 havia j onze annos que se no t9ha suppliciado n+uem2 e no diz] que no sejam sev]as z ,leis2 mas como o ,povo a*a facilm5te em que ganh> a vida1 no tem por que z quebrante2 e advirta-se que e/e ,povo tem ganhado milhes a imprimir quantas extravagancias ahi se escrevem em ,frana sobre ,moral1 ,politica1 e ,religio4 ,assim mesmo1 a9da no desdiz das cr5z e co/umes que d'antes t9ha4 ,a razo porque vive cont5te com a sua sorte4 ,,os ,,crimes ,s ,,nascem ,,da ,,indig5cia ,e ,,opul5cia ,,excessiva4#h #h ,da primeira vez que e/e artigo se imprimiu no ,agricultor ,mi*ael5se1 no levava a pres5te transcripo dos ,e/udos da ,natureza4 ,foi depois de dado e/ampa1 que eu li e/a admiravel obra2 digo li1 por que ao devor> folhas na pu]icia no se *ama l]4 ,os meus encontros em affectos1 em p5sam5tos1 at em imag5s1 com ,b]n>d9o de ,sa9t-,pi]re n'e/a e n'outras suas obras1 no ob/ante o que vai de tal5to a tal5to1 que 7a9da mal p>a mim7 quasi inf9ito1 se por uma p>te me podiam lisonje> o amor proprio1 por outra me confirmam n'e/a1 p>a quem escreve1 tri/issima v]dade de que nada ha de novo debaixo d sol4 ,c5sura de plagiato1 que a mais gabad9ha dos ignorantes1 difficultosam5te a ousra faz] quem tiv] compo/o e e/udado4 ,veja-se a m9ha ,nota sobre ,orig9alidade no fim d drama ,cames4 ,,ca/ilho4 99 99 99 99 99 ,uma ,gu>da ,nacional1 urbana e ru/ica1 de p e de cavallo1 segundo uma ,lei prud5te1 mas francam5te lib]al1 s]ia uma =a respeitavel pelo seu num]o1 e mais que sobeja p>a os tempos ord9>ios4 ,p>a a hypo!se1 mais que inv]osimil1 de invaso e/rangeira1 e/a mesma ,gu>da s]ia ,ex]cito1 como se obs]vassem duas precaues2 a sab]3 t] con/antem5te uma bella ,escola milit>1 viveiro de (ficiaes p>a z armas sci5tificas1 e obrig> os batalhes civicos a revi/as1 ex]cicios1 p>adas1 e passeios milit>es1 com in/ructores idoneos4 ,soldados taes1 em que diff]iriam dos de l9ha8 ,em duas ss coisas3 em cu/>em m5os1 e em val]em mais4 ,o que pode o homem def5d5do o solo conhecido1 e a que *ama seu1 j o pond]mos2 mas se provas qu]eis1 p]guntae ,g]mania1 s ,gallias1 ,britannia1 ,helvecia1 ,lusitania1 e a todas z ,hespanhas velhas1 pelas legies ,romanas2 mesma ,hespanha1 pelos ,sagunt9os1 pelos ,a/urianos1 pelos ,gaditanos1 por cada uma das suas prov9cias2 ,frana1 pelos ,p>isi5ses1 pelos ,bretes1 pelos ,v5deanos1 por suas com>cas2 ,grecia1 pelas ,!rmpylas1 por ,missolunghi1 por toda a sua hi/oria antiga e mod]na2 ,belgica1 por ,anv]s2 ,am]ica1 pelos ,e/ados-,unidos2 ao ,norte1 pela ,polonia1 pela ,hungria1 pelo ,caucaso2 a ,portugal1 pela ,t]ceira1 pelo ,porto1 por cada palmo d seu t]ritorio4 ,emfim3 int]rogae affoitam5te a todos os seculos1 sobre todos os povos d ,mundo4 ,sobre o torro mat]no1 todos so ,an!us2 podem s] v5cidos1 mas por braos de ,h]cules1 e s depois de mil vezes r5ovada a lucta4 ,oh6 de que loiros se no c+ira o ,m9i/ro da ,cora que o ousasse propr6 ,onde ha ahi ,cames1 nem ,hom]o1 p>a lhe fundir a e/atua com z devidas dim5ses8 ,o ,?rono e z ,in/ituies deix>iam de vacill>4 ,duas gides cele/es os cobririam3 a ellas1 o s5tim5to da ,lib]dade2 a elle1 o amor1 amor c5tuplicado pela gratido4 ,aos r\cos triumphos das eras antigas succ$a o da ,arcdia cant> fe/ival6 ,da ceifa das palmas1 ceifa de espigas1 volvei1 ,c9c9atos d bom ,portugal4 ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no p5a1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada !soiro s ella1 s ella braso4 99 99 99 99 99 ,meu ,deus6 ,s] possivel que e/ejam a paz1 a abundancia1 e o amor a bat]-nos s portas1 e lhes no abrmos8 que a felicidade nos ria dos ares1 dos valles1 dos montes1 dos rios1 d ,oceano1 e lhe fe*emos os olhos8 que e/e solo nos grite de todos os pontos ,p$i-me1 e receb]eis1 e lhe arranquemos os filhos8 que aos brados da ,indu/ria e da ,agricultura respondmos sempre politica8 aos gemidos da ,moral1 que p$e p>a si trabalho1 f>tura1 casam5tos1 in/ruco1 e fe/as1 politica1 sempre politica1 nada s5o politica8 ,aos jogadores e empalmadores da boa sorte d ,povo1 a esses1 que lhe reprezam em seus c(res o oiro1 que tantas coisas podia fecund>1 no p]guntemos que vale ou significa o oiro2 mas aos magnates d ,e/ado1 como deix>emos de p]gunt> que vale ou que pode essa politica1 esse demonio incubo1 sem olhos1 sem ouvidos1 sem entranhas8 ,que tem feito8 que faz8 que ha-de faz]8 que sabe faz]8 ,dispam-lhe a purpura1 que sangue4 ,am>rem-lhe os pulsos1 que h>pia4 ,tapem-lhe a m5tirosa bocca de s]eia4 ,de/]rem-n'a1 ou ent]rem-n'a1 que os dias da cr$ulidade j pass>am4 ,p>a o seu log> subam1 ao som de vivas univ]saes1 o amor da v]dade1 o amor da actividade1 o amor da ju/ia1 o amor da frat]nidade1 o amor das virtudes e dos tal5tos1 o amor dos hom5s1 das mulh]es1 dos m59os1 e dos a9da no nascidos4 ,s amores p$imos4 ,o p$il-os to ju/o6444 e o conc$el-os to facil6444 ,novembro de #ahdi4 ,,xvii ,fe/a da ,r$empo #be de ,dezembro ,nada mais inexplicavel1 que a opposio con/ante1 que de muito fazem ao ,*ri/ianismo tres raz de hom5s1 todos influ5tes3 os *amados ,lib]aes1 os *amados ,philosophos1 ou sabios1 e os *amados ,mundanos1 ou p>tid>ios dos deleites4 ,os primeiros deviam v] n'elle o santo dogma da egualdade e frat]nidade2 os segundos1 a *ave que abre todos os enigmas1 e o unico pr9cipio da ,moral2 os t]ceiros1 z unicas v]dadeiras alegrias conc$idas t]ra1 a s]5idade d animo1 z esp]anz inf9itas1 a b5efic5cia mutua e univ]sal1 a arte div9a de conv]t] os torm5tos em gosos1 z humiliaes em glorias1 a velhice em alvorada1 e a morte em triumpho4 ,os que1 no pod5do *am> outra coisa ao ,*ri/ianismo1 p>a o de%onr>em lhe *am>am tri/e1 no t9ham jamais comp>ado os ro/os da multido pobre e humilde1 que pela manhan c$o sai d templo mui s]5a1 aos semblantes d tropel1 que1 pelas horas mortas1 vem golf&o dos espectaculos1 das assemblz1 das espeluncas da crpula e d jogo1 cado1 aborrido1 p>te melancolico1 p>te cuidadoso1 p>te brio2 uns vazios d oiro que lhes havia de su/5t> os filhos2 outros1 opul5tados a subitas1 p>a se arremess>em mais affoitos ru9a2 e/es1 com a fama d5egrida2 aquelles1 com a alma hydrophbica a9da a bab> v55o2 frutos de c9za e fel d5tro em casca brilhante2 favos escondidos no escuro vo de um tronco4 99 99 99 99 99 ,todas e/as excell5cias nos traz epilogadas a fe/a gr&e1 que pr5de ao fim d anno velho o pr9cipio d anno novo1 e que uma como absolvio d pret]ito1 e santificao d porvir4 ,n'e/es treze dias temos em =moso drama um symbolo completo da origem1 da indole1 e dos f9s1 da ,religio d ,naz>5o2 a apo!se da humanidade2 a subv]so das pompas vans2 a infuso d ,ceo na t]ra1 e a escada my/ica da t]ra aos ,ceos1 que app>ece respl&ec5te no meio das trevas com z azas prateadas de todos os ,anjos1 e resso&o com os cros de ,,gloria ,e ,,paz2 ,,gloria ,,aos ,,ceos1 ,e ,,paz ,,aos ,,hom5s ,,de ,,boa ,,vontade6 99 99 99 99 99 ,que risonha e que magnifica no 1 ao mesmo tempo1 a primeira sc5a d'e/e drama1 annunciado e preludiado1 l>gos seculos havia1 pelos gr&es lyricos da ,f1 os ,prophetas6 ,eis o presepio de ,belem4 ,os my/]ios1 em to pequ5o espao contidos1 adoram-se com o sil5cio4 ,adoremol-os4 ,mas como o dia de jubilos e boas-fe/as1 *amemos pelos nossos camponezes1 como os ,anjos *am>am pelos da ,juda1 p>a que v5ham1 primeiro ador>1 como ns1 e depois alegr>-se com ufania4 ,no foi nos palacios1 no foi em ,roma1 no foi no ,capitolio1 que o ,filho d ,s5hor de tudo quiz nasc]2 foi nos campos1 foi na mais ru/ica poisada2 no entre ,pr9cipes1 se no entre pobres4 ,os animaes1 symbolos da lavoira e d trabalho1 lhe fazem crte4 ,os primeiros convocados p>a o v]em1 os primeiros que o l\vam1 o beijam1 e o qu]em1 so os pa/ores4 ,os primog5itos d ,ceo fo/es vs1 e soil-o a9da1 hom5s simplices e laboriosos4 ,os das pompas1 os da riqueza1 os da sci5cia1 viro tambem pro/r>-se a e/e ,m59o1 que ennobrece a tudo quanto se pro/ra2 viro1 que o de/9o d',elle a dom9ao univ]sal2 mas s *eg>o depois de vs4 ,p>a vs1 ba/\ um convite melodioso2 p>a elles s] necess>ia uma revoluo nos a/ros4 ,eil-os emfim1 os ,reis6 99 99 99 99 99 ,noite de ,natal1 quem te no ama86 ,noite das virg5s e das mes1 dos m59os e dos velhos1 dos camponezes e dos ,sob]anos1 noite dos ,anjos e dos hom5s1 qual s] o corao que tu no alvorces8 ,at o incrdulo se alegra1 v5do refulgir no meio das trevas o templo enflorado1 e escut&o-lhe os cant>es triumphaes4 ,d alto dos campan>ios reb5tam porfia os repiques1 luct&o com os v5tos impetuosos d inv]no1 e v5c5do-os1 e indo lev> uma saudade1 a9da suave1 ao leito solit>io d p>alytico4 ,toda e/a musica1 toda e/a cl>idade1 todo e/e calor1 toda e/a vida no corao d inv]no1 e meia-noite1 condizem com uma ,religio1 que v5ceu o inf]no1 os ,ces>es1 os deuses2 que triumph\1 triumpha1 e triumph> sempre1 dos temporaes da p]seguio1 das trevas da ignorancia1 e das trevas1 muito mais trevas1 da presumposa ,sci5cia4 ,sim1 sim2 o presepio1 tal como a9da ao pres5te o vemos reluzir allumiado1 at por sotos e cabanas1 o presepio com todos os seus *amados ana*ronismos1 com os seus ca/ellos artilhados1 os seus monges1 os seus ,romanos antigos1 os seus pa/ores mod]nos1 os seus camellos c>regados de oiro1 z suas g5tis damas1 e os seus pavilhes campe/res +lezes2 embora nescios o comm5tem por delirios e absurdos arti/icos1 a mais v]dadeira de todas z ,hi/orias1 e de todas z ,prophecias a mais infallivel3 um espelho long9quo1 no qual todos os pontos da t]ra e todas z edades se e/ampam1 conv]g9do p>a a adorao d ,,creador ,,univ]sal4 #ahdi4 ,,xviii ,undecimo s]o d casal ,desp$ida ,,summ>io ,adeus p>a sempre a ,s4 ,miguel4--,saudades4--,como o corao de um poeta4--,cont9ua a ambicion> a vida ru/ica4--,panegyrico d'ella1 extrato de um livro 9dito4--,memora os bons desejos que teve a bem da ,ilha4--,excusado s]mo a e/adi/as4--,o que o autor t5t\1 alm de alvitram5tos4--,soci$ade dos ,amigos das ,lettras4--,escolas4--,novo sy/ema de leitura4--,tratado de v]sificao4--,mnemonica4--,curso de poesia2 outro p>a damas4--,curso de ,latim4--,a ,s]eia1 jornal projectado4--,gravura em madeira4--,li?ographia4--,typographia4-- ,excitao na mocidade4--,applicao da poesia a assumptos s]ios4--,hymnos da ,indu/ria1 das ,escolas1 dos ,lavradores4--,curso de ,hygi5e4--,conselho indu/rial4--,caixa economica1 ,banco indu/rial e ,montepio4--,commiss>iado dos e/udos4--,sol> de ,artes e ,lettras1 e dotao4--,insi/e-se =tem5te n'e/a ideia civilisadora4 ,hora solemne e tri/e e/a p>a mim2 e oxal que p>a vs tambem o seja um p\co*9ho6 ,aps to amigavel conviv5cia de dois annos1 trago-vos desp$idas1 e p>a sempre4 ,sequ]1 e/amos nas espaosas noites de ,dezembro2 e como j me vem com a c9ta pre/es1 o escao f>del s co/as1 e o bordo de p]egr9o outra vez em punho1 no me ho-de lev> a mal se n'e/a d]radeira pratica por v5tura me dilat>4 ,cu/a tanto a arranc> os ps d'onde os tivemos por decurso de oito e/aes6 mais de cem semanas6 mais de setec5tos dias e outras tantas noites6444 ,qu&o um corao *ega a faz] cama 7mas que fosse entre esp9hos7 j no sabe como se erga4 ,qualqu] lado d horizonte1 por mais risonha luz que de l o *ame1 lhe faz m$o4 ,e ento o corao de um poeta1 que a mais amoravel coisa de quantas ,deus cria6444 ,o coitado lanaria radiculas p>a se apeg>1 at a um ro*$o6 ,em no a*&o a quem ame1 logo muito de pressa o inv5ta4 ,faz lembr> esse animalz9ho bemdito1 que d seu int]ior fia a s$a em que se envolve2 esconde-se na sua doirada ou prateada esph]a1 to macia e mimosa1 livre das di/races da luz1 dos sons1 dos *eiros1 dos calores1 dos frios1 e dos toques l de fra2 rico de sua pobreza1 vive vida encantada de my/]io1 de que s ha-de sahir morto1 ou com z azas espl5didas p>a vo> aos cos1 depois de t] aboiado em fragrancias e raios de sol1 por cima de labyr9tos de flores444 ,boa s9a p>ec] aquella1 mas n+uem a inveja4 ,s pelos espaos da phantasia que o enjeitado da =tuna1 *amado poeta1 pode encontr> alguma vez com que assim se console4 ,a vida real por todas z juntas lhe doe2 todo o movim5to o afflige e dilac]a2 quantas vezes se ap>ta e muda1 tantas se f9a4 99 99 99 99 99 ,qu&o a ,soci$ade promotora da vossa ,agricultura me commetteu escrev] p>a vs o seu ,jornal1 que eu me e/reei conv]s&o logo comvosco l>gam5te como amigo com amigos1 =am e/as 7a9da me lembra7 z m9has ultimas palavras n'essa introduco3 ,se aqui1 p>a onde a =tuna me arroj\1 to longe d meu n9ho1 e/ escrito que haja de acab> a cada vida1 qu]o que em m9ha p$ra raza1 se a tiv]1 se possa escrev]3 ,,am\ ,a ,,t]ra ,,onde ,,jaz1 ,,como ,,se ,d',,ella ,f,,ra4 ,,quanto ,,p\de ,e ,,s\be1 ,,tudo ,,lhe ,,deu ,,de ,,boa-,,m5te4 ,era em ,janeiro de #ahdh4 ,em todo esse anno1 que &ei comvosco1 e em todo e/e1 que s vos visitei1 dizei se desm5ti1 com z obras a promessa4 ,no desm5ti1 no4 ,quanto s\be e pude tudo de muitissimo boa-m5te dei vossa t]ra1 e amei-a como oxal os seus filhos a amem sempre4 ,entretanto1 a sepultura1 que eu pr9cipiava a entrev] aqui1 era mais uma illuso1 se a morte em p\cos dias me no tom>4 ,v\ procural-a mais longe1 muito longe1 pois s a desejo t] onde os meus trabalhos me h\v]em grangeado um pr$ios9ho1 em que me ent]re eu mesmo antes que me ent]rem1 e1 morto p>a o mundo1 viva a9da alguns dias p>a os meus1 p>a mim1 e um p\co p>a a po/]idade1 se podr s]4 ,res non relicta s$ p>ta4 ,qu]o teim> at ao cabo n'e/a m9ha humilde ambio j de muitos annos4 99 99 99 99 99 ,se vos no enfada ouvir l\vores d vosso viv]1 d unico viv] a que t5ho inveja1 v\ diz]-vos o que eu na m9ha t]ra1 que bem gr&e 1 bem =mosa1 e bem *eia de delicias1 escrevia ha tres annos1 com toda a s9c]idade d meu corao1 como agora e como sempre4 ,escutae1 escutae3#i #i ,o segu9te exc]pto d ,preambulo d ,presbyt]io da ,montanha a pag4 #hj e seg4 ,por a9da se no a*> publicado1 nem de todo impresso tal livro1 e por faz] muito ao meu proposito1 me p]mitti a transcripo4 ,,ca/ilho4 ,se jamais vir tempo de eu pois> em torro meu1 debaixo de sombras m9has1 a cabea encanecida e regalada6 ,uma b>raca de p\cas braz1 mas reve/ida de rosas e limas1 como o presbyt]io6 roda1 tanto de faz5da444 quanto o filh9ho mais pequ5o atravessasse corr5do de um s flego2 mas i/o em solido bem solido1 onde s os a/ros me enx]gassem1 s z e/aes me visitassem1 e da b&a d mundo nada me *egasse1 s5o o v5to1 j expurgado1 e esquecido de humanas vozes4 ,tal casa e tal qu9ta1 s]-me-hiam mais que morgado1 mais que palacio e re9o3 p>aizo t]real1 e digno ve/ibulo de outro melhor4 ,ahi me rev]decram o corao e mais o espirito1 que me elles por c trazem to la/imosam5te desfloridos e mur*os4 ,por si se ret+iriam os cabellos com o franco sol1 remoador de quanto exi/e4 ,a lyra int]ior volv]ia a cant> espontaneam5te1 como h>pa elia entre jasm9eiros1 p5d5te em hombral de gruta s viraes da primav]a4 ,a9da f>ta me v+ra dos tantos annos1 que em t>efas ephem]as e sem gloria1 po/o que no sem consci5cia e dilig5cia1 se me desb>at>am na gal da ,impr5sa p]iodica2 ou 7com mais propri$ade7 nas palhas d'essa doid9ha1 que a si mesma se v5ra por sob]ana d ,univ]so1 sob]ana com diadema de papel1 e sceptro de lapis4 ,s no rira d'ella1 qu&o me lembrasse que me engoliu1 com os annos que me tom\1 outros tantos da m9ha exi/5cia p>a o diante1 pois em cada tomo de p]iodico1 s9c]a e honradam5te r$igido1 se podia escrev] e/e epitaphio3--,aqui jazem um anno de fadiga e dois de vida de444 ,orae por elle4 ,v5dem-se a9da primog5ituras por m5os que prato de l5tilhas4 ,v+ra-me 7oh se me v+ra67 de to bons dias mallogrados2 e a9da por v5tura alguns livr9hos1 m5os maus que todos os meus prec$5tes1 app>ec]iam de novo 7mas sem mim7 no povoado4 ,como ,ovidio aviava os seus d de/]ro1 avi>ia eu os meus d meu ed53 ,p>ve1 nec invideo1 s9e me1 lib]1 ibis 9 ,urbem4 --,a que vem tom>-nos tempo com a fabula pu]il dos teus go/os e desejos8--dir1 e ha-de diz]1 algum d'e/es que sabemos1 e que nunca faltam1 escoimadores ex (ficio d alheio4 ,s5hor meu--lhe respondo eu j--pois por isso mesmo de no pass>em de fabulas os meus go/os e desejos1 que se me ha-de relev> o d>-lhes eu l>gas no papel4 ,se eu vira agora cahir-me d ceo o meu tugurio e o meu qu9tal coroados de ermo1 como o ,evangeli/a1 nas praias nevo5tas de ,pa?mos1 viu baix> d ,empyrio a sua ,j]usalem abraada de muros de oiro1 o tempo1 que n'e/as palavras ga/o1 aproveitra-o melhor em corr] p>a o meu refugio1 beijal-o1 replantal-o1 a=mos5tal-o2 e em l v9do o florido ,maio1 ride-vos de pago que br9dasse os seus ,l>es com mais f ou egual amor4 ,a ,lib]dade6444 ,onde ha hi lib]dade que nem por longe se p>ea com a de um viv] remanado1 em casa sem num]o nem espias1 ao som da ,natureza1 lei da propria incl9ao1 sem ouvir horas1 que nos *amem1 sem encontr> conglosadores1 que nos aboquem no ar aces e palavras1 p>a nol-z t+irem de branco em preto1 nem cahir nas g>ras de ociosos1 que vos empras>o p>a toda uma t>de de ,junho1 ou toda uma noite de ,dezembro2 is5to da praga de re=madores velhacos1 que so a peor salada que o diabo temp]\ e me*eu em horas de aborrim5to2 seguro1 emfim1 de s] pizado nas ruas por sob]bias de quem vos no vale1 tremol&o-lhe na botoeira d ve/ido refulg5te epigramma de esmalte contra m]itos e virtudes1 e de noite int]rompido na m$itao1 ou cortado no melhor d somno1 pelo retro> de c>roag5s1 que em fluxo e refluxo cont9uo levam e trazem1 sempre a corr] p>a nada1 pygmeus hi/ries da f>a sria d'e/e mundo4 ,se algures fic\ sobre a t]ra a ,lib]dade1 que irmana1 segura1 ennobrece1 e concila os hm5s1 na montanha encontr>eis mais depressa coisa a ella p>ecida1 d que no por e/as almotaadas metrpoles1 onde se blasona que ella tem o seu templo1 e n'elle z suas fe/as4 ,sempre so fe/as acompanhadas de v9te orgos1 a ento>em solfas div]sas ao mesmo tempo3 e/e o ,te ,deum1 aquelle o ,de pr(undis1 um o ,qumodo ccidit cvitas pl5a populo1 outro o ,cantemus ,dom9o1 qual o ,mis]em9i mei1 qual o ,ecce sac]dos magnus4 ,se alguma vez se inc5s\ pres5te n'e/e orbe a ,lib]dade1 d]rub>am-n-a d seu p$e/al z aguas d diluvio de ,no1 qu&o rojavam cada coisa p>a seu cabo4 ,ao que havia de s] cidades1 fic\ o p$e/al razo com o =moso nome d'ella em lettras de oiro4 ,ao que t9ha de s] ermo1 p]t5ceu1 mas sem nome nem titulo1 a figura quasi inteira4 ,aqui pregam-n-a2 l disfrutam-n-a31 assim vai tudo4 ,e qu&o no1 mettei bem por d5tro a mo na consci5cia1 e1 deixado o palavrorio1 que no sa muito s5o por s] vazio1 como tambor de folies1 dizei me1 ou dizei-o a vs mesmos3 ,quem mais livre1 que homem que desp]ta recobrado ao romp] d'alva1 por se lhe t] o somno acabado1 e no porque ru9s pez>es lhe repiquem1 ou o e/remunhem alvoroto de praz1 e rebolio de vis9hos1 pois diante de suas janellas o que s se m5eia e conv]sa so arvores1 e por cima d seu tecto no moram s5o h]vas1 que mal ciciam1 e s recebem de visitas pass>9hos ou borboletas8 ,quem mais livre8 ,acordado1 encomm5da a ,deus o dia novo1 ve/e o que na vesp]a despiu1 sem t] de consult> a v5to9ha d figur9o1 o cam>eiro1 o cabelleireiro1 o espelho1 o go/o da namorada1 o rol das visitas1 e dos convites4 ,quem mais livre8 ,talha p>a si1 p>a sua mulh]1 p>a cada um de seus filhos1 z occupaes de todo o dia4 ,quem mais livre8 ,entre o trabalh>1 que lhe grangeia =z1 saude1 bons somnos1 po1 e p>a conduto um apetite des5ganado1 entre o trabalh>1 repito1 canta1 ou traz o espirito a monte1 a sabor de suas *ymras 7que tambem z tem como qualqu] outro72 e e/e o mais invejavel privilegio d trabalho corporal1 sobre tudo d que tem por mat]ia prima a t]ra3 no captiv> s5o os braos2 cav&o1 pod&o1 ceif&o1 se podem1 sem prejuiso da obra1 e/> arm&o doiradas torres no ar1 ou conv]s> rasgado e rir com os companheiros1 ou cev> em sil5cio a tri/eza que se ama1 ou a alegria que se esconde4 ,e/e deus 9 nobis1 div9dade campe/re1 em que se pode cr]1 p]guntae1 se no s] p>a muitas invejas aos taciturnos enxames que pejam escriptorios e secret>ias2 p]guntae-o a quasi todos os que remam consci5cia o seu remo na gal baloiosa d ,e/ado4 ,quem mais livre8 ,po/o o sol1 pregoadas z trguas das lidas pelo s9o das ,aves-,m>ias1 o meu ru/ico se recolhe1 sem golilhas de s$a ao pescoo1 p>a folg> entre eguaes1 em quanto a ceia1 bem m]cada se lhe acaba de cos] ao lume que o aquece4 ,no tem de ir faz] sala a n+uem2 respira a peito *eio2 no ha ci>-se de mulh] e filhas1 que no d a t]ra p]as nem bailes2 filhas e mulh] roda lhe s]am1 to satisfeitas como elle4 ,no se levanta ali jogo1 que1 por t5tao ou falso pondonor1 o obrigue a pr n'uma c>ta o casal1 a v]gonha1 e mais a vida4 ,no o compellem a ajud> com desat9os seus os alvitri/as reg$ores d mundo em scco2 nem m5os a ouvir l]1 n'uma coisa mal*eirosa *amada p]iodico 7especie de cogumellos da ,impr5sa1 em que entre os no maleficos tantos ha de sapo71 o artigo famoso1 no qual1 sem qu nem p>a qu1 lhe levantam falsos te/emunhos p>a entret5im5to de vadios na hora d *ylo4 ,quem no tem com que incite invejas1 seguro e/ de vis pragu5tos4 ,quem1 f9alm5te1 mais livre8 ,deita-se em cama b>ata1 mas de bons sonhos1 com z janellas e portas de/rancadas1 sem m$o a malfeitores1 que1 sobre no creal-os o sitio1 nada reluz na poisada que os attria4 ,entretanto lhe vo caladam5te amadurec5do os pes p>a a tulha1 o v9ho p>a a adega1 o azeite e os frutos p>a a disp5sa1 a hortalia p>a a panell9ha de b>ro1 z filhas p>a o casam5to1 os rapazes p>a lhe pag>em na velhice a divida da infancia1 e elle e sua mulh] p>a o ,ceo1 onde crem de f que os e/o seus p>5tes esp]&o4 ,ento1 s]1 ou no s]1 e/e um viv] dez vezes mais livre e a=tunado que o nosso8 ,pois no disse eu d'elle tudo que pod]ia1 nem o direi1 a9da que j talvez me hajam de arguir de prolixo1 que no deixei na mat]ia udo nem miudo2 como se miudos h\v]a no que so condies de boa v5tura6 ,se n'i/o me dilatei 7e confesso que sim7 um tanto fra d meu proposito1 foi por v] se dava uma aldrabada de mans9ho ao corao de alguns d'e/es1 que vivem na ,crte por fad>io1 por vezo1 ou por in]cia1 sempre mal-cont5tes1 pes>osos1 abetumados2 possu9do1 ou pod5do1 se uma hora olhassem p>a si1 adquirir1 sem n5huma difficuldade1 o que eu1 e outros taes1 to baldadam5te supplicamos =tuna3 uma viv5da campe/re1 uma exi/5cia natural1 s]5a1 commoda1 floresc5te1 risonha p>a a pessoa1 dadivosa e exempl> p>a os vis9hos1 manancial de riqueza privada e publica1 abonadora de bons co/umes e de a=tunada desc5d5cia2 uma exi/5cia1 em summa1 que a de mais de retemp]> corpo1 animo e corao1 p>a se n'ella sabore>em1 at aos r5unciados pras]es da ,cidade ref9a o go/o1 qu&o por acaso1 de longe a longe1 e de passagem1 se volve a elles4 99 99 99 99 99 ,aqui e/o1 meus morgados d trabalho1 meus fidalgos da gleba1 aqui t5des z m9has ambies1 que1 de esp]ana em esp]ana1 e de poiso em poiso1 depois de me hav]em trazido at aqui1 me lev>o at aos f9s d mundo4 ,onde qu] porm que me ellas conduzam1 ou a ,provid5cia m'z realise1 ou o meu lid> cont9ue a s] vazio de futuro1 sempre entre z m9has saudades vicej> a vossa ,ilha2 aqui1 onde eu1 p5s&o em vs1 devaneei os meus mais entranhados devaneios de humanidade1 e com tanta f1 que ousei decl>al-os1 su/5tal-os1 def5del-os2 a vossa ,ilha1 a nossa lu/rosa esm]alda enga/ada na saphira imm5sa dos m>es1 e em que o ceo e z t]ras de longe se e/o rev5do2 a vossa ,ilha1 e/e aafate de frutos1 onde1 se no encontrei o sepulcro ao p da *\pan9ha 7como desejava71 sei que deixo bons amigos1 que me def5d]o o nome1 qu&o alguem1 por no t] acabado de me conhec]1 m'o atassalh>4 ,no dep5d] de mim1 como de outros dep5de1 o bemav5tural-a6 ,o bemav5tural-a era to facil6 a ella1 e a todos os dom9ios d'e/a nobre1 d'e/a memor&a1 d'e/a desb>atada 7mas a9da no p]dida7 ,mon>*ia2 to facil1 to suave1 to seguro1 to glorioso1 to div9o6 ,diz] que ha pessoas1 que teem nos de/9os d mundo uma especie de omnipot5cia1 e que e/a lhes no influe nem um vislumbre d amor inf9ito6 ,v-se1 e no se acaba de ent5d]4 99 99 99 99 99 ,qu&o um pot5tado desce os degraus d seu jazigo1 que que o que leva8 ,os palacios1 de que j outros e/o tom&o posse8 ,os canticos dos lisonjeiros1 que lhe d]am co/as logo que cess\ de assign> graz8 ,os saccos de oiro1 que no cabem por aquella port9ha8 ,os cordes e gran-cruzes1 que a mortalha repulsa1 porque sria8 ,os loiros das victorias1 que n'essa hora at]ram1 porque se vem cl>am5te su> sangue8 ,no4 ,p>a d5tro d'aquelle c>c]e pomposo1 por entre aquelles hombraes e/reitos1 por onde se entra e se no sai1 nada pass>ia com elle1 p>a d]radeiro consolo1 s5o a cl>idade das luzes que l por fra deixasse accezas1 s5o os eccos das b5es1 que p>a si &asse seme&o no seme> p>a os outros felicidade4 ,oh6 quo p\cos1 quo p\cos pezam i/o em quanto podem6 e quo m5os1 quo m5os a9da1 deix>o de o pez>1 e ha de pez>-lhes qu&o j no fr tempo6 99 99 99 99 99 ,qu]eis vs sab] como todo o mundo se f>ia de rep5te bemav5turana8 ,era se ,deus ord5asse antecipada1 e j agora1 a ressurreio dos mais ru9s ,pr9cipes1 ,m9i/ros1 legisladores1 *efes de prov9cias1 ,prelados1 em summa1 de todos os p]v]sos ou neglig5tes maioraes de naes1 de povos1 de tribus1 de hordas1 de familias2 e1 ressuscitados com a exp]i5cia da agonia e sci5cias de alm-mundo1 lhes ord5asse recomearem seus gov]nos4 ,os unicos ro/os tri/es e pallidos sobre toda a sup]ficie da t]ra1 s]iam os d'e/es p5it5tes d pod]4 ,quanto mais ,n]os1 mais ,titos2 quanto mais ,caligulas1 mais ,trajanos2 quanto mais ,claudios1 mais ,aurelios2 quanto mais demonios na primeira vida1 tanto mais ,anjos e ,semideuses sahiriam na vida nova4 g5te esquecida dos outros1 e de vs1 e de vossos filhos1 somnambulos que no acordais aos clamores dos povos1 e ao e/rpito das aldeias que se arru9am1 nem ao rang] ameaador das cidades que apoz ellas se viro a baixo sobre vs1 no ha j em vosso corao fibra que no e/eja dorm5te86 nem a d egoismo8 ,no hav]1 com val5tia p>a vs desp]t>1 s5o a trombeta d dia ultimo8 ,laz>ones da pseudo-politica1 vs sonhais e/irados ao sol sobre a t]ra inculta2 e essa t]ra inculta j foi lava2 e por baixo d'essa lava a9da rugem vulces4 99 99 99 99 99 ,que d1 no pod]em e/as vozes de tanta v]dade1 de tanta lealdade1 de tanto e to entranhado amor1 no pod]em sahir d colmo rto d casal6 ,agora1 que tudo sizudo e m$itativo1 agora que e/as arvores despojadas pregam des5ganos1 agora que o rugir das folhas sccas sob os ps agoira vaidades1 agora que o anno expir&o induz a deit> contas1 agora que o seculo t]m9a a sua primeira metade1 e/es c9co5ta annos to de sangue e de c9zas1 p>a pod]em fecund> os c9co5ta que a9da lhe re/am1 no pod]em agora e/as vozes to b5volas1 s] tomadas por algum dos ,s]aph9s1 que de noite espalham em segr$o os bons conselhos1 p>a irem s] depo/as de mans9ho onde ha =z de sobejo p>a milagres6444 ,essa g5te no v] e/rellas l por cima8 ,vo>o tanto z suas c>roag5s1 que lhes no deixem p]ceb] a fome que gira pelas ruas8 ,o v9ho1 que lhes jorra de cry/aes doirados em seus fe/9s1 os frutos que lhes resc5dem em prat>ia lavrada1 nunca lhes tr>iam lembrana o pobres9ho d ru/ico1 de quem tudo isso1 e tudo1 lhes veio1 e que ,deus sabe se tem po p>a o filhito que desmama8 ,deixal-os l444 ,a ,provid5cia os f> seus qu&o fr tempo4 ,quem sabe se elevados a pod]osos vs e eu val]iamos mais d que elles8 ,p>ece-me que z almas so n'i/o como z arvores3 z mais agigantadas e/o nos valles infimos2 quanto mais co/a acima pelas s]ranias1 tanto mais se ap\cam4 ,segr$os d ,altissimo1 no os havemos ns de julg>4 ,dmos-lhe graz de t]mos nascido na planicie4 99 99 99 99 99 ,de mim sei eu que1 se no t5ho feito n5hum bem aos meus semelhantes1 no m+ua de muito bons desejos2 d'e/es1 qu&o so v]dadeiros1 e se provam1 pode um homem1 sem pejo1 glori>-se4 ,mas hoje comvosco s qu]o fal> d que hei desejado em vossa mesma t]ra2 e no tanto por vangloria 7a9da que talvez pod] e/a &> tambem ahi sem o eu cuid>71 como que p>a e/es pontos aqui recordados pressa1 em =ma de te/am5to nuncupativo1 se reconsid]em1 e os que p>ec]em de pr/imo se levem por diante4 ,como eu no applaudirei l ao longe cada nova de progresso da vossa ,ilha6 ,no ,prologo d vosso ,agricultor escrevia eu1 se vos recordais1 e/as palavras3 ,sizudam5te discutimos comnosco1 se os int]eses moraes haviam de s] tambem aqui repres5tados1 como em a nossa ,revi/a ,univ]sal2 e ent5demos como a ,soci$ade1 que sim1 mas que s fosse de longe a longe4 ,d5tro na faz5da e/ a casa2 d5tro na casa o colono1 e d5tro no colono espirito e corao4 ,a ,natureza1 com a necessidade d trabalho1 p>a que se vivesse1 cre\ a necessidade de repoiso1 p>a que se m$itasse4 ,a ,religio1 sobre cada seis dias de s]vir1 impz1 como cora1 um de cantos1 de preces1 e de amor4 ,o ex]cicio d animo e d corpo mutuam5te se aliviam4 ,a virtude e o praz]1 a moral e a litt]atura1 pod]o vir nas boas horas1 alguma vez1 seme> de bon9as suas e/as pag9as tambem suas4 ,e por que no8 ,deus1 que fez z arvores1 madeiras1 cortia1 frutos1 res9as1 oleos1 gommas1 c]a1 f>9has1 po ve/idos1 m$icam5tos1 no lhes disse tambem--,v]dejae1 flori1 espalhae sombras como t5das1 murmurios como h>pas1 fragrancias e delicias como noivas8 ,e no lhes disse sobre tudo--,apontae sempre com os vossos braos dadivosos p>a o meu ,ceo8 ,ora no procurei eu pre5*] tal promettido durante os dois annos que ento comearam e f9dam hoje8 ,a p> com z propo/as de culturas e creaes uteis1 de introduco ou ap]feioam5to de indu/rias faceis1 da inaugurao d'um ,conselho agronmico1 etc4 no pugnei com ardor pela ,in/ruco prim>ia1 pela ,educao moral1 pelas fe/as civilisadoras1 pelos premios e animaes aos m]itos1 pela rehabilitao d ,cl]o e das mulh]es1 pela abolio d tributo de sangue1 pelo ap]to dos laos das familias e dos cidados1 pela sub/ituio da v]dade franca e honrada s fices e cavillaes da pseudo-politica1 pelo ap]feioam5to d homem em todos os s5tidos8 ,com docum5tos o provo1 e n+uem com docum5tos m'o neg>ia4 99 99 99 99 99 ,mas z m9has dilig5cias no p>>am em alvitram5tos2 at onde se podia1 sem os gr&es meios ext]nos1 fui eu4 ,conf$]mo-nos1 os sollicitos2 fund\-se e prosp]\ uma ,soci$ade de ,amigos das ,lettras e ,artes1 foco e excitam5to de conviv5cia1 de trabalho1 de in/ruco2 d'ella brot>am escolas v>iadas1 fe/as1 exposies2 tres font9has1 todas preciosas1 de ult]iores progessos1 e que1 at como exemplo1 teem j sido proveitosas4 ,a vossa villa da ,ribeira-gr&e l e/ com brilhantes s]es musicos e escolas prim>ias4 ,ha-z na villa de ,alaga2 ha-z nascidas n'outras p>tes1 e em quasi todas e/o despont&o4 ,na vossa t]ra organisei um novo sy/ema de leitura facillimo1 j approvado p>a todo o ,re9o4 ,n'ella compuz um novo ,tratado de v]sificao e poetica1 tambem j approvado p>a o mesmo fim4 ,n'ella1 um de ,mnemonica4 ,tres livros elem5t>es1 no sem pre/imo4 ,da ,poesia abri curso1 de que sahiram dois poetas lyricos de esp]anz2 e outro curso d mesmo hav]iam z damas tido se o quizessem2 (f]eci-lh'o4 ,(f]eci-me tambem ao ens9o rapido d ,latim e ,portuguez ao mesmo tempo2 se no acudiram alumnos1 no foi m9ha a culpa4 ,como invite ao =agido espirito de sociabilidade espancado pelas ru9s politicas1 t5tei um jornal litt]>io e poetico p>a os dom+os e p>a z salas1 ,a ,s]eia2 tambem lhe no d]am a mo1 e ahi se mallogr\4 ,introduzi a ,gravura em madeira4 ,t5tei a ,li?ographia4 ,fiz d>1 talvez1 um passo de adiantam5to ,typographia4 ,exp]tei em alguns mancebos d'alma o amor d ,bello e d ,bom2 por onde esp]o que z novas escolas que elles vos regem1 com f]vor exempl> e fanatismo santo1 se ho-de arraig> e p]manec]4 ,commetti o que em t]ras portuguezas se no commettra3 applic> a ,poesia e a ,musica1 d'antes s desb>atadas em amores e vaidades1 a concit> os espiritos p>a coisas s]ias e uteis2 d'ahi1 o ,hymno d trabalho1 o da ,infancia nos e/udos1 e o dos ,lavradores4 ,obtive da amisade de um dos nossos primeiros m$icos um curso popul> de ,hygi5e4 ,provoquei a creao de um ,conselho indu/rial1 que acudisse com o fruto dos seus e/udos s consultas dos me*anicos ind\tos4 ,sollicitei a =mao1 a9da p5d5te1 de um e/abelecim5to mixto de ,caixa economica1 ,banco indu/rial1 e ,monte-pio4 ,acceitei o ,commiss>iado dos ,e/udos n'e/a ,ilha1 sem int]esse1 antes com disp5dio de faz5da e tempo1 pelo m]o emp5ho de apress> a ,in/ruco1 antepondo aos me?odos e praxes tradicionaes1 me?odos e praxes mais d seculo2 agra t>efa1 de que eu no h\v]a ab]to mo1 se b>b>a e +ratam5te m'a no h\vessem pago1 logo ao pr9cipio1 com desgo/os4 ,f9alm5te1 puz peito a que a v]dadeira mola real de todos os desejaveis e possiveis b5eficios1 a nobre ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes1 assegurasse a sua durao4 ,requ]eu-se *o nacional1 onde1 por g5]osos donativos da ,soci$ade e da ,ilha1 se edificasse e dotasse um magnifico sol> de ,artes e ,lettras2 requ]im5to que eu acompanhei incanavel1 e em cujo favor1 porque era em favor da civilisao1 invoquei1 e cont9uo a invoc>1 ,ceos e ,t]ra4 ,oxal o defiram1 antes que z vontades aqui se descoroem e p]cam totalm5te6 ,mais t>de444 pod]o seme> n'esse *o aveia ou luz]na1 ou deix>em-n'o p>a escalra*o e c>dos2 d> tudo1 m5os in/ruco4 ,felizm5te1 deixei-lhe na ,crte protectores intellig5tes1 zelosos1 e de valim5to2 a9da re/am esp]anz4 ,com esse palacio1 se se *ega a levant>1 espaoso1 commodo1 cl>o1 rid5te1 p9tado1 ornado1 aj>d9ado1 alegre por todas z janellas1 convidativo por todas z portas1 bondoso e dadivoso em todos os recantos1 com aulas de ,religio e moral1 de escrita1 de leitura1 de contas1 de geometria1 de des5ho1 de p9tura1 de l+uas1 de hi/oria1 de geographia1 de musica1 de dana1 de hygi5e1 de civilidade1 com !atro p>a declamao1 baile1 e op]a1 com sala p>a s>aus1 com bas> p>a productos arti/icos1 com v]gel e sombras p>a passeio e ex]cicios gymna/icos1 com museu e biblio!ca p>a e/udiosos1 quem no v que hav] ali uma irresi/ivel attraco p>a todos os ,socios1 a qual1 junta ideia d proveito commum e publico1 e dim9uio ou cessao de pre/aes cont9uas1 pela preexi/5cia de um capital seguro e suffici5te1 os tr> p]5nem5te reunidos e go/osos8 por isso que1 se hoje nos *egasse a boa nova de se nos hav] outorgado aquelle solo1 hoje mesmo comeariamos a m5dig> como ,religiosos1 p>a z obras da nossa ,t]ra-santa4 ,amanhan lhe e/>iamos1 por nossas proprias mos1 uns cav&o os alic]ces1 outros ac>ret&o z a*gas1 outros cort&o z madeiras1 outros s]r&o ao som d ,hymno d trabalho4 ,o ,prelado1 nosso consocio1 c$5do ao nosso convite1 e ao de sua consci5cia1 viria ao primeiro alvor da madrugada ab5o> o *o2 z autoridades1 lanar nos fundam5tos z primeiras p$ras2 z damas e os m59os1 flores4 ,com taes e/reias1 a edificao pul>ia por entre cantos1 todo o dia luz d sol1 toda a noite dos ar*otes4 ,s4 ,miguel em p\cos mezes t]ia p>a amo/r> a todo o mundo um monum5to4 ,t]ia2 e ha-de t]1 ou de todo morta j a alma nas t]ras de ,portugal4 ,orae1 meus amigos1 orae1 p>a que no caia mais essa v]gonha em nossa edade4 99 99 99 99 99 ,e agora1 que vos hei deixado tudo quanto me re/ava1 que eram votos e preces pela vossa prosp]idade1 a que eu j no hei de assi/ir s5o em espirito1 agora vos abrao2 e com a fronte incl9ada sobre z trevas d de/9o1 qu&o eram bem horas de rep\s>1 recomeo a p]egr9ao4 ,dezembro de #ahdi ,,notas ,,d ,,autor ,i ,pag4 #jc4--;,abolio d ,ex]cito ,a pequ5a diss]tao1 que se leu sob e/e titulo1 ac]ca da v]dadeira1 urg5te1 urg5tissima e indecl9avel necessidade de supprimirmos a =a armada1 tal como entre ns exi/e1 sahiu a lume a #bj de ,novembro de #ahdi4 ,na ,ordem d ,ex]cito n4 #c1 datada de #i de ,janeiro d'e/e anno de #ahej vemos1 se no re=mas radicaes e absolutas1 quaes z p$iramos1 e z p$e j de muito a consci5cia publica1 pelo m5os o annuncio de uma economia4 ,ahi se l a pag9a #f3 ,pelo oram5to que acompanha o ,plano se obs]v> que1 comp>ado o quadro legal d ,ex]cito1 com o propo/o1 ha uma diff]5a a favor da ,faz5da ,publica de ris #aic3gaidbe4 ,e/as palavras1 qu&o mais nada fossem que palavras1 s]iam a9da1 como so1 uma solemne hom5agem tributada pelo ,pod] gr&e e salvadora v]dade que def5demos4 ,,ii ,pag4 #abi1 l94 #ah--;,ilha1 aafate de frutos1 onde1 se no encontrei o sepulcro ao p da *\pan9ha1 como desejava1 sei que deixo bons amigos4 ,e/as palavras po/as no ultimo ,s]o d casal1 em que eu dava a ,s4 ,miguel a desp$ida1 traziam a proposito de ,amigos o segu9te em nota1 que eu tomra republic> em milhes de exempl>es3 ,provadam5te sei que os t5ho4 ,descompassada sahiria a nota1 se n'ella os h\vesse de nome> com z devidas explicaes2 te/emunho esse1 que fica res]vado p>a outra p>te1 e mais accommodada conjunctura4 ,duas memorias porm no posso eu deix> de antecip> j aqui1 por cont]em exemplo moral1 sempre r>o1 e hoje r>issimo4 ,o sr4 ,joaquim ,jos de ,oliveira1 natural da villa da ,figueira1 em ,portugal1 negociante ha annos e/abelecido n'e/a cidade1 pessoa que eu no conhecia1 e que nem o meu nome ouvira nunca1 dois dias aps1 o meu desemb>que teve a bondade de me m&> (f]ec]1 com gr&es in/ancias p>a que acceitasse1 uma l9da viv5da sua1 no sitio da ,font9ha1 de que desejava me s]visse todo o tempo que p]manecesse n'e/a ,ilha2 accresc5t&o que1 pois me a*ava em t]ra alheia1 e p>a o diante1 ou j ento1 pod]ia c>ec] de alguma coisa1 com muito go/o punha a sua bolsa m9ha disposio1 rog&o-me que nos apuros a pref]isse a qualqu] outra4 ,no lhe acceitei z casas2 fic\ magoado4 ,veio occasio de me s] indisp5savel um empre/imo1 por se me hav] aqui represado o pagam5to da m9ha p5so1 a*ei-o promptissimo2 exc$5do quasi sempre a cifra das suas remessas das m9has requisies4 ,se no s\ j hoje seu dev$or pecuni>io1 folgo de confess> diante d mundo1 que em affecto e admirao o hav]ei sempre por meu crdor4 ,a9da agora1 hav5do sabido da m9ha resoluo de pass> ,am]ica1 m&\ (f]ec]-me1 p>a me transport> com toda a m9ha familia1 o brigue que traz n'essa c>reira4 ,ha hom5s1 a quem se go/a de s] obrigado2 o sr4 ,oliveira um d'esses p\cos4 ,d segundo exemplo1 s me licito diz]1 que em nada c$e a e/e primeiro em galh>dia4 um homem extraord9>io1 que1 depois de me hav] e/5dido mo de v]dadeiro amigo1 em mais de um lance ap]tado e t]rivel1 me obrig\1 por m9ha palavra1 a lhe no descobrir o nome4 uma gratido1 que1 por no a pod] desabaf>1 me queima por d5tro de dia e de noite4 ,nas m9has memorias po/humas me v+>ei2 pois s me obriguei ao sil5cio durante a vida4 ,e/es dois factos so brilhantes2 mas se os meus leitores vissem z contraposies escuras que os fazem resahir6444 ,aquelles1 a quem e/a nota1 por nimio pessoal1 fr t$iosa1 lembrem-se de que era e/a por v5tura a ultima occasio1 que eu t9ha1 p>a consign> actos1 que illu/ram e edificam1 e que eu1 sob p5a de infamia1 no podia deix> occultos4 ,alm d'isso1 como a des=tuna 7que no o tal5to7 me tem feito mais conhecido d que s]ia raso1 e alguns biographos por esse mundo me teem feito a desm]ecida honra de me hi/ori> a vida1 quiz deix>-lhes assim1 com que int]cal>em n'ella a pag9a mais util e bella de quantas at agora me l teem po/o4 ,o povo mais feliz1 diz ,montesquieu1 aquelle cuja hi/oria enfa/ia2 gr&e v]dade1 que se pode applic> aos individuos4 ,os in=tunios e trabalhos so os que mais captivam z att5es4 ,a m9ha hi/oria completa s]ia j hoje mais int]essante que a d pobre ,cames4 ,re/a agu>d>-lhe o fim4 ,segue-se o qu9to e ultimo acto d meu drama4 ,,iii ,pag4 #acc1 l94 #bd4--;,a ,natureza1 com a necessidade d trabalho1 p>a que se vivesse1 cre\ a necessidade d repoiso p>a que se m$itasse4 ,a ,religio1 sobre cada seis dias de s]vir1 impoz1 como cora1 um de cantos1 de preces1 e de amor4 ,o ex]cicio d animo e d corpo mutuam5te se alliviam4 ,os economi/as em todos os seus calculos p>ecem transcur> o elem5to alma4 ,os morali/as quasi que outro tanto fazem a respeito d elem5to corpo4 ,o arti/a cr na lyra1 e ri dos alg>ismos4 ,o f9anceiro jura pelos calculos1 e esc>nece dos deleites ideaes4 ,no congresso de todos e/ a razo1 e s p>te d'ella em cada um4 ,os individuos1 que p5sem1 falem1 e obrem1 cada qual no s5tido de sua vocao2 d'essa discordia que resulta a h>monia4 ,os ,gov]nos porm1 sob p5a de deg5]>em de ag5tes provid5ciaes em usurpadores1 em assoladores1 em anti*ri/os politicos1 no podem disp5s>-se de promov] simultanea e egualm5te todas z =z disp>tidas pela ,natureza ao g5]o humano3 a lavoira1 como a poesia2 a musica1 como a me*anica2 o comm]cio1 como a orao2 o !atro1 como z escolas4 ,no s de po vive o homem--t9ha dito o ,div9o ,philosopho ,naz>5o4 ,e/e pr9cipio de toda a sociabilidade p>a mim ,evangelho desde muito4 ,nos quatro annos que r$igi a ,revi/a ,univ]sa ,lisbon5se1 no pass\ um dia1 que no pugnasse em favor d espirito1 d corao1 e das commodidades corporaes2 o mesmo cr$o t5ho cons]vado nos escritos1 e um p\co tambem nas obras1 desde que desemb>quei n'e/a ,ilha2 e outro tanto pde s] que f>ia a9da1 se p>a a ,cafr>ia me arremeasse a =tuna4 ,e/e livro1 e o outro meu livro d ,cames1 sommados e complet&o-se um pelo outro1 explicam e docum5tam o que allego4 ,no ,cames1 e nas v9te notas que o seguem1 a religio da ,poesia2 na ,felicidade pela ,agricultura1 a prosp]idade d viv] pr9cipalm5te4 ,concluso ,hoje1 #bb de ,fev]eiro de #ahej se acaba de imprimir e/e livro1 assim como o meu e/udo hi/orico-poetico intitulado ,cames4 ,um e outro como eu l noto1 e pela razo que l d\1 vo mi dim9utos d que pod]am s]4 ,a disposio de animo com que os t]m9o1 diff]e tanto da disposio de animo com que os encetei1 como da manhan a noite4 ,n'um e n'outro suppliquei1 de mos po/as e longam5te1 a ,deus e aos hom5s1 v5turas p>a a m9ha t]ra2 e no z tiv]a implorado assim1 se no z reputasse mui possiveis4 ,agora1 tantos des5ganos me reb5t>am a subitas debaixo dos ps1 que j nem p>a ella peo nada1 nem esp]o1 nem mesmo sei se o desejo4 ,tapam-me a bocca com a esponja de fel e v9agre2 e1 s porque amei1 alanceiam-me o peito ,f>t>1 ph>iseus1 f>t>6 ,corr5do por alto z pag9as que atraz ficam1 vejo v]dades uteis confessadas com brio1 delirios g5]osos1 abnegao de p]sonalidade1 fanatismo de affecto p>a com o g5]o humano1 rancor p>a com os especuladores da politica1 av]so1 desprezo1 nojo1 p>a com os mesqu9hos1 que apag>iam o sol de ,deus a seus irmos1 se o podessem4 ,nada mais1 nada mais descort9o por todas essas pag9as4 ,se alguma vez p>eci desabrido1 e por isso contradictorio comigo mesmo1 relevem a um filho d p um longe d que o ,filho de ,deus execut\ por sua mo sobre z espaldas dos pr(anadores d seu ,templo4 ,e no templo a felicidade publica1 e de todos os templos o mais augu/o8 ,mais haviam de faz] d que revel>-m'o2 haviam de m'o l\v>1 se bem conhecessem a villanagem1 que ha p]to de tres annos me &a e/orv&o1 empec5do1 p]segu9do nas trevas com uivos e latidos444 ,a f9al1 sempre alcanaram o que elles teem por victoria1 pois a muitos1 e a mim tambem1 mat>am a f e a esp]ana444 ,por m9ha p>te1 receio t] emmudecido p>a sempre4 ,o meu te/am5to de ,portuguez1 de ,homem1 e de ,*ri/o1 aqui o crro4 ,possam almas de bem1 l p>a o anno de #aijj1 acceit>-m'o a b5eficio de inv5t>io4 ,,indice ,n4 ,b4--,a num]ao romana designa o tomo2 a arbiga1 a pag9a4 ,a ,aoriano 7,o7--,p]iodico de ,ponta ,delgada1 ,i1 #adi ,adm9i/radores de concelho1 gov]nadores civis e bispos1 devem proteg] z soci$ades agricolas1 ,i1 #dh ,affonso ,h5riques 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro gu]reiro p]deu-se1 ,i1 #gg ,ago/9ho 7,santo7--,refutao d seu ana!ma contra os deuses da antiga my?ologia1 ,i1 #bc ,agricultor 7,o7 ,mi*ael5se--,n'esse jornal sahiu e/a obra em #a4 edio1 ,i1 #aa ,agricultura--,sua nobreza e utilidade1 ,i1 #ae ,me das indu/rias1 dos ex]citos1 das armadas1 ,i1 #af1 #ag ,a ella se deve o papel1 a p5na1 a impresso d'e/e livro1 ,i1 #ah ,se a supprimissem morria a ,humanidade1 me dos povos1 das indu/rias1 e d comm]cio1 ,i1 #ai ,filha primog5ita de ,deus4 ,sua ub]dade inexhaurivel1 ,i1 #bj ,deve s] a v]dadeira politica de ,portugal1 ,i1 #ch ,fundao necess>ia de um ,m9i/]io dos ,negocios da ,agricultura1 ,i1 #ef ,quanto lucr>ia com a abolio d ex]cito1 ,i1 #eh ,agricultura--,vide ,associaes de ,agricultura4 ,alleluias 7,procisso das7--,fe/as altam5te poeticas d ,*ri/ianismo1 ,i1 #bf ,allemanha--,floresc5cia das suas escolas dom9icaes1 ,,ii1 #ej ,alma--,tambem 7como o corpo7 morre m+ua de alim5to1 ,,ii1 #fa ,amigos das ,lettras e ,artes--,vide ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes4 ,angelica--,mulh] accusada de assass9a4 ,conta-se o seu processo em ,ponta ,delgada1 ,,ii1 #be ,ari?metica--,em coisas moraes1 muita vez erronea1 ,i1 #he ,artigo no ,di>io d ,gov]no1 de #g de maio de #ahdi sobre a ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras1 ,i1 #ahj ,arvore--,p>a o pago foi ,nympha2 p>a a ,sci5cia um microcosmo de m>avilhas1 ,i1 #bi ,associao-- a me dos prodigios1 ,i1 #ff ,associaes agricolas--,quanto podem em bem d camponez1 ,i1 #cd ,como se podem =m>1 ,i1 #df ,autoridades--,quanto podem1 pela exhortao1 ajud> os progressos da in/ruo1 ,,ii1 #ef ,b ,bakes--,cita-se1 ,,ii1 #ej ,b>o ,?n>d--,cita-se o seu relatorio de #ahde sobre a exposio indu/rial p>isi5se1 ,i1 #fi ,b>bosa--,vide ,vilh5a ,b>bosa 7,ignacio de74 ,b>oneza de ,/ael--,m5ciona-se1 ,i1 #cj ,b5?am 7,j]emias7--,cita-se1 ,i1 #cj ,biblia--,n'elle se a*am a cada passo p9turas da vida ru/ica1 ,i1 #ba ,bispos--,como presidiro ao seu cl]o1 ,i1 #ii e seg4 ,bispos1 gov]nadores civis e adm9i/radores de concelho1 devem proteg] z soci$ades agricolas1 ,i1 #dh ,c ,cames--,cita-se uma oitava dos ,lusiadas1 ,i1 #adc ,citam-se dois v]sos seus1 ,i1 #adi ,campo-- um gr&e consolador p>a os dissabores da alma1 ,i1 #abh o c5tro de unidade da especie humana1 ,i1 #acf ,campo e cidade--,sua frat]nisao1 ,i1 #abc ,camponezes--,como z soci$ades agricolas os podem civilis> e melhor>1 ,i1 #ce ,campos--,povoados de deuses indigetes pelas mais antigas naes1 ,i1 #bc ,n'elles nasceu a ,poesia1 ,i1 #ace ,canto--,quanto ajuda o ens9o em commum1 ,,ii1 #ea ,canto 7,jos d7--,m5o de uma sua propo/a sobre bancos ruraes1 ,i1 #fc ,c>ta de ,ca/ilho ao jornal ,a ,v]dade1 ,i1 #ahc ,ca/igos aos remissos em m&>em os filhos escola1 ,,ii1 #eg ,*ri/ianismo--,como z suas cr5z consagr>am os trabalhos campe/res1 ,i1 #bf ,cidade e campo--,sua frat]nisao1 ,i1 #abc ,cidades--,so filhas d campo1 ,i1 #af ,nada mais nobre d que ellas1 depois dos campos1 ,i1 #ai ,civilisao g]al--,onde e como se escuta o seu cresc]1 ,,ii1 #dc1 #dd ,tudo conspira p>a ella2 bons e maus1 sabios e ignorantes1 ,,ii1 #fa ,cl]o ca?olico-- de in/ituio div9a1 ,i1 #id ,sua apologia1 ,i1 #ie ,a p\ca compet5cia de alguns dos seus membros no prejudica a v5]abilidade d'essa in/ituio1 ,i1 #ie ,dev]ia s] de eleio popul> confirmada pela ,santa ,s1 ,i1 #ig ,quadro dos b5eficios que pode espalh> como civilisador d ,povo1 ,i1 #aja ,colloquios aldees--,traduco portugueza dos ,entreti5s de village1 de ,corm5im1 ,,ii1 #he ,colombo 7,*ri/ovo7--,era um s contra toda uma armada1 ,i1 #he ,commiss>ios de in/ruco1 volantes1 ,,ii1 #dh ,conde ,alfr$o de ,vigny--,cita-se o seu livro ,gr&eur et s]vitude militaire1 ,,ii1 #ajc ,congressos sci5tificos--,quanto so uteis1 ,i1 #hg ,con/ituio--,de algum dos seus artigos descr o autor1 ,i1 #ab ,corm59--,vide ,visconde de ,corm594 ,correio 7,o7--,p]iodico de ,ponta ,delgada4 ,m5ciona-se1 ,i1 #adi ,crtes agricolas1 ,i1 #gc ,sua utilidade1 ,,ii1 #aj ,co/a de ,s\sa de ,mac$o 7,d4 ,p$ro da7--,gov]nador civil de ,ponta ,delgada1 ,i1 #adi ,m5o honrosissima d seu s]vio no di/ricto1 ,i1 #aee ,cursos de v>ias discipl9as1 regidos p]iodicam5te de t]ra em t]ra1 ,,ii1 #ej ,d ,dalhunty--,vide ,vidal ,dalhunty4 ,delille--,m5ciona-se1 ,i1 #cj ,deputados s ,crtes agricolas4 ,quadro ideal d'esses hom5s bons e s9c]os1 ,i1 #hg ,desp$ida d autor ,ilha de ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #aai ,deuses campe/res--,bemfeitores invisiveis dos lavradores1 ,i1 #bd ,deuses da g5tilidade--,=am consagraes my?ologicas de gr&es bemfeitores da ,humanidade1 ,i1 #bc ,di>io d ,gov]no--,m5o1 ,i1 #adi ,d9iz 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro lavrador deve resuscit> hoje1 ,i1 #gg ,e ,edade de oiro1 ,i1 #ace ,egypto--,ahi a classe sac]dotal monopolisava o sab]1 ,,ii1 #da ,eleies--,taes como hoje se praticam1 so inuteis e illusorias1 ,i1 #gi ,ens9>--,deliciosa occupao1 ,,ii1 #fi ,escolas ambulantes p>a os povoados pequ5os1 ,,ii1 #di ,escolas dom9icaes--,sua utilidade no campo1 ,,ii1 #di ,escolas fem99as--,sua alta importancia e significao1 ,,ii1 #ea ,escolas normaes--,devem-se cre>1 ,,ii1 #dg ,escolas p>ticul>es regidas (ficiosam5te por hom5s g5]osos1 ,,ii1 #ed ,escolas prim>ias fixas2 sua creao1 ,,ii1 #dg ,escrev] e l]--,apologia d'essas artes1 ,i1 #aac ,e/ados ,unidos--,nas suas escolas dom9icaes os discipulos passam de um milho1 ,,ii1 #ej ,ex]cito--,devora o succo vital d paiz1 ,i1 #eg um mal complexo de muitos males1 ,,ii1 #if ,ou p>a conqui/a1 ou p>a def5sa1 ou p>a tranquilidade int]na1 ,,ii1 #ig ,prope-se a sua aboliao1 ,,ii1 #ajf e seg4 ,exposio da ,indu/ria mi*ael5se em #ahdh e #di1 ,i1 #afj ,f ,familia cidadan--,quadro da sua abalada p>a o campo1 ,i1 #abd ,feitiaria e homicidio--,caso tri/e acontecido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #be ,felice--,cita-se esse autor1 ,,ii1 #ih ,felicidade d ,povo a felicidade dos seus gov]nantes1 ,i1 #ij ,felicidade publica--,procura-a cada um por um cam9ho div]so1 ,,ii1 #ic ,frades--,=am expulsos d clau/ro p>a a fome1 ,i1 #eh ,fradesso da ,silveira 7,joo ,m>ia7--,cita-se um seu artigo1 ,,ii1 #aje ,frankl9 7,b5jamim7--,cita se um facto da sua vida1 ,,ii1 #ad ,franz9i 7,m>9o ,miguel7--,m5ciona-se1 ,i1 #adi ,g ,galileu--,era um s contra a op9io de todo o mundo1 ,i1 #he ,gessn]--,m5ciona-se1 ,i1 #bg ,gov]nadores civis1 bispos e adm9i/radores de concelho devem proteg] z soci$ades agricolas1 ,i1 #dh ,gr&e 7,dr4 ,jos ,m>ia7--,antigo amigo d autor2 bosquejo d seu retrato moral e intellectual1 ,,ii1 #ab ,m5ciona-se o seu livro ,manual d cultivador1 ,,ii1 #aa e #ac ,gregorio 7,s47 ,nazianz5o--,citam-se palavras suas1 ,i1 #ig ,gu>da ,nacional--,prope-se1 em vez d ,ex]cito p]man5te1 ,,ii1 #aab ,guia e manual d cultivador--,bom livro1 ,,ii1 #aa ,h ,hi/oria-- me/ra da vida1 ,i1 #aae ,hom]o--,nas suas obras se a*am a cada passo p9turas da vida ru/ica1 ,i1 #ba ,hom]o e ,moiss--,so mananciaes de p5sam5tos poeticos1 ,i1 #acf ,homicidio e feitiaria--,caso tri/e acontecido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #be ,hymno de ,santa ,cecilia--,poesia de ,ca/ilho1 ,i1 #agj ,hymno dos lavradores--,poesia de ,ca/ilho1 ,,ii1 #ah ,hymno d trabalho--,poesia de ,ca/ilho4 ,consid]aes a seu respeito1 ,i1 #afd ,i ,ignorancia--,foi a causa de um tri/e caso de feitiaria e homicidio succ$ido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #ca a me1 a av1 e a ama de quasi todos os males1 ,,ii1 #ci ,impr5sa--,como pode auxili> a civilisao publica1 ,i1 #de ,+lat]ra--,conta mais de treze mil escolas dom9icaes1 ,,ii1 #ej ,in/ruco--,pode torn>-nos pod]osos1 ,i1 #ac a hygi5e da alma1 ,,ii1 #eb ,a ,lei deve tornal-a obrigatoria1 ,,ii1 #cd ,invocao a ,deus antes de comear o e/udo4 ,poesia de ,ca/ilho1 ,i1 #afi ,j ,jornalismo que no = mission>io d progresso um mal1 ,i1 #df ,jos 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro p]deu-se1 ,i1 #gg ,k ,klop/ock--,gr&e poeta4 ,m5ciona-se1 ,i1 #bg ,l ,lei--,deve hav] uma que obrigue os cidados a receb]em in/ruco1 ,,ii1 #cd ,leis--,devem faz]-se efficazes p>a obrig> o ,povo a in/ruir-se1 ,,ii1 #df ,leite 7,luiz ,filippe7--,cita-se o seu livro ,supposies que podem s] realidades1 ,,ii1 #ajb ,leite 7,p$ro de ,alcnt>a7--,m5ciona-se1 ,i1 #afb ,leituras--,seu agrado p>a os ouv9tes1 ,,ii1 #gi ,leituras publicas de livros bons p>a o ,povo1 ,,ii1 #gi ,praticadas de ,gregos e ,romanos1 ,,ii1 #ha ,d'onde dev]o vir os livros p>a ellas1 e quaes1 ,,ii1 #hc1 #hd ,l]--,agradavel e nobre ex]cicio p>a quem l em publico livros bons1 ,,ii1 #hj ,l] e escrev]--,apologia d'essas artes1 ,i1 #aac ,lib]dade de ens9o--,o autor no d'ella p>tid>io1 ,,ii1 #ed ,cita-se um artigo da ,revi/a ,univ]sal sobre o assumpto1 ,i1 #ee ,liga promotora dos int]esses mat]iaes em #ahdi4 ,segundo o autor1 no ba/ava p>a o fim que se propunha1 ,i1 #fc ,lisboa--,p>a e/a cidade p>te ,ca/ilho1 de ,s4 ,miguel1 a #ba de fev]eiro de #ahdi1 ,i1 #adg ,d'e/a cidade sai ,ca/ilho1 *eg&o a ,s4 ,miguel em #bd de ,maio d dito anno1 ,i1 #adg ,livro 7,e/e7--,desleixo da sua =ma1 confessado pelo autor1 ,i1 #ad ,luxo--,devora muitas =z de ,portugal1 ,i1 #fb ,m ,mac$o--,vide ,co/a de ,s\sa de ,mac$o 7,d4 ,p$ro da74 ,madeir5se--,p]iodico d ,fun*al4--,m5ciona-se1 ,i1 #cc ,magalhes ,mexia ,saleme--,vide ,s&e de ,magalhes4 ,maio de #ahdi passado pelo autor em ,lisboa1 ,,ii1 #f ,mancebo +lez moribundo2 salvo pelo campo1 ,i1 #gd ,mancebos enviados l fra a e/ud> agricultura1 viriam depois evangelisal-a em ,portugal1 ,i1 #fh ,manual d cultivador1 ,,ii1 #aa ,manuel 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro opul5to p]deu-se1 ,i1 #gg ,memorial de ,ca/ilho ,cam>a dos ,deputados1 ,i1 #agi ,me/re-- um v]dadeiro m$ico moral1 ,,ii1 #gh ,me/res de primeiras lettras4 ,so v]dadeiros curas d'almas1 ,,ii1 #ff ,me?odo de leitura inv5tado pelo autor4 ,m5ciona-se1 ,,ii1 #gb ,me?odos de ens9o--,premios p>a elles1 ,,ii1 #dg ,mexia ,salema--,vide ,s&e de ,magalhes ,mexia ,salema4 ,m9i/]io dos ,negocios da ,agricultura--,prope-se a sua fundao1 ,i1 #ef ,m9i/]io dos ,negocios da ,gu]ra--,seu oram5to4 ,exam9a-se1 ,,ii1 #ii ,m9i/]io dos ,negocios da ,in/ruco ,publica--,deve cre>-se a p> d de ,agricultura1 ,,ii1 #df ,mission>ios--,com a cantoria auxiliavam muito os seus proslytos religiosos1 ,,ii1 #ea ,moiss e ,hom]o--,so mananciaes de ideias poeticas1 ,i1 #acf ,moraes ,p]eira 7,joo ,luiz de7--,autor da musica d ,hymno d trabalho1 ,i1 #afd ,m5ciona-se1 ,i1 #aga ,moralidade--,pode contribuir muito p>a a unio da familia portugueza1 ,i1 #ac ,mulh]--,a in/ruco d'ella tem z mais elevadas vantag5s sociaes1 ,,ii1 #ea ,escravido em que a opprimem os codigos em todo o mundo1 ,i1 #aje ,a civilisao mod]na a9da a no emancip\1 ,i1 #ajg ,p$e-se p>a ella uma ju/a al=ria1 ,i1 #aji ,advoga-se p>a ella o direito de suffragio1 ,i1 #aaj ,podem s] ,ra9has1 e no podem s] votantes8 ,absurdo1 ,i1 #aaa ,musica e ,poesia--,o que podem a bem da civilisao popul>1 ,,ii1 #ah ,n ,natal de #ahdi--;,artigo religioso1 ,,ii1 #aae ,nogueira--,vide ,s ,nogueira 7,ayres de74 ,o ,ordem d ,arado--,prope-se esse gal>do aos promotores da ,agricultura1 ,i1 #ga ,ovidio--,citam-se palavras suas1 ,i1 #gg ,rapido quadro da sua p]sonalidade social e poetica1 ,i1 #acf ,amo/ra d seu poema ,os ,fa/os1 ,i1 #aci ,introito d ,livro ,,iv dos ,fa/os1 ,i1 #ade ,p ,papel--,sua misso civilisadora como vehiculo das ideias1 ,i1 #aac ,p>lam5to--,deve cont] a repres5tao de todas z classes1 mas em maioria a dos lavradores1 ,i1 #hd ,ha-de emancip> a mulh] portugueza1 ,i1 #aji ,p>lam5to agricola--,quadro ideal d'essa nobre corporao1 ,i1 #gh ,deve faz] ,leis que obriguem o ,povo a in/ruir-se1 ,,ii1 #ce ,p>ticul>es--,como podem promov] e auxili> a in/auraco de escolas1 ,,ii1 #fg ,patria portuguesa--,sua actual decad5cia1 ,i1 #gc ,patri>*as da antiga ,lei4 ,di/ribuiam ju/ia no meio da ,natureza1 ,i1 #ba ,p5lope--,tecia e de/ecia4 ,assim a ,politica1 ,,ii1 #fj ,p]eira--,vide ,moraes ,p]eira4 ,ph>ol 7,o7--,p]iodico de ,lisboa em #ahdi1 ,i1 #ahi ,artigo seu ac]ca de ,ca/ilho1 ,i1 #aij ,pl9io1 o moo--,romano bom e b5efico4 ,cita-se uma sua c>ta1 ,,ii1 #ga ,poesia--,nasceu nos campos1 ,i1 #ace ,poesia e ,musica--,o que podem a bem da civilisao popul>1 ,,ii1 #h ,politica--,a maior das politicas deve s] p>a ,portugal a ,agricultura1 ,i1 #ch ,o autor no faz politica no s5tido e/reito da palavra4 ,sua pr(isso de f1 ,i1 #da ,o que politica no mau s5tido da palavra1 ,i1 #aai ,a politica no faz s5o tec] e de/ec] como ,p5lope1 ,,ii1 #fj ,povo portuguez--,pode r5asc] pela ,agricultura1 ,i1 #db ,premios p>a os que promov]em por qualqu] =ma a ,agricultura1 ,i1 #fg ,premios de livros aos rapazes e/udiosos1 ,,ii1 #ef ,presbyt]io 7,o7 da montanha--,extratos d prologo d'esse poema de ,ca/ilho1 ,,ii1 #abb e seg ,prises--,como se podem melhor> com a in/ruco m9i/rada n'ellas1 ,,ii1 #eb1 #ec1 #ed ,pr(essores--,devem receb] sal>io condigno da sua fa9a1 ,,ii1 #dg ,propri$ade--,no direito natural1 mas direito1 ,i1 #abj ,propriet>ios--,dev]iam s] obrigados por ,lei a resid5cia tempor>ia nos seus dom9ios ru/icos1 ,i1 #abb ,q ,qu9tas exempl>es--,sua creao1 ,i1 #fg ,r ,recruta--,abala da casa pat]na p>a o ,ex]cito1 ,,ii1 #aja ,rei--,lucra com uma exacta repres5tao nacional1 ,i1 #hg ,reis--,no so z espadas que os def5dem1 mas sim z luzes da in/ruco g]al1 ,,ii1 #eh ,repres5tao nacional--,tal como se pratica hoje *im]ica1 ,i1 #hj ,requ]im5to de ,ca/ilho ,cam>a dos ,deputados1 ,i1 #agd ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se--,cita-se esse p]iodico1 ,i1 #adi ,revolues--,no z fazem os livros1 mas os actos dos gov]nantes1 ,i1 #ab ,o autor no z ama1 ,i1 #ab ,ribeiro 7,jos ,silve/re7--,d$icatoria d ,livro a elle1 ,i1 #i ,m5ciona-se1 ,i1 #adi ,ribeiro de ,s 7,seba/io ,jos7--,c>ta de ,ca/ilho a elle1 ,i1 #aej ,outra ,i1 #aec ,cita-se o seu romance ,o preso1 ,,ii1 #ec ,ricos--,quanto lhes s]ia facil felicit> os camponezes1 ,i1 #cj ,rob9son ,suisso--,admiravel obra deleitosa e in/ructiva1 ,,ii1 #hf ,rogaes de ,maio--,fe/as poeticas d ,*ri/ianismo1 ,i1 #bf ,romanos--,quanto prezavam a ,agricultura1 ,i1 #bb ,rosseir--,vide ,smi? ,rossi]4 ,s ,s--,vide ,ribeiro de ,s4 ,s ,nogueira 7,ayres de7--,presid5te da ,liga promotora dos int]esses mat]iaes1 ,i1 #fc ,sab]--,foi monopolisado antigam5te por c]tas classes4 ,hoje democratico1 ,,ii1 #da ,a ,provid5cia a p\co e p\co o foi infiltr&o em todas z camadas sociaes1 ,,ii1 #db ,sac]docio--,vide ,cl]o4 ,sa9t ,pi]re 7,b]n>d9o de7--,cita-se o seu livro ,etudes de la ,nature1 ,,ii1 #aaa ,salema--,vide ,s&e de ,magalhes ,mexia ,salema4 ,salomo--,m5ciona-se1 ,i1 #cj ,san*o ,i 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro povoador deve hoje reviv]1 ,i1 #gg ,s&e de ,magalhes ,mexia ,salema--,joo de1 ,i1 #adi ,discurso seu na ,cam>a dos ,deputados1 ,i1 #agg ,sci5cia--,como consegue poetis> a ,natureza1 ,i1 #bg ,teem-n-a combatido alguns ru9s eng5ho1 ,,ii1 #dj ,quanto auxilia e des5volve a intellig5cia1 ,i1 #aaf ,sem5teiras 7,fe/a das7--,fragm5tos d poema ,os ,fa/os1 ,i1 #aci ,s]vios de ,ca/ilho ,ilha de ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #acd e seg4 ,silveira--,vide ,fradesso da ,silveira 7,joo ,m>ia74 ,smi? ,rossi] 7,d4 ,c>ol9a7--,autora da melodia da ,invocao a ,deus1 ,i1 #afi ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes--,noticias a seu respeito1 ,i1 #adg ,desej\ a concesso de um t]r5o em ,ponta ,delgada1 ,i1 #adg ,m5o de commettim5tos seus1 ,i1 #aei e seg4 ,foi muito contr>iada na propria ilha1 ,,ii1 #h ,seus s]vios1 ,,ii1 #gg ,soci$ade promotora da ,agricultura mi*ael5se--,como nasceu1 e que produziu1 ,i1 #cd ,foi imitada no ,re9o por outras soci$ades1 ,,ii1 #aa ,conf]e uma m$alha de oiro ao ,manual d ,cultivador1 ,,ii1 #ae ,fe/eja o dia de ,santo ,antonio em #ahdi1 ,,ii1 #ag ,seus s]vios1 ,,ii1 #gg ,soci$ades agricolas--,vo-se cre&o no ,re9o1 ,i1 #cg ,rapido des5ho da sua con/ituio e d seu me*anismo1 ,i1 #di ,soci$ades mes e soci$ades filhas1 ,i1 #ed ,lembranz v>ias a seu respeito1 ,i1 #ff ,soldados--,o que so1 ,,ii1 #if ,dev]iam s] trans=mados em =z vivas1 p>a a ,agricultura1 ,i1 #eh ,s\sa de ,mac$o--,vide ,co/a de ,s\sa de ,mac$o 7,d4 ,p$ro da74 ,/ael--,vide ,b>oneza de ,/ael4 ,t ,tasso 7,torquato7--,cita-se um tre*o d seu poema ,j]usalem1 ,,ii1 #ajg ,trm9o--,fragm5to dos ,fa/os de ,ovidio1 ,i1 #ada ,t]ra--,pode enriquec]-nos1 ,i1 #ac ,no ha direito p>a a deix>mos improductiva1 ,i1 #aba ,?n>d--,vide ,b>o ,?n>d4 ,timon--,vide ,visconde de ,corm594 ,trabalho--,ca/igo da desob$i5cia d primeiro homem1 ,i1 #bf ,tributos--,so uma necessidade1 ,i1 #ci ,se os ,gov]nos os podem exigir1 devem facult> aos contribu9tes os meios de os pag>em sem sacricio1 ,i1 #ci ,v ,v]dade 7,a7--,p]iodico de ,ponta ,delgada1 ,i1 #aeh ,vidal ,dalhunty 7,d4 ,leonor7--,autora da melodia d ,hymno de ,santa ,cecilia1 ,i1 #agj ,vigny--,vide ,conde ,alfr$o de ,vigny4 ,vilh5a ,b>bosa 7,ignacio de7--,m5ciona-se1 ,i1 #adi ,visconde de ,corm59--,autor d livro ,entreti5s de village1 ,,ii1 #he ,z ,zimm]mann--,m5ciona-se o seu ,tratado da solido4 ,,fim ,obras completas de ,a4 ,f4 de ,ca/ilho #c--;,c>tas de ,ecco e ,n>cizo1 v]so4 #d-e--;,felicidade pela agricultura1 #b vols4 #f-g--;,a primav]a1 v]so1 #b vols4 #h a #ae--,vivos e mortos1 spreciaes morais1 lit]>ias e arti/icas1 #h vols4 #ai-bj--,o presbyt]io da montanha1 prosa1 #b vols4 #ba-bb--,o outomno1 v]so1 #b vols4 #bg-bh--,novas escavaes poeticas1 v]so1 #b vols4 #bi a #cb--,!atro1 ,cames1 drama e notas1 #d vols4 #cc--,!atro1 ,cce1 trag$ia orig9al4 #cd--,!atro1 ,um anjo da pele d diabo--,o casam5to de oiro1 com$ias4 #ce--,!atro1 ,ari/odemo1 trag$ia4 ,a volta inesp]ada1 f>a4 #cf--,!atro1 ,a fe/a d amor filial4 ,a filha p>a cas>1 com$ias4 #cg-ch--,pale/ras religiosas e consolaes1 presa e v]so1 #b vols4 #ci a #de--;,casos d meu tempo1 prosa1 #g vols4 #df--;,e/relas poeticas1 p>a o ano de #ahec1 v]so4 #dg a #ej--,tlas lit]>ias1 prosa1 #d vols4 #ea--,os ciumes d b>do1 ,z flores1 e a confisso de ,amelia1 v]so4 #eb-ec--,mil e um mi/]ios1 romance dos romances1 #b vols4 #ed--;,a noite d ca/elo1 poema4 #ee--,tributo portuguez memoria d ,lib]tador1 prosa4 #eh a #fj--,novas tlas lit]>ias1 prosa e v]so1 #c vols4 #fa a #fc--,me?odo ,portuguez de ,leitura4 ,directorio d mesmo1 #c vols4 #fd-fe--;,ca/ilho p9tado por le proprio4 ,z escolas dos asilos de ,infancia desvalida1 #b vols4 #ff--;,felicidade pela in/ruo4 #fg--;,aju/e de contas4 #fh--,noes rudim5t>es p>a uso das escolas1 #b vols4 #gj a #gb--,respo/a aos novissimas ,impugnadores d ,me?odo portuguez1 #c vols4 #gc a #ge--,tratado de ,mnemnica1 #c vols4 #gf--,ou eu ou eles1 e ,tosquia de um camelo4 #gg a #hj--;,c>tas1 #d vols4 ,,imp4 ,,lucas ,c4--,,rua ,,di>io ,,de ,,noticias1 #fa--,,lisboa