,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho --#d-- ,felicidade pela ,agricultura ,ilu/rao ,,livr>ia ,,b>ateira ,,lisboa #cd-,,rua ,,d ,,duque-#cf4 ,tel4 ,t4 #abfd ,,obras ,,completas ,,de ,,antonio ,,feliciano ,,de ,,ca/ilho ,,volume #d4 ,,volumes ,,publicados3 ,i--,,amor ,e ,,melancolia4 ,,ii--,a ,,*ave ,,d ,,enigma4 ,,iii--,,c>tas ,,de ,,ecco ,e ,,n>ciso4 ,,iv--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#a4 vol47 ,,no ,,pr,,lo3 ,v--,,felicidade ,,pela ,,agricultura 7#b4 vol47 ,,obras ,,completas ,,de ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho ,revi/as1 annotadas1 e prefaciadas por um de seus filhos ,,iv ,,felicidade ,,pela ,,agricultura ,,segunda ,,edi,o ,,volume ,i ,ilu/rao ,,lisboa ,,empreza ,,da ,,hi/oria ,,de ,,portugal ,soci$ade editora ,,livr>ia ,,mod]na ,r4 ,augu/a #ie ,,typographia #de1 ,rot9s1 #dg #aijc ,,adv]t5cia ,,dos ,,editores ,pelos bons julgadores foi sempre consid]ada e/a ,felicidade pela ,agricultura uma das obras mais *eias de e/ro e pujana1 que sahiram d c]ebro de ,ca/ilho4 ,joo de ,&rade ,corvo co/umava diz]3 --,em qualqu] pag9a que eu o abra1 tem sempre e/e livro o condo de me entret]1 e faz]-me p5s> longam5te4 ,livro que faz m$it> um homem da valia de ,&rade ,corvo1 bom4 ,escreveu ,ca/ilho tudo i/o aos p\cos1 entre outras v>iadas t>efas1 p>a um p]iodico1 que r$igia em ,ponta-,delgada3 ,o ,agricultor ,mi*ael5se4 ,na solido d seu viv]1 ento muito inc]to e *eio de saudades1 entre um ran*o de c9co filhos pequ59os a p$irem-lhe in/ruco e educao1 no meio de um povo amigo pr$ispo/o p>a o bem1 e com a vis9hana d m>1 que tanto influe a p5sam5tos srios1 acord>am no antigo ermito d ,c>amulo1 no ex-r$actor da ,revi/a ,univ]sal1 os p5sam5tos rasgadam5te humanit>ios1 que o desvel>am e absorv]am no re/o da vida4 ,ori5t\-se1 sem o suspeit>1 no s5tido pratico d bem2 e toda a sua alma de homem bom e de poeta vibr\ em anhelos de felicitao publica4 ,esses anhelos tom>am =ma litt]>ia1 e d]am a pres5te srie de artigos1 dictados desde ,janeiro de #ahdh at ,dezembro de #ahdi4 ,via ento ,ca/ilho a reg5]ao da ,patria1 d'e/a ,patria que elle tanto am\1 consub/anciada n'uma ideia unica3 o des5volvim5to da ,agricultura1 e da ,in/ruco popul>4 ,engan>-se-hia8 ,a campanha que nos annos proximos havia de su/5t>1 com a p5na1 com a palavra1 com o amor1 com a ira1 e com annos de exi/5cia1 comeou1 a bem diz]1 aqui4 ,e/e opusculo m>ca uma epoca da vida de ,ca/ilho4 ,com os seus alti-baixos de =ma1 com a sua exub]ancia opul5ta1 com z suas l\curas srias to sublimes1 com o seu desal9ho famili>1 que por si mesmo consegue impr-se1 so e/as pag9as o acordado sonho de um vid5te1 que adianta tres seculos sua era4 ,z utopias d autor encapellam-se1 como antecipao gr&iosa e gloriosa1 que lhe retrata a indole4 ,so lembranz irrealisaveis algumas p>a desde j8 sel-o ho2 mas dos devaneios e aspiraes dos hom5s de alma tem a ,humanidade lucrado sem5tes de muitos b5s4 ,lanadas t]ra intellectual1 veem a f9al a g]m9>1 e a desat>-se em flores e frutos4 ,deix> devane> e/es gr&es sonhadores1 cuja regio se libra a meio-cam9ho entre o pres5te e o futuro1 entre o real e o ideal1 entre a t]ra e o ceo4 ,escutemol-os1 que p>a algures1 no sonhado de ns outros1 nos levam e/as s]eias d bem3 ,preciosas revelaes auto-biographica3 se nos dep>am no livro a cada passo1 aproveitadas j1 e detidam5te explicadas 7quanto o podem s]7 nas suas ,memorias4 ,pobre e desajudado1 pugn\1 quanto s\be e p\de1 em favor de uma ideia1 que o alim5t\ e o aniquil\3 a civilisao da sua t]ra4 um livro s+ul> e/e1 que se no pode l] sem respeito e commoo4 ,o p5sador transp>ece no poeta4 ,o lyrico devaneador completa-se no philosopho4 ,o patriota reala-se pelo *ri/o4 ,exhala-se de cada p>agrapho um vago p]fume campe/re1 que v]dadeira delicia3 a m5te d escritor foge1 sempre que pode1 p>a z solides das hortas e dos casaes2 z metaphoras so tomadas quasi sempre ao viv] rural2 a l+uagem1 portugueza de lei1 sabe ao bom fal> dos montanheiros4 ,se elle tivesse refundido a obra1 deixal-a-hia de c]to mais p]feita2 mais s9c]a no a podia deix>4 ,e que melhor pr5da d que a s9c]idade8 ,ao meu amigo o ,ex4 ,snr4 ,jos ,silve/re ,ribeiro em p5hor de admirao1 respeito1 e affecto ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho4 ,,adv]t5cia ,reuni p>a e/e livr9ho algumas das m9has utopias1 j publicadas em um pequ5o1 mas bonissimo1 p]iodico m5sal prov9ciano1 ,o ,agricultor ,mi*ael5se1 a fim de que o outono1 que to c$o vem s folhas p]iodicas1 no de/ruisse com ellas os meus p5sam5tos de amor dos hom5s4 ,a esses artigos1 alguns outros1 a9da que p\cos1 ajuntei de id5tica natureza4 ,diz-me a consci5cia1 que a maior p>te das m9has esp]anz n'e/as pag9as vem prematura1 e que p\cos d'e/es bons e santos desejos1 ou n5huns1 se realis>o em vida dos nossos netos4 consci5cia respondo3 que1 se eu tivesse de viv] duz5tos annos mais1 ou se d'aqui a duz5tos annos h\vesse de r5asc]1 de boa-m5te res]v>ia p>a ento o que hoje antecipo4 ,os intol]antes1 os fanaticos de cada p>cialidade politica1 t]o muito que abocanh> n'e/e pobre escrito4 ,p$ir-lhes mis]icordia1 ou mesmo ju/ia1 fra tempo p]dido4 ,dir-lhes-hei s1 que no escrevi p>a elles4 ,os hom5s bons e s9c]os1 que so os que me importam1 a9da qu&o no concordem comigo1 l\v>o z m9has int5es4 ,se1 em uma ou outra p>te1 eu p>ec] por v5tura c5sor1 em demasia acre1 de coisas d meu tempo 7de pessoas nunca72 se d'ahi quiz]em inf]ir mex]iqueiros1 que z m9has rases so proclamaes1 e os meus entranhados amores de alma1 clamores e rebates s$iciosos1 no lhes hei-de oppr 7o que alis fra v]dade1 e que de si se apres5ta71 que z revolues no so os livros quem z faz1 mas sim z coisas2 z obras1 ou a falta de obras1 dos pod]osos1 e no z palavras dos obscuros e in]mes2 que z pag9as s teem =a activa1 qu&o os actos que n'ellas se tratam lh'a communicam2 e que essa =a activa1 a9da qu&o nem uma lettra se escreva1 e ento muito mais1 sempre exi/e e sempre actua2 que1 em summa1 o attribuirem ao meu livro efficacia p>a concit> z turbas1 faz]em-me ao mesmo tempo honr>ia demasiada1 e demasiada injuria4 ,no amo revolues1 nem z qu]o1 nem creio n'ellas2 t5ho vivido e/e ultimo meio seculo1 e no ignoro1 de todo1 o como doidej>am os prec$5tes2 mas1 a9da que p>a ahi me fugisse a vontade 7que no foge71 faltavam-me a voz e o desemb>ao1 indisp5saveis p>a o papel1 pelo m5os extravagante1 de tribuno4 ,se alguma coisa a tal respeito pregoei1 mais foi contra z insurreies1 que a favor d'ellas2 mais foi grit> aos gov]nantes1 que se h\vessem de coll> no (ficio por boas obras1 d que aos gov]nados1 que os d]ribassem2 qu&o no1 consult> o livro a cada passo4 ,se descreio em algum1 ou alguns1 dos presuppo/os artigos de f con/itucional1 no culpa m9ha1 nem culpa2 affiro-os pela raso pura2 avalio-os pelos resultados2 comp>o-os c d5tro1 no meu fro1 j com z obras inconsequ5tes1 j com os v]sateis discursos de muitos dos e/adi/as1 que por elles fazem obra2 e digo1 com toda a paz da m9ha philosophia humilissima1 que me p>ece no s]ia mau p5s>mos outra vez um p\co em taes artigos4 ,toda a discusso d luz2 e toda a luz creadora4 ,z !ses politicas no so porm z m9has2 z m9has1 o epilogo d meu livro1 a i/o se r$uzem3 temos t]ra1 que pode s] mais e melhor cultivada2 devemos cultival-a2 temos alma1 que pode s] mais e melhor allumiada2 devemos allumial-a2 temos corao1 que pode s] mais puro1 mais virtuoso1 e mais amante1 e mais corao2 devemos aproveital-o4 ,a t]ra nos f> ricos2 a in/ruco1 pod]osos2 a moralidade1 unidos4 ,a riqueza1 o pod]1 a frat]nidade1 que so a civilisao1 felizes4 ,quanto ,agricultura1 z m9has dilig5cias no deix>am1 talvez1 de contribuir o seu p\co*9ho1 segundo alguem cr1 p>a e/e promett$or trfego de ,soci$ades agricolas1 que hoje vai no ,re9o4 ,quanto ,in/ruco publica prim>ia1 ajudei1 e cont9o a ajud>1 a obra santa1 com o que pude e posso2 d que1 d\ por prova o odio e p]seguies1 com que os obscurantes me teem honrado4 ,quanto moralidade e frat]nidade1 esses b5s1 d'aquelles dois b5s se ho-de fili>2 mas ha-de s] t>de4 ,s qu&o deix>mos de s] politicos1 pr9cipi>emos a s] bons4 ,d livro1 como producto litt]>io1 no ha por que falemos2 foi escrito de c>reira1 sem traa prvia1 nem plano ord5ado4 ,nem digo bem escrito2 foi conv]sado1 como qu] que z ideias vi]am v9do4 ,refundira-o eu1 se h\vesse tempo1 ou valesse a p5a2 decot>ia r$undancias3 aproxim>ia pontos homogneos1 que vo sep>ados2 r$uziria z d\tr9as a um sy/ema1 e concat5ao sev]a de racioc9ios4 ,nada d'isso f>ei4 ,apraz-me cons]v>-lhe o seu c>act] =tuito e desambicioso2 s assim1 que me posso n'elle reconhec]4 uma conv]sao1 com todos os seus altibaixos1 com todas z suas duvidas e inc]tezas1 com todas z suas quebras e digresses1 com todo o desal9ho de homem s9c]o1 que antes qu] s] amado1 e m]ecel-o1 d que citado e admirado1 inda que o podesse4 ,pro j1 porque e/5d] mais z adv]t5cias sobre coisa to pequ5a1 j pass>ia de ociosidade4 ,i ,excell5cias da vida ru/ica ,,summ>io ,os campos so mais nobres que z cidades4--,o trato rural produz tudo4--,a ,agricultura1 com os seus dois filhos1 ,indu/ria e ,comm]cio1 a expresso maxima da ,munific5cia ,div9a1 e o mais cl>o argum5to da sociabilidade d homem4--,z cidades so c5tros p>a a circulao da mo$a4--,s um povo agricola dev]as rico4--,z honras dadas ,agricultura ass5tam em pr9cipios muito reaes4--,a ,biblia1 e ,hom]o4--,os ,romanos da ,republica4--,o que eram z mulh]es n'esse tempo4--,a gratido div9is\ entre z g5tes primitivas os inv5tores indu/riaes e ruraes4 ,refutao de um dito de ,santo ,ago/9ho4--,origem das my?ologias campe/res4--,os deuses ru/icos eram uma decomposio da ,provid5cia4 ,o ,*ri/ianismo de/ruiu aquellas risonhas cr5z4 ,o campo tom\ outra especie de int]esse4--,klop/ock e ,gessn]4--,z sci5cias naturaes vi]am sub/ituir com vantagem a p]dida idealidade dos campos4--,esboo da gr&eza e pod] d'e/as sci5cias4--,confirm> o lavrador na religiosidade h]$it>ia4--,excit> os ricos e pod]osos1 p>a que amem o campo e seus cultores4--,elogio moral e politico d viv] campe/re4 ,a arte v>iadissima de obrig> a t]ra a produzir tudo1 no uma arte rude1 pois todas z sci5cias a cortejam1 e a s]vem2 no obscura1 pois a mais antiga e univ]sal2 no vil nem desprezivel1 pois s dep5de de ,deus1 em quanto os hom5s todos dep5dem d'ella4 ,z cidades1 que affectam desprez> os campos1 d'elles nasc]am2 por elles vivem e m$ram1 que s l teem z suas raizes4 ,trans=mam-se ellas1 envelhecem1 amesqu9ham-se1 doidejam1 morrem1 e esquecem2 em quanto elles1 os campos1 p]manecem1 riem1 amam1 do1 e promettem de cont9uo2 coexi/iram desde o pr9cipio1 coexi/iro at ao fim1 com a raa humana4 ,a *>rua e o enxado topam em toda a p>te com z ru9as de templos e palacios4 ,essas m>avilhas ephm]as da ,arte pompe>am um mom5to sobre o solo desve/ido1 e logo a ,natureza z afog\2 z recobriu outra vez com o seu slo1 com a sua vegetao1 com os seus frutos1 com z suas fragrancias1 com a sua paz1 com z suas h>monias1 primitivas e ineffaveis4 ,ouvis nas cidades gr&es aquelle sussurro pr(undo de mil vozes1 como bramir de ,oceano8 o e/rpito da indu/ria1 o trfego d comm]cio1 a ebri$ade das mezas1 o voze> dos espectaculos4 ,que ,fada produziu e cons]va tudo isso8 a ,agricultura4 ,vde os ex]citos1 esse espantoso num]o de consumidores improductivos1 esses celibat>ios m9i/ros da religio da morte4 ,quem os g]\8 ,quem os r5ova8 ,quem os alim5ta8 ,o *o pacifico da lavoira4 ,o seu po1 a sua c>ne1 o seu v9ho1 os seus legumes1 os seus ve/idos1 os seus cavallos1 os seus c>ros1 z suas b&eiras1 os seus mil tambores4444 tudo por l se cre\4 ,tudo aquillo1 que va como remo9ho deva/ador1 que no deixa s5o c9zas1 sangue1 e lagrimas aps si1 tudo aquillo nasceu e folg\ pelas aldeias e casaes2 rel9*\ pelas planicies h]vosas2 mugiu nas leziras encalmadas2 trep\ e baliu pelos c]ros2 cici\ loirej&o pelos *os1 como espiga de alambre2 vicej\ em flore/as2 amadureceu reluz9do por entre z p>ras mov$iz dos oiteiros4 ,que povoao1 no creada por ,deus1 anima1 cruza1 devassa1 todos esses m>es8 ,esses port5tos da sci5cia e ousadia d homem1 que affrontam com victoria v5tos e ondas1 j pelas montanhas veget>am1 floriram1 hosp$>am n9hos e musicas4 ,z suas azas c&idas1 que os levam de extrema a extrema d globo1 z tranz ondeantes das suas enx>cias1444 =am l9h>es floresc5tes1 onde z viraes dos valles se embalavam4 ,a epid]me grossa e negra1 que lhes reve/e o corpo1 e lh'o torna1 como o dos mon/ros m>9hos1 inviolavel agua1 e/ill\-se d p9heiro queimado em succo d5egrido2 gottej\ de outros troncos em rez9as balsamicas2 cre\-se nos ossos d animal1 que arra/a o c>ro e o arado2 expremeu-se em oiro liquido d fruto luzidio da oliveira4 ,os braos1 que os domam e os m5eiam1 como o cavalleiro dirige o seu corcel a todas z p>tes1 robu/eceu-os1 quasi todos1 o sol dos campos4 ,que levam ellas1 essas cidades sem alic]ce1 por quem z mais remotas se communicam1 e todos os filhos de ,ado no fazem mais que uma familia8 ,que levam1 que assim vo assob]badas8 ,levam os frutos da cultura d sept5trio1 aos long9quos moradores d sul2 z produces regaladas d meio-dia1 s praias sev]as d norte2 os p]fumes e sabores d ori5te1 at s ultimas orlas das ,hespanhas2 a alegria das mezas occid5taes1 aos banquetes opp>os dos ,*9ezes4 ,e o trabalho de um camponez humilde1 de sua mulh] e de seus filhos1 o que1 sem sahirem d torro que os brot\ por entre z plantas e os gados1 povo\ todos esses m>es sem limites de celleiros1 disp5sas1 e adegas fluctuantes1 e aba/eceu1 sem o sab]em1 ao seu desconhecido irmo1 em paizes de que nunca ouviram o nome1 receb5do de l1 em troca1 o que nunca sonh>am que a t]ra procreasse6 99 99 99 99 99 ,difficilm5te1 por mais que refujmos p>a longe dos campos1 e p>a o c5tro d luxo1 difficillimam5te encontr>emos com objecto1 que1 no todo ou em gr&e p>te1 no devesse o seu s] indu/ria agricola4 ,a corporificao mesma d'e/e p5sam5to1 i/o1 que e/amos escrev5do agora1 i/o1 que vs amanhan e/>eis l5do1 e/e nosso aprazivel pratic> entre desconhecidos1 e/e dagu]reotyp> p>a os v9doiros um reflexo passageiro d espirito1 a quem o devemos1 se no a e/a ,arte inexhaurivel8 ,o papel1 a p5na1 a banca1 o prelo1 z balas1 a t9ta de impresso1 o alim5to que mantm os braos1 de que tudo i/o se ajuda1 quem se no a ,agricultura1 o deu8 ,quem se no ella1 ou um milagre de muitos milagres1 o podra d>8 ,a ,agricultura1 a velha e robu/a me dos povos1 auxiliada dos seus dois incanaveis primog5itos1 ,indu/ria e ,comm]cio1 a bemfeitora por excell5cia2 a comp5sadora unica das diff]5z das regies2 a expresso maxima da ,div9a ,munific5cia1 e o mais cl>o docum5to da nossa social de/9ao4 ,qualqu] ,sci5cia1 qualqu] ,arte1 supprimida1 deix>ia uma falta1 mais ou m5os p>a s5tir2 mas a falta da ,agricultura desat>ia de rep5te a ,soci$ade1 e d5tro em p\co ext+uiria o proprio homem4 99 99 99 99 99 ,longe de ns o ins5sato p5sam5to de neg>mos s cidades a sua importancia6 ,a baixo das *oz aldeanas1 nada mais nobre que z cidades2 nada1 que z ,leis mais devessem favorec]1 depois dos campos4 ,os metaes preciosos1 de que uma inv5o pr(unda1 e quasi inspirada1 compz1 por que assim o digmos1 o sangue1 que devia circul> por todo o corpo social1 necessitavam1 como o sangue no corpo de cada individuo1 deposito amplo e en]gico1 p>a onde confluissem de toda a p>te1 e que outra vez p>a toda a p>te os d]amasse4 ,a ,cidade foi o corao d paiz agricola1 e c5tro unitivo de sua vida4 s cidades1 z indu/rias1 secund>ia e t]ci>ia2 o manufactur> z mat]ias2 o p]mut> z manufacturas4 ,aos campos a prim>ia indu/ria2 o m9i/r> a omnimoda mat]ia p>a essas duas outras4 ,artes e ,comm]cio encantadores so1 que modificam1 metamorphoseiam1 e transf]em tudo sem cess>2 mas s a ,agricultura cria1 s ella1 filha primognita da ,div9idade1 1 sobre a t]ra1 ,div9dade4 ,s um povo que lhe qu]1 e a qu]1 e a s]ve com des5ganada pref]5cia1 s esse rico2 rico sem fau/o1 mas rico sem receio de empobrec]4 ,z m9as cam e exhaurem-se2 z conqui/as levantam-se e fogem2 z fabricas podem cahir1 ao ergu]em-se novas fabricas n'outras p>tes2 a gr&e l\ca d mundo mod]no1 a moda1 z d]riba a cada passo1 ro&o-z1 ao pass>1 com o seu ve/ido novo1 ou com os seus novos enfeites2 o mesmo ,comm]cio1 no seu c>ro triumphal de oiro1 corre e/repitoso por cima de alturas resvaladias1 por entre desp5hos e rivaes inimigos1 que ao primeiro descuido o precipit>o4 ,s a t]ra entretanto se no esgota2 s n'ella se podem empreg> b5eficios1 sem colh] +ratides2 s ella pode diz]1 como o seu ,creador3 ,p$i e receb]eis2 s ella pode supprir tudo1 sem pod] outra alguma coisa suppril-a4 ,qu&o ella treme1 sacode de sobre si1 em nuv5s de p1 ca/ellos massios1 paos alt]osos1 armaz5s e feitorias de portas *apeadas1 como um leo1 com um frmito musculoso das jubas1 afug5ta os insectos1 que vi]am pois> sobre elle em quanto dormia2 mas a ,queluz e ,v]sailles d lavrador1 a sua *oas9ha de palha1 essa vacilla um mom5to1 como z arvores circum/antes2 assu/\-se1 como um pass>9ho entre z ramadas2 mas fica em p1 e rass]5a-se1 v5do tudo em d]r$or to arraigado1 to vioso1 to quieto1 como d'antes4 99 99 99 99 99 ,foi a consci5cia d'e/as v]dades obvias1 e que s o excessivo crescim5to d luxo era efficaz p>a escurec]1 foi1 dizemos1 a consci5cia d'e/as v]dades1 a que fez com que em todos os tempos se protegesse e honrasse a ,agricultura1 e em alguns paizes por modo tal1 que aos almisc>ados passeadores das capitaes p>ec]ia hoje fabuloso1 ou ridiculo qu&o m5os4 ,os dois mais antigos livros1 que o mundo velho nos deix\1 a ,biblia1 epopa de ,deus1 e ,hom]o1 biblia dos poetas1 a cada pag9a nos m>avilham com o que antes nos devra s]vir p>a sizuda m$itao1 e algum exemplo3 com a s+ela p9tura d enlace da autoridade com o trabalho rural4 ,reis e ,pr9cipes hom]icos1 raios de valor nos combates1 nos dias da paz cultivam1 e pa/oreiam3 e mais de um h]oe d'esses1 ao expir>1 d a ultima saudade ao p5sam5to dos bosques da sua infancia4 ,os patri>*as da antiga ,lei1 os juizes1 e os ,reis d ,povo hebreu 7semelhantes n'aquillo aos maioraes de algumas tribus arabias1 e aos reg$ores de alguns povos simplices da ,am]ica e da ,africa1 a9da hoje7 di/ribuiam a ju/ia1 j sombra de um c>valho1 j s5tados1 como em ?rono1 na mda d seu trigo borda da eira2 ou1 recl9ados entre os seus rebanhos1 ens9avam com aplogos e p>bolas campe/res1 z virtudes naturaes1 a concordia1 a rectido1 a b5efic5cia4 ,os ,romanos das eras recomm5daveis1 os ,romanos da ,republica1 essa g5te exempl>1 j expurgada da b>b>ia de sua origem1 e a9da no p]v]tida pelas riquezas e luxo2 equidi/antes de ,romulo e de ,n]o2 revolviam com a *>rua o *o da ,patria1 que al>gavam com a espada4 ,da rabia1 se iam arranc> os g5]aes p>a z victorias2 d ,capitolio r$esc5diam1 com alvoroo1 p>a se irem concluir a geiras9ha l>gada em meio4 ,ento z matronas eram ,cornelias2 e z donzellas1 ,virg9ias4 ,ento era sob]bo epitaphio3 ,n'e/e sepulcro no =moso jaz uma =mosa mulh]4 ,gov]n\ sua casa2 fi\ lan4 ,ento eram guies e e/&>tes magnificos umas paveias de f5o no alto de uma lana4 ,ento1 emfim1 podia diz] o ,poeta1 com v]dade3 no s que z selvas eram dignas de consules1 se no que eram dignos os aldeos1 dos feixes e da purpura4 ,retraimos-nos lan&o comtudo um olh> saudoso p>a aquellas edades rid5tissimas1 em que os nomes e feitos memor&os se no escreviam nos annaes1 mas se embalsamavam de poesia p>a my?os4 99 99 99 99 99 ,qual foi d'essas antigas g5tes1 fabuladoras por philosophia1 a que no div9is\1 e no ergueu sobre aras1 p>a inc5sos e hymnos da po/]idade1 os inv5tores1 introductores1 ou ap]feioadores1 das div]sas ,artes pre/adias1 e da ,arte da ,agricultura sobre todas8 ,cyble1 ,osiris1 ,saturno1 ,cres1 ,triptlemo1 ,fauno1 ,pales1 ,bac*o1 ,pomona1 ,v]tumno1 ,ari/eu1 ,flora1 eis ahi uma p>te d'esse ,olympo t]re/re1 com que z ,musas por mais de dois mil annos se inspir>am1 e que1 se j hoje no ressam nos cantos1 nem por isso fic>am m5os sacros p>a os coraes agradecidos4 ,demonios so os deuses da g5tilidade--exclamava1 no seu en?usiasmo religioso1 o ,bispo de ,hppona4--,demonios so1 cujos nomes nunca mais ho-de pr(an> e/es meus labios4 ,enganais-vos1 ,ago/9ho1 se abrangeis a esses bons deuses ru/icos no vosso an!ma4 ,des5deusae-os embora2 mas1 em vez d f]rete de demonios1 decretae-lhes =os de gr&es ,hom5s1 e gr&es ,mulh]es1 j que de ,anjos no pode s]4 ,se procuramos1 na raso pura1 o que por n5hum docum5to se ra/reia1 o por que os ,romanos1 apz os ,gregos1 os ,gregos apz os ,egypcios1 e os ,egypcios ,deus sabe apz quem1 assim se compr\v]am de povo> de numes e semi-numes indgetes os seus campos1 facil se nos depra a *ave d enigma4 ,obra foi1 in/9ctiva e simultanea1 de ru/icos1 e philosophos2 d povo1 e dos ag5tes da alta ,politica dos ,e/ados4 ,o pod] compreh5deu a utilidade de sanccion> culto que nobilitasse o lavrador1 div9is&o todos os objectos d seu trato1 e a propria t]ra3 os camponezes1 por si mesmos1 de motu proprio1 coadjuv>am o pod] n'esse mui real emp5ho seu1 com d>em l>gas propria phantasia1 faculdade sempre t5d5te p>a o poetico e m>avilhoso4 ,e de feito1 que mais natural erro 7se assim nos podemos exprimir71 que abuso mais p>a desculpas e l\vor1 d que imag9> o homem1 ao v]-se rodeado de successivos b5eficios e pres5tes da ,natureza1 que &avam ahi vel&o sobre elle1 por toda a p>te1 a todas z horas1 entes b5eficos1 pod]osos e invisiveis1 a quem por isso cabiam amor e agradecim5to8 ,por no abrang]em a ,provid5cia na univ]salidade1 decompunham-na em mil ,provid5cias2 e n'e/e s5tido a idolatria era a9da um culto ao ,supremo ,desconhecido1 ,,ignoto ,,deo2 era o matiz brilhante e confuso1 =mado de vapores da t]ra entre ella e o ,co1 como arreboes e aurora d ,,sol1 que e/ava p>a nasc]4 99 99 99 99 99 ,alm da gratido1 outra causa1 se m5os sublime1 por v5tura mais urg5te1 lev>ia os filhos das aldeias a abraarem na alma1 sem exame1 aquellas cr5z1 logo que ref]idas na conv]sao dos velhos autorisados1 ou evangelisadas pelos poetas1 por esses eng5hos de eleio1 a quem sempre se attribuiram my/]iosas relaes com outros mundos4 ,e/a causa era1 no meio da solido1 a t5d5cia p>a a sociabilidade4 ,o viv] semi-eremitico d camponez1 e z suas occupaes1 quasi todas manuaes1 deixavam-lhe alma e corao livres1 vazios1 c>ec5tes1 avidos de alim5to4 ,nos des5hos d ,vaticano se v1 copia de uma p$ra antiga1 a imagem da ,agricultura repres5tada por uma ,psy*e1 arrimada a um sa*o1 e m$itabunda4 ,ento o pa/or folg\ de cuid> que uma deusa o acompanhava occulta1 e o amava1 def5d5do-lhe o rebanho2 que de d5tro de cada arvore1 ao p]pass>1 lhe sorria uma ,nympha2 que outra despejava da urna subt]ranea z aguas que o dess$5tavam2 que a aura refrig]ativa das s/as era viv5te1 e lhe furtava beijos fug9do2 que a sua flauta fra inv5tada por ,pan em hora de mgoas amorosas1 e z suas cantigas eram repetidas com t]nura pela namorada de ,n>ciso4 ,o semeador1 lan&o o gro t]ra1 commettia a sua subsi/5cia ao corao mat]nal de uma beldade2 o pom>eiro encomm5dava a outra1 a9da mais beldade1 en*]-lhe os aafates e ce/os p>a o outono2 e o v9hateiro via um m59o1 to g5til como o proprio ,amor1 e um velho to folgaso como esse m59o1 &>em-lhe br9c&o por entre z cepas p>a floresc]em4 ,o dia1 d]ramava-o dos cos o deus da musica e dos v]sos4 scismadora melancolia das noites presidia1 l d c>ro da lua1 uma virgem c&ida1 que de manhan &ra ca&o pelos bosques1 e de quem havia segr$os444 p>a se cont>em ao ouvido das rap>igas4 ,assim se era amado1 porque se amava2 e se amava1 porque se era amado4 ,assim se ganhava animo p>a support> a solido2 ou1 por melhor diz]1 assim a solido se trans=mava em soci$ade2 soci$ade to num]osa1 to g>rida1 to illu/re1 to s5sitiva1 to amavel1 to munfica1 sobre tudo1 qual nunca jmais a pod]iam t] os s>u das maiores ,crtes1 e dos maiores ,reis4 99 99 99 99 99 ,sob o a/ro espl5dido d ,*ri/ianismo tudo isso pass\1 como p]ante o sol d e/io desapp>ecem z multicores flor9has1 que borboleteavam por valles e oiteiros4 ,o campo des5feitiado se consagr\ por bellezas mais sev]as2 mas a solido reapp>eceu em gr&e p>te1 e qui mais pr(unda e melancolica1 em d]r$or d camponez4 porque j se apr5dra d ,hi/oriador da ,creao1 que a f]tilidade s nascia d trabalho1 e que o trabalho era ca/igo da desob$i5cia2 que a t]ra no era patria1 se no degr$o1 e a vida no e/ado1 se no cam9ho por valle de muitas lagrimas4 ,os frutos j no =am ddivas de nymphas1 sim esmolas1 que a troco de suor e oraes se lanavam l de cima aos necessitados1 p>a elles z rep>tirem com os indig5tes4 ,z novas fe/as campe/res1 z ,rogaes de ,maio1 a procisso das ,alleluias1 no comp5savam1 p>a os s5tidos1 z sacras pr(anidades de outro tempo4 ,acudiram ,musas d ,c$ron e d ,jordo1 successoras1 e no h]deiras1 d'aquellas nove da ,ca/lia e ,aganippe1 e =cej>am por en?ronis> no campo das antigas div9dades esvaecidas novos ,g5ios mais =mosos1 a9da que m5os s5suaes2 v]dadeiros quanto exi/5cia1 e s quanto aos attributos fabulosos4 s ,dryades1 ,orades1 e ,faunos1 succ$]am na tutella das arvores1 dos oiteiros1 e das planicies1 ,anjos invocados d ,empyrio pelas h>pas g]manicas d cantor delicioso de ,abel1 d cantor sublime d ,messias4 ,mas esses ,espiritos cu/odios das plantas e das aguas1 das flores e das e/rellas1 em quem a imag9ao creu1 talvez1 em quanto ressoavam os acc5tos d'aquellas h>pas1 volv]am aos ,ceos com ,gessn] e ,klop/ock1 como os numes haviam volvido ao nada2 e a solido campe/re recomeou2 ou proseguiu4 ,o ideal da vida agricola a*ava-se pois abolido1 e p>a todo sempre4 ,a obra das ,musas d ,lbano caducra1 como a obra das filhas d ,p>naso4 ,a arvore no era mais que um l5ho v]de2 a fonte1 agua2 a t]ra1 t]ra4 ,acode a ,sci5cia1 p>a repoetis> tudo4 99 99 99 99 99 ,a ,sci5cia da ,natureza nos tempos mod]nos um gigante1 animado de mil espiritos1 armado de mil braos1 gu>necido de mil azas1 dotado de mil ouvidos e mil olhos2 engolfa-se1 como aguia1 por ceos e ceos2 colhe no vo os cometas e os planetas1 e lhes toma o pezo e a m$ida2 di/+ue na atmosph]a imp]ceptiveis e subtilissimos fluidos1 e os s5horeia como a outros tantos ,g5ios pod]osos1 con/rang5do-os a explic>em-se1 e a s]vil-a2 e/5de a vi/a s5horil pela sup]ficie d orbe1 e impe1 como o primeiro homem1 nome proprio a cada viv5te s5sitivo1 a cada planta1 a cada compo/o1 a cada elem5to da mat]ia bruta e in]te1 desde a colossal baleia1 at o microscopico infusorio1 desde o giganteo baobab1 at o pulv]ul5to li*51 desde os alt]osos ,&es1 at z p>cellas impond]aveis d simples m9]al4 ,entre tantos milhes de individuos1 e/abelece os re9os1 det]m9a z classes1 subdivide e =ma ord5s1 reconhece os g5]os1 c>act]isa z especies1 e descobre z mutuas relaes de nexo ou afa/am5to4 ,funda preciosos inv5t>ios de tantas riquezas1 os me?odos naturaes1 e os sy/emas artificiaes4 ,abysma-se nas pr(undezas da t]ra1 e reapp>ece com os docum5tos da hi/oria d ,mundo2 m$ita-os1 e prophetisa o que l vai1 j nos incomm5suraveis seis dias d ,gnesis1 j nas eras subsequ5tes4 ,int]roga a vida em todos os seus my/]ios3 na g]ao1 na reproduco1 na cons]vao1 no crescim5to1 nas metamorphoses2 aqui1 lhe recebe a confisso de um segr$o2 alm1 lhe arranca outro2 conjectura todos2 e muitos1 por v5tura lh'os adiv9ha4 ,ajudada das artes1 filhas suas1 nutridas aos seus peitos1 entretece indu/riosam5te todos esses innum]aveis fios de luz1 que de cada ponto da mat]ia lhe ressurtiram1 e por suas comb9aes inesp]adas faz app>ec]1 de mom5to p>a mom5to1 novos recursos p>a z mesmas artes1 novas =z e vantag5s p>a o homem4 ,o campo1 sondado pela ,sci5cia em cada camada d seu t]r5o1 em cada elem5to dos seus adubos1 em cada gotta d seu orvalho1 em cada molcula dos seus gazes1 em cada pro das suas plantas e animaes1 em cada tcita relao de tudo seu com os meteros1 com a electricidade1 com o frio e calor1 com a luz e z trevas1 com cada um dos v5tos1 com cada uma das quadras1 com cada um dos mezes1 com cada um dos dias1 e horas d dia1 o campo1 repetimos1 enc]ra pois mais poesia1 poesia mais bella1 mais fecunda1 mais vivaz1 mais duradoira1 que z antigas4 ,a arvore d pago fra nympha2 e a d simples *ri/o1 simples meza de c>idade4 ,a arvore p>a o sabio um microcosmo de m>avilhas2 um prego1 no j mudo1 de ,sab$oria1 de ,pod]1 de ,bondade sem limites4 99 99 99 99 99 ,felizes ns1 se1 int]pret&o uma ou outra h>monia da ,natureza1 pod]mos confirm> o camponez na sua religiosidade h]$it>ia6 ,felizes1 no m5os1 se nos ricos s5hores cre>mos1 ou accresc5t>mos1 o amor dos seus campos1 e o salut> affecto aos pobres9hos1 que com o seu suor lh'os f]tilisam6 se1 torn&o-lhes aprasivel o ru/ic>1 e descobr9do-lhes com ,zimm]mann os !soiros da solido1 contribuirmos p>a que alguns vo s] div9dades v5]adas no seu torro1 e ens9> com o seu trato polidez aos filhos das aldeias retemp]&o-se entre elles1 e readquir9do algum p\co d'aquella innoc5cia velha =agida das cidades6 ,que v5do nos seus bosques e seras alguma coisa mais que l5ha e f>9ha1 s9tam que a ,agricultura o p>5tesco1 a amisade1 a intimidade1 o trato de mutuos b5eficios1 entre o homem e a ,t]ra sua me4 ,que repitam com ,b5?am3 ,a classe dos que trabalham1 se a d]radeira no vocabul>io dos sob]bos1 no vocabul>io da san ,politica a primeira4 ,que muita vez1 nos seus passeios m$itativos1 exclamem ent]necidos1 como a ,b>oneza de ,/al3 ,pobre g5te6 meio silve/res1 meio civilisados6 mas os que d'entre elles so virtusos1 oh6 esses teem um g5]o de innoc5cia e bondade1 que l nos mundanos se no a*a4 ,ou1 recl9ados ao sol po/o no poial da sua granja1 revolvam calados aquellas palavras1 com que a ,biblia1 na sua m>avilhosa simplicidade1 nos enc>ece o viv] facil d ,povo eleito no re9ado de ,salomo3 ,com]1 beb]1 e folg>1 sem n5huns m$os1 cada um sombra d seu p>reiral e da sua figueira4 ,oh6 e z mos d que tudo i/o *eg> a diz]1 que v5turas no disp>tiro tacitam5te pelas agradecidas *oz de tantos1 que1 em meio de montes de riquezas1 no t9ham muitas vezes um po negro p>a os seus m59os6 ,quem faz am> os campos--escrevia ,delille--faz am> a virtude4 ,oh ricos1 ricos6 ,quo p\co vos cu/ra o s] ditosos1 cre&o nos outros alegrias p>a vs mesmos6 ,quo facil vos fra acab> com o antigo pleito1 que p5de entre a p5uria e a opul5cia6 ,quo facil1 e quo glorioso1 o faz]des 7e no vossa cu/a1 se no at com proveito vosso7 com que os filhos1 como vs1 de uma t]ra f]til no fugissem d'ella1 p>a se irem com] po de escravos1 e e/al> de saudades em s]tes long9quos6 ,se amais o *o onde nasce/es1 creae e enraizae n'elle v]dadeiros lavradores4 ,lavradores v]dadeiros no so s os cidados mais productivos1 mas tambem os mais pacificos e patrioticos4 ,janeiro de #ahdh ,,ii ,soci$ades de ,agricultura ,,summ>io ,z associaes agricolas ho-de dim9uir z av]ses publicas1 e re/ituir o amor d trabalho4--,a ,soci$ade ,promotora da ,agricultura ,mi*ael5se mo/ra o que taes soci$ades valem4--,vantag5s que j tem dado4--,o seu exemplo ha-de s] imitado1 mesmo em ,portugal4--,a convico da necessidade de olh> pela ,agricultura j s5tida g]alm5te4--,z reg5]aes politicas s s]o v]dadeiras t5do por base a ,agricultura4--,todas z revolues teem origem na bolsa4--,tributos devem-se exigir1 proporcion&o-se meios de os pag>4--,os poisios deviam rep>tir-se pelos soldados4--,como s]ia um bom ,gov]no4--,aqui no entra ,politica segundo hoje a ent5dem4--,decl>ao de qual a d autor4--,como z ,crtes e o ,gov]no podem felicit> sem cu/o a ,nao4--,se elles o no fiz]em1 faam-n-o os p>ticul>es1 associ&o se4 ,por um int]essante p]iodico d ,fun*al1 ,o ,madeir5se1 vemos com praz]1 que tambem ali se torna a olh> com amor p>a a t]ra1 a gr&e ,me1 como philosophicam5te lhe *amavam os ,antigos4 ,a t]ra o campo neutro1 no qual1 a9da hoje1 se podem congreg> os animos1 que z cont5das sociaes dissoci>am e lanaram a monte4 ,no s5o no seio da ,natureza immutavel1 univ]sal1 inexhaurivel1 que os hom5s podem encontr> novam5te a conviv5cia de ideias1 e a frat]nidade1 a que os leva o seu in/9cto1 tanto como a sua razo4 ,se o trabalho a condio indisp5savel de todos os b5s1 se a unio a indisp5savel condio de todo o trabalho de v]as fecundo1 quem no v que z ,associaes agricolas1 alm d gr&e b5eficio de torn>em a enfeix> um p\co a familia humana1 ho de promov] o trabalho1 ,anjo cu/odio de saude e bons co/umes8 ,o que z ,associaes agricolas e/o d&o de si nos povos repres5tantes e coripheus da civilisao1 hi/oria j to publica e corr5te1 que a9da aquelles que a no e/udam a sabem p\co mais ou m5os4 ,mas1 pret]9do1 como log>es communs1 a ,frana e a ,+lat]ra1 figuras obrigadas em qualqu] pag9a dos nossos contemporaneos1 como aquell' outras de ,grecia e ,roma em cada escrito dos nossos paes1 prguemos nossa g5te com o exemplo1 muito mais p]suasivo1 dos santos de casa4 99 99 99 99 99 ,a ,soci$ade ,promotora da ,agricultura ,mi*ael5se a demon/rao viva d que taes corpos valem1 e podem1 p>a o ap]feioam5to dos lavradores4 ,nascida de hontem1 se pode diz]1 sem amp>o algum ext]no1 sem uma dotao l>ga1 p>a conv]t] em factos a decima p>te dos seus bons desejos1 con/antem5te a braos com z difficuldades dos tempos1 a9da no apreciada nem compreh5dida na propria t]ra1 e com mais de metade das suas =z intr9zecas desaproveitadas1 com um viv] int]mitt5te1 r$uzida a hib]n> por quasi toda a bella e/ao1 e no inv]no mesmo s incompletam5te concorrida de seus membros e sem ouv9tes p>a a anim>em recolh5do-lhe o fruto das discusses2 n'uma palavra3 no hav5do tido1 por si at agora mais que tres ou quatro vontades p]sev]antes1 mas inquebrantaveis1 mas inflexiveis1 mas *eias de f e amor1 e/a ,soci$ade contm j nos seus fa/os algumas pag9as1 que a gratido da ,hi/oria ha-de doir>1 e os futuros lavradores beij> com ent]necim5to4 ,o ru/icissimo horror das innovaes agr>ias1 esse ridiculo espantalho millan>io de todas z ideias uteis1 no se de/ruiu1 porque no pode de/ruir-se2 mas vai recu&o p>a d5tro dos limites de uma prud5te e cautelosa espectativa2 i/o 3 a curiosidade mod]ada1 que no d passo sem primeiro palp> o t]r5o1 mas que1 ap5as o s5te solido1 adianta e ass5ta o p p>a no retroc$]1 occupa j o log> d empyrismo intol]ante e indome/icavel4 ,no se in/ruiu a9da o camponez2 a t>efa de seculos no cabe em dias2 mas fez-se-lhe entrev] a sua ignorancia2 uma gr&e passada no cam9ho d ,progresso4 ,fez-se-lhe conjectur>1 por factos s5siveis1 que havia1 =a da sombra d seu campan>io1 e mesmo d5tro nas cidades1 amigos seus e da t]ra1 habilitados pelo e/udo p>a me/res e guias2 que os livros no eram todos sonhos vos de *>lates1 e que de muitos d'elles sabiam raios1 lum9osos como os d sol1 que f]tilisavam a t]ra l>gam5te2 que no havia sacrilegio em troc> a enxada de ,ado pelo in/rum5to s de hontem inv5tado1 mas que multiplica z =z1 z horas1 os frutos1 z mo$as1 os ocios innoc5tes1 e os pras]es4 ,ins9u\-se a p\co e p\co1 e sem rumor1 nas praticas d s]o da ,aldeia3 primeiro1 a cr5a de que o ,mundo era mais amplo que os conf9s da p>o*ia ou d municipio1 e muita planta boa1 e muito animal pre/adio opul5tavam outros paizes1 que1 se viessem ao municipio e p>o*ia1 lhes accresc5t>iam os hav]es2 que se podia produzir mais e melhor em frutos e mat]ias primas1 p>a indu/rias que ao longe se enx]gavam2 e que o pret5d] ap]feio> z raz brutas1 z manadas1 os rebanhos1 e os animaes dome/icos1 no era absurdo nem impi$ade1 pois que a tudo isso se *egava sem mais feitio que o ent5dim5to que ,deus nos deu4 ,no qu]emos affirm> que o poiso secul>1 scco e man9ho1 dos espiritos da populao ru/ica se a*e j desmoitado4 ,affirmmos porm1 e pod]ia prov>-se1 que da fundao da ,soci$ade promotora data um progresso notavel na ,agricultura d'e/e paiz2 que ha hoje ahi em ex]cicio muito in/rum5to mod]no de inque/ionavel pre/imo2 que alguma raa de animaes cam9ha p>a o ap]feioam5to2 que z plantas preciosas e/rangeiras so desejadas e bemv9das2 que se vai peg&o a curiosidade d exp]im5t>4 ,n'uma palavra3 um obs]vador att5to e sagaz s5te nas ideias ru/icas o que qu] que seja de vivaz1 de vegetativo1 de m$ranoso2 semelhante ao que se p]cebe nas hortas1 de v]o1 pela calada da noite1 qu&o ao lu> se e/ suavem5te devane&o3 um rumor vago e t5ue pela folhagem2 um *eiro suave de vitalidade1 que circul> de seiva1 encorp> de h/eas1 desabrolh> de gomos1 explic> de folhas1 nasc] de botes1 abrir de flores1 en*> e amadurec] de frutos2 so os fluidos impalpaveis d dia que pass\1 que por ali se e/o s escuras corporific&o p>a abundancia2 d'aquelle rud sem nome1 e quasi imp]ceptivel1 que l p>a o diante se ho-de acogul> z eiras1 en*] os celleiros e os lag>es1 assob]b>-se os c>ros1 os portos1 e os navios1 nutrir-se os hom5s e os animaes1 z aldeias e z cidades4 ,deixae cont9u> em sua aco a causa impulsiva d'e/e movim5to1 que j se op]a nos espiritos camponezes1 e v]eis z innovaes cada vez m5os repugnadas1 a sci5cia pratica avantajada de anno p>a anno1 e com ella vir rai&o um p\co tambem da sci5cia especulativa1 unica fonte dos progressos ult]iores e indef9idos4 99 99 99 99 99 ,felizm5te1 e/e exemplo gr&e e nobre que a ,soci$ade ,mi*ael5se e/ d&o a todos os dom9ios ,portuguezes1 e metrpole mesma1 gro lanado em t]r5o1 que nos p>ece a*>-se j devida e suffici5tem5te prep>ado4 ,de toda a p>te onde ha ,portuguezes1 i/o 3 de toda a p>te onde sobre um solo f]til negreja a p5uria1 saem gritos clam&o pela ,agricultura aus5te1 como pelo ultimo e unico ,messias t]re/re2 e esses clamores1 qu&o assim se tornam g]aes1 so sempre prophecia4 ,a convico *eg\ a todos os animos3 a uns pelo racioc9io1 aos outros pelo m]o in/9cto2 mas em todos e/2 em quasi todos clama2 e j em muitos se agita ins(frida1 p>a se conv]t] em obras4 ,se os commodos da vida1 i/o os deleites d corpo1 os d corao1 e os d espirito1 so o alvo a que tiram de longe1 e de encontrados pontos1 todas z op9ies1 todos os sy/emas1 todas z p>cialidades1 a ,agricultura p>a ,portugal deve 7e no pode deix> de s]7 havida pela ,politica suprema1 pela ,politica das ,politicas2 pois qu&o1 r5ascida e adulta1 a nossa ,agricultura nos h\v] feito laboriosos1 aba/ados1 mode/os1 bons1 unidos1 e irmos1 ento1 e s ento1 que z !orias de lib]dade deix>o de fluctu> e trans=m>-se ao spro das palavras1 como z nuv5s inconsi/5tes ao capri*o dos v5tos4 ,z in/ituies sociaes qu]em todas uma base2 e no ha p>a ellas alic]ce1 como a t]ra a des5tranh>-se em riqueza2 tanto assim1 que o proprio regim5 absoluto1 e a9da o desptico1 em quanto no faltam ao ,povo com po e um p\co de recreio1 p]manecem1 no combatidos1 nem quasi murmurados2 ao mesmo passo que z mais philosophicas e altisonantes con/ituies em t]ra fam9ta1 i/o em t]ra pelos hom5s desaproveitada1 so victima1 muitas vezes innoc5te1 mas sempre victima1 dos irreconciliaveis odios da indig5cia4 99 99 99 99 99 ,no se ha mi/r s] pr(undo sab$or na hi/oria das revolues1 p>a reconhec] que todas ellas1 proxima ou remotam5te1 teem na bolsa a sua origem2 assim como evid5te1 que em quasi toda a p>te a t]ra trabalhada quem en*e a bolsa2 ou1 pelo m5os1 que s ella quem1 en*5do-a1 pode promett] com affoiteza cons]val-a *eia4 ,um dos mais deploraveis erros1 se no o mais deploravel1 procur> acudir aos males produzidos pela mis]ia1 extorqu9do aos proprios mis]aveis com uma das mos o que depois1 bem ou mal1 em todo ou em p>te1 se d]rama sobre elles4 ,o ,!soiro publico s aba/ado1 ou1 mais v]dadeiram5te1 s ha ,!soiro publico1 onde se no obrigado a arrecad> p>a elle sangue1 lagrimas1 e maldies4 ,os tributos so uma necessidade2 mas p>a os ,gov]nos ju/os e previd5tes no no m5or subm9i/r> aos gov]nados meios de produco1 com que satisfaam aos tributos4 ,facilitae-me en*] a m9ha tulha1 e p$i-me embora metade d'ella p>a remir o desamp>o dos meus vis9hos4 ,mas se pela m9ha porta ab]ta no v$es1 em toda a m9ha poisada t]rea1 nem lume1 nem po1 nem ass5to1 nem mais ve/ido que os &rajos que &am no corpo1 no me v5dais p>a o tributo o b]c9ho n d filho1 e a enx]ga descon*egada da me2 no m'os v5dais que o no qu] ,deus2 no m'os v5dais1 no m'os v5dais1 que por um to/o ou dois os hav]eis matado a elles e a mim1 e vossa consci5cia tambem2 e todos e/es mortos se alevant>o hora prescrita1 p>a mat>em a vossa causa4 ,se os hav]es so o sangue d corpo social1 e se o corpo social jaz por debilidade1 p5s>ia alguem cural-o abr9do-lhe z veias e z artrias8 ,em quanto h\v] t]ras devoluto1 a d> c>dos e urzes em log> de trigo e azeite2 em quanto h\v] braos com ociosas armas s co/as1 ou encruzados sobre o peito desc>nado2 em quanto no rep>tirdes esses braos por essas t]ras1 e essas t]ras por esses braos1 com um alvio1 um punhado de sem5tes1 dois ou tres cruzados p>a uma *oa de colmo1 um ca!cismos9ho de ,agricultura1 e uma boa is5o de direitos at que a ab5oada plantao se desate toda em frutos2 em quanto =des tol]&o que o vicio1 o ruim exemplo1 a indilig5cia1 e a ignorancia1 lancem quotidianam5te na voragem sempre cresc5te da pro/ituio milh>es de moz1 nascidas com ent5dim5to e corao p>a mes de familias1 e a maior p>te das quaes o hav]iam ido s]1 se o seu h$iondo celibato no fra effeito necess>io d celibato =ado de tantos hom5s2 em quanto1 pelo concurso de tamanhos desconc]tos1 deix>des que p]maneam e/]eis1 despresadas1 e despresiveis1 z duas mais =mosas e mais santam5te productivas coisas d mundo1 a t]ra1 e o seio da mulh]2 s]eis m5digos a gov]n> m5digos1 s]eis l\cos a vex> attribulados4 ,pod]eis *am>-vos ,gov]no1 segundo o ,direito con/ituido1 e pelas trombetas de uma p>cialidade1 da vossa2 mas pela ,natureza1 mas pela philosophia1 mas pelo vosso proprio s5so intimo444 nunca m]ec]eis tal qualificao4 99 99 99 99 99 ,damos por sup]fluo decl>> que1 se algum nescio1 ou maligno1 vir d'isso a que ahi *amam ,politica nas p\cas l9has que deixamos escritas1 no foi absolutam5te nossa int5o1 nem o 1 nem o s] nunca1 desc] das alturas s]5as e cl>as d racioc9io at essas escuras e lodac5tas encruzilhadas4 ,no processmos n5hum homem1 n5hum b&o1 n5hum sy/ema2 ou processmol-os todos4 ,hoje 7comprazemo-nos de o repetir7 no commungmos s5o ,meza ca?olica da ,philosophia4 ,todas z v>iaes prote/antes da egreja politica lib]al nos so desconhecidas4 ,lanmos ao ar e ao v5to z palavras de bom conselho1 com hombridade e sem odio1 como todos devem2 a nossa consci5cia a respir> alto4 ,a p>cialidade que fiz] obra d que ns s fazemos discurso1 s] essa a que ns bemdiremos4 ,os primeiros e/adi/as1 que arvor>em por e/&>te na ponta de sua lana sem f]ro a relha da *>rua e o sacco da sem5te1 s]o os que nos movam1 sem que nol o peam1 a irmos urna2 e f que no vot>emos s5o por elles1 porque esses nos hav]o feito acr$it> na edade de oiro4 ,a edade de oiro no e/ no passado1 como a sonh>am os poetas1 mas no porvir1 e bem proxima se o quiz]mos4 ,no ha de baix> d ,ceo com deuses1 mas ha-de reb5t> da t]ra com frutos e creanz1 qu&o os hom5s se encurv>em p>a a invoc>4 99 99 99 99 99 ,segundo os axiomas que deixamos tocados1 gr&es1 imp]iosos1 e urg5tissimos so os dev]es1 que s autoridades executivas e legislativas incumbem1 de remov] ob/aculos1 e proporcion> meios p>a que a ,agricultura nacional se levante e cresa1 com aquella espantosa rapidez1 com aquelle vigor prodigioso1 que todas z coisas nobres assumiram sempre em nossa t]ra1 qu&o de v]as z quizemos4 ,legisladores e gov]nantes1 dizei ,faa-se2 de todos os cantos da ,mon>*ia se repetir em milhes de eccos3 ,faa-se4 ,e f>-se-ha4 ,e o ,povo ,portuguez reapp>ec] aos olhos d mundo to gr&e e magnifico nos seus trajos de lavrador1 e coroado de oliveira1 como outr'ora soldado e conqui/ador1 coroado de loiros1 e cicatrizes2 mas com uma vantagem summa na sua nova trans=mao3 que z conqui/as e pelejas o matavam afogado em oiro e sangue2 em quanto a ,agricultura o hav] remoado como o ,eso da fabula1 e opul5tado d oiro vegetal1 unico oiro que su/5ta e se semeia p>a mais oiro4 ,pois se a*a emfim conhecido o cam9ho l>go e facil que nos ha-de lev> felicidade2 pois que tantos desejos o devoram j em espirito1 por que no nos poremos desde hoje em m>*a p>a a conseguirmos quanto antes8 ,se os ,legisladores1 se os ,gov]nantes1 se z supremas ,autoridades no s\b]em1 ou no pod]em1 ou no ous>em1 colloc> se nossa fr5te2 se h\v] int]esses1 que se lhes repres5tem maiores d que o int]esse maximo2 saibmos e ousemos ns1 ns os cidados1 ns o ,povo1 ns que o podemos1 progr$ir sem mais impulso que o nosso in/9cto salvador1 sem mais guia que a razo demon/rada4 ,tambem uma columna de luz lev\ o ,povo eleito1 atravez d des]to1 p>a a ,t]ra da ,promisso4 ,quem nos d> =a8 a associao4 ella possivel8 facilima4 ,como se organis>8 ,vamos vel-o4 ,ago/o de #ahdh4 ,,iii ,cont9uao d assumpto ,,summ>io ,o ,jornalismo deve s] prgador da frat]nidade agr>ia1 exhortador e me/re de cultura1 s5do o ,di>io d ,gov]no quem d o exemplo4--,como se =m\ a ,soci$ade ,promotora da ,agricultura ,mi*ael5se1 podem outras =m>-se e imital-a4--,uma ,soci$ade ,promotora p>a cada cidade em que h\v] c5tro episcopal e adm9i/rativo4--,soci$ades filiaes fom5tadas por ambos e/es pod]es4--,relaes mutuas entre z primeiras e z segundas4--,quadro dos resultados provaveis de tal sy/ema4--,p>a a sua realisao ba/am os cidados1 sem auxilio d ,gov]no4--,des5ho g]al da propo/a ma*9a de ,soci$ades1 e descripo d seu jogo4--,indicao de meios pecuni>ios p>a a manut5o d'e/as ,soci$ades4--,summa conv5i5cia de um ,m9i/]io dos negocios da ,agricultura4--,o que se torn>ia ,portugal1 realisados todos e/es alvitres4--,deseja-se que no ,p>lam5to se alevante um homem4 ,antes de tudo1 necess>io que a ,impr5sa1 repres5tante n'e/e caso da op9io publica1 tome a si o excital-a a9da mais1 o escl>ecel-a sobre os meios1 o alvitr>1 o discutir1 o conv5c] os incrdulos1 o af]vor> os tibios2 emfim1 que procure comp5etr>-se de pr(unda f1 p>a a transmittir egualm5te pr(unda a seus ouv9tes2 arm> se de con/ancia1 de p]t9acia1 de fanatismo 7se licito dizel-o7 at v] consumada a reg5]ao4 ,o ,jornalismo1 que1 pod5do1 deixa de s] mission>io d ,progresso1 alguma coisa peor que uma ociosidade3 um musgo1 que devora arvore multi=me da in/ruco pr(icua1 p>te da seiva que a devia alim5t>4 ,em vez pois das que/es futeis e ephm]as1 saturnaes da ,impr5sa1 que s almas bem nascidas j repugnam2 em vez das quotidianas batalhas dadas no campo das utopias1 com desc>gas c]radas de improprios2 dem os jornaes1 uma e muitas vezes1 p>te das suas columnas1 como expiao 7qu&o mais no seja71 exhortao p>a a frat]nidade agrria1 exhortao que se torn> de tanto maior pezo1 quanto elles proprios1 os jornaes1 discordes em todos os outros pontos1 se apres5t>o n'e/e unanimes e amigos4 ,mais3 alguma poro d espao que por posse velha vo en*] s folhas e/rangeiras1 de novellas excusadas 7qu&o no nocivas7 de anecdotas ridiculas1 de vanidades de toda a ca/a1 franqueiem n-o a orig9aes1 traduces1 ou imitaes1 que1 ens9&o ao lavrador alguma novidade util1 no tocante ao seu (ficio1 lh'o ensob]beam aos seus proprios olhos1 pela prova de que a ,impr5sa1 os sabios1 e z naes crescidas e policiadas1 o no desprezam4 99 99 99 99 99 ,dada e cons]vada aos espiritos1 por via dos p]iodicos1 e/a saudavel e fecunda excitao1 o arbitrio de se =m>em ,associaes promotoras da ,agricultura espontaneam5te nasc]ia1 se fosse possivel que a mesma ,impr5sa se h\vesse esquecido de o suscit>1 e aconselhal-o4 ,presumimos ns demasiadam5te dos nossos collegas1 os escriptores publicos1 qu&o p>a tal coadjuvao os convidmos8 ,c]to que no4 ,o amor patrio1 que todos elles pr(essam1 o egoismo que todos ns temos1 a l\vavel ambio de contribuir p>a um resgate1 e depois tambem a preciso de refocill> a espaos a alma1 fatigada de sobresaltos e pelejas1 tudo nos afiana que a maior p>te d'elles1 pelo m5os1 acudir ao *amam5to3 e primeiro que n5hum o ,di>io d ,gov]no1 pois por v9te rases o deve1 e por mil modos o pode mais que todos4 99 99 99 99 99 ,como se =m\ a ,soci$ade promotora ,mi*ael5se8 ,pela vontade de alguns p\cos p>ticul>es amantes d seu torro2 sem prvia sugge/o ext]na1 sem mo que de cima se lhe e/5desse4 ,nasceu por si1 e de si2 foi uma =mao espontanea2 e comtudo v+\1 cresceu1 e aqui a e/amos j hoje cit&o por modelo4 ,logo1 onde qu] que haja tres ou quatro cidados egualm5te escl>ecidos e zelosos1 esses pod]o o que e/es pod]am2 e tanto mais facilm5te a9da o pod]o esses1 quanto hav]o1 p>a os gui>1 a exp]i5cia dos seus pr$ecessores1 z lies d tempo p>a se ame/r>em1 e j maior favor publico p>a os influir4 ,comeadas por pequ5o mas =te nucleo nos pontos d t]ritorio mais bem situados1 ou mais bem relacionados p>a s]virem de c5tros1 z ,soci$ades promotoras da ,agricultura no t>d>o em se encorp> e robu/ec]1 absorv5do e assimil&o em si quantos hom5s1 quantas influ5cias1 quantos meios de aco1 se encontr>em ao seu alcance4 ,e/as ,soci$ades primordiaes1 conviria talvez1 que fossem tantas em num]o1 quantas so z t]ras1 em que ha uma capital adm9i/rativa1 e uma sde episcopal1 ou mesmo uma s d'e/as duas pod]osas entidades4 ,sob a presid5cia de taes cabez1 eil-z ahi pod5do desde logo diffundir em torno de si1 por toda a p>te1 ,soci$ades filiaes4 ,pelo ,gov]nador ,civil1 cada ,adm9i/rao de ,concelho =m>ia a sua4 ,pelo ,bispo1 aggreg>-se-hia uma sombra de cada campan>io4 ,algumas1 bem o antevemos1 abort>iam pelo desf]vor1 pela ignorancia1 ou pela impopul>idade de um ou de outro d'e/es ag5tes subalt]nos2 mas outras pulul>iam1 no semeadas1 no log> d'essas2 e1 qu&o mesmo ficassem na sera1 aqui ou acol1 algumas r>eiras1 paci5cia2 o fruto da re/ante sobr>ia p>a consol>4 ,por e/e sy/ema1 z luzes se diffundiriam dos gr&es focos1 por uma irradiao con/ante1 p>a todos os pontos2 e de todos os pontos conv]giriam p>a os gr&es c5tros z noticias dos resultados das t5tativas1 p>a ahi s]em comp>ados1 pesados1 e =mulados em regras2 e o clamor das precises locaes1 p>a se lhes d> logo1 ou se lhes sollicit> de mais alto1 o compet5te rem$io4 99 99 99 99 99 ,imag9emo-nos j *egados ao tempo1 em que taes votos sejam cumpridos4 ,que movim5to nos espiritos6 que actividade nos hom5s6 que produco na t]ra6 que aproveitam5to d tempo1 das =z1 e dos cab$aes6 que duplicao na sociabilidade6 que frat]nisao das cidades com os campos6 ,desapp>ec]am os m5digos2 todos os braos a*am trabalho2 todo o trabalho cria po2 o ,!soiro recebe sem sacrificios1 paga sem t]giv]saes1 resgata o passado1 olha p>a o futuro sem pavor1 ouve b5os em vez de maldies2 da sua voragem vulcanica reb5t\ uma fonte1 que nunca mais ha-de secc>2 todo o ,paiz ri1 floreja1 e canta2 todas z aldeias enxameiam em creanz1 como todas z *>necas em frutas e casaes2 os rios e z e/radas c>reiam aba/anz2 b&eiras de todas z ,naes se esvoaam em c>dume nos portos1 p]mut&o com os productos d solo z obras das suas indu/rias v>iadas1 e a9da p>te d seu oiro4 ,sim2 a tamanho p>aizo nos pode *eg> a ,agricultura1 s com a m]a proteco dos cidados2 mas proteco cr5te1 en]gica1 regul>1 e inquebrantavel1 sem at se necessit> de que o ,gov]no directam5te a coadjuve2 ba/a que lhe no empea1 e lhe remova um ou outro e/orvo gr&e e conhecido4 99 99 99 99 99 ,des5hmos agora em contornos z rodas d'e/a ma*9a de ,soci$ades1 que tantos milagres ha-de p]faz]1 e indiquemos o seu movim5to1 e o seu jogo4 ,cada ,soci$ade-me t] sempre em vi/a dois objectos capitaes3 infiltr> nos lavradores e op]>ios ru/icos a possivel in/ruco anloga1 proporcion&o-lhes1 ao mesmo tempo1 meios p>a ap]feioam5tos2 e sollicit> dos pod]es supremos d ,e/ado a promulgao de boas ,leis agr>ias1 a revogao ou em5da das damnosas3 ,o primeiro fim conseguil-o-ho3 e/abelec5do e augm5t&o cont9uam5te1 com disc]nim5to e desvelo1 uma biblio!ca de ,agronomia1 ,vet]9>ia1 ,hi/oria natural1 e mais sci5cias accessorias2 d&o ao publico1 por via de catalogos impressos1 uma noticia succ9ta de taes obras1 facilit&o o seu e/udo a todos os int]essados1 qu] sejam socios1 qu] no2 discut9do nas suas sesses todos os pontos agronomicos de int]esse local2 receb5do1 e at provoc&o1 consultas sobre z mat]ias duvidosas1 procur&o1 por meio de e/udo e debate1 acudir-lhes com soluo prompta2 public&o um ,jornal de ,agricultura1 accommodado pr9cipalm5te natureza1 condies1 circum/ancias1 int]esses1 illu/rao1 e co/umes1 d seu ,di/ricto2 por meio d'e/e ,jornal aconselh&o z sem5teiras e plantaes novas de vantagem bem av]iguada1 a importao de novos animaes uteis1 ou de ap]feioadores das raz j exi/5tes1 bem como o uso dos in/rum5tos s]viaes1 inv5tados ou ap]feioados2 enc>reg&o-se de m&> vir qualqu] d'esses objectos p>a qualqu] cidado que lh'os encomm5de1 m$iante uma segurana que responda pelo reembolso2 procur&o t]1 a p> com a biblio!ca1 um deposito de in/rum5tos e ma*9as1 em gr&e ou em modelos1 ou1 qu&o m5os1 em e/ampas1 e sempre franco2 de algumas das ma*9as ou in/rum5tos t5do mesmo p>a alug> ou empre/> quellas pessoas1 que p>a os compr>em no possuirem meios2 ins]9do con/antem5te no seu p]iodico1 em l+uagem *an e s9c]a1 o quadro das op]aes ruraes imm$iatas p>a o ,di/ricto agr>io da sua resid5cia2 r5ov&o de anno p>a anno e/e trabalho1 sempre a melhor2 faz5do annualm5te uma fe/a rural p>a di/ribuio de premios1 tanto aos lavradores e creadores1 como aos fabricantes de objectos de primeira necessidade1 aos inv5tores e autores de alguma coisa util1 aos me/res que mais fruto h\v]em produzido no ens9o prim>io1 e mesmo ao homem ou mulh]1 que1 por alguma excell5cia moral1 haja m]ecido um solemne te/emunho de apreo e gratido dos seus concidados2 e/abelec5do emfim1 que e/a fe/a rural caia1 se fr possivel1 na e/ao =mosa1 e co9cida com a pr9cipal rom>ia1 ou fe/a religiosa1 ou feira1 d seu ,di/ricto1 procur&o imprimir n'e/e acto a maior solemnidade religiosa e civil2 p>a o que1 os ,prelados e os ,gov]nadores ,civis com a melhor vontade coadjuv>o4 ,quanto ao segundo fim1 facilm5te se desemp5h>o d'elle z ,soci$ades-mes1 exam9&o1 com circumspeco e madureza1 por via de discusso nas suas sesses1 e de publicidade no seu jornal1 e em outros1 os pontos c>ec5tes de re=mao legislativa ou executiva1 qu] em relao aos tributos e direitos1 qu] s is5es1 qu] aos premios1 qu] aos tratados de comm]cio1 qu] s communicaes de t]ra e agua1 etc4 99 99 99 99 99 ,p>a quasi todas e/as coisas necessitam de d9heiro z ,soci$ades mes2 e nem ju/o1 nem prud5te1 pret5d] que sobre os hom5s zelosos que z compem caia mais esse nus2 antes nossa op9io1 que de n5hum d'elles se deve exigir nem joia1 nem m5salidade1 nem quotisao4 ,pelo contr>io3 se fosse possivel1 todos os que s sesses concorressem1 todos os que trabalhassem1 haviam de t] direito a uma det]m9ada remun]ao1 como em c]tas ,academias ,reaes e dotadas acontece4 ,fra isso mais um p5hor de e/abilidade1 mais um e/imulo p>a aco4 ,d'onde porm ha-de vir o d9heiro8 de uma lot]ia annual d ,di/ricto1 autorisada pelo ,gov]no1 e cujos premios pod]iam s] em b5s de raiz1 animaes1 e in/rum5tos agr>ios2 premios muito mais pre/adios que o d9heiro1 em relao aos f9s d in/ituto4 ,pod]ia vir mais1 de doaes ou h]anz 7que no deix>ia de z hav]71 logo que a exp]i5cia h\vesse demon/rado a firmeza e efficacia de taes in/itutos4 ,os docum5tos d'e/a ass]o a*am-se em bom num]o nas hi/orias das ,mis]icordias1 ,hospitaes1 ,alb]g>ias1 ,casas-pias1 ,asylos de infancia e de velhice1 e mais in/ituies de b5efic5cia1 tanto d5tro como fra de ,portugal4 ,pod]ia vir de b5eficios nos !atros1 assemblz1 phyl>monicas e outras4 ,pod]ia vir1 e muito provavelm5te viria1 de *ri/ianissimas oblatas dos ,prelados4 ,pod]ia vir d producto dos alugu]es de animaes p>a creao1 e de in/rum5tos4 ,pod]ia vir da v5da dos jornaes1 ca!cismos1 e mais obras uteis vulg>isadas pela mesma ,soci$ade4 ,pod]ia vir1 f9alm5te1 de uma qu9ta1 ou pr$io exempl>1 propri$ade que cada uma das ,soci$ades mes dev]ia t]1 p>a z suas exp]i5cias e demon/raes praticas1 e com que1 ao mesmo tempo que ens9asse mudam5te aos seus vis9hos1 r$obr>ia a f e f]vor nos seus consocios4 ,em summa3 tudo quanto concorresse p>a aba/>1 acr$it>1 influir1 radic>1 e p]petu> e/as ,soci$ades1 pod]osissimos focos de fecundao1 tudo s]ia p>a t5t> e aproveit>4 ,quiz]amos ns v] j *egado o tempo1 em que cada uma d'e/as ,soci$ades promotoras ha-de reunir no seu gremio todas z illu/raes agricolas e sci5tificas dos seus contornos1 todos os propriet>ios t]ritoriaes e indu/riaes1 os philan?rophos e c>itativos1 os ricos e os negociantes1 z autoridades e z =z de todo o g5]o1 os mundanos mesmo1 e at os av>5tos4 ,tomramos vel-a no meio de um torro bem seu1 bem cultivado1 bem j>dim e bem palmito2 em casas suas bem suas1 bem alegres1 bem hosp$eiras1 bem convidativas2 com a sua biblio!cas9ha muito franca2 com o seu deposito pat5te de in/rum5tos e ma*9as1 ars5al de gu]ra contra a e/]ilidade4 ,tomramos vel-a1 c5tro attractivo p>a os passeios dos dom+os por entre z hortas frescas1 os pom>es av]gados1 z se>as luxuriantes1 e os j>d9s rid5tissimos4 s conf]5cias de to feiticeira corporao1 como deix>iam de concorr] at z damas e os mancebos1 com mais f]vor que aos ,p>lam5tos1 quasi com tanto como aos !atros8 99 99 99 99 99 ,eis collocadas z rodas gr&es1 s quaes o juizo d ,gov]no e o d publico ho-de s]vir de motor e mola real4 ,consid]emos z pequ5as rodas1 z que1 engranzadas com e/as1 e receb5do d'ellas o movim5to ho-de ir actu> sobre cada pequ5o lavrador1 sobre cada palmo de t]r5o4 ,so z ,soci$ades filiaes4 ,compr-se ha cada uma d'ellas dos gr&es ou pequ5os cultores1 propriet>ios1 e mais int]essados da circumvis9hana1 sob a presid5cia d ,p>o*o1 d ,adm9i/rador d ,concelho1 ou qualqu] dos socios1 pref]ido pluralidade de votos4 ,reunir-se-ho em dias e horas1 em que a cessao1 dos trabalhos ruraes lhes d vaga p>a discutirem1 e aos no socios occasio p>a assi/irem discusso1 e illu/r>-se4 ,o jornal da ,soci$ade-me subm9i/r> a e/as ,soci$ades-filhas assaz de pontos de slido int]esse1 com que se occupem4 ,qu&o porm assim no acontea1 z conv5i5cias locaes so em toda a p>te um !ma inexgotavel4 ,n'e/as pequ5as reunies se elabor>o os projectos de melhoram5to1 e se procur>o os meios p>a se elles realis>em4 ,os melhoram5tos podem dep5d] unicam5te de boa vontade e ex=os dos moradores da t]ra2 podem dep5d] de soccorros intellectuaes ou mat]iaes da ,soci$ade-me2 ou podem s] taes1 que s o ,?rono1 ou s o ,p>lam5to1 lhes abra cam9ho4 ,no primeiro caso1 a ,soci$ade-filial1 por si e pelos seus adh]5tes1 trat> de os realis>2 no segundo caso1 recorr] ,soci$ade-me p>a que lhe acuda4 ,no t]ceiro1 recorr] a9da a ella1 p>a que requeira1 apadr9he1 e faa apadr9h> o requ]im5to4 ,cada uma das ,soci$ades filiaes e/> pois em cont9ua correspond5cia com a respectiva ,soci$ade me1 com mutua e manife/a utilidade2 pois se1 por um lado1 z innovaes e progressos podem vir das naes mais p]itas em ,agricultura at ao casal mais embr5hado nas s]ras1 como1 pela irrigao1 z aguas1 hauridas das entranhas da t]ra1 vo desde o tanque que z recebe1 at ao p da plant9ha mais afa/ada na faz5da1 por outro lado1 e em comp5sao1 todas z phases e circum/ancias das culturas p>ciaes1 nas suas ultimas ramificaes1 conv]giro1 por que assim o digmos1 p>a o s5sorio commum d ,di/ricto1 habilit&o-o d'e/'arte a racioc9>1 com exaco e segurana1 sobre z necessidades e conv5i5cias de todos e de cada um4 99 99 99 99 99 ,a e/as propo/as1 p$e o rigor logico ajuntemos outra1 que lhes val] de complem5to natural4 ,e/a propo/a1 a mais importante de todas quantas se podem faz]1 a creao de um ,m9i/]io dos negocios da ,agricultura4 ,n'e/e ,m9i/]io se c5tralis>iam z luzes de todas z ,soci$ades-mes4 ,n'elle1 como em um espelho concavo1 se reuniria1 transmittido por ellas1 o conhecim5to preciso de todas z fraces topographicas d ,paiz2 e1 como de um espelho convexo1 d'elle se disp>tiriam p>a os pontos mais remotos1 como p>a os mais proximos1 provid5cias salvadoras4 ,o ,m9i/ro da ,agricultura1 lavrador elle mesmo1 comporia a sua ,secret>a de hom5s da sua confiana1 de reconhecida honra1 patriotas1 amantes da t]ra1 agricultores1 propriet>ios ruraes1 ou naturali/as4 ,auxiliado pelas luzes de taes empregados1 pelas luzes e communicaes da ,impr5sa1 e pelas repres5taes das ,soci$ades-mes1 elle pod]ia no s d> quotidianam5te mil provid5cias importantes compreh5didas nas suas attribuies1 mas a9da apres5t> ao ,p>lam5to gr&es projectos p>a ,leis salvadoras1 que no t>d>iam a s] sanccionadas4 99 99 99 99 99 ,resummos-nos1 e t]m9emos4 ,portugal e/ pobre2 no tem p>a pag> z dividas2 no tem p>a se mant]2 e de anno p>a anno se det]iora a sua sorte4 ,o pres5te um m>tyrio3 o futuro1 que deve result> da cont9uao de tal pres5te1 horrorisa a imag9ao4 ,portugal e/ desatado2 ha insociabilidade1 ha odios mutuos e ac]bos1 e que1 h]dados e transmittidos pela educao1 se torn>o a9da mais implacaveis4 ,portugal 7consequ5cia legitima das duas v]dades prec$5tes7 tem a sua moralidade relaxada1 ou p]dida4 ,o in/9cto de vida lhe e/ aconselh&o ,agricultura1 como riqueza1 como v9culo1 como civilisao4 ,portugal tem t]ras1 que p$em braos e populao1 e tem muitos milheiros celibat>ios ociosos1 que folg>iam de z cultiv>2 tem um ,ex]cito1 que o devora1 tanto quanto o podia opul5t>1 e cuja exi/5cia se no abona por n5huma s9c]a consid]ao de indep5d5cia1 de paz1 ou de ordem publica4#a ,a philosophia1 que fe/ej\ a abolio total das ,ord5s religiosas1 a despeito de to =tes argum5tos moraes e juridicos1 requ]1 sob p5a de flagrante inconsequ5cia logica1 a secul>isao d'e/es conv5tos milit>es4 ,quem expuls\ os ,frades1 d clau/ro p>a a fome1 por que no convid>ia os ,soldados1 d qu>tel p>a a lavoira8 ,o p>alello entre os ,soldados e os ,frades pod]ia s] ext5so1 e cont]ia um gr&e pod] de argum5tao a =tiori2 mas obvio2 qualqu] por si o f> em qu]5do4 ,portugal tem1 afra o ,ex]cito1 um crescido num]o de individuos e de familias1 que def9ham1 que1 litt]alm5te fal&o1 morrem fome4 ,qual d'essas familias1 qual d'esses individuos1 recus>ia um torro1 fosse onde fosse1 se todo o torro1 com a boa vontade1 meza po/a8 ,dados ,agricultura op]>ios1 que exi/em1 e que lhe falecem1 ella mesma pela sua en]gia vital intr9zeca se des5volv]ia1 pois vemos que assim mesmo1 ao acaso e desajudada1 l comea a revolv]-se p>a se qu]] alevant>4 ,z ,soci$ades promotoras augm5t>iam e dirigiriam essa mesma en]gia1 *eg&o com a sua aco1 de um lado pelas ,soci$ades secund>ias1 at aos casaleiros2 d outro lado1 pelo seu crdito1 pelas suas relaes1 pelo seu valim5to1 at s ,cam>as legislativas e ao ,gov]no4 ,o ,m9i/]io dos negocios da ,agricultura d>ia unidade aos movim5tos d'e/e va/o e bello corpo4 ,ento o futuro e/>ia conqui/ado1 z dividas mortas1 os males sanados e esquecidos4 ,ento hav]ia =a publica1 porque hav]ia f2 hav]ia em todos os coraes amor da ,patria1 porque hav]ia a todos os olhos uma ,patria p>a am>4 ,a gu]ra int]na s]ia impossivel4 ,a gu]ra ext]na1 se podesse jamais accommett]-nos1 v]ia reb5t> da t]ra ex]citos inv5civeis1 porque def5d]iam z suas l>eiras1 z suas hortas1 e os seus filhos4 ,o ,!soiro trasbord>ia p>a todas z artes preciosas da paz1 porque hav]ia fontes p]5nes e copiosas p>a a sua alim5tao4 99 99 99 99 99 ,s] i/o uma utopia8 ,utopia6444 ,a utopia1 a *ym]a1 o absurdo1 pret5d] colh] fruto de arvore sem raiz e c>comida de musgo2 presumir1 que a um edificio arru9ado se acode rem5d&o lhe com b>ro1 aqui e acol1 z p>$es ext]iorm5te2 cuid>1 que se ressuscit> um afogado calc&o-o p>a o fundo d lodo1 e lan&o-lhe p5$os p>a cima4 ,a utopia1 a desgraa1 e a mis]ia1 cr] que z palavras1 z e/5ographias1 os alg>ismos1 so capazes de cre> coisa alguma4 ,creadores1 abaixo de ,deus1 no os ha s5o o campo1 e o amor4 ,o s5so commum o sabe1 e a ,hi/oria no sabe outra coisa4 ,feliz o ,deputado1 que entrasse pelas salas d ,p>lam5to com um projecto de organisao agricola1 egual ou semelhante a e/e1 e1 levant&o o por cima da sua cabea1 exclamasse3 ,por amor de vs e da vossa desc5d5cia1 salvemos a ,patria1 hoje que a9da tempo4 ,adiemos1 por cons5so unanime1 todas z outras que/es alcunhadas maximas4 ,decidida e/a1 todas se hav]o n'ella resolvido4 ,setembro de #ahdh ,,notas ,,de ,,rodap3 #a ,na ,revi/a ,univ]sal1 artigo #acgh d #b4 volume p pond]mos fal&o no oram5to d ,m9i/]io da ,gu]ra4 ,,iv ,cont9uao ,,summ>io ,a organisao de ,soci$ades1 j propo/a1 no se deve regeit>1 a9da que se reconhea por defeituosa4--,deseja o autor1 que todos os hom5s de algum pod] sejam utopi/as como elle4--,liga promotora dos ,int]esses mat]iaes d ,paiz2 seu ,elogio1 com uma re/rico4--,um ,banco p>a adiant> d9heiro aos lavradores f> muito b5eficio1 mas s qu&o ,p>lam5to e ,gov]no agricolas h\v]em proporcionado ao lavrador in/ruco1 dado proteco aos seus trabalhos1 ab]to cam9ho1 sahida1 e emprego aos seus productos4--,outra vez ,soci$ades agricolas4--,propem-se succ9tam5te alguns alvitres4--,os e/atutos das ,soci$ades uteis no pag>em direitos4--,a importao de coisas uteis ,agricultura1 premiada4--,premios aos melhores lavradores1 aos introductores de novidades agr>ias1 aos autores e traductores de obras agronomicas praticas4--,qu9tas exempl>es4--,m&ae mancebos a outros paizes1 habilit>-se p>a vir ens9> ,agricultura4--,escolas de ,agricultura volantes4--,projecto de ,lei de premios4--,ordem d ,arado4 ,a organisao que deixmos propo/a susceptivel de modificaes e melhoram5tos2 firmem5te o acr$itmos4 ,que se segue d'ahi8 que se regeite1 porque em vez de optima s boa8 porque em vez de boa s m$ocre8 ,absurdo4 ,a consequ5cia discreta e prud5te que1 exam9ada1 se em5de2 em5dada1 se approve2 approvada1 se exp]im5te2 e confirmada pela exp]i5cia1 se cons]ve1 se radique1 se ab5e1 e se aproveite4 ,no vir porm prematuro o alvitre8 ,no e/>emos cant&o alvoradas a quem no e/ p>a acord>8 ,a9da mal1 que bem pode s] isso v]dade6 ,n'esse caso1 desde j acceitmos1 antes que nol-o imponham1 o epi!to de l\cos2 co/umado e univ]sal ca/igo de toda a vontade g5]osa1 que primeiro mette o p v]$a que algum dia tem de s] e/rada4 ,oxal1 todavia1 que alguns l\cos sublimes1 conv5cidos1 como ns1 de que j no temos salvao possivel s5o pela ,agricultura1 e de que ,portugal1 como o ,an!u da fabula1 d]rubado pelo ,h]cules d luxo1 s da t]ra pode reassumir z p]didas =z1 app>eam intrpidos a apo/ol> ,agricultura2 uns na ,impr5sa1 que a gr&e *>rua de desbrav> ent5dim5tos2 outros na tribuna1 que onde a raso publica se conc5tra em ,lei2 outros no ,gov]no1 que onde at sem ,lei1 no s ha1 se no que sobram1 =z p>a o bem2 outros f9alm5te1 e sobretudo1 entre os cabez adm9i/rativos1 e os cabez espirituaes d ,povo4 ,p>a esses irmos nossos em c>idade e em patriotismo1 que vamos a9da escrev] algumas p\cas l9has das nossas solit>ias utopias4 ,semeie o homem1 que ,deus a seu tempo f> nasc]4 99 99 99 99 99 ,n'e/e mom5to lemos com a mais viva satisfao1 em c>ta que nos *ega de ,lisboa1 o segu9te3 ,p>a melhor> a nossa ,agricultura organis\-se agora aqui uma ,soci$ade1 ou1 por melhor diz]1 ,companhia1 com o titulo de ,liga promotora dos ,int]esses mat]iaes d ,paiz1 presidida pelo sr4 ,ayres de ,s ,nogueira4 ,o fim agricola4 ,j celebr>am duas sesses no salo gr&e d !atro de ,d4 ,m>ia ,,ii4 ,na ultima leu o ,presid5te um projecto1 que reputava ancora de salvao1 segundo o qual se deve cre> um ,banco rural em ,lisboa1 com o fundo de v9te milhes1 em d9heiro1 inscripes1 aplices1 t5do e/e ,banco filiaes em todas z t]ras d ,re9o4 ,bemv9do seja1 e v+ue1 e prospre ab5oado nas t]ras de ,portugal1 e/e tutel> p5sam5to6 ,filho elle1 talvez1 d que j em #ac de ,fev]eiro d'e/e anno se propunha1 se acceitava1 e se applaudia na ,soci$ade promotora da ,agricultura ,mi*ael5se1 e que os nossos leitores se record>o hav] lido a pag9as #cf e #cg d jornal d'aquella ,soci$ade 7,assignalamos e/a circum/ancia1 porque1 se o alvitre foi de gloria p>a ,san-,miguel1 a adopo d alvitre bom no honra m5os a ,portugal7#b4 ,sim2 e/a uma provid5cia1 que alegra1 e ret+e de esp]anz bem v]des o solo sobre que se alevanta2 como nuvem *uvosa1 que se e/5de sobre o t]r5o requeimado e empobrecido d e/io2 todos os ro/os se riem sua aproximao2 os vis9hos do aos vis9hos os p>ab5s2 todos saem alvoroados a receb]-lhe z primeiras aguas2 os rebanhos1 mesmo a fe/ejam2 z aves a cantam1 sacud9do z azas humidas2 pela sup]ficie da vegetao corre um frmito voluptuoso4 ,sim2 gr&e e gr&ioso o b5eficio2 mas s] elle ba/ante8 no3 z necessidades agr>ias so v>iadas1 num]osas1 digamos inf9itas4 ,mal se acode a uma1 se a todas se no acode2 pelo m5os a muitissimas e s pr9cipaes4 99 99 99 99 99 ,suppomos1 imag9amos j1 o oiro e a prata a *ov]em porta d lavrador na vesp]a da sem5teira1 da plantao1 d arroteam5to2 e que digno uso f> o tri/e ru/ico d'esses meios de aco1 d'essas =z que se lhe lib]alisam1 d'essa colheita1 que se lhe antecip\ ao trabalh>1 se lhe m+uam luzes de sci5cia alheia1 ou sua1 que o dirijam8 vontade intima1 que lhe d impulso8 c]teza1 ou quasi c]teza1 de consumo ao que vai produzir8 ,que f> emfim1 se1 a9da t5do tudo i/o1 ,leis viciosas o avex>em no seu (ficio1 lhe arranc>em os op]>ios e os filhos p>a a milicia1 lhe mult>em com tributos o suor1 como se devra mult> a ociosidade1 o luxo1 e os vicios1 e lhe expos]em a h]dade a s] talada pela gu]ra civil1 os bois d seu arado comidos1 z ovelhas d seu adubo esp+>deadas1 o c>ro e z arvores d seu pom> conv]tidos em fogueiras p>a aquec] a tropa rta1 ou a gu]rilha descala e b&oleira que transita8 ,n'uma palavra3 que aproveit> que o pr$io se lhe des5tranhe em frutos1 como uma cornucopia1 se a e/rada p>a o m]cado no exi/e1 se o rio convis9ho1 que deve transpr1 no tem ponte1 se o que podia c>re>-lhe os moios se ob/ruiu1 e apodrece dorm5te pelas m>g5s usurpadas8 ,eis aqui *agas velhas1 asqu]osas1 e env55adas1 que a nossa ,agricultura padece em todo o corpo1 e p>a cujo curativo no suffici5te balsamo um ,banco rural4 ,se de v]as qu]emos s] salvos1 no ha rem$io s5o soccorr]mo-nos a uma re=ma e organisao franca1 s9c]a1 absoluta1 cabal1 completissima3 ,crtes mais lavradoras que f9anceiras2 mais lavradoras que politicas2 ou antes muito politicas por muito lavradoras2 ,leis agr>ias1 e mais ,leis agr>ias2 e p>a todas z anti-agr>ias suppresso e execrao2 um ,m9i/]io da ,agricultura fecundo1 dadivoso1 vigilante1 e incanavel como o seu objecto2 e1 sobretudo1 associao univ]sal dos hom5s bons1 dos hom5s intellig5tes1 dos hom5s de sci5cia1 dos hom5s de =tuna1 dos hom5s de aco1 dos hom5s de valim5to1 dos hom5s patriotas1 dos hom5s de bem1 dos hom5s hom5s1 f9alm5te4 ,repitmol o1 a9da a risco de enfad>1 e repitmol-o1 porque ,evangelho3 no ha sacrificio1 que1 por gr&e1 se deva recus> t]ra1 pois ella s que possue o segr$o1 que os e/adi/as procuram cegam5te nos livros e nos calculos4 ,no no p]seguir uns1 no div9is> outros1 e no troc> todos com p]petuo e deva/ador fluxo e refluxo2 no associal-os entre si1 e reconcilial-os com a me-,t]ra1 que e/ a condio facillima de todas z v5turas4 99 99 99 99 99 ,z ,soci$ades promotoras1 quaes z havemos bosquejado1 s]iam p>a o lado dos op]>ios ru/icos ph>ol1 bussola1 !soiro1 conselho1 e/imulo1 proteco1 refugio1 canal p>a a entrada dos gados1 das sem5tes1 dos in/rum5tos novos1 e p>a a sahida e v5da dos productos4 ,p>a a p>te dos que gov]nam s]iam no m5os ph>ol1 no m5os bussola1 no m5os !soiro1 no m5os conselho1 no m5os e/imulo1 no m5os proteco1 no m5os refugio1 no m5os segurana e felicidade2 pois que a felicidade e segurana dos gov]nantes1 s da felicidade e segurana dos gov]nados se compe1 e s d'ellas se pode compr4 ,assumpto era e/e p>a int]m9aveis comm5t>ios2 mas e/reiteza de papel1 mas e/reiteza a9da peor de vontade em quem nos ha-de l] 7ou no l]7 nos acov>da4 ,diz] tudo1 no o podemos2 tudo cal> no nol-o s(fre o corao4 ,vamos c]r> em epilogo mais algumas lembranz1 que ahi fiquem j1 de propo/a consid]ao das futuras e das pres5tes ,soci$ades agricolas1 d futuro ,m9i/]io da ,agricultura1 dos ,deputados1 e da ,impr5sa4 99 99 99 99 99 ,i--,se a associao a me dos prodigios2 se os que se associam do1 por volunt>io tributo1 tempo1 trabalho1 despezas1 a um int]esse publico2 no repugnante contradico que o ,gov]no1 repres5tante natural de todos os publicos int]esses1 lhes c>regue a9da os onus1 e1 a troco de uma illib]alissima sanco de seus e/atutos1 de uma in9telligivel lic5a p>a exi/irem1 lhes exija nas secret>ias uma avultada somma pecuni>ia8 ,no dev]iam antes z associaes agricolas1 z indu/riaes1 z arti/icas1 z litt]>ias1 e a9da z de m]a e hone/a recreao1 s] to livres como so em nossas casas os convites1 os bailes e os fe/ejos8 ,e a9da mais3 z uteis no m]ec]iam1 em vez d'e/a compresso nasc5a1 premios e l\vores segundo a sua importancia8 ,,ii--,a introduco de tudo quanto pode contribuir p>a o ap]feioam5to da ,agricultura no dev]ia s]1 da mesma sorte1 no s is5ta de direito1 s5o a9da premiada8 ,,iii--,no s]ia sobre modo util legisl> mais premios1 p>a os que no trato da ,agricultura se extremassem8 ,quem univ]salis\ a cultura da batata1 s5o o premio8 ,no dev]ia semelhantem5te havel-os p>a todos os primeiros introductores de novidades agr>ias1 p>a os autores1 mesmo p>a os traductores1 de escriptos agronomicos de uso pratico1 v]bi-gratia imprimirem-se-lhes gratuitam5te esses escritos pela ,typographia ,nacional8 ,,iv--,no j tempo p>a a creao de qu9tas exempl>es8 ,v--,no s]ia ajuizadissima provid5cia envi> mancebos1 previam5te habilitados1 matricul>-se nas escolas agr>ias praticas das naes adiantadas1 os quaes1 depois de viajadas a ,frana1 a ,allemanha1 a ,+lat]ra1 a ,italia1 a ,suissa1 se recolhessem me/res e reg5]adores p>a entre os seus cont]raneos8 ,,vi--,os lavradores1 os camponezes em g]al1 dir-se-hia que1 semelhantes s plantas1 lanam no sei que raizes no torro nativo4 ,a ideia de se desvi>em1 mesmo p>a p]to e p>a p\co tempo1 lhes repugna2 o seu viv] tem z dem>caes da sua faz5da4 ,e depois1 fallec]-lhes-hiam os hav]es1 p>a se irem to longe escola rural2 os hav]es1 e o animo tambem1 que entretanto ahi lhes ficava a h]dade sem tutella1 a casa sem escora1 os paes alquebrados dos annos1 sem bordo nem companhia4 ,no fra logo uma provid5cia to santa como philosophica e fecunda1 faz] d'esses regressados viajantes--agrnomos1 pr(essores ambulantes de ,agricultura1 que se fossem de ,di/ricto em ,di/ricto1 e de ,prov9cia em ,prov9cia1 d\tr9&o como ,ap/olos8 ass5t&o hoje aqui a sua escola1 sombra da arvore ru/ica no alto d oiteiro1 e tom&o p>a !ma da prgao os pr$ios circumjac5tes2 os mais bem cultivados1 assim como os mais errados e p]didos8 d'aqui a um mez1 mais longe1 em cima das mdas da eira1 por uma noite de lu>1 adub&o os preceitos1 no meio dos ouv9tes ap9hados1 com episodios da sua ,odyssa por t]ras alheias1 com apraziveis digresses1 sempre bem v9das1 sobre a ,sab$oria e ,lib]alidade ,div9a8 ,como os ,ap/olos antigos1 e/es evangelisadores d trabalho1 em toda a p>te assignal>iam com milagres a sua passagem2 z g&>as se trans=m>iam em seras debaixo de seus ps1 em pom>es e mattas por cima de suas cabez2 os baldios1 em pa/ag5s2 os gados fam9tos1 em lu/rosos rebanhos e manadas2 a arca mal *eia1 em celleiros atulhados2 a bora sem conduto1 em meza saborosa2 a *oa lodac5ta1 em cas9ha de sobrado e vidraz1 com dois ou tres livros p>a o s]o1 um leito alvo e ffo p>a a noite1 e um oratorio1 sempre enfeitado de flores frescas1 p>a z aces de graz quotidianas4 ,tudo i/o1 que inf9ito p>a a felicidade1 o hav]ia feito o passeio de um s homem pela prov9cia4 ,qu&o elle h\vesse passado1 m&asseis muito nas boas horas o exactor dos tributos2 no havia de volt> com z mos vazias4 ,,vii--,seja-nos p]mittido cit>mo-nos a ns mesmos1 transcrev5do p>a e/e papel de consci5cia o que em outro papel1 tambem de consci5cia1 escreviamos em #ag de ,abril de #ahde1 por occasio d relatorio d ,b>o ,?n>d sobre a admiravel ,exposio da ,indu/ria franceza n'esse anno4 ,o conselho que ento davamos1 n+uem dir que fosse ins5sato1 nem v]gonhoso ou ruim de receb]1 nem que1 recebido1 podesse s] improductivo2 e entretanto4444 so\ no des]to2 no encontr\ um s ecco pelo ,p>lam5to1 nem pelo ,gov]no1 nem pela ,impr5sa2 a9da dormiam todos4 ,agora que j a mis]ia cresceu1 em tres annos1 mais tres seculos1 repetimol-o4 ,pode s] que j alguem t5ha acordado4 ,oxal63 ,reflicta-se no exemplo d'aquella gr&e ,nao1 a ,frana1 e cuide-se em o imit>4 ,l a p> da inv5o1 app>ece con/antem5te o premio4 ,convid> e abrir salas aos productos da ,indu/ria1 alguma coisa 1 mas no ba/a4 ,p>a os espiritos capazes de cre>1 seja em que g5]o fr1 no ha e/imulo como o d premio honorifico2 e o premio honorifico1 z m$alhas de oiro1 de prata1 ou de bronze1 receb5do-se como !soiros1 podem cu/> p\quissimo a quem z d4 ,tantos no so os premiaveis n'e/e pequ5o ,re9o1 que hajam taes premios de mont> a muito2 e oxal que subissem a contos de ris6 ,a e/a v]ba nova de despeza d ,e/ado correspond]ia outra de receita milh>es de vezes maior4 ,fundada no exemplo da ,frana1 dos ,e/ados-unidos etc41 p>ece-nos que n5hum s]vio mais relevante pod]ia faz] a ,soci$ade promotora da ,indu/ria nacional1 d que (f]ec] ao ,gov]no1 p>a elle apres5t> s ,crtes1 um projecto de ,lei de premios p>a os inv5tos e ap]feioam5tos4 ,a nossa proxima futura ,exposio pod]ia sahir dez vezes mis espl5dida e animadora1 que a passada4 ,e no conviria at1 e no s]ia inteiram5te con=me com o espirito d'e/e seculo1 cre> uma ,ordem nova especial p>a os b5em]itos da ,indu/ria1 como nos tempos gu]reiros se creavam tantas p>a os extremados no ex=o8 ,s] mais honrosa1 e s] sobre tudo mais util1 a h]oicidade milit>1 que o eng5ho creador e r5ovador da t]ra8 ,assim bradavamos ns em favor de todos os g5]os de ,indu/ria4 ,hoje limitamos o requ]im5to ,indu/ria me de todas3 ,agricultura4 99 99 99 99 99 ,hom5s1 que o ,povo escolhe e envia1 e a quem paga1 p>a lhe =mul>des em ,leis a sua vontade1 mo/rae-vos dignos de to alta misso2 decretae a ,,ordem ,,d ,,arado4 ,outubro de #ahdh4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #b ,pode consult>-se o ,agricultor ,mi*ael5se1 publicao m5sal1 orgam da ,soci$ade1 n4 #b1 de ,fev]eiro de #ahdh4 ,ref]e-se ,ca/ilho a uma propo/a d seu consocio ,jos d ,canto1 intitulada ,banco ,rural4 ,,nota ,,dos ,,editores ,v ,crtes agricolas ,,summ>io ,a ,patria e/ em p]igo2 deve-se deix> de cur&eiros4 ,o campo e o trabalho ho-de salval-a4--,s+ul> hi/oria de um mancebo ,+lez4--,o regresso da ,agricultura no desagradavel1 nem vil1 nem rude2 e o unico possivel p>a ns4--,des5volve-se a j tocada idia de ,crtes de lavradores4--,prova-se1 que s por e/e meio t]emos ,gov]no1 que m]ea o nome de repres5tativo4--,quadro de um tal ,p>lam5to4 ,no saimos da cabeceira da nossa qu]ida e atribulada enf]ma4 ,foi pod]osa1 opul5ta1 ra9ha1 e bella2 jaz sem =z1 nua1 desprezada1 e agonisante2 s a belleza no p]deu a9da4 ,de mais1 nossa me4 ,d'ella e n'ella nos =mmos e nos nutrimos2 d'ella recebemos a vida1 a fala1 z oraes da infancia1 os conhecim5tos1 os brases1 z glorias de todo o g5]o2 d'ella os objectos de todas nossas affeies mais intimas4 ,o seu s] o nosso s]2 os seus in=tunios so nossos2 a nossa prosp]idade s]ia a sua4 ,gratido1 pi$ade1 int]esse1 s5tim5to religioso1 nos obrigam a no desamp>> a ,patria1 em quanto respira4 ,sup]ior a ella1 no ha s5o o g5]o humano1 como acima d g5]o humano s ha ,deus4 ,mas1 pela admiravel h>monia1 com que a univ]salidade das coisas e/ ligada1 no s a ,deus e ao g5]o humano s]ve quem s]ve ,patria1 se no que s]ve a9da familia1 e ao seu proprio individuo4 ,irmos1 no nol-o dissimulemos3 a enf]midade de nossa me grave2 os seus males1 complicados e antigos2 o seu vir>-se e revir>-se to a miudo1 sem pod] e/> de lado algum1 prova desequilibrio g]al nos pr9cipios vitaes4 ,se a qu]emos salv>1 e salv>-nos1 no ha rem$io s5o lanar fra todas z beb]ag5s1 com que m$icos e *>lates nol-a teem peorado de dia p>a dia1 e recorr] a novo tratam5to4 ,mas qual8 o que muitas vezes tem salvo a do5tes j des5ganados da m$ic9a3 os ares e os ex]cicios d campo4 99 99 99 99 99 ,um mancebo ,+lez1 nobre1 opul5to1 e excessivam5te mimoso da =tuna1 via-se *egado pelos praz]es ins5sibilidade1 e pelo abuso da vida ao inevitavel t]mo d'ella4 ,a ,natureza o ab&onava2 a alma se lhe anoitecra2 no corao mesmo no lhe vicejava j um s desejo1 a no s] o vago in/9cto de exi/5cia1 que o ultimum mori5s4 ,nem a mocidade nem a =tuna t9ham j =z p>a reanim> a sua victima4 ,a sci5cia1 baldadas z d]radeiras t5tativas1 lhe voltra z co/as confusa e desconsolada4 ,no era um moribundo aquelle homem2 era um morto4 ,p>a s] ent]rado s lhe faltava o acab> de cahir4 ,em ,p>is e/ava2 e/atua entre danz2 acipre/e entre flores2 holocau/o entre fragrancias e musicas2 e o seu d]radeiro sol ia pr-se4 ,reune os s]vos2 desp$e se d'elles1 que *oram receb5do os copiosos effeitos da sua lib]alidade4 ,c]ra n'um c(re os papeis1 algumas joias1 e um retrato de mulh] =mosa444 que se esquece de beij>2 e1 gu>d&o a *ave1 entrega ao seu hosp$eiro e/e deposito1 com tal decl>ao de ultima vontade3 --,se eu no volt> d5tro em um anno1 arrombae e/e c(re2 arrecadae p>a vs z preciosidades que n'elle a*>des2 o de mais1 que vos s]ia inutil1 remettei p>a ,londres pessoa que ahi mesmo fica designada4 ,no era a9da passado o anno1 e j todos1 os que o haviam conhecido1 consagravam saudade e algumas lagrimas444 7talvez uma lagrima7 ao prematuro e ignorado fim de um mancebo amavel e bom1 a quem a felicidade se az$ra em morte4 ,eil-o que reapp>ece1 como que de baixo da t]ra6 ,mas quo outro6 rev]decido e floresc5te6 o ro/o alto2 z faces risonhas2 os olhos vvidos2 &> ligeiro2 todos os movim5tos faceis e graciosos4 ,o semblante cre/ado revla que foi o sol e a ,natureza quem o retemp]\4 ,p$e o seu c(re2 abre-o com alvoroo2 d z joias ao seu deposit>io fiel2 mas o retrato4444 beija-o com lagrimas1 com alegria1 com s(freguido6 ressuscitra-lhe o corao com a saude4 ,que feiticeira1 ou que magico1 op]\ tamanho prodigio8 o ,,trabalho1 e a ,,natureza4 ,o p\co vigor que lhe re/ava1 empreg\-o1 como quem pe a ultima pea de cobre n'um jogo de p>>1 na t5tativa de um viv] duro e sbrio2 metteu-se s e/radas1 obscuro moo de cavalgaduras2 sujeit\-se a todos os capri*os dos viajantes1 das e/aes e d acaso2 despej\ a p1 a lguas e lguas1 e muitas vezes de um s flego1 os cam9hos mais asp]os1 como os suaves1 por soes e *uvas1 por neves e v5tanias2 dormiu cont5te onde a sorte lh'o dep>\3 aqui sobre o f5o1 ou ao lume2 alm entre l5oes2 mais longe na t]ra nua e humida2 a fome1 cos9heiro optimo1 lhe temp]\ o po negro e os legumes grosseiros2 o co/ume d5tro em p\co lhe torn\ agradavel o rem$io1 a pr9cipio am>goso4 ,o ex=o1 que lhe reconqui/ra a exi/5cia1 fic\ p>a lh'a gu>d>4 ,a hi/oria d'aquelle mancebo podra s] lio p>a ,naes4 ,o luxo e o desconc]to tambem z matam1 como aos individuos4 ,tambem1 como aos individuos1 o ,trabalho e a ,natureza z podem ressuscit>4 99 99 99 99 99 ,de mais1 a occupao agricola p>a um povo nem sequ] desabrida4 ,se tem esp9hos4444 v]dura1 flores1 e frutos lh'os disf>am4 ,se a sua lida cont9ua1 a v>i$ade a acompanha2 se lhe *amam canceira1 ella saude2 se pobreza1 ella a fonte de todos os hav]es2 se obscura e humilde1 ella a m5os dep5d5te2 se rude1 ella a mais *eia de conhecim5tos praticos1 a mais vis9ha d ,creador1 e1 como tal1 a mais fecunda em inspiraes4 ,accresc5temos que p>a ,portugal no ha j hoje outra occupao possivel4 ,a conqui/a8 no4 ,os descobrim5tos8 no4 ,z m9as8 no4 ,a indu/ria8 no4 ,z nossas conqui/as1 os nossos descobrim5tos1 z nossas m9as1 a nossa indu/ria1 o solo da ,patria4 o unico mi/] p>a que a9da nos re/am braos1 in/rum5tos1 =z1 e lib]dade4 o unico lavor1 em que n5humas invejas e/rangeiras p]igosas ho-de vir p]turb>-nos4 ,o ,sceptro de ,d4 ,affonso ,h5riques1 e o de ,d4 ,manuel1 p]d]am-se2 o de ,d4 ,jos quebr\-se4 ,sceptro1 e no escrneo1 s pode s] hoje no ,?rono ,portuguez o de ,d4 ,san*o ,i1 e o de ,d4 ,d9iz4 99 99 99 99 99 ,em um dos nossos prec$5tes artigos suscitmos a ideia de ,crtes lavradoras4 ,e/e assumpto1 que desde ento no cessmos a9da de consid]>1 cada vez se nos repres5ta mais fundam5tal1 e mais pond]oso p>a a nova e desejada re=mao2 e i/o por muitas rases2 mas pr9cipalm5te porque por ,leis novas que a ,agricultura s pode s] protegida3 e essas ,leis1 quanto mais agricola = o ,p>lam5to que z dict>1 tanto mais concretas e ac]tadas ho-de sahir4 ,quem primeiro e/re\ na t]ra virgem o arado creador1 primeiro aos hom5s deu macio su/5to em aureas messes1 e em m$itadas ,leis co/umes1 ,patria1 ,cres foi2 tudo ddiva de ,cres4 ,so palavras po/as bem dignam5te na bocca de uma das ,musas por um dos maiores poetas d mundo1 por ,ovidio1 que amava e praticava tambem a ,agricultura1 e1 onde conv9ha1 sabia elev>-se ,philosophia4 99 99 99 99 99 ,como f>emos ns1 porm1 p>a que o ,p>lam5to se componha de v]dadeiros repres5tantes dos int]esses agricolas8 ,excell5tem5te2 facillimam5te3 associ&o-nos desde j1 por toda a p>te1 p>a trabalh>mos p>a z primeiras eleies nacionaes em s5tido nacional4 ,que z soci$ades secretas enr$em e ma*9em1 no escond]ijo das noites1 p>a a c&idatura dos seus politicos4 ,reunmo-nos ns1 ao olho d sol dos dom+os1 depois da ,missa d dia1 sobre a relva d adro de cada ,p>o*ia rural1 a discutir qual dos vis9hos o que melhor cultiva a t]ra da ,patria1 o que tem mo/rado mais s9c]o amor lavoira1 aos op]>ios1 aos filhos1 e a toda a familia2 mais c>idade p>a com os indig5tes1 mais desvelo p>a com os animaes d seu uso1 mais obs]vancia das ,leis1 mais actividade no grange>1 mais innoc5cia e conc]to no viv]4 ,descob]tas essas phnices 7que exi/em1 e depressa se descobrem7 dmo-nos =tem5te z mos p>a no commett]mos a outrem os mais c>os dos nossos int]esses4 ,famos d'e/as li/as de consci5cia1 que possam entr> sem v]gonha na urna1 s ento propriam5te collocada na casa de ,deus e da orao4 ,e em v]dade3 com que despejo se ousa a9da1 depois de v9te e oito annos de exp]i5cia e demon/rao#c1 *am> repres5tante ou m&at>io1 de ,ga ou dos ,aores1 o homem1 de quem os ,aores e ,ga no ouviram jmais fal>1 e que nem talvez1 em c>ta geographica1 jmais os visse6 ,como veio o alemtejano procurador de ,traz-os-montes1 e o m9hoto d ,alemtejo1 e quasi sempre o lisboeta de toda a p>te1 qu&o o tri/e 7ou antes o alegre7 tudo ignora de todo o ,re9o1 afra os corr$ores de ,s4 ,c>los1 z alam$as d ,passeio ,publico1 z gal]ias de ,s4 ,b5to1 e z arcadas d ,t]reiro d ,pao1 d'onde se sobe p>a z secret>ias onde se requ]8 ,eleies de faco4 ,eleies de dep5d5cia4 ,eleies de compra1 ou de compadria4 ,eleies sem cr1 ao m5os1 de v]osemelhana ou possibilidade4 ,eleies sem eleio4 ,eleies v]dadeiram5te fabricadas nas trevas1 e p>a trevas4 ,com$ia1 que s]ia p>a rir1 se no fosse p>a *or>1 e mais van cem vezes que z dos tablados1 pois que ahi1 ao m5os1 se o actor no a p]sonagem que repres5ta1 app>ece fal&o ac]tadam5te como ella1 e advog&o nos t]mos proprios os seus int]esses4 ,fazem-no assim os repres5tantes p>lam5t>es8 ,p$i1 a uma e uma1 a cada ,prov9cia1 que vos mo/re o rol dos b5eficios1 de que foi dev$ora s dilig5cias da maior p>te dos desconhecidos m&at>ios em quem vot\4 ,uma re=ma p>a faz]1 at por ,lei1 s]ia que n+uem podesse d> o seu suffragio a cidado =a d seu di/ricto dem>cado4 ,ento sim1 que pod]ia exi/ir de v]as repres5tao nacional4 ,os subornos s]iam a9da possiveis1 assim como os enganos de vontade1 e z fraudes2 mas d m]o possivel ao c]to1 ao con/ante1 ao inevitavel1 vai inf9ita di/ancia2 e de dois me?odos viciosos 7morm5te onde se trata da felicidade de um ,povo7 sempre ao m5os vicioso que se deve d> a pref]5cia4 99 99 99 99 99 ,ao ,gov]no mon>*ico absoluto pz a philosophia uma accusao p]emptoria2 a sab]3 a falsidade manife/a1 e consegu9tem5te a nullidade1 d seu fundam5to unico1 o ,direito ,div9o4 ,aos olhos d'essa mesma philosophia1 como pod]emos ns su/5t> o *amado regim5 lib]al1 se a sua base1 tambem unica1 a repres5tao d ,povo1 fr manife/am5te uma *im]a8 ,ha ahi quem negue que ella o seja8 ,onde e/ elle8 em que p>cialidade8 e como o prov>ia8 ,confessemos1 meus amigos1 que todos havemos peccado at hoje um gr&e peccado contra a ,lib]dade e contra a ,patria1 e contra a nossa consci5cia1 e contra o s5so commum4 ,confessemol-o1 que s] nobre1 e sobre tudo s] util1 a confisso1 pois a ella se pod] seguir a v]gonha1 v]gonha a em5da1 e em5da o rem$io4 99 99 99 99 99 ,z soci$ades eleitoraes1 uma vez in/ituidas1 pod]iam e/5d] a sua aco b5efica a muito mais que escolha e nomeao dos ,legisladores4 ,no falamos j nas ,juntas de ,p>o*ia1 cujas attribuies1 em ponto pequ5o1 so relevantes2 mas z ,cam>as dos ,municipios no so talvez de m5os importancia que o ,p>lam5to mesmo2 j pela sua influ5cia1 mais ou m5os directa1 na feitura dos ,deputados1 e na =mao da ,junta g]al d ,di/ricto e d ,conselho de ,di/ricto1 i/o na aco legislativa e na adm9i/rativa1 j pelas suas proprias attribuies municipaes1 i/o mat]naes1 dome/icas1 e economicas4 ,em quanto s se procur>em campees da ,politica p>a ,v]eadores1 como g]alm5te se co/uma1 os campos e z aldeias1 a lavoira1 e mil pequ5as indu/rias1 s t]o padra/os em vez de paes4 ,n'uma palavra3 ,p>a que o ,sy/ema repres5tativo seja uma realidade1 uma =mosura1 uma salvao2 p>a que se coadune com o ent5dim5to1 com a vontade1 com os multiplicadissimos int]esses de todos2 no s util e necess>io1 indisp5savel1 que os c>gos electivos1 de qualqu] natureza que sejam1 se dem segundo z aptides1 p>a bem se pre5*]em sem respeito algum s op9ies politicas1 nem indiff]5a e incr$ulidade1 pois muita g5te ha ahi hoje1 e da melhor em consci5cia e em patriotismo1 a quem to longas decepes torn>am incrdula1 e app>5tem5te indiff]5ti/a sobre os negocios publicos4 ,no nos explicmos bem4 ,ha muita g5te1 que1 enfadada de v] a ,politica sub/ituida con/antem5te pela individualidade1 z coisas pelas pessoas1 e os pr9cipios pelas ambies1 no vai enxovalh> o seu patriotismo na tauroma*ia das eleies1 nem nas orgias dos clubs2 cons]va lat5te1 e como que de res]va p>a melhores tempos1 o seu patriotismo2 mas que1 *egada a hora de o mo/r> por obras1 o pres5t> inteiro1 en]gico1 productivo1 des9t]essado1 incorruptivel1 e inquebrantavel4 ,eis ahi1 sobre tudo1 os salvadores de que havemos gr&em5te mi/r p>a ,deputados1 p>a ,v]eadres1 p>a ,conselheiros de ,di/ricto1 p>a membros da ,junta g]al de ,di/ricto1 e das ,juntas de ,p>o*ia1 em summa1 p>a todos os po/os que =em electivos1 desde a base at ao vrtice da pyramide2 e oxal que electivos fossem todos os c>gos1 hav5do1 por toda a p>te p>a z eleies a conf$]ao1 que propomos1 dos hom5s s9c]os1 de bem1 e patrioticos6 assim como oxal no h\vesse um s c>go electivo em quanto a eleio fosse uma m5tira e uma injuria6 injuria tanto p>a os que diante da urna arrem$am vot>1 lan&o li/as que no l]am1 como p>a aquelles sobre quem taes escolhas recaem2 como p>a quem1 no fundo de espeluncas1 fabric\ a seu bel pras] essa expresso de uma vontade popul> que no exi/e4 ,e/e alvitre1 e/e conselho1 e/a supplica1 que a philosophia1 que a honra1 que o santo amor da ,patria dirigem a todos e a cada um de ns1 s os ambiciosos vs1 s os mal amigos da ,patria1 s os ins5satos1 os pod]iam repellir4 ,m>avilhosam5te salut>es p>a os gov]nados1 elles o so no m5os p>a os gov]nantes4 ,o ,rei1 o ,m9i/]io1 que por e/a e/rada franca e descob]ta uma vez se resolvessem a cam9h>1 s]iam o mais popul> e o mais ab5oado dos ,reis1 e o mais duradoiro de todos os ,m9i/]ios4 ,z revolues no nascem de mais de tres causas3 o horror in/9ctivo d homem p>a com o engano1 p>a com a viol5cia1 e p>a com a fome4 ,o ,gov]no repres5tativo1 assim1 no s]ia uma burla2 z consci5cias f>iam a sua obra sem coaco2 e1 por uma consequ5cia necess>ia1 ,leis boas tr>iam por toda a p>te abundancia1 e com ella cont5tam5to e bons co/umes4 ,o ,povo1 que no jamais suicida1 e tem um m>avilhoso in/9cto d bem1 def5d]ia como arca de alliana o ,gov]no que a taes de/9os o h\vesse conduzido4 444 ,deus nobis hc otia fecit4 99 99 99 99 99 ,limitemo-nos porm ao nosso ponto prim>io1 ,crtes agricolas1 pois1 conseguidas ellas1 por ellas1 que fazem z ,leis1 facilm5te se conseguiro todas z outras necess>ias innovaes4 ,seja pois o incanavel emp5ho das soci$ades eleitoraes1 que desde j se devem =m>1 o contrabalanar1 v5c]1 e de/ruir1 a influ5cia malfica das soci$ades eleitoraes j exi/5tes1 secretas ou publicas1 mas todas ellas exclusivam5te politicas2 div]sas entre si1 e at inimigas mutuas1 mas todas comprovadam5te impot5tes p>a bemfaz]4 vi/a da inconte/abilidade de s] a ,agricultura a que s nos pode re/aur>1 pod]ia p]gunt>-se3 ,no conviria vot> unicam5te em agricultores p>a ,deputados8 ,a nossa op9io que o ,p>lam5to deve cont] de tudo2 sem o que1 no s]ia repres5tao nacional2 e por outra p>te1 a no s] assim1 se a*>ia c>ec5te de muitos conhecim5tos necess>ios4 ,entretanto1 pela mesma raso de dev] elle s] repres5tao nacional1 deve compr-se de lavradores a sua gr&e maioria1 pois ou em ex]cicio1 ou em propri$ade1 lavradora 1 e lavradora deve s]1 a pluralidade da nossa g5te4 ,entretanto1 como z nossas associaes eleitoraes no ho-de s] z unicas a trabalh>1 como z d egoismo mal ent5dido e incorrigivel ho-de sempre exi/ir1 e sollicit> com tanto mais =a1 quanto mais se s5tirem contra/adas pelas nossas dilig5cias1 prud5tissimo arbitrio fra que nos c]rassemos ns outros em esquadro1 p>a s vot>mos em lavradores1 e1 qu&o muito1 em um ou outro indu/rial b5em]ito e de esp]anz4 ,felizes1 a9da assim1 se os nossos eleitos con/ituissem a maioria1 e se os ex=os e ma*9aes dos inimigos s lograssem pr na teia p>lam5t> a proporcionada e necess>ia mescla dos outros int]esses secund>ios6 99 99 99 99 99 ,outra consid]ao1 que muita =a nos faz p>a in/>mos pela maioria agricola no ,congresso1 que1 mesmo p>a s equilibr> os int]esses da t]ra com todos os outros bem ou mal ent5didos int]esses1 indisp5savel que os p>tid>ios dos primeiros sejam muito mais num]osos que os dos segundos4 ,a ,ari?metica1 com p>ec] de exaco absoluta1 1 por via de regra1 em coisas moraes1 a mais erronea de todas z m$idas4 ,z decises por votos nol-o provam a cada hora3 nas assembleas dez podem s] mais que cem1 e todos os dias o so4 ,*ri/ovo ,colombo era um s contra toda uma armada2 ,galileu um s contra todo o mundo3 e todavia1 com um s voto contra tantos1 a ,am]ica descobriu-se1 e a ,t]ra move-se4 ,no pret5demos inf]ir d'aqui o absurdo de que se outorgue a palma s m9orias2 a nossa consequ5cia d'aquelle pr9cipio inque/ionavel que n'uma corporao de/9ada a um gr&e fim social1 mas que por =a tem de s] compo/a de elem5tos het]og5eos1 alguns nullos1 e no p\cos ho/is1 se os presumptivos p>tid>ios da boa causa so por sua natureza m5os atrevidos e influ5tes que os seus antagoni/as1 s pelo excesso d num]o que pod]o comp5s> o que em =z e importancia lhes fallea2 e portanto1 se ambicionmos que triumphe a boa causa1 temos de faz] pela quantidade d'elles a comp5sao da sua qualidade4 ,os filhos dos campos1 qualqu] j]>*ia1 educao1 illu/rao1 que alis lhes supponhmos1 teem1 em toda a p>te1 em pres5a dos filhos das ,cidades1 um no-sei-qu de pudor e timidez1 que p>ece s] fruto indig5a da solido4 ,como z creanz e z mulh]es1 p]dem elles metade das suas =z e recursos naturaes1 logo que s5tem que so obs]vados4 ,a duplice desconfiana em que e/o1 por uma p>te1 da sua rudez1 por outra1 da sup]ioridade e maligno esc>neo dos bem falantes1 lu/rosos1 e regalados moradores das cidades1 onde elles s entram como =nec$ores e s]vos1 quebra-lhes metade da sua en]gia v>onil4 ,creados com o fal> sbrio1 *o1 e sem atavios1 no s a eloqu5cia dos faz$ores de phrases os deslumbra1 mas at a v]bosidade e/]il os enleia e os sophisma2 esgrim9do com arrogancia1 se os no conv5ce1 muitas vezes lhes des>ma o bom s5so1 s =te da sua =a intr9zeca4 ,f9alm5te1 a tatica e e/rategia p>lam5t>1 sci5cia occulta que se no apr5de em p\cos dias1 por mais pr$isposio que se t5ha p>a desleal e ruim1 ho-de sempre traz] o pobre aldeo s9c]o como v5dido1 romp]-lhe z fileiras no f]vor d combate1 volt>-lhe z armas contra si1 precipital-o em ciladas1 conv]t]-lhe a miudo a victoria ganha em d]rota1 endoidecel-o1 desgo/al-o1 e pl-o em fuga p>a o seu campo amado1 que o conhece1 e que d'elle conhecido1 e p>a entre os seus vis9hos1 cujos enganos elle sabe antev] e illudir4 por tudo i/o que1 se o num]o os no affoit>1 elles s]o sempre d]rotados2 e o b5eficio1 que ,patria pod]iam faz]1 se mallogr> a despeito das suas consci5cias1 sans como os seus ares1 e das suas rases1 robu/as1 mas in=mes como os seus troncos4 ,e/as ,crtes lev>iam a9da muitas outras vantag5s a quantas p>a ahi se nos teem feito em nosso nome4 ,z prov9cias1 pelo trato mutuo dos seus repres5tantes1 fic>-se-hiam conhec5do2 frat]nis>iam2 apr5d]iam1 umas de outras1 com que adiant> ou ap]feio> z suas culturas4 ,s]ia applic> primeira das artes b5eficios proporcionaes aos que z luzes sup]iores teem ultimam5te recebido dos ,congressos sci5tificos4 ,a9da mais1 e a9da melhor3 o ,rei1 que tudo deve pres5ce>1 e no pode demov]-se d seu ,?rono1 ouviria e v]ia d'e/'arte z prov9cias2 abrang]ia com a imag9ao1 com o amor1 e com z provid5cias1 alguma coisa mais que o rec9to confuso da sua ,capital4 99 99 99 99 99 ,p9tae1 meus amigos1 desde j1 na phantasia1 o que s]o taes ,crtes1 se a ,div9a ,bondade nol-z tem de outorg>3 ,hom5s =tes1 sizudos1 ve/idos d seu l9ho1 e mode/as lans fiadas e tecidas por suas filhas e companheiras2 condecorados1 no com fitas1 mas com os honrosos calos da *>rua2 no frizados pelo cabelleireiro p>isi5se1 mas com o semblante bello de hombridade1 e cre/ado dos soes2 sem pomposos nomes h]dados1 mas cre&o cada um d'elles um1 de que seus desc5d5tes se no ho-de env]gonh>4 ,madrugam p>a o grangeio da ,patria1 como l co/umavam fazel-o p>a o da faz5da2 aproveitam em *eio z horas1 como nos dias apressados da sem5teira4 ,z suas vozes1 sem outras entoaes que z da convico e d affecto1 expem z v]dades com a graa inimitavel da nudez1 como na eira d seu casal deixavam espairec] sem ve/idos os seus filh9hos e netos4 ,os seus discursos so como os seus pr$ios3 frutos1 e no j>d9s2 po1 gado1 azeite1 v9ho1 madeira de crte1 em vez de flores ephm]as e e/reis4 ,z suas argum5taes no lh'z ens9\ a logica das assemblz1 essa p]igosa t9tureira de v]dades e m5tiras2 dos factos positivos lhes saem sem ex=o z consequ5cias1 como d gro d trigo a espiga d trigo1 d c>oo a arvore1 e d amor dos hom5s a virtude4 ,os tal5tos1 z boas vontades1 z emprezas promett$oras1 no expir>o m+ua2 elles sabem que uma p\ca de rega tem dado vida e fruto a muito pom>4 ,no mesqu9h>o os sal>ios ao trabalho1 mas exigiro que o trabalho os m]ea1 porque ouviram ao seu ,pa/or l] no ,evangelho1 que se no deve am>r> a bocca ao animal que e/ su&o na debulha4 ,no sorriem com philosophica sobranc]ia d que se ref]e ao unico pr9cipio slido de toda a moral humana2 elles pres5ce>am sempre1 assim como o c>valho da s]ra e a h]v9ha emboscada no vallado1 que luz e calor no proc$em s5o de cima4 ,ao vot>1 no int]rogam os olhos ou os ac5os de n+uem2 p]gunt>am elles jamais se se devia plant> na e/ao propria1 ou se ao rebanho sequioso se havia de d> de beb]8 ,os motivos ru9s1 no os ent5dem2 que ins5sato dispz nunca tojos e esp9heiros na h]dade amanhada p>a o mant]8 ,o m$o das contr>i$ades no lhes tolhe pugn> pelo que de sua natureza pre/adio2 e/o affeitos a v] z intempries das e/aes ameaarem a sera1 e a sera1 por d]radeiro1 en*] a tulha4 ,ignoram a sci5cia dos f9anceiros1 mas sabem que a dilig5cia e a boa-f grangeiam cab$aes4 ,os pontos duvidosos1 m$itam n-os antes de os decidir1 como antes de compr> uma c\rella exam9avam comsigo e com os vis9hos a indole d *o1 z conv5i5cias e z desconv5i5cias d seu fabrico4 ,no armam fama1 nem trepidam diante das injurias2 z phrases dos p]iodicos malignos1 como z dos lisonjeiros1 lhes resvalam pelo ouvido sem entr>2 ha-de-se det] a junta de bois no meio d sulco1 porque zuniu o mosquito8 ,no fim de cada sesso1 retiram-se cont5tes d que fiz]am1 p>a m$it>em1 cada um a ss1 com o seu ent5dim5to e corao1 o que lhes re/a p>a faz]4 ,o amor d g5]o humano o seu ultimo p5sam5to antes de adormec]2 a v5tura da sua aldeia1 da sua prov9cia1 e da ,patria1 o seu sonho de toda a noite1 de todas z noites1 e de todos os dias4 99 99 99 99 99 ,oh6 meu ab5oado ,p>lam5to de lavradores6 ,semelhante ao enxame indu/rioso1 vs fabric>eis sem e/rondo1 d que ha mais bello e amavel sobre a t]ra3 p>a ella o oiro liquido e m$ic9al d mel1 p>a o ,ceo os santos lumes dos alt>es4 ,como vs1 todos ns gos>emos da dura que h\v]des prep>ado2 s os zangos vos odi>o4 ,a vossa ,ra9ha1 no cimo da colmeia1 feliz e ab5oada1 no t] inveja aos maiores ,sob]anos4 ,oh6 podesse ,ella1 entre os seus innoc5tes e mat]naes sonhos de ante-manhan1 p]ceb]1 levados por algum ,g5io de amor1 uns eccos sequ] d'e/es nossos votos6 ,o seu ent5dim5to avali>ia quanto ha de intr9zeca bondade1 e de affecto aos hom5s1 e de devoo p>a com ,ella mesma1 n'e/es votos de ,portuguez4 ,a felicidade de um ,povo1 e a de quem o rege1 so uma e indivisivel4 ,novembro de #ahdh4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #c ,ca/ilho comea aqui a dat> o apr5dizado con/itucional desde a revoluo de #ahbj4 ,,os ,,editores4 ,,vi ,o ,cl]o1 e z ,mulh]es ,,summ>io ,na obra propo/a1 p>a todos ha t>efa3 a dos escriptores seme> a palavra4--,def5sa e apologia d ,cl]o2 necessidade e modo de o re=m>4--,os ,bispos1 eleitos pelo ,povo1 apres5tados pelo ,gov]no1 confirmados pelo ,pontifice4--,um ,sem9>io p>a cada ,bispado1 em que se ens9em1 com z sci5cias moraes e my/icas1 os rudim5tos das sci5cias t]re/res mais necess>ias4--,z ,p>o*ias providas pelos respectivos ,bispos1 e modo como4--,vantag5s que d'ahi result>o4--,ju/o panegyrico das mulh]es4--,reiv9dicao p>a ellas d direito de votao4--,b5s1 que de um tal acto de ju/ia dev]iam advir soci$ade4 ,os p5sam5tos d nosso corao a*>am eccos2 porque o santo amor da t]ra e dos hom5s no morre nunca4 ,o fogo exi/ia2 a nossa voz no fez mais d que assopr> de cima de uma p>te d'elle a c9za que o occultava4 ,com to felizes auspicios1 como pod]iamos ns deix> de proseguir8 ,prosigmos2 no j a sonh> em voz alta1 mas em voz alta a m$it>1 a propr1 a p$ir4 99 99 99 99 99 ,concordes e/amos 7dir-se-hia que por uma inspirao salvadora1 baixada na hora da angu/ia sobre todos ns ao mesmo tempo7 concordes e/amos1 e conv5cidos1 de que s a associao das nossas =z1 to malb>atadas at agora em mutuam5te se esp$aarem1 e apes> d'isso a9da to gr&es1 to suffici5tes p>a uma faanha2 applic&o-se com f1 com ardor1 com p]sev]ana1 ,agricultura1 pode no s agu5t> z nossas cidades1 que a lano e lano se desabam1 mas fundal-z novas1 dilat> e multiplic> z aldeias1 engr9aldadas de vegetao frutif]a1 trans=m> a gu]ra em amor1 a m5dicidade em trabalho1 o r\bo1 a v5alidade1 a agiotagem1 a alcunhada politica1 e a pro/ituio1 essas outras m5dicidades1 muito mais torpes e odiosas1 em hone/a e folgada vida1 em produco1 em virtude1 em paz1 em cont5tam5to1 em gloria1 em lib]dade1 em pod]io4 ,fomos um gr&e ,portugal2 em nossa mo e/ s]mos1 e breve1 um ,portugal a9da maior1 mais =moso1 mais seguro1 mais fe/ejado1 mais attractivo p>a e/rangeiros1 mais hosp$ador de suas pr5das1 de suas artes1 de suas sci5cias1 de sua multiplice civilisao4 ,queirmos2 queirmos de v]as4 ,congreguemo-nos frat]nalm5te2 os dos campos1 nos campos2 os da cidade1 com os olhos n'elles4 ,lavremos e semeemos todos2 uns com o f]ro e o gro1 outros com o oiro1 outros com a d\tr9a1 que tambem oiro2 os legisladores com z ,leis2 os magi/rados com a proteco2 e ns1 ns os ap/olos descalos1 a quem a ,provid5cia recus\ t]ra1 oiro1 sci5cia1 e autoridade1 mas a quem1 em comp5sao de tudo isso1 outorg\ alguma alma e muitissimo amor1 ns os escritores1 semeemos tambem alguma coisa no *o da ,patria1 a que j e/ imp5d5te l>ga b5o de reg5]ao3 semeemos a palavra4 ,que n5hum de ns se acov>de por desconfiana de sua fraqueza2 que n5hum sonegue o que tem por v]dade1 com m$o de que os pod]osos lh'o desprezem1 os nescios lh'o impugnem1 e os malignos lh'o esc>neam4 ,onde a boa vontade nos h\v] illudido1 val]-nos-ha ella mesma de excusa2 e1 falta de approvao1 concili>-nos-ha o tacito affecto dos hom5s de bem4 ,quanto a ns individualm5te1 asss havemos j provado n'e/es artigos1 cujo fio vamos segu9do1 quanto1 apes> de conhec]mos melhor que n+uem a nossa incompet5cia1 e a confess>mos a cada hora1 propomos com lisura e franqueza1 o que julgamos pod] salv> a nossa moribunda4 ,nem a lisonja1 nem contemplaes pusillanimes1 nem m$o a ru9s int]pretaes1 nem a indiff]5a d'aquelles mesmos por quem fazemos votos1 nos demov]am a9da d nosso proposito1 atrevido talvez1 mas honrado de c]to4 ,com egual abnegao1 com egual soltura1 com a9da maior convico1 pois nos cresce de mez p>a mez1 cont9u>emos a lavr> o nosso te/am5to de ,portuguez1 e/as des5feitadas l9has1 mas p>a ns mais amadas1 que toda quanta poesia nos florej\ a mocidade4 99 99 99 99 99 ,p>a dois pontos convocamos agora a att5o sizuda das nossas futuras ,soci$ades promotoras da ,agricultura1 d ,p>lam5to de lavradores1 que os seus es=os nos ho-de produzir1 d ,m9i/]io da ,agricultura1 que esses legisladores ho-de fund>1 e f9alm5te d proprio ,?rono2 p>a o que1 novam5te rogamos a todos os nobres mission>ios da ,impr5sa levem os nossos alvitres1 corroborados com o seu sab]1 e ungidos com a sua eloqu5cia1 at onde o humilde e long9quo da nossa voz os no deix>ia p5etr>4 ,e/es dois assumptos1 ambos gr&es e ambos esquecidos1 ambos de summa importancia1 assim p>a o mal como p>a o bem1 e ambos inju/a e cruelm5te desprezados1 so3 o ,,sac]docio1 e z ,,mulh]es4 99 99 99 99 99 o ,sac]docio ,ca?olico uma in/ituio em95tem5te social1 e cuja origem div9a 1 por isso mesmo1 impossivel no reconhec]4 ,no r5ov>emos n'e/e log> disputaes intempe/ivas1 e j exhau/as1 sobre os b5eficios e z calamidades1 de que em tal ou tal paiz1 em tal ou tal seculo1 o ,cl]o tem sido1 volunt>ia ou =ada1 activa ou passivam5te1 causador4 ,esses argum5tos de alguns factos 7ou de muitos factos7 contra !ses univ]saes e duas vezes millann>ias1 no podem s]vir p>a mais1 que p>a lhes realar a evid5cia4 ,quanto mais os da escola fossil de ,voltaire1 quanto mais os ana*ronicos citadores d ,citador1 e os mui respeitaveis ,compadres d ,abb ,laur5t1 esp]diarem o seu eng5ho p>a nos afei>em em romances obsc5os a vida lic5ciosa de um ou de outro1 ou de muitos ,sac]dotes2 quanto mais nos affirm>em1 sob sua palavra honrada1 e vi/a de umas e/ati/icas que s elles possuem1 que o num]o d'e/es discolos inf9ito2 tanto mais1 sem o s5tirem1 sem o qu]]em1 engr&ecem a =a intr9zeca e div9a de uma in/ituio1 que1 desde o tempo dos ,ap/olos at ns1 a9da no cess\ de s] havida por mant5$ora da arca-santa da ,f e dos co/umes4 ,se ella fosse humana1 se ella fosse sobretudo r da millionesima p>te dos crimes e horrores1 que os seus adv]s>ios 7v>es probos e hone/issimos67 lhe assacam1 como hav]ia resi/ido a dezoito seculos8 a trez5tas revolues na politica1 e outras tantas nas ideias8 aos vaiv5s das seitas1 e das *amadas philosophias8 s m9as surdas d indiff]5tismo8 ao fanatismo sangu9>io de alguns de seus membros1 e p]fidia e des]o de tantos outros8 ,n]os e ,s>danaplos app>ec]am mais de uma vez na cadeira de ,s4 ,p$ro4 ,mos em vo sagradas cav>am masmorras e acc5d]am fogueiras2 segur>am os pulsos a povos1 p>a que tirannos os agrilhoassem2 afi>am os punhaes e z espadas p>a gu]ras fratricidas2 e a ,sci5cia1 filha d ,ceo como a luz1 em nome d ,ceo a p]seguiram4 ,e entretanto1 atravez d'esses arroios de sangue e lagrimas1 e d'esses montes de c9zas e ru9as1 o esquadro c&ido dos ,levitas cont9uava a sua p]egr9ao p>a o ,ceo1 ab5o&o1 e ab5oado2 p5it5ci&o se em segr$o pelos maleficios de que era innoc5te2 v]t5do lagrimas e *rysma sobre z f]idas de seus irmos2 seme&o na t]ra desconsolada o amor e z esp]anz4 ,ao not>em ignorancia e corrupo no ,cl]o1 os semi-philosophos imprevid5tes votam1 sem hesit>1 a sua abolio4 ,os sabios1 i/o os prud5tes e amigos da humanidade1 calculam caladam5te3 o que se torn>ia o rebanho1 privado de pa/ores6 os co/umes1 sem d\tr9a nem c5sura6 z p5as sem con=to6 z prosp]idades e sob]bas1 sem contrapezo6 os seis dias da t]ra1 sem um dia d ,ceo6 ,depois1 comp>am essa corrupo e essa ignorancia 7desgraadam5te muito c]tas7 com a corrupo e ignorancia a9da maiores de quasi todos os inimigos da ,egreja2 e1 conv5c5do-se de que o mal no sem cura1 propem1 em vez de ext]m9io1 que sempre o primeiro recurso dos b>b>os3 contra aquella ignorancia1 luz de sci5cia2 contra aquella dissoluo1 outra vez luz1 discipl9a1 e vigilancia4 ,no e/ o rem$io em fe*> a resid5cia p>o*ial1 depois de expulso d'ella o ,cura indigno1 deix&o muda e s escuras a casa da orao4 ,no e/ em despej> os paos episcopaes1 p>a morada e pagode de especuladores enriquecidos1 e z ca!draes p>a qu>teis1 !atros1 ou s]r>ias de madeira4 ,e/1 sim1 em precav] por ,leis sabias1 como sem cu/o z ha-de faz] o nosso ,p>lam5to agricola1 que os ,bispos e ,p>o*os sejam sempre o que o seu nome1 o seu c>act]1 a ,lei da sua in/ituio1 a utilidade1 a necessidade1 e a vontade d ,povo1 e a sua propria consci5cia1 lhes ord5a que sejam4 ,s] i/o exequivel8 sim1 sim2 e tanto1 e por to faceis meios1 que o que s admira e espanta no se a*> j de muito em execuo1 em praxe1 e em co/ume4 ,o primeiro ponto1 o primeiro passo1 a primeira condio impret]ivel p>a e/a re=mao to necess>ia e to urg5te1 qu] a consid]emos luz d ,co1 qu] dos int]esses temporaes1 a boa escolha dos ,bispos4 99 99 99 99 99 ,=am os ,bispos1 nos seculos doirados da ,egreja1 e nas t]ras onde ella mais floresceu1 eleitos1 cada um pelo proprio rebanho a que havia de presidir#d4 ,nada mais lib]al1 nada mais natural e ju/o1 nada mais conv5i5te1 que essa usana2 nada mais digno de se ressuscit> n'uma edade1 que blasona de lib]rima e philosophica4 ,a nomeao dos ,prelados pelo ,*efe d ,e/ado civil1 e s dep5d5te da sanco d ,pontifice1 sanco em que tantas contemplaes1 tantos motivos extranhos ao m]ito real1 podem influir1 1 mesmo p>a os ent5dim5tos mais myopes1 viciosa1 e mais que arriscadissima a desac]to4 e/a uma v]dade1 que 7a9da mal67 os factos teem repetidam5te confirmado4 ,que de vezes uma p>cialidade v5c$ora1 j p>a recomp5s>1 j p>a pr$ispr s]vios pr(anos e pr(anissimos1 no tem enviado das catacumbas facciosas p>a os ?ronos episcopaes1 ora lobos1 ora ape/ados e leprosos1 ora defuntos6 mos geladas p>a z boas obras6 coraes gelados p>a os bons desejos6 l+uas geladas p>a z palavras de amor6 ,o ,co nos def5da de cit> exemplos2 e p>a qu8 ha ahi quem os no conhea1 e os no deplore8 ,escolhido1 ou pelos ,ecclesia/icos d ,bispado1 e em escrut9io secretissimo1 aquelle d'entre seus membros1 que por virtudes1 luzes1 patriotismo e prud5cia1 notavelm5te se avantaja1 ou 7melhor e mais lib]alm5te a9da7 votado tambem em escrut9io secreto por todos os fieis da ,diocese1 assim de um como de outro sexo1 n'esse devemos presumir que e/ a idoneidade p>a o gr&e sac]docio1 p>a a relevantissima magi/ratura d ,episcopado4 ,o juizo d ,povo hav] sido o juizo de ,deus4 ,ao ,*efe temporal d ,e/ado1 lib]to assim de uma responsabilidade trem5da1 s re/a lev> com alegria a santa propo/a aos ps d ,?rono d ,vig>io de ,*ri/o1 p>a impetr> obra t]re/re a sanco suprema1 e no deslig> o int]esse da p>te1 d =moso e admiravel sy/ema da unidade ca?olica4 ,sagrados nas sdes de todas z egrejas ,prelados de to altos abonos1 logicam5te indisp5savel deix>-lhes z mos livres p>a o seu lavor1 que inf9ito e complicadissimo4 ,e qu&o no1 consid]emos1 com madureza1 o que um homem collocado no c5tro de muitos milh>es de hom5s1 p>a acudir a todas z necessidades espirituaes1 e a gr&e num]o das temporaes1 umas e outras imp]ativas1 e sempre recresc5tes4 ,a ,orao ,dom9ical cifra o seu espantoso enc>go4 ,os seus primeiros pr$ecessores1 os ,ap/olos1 viv]am e morr]am a cumpril-o4 ,*ri/o mesmo no curava s z almas1 se no tambem os corpos2 prgava z virtudes1 e ao mesmo tempo multiplicava o po e os peixes no des]to1 e o v9ho nas bodas4 ,o seu ,precursor na ,lei escrita1 ao mesmo passo que dava os m&am5tos d ,s9ai1 e extirpava a idolatria1 lib]tava o povo d captiveiro1 des5tranhava os ro*$os em fontes1 o co em man e em aves1 z nuv5s em luz1 debellava a pe/e1 e encam9hava os p]egr9os p>a a ,t]ra da promisso e da abundancia4 ,tudo i/o1 que fez ,moiss1 que fez ,jesus1 e em que os ,ap/olos o imit>am1 tudo i/o ha-de empreh5d]1 e ha-de conseguir at s raias d impossivel1 o ,prelado que fr digno da sua misso4 ,mas como ba/>iam dois unicos braos1 uma s l+ua1 p>a tanto in/ruir1 e p>a tanto obr>8 ,de n5huma sorte4 ,o amor1 mesmo no homem1 pode no t] limites2 mas teem-n-os z frz4 por isso1 que de cada ,s brot>am em de r$or d'ella quantidade de ,p>o*ias1 como da arvore boa se transplantam ramos p>a lhe cont9u>em e multiplic>em os frutos em muitas p>tes ao mesmo tempo4 ,a voz d gr&e ,pa/or1 repetida pelos seus coadjutores1 fez-se ouvir at da ovelha mais desg>rada1 no reconcavo dos valles1 ou no cume das s]ras2 e os b5eficios das suas mos1 transmittidos por mos fieis1 pod]am diffundir-se p>a todos os quatro v5tos d co at ao horizonte4 ,d'e/a simples consid]ao se d]iva inque/ionavelm5te1 que1 s5do os ,p>o*os nada m5os que delegados e repres5tantes dos ,bispos1 como os ,bispos o so de uma ,provid5cia pat]nal1 e necessit&o o ,*efe conhec] e reconhec]1 anim>1 e dirigir con/antem5te aos seus imm$iatos m&at>ios1 so elles tambem1 elles ss1 livres1 lib]rimos1 indep5d5tes1 os que os devem educ>1 prep>>1 eleg]1 cons]v>1 susp5d]1 ou excluir4 logo necess>io1 que o ,gov]no temporal seja por ,lei inhibido de prov] z freguezias2 direito ou co/ume esse1 ao qual pr9cipalm5te se deve imput> a odiosa ru9dade1 e incapacidade absoluta1 de tanto e tanto ,p>o*o1 que1 mais que os livros dos impios1 teem em toda a p>te concorrido p>a o descr$ito da ,religio4 ,o ,gov]no s deve1 qu&o muito1 sup]9t5d]1 como vigia supremo d ,e/ado1 no comportam5to dos ,curas de almas como cidados1 e no que o seu (ficio tiv] de puram5te secul>4 ,o de ,ces>1 a ,ces>2 o de ,deus1 a ,deus4 ,nada mais or?odoxo4 99 99 99 99 99 ,assim como ao obreiro1 p>a se lhe pod] tom> conta da obra1 se ho-de primeiro d> mat]iaes e in/rum5tos1 assim a cada ,bispo ho-de umas ,crtes de juiso conc$]1 no em vans promessas escritas1 mas effectivam5te1 com que organis> e mant] um ,sem9>io1 com me/res a todos os respeitos dignissimos2 de =a da ,diocese1 se n'ella os no ha2 de =a d ,re9o1 se os no ha no ,re9o4 ,p>a aqui1 mos l>gas6 mos rtas6 mos prodigas1 se licito dizel-o6 que a mis nescia de todas z economias a que nega adubo1 sem5tes1 e rega1 ao solo de que pret5de fruto4 ,oh6 de que desp]dicios no tem j sido causa a no ent5dida palavra economia6 ,sob os olhos d ,bispo1 m$r>o alm de toda a esp]ana e/es viveiros de ,p>o*os1 educados na !oria e pratica da ,sci5cia ,div9a por me/res1 que s]o ao mesmo tempo seus exempl>es4 ,elles ahi apr5d]o1 com z sci5cias moraes e my/icas1 o que hoje s]ia imprud5cia1 tem]idade1 e infamia1 qu]] d'ellas ap>t>3 apr5d]o z sci5cias1 que r5ovam e reg5]am a t]ra1 e que1 mat&o a p]guia e a p5uria1 aplanam1 atravz de uma bemav5turana passageira1 o cam9ho p>a outra1 que no f9da2 a hygi5e2 os rudim5tos da m$ic9a dome/ica1 e da vet]9>ia2 a agricultura e a physica2 z noes g]aes da jurisprud5cia d ,e/ado1 e os dev]es politicos2 um p\co da economa publica1 muito da caseira2 os me?odos mais faceis de ens9o p>a z mat]ias mais necess>ias2 em summa3 habilit>-se-ho p>a pod]em e qu]]em s]1 em tudo1 o oppo/o a muitos dos deploraveis ,p>o*os dos nossos dias4 ,entre os ,cl]igos1 alumnos de um mesmo ,sem9>io1 in/ruidos nas mesmas mat]ias1 e pelos mesmos pr(essores1 ha-de hav] diff]5z de g5ios1 de go/os1 de tal5tos1 de virtudes4 ,cada individuo tem a sua organisao2 cada educao de infancia affeia p>a o futuro um div]so homem4 ,diff]5z1 como z que se notam nos individuos1 exi/em no m5os entre z povoaes4 ,o ,bispo1 que1 durante o longo curso de e/udos1 hav] podido reconhec] e v]ific> a aptido especial de cada um dos seus alumnos1 sab] depois di/ribuil-os segundo o c>act] e necessidades das ,p>o*ias3 p>a a mais in]te e atrazada1 o mais progressivo e empreh5d$or2 p>a a mais lic5ciosa1 o mais mode/o2 p>a a mais indig5te1 o mais c>itativo2 p>a a mais asp]a1 o mais s(fr$or2 o mais conciliador p>a a mais desav9da2 o m5os ru/ico e o mais in/ruido p>a a mais cortesan4 99 99 99 99 99 ,imag9ae 7se t5des imag9ao que abranja o inf9ito7 imag9ae o que viro a s]1 em alguns annos1 z freguezias1 morm5te z ruraes1 presididas por taes v>es4 ,a ,f se reanim>1 m5os pela eloqu5cia das homilz1 que pelos milagres da c>idade4 ,pelos pr$ios sorrir a abundancia1 pelas vidas a h>monia4 ,ap]t>-se-ho os laos entre os membros de cada familia1 os dos vis9hos com os vis9hos1 os dos cidados com os seus concidados4 ,a semana desliz>1 como um ramal de horas de prata1 nas fe/as da lavoira e da indu/ria2 o dom+o nas fe/as d ,s5hor1 e nos folgu$os innoc5tes1 que a ,religio p]mitte e ama1 e nos quaes se prep>a o ca/o amor que reproduz z familias1 e se podem ex]cit> a graa e dextreza corporal1 que realam a obra-prima d ,creador4 ,vde como sombra fresca da p>reira d presbyt]io1 no v]o1 e no inv]no ao lume da sua cos9ha t]rea1 veem cont5tes z creanz apr5d]1 ora z letras1 z contas1 e a escrita1 ora o ca!cismo1 ora os dev]es sociaes em hi/orias s+elas e amoraveis6 ,ouvi como dos mesmos labios1 que di/ribuem o biscato da alma a aquelles pass>9hos implumes1 sai o conselho de paz1 que solda1 melhorada1 a amisade entre os desav9dos1 o consolo p>a o corao viuvo1 a correco b5evola1 mais efficaz que a sev]idade1 a esp]ana precursora da ,provid5cia e aurora da esmola1 aqui uma consulta sobre o praso e melhor modo de uma plantao1 de um crte de madeiras1 ou d encam9h> z aguas de uma rega1 ali uma supplica de filho1 cujo pae cahiu com uma dor ou accid5te rep5t9o1 e que no sabe como lhe acuda em quanto o m$ico no *ega6 ,todas z l+uas fala o ,p>o*o1 excepto a da mal$ic5cia4 ,p>a os males que no admittem rem$io1 a9da elle sabe e applica um balsamo3 a con=midade4 ,o presbyt]io a crte d log>1 com s] a mais pobre casa de todo elle4 ,todos l vo1 tribut> respeito ou p$ir graz4 ,os gr&es saem d'ali maiores porque apr5d]am a humildade2 os ricos1 mais ricos porque apr5d]am a d>2 os infelizes1 s]5ados porque viram um ,anjo4 ,gov]nantes1 e/e homem no f> eleies1 mas f> subditos fieis1 cidados pacificos e laboriosos4 ,no m5tir em favor vosso1 mas tambem contra vs no m5tir4 ,se jamais no ,sacrificio da ,ara se implor\ com f]vor paz e concordia1 d'aquella bocca se ho-de elev> quotidianam5te taes oraes1 como p]fume de inc5so sem mi/ura4 ,esquecei esse mon>*a de espiritos no meio d seu povo2 elle vos s]ve com mais zelo d que vs mesmos vos s]vis4 ,em torno d'elle int]c$e-se cada noite pela vida de bons e maus4 ,em quanto elle respir>1 sabei que ha no ,re9o um recanto1 em que a indig5cia mesma no amaldia4 ,os filhos se ufan>o de hav] sido por elle baptisados2 os esposos1 de lhe t]em recebido a b5o2 os moribundos1 de lhe exhal>em no seio a alma1 por elle j des5leada de esp9hos1 e j de antemo coroada das auc5as d ,ceo4 ,e/es s]o necess>iam5te os ,p>o*os proc$5tes das escolas d'aquelles ,bispos4 ,uma ,lei de hom5s1 mas de hom5s sos e sizudos1 hav] creado uma semelhana de p>aizo4#e 99 99 99 99 99 ,falmos d sac]docio de ,deus2 falemos d da ,natureza2 falemos das ,mulh]es4 ,um ph5om5o moral dos mais inexplicaveis1 a dep5d5cia1 a sujeio1 a especie de tutella ignom9iosa da mulh] em todos os paizes1 em todas z edades1 em todos os graus da civilisao4 ,nascido d'ella1 creado por ella e p>a ella1 ref]9do a ella quasi todos os seus trabalhos1 p5sam5tos1 e ambies1 proclam&o-a sob]ana1 acat&o-a quasi como uma semi-div9dade t]re/re1 o homem no cou a9da de tratal-a de facto como s]va4 ,o seu nome triumpha na lyra dos poetas2 z suas graz1 na tela dos p9tores e no m>more dos e/atu>ios2 o seu cr$ito1 na lana dos antigos palad9s1 na pi/ola e espada dos mod]nos duelli/as2 a sua app>io na soci$ade recebida com murmurio fe/ivo e lisonjeiro1 como a da aurora na espessura a que ella traz vida4 ,se despr5de a voz1 a razo p>ece mais bella pass&o pela sua bocca2 a virtude p]de o seu az$ume2 um feitio indef9ivel lhe c>eia todos os animos2 o tumulto se apaziga2 os vicios grosseiros escondem o ro/o e emmudecem at a deix>em pass>4 ,o ra/o de aromas1 que os seus cabellos e os seus ve/idos deixam apoz si1 no egualam ao vago e voluptuoso affecto1 que o mais leve dos seus movim5tos co\ at ao fundo dos coraes4 ,respeita-se-lhe o juiso2 ama-se-lhe o espirito1 a mode/ia1 a dec5cia1 os in/9ctos bons1 nobres e g5]osos1 a timidez que no exclue a h]oicidade4 ,colhem-se-lhe z palavras b5evolas1 como diamantes que se en!soiram e def5dem com ciume2 fazem-se os maiores sacrificios p>a lh'z m]ec]4 ,o mais sob]bo s5te-se ufano no dia em que obtem a sua mo2 o mais av>o d>ia metade dos !soiros pelo seu primeiro suspiro1 e os !soiros todos pelo seu primeiro beijo2 o mais sabio a consulta1 como a melhor e m5os fallivel poro de si mesmo4 ,n'uma palavra3 o mais grave dos nossos int]esses1 a primeira educao moral dos nossos filhos1 a quem commettida8 dir-se-hia que a nossa alma1 a9da t5ra1 se nutre no seio da sua1 como entre os seus braos bebemos no leite de seus peitos o seu amor4 ,e todavia444 ,abri os codigos de todo o mundo1 e p]guntae-lhes o que e/e ente1 complexo de tantas m>avilhas1 creado p>a companhia d homem1 mas depois d homem1 como elle o fra depois dos brutos1 e os brutos depois dos entes ins5sitivos4 ,todos os codigos vos respond]o3 uma escrava4 ,e alguns3 uma victima4 ,os trabalhos cont9uos1 obscuros1 e +lorios1 so a sua vida2 e a sua morada um c>c]e4 ,aqui1 a excluem dos recreios mais hone/os2 alm1 a punem com o ridiculo1 se deixa respir> o seu tal5to2 uma dec5cia conv5cional e tirannica lhe impe sil5cio quasi cont9uo4 ,a aco1 o passo1 o dito mais indiff]5tes1 lhe so int]pretados4 ,z ,univ]sidades lhe e/o fe*adas2 defezas z magi/raturas e os tribunaes2 inaccessiveis o fro e a tribuna4 ,s da c>idade1 dos hospitaes1 das escolas de infancia1 e d clau/ro da orao1 a no pod]am excluir4 ,que dizemos6 no s a ,asia z v5de1 como se v5dem z flores p>a os regalos dos opul5tos1 e a ,+lat]ra z deixa v5d] nos seus m]cados como animaes de c>ga1 se no que a propria ,frana1 a patria da cortesia e d mel9dre1 a t]ra em que ellas mais imp]am sobre z artes1 o go/o1 e a sociabilidade1 a ,frana mesma1 lhes impe nas suas ,leis ob$i5cia e respeito s vontades de um m>ido4 ,da sujeio filial1 a unica reconhecida pela ,natureza1 l passam p>a o captiveiro conjugal4 ,o anel de um noivado o primeiro de um grilho muitas vezes ins(frivel1 e que n5humas =z lhes pod]o quebr>4 ,o nome d seu s5hor lhes p>a logo impo/o em vez d pat]no2 a m>ca1 o f]rete d dom9io2 m>ca indelevel1 que sobreviv] ao possuidor1 e que s um possuidor novo encobrir1 sub/itu9do a esse nome o seu nome1 e tirannia ext9cta uma segunda tirannia#f4 ,a9da c]cemos o des5ho2 a9da enfraquecemos z cres d quadro2 mas no hav] corao g5]oso1 que ao enc>al-o no e/remea4 99 99 99 99 99 ,o ,homem ,deus r$imiu z naes d pr$om9io romano1 d fatalismo1 e das paixes div9isadas2 sublim\1 sobre tudo1 os pobres e os p]seguidos a grau de humanos1 e de mais que humanos4 ,a philosophia mod]na re/ituiu a lib]dade natural ao p5sam5to4 ,a politica1 sua filha1 desat\ o jugo de f]ro da c]viz dos povos1 e o atir\ feito p$aos p>a o abysmo d passado4 ,a philan?ropia1 ou talvez a especulao1 aboliu a escrav>ia das povoaes negras4 infancia mesma vai *eg&o o que possivel de emancipao2 asylos e escolas a convidam a in/ruir-se2 e ao aoite1 que d'antes lhe desfolhava os brios em flor1 succ$]am a affabilidade e os c>9hos1 to necess>ios aos pequ59os como o po4 ,que dizemos8 at p>a os irracionaes pululam na ,europa soci$ades protectoras4 ,e a ,mulh]86 ,a ,mulh]1 nossa me1 nossa esposa1 nossa filha1 nossa irman1 a ,mulh]1 nossa ama1 nossa educadora1 nossa ecnoma1 nossa enf]meira1 a ,mulh] que nos civilisa1 que nos adoa1 nos encam9ha1 nos aconselha1 nos acompanha e consola nos trabalhos1 nos reala e requ9ta z alegrias1 a ,mulh]1 que no vive1 que no qu]1 que no pode viv] s5o p>a ns1 que nos s(fre e nos p]doa de cont9uo1 a ,mulh] que toda amor1 e a mais brilhante revelao d ,co1 a ,mulh]444444 a9da escrava6 escrava em pl5a ,europa6 em pl5o ,*ri/ianismo6 quasi como na ,africa e na ,asia sob os influxos d ,koro6 escrava como na ,india1 como na ,*9a1 como na ,t>tria1 como na ,turquia1 como na ,russia1 como entre os selvag5s errantes1 como entre os ,romanos b>b>os1 escrava1 como sempre e em toda a p>te6 99 99 99 99 99 ,j que ellas se no queixam 7pobres victimas s feitas p>a s(fr]67 ousemos ns def5d] os seus int]esses apes9hados2 e no contra os nossos1 se no a9da em nosso b5eficio4 ,p>lam5to das nossas esp]anz1 congresso de lavradores1 atrevei-vos a uma ,lei1 que vos doire na ,hi/oria1 e vos immortalise4 ,decretae1 depois de seis mil annos1 ,a ,,al=ria ,,da ,,mulh]4 ,no so a milicia1 z magi/raturas1 os gov]nos das prov9cias1 que p>a ellas vos p$imos2 no so z cadeiras de legisladores1 nem z d magi/]io2 n'uma palavra3 no so n5huns dos c>gos1 que a prepot5cia lhes disput>ia1 e de que a ,natureza z torn\ is5tas 7no por fracas1 no por inf]iores em espirito1 mas porque =am fadadas p>a mes74 ,dae-lhes porm o que sem injuria no pod]ieis recus>-lhes3 reconhecei-lhes1 como a seus esposos1 como a seus paes1 como a seus filhos1 o direito de suffragio4 ,de que pod]ieis vs arrece>-vos franque&o-lhes o cam9ho urna8 ,no teem ellas tanto int]esse como ns1 em que ,leis sabias rejam1 e hom5s sabios adm9i/rem8 ,no zel>o ellas o bem da t]ra em que vivem seus consortes e a sua prole8 ,no so ellas dotadas p>a avali> os m]itos1 p>a e/rem>em a v]dade e a impo/ura1 de uma m>avilhosa sagacidade1 occulta arma def5siva com que a ,natureza z premuniu contra z (f5sivas d nosso sexo8 ,no vivem mais longe d tumulto da praa1 que a ns outros tanta vez nos desvaira1 lan&o-nos em turbilhes1 j de odios1 j de amores ins5satos e contradictorios8 ,no teem innatam5te1 alm d in/9cto da h>monia1 o espirito da ju/ia8 ,no foi j por isso1 que nas antigas allianz entre ,c>?ag9ezes e ,gallos se e/abeleceu1 que1 onde de p>te a p>te recrescessem rases de queixa1 fossem arbitros1 por ,c>?ago os seus magi/rados1 pelas ,gallias z suas mulh]es8 ,mas--vos segr$>o alguns com maligno sorriso--conhecem ellas o gr&e jogo da ,politica8 fazem ideia d que seja a ordem publica8 com quem o apr5deu a sua roca p>a lh'o ens9>8 ,no1 hom5s honrados1 ellas no sabem a ,politica2 e eis ahi uma das gr&es vantag5s que nos levam p>a eleitoras2 mas a ordem publica1 se a no sabem1 adiv9hal-a-ho1 que p>a isso1 entre seus filhos e dome/icos1 so ra9has de pequ5os re9os4 ,essa roca1 alvo d epigramma +rato e insol5te1 o seu sceptro2 e pode s] que ac]ca da felicidade commum da aldeia1 da freguesia1 e da prov9cia1 lhes haja ella dito muito mais1 nas caladas dos s]es de inv]no1 que maior p>te dos nossos eleitores cortesos a lampada p>isi5se entre os b>alhos de c>tas e os montes de oiro4 ,mas conc$amos-lhes que nossas esposas1 nossas mes1 e nossas filhas1 nunca jamais at agora p5s>am sobre os negocios d ,e/ado1 como vos elles dizem4 ,por isso mesmo1 por isso mesmo1 lhes deveis re/ituir mais depressa o seu usurpado e imprescriptivel direito de votao2 porque essa indiff]5a1 se n'ellas exi/e1 mais uma calamidade1 pois so z educadoras da g]ao que nos ha-de succ$]4 ,conc$amos a9da mais3 que o precioso affecto da ,lib]dade n'ellas quasi nullo4 ,de quem a culpa8 ,d'ellas66 ,no2 mas de ns outros1 que a pod] de escravido lh'o adorm5tmos4 ,re/itui s ,mulh]es o seu qu9ho legitimo de ,lib]dade1 e v]eis como ella se consolida sobre fundam5tos de amor mais que duplicados4 ,que mis]rima contradico e/a3 que onde p>a a h]ana da ,cora a ,lei salica no gov]na1 onde ,mulh] se reconhece aptido p>a o c>go supremo d ,e/ado1 se lh'a d5egue p>a vot> como cidadan em m&at>ios dos communs int]esses6 ,de uma coisa podeis vs e/> c]tos1 ,deputados2 e 3 que z eleies em que ellas entrassem1 por m5os ac]tadas que a sua inexp]i5cia z produzisse1 no d>iam 7porque era impossivel7 mais v]gonhosos resultados1 que todas quantas sua revelia havemos feito1 e que1 p>a v]gonha nossa1 l ficam regi/adas na ,hi/oria4 99 99 99 99 99 ,oh6 ,se o humilde ,portugal e/ava a9da gu>dado p>a d> d fundo d seu abysmo to altas lies1 to espl5didos exemplos ,europa e ao ,mundo6 ,uma ,repres5tao nacional g5u9a e insophismada6 um ,cl]o sabio1 virtuoso1 pat]nal6 a ,mulh] inve/ida na pl5itude dos seus de/9os sociaes64444 ,no dia em que a ,patria c+isse por suas mos tres corz to magnificas1 morriamos felizes4 ,t]iamos vivido uma et]nidade de bemav5turana4 ,dezembro de #ahdh4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #d ,nullus invitis d&us e/ ,episcopus2 ille omnibus prf]5dus1 quem cl]i ac plebis cons5sus concordit] eleg]it4--,s4 ,gregor4--,epi/4 ad ,na/as4 #e ,os nossos respeitos s d\tr9as canonicas conhecido e provado4 ,a innovao que propmos e que dev] t] iniciativa no ,p>lam5to1 p>a se torn> effectiva necessita da c5sura e regul> approvao da ,egreja4 ,,ca/ilho4 #f ,com e/as reflexes no pret5demos desapprov> a subord9ao das mulh]es a seus m>idos nos t]mos em que a prescrevem os nossos livros sagrados4 ,s no qu]emos que e/a dep5d5cia se conv]ta em escravido1 que a legitima autoridade m>ital deg5]e em tirannia4 ,eva1 diz um ,padre da ,egreja comm5t&o o ,g5esis1 no foi =mada da cabea de ,ado1 p>a que no tivesse a presumpo de o qu]] dom9>2 nem to p\co foi =mada dos ps d homem1 p>a que por elle no fosse consid]ada como s]va2 foi-o de uma co/ella1 a fim de que se ent5desse que era de/9ada a s] sua companheira4 ,,ca/ilho4 ,,vii ,primeiro s]o d casal ,propri$ade t]ritorial ,,summ>io ,vantag5s d escrev]4--,vantag5s d l]4--,o autor no pode por ora diz] o que trat> n'e/es seus s]es d'aqui avante1 mas t5ciona il-os empreg&o na sua ideia qu]ida da felicitao da ,patria pela ,agricultura2 p>a o que1 vai prosegu9do nas suas utopias4--,a propri$ade t]ritorial no um direito natural1 mas um dos direitos da soci$ade p]man5te4--,no direito de possuir t]ra no se contem o pod] deix> de cultival-a4--,apontam5tos p>a uma ,lei importantissima a e/e respeito4--,a !oria pode-se e/5d] dos pr$ios ru/icos aos urbanos4 ,que bella coisa1 meus amigos camponezes1 no o escrev] e o l]6 ,uma folha de papel1 que a pr9cipio no foi mais que umas h]v9has v]des1 depois umas febras seccas e p>das1 nos dias da sua maior gloria talvez uma camisa1 e a f9al um trapo despresado e esquecido2 uma folha de papel pde s] uma origem de delicias e v5turas4 ,por meio d'ella1 um homem desconhecido1 e fe*ado no seu cant9ho1 logo que ,deus lhe lana na alma um reflexo passageiro da ,v]dade e d ,summo ,bem1 pr5de esse raio de luz cele/e1 lib]alisa-o p>a toda a p>te1 solidifica-o1 bem como de um gaz1 que se no v nem palpa1 se faz no fundo das m9as um diamante2 lana-o assim p>a o !soiro commum dos conhecim5tos humanos2 e1 qu&o n+uem mais lh'o diz1 diz-lhe baix9ho a sua consci5cia3 ,oh6 ,bem hajas1 que d/e a esmola da alma alma6 ,bem hajas1 que z horas que podras ga/> no ocio1 ou em gosos futeis1 em dissip> ou em adquirir hav]es1 ou em me env55> a mim1 que s\ a tua boa consci5cia1 emprega/e-z em proveito dos teus semelhantes6 ,bem hajas6 e bem hav]s por c]to6 ,os teus ex=os no s]o p]didos1 nem p>a o ,co nem p>a a t]ra4 ,l em cima1 o ,lib]alisador de toda a v]dade te coro>2 e j1 c no mundo1 uma especie de immortalidade e de omnipres5a s] a tua p>tilha4 ,sobreviv]-te-has em p>te a ti mesmo4 ,o teu nome e os teus p5sam5tos e/>o ao mesmo tempo em muitos log>es1 graz a e/a folha de papel2 e os annos1 que ho-de de/ruir o teu corpo1 deix>o a tua honrada memoria a cresc] p>a os seculos4 ,mas1 se tal a boa sorte d escritor de v]as2 se os seus deleites lhe descontam o trabalho e p5as que o acompanham2 se da sua mis]ia elle se consola com a lisonjeira c]teza de a=tun> aos outros2 se no sil5cio d seu alb]gue desgu>necido ouve j a sua futura fama1 e na sua enx]ga de palha riem sonhos1 que nunca visit>am os colxes de plumas de sob]bes inuteis2 a mesma folha de papel1 que1 a baixo de ,deus e d e/udo1 o torn\ v5turoso1 multiplicada pela ,impr5sa vai faz] por elle muitos outros v5turosos4 99 99 99 99 99 ,a leitura1 meus amigos6 ,sabeis vs bem o que a leitura86 de todas z artes a que m5os cu/a1 e a que mais r5de4 ,ha livros1 que1 semelhantes a b>qu9has milagrosas1 incorruptiveis e innaufragaveis1 nos levam1 pelo ,oceano das edades1 a descobrir1 visit>1 e conhec] todo o ,mundo que l vai4444 ,os povos antigos revivem p>a ns com todos os seus usos1 co/umes1 trajos1 feies1 cr5z1 ideias1 vicios1 virtudes1 int]esses1 e relaes4 ,a ,hi/oria a me/ra da vida1 e z suas lies ampliao e complem5to ao nosso juizo natural4 ,no que foi1 apr5demos o que deve s]4 ,dizem que m5te s vezes6 tambem na sera ha joio1 e nem por isso deixais vs de ceif> com alegria4 ,mas1 apes> das suas m5tiras1 fica a9da s5do a ,hi/oria uma das mais v]dadeiras coisas d mundo4 ,os contemporaneos de cada um dos hom5s notaveis1 h]oes ou mon/ros1 dos tempos antigos1 talvez os no vissem to ao natural como ns c de longe4 ,porqu8 por isso mesmo que eram vivos2 c]cavam-n-os um e/rondo confuso1 e vozes contradictorias1 que p>a ns emmudec]am4 ,o amor e o odio1 o t]ror e o en?usiasmo1 t+iam nas suas cores os feitos e os ditos3 o espectador1 muito de p]to1 e di/rahido com os seus proprios negocios1 no podia abrang] a totalidade de uma sc5a s vezes imm5sa e complicada4 ,no nem ao-p em demasia1 nem em demasia longe1 que os objectos se julgam com exaco4 99 99 99 99 99 ,mas no s a ,hi/oria1 meus amigos1 que nos encanta in/ru9do-nos4 ,desde a ,ma!matica1 que pza e m$e os a/ros1 at ao (ficio mais humilde1 no ha sci5cia1 arte1 nem mi/r1 que os livros nos no ens9em divirt9do-nos4 ,vs1 se ldes ao s]o1 cultivais melhor e mais lucrativam5te no dia segu9te2 sabeis cons]v> melhor os vossos frutos adm9i/r> com mais int]esse os vossos hav]es4 ,outro tanto acontece aos vossos vis9hos1 f]reiro1 c>p9teiro1 surrador1 t9tureiro1 tecelo1 etc4 ,a povoao onde se sabe l]1 e se l1 floresce mais1 mais pacifica e morig]ada1 mais unida e rica1 mais pod]osa1 mais cont5te1 mais amavel1 e mais amada4 ,porque haveis de sab]1 meus amigos1 que tudo quanto os hom5s teem descob]to e inv5tado p>a augm5t> z suas =z1 os seus cab$aes1 a sua saude1 z suas virtudes1 z suas relaes de amor1 e o num]o das horas suaves e alegres1 tudo1 de muitos seculos p>a c1 se tem ido gu>d&o nos livros4 um patrimonio de sci5cia e bondade1 que vai sempre a cresc] de paes a filhos1 onde cada um pode tom> s mos *eias o que lhe convm1 e p>a onde a cada um licito1 e at mesmo dev] muito agradavel1 lev> o p\co ou muito que o seu juizo lhe subm9i/ra4 um comm]cio mutuo de todos os tempos e de todas z almas1 d qual n+uem sai lesado1 e no qual mesmo d&o se recebe4 ,quanto a mim1 meus bons vis9hos1 e/\ muito satisfeito com a m9ha t>efa litt]>ia4 ,outros1 mais capazes de vos in/ruir na ,agricultura1 teem a bondade de tom> a si esse enc>go1 p>a o qual eu mesmo vos confessei j que me no s9to habilitado4 m9ha conta e/ procur> des5fad>-vos algum s]o d dom+o4 ,que qu]eis8 quem nasceu p>a p\co444 ,um poeta como um d'e/es pass>9hos1 que ,deus cre\ p>a recreao d lavrador na =a dos seus trabalhos4 99 99 99 99 99 ,se eu ao m5os podesse diz]-vos desde j o em que havemos de entret]-nos4444 mas adiv9hae-o l6 ,o pass>9ho1 um m9uto antes de abrir o bico1 sabe por v5tura o que vai gorge>8 a v]dura1 a virao1 o sol ou a e/rella d mom5to1 que o inspira2 a sua hypocr5e muitas vezes a ultima gotta de orvalho1 que bebeu no calix de uma flor por onde pass\4 ,mas1 assim como nos cant>es d plumoso poeta dos bosques ha sempre o que qu] que seja de bom e affectuoso conselho1 de revelao d ,co1 com o qual elle p>ece trat> mais de p]to d que ns2 assim o meu espirito1 que mora todo c d5tro no corao1 e por elle vale alguma coisa1 s pratic> comvosco1 segundo esp]o em ,deus1 em algum dos seus sonhos de felicitao p>a o g5]o humano4 ,porque haveis de not>1 boa g5te1 que1 se o que e/ feito muito1 muito mais a9da o que e/ p>a faz]4 ,cada g]ao adianta um passo2 os netos sabem mais que os avs2 cada anno floreja ideias1 que os segu9tes conv]tem em frutos1 e outros1 alm1 amadurecem e colhem4 ,nos ares &am sempre ideias de todas z edades 7sem fal> nas que vo cah9do mortas72 umas decrpitas2 outras recemnascidas1 que a9da se no atrevem a vo>2 outras adultas e robu/as2 e n5huma das que se *egam a trans=m> em obras1 deix\ de s] na origem muito extranhada1 e muito havida por impossivel ou p]igosa1 e de padec] p]seguio da p>te de nescios e ru9s4 ,ora eu1 que 7,deus l\vado7 de ru9s me no temo1 e a escut> nescios me no det5ho1 p>ece-me que no pod]ia1 por em quanto1 empreg> melhor a m9ha folha de papel1 e o vosso s]o no casal1 d que em vos relat> os meus sonhos ou devaneios solit>ios sobre a salvao da ,patria pela ,agricultura2 axioma e/e j hoje compreh5dido por todos os que a ,natureza no condemn\ a viv] e morr] sem compreh5d]em nunca nada4 ,e como possivel que d'entre vs outros algum1 ou muitos1 vo um dia deputados quelle bemdito ,p>lam5to de lavradores1 de que eu ha dois mezes vos falava1 cons5tir-me-heis que1 ao lume da vossa l>eira1 exponha aos vossos juizos1 naturaes e no p]v]tidos1 mais alguns alvitres p>a ento4 ,quem nos pode prohibir gov]n>mos o mundo em scco o nosso p\co*9ho8 ,no s toda a g5te o faz1 e quasi que se no faz outra coisa1 se no que a maior e talvez melhor p>te das ,leis1 primeiro que fosse promulgada por legisladores1 t9ha sido inv5tada por homemz9hos obscuros como ns1 e d'elles passada consci5cia g]al4 99 99 99 99 99 ,se alguns *am>em politica e ru9dade a e/e uso que ns fiz]mos d p\co ou muito ent5dim5to1 que ,deus nos deu p>a am>mos os nossos semelhantes1 no vos haveis de aga/>1 nem eu torn>-lhes respo/a2 que1 por mais que !soirem1 no nos descozem o saio1--como l diziam os nossos velhos4 ,vdes vs8 aco/um>am-se quillo de v] em tudo politica1 e de *am>em politica a tudo2 e depois1 teem um m$o1 que se f9am1 at das v]dades velhas1 quanto mais das novas6 ,l se ent5dem2 e assim bom1 p>a se no irem d'e/e mundo totalm5te des5t5didos4 ,no1 meus amigos1 politica1 no s5tido e/reito que elles do a e/a palavra1 politica d soalheiro e d mex]ico1 de acr$it> a ,p$ro e desacr$it> a ,paulo1 de velhac> ,leis e receit> v55os1 d'essa no fazemos ns1 que nos regala &> com o nosso ro/o descob]to1 e dormir z nossas noites de um somno e com z portas e janellas ab]tas em no faz5do frio4 ,agora3 se s que/es de philosophia social1 que elles nunca l]am1 ou1 se l]am1 no ent5d]am1 ou que1 se z ent5d]am1 lhes no cahiram a elles em graa2 se ao exame dos fundam5tos da felicidade publica1 sem ref]5cia a tempos nem a pessoas1 *amam politica1 essa temol-a feito1 e 7por mais que lhes pse7 havemos de fazel-a sempre1 que no somos n5huns ,esas da ,lib]dade1 que v5dessemos o nosso morgado1 como por si dizia outro poeta *amado ,lam>t9e1 respond5do a um satyrico damnado da sua t]ra4 99 99 99 99 99 ,mas4444 p>a nos no p>ec]mos com aquelle p>vo d conto1 que sabeis1 que em log> de adiant> cam9ho1 p>a *eg> feira a horas e negoci>1 se deteve todo o dia com o c>apuo na mo diante de um pilriteiro1 p$9do sombra mov$ia lic5a p>a pass>1 eis aqui j1 meus futuros ,legisladores1 um objecto1 que asss me p>ece digno da vossa consid]ao4 ,a propri$ade sobre o t]r5o1 cl>o e/ no s] um direito natural2 mas nem por isso podemos diz] que no seja direito1 e muito respeitavel4 ,sem elle no exi/iria ,agricultura4 ,sem ,agricultura1 no exi/iria soci$ade fixa e civilisada4 ,com a soci$ade nasceu pois1 assim como outros muitos direitos2 confirm\-se com a posse2 id5tific\-se com z ideias e consci5cias1 como com os int]esses1 e fic\ s5do1 por que assim o digamos1 um direito natural relativo1 e secund>io4 ,a philosophia1 tanto como z ,leis e a =a1 o deve proteg]4 ,no quanto a elle que vos lembro re=maes1 mas s quanto ao modo de regul> o seu uso4 99 99 99 99 99 ,adquiri eu uma t]ra por qualqu] titulo legal2 m9ha1 no ha duvida4 ,posso arr5dal-a1 posso doal-a1 v5del-a1 empre/al-a1 edific> n'ella1 cultival-a a meu sabor1 etc4 corr5te4 ,mas posso eu por v5tura1 por s] m9ha1 deixal-a e/> improductiva8 ,o s5so commum1 quanto a mim1 responde in/antaneam5te que no4 ,e porqu8 ,porque hav]ia n'isso leso de t]ceiro1 que a soci$ade1 p>a cujo b5eficio extra-natureza1 se no contra a natureza primitiva1 se in/ituira e santificra e/e direito4 ,o av>5to pod] a9da t] z suas preciosidades em in]cia1 e portanto p]didas2 porque em realidade o oiro e a prata1 po/o que fecundantes1 no so natural e ess5cialm5te productivos4 ,mas o torro1 que ,deus fez p>a nos traz]1 nos alb]g>1 e nos alim5t>6 o torro1 que por si rev]dece todas z primav]as1 que z nuv5s e o sol &am reg&o e aquec5do todo o anno6 o torro que p>te d solo patrio6 o torro fic> d&o ortigas e silvas1 por indol5cia de um homem e/upido1 qu&o roda d'elle muitos braos c>ecem de trabalho1 e muitas boccas p$em po sem o obt]66 ,eis ahi o que1 por mais velha que seja a posse1 nunca jamais pod] *eg> a s] bom direito4 ,folgra de explan> comvosco e/e ponto1 que to facil e abundante em consid]aes1 quo mom5toso p>a a felicidade commum2 mas lev>-nos hia longe4 ,s]ia pois a ,lei1 que eu propozesse1 sub/ancialm5te i/o3 --,o propriet>io que pass> um anno sem cultiv> algum dos seus t]r5os1 pag> de multa tres vezes o valor d fruto que esse t]r5o1 bem tratado1 h\v]a podido produzir4 --,o que o deix> dois annos de poisio p]del-o-ha1 p>a s] dividido pelos pobres9hos da freguesia1 ou d concelho1 que no tiv]em t]ra4 ,meus amigos1 se alguem l por =a nos impugn> o alvitre1 que bom e santo1 e que1 adoptado1 augm5t>ia de rep5te o trabalho1 a riqueza dos p>ticul>es1 e os recursos nacionaes2 se alguem1 digo1 nol-o vi] assovi> porta e injuri>-nos s&iam5te1 pl-o-hemos to cl>o1 que at esses o ent5dam2 e a9da o accresc5t>emos com algumas indicaes sobre pr$ios urbanos1 que so tambem um dos usos1 e podem s] um dos abusos1 da t]ra4 ,janeiro de #ahdi ,,viii ,segundo s]o d casal ,frat]nisao da cidade e campo ,,summ>io ,uma boa ,lei sonhada4--,os propriet>ios ruraes1 resid5tes na ,cidade1 so obrigados a viv] algum tempo nas suas faz5das4--,delicias novas que essa obrigao lhes proporciona4--,nos campos ha um vislumbre de egualdade4--,b5s que a e/ada dos s5hores no campo tr> por elles aos camponezes1 e pelos camponezes a elles4--,o autor sabe1 por exp]i5cia1 o como nos campos a ,natureza mesma nos melhora e suavisa4--,os camponezes so m5os ru9s e infelizes que os cidados2 e mais felizes e melhores se ho-de torn>1 qu&o a ,lei pass> de sonho a realidade4--,apontam-se alguns dos muitos melhoram5tos1 mat]iaes4--agricolas1 economicos1 arti/icos1 etc41 que ho-de com o tempo brot> d'e/a ,lei4 ,sonhei eu1 meus bons amigos1 que se t9ha a ,provid5cia a*ado n'e/es nossos tempos em m> de muita poesia3 que j exi/ia de v]as um ,p>lam5to de lavradores1 e que z ,leis1 e com ellas os co/umes1 t9ham *egado a f9al a gr&e conc]to e =mosura4 ,uma d'e/as ,leis bemditas vos qu]o eu cont>2 porque se algum dia 7que pode s]7 z nossas semeadas ,soci$ades de ,agricultura peg>em1 e1 por dilig5cias d'ellas1 tal ,p>lam5to *eg> a app>ec]1 l consid]>eis1 com o vosso vag>1 se d sonho se no dev]ia faz] realidade4 ,o que lhe deu pga foi aquella nossa pratica d s]o ultimo1 sobre a obrigao que todo o dono de t]ra t9ha de a aproveit>4 99 99 99 99 99 ,sonhava eu pois1 que todos os propriet>ios de b5s ru/icos1 a quem no assi/ia alguma p>ticul> raso muito att5divel p>a o contr>io1 eram obrigados a mor> nos seus campos alguma p>te d anno44444 99 99 99 99 99 ,rev]decia a primav]a1 e eil-os l sahiam das cidades1 colmeias gr&es1 onde1 entre muitos zumbidos1 se fabricam favos de fel4 ,at s b>reiras1 a9da iam murmur&o contra a salut> viol5cia1 que os bania tempor>iam5te4 ,logo ali1 ao desemboc>em das ruas e/reitas e sombrias1 que n5huma e/ao altra1 p>a a amplido de campos e horizontes1 a s]5idade d ceo azul se lhes comea a filtr> dos olhos p>a a alma4 ,a madre-silva de cima d cmoro lhes d z suas resc5d5tes boas-v9das2 e p>a o corao se lhes ca p>te da bemav5turana que inspira aos seus filh9hos lib]tos o aspecto das papoilas cr de fogo1 a rir na v]dura sem limites2 dos rebanhos1 que ondeiam branquej&o pelas planicies2 dos mo9hos1 que bracejam cant&o pelos oiteiros4 ,tudo p>a elles descobrim5to e m>avilha3 os pass>os1 que alt]cam graciosos pelos ramos2 z aguas1 que manam1 a debux> os arvor$os t\cados de flores e sol2 os cant>es dos ru/icos no trabalho2 a *\pan9ha pobrissima1 mas que tem a9da com que alb]g> hosp$es2 z &or9has1 que tambem vi]am l de outras t]ras p5dur>-lhe por cima da janella unica1 e ao abrigo d tecto de palha1 o b]o dos filhos4 ,atravez d'e/as sc5as1 to antigas e sempre novas1 to sem artificio e to *eias de h>monias1 to casuaes e to sabiam5te v>iadas e contrapo/as1 toda aquella opul5ta familia cidadan vai j invej&o a boa sorte dos filhos das aldeias1 p>a quem s p>ece exi/ir a ,natureza4 ,ao e/rpito da sua c>roagem saem s portas z creanz1 cuja nudez mo/ra c>nes dignas d c9zel de um ,assis ,rodrigues1 e que riem sempre1 como os ,s]aph9s d retbulo da freguezia2 moz esbeltas1 a quem o c>mim da aurora cor\ z faces1 como pomos1 e que em seus trajos de lan respl&ecem como dahlias sob]bas em vazos pobres2 e bons velhos1 que entre tres e quatro g]aes de desc5d5tes seus a9da os ajudam com o conselho1 e o po que em ocio lhes comem1 lh'o pagam com z vivazes hi/orias d passado4 ,a c>roagem passa por entre essa multido1 to a=tunada quanto na t]ra se pode s]2 passa2 mas no seu vo colheu e deix\ sorrisos de b5evol5cia4 ,*egada sua nova resid5cia a familia cidadan1 s5te-se mais l>ga em qu>tos pequ5os1 d'onde se descort9am campos e montes1 d que l nos doirados e espaosos c>c]es de seus sales4 ,tudo p>a todos os s5tidos lhe novo3 a l+uagem *an e respeitosa dos vis9hos2 z horas e qualidade das refeies2 z danz e cant>es d s]o2 o deit> antes que o sete-e/rello v alto2 o ergu] muito primeiro que o sol1 e qu&o o pass>9ho vem diz] vidraa que j dia2 o lav> e almoar na fonte1 por baixo da p>reira2 o sahir p>a toda a p>te sem a pesada libr das galas2 o descobrir em cada passeio um sitio incognito1 e m5os esp]ado d que p>a ,colombo o foi o ,novo ,mundo4 ,no ha pessoa que os no saude pelos seus nomes1 que no procure algum pretexto p>a lhes fal>1 que se no julgasse feliz de os pod] s]vir4 ,os obsequios mais delicados lhes affluem a cada hora s portas1 trazidos por mos1 que s os seus callos accusam de grosseiras4 ,na cidade os vis9hos no se conhecem1 ou so inimigos mutuos2 os d campo1 quaesqu] que sejam z diff]5z de g]>*ia e =tuna1 so irmos da mesma tribu4 ,a donzella de ve/ido branco no teme p]d] o seu ,dom dan&o no seu j>dim ao dom+o com a filha d seu honrado hortelo2 nem o mancebo esbelto1 que sabe de cr todas z arias novas1 e ambas z *ronicas de cada prima-donna1 se cr de%onrado pass&o na caa o dia com o soldado velho1 que a9da volt\ das gu]ras p>a vir morr] na freguezia de seus paes4 ,ao lu>1 nas mdas da eira1 vel-os como correm folg&o1 voze&o1 m]gulh&o na palha1 e reapp>ec5do ao som de palmas1 os imb]bes h]deiros de oito e dez nomes1 e os pequ59os1 que1 sem t]em m5os avs1 no receb]am mais nomes que os de seus paes6 ,se em alguma p>te se encontra um vislumbre da egualdade1 sonhada pelos philosophos p>a consol> p5as1 s nos campos que essa filha de ,deus se entrev =mosa1 travssa e risonha1 como a ,galata de ,virgilio por entre os salgueiros4 ,d'e/a conviv5cia1 que z semanas e os mezes vo ap]t&o cada vez mais1 que vantag5s no r$undam p>a os moradores d palacio ru/ico1 e p>a os camponezes6 ,os primeiros esquecem muito passatempo ru9oso1 que julgam indisp5savel2 os segundos muita gross]ia de trato1 em que nunca haviam adv]tido4 ,a cas9ha t]rea ens9\ ao sol> sobri$ade1 e amor d trabalho2 mas d'elle apr5deu o aceio1 z commodidades faceis1 e o go/o4 ,o s5hor deix\-se entr> da c>idade1 pres5ce&o z fadigas e mis]ias dos seus r5deiros2 o trabalhador1 v5do-o bom1 cess\ de o tem] e odi> como o seu g5io mau e invisivel4 ,z relaes e valim5tos na crte attrahiram muitos favores1 qu&o m5os alguma ju/ia1 ora p>a a viuva1 a quem pret5diam arranc> o filho p>a o ,ex]cito2 ora p>a o lavrador1 a quem contratempos desm]ecidos v$>am pag> ao ,fisco4 ,z damas1 qu&o se aus5t>em1 hav]o deixado amigas1 que repitam o seu nome sem inveja1 e os seus l\vores com desvanecim5to2 e l p>a o inv]no1 a poisada em que tudo falta a fra a esp]ana1 v] muita vez acorr]-lhe l de longe1 d meio da ,babylonia1 a sua provid5cia3 o fat9ho con*egado p>a z creanz1 o enxoval p>a a filha casadoira1 o tabaco p>a a caixa vasia d velho1 o l9ho p>a z rocas e o fiado p>a o te>1 e a paga adiantada1 p>a que o jant> no sejam suspiros1 e a ceia lagrimas4 ,n'uma palavra3 z cidades conhec]o e am>o os campos2 e os campos p]do>o e ab5o>o a opul5cia das cidades4 ,os gr&es t]o ido l retemp]> a saude ga/ada dos vicios e cuidados1 e repois> a bolsa1 dos duellos1 d jogo1 das tirannias da moda1 das viol5cias da vaidade e das paixes4 ,e/as f]ias1 dadas a tres coisas to damnosas1 como so o ga/o d corpo1 a inanio da alma1 e o desb>ate da faz5da1 pode s] que em ba/antes dos que z disfrut>em v5ham a produzir mudanz de vida1 mui s9c]as1 mui duradoiras1 e sobre modo uteis p>a a pessoa e p>a o proximo4 99 99 99 99 99 ,eu por mim1 meus ricos pobres d campo1 no duvido1 se no que o creio com todas z v]as d'alma3 porque1 v$es vs8 eu mesmo j tambem vivi1 e annos1 =a e muito longe das cidades1 e sei como z e/rellas conv]sam comnosco em nos colh5do a ss n'essas vossas solides4 ,sei como deitado a um meio-dia de e/io1 sombra de um dos imm5sos gu>da-soes v]des ab]tos por ,deus aos pass>9hos1 aos rebanhos1 e aos hom5s1 respiramos ares bonissimos de saude1 de sab$oria e b5evol5cia2 folheamos o canh5ho d nosso passado1 e sorrimos de desprezo a tanto lid> por nadas1 a tanta figura anan que ali fez papel de gigante1 e a tantos montes de oiro1 que repres5t>am de gros de areia4 ,t9ha-nos irritado a malignidade de um satyrico8 ,passa-nos por cima da cabea um besoiro negro1 e env]gonhamo-nos de lhe t] dado att5o4 ,t9hamo-nos con/]nado com o mallogro de um emp5ho8 ,o cici> da sera vis9ha nos diz3 ,tambem aqui1 entre z m9has espigas1 vo algumas negras e vazias2 mas nem por isso me *amam pobre4 ,t9hamos vi/o nos hom5s o egoismo8 ,e/amos s5t9do em torno de ns a prodigalidade a palpit>1 a revolv]-se1 a resc5d]1 a cant>1 por toda a sup]ficie da t]ra4 ,t9hamos *egado pela tri/eza ao scepticismo8 ,por cima de ns no descort9amos s5o ceo1 e ceos4 ,ergu5do nos1 e afa/&o-nos d'ali1 qu&o por entre z arvores1 alm1 nos *ama o fumo da nossa cos9ha1 saudamos a9da mais cordealm5te ao vis9ho ou ao passageiro desconhecido2 jantamos com mais apetite2 e se o m5digo1 enviado pela ,provid5cia1 vem n'essa hora ento> porta o ,padre ,nosso1 ass5tamol-o nossa direita1 alegramos a sua velhice com o nosso melhor v9ho2 e1 f9da a refeio1 ambos damos graz ao ,pae ,commum1 pela esmola que a um e outro acaba de faz]4 ,oh que sim6 cada folha no campo sabe mais1 e aconselha melhor1 p>a i/o de cont5tam5to int]ior1 que todas quantas academias exi/em de ,pekim at ,lisboa1 de ,lisboa at aos conf9s da ,am]ica4 99 99 99 99 99 --,mas--p]gunt>-me-heis vs--s5do assim1 por que no somos ns1 os d campo1 inteiram5te bons e bemav5turados8 ,inteiram5te664444 ,no pode s]1 que esse inteiram5te no cabe ao mundo2 porm m5os desgraados e m5os ru9s que ns outros1 os da cidade1 crde firmem5te que o sois4 ,padeceis m+uas1 que o vi&ante descobre pela vossa janella sem vidraz4 ,sim1 mas l e/o muitos palacios1 onde1 entre arrazes e s$as1 se curtem am>guras1 como entre flores se escondem viboras4 ,ali1 sem espectadores1 se repres5tam trag$ias inauditas4 ,quantos de cima de um c(re de oiro se no levantam pallidos e blasphem&o1 p>a se irem p5dur> n'um lao1 algozes de si mesmos6 ,quantos n'um co*e env]nizado por mo de p9tor h]aldico1 ou montados n'um cavallo que lhes cu/\ o preo de duas h]dades1 no vo lav> com o proprio sangue n'um duello a afronta1 talvez *im]ica1 que receb]am1 ou1 p>a tir>em um esp9ho da honra1 c>reg>-se p>a toda a vida com o remorso de um homicidio6 ,v$es vs8444 ,e no v$es a9da nada2 e nem eu vol-o qu]o nem devo mo/r>4 ,mas crde2 fiae-vos em mim3 ,lanadas bem z contas por quem exp]im5t\ ambos os vivres1 os m5os maus dos maus1 e dos infelizes os m5os desav5turados1 sois vs4 ,e a mais ireis1 quanto mais d'e/as v]dades vos conv5c]des2 que j l dizia1 ha dois mil annos1 outro poeta bem vosso amigo 7como todos os de v]as o so71 um poeta que s p>a vs escreveu uma das mais admiraveis obras d mundo3--,oh6 ditosos1 ditosissimos os lavradores1 se elles acabassem de ent5d] z suas ditas64444 ,j vdes1 como podeis esmol> virtudes e satisfao aos desconsolados das ruas l>gas e das praz espaosas4 ,s por i/o1 j valia bem a p5a de que o nosso ,p>lam5to de amigos da t]ra promulgasse1 muito depressa1 a ,lei com que eu sonhava1 e com que a9da sonho4 99 99 99 99 99 444444,mas cavae-me bem fundo com o discurso n'e/a mat]ia1 e v]eis quantos outros b5s vos no promette6 ,a vossa e/rada e os vossos cam9hos transv]saes e/o por faz]2 o vosso rio1 a ob/ruir-se de todo1 a com]-vos os campos com areias1 e z vidas com febres4 ,na vossa capella assovia o v5to e ca a *uva2 o seu calix de e/anho2 o seu ,missal rto2 o seu ,crucifixo p]deu o doirado1 e z rosas da cora da ,me de ,deus1 a9da que artificiaes1 e/o mur*as como z das suas faces4 ,o vosso cemit]io augm5ta o horror morte1 pelo desamp>o2 l os vossos p>5tes no teem sombra de arvore pi$osa1 onde a saudade s9ta delicias em or>2 e os ces e animaes d monte podem ir pela noite des5t]ral-os e comel-os4 ,no digais nada a n+uem2 mas todas essas la/imas1 que vs deplorais ha tantos annos1 ho-de f9d>1 como qu] que seja1 com a e/ada dos ricos entre vs4 ,o solo mesmo s5te que em vossas casas fallece a prata e o cobre4 ,ora deixae-os residir por ahi alguns mezes1 e dir-me-heis1 e dir-me-ha o mesmo solo1 e a9da mais galh>dam5te que vs1 se das cidades enriquecidas pela ,agricultura no refluiu a f9al algum oiro p>a os campos4 ,os vossos filh9hos c>ecem de me/res2 os da cidade tambem teem corao1 e tambem teem filhos2 v]eis como vos br9dam com escolas4 ,hoje frequ5tem5te vos acontece desej>des n'um rep5te um bom conselho1 que s a ,sci5cia pode d>1 j p>a o vosso trato agr>io1 j p>a a vossa indu/ria1 j p>a o vosso comm]cio1 j p>a a vossa dem&a1 ou p>a o gov]no da vossa vida4 ,esses hom5s da cidade teem livros2 teem c]tas t9turas g]aes1 que d o trato d mundo2 teem amigos e conhecidos1 a quem podem escrev] e consult>4 ,at o amor proprio 7qu&o no fosse j a humanidade7 vol-os torn>ia s]viaes4 ,o vosso dom+o s escpa d tdio pelo somno1 pela conv]sao ociosa1 que deg5]a em mal$ic5cia1 ou444 pelos pras]es grosseiros1 p]igosos e fune/os1 da tab]na4 ,z vossas dansas j a vs proprios vos cam de montonas1 e os vossos cant>es sem p5sam5to j faziam bocej> aos bisavs4 ,deixae e/>3 aquella g5te da cidade vos tr> 7at por seu int]esse71 e vos ens9>1 recreios que vos encantem4 ,v]eis o que um !atro4 ,am>eis e cultiv>eis a musica4 ,e ,deus sabe quantos tal5tos1 que por entre vs se p]diam1 se no ho-de aproveit>6 quantas div9dades no d>eis a9da s adoraes da ,capital6 quantos brases de v]dadeiros m]itos no grange> p>a si o vosso log>ejo6 99 99 99 99 99 ,p5sae n'i/o1 p5sae n'i/o1 meus amigos2 e 7reb5te de inveja quem reb5t>1 def9he quem quiz]1 de odio contra a v5tura d ,povo7 trabalhae1 e orae a ,deus1 p>a que v5hamos a t] aquellas ,crtes que sabeis4 ,fev]eiro de #ahdi4 ,,ix ,t]ceiro s]o d casal ,indole campe/re da ,poesia ,,summ>io ,a ,poesia nasceu nos campos1 e p>a elles prop5deu sempre4--,quem foi ,ovidio4--,o seu poema dos ,fa/os4--,duas amo/ras d'e/e poema4--,fe/a das sem5teiras entre os ,romanos4--,fe/a d deus ,trm9o4 ,dizia-vos eu1 meus camponezes1 que todos os poetas de v]as eram vossos amigos2 no ha nada mais c]to4 ,a ,poesia nasceu nos campos1 e por muito tempo s conheceu esse viv] vioso e p]fumado4 ,veio a faz]-se dama ambiciosa de mais ref9adas delicias2 ass5t\ viv5da nas cidades2 fez-se muito sabia1 muito altiva muito maldica1 muito contradictoria2 ora devota1 ora impia1 ora frivola1 ora pr(unda2 mas l os seus campos nunca se lhe desluziram da lembrana4 ,em n5huma p>te a ouvirieis cant> combates1 viag5s1 descobrim5tos1 artes1 luxo1 amores1 ou desejos de melhor vida p>a alem-mundo1 que lhe no fugisse um olh> de saudade p>a o seu p>aiso de flores4 ,a edade de oiro1 que a sua scisma contnua1 po/a umas vezes no passado1 outras no futuro1 a edade de oiro 7que ,deus sabe se to fabulosa como cuidam1 a no s] em relao ao seu titulo71 que era ella se no a ,arcdia1 o viv] campe/re1 manso e regalado8 ,livros dos mais antigos d mundo1 os de ,moiss e os de ,hom]o1 uns e outros mananciaes de ,poesia1 no teem pag9a1 que nos no espelhe uns reflexos das bemav5turanz patri>*al e h]oica1 que so tambem ,arcadia1 com leves modificaes4 ,pass>am os povos antigos1 com z suas religies e usos p>ticul>es4 ,nos escritos que de ento sobreviv]am1 que o que mais nos encanta8 ,no so por c]to z descripes dos seus usos exclusivos1 a9da que p>a ahi se attrai =tem5te a curiosidade2 so1 sim1 os toques allusivos ao viv] rural1 porque emfim1 ahi que o ponto de contacto de todas z edades1 e de todas z civilisaes4 ,o campo que o c5tro de unidade da especie humana4 99 99 99 99 99 ,se tivessemos vag>1 muito nos haviamos de entret] rel5do em commum1 aqui no vosso casal1 alguns dos mais guapos tre*os dos poemas de eras mui div]sas1 e paizes mui remotos1 por onde acab>ieis de conhec] quanto o vosso trato namor\ sempre aos bons eng5hos4 ,fra leitura p>a cem annos bem aproveitados4 ,falemos de um s autor1 mas1 que1 pela gr&eza d seu tal5to1 vale c5tos4 ,nasceu e/e na ,italia1 em tempo d pod]io ,romano1 vai em dezanove seculos1 e qu&o o latim era a9da l+ua viva e biz>ra4 ,*amava-se ,publio ,ovidio ,naso1 e era cavalleiro1 ou fidalgo d'aquellas eras4 ,vivia na ,crte1 bem relacionado com a pr9cipal ,nobreza1 e mui cabido no pao dos ,imp]adores4 ,t9ha um eng5ho prodigioso p>a a ,poesia2 cultiv\ o com os e/udos da eloqu5cia1 com o trato dos outros poetas contemporaneos1 com z sci5cias1 com z viag5s ,grecia1 que era a ,frana d'aquelles tempos1 e ,a!nas a sua ,p>s4 ,compz uma quantidade de obras1 que a9da exi/em quasi todas2 a maior p>te amorosas e voluptu>ias4 ,z mulh]es eram p>a elle o maior bem d mundo2 o segundo1 z am5idades da ,natureza 7n+uem dir que tivesse mau go/o o nosso ,ovidio74 ,e/e homem1 depois de t] gosado quanto era possivel da vida de ,roma1 de rep5te1 e j ao descahir p>a velho1 de/]rado4 ,e que de/]ro6 ,de ,italia1 p>a a ,russia6 d seio das delicias1 p>a uma povoao b>b>a1 glacial1 sempre em cont+5cias de gu]ras6 ,ali se v1 longe de sua mulh]1 de sua filha1 de seus amigos1 dos campos d seu nascim5to1 das damas1 e dos applausos4 ,a causa d seu de/]ro um enigma1 que tem desat9ado os hi/oriadores1 e a que a9da n+uem ra/re\ soluo provavel4 ,coisa de amores 7ou seus ou alheios7 deveu por c]to de &> por ahi4 ,o que sabemos que1 l no de/]ro1 lembr&o-lhe com muitas saudades tudo quanto havia p]dido1 nada lhe da mais no corao1 que o v]-se privado d seu qu9tal9ho nos arrabaldes de ,roma1 onde outr'ora a mo que to g5tis coisas escrevia se deliciava1 muita vez1 em pod> e enx]t> z suas arvores4 --,coitado de mim6--dizia elle--a9da que eu aqui me quizesse mett] a lavrador1 os bois d'e/a t]ra no ent5dem latim4 ,em tal e tamanho desamp>o1 que at morte lhe dur\1 s z ,musas o no desamp>>am4 ,a isso devemos duas deliciosas colleces de magoadissimas ,c>tas em v]so1 mulh]1 aos amigos1 a ,ces> mesmo1 sollicit&o vir morr] onde nascra1 e metade de um poema intitulado ,os ,fa/os4 99 99 99 99 99 ,eram os ,fa/os de ,ovidio uma obra em doze ,livros1 de que s fic>am os primeiros seis4 ,t9ham por objecto descrev] e explic> z pr9cipaes fe/as religiosas pagans de cada um dos doze mezes2 a origem ar*eologica de cada uma d'ellas2 e a sua co9cid5cia com z revolues a/ronomicas4 ,eis aqui o como elle prepe a totalidade d seu plano3 ,fe/as d ,lacio anno1 orig5s suas quaes a/ros vo1 quaes veem1 diro meus v]sos4 ,e/a obra1 alm de outras suas1 traduzi eu2 e por signal que (f]eci a traduco a um muito p>ticul> amigo d'elle1 meu1 e vosso1 que o ,secret>io da nossa ,soci$ade de ,agricultura4 ,ha nos ,fa/os muitas e mui bellas provas d que eu ha p\co vos dizia3 d amor que o bom d ,ovidio t9ha vida campe/re4 ,amo/r>-vos-hei algumas2 e v1 por e/reia1 o f9al d seu mez de ,janeiro4 ,canta assim3 ,,fe/a ,,das ,,sem5teiras ,nos ,annaes1 onde z fe/as veem m>cadas1 fe/as em vo busquei das sem5teiras4 ,v5do-me a folhe>1 cuidoso1 assiduo1 e ent5d5do-me o emp5ho1--,em balde z buscas--r9do a ,musa me diz2--fe/as mudaveis das fixas no regi/ro a*> qu]ias8 ,teem m>cada e/ao1 e o dia inc]to2 celebram-se no praso em que e/o pr5hes de sem5tes os *os4 ,gosae d ocio f>ta manjadoira1 bois coroados2 l vir logo a activa ,primav]a1 c]viz repoisada impondo jugo1 co'a r5asc5te lida afadig>-vos4 ,no abrigo d casal durma por ora a cada *>rua2 a t]ra fria no deseja1 no s(fre1 o s] rasgada4 ,agora1 que jaz f9da a sem5teira1 lavradores1 dae folga ao solo1 aos braos2 lu/rem colonos sua aldeia em fe/a1 dem a seus fogos a annual fogaa4 ,tellus e ,cres1 madres das seras j com seus mesmos gros se propiciem1 j coa's entranhas da su9a fmea4 ,d'entre ambas nasce o gro que nos su/5ta3 ,cres nol-o produz2 mantem-n-o a ,t]ra4 consocias em ddiva to rica1 deusas1 por quem a rude antiguidade se abr&\1 se poliu1 deixada a gl&e por mais nobre manj>1 dae aos colonos1 em premio a seu trabalho e a seus desvelos1 colheita sem m$ida1 e que os sacie4 ,dae augm5to cont9uo aos g]mes t5ros1 e que a neve nasc5a os no de/rua4 ,em quanto disp>zirmos z sem5tes1 alimpae-nos o ceo com v5tos br&os2 mal que ent]rada fr1 m&ae-lhe z *uvas2 e1 pois so gloria vossa z p+ues messes1 que em vagas de oiro1 ao longo d'essas veigas1 rumorejam f>tura1 eia1 salvae-z d avido bico das aladas ho/es6 ,por ora1 que inda a t]ra o gro recata1 vs1 =migas p\pae-o2 usura gr&e hav]eis d'elle1 se agu>dais a aceifa4 ,livre de trpe al=ra a messe v+ue1 e cr de alma saude o ,cu lhe influa2 que nem def9he pallida1 nem p]ca por excesso de vio e nimia pompa4 ,joio1 vi/a nocivo1 os *os no brotem1 nem trpe aveia z sem5teiras mescle4 ,s se vejam m$r> pr(usam5te z cevadas1 o trigo1 e a rija escndia1 a escndia1 a fogos dois pr$e/9ada4 ,lavradores1 por vs taes so meus rogos4 ,co'os rogos meus os vossos se mi/urem1 por que uma e outra deusa os ratifiquem4 ,f]9a longo tempo a humanidade s nutriu bellicosos p5sam5tos4 ,mais apreo que a relha a espada t9ha1 e em =os de nobreza era antepo/o o corsel que peleja1 ao boi que lavra4 ,no trabalhava a enxada2 ia-se em lanz dos alvies o f]ro2 o ens9ho em elmos4 ,graz1 deusas1 a vs1 a vs1 ,ces>es6 o ,g5io m>cial agrilhoado j sob os ps de ,roma em vo se extorce4 ,o toiro acceite o jugo2 o solo1 os g]mes2 ,cres1 filha da paz1 co'a paz triumphe4 99 99 99 99 99 ,ouvi-lhe agora a n>rao da fe/a1 que em seu tempo se fazia no mez de ,fev]eiro1 em honra d deus ,trm9o1 ou ,trmo4 ,e/e deus no era mais nem m5os que um m>co1 de p$ra ou pau1 que extremava os pr$ios4 ,com raso lhe davam aquelle culto2 nada mais respeitavel1 que a propri$ade2 nada mais judicioso1 que santifical-a4 ,,fe/a ,,d ,,deus ,t,,rm9o ,f9da a noite1 alvorea a co/umada fe/a d deus que nos comp>te os campos4 ,qu] tsca p$ra1 ,trm9o1 te embleme1 qu] tronco in=me pela mo de antigos ent]rado no *o1 sempre s deidade4 ,p>a ti donos dois1 de oppo/as p>tes1 c'ra e c'ra te c+em2 blo e blo te vem de c1 de l2 como porfia1 ahi se te eng5h\ ara campe/re4 ,l nos traz a aodada faz5deira no seu te/o quebrado z scuas vivas que apur\ d borralho4 ,o bom d velho ra*a a l5ha miuda1 ergue-a em pyramide2 sua a crav> no *o ramos fe/ivos4 ,agora em cascas sccas ceva o fogo1 t5do em p ao seu lado1 em quanto assopra1 o filh9ho abraado a l>go ce/o4 ,tres vezes d'ali tira e lana ao fogo punhados de aurea ,cres4 ,toma os favos1 que a filha pequ59a lhe apres5ta pelo meio cortados4 ,trazem outros o v9ho2 tudo aqui se liba s *ammas4 ,alvitrajada a turba espectadora religioso sil5cio att5ta obs]va4 ,co'o sangue qu5te de immolada ovelha que ufano purpureja o vulto in=me d commum velador1 o honrado ,trm9o6 e qu&o1 em vez de ovelha1 haja leita1 no temais que se anoje4 ,o brodio franco aos bons vis9hos1 coraes lavados1 que o celebram com f1 que jubilosos vo tec5do um l\vor a cada prato4 ,ouvi1 ouvi seu ru/ico descante2 d deus d fe/ejo o panegyrico3 ,salve1 ,trm9o sacro1 tu1 que extremas bairros1 cidades1 re9os6 cada campo fra sem ti um campo de batalha4 ,mant5s1 desambicioso1 insubornavel1 z h]dades em paz das ,leis sombra4 ,se a t]ra ,?yretide te h\vra1 no ceif>ia a morte h]oes seisc5tos de ,argos e ,esp>ta no fatal duello2 no se lra de ,o?ryades o nome n'um vo tropheo de m5tirosas armas1 que inda ,patria infeliz cu/\ mais sangue4 ,capitol9o ,jupit] que diga que inv5civel te a*\1 qu&o ao fund>-se-lhe a rea d templo1 ao passo que os mais numes p>a d>-lhe log> retroc$iam1 tu s1 qual nol-o conta annosa fama1 ousa/e resi/ir1 fic>1 t] p>te no templo augu/o1 e adoraes com ,jove2 e inda l1 por que nada alfim te ensombre1 sobre ti ao ceo livre rta a abobada4 ,nume de to g5til p]sev]ana1 em qualqu] a leveza a*ra v5ia2 contradico em ti suicidio fra4 ,mantm pois sempre1 sacra s5t9ella1 mantm pois sempre1 ,trm9o1 teu po/o4 ,desprza os rogos d viz9ho av>o2 no lhe conc$as d t]r5o um ponto4 ,c$] a humanos quem resi/e a ,jove86 ,vem bat]-te enxado1 puls>-te arado8 proclama a vozes3 ,meus conf9s so e/es2 d'alm1 tu2 d'aquem1 elle2 ambos cohibo1 e em cohibir aos dois aos dois protejo4 ,uma e/rada une ,roma aos ,laur5t9os1 re9o que o ,teucro prfugo buscra2 l1 dos m>cos o sexto em honra tua v que lanosa victima se immola4 ,trm9o1 j que acceitas cultos nossos1 amp>a nos2 su/5ta o nosso ,imp]io4 ,de cada povo o espao circumscripto2 so de ,roma os conf9s conf9s d globo4 99 99 99 99 99 ,quo gr&e1 meus amigos1 no era o ,povo em que um ,poeta podia diz] i/o1 sem m$o de que o mundo1 nem a po/]idade1 o desm5tisse6 ,e ns tambem1 ns1 os ,portuguezes1 j h\ve um tempo1 em que p\co m5os fomos4 ,ouvi como o nosso ,cames o cantava3 ,mas em tanto que cegos1 e s$5tos &ais d vosso sangue1 g5te insana1 no falt>o *ri/os atrevim5tos n'e/a pequ5a ,casa ,lusitana4 ,de ,africa tem m>itimos ass5tos2 na ,asia mais que todas sob]ana2 na qu>ta p>te nova os campos ara1 e1 se mais mundo h\v]a1 l *egra4 ,hoje444 que so aquella ,roma1 e e/e ,portugal8 ,roma p]eceu4 ,portugal1 se no agonisa1 enf]ma gravem5te4 ,mas p>a ,roma no ha j esp]ana2 p>a ns ha a9da uma ,sabeis qual8 ,sois vs1 vs mesmos1 vs unicam5te1 ,lavradores4 ,m>o de #ahdi4 ,x ,qu>to s]o d casal ,cont9uao d prec$5te ,,summ>io ,mais ,ovidio4--,recomm5da a ,g]manico o ,livro ,,iv dos ,fa/os1 por s] ,abril consagrado a ,v5us1 a asc5d5te da familia ,julia4--,nobili>io troiano dos ,romanos4--,raso por que no cal5d>io de ,romulo era ,m>o o primeiro mez1 e ,abril o segundo4--,uma etymologia grega de ,abril4--,outra etymologia lat9a da mesma palavra4--,abril p]t5ce de direito a ,v5us1 como pr9cipio de toda a attraco e reproduco das especies4--,v5us tir\ os hom5s d e/ado silve/re1 e fez nasc] a ,poesia1 e todas z bellas1 e boas ,artes4--,roma1 mais que todos os povos1 deve a ,v5us adoraes4--,origem de uma fe/a annual dos ,romanos a e/a deusa4 ,o nosso ,ovidio1 que j conheceis1 quem ha-de regal>-vos e/e ,s]o4 ,ides ouvil-o no introito d seu ,livro ,,iv dos ,fa/os1 cant>-vos z orig5s d'e/e mez4 ,fala com o ,imp]ador ,g]manico4 ,abril de #ahdi4 ,n4 ,b ,,d ,,editor--,seguia-se na #a impresso d'e/a obra um l>go tre*o da traduco dos ,fa/os2 mas como esse fragm5to p]t5ce por sua indole a outro g5]o de e/udos1 e entr>ia aqui descabido at c]to ponto1 ent5deu o editor1 p>a no allong> demasiado o volume com um accessorio1 alis brilhante1 supprimil-o1 remett5do o leitor edio especial dos ,fa/os4 ,,digress,o ,,sobre ,a ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel ,,adv]t5cia ,entre o prec$5te ,s]o d ,casal e o segu9te1 falta o d mez de ,maio4 ,o autor e/ava aus5te4 ,a #ba de ,fev]eiro p>tira p>a ,lisboa1 deix&o promptos os d'esse mez e dos dois imm$iatos1 esp]&o regress> a tempo de no hav] int]rupo4 ,mas os negocios1 que to emp5hado o levavam ,crte1 s o deix>am torn> a #bd de ,maio4 ,eram e/es negocios a approvao dos ,e/atutos da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel pelo ,gov]no1 e a concesso de um p\co de t]r5o nacional n'e/a ,ilha1 a c]ca d ext9cto conv5to da ,conceio1 desaproveitada1 e z ru9as da contigua egreja de ,s4 ,jos1 p>a a ,soci$ade ali edific> sua cu/a uma casa p>a z suas escolas1 sesses1 exposies1 conc]tos musicos1 repres5taes sc5icas1 etc42 tudo objectos de publico e manife/o int]esse4 ,fez o autor em ambas e/as dilig5cias tudo quanto era humanam5te possivel2 e1 apez> da santidade e g5]osidade de taes requ]im5tos1 da optima sombra que de toda a p>te os c]c\ desde a primeira hora1 das =maes e reit]adas promessas dos que mais podiam influir no despa*o1 o que s logr\ traz] =am os ,e/atutos approvados 7a9da assim com suas re/rices desconfiadas1 que uma to desambiciosa ,soci$ade por v5tura no m]ecia71 e uma esp]ana1 j ento muito vaga1 de se obt] o t]r5o2 o t]r5o1 condio to sub/ancial p>a a exi/5cia da ,soci$ade1 como a exi/5cia da ,soci$ade provadam5te o p>a o progresso e lu/re das ,artes1 das ,lettras1 e da sociabilidade n'e/a p>agem4 ,n'e/e livro1 repositorio de sos desejos1 propo/as e ousadias civilisadoras1 ent5deu-se no s]ia mal cabida uma s+ela memoria de taes factos1 pois qu&o se lhe pz por titulo ,felicidade pela ,agricultura1 na palavra agricultura se abrang]am implicitam5te1 como at agora se tem vi/o1 e se cont9u> a v] at ao fim1 todos os outros v]dadeiros int]esses insep>aveis d'ella1 qu] os consid]emos activa1 qu] passivam5te2 e p>a os quaes1 ,deputados e ,m9i/ros amigos da t]ra no pod]iam deix> de olh> com amor pr9cipalissimo4 ,a mesma razo1 que o autor no ,prologo deu1 de hav] colligido n'e/e volume alguns dos seus artigos impressos no ,agricultor ,mi*ael5se1 lhe fez =a p>a aqui lhes int]cal> os segu9tes1 que1 por &>em disp]sos em p]iodicos1 j hoje e/avam s5do como se no exi/issem4 ,o amor-proprio nada fez p>a o caso4 ,o autor sabe o p\co valor de =ma litt]>ia1 que ha em tudo i/o2 mas cr1 em sua consci5cia1 que deixa a seus filhos um bom exemplo1 e a outros cidados zelosos indicaes uteis4 ,f9alm5te3 pela publicidade1 que muitas vezes me da op9io1 como e/a quasi sempre o vem a s] dos factos1 figur\-se-lhe que pod]ia1 p]ante o ,p>lam5to e o ,?rono1 d> assim um d]radeiro impulso pret5so p5d5te4 ,di faciant6 ,no qu] o autor p]d] e/e lano de agradec]1 p]ante os contemporaneos e v9doiros1 s pessoas que mais sollicitas se teem havido em patroc9> o requ]im5to3 ao sr4 ,d4 ,p$ro da ,co/a de ,s\sa de ,mac$o1 ento dignissimo ,gov]nador ,civil de ,ponta-,delgada2 aos srs4 ,r$actores d ,aoriano1 e d ,correio d'e/a mesma cidade2 ao da ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se1 e aos de outras folhas de ,portugal1 nomeadam5te ao d ,di>io d ,gov]no1 o sr4 ,vilh5a ,b>bosa2 ao sr4 ,mexia1 b5em]ito ,secret>io da ,cam>a electiva2 aos honrados ,membros da ,commisso de ,faz5da da mesma ,cam>a2 a um gr&e num]o de ,s5hores ,deputados e ,dignos ,p>es2 ao mui di/9cto ,presid5te d ,tribunal d ,!soiro2 ao sabio ex-,m9i/ro da ,faz5da1 o sr4 ,franz9i2 ao exempl> de ,gov]nadores ,civis1 o sr4 ,jos ,silve/re ,ribeiro1 etc41 etc41 etc4 444444no premio vil s] conhecido por um prego d n9ho seu pat]no4 ,i ,c>ta ao ,r$actor da ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se ,ill4 collega e amicissimo snr4 ,ribeiro de ,s4 ,lisboa #f de ,m>o de #ahdi4 ,se a reconhecida mode/ia de ,v4 ,s4 se oppozesse a que e/as p\cas l9has fossem incluidas na sua ,revi/a1 fic>ia eu p]ante o ,publico insanavelm5te condemnado pelo mais vil de todos os +ratos2 pois desde que ,v4 ,s4 se enc>reg\ de tal r$aco1 com g]al e manife/o proveito1 at hoje a9da no p]deu a m9ima occasio de prov> a sua extremada b5evol5cia1 a sua devoo1 o seu 7ous>ei dizel-o87 fanatismo de amisade p>a comigo4 ,honr&o me1 como ,v4 ,s4 o tem feito1 ,v4 ,s4 se tem sobretudo engr&ecido a si mesmo4 ,exemplos de to alta g5]osidade em tempos de egoismo to pr(undo2 l+uagem to d corao1 qu&o a mal$ic5cia se torn\ moda1 e se pavoneia como donaire2 fidelidade assim p>a com a amisade velha1 em t]ra onde z novas mesmo so ap5as respeitadas2 pag> todo o p\co l\vor que se deve1 ajunt&o-lhe com alegria o que nunca *eg> a s] m]ecido1 mas que nem por isso deix> de produzir mui fecundos e/imulos p>a o bem2 e1 p>a remate de s+ul>idade1 faz] tudo i/o longam5te1 e com inalt]avel con/ancia1 a um homem de/]rado pela =tuna p>a alm-m> por anno e dia1 que vale o mesmo que diz]1 a um morto e ent]rado sem cipre/e nem epitaphio444 eis aqui o que a ,v4 ,s4 o torna unico em m]ito1 e unico a mim tambem em felicidade4 ,=cejemos por nos cons]v> como ,deus nos fez3 coraes s9c]os e amantes1 almas imp]meaveis s invejosas malevol5cias1 que to boas coisas e/ragam por esse mundo4 ,o sy/ema1 que ,v4 ,s4 tem religiosam5te seguido na nossa ,revi/a1 de ex=ar e coro> todas z boas vontades1 de anim> e dirigir todos os pr9cipiantes1 de re/aur> brios a todos os desanimados1 em summa de mant] n'essa folha um honrado campo de ex]cicios1 de emulaes sem odio1 e de premio p>a todos sem di/9co1 quanto a mim o mais glorioso1 o mais patriotico1 e o mais em95tem5te moral1 de quantos sy/emas se podem adopt> em jornalismo4 ,p>a almas pequ5as t]ia uma inconv5i5cia1 que a de seme> +ratides muito feias e ru9s4 ,mas onde e/>ia o m]ecim5to d bem-faz]1 se todos fossem agradecidos8 ,como exp]im5tado falo3 o melhor travesseiro1 onde uma cabea1 que j qu] ir branquej&o1 se pode recl9> p>a bons somnos1 melhores sonhos1 e optimas vigilias1 o bem que se fez sem esp]ana de retribuio1 e z am>guras passageiras1 que maldosam5te nos d]am a trag>4 ,cont9ue pois ,v4 ,s4 no seu apo/olado1 baptis&o1 confirm&o1 e conv]t5do1 pr9cipalm5te a pobre g5te moa e inexp]i5te1 p>a a unica v]dadeira religio t]re/re1 a illu/rao e a moralidade4 ,o que havia de empreg> comigo1 j muito conhec$or1 e muitissimo des5cantado1 das vaidades litt]>ias1 d o exclusivam5te g]ao nova1 que1 atravez de tropeos e qu$as1 vai cam9h&o p>a muito gr&es de/9os4 ,quanto a mim1 pres5te de j p\co futuro1 e passado que a =tuna desfloriu e quebr\ antes d fruto1 c me fic>ei s5tado na p$ra immovel d angulo da e/rada1 segu9do1 com os meus votos de muito amor1 esse b&o juv5il que m>*a p>a o futuro1 por entre o qual vai por v5tura mais de um que me ama1 e muitissimos a quem eu amo4 ,dia vir1 em que o actual ,r$actor da ,revi/a1 depois de os t] fielm5te acompanhado e dirigido1 se ha-de tambem1 l a diante1 ass5t> como eu hoje1 e seguil-os s com z saudades4 p>a ento1 meu bom amigo1 que o esp]am z recomp5sas int]iores1 z unicas de que n+uem nos pode defraud>4 ,solit>io ento1 como eu hoje1 ,v4 ,s4 conv]s>1 mo por mo1 e horas l>gas1 com a sua consci5cia2 porque emfim1 como diz um excell5te ,poeta1 o bem que fazemos p]fuma nos a alma2 sempre d'elle nos lembramos o nosso p\co*9ho4 ,entretanto1 meu c>o e hone/issimo escriptor1 nem ento deix> o seu di/9cto ent5dim5to de pag>1 de algum modo1 ,patria e ,humanidade o que todos lhes devemos4 ,d escripto1 ,v4 ,s4 pass> a obras mais positivas3 d desej> e d aconselh>1 ao empreh5d] e ao conseguir2 pois que eu mesmo1 sem t] a9da inteiram5te desp$ido a ,musa1 a quem devi a p\ca fama que me d]am2 sem t] r5unciado o meu log> no banquete commum dos escriptores cont]raneos1 j me a*o1 de feito1 e com todas z v]as1 emp5hado n'e/as m5os brilhantes1 mas no m5os uteis1 t>efas d nosso seculo4 ,os meus poemas hoje so z escolas1 os me?odos melhorados de ens9o1 a in/ruco e civilisao dos op]>ios1 a esmola da d\tr9a s pobres almas infantis2 porque a d\tr9a mo$a sem a qual esses pobres9hos nunca *eg>iam1 em tempo algum1 a pod] m]c> felicidade p>a si1 nem p>a z suas mulh]es1 nem p>a os seus filhos1 se ,deus lh'os d]1 nem p>a a sua ,patria4 ,mas444 e/e campo em que entrava agora va/o2 deixemol-o p>a outro dia4 ,eu lhe cont>ei1 p>a os seus leitores e nossos amigos1 o que n'e/e s5tido j t5ho feito com admiravel =tuna2 e o mais1 e muito mais1 a que se e/5dem os nossos projectos1 que a ,provid5cia1 segundo esp]o1 ha-de cont9u> a favorec]4 ,de ,v4 ,s4 etc4 ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho ,,ii ,segunda c>ta ao mesmo ,meu e/imavel ,amigo ,lisboa1 #h de ,m>o de #ahdi ,fiel ao promettido1 relat>ei summ>iam5te1 por no consumir espao l>go em to util folha1 o que t5ho feito e projectado relativo ,in/ruco na nossa =mosa ,ilha de ,s4 ,miguel4 aquelle1 meu bom ,amigo1 um torro bemdito quanto a f]tilidade vegetativa1 e no m5os pelo que respeita a bons eng5hos e mos indu/riosas2 mas de to ruim e/rella1 e to desamp>ado da v5tura1 que1 pod5do t] de tudo copiosam5te1 de quasi tudo c>ece a9da4 ,attribuem muitos e/e desconc]to ao clima1 que dizem entibi>1 por sua molleza1 a en]gia d qu]]2 outros1 ao modo como a propri$ade l se a*a rep>tida2 outros teem p>a si que inju/ia1 desfavor e esquecim5to da ,me ,patria que produziram1 e teem cons]vado1 aquelle atrazo4 ,eu por mim no rejeito explicao alguma d'e/as1 e deploro que1 logo sobre uma das mais ricas joias da ,cora portugueza1 assim h\vessem de cahir1 p>a a m>e>1 tres influxos to maleficos4 ,quanto ao clima1 que1 por qu5te e humido1 quebranta z vontades1 ao mesmo passo que pu*a e encorpa todo o g5]o de plantas1 mal que no tem rem$io4 ,a diviso da t]ra1 e a organisao da propri$ade1 no nos p]t5ce a ns re=mal-z4 ,re/a o desamp>o da pobre enjeitada e de/]rada no meio d ,oceano4 ,a esse respeito ha c]tam5te muito e muitissimo1 que se pode1 e que por mil rases se deve1 faz]4 ,qu&o bem se adv]te em que a ,ilha de ,s4 ,miguel se ali/\ na vangu>da d ,ex]cito lib]tador1 que g5]osa (f]eceu hav]es e sangue pelo ,codigo e pela ,filha de ,dom ,p$ro1 e se v ao pres5te quasi toda 7ou toda7 opposio1 impossivel desconhec] uma =a-maior1 que op]\ tal metamorphose2 porque e/es ,insulanos nem so maus1 como alguns os p9tam1 nem turbul5tos1 nem l\cos2 mas teem1 como todos1 o in/9cto da vida1 e o da ju/ia4 ,def5da-me ,deus de faz] ao ,?rono a injuria de suppr1 quanto mais de acr$it>1 como alguns por l dizem no accesso da sua melancolia1 que1 de proposito e a ac9te1 o ,gov]no os tem qu]ido cons]v> sempre na ignorancia e abjeco1 pondo-lhes de indu/ria magi/rados malficos ou nullos1 difficult&o-lhes a in/ruco1 exprem5do-os1 torc5do-os1 exhaur9do-os d seu oiro1 e no lhes deix&o d'elle com que faz]em n5huma das faceis obras publicas de que mais c>ecem4 ,a v]dade 1 todavia1 que1 por mal in=mado sobre z necessidades d'aquella ,prov9cia long9qua1 e por lhe no *eg>em c os seus clamores1 o ,gov]no 7po/o que sem imputao7 tem commettido1 deixado subsi/ir e cresc]1 o mal1 at o ponto de no falt> por l1 mesmo no ,povo infimo e rudissimo1 mesmo na classe mais alta1 e nos mais di/9ctos ent5dim5tos1 quem sonhe com z p]igosas utopias de uma indep5d5cia4 ,no digo bem2 h\ve essas utopias2 hoje um ,gov]nador ,civil s direitas1 como sempre l e por toda a p>te os devra t] havido1 fez v] quelle bom ,povo que a ,sob]ana1 por quem se vot\1 no +rata2 elle lhe promove1 at onde pode1 z commodidades2 lana-lhes balsamo nas f]idas1 que flagellos cont9uos lhes abriram2 adm9i/ra ju/ia prompta e inteira2 concilia os despeitados2 acompanha-os e prec$e-os pelo cam9ho franco d progresso illu/rado2 o m$ico de todas z dres1 o procurador de todas z m+uas p>a que no ba/a a sua autoridade4 ,graz aos seus ex=os1 todas z p>cialidades vo a conv]gir p>a o gr&e c5tro2 todas z =z conspiram j p>a a luz1 p>a o trabalho1 e p>a a civilisao4 ,a ,revi/a extranha ,politica2 tambem eu o s\2 mas i/o no ,politica2 pelo m5os no o d g5]o1 especie1 e v>i$ade1 d'aquellas com que nada qu]emos2 um p>agrapho s+elo de ,hi/oria1 util por mais de uma via1 e que em resultados praticos pode s] fecundo4 ,julguei dev] aproveit>-me da occasio de confial-o a um papel s9c]o e acr$itado1 no s p>a exemplo e inc5tivo1 mas tambem p>a gal>do e desafronta1 pois me con/a que j l+uas mex]iqueiras &am por ahi no seu co/umado (ficio de desacr$it> e empec] ao que no podem imit>4 ,o que n5huma voz se atrev]ia a pr(]ir hoje em ,s4 ,miguel contra o *efe adm9i/rativo1 pois em log> de eccos s provoc>ia indignao ou risadas1 vem1 cob>de e maldosam5te1 espalhal o aqui1 por sab]em que entre z suas calumnias e a v]dade e/ um fosso de #bab leguas de ,oceano4 ,ora1 como os cros de milh>es de b5os1 de to longe1 devem aqui so> m5os que z invej9has pres5tes1 que por todas z ab]tas se ins9uam1 e quanto mais despreziveis mais vo zumb9do1 julguei dev] de consci5cia levant> por cima d'esse sussurro1 pequ5o1 anonymo1 e +ratissimo1 um brado =te e indep5d5te4 ,quem affirma e su/5t> que ,san ,miguel no teve a9da cabea adm9i/rativa mais zelosa1 mais en]gica1 mais intellig5te1 nem mais bemqui/a1 nem mais promett$ora em tudo e por tudo de uma era nova1 que o sr4 ,d4 ,p$ro da ,co/a de ,s\sa de ,mac$o1 quem o affirma e su/5t>1 quem assigna1 com todas z lettras de seu proprio nome1 e/a c>ta4 ,qualqu] dos invejosos ou inimigos d'aquella ,ilha1 que h\v] dito o contr>io1 que levante a luva e descubra o ro/o4 ,com e/a condio1 a*>-me-ha na e/acada prompto a d>-lhe razo d dito4 ,nem um1 meu ,amigo1 nem um ha-de app>ec]2 afiano-lh'o eu2 e se app>ec]1 tanto melhor2 ju/ia e v]dade no se acrisolam s5o ao fogo#g4 ,a alguem p>ec] que1 p>a s] em mat]ia incontrov]sa1 e alheia1 j t5ho deixado corr] o preambulo por fra das m$idas2 mas no assim1 pois1 por uma p>te1 a zizania que s mos *eias se espalha1 e se rega conv5i5tem5te1 a9da que de c]to no s] com *uvas de ,danae1 sempre a f9al damna o bom gro2 e quanto a s]em-me extranhos e/es int]esses1 tambem o no so1 porque def5d5do o sr4 ,s\sa de ,mac$o1 no advogo simplesm5te o int]esse publico1 no me limito em s]vir ao amigo como amigo1 e1 como escriptor1 a um excell5te eng5ho portuguez1 se no que arrazo pelo meu proprio cr$ito4 ,sim1 os nossos inimigos so communs2 communs z accusaes que nos fazem4 ,segundo elles1 qu&o escrevem e imprimem1 ambos somos migueli/as2 segundo elles1 qu&o falam1 ambos somos republicanos1 communi/as1 sansimoni/as1 f\ri]i/as1 e no sei que mais4 ,segundo elles1 por =a1 ambos somos flagellos da ,cl]a ,div9a4 ,e porqu8 porque1 l por d5tro1 bem sabem elles to bem como ns mesmos1 to bem como toda a ,ilha de ,s4 ,miguel1 que1 se temos ambio1 s de contribuirmos cada um com todos os seus meios1 e com os que o outro lhe possa proporcion>1 p>a a maior felicidade moral e physica d maior num]o2 p>a a educao e in/ruco d ,povo2 p>a a prosp]idade e espl5dor da t]ra2 p>a o re/abelecim5to da h>monia entre os vis9hos1 e entre os mais ap>tados dom9ios d mesmo ,re9o4 ,os actos magnificos da sua1 ap5as encetada1 c>reira publica1 o jornal v]dadeiram5te c>ti/a de ,s4 ,miguel1 ,a ,v]dade1 os tem en!soirado2 o jornal mesmo da opposio n'aquella ilha os tem recebido com l\vor2 o ,povo1 com agradecim5to2 o ,?rono1 com satisfao4 ,quanto a mim1 homem obscuro1 e quasi sem =z proprias alm da boa-vontade1 relev>-se-me-ha que n'um jornal1 de/9ado a viv] como livro1 lance como um prote/o contra calumniadores1 a m5o d p\co bem que desejei1 e talvez consegui1 faz] em t]ra portugueza4 ,no por vangloria que me fao ,hom]o da m9ha ,iliada2 porque o cur> d bom-nome um dev] religioso2 e apres5t> e/imulos p>a que outros faam mais e melhor1 um dev] social2 e o deix> exemplos de ,patriotismo a filhos1 um dev] natural1 o mais suave e o mais santo de todos os dev]es4 ,entre z la/imas1 que em ,s4 ,miguel fui descobrir 7bem contra o que de tal ,ilha me haviam p9tado71 z que mais me do]am =am3 a gr&e m+ua de in/ruco p>a o ,povo1 alis aptissimo p>a toda a especie de boa d\tr9a2 a c>5cia de e/imulos1 que de alguma sorte neutralisassem a p]guia natural2 e a p\quissima1 e quasi n5huma1 conviv5cia dos moradores4 ,a todos e/es males me p>eceu que pod]ia acudir uma ,soci$ade1 se jmais se *egasse a organis>1 que s9c]am5te posesse peito a cre> escolas com bons me?odos2 a acc5d] emulaes entre arti/as e artifices2 e a pr no possivel contacto z diff]5tes classes4 ,uma ,soci$ade de ,agricultura1 que j ali exi/ia1 pre/antissima p>a o seu gr&e fim1 era comtudo extranha a todos e/es1 que a mim se me repres5tavam como de primeira necessidade e urg5cia4 ,coadjuv&o pois os emp5hos d'essa ,soci$ade exempl>1 como r$actor que tive a honra de s]1 d seu p]iodico1 e com algumas propo/as1 que ella se dign\ de me acolh] b5evola#h1 comecei a trat>1 ao mesmo tempo1 com alguns p\cos amigos1 de in/ituir outra1 e mais ampla1 ,soci$ade de ,lettras e ,artes4 ,nunca jamais a =tuna sorrira to b5igna a projectos meus4 ,crescemos de semana p>a semana1 at ao ponto de em m9ha casa no cab]mos1 s]-nos =oso irmos celebr> no !atro z nossas sesses1 e pass>mos hoje de quatro c5tos1 inclu9do-se n'e/a conta o ,prelado1 o ,vig>io g]al1 o ,gov]nador ,civil1 o ,milit>1 o comm&ante da =a armada1 o ,adm9i/rador d ,concelho1 o ,presid5te da ,cam>a ,municipal1 o ,presid5te e outros ,juizes da ,relao1 o ,juiz de ,direito1 o ,delegado d ,procurador ,regio1 em summa1 tudo que a cidade de ,ponta-,delgada possue de mais alto1 de mais illu/re1 de mais in/ruido1 e de mais patriotico1 sem fal> em muitas s5horas respeitabilissimas1 que promptam5te se fiz]am inscrev] p>a e/a cruzada de civilisao4 ,a ,soci$ade a*a-se pois por sua p>te con/ituida1 e os seus e/atutos j subiram ,real ,pres5a p>a obt]em approvao4 ,os b5eficios que ella tem produzido1 s5do ap5as recem-nascida1 se no egualam1 nem s publicas necessidades1 nem aos nossos desejos1 so j todavia att5diveis1 e promett$ores de muito maiores4 ,a ,exposio da ,indu/ria ,mi*ael5se1 desde o dia de ,natal d anno proximo passado at muito depois dos ,reis1 foi mais que um espectaculo imprevi/o e m>avilhoso3 foi um fom5to efficacissimo ao trabalho e natural habilidade dos habitantes4 ,quatro gr&es salas cont9ham ap5as os productos1 que ahi se ap9h>am1 (f]ecidos admirao de c]ca de v9te mil visitadores1 inclu9do n'esse num]o os repet5tes4 ,em todos os g5]os app>ec]am primores1 e muitos em des5ho e p9tura1 em gravura1 em escultura1 em flores artificiaes1 de s$a1 de lan1 de cabello1 de p5nas1 de c]a1 de con*as2 bordados1 obras de ourives1 de galvanisador1 de doirador1 de f]reiro1 de s]ralheiro1 de cuteleiro1 de c>p9teiro1 de m>c5eiro1 entalhador e torneiro1 de ma*9ismo1 de tecelagem1 de fiao de l9ho1 de algodo1 e de s$a2 de encad]nao1 etc41 etc41 etc4 ,a ,ilha mesma fic\ admirada das riquezas indu/riaes1 que possuia sem o sab]4 ,acc5d]am-se-lhe novos brios com e/e docum5to irrefragavel de suas =z2 e tudo nos faz esp]>1 que a segu9te exposio no c$] a e/a em espl5dor4 ,o que n'e/e mom5to z ,ilhas ,can>ias e/o =cej&o por conseguir1 j exi/e pois nas dos ,aores1 graz ao pod] da associao4 ,z escolas so outro bem1 m5os brilhante sim1 porm a9da mais slido que o prec$5te4 ,z que no gremio da ,soci$ade se a*am j trabalh&o1 so3 tres de ,leitura2 uma de ,d\tr9a *ri/an2 uma de ,ari?metica2 uma de ,geometria applicada s ,artes2 uma de ,des5ho de figura e paizagem2 uma de ,poetica e ,declamao2 uma de ,hygi5e2 uma de ,francez1 p>a s5horas2 uma de ,+lez1 p>a hom5s2 uma de ,geographia2 uma de ,encad]nao4 ,,aulas ,,ab]tas1 ,,mas ,,a9da ,,esp]a ,,de ,,discipulos uma de ,agrim5sura2 uma de ,des5ho topographico2 uma de ,dana2 uma de ,torno2 uma de ,pyrote*nia4 ,,aulas ,,em ,,projecto uma de ,economia politica2 uma de ,hi/oria2 uma de ,gymna/ica2 uma de ,natao2 uma de ,calligraphia2 uma de ,musica4 ,das aulas em actividade1 z que teem dado mais satisfatorios resultados so3 z de ,leitura1 a de ,ari?metica1 a de ,geometria1 e a de ,des5ho de figura e paizagem1 que1 por t] sido de todas a primeira fundada1 e a que abriu to nobre exemplo1 m]ece especial m5o4 regida pelo ,director d ,lyceu ,aoriano1 o snr4 ,p$ro de ,alcant>a ,leite4 ,em realidade1 meu bom ,amigo1 ha j1 n'aquelle nasc5te complexo de e/udos uteis1 alguma coisa que p>a o nosso mesmo ,portugal pod]ia s]vir de exemplo4 ,a ordem e a boa policia das classes2 o canto religioso1 com que os alumnos se prep>am p>a o trabalho1 invoc&o a ,graa ,div9a#i2 o amor que manife/am aos seus g5]osos me/res1 sem prejuiso d respeito e da att5o2 o cont5tam5to com que s lies assi/em2 o fruto que tiram dos me?odos simplices1 racionaes1 e aprasiveis1 que ahi se empregam2 tudo i/o j muito1 e no s5o um comeo2 pois somos de hontem1 se pode diz]4 ,o que os ,amigos das ,lettras e ,artes1 que j por ahi algum velhaco semsabor1 por t] talvez ouvido fal> de phalan/]ios1 acoim\ de phalan/]ianos1 o que os ,amigos das ,lettras e ,artes1 digo1 teem j concorrido p>a des5volv] o espirito de sociabilidade1 nem os mais pirronicos o pod]iam neg>4 ,o oitav>io de ,santa ,cecilia#aj1 por elles celebrado1 com poesia e musica1 no !atro de ,s4 ,seba/io2 z tres noites de s>u arti/ico1 no decurso da ,exposio2 z proprias sesses ord9>ias2 so docum5tos incontrov]sos d'e/a v]dade4 ,ahi se teem vi/o1 e se vem1 reunidos1 mi/urados1 com a mais irrepreh5sivel dec5cia1 com p]feita satisfao mutua1 os artifices1 os arti/as1 os nobres1 e os litt]atos2 o morgado1 e o op]>io que sua e vla p>a su/5t> os filhos2 os magi/rados mais consid]aveis1 z damas das melhores familias1 e o me*anico sem nome1 mas no sem virtudes4 ,feliz comm]cio1 em que todos lucram6 os pequ5os1 apr5d5do1 no trato das pessoas educadas1 z maneiras faceis1 elegantes1 dec5tes1 que lhes faltavam2 os gr&es1 educ&o assim indirectam5te o povo1 com quem =oso viv]em1 e =r&o-se por consequ5cia1 p>a o futuro1 o dissabor de muita gross>ia4 ,se d'e/es phanla/]ios se pode alguem queix>1 no s]o s5o os apologi/as da tab]na1 e c]tas outras casas no m5os moraes e hone/as4 ,o amor d trabalho tem recebido notavel impulso d complexo de tudo i/o1 e de outra causa a9da1 que f> rir os nescios1 mas que n5hum espirito dotado de philosophia deix> de ent5d]3 falo d ,hymno d trabalho#aa1 brilhante composio musica de um dos ,socios1 o snr4 ,moraes ,p]eira4 ,e/e ,hymno torn\ se de rep5te o mais popul> dos cantos em toda a sup]ficie da ,ilha2 z vozes1 os in/rum5tos1 o assobio1 o repetem de cont9uo pelas ruas1 pelas salas1 pelas (fic9as1 na lavoira1 no !atro1 nas escolas1 em toda a p>te4 quella con/ante exhortao ,trabalh>1 meus irmos1 que o trabalho riqueza1 virtude1 vigor4 ,d'entre a or*e/ra da s]ra e d malho brotam vida1 cidades1 amor4 tem-se vi/o muito brao1 que desfallecia com a p]guia1 re=ar-se p>a a t>efa4 ,o malho e a s]ra mesmos1 como que se magnetisam4 ,se eu tivesse uma (fic9a de qualqu] indu/ria1 qu]]ia que os meus obreiros cantassem1 em cro e a miudo1 aquelle ,hymno4 ,se a grave ,allemanha me ouvisse i/o1 no me neg>ia a raso4 ,aqui tem1 meu bom ,amigo1 o que j hoje a incalumniavel ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel4 ,os seus de/9os ult]iores1 quem os calcul>8 ,aviv5te-a ,deus1 que teem de s] imm5sos2 tantos1 tamanhos1 e to esp]anosos so os bons eng5hos1 habilidades1 e desejos d'aquelles nossos optimos irmos insulanos6 ,p>a assegur>1 d possivel modo1 =a e e/abilidade a tal in/ituto1 em t]ra to necessitada1 e to propria d'elle1 p>eceu-me que devia a ,soci$ade radic>-se1 e torn>-se indep5d5te de incon/ancias e entibiam5tos de vontades4 ,p>a i/o1 duas coisas eram1 a meu v]1 necess>ias3 grange>-lhe casa1 e dote4 ,de um e outro alvitre me riram a pr9cipio1 como de utopia rematada4 ,nem por isso descorooei4 ,puz-me capa agu>d&o mono1 e no t>d\4 ,hoje1 nem na ,soci$ade nem fra d'ella ha j quem no acr$ite firmem5te em que de donativos e esmolas1 esmolas em d9heiro1 em g5]os1 e em trabalho1 havemos de levant> um dote e uma casa ,soci$ade1 assim como os ,frades erigiram conv5tos1 e p>a os conv5tos grange>am r5das4 ,os ,frades p$iam em nome d ,ceo1 eram acr$itados1 obt9ham2 ns havemos de p$ir em nome da humanidade1 e d ,ceo tambem1 e havemos de obt] egualm5te1 porque o nosso pequ5o passado j1 aos olhos de toda a g5te1 o fiador d nosso pre/imo4 ,a casa que m$itamos1 e que eu j d'aqui antevejo feita em m5os de um anno1 p>a z nossas escolas1 p>a o nosso !atro de declamao1 p>a z nossas sesses1 p>a a nossa biblio!ca1 p>a o nosso museu1 p>a z nossas exposies1 p>a os nossos conc]tos musicos1 p>a o nosso bas> de productos indu/riaes1 em summa3 p>a toda a especie de bons s]vios publicos4 ,como pod]ia o ,publico deix> de nos favorec] na edificao1 at lhe prmos a ultima telha1 o ultimo prego1 e o ultimo vidro8 ,elle e ns havemos de ac>ret>1 todos1 pessoalm5te1 a p$ra a areia se fr preciso4 ,ns por entre elle havemos de ir de povoao em povoao1 de casal em casal1 sem v]gonha e com alegria1 a p e de sacco s co/as1 m5dig&o p>a a obra santa4 ,qu&o ns e o povo assim e/amos det]m9ados a cumprir o nosso dev] pod]iam o ,gov]no e o ,p>lam5to1 que so a provid5cia gr&e d ,re9o1 deix> de nos coadjuv>8 ,no podiam nem podem4 por isso que1 a p> dos ,e/atutos p>a a ,real approvao1 eu j fiz subir ao ,?rono a petio com que1 em nome e como presid5te da ,soci$ade1 supplico se nos conc$a um pequ5o t]r5o nacional1 ha j annos devoluto1 sobre que edifiquemos4 ,gr&e1 p+ue1 r5dosissimo que elle fosse1 nol-o dev]iam outorg>1 pois n5hum uso se pod]ia jmais d'elle faz] mais proveitoso e ab5oavel d que e/e4#ab ,oxal que em muitas p>tes d ,re9o se levantassem in/itutos eguaes1 sollicit&o e obt5do eguaes ou a9da maiores concesses6 ,p>a mais facilit> a graa que sollicitamos1 e ao mesmo tempo p>a nos ad/r+ir mais obs]vancia dos nossos dev]es1 eis aqui uma clausula d requ]im5to1 consignada no m5os nos ,e/atutos3 ,se em algum tempo 7o que ,deus no p]mitta7 a ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes deix> de exi/ir1 i/o 1 se algum dia deix>em de app>ec] z suas obras b5eficas1 a sua casa e b5s pass>o p>a o usufruto d ,hospital d ,di/ricto1 e l fic>o at que1 ou com os mesmos individuos ou com outros1 mas com os mesmos e/atutos1 e p>a os mesmos f9s1 a ,soci$ade reapp>ea4 ,meu c>o e incanavel obreiro de civilisao1 apadr9he com a gr&e autoridade da sua philosophica e eloqu5te folha1 e/a petio1 a mais ju/a1 a mais des9t]essada1 a mais nobre1 que em n5hum tempo se fez2 no p>a que a despa*em1 que p>a ahi no cabem duvidas1 mas p>a a maior brevidade d despa*o4 ,cada dia que se p]de p>a z obras de in/ruco e moralisao um mal1 e so males inf9itos que se no ress>cem4 ,de ,v4 ,s4 etc4 ,,antonio ,,feliciano ,,de ,,ca/ilho4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #g ,de feito1 nem um app>eceu2 mas os mex]icos sollapados progr$iram1 e por d]radeiro triumph>am4 ,ca/ilho4 #h ,a*am-se impressas no #b4 tomo d ,agricultor ,mi*ael5se4 ,,ca/ilho #i ,e/e canto no fim da pres5te c>ta se pode v]4 #aj ,foi uma espl5dida fe/a4 ,a #b4 das tres pez de poesia que se a*am depois d'e/a c>ta o ,hymno de ,santa ,cecilia1 que o autor p>a esse fim compoz4 #aa ,no fim d'e/a c>ta se publica apoz o ,hymno de ,santa ,cecilia4 ,,ca/ilho4 #ab ,pelo ,m9i/]io d ,re9o nada foi possivel conseguir-se2 raso por que1 p]didas d'aquella p>te z esp]anz1 se recorreu ao ,p>lam5to1 com a petio que ao diante se l]4 ,,ca/ilho4 ,,ii ,,invoca,o ,a ,,deus ,,antes ,,de ,,come,,ar ,o ,,e/udo ,po/a em musica1 p>a uso das escolas dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel pelo ,snr4 ,dr4 ,joo ,jos da ,silva ,l\reiro e #b4 vez em ,lisboa pela ,snr4 ,d4 ,c>ol9a ,smi? ,rosi] ,tu cujo amor em canticos celebram sem cess> o mundo dos espiritos1 o ,ceo1 a t]ra1 o m>1 ,s5hor1 acolhe z supplicas de pobres filhos teus6 ,illu/ra-nos6 melhora-nos6 amp>a-nos1 ,deus6 ,a luz--disse/e--faa-se4 ,e a noite em luz se fez4 ,dissipe egual prodigio a sombra em que nos vs4 ,nas trevas da ignorancia no m$ra o santo amor4 ,illu/ra-nos6 amemo-nos6 ,s5hor6 ,s5hor6 ,s5hor6 ,,iii ,,hymno ,,de ,,santa ,,cecilia ,,na ,,fe/a ,,da ,,soci$ade ,,dos ,,amigos ,,das ,,lettras ,e ,,artes ,,em ,s4 ,,miguel ,,po/o ,,em ,,musica ,,pela ,,snr4 ,d4 ,,leonor ,,vidal ,,dalhunty ,musa das ca/as ci?>as de e?rea melodia1 ,anjo1 ,mulh]1 ,cecilia1 salve em teu fe/o dia6 ,da t]ra aos ,ceos elevem-se nas azas das ces a ti nossos espiritos e nossos coraes6 ,melhor que o inc5so1 a musica1 d ideal l+uagem bella1 os ineffaveis jubilos m5te nos revela4 ,dos s5tim5tos plcidos1 d amor1 da paz1 d bem1 ella1 invisivel mgica1 ella o segr$o tem4 ,musa *ri/an1 confirma-nos o ardor que ao bem nos guia4 ,auspicioso aos mis]os f9de o teu fe/o dia4 ,,iv ,,hymno ,,da ,,soci$ade ,,dos ,,amigos ,,das ,,lettras ,e ,,artes4 ,,exhorta,o ,,ao ,,trabalho ,,com ,,musica ,,d ,,snr4 ,,jo,o ,,luiz ,,de ,,moraes ,,p]eira ,,voz ,no regao d luxo a opul5cia os cassos d ocio maldiz4 ,entre z lidas sorri a indig5cia2 co'o po negro se julga feliz4 ,c,,ro ,trabalh>1 meus irmos1 que o trabalho riqueza1 virtude1 vigor4 ,d'entre a or*e/ra da s]ra e d malho brotam vida1 cidades1 amor4 ,,voz ,deus1 impondo ao peccado a fadiga1 t na p5a sorriu pat]nal3 s quem v5ce a p]guia inimiga reconqui/a o edn t]real ,c,,ro ,trabalh>1 meus irmos1 etc4 ,,voz ,quem d graz aos ,ceos ao sol po/o8 ,quem lh'z d v5do a aurora rai>8 o obreiro2 o suor lhe en*e o ro/o1 mas seus dias no turva o pes>4 ,c,,ro ,trabalh>1 meus irmos1 etc4 ,,voz ,o que vive na in]cia aborrida no som5te de irmos r\bador2 suicida1 e mais vil que o suicida2 suicida1 a quem falta o valor4 ,c,,ro ,trabalh>1 meus irmos2 etc4 ,,voz ,caia opprobrio no vil ocioso1 que de%]da o pres5te e o porvir4 ,s noite compete o rep\so2 s aos mortos o et]no dormir4 ,c,,ro ,trabalh>1 meus irmos1 etc4 ,,voz ,m> e t]ra1 ar e ceo1 tudo lida4 ,deus a todos poz luz e deu mos4 ,lei suprema o trabalho na vida4 ,trabalh>1 trabalh>1 meus irmos6 ,c,,ro4 ,trabalh>1 meus irmos1 que o trabalho riqueza1 virtude1 vigor4 ,d'entre a or*e/ra da s]ra e d malho brotam vida1 cidades1 amor4 ,v ,extracto da ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se de #bf de ,abril de #ahdi ,a hora muito adiantada tivemos noticia d ,requ]im5to1 que ao diante publicamos1 dirigido ,cam>a dos ,s5hores ,deputados pelo ,snr4 ,a4 ,f4 de ,ca/ilho1 como ,presid5te da ,associao dos ,amigos das ,letras e ,artes e/abelecida em ,s4 ,miguel4 ,sobre a importancia e gr&e urg5cia d assumpto diz o ,requ]im5to quanto ba/a p>a que a ,cam>a no demore uma deciso1 que s] p>a ella um padro de gloria1 que no morre4 p>a l\v> o modo honroso1 com que o ,secret>io1 o snr4 ,mexia1 apres5t\ e/e ,requ]im5to4 ,oxal que to bom pr9cipio seja signal de breve e favoravel resoluo4#ac ,em o num]o proximo1 e na pres5a de docum5tos e factos inconte/aveis1 f>emos por *am> a att5o d ,gov]no1 da ,cam>a1 e d ,publico1 sobre mat]ia de to alto int]esse ,,notas ,,de ,,rodap3 #ac ,adiante se encontra a fala d sr4 ,mexia4 ,,ca/ilho4 ,,vi ,requ]im5to ,cam>a dos ,s5hores ,deputados ,,s5hores3 ,exi/e hoje nos conf9s dos e/ados ,portuguezes uma ,soci$ade1 talvez sem exemplo1 que nasceu gr&e1 possante1 auspiciosa1 e1 em p\cos mezes de exi/5cia1 apres5ta j mom5tosos1 copiosissimos1 e inconte/aveis resultados p>a a illu/rao e v5tura d ,publico4 ,e/a ,soci$ade a dos ,amigos das lettras e artes em ,s4 ,miguel1 cujos ,e/atutos j em #c d corr5te ,abril =am confirmados por ,s4 ,m4 ,f4 ,qu&o se v1 ,s5hores1 o que uma tal organisao g]m9alm5te contm de sci5cia de moralidade1 de prosp]os fados p>a z g]aes que teem de vir1 e j mesmo p>a e/a1 impossivel no a ab5o>1 desej&o-lhe vida sem limite4 ,p>a o fim de a conseguir1 ella pz no remate dos seus ,e/atutos1 como *ave de abbada1 a decl>ao de que era immortal1 como o s5tim5to de b5efic5cia que a produzira2 e1 p>a realis> esse nobre sonho de ambio humanit>ia1 det]m9\ fund> p>a si1 i/o 3 p>a suas escolas1 biblio!ca1 museu1 repres5taes sc5icas1 exposies1 etc41 uma =mosa casa1 e uma dotao suffici5te2 com a expressa condio de que1 se por algum imprevi/o concurso de circum/ancias1 a sua b5efica exi/5cia cessasse de se manife/>1 dotao e casa pass>iam ipso facto p>a o usufructo d ,hospital de ,ponta-,delgada1 o qual1 a todo o tempo que a mesma ,soci$ade recomeasse os seus trabalhos1 fic>ia obrigado a faz]-lhe de tudo fiel e promptissima re/ituio2 provid5cia e/a1 que m]eceu a approvao de ,s4 ,m4 ,f41 como sem duvida obt] tambem a vossa4 ,a ,soci$ade no se dissimula1 ,s5hores1 que uma casa e uma dotao assim1 tanto no so empreza facil1 que primeira vi/a devem p>ec] um puro sonho de devaneadores philan?ropicos4 ,entretanto no ha j hoje n'aquella ,cidade e ,ilha1 quem no e/eja conv5cido da mais que probabilidade da realisao c]ta de tal desid]&um1 s pelo meio dos donativos1 esmolas1 e s]vios gratuitos1 tanto dos ,socios1 como de extranhos ,soci$ade2 graz aos milagrosos frutos1 que todos teem vi/o brot> da nossa ,exposio da ,indu/ria mi*ael5se1 e das nossas incanaveis ,escolas1 de l]1 de ari?metica e geometria applicada s ,artes1 de ,d\tr9a *ri/an1 de des5ho de figura e paizagem1 de francez1 de +lez1 de poetica e declamao1 de musica1 de hygi5e1 etc44 ,a p]guia1 do5a espordica em toda a p>te1 mas ali pe/e g]al e antiquissima1 tem j s+ul>m5te dim9uido com e/a m>avilhosa excitao dada a todas z coisas uteis pela ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes2 o ,hymno d trabalho canta-se j em toda a sup]ficie da ,ilha1 e o seu amor vai-se filtr&o d canto p>a z obras4 ,como pod]ia pois a populao deix> de contribuir go/osa com esmolas1 que a f9al no so dadas s5o a ella mesma e a seus filhos8 ,com esmolas de cobre se fund>am e dot>am conv5tos1 como palacios de ,mon>*as1 nos seculos de ,f4 ,n'e/a edade de int]esses mat]iaes1 e de illu/rao1 pod]ia o bom s5so faz] m5os em favor d nosso ,in/ituto8 ,a ,soci$ade vem pois1 ,s5hores1 vossa respeitavel pres5a supplic> lhe coadjuveis a projectada edificao d seu ,sol> de ,lettras e ,artes1 c$5do mesma ,soci$ade a pequ5a crca d ext9cto conv5to da ,conceio d'aquella ,cidade1 hoje palacio d ,gov]no ,civil1 com a adjac5te rea e ru9as da egreja de ,s4 ,jos4 ,a planta1 que1 junto com e/e requ]im5to se (f]ece vossa consid]ao1 bem cl>am5te mo/ra no hav] excesso no p$ido1 pois n'aquelle p\co t]r5o se teem de erigir salas1 escolas1 bas>1 (fic9as1 e !atro1 de que no ha um unico publico1 n'uma ,cidade de tanta importancia2 dev5do fic> a9da suffici5te espao descob]to p>a ex]cicios gymna/icos1 to conduc5tes p>a a boa creao physica4 ,o in=me que o ,ex4 ,gov]nador ,civil d ,di/ricto de ,ponta-,delgada dirigiu ao ,gov]no sobre e/a pret5o1 deve necess>iam5te concord> com o expo/o1 e d> a conhec]1 por outra p>te1 s] aquelle um t]r5o1 que se a*a ha annos devoluto4 ,nunca propri$ade nacional hav] sido mais util1 nem mais l\vavelm5te empregada1 d que e/a1 que em m5os de um anno1 a dat> da concesso1 e/> conv]tida em um manancial de in/ruco1 de moralidade1 de affecto p>a com um ,gov]no1 que no p]de occasio de felicit> os povos4 ,lisboa #bd de ,abril de #ahdi4 ,o ,presid5te da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho4 ,,vii ,fala d ,secret>io da ,cam>a ,electiva o ,snr4 ,joo de ,s&e e ,magalhes ,mexia ,salema na sesso de #be de ,abril de #ahdi fielm5te trasladada d ,di>io das ,crtes ,sr4 ,presid5te ,desci de proposito d'esse log> da meza1 p>a no decl9> a honra1 que ha p\co recebi1 de s] incumbido pelo sr4 ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho1 de apres5t> a e/a ,cam>a uma repres5tao da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes de ,s4 ,miguel1 de que elle dignissimo ,presid5te1 em que se p$e a concesso da crca d ext9cto conv5to da ,conceio1 p>a n'ella levant>em o edificio d seu sol> de ,lettras e ,artes4 ,ha mom5tos1 que recebi e/a repres5tao2 de um rapido lanar de olhos sobre ella1 conheci a importancia e urg5cia d objecto4 ,alm da natureza d'e/e1 a ,cam>a sabe avali> a consid]ao1 que m]ece uma corporao sci5tifica1 p$9do auxilio dos ,eleitos d ,povo2 e muito mais1 t5do sua te/a um nome to conhecido1 no s na ,litt]atura portugueza1 como tambem na ,litt]atura europa4 ,n4 ,b--,o requ]im5to foi m&ado p>a a ,commisso de ,faz5da2 de l passados p\cos dias1 ao ,m9i/]io da ,faz5da1 p>a in=m>2 d'e/e ao ,tribunal d ,!soiro1 p>a o ouvir4 ,em todas e/as tres e/aes se d]am ao requ]5te z mais agradaveis esp]anz4 ,eis ahi o que at hoje1 que i/o se imprime 7#bd de ,novembro de #ahdi17 pode na mat]ia hi/ori>4 ,a4 ,f4 ,,de ,c4 ,,viii ,exc]pto da ,revi/a ,univ]sal ,lisbon5se de #c de ,maio de #ahdi ,concesso d t]r5o p>a z escolas da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel ,o nosso promettido artigo ac]ca da mui patriotica ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes fica p]feitam5te sub/ituido pelo ,memorial1 que ao deante publicamos1 feito pelo seu digno ,presid5te o snr4 ,ca/ilho4 ,a brevidade que e/e negocio requ] inque/ionavel2 mi/r no deix> esfri> a f dos p\cos mas honrados ,portuguezes1 que a9da teem animo p>a se int]ess>em pela v]dadeira =tuna da ,nao4 ,oxal que to repetidas in/ancias influam1 no s nas ,cam>as ,legislativas1 mas tambem no ,gov]no1 p>a que se no p]ca o ensejo de complet> um gr&e p5sam5to4 ,,memorial ,ill4 ,ex4 ,snrs4 ,em nome e como ,presid5te da ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel1 tive a honra de vos dirigir um requ]im5to1 p>a que o ,gov]no fosse autorisado a mett] a mesma ,soci$ade de posse de um pequ5o *o nacional1 p>a n'elle se edific>em1 nossa cu/a1 casas p>a z nossas escolas1 p>a z nossas sesses1 museu1 biblio!ca1 bas> indu/rial1 !atro1 etc44 ,esse requ]im5to foi pela ,cam>a remettido sua respectiva ,commisso4 ,o meu fim1 n'e/e ,memorial1 ,ill4 e ,ex4 ,snrs4 sollicit> p>a a deciso d'e/e negocio a maior urg5cia4 ,a ,soci$ade nasceu1 e tem produzido p>a o ,publico b5eficios consid]aveis1 sem concurso algum da =a publica1 por effeito unicam5te da sua boa vontade e p]sev]ana1 como se prova pelo ,relatorio impresso1 que eu ajuntei ao mesmo requ]im5to4 ,todavia1 p>a que a nossa exi/5cia cont9ue1 e o publico mi*ael5se no seja privado dos frutos de in/ruco1 que j comea a colh]1 e mesmo p>a que o nosso exemplo de illu/rado e des9t]essado patriotismo possa vir a s] imitado n'e/e ,re9o1 at hoje to baldio p>a a civilisao intellectual1 indisp5savel que depois de approvados1 como j o e/amos1 pelo ,gov]no1 se nos faa a requ]ida concesso1 prompta e incessantem5te4 ,o adiam5to s]ia mat>-nos a f1 e consegu9tem5te mallogr>1 d modo mais v]gonhoso e b>b>o1 os b5s que podmos1 qu]emos1 e sabemos1 produzir1 como demon/rado4 ,eu f>ia (f5sa1 tanto aos vossos ent5dim5tos1 como ao vosso amor patrio1 se1 mesmo hypo!ticam5te1 admittisse aqui1 p>a a combat]1 a objeco da pobreza4 ,qu]] v5d]1 p>a obt] algum conto de ris1 que nos no pode salv>1 um *o1 que no v5dido deve produzir muita illu/rao1 fra uma simonia horrorosa1 e deploravel1 uma torpeza1 de que n+uem s]ia capaz1 quanto mais um ,p>lam5to portuguez6 ,outras consid]aes ha na petio a que alludo1 e que vos foi pres5te1 z quaes de c]to vos decidiro a despa*al-a1 no s bem1 mas imm$iatam5te4 ,ab/5ho-me de z reproduzir1 e mesmo de ajunt> outras muitas1 no m5os pond]osas1 por no vos tom> sup]fluam5te o tempo1 que deveis a tantos outros importantissimos1 a9da que no mais importantes1 negocios d ,e/ado4 ,lisboa1 #c de ,maio de #ahdi ,a4 ,f4 ,,de ,,ca/ilho4 ,,ix ,artigo d dia no ,di>io d ,gov]no de #g de ,maio de #ahdi ,lisboa1 #f de ,maio4 ,um p5sam5to elevado1 patriotico1 e civilisador1 dot\ ha p\cos tempos a ,ilha de ,s4 ,miguel com uma das mais uteis e illu/radas in/ituies1 que se podem organis> em honra e b5eficio da civilisao de qualqu] povo4 ,essa in/ituio1 intitulada ,soci$ade dos ,amigos das ,lettras e ,artes em ,s4 ,miguel1 deu comeo n'e/a ,ilha a uma era inteiram5te nova p>a a vida moral e physica dos seus habitantes4 ,abr9do z suas portas a todas z classes1 admitt9do em seu seio todos os que amam e cultivam z ,lettras e ,artes1 todos os que desejam vel-z prosp]>1 todos os que aspiram a inici>-se nos seus my/]ios1 de rep5te se fez pod]osa pela concorr5cia de muitas intellig5cias1 e de muitos ex=os encam9hados e excitados por uma alma en]gica e p]sev]ante1 que toda en?usiasmo e devoo pelas ,lettras1 e que toda se abraza em v]dadeiro e acrisolado amor da ,patria4 ,d5tro em p\co e/a ,associao1 compo/a de alguns c5t5>es de pessoas1 desde a mais alta nobreza1 at mais humilde pr(isso1 inclu9do z pr9cipaes ,auctoridades da ,ilha1 e t5do sua fr5te o seu in/ituidor e incanavel procurador1 o snr4 ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho1 abriu ao ,publico aulas1 de leitura1 de ,d\tr9a *ri/an1 de ari?metica1 de geometria applicada s ,artes1 de des5ho de figura e paizagem1 de poetica e declamao1 de hygi5e1 de francez p>a s5horas1 de +lez p>a hom5s1 de geographia1 de encad]nao1 de agrim5sura1 de des5ho topographico1 de dana1 de torno1 e de pyrote*nia2 e projecta abrir aulas de economia politica1 de hi/oria1 de gymna/ica1 de natao1 de calligraphia1 e de musica4 ,algumas d'aquellas aulas1 frequ5tadas por um num]o consid]avel de individuos1 num]o que exc$eu toda a expectao1 vo d&o de si os melhores resultados4 ,faz5do nas suas salas uma ,exposio da ,indu/ria mi*ael5se1 reuniu abundantissima copia de productos1 to v>iados1 e muitos to excell5tes1 que apres5t>am um quadro bem esp]anoso dos progressos indu/riaes d'aquella ,ilha#ad2 quadro que em breve ali se dev] repetir2 accresc5tado e melhorado sem duvida pelo pod]oso e/imulo e nobre emulao1 que o primeiro dev]ia produzir no animo de todos os indu/riaes4 ,d'e/'arte1 e/a sabia ,in/ituio vai faz5do conv]gir p>a um c5tro1 p>a um fim de utilidade g]al1 z ideias e ex=os dos moradores de ,s4 ,miguel2 e1 ao passo que attrai p>a e/a obra de int]esse publico1 vai faz5do tol]antes os p>tidos2 vai-lhes un9do os hom5s2 vai ado&o os co/umes1 e moralis&o o ,povo pelas relaes da intima conviv5cia1 pelos ap]tados laos d int]esse commum4 ,mas p>a que o p5sam5to d'e/a ,associao se possa des5volv] como o concebeu seu illu/re autor1 como o expressam os ,e/atutos da ,soci$ade1 j approvados pelo ,gov]no1 como o desejam todos os ,socios1 e com elles todos os ,mi*ael5ses1 necess>io um edificio1 com a capacidade e con/ruco proprias p>a z div]sas escolas1 p>a z sesses1 p>a uma biblio!ca1 p>a um museu1 p>a um !atro de declamao1 p>a uma sala de conc]tos musicos1 p>a z exposies1 e p>a um bas> de productos indu/riaes4 ,lembr\-se a ,soci$ade de o con/ruir sua cu/a1 e p>a esse fim enc>reg\ o seu ,presid5te1 o snr4 ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho1 de vir p$ir ao ,gov]no e s ,crtes a pequ5a c]ca d ext9cto conv5to da ,conceio1 e a adjac5te rea e ru9as da egreja de ,s4 ,jos1 p>a ali se fund>em os e/abelecim5tos da ,soci$ade4 ,o requ]im5to j foi pres5te ,cam>a electiva1 e depois remettido ,commisso compet5te4 ,uma e outra1 d&o a e/e negocio a importancia e consid]ao que elle m]ece1 esp]amol-o com confiana1 no s o ho-de resolv] favoravelm5te1 mas com a brevidade que reclama um objecto de tamanho int]esse publico4 ,x ,c>ta ao r$actor da ,v]dade1 seman>io mi*ael5se ,snr4 ,r$actor ,p]mitti1 que eu tome na vossa folha um pequ5o espao p>a um acto de gratido2 dal-o primeira de todas z virtudes no p]del-o4 ,ent5dim5to sup]ior1 vs compreh5deis que os int]esses mat]iaes1 e intellectuaes1 que a vossa folha se enc>reg\ de promov]1 no so os unicos de que dep5de a felicidade publica4 ,tanto1 pelo m5os1 como esses1 contribuem p>a ella o desemp5ho dos dev]es moraes1 e os affectos nobres4 ,arroj\-me a adv]sidade 7se por v5tura o era67 p>a e/a ,ilha com tudo que eu mais amava4 ,*eio de boa f1 e com a m9ha illimitada b5evol5cia1 mas sob os mais ru9s auspicios1 desemb>quei n'ella2 v9ha precisado de am>1 e no vi a quem2 de trabalh>1 e no a*ei em qu4 ,a diante de mim t9ha v9do a m5tira prep>>-me o ruim gazalhado4 ,anoiteceu-se-me1 de todo1 o corao1 e esmoreci2 era mais um des5cantam5to1 depois de tantos2 era a ultima folha v]de das m9has esp]anz1 a cahir4 ,onde cuidra que viria r5asc] entre irmos1 p>a uns a outros nos am>mos muito1 dei com a peor das solides1 que tal sempre a que se encontra entre hom5s1 e que falam a nossa l+ua4 ,p]de ,deus a quem1 sem n5huma raso p>a me qu]] mal1 me calcul\1 urdiu1 e teceu essa teia de dias p]didos e noites veladas4 ,por mim lhe quiz]a eu tambem p]do>2 mas n'esses maleficios to gratuitos havia um qu9ho1 e l>go1 p>a entes que eu amava mais que a mim proprio4 ,e1 a9da por cima1 se veio ao cabo a extranh>-me que eu no agradecesse o hav]-se especulado com a nossa fome e ignomnia6 e porque arranquei z azas d visco com que se me t9ham qu]ido pr5d]1 decl>>am-me gu]ra peor que de morte1 que assim se pode qualific> a da calumnia4 ,emfim1 p]de-lhe ,deus1 j que em mim a natureza humana no pode tanto4 ,mas n'um dia de fe/a p>a o corao1 como e/e hoje o p>a mim1 devo d> de mo a todas essas coisas feias e desconsoladas1 ou antes1 hei-de agradec] a quem1 por isso mesmo que ento me fez curtir tamanhas p5as d'alma1 concorreu 7a9da que sem o qu]]7 p>a d> mais realce s delicias que hoje desfruto4 ,so os jejuns d corao os que fazem z ,pas*oas d amor4 ,passados aquelles primeiros tempos1 em que me p>ecia t] naufragado p>a aqui1 como p>a uma praia ou erma ou inimiga1 comearam de me alvorec] dias mais cl>os4 ,z falsas ideias que de mim se t9ham m&ado a diante1 =am-se desvanec5do4 ,conheceu-se1 e reconheceu se1 que eu no vi]a p>a a t]ra alheia p>a g5]o algum de malevol5cia1 quanto mais p>a a mais p]igosa e peor de todas z gu]ras1 a dos ,guelphos e ,gibell9os d seculo ,,xix2 que1 pelo contr>io1 toda a m9ha preciso era a ,poesia e o ,amor1 corporificados no trabalho1 que illu/ra e civilisa4 ,ento os amigos comearam1 a um e um1 a app>ec]-me2 e 7posso dizel-o1 sem que m'o hajam a vaidade7 tudo quanto por ahi havia de melhor em ent5dim5to e vontade1 e no era p\co1 se me foi un9do em espirito e trato4 ,ressuscitei no meu cemit]io1 e vi-o cidade4 ,na t]ra d de/]ro respirei a peito *eio ares de ,patria4 ,tornei a a*> no int]ior a alma1 e n'ella a esp]ana1 que mur*a e no sca4 ,reacc5di a lampada da m9ha f social2 e tal e tanta encontrei1 em torno de mim1 a boa g5te desejosa1 como eu1 das coisas d porvir1 e da felicitao d mundo pelo trabalho1 que1 sem sab]mos como1 nos vimos de rep5te ,soci$ade pod]osa1 activa1 descr5te em impossiveis1 e por isso mesmo capaz dos maiores milagres4 ,se tal ,soci$ade os tem feito1 muito mundo o sabe j hoje4 ,se p>a o prov> no ba/assem z obras1 os odios dos ru9s o demon/r>iam4 ,qu&o1 p>a sollicit> d ,gov]no a approvao d'e/a mesma ,soci$ade1 e d ,p>lam5to um p\co de *o em que ella deitasse raizes1 me p>eceu conv5i5te ir eu a ,lisboa1 e fui1 no levei unicam5te saudades de mulh] e filhos2 ,s4 ,miguel toda era j familia m9ha2 todos aqui nos qu]iamos j muito1 porque emfim1 *eg>amos a conhec]-nos de p>te a p>te1 desfeitas z preoccupaes e aleives1 que1 tambem de p>te a p>te1 se haviam arteiram5te dissem9ado4 ,l1 nem o trfego dos negocios1 nem z multiplices occupaes d espirito1 nem o brilho de tamanha cidade1 nem o affecto que expiram de si os sitios conhecidos da nossa pu]icia e adolesc5cia1 nem os emboras e cortejos da ,impr5sa obsequiosa1 nem mesmo os te/emunhos to solemnes de apreo1 que porfia me davam todos esses mancebos1 esp]anz e j ornam5tos da ,litt]atura e ,poesia nacional1 nada me p\de entibi> z saudades da m9ha ,ilha1 d'e/e b5igno e pacifico torro1 em que eu fiz]a mais e melhor que nasc]1 pois r5ascra n'elle4 ,mais que n5huma outra coisa1 e/es tres mezes de aus5cia me descobriram quanto lhe eu qu]ia4 ,oh6 se de mim dep5desse o to facil melhoram5to dos seus de/9os6 ,a voz1 e a p5na1 essas sim que z empreguei eu incessante em lhe advog> os int]esses da =tuna e d cr$ito2 em quanto1 por v5tura ou por desgraa1 filhos seus1 deslembrados d solo com quem nascim5to e uso os trav>am em p>5tesco1 empregavam a occultas todos os emp5hos e valim5tos p>a lhe empec] 7e ,deus sabe se em p>te o no conseguiam71 era eu1 extranho e obscuro1 quem1 s]v9do v]dade e ju/ia1 lhe pagava1 como podia1 a m9ha divida de gratido4 ,ao regress>1 os dias me p>eciam no acab> nunca1 e os sonhos das noites me v9ham todos povoados de imnum]aveis e cordeaes abraos1 de emboras1 p]guntas e respo/as de bons amigos1 de c>icias dome/icas1 de escolas vicejantes1 de salas de indu/ria1 da musica d trabalho1 de toda a poesia das esp]anz4 ,se metade d'isso1 que eu vim gos&o embalado pelas ondas1 por baixo da imm5sidade d ,ceo1 e no me afa/&o de uma ,patria1 s5o p>a me aproxim> a outra1 se a metade d'esses sonhos se realis>1 ,s4 ,miguel d5tro em p\cos annos s] visitada de toda a p>te com admirao e encantam5to1 que p>a tudo1 mesmo p>a a realisao das mais altas utopias d bem1 so a sua t]ra1 os seus hav]es1 e z almas dos seus moradores4 ,nem lisonjeio1 snr4 ,r$actor1 nem cuido que o bem-qu]] me desvaire4 ,z provas d futuro que antevejo1 j todos z palpmos no passado1 e sobretudo no pres5te4 ,apoz dez dias levados no ocio1 a ss com a m9ha alma1 n'e/as suaves cogitaes1 imag9ae1 snr4 ,r$actor1 qual no s]ia o meu enlevo1 qu&o1 ao aport>mos aqui1 pelo sol de uma =mosa t>de1 que tambem esp]ana1 me vi de rep5te c]cado de saudaes e fe/ejos1 entre os braos de tudo que mais amo1 recebido em v]dadeira ovao de amisade1 conduzido pelo brao de m9ha esposa1 entre os meus filhos e os meus consocios1 ao som d ,hymno da ,indu/ria1 ao e/rpito de foguetes1 por baixo de flores1 e atravez d nosso bom ,povo ap9hado pelas ruas1 at d5tro de m9ha casa6 ,eis aqui1 snr4 ,r$actor1 o que eu p>a desafogo de tantos affectos accumulados no peito1 c>ecia de escrev]4 ,agradec]684444,como hei-de eu agradec] o que ap5as cabe em expresso8 ,a b5evol5cia de uma gr&e cidade1 como pode retribuil-a quem1 por uma p>te1 s possue os bons desejos1 e por outra1 se s5te confundido e aniquilado com a gr&eza mesma d obsequio8 ,sr4 ,r$actor1 se eu no tivesse j antes consagrado a e/a g5]osa t]ra tudo quanto em mim ha de amor e qu]]1 agora lh'o consagrra p>a todo sempre1 e fic>ia a9da emp5hado4 ,snr4 ,r$actor1 o dia #be de ,maio de #ahdi foi o mais bello dos meus qu>5ta e nove annos4 ,egual ou sup]ior a e/e1 s pod] alvorec] p>a mim1 qu&o eu a vir to prosp]a quanto ella o m]ece1 e o pode s]4 ,,vosso1 etc4 ,,antonio ,,feliciano ,,de ,,ca/ilho ,ponta ,delgada #be de ,maio meia noite4 99 99 99 99 99 ,n4 ,b4 prec$5te c>ta fiz]am v>ias folhas de ,portugal a honra de a reproduzirem1 lib]alis&o por e/a occasio ao autor te/emunhos de b5evol5cia1 que p>a toda a vida o emp5h>am em agradecim5to4 to suave p>a um homem o s5tir-se amado6 e amado por espiritos di/9ctos6 e amado1 at ao ponto de lhe supporem mais de virtudes e m]itos d que em realidade possue1 e ha-de nunca possuir6 ,a9da a risco de s] havido por vaidoso1 o autor succumbe t5tao de apres5t> aqui a seus leitores1 i/o 1 a muitos outros amgos seus1 uma das mais floridas e ricas mo/ras de to p>cial e ent]nec$ora b5evol5cia2 o preambulo que pr$ita c>ta pz ,o ,ph>ol1 folha v]dadeiram5te notavel por sua litt]>ia elegancia1 pelo fogo e indep5d5cia de seus juizos1 pela sua aspirao =te e con/ante p>a o ,bello4 ,a prov]bial sev]idade das criticas d ,ph>ol faz a9da sobre-sahir p>a a gratido o preo d que se vai l]4 ,quantas f]idas e p5as d'alma se no suavisam e curam com o balsamo de expresses taes6 ,,xi ,artigo extrahido d num]o #aj d ,ph>ol p]iodico de ,lisboa ,o ,s5hor ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho e os ,mi*ael5ses ,todos sabem que o sr4 ,ca/ilho tem titulos valiosos admirao e ao respeito da ,patria1 que elle tem sempre honrado e s]vido com a sua d$icao e com o seu g5io4 ,vivos &am na memoria de todos1 os nobres ex=os que elle t5t\1 p>a rehabilit> z ,lettras portuguezas1 e traz] a =mosa l+ua nacional compet5cia com os mais ricos1 flexiveis1 elegantes1 e expressivos idiomas d mundo4 ,sabidos e decorados1 se multiplicam1 mais pela voz que pela impr5sa os h>moniosos tre*os d poeta mais sonoro1 mais sab$or1 mais correcto1 se no o mais inspirado dos poetas nacionaes contemporaneos4 ,como os gr&es g5ios1 o sr4 ,ca/ilho tem purificado a sua alma pelas am>gas provaes da adv]sidade4 ,como todos os gr&es tal5tos1 tem vi/o os invejosos e mesqu9hos urdirem-lhe no sil5cio z insidias1 com que a m$iocridade se des=a d tal5to4 ,a sua cora de poeta no se tem afem9ado com z complac5cias de uma vida descuidosa e opul5ta4 ,no o poeta funccion>io1 com avultadas p5ses p>a ento> cantos cortesos e m5tidos4 ,no o poeta-agitador1 faz5do s]vir z inspiraes d e/ro apo!se dos corrilhos de faco4 ,no o poeta-ari/ocrata1 d$ilh&o a lyra por elegancia1 e ento&o os di?yrambos da indiff]5a e da soci$ade4 o poeta-poeta2 o homem que canta1 porque nasceu p>a cant>2 que ama o ,povo1 porque o ,povo gr&e2 que o no adula porque no esp]a d'elle recomp5sas fau/osas4 o homem que respondeu ao o/racismo1 com que lhe celebr>am a reputao1 indo cont> aos ,mi*ael5ses1 que o acolh]am1 no os queixumes am>gos d ress5tim5to1 mas z m>avilhas da nova civilisao2 que levant\ ali um brado g5]oso de melhoram5to physico e moral2 que fal\ quelle ,povo dcil e indu/rioso a l+uagem florida e eloqu5te da ,poesia1 p>a lhe apont> z novas s5das d ,progresso2 e que teve a gloria de cre> mais proslytos com os seus hymnos de paz1 com z suas homilias f]v5tes1 d que muitos e/adi/as com z suas port>ias sev]am5te =muladas1 com os seus oram5tos capciosos e inextricaveis4 ,pde-se diz] que o snr4 ,ca/ilho realisa em ,s4 ,miguel o my?o de ,amphion1 alevant&o os muros de ,tebas ao som mavioso e br&o da sua lyra melodiosa4 ,o sr4 ,ca/ilho o novo ?aumaturgo d ,progresso4 sua voz a civilisao m>*a impetuosa1 e inaugura-se na humilde possesso de ,portugal4 ,a ,indu/ria exalta se1 a ,agricultura acorda4 ,z ,artes1 em conviv5cia frat]nal1 auxiliam-se mutuam5te4 ,a ,in/ruco d]rama-se gratuitam5te pelas classes m5os favorecidas da populao4 ,os co/umes como que se humanisam1 deixadas z tri/es controv]sias da lucta politica2 e os habitantes da ,ilha a=tunada celebram com ineffavel jbilo e extremada s9c]idade o poeta1 que foge da metrpole p>a viv] com elles1 trabalh> pela commum prosp]idade1 illu/ral-os pela sua d\tr9a1 e animal-os com o seu infatigavel exemplo4 p>a satisfaz] divida de reconhecim5to que o snr4 ,ca/ilho contrahiu p>a com os bondosos mi*ael5ses1 que1 ao pis> de novo aquellas praias ab5oadas1 elle public\ a c>ta que abaixo transcrevemos1 modelo de devoo civica1 de affectuosa eloqu5cia1 e de simpleza de corao4 ,quantos tribunos ephm]os1 quantos dictadores ciosos1 que se dizem alevantados pelo suffragio d ,povo1 folg>iam de pod] escrev] e/as l9has de congratulao1 com a mo na consci5cia1 com o ass5tim5to volunt>io de uma populao inteira1 que repete n'um cro num]oso o refro d bello ,hymno da ,indu/ria mi*ael5se3 ,trabalh>1 meus irmos1 que o trabalho1 riqueza1 virtude1 vigor4 ,d'entre a or*e/ra da s]ra e d malho1 brotam vida1 cidades1 amor4 ,,notas ,,de ,,rodap3 #ad ,na ,secret>ia d ,re9o deve exi/ir a magnifica relao1 que d'isso dirigiu ao ,gov]no o sr4 ,d4 ,p$ro da ,co/a de ,s\sa de ,mac$o1 ento ,gov]nador ,civil d ,di/ricto4 ,n'esse papel p$ia o mesmo snr4 que o autorisasse o ,?rono a d$uzir d c(re c5tral uma pequ5a quantia p>a premios indu/riaes1 alm dos que elle d seu bols9ho p>ticul> t5cionava (f]ec] p>a a segu9te ,exposio4 ,,ca/ilho4 ,,fim ,,d ,,primeiro ,,volume ,,notas ,retrato de ,ca/ilho ,ha co9cid5cias notaveis2 conv5i5te no z desaproveit>2 p>ecem arabescos na sobrehumana calligraphia da ,provid5cia4 ,o retrato com que se adorna e/e volume1 reproduco em photogravura1 pelo tal5toso arti/a o sr4 ,?omaz ,bordallo ,p9heiro1 de um pequ59o esboceto p9tado por seu excell5te pae1 o notavel sr4 ,manuel ,m>ia ,bordallo ,p9heiro4 ,quem diria ao p9tor1 que1 c9co5ta e quatro annos &ados1 um filho1 a9da ento por nasc]1 havia de reproduzir a sua obra8 ,o esboceto foi p9tado d natural1 na casa onde o arti/a habitava1 rua da ,f1 palacete direita sub9do1 em alguma visita que lhe fez ,ca/ilho na demora de quasi tres mezes que pass\ em ,lisboa 7#bg de ,fev]eiro a #ae de ,maio de #ahdi71 a*&o-se ento de resid5cia na ,ilha de ,s4 ,miguel4 ,app>eceu no espolio d eximio arti/a1 e foi (f]ecido a um filho de ,ca/ilho4 ,v-se que e/ava ap5as em pr9cipio2 mas 1 a9da assim1 docum5to precioso1 j pela semelhana1 que ia bem encam9hada1 j pela int5o affectuosa que motiv\ tal trabalho4 ,o velho ,bordallo ,p9heiro foi muito admirador e amigo d ,poeta1 e e/e ufanava-se de lhe retribuir eguaes s5tim5tos4 ,pag4 #ab1 l94 #c e seg4 ,polemicas4 ,h\ve1 com effeito1 folicul>ios mal ens9ados1 que pret5d]am inculc> s] ,ca/ilho um revolucion>io p]igoso1 uma especie de demagg subv]t$or de usos antigos e arraigadas cr5z2 isso deu aso a gu]ras crueis1 cuja memoria no desejamos evoc> aqui1 mas que muito am>gur>am o s9c]o ,poeta4 ,quem l] com att5o e/e livro1 v] quanto eram infundadas taes accusaes4 ,o livro innovador1 e no desordeiro2 amante1 e nunca ho/il4 ,lam5ta o que v1 deseja o bem1 e procura rem$io aos males que nos affligem4 ,int]pret> z utopias !oricas pelo lado demolidor1 no z ent5d]4 ,pag4 #bg1 l94 #g e #ab4 ,gessn]4 ,so tri/issimas z vicissitudes da reputao dos poetas4 ,ha nomes1 que1 depois de en*]em o mundo1 esquecem mis]avelm5te propria phalange dos hom5s de ,lettras4 ,salomo ,gessn]1 que no seu tempo foi um lum9>1 tanto pela belleza da =ma dos seus livros1 como pela sua moral1 de p\cos ,allemes hoje lido e conhecido a fundo4 ,ca/ilho1 que desde a m59ice o leu1 o trat\1 o v5]\1 e at alguns dos seus idyllios traduziu1 e imit\ outro1 cons]v\ sempre ao virtuoso cantor suisso um v]dadeiro culto4 ,p>a os que hoje entre ns ignoram quem foi ,gessn]1 duas palavras biographicas3 ,nasceu em ,zuri* em #agcj4 ,homem bom1 quanto se pode s]1 b5efico1 optimo m>ido1 optimo cidado comeou por typographo2 o trato intimo com z lettras elev\-o ao conhecim5to das ,lettras2 graz sua applicao e p]sev]ana1 torn\-se ,gessn] um v]dadeiro filho dilecto d ,publico3 j pela graa e s+eleza dos seus idyllios1 j pela moral pura e santa que todos elles respiram4 ,em toda a p>te onde app>eceu recebeu provas de apreo1 at das te/as coroadas4 ,falleceu em ,zuri* a #b de ,m>o de #aghg4 ,a celebre ,madame de ,g5lis conta da segu9te maneira uma sua visita ao poeta suisso3 ,t9ha-me ,gessn] convidado p>a o ir v] sua casa de campo2 e eu e/ava curiosissima de conhec] a mulh] com quem elle casra por amor1 e que o s\be inspir>4 ,imag9ava-a uma especie de pa/or9ha encantadora1 e phantasiava a habitao de ,gessn] como uma *\pana elegante1 circumdada de v]geis e flores2 ali1 segundo eu p5sava1 s se bebia leite1 e se pisavam ptalas de rosas ,*ego1 atravesso um resumido qu9tal1 *eio de c5oiras e c\ves2 i/o1 confesso1 comeou a p]turb> seu tanto os meus devaneios bucolicos e idyllicos4 ,entrei na sala1 e que vejo8 ,no meio de uma fumaceira d5sa de tabaco1 avi/o ,gessn] a fum> ca*imbo1 e a beb] c]veja2 ao lado d'elle s5tava-se a mulh]1 com a sua gr&e t\ca1 e a faz] meia4 ,o acolhim5to de ambos1 a doce unio d'aquellas almas1 o seu affecto p>a com os filh9hos1 a s+eleza de tal quadro1 tudo isso me p9t\ ao vivo os s+elos co/umes pa/oris que o poeta co/umava cant>4 ,assi/i pois a um idyllio1 pres5ceei a edade de oiro1 no em poesia brilhante1 mas sob o seu aspecto vulg> e desataviado4 ,pag4 #bg1 l94 #h e #ab4 ,klop/ock4 ,klop/ock 7,p$ro ,gottlieb7 autor d poema epico ,messiada1 nasceu em ,qu$l9burg787 a #b de ,julho de #agbd4 ,curs\ z melhores escolas sup]iores da ,allemanha1 conclu9do na ,univ]sidade de ,leyde o curso !ologico4 ,despos\ uma notavel e tal5tosa mulh]1 ,meta ,moll]1 fallecida em #ageh4 ,foi muito protegido por el-,rei ,fr$]ico ,v1 de ,d9am>ca4 ,os m]ecim5tos d'e/e poeta como l+ui/a e e/yli/a so muito apreciados dos ent5d$ores4 ,ca/ilho elogiava com en?usiasmo a ,messiada4 ,e/e d5om9ado ,p9d>o da ,allemanha falleceu a #ac de ,m>o de #ahjc4 ,pag4 #bi1 l94 #bh ,zimm]mann4 ,allude ,ca/ilho ao celebre livro ,da ,solido1 por ,zimm]mann2 obra de p5sador1 evangelho p>a solit>ios1 consolao p>a tri/es2 livro bom e optimo1 que la/ima se no reproduza entre ns em traduco4 ,ca/ilho prezava muito e/a obra1 lia-a1 relia-a1 e fazia-a e/ud> aos filhos4 ,pag4 #cf1 l94 #cd e segu9tes at ao meio da pag4 #cg4 ,esse admiravel p]iodo que pr9cipia3 ,n'uma palavra3 um obs]vador att5to1 de eloqu5cia r>a4 ,diz um critico ent5d$or o segu9te3 ,e/e tre*o s um cego o podia escrev]2 ha ahi uma obs]vao muda1 uma att5o intellig5te1 que s o sexto s5tido que possuem os cegos de tal5to sabia express>4 ,p]cebe-se a cont5o d ouvido d corpo1 e a9da mais a d ouvido da alma4 uma espl5dida manife/ao de =ma e de p5sam5to2 a l+uagem d sil5cio das noites2 a intuio das trevas4 ,pag4 #dg1 l94 #ad4 ,di>io d ,gov]no ,ref]e-se ,ca/ilho ao ,di>io como propag&i/a nato de sans d\tr9as4 preciso not> que at c]to prazo a folha (ficial teve entre ns uma feio litt]>ia1 e no se limitava a simples regi/o impresso da *ancell>ia gov]nam5tal4 ,era sup]9t5dida por um r$actor1 p]sona grata ao ,m9i/]io re9ante1 sujeito illu/rado e habil2 publicava noticias e/rangeiras1 artigos de litt]atura1 polemicas s]ias1 etc4 ,por isso o nosso poeta dizia que o ,di>io devia e podia entr> na propag&a de !orias civilisadoras1 mais e melhor que outras folhas4 ,pag4 #fc1 l94 #d1 ,ayres de ,s4 ,ayres de ,s ,nogueira1 irmo d celebre ,b]n>do de ,s1 ,visconde de ,s da ,b&eira1 e depois ,m>quez1 e de outros no m5os pre/adios cidados1 figur\ em ,portugal como um dos maiores fautores da ,agricultura e das indu/rias nacionaes4 ,como ,v]eador1 como ,deputado1 como p>ticul>1 emp5h\-se toda a vida nos progressos publicos4 ,foi uma g]ao notavel e/a familia de hom5s bons1 val5tes1 d$icados1 hone/os1 impetuosos p>a o bem4 ,ca/ilho1 amigo p>ticul> de todos elles1 apreciava-os no muito que valiam4 ,pag4 #ia1 ,o ,cl]o e z mulh]es4 ,se jamais h\ve d\tr9a bem or?odoxa1 e philosophica1 e social1 e/a sobre o provim5to dos ,bispados e das ,p>o*ias1 que eu expuz e provei1 mais pelo go/o de expr e prov> v]dades1 d que por me p]suadir que por ellas se havia de faz] obra4 ,em tal campo suppunha eu impossivel a*> adv]s>ios2 esquecia-me dos gu]rilheiros4 ,um p]iodico de ,s4 ,miguel *amado ,o ,c>ti/a1 pz-me 444 supponho que por impio4 ,um p]iodico de ,lisboa 7cuido que se *amava aquillo ,a ,unio7 disse ao publico1 scca e esp>voadam5te1 em ar de quem lhe d5unciava uma coisa m$onha1 que eu vi]a a ,s4 ,miguel pr-me fr5te de val5tes1 p>a pugn>mos pela eleio popul> dos ,bispos4 ,cl>o e/ que no respondi1 nem pessoa alguma respondeu1 ,unio de ,lisboa1 nem ao ,c>ti/a de ,s4 ,miguel4 ,no ,cl]o1 con/a-me que no falt>am contra mim murmuraes2 todavia1 no *eg>am suppurao da ,impr5sa4 ,com essas devia eu cont>1 e contava4 ,se no h\vesse cl]igos ind\tos e ru9s1 p>a honr>em com o seu odio a m9ha propo/a1 tambem e/a1 por falta de mat]ia prima1 t]ia deixado de exi/ir4 ,pelo que respeita emancipao politica das mulh]es1 no s n5hum homem me fez ecco1 se no que todas quantas s5horas ouviram o alvitre1 fiz]am cro contra elle4 ,e/a sua opposio1 p>ec5do prov> muito e muito em desabono da m9ha ^!1 prov\ muitissimo a favor d'ella2 recusam o seu qu9ho de lib]dade1 porque a no apreciam2 e no a apreciam1 porque a9da a no prov>am4 ,o que muito s5satam5te se pode portanto jur> contra a innovao1 que veio antes d seu tempo proprio1 mil annos2 qu&o m5os1 bons qu9h5tos4 ,no importa4 ,o que *ym]a1 algum dia s] realidade1 como inf9itas realidades de hoje algum dia ho-de s] *ym]as4 ,o tempo um gr&e ,hom]o1 que inv5ta de cont9uo2 e o ,mundo um poema de metamorphoses4 ,o que s vezes faz com que os poetas t]re/res p>eam doidos a quem os ouve1 que no meio dos primeiros cantos antecipam a leitura de algumas e/ancias p]t5c5tes a cantos ult]iores4 ,pag4 #abe1 l94 #bj4 ,assis ,rodrigues ,ref]e-se ,ca/ilho ao bom e p]ito arti/a ,francisco de ,assis ,rodrigues1 ,pr(essor e por fim ,director da ,academia ,real das ,bellas ,artes de ,lisboa4 ,foi discipulo de seu pae1 o esculptor ,fau/9o ,jos ,rodrigues1 amigo e alumno d gr&e ,joaquim ,ma*ado de ,ca/ro4 ,z relaes entre ,ca/ilho e ,assis ,rodrigues comearam na infancia1 e cons]v>am-se sempre cordeaes4 ,em #ahcf o e/atu>io fez o bu/o d ,poeta4 ,pag4 #ach1 l94 #af4 ,os ,fa/os de ,ovidio4 ,project\ ,ca/ilho1 segundo se v1 d$ic> a sua traduco dos ,fa/os a ,jos d ,canto2 mas como entre e/a data e a publicao da dita v]so elle lhe d$ic\ outras composies1 no realis\ o que t5cionava em #ahdi4 ,obras completas de ,a4 ,f4 de ,ca/ilho #c--;,c>tas de ,ecco e ,n>cizo1 v]so4 #d-e--;,felicidade pela agricultura1 #b vols4 #f-g--;,a primav]a1 v]so1 #b vols4 #h a #ae--,vivos e mortos1 spreciaes morais1 lit]>ias e arti/icas1 #h vols4 #ai-bj--,o presbyt]io da montanha1 prosa1 #b vols4 #ba-bb--,o outomno1 v]so1 #b vols4 #bg-bh--,novas escavaes poeticas1 v]so1 #b vols4 #bi a #cb--,!atro1 ,cames1 drama e notas1 #d vols4 #cc--,!atro1 ,cce1 trag$ia orig9al4 #cd--,!atro1 ,um anjo da pela d diabo--,o casam5to de oiro1 com$ias4 #ce--,!atro1 ,ari/odemo1 trag$ia4 ,a volta inesp]ada1 f>a4 #cf--,!atro1 ,a fe/a d amor filial4 ,a filha p>a cas>1 com$ias4 #cg-ch--,pale/ras religiosas e consolaes1 prosa e v]so1 #b vols4 #ci a #de--;,casos d meu tempo1 prosa4 #g vols4 #df--;,e/relas poeticas p>a o ano de #ahec1 v]so4 #dg a #ej--,tlas lit]>ias1 prosa1 #d vols4 #ea--,os ciumes d b>do1 ,z flores1 e a confisso de ,amelia1 v]so4 #eb-ec--,mil e um mi/]ios1 romance dos romances1 #b vols4 #ed--;,a noite d ca/elo1 poema4 #ee--,tributo portuguez memoria d ,lib]tador1 prosa4 #eh a #fj--,novas tlas lit]>ias1 prosa e v]so1 #c vols4 #fa a #fc--,me?odo ,portuguez de ,leitura4 ,directorio d mesmo1 #c vols4 #fd-fe--;,ca/ilho p9tado por le proprio4 ,z escolas dos asilos de ,infancia desvalida1 #b vols4 #ff--;,felicidade pela in/ruo4 #fg--;,aju/e de contas4 #fh--,noes rudim5t>es p>a uso das escolas1 #b vols4 #gj e #gb--,respo/a aos novissimos impugnadores d ,me?odo portuguez1 #c vols4 #gc a #ge--,tratado de ,mnemnica1 #c vols4 #gf--,ou eu ou eles1 e ,tosquia de um camelo4 #gg a #hj--;,c>tas1 #d vols4 ,,imp4 ,,lucas ,c4 -- ,,rua ,,di>io ,,de ,,noticias #fa -- ,,lisboa