,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,castilho --#e-- ,felicidade pela ,agricultura ,illustration ,,livraria ,,barateira ,,lisboa #cd-,,rua ,,do ,,duque-#cf4 ,tel4 ,t4 #abfd ,,obras ,,completas ,,de ,,antonio ,,feliciano ,,de ,,castilho ,,volume #e4 ,,volumes ,,publicados3 ,i--,,amor ,e ,,melancolia4 ,,ii--,a ,,chave ,,do ,,enigma4 ,,iii--,,cartas ,,de ,,ecco ,e ,,narciso4 ,,iv--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#a4 vol47 ,v--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#b4 vol47 ,,no ,,pr,,lo3 ,,vi--,a ,,primavera4 ,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,castilho ,revistas1 annotadas1 e prefaciadas por um de seus filhos ,v ,,felicidade ,,pela ,,agricultura ,,segunda ,,edi,o ,,volume ,,ii ,illustration ,,lisboa ,,empreza ,,da ,,historia ,,de ,,portugal ,sociedade editora ,,livraria ,,moderna ,,typographia ,r4 ,augusta1 #ie #de1 ,r4 ,ivens1 #dg ,,xi ,quinto sero do casal ,tres novidades aos amigos lavradores ,,summario ,o autor j tinha saudades do ,casal4--,onde passou o mez de ,maio4--,desencantamento que trouxe da ,capital4--,insiste-se na necessidade de representao agricola4--,testemunho que lhe levantam attribuindo-lhe desejos de ser ,deputado4--,rases por que o no deve nem quer ser4--,que fazem e como so os nossos inimigos4--,no se lhes deve oppr a violencia bruta1 mas juizo1 e salvarmo-nos por uma eleio de consciencia4--,duas novidades traz o autor da ,crte--,primeira3 que a ,sociedade de ,agricultura ,michaelense vai sendo imitada em ,portugal4--,segunda3 a publicao do ,guia e manual do cultivador4--,louvor d'esta obra1 e de quem a fez4--,a ,sociedade promotora da ,agricultura a coroou--,o que os premios produzem de bem4--,torna-se ao projecto da ,ordem do arado4--,noticia do banquete da ,sociedade da ,agricultura4--,hymno dos ,lavradores4 ,j tinha saudades de vs1 meus bons amigos4 ,l passou1 e bem a meu pesar1 o mez de ,maio1 sem eu visitar este casal4 ,maio sem vs6 e sem campo6 ,maio n'uma cidade1 e ,capital6 e das maiores6 onde o que s d flores1 mas no para frutos1 a rhetorica dos politicos1 e onde1 para nada verdejar1 nem sequer esperanas j verdejam6 ,oh meus excellentes lavradores6 ,quizera eu1 no que vos arrancasseis do vosso torro1 para irdes ver o que uma ,crte1 e aprenderdes a amar-vos2 mas que ao menos a sonhasseis uma vez1 tal como ella 1 e como so todas3 magnifica de marmores e architecturas1 rumorejante de festas e musica1 trovejada de carroagens1 refulgente de gaz1 que supprime a noite1 alardeando senhores e principes1 remirando-se nos enxames de suas damas2 mas1 no meio de tudo aquillo1 esteril1 desencantada1 e no tirando de si os olhos com medo de os lanar para o futuro444 ,pois se fosseis l com algum pensamento sincero de amor dos homens1 com alguma santa loucura de alma desinteressada1 d'estas que alguma vez devanemos na calada das vossas solides1 e que to faceis foram de realisar2 se vos dsse em ir mendigar para a civilisao1 e para os filhos e netos de ns todos1 algum favor muito pequeno1 e muito justo1 como vos no recolherieis s vossas poisadas1 descrentes e esmorecidos1 para nunca mais arredardes d'ellas nem os ps1 nem os olhos1 nem o pensamento6 ,meus amigos1 meus amigos1 deixae falar os nescios1 que to mal vos querem a vs como a mim2 e crde no que vos repito com a mo na consciencia e nos ,evangelhos3 para que1 do meio das leivas rusticas1 nos saiam emfim ,deputados representantes da terra1 semeemos o juizo1 se desejamos colher a felicidade2 se no fr j hoje a hora do desengano1 medo tenho de que seja amanhan a de acabarmos4 ,sabeis o que dizem l nos seus pagodes estes mexeriqueiros ruins1 vossos inimigos e meus8 estes ingratos1 que1 devendo-vos tudo1 invejam at o p do inhme que semeais para os filhos1 e1 de vaidosos que so1 at a figura humana vos tirariam1 se podessem8 ,sabeis8 adivinhais1 no o que elles pensam1 mas o que elles dizem8 ,dizem1 que no dar-vos este conselho1 o unico bom conselho que hoje se vos pode dar1 s armo popularidade1 para algum dia me ir d'aqui1 ,deputado feito por vs1 sentar-me triumphalmente n'uma cadeira do ,parlamento4 ,ento que lhe quereis8 ,do o que teem1 e fazem o que podem e costumam4 ,e dizer que ha ainda ferrenhos1 que no crem na jumenta de ,balao6 ,no1 boa gente1 nem vs1 quando escolherdes os vossos pares na lavoira1 me haveis de nomear a mim1 que desgraadamente o no sou1 nem1 que o fizesseis1 eu vos acceitaria a nomeao4 ,essas honrarias1 j por mais de uma vez as rejeitei2 e no foi para me andar agora caa d'ellas4 ,eu ,deputado6444 ,para qu8 ,aqui1 no vosso sero1 ou entre outros amigos1 n'um colloquio poetico1 ou na minha cellasinha phantasiando para um papel alguns amores do corao1 tenho o meu prstimo como outro qualquer4 ,passeio na herdade em que me creei2 no tenho medo de me perder4 ,mas a bordo d'aquella grande nu6 ,quem me ensinou a mim a sua mareao8 ,e depois 444 o enjo6444 ,eu na tribuna8 eu orador86 ,melhor sorte me d ,deus4 ,sou muito humilde1 ou muito soberbo1 para l subir4 ,assentae bem isto em lettras grandes na vossa folhinha detraz da porta4 ,votae em amigos vossos1 sinceros e desenganados como eu1 porm mais sabedores e praticos1 do que eu1 de vossas coisas1 e mais affeitos ao mundo positivo1 que o escrevedor de livrinhos1 que metade de sua vida a passa por essas nuvens1 e a outra metade entre creanas4 ,affronta vos faria ao bom-juizo1 se vos allegasse mais rases4 ,quando se trata de lavras1 no a andorinha1 nem a cotovia1 que vs jungs canga do arado4 ,assim1 no do poeta1 que vs1 gente grave e sizuda1 farieis o vosso representante2 como tambem o no farieis d'esses descendentes da jumentinha de ,balao1 que1 sendo muito pobres de crebro1 muito mais o so ainda de corao4 ,a mim j vs me conheceis2 mas quereis acabar de os conhecer tambem a elles8 ,pois ouvi4 99 99 99 99 99 ,fundou-se ahi uma ,sociedade de ,amigos das ,lettras e ,artes1 para fazerem1 a bem da instruco primaria e dos officios mechanicos1 o mesmo que em vosso proveito faz a ,sociedade da ,agricultura4 ,era santo instituto2 no era8 ,pois declararam-lhe guerra1 pozeram-lhe nomes1 levantaram-lhe testemunhos pela bocca pequena1 enredaram com cartas anonymas1 que mandaram imprimir n'outras terras1 imprimiram outros aleives aqui mesmo1 mas com datas fingidas e de longe1 porque tamanhas vergonhas eram1 que1 sem mascara1 nem elles as ousariam2 peitaram1 por baixo de mo1 creancinhas desvalidas a desertarem das nossas escolas1 para continuarem a apodrecer na ignorancia2 aos que eram seus servos1 prohibiram-lhes frequental-as4 ,quando me eu ia de proposito1 viagem de mais de duzentas leguas por esses mares de ,christo1 para requerer se nos dsse aqui um chosinho em que edificarmos1 nossa custa1 uma albergaria para as pobres ,lettras e ,artes1 mandavam elles1 atravez de egual ,oceano1 quem l fosse pedir que nos indeferissem2 quem nos denegrisse bem denegridos2 quem patrocinasse e advogasse1 por todos os modos 7sobre tudo pelos secretos71 a causa da ignorancia2 quem lidasse por vos perpetuar na condio ignominiosa de servos da gleba1 um pouco mais que troncos1 um pouco menos que bestas de carga4 --,e vingaram esses tramas diabolicos8--perguntareis vs4 ,quem sabe6 talvez sim2 o tempo o descobrir4 ,ahi tendes o que elles so2 guapos coraes1 e guapissimas cabeas para legisladores2 admiraveis amigos da terra em que nasceram1 ou que os abortou1 e do ,povo1 que sua de trabalho para que elles suem de praseres1 que anda nu para que elles se enroupem com arminhos1 e cospe sangue nas mos por elles1 que lhe cospem desprezo sobre ambas as faces4 ,meus amigos1 se queremos ser salvos1 olharmos por ns1 e forcejarmos por destecer todas estas cerradas teias de barbarias4 ,trabalhemos to activamente1 de dia1 e ao sol1 como elles o fazem de noite1 nos esconderijos1 com vigilantes expertos e terriveis a guardal-os4 ,opponhmos s mentiras traidoras1 e s cobardes calumnias1 a verdade e a franqueza2 ao anachronico feudalismo1 o seculo ,,xix1 que o nosso1 que vivo1 e que forte4 ,nada de violencia2 a fora bruta nada cria1 e ameaa tudo2 o incendio1 o exterminio1 as sublevaes1 o converter as enxadas em machados1 e as arvores1 que alimentam1 em clavas que derribem1 fra curar a doena com a morte1 enredar-se mais nas cadeias1 pretendendo sacudil-as1 querer subir ao cume1 e afogar-se no abysmo4 ,a redempo1 toda a redempo1 s ,leis sabias1 e zelosamente mantidas1 nol-a ho de trazer2 e para as termos1 que eu vos exhorto e vos supplico vos associeis1 para darmos a um ,povo1 que e deve ser agricola1 umas ,crtes agrrias e um ,ministerio lavrador2 isto 3 a um ,paiz1 que pode e quer produzir1 uma providencia e cultura apropriadas4 ,pelo menos1 famos o que de ns depende para o bem1 como os inimigos fazem quanto podem para o mal4 ,e depois444 sahir o que ,deus quizer4 99 99 99 99 99 ,por novidades da ,crte me requereis4 ,das politicas1 nenhuma vos trago1 que no curei d'ellas1 nem j entendo essa linguagem4 ,das operas e passeios1 das modas1 e do aformoseamento das praas1 no curais vs4 ,o que s vos importa1 a terra4 ,pois bem3 duas novidades vos trago quanto terra1 que vos devem ambas aprazer4 ,a primeira1 que a vossa to bem augurada ,sociedade promotora da ,agricultura ,michaelense1 ao mesmo passo que vos fecunda por c o solo por via da instruco1 faz nascer l pelo ,reino1 por via da emulao1 outras semelhantes ,sociedades1 que1 se forem avante1 e imitarem sempre a sua predecessora1 transformaro a final a ,patria1 de mendiga despresada e decrepita1 em abastada1 juvenil1 e formosa1 mediante aquelle ,congresso e aquelle ,ministerio que j sabemos1 e para que ellas ho-de1 quando crescerem e se propagarem1 contribuir infallivel e irresistivelmente4 99 99 99 99 99 ,a outra novidade1 tambem para alviaras1 um ,livro4 ,um ,livro nem sempre uma obra2 as mais das vezes palavras1 das quaes as obras distam muito4 ,este1 porm1 que vos eu annuncio1 deveras obra2 custou bom estudo2 fez-se com amor e consciencia2 allumiar os vossos espiritos2 e contm em germes grande copia de frutos1 que1 em vs querendo1 entraro logo a rebentar pela superficie do vosso solo4 ,tem por titulo ,guia e ,manual do ,cultivador1 ou ,elementos de ,agricultura4 ,antes que d'elle vos fale1 ou para supprir o que d'elle vos poderia encarecer1 deixae-me falar-vos do seu autor1 que1 melhor do que eu1 sabeis vs como pela arvore se adivinha o fruto4 ,,jos ,,maria ,,grande1 ,doutor abalisado em ,medicina e ,philosophia1 e ,lente ha annos de ,botanica e ,agricultura na ,escola ,polytechnica de ,lisboa1 um d'aquelles espiritos eleitos1 que a ,providencia predestina ao bem commum1 e que1 para melhor se habilitarem ao desempenho do seu sacerdocio1 lhe saem das mos ao mesmo tempo graves1 e amenos2 sizudos1 e poeticos2 para a raso1 convincentes2 para a vontade1 persuasivos4 ,desde a flor da mocidade o amo eu1 que desde ento nos conhecemos4 ,n'aquellas famosas festas da ,primavera1 celebradas nas margens ridentissimas do ,mondego1 e de que j pde ser ouvirieis falar ou ler alguma coisa1 foi elle um dos que mais por engenho se extremaram4 ,d'ahi para c 7e no so to poucos annos71 sem renegar o culto das ,musas1 que to dadivosas o prendaram1 entrou1 comtudo1 a combinar com aquelle affecto outro mais alto2 com a poesia espontanea da imaginao1 que s rosas e fragrancias1 a poesia cultivada e frutifera da ,natureza4 ,as sciencias d'ella1 foi-as enxertando no talento1 foi-as nutrindo e robustecendo com a seiba1 assim melhor aproveitada1 do seu engenho4 ,imaginae o que no estaro hoje produzindo6 ,ento1 era a primavera1 a florescencia1 o poeta4 ,hoje1 o sabio1 a meditao1 o outono1 a abundancia4 ,ento1 o rouxinol que enfeitiava as ociosas noites de luar4 ,hoje1 a aguia que se remonta s alturas1 d'onde abrange largo mundo1 e que fita os olhos escrutadores no proprio sol4 ,corao e indole no lhe mudaram2 mas os amores que tinha1 ideaes e volateis1 concentrou-os no amor grande1 no que bemvindo em todas as edades1 e a todas as ennobrece3 no amor dos homens4 ,como ,virgilio1 passou das cadeias de rosas de ,amaryllis1 ao magisterio das ,georgicas1 grave doutrinao dos camponezes4 ,lavrador elle mesmo1 e imbuido copiosamente nas theorias por sua experiencia verificadas1 comprehendendo 7at onde dado7 os mysterios da ,natureza1 affeito a explical-os1 e sabendo realal-os ainda com a lucidez e cres do estylo1 commetteu com a melhor estreia1 e com as fadas mais propicias conseguiu1 crear para vs o que de toda a parte1 ha muito tempo1 se pedia em vo3 o codigo succinto1 mas completo1 dos vossos trabalhos4 99 99 99 99 99 ,em dois volumes1 e no grandes1 a sua obra repartida4 ,o #a4 anda j no ,publico1 procurado e festejado2 o #b4 no tardar1 podendo-se-lhe desde j prophetisar egual fortuna4 ,presente bem rico vos ser j per si o que vos trago4 ,n'elle aprendereis1 como introduco ao que vos cabe fazer1 para que a fazenda1 como dizia ,virgilio1 satisfaa s vossas cubias1 parte do muito1 e do infinito1 que a ,divina ,sabedoria fez para vs e para todos1 ao crear a terra1 as aguas1 os ares1 e as plantas4 ,n'este sentido1 o livrinho1 sem o dizer1 tambem dos mais religiosos4 ,descobrir os segredos da ,creao adorar o ,creador4 ,newton1 que mais os sondou1 nunca de ,deus falava sem inclinar aquella grande cabea1 que abrangia mundos4 ,quando houverdes lido1 no vosso ,guia e ,manual1 os maravilhosos segredos do nascimento e crescimento1 da florescencia1 frutificao e reproduco das plantas1 da sua alimentao1 da sua vida1 do seu respirar1 do seu dormir1 dos seus amores1 das suas relaes de beneficios mutuos com o ar1 com a terra1 com os animaes1 e comnosco2 fico-vos eu que a minima hervinha vos inspirar mais devoo1 e vos dar mudamente mais conselhos1 que a mais devota ,imagem da vossa aldeia4 ,o que no campo vos parecia solido e ermo1 deixar de o ser aos vossos olhos1 porque direis3 ,tudo isto1 que vegeta em derredor de mim1 me est amando1 e amando a seu modo ao nosso ,deus2 tudo isto vivo1 tudo isto sabedoria e bondade em aco4 ,e depois1 com este conhecimento especulativo1 que vos ala para as alturas1 quantas ideias para applicao e pratica6 ,cada verdade1 cada phenomeno1 que se descobre dos entes a dentro1 um raio de luz que nos encaminha no mais acertado modo de os servirmos e os aproveitarmos4 ,a herdade d'aquelle que aprendeu o capitulo da grande ,theologia ,universal chamado ,botanica1 entre os predios dos ignorantes se distinguir1 como a poro de terreno em que ,franklin mandou ,natureza escrever com grandes lettras viosas um invento prestadio4 ,isto foi adubado com gesso--bradavam aos olhos1 no meio de um prado mal frtil1 pomposas lettras de verdura4 ,isto pertence a quem entende o viver das plantas--dir a duplicada fertilidade da vossa lavoira4 99 99 99 99 99 ,para que no suspeiteis que a amisade quem me fascina1 quando assim vos exalto o valor e prestimo do livro2 ou para que1 por ser de extranho vossa bella arte1 me no desdenheis a recommendao1 haveis de saber que o mesmo que vos eu digo1 foi j sentena de tribunal mui competente1 qual a vossa ,sociedade promotora4 ,tanto a obra lhe cahiu em graa por sua singelez e verdade1 por sua sciencia e clareza1 pelo mui servial que se vem accommodando a esta e quella necessidade do lavrador1 e pela segura sonda com que o autor vai tenteando as novidades antes de as adoptar 7o que nem sempre se acha nos agrnomos que s teem por geira a folha de papel1 por charrua a penna1 por bois os dedos1 e por experiencia as suas phantasias71 emfim por sua sciencia e consciencia1 tanto namorou o livrinho a estes sinceros juizes1 que1 a par com os louvores e agradecimentos1 que j no seriam pequena cora1 lhe decretaram unanimes uma medalha de oiro4 ,fizeram o que o ,governo havia de fazer1 se j existira n'elle o que em nossos votos existe ha muito3 um paternal ,ministro da ,agricultura4 ,em quanto o no ha1 nem ,crtes que legislem premios condignos a taes servios1 necessario que a virtude dos particulares v pagando1 como pode1 dividas sacratissimas1 que no so s do ,estado1 se no tambem da ,humanidade4 ,a ,deus praza que as outras ,sociedades agronomicas do nosso ,portugal1 edificadas com o santo exemplo o imitem1 e o subam ainda por sua parte a maior ponto6 ,os talentos dos que podem escrever para utilidade dos seus semelhantes1 so como as flores femininas3 conteem no seu ovario1 l bem no fundo do calix1 germes optimos2 mas o plen1 que os fecunda para frutos1 s lhes vem na aura do favor publico4 ,esse plen fragrante1 que os activa deliciando-os1 e encantando a quantos no transito o aspiram1 o louvor e o premio4 ,flores d'alma hermaphroditas1 que a si mesmas se bastem para frutificarem1 tambem as ha1 tambem2 mas so muito raras4 ,sem premio1 nem esperana d'elle1 nasceu em verdade1 e amadureceu1 e est j colhido1 o ,manual do lavrador2 mas agora1 depois do exemplo1 quem pde calcular o que no engenho e saber de outros procrear a louvavel ambio8 ,lembrais-vos d'aquellas condecoraes em que vos eu falava aqui ha tempos1 que se deviam instituir com titulo de ,ordem do ,arado1 e de que tanto escarneceram os parvos1 que1 a propr-se a votos uma ,ordem da maledicencia1 calumnia1 e mexericos1 talvez a approvariam8 ,lembrais-vos1 meus amigos8 ,pois1 se tivesse j havido um ,parlamento que a decretasse1 e tivessemos um ,ministerio dos ,negocios da ,agricultura4444 um ,commendador da ,ordem do ,arado para veneraes teriamos ns j2 e vs m'o direis quando houverdes devorado o livro4 99 99 99 99 99 ,antes de nos apartarmos1 falemos de outra coisa1 que tambem vos toca4 ,sabereis1 que1 no dia folgaso do nosso patricio ,santo ,antonio1 teve a ,sociedade promotora da ,agricultura ,michaelense um banquete campestre1 muito lauto1 muito alegre1 mas 7o que mais vale1 que tudo isso1 quanto a mim7 muito excitativo para mutuas harmonias de vontades1 e muito desafiador de foras para os trabalhos que mais importam4 ,com vinho patrio se bebeu vossa saude1 prosperidade da lavoira1 e perseverana e bons fados da ,sociedade1 que tanto lhe quer a ella1 e mais a vs4 99 99 99 99 99 ,em nossos precedentes seres1 aqui no casal1 vos ponderava eu1 e vos provava com exemplos1 como os poetas foram sempre os mais certos amigos e devotos dos campos e vida rustica4 ,no livro que vos hoje trouxe l vereis mais uma prova2 e agora concluirei com uma recentissima1 de minha lavra2 o ,hymno dos lavradores1 que eu apresentei como postre entre os vinhos e fruta da vossa terra1 n'aquelle patriotico jantar de nossos amigos e irmos4 ,tambem eu1 ensinado pelos annos1 passei das festas da primavera para as do trabalho4 ,outros tempos1 outros gostos2 os mais seguros e abenoados sempre so esses4 ,ouvi pois o vosso ,hymno2 se vos aprouvr decorae-o1 e no meio de vossos trabalhos entoae-o muitas vezes4 ,poesia e ,musica so uns bons adubos1 que se haviam de empregar muito mais a miudo1 para estimulo de entendimentos perguiosos e vontades indolentes4 ,de ,poesia e ,musica muito se ajuda a civilisao onde ha philosophia1 como em terras de ,allemanha4 ,os ,antigos por instincto o adivinharam1 quando metteram entre as lies de suas fabulas a de ,orpheu e de ,amphio domando rudezas1 amanando feras1 e erigindo cidades de cem portas e immenso trato1 ao som de suas lyras4 ,o que a minha entoou para inspirar o santo amor dos campos1 ainda que no seja de nenhum ,amphio nem ,orpheu1 eil-o aqui4 ,com mos limpas vol-o entrego2 recebei-o com boa sombra4 ,,hymno ,,dos ,,lavradores ,,voz ,cantae1 passarinhos2 cantae1 arvoredos2 cantae1 frescas fontes2 cantae1 viraes2 cantae1 ceos e terra1 cantae os segredos da vida inefavel que anima as soides4 ,c,,ro ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no pena1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada1 thesoiro s ella1 s ella braso4 ,,voz ,romper tenta o ,sabio do mundo a cortina2 ao ,bello d cultos o ,artista1 o ,cantor2 o ,obreiro transforma2 o astuto domina2 mas o homem dos campos s creador4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,da terra sahimos1 terra volvemos2 a terra nos veste1 nos traz1 nos mantem4 ,quem1 mais do que a terra1 merece os extremos que obtm dos bons filhos a prvida me8 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz crcere1 e livre se acclama a cidade2 infernos de penas1 disfara-os em si4 ,a lda1 abundosa1 gentil liberdade1 sem fausto1 sem nome1 nos campos se ri4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,as ruas sombrias1 as turbidas praas1 s brotam miserias1 vaidades1 motim4 ,no campo a abundancia pululla entre as graas1 e adoam-lhe as lidas delicias sem fim4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,gentil liberdade nos campos impera2 nas mdas das eiras seu throno reluz2 diadema de flores lhe d ,primavera2 em choa de colmo tem rgia ,queluz4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,quem nutre as cidades1 as frotas1 e armadas8 ,quem serve s mil ,artes banquete ,real8 ,a me do ,commercio1 rainha das ,fadas1 a ,fada incanavel1 a ,industria rural4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,esgotam-se as minas2 dissipa-se o oiro2 perguia e pobreza lhes crescem de apoz4 ,no solo aos activos poz ,deus um thesoiro1 to rico entre netos qual fra entre avs4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,a aurora dos campos floreja saude1 nas faces a rir-nos qual ri na maan2 a terra d frutos1 o ,ceo d virtude1 e a lida folguedos turba aldean4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,os mezes das flores1 os soes do ceifeiro1 a quadra das frutas1 o ocio invernal1 so gostos variados1 que em vo ligeiro matizam nos campos o giro annual4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,viver de colono devolve-se em festa2 o dia lidado lhe escapa a folgar4 ,com a alva renasce2 repoisa na ssta2 triumpha ao sol posto2 descanta ao luar4 ,c,,ro ,de espigas e palmas1 etc4 ,,voz ,de dia1 o trabalho n'um cho florescente4 ,a noite1 em bons sonhos1 amor e prazer4 ,ditosa mil vezes a rustica gente1 se os bens que disfruta soubera entender6 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,ver ,nymphas nas selvas1 nas aguas1 nos montes1 foi de animos gratos delirio em pagos4 ,nas serras1 nos troncos1 nos ventos1 nas fontes1 ,deus sentem1 ,deus amam1 colonos christos4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,dos ,cos quem1 no mundo1 quem vive mais perto8 ,lavrando ou colhendo1 medita-se em ,deus4 ,com preces e hosannas palpita o deserto4 ,oh6 ,f1 os seus filhos inda hoje o so teus4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,oh6 ,tu1 que os expulsos do teu ,paraiso s quedas e enxada fadaste1 oh6 ,senhor6 nas lidas pe benam1 nas mentes pe sizo1 nos corpos saude1 nos peitos amor4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,mantm nas esposas fiel castidade2 na prole innocencia2 fartura no lar2 concede aos visinhos fraterna amisade1 e ,patria virtudes que a possam salvar4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,virtudes ,patria6 virtudes ao ,povo6 6virtudes aos ,chefes que dictam as ,leis6 ,j foi sceptro a enxada2 que o seja de novo4 ,diniz l da campa que a mostre inda aos ,reis4 ,c,,ro ,de espigas e palmas etc4 ,,voz ,aos roucos triumphos das eras antigas1 succda o da ,arcadia cantar festival4 ,da ceifa das palmas ceifa de espigas volvei1 ,cincinattos do bom ,portugal4 ,c,,ro ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no pena1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada1 thesoiro s ella1 s ella braso4 ,junho de #ahdj ,,xii ,sexto sero do casal ,tristes effeitos da ignorancia ,,summario ,singular processo de feitiaria e homicidio4--,como se sentenciou4--,encontradas opinies acerca da sentena4--,tem para si o autor que n'este crime1 como em outros muitos1 no cabe imputao4--,brotou-o a ignorancia2 e a ignorancia culpa das ,leis e ,autoridades4--,todos os cidados teem direito a instruir-se1 e o ,governo1 por conseguinte1 obrigao de lhes facultar os meios de se instruirem4 ,processo bem raro para em nossos tempos6 ,no banco dos accusados occupa o primeiro logar uma mulher j de dias1 com a serenidade da innocencia no rosto1 nos modos1 e nas falas4 ,a fama publica e as testemunhas a dizem digna do seu nome3 chama-se ,angelica4 ,a sua casa foi sempre asylo franco a feridos e enfermos1 mrmente pobres1 que dizem acharam sempre n'ella muita sabedoria1 mos mui primas para curar1 e palavras de consolo to efficazes como os seus remedios2 tudo pelo amor de ,deus1 e esmolas ainda por cima4 ,que a metteria entre ferros d'el-,rei1 onde jaz1 faz hoje um anno dia por dia8 ,matou outra mulher4 ,no banco dos accusados l esto1 no menos1 os complices que a ajudaram3 o marido e viuvo da victima1 que lh'a levou a casa1 e l permaneceu em quanto durou a tragedia2 os que a estiveram sopeando de ps e mos1 at que cessou de bulir2 o que1 por espao de horas1 com uma vella na mo allumiou2 os que1 depois de consumado o acto1 carregaram o cadaver1 como um fardo1 para cima de uma cavalgadura1 para o irem lanar de uns penedos no mar1 que a elle lhe servisse de sepultura1 e a elles todos de encobridor4 ,o que o mar havia de sonegar ,justia1 o ,co1 que v tudo1 o descobriu4 ,os culpados1 a fra um1 que medo ou remordimentos da consciencia trazem a monte1 os culpados ahi esto todos no meio do tribunal4 ,mas quem era a morta8 ,que fizera para haver to miseravel fim8 ,chamavam-lhe feiticeira os visinhos4444 sem embargo de ter nome de ,maria1 que dizem preservar de coisas ruins4 ,a artes suas diabolicas se attribuiam muitos achaques1 desconcertos de fortuna1 e mortes4 ,todos 7at seu marido7 aborreciam n'ella o ,espirito immundo1 que1 para no ser constrangido a desamparal-a1 a trazia pertinazmente erradia dos confessionarios4 ,para a desendemoninhar1 a fez a serva de ,deus conduzir a sua casa2 combateu com as resas e ceremonias que por mais acertadas tinha2 exorcismou1 sua moda2 ameaou1 espancou o inimigo2 em vo4 ,com a teima d'elle1 houve de crescer n'ella o fervor da caridade1 e a santa clera4 ,lanou-se sobre a infeliz derrubada2 recommendou aos circumstantes lhe tolhessem os movimentos1 a fim de se no espalharem os feitios 7com o que1 todos ficariam perdidos1 e voaria a casa pelos ares72 e tanto fez1 e fizeram1 sobre aquelle triste corpo1 tanto e por tanto tempo lhe cerrou a garganta ao som de esconjuros1 que a pobre expediu de si1 no o espirito infernal1 mas a propria alma4 ,l-se o processo2 ouvem-se as testemunhas1 os ros1 a accusao1 a defensa4 ,ao cabo de dezasseis horas1 pelas #b da manhan do dia #aa d'este mez1 publica-se a sentena3 ,angelica1 desterrada por dois annos para fra da comarca2 seus complices1 restituidos liberdade4 99 99 99 99 99 ,sem quebra do acatamento que todos devem ,justia1 arvoremo-nos aqui1 no casal1 em juizes de tal sentena4 ,de injusta1 por benigna1 a accusam muitos da cidade1 e a accusa o proprio ,ministerio publico2 em quanto c nos campos1 segundo oio1 no falta quem ainda a taxe de cruel4 ,aquelles1 horrorisados com o homicidio1 que as circumstancias aggravaram at martyrio1 para o expiar invocam o homicidio legal4 ,estes do benes1 do corao1 a quem purgou a terra de uma procuradora e agente dos infernos4 ,em rases de humanidade se fundam uns e outros2 e a uns e outros1 todavia1 tem a mesma humanidade rases que oppr para defender esta sentena1 em que tanto reluz ella como a justia4 ,e quando no1 discursemos chanmente1 e com os animos despreoccupados4 99 99 99 99 99 ,maria1 em verdade1 no era feiticeira2 no o podia ser2 no as ha2 no pode havel-as4 ,foi crena de pagos a que admittia pactos secretos com espiritos malfasejos1 para se obrarem no mundo maravilhas4 ,o ,christianismo no a acceitou1 que seria negar peremptoriamente a ,providencia1 e renunciar ,deus1 renunciando a raso4 ,nem a tradio respeitavel da ,egreja1 nem os escritos dos ,santos ,padres e ,doutores1 nem as ,decises dos ,concilios1 nem os ,thelogos1 nem1 sobre tudo1 as ,escrituras santas1 deram jmais o seu assenso a essas fabulas despresiveis1 filhas da velhacaria interesseira1 ou da ignorancia crdula1 ou1 mais ao certo1 de uma e de outra4 ,de balde nos argumentaro com as penas estabelecidas contra os que professem a feitiaria4 ,ns mesmos1 que na feitiaria no acreditamos1 defendemos por sensatas e justas essas penas2 porque todo o individuo que se inculca alliado1 e brao direito de potencias invisiveis e malficas1 para alterar1 em muito ou em pouco1 a natural corrente das coisas1 calumna a ,deus1 mente a si e a seus semelhantes em materia grave e de consequencia2 arroga-se1 de feito1 e pelo terror1 um predominio que lhe no cabia2 perturba1 por querer1 a sociedade2 lana n'ella novas sementes de fanatismo e crimes4 ,uma de duas3 dando-se por alliado dos demonios1 ou no o cr1 ou cr-o4 ,no primeiro caso1 abusa tirannicamente da rudeza e pusillanimidade alheia4 ,no segundo1 teve necessariamente a criminosa inteno de pactuar com os genios das trevas2 quiz dar-lhes a alma1 a troco do privilegio de malfazer2 suppz ter consumado este pacto nefando1 e obrou em conformidade com a sua persuaso4 ,uma e outra coisa1 no podiam as ,leis ecclesiasticas1 e as civis1 deixar de punir rigorosamente4 99 99 99 99 99 ,maria no era feiticeira4 ,mas dava-se ella por feiticeira8 ,no era esse o processo2 no se provou2 no o sabemos4 ,mas1 quer se desse quer no1 quer tivesse1 quer no1 abusado de sua alma negociando-a com o inferno1 ou dos espiritos de seus visinhos1 submettendo-os ao influxo do seu querer1 sempre ficava sendo1 no conceito da gente rude e desallumiada1 um ente muito infeliz para si1 para os outros mui perigoso e mui funesto4 ,era assim que1 na sua timorata phantasia1 indispensavelmente a devia representar a mulher1 cuja vida1 j de annos largos1 era toda caridade1 esmolas1 e oraes4 ,e que fez8 uma grande faanha moral2 uma sublime loucura de generosidade4 ,s escudada de suas oraes1 resolveu entrar em duello com inimiga1 em seu entender to medonha e to possante1 que tomar-se com ella era tomar-se com o proprio inferno4 ,duas palmas lhe promettia a consciencia com aquella victoria1 se a ganhasse3 redimir uma possessa do captiveiro diabolico1 restituindo-a ,egreja1 ao marido1 e a si mesma1 amisade dos visinhos1 quietao interior1 e esperana do ,ceo2 e desafrontar de adversidades os que as estavam por via d'ella padecendo1 ou podessem para o futuro padecer4 ,eis aqui a magnanima loucura que a seduziu4 ,aventarmos-lhe outro intuito no possivel4 ,das intenes mais santas brotou o homicidio4 ,mysterios da ,providencia6 no os sondemos4 ,a morte appareceu ali como o raio1 sem ter sido chamada1 nem prevista4 99 99 99 99 99 ,quem reuniu jmais setenta testemunhas1 e na propria casa1 e com luz1 e em terra populosa1 para assassinar86444 ,quem1 para assassinar1 empregou jmais1 como unicas armas1 resas de longas horas1 e mos inermes86444 ,que mulher poderia arrancar a existencia1 por querer1 a outra mulher1 quando n'essa existencia fosse envolta a de um terceiro ente inda no nascido86444 ,desde quando se mudou a natureza humana1 a ponto de entrar o pensamento e proposito do homicidio mais nefando1 mais covarde1 mais inutil1 e mais perigoso1 n'um corao que era todo benevolencia e caridade8 99 99 99 99 99 --,mas a morte perpetrou-se4 --,sim4 --,perpetrou-a ella4 --,sim1 sim1 mas sem o querer1 sem o pressentir1 sem entender ainda agora o como4 ,no delirio do seu fanatismo1 julgava-se a braos1 no j com uma mulher1 seno com o rei dos malfeitores de alm-mundo4 ,que muito que o terror lhe centuplicasse as foras8 que as empregasse s cegas8 que destruisse uma vida fragil e atenuada1 sem saber8 ,logo que descobriu debaixo de si um cadaver no cahiu ella quasi cadaver8 no lhe fugiu espavorida a razo8 no permaneceu por muito tempo n'esse estado entre vida e morte1 de que ainda inteiramente no sahiu8 ,meus amigos1 onde est o crime8 ,uma desgraa1 e muito grande desgraa1 essa existiu sem duvida4 ,mas n'aquillo em que se no d crime1 a inteno malfaseja quem a provou8 quem a allegou8 quem a demonstrar verosimil8 quem ao menos possivel8 99 99 99 99 99 ,mas1 deixando a justia ,justia1 falemos de coisa quanto a mim mais util1 mais fecunda1 e mais pratica para entre ns4 ,os processos so meras formas1 sujeitas a opinies e erros4 ,o que tem importancia real so os factos sobre que elles versam2 e mais real importancia ainda as ideias1 de que esses factos se derivam necessaria e fatalmente1 como a planta da semente1 e o animal do ovo4 ,no ha grande virtude nem grande crine1 que antes de ser obra no fosse vontade1 e antes de vontade pensamento1 e antes de pensamento embrio de ideia2 o pontinho negro e imperceptivel no horizonte1 nuncio do tufo que revolve mares e afoga armadas1 varre a terra1 arranca e arrebata animaes1 arvoredos1 e habitaes4 ,de duas causas1 s1 proveem quantos males commettidos por homens se podem no mundo deplorar3 uma so as ruins vontades1 as paixes1 os interesses mal entendidos2 a outra1 a ignorancia1 e os erros que d'ella nascem1 sendo esta segunda muitas vezes 7e quasi sempre7 a que virtualmente contm em si a primeira4 ,o ,ado da maldade o absurdo2 instruir fazer a cura adiantada4 ,no so os terrenos desmoitados e lavradios os que do plantas venenosas1 reptis peonhentos e feras bravas2 formosuras e suavidades com a luz se criam1 assim na alma como na ,natureza4 ,metter conhecimentos no ,povo devra ser o empenho dos empenhos para todo o ,governo1 que tivesse por norte a civilisao4 ,no torcendo1 decotando1 nem enxertando1 que se melhora a arvore1 que por dentro est enferma1 mas ainda no de todo contaminada2 cavando-lhe e medicando-lhe a terra1 em que as radculas invisiveis esto de dia e de noite bebendo caladamente4 99 99 99 99 99 ,quantas desaventuras na vergonhosa historia que vos acabo de contar1 nascidas todas de ignorancia6 ,um povo laborando em terrores1 por julgar existente o que nem sequer era possivel4 ,d'aqui1 odios atrozes contra uma pobre mulher1 que n'isso de maleficios1 de que a accusavam1 no era mais incursa do que vs e eu4 ,logo1 ella morta do modo mais afrontoso2 e com um filho nas entranhas2 e com um marido ao lado1 que lhe no pode acudir1 que ao desamparo de viuvo sentir accrescer-lhe o opprobrio de conjugicida4 ,outra mulher1 tornada a subitas e involuntariamente assassina2 arrastada de sua casa1 onde era procurada e festejada pelos pobres1 e de sua terra que a citava com ufania1 para uma priso1 para um tribunal1 para a publicidade do odio1 para todas as humilhaes da justia1 para a eterna agonia que precede a leitura da sentena4 ,alm d'estas duas casas1 abaladas ou destruidas1 seis homens1 ou chefes ou filhos de seis outras casas1 passando eguaes amarguras1 eguaes transes1 depois de um anno sem liberdade na sentina moral da cidade1 chamada cadeia4 ,que de dias e de noites j perdidos sem remedio para esta gente6 e quantos annos1 talvez1 do seu futuro j devorados pelo desgosto6 ,que de despezas inesperadas6 que de transtornos nos negocios1 nos projectos1 nas relaes6 que brechas na reputao1 e talvez na moralidade1 pelo trato de annos com entes corrompidos e perversos1 em ocio j de si corruptor1 e com os brios quebrados1 pelo desprezo de quantos viam tranzitar por diante das suas grades6 ,todos esses desconcertos1 e os milhares de outros que d'elles se havero originado1 d'onde provieram8 de um erro2 como o erro1 da ignorancia2 a ignorancia1 da falta de educao publica2 e esta do vergonhoso e criminoso1 do vergonhosissimo e criminosissimo desleixo de legisladores e governantes4 ,para tudo ha ,leis2 para tudo se andam ellas de continuo a refazer e emendar2 mas o codigo cabal1 judicioso1 sincero1 franco1 inexoravel1 que obrigue todos os cidados a aprender1 para o serem1 e para serem homens2 esse cdigo onde o temos8 ou quem pensou nunca em o pedir1 quanto mais em o fazer8 ,se alguem quizer edificar na cidade o seu predio fra do alinhamento e risco municipal1 achar quem lh'o coarcte4 ,se se espairecer nu pela praa em dia ou noite de vero1 ir prezo1 qundo menos por louco4 ,como estes1 mil outros actos1 natural e essencialmente indifferentes1 so todavia cohibidos por providencias legislativas4 ,e a minha alma8 ,esta parte optima de mim mesmo1 nascida com a maravilhosa faculdade e com o desejo instinctivo de se aperfeioar1 a minha alma1 hei-de poder deixal-a1 de poisio1 sem que me constranjam a cultival-a1 eu1 que para ter obstruida ou immunda a minha testada no sou livre866 ,hei-de poder condemnar o espirito de meus filhos a uma infancia eterna1 eu1 que no sou livre para lhes mutilar um brao ou um s dedo86 ,dizer-se que ha-de o fisco extorquir-me do producto do meu suor1 o que s vezes me no sobeja1 para occorrer s necessidades do ,estado1 e que o ,estado me no ha-de compellir a ter riquezas moraes para com ellas ajudar o patrimonio da felicidade commum6444 ,a soltura do viver silvestre no m'a perdoariam2 e o conservar silvestre o entendimento1 e conseguintemente silvestre e indmito o corao1 com to estupida magnanimidade m'o relevam666444 99 99 99 99 99 ,meus amigos3 se1 como j vos ponderei1 crime contra a ,natureza e contra a ,sociedade deixar devoluto a terra da ,patria1 de que o acaso nos fez donos quanto mais apertada nos no correr ainda a obrigao de lhe no deixarmos improductiva a nossa raso1 fundo muito mais creador e social1 mina de muito mais incalculavel opulencia1 morgado de instituio divina1 superior em nobreza a todos os morgados6 ,caberia pois ao ,parlamento1 cho1 sizudo1 e nacional1 que vs algum dia 7em ,deus o espero firmemente7 nos haveis de dar1 caber-lhe-hia proporcionar a todos os cidados meios faceis de se instruirem1 e1 proporcionando-lh'os1 constrangel-os1 sob as mais severas penas1 a aproveital-os4 ,desde ento haver cessado1 para sempre1 a possibilidade de processos1 e desgraas1 como estas que hoje vos relatei1 opprobrio do seculo1 e escandalo da civilisao4 ,mas no s isso3 quando todos formos1 mais ou menos1 instruidos1 cada um segundo as suas faculdades1 o seu estado1 a sua edade e a sua profisso1 a lista dos crimes de toda a especie haver diminuido4 ,o que em escolas e livros se houver gasto1 poder-se-ha forrar em prises e agentes de ,justia4 ,no tudo3 ,com estes bens negativos1 da maior importancia1 que de bens positivos e palpaveis se no vero affluir6 ,os deveres domesticos e civicos1 mais bem conhecidos1 sero menos incompletamente desempenhados4 ,os laos da sociabilidade se apertaro e doiraro4 ,tornar-se-ha a convivencia mais frequente e mais amena4 ,medrando o numero dos leitores o dos bons escritores crescer na devida proporo2 ir-se-ho opulentando as sciencias1 as artes uteis e fabris desenvolvendo-se2 a ,agricultura allumiando-se e florindo2 as ,artes chamadas bellas por excellencia acharo o que hoje lhes falta3 alumnos1 cultores1 consumo4 ,os seis dias da semana deixaro em cada casa dobrados haveres1 e um domingo muito mais desejado1 e muito mais desejavel4 99 99 99 99 99 ,sero isto ainda utopias1 como os nescios chamam a tudo quanto nasce da alma e va por cima do lodaal em que se elles afogam8 ,no so1 meus bons camponezes1 no so4 ,vl-o-hieis j hoje1 se as horas nos no appertassem2 mas vel-o-heis para a minha proxima visita4 ,havemos de conversar muito assentadamente sobre isto2 porque emfim1 ninguem me tira da cabea1 que1 pse a quem pesar1 ainda algum dia vos hei-de ver legisladores4 ,oh6 quando isso fr444 ento que pr luminarias de nove dias1 nos campanarios1 nas casas das ,camaras1 nas granjas1 nas officinas1 nas estradas e nos rios1 e nas escolas sobretudo nas escolas6 ,julho de #ahdi4 ,,xiii ,setimo sero do casal ,instruco primaria ,,summario ,males provenientes da ignorancia4--,panegyrico da ,sciencia4--,resumo historico do progresso intellectual4--,seu estado ao presente4--,para todos ha tarefa na obra da illustrao4--,o ,povo concorrer para ella1 elegendo verdadeiros representantes--,retrato d'elles4--,sero autores tambem de um ,ministerio especial de ,instruco publica4--,propem-se algumas ,leis cerca do ensino4--,como se proporcionaro meios para todos se poderem instruir4--,i4 ,novos methodos4--,,ii4 ,escolas normaes4--,,iii4 ,escolas primarias fixas4--,,iv4 ,bons ordenados aos seus professores4--,v4 ,centro director1 e commissarios volantes4--,,vi4 ,escolas primarias ambulantes4--,,vii4 ,escolas para adultos nos seres e dias santos4--,,viii4 ,cursos especiaes de conhecimentos mais altos4--,,ix4 ,escolas primarias para meninas e mulheres4--,x4 ,item para as cadeias4--,,xi4 ,escolas espontaneas e gratuitas4--,dados estes meios1 como se compellir o ,povo a se aproveitar da ,instruco4--,,xii4 ,exhortaes4--,,xiii4 ,premios4--,,xiv4 ,castigos4--,relancear de olhos sobre os futuros da ,nao assim illustrada4 ,assentmos1 amigos1 em que a ignorancia era a me1 a av1 e a ama de muitos males1 e de quasi todos4 ,o que so para a saude os paes perguiosos e pestilenciaes1 -o a ignorancia para a virtude1 para a fortuna1 para o crdito1 para a boa harmonia1 para o folgar1 para as foras1 para a dextreza1 para a pericia1 para a elegancia1 para a formosura1 e para a saude mesma2 para a do animo1 para a do corpo1 para a da casa1 para a da cidade1 para a do presente1 para a do porvir4 ,cuidar que um ,povo se poder bemaventurar sem sciencia1 e muita sciencia1 j uma prova palpavel do como a ignorancia nos induz em funestos erros2 pois presumir que sem luz de sol podia ser a terra creadora2 quando1 s por isso que lhes fallece claridade e calor1 que as regies dos polos so tenebrosos e gelados desertos1 terras ou neves onde nada pensa1 nada canta1 nada ama1 nada vive1 nada vegeta1 nada produz1 nada espera1 nada se lembra1 e nada abena1 nem em segredo1 o ,mysterioso ,eterno1 que tudo lhes negou com recusar-lhes sol4 99 99 99 99 99 ,j houve ruins engenhos1 ainda que subts1 que profanaram a penna escrevendo contra a ,sciencia1 e levantando at s nuvens o viver silvestre4 ,mas que se segue d'ahi8 ,tambem j alguns espiritos destillaram1 ao fogo de suas paixes1 paginas e paginas a desmentirem a existencia do ,espirito2 e1 bebendo no ar de ,deus o seu amor1 soltaram do peito esse mesmo ar1 convertido em palavras que o negavam4 ,a unica razo1 por que um ,povo excede a outro ,povo1 e um seculo vale mais do que outro seculo1 a ,sciencia avantajada4 ,bem sei que estas verdades correm j communs pelos livros e pelas folhas quotidianas1 chegando a achar-se a confisso d'ellas na bocca dos que menos possuem de ,sciencia4 ,todavia como a ,,opini,o1 de rainha do ,universo s tem o nome1 e1 se algum dia governou1 muito ha que a fizeram abdicar1 obrigao de todos1 e de cada um1 conspirar para a fazermos subir de degrau em degrau at outra vez se assentar no throno4 ,pelo que1 ainda que a necessidade do ,saber corra j como aphorismo de bocca em bocca1 n'este ponto se ha de bater e teimar1 at se convencerem e converterem os proprios ,governantes e ,legisladores1 que so sempre 7mal peccado7 os ultimos a virem metter a cabea no ,jordo4 99 99 99 99 99 ,tempos houve 7na historia de todas as civilisaes ha esse periodo equivoco e opprobrioso71 houve tempos1 em que os poderosos fizeram do saber um privilegio para si1 ou para os seus2 mas sempre1 em ultima analyse1 para si4 ,as ideias vegetavam ento1 e se engendravam1 enclausuradas como as feras nas coutadas dos senhores2 e ai do plebeu mesquinho que n'ellas posesse mira4 ,para mais segurarem o monopolio1 chegaram at a santifical-o4 ,no ,egypto os livros recatavam-se no regao e debaixo do manto de ,isis4 ,antes e depois do ,egypto1 muito ,oriente1 com ter sido aquella regio o bero da civilisao1 como o do sol1 encerrou as luzes entre os idolos e os sacerdotes1 no silencio de seus pagodes1 nos recessos mais intimos e profundos dos seus palmares4 ,no seio mesmo da ,religio da egualdade1 mais de uma vez se manifestou em classes poderosas essa tendencia usurpadora1 que as fazia1 ao menos temporaria e apparentemente1 mais possantes4 ,todos estes factos comprovam que o saber foi sempre havido pelo que em realidade3 por uma fora1 e uma potencia2 e1 como tal1 ambicionado e enthesoirado pelos mais astutos4 ,a pusillanimidade1 a perguia1 a rudeza1 a credulidade1 a propria penuria e miseria das turbas subjacentes1 ajudavam aos usurpadores a manter-se n'aquella posse4 ,entretanto1 a obra de uma ,providencia redemptora progredia caladamente4 ,o ,saber1 sem mo nem autor visivel1 ia-se filtrando de camada em camada1 at plebe infima4 ,os instinctos intellectivos1 semelhantes a aquellas sementes cereaes1 que ainda hoje se desencantam em sepulcros de dois e tres mil annos1 e que apz tres mil annos ainda no perderam a sua virtude germinativa1 e sob influxos favoraveis se desenvolvem e vicejam1 os instinctos latentes na alma do ,povo comearam a desabrolhar1 verdes1 vivazes1 medranosos1 e taes1 como das gramineas 7que so a plebe dos vegetaes7 diz o grande ,naturalista sueco3 ,quanto mais calcadas1 tanto mais multiplicativas4 ,a luz1 crescendo de seculo em seculo1 tinha fendido1 estalado1 e feito cahir em pedaos a lano e lano1 o vaso terreno e mesquinho em que a haviam encerrado4 ,o dia de ,deus era nascido4 ,elle cresce1 e cresce1 e j agora crescer sempre1 porque para elle no ha occaso1 e o zenith para onde tende na ,eternidade4 ,o ,saber j no aristocratico1 nem sacerdotal1 nem de classe alguma2 o ,saber de tudo que tem alma2 do genero humano4 ,o ,saber foi o quinto ,evangelista1 e o decimo-terceiro ,apstolo1 mandado percorrer mundo para radicar e consumar o dogma santo1 e j agora imprescriptivel1 da egualdade4 ,deixemol-o ir na sua misso1 que a ha-de preencher4 ,se o esperam ainda trabalhos1 mais certas o esperam as coras4 ,no que j andou1 colheu as foras para o que tem de andar4 ,nos martyrios que soffreu1 e de que sahiu illezo1 se conteem os seus futuros de triumpho4 ,deixae-o ir1 deixae-o ir1 que a ,providencia quem o enviou2 ,ella quem l de cima o sustenta pela mo1 e lhe aponta por estrada o ,universo4 ,deixae-o ir1 que ninguem o deter2 lanae flores diante de seus passos1 apz elle canticos1 por cima da sua cabea benos4 ,quanto mais derrama com as mos ambas1 tanto mais vai cheio o seu regao4 ,quanto mais colhe1 tanto mais semeia4 ,quanto mais liberalisa aos filhos1 tanto mais prodigalisar aos netos4 ,quanto mais se robustece1 tanto mais se humanisa4 ,quanto mais se nobilita e deifica1 tanto mais familiar e plebeu se torna de hora a hora4 99 99 99 99 99 ,applicae attentamente o ouvido d'alma4 ,no sentis um rumor geral nas intelligencias1 com que a vossa sympathisa1 e que a faz mysteriosamente agitar-se como a sensitiva8 um rumor1 como aquella harmonia1 que o sublime sonhador da ,grecia percebia nas espheras celestes8 um frmito de desenvolvimento e medrana1 como se ouve1 ou se cuida ouvir1 pelas noites de vero1 no seio vegetativo da ,natureza8 ,esse frmito1 esse rumor sem estrondo e sem nome1 quem o produz8 ,so milhes de pennas1 a escrever em milhes de retiros1 por toda a face da terra2 so milhes de espiritos a meditar2 so milhes de mos a esfolhear livros2 so milhes de olhos a revolver a ,natureza1 desde as entranhas da terra at abbada dos ,ceos2 desde o insecto de horas1 at ,sempiterna ,essencia2 desde as origens mais remotas das coisas1 at aos ultimos futuros das sociedades2 so milhes de erros1 preparando1 como adubo1 o solo para muito maior numero de verdades frutiferas2 so os passos dos viajantes que perlustram o globo2 so as vozes infantis1 que solletram n'uma infinidade de escolas2 so os colloquios familiares a alarem-se para no sei que alturas2 a ,imprensa1 arvore da ,sciencia1 a chover de dia e noite frutos e flores1 e de dia e noite a carregar de mais flores e mais frutos2 so os idiomas a permutarem entre si noes e descobrimentos2 so os direitos e deveres a quererem passar de abstraces para principios1 de principios para ,leis1 e de ,leis para obras2 so os elementos de uma felicidade sempre longinqua1 a confluirem para embrio2 em summa3 o ,saber1 a sde e a necessidade do ,saber1 a transsudar-se de toda a terra1 como um vapor vago1 e a recahir sobre toda ella como um orvalho fecundo e esplendido4 ,ora pois3 n'esta obra providencial1 para todos ha tarefa2 e1 com salario ou sem elle1 todos a devem preencher4 ,ha tarefa para os ,cabeas do ,estado1 que1 segundo dizem1 so em grande parte feitura nossa2 e ha tarefa para o ,povo1 que somos ns4 ,d'onde se segue1 que1 mediata ou immediata1 directa ou indirectamente1 muito podemos2 e se muito podemos1 muitissimo devemos a favor da publica instruco4 99 99 99 99 99 ,de ,jupiter o principio--diziam os poetas antigos4 ,do ,povo o principio--podemos ns dizer4 ,desengane-se elle1 uma boa vez1 a eleger os seus representantes1 a tiral-os de sua consciencia1 a escrevel-os de seu punho1 em vez de os acceitar do bolso 7ou da bolsa7 de nomencladores interesseiros2 e logo conseguir1 no um milagre1 se no mil2 no alguns bens1 se no todos os bens1 e a felicidade4 ,constitua o seu ,parlamento por modo1 que n'elle se possa mirar1 conhecer-se1 e amar-se2 venerando ,senado1 cheirando mais terra1 aos cereaes1 e s hortas1 que s esteiras palacianas1 aos theatros1 e aos toucadores2 mais sollcito de despachar1 que de requerer2 mais prateado de cans1 que doirado de medalhas2 mais obreiro1 que orador2 e mais eloquente nos feitos1 que nos ditos2 em summa3 tire-o do seu seio1 da sua maioria e melhoria1 dos cultivadores1 dos amigos1 dos parentes da terra2 deixe-os trabalhar1 como elles sabem e costumam1 e aguarde quieta e animosamente os resultados4 ,ver como1 a par com o suspirado ,ministerio da ,agricultura1 brota logo outro no menos suspiravel ,ministerio1 o da ,instruco publica1 e para um e para outro pululam d'aquelle paraizo legislativo ,leis novas1 robustas de bom senso1 e de prodigiosa feracidade4 99 99 99 99 99 ,dos interesses directos da ,agricultura no vos quero falar hoje1 mas somente das ,lettras1 que lis os encerram virtualmente1 como encerram tudo4 ,eis aqui1 meus amigos1 a substancia de algumas d'essas ,leis memoraveis1 que1 cedo ou tarde1 aqui e em toda a parte do mundo1 se esto para fazer e executar4 99 99 99 99 99 ,,todos ,,ser,o ,,obrigados ,a ,,cultivar ,o ,,seu ,,espirito4 ,a ,,todos ,,se ,,facilitar,o ,,meios ,,para ,o ,,conseguirem4 ,comecemos por este segundo ponto4 99 99 99 99 99 ,a quantidade dos mestres das disciplinas primarias insufficiente2 a sua qualidade mais insufficiente ainda2 sendo que1 sem muitissimos e optimos mestres de taes disciplinas1 nem instruco ulterior muito provavel1 nem o arroteamento e primeira cultura industrial1 agricola1 e moral do ,povo se pode conseguir4 ,convem e urge portanto3 99 99 99 99 99 ,i4 ,promover1 pela esperana de premios condignos1 a inveno ou introduco de methodos faceis e completos1 clarissimos e efficacissimos1 para o ensino de ler1 de escrever1 de contar1 de desenho1 geometria1 physica1 mechanica usual1 de agricultura1 de ,religio1 de moral1 de decencia1 etc4 99 99 99 99 99 ,,ii4 ,crear ,escolas normaes1 em que esses methodos se incutam e gravem profundamente no entendimento1 na vontade1 no amor dos que ho-de por elles ensinar4 99 99 99 99 99 ,,iii4 ,que haja escolas primarias fixas e permanentes em todas as povoaes que d'ellas forem capazes por sua extenso4 99 99 99 99 99 ,,iv4 ,que os professores recebam salario correspondente1 assim ao canao como utilidade do seu trabalho2 devendo todos os cidados ricos ser obrigados a contribuir do seu para esta obra nacionalissima1 socialissima1 e christianissima4 99 99 99 99 99 ,v4 ,que um ,centro director da ,instruco publica traga perennemente ,commissarios volantes1 de grande illustrao e zelo1 a visitar as escolas1 a corrigil-as1 a aperfeioal-as em todo o sentido1 e a tomar nota do merito comparativo dos professores2 para que os mais dignos1 no fim de cada anno recebam1 no s louvor publico1 mas ainda outros premios de sua diligencia1 e os ineptos1 desleixados1 ou viciosos1 sem misericordia se despeam e substituam4 99 99 99 99 99 ,d'onde viro os cabedaes para tantos premios1 para tantas casas e trens de aulas1 para tantos centenares de milhares de livrinhos1 como ser necessario distribuir gratuitamente1 para tantos ordenados no mesquinhos1 e para tantas viagens8 ,viro1 em pequena parte1 dos tributos especiaes1 e1 na maxima parte1 da suppresso de outros gastos1 muito mais avultados e dispensaveis do que estes4 ,logo que um ,parlamento lavrador houver1 como deve1 supprimido o ,exercito1 desapparecer a horrenda voragem dos nossos dinheiros1 que ento chegaro para isto1 e para tudo4 ,e j vos no falo nos outros tantos e tamanhos beneficios1 que d'ahi se ho-de derivar para o ,estado1 para a familia1 para os particulares2 na restituio de braos lavoira e industria1 que so novas surgentes de haveres para o ,reino2 na tornada dos filhos para as familias2 no accrescimo dos casamentos1 e correspondente diminuio nos vicios2 na maior probabilidade e segurana da paz1 e da liberdade verdadeira4 ,tapado este sorvedoiro1 ao som dos hymnos de alegria dos proprios soldados1 que no so menos onersos a si do que republica1 o vosso ,parlamento1 circumspecto e calculador1 l ver como sobram cabedaes para a obra santa que propomos4 ,mas prosigmos1 que a objeco1 que parecia insuperavel1 com um leve sopro ficou morta4 99 99 99 99 99 ,,vi4 ,alem d'estas escolas1 estaveis e perennes1 outras devemos pedir ainda nossa boa gente legisladora2 a saber3 escolas ambulantes para os povoados pequenos2 professores nmadas1 bem estipendiados1 que vo1 de terrinha em terrinha1 dando o seu curso do mais indispensavel das materias primarias2 por exemplo3 o ler1 escrever1 e contar1 quando mais no seja2 para o qu1 sendo elles bons1 e bons os methodos1 tres mezes bastam e sobejam4 99 99 99 99 99 ,,vii4 ,nas cidades1 villas1 e aldeias grandes1 conviria fundar1 com uns ou outros dos sobreditos mestres1 escolas s para adultos1 cujas lies fossem no sero de cada dia de trabalho1 e nas manhans e tardes dos domingos e mais dias santificados2 obra cuja caridade e moralisao se no pode assz encarecer4 ,estas escolas de adultos devram principalmente trabalhar desde o descahir do outono1 at ao fim do inverno1 quando a ,natureza pe frias s fadigas ruraes4 ,ahi1 o que os vicios e intemperanas da ociosidade haviam de consumir1 quo mais bello no ser aproveital-o em cheio a civilisao6 ,o camponez1 depois de cultivar a terra1 cultivar o seu espirito2 depois de ter dado sua ,patria riquezas physicas1 dar-se-lhe-ha a si proprio melhorado1 que riqueza moral muito maior4 ,ninguem ignora os resultados felizes das escolas dominicaes introduzidas em ,inglaterra por ,bakes1 imitadas j1 em mais ou menos copia1 por todas as naes cultas4 ,s na ,gran-,bretanha se contam para mais de treze mil d'estas escolas1 com mais de milho e meio de discipulos4 ,nos ,estados ,unidos os discipulos excedem de um milho4 ,na ,alemanha no teem conto4 99 99 99 99 99 ,,viii4 ,cursos especiaes1 j de moral e decencia1 j de direito politico1 j de jurisprudencia usual1 e rural1 devero ser regidos com a maior lucidez1 amenidade1 e graa1 por mestres muito idneos1 que para esse fim peregrinem de terra em terra1 no se detendo em cada uma seno o tempo indispensavel1 e ahi forcejando por attrahirem s suas preleces o maior numero de ouvintes de um e de outro sexo2 preferindo-se para estes agradaveis exercicios1 segundo a estao o aconselhe1 o adro1 a sacristia1 ou a egreja mesma1 um theatro1 uma sala1 ou um jardim4 ,os hortos floridos eram na ,grecia viveiros de philosophia1 e os prticos em ,roma seminarios de litteratos4 ,todas as seduces se deveriam empregar para attrahir a estes cursos1 e1 sobre todas1 a musica instrumental1 podendo ser2 ou1 quando menos1 o canto em commum4 ,ainda nos lembra como os piedosos cantares1 com que os severos ,missionarios abriam e cerravam os seus tremendos e apostlicos discursos1 s vezes n'uma egreja1 outras n'um arraial1 outras n'um souto profundo de castanheiros1 com serem umas solfas muito chans e montonas1 singularmente affeioavam e induziam os animos de seus profusos auditorios4 99 99 99 99 99 ,,ix4 ,as escolas primarias para meninos e homens so muito1 mas no so tudo2 foroso creal-as egualmente para meninas e mulheres1 e1 com mo no mais avara1 multiplicar e remunerar as professoras4 ,a educao das mulheres1 se bem se adverte1 contm em si a dos homens4 ,ellas so no principio1 e por muito tempo1 as nossas mestras unicas2 ellas nos infiltram em todas as edades as suas ideias2 no que temos de bom e benigno1 foram ellas que nos modificaram sua imagem2 ellas 7sem o parecerem7 nos educam e dirigem at ao fim4 ,a mulher1 convenientemente educada1 ser melhor me1 melhor esposa1 melhor ecnoma1 melhor amiga1 mais proveitosa casa1 mais util aos visinhos1 mais benemerita da ,patria1 sem se lhe mostrar2 mais querida de todos1 e de si mesma4 s mes fazem os medicos tomar os remedios que os seus filhinhos de peito necessitam2 a virtude benefica l passa d'ellas para elles disfarada no suave e candido do leite4 ,o nosso ,parlamento de ,lavradores ha-de attender muito a isto3 as almas feminis j per si mesmas mereceriam ser educadas2 que no ser1 quando sabemos1 to ao certo1 que so ellas as que amamentam as nossas6 99 99 99 99 99 ,x4 ,se a instruco hygiene para a alma1 ella lhe serve tambem de medicina4 ,a sociedade tem1 e ha-de ter sempre1 criminosos1 e1 em razo d'elles1 a fatal necessidade de prises4 ,ora as prises1 quaes as temos e teremos ainda longamente1 so ao mesmo tempo um semi-remedio ou palliativo1 e um veneno4 ,a ,liberdade desvia d'ellas os olhos com vergonha2 a ,virtude as contempla com terror2 a ,philosophia cruza os braos aos seus hombraes1 e emmudece2 em quanto a ,justia lhes chapeia e reprega as portas1 e o ,interesse individual dos cidados approva a obra da ,justia4 ,o carcere amputa e enterra os membros pobres da sociedade2 mas a podrido d'estes membros1 posta em commum1 desenvolve um contagio moral1 que por derradeiro devora tambem aos innocentes1 ou aos menos culpados1 que as apparencias ou os caprichos da fortuna para ali arrojam muitas vezes4 ,nos ares mephyticos do carcere1 por todos os poros se aspira o odio dos outros e o desprezo de si mesmo1 a selvajaria da linguagem1 a bruteza dos sentimentos1 a grossaria e obtusidade das ideias4 ,tratado como fera1 ali o infeliz se compraz de aguar nos vares de suas grades1 e na lgea de sua cama1 as garras do seu furor1 para um dia grande que elle espera sempre4 ,em quanto elle no chega1 cria para se aturdir uma especie de vertigem voluntaria4 ,tinha1 por ventura1 um s vicio quando entrou2 agora n'um s individuo um feixe de miseraveis3 brio1 immundo1 obsceno1 jogador1 ladro1 falsario1 perjuro1 calumniador1 conselheiro mestre e missionario de insociabilidade1 inimigo apostado das ,leis1 escarnecedor de ,deus1 e 7por desesperao1 por que a sua alma deixou de lhe falar7 materialista4 ,a priso1 de que uma eloquente e philosophica penna contemporanea ahi lanou em rasgos mestres um quadro para estudo de legisladores1#a um sepulcro infecto de moribundos impenitentes4 ,d'ali no se pode descer seno para o inferno1 nem subir se no para o supplicio1 nem sahir seno para o desterro1 que supplicio e inferno juntamente1 ou para a miseria1 para o desprezo1 para o crime1 verda espinhosa e prfida1 que outra vez conduz s suas portas4 #a ,o ,preso1 romance social por ,sebastio ,jos ,ribeiro de ,s1 #a vol4 de #h4-cce paginas4 ,uma escola em cada uma das cadeias fra resumo de muitas ,obras de ,misericordia1 no s para aquelles malfadados1 se no para todo o corpo social2 fra applicar o sal1 para tolher os progressos da corrupo4 ,quando os prezos aprendessem a ler1 e lessem em livros muito de industria feitos para os allumiar1 para lhes ungir e fomentar o corao1 no chegariam pouco a pouco a ressuscitar1 reconciliados com a ,providencia1 com os homens1 e comsigo1 e talvez melhores e mais nobres que antes da queda8 99 99 99 99 99 ,,xi4 ,alm das escolas pagas1 que o ,estado deve multiplicar e distribuir por todas as partes onde vir ignorancia1 vicios1 e crimes1 dever promover1 por meio de estimulos honorificos1 o apparecimento de novos focos de doutrina1 espontaneos e gratuitos4 ,e quem duvida de que ha ainda ahi almas generosas1 homens-humanos1 e christos no renegados1 que1 uma vez levantadas essas nobres competencias de bem fazer1 acudiro a abrir suas salas aos pobres ignorantes1 a assental-os em suas cadeiras em de redor do seu candieiro1 do seu livro1 e do seu affecto8 ,no somos ns dos partidarios da liberdade do ensino1 como o no seriamos da liberdade de vender generos avariados1 ou venenos2#b mas se os traficantes e especuladores charlates de instruco1 que a no possuem1 devem ser inexoravelmente prohibidos1 nenhuma das rases que militam contra elles se podem racionalmente applicar aos que offerecem1 de graa1 as suas horas a instruir o proximo4 ,os ,commissarios volantes1 porm1 at mesmo essas privadas fontes deveriam visitar1 se esses bons professores o consentissem1 como de certo consentiriam4 #b ,pode-se ver o que sobre isto dissertavamos no ,tomo ,,ii da ,revista ,universal ,lisbonense1 pag4 #agg4 99 99 99 99 99 ,temos1 graas a estas leis novas1 resolvido em cheio o problema de pr a instruco ao alcance de todos4 ,vejmos se se resolver o outro1 de fazer com que todos a aproveitem4 ,este me parece ainda mais facil4 ,apontemos1 e apertemos4 ,eis aqui pois a coisa em poucas palavras2 so sementes que atiro2 ellas que germinem como podrem4 99 99 99 99 99 ,concedo que1 apesar da utilidade e facilidade da instruco1 a perguia1 a bruteza1 os preconceitos de bom numero de ignorantes1 os faro esquivar-se e retrahir-se ao beneficio2 e nos primeiros annos1 e na primeira gerao muito mais que para o diante4 ,para essas repugnancias1 que tres remedios se esto per si mesmos aconselhando3 a exhortao1 o premio1 e o castigo4 99 99 99 99 99 ,,xii4 ,a exhortao1 promova-a o ,governo1 mas com f1 mas com vontade sincera1 mas com perseverana1 pelos artigos das suas folhas officiaes1 pelas reiteradas recommendaes aos ,prelados e aos ,chefes administrativos2 os ,bispos1 em pastoraes sobre pastoraes aos ,parochos2 os ,governadores ,civis em circulares sobre circulares s ,camaras e ,administradores de ,concelho2 os ,curas d'almas nas homilias e praticas de todos os domingos2 os cabeas dos ,municipios e dos ,concelhos por todo o seu continuo contacto com o ,povo4 ,promova-a1 finalmente1 o ,parlamento legislando boas retribuies pecuniarias para quantos autores publicarem obras1 em que efficazmente se ensine a conhecer e amar a ,instruco4 ,dmos que1 de to numerosos agentes1 falham na pratica muitos1 ou a maior parte1 ou por indolentes1 ou por nescios1 ou por maus4 ,alguns haver sempre1 que no falhem2 e as diligencias d'esses algum resultado ho de surtir4 99 99 99 99 99 ,,xiii4 ,quanto a premios1 afiance-se aos estudiosos1 que os que mais se distinguirem sero galardoados com livros uteis 7que fazer dois proveitos em logar de um71 e que os seus nomes sero com louvor lanados nos registos publicos1 vulgarisados na folha official1 pregoados do pulpito da sua freguesia no dia mais festivo1 e nos seus requerimentos recebidos como recommendao4 99 99 99 99 99 ,,xiv4 ,os castigos devem ser graves1 e severamente applicados4 ,as pequenas multas em dinheiro arbitradas pela actual ,legislao para os remissos que no mandam os filhos escola1 ainda quando risca se executassem no seriam sufficientes4 ,ordene a ,lei 7e cumpra-se7 que se no reconheam direitos cvicos aos que desprezaram1 como brutos1 a sua alma1 aos que1 podendo-o1 no quizeram instruir-se1 ao menos no ler1 escrever1 e contar2 defenda-lhes o administrarem seus bens1 o contratarem1 o addirem heranas1 o testarem1 o exercerem commercio ou industria1 at mesmo o servirem2 sobretudo lhes vde o casamento2 e nos mistres durissimos da republica1 para que hoje se costuma prender e forar1 no servio das armadas1 na milicia 7se ainda alguma houver71 sejam elles1 pois assim o quizeram1 sejam elles os preferidos1 os condemnados4 ,com o medo e terror d'estes castigos1 com a esperana e cubia d'aquelles premios1 e1 logo por cima1 com todas aquellas paternaes e assiduas exhortaes2 havendo mo bons mestres1 e sendo o ensino 7como pode e deve ser7 breve1 aprasivel1 e gratuito2 quem duvida de que em cincoenta annos1 em vinte e cinco1 e em menos1 com o dedo se apontaria homem ou mulher1 que no soubesse ler1 e que no lesse8 99 99 99 99 99 ,n'um tal ,povo1 assim allumiado1 qual seria a sciencia1 qual a arte1 qual o mistr1 que deixasse de florescer8 ,a terra e as mos se tornariam mais productivas2 os costumes mais concertados2 os praseres1 mais delicados e vivos2 as familias1 mais unidas2 o trato1 mais urbano2 a fortuna1 mais segura2 as ,leis1 mais obedecidas2 a ,religio1 mais venerada2 os direitos e a dignidade do homem cessariam de ser chimeras1 e a paz uma utopia4 ,s n'um ,paiz todo de luz1 de trabalho1 de benevolencia1 poderia fundar-se e manter-se um regimen lealmente representativo1 em vez d'estes a-la-moda1 a que o nosso publicista europeu1 ,silvestre ,pinheiro ,ferreira1 no chamava1 na candura da sua alma1 seno pseudo-constitucionaes4 ,por mim vos juro1 minha honrada gente do casal1 que1 a ter eu a desgraa de ser ,governo1 e a loucura de querer sel-o1 havia de fazer tudo por illustrar o ,povo4 ,no haviam de ser as espadas1 que me guardassem2 haviam de ser as luzes1 que eu tivesse accendido em de redor do ,throno1 at os confins da ,monarchia4 ,agosto de #ahdi ,,xiv ,oitavo sero do casal ,continuao do antecedente ,,summario ,repiza-se a ideia fixa de um ,parlamento de ,lavradores1 como panaca4--,explicao do entibiamento das vontades quanto ,politica4--,perfectibilidade4--,convenc idos d'ella1 obedecemos aos nossos instinctos bons4--,lembrte a malignos4--,entra-se em materia4--,apontam-se muitas pessoas1 que podem ser mestres por curiosidade3 primeiro para escolas masculinas2 depois1 para escolas femininas4--,suasoria d'alma a todos esses homens1 e a todas essas senhoras4--,tambem se deve recorrer aos ricos para pagarem escolas4--,cita-se o honrado exemplo de ,plinio1 o moo4--,o ,methodo de leitura introduzido pelo autor facilitou extraordinariamente a execuo de taes projectos4--,o autor se offerece a explical-o a quem quer que o deseje professar4 ,bons e bonissimos eram elles1 os alvitres do nosso precedente sero4 ,mas quando vir c a sua realidade8 ,depende ella e carece de um concurso e concerto de tantas coisas1 e to raras1 que1 sem offensa nem de pessoas nem mesmo dos tempos1 bem podemos presumir que essa ante-manhan da civilisao ainda est longe4 ,receio que muitas geraes tenham de morrer pagans1 antes que nasam ,messias e ,apostolado1 que no s facultem ao ,povo o baptismo das ,lettras1 mas que para lh'o darem o procurem1 lhe prguem1 lhe instem1 o reduzam1 e o convertam4 ,por ora tratam-se outras coisas1 que 7segundo parece7 esto primeiro que a alma1 primeiro que o corao1 primeiro que as primeiras4 99 99 99 99 99 ,vs mesmos1 meus amigos1 ou me engano muito1 ou ainda no bem cahistes na maxima1 na summa1 na urgentissima importancia de olhardes pelos fundamentos de toda a possivel regenerao3 a eleio de verdadeiros representantes vossos para ,legisladores4 ,e quereis que vol-o diga8 ,comquanto vol-o deplore1 e muito1 no vol-o extranho4 ,de puro canados com este continuo tecer e destecer da ,penlope politica1 perdestes a f na ,politica4 ,o almanack dos benemeritos e patriotas1 nunca de anno para anno o vistes regular1 nem de semestre para semestre4 ,perdestes a f em patriotismos e virtudes4 ,com tantos programmas flammantes1 como de continuo brotam1 chovem1 e ventam de todas as partes1 ainda no vistes fim nem diminuio vossa miseria1 e perdestes a f em promettedores4 ,em summa3 em vs mesmos perdestes a f2 e receio444 que na ,providencia tambem2 pois noto que as eleies dos que vos ho-de representar1 isto 1 dos que vos ho-de salvar ou perder1 a vs e a vossos filhos1 vossa freguezia e vossa ,patria1 j revelia as deixais correr4 ,desprezais votar1 ou votais em quem vos dizem1 e at em quem vos no dizem4 ,lanais na urna dos destinos publicos uns papeis dobrados1 que nem lestes nem ouvistes ler4 ,lanail-os pensando n'outra coisa1 lanail-os com a indifferena1 com que um ocioso distrahido va desfolhando ao longo de um regato um ramo inutil1 seguindo com os olhos cada folha em quanto cai1 e1 logo que na corrente desappareceu1 esquecendo-a para sempre2 como se cada um d'aquelles papeis no fosse um germen de fortuna ou infortunio para ns todos6 ,hombridade civica1 ou virtude social 7perdoae-me que vol-o diga7 no a tendes j1 ou ainda a no tendes4 ,sois n'isto como quasi todos somos4 ,e quem que assim nos fez1 ou nos atenuou1 ou aniquilou8 ,a quem havemos de amaldioar8 ,a ninguem4 ,foi a fatalidade das coisas4 ,os primeiros como os ultimos1 os ,reis como os bagageiros1 os estadistas como os idiotas1 todos so por ella arrastados4 ,bons e ruins1 sabios e nescios1 poderosos e fracos1 agitadores1 agitados1 e inertes1 todos n'esta apparente confuso somos empregados1 por um ,obreiro invisivel1 para um edificio em que desde o principio do ,mundo se trabalha1 e por esses seculos fora se ha-de ir sempre trabalhando4 uma vasta e immensa ,pyramide1 cujo vrtice ha-de ser no ,ceo1 e na qual todo o genero humano anda como operario1 suando e gemendo porque s v a pedra bruta em que se cana2 mas a traa total da architectura1 com que se podera consolar1 o ,divino ,architecto que a tem escondida em sua mente4 99 99 99 99 99 ,d'aqui1 porm1 no concluais que se haja de admittir o dogma mahometano1 o tenebroso e quebrantador dogma do fatalismo1 essa anti-philosophica e insustentavel parodia do dogma augustissimo1 fecundo1 e creador1 da ,,providencia4 ,vmos1 sim1 todos e tudo1 n'uma torrente infinita1 e que sobe sempre2 mas todos com entendimento e liberdade2 entendimento1 para perceber e julgar2 liberdade1 para optar e fazer1 cada um dentro em seus limites circumscriptos4 ,logo1 assim como na ordem physica o saudavel e o venenoso1 o suave e o terrivel1 a luz e as trevas1 o gelo e o fogo1 a atividade e a inercia1 a leveza e o peso1 o solido e o fluido1 o concorde e o discorde1 contribuem1 por um jogo milagroso de harmonias1 para haver dias1 noites1 estaes1 plantas1 animaes1 homens1 mundo1 e tantos mundos2 assim1 na ordem moral1 esta incalculavel variedade de ideias1 de opinies1 de systemas1 de affectos1 de egoismos e generosidade em todos os graus1 de exforos para o bem1 de exforos para o mal1 de aspiraes para a claridade1 de aspiraes para a escurido1 de instinctos de sociabilidade1 de instinctos dissolventes1 de pusillanimidade1 de virtude1 de rudeza1 de engenho1 de sciencia1 de illuses1 de sophismas1 de absurdos1 de verdades1 de probabilidades1 de prophecias1 de experiencias1 conspira para que a natureza moral1 obedecendo1 sem o saber1 ,providencia1 l se v1 como cometa enigmatico1 composto de luz e envolto de nevoas1 progredindo pela sua orbita incommensuravel4 ,deixemo-nos de queixumes excusados4 ,tudo obra e ha-de obrar segundo sua natureza4 ,a rosa embalsama2 a mancinella envenena2 o rouxinol canta e poetisa2 o tufo brama e devasta2 a montanha medita2 o valle ri2 a praia entristece-se2 o ,oceano ruge e devora2 a rla ama e dil-o2 o reptil desembosca-se1 punge1 e foge deixando morte2 o raio fracassa e pulverisa2 a alvorada retinge e floreja2 o sol nos diz ,vida2 a lua1 ,ternura2 as estrellas1 ,immortalidade2 o menino1 ,innocencia2 a mulher1 ,doura e heroicidade para sacrificios2 as cans1 ,repoiso e reflexo2 a virilidade1 ,energia e emprezas2 em suma3 o ambicioso1 o vil1 o avaro1 o prdigo1 o caritativo1 o perseguidor1 o tecelo de enredos1 o mineiro de verdades1 o que se cana a accender luzes1 o que se no cana de apagal-as1 os que vozeiam3 ,para a frente61 os que gritam3 ,alto61 os que murmuram3 ,para traz1 os que vem por cima da terra uma abbada de ,ceos1 os que para alem da terra nada vem1 os que acreditam nos destinos da humanidade1 os que no acreditam seno nos seus proprios1 os que usam e os que abusam da sua alma e da alheia1 os que usurpam1 os que assumem1 os que acceitam1 os que desdenham1 os que menoscabam1 os que insultam1 os que sullapam1 os que perseguem o poder1 todos concorrem1 ou todos concorremos1 com penedos1 silharia1 areia1 cal1 barro1 cascalho1 prphiro1 suor1 lagrimas1 e sangue1 para o edificio providencial1 para o futuro palacio no segundo paraizo do genero humano4 ,com muita ou pouca esperana1 obedemos nossa natureza1 e cumprmos o nosso fadario1 ns outros1 os que 7merc de ,deus7 anhelamos pela dita da ,patria1 que ninguem dir que no esteja muito enferma1 e muito triste4 ,eu j agora1 meus amigos1 n'isto hei-de perseverar1 requerendo para ,ella luz e mais luz1 campo e mais campo1 trabalho e mais trabalho1 at que os obscurantes1 obedecendo tambem sua natureza1 e cumprido tambem o seu fadario1 me hajam acabado1 no com o bom proposito1 que o no podem1 mas com a vida4 99 99 99 99 99 ,se vs bem soubesseis1 meus irmos do casal1 o que elles teem urdido1 e urdem1 e tramam contra o pobre de mim1 que nunca lhes fiz mal1 nem a ninguem1 s por terem visto que1 em vez de acudir ao chamamento dos seus muezzins1 e ir s suas mesquitas psalmear o seu alcoro1 s curo da instruco elementar do ,povo6444 ,se bem soubesseis a feridade e impudor com que me atassalham o nome1 e me cospem na sombra1 s porque me desarrisquei de bandos politicos6 a risivel ociosidade1 com que discutem e decretam em seus conventiculos1 ora que me envenenem1 ora que me prendam e multem1 ora que me deshonrem1 ora que me dessoceguem e me defraudem do tempo1 s porque esse tempo eu o consumo1 com parte do meu escao haver1 em fazer que se ensinem as primeiras lettras aos vossos filhos1 e aos dos artifices desvalidos6 ,se adivinhasseis os embustes indignos1 as suggestes aleivosas1 as ameaas e espancamentos brutaes1 com que d'estas fontes de doutrina teem procurado arredal-os6 ,no sei qual admirarieis mais3 se a sua maldade e demencia1 se o meu soffrimento e perseverana4 ,mas1 por descargo de consciencia1 sempre vos digo1 que os admireis antes a elles do que a mim1 que j acabei de ser para elles to generoso como pareo4 ,no lhes digo o que a lima do ferreiro disse vibora que a esmordaava444 mas condemno-os a viver4 ,d'aqui avante1 zunam e piquem quanto quizerem2 de tudo fao registo para um archivo1 que a elles lhes est defezo pela ,natureza3 para a ,posteridade4 ,fundo em bronze todos estes seus feitos magnanimos4 ,esculpo em ferro os seus retratos1 semelhantissimos de asquerosidade1 sublimes de hediondez4 ,por baixo gravo-lhes os nomes2 gravo-os fundo e com todas as lettras2 e todos estes aleijes de museu1 no tanto por vingana1 como para escarmento a outros temerarios1 ho-de ser em um livro carreados para o porvir4 ,e que duvida8 ,no assim que o mundo conhece1 ainda hoje1 dementes e facinorosos de dois mil annos8 ,j os tinha avisado4 ,quizeram-n-o1 tel-o-ho4 ,o ferro e o bronze da minha fundio no se acabaram1 nem se acabam to depressa4 99 99 99 99 99 ,perdoae-me1 boa gente4 ,descabidas coisas so estas para a amorosissima serenidade do vosso casal2 e bem alheias so ellas tambem da minha indole1 s propendente para bem querer e muita paz4 ,venhmos pois ao que mais nos importa3 ao nosso grande ponto das escolas1 que so as eiras em que primeiro se prepara o po da alma4 99 99 99 99 99 ,a alma tambem1 como o corpo1 morre mingua de alimento4 ,se aquella ruim gente1 que detesta e persegue as nossas humanas diligencias1 tivesse aprendido1 e soubesse1 j pode ser que no empregasse to desalmada e torpemente a sua actividade4 ,para que os filhos e netos no venham a ter s ,lettras egual odio1 antes por ellas cada vez se pulam e amaciem mais1 e se faam mais poderosos1 mais ricos1 e melhores1 que devemos forcejar para que se multipliquem1 por campos e cidades1 estes sacerdotes e curas de almas infantis1 a que do o humilde mas bello nome de ,,mestres ,,de ,,primeiras ,,lettras4 ,das ,crtes e do ,governo1 tarde nos vir o remedio1 que dizem e repetem no lhes sobrar dinheiro para escolas2 e verdade2 s o ,exercito devora quasi metade do ,erario4 ,vejamos logo1 se1 em tamanha mingua e desamparo1 nos no podemos ir1 como quer que seja1 remindo por ns mesmos2 bem1 completa1 e devidamente1 no o cuido2 mas at certo ponto1 emquanto a ,providencia no acode1 parece-me que sim4 ,ora vde3 99 99 99 99 99 ,em toda a parte ha sempre1 por entre o cardume dos rusticos e ignorantes1 alguns individuos mais mimosos da fortuna1 que aprenderam alguma coisa1 que vivem com certa abastana1 e a quem sobram horas para aborrimento ou desmanchos1 se as no poserem a juro para a consciencia e para o ,ceo4 ,ha o ,parocho2 ha o ,cura2 ha o ,doutor1 ou ,licenciado2 ha o proprietario1 que traz arrendados os bens2 ha o negociante1 que chegou sua conta1 e para descanar fechou as portas fortuna2 ha o laborioso1 que andou moirejando barras de oiro por terras extranhas1 e quiz vir morrer descanado no quarto em que nasceu1 e comer as couves creadas deante da sua porta1 como em menino2 ha o militar aposentado1 que no sabe o que faa do anno2 ha o professor emrito1 a quem ainda s vezes o ensino lembra com saudade2 ha o estudante que veio a ferias1 e que est n'aquella edade feliz1 em que a alma gravta com tanta fora para a publica estima1 como o corao para o amor2 ha o velho1 que no pode sahir1 mas conserva os olhos e ouvidos1 a memoria e a voz1 e folgaria de ter com que encurtar os dias1 to solitarios e to longos2 ha o ,magistrado homem de bem1 e o ,escrivo honesto1 a quem seus officios deixam remanescentes de muito boas e aproveitaveis tardes2 ha o ,ecclesiastico sem beneficio mas no sem entranhas2 ha o ancio ,egresso1 que perdoou tudo1 e1 se o no esqueceu porque deseja bemfazer ao mundo1 que o desterrou do ermo para o povoado1 continuando e augmentando no mesmo povoado as obras de sua caridade4 ,ora1 por que no haveis vs1 os mais velhos e respeitaveis de cada aldeia ou logar em que no ha escola1 por que no haveis de ir ter com algum d'estes homens1 acompanhados de vossas mulheres e de vossos filhinhos1 e supplicar-lhe1 pelo amor do ,pae ,commum1 e da sua alma1 e de vs1 e da ,patria1 e da ,humanidade1 abra um ensino de ler1 escrever1 e contar1 nos dias de semana para os pequeninos que ainda no trabalham na terra1 aos domingos e aos seres para os grandes j callejados1 e para vs mesmos8 ,se o primeiro se vos excusasse1 o segundo vos deferiria4 ,se o segundo vos repellisse1 o terceiro1 com mais lagrimas nos olhos do que vs mesmos1 vos despacharia e agradeceria a supplica4 ,depois1 era ir de porta em porta1 pedindo s senhoras habilitadas para to nobre encargo1 egual merc para vossas filhas e esposas1 porque 7segundo j pondermos7 na instruco das mulheres se contm a dos homens para o futuro2 e logo que as mes souberem ler1 no haja medo de que os filhos o ignorem4 ,para uma ,religiosa no seu convento1 que gentil e religiosissima occupao1 obtida do ,prelado a licena para ali se abrirem as portas a uma escola feminil6 99 99 99 99 99 ,oh6 quem me dera poder estar meia hora1 ou um quarto de hora 7bastava71 ao p de cada uma d'aquellas senhoras1 e de cada um d'aquelles homens1 antes que vs entrasseis com o vosso requerimento6 ,no lhes diria o que a ,religio lhes insinura2 no lhes invocaria o patriotismo2 no lhes encarecra mesmo a grandeza de to facil beneficio1 nem a vossa gratido1 nem os respeitos que semeavam na gerao nova1 nem o thesoiro de consolaes que atulhavam para o ultimo praso da vida1 em que tudo que se ajuntou se deixa1 e s o que se deu se leva para a grande viagem4 ,pedir-lhes-hia s1 que experimentassem a delicia do ensinar1 sobre tudo de um ensinar desinteressado1 como de pae e me a filhos e filhas2 o como1 n'aquelle trato intimo com a puericia1 permitte ,deus s nossas almas rejuvenescer e florir6 ,na innocencia1 na alegria1 na lealdade1 no affecto perenne1 que est ressumbrando em todos aquelles rostinhos1 sempre vidos de saber1 sempre distrahidos1 sempre buliosos1 veem-nos umas viraes de passada bemaventurana1 que j foi nossa1 e parece prophetisar ainda o que quer que seja4 ,delicimo-nos1 como o viandante cuidoso e cabisbaixo1 com o cheiro longinquo de rosas vindo de um jardim que se no v4 ,horas1 horas de xtase1 que por todos os bailes1 honras1 e thesoiros1 seriam bem mercadas6 ,oh6 cultivae1 cultivae esses espiritos e coraes to esperanosos4 ,toda a cultura saudavel e rescendente2 mas nenhuma como essa4 ,todos os entes alados1 em quanto esto1 com amorosa febre1 aquecendo sob o peito e entre as asas os pequeninos da sua especie1 mantendo-os a grosinho e grosinho1 a verme e verme1 e ensinando-lhes a adejar1 so1 de quantos grupos de felicidade a ,natureza encerra1 os mais formosos4 ,oh6 o nosso espirito tambem uma coisa alada como os ,anjos4 ,uma escola1 em que os profanos no vem seno tdio1 no ouvem seno sussurro1 aos olhos de todo o bom entendimento um ninho1 cem vezes mais carinhoso e interessante que o dos passaros entre as sombras verdejantes da primavera4 99 99 99 99 99 ,ha ainda1 meus bons amigos1 outras pessoas1 a quem podeis recorrer 7,vdes vs8 a ,providencia liberalissima73 so os ricos4 ,que muito para esses1 com um tomo suprfluo do seu oiro pagarem um mestre para os desvalidos8 --,mas podiam-n-o ter feito1 e nunca o fizeram--direis vs4 verdade2 porm todas as coisas principiam uma vez4 ,no reflectiram ainda na facilidade e excellencias de tal obra4 ,no teria ainda chegado a sua hora de acordar2 porque l dizer que o oiro mirra o corao1 que no ha poderosos bemfazejos1 calumniar ao mesmo tempo ao homem1 e ao seu ,autor4#c ,que relvado flordo1 entre sombras inspirativas1 no este assumpto de conversao1 para n'elle a vontade se espairecer6 forado deixarmol-o por agora4 ,voltae vs a elle com os vossos sonhos d'esta noite1 com os vossos pensamentos de amanhan todo o dia4 ,cuidae-me e pesae-me bem isto toda a semana2 e domingo1 depois da ,missa1 na sacristia mesmo1 quando o vosso ,parocho se houver acabado de desvestir1 puchae com elle a pratica a este proposito2 consultae-o1 ouvi-o1 e fazei-o no negocio procurador vosso1 que no o podeis ser mais proprio e natural4 #c ,que bom exemplo no para citar aos ricos o de ,plinio o moo1 pago1 romano1 e dezoito seculos mais antigo que ns6 ,pedir-lhes-hia que lessem a ,,xiii do ,livro ,,iv das suas ,cartas1 escrita a ,cornelio ,tacito2 talvez se tentasse algum d'elles4 ,se vos parecer1 apontae-lhe1 mas que seja por longe1 aquelles dois apostlicos vares1 ,prior e ,cura da villa do ,nordeste1 aqui1 na vossa mesma ,ilha1 que1 sobre olharem por todas as necessidades moraes e corporaes do seu rebanho1 at a estas do ensino acodem com escolas1 diurnas e nocturnas1 em que so professores elles mesmos4 99 99 99 99 99 ,a unica difficuldade1 em que tudo isto de escolas podia encalhar1 logrei eu1 eu obscuro homemzinho1 mas muito vosso amigo1 a ventura de a aplanar completamente4 ,a difficuldade1 que at agora se tem opposto a haver muitas escolas1 e em cada uma d'ellas a safra do fruto desejavel1 era o ronceiro1 o moroso1 o semsabor1 o imperfeito1 do ensino4 ,com o ,methodo de ensino que eu introduzi1 em poucos mezes de recreativo exercicio se chega muito adiante do que at aqui em annos largos se conseguia2 com o que1 j vdes se desvaneceram as maiores e peores objeces1 que ao nosso empenho se podiam pr4 ,animo pois1 e avante6 ,teimemos1 como vos dizia1 ns outros1 os amigos dos homens1 no nosso bom fadario2 e deixar os outros obstinar-se l no seu4 ,sabeis uma coisa8 ,parece-me que esses homens1 com o seu odio s luzes1 concorrem a final1 tanto como ns com o nosso amor1 para se ellas diffundirem4 ,porqu8 porque as suas perseguies nos servem de estimulo2 as suas picadas nos amadurecem1 como as de certos insectos1 que a ,providencia fez1 muito de industria1 para o sazoamento de certos frutos4 99 99 99 99 99 ,tomae sentido n'isto3 ,se achardes1 que espero em ,deus haveis de achar1 quem se promptifique a vos crear uma escola1 seja quem fr1 dizei-lhe que eu1 o vosso amigo1 me dou por obrigado a industrial-o em s uma ou duas lies1 para ensinar a ler como por encanto4 ,se duvidar1 pedi-lhe que venha4 ,ver provas1 e ficar sendo prova elle mesmo4 ,setembro de #ahdi4 ,,xv ,nono sero do casal ,leituras publicas ,,summario ,porfia-se na summa preciso que temos de ,instruco primaria4--,bom exemplo que ,s4 ,miguel est dando com as suas escolas4--,ellas progridem1 e ho-de ir a mais4--,o que urge agora1 que os ignorantes conheam o agrado e prstimo do saber4--,recommendam-se para isto as leituras publicas4--,o ,carlos ,magno nas roas do ,brazil tem feito que muitos negros aprendam a ler4--,o mesmo nas colonias francezas a novella de ,paulo e ,virginia4--,o leitor publico no proprio trabalho tem a recompensa4--,leituras publicas dos ,gregos e ,romanos1 e suas vantagens4--,tem-se grande f em que no faltar quem se offerea a fazel-as4--,entretanto1 o ,povo que as sollicite4--,nenhuma estao mais propria para as publicas leituras1 que o inverno4--,aponta-se d'onde os livros podem vir1 e quaes ho-de ser4--,aconselha-se o traduzirem-se obras estrangeiras e populares4--,robinson ,suisso4--,colloquios aldeos1 por ,timon4--,os ,colloquios vo sahir em vulgar4--,o ,robinson1 traduzira-o eu1 se podesse4--,digresso sobre o socialismo4--,providencia para haver boas obras populares4 ,assumptos ha1 que1 parecendo mui simplices1 nunca de todo se esgotam4 ,isso teem de seu as coisas intrinzecamente boas3 que a tantos respeitos e por tantos modos o so1 que mais se amam e desejam quanto mais se investigam1 e conhecem4 ,tornemo-nos nossa instruco primaria1 risonha e amorosa alvorada do dia esplendido e magnifico da civilisao4 ,a ella1 com toda a f e caridade6 com toda a esperana e devoo6 com todo o ardor e fanatismo6 ,a ella desde hoje6 e teimar n'ella1 em quanto os que mais o devem e podem no vierem1 pelo desempenho do seu officio1 desobrigar-nos d'este nosso6 ,e nem ainda ento havemos ns de descanar2 havemos de nos aggregar a elles como auxiliares livres4 ,vasta e difficil a conquista de que se trata2 nem elles sem ns1 nem ns sem elles a perfariamos4 ,venha de cima o favor2 venham por baixo as diligencias1 que sem suor de trabalhadores1 e influxos de sol e ares1 no ha colheita que se abene4 99 99 99 99 99 ,por emquanto o que mais urge 1 como vos dizia1 crear no ,povo cubias1 ou mesmo veleidades1 de se instruir 7quando mais no seja71 e deparar-lhe1 quando no fontes caudaes para essas sdes1 ao menos alguns caritativos poos1 como os dos ,arabes nos desertos2 quero dizer3 falta de escolas do ,estado1 com excellentes mestres e grandes meios1 ensinosinhos particulares e gratuitos4 ,esta ideia1 que no minha1 nem de ninguem em particular1 sim do seculo1 j por ahi vai lavrando2 e com to boas mostras1 que1 a no vir saraivada que a destrua1 ainda esta ,ilha tem de ser apontada e seguida como exemplar4 ,que de escolas gratuitas j nascidas e pegadas no seio da ,sociedade dos ,amigos das ,lettras e ,artes6 ,que de alumnos j aproveitados e instruidos por cada uma d'ellas6 ,que de outras j a rebentarem pelas vossas villas1 e at em aldeias6 ,os factos que d'este genero me teem vindo ao conhecimento so para grandissima consolao1 e para se registarem com summa ufania4 ,oh6 prometto-vos que ainda o hei-de fazer4 ,os nomes d'esses mancebos generosos1 e os d'esses poucos ,parochos1 que assim acodem ao prego do seculo1 aos gemidos da necessidade1 e aos clamores da sua consciencia1 ou eu hei de todo esquecer1 ou ho de ficar lembrando4 ,assim1 que por esta parte no ha seno que dar muitas graas1 e confiar no contagio santo4 ,as escolas espontaneas brotam1 e esto crescendo2 logo1 ho-de continuar a crescer e multiplicar2 e no s para leitura1 escrita1 e contas1 mas para outros generos e graus mais subidos de instruco4 ,se o duvidasseis1 apontar-vos-hia mesmo para fra da ,sociedade dos ,amigos das ,lettras e ,artes3 para a dos vossos amigos especiaes2 para a ,promotora da ,agricultura ,michaelense1 com os seus cursos de ,historia natural1 de ,botanica1 de ,physica1 e de ,chymica4 ,ha trfego intellectual1 ha2 e j superior ao que poderia presumir-se2 mas1 para que elle dure e se augmente1 que preciso que os necessitados de aprender conheam a miseria e vergonha da sua mingua1 desejem1 queiram1 e procurem remedial-a4 99 99 99 99 99 ,hoje em dia1 a nossa maior carencia no j tanto de quem tenha vontade de ensinar1 como de quem se afervore por aprender4 ,ha proporcionalmente mais quem d1 ou quem offerea1 do que quem pea1 ou quem acceite4 ,e como se ho-de ir abrindo as tantas escolas de que ainda havemos mistr1 se do nada se no forem evocando os rogos e votos dos que as devem frequentar8 ,o mestre um medico2 o discipulo1 um doente4 ,em quanto o doente se no conhece como tal1 em quanto no deseja saude1 em quanto no implora soccorro1 o medico1 ainda que perto more1 no apparece para o salvar4 ,seja o nosso ponto1 primeiro que outro nenhum1 accender em vs mesmos e em vossos filhos o gosto da leitura2 d'elle1 como o effeito da causa1 vir tudo mais4 ,as ponderaes1 que j vos fiz1 e vos tenho repetido1 sobre as conveniencias do ler para o aperfeioamento moral1 industrial1 e agricola1 para augmento dos haveres1 da saude1 dos deleites1 e da convivencia1 so muito certas1 muito claras1 e muito irrefragaveis2 mas receio que no tenham1 s per si1 efficacia bastante para vos vencer a natural inercia4 ,quer-se uma persuaso mais immediata1 um argumento1 embora menos forte1 porm mais presente1 e1 como tal1 menos resistivel4 ,n'uma palavra3 quer-se que o ler1 j pela sua propria formosura1 vos namore1 independentemente do que promette e pode dar4 99 99 99 99 99 ,sabeis vs que aquelle popularissimo livro de ,carlos ,magno1 apesar das suas rematadas loucuras1 e nenhuma substancia1 tem sido o mais poderoso incentivo de ,instruco ,primaria8 ,pois assim4 ,at nos seres das roas e engenhos de assucar1 pelos sertes mais sfaros do ,brazil1 o ,almirante ,balo1 os ,doze ,pares1 e a ,princeza ,floripes1 dando horas de encantamento a coraes simplices e espiritos boaes1 crearam n'elles a inveja1 a sde1 o estudo1 e logo a sciencia1 o gosto1 e o costume do ler4 ,o negro que sabe solletrar por aquellas paginas de maravilhas1 respeitado e festejado por todo o auditorio2 centenares de negros e negras1 de todas as edades1 lhe pendem dos labios sem respirar1 horas inteiras2 se elle cahir doente1 cegar1 morrer1 ou fr vendido1 quem lhes far esquecer as penas e trabalhos do dia com taes relaes estendidas pela noite at deshoras8 por isso1 e para que tamanha calamidade se no possa nunca realisar1 que todos ambicionam1 e muitos logram1 aprender1 custa do repoiso e do somno1 a maravilhosa ,arte1 por quem as memorias do ,arcebispo de ,turpim ainda esto vivas4 ,o que nas roas do ,brazil tem operado o ,carlos ,magno1 tem-n-o egualmente feito1 entre os negros das colonias francezas1 aquella prosa-poema1 aquelle poema-flor1 aquella flor sempre orvalhada de lagrimas1 ,paulo e ,virginia4 99 99 99 99 99 vista d'estes dois factos1 por que no aconselhariamos1 se procurasse introduzir o costume das leituras em commum1 semi-publicas1 ou publicas1 nas aldeias e villas1 e at nas cidades8 ,que agradavel1 que util1 que nobre exercicio para o leitor6 ,que magisterio to facil de exercer6 ,que derramar de beneficios to sem custo6 ,que victorias sem combate6 e que triumphos sem odios6 ,com esta bella usana1 se formaria entre ns essa arte preciosa de ler1 recitar1 e declamar2 mais conhecida1 praticada1 e presada pelos antigos1 do que em nossos tempos4 ,os melhores livros dos ,romanos1 no sabemos ns que eram lidos por seus autores1 ora em suas salas perante convidados1 ora perante o povo nos theatros8 ,de poetas e oradores ,gregos no alcanamos outro tanto8 e no verosimil que por ahi se ajudariam as ,lettras dobradamente a subirem a tamanha perfeio8 uma1 porque o escriptor1 para entrar em duello com o juizo publico1 se armava de ponto em branco1 e em cada um d'esses combates aprendia e se amestrava2 e outra porque das suas coroas de loiro forosamente haviam de cahir bagas1 que produzissem novos loiros para futuros mulos4 ,ainda que outro bem se no seguira de taes leituras1 j grandemente valra a pena de as crear e as generalisar1 se o nome de pena podera caber ao que s goso4 ,mas o principalissimo proveito de tal praxe o dos ouvintes4 ,pessoas que nunca leram1 nem sabem2 outras que no teem livros2 outras para quem o mais pequeno volume um labirynto inextricavel e sem sahida2 outras que na solido de um aposento silencioso nem com ,virgilio caberiam1 e para quem a sociedade condio impreterivel do agrado2 todos acudiriam leitura em commum4 ,todos lhe applicariam mais atteno1 porque a atteno tambem contagiosa4 ,todos comprehenderiam melhor1 e gostariam mais a fundo1 porque entendimento e corao1 tudo em ns1 no sei como1 cresce e se melhora na proporo do numero de cabeas que em derredor trabalham no mesmo objecto1 dos rostos1 ouvidos1 e olhos1 que escutam as mesmas palavras1 dos peitos que identicas paixes comprimem ou dilatam4 ,d'este modo tudo concorrra para que o succo1 expresso do livro por um leitor habil1 fosse para cada um dos circumstantes o mais agradavel1 o mais copioso1 e o mais nutritivo1 assim como para que a cubia da leitura se pegasse aos que nunca a aprenderam2 os que a aprenderam mal1 se industriassem2 e os que por perguia lhe fugiam1 chegando a reconhecer-lhe os feitios1 se lhe entregassem de corpo e alma4 99 99 99 99 99 ,meus amigos1 se no outro sero ns confiavamos em que no faltaria quem se offerecesse a vos reger escolas1 ou pelo menos o acceitasse quando rogado1 como no teremos grande f em que haver de sobra quem para estas leituras se vos offerea8 ,um pequeno rol dos que poderiam ser1 j vol-o eu apresentei2 se vos no acudirem logo1 ide-os vs desafiar1 e ide affeitos1 que vos no ho-de resistir4 ,no percais tempo2 temos porta as descompassadas noites do inverno4 ,o inverno 1 sobre todas1 a estao do espirito1 do recolhimento1 da casa1 da sociabilidade4 ,no inverno o ,sol1 esse grande poeta de ,deus1 interrompe1 para descanar1 o seu poema de seis mil annos4 ,a ,natureza adormece4 ,tudo deserta dos campos3 as aves1 busca de primavera2 os gados1 para a quentura do aprisco2 os bois1 para recobrarem fora para a lavoira2 os filhos das cidades1 para os theatros e assemblas2 vs1 para a abhorrida monotonia da lareira4 ,um leitor6 um leitor6 o vosso ,cura6 o vosso ,escrivo6 o vosso ,facultativo6 um de vs6 seja quem for3 um amigo1 que vos ajunte com um bom livro n'uma cosinha1 n'uma sala1 n'uma adega1 n'um celleiro 7que importa onde876 que vos leia1 vos explique1 vos oia as duvidas1 vol-as desate1 ou vos ajude a desatal-as1 vos ensine o que elle mesmo no sabia1 vos descubra o mundo que nunca vistes1 vos engolfe1 pelas catacumbas encantadas dos seculos preteritos1 vos leve a peregrinar pelo ,universo fora1 vos descortine cardumes de maravilhas em que nunca attentastes por terra e ceos1 vos revele que tendes l dentro um corao1 vos infunda mais alto respeito de vs mesmos1 mais sublime ideia de vossa alma e de vossos destinos1 noes mais distinctas de vossos direitos e de vossos deveres1 mais ternura para com a familia1 mais aferro ,patria1 e fraternidade para com o genero humano6 ,um leitor6 um leitor e o vosso inverno vai ser mais florido e harmonioso que a primavera2 mais verde1 luminoso e accezo que o estio2 mais frutifero e scismador que o proprio outono4 ,um leitor6 um leitor6 e a quadra que chamavam morta1 ser para os vossos interesses de todo o genero a mais activa2 e1 no meio dos folguedos e abastanas das outras tres1 a mais recordada com saudade1 a mais esperada com alvoroo4 ,oh6 no poder ser eu1 eu mesmo1 o vosso leitor64444 99 99 99 99 99 --,mas os livros--perguntareis vs--d'onde ho de vir8 e quaes ho-de ser8 ,ho-de vir1 com summo gosto emprestados por quem quer que os tenha1 em quanto de outro modo se no possa4 ,e depois4444 to poucos bastam6 ,a leitura1 saboreada como deve ser1 funde tanto6 ,agora1 quanto escolha 7porque emfim1 gro para semente ha-de ser escolhido71 quando por si s o vosso leitor a no soubesse ou ousasse fazer1 nada mais facil que tomar conselho com algum erudito sizudo1 o qual provavelmente faria mais que indicar-lhe e recommendar-lhe a obra3 facultar-lh'a-hia1 tendo a2 no a tendo1 l lh'a iria desencantar4 ,o catalogo dos livros portuguezes mais proprios para estas leituras por ora 7ainda mal67 muitissimo curto4 ,ah1 boa ,frana6 ah1 boa ,inglaterra6 ah1 boa ,allemanha6 ah1 boa ,italia1 que os teem em cardumes1 e curam da instruco de meninos e plebeus1 como de coisa sria1 e de vez4 ,todavia1 ainda aqui mesmo1 e de repente1 alguns titulos poderiamos citar ao vosso ledor1 segundo os diversos interesses que elle tem de servir e prgar3 verbi gratia3 a ,biblia1 de ,pereira2 as ,meditaes1 ou discursos religiosos1 de ,rodrigues de ,bastos2 a ,imitao de ,christo2 a ,moral em aco2 o ,bom homem ,ricardo2 ,simo de ,nantua2 a ,historia de ,portugal2 a ,recreao philosophica2 o ,guia e manual do cultivador2 o ,diccionario de ,agricultura1 de ,soares ,franco2 a ,hygiene1 de ,mello ,franco2 a ,colleco de receitas1 de ,lucio2 a ,revista ,universal ,lisbonense2 o ,agricultor ,michaelense2 o ,industriador2 o ,panorama2 o ,archivo popular2 o ,recreio das familias2 o ,universo pittoresco2 o ,robinson ,crusoe1 etc4 ,d'estas obras1 algumas so inteiramente traduces2 outras1 traduces em parte2 mas essa considerao s por si pouco faz para o nosso caso4 ,oxal que muitos outros originaes estrangeiros1 dos que merecem ser vulgarisados1 se fossem para c trasladando6 ,eis aqui dois1 bem credores de preferencias1 dois1 cada um dos quaes pela utilidade vale uma bibliotheca3 o ,robinson ,suisso1 e os ,colloquios aldeos1 de ,timon4#d #d ,entretiens de village--par ,timon4 7,vicomte de ,cormenin74 ,a leitura d'esta obra1 de que eu no conhecia mais que o titulo1 sobre modo me lisonjeou o amor proprio4 ,muitos dos meus pensamentos e desejos n'esta serie de artigos1 haviam coincidido1 e concordam1 com os d'aquelle excellente philosopho4 ,no falando no talento1 em que elle me leva notoriamente a palma1 no seu livro me vejo como em um espelho4 ,elle obteve a amisade dos homens de bem1 e alguma gratido dos infelizes2 por que no hei-de eu esperar tambem uma e outra coisa8 ,,castilho ,o primeiro um formoso estudo da ,natureza1 entresachado com um mellifluo curso de ,moral2 paginas1 que todas resplandecem e palpitam1 que todas nos amam1 e que todas amamos4 ,o segundo a alma de um homem humano1 que1 apoz muito ver1 muito meditar1 muito enganar-se1 e muito desenganar-se sobre a politica e os estadistas1 vai procurar a felicidade do ,povo onde s a pode haver3 no querer e bom juizo do mesmo ,povo1 na morigerao1 na diligencia1 na economia1 na fraternidade1 na religiosidade4 ,os ,colloquios aldeos 7dae-me as alviaras da nova71 brevemente os havereis em linguagem chan1 sincera1 e verncula1 como convem1 e essencial condio em todo o escrito que aspira honra de ser ouvido1 lido1 manuseado1 aprendido1 assimilado1 e a final vivdo1 pela ,plebe1 pelo ,povo1 pela ,classe mdia1 pela superior1 pela ,nao1 pela ,posteridade1 pelo ,mundo4 ,o ,robinson ,suisso1 j d'aqui me obrigra eu a que tambem o houvesseis1 e tambem em linguagem verncula e muito vossa1 se a fortuna de quem escreve com a alma deitasse a tanto como lhe chegam os bons desejos4 ,porque olhae vs3 amigos do bem publico no faltam entre os homens que se consagram ao estudo2 mas so aguias1 a quem a fortuna1 parece que por escrneo1 se diverte a depennar as azas1 ao mesmo passo que1 por escrneo tambem1 as vai atar1 mui brilhantes e espaosas1 em quem no sabe1 nem quer1 seno dormir4 ,grande desconcerto6 misero e miserrimo desconcerto1 o que to boas e optimas coisas dessemeia1 ou calca no embrio1 ou afoga nascena1 ou ao desabrochar ou ao florir as torce1 as quebra1 as arrebata1 as confunde1 as perde1 as aniquila6 99 99 99 99 99 ,oh6 ,quando um pouco n'este desconcerto do nosso estado presente se repara2 quando to claramente se reconhece a perda que ahi vai para o genero humano na anti-providencial discordia dos diversos meios de aco1 isto das riquezas da alma1 das riquezas da diligencia1 e das riquezas da bolsa1 que tentaes no veem a um corao generoso de venerar e abraar 7a despeito de todas suas difficuldades7 a sublime theoria da numerosa e crescente escola de ,fourier6 ,calumniado nas intenes pelos que nunca o estudaram1 o systema da universal harmonia1 o systema mais profundamente respeitador das propriedades1 a ser exequivel 7segredo1 que por ora s pertence ao ,altissimo71 o mais prenhe de immensos e prosperrimos destinos2 o unico1 efficaz para regenerar a terra1 precavendo e impossibilitando revolues2 o unico1 poderoso para realisar superabundante e illimitadamente as promessas charlatans e sempre fallidas dos politicos2 o unico1 por onde a ideia da ,,providencia se ha-de tornar comprehensivel a todos os entendimentos2 o unico1 emfim1 digno do ,homem1 digno da ,natureza1 e digno de ,deus1 que a elle o fez para ella1 como ,elle para ambos e para tudo444 99 99 99 99 99 444,oh6 por onde me ia eu agora6 quo longe do casal e do sero6 por esse ,universo e seculos fra6 ,e a proposito de qu8 ,de bem pouco3 de mim1 que tenho alma e vontade energica1 e alguns meios internos para ser util2 que forcejo pelo ser1 e1 por falta de concurso de meios externos1 me gasto1 abrazo1 e consumo1 como moinho sem gro a trabalhar sobre si mesmo4 ,hei-de acabar1 hei-de morrer1 como outros muitos1 sem haver podido deixar rasto de bem para os meus semelhantes86 eu com faculdades1 eu com vocao1 eu com valor1 eu com empenho1 eu com diligencias1 eu com a minha misso bem sentida1 bem acceita1 e bem jurada1 e1 at onde pude1 bem cumprida1 de amar aos homens1 de collaborar com os obreiros desinteressados1 de pospr mais que o meu individuo1 os individuos do meu sangue1 ao proveito abstracto e hypothetico1 mas fascinador e grandioso1 do maior numero1 e do porvir864444 ,o que havia aqui dentro1 e se mallogrou1 s ,deus o sabe2 eu mesmo no o alcano4 ,o meu destino1 como o destino de muitos de vs1 como o da maior parte dos homens no actual cahos 7alcunhado por antiphrase estado social71 brevemente ser reduzido a cinzas1 sem ninguem o ter lido4 ,a ,providencia m'o escrevra do seu punho2 a fortuna terrestre com a sua mo sacrilega m'o fechou com sete sellos4 ,todo o meu trabalhar apenas dos sete rompeu um2 espreitei para dentro2 deletreei algumas palavras soltas2 eram nobres4 ,amanhan ser tudo p4 ,depois de amanhan444 nem o p j lembrar4 meus irmos da ,utopia harmonica1 almas generosas e consoladoras1 derramae-me1 vs ao menos1 sobre as chagas do corao o suave balsamo da esperana6 ,fenea eu embora mallogrado e perdido2 mas fazei-me crer1 na minha ultima hora1 que para os meus descendentes ha-de j ter nascido redempo2 que o labyrinto1 onde os mais nobres ,athenienses eram devorados1 vai desabar2 que eu1 e vs1 e os contemporaneos1 somos as derradeiras victimas do ,minotauro4 ,outra vez fra do sero6 outra vez fra do casal6 ,desculpae-me2 agora volto2 e ainda que a raso me chame l fora1 no torno a sahir1 que tambem c dentro a temos1 e muito forte1 e muito formosa1 no grandioso assumptosinho que vinhamos tratando4 99 99 99 99 99 ,queriam-se pois para as nossas leituras ou lies populares1 alm das obras j indicadas outras1 e muitas1 de ,religio1 de ,moral1 de ,hygiene1 de ,medicina caseira1 de ,agricultura1 de ,veterinaria1 de ,physica1 de ,chymica1 de ,zoologia1 de ,botanica1 de ,mineralogia1 de ,economia1 de ,direito publico1 de ,direito civil1 de ,direito criminal1 de ,historia1 etc42 opusculos curtos1 em linguagem pura 7estragal-a1 como por ahi a estragam1 para populares e meninos um crime71 e finalmente baratos e quasi dados4 ,parece-vos isto difficultosissimo8 pois no 4 ,homens de saber e engenho para escreverem taes opusculos1 no faltam2 o que s falta1 a ,lei nova1 e novos costumes1 que lhes afiancem o no perderem1 nem o tempo que houverem gasto no estudar e escrever1 nem as despezas que houverem feito no imprimir4 ,o costume vir do tempo1 da raso1 e da mesma ,lei2 a ,lei muito facilmente poder vir do vosso e nosso ,parlamento4 ,adopte e sanccione elle o alvitre que ha seis annos publicavamos#e3 ponha tributo de sello ao papel em que se imprimem deploraveis e estragadoras traduces de excusadas e abominaveis novellas francezas1 e com o tributo d'esse imposto1 mais racional que o do sello nos papeis forenses1 faa premios aos escritos illustradores e sociaes4 ,ser queimar ou enterrar as hervas ms para adubio de plantas uteis1 que fazer n'um s lano dois beneficios4 #e ,revista ,universal ,lisbonense--,tomo ,,ii1 n4 #cg--a4 de ,junho de #ahdc--;artigo #agda4 ,d'esta sorte os autores1 seguros da perda1 perfaro o que hoje nem ousariam commetter4 ,pagas de antemo as suas despezas1 podero dar os seus livrinhos por vil preo4 ,a barateza1 junta utilidade1 os far copiosamente vender e reimprimir1 com proveito sempre crescente d'elles1 com proveito sempre crescente de todo o ,publico4 ,em quanto1 porm1 essa edade aurea das ,lettras1 ,artes1 e ,sciencias1 nos no chega1 os nossos bons leitores publicos que se remedeiem1 com o que acharem de melhor para o intento2 e mesmo1 se a experiencia lhes mostrar ser conveniente1 que misturem com aquellas obras de que fizemos rol1 e semelhantes1 outras de menos substancia e maior agrado1 como os dramas e os romances moraes4 ,este arbitrio para os primeiros tempos1 e para fazer pegar o costume1 seria por ventura o mais plausivel4 99 99 99 99 99 ,que seres6 que seres vos no esperam j este inverno6 ,que deliciosas tardes de domingos e dias santos6 quantas coisas prestadias1 e para vs novissimas1 no tereis j na memoria1 no espirito1 e no corao1 em volvendo a primavera6 quantos gastos de dinheiro1 de saude1 e de paz interior1 no havero forrado muitos d'entre vs1 que1 a no ser o chamariz da leitura1 teriam ido da venda para o arruido1 ou para o roubo1 de l para o hospital1 para a cadeia1 ou para o cemiterio6 ,pedi1 supplicae ao vosso ,parocho1 ao vosso ,administrador do ,concelho1 a quem mais vosso amigo1 e a quem mais homem vos parecer1 que ajudem e promovam taes institutos em favor da ,religio e da ,caridade1 em favor da ,policia e da ,ordem publica1 em favor das ,familias1 e da ,patria4 ,um leitor em cada aldeia1 se possivel6 ,um leitor1 e mais de um em cada villa6 ,muitos leitores1 muitissimos1 innumeraveis1 em cada cidade6 99 99 99 99 99 ,ser ainda este mais um grito em deserto sem eccos8 ,outubro de #ahdi4 ,,xvi ,decimo sero do casal ,abolio do ,exercito ,,summario ,outros procuram a felicidade1 onde a no ha2 ns pedimol-a ,agricultura4--,o que um ,ministerio da ,agricultura far para beneficiar os lavradores4--,o ,exercito mal para os individuos1 para as familias1 para a ,patria1 para a ,humanidade4--,o ,exercito ou para conquista1 ou para defensa1 ou para tranquilidade4--,portugal no pode conquistar2 no tem de quem se defenda2 tendo1 haveria outros recursos2 e a paz interior mais se lhe tem com as tropas perturbado1 que mantido4--,uma sentena de ,felice contra havermos ,exercito4--,quanto o ,exercito nos custa1 no oramento1 e fora d'elle4--,lucros cessantes que motiva4--,retrato do camponez antes de soldado4--,o mesmo em soldado4--,o mesmo depois da baixa4--,celibato militar4--,pede-se a suppresso do ,exercito4--,poucas palavras sobre o como se pode a milicia extinguir sem inconveniencia nem perigo algum4--,nova organisao da fora publica4--,guarda nacional4--,lei agraria1 com vantagem para o publico e para muitos particulares1 e sem leso para nenhum d'elles4--,acenam-se alguns pontos para uma ,lei de organisao de propriedade territorial4--,adoptando-se estes conselhos1 as instituies liberaes e o ,throno se firmariam4 ,continuamos na nossa teima de procurar felicidade4 ,se loucura1 loucura nobre1 e todos os espiritos mais bem nascidos de cada seculo a teem padecido4 ,uns a fizeram consistir na renunciao de todos os bens terrestres pelo amor do ,ceo4 ,outros1 na impassibilidade estoica4 ,outros1 no elixir de longa vida4 ,outros1 no ,quietismo4 ,outros1 na maxima diffuso das luzes4 ,os economistas1 na maxima produco material1 com absoluta abstraco de moralidade4 ,os politicos1 na composio de formas governativas4 ,ns1 em relao ao nosso ,portugal1 fazemos consistir a felicidade na ,agricultura1 pois debaixo d'esta palavra comprehendemos1 como effeitos na causa1 a abundancia1 os bons costumes1 a paz1 a satisfao1 e a estabilidade4 ,dos economistas no esperamos nada2 o materialismo foi sempre estril4 ,dos financeiros ainda menos2 todos os algarismos do mundo no so capazes de crear um tomo2 por elles ainda no vieram seno tributos ao ,povo1 e meia duzia de alampadas maravilhosas para os ,aladinos do calculo4 ,e1 finalmente1 dos politicos tambem no1 porque1 trabalhando ha tantos annos na procura da promettida pedra philosophal1 tendo mettido para os seus cadnhos tantas preciosidades1 e accendido tanto fogo e tantos fogos1 queimado tanto 7at do futuro71 ainda no fizeram sahir do seu estrondoso laboratorio seno fumo4 ,se elles1 ao menos1 tivessem conseguido imitar o alchimista1 que deixou na galeria do ,gran-,duque da ,toscana o prego meio ferro e meio oiro1 para admirao de crdulos1 e desappareceu6444 ,mas pelo contrario3 a sua sciencia occulta1 se alguma coisa tem logrado transformar o oiro em ferro2 o que no impede que1 semelhantes aos ,albertos ,magnos e ,cagliostros1 appellidem tambem a sua obra ,a grande obra4 ,no1 meus lavradores2 os unicos alchimistas sociaes1 em quem se ha-de pr a verdadeira esperana de pedra philosophal1 que faa ao menos prata1 e de elixir1 que1 se no prolongar a vida1 pelo menos nol-a torne supportavel1 sois vs1 com o vosso natural bom-senso2 sois vs1 creando-nos um ,parlamento da terra2 esse ,parlamento1 creando-nos ,leis de verdadeira economia1 e um ,governo agricola2 esse ,governo1 vosso neto1 e para logo vosso protector1 illustrando-vos1 moralisando-vos1 incitando-vos ao trabalho1 nobilitando-vos na vossa mesma estimao1 facilitando-vos transito por todo o vosso territorio1 promovendo companhias a quem vendais os generos com segurana1 e de quem recebais adiantado para os amanhos1 descobrindo e ensinando-vos1 por uma continua investigao dos portos e mercados de todo o mundo1 quaes as culturas velhas que deveis largar1 quaes diminuir1 quaes acrescentar1 quaes aperfeioar1 quaes experimentar1 quaes introduzir com affoiteza2 que para isso traga embaixadores muito escolhidos1 mui zelosos1 mui portuguezes1 e mui vossos1 por todas as partes do mundo2 que em summa comprehenda e creia firmemente1 que tudo aquillo que a terra nos no der1 a poder de sciencia1 de arte1 e de trabalho1 nada seria j capaz de nol-o dar4 ,para esse ,governo1 para esse ,parlamento1 e para vs1 continuemos pois a discursar sobre o que est para fazer4 99 99 99 99 99 ,falemos hoje do ,exercito1 com licena dos vossos lares e das vossas arvores1 que sempre em ouvindo tal palavra se estremecem e horrorisam4 ,um sero para tal assumpto carecia de ser mui largo2 noite de ,s4 ,joo levada de vela lhe no bastra4 ,emfim3 apontemos2 o vosso recto juizo desenvolver depois4 ,cerrae a porta1 que ha ahi alguns visinhos de andares altos1 que j murmuram sermos ns ruins gastadores de tempo4 ,assentae-vos com animo despreoccupado2 e1 se vos parecer1 ide apontando ahi com carvo1 por essa parede da vossa conversavel cosinha1 as principaes rases da pratica1 a fim de se vos no desluzirem da memoria1 para quando fr tempo4 99 99 99 99 99 ,que um ,exercito8 um mal1 complexo de males sem numero1 e que s por uma necessidade absoluta se pde tolerar4 ,o soldado ora um escravo1 ora uma victima2 a familia do soldado uma orphan1 esbulhada de parte do seu haver mais sagrado4 ,a ,patria no tem carga mais onerosa1 nem a ,humanidade coisa que tanto a vexe e lhe repugne4 ,todas as consideraes sociaes1 economicas1 moraes1 religiosas1 scientificas1 litterarias1 e artisticas1 todas sem excepo veem jurar contestes no processo contra o ,exercito4 ,para que tem logo havido em todos os tempos exercitos8 e para que os ha ainda hoje em tantas partes8 ,umas vezes1 para a conquista2 outras1 para defensa contra invasores2 outras1 para tranquilidade interna4 ,no primeiro caso1 o ,exercito uma arma em mo de salteador4 ,a ,historia chama-lhe um braso4 ,portugal1 como todas as naes heroicas1 o teve1 e com elle se engrandeceu4 ,no segundo caso1 um escudo1 que est afrontando e esmagando ao proprio corpo que defende4 ,do mal1 o mal3 das armadas invasoras procederam fatalmente as armadas defensivas4 ,no terceiro caso1 um remedio violento e dispendiosissimo1 para doena que em parte se devia prevenir pela hygiene1 ou1 chegando-se a declarar1 acudir-se com menos ruido e mais efficacia4 ,podemos ns ser conquistadores8 ,no4 ,logo1 se temos ,exercito1 no para conquista4 ,temos que nos defender de extranhos8 ,no4 ,rases de mais alta e geral politica so as que per si nos defendem1 e ho-de defender2 e1 quando ellas cessassem1 ou fossem vencidas1 no haviam de ser estas nossas fileiras que nos salvassem1 mas sim o ,povo todo3 os fortes1 e os fracos1 os decrpitos1 as creanas1 as mulheres4 ,as nossas armas seriam o ferro1 os troncos1 o fogo1 as pedras2 o nosso soldo1 a vista das casas que defendemos2 as nossas bandeiras1 os campanarios das nossas freguesias2 os ,evangelhos do nosso assentar praa1 as lembranas das nossas victorias sobre ,romanos1 sobre ,arabes1 sobre ,castelhanos1 sobre ,francezes4 ,povo que se defende na terra em que nasceu1 leo e lea no seu bosque diante do covil dos filhos4 ,o ,ceo1 com a santidade da nossa causa nos protegeria2 e1 se nos fosse indispensavel auxilio humano1 elle no-lo depararia no brao de alguma ,nao1 que defendesse nos nossos os seus interesses4 ,logo1 no tambem como escudo1 que mantemos um ,exercito4 ,ser portanto para obviar a tumultos8 para cohibir sedies8 para conservar boa ordem e regimento no ,estado8 ,a esta pergunta no precisamos de responder2 bem respondida que ella est n'uma pagina de cincoenta leguas de largo e cem de alto1 que ha cincoenta annos temos cem vezes escripto1 respanado1 e tornado a escrever com sangue de irmos4 ,logo1 se com um ,exercito nos consumimos1 no para bem da paz domestica4 99 99 99 99 99 ,os pequenos ,principes--diz ,felice--querendo arremedar os grandes potentados1 teem exercitos1 que para brinquedo so de mais1 e para deveras de pouco servem4 ,a segunda parte d'esta sentena bem provada e contraprovada nos est por factos2 e a primeira verdade no menos manifesta4 ,perguntae aos oramentos 7e ainda esses no sabem1 ou no dizem tudo73 emquanto nos importa o ,exercito8 os soldos e comedorias da soldadesca e dos estados maiores8 os uniformes1 os armamentos1 o calado1 a remonta e sustento da cavallaria1 as fabricas de polvora e balas1 os arsenaes1 os quarteis1 as obras de fortificao1 as marchas e conduces de bagagens1 os transportes por mar1 os roubos e extravios do material1 as secretarias1 os commissariados1 as inspeces1 os tribunaes militares1 as boticas1 os medicos1 os cirurgies1 os enfermeiros1 os moos1 os invalidos1 as musicas1 etc48 ,os oramentos do ,ministerio da ,guerra d'estes ultimos nove annos do1 termo medio1 uma despeza annual de #b3geh3ehjdaj reis4 ,se porm considerarmos que a ,marinha 1 por sua natureza1 parte e complemento da ,guerra1 e nos tem custado1 tambem termo medio no mesmo periodo #idd3dgehea reis1 teremos annualmente uma despeza de reis #c3gjc3jefbfa4 ,pelo exame dos respectivos oramentos1 todas as restantes despezas do ,estado1 termo medio1 no teem subido no mesmo periodo de reis #f3efj3daieij4 ,coisa espantosa6 ,mais de um tero dos haveres publicos devorado pela ,guerra1 que ou um nome vo1 ou1 quando tem a sua funesta realidade1 por esse mesmo desperdicio que nasce e se alimenta6 ,despeza ainda mais desgraada1 quando se olha para o desamparo da ,instruco ,primaria1 para a falta de estimulos e premios ,agricultura1 ,industria1 s ,artes1 s ,sciencias4 ,despeza inqualificavel1 quando se repara em que1 proporo que ns minguamos1 que nos afogamos na divida1 vai ella a crescer de mais em mais4 ,e1 como se este infinito fra ainda pouco1 l baixam de vez em quando das ,secretarias novos padres de uniformes1 como de ,pars veem figurinos para os toucadores das casquilhas6 no que1 ao desperdicio accresce ainda o indecro1 ao indecro a dureza1 pois que essas vaidosas despezas1 dos proprios militares vo sahir2 classe que1 empobrecendo-nos a ns1 est bem longe da opulencia4 99 99 99 99 99 ,alm d'estas despezas carregadas na massa commum1 perguntae s terras1 por onde1 ha meio seculo1 nos andam1 quasi de continuo1 transitando corpos1 quanto lhes no tem custado a ellas o ,exercito em aboletamentos1 em hospedagens1 em dilapidaes1 descaminhos1 e estragos1 em seras taladas e comidas pelos cavallos1 em oliveiras1 sves e alfaias campestres queimadas1 gados comidos1 bestas e carros apenados1 trabalhos ruraes retardados ou supprimidos1 etc41 no falando j em damnos de outra natureza1 muito maiores e mais irreparaveis6 ,esmae tudo isto a monte4 ,arripiam-se as carnes6444 ,e todavia1 ainda ha mais3 a todos estes damnos immergentes1 que de lucros cessantes no accrescem1 com a existencia de um ,exercito1 aos particulares e ao ,publico6 quantos braos arrancados lavoira1 aos mistres1 e s artes6 que desfalque no total da produco6 que augmento no salario dos jornaleiros6 em milhares de casaes que mingua de po1 por ausencia de quem o ganhe6 99 99 99 99 99 ,viremos agora a questo por outro lado4 ,chega o recrutamento4 ,l vai o corao de uma pobre familia arrancado6 ,l entra pela primeira vez1 e prezo como um criminoso1 na cidade1 a quem elle queria servir de longe com a enxada na mo1 um mocinho1 innocente1 cheirando terra1 ao feno1 e flor do matto2 simples e vioso como ella1 temente a ,deus1 amante de seus paes1 de suas irmans1 de seus irmos1 bemquisto dos visinhos1 laborioso como abelha1 sentindo e expirando de si a poesia da ,natureza1 como o passarito do silvado em flor por uma antemanhan de ,maio4 ,approvado pelos medicos n'um exame1 onde o fizeram corar pela primeira vez1 passa de repente da liberdade para a escravido2 da luz e fragrancias do seu campo1 para a escuridade ftida de um quartel2 d'entre rostos benvolos1 para entre semblantes carrancudos2 do rebanho que pastorava1 para a escola e chibata do instructor1 para as conversaes grosseiras1 mortias e fumosas da tarimba4 ,com violenta mo lhe limam pressa todo o cunho da sua individualidade3 rentearam-lhe o cabello1 como a todos os seus camaradas2 vestiram-n-o e calaram-n-o como todos elles2 constrangeram-n-o a tomar a mesma figura e movimentos1 a dar os mesmos passos contados1 a comer mesma hora1 e do mesmo po1 a dormir e a acordar voz metallica da mesma trombeta4 ,individualidade68 elle8 at o nome lhe tiraram2 um numero2 e esse numero nem mesmo designa um ente sobre si4 ,as suas armas1 o seu fardamento1 e elle1 so tres elementos inseparaveis1 cuja somma o soldado4 ,se a bayoneta soubesse ouvir e obedecer1 e a espingarda atirar1 no as teriam complicado com aquelle appenso vivo1 que para ellas o que a carreta para o canho1 ou os cavallos para a carreta4#f #f ,n'um volume de romances moraes1 que o meu amigo o snr4 ,luiz ,filippe ,leite est para dar estampa1 com o titulo de ,supposies que podem ser realidades1 ha uma pintura das miserias da vida militar4 ,o autor copiou o seu soldado do natural1 o seu desenho bello1 as suas cres verdadeiras4 um soldado esse1 que serve de efficaz auxiliar nossa doutrina4 ,,castilho4 99 99 99 99 99 ,o mais rigoroso de todos os codigos das ,naes1 e o mais altamente offensivo da dignidade humana1 aquelle que o soldado1 com a mo sobre os ,evangelhos1 jura cumprir4 ,e o peor que essa antinomia a todas as ideias de ,liberdade1 uma fatal condio1 e inseparavel1 da existencia de exercitos4 --,ao menos1 uma vida gloriosa a das armas6--dizem4 ,mas no ser esse dizer uma arteira seduco armada ao espirito1 assim como a purpura das bandas1 o accezo dos pennachos1 as cres vivas das golas e canhes1 o oiro das dragonas e das chapas1 o lustroso das correias e dos ferros1 so outra calculada seduco para os olhos1 e outra as estrondosas musicas para os ouvidos8 ,nos sacrificios dos pagos enfloravam-se as victimas4 ,por que razo ,marte no enfeitaria tambem as suas8 ,gloriosa vida a do soldado86444 ,a consciencia d'elle que o diga4 ,o seu entendimento entorpeceu-se no meio da monotonia da sua agitada ociosidade4 ,tudo n'elle vulgar4 ,os seus actos1 at quando arrosta com as balas ou va brcha1 so sem merito1 porque no so livres4 ,a reflexo lhe defeza4 ,o sopro de um clarim o despra para a morte1 ou para a victoria1 como a descarga do obuz arremea a bomba1 que vai despedaar1 despedaando-se4 ,mandado1 combate hoje pelo vermelho contra o azul2 amanhan1 mandado1 combater pelo azul contra o vermelho4 ,mandado1 expe-se n'uma sentinella perdida1 pela segurana dos seus camaradas4 ,mandado1 ir1 em se recolhendo d'ali1 espingardear o seu camarada predilecto1 sem uma pergunta1 sem uma lagrima4 ,mandado1 poria fogo1 sem hesitar1 egreja onde o baptisaram1 aldeia em que nasceu1 choupana d'onde sua me entrevada no pode fugir4 ,tudo isto lhe murmurar tristemente a consciencia1 quando sua profisso ouvir chamar gloriosa4 ,que fiel1 que horrorosamente fiel1 no o retrato1 que do soldado1 olhado a esta luz1 pintou a negro ,alfredo de ,vigny6 99 99 99 99 99 ,ao viver monastico teem reprehendido philosophos os seus tres votos1 como anti-naturaes4 ,e o soldado86 ,o soldado livre para casamento8 ,o soldado no geme em forada pobreza8 ,o soldado1 sobretudo1 no o prototypo da obediencia servilissima8 ,no monge1 ao menos1 a pobreza descala1 a continencia sobrecarregada de cilicios1 a abnegao do querer1 tinham por compensao a esperana de thesoiros1 de delicias1 e de um throno para a eternidade4 ,e o soldado8 ,que lhe promettem1 ou que espera1 por tantas renunciaes8 ,oh6 a sua humildade1 se fosse livre1 seria inquestionavelmente de todas as heroicidades humanas a mais estupenda4 ,mas no livre4 ,mais1 do que no ,religioso opera a esperana do premio1 opra n'elle o seu unico movel3 o medo do castigo4 ,o cenobita padece e canta2 o soldado padece1 e nem ousa suspirar4 ,aquelle canta porque na phantasia lhe riem ,cos2 a este negrejam-lhe na ideia o calaboio1 as varas1 a grilheta1 a farda rasgada1 o fusilamento4 99 99 99 99 99 ,depois de annos de uma tal vida de gloria1 como volver ao seu torro o mancebinho innocente1 que d'ali arrancaram1 por entre tantas lagrimas dadas e recebidas1 se por ventura l volver8 ,nem a namorada do seu corao1 se a teve1 o reconhecer4 ,o aborrimento da miseria n'uma condio obscura1 e na familiaridade com entes sem educao nem principios1 lhe fez contrahir muitos vicios ignobeis1 que o levaram mais de uma vez1 ora s prises1 ora aos hospitaes#g4 ,as suas mos perderam o geito e gosto dos trabalhos naturaes e primitivos4 ,rescendia s flores do matto2 hoje cheira polvora1 tem o perfume das batalhas1 como as aves carniceiras o fortum cadaveroso4 ,tinha ,f1 desbarataram-lh'a2 indole affectuosa1 affizeram-n'o1 por dever1 theoria e pratica do homicidio4 ,nos contos do sero1 tudo o fazia estremecer2 agora1 elle que infunde espanto aos ouvintes1 pelo impassivel com que a sua voz rouca descreve as carniarias que viu1 e que ajudou1 o lano da cidade que voou com a exploso da mina1 a populao inerme que passaram espada4 #g ,verdade reconhecida pelo snr4 ,capito ,joo ,maria ,fradesso da ,silveira no seu honrado artigo sobre a lei do recrutamento1 na ,revista ,militar de ,fevereiro de #ahdi4 ,,castilho4 ,por que assim desprezador da vida8 ,porque d'ella s conhece as durezas e amarguras4 ,o seu valor1 se o tem1 uma qualidade negativa3 desprza a morte1 porque no sente a alma4 ,breve3 o ,exercito custa ao ,thesoiro1 que devora2 s provincias1 que fatiga2 s casas1 que desfalca de filhos2 s terras1 que priva de braos2 s artes1 que despja de obreiros2 aos individuos1 que esbulha do seu quinho de liberdade1 a quem quebranta mil fros e immunidades essenciaes do homem1 a quem1 finalmente1 de homens converte em machinas de destruio4 ,e mais1 e muito mais1 custa ainda o ,exercito1 se avaliarmos as graves consequencias1 positivas e negativas1 directas e reflexas1 do seu celibato2 ponto esse1 em que j d'outra vez tocmos1 e que por si mesmo se est commentando4 99 99 99 99 99 ,ora1 se tanto custa o ,exercito1 e se to inutil 1 como j vimos1 por que no insistiremos para os ,legisladores1 e para os que os ho-de eleger1 no alvitre 7que tambem j outra vez suscitramos7 de se extinguir este grande1 este immenso1 este inutil1 este estril e esterilisador1 convento militar8 ,no se d baixa ao soldado quando j no pde com a milicia8 ,no se lh'a d8 at em tempo de guerra8 quanto mais em paz6 ,pois ento1 por que se no ha-de a baixa conceder j j a este triste velho de ,portugal8 ,as suas armas visivelmente o assoberbam e debilitam de anno para anno4 ,aguardaremos que o acabem de matar1 para ento lh'as despirmos8 ,elle j no tem que ir fra a conquistar4 ,de fra no ho-de vir accommettel-o4 ,logo1 de que lhe servem1 se no fr para se ferir8 ,arrancae-lh'as2 ou antes3 deixae-lh'as depr dos braos pizados1 sangrentos1 e cadavericos1 que tudo quanto elle mesmo vos supplca4 ,tem o torrosinho que mercou1 e muito caro2 permitti-lhe remoar-se n'elle1 cultivando-o com desafogo4 ,quando ,herminia1 no formoso poema da ,jerusalem resgatada envrga armas sem ser guerreira1 a que perigos e terrores a no expe essa loucura6 ,mas quando emfim1 vai armada dar assim quelle campestre retiro1 onde o pastor ancio est rodeado da familia1 embebido em seus rusticos exercicios1 que os meninos fogem1 assustados de a ver1 e s voltam quando ella1 desquitando-se do elmo1 se lhes descobre gentil1 pacifica e amorosa1 donosissima allegoria6 ,escutae o que a boa ,herminia diz1 ou o que diz1 por sua bocca1 a alma do grande ,poeta3 ,seguite1--dice--avventurosa gente1 ,al ,ciel diletta1 il bel vostro lavoro1 ,che non portano gi guerra quest'armi ,all'opre vostre1 ai vostri dolci carmi4 ,assim deve j dizer aos nossos agricultores a nossa milicia1 desfazendo-se de armas excusadas e improprias3 ,gente amada do ,ceo1 ditosa gente1 avante em vossos plcidos lavores6 ,j dispo as armas2 animo recobrem a lida vossa1 os vossos brandos versos4 99 99 99 99 99 ,at aqui so axiomas4 ,qualquer entendimento os percebe4 ,d'aqui para diante pertence aos ,estadistas1 mas aos ,estadistas sinceros1 philosophos1 e humanos1 propr3 primeiro1 o modo de fazer a suppresso1 sem expr a contingencias funestas2 depois1 o modo de organisar1 mais efficaz e menos dispendiosamente1 a necessaria fora publica4 ,ns1 que no somos ,estadistas1 s poucas palavras nos permittiremos sobre estes dois assumptos4 99 99 99 99 99 ,a abolio do ,exercito seria recebida pela grandissima maioria d'elle com alvoroo1 ou muito nos enganamos4 ,a soldadesca1 se a consultassem1 approvaria talvez unanime4 ,ao subir d'ella para a officialidade1 que haviam de principiar as repugnancias1 crescendo tanto mais1 quanto mais se fosse pelos postos a subir4 ,era logo licenciar a soldadesca toda1 e da officialidade quantos o desejassem4 ,os restantes empregar-se-hiam1 ou nos servios1 ainda militares1 de que logo falaremos1 ou em outros quaesquer1 em que1 segundo suas habilitaes1 o ,governo entendesse aproveital-os4 ,as vacaturas1 por morte ou outras causas1 diminuiriam de mez para mez este resto de onus1 ainda grande para o ,thesoiro2 at que em poucos annos haveria cessado totalmente4 ,os soldados sltos das ,bandeiras seriam preferidos1 em egualdade de circumstancias1 para mil pequenos empregos da republica3 policia municipal1 guardas de barreira e de alfandegas1 correios1 servio inferior de tribunaes e estaes publicas1 trabalho braal nas officinas nacionaes e nas dos contratos que a ,nao arrenda1 trfego nas quintas exemplares e experimentaes1 tripulao e mais officios na ,marinha1 de que alguma parte sempre ficaria provavelmente subsistindo4 99 99 99 99 99 ,quizera-se tambem que uma ,lei nova1 regulando mais assizadamente a propriedade do solo1 em ordem a fazel-o subdividir1 e aproveitar at ultima polegada1 proporcionasse conceder-se aos que houvessem sido bons soldados um pequeno cho1 com o adiantamento de instrumentos1 sementes1 e algum dinheiro para os primeiros annos1 sendo casados1 ou obrigando-se a casar2 e apresentando fiador que respondesse pelo valor que se lhes entregava4 ,os terrenos nacionaes poderiam d'este modo ser aproveitados com grande vantagem1 e mesmo os baldios dos ,municipios1 mediante contratos equitativos1 e de interesse mutuo4 ,que lucrou o ,estado com to consideravel quantidade de solo tomado s ,ordens religiosas8 ,elle nada4 ,crearam-se ahi meia duzia de principados1 contra todos os aphorismos da ,economia4 ,com a diviso em pequenos lotes1 que familias indigentes se no houveram aventurado6 e o ,thesoiro teria recebido j hoje vinte vezes mais do que assim obteve4 ,pela mesma ,lei1 os grandes proprietarios que no cultivam1 por no poderem ou no quererem1 seriam certamente obrigados a arrendar em lotes1 e por preos racionaes4 ,os morgados444 ,mas este objecto sobejo largo e importante2 no cabe aqui4 ,o que apontmos sobra para mostrar que1 reformadas as ,leis no que ellas teem de mais flagrantemente anti-social1 nenhum receio podia haver de que faltasse trabalho e po para quem quer que fosse4 99 99 99 99 99 ,j podemos portanto pressuppr acceita e agradecida pelo proprio ,exercito a sua suppresso1 na qual1 segundo se acaba de vr1 nada ha de violento nem odioso1 se no que tudo paternal4 ,a ulterior organisao da fora publica figura-se-nos ainda mais facil4 ,no inveno nossa2 do seculo2 da philosophia2 da ,lei do ,estado2 a ,,guarda ,,nacional4 ,para allivio d'esta nas cidades grandes1 podia haver tambem1 como em ,lisboa e no ,porto1 uma ,guarda estipendiada pelo ,municipio2 ainda que1 ao vermos ,londres1 a mais populosa cidade do ,mundo1 manter sem nenhuma tropa1 e s com meia dusia de paizanos velhos1 a sua admiravel ,policia2 no podemos dissimular1 que muita coisa est ainda por imitar de ,estrangeiros1 de quem1 pelo commum1 s o indifferente ou o inapplicavel traduzimos4 ,paiz mais florescente que a ,hollanda nunca eu vi em minhas viagens--diz ,bernardino de ,saint-,pierre4--,na ,capital encerra pelo menos cento e oitenta mil almas4 ,com o immenso trfego de mercadorias que em tal cidade negoceiam1 se faltaro n'ella com que se tentem as cubias6 ,pois sem embargo1 no se ouve l falar de um roubo2 nem guardas ha de soldados4 ,em #agfb que eu l estive1 havia j onze annos que se no tinha suppliciado ninguem2 e no dizer que no sejam severas as ,leis2 mas como o ,povo acha facilmente em que ganhar a vida1 no tem por que as quebrante2 e advirta-se que este ,povo tem ganhado milhes a imprimir quantas extravagancias ahi se escrevem em ,frana sobre ,moral1 ,politica1 e ,religio4 ,assim mesmo1 ainda no desdiz das crenas e costumes que d'antes tinha4 ,a razo porque vive contente com a sua sorte4 ,,os ,,crimes ,s ,,nascem ,,da ,,indigencia ,e ,,opulencia ,,excessiva4#h #h ,da primeira vez que este artigo se imprimiu no ,agricultor ,michaelense1 no levava a presente transcripo dos ,estudos da ,natureza4 ,foi depois de dado estampa1 que eu li esta admiravel obra2 digo li1 por que ao devorar folhas na puericia no se chama ler4 ,os meus encontros em affectos1 em pensamentos1 at em imagens1 com ,bernardino de ,saint-,pierre n'esta e n'outras suas obras1 no obstante o que vai de talento a talento1 que 7ainda mal para mim7 quasi infinito1 se por uma parte me podiam lisonjear o amor proprio1 por outra me confirmam n'esta1 para quem escreve1 tristissima verdade de que nada ha de novo debaixo do sol4 ,censura de plagiato1 que a mais gabadinha dos ignorantes1 difficultosamente a ousra fazer quem tiver composto e estudado4 ,veja-se a minha ,nota sobre ,originalidade no fim do drama ,cames4 ,,castilho4 99 99 99 99 99 ,uma ,guarda ,nacional1 urbana e rustica1 de p e de cavallo1 segundo uma ,lei prudente1 mas francamente liberal1 seria uma fora respeitavel pelo seu numero1 e mais que sobeja para os tempos ordinarios4 ,para a hypothese1 mais que inverosimil1 de invaso estrangeira1 esta mesma ,guarda seria ,exercito1 como se observassem duas precaues2 a saber3 ter constantemente uma bella ,escola militar1 viveiro de officiaes para as armas scientificas1 e obrigar os batalhes civicos a revistas1 exercicios1 paradas1 e passeios militares1 com instructores idoneos4 ,soldados taes1 em que differiriam dos de linha8 ,em duas ss coisas3 em custarem menos1 e em valerem mais4 ,o que pode o homem defendendo o solo conhecido1 e a que chama seu1 j o pondermos2 mas se provas quereis1 perguntae ,germania1 s ,gallias1 ,britannia1 ,helvecia1 ,lusitania1 e a todas as ,hespanhas velhas1 pelas legies ,romanas2 mesma ,hespanha1 pelos ,saguntinos1 pelos ,asturianos1 pelos ,gaditanos1 por cada uma das suas provincias2 ,frana1 pelos ,parisienses1 pelos ,bretes1 pelos ,vendeanos1 por suas comarcas2 ,grecia1 pelas ,thermpylas1 por ,missolunghi1 por toda a sua historia antiga e moderna2 ,belgica1 por ,anvers2 ,america1 pelos ,estados-,unidos2 ao ,norte1 pela ,polonia1 pela ,hungria1 pelo ,caucaso2 a ,portugal1 pela ,terceira1 pelo ,porto1 por cada palmo do seu territorio4 ,emfim3 interrogae affoitamente a todos os seculos1 sobre todos os povos do ,mundo4 ,sobre o torro materno1 todos so ,antheus2 podem ser vencidos1 mas por braos de ,hercules1 e s depois de mil vezes renovada a lucta4 ,oh6 de que loiros se no cingira o ,ministro da ,cora que o ousasse propr6 ,onde ha ahi ,cames1 nem ,homero1 para lhe fundir a estatua com as devidas dimenses8 ,o ,throno e as ,instituies deixariam de vacillar4 ,duas gides celestes os cobririam3 a ellas1 o sentimento da ,liberdade2 a elle1 o amor1 amor centuplicado pela gratido4 ,aos roucos triumphos das eras antigas succeda o da ,arcdia cantar festival6 ,da ceifa das palmas1 ceifa de espigas1 volvei1 ,cincinatos do bom ,portugal4 ,de espigas e palmas coroemos a enxada1 morgado1 e no pena1 dos filhos de ,ado4 ,mais velha que os sceptros1 mais util que a espada thesoiro s ella1 s ella braso4 99 99 99 99 99 ,meu ,deus6 ,ser possivel que estejam a paz1 a abundancia1 e o amor a bater-nos s portas1 e lhes no abrmos8 que a felicidade nos ria dos ares1 dos valles1 dos montes1 dos rios1 do ,oceano1 e lhe fechemos os olhos8 que este solo nos grite de todos os pontos ,pedi-me1 e recebereis1 e lhe arranquemos os filhos8 que aos brados da ,industria e da ,agricultura respondmos sempre politica8 aos gemidos da ,moral1 que pede para si trabalho1 fartura1 casamentos1 instruco1 e festas1 politica1 sempre politica1 nada seno politica8 ,aos jogadores e empalmadores da boa sorte do ,povo1 a esses1 que lhe reprezam em seus cofres o oiro1 que tantas coisas podia fecundar1 no perguntemos que vale ou significa o oiro2 mas aos magnates do ,estado1 como deixaremos de perguntar que vale ou que pode essa politica1 esse demonio incubo1 sem olhos1 sem ouvidos1 sem entranhas8 ,que tem feito8 que faz8 que ha-de fazer8 que sabe fazer8 ,dispam-lhe a purpura1 que sangue4 ,amarrem-lhe os pulsos1 que harpia4 ,tapem-lhe a mentirosa bocca de sereia4 ,desterrem-n'a1 ou enterrem-n'a1 que os dias da credulidade j passaram4 ,para o seu logar subam1 ao som de vivas universaes1 o amor da verdade1 o amor da actividade1 o amor da justia1 o amor da fraternidade1 o amor das virtudes e dos talentos1 o amor dos homens1 das mulheres1 dos meninos1 e dos ainda no nascidos4 ,s amores pedimos4 ,o pedil-os to justo6444 e o concedel-os to facil6444 ,novembro de #ahdi4 ,,xvii ,festa da ,redempo #be de ,dezembro ,nada mais inexplicavel1 que a opposio constante1 que de muito fazem ao ,christianismo tres raas de homens1 todos influentes3 os chamados ,liberaes1 os chamados ,philosophos1 ou sabios1 e os chamados ,mundanos1 ou partidarios dos deleites4 ,os primeiros deviam ver n'elle o santo dogma da egualdade e fraternidade2 os segundos1 a chave que abre todos os enigmas1 e o unico principio da ,moral2 os terceiros1 as unicas verdadeiras alegrias concedidas terra1 a serenidade do animo1 as esperanas infinitas1 a beneficencia mutua e universal1 a arte divina de converter os tormentos em gosos1 as humiliaes em glorias1 a velhice em alvorada1 e a morte em triumpho4 ,os que1 no podendo chamar outra coisa ao ,christianismo1 para o deshonrarem lhe chamaram triste1 no tinham jamais comparado os rostos da multido pobre e humilde1 que pela manhan cedo sai do templo mui serena1 aos semblantes do tropel1 que1 pelas horas mortas1 vem golfando dos espectaculos1 das assemblas1 das espeluncas da crpula e do jogo1 canado1 aborrido1 parte melancolico1 parte cuidadoso1 parte brio2 uns vazios do oiro que lhes havia de sustentar os filhos2 outros1 opulentados a subitas1 para se arremessarem mais affoitos ruina2 estes1 com a fama denegrida2 aquelles1 com a alma hydrophbica ainda a babar veneno2 frutos de cinza e fel dentro em casca brilhante2 favos escondidos no escuro vo de um tronco4 99 99 99 99 99 ,todas estas excellencias nos traz epilogadas a festa grande1 que prende ao fim do anno velho o principio do anno novo1 e que uma como absolvio do preterito1 e santificao do porvir4 ,n'estes treze dias temos em formoso drama um symbolo completo da origem1 da indole1 e dos fins1 da ,religio do ,nazareno2 a apothese da humanidade2 a subverso das pompas vans2 a infuso do ,ceo na terra1 e a escada mystica da terra aos ,ceos1 que apparece resplandecente no meio das trevas com as azas prateadas de todos os ,anjos1 e ressoando com os cros de ,,gloria ,e ,,paz2 ,,gloria ,,aos ,,ceos1 ,e ,,paz ,,aos ,,homens ,,de ,,boa ,,vontade6 99 99 99 99 99 ,que risonha e que magnifica no 1 ao mesmo tempo1 a primeira scena d'este drama1 annunciado e preludiado1 largos seculos havia1 pelos grandes lyricos da ,f1 os ,prophetas6 ,eis o presepio de ,belem4 ,os mysterios1 em to pequeno espao contidos1 adoram-se com o silencio4 ,adoremol-os4 ,mas como o dia de jubilos e boas-festas1 chamemos pelos nossos camponezes1 como os ,anjos chamaram pelos da ,juda1 para que venham1 primeiro adorar1 como ns1 e depois alegrar-se com ufania4 ,no foi nos palacios1 no foi em ,roma1 no foi no ,capitolio1 que o ,filho do ,senhor de tudo quiz nascer2 foi nos campos1 foi na mais rustica poisada2 no entre ,principes1 se no entre pobres4 ,os animaes1 symbolos da lavoira e do trabalho1 lhe fazem crte4 ,os primeiros convocados para o verem1 os primeiros que o louvam1 o beijam1 e o querem1 so os pastores4 ,os primogenitos do ,ceo fostes vs1 e soil-o ainda1 homens simplices e laboriosos4 ,os das pompas1 os da riqueza1 os da sciencia1 viro tambem prostrar-se a este ,menino1 que ennobrece a tudo quanto se prostra2 viro1 que o destino d',elle a dominao universal2 mas s chegaro depois de vs4 ,para vs1 bastou um convite melodioso2 para elles ser necessaria uma revoluo nos astros4 ,eil-os emfim1 os ,reis6 99 99 99 99 99 ,noite de ,natal1 quem te no ama86 ,noite das virgens e das mes1 dos meninos e dos velhos1 dos camponezes e dos ,soberanos1 noite dos ,anjos e dos homens1 qual ser o corao que tu no alvorces8 ,at o incrdulo se alegra1 vendo refulgir no meio das trevas o templo enflorado1 e escutando-lhe os cantares triumphaes4 ,do alto dos campanarios rebentam porfia os repiques1 luctando com os ventos impetuosos do inverno1 e vencendo-os1 e indo levar uma saudade1 ainda suave1 ao leito solitario do paralytico4 ,toda esta musica1 toda esta claridade1 todo este calor1 toda esta vida no corao do inverno1 e meia-noite1 condizem com uma ,religio1 que venceu o inferno1 os ,cesares1 os deuses2 que triumphou1 triumpha1 e triumphar sempre1 dos temporaes da perseguio1 das trevas da ignorancia1 e das trevas1 muito mais trevas1 da presumposa ,sciencia4 ,sim1 sim2 o presepio1 tal como ainda ao presente o vemos reluzir allumiado1 at por sotos e cabanas1 o presepio com todos os seus chamados anachronismos1 com os seus castellos artilhados1 os seus monges1 os seus ,romanos antigos1 os seus pastores modernos1 os seus camellos carregados de oiro1 as suas gentis damas1 e os seus pavilhes campestres inglezes2 embora nescios o commentem por delirios e absurdos artisticos1 a mais verdadeira de todas as ,historias1 e de todas as ,prophecias a mais infallivel3 um espelho longinquo1 no qual todos os pontos da terra e todas as edades se estampam1 convergindo para a adorao do ,,creador ,,universal4 #ahdi4 ,,xviii ,undecimo sero do casal ,despedida ,,summario ,adeus para sempre a ,s4 ,miguel4--,saudades4--,como o corao de um poeta4--,continua a ambicionar a vida rustica4--,panegyrico d'ella1 extrato de um livro indito4--,memora os bons desejos que teve a bem da ,ilha4--,excusado sermo a estadistas4--,o que o autor tentou1 alm de alvitramentos4--,sociedade dos ,amigos das ,lettras4--,escolas4--,novo systema de leitura4--,tratado de versificao4--,mnemonica4--,curso de poesia2 outro para damas4--,curso de ,latim4--,a ,sereia1 jornal projectado4--,gravura em madeira4--,lithographia4--,typographia4- -,excitao na mocidade4--,applicao da poesia a assumptos serios4--,hymnos da ,industria1 das ,escolas1 dos ,lavradores4--,curso de ,hygiene4--,conselho industrial4--,caixa economica1 ,banco industrial e ,montepio4--,commissariado dos estudos4--,solar de ,artes e ,lettras1 e dotao4--,insiste-se fortemente n'esta ideia civilisadora4 ,hora solemne e triste esta para mim2 e oxal que para vs tambem o seja um poucochinho6 ,aps to amigavel convivencia de dois annos1 trago-vos despedidas1 e para sempre4 ,sequer1 estamos nas espaosas noites de ,dezembro2 e como j me vem com a cinta prestes1 o escao fardel s costas1 e o bordo de peregrino outra vez em punho1 no me ho-de levar a mal se n'esta derradeira pratica por ventura me dilatar4 ,custa tanto a arrancar os ps d'onde os tivemos por decurso de oito estaes6 mais de cem semanas6 mais de setecentos dias e outras tantas noites6444 ,quando um corao chega a fazer cama 7mas que fosse entre espinhos7 j no sabe como se erga4 ,qualquer lado do horizonte1 por mais risonha luz que de l o chame1 lhe faz medo4 ,e ento o corao de um poeta1 que a mais amoravel coisa de quantas ,deus cria6444 ,o coitado lanaria radiculas para se apegar1 at a um rochedo6 ,em no achando a quem ame1 logo muito de pressa o inventa4 ,faz lembrar esse animalzinho bemdito1 que do seu interior fia a seda em que se envolve2 esconde-se na sua doirada ou prateada esphera1 to macia e mimosa1 livre das distraces da luz1 dos sons1 dos cheiros1 dos calores1 dos frios1 e dos toques l de fra2 rico de sua pobreza1 vive vida encantada de mysterio1 de que s ha-de sahir morto1 ou com as azas esplendidas para voar aos cos1 depois de ter aboiado em fragrancias e raios de sol1 por cima de labyrintos de flores444 ,boa sina parecer aquella1 mas ninguem a inveja4 ,s pelos espaos da phantasia que o enjeitado da fortuna1 chamado poeta1 pode encontrar alguma vez com que assim se console4 ,a vida real por todas as juntas lhe doe2 todo o movimento o afflige e dilacera2 quantas vezes se aparta e muda1 tantas se fina4 99 99 99 99 99 ,quando a ,sociedade promotora da vossa ,agricultura me commetteu escrever para vs o seu ,jornal1 que eu me estreei conversando logo comvosco largamente como amigo com amigos1 foram estas 7ainda me lembra7 as minhas ultimas palavras n'essa introduco3 ,se aqui1 para onde a fortuna me arrojou1 to longe do meu ninho1 est escrito que haja de acabar a canada vida1 quero que em minha pedra raza1 se a tiver1 se possa escrever3 ,,amou ,a ,,terra ,,onde ,,jaz1 ,,como ,,se ,d',,ella ,f,,ra4 ,,quanto ,,poude ,e ,,soube1 ,,tudo ,,lhe ,,deu ,,de ,,boa-,,mente4 ,era em ,janeiro de #ahdh4 ,em todo esse anno1 que andei comvosco1 e em todo este1 que s vos visitei1 dizei se desmenti1 com as obras a promessa4 ,no desmenti1 no4 ,quanto soube e pude tudo de muitissimo boa-mente dei vossa terra1 e amei-a como oxal os seus filhos a amem sempre4 ,entretanto1 a sepultura1 que eu principiava a entrever aqui1 era mais uma illuso1 se a morte em poucos dias me no tomar4 ,vou procural-a mais longe1 muito longe1 pois s a desejo ter onde os meus trabalhos me houverem grangeado um prediosinho1 em que me enterre eu mesmo antes que me enterrem1 e1 morto para o mundo1 viva ainda alguns dias para os meus1 para mim1 e um pouco para a posteridade1 se podr ser4 ,res non relicta sed parta4 ,quero teimar at ao cabo n'esta minha humilde ambio j de muitos annos4 99 99 99 99 99 ,se vos no enfada ouvir louvores do vosso viver1 do unico viver a que tenho inveja1 vou dizer-vos o que eu na minha terra1 que bem grande 1 bem formosa1 e bem cheia de delicias1 escrevia ha tres annos1 com toda a sinceridade do meu corao1 como agora e como sempre4 ,escutae1 escutae3#i #i ,o seguinte excerpto do ,preambulo do ,presbyterio da ,montanha a pag4 #hj e seg4 ,por ainda se no achar publicado1 nem de todo impresso tal livro1 e por fazer muito ao meu proposito1 me permitti a transcripo4 ,,castilho4 ,se jamais vir tempo de eu poisar em torro meu1 debaixo de sombras minhas1 a cabea encanecida e regalada6 ,uma barraca de poucas braas1 mas revestida de rosas e limas1 como o presbyterio6 roda1 tanto de fazenda444 quanto o filhinho mais pequeno atravessasse correndo de um s flego2 mas isto em solido bem solido1 onde s os astros me enxergassem1 s as estaes me visitassem1 e da banda do mundo nada me chegasse1 seno o vento1 j expurgado1 e esquecido de humanas vozes4 ,tal casa e tal quinta1 ser-me-hiam mais que morgado1 mais que palacio e reino3 paraizo terreal1 e digno vestibulo de outro melhor4 ,ahi me reverdecram o corao e mais o espirito1 que me elles por c trazem to lastimosamente desfloridos e murchos4 ,por si se retingiriam os cabellos com o franco sol1 remoador de quanto existe4 ,a lyra interior volveria a cantar espontaneamente1 como harpa elia entre jasmineiros1 pendente em hombral de gruta s viraes da primavera4 ,ainda farta me vingra dos tantos annos1 que em tarefas ephemeras e sem gloria1 posto que no sem consciencia e diligencia1 se me desbarataram na gal da ,imprensa periodica2 ou 7com mais propriedade7 nas palhas d'essa doidinha1 que a si mesma se venra por soberana do ,universo1 soberana com diadema de papel1 e sceptro de lapis4 ,s no rira d'ella1 quando me lembrasse que me engoliu1 com os annos que me tomou1 outros tantos da minha existencia para o diante1 pois em cada tomo de periodico1 sincera e honradamente redigido1 se podia escrever este epitaphio3--,aqui jazem um anno de fadiga e dois de vida de444 ,orae por elle4 ,vendem-se ainda primogenituras por menos que prato de lentilhas4 ,vingra-me 7oh se me vingra67 de to bons dias mallogrados2 e ainda por ventura alguns livrinhos1 menos maus que todos os meus precedentes1 appareceriam de novo 7mas sem mim7 no povoado4 ,como ,ovidio aviava os seus do desterro1 aviaria eu os meus do meu eden3 ,parve1 nec invideo1 sine me1 liber1 ibis in ,urbem4 --,a que vem tomar-nos tempo com a fabula pueril dos teus gostos e desejos8--dir1 e ha-de dizer1 algum d'estes que sabemos1 e que nunca faltam1 escoimadores ex officio do alheio4 ,senhor meu--lhe respondo eu j--pois por isso mesmo de no passarem de fabulas os meus gostos e desejos1 que se me ha-de relevar o dar-lhes eu largas no papel4 ,se eu vira agora cahir-me do ceo o meu tugurio e o meu quintal coroados de ermo1 como o ,evangelista1 nas praias nevoentas de ,pathmos1 viu baixar do ,empyrio a sua ,jerusalem abraada de muros de oiro1 o tempo1 que n'estas palavras gasto1 aproveitra-o melhor em correr para o meu refugio1 beijal-o1 replantal-o1 aformosental-o2 e em l vindo o florido ,maio1 ride-vos de pago que brindasse os seus ,lares com mais f ou egual amor4 ,a ,liberdade6444 ,onde ha hi liberdade que nem por longe se parea com a de um viver remanado1 em casa sem numero nem espias1 ao som da ,natureza1 lei da propria inclinao1 sem ouvir horas1 que nos chamem1 sem encontrar conglosadores1 que nos aboquem no ar aces e palavras1 para nol-as tingirem de branco em preto1 nem cahir nas garras de ociosos1 que vos emprasaro para toda uma tarde de ,junho1 ou toda uma noite de ,dezembro2 isento da praga de reformadores velhacos1 que so a peor salada que o diabo temperou e mecheu em horas de aborrimento2 seguro1 emfim1 de ser pizado nas ruas por soberbias de quem vos no vale1 tremolando-lhe na botoeira do vestido refulgente epigramma de esmalte contra meritos e virtudes1 e de noite interrompido na meditao1 ou cortado no melhor do somno1 pelo retroar de carroagens1 que em fluxo e refluxo continuo levam e trazem1 sempre a correr para nada1 pygmeus histries da fara sria d'este mundo4 ,se algures ficou sobre a terra a ,liberdade1 que irmana1 segura1 ennobrece1 e concila os hmens1 na montanha encontrareis mais depressa coisa a ella parecida1 do que no por estas almotaadas metrpoles1 onde se blasona que ella tem o seu templo1 e n'elle as suas festas4 ,sempre so festas acompanhadas de vinte orgos1 a entoarem solfas diversas ao mesmo tempo3 este o ,te ,deum1 aquelle o ,de profundis1 um o ,qumodo ccidit cvitas plena populo1 outro o ,cantemus ,domino1 qual o ,miseremini mei1 qual o ,ecce sacerdos magnus4 ,se alguma vez se incensou presente n'este orbe a ,liberdade1 derrubaram-n-a do seu pedestal as aguas do diluvio de ,no1 quando rojavam cada coisa para seu cabo4 ,ao que havia de ser cidades1 ficou o pedestal razo com o formoso nome d'ella em lettras de oiro4 ,ao que tinha de ser ermo1 pertenceu1 mas sem nome nem titulo1 a figura quasi inteira4 ,aqui pregam-n-a2 l disfrutam-n-a31 assim vai tudo4 ,e quando no1 mettei bem por dentro a mo na consciencia1 e1 deixado o palavrorio1 que no sa muito seno por ser vazio1 como tambor de folies1 dizei me1 ou dizei-o a vs mesmos3 ,quem mais livre1 que homem que desperta recobrado ao romper d'alva1 por se lhe ter o somno acabado1 e no porque ruins pezares lhe repiquem1 ou o estremunhem alvoroto de praas1 e rebolio de visinhos1 pois diante de suas janellas o que s se meneia e conversa so arvores1 e por cima do seu tecto no moram seno hervas1 que mal ciciam1 e s recebem de visitas passarinhos ou borboletas8 ,quem mais livre8 ,acordado1 encommenda a ,deus o dia novo1 veste o que na vespera despiu1 sem ter de consultar a ventoinha do figurino1 o camareiro1 o cabelleireiro1 o espelho1 o gosto da namorada1 o rol das visitas1 e dos convites4 ,quem mais livre8 ,talha para si1 para sua mulher1 para cada um de seus filhos1 as occupaes de todo o dia4 ,quem mais livre8 ,entre o trabalhar1 que lhe grangeia foras1 saude1 bons somnos1 po1 e para conduto um apetite desenganado1 entre o trabalhar1 repito1 canta1 ou traz o espirito a monte1 a sabor de suas chymras 7que tambem as tem como qualquer outro72 e este o mais invejavel privilegio do trabalho corporal1 sobre tudo do que tem por materia prima a terra3 no captivar seno os braos2 cavando1 podando1 ceifando1 se podem1 sem prejuiso da obra1 estar armando doiradas torres no ar1 ou conversar rasgado e rir com os companheiros1 ou cevar em silencio a tristeza que se ama1 ou a alegria que se esconde4 ,este deus in nobis1 divindade campestre1 em que se pode crer1 perguntae1 se no ser para muitas invejas aos taciturnos enxames que pejam escriptorios e secretarias2 perguntae-o a quasi todos os que remam consciencia o seu remo na gal baloiosa do ,estado4 ,quem mais livre8 ,posto o sol1 pregoadas as trguas das lidas pelo sino das ,aves-,marias1 o meu rustico se recolhe1 sem golilhas de seda ao pescoo1 para folgar entre eguaes1 em quanto a ceia1 bem mercada se lhe acaba de coser ao lume que o aquece4 ,no tem de ir fazer sala a ninguem2 respira a peito cheio2 no ha ciar-se de mulher e filhas1 que no d a terra peras nem bailes2 filhas e mulher roda lhe seram1 to satisfeitas como elle4 ,no se levanta ali jogo1 que1 por tentao ou falso pondonor1 o obrigue a pr n'uma carta o casal1 a vergonha1 e mais a vida4 ,no o compellem a ajudar com desatinos seus os alvitristas regedores do mundo em scco2 nem menos a ouvir ler1 n'uma coisa malcheirosa chamada periodico 7especie de cogumellos da ,imprensa1 em que entre os no maleficos tantos ha de sapo71 o artigo famoso1 no qual1 sem qu nem para qu1 lhe levantam falsos testemunhos para entretenimento de vadios na hora do chylo4 ,quem no tem com que incite invejas1 seguro est de vis praguentos4 ,quem1 finalmente1 mais livre8 ,deita-se em cama barata1 mas de bons sonhos1 com as janellas e portas destrancadas1 sem medo a malfeitores1 que1 sobre no creal-os o sitio1 nada reluz na poisada que os attria4 ,entretanto lhe vo caladamente amadurecendo os pes para a tulha1 o vinho para a adega1 o azeite e os frutos para a dispensa1 a hortalia para a panellinha de barro1 as filhas para o casamento1 os rapazes para lhe pagarem na velhice a divida da infancia1 e elle e sua mulher para o ,ceo1 onde crem de f que os esto seus parentes esperando4 ,ento1 ser1 ou no ser1 este um viver dez vezes mais livre e afortunado que o nosso8 ,pois no disse eu d'elle tudo que poderia1 nem o direi1 ainda que j talvez me hajam de arguir de prolixo1 que no deixei na materia udo nem miudo2 como se miudos houvera no que so condies de boa ventura6 ,se n'isto me dilatei 7e confesso que sim7 um tanto fra do meu proposito1 foi por ver se dava uma aldrabada de mansinho ao corao de alguns d'estes1 que vivem na ,crte por fadario1 por vezo1 ou por inercia1 sempre mal-contentes1 pesarosos1 abetumados2 possuindo1 ou podendo1 se uma hora olhassem para si1 adquirir1 sem nenhuma difficuldade1 o que eu1 e outros taes1 to baldadamente supplicamos fortuna3 uma vivenda campestre1 uma existencia natural1 serena1 commoda1 florescente1 risonha para a pessoa1 dadivosa e exemplar para os visinhos1 manancial de riqueza privada e publica1 abonadora de bons costumes e de afortunada descendencia2 uma existencia1 em summa1 que a de mais de retemperar corpo1 animo e corao1 para se n'ella saborearem1 at aos renunciados praseres da ,cidade refina o gosto1 quando por acaso1 de longe a longe1 e de passagem1 se volve a elles4 99 99 99 99 99 ,aqui esto1 meus morgados do trabalho1 meus fidalgos da gleba1 aqui tendes as minhas ambies1 que1 de esperana em esperana1 e de poiso em poiso1 depois de me haverem trazido at aqui1 me levaro at aos fins do mundo4 ,onde quer porm que me ellas conduzam1 ou a ,providencia m'as realise1 ou o meu lidar continue a ser vazio de futuro1 sempre entre as minhas saudades vicejar a vossa ,ilha2 aqui1 onde eu1 pensando em vs1 devaneei os meus mais entranhados devaneios de humanidade1 e com tanta f1 que ousei declaral-os1 sustental-os1 defendel-os2 a vossa ,ilha1 a nossa lustrosa esmeralda engastada na saphira immensa dos mares1 e em que o ceo e as terras de longe se esto revendo2 a vossa ,ilha1 este aafate de frutos1 onde1 se no encontrei o sepulcro ao p da choupaninha 7como desejava71 sei que deixo bons amigos1 que me defendero o nome1 quando alguem1 por no ter acabado de me conhecer1 m'o atassalhar4 ,no depender de mim1 como de outros depende1 o bemaventural-a6 ,o bemaventural-a era to facil6 a ella1 e a todos os dominios d'esta nobre1 d'esta memoranda1 d'esta desbaratada 7mas ainda no perdida7 ,monarchia2 to facil1 to suave1 to seguro1 to glorioso1 to divino6 ,dizer que ha pessoas1 que teem nos destinos do mundo uma especie de omnipotencia1 e que esta lhes no influe nem um vislumbre do amor infinito6 ,v-se1 e no se acaba de entender4 99 99 99 99 99 ,quando um potentado desce os degraus do seu jazigo1 que que o que leva8 ,os palacios1 de que j outros esto tomando posse8 ,os canticos dos lisonjeiros1 que lhe deram costas logo que cessou de assignar graas8 ,os saccos de oiro1 que no cabem por aquella portinha8 ,os cordes e gran-cruzes1 que a mortalha repulsa1 porque sria8 ,os loiros das victorias1 que n'essa hora aterram1 porque se vem claramente suar sangue8 ,no4 ,para dentro d'aquelle carcere pomposo1 por entre aquelles hombraes estreitos1 por onde se entra e se no sai1 nada passaria com elle1 para derradeiro consolo1 seno a claridade das luzes que l por fra deixasse accezas1 seno os eccos das benes1 que para si andasse semeando no semear para os outros felicidade4 ,oh6 quo poucos1 quo poucos pezam isto em quanto podem6 e quo menos1 quo menos ainda1 deixaro de o pezar1 e ha de pezar-lhes quando j no fr tempo6 99 99 99 99 99 ,quereis vs saber como todo o mundo se faria de repente bemaventurana8 ,era se ,deus ordenasse antecipada1 e j agora1 a ressurreio dos mais ruins ,principes1 ,ministros1 legisladores1 chefes de provincias1 ,prelados1 em summa1 de todos os perversos ou negligentes maioraes de naes1 de povos1 de tribus1 de hordas1 de familias2 e1 ressuscitados com a experiencia da agonia e sciencias de alm-mundo1 lhes ordenasse recomearem seus governos4 ,os unicos rostos tristes e pallidos sobre toda a superficie da terra1 seriam os d'estes penitentes do poder4 ,quanto mais ,neros1 mais ,titos2 quanto mais ,caligulas1 mais ,trajanos2 quanto mais ,claudios1 mais ,aurelios2 quanto mais demonios na primeira vida1 tanto mais ,anjos e ,semideuses sahiriam na vida nova4 gente esquecida dos outros1 e de vs1 e de vossos filhos1 somnambulos que no acordais aos clamores dos povos1 e ao estrpito das aldeias que se arruinam1 nem ao ranger ameaador das cidades que apoz ellas se viro a baixo sobre vs1 no ha j em vosso corao fibra que no esteja dormente86 nem a do egoismo8 ,no haver1 com valentia para vs despertar1 seno a trombeta do dia ultimo8 ,lazarones da pseudo-politica1 vs sonhais estirados ao sol sobre a terra inculta2 e essa terra inculta j foi lava2 e por baixo d'essa lava ainda rugem vulces4 99 99 99 99 99 ,que d1 no poderem estas vozes de tanta verdade1 de tanta lealdade1 de tanto e to entranhado amor1 no poderem sahir do colmo rto do casal6 ,agora1 que tudo sizudo e meditativo1 agora que estas arvores despojadas pregam desenganos1 agora que o rugir das folhas sccas sob os ps agoira vaidades1 agora que o anno expirando induz a deitar contas1 agora que o seculo termina a sua primeira metade1 estes cincoenta annos to de sangue e de cinzas1 para poderem fecundar os cincoenta que ainda lhe restam1 no poderem agora estas vozes to benvolas1 ser tomadas por algum dos ,seraphins1 que de noite espalham em segredo os bons conselhos1 para irem ser depostas de mansinho onde ha foras de sobejo para milagres6444 ,essa gente no ver estrellas l por cima8 ,voaro tanto as suas carroagens1 que lhes no deixem perceber a fome que gira pelas ruas8 ,o vinho1 que lhes jorra de crystaes doirados em seus festins1 os frutos que lhes rescendem em prataria lavrada1 nunca lhes trariam lembrana o pobresinho do rustico1 de quem tudo isso1 e tudo1 lhes veio1 e que ,deus sabe se tem po para o filhito que desmama8 ,deixal-os l444 ,a ,providencia os far seus quando fr tempo4 ,quem sabe se elevados a poderosos vs e eu valeriamos mais do que elles8 ,parece-me que as almas so n'isto como as arvores3 as mais agigantadas esto nos valles infimos2 quanto mais costa acima pelas serranias1 tanto mais se apoucam4 ,segredos do ,altissimo1 no os havemos ns de julgar4 ,dmos-lhe graas de termos nascido na planicie4 99 99 99 99 99 ,de mim sei eu que1 se no tenho feito nenhum bem aos meus semelhantes1 no mingua de muito bons desejos2 d'estes1 quando so verdadeiros1 e se provam1 pode um homem1 sem pejo1 gloriar-se4 ,mas hoje comvosco s quero falar do que hei desejado em vossa mesma terra2 e no tanto por vangloria 7ainda que talvez poder esta andar tambem ahi sem o eu cuidar71 como que para estes pontos aqui recordados pressa1 em forma de testamento nuncupativo1 se reconsiderem1 e os que parecerem de prstimo se levem por diante4 ,como eu no applaudirei l ao longe cada nova de progresso da vossa ,ilha6 ,no ,prologo do vosso ,agricultor escrevia eu1 se vos recordais1 estas palavras3 ,sizudamente discutimos comnosco1 se os intereses moraes haviam de ser tambem aqui representados1 como em a nossa ,revista ,universal2 e entendemos como a ,sociedade1 que sim1 mas que s fosse de longe a longe4 ,dentro na fazenda est a casa2 dentro na casa o colono1 e dentro no colono espirito e corao4 ,a ,natureza1 com a necessidade do trabalho1 para que se vivesse1 creou a necessidade de repoiso1 para que se meditasse4 ,a ,religio1 sobre cada seis dias de servir1 impz1 como cora1 um de cantos1 de preces1 e de amor4 ,o exercicio do animo e do corpo mutuamente se aliviam4 ,a virtude e o prazer1 a moral e a litteratura1 podero vir nas boas horas1 alguma vez1 semear de boninas suas estas paginas tambem suas4 ,e por que no8 ,deus1 que fez as arvores1 madeiras1 cortia1 frutos1 resinas1 oleos1 gommas1 cera1 farinhas1 po vestidos1 medicamentos1 no lhes disse tambem--,verdejae1 flori1 espalhae sombras como tendas1 murmurios como harpas1 fragrancias e delicias como noivas8 ,e no lhes disse sobre tudo--,apontae sempre com os vossos braos dadivosos para o meu ,ceo8 ,ora no procurei eu preencher tal promettido durante os dois annos que ento comearam e findam hoje8 ,a par com as propostas de culturas e creaes uteis1 de introduco ou aperfeioamento de industrias faceis1 da inaugurao d'um ,conselho agronmico1 etc4 no pugnei com ardor pela ,instruco primaria1 pela ,educao moral1 pelas festas civilisadoras1 pelos premios e animaes aos meritos1 pela rehabilitao do ,clero e das mulheres1 pela abolio do tributo de sangue1 pelo aperto dos laos das familias e dos cidados1 pela substituio da verdade franca e honrada s fices e cavillaes da pseudo-politica1 pelo aperfeioamento do homem em todos os sentidos8 ,com documentos o provo1 e ninguem com documentos m'o negaria4 99 99 99 99 99 ,mas as minhas diligencias no pararam em alvitramentos2 at onde se podia1 sem os grandes meios externos1 fui eu4 ,confedermo-nos1 os sollicitos2 fundou-se e prosperou uma ,sociedade de ,amigos das ,lettras e ,artes1 foco e excitamento de convivencia1 de trabalho1 de instruco2 d'ella brotaram escolas variadas1 festas1 exposies2 tres fontinhas1 todas preciosas1 de ulteriores progessos1 e que1 at como exemplo1 teem j sido proveitosas4 ,a vossa villa da ,ribeira-grande l est com brilhantes seres musicos e escolas primarias4 ,ha-as na villa de ,alaga2 ha-as nascidas n'outras partes1 e em quasi todas esto despontando4 ,na vossa terra organisei um novo systema de leitura facillimo1 j approvado para todo o ,reino4 ,n'ella compuz um novo ,tratado de versificao e poetica1 tambem j approvado para o mesmo fim4 ,n'ella1 um de ,mnemonica4 ,tres livros elementares1 no sem prestimo4 ,da ,poesia abri curso1 de que sahiram dois poetas lyricos de esperanas2 e outro curso do mesmo haveriam as damas tido se o quizessem2 offereci-lh'o4 ,offereci-me tambem ao ensino rapido do ,latim e ,portuguez ao mesmo tempo2 se no acudiram alumnos1 no foi minha a culpa4 ,como invite ao foragido espirito de sociabilidade espancado pelas ruins politicas1 tentei um jornal litterario e poetico para os domingos e para as salas1 ,a ,sereia2 tambem lhe no deram a mo1 e ahi se mallogrou4 ,introduzi a ,gravura em madeira4 ,tentei a ,lithographia4 ,fiz dar1 talvez1 um passo de adiantamento ,typographia4 ,expertei em alguns mancebos d'alma o amor do ,bello e do ,bom2 por onde espero que as novas escolas que elles vos regem1 com fervor exemplar e fanatismo santo1 se ho-de arraigar e permanecer4 ,commetti o que em terras portuguezas se no commettra3 applicar a ,poesia e a ,musica1 d'antes s desbaratadas em amores e vaidades1 a concitar os espiritos para coisas serias e uteis2 d'ahi1 o ,hymno do trabalho1 o da ,infancia nos estudos1 e o dos ,lavradores4 ,obtive da amisade de um dos nossos primeiros medicos um curso popular de ,hygiene4 ,provoquei a creao de um ,conselho industrial1 que acudisse com o fruto dos seus estudos s consultas dos mechanicos indoutos4 ,sollicitei a formao1 ainda pendente1 de um estabelecimento mixto de ,caixa economica1 ,banco industrial1 e ,monte-pio4 ,acceitei o ,commissariado dos ,estudos n'esta ,ilha1 sem interesse1 antes com dispendio de fazenda e tempo1 pelo mero empenho de apressar a ,instruco1 antepondo aos methodos e praxes tradicionaes1 methodos e praxes mais do seculo2 agra tarefa1 de que eu no houvera aberto mo1 se barbara e ingratamente m'a no houvessem pago1 logo ao principio1 com desgostos4 ,finalmente1 puz peito a que a verdadeira mola real de todos os desejaveis e possiveis beneficios1 a nobre ,sociedade dos ,amigos das ,lettras e ,artes1 assegurasse a sua durao4 ,requereu-se cho nacional1 onde1 por generosos donativos da ,sociedade e da ,ilha1 se edificasse e dotasse um magnifico solar de ,artes e ,lettras2 requerimento que eu acompanhei incanavel1 e em cujo favor1 porque era em favor da civilisao1 invoquei1 e continuo a invocar1 ,ceos e ,terra4 ,oxal o defiram1 antes que as vontades aqui se descoroem e percam totalmente6 ,mais tarde444 podero semear n'esse cho aveia ou luzerna1 ou deixarem-n'o para escalracho e cardos2 dar tudo1 menos instruco4 ,felizmente1 deixei-lhe na ,crte protectores intelligentes1 zelosos1 e de valimento2 ainda restam esperanas4 ,com esse palacio1 se se chega a levantar1 espaoso1 commodo1 claro1 ridente1 pintado1 ornado1 ajardinado1 alegre por todas as janellas1 convidativo por todas as portas1 bondoso e dadivoso em todos os recantos1 com aulas de ,religio e moral1 de escrita1 de leitura1 de contas1 de geometria1 de desenho1 de pintura1 de linguas1 de historia1 de geographia1 de musica1 de dana1 de hygiene1 de civilidade1 com theatro para declamao1 baile1 e opera1 com sala para saraus1 com basar para productos artisticos1 com vergel e sombras para passeio e exercicios gymnasticos1 com museu e bibliotheca para estudiosos1 quem no v que haver ali uma irresistivel attraco para todos os ,socios1 a qual1 junta ideia do proveito commum e publico1 e diminuio ou cessao de prestaes continuas1 pela preexistencia de um capital seguro e sufficiente1 os trar perennemente reunidos e gostosos8 por isso que1 se hoje nos chegasse a boa nova de se nos haver outorgado aquelle solo1 hoje mesmo comeariamos a mendigar como ,religiosos1 para as obras da nossa ,terra-santa4 ,amanhan lhe estariamos1 por nossas proprias mos1 uns cavando os alicerces1 outros acarretando as achgas1 outros cortando as madeiras1 outros serrando ao som do ,hymno do trabalho4 ,o ,prelado1 nosso consocio1 cedendo ao nosso convite1 e ao de sua consciencia1 viria ao primeiro alvor da madrugada abenoar o cho2 as autoridades1 lanar nos fundamentos as primeiras pedras2 as damas e os meninos1 flores4 ,com taes estreias1 a edificao pularia por entre cantos1 todo o dia luz do sol1 toda a noite dos archotes4 ,s4 ,miguel em poucos mezes teria para amostrar a todo o mundo um monumento4 ,teria2 e ha-de ter1 ou de todo morta j a alma nas terras de ,portugal4 ,orae1 meus amigos1 orae1 para que no caia mais essa vergonha em nossa edade4 99 99 99 99 99 ,e agora1 que vos hei deixado tudo quanto me restava1 que eram votos e preces pela vossa prosperidade1 a que eu j no hei de assistir seno em espirito1 agora vos abrao2 e com a fronte inclinada sobre as trevas do destino1 quando eram bem horas de repousar1 recomeo a peregrinao4 ,dezembro de #ahdi ,,notas ,,do ,,autor ,i ,pag4 #jc4--;,abolio do ,exercito ,a pequena dissertao1 que se leu sob este titulo1 acerca da verdadeira1 urgente1 urgentissima e indeclinavel necessidade de supprimirmos a fora armada1 tal como entre ns existe1 sahiu a lume a #bj de ,novembro de #ahdi4 ,na ,ordem do ,exercito n4 #c1 datada de #i de ,janeiro d'este anno de #ahej vemos1 se no reformas radicaes e absolutas1 quaes as pediramos1 e as pede j de muito a consciencia publica1 pelo menos o annuncio de uma economia4 ,ahi se l a pagina #f3 ,pelo oramento que acompanha o ,plano se observar que1 comparado o quadro legal do ,exercito1 com o proposto1 ha uma differena a favor da ,fazenda ,publica de ris #aic3gaidbe4 ,estas palavras1 quando mais nada fossem que palavras1 seriam ainda1 como so1 uma solemne homenagem tributada pelo ,poder grande e salvadora verdade que defendemos4 ,,ii ,pag4 #abi1 lin4 #ah--;,ilha1 aafate de frutos1 onde1 se no encontrei o sepulcro ao p da choupaninha1 como desejava1 sei que deixo bons amigos4 ,estas palavras postas no ultimo ,sero do casal1 em que eu dava a ,s4 ,miguel a despedida1 traziam a proposito de ,amigos o seguinte em nota1 que eu tomra republicar em milhes de exemplares3 ,provadamente sei que os tenho4 ,descompassada sahiria a nota1 se n'ella os houvesse de nomear com as devidas explicaes2 testemunho esse1 que fica reservado para outra parte1 e mais accommodada conjunctura4 ,duas memorias porm no posso eu deixar de antecipar j aqui1 por conterem exemplo moral1 sempre raro1 e hoje rarissimo4 ,o sr4 ,joaquim ,jos de ,oliveira1 natural da villa da ,figueira1 em ,portugal1 negociante ha annos estabelecido n'esta cidade1 pessoa que eu no conhecia1 e que nem o meu nome ouvira nunca1 dois dias aps1 o meu desembarque teve a bondade de me mandar offerecer1 com grandes instancias para que acceitasse1 uma linda vivenda sua1 no sitio da ,fontinha1 de que desejava me servisse todo o tempo que permanecesse n'esta ,ilha2 accrescentando que1 pois me achava em terra alheia1 e para o diante1 ou j ento1 poderia carecer de alguma coisa1 com muito gosto punha a sua bolsa minha disposio1 rogando-me que nos apuros a preferisse a qualquer outra4 ,no lhe acceitei as casas2 ficou magoado4 ,veio occasio de me ser indispensavel um emprestimo1 por se me haver aqui represado o pagamento da minha penso1 achei-o promptissimo2 excedendo quasi sempre a cifra das suas remessas das minhas requisies4 ,se no sou j hoje seu devedor pecuniario1 folgo de confessar diante do mundo1 que em affecto e admirao o haverei sempre por meu crdor4 ,ainda agora1 havendo sabido da minha resoluo de passar ,america1 mandou offerecer-me1 para me transportar com toda a minha familia1 o brigue que traz n'essa carreira4 ,ha homens1 a quem se gosta de ser obrigado2 o sr4 ,oliveira um d'esses poucos4 ,do segundo exemplo1 s me licito dizer1 que em nada cede a este primeiro em galhardia4 um homem extraordinario1 que1 depois de me haver estendido mo de verdadeiro amigo1 em mais de um lance apertado e terrivel1 me obrigou1 por minha palavra1 a lhe no descobrir o nome4 uma gratido1 que1 por no a poder desabafar1 me queima por dentro de dia e de noite4 ,nas minhas memorias posthumas me vingarei2 pois s me obriguei ao silencio durante a vida4 ,estes dois factos so brilhantes2 mas se os meus leitores vissem as contraposies escuras que os fazem resahir6444 ,aquelles1 a quem esta nota1 por nimio pessoal1 fr tediosa1 lembrem-se de que era esta por ventura a ultima occasio1 que eu tinha1 para consignar actos1 que illustram e edificam1 e que eu1 sob pena de infamia1 no podia deixar occultos4 ,alm d'isso1 como a desfortuna 7que no o talento7 me tem feito mais conhecido do que seria raso1 e alguns biographos por esse mundo me teem feito a desmerecida honra de me historiar a vida1 quiz deixar-lhes assim1 com que intercalarem n'ella a pagina mais util e bella de quantas at agora me l teem posto4 ,o povo mais feliz1 diz ,montesquieu1 aquelle cuja historia enfastia2 grande verdade1 que se pode applicar aos individuos4 ,os infortunios e trabalhos so os que mais captivam as attenes4 ,a minha historia completa seria j hoje mais interessante que a do pobre ,cames4 ,resta aguardar-lhe o fim4 ,segue-se o quinto e ultimo acto do meu drama4 ,,iii ,pag4 #acc1 lin4 #bd4--;,a ,natureza1 com a necessidade do trabalho1 para que se vivesse1 creou a necessidade do repoiso para que se meditasse4 ,a ,religio1 sobre cada seis dias de servir1 impoz1 como cora1 um de cantos1 de preces1 e de amor4 ,o exercicio do animo e do corpo mutuamente se alliviam4 ,os economistas em todos os seus calculos parecem transcurar o elemento alma4 ,os moralistas quasi que outro tanto fazem a respeito do elemento corpo4 ,o artista cr na lyra1 e ri dos algarismos4 ,o financeiro jura pelos calculos1 e escarnece dos deleites ideaes4 ,no congresso de todos est a razo1 e s parte d'ella em cada um4 ,os individuos1 que pensem1 falem1 e obrem1 cada qual no sentido de sua vocao2 d'essa discordia que resulta a harmonia4 ,os ,governos porm1 sob pena de degenerarem de agentes providenciaes em usurpadores1 em assoladores1 em antichristos politicos1 no podem dispensar-se de promover simultanea e egualmente todas as foras dispartidas pela ,natureza ao genero humano3 a lavoira1 como a poesia2 a musica1 como a mechanica2 o commercio1 como a orao2 o theatro1 como as escolas4 ,no s de po vive o homem--tinha dito o ,divino ,philosopho ,nazareno4 ,este principio de toda a sociabilidade para mim ,evangelho desde muito4 ,nos quatro annos que redigi a ,revista ,universa ,lisbonense1 no passou um dia1 que no pugnasse em favor do espirito1 do corao1 e das commodidades corporaes2 o mesmo credo tenho conservado nos escritos1 e um pouco tambem nas obras1 desde que desembarquei n'esta ,ilha2 e outro tanto pde ser que faria ainda1 se para a ,cafraria me arremeasse a fortuna4 ,este livro1 e o outro meu livro do ,cames1 sommados e completando-se um pelo outro1 explicam e documentam o que allego4 ,no ,cames1 e nas vinte notas que o seguem1 a religio da ,poesia2 na ,felicidade pela ,agricultura1 a prosperidade do viver principalmente4 ,concluso ,hoje1 #bb de ,fevereiro de #ahej se acaba de imprimir este livro1 assim como o meu estudo historico-poetico intitulado ,cames4 ,um e outro como eu l noto1 e pela razo que l dou1 vo mi diminutos do que poderam ser4 ,a disposio de animo com que os termino1 differe tanto da disposio de animo com que os encetei1 como da manhan a noite4 ,n'um e n'outro suppliquei1 de mos postas e longamente1 a ,deus e aos homens1 venturas para a minha terra2 e no as tivera implorado assim1 se no as reputasse mui possiveis4 ,agora1 tantos desenganos me rebentaram a subitas debaixo dos ps1 que j nem para ella peo nada1 nem espero1 nem mesmo sei se o desejo4 ,tapam-me a bocca com a esponja de fel e vinagre2 e1 s porque amei1 alanceiam-me o peito ,fartar1 phariseus1 fartar6 ,correndo por alto as paginas que atraz ficam1 vejo verdades uteis confessadas com brio1 delirios generosos1 abnegao de personalidade1 fanatismo de affecto para com o genero humano1 rancor para com os especuladores da politica1 averso1 desprezo1 nojo1 para com os mesquinhos1 que apagariam o sol de ,deus a seus irmos1 se o podessem4 ,nada mais1 nada mais descortino por todas essas paginas4 ,se alguma vez pareci desabrido1 e por isso contradictorio comigo mesmo1 relevem a um filho do p um longe do que o ,filho de ,deus executou por sua mo sobre as espaldas dos profanadores do seu ,templo4 ,e no templo a felicidade publica1 e de todos os templos o mais augusto8 ,mais haviam de fazer do que revelar-m'o2 haviam de m'o louvar1 se bem conhecessem a villanagem1 que ha perto de tres annos me anda estorvando1 empecendo1 perseguindo nas trevas com uivos e latidos444 ,a final1 sempre alcanaram o que elles teem por victoria1 pois a muitos1 e a mim tambem1 mataram a f e a esperana444 ,por minha parte1 receio ter emmudecido para sempre4 ,o meu testamento de ,portuguez1 de ,homem1 e de ,christo1 aqui o crro4 ,possam almas de bem1 l para o anno de #aijj1 acceitar-m'o a beneficio de inventario4 ,,indice ,n4 ,b4--,a numerao romana designa o tomo2 a arbiga1 a pagina4 ,a ,aoriano 7,o7--,periodico de ,ponta ,delgada1 ,i1 #adi ,administradores de concelho1 governadores civis e bispos1 devem proteger as sociedades agricolas1 ,i1 #dh ,affonso ,henriques 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro guerreiro perdeu-se1 ,i1 #gg ,agostinho 7,santo7--,refutao do seu anathema contra os deuses da antiga mythologia1 ,i1 #bc ,agricultor 7,o7 ,michaelense--,n'esse jornal sahiu esta obra em #a4 edio1 ,i1 #aa ,agricultura--,sua nobreza e utilidade1 ,i1 #ae ,me das industrias1 dos exercitos1 das armadas1 ,i1 #af1 #ag ,a ella se deve o papel1 a penna1 a impresso d'este livro1 ,i1 #ah ,se a supprimissem morria a ,humanidade1 me dos povos1 das industrias1 e do commercio1 ,i1 #ai ,filha primogenita de ,deus4 ,sua uberdade inexhaurivel1 ,i1 #bj ,deve ser a verdadeira politica de ,portugal1 ,i1 #ch ,fundao necessaria de um ,ministerio dos ,negocios da ,agricultura1 ,i1 #ef ,quanto lucraria com a abolio do exercito1 ,i1 #eh ,agricultura--,vide ,associaes de ,agricultura4 ,alleluias 7,procisso das7--,festas altamente poeticas do ,christianismo1 ,i1 #bf ,allemanha--,florescencia das suas escolas dominicaes1 ,,ii1 #ej ,alma--,tambem 7como o corpo7 morre mingua de alimento1 ,,ii1 #fa ,amigos das ,lettras e ,artes--,vide ,sociedade dos ,amigos das ,lettras e ,artes4 ,angelica--,mulher accusada de assassina4 ,conta-se o seu processo em ,ponta ,delgada1 ,,ii1 #be ,arithmetica--,em coisas moraes1 muita vez erronea1 ,i1 #he ,artigo no ,diario do ,governo1 de #g de maio de #ahdi sobre a ,sociedade dos ,amigos das ,lettras1 ,i1 #ahj ,arvore--,para o pago foi ,nympha2 para a ,sciencia um microcosmo de maravilhas1 ,i1 #bi ,associao-- a me dos prodigios1 ,i1 #ff ,associaes agricolas--,quanto podem em bem do camponez1 ,i1 #cd ,como se podem formar1 ,i1 #df ,autoridades--,quanto podem1 pela exhortao1 ajudar os progressos da instruo1 ,,ii1 #ef ,b ,bakes--,cita-se1 ,,ii1 #ej ,baro ,thnard--,cita-se o seu relatorio de #ahde sobre a exposio industrial parisiense1 ,i1 #fi ,barbosa--,vide ,vilhena ,barbosa 7,ignacio de74 ,baroneza de ,stael--,menciona-se1 ,i1 #cj ,bentham 7,jeremias7--,cita-se1 ,i1 #cj ,biblia--,n'elle se acham a cada passo pinturas da vida rustica1 ,i1 #ba ,bispos--,como presidiro ao seu clero1 ,i1 #ii e seg4 ,bispos1 governadores civis e administradores de concelho1 devem proteger as sociedades agricolas1 ,i1 #dh ,c ,cames--,cita-se uma oitava dos ,lusiadas1 ,i1 #adc ,citam-se dois versos seus1 ,i1 #adi ,campo-- um grande consolador para os dissabores da alma1 ,i1 #abh o centro de unidade da especie humana1 ,i1 #acf ,campo e cidade--,sua fraternisao1 ,i1 #abc ,camponezes--,como as sociedades agricolas os podem civilisar e melhorar1 ,i1 #ce ,campos--,povoados de deuses indigetes pelas mais antigas naes1 ,i1 #bc ,n'elles nasceu a ,poesia1 ,i1 #ace ,canto--,quanto ajuda o ensino em commum1 ,,ii1 #ea ,canto 7,jos do7--,meno de uma sua proposta sobre bancos ruraes1 ,i1 #fc ,carta de ,castilho ao jornal ,a ,verdade1 ,i1 #ahc ,castigos aos remissos em mandarem os filhos escola1 ,,ii1 #eg ,christianismo--,como as suas crenas consagraram os trabalhos campestres1 ,i1 #bf ,cidade e campo--,sua fraternisao1 ,i1 #abc ,cidades--,so filhas do campo1 ,i1 #af ,nada mais nobre do que ellas1 depois dos campos1 ,i1 #ai ,civilisao geral--,onde e como se escuta o seu crescer1 ,,ii1 #dc1 #dd ,tudo conspira para ella2 bons e maus1 sabios e ignorantes1 ,,ii1 #fa ,clero catholico-- de instituio divina1 ,i1 #id ,sua apologia1 ,i1 #ie ,a pouca competencia de alguns dos seus membros no prejudica a venerabilidade d'essa instituio1 ,i1 #ie ,deveria ser de eleio popular confirmada pela ,santa ,s1 ,i1 #ig ,quadro dos beneficios que pode espalhar como civilisador do ,povo1 ,i1 #aja ,colloquios aldees--,traduco portugueza dos ,entretiens de village1 de ,cormenim1 ,,ii1 #he ,colombo 7,christovo7--,era um s contra toda uma armada1 ,i1 #he ,commissarios de instruco1 volantes1 ,,ii1 #dh ,conde ,alfredo de ,vigny--,cita-se o seu livro ,grandeur et servitude militaire1 ,,ii1 #ajc ,congressos scientificos--,quanto so uteis1 ,i1 #hg ,constituio--,de algum dos seus artigos descr o autor1 ,i1 #ab ,cormenin--,vide ,visconde de ,cormenin4 ,correio 7,o7--,periodico de ,ponta ,delgada4 ,menciona-se1 ,i1 #adi ,crtes agricolas1 ,i1 #gc ,sua utilidade1 ,,ii1 #aj ,costa de ,sousa de ,macedo 7,d4 ,pedro da7--,governador civil de ,ponta ,delgada1 ,i1 #adi ,meno honrosissima do seu servio no districto1 ,i1 #aee ,cursos de varias disciplinas1 regidos periodicamente de terra em terra1 ,,ii1 #ej ,d ,dalhunty--,vide ,vidal ,dalhunty4 ,delille--,menciona-se1 ,i1 #cj ,deputados s ,crtes agricolas4 ,quadro ideal d'esses homens bons e sinceros1 ,i1 #hg ,despedida do autor ,ilha de ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #aai ,deuses campestres--,bemfeitores invisiveis dos lavradores1 ,i1 #bd ,deuses da gentilidade--,foram consagraes mythologicas de grandes bemfeitores da ,humanidade1 ,i1 #bc ,diario do ,governo--,meno1 ,i1 #adi ,diniz 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro lavrador deve resuscitar hoje1 ,i1 #gg ,e ,edade de oiro1 ,i1 #ace ,egypto--,ahi a classe sacerdotal monopolisava o saber1 ,,ii1 #da ,eleies--,taes como hoje se praticam1 so inuteis e illusorias1 ,i1 #gi ,ensinar--,deliciosa occupao1 ,,ii1 #fi ,escolas ambulantes para os povoados pequenos1 ,,ii1 #di ,escolas dominicaes--,sua utilidade no campo1 ,,ii1 #di ,escolas femininas--,sua alta importancia e significao1 ,,ii1 #ea ,escolas normaes--,devem-se crear1 ,,ii1 #dg ,escolas particulares regidas officiosamente por homens generosos1 ,,ii1 #ed ,escolas primarias fixas2 sua creao1 ,,ii1 #dg ,escrever e ler--,apologia d'essas artes1 ,i1 #aac ,estados ,unidos--,nas suas escolas dominicaes os discipulos passam de um milho1 ,,ii1 #ej ,exercito--,devora o succo vital do paiz1 ,i1 #eg um mal complexo de muitos males1 ,,ii1 #if ,ou para conquista1 ou para defensa1 ou para tranquilidade interna1 ,,ii1 #ig ,prope-se a sua aboliao1 ,,ii1 #ajf e seg4 ,exposio da ,industria michaelense em #ahdh e #di1 ,i1 #afj ,f ,familia cidadan--,quadro da sua abalada para o campo1 ,i1 #abd ,feitiaria e homicidio--,caso triste acontecido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #be ,felice--,cita-se esse autor1 ,,ii1 #ih ,felicidade do ,povo a felicidade dos seus governantes1 ,i1 #ij ,felicidade publica--,procura-a cada um por um caminho diverso1 ,,ii1 #ic ,frades--,foram expulsos do claustro para a fome1 ,i1 #eh ,fradesso da ,silveira 7,joo ,maria7--,cita-se um seu artigo1 ,,ii1 #aje ,franklin 7,benjamim7--,cita se um facto da sua vida1 ,,ii1 #ad ,franzini 7,marino ,miguel7--,menciona-se1 ,i1 #adi ,g ,galileu--,era um s contra a opinio de todo o mundo1 ,i1 #he ,gessner--,menciona-se1 ,i1 #bg ,governadores civis1 bispos e administradores de concelho devem proteger as sociedades agricolas1 ,i1 #dh ,grande 7,dr4 ,jos ,maria7--,antigo amigo do autor2 bosquejo do seu retrato moral e intellectual1 ,,ii1 #ab ,menciona-se o seu livro ,manual do cultivador1 ,,ii1 #aa e #ac ,gregorio 7,s47 ,nazianzeno--,citam-se palavras suas1 ,i1 #ig ,guarda ,nacional--,prope-se1 em vez do ,exercito permanente1 ,,ii1 #aab ,guia e manual do cultivador--,bom livro1 ,,ii1 #aa ,h ,historia-- mestra da vida1 ,i1 #aae ,homero--,nas suas obras se acham a cada passo pinturas da vida rustica1 ,i1 #ba ,homero e ,moiss--,so mananciaes de pensamentos poeticos1 ,i1 #acf ,homicidio e feitiaria--,caso triste acontecido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #be ,hymno de ,santa ,cecilia--,poesia de ,castilho1 ,i1 #agj ,hymno dos lavradores--,poesia de ,castilho1 ,,ii1 #ah ,hymno do trabalho--,poesia de ,castilho4 ,consideraes a seu respeito1 ,i1 #afd ,i ,ignorancia--,foi a causa de um triste caso de feitiaria e homicidio succedido em ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #ca a me1 a av1 e a ama de quasi todos os males1 ,,ii1 #ci ,imprensa--,como pode auxiliar a civilisao publica1 ,i1 #de ,inglaterra--,conta mais de treze mil escolas dominicaes1 ,,ii1 #ej ,instruco--,pode tornar-nos poderosos1 ,i1 #ac a hygiene da alma1 ,,ii1 #eb ,a ,lei deve tornal-a obrigatoria1 ,,ii1 #cd ,invocao a ,deus antes de comear o estudo4 ,poesia de ,castilho1 ,i1 #afi ,j ,jornalismo que no for missionario do progresso um mal1 ,i1 #df ,jos 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro perdeu-se1 ,i1 #gg ,k ,klopstock--,grande poeta4 ,menciona-se1 ,i1 #bg ,l ,lei--,deve haver uma que obrigue os cidados a receberem instruco1 ,,ii1 #cd ,leis--,devem fazer-se efficazes para obrigar o ,povo a instruir-se1 ,,ii1 #df ,leite 7,luiz ,filippe7--,cita-se o seu livro ,supposies que podem ser realidades1 ,,ii1 #ajb ,leite 7,pedro de ,alcntara7--,menciona-se1 ,i1 #afb ,leituras--,seu agrado para os ouvintes1 ,,ii1 #gi ,leituras publicas de livros bons para o ,povo1 ,,ii1 #gi ,praticadas de ,gregos e ,romanos1 ,,ii1 #ha ,d'onde devero vir os livros para ellas1 e quaes1 ,,ii1 #hc1 #hd ,ler--,agradavel e nobre exercicio para quem l em publico livros bons1 ,,ii1 #hj ,ler e escrever--,apologia d'essas artes1 ,i1 #aac ,liberdade de ensino--,o autor no d'ella partidario1 ,,ii1 #ed ,cita-se um artigo da ,revista ,universal sobre o assumpto1 ,i1 #ee ,liga promotora dos interesses materiaes em #ahdi4 ,segundo o autor1 no bastava para o fim que se propunha1 ,i1 #fc ,lisboa--,para esta cidade parte ,castilho1 de ,s4 ,miguel1 a #ba de fevereiro de #ahdi1 ,i1 #adg ,d'esta cidade sai ,castilho1 chegando a ,s4 ,miguel em #bd de ,maio do dito anno1 ,i1 #adg ,livro 7,este7--,desleixo da sua forma1 confessado pelo autor1 ,i1 #ad ,luxo--,devora muitas foras de ,portugal1 ,i1 #fb ,m ,macedo--,vide ,costa de ,sousa de ,macedo 7,d4 ,pedro da74 ,madeirense--,periodico do ,funchal4--,menciona-se1 ,i1 #cc ,magalhes ,mexia ,saleme--,vide ,sande de ,magalhes4 ,maio de #ahdi passado pelo autor em ,lisboa1 ,,ii1 #f ,mancebo inglez moribundo2 salvo pelo campo1 ,i1 #gd ,mancebos enviados l fra a estudar agricultura1 viriam depois evangelisal-a em ,portugal1 ,i1 #fh ,manual do cultivador1 ,,ii1 #aa ,manuel 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro opulento perdeu-se1 ,i1 #gg ,memorial de ,castilho ,camara dos ,deputados1 ,i1 #agi ,mestre-- um verdadeiro medico moral1 ,,ii1 #gh ,mestres de primeiras lettras4 ,so verdadeiros curas d'almas1 ,,ii1 #ff ,methodo de leitura inventado pelo autor4 ,menciona-se1 ,,ii1 #gb ,methodos de ensino--,premios para elles1 ,,ii1 #dg ,mexia ,salema--,vide ,sande de ,magalhes ,mexia ,salema4 ,ministerio dos ,negocios da ,agricultura--,prope-se a sua fundao1 ,i1 #ef ,ministerio dos ,negocios da ,guerra--,seu oramento4 ,examina-se1 ,,ii1 #ii ,ministerio dos ,negocios da ,instruco ,publica--,deve crear-se a par do de ,agricultura1 ,,ii1 #df ,missionarios--,com a cantoria auxiliavam muito os seus proslytos religiosos1 ,,ii1 #ea ,moiss e ,homero--,so mananciaes de ideias poeticas1 ,i1 #acf ,moraes ,pereira 7,joo ,luiz de7--,autor da musica do ,hymno do trabalho1 ,i1 #afd ,menciona-se1 ,i1 #aga ,moralidade--,pode contribuir muito para a unio da familia portugueza1 ,i1 #ac ,mulher--,a instruco d'ella tem as mais elevadas vantagens sociaes1 ,,ii1 #ea ,escravido em que a opprimem os codigos em todo o mundo1 ,i1 #aje ,a civilisao moderna ainda a no emancipou1 ,i1 #ajg ,pede-se para ella uma justa alforria1 ,i1 #aji ,advoga-se para ella o direito de suffragio1 ,i1 #aaj ,podem ser ,rainhas1 e no podem ser votantes8 ,absurdo1 ,i1 #aaa ,musica e ,poesia--,o que podem a bem da civilisao popular1 ,,ii1 #ah ,n ,natal de #ahdi--;,artigo religioso1 ,,ii1 #aae ,nogueira--,vide ,s ,nogueira 7,ayres de74 ,o ,ordem do ,arado--,prope-se esse galardo aos promotores da ,agricultura1 ,i1 #ga ,ovidio--,citam-se palavras suas1 ,i1 #gg ,rapido quadro da sua personalidade social e poetica1 ,i1 #acf ,amostra do seu poema ,os ,fastos1 ,i1 #aci ,introito do ,livro ,,iv dos ,fastos1 ,i1 #ade ,p ,papel--,sua misso civilisadora como vehiculo das ideias1 ,i1 #aac ,parlamento--,deve conter a representao de todas as classes1 mas em maioria a dos lavradores1 ,i1 #hd ,ha-de emancipar a mulher portugueza1 ,i1 #aji ,parlamento agricola--,quadro ideal d'essa nobre corporao1 ,i1 #gh ,deve fazer ,leis que obriguem o ,povo a instruir-se1 ,,ii1 #ce ,particulares--,como podem promover e auxiliar a instauraco de escolas1 ,,ii1 #fg ,patria portuguesa--,sua actual decadencia1 ,i1 #gc ,patriarchas da antiga ,lei4 ,distribuiam justia no meio da ,natureza1 ,i1 #ba ,penlope--,tecia e destecia4 ,assim a ,politica1 ,,ii1 #fj ,pereira--,vide ,moraes ,pereira4 ,pharol 7,o7--,periodico de ,lisboa em #ahdi1 ,i1 #ahi ,artigo seu acerca de ,castilho1 ,i1 #aij ,plinio1 o moo--,romano bom e benefico4 ,cita-se uma sua carta1 ,,ii1 #ga ,poesia--,nasceu nos campos1 ,i1 #ace ,poesia e ,musica--,o que podem a bem da civilisao popular1 ,,ii1 #h ,politica--,a maior das politicas deve ser para ,portugal a ,agricultura1 ,i1 #ch ,o autor no faz politica no sentido estreito da palavra4 ,sua profisso de f1 ,i1 #da ,o que politica no mau sentido da palavra1 ,i1 #aai ,a politica no faz seno tecer e destecer como ,penlope1 ,,ii1 #fj ,povo portuguez--,pode renascer pela ,agricultura1 ,i1 #db ,premios para os que promoverem por qualquer forma a ,agricultura1 ,i1 #fg ,premios de livros aos rapazes estudiosos1 ,,ii1 #ef ,presbyterio 7,o7 da montanha--,extratos do prologo d'esse poema de ,castilho1 ,,ii1 #abb e seg ,prises--,como se podem melhorar com a instruco ministrada n'ellas1 ,,ii1 #eb1 #ec1 #ed ,professores--,devem receber salario condigno da sua faina1 ,,ii1 #dg ,propriedade--,no direito natural1 mas direito1 ,i1 #abj ,proprietarios--,deveriam ser obrigados por ,lei a residencia temporaria nos seus dominios rusticos1 ,i1 #abb ,q ,quintas exemplares--,sua creao1 ,i1 #fg ,r ,recruta--,abala da casa paterna para o ,exercito1 ,,ii1 #aja ,rei--,lucra com uma exacta representao nacional1 ,i1 #hg ,reis--,no so as espadas que os defendem1 mas sim as luzes da instruco geral1 ,,ii1 #eh ,representao nacional--,tal como se pratica hoje chimerica1 ,i1 #hj ,requerimento de ,castilho ,camara dos ,deputados1 ,i1 #agd ,revista ,universal ,lisbonense--,cita-se esse periodico1 ,i1 #adi ,revolues--,no as fazem os livros1 mas os actos dos governantes1 ,i1 #ab ,o autor no as ama1 ,i1 #ab ,ribeiro 7,jos ,silvestre7--,dedicatoria do ,livro a elle1 ,i1 #i ,menciona-se1 ,i1 #adi ,ribeiro de ,s 7,sebastio ,jos7--,carta de ,castilho a elle1 ,i1 #aej ,outra ,i1 #aec ,cita-se o seu romance ,o preso1 ,,ii1 #ec ,ricos--,quanto lhes seria facil felicitar os camponezes1 ,i1 #cj ,robinson ,suisso--,admiravel obra deleitosa e instructiva1 ,,ii1 #hf ,rogaes de ,maio--,festas poeticas do ,christianismo1 ,i1 #bf ,romanos--,quanto prezavam a ,agricultura1 ,i1 #bb ,rosseir--,vide ,smith ,rossier4 ,s ,s--,vide ,ribeiro de ,s4 ,s ,nogueira 7,ayres de7--,presidente da ,liga promotora dos interesses materiaes1 ,i1 #fc ,saber--,foi monopolisado antigamente por certas classes4 ,hoje democratico1 ,,ii1 #da ,a ,providencia a pouco e pouco o foi infiltrando em todas as camadas sociaes1 ,,ii1 #db ,sacerdocio--,vide ,clero4 ,saint ,pierre 7,bernardino de7--,cita-se o seu livro ,etudes de la ,nature1 ,,ii1 #aaa ,salema--,vide ,sande de ,magalhes ,mexia ,salema4 ,salomo--,menciona-se1 ,i1 #cj ,sancho ,i 7,el-,rei ,d47--,o seu sceptro povoador deve hoje reviver1 ,i1 #gg ,sande de ,magalhes ,mexia ,salema--,joo de1 ,i1 #adi ,discurso seu na ,camara dos ,deputados1 ,i1 #agg ,sciencia--,como consegue poetisar a ,natureza1 ,i1 #bg ,teem-n-a combatido alguns ruins engenho1 ,,ii1 #dj ,quanto auxilia e desenvolve a intelligencia1 ,i1 #aaf ,sementeiras 7,festa das7--,fragmentos do poema ,os ,fastos1 ,i1 #aci ,servios de ,castilho ,ilha de ,s4 ,miguel1 ,,ii1 #acd e seg4 ,silveira--,vide ,fradesso da ,silveira 7,joo ,maria74 ,smith ,rossier 7,d4 ,carolina7--,autora da melodia da ,invocao a ,deus1 ,i1 #afi ,sociedade dos ,amigos das ,lettras e ,artes--,noticias a seu respeito1 ,i1 #adg ,desejou a concesso de um terreno em ,ponta ,delgada1 ,i1 #adg ,meno de commettimentos seus1 ,i1 #aei e seg4 ,foi muito contrariada na propria ilha1 ,,ii1 #h ,seus servios1 ,,ii1 #gg ,sociedade promotora da ,agricultura michaelense--,como nasceu1 e que produziu1 ,i1 #cd ,foi imitada no ,reino por outras sociedades1 ,,ii1 #aa ,confere uma medalha de oiro ao ,manual do ,cultivador1 ,,ii1 #ae ,festeja o dia de ,santo ,antonio em #ahdi1 ,,ii1 #ag ,seus servios1 ,,ii1 #gg ,sociedades agricolas--,vo-se creando no ,reino1 ,i1 #cg ,rapido desenho da sua constituio e do seu mechanismo1 ,i1 #di ,sociedades mes e sociedades filhas1 ,i1 #ed ,lembranas varias a seu respeito1 ,i1 #ff ,soldados--,o que so1 ,,ii1 #if ,deveriam ser transformados em foras vivas1 para a ,agricultura1 ,i1 #eh ,sousa de ,macedo--,vide ,costa de ,sousa de ,macedo 7,d4 ,pedro da74 ,stael--,vide ,baroneza de ,stael4 ,t ,tasso 7,torquato7--,cita-se um trecho do seu poema ,jerusalem1 ,,ii1 #ajg ,trmino--,fragmento dos ,fastos de ,ovidio1 ,i1 #ada ,terra--,pode enriquecer-nos1 ,i1 #ac ,no ha direito para a deixarmos improductiva1 ,i1 #aba ,thnard--,vide ,baro ,thnard4 ,timon--,vide ,visconde de ,cormenin4 ,trabalho--,castigo da desobediencia do primeiro homem1 ,i1 #bf ,tributos--,so uma necessidade1 ,i1 #ci ,se os ,governos os podem exigir1 devem facultar aos contribuintes os meios de os pagarem sem sacricio1 ,i1 #ci ,v ,verdade 7,a7--,periodico de ,ponta ,delgada1 ,i1 #aeh ,vidal ,dalhunty 7,d4 ,leonor7--,autora da melodia do ,hymno de ,santa ,cecilia1 ,i1 #agj ,vigny--,vide ,conde ,alfredo de ,vigny4 ,vilhena ,barbosa 7,ignacio de7--,menciona-se1 ,i1 #adi ,visconde de ,cormenin--,autor do livro ,entretiens de village1 ,,ii1 #he ,z ,zimmermann--,menciona-se o seu ,tratado da solido4 ,,fim ,obras completas de ,a4 ,f4 de ,castilho #c--;,cartas de ,ecco e ,narcizo1 verso4 #d-e--;,felicidade pela agricultura1 #b vols4 #f-g--;,a primavera1 verso1 #b vols4 #h a #ae--,vivos e mortos1 spreciaes morais1 literarias e artisticas1 #h vols4 #ai-bj--,o presbyterio da montanha1 prosa1 #b vols4 #ba-bb--,o outomno1 verso1 #b vols4 #bg-bh--,novas escavaes poeticas1 verso1 #b vols4 #bi a #cb--,theatro1 ,cames1 drama e notas1 #d vols4 #cc--,theatro1 ,cance1 tragedia original4 #cd--,theatro1 ,um anjo da pele do diabo--,o casamento de oiro1 comedias4 #ce--,theatro1 ,aristodemo1 tragedia4 ,a volta inesperada1 fara4 #cf--,theatro1 ,a festa do amor filial4 ,a filha para casar1 comedias4 #cg-ch--,palestras religiosas e consolaes1 presa e verso1 #b vols4 #ci a #de--;,casos do meu tempo1 prosa1 #g vols4 #df--;,estrelas poeticas1 para o ano de #ahec1 verso4 #dg a #ej--,tlas literarias1 prosa1 #d vols4 #ea--,os ciumes do bardo1 ,as flores1 e a confisso de ,amelia1 verso4 #eb-ec--,mil e um misterios1 romance dos romances1 #b vols4 #ed--;,a noite do castelo1 poema4 #ee--,tributo portuguez memoria do ,libertador1 prosa4 #eh a #fj--,novas tlas literarias1 prosa e verso1 #c vols4 #fa a #fc--,methodo ,portuguez de ,leitura4 ,directorio do mesmo1 #c vols4 #fd-fe--;,castilho pintado por le proprio4 ,as escolas dos asilos de ,infancia desvalida1 #b vols4 #ff--;,felicidade pela instruo4 #fg--;,ajuste de contas4 #fh--,noes rudimentares para uso das escolas1 #b vols4 #gj a #gb--,resposta aos novissimas ,impugnadores do ,methodo portuguez1 #c vols4 #gc a #ge--,tratado de ,mnemnica1 #c vols4 #gf--,ou eu ou eles1 e ,tosquia de um camelo4 #gg a #hj--;,cartas1 #d vols4 ,,imp4 ,,lucas ,c4--,,rua ,,diario ,,de ,,noticias1 #fa--,,lisboa