,illu/ration3 ,,inicios ,,da ,,r5asc5,a ,joaquim ,ra/eiro ,,palacio ,e ,,qu9ta ,,da ,,bacalh,a ,,azeit,o ,em ,,portugal #ahih ,,des5hos ,,de ,a ,blanc ,illu/ration ,,inicios ,,da ,,r5asc5,a ,,em ,,portugal ,,qu9ta ,e ,,palacio ,,da ,,bacalh,a ,,em ,,azeit,o ,,monographia ,,hi/orico-,,arti/ica ,,por ,,joaquim ,,ra/eiro ,membro da commisso dos monum5tos nacionaes ,illu/ration ,,lisboa ,,impr5sa ,,nacional #ahie ,palcio _/ ,qu9ta da ,bacalha ,a qu9ta de ,vila ,fresca foi pao real4 ,foi comprada pelo infante ,d4 ,joo1 filho de ,d4 ,joo ,i1 em #adbg4 ,h]d\-a sua filha1 ,d4 ,brites1 me d rei ,d4 ,manuel1 que al>g\ z casas a con/rudas e z us\ durante z 9m]as p>ag5s de rep\so feitas no p]curso entre o seu ducado de ,beja e a corte4 ,com ,brs de ,albuqu]que--a quem o rei ,d4 ,manuel m&\ mud> o nome p>a o d seu pai1 ,afonso de ,albuqu]que1 p>a que a l5da d gr&e conqui/ador da ndia se et]nizasse--e/a qu9ta de recreio trans=m\-se numa v]dadeira hom5agem ao h]i d ,ori5te4 ,num programa r5asc5ti/a1 p]fumado pelos v5tos das especi>ias1 enaltecem-se 8aqueles que da lei da morte se =am lib]t&o01 honr&o a figura d ,gr&e ,albuqu]que4 ,nesses longnquos tempos d sculo ,,xvi con/ruram-se casas d$icadas aos praz]es da vida1 junt>am-se espaos simblicos e plant\-se uma v9ha4 ,o v9ho1 smbolo de ressurreio1 da natureza que se r5ova1 d uma prova de et]nidade4 ,o ,bacalha cont9ua os desejos idealizados por ,brs de ,albuqu]que4 ,casa o praz] da contemplao com o go/o d et]no4 ,o extremo praz] de mi/rio e de descob]ta1 que ao longo dos ltimos anos me tem feito viv] uma d$icao especial ao ,palcio e ,qu9ta da ,bacalha1 lev\-me a pass> um p\co da sua hi/ria1 atravs de/es exempl>es que p>tilho consigo4 ,de/e mom5to art/ico de maior relevo em ,portugal1 apres5tamos ne/a (]ta1 o passado1 o pres5te e o futuro da sua hi/ria com z v]dadeiras reprodues das imag5s exi/5tes4 ,convido-o a sabore> os famosos v9hos d ,palcio da ,bacalha e ,qu9ta da ,bacalha1 mo/r&o que o ,palcio e ,qu9ta da ,bacalha cont9uam a m>c> a hi/ria contempornea de ,portugal4 ,j4 ,m4 ,r4 ,b]>do4 ,,p\cas ,,palavras ,,explicativas ,no foi meu propsito faz] um livro4 ,a admirao e/ranha pelas edificaes da qu9ta de ,albuqu]que1 filho1 *am\ os meus rep>os2 enamorei-me de tudo aquilo1 busquei conhec]-lhe a urdidura g]al1 e e/ud> os acessrios1 auxili&o-me das publicaes e/rangeiras ou portuguesas1 que podiam s]vir-me e havia mo2 inquiri a hi/ria d edifcio1 e de tudo tomei notas p>a prpria lio4 ,trabalho tecido a furto nos mom5tos de cio1 v9dos de longe a longe1 no t9ha pret5ses de qualqu] espcie1 mas pod]ia aproveit> aos curiosos1 por encontr>em junto o que e/ava disp]so por muitos lug>es4 ,amigos meus incit>am-me publicao daquelas notas1 e o ,jornal d ,comrcio quis s] b5volo p>a comigo1 aceit&o uma srie de artigos1 que e/amp\ em #ahib4 ,os meus bons colegas da commisso dos monum5tos nacionais julg>am que naqueles artigos alguma coisa de aproveitvel podia hav]1 e ord5>am a sua refundio a modo de monografia1 como vai ap>ec]4 ,tanto favor e bom qu]] impem-me o devido reconhecim5to4 ,azeito1 #ahie4 ,joaquim ,ra/eiro4 ,,inicios ,,da ,,r5asc5,a ,,em ,,portugal ,,qu9ta ,e ,,palacio ,,da ,,bacalh,a1 ,,em ,,azeit,o ,,p>te ,,primeira ,hi/ria d edifcio--,e/ilo arquitetnico das con/rues ,majlicas policromas ,i ,o palcio e a qu9ta da ,bacalha1 em ,azeito1 =mam s por si um monum5to art/ico da mais alta significao em ,portugal4 ,desconhecido dos amadores d belo1 ignorado dos me/res da arte1 no sonhado at por aqueles a quem competiria a cons]vao de um monum5to1 que nao devia p]t5c]1 desprezado l>gos anos pelos proprietrios1 re/a por e/ud>1 e j t5dia a desap>ec] de todo aquele fa*o nico1 que pode lanar luz sobre um p]odo escurssimo das artes em ,portugal1 e em que se produzia a gr&e revoluo art/ica *amada a ,r5asc5a4 ,aquelas edificaes no tm s o mrito de nos mo/r>em o alvorec] das artes1 mas z con/rues primitivas refeitas pelo filho de ,albuqu]que1 o ,gr&e1 cont9uam a hi/ria da arte por quase todo o sculo ,,xvi1 d&o-nos exempl>es =mosos d go/o da poca nos l9eam5tos g]ais1 e especm5es c]micos das mais v>iadas espcies1 ao passo que nos =necem te/emunhos irrefutveis das aptides art/icas de obreiros hbeis1 mas desconhecidos e de outros1 que1 sem e/as provas1 no podiam s] bem apreciados4 ,na ,xlia1 a arte mod]na1 com campees valorosos como ,brunellesco1 ,alb]ti e ,mi*elozzo1 a9da s5tiu por muito tempo resi/ncia sua implantao4 ,era dura a transio4 ,de uma arquitetura toda fantasiosa e br9cada passava-se ac5tuao das l9has1 subord9ao a regras e preceitos def9idos4 ,no ba/ava calcul> resi/ncias1 en*] sup]fcies de capri*osas edificaes1 que se levantavam at onde o obreiro mais atrevido t9ha v]tig5s1 impunham-se z regras de simetria e ordem1 z propores colhidas dos monum5tos mais celebrados1 subord9ava-se o traado d edifcio a um todo homogneo1 =m&o1 como o homem1 um s] nico e simtrico nas suas p>tes4 ,a coluna e o arco de pl5o cimbre v9ham proscrev] a ogiva2 o bot>u ia s] exclud1 deix&o em seu lug> sup]fcies planas2 os coru*u1 que p>eciam qu]] fur> z nuv5s1 eram sub/itudos pelas cpulas hemisfricas1 que nada tm de alt]oso4 ,a agulha m$ieval com a sua ponta agudssima1 indic&o z regies sid]ais1 conduz a vi/a ao inf9ito e busca comunic> com a div9dade2 a curva1 a meia esf]a1 elev&o-se de um ponto p>a cair depois no nvel de onde nasceu1 como que limitam os domnios d homem1 pondo t]mo sua atrevida audcia4 ,o arrojo c$e o lug> ruo fria1 e o homem conc5tra-se no seu meio1 s busc&o ,deus no esprito1 entreg&o-se ao mundo que o c]ca1 e r5unci&o a essas l\curas sublimes dos tempos cavalheirosos em que pela audcia1 pelos maiores cometim5tos se havia de toc> o que h\vesse de maior4 ,a alta arquitetura e z artes decorativas1 que1 na ,idade ,mdia1 quase s e/avam ao s]vio da religio1 elev&o templos de uma maje/ade espl5dorosa1 iam fabric> habitaes ari/ocrticas de aprimorado go/o e ornam5t-las de esculturas delicadas4 ,o sol> m$ieval com z suas torres alt]osas1 armadas p>a a defesa desde a raiz at s cimeiras1 pr5he de masmorras1 edificado em stio =te1 ia fic> ermo e s] trocado pelo palcio ass5te na praa mais ampla da cidade1 no vale mais am5om s]p5teado por mansos regatos1 que s davam vio ao v]gel4 ,a gr&e revoluo art/ica tom>a arraiais em ,flor5a e1 p\co a p\co1 ia conqui/&o os e/ados limtr(es4 ,a ,lomb>dia1 viz9ha daquele c5tro art/ico revolucionrio1 resi/iu por muito tempo influncia dos novos pr9cpios4 ,outros e/ados1 em que se a*ava dividida a p5nsula xlica1 pret5d]am lig> a velha nova arte1 e com z l9has arquiteturais dos dois si/emas =m>am um e/ilo hbrido1 que quebrava toda a subord9ao s duas escolas1 no satisfaz5do os preceitos da velha1 nem da arte r5ascida1 deix&o a descob]to z suturas1 que no deviam ap>ec] f]9do a vi/a d que buscava a beleza h>moniosa4 ,a ,xlia1 beb5do da ,grcia o go/o d belo1 torn>a-se a ptria das artes1 e o gnio art/ico tom\ por tal modo posse daquela raa escolhida1 que nem z desord5s e calamidades1 que por muito tempo lhe pes>am1 pde de/ruir4 aptido de seus filhos1 ndole com]cial das repblicas1 que lhe alcanaram riqueza1 auxiliadas pela situao d pas1 deve a ,xlia o florescim5to das artes no cair da ,idade ,mdia4 ,os ,m$icis1 os ,s=za1 os ,malate/a1 os duques de ,urb9o1 os opul5tos banqueiros1 os papas1 os prelados das casas religiosas ricas1 z adm9i/raes das cat$rais1 todos porfia auxiliavam o des5volvim5to das artes1 con/ru9do luxuosos palcios1 sumptuosos templos e outras sob]bas edificaes1 e p>a cada uma de/as obras *amava-se uma coorte de arti/as desse exrcito num]oso1 disp]so por toda a p5nsula4 ,,ii ,a ,r5asc5a j t9ha invadido com vrio sucesso todos os e/ados c+idos pelo ,adritico e pelo ,m$it]rneo1 em alguns j ficava em pl5o domnio1 mas no lograva a9da transpor os ,alpes4 ,portugal a*ava-se sob a influncia flam5ga e resi/ia invaso com os demais pases1 em que ela dom9ava4 ,com o adv5to de ,d4 ,joo ,,ii ao trono entrava um p]odo de paz1 e o novo imp]ador dava s =z d pas uma b5fica direo1 encam9hada a seguir o des5volvim5to intelectual que ia pela ,europa4 ,z espadas de frica s s]viam ao respeito d h]i de ,toro1 p\cos g9etes fiis ba/avam p>a gu>da da sua pessoa4 ,os arquitetos de ,santa ,m>ia da ,vitria eram ext9tos1 a escola morta e os discpulos1 que a9da re/avam1 por m$ocres1 teimavam em cons]v> z tradies rudim5t>es recebidas1 ou recusavam-se a seguir a corr5te1 que ameaava lev> no seu turbilho a velha arte4 ,o cam9ho da ndia a9da no era rasgado1 a fama das suas riquezas a9da no podia s$uzir os nimos e arra/-los p>a o milit>ismo com]cial4 ,p>a z exploraes m>timas p\cos hom5s ba/avam1 que mais p>a ali os levava a glria de v5c] os elem5tos1 j que no podiam triunf> de inimigos1 d que um p5sam5to1 uma ideia que dom9asse o esprito4 ,falava-se dos exp$icionrios ao desf]r> das frotas1 ou durante os apre/os da exp$io1 depois recebiam-se z novas ap5as como ncias de pessoas1 que se haviam julgado p]didas4 ,entre a sada e a ncia m$iava gr&e espao2 na corte s o rei se ocupava dos que iam em dem&a d desconhecido1 e a esp]ana d sucesso s de longe em longe v9ha levant> o p5sam5to p>a aquelas empresas4 ,p\cos da corte tambm s]iam capazes de compre5d] o alcance de negcios1 a que no eram afeitos1 ou que o seu acanhado esprito no podia p5etr>4 ,a revoluo pacfica1 que ia na ,xlia1 *amava z at5es dos m5os ocupados1 cativava os nimos1 em que o bailo t9ha acesso1 atraa algum esprito escl>ecido1 e n5hum o era mais d que o rei1 nem se arrojava mais alm d seu meio4 ,os arquitetos s traavam edifcios des5graados2 os artfices j no talhavam na p$ra f9os r5dilhados1 no levantavam coru*u elegantes1 nem baldaqu9os de aprimorado lavor4 ,o gnio art/ico esvara-se4 ,urgia levant> z artes1 d>-lhes impulso1 faz-las sair d torpor1 em que se t9ham im]gido4 ,d4 ,joo ,,ii1 gr&e em tudo1 t9ha a paixo art/ica2 longe era a ,xlia1 ficavam de p]meio os ,pir9u e os ,alpes1 z comunicaes eram demoradas1 z ncias di/anciadas1 mas ao rei aprazia ouvir fal> d que ia por aquele pas fadado p>a z artes1 dos prncipes italianos1 mec5as dos arti/as1 e mo/rava inveja de/es p]sonag5s1 desej&o t] no seu re9o daqueles gnios famosos1 como n\tras pocas qu]]ia t] babis e exp]im5tados capites4 ,no desejo d des5volvim5to intelectual d pas1 ,d4 ,joo ,,ii enviava ao e/rangeiro mancebos promet$ores a curs> z letras e z artes1 e tanto era o seu amor pela p9tura1 que nos seus r>os cios fazia des5h> em sua pres5a1 por um moo da cm>a1 os objetos que a sua fantasia inspirava1 e mo/rava inveja dos conhecim5tos art/icos d seu p>5te1 o imp]ador ,maximiliano1 e de outros prncipes#a4 ,como ,jlio ,,ii1 como os ,m$ici e outros s5hores italianos1 que no desd5havam discutir com os seus arquitetos z m9cias de um traado1 ,joo ,,ii de ,portugal dava a ,pantaleo ,dias z l9has g]ais d tmulo de ,s4 ,pantaleo1 que projetava p>a a cat$ral d ,porto4 ,a magnificncia dos ,m$ici e o seu aprimorado go/o &avam em fama4 ,d4 ,joo ,,ii viu que n+um melhor d que um dos daquela famlia podia faz] a escolha de me/re capaz de levant> z artes num pas em que elas e/avam pro/radas1 como em ,portugal1 e foi a ,l\r5o o ,magnfico que o rei se dirigiu1 p$9do-lhe me/res que pudessem d> lio e ens9am5to aos arti/as portugueses1 tra&o e presid9do execuo de trabalhos1 que s]vissem de molde p>a outras obras e areassem uma escola de artes4 ,l\r5o de ,m$ici envi\ ,&rea ,contucci1 dito ,sansov9o1 clebre pl/ico1 bom des5hador e famoso p]spetivo#b1 que e/>ia ento na =a da vida e em toda a pujana d seu tal5to4 ,contucci veio p>a ,portugal por #adhe1 e demor\-se no pas at morte de ,d4 ,joo ,,ii1 t5do1 entre outras obras1 levantado um palcio p>a o rei1 flanqueado por quatro torres4 ,,iii ,j h\ve quem quisesse a*> na ,bacalha ra/os d ,sansov9o4 ,nada h que v5ha de re=o a e/e supo/o1 firmado ap5as na valia 7que a tem7 d seu &or2 nada h tambm que se lhe anteponha4 ,quem qu] que fosse o arquiteto era de primeira ordem4 ,h detalhes que revelam mais d que um simples tal5to1 tem uma palpitao de gnio4#c ,se no fosse ,sansov9o o autor d projeto1 no tempo que e/eve em ,portugal1 no s]ia extraord9rio que ele1 ou outro me/re de ,xlia1 del9easse no seu pas1 e enviasse p>a aqui o traado e os planos d palcio e qu9ta4 ,brunellesco1 ,alb]ti1 ,sangallo e outros arquitetos italianos enc>regavam-se de/es trabalhos4 ,no creio que a ,bacalha seja contempornea de/es hom5s1 como tambm no creio que nascesse a meados d sculo ,,xvi4 ,ao p temos o palcio dos ,aveiros1 levantado em pr9cpios d segundo qu>tel daquele sculo1 que se mo/ra muito po/]ior em e/ilo arquitetnico ao palcio da ,bacalha4 ,no ,aveiro1 e/ e/ampada a ,r5asc5a clssica1 pura nas suas l9has janela com cornija e fronto com bu/o no tmpano1 a mezzan9a1 pequ5os cl>os1 prtico emoldurado em colunas dricas com entablam5to da mesma ordem1 cunhais r/icos4 ,na ,bacalha vemos o torre de transio1 um e/ilo fugitivo1 a janela com cornija e sem ela1 emoldurada em azulejos policromos e int]valada por l>gos *eios4 ,a ,bacalha s] talvez a edificao em que se e/re\ em ,portugal o e/ilo arquitetnico da ,r5asc5a1 e/reia de transio1 d&o-se de mo ogiva e a quanto lhe era ligado4 ,nada tem d e/ilo manuel9o1 que a9da no era criado1 mas tambm no ob$ece a qualqu] e/ilo puro4 ,o palcio sui g5]is1 talvez a arte ,fior5t9a transportada abruptam5te p>a aqui1 esfumada de umas t9tas leves d sol> m$ieval nos torrees1 em que se sub/ituiu pela cpula hemisfrica em gomos e com pirmide no fe*o1 z obras de defesa1 que coroavam os ad>ves dos ca/elos s5horiais4 ,a ,bacalha s] uma correo ao palcio aca/elado1 quase m$ievo1 con/rud por ,d4 ,joo ,,ii em ,alvito p>a o seu escrivo da puridade1 ,joo ,f]n&es da ,silveira4 ,a disposio das salas e apos5tos dos dois palcios aproximam-se4 ,a ,bacalha tem a m5os z bonitas janelas gem9adas que a nova arte proscrev]a1 mas em troca d]am-lhe z gal]ias ab]tas em arcadas1 e a mais a elegncia e regul>idade das frmas1 z t>jas azulejadas a faz] sobressair os portes1 e z cpulas hemisfricas a realar z torres cilndricas4 ,e j que falei d palcio aca/elado de ,alvito seja-me lcito tambm apres5t> uma ideia1 que ap5as posso su/5t> com alguns raciocnios4 ,jorge ,vaz>i1 d&o-nos conta de ,contucci1 diz-nos3 lavor p] quel re 7di ,portugallo71 noite op]e di scultura e d'arcktettura1 e p>ticol>m5te un bellissimo palazzo con quattro torri ed altri edifici4#d ,o ,sr4 ,haupt supe que e/e palcio traado por ,&rea ,contucci seja o dos b>es em ,alvito#e4 ,e porque no s] o da ,bacalha8 ,por t] e/e ap5as trs torres8 ,pode e/> incompleto1 e tambm o de ,alvito tem c9co torres e no quatro4 ,por no s] propri$ade d rei8 ,mas era da sogra1 me da ra9ha1 e o de ,alvito1 con=me uns1 foi feito por ,d4 ,joo ,,ii2 segundo a inscrio lapid>1 po/a sobre a porta1 foi feito pelo primeiro b>o de ,alvito a m&ado d rei4 ,o e/ilo arquitetnico d palcio da ,bacalha1 mais-valia de uma poca de transio e de um arti/a italiano hbil e imag9oso1 d que o de ,alvito1 mole robu/a e pesada1 aonde a nova arte se no deixa antev]1 e preso pelos traos g]ais e pez compon5tes ao passado que a9da o dom9a4 ,a sorte futura que foi comum s duas edificaes e z torn\ irms1 a runa e o ab&ono4 ,atrs apres5to a ideia de que o traado d palcio e qu9ta da ,bacalha1 se no de ,contucci1 pod]ia t] v9do da ,xlia1 contudo no posso su/5t-la firmem5te2 o arti/a1 que tudo del9e\1 t9ha conhecim5to pl5o d stio p>a d> ori5tao s con/rues1 aproveit> z disposies d t]r5o e acomod> os res]vatrios de gua situao das nasc5tes1 faz5do contribuir z guas p>a embelezam5to das edificaes e aproveitam5to das t]ras como ag5te agrcola4 ,conto a ,bacalha como obra d ltimo qu>tel d sculo ,,xv1 m&ada execut> por ,d4 ,brites1 filha d infante ,d4 ,joo1 me/re de ,santiago1 e mulh] d infante ,d4 ,f]n&o1 porque e/a pr9cesa1 dama capri*osa e de gr&es t]es1 possuiu a propri$ade por l>gos anos e no p]odo de maior ef]vescncia da revoluo art/ica de ,xlia1 pas que atraa1 por isso todas z at5es das altas classes e a que ,d4 ,joo ,,ii recorreu p>a o re/abelecim5to das artes no seu re9o4 ,d4 ,brites amava com extremo o seu neto1 filho d duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo2 deu-lhe por ocasio d seu casam5to a ,bacalha1 e p>ece-me mais hav-lo feito como (]ta de um mimo f9o1 d que como dom valioso pelas r5das4 ,no se me afigura que ,albuqu]que1 filho1 levantasse o palcio1 porque a projet-lo em #aebh1 ano da compra1 t]ia1 qu&o no mais1 a9da uns laivos manuel9os2 a ergu-lo em #aeed1 data lanada sobre o prtico d norte1 s]ia todo ,r5asc5a1 porque1 na segunda metade de/e sculo1 era omnipot5te no pas o classicismo puro1 em que j se t9ham ali/ado os arti/as nacionais4 ,o prtico1 a que me refiro1 o que de ,afonso4 ,se nas janelas d palcio vemos a nova arte1 nas torres encontramos o consrcio d passado com o pres5te1 signific&o poca de transio1 z gal]ias sob arcadas mo/ram-nos a lgia italiana1 e por i/o pode bem cr]-se que o palcio fosse del9eado por arti/a escolhido pelo ,m$ici1 ou por ele enviado a ,portugal4 ,,iv ,os es=os de ,d4 ,joo ,,ii p>a o re/abelecim5to das artes no re9o no =am impr(cuos4 ,a lisonjeira de muitos e a ilu/rao de alguns vi]am-lhe de auxlio4 ,a soci$ade mais culta d tempo e os cortesos comp5etravam-se d s5tir d rei1 z at5es fixavam-se no movim5to art/ica d ,xlia1 todos colhiam ncias das criaes dos mais di/9tos escultores1 das con/rues dos mais hbeis arquitetos1 e &avam na boca de todos os nomes dos mais biz>ros s5hores1 que faziam ergu] sumptuosos palcios1 luxuosas e elegantes valas1 orn&o-z de bem modeladas esculturas1 de bem talhadas e/tuas e en*5do-z de preciosas colees de objetos de arte4 ,os me/res e/rangeiros tr\x]am p>a ,portugal boa lio1 que aproveit\1 v9do a ap>ec] no segu9te re9ado um gn]o arquitetnico de transio1 que mod]nam5te se *am\ e/ilo manuel9o4 ,no quebr\ a nova criao com todas z tradies da velha escola1 mas tambm se no pro/r\ humilde aos ps da v5c$ora4 ,foi uma capitulao em que os v5cidos saram com todas z honras da gu]ra4 ,belm1 a ,mis]icrdia de ,lisboa e outras con/rues de m5os quilate so o desfil> da gu>nio capitulada em pres5a d v5c$or assombrado de to gr&es brios1 l\v&o-se talvez de t] dado lug> ao famoso sucesso1 se no s5t9do impulsos de ali/>-se nas fileiras dos que lhe passavam em fr5te4 ,a criao portuguesa lev\ vantagem s mais alianz arquitetnicas ensaiadas em alguns e/ados italianos r5it5tes s lies da nova escola4 ,v5eza t9ha t5tado ali> a ogiva e o pl5o cimbre1 a ornam5tao gtica1 a ori5tal e a clssica2 mas a criao portuguesa lev\-lhe a palma1 alcanou orig9alidade e envolveu de tal modo z =mas1 amalgam\ e fundiu to unidam5te os moldes1 empreg\ com tanta propri$ade o cordame1 que p>ecia j simbolis> z nossas empresas m>timas1 p>a lig> e e/reit> p>tes1 que t5d]iam a desunir-se1 p>a at> e pr5d] n]vuras1 que mais tem de um e/ilo novo1 d que filho me/io de quanto at ali era criado4 ,a=tunado ,d4 ,manuel6 ,a mais b5evol5te e/rela p>ece t] alumiado o seu nasc]4 ,seu cunhado ,f]n&o de ,bragana compr\-lhe com a cabea a liga dos gr&es1 seu irmo ,diogo abriu-lhe com imprudncias o cam9ho d trono1 o v55o dos sicrios1 seus cmplices1 sacudiu p>a o tmulo o cadv] da pr9cesa ,d4 ,joana1 que pod]ia emb>aar-lhe o trnsito e pro/r\ sem vida ,d4 ,joo ,,ii1 seu cunhado1 primo1 protetor e rei1 v9do assim o famoso b&oleiro duque de ,beja a t] um re9o1 a refocil> os seus in/9tos belunos na viva d filho malogrado da sua vtima1 a encontr> criada e escolhida uma pleiade de gr&es hom5s1 como ,albuqu]que e outros1 que lhe d]am o s5horio de um novo mundo1 e a t] a pat]nidade de um cdigo de leis j prep>ado1 e de um e/ilo arquitetnico e ornam5tal nascido dos p]sev]antes e intelig5tes es=os d rei famoso1 d homem1 que ele1 sua irm e sequazes logr>am vitim>4 ,v ,p>a se e/abelec] base p>a um e/udo sobre a ,bacalha1 s] til faz]-se a hi/ria e gnese da propri$ade4 ,nos tempos d rei ,d4 ,joo ,i1 era seu monteiro-mor das matas de ,azeito em ,ribatejo1 ,joo ,vic5te1 que trazia emprazada em vida de trs pessoas uma qu9ta em ,azeito que p>tia de um cabo com ,afonso ,anes das ,leis e d outro com ,nuno ,m>t9s4 ,metade da qu9ta pagava duas dobras de oiro de =o coroa1 o re/ante era =eiro4 ,joo ,vic5te e/ava velho1 cego e pobre1 sem meios de cultiv> a qu9ta e nem os =os j pagava4 ,d4 ,joo ,i compr\ o domnio direto a ,diogo ,feio e tom\ p>a si toda a qu9ta1 hav5do o enfiteuta ,joo ,vic5te por desatado d =o4 ,em seguida empraz\ em trs vidas toda a propri$ade a lv>o ,anes1 seu b>beiro por duas coroas de oiro por ano4 ,a c>ta datada de vora1 #g de maio da era de ,m4,,iiiic4,,lix 7ano #adba74f ,seis anos depois1 o mesmo rei deu lic5a a lv>o ,aniles p>a v5d] o emprazam5to ao infante ,d4 ,joo1 seu filho1 por c>ta datada de ,s9tra a #d de setembro de #adbg4 ,e/a v5da foi por v9te e oito mil reais brancos por uma pea de pano de ,+lat]ra1 con=me o in/rum5to feito e ass9ado por ,gil ,e/eves e pelo infante em ,setbal no pu/imeiro dia de setembro de #adbg4 ,o infante teve a qu9ta pelo antigo =o de duas coroas de oiro#g1 at que seu irmo ,d4 ,du>te lhe fez m]c pura e irrevogvel doao da dita qu9ta de juro e de h]dade1 de suas r5das1 direitos1 entradas1 sadas e p]t5z de/e dia p>a todo sempre p>a ele e todos seus h]deiros e sucessores que depois dele vi]em1 no emb>g&o o que seja da coroa4 ,e portanto lhe m&amos d> e/a c>ta ass9ada por ns e selada pelo nosso selo de *umbo4 ,dante em ,s9tra ,,xxviii dias de ago/o--,l\r5o de ,g44 ,d4 ,joo ,,ii1 de ,s9tra a #g de dezembro de #adhe1 e ,d4 ,manuel1 de ,alco*ete a #bd de julho de #adif1 confirm>am e/a doao1 e/&o na posse da propri$ade a infanta ,d4 ,brites1 sogra d primeiro e me d segundo4 ,no dia #bj de junho de #adij1 ,d4 ,manuel1 em ,setbal1 t9ha dado a sua me uma c>ta de privilgios p>a a sua qu9ta e b5s de ,azeito1 privilgios que compre5diam os caseiros1 lavradores1 arr5dadores dos b5s1 lag>eiro d lag> de azeite e mordomo e escrivo1 que e/ivessem na qu9ta4 ,a c>ta dirigida aos juzes e ju/iz da com>ca de ,azeito e ao ouvidor dela1 e is5ta os privilegiados de irem com presos1 ou com d9heiros1 de s]em dados por be/eiros d conto1 de s]em tutores ou curadores ou tutores de pessoas orfs1 salvo se z tutorias fossem ldimas1 d lanam5to de quantias po/o que p>a elas tivessem b5s e de s]virem em n5humas gu]ras por m> nem por t]ra4 ,o rei probia que lhes tomassem r\pas de apos5tadoria1 que p\sassem com eles em suas casas de morada1 adegas e caval>iz1 que lhes tomassem po1 v9ho1 gal9has1 gados1 be/as de sela ou de alb>da1 e que lhes con/rangessem seus c>ros p>a n5huns s]vios1 salvo qu&o o rei e/ivesse em ,azeito#h4 ,a #bb de ago/o de #aejh1 ,d4 ,manuel1 de ,s9tra exp$e a segu9te c>ta3 ,d4 ,manuel etc4 qu]5do faz] graa e m]c a ,d4 ,brites1 m9ha sobr9ha1 filha d conde/vel1 que ,deus tem1 meu muito amado e prezado sobr9ho1 m&o aos juzes e ju/iz da dita com>ca de ,azeito e ao ouvidor dela1 que gu>dem os privilgios da qu9ta de ,azeito e dos caseiros1 lavradores1 =eiros1 arr5dadores1 mordomo1 escrivo e lag>eiro d lag> de azeite1 sob p5a a qualqu] que contra eles v5ha de seis mil reais1 metade p>a os cativos e metade p>a o acusador4#i ,pelo que atrs exponho se v que a qu9ta da ,bacalha foi possuda pelo infante ,d4 ,joo1 me/re de ,santiago1 durante qu9ze anos decorridos de #adbg sua morte em #addb1 que de/e pass\ p>a sua filha ,d4 ,brites1 mulh] d infante ,d4 ,f]n&o1 irmo de ,d4 ,afonso ,v1 que a possuu sess5ta e quatro anos1 desde o f9am5te de seu pai at #aejf1 data da sua morte4 ,e/a dama em #aejj int]veio no contrato nupcial de seu neto1 o conde/vel ,d4 ,afonso1 filho d duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo1 com ,d4 ,joana de ,noronha1 irm d segundo m>qus de ,vila ,real1 assegur&o o cumprim5to das condies e/abelecidas com c]tos b5s1 que pass>iam por sua morte p>a o neto4 ,d4 ,afonso faleceu em #aejd1 a9da em vida da infanta sua av1 e aqueles b5s1 com a qu9ta de ,azeito e p]t5z1 vi]am cair em ,d4 ,brites de ,l>a1 filha d conde/vel1 a qual1 em setembro de #aeba1 desmembr\ da ,bacalha a qu9ta das ,torres e a deu em dote de casam5to a ,d4 ,m>ia da ,silva1 filha de ,vasco ,eanes ,corte ,real4 ,d4 ,brites de ,l>a nasceu por #aejb4 ,era bela1 rica e1 ao que p>ece1 no desd5hava adoraes4 ,prometida esposa d conde de ,alc\tim1 de/9ada ao primognito dos ,braganz1 aceit\ os galanteios d duque ,d4 ,jaime1 teve amores suspeitosos com o prncipe h]deiro1 e no f9al veio a cas> em f9s de #aebj ou em #aeba com o seu primeiro desposado ,d4 ,p$ro de ,m5ezes1 conde de ,alc\tim e que foi t]ceiro m>qus de ,vila ,real4 ,viv5do no pao1 ou com sua me 7de quem encontro noticia at #aeae71 criana1 ou ocupada de r5ovados amores1 no s]ia ,d4 ,brites de ,l>a quem p5sasse na con/ruo d palcio1 e to p\co qu]]ia ao morgado1 que1 em #a de dezembro de #aebh1 v5deu a ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 por quatro mil cruzados de ouro a sua qu9ta em ,azeito da b&a de alm1 em ,ribatejo1 com todos os seus paos1 casas1 adegas1 lag>es1 t]ras de po1 v9has1 pom>es1 olivais1 p9hais1 matos e t]ras baldias1 pascigos1 guas444 ,e/a escritura foi feita no ano de ,,bcxxbiii1 na cidade de ,lisboa1 nas casas d muito ilu/re prncipe e muito excel5te s5hor1 o s5hor m>qus de ,vila ,real1 e/&o a de pres5te o dito s5hor m>qus e a muito ilu/re pr9cesa e muito excel5te s5hora1 a s5hora ,d4 ,brites1 m>quesa de ,vila ,real1 sua mulh]444 ,o preo de quatro mil cruzados de ouro1 que valem um milho e seisc5tos mil reis1 foi pago por ,afonso de ,albuqu]que por uma gr&e soma de v9tns e to/es de prata e algumas pez de ouro444 ,e porque a qu9ta era d dote da m>quesa1 prec$eu lic5a d rei1 que no mesmo alv>1 datado de #ca de outubro1 p]mite que os m>queses firmem o contrato com juram5to1 sem emb>go da ord5ao no livro qu>to1 que def5de que se no faam contratos jurados4#aj ,afonso de ,albuqu]que1 que j ao tempo era casado com ,d4 ,m>ia de ,noronha4 ,como se v1 a qu9ta era a ,bacalha1 nome relativam5te mod]no1 mas por ele a t5ho sempre designado p>a mais fcil inteligncia4 ,,vi ,toc>ei agora um ponto subord9ado ao assunto1 e que pod] ajud> a demon/rao de que os paos1 v5didos pelos m>queses de ,vila ,real1 s]iam levantados pela infanta ,d4 ,brites1 filha d infante ,d4 ,joo1 me/re de ,santiago4 ,comearei por uma int]rogao4 ,t]ia alguma vez a qu9ta nome prprio8 ,respond]ei que assim o creio4 ,silva ,tlio1 trat&o da ,casa dos ,bicos#aa1 *am\ ,bacalha qu9ta d ,p>as1 confund9do-a com a propri$ade na ,alh&ra1 onde nasc]am ,afonso de ,albuqu]que1 o ,gr&e1 e seu filho ,brs1 depois apelidado d nome de seu pai4 ,eu1 porque nunca encontrei escrita1 nem conheci tradicionalm5te designao prpria disse que a qu9ta ap5as tem sido *amada d nome d stio1 ou dos possuidores1 assim3 --,qu9ta de ,azeito em ,ribatejo1 por s] aqui situada4 --,qu9ta de ,s4 ,simo1 por t] prxima uma ermida d'e/a vocao4 --,qu9ta da ,conde/ablessa1 durante a adm9i/rao da viva d conde/vel ,d4 ,afonso1 na m5oridade de sua filha4 --,qu9ta de ,afonso de ,albuqu]que1 depois da compra por ele feita aos ,vila ,real4 --,qu9ta d ,bacalhdo1 pelo casam5to de ,d4 ,j]nimo ,manuel--o ,bacalhau--com ,d4 ,m>ia de ,m5dona4 --,qu9ta da ,bacalha1 desde a adm9i/rao de ,d4 ,francisca de ,noronha1 na int]dio de seu m>ido1 ,joo ,gu$es de ,mir&a ,h5riques4 ,todas z designaes que cito1 conheo de muitos docum5tos escritos2 contudo1 creio que primitivam5te1 i/o 1 pelas edificaes da infanta ,d4 ,brites1 se *am>ia ,vila ,frai*e4 ,em ,azeito e junto da ,bacalha1 em t]r5os d morgado1 h uma povoao1 no de muito velha data1 *amada ,vila ,fresca4 ,qu&o em #agei se =m\ o concelho de ,azeito1 foi creada em vila a aldeia de ,vila ,fresca#ab4 ,transf]ida em #aghf a s$e municipal p>a a aldeia de ,nogueira1 reap>eceu a antiga d5om9ao aldeia de ,vila ,fresca#ac4 ,d sculo ,,xv n5hum docum5to conheo que nomeie a aldeia de ,vila ,fresca1 enquanto que1 p>a faz] conhecida a situao de uma propri$ade1 se cita a qu9ta da ,conde/ablessa4 ,depois1 no sculo ,,xvi1 encontra-se escrita aquela designao sempre a modo de se aproxim> da pronncia francesa3 ,vila-,freie--,vila-,freixe--,vila-,fr*e --,vila-,frei*e4 ,o teat9o ,d4 ,manuel ,caetano de ,s\sa1 que se no nasceu ne/a aldeia por ali p]to foi creado1 diz em f9s d sculo ,,xvii1 que e/e ,fre*e d francs ,frai*e4 ,o equival5te portugus ,fresca comea a ap>ec] j na segunda metade d sculo ,,xviii e s g]alm5te admitido no sculo pres5te4 ,vila1 como bem sabido1 no designava1 mesmo entre os portugueses1 a povoao s$e municipal1 mas a qu9ta com cas>ias1 e assim se dizia vila urbana ou vila r/ica1 con=me era habitao de s5hor ou pr$om9avam nela z (ic9as agrrias#ad4 ,a vila italiana1 essa1 vem at nossos dias1 e mod]nam5te vemos ir-se entre ns tambm receb5do a locuo p>a design> uma casa de campo com j>dim1 horta1 etc4 ,aldeia1 bem sabido que no significava1 como hoje1 ap5as a pequ5a povoao rural1 mas era quase o monte al5tejano1 um agrupam5to de con/rues p>a acomodao d pessoal dep5d5te da qu9ta e compre5d5do z (ic9as4 ,era cavaleiro vilo1 segundo os antigos =ais1 o homem que possuia uma aldeia1 uma junta de bois1 #dj ovelhas e um burro#ae4 ,a aldeia de ,vila ,fresca era pois o agrupam5to de habitaes junto da qu9ta-,fresca1 o lug> de residncia dos caseiros1 lavradores1 =eiros1 arr5dadores e mais pessoal dep5d5te daquela propri$ade e p>ticipante dos seus privilgios e franquias4 ,a ,vila-,frai*e1 como hoje se escreve1 ou a ,vila-,fr*e1 no francs aportuguesado de ento1 s]ia a qu9ta com paos da infanta ,d4 ,brites#af4 ,z designaes francesas e z divisas ne/a lngua =am muito em uso nos sculos ,,xiv e ,,xv4 ,edu>do ,,iii de ,+lat]ra1 av da ra9ha ,d4 ,filipa de ,portugal1 in/itu9do a ordem da ,j>reteira1 deu-lhe por leg5da lionny soit qui mal y p5se4 ,d me/re de ,avis a letra da empreza foi3 ,il me plait p\r bi54 ,a d reg5te ,d4 ,p$ro1 ,dsir4 ,a d infante ,d4 ,h5rique1 seu irmo3 ,talant de bi5 faire4 ,a d infante ,d4 ,f]n&o3 ,le bi5 me plait4 ,a d infante ,d4 ,joo1 pai de ,d4 ,brites3 ,j'ai bi5 raison4 ,ora s5do por aqueles tempos tanto da boa soci$ade a lngua francesa1 s5do a pref]ida pela famlia de ,avis p>a z suas empresas1 pode bem cr]-se que ,d4 ,brites foi com a moda e com o uso dos seus1 e *am\ sua qu9ta ,vila-,frai*e1 a que a abundncia1 de gua1 a exposio ao norte e a situao da qu9ta e casa na qu$a dos montes bem autorisava4 ,t5ho1 pois1 que o primeiro nome da ,bacalha1 pela posse de ,d4 ,brites1 foi ,vila-,fra*e1 ou ,fresca1 s]v9do a locuo portugueza e a palavra v9ct s]ia a designao que o ar*itecto italiano lanou sobre os des5hos4 ,,vii ,a infanta ,d4 ,brites goz\ avultadas r5das2 seu m>ido1 o infante ,d4 ,f]n&o1 duque de ,viseu e de ,beja1 foi o s5hor mais rico d pas2 era ga/ador e p]dulrio1 l>g&o l\cam5te os seus hav]es4 ,d4 ,brites em v9te e trs anos de convivncia com ele teve tempo f>ta p>a lhe tom> os usos1 se j lhe no eram peculi>es2 foi fau/osa1 dissipadora1 dadivosa em demasia e1 pelas facilidades de hav]1 no a emb>aavam quantias4 ,seu cunhado ,afonso ,v foi l>go p>a a casa da infante2 seu g5ro1 ,joo ,,ii1 desej\ sempre agrad>-lhe1 e es=ou-se por lhe mat> o ress5tim5to dos atos1 que razes de e/ado e a prpria cons]vao o fiz]am pratic>2 seu filho ,manuel1 com cons5so real1 dava-lhe a mos l>gas z r5das da ordem de ,cri/o1 cujo me/rado t9ha1 corno reg$or e adm9i/rador e1 depois de alcanar o trono1 conc$ia dadivosas lib]alidades a sua me4 ,o livro #a4 dos ,m/icos abunda em m]cs e concesses de grossas r5das a ,d4 ,brites2 o e/ado era aquela famlia de ,brgias1 todos igualm5te qu]iam p>te nos despojos da sua vtima#ag4 ,numa c>ta de ,s9tra a #e de outubro de #adhe1 ,d4 ,manuel1 duque de ,beja1 s5hor de ,viseu1 da ,covilh1 de ,m\ra1 de ,s]pa1 das ilhas da ,madeira1 dos ,aores e de ,cabo ,v]de1 conde/vel de ,portugal1 como reg$or e gov]nador da ordem da caval>ia de ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o1 do\ a sua me todas z r5das de b5s dep5d5tes da ordem1 e que ela gozava1 por dois anos alm da sua morte p>a desc>go da sua 7da infante7 conscincia e pagam5to de suas dvidas4 ,no dia #c de abril d mesmo ano1 em ,beja1 j se t9ha obrigado1 na mesma qualidade de gov]nador da ordem de ,cri/o1 ao pagam5to das dvidas de seu pai1 o infante ,d4 ,f]n&o1 e entre os cr$ores a*am-se um ,abrao ,beac> e outros tratantes1 que lhe t9ham feito c]tos empr/imos1 j avolumados por ,d4 ,brites1 e tomado alguns arr5dam5tos pagos anticipadam5te4 ,z dvidas ameadas1 segundo palavra de ,p]o ,afonso1 mont>iam a seisc5tos mil reais4#ah ,a c>ta de ,s9tra foi confirmada por ,d4 ,manuel1 j rei1 no dia #d de julho1 e a de ,beja no dia #e d mesmo ms de #adif1 a9da no passados seis mezes da sua entronizao1 e ambas datadas de ,b>ra-a-,b>ra em fr5te de ,lisboa1 p>a onde ,d4 ,manuel fugira da pe/e1 tem5do comp>ec] no tribunal de ,deus1 qu&o a9da o cadv] de seu primo ,d4 ,joo ,,ii no era ext9to4 ,d4 ,brites1 viv5do na corte de um rei arti/a por gnio1 frequ5t&o aquele meio1 em que tanto se falava d que ia por ,xlia em matria de arte1 da habilidade e p]cia dos me/res1 d go/o aprimorado e magnificncia dos prncipes ,mec5as das artes1 que contribuam em gr&e p>a o seu des5volvim5to1 sab5do que aqueles prncipes aplicavam avultadssimas somas a fau/osas con/rues1 em que o novo e/ilo l>ga se exp&ia2 que os maiores s5hores protegiam e honravam os arti/as de v]dadeiro mrito1 conviv5do quase famili>m5te com os mais celebrados1 como que trans=m&o os seus palcios em academias e museus2 no podia ,d4 ,brites1 opul5ta1 fau/osa1 ga/adora1 pr9cesa e me de uma ra9ha1 deix> de qu]] imit> aqueles que eram l\vados e pr5diam z at5es da mais alta e culta soci$ade4 ,d4 ,joo ,,ii t9ha pr$ileo por ,setbal2 a qu9ta de ,azeito1 que o me/re de ,santiago deix>a a sua filha1 era prxima d lug> de residncia da corte1 em stio delicioso1 abundante de guas e capaz de se levant> nele habitao pr9cipesca1 e ,d4 ,brites qu]]ia t] casa viz9ha da corte e condigna da sua elevada hi]>quia4 ,d4 ,brites1 pois1 encom5d>ia os planos de um palcio de campo a arquiteto hbil e1 no o hav5do no pas1 vir-lhe-ia o traado1 ou um arti/a da ,xlia1 e e/e del9e\ uma vila1 que1 em uma poca de transio1 saiu num gn]o m$ieval1 amod]nado por um flor5t9o4 ,como muito usual suc$]1 o lug> escolhido p>a a nova edificao foi o ass5to da antiga casa da qu9ta1 a residncia1 talvez1 d mordomo4 ,quem at5tam5te obs]v> o palcio e a qu9ta da ,bacalha e os vir m9uciosam5te encontr> nas edificaes trs idades e influncias das pocas4 ,duas casas com abbadas ogivais1 re/os da habitao d tempo d monteiro-mor ,joo ,vic5te1 ou d prncipe ,d4 ,joo1 me/re de ,santiago1 palcio e c]ca torreada de ,d4 ,brites1 sua filha1 con/rues e decorao policrmica de ,afonso de ,albuqu]que4 ,z velhas casas re/am encravadas no meio das outras1 como o c>oo daquele fruto4 ,o palcio di/+ue-se pela =ma cilndrica das torres e c9tas azulejadas das salas4 ,os inovam5tos de ,albuqu]que tom>am a =ma angul> e os ornatos de b>ro esmaltado1 os m$alhes e azulejos do-lhes lug> p>te4 ,o palcio no d infante ,d4 ,joo1 porque o e/ilo vai muito =a d seu tempo2 a filha d conde/vel ,d4 ,afonso1 m>quesa de ,vila ,real1 no teve ocasio p>a levant-lo2 re/a-nos1 portanto1 ,d4 ,brites p>a con/ruir1 e ,albuqu]que1 filho1 p>a re=m>4 ,,viii ,no friso d porto1 que1 pelo norte1 d entrada p>a o ptio d palcio1 l-se a segu9te inscrio3 ,anno #aeed--;,alfonsus ,albuqu]cus ,alfonsi ,magni indorum debellatoris filius--sub ,joanne ,,iii ,portugaliae rege condidit ,anno ,,mdliiii4 ,e/a inscrio1 a fama tradicional de que a qu9ta e palcio haviam sido del9eados sobre os traos de uma das praz da ndia portuguesa1 onde o valor de ,albuqu]que mais brilh>a 7tradio que se deve t] por muito graciosa71 todas z ncias escriptas1 ou impressas at hoje1 lev>am-me a cr] que quanto exi/ia na ,bacalha =a obra de ,albuqu]que1 filho4 ,a inscrio devia julg>-se coeva e te/emunha irrecusvel1 e a falta de ve/gios d pao da conde/ablessa1 v5dido pelos ,vila ,real1 explicava-a a mim mesmo1 supondo-o con/ruo nada recom5dvel1 que o novo proprietrio arras>a p>a levant> fbrica aprimorada4 ,foi o acaso que me desp]t\ a at5o1 e me *am\ a obs]v> mais acuradam5te z con/rues4 ,a qu$a d reboco da torre set5trional descobriu uma janela ampla e de v]ga semicircul>1 que de/oa completam5te das demais e mo/ra que a torre foi re/aurada e s(reu modificao4 ,em baixo divisa-se uma porta de iguais1 uma que comunicava a torre com o pavim5to trreo d palcio4 ,outros ve/gios =am ap>ec5do indicativos de alt]aes na primitiva edificao4 ,leitura mais at5ta d ttulo da compra aos ,vila ,real e sua confrontao com o ttulo da in/ituio d vnculo1 docum5tos di/anciados qu>5ta anos1 comp>ados a9da com a tombao d morgado1 que descreve m9uciosam5te a casa e qu9ta1 fez-me v] que na propri$ade havia em todas z trs pocas 7#aebh1 #aeeh1 #afcj7 no s paos1 mas pom>es1 v9ha1 c]ca de muros e (ic9as agrrias prximas1 tal como a9da hoje1 em runas4 ,uma vi/a rpida mo/ra um todo unido1 no sem que o olho deixe de res5tir-se1 como o ouvido1 qu&o de entre um jogo de h>monias escapa um acorde dissonante e rpido4 ,z torres circul>es1 ou cubelos1 como lhes *ama o tombo1 e os edculos dos muros da qu9ta1 comp>ados com z con/rues simil>es d palcio repres5tam uma s mo a lanar os primitivos traos2 mas se se deix> p\s> a vi/a sobre o objeto1 que de leve a impression\1 h de not>-se alt]ao e modificao nos l9eam5tos4 ,se se desc] a m9udncias1 ento resalta de passo a passo a re$ificao e os inovam5tos4 ,conhecia o &> nobre d palcio2 busquei1 porm1 exam9> at5tam5te o int]ior1 e notei logo que a faixa de azulejos que c+e z salas no corresponde ao que1 ne/e gn]o1 h na p>te sup]ior da qu9ta4 ,o azulejam5to de/as salas em xadrez1 ou como nas lisonjas da arm>ia1 tecido de quadrados brancos com tiras v]des ou azuis1 e sobejam5te sabido que e/a espcie de mosaico ant]ior aos azulejos com des5hos a cores1 ou em relevo4 ,desci ao pavim5to trreo1 onde nunca t9ha entrado1 e encontrei provas cl>as de outra edificao ali enc]rada4 ,h duas casas cob]tas por abbadas em ogiva e de are/as1 cujas n]vuras nascem to prximas d *o1 a no re/> dvida de que o pavim5to correspond5te deve a*>-se muito sot]rado1 e de que se levant\ outro sobre ele p>a alcanar o novo nvel4 ,na p>$e que divide e/as casas entre si h\ve um arco de volta p]feita1 tecido de tijolo1 *eio po/]iorm5te de alv5>ia e que a qu$a d reve/im5to descobriu4 ,na v>&a cob]ta junta1 v-se o sobre>co de uma antiga porta p>a z casas abobadadas1 cuja soleira deve a*>-se ba/ante funda4 ,int]iorm5te veem-se div]sas comunicaes de casa p>a casa1 que =am inutilisadas ou sub/itudas4 ,depois d primeiro a*ado admirei-me1 como usual1 de no t] dado por outros s9ais de re$ificaes e em5das4 ,a escad>ia que d entrada p>a o palcio t9ha por gu>da uns corrimos suportados por pil>es int]valados com bala/res de mrmore branco1 e no patam> sup]ior a9da assim 2 no mdio1 porm1 =m\-se um pa9el massio1 en*5do os vos da grad9ata de alv5>ia reve/ida de azulejos de relevo1 d gn]o que mais abunda na qu9ta1 e em tudo dissemilhante d azulejam5to int]ior d palcio4 ,a9da aqui h a not> que os azulejos da escad>ia so de trs des5hos dif]5tes4 ,no azulejam5to da p>te sup]ior da qu9ta encontram-se mesmo espcies de pocas muito di/9tas4 ,e/a alt]ao na grad9ata da escad>ia no re/aurao1 mas rem5do4 ,em #afca a9da todo o corrimo era su/5tado por bala/res4 ,nas duas gal]ias sobrepo/as que olham a norte1 v-se que o e/ilbata sobre o qual p\sam z colunas da arc>ia sup]ior de p$ra dissemilhante da que lhe fica por debaixo1 repet9do-se o facto nos arcos da gal]ia sup]ior1 e d&o-se aqui mais a circun/ncia de no s]em de p$ra faceada os segu9tes1 nem t]em m$alhes de moldura relevada na mesma p$ra1 como nos segu9tes das demais arc>ias4 ,a p$ra de/es arcos e d e/ilbata am>elada1 br&a e j a esboro>-se1 enquanto o mais calcrio rijo e branco1 ou mrmore da ,arrbida1 a9da que p\co escolhido4 ,p>ece t] havido aqui gr&e rep>ao1 em que se no at5deu a todas z p>tes arquitetnicas4 ,uma p>$e de esb>ro1 re=&o a base da arc>ia inf]ior1 vem de ajuda a e/e supo/o4 de cr] que e/es trabalhos fossem po/]iores s obras de ,albuqu]que4 ,,ix ,num edculo1 que encima a porta da entrada d palcio1 v-se um bu/o de b>ro de boa execuo4 ,z propores so z naturais4 ,mo/ra um v>o na =a da vida1 cabelo sobre curto e cuidado1 b>ba despontada como na poca de ,joo ,,iii1 o ro/o oval1 o n>iz aquil9o e a fronte espaosa1 a expresso cl>a e de di/9ta s]5idade4 ,ve/e de um tecido de malha1 vir&o-se como gola em bicos1 deixa o pescoo a descob]to4 ,d ombro cai at meio brao um adorno d mesmo tecido e tambm em bicos4 ,duas l>gas faias1 como pontas de um manto1 traam-se sobre o peito1 lig&o-se em ns sobre os ombros talvez o diplax dos fils(os4 ,no falt>am ao bu/o com os ltimos toques1 foi trabalho bem tratado1 f9alm5te um bom exempl> d gn]o4 ,e/ ao alcance da vi/a1 mas no p]mit9do a opacidade d b>ro bem divis> os pequ5os relevos faciais1 qu] s] tocado com os olhos4 ,na fr5te d que =ma o ass5to da figura h um li/ro com z extremidades enroladas1 como que de/9ado a um nome1 que no tem1 pois mal ficava num retrato4 ,no lhe pude a*> monograma1 ass9atura1 ou m>ca de auctor4 crido como a reproduo fiel de ,albuqu]que1 filho4 ,o lug> que ocupa competia de direito ao s5hor da casa4 ,os bu/os dos mais edculos de/a fr5te d palcio1 e que a9da exi/em1 so de f9o mrmore2 pela di/ncia a que ficam no podem bem apreci>-se2 p>ecem1 todavia1 bons e repres5tam figuras mitolgicas1 ao que pode julg>-se4 ,o bu/o em b>ro d s5hor da propri$ade a*a-se em bom e/ado de cons]vao e deve-o a uma exc5tricidade1 p>a no diz] mais1 de um sucessor qualqu] no morgado1 que o fez cobrir de uma camada de gesso p>a condiz] na cor branca com os outros bu/os e simil> p$ra4 ,no facto extraord9rio s] em b>ro o retrato de quem podia t-lo em mrmore ou bronze4 ,so clebres os bu/os em b>ro cozido d m>qus ,joo ,francisco ,gonzaga de f9s d sculo ,,xv1 outro da mesma poca de ,joo ,b5tivoglio e a9da outros posso cit>1 de ,c>los ,,viii e ,niccolo da ,uzzano por ,donatello4 99 99 99 99 99 ,no friso inf]ior cornija que orna e/a porta l-se3 ,ecce elongavi fugi5s et mansi 9 solitud9em4 ,express> os desejos de ocasio de ,albuqu]que1 filho1 qu&o aqui escrevia os ,com5trios d gr&e ,afonso2 todavia1 mais t>de1 encontramo-lo na adm9i/rao municipal de ,lisboa1 ocupado de outros negcios pblicos e1 nos ltimos dias1 talvez dem5tado pela idade1 p]alta1 reque/&o uma jovem fidalga1 ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes1 com quem cas\1 faz5do poltica ibrica contra a indep5dncia da ptria e concorr5do a entrevi/as com ,cri/vo de ,m\ra disf>ado com b>bas po/iz#ai4 ,x ,t5t&o apres5t> como boa a ideia que concebi sobre z edificaes da ,bacalha1 e demon/r> z bases que me s]viram p>a =m> uma op9io opo/a a quanto se havia escrito e era g]alm5te aceite por bom1 pod]ei1 por necessidade1 torn>-me prolixo4 ,que me seja relevado o que tiv] de imp]t95te4 ,a qu9ta dividida em dois t]rapl5os por um muro1 que suporta z t]ras mais altas4 ,a c]ca inf]ior condiz com a arquitetura d ,palcio2 em ambos e/es lug>es os torrees cilndricos com cpulas de goramos1 em ambos azulejos monocromos e m5os bons4 ,o t]rapl5o sup]ior tem nos ngulos d norte dois pavilhes *amados um ,casa da ndia1 por t] tido umas telas repres5t&o z cidades daquele e/ado1 nas quais mais brilh\ o valor de ,albuqu]que1 o ,gr&e1 o outro casa das pombas4 ,nos ngulos d sul ficam num o palcio1 no outro o lago1 casa da p]na1 e mais dois pavilhes ligados por lgias4 ,os torrees da c]ca inf]ior so seis e1 desc5do-se s m9uciosidades precisas1 v-se di/9tam5te que os torrees dos ngulos =am con/rudos com a c]ca de muros e os int]m$irios feitos po/]iorm5te1 p>a o que h\ve de rasg>-se o muro e no tanto como o necessrio1 pois a p>te que re/\ d5tro dos torrees deu origem a que e/es se p>tissem por ali4 ,quatro de/es torrees1 ou cubelos1 como lhe *ama o ,tombo d morgado1 =am aplicados a e/aes da ,via-,sacra1 com alt>es de mrmore preto1 =rados de azulejos nas fr5tes e1 por no ba/>em1 met]am-se-lhes de p]meio uns ni*os nos muros p>a complet>em os sete passos da paixo de ,cri/o4 ,naqueles tempos de religiosidade e f mais vivida bem iam e/es ex]ccios1 e o lug> escolhido1 aonde j eram esvados os rumores d palcio1 era a isso acomodado4 ,e/e rec9to em #aebh1 pela v5da dos ,vila ,real1 era p>que2 pela =mao d tombo1 em #afcj1 e/ava plantado de v9ha1 e assim cont9u\ por mais dois sculos1 at que se de/ruiu z videiras4 ,no t]rapl5o sup]ior em que e/ o palcio onde se v cl>a a re=ma de ,albuqu]que1 filho1 cujas con/rues se desviam d gn]o arquitetnico primitivo4 e/a a p>te mais aprimorada4 ,no remodelam5to t5t\-se acomod> v>iantes s novas con/rues4 ,encontra-se aqui o torreo2 troc\-se1 porm1 a =ma cilndrica pelo cubo e sub/ituiu-se a cpula hemisfrica por telhados piramidais4 ,z gal]ias sobre o lago no de/oam das d palcio1 mas aos pavilhes que z extremam deu-se a cob]tura de telhas acoru*adas das torres angul>es de/a p>te da qu9ta4 ,z ombreiras das portas e janelas d palcio so angul>es1 z das edificaes da c]ca sup]ior so de qu>to de crculo4 ,os muros d t]rapl5o inf]ior correm na sua altura com a incl9ao1 a9da que ligeira1 d t]r5o e so nus na coroa2 os d t]rapl5o sup]ior so de nvel no coroam5to1 como de nvel lhes correm z ruas p>alelas1 resgu>dadas com muros de suporte1 que z limitam4 ,aqui mesmo se conhece a remodelao1 o antigo muro de argamassa di/9ta segue a declividade d solo2 p>a corr] de nvel com z ruas1 h\ve de s] levantado4 ,re/am a9da nas p>$es z rguas em que e/avam pregadas z telas4 ,o rec9to sup]ior foi outrora ocupado por j>d9s e pom>es1 esm]adam5te cuidado e ornam5tado4 ,sobre todo o muro havia1 int]valados por pirmides1 p$e/ais quadrangul>es1 em que p\savam esf]as4 ,de tudo a9da exi/em re/os1 c>comidos e a esfacel>em-se4 bem sabido que ,d4 ,manuel tom\ por empresa a esf]a1 e bem conhecida a proteo disp5sada por e/e rei a ,afonso1 filho2 ,albuqu]que1 o ,gr&e1 depois da tomada de ,goa1 bateu uma mo$a a que *am\ esf]a1 e com e/a figura no cunho2 natural1 pois1 s]ia que o filho aqui empregasse1 como ornam5to1 o emblema que recordava os altos feitos de seu pai e fanava das glrias ptrias1 esquec5do que o rei com um ultraje1 que sua rgia alma no do]ia1 lhe vitim>a quem lhe d]a o s]1 ilu/re nome e grossos cab$ais4 ,a mod/ia1 por assim diz]1 d t]rapl5o inf]ior f-lo vot> aos ex]ccios ntimos de religio1 a que z gr&ezas luxuosas no ficam bem4 ,no t]rapl5o sup]ior1 de uma opulncia fau/uosa1 tudo se mundanaliz\1 e/&o de envolta com v]sculos bblicos figuras mitolgicas e celebridades da hi/ria dos povos1 acotovel&o-se1 defront&o-se1 sobra&o-se4 ,na gal]ia d palcio1 que olha o po5te1 pale/ram amigavelm5te o ,eufrates1 o ,mondg1 o ,nilo1 o ,danbio e o ,d\ro2 por sobre a porta1 que daqui sai p>a o j>dim1 l-se3 ,satiabor cum app>u]it gloria tua2 logo a seguir faz co/as a uma cadeira um quadro em azulejo repres5t&o o r\bo de ,europa4 ,cont9u&o p>a o po5te1 h pela p>$e m$alhes de l\a com bu/os de ,alex&re1 ,anbal1 capites famosos e imp]adores romanos4 ,sobre z portas das casas de praz] d lago1 em ni*os1 havia e/atuetas repres5t&o z virtudes c>deais1 a ,ju/ia1 a ,prudncia1 a ,temp]ana e a ,=taleza4 a-se aqui com o co/ume dos tempos4 ,nas portas de ,s4 ,p$ro de ,roma1 ,fil>ete emoldurava os quadros1 que repres5tam assuntos famosos da hi/ria da igreja1 com passag5s de ,esopo1 e ,rafael povoava z bordaduras das tapearias1 que repres5tavam os atos dos ap/olos1 de figuras grotescas#bj4 ,disp>atadas p>c]ias a9da fez ,cames tambm entre o ,padre ,et]no1 ,cypris1 ,cri/o1 z ,n]eidas1 a ,virgem e ,m>te4 ,,xi ,o ap>ecim5to das janelas de volta p]feita1 a =ma das abbadas das duas casas int]iores1 a dissemilhana dos azulejos d palcio e das con/rues da qu9ta1 alguns p$aos de azulejo de tipo mais antigo metidos nas argamassas e z demais circun/ncias apontadas1 d]am-me a op9io de que ,albuqu]que1 filho1 foi ap5as inovador em gr&e dos paos e qu9ta da ,conde/ablessa1 pod5do at precis>-se o que primitivo e remodelao4 ,os dois tipos arquitetnicos desm5tem a inscrio de #aeed4 ,no primeiro p]odo da ,r5asc5a em ,xlia1 no sculo ,,xv1 z edificaes =mavam cubos p\co movim5tados1 com gr&es *eios1 em que r>eavam z janelas1 o palcio flor5t9o com a sua fa*ada nua e sev]a dava ares de uma =taleza1 busc&o-se ap5as f]ir a imag9ao por massas impon5tes e de l9has in9t]ruptas4 ,os arquitetos1 *eios de consid]aes a9da pelas obras das g]aes prec$5tes1 deixavam-se dom9> por e/e f5m5o atvico1 a que no facil fugir-se num 9cio4 ,&rea ,sansov9o1 o me/re que p>a lio nos m&\ ,l\r5o de ,m$icis1 mesmo tido como incurso ne/e pecadilho4 ,se na ,bacalha encontramos esbeltas torres e =mosas lgias ab]tas por arc>ias em colunatas1 temos tambm a janela a gr&es espaos1 sem uma l9ha sequ] que corte todo o edifcio4 ,tem1 pois1 a ,bacalha o c>act]/ico da transio da velha p>a a nova arte d ltimo qu>tel d sculo ,,xv p>a o ,,xvi4 ,z faces que olham o ptio e qu9ta tm beleza na =ma e tecido2 z que do sobre o j>dim1 que comunicam diretam5te com a p>te mais luxuosa e a=moseada1 no lhes correspondem1 sito nuas e p\co airosas2 janelas nada amplas1 sem outra ornam5tao mais que uma faixa de azulejo liso1 lanadas em l>gos vos1 e p>a quebr> tanta monotonia1 lanaram-lhe uma gal]ia de seis arcos4 ,no &> trreo algumas fre/as gradeadas do-lhe ares de crc]es p>a cond5ados4 ,em #afcj uma p>$e de limoeiros e cidreiras aprumava-se junto da de alv5>ia1 mat&o tanta tri/ura4 ,e/a p>te o avesso de uma tapearia cu/osa4 ,quem projet\ o palcio p>ece no hav] p5sado em lhe lanar no rev]so riquesas de policromia de b>ros esmaltados1 pavilhes e gal]ias elegantes como z d lago4 ,era um desac]to1 um erro1 uma prova de mau go/o1 que no d>ia o autor d primitivo traado2 possvel1 contudo1 que no fosse completa a execuo4 ,z outras duas faces tm a nobreza e o movim5to que lhes do torres e arc>ias4 ,a face le/e simtrica4 ,dois torrees cilndricos1 esbeltos1 com cpulas em gomos encimados por pirmides1 matam os ngulos4 ,t]o o aprumo de um ,m>te1 de cuja raa desc5dem1 mas de um ,m>te que despiu a sua armadura p>a v]ane> no campo com damas g5tis4 ,no &> nobre duas janelas por b&a e no c5tro a porta de entrada1 a que d acesso escad>ia1 corr5do p>alela p>$e d edifcio e volt&o sobre si n\tro lano a alcanar a pequ5a v>&a sup]ior4 ,z janelas e portas tm por coroam5to uma simples cornija horizontal1 e/imada pelos primeiros seguidores da nova escola4 ,e/a cornija1 exceto na porta1 sep>ada uns #bj c5tmetros da are/a sup]ior da v]ga por um *eio de alv5>ia4 ,ni*os com bu/os correspondem sup]iorm5te a cada uma das janelas e porta4 ,e/a face d p>a um ptio espaoso c]cado d norte e sul por muros4 ,ao norte1 sobre o rossio da qu9ta1 abre a entrada pr9cipal4 um prtico1 que p>ece hav] sido re/abelecido no hav] longos anos4 ,duas pila/ras de mrmore da ,arrbida de inf]ior qualidade1 espaadas com relevo1 suportam o entablam5to1 em cujo friso se a*a a inscrio de #aeed4 ,no c5tro v-se o lug> p>a o escudo dos ,albuqu]ques que se encontra no *o ao lado1 talhado con=me o que vem nos ,com5trios1 e que ,albuqu]que1 filho1 reclama p>a sua famlia1 mas a9da por concluir1 falt&o-lhe os lees1 p>a o que se lhe deix\ a necessria salincia na p$ra4 ,faltam ao prtico z ombreiras4 ,o porto d sul1 que e/ava completam5te de/rud1 foi h p\co re/abelecido1 con=me o p>ceiro a que faz fr5te1 e levado ao mesmo e/ado2 por cima ps-se-lhe um outro escudo de armas dos ,albuqu]ques1 esqu>telado1 t5do no #a4 e #d4 qu>tis o escudo de ,portugal1 no #b4 e #c4 c9co lises em aspa1 adotado por ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que1 junt&o s qu9as de ,portugal os lises que cabiam a sua mulh]1 por proc$] da casa real de ,frana#ba1 e que fez pr na torre de m5agem da ,codiceira por ele edificada4 ,na fronteira d palcio h dois torrees circul>es1 rep>ados de novo e com cpulas em gomos1 extrem&o uma colunata1 que su/5ta treze arcos de pl5o cimbre com m$alhes circul>es e nus nos segu9tes4 ,e tudo de mrmore da ,arrbida4 ,e/e gn]o de ornam5tao dos segu9tes1 criao de ,brunellesco e muito qu]ida dos arquitetos da primeira poca da ,r5asc5a1 sabe-se bem que foi proscrita pelos arti/as que se lhes seguiram4 ,e/a arcada su/5tava a cob]tura de uma bela gal]ia ao rs-d-*o#bb4 ,pelo torreo set5trional d palcio passa-se de/e ptio p>a a qu9ta por uma porta sobre a qual se l3 ,dirige ,dom9e ,deus meus 9 conspecto tuo viam meam4 apropriado o v]sculo1 porque1 desc5do uma escad>ia curva e dupla1 d-se na rua1 que conduzia s e/aes da ,via-,sacra4 ,a fr5te d palcio1 que olha ao norte1 no simtrica em todas z suas p>tes1 mas d mais belo efeito p]spetivo4 ,dois torrees1 os mais altos1 extremam-na1 como a d le/e4 ,cam9h&o de/e lado p>a o po5te1 h uma janela com t>ja de azulejo em volta1 sobre ela a cornija1 di/anciada como z outras1 e por cima um ni*o j ermo2 seguem-se duas gal]ias sobrepo/as1 ab]tas por escadas1 v]dadeiras lgias4 ,a arc>ia sup]ior rep\sa em sete colunas dricas ass5tes num e/ilbata3 a inf]ior p\sa sobre quatro pil>es ass5tes no pavim5to4 ,p>a orn> os segu9tes dos trs arcos inf]iores1 h quatro bu/os de alto relevo1 sa9do de outros tantos m$alhes circul>es--imag9es clypeatae--que atraem z at5es d amador4 ,repres5t>o pessoas de famlia8 ,repres5tam os dos extremos hom5s1 os d c5tro damas4 ,a julg> pelos tipos s]o o infante ,d4 ,joo1 me/re de ,santiago1 de b>ba e f>to bigode1 e sua mulh] ,d4 ,isabel1 a infanta ,d4 ,brites e seu m>ido1 o infante ,d4 ,f]n&o1 com a b>ba toda1 mas sobre o curto4 ,o espao que vai de/as lgias ao torreo occid5tal ocupado por trs janelas desigualm5te di/anciadas4 ,o s]vio da gal]ia inf]ior p>a a qu9ta por uma graciosa escad9ha em espiral4 ,,xii ,se no deix>am que ,d4 ,joo ,,ii levasse a cabo n5hum dos seus empre5dim5tos e re=mas1 bem c]to que tudo j e/ava to adiantado e bem dispo/o1 que logo na entrada d segu9te re9ado se pat5te>am1 como por encantam5to1 prodgios daquele gr&e gnio de rei4 ,z artes1 e/ioladas pela sombra de dois re9ados p\co felizes1 t9ham-se e/]ilizado2 mas1 cuidadosam5te amanhadas e adubadas com t9o por ,d4 ,joo ,,ii1 frutific>am c$o1 produz9do1 logo na primeira colheita1 um e/ilo arquitetnico com c]ta orig9alidade1 resultado de eng5hosas e bem p5sadas comb9aes d norm&o1 d gtico1 d rabe e de quanto mais havia criado1 ligados a motivos da fantasiosa imag9ao dos arti/as e artfices nacionais1 em que se no p]deu a lio da escola nascida dos es=os e intelig5te direo d prncipe p]feito4 ,o rei ,manuel faleceu em #aeba1 ,albuqu]que foi s5hor da ,bacalha em #aebh e se o palcio fosse por ento projetado ress5tir-se-ia a9da da escola e go/o que dom9avam o pas1 e z con/rues nem a mais leve sombra tm daquele tipo1 ou t]ia seguido o e/ilo clssico j em voga4 ,z arcadas ab]tas e a9da sobrepondo-se do ao todo uns odores de ,xlia1 um arrem$o fugitivo das con/rues flor5t9as e de ,v5eza1 qu] olh&o j>d9s e t]reiros1 qu] mir&o ao longe1 como na fa*ada norte1 qu] espelh&o-se nas guas1 como no lago1 e e/as1 di/anciadas das re/antes1 s]iam uma adaptao das novas con/rues ao gn]o comum4 ,z gal]ias d lago no de/oam das d palcio1 mas os pavilhes1 que z extremam1 como j disse1 so quadrilhados e acoru*adas z cob]turas4 ,o e/ilo d palcio sev]o e nu de ornam5tao2 o d t]rapl5o sup]ior e suas dep5dncias br9cado de policromias espelhadas e fantasiosas4 ,no palcio at5deu-se ao conjunto1 pret5deu-se cativ> a vi/a naquela mole torreada3 c]ca de velhos muros imprimiu-se-lhe ap5as o c>t]1 por assim diz]1 d gu>dador que s cura d seu mi/]2 aos muros da c]ca sup]ior quis disf>ar-se-lhes o de/9o4 ,os muros inf]iores c+em e pr5dem um recluso1 susp5dem o assaltante1 probem o +resso no rec9to2 os d t]rapl5o sup]ior seguram a vi/a1 e os seus luz5tes b>ros esmaltados entretm o passeante com a v>i$ade das policromias1 levam o p5sam5to s idades da mitologia1 da hi/ria e at o *amam a ,deus com z transcries dos livros sagrados4 ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 foi em #aeba na esquadra1 que conduziu a ,sabia a infanta ,d4 ,brites1 filha d rei ,manuel1 e teve o com&o de um galeo de #bcj tonis4 ,a armada saiu de ,lisboa em pr9cpios de ago/o e deu fundo em ,vila ,franca de ,nisa no dia #bi de setembro4 ,a entrada pblica da pr9cesa na corte s se realiz\ em maio segu9te1 e entretanto os (iciais da armada fiz]am digresses pela ,xlia1 visit&o z pr9cipais cidades e monum5tos da ptria das artes4 ,de/a excurso viria a ,albuqu]que o go/o d belo1 e o conhecim5to d que podia val] uma con/ruo com orig9alidade de =mas1 m>c&o ao mesmo tempo uma poca art/ica o r5ascim5to das artes no seu pas4 indubitvel que ,albuqu]que em ,f]r>a se enamor>a da e/rutura ext]na d clebre ,palcio dos ,diamantes1 ou em ,bolonha d ,palcio ,bevilacqua1 atribud a ,gasp> ,nadi e comeado em #adha1 coevo d ant]ior4 ,a celebridade de/es dois edifcios e/ pr9cipalm5te no ext]ior das p>$es =madas de p$ras em facetas a modo de diamantes1 inv5o mais extravagante d que bela3 daqui nasc]am sem dvida z casas s portas d m> em ,lisboa1 mais conhecidas pela ,casa dos ,bicos4 ,a tradio vulg> mesmo vem-lhe de re=o1 diz5do que ,albuqu]que1 p>a d> mo/ras da exub]ncia dos seus hav]es1 projetava coloc> um diamante na ponta de cada prisma4 ,d4 ,m>ia de ,ayala1 mulh] de ,albuqu]que1 era da casa de ,vila ,real1 por seu pai1 e de ,portalegre1 por sua me4 ,os ,vila ,real t9ham o morgado da ,bacalha1 os ,portalegre alguns b5s ali prximos em ,azeito4 ,afonso de ,albuqu]que pr5d]-se-ia com z =mas e disposio d palcio e qu9ta dos primos de sua mulh]1 compr\-os1 e z recordaes de ,flor5a e de outros c5tros art/icos da p5nsula xlica1 em que campeavam z innovaes dos gr&es me/res1 fiz]am-no adot> p>a ornam5tao da sua nova propri$ade os policromos e os b>ros cozidos dos ,della ,robbia e sua escola1 adquiridos em quantidade1 que1 a9da hoje1 s por si1 =mam uma coleo valiosssima1 um museu v]dadeiro pela gr&e v>i$ade dos espcim5es1 em que figuram no s produtos e/ranhos1 mas de origem portuguesa comprovada1 que repres5tam com brilho e/e ramo de ind/ria nacional naquela poca4 ,por alguns azulejos d tipo quatroc5ti/a1 que se encontram d5tro da alv5>ia1 ou =r&o a face sup]ior dos alegretes1 pode cr]-se que j algum azulejam5to exi/ia nas con/rues da qu9ta ant]iorm5te compra por ,albuqu]que4 ,,xiii ,os azulejos e os m$alhes da ,bacalha m]eciam s] tratados por mo de me/re1 mas j descrev5do-os como obs]vador enamorado deles1 pode aproveit> arte e hi/ria de/a ind/ria1 desp]t&o a at5o dos ent5didos4 ,os m$alhes so1 sem dvida1 da escola ou das (ic9as dos ,della ,robbia1 s5o de ,&rea1 ou de ,giovanni4 ,os ladrilhos so de alguma fbrica da ,espanha1 ,talav]a ou ,valncia4 ,z c]caduras dos m$alhes m5ores so de origem flam5ga4 ,os quadros hi/oriados1 os mitolgicos1 os alegricos1 os grotes*i1 os hum\res*i1 uma c]cadura =mosssima e um escudo com o brazo dos ,albuqu]ques1 que h nas casas de praz] juntas ao lago =mam uma coleo valiosssima da ind/ria portuguesa1 e1 que importa muito p>a a hi/ria de/e ramo de c]mica no pas4 ,nada falta a e/a coleo1 ass9atura 7,matos7 numa p>te1 data 7#aefe7 em outra1 e tudo ligado por elem5tos decorativos a comprov> a sua proc$ncia4 ,quanto aqui enum]o p]t5ce indubitavelm5te re/aurao e inovam5tos de ,albuqu]que4 ,a julg> por de/roos e re/os de azulejos que se encontram nas argamassas1 ou de azulejos c]ceados e recortados a cobrir z pequ5as p>$es1 que =mam a caixa p>a z plantas dos alegretes e que mo/ram t] p>a ali v9do de lug> apropriado1 a coleo j foi mais v>iada4 ,uns azulejos lisos rem5d&o quadros d mesmo padro1 mas de relevo cavado1 provam t] havido rep>ao no azulejam5to e alguns com escorregam5to de t9tas diro t]-se recorrido a um fabricante1 que por 9bil h\ve de s] po/o de p>te4 ,e/as rep>aes dev]o atribuir-se a ,d4 ,j]nimo ,manuel1 o ,bacalhau1 que teve o morgado e habit\ o palcio por ba/antes anos antes e depois da sua viagem ndia1 e1 cont9uadas talvez por seu filho ,d4 ,jorge1 que tambm habit\ o palcio1 aonde faleceu em outubro de #afea4 ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 com sua mulh] ,d4 ,m>ia de ,noronha1 v9cul\ a qu9ta em #aefh2 dez anos depois a9da e/a dama vivia1 mas seu m>ido1 j provecto1 enviuv&o1 pass\ a segundas npcias com ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes2 p\co dur\ e/a nova unio de ,afonso de ,albuqu]que1 porque em #aeha faleceu4 ,de n5hum dos matrimnios re/>am filhos1 mas h\ve um natural1 ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que1 que pret5deu suc$] no morgado4 ,foi nele apossado1 mas seguiu-se porfiado litgio1 movido pelo ramo de ,f]n&o de ,albuqu]que1 *amado na in/ituio adm9i/rao d vnculo4 ,s em #afji a causa foi decidida a favor de ,d4 ,m>ia de ,m5dona1 mulh] de ,d4 ,j]nimo1 o ,bacalhau4 ,e/es cnjuges e/abelec]am residncia no palcio1 aonde ,d4 ,j]nimo faleceu em #afbj4 ,j em #afjg o hospital1 in/itud por ,afonso de ,albuqu]que1 e/ava em runas1 e o palcio e qu9ta corriam-lhes p>elhas2 de cr]1 pois1 que z rep>aes fossem d ,bacalhau e seu filho ,jorge4 ,em #afbc a9da encontro resid9do na qu9ta um #d4aj ,real1 ladrilhador1 que aqui pod]ia e/> na rep>ao d azulejam5to4 ,z ruas d j>dim e z que correm ao longo dos muros d quadrngulo sup]ior t9ham o pavim5to de famoso tijolo de #j1bj #j1aj1 de excel5te b>ro1 bem fabricado e cozido1 de que exi/em re/os4 ,e/as ruas so orladas de alegretes p>a flores4 ,um arr5dam5to de #afgd impe ao r5deiro da qu9ta a obrigao de tosqui> o buxo d j>dim e ruas duas vezes por ano e limp> os craveiros dos alegretes4 ,d lado d muro e/es alegretes so a espao int]rompidos por cadeiras de alv5>ia reve/idas de azulejo2 d lado opo/o1 tambm a di/ncias c]tas1 h uns cubos mais elevados p>a plantas de maior porte4 ,o azulejo de/es cubos sempre de qualidade sup]ior ao dos alegretes1 v>i&o no des5ho e todo de relevo4 ,entre cubo e cubo e entre cadeira e cadeira1 nos panos de cada alegrete encontram-se quatro =mosos azulejos de relevo1 ass5tes em diagonal3 so dos mais apurados no go/o1 no des5ho1 nas t9tas e no esmalte4 ,o fundo de/es azulejos branco1 os des5hos folhas e flores de fantasia1 e nuns ap>ecem uns frutos1 que na frma se aproximam da rom 7n4 #ae74 ,os des5hos so comb9ados p>a quatro azulejos4 ,os padres n4s #aa1 #bc1 #be e #cc encontro-os notados como puro r5ascim5to italiano#bc1 muitos outros podem assim s] classificados e t]o v9do feitos de ,xlia1 ou s]o fabricao portuguesa sobre des5hos daquele pas4 ,neles do-se os c>act]/icos dos produtos c]micos sculo-rabes3 espessura d vidrado e colorido t]m9ado a meado por grossas gotas de t9ta coaguladas#bd4 ,h mais dois padres3 um 7n4 #i7 not\-o ,haupt no alcaar de ,sevilha1 outro 7n4 #cg7 p>a c]cadura1 em ,santa ,m>ia de ,p5ha ,v]de#be4 ,a v>i$ade no azulejam5to extraord9ria1 qu] z placas sejam lisas1 de uma s cor1 com des5hos policromos1 ou de relevo cavado e coloridos4 ,a mesma v>i$ade se encontra nas c9tas de azulejo1 que emolduram z portas e janelas1 qu] z p>$es sejam nuas ou azulejadas1 di/+u9do-se entre e/as c]caduras z da ,casa da ndia 7n4 #e71 de des5ho f9o1 correto e de bom go/o1 rem5dadas com uma imitao mal produzida1 e que foi n\tras p>tes aproveitada p>a o mesmo emolduram5to4 ,a v>&a cob]ta1 ou lgia1 que d sobre o j>dim1 tem uma l>ga c9ta azulejada1 e c9co quadros repres5t&o os rios ,eufrates1 ,mondg1 ,nilo1 ,danbio e ,d\ro4 ,a ornam5tao policrmica da ,bacalha pr5deu a at5o d ,sr4 ,!odor ,rogge1 alemo1 pr(essor de des5ho1 e de volta ao seu pas ocup\-se dela1 d$ic&o-lhe um artigo acompanhado de alguns des5hos1 entre os quais o quadro que repres5ta o ,d\ro4 ,eis o que diz o ilu/re pr(essor3 ,depois da introduo das faianz italianas da ,r5asc5a1 s5tiu-se a influncia de/a na decorao dos azulejos4 ,z amo/ras mais belas de/a mudana de ori5tao =nece-z o palcio da ,bacalha em ,azeito1 con/rud pelo filho d clebre h]i da ndia1 ,afonso de ,albuqu]que4 ,a figura #c 7o ,d\ro7 mo/ra o si/ema de um adorno de p>$es por azulejos na gal]ia ocid5tal d palcio e que abre sobre o j>dim4 ,o des5ho executado em azul1 am>elo1 v]de e ca/anho sobre fundo branco circundado de uma bordadura de vulos1 e cobre a p>$e at altura de #a1gbm4 ,os pa9is 7k>tus*57 policromos repres5tam p]sonificaes dos rios pr9cipais de ,portugal4 ,a figura ilum9ada no quadrado direita d o detalhe de um des5ho compo/o de quatro azulejos4 ,z bordaduras encontram-se na tabela ilum9ada1 em baixo esqu]da1 fig4 #d4 ,a comb9ao de/es elem5tos em outras posies d origem a uma inf9idade de des5hos1 que depois se circundam de dif]5tes molduras4 ,os pavilhes d j>dim1 z p>$es e z gal]ias d lago artificial1 situado ao sul da qu9ta1 so igualm5te reve/idos de ricos azulejos4 ,at os bancos p>a descanso os tm4 ,a in/alao1 toda *eia de encantos1 obra bem inv5tada de um arquiteto tal5toso1 e que conhecia a fundo e/e g5]o de decoraes4 ,os azulejos que adornam z gal]ias d lago so quase todos v]des com ornam5tos em relevo1 maneira dos azulejos espanhis4 ,no meio de uma das p>$es h z armas dos ,albuqu]ques p9tadas em azulejo4 ,o pavilho c5tral d lago contm trs quadros igualm5te di/9tos pela =ma e pela colorao4 ,um repres5ta o rio ,tejo e outro ,suzana no banho4 ,no fundo1 sobre um prtico1 l-se a data de #aefe1 provavelm5te o ano em que os azulejos =am fabricados4 ,tambm m]ecem m5o z molduras das janelas d palcio1 =madas por azulejos com ornam5tos de plantas em relevo1 e que repres5tam uma decorao ornam5tal durad\ra p>a fa*adas4#bf ,o escrito d ilu/re pr(essor g]mnico mo/ra bem o apreo em que ele tem a coleo v>iadssima1 dos b>ros esmaltados da ,bacalha1 coleo trio quantiosa1 que de longos anos ab&onada e entregue de/ruio e rap9agem1 a9da no pde aniquil>-se lhe o valor4 ,na ,alemanha tida como uma m>avilha1 conhecida e apreciada2 em ,portugal1 no prprio pas que a possui1 passa quase ignorada4 ,o azulejo que ve/ia de alto a baixo z lgias d lago em relevo cavado1 sobressa9do a v]de1 gn]o hispano-m\risco1 talvez das fbricas de ,val5a ou de ,arago1 pois me p>ece bem di/+uir-se dos de fabricao portugueza 7n4 #f74 ,no fundo da lgia1 mais ao occid5te1 h um quadro1 tambm em azulejo1 com o brazo dos ,albuqu]ques num escudo de =ma muito capri*osa1 envolvido em ornatos de enrolados1 gn]o de c>toccio tpico d autor1 decorado com duas cabez de stiros4 ,o escudo esqu>telado1 como o d porto m]idional d ptio4 ,no primeiro e qu>to qu>tis z armas d re9o com oito ca/elos na orla1 e/a roxa1 c]tam5te porque o fogo alt]\ o v]melho1 aqueles am>elos1 z qu9as azuis em campo branco1 no segundo e t]ceiro qu>tis c9co lises am>elos em aspa sobre campo azul4 ,o azulejo dos pavilhes1 que extremam z lgias1 cobre totalm5te z p>$es2 liso e com des5hos de cores v>iadas4 ,o d primeiro a reproduo de um outro em relevo cavado1 que =ma a gr&e moldura da p>$e ocid5tal d lago1 com mudana na colorao4 ,ne/e pavilho di/+uem-se pela beleza z duas t>jas1 que no rodap e junto ao teto limitam o azulejam5to das p>$es2 so p9tadas em quadrngulos de #a1bg #j1acem4 ,a t>ja sup]ior repres5tava um in9t]rupto panorama de montes1 ca/elos1 habitaes1 ria*os1 a que do vida crianz que jogam1 br9cam1 banham-se1 que se ocupam em v>iados mi/]es1 ou em infantis folg>es4 ,a t>ja inf]ior uma delicadssima1 composio de flores de fantasia1 rematada nos ngulos da casa e nos cunhais das portas e janelas por meios corpos fant/icos de hom5s ou mulh]es1 que um capri*o d des5ho fez sair da extremidade de um ramo1 ou da corola de uma flor4 no c5tro de/a c]cadura1 na p>$e d fundo1 que num c>toccio e/ o nome d autor da composio1 e que p>a evit> repeties lanou aqui um trao de unio p>a reconhecim5to dos seus trabalhos1 que no azulejam5to abundam4 ,rep>e-se na =ma d pequ5o c>toccio que contm a palavra ,,matos1 e v]-se-ho reproduzidos os seus traos no emoldurado d escudo de armas da lgia occid5tal1 o mesmo se d nos dois rios da lgia d ,palacio da que olha o j>dim4 ,h aqui tambm uns c>acis1 umas borboletas1 e outros pequ5os animais1 que passam p>a o reve/im5to dos ass5tos e alegretes de um quadrngulo c]rado de muros1 que s]ve de ve/bulo descob]to s gal]ias d lago2 no quadro que repres5ta o ,nilo l se veem uns patos que nadam ou m]gulham1 reproduzidos no quadro de ,suzana no banho1 e um pequ59o ornato igual ao que antec$e e se segue ao nome ,,matos4 ,o reve/im5to dos ass5tos e alegretes1 de que falo1 uma bela composio1 gn]o grotesco1 talhada p>a os espaos que cobre2 um amador no desd5h>ia emoldur> e/as composies de ,matos1 e t-las no seu gab9ete2 a c]cadura d pavilho junto at bem iria1 por delicada1 no cam>im de uma dama4 ,pelo nome e poca1 e/e nvel c]ami/a portugus s] o ,francisco de ,matos1 que data de #aehd o azulejam5to da capela de ,s4 ,roque 7a t]ceira da ep/ola7 da igreja da ,mis]icrdia de ,lisboa4 ,z composies di/anciam-se p>a s]em po/as a p>3 a de ,lisboa um des5ho l>go1 rasgado e firme1 de mo ame/rada1 mas com arabescos gigantes2 os trabalhos da ,bacalha so ,hor9has mimosas1 nasc5do umas das ha/es das outras1 como se o mesmo talo lhes fosse comum1 p]sonag5s e animais de fantasia1 uns putti graciosos e alegres1 exub]antes de vida1 ou uns velhos de compridas b>bas1 que simbolisam os rios1 alguns j mo/r&o enfado de no v]em vazios os cnt>os1 que h sculos sobraam4 ,a composio d quadro de ,suzana e d que lhe ficava fronteiro mo/ram que ,matos era um p9tor de raa1 capaz de abord> todos os gn]os de p9tura4 ,sobre os b>ros1 num trabalho em que tem de prim> a ligeireza1 em que no h retoques nem mimos de execuo1 v-se o gnio val5te d arti/a1 que se no pr5de1 nem vacilla1 um p9cel que segue rpido a inspirao que o dirige4 ,num acessrio d quadro de ,suzana1 no prtico d palcio de ,joaquim1 l-se a data #aefe2 num lago prximo nadam uns patos como na gua d ,nilo da v>&a oe/e d palcio2 no tocado de ,suzana nota-se um adorno de tecido ligeiro1 igual na =ma ao d segundo m$alho d lago1 p>ec5do que um deu a ideia d outro1 e que o arti/a ne/e se inspir\4 ,o quadro que lhe fronteiro1 a mais de meio de/rud1 p>ece repres5t> um fe/im1 em que os com5sais1 mulh]es e hom5s nus1 atacados de improviso se def5dem4 ,v-se a9da a p>te de uma mesa1 alguns vasos por t]ra1 um homem que puxa da espada1 cuja ba9ha p5de de um e/il+ue1 po/o sobre z c>nes1 e algumas outras figuras4 ,na p>$e d fundo um quadro1 quase aniquilado1 repres5tava o ,tejo4 ,de re/o1 no hav] no pas1 reunida1 coleco mais v>iada e completa de um s c]ami/a fabricante de azulejos4 ,e/a cresce de m]ecim5to e valor pela aut5ticidade que lhe d o nome d autor e data4 ,so num]osos os espcim5es1 f]9do pelo traado g5ial da composio e pela me/ria da execuo4 ,a ideia1 a =ma1 a adaptao e aplicao dos des5hos aos lug>es1 tudo d5uncia um arti/a de primeira plana4 ,francisco de ,matos no foi s um p9tor aprimorado1 mas um ornam5tador excel5te1 um decorador de gnio4 ,com z suas graciosas faixas ornam5tais1 ou humor/icas1 sabia mat> a monotonia dos gr&es palmos de des5hos uni=mes1 z cores de que se s]via eram mesmo calculadas de modo a di/anci> z composies2 ve/9do os alegretes de p9turas grotescas1 dava realce aos naturais adornos das flores e plantas1 recri&o o olh> pela v>i$ade4 ,o rumorej> da gua cad5te ou batida pelas asas das aves aquticas1 ou pelo salt> dos pequ5os peixes1 seguravam o esprito a uma tri/eza doce1 mas sempre desalegre1 e o gnio d arti/a s\be imprimir nas suas composies uma c]ta vicia1 di/rair o p5sam5to e solt-lo de tri/uras4 ,os tetos de/es pavilhes e lgias eram de e/uque1 apa9elados1 seguiam o p5dor dos madeiram5tos e p9tados de vrias hi/rias1 diz o tombo de #afcj4 ,z cob]turas piramidais dos pavilhes =am de l\sas de ardsia1 de que ap5as se encontr>am re/os4 ,todo o azulejam5to ass5te por fiadas diagonais1 com exceo dos quadros1 cujo ass5tam5to horizontal4 ,,xiv ,a face oe/e d lago toca o muro1 que =ma um gr&e p>alelogramo de #cj metros de l>go1 emoldurado numa t>ja longa de azulejo de relevo1 rep>ado po/]iorm5te com azulejo de igual des5ho1 mas de sup]fcie lisa 7n4 #b74 ,d5tro de/e quadro a entrada da gua1 que vem pela boca de um golf9ho1 t5do por cima um edculo1 em que e/eve um ,trito4 ,h mais dois ni*os igualm5te ermos2 por debaixo d que fica mais ao sul1 numa lpide1 l-se3 ,tempora labuntur m flu5tis agua4 ,na lpide que d outro lado lhe corresponde3 ,visite victuri moneo omnibus in/at4 ,e/es ni*os ficam entre quatro gr&es m$alhes circul>es1 dec]to os melhores da famosa coleo4 ,so de alto relevo1 apres5tam bu/os de tamanho quase natural1 vi/os at mais de meio peito4 ,os m$alhes m$em de dimetro #j1edm s por si1 e com z c]caduras #j1ghm4 ,e/as c]caduras so em =ma de cora1 tecida de folhagem1 flores e frutos4 ,a primeira1 t]ceira e qu>ta p>ece t]em sido m5os boas e e/o muito mutiladas4 ,da segunda trat>ei em sep>ado4 ,so1 sem dvida1 da escola dos ,della ,robbia1 not&o-se v>iantes na cor dos fundos4 ,&rea della ,robbia foi quase con/ante na cor azul dos seus fundos1 s5do e/e um c>act]/ico das suas composies4 ,giovanni v>i\ na cor dos fundos e us\ mais des5volvidam5te a policromia4 ,alm das mutilaes1 uma velha camada de musgos cobre especialm5te z p>tes cavadas das figuras4 ,v\ descrev-los1 come&o da casa da p5a3 #a4 ,bu/o de homem com p\ca b>ba1 p>ec5do um mancebo que entra na pub]dade1 tem cabelo comprido puxado p>a trs das orelhas4 ,tem coroa de l\ro4 ,a imagem bem modelada1 olha esqu]da4 ,no foi 7ao que p>ece7 colorida1 nem esmaltada4 ,o m$alho de b>ro v]melho1 a moldura de grs am>elado e br&o4 #b4 ,e/ em quase p]feito e/ado de cons]vao1 sem deix> de s] tocado por alguns tiros de p$ra4 ,m$alho circul>1 m$9do1 como os demais1 #a1ed e com a c]cadura #j1gh de dimetro4 ,relevo alto1 fundo arroxeado1 bu/o de mulh] como que mir&o z guas4 ,o peito e/ todo a descob]to1 ap5as um manto de tecido ligeiro1 que se traa debaixo d brao direito1 vem pr5d]-se sobre o ombro esqu]do4 ,e/e manto de um roxo quase transp>5te4 ,o cabelo l\ro1 entranado na p>te ant]ior1 cai em madeixas nos ombros at ao peito4 ,um vu1 ou coisa assim de tecido leve1 azul muito cl>o1 nasc5do da te/a1 aonde tem um p+5te1 segue pelo meio d p5teado1 at envolv]-lhe de todo a p>te de trs2 gn]o de t\cado de fantasia4 ,a c>nao cl>a1 z faces rosadas1 olhos e sup]clios negros4 ,tipo italiano4 ,o esmalte de toda a figura ntido e transp>5te4 ,a moldura1 cob]ta de musgo1 tem mutilaes1 a9da que p\co importantes4 ,a sua composio de folhagem e frutos policrmicos esmaltados4 ,os frutos1 come&o d lug> onde os relgios de torre m>cam o meio-dia1 so3 #b pep9os1 #a nabo1 #b m>melos1 #a rom1 #a p]a1 #a cidra1 #b ca*os de uva branca1 #a nabo1 #a m>melo1 #a cidra1 #b ca*os de uva t9ta4 ,e/e crculo engr9aldado de grs e feito de pez unidas ao ass5tam5to4 ,se aproxim>mos e/a moldura dos des5hos de outras das (ic9as dos ,della ,robbia1 no pode deix> de encontr>-se-lhes gr&es semilhanz4 ,um m$alho da academia das belas artes de ,flor5a1 atribud a ,&rea1 tem uma c]cadura muito p>ecida4 ,no hospital de ,ceppo em ,pi/oia h um m$alho da (ic9a de ,giovanni1 cujas molduras tambm muito se aproximam de/a1 a9da que de mais des5volvidas propores 7#a1cbm74 #c4 ,m$alho circul>1 das dim5ses d prec$5te4 ,moldura muito mutilada4 ,bu/o de mulh]4 ,olha direita4 ,t\cado flutuante4 ,manto preso sobre o ombro direito1 deix&o a descob]to o peito esqu]do4 ,no esmaltado4 ,se foi colorido1 o tempo de/ruiu-lhe z t9tas4 ,a moldura de folhagem e frutos engr9aldados policrmica esmaltada1 na mxima p>te de/ruda4 #d4 ,m$alho como os ant]iores no tamanho e moldura4 ,a figura1 a que falta a cabea1 era de homem4 policromo esmaltado4 ,,xv ,ocup>-me-ei agora de outros m$alhes de div]so tipo e m5ores dim5ses4 ,segu9do a mesma p>$e1 na rua que vai p>a a ,casa da ndia1 encontram-se ni*os1 int]valados por m$alhes4 ,z voltas desses ni*os1 os pil>es que z su/5tam e todo o mais trabalho de alv5>ia so de uma p]feio e nitidez que no pode exc$]-se2 todas z are/as so f9as1 como o buril no f>ia mais p]feitas4 ,so de um belo artfice4 ,todos e/o ermos2 a gu]ra s e/atuetas que os povoavam foi de ext]mnio4 ,e/es m$alhes so de fundo azul1 tm de dimetro #j1dem e com a gr9alda que os envolve #j1fdm4 ,a gr9alda em =ma de coroa tecida de folhagem v]de1 flores azuis ou am>elas de c9co ptalas1 pequ5os frutos1 como roms v]des e nozes e uns outros frutos1 que s]o p]as am>elas4 feita de pez comb9adas e reunidas ao ass5t>4 ,de umas a argilla v]melha1 outras so de grs am>elo cl>o4 ,os m$alhes so c]cados de uns filetes concntricos4 ,tm bu/os de baixo relevo4 ,a imagem1 de grs1 foi moldada sobre um molde de argila v]melha1 a que fic\ ad]ida1 m$alho e moldura so esmaltados4 ,pret5di1 pelas argilas e grs1 =m> classes dos m$alhes e molduras2 no pude1 porm1 consegui-lo2 h molduras iguais ou d mesmo gn]o1 em b>ro comum v]melho ou em grs4 ,nas figuras mesmo h contexturas dif]5tes4 ,z de baixo relevo tm por debaixo o molde de que falei1 z de mdio relevo no o tm2 v>ia1 contudo1 a qualidade d b>ro4 ,passo a descrev] e/es m$alhes e o seu e/ado de cons]vao3 #a4 ,junto ao lago4 ,bu/o de homem coroado de l\ro4 ,p\co mutilado4 ,e/ de p]fil sobre a direita4 #b4 ,bu/o de homem4 ,de/rud4 #c4 ,bu/o de mulh]4 ,de/rud4 #d4 ,bu/o de mulh]4 ,de/rud4 #e4 ,bu/o de mulh]4 ,muito mutilado4 ,tem m$alha am>ela ao pescoo1 p5d5te de um col>4 #f4 ,bu/o de mancebo imb]be4 ,tem capacete1 de que saem umas pequ5as asas e tranz entrelaadas4 ,ve/e armadura fe*ada no alto d peito por uma pequ5a msc>a4 ,no capacete1 nas bucculas e no ?orax h li/as am>elas e v]des4 ,s] um ,m]crio de conv5o ou arrem$o de um bu/o de ,cipio1 clebre escultura d fim d sculo ,,xv4 ,e/es bu/os so como os das m$alhas1 cabea e colo de p]fil4 ,na p>$e que1 pelo sul1 segue a rua que vai d j>dim ao lago1 h doze m$alhes1 correspond5do a cada um uma das esf]as ladeadas por pirmides1 que coroam o muro4 ,e/es m$alhes m$em o dimetro dos ant]iores e a moldura a mesma1 com pequ5as v>iantes4 ,no rebordo da #aa4 moldura1 que c]ca o bu/o de ,otaviano1 encontra-se a ass9atura d arti/a ou fabricante de que a figura n4 #acg um calco p]feito1 e que aqui d\ r$uzido4 ,e/as letras so lanadas ao corr] d p9cel com a t9ta azul das flores1 cor usada pelos me/res qu&o m>cavam z suas produes policrmicas4 ,illu/ration ,p>eceu-me dev] l] ali ,donus ,vilhelmus1 i/o 1 me/re ,guilh]me1 porque a palavra donus1 contrao de dom9as1 teve aquela significao1 como tambm me/re se disse ao jurisp]ito e ao mdico4 ,me/re ,leo se *amava o di/9to fsico judeu1 que teve a necessria hombridade p>a no seguir a op9io da junta mdica1 que m&ava ,d4 ,joo ,,ii p>a z caldas de ,mon*ique4 ,me/re ,joo das ,leis e me/re ,afonso das ,leis eram de uma d9a/ia de jurisconsultos dos tempos d me/re de ,avis e de ,d4 ,du>te4 ,a maneira como li o nome d arti/a1 ou d artfice1 a escrita e os c>act]es levam-me a cr] que a proc$ncia das molduras flam5ga e no italiana4 ,no deix>ei1 todavia1 de receb] outra int]pretao1 qu&o v5ha de quem tiv] a autoridade e os conhecim5tos que me faltam4 ,em #afbh exi/ia em ,delft1 na ,hol&a1 um c]ami/a ,willem 7,jacobus72 possivel que o fabricante das nossas molduras fosse pai ou av de/e4 ,no direi que e/es m$alhes v5ham de mais de uma fbrica1 porque os moldados concntricos que orlam os fundos so em todos p]feitam5te iguais2 nas figuras1 contudo1 v-se mais de um arti/a4 ,z esculturas acusam maneiras div]sas1 como a colorao e esmalte4 ,nuns a imagem esv]deada1 n\tros branca2 o esmalte de uns delgado e transp>5te1 n\tros no p>ece sobrepor-se cor1 mas faz] com ela um todo4 ,na urdidura1 se assim vai bem diz]-se1 tambm dif]em2 nuns a imagem da mesma pea que o fundo1 n\tros foi moldada por si e o fundo adapta-se-lhes1 contorn&o-a4 ,os ltimos so os mais p]feitos e o arti/a d5unci\ em um deles a sua origem italiana4 ,segu9do g]alm5te a nom5clatura lat9a1 por debaixo d bu/o de ,n]o escreveu ,n]one4 ,o si/ema empregado p>a a moldao das figuras em sep>ado dos fundos faz lembr> o que ,&rea us\ nos m$alhes dos segu9tes das arcadas d hospcio dos ,inoc5tes em ,flor5a1 recort&o os fundos a modo de lhes introduzir z imag5s4 ,todos =am talhados sobre moldes1 pois no rev]so dos muitos que h de/ruidos veem-se z d$adas d artfice que os obr\4 ,o esv]deado d branco de alguns indica que o banho e/anf]o no foi p>a todos o mesmo4 ,alguns dos m$alhes da coleo de que trato podem aproxim>-se de um em b>ro cozido1 esmaltado1 repres5t&o ,s4 ,j]nimo1 sad das (ic9as de ,&rea4 ,em busca da m>ca das c]caduras de/es m$alhes da ,bacalha1 debalde p]corri o ,dictionnaire illu/r de ,m>e*al1 o ,guide des amateurs de fai5ces de ,augu/o ,damm91 o ,manuel du collectionneur de fai5ces e o ,dictionnaire des m>ques et monogrammes de ,ris ,paquot1 a ,hi/oire de la cramique de ,alb]t ,jacquem>t1 e outras obras mais4 ,a ass9atura1 portanto1 da ,bacalha t] de s] inscrita por nova e no conhecida a9da4 mais um m]ecim5to de/as c]micas4 ,seguirei por ordem a descrio dos m$alhes1 cam9h&o d palcio p>a o lago4 ,so todos de mdio relevo4 #a4 ,,m>c4 ,,livs4 ,,cras4 ,bu/o branco4 ,olha esqu]da4 ,b>ba toda4 ,fundo azul4 ,figura ligada ao fundo4 #b4 ,,traianvs4 ,,imp4 ,de/rud4 ,bu/o branco4 ,fundo azul4 ,imagem moldada sep>adam5te4 #c4 ,,scipio4 ,,afr4 ,bu/o branco esv]deado sobre fundo azul da mesma pea4 ,ro/o expressivo4 ,olha esqu]da4 ,no tem b>ba4 #d4 ,,divi4 ,,ivl4 ,,cies4 ,bu/o branco esv]deado4 ,de uma s pea4 ,sem b>ba4 ,ro/o expressivo4 ,olha direita4 ,corpo de fr5te4 #e4 ,,anibal4 ,,c>ta4 ,bu/o branco4 ,fundo azul1 sep>ado4 ,b>ba toda4 ,cabelo puxado p>a a fr5te e p\co cuidado4 ,fisionomia enrgica4 ,olha em fr5te4 #f4 ,de/rud4 ,fundo azul1 imagem junta4 #g4 ,,mvtivs4 ,,sce4 ,bu/o branco4 ,fundo azul1 sep>ado4 ,toda a b>ba despontada4 ,olha em fr5te4 ,corpo voltado sobre a esqu]da4 ,bem modelado4 #h4 ,,n]one4 ,,cla4 ,bu/o branco4 ,fundo azul1 sep>ado4 ,coroado4 ,o letreiro e/ danificado1 p>ec5do dev] l]-se ,,m>c4 7,m>cus7 ,,livs4 7,lie9ius7 de l\ro4 ,olha um p\co direita4 ,olhos cavados4 ,queixo proem95te4 ,sem b>ba4 #i4 ,,alexa4 ,m4 ,bu/o branco esv]deado4 ,fundo azul1 junto4 ,olha em fr5te4 ,sem b>ba4 ,o capacete e z bucculas baixadas emolduram a cabea e ro/o numa faixa am>ela de mau efeito4 #aj4 ,,pompeivs4 ,m4 ,bu/o branco esv]deado4 ,fundo sep>ado4 ,expresso enrgica4 ,toda a b>ba e ba/ante crescida4 ,olha esqu]da4 dos melhores de/a coleo4 #aa4 ,,octavian4 ,,avg4 ,bu/o branco esv]deado4 ,fundo v]de1 junto4 ,olha de fr5te4 ,sem b>ba4 ,,nb4 ne/e que e/ a ass9atura4 #ab4 ,de/rud4 ,todas z figuras tm pupilas e sup]clios a t9ta escura4 ,os nomes so escritos com a mesma cor em rtulos de =mas vrias4 ,,xvi ,no ,ori5te1 regio sonhadora e potica1 teve origem a arte de ve/ir de b>ros reluz5tes os pavim5tos e z p>$es dos edifcios1 sub/itu9do com vantagem1 qu] pela imp]meabilidade1 qu] pelo brilho1 qu] pela facilidade de adaptao a mil div]sos usos1 os cu/osos mosaicos de pequ5os fragm5tos de p$ra4 ,a pr9cpio lm9as de b>ro de v>iados feitios e cores1 aplicadas com t9o1 faziam eng5hosos des5hos agradveis vi/a2 mais t>de a ornam5tao foi lanada no prprio ladrilho1 que1 ob$ec5do s leis d natural progresso1 *eg\ ao quadro hi/oriado de tanto valor qu&o traado por mo hbil4 ,no sculo ,,vii a dom9ao rabe tr\xe p5nsula hispnica a luz im5sa da civilizao daquele povo1 gr&e no comrcio1 na agricultura1 nas artes1 nas cincias1 nas ind/rias1 em todos os ramos f9alm5te da atividade humana4 ,a fabricao dos azulejos devemo-las s lies dos nossos dom9adores4 ,os p]sas1 de quem os rabes haviam colhido por sua vez a tcnica d fabrico e colorao de/e gn]o de c]mica1 t9ham-se inspirado nas produes vegetais de mi/ura com a repres5tao de animais2 os rabes1 ob$ec5do s prescripes religiosas d ,coro1 tiv]am de banir a figurao da natureza orgnica1 e =am busc> os recursos decorativos a comb9aes geomtricas das mais eng5hosas4 ,e/e o pr9cipal c>act]/ico da c]mica ornam5tal dos rabes2 no se deve1 todavia1 pr totalm5te de p>te o azulejo que veio mais t>de1 em que o arti/a tom\ p>a modelo plantas e flores1 sem1 contudo1 z copi> exatam5te no talhe ou na colorao prpria4 ,um dos pr9cipais hi/oriadores rabes1 cujas obras escap>am sanha rancorosa cri/1 d-nos ncia da fabricao dos azulejos em ,espanha4 ,diz-nos ele3 ,a*amos tambm que havia no ,&aluz vrias fabricas de al-mafssass1 que1 no ,ori5te1 conhecido pelo nome de al-foseyfa'sa' 7mosaico71 assim como de uma espcie de tijolo1 que usam p>a ladrilh> os pavim5tos1 *amado az-zulaj4 ,os azulejos eram feitos de todas z cores alegres e p>ecem-se muito com os al-mafssass4 ,exportam-se em gr&es quantidade p>a o ,ori5te1 e so usados em vez de lajeado de mrmore1 p>a faz] sobrados de mosaico1 reve/ir *af>izes e p>a outras ornam5taes ne/e gn]o4 ,aqui temos1 pois1 e/a ind/ria de tal modo des5volvida no ,&aluz 7,espanha7 a pod] concorr] com os seus produtos aos m]cados d pas de que era orig9ria4#bg ,o ,sr4 ,simonet#bh qu] s que o azulejo seja de origem hispano-bizant9a1 mas at o gn]o de mosaico *amado entre ns embre*ado1 e1 no seu furor m\r(bo1 pret5de que a transplantao d fabrico d azulejo t5ha v9do d ,ori5te p>a ,espanha indep5d5tem5te d elem5to rabe4 ,diz ele3 ,de orig5 hispano-bysant9a son1 de nue/ro ent5d]1 en el nombre y en la realidad1 los azulejos1 ou mosaicos de pi$ras m5udas y de piezas de b>ro cosidas y esmaltadas que con tanta pr(usin y belleza adornaban los edifcios arabigo-espailoles a dif]5cia de los ori5tales#bi1 aunque el vocbulo azulejo no vi5e del adjectivo azul1 como algunos han imag9ado1 s9 del arabigo-hispano azzula* azullai*1 e/e a su vez es corrupcin del lat9o-greco azurotum#cj1 ms bi5 del bafo-lat9o az>oticus1 applicado por un clebre escritor francs del siglo ,v a las pi$recitas de los mosaicos y azulejos az>oticus-lapillus4 ,at aqui e/es autores s nos do ncia d azulejo liso de uma s cair em cada lm9a1 empreg&o-se mais g]alm5te na colorao o branco1 o azul e o v]de1 tambm se v>iavam z dim5ses e contextura1 e era da comb9ao de/es elem5tos que se =m>am os mosaicos1 de que na ,bacalha h div]sos exempl>es4 ,com a dom9ao rabe tambm a ,siclia recebeu z suas lies de c]mica1 torn&o-se celebrados os produtos sculo-rabes1 como os hispano-m\riscos4 ,foi dec]to por via da ,siclia que a c]mica rabe pass\ e se des5volveu na p5nsula xlica2 todavia1 porque a d5om9ao m\risca se torn\ efetiva por mais l>gos anos na ,espanha1 porque aqui z duas raz comunic>am usos e co/umes1 e *eg>am a confundir-se de modo a hav] no pas regies aonde se no conhece a pr$om9ante1 a tcnica e a ornam5tao d azulejo adot\ z trans=maes porque os rabes z fiz]am pass>1 cons]v\ mais o tipo e c>ct] orig9al2 na ,xlia1 porm1 adot\-se o si/ema ornam5tal1 sem se deix> influ5ci> pr(undam5te pelo e/ilo decorativo e composio dos des5hos1 antes se foi tudo conv]t5do ao go/o d pas1 *eg&o no f9al o azulejo a s] no s uma *apa quadrada1 mas a tom> a frma d m$alho e de outras pez ornam5tais4 ,o cavado no azulejo1 quanto a mim1 inv5t\-se como meio simples de firm> o des5ho1 facilit> a colorao1 augm5t>-lhe os efeitos p]spetivos e segur> o passo1 qu&o empregado em pavim5tos4 ,na ,bacalha h azulejos apropriados p>a reve/im5to de todas z sup]fcies1 e em muitos deles bem cl>a a maneira italiana da ,r5asc5a1 ou porque z placas proc$am diretam5te da ,xlia1 ou porque dali viessem os des5hos e moldes p>a se fabric>em em ,portugal 7n4 #h1 #c1 #g1 #aa1 #ae1 #af1 #bb1 #bc1 #bd1 #cc74 ,se e/es azulejos so nveis pela delicadeza das figuras1 no lhes desm]ecem z t>jas1 que emolduram z portas e janelas1 entre z quais se especializ> a c]cadura da porta da ,casa da ndia 7n4 #e74 ,e/a c]cadura h\ve1 em tempo1 de s] re=mada com outros azulejos d mesmo padro1 mas no passam de uma imitao que no faz honra ao copi/a nem fabrica que os produziu4 ,s]o d sculo ,,xvii2 os primitivos muito se di/+uem e p\cos j exi/em1 porque a rap9a tem sido =midvel4 ,se a c]cadura de que falo de f9o go/o1 h outras que se lhe qu]em emp>elh> em delicadeza 7n4 #cf74 ,e/e gn]o de ornam5tao com azulejos1 fic\ tanto em uso no pas e p5etr\ tanto no go/o portugus1 que no s se fabricavam azulejos em (ic9as especiais1 mas a9da nas ol>ias4 ,em pr9cpios d sculo ,,xvii havia em ,lisboa treze ol>ias de azulejo1 e a9da mais era produzido nos v9te e oito =nos de l\a de ,v5eza que havia na cidade#ca4 ,o nm]o de fbricas de azulejo importante1 se o comp>>mos aos =nos e telheiros de telha e tijolo1 que eram dezasseis4 de cr] que das ol>ias de l\a branca1 dissem9ados pelo re/ante d pas1 sasse tambm muito azulejo1 mas falta-me guia que me dirija na importncia de/a produo4 ,se dos azulejos lisos podemos l\v> z fbricas e os arti/as nacionais pelo escolhido da composio decorativa1 pela nitidez dos lavores1 pela boa aplicao dos esmaltes1 pelo desemp5ho das placas1 escolha dos b>ros e coz$ura1 no pod] diz]-se o mesmo dos azulejos de relevo cavado1 a julg> pelos da ,bacalha1 e que eu reputo de ind/ria portuguesa1 pois nem o des5hador era f9o1 nem o oleiro exp]im5tado1 como j notei4 ,e foi talvez da dificuldade de alcanar no pas assimilaes regul>es e que pudessem apres5t>-se que a t>ja da p>$e d lago foi re/aurada com azulejos de igual des5ho aos que ali exi/iam1 mas de sup]fcie lisa4 ,tambm n\tro lug> da qu9ta se encontram azulejos1 puro refugo1 pelo escorregam5to das t9tas e inf]ioridade d fabrico4 ,talvez t5tativa de algum artfice inexp]i5te4 ,,xvii ,a coleo de c]mica da ,bacalha num]osa e v>iada1 como n5huma outra conheo e talvez n5huma haja1 =a de museu1 que se lhe emp>elhe4 ,d mo/eiro da ,conceio de ,beja1 bem conhecida obra da infanta ,d4 ,brites1 re/a a9da o clau/ro *amado de ,d4 ,manuel1 cujo pavim5to e bancos so =rados de azulejos div]sos2 da antiga casa d captulo1 trans=mada p>a sacri/ia1 ve/em z p>$es pa9is de azulejo diff]5tes1 extremados por t>jas2 uma coleo muito int]essante e v>iada1 e todos os espcim5es so de relevo cavado4 ,ali1 alm de outros1 encontrei os n4s #c1 #i1 #ag1 #bc1 #bd1 #bi1 #cc e #cg da ,bacalha4 ,de todos os azulejos d mo/eiro em demolio exi/em exempl>es no museu1 j valioso1 que a cm>a municipal daquela cidade e/ cuidadosam5te =m&o4 ,a pequ5a capela que gu>da o alt> da casa d captulo1 a que me ref]i acima1 toda ve/ida1 mesmo a abbada1 de belo azulejo branco e azul1 quadrado ou em quadrngulos1 =m&o um mosaico em xadrez1 gn]o muito usado ant]iorm5te ao azulejo de des5hos geomtricos1 ou de folhagem e flores4 ,s5do de #j1abe a #j1acjm z dim5ses ord9rias d azulejo por #j1jbjm de espessura1 encontrei nuns re/os d pavim5to d clau/ro uns azulejos muito maiores e mais grossos #j1ahm por #j1jbem1 que me p>ecem propositadam5te re=ados p>a ladrilham5to4 ,o des5ho de p\co bom go/o e imp]feita execuo1 relevado e a c9co cores1 azul1 v]de1 roxo cl>o e escuro1 em fundo branco4 ,a v>i$ade de tipos encontrados no mo/eiro da ,conceio de ,beja im5sa1 e no s] fcil encontr>-se no pas outro agrupam5to de tantos exempl>es dif]5tes de azulejo em relevo4 ,o templo tem uns quadros =r&o a p>$e d ,evangelho at altura de uns #b metros1 repres5t&o a vida de ,joo ,bati/a1 d nascim5to degolao2 so a azul em fundo branco1 tm a data de #agda1 mas sem nome d autor4 ,nas t>jas1 que os emolduram1 h uns fe/es e uns putti comuns a muito azulejam5to da poca2 pelo des5ho pode julg>-se s]em aqueles quadros d autor dos quadros bblicos em azulejo de ,s4 ,l\r5o de ,azeito2 h mesmo uma figura de p1 que p>ece transplantada de uns p>a outros1 quase se pode afirm> que a mesma mo os traou4 ,na pequ5a coleo de azulejos da biblioteca de vora encontram-se os n4s #i e #ah da ,bacalha4 ,na capela jazigo de ,g>cia de ,res5de1 na c]ca d mo/eiro de ,santa ,m>ia d ,esp9heiro da mesma cidade1 h no pavim5to1 num pequ5o edculo1 que s]viria de cr$ncia1 no *o e num ass5to d trio azulejos de trs tipos ap5as2 so os n4s #bc1 #be e #cc da coleo da ,bacalha4 ,e/a capela foi edificada em #aebj1 segundo a inscrio d prtico4 ,de urna e/reita escada1 que vai ao eirado da ci/]na d mo/eiro1 =ram z p>$es azulejos1 que p>a ali vi]am de outra p>te2 so v]des e brancos1 em quadrados ou quadrngulos e/reitos1 mas acomodados todos a um enxaquetado4 ,o que encontrei neles mais de rep>> foi s]em fabricados de um b>ro v]melho e p\co consi/5te como o de ,extremoz1 p>ec5do por isso d5unci> que ne/a vila se fabric>am os azulejos4 ,em ,alvito no palcio aca/elado dos b>es no h azulejos capazes de m5o e em dim9utssima quantidade1 em comp5sao a igreja p>oquial v]ga sob eles1 hav5do at o mau go/o de cobrir de azulejos algumas das famosas colunas e arcos que su/5tam z abbadas4 ,na nave c5tral todos os *eios das arcadas so ve/idos de um azulejo liso a trs cores1 am>elo1 branco e azul1 p]feitam5te igual ao de ,s4 ,simo de ,azeito1 at nuns pequ5os quadros com figuras de santos que e/o sobre os fe*os da arc>ia4 ,os de ,azeito tm a data de #afdh4 ,busquei a ,conceio de ,beja por s] edificao da infanta ,d4 ,brites1 o ,esp9heiro por s] d meado d sculo ,,xv1 ,alvito de poca aproximada e a capela de ,res5de d primeiro qu>tel d sculo ,,xvi1 em toda a p>te encontrei mais ou m5os rica ornam5tao de c]mica policrmica e exempl>es da ,bacalha2 mas se a ,conceio de ,beja exc$e e/a em v>i$ade e abundncia de tipos1 n5hum se lhe sobreleva em escolha de espcim5es e a todos falta o m$alho de mdio e alto relevo circundado de molduras de opul5ta ornam5tao policroma4 ,em vora ouvi eu a um ilu/rado cavalheiro1 amador d belo1 um ass]to1 que1 pela v]dade que enc]ra1 no deix>ei de regi/> aqui4 ,dizia ele3 ,dos monum5tos os mais t]rveis inimigos so a classe cl]ical1 os eng5heiros e o tempo4 ,exemplos3 a cra/a da s de vora1 ob/ruda1 pejada1 imunda e emp>$adas todas z suas belezas pela corporao adm9i/radora da cat$ral2 a ,conceio de ,beja1 av>iada pelas rep>aes em execuo2 o palcio aca/elado de ,alvito 7e a ,bacalha acresc5t>ei eu71 em que o tempo se cas\ com o desleixo e o ab&ono4 ,,xviii ,o palcio e demais con/rues da ,bacalha1 repito1 =mam um monum5to de alta significao p>a a hi/ria das artes em ,portugal4 ,delimita dois p]odos di/9tos1 a arquitetura m$ieval e o e/ilo da ,r5asc5a4 ,o gn]o arquitetural que se cri\ no paz em nada ali a9da influiu4 ,se a torre cilndrica recorda um passado que lhe toca1 vm os acessrios d> a mo ao r5ascim5to que ap>ece4 ,nas lgias te/emunha a influncia d gn]o flor5t9o1 em tudo o mais diz-nos que z primeiras lies de classicismo nos vi]am da ,xlia4 ,a proscrio da giva lana-nos p>a =a d p]odo d seu domnio2 o pl5o cimbre1 a janela de v]ga horizontal e cornija1 a nudez de lavores1 de r5dilhados1 de mil acessrios br9cados1 segr$am-nos que a nova arte qu]ia1 no seu 9cio1 mo/r>-se pod]osa e intransig5te ne/as m9cias4 ,em #aeae morre ,albuqu]que1 o ,gr&e1 deix&o l>gos hav]es2 seu filho casa por #aebj1 faz a viagem a ,sabia no ano segu9te1 e na sua div]so por ,xlia conhece o belo1 esp>gido a torr5tes por toda a p5nsula4 ,de volta ao re9o enamora-se d palcio e qu9ta de ,azeito1 propri$ade da famlia de sua mulh]1 e de c]to muito j ali havia de cativante p>a pr5d] z at5es de quem deixava a ,xlia4 ,em #aebh adquiriu por compra a qu9ta e paos4 ,z con/rues c]radas pela c]ca de muros da qu9ta demon/ram a ao d go/o italiano na poca da visita d filho de ,albuqu]que quele pas2 no s] aqui o arti/a que traa z concees d seu gnio1 mas que explana no papel um tipo1 de que o proprietrio lhe apres5ta os l9eam5tos g]ais e que o impression\ na sua viagem4 ,vimos que de ,bolonha ou de ,f]r>a tr\xe ,albuqu]que a ideia p>a z suas casas s portas d m>1 a ,casa dos ,bicos1 a sua paixo pela policromia em t]ra cota invetriata p>a ornam5tao da sua qu9ta1 decorao to usada por toda a ,xlia naquela poca1 ap>ece cl>am5te na ,bacalha1 aonde a seme\ a mo l>ga nos mais v>iados espcim5es d gn]o1 embora j alguma coisa ali exi/isse4 ,todos os tipos de majlica1 aplicados ornam5tao de edifcios1 ali se a*am repres5tados--o azulejo de cores lisas v]des1 azuis ou brancos1 p>a mosaicos e =m> o xadrez1 o losango1 o romboide1 grade ou r$e--o quadro hi/rico1 mitolgico ou simblico1 o azulejo =m&o s por si uma figura1 o azulejo de des5hos comb9ados p>a quatro e c9co placas1 a rajola de relevo e/ilo hispano-m\risco1 ou r5asc5a italiana1 o m$alho de baixo1 mdio e alto relevo1 esmaltado ou nu de reve/im5to vtreo1 a moldura de flores s+elas1 ou de v>iada e opul5ta composio vegetal1 de tudo ali h f9alm5te1 no falt&o o bu/o d fundador1 nu de reve/im5to vtreo p>a que a camada d esmalte no fosse amolec] z =mas esculturais4 ,z e/atuetas em b>ro eram em consid]vel nm]o1 mas atualm5te s exi/e uma e mutilada num ni*o d pavilho c5tral d lago1 de que no pode1 por desviada1 julg>-se d seu mrito4 ,o go/o de ,albuqu]que pelos b>ros cozidos passava a mania2 z imag5s que1 d seu tempo1 exi/em na viz9ha igreja de ,s4 ,simo so de b>ro e algumas de gr&e vulto4 a ,bacalha um museu de c]mica a9da abundantem5te provido4 ,o desprezo total a que t9ha sido votada1 desde que a adm9i/rao d morgado caiu na casa dos armeiros-mores1 levava-a em breve ao aniquilam5to2 mas1 felizm5te1 suc$eu ao duque de ,albuqu]que seu irmo ,d4 ,lus1 conde de ,mesquitela1 que1 compre5d5do o valor daquele c(re de joias1 cuida da sua cons]vao e da rep>ao d que possvel re/aur>-se4 ,se um e/rangeiro ent5dido h\vesse sonhado o que ali ia de bom1 t9ha tido ocasio de adquirir p>a o seu pas quanto ali h de transportvel e1 s com aquela coleo v>iadssima1 organiz> um museu precioso de espcim5es r>os de majlicas4 ,o palcio1 porque s int]essa arte portuguesa1 deixava-o ir na d]rocada4 ,era to mon/ruosa a rap9a1 to e/pida a voracidade de alguns visitantes1 to gr&e a de/ruio ex]cida nos b>ros esmaltados pelos falsos amadores da arte1 ou v]dadeiros amigos d alheio1 tantas z mutilaes feitas nos m$alhes pelas p$radas d rapazio e pelos tiros de esp+>da a que z figuras s]viam de alvo1 tudo nascido d desleixo inconsci5te dos proprietrios1 que aos amadores d belo s re/ava o apelo p>a qualqu] gov]no1 que1 m$ianam5te cioso d decoro nacional1 expropriasse o edifcio e qu9ta por utilidade pblica1 a bem da arte e sua hi/ria4 ,e devia t-lo feito o gov]no1 qu&o resolveu adquirir o palcio aca/elado da ,p5a em ,s9tra4 ,ora a ,p5a1 p>te a casa dos monges1 de hoje1 pode reproduzir-se amanh1 porque no falta a9da n5hum dos elem5tos necessrios p>a se levant> outra edificao igual1 e julg\-se que a nao a devia tom> p>a si1 qu&o1 se um e/rangeiro lanasse mo dela1 no podia desloc> o edifcio4 ,a ,p5a um caso espordico de arquitetura1 um capri*o1 uma fantasia de um homem d9heiroso4 o edifcio belfo nas =mas1 esplndido na situao2 mas o que nos diz da hi/ria da arte portuguesa8444 444 ,diz-nos que por l>gos anos ali viv]am vida contemplativa uns ascetas1 que alcanaram conv5c]-se de que de/e mundo pass>iam p>a outro *eio de felicidades4 ,e i/o o que pode mat>-nos de inveja pela sorte daqueles felizes por p>tidas dobradas4 ,diz-nos mais que h\ve um rei1 que subia quele monte e olhava o oceano1 e/5d5do ao l>go os seus olh>es1 p>a v] se ap]cebia uma vela que lhe tr\xesse especi>ias da ndia1 ou levasse algum islamita1 ou israelita de valia1 escapado sanha cruel d mon>ca4 ,a arte s falia da aptido art/ica de um e/rangeiro1 obrigado pela prpria conv5incia a p]manec] em ,portugal1 e a quem1 p>a mat> saudades da sua t]ra1 ou como recordaes d seu pas natal1 apr\ve plant> naquele c]ro1 em e/ao j imprpria p>a o plantio e frutificao1 uma rvore da ,g]mnia m$ieval4 ,a ,bacalha1 nica no seu gn]o num pas que a pobreza de espcim5es r>os di/+ue1 o monum5to nico que firma o r5asc] das artes em ,portugal1 e a ara votiva que o acaso fez *eg> at ns1 p>a memor> o alto gnio de um rei que a hi/ria1 lisonjeira dos a=tunados1 ap5as repres5ta como um tirano desapi$ado4 ,se tal monum5to cont9uasse na d]rocada em breve desap>ec]ia quanto nele h de famoso p>a a arte e p>a a hi/ria4 ,,p>te ,,segunda ,um p\co da hi/ria dos s5hores da ,bacalha ,i ,vimos que a qu9ta d velho ,joo ,vic5te1 monteiro-mor das inatas de ,azeito1 e que p>tia de um cabo com ,afonso das ,leis e d outro com ,nuno ,m>t9s ,i1 foi tomada p>a si por ,d4 ,joo#cb na era de ,cs> #adei 7ano #adba7 e passada pelo mesmo rei a lv>o ,anes1 seu b>beiro4 ,seis anos depois1 o infante ,d4 ,joo adquiriu-a por compra1 e1 falec5do em #addb1 suc$eu-lhe na posse da qu9ta sua filha ,d4 ,brites1 que1 em #addg1 cas\ com o infante ,d4 ,f]n&o1 filho d rei ,d4 ,du>te e irmo de ,d4 ,afonso ,v4 ,d4 ,brites de/9ava a propri$ade p>a seu neto ,d4 ,afonso1 filho natural d duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo1 e de ,d4 ,leonor de ,sottomayor1 viva d duque de ,vila ,h]mosa4 ,d4 ,afonso1 que ,d4 ,manuel fez conde/vel de ,portugal1 cas\ em janeiro de #aeja com ,d4 ,joana de ,noronha1 filha d primeiro m>qus de ,vila ,real2 por #aejb nasceu-lhe uma filha1 ,d4 ,brites de ,l>a1 e em #aejd faleceu o conde/vel4 ,a infanta ,d4 ,brites faleceu em #aejf e a qu9ta pass\ p>a ,d4 ,brites de ,l>a1 bisneta da infanta1 que em #aeai cas\ com ,d4 ,p$ro de ,m5ezes1 conde de ,alc\tim e t]ceiro m>qus de ,vila ,real4 ,a qu9ta1 que era d dote da m>quesa1 foi por e/a v5dida em #aebh a ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 casado com ,d4 ,m>ia de ,ayala e ,noronha1 filha de ,d4 ,antnio de ,noronha1 primeiro conde de ,l9h>es da casa de ,vila ,real4 1 pelo que exponho1 erro que a qu9ta viesse ao ,albuqu]que no dote de sua mulh]#cc2 no mais exato que se d5om9asse qu9ta d ,p>as#cd nem que h\vesse sido de ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 o ,bacalhau4 ,afonso de ,albuqu]que1 o ,gr&e1 sa9do p>a a ndia em #aejf1 deix\ no re9o um filho natural1 por nome ,brs1 legitimado por c>ta rgia de #bf de fev]eiro d mesmo ano4 ,brs t]ia uns c9co anos1 e fic\ entregue aos cuidados de sua tia mat]na ,d4 ,isabel de ,albuqu]que1 casada com ,d4 ,p$ro da ,silva1 o ,reles de alcunha4 ,se no pde goz> os c>9hos d pai1 teve dele um dos seus ltimos p5sam5tos4 ,a #ae de dezembro de #aeae ,afonso de ,albuqu]que1 de bordo da nau ,flor da ,rosa1 a cam9ho de ,goa1 escreveu ao rei ,d4 ,manuel uma c>ta em que lhe dizia3 ,s5hor1 qu&o e/a escrevo a ,vossa ,alteza1 e/\ com um soluo1 que signal de morte4 ,nesses re9os t5ho um filho1 peo a ,vossa ,alteza que mo faa gr&e como meus s]vios m]ecem que lhe t5ho feito com m9ha s]vial condio1 porque a ele m&o1 sob p5a de m9ha b5o1 que vo-los requeira444#ce4 ,no dia segu9te aquele vulto imm5so1 aquele gnio assombroso1 v]gado ao peso de uma afronta d rei +rato1 era cadv]4 ,d4 ,manuel1 qu&o teve ncia da morte de ,afonso de ,albuqu]que e das suas ltimas disposies1 trat\ logo de lanar mo d seu h]deiro p>a dirigir a jeito os cab$ais1 que haviam de advir-lhe4 ,era um exmio caador de h]anz e/e rei1 a=tunado1 di/+u9do-se pelo seu f>o f9o e l>go4 ,a casa1 que ,d4 ,joo ,,ii leg\ a seu filho ,jorge1 no lhe escap\ p>a faz] dela comp>tcipe ,d4 ,brites1 filha d ,bragana ,d4 lv>o2 os hav]es de ,afonso de ,albuqu]que no podiam deix> de ir a algum da famlia d rei ou seu apaniguado4 ,brs de ,albuqu]que entr\1 por ordem de ,d4 ,manuel1 no mo/eiro de ,santo ,eloy1 a cujos cnegos confi\ a sua educao e1 p>a que valesse mais com um nome pre/igioso e afamado1 f-lo troc> o nome batismal pelo de seu pai ,afonso de ,albuqu]que4 ,d4 ,antnio de ,noronha1 que foi conde de ,l9h>es1 era filho segundo da casa de ,vila ,real1 e ,bragana por sua me4 ,no t9ha gr&es hav]es1 e desemp5hava o c>go de escrivo da puridade4 ,t9ha duas filhas1 que necessitavam de amp>o4 ,foi uma de/as1 ,d4 ,m>ia de ,ayala e ,noronha1 a de/9ada a p>tilh> a h]ana d h]i da ndia4 ,brs1 ou antes ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 era j mancebo dos seus dezanove ou v9te anos e1 p>a cas> com aquela dama1 ,d4 ,manuel ass9\-lhe um juro de #djjjjj ris1 e m&\-lhe pag> mais #ahj4jjj cruzados1 dos soldos em atraso ao gov]nador da ndia e das qu9taladas de pim5ta ao mesmo devidas#cf4 ,no ano segu9te1 em #aeba1 ,afonso de ,albuqu]que1 ou melhor1 o g5ro d escrivo da puridade de ,d4 ,manuel1 foi escolhido com fidalgos de boa e/irpe p>a acompanh> a ,sabia a infanta ,d4 ,brites1 filha d rei1 casada com o duque ,c>los1 e teve o com&o de um galeo de duz5tos e tr9ta tonis4 ,o conde de ,l9h>es fic\ enc>regado de alcanar na pessoa de seu g5ro a satisfao dos altssimos s]vios de ,afonso1 o ,gr&e4 ,a infanta t9ha-se recebido por procurao em ,lisboa1 no dia #g de abril de #aeba1 mas s no dia #aj de ago/o a frota que a conduzia saiu a foz d ,tejo1 funde&o em ,nisa1 porto d seu de/9o1 no dia #bi de setembro4 ,a entrada pblica da pr9cesa na corte s se realiz\ em maio d ano segu9te2 a (icialidade e fidalgos da armada1 durante aquele espao1 faziam excurses pela ,xlia1 e ,albuqu]que teve ocasio de se ilu/r>1 visit&o div]sas cidades daquele pas fadado p>a z artes4 ,entretanto ,d4 ,manuel1 ca9do do5te a #d de dezembro de #aeba1 morreu em uma sexta-feira1 #ac d mesmo ms1 entre z dez e z onze da noite1 deix&o por cumprir z promessas de satisfaz] no filho os s]vios d gr&e ,albuqu]que#cg4 ,afonso de ,albuqu]que com sua mulh] e famlia habit\ o palcio de ,azeito1 como con/a de div]sos contratos aqui celebrados e em que ambos int]vi]am4 de cr] que1 aqui no remanso d l>1 =a d bulcio da corte1 mais livre de importnios1 escrevesse os ,com5trios2 possvel tambm que1 mais de uma vez1 em ,azeito se encontrasse com ,cri/ovo de ,m\ra1 no tempo em que ,d4 ,francisca de ,tvora1 irm de/e1 casada com lv>o de ,s\sa1 habit\ a sua casa de ,alcube4 ,da unio de ,afonso com ,d4 ,m>ia de ,noronha nasc]am dois filhos1 ,antnio1 que morreu moo1 e ,d4 ,joana de ,albuqu]que1 primeira mulh] de ,d4 ,f]n&o de ,ca/ro1 primeiro conde de ,ba/o1 capito-mor de vora e que faleceu sem g]ao4 ,afonso de ,albuqu]que em #aefh era sem sucessor1 e no dia #bg de janeiro1 em ,azeito1 ele e sua mulh]1 ,d4 ,m>ia de ,noronha1 v9cul>am a qu9ta de ,azeito com seu ass5to de casas1 pom> e v9ha1 c]cados1 oros havidos e por hav]1 e z casas de ,lisboa s ,portas d ,m>#ch1 que p>tiam com o ,dr4 ,lus da ,veiga e com a mulh]1 que foi de ,ayres ,tav>es1 in/itu9do um hospital na igreja d bem-av5turado ,s4 ,simo1 que era junto da qu9ta de ,azeito1 p>a nele se agasalh>em pobres cam9hantes4 ,o ttulo foi escrito1 a rogo dos in/ituidores1 pelo lic5ciado ,aleixo de ,albuqu]que1 seu capelo1 e foi aprovado no dia #bh de fev]eiro d mesmo ano1 na qu9ta d ,sr4 ,afonso de ,albuqu]que pelo tabelio ,joo ,rodrigues4 ,no hospital1 a que agora se *am>ia alb]gue1 dev]ia hav] c9co camas em memria das *agas de ,cri/o4 ,em cada cama cab]iam duas pessoas e t]iam seus e/rados de madeira1 enx]go de palha1 dois cob]tores de almfega1 uma manta d ,al5tejo1 um travesseiro de l1 e outro de almfega4 ,z r\pas e camas dev]iam s] r5ovadas anualm5te4 ,o alb]gado pod]ia demor>-se trs dias alm d da entrada1 t]ia azeite p>a luz toda a noite e1 durante o inv]no1 l5ha p>a se aquec] e enxug> o fato4 ,v9do do5te1 pod]ia demor>-se c9co dias1 recom5d&o c>idade dos adm9i/radores d vnculo1 qu&o fosse na qu9ta1 prov]em os enf]mos d necessrio4 ,p$em aos alb]gados1 que cada um reze c9co vezes o ,padre nosso e a ,av ,m>ia pela alma dos in/ituidores e de ,afonso1 o ,gr&e4 ,nomeiam p>a lhes suc$] na adm9i/rao d morgado seu sobr9ho ,&r de ,albuqu]que1 que escolh] consorte na famlia de ,d4 ,m>ia de ,noronha2 na falta de ,&r busc>-se- sucessor na desc5dncia de seu av ,gonalo de ,albuqu]que1 e prescrevem miudam5te a =ma da successo4 ,o adm9i/rador d vnculo *am>-se- sempre ,afonso de ,albuqu]que1 e s5do mulh] tom> e/e appelido4 ,cumpre-lhe mais faz] cant> em dia de ,s4 ,simo uma missa com pregao1 e que o orador pea trs ,av ,m>ia por alma dos in/ituidores4 ,dispem que no possa suc$] no morgado o m5tecapto1 o abreviado de juizo1 o furioso1 ou h]tico1 o que = contra o re9o1 a fmea que no = virtuosa1 ou fiz] como tal us&o mal de si2 tambm no suc$] o que tiv] defeito algum que no possa s] casado4 ,o que no se det]m9a o modo de v]ific>-se a ltima inabilidade1 de c]to no qu]]iam que se fosse alm das exigncias da igreja romana aos eleitos p>a o sumo sac]dcio4 ,o adm9i/rador era obrigado a aum5t> o vnculo com metade da t]a dos seus b5s livres4 ,a inspeo anual d hospital deixavam-na a c>go d visitador d arcebispado de ,lisboa1 ou ao d me/rado de ,santiago1 con=me o que primeiro viesse visita4 ,m&am extrair trs tratados da in/ituio1 um p>a a ,torre d ,tombo1 outro p>a o c>trio d mo/eiro de ,santo ,eloy1 e o t]ceiro p>a o adm9i/rador d morgado4 ,z disposies relativas ao hospital m&am que sejam gravadas numa lpide sobre a porta daquele e/abelecim5to de c>idade4 ,conheo a casa1 h muito por t]ra1 mas no vejo nem mesmo s9ais de ali t] havido a tal lpide4 ,em #bj julho de #aegj1 ,afonso de ,albuqu]que obriga-se por escritura con/ruo de uma igreja p>a se fund> a nova freguesia de ,s4 ,simo1 desmembr&o-se da de ,s4 ,l\r5o todas z povoaes mais ori5tais4 ,a cons]vao d templo tambm fic\ a c>go d morgado4 ,o esprital de p]egr9os em ,azeito e a igreja pegada com ele =am feitos com o produto da v5da dos =os de casas1 que ,afonso1 o ,gr&e1 havia deixado em ,goa1 p>a se diz] missa quotidiana por sua alma na capela de ,nossa ,s5hora da ,s]ra1 por ele edificada sobre a porta porque o gr&e capito entr>a na cidade1 e que lhe s]viu de primeiro jazigo#ci4 ,o remanesc5te daquelas r5das s]ia di/ribud em esmolas1 dadas s sextas-feiras aos m59os orfos filhos de portugueses4 ,uma bula pontifcia autoris\ a p]mutao1 fic&o em ,goa uma r5da de #djjjj reis p>a a missa quotidiana na capela#dj4 ,na retirada de ,ad51 a nau ,nossa ,s5hora da ,s]ra toc\ no fundo com p]igo de ,afonso de ,albuqu]que e de toda a gu>nio que na nau v9ha4 ,escap&o salvos1 o gov]nador deu #ajjj cruzados e com outras esmolas se edific\ a capela votiva sobre a porta *amada de ,baes4 ,p>a r5da de/a capela1 d$icada a ,nossa ,s5hora da ,s]ra1 ,afonso de ,albuqu]que fez con/ruir nas ruas prximas qu>5ta e oito boticas 7casas p>a lojas de v5da74 ,por morte de ,afonso1 filho1 j se celebravam os (cios religiosos na igreja de ,s4 ,simo1 e era con/ituda a nova circunscrio p>oquial4 ,afonso projet\ translad> p>a e/a igreja os re/os d gr&e ,albuqu]que1 seu pai2 no seu te/am5to dispunha sepult>-se tambm ali e sua primeira mulh]2 p>ece1 contudo1 que nada di/o se realiz\1 porque no h tradio local que o diga1 e os regi/os da igreja so mudos a tal respeito4 ,o templo de trs naves1 s5do abobadadas z lat]ais2 a c5tral a9da por morte d fundador t9ha o teto por =r>4 ,c9co arcos de pl5o cimbre1 rep\s&o em colunas dricas1 abrem z naves m5ores sobre a pr9cipal4 ,uma das imag5s mais v5]ada a ,virgem da ,sade1 ali po/a por ,albuqu]que2 pod]ia s] recordao e t] relaes com a pe/e de ,lisboa em #aefi1 em que ,afonso1 ento presid5te da municipalidade da capital d re9o1 se di/+uiu pelos s]vios cidade assolada pela t]rvel epidemia4 ,z p>$es d templo so de alto a baixo ve/idas de excel5te azulejo liso1 com des5ho a trs cores2 sobre cada arco h um quadro com uma imagem de santo4 ,na p>$e da nave d ,evangelho1 num quadro repres5t&o o ,bati/a1 l-se3 ,juiz1 escrivo e mordomos m&>am faz] e/a obra4 ,os que agora s]vem e/e ano de #afdh4 ,e/e pessoal era da confr>ia de ,s4 ,joo4 ,o ext]ior da igreja s+elo1 teve uma torre em cada ngulo2 mas1 d]ribadas pelo t]ramoto de #agee1 o adm9i/rador d morgado1 a quem competia a cons]vao cio templo1 ap5as levant\ a que atualm5te exi/e4 ,na escritura p>a a con/ruo d templo em #aegj no int]vm ,d4 ,m>ia de ,ayala e ,noronha1 mas por um contrato de a=am5to de #d de ago/o de #aegh vejo que a9da ne/e ano exi/ia2 no iria1 porm1 muito alm d seu falecim5to4 ,bem c>regado de anos e/ava j a e/e tempo ,afonso de ,albuqu]que1 mas c]to que ,afonso se a*\ capaz de pass> a segundas npcias com ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes1 e que e/a dama no desd5h\ o velhote4 ,como era de prev]1 ,afonso cont9u\ sem g]ao legtima1 e ,d4 ,cat>9a1 t5do dvidas sobre a proc$ncia da inabilidade de procriao1 pass\1 por morte de seu m>ido1 tambm a segundas npcias com ,d4 ,joo ,c\t9ho1 e veio a conv5c]-se1 duas vezes1 de que no =a por ela que se ext+uira a raa d gr&e ,afonso4 ,c]ca de #aeha falecem ,albuqu]que1 filho1 sem desc5dncia legtima1 mas deix&o legitimado ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que4 ,no s]ei eu que afirme1 passados trs sculos1 a v]dadeira proc$ncia de/e mancebo2 lembro que em #aefh1 qu&o j ,afonso1 filho1 orava pelos seus sess5ta e oito anos1 a9da ,d4 ,joo no era nascido4 ,por morte de seu pret5so pai1 ,d4 ,joo ,afonso era m5or4 ,foi o ,dr4 ,brs ,dias de ,abreu1 juiz dos orfos em ,lisboa e cls p>tilhas da faz5da de ,afonso de ,albuqu]que1 que se props su/5t> os direitos d m5or1 a quem foi dado por tutor ,antnio ,f]n&es da ,silva4 ,d4 ,joo e/eve na posse d morgado4 ,em ,azeito enamor\-se de ,d4 ,isabel de ,c]queira1 filha de ,francisco de ,c]queira ,veloso1 secretrio d duque de ,aveiro1 e com ela vem a cas>1 t5do ap5as um filho1 ,d4 ,afonso de ,albuqu]que1 que em #afag emb>c\ p>a a ndia1 onde em p\co morreu sem g]ao4 ,l>gos =am os litgios h]ana de ,albuqu]que1 filho1 no s sobre o morgado de ,azeito1 in/itud por ,afonso e ,d4 ,m>ia de ,ayala1 mas tambm com respeito ao vnculo que ,albuqu]que1 o ,gr&e1 =m>a na ndia4 ,d>ei1 de passagem1 ncia de/e morgado e sucesso4 ,albuqu]que1 no te/am5to que fez na ndia1 cri\ uma capela p>a seu filho ,brs1 e1 e/abelec5do a sucesso1 dizia3 ,e acontec5do os casos que dito t5ho1 a no hav] filhos d meu filho1 ou falec5do antes de mim e fic&o assim1 qu]o que ,p]o ,correia os haja 7os b5s7 e seus filhos com condio de os d> a quem o fiz] melhor e cumprir e1 no fic&o filhos1 torne-se e/a capela ao filho de ,d4 ,f]n&o1 o mais velho1 e de ,d4 ,con/ana m9ha irm4 ,por morte d in/ituidor1 a capela pass\ p>a seu filho ,brs2 ao tempo da morte de/e1 porm1 ,p]o ,correia era falecido sem g]ao1 ,d4 ,f]n&o1 ,d4 ,con/ana e seus filhos tambm haviam morrido1 o p>5te mais prximo que por ento exi/ia era ,d4 ,lusa de ,noronha1 neta daqueles cnjuges4 ,os filhos de ,d4 ,con/ana e ,d4 ,f]n&o haviam sido3 ,d4 ,afonso1 primognito1 ,d4 lv>o1 ,d4 ,g>cia e ,d4 ,antnio4 ,como opositores ao morgado da ndia1 apres5t>am-se ,d4 ,lusa de ,m5ezes1 bisneta de ,d4 lv>o1 ,d4 ,g>cia1 neto d outro ,d4 ,g>cia1 ,d4 ,aleixo de ,m5ezes#da1 neto de ,d4 lv>o1 e ,d4 ,violante1 neta de ,d4 ,afonso4 ,o litgio dur\ at #afae1 e no dia #bj de junho foi dada s5t5a1 que conf]ia a adm9i/rao v9cul> a ,d4 ,lusa de ,m5ezes1 porque sua av ,d4 ,lusa de ,noronha1 neta de ,d4 ,con/ana1 era ao tempo da morte de ,afonso de ,albuqu]que1 filho1 a mais prxima p>5te viva de ,d4 ,con/ana de ,ca/ro4 ,ao morgado in/itud por ,albuqu]que e sua mulh] ,d4 ,m>ia de ,ayala de ,noronha ap>ec]am outros opositores4 ,no te/am5to e in/ituio d vnculo dizia-se3 ,outrossim no suc$]o na dita adm9i/rao filhos ba/>dos1 nem esprios1 nem adult]9os1 salvo se =em filhos naturais de mulh] honrada 7nobre71 e/es havemos por bem que possam suc$]1 qu&o no h\v] filhos legtimos4 ,em #aefh1 data daquele ttulo1 j ,afonso1 filho1 no t9ha desc5dncia legtima e ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que1 que ele cria seu filho natural1 a9da no era nado4 ,em tempo1 ,afonso de ,albuqu]que requ]eu a legitimao d filho1 e obteve def]im5to1 decl>&o o rei que ele fosse tido como filho de legtimo matrimnio4 ,e/a clusula expressa p>ece que devia conf]ir-lhe todos os direitos p>a suc$] a seu pai2 e/as s]iam z int5es d requ]5te e o s5tido d escrito real1 contudo1 como a jurisp]cia de urna v]satibilidade toda fem9il1 ,d4 ,joo ,afonso no foi julgado sucessor d vnculo de ,azeito1 embora se lhe conf]issem direitos a outros b5s1 que h]d\ de seu pai4 ,a viva de ,afonso de ,albuqu]que1 no sei sob que ttulos e direitos1 pret5dia a adm9i/rao d morgado de ,azeito4 ,o ,dr4 ,edu>do ,br&o1 l5te de cnones na univ]sidade de ,coimbra1 foi o patrono d m5or1 e fundam5t&o os direitos d seu cli5te1 aleg\ que ,d4 ,joo ,afonso era filho de ,afonso de ,albuqu]que1 nascido de mulh] nobre e hone/a--que seu pai no requ]im5to p>a a legitimao bem cl>am5te se express>a diz5do3 porque a m9ha int5o legitim> ao dito ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que como mais posso faz]--que o rei1 def]9do1 confirm>a o s5tido de/as palavras com e/\tras3 legitimo1 habilito e fao legtimo como se de legtimo matrimnio fosse nascido1 que o pai o escolh]a p>a suc$]-lhe pelo direito1 que cabia ao in/ituidor sobreviv5te1 con=me o texto da in/ituio o que d]radeiro falec] pod] nome> um dos desc5d5tes de ,gonalo de ,albuqu]que1 meu av1 qual ele quis]1 e que e/a mesma disposio aproveitava ao seu cli5te1 nico filho de ,afonso de ,albuqu]que e desc5d5te direto de seu av ,gonalo4 99 99 99 99 99 ,os direitos de ,d4 ,joo ,afonso prevalec]am aos de ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes1 viva de ,afonso2 o m5or foi metido na posse d morgado1 pelo m5os1 at #aehe1 porque encontro docum5to que o comprova2 no entanto1 z dvidas suscitadas durante o litgio desp]t>am novos cont5dores4 ,de ,gonalo de ,albuqu]que e de ,d4 ,leonor de ,m5ezes1 filha d primeiro conde de ,at\guia1 haviam nascido3 --,f]n&o de ,albuqu]que1 primognito2 --,afonso de ,albuqu]que1 o ,gr&e2 --,d4 ,con/ana1 casada com ,d4 ,f]n&o de ,noronha2 --,d4 ,isabel1 casada com ,d4 ,p$ro da ,silva o ,reles2 --lv>o ,gonalves de ,atade1 que foi prior de ,vila ,v]de1 e --,m>t9s ,gonalves de ,atade1 morto pelos m\ros em ,arzila4 ,f]n&o1 que suc$eu a seu pai no s5horio de ,vila ,v]de1 cas\ com ,d4 ,cat>9a da ,silva1 filha d s5hor de ,b>ra-a-,b>ra4 ,de/a unio nasc]am duas filhas3 ,d4 ,guiom> e ,d4 ,joana4 ,d4 ,guiom> de ,albuqu]que cas\ com ,d4 ,m>t9ho de ,noronha4 ,h]d\ a casa de seus pais1 e foi por e/e casam5to que os desc5d5tes alcanaram a casa de ,vila ,v]de e cont9u>am no appelido de ,noronha4 ,de/es nasceu ,d4 ,p$ro de ,noronha1 que cas\ com ,d4 ,violante de ,noronha1 filha d s5hor de ,s>z$as1 e foi o sexto s5hor de ,vila ,v]de4 ,de/es nasceu outro ,d4 ,p$ro de ,noronha1 que cas\ com ,d4 ,cat>9a de ,atade1 filha d conde da ,vidigueira1 e foi o stimo s5hor de ,vila ,v]de4 ,de/e nasceu ,d4 ,francisco ,lus de ,noronha1 que tom\ o apelido ,albuqu]que qu&o quis em #aeif suc$] no morgado de ,albuqu]que em ,azeito4 ,cas\ com ,d4 ,cat>9a de ,vilh5a e ,s\sa1 sua sobr9ha1 filha de ,d4 ,manuel de ,s\sa e ,tvora1 e foi o oitavo s5hor de ,vila ,v]de4 ,foi ,d4 ,antnio de ,noronha1 dcimo segundo s5hor de/a casa1 que recebeu de ,d4 ,joo ,,iv em #afed o ttulo de conde de ,vila ,v]de1 e seu filho ,d4 ,p$ro ,antnio de ,noronha ,albuqu]que e ,s\sa o de primeiro m>qus de ,angeja por m]c de ,d4 ,joo ,v em #agad4 ,d4 ,joana1 segunda filha de ,f]n&o de ,albuqu]que e de ,d4 ,cat>9a da ,silva1 tom\ o apelido de sua me2 *am\-se ,d4 ,joana da ,silva e ,albuqu]que1 e cas\ com ,jorge ,b>reto1 com5dador de ,ca/ro ,v]de4 ,de/es nasceu ,p$ro ,b>reto1 com5dador de ,almada1 que cas\ com ,d4 ,paula de ,brito1 de quem nasceu3 ,d4 ,joana de ,albuqu]que1 que cas\ com ,manuel ,teles ,b>reto1 com5dador de ,aveiro e que foi gov]nador d ,brasil4 ,e/a dama exi/ia ao tempo1 que ,d4 ,joo ,afonso litigava com ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes a posse d morgado de ,azeito1 e apres5t\-se tambm como opon5te4 ,de uns papis da casa ,mesquitela colhi que ,d4 ,joana e/iv]a na posse d morgado1 mas i/o s]ia tempor>iam5te1 pois que a causa foi s5t5ciada na relao a favor de seu filho ,j]nimo ,teles ,b>reto1 e1 requ]ida revi/a pelo advogado de ,d4 ,joo ,afonso1 foi-lhe d5egada pelos juzes drs4 lv>o ,lopes ,moniz e ,j]nimo ,pim5ta de ,abreu#db4 ,em #aehh j &avam to descurados os b5s d morgado1 que o alb]gue de ,s4 ,simo era um p>dieiro1 sem camas nem outra coisa p>a agasalho dos cam9hantes4 ,mel*ior ,lopes1 adm9i/rador da alb]g>ia1 ignoro por que ttulo1 havia v5dido ao conde de ,portalegre1 ,d4 lv>o da ,silva1 por #bejjj reis1 uma casa e *o1 que faziam p>te d e/abelecim5to4 da visitao d bispo de ,t>ga1 ,d4 ,seba/io da ,fonseca1 feita freguesia de ,s4 ,simo a #bf de maio daquele ano1 que i/o con/a4 ,pela visitao de #afjg no se conhece quem e/ava na posse d morgado1 e no era o proprietrio melhor cumpridor dos enc>gos1 porquanto a igreja de ,s4 ,simo era a9da em p>te sem =ro e toda sem sobrado1 de modo que o visitados m&a que seja juncada trs vezes por ano1 pela ,semana ,santa1 pelos ,santos1 e pelo ,natal2 a alb]g>ia cont9uava sem camas1 e corria execuo contra ,mel*ior ,lopes por t] alheado casa e *o sem lic5a rgia4 ,em #aehh o bispo de ,t>ga m&a que a igreja seja =rada de madeira de bordo1 sob p5a de #ej cruzados4 ,a visitao de #bg de outubro de #afjg feita pela ordem de ,santiago1 e nela os visitadores ,jacomo ,ribeiro de ,lemos e ,f]no ,velho da ,silva dizem3 porquanto corre dem&a sobre quem h de s] h]deiro d dito defunto 7,afonso de ,albuqu]que1 filho7 nem h adm9i/rador c]to 4441 e m&am aos (iciais da igreja que tanto que h\v] h]deiro c]to e adm9i/rador dos b5s e faz5da lhes faam notific> z ord5s dos visitadores e a p5a em que incorrem no cumpr9do4 ,de ,d4 ,joana de ,albuqu]que e ,manuel ,teles ,b>reto t9ham nascido c9co filhos3 --,afonso ,teles ,b>reto1 que morreu solteiro sem g]ao2 --,manuel ,teles ,b>reto1 frade dom9ico1 tambm sem g]ao2 --,lizu>te ,teles ,b>reto1 que morreu sem g]ao2 --,j]nimo ,teles ,b>reto1 a favor de quem foi s5t5ciada a causa1 fic\ na ndia prisioneiro dos hol&eses2 faleceu sem g]ao1 e o morgado de ,afonso de ,albuqu]que c\be a sua irm2 --,d4 ,m>ia de ,m5dona e ,albuqu]que1 casada com ,d4 ,j]nimo ,manuel1 de alcunha o ,bacalhau4 ,a s5t5a que deu a e/es a posse d morgado s]ia dos primeiros dias de janeiro de #afji1 porquanto encontro uma escritura de #bd daquele ms1 que j dela faz m5o4 ,o regi/o de um batismo na freguesia de ,s4 ,simo1 de #ba novembro de #afaj1 j d ncia da e/ada daquela famlia na casa de ,afonso de ,albuqu]que em ,azeito1 faz5do m5o de ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuqu]que1 filho de ,d4 ,m>ia e ,d4 ,j]nimo1 como padr9ho de uma criana4 ,,ii ,cabe aqui uma retificao4 ,no ,resumo hi/rico dos ,albuqu]ques diz-se que a qu9ta de ,azeito e ,casa dos ,bicos =am fundadas pelo primeiro conde de ,l9h>es e dadas em dote a sua filha ,d4 ,m>ia de ,ayala1 que os t]r5os da qu9ta =am c$idos por ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 por alcunha o ,bacalhau1 sobr9ho d conde4 ,j atrs fica demon/rado o erro1 d&o-se a gnese da qu9ta1 que vem de tempos muito ant]iores4 ,tambm no mesmo ,resumo hi/rico1 d&o-se conta da origem da alcunha ,bacalhau1 comum a dois ,j]nimos1 diz-se assim3 ,em uma das exp$ies1 que de ,portugal =am p>a a ndia1 emb>c>am nela ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 sobr9ho d primeiro conde de ,l9h>es1 e ,d4 ,j]nimo ,manuel4 ,o primeiro1 como se sabe1 era mais velho que o segundo1 e1 alm disso1 ia por capito da nau4 ,dizem que a viagem foi longa e torm5tosa e o escorbuto pr9cipiava a grass> na tripulao1 atribu9do-se tal enf]midade con/ante alim5tao de bacalhau1 que nesse tempo era havido como muito nocivo sade4 ,d4 ,j]nimo ,manuel dirigiu-se um dia ao capito-mor da nau e disse-lhe que era mi/] provid5ci> sobre o caso1 etc41 etc4 ,o capito respondeu-lhe3 ,e por que modo8 ,os do5tes que comam z nossas raes e ns o bacalhau4 ,na volta de/es dois cavalheiros corte1 s\be-se d facto1 e1 como era ento mania alcunh>em a todo o mundo1 fic>am os dois s5do conhecidos pelos ,bacalhaus4 ,d4 ,j]nimo de ,noronha tol]\ a alcunha1 que s dur\ em sua vida1 ,d4 ,j]nimo ,manuel ufanava-se de a t]1 e foi por isso que pass\ a s] usada por seus filhos e netos4 ,dec]to i/o no foi inv5o d autor d escrito ref]ido1 mas erro de in=mao4 ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 filho de ,d4 ,h5rique de ,noronha1 irmo d primeiro conde de ,l9h>es1 foi por capito da nau ,s4 ,p$ro na armada1 que p>tiu p>a a ndia em #ag de m>o de #aede1 conduz9do o vice-rei ,d4 ,joo de ,ca/ro4 ,ali foi capito-mor de ,baaim4 ,volt&o ao re9o1 nunca mais emb>c\#dc4 ,d4 ,j]nimo ,manuel de ,albuqu]que1 o ,bacalhau1 teve em #afad1 i/o 1 sess5ta e nove anos depois da viagem de ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 o com&o da armada1 que nesse ano foi p>a a ndia1 donde s volt\ em #afah4 ,morreu na sua qu9ta de ,azeito a #af de janeiro de #afbj1 como se v set5ta e c9co anos depois da viagem de ,d4 ,j]nimo de ,noronha4 ,se o que exponho a9da no ba/asse p>a conv5c]1 pod]ia acresc5t> que ,d4 ,h5rique1 pai de ,d4 ,j]nimo de ,noronha1 j era alcunhado ,bacalhau4 ,num nobilirio manuscrito da casa dos condes de ,c>valhais1 e que t5ho vi/a1 l-se3 ,d4 ,p$ro de ,m5ezes1 cas\ trs vezes1 a primeira com ,d4 ,leonor de ,ca/ro444 e h\ve444 a ,d4 ,m>ia de ,m5ezes1 mulh] de ,d4 ,h5rique de ,noronha1 por sobr5ome o ,bacalhau1 filho d primeiro m>qus de ,vila ,real4 ,,iii ,d4 ,j]nimo ,manuel1 o ,bacalhau1 de posse d morgado1 vem com sua famlia residir no seu palcio de ,azeito1 e a #bf de setembro de #afac aqui faleceu sua mulh]1 que foi sepultada em ,s4 ,simo junto com o alt>-mor4 ,*egado ao re9o1 depois da viagem da ndia1 volt\ ,d4 ,j]nimo p>a a sua qu9ta1 aonde faleceu a #af de janeiro de #afbj1 e sepult\-se na mesma igreja no tabuleiro d alt>-mor1 diss]am-me1 7acresc5ta o cura ,p$ro de ,magalhes71 com te/am5to ao conde da ,vidigueira4 ,d4 ,j]nimo ,manuel e ,d4 ,m>ia tiv]am trs filhos1 j nascidos qu&o se e/abelec]am na qu9ta de ,azeito3 ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuqu]que1 ,d4 ,l\r5o ,manuel e ,d4 ,antnio de ,m5dona4 --,d4 ,l\r5o ,manuel morreu sem g]ao4 --,d4 ,jorge ,manuel de ,albuqu]que suc$eu na casa de seu pai1 e teve de sua me o morgado de ,azeito1 cont9u&o aqui a residncia4 ,os livros de notas dos tabelies e os regi/os p>oquiais at meado de #afbd fazem-lhe repetidas ref]ncias4 ,em frica port\-se sempre como soldado val5te4 ,irrequieto nos seus proc$im5tos#dd1 foi por alguns crimes degr$ado p>a ,mazago1 aonde e/eve preso por ordem d gov]nador ,d4 ,gonalo ,c\t9ho4 ,pela re/aurao e/ava em ,madrid1 receb5do de ,filipe ,,iv de ,espanha o ttulo de conde de ,lavradio1 que em ,portugal lhe no foi confirmado4 ,algum tempo depois volt\ p>a a sua casa de ,azeito1 aonde faleceu no #aj de outubro de #afea1 s5do sepultado na capela-mor de ,s4 ,simo4 ,t9ha casado com ,d4 ,t]esa ,m>ia ,c\t9ho1 filha de ,d4 ,francisco da ,gama1 qu>to conde da ,vidigueira e almirante da ndia1 de quem nasc]am ,d4 ,j]nimo ,manuel de ,albuqu]que1 batizado em ,s4 ,simo a #ba de dezembro de #afci1 e ,d4 ,francisco ,manuel de ,albuqu]que1 nascido a #bj de janeiro #afej e balizado na mesma freguesia no dia #e de fev]eiro4 ,a viva de ,d4 ,jorge ,manuel1 que nasc]a em #e de ago/o de #afaf1 morreu na qu9ta de ,azeito a #be de outubro de #afeg1 com te/am5to a seu irmo o m>qus almirante1 e foi sepultada ao p d alt>-mor de ,s4 ,simo4 ,d4 ,jorge ,manuel em #afcj requ]eu a tombao d morgado1 design&o p>a e/e s]vio o lic5ciado ,manuel lv>es ,frau/o1 juiz de ,m>vo1 e que fiz]a o tombo das freiras d ,salvador de ,lisboa4 ,diz o requ]5te que z propri$ades se a*avam alheadas1 divididas e sonegadas pelas muitas dem&as que h\ve sobre a sucesso d morgado4 ,o alv>1 que def]e o p$ido1 de #ca de maio de #afca4 ,,iv ,deixemos a petio e alv> p>a pod]mos conhec] o palcio e c]ca ne/a poca1 con=me a descrio feita na tombao3 ,ttulo das casas da qu9ta ,umas casas muito gr&es e muito nobres1 edificadas com muito primor1 com v>&as de todas z p>tes e casas1 e muitas salas1 cm>as1 recm>as1 como abaixo se decl>> especialm5te e o nm]o delas1 po/as da p>te d norte e d levante1 fic&o a qu9ta e pom> com seus j>d9s da p>te d sul e po5te1 e tem o stio das ditas casas em circuito pela extremidade da p>te de =a a sab]3 ,da b&a d nasc5te1 indo d norte a sul1 de extremo a extremo d edifcio e ass5to das casas1 tem tr9ta e quatro v>as e meia1 e cada v>a de c9co palmos1 dos que falia a ord5ao de/e re9o4 ,e da p>te d norte1 de nasc5te a po5te1 de extremo a extremo1 tem tr9ta v>as e meia4 ,e da p>te d po5te1 em uma ponta que o edifcio faz1 tem catorze v>as e meia1 e v9do da p>te d po5te p>a o nasc5te contra o sul1 tem v9te e seis v>as1 e volt&o de norte a sul1 pela b&a d po5te1 na ponta que o stio das casas faz p>a o sul1 tem v9te e quatro v>as e1 ne/e vo1 ao longo d edifcio das ditas casas1 e/ um j>dim com uma fonte e casa de gua no meio1 de que se faz a decl>ao e m$io segu9te3 ,e pela p>te d sul de nasc5te a po5te e pelo extremo da ponta1 que z ditas casas fazem p>a a dita p>te d sul1 tem1 de canto a canto1 oito v>as e ne/a =ma fica o edifcio todo m$ido em circuito1 todo com z ditas pontas1 que fazem z ditas casas p>a o po5te e sul1 e tem c5to e tr9ta e sete v>as1 que so juntas z m$ies atrs decl>adas4 ,tem mais e/as casas trs cubelos nos trs cantos1 que se fazem p>a =a contra o norte1 dois ao norte e um ao sul1 com que ficam muito realadas e lu/rosas1 e a entrada1 que e/ em um ptio muito gr&e com seus portais1 c]rado de muro1 em que se corr]am e podem corr] t\ros1 e/ uma escada toda de p$r>ia com uma volta1 toda com seus bala/res de mrmore1 que =mosa a entrada da primeira sala4 ,z quais casas tm de salas1 cm>as1 recm>as1 retretes e antecm>as dezoito em nm]o1 todas espaosas e todas ladrilhadas e com azulejos pelas p>$es1 altura de mais de um covado e algumas retretes todas lavradas de azulejo e os tetos lavrados de bordo e com molduras1 e p9tados de div]sas e agradveis p9turas1 e por baixo outras muitas casas e (ic9as e armrios1 que respondem s casas sup]iores1 mas rep>tidas em muito maior nm]o4 ,tem mais duas v>&as com seus arcos de jaspe e colunas d mesmo1 uma p>a a b&a d po5te e outra p>a o norte com suas grades de f]ro at ao meio1 com seus azulejos at meio das p>$es com figuras4 ,tem a v>&a da p>te d po5te de comprido onze v>as e meia e de l>go quatro v>as4 ,e a v>&a da p>te d norte1 em que no h grade de f]ro1 tem uma meia p>$e de p$ra lavrada1 com seus azulejos por d5tro1 sobre que armam z colunas1 tem de comprido dez v>as e de l>go quase trs v>as4 ,e os portais de todas e/as casas so de p$r>ia de jaspe1 com suas portas de bordo e muito bem lavradas e com suas *am9s de p$r>ia e todas z mais p]t5z respond5tes qualidade d edifcio4 ,ptio ,tem um ptio defronte das ditas casas c]cado de muro com dois meios cubelos1 com duas portas1 pelas quais se entra e so a entrada pblica e comum a todos e feito em quadro4 ,tem d norte a sul tr9ta e c9co v>as1 e de nasc5te a po5te tr9ta e c9co e meia1 e p>a a p>te d nasc5te tem uma v>&a de colunas de jaspe1 que s]ve entre z casas trreas e gasalhados de criados1 e tem um *af>iz de gua a uma p>$e da b&a d norte4 ,j>dim ,um j>dim1 que fica entre z duas pontas das casas atrs m$idas1 com o qual fica o stio das ditas casas em quadrngulo4 ,tem de norte a sul pela p>te d po5te e por onde confronta com o pom>1 que se segue1 v9te e quatro v>as e de po5te a levante outras v9te e quatro1 e pelos outros dois lados confronta com z casas1 com uma fonte ao meio e em roda com seus canos de gua e pelas p>$es cidreiras e limoeiros1 com meias p>$es de azulejo feito em quadro4 arruado e ladrilhadas z ruas4 ,ttulo d pom> ,tem um pom> contguo s casas e j>dim1 que lhe ficam p>a a p>te d levante1 todo plantado de inf9itas l>anjeiras em ordem1 limoeiros e cidreiras =a todo o mais gn]o de frutas1 muito espessas e plantadas em ordem e fileiras1 o qual e/ todo c]cado ao r$or de um muro mais de doze palmos em alto e pela p>te de d5tro com suas ruas de azulejo1 que abaixo se decl>am4 ,tem d nasc5te1 ou j>dim1 atrs decl>ado1 at ao tanque de gua por uma rua c]cada de azulejos e alegretes e ladrilhada de l>gura de mais de trs v>as1 oit5ta e quatro v>as e ne/e canto1 que o dito pom> faz p>a o po5te1 e/ um tanque de gua1 ladrilhado por baixo1 que cobre um homem1 c]cado de p$r>ia e de azulejos1 feito em =ma quadrada2 tem v9te e nove v>as de canto a canto e fazem em circuito c5to e dezasseis1 d qual se rega todo o pom> atrs decl>ado com gua d rio de ,s4 ,simo1 de que lhe p]t5ce toda a dita gua quatro dias naturais e trs horas cada nove dias4 ,tem o dito tanque1 na cabeceira pela p>te d sul1 c9co casas de praz] armadas com colunas de jaspe e =radas todas de azulejo e os tetos p9tados em e/uque com vrias hi/rias e figuras1 e ao lado das ditas casas de praz]1 p>a a p>te d nasc5te1 tem um j>dim com seus alegretes na di/ncia e l>gura das mesmas casas4 ,e a gua que cai p>a o dito tanque1 cai pela boca de uma baleia artificiosa com um ,trito em cima1 que =moseia muito o dito tanque e casas de praz]1 e com figuras vrias em ni*os1 feitos de p$r>ia pelas p>$es d dito tanque4 ,tem mais o dito pom> pela p>te d po5te1 come&o d sul e norte1 outra rua1 que vai d dito tanque1 da mesma l>gura e feitio com seus azulejos e alegretes e pela p>$e seus ni*os com vrias figuras1 que tem c5to e dezasseis v>as1 e no remate d canto de baixo1 da b&a d norte1 tem uma casa quadrada com quatro janelas1 em que e/o p9tadas sobre e/uque#de z hi/rias da ndia1 com z quatro cidades pr9cipais conqui/adas pelo gr&e ,afonso de ,albuqu]que1 pai natural de ,afonso de ,albuqu]que1 in/ituidor de/e morgado4 ,tem e/a rua1 da p>te d po5te1 uma porta1 que sai p>a a igreja e freguesia de ,s4 ,simo1 p\ca di/ncia de portal a portal1 da qual igreja co/ume sair a procisso da ,ressurreio de ,cri/o ,nosso ,salvador e corr] z ruas d dito pom> e torn>-se a recolh] pela mesma porta mesma igreja4 ,tem o dito pom> d dito canto da ,casa da ndia1 atrs decl>ada1 de po5te a nasc5te1 pela b&a d norte1 c5to e tr9ta e sete v>as1 que tambm s]vem p>a m$io da v9ha abaixo decl>ada1 que conf9a com o dito pom> pela b&a d norte e d canto1 que o muro faz p>a a b&a d nasc5te at ao j>dim1 donde e/a dem>cao e m$io comea1 sub9do de norte a sul1 tem c5to e seis v>as1 fic&o no meio a ponta que z casas fazem p>a o p>te d po5te1 que se metem entre o j>dim e o pom>4 ,pela p>te donde a dita dem>cao dele comeou1 em o dito canto de baixo1 e/ uma casa1 que se *ama das ,pombas1 com um bufete de jaspe ao meio4 ,e da dita casa1 na l>gura dela1 que corre de norte a sul1 como se diz atrs1 at s ditas casas pr9cipais1 vai uma rua de ladrilho com seus alegretes de azulejo na =ma das outras ruas atrs decl>adas4 ,ttulo da v9ha ,tem mais uma v9ha pela p>te d norte1 que dos lados fica d5tro dos muros d pom> atrs confrontado e dividida d dito pom> pelo muro m5os pr9cipal4 ,tem d sul ao norte1 pela p>te d nasc5te1 c5to e tr9ta e trs v>as e de nasc5te a po5te1 pela p>te d norte1 c5to e qu>5ta e duas v>as e meia1 e pelas outras duas p>tes tem a mesma m$ida de v>as por e/> em =ma quadrada4 ,ttulo das mais casas de criados1 lag>es de azeite e v9ho1 e/reb>ias1 co*eiras e mais p]t5z ,tem defronte d ptio das casas pr9cipais1 atrs confrontado e m$ido1 p>a a p>te d nasc5te e/ um ptio contguo ao outro atrs1 o qual tem z casas segu9tes e de comprido de norte a sul v9te e trs v>as e de nasc5te a po5te treze e meia1 e p>a e/e ptio se entra por duas portas1 a sab]3 uma1 a porta m5os pr9cipal1 que vai d outro ptio p>a e/e entre z casas dos criados e outra porta maior e pr9cipal p>a a p>te d norte1 por onde pode entr> um co*e1 e defronte dela fica uma co*eira1 e ilh>ga1 da p>te d norte1 fica um lag> de v9ho1 e outra ilh>ga1 p>a a p>te d nasc5te1 um lag> de azeite com quatro v>as e dois mo9hos e duas caldeiras e todas z mais p]t5z necessrias aos ditos lag>es1 e p>a a mo5da de/es lag>es vem a gua d rio de ,s4 ,simo1 que lhe necessria por s]vido enquanto mo]4 ,e por baixo d dito lag> pela p>te d norte1 junto porta pr9cipal por onde se entra no ptio1 correm umas e/reb>ias p>a a p>te d norte1 que tm de comprim5to v9te e sete v>as e meia1 e de l>go quatro v>as1 cuja porta de s]v5tia e/ d5tro d dito ptio com porta fe*ada sobre si1 d5tro d qual ptio e/o dois =nos de coz] po444 ,t]ra d rossio ,uma t]ra1 que s]ve de rossio e p>te com z mais casas da qu9ta atrs1 da p>te d sul com os muros dos ptios1 d nasc5te com z casas das e/reb>ias e viz9hos que seguem444 d norte p>te com e/rada pblica1 que vai das ,v5das p>a o mo/eiro de ,azeito1 e d po5te com c]ca e muro da v9ha e pom> da dita qu9ta444 ,o docum5to de que me e/\ s]v9do1 segue na descrio de outras propri$ades d morgado1 que no importa conhec]1 no entanto1 aproveit>-me-ei dele1 na p>te ref]5te s3 ,casas d hospital de/e morgado de que trata a in/ituio ,um ptio e casa gr&e1 que s]ve de hospital e outra d hospitaleiro e outra dos do5tes1 que so por todas trs e um ptio1 que e/ em aldeia de ,vila ,freixe1 junto igreja de ,s4 ,simo4 ,tem de comprido1 de levante a po5te1 pela p>te d norte e sul1 dezoito v>as e de l>go onze v>as4 ,p>te ao norte com z casas da mulh] de ,&r ,f]n&es e ao sul com a igreja de ,s4 ,simo e ao po5te com lograd\ro da aldeia e ao nasc5te com lograd\ro e c]ca da qu9ta de/e morgado4 ,a casa d aougue tambm era p]t5a d morgado e descrita assim3 ,casa d ,aougue ,uma casa1 que s]ve de aougue1 que e/ =a dos muros da qu9ta1 p>te d nasc5te com muro d cano da gua1 que vai aos lag>es da dita qu9ta e d norte com os mesmos lag>es e d po5te com t]ra e lograd\ros da qu9ta e d sul com z casas de ,francisco ,nunes1 =eiro dita qu9ta4 ,tem de comprido quatro v>as e meia e de l>go duas v>as4 ,a descrio de/a casa p\ca importa p>a a nossa hi/ria2 mo/ra1 porm1 que na qu9ta e palcio se conc5trava toda a vida d lug>2 de um lado e quase junto aos muros1 o hospital e a igreja1 d outro a casa d m]cado4 ,v ,seguirei trat&o dos s5hores d morgado4 ,o primognito de ,d4 ,jorge ,manuel 1 nos nobilirios1 *amado ,d4 ,j]nimo ,manuel1 no entanto1 nos contratos1 feitos por sua me durante a tutoria de/e filho1 apelidado ,d4 ,j]nimo ,afonso de ,albuqu]que4 ,sobreviveu a seu pai1 suc$eu-lhe na adm9i/rao d morgado de ,azeito1 mas no foi 7se foi7 muito alm da morte de sua me4 ,d4 ,!resa faleceu em outubro de #afeg4 ,no fim d ano segu9te j se encontra por h]deiro de ,j]nimo seu irmo ,francisco ,seba/io de ,albuqu]que1 criana de oito anos1 sob a tutela de seu tio mat]no ,d4 ,vasco ,lus da ,gama1 almirante da ndia e primeiro m>qus de ,nisa4 ,bem novo encet\ ,d4 ,francisco a c>reira das armas1 pois em #affc j se encontra na re/aurao de vora4 ,em #afff1 qu&o o conde de ,s4 ,vic5te1 ,joo ,nunes da ,cunha1 pass\ ndia por vice-rei1 ,d4 ,francisco ,seba/io acompanh\-o e em breve ali morreu1 como seu irmo ,j]nimo1 solteiro e sem g]ao legtima4 ,at f9s de #affh a9da os contratos so celebrados pelo m>qus de ,nisa1 como tutor de seu sobr9ho ,francisco4 ,em pr9cpio de #affi j era falecido4 ,de ,d4 ,francisco ,seba/io de ,albuqu]que#df ap5as fic\ uma filha natural1 ,d4 ,m>ia de ,albuqu]que1 freira em ,odivelas4 ,ext9to e/e ramo1 a casa foi devolvida ao primognito de ,d4 ,antnia de ,m5dona1 irm de ,d4 ,jorge ,manuel4 ,,vi ,dos filhos de ,d4 ,j]nimo ,manuel1 o ,bacalhau1 ,d4 ,antnia de ,m5dona cas\ com ,p$ro de ,m5dona1 alcaide-mor de ,m\ro1 com5dador de ,santiago de ,cacm e que1 depois da conspirao d m>qus de ,vila ,real1 teve de ,d4 ,joo ,,iv a com5da de ,vila ,franca1 que havia vagado pelo crime daquele fidalgo4 ,d4 ,antnia e seu m>ido residiram no palcio de ,azeito1 aonde lhes nasc]am dois filhos3 --,lus de ,m5dona1 batizado em ,s4 ,simo de ,azeito a #d de julho de #afbg1 e ,j]nimo ,manuel1 batizado na mesma freguesia1 a #ad de ago/o de #afcj4 ,e/es outros filhos3 --,nuno de ,m5dona1 --,joo de ,m5dona e --,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona1 cuido no hav]em nascido em ,azeito1 porque ao encontro os seus regi/os batismais4 ,lus de ,m5dona ,furtado ali/\-se c$o no exrcito d ,al5tejo1 cujas campanhas fez com di/9o4 ,gr&es s]iam z suas qualidades e l>gas z suas aptides p>a s] passado ao s]vio m>timo1 confi&o-se-lhe1 a9da bem novo1 com&os importantes4 ,depois de duas viag5s ndia como capito-mor da armada1 volt\ p>a aquelas p>ag5s na mono da primav]a de #afeg por g5]al dos galees de alto bordo1 po/o a que foi elevado por c>ta de #bd de m>o daquele ano1 ass9ada por ,d4 ,lusa de ,gusmo1 reg5te d re9o4 ,nas notas dos tabelies de ,azeito encontra-se regi/ado em #agja um docum5to que tem relao com e/a viagem1 apres5tado por ,joo ,viana ,franco1 procurador de ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona e ,albuqu]que1 h]deira e irm de ,lus de ,m5dona4 como se segue3 ,requ]5do ,lus de ,m5dona ,furtado1 filho de ,p$ro de ,m5dona ,furtado1 satisfao dos seus s]vios1 h\ve ,sua ,maje/ade por bem m&>-lhe diz]1 por despa*o de #af de m>o de #afeg1 que t5do respeito a seus s]vios1 que havia feito a se emb>c> ne/a mono p>a o e/ado da ndia1 aonde o vai s]vir1 e t5do em consid]ao o hav] sido de ,p$ro de ,m5dona ,furtado1 seu pai1 fidalgo to b5emrito a e/e re9o1 a com5da de ,vila ,franca de ,xira da ordem de ,cri/o1 que a possua ,francisco de ,m5dona ,furtado1 seu filho e irmo de ,lus de ,m5dona1 havia por bem1 que1 falec5do o dito ,francisco de ,m5dona sem filhos legtimos1 ou ba/>dos e1 que no se d&o e/a com5da a eles1 ou a outra alguma pessoa por s]vios d mesmo ,francisco de ,m5dona#dg na =ma d papel da letra e s9al de ,lus de ,m5dona1 suc$esse ele na mesma com5da com a prpria p5so de #cjj4jjj reis1 que se pus]am a ,francisco de ,m5dona1 qu&o se lhe fez m]c dela1 entr&o z p5ses1 que h\v] vivas no tempo em que e/a m]c possa t] efeito1 a qual t] o mesmo ,lus de ,m5dona em segr$o e a p]d]1 con/&o que se rompeu por sua p>te4 ,e m&\ ,sua ,maje/ade1 que de/e despa*o se lhe passasse som5te c]tido em sumo segr$o1 p>a que dele possa val] a seu tempo1 em o caso que e/a m]c possa t] efeito4 ,assim o c]tifico4 ,lisboa1 #bb de m>o de #afeg4 ,e o papel1 de letra e s9al de ,lus de ,m5dona1 acima ref]ido1 fica ne/a secret>ia4 ,gasp> de ,f>ia ,sev]im4#dh ,lus de ,m5dona a9da no t9ha tr9ta anos completos1 qu&o foi nomeado g5]al dos galees de alto bordo em #afeg4 ,no havia muito de *egado ndia1 qu&o recebeu d gov]nador o com&o das naus1 que deviam v>r] os hol&eses dos m>es de ,goa4 ,a armada fez-se de vela a #e janeiro de #afeh e breve se deu um re5contro com os inimigos1 em que ,lus de ,m5dona lev\ a melhor4 ,a gu]ra m>tima1 cont9uada naquelas p>ag5s pelos capites portugueses1 corria com vrio sucesso1 enquanto na capital d e/ado re9ava a an>quia e a desordem1 promovidas pelos fidalgos e pelo cl]o1 divididos em faces pessoais1 que mutuam5te se gu]reavam4 ,lus de ,m5dona1 de volta a ,goa1 no fugiu sorte comum2 a sua *egada inc5de\ os nimos1 z duas p>cialidades arm>am-se e bat]am-se1 sem que os gov]nadores tivessem =a p>a evit-lo e cont] os desordeiros4 ,lus de ,m5dona e ,b>tolomeu de ,vasconcelos =am os cont5dores que mais se di/+uiram1 organiz&o =z suas1 e d&o mesmo v]dadeiros combates1 que cu/>am a vida a soldados que s a deviam p]d] em s]vio da ptria4 ,por c>ta de #e de m>o de #afeg a reg5te t9ha nomeado vice-rei da ndia ,antnio ,teles de ,m5ezes1 conde de ,vila ,p\ca de ,agui>1 cujas qualidades ba/>iam p>a o re/abelecim5to da ordem2 no entanto1 a morte surpre5deu-o na viagem1 e no dia #g de setembro daquele ano entrava a b>ra d navio que conduzia o cadv] d vice-rei4 ,ab]tas z vias de sucesso1 =m>am o gov]no ,manuel ,masc>5has ,homem1 ,francisco de ,melo e ,ca/ro e ,antnio de ,s\sa ,c\t9ho1 que j e/avam em ex]ccio desde o falecim5to d conde de ,s>z$as4 ,p\cos dias depois morria o membro d gov]no ,masc>5has ,homem e os seus dois colegas cont9u>am a adm9i/rao sem mais =a p>a torn> respeitada a sua autoridade4 ,em #bb de m>o de #affj a reg5te nome\ novo gov]no p>a a ndia1 compo/o de ,d4 ,manuel ,masc>5has1 ,lus de ,m5dona ,furtado e ,albuqu]que e ,d4 ,p$ro de ,l5ca/re4 ,o primeiro r5unci\ o c>go1 ,d4 ,p$ro de ,l5ca/re1 que =a por capito da armada1 que conduzira o vice-rei1 conde de ,vila ,p\ca1 e ,lus de ,m5dona assumiram o gov]no em #ad de junho de #affa e em cont9uada div]gncia o ex]c]am at #ad de dezembro d ano segu9te1 data da posse d vice-rei ,antnio de ,melo e ,ca/ro4 ,d4 ,p$ro de ,l5ca/re p>tiu p>a o re9o logo em seguida entrega d pod]1 falec5do na viagem2 ,lus de ,m5dona1 porm1 cons]v\-se na ndia at #affh1 ano em que volt\ p>a ,portugal4 ,lus de ,m5dona se crescia em honras aum5tava ao mesmo tempo em cab$ais4 ,n5hum m9i/ro1 diz um contemporneo1 s]ve aos prncipes p>a os s]vir1 s5o p>a se acresc5t>#di1 e no era sem propri$ade que aplicava a s5t5a ao g5]al dos galees p>tidos p>a a ndia em #afeg4 ,qu&o se tratava de cas> o infante ,d4 ,p$ro com a mulh] de seu irmo1 tom&o-se por pretexto de/a unio ince/uosa a impossibilidade de re/ituir o dote de ,m>ia de ,nem\rs1 ,lus de ,m5dona1 filho segundo de uma casa de m$ocres hav]es1 (]eceu-se a concorr] com #ijjj cruzados p>a satisfao da quantia necessria1 p$9do ap5as o prazo de trs dias p>a a sua apres5tao1 faz5do-se deles consignao em dez anos4 ,a soma era avultada p>a o tempo e crescida p>a quem1 como ,lus de ,m5dona1 tanto se preocupava de possuir4 ,z intrigas da corte1 desde a morte de ,d4 ,joo ,,iv at entronizao de seu filho ,p$ro1 so bem conhecidas1 p>a que precise rememore-las2 ,lus de ,m5dona pod]ia cair no desagrado d prncipe (]ec5do-se a contribuir p>a a re/ituio d dote da ra9ha1 era uma demon/rao ho/il aos int5tos de ,d4 ,p$ro e de ,m>ia de ,aumale2 todavia1 de tal modo s\be hav]-se que1 em dezembro de #affi1 foi nomeado pelo reg5te vice-rei da ndia4 ,muitas eram z esp]anz que se firmavam em ,lus de ,m5dona1 e de que p>ece no t] desm]ecido4 e/e fidalgo1 diz o contemporneo citado1 por pr5das e qualidades1 dignssimo d lug> e se promet]a a todos que em seu gov]no e ind/ria se melhor>ia muito o e/ado da ndia#ej4 ,a frota que devia p>tir com o novo vice-rei foi de c9co vasos1 e p>a a gu>nio1 alm dos que volunt>iam5te se ali/>am1 pr5d]am-se em ,lisboa e no re9o todos os inquietos e div]tidos1 que pud]am hav]-se2 nos m>eantes no h\ve melhor escolha nas qualidades ou aptides4 ,o vice-rei1 que devia p>tir na primeira mono de #afgj1 foi feito conde de ,lavradio em m>o1 e a armada levant\ f]ro d porto de ,lisboa em pr9cpio de abril1 *eg&o ndia no ano segu9te1 em que ,lus de ,m5dona tom\ posse d vice-re9ado4 ,a sua fidelidade ao reg5te no foi sem suspeitas2 em f9s de m>o de #afgd apre/>am-se com diligncia duas c>avelas1 bem gu>necidas e apetre*adas1 que p>tiram p>a a ndia no #a4 de abril1 lev&o o capito in/rues secretas com respeito ao vice-rei2 z suspeitas1 contudo1 eram infundadas2 mais prud5te que seus irmos ,francisco e ,j]nimo1 no se envolveu como eles nos tramas contra o gov]no d reg5te4 ,desemp5h\ o lug> de vice-rei por espao de sete anos e v9te dias e1 emb>c&o p>a o re9o1 faleceu na ,baa em #afgg com c9qu5ta anos de idade4 ,se fez bom gov]no1 ou a cont5to d sob]ano1 no foi m5os solcito nos negcios de sua casa e int]esses pessoais1 e no apr5deu p\co nas viag5s1 que fez ndia1 sobre o modo de faz] =tuna4 ,se ,lus de ,m5dona1 ao p>tir p>a o seu vice-re9ado1 p5sava nos necios da repblica1 no sei2 c]to1 porm1 que no descurava os seus int]esses p>ticul>es1 e se propunha cont9u> ou e/abelec] em l>ga escala o seu giro com]cial4 ,em #aj de m>o de #afgj ord5ava ele z suas coisas1 m&&o lavr> uma procurao ampla a seu irmo ,j]nimo e a dois irmos ,diogo de ,*aves e ,simo ,rodrigues de ,*aves p>a a adm9i/rao dos seus negcios na ,europa4 ,morava ento ,lus de ,m5dona ,furtado e ,albuqu]que na sua qu9ta extra-muros de ,lisboa1 junto ao mo/eiro de ,s4 ,b5to da ,sade4 ,f>ei not> os pr9cipais pontos a que a procurao se ref]e4 ,os pod]es so iguais p>a os seus trs delegados1 deix&o-lhes todo o seu livre e comprido pod]1 m&ado especial e g]al444 p>a pod]em cobr>1 arrecad> e hav] a seus pod]es todas z suas dividas de d9heiro1 oiro1 prata1 juros1 t5z1 ord5ados1 faz5das1 m]cadorias1 encom5das e seus proc$idos1 fretes1 av>ias de seus navios1 b5s de raiz e seus r5dim5tos444 cobrana por conhecim5tos e sem eles444 letras de cmbio e de risco1 consignaes e c>regaes1 c>tas amigveis e de crdito1 contas corr5tes e f5ecidas por leis de seguro1 ou por outra qualqu] via1 ttulo1 modo que seja1 e todas z faz5das e m]cadorias que remet] da ditas p>tes da ndia e de outras quaisqu] p>tes e conqui/as1 tudo tambm pod]o cobr> e despa*>1 ou v5d] e b5efici>1 e/&o a contas e tom&o-z com entrega a todas z pessoas que lhas devam e hajam de d> e z f5ec] e liquid>1 receb5do o lquido1 re/os e alcance delas o pod] at de nome> me/res p>a z emb>caes de que = s5horio e1 depois de nomeados1 os desp$irem e eleg]em outros1 como melhor lhes convi]444 ,e/a procurao1 e/ranha totalm5te aos negcios de adm9i/rao pblica1 nada nos pode diz] das ideias d vice-rei sobre o modo por que se propunha g]ir os negcios d e/ado1 mas d-nos cl>as mo/ras de que ,lus de ,m5dona no descurava os seus int]esses1 de que na ndia ia e/abelec] uma =te casa com]cial1 e que no re9o deixava ag5tes1 de c]to bem escolhidos1 p>a z p]mutaes e v5das das m]cadorias que enviasse p>a a metrpole4 ,a procurao1 datada de #aj de m>o1 s foi outorgada no dia #af2 e/a a prpria data da c>ta rgia1 que lhe conf]e o ttulo de conde de ,lavradio2 no entanto1 a ass9atura a9da de ,lus de ,m5dona ,furtado de ,albuqu]que4 ,n+um1 ao l] desprev5idam5te o docum5to1 supor que so z disposies de um vice-rei1 que vai ex]c] funes maje/ticas e de sob]ania real2 talvez fosse i/o que m5os preocupasse ,lus de ,m5dona1 pois c]to que1 recolh5do ao re9o com sete anos de gov]no1 v9ha riqussimo4 ,que contra/e com o gr&e ,albuqu]que1 que1 prximo morte1 p$ira1 no se fizesse leilo d seu fato p>a que no vissem suas calz rotas que t9ha6 ,nas suas ltimas disposies fez seu univ]sal h]deiro ,j]nimo de ,m5dona e na sua falta seu irmo ,nuno4 --,j]nimo de ,m5dona ,furtado1 nascido no palcio de ,azeito e batizado na freguesia de ,s4 ,simo a #ad de ago/o de #afcj1 foi cavaleiro de ,malta1 mas no pr(ess\4 ,s]viu nas campanhas d ,al5tejo como capito de cavalos e me/re de campo de um t]o4 ,deix\ a c>reira milit>2 todavia1 como p>ticul>1 assi/iu batalha d ,ameixial ou ,canal a #h de junho de #affc1 s5do l\vado pelo conde de ,vila ,flor1 que o envi\ a ,lisboa com a ncia da vitria4 ,em remun]ao de/es s]vios1 teve o gov]no de ,p]nambuco1 aonde cometeu tais excessos que1 amot9ado o povo1 veio preso p>a ,lisboa e da priso pde escap>-se p>a ,ca/ela4 ,in/aur\-se-lhe o processo1 mas por influncia de seu irmo1 que e/ava em favor1 susp5deu-se todo o proc$im5to e pde regress> ptria4 ,talvez p>a no d> tanto nas vi/as a proteo a um del9qu5te e t-lo como que escondido aos seus julgadores1 ,lus de ,m5dona ps seu irmo ,j]nimo na adm9i/rao d morgado de ,azeito4 ,t5ho pres5te uma procurao datada de #a de m>o de #affi1 em que ,lus de ,m5dona d pod]es a seu irmo p>a o arr5dam5to dos frutos dos muros a d5tro da qu9ta2 abriu-se aqui praa no dia #d e ne/e mesmo dia se lavr\ a escritura1 o preo foi de #bjjjjj reis1 pagos metade pelo ,s4 ,joo e metade por ,s4 ,simo4 ,em m>o d ano segu9te1 con=me a procurao que atrs extratei1 ,j]nimo de ,m5dona p>tilh\ com os irmos ,*aves a adm9i/rao de toda a casa e hav]es d vice-rei4 ,o conde de ,lavradio p>te p>a o vice-re9ado1 falta a ,j]nimo de ,m5dona a b&eira que lhe cobria z culpas e1 fosse resultado das devassas ou novidades de crimes1 na expresso de um escritor coevo#ea1 o reg5te m&a-o pr5d] no ,limoeiro em pr9cpios de julho de #afga4 ,j]nimo de ,m5dona teve conhecim5to das disposies a seu respeito e pde escap>-se p>a ,espanha4 ,de ,x]ez de los ,caball]os data de #g de ago/o d mesmo ano o sub/abelecim5to da procurao de seu irmo p>a um ,manuel ,lopes faz] c]tos contratos em ,azeito4 ,em #afgb a9da ali se a*ava1 e no dia #a4 de outubro sub/abelece p>te dos pod]es da procurao de seu irmo1 vice-rei1 no capito ,lus de ,val5a da ,ro*a1 p>a que ele possa cobr> e arrecad> e hav] a seu pod] todas z dvidas de d9heiro1 oiro e prata1 juros1 t5z1 ord5ados1 faz5das1 m]cadorias1 encom5das1 seus proc$idos1 fretes e av>ias dos navios1 b5s de raiz1 mveis1 r5dim5tos e coisas outras de qualqu] qualidade1 sorte1 quantidade e sub/ncia4 ,dias depois1 a #f1 junta ao sub/abelecim5to uma decl>ao p>a o mesmo ,ro*a pod] tom> todo o d9heiro na praa1 que lhe = necessrio p>a o =necim5to dos navios1 assim de ,lus de ,m5dona1 como dele2 pelo que se v1 que tambm ,j]nimo era armador4 ,alcanou volt> a ,portugal1 mas descob]ta em setembro de #afgc nova conspirao p>a o re/abelecim5to d rei ,afonso ,,vi1 viu-se dos papis encontrados a ,diogo de ,lemos1 que ,j]nimo de ,m5dona e seu meio irmo ,francisco eram cmplices4 ,francisco de ,m5dona pde escap>-se p>a ,ca/ela1 s5do-lhe em ,portugal confiscados os b5s e ele degolado em e/tua no rossio de ,lisboa a #aa de maio de #afgd2 ,j]nimo de ,m5dona pret5deu tambm fugir2 mas1 como e/ava enf]mo1 teve de ac\t>-se num mo9ho e1 conhecido o seu p>adeiro1 foi preso4 ,enc]rado na torre de ,s4 ,julio da foz d ,tejo1 ali se cons]v\1 at que em #c de janeiro de #afhj foi s5t5ciado por traidor a s] degolado no pel\r9ho de ,lisboa4 ,dois correg$ores e duas companhias de cavalos ali o =am busc>4 ,e/a p5a infamante foi emb>gada pelos p>5tes1 alcan&o-lhe a troca d pel\r9ho pelo cadafalso1 hav5do de execut>-se a s5t5a no dia #e4 ,o m>qus de ,fronteira1 que pret5dia cas> uma filha com ,nuno de ,m5dona1 irmo de ,j]nimo1 e que se a*ava ao tempo em vora1 pde conseguir que a pr9cesa int]c$esse pelo crim9oso1 e o rei comut\-lhe a p5a em degr$o p>a a ndia4 ,em #afhg a9da ali vivia e t9ha residncia em ,goa1 p>a onde sua irm ,d4 ,m>ia ,josefa1 de ,m5dona1 a quem veio a cab] a h]ana d conde de ,lavradio1 envi\ procurao p>a arrecad> os b5s d falecido vice-rei1 como adiante direi4 ,nunca volt\ da ndia4 ,,vii ,por falecim5to de ,lus de ,m5dona suc$eu-lhe nos morgados seu irmo3 --,nuno de ,m5dona ,furtado1 clrigo m9ori/a1 com um canonicato em vora4 ,foi casado com ,d4 ,madal5a de ,tvora1 de quem no h\ve filhos4 ,numa entrada1 que fez em ,ca/ela1 foi ali aprisionado1 s alcan&o a lib]dade pela paz entre ,portugal e ,espanha4 ,conhecida a morte d conde de ,lavradio1 disput>am a sua h]ana seus irmos ,nuno de ,m5dona e ,d4 ,m>ia ,josefa1 ,d4 ,f]n&o ,m>t9s ,masc>5has de ,l5ca/re por sua mulh] ,d4 ,m>ia ,manuel de ,albuqu]que#eb1 e ,d4 ,p$ro ,antnio de ,noronha1 conde de ,vila ,v]de4 ,a causa foi julgada a ,nuno1 que p>ece s entr\ na posse d morgado de ,azeito em pr9cpios de #afib 7con=me uma c]tido de apelao passada em #bi de novembro de/e ano71 t5do de r5unci> ao canonicato de vora4 ,nuno veio residir p>a o seu palcio de ,azeito1 aonde faleceu a #ae de fev]eiro de #afhd1 sepult&o-se na capela-mor da freguesia de ,s4 ,simo4 ,d4 ,madal5a sobreviveu a seu m>ido4 --,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona1 nica sobreviv5te a seus irmos1 casada com ,p$ro ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 s5hor de ,mura1 suc$eu a seu irmo ,nuno no morgado de ,azeito e mais casa de seus pais4 ,no lhe faltavam qualidades adm9i/rativas1 nem era m5os desejosa de hav]es d que seu irmo ,lus4 ,d4 ,m>ia t9ha tido quatro filhos3 --,joo falecido aos dez anos1 --,antnia1 freira no conv5to d ,salvador em ,lisboa1 --,joana de ,m5dona1 casada em #afgb com ,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 por quem o morgado veio aos ,co/as de ,mutela1 e --,lus ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 casado em #afgc com ,d4 ,m>ia de ,atade1 filha de ,nuno de ,m5dona1 segundo conde de ,vale de ,reis4 ,em #afhg1 ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona ,albuqu]que a*ava-se em ,azeito1 e no dia #d de m>o1 j viva1 faz uma procurao a seu irmo ,j]nimo1 que se a*ava na ndia1 como j atrs disse1 p>a ele em ,goa e em todos os mais e/ados da ndia e quaisqu] outras p>tes pod] cobr> e hav] a seu pod] todos os b5s e faz5das1 444 p]t5c5tes ao conde vice-rei1 seu irmo1 assim mveis como de raiz1 d9heiro1 oiro1 prata1 dvidas1 encom5das1 c>regaes1 seus proc$idos1 diamantes1 joias e coisas outras de qualqu] qualidade1 quantidade e sub/ncia1 que sejam1 faz5do a tal cobrana d pod] dos dev$ores1 seus h]deiros e sucessores1 te/am5teiros1 depositrios1 tes\reiros de defuntos e aus5tes1 c(res de orfos1 casa da santa mis]icrdia e de quem mais a paga deva de faz]444 e p>a melhor ncia dos ditos b5s e dos que e/iv]em ocultos pod] m&> l] e public> uma c>ta ,paul9a que com e/a lhe s] apres5tada1 que lhe foi conc$ida pelo nncio apo/lico de/a corte e proc$] contra z pessoas que os ditos b5s tiv]em na =ma da dita ,paul9a444#ec ,dava-lhe pod]es p>a v5d] o que lhe p>ecesse1 ou envi> p>a o re9o quaisqu] b5s ou faz5das c>reg&o-os e arrisc&o-os a seu livre arbtrio4 ,limitava1 porm1 ao seu procurador a faculdade de g>antia dos contratos som5te aos b5s da dita h]ana4 ,z mais disposies so z comuns a todas z procuraes g]ais1 com pod]es de sub/abelec]1 como era necessrio absolutam5te1 pois degr$ado1 como era ,j]nimo de ,m5dona1 no podia sair d lug> d exlio4 ,lus de ,m5dona havia feito te/am5to1 deix&o mis]icrdia de ,lisboa grosso legado p>a dotes anuais a donzelas1 e o remanesc5te a seus irmos4 ,foi pela sua t]a1 que veio ao morgado de ,azeito a qu9ta da ,fonte da ,pipa1 no t]mo de ,palmeia1 que ,d4 ,m>ia ,josefa1 pelo seu procurador e criado ,vic5te ,l\r5o ,p9to1 cavaleiro d hbito de ,cri/o1 arr5d\ em maio de #afic por #abjjjj reis anuais4 ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona passava tempos em ,azeito1 t5do a pr9cipal residncia na sua qu9ta de ,arroios1 t]mo de ,lisboa1 at que em #agja1 ou proximam5te1 se e/abeleceu no palcio de ,azeito4 ,no dia #a4 de m>o fez aqui te/am5to c]rado1 escrito pelo tabelio ,jos ,flix ,falco1 e no dia #b f-lo gu>d> no arquivo d conv5to dom9ico de ,nossa ,s5hora da ,pi$ade1 de ,azeito1 cujo prior1 ,fr4 ,dom+os da ,cruz1 pass\ c]tificado de o hav] ali arrecadado4 ,at #agji encontram-se nos livros de notas e regi/os p>oquiais repetidas ref]ncias a ,d4 ,m>ia ,josefa2 a ltima1 de #bg de julho daquele ano1 uma c>ta de al=ria a duas escravas1 ,francisca de ,m5dona e sua filha ,lusa ,m>ia de ,m5dona1 a quem lib]t\ por sua morte1 leg&o #ajjjj reis me e #cjjjj reis filha4 ,p\co importa sab] os nomes das duas escravas1 m5ciono-os ap5as por no s] muito conhecido o uso que faziam d apelido dos seus s5hores4 ,d4 ,m>ia ,josefa ligava ao ,d4 o ,l inicial d nome de seu m>ido2 a sua ass9atura era cl>a1 mas ne/a c>ta de al=ria j a letra d5uncia pesados anos4 ,no faleceu em ,azeito1 e o seu fim foi talvez po/]ior a #agab1 pois viveu aproximadam5te oit5ta anos4 ,no s]iam p\cos os desgo/os por que pass\ ,d4 ,m>ia ,josefa4 ,seu filho ,lus foi um fidalgo de nveis p>adoxos1 no diz] de ,s\sa#ed1 que o lev>am aos crc]es da torre de ,s4 ,julio4 ,seu neto ,joo ,gu$es r\b\-a e maltrat\-a4 ,conta assim o autor annimo de um nobilirio manuscrito1 que t5ho vi/a#ee3 ,joo ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 s5do mu*a*o1 mal aconselhado de uns criados1 entr\ em casa de sua av ,d4 ,m>ia ,t]esa#ef de ,m5dona e ,albuqu]que1 de quem ele era h]deiro1 e a descompus]am1 f]9do-a e maltrat&o-a inf9ito1 t5do quase oit5ta anos1 e lhe tom>am z *aves e lhe r\b>am mais de #hj4jjj cruzados#eg entre d9heiro e joias de preo e bons diamantes1 que t9ha h]dado de seu irmo ,lus de ,m5dona1 que foi vice-rei da ndia4 ,com e/e cab$al fugiram p>a ,ca/ela1 onde se pus]am com ele seguram5te e1 e/&o j muito pela t]ra d5tro1 os dois motores de/e negcio1 que eram pai e filho1 criados1 que mal aconselhavam a e/e cavalheiro1 os t5t\ o demnio a torn>em a ,portugal a cobr>em uns duz5tos e tantos mil reis1 por no e/> a9da de todo satisfeita a sua ambio1 ou1 p>ece1 p]mitiu ,deus1 fosse p>a ca/igo da sua culpa1 porque mal t9ham passado a raia1 qu&o1 pelas armas1 que traziam1 os pr5d]am1 tempo a que *egavam z ord5s p>a que os pr5dessem4 ,tr\x]am-os p>a a priso da corte1 de onde =am a padec] a =ca de ,santa ,brb>a1 em que lhes fic>am z cabez p>a memria d seu delito4 ,o furto se torn\ a ,portugal se lo re/ituiu1 e ,joo ,gu$es de ,mir&a ,h5riques veio oculto e se homizi\ em casa d embaixador de ,frana4 ,se ,lus de ,m5dona foi ambicioso de riquezas1 a modo de em sete anos de vice-re9ado alcanar cab$al enorme1 sua irm foi uma av>5ta1 que s viveu p>a entes\r>4 ,,viii ,a ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona e ,albuqu]que suc$eu seu filho ,lus ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 que outros apelidam de ,mir&a e ,lima1 casado em #afgc com ,d4 ,m>ia de ,atade1 filha dos segundos condes de ,vale de ,reis4 ,por seu pai cabia-lhe o c>go de e/ribeiro-mor1 todavia1 o reg5te ,d4 ,p$ro e a9da depois de entronizado1 recus\-lhe a posse d lug>1 e to solto foi de palavras e aes por e/e facto1 que lhe valeu s] enc]rado na torre de ,s4 ,julio4 ,em #agab a9da havia filhos m5ores de ,lus ,gu$es1 de quem e/e no t9ha a tutela4 ,no dia #b de dezembro1 ,manuel ,c>valho de ,atade#eh1 moo fidalgo da casa de sua maje/ade e com5dador da ordem de ,cri/o1 p>5te de ,lus ,gu$es1 data de ,s]nancelhe uma procurao a ,p$ro ,vieira da ,fonseca1 resid5te na qu9ta de ,azeito 7,bacalha71 p>a pod] compr> um p9hal p>a o m5or ,francisco de ,assis1 e outra a ,manuel ,salgado de ,arajo1 advogado da casa da suplicao1 p>a cobr> de ,lus ,gu$es de ,mir&a #hjjjj reis m5sais de alim5tos p>a cada um dos filhos m5ores de/e1 compre5dido ,francisco de ,assis1 dos quais ,manuel ,c>valho era curador4 ,no p>ece que ,lus ,gu$es se detivesse na sua qu9ta1 ou mesmo na ,extremadura1 pois se encontram at f9s de #agah procuraes p>a det]m9ados negcios d morgado datadas de ,mura#ei4 ,de ,lus ,gu$es de ,mir&a e ,d4 ,m>ia de ,atade nasc]am3 --,p$ro ,gu$es1 que morreu moo2 --,francisco de ,assis1 de quem s a*o a ncia atrs dada1 e --,joo ,gu$es de ,mir&a ,h5riques ,m5dona e ,albuqu]que1 o mu*a*o1 que espanc\ e r\b\ a av ,d4 ,m>ia ,josefa4 ,ao que p>ece1 enl\queceu mais t>de1 tir&o-se-lhe a adm9i/rao da casa1 con=me uma proviso rgia1 de que fal>ei4 ,digo p>ec] hav] enl\quecido1 porque os docum5tos de/a poca1 p>a gu>d>em conv5incias1 muitas vezes encobrem ms aes com palavras de significado bem div]so4 ,joo ,gu$es cas\ em #cj de janeiro de #agjg com ,d4 ,francisca de ,noronha1 filha dos t]ceiros condes de ,aveiras4 ,em #ae junho de #agba ,f]n&o de ,morais ,madureira ,ma*ado ,pim5tel tom\ posse d morgado da ,bacalha por procurao de ,joo ,gu$es4 ,a #bh d ms segu9te j sua mulh] ,d4 ,francisca de ,noronha data de ,lisboa ocid5tal uma procurao p>a arr5dam5to de uma propri$ade d morgado1 em virtude da adm9i/rao de que a enc>reg\ seu primo o ,sr4 ,joo ,gu$es de ,mir&a e ,lima4 ,desconheo a conv5incia de ,d4 ,francisca d> a seu m>ido o tratam5to de primo4 ,em m>o de #agbf e/ava ,joo ,gu$es em ,azeito2 em #agbh era aus5te1 hav5do deixado procurao a seu filho ,lus1 im$iato sucessor2 no ano segu9te1 porm1 e/ava na sua qu9ta com a famlia e o padre ,joo ,lopes ,nogueira1 seu capelo4 ,em #agcj cont9u\ a residir no palcio4 ,d4 ,francisca tem a adm9i/rao da casa e daqui arr5da a h]dade da qu9ta da ,corona1 na freguesia de ,nossa ,s5hora ,a ,bela em ,santiago d ,cacm1 a h]dade da ,jlia e outras propri$ades na ribeira d ,guadiana1 em ,m\ro1 ,m\ra e ,mons>az4 ,no ano segu9te a9da aqui reside1 d&o de arr5dam5to a h]dade d ,mir&a no t]mo de ,alcc]1 e entre z condies h a d r5deiro pr em ,azeito1 ou na qu9ta d ,montijo1 z pitanz1 que eram3 #ab porcos de dois anos1 #f m>rs de um ano e #cj gal9has4 ,os porcos eram avaliados a #cjjj reis e z m>rs a #aejj ris1 no caso de no agrad>em os da h]dade4 ,em #bi de janeiro de #agcb um decreto d rei1 e despa*o d desemb>go d pao d dia #ca ao prov$or das capelas1 int]dizia ,joo ,gu$es por demncia4 ,transcrev-lo-ei3 ,d4 ,joo1 etc4 ,fao sab] a vs prov$or dos orfos e das capelas de/as cidades#fj que1 s5do-me pres5te que ,joo ,gu$es de ,mir&a ,albuqu]que ,m5dona lhe sobreveio demncia tal que necessita pronto remdio pelas contnuas e pblicas discrdias1 que comete contra o decoro da sua pessoa1 e que tambm se deixa engan> de vs palavras1 que com promessas fant/icas lhe tiram d9heiro em prejuizo de suas r5das1 o que devia evit>2 at5d5do s qualidades que concorrem na sua pessoa3 hei por bem e vos m&o entregueis a adm9i/rao de sua casa a sua mulh] ,d4 ,francisca de ,noronha1 por t] por c]to a f> como convm1 faz5do primeiro t]mo de d> contas todos os anos1 p]ante o juiz dos orfos1 a que toc> cumprir4 ,assim el-rei nosso s5hor o m&\ pelos d\tores ,gregrio ,p]eira ,fidalgo da ,silveira e ,antnio ,teixeira lv>es1 ambos d seu conselho e seus desemb>gadores d pao4 ,jos ,m>ia de ,f>ia o fez4 ,lisboa ocid5tal #ca de janeiro de #agcb4 ,at fim de #agdg encontra-se ,d4 ,francisca de ,noronha em ,azeito ou em ,lisboa ocid5tal dirig9do os negcios de sua casa1 como tutora e adm9i/radora da pessoa e b5s de seu m>ido ,joo ,gu$es de ,mir&a4 ,de/es esposos nasc]am3 --,jos ,gu$es1 e --,juliana de ,noronha1 que morr]am crianz2 --,lus ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 que em #agda cas\ com ,d4 ,madal5a ,vicncia de ,masc>5has1 filha dos t]ceiros m>queses de ,fronteira ,d4 ,joo e ,d4 ,hel5a4 ,em maio de #agdi j encontro procuraes d novo adm9i/rador d morgado de ,afonso de ,albuqu]que4 ,diz-se ele3 ,lus ,gu$es de ,mir&a ,lima de ,m5dona e ,albuqu]que1 s5hor das ,vilas de ,mura1 ,brunhais1 gua ,revs1 ,torre de ,d4 ,*ama1 com5dador e alcaide-mor das vilas de ,cabeo de ,vide1 ,alt] ,p$roso e ,granja d ,hospital e capito de dragais1 etc4 ,lus ,gu$es p\co tempo teve o morgado1 falec5do em dezembro de #ageg4 ,residiu sempre em ,lisboa1 adm9i/r&o-lhe os b5s de ,azeito1 um feitor que1 com procurao de seu amo1 int]v9ha nos contratos enfituticos4 ,no sei que de ,lus ,gu$es e ,d4 ,madal5a h\vesse filhos2 no entanto1 e/a dama por morte de seu m>ido fic\ cabea d casal e com a adm9i/rao d morgado de ,azeito at f9s de #aghb1 con=me uma s]ie de procuraes todas datadas de ,sete ,rios1 lug> da sua residncia4 ,o t]ramoto de #agee arru9\ a sacri/ia e lanou por t]ra z torres da freguesia de ,s4 ,simo1 e a corporao adm9i/rativa da igreja1 depois de p$ir inutilm5te a ,lus ,gu$es a sua recon/ruo1 teve de recorr] aos meios judiciais p>a obrig> os s5hores d morgado a cumprirem a clusula da escritura de #aegj1 em que ,afonso de ,albuqu]que lanara sobre o vnculo os enc>gos da cons]vao d templo4 ,e/e litgio foi em tempo da adm9i/rao de ,d4 ,madal5a ,vicncia de ,masc>5has1 e pelos docum5tos1 que t5ho vi/a1 dur\ desde ago/o de #agfe at meado de #agfh4 ,os advogados da igreja =am ,d4 ,francisco ,antnio ,vannicelli e ,jos ,lus ,so>es de ,b>bosa1 pai d conhecido poeta ,bocage1 ambos com banca em ,setbal4 ,d4 ,madal5a recusava-se a pr o edifcio no primitivo e/ado1 qu]5do re/aur> o que julgava absolutam5te necessrio4 ,no dia #c de julho de #agfh1 de ,lisboa fez uma propo/a p>a levant> s uma das torres e rep>> os demais e/ragos4 ,p>ece hav]-se *egado a acordo1 ape&o-se a front>ia at ao portal e con/ru9do-se a torre atual1 que de um talhe e/ranho ao mais d templo4 ,desconheo o ttulo por que ,d4 ,madal5a ,vicncia de ,masc>5has teve por demorados tempos a adm9i/rao d morgado4 ,se ,lus ,gu$es de ,mir&a e ,albuqu]que no deix\ filhos legtimos1 teve-os naturais1 um ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a1 outro cujo nome ignoro4 ,lus ,gu$es fez te/am5to1 d qual p\cas disposies e em favor de/es me so conhecidas3 ,um ttulo de abril de #aghe fala d morgado da qu9ta da ,bacalha1 de que s5hor o precl>ssimo ,manuel ,jos de ,mir&a1 e na procurao diz-se i/o3 ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a1 d conselho de sua maje/ade fidelssima1 s5hor de ,mura1 ,brunhais1 gua ,revs1 ,torre de ,d4 ,*ama1 alcaide-mor e com5dador das com5das de ,cabeo de ,vide e ,alt] ,p$roso1 etc4 ,por f9s de #aghe a9da ,manuel ,jos ,gu$es t9ha a adm9i/rao d morgado de ,albuqu]que2 em abril de #aghf1 porm1 j encontro um contrato feito em nome d armeiro-mor ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa4 ,t]emos de retroc$] alguns anos p>a v]mos como o morgado de ,afonso de ,albuqu]que pode *eg> aos ,co/as de ,mutela4 ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona e ,albuqu]que e ,p$ro ,gu$es de ,mir&a tiv]am1 alm de outros filhos1 ,lus ,gu$es1 que suc$eu a seus pais1 e cuja l9ha legtima se ext+uiu1 e ,d4 ,joana de ,m5dona1 que em #afgb cas\ com ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem4 ,de/es nasc]am3 --,d4 ,p$ro e --,d4 ,madal5a4 ,d4 ,p$ro ,jos de ,melo ,homem cas\ com ,d4 ,m>ia ,antnia de ,b\rbon1 que faleceu em m>o de #agaf1 e seu m>ido em maio de #agdj4 ,de/es foi filho3 --,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem1 que nasceu a #bf de setembro de #agjifa e cas\ em #agca com ,d4 ,m>iana ,joaqu9a de ,m5dona1 filha de ,d4 ,filippe de ,s\sa1 capito da gu>da alem4 --,d4 ,madal5a ,lusa de ,m5dona cas\ em julho de #afij com ,d4 ,antnio ,e/evo da ,co/a1 nascido em dezembro de #afga e falecido em janeiro de #agbd4 ,de/es nasc]am1 entre outros3 --,d4 ,jos da ,co/a1 a #f de setembro de #afidfb1 e --,d4 ,antnio ,jos da ,co/a4 ,d4 ,jos da ,co/a cas\ em #agcd com ,d4 ,m>ia de ,noronha1 filha dos qu9tos condes dos ,arcos4 ,suc$eu na casa e ttulos de seu pai1 foi armeiro-mor e faleceu a #aj de m>o de #agff sem g]ao4 ,d4 ,antnio ,jos da ,co/a cas\ com ,d4 ,antnia ,rosa de ,melo1 foi s]vir na ndia e1 em #agdh1 morreu no naufrgio da fragata ,v5cim5to4 ,de/es havia um filho3 --,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa1 nascido a #bh de maio de #agdj4 ,em #agff h]d\ a casa e ttulos de seu tio pat]no ,d4 ,jos da ,co/a1 e foi armeiro-mor4 ,em #aggb cas\ com ,d4 ,m>ia ,jos de ,s\sa de ,mac$o1 segunda viscondessa de ,mesquitela1 por morte de seu pai em #aghc4 ,de ,d4 ,jos ,francisco e de ,d4 ,m>ia ,jos foi filho3 --,d4 ,lus da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o1 nascido a #be de m>o de #aghj e que veio a suc$] a seu pai4 ,expo/as e/a notas biogrficas1 necessrias p>a compre5so da n>rativa1 trat>ei da sucesso d morgado depois da morte d s5hor de ,mura1 ,lus ,gu$es de ,mir&a e ,albuqu]que1 cuja desc5dncia legtima no h\ve ou se ext+uiu4 ,,ix ,vimos que ,d4 ,madal5a ,vicncia de ,masc>5has1 viva de ,lus ,gu$es1 depois da morte de seu m>ido1 por muitos anos e/eve na adm9i/rao d morgado como cabea d casal4 ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a ,h5riques1 filho natural de ,lus1 teve tambm aquela adm9i/rao1 mas de not> que nunca usasse o apelido de ,albuqu]que1 como todos os outros adm9i/radores d morgado4 ,se ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que1 de ba/>dia muito conte/vel1 foi apto p>a suc$] a ,afonso1 filho1 e e/eve por muitos anos na posse dos b5s livres e v9cul>es de seu pret5so pai1 ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a1 filho ba/>do e mais velho de ,lus ,gu$es1 no dev]ia t] m5os bons direitos d que aqueles sucesso dos morgados de seu pai4 ,como ,d4 ,madal5a de ,masc>5has1 viva de ,lus ,gu$es de ,mir&a1 e/eve na posse d morgado1 no sei2 c]to1 porm1 que at #aghb o adm9i/r\4 ,tambm c]to que em #aghd o morgado era litigioso1 que em #aghe e/ava na sua posse ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a1 e que em #aghf era s5hor d mesmo morgado ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa como h]deiro de seu tio ,d4 ,jos da ,co/a4 ,h anos vi umas c>tas trocadas entre ,manuel ,jos ,gu$es e seus primos ,co/as 7,jos ,francisco e ,lus71 e delas pude depre5d] que aquele era um c>t] no vulg> pela sua honradez1 l>gueza e despr5dim5to2 ,manuel ,jos ,gu$es1 po/o na posse d morgado1 julg\-se em conscincia ali intruso1 e1 p>ec5do-lhe que seu primo ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem e/ava na melhor l9ha desc5d5te de sua bisav ,d4 ,m>ia ,josefa1 por proc$] por via mascul9a de ,d4 ,joana de ,m5dona1 *am\-o a tom> posse d morgado2 o caso desp]t\ z at5es de seu primo ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa1 que se apres5t\ como opon5te4 ,vamos agora v] em que ,d4 ,jos ,francisco fundam5tava os seus direitos4 ,ao tempo da morte de ,lus ,gu$es de ,mir&a de ,m5dona e ,albuqu]que1 em #ageg1 eram vivos ,d4 ,jos da ,co/a1 nascido em #afid1 e ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem1 nascido em #agji1 ambos primos d falecido em t]ceiro grau cnico e sexto civil4 ,de ,d4 ,jos da ,co/a1 falecido em #agff1 =a univ]sal h]deiro seu sobr9ho ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa1 armeiro-mor1 filho de ,d4 ,antnio da ,co/a1 irmo de ,d4 ,jos da ,co/a1 e falecido em #agdh1 como atrs disse4 ,d4 ,jos ,francisco viu que seu tio ,d4 ,jos da ,co/a podia pref]ir pela prioridade d nascim5to1 e1 embora ele no tivesse apres5tado e feito prevalec] os seus direitos1 quis faz-los val] ,d4 ,jos ,francisco1 como h]deiro e sucessor de seu tio4 ,rico e prepond]ante na poltica e soci$ade da poca1 ,d4 ,jos alcanou que a idade prevalecesse melhor l9ha1 e desaposs\ ,d4 ,antnio de ,melo dos b5s que seu primo ,manuel ,jos ,gu$es lhe entreg>a4 ,gu$es residia em ,m\ra e1 logo que teve conhecim5to da resoluo dos tribunais julg&o a sucesso de ,jos ,francisco1 pref]9do a ,d4 ,antnio de ,melo1 fez entrega ao novo s5hor d morgado de ,azeito dos vnculos da ,l&eira e de ,santiago d ,cacm4 ,no p>ece que e/e novo s5hor residisse no palcio de ,azeito4 ,por e/e tempo j os gr&es deixavam z suas casas de provncia pela habitao na corte1 ou proximidades4 ,em #agif e/ava na sua qu9ta de ,mutela1 sol> dos ,co/as1 e em #agii1 numa procurao datada da sua qu9ta da ,luz#fc1 diz-se3 ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa de ,albuqu]que1 visconde de ,mesquitela1 armador-mor de ,s4 ,m41 d seu conselho1 cavaleiro pr(esso da ordem de ,avis1 com5dador da com5da de ,s4 ,vic5te da ,beira1 etc4 ,muito se ufanavam todos de t]em uns laivos de sangue de ,afonso1 o ,gr&e1 todos lhes qu]iam muito2 mas s usavam o apelido ,albuqu]que1 qu&o ele v9ha envolto num ttulo de propri$ade4 ,d4 ,jos ,francisco faleceu em #f de janeiro de #ahjb4 ,suc$eu-lhe seu filho3 ,d4 ,lus da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o e ,albuqu]que1 mancebo de v9te e dois anos1 que em #ac de setembro de #ahjg cas\ com ,d4 ,m>ia ,9cia de ,saldanha ,oliveira e ,do1 filha dos primeiros condes de ,rio ,maior4 ,em #bb de janeiro de #ahah foi feito conde de ,mesquitela1 e em #ahbf p> d re9o4 ,d4 ,lus da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o e ,albuqu]que1 primeiro conde de ,mesquitela1 armeiro-mor1 como seus avs1 faleceu em ,lisboa a #bg de novembro de #ahec4 ,d enlace matrimonial de ,d4 ,lus com ,d4 ,m>ia ,9cia de ,saldanha1 nasc]am3 --,d4 ,m>ia ,amlia1 a #aj de m>o de #ahji2 --,d4 ,m>ia ,jos1 a #b de m>o de #ahaa2 --,d4 ,joo ,afonso1 a #aa de fev]eiro de #ahae2 --,d4 ,lus ,antnio1 a #be de outubro de #ahaf2 --,d4 ,p$ro1 a #ad de maio de #ahba2 --,d4 ,antnio1 a #bd de novembro de #ahbd4 ,a ,d4 ,lus da ,co/a suc$eu seu filho3 --,d4 ,joo ,afonso da ,co/a e ,s\sa ,mac$o e ,albuqu]que1 segundo conde de ,mesquitela1 p> d re9o1 d conselho de ,s4 ,m41 dcimo segundo armeiro-mor1 grau-cruz da ordem da ,conceio1 com5dador de ,cri/o e condecorado com div]sas ord5s e/rangeiras1 s]viu de capito da gu>da real de arqueiros por imp$im5to d duque de ,palmela4 ,em #ahhf foi criado duque de ,albuqu]que pelo rei ,d4 ,lus ,i4 ,foi um corteso di/9tssimo1 conhec$or de todas z etiquetas palacianas1 e de to f9a polidez que pref]iu a todos os fidalgos da corte p>a receb] no desemb>que z pr9cesas ,e/efnia1 desposada d rei ,d4 ,p$ro ,v1 e ,m>ia ,pia1 d rei ,d4 ,lus ,i4 ,na vida de soci$ade era o mais f9o cavalheiro2 numa sala com damas no havia quem se lhe avantajasse4 ,aco/umado s amabilidades fem9is1 a r5d] culto beleza1 foi fantico ne/a religio1 o que j na decrepitude lhe no ia bem4 ,da sua casa foi um mau adm9i/rador2 z suas propri$ades r/icas ou urbanas di/+uiam-se pelo desleixo total1 e por se v]em cair a p$aos4 ,a sua alma era boa4 ,faleceu sem g]ao em #bd de setembro de #ahij1 com set5ta e c9co anos de idade2 suc$]am-lhe na casa1 que era gr&e1 seus irmos1 cab5do a qu9ta1 palcio e mais propri$ades de ,azeito a seu irmo3 --,d4 ,lus ,antnio da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o e ,albuqu]que1 atual conde de ,mesquitela4 ,ama o sol> dos ,albuqu]ques1 aprecia-lhe z belezas de arte que enc]ra1 e cuida de re/abelec] z runas4 ,que ,deus lhe cons]ve z felizes disposies4 ,x ,hav5do tratado de toda a sucesso no morgado de ,azeito1 in/itud por ,albuqu]que1 filho1 f>ei uma s+ela li/a de todos os s5hores3 #a4 ,brs ou ,afonso de ,albuqu]que1 filho2 #b4 ,d4 ,joo ,afonso de ,albuqu]que2 #c4 ,j]nimo ,teles ,b>reto2 #d4 ,d4 ,m>ia de ,m5dona e ,albuqu]que2 #e4 ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuqu]que2 #f4 ,d4 ,j]nimo ,afonso de ,albuqu]que2 #g4 ,d4 ,francisco ,seba/io de ,albuqu]que2 #h4 ,lus de ,m5dona ,furtado e ,albuqu]que2 #i4 ,nuno de ,m5dona ,furtado e ,albuqu]que2 #aj4 ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona e ,albuqu]que2 #aa4 ,lus ,gu$es de ,mir&a e ,albuqu]que2 #ab4 ,joo ,gu$es de ,mir&a e ,albuqu]que2 #ac4 ,lus ,gu$es de ,mir&a e ,albuqu]que2 #ad4 ,manuel ,jos ,gu$es de ,mir&a ,h5riques2 #ae4 ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem2 #af4 ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa de ,albuqu]que2 #ag4 ,d4 ,lus da ,co/a de ,mac$o e ,s\sa e ,albuqu]que2 #ah4 ,d4 ,joo ,afonso da ,co/a e ,mac$o de ,s\sa e ,albuqu]que2 #ai4 ,d4 ,lus ,antnio da ,co/a ,mac$o de ,s\sa e ,albuqu]que4 99 99 99 99 99 ,de ,gonalo de ,albuqu]que1 av de ,brs1 ou ,afonso1 filho1 at aos atuais s5hores d morgado1 encontram-se de p]meio z v>onias segu9tes3 #a4 ,b>reto--,jorge ,b>reto1 com5dador de ,ca/ro ,v]de1 m>ido de ,d4 ,joana da ,silva1 neta de ,gonalo de ,albuqu]que2 #b4 ,teles ,b>reto--,manuel ,teles ,b>reto1 gov]nador d ,brasil1 m>ido de ,d4 ,joana de ,albuqu]que1 neta dos prec$5tes2 #c4 ,bacalhau--,d4 ,j]nimo ,manuel1 o ,bacalhau1 m>ido de ,d4 ,m>ia de ,m5dona1 filha dos prec$5tes2 #d4 ,m5dona--,p$ro de ,m5dona1 gu>da-mor da pessoa de ,d4 ,joo ,,iv1 m>ido de ,d4 ,antnia de ,m5dona1 filha dos prec$5tes2 #e4 ,gu$es de ,mir&a1 s5hores de ,mura--,p$ro ,gu$es de ,mir&a1 m>ido de ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona1 filha dos prec$5tes2 #f4 ,melo--,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 m>ido de ,d4 ,joana de ,m5dona1 filha dos prec$5tes2 #g4 ,co/a--,d4 ,antnio ,e/evo da ,co/a1 m>ido de ,d4 ,madal5a de ,m5dona1 filha dos prec$5tes4 ,,xi ,os ,co/as1 atuais s5hores da qu9ta e palcio dos ,albuqu]ques em ,azeito ,qu]em alguns que os ,co/as se encontrassem em ,portugal ant]iorm5te =mao de/e re9o1 outros fazem-nos coevos de ,d4 ,afonso ,h5riques4 ,uns e outros do-lhes por sol> a qu9ta ou aldeia da ,co/a1 em ,e/>reja1 ou1 como ento se dizia1 na com>ca da ,esgueira4 ,com bons fundam5tos alguns outros g5ealogi/as no vo to longe1 e fazem dos ,co/as um ramo da casa de ,lemos2 dizem-nos oriundos da ,galiza e v9dos p>a ,portugal no re9ado de ,d4 ,f]n&o ,i4 ,v\ cit> um g5ealogi/a1 que1 mais prud5te1 no antec$e os tempos de ,d4 ,manuel1 e segui-lo-ei textualm5te4 ,d4 lv>o da ,co/a1 filho de ,f]no ,rodrigues de ,lemos e de ,isabel da ,co/a1 foi um homem honrado em tempo de el-rei ,d4 ,manuel e de ,d4 ,joo ,,iii4 ,foi o primeiro prov$or da mis]icrdia de ,lisboa1 criado e feitura de el-rei ,d4 ,manuel1 que o fez seu cam>eiro-mor e armeiro-mor e lhe deu o dom e o fez veador de sua faz5da e da ra9ha ,d4 ,leonor1 sua mulh]4 ,cas\ com ,d4 ,brites de ,paiva1 filha de ,gil ,eanes de ,magalhes1 o ,cavalleiro1 que era um cidado honrado4 ,e a e/e ,gil ,eanes de ,magalhes lhe *amavam o ,cavalleiro1 por t] sido cavaleiro d ,toso1 que lhe deu o imp]ador ,maximiliano1 e e/ sepultado no captulo de ,s4 ,francisco de ,enxabregas e mais sua mulh] ,isabel de ,paiva1 de que h\ve a ,d4 ,gil ,eanes da ,co/a1 cujo apelido lhe v9ha por ,isabel da ,co/a1 sua av1 que foi mulh] de seu av ,f]no ,rodrigues de ,lemos4 ,teve mais a ,d4 ,du>te da ,co/a4 ,d4 ,gil ,eanes da ,co/a1 filho primeiro de/e ,d4 lv>o da ,co/a1 foi veador da faz5da de el-rei ,d4 ,seba/io1 cas\ com ,d4 ,m>ia1 filha de ,joo de ,toeiro1 um homem honrado das ilhas dos ,aores1 de quem h\ve a ,d4 ,cat>9a1 que cas\ com ,lus da ,silva e1 por morte dela1 cas\ segunda vez com ,d4 ,joana da ,silva1 filha de ,d4 ,filipe de ,s\sa1 que foi veador de ,d4 ,seba/io1 de quem h\ve a ,d4 lv>o da ,co/a4 ,d4 lv>o da ,co/a1 o ,queimado1 filho primeiro de/e ,gil ,eanes da ,co/a1 f-lo seu pai clrigo e lhe h\ve muitos b5efcios4 ,foi deo da ,gu>da e teve filhos ba/>dos de ,m>ia ,manuel1 sua amiga3 ,d4 ,du>te da ,co/a1 que morreu sem cas>1 e ,d4 ,antnio da ,co/a4 ,d4 ,antnio da ,co/a1 filho ba/>do e segundo de/e ,d4 lv>o da ,co/a1 deo da ,gu>da1 foi d\tor em cnones e1 depois da morte de seu irmo1 h]d\ o morgado1 que lhe fez seu pai1 e cas\ com ,d4 ,madal5a de ,m5dona1 filha de ,lus de ,gis ,p]digo1 de quem h\ve a ,d4 ,lus da ,co/a#fd4 ,t]emos de volt> atrs ao segundo filho de ,d4 lv>o da ,co/a p>a encontr>mos na desc5dncia de ,d4 ,du>te da ,co/a a dama que foi mulh] de ,d4 ,lus4 ,d4 ,du>te da ,co/a1 filho segundo de ,d4 lv>o da ,co/a1 veador da faz5da1 foi armeiro-mor e cas\ com ,d4 ,m>ia de ,m5dona1 de quem h\ve a ,d4 lv>o da ,co/a e a ,d4 ,francisco da ,co/a4 ,d4 ,francisco da ,co/a1 filho segundo de ,d4 ,du>te da ,co/a e irmo de lv>o da ,co/a1 foi capito de ,malaca e embaixador a ,m>rocos ao x]if sobre o resgate1 onde morreu#fe4 ,foi casado com ,d4 ,joana ,h5riques1 dama da infanta ,d4 ,isabel1 filha de ,rui ,vaz ,p9to1 s5hor de ,f]reiros e ,t5des e alcaide-mor de ,*aves1 de quem h\ve a ,d4 ,du>te da ,co/a e a ,d4 ,gonalo da ,co/a4 ,d4 ,gonalo da ,co/a1 filho segundo de ,d4 ,francisco da ,co/a e irmo de ,d4 ,du>te da ,co/a1 por morte de seu irmo teve a com5da de ,s4 ,vic5te da ,beira2 cas\ com sua prima ,d4 ,joana e1 por morte de/a mulh]1 cas\ com ,d4 ,francisca1 filha de ,d4 ,p$ro de ,almeida1 presid5te da cm>a de ,lisboa1 de quem teve a ,d4 ,p$ro da ,co/a4 ,veio-lhe e/a alcunha de t] aos c9co anos queimado o ro/o com plvora4 ,pela de=midade que lhe sobreveio e por agrad> a seu pai1 fez-se padre1 mas sob condio de nunca diz] missa4 ,d4 ,p$ro da ,co/a1 filho segundo de ,d4 ,gonalo da ,co/a1 com5dador de ,s4 ,vic5te da ,beira1 e de sua mulh] ,d4 ,francisca ,c\t9ho1 h]d\ a casa de seu pai e foi armeiro-mor4 ,cas\ com ,d4 ,violante ,h5riques1 que foi dama d palcio1 filha de ,d4 ,francisco de ,noronha e de ,d4 ,m>ia de ,azev$o1 e de/e matrimnio teve a ,d4 ,m>ia de ,noronha1 que h]d\ a sua casa4 ,d4 ,m>ia de ,noronha1 filha h]deira de ,d4 ,p$ro da ,co/a1 armeiro-mor1 cas\ com ,d4 ,lus da ,co/a1 que era filho de ,d4 ,antnio da ,co/a1 que era ba/>do de ,d4 lv>o da ,co/a ,queimado1 deo da ,gu>da e1 por e/e casam5to1 foi tambm armeiro-mor1 e teve de/e matrimnio a ,d4 ,antnio ,e/evo da ,co/a e ,s\sa4 ,d4 ,antnio ,e/evo da ,co/a e ,s\sa1 filho de ,d4 ,lus da ,co/a1 armeiro-mor por sua mulh]1 h]d\ a casa de seu pai e (cio de sua me e foi armeiro-mor1 cas\ com ,d4 ,madal5a ,lusa de ,m5dona1 filha de ,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 de quem teve a ,d4 ,jos da ,co/a e a ,d4 ,antnio ,jos da ,co/a4 ,d4 ,antnio ,jos da ,co/a cas\ com ,d4 ,antnia ,rosa de ,melo1 foi s]vir na ndia1 e p]eceu no naufrgio da fragata ,v5cim5to em #agdh4 ,de/es nasceu ,d4 ,jos ,francisco da ,co/a e ,s\sa1 que foi armeiro-mor pela morte de seu tio pat]no ,d4 ,jos da ,co/a4 ,cas\ com ,d4 ,m>ia ,jos de ,s\sa e ,mac$o1 filha d primeiro visconde de ,mesquitela4 ,a e/e suc$eu seu filho3 ,d4 ,lus da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o1 que cas\ com ,d4 ,m>ia ,9cia de ,saldanha ,oliveira e ,do1 filha dos primeiros condes de ,rio ,maior4 ,foi elevado a conde de ,mesquitela em #bb de janeiro de #ahah e a p> d re9o em #ahbf4 ,de/e matrimnio nasc]am3 --,d4 ,m>ia ,amlia1 a #aj de m>o de #ahji2 --,d4 ,m>ia ,jos1 a #b de m>o de #ahaa2 --,d4 ,joo ,afonso1 a #aa de fev]eiro de #ahae2 --,d4 ,luiz ,antnio1 a #be de outubro de #ahaf2 --,d4 ,p$ro1 a #ad de maio de #ahba2 --,d4 ,antnio1 a #bd de novembro de #ahbd4 ,d4 ,joo ,afonso da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o e ,albuqu]que foi dcimo segundo armeiro-mor1 segundo conde de ,mesquitela e primeiro duque de ,albuqu]que por c>ta de m]c de #ahhf4 ,no cas\2 faleceu sem sucesso em #bd de setembro de #ahij e suc$eu-lhe seu irmo4 ,d4 ,lus ,antnio da ,co/a e ,s\sa de ,mac$o e ,albuqu]que1 atual conde de ,mesquitela e s5hor d morgado de ,albuqu]que em ,azeito4 ,os ttulos de que gozam e/es ,s\sas de ,mac$o tm z segu9tes datas3 ,(cio de armeiro-mor1 #bg janeiro de #aebb2 ,b>o de ,mol+> e p> de ,+lat]ra1 #bh de junho de #affa2 ,s5hor de ,mesquitela1 #bc de dezembro de #affe2 ,b>o de ,mesquitela1 #bg setembro de #afff2 ,visconde de ,mesquitela1 #bh de maio de #aged2 ,conde de ,mesquitela1 #bb de janeiro de #ahah2 ,duque de ,albuqu]que1 em #ahhf4 ,,xii ,o palcio da ,bacalha1 alojam5to real--,hsp$es clebres ,d4 ,jos ,i1 por ocasio dos ex]ccios milit>es no acampam5to dos ,olhos d'gua1 veio e/abelec]-se com a corte e m9i/ros em ,azeito e aloj\-se no palcio da ,bacalha4 ,o conde de ,oeiras hosp$\-se na prxima casa da qu9ta da ,palhav4 ,era um pequ5o edifcio1 bem situado1 com c]ta nobreza de =mas e bom go/o1 residncia de famlia aba/ada1 que vivia no campo4 ,ao &> nobre e capela da vocao de ,nossa ,s5hora d ,cabo1 dava s]vio uma escad>ia e v>&a de cant>ia4 ,hoje por t]ra4 ,o rei1 no dia #a4 de dezembro de #agfg1 data de ,vila ,fresca de ,azeito um alv> de providncias sobre o depsito pblico1 e outro ord5&o c]tas disposies discipl9>es p>a o colgio dos ,nobres4 ,no dia #e respondeu ao breve d papa ,clem5te ,,xiii4--,a quo die illa incid]unt1 de ,roma1 #ca de ago/o d mesmo ano4 ,no dia #aa de dezembro ,d4 ,jos faz pass> um alv> de desc\tam5to da p>te norte da s]ra da ,arrbida1 at5d5do s queixas dos cultivadores1 a quem a caa e os animais bravios1 criados no t]r5o defeso1 de/ruam z se>as e plantaes4 ,o conde de ,oeiras aproveit\1 como seu amo1 o remanso d campo1 p>a respond] ao breve--,etsi plurimce--que o pontfice romano t9ha dirigido ao--,dilecte ,fili ,nobilis vir ,comes ,oeyr5sis--,datum ,r#jiaajc apud ,sanetam ,m>iam ,majorem sub annullo ,piseatoris die ,,xxxi ,augu/i ,,mdcclxvii4 ,a respo/a datada--,9 oppido de ,azeito ,v die m5sis decembris anno ,dom9i ,,mdcclxvii4 ,tambm de ,azeito e no mesmo dia o conde de ,oeiras responde ao arcebispo de ,niceia1 nncio em ,madrid1 que em #bh de outubro envi>a os breves p>a ,portugal#ff4 99 99 99 99 99 de cr] que o palcio1 por ocasio da p\sada ali d rei ,d4 ,jos1 a9da e/ivesse mobilado2 depois di/o1 entregue a feitores e r5deiros1 nu de quaisqu] mveis1 foi ca9do a p$aos at ao e/ado de runa em que se a*a4 ,como por esquecim5to1 exi/iu numa das salas1 at h p\cos anos1 um =moso armrio de bela talha em c>valho1 que foi retirado p>a ,lisboa depois da morte d duque de ,albuqu]que4 ,mesmo ni/o a sorte quis d> ,bacalha uns laivos d ca/elo de ,alvito2 na primeira sala de/e palcio h um mvel1 espcie de gr&e contador1 no comum nas =mas e que no de todo mau1 a9da que muito inf]ior ao da ,bacalha1 por s] aquele ap5as obra de m>*et>ia a duas madeiras4 99 99 99 99 99 ,em #ahch o m>qus de ,saldanha1 m>e*al e depois duque d mesmo ttulo1 descont5te d gov]no1 veio p>a a ,bacalha1 de que ento era s5hor o conde ,d4 ,lus da ,co/a1 casado com ,d4 ,m>ia ,9cia1 irm d m>e*al2 habit\ por meses o palcio1 s5do-lhe companheiro o conde da ,cunha4 99 99 99 99 99 ,disse quanto sabia4 ,,ap,,ndice ,a que se faz ref]ncia na nota da pg9a #cf ,o ,sr4 ,!odoro ,rogge1 ilu/re pr(essor alemo e amador di/9to e en?usia/a de faianz1 veio a ,portugal e1 no seu regresso ptria1 deu a lume no p]idico ,bltt] fr ,kun/gew]be 7,ano de #ahie1 cad]no #c4 e #d47 um excel5te artigo sobre alguns azulejos que encontr\ no nosso pas e que julg\ dignos de m5o especial4 ,to p\co se tem tratado em ,portugal de/e gn]o de c]mica que me p>eceu conv5i5te torn> conhecido aquele int]essante escrito1 de que se fez tiragem em folhas sep>adas1 das quais e respetivas e/ampas o ilu/re pr(essor me br9d\ com um exempl>1 cuja traduo segue3 ,tiragem sep>ada d ,jornal da arte4 ,ano de #ahie1 cad]no #c4 e #d4 ,arte c]mica e decorao em ,portugal ,em ,portugal a c]mica s]ve p>a f9s decorativos pelas maneiras mais v>iadas1 come&o nos mais simples objetos de necessidade im$iata1 como o fogo1 os ladrilhos toscos d *o e anlogos1 e remat&o nos magnficos azulejos de faiana arti/icam5te arranjados tanto sobre o ponto de vi/a d arquiteto como d p9tor4 ,o emprego de/es azulejos 7ladrilhos fabricados de argila cozida e esmaltados de um s lado7 imprime nos edifcios portugueses uma graa especial1 d&o-lhes ao mesmo tempo solidez e beleza4 ,em g]al nos pazes d sul z p>$es das casas no so con/rudas to solidam5te como no nosso norte1 s5do ap5as z molduras das portas e das janelas e os cunhais das casas con/rudos de p$r>ia rigorosam5te talhada1 enquanto o grosso das p>$es fabricado1 sem gr&e prodigalidade de argamassa1 de p$ras irregul>es1 tais como z p$reiras z =necem4 ,ne/as circun/ncias o emprego de ladrilhos vidrados p>a abrig> z p>$es contra a inclemncia d tempo torna-se quase uma necessidade absoluta4 ,to frequ5te o uso dos azulejos que eles con/ituem um c>act]/ico d pas1 pod5do at diz]-se que p\cas igrejas e casas h onde eles se no encontrem4 ,ora =mam z molduras dos portais das casas e dos j>d9s1 ora con/ituem a decorao alegre dos ve/bulos e das escad>ias4 ,em muitas casas1 e at em ba/antes pobres1 z p>$es int]iores so =radas de azulejos pelo m5os at #a metro de altura4 ,frequ5tem5te os azulejos so empregados p>a decorao das fa*adas desde a base at ao telhado1 ora com p9turas simples1 ora enfeitadas com quadros da mo de arti/as1 muitas vezes tambm cobrem eles z torres e cpulas1 s5do o seu luzir ao brilho d sol m]idional de um efeito v]dadeiram5te esplndido4 ,os azulejos so quadrados de #j1acm at #j1afm de lado1 s5do de =mas e dim5ses mais v>iadas d que z molduras dos quadros4 ,o que d um valor art/ico e especial a e/es artefactos1 s vezes ap>5tem5te toscos1 a ligeireza e elegncia d des5ho1 muito em h>monia com a prpria ndole d mat]ial4 ,como j disse1 os azulejos so de t]ra de majlica1 de p\ca espessura1 cozidos e p9tados antes de s]em esmaltados4 ,a t9ta rapidam5te absorvida pela argila1 s5do impossvel de/ruir ou em5d> o des5ho2 o esmalte1 sobrepo/o depois1 d a tudo muito brilho e durao4 ,s5do limitado o nm]o de t9tas que resi/em ao processo da fabricao1 a v>i$ade das cores no gr&e1 mas e/e facto mesmo produz uma h>monia de composio1 que r$unda em especial proveito da c]mica4 ,a cor mais vulg>m5te usada o azul1 d]iv&o da 7azul1 ou asur o nome rabe de ,japis-lazuh7 a designao dos ladrilhos2 h1 contudo1 autores que d]ivam a palavra d rabe zallaja1 que significa liso1 polido4 ,a fabricao dos azulejos deve-se1 sem dvida alguma1 como tantos outros processos da arte c]mica1 aos m\ros1 divulg&o-se em todos os pases onde p5etr\ o seu domnio4 ,no pr9cpio =am de/9ados a sub/ituir os mosaicos bizant9os nas mesquitas2 empreg>am-se1 porm1 mais t>de1 tambm na decorao dos edifcios cri/os4 ,o des5ho e/ava orig9>iam5te di/ribud em *apas unicolores de dif]5tes tamanhos e =mas1 s5do p\co depois adoptado o si/ema tpico atual4 ,como p>ece1 os azulejos comearam a divulg>-se no sculo ,,xi1 se no mais c$o1 mas os mais antigos1 que a9da exi/em na p5nsula ibrica1 os da ,alhambra em ,granada p]t5cem ao sculo ,,xiv#fg4 ,com respeito colorao pode afirm>-se que1 em ,portugal1 nos primeiras tempos d fabrico s se empreg>am t9tas inteiras sem matiz1 s5do mesmo r>as z cores alegres 7de lu/re74 ,depois da introduo das faianz italianas da ,r5asc5a1 a sua influncia na decorao dos azulejos no t>d\ a faz]-se s5tir4 ,so di/o cl>o exemplo os magnficos azulejos d sumptuoso palcio da ,bacalha em ,azeito1 uma vila am5a p]to da m>gem sul d ,tejo1 em cujo stio antigam5te os fidalgos portugueses co/umavam v]ane>4 ,segundo z pesquisas pr(undas de ,joaquim ,ra/eiro1 portugus1 ac]ca daquele int]essante monum5to de arquitetura portuguesa#fh1 a con/ruo dele foi comeada pela infanta ,d4 ,brites1 pass&o a propri$ade mais t>de s mos de ,afonso de ,albuqu]que1 filho d clebre h]i da ndia1 que consid]avelm5te al>g\ z decoraes d palcio e j>dim com azulejos de cores4 ,afonso de ,albuqu]que1 filho d gr&e v5c$or dos ndios1 edific\ em #aeed1 re9&o ,joo ,,iii1 diz uma inscrio sobre o porto pr9cipal d trio4 ,o palcio com seus j>d9s con/itui um v]dadeiro museu de todas z espcies de faianz que se podem imag9>4 ,encontram-se ali o azulejo unicolor s]v9do p>a decoraes no gn]o munfico1 o azulejo liso com ornam5tos multicolores1 o azulejo lu/rado 7e/ampado em relevo7 maneira dos espanhis1 os azulejos =m&o quadro simblico1 hi/rico ou mitolgico1 o m$alho maneira dos de ,luca della ,robbia1 de baixo ou alto relevo1 de t]ra cota simples1 ou colorido1 ou esmaltado1 com fe/es de frutos1 ou simples gr9aldas de folhas4 ,a gal]ia d lado ocid5tal d palcio1 que d p>a o j>dim1 tem reve/im5to de azulejos at altura de #am#gb4 ,no meio de um des5ho em azul1 am>elo1 v]de ma e ca/anho1 sobre fundo branco1 com friso de ovados1 veem-se p]sonificaes dos rios ,mondg1 ,nilo1 ,danbio e ,d\ro com ricas bordaduras1 tudo obra de mo de v]dadeiro arti/a e de inexc$vel brilho e magnfico efeito#fi4 ,os pavilhes d j>dim1 z p>$es e z gal]ias d lago artificial1 no canto sudoe/e daquele1 so igualm5te providas de ricas decoraes em azulejo4 ,at os bancos e os alegretes das flores so reve/idos de azulejos1 po/o que alguns de/es mais simples e unicolores1 =m&o uma espcie de mosaico4 ,os azulejos1 que ornam z colunatas d lago so v]des com ornam5tos de lu/re1 e/ampados em relevo cavado4 ,no c5tro de uma de/as p>$es encontram-se z armas dos ,albuqu]ques igualm5te em azulejo4 ,o pavilho c5tral1 dos trs situados no lago1 tem no s azulejos de des5ho ornam5tal1 mas tambm trs quadros figurais nveis pelas suas =mas e pelas suas cores4 ,um repres5ta o rio ,tejo1 outro ,suzana no banho4 ,no fundo de/e ltimo quadro v-se um palcio1 em cujo prtico se a*a inscrito o ano de #aefe4 ,z *apas de t]ra cota 7azulejos7 que cobrem z p>$es de/e pavilho e/o colocadas com os cantos p>a baixo 1 excepto os ladrilhos dos quadros1 cujas juntas so v]ticais e horizontais4 ,a colocao especial dos azulejos motiv\ uma mudana agradvel d des5ho1 s5do a9da aum5tada pelo emprego de azulejos de des5hos dif]5tes4 ,apres5to no cad]no #d4 um dos des5hos unicolores daquele pavilho4 ,toda a p>$e a oe/e d lago1 com a sua ext5so de c]ca de #cj metros e com a sua consid]vel altura1 cob]ta de azulejos v]des em baixo relevo1 de muito valor art/ico#gj4 ,um ,neptuno lan&o gua1 ni*os e m$alhes em relevo alto s]vem p>a d> mais vida ao ext5so quadrngulo4 ,o dimetro dos m$alhes de #ed c5tmetros1 com z gr9aldas de flores e frutos de #gh c5tmetros4 ,o muro sul d j>dim1 co/e&o o cam9ho d palcio p>a o lago1 tem doze m$alhes de baixo relevo1 correspond5do a outras tantas pirmides colocadas no alto d muro4 ,os relevos repres5tam h]is da antiguidade1 ,alex&re1 ,cipio1 ,cs>1 ,anbal e outros4 ,o conjunto de toda e/a con/ruo repres5ta obra de me/re1 de um arquiteto tal5toso bem c]to d efeito de/a maneira decorativa4 ,portugal rico em runas gr&iosas1 muito pitorescas e1 pela maior p>te1 desconhecidas no e/rangeiro1 como os ca/elos de ,obidos1 ,leiria1 ,tom> e ,palmela4 ,d ltimo a9da se levantam ao belo cu azul z colunas isoladas de alguns arcos1 e ali encontrei magnficas decoraes de azulejos muito bem adaptadas s l>gas dim5ses da igreja4 ,azulejos isolados1 tais como se encontram nos museus da arte indu/rial1 quase sempre de origem espanhola1 no podem d> s5o uma ideia muito imp]feita da magnfica h>monia e da arte g5ial com que os azulejos naqueles tempos =am aproveitados p>a a decorao4 ,na e/ampa junta v-se o si/ema de des5ho empregado por cima das janelas e entre z colunas dos arcos4 ,a e/ampa1 em cores1 de/e cad]no apres5ta o detalhe d des5ho =mado de dezasseis ladrilhos4 ,e/e des5ho1 como a sua roseta c5tral1 lembra alguma coisa os modelos romanescos1 que provavelm5te a9da se cons]vavam tradicionalm5te nas (ic9as e que1 ne/a igreja de c>t] romo dos tempos da ,r5asc5a1 e/o muito no seu lug>4 ,os frisos1 porm1 p]t5cem ,r5asc5a pura1 s5do pela maior p>te =mados por filas de folhas4 ,a mesma e/ampa mo/ra uma p>te compo/a de dois azulejos4 ,todos os ornatos mo/ram z mesmas cores1 azul ou am>elo1 contornados de azul sobre fundo branco1 s5do no r>as vezes o fundo en*ido com a cor suplem5t>1 o que faz ap>ec] o ornam5to em branco4 ,o mesmo des5ho de azulejos encontra-se em alguns outros edifcios d pas1 por exemplo na cat$ral de ,portalegre1 no ,al5tejo1 fundada em #aefe4 ,mas o si/ema da composio dos azulejos sempre v>iado1 s5do dev]as surpre5d5te a div]sidade de des5hos que se podem arranj> com os mesmos ladrilhos4 cl>o que p>a isso se precisa uma mo exp]im5tada1 s5do especialm5te difcil o fe*o dos cantos4 ,os op]rios daqueles tempos t9ham um exame especial com respeito ao ass5tam5to dos azulejos4 ,a cat$ral de ,portalegre1 cuja torre teve a cpula reve/ida de azulejos1 contm no seu int]ior a9da muitos outros des5hos bonitos e nveis de azulejos1 como o repres5tado no cad]no #d44 ,o arti/a des5h\ uns retngulos e s]viu-se ap5as d azul e d am>elo1 mas aplic&o e/as cores to bem com respeito ao espao que ocupam que1 longe de p>ec]em des>mnicas1 exaltam o efeito uma da outra#ga4 ,o des5ho da fita tambm tirado daquela igreja4 ,d sculo ,,xvi exi/em a9da muitos azulejos lisos em ,portugal2 e/ampados em relevo encontram-se no conv5to da ,p5a e no palcio real de ,s9tra4 ,z *am9s gigantescas de/e ltimo1 que antes p>ecem pagodes da ndia1 eram ornadas de azulejos e/ampados1 des5hados por ,du>te de ,armas1 p9tor d rei ,d4 ,manuel4 ,nos sculos ,,xvi e ,,xvii fabric>am-se azulejos magnficos4 ,ao lado de ornam5tos1 de vasos com flores1 de arabescos1 ap>ecem quadros figurais1 emoldurados em ricos des5hos arquitetnicos1 tudo ap5as em dois tons de azul1 contornados da mesma cor4 ,os quadros repres5tam c5as bblicas1 feitos h]icos da hi/ria portuguesa1 caadas1 t\radas1 danz1 c5as buclicas e viag5s4 ,e/es trabalhos di/+uem-se muitas vezes pelo tal5to d autor1 mo/r&o sempre elegncia e ligeireza d p9cel1 surpre5d5do especialm5te z figuras pela sua correo anatmica e boa repres5tao d nu4 ,=ma i/o um nvel contra/e com a mod]na produo de/e gn]o na ,alemanha1 onde a figura humana mal tratada at c>icatura4 ,da mesma poca t5ho de m5cion> um tmulo#gb no mo/eiro da s]ra da ,arrbida1 em que o reve/im5to azulejado da cpula a9da e/ completam5te cons]vado4 ,na sacri/ia da cat$ral de ,portalegre todas z p>$es so ve/idas de azulejos1 repres5t&o c5as da vida de ,santa ,m>ia1 emolduradas de riqussimas decoraes da ,r5asc5a1 arabescos com hipocampos1 arnorettos e fe/es4 ,tambm em algumas igrejas de ,lisboa exi/em int]essantes quadros em azulejo daquela poca1 mas a maior p>te fic\ de/ruda no gr&e t]ramoto de #agee4 ,atualm5te a fabricao de azulejos em ,portugal re/r+e-se1 infelizm5te1 a e/amp> os ladrilhos de padres rot9eiros1 p]d5do-se de/e modo todo o encanto art/ico1 que tanto di/+ue z produes antigas4 ,no me foi possvel v]ific> se em ,portugal exi/iam (ic9as especiais p>a a fabricao dos azulejos1 p>ec5do-me por isso1 que sejam produto das ol>ias e fbricas de porcelanas4 ,a9da hoje uma rua de um bairro antigo de ,lisboa tem o seu nome d]ivado daquela ind/ria4 ,z ol>ias t9ham por patronas ,santa ,ju/a e ,santa ,ruf9a e gov]navam-se por um regulam5to antigo1 que tratava de quatro espcies de faiana1 branca1 v]melha1 am>ela e outra *amada da ,maia4 ,por ocasio da v9da de ,filipe ,,iii de ,espanha a ,portugal1 em #afai1 os op]rios das fbricas de faiana con/ruram tambm um arco de triunfo1 como os outros arti/as4 ,joo ,bati/a ,lavanha1 no seu livro sobre z fe/as celebradas nessa ocasio1 descreve o arco dos oleiros4 ,no meio de dif]5tes emblemas alusivos arte1 via-se a figura alegrica da ol>ia e/5d5do a mo esqu]da sobre o torno d oleiro1 com a mo direita levantava um vaso semilhante queles que ento se fabricavam em ,lisboa pelos modelos *9eses4 ,por baixo da figura lia-se o segu9te v]so3 ,aqui mon>ca excelso sob]ano vos (]ece a arte p]egr9a fabricado no re9o lusitano o que antes nos v5deu to c>o a ,*9a4 ,n\tro quadro e/ava repres5tado um navio da ndia desc>reg&o caixotes com porcelanas *9esas4 ,outros b>cos e/rangeiros c>regavam porcelana portuguesa1 v5do-se ao longe iguais sa9do a b>ra4 ,pode-se concluir da que naquela poca 7#afbj7 a arte e/ava ba/ante adiantada1 no s imit&o-se a l\a *9esa1 mas export&o-se at os produtos portugueses4 ,em apoio d que disse sobre a origem m\risca dos conhecim5tos dos portugueses a respeito das artes c]micas1 posso acresc5t> que r>a a designao de qualqu] vaso que no d]ive d rabe4 ,assim1 alb>rada1 alcadefe1 alcatruz1 alm(ia1 almotolia1 bacio1 b>ranha1 bateia1 btega1 botija1 copa e copo1 j>ro1 taa1 etc4 notavel que entre e/es nomes no s figuram os de vasos de uso dom/ico e comum1 mas a9da alguns de objetos exclusivam5te de luxo1 como1 por exemplo3 alb>rada1 que designa um det]m9ado vaso de flores e j>ra1 pote de flores1 a9da hoje muito em uso em ,portugal4 ,no posso deix> de m5cion> a l\a de ,extremoz com z suas =mas orig9ais1 t5do como z alc>azzas d sul de ,espanha1 a propri$ade de d>em gua ba/ante frescura1 em consequncia da evaporao d lquido transpir&o pela argila porosa e no vidrada4 ,traduo d ,dr4 ,hugo ,ma/baum4 ,p>a se avali> d int]esse com que na ,alemanha se busca sab] quanto pode import> a qualqu] ramo da atividade humana1 sirva de exemplo o trabalho d pr(essor ,!odoro ,rogge1 que foi capaz de encontr> num jornal1 ess5cialm5te dado ao comrcio e poltica 7,jornal d ,comrcio1 de ,lisboa71 o escrito de autor obscuro e desconhecido1 sobre a ,bacalha1 quase ignorada4 ,nunca supus que aquele meu trabalho valesse s] lido por um e/rangeiro no seu pas e1 a9da m5os1 que eu m]ecesse z frases lisonjeiras que o ilu/re pr(essor me dirige4 ,no tive a honra de trat> com o ,sr4 ,rogge1 nem mesmo o go/o de o encontr> na sua viagem a ,portugal1 por isso mais me pr5dem z suas palavras de b5evol5te aplauso4 ,ao meu amigo ,dr4 ,hugo ,ma/baum agradeo cordialm5te o obsquio de me faz] conhecido pela traduo o escrito d seu ilu/re compatriota4 ,j4 ,r4 ,,footnotes #a ,nota d autor3 ,res5de1 ,vida e ,feitos de ,d4 ,joo ,,ii4 #b ,nota d autor3 ,gu>i5ti1 ,abec$>io pittorico4 #c ,nota d autor3 ,c>ta d ,sr4 ,ramalho ,ortigo a ,j4 ,r4 #d ,nota d autor3 ,vite de pi eccell5ti pittori1 scultori ed ar*itetti1 de ,giorgio ,vas>i4 #e ,nota d autor3 ,von ,albre*t ,haupt1 ,die ,baukun/ d] ,r5aissance 9 ,portugal1 #ahij4 #f ,nota d autor3 ,l4 #d44 da ,*ancel4 de ,d4 ,jogo #a1 fl4 #bd4 ,na ,torre d ,tombo4 #g ,nota d autor3 ,o infante ,d4 ,joo v9ha algumas vezes sua qu9ta4 ,de ,azeito a #ac de abril de #addj1 data ele um alv>1 proib9do1 a requ]im5to de ,diogo ,m5des de ,vasconcelos1 com5dador de ,sesimbra1 a pa/agem de gados na ribeira da ,y5a 7hoje ,aiana74 ,num outro alv>1 de ,azeito tambm1 datado d dia #af d mesmo ms e ano1 ree/abelece o juiz da mesma ribeira1 p>a livr> e conhec] os ditos feitos 7que/es de esgotam5to de t]ras1 pa/ag5s e regime de guas7 e que apreme e con/ranja os lavradores da dita ribeira1 que respondam p]ante ele4 ,e/e juiz dev]ia s] um lavrador4 ,tombo de ,sesimbra1 fl4 #abc v4 e #abd4 #h ,nota d autor3 ,l4 #a4j dos ,m/icos1 fl4 #ec v4 ,na ,torre d ,tombo4 #i ,nota d autor3 ,l4 #e4 da ,*ancel4 de ,d4 ,manuel1 fl4 #ba v4 ,na ,torre d ,tombo4 #aj ,a escritura exi/e no c>trio dos ,srs4 condes de ,mesquitela1 s5hores d morgado dos ,albuqu]ques4 ,o ttulo #c4j d livro #d4j da ord5ao ,manuel9a tem por ttulo3 ,que n5hum faa contratos nem di/ratos1 em que ponha juram5to1 nem boa f4 ,ar*ivo pittoresco1 vol4 ,v4 #aa ,economi/a1 jornal de ,lisboa1 n4 #a3jig de #ahhe4 #ab ,nota d autor3 ,c>ta m&&o cri> em vila a aldeia de ,vila ,fresca4 ,lisboa1 #e de dezembro de #agei4 #ac ,nota d autor3 ,alv> de ,lisboa1 #af de ago/o #aghf4 #ad ,nota d autor3 ,a ,arruda foi criada vila em #aegd1 e1 desde os primeiros tempos da mon>quia1 *amada vala1 mas pelos mais antigos docum5tos se pode mo/r> que e/a vila qu]]ia diz] granja1 qu9ta4 ,em #abee o me/re ,paio ,p]es ,correia e o com5dador de ,mrtola1 ,gonalo ,p]es1 do ao frei ,e/evo ,m5des aquele campo que *amado vila da ,arruda4 ,em #acjj a ,arruda dada ra9ha ,d4 ,isabel1 receb5do a ordem de ,santiago em troca a qu9ta da ,horta ,lagoa no t]mo de ,sant>m4 ,em #abcf j o me/re ,paio ,p]es t9ha trocado com o sobrejuiz ,p$ro ,m>t9s o usufruto da ,arruda pelas h]dades que e/e t9ha nas lezrias da ,t\reira4 ,mais t>de1 em #acjj1 a ra9ha ,d4 ,beatriz deu ordem de ,santiago a qu9ta da ,rebaldeira em troca da ,arruda4 ,depois a9da ,afonso ,,iv troca a ,arruda pela h]dade da ,anisa no t]mo de ,alcc]1 i/o em maio de #acbi4 ,,nb4 ,os dois contratos atrs1 de #acjj1 um de #ad de junho1 outro de #c de outubro4 #ae ,nota d autor3 ,et qui habu]it aldeam1 et uno jugo de bois et xxxx oues et uno as9o et duos lectos1 comp>ei caualum4 ,=al de ,sesimbra1 de ,palmela e todos os d tipo de vora4 #af ,nota d autor3 ,a divisa d infante ,d4 ,h5rique escrevia-se ,tal5t de bi5 f]e1 por faire4 #ag ,nota d autor3 ,non tibi1 inquit illa 7,beatriz7 solum regni hwr$itas obv5it1 s$ etiam matri1 et prop9quis1 et omnibus d5ique1 qui 9 te spem r]um su>um collocatum hab5t4 ,h4 ,osorii1 ,de ,rebus ,emmanuelis1 lib] prim4 ,edit4 #agia1 pg4 #cf4 #ah ,nota d autor3 ,l4 #a4j dos ,m/icos4 ,na ,torre d ,tombo4 #ai ,nota d autor3 ,salva1 ,col4 de doc4 in$itos p>a a hi/4 de ,hisp41 tomo ,,vi4 ,c>ta de ,cri/vo de ,m\ra ao rei ,filipe1 em #i de m>o #aegi4 #bj ,nota d autor3 ,o c>deal ,bembo1 secret>io de ,leo ,x1 fez diz] a e/e papa1 qu&o anunci\ aos prncipes cri/os a sua elevao ao pontificado1 que ele t9ha sido feito pontfice pelos decretos dos deuses imortais4 #ba ,nota d autor3 ,com5trios1 p>te ,,xv1 cap4 ,l4 #bb ,nota d autor3 ,em p\co e/> re/aurada e/a gal]ia1 graz ao atual proprietrio1 o ,sr4 conde de ,mesquitela1 ,d4 ,lus1 que s\be compre5d] o valor daquelas edificaes4 #bc ,nota d autor3 ,luiz ,domne*1 ,hi/oria g5]al del arte1 cad]no4 #bd ,nota d autor3 ,h5ry ,hav>d1 ,la ,cramique4 ,l'hi/oire1 #bb4 #be ,nota d autor3 ,von ,albre*t ,haupt1 ,die ,baukun/ d] ,r5aissance 9 ,portugal1 #ahij4 #bf ,nota d autor3 ,kun/gew]beblatt4 ,oktob] #ahic1 ,leipzig4 ,traduo d meu bom amigo ,dr4 ,hugo ,ma/baum4 ,o ilu/rado pr(essor1 ,dr4 ,!odor ,rogge1 public\ em #ahie um outro artigo1 ,k]amik und ,decoration 9 ,portugal1 cuja traduo seguir1 em apndice1 ne/a monografia4 #bg ,nota d autor3 ,al-makk>i1 tomo ,i4 ,traduo +lesa de ,gayangos e port4 d meu amigo ,oliveira ,p>reira4 #bh ,nota d autor3 ,d4 ,francisco ,javi] ,simonet1 pr(essor de rabe em ,granada1 ,influ5cia del elem5to indg5a sobre la cultura de los mosos de ,granada1 #ahid4 ,ne/e folheto1 o autor1 um traga-m\ros de primeira =a1 mata-se por mo/r> que a raa arabe incapaz de qualqu] ap]feioam5to2 s lhe conc$e z qualidades gu]reiras1 e qu] que e/es dom9adores da p5nsula ibrica n5huma lio aqui dessem1 mas que todo o espl5dor da sua poca se deva influ5cia d elem5to indg5a4 #bi ,nota d autor3 ,nota de ,simonet3 ,ibn-,said1 citado por ,al-mahk>i4 ,tomo #g1 #abd4 #cj ,nota d autor3 ,nota de ,simonet3 ,nebriga traduce por pavim5to o suelo de azulejos y ,freund por suelo de mosaico4 #ca ,nota d autor3 ,oliveira1 ,gr&ezas de ,lisboa4 ,tratado ,,xv1 cap4 #cb ,nota d autor3 ,a propri$ade de ,nuno ,m>t9s a qu9ta *amada a9da hoje da ,palhav2 foi-lhe dada de emprazam5to na era de ,cs> de #adea 7ano #adac7 por ,afonso ,m>t9s ,palhav e sua mulh] ,con/ana ,at9es1 pelo =o animal de duas mil libras dos reais de trs libras e meia4 ,o ,palhav e mulh] morr]am sem h]deiros1 o =o pass\ coroa1 e ,d4 ,du>te1 em #aa de novembro de #adcf1 fez dele m]c ao dito ,nuno ,m>t9s da ,silveira1 seu criado1 d seu conselho e seu escrivo da puridade4 #cc ,nota d autor3 ,sr4 ,visconde de ,san*es de ,ba9a1 ,resumo hi/rico dos ,albuqu]gues1 pg4 #ac4 #cd ,nota d autor3 ,silva ,tlio1 ,ar*ivo pittoresco4 #ce ,nota d autor3 ,afonso de ,albuqu]que1 ,com5trios1 "p4 ,,iv1 cap4 ,,xlv4 #cf ,nota d autor3 ,gasp> ,correia1 ,l5das da ndia1 tom4 iv1 pg4 #dfa4 #cg ,nota d autor3 ,so de not> e/as circum/ancias na morte de ,d4 ,manuel4 ,ironias d de/9o3 ,dia de ab/9ncia de c>ne1 nm]o aziago p>a muitos2 e da hora1 que direi86 #ch ,nota d autor3 ,casa dos ,bicos4 #ci ,nota d autor3 ,gasp> ,correia1 ,l5das da ndia1 tom4 ,,iv1 pg4 #cgf4 #dj ,nota d autor3 ,afonso de ,albuqu]que1 ,com5trios4 ,gasp> ,correia repre5de a p]muta diz5do3 ,mas e/a esmola dos m59os se p]v]teu1 que seu filho1 que fic\ no re9o1 o quis antes p>a si1 que no p>a os m59os1 nem p>a outra n5huma esmola4 ,l5das4 ,ibid4 ,o mesmo autor 7pg4 #dgb7 diz que o sucessor de ,albuqu]que1 o ,gr&e1 ,lopo ,so>es pela sua m t5a que t9ha s coisas de ,afonso de ,albuqu]que1 quis]a d]rub> a capela1 o que no fez execut> pelo gr&e despndio1 no entanto1 m&\ tir>-lhe o sobrado2 tambm ord5\ que dali se tirassem os ossos d gr&e capito1 mas foi desob$ecido1 e1 a pretexto de que z boticas prejudicavam a defesa da cidade1 f-las d]rub> e m&\ que se fizessem n\tro lug>4 ,que aplicao aqui no tem a fbula d l$o decrpito6 #da ,nota d autor3 ,d4 ,aleixo de ,m5ezes1 eremita de ,santo ,ago/9ho1 capelo-mor em #aeij1 arcebispo de ,goa1 primaz d ,ori5te1 em #aeie1 arcebispo de ,braga1 primaz das ,espanhas em #afaa4 #db ,nota d autor3 ,mel*ioris ,phabi1 ,decisiones1 tom4 ,i4 #dc ,nota d autor3 ,s\sa1 ,hi/ria g5ealgica1 tom4 ,v1 pg4 #cab4 ,falco1 ,livro de toda a faz5da1 pg4 #afa4 #dd ,nota d autor3 ,s\sa1 ,hi/ria g5ealgica1 tom4 ,,xi1 pg4 #dde4 #de ,nota d autor3 erro4 ,a p9tura era em tela1 de que re/am z rguas1 que a pregavam1 e repres5tava ,goa1 ,calecut1 ,malaca e ,ormuz4 #df ,nota d autor3 ,teve o sobr5ome ,seba/io por hav] nascido no dia #bj de janeiro1 que a igreja de ,roma d$ica a ,s4 ,seba/io4 #dg ,nota d autor3 ,p$ro de ,m5dona havia casado em primeiras npcias com ,d4 ,cat>9a de ,m5ezes1 e de/e matrimnio era filho e/e ,francisco de ,m5dona1 a que o docum5to se ref]e4 #dh ,nota d autor3 ,c>trio dos tabelies de ,azeito1 liv4 #bj4 #di ,nota d autor3 ,mon/ruosidades d tempo e da =tuna4 #ej ,nota d autor3 ,l5das da ndia1 pg4 #deg4 #ea ,nota d autor3 ,mon/ruosidades d tempo e da =tuna1 pg4 #afi4 #eb ,nota d autor3 ,d4 ,m>ia ,manuel era filha de ,d4 ,joo ,manuel de ,albuqu]que1 filho natural de ,d4 ,jorge ,manuel1 s5hor d morgado4 #ec ,nota d autor3 ,paul9a1 c>ta comunicatria de excomunho1 a quem no revel> o que sabe em alguma matria1 da qual s por e/a via se pode t] ncia4 ,*ama-se ,paul9a1 porque o papa ,paulo ,,iii foi o primeiro que z m&\ public>4 ,eram lidas na ocasio da missa4 #ed ,nota d autor3 ,hi/ria g5ealgica1 pg4 #dda4 #ee ,nota d autor3 ,p]t5c5te aos ,almadas ,c>valhais1 prov$ores da ,casa da ndia4 #ef ,nota d autor3 ,o sobr5ome era ,josefa e no ,t]esa4 #eg ,nota d autor3 ,reis #cbjjjdjjj4 #eh ,nota d autor3 ,manuel ,c>valho de ,atade1 pai d clebre m>qus de ,pombal1 era casado com ,d4 ,t]esa ,lusa de ,m5dona1 filha de ,joo de ,almada e ,melo1 alcaide-mor de ,palmela1 casado com ,d4 ,m>ia de ,m5dona1 filha ilegtima de ,francisco de ,m5dona1 alcaide-mor de ,m\ro1 meio irmo de ,d4 ,m>ia ,josefa de ,m5dona e ,albuqu]que1 me de ,lus ,gu$es de ,mir&a4 ,na procurao ,manuel ,c>valho *ama tio a ,lus ,gu$es4 #ei ,nota d autor3 ,em #ab de maio de #agbj a9da ,lus ,gu$es era vivo1 pois o patri>ca de ,lisboa1 ,d4 ,toms de ,almeida1 em visita sua diocese1 dispe que ele1 como adm9i/rador d morgado de ,afonso de ,albuqu]que1 proc$a aos rep>os de que necessita a igreja de ,s4 ,simo4 ,deve t] falecido ne/e ano ou pr9cpios de #agba4 #fj ,nota d autor3 ,o papa ,clem5te ,,xi conc$eu a criao de duas s$es episcopais em ,lisboa e1 p>a z di/+uir1 *am\-lhes ori5tal e ocid5tal4 ,d4 ,joo ,v cont9u\ a extravagncia1 divid9do ,lisboa em duas cidades d mesmo modo designadas por decreto de #i de janeiro de #agag4 #fa ,nota d autor3 ,s\sa1 em ,hi/ria g5ealgica1 m>ca o nascim5to de ,d4 ,antnio no dia #c4 ,a data que eu sigo dos artigos d processo1 que t5ho vi/a4 #fb ,nota d autor3 ,s\sa1 em ,hi/ria g5ealgica1 m>ca o nascim5to de ,d4 ,jos a #bb de julho4 ,eu sigo a data dos artigos4 #fc ,nota d autor3 ,e/a casa a9da exi/e1 na e/rada da ,luz1 adiante d palcio e qu9ta das ,l>anjeiras1 que foi d conde de ,f>robo4 #fd ,nota d autor3 ,d4 ,lus da ,co/a foi coronel de caval>ia nas gu]ras da re/aurao de #afdj1 com reputao de soldado val5te1 e com5dador da ordem de ,cri/o4 ,ibidem4 #fe ,nota d autor3 ,mor]i4 ,dicionrio4 #b4 ,suplem5to1 pal4 ,co/a4 #ff ,nota d autor3 ,li ne/a respo/a d m9i/ro d rei de ,portugal uma passagem1 de que no posso fugir t5tao de d> conta2 por mo/r> a rigidez de/e p]sonagem por tantos ttulos clebre4 ,a cria1 que desconhecia1 ou f+ia no conhec] o rei ,d4 ,jos e o seu primeiro m9i/ro1 o pacto feito entre e/es dois hom5s e a escola poltica que seguiam1 o juzo prud5cial com que a natureza dot>a o rei1 a ilu/rao d conde de ,oeiras1 z sabidas qualidades d seu gnio e o seu conhecim5to dos ardis da diplomacia curial1 us\ nos breves ,sugge/ivos1 como lhes *am\ ,seba/io de ,c>valho1 de uma e/udada l+uagem1 melflua1 aveludada e calculadam5te s5tida1 repassada de dor de ang/ia e capaz de fan> aos nimos desprev5idos4 ,nota d autor3 ,no breve ao seu c>ssimo filho ,jos ,i1 p$ia-lhe ,clem5te ,,xiii que se lembrasse d torm5to d seu amantssimo pai na hora f9al1 de que e/ava prximo1 se deixasse o mundo sem se hav]em ambos consagrado1 e da tranquillidade que lhe iria na alma ao morr]1 se pai e filho se tivessem reconciliado4 ,a int5o da cria romana no escap\ ao m9i/ro d rei1 que1 numa em5ta a e/a passagem1 escreveu3 ,tudo i/o so palavras patticas1 que s s]vem p>a mov]em dos plpitos o povo ignorante4 ,a cria1 julg&o tambm que a ra9ha e o infante ,d4 ,p$ro1 irmo d rei1 podiam influ5ci> p>a o conseguim5to dos pret5didos f9s1 fez exp$ir breves a e/es dois p]sonag5s e1 p>a lisonje> o conde de ,oeiras1 foi dada ordem ao nncio em ,madrid p>a faz] *eg> ab]tos mo d conde todos os quatro breves exp$idos de ,roma1 a fim de que ele fosse o primeiro a conhec] o seu conted acci ella 7,ec47 sia il primo d'ogni altro a sap]ne il cont5uto4 ,o conde de ,oeiras na sua respo/a ao arcebispo de ,niceia1 depois dos cumprim5tos da mais f9a cortesia e de lhe fal> da remessa da respo/a d rei1 cuja cpia lhe (]ece1 cont9ua3 ,ao mesmo tempo devo prev5ir a v4 ex4 que lhe no cause rep>o a falta de outras respo/as sobre alguma das mais c>tas 7ref]e-se aos breves p>a a ra9ha e infante7 que acompanh>am a de v4 ex41 porque ,s4 ,m4 z m&\ fic> susp5sas na secret>ia de e/ado1 em raspo de s]em opo/as impret]ivel =ma d despa*o d gab9ete d mesmo s5hor1 segundo a qual os negcios das cortes so im$iata e privativam5te dirigidos real pessoa de ,s4 ,m4 p>a os m&> trat> pelos (cios dos m9i/ros444 sem que outras algumas pessoas444 t5ham neles a m5or int]v5o1 como pratica univ]sal de todas z outras mon>quias da ,europa1 onde se di/+ue o que regul>idade d que s$io4 #fg ,nota d autor3 ,os azulejos de ,crdova atribuem-se ao fim d sculo ,x4 ,nota da ,r$4 #fh ,nota d autor3 ,o respetivo trabalho intitul\-o ,a ,r5asc5a italiana em ,portugal1 e ap>eceu no ,jornal d ,comrcio1 ,lisboa #ahib4 ,nota de ,?4 ,rog4 #fi ,nota d autor3 ,em folha sep>ada d uma e/ampa d ,d\ro4 ,nota de ,j4 ,r4 #gj ,nota d autor3 ,o autor d pres5te escrito visit\ a ,bacalha e dali lev\ des5hos2 ne/a p>te1 porm1 a memria1 ou os apontam5tos so-lhe infiis2 o azulejo v]de de uma gal]ia proxima4 ,e/e am>elo1 azul e v]de em fundo branco4 ,nota de ,j4 ,r4 #ga ,nota d autor3 ,o qu>to dos duques de ,aveiro no seu palcio de ,azeito tem uma faia em volta1 de mais de #a metro de altura1 de/e mesmo azulejo4 ,nota de ,j4 ,r4 #gb ,nota d autor3 ,o ilu/re pr(essor alemo1 que com tantos cuidados e v]dadeiros conhecim5tos explor\ em ,portugal e/e gn]o de c]mica e suas aplicaes1 guiado pelas ap>ncias1 julg\ v] na ,arrbida um tmulo no que um temploz9ho esbelto1 que sai com elegncia de entre z frondosas matas da s]ra1 apres5t&o ao sol p>a se mir> a sua espelhada cpula4 ,foi fundado no meado d sculo ,,xvii por ,d4 ,antnio de ,l5ca/re1 da casa de ,aveiro1 e da vocao d ,bom ,jesus4 ,nota de ,j4 ,r4 ,illu/ration3 ,e/ampa ,i ,,palacio ,,da ,,bacalh,a ,,em ,,villa ,,fresca ,,de ,,azeit,o ,illu/ration3 ,e/ampa ,,ii ,,bacalh,a4 7,planta g]al7 ,,leg5da ,a ,v9ha ,b ,casa da ndia ,c ,casa das ,pombas ,d ,lago ,e ,casa da ,p5na ,,ff ,gal]ias cob]tas e arradas ,g ,pavilho c5tral ,h ,pavilho correspond5te a casa da ,p5na ,i ,pequ5o j>dim de entrada p>a os pavilhes ,j ,j>dim ,k ,palacio ,l ,escad>ia ,m ,patio ,n ,porto d ,norte ,o ,porto d ,sul ,p ,gal]ia de #ac arcos ,,qr ,cubellos de meia altura dos de palacio ,s ,pom> ,illu/ration3 ,e/ampa ,,iii ,,bu/o ,,de ,,affonso ,,de ,,albuqu]que1 ,,filho ,illu/ration3 ,e/ampa ,,iv ,armas de cant>ia que eram de/9adas a encim> o porto d norte d palacio da ,bacalha ,illu/ration3 ,e/ampa ,v ,,m$alh,,es ,,de ,,p$ra ,,na ,,gal]ia ,,d ,,norte ,illu/ration3 ,e/ampa ,,vi ,,palacio ,,d ,,duque ,,de ,,aveiro ,,em ,,villa ,,nogueira ,,de ,,azeit,o ,illu/ration3 ,e/ampa ,,vii ,figura #a ,illu/ration3 ,e/ampa ,,viii ,figura #b ,illu/ration3 ,e/ampa ,,ix ,figura #c ,illu/ration3 ,e/ampa ,x ,figura #d ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xi ,figura #f ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xii ,figura #g ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xiii ,figura #h ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xiv ,figura #i ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xv ,figura #aj ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xvi ,figura #aa ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xvii ,figura #ab ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xviii ,figura #ac ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xix ,figura #ad ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xx ,figura #ae ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxi ,figura #ag ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxii ,figura #ah ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxiii ,figura #ai ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxiv ,figura #bj ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxv ,figura #ba ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxvi ,figura #bc ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxvii ,figura #bd ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxviii ,figura #be ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxix ,figura #bf ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxx ,figura #bi ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxi ,figura #cj ,,azulejos ,,d ,,oratorio ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxii ,figura #ca ,,azulejos ,,d ,,oratorio ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxiii ,figura #cb ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxiv ,figura #cc ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxvii ,,rodap ,,d ,,pavilh,o ,,d ,,lago ,,fragm5to ,,da ,,assignatura ,figura #e ,,t>ja ,,que ,,circumda ,a ,,porta ,,da ,,casa ,,da ,,india ,figura #bb ,figura #bg ,,t>ja ,,que ,,circumda ,,uma ,,porta ,,d ,,j>dim ,figura #cf ,figura #cg ,figura #af ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxv ,figura #cd ,,armas ,,dos ,,albuqu]ques ,pavilho c5tral d lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxvi ,figura #ce ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxviii 7#c ,rogge7 ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xxxix ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xl ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xli ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlii ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xliii ,,r\bo ,,da ,,europa ,azulejos nas co/as de um banco d j>dim ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xliv ,,suzana ,,surpreh5dida ,,no ,,banho ,quadro de p>$e oe/e d pavilho c5tral d lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlv ,,fragm5tos ,,de ,,quadros ,,d ,,pavilh,o ,,c5tral ,,d ,,lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlvi ,,reve/im5to ,,dos ,,alegretes ,,d ,,j>dim ,,d ,,lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlvii ,,m$alh,,es ,,d ,,lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlviii ,,m$alh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,d ,,lago ,a ,,casa ,,da ,,india ,illu/ration3 ,e/ampa ,,xlix ,,m$alh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,d ,,palacio ,,ao ,,lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,l ,figura #acg ,,m$alh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,d ,,palacio ,,ao ,,lago ,illu/ration3 ,e/ampa ,,li ,illu/ration3 ,e/ampa ,,lii ,illu/ration3 ,e/ampa ,,liii ,illu/ration3 ,e/ampa ,,liv ,illu/ration