,,in/rvc,,am ,,sobre ,a ,,cvltvra das ,amoreiras1 criaa dos ,bi*os da s$a1 ,,dirigida ,a cons]uaa1 augm5to das manufacturas da s$a1 ,,e/abelecidas ,pelo muito alto1 pod]oso ,pr9cipe ,,dom ,,p$ro ,,gov]nador1 ,e ,,reg5te dos ,re9os de ,portugal1 ,e commetidas direca ,,de ,d4 ,,lvis ,,de ,,m5ezes ,conde da ,eiriceira1 ,ve$or da faz5da ,real1 ,pelo ,p4 ,d4 ,,rafael ,,blvteav1 ,cl]igo ,regul> ,!at9o da ,diu9a ,pr\id5cia1 ,d\tor na sagrada ,!ologia1 ,prgador da ,mage/ade da ,raynha ,my de ,+lat]ra1 ,calificador d ,s4 ,(ficio no ,re9o de ,portugal4 ,illu/rao ,,em ,,lisboa4 ,na ,(fic9a de ,ioam da ,co/a4 ,com todas z lit5z neceti>ias4 #afgi4 ,illu/rao ,,ao ,,pr9cipe ,,nosso ,,s5hor4 ,,s5hor4 ,sigo o discreto dictame de ,p>isatis#a ,ra9ha de ,p]sia1 que co/umaua diz]1 que com os ,pr9cipes na se ha de fal>1 s5a com palauras de s$a4 ,palauras de s$a1 sa z que digo a ,v4 ,a4 no s pella summisso com que fallo1 mas tambem pella mat]ia1 de que trato4 ,a mat]ia de/e liuro1 he a cultura das ,amoreiras1 ord5ada criao dos ,bi*os da s$a1 7artificioso !s\ro das mais opul5tas ,mon>quias17 porque de todas z vtilidades1 que a indu/ria trabalho dos hom5s1 pode grange>1 n5huma se iguala cultura de/as plantas1 criaa de/es insectos4 ,duas sa z fontes de todas z riquezas dos ,imp]ios1 a natureza1 a ,arte1 a natureza nas ,m9as1 a ,arte nas ,manufacturas1 com e/a diff]5a que z riquezas1 que se enc]ra nos ,er>ios da natureza1 na se alcana s5a com os gr&es disp5dios1 trabalhos1 com que se abrem z entranhas da t]ra1 se reuoluem os ,elemtos1 se p]turba o antigo silcio dos mais pr(undos ,abismos1 p>a delles se tir>em os metaes g]ados com z secundas influ5cias dos ,planetas2 ,mas com muito m5r ga/o trabalho1 se conseguem z riquezas1 que por meio das ,artes se procuro1 s5do a ,arte da s$a a mais lucratiua de todas z ,artes1 muito deue ,portugal ao cuidado1 g5]osa lib]alidade1 com que ,v4 ,a4 solicita a introduco de/a ,arte no seu ,re9o1 que como aduirtio#b ,plut>co no #b4 liuro das virtudes de ,alex&re1 d mesmo modo1 que z plantas frutifico com a clemcia dos ares1 assim florec z ,artes com a munific5cia dos ,pr9cepes4 ,em todas z hi/orias1 antigas1 mod]nas1 celebra a fama o zelo1 c que os ,reys1 os ,emp]adores solicitro a introduco das sci5cias1 das ,artes que elles conhecra pr\eitosas p>a a cons]uaa1 augm5to dos seus ,e/ados2 em hum ,pr9cepe pois ta p]feito1 como ,v4 ,a4 na podia falt> huma ta illu/re excell5cia p>a o e/abelecim5to de/a ,arte ta nobre1 to vtil ao ,re9o2 quto mais que p>a a execua de/a gr&e empreza1 tem ,v4 ,a4 dite dos olhos os explos dos maiores ,pot5tados da ,asia da ,europa4 ,a cultura1 criao dos bi*os da s$a1 se no conheceo em ,europa at o anno de #gjj da ,r$empo d mundo1 no qual d\s ,mges#c v9dos da ,p]sia1 ou da ,*9a1 tr\x]o a ,con/ant9opla a sem5te dos bi*os1 mo/rro curiosidade daquella ,corte1 o admirauel1 quasi mi/]ioso processo da vida daquelle bi*o1 que nace1 qu&o z ,amoreiras comeo a se cobrir de folha1 se su/5ta della m5os de d\s mezes1 at se c]r> dtro de h casulo1 que =ma de si mesmo1 ar*itecto1 hosp$e d seu apos5to1 donde com pr]ogatiuas de ,f5is1 sahe borboleta1 a g]> a sem5te1 que se gu>da sem nhum cuidado1 at se torn> a anim> nos primeiros al5tos da ,primau]a4 ,foi se introduz9do a criao de/e prodigioso insecto na ,grecia1 pellas ord5s d ,emp]ador ,iu/9iano1 mas no pass\ s mais ,pr\9cias de ,europa1 porque ,italia ocupada de naos b>b>as t9ha naquelle tempo p]dida a antiga policia1 ,frana1 ,hespanha e/auo padec5do z ru/icas oppressos d mesmo jugo4 ,e/aua e/a ,arte to valida na ,asia1 que os d\s maiores ,re9os della1 os mais polidos1 melhor g\]nados1 a sab] a ,*9a1 a ,p]sia1 deuio j ento1 deu hoje a mayor p>te da sua opulcia1 criao dos bi*os1 ,arte da s$a4 ,na ,*9a1 se tem porc]to que se a*\ e/a producam1 da ,*9a se rep>tio por todo o ,ori5te1 toda a prata d ,iapo passa ,*9a a troco da s$a1 hoje passa huma gr&e p>te da prata d ,potoss pellas ,filip9as quelle gr&e ,imp]io pellas s$as1 que delle nauego os ,ca/elhanos ,am]ica4 ,a ,p]sia1 mete na ,india a troco de prata1 ouro1 ,cafilas riquissimas de s$a1 por ,alepo m&a cont9uam5te aos ,set5trionaes1 ,cafilas de s$a1 que c>rego z naos d ,norte1 em ,alex&reta1 ,esmirna nas muitas frotas que sabemos2 de =te que1 os d\s maiores ,imp]ios da ,asia1 deuem a sua gr&eza1 a e/a rica cultura4 ,os ,arabes1 depois que occup>o a ,p]sia1 pass>o e/a ar e s mais ,pr\9cias que dom9>o1 ,scitia1 a toda a ,asia m5or2 por elles pass\ a ,hespanha1 se cultiu\ em ,granada1 dde sahia a melhor s$a1 que se conhecia em ,europa1 elles leu>o e/a cultura a ,sicilia1 aonde fic\1 depois que =o lanados daquella ,ilha1 dali se cmunic\ a toda ,italia4 ,em ,sicilia1 pr9cipalm5te em ,mess9a1 se cultiua com tanta abundancia1 que naquella ,cidade1 metem os e/rangeiros s pella s$a em rama1 mais de hum milho meio de patacas todos os annos1 assim a nobreza daquella ,cidade1 como a de ,napoles1 ,bolonha1 ,flora1 outras muitas de ,italia1 deuem a sua sussi/5cia a e/a cultura1 porque assim como1 em ,portugal1 a nobreza via ao campo s v9dimas1 ao recolh] da azeitona2 vo l1 criao dos bi*os1 que fazem com m5or despeza1 trabalho1 c lucro incp>auelmte maior4 ,faltaua e/a cultura a ,frana1 aonde1 ,h5rique ,,iv4 depois de cseguida a paz1 quis por e/e meio introduzir a abundancia3 ord5\se huma junta1 que s se aplicasse aos meios de/a introduco1 primeiro na cultura das ,amoreiras1 logo na criao dos bi*os1 z palauras d decreto com que se pass>o z ord5s1 aos #ac de ,outubro de #afjb4 so z segu9tes4 ,el-,rey no seu ,conselho1 conhec5do que a introduco das s$as1 nas t]ras da sua ob$i5cia1 he o mais conu5i5te rem$io p>a euit> a saida1 que todos os annos se faz1 de qu>to milhos de ouro a t]ras e/rangeiras p>a a compra das s$as1 por s] conu5i5te e/a introduco ao decoro publico1 occupao1 riqueza dos p\os d seu ,re9o1 depois de ouuir os cmiss>ios1 v] z exp]i5cias1 conhec] por e/as a facilidade1 vtilidade que vir a nossos subditos1 c4 ,frana hoje entre z gloriosas acos de seu ,rey1 conta e/a por ha das mais s+ul>es1 por s] hum dos maiores fundam5tos de sua riqueza2 supo/o que nem todo o ,re9o he capaz de produzir a s$a1 he o trato cmum1 a occupao g]al de tres ,pr\9cias1 ,langadoc1 ,pr\5a1 ,delf9ado1 da ,cidade de ,turs4 ,em todas e/as ,pr\9cias1 creceo o num]o da g5te1 z ,cidades dobr>o o num]o das casas1 dos habitadores1 se applicro os ,francezes de sorte na fabrica das s$as1 que no lhe ba/d a que trabalho1 m&o frotas a ,italia1 ,esmirna a busc> s$a p>a trabalh>em1 que depois em obra rep>tem por toda ,europa4 ,a vi/a de/a vtilidade se applic>o no ,piemonte e/a cultura1 hoje tem s$a p>a v5d]em aos ,francezes em ,rama1 p>a muitas fabricas1 que tem de excel5tes veludos1 damascos4 ,na necessita ,v4 ,a4 de/es explos p>a se anim> execua de ha semelhante empreza1 que a raza de ,e/ado1 a zelo dos ,m9i/ros1 o mesmo ,ceo fauorece com a b5ignidade d clima1 c que fez ao ,re9o de ,portugal mais capaz que todos os da ,europa p>a produsir a s$a4 ,a produco das amoreiras1 a criao dos bi*os da s$a1 ho mi/] clima temp]ado1 daqui nace1 que entre os ,tropicos1 =a de #de4 graos ao ,norte se no faz e/a criao1 se em algumas p>tes se fas2 he com gr&e trabalho1 com p\co fruto4 ,depois de #be4 graos at #de4 se d com abundancia e/a produco1 daqui vem a abundancia da ,p]sia1 que tem z melhores ,pr\9cias ne/a altura1 como tbem da ,*9a na ,pr\9cia de ,nan*im1 nas mais que correm de #be4 at #de4 ao ,norte4 ,em toda e/a di/cia z ,pr\9cias1 que e/a no meio das duas extremidades1 que e/a mais di/antes d frio de #de4 gros1 da calma de #be4 so z mais b5ignas1 z mais abundantes na criao dos bi*os4 ,portugal1 come&o da foz d ,guadiana1 at a foz d ,m9ho1 e/ situado de #cg4 graos at #db4 na mesma altura de ,granada1 ,murcia1 de ,mess9a1 ,re9o de ,napoles1 de ,alepo1 da ,p]sia1 da ,pr\9cia de ,nan*im na ,*9a1 que sa z p>tes d ,md1 que melhor produzem a s$a1 com m5os cuidado1 trabalho1 se do1 se crio os bi*os1 dde se segue1 que produzir ,portugal com abundancia e/a excell5te mat]ia4 ,i desde muitos annos a exp]i5cia o tem mo/rado assim1 na ,pr\9cia de ,tras-os-montes1 sem emb>go de que he a p>te mais set5trional de/e ,re9o1 daqui se pode colh]1 o que s]1 nas ,pr\9cias mais *egadas ao meyo dia1 pr9cipalm5te em ,alemtejo1 ,alg>ue1 ,e/remadura1 j de d\s annos a e/a p>te se tem exp]im5tado e/a v]dade ne/a ,corte de ,v4 ,a4 que tem o mais b5igno1 tp]ado ,ceo1 que se conhece na ,europa1 porque a s$a1 que se tem tirado dos bi*os1 que se cri>o nas casas1 em que se deu pr9cipio s manufacturas1 he mais =te1 mais f9a1 r5de mais1 que a melhor s$a de ,italia4 ,supo/o i/o1 se ,portugal tiu]1 7como facilm5te pode t]7 s$as em abundancia1 t] hum fruto1 que no pode t] baxa1 nem falta de saca1 porque como z ,nao5s e/rangeiras1 no podem cri> s$a nas suas t]ras1 necess>iam5te a ho de ir busc> s ,pr\9cias1 onde se cria2 se se cri> em ,portugal com a cantidade1 que pode1 viro c>reg> z suas naos a ,lisboa1 antes que a ,mess9a1 ,alex&reta1 ,esmirna1 a*&o tanta mais conta na s$a de ,portugal pella sua bdade1 como pello p\co cu/o1 que f>o com huma nauegao breue1 de quatro1 seis mezes m5os1 m5os ga/o de conboys1 riscos de ,piratas1 t] e/e ,re9o que lhe d> a troco das drogas1 faz5das que met]em nelle1 succ$5do a ,portugal o que a ,frana1 que l&o quatro milhos de si1 antes de cultiu>1 laur> a s$a1 hoje recebe muitos milho5s pella que laura1 que he em tanta copia1 que nam tem1 nem produz em si1 a qu>ta p>te da que ha mi/] p>a z suas manufacturas4 ,a e/as v]dades ta cl>as como o sol1 se oppuz]o nuu5s de contr>i$ades1 s5do z manufacturas da s$a vteis a todos os ,re9os1 pret5d]o alguns pr\>1 que a ,portugal sa p]niciosas e/as manufacturas4 ,a diu]sidade das op9io5s1 de ord9>io se orig9a1 dos v>ios fantasmas da propria conu5icia1 d mesmo modo que cada ,planeta luz com sua propria cor di/9cta1 assim a maior p>te dos homems busco luzim5tos com a cor que do aos seus proprios ent]esses2 mas porque z cores que se vem no ar1 no sempre so intr9secas1 v]dadeiras1 mas s sup]ficiaes1 app>5tes1 aos olhos dos mais p]spicazes ,m9i/ros de ,v4 ,a4 p>ec]o a]eas1 fanta/icas z cores1 com que e/es quim]icos e/adi/as pret5d]o ve/ir a fallacia dos seus argum5tos4 ,a mais =os>azo de que se quiz]o val]1 foi1 que prohib9dose ne/e ,re9o1 7como s] preciso1 depois d p]feito e/abelecim5to das manufacturas da s$a7 todos z s$as dos ,re9os e/rangeiros1 infaliuelm5te falt>ia a saca das drogas d ,brasil1 com manfe/a de/ruia d com]cio1 que ate agora se su/5t\ pella cont9ua entrada1 sahida d auc>1 d tabaco4 ,semelhte objeco a e/a se fez aos ,m9i/ros del ,rey ,*ri/ianissimo1 qu&o por ordem daquella ,mage/ade1 =o prohibidas em ,frana z manufacturas dos outros ,re9os2 porque com zelosa ignorancia lhe foi repres5tado1 que os ,+rezes1 ,hol&ezes no virio mais a ,frana busc>os v9hos1 nem os trigos1 com que todos os annos c>regauo suas frotas3 mas deu a exp]i5cia a conhec] a futilidade de/a objeco1 porque no tempo que a tranquilidade da paz deixa liure o com]cio de/as ,naos1 no cesso os ,+rezes1 ,hol&ezes de c>reg> inf9itas emb>cao5s com os v9hos1 trigos de ,frana4 ,a indig5cia1 a necessidade sa os fundam5tos da vnia1 soci$ade humana1 foi effeito da diu9a#d ,pr\id5cia1 que algz t]ras c>eceem dos mtimtos1 regalos1 de que outras abunda1 p>aque com os v9culos d com]cio se vnissem os habitadores das mais remotas ,regio5s d mundo2 logo he ta infaliuel1 o com]cio da ,europa com o ,brazil1 que de duas huma1 ou qu]] a ,europa pass>se de auc>1 que he o mais delicioso mimo da t]ra1 au/]se d tabaco1 que he o mais attractiuo feitio da natureza2 ou com huma prodigiosa mudana dos ares1 sobre natural melhor a dos climas1 se f> a ,europa capaz de produzir o que ateagora na produzio desde o pr9cipio d mundo1 s5a em algumas p>tes d ,re9o de ,scilia1 em ta pequ5a cantidade1 que na sei se he suffici5te p>a pr\] a ametade d',italia4 ,o auc> pois das ,b>badas 7,ilhas da ,am]ica7 he muito inf]ior ao d ,brazil na quantidade1 qualidade1 porque em todos os ,emporios d mundo1 z drogas mais f9as1 sa z mais appetecidas1 sempre o auc> d ,brazil1 t] sobre todo o mais1 huma incontra/auel pref]5cia1 v]dade ta c]ta1 que hum dos mais celebres hi/oriadores de/e seculo escreueo ha mais de sess5ta nos1 que na s a v5da d auc> d ,brazil he infaliuel mas que tamb he c]tissimo o lucro de/a v5da4#e ,com outra raza ta futil como a primeira1 cond5a o ap>5te zelo de alguns1 o e/abelecim5to das manufacturas da s$a ne/e ,re9o1 he que cess&o nas alf&egas os direitos que se paga da entrada das s$as e/rangeiras1 na hau] d9heiro1 com que pag> os filhos da folha4 ,mas facilm5te rem$e> ,v4 ,a4 e/e inconu5i5te com os direitos que se pag>a a ,v4 ,a4 de toda a s$a que se fabric> no seu ,re9o1 d&ose a ,v4 ,a4 hum tanto por cada arratel1 con=me se paga a el ,rey de ,ca/ella1 se se plant>em ne/e ,re9o c9co ou seis milho5s de amoreiras1 daqui a p\cos annos hau] huma ta gr&e abundancia de s$a1 que os direitos da que se fabric> no ,re9o suas conqui/as1 com os da que se rep>tir com os ,re9os e/rangeiros1 import>a ha excessiuam5te maior summa de d9heiro1 que a que hoje se tira de todos os direitos da alf&ega4 ,tem os ,m9i/ros de ,v4 ,a4 pond]ado e/as razo5s com madura prud5cia1 porque os bons pr9cipios sa o presagio das v5turas que se segu1 no felice exordio de/a empreza1 todos e/a preu5do a publica vtilidade dos futuros progreos4 ,a ,v4 ,a4 pois1 como suprema intellig5cia1 que m\e1 regula os orbes da sua ,mon>quia1 agradece e/a era1 successiuam5te agradec] a ,po/]idade os victoriosos impulsos de/a gloriosa det]m9ao4 ,huma das maiores felicidades de hum ,re9o1 he que o ,rei se enriquea sem empobrec] aos p\os2 com z manufacturas da s$a2 procura ,v4 ,a4 e/e bem comum1 como v]dadeiro pay dos seus vassalos1 qu]] o ,ceo1 que no ,re9ado de ,v4 ,a4 logremos ,portuguezes em realidade1 z ditas1 que os ,poetas fabulosam5te attribuiro ao seu seculo d\rado4 ,assim o esp]o1 peo a ,v4 ,a4 queira aceit> com agrado e/e pequ5o trabalho1 que entre os e/udos mais s]ios1 proprios da m9ha pr(isso1 tomei1 por se me signific> da p>te de ,v4 ,a4 o go/o1 que t]ia de v] e/a mat]ia praticada em l+oa ,portugueza1 pella gr&e vtilidade que della result>i ao ,re9o2 no esp]&o eu d desuelo1 com que desejo de me empreg>1 em tudo1 o que toca ao s]uio de ,v4 ,a4 outro premio1 que o v] effeituados os to pr\eitosos docum5tos1 que ne/e liur9ho se enc]ro4 ,aos d\s ,religiosos1 que primeiro mo/rra na ,corte de ,con/ant9opla os prodigiosos segr$os da natureza na criao dos bi*os da s$a1 fezo ,emp]ador ,iu/9iano consid]aueis m]ces de pres5te1#f promet5dolhe outras maiores p>a o futuro1 p>a mim z maiores1 que pod]e receb] da ,real gr&eza de ,v4 ,a4 s]m a da sua b5euol5cia1 protecam1 junta com o conhecim5to1 de que a9da que e/rangeiro no sgue1 s\ ,portuguez no amor1 se a ,+lat]ra deuo o nacimto1 a ,frana a criaam1 a ,italia1 o habito1 da sagrada ,religiam que pr(esso1 em ,portugal deuo summa pi$ade de ,v4 ,a4 tam s+ul>es b5eficios1 que em demon/raam d meu agradecim5to1 de sejo de v5c] todos os vassallos de ,v4 ,a4 no affecto1 no zelo1 no obsequio4 ,deos gu>de a ,real pessoa de ,v4 ,a4 como e/es ,reynos ha mi/]1 todas os seus vassallos desejamos4 ,de ,v4 ,a4 o m5or ,capella1 ,orador4 ,d4 ,,rafael ,,blvteav4 ,cl]igo ,regul> da diu9a ,pr\id5cia4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #a ,p>isatis my de ,cyro1 ,rey de ,p]sia4 #b ,vt fruges sub grata aris temp]ie pr(iciunt2 sic sci5ti1 artes sub dom9antium lib]alitate1 honorific5tia1 b5ignitate4 ,plut>* lib4 #b4 de virtute1 =tuna ,alex&ri4 #c ,tel s]ic tate ,iu/9iani ,imp]atoris cpt1 qu pris ,p]sicis m]catoribus tantm def]ebantur1 cum ignor>5t quomodo fi]5t1 nec scir5t fila esse v]mium4 ,ct]m orig9em illius duo ,mona*i ex ,india ,byzantium pr(ecti1 decl>>unt1 ftumque illorum v]mium1 oua nimir p]egr9a attul]unt1 9 fimo collocata 9 v]mes trans=m>t1 mori folijs alu]t1 indeque natur magi/r ipsis filnm r$d5tibus1 s]icum confec]unt4 ,zon>as #c4 ,annal4 tom4 #c4 p4 #ie4 #d ,effecit ,deus1 vt alt] alt]is indig]emus1 vt sic nos quoque conjung]et2 quoniam amicitias maximas facit vsus1 indig5tia1 propt]ea nec omnia vbique gigni p]misit1 vt inde etiam cog]et p]misc]i1 ,*riso/4 hom4 #cd4 9 #a4 ad ,cor9?4 #e ,ex ea m]ce negotiatores1 vel maximum capiunt emolum5tnm1 siquidem nauibus quotannis 9 ,europam euecta1 c]tissimo comp5dio long1 latque diu enditur4 ,maffu 9 libro secundo hi/ori>um ,indic>um1 mihi pag4 #fh4 #f ,eos ,monacos ,iu/9ianus1 9 prs5tia1 mun]ibus2 de ct]o magnis pollicitationibus ad illud pr/&um confirmauit4 ,procopius ,cs>i5sis1 ex eo ,zon>as #c4 ,annalium tom4 #c4 ,illu/rao ,,lic5,,z4 ,por ordem dos muito ,reu]5dos ,padres ,consultores de nossa ,religia1 vimos e/e ,liuro intitulado3 ,in/ruco sobre a cultura das amoreiras1 criao dos bi*os da s$a1 compo/o pello ,p4 ,d4 ,rafael ,bluteau1 ,cl]igo ,regul>1 ,!at9o da diu9a ,pr\id5cia1 ,calificador d ,s4 ,(ficio1 muito conhecido ne/a ,corte1 por seu s+ul> eng5ho1 admirauel eloqu5cia1 nos melhores pulpitos della1 no a*amos cont5ha c\sa alga contra a nossa ,s4 ,f1 bons co/umes4 ,he pequ5o o ,liuro na mat]ia1 pello que trata de hum bi*9ho1 no conhecido de muitos1 p\co e/imado de quasi todos1 he muito gr&e na calidade1 porque a se obs]u> bem os documtos1 que d o ,au?or1 he c]to result> gr&es vtilidades ao ,reyno1 que por falta das manufacturas se v ta exhau/o1 dim9uido de d9heiro1 com gral dor de todos os zelosos d seu acrec5tam5to2 qu&o a obra por si s na =a de tanta e/imao1 o s]ia pella elegancia com que o ,au?or a escreue1 com cl>eza1 v]dade1 comp5diosas regras1 nam duuidamos1 que o p>ticul> go/o1 com que a lemos1 abranja a todos os que a l]em1 assim nos p>ece muito digna de se d> e/ampa1 p>a que o ,reyno logre z prosp]idades1 que ella lhe promete1 o ,autor o nome de zeloso1 amante d ,reyno de ,portugal1 que he o de que mais se preza1 com que em p>te lhe qu] pag> os aplausos1 affecto1 com que o ouuem4 ,lisboa em o ,conu5to de ,n4 ,s4 da ,diu9a ,pr\id5cia aos #bh4 dias d mez de ,m>o de #afgi annos4 ,d4 ,luis ,m>ia ,sac*i1 ,cl]igo ,regul> ,!at9o da ,diu9a ,pr\id5cia1 ,d\tor na sagrada ,!ologia4 ,d4 ,nicolao ,b>by1 ,cl]igo ,regula ,!at9o ,diu9a ,pr\id5cia1 ,d\tor na sagrada ,!ologia4 ,consultores ,cl]icorum ,regul>ium4 ,hoc opus inscriptum 7,in/ruco sobre a cultura das amoreiras1 criao dos bi*os da s$a7 ,p4 ,d4 ,raphaele ,bluteau ,anglo4 no/r ,congregationis ,!ologo1 ,lusitano idiomate compositum1 juxta ass]tionem ,patrum1 quibus id cmisimus approbatum1 vt ,typis m&etur1 quoad nos spectat1 facultatem conc$imus4 ,9 quorum fidem prs5tes litt]as1 man propria subscriptas1 solito no/r ,congregationis sigillo firmauimus4 ,rom die #b4 ,n\embris #afgh4 ,d4 ,leon>dus ,du>dus ,consultor ,c4 ,r4 ,d4 ,emmanuel de ,puteo ,consultor ,c4 ,r4 ,d4 ,mi*ael ,pignatellus ,consultor ,c4 ,r4 ,d4 ,ioannes ,augu/9us ,griti1 ,secret>ius4 99 99 99 99 99 ,por ordem dos ,s5hores d ,cselho g]al d ,s4 ,(ficio1 vi a ,in/ruco sobre a cultura das amoreiras1 criao dos bi*os da s$a1 que cpoz o ,m4 ,r4 ,p4 ,d\tor ,d4 ,raphael ,bluteau1 ,cl]igo ,regul> ,!at9o da ,diu9a ,pr\idcia1 ,prgador da ,ra9ha my de ,+lat]ra1 ,qualificador d ,s4 ,(ficio em e/e ,reyno1 sogeito ta conhecido1 que na s nas ,nao5s e/rangeiras1 como he p>a elle a nossa1 mas at na propria patria he celebrado seu tal5to1 por p]egr9o2 na cont o ,tratado c\sa1 que (f5da a nossa ,s4 ,f1 ou bons co/umes2 antes c elle seu ,au?or1 no s in/rue1 mas anima z almas c muitos docum5tos p>a a virtude1 aos ,portuguezes c muitas lios p>a o augm5to d b cm porque a9da que e/e e/iu]a por h fio1 mo/ra que c os fios de h bi*9ho1 pode a indu/ria humana ajudada da ,pr\id5cia ,diu9a1 no s su/5t>1 mas enriquec] a ,mon>*ia1 c o que fic> immortal seu nome na nossa memoria1 pois nca dir ,portugal de seu eng5ho1 o que disse da arte d bi*o da s$a1 ,ioo ,ouu5 no liu4 #b4 dos seus ,epigramas3 ,epigram #agh4 ,arte mea p]eo1 tumul mihi fabricor ipse1 ,fila mei fati duco1 necemque neo4 ,e/e he o meu p>ec]4 ,c>mo #h4 de ,n\bro de #afgh4 ,o ,d\tor ,fr4 ,gregorio de ,iesus4 99 99 99 99 99 ,vi/a a in=mao1 podese imprimir a ,in/ruco sobre a cultura das amoreiras1 criao dos bi*os da s$a1 ,au?or o ,p4 ,d4 ,raphael ,bluteau1 impressa torn> p>a se conf]ir1 se d> lic5a1 p>a corr]1 sem ella no corr]4 ,lisboa #h4 de ,n\bro #afgh4 ,manoel de ,magalha5s de ,m5ezes4 ,manoel ,pim5tel de ,s\sa4 ,manoel de ,m\ra ,manoel4 ,fr4 ,val]io de ,s4 ,raymundo4 99 99 99 99 99 ,podese imprimir4 ,lisboa #ag4 de ,n\embro de #afgh4 ,fr4 ,c4 ,bispo de ,m>tyria4 ,,s5hor4 ,e/e ,tratado1 no s he digno de impressa1 mas necess>io2 os argum5tos da vtilidade priuada1 donde resulta a publica1 sa dem/raos visiueis4 ,o seu ,au?or1 a9da que e/rangeiro por orig1 he b nacional nos affectos1 empreg&o o que e/ud\ fra1 no edificio de/e alic]se1 aonde ha de e/rib> ha grde p>te da prosp]idade d ,reyno1 o que o faz digno de hum s+ul> l\uor1 ,v4 ,a4 m&>1 o que mais conui] a seu ,real s]uio4 ,lisboa de ,feu]eiro #aj4 de #afgi4 ,antonio ,vellez ,caldeira4 99 99 99 99 99 ,qve se possa imprimir1 vi/as z lic5z d ,s4 ,(ficio1 ,ordirio1 depois de impresso rorn> ,mesa1 p>a se taix> conf]ir1 sem isso no corr]4 ,lisboa #aa4 de ,feu]eiro de #afgi4 ,m>quez ,p4 ,roxas4 ,ba/o4 ,rego4 ,vi/o e/> c=me com o ,orig9al1 pode corr] e/e ,liuro4 ,lisboa #ba4 de ,iunho de #afgi4 ,fr4 ,c4 ,bispo de ,m>tyria4 ,taixo e/e ,liuro em cem reis4 ,lisboa #bg4 de ,junho de #afgi4 ,magalha5s de ,m5ezes4 ,roxas4 ,ba/o4 ,rego4 ,illu/rao ,,adv]t5cia ,,aos ,,portvgvezes ,z artes#g lib]aes1 mecanicas1 sa z fontes d b commum1 z bases das ,republicas1 z columnas#h dos ,imp]ios2 humas se emp5ho no su/5to da vida1 como a agricultura2 outras se armo contra z inuaso5s dos inimigos1 como a milicia2 outras se desuelo p>a o descubrim5to1 conqui/a de t]ras e/ranhas1 como a nautica2 de donde se segue1 que florecem z ,mon>quias com tanto maior gloria1 felicidade1 quto maior he o num]o1 a p]feio das artes2 que nellas se ex]cito4 ,nas artes mais nobres1 sempre floreceo a ,lusitania1 admir\ o ,p>nasso a elegcia dos seus ,poetas1 e/ranh\ ,neptuno a ouzadia dos seus ,argonautas1 ,m>te enuej\ a val5tia dos seus ,capita5s1 mas sempre se mo/r\ o p\o de ,portugal descuidado das artes inf]iores1 em que comumm5te se occupo os p\os dos outros ,re9os2 ,antipatia deue s] que o brio da nao tem com aco5s d vulgo1 conhec5do-se cortada p>a h]oicas emprezas1 se enu]gonha de se abat] a plebeios ex]cicios4 ,ni/o sa os ,p\os de ,portugal semelhantes aos de que escreue#i ,x5ophonte1 que nunca se occupaua em ,artes me*anicas1 p>a que na deg5]asse a nobreza d animo1 c a humildade d ex]cicio4 ,mas supo/o que e/a briosa lib]dade ac]$ita a biz>ria dos g5ios1 he muito prejudicial ao bem cmum dos ,e/ados1 porque della se occasiona ha p]petua1 quasi natural ociosidade no p\o1 a ociosidade dos p\os1 he causa da pobreza dos ,re9os4 ,z tres mat]ias1 sobre que obro todas z artes1 7que g5]icamte *amo lanificas7 sa la1 l9ho1 s$a1 mas deix&o z primeiras duas1 que na sa de/e lug>1 a mais nobre1 a mais lucratiua1 a mais mi/]iosa1 he a arte da s$a4 ,a ,nobreza de/a arte s]ue de e/imulo altiua incl9ao dos ,p\os2 o lucro que della se tira1 alta z esp]anz dos m]cadores1 os mi/]ios que nella se descobrem1 desp]to a admirao dos ,sabios4 ,em primeiro lug>1 he e/a arte to nobre1 que pode s]uir de occupao mesma nobreza1 sem desd\ro d seu luzim5to1 como se exp]im5ta em quasi todas z ,cidades d',italia1 porque nas p>tes aonde e/ introduzida a criao dos bi*os da s$a1 na ha caza nobre1 em que os s5hores della1 na se occupem ne/e apraziuel ex]cicio1 em muitas cazas ha te>es1 em que at z molh]es tecem fitas1 ou s$as ligeiras p>a adorno das suas cazas1 das suas pessoas4 ,a nobreza das scicias1 das artes1 se m$e pella calidade dos seus objectos1 que c\sa mais nobre1 que a s$a1 que he o objecto1 a mat]ia1 sobre que e/a arte se ex]icita4 ,a nobreza1 s]ue a s$a1 nas galas2 aos ,s5adores1 nas ,togas2 aos ,capitas1 nos ,e/d>tes2 aos ,sac]dotes1 nas sagradas ve/iduras2 aos ,bispos1 nas ,mitras2 aos ,c>deaes1 nas ,purpuras2 aos ,mon>*as nos ,diademas2 aos ,pontifices1 nas ,ti>as4 ,z ,damas1 (f]ece a s$a flores1 que no mur*a1 nas primau]as2 *amas1 que na (f5dem1 nos c>mez9s2 no lauor dos bordados1 labir9tos sem confusa1 nas ondas dos *amalotes1 m>es sem torm5tas1 sem naufragios4 ,s]ue a s$a p>a z pompas funebres1 p>a os triumphos1 he o enfeite das ,cortes1 o app>ato dos ,palacios1 o ornato dos ,templos1 dos ,alt>es1 o adorno dos mesmos ,sanctu>ios1 retratos da gloria1 hospicios da ,diu9dade4 ,em segundo lug>1 a vtilidade1 que se tira da criao dos bi*os da s$a1 melhor se conhece pella exp]i5cia1 que pello discurso4 ,duas amoreiras gr&es1 ou quatro pequ5as1 ba/o p>a su/5t> meia ona de bi*os1 que produz seis arrateis de s$a1 a qual qutidade po/a em meadas1 val tres mil reis o arratel1 de sorte que hum trabalho1 ou huma curiosidade1 que na cu/a d\s mil reis1 no espao de outo semanas ao mais1 r5de dezoito mil reis4 ,os pobres pois1 que na tem campos p>a cultiu>em amoreiras1 nem cazas suffici5tes p>a a criao dos bi*os1 se podem occup> em tir>1 dob> a s$a1 e/a he ha occupaa hone/a1 vtil1 pr9cipalm5te a muitas mulh]es honradas1 que em outros ex]cicios de maior trabalho1 de m5os pr\eito1 ga/o a vi/a1 a saude1 a vida4 ,nas ,pr\9cias de ,fl&es1#aj se conta mais de doze mil pessoas1 que se su/5to s de dob> a s$a1 que lhe vem em rama1 nas frotas da companhia das ,indias ,ori5taes4 ,com e/a mesma occupao1 j se su/5tam em ,lisboa1 mais de trez5tas pessoas1 que dobo a s$a1 que se laura nos c9co5ta te>es1 das n\as manufacturas1 crec5do 7como se esp]a7 o num]o das amoreiras1 te>es1 at se pod] laur> toda a s$a1 que he precisa1 p>a o ,reyno1 suas ,conqui/as1 s] tam vniu]sal a occupao de dob> a s$a1 que p\cas familias pobres hau] em ,portugal1 a que falte o su/5to1 se se occup>em ne/e ex]cicio4 ,alm da ganancia1 que a criaam dos bi*os1 o dob> da s$a1 todos os mais (ficios dep5dtes das manufacturas1 prometem aos pobres1 a cultura das amoreiras promete ,nobreza gr&es vtilidades1 riquezas1 porque muito mais facil1 pr\eitosa he a cultura de/as plantas1 que a das oliueiras1 l>angeiras1 em que muitas cazas de ,portugal1 tem ha consid]auel p>te das suas rdas1 porque z oliueiras na dam fruto1 se nam depois de muitos annos1 z l>angeiras1 nam m$ram1 se nam em t]ras mimosas1 hz1 outras e/am tam sogeitas s inclem5cias d tempo1 que hum vto1 ha neuoa1 ou ha *uua intempe/iua1 he suffici5te p>a de/ruir z n\idades4 ,pello contr>io1 a cultura das amoreiras1 he tam facil1 tam breue1 que em tres1 ou quatro annos1 se poem ha amoreira1 em e/ado de se comear com ella1 a criaam de muitos bi*os1 a natureza lhe deu a propri$ade1 de lhe nam faz] dano1 mas antes lhe s] vtil1 tir>-lhe z folhas4 ,a duraam pois de/a aruore he tal1 que nas ,pr\9cias onde se cultiua1 nam ha memoria d tempo1 em que =am plantadas4 ,z amoreiras1 se crio ne/e ,reyno1 em toda a t]ra1 sem s] necess>io occup> a melhor1 nos mtes1 a9da entre z areas2 o publico pde ord5>1 se plantem junto dos cam9hos1 como se fez em ,frana1 ,italia1 os p>ticul>es podem c]c> dellas z suas qu9tas1 v9has1 consid]d que z folhas de/a aruore1 sa mais pr\eitosas1 que os frutos das melhores plantas1 como se tem exp]imtado1 e/es d\s vltimos annos1 ne/a ,cidade de ,lisboa1 em algz p>tes da b&a d'alem1 aonde a folha de cada amoreira1 r5deo a seus donos1 c9co1 seis1 at outo to/o5s4 ,por onde augm5t&ose a criao dos bi*os1 ao mesmo passo que crec]em1 se cobrirem de folhas z amoreiras1 n\am5te plantadas1 os r5dim5tos de hum moral de c9co1 ou seis mil amoreiras1 s]m muito maiores1 mais c]tos1 que os de hum oliual1 ou l>anjal1 de outras tantas mil oliueiras1 ou l>anjeiras1 f9alm5te com a cultura das amoreiras1 criaam dos bi*os1 se f> a ,nobreza mais rica1 fic> a pobreza aliuiada1 a ociosidade de/]rada1 se euit> a sahida d d9heiro d ,reyno1 se abrir o cam9ho ao muito que entr> pellas mas dos ,e/rgeiros1 a troco da s$a em rama1 t] ,portugal muitas ,pr\9cias da ,europa1 tribut>ias sua indu/ria1 todas s]a admiradoras da sua opul5cia4 ,nas mas de ,deos1 os mais debeis1 despreziueis sogeitos1 sa os artifices das maiores m>auilhas1 tambem nas mas dos ,pr9cepes1 que sa z imag5s de ,deos na t]ra1 podem z mat]ias mais humildes1 na ap>5cia mais inuteis1 obr> prodigiosos effeitos2 se ,deos antigam5te de/ruyo ao ,egipto com mosquitos1 gafanhotos1 pode o ,pr9cepe nosso ,s5hor enriquec] a ,portugal1 c folhas1 com bi*os1 folhas de amoreiras1 bi*os de s$a4 ,os bons ,m9i/ros dos ,pr9cepes1 sa como z ,aguias1#aa que da mais sublime ,regia d ar1 vem na t]ra1 os mais pequ5os insectos3 ,d4 ,luis de ,m5ezes1 ,conde da ,eyriceira1 na suprema eleuaa da dignidade1 em que att5de desuelado aos int]esses da ,mon>quia ,lusitana1 vio com p]spicacia de ,aguia1 aquelle insecto1 sutilissimo artifice da s$a1 ne/a ,corte ap5as conhecido1 com igual agudeza preuio os gr&es emolum5tos1 que podia d> ,republica a criaa1 multiplicaa de/a indu/riosa creatura1 p>a e/e effeito insi/io o ,conde1 em que se prantassem amoreiras em todas z ,pr\9cias d ,reyno1 deu ordem a que viessem de v>ias p>tes da ,europa ,(ficiaes p>a z manufacturas1 p>a e/a n\a introduca1 desfez tantas duuidas1 v5ceo tantas opposio5s1 se (f]eceo m>tyr d bem publico s p5alidades de tantos1 tam v>ios1 ta imp]t95tes cuidados1 que pode s]uir de exempl> ao zelo1 amor da p>tia1 de admiraa con/cia1 de p]petuo assumpto aos encomios da po/]idade2 j se anticipa a fama em applaudir z virtudes milit>es1 politicas1 com que *eg\ aos mais sublimes po/os1 sem mais diligcia1 que hauelos m]ecido1 se a sua p5na1 he a m9a das luzes c que se manife/a ao mundo z faanhas dos ,h]oes de ,portugal1 algum dia a multida das suas gloriosas aco5s1 s] a muitos volumes de ,annaes1 illu/re1 ineuitauel emb>ao4 ,mas porque na gloria das victorias1 que de ord9>io se attribue ao valor dos ,capita5s1 na deixa de t] sua p>te a val5tia dos soldados2 tamb na prud5te ,economia dos ,e/ados1 tal vez se acr$ita os ,m9i/ros inf]iores1 sem prejuizo da gloria dos supremos ,supo/o i/o1 razam he1 que p>a memoria dos v9d\ros1 se faa aqui m5a d zelo1 habilidade1 desuelo1 com que ,rol&o du ,clos t propo/o1 solicitado1 adiantado e/a n\a introduca das manufacturas da s$a1 com ta euid5tes exp]i5cias1 c ta felice successo1 que toda e/a ,corte se admir\1 de quese fizesse ta vtil a ,portugal1 a indu/ria de hum ,e/angeiro2 mas a v]dadeira patria dos sogeitos de tal5to1 he a t]ra em que ex]cita z suas virtudes1 entre z muitas diff]5z que ha entre os hom5s1 os animaes1 ha das pr9cipaes1 he que os animaes a*a a sua patria1 os hom5s a escolhem2 aquelles a*o por patria a t]ra1 em que nac1 e/es escolhem por sua patria1 a t]ra em que pret5dem fund> sobre os alic]ses da sua virtude1 a sua =tuna2 com e/a consid]aam escolheo ,rold du ,clos a ,portugal por sua patria1 e/ ta naturalizado1 que atreu5do-se a ha empresa maior1 que z suas =z1 p>ece tem tresladado em si os brios da nao ,portugueza1 que sempre fez facil ao seu valor1 tudo o que conheceo sup]ior1 ao seu pod]4 ,c g5]osa1 discreta emulao1 quiz]am logr> juntamte com ,rol&o du ,clos1 a gloria de/a empresa1 como socios no mesmo negocio1 companheiros no mesmo trabalho1 ,francisco ,lopes ,franco1 v>a de muita virtude1 prud5cia1 muy conhecido ne/a ,corte1 como b5em]ito d ,reyno1 ,ioo ,so>es da ,co/a1 cuja intellig5cia1 zelo d augm5to d bem cmum1 promete gr&es ac]tos1 p>a o p]feito e/abelecim5to de/a fabrica1 no rep>&o ambos em contribuir l>gam5te p>a ella com sua faz5das1 p>a que a de ,s4 ,a4 dos seus vassallos se acrec5te4 ,de maneira que e/a artificiosa maqu9a das s$as1 que nos seus pr9cipios1 e/aua fundada sobre ha s columna1 tem hoje mais pessoas1 que a su/5to1 d que teue o fabuloso ,ceo dos ,poetas1 porque descana nos hombros de tres ,atlantes4 ,z obras da arte1 tem como z da natureza1 a sua infancia1 por debeis pr9cipios1 sobem ao auge d seu augm5to4 ,a s$a na boca d bi*o1 que a =ma1 he h fio2 nas anafayas1 he tea2 nos casulos1 he n\elo2 nas dobad\ras1 he meada1 assim crece a s$a em quantidade1 p]feio1 at que nas ve/iduras d homem1 *ega a s]1 o ornam5to de hum pequ5o mundo4 ,d mesmo modo1 teue e/a fabrica da s$a1 alic]ses to frageis1 como os da mesma s$a1 no exordio d seu s]1 porque comeou por hum te> de fitas1 em m5os de hum anno se viro armados c9co5ta te>es1 em que se fazem tafets1 gorgoro5s1 galas1 primau]as1 cet9s1 telas1 breuem5te trabalh> outros c9cota1 se correspd] os progressos a e/es pr9cipios1 daqui a algs annos1 t] ,portugal mais s$as1 que lz1 os que agora julga e/a empresa impossiuel1 ou danosa ao ,re9o1 conhec] a sua possibilidade1 na euidcia d successo1 a sua vtilidade1 na importancia d pr\eito4 ,t5ho mo/rado como a arte da s$a1 he to nobre1 que pode s]uir de ex]cicio nobreza1 to lucratiua1 que nelle a*> o ,reyno ha m9a de excessiuas riquezas1 re/a que vejamos como e/a mesma arte1 he to mi/]iosa1 que pode d> p]petuos motiuos de contemplao1 admirao1 intellig5cia dos ,sabios4 ,o nacim5to1 criaam1 vida dos bi*os da s$a1 enc]ro em si to pr(undos mi/]ios1 que no s por int]esse1 mas por recreao1 por curiosidade1 podem occup> z pessoas mais virtuosas1 z ,religiosas1 z ,damas1 os ,philos(os1 mais d\tos ,!ologos d mundo4 ,os pr9cipaes artigos1 mi/]ios da ,f ,ca?olica1 sa a exi/cia de hum ,deos1 a ,tr9dade das pessoas na natureza diu9a1 a ,enc>nao d ,v]bo1 o nacim5to de ,*ri/o1 a adoraa dos ,reys ,magos1 a transfigurao1 a morte1 ,resurrei d ,s5hor4 ,todos e/es mi/]ios1 no bi*o da s$a1 admirauelm5te se repres5tam4 ,primeiramte aos ,a!i/as1 filhos da incr$ulidade1 p>tos da cegueira1 que nam tem olhos p>a o ,deos1 que os mesmos cegos adora1 mo/ra e/e insecto com palpaueis m>auilhas1 a exi/5cia d ,au?or da natureza2 que se nam ha no mundo hum artifice supremo1 qual he o ,me/re das artes1 que e/e prodigioso artifice1 sem me/res ex]cita8 fia1 tece1 edifica1 fia sem mos1 sem braos tece1 sem algum in/rum5to1 edifica o seu domicilio1 se com a efficacia da sua palaura1 ,deos fez ao vniu]so1 e/e milagroso ,arquitecto1 sem voz1 sem falla1 fabrica no seu casulo1 hum pequ5o mundo4 ,z luzes da v]dade abre os olhos1 incr$ulo ,a!i/a1 j que nas luzes dos ,a/ros1 nos brilhantes ,planetas1 nam ves da ,diu9dade os rutilantes reflexos1 confessa que p>a pr\a de que no mundo ha ,deos1 e/e bi*9ho ba/a4 ,adoramos a ,deos1 hum na ess5cia1 tr9o nas pessoas2 ne/e insecto admiramos1 tres sogeitos di/9ctos em ha s natureza1 porque o pr9cipio d seu s]1 he hum pequ59o ouo da grossura de hum gra de mo/>da1 d ouo nace hum bi*o1 d bi*o ha borboleta2 de maneira que em ha s sub/ancia1 se a*am tres suppositos realm5te di/9ctos2 a sub/ancia de/es suppositos se cmunica1 mas no se cmunico os suppositos1 com tudo a sub/ancia1 os suppositos sa physicam5te a mesma ess5cia1 e/a ess5cia nos tres suppositos obra por diff]5tes modos d mesmo modo1 que nas pessoas diu9as1 ha pessoa nam tem z p]feio5s relatiuas da outra1 supo/o que cada pessoa he igualm5te p]feita1 mas antes =a imp]feia que a propri$ade da primeira pessoa1 se a*asse na segunda1 na t]ceira1 assim no tem a pessoa d ,pay a propri$ade relatiua d ,filho1 nem o ,filho possue a propri$ade relatiua d ,pay1 nem ao ,espirito ,santo1 se attribu z p]feio5s d ,pay1 em quanto ,pay1 nem z d ,filho1 em quanto ,filho2 tambem nos tres suppositos da sub/ancia de/e prodigioso insecto1 nam tem o ouo z p]feio5s proprias d bi*o1 nem o bi*o1 z da borboleta1 nem a borboleta1 z d bi*o1 n d ouo1 porque o ouo nam &a como o bi*o1 nem o bi*o voa como a borboleta1 nem a borboleta1 o bi*o p]seu]am sem corrupo de hum anno p>a outro1 como o ouo4 ,no ,v]bo enc>nado1 e/am vnidas duas diff]5tes naturezas1 a humana1 a diu9a2 no bi*o da s$a se a*am duas diu]sas naturezas1 porque como bi*o he reptil1 como borboleta he volatil2 no reptil1 se figura a humildade d s] humano1 no volatil1 se simboliza a sublimidade d diu9o4 ,por virtude d ,espirito ,santo1 tom\ o ,v]bo ,et]no c>ne nas entranhas de huma ,virgem2 a sem5te dos bi*os se anima1 ou com o calor d ,sol1 ou com o calor natural1 no peito de huma donzella4 ,*ri/o entre palhas naceo1 o bi*o da s$a entre folhas nace2 naceo o ,s5hor no mais pr(d sil5cio da noite1 o bi*o da s$a no sil5cio viue1 com os e/rondos1 morre4 ,no presepio1 os ,reys sabios busc>a ao ,s5hor1 sa sabios os ,reys1 que procura no seu ,reyno a criaam de/e insecto4 ,no ,?abor1 ,*ri/o se transfigur\1 fic>a suas ve/iduras brancas como a neue1 tambem o bi*o da s$a se transfigura em ha borboleta1 que se iguala neue na aluura4 ,o ,s5hor que a todos ve/e1 morreo n em hum madeiro1 o bi*o da s$a1 que a todos d de ve/ir1 viue1 morre n1 retratto da paci5cia1 da pobreza4 ,f9alm5te resuscit\ o ,s5hor1 no sepulcro1 deix\ z mortalhas1 o bi*o da s$a rompe o casulo1 em que e/aua sepultado1 nelle deixa duas pelles1 como despojos da morte1 tr(eos da immortalidade4 ,mas he tempo que acabe1 acabo aduirt9do aos discretos1 que cada aca d bi*o da s$a1 he hum j]oglifico1 em cada j]oglifico1 se significa ha virtude4 ,todos os docum5tos de bem viu]1 se apr5dem na contemplaa da vida1 morte de/e ,rey dos insectos1 a *>idade1 a prud5cia1 a p5it5cia1 o des5gano das vaidades d mundo4 ,que *>idade mais entranhauel pode hau]1 que des5tranh>-se p>a ve/ir os ns2 =ma o bi*o da s$a com a sub/ancia das suas entranhas1 os def5siuos com que os hom5s1 se arma contra z injurias d tempo1 p>a rem$e> necessidades alheas1 conu]te em preciosas r\pas1 os seus proprios alim5tos4 ,que prud5cia mais sob]ana1 d que ordir innoc5tes enr$os1 p>a cseguir gloriosas victorias2 fia o bi*o da s$a os lao1 em que se pr5de1 se enc>c]a a si mesmo1 mas qu&o he tempo1 quebra a prizam1 sahe victorioso4 ,nos labir9tos da ,corte1 muitos se enr$am no que tecem1 mas nam se sabem desemb>aar1 d em que se enr$o4 ,qual dos mais solit>ios ermita5s pode competir com o bi*o da s$a1 nas asp]ezas da p5it5cia8 qual contemplatiuo ,anacoreta1 viueo como elle em ha cella sem porta1 sem janella1 jeju&o com tam gr&e rigor1 que pello espao de muitos dias1 nam toma ha folha v]de p>a seu su/5to1 tam ap>tado de/e mundo1 que viue retirado em hum outro mundo1 morto na app>5cia1 na realidade sepultado4 ,em conclusam1 e/e mesmo insecto1 que p>ece nascido p>a fom5to de pomposas vaidades1 he aquelle1 que melhor nos des5gana da vaidade das pompas humanas1 porque a riqueza das s$as que laura1 nam he outra c\sa1 que o excrem5to das folhas1 que come1 p>a nos adu]tir1 que a nossa vida dep5de de hum fio1 tecidura de hum o fio se r$uzem todas z obras da sua vida2 cuidemos todos na fragilidade da vida humana1 p>a ns assegur>mos ha morte santa4 ,a arte das artes he sab] morr]1 porque o premio de/a arte1 he o mesmo ,deos na et]na bem-au5turana3 ,os erros1 que nas mais artes se cometem1 sam rep>aueis1 mas he irrep>auel o desac]to de huma m morte3 ,e/a he a mais importante adu]tcia1 das que se enc]ro ne/a introduco1 fiz z duas primeiras como zeloso d bem d ,reyno1 remato com e/a1 como desejoso d bem das ,almas4 ,d4 ,,rafael ,,blvteav ,cl]igo ,regul> ,!at9o da diu9a ,pr\id5cia4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #g ,artes bonorum fontes esse aiuunt4 ,x5ophon4 de in/itut4 ,cyri lib4 #g4 #h ,artes non ornam5ta solum ,reipublic sunt1 s$ etiam auxilia1 fulcra4 ,lipsius 9 lib4 de ,cruce 9 prfat4 ad b>b4 ord4 #i ,x5ophon1 9 conomico4 #aj ,9 ,belgio1 ,s]icum crudum1 quod magna copia ex ,italia1 ,regionibus ,ori5talibus1 prct]is v] ex ,p]sia ,societatis ,indi ,ori5talis def]tur 7vt secundum rei v]itatem multis obs]uat e/7 amplius1 quam duodecim millia hom9um occupat1 qui tantummodo 9 eo sep>&o1 glom]&o occupantur4 ,s*ookius 9 ,belg4 fd]4 lib4 #g4 cap4 #ai4 #aa ,aquila ,auis sol>is e/ acuti visus1 ita vt 9 summo ,a]e exi/s1 qu 9 t]ra subsid5t videat4 ,etzl]4 9 ,isagog4 physic4 cap4 #d4 ,illu/rao ,,index ,,dos ,,pr9cipaes ,,av?ores1 que escreu]am o nacim5to1 criao1 vida1 propri$ades d bi*o da s$a4 ,pl9io1 hi/or4 natural4 liu4 #aj4 cap4 #bc4 ,i]onimo ,vida1 ,bispo de ,alba1 em d\s ,liuros1 que tem compo/o em v]sos hexametros1 de ,bbice4 ,vlysses ,ald\r&o1 no seu ,liuro de ,insectis4 ,simo ,maiolo1 ,bispo de ,vultur>a1 no seu ,liuro intitulado1 ,dies ,canicul>es1 no ,colloquio qu9to4 ,luis de ,granada da ,ordem de ,s4 ,dom+os1 na introducam d symbolo da ,f1 p4 #a4 cap4 #ba4 ,gasp> ,kiokio1 ,iurisconsulto ,alema nos ,tratados1 que fez de r>io1 liu4 #b4 cap4 #f4 ,e ,*ri/\o ,pell]o1 nos ,cm5t>ios que fez sobre os mesmos ,tratados4 ,?omas ,g>zoni1 ,au?or ,italiano1 no ,liuro *amado1 ,piazza ,vniu]sale1 liu4 #d4 cap4 #a4 ,e ,*ri/\a ,isn>do2 em hum ,liuro cpo/o em ,idioma ,francez1 impresso em ,p>is no anno de #affe4 ,e/e vltimo ,au?or1 escreueo sobre a cultura das amoreiras1 criaam dos bi*os da s$a1 mais cl>a1 diffusa1 me?odicam5te1 que todos os mais1 por isso delle se tir\ a maior p>te das noticias1 que se enc]ram nos segu9tes ,capitulos4 ,illu/rao ,,index ,,dos ,,capitulos1 ,,qve contem e/e ,liuro4 ,i4 ,,p>te4 ,cap4 ,i4 ,das diff]5z das amoreiras1 das suas excell5cias4 ,cap4 ,,ii4 ,v>ios modos de plant> z amoreiras brancas1 pretas4 ,cap4 ,,iii4 ,modo de transplant> z aruores nascidas por sem5te4 ,cap4 ,,iv4 ,modo de plt> z amoreiras por m]gulho4 ,cap4 ,v4 ,modo de plt> z amoreiras por e/aca4 ,cap4 ,,ui4 ,modo de plt> z amoreiras por enx]to4 ,cap4 ,,vii4 ,como se deuem entret] z amoreiras4 ,cap4 ,,uiii4 ,modo de colh] a sem5te das amoreiras1 p>a a seme>4 ,,ii4 ,,p>te4 ,cap4 ,i4 ,d lug> proprio p>a cri> os bi*os4 ,cap4 ,,ii4 ,regra p>a conhec]1 escolh] os melhores gros1 faz] sahir os bi*os4 ,cap4 ,,iii4 ,das mudas dos bi*os1 como conuemtratalos no tpo dellas4 ,cap4 ,,iu4 ,modo de colh]1 cons]u> z folhas das amoreiras4 ,cap4 ,v4 ,das do5z dos bi*os da s$a1 dos rem$ios1 que se lhe podem aplic>4 ,cap4 ,,vi4 ,segr$o p>a faz] nac] sem sem5te1 muitos bi*os da s$a1 que d>a excelltes gros com abundancia4 ,cap4 ,,uii4 ,modo de faz] sobir1 fi> os bi*os da s$a4 ,cap4 ,,uiii4 ,d tempo em que os casulos se ha de tir> dos ramos4 ,,iii4 ,,p>te4 ,cap4 ,i4 ,d modo com que se deuem ap>elh> os casulos p>a delles tir> a s$a1 como se podem cons]u> muito tpo1 imp$9do que z borboletas na os furem4 ,cap4 ,,ii4 ,como se deuem escolh] os casulos1 vnir z borboletas p>a que ponha a sem5te4 ,cap4 ,,iii4 ,da =ma d =no1 dobad\ra1 outros in/rum5tos p>a tir> a s$a4 ,cap4 vlt4 ,d b>bilho1 d modo de o ap>elh>4 ,illu/rao ,,in/rvc,,am ,,sobre ,a ,,cultura das amoreiras1 criao dos bi*os da s$a4 ,i4 ,,p>te4 ,,capitvlo ,i4 ,das diff]5z1 propri$ades das amoreiras4 ,como o fundamto pr9cipal da s$a1 dep5de das amoreiras1 e/a rica aruore1 cujas folhas s]uem de su/5to aos bi*os1 s] o assumpto dos primeiro ,capitulo de/e ,tratado4 ,duas sortes de amoreiras se conhecem1 hz brancas1 outras negras4 ,a diff]5a1 que z primeiras fazem das segdas1 comea pello fruto1 porque produzem cmum5te amoras brancas1 ou p>das1 mais pequ5as que z negras1 m5os saborosas2 z folhas sa de hum v]de mais cl>o1 a casca1 a madeira mais branca1 he a razam1 porque cons]uam o nome de brancas1 a9da que algz produzo amoras negras4 ,po/o que z folhas de hz1 outras1 sirua nutritura dos bi*os1 z folhas das amoreiras brcas se pref] s das amoreiras negras1 por quatro razos4 ,primeira1 porque sa mais t5ras1 delicadas1 de melhor go/o1 alimto aos bi*os3 ,segunda1 porque produzem a folha v9te dias primeiro1 que z outras1 se anticipa com ellas a criaa dos bi*os1 de v9te dias1 s calmas d mez de ,iunho1 que lhe sa ctr>ias3 ,t]ceira1 porque ellas aruores crec1 se cultiuo mais facil1 breuem5te1 que z outras3 ,qu>ta1 porque em algz t]ras1 a exp]i5cia tem mo/rado s] a s$a dos bi*os1 que se su/5ta da folha de/as amoreiras1 mais f9a1 de mais valor4 ,porm a exp]icia tem mo/rado1 que a s$a de ,portugal1 ade s se vza das amoreiras pretas1 he melhor1 que a mais f9a de ,italia1 como que se podem s plant> z amoreiras brancas1 pela segunda calidade de anticip>em z folhas1 supo/a e/a razam se podem pr entre dez amoreiras pretas1 duas brancas4 ,ella aruore he a mais f]mosa1 a mais vtil de todas z aruores1 que s]uem ao ornato dos cpos1 ao pr\eito dos hom5s1 quanto f]mosura1 o pr\a bem a sua vi/a1 quanto vtilidade1 o manife/a os seus effeitos1 que sa a vnica riqueza de muitas1 grdes ,cidades4 ,os seus troncos nam diff]em dos *\pos1 de todas z outras aruores =tes1 resi/em agoa mais que todas1 donde se segue1 que s]u a todo g5]o de obras de t]ra1 m>1 alguns naturali/as escreu1 que a sua casca s]ue p>a faz] cordas1 p>a ha fabrica de panos grosseiros4 ,a natureza pr\ida na criaam dos bi*os da s$a1 que hauiam de s]uir ao ornato d mundo1 iz5t\ e/a aruore de toda a sorte de animaes immundos1 v55osos1 que comem z folhas1 os frutos de todas z outras aruores1 porque n5hum se vio j mais nas amoreiras2 e/e attributo1 e/e priuilegio da natureza1 he propri$ade especifica de/a nobre planta4 ,he e/a aruore ta f]til na produco de seus ramos1 que quem tem copia de amoreiras1 tem l5ha em gr&e abundancia p>a o fogo1 sem incommod> z aruores4 ,a riqueza das suas folhas he tal1 que duas aruores de ju/a gr&eza1 ba/a p>a o su/to de meya ona de gras de bi*os1 os quaes cri&ose m$iocrem5te1 produzem seis1 ou sete arrateis de s$a1 que de ord9>io se v5de por tres mil reis1 o arratel4 ,z suas folhas1 sa o melhor alim5to1 que a t]ra produz p>a o gado1 o seu fruto o melhor1 que se conhece p>a seu> gal9has1 frangos1 capo5s1 toda a sorte de ,aues4 ,,capitvlo ,,ii4 ,v>ios modas de plant> z amoreiras brancas1 pretas4 ,ha quatro modos de plt>1 cri> e/a vtil aruore4 ,primeiro1 por semte tirada das amoras4 ,segundo1 por m]gulho dos ramos1 que sahem ao p da aruore1 junto t]ra4 ,t]ceiro1 por e/acas1 ramos cortados1 plantados em outro lug>4 ,qu>to1 por enx]to de amoreiras brcas em pretas1 ou em quaesqu] outras aruores proprias p>a s(r] o enx]to4 ,quanto ao primeiro modo1 he conu5i5te que seja em lug> fe*ado1 def5dido1 abrigado dos v5tos frios1 em t]ra cauada1 m\ida1 e/]cada com e/]co meudo1 depois lanarlhe a sem5te na altura de hum d$o1 de sorte que os gras fejo bem cub]tos4 ,o mesmo effeito produzem z amoras inteiras1 po/as ha noyte de molho em agoa cl>a1 nam se meta1 ou junto1 ou entre z sem5tes1 alga outra planta4 ,se a t]ra he humida1 nam he necess>io regalas1 porque cria ha codea que imp$e1 que a plta saya2 por cons]u> a humidade da t]ra1 he bom cubrir o lug>1 aonde e/ a sem5te1 c palha1 ou jco1 se se seme> na ,primau]a1 conuem def5d] o lug> de ,p>dais1 ou outras quaesqu] ,aues4 ,ha duas sezo5s proprias p>a e/a cultura1 por sem5te4 ,primeira3 ,abril1 ,mayo4 ,segunda ,iulho1 ,ago/o4 ,e em ,portugal se pode anticip>1 de hum mez a primeira4 ,a sesa da ,primau]a1 he a melhor2 em ha1 outra sesa1 se he possiuel1 se deue escolh] no qu>to cresc5te da ,lua hum dia cl>o1 s]5o2 met]seham z sem5tes em di/ancia de quatro ps de ha a outra1 depois de pegadas em dias qu5tes1 se pdem1 deuem reg> com in/rum5tos de arame1 que t5ham os buracos meudos4 ,nas t]ras frias1 ha outras cautelas1 contra giadas1 neues1 que entre ns sa inuteis4 ,,capitvlo ,,iii4 ,modo de transplant> z amoreiras1 nascidas por sem5te4 ,depois de plantadas z amoras 7como fica dito7 he necess>io m\]1 trabalh> a t]ra1 pello m5os tres vezes cada anno1 nos mezes de ,abril1 ,iunho1 ,ago/o1 qu&o a t]ra e/eja1 humida ou pella *uua1 ou pello orualho1 mas de sorte1 que e/e trabalho da t]ra1 nam toque z raizes4 ,qu&o = necess>io1 se reg> sm5te1 porque a demasiada agoa1 nam faa apodrec] z raizes4 ,nos mezes de ,m>o1 ,abril segu9tes1 he necess>io pod>1 cort> c hum in/rum5to muito f9o1 os ramos que os troncos lanarem1 o que se cont9u> todos os annos1 cort&ose tamb o tronco no mais alto1 meyo palmo sm5te1 qu&o = crescd1 se lhe deix> ao mais1 tres ramos4 ,e como c e/e cuidado1 b5eficio1 *eg>em altura de seis ps1 grossura de hum brao1 se transplant> nos lug>es aonde se quiz]em pr1 adu]t9do quese se h\u]em de transplant> em campo descub]to1 expo/o a todo o g5]o de animaes1 s] conu5i5te deix> crec] z aruores1 a outo ps de alto4 ,i/o mesmo1 se obs]u> com z aruores1 que vi]em de ,pr\9cias di/antes1 lug>es e/rgeiros2 se vi] pequ5as1 se met] em lug>es s]rados1 def5didos1 com di/ancias proporcionadas1 se t] o mesmo cuidado de z cultiu>4 ,e se vi]em da gr&eza de seis1 ou outo ps1 z transplant> logo 7como fica dito7 faz5do1 se pud] s]1 que *eguem nos mezes de ,setbro1 ,outubro1 ,n\embro1 que he o tempo em que hz1 outras se deuem transplt>1 ou ao m5os nas ,luas n\as de ,m>o1 ,abril4 ,qu&o se transplant>em1 se abrir cauas propora das aruores1 deix&o z aruores mais na sup]ficie1 que no fundo da t]ra2 mas he conu5i5te1 que z cauas seja mais altas1 porque a agoa da *uua1 que nellas entr>1 f> peg> mais =tem5te z raizes1 se lanar nas cauas eruas arrancadas d campo1 que v9do a apodrec]1 lhe s]u de e/]co2 mas e/as eruas1 na t5ha raizes1 quaesqu] outras immundicias1 sa proprias p>a o mesmo effeito4 ,s] necess>io regalas no mesmo tempo1 que se metem na t]ra1 nos mezes segu9tes de ,iulho1 ,ago/o1 p>a que peguem bem1 c]c> o tronco da aruore de alguns paos1 esp9hos1 da altura de hum p p>a z def5d] nos primeiros mezes1 se m\]1 trabalh> a t]ra nos primeiros annos4 ,a m1 a boa t]ra he igualm5te fructif]a p>a e/as aruores1 mas a seca1 ligeira mais propria p>a a bdade da folha1 a9da que na humida1 nos valles1 junto a ,ribeiras1 sa mayores z aruores1 crecem mais facilm5te2 ni/o tem z amoreiras a natureza das v9has1 junto das quaes vem com p]feia1 sem s] danosas s v9has4 ,os lug>es mais expo/os ao ,sol1 sa os melhores4 ,em toda a p>te1 onde se puz]em1 se lhe d> di/ancia de hz a outras1 de duas1 ou tres braz ao m5os1 porque naturalm5te e/a aruore he muito copada1 o tronco muito grosso2 mas a9da que se ponha mais junta1 na deixa de crec] da mesma sorte4 ,,capitvlo ,,iv4 ,modo de plant> z amoreiras por m]gulho4 ,av>a1 ou ramo da amoreira1 que e/iu] mais p]to da t]ra1 se pod] melhor dobr>1 se met] na t]ra o mais di/ante da aruore1 que pud] s]1 sem se arranc> da aruore1 nem quebr>1 de sorte1 que nam possa receb] a sub/ancia della1 faz5do sahir sup]ficie da t]ra hum1 ou d\s boto5s d mesmo ramo1 que pod]ia produzir outros ramos o anno segu9te1 junto d lug> onde se deix>em de =a1 se met] ha e/aca1 a qual d5tro da t]ra se at> ao ramo com hum junco molhado2 he necess>io reg> e/a planta1 como fica dito das sem5tes1 at que lance raizes4 ,e/a sorte de planta por m]gulho1 se f> no outono1 no vltimo qu>to da ,lua1 ou na ,primau]a1 a tempo que a aruore comece a mo/r>1 que qu] florec]4 ,no anno segu9te1 qu&o se ent5d]1 que o ramo m]gulhado tem lanado raizes1 se cort> da aruore1 se deix> no mesmo lug>1 ou se pass> a outro1 p>a depois se transplant>1 cultiuada como fica dito1 at seis1 ou outo ps de alto1 se se deix> fic> no lug> d m]gulho se cort> spre o ramo d tronco da aruore1 no segundo anno1 porque de outra sorte tir> a si a sub/ancia da aruore1 a enfraquecei4 ,,capitvlo ,v4 ,modo de plant> z amoreiras por e/aca4 ,z amoreiras nacem com a mesma facilidade por e/aca1 que por sem5te1 m]gulho4 ,qu&o a amoreira quiz] florec] se cort> hum ramo1 que desse j d\s annos flor1 fruto1 que haja ao m5os outo annos1 que t5ha sahido da aruore1 sd possiuel seja torto1 t5ha duas pontas na p>te por onde se cort>1 p>a que metido na t]ra1 o ramo saya direito1 o p entre torto1 possa =m> duas raizes4 ,e/es ramos se met] na t]ra em regos1 como se plantam z v9has1 hum p\co pr(undos1 nam deix&o =a da t]ra mais que d\s1 ou tres boto5s d ramo4 ,he conu5i5te f5d]1 abrir a ponta de/e ramo1 que entra na t]ra1 de tres1 ou quatro polegadas1 met] entre z f5da algs gras de trigo1 ou ceuada1 porque v9do a hum$ec]se1 cons]u>m fresco o tronco1 o f> peg> mais facilm5te1 conuem regalos1 qu&o = necess>io1 at se ent5d] que tem raizes1 crec5do he necess>io podalos1 cultiualos1 como fica dito1 diante se dir4 ,,capitvlo ,,vi4 ,modo de plant> z amoreiras por enx]to4 ,onde ha amoreiras pretas1 e/e he o mais facil meyo de hau] z brancas1 enx]t&o nellas g>fos das brancas1 aonde falta1 se pod enx]t> em quaesqu] outras aruores4 ,os modos dos enx]tos1 sam os cmuns1 que se tem c z outras aruores1 o tpo mais proprio he na ,primau]a1 mas todo o tempo que s]ue p>a os enx]tos das outras aruores1 s]ue s amoreiras4 ,he necess>io escolh] o g>fo das aruores mais velhas1 daquellas que dam a mais f]mosa1 a melhor folha1 escolh5do os g>fos mais n\os1 que e/a na aruore mais expo/os ao meio dia1 mais nas extremidades da aruore1 que no meyo1 que t5ham a folha muito v]de1 r$da1 nam man*ada4 ,,capitvlo ,,vii4 ,como se deuem entret] z amoreiras4 ,todas z precauo5s necess>ias p>a tir> da amoreiras hum pr\eito annual1 t] gr&es1 f]mosas aruores1 he de z limp> todos os annos das bran*as1 ramos mal =mados1 secos1 cort>1 pod> os ramos1 que se sep>o muito das aruores1 desiguaes aos outros1 a fim de faz] a aruore copada1 mais facil de colh] a folha4 ,o primeiro anno1 que z aruores s] transplantadas ao lug>1 aonde ha de fic>1 se deuem cort> todos os ramos1 bran*as1 deix&o s c9co1 ou seis1 os melhor situados na aruore4 ,no anno segu9te1 de/es c9co ramos1 se deix>a s tres os melhores1 em situao triangul>1 igual1 a fim que a produca da aruore seja igual1 =mada s de tres bran*as pr9cipaes4 ,he bom cort> na e/remidade d tronco pr9cipal1 entre z tres bran*as1 tudo o que e/iu] seco1 z bran*as1 que se cort>em1 se =em grossas1 a d\s1 tres ps de longo da aruore1 tronco pr9cipal1 a fim de que v9do a sec>1 na se cmunique aruore1 se cort> de alto abaixo1 por d> qu$a agoa da *uua1 que na p5etre o int]ior2 se z bran*as cortadas tiu] no anno segu9te muitos ramos1 se cort> sem deix> a cada huma mais que d\s1 ou tres na =ma1 que se t] feito s bran*as4 ,se depois de d\s annos1 z folhas que z n\as aruores produzirem sahirem man*adas1 de p\ca sub/ancia1 s] bom cort> z extremidades dos ramos1 met] nelles enx]tos de bs g>fos1 quanto mais g>fos lhe enx]t>em1 s] melhor1 mas e/e enx]to he mais vtil1 que necess>io4 ,ha ha especie de amoreiras2 como t]ceiras1 entra brancas1 negras1 a qual tem a folha mais l>ga1 que a das outras1 diff]5te em cr1 mais t5ra1 de melhor go/o aos bi*os4 ,z amoras sa de hum p>do escuro1 maiores que todas z outras4 ,z folhas de/as amoreiras sam mais naturaes aos bi*os1 mas no a comem com tanto apetite1 como z folhas das amoreiras brancas4 ,com tudo he conu5i5te t] algz aruores de/a t]ceira especie1 p>a a d> aos bi*os na vltima muda1 porque o muito que comem da outra folha1 lhe faz algz vezes dano4 ,alm de que1 a exp]i5cia tem mo/rado que fazem a s$a mais =te1 e/as amoreiras se *amo cmum5te de ,hespanha1 po/o que a planta he natural de ,sicilia4 ,onde ha copia de amoreiras1 mais folhas1 d que he necess>io p>a o alim5to dos bi*os1 he cu5i5te deix> de colh] a folha de algz aruores1 ou colh] de todas com mod]ao1 porque a9da que o colh] a folha1 nam trata mal z aruores1 no anno segu9te1 z folhas sa de melhor sub/ancia1 vem em maior abdancia4 ,he conu5i5te1 deix> z aruores que t melhor1 mais grossa a folha1 o fruto maior1 em gr&e quantidade1 p>a d> aos bi*os nos vltimos dias1 por duas razo5s4 ,primeira porque s5do z folhas melhores1 mais sub/anciaes1 se deue gu>d> p>a a vltima muda dos bi*os1 qu&o e/o mais p]to de =m> a s$a4 ,segunda1 porque t5do z amoreiras quantidade de amoras1 no lhe tir&o logo a folha1 *ega o fruto a toda a p]feio1 s]ue p>a sem5te de aruores1 p>a ceu> z ,aues2 muitas vezes suc$e1 que algz aruores c>rego tanto de fruto1 que he inutil colh] z folhas1 por s]em muito pequ5as4 ,como succ$e1 que alguns annos1 os bi*os sahem1 se animo primeiro que z aruores t5ham folha capaz p>a o seu su/5to1 se pode com indu/ria apress> a folha1 met5do e/]co meudo d5tro da raiz das aruores1 roda d p1 na ,lua n\a de ,feu]eiro1 reg&o z com agoa morna em hum dia bom1 de ,sol4 ,das aruores n\as1 7se pud] s]7 tambem das velhas1 se deue colh] a folha1 com tal ord1 que se nam quebrem os ramos gr&es1 dos pequ5os se nam devem cort>1 os que e/o na extremidade da v>a1 ou ramo grde4 ,os mais curiosos da cultura das aruores1 fazem cort> z folhas pello p1 com ha !s\ra1 por salu> os ramos1 po lanois ao p das aruores1 p>a que caya sobre elles4 ,mas quem tem muita criao de bi*os1 no pode gu>d> e/a regra1 pella muita folha de que necessita4 ,mas sempre he necess>io1 gu>d> o que fica dito sobre os ramos1 pondo cuidado em no quebr> os gr&es1 se se quebro1 conuem cortalos por baixo1 donde sa f5didos4 ,qu&o a folha de toda a aruore he colhida1 deue visit>se a aruore1 cort> tudo o que nella ha de ramos secos1 pod> todos os ramos1 que se sep>>em muito da aruore4 ,quem quiz] cort> z aruores1 ou por velhas1 ou por lhe p>ec]1 que necessito de/e b5eficio1 o no deue faz] pello tronco1 mas pellos ramos2 porque pello tronco1 he totalm5te r5\ala1 p]d] a folha1 por alguns annos1 porque nem he boa p>a os bi*os1 os primeiros tres1 ou quatro annos da aruore n\a1 nem se pode tir> sem dano da aruore4 ,o melhor modo de cort> p>a z melhor>1 o que se vza em ,sicilia1 he m&> subir aruore hum homem com ha f\ce de p longo1 cort> os ramos mais di/antes1 at onde pode alcanar1 no mez de ,m>o em hum bom dia1 da ,lua n\a1 ou por no p]d] a folha daquelle anno1 nos mezes de ,mayo1 ,iunho1 ao mesmo tempo1 que a folha se vai colh5do4 ,os hom5s practicos na ,agricultura1 fazem i/o mesmo1 no s s amoreiras1 que he a aruore mais vtil1 mais a toda a =te de aruores de fruto4 ,se se cort>em os ramos c folha1 conuem cort>lha logo1 porque sep>ada dos ramos1 se pode gu>d> d\s dias1 cons]uada nelles1 se p]de em p\cas horas1 se nam quiz]em sep>ala dos ramos1 se cons]u> met5do os ramos em vazos de agoa4 ,no conuem colh] z folhas1 qu&o *\e1 nem logo depois de *\]1 porque tem mo/rado a exp]icia1 que colhidas1 ou cortadas com agoa1 he de gr&e prejuizo s aruores4 ,por euit> e/e inconu5i5te1 conuem t] folha de re/o em tpo *uuoso1 ou que promete *uua1 gu>dala em lug>es frescos1 mas no to humidos1 que se hum$ea a folha1 porque humida1 he danosa aos bi*os1 qu&o e/ humida1 he rem$io d>lhe ar1 m\ela4 ,emfim z amoreiras1 como todas z outras aruores1 amo e/> em t]ra laurada1 cauada1 e/]cada1 he vtil faz]lhe e/e b5eficio de tpos em tempos3 ,gu>d&ose e/a regra na agricultura de/a rica planta1 se tir> hum pr\eito ine/imauel1 se cri>m boas aruores1 que dur> seculos1 como exp]im5tamos nas quese plant>o em ,frana1 no ,delf9ado1 ,langadoc1 ,pr\5a1 outras ,pr\9cias1 por ordem de ,h5rique ,,iu4 que hoje se cs]uo p]feitas com gr&e vtilidade dos propriet>ios1 os quaes tiro de tres modos o int]esse dellas4 ,primeiro1 cri&o os bi*os1 tird a s$a4 ,segd1 alug&o z aruores1 ou v5d5do a folha1 sogeit&ose quem z aluga1 ao dano consid]auel1 que por descuido1 ou malicia se fiz] nellas4 ,t]ceiro1 d&o a folha1 caza p>a a criao dos bi*os1 outra pessoa d&o os gras1 tom&o o cuidado de os cri>1 su/5t> at =m>em os casulos1 s$a1 cuja quantidade se sep>a1 fic&o a ametade p>a o s5hor da caza1 aruores1 outra p>a quem deu os gras1 cri\ os bi*os4 ,,capitvlo ,,vlt4 ,modo de colh] a sem5te das aruores1 p>a z seme>4 ,z amoreiras brancas1 produzem de ord9>io gr&e quantidade de amoras1 p>ticul>m5te z brcas1 cujas amoras sa p>das escuras1 ou pretas4 ,z amoras de que se h\u] de tir> a sem5te1 se deuem colh] maduras1 de aruores1 de que se nam colhesse folha1 porque o fruto das amoreiras de que se colheo a folha1 no *ega a inteira p]feio1 como fica dito4 ,todas z amoras de amoreira branca1 que tem sem5te 7porque nem todas a tem7 sa boas1 mas z amoras pretas de amoreiras brancas1 sa z melhores4 ,z amoras1 de que se h\u] de gu>d> a sem5te1 se deuem colh] na =ma segu9te4 ,e/5d]se-h hum lanol de p\co valor1 ao p da aruore 7digo de p\co valor1 porque z nodoas das amoras1 sa difficeis de tir>17 aban>se-ha a amoreira sobre elle1 o que ba/e p>a que cayo z amoras maduras4 ,he conu5i5te1 que sejo colhidas sobre hum lanol1 porque cah9do no *o1 se en*em de t]ra1 area1 de que depois se no di/+ue a sem5te4 ,colhidas d lanol1 se pass>m a hum taboleiro1 ou se por sobre ha meza e/5didas1 em caza alta1 de sobrado1 onde se deix> c9co1 ou seis dias p>a amadurec]em bem1 m\5do z todos os dias p>a euit> a podrido4 ,passados os seis dias1 se met]m em hum saco molhado1 ou em huma p5eira muito f9a1 molhada1 se esprem]1 amass> bem com z mos1 p>a sep>> z sem5tes das amoras1 depois se tom> tudo o que fica no fundo d saco1 ou na p5eira1 se lanar em hum alguid> *eo de agoa cl>a1 no qual em breve espao se di/+uir a sem5te1 porque deceao fundo da agoa1 tudo o mais que fica das amoras1 e/ nad&o em cima4 ,depois de colhida a sem5te1 se e/5d] sobre ha toalha de l9ho1 se por ha hora sm5te ao ,sol1 donde depois de passada a hora se limp> de todo o p1 que tiu]1 se gu>d> p>a se seme> na seso1 =ma1 que fica dito no ,capitulo ,,ii4 onde tamb se disse1 que ba/a seme> z amoras1 que t5ho sem5te1 colhidas por abano1 po/as a amadurec] o tempo necess>io4 ,quem quiz] escuz> e/e trabalho1 pode m&> vir de ,sicilia1 outros lug>es de ,italia1 z sem5tes1 a9da que ord9>iam5te no so boas1 por duas razos1 ou por muito velhas1 ou por s] colhidas sem cuidado1 de amoras podres4 ,mas he facil de conhec]1 sep>> a boa de m sem5te1 met5do-a em hum vazo de agoa1 a que depois de tres horas cahir no fundo d vazo1 he a boa1 a que fic> em cima1 se lanar =a1 como inutil4 ,tudo o que fica dito das amoras de amoreiras brancas1 se pode obr> com z amoras pretas1 que se comem cmum5te4 ,de todas e/as quatro sortes1 se cri> amoreiras em gr&e ctidade1 em tempo breue1 sem trabalho1 nem consid]auel despeza4 ,p>a conclusa de/a ,primeira ,p>te1 em que tratei d modo de plant> z amoreiras1 aduirto que a cultiuao de/as aruores1 he1 foi sempre a mais g]al1 nobre1 vtil occupaa dos hom5s4 ,os antigos a comeara1 c ella se deu]tira no des]to os ,anacoretas1 como os mais ,religiosos no pr9cipio de suas in/ituio5s4 ,das obras de ,s4 ,i]onimo colhemos1 que entre-t9ha ne/a occupao os ocios dos e/udos1 a encom5daua a hum de seus ,discipulos1 p>a que os frutos de que se su/5taua1 fossem m]ecidos pello seu trabalho4 ,todos os que seguir e/e l\uauel co/ume1 e/a nobre occupao1 tir> della tres grdes v5tag5s4 ,primeira1 a satisfaa que t] de plant> z aruores1 de z v] crec]1 de colh] os frutos dellas1 que nos sam mais saborosos qu&o sahem1 como obras das nossas mos4 ,segunda1 o int]esse1 pr\eito1 que resulta de/e trabalho1 porque he c]to1 con/a pella exp]i5cia1 que em d\s campos de igual gr&eza1 bondade1 hum plantado de todas z aruores de que se pode tir> fruto1 pr\eito1 outro s de amoreiras1 o cu/o de cultiu> e/as1 he m5or a ametade1 o pr\eito he quatro vezes maior4 ,t]ceira1 porque a cultiuaam de/as aruores1 he vtil1 nam s a quem z plant\1 mas a hum num]o ta gr&e de pessoas1 como sa z que obro1 trabalha nas s$as1 desde a criao dos bi*os at a t5da d ,m]cador4 ,e os v9d\ros viuir agradecidos ao nosso trabalho1 com a mesma razam1 ju/ia1 com que ns viuemos ao seu4 ,cmum5te se desprezam no mundo1 z plantas1 se descuida os hom5s da cultura dellas1 pella desconfiana1 que tem1 de lhe colh] os frutos4 ,de/e erro1 que ju/amte deues] cond5ado de todos1 nos liura a consid]ao d que deuemos a nossos ,aus1 que se tiu]a1 seguira aquella op9ia1 nam logr>amos hoje1 o que elles com o seu trabalho1 com a sua cultura nos deix>am4 ,somos obrigados todos a cuid> na po/]idade1 os pays pello que deu aos filhos1 todos pello que deuem soci$ade ciuil1 t]ra em que nacram4 ,por que trabalhos pass>am os antigos ,portuguezes1 no descobrim5to de tantas ,ilhas1 ,t]ras1 ,reynos1 de que hoje logra seus sucessores os frutos1 z riquezas8 ,mais p>a ns1 que p>a si1 cultiura os primeiros descobridores z t]ras1 que possuimos1 assim como1 ns ab5oamos os seus trabalhos1 agradecemos o seu cuidado1 assim os que vi]em depois de ns1 t]m muito1 que nos agradec]1 em lhe deix>mos ha vtilidade c]ta na t]ra1 em que viuimos4 ,digamos f9alm5te os l\uores1 encomios1 que dam os ,au?ores a e/a rica planta1 a que *amo symbolo da prud5cia1 porque produz a folha1 depois que passa z inclem5cias d ,inu]no1 no mesmo tempo1 que os bi*os 7a cujo su/5to a natureza a cri\7 comeo a se anim>1 sem produzir flor1 produz mais fecunda que z outras1 folha1 fruto4 ,a sua duraam he tam gr&e1 que se lhe nam sabe t]mo1 em ,italia1 em algz ,pr\9cias de ,frana1 ha amoreiras tam antigas1 que se p]deo a memoria d tempo em que =am plantadas4 ,os que escreuem z excell5cias de/a aruore1 dos bi*os da s$a1 affirmo1 que vi]a das ,pr\9cias ,ori5taes1 em algz das quaes1 os bi*os =mo a s$a nas campanhas1 sem cuidado1 ajuda dos hom5s1#ab porque naquellas p>tes fauorece o ,ceo e/a criaam com tam s+ul> pr\id5cia1 que nam *\e no tempo1 em que os bi*os faz nas aruores a s$a4 ,e/es mesmos ,au?ores escreuem1 que ha c5to1 dez annos1 que =am trazidos a ,grecia1 ,italia1 na ,pr\9cia de ,pr\ana em ,frana1 como mais ves9ha de ,italia1 ha cem annos1 que se introduzio o vzo de cri> os bi*os2 z aruores1 que se plantro naquelle tempo1 e/o agora com toda a sua =a1 vigor1 sa z mais f]mosas1 z mais lucratiuas1 z m5os sogeitas ao rigor dos tempos4 ,illu/rao ,,notas ,,de ,,rodap3 #ab ,9 ,trapobane s]icum1 s9e cultu1 ex arboribus detrahitur ,bombycibus confectum4 ,l9s*ot cap4 #bc4 9 comm5t> nauigationum4 ,illu/rao ,,ii4 ,,p>te4 ,,contem ,o ,,modo ,,de cri> os bi*os1 at tir> a s$a4 ,,capitvlo ,i4 ,d lug> proprio p>a cri> os bi*os4 ,p>a faz] ha copiosa criao de bi*os de s$a1 se deue prep>> hum lug> cmodo1 em que se alim5t sete semanas1 que tem de vida1 ao m5os nos vltimos tr9ta dias1 porque nos primeiros1 se podem cri> em lug>es mais e/reitos1 em quaesqu] cam>as1 a que no fazem n5hum g5]o de dano1 como no sejo sotas1 ou lug>es humidos1 mas em cam>as cl>as1 liures ao v5to4 ,conuem que z cam>as1 se = possiuel1 t5ho janellas hz defronte das outras1 algz ao meyo dia1 porque nos dias calmosos entre o ar liurem5te1 mas tambem que t5ho vidraz1 ou enc]ados porque nos dias tempe/uosos1 frios e/eja abrigados4 ,he necess>io1 que no haja n5hum mao *eiro1 he preciso c]r> todos os buracos de ratos1 imp$ir1 que no entrem na cam>a1 gal9has1 frangos1 ou p>dais4 ,na cam>a de/9ada a e/a criao1 se arm>m junto das p>$es1 p>tileiros da altura1 que se quiz]1 segundo a criao que se faz1 nelles se met]m taboleiros diuididos huns dos outros1 meyo palmo1 huns sobre outros em di/cia de hum c\ado1 pello meyo da caza1 se pode tambem arm>1 deix&o espao entre hs1 outros1 capaz de pod] &> liuremte a pessoa1 que tiu] cuidado delles1 p>a pod] met] escadas p>a sobir aos taboleiros mais altos1 a lhe met] folhas4 ,os taboleiros1 t5ho z bordas altas1 p>a imp$ir1 que os bi*os nam cayam1 p>a maior preuam1 he conu5i5te que os taboleiros debaixo sejo maiores1 que os primeiros1 porque v9do a cahir os bi*os d taboleiro alto1 fiquem no baixo1 se nam p]cam4 ,os p>tileiros1 sobre que se ham de arm> os taboleiros1 em altura de qu9ze ps1 pod t] seis ords de taboleiros4 ,z pessoas que co/umo faz] e/a criao todos os annos1 faz por ha s vez a despeza de/es p>tileiros4 ,he bom pr sobre elles1 papeis1 assim p>a a cons]uaam1 limpeza delles1 como p>a a facilidade1 que com elles se tem em mud> os bi*os1 qu&o he necess>io2 muitos escuzo e/a despeza a qual nam he consid]auel1 toda a ca/a de papel s]ue a e/e effeito4 ,z pessoas pobres1 a que falta a cmodidade de caza sep>ada1 de p>tileiros1 taboleiros1 fazem a criaam sobre a mesma caza1 como seja de taboado1 d5tro de arcas1 ce/os1 alc(as1 ou sobre taboas po/as de p>$e a p>$e1 sem outro cuidado mais1 que de os gu>d> a todos os bi*os1 pass>os1 que os comem4 ,a frequ5te entrada de gte nas cazas1 o fogo1 o fumo no lhe fazem dano1 o que lhe faz dano1 he o gr&e e/rondo de s9os1 a ves9hana de (ficios mecanicos1 como ,f]radores1 ,f]reiros1 outros semelhantes1 que lhe causa o mesmo dano1 que os tr\o5s1 pello que s] conu5i5te de os ap>t>1 o mais que pud] s]1 de/es e/rondos1 supo/o que s5do nascidos entre elles1 lhe na fazem dano4 ,,capitvlo ,,ii4 ,regras p>a conhec]1 escolh] os melhores gras1 faz] sahir os bi*os4 ,os melhores gras1 sam os que vem de ,sicilia1 d ,leuante1 de ,hespanha2 sam pequ5os1 p>dos escuros1 muito r$ondos1 p>a conhec] sesa mortos1 ou falsificados1 se quebr>a hum entre z vnhas1 se lar bem de humor luz5te1 he s9al de bondade4 ,os gras de ,piemonte1 nam sa tam bons1 como os de ,hespanha4 ,os de ,bolonha sa iguaes na bondade1 pello cuidado1 que naquella ,cidade se poem1 em os tir>1 como ord9>io trato della4 ,os de ,mess9a sa os que mais se e/ima em ,europa4 ,em conhec] os gras ha alga difficuldade1 porque a sem5te das borboletas1 que se nam jt>o com os ma*os1 tem a mesma cor1 o mesmo pezo1 quebrada lana a mesma humidade1 nam tem s]uio algum1 como tambem a sem5te feita de borboletas1 sahidas de casulos pequ5os1 cuja s$a nam tem a bondade ord9>ia4 ,p>a euit> e/es inconu5ites1 he preciso1 val]se de correspond5cias fieis1 nos lug>es aonde se compram4 ,os primeiros a enganr1 s] enganados1 sam os que faz trato de/a m]cancia1 porque compro quantidades gr&es2 o mais seguro he1 qu&o se encontram n\idades boasde bi*os1 t] cuidado de gu>d> z sem5tes1 na =ma1 que se dir no fim de/e ,tratado4 ,nam he necess>io gu>d>1 s5o a qutidade1 que se pode cri>2 p>a ha ona de gras1 ba/> duas1 ou tres amoreiras gr&es1 ou c9co1 ou seis pequ5as4 ,po/o que os gras dos bi*os da s$a1 se animo de si mesmos1 logo que o calor da ,primau]a os aqu5ta1 he conu5i5te cobrilos1 por duas razo5s4 ,primeira1 por anticip> a criao s calmas de ,iunho1 antes que z amoras sejam maduras1 porque a folha he mais difficil de colh]1 z amoras lhe communica demasiada humidade4 ,a segunda he1 porque os bi*os sayam hum mesmo tpo1 o que he mais facil com calor artificial4 ,p>a euit> e/e inconu5i5te1 co/umo em algz p>tes1 depois de os b5z] nas ,igrejas1 metelos em bom v9ho1 o espao de meyo qu>to de hora1 depois lanalos sobre hum l9ho branco1 polos a enxug> ao ,sol1 se nam = muito ard5te1 ao fogo em di/ancia proporcionada3 o tempo conu5i5te1 he a ,lua n\a de ,abril1 mas nas t]ras qu5tes1 ade a folha se anticipa1 a regra pr9cipal he1 qu&o z amoreiras tiu]em folhas capazes de se colh]em4 ,depois que os gras e/iu]em secos1 se met] em ha caixa b c]rada1 limpa1 com algodam pellas extremidades1 em que s caiba a qutidade dos gras1 que se quiz]em cobrir1 se por a caixa abrigada1 aonde haja fogo se = em t]ra1 tempo frio1 nella se met] a caixa em h cub]tor de papa1 ou de pano1 e/&o de/a sorte d\s1 ou tres dias1 se v] que os bi*os comeo a se anim>1 m\] sobreo algoda1 o que vi/o1 se met] sobre a boceta1 ha folha de papel branco com buracos1 por onde possa cab] os bi*os1 sobre ella folhas de amoreiras1 at que os bi*os suba1 se peguem nas folhas4 ,tanto que z folhas e/iu]em cub]tas dos bi*os1 que naturalm5te sobem1 se pegam nellas1 se tir> com z folhas1 se pass>m aos taboleiros1 aonde se ha de cont9u> a criaa delles4 ,e/a preu5am de fogo1 v9ho1 se escuza nas t]ras qu5tes1 aonde ba/a a das caixas cub]tas em cazas abrigadas4 ,,capitvlo ,,iii4 ,das mudas dos bi*os1 como conuem tratalos no tempo dellas4 ,os bi*os mudo quatro vezes desde o nacim5to1 at =m> os casulos2 em cada ha de/as mudas1 dormem o espao de tres1 ou quatro dias1 sa como imm\eis1 ou do5tes1 no comem at mud> z pelles1 o que se conhece1 qu&o p>ecem mais brancos1 mais curtos d que ero4 ,depois que mudo1 comem outo dias1 at torn> a segunda muda1 assim at a qu>ta1 em que *ega a toda a sua gr&eza1 que he a grossura1 como de ha p5a de pato1 o comprim5to de duas polegadas4 ,acabadas z mudas1 nam ha regra a gu>d>1 p>a os mud> de cama ou lhe d> de com]1 porque ha1 outra c\sa se deue faz] sempre que tiu]em necessidade4 ,a ordem1 he passalos dos taboleiros1 em que e/am1 a outros taboleiros na muito juntos huns dos outros1 d>lhes a com] folhas frescas1 limpas de todo o p1 colhidas ao ,sol1 porque nam t5ham orualho1 met5do sempre folhas nos lug>es vazios1 junto aos bi*os1 por euit> que se nam juntem huns com os outros o que no he danoso nos primeiros dias4 ,o modo de os mud> dos taboleiros1 he com z folhas1 em que e/o pegados1 hum qu>to de hora1 depois que e/o pegados nellas1 no mesmo tempo met] folhas frescas no lug> donde os tiram1 p>a os bi*os1 que ficam1 porque e/as mudanz se fazem p>a lhe d> mais espao1 qu&o crecem4 ,os mais curiosos tem agulhas grossas de prata1 ou latam1 p>a os hir mud&o1 em quanto ha p]igo1 de os mud> com os d$os4 ,tres1 ou quatro dias depois de animados1 conuem mudalos1 que a caza nam e/eja expo/a a v5tos frios2 nas t]ras frias1 se fazem sec> os taboleiros ao fogo1 p>a lhe tir> a humidade1 depois de c9co1 ou seis dias1 os tornam a mud>4 ,qu&o os bi*os sam gr&es1 na ha p]igo de os mud>1 toc> c os d$os1 n de os expor1 co/um> ao ar1 em bons dias4 ,z pessoas1 que nam tem tempo cmodidade de mud> os bi*os de lug>1 os sep>> antes que se mudem1 he necess>io sep>alos1 mudalos nas mudas1 obs]u> com cuidado1 qu&o sahem dellas1 p>a os hir sep>&o1 d>lhe de com] logo1 porque sahem com apetite1 duas vezes no dia1 qud sahem da primeira muda2 qu&o da segunda1 o mesmo2 tres vezes no dia se lhe d> de com]1 qu&o sahem da t]ceira muda1 qud da qu>ta1 todas z vezes1 que se virem z folhas pella maior p>te comidas1 porque lhe he danoso e/>em sepao consid]auel sem com]1 qu&o e/o *egados ao tempo de subir1 p>a e/e tempo lhe gu>d>m z amoreiras melhores1 que t5ha z folhas mais =tes1 porque lhe faz faz] a s$a mais =te4 ,deue obs]u>se1 que algumas amoreiras1 antes d ,s ,ioam1 produzem segunda ordem de folhas1 que sam muito t5ras1 humidas1 na conuem d> de/as aos bi*os1 porque a demasiada sub/ancia1 que lhes da1 os faz entropec]1 e/&o *egados a subir4 ,a melhor preu5am ctra e/e dano1 he comealos a cri> com abundancia de boa folha1 porque f>m a s$a em seis semanas1 ou qu>5ta c9co dias4 ,,capitvlo ,,iv4 ,modo de colh]1 cons]u> z folhas das amoreiras4 ,z folhas das amoreiras1 se deuem colh] depois d ,sol sec> o orualho1 ou a agoa de *uua1 em tempo *uuoso1 porque aos bi*os da s$a1 n5ha c\sa lhe faz maior dano1 que folhas molhadas d orualho1 ou da *uua4 ,a folha gu>dada doze1 ou qu9ze horas1 at d\s dias1 he melhor p>a os bi*os1 d que se se lhe d] logo1 depois de tirada da aruore1 rec5-colhida4 ,e se no ouu] outra folha1 que lhe d>1 mais que a que se colh] em tpo de *uua1 melhor he fazelos jeju>1 que d>lhe folha molhada1 he preciso esp]>1 que se seque1 p>a e/e effeito1 porm a folha entre d\s lanois1 ou entre d\s panos de l9ho1 depois de secos ao lume1 os sacudirm p>a faz] corr] a agoa das folhas1 que tambem por e/e modo se sec>m mais da depressa1 com o v5to que tomo ne/a agitaam2 depois de sacudidas z e/5d] sobre camas1 ou panos1 p>a que acabem de se sec> de todo4 ,qud se v1 que tpo ameaa *uua1 conuem faz] ha boa pr\isa de folha1 p>a d\s1 ou tres dias1 que he o tempo1 que se pode gu>d>1 se e/iu] em lug> fresco1 em que corra o ar1 he preciso m\ela muitas vezes no dia1 porque z folhas amontoadas hz sobre z outras1 se esqu5ta1 ficam humidas1 molhadas1 como z que se colhem com orvalho1 ou *uua1 porque e/a sua humidade faz muito mal aos bi*os nam podem s]vir1 s5am depois de enxutas2 entre tanto1 se os bi*os necessit>em de folha1 se lhe reuolu]m z camas1 elles a*>m que ro] nas folhas1 que tem debaixo de si4 ,a folha das aruores situadas em lug>es humidos1 sombrios1 aonde nam *egam os rayos d ,sol1 faz mal aos bi*os1 como tambem z folhas am>ellas1 ou man*adas de p>do escuro1 como l5tilhas2 na sa m5os danosos aos bi*os1 os r5\os1 que brota d tronco da amoreira1 ou dos ramos mais grossos d mesmo anno4 ,conuem1 que os que colhem a folha1 t5ha z mas limpas1 que nam *eirem a cebollas1 n alhos1 que antes de a hir colh] nam tomem tabaco de fumo1 que na quebrem os ramos1 qu&o a colhem4 ,na colh] z folhas1 s mos *eas1 mas folha por folha 7se = possiuel17 porque assim conuem p>a z amoreiras1 p>a os bi*os2 p>a z amoreiras1 porque nam se arranc>m os r5\os d anno2 p>a os bi*os1 porque z folhas se colh]m inteiras1 nam tom>m o mao sabor dos ramos1 com que se roo1 qu&o se apanho com viol5cia4 ,em conclusa1 por z folhas em sacos1 ou em ce/os muito limpos1 nam z ap]t>m muito1 porque ap]tadas se quebra facilm5te1 em m5os de meya hora se esqu5tam1 ficam molhadas1 como se =a tomadas da aruore1 em tempo de *uva1 ou com orvalho4 ,,capitvlo ,v4 ,das do5z dos bi*os da s$a1 dos rem$ios1 que se lhe podem aplic>4 ,os bi*os e/am sogeitos a d\s g5]os de do5z1 hz naturaes1 outras accid5taes4 ,z naturaes1 sa z quatro mudas1 que fazem at o tempo1 em que comea a faz]a s$a2 em cada muda1 deixam a pelle1 e/am tres1 ou quatro dias sem com]1 ficam sem m\im5to1 como adormecidos1 se ap>ta huns dos outros1 quanto podem2 e/as mudas1 a9da que naturaes1 sam causa de alga quebra nos bi*os4 ,z suas do5z accid5taes sa causadas d rigor dos tempos2 da m calidade da folha2 da p\co sadia situaa d lug>1 em que se cria2 d mao trato1 que se lhe d2 d mao *eiro1 que os (f5de4 ,em quanto ao rigor d tempo1 a calma lhe faz mais mal1 que o frio4 ,qu&o se leuanta algum v5to frio1 desabrido1 conuem t] a caza bem fe*ada1 no meyo della alguns fog>eiros1 com brazas acezas1 na c>uo5s1 c]r> todas z portas1 janellas por onde pode entr> o v5to4 ,ao excesso da calma1 se rem$e> com abrir todas z portas1 janellas1 p>a os refresc>1 c lhe mud> muitas vezes z camas1 porque lhe causa muito calor4 ,se tal-vez deix>em de com]1 ou se z folhas1 que se lhe d]am de hum pa/o a outro1 na =em comidas1 no se lhe deue d> outras1 bom s] mudalos d taboleiro1 ou p>tileiro em que e/am1 d>lhe n\as folhas1 no lhe pr outras1 at que no sejo bem comidas4 ,e se no e/iu]em em e/ado1 que se possa bolir nelles1 como qu&o e/o na muda1 em que no comem1 por adormecidos1 ou do5tes1 p\ca folha se lhe deue d>1 ou n5ha1 at na acab>em de ro] a que se lhe deu1 bom he deixalos ne/e e/ado1 sem lhe faz] m\im5to algum1 at que elles mesmos acord d let>go1 madorna1 em que e/o4 ,se os bi*os no m$r>em1 se muitos delles morr]em1 bom s] mud> lhe z camas1 p]fum> os p>tileiros1 se ouu] lug>1 melhor s]1 mudalos p>a outra caza1 com p>ticul> cuidado1 hir spre ap>t&o os dtes1 d>lhe a melhor folha1 mas p\ca1 mais a meudo1 d que se co/umaua1 p>a os esp]t>1 na lhe d> folha1 se no tiu]em comido a que tem debaixo de si1 p]fumalos c enc5so1 beijuim1 outros *eiros1 h]uas *eirosas d campo1 ou com o fumo de t\c9ho magro1 presuntos1 *\rios fritos1 ou po/os sobre z brazas4 ,tambem os p]fum>m pondo no lume hum f]ro1 hum calhao1 apag&o-o com v9ho1 ou v9agre1 ou maluasia3 ,e/es fumos1 vapores1 desp]tam1 alegro1 s>o aos bi*os4 ,por e/a mesma razam1 bom s] borrif> algz vezes a caza1 em que os bi*os e/iu]em1 z p>$es1 os taboleiros1 com v9ho1 ou v9agre1 esfreg> tudo com eruas1 folhas de aruores1 de b *eiro1 como fun*o1 alecrim1 l\ro1 outras semelhtes1 pr9cipalm5te se e/iu]em do5tes1 se morr]em muitos1 porque de outra sorte1 e/es *eiros s]iam inuteis1 pod]iam prejudic>1 por s]em =tes4 ,o bafo1 dos que tiu]em comido alhos1 cebollas1 ou porros1 ou dos que ma/igam1 tomo tabaco de fumo1 he danoso aos bi*os1 qud e/o sas1 muito mais1 qud e/o do5tes1 por isso e/es taes nam os toc>m1 nem bolirm com z folhas1 nem quem &> com sal4 ,z moz1 mulh]es1 que &>em com suas m5/ruas purgao5s1 nam bolirm nos bi*os1 nem entr>m nas cazas1 em que e/iu]em1 em quanto lhe dur> e/e a*aque1 porque i/o os mata4 ,he necess>io que nas cazas1 em que e/a criao se fiz]1 haja muita quietao1 que seja em p>te donde no se ouo de p]to tiros de armas de fogo1 nem sons de s9os1 tambores1 ou trombetas1 sobre tudo no se dem pancadas gr&es na caza donde e/iu]em1 deix&o cahir alga c\sa de pezo1 arra/r&o b(etes1 cadeiras1 ou outras c\sas1 que abala os sobrados1 porque qualqu] de/es e/rondos1 lhes causa do5z nas mudas4 ,em quanto os bi*os comearem a fi>1 tec] a sua s$a a =m> o seu casulo1 na faa bolir os e/rados1 ou p>tileiros1 em que e/iu]em por s] e/e o tpo da =a d seu trabalho1 em que comea a encolh] o corpo1 z p]nas1 qualqu] m\imto1 que lhe occasion>1 lhe faz quebr> o fio da s$a1 com que tec o casulo1 depois &a busc&o o fio em quto o na a*a1 passa o tempo de tec]1 se r$uzem figura de ha faua1 a maior p>te reb5ta nos casulos1 que depois fica molles1 na da a s$a1 que hauia de d>1 se na des9quietra os bi*os4 ,das gr&es *uuas com tr\o5s1 que sobreuem1 qu&o os bi*os sa crecidos1 se lhe orig9a a maior p>te das do5z1 das quaes os pod] liur> o cuidado1 que se t] delles4 ,z *uuas1 s lhe sa danosas1 pella gr&e humidade1 que lhes causa ou pella difficuldade de t] boa folha4 ,e/a humidade se pode rem$i> c fog>eiros de brazas acezas1 nam de c>uo5s1 como fica decl>ado1 z folhas se pod] sec> na =ma1 que t5ho dito4 ,pello que toca aos tr\o5s1 em algum modo se pode euit> o dano1 que fazem aos bi*os1 p]fum&o os com o *eiro de talhadas de presumto1 ou *\rio fritos1 ou po/os sobre z brazas1 faz5do entr> na caza1 em que se cria1 muitas pessoas1 que f>m algum leue rumor1 pod]m reuolu] os bi*os1 em quanto dur>em os tr\o5s1 i/o os aliuia muito1 o e/rondo dos tr\o5s nam os apanha com tam gr&e sobresalto4 ,s9aes das do5z1 so qu&o se faz am>ellos1 qu&o in*a1 qu&o sam luzidios1 ou qu&o tem nodoas1 como de pisaduras1 qu&o se a*o molhados por baixo com humidade am>ella1 he necess>io sep>> os do5tes dos sas1 logo lanar =a os que se a*>em com e/a humidade1 a e/es bi*os1 *ama o vulgo1 ,porcas2 tem z p]nas mui in*adas1 negras nas e/remidades1 z nodoas d corpo auultam mais1 sam diff]5tes das dos outros bi*os1 h dia1 ou d\s1 antes que e/e humor delles di/ille1 sam muito molles da b>riga1 das p]nas1 supo/o que se lhe pode d> algum aliuio1 ap>t&o os dos mais1 antes que a in*ao seja gr&e1 vzd dos rem$ios acima decl>ados1 porque assim escap>iam alguns2 mais ac]tado he deitalos s gall9has1 d que ga/> o tempo em os curr>1 borrif&o os1 pass&o os pello v9agre1 ou por outras agoas que os ,au?ores aponto2 em todo o cazo1 he absolutam5te preciso1 sep>alos dos sas1 antes que a agoa1 que di/illam1 lhes saya da b>riga1 p>a que os mais se nam molhem1 que z folhas1 a que a agoa *eg>1 nam tomem o mao go/o daquella humidade1 que he todo o mal1 que pode faz] aos bi*os1 por quanto e/a enf]midade nam se communica1 porque nam he contagiosa4 ,tambem se deuem pr de p>te1 os que de ord9>io &o pellas bordas dos taboleiros1 a9da que nam e/eja em t]mos de faz] muda porque a p5as podem *eg> qu>ta muda sem reb5t>em por gr&e cuidado1 que se t5ha delles1 a causa porque *egam a viu] tanto1 he o muito ar1 que toma1 &&o pellas e/remidades dos taboleiros4 ,eu p>a mim entd1 que a do5a dos bi*os1 he incurauel1 p>a elles s]em de algum pr\eito1 os deit> s gal9has1 p>a suprir a falta de/es bi*os inuteis1 he =oso1 preu5irse c alguma sem5te mais1 p>a que a criaam se faa com a desejada quantidade2 meia ona de mais1 em dez\to1 ou v9te onz1 ba/>4 ,os que nunca criram bi*os1 se pod] facilm5te engan>1 imag9&o que alguns bi*os1 que naturalm5te sam p>dos1 escuros1 tem a mesma do5a1 que os a que *amo porcas1 mas e/a ca/a de bi*os1 he a melhor de todas1 ha muitos delles nos gras1 que vem de ,hespanha4 ,qu&o p]fum> os bi*os1 tom> s5tido1 que entre os p]fumes1 nam haja c]tas eruas1 sem5tes1 cascas1 que fazem hum *eiro muito danoso aos bi*os1 como faz o fumo de c\ros queimados1 de s$as de porco1 cabelos1 pelos de outros animaes1 porque tudo i/o1 p>a os bi*os1 he peonha4 ,passo em sil5cio muitas outras c\sas v55osas p>a os bi*os1 p>a nam d> noticias de h mal1 que os mal int5cionados pod] faz]1 em dano dos que fazem e/a criaam1 porque he tam gr&e a malicia de alguns1 que de proposito vam borrif> de noite z folhas nas mesmas amoreiras1 com c]tas agoas1 que empeonh5to os bi*os vem a s] e/a malicia tam ref9ada1 como a dos que v5dem z sem5tes assadas no =no1 ou lauadas c agoa f]u5te1 com a qual mi/uro alga boa p>a que se ent5da1 que se nam sahe toda luz1 he falta dos que fazem a criao1 nam dos que v5dem a sem5te4 ,i/o pratica a g5te de h ,reyno p>a outro1 i/o muitas vezes se exp]im5t\ na sem5te1 que se m&\ p>a ,frana1 s a fim de que naquelle ,reyno nam h\uesse abundancia de s$as1 =osam5te se s]uissem das das outras ,nao5s4 ,por isso ens9>ei no segu9te ,capitulo1 o modo com que ne/e ,reyno pod] hau] daqui em diante1 to boa sem5te1 como nos ,reynos e/rangeiros1 p>a que possamos escuz> a sua1 juntam5te z s$as1 que nos vem de =a4 ,,capitvlo ,,vi4 ,segr$o p>a faz] nasc] muitos bi*os da s$a1 sem sem5te1 que d>m excelltes gras com abdancia4 ,nas t]rs1 em que nam ha sem5te alga dos bi*os da s$a1 suprir a ,arte e/a falta1 com ha prodigiosa metamorphosi1 de que fallo muitos ,au?ores1 que de ord9>io se exp]im5ta em muitas p>tes d ,ori5te4 ,no tempo da ,primau]a1 qu9ze dias depois de comear a sahir a folha das amoreiras1 tom>m ha vacca pr5he1 antes d'ella p>ir1 v9te dias arreo1 a su/5t>m com folhas de amoreira1 nam lhe d&o erua1 nem f5o1 nem algum outro g5]o de alim5to1 nem tam p\co lhe d>m de beb]1 depois de nascida a vitella1 cont9u>m outros outo dias1 d> vacca folhas de amoreira4 ,depois di/o1 mat>m a vitella no tempo em que e/iu] f>ta d leite da my1 a cort>m em p$aos1 at z patas dos ps1 das mos1 que deit>m =a1 no tir>m nada das mais p>tes d corpo1 mas ajunt>m tudo1 a c>ne1 o sangue1 os ossos1 a pelle2 z tripas1 em ha gamela de pao1 a porm no mais alto sobrado da caza1 p>a se nam s9ta o f$or4 ,toda e/a me/ura de c>nes1 ossos1 sangue1 se corromp]1 de/a corrupo nac]m hs bi*9hos1 que se recolh]m com folhas de amoreira1 em que naturalm5te se pego1 passados aos taboleiros1 se cri>m na mesma =ma1 que os outros1 at faz]em os seus casulos1 dos quaes sahirm borboletas1 que ajunt&ose1 porm gras muito melhores1 que os dos outros bi*os4 ,mas porque e/a sem5te p]de com o tpo a sua virtude1 he op9io de alguns1 que s pose s]uir outo1 ou dez annos1 no cabo dos quaes1 s] preciso r5\> e/a mesma produco1 ou trans=mao c o sangue1 c>ne1 ossos da vitella1 como fica decl>ado4 ,e/a exp]i5cia se pode faz] com muita facilidade1 c p\ca despeza1 s] de grnde vtilidade1 p>a os que a fiz]em4 ,o insigne ,poeta ,i]onimo ,vida1 ,cremonse1 ,bispo de ,alba descreue e/a m>auilhosa obra da arte1 da natureza1 no seu segundo ,liuro de ,bombice4 ,eis aqui os v]sos d ,au?or1#ac p>a satisfao dos curiosos4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #ac ,sicut ,apes t5]i rep>antur cde ,iuu5ci1 ,hc sup] acc$it tantum labor2 ante ,iuu5cus ,bis d5osque dies1 bis d5asque ord9e noctes ,gram9is arc5dus pa/u1 prohib5dus ab vndis2 ,int]ea /abulis tantum illi p+uia mori ,sufficiunt folia1 lact5ti cortice ramos4 ,visc]a vbi csi fu]unt liquefacta1 videbis ,bombicem fractis cond5sam erump]e co/is1 ,atque globos toto t9e>um eff]u]e t]go1 ,et veluti putres passim concresc]e fungos4 ,,capitvlo ,,vii4 ,modo p>a faz] sobir1 tec] os bi*os da s$a4 ,o ,faz] a s$e1 he tam natural aos bi*os1 que ap5as sahem da sem5te1 qu&o comeam a deit> d e/amago hum fios9ho de s$a1 se bem rep>>mos1 v]emos z casqu9has da sem5te pegadas ha com outra1 com hz s$9has quasi imp]ceptiueis1 z folhas que se deixa sobre a sem5te1 o papel furado1 p>a obrig> os bi*os a sahir1 tambem ficam pegadas pella tecidura dos ram9hos da s$a1 que os bi*os deix>am4 ,por onde con/a1 que em quanto1 viuem1 sempre tem e/e fio de s$a ap>elhado p>a se peg>em1 qud qu]em1 porque a9da que depois de sobidos1 se deixem cahir1 sempre lhes fica a ponta da s$a na boca1 p>a torn>em a peg>1 assim como fazem z aranhas4 ,de maneira1 que tanto que *eg> o tempo de/9ado p>a os bi*os faz]em a s$a1 elles mesmos1 em a*&o lug> proporcionado p>a se agasalh>em1 comear a faz] o seu casulo1 sem arte alga1 ou indu/ria dos que tem cuidado de os cri>4 ,p\co mais1 ou m5os de doze dias depois da qu>ta muda1 se a*a em e/ado de d> pr9cipio sua obra1 o que se pode facilmte conhec]1 por e/es s9aes4 ,primeiro1 o corpo se lhe faz mais cl>o1 quasi transp>5te como hum ,alambre1 como se v]1 tom&o-os na mo1 pondo os luz d ,sol de dia1 ou ao lume da c&ea de noite4 ,segundo1 os circulos1 que tem roda d corpo1 passa de ha cr v]de1 a ha cr de ouro1 em que se repres5ta a s$a1 que elles tem no e/a mago4 ,t]ceiro1 o bico da boca1 se lhe faz mais agudo4 ,qu>to1 &a de ha p>te1 outra1 por meyo dos outros1 sem se lhe d> de com]1 leut&o a cabec9ha1 do mo/ras de qu]] hir l5ha1 fi> a sua s$a4 ,primeiro que os bi*os *egu a e/a madureza1 p]feio1 he precizo t] nos p>tileiros z cas9has1 ou cabanas armadas1 com ramos dobrados1 a modo de arco1 os quaes s] de gie/a1 ou l\ro1 vide1 m$ronho1 vime1 feto1 ou de outras plantas1 ou h]uas1 que no t5ho humidade alga nem esp9hos1 que possa (f5d] os bi*os1 qu&o sobem1 ou qu&o cahem4 ,em cada cas9ha por a quantidade dos bi*os1 que p>ec] c=me capacidade d lug>1 os e/5d] sobre folhas de papel muito limpas1 no plano da mesma cas9ha4 ,desde enta comearm a lhe d> p\co de com]1 mas boas folhas1 muitas vezes1 de dia1 de noite1 j na t]am mais o cuidado de os alimp>1 nem de os mud>4 ,mas s lhe abriram z portas1 janellas nos dias de calma p>a os refresc>1 se se leut> algum v5to frio1 desabrido1 z torn>am a fe*> p>a os def5d] das asp]ezas d tempo4 ,tres dias depois1 que os bi*os tiu]em pr9cipiado o seu casulo1 se a maior p>te delles e/iu] trabalh&o na l5ha1 se fic>em muito p\cos no *a da cas9ha1 tom> e/es p\cos1 gu>d&ose de abal> z cas9has1 os tir> juntam5te com suas camas1 com o papel1 deix&o z taboas limpas1 os poram em outra cas9ha vazia sobre outro papel n\o1 limpo1 lhe d>am outras folhas frescas como d'antes4 ,e/a limpeza das cas9has tres1 ou quatro dias1 depois de sobir a maior p>te dos bi*os1 he muito necess>ia1 porque a folha1 que ct9uam5te se poem p>a su/5to dos que fica em baixo1 faz z camas maiores1 o mao *eiro1 que dellas sahe1 (f5de os bi*os4 ,alm de que sempre arreb5to alguns nas camas1 cuja podrido exhala vapores mui danosos aos bi*os1 pr9cipalmte naquelle tempo1 em que necessitam de ar fresco1 liure de toda a corrupo4 ,em quanto aos bi*os preguiosos1 que t>do em sobir1 depois de passados a outra cabana1 se lhe dim9uir o com] pello espao de c9co1 ou seis dias1 qu&o se encolh]em1 se fiz]em v]melhos1 os porm em papelios1 p>a os ajud> a fi>4 ,e se nam h\u] tempo1 ou se nam tiu]em paci5cia p>a faz] a quantidade de papelios1 que ba/a os porm todos sobre hum monto de cauacos de vime1 ou de outros p$ac9hos1 fragmtos da l5ha1 de que se compuz]am z cabanas1 adu]t9do que nam s]ue gu>d> os casulos de/a ca/a de bi*os1 p>a faz] sem5te1 porque os que della sahirem1 t]m a mesma falta1 quasi todos s]m curtos1 pequ5os4 ,,capitvlo ,,viii4 ,d tempo1 em que os casulos se ho de tir> da l5ha4 ,no primeiro dia1 que o bi*o comea a fi>1 =ma a sua anafaya1 que he como ha tea de aranha1 no segundo comea o seu casulo1 se cobre quasi todo de s$a2 no t]ceiro1 no se v j1 nos segu9tes1 vai espess&o a sua obra1 sem nca quebr> o fio1 que he to delgado1 juntam5te to comprido1 que nam he hyp]bole diz]1 que com hum de/es fios1 se pode c+ir ha gr&e ,cidade1 porque tem quasi duas legoas de comprim5to4 ,supo/o i/o1 depois de outo1 ou dez dias1 tir> c de/reza os casulos da l5ha1 os gu>d> em ce/os1 ou alc(as2 d> alg tpo mais aos vag>osos1 mas tambem no esp]>1 que os que =am mais dilig5tes na tecidura d seu casulo1 o *eguem a fur>1 porque f]ia ha gr&e p]da1 p>a os que os cri>o4 ,illu/rao ,,iii4 ,,p>te4 ,,capitvlo ,i4 ,como se deuem ap>elh> os casulos1 p>a delles tir> a s$a1 cons]ualos muito tempo1 imp$ir que z borboletas nam os fur4 ,se os que cri>am os bi*os1 por falta de fi&eiras1 ou pella gr&e abdancia da n\idade1 nam tiu]em tempo1 nem commodo1 p>a tir> a s$a dos casulos1 quatro1 ou c9co dias1 depois que os casulos = tirados dos ramos1 porm os casulos ao ,sol1 desde o meio dia at z quatro horas da t>de1 torn&o-os a pr1 tir> tres dias1 spre nas mesmas horas1 por e/e modo os ardores d ,sol1 affog>m os bi*os nos seus casulos4 ,tambem pod]m pr em p>te sep>ada dos casulos1 algumas mantas1 ao maior calor d ,sol1 quatro ou c9co horas ao m5os1 ne/as mesmas mantas1 cob]tores muito qu5tes1 recolh]m os casulos1 os cobrirm1 porque com e/e calor abafadio1 os bi*os morr]m mais depressa4 ,depois di/o1 os casulos se pod] gu>d> muito tempo1 ouue quem os gu>d\ mais de c9co annos1 fic&o a s$a tam boa1 como a que =a tirada qu9ze dias1 depois de acabada a criaa2 v]dade he que nam p>ece tam lu/rosa nas meadas1 mas depois de t9ta1 ap>elhada1 tem a mesma bdade1 p]feia que a outra1 porque no casulo1 o bi*o trans=mado em faua1 se seca1 se mirra de maneira1 que na tem1 nem toma mais humidade alga1 com que possa faz] dano s$a4 ,em tempo pois *uuoso1 ou *eo de neuoas1 se f> com o calor d =no o que se hauia de faz] com o calor d ,sol4 ,porm os casulos em ce/os1 alc(as1 ou sacos velhos1 d5tro de hum =no m$iocrem5te qute1 como qu&o se tira o po depois de cozido1 se quatro1 ou c9co horas de ,sol1 eram precisas p>a faz] morr] os bi*os1 p>a e/e mesmo effeito1 ba/> hum qu>to de hora d calor d =no muito bem tapado1 *eg&o os ouuidos boca d =no1 ouuirm e/al> os bi*os1 rang] nos seus casulos1 como =migas lanadas em c9zas qu5tes1 logo imm$iatam5te tir>m os casulos d =no1 os enuolu]m em cob]tores muito qu5tes1 e/e calor os acab> de mat> a todos1 porque se fic>em os casulos ao ar descob]to1 muitos dos bi*os torn>am a viu]1 fur>am os casulos4 ,depois di/o1 e/5d]am os casulos sobre taboas ao ar1 ou ao ,sol1 p>a os sec>1 endurec]1 porque alguns delles fico f(os1 em razam da humidade que lhe cmunic>am os bi*os1 que e/ald d5tro delles por =a d calor1 deixa ir de si huma agoa1 ou humor1 com que fica embebida a s$a1 assim po/os ao ,sol1 ou ao ,ar1 os reuolu]a muitas vezes cada dia1 p>a que tornem a recup]> a sua primeira tesura4 ,primeiro que meta os casulos no =no1 tir>a o b>bilho1 que e/ a roda delles1 como os d$os1 sem lhe *eg> com z vnhas1 p>a pres]u> os casulos mais altos1 d calor d =no1 que os pod]ia torr>1 pora hum panno de l9ho1 ou folhas de papel sobre os ce/os ou alc(as1 na amonto>a os cazulos em cantidade nem os ap]t>a nos ce/os1 p>aque todos igualm5te s9ta os effeitos d calor1 que he preciso1 p>a a ext9a dos bi*os4 ,,capitvlo ,,ii4 ,como se deuem escolh] os casulos1 vnir z borboletas p>aque ponham a sem5te4 ,escolh]a os casulos mais tesos1 mais corados1 porque z borboletas1 que delles sahem poem a melhor sem5te2 na importa1 de que cor seja os casulos1 com tanto que a cor seja viua sobida1 porem os de cor de v]dem> sa os melhores4 ,p>a faz] huma ona de semte1 ha mi/] cem p>es de casulos1 cem casulos de borboletas ma*os1 outros cem de borboletas femeas4 ,qu&o ap>t>em os casulos p>a a sem5te aduirtira1 que em cada casulo o bi*o se m\a1 solto1 desapegado1 o que conhec]a sacud9do br&am5te o casulo1 junto dos ouuidos1 porque se o bi*o na bolir1 s] s9al1 que e/ podre1 pegado s$a1 ne/e e/ado na s]ue p>a o nosso int5to4 ,os casulos dos ma*os1 na t a s$a ta liza1 como a das femeas1 sa cumprid9hos1 agudos por ambas z extremidades d ouado4 ,os casulos das femeas tem a s$a mais lisa1 sa mais r$ondos por huma p>te1 que por outra1 como hum ouo de gal9ha1 a maior p>te so rombos por ambas z p>tes4 ,por e/es s9aes1 diff]5ci>o os casulos huns dos outros1 poro de p>te os dos ma*os1 das femeas em igual cantidade2 se acontec]1 que sahio mais femeas que ma*os1 na s] ta gr&e a p]da1 como se succ$r o contr>io1 porque huma borboleta ma*o1 pode s]uir p>a duas borboletas femeas1 supo/o que no s] to boa a sem5te1 como a d que s se vnir com huma4 ,enfi>a todos os casulos com huma agulha1 no fur>o de todo a s$a1 mas s a sup]ficie della1 f>o como contas ou coroas de cem casulos cada huma1 z p5dur>o1 sem bolir mais nellas1 esp]d que os bi*os sahio trs=mados em borboletas4 ,z femeas s]am muito mais aluas1 que os ma*os1 t]o o v5tre tres vezes maior4 ,os ma*os se d>o a conhec] logo em romp5do d casulo1 porque bat]o z azas1 c muita pressa1 esp]teza1 o que z femeas no fazem4 ,tom>o z borboletas pellas azas1 ou pello corpo com os d$os c delicadeza1 sem os ap]t>1 os poro sobre folhas de papel1 ou sobre e/am5has velhas outros panos1 que no tem pelo1 talvez s] necess>io *eg> z borboletas humas s outras1 como z virem vnidas1 z deix>o assim desde a manha1 a t a noite1 depois ap>t>am os ma*os1 os deit>o1 z femeas poro a sem5te4 ,e/a vnio das borboletas ha de dur> n\e ou dez horas1 qu] de dia1 qu] de noite1 no mais1 porque a demaziada dilao de/a vnio1 prejudic>ia p]feio1 multiplicao da sem5te4 ,f>o muita dilig5cia1 por no faz] arreb5t> os gros1 qud os tir>em d pano1 ou papel1 em que z borboletas os lanaro1 p>a os tir> nam se val]am de f]ros1 ou outros in/rumtos1 que corto1 mas s vz>o de alguns p$ac9hos de ouro1 ou prata adelgaados1 sem talho1 se os v9t5s del ,rey ,d4 ,manoel =o hum p\co mayores1 s]ia muito bonsp>a e/e effeito4 ,qu&o os gros sah da borboleta1 so brancos1 no mesmo dia se fazem como v]des1 depois v]melhos1 p\co a p\co vo tom&o huma cor de p>do escuro1 que sempre cons]uo1 e/a vltima cor he o s9al da mais p]feita sem5te2 alguns gros se a*o1 que sempre fico brancos1 e/es no pre/o p>a nada4 ,de ord9>io cada borboleta femea lana trez5tos gros1 hz lano mais1 outros m5os1 porque muitas no podem lanc> todos os que tem d5tro de si1 com elles morrem4 ,gu>d>a os gras de todo o g5]o de bi*os1 ratos1 =migas1 grillos1 o/]a em lug>es1 a que na possa *eg> gal9has1 nem aues1 porque sa mais golosas dos gros dos bi*os da s$a1 d que dos mesmos bi*os viuos4 ,poro os gras d5tro de ha arca ou contador1 em caxas bem fe*adas1 enuoluidas em panos de la ou l9ho1 que na t5ha humidade1 alguma2 z t]a em lug>es iztos dos rigores d calor1 d frio4 ,por e/a razo1 no os gu>d>m junto das *em9s1 em que de ord9>io se ac5de o lume1 nem junto das janellas expo/as s inclem5cias dos ares1 nem em outros lug>es frios1 humidos1 mas temp]ados1 porque o calor faz nac] os bi*os antes d tpo1 o frio congela os gros1 a humidade os corrompe4 ,com e/as precauos nac]o os bi*os a seu tempo1 se cons]u>o os gros de no em no1 s]a mais copiosas z n\idades1 se p]petu> em huma casa e/a rica sem5te4 ,mas he precioso r5\> a sem5te de tres em tres annos1 mi/ur&oa com outros gras v9dos de =a1 ou com os que se colh]em de huma vitella morta1 na =ma1 que fica decl>ado no ,capitulo #f4 da #b4 p>te porque a sem5te r5\ada torna a cobr> a virtude1 actiuidade1 que se lhe vai dim9u9do com o tpo1 que tudo ga/a1 tudo acaba4 ,,capitvlo ,,iii4 ,da =ma d =no1 dobad\ra1 outros in/rumtos p>a a tir> a s$a4 ,em tir> a s$a d casulo1 passala a meadas com huma roda1 ou dobad\ra1 h ta*o de agoa qu5te1 j sa z camponezas ru/icas de ,tras-os-montes1 ta p]itas1 que facilm5te podem ens9> e/a arte s mais pr\9cias d ,reyno4 ,mas porque semelhantes ex]cicios melhor se apr5dem com a vi/a1 exp]i5cia1 d que c a lia1 discurso1 trat>ei com breuidade e/a mat]ia1 apontd s alguns p>ticul>es1 p>a aliui> o trabalho1 apur> a indu/ria das fi&eiras4 ,o =no se ha de faz] em lug> abrigado da *uua1 d v5to1 o ta*o nam ha de s] muito pr(undo1 nem muito l>go4 ,a port9ha1 por onde sa ha de por a l5ha no =no1 se f> dez polegadas mais abaixo d fundo d ta*o1 afa/ada delle hum palmo1 p>aque o fumo se p]ca se consuma no =no ao r$or d fundo d ta*o4 ,os cazulos se pora na agoa hum p\co antes1 que comece a f]u]1 porque na agoa fria1 a goma dos casulos se dissolue1 o mesmo succ$e1 qu&o e/ f]u5do4 ,ajt> fi&eira dez ou doze fios1 c=me a s$a h\u] de s] f9a1 ou =te2 p>a a fit>ia1 a s$a deue s] muito delgada1 outo fios ba/a1 mas p>a os panos1 veludos1 se deuem ajunt> doze fios ao m5os4 ,fi> com a mayor pre/eza que = possiuel1 porque quanto m5os e/a os casulos na agoa1 sahe a s$a com mayor lu/re1 em mayor cantidade4 ,,cap4 ,,vltimo4 ,d ,b>bilho1 d modo de o ap>elh>4 ,o ,b>bilho1 propriamte fald1 he a quella primeira s$a1 a que *ama anafaya1 que os bi*os fia primeiro que comecem a tec] o seu casulo4 ,porem de baixo de/a palaura1 b>bilho1 se ent5de toda a s$a1 que se tira com os d$os d r$or dos casulos1 qu&o se da a fi>1 juntam5te todos os casulos furados pellos bi*os1 todos os desp]dios da s$a1 que a fideira na pode inteiram5te tir>4 ,e/e g5]o de s$a1 na pode s] fiado em meadas na dobad\ra1 mas he preciso c>dalo1 depois tiralo na roda1 cu na roca1 p>a e/e effeito1 f>a primeiro o que se segue4 ,ajunt>a todas e/as reliquias1 sobejos da s$a1 tir>a della os bi*os que a*>em1 a limp>o de toda a immundicia1 depois a met]o em molho em agoa cl>a1 d5tro de hum alquid>1 ou em qualqu] outro vazo de b>ro1 ou cobre1 pelo espao de tres1 ou qu>to dias2 cada dia mud>m a agoa p>a que nam se corrompa1 que o b>bilho se faa mais aluo4 ,ne/a agoa os casulos se f>m mais moles1 se dissolu] a goma1 que os bi*os communicram aos casulos1 qu&o os tecram4 ,depois porm tudo junto a f]u] d5tro de ha caldeira1 em b>ella cl>a1 passada por hum pano1 purgada das c9zas1 com que foi feita4 ,f]u]m os casulos meya hora1 depois de desfeita a goma1 que os faz tam tesos1 como p]gam9ho1 os lau>m com agoa cl>a1 z molh]es os fi>m com o fuso1 ou com a roda1 mas primeiro os f>m c>d>1 p>a os fi> com mais facilidade4 ,com e/e fio de b>bilho muito delgadam5te fiado1 se podem tec] panos tam f9os1 como os que se fazem com a s$a1 tirada na dobad\ra1 outros fazem delle retroz p>a coz]1 d&olhe o lu/re4 ,f9alm5te p>a conclusam de/a obra1 digamos que nos bi*os da s$a1 tudo he milagroso em quanto viuem1 tudo o que delles fica1 depois de mortos1 apr\eita4 ,illu/rao ,illu/rao ,,amplissimis ,,fratribvs ,d4 ,d4 ,,f]d9&o ,,masc>5i4 ,comiti ,turre4 ,,et ,d4 ,d4 ,,francisco ,,masc>5i4 ,comiti ,cocol9i4 ,hact5us public /udui vtilitati1 nunc ve/r s]uire cupio oblectationi2 c emim 8 quisque rebus delectetur1 quibus quodam natura ductu incumbit1 quid jucundius afficiat lib] ali +5io juu5es1 quam fructus artium lib]alium8 ,o pes1 auitum /emma1 g5]osus sanguis1 ,aul oblectam5ta1 vobis sunt po/ /udia1 omnes quippe animi affectus1 vni volui/is fi]i sapi5ti vectigales4 ,p]curr5do amnioris litt]atur curriculo1 vix tas alijs integra sufficit1 ve/ra vobis satis fuit ,adolesc5tia2 cum ,musis v]sam9i1 vt sororibus1 cum ,apoll9e loquim9i1 vt fratre2 dum alt] alt]um erudit conttione transc5d]e /udetis1 domus ve/r fiunt1 domicilia doctr9>1 sci5ti> ,augu/alia1 bip>titum ,vlyssiponis ,a!num4 ,quibus att5t p]spectis1 vt aliquid libellus hic complect]etur1 quod ad ve/rum palatum fac]et1 p]neceari esse arbitratus sum1 vt qu de ,mororum cultura1 ,bombicum educatione1 sp>si 9 vulgus1 plebeio s]mone1 humilique /ylo1 eadem vobis nobiliore dic5di *>act]e depicta si/]em4 ,mirabim9i prudtiam 9 ,moro1 9 ,bombice indu/riam1 9 vtroque1 recondita natur sol]t] op]antis arcana4 ,quid moro sapi5tius8 ,arbor po/rema g]m9at morus1 vt fructificet securior1 ftusq2 suos haud euocat 9 lucem1 nisi extorri hyeme1 exanimis ,aquilonibus1 pr\ecto jam v]e4 ,quid indu/rius ,bombice8 vno ,bombix in/rum5to1 ore scilicet1 innatum s]icum d$ucit 9 fila1 c>m9at 9 lanug9es1 contorquet 9 m&ros1 cong]it 9 /am9a4 cogit 9 glomos2 describit orbes s9e circ9o1 s9e p5icillo colores inducit1 s9e vllo adu5titio app>atu1 domunculam in/ruit1 ,cs>um ,palatijs spl5didiorem4 ,tanti tam51 tam /r5ui ,artificis op]a omnia sunt po/huma1 haud e nim e a absoluit1 nisi sepultus2 v]m1 quia 7vt dici solet7 excell5s 9 arte non debet mori1 prodit p5sili tumulo r$iuiuus1 ipsi inuid5dus ,phnici2 nam ex reptanti ,eruca1 alatus ,papilio1 nobilior resurgit1 qum vix]at4 ,9 ,moro1 ,bombice1 natura =tunam imitatur1 summa imis1 ima summis misc5tem2 ,morus1 ,abor regia1 fit v]miculi pabulum2 ,bombix1 ignobilis v]miculus1 ejectam5tis suis ,reges ve/it4 ,vitam exorditur ,bombix cum v]e1 vt p>5tur hom9i elagantia indum5ta1 dum se t]ra circumtegit flor5ti *lamyde4 ,editus 9 lucem1 solis pascitur frondibus arboris1 cui adscribitur sapi5tia1 9 hoc ,adamo prud5tior1 quod ,arboris sapi5ti folia com$it1 integro1 intactoq2 fructu4 ,op]osissimus ,bombix1 propria 9 pelle non quiescit1 paucis enim diebus quat] ponit exuuias1 abjicitque pellem1 vt exuat torptem desidi s5ectam4 ,omni tam5 labore sup]s$et1 c$itque vit1 si =t1 sonus +5s obtud]it op]tem1 debetur enim opifici sil5tium1 op]i admiratio1 resque ipsa po/ulat1 vt ad ,bombicis +5iosa molim9a1 orbis attonitus immutescat4 ,non ide sordidus ,bbix1 quia v]mis1 nam s]uat vrbes ab otij tabe1 innum]as ex]c5s op]as1 ,regnaque s9e hoc v]me sunt cadau]a1 vt pote nuda1 quia s9e ornatu2 exanguia1 quia s9e diuitijs1 em$ullata1 quia s9e viribus2 vires quippe ,regnorum ex diuitijs exi/unt1 +5tes v] diuitias aff]t ,bombix eximijs suis op]ibus1 filis auricoloribus auream suis alumnis retexit tatem4 ,quod alij v]mes eripiunt mortuis1 viuis reponit hic v]mis1 corros>um 9 sepul*ro ve/ium damna res>cit1 n\is1 pretiosisque textis4 ,quid plura8 totum se ,bombix exhaurit1 vt hom9em ditet1 visc]umque suorum ,clo?o1 t5uissima ducit fila1 vt vitam protrahat 9 ,reipublic b5eficium4 ,hc ego3 ,reliqua magi/ri mei calamo1 c ,poetic5 doc]et 9 ,collegio ,flexi5si3 ,secundis auribus accipite1 qu ,gallus hic ,olor cec9it de mori1 ,bombicis que natura2 dud e/1 quod hc c>m9a diem aspex]e1 s$ nunc v] pr(]untur ad lucem1 quia ad vos4 ,enim v]1 omnia 9 vobis1 pul*r quadam1 vnanimi mulatione colluc5t1 natalium spl5dor1 jub> ,sapiti1 fulgor +5ij1 fulgetra eruditionis1 irradiantium ornam5ta virtutum4 ,omnes d5ique lucis fontes 9 vos d]iua/is1 vt ,patri respondeatis1 qui omnes 9 se colligit ,h]oas2 im omnibus antecellit1 =tior ,a*ille1 ,m>te bellacior1 sapi5tior ,socrate1 p]spicacior ,vlysse1 ,h]cule laboriosior1 facundior ,m]curio1 grauior ,catone1 ,apoll9e b5ignior4 ,quapropt]1 mihi videm9i ill du /ell1 circa ,solem de n\o depreh5s1 qu ,ma!maticis ncuptur1 comes ,solis1 haud enim solm e/is1 tituli dignitate ,comites1 comites suauitate mor1 s$ e/is comites solis1 nam excelltissimum ,front]i ,m>*ionem ,p>5tem ve/r1 pl5o gradu comitam9i 9 /adio virtutis1 glori4 ,valete1 viuite p>ibus animis1 honoribus1 qu&o quidem illam flicitatem1 quam ,e?nicus ,ausonius#ad vidit 9 syd]ibus illis g]manis1 ,ca/ore1 ,polluce1 adumbratam1 9 vobis re comprobatam omnes demiramur4 ,humillimus1 addictissimus f]uus4 ,d4 ,,raphael ,,blvteavivs4 ,cl]icus ,regul>is ,!at9us4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #ad ,virtutis1 =titud9is prot5dunt influxum4 ,ausonius de ,ca/or4 ,pollu4 ,illu/rao ,,lavdes ,,mori1 ,,et ,,bombicis4 ,laus ,mori4 ,romulidas1 ,myrtus#ae ,paphia exornauit1 ouantes2 ,pura triumphales decorauit ,laurea ,ppas3 ,prima d$it ,qu]cus s]uati prmia ciuis3 ,sumit ,idumam prpes victoria ,palmam3 ,a/ ea1#af qu nutu sup]is dom9atur imis ,=tun /olidas1 qu scit1 contund]e vires1 ,quque adamanti domitrix prudtia fati1 ,vn ex ,arboribus voluit sibi cresc]e mor3 ,hc amat1 hc c+it ctia tpora fronde1 ,vturi en ag$um1 secura1 ign>aque corda1 ,prospicite1 dubi casus prnoscite sortis4 ,si pudor insanis1 morus sapit1 illa doloso ,nil tem] cr$it zephyro1 nam v]is adulti ,iam c]tum expects sol1 n g]m9at ante ,frigoris infe/i1 quam cuncta recess]it aura3 ,tum floretq2 viretq2 simul1 longq2 repdit ,dna mor1 atq2 vn tot se nocte pr(dit4 ,vid]at moni nudam quam vesp] ab#ag ,oet1 ,proximus#ah ,ido de v]tice c]nit ,e\s ,frondos1 p>it] grauid1 p>tuq2 leuat4 ,sic prop]at t5] g]m51 ne frigidus a] ,man coquat2 m$ione die ne torreat /us4 ,insidias cli ne tunc v]e>e s]5i ,amplis1 va/o qu cca p]icula ,ponto3 ,vt b5e subductam d$ucas nauita ,p9um1 ,s9t tibi#ai ,v]gili1 videas c g]m9a mori4 ,qu9 vbi dilectis cultoribus annua ,poma ,r$didit1 hyb]nis ne frondibus incubet ,au/]1 ,adu]so pugns ,bore1 c]tam9e fratr1 ,collisi int] se frangantur 9 arbore rami1 ,sponte sua capitis sacri deponit honorem4 ,vtque m9us fiat suis obnoxia v5tis ,iratique ,i\is telo1 fugit ardua1 ,morus1 ,morus 9 antiquis arbor gratissima lucis4 ,ad ,lun radios hc ludunt spe sub vmbra ,cs]t ,satyris ,nymph1 plaudtq2 *oreas1 ,spe legit ftus#bj gle =mosa caducos1 ,ebria#ba ,sil5o queis subl9at ora jac5ti4 ,poma g]it morus triplici di/9cta colore1 ,n p>ibus spatijs albtq2 rub5tq2 nigrtq2 ,at color ille p>um ltus1 qui fructibus at]1 ,om9a sangu9eis nec sunt nisi tri/ia moris2 ,quid te nigra m\5t8 nig] e/#bb ,phbeius osc51 ,nec tam5 augurio quicquam flicius illo1 ,solis vbi nitido v5i5s spectatur ab ortu4 ,a/ror somnimat]1 nox alma1 quadrigis ,inuehitur nigris3 eb5o tumet ,india nigro3 ,laudamus nigros oculos1 nigrumq2 capill1 ,ac nigras violas1#bc fului editus imbre metalli ,dep]ijt nigros ,cephe ,virg9is artus4 ,quod v]o fune/a putt de sangu9e mora1 ,9 vulgum has sp>sit#bd ,babylonia fabula nugas2 ,dat m]itas igitur pnas pdet ,ara*ne1 ,inuisique op]is casso e/ addicta labori2 ,non quod ,palladi ct5d]it mula tel1 ,mortalisq2 ,deam ju/as /imul>it 9 iras1 ,s$ potius gem9 quod p] mdacia cdis ,inuidi mor1 mis]osq2 on]auit ,amores1 ,assyrio t+5s lug5tia poma cruore4 ,adde quod no/ris ,regionibus alba leguntur1 ,antiquis ign>a ,italis1 cloque lat9o4 ,iam nec ,poni1 jam nec succus ,panace ,dictamniq2 f]is1 notissima gram9a1 capris1 ,iudice me1 moris c]t>e salubribus aus9t4 ,nec mihi#be ,moly tuum ref]as1 h]bamq2 pot5tem ,capte oculis vates2 ,moris plura petuntur ,prsidia1 plures illis natura creatrix ,vi quadam occult ccessit pell]e morbos4 ,8 ide#bf ,catius f9iri pr&ia jussit1 ,cecropio ,catius sapi5t primus 9 horto2 ,inde fit ad noxas gri prope corporis nes ,pan*re/os1#bg v]o p]hib5t vt nom9e ,graij4 ,mororum infuso coalescunt vuln]a succo3 ,auribus1 atque ori prode/1 aluoq2 moranti1 ,langu5temque leuat /oma*1 capitisque dolorem4 ,discutit vet]es panos1 torm9a s$at4 ,vip]eo e/ ho/is g5]i1 tetrisque v55is1 ,!ssala1 qu tellus1 quque 9 mala pocula gignit1 ,vncta prome!o cautes motica tabo4 ,arboris ejusdem folijs m$icab]e tritis ,artubus ambu/is1 diri morsibus hydri4 ,saucius hoc nosset#bh magni prceptor ,a*illis1 ,n ,deus optasset le?um1 nec ,lemnia tanto ,saxa fatigasset gemitu#bi ,pantius h]os4 ,hirsuto h9c alitur spectdus corpore ,bombyx2 ,nascnturq2 domi1 qu qud littore rubro ,mollia di/9cti mittebant vell]a s]es4 ,radicis sileo v>ios1 corticis vsus1 ,morbor auxilijs hc tota e/ nobilis ,arbor1 ,monijsque cani non dignior vlla camnis4 ,laus ,bombicis4 ,qv me ,phbe1 rapis8 quas h9c sublatus 9 auras1 ,a]a p] liquid1 rapidis circumuehor alis8 ,vos ne adeo#cj ,s]um intueor mollissima ,regna ,lanificos cplexa greges1 agnosco p>tem ,bombycemq2 s9u recubant mollit] albo4 ,te quoque1#ca quam memorant prim euoluisse nit5tes ,folliculos1 vnde 9 p>u collecta figuram ,alitis1 ignotas p5n trepidante p] auras ,t9ea c>psit it]1 dulcesq2 animte susurros ,ore1 poli ltis reson>unt quora bombis4 ,t5 igitur v]mis video nutricula1#cb ,?isbe1 ,errantue s9u placid amplex>is alunum1 ,scilicet1 hc morus ramo frd5te t5ellum ,excipit1 cl>as magn trsmittit ad ,artes4 ,namque vbi t] pigro r5\auit corpora somno1 ,iam s5ium increpitans1 pl5i pond]a v5tris1 ,cont9u1 tanta e/ ed5di gloria fili1 ,ex]cetur1 effundit qusita p] uum ,/am9a1 ditis opes vt]i1 susp5saq2 d5sos ,fila reg5s int] ramos1 atque ord9e ducs1 ,mille legit1 relegitque vias1 circ9at orbes ,sponte sua donec niueo se c>c]e claudat4 ,mox autem int]ior circ vndique /am9a d5sat1 ,alb5tiq2 ,?oro immori5s glom]atur 9 ouum4 ,s$ neq2 t t9e vllus honos1 aut gloria filo1 ,pphila ni modicos ,bbic euolu]e folles1 ,aut ap]ire caui docuisset tegm9a l9!i4 ,en eti digitis prt5tat mollibus oram ,educitque globo1 lucisque emittit 9 auras ,rursus aui similem1 s$ te ne subdola captet ,et dulcem pullis ,philomela immitibus esc1 ,auf]at1 ,ah v]eor6 melius ccluse latebis1 ,hanc s9e necquiquam modulis1 crispoque susurro ,bldiri1 t5ues disp]d]e c>m 9 auras1 ,ni facias1 ro/ro implebit crudelior alui ,+luui1 ac viuo viua abdet corpora bu/o4 ,ct]a qu9etiam volucr ltissima turba ,gaudet 9 incautos v]mes inuad]e1 sed,dij ,dij prohibete nefas1 recreet mage c>m9e dulci1 ,vnguibus ab/9eat4 ,niueo jam plurima surgunt ,bombici tabulata1 gradus aulque p] altos ,mille4 ,prius pubes /abultem ru/ica ramis ,9 nemora alta vid5s err>e1 ign>a silebat1 ,hic vbi nasc5ti ,s]es dom9antur ,eoo1 ,det]ior donec paulatim de color1 artes ,extudit1 duros hom9es emollijt tas2 ,=tunate nimis1 diuq2 hom9q2 sup]ba ,gloria1 c5t5o rep>ans tua fun]a ftu2 ,viue sacris ,bombix decus admirabile ,templis1 ,viue duc1 ,regumq2 augu/is addite pallis1 ,nec tua lanig] sup]abunt fila bid5tes ,t]goribus niueis1 quuis sua vell]a laudet ,hispalis1 magno ,tyrios incocta rubores ,mut>is#cc ,milete1 olim tibi#cd ,phrixea c$t1 ,tu quoque ne#ce ,biturix contra tua mollia jactes ,vell]a1 nec facies1 et5im jam vilia sord5t4 ,illu/rao ,,notas ,,de ,,rodap3 #ae ,myrtus ,paphia1 quia ,v5]i sacra1 ,v5us autem 9 vrbe ,paphia1 celeb]rimo 9 ,templo colebatur4 #af ,morus quippe e/ sapi5ti symbolum1 non enim ante g]m9at1 quam frigus p5itus fugatum esse cogn\]it1 ftum cel]rim gr&it ac maturat1 ne caloris adu5tantis injuri ldi possit4 #ag ,oeta monia1 siue ,!ssalica1 e/ enim mons ,!ssali 9 ,grcia1 9 quo monte1 vt inquit ,s]uius1 /ell vid5tur occid]e4 #ah ,sicut de monte ,ida nasci4 #ai ,v]gili seu ,pleiades1 sunt sept /ell ante g5ua ,tauri qu ortu suo prim nauigationis tempus o/5dunt4 #bj gle fuit ,nympha hoc nom9e1 vna ,naiadum4 #ba ,sil5o1 id e/ ,bac*i nutritio1 quem 9 antro jac5tem pu]i d]idebant4 #bb ,aquila ,i\i ,sacra4 #bc ,p]seus1 ,i\is filius1 ex ,danae1 quam ,iupit] commutatus 9 speciem aurei imbris vitiauit4 ,hic ,&rom$am1 ,cephei1 ,regis ?iopum1 filiam1 vxorem duxir4 #bd ,pyramus1 adolesc5s ,babylonius1 mutuo ,?isbes amore captus1 vbi ejus domo ex pacto egress1 cru5tat rep]it ve/em1 ratus esse deuoratam1 gladio se sub moro int]fecit2 illa autem sup]u5i5s1 multa gem5s qu]5s1 eidem gladio incubuit4 ,morus autem fructus antea c&idos 9 nigrum colorem mutauit4 #be ,moly e/ h]ba ,hom]i c>m9e celeb]rima4 #bf ,cato int] ,grcos sapi5tissimus scripsit librum de re ru/ica4 #bg ,m$icam5tum quod ad omnes morbos conducit4 #bh ,*iron1 ,a*illis ,pdagogus1 9 m$ic9a p]itissimus1 sagitt hydr l]ne v55o imbut vuln]atus1 durissimis cruciatibus conficiebatur morique optabat1 s$ non pot]at1 quod vtroque p>5te immortali natus fuisset4 #bi ,vulcanus ,i\is filius clo deturbatus 9 lemnum ,insulam4 #cj ,s]es sunt populi ,scy?i ,asiatic ,s]a vrbe dicti1 apud quos arbores lanam t5uissimam1 ex qua ve/im5ta s]ica fiebant1 pr(]re cr$it sunt1 quia v]mes e&em lanug9em produc5tes nutri]unt4 #ca ,pamphila1 ,coa muli]1 qu prima telas ,bombicum r$iri1 rursusque tex]e inu5it4 #cb ,?isbe1 id e/ morus1 quia hc arbor fuit conscia amorum ,?isbes4 #cc ,miletus1 ,ciuitas ,asi1 vbi t+ebantur lan pretiosissim4 #cd ,vellus aureum quod ,phrixus 9 ,templo susp5dit4 #ce ,biturix1 ,ciuitas ,galli ,aquitanic4 ,,erratas4 ,,emm5das4 ,pag4 ,reg4 #ab4 #aa4 que #ad4 #b4 ,out\bro ,outubro4 #bg4 vltim4 infali1uel infaliuel #ef4 vltim4 po d #fi4 #c4 com elle como elle1 #aah4 #b4 inteira a inteira #abi4 #a4 ajudas ajuda4 #bad4 vltim4 sepulus sepultus #bai4 #ae4 comites comes #bba4 #f4 cont5d]e contund]e