,illustration3 ,,inicios ,,da ,,renascen,a ,joaquim ,rasteiro ,,palacio ,e ,,quinta ,,da ,,bacalh,a ,,azeit,o ,em ,,portugal #ahih ,,desenhos ,,de ,a ,blanc ,illustration ,,inicios ,,da ,,renascen,a ,,em ,,portugal ,,quinta ,e ,,palacio ,,da ,,bacalh,a ,,em ,,azeit,o ,,monographia ,,historico-,,artistica ,,por ,,joaquim ,,rasteiro ,membro da commisso dos monumentos nacionaes ,illustration ,,lisboa ,,imprensa ,,nacional #ahie ,palcio _/ ,quinta da ,bacalha ,a quinta de ,vila ,fresca foi pao real4 ,foi comprada pelo infante ,d4 ,joo1 filho de ,d4 ,joo ,i1 em #adbg4 ,herdou-a sua filha1 ,d4 ,brites1 me do rei ,d4 ,manuel1 que alargou as casas a construdas e as usou durante as inmeras paragens de repouso feitas no percurso entre o seu ducado de ,beja e a corte4 ,com ,brs de ,albuquerque--a quem o rei ,d4 ,manuel mandou mudar o nome para o do seu pai1 ,afonso de ,albuquerque1 para que a lenda do grande conquistador da ndia se eternizasse--esta quinta de recreio transformou-se numa verdadeira homenagem ao heri do ,oriente4 ,num programa renascentista1 perfumado pelos ventos das especiarias1 enaltecem-se 8aqueles que da lei da morte se foram libertando01 honrando a figura do ,grande ,albuquerque4 ,nesses longnquos tempos do sculo ,,xvi construram-se casas dedicadas aos prazeres da vida1 juntaram-se espaos simblicos e plantou-se uma vinha4 ,o vinho1 smbolo de ressurreio1 da natureza que se renova1 d uma prova de eternidade4 ,o ,bacalha continua os desejos idealizados por ,brs de ,albuquerque4 ,casa o prazer da contemplao com o gosto do eterno4 ,o extremo prazer de mistrio e de descoberta1 que ao longo dos ltimos anos me tem feito viver uma dedicao especial ao ,palcio e ,quinta da ,bacalha1 levou-me a passar um pouco da sua histria1 atravs destes exemplares que partilho consigo4 ,deste momento artstico de maior relevo em ,portugal1 apresentamos nesta oferta1 o passado1 o presente e o futuro da sua histria com as verdadeiras reprodues das imagens existentes4 ,convido-o a saborear os famosos vinhos do ,palcio da ,bacalha e ,quinta da ,bacalha1 mostrando que o ,palcio e ,quinta da ,bacalha continuam a marcar a histria contempornea de ,portugal4 ,j4 ,m4 ,r4 ,berardo4 ,,poucas ,,palavras ,,explicativas ,no foi meu propsito fazer um livro4 ,a admirao estranha pelas edificaes da quinta de ,albuquerque1 filho1 chamou os meus reparos2 enamorei-me de tudo aquilo1 busquei conhecer-lhe a urdidura geral1 e estudar os acessrios1 auxiliando-me das publicaes estrangeiras ou portuguesas1 que podiam servir-me e havia mo2 inquiri a histria do edifcio1 e de tudo tomei notas para prpria lio4 ,trabalho tecido a furto nos momentos de cio1 vindos de longe a longe1 no tinha pretenses de qualquer espcie1 mas poderia aproveitar aos curiosos1 por encontrarem junto o que estava disperso por muitos lugares4 ,amigos meus incitaram-me publicao daquelas notas1 e o ,jornal do ,comrcio quis ser benvolo para comigo1 aceitando uma srie de artigos1 que estampou em #ahib4 ,os meus bons colegas da commisso dos monumentos nacionais julgaram que naqueles artigos alguma coisa de aproveitvel podia haver1 e ordenaram a sua refundio a modo de monografia1 como vai aparecer4 ,tanto favor e bom querer impem-me o devido reconhecimento4 ,azeito1 #ahie4 ,joaquim ,rasteiro4 ,,inicios ,,da ,,renascen,a ,,em ,,portugal ,,quinta ,e ,,palacio ,,da ,,bacalh,a1 ,,em ,,azeit,o ,,parte ,,primeira ,histria do edifcio--,estilo arquitetnico das construes ,majlicas policromas ,i ,o palcio e a quinta da ,bacalha1 em ,azeito1 formam s por si um monumento artstico da mais alta significao em ,portugal4 ,desconhecido dos amadores do belo1 ignorado dos mestres da arte1 no sonhado at por aqueles a quem competiria a conservao de um monumento1 que nao devia pertencer1 desprezado largos anos pelos proprietrios1 resta por estudar1 e j tendia a desaparecer de todo aquele facho nico1 que pode lanar luz sobre um perodo escurssimo das artes em ,portugal1 e em que se produzia a grande revoluo artstica chamada a ,renascena4 ,aquelas edificaes no tm s o mrito de nos mostrarem o alvorecer das artes1 mas as construes primitivas refeitas pelo filho de ,albuquerque1 o ,grande1 continuam a histria da arte por quase todo o sculo ,,xvi1 dando-nos exemplares formosos do gosto da poca nos lineamentos gerais1 e especmenes cermicos das mais variadas espcies1 ao passo que nos fornecem testemunhos irrefutveis das aptides artsticas de obreiros hbeis1 mas desconhecidos e de outros1 que1 sem estas provas1 no podiam ser bem apreciados4 ,na ,itlia1 a arte moderna1 com campees valorosos como ,brunellesco1 ,alberti e ,michelozzo1 ainda sentiu por muito tempo resistncia sua implantao4 ,era dura a transio4 ,de uma arquitetura toda fantasiosa e brincada passava-se acentuao das linhas1 subordinao a regras e preceitos definidos4 ,no bastava calcular resistncias1 encher superfcies de caprichosas edificaes1 que se levantavam at onde o obreiro mais atrevido tinha vertigens1 impunham-se as regras de simetria e ordem1 as propores colhidas dos monumentos mais celebrados1 subordinava-se o traado do edifcio a um todo homogneo1 formando1 como o homem1 um ser nico e simtrico nas suas partes4 ,a coluna e o arco de pleno cimbre vinham proscrever a ogiva2 o botaru ia ser excludo1 deixando em seu lugar superfcies planas2 os coruchus1 que pareciam querer furar as nuvens1 eram substitudos pelas cpulas hemisfricas1 que nada tm de alteroso4 ,a agulha medieval com a sua ponta agudssima1 indicando as regies siderais1 conduz a vista ao infinito e busca comunicar com a divindade2 a curva1 a meia esfera1 elevando-se de um ponto para cair depois no nvel de onde nasceu1 como que limitam os domnios do homem1 pondo termo sua atrevida audcia4 ,o arrojo cede o lugar ruo fria1 e o homem concentra-se no seu meio1 s buscando ,deus no esprito1 entregando-se ao mundo que o cerca1 e renunciando a essas loucuras sublimes dos tempos cavalheirosos em que pela audcia1 pelos maiores cometimentos se havia de tocar o que houvesse de maior4 ,a alta arquitetura e as artes decorativas1 que1 na ,idade ,mdia1 quase s estavam ao servio da religio1 elevando templos de uma majestade esplendorosa1 iam fabricar habitaes aristocrticas de aprimorado gosto e ornament-las de esculturas delicadas4 ,o solar medieval com as suas torres alterosas1 armadas para a defesa desde a raiz at s cimeiras1 prenhe de masmorras1 edificado em stio forte1 ia ficar ermo e ser trocado pelo palcio assente na praa mais ampla da cidade1 no vale mais amenom serpenteado por mansos regatos1 que s davam vio ao vergel4 ,a grande revoluo artstica tomara arraiais em ,florena e1 pouco a pouco1 ia conquistando os estados limtrofes4 ,a ,lombardia1 vizinha daquele centro artstico revolucionrio1 resistiu por muito tempo influncia dos novos princpios4 ,outros estados1 em que se achava dividida a pennsula itlica1 pretenderam ligar a velha nova arte1 e com as linhas arquiteturais dos dois sistemas formaram um estilo hbrido1 que quebrava toda a subordinao s duas escolas1 no satisfazendo os preceitos da velha1 nem da arte renascida1 deixando a descoberto as suturas1 que no deviam aparecer ferindo a vista do que buscava a beleza harmoniosa4 ,a ,itlia1 bebendo da ,grcia o gosto do belo1 tornara-se a ptria das artes1 e o gnio artstico tomou por tal modo posse daquela raa escolhida1 que nem as desordens e calamidades1 que por muito tempo lhe pesaram1 pde destruir4 aptido de seus filhos1 ndole comercial das repblicas1 que lhe alcanaram riqueza1 auxiliadas pela situao do pas1 deve a ,itlia o florescimento das artes no cair da ,idade ,mdia4 ,os ,medicis1 os ,sforza1 os ,malatesta1 os duques de ,urbino1 os opulentos banqueiros1 os papas1 os prelados das casas religiosas ricas1 as administraes das catedrais1 todos porfia auxiliavam o desenvolvimento das artes1 construindo luxuosos palcios1 sumptuosos templos e outras soberbas edificaes1 e para cada uma destas obras chamava-se uma coorte de artistas desse exrcito numeroso1 disperso por toda a pennsula4 ,,ii ,a ,renascena j tinha invadido com vrio sucesso todos os estados cingidos pelo ,adritico e pelo ,mediterrneo1 em alguns j ficava em pleno domnio1 mas no lograva ainda transpor os ,alpes4 ,portugal achava-se sob a influncia flamenga e resistia invaso com os demais pases1 em que ela dominava4 ,com o advento de ,d4 ,joo ,,ii ao trono entrava um perodo de paz1 e o novo imperador dava s foras do pas uma benfica direo1 encaminhada a seguir o desenvolvimento intelectual que ia pela ,europa4 ,as espadas de frica s serviam ao respeito do heri de ,toro1 poucos ginetes fiis bastavam para guarda da sua pessoa4 ,os arquitetos de ,santa ,maria da ,vitria eram extintos1 a escola morta e os discpulos1 que ainda restavam1 por medocres1 teimavam em conservar as tradies rudimentares recebidas1 ou recusavam-se a seguir a corrente1 que ameaava levar no seu turbilho a velha arte4 ,o caminho da ndia ainda no era rasgado1 a fama das suas riquezas ainda no podia seduzir os nimos e arrast-los para o militarismo comercial4 ,para as exploraes martimas poucos homens bastavam1 que mais para ali os levava a glria de vencer os elementos1 j que no podiam triunfar de inimigos1 do que um pensamento1 uma ideia que dominasse o esprito4 ,falava-se dos expedicionrios ao desferrar das frotas1 ou durante os aprestos da expedio1 depois recebiam-se as novas apenas como notcias de pessoas1 que se haviam julgado perdidas4 ,entre a sada e a notcia mediava grande espao2 na corte s o rei se ocupava dos que iam em demanda do desconhecido1 e a esperana do sucesso s de longe em longe vinha levantar o pensamento para aquelas empresas4 ,poucos da corte tambm seriam capazes de compreender o alcance de negcios1 a que no eram afeitos1 ou que o seu acanhado esprito no podia penetrar4 ,a revoluo pacfica1 que ia na ,itlia1 chamava as atenes dos menos ocupados1 cativava os nimos1 em que o bailo tinha acesso1 atraa algum esprito esclarecido1 e nenhum o era mais do que o rei1 nem se arrojava mais alm do seu meio4 ,os arquitetos s traavam edifcios desengraados2 os artfices j no talhavam na pedra finos rendilhados1 no levantavam coruchus elegantes1 nem baldaquinos de aprimorado lavor4 ,o gnio artstico esvara-se4 ,urgia levantar as artes1 dar-lhes impulso1 faz-las sair do torpor1 em que se tinham imergido4 ,d4 ,joo ,,ii1 grande em tudo1 tinha a paixo artstica2 longe era a ,itlia1 ficavam de permeio os ,pirinus e os ,alpes1 as comunicaes eram demoradas1 as notcias distanciadas1 mas ao rei aprazia ouvir falar do que ia por aquele pas fadado para as artes1 dos prncipes italianos1 mecenas dos artistas1 e mostrava inveja destes personagens1 desejando ter no seu reino daqueles gnios famosos1 como noutras pocas quereria ter babis e experimentados capites4 ,no desejo do desenvolvimento intelectual do pas1 ,d4 ,joo ,,ii enviava ao estrangeiro mancebos prometedores a cursar as letras e as artes1 e tanto era o seu amor pela pintura1 que nos seus raros cios fazia desenhar em sua presena1 por um moo da cmara1 os objetos que a sua fantasia inspirava1 e mostrava inveja dos conhecimentos artsticos do seu parente1 o imperador ,maximiliano1 e de outros prncipes#a4 ,como ,jlio ,,ii1 como os ,medici e outros senhores italianos1 que no desdenhavam discutir com os seus arquitetos as mincias de um traado1 ,joo ,,ii de ,portugal dava a ,pantaleo ,dias as linhas gerais do tmulo de ,s4 ,pantaleo1 que projetava para a catedral do ,porto4 ,a magnificncia dos ,medici e o seu aprimorado gosto andavam em fama4 ,d4 ,joo ,,ii viu que ningum melhor do que um dos daquela famlia podia fazer a escolha de mestre capaz de levantar as artes num pas em que elas estavam prostradas1 como em ,portugal1 e foi a ,loureno o ,magnfico que o rei se dirigiu1 pedindo-lhe mestres que pudessem dar lio e ensinamento aos artistas portugueses1 traando e presidindo execuo de trabalhos1 que servissem de molde para outras obras e areassem uma escola de artes4 ,loureno de ,medici enviou ,andrea ,contucci1 dito ,sansovino1 clebre plstico1 bom desenhador e famoso perspetivo#b1 que estaria ento na fora da vida e em toda a pujana do seu talento4 ,contucci veio para ,portugal por #adhe1 e demorou-se no pas at morte de ,d4 ,joo ,,ii1 tendo1 entre outras obras1 levantado um palcio para o rei1 flanqueado por quatro torres4 ,,iii ,j houve quem quisesse achar na ,bacalha rastos do ,sansovino4 ,nada h que venha de reforo a este suposto1 firmado apenas na valia 7que a tem7 do seu andor2 nada h tambm que se lhe anteponha4 ,quem quer que fosse o arquiteto era de primeira ordem4 ,h detalhes que revelam mais do que um simples talento1 tem uma palpitao de gnio4#c ,se no fosse ,sansovino o autor do projeto1 no tempo que esteve em ,portugal1 no seria extraordinrio que ele1 ou outro mestre de ,itlia1 delineasse no seu pas1 e enviasse para aqui o traado e os planos do palcio e quinta4 ,brunellesco1 ,alberti1 ,sangallo e outros arquitetos italianos encarregavam-se destes trabalhos4 ,no creio que a ,bacalha seja contempornea destes homens1 como tambm no creio que nascesse a meados do sculo ,,xvi4 ,ao p temos o palcio dos ,aveiros1 levantado em princpios do segundo quartel daquele sculo1 que se mostra muito posterior em estilo arquitetnico ao palcio da ,bacalha4 ,no ,aveiro1 est estampada a ,renascena clssica1 pura nas suas linhas janela com cornija e fronto com busto no tmpano1 a mezzanina1 pequenos claros1 prtico emoldurado em colunas dricas com entablamento da mesma ordem1 cunhais rsticos4 ,na ,bacalha vemos o torre de transio1 um estilo fugitivo1 a janela com cornija e sem ela1 emoldurada em azulejos policromos e intervalada por largos cheios4 ,a ,bacalha ser talvez a edificao em que se estreou em ,portugal o estilo arquitetnico da ,renascena1 estreia de transio1 dando-se de mo ogiva e a quanto lhe era ligado4 ,nada tem do estilo manuelino1 que ainda no era criado1 mas tambm no obedece a qualquer estilo puro4 ,o palcio sui generis1 talvez a arte ,fiorentina transportada abruptamente para aqui1 esfumada de umas tintas leves do solar medieval nos torrees1 em que se substituiu pela cpula hemisfrica em gomos e com pirmide no fecho1 as obras de defesa1 que coroavam os adarves dos castelos senhoriais4 ,a ,bacalha ser uma correo ao palcio acastelado1 quase medievo1 construdo por ,d4 ,joo ,,ii em ,alvito para o seu escrivo da puridade1 ,joo ,fernandes da ,silveira4 ,a disposio das salas e aposentos dos dois palcios aproximam-se4 ,a ,bacalha tem a menos as bonitas janelas geminadas que a nova arte proscrevera1 mas em troca deram-lhe as galerias abertas em arcadas1 e a mais a elegncia e regularidade das frmas1 as tarjas azulejadas a fazer sobressair os portes1 e as cpulas hemisfricas a realar as torres cilndricas4 ,e j que falei do palcio acastelado de ,alvito seja-me lcito tambm apresentar uma ideia1 que apenas posso sustentar com alguns raciocnios4 ,jorge ,vazari1 dando-nos conta de ,contucci1 diz-nos3 lavor per quel re 7di ,portugallo71 noite opere di scultura e d'arcktettura1 e particolarmente un bellissimo palazzo con quattro torri ed altri edifici4#d ,o ,sr4 ,haupt supe que este palcio traado por ,andrea ,contucci seja o dos bares em ,alvito#e4 ,e porque no ser o da ,bacalha8 ,por ter este apenas trs torres8 ,pode estar incompleto1 e tambm o de ,alvito tem cinco torres e no quatro4 ,por no ser propriedade do rei8 ,mas era da sogra1 me da rainha1 e o de ,alvito1 conforme uns1 foi feito por ,d4 ,joo ,,ii2 segundo a inscrio lapidar1 posta sobre a porta1 foi feito pelo primeiro baro de ,alvito a mandado do rei4 ,o estilo arquitetnico do palcio da ,bacalha1 mais-valia de uma poca de transio e de um artista italiano hbil e imaginoso1 do que o de ,alvito1 mole robusta e pesada1 aonde a nova arte se no deixa antever1 e preso pelos traos gerais e peas componentes ao passado que ainda o domina4 ,a sorte futura que foi comum s duas edificaes e as tornou irms1 a runa e o abandono4 ,atrs apresento a ideia de que o traado do palcio e quinta da ,bacalha1 se no de ,contucci1 poderia ter vindo da ,itlia1 contudo no posso sustent-la firmemente2 o artista1 que tudo delineou1 tinha conhecimento pleno do stio para dar orientao s construes1 aproveitar as disposies do terreno e acomodar os reservatrios de gua situao das nascentes1 fazendo contribuir as guas para embelezamento das edificaes e aproveitamento das terras como agente agrcola4 ,conto a ,bacalha como obra do ltimo quartel do sculo ,,xv1 mandada executar por ,d4 ,brites1 filha do infante ,d4 ,joo1 mestre de ,santiago1 e mulher do infante ,d4 ,fernando1 porque esta princesa1 dama caprichosa e de grandes teres1 possuiu a propriedade por largos anos e no perodo de maior efervescncia da revoluo artstica de ,itlia1 pas que atraa1 por isso todas as atenes das altas classes e a que ,d4 ,joo ,,ii recorreu para o restabelecimento das artes no seu reino4 ,d4 ,brites amava com extremo o seu neto1 filho do duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo2 deu-lhe por ocasio do seu casamento a ,bacalha1 e parece-me mais hav-lo feito como oferta de um mimo fino1 do que como dom valioso pelas rendas4 ,no se me afigura que ,albuquerque1 filho1 levantasse o palcio1 porque a projet-lo em #aebh1 ano da compra1 teria1 quando no mais1 ainda uns laivos manuelinos2 a ergu-lo em #aeed1 data lanada sobre o prtico do norte1 seria todo ,renascena1 porque1 na segunda metade deste sculo1 era omnipotente no pas o classicismo puro1 em que j se tinham alistado os artistas nacionais4 ,o prtico1 a que me refiro1 o que de ,afonso4 ,se nas janelas do palcio vemos a nova arte1 nas torres encontramos o consrcio do passado com o presente1 significando poca de transio1 as galerias sob arcadas mostram-nos a lgia italiana1 e por isto pode bem crer-se que o palcio fosse delineado por artista escolhido pelo ,medici1 ou por ele enviado a ,portugal4 ,,iv ,os esforos de ,d4 ,joo ,,ii para o restabelecimento das artes no reino no foram improfcuos4 ,a lisonjeira de muitos e a ilustrao de alguns vieram-lhe de auxlio4 ,a sociedade mais culta do tempo e os cortesos compenetravam-se do sentir do rei1 as atenes fixavam-se no movimento artstica do ,itlia1 todos colhiam notcias das criaes dos mais distintos escultores1 das construes dos mais hbeis arquitetos1 e andavam na boca de todos os nomes dos mais bizarros senhores1 que faziam erguer sumptuosos palcios1 luxuosas e elegantes valas1 ornando-as de bem modeladas esculturas1 de bem talhadas esttuas e enchendo-as de preciosas colees de objetos de arte4 ,os mestres estrangeiros trouxeram para ,portugal boa lio1 que aproveitou1 vindo a aparecer no seguinte reinado um gnero arquitetnico de transio1 que modernamente se chamou estilo manuelino4 ,no quebrou a nova criao com todas as tradies da velha escola1 mas tambm se no prostrou humilde aos ps da vencedora4 ,foi uma capitulao em que os vencidos saram com todas as honras da guerra4 ,belm1 a ,misericrdia de ,lisboa e outras construes de menos quilate so o desfilar da guarnio capitulada em presena do vencedor assombrado de to grandes brios1 louvando-se talvez de ter dado lugar ao famoso sucesso1 se no sentindo impulsos de alistar-se nas fileiras dos que lhe passavam em frente4 ,a criao portuguesa levou vantagem s mais alianas arquitetnicas ensaiadas em alguns estados italianos renitentes s lies da nova escola4 ,veneza tinha tentado aliar a ogiva e o pleno cimbre1 a ornamentao gtica1 a oriental e a clssica2 mas a criao portuguesa levou-lhe a palma1 alcanou originalidade e envolveu de tal modo as formas1 amalgamou e fundiu to unidamente os moldes1 empregou com tanta propriedade o cordame1 que parecia j simbolisar as nossas empresas martimas1 para ligar e estreitar partes1 que tenderiam a desunir-se1 para atar e prender nervuras1 que mais tem de um estilo novo1 do que filho mestio de quanto at ali era criado4 ,afortunado ,d4 ,manuel6 ,a mais benevolente estrela parece ter alumiado o seu nascer4 ,seu cunhado ,fernando de ,bragana comprou-lhe com a cabea a liga dos grandes1 seu irmo ,diogo abriu-lhe com imprudncias o caminho do trono1 o veneno dos sicrios1 seus cmplices1 sacudiu para o tmulo o cadver da princesa ,d4 ,joana1 que poderia embaraar-lhe o trnsito e prostrou sem vida ,d4 ,joo ,,ii1 seu cunhado1 primo1 protetor e rei1 vindo assim o famoso bandoleiro duque de ,beja a ter um reino1 a refocilar os seus instintos belunos na viva do filho malogrado da sua vtima1 a encontrar criada e escolhida uma pleiade de grandes homens1 como ,albuquerque e outros1 que lhe deram o senhorio de um novo mundo1 e a ter a paternidade de um cdigo de leis j preparado1 e de um estilo arquitetnico e ornamental nascido dos perseverantes e inteligentes esforos do rei famoso1 do homem1 que ele1 sua irm e sequazes lograram vitimar4 ,v ,para se estabelecer base para um estudo sobre a ,bacalha1 ser til fazer-se a histria e gnese da propriedade4 ,nos tempos do rei ,d4 ,joo ,i1 era seu monteiro-mor das matas de ,azeito em ,ribatejo1 ,joo ,vicente1 que trazia emprazada em vida de trs pessoas uma quinta em ,azeito que partia de um cabo com ,afonso ,anes das ,leis e do outro com ,nuno ,martins4 ,metade da quinta pagava duas dobras de oiro de foro coroa1 o restante era foreiro4 ,joo ,vicente estava velho1 cego e pobre1 sem meios de cultivar a quinta e nem os foros j pagava4 ,d4 ,joo ,i comprou o domnio direto a ,diogo ,feio e tomou para si toda a quinta1 havendo o enfiteuta ,joo ,vicente por desatado do foro4 ,em seguida emprazou em trs vidas toda a propriedade a lvaro ,anes1 seu barbeiro por duas coroas de oiro por ano4 ,a carta datada de vora1 #g de maio da era de ,m4,,iiiic4,,lix 7ano #adba74f ,seis anos depois1 o mesmo rei deu licena a lvaro ,aniles para vender o emprazamento ao infante ,d4 ,joo1 seu filho1 por carta datada de ,sintra a #d de setembro de #adbg4 ,esta venda foi por vinte e oito mil reais brancos por uma pea de pano de ,inglaterra1 conforme o instrumento feito e assinado por ,gil ,esteves e pelo infante em ,setbal no pustimeiro dia de setembro de #adbg4 ,o infante teve a quinta pelo antigo foro de duas coroas de oiro#g1 at que seu irmo ,d4 ,duarte lhe fez merc pura e irrevogvel doao da dita quinta de juro e de herdade1 de suas rendas1 direitos1 entradas1 sadas e pertenas deste dia para todo sempre para ele e todos seus herdeiros e sucessores que depois dele vierem1 no embargando o que seja da coroa4 ,e portanto lhe mandamos dar esta carta assinada por ns e selada pelo nosso selo de chumbo4 ,dante em ,sintra ,,xxviii dias de agosto--,loureno de ,g44 ,d4 ,joo ,,ii1 de ,sintra a #g de dezembro de #adhe1 e ,d4 ,manuel1 de ,alcochete a #bd de julho de #adif1 confirmaram esta doao1 estando na posse da propriedade a infanta ,d4 ,brites1 sogra do primeiro e me do segundo4 ,no dia #bj de junho de #adij1 ,d4 ,manuel1 em ,setbal1 tinha dado a sua me uma carta de privilgios para a sua quinta e bens de ,azeito1 privilgios que compreendiam os caseiros1 lavradores1 arrendadores dos bens1 lagareiro do lagar de azeite e mordomo e escrivo1 que estivessem na quinta4 ,a carta dirigida aos juzes e justias da comarca de ,azeito e ao ouvidor dela1 e isenta os privilegiados de irem com presos1 ou com dinheiros1 de serem dados por besteiros do conto1 de serem tutores ou curadores ou tutores de pessoas orfs1 salvo se as tutorias fossem ldimas1 do lanamento de quantias posto que para elas tivessem bens e de servirem em nenhumas guerras por mar nem por terra4 ,o rei probia que lhes tomassem roupas de aposentadoria1 que pousassem com eles em suas casas de morada1 adegas e cavalarias1 que lhes tomassem po1 vinho1 galinhas1 gados1 bestas de sela ou de albarda1 e que lhes constrangessem seus carros para nenhuns servios1 salvo quando o rei estivesse em ,azeito#h4 ,a #bb de agosto de #aejh1 ,d4 ,manuel1 de ,sintra expede a seguinte carta3 ,d4 ,manuel etc4 querendo fazer graa e merc a ,d4 ,brites1 minha sobrinha1 filha do condestvel1 que ,deus tem1 meu muito amado e prezado sobrinho1 mando aos juzes e justias da dita comarca de ,azeito e ao ouvidor dela1 que guardem os privilgios da quinta de ,azeito e dos caseiros1 lavradores1 foreiros1 arrendadores1 mordomo1 escrivo e lagareiro do lagar de azeite1 sob pena a qualquer que contra eles venha de seis mil reais1 metade para os cativos e metade para o acusador4#i ,pelo que atrs exponho se v que a quinta da ,bacalha foi possuda pelo infante ,d4 ,joo1 mestre de ,santiago1 durante quinze anos decorridos de #adbg sua morte em #addb1 que deste passou para sua filha ,d4 ,brites1 mulher do infante ,d4 ,fernando1 irmo de ,d4 ,afonso ,v1 que a possuu sessenta e quatro anos1 desde o finamente de seu pai at #aejf1 data da sua morte4 ,esta dama em #aejj interveio no contrato nupcial de seu neto1 o condestvel ,d4 ,afonso1 filho do duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo1 com ,d4 ,joana de ,noronha1 irm do segundo marqus de ,vila ,real1 assegurando o cumprimento das condies estabelecidas com certos bens1 que passariam por sua morte para o neto4 ,d4 ,afonso faleceu em #aejd1 ainda em vida da infanta sua av1 e aqueles bens1 com a quinta de ,azeito e pertenas1 vieram cair em ,d4 ,brites de ,lara1 filha do condestvel1 a qual1 em setembro de #aeba1 desmembrou da ,bacalha a quinta das ,torres e a deu em dote de casamento a ,d4 ,maria da ,silva1 filha de ,vasco ,eanes ,corte ,real4 ,d4 ,brites de ,lara nasceu por #aejb4 ,era bela1 rica e1 ao que parece1 no desdenhava adoraes4 ,prometida esposa do conde de ,alcoutim1 destinada ao primognito dos ,braganas1 aceitou os galanteios do duque ,d4 ,jaime1 teve amores suspeitosos com o prncipe herdeiro1 e no final veio a casar em fins de #aebj ou em #aeba com o seu primeiro desposado ,d4 ,pedro de ,menezes1 conde de ,alcoutim e que foi terceiro marqus de ,vila ,real4 ,vivendo no pao1 ou com sua me 7de quem encontro noticia at #aeae71 criana1 ou ocupada de renovados amores1 no seria ,d4 ,brites de ,lara quem pensasse na construo do palcio1 e to pouco quereria ao morgado1 que1 em #a de dezembro de #aebh1 vendeu a ,afonso de ,albuquerque1 filho1 por quatro mil cruzados de ouro a sua quinta em ,azeito da banda de alm1 em ,ribatejo1 com todos os seus paos1 casas1 adegas1 lagares1 terras de po1 vinhas1 pomares1 olivais1 pinhais1 matos e terras baldias1 pascigos1 guas444 ,esta escritura foi feita no ano de ,,bcxxbiii1 na cidade de ,lisboa1 nas casas do muito ilustre prncipe e muito excelente senhor1 o senhor marqus de ,vila ,real1 estando a de presente o dito senhor marqus e a muito ilustre princesa e muito excelente senhora1 a senhora ,d4 ,brites1 marquesa de ,vila ,real1 sua mulher444 ,o preo de quatro mil cruzados de ouro1 que valem um milho e seiscentos mil reis1 foi pago por ,afonso de ,albuquerque por uma grande soma de vintns e tostes de prata e algumas peas de ouro444 ,e porque a quinta era do dote da marquesa1 precedeu licena do rei1 que no mesmo alvar1 datado de #ca de outubro1 permite que os marqueses firmem o contrato com juramento1 sem embargo da ordenao no livro quarto1 que defende que se no faam contratos jurados4#aj ,afonso de ,albuquerque1 que j ao tempo era casado com ,d4 ,maria de ,noronha4 ,como se v1 a quinta era a ,bacalha1 nome relativamente moderno1 mas por ele a tenho sempre designado para mais fcil inteligncia4 ,,vi ,tocarei agora um ponto subordinado ao assunto1 e que poder ajudar a demonstrao de que os paos1 vendidos pelos marqueses de ,vila ,real1 seriam levantados pela infanta ,d4 ,brites1 filha do infante ,d4 ,joo1 mestre de ,santiago4 ,comearei por uma interrogao4 ,teria alguma vez a quinta nome prprio8 ,responderei que assim o creio4 ,silva ,tlio1 tratando da ,casa dos ,bicos#aa1 chamou ,bacalha quinta do ,paraso1 confundindo-a com a propriedade na ,alhandra1 onde nasceram ,afonso de ,albuquerque1 o ,grande1 e seu filho ,brs1 depois apelidado do nome de seu pai4 ,eu1 porque nunca encontrei escrita1 nem conheci tradicionalmente designao prpria disse que a quinta apenas tem sido chamada do nome do stio1 ou dos possuidores1 assim3 --,quinta de ,azeito em ,ribatejo1 por ser aqui situada4 --,quinta de ,s4 ,simo1 por ter prxima uma ermida d'esta vocao4 --,quinta da ,condestablessa1 durante a administrao da viva do condestvel ,d4 ,afonso1 na menoridade de sua filha4 --,quinta de ,afonso de ,albuquerque1 depois da compra por ele feita aos ,vila ,real4 --,quinta do ,bacalhdo1 pelo casamento de ,d4 ,jernimo ,manuel--o ,bacalhau--com ,d4 ,maria de ,mendona4 --,quinta da ,bacalha1 desde a administrao de ,d4 ,francisca de ,noronha1 na interdio de seu marido1 ,joo ,guedes de ,miranda ,henriques4 ,todas as designaes que cito1 conheo de muitos documentos escritos2 contudo1 creio que primitivamente1 isto 1 pelas edificaes da infanta ,d4 ,brites1 se chamaria ,vila ,fraiche4 ,em ,azeito e junto da ,bacalha1 em terrenos do morgado1 h uma povoao1 no de muito velha data1 chamada ,vila ,fresca4 ,quando em #agei se formou o concelho de ,azeito1 foi creada em vila a aldeia de ,vila ,fresca#ab4 ,transferida em #aghf a sede municipal para a aldeia de ,nogueira1 reapareceu a antiga denominao aldeia de ,vila ,fresca#ac4 ,do sculo ,,xv nenhum documento conheo que nomeie a aldeia de ,vila ,fresca1 enquanto que1 para fazer conhecida a situao de uma propriedade1 se cita a quinta da ,condestablessa4 ,depois1 no sculo ,,xvi1 encontra-se escrita aquela designao sempre a modo de se aproximar da pronncia francesa3 ,vila-,freie--,vila-,freixe--,vila-,frch e--,vila-,freiche4 ,o teatino ,d4 ,manuel ,caetano de ,sousa1 que se no nasceu nesta aldeia por ali perto foi creado1 diz em fins do sculo ,,xvii1 que este ,freche do francs ,fraiche4 ,o equivalente portugus ,fresca comea a aparecer j na segunda metade do sculo ,,xviii e s geralmente admitido no sculo presente4 ,vila1 como bem sabido1 no designava1 mesmo entre os portugueses1 a povoao sede municipal1 mas a quinta com casarias1 e assim se dizia vila urbana ou vila rstica1 conforme era habitao de senhor ou predominavam nela as oficinas agrrias#ad4 ,a vila italiana1 essa1 vem at nossos dias1 e modernamente vemos ir-se entre ns tambm recebendo a locuo para designar uma casa de campo com jardim1 horta1 etc4 ,aldeia1 bem sabido que no significava1 como hoje1 apenas a pequena povoao rural1 mas era quase o monte alentejano1 um agrupamento de construes para acomodao do pessoal dependente da quinta e compreendendo as oficinas4 ,era cavaleiro vilo1 segundo os antigos forais1 o homem que possuia uma aldeia1 uma junta de bois1 #dj ovelhas e um burro#ae4 ,a aldeia de ,vila ,fresca era pois o agrupamento de habitaes junto da quinta-,fresca1 o lugar de residncia dos caseiros1 lavradores1 foreiros1 arrendadores e mais pessoal dependente daquela propriedade e participante dos seus privilgios e franquias4 ,a ,vila-,fraiche1 como hoje se escreve1 ou a ,vila-,frche1 no francs aportuguesado de ento1 seria a quinta com paos da infanta ,d4 ,brites#af4 ,as designaes francesas e as divisas nesta lngua foram muito em uso nos sculos ,,xiv e ,,xv4 ,eduardo ,,iii de ,inglaterra1 av da rainha ,d4 ,filipa de ,portugal1 instituindo a ordem da ,jarreteira1 deu-lhe por legenda lionny soit qui mal y pense4 ,do mestre de ,avis a letra da empreza foi3 ,il me plait pour bien4 ,a do regente ,d4 ,pedro1 ,dsir4 ,a do infante ,d4 ,henrique1 seu irmo3 ,talant de bien faire4 ,a do infante ,d4 ,fernando3 ,le bien me plait4 ,a do infante ,d4 ,joo1 pai de ,d4 ,brites3 ,j'ai bien raison4 ,ora sendo por aqueles tempos tanto da boa sociedade a lngua francesa1 sendo a preferida pela famlia de ,avis para as suas empresas1 pode bem crer-se que ,d4 ,brites foi com a moda e com o uso dos seus1 e chamou sua quinta ,vila-,fraiche1 a que a abundncia1 de gua1 a exposio ao norte e a situao da quinta e casa na queda dos montes bem autorisava4 ,tenho1 pois1 que o primeiro nome da ,bacalha1 pela posse de ,d4 ,brites1 foi ,vila-,frache1 ou ,fresca1 servindo a locuo portugueza e a palavra vinct seria a designao que o architecto italiano lanou sobre os desenhos4 ,,vii ,a infanta ,d4 ,brites gozou avultadas rendas2 seu marido1 o infante ,d4 ,fernando1 duque de ,viseu e de ,beja1 foi o senhor mais rico do pas2 era gastador e perdulrio1 largando loucamente os seus haveres4 ,d4 ,brites em vinte e trs anos de convivncia com ele teve tempo farta para lhe tomar os usos1 se j lhe no eram peculiares2 foi faustosa1 dissipadora1 dadivosa em demasia e1 pelas facilidades de haver1 no a embaraavam quantias4 ,seu cunhado ,afonso ,v foi largo para a casa da infante2 seu genro1 ,joo ,,ii1 desejou sempre agradar-lhe1 e esforou-se por lhe matar o ressentimento dos atos1 que razes de estado e a prpria conservao o fizeram praticar2 seu filho ,manuel1 com consenso real1 dava-lhe a mos largas as rendas da ordem de ,cristo1 cujo mestrado tinha1 corno regedor e administrador e1 depois de alcanar o trono1 concedia dadivosas liberalidades a sua me4 ,o livro #a4 dos ,msticos abunda em mercs e concesses de grossas rendas a ,d4 ,brites2 o estado era aquela famlia de ,brgias1 todos igualmente queriam parte nos despojos da sua vtima#ag4 ,numa carta de ,sintra a #e de outubro de #adhe1 ,d4 ,manuel1 duque de ,beja1 senhor de ,viseu1 da ,covilh1 de ,moura1 de ,serpa1 das ilhas da ,madeira1 dos ,aores e de ,cabo ,verde1 condestvel de ,portugal1 como regedor e governador da ordem da cavalaria de ,nosso ,senhor ,jesus ,cristo1 doou a sua me todas as rendas de bens dependentes da ordem1 e que ela gozava1 por dois anos alm da sua morte para descargo da sua 7da infante7 conscincia e pagamento de suas dvidas4 ,no dia #c de abril do mesmo ano1 em ,beja1 j se tinha obrigado1 na mesma qualidade de governador da ordem de ,cristo1 ao pagamento das dvidas de seu pai1 o infante ,d4 ,fernando1 e entre os credores acham-se um ,abrao ,beacar e outros tratantes1 que lhe tinham feito certos emprstimos1 j avolumados por ,d4 ,brites1 e tomado alguns arrendamentos pagos anticipadamente4 ,as dvidas ameadas1 segundo palavra de ,pero ,afonso1 montariam a seiscentos mil reais4#ah ,a carta de ,sintra foi confirmada por ,d4 ,manuel1 j rei1 no dia #d de julho1 e a de ,beja no dia #e do mesmo ms de #adif1 ainda no passados seis mezes da sua entronizao1 e ambas datadas de ,barra-a-,barra em frente de ,lisboa1 para onde ,d4 ,manuel fugira da peste1 temendo comparecer no tribunal de ,deus1 quando ainda o cadver de seu primo ,d4 ,joo ,,ii no era extinto4 ,d4 ,brites1 vivendo na corte de um rei artista por gnio1 frequentando aquele meio1 em que tanto se falava do que ia por ,itlia em matria de arte1 da habilidade e percia dos mestres1 do gosto aprimorado e magnificncia dos prncipes ,mecenas das artes1 que contribuam em grande para o seu desenvolvimento1 sabendo que aqueles prncipes aplicavam avultadssimas somas a faustosas construes1 em que o novo estilo larga se expandia2 que os maiores senhores protegiam e honravam os artistas de verdadeiro mrito1 convivendo quase familiarmente com os mais celebrados1 como que transformando os seus palcios em academias e museus2 no podia ,d4 ,brites1 opulenta1 faustosa1 gastadora1 princesa e me de uma rainha1 deixar de querer imitar aqueles que eram louvados e prendiam as atenes da mais alta e culta sociedade4 ,d4 ,joo ,,ii tinha predileo por ,setbal2 a quinta de ,azeito1 que o mestre de ,santiago deixara a sua filha1 era prxima do lugar de residncia da corte1 em stio delicioso1 abundante de guas e capaz de se levantar nele habitao principesca1 e ,d4 ,brites quereria ter casa vizinha da corte e condigna da sua elevada hierarquia4 ,d4 ,brites1 pois1 encomendaria os planos de um palcio de campo a arquiteto hbil e1 no o havendo no pas1 vir-lhe-ia o traado1 ou um artista da ,itlia1 e este delineou uma vila1 que1 em uma poca de transio1 saiu num gnero medieval1 amodernado por um florentino4 ,como muito usual suceder1 o lugar escolhido para a nova edificao foi o assento da antiga casa da quinta1 a residncia1 talvez1 do mordomo4 ,quem atentamente observar o palcio e a quinta da ,bacalha e os vir minuciosamente encontrar nas edificaes trs idades e influncias das pocas4 ,duas casas com abbadas ogivais1 restos da habitao do tempo do monteiro-mor ,joo ,vicente1 ou do prncipe ,d4 ,joo1 mestre de ,santiago1 palcio e cerca torreada de ,d4 ,brites1 sua filha1 construes e decorao policrmica de ,afonso de ,albuquerque4 ,as velhas casas restam encravadas no meio das outras1 como o caroo daquele fruto4 ,o palcio distingue-se pela forma cilndrica das torres e cintas azulejadas das salas4 ,os inovamentos de ,albuquerque tomaram a forma angular e os ornatos de barro esmaltado1 os medalhes e azulejos do-lhes lugar parte4 ,o palcio no do infante ,d4 ,joo1 porque o estilo vai muito fora do seu tempo2 a filha do condestvel ,d4 ,afonso1 marquesa de ,vila ,real1 no teve ocasio para levant-lo2 resta-nos1 portanto1 ,d4 ,brites para construir1 e ,albuquerque1 filho1 para reformar4 ,,viii ,no friso do porto1 que1 pelo norte1 d entrada para o ptio do palcio1 l-se a seguinte inscrio3 ,anno #aeed--;,alfonsus ,albuquercus ,alfonsi ,magni indorum debellatoris filius--sub ,joanne ,,iii ,portugaliae rege condidit ,anno ,,mdliiii4 ,esta inscrio1 a fama tradicional de que a quinta e palcio haviam sido delineados sobre os traos de uma das praas da ndia portuguesa1 onde o valor de ,albuquerque mais brilhara 7tradio que se deve ter por muito graciosa71 todas as notcias escriptas1 ou impressas at hoje1 levaram-me a crer que quanto existia na ,bacalha fora obra de ,albuquerque1 filho4 ,a inscrio devia julgar-se coeva e testemunha irrecusvel1 e a falta de vestgios do pao da condestablessa1 vendido pelos ,vila ,real1 explicava-a a mim mesmo1 supondo-o construo nada recomendvel1 que o novo proprietrio arrasara para levantar fbrica aprimorada4 ,foi o acaso que me despertou a ateno1 e me chamou a observar mais acuradamente as construes4 ,a queda do reboco da torre setentrional descobriu uma janela ampla e de verga semicircular1 que destoa completamente das demais e mostra que a torre foi restaurada e sofreu modificao4 ,em baixo divisa-se uma porta de iguais1 uma que comunicava a torre com o pavimento trreo do palcio4 ,outros vestgios foram aparecendo indicativos de alteraes na primitiva edificao4 ,leitura mais atenta do ttulo da compra aos ,vila ,real e sua confrontao com o ttulo da instituio do vnculo1 documentos distanciados quarenta anos1 comparados ainda com a tombao do morgado1 que descreve minuciosamente a casa e quinta1 fez-me ver que na propriedade havia em todas as trs pocas 7#aebh1 #aeeh1 #afcj7 no s paos1 mas pomares1 vinha1 cerca de muros e oficinas agrrias prximas1 tal como ainda hoje1 em runas4 ,uma vista rpida mostra um todo unido1 no sem que o olho deixe de resentir-se1 como o ouvido1 quando de entre um jogo de harmonias escapa um acorde dissonante e rpido4 ,as torres circulares1 ou cubelos1 como lhes chama o tombo1 e os edculos dos muros da quinta1 comparados com as construes similares do palcio representam uma s mo a lanar os primitivos traos2 mas se se deixar pousar a vista sobre o objeto1 que de leve a impressionou1 h de notar-se alterao e modificao nos lineamentos4 ,se se descer a minudncias1 ento resalta de passo a passo a reedificao e os inovamentos4 ,conhecia o andar nobre do palcio2 busquei1 porm1 examinar atentamente o interior1 e notei logo que a faixa de azulejos que cinge as salas no corresponde ao que1 neste gnero1 h na parte superior da quinta4 ,o azulejamento destas salas em xadrez1 ou como nas lisonjas da armaria1 tecido de quadrados brancos com tiras verdes ou azuis1 e sobejamente sabido que esta espcie de mosaico anterior aos azulejos com desenhos a cores1 ou em relevo4 ,desci ao pavimento trreo1 onde nunca tinha entrado1 e encontrei provas claras de outra edificao ali encerrada4 ,h duas casas cobertas por abbadas em ogiva e de arestas1 cujas nervuras nascem to prximas do cho1 a no restar dvida de que o pavimento correspondente deve achar-se muito soterrado1 e de que se levantou outro sobre ele para alcanar o novo nvel4 ,na parede que divide estas casas entre si houve um arco de volta perfeita1 tecido de tijolo1 cheio posteriormente de alvenaria e que a queda do revestimento descobriu4 ,na varanda coberta junta1 v-se o sobrearco de uma antiga porta para as casas abobadadas1 cuja soleira deve achar-se bastante funda4 ,interiormente veem-se diversas comunicaes de casa para casa1 que foram inutilisadas ou substitudas4 ,depois do primeiro achado admirei-me1 como usual1 de no ter dado por outros sinais de reedificaes e emendas4 ,a escadaria que d entrada para o palcio tinha por guarda uns corrimos suportados por pilares intervalados com balastres de mrmore branco1 e no patamar superior ainda assim 2 no mdio1 porm1 formou-se um painel massio1 enchendo os vos da gradinata de alvenaria revestida de azulejos de relevo1 do gnero que mais abunda na quinta1 e em tudo dissemilhante do azulejamento interior do palcio4 ,ainda aqui h a notar que os azulejos da escadaria so de trs desenhos diferentes4 ,no azulejamento da parte superior da quinta encontram-se mesmo espcies de pocas muito distintas4 ,esta alterao na gradinata da escadaria no restaurao1 mas remendo4 ,em #afca ainda todo o corrimo era sustentado por balastres4 ,nas duas galerias sobrepostas que olham a norte1 v-se que o estilbata sobre o qual pousam as colunas da arcaria superior de pedra dissemilhante da que lhe fica por debaixo1 repetindo-se o facto nos arcos da galeria superior1 e dando-se aqui mais a circunstncia de no serem de pedra faceada os seguintes1 nem terem medalhes de moldura relevada na mesma pedra1 como nos seguintes das demais arcarias4 ,a pedra destes arcos e do estilbata amarelada1 branda e j a esboroar-se1 enquanto o mais calcrio rijo e branco1 ou mrmore da ,arrbida1 ainda que pouco escolhido4 ,parece ter havido aqui grande reparao1 em que se no atendeu a todas as partes arquitetnicas4 ,uma parede de esbarro1 reforando a base da arcaria inferior1 vem de ajuda a este suposto4 de crer que estes trabalhos fossem posteriores s obras de ,albuquerque4 ,,ix ,num edculo1 que encima a porta da entrada do palcio1 v-se um busto de barro de boa execuo4 ,as propores so as naturais4 ,mostra um varo na fora da vida1 cabelo sobre curto e cuidado1 barba despontada como na poca de ,joo ,,iii1 o rosto oval1 o nariz aquilino e a fronte espaosa1 a expresso clara e de distinta serenidade4 ,veste de um tecido de malha1 virando-se como gola em bicos1 deixa o pescoo a descoberto4 ,do ombro cai at meio brao um adorno do mesmo tecido e tambm em bicos4 ,duas largas faias1 como pontas de um manto1 traam-se sobre o peito1 ligando-se em ns sobre os ombros talvez o diplax dos filsofos4 ,no faltaram ao busto com os ltimos toques1 foi trabalho bem tratado1 finalmente um bom exemplar do gnero4 ,est ao alcance da vista1 mas no permitindo a opacidade do barro bem divisar os pequenos relevos faciais1 quer ser tocado com os olhos4 ,na frente do que forma o assento da figura h um listro com as extremidades enroladas1 como que destinado a um nome1 que no tem1 pois mal ficava num retrato4 ,no lhe pude achar monograma1 assinatura1 ou marca de auctor4 crido como a reproduo fiel de ,albuquerque1 filho4 ,o lugar que ocupa competia de direito ao senhor da casa4 ,os bustos dos mais edculos desta frente do palcio1 e que ainda existem1 so de fino mrmore2 pela distncia a que ficam no podem bem apreciar-se2 parecem1 todavia1 bons e representam figuras mitolgicas1 ao que pode julgar-se4 ,o busto em barro do senhor da propriedade acha-se em bom estado de conservao e deve-o a uma excentricidade1 para no dizer mais1 de um sucessor qualquer no morgado1 que o fez cobrir de uma camada de gesso para condizer na cor branca com os outros bustos e similar pedra4 ,no facto extraordinrio ser em barro o retrato de quem podia t-lo em mrmore ou bronze4 ,so clebres os bustos em barro cozido do marqus ,joo ,francisco ,gonzaga de fins do sculo ,,xv1 outro da mesma poca de ,joo ,bentivoglio e ainda outros posso citar1 de ,carlos ,,viii e ,niccolo da ,uzzano por ,donatello4 99 99 99 99 99 ,no friso inferior cornija que orna esta porta l-se3 ,ecce elongavi fugiens et mansi in solitudinem4 ,expressar os desejos de ocasio de ,albuquerque1 filho1 quando aqui escrevia os ,comentrios do grande ,afonso2 todavia1 mais tarde1 encontramo-lo na administrao municipal de ,lisboa1 ocupado de outros negcios pblicos e1 nos ltimos dias1 talvez dementado pela idade1 peralta1 requestando uma jovem fidalga1 ,d4 ,catarina de ,menezes1 com quem casou1 fazendo poltica ibrica contra a independncia da ptria e concorrendo a entrevistas com ,cristvo de ,moura disfarado com barbas postias#ai4 ,x ,tentando apresentar como boa a ideia que concebi sobre as edificaes da ,bacalha1 e demonstrar as bases que me serviram para formar uma opinio oposta a quanto se havia escrito e era geralmente aceite por bom1 poderei1 por necessidade1 tornar-me prolixo4 ,que me seja relevado o que tiver de impertinente4 ,a quinta dividida em dois terraplenos por um muro1 que suporta as terras mais altas4 ,a cerca inferior condiz com a arquitetura do ,palcio2 em ambos estes lugares os torrees cilndricos com cpulas de goramos1 em ambos azulejos monocromos e menos bons4 ,o terrapleno superior tem nos ngulos do norte dois pavilhes chamados um ,casa da ndia1 por ter tido umas telas representando as cidades daquele estado1 nas quais mais brilhou o valor de ,albuquerque1 o ,grande1 o outro casa das pombas4 ,nos ngulos do sul ficam num o palcio1 no outro o lago1 casa da perna1 e mais dois pavilhes ligados por lgias4 ,os torrees da cerca inferior so seis e1 descendo-se s minuciosidades precisas1 v-se distintamente que os torrees dos ngulos foram construdos com a cerca de muros e os intermedirios feitos posteriormente1 para o que houve de rasgar-se o muro e no tanto como o necessrio1 pois a parte que restou dentro dos torrees deu origem a que estes se partissem por ali4 ,quatro destes torrees1 ou cubelos1 como lhe chama o ,tombo do morgado1 foram aplicados a estaes da ,via-,sacra1 com altares de mrmore preto1 forrados de azulejos nas frentes e1 por no bastarem1 meteram-se-lhes de permeio uns nichos nos muros para completarem os sete passos da paixo de ,cristo4 ,naqueles tempos de religiosidade e f mais vivida bem iam estes exerccios1 e o lugar escolhido1 aonde j eram esvados os rumores do palcio1 era a isso acomodado4 ,este recinto em #aebh1 pela venda dos ,vila ,real1 era parque2 pela formao do tombo1 em #afcj1 estava plantado de vinha1 e assim continuou por mais dois sculos1 at que se destruiu as videiras4 ,no terrapleno superior em que est o palcio onde se v clara a reforma de ,albuquerque1 filho1 cujas construes se desviam do gnero arquitetnico primitivo4 esta a parte mais aprimorada4 ,no remodelamento tentou-se acomodar variantes s novas construes4 ,encontra-se aqui o torreo2 trocou-se1 porm1 a forma cilndrica pelo cubo e substituiu-se a cpula hemisfrica por telhados piramidais4 ,as galerias sobre o lago no destoam das do palcio1 mas aos pavilhes que as extremam deu-se a cobertura de telhas acoruchadas das torres angulares desta parte da quinta4 ,as ombreiras das portas e janelas do palcio so angulares1 as das edificaes da cerca superior so de quarto de crculo4 ,os muros do terrapleno inferior correm na sua altura com a inclinao1 ainda que ligeira1 do terreno e so nus na coroa2 os do terrapleno superior so de nvel no coroamento1 como de nvel lhes correm as ruas paralelas1 resguardadas com muros de suporte1 que as limitam4 ,aqui mesmo se conhece a remodelao1 o antigo muro de argamassa distinta segue a declividade do solo2 para correr de nvel com as ruas1 houve de ser levantado4 ,restam ainda nas paredes as rguas em que estavam pregadas as telas4 ,o recinto superior foi outrora ocupado por jardins e pomares1 esmeradamente cuidado e ornamentado4 ,sobre todo o muro havia1 intervalados por pirmides1 pedestais quadrangulares1 em que pousavam esferas4 ,de tudo ainda existem restos1 carcomidos e a esfacelarem-se4 bem sabido que ,d4 ,manuel tomou por empresa a esfera1 e bem conhecida a proteo dispensada por este rei a ,afonso1 filho2 ,albuquerque1 o ,grande1 depois da tomada de ,goa1 bateu uma moeda a que chamou esfera1 e com esta figura no cunho2 natural1 pois1 seria que o filho aqui empregasse1 como ornamento1 o emblema que recordava os altos feitos de seu pai e fanava das glrias ptrias1 esquecendo que o rei com um ultraje1 que sua rgia alma no doeria1 lhe vitimara quem lhe dera o ser1 ilustre nome e grossos cabedais4 ,a modstia1 por assim dizer1 do terrapleno inferior f-lo votar aos exerccios ntimos de religio1 a que as grandezas luxuosas no ficam bem4 ,no terrapleno superior1 de uma opulncia faustuosa1 tudo se mundanalizou1 estando de envolta com versculos bblicos figuras mitolgicas e celebridades da histria dos povos1 acotovelando-se1 defrontando-se1 sobraando-se4 ,na galeria do palcio1 que olha o poente1 palestram amigavelmente o ,eufrates1 o ,mondgo1 o ,nilo1 o ,danbio e o ,douro2 por sobre a porta1 que daqui sai para o jardim1 l-se3 ,satiabor cum apparuerit gloria tua2 logo a seguir faz costas a uma cadeira um quadro em azulejo representando o roubo de ,europa4 ,continuando para o poente1 h pela parede medalhes de loua com bustos de ,alexandre1 ,anbal1 capites famosos e imperadores romanos4 ,sobre as portas das casas de prazer do lago1 em nichos1 havia estatuetas representando as virtudes cardeais1 a ,justia1 a ,prudncia1 a ,temperana e a ,fortaleza4 a-se aqui com o costume dos tempos4 ,nas portas de ,s4 ,pedro de ,roma1 ,filarete emoldurava os quadros1 que representam assuntos famosos da histria da igreja1 com passagens de ,esopo1 e ,rafael povoava as bordaduras das tapearias1 que representavam os atos dos apstolos1 de figuras grotescas#bj4 ,disparatadas parcerias ainda fez ,cames tambm entre o ,padre ,eterno1 ,cypris1 ,cristo1 as ,nereidas1 a ,virgem e ,marte4 ,,xi ,o aparecimento das janelas de volta perfeita1 a forma das abbadas das duas casas interiores1 a dissemilhana dos azulejos do palcio e das construes da quinta1 alguns pedaos de azulejo de tipo mais antigo metidos nas argamassas e as demais circunstncias apontadas1 deram-me a opinio de que ,albuquerque1 filho1 foi apenas inovador em grande dos paos e quinta da ,condestablessa1 podendo at precisar-se o que primitivo e remodelao4 ,os dois tipos arquitetnicos desmentem a inscrio de #aeed4 ,no primeiro perodo da ,renascena em ,itlia1 no sculo ,,xv1 as edificaes formavam cubos pouco movimentados1 com grandes cheios1 em que rareavam as janelas1 o palcio florentino com a sua fachada nua e severa dava ares de uma fortaleza1 buscando-se apenas ferir a imaginao por massas imponentes e de linhas ininterruptas4 ,os arquitetos1 cheios de consideraes ainda pelas obras das geraes precedentes1 deixavam-se dominar por este fenmeno atvico1 a que no facil fugir-se num incio4 ,andrea ,sansovino1 o mestre que para lio nos mandou ,loureno de ,medicis1 mesmo tido como incurso neste pecadilho4 ,se na ,bacalha encontramos esbeltas torres e formosas lgias abertas por arcarias em colunatas1 temos tambm a janela a grandes espaos1 sem uma linha sequer que corte todo o edifcio4 ,tem1 pois1 a ,bacalha o caracterstico da transio da velha para a nova arte do ltimo quartel do sculo ,,xv para o ,,xvi4 ,as faces que olham o ptio e quinta tm beleza na forma e tecido2 as que do sobre o jardim1 que comunicam diretamente com a parte mais luxuosa e aformoseada1 no lhes correspondem1 sito nuas e pouco airosas2 janelas nada amplas1 sem outra ornamentao mais que uma faixa de azulejo liso1 lanadas em largos vos1 e para quebrar tanta monotonia1 lanaram-lhe uma galeria de seis arcos4 ,no andar trreo algumas frestas gradeadas do-lhe ares de crceres para condenados4 ,em #afcj uma parede de limoeiros e cidreiras aprumava-se junto da de alvenaria1 matando tanta tristura4 ,esta parte o avesso de uma tapearia custosa4 ,quem projetou o palcio parece no haver pensado em lhe lanar no reverso riquesas de policromia de barros esmaltados1 pavilhes e galerias elegantes como as do lago4 ,era um desacerto1 um erro1 uma prova de mau gosto1 que no daria o autor do primitivo traado2 possvel1 contudo1 que no fosse completa a execuo4 ,as outras duas faces tm a nobreza e o movimento que lhes do torres e arcarias4 ,a face leste simtrica4 ,dois torrees cilndricos1 esbeltos1 com cpulas em gomos encimados por pirmides1 matam os ngulos4 ,tero o aprumo de um ,marte1 de cuja raa descendem1 mas de um ,marte que despiu a sua armadura para veranear no campo com damas gentis4 ,no andar nobre duas janelas por banda e no centro a porta de entrada1 a que d acesso escadaria1 correndo paralela parede do edifcio e voltando sobre si noutro lano a alcanar a pequena varanda superior4 ,as janelas e portas tm por coroamento uma simples cornija horizontal1 estimada pelos primeiros seguidores da nova escola4 ,esta cornija1 exceto na porta1 separada uns #bj centmetros da aresta superior da verga por um cheio de alvenaria4 ,nichos com bustos correspondem superiormente a cada uma das janelas e porta4 ,esta face d para um ptio espaoso cercado do norte e sul por muros4 ,ao norte1 sobre o rossio da quinta1 abre a entrada principal4 um prtico1 que parece haver sido restabelecido no haver longos anos4 ,duas pilastras de mrmore da ,arrbida de inferior qualidade1 espaadas com relevo1 suportam o entablamento1 em cujo friso se acha a inscrio de #aeed4 ,no centro v-se o lugar para o escudo dos ,albuquerques que se encontra no cho ao lado1 talhado conforme o que vem nos ,comentrios1 e que ,albuquerque1 filho1 reclama para sua famlia1 mas ainda por concluir1 faltando-lhe os lees1 para o que se lhe deixou a necessria salincia na pedra4 ,faltam ao prtico as ombreiras4 ,o porto do sul1 que estava completamente destrudo1 foi h pouco restabelecido1 conforme o parceiro a que faz frente1 e levado ao mesmo estado2 por cima ps-se-lhe um outro escudo de armas dos ,albuquerques1 esquartelado1 tendo no #a4 e #d4 quartis o escudo de ,portugal1 no #b4 e #c4 cinco lises em aspa1 adotado por ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque1 juntando s quinas de ,portugal os lises que cabiam a sua mulher1 por proceder da casa real de ,frana#ba1 e que fez pr na torre de menagem da ,codiceira por ele edificada4 ,na fronteira do palcio h dois torrees circulares1 reparados de novo e com cpulas em gomos1 extremando uma colunata1 que sustenta treze arcos de pleno cimbre com medalhes circulares e nus nos seguintes4 ,e tudo de mrmore da ,arrbida4 ,este gnero de ornamentao dos seguintes1 criao de ,brunellesco e muito querida dos arquitetos da primeira poca da ,renascena1 sabe-se bem que foi proscrita pelos artistas que se lhes seguiram4 ,esta arcada sustentava a cobertura de uma bela galeria ao rs-do-cho#bb4 ,pelo torreo setentrional do palcio passa-se deste ptio para a quinta por uma porta sobre a qual se l3 ,dirige ,domine ,deus meus in conspecto tuo viam meam4 apropriado o versculo1 porque1 descendo uma escadaria curva e dupla1 d-se na rua1 que conduzia s estaes da ,via-,sacra4 ,a frente do palcio1 que olha ao norte1 no simtrica em todas as suas partes1 mas do mais belo efeito perspetivo4 ,dois torrees1 os mais altos1 extremam-na1 como a do leste4 ,caminhando deste lado para o poente1 h uma janela com tarja de azulejo em volta1 sobre ela a cornija1 distanciada como as outras1 e por cima um nicho j ermo2 seguem-se duas galerias sobrepostas1 abertas por escadas1 verdadeiras lgias4 ,a arcaria superior repousa em sete colunas dricas assentes num estilbata3 a inferior pousa sobre quatro pilares assentes no pavimento4 ,para ornar os seguintes dos trs arcos inferiores1 h quatro bustos de alto relevo1 saindo de outros tantos medalhes circulares--imagines clypeatae--que atraem as atenes do amador4 ,representaro pessoas de famlia8 ,representam os dos extremos homens1 os do centro damas4 ,a julgar pelos tipos sero o infante ,d4 ,joo1 mestre de ,santiago1 de barba e farto bigode1 e sua mulher ,d4 ,isabel1 a infanta ,d4 ,brites e seu marido1 o infante ,d4 ,fernando1 com a barba toda1 mas sobre o curto4 ,o espao que vai destas lgias ao torreo occidental ocupado por trs janelas desigualmente distanciadas4 ,o servio da galeria inferior para a quinta por uma graciosa escadinha em espiral4 ,,xii ,se no deixaram que ,d4 ,joo ,,ii levasse a cabo nenhum dos seus empreendimentos e reformas1 bem certo que tudo j estava to adiantado e bem disposto1 que logo na entrada do seguinte reinado se patentearam1 como por encantamento1 prodgios daquele grande gnio de rei4 ,as artes1 estioladas pela sombra de dois reinados pouco felizes1 tinham-se esterilizado2 mas1 cuidadosamente amanhadas e adubadas com tino por ,d4 ,joo ,,ii1 frutificaram cedo1 produzindo1 logo na primeira colheita1 um estilo arquitetnico com certa originalidade1 resultado de engenhosas e bem pensadas combinaes do normando1 do gtico1 do rabe e de quanto mais havia criado1 ligados a motivos da fantasiosa imaginao dos artistas e artfices nacionais1 em que se no perdeu a lio da escola nascida dos esforos e inteligente direo do prncipe perfeito4 ,o rei ,manuel faleceu em #aeba1 ,albuquerque foi senhor da ,bacalha em #aebh e se o palcio fosse por ento projetado ressentir-se-ia ainda da escola e gosto que dominavam o pas1 e as construes nem a mais leve sombra tm daquele tipo1 ou teria seguido o estilo clssico j em voga4 ,as arcadas abertas e ainda sobrepondo-se do ao todo uns odores de ,itlia1 um arremedo fugitivo das construes florentinas e de ,veneza1 quer olhando jardins e terreiros1 quer mirando ao longe1 como na fachada norte1 quer espelhando-se nas guas1 como no lago1 e estas1 distanciadas das restantes1 seriam uma adaptao das novas construes ao gnero comum4 ,as galerias do lago no destoam das do palcio1 mas os pavilhes1 que as extremam1 como j disse1 so quadrilhados e acoruchadas as coberturas4 ,o estilo do palcio severo e nu de ornamentao2 o do terrapleno superior e suas dependncias brincado de policromias espelhadas e fantasiosas4 ,no palcio atendeu-se ao conjunto1 pretendeu-se cativar a vista naquela mole torreada3 cerca de velhos muros imprimiu-se-lhe apenas o carter1 por assim dizer1 do guardador que s cura do seu mister2 aos muros da cerca superior quis disfarar-se-lhes o destino4 ,os muros inferiores cingem e prendem um recluso1 suspendem o assaltante1 probem o ingresso no recinto2 os do terrapleno superior seguram a vista1 e os seus luzentes barros esmaltados entretm o passeante com a variedade das policromias1 levam o pensamento s idades da mitologia1 da histria e at o chamam a ,deus com as transcries dos livros sagrados4 ,afonso de ,albuquerque1 filho1 foi em #aeba na esquadra1 que conduziu a ,sabia a infanta ,d4 ,brites1 filha do rei ,manuel1 e teve o comando de um galeo de #bcj tonis4 ,a armada saiu de ,lisboa em princpios de agosto e deu fundo em ,vila ,franca de ,nisa no dia #bi de setembro4 ,a entrada pblica da princesa na corte s se realizou em maio seguinte1 e entretanto os oficiais da armada fizeram digresses pela ,itlia1 visitando as principais cidades e monumentos da ptria das artes4 ,desta excurso viria a ,albuquerque o gosto do belo1 e o conhecimento do que podia valer uma construo com originalidade de formas1 marcando ao mesmo tempo uma poca artstica o renascimento das artes no seu pas4 indubitvel que ,albuquerque em ,ferrara se enamorara da estrutura externa do clebre ,palcio dos ,diamantes1 ou em ,bolonha do ,palcio ,bevilacqua1 atribudo a ,gaspar ,nadi e comeado em #adha1 coevo do anterior4 ,a celebridade destes dois edifcios est principalmente no exterior das paredes formadas de pedras em facetas a modo de diamantes1 inveno mais extravagante do que bela3 daqui nasceram sem dvida as casas s portas do mar em ,lisboa1 mais conhecidas pela ,casa dos ,bicos4 ,a tradio vulgar mesmo vem-lhe de reforo1 dizendo que ,albuquerque1 para dar mostras da exuberncia dos seus haveres1 projetava colocar um diamante na ponta de cada prisma4 ,d4 ,maria de ,ayala1 mulher de ,albuquerque1 era da casa de ,vila ,real1 por seu pai1 e de ,portalegre1 por sua me4 ,os ,vila ,real tinham o morgado da ,bacalha1 os ,portalegre alguns bens ali prximos em ,azeito4 ,afonso de ,albuquerque prender-se-ia com as formas e disposio do palcio e quinta dos primos de sua mulher1 comprou-os1 e as recordaes de ,florena e de outros centros artsticos da pennsula itlica1 em que campeavam as innovaes dos grandes mestres1 fizeram-no adotar para ornamentao da sua nova propriedade os policromos e os barros cozidos dos ,della ,robbia e sua escola1 adquiridos em quantidade1 que1 ainda hoje1 s por si1 formam uma coleo valiosssima1 um museu verdadeiro pela grande variedade dos espcimenes1 em que figuram no s produtos estranhos1 mas de origem portuguesa comprovada1 que representam com brilho este ramo de indstria nacional naquela poca4 ,por alguns azulejos do tipo quatrocentista1 que se encontram dentro da alvenaria1 ou forrando a face superior dos alegretes1 pode crer-se que j algum azulejamento existia nas construes da quinta anteriormente compra por ,albuquerque4 ,,xiii ,os azulejos e os medalhes da ,bacalha mereciam ser tratados por mo de mestre1 mas j descrevendo-os como observador enamorado deles1 pode aproveitar arte e histria desta indstria1 despertando a ateno dos entendidos4 ,os medalhes so1 sem dvida1 da escola ou das oficinas dos ,della ,robbia1 seno de ,andrea1 ou de ,giovanni4 ,os ladrilhos so de alguma fbrica da ,espanha1 ,talavera ou ,valncia4 ,as cercaduras dos medalhes menores so de origem flamenga4 ,os quadros historiados1 os mitolgicos1 os alegricos1 os groteschi1 os humoureschi1 uma cercadura formosssima e um escudo com o brazo dos ,albuquerques1 que h nas casas de prazer juntas ao lago formam uma coleo valiosssima da indstria portuguesa1 e1 que importa muito para a histria deste ramo de cermica no pas4 ,nada falta a esta coleo1 assinatura 7,matos7 numa parte1 data 7#aefe7 em outra1 e tudo ligado por elementos decorativos a comprovar a sua procedncia4 ,quanto aqui enumero pertence indubitavelmente restaurao e inovamentos de ,albuquerque4 ,a julgar por destroos e restos de azulejos que se encontram nas argamassas1 ou de azulejos cerceados e recortados a cobrir as pequenas paredes1 que formam a caixa para as plantas dos alegretes e que mostram ter para ali vindo de lugar apropriado1 a coleo j foi mais variada4 ,uns azulejos lisos remendando quadros do mesmo padro1 mas de relevo cavado1 provam ter havido reparao no azulejamento e alguns com escorregamento de tintas diro ter-se recorrido a um fabricante1 que por inbil houve de ser posto de parte4 ,estas reparaes devero atribuir-se a ,d4 ,jernimo ,manuel1 o ,bacalhau1 que teve o morgado e habitou o palcio por bastantes anos antes e depois da sua viagem ndia1 e1 continuadas talvez por seu filho ,d4 ,jorge1 que tambm habitou o palcio1 aonde faleceu em outubro de #afea4 ,afonso de ,albuquerque1 filho1 com sua mulher ,d4 ,maria de ,noronha1 vinculou a quinta em #aefh2 dez anos depois ainda esta dama vivia1 mas seu marido1 j provecto1 enviuvando1 passou a segundas npcias com ,d4 ,catarina de ,menezes2 pouco durou esta nova unio de ,afonso de ,albuquerque1 porque em #aeha faleceu4 ,de nenhum dos matrimnios restaram filhos1 mas houve um natural1 ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque1 que pretendeu suceder no morgado4 ,foi nele apossado1 mas seguiu-se porfiado litgio1 movido pelo ramo de ,fernando de ,albuquerque1 chamado na instituio administrao do vnculo4 ,s em #afji a causa foi decidida a favor de ,d4 ,maria de ,mendona1 mulher de ,d4 ,jernimo1 o ,bacalhau4 ,estes cnjuges estabeleceram residncia no palcio1 aonde ,d4 ,jernimo faleceu em #afbj4 ,j em #afjg o hospital1 institudo por ,afonso de ,albuquerque1 estava em runas1 e o palcio e quinta corriam-lhes parelhas2 de crer1 pois1 que as reparaes fossem do ,bacalhau e seu filho ,jorge4 ,em #afbc ainda encontro residindo na quinta um #d4aj ,real1 ladrilhador1 que aqui poderia estar na reparao do azulejamento4 ,as ruas do jardim e as que correm ao longo dos muros do quadrngulo superior tinham o pavimento de famoso tijolo de #j1bj #j1aj1 de excelente barro1 bem fabricado e cozido1 de que existem restos4 ,estas ruas so orladas de alegretes para flores4 ,um arrendamento de #afgd impe ao rendeiro da quinta a obrigao de tosquiar o buxo do jardim e ruas duas vezes por ano e limpar os craveiros dos alegretes4 ,do lado do muro estes alegretes so a espao interrompidos por cadeiras de alvenaria revestidas de azulejo2 do lado oposto1 tambm a distncias certas1 h uns cubos mais elevados para plantas de maior porte4 ,o azulejo destes cubos sempre de qualidade superior ao dos alegretes1 variando no desenho e todo de relevo4 ,entre cubo e cubo e entre cadeira e cadeira1 nos panos de cada alegrete encontram-se quatro formosos azulejos de relevo1 assentes em diagonal3 so dos mais apurados no gosto1 no desenho1 nas tintas e no esmalte4 ,o fundo destes azulejos branco1 os desenhos folhas e flores de fantasia1 e nuns aparecem uns frutos1 que na frma se aproximam da rom 7n4 #ae74 ,os desenhos so combinados para quatro azulejos4 ,os padres n4s #aa1 #bc1 #be e #cc encontro-os notados como puro renascimento italiano#bc1 muitos outros podem assim ser classificados e tero vindo feitos de ,itlia1 ou sero fabricao portuguesa sobre desenhos daquele pas4 ,neles do-se os caractersticos dos produtos cermicos sculo-rabes3 espessura do vidrado e colorido terminado a meado por grossas gotas de tinta coaguladas#bd4 ,h mais dois padres3 um 7n4 #i7 notou-o ,haupt no alcaar de ,sevilha1 outro 7n4 #cg7 para cercadura1 em ,santa ,maria de ,penha ,verde#be4 ,a variedade no azulejamento extraordinria1 quer as placas sejam lisas1 de uma s cor1 com desenhos policromos1 ou de relevo cavado e coloridos4 ,a mesma variedade se encontra nas cintas de azulejo1 que emolduram as portas e janelas1 quer as paredes sejam nuas ou azulejadas1 distinguindo-se entre estas cercaduras as da ,casa da ndia 7n4 #e71 de desenho fino1 correto e de bom gosto1 remendadas com uma imitao mal produzida1 e que foi noutras partes aproveitada para o mesmo emolduramento4 ,a varanda coberta1 ou lgia1 que d sobre o jardim1 tem uma larga cinta azulejada1 e cinco quadros representando os rios ,eufrates1 ,mondgo1 ,nilo1 ,danbio e ,douro4 ,a ornamentao policrmica da ,bacalha prendeu a ateno do ,sr4 ,theodor ,rogge1 alemo1 professor de desenho1 e de volta ao seu pas ocupou-se dela1 dedicando-lhe um artigo acompanhado de alguns desenhos1 entre os quais o quadro que representa o ,douro4 ,eis o que diz o ilustre professor3 ,depois da introduo das faianas italianas da ,renascena1 sentiu-se a influncia desta na decorao dos azulejos4 ,as amostras mais belas desta mudana de orientao fornece-as o palcio da ,bacalha em ,azeito1 construdo pelo filho do clebre heri da ndia1 ,afonso de ,albuquerque4 ,a figura #c 7o ,douro7 mostra o sistema de um adorno de paredes por azulejos na galeria ocidental do palcio e que abre sobre o jardim4 ,o desenho executado em azul1 amarelo1 verde e castanho sobre fundo branco circundado de uma bordadura de vulos1 e cobre a parede at altura de #a1gbm4 ,os painis 7kartuschen7 policromos representam personificaes dos rios principais de ,portugal4 ,a figura iluminada no quadrado direita d o detalhe de um desenho composto de quatro azulejos4 ,as bordaduras encontram-se na tabela iluminada1 em baixo esquerda1 fig4 #d4 ,a combinao destes elementos em outras posies d origem a uma infinidade de desenhos1 que depois se circundam de diferentes molduras4 ,os pavilhes do jardim1 as paredes e as galerias do lago artificial1 situado ao sul da quinta1 so igualmente revestidos de ricos azulejos4 ,at os bancos para descanso os tm4 ,a instalao1 toda cheia de encantos1 obra bem inventada de um arquiteto talentoso1 e que conhecia a fundo este genero de decoraes4 ,os azulejos que adornam as galerias do lago so quase todos verdes com ornamentos em relevo1 maneira dos azulejos espanhis4 ,no meio de uma das paredes h as armas dos ,albuquerques pintadas em azulejo4 ,o pavilho central do lago contm trs quadros igualmente distintos pela forma e pela colorao4 ,um representa o rio ,tejo e outro ,suzana no banho4 ,no fundo1 sobre um prtico1 l-se a data de #aefe1 provavelmente o ano em que os azulejos foram fabricados4 ,tambm merecem meno as molduras das janelas do palcio1 formadas por azulejos com ornamentos de plantas em relevo1 e que representam uma decorao ornamental duradoura para fachadas4#bf ,o escrito do ilustre professor germnico mostra bem o apreo em que ele tem a coleo variadssima1 dos barros esmaltados da ,bacalha1 coleo trio quantiosa1 que de longos anos abandonada e entregue destruio e rapinagem1 ainda no pde aniquilar-se lhe o valor4 ,na ,alemanha tida como uma maravilha1 conhecida e apreciada2 em ,portugal1 no prprio pas que a possui1 passa quase ignorada4 ,o azulejo que vestia de alto a baixo as lgias do lago em relevo cavado1 sobressaindo a verde1 gnero hispano-mourisco1 talvez das fbricas de ,valena ou de ,arago1 pois me parece bem distinguir-se dos de fabricao portugueza 7n4 #f74 ,no fundo da lgia1 mais ao occidente1 h um quadro1 tambm em azulejo1 com o brazo dos ,albuquerques num escudo de forma muito caprichosa1 envolvido em ornatos de enrolados1 gnero de cartoccio tpico do autor1 decorado com duas cabeas de stiros4 ,o escudo esquartelado1 como o do porto meridional do ptio4 ,no primeiro e quarto quartis as armas do reino com oito castelos na orla1 esta roxa1 certamente porque o fogo alterou o vermelho1 aqueles amarelos1 as quinas azuis em campo branco1 no segundo e terceiro quartis cinco lises amarelos em aspa sobre campo azul4 ,o azulejo dos pavilhes1 que extremam as lgias1 cobre totalmente as paredes2 liso e com desenhos de cores variadas4 ,o do primeiro a reproduo de um outro em relevo cavado1 que forma a grande moldura da parede ocidental do lago1 com mudana na colorao4 ,neste pavilho distinguem-se pela beleza as duas tarjas1 que no rodap e junto ao teto limitam o azulejamento das paredes2 so pintadas em quadrngulos de #a1bg #j1acem4 ,a tarja superior representava um ininterrupto panorama de montes1 castelos1 habitaes1 riachos1 a que do vida crianas que jogam1 brincam1 banham-se1 que se ocupam em variados misteres1 ou em infantis folgares4 ,a tarja inferior uma delicadssima1 composio de flores de fantasia1 rematada nos ngulos da casa e nos cunhais das portas e janelas por meios corpos fantsticos de homens ou mulheres1 que um capricho do desenho fez sair da extremidade de um ramo1 ou da corola de uma flor4 no centro desta cercadura1 na parede do fundo1 que num cartoccio est o nome do autor da composio1 e que para evitar repeties lanou aqui um trao de unio para reconhecimento dos seus trabalhos1 que no azulejamento abundam4 ,repare-se na forma do pequeno cartoccio que contm a palavra ,,matos1 e ver-se-ho reproduzidos os seus traos no emoldurado do escudo de armas da lgia occidental1 o mesmo se d nos dois rios da lgia do ,palacio da que olha o jardim4 ,h aqui tambm uns caracis1 umas borboletas1 e outros pequenos animais1 que passam para o revestimento dos assentos e alegretes de um quadrngulo cerrado de muros1 que serve de vestbulo descoberto s galerias do lago2 no quadro que representa o ,nilo l se veem uns patos que nadam ou mergulham1 reproduzidos no quadro de ,suzana no banho1 e um pequenino ornato igual ao que antecede e se segue ao nome ,,matos4 ,o revestimento dos assentos e alegretes1 de que falo1 uma bela composio1 gnero grotesco1 talhada para os espaos que cobre2 um amador no desdenharia emoldurar estas composies de ,matos1 e t-las no seu gabinete2 a cercadura do pavilho junto at bem iria1 por delicada1 no camarim de uma dama4 ,pelo nome e poca1 este notvel ceramista portugus ser o ,francisco de ,matos1 que data de #aehd o azulejamento da capela de ,s4 ,roque 7a terceira da epstola7 da igreja da ,misericrdia de ,lisboa4 ,as composies distanciam-se para serem postas a par3 a de ,lisboa um desenho largo1 rasgado e firme1 de mo amestrada1 mas com arabescos gigantes2 os trabalhos da ,bacalha so ,horinhas mimosas1 nascendo umas das hastes das outras1 como se o mesmo talo lhes fosse comum1 personagens e animais de fantasia1 uns putti graciosos e alegres1 exuberantes de vida1 ou uns velhos de compridas barbas1 que simbolisam os rios1 alguns j mostrando enfado de no verem vazios os cntaros1 que h sculos sobraam4 ,a composio do quadro de ,suzana e do que lhe ficava fronteiro mostram que ,matos era um pintor de raa1 capaz de abordar todos os gneros de pintura4 ,sobre os barros1 num trabalho em que tem de primar a ligeireza1 em que no h retoques nem mimos de execuo1 v-se o gnio valente do artista1 que se no prende1 nem vacilla1 um pincel que segue rpido a inspirao que o dirige4 ,num acessrio do quadro de ,suzana1 no prtico do palcio de ,joaquim1 l-se a data #aefe2 num lago prximo nadam uns patos como na gua do ,nilo da varanda oeste do palcio2 no tocado de ,suzana nota-se um adorno de tecido ligeiro1 igual na forma ao do segundo medalho do lago1 parecendo que um deu a ideia do outro1 e que o artista neste se inspirou4 ,o quadro que lhe fronteiro1 a mais de meio destrudo1 parece representar um festim1 em que os comensais1 mulheres e homens nus1 atacados de improviso se defendem4 ,v-se ainda a parte de uma mesa1 alguns vasos por terra1 um homem que puxa da espada1 cuja bainha pende de um estilingue1 posto sobre as carnes1 e algumas outras figuras4 ,na parede do fundo um quadro1 quase aniquilado1 representava o ,tejo4 ,de resto1 no haver no pas1 reunida1 coleco mais variada e completa de um s ceramista fabricante de azulejos4 ,esta cresce de merecimento e valor pela autenticidade que lhe d o nome do autor e data4 ,so numerosos os espcimenes1 ferindo pelo traado genial da composio e pela mestria da execuo4 ,a ideia1 a forma1 a adaptao e aplicao dos desenhos aos lugares1 tudo denuncia um artista de primeira plana4 ,francisco de ,matos no foi s um pintor aprimorado1 mas um ornamentador excelente1 um decorador de gnio4 ,com as suas graciosas faixas ornamentais1 ou humorsticas1 sabia matar a monotonia dos grandes palmos de desenhos uniformes1 as cores de que se servia eram mesmo calculadas de modo a distanciar as composies2 vestindo os alegretes de pinturas grotescas1 dava realce aos naturais adornos das flores e plantas1 recriando o olhar pela variedade4 ,o rumorejar da gua cadente ou batida pelas asas das aves aquticas1 ou pelo saltar dos pequenos peixes1 seguravam o esprito a uma tristeza doce1 mas sempre desalegre1 e o gnio do artista soube imprimir nas suas composies uma certa vicia1 distrair o pensamento e solt-lo de tristuras4 ,os tetos destes pavilhes e lgias eram de estuque1 apainelados1 seguiam o pendor dos madeiramentos e pintados de vrias histrias1 diz o tombo de #afcj4 ,as coberturas piramidais dos pavilhes foram de lousas de ardsia1 de que apenas se encontraram restos4 ,todo o azulejamento assente por fiadas diagonais1 com exceo dos quadros1 cujo assentamento horizontal4 ,,xiv ,a face oeste do lago toca o muro1 que forma um grande paralelogramo de #cj metros de largo1 emoldurado numa tarja longa de azulejo de relevo1 reparado posteriormente com azulejo de igual desenho1 mas de superfcie lisa 7n4 #b74 ,dentro deste quadro a entrada da gua1 que vem pela boca de um golfinho1 tendo por cima um edculo1 em que esteve um ,trito4 ,h mais dois nichos igualmente ermos2 por debaixo do que fica mais ao sul1 numa lpide1 l-se3 ,tempora labuntur more fluentis agua4 ,na lpide que do outro lado lhe corresponde3 ,visite victuri moneo omnibus instat4 ,estes nichos ficam entre quatro grandes medalhes circulares1 decerto os melhores da famosa coleo4 ,so de alto relevo1 apresentam bustos de tamanho quase natural1 vistos at mais de meio peito4 ,os medalhes medem de dimetro #j1edm s por si1 e com as cercaduras #j1ghm4 ,estas cercaduras so em forma de cora1 tecida de folhagem1 flores e frutos4 ,a primeira1 terceira e quarta parece terem sido menos boas e esto muito mutiladas4 ,da segunda tratarei em separado4 ,so1 sem dvida1 da escola dos ,della ,robbia1 notando-se variantes na cor dos fundos4 ,andrea della ,robbia foi quase constante na cor azul dos seus fundos1 sendo este um caracterstico das suas composies4 ,giovanni variou na cor dos fundos e usou mais desenvolvidamente a policromia4 ,alm das mutilaes1 uma velha camada de musgos cobre especialmente as partes cavadas das figuras4 ,vou descrev-los1 comeando da casa da pena3 #a4 ,busto de homem com pouca barba1 parecendo um mancebo que entra na puberdade1 tem cabelo comprido puxado para trs das orelhas4 ,tem coroa de louro4 ,a imagem bem modelada1 olha esquerda4 ,no foi 7ao que parece7 colorida1 nem esmaltada4 ,o medalho de barro vermelho1 a moldura de grs amarelado e brando4 #b4 ,est em quase perfeito estado de conservao1 sem deixar de ser tocado por alguns tiros de pedra4 ,medalho circular1 medindo1 como os demais1 #a1ed e com a cercadura #j1gh de dimetro4 ,relevo alto1 fundo arroxeado1 busto de mulher como que mirando as guas4 ,o peito est todo a descoberto1 apenas um manto de tecido ligeiro1 que se traa debaixo do brao direito1 vem prender-se sobre o ombro esquerdo4 ,este manto de um roxo quase transparente4 ,o cabelo louro1 entranado na parte anterior1 cai em madeixas nos ombros at ao peito4 ,um vu1 ou coisa assim de tecido leve1 azul muito claro1 nascendo da testa1 aonde tem um pingente1 segue pelo meio do penteado1 at envolver-lhe de todo a parte de trs2 gnero de toucado de fantasia4 ,a carnao clara1 as faces rosadas1 olhos e superclios negros4 ,tipo italiano4 ,o esmalte de toda a figura ntido e transparente4 ,a moldura1 coberta de musgo1 tem mutilaes1 ainda que pouco importantes4 ,a sua composio de folhagem e frutos policrmicos esmaltados4 ,os frutos1 comeando do lugar onde os relgios de torre marcam o meio-dia1 so3 #b pepinos1 #a nabo1 #b marmelos1 #a rom1 #a pera1 #a cidra1 #b cachos de uva branca1 #a nabo1 #a marmelo1 #a cidra1 #b cachos de uva tinta4 ,este crculo engrinaldado de grs e feito de peas unidas ao assentamento4 ,se aproximarmos esta moldura dos desenhos de outras das oficinas dos ,della ,robbia1 no pode deixar de encontrar-se-lhes grandes semilhanas4 ,um medalho da academia das belas artes de ,florena1 atribudo a ,andrea1 tem uma cercadura muito parecida4 ,no hospital de ,ceppo em ,pistoia h um medalho da oficina de ,giovanni1 cujas molduras tambm muito se aproximam desta1 ainda que de mais desenvolvidas propores 7#a1cbm74 #c4 ,medalho circular1 das dimenses do precedente4 ,moldura muito mutilada4 ,busto de mulher4 ,olha direita4 ,toucado flutuante4 ,manto preso sobre o ombro direito1 deixando a descoberto o peito esquerdo4 ,no esmaltado4 ,se foi colorido1 o tempo destruiu-lhe as tintas4 ,a moldura de folhagem e frutos engrinaldados policrmica esmaltada1 na mxima parte destruda4 #d4 ,medalho como os anteriores no tamanho e moldura4 ,a figura1 a que falta a cabea1 era de homem4 policromo esmaltado4 ,,xv ,ocupar-me-ei agora de outros medalhes de diverso tipo e menores dimenses4 ,seguindo a mesma parede1 na rua que vai para a ,casa da ndia1 encontram-se nichos1 intervalados por medalhes4 ,as voltas desses nichos1 os pilares que as sustentam e todo o mais trabalho de alvenaria so de uma perfeio e nitidez que no pode exceder-se2 todas as arestas so finas1 como o buril no faria mais perfeitas4 ,so de um belo artfice4 ,todos esto ermos2 a guerra s estatuetas que os povoavam foi de extermnio4 ,estes medalhes so de fundo azul1 tm de dimetro #j1dem e com a grinalda que os envolve #j1fdm4 ,a grinalda em forma de coroa tecida de folhagem verde1 flores azuis ou amarelas de cinco ptalas1 pequenos frutos1 como roms verdes e nozes e uns outros frutos1 que sero peras amarelas4 feita de peas combinadas e reunidas ao assentar4 ,de umas a argilla vermelha1 outras so de grs amarelo claro4 ,os medalhes so cercados de uns filetes concntricos4 ,tm bustos de baixo relevo4 ,a imagem1 de grs1 foi moldada sobre um molde de argila vermelha1 a que ficou aderida1 medalho e moldura so esmaltados4 ,pretendi1 pelas argilas e grs1 formar classes dos medalhes e molduras2 no pude1 porm1 consegui-lo2 h molduras iguais ou do mesmo gnero1 em barro comum vermelho ou em grs4 ,nas figuras mesmo h contexturas diferentes4 ,as de baixo relevo tm por debaixo o molde de que falei1 as de mdio relevo no o tm2 varia1 contudo1 a qualidade do barro4 ,passo a descrever estes medalhes e o seu estado de conservao3 #a4 ,junto ao lago4 ,busto de homem coroado de louro4 ,pouco mutilado4 ,est de perfil sobre a direita4 #b4 ,busto de homem4 ,destrudo4 #c4 ,busto de mulher4 ,destrudo4 #d4 ,busto de mulher4 ,destrudo4 #e4 ,busto de mulher4 ,muito mutilado4 ,tem medalha amarela ao pescoo1 pendente de um colar4 #f4 ,busto de mancebo imberbe4 ,tem capacete1 de que saem umas pequenas asas e tranas entrelaadas4 ,veste armadura fechada no alto do peito por uma pequena mscara4 ,no capacete1 nas bucculas e no thorax h listas amarelas e verdes4 ,ser um ,mercrio de conveno ou arremedo de um busto de ,cipio1 clebre escultura do fim do sculo ,,xv4 ,estes bustos so como os das medalhas1 cabea e colo de perfil4 ,na parede que1 pelo sul1 segue a rua que vai do jardim ao lago1 h doze medalhes1 correspondendo a cada um uma das esferas ladeadas por pirmides1 que coroam o muro4 ,estes medalhes medem o dimetro dos anteriores e a moldura a mesma1 com pequenas variantes4 ,no rebordo da #aa4 moldura1 que cerca o busto de ,otaviano1 encontra-se a assinatura do artista ou fabricante de que a figura n4 #acg um calco perfeito1 e que aqui dou reduzido4 ,estas letras so lanadas ao correr do pincel com a tinta azul das flores1 cor usada pelos mestres quando marcavam as suas produes policrmicas4 ,illustration ,pareceu-me dever ler ali ,donus ,vilhelmus1 isto 1 mestre ,guilherme1 porque a palavra donus1 contrao de dominas1 teve aquela significao1 como tambm mestre se disse ao jurisperito e ao mdico4 ,mestre ,leo se chamava o distinto fsico judeu1 que teve a necessria hombridade para no seguir a opinio da junta mdica1 que mandava ,d4 ,joo ,,ii para as caldas de ,monchique4 ,mestre ,joo das ,leis e mestre ,afonso das ,leis eram de uma dinastia de jurisconsultos dos tempos do mestre de ,avis e de ,d4 ,duarte4 ,a maneira como li o nome do artista1 ou do artfice1 a escrita e os caracteres levam-me a crer que a procedncia das molduras flamenga e no italiana4 ,no deixarei1 todavia1 de receber outra interpretao1 quando venha de quem tiver a autoridade e os conhecimentos que me faltam4 ,em #afbh existia em ,delft1 na ,holanda1 um ceramista ,willem 7,jacobus72 possivel que o fabricante das nossas molduras fosse pai ou av deste4 ,no direi que estes medalhes venham de mais de uma fbrica1 porque os moldados concntricos que orlam os fundos so em todos perfeitamente iguais2 nas figuras1 contudo1 v-se mais de um artista4 ,as esculturas acusam maneiras diversas1 como a colorao e esmalte4 ,nuns a imagem esverdeada1 noutros branca2 o esmalte de uns delgado e transparente1 noutros no parece sobrepor-se cor1 mas fazer com ela um todo4 ,na urdidura1 se assim vai bem dizer-se1 tambm diferem2 nuns a imagem da mesma pea que o fundo1 noutros foi moldada por si e o fundo adapta-se-lhes1 contornando-a4 ,os ltimos so os mais perfeitos e o artista denunciou em um deles a sua origem italiana4 ,seguindo geralmente a nomenclatura latina1 por debaixo do busto de ,nero escreveu ,nerone4 ,o sistema empregado para a moldao das figuras em separado dos fundos faz lembrar o que ,andrea usou nos medalhes dos seguintes das arcadas do hospcio dos ,inocentes em ,florena1 recortando os fundos a modo de lhes introduzir as imagens4 ,todos foram talhados sobre moldes1 pois no reverso dos muitos que h destruidos veem-se as dedadas do artfice que os obrou4 ,o esverdeado do branco de alguns indica que o banho estanfero no foi para todos o mesmo4 ,alguns dos medalhes da coleo de que trato podem aproximar-se de um em barro cozido1 esmaltado1 representando ,s4 ,jernimo1 sado das oficinas de ,andrea4 ,em busca da marca das cercaduras destes medalhes da ,bacalha1 debalde percorri o ,dictionnaire illustr de ,marechal1 o ,guide des amateurs de faiences de ,augusto ,dammin1 o ,manuel du collectionneur de faiences e o ,dictionnaire des marques et monogrammes de ,ris ,paquot1 a ,histoire de la cramique de ,albert ,jacquemart1 e outras obras mais4 ,a assinatura1 portanto1 da ,bacalha ter de ser inscrita por nova e no conhecida ainda4 mais um merecimento destas cermicas4 ,seguirei por ordem a descrio dos medalhes1 caminhando do palcio para o lago4 ,so todos de mdio relevo4 #a4 ,,marc4 ,,livs4 ,,cras4 ,busto branco4 ,olha esquerda4 ,barba toda4 ,fundo azul4 ,figura ligada ao fundo4 #b4 ,,traianvs4 ,,imp4 ,destrudo4 ,busto branco4 ,fundo azul4 ,imagem moldada separadamente4 #c4 ,,scipio4 ,,afr4 ,busto branco esverdeado sobre fundo azul da mesma pea4 ,rosto expressivo4 ,olha esquerda4 ,no tem barba4 #d4 ,,divi4 ,,ivl4 ,,cies4 ,busto branco esverdeado4 ,de uma s pea4 ,sem barba4 ,rosto expressivo4 ,olha direita4 ,corpo de frente4 #e4 ,,anibal4 ,,carta4 ,busto branco4 ,fundo azul1 separado4 ,barba toda4 ,cabelo puxado para a frente e pouco cuidado4 ,fisionomia enrgica4 ,olha em frente4 #f4 ,destrudo4 ,fundo azul1 imagem junta4 #g4 ,,mvtivs4 ,,sce4 ,busto branco4 ,fundo azul1 separado4 ,toda a barba despontada4 ,olha em frente4 ,corpo voltado sobre a esquerda4 ,bem modelado4 #h4 ,,nerone4 ,,cla4 ,busto branco4 ,fundo azul1 separado4 ,coroado4 ,o letreiro est danificado1 parecendo dever ler-se ,,marc4 7,marcus7 ,,livs4 7,lieinius7 de louro4 ,olha um pouco direita4 ,olhos cavados4 ,queixo proeminente4 ,sem barba4 #i4 ,,alexa4 ,m4 ,busto branco esverdeado4 ,fundo azul1 junto4 ,olha em frente4 ,sem barba4 ,o capacete e as bucculas baixadas emolduram a cabea e rosto numa faixa amarela de mau efeito4 #aj4 ,,pompeivs4 ,m4 ,busto branco esverdeado4 ,fundo separado4 ,expresso enrgica4 ,toda a barba e bastante crescida4 ,olha esquerda4 dos melhores desta coleo4 #aa4 ,,octavian4 ,,avg4 ,busto branco esverdeado4 ,fundo verde1 junto4 ,olha de frente4 ,sem barba4 ,,nb4 neste que est a assinatura4 #ab4 ,destrudo4 ,todas as figuras tm pupilas e superclios a tinta escura4 ,os nomes so escritos com a mesma cor em rtulos de formas vrias4 ,,xvi ,no ,oriente1 regio sonhadora e potica1 teve origem a arte de vestir de barros reluzentes os pavimentos e as paredes dos edifcios1 substituindo com vantagem1 quer pela impermeabilidade1 quer pelo brilho1 quer pela facilidade de adaptao a mil diversos usos1 os custosos mosaicos de pequenos fragmentos de pedra4 ,a princpio lminas de barro de variados feitios e cores1 aplicadas com tino1 faziam engenhosos desenhos agradveis vista2 mais tarde a ornamentao foi lanada no prprio ladrilho1 que1 obedecendo s leis do natural progresso1 chegou ao quadro historiado de tanto valor quando traado por mo hbil4 ,no sculo ,,vii a dominao rabe trouxe pennsula hispnica a luz imensa da civilizao daquele povo1 grande no comrcio1 na agricultura1 nas artes1 nas cincias1 nas indstrias1 em todos os ramos finalmente da atividade humana4 ,a fabricao dos azulejos devemo-las s lies dos nossos dominadores4 ,os persas1 de quem os rabes haviam colhido por sua vez a tcnica do fabrico e colorao deste gnero de cermica1 tinham-se inspirado nas produes vegetais de mistura com a representao de animais2 os rabes1 obedecendo s prescripes religiosas do ,coro1 tiveram de banir a figurao da natureza orgnica1 e foram buscar os recursos decorativos a combinaes geomtricas das mais engenhosas4 ,este o principal caracterstico da cermica ornamental dos rabes2 no se deve1 todavia1 pr totalmente de parte o azulejo que veio mais tarde1 em que o artista tomou para modelo plantas e flores1 sem1 contudo1 as copiar exatamente no talhe ou na colorao prpria4 ,um dos principais historiadores rabes1 cujas obras escaparam sanha rancorosa crist1 d-nos notcia da fabricao dos azulejos em ,espanha4 ,diz-nos ele3 ,achamos tambm que havia no ,andaluz vrias fabricas de al-mafssass1 que1 no ,oriente1 conhecido pelo nome de al-foseyfa'sa' 7mosaico71 assim como de uma espcie de tijolo1 que usam para ladrilhar os pavimentos1 chamado az-zulaj4 ,os azulejos eram feitos de todas as cores alegres e parecem-se muito com os al-mafssass4 ,exportam-se em grandes quantidade para o ,oriente1 e so usados em vez de lajeado de mrmore1 para fazer sobrados de mosaico1 revestir chafarizes e para outras ornamentaes neste gnero4 ,aqui temos1 pois1 esta indstria de tal modo desenvolvida no ,andaluz 7,espanha7 a poder concorrer com os seus produtos aos mercados do pas de que era originria4#bg ,o ,sr4 ,simonet#bh quer s que o azulejo seja de origem hispano-bizantina1 mas at o gnero de mosaico chamado entre ns embrechado1 e1 no seu furor mourofbo1 pretende que a transplantao do fabrico do azulejo tenha vindo do ,oriente para ,espanha independentemente do elemento rabe4 ,diz ele3 ,de origen hispano-bysantina son1 de nuestro entender1 en el nombre y en la realidad1 los azulejos1 ou mosaicos de piedras menudas y de piezas de barro cosidas y esmaltadas que con tanta profusin y belleza adornaban los edifcios arabigo-espailoles a diferencia de los orientales#bi1 aunque el vocbulo azulejo no viene del adjectivo azul1 como algunos han imaginado1 sin del arabigo-hispano azzulach azullaich1 este a su vez es corrupcin del latino-greco azurotum#cj1 ms bien del bafo-latino azaroticus1 applicado por un clebre escritor francs del siglo ,v a las piedrecitas de los mosaicos y azulejos azaroticus-lapillus4 ,at aqui estes autores s nos do notcia do azulejo liso de uma s cair em cada lmina1 empregando-se mais geralmente na colorao o branco1 o azul e o verde1 tambm se variavam as dimenses e contextura1 e era da combinao destes elementos que se formaram os mosaicos1 de que na ,bacalha h diversos exemplares4 ,com a dominao rabe tambm a ,siclia recebeu as suas lies de cermica1 tornando-se celebrados os produtos sculo-rabes1 como os hispano-mouriscos4 ,foi decerto por via da ,siclia que a cermica rabe passou e se desenvolveu na pennsula itlica2 todavia1 porque a denominao mourisca se tornou efetiva por mais largos anos na ,espanha1 porque aqui as duas raas comunicaram usos e costumes1 e chegaram a confundir-se de modo a haver no pas regies aonde se no conhece a predominante1 a tcnica e a ornamentao do azulejo adotou as transformaes porque os rabes as fizeram passar1 conservou mais o tipo e carcter original2 na ,itlia1 porm1 adotou-se o sistema ornamental1 sem se deixar influenciar profundamente pelo estilo decorativo e composio dos desenhos1 antes se foi tudo convertendo ao gosto do pas1 chegando no final o azulejo a ser no s uma chapa quadrada1 mas a tomar a frma do medalho e de outras peas ornamentais4 ,o cavado no azulejo1 quanto a mim1 inventou-se como meio simples de firmar o desenho1 facilitar a colorao1 augmentar-lhe os efeitos perspetivos e segurar o passo1 quando empregado em pavimentos4 ,na ,bacalha h azulejos apropriados para revestimento de todas as superfcies1 e em muitos deles bem clara a maneira italiana da ,renascena1 ou porque as placas procedam diretamente da ,itlia1 ou porque dali viessem os desenhos e moldes para se fabricarem em ,portugal 7n4 #h1 #c1 #g1 #aa1 #ae1 #af1 #bb1 #bc1 #bd1 #cc74 ,se estes azulejos so notveis pela delicadeza das figuras1 no lhes desmerecem as tarjas1 que emolduram as portas e janelas1 entre as quais se especializar a cercadura da porta da ,casa da ndia 7n4 #e74 ,esta cercadura houve1 em tempo1 de ser reformada com outros azulejos do mesmo padro1 mas no passam de uma imitao que no faz honra ao copista nem fabrica que os produziu4 ,sero do sculo ,,xvii2 os primitivos muito se distinguem e poucos j existem1 porque a rapina tem sido formidvel4 ,se a cercadura de que falo de fino gosto1 h outras que se lhe querem emparelhar em delicadeza 7n4 #cf74 ,este gnero de ornamentao com azulejos1 ficou tanto em uso no pas e penetrou tanto no gosto portugus1 que no s se fabricavam azulejos em oficinas especiais1 mas ainda nas olarias4 ,em princpios do sculo ,,xvii havia em ,lisboa treze olarias de azulejo1 e ainda mais era produzido nos vinte e oito fornos de loua de ,veneza que havia na cidade#ca4 ,o nmero de fbricas de azulejo importante1 se o compararmos aos fornos e telheiros de telha e tijolo1 que eram dezasseis4 de crer que das olarias de loua branca1 disseminados pelo restante do pas1 sasse tambm muito azulejo1 mas falta-me guia que me dirija na importncia desta produo4 ,se dos azulejos lisos podemos louvar as fbricas e os artistas nacionais pelo escolhido da composio decorativa1 pela nitidez dos lavores1 pela boa aplicao dos esmaltes1 pelo desempenho das placas1 escolha dos barros e cozedura1 no poder dizer-se o mesmo dos azulejos de relevo cavado1 a julgar pelos da ,bacalha1 e que eu reputo de indstria portuguesa1 pois nem o desenhador era fino1 nem o oleiro experimentado1 como j notei4 ,e foi talvez da dificuldade de alcanar no pas assimilaes regulares e que pudessem apresentar-se que a tarja da parede do lago foi restaurada com azulejos de igual desenho aos que ali existiam1 mas de superfcie lisa4 ,tambm noutro lugar da quinta se encontram azulejos1 puro refugo1 pelo escorregamento das tintas e inferioridade do fabrico4 ,talvez tentativa de algum artfice inexperiente4 ,,xvii ,a coleo de cermica da ,bacalha numerosa e variada1 como nenhuma outra conheo e talvez nenhuma haja1 fora de museu1 que se lhe emparelhe4 ,do mosteiro da ,conceio de ,beja1 bem conhecida obra da infanta ,d4 ,brites1 resta ainda o claustro chamado de ,d4 ,manuel1 cujo pavimento e bancos so forrados de azulejos diversos2 da antiga casa do captulo1 transformada para sacristia1 vestem as paredes painis de azulejo differentes1 extremados por tarjas2 uma coleo muito interessante e variada1 e todos os espcimenes so de relevo cavado4 ,ali1 alm de outros1 encontrei os n4s #c1 #i1 #ag1 #bc1 #bd1 #bi1 #cc e #cg da ,bacalha4 ,de todos os azulejos do mosteiro em demolio existem exemplares no museu1 j valioso1 que a cmara municipal daquela cidade est cuidadosamente formando4 ,a pequena capela que guarda o altar da casa do captulo1 a que me referi acima1 toda vestida1 mesmo a abbada1 de belo azulejo branco e azul1 quadrado ou em quadrngulos1 formando um mosaico em xadrez1 gnero muito usado anteriormente ao azulejo de desenhos geomtricos1 ou de folhagem e flores4 ,sendo de #j1abe a #j1acjm as dimenses ordinrias do azulejo por #j1jbjm de espessura1 encontrei nuns restos do pavimento do claustro uns azulejos muito maiores e mais grossos #j1ahm por #j1jbem1 que me parecem propositadamente reforados para ladrilhamento4 ,o desenho de pouco bom gosto e imperfeita execuo1 relevado e a cinco cores1 azul1 verde1 roxo claro e escuro1 em fundo branco4 ,a variedade de tipos encontrados no mosteiro da ,conceio de ,beja imensa1 e no ser fcil encontrar-se no pas outro agrupamento de tantos exemplares diferentes de azulejo em relevo4 ,o templo tem uns quadros forrando a parede do ,evangelho at altura de uns #b metros1 representando a vida de ,joo ,batista1 do nascimento degolao2 so a azul em fundo branco1 tm a data de #agda1 mas sem nome do autor4 ,nas tarjas1 que os emolduram1 h uns festes e uns putti comuns a muito azulejamento da poca2 pelo desenho pode julgar-se serem aqueles quadros do autor dos quadros bblicos em azulejo de ,s4 ,loureno de ,azeito2 h mesmo uma figura de p1 que parece transplantada de uns para outros1 quase se pode afirmar que a mesma mo os traou4 ,na pequena coleo de azulejos da biblioteca de vora encontram-se os n4s #i e #ah da ,bacalha4 ,na capela jazigo de ,garcia de ,resende1 na cerca do mosteiro de ,santa ,maria do ,espinheiro da mesma cidade1 h no pavimento1 num pequeno edculo1 que serviria de credncia1 no cho e num assento do trio azulejos de trs tipos apenas2 so os n4s #bc1 #be e #cc da coleo da ,bacalha4 ,esta capela foi edificada em #aebj1 segundo a inscrio do prtico4 ,de urna estreita escada1 que vai ao eirado da cisterna do mosteiro1 forram as paredes azulejos1 que para ali vieram de outra parte2 so verdes e brancos1 em quadrados ou quadrngulos estreitos1 mas acomodados todos a um enxaquetado4 ,o que encontrei neles mais de reparar foi serem fabricados de um barro vermelho e pouco consistente como o de ,extremoz1 parecendo por isso denunciar que nesta vila se fabricaram os azulejos4 ,em ,alvito no palcio acastelado dos bares no h azulejos capazes de meno e em diminutssima quantidade1 em compensao a igreja paroquial verga sob eles1 havendo at o mau gosto de cobrir de azulejos algumas das famosas colunas e arcos que sustentam as abbadas4 ,na nave central todos os cheios das arcadas so vestidos de um azulejo liso a trs cores1 amarelo1 branco e azul1 perfeitamente igual ao de ,s4 ,simo de ,azeito1 at nuns pequenos quadros com figuras de santos que esto sobre os fechos da arcaria4 ,os de ,azeito tm a data de #afdh4 ,busquei a ,conceio de ,beja por ser edificao da infanta ,d4 ,brites1 o ,espinheiro por ser do meado do sculo ,,xv1 ,alvito de poca aproximada e a capela de ,resende do primeiro quartel do sculo ,,xvi1 em toda a parte encontrei mais ou menos rica ornamentao de cermica policrmica e exemplares da ,bacalha2 mas se a ,conceio de ,beja excede esta em variedade e abundncia de tipos1 nenhum se lhe sobreleva em escolha de espcimenes e a todos falta o medalho de mdio e alto relevo circundado de molduras de opulenta ornamentao policroma4 ,em vora ouvi eu a um ilustrado cavalheiro1 amador do belo1 um asserto1 que1 pela verdade que encerra1 no deixarei de registar aqui4 ,dizia ele3 ,dos monumentos os mais terrveis inimigos so a classe clerical1 os engenheiros e o tempo4 ,exemplos3 a crasta da s de vora1 obstruda1 pejada1 imunda e emparedadas todas as suas belezas pela corporao administradora da catedral2 a ,conceio de ,beja1 avariada pelas reparaes em execuo2 o palcio acastelado de ,alvito 7e a ,bacalha acrescentarei eu71 em que o tempo se casou com o desleixo e o abandono4 ,,xviii ,o palcio e demais construes da ,bacalha1 repito1 formam um monumento de alta significao para a histria das artes em ,portugal4 ,delimita dois perodos distintos1 a arquitetura medieval e o estilo da ,renascena4 ,o gnero arquitetural que se criou no paz em nada ali ainda influiu4 ,se a torre cilndrica recorda um passado que lhe toca1 vm os acessrios dar a mo ao renascimento que aparece4 ,nas lgias testemunha a influncia do gnero florentino1 em tudo o mais diz-nos que as primeiras lies de classicismo nos vieram da ,itlia4 ,a proscrio da giva lana-nos para fora do perodo do seu domnio2 o pleno cimbre1 a janela de verga horizontal e cornija1 a nudez de lavores1 de rendilhados1 de mil acessrios brincados1 segredam-nos que a nova arte queria1 no seu incio1 mostrar-se poderosa e intransigente nestas mincias4 ,em #aeae morre ,albuquerque1 o ,grande1 deixando largos haveres2 seu filho casa por #aebj1 faz a viagem a ,sabia no ano seguinte1 e na sua diverso por ,itlia conhece o belo1 espargido a torrentes por toda a pennsula4 ,de volta ao reino enamora-se do palcio e quinta de ,azeito1 propriedade da famlia de sua mulher1 e de certo muito j ali havia de cativante para prender as atenes de quem deixava a ,itlia4 ,em #aebh adquiriu por compra a quinta e paos4 ,as construes cerradas pela cerca de muros da quinta demonstram a ao do gosto italiano na poca da visita do filho de ,albuquerque quele pas2 no ser aqui o artista que traa as concees do seu gnio1 mas que explana no papel um tipo1 de que o proprietrio lhe apresenta os lineamentos gerais e que o impressionou na sua viagem4 ,vimos que de ,bolonha ou de ,ferrara trouxe ,albuquerque a ideia para as suas casas s portas do mar1 a ,casa dos ,bicos1 a sua paixo pela policromia em terra cota invetriata para ornamentao da sua quinta1 decorao to usada por toda a ,itlia naquela poca1 aparece claramente na ,bacalha1 aonde a semeou a mo larga nos mais variados espcimenes do gnero1 embora j alguma coisa ali existisse4 ,todos os tipos de majlica1 aplicados ornamentao de edifcios1 ali se acham representados--o azulejo de cores lisas verdes1 azuis ou brancos1 para mosaicos e formar o xadrez1 o losango1 o romboide1 grade ou rede--o quadro histrico1 mitolgico ou simblico1 o azulejo formando s por si uma figura1 o azulejo de desenhos combinados para quatro e cinco placas1 a rajola de relevo estilo hispano-mourisco1 ou renascena italiana1 o medalho de baixo1 mdio e alto relevo1 esmaltado ou nu de revestimento vtreo1 a moldura de flores singelas1 ou de variada e opulenta composio vegetal1 de tudo ali h finalmente1 no faltando o busto do fundador1 nu de revestimento vtreo para que a camada do esmalte no fosse amolecer as formas esculturais4 ,as estatuetas em barro eram em considervel nmero1 mas atualmente s existe uma e mutilada num nicho do pavilho central do lago1 de que no pode1 por desviada1 julgar-se do seu mrito4 ,o gosto de ,albuquerque pelos barros cozidos passava a mania2 as imagens que1 do seu tempo1 existem na vizinha igreja de ,s4 ,simo so de barro e algumas de grande vulto4 a ,bacalha um museu de cermica ainda abundantemente provido4 ,o desprezo total a que tinha sido votada1 desde que a administrao do morgado caiu na casa dos armeiros-mores1 levava-a em breve ao aniquilamento2 mas1 felizmente1 sucedeu ao duque de ,albuquerque seu irmo ,d4 ,lus1 conde de ,mesquitela1 que1 compreendendo o valor daquele cofre de joias1 cuida da sua conservao e da reparao do que possvel restaurar-se4 ,se um estrangeiro entendido houvesse sonhado o que ali ia de bom1 tinha tido ocasio de adquirir para o seu pas quanto ali h de transportvel e1 s com aquela coleo variadssima1 organizar um museu precioso de espcimenes raros de majlicas4 ,o palcio1 porque s interessa arte portuguesa1 deixava-o ir na derrocada4 ,era to monstruosa a rapina1 to estpida a voracidade de alguns visitantes1 to grande a destruio exercida nos barros esmaltados pelos falsos amadores da arte1 ou verdadeiros amigos do alheio1 tantas as mutilaes feitas nos medalhes pelas pedradas do rapazio e pelos tiros de espingarda a que as figuras serviam de alvo1 tudo nascido do desleixo inconsciente dos proprietrios1 que aos amadores do belo s restava o apelo para qualquer governo1 que1 medianamente cioso do decoro nacional1 expropriasse o edifcio e quinta por utilidade pblica1 a bem da arte e sua histria4 ,e devia t-lo feito o governo1 quando resolveu adquirir o palcio acastelado da ,pena em ,sintra4 ,ora a ,pena1 parte a casa dos monges1 de hoje1 pode reproduzir-se amanh1 porque no falta ainda nenhum dos elementos necessrios para se levantar outra edificao igual1 e julgou-se que a nao a devia tomar para si1 quando1 se um estrangeiro lanasse mo dela1 no podia deslocar o edifcio4 ,a ,pena um caso espordico de arquitetura1 um capricho1 uma fantasia de um homem dinheiroso4 o edifcio belfo nas formas1 esplndido na situao2 mas o que nos diz da histria da arte portuguesa8444 444 ,diz-nos que por largos anos ali viveram vida contemplativa uns ascetas1 que alcanaram convencer-se de que deste mundo passariam para outro cheio de felicidades4 ,e isto o que pode matar-nos de inveja pela sorte daqueles felizes por partidas dobradas4 ,diz-nos mais que houve um rei1 que subia quele monte e olhava o oceano1 estendendo ao largo os seus olhares1 para ver se apercebia uma vela que lhe trouxesse especiarias da ndia1 ou levasse algum islamita1 ou israelita de valia1 escapado sanha cruel do monarca4 ,a arte s falia da aptido artstica de um estrangeiro1 obrigado pela prpria convenincia a permanecer em ,portugal1 e a quem1 para matar saudades da sua terra1 ou como recordaes do seu pas natal1 aprouve plantar naquele cerro1 em estao j imprpria para o plantio e frutificao1 uma rvore da ,germnia medieval4 ,a ,bacalha1 nica no seu gnero num pas que a pobreza de espcimenes raros distingue1 o monumento nico que firma o renascer das artes em ,portugal1 e a ara votiva que o acaso fez chegar at ns1 para memorar o alto gnio de um rei que a histria1 lisonjeira dos afortunados1 apenas representa como um tirano desapiedado4 ,se tal monumento continuasse na derrocada em breve desapareceria quanto nele h de famoso para a arte e para a histria4 ,,parte ,,segunda ,um pouco da histria dos senhores da ,bacalha ,i ,vimos que a quinta do velho ,joo ,vicente1 monteiro-mor das inatas de ,azeito1 e que partia de um cabo com ,afonso das ,leis e do outro com ,nuno ,martins ,i1 foi tomada para si por ,d4 ,joo#cb na era de ,csar #adei 7ano #adba7 e passada pelo mesmo rei a lvaro ,anes1 seu barbeiro4 ,seis anos depois1 o infante ,d4 ,joo adquiriu-a por compra1 e1 falecendo em #addb1 sucedeu-lhe na posse da quinta sua filha ,d4 ,brites1 que1 em #addg1 casou com o infante ,d4 ,fernando1 filho do rei ,d4 ,duarte e irmo de ,d4 ,afonso ,v4 ,d4 ,brites destinava a propriedade para seu neto ,d4 ,afonso1 filho natural do duque de ,viseu1 ,d4 ,diogo1 e de ,d4 ,leonor de ,sottomayor1 viva do duque de ,vila ,hermosa4 ,d4 ,afonso1 que ,d4 ,manuel fez condestvel de ,portugal1 casou em janeiro de #aeja com ,d4 ,joana de ,noronha1 filha do primeiro marqus de ,vila ,real2 por #aejb nasceu-lhe uma filha1 ,d4 ,brites de ,lara1 e em #aejd faleceu o condestvel4 ,a infanta ,d4 ,brites faleceu em #aejf e a quinta passou para ,d4 ,brites de ,lara1 bisneta da infanta1 que em #aeai casou com ,d4 ,pedro de ,menezes1 conde de ,alcoutim e terceiro marqus de ,vila ,real4 ,a quinta1 que era do dote da marquesa1 foi por esta vendida em #aebh a ,afonso de ,albuquerque1 filho1 casado com ,d4 ,maria de ,ayala e ,noronha1 filha de ,d4 ,antnio de ,noronha1 primeiro conde de ,linhares da casa de ,vila ,real4 1 pelo que exponho1 erro que a quinta viesse ao ,albuquerque no dote de sua mulher#cc2 no mais exato que se denominasse quinta do ,paraso#cd nem que houvesse sido de ,d4 ,jernimo de ,noronha1 o ,bacalhau4 ,afonso de ,albuquerque1 o ,grande1 saindo para a ndia em #aejf1 deixou no reino um filho natural1 por nome ,brs1 legitimado por carta rgia de #bf de fevereiro do mesmo ano4 ,brs teria uns cinco anos1 e ficou entregue aos cuidados de sua tia materna ,d4 ,isabel de ,albuquerque1 casada com ,d4 ,pedro da ,silva1 o ,reles de alcunha4 ,se no pde gozar os carinhos do pai1 teve dele um dos seus ltimos pensamentos4 ,a #ae de dezembro de #aeae ,afonso de ,albuquerque1 de bordo da nau ,flor da ,rosa1 a caminho de ,goa1 escreveu ao rei ,d4 ,manuel uma carta em que lhe dizia3 ,senhor1 quando esta escrevo a ,vossa ,alteza1 estou com um soluo1 que signal de morte4 ,nesses reinos tenho um filho1 peo a ,vossa ,alteza que mo faa grande como meus servios merecem que lhe tenho feito com minha servial condio1 porque a ele mando1 sob pena de minha beno1 que vo-los requeira444#ce4 ,no dia seguinte aquele vulto immenso1 aquele gnio assombroso1 vergado ao peso de uma afronta do rei ingrato1 era cadver4 ,d4 ,manuel1 quando teve notcia da morte de ,afonso de ,albuquerque e das suas ltimas disposies1 tratou logo de lanar mo do seu herdeiro para dirigir a jeito os cabedais1 que haviam de advir-lhe4 ,era um exmio caador de heranas este rei1 afortunado1 distinguindo-se pelo seu faro fino e largo4 ,a casa1 que ,d4 ,joo ,,ii legou a seu filho ,jorge1 no lhe escapou para fazer dela compartcipe ,d4 ,brites1 filha do ,bragana ,d4 lvaro2 os haveres de ,afonso de ,albuquerque no podiam deixar de ir a algum da famlia do rei ou seu apaniguado4 ,brs de ,albuquerque entrou1 por ordem de ,d4 ,manuel1 no mosteiro de ,santo ,eloy1 a cujos cnegos confiou a sua educao e1 para que valesse mais com um nome prestigioso e afamado1 f-lo trocar o nome batismal pelo de seu pai ,afonso de ,albuquerque4 ,d4 ,antnio de ,noronha1 que foi conde de ,linhares1 era filho segundo da casa de ,vila ,real1 e ,bragana por sua me4 ,no tinha grandes haveres1 e desempenhava o cargo de escrivo da puridade4 ,tinha duas filhas1 que necessitavam de amparo4 ,foi uma destas1 ,d4 ,maria de ,ayala e ,noronha1 a destinada a partilhar a herana do heri da ndia4 ,brs1 ou antes ,afonso de ,albuquerque1 filho1 era j mancebo dos seus dezanove ou vinte anos e1 para casar com aquela dama1 ,d4 ,manuel assinou-lhe um juro de #djjjjj ris1 e mandou-lhe pagar mais #ahj4jjj cruzados1 dos soldos em atraso ao governador da ndia e das quintaladas de pimenta ao mesmo devidas#cf4 ,no ano seguinte1 em #aeba1 ,afonso de ,albuquerque1 ou melhor1 o genro do escrivo da puridade de ,d4 ,manuel1 foi escolhido com fidalgos de boa estirpe para acompanhar a ,sabia a infanta ,d4 ,brites1 filha do rei1 casada com o duque ,carlos1 e teve o comando de um galeo de duzentos e trinta tonis4 ,o conde de ,linhares ficou encarregado de alcanar na pessoa de seu genro a satisfao dos altssimos servios de ,afonso1 o ,grande4 ,a infanta tinha-se recebido por procurao em ,lisboa1 no dia #g de abril de #aeba1 mas s no dia #aj de agosto a frota que a conduzia saiu a foz do ,tejo1 fundeando em ,nisa1 porto do seu destino1 no dia #bi de setembro4 ,a entrada pblica da princesa na corte s se realizou em maio do ano seguinte2 a oficialidade e fidalgos da armada1 durante aquele espao1 faziam excurses pela ,itlia1 e ,albuquerque teve ocasio de se ilustrar1 visitando diversas cidades daquele pas fadado para as artes4 ,entretanto ,d4 ,manuel1 caindo doente a #d de dezembro de #aeba1 morreu em uma sexta-feira1 #ac do mesmo ms1 entre as dez e as onze da noite1 deixando por cumprir as promessas de satisfazer no filho os servios do grande ,albuquerque#cg4 ,afonso de ,albuquerque com sua mulher e famlia habitou o palcio de ,azeito1 como consta de diversos contratos aqui celebrados e em que ambos intervieram4 de crer que1 aqui no remanso do lar1 fora do bulcio da corte1 mais livre de importnios1 escrevesse os ,comentrios2 possvel tambm que1 mais de uma vez1 em ,azeito se encontrasse com ,cristovo de ,moura1 no tempo em que ,d4 ,francisca de ,tvora1 irm deste1 casada com lvaro de ,sousa1 habitou a sua casa de ,alcube4 ,da unio de ,afonso com ,d4 ,maria de ,noronha nasceram dois filhos1 ,antnio1 que morreu moo1 e ,d4 ,joana de ,albuquerque1 primeira mulher de ,d4 ,fernando de ,castro1 primeiro conde de ,basto1 capito-mor de vora e que faleceu sem gerao4 ,afonso de ,albuquerque em #aefh era sem sucessor1 e no dia #bg de janeiro1 em ,azeito1 ele e sua mulher1 ,d4 ,maria de ,noronha1 vincularam a quinta de ,azeito com seu assento de casas1 pomar e vinha1 cercados1 oros havidos e por haver1 e as casas de ,lisboa s ,portas do ,mar#ch1 que partiam com o ,dr4 ,lus da ,veiga e com a mulher1 que foi de ,ayres ,tavares1 instituindo um hospital na igreja do bem-aventurado ,s4 ,simo1 que era junto da quinta de ,azeito1 para nele se agasalharem pobres caminhantes4 ,o ttulo foi escrito1 a rogo dos instituidores1 pelo licenciado ,aleixo de ,albuquerque1 seu capelo1 e foi aprovado no dia #bh de fevereiro do mesmo ano1 na quinta do ,sr4 ,afonso de ,albuquerque pelo tabelio ,joo ,rodrigues4 ,no hospital1 a que agora se chamaria albergue1 deveria haver cinco camas em memria das chagas de ,cristo4 ,em cada cama caberiam duas pessoas e teriam seus estrados de madeira1 enxergo de palha1 dois cobertores de almfega1 uma manta do ,alentejo1 um travesseiro de l1 e outro de almfega4 ,as roupas e camas deveriam ser renovadas anualmente4 ,o albergado poderia demorar-se trs dias alm do da entrada1 teria azeite para luz toda a noite e1 durante o inverno1 lenha para se aquecer e enxugar o fato4 ,vindo doente1 poderia demorar-se cinco dias1 recomendando caridade dos administradores do vnculo1 quando fosse na quinta1 proverem os enfermos do necessrio4 ,pedem aos albergados1 que cada um reze cinco vezes o ,padre nosso e a ,av ,maria pela alma dos instituidores e de ,afonso1 o ,grande4 ,nomeiam para lhes suceder na administrao do morgado seu sobrinho ,andr de ,albuquerque1 que escolher consorte na famlia de ,d4 ,maria de ,noronha2 na falta de ,andr buscar-se- sucessor na descendncia de seu av ,gonalo de ,albuquerque1 e prescrevem miudamente a forma da successo4 ,o administrador do vnculo chamar-se- sempre ,afonso de ,albuquerque1 e sendo mulher tomar este appelido4 ,cumpre-lhe mais fazer cantar em dia de ,s4 ,simo uma missa com pregao1 e que o orador pea trs ,av ,maria por alma dos instituidores4 ,dispem que no possa suceder no morgado o mentecapto1 o abreviado de juizo1 o furioso1 ou hertico1 o que for contra o reino1 a fmea que no for virtuosa1 ou fizer como tal usando mal de si2 tambm no suceder o que tiver defeito algum que no possa ser casado4 ,o que no se determina o modo de verificar-se a ltima inabilidade1 de certo no quereriam que se fosse alm das exigncias da igreja romana aos eleitos para o sumo sacerdcio4 ,o administrador era obrigado a aumentar o vnculo com metade da tera dos seus bens livres4 ,a inspeo anual do hospital deixavam-na a cargo do visitador do arcebispado de ,lisboa1 ou ao do mestrado de ,santiago1 conforme o que primeiro viesse visita4 ,mandam extrair trs tratados da instituio1 um para a ,torre do ,tombo1 outro para o cartrio do mosteiro de ,santo ,eloy1 e o terceiro para o administrador do morgado4 ,as disposies relativas ao hospital mandam que sejam gravadas numa lpide sobre a porta daquele estabelecimento de caridade4 ,conheo a casa1 h muito por terra1 mas no vejo nem mesmo sinais de ali ter havido a tal lpide4 ,em #bj julho de #aegj1 ,afonso de ,albuquerque obriga-se por escritura construo de uma igreja para se fundar a nova freguesia de ,s4 ,simo1 desmembrando-se da de ,s4 ,loureno todas as povoaes mais orientais4 ,a conservao do templo tambm ficou a cargo do morgado4 ,o esprital de peregrinos em ,azeito e a igreja pegada com ele foram feitos com o produto da venda dos foros de casas1 que ,afonso1 o ,grande1 havia deixado em ,goa1 para se dizer missa quotidiana por sua alma na capela de ,nossa ,senhora da ,serra1 por ele edificada sobre a porta porque o grande capito entrara na cidade1 e que lhe serviu de primeiro jazigo#ci4 ,o remanescente daquelas rendas seria distribudo em esmolas1 dadas s sextas-feiras aos meninos orfos filhos de portugueses4 ,uma bula pontifcia autorisou a permutao1 ficando em ,goa uma renda de #djjjj reis para a missa quotidiana na capela#dj4 ,na retirada de ,aden1 a nau ,nossa ,senhora da ,serra tocou no fundo com perigo de ,afonso de ,albuquerque e de toda a guarnio que na nau vinha4 ,escapando salvos1 o governador deu #ajjj cruzados e com outras esmolas se edificou a capela votiva sobre a porta chamada de ,baes4 ,para renda desta capela1 dedicada a ,nossa ,senhora da ,serra1 ,afonso de ,albuquerque fez construir nas ruas prximas quarenta e oito boticas 7casas para lojas de venda74 ,por morte de ,afonso1 filho1 j se celebravam os ofcios religiosos na igreja de ,s4 ,simo1 e era constituda a nova circunscrio paroquial4 ,afonso projetou transladar para esta igreja os restos do grande ,albuquerque1 seu pai2 no seu testamento dispunha sepultar-se tambm ali e sua primeira mulher2 parece1 contudo1 que nada disto se realizou1 porque no h tradio local que o diga1 e os registos da igreja so mudos a tal respeito4 ,o templo de trs naves1 sendo abobadadas as laterais2 a central ainda por morte do fundador tinha o teto por forrar4 ,cinco arcos de pleno cimbre1 repousando em colunas dricas1 abrem as naves menores sobre a principal4 ,uma das imagens mais venerada a ,virgem da ,sade1 ali posta por ,albuquerque2 poderia ser recordao e ter relaes com a peste de ,lisboa em #aefi1 em que ,afonso1 ento presidente da municipalidade da capital do reino1 se distinguiu pelos servios cidade assolada pela terrvel epidemia4 ,as paredes do templo so de alto a baixo vestidas de excelente azulejo liso1 com desenho a trs cores2 sobre cada arco h um quadro com uma imagem de santo4 ,na parede da nave do ,evangelho1 num quadro representando o ,batista1 l-se3 ,juiz1 escrivo e mordomos mandaram fazer esta obra4 ,os que agora servem este ano de #afdh4 ,este pessoal era da confraria de ,s4 ,joo4 ,o exterior da igreja singelo1 teve uma torre em cada ngulo2 mas1 derribadas pelo terramoto de #agee1 o administrador do morgado1 a quem competia a conservao cio templo1 apenas levantou a que atualmente existe4 ,na escritura para a construo do templo em #aegj no intervm ,d4 ,maria de ,ayala e ,noronha1 mas por um contrato de aforamento de #d de agosto de #aegh vejo que ainda neste ano existia2 no iria1 porm1 muito alm do seu falecimento4 ,bem carregado de anos estava j a este tempo ,afonso de ,albuquerque1 mas certo que ,afonso se achou capaz de passar a segundas npcias com ,d4 ,catarina de ,menezes1 e que esta dama no desdenhou o velhote4 ,como era de prever1 ,afonso continuou sem gerao legtima1 e ,d4 ,catarina1 tendo dvidas sobre a procedncia da inabilidade de procriao1 passou1 por morte de seu marido1 tambm a segundas npcias com ,d4 ,joo ,coutinho1 e veio a convencer-se1 duas vezes1 de que no fora por ela que se extinguira a raa do grande ,afonso4 ,cerca de #aeha falecem ,albuquerque1 filho1 sem descendncia legtima1 mas deixando legitimado ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque4 ,no serei eu que afirme1 passados trs sculos1 a verdadeira procedncia deste mancebo2 lembro que em #aefh1 quando j ,afonso1 filho1 orava pelos seus sessenta e oito anos1 ainda ,d4 ,joo no era nascido4 ,por morte de seu pretenso pai1 ,d4 ,joo ,afonso era menor4 ,foi o ,dr4 ,brs ,dias de ,abreu1 juiz dos orfos em ,lisboa e cls partilhas da fazenda de ,afonso de ,albuquerque1 que se props sustentar os direitos do menor1 a quem foi dado por tutor ,antnio ,fernandes da ,silva4 ,d4 ,joo esteve na posse do morgado4 ,em ,azeito enamorou-se de ,d4 ,isabel de ,cerqueira1 filha de ,francisco de ,cerqueira ,veloso1 secretrio do duque de ,aveiro1 e com ela vem a casar1 tendo apenas um filho1 ,d4 ,afonso de ,albuquerque1 que em #afag embarcou para a ndia1 onde em pouco morreu sem gerao4 ,largos foram os litgios herana de ,albuquerque1 filho1 no s sobre o morgado de ,azeito1 institudo por ,afonso e ,d4 ,maria de ,ayala1 mas tambm com respeito ao vnculo que ,albuquerque1 o ,grande1 formara na ndia4 ,darei1 de passagem1 notcia deste morgado e sucesso4 ,albuquerque1 no testamento que fez na ndia1 criou uma capela para seu filho ,brs1 e1 estabelecendo a sucesso1 dizia3 ,e acontecendo os casos que dito tenho1 a no haver filhos do meu filho1 ou falecendo antes de mim e ficando assim1 quero que ,pero ,correia os haja 7os bens7 e seus filhos com condio de os dar a quem o fizer melhor e cumprir e1 no ficando filhos1 torne-se esta capela ao filho de ,d4 ,fernando1 o mais velho1 e de ,d4 ,constana minha irm4 ,por morte do instituidor1 a capela passou para seu filho ,brs2 ao tempo da morte deste1 porm1 ,pero ,correia era falecido sem gerao1 ,d4 ,fernando1 ,d4 ,constana e seus filhos tambm haviam morrido1 o parente mais prximo que por ento existia era ,d4 ,lusa de ,noronha1 neta daqueles cnjuges4 ,os filhos de ,d4 ,constana e ,d4 ,fernando haviam sido3 ,d4 ,afonso1 primognito1 ,d4 lvaro1 ,d4 ,garcia e ,d4 ,antnio4 ,como opositores ao morgado da ndia1 apresentaram-se ,d4 ,lusa de ,menezes1 bisneta de ,d4 lvaro1 ,d4 ,garcia1 neto do outro ,d4 ,garcia1 ,d4 ,aleixo de ,menezes#da1 neto de ,d4 lvaro1 e ,d4 ,violante1 neta de ,d4 ,afonso4 ,o litgio durou at #afae1 e no dia #bj de junho foi dada sentena1 que conferia a administrao vincular a ,d4 ,lusa de ,menezes1 porque sua av ,d4 ,lusa de ,noronha1 neta de ,d4 ,constana1 era ao tempo da morte de ,afonso de ,albuquerque1 filho1 a mais prxima parente viva de ,d4 ,constana de ,castro4 ,ao morgado institudo por ,albuquerque e sua mulher ,d4 ,maria de ,ayala de ,noronha apareceram outros opositores4 ,no testamento e instituio do vnculo dizia-se3 ,outrossim no sucedero na dita administrao filhos bastardos1 nem esprios1 nem adulterinos1 salvo se forem filhos naturais de mulher honrada 7nobre71 estes havemos por bem que possam suceder1 quando no houver filhos legtimos4 ,em #aefh1 data daquele ttulo1 j ,afonso1 filho1 no tinha descendncia legtima e ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque1 que ele cria seu filho natural1 ainda no era nado4 ,em tempo1 ,afonso de ,albuquerque requereu a legitimao do filho1 e obteve deferimento1 declarando o rei que ele fosse tido como filho de legtimo matrimnio4 ,esta clusula expressa parece que devia conferir-lhe todos os direitos para suceder a seu pai2 estas seriam as intenes do requerente e o sentido do escrito real1 contudo1 como a jurispercia de urna versatibilidade toda feminil1 ,d4 ,joo ,afonso no foi julgado sucessor do vnculo de ,azeito1 embora se lhe conferissem direitos a outros bens1 que herdou de seu pai4 ,a viva de ,afonso de ,albuquerque1 no sei sob que ttulos e direitos1 pretendia a administrao do morgado de ,azeito4 ,o ,dr4 ,eduardo ,brando1 lente de cnones na universidade de ,coimbra1 foi o patrono do menor1 e fundamentando os direitos do seu cliente1 alegou que ,d4 ,joo ,afonso era filho de ,afonso de ,albuquerque1 nascido de mulher nobre e honesta--que seu pai no requerimento para a legitimao bem claramente se expressara dizendo3 porque a minha inteno legitimar ao dito ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque como mais posso fazer--que o rei1 deferindo1 confirmara o sentido destas palavras com estoutras3 legitimo1 habilito e fao legtimo como se de legtimo matrimnio fosse nascido1 que o pai o escolhera para suceder-lhe pelo direito1 que cabia ao instituidor sobrevivente1 conforme o texto da instituio o que derradeiro falecer poder nomear um dos descendentes de ,gonalo de ,albuquerque1 meu av1 qual ele quiser1 e que esta mesma disposio aproveitava ao seu cliente1 nico filho de ,afonso de ,albuquerque e descendente direto de seu av ,gonalo4 99 99 99 99 99 ,os direitos de ,d4 ,joo ,afonso prevaleceram aos de ,d4 ,catarina de ,menezes1 viva de ,afonso2 o menor foi metido na posse do morgado1 pelo menos1 at #aehe1 porque encontro documento que o comprova2 no entanto1 as dvidas suscitadas durante o litgio despertaram novos contendores4 ,de ,gonalo de ,albuquerque e de ,d4 ,leonor de ,menezes1 filha do primeiro conde de ,atouguia1 haviam nascido3 --,fernando de ,albuquerque1 primognito2 --,afonso de ,albuquerque1 o ,grande2 --,d4 ,constana1 casada com ,d4 ,fernando de ,noronha2 --,d4 ,isabel1 casada com ,d4 ,pedro da ,silva o ,reles2 --lvaro ,gonalves de ,atade1 que foi prior de ,vila ,verde1 e --,martins ,gonalves de ,atade1 morto pelos mouros em ,arzila4 ,fernando1 que sucedeu a seu pai no senhorio de ,vila ,verde1 casou com ,d4 ,catarina da ,silva1 filha do senhor de ,barra-a-,barra4 ,desta unio nasceram duas filhas3 ,d4 ,guiomar e ,d4 ,joana4 ,d4 ,guiomar de ,albuquerque casou com ,d4 ,martinho de ,noronha4 ,herdou a casa de seus pais1 e foi por este casamento que os descendentes alcanaram a casa de ,vila ,verde e continuaram no appelido de ,noronha4 ,destes nasceu ,d4 ,pedro de ,noronha1 que casou com ,d4 ,violante de ,noronha1 filha do senhor de ,sarzedas1 e foi o sexto senhor de ,vila ,verde4 ,destes nasceu outro ,d4 ,pedro de ,noronha1 que casou com ,d4 ,catarina de ,atade1 filha do conde da ,vidigueira1 e foi o stimo senhor de ,vila ,verde4 ,deste nasceu ,d4 ,francisco ,lus de ,noronha1 que tomou o apelido ,albuquerque quando quis em #aeif suceder no morgado de ,albuquerque em ,azeito4 ,casou com ,d4 ,catarina de ,vilhena e ,sousa1 sua sobrinha1 filha de ,d4 ,manuel de ,sousa e ,tvora1 e foi o oitavo senhor de ,vila ,verde4 ,foi ,d4 ,antnio de ,noronha1 dcimo segundo senhor desta casa1 que recebeu de ,d4 ,joo ,,iv em #afed o ttulo de conde de ,vila ,verde1 e seu filho ,d4 ,pedro ,antnio de ,noronha ,albuquerque e ,sousa o de primeiro marqus de ,angeja por merc de ,d4 ,joo ,v em #agad4 ,d4 ,joana1 segunda filha de ,fernando de ,albuquerque e de ,d4 ,catarina da ,silva1 tomou o apelido de sua me2 chamou-se ,d4 ,joana da ,silva e ,albuquerque1 e casou com ,jorge ,barreto1 comendador de ,castro ,verde4 ,destes nasceu ,pedro ,barreto1 comendador de ,almada1 que casou com ,d4 ,paula de ,brito1 de quem nasceu3 ,d4 ,joana de ,albuquerque1 que casou com ,manuel ,teles ,barreto1 comendador de ,aveiro e que foi governador do ,brasil4 ,esta dama existia ao tempo1 que ,d4 ,joo ,afonso litigava com ,d4 ,catarina de ,menezes a posse do morgado de ,azeito1 e apresentou-se tambm como oponente4 ,de uns papis da casa ,mesquitela colhi que ,d4 ,joana estivera na posse do morgado1 mas isto seria temporariamente1 pois que a causa foi sentenciada na relao a favor de seu filho ,jernimo ,teles ,barreto1 e1 requerida revista pelo advogado de ,d4 ,joo ,afonso1 foi-lhe denegada pelos juzes drs4 lvaro ,lopes ,moniz e ,jernimo ,pimenta de ,abreu#db4 ,em #aehh j andavam to descurados os bens do morgado1 que o albergue de ,s4 ,simo era um pardieiro1 sem camas nem outra coisa para agasalho dos caminhantes4 ,melchior ,lopes1 administrador da albergaria1 ignoro por que ttulo1 havia vendido ao conde de ,portalegre1 ,d4 lvaro da ,silva1 por #bejjj reis1 uma casa e cho1 que faziam parte do estabelecimento4 da visitao do bispo de ,targa1 ,d4 ,sebastio da ,fonseca1 feita freguesia de ,s4 ,simo a #bf de maio daquele ano1 que isto consta4 ,pela visitao de #afjg no se conhece quem estava na posse do morgado1 e no era o proprietrio melhor cumpridor dos encargos1 porquanto a igreja de ,s4 ,simo era ainda em parte sem forro e toda sem sobrado1 de modo que o visitados manda que seja juncada trs vezes por ano1 pela ,semana ,santa1 pelos ,santos1 e pelo ,natal2 a albergaria continuava sem camas1 e corria execuo contra ,melchior ,lopes por ter alheado casa e cho sem licena rgia4 ,em #aehh o bispo de ,targa manda que a igreja seja forrada de madeira de bordo1 sob pena de #ej cruzados4 ,a visitao de #bg de outubro de #afjg feita pela ordem de ,santiago1 e nela os visitadores ,jacomo ,ribeiro de ,lemos e ,ferno ,velho da ,silva dizem3 porquanto corre demanda sobre quem h de ser herdeiro do dito defunto 7,afonso de ,albuquerque1 filho7 nem h administrador certo 4441 e mandam aos oficiais da igreja que tanto que houver herdeiro certo e administrador dos bens e fazenda lhes faam notificar as ordens dos visitadores e a pena em que incorrem no cumprindo4 ,de ,d4 ,joana de ,albuquerque e ,manuel ,teles ,barreto tinham nascido cinco filhos3 --,afonso ,teles ,barreto1 que morreu solteiro sem gerao2 --,manuel ,teles ,barreto1 frade dominico1 tambm sem gerao2 --,lizuarte ,teles ,barreto1 que morreu sem gerao2 --,jernimo ,teles ,barreto1 a favor de quem foi sentenciada a causa1 ficou na ndia prisioneiro dos holandeses2 faleceu sem gerao1 e o morgado de ,afonso de ,albuquerque coube a sua irm2 --,d4 ,maria de ,mendona e ,albuquerque1 casada com ,d4 ,jernimo ,manuel1 de alcunha o ,bacalhau4 ,a sentena que deu a estes a posse do morgado seria dos primeiros dias de janeiro de #afji1 porquanto encontro uma escritura de #bd daquele ms1 que j dela faz meno4 ,o registo de um batismo na freguesia de ,s4 ,simo1 de #ba novembro de #afaj1 j d notcia da estada daquela famlia na casa de ,afonso de ,albuquerque em ,azeito1 fazendo meno de ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuquerque1 filho de ,d4 ,maria e ,d4 ,jernimo1 como padrinho de uma criana4 ,,ii ,cabe aqui uma retificao4 ,no ,resumo histrico dos ,albuquerques diz-se que a quinta de ,azeito e ,casa dos ,bicos foram fundadas pelo primeiro conde de ,linhares e dadas em dote a sua filha ,d4 ,maria de ,ayala1 que os terrenos da quinta foram cedidos por ,d4 ,jernimo de ,noronha1 por alcunha o ,bacalhau1 sobrinho do conde4 ,j atrs fica demonstrado o erro1 dando-se a gnese da quinta1 que vem de tempos muito anteriores4 ,tambm no mesmo ,resumo histrico1 dando-se conta da origem da alcunha ,bacalhau1 comum a dois ,jernimos1 diz-se assim3 ,em uma das expedies1 que de ,portugal foram para a ndia1 embarcaram nela ,d4 ,jernimo de ,noronha1 sobrinho do primeiro conde de ,linhares1 e ,d4 ,jernimo ,manuel4 ,o primeiro1 como se sabe1 era mais velho que o segundo1 e1 alm disso1 ia por capito da nau4 ,dizem que a viagem foi longa e tormentosa e o escorbuto principiava a grassar na tripulao1 atribuindo-se tal enfermidade constante alimentao de bacalhau1 que nesse tempo era havido como muito nocivo sade4 ,d4 ,jernimo ,manuel dirigiu-se um dia ao capito-mor da nau e disse-lhe que era mister providenciar sobre o caso1 etc41 etc4 ,o capito respondeu-lhe3 ,e por que modo8 ,os doentes que comam as nossas raes e ns o bacalhau4 ,na volta destes dois cavalheiros corte1 soube-se do facto1 e1 como era ento mania alcunharem a todo o mundo1 ficaram os dois sendo conhecidos pelos ,bacalhaus4 ,d4 ,jernimo de ,noronha tolerou a alcunha1 que s durou em sua vida1 ,d4 ,jernimo ,manuel ufanava-se de a ter1 e foi por isso que passou a ser usada por seus filhos e netos4 ,decerto isto no foi inveno do autor do escrito referido1 mas erro de informao4 ,d4 ,jernimo de ,noronha1 filho de ,d4 ,henrique de ,noronha1 irmo do primeiro conde de ,linhares1 foi por capito da nau ,s4 ,pedro na armada1 que partiu para a ndia em #ag de maro de #aede1 conduzindo o vice-rei ,d4 ,joo de ,castro4 ,ali foi capito-mor de ,baaim4 ,voltando ao reino1 nunca mais embarcou#dc4 ,d4 ,jernimo ,manuel de ,albuquerque1 o ,bacalhau1 teve em #afad1 isto 1 sessenta e nove anos depois da viagem de ,d4 ,jernimo de ,noronha1 o comando da armada1 que nesse ano foi para a ndia1 donde s voltou em #afah4 ,morreu na sua quinta de ,azeito a #af de janeiro de #afbj1 como se v setenta e cinco anos depois da viagem de ,d4 ,jernimo de ,noronha4 ,se o que exponho ainda no bastasse para convencer1 poderia acrescentar que ,d4 ,henrique1 pai de ,d4 ,jernimo de ,noronha1 j era alcunhado ,bacalhau4 ,num nobilirio manuscrito da casa dos condes de ,carvalhais1 e que tenho vista1 l-se3 ,d4 ,pedro de ,menezes1 casou trs vezes1 a primeira com ,d4 ,leonor de ,castro444 e houve444 a ,d4 ,maria de ,menezes1 mulher de ,d4 ,henrique de ,noronha1 por sobrenome o ,bacalhau1 filho do primeiro marqus de ,vila ,real4 ,,iii ,d4 ,jernimo ,manuel1 o ,bacalhau1 de posse do morgado1 vem com sua famlia residir no seu palcio de ,azeito1 e a #bf de setembro de #afac aqui faleceu sua mulher1 que foi sepultada em ,s4 ,simo junto com o altar-mor4 ,chegado ao reino1 depois da viagem da ndia1 voltou ,d4 ,jernimo para a sua quinta1 aonde faleceu a #af de janeiro de #afbj1 e sepultou-se na mesma igreja no tabuleiro do altar-mor1 disseram-me1 7acrescenta o cura ,pedro de ,magalhes71 com testamento ao conde da ,vidigueira4 ,d4 ,jernimo ,manuel e ,d4 ,maria tiveram trs filhos1 j nascidos quando se estabeleceram na quinta de ,azeito3 ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuquerque1 ,d4 ,loureno ,manuel e ,d4 ,antnio de ,mendona4 --,d4 ,loureno ,manuel morreu sem gerao4 --,d4 ,jorge ,manuel de ,albuquerque sucedeu na casa de seu pai1 e teve de sua me o morgado de ,azeito1 continuando aqui a residncia4 ,os livros de notas dos tabelies e os registos paroquiais at meado de #afbd fazem-lhe repetidas referncias4 ,em frica portou-se sempre como soldado valente4 ,irrequieto nos seus procedimentos#dd1 foi por alguns crimes degredado para ,mazago1 aonde esteve preso por ordem do governador ,d4 ,gonalo ,coutinho4 ,pela restaurao estava em ,madrid1 recebendo de ,filipe ,,iv de ,espanha o ttulo de conde de ,lavradio1 que em ,portugal lhe no foi confirmado4 ,algum tempo depois voltou para a sua casa de ,azeito1 aonde faleceu no #aj de outubro de #afea1 sendo sepultado na capela-mor de ,s4 ,simo4 ,tinha casado com ,d4 ,teresa ,maria ,coutinho1 filha de ,d4 ,francisco da ,gama1 quarto conde da ,vidigueira e almirante da ndia1 de quem nasceram ,d4 ,jernimo ,manuel de ,albuquerque1 batizado em ,s4 ,simo a #ba de dezembro de #afci1 e ,d4 ,francisco ,manuel de ,albuquerque1 nascido a #bj de janeiro #afej e balizado na mesma freguesia no dia #e de fevereiro4 ,a viva de ,d4 ,jorge ,manuel1 que nascera em #e de agosto de #afaf1 morreu na quinta de ,azeito a #be de outubro de #afeg1 com testamento a seu irmo o marqus almirante1 e foi sepultada ao p do altar-mor de ,s4 ,simo4 ,d4 ,jorge ,manuel em #afcj requereu a tombao do morgado1 designando para este servio o licenciado ,manuel lvares ,frausto1 juiz de ,marvo1 e que fizera o tombo das freiras do ,salvador de ,lisboa4 ,diz o requerente que as propriedades se achavam alheadas1 divididas e sonegadas pelas muitas demandas que houve sobre a sucesso do morgado4 ,o alvar1 que defere o pedido1 de #ca de maio de #afca4 ,,iv ,deixemos a petio e alvar para podermos conhecer o palcio e cerca nesta poca1 conforme a descrio feita na tombao3 ,ttulo das casas da quinta ,umas casas muito grandes e muito nobres1 edificadas com muito primor1 com varandas de todas as partes e casas1 e muitas salas1 cmaras1 recmaras1 como abaixo se declarar especialmente e o nmero delas1 postas da parte do norte e do levante1 ficando a quinta e pomar com seus jardins da parte do sul e poente1 e tem o stio das ditas casas em circuito pela extremidade da parte de fora a saber3 ,da banda do nascente1 indo do norte a sul1 de extremo a extremo do edifcio e assento das casas1 tem trinta e quatro varas e meia1 e cada vara de cinco palmos1 dos que falia a ordenao deste reino4 ,e da parte do norte1 de nascente a poente1 de extremo a extremo1 tem trinta varas e meia4 ,e da parte do poente1 em uma ponta que o edifcio faz1 tem catorze varas e meia1 e vindo da parte do poente para o nascente contra o sul1 tem vinte e seis varas1 e voltando de norte a sul1 pela banda do poente1 na ponta que o stio das casas faz para o sul1 tem vinte e quatro varas e1 neste vo1 ao longo do edifcio das ditas casas1 est um jardim com uma fonte e casa de gua no meio1 de que se faz a declarao e medio seguinte3 ,e pela parte do sul de nascente a poente e pelo extremo da ponta1 que as ditas casas fazem para a dita parte do sul1 tem1 de canto a canto1 oito varas e nesta forma fica o edifcio todo medido em circuito1 todo com as ditas pontas1 que fazem as ditas casas para o poente e sul1 e tem cento e trinta e sete varas1 que so juntas as medies atrs declaradas4 ,tem mais estas casas trs cubelos nos trs cantos1 que se fazem para fora contra o norte1 dois ao norte e um ao sul1 com que ficam muito realadas e lustrosas1 e a entrada1 que est em um ptio muito grande com seus portais1 cerrado de muro1 em que se correram e podem correr touros1 est uma escada toda de pedraria com uma volta1 toda com seus balastres de mrmore1 que formosa a entrada da primeira sala4 ,as quais casas tm de salas1 cmaras1 recmaras1 retretes e antecmaras dezoito em nmero1 todas espaosas e todas ladrilhadas e com azulejos pelas paredes1 altura de mais de um covado e algumas retretes todas lavradas de azulejo e os tetos lavrados de bordo e com molduras1 e pintados de diversas e agradveis pinturas1 e por baixo outras muitas casas e oficinas e armrios1 que respondem s casas superiores1 mas repartidas em muito maior nmero4 ,tem mais duas varandas com seus arcos de jaspe e colunas do mesmo1 uma para a banda do poente e outra para o norte com suas grades de ferro at ao meio1 com seus azulejos at meio das paredes com figuras4 ,tem a varanda da parte do poente de comprido onze varas e meia e de largo quatro varas4 ,e a varanda da parte do norte1 em que no h grade de ferro1 tem uma meia parede de pedra lavrada1 com seus azulejos por dentro1 sobre que armam as colunas1 tem de comprido dez varas e de largo quase trs varas4 ,e os portais de todas estas casas so de pedraria de jaspe1 com suas portas de bordo e muito bem lavradas e com suas chamins de pedraria e todas as mais pertenas respondentes qualidade do edifcio4 ,ptio ,tem um ptio defronte das ditas casas cercado de muro com dois meios cubelos1 com duas portas1 pelas quais se entra e so a entrada pblica e comum a todos e feito em quadro4 ,tem do norte a sul trinta e cinco varas1 e de nascente a poente trinta e cinco e meia1 e para a parte do nascente tem uma varanda de colunas de jaspe1 que serve entre as casas trreas e gasalhados de criados1 e tem um chafariz de gua a uma parede da banda do norte4 ,jardim ,um jardim1 que fica entre as duas pontas das casas atrs medidas1 com o qual fica o stio das ditas casas em quadrngulo4 ,tem de norte a sul pela parte do poente e por onde confronta com o pomar1 que se segue1 vinte e quatro varas e de poente a levante outras vinte e quatro1 e pelos outros dois lados confronta com as casas1 com uma fonte ao meio e em roda com seus canos de gua e pelas paredes cidreiras e limoeiros1 com meias paredes de azulejo feito em quadro4 arruado e ladrilhadas as ruas4 ,ttulo do pomar ,tem um pomar contguo s casas e jardim1 que lhe ficam para a parte do levante1 todo plantado de infinitas laranjeiras em ordem1 limoeiros e cidreiras fora todo o mais gnero de frutas1 muito espessas e plantadas em ordem e fileiras1 o qual est todo cercado ao redor de um muro mais de doze palmos em alto e pela parte de dentro com suas ruas de azulejo1 que abaixo se declaram4 ,tem do nascente1 ou jardim1 atrs declarado1 at ao tanque de gua por uma rua cercada de azulejos e alegretes e ladrilhada de largura de mais de trs varas1 oitenta e quatro varas e neste canto1 que o dito pomar faz para o poente1 est um tanque de gua1 ladrilhado por baixo1 que cobre um homem1 cercado de pedraria e de azulejos1 feito em forma quadrada2 tem vinte e nove varas de canto a canto e fazem em circuito cento e dezasseis1 do qual se rega todo o pomar atrs declarado com gua do rio de ,s4 ,simo1 de que lhe pertence toda a dita gua quatro dias naturais e trs horas cada nove dias4 ,tem o dito tanque1 na cabeceira pela parte do sul1 cinco casas de prazer armadas com colunas de jaspe e forradas todas de azulejo e os tetos pintados em estuque com vrias histrias e figuras1 e ao lado das ditas casas de prazer1 para a parte do nascente1 tem um jardim com seus alegretes na distncia e largura das mesmas casas4 ,e a gua que cai para o dito tanque1 cai pela boca de uma baleia artificiosa com um ,trito em cima1 que formoseia muito o dito tanque e casas de prazer1 e com figuras vrias em nichos1 feitos de pedraria pelas paredes do dito tanque4 ,tem mais o dito pomar pela parte do poente1 comeando do sul e norte1 outra rua1 que vai do dito tanque1 da mesma largura e feitio com seus azulejos e alegretes e pela parede seus nichos com vrias figuras1 que tem cento e dezasseis varas1 e no remate do canto de baixo1 da banda do norte1 tem uma casa quadrada com quatro janelas1 em que esto pintadas sobre estuque#de as histrias da ndia1 com as quatro cidades principais conquistadas pelo grande ,afonso de ,albuquerque1 pai natural de ,afonso de ,albuquerque1 instituidor deste morgado4 ,tem esta rua1 da parte do poente1 uma porta1 que sai para a igreja e freguesia de ,s4 ,simo1 pouca distncia de portal a portal1 da qual igreja costume sair a procisso da ,ressurreio de ,cristo ,nosso ,salvador e correr as ruas do dito pomar e tornar-se a recolher pela mesma porta mesma igreja4 ,tem o dito pomar do dito canto da ,casa da ndia1 atrs declarada1 de poente a nascente1 pela banda do norte1 cento e trinta e sete varas1 que tambm servem para medio da vinha abaixo declarada1 que confina com o dito pomar pela banda do norte e do canto1 que o muro faz para a banda do nascente at ao jardim1 donde esta demarcao e medio comea1 subindo de norte a sul1 tem cento e seis varas1 ficando no meio a ponta que as casas fazem para o parte do poente1 que se metem entre o jardim e o pomar4 ,pela parte donde a dita demarcao dele comeou1 em o dito canto de baixo1 est uma casa1 que se chama das ,pombas1 com um bufete de jaspe ao meio4 ,e da dita casa1 na largura dela1 que corre de norte a sul1 como se diz atrs1 at s ditas casas principais1 vai uma rua de ladrilho com seus alegretes de azulejo na forma das outras ruas atrs declaradas4 ,ttulo da vinha ,tem mais uma vinha pela parte do norte1 que dos lados fica dentro dos muros do pomar atrs confrontado e dividida do dito pomar pelo muro menos principal4 ,tem do sul ao norte1 pela parte do nascente1 cento e trinta e trs varas e de nascente a poente1 pela parte do norte1 cento e quarenta e duas varas e meia1 e pelas outras duas partes tem a mesma medida de varas por estar em forma quadrada4 ,ttulo das mais casas de criados1 lagares de azeite e vinho1 estrebarias1 cocheiras e mais pertenas ,tem defronte do ptio das casas principais1 atrs confrontado e medido1 para a parte do nascente est um ptio contguo ao outro atrs1 o qual tem as casas seguintes e de comprido de norte a sul vinte e trs varas e de nascente a poente treze e meia1 e para este ptio se entra por duas portas1 a saber3 uma1 a porta menos principal1 que vai do outro ptio para este entre as casas dos criados e outra porta maior e principal para a parte do norte1 por onde pode entrar um coche1 e defronte dela fica uma cocheira1 e ilharga1 da parte do norte1 fica um lagar de vinho1 e outra ilharga1 para a parte do nascente1 um lagar de azeite com quatro varas e dois moinhos e duas caldeiras e todas as mais pertenas necessrias aos ditos lagares1 e para a moenda destes lagares vem a gua do rio de ,s4 ,simo1 que lhe necessria por servido enquanto moer4 ,e por baixo do dito lagar pela parte do norte1 junto porta principal por onde se entra no ptio1 correm umas estrebarias para a parte do norte1 que tm de comprimento vinte e sete varas e meia1 e de largo quatro varas1 cuja porta de serventia est dentro do dito ptio com porta fechada sobre si1 dentro do qual ptio esto dois fornos de cozer po444 ,terra do rossio ,uma terra1 que serve de rossio e parte com as mais casas da quinta atrs1 da parte do sul com os muros dos ptios1 do nascente com as casas das estrebarias e vizinhos que seguem444 do norte parte com estrada pblica1 que vai das ,vendas para o mosteiro de ,azeito1 e do poente com cerca e muro da vinha e pomar da dita quinta444 ,o documento de que me estou servindo1 segue na descrio de outras propriedades do morgado1 que no importa conhecer1 no entanto1 aproveitar-me-ei dele1 na parte referente s3 ,casas do hospital deste morgado de que trata a instituio ,um ptio e casa grande1 que serve de hospital e outra do hospitaleiro e outra dos doentes1 que so por todas trs e um ptio1 que est em aldeia de ,vila ,freixe1 junto igreja de ,s4 ,simo4 ,tem de comprido1 de levante a poente1 pela parte do norte e sul1 dezoito varas e de largo onze varas4 ,parte ao norte com as casas da mulher de ,andr ,fernandes e ao sul com a igreja de ,s4 ,simo e ao poente com logradouro da aldeia e ao nascente com logradouro e cerca da quinta deste morgado4 ,a casa do aougue tambm era pertena do morgado e descrita assim3 ,casa do ,aougue ,uma casa1 que serve de aougue1 que est fora dos muros da quinta1 parte do nascente com muro do cano da gua1 que vai aos lagares da dita quinta e do norte com os mesmos lagares e do poente com terra e logradouros da quinta e do sul com as casas de ,francisco ,nunes1 foreiro dita quinta4 ,tem de comprido quatro varas e meia e de largo duas varas4 ,a descrio desta casa pouca importa para a nossa histria2 mostra1 porm1 que na quinta e palcio se concentrava toda a vida do lugar2 de um lado e quase junto aos muros1 o hospital e a igreja1 do outro a casa do mercado4 ,v ,seguirei tratando dos senhores do morgado4 ,o primognito de ,d4 ,jorge ,manuel 1 nos nobilirios1 chamado ,d4 ,jernimo ,manuel1 no entanto1 nos contratos1 feitos por sua me durante a tutoria deste filho1 apelidado ,d4 ,jernimo ,afonso de ,albuquerque4 ,sobreviveu a seu pai1 sucedeu-lhe na administrao do morgado de ,azeito1 mas no foi 7se foi7 muito alm da morte de sua me4 ,d4 ,theresa faleceu em outubro de #afeg4 ,no fim do ano seguinte j se encontra por herdeiro de ,jernimo seu irmo ,francisco ,sebastio de ,albuquerque1 criana de oito anos1 sob a tutela de seu tio materno ,d4 ,vasco ,lus da ,gama1 almirante da ndia e primeiro marqus de ,nisa4 ,bem novo encetou ,d4 ,francisco a carreira das armas1 pois em #affc j se encontra na restaurao de vora4 ,em #afff1 quando o conde de ,s4 ,vicente1 ,joo ,nunes da ,cunha1 passou ndia por vice-rei1 ,d4 ,francisco ,sebastio acompanhou-o e em breve ali morreu1 como seu irmo ,jernimo1 solteiro e sem gerao legtima4 ,at fins de #affh ainda os contratos so celebrados pelo marqus de ,nisa1 como tutor de seu sobrinho ,francisco4 ,em princpio de #affi j era falecido4 ,de ,d4 ,francisco ,sebastio de ,albuquerque#df apenas ficou uma filha natural1 ,d4 ,maria de ,albuquerque1 freira em ,odivelas4 ,extinto este ramo1 a casa foi devolvida ao primognito de ,d4 ,antnia de ,mendona1 irm de ,d4 ,jorge ,manuel4 ,,vi ,dos filhos de ,d4 ,jernimo ,manuel1 o ,bacalhau1 ,d4 ,antnia de ,mendona casou com ,pedro de ,mendona1 alcaide-mor de ,mouro1 comendador de ,santiago de ,cacm e que1 depois da conspirao do marqus de ,vila ,real1 teve de ,d4 ,joo ,,iv a comenda de ,vila ,franca1 que havia vagado pelo crime daquele fidalgo4 ,d4 ,antnia e seu marido residiram no palcio de ,azeito1 aonde lhes nasceram dois filhos3 --,lus de ,mendona1 batizado em ,s4 ,simo de ,azeito a #d de julho de #afbg1 e ,jernimo ,manuel1 batizado na mesma freguesia1 a #ad de agosto de #afcj4 ,estes outros filhos3 --,nuno de ,mendona1 --,joo de ,mendona e --,d4 ,maria ,josefa de ,mendona1 cuido no haverem nascido em ,azeito1 porque ao encontro os seus registos batismais4 ,lus de ,mendona ,furtado alistou-se cedo no exrcito do ,alentejo1 cujas campanhas fez com distino4 ,grandes seriam as suas qualidades e largas as suas aptides para ser passado ao servio martimo1 confiando-se-lhe1 ainda bem novo1 comandos importantes4 ,depois de duas viagens ndia como capito-mor da armada1 voltou para aquelas paragens na mono da primavera de #afeg por general dos galees de alto bordo1 posto a que foi elevado por carta de #bd de maro daquele ano1 assinada por ,d4 ,lusa de ,gusmo1 regente do reino4 ,nas notas dos tabelies de ,azeito encontra-se registado em #agja um documento que tem relao com esta viagem1 apresentado por ,joo ,viana ,franco1 procurador de ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona e ,albuquerque1 herdeira e irm de ,lus de ,mendona4 como se segue3 ,requerendo ,lus de ,mendona ,furtado1 filho de ,pedro de ,mendona ,furtado1 satisfao dos seus servios1 houve ,sua ,majestade por bem mandar-lhe dizer1 por despacho de #af de maro de #afeg1 que tendo respeito a seus servios1 que havia feito a se embarcar nesta mono para o estado da ndia1 aonde o vai servir1 e tendo em considerao o haver sido de ,pedro de ,mendona ,furtado1 seu pai1 fidalgo to benemrito a este reino1 a comenda de ,vila ,franca de ,xira da ordem de ,cristo1 que a possua ,francisco de ,mendona ,furtado1 seu filho e irmo de ,lus de ,mendona1 havia por bem1 que1 falecendo o dito ,francisco de ,mendona sem filhos legtimos1 ou bastardos e1 que no se dando esta comenda a eles1 ou a outra alguma pessoa por servios do mesmo ,francisco de ,mendona#dg na forma do papel da letra e sinal de ,lus de ,mendona1 sucedesse ele na mesma comenda com a prpria penso de #cjj4jjj reis1 que se puseram a ,francisco de ,mendona1 quando se lhe fez merc dela1 entrando as penses1 que houver vivas no tempo em que esta merc possa ter efeito1 a qual ter o mesmo ,lus de ,mendona em segredo e a perder1 constando que se rompeu por sua parte4 ,e mandou ,sua ,majestade1 que deste despacho se lhe passasse somente certido em sumo segredo1 para que dele possa valer a seu tempo1 em o caso que esta merc possa ter efeito4 ,assim o certifico4 ,lisboa1 #bb de maro de #afeg4 ,e o papel1 de letra e sinal de ,lus de ,mendona1 acima referido1 fica nesta secretaria4 ,gaspar de ,faria ,severim4#dh ,lus de ,mendona ainda no tinha trinta anos completos1 quando foi nomeado general dos galees de alto bordo em #afeg4 ,no havia muito de chegado ndia1 quando recebeu do governador o comando das naus1 que deviam varrer os holandeses dos mares de ,goa4 ,a armada fez-se de vela a #e janeiro de #afeh e breve se deu um reencontro com os inimigos1 em que ,lus de ,mendona levou a melhor4 ,a guerra martima1 continuada naquelas paragens pelos capites portugueses1 corria com vrio sucesso1 enquanto na capital do estado reinava a anarquia e a desordem1 promovidas pelos fidalgos e pelo clero1 divididos em faces pessoais1 que mutuamente se guerreavam4 ,lus de ,mendona1 de volta a ,goa1 no fugiu sorte comum2 a sua chegada incendeou os nimos1 as duas parcialidades armaram-se e bateram-se1 sem que os governadores tivessem fora para evit-lo e conter os desordeiros4 ,lus de ,mendona e ,bartolomeu de ,vasconcelos foram os contendores que mais se distinguiram1 organizando foras suas1 e dando mesmo verdadeiros combates1 que custaram a vida a soldados que s a deviam perder em servio da ptria4 ,por carta de #e de maro de #afeg a regente tinha nomeado vice-rei da ndia ,antnio ,teles de ,menezes1 conde de ,vila ,pouca de ,aguiar1 cujas qualidades bastariam para o restabelecimento da ordem2 no entanto1 a morte surpreendeu-o na viagem1 e no dia #g de setembro daquele ano entrava a barra do navio que conduzia o cadver do vice-rei4 ,abertas as vias de sucesso1 formaram o governo ,manuel ,mascarenhas ,homem1 ,francisco de ,melo e ,castro e ,antnio de ,sousa ,coutinho1 que j estavam em exerccio desde o falecimento do conde de ,sarzedas4 ,poucos dias depois morria o membro do governo ,mascarenhas ,homem e os seus dois colegas continuaram a administrao sem mais fora para tornar respeitada a sua autoridade4 ,em #bb de maro de #affj a regente nomeou novo governo para a ndia1 composto de ,d4 ,manuel ,mascarenhas1 ,lus de ,mendona ,furtado e ,albuquerque e ,d4 ,pedro de ,lencastre4 ,o primeiro renunciou o cargo1 ,d4 ,pedro de ,lencastre1 que fora por capito da armada1 que conduzira o vice-rei1 conde de ,vila ,pouca1 e ,lus de ,mendona assumiram o governo em #ad de junho de #affa e em continuada divergncia o exerceram at #ad de dezembro do ano seguinte1 data da posse do vice-rei ,antnio de ,melo e ,castro4 ,d4 ,pedro de ,lencastre partiu para o reino logo em seguida entrega do poder1 falecendo na viagem2 ,lus de ,mendona1 porm1 conservou-se na ndia at #affh1 ano em que voltou para ,portugal4 ,lus de ,mendona se crescia em honras aumentava ao mesmo tempo em cabedais4 ,nenhum ministro1 diz um contemporneo1 serve aos prncipes para os servir1 seno para se acrescentar#di1 e no era sem propriedade que aplicava a sentena ao general dos galees partidos para a ndia em #afeg4 ,quando se tratava de casar o infante ,d4 ,pedro com a mulher de seu irmo1 tomando-se por pretexto desta unio incestuosa a impossibilidade de restituir o dote de ,maria de ,nemours1 ,lus de ,mendona1 filho segundo de uma casa de medocres haveres1 ofereceu-se a concorrer com #ijjj cruzados para satisfao da quantia necessria1 pedindo apenas o prazo de trs dias para a sua apresentao1 fazendo-se deles consignao em dez anos4 ,a soma era avultada para o tempo e crescida para quem1 como ,lus de ,mendona1 tanto se preocupava de possuir4 ,as intrigas da corte1 desde a morte de ,d4 ,joo ,,iv at entronizao de seu filho ,pedro1 so bem conhecidas1 para que precise rememore-las2 ,lus de ,mendona poderia cair no desagrado do prncipe oferecendo-se a contribuir para a restituio do dote da rainha1 era uma demonstrao hostil aos intentos de ,d4 ,pedro e de ,maria de ,aumale2 todavia1 de tal modo soube haver-se que1 em dezembro de #affi1 foi nomeado pelo regente vice-rei da ndia4 ,muitas eram as esperanas que se firmavam em ,lus de ,mendona1 e de que parece no ter desmerecido4 este fidalgo1 diz o contemporneo citado1 por prendas e qualidades1 dignssimo do lugar e se prometera a todos que em seu governo e indstria se melhoraria muito o estado da ndia#ej4 ,a frota que devia partir com o novo vice-rei foi de cinco vasos1 e para a guarnio1 alm dos que voluntariamente se alistaram1 prenderam-se em ,lisboa e no reino todos os inquietos e divertidos1 que puderam haver-se2 nos mareantes no houve melhor escolha nas qualidades ou aptides4 ,o vice-rei1 que devia partir na primeira mono de #afgj1 foi feito conde de ,lavradio em maro1 e a armada levantou ferro do porto de ,lisboa em princpio de abril1 chegando ndia no ano seguinte1 em que ,lus de ,mendona tomou posse do vice-reinado4 ,a sua fidelidade ao regente no foi sem suspeitas2 em fins de maro de #afgd aprestaram-se com diligncia duas caravelas1 bem guarnecidas e apetrechadas1 que partiram para a ndia no #a4 de abril1 levando o capito instrues secretas com respeito ao vice-rei2 as suspeitas1 contudo1 eram infundadas2 mais prudente que seus irmos ,francisco e ,jernimo1 no se envolveu como eles nos tramas contra o governo do regente4 ,desempenhou o lugar de vice-rei por espao de sete anos e vinte dias e1 embarcando para o reino1 faleceu na ,baa em #afgg com cinquenta anos de idade4 ,se fez bom governo1 ou a contento do soberano1 no foi menos solcito nos negcios de sua casa e interesses pessoais1 e no aprendeu pouco nas viagens1 que fez ndia1 sobre o modo de fazer fortuna4 ,se ,lus de ,mendona1 ao partir para o seu vice-reinado1 pensava nos necios da repblica1 no sei2 certo1 porm1 que no descurava os seus interesses particulares1 e se propunha continuar ou estabelecer em larga escala o seu giro comercial4 ,em #aj de maro de #afgj ordenava ele as suas coisas1 mandando lavrar uma procurao ampla a seu irmo ,jernimo e a dois irmos ,diogo de ,chaves e ,simo ,rodrigues de ,chaves para a administrao dos seus negcios na ,europa4 ,morava ento ,lus de ,mendona ,furtado e ,albuquerque na sua quinta extra-muros de ,lisboa1 junto ao mosteiro de ,s4 ,bento da ,sade4 ,farei notar os principais pontos a que a procurao se refere4 ,os poderes so iguais para os seus trs delegados1 deixando-lhes todo o seu livre e comprido poder1 mandado especial e geral444 para poderem cobrar1 arrecadar e haver a seus poderes todas as suas dividas de dinheiro1 oiro1 prata1 juros1 tenas1 ordenados1 fazendas1 mercadorias1 encomendas e seus procedidos1 fretes1 avarias de seus navios1 bens de raiz e seus rendimentos444 cobrana por conhecimentos e sem eles444 letras de cmbio e de risco1 consignaes e carregaes1 cartas amigveis e de crdito1 contas correntes e fenecidas por leis de seguro1 ou por outra qualquer via1 ttulo1 modo que seja1 e todas as fazendas e mercadorias que remeter da ditas partes da ndia e de outras quaisquer partes e conquistas1 tudo tambm podero cobrar e despachar1 ou vender e beneficiar1 estando a contas e tomando-as com entrega a todas as pessoas que lhas devam e hajam de dar e as fenecer e liquidar1 recebendo o lquido1 restos e alcance delas o poder at de nomear mestres para as embarcaes de que for senhorio e1 depois de nomeados1 os despedirem e elegerem outros1 como melhor lhes convier444 ,esta procurao1 estranha totalmente aos negcios de administrao pblica1 nada nos pode dizer das ideias do vice-rei sobre o modo por que se propunha gerir os negcios do estado1 mas d-nos claras mostras de que ,lus de ,mendona no descurava os seus interesses1 de que na ndia ia estabelecer uma forte casa comercial1 e que no reino deixava agentes1 de certo bem escolhidos1 para as permutaes e vendas das mercadorias que enviasse para a metrpole4 ,a procurao1 datada de #aj de maro1 s foi outorgada no dia #af2 esta a prpria data da carta rgia1 que lhe confere o ttulo de conde de ,lavradio2 no entanto1 a assinatura ainda de ,lus de ,mendona ,furtado de ,albuquerque4 ,ningum1 ao ler desprevenidamente o documento1 supor que so as disposies de um vice-rei1 que vai exercer funes majestticas e de soberania real2 talvez fosse isto que menos preocupasse ,lus de ,mendona1 pois certo que1 recolhendo ao reino com sete anos de governo1 vinha riqussimo4 ,que contraste com o grande ,albuquerque1 que1 prximo morte1 pedira1 no se fizesse leilo do seu fato para que no vissem suas calas rotas que tinha6 ,nas suas ltimas disposies fez seu universal herdeiro ,jernimo de ,mendona e na sua falta seu irmo ,nuno4 --,jernimo de ,mendona ,furtado1 nascido no palcio de ,azeito e batizado na freguesia de ,s4 ,simo a #ad de agosto de #afcj1 foi cavaleiro de ,malta1 mas no professou4 ,serviu nas campanhas do ,alentejo como capito de cavalos e mestre de campo de um tero4 ,deixou a carreira militar2 todavia1 como particular1 assistiu batalha do ,ameixial ou ,canal a #h de junho de #affc1 sendo louvado pelo conde de ,vila ,flor1 que o enviou a ,lisboa com a notcia da vitria4 ,em remunerao destes servios1 teve o governo de ,pernambuco1 aonde cometeu tais excessos que1 amotinado o povo1 veio preso para ,lisboa e da priso pde escapar-se para ,castela4 ,instaurou-se-lhe o processo1 mas por influncia de seu irmo1 que estava em favor1 suspendeu-se todo o procedimento e pde regressar ptria4 ,talvez para no dar tanto nas vistas a proteo a um delinquente e t-lo como que escondido aos seus julgadores1 ,lus de ,mendona ps seu irmo ,jernimo na administrao do morgado de ,azeito4 ,tenho presente uma procurao datada de #a de maro de #affi1 em que ,lus de ,mendona d poderes a seu irmo para o arrendamento dos frutos dos muros a dentro da quinta2 abriu-se aqui praa no dia #d e neste mesmo dia se lavrou a escritura1 o preo foi de #bjjjjj reis1 pagos metade pelo ,s4 ,joo e metade por ,s4 ,simo4 ,em maro do ano seguinte1 conforme a procurao que atrs extratei1 ,jernimo de ,mendona partilhou com os irmos ,chaves a administrao de toda a casa e haveres do vice-rei4 ,o conde de ,lavradio parte para o vice-reinado1 falta a ,jernimo de ,mendona a bandeira que lhe cobria as culpas e1 fosse resultado das devassas ou novidades de crimes1 na expresso de um escritor coevo#ea1 o regente manda-o prender no ,limoeiro em princpios de julho de #afga4 ,jernimo de ,mendona teve conhecimento das disposies a seu respeito e pde escapar-se para ,espanha4 ,de ,xerez de los ,caballeros data de #g de agosto do mesmo ano o substabelecimento da procurao de seu irmo para um ,manuel ,lopes fazer certos contratos em ,azeito4 ,em #afgb ainda ali se achava1 e no dia #a4 de outubro substabelece parte dos poderes da procurao de seu irmo1 vice-rei1 no capito ,lus de ,valena da ,rocha1 para que ele possa cobrar e arrecadar e haver a seu poder todas as dvidas de dinheiro1 oiro e prata1 juros1 tenas1 ordenados1 fazendas1 mercadorias1 encomendas1 seus procedidos1 fretes e avarias dos navios1 bens de raiz1 mveis1 rendimentos e coisas outras de qualquer qualidade1 sorte1 quantidade e substncia4 ,dias depois1 a #f1 junta ao substabelecimento uma declarao para o mesmo ,rocha poder tomar todo o dinheiro na praa1 que lhe for necessrio para o fornecimento dos navios1 assim de ,lus de ,mendona1 como dele2 pelo que se v1 que tambm ,jernimo era armador4 ,alcanou voltar a ,portugal1 mas descoberta em setembro de #afgc nova conspirao para o restabelecimento do rei ,afonso ,,vi1 viu-se dos papis encontrados a ,diogo de ,lemos1 que ,jernimo de ,mendona e seu meio irmo ,francisco eram cmplices4 ,francisco de ,mendona pde escapar-se para ,castela1 sendo-lhe em ,portugal confiscados os bens e ele degolado em esttua no rossio de ,lisboa a #aa de maio de #afgd2 ,jernimo de ,mendona pretendeu tambm fugir2 mas1 como estava enfermo1 teve de acoutar-se num moinho e1 conhecido o seu paradeiro1 foi preso4 ,encerrado na torre de ,s4 ,julio da foz do ,tejo1 ali se conservou1 at que em #c de janeiro de #afhj foi sentenciado por traidor a ser degolado no pelourinho de ,lisboa4 ,dois corregedores e duas companhias de cavalos ali o foram buscar4 ,esta pena infamante foi embargada pelos parentes1 alcanando-lhe a troca do pelourinho pelo cadafalso1 havendo de executar-se a sentena no dia #e4 ,o marqus de ,fronteira1 que pretendia casar uma filha com ,nuno de ,mendona1 irmo de ,jernimo1 e que se achava ao tempo em vora1 pde conseguir que a princesa intercedesse pelo criminoso1 e o rei comutou-lhe a pena em degredo para a ndia4 ,em #afhg ainda ali vivia e tinha residncia em ,goa1 para onde sua irm ,d4 ,maria ,josefa1 de ,mendona1 a quem veio a caber a herana do conde de ,lavradio1 enviou procurao para arrecadar os bens do falecido vice-rei1 como adiante direi4 ,nunca voltou da ndia4 ,,vii ,por falecimento de ,lus de ,mendona sucedeu-lhe nos morgados seu irmo3 --,nuno de ,mendona ,furtado1 clrigo minorista1 com um canonicato em vora4 ,foi casado com ,d4 ,madalena de ,tvora1 de quem no houve filhos4 ,numa entrada1 que fez em ,castela1 foi ali aprisionado1 s alcanando a liberdade pela paz entre ,portugal e ,espanha4 ,conhecida a morte do conde de ,lavradio1 disputaram a sua herana seus irmos ,nuno de ,mendona e ,d4 ,maria ,josefa1 ,d4 ,fernando ,martins ,mascarenhas de ,lencastre por sua mulher ,d4 ,maria ,manuel de ,albuquerque#eb1 e ,d4 ,pedro ,antnio de ,noronha1 conde de ,vila ,verde4 ,a causa foi julgada a ,nuno1 que parece s entrou na posse do morgado de ,azeito em princpios de #afib 7conforme uma certido de apelao passada em #bi de novembro deste ano71 tendo de renunciar ao canonicato de vora4 ,nuno veio residir para o seu palcio de ,azeito1 aonde faleceu a #ae de fevereiro de #afhd1 sepultando-se na capela-mor da freguesia de ,s4 ,simo4 ,d4 ,madalena sobreviveu a seu marido4 --,d4 ,maria ,josefa de ,mendona1 nica sobrevivente a seus irmos1 casada com ,pedro ,guedes de ,miranda ,henriques1 senhor de ,mura1 sucedeu a seu irmo ,nuno no morgado de ,azeito e mais casa de seus pais4 ,no lhe faltavam qualidades administrativas1 nem era menos desejosa de haveres do que seu irmo ,lus4 ,d4 ,maria tinha tido quatro filhos3 --,joo falecido aos dez anos1 --,antnia1 freira no convento do ,salvador em ,lisboa1 --,joana de ,mendona1 casada em #afgb com ,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 por quem o morgado veio aos ,costas de ,mutela1 e --,lus ,guedes de ,miranda ,henriques1 casado em #afgc com ,d4 ,maria de ,atade1 filha de ,nuno de ,mendona1 segundo conde de ,vale de ,reis4 ,em #afhg1 ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona ,albuquerque achava-se em ,azeito1 e no dia #d de maro1 j viva1 faz uma procurao a seu irmo ,jernimo1 que se achava na ndia1 como j atrs disse1 para ele em ,goa e em todos os mais estados da ndia e quaisquer outras partes poder cobrar e haver a seu poder todos os bens e fazendas1 444 pertencentes ao conde vice-rei1 seu irmo1 assim mveis como de raiz1 dinheiro1 oiro1 prata1 dvidas1 encomendas1 carregaes1 seus procedidos1 diamantes1 joias e coisas outras de qualquer qualidade1 quantidade e substncia1 que sejam1 fazendo a tal cobrana do poder dos devedores1 seus herdeiros e sucessores1 testamenteiros1 depositrios1 tesoureiros de defuntos e ausentes1 cofres de orfos1 casa da santa misericrdia e de quem mais a paga deva de fazer444 e para melhor notcia dos ditos bens e dos que estiverem ocultos poder mandar ler e publicar uma carta ,paulina que com esta lhe ser apresentada1 que lhe foi concedida pelo nncio apostlico desta corte e proceder contra as pessoas que os ditos bens tiverem na forma da dita ,paulina444#ec ,dava-lhe poderes para vender o que lhe parecesse1 ou enviar para o reino quaisquer bens ou fazendas carregando-os e arriscando-os a seu livre arbtrio4 ,limitava1 porm1 ao seu procurador a faculdade de garantia dos contratos somente aos bens da dita herana4 ,as mais disposies so as comuns a todas as procuraes gerais1 com poderes de substabelecer1 como era necessrio absolutamente1 pois degredado1 como era ,jernimo de ,mendona1 no podia sair do lugar do exlio4 ,lus de ,mendona havia feito testamento1 deixando misericrdia de ,lisboa grosso legado para dotes anuais a donzelas1 e o remanescente a seus irmos4 ,foi pela sua tera1 que veio ao morgado de ,azeito a quinta da ,fonte da ,pipa1 no termo de ,palmeia1 que ,d4 ,maria ,josefa1 pelo seu procurador e criado ,vicente ,loureno ,pinto1 cavaleiro do hbito de ,cristo1 arrendou em maio de #afic por #abjjjj reis anuais4 ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona passava tempos em ,azeito1 tendo a principal residncia na sua quinta de ,arroios1 termo de ,lisboa1 at que em #agja1 ou proximamente1 se estabeleceu no palcio de ,azeito4 ,no dia #a4 de maro fez aqui testamento cerrado1 escrito pelo tabelio ,jos ,flix ,falco1 e no dia #b f-lo guardar no arquivo do convento dominico de ,nossa ,senhora da ,piedade1 de ,azeito1 cujo prior1 ,fr4 ,domingos da ,cruz1 passou certificado de o haver ali arrecadado4 ,at #agji encontram-se nos livros de notas e registos paroquiais repetidas referncias a ,d4 ,maria ,josefa2 a ltima1 de #bg de julho daquele ano1 uma carta de alforria a duas escravas1 ,francisca de ,mendona e sua filha ,lusa ,maria de ,mendona1 a quem libertou por sua morte1 legando #ajjjj reis me e #cjjjj reis filha4 ,pouco importa saber os nomes das duas escravas1 menciono-os apenas por no ser muito conhecido o uso que faziam do apelido dos seus senhores4 ,d4 ,maria ,josefa ligava ao ,d4 o ,l inicial do nome de seu marido2 a sua assinatura era clara1 mas nesta carta de alforria j a letra denuncia pesados anos4 ,no faleceu em ,azeito1 e o seu fim foi talvez posterior a #agab1 pois viveu aproximadamente oitenta anos4 ,no seriam poucos os desgostos por que passou ,d4 ,maria ,josefa4 ,seu filho ,lus foi um fidalgo de notveis paradoxos1 no dizer de ,sousa#ed1 que o levaram aos crceres da torre de ,s4 ,julio4 ,seu neto ,joo ,guedes roubou-a e maltratou-a4 ,conta assim o autor annimo de um nobilirio manuscrito1 que tenho vista#ee3 ,joo ,guedes de ,miranda ,henriques1 sendo muchacho1 mal aconselhado de uns criados1 entrou em casa de sua av ,d4 ,maria ,teresa#ef de ,mendona e ,albuquerque1 de quem ele era herdeiro1 e a descompuseram1 ferindo-a e maltratando-a infinito1 tendo quase oitenta anos1 e lhe tomaram as chaves e lhe roubaram mais de #hj4jjj cruzados#eg entre dinheiro e joias de preo e bons diamantes1 que tinha herdado de seu irmo ,lus de ,mendona1 que foi vice-rei da ndia4 ,com este cabedal fugiram para ,castela1 onde se puseram com ele seguramente e1 estando j muito pela terra dentro1 os dois motores deste negcio1 que eram pai e filho1 criados1 que mal aconselhavam a este cavalheiro1 os tentou o demnio a tornarem a ,portugal a cobrarem uns duzentos e tantos mil reis1 por no estar ainda de todo satisfeita a sua ambio1 ou1 parece1 permitiu ,deus1 fosse para castigo da sua culpa1 porque mal tinham passado a raia1 quando1 pelas armas1 que traziam1 os prenderam1 tempo a que chegavam as ordens para que os prendessem4 ,trouxeram-os para a priso da corte1 de onde foram a padecer a forca de ,santa ,brbara1 em que lhes ficaram as cabeas para memria do seu delito4 ,o furto se tornou a ,portugal se lo restituiu1 e ,joo ,guedes de ,miranda ,henriques veio oculto e se homiziou em casa do embaixador de ,frana4 ,se ,lus de ,mendona foi ambicioso de riquezas1 a modo de em sete anos de vice-reinado alcanar cabedal enorme1 sua irm foi uma avarenta1 que s viveu para entesourar4 ,,viii ,a ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona e ,albuquerque sucedeu seu filho ,lus ,guedes de ,miranda ,henriques1 que outros apelidam de ,miranda e ,lima1 casado em #afgc com ,d4 ,maria de ,atade1 filha dos segundos condes de ,vale de ,reis4 ,por seu pai cabia-lhe o cargo de estribeiro-mor1 todavia1 o regente ,d4 ,pedro e ainda depois de entronizado1 recusou-lhe a posse do lugar1 e to solto foi de palavras e aes por este facto1 que lhe valeu ser encerrado na torre de ,s4 ,julio4 ,em #agab ainda havia filhos menores de ,lus ,guedes1 de quem este no tinha a tutela4 ,no dia #b de dezembro1 ,manuel ,carvalho de ,atade#eh1 moo fidalgo da casa de sua majestade e comendador da ordem de ,cristo1 parente de ,lus ,guedes1 data de ,sernancelhe uma procurao a ,pedro ,vieira da ,fonseca1 residente na quinta de ,azeito 7,bacalha71 para poder comprar um pinhal para o menor ,francisco de ,assis1 e outra a ,manuel ,salgado de ,arajo1 advogado da casa da suplicao1 para cobrar de ,lus ,guedes de ,miranda #hjjjj reis mensais de alimentos para cada um dos filhos menores deste1 compreendido ,francisco de ,assis1 dos quais ,manuel ,carvalho era curador4 ,no parece que ,lus ,guedes se detivesse na sua quinta1 ou mesmo na ,extremadura1 pois se encontram at fins de #agah procuraes para determinados negcios do morgado datadas de ,mura#ei4 ,de ,lus ,guedes de ,miranda e ,d4 ,maria de ,atade nasceram3 --,pedro ,guedes1 que morreu moo2 --,francisco de ,assis1 de quem s acho a notcia atrs dada1 e --,joo ,guedes de ,miranda ,henriques ,mendona e ,albuquerque1 o muchacho1 que espancou e roubou a av ,d4 ,maria ,josefa4 ,ao que parece1 enlouqueceu mais tarde1 tirando-se-lhe a administrao da casa1 conforme uma proviso rgia1 de que falarei4 ,digo parecer haver enlouquecido1 porque os documentos desta poca1 para guardarem convenincias1 muitas vezes encobrem ms aes com palavras de significado bem diverso4 ,joo ,guedes casou em #cj de janeiro de #agjg com ,d4 ,francisca de ,noronha1 filha dos terceiros condes de ,aveiras4 ,em #ae junho de #agba ,fernando de ,morais ,madureira ,machado ,pimentel tomou posse do morgado da ,bacalha por procurao de ,joo ,guedes4 ,a #bh do ms seguinte j sua mulher ,d4 ,francisca de ,noronha data de ,lisboa ocidental uma procurao para arrendamento de uma propriedade do morgado1 em virtude da administrao de que a encarregou seu primo o ,sr4 ,joo ,guedes de ,miranda e ,lima4 ,desconheo a convenincia de ,d4 ,francisca dar a seu marido o tratamento de primo4 ,em maro de #agbf estava ,joo ,guedes em ,azeito2 em #agbh era ausente1 havendo deixado procurao a seu filho ,lus1 imediato sucessor2 no ano seguinte1 porm1 estava na sua quinta com a famlia e o padre ,joo ,lopes ,nogueira1 seu capelo4 ,em #agcj continuou a residir no palcio4 ,d4 ,francisca tem a administrao da casa e daqui arrenda a herdade da quinta da ,corona1 na freguesia de ,nossa ,senhora ,a ,bela em ,santiago do ,cacm1 a herdade da ,jlia e outras propriedades na ribeira do ,guadiana1 em ,mouro1 ,moura e ,monsaraz4 ,no ano seguinte ainda aqui reside1 dando de arrendamento a herdade do ,miranda no termo de ,alccer1 e entre as condies h a do rendeiro pr em ,azeito1 ou na quinta do ,montijo1 as pitanas1 que eram3 #ab porcos de dois anos1 #f marrs de um ano e #cj galinhas4 ,os porcos eram avaliados a #cjjj reis e as marrs a #aejj ris1 no caso de no agradarem os da herdade4 ,em #bi de janeiro de #agcb um decreto do rei1 e despacho do desembargo do pao do dia #ca ao provedor das capelas1 interdizia ,joo ,guedes por demncia4 ,transcrev-lo-ei3 ,d4 ,joo1 etc4 ,fao saber a vs provedor dos orfos e das capelas destas cidades#fj que1 sendo-me presente que ,joo ,guedes de ,miranda ,albuquerque ,mendona lhe sobreveio demncia tal que necessita pronto remdio pelas contnuas e pblicas discrdias1 que comete contra o decoro da sua pessoa1 e que tambm se deixa enganar de vs palavras1 que com promessas fantsticas lhe tiram dinheiro em prejuizo de suas rendas1 o que devia evitar2 atendendo s qualidades que concorrem na sua pessoa3 hei por bem e vos mando entregueis a administrao de sua casa a sua mulher ,d4 ,francisca de ,noronha1 por ter por certo a far como convm1 fazendo primeiro termo de dar contas todos os anos1 perante o juiz dos orfos1 a que tocar cumprir4 ,assim el-rei nosso senhor o mandou pelos doutores ,gregrio ,pereira ,fidalgo da ,silveira e ,antnio ,teixeira lvares1 ambos do seu conselho e seus desembargadores do pao4 ,jos ,maria de ,faria o fez4 ,lisboa ocidental #ca de janeiro de #agcb4 ,at fim de #agdg encontra-se ,d4 ,francisca de ,noronha em ,azeito ou em ,lisboa ocidental dirigindo os negcios de sua casa1 como tutora e administradora da pessoa e bens de seu marido ,joo ,guedes de ,miranda4 ,destes esposos nasceram3 --,jos ,guedes1 e --,juliana de ,noronha1 que morreram crianas2 --,lus ,guedes de ,miranda ,henriques1 que em #agda casou com ,d4 ,madalena ,vicncia de ,mascarenhas1 filha dos terceiros marqueses de ,fronteira ,d4 ,joo e ,d4 ,helena4 ,em maio de #agdi j encontro procuraes do novo administrador do morgado de ,afonso de ,albuquerque4 ,diz-se ele3 ,lus ,guedes de ,miranda ,lima de ,mendona e ,albuquerque1 senhor das ,vilas de ,mura1 ,brunhais1 gua ,revs1 ,torre de ,d4 ,chama1 comendador e alcaide-mor das vilas de ,cabeo de ,vide1 ,alter ,pedroso e ,granja do ,hospital e capito de dragais1 etc4 ,lus ,guedes pouco tempo teve o morgado1 falecendo em dezembro de #ageg4 ,residiu sempre em ,lisboa1 administrando-lhe os bens de ,azeito1 um feitor que1 com procurao de seu amo1 intervinha nos contratos enfituticos4 ,no sei que de ,lus ,guedes e ,d4 ,madalena houvesse filhos2 no entanto1 esta dama por morte de seu marido ficou cabea do casal e com a administrao do morgado de ,azeito at fins de #aghb1 conforme uma serie de procuraes todas datadas de ,sete ,rios1 lugar da sua residncia4 ,o terramoto de #agee arruinou a sacristia e lanou por terra as torres da freguesia de ,s4 ,simo1 e a corporao administrativa da igreja1 depois de pedir inutilmente a ,lus ,guedes a sua reconstruo1 teve de recorrer aos meios judiciais para obrigar os senhores do morgado a cumprirem a clusula da escritura de #aegj1 em que ,afonso de ,albuquerque lanara sobre o vnculo os encargos da conservao do templo4 ,este litgio foi em tempo da administrao de ,d4 ,madalena ,vicncia de ,mascarenhas1 e pelos documentos1 que tenho vista1 durou desde agosto de #agfe at meado de #agfh4 ,os advogados da igreja foram ,d4 ,francisco ,antnio ,vannicelli e ,jos ,lus ,soares de ,barbosa1 pai do conhecido poeta ,bocage1 ambos com banca em ,setbal4 ,d4 ,madalena recusava-se a pr o edifcio no primitivo estado1 querendo restaurar o que julgava absolutamente necessrio4 ,no dia #c de julho de #agfh1 de ,lisboa fez uma proposta para levantar s uma das torres e reparar os demais estragos4 ,parece haver-se chegado a acordo1 apeando-se a frontaria at ao portal e construindo-se a torre atual1 que de um talhe estranho ao mais do templo4 ,desconheo o ttulo por que ,d4 ,madalena ,vicncia de ,mascarenhas teve por demorados tempos a administrao do morgado4 ,se ,lus ,guedes de ,miranda e ,albuquerque no deixou filhos legtimos1 teve-os naturais1 um ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda1 outro cujo nome ignoro4 ,lus ,guedes fez testamento1 do qual poucas disposies e em favor destes me so conhecidas3 ,um ttulo de abril de #aghe fala do morgado da quinta da ,bacalha1 de que senhor o preclarssimo ,manuel ,jos de ,miranda1 e na procurao diz-se isto3 ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda1 do conselho de sua majestade fidelssima1 senhor de ,mura1 ,brunhais1 gua ,revs1 ,torre de ,d4 ,chama1 alcaide-mor e comendador das comendas de ,cabeo de ,vide e ,alter ,pedroso1 etc4 ,por fins de #aghe ainda ,manuel ,jos ,guedes tinha a administrao do morgado de ,albuquerque2 em abril de #aghf1 porm1 j encontro um contrato feito em nome do armeiro-mor ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa4 ,teremos de retroceder alguns anos para vermos como o morgado de ,afonso de ,albuquerque pode chegar aos ,costas de ,mutela4 ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona e ,albuquerque e ,pedro ,guedes de ,miranda tiveram1 alm de outros filhos1 ,lus ,guedes1 que sucedeu a seus pais1 e cuja linha legtima se extinguiu1 e ,d4 ,joana de ,mendona1 que em #afgb casou com ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem4 ,destes nasceram3 --,d4 ,pedro e --,d4 ,madalena4 ,d4 ,pedro ,jos de ,melo ,homem casou com ,d4 ,maria ,antnia de ,bourbon1 que faleceu em maro de #agaf1 e seu marido em maio de #agdj4 ,destes foi filho3 --,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem1 que nasceu a #bf de setembro de #agjifa e casou em #agca com ,d4 ,mariana ,joaquina de ,mendona1 filha de ,d4 ,filippe de ,sousa1 capito da guarda alem4 --,d4 ,madalena ,lusa de ,mendona casou em julho de #afij com ,d4 ,antnio ,estevo da ,costa1 nascido em dezembro de #afga e falecido em janeiro de #agbd4 ,destes nasceram1 entre outros3 --,d4 ,jos da ,costa1 a #f de setembro de #afidfb1 e --,d4 ,antnio ,jos da ,costa4 ,d4 ,jos da ,costa casou em #agcd com ,d4 ,maria de ,noronha1 filha dos quintos condes dos ,arcos4 ,sucedeu na casa e ttulos de seu pai1 foi armeiro-mor e faleceu a #aj de maro de #agff sem gerao4 ,d4 ,antnio ,jos da ,costa casou com ,d4 ,antnia ,rosa de ,melo1 foi servir na ndia e1 em #agdh1 morreu no naufrgio da fragata ,vencimento4 ,destes havia um filho3 --,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa1 nascido a #bh de maio de #agdj4 ,em #agff herdou a casa e ttulos de seu tio paterno ,d4 ,jos da ,costa1 e foi armeiro-mor4 ,em #aggb casou com ,d4 ,maria ,jos de ,sousa de ,macedo1 segunda viscondessa de ,mesquitela1 por morte de seu pai em #aghc4 ,de ,d4 ,jos ,francisco e de ,d4 ,maria ,jos foi filho3 --,d4 ,lus da ,costa e ,sousa de ,macedo1 nascido a #be de maro de #aghj e que veio a suceder a seu pai4 ,expostas esta notas biogrficas1 necessrias para compreenso da narrativa1 tratarei da sucesso do morgado depois da morte do senhor de ,mura1 ,lus ,guedes de ,miranda e ,albuquerque1 cuja descendncia legtima no houve ou se extinguiu4 ,,ix ,vimos que ,d4 ,madalena ,vicncia de ,mascarenhas1 viva de ,lus ,guedes1 depois da morte de seu marido1 por muitos anos esteve na administrao do morgado como cabea do casal4 ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda ,henriques1 filho natural de ,lus1 teve tambm aquela administrao1 mas de notar que nunca usasse o apelido de ,albuquerque1 como todos os outros administradores do morgado4 ,se ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque1 de bastardia muito contestvel1 foi apto para suceder a ,afonso1 filho1 e esteve por muitos anos na posse dos bens livres e vinculares de seu pretenso pai1 ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda1 filho bastardo e mais velho de ,lus ,guedes1 no deveria ter menos bons direitos do que aqueles sucesso dos morgados de seu pai4 ,como ,d4 ,madalena de ,mascarenhas1 viva de ,lus ,guedes de ,miranda1 esteve na posse do morgado1 no sei2 certo1 porm1 que at #aghb o administrou4 ,tambm certo que em #aghd o morgado era litigioso1 que em #aghe estava na sua posse ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda1 e que em #aghf era senhor do mesmo morgado ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa como herdeiro de seu tio ,d4 ,jos da ,costa4 ,h anos vi umas cartas trocadas entre ,manuel ,jos ,guedes e seus primos ,costas 7,jos ,francisco e ,lus71 e delas pude depreender que aquele era um carter no vulgar pela sua honradez1 largueza e desprendimento2 ,manuel ,jos ,guedes1 posto na posse do morgado1 julgou-se em conscincia ali intruso1 e1 parecendo-lhe que seu primo ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem estava na melhor linha descendente de sua bisav ,d4 ,maria ,josefa1 por proceder por via masculina de ,d4 ,joana de ,mendona1 chamou-o a tomar posse do morgado2 o caso despertou as atenes de seu primo ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa1 que se apresentou como oponente4 ,vamos agora ver em que ,d4 ,jos ,francisco fundamentava os seus direitos4 ,ao tempo da morte de ,lus ,guedes de ,miranda de ,mendona e ,albuquerque1 em #ageg1 eram vivos ,d4 ,jos da ,costa1 nascido em #afid1 e ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem1 nascido em #agji1 ambos primos do falecido em terceiro grau cannico e sexto civil4 ,de ,d4 ,jos da ,costa1 falecido em #agff1 fora universal herdeiro seu sobrinho ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa1 armeiro-mor1 filho de ,d4 ,antnio da ,costa1 irmo de ,d4 ,jos da ,costa1 e falecido em #agdh1 como atrs disse4 ,d4 ,jos ,francisco viu que seu tio ,d4 ,jos da ,costa podia preferir pela prioridade do nascimento1 e1 embora ele no tivesse apresentado e feito prevalecer os seus direitos1 quis faz-los valer ,d4 ,jos ,francisco1 como herdeiro e sucessor de seu tio4 ,rico e preponderante na poltica e sociedade da poca1 ,d4 ,jos alcanou que a idade prevalecesse melhor linha1 e desapossou ,d4 ,antnio de ,melo dos bens que seu primo ,manuel ,jos ,guedes lhe entregara4 ,guedes residia em ,moura e1 logo que teve conhecimento da resoluo dos tribunais julgando a sucesso de ,jos ,francisco1 preferindo a ,d4 ,antnio de ,melo1 fez entrega ao novo senhor do morgado de ,azeito dos vnculos da ,landeira e de ,santiago do ,cacm4 ,no parece que este novo senhor residisse no palcio de ,azeito4 ,por este tempo j os grandes deixavam as suas casas de provncia pela habitao na corte1 ou proximidades4 ,em #agif estava na sua quinta de ,mutela1 solar dos ,costas1 e em #agii1 numa procurao datada da sua quinta da ,luz#fc1 diz-se3 ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa de ,albuquerque1 visconde de ,mesquitela1 armador-mor de ,s4 ,m41 do seu conselho1 cavaleiro professo da ordem de ,avis1 comendador da comenda de ,s4 ,vicente da ,beira1 etc4 ,muito se ufanavam todos de terem uns laivos de sangue de ,afonso1 o ,grande1 todos lhes queriam muito2 mas s usavam o apelido ,albuquerque1 quando ele vinha envolto num ttulo de propriedade4 ,d4 ,jos ,francisco faleceu em #f de janeiro de #ahjb4 ,sucedeu-lhe seu filho3 ,d4 ,lus da ,costa e ,sousa de ,macedo e ,albuquerque1 mancebo de vinte e dois anos1 que em #ac de setembro de #ahjg casou com ,d4 ,maria ,incia de ,saldanha ,oliveira e ,do1 filha dos primeiros condes de ,rio ,maior4 ,em #bb de janeiro de #ahah foi feito conde de ,mesquitela1 e em #ahbf par do reino4 ,d4 ,lus da ,costa e ,sousa de ,macedo e ,albuquerque1 primeiro conde de ,mesquitela1 armeiro-mor1 como seus avs1 faleceu em ,lisboa a #bg de novembro de #ahec4 ,do enlace matrimonial de ,d4 ,lus com ,d4 ,maria ,incia de ,saldanha1 nasceram3 --,d4 ,maria ,amlia1 a #aj de maro de #ahji2 --,d4 ,maria ,jos1 a #b de maro de #ahaa2 --,d4 ,joo ,afonso1 a #aa de fevereiro de #ahae2 --,d4 ,lus ,antnio1 a #be de outubro de #ahaf2 --,d4 ,pedro1 a #ad de maio de #ahba2 --,d4 ,antnio1 a #bd de novembro de #ahbd4 ,a ,d4 ,lus da ,costa sucedeu seu filho3 --,d4 ,joo ,afonso da ,costa e ,sousa ,macedo e ,albuquerque1 segundo conde de ,mesquitela1 par do reino1 do conselho de ,s4 ,m41 dcimo segundo armeiro-mor1 grau-cruz da ordem da ,conceio1 comendador de ,cristo e condecorado com diversas ordens estrangeiras1 serviu de capito da guarda real de arqueiros por impedimento do duque de ,palmela4 ,em #ahhf foi criado duque de ,albuquerque pelo rei ,d4 ,lus ,i4 ,foi um corteso distintssimo1 conhecedor de todas as etiquetas palacianas1 e de to fina polidez que preferiu a todos os fidalgos da corte para receber no desembarque as princesas ,estefnia1 desposada do rei ,d4 ,pedro ,v1 e ,maria ,pia1 do rei ,d4 ,lus ,i4 ,na vida de sociedade era o mais fino cavalheiro2 numa sala com damas no havia quem se lhe avantajasse4 ,acostumado s amabilidades feminis1 a render culto beleza1 foi fantico nesta religio1 o que j na decrepitude lhe no ia bem4 ,da sua casa foi um mau administrador2 as suas propriedades rsticas ou urbanas distinguiam-se pelo desleixo total1 e por se verem cair a pedaos4 ,a sua alma era boa4 ,faleceu sem gerao em #bd de setembro de #ahij1 com setenta e cinco anos de idade2 sucederam-lhe na casa1 que era grande1 seus irmos1 cabendo a quinta1 palcio e mais propriedades de ,azeito a seu irmo3 --,d4 ,lus ,antnio da ,costa e ,sousa de ,macedo e ,albuquerque1 atual conde de ,mesquitela4 ,ama o solar dos ,albuquerques1 aprecia-lhe as belezas de arte que encerra1 e cuida de restabelecer as runas4 ,que ,deus lhe conserve as felizes disposies4 ,x ,havendo tratado de toda a sucesso no morgado de ,azeito1 institudo por ,albuquerque1 filho1 farei uma singela lista de todos os senhores3 #a4 ,brs ou ,afonso de ,albuquerque1 filho2 #b4 ,d4 ,joo ,afonso de ,albuquerque2 #c4 ,jernimo ,teles ,barreto2 #d4 ,d4 ,maria de ,mendona e ,albuquerque2 #e4 ,d4 ,jorge ,manuel de ,albuquerque2 #f4 ,d4 ,jernimo ,afonso de ,albuquerque2 #g4 ,d4 ,francisco ,sebastio de ,albuquerque2 #h4 ,lus de ,mendona ,furtado e ,albuquerque2 #i4 ,nuno de ,mendona ,furtado e ,albuquerque2 #aj4 ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona e ,albuquerque2 #aa4 ,lus ,guedes de ,miranda e ,albuquerque2 #ab4 ,joo ,guedes de ,miranda e ,albuquerque2 #ac4 ,lus ,guedes de ,miranda e ,albuquerque2 #ad4 ,manuel ,jos ,guedes de ,miranda ,henriques2 #ae4 ,d4 ,antnio ,jos de ,melo ,homem2 #af4 ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa de ,albuquerque2 #ag4 ,d4 ,lus da ,costa de ,macedo e ,sousa e ,albuquerque2 #ah4 ,d4 ,joo ,afonso da ,costa e ,macedo de ,sousa e ,albuquerque2 #ai4 ,d4 ,lus ,antnio da ,costa ,macedo de ,sousa e ,albuquerque4 99 99 99 99 99 ,de ,gonalo de ,albuquerque1 av de ,brs1 ou ,afonso1 filho1 at aos atuais senhores do morgado1 encontram-se de permeio as varonias seguintes3 #a4 ,barreto--,jorge ,barreto1 comendador de ,castro ,verde1 marido de ,d4 ,joana da ,silva1 neta de ,gonalo de ,albuquerque2 #b4 ,teles ,barreto--,manuel ,teles ,barreto1 governador do ,brasil1 marido de ,d4 ,joana de ,albuquerque1 neta dos precedentes2 #c4 ,bacalhau--,d4 ,jernimo ,manuel1 o ,bacalhau1 marido de ,d4 ,maria de ,mendona1 filha dos precedentes2 #d4 ,mendona--,pedro de ,mendona1 guarda-mor da pessoa de ,d4 ,joo ,,iv1 marido de ,d4 ,antnia de ,mendona1 filha dos precedentes2 #e4 ,guedes de ,miranda1 senhores de ,mura--,pedro ,guedes de ,miranda1 marido de ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona1 filha dos precedentes2 #f4 ,melo--,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 marido de ,d4 ,joana de ,mendona1 filha dos precedentes2 #g4 ,costa--,d4 ,antnio ,estevo da ,costa1 marido de ,d4 ,madalena de ,mendona1 filha dos precedentes4 ,,xi ,os ,costas1 atuais senhores da quinta e palcio dos ,albuquerques em ,azeito ,querem alguns que os ,costas se encontrassem em ,portugal anteriormente formao deste reino1 outros fazem-nos coevos de ,d4 ,afonso ,henriques4 ,uns e outros do-lhes por solar a quinta ou aldeia da ,costa1 em ,estarreja1 ou1 como ento se dizia1 na comarca da ,esgueira4 ,com bons fundamentos alguns outros genealogistas no vo to longe1 e fazem dos ,costas um ramo da casa de ,lemos2 dizem-nos oriundos da ,galiza e vindos para ,portugal no reinado de ,d4 ,fernando ,i4 ,vou citar um genealogista1 que1 mais prudente1 no antecede os tempos de ,d4 ,manuel1 e segui-lo-ei textualmente4 ,d4 lvaro da ,costa1 filho de ,ferno ,rodrigues de ,lemos e de ,isabel da ,costa1 foi um homem honrado em tempo de el-rei ,d4 ,manuel e de ,d4 ,joo ,,iii4 ,foi o primeiro provedor da misericrdia de ,lisboa1 criado e feitura de el-rei ,d4 ,manuel1 que o fez seu camareiro-mor e armeiro-mor e lhe deu o dom e o fez veador de sua fazenda e da rainha ,d4 ,leonor1 sua mulher4 ,casou com ,d4 ,brites de ,paiva1 filha de ,gil ,eanes de ,magalhes1 o ,cavalleiro1 que era um cidado honrado4 ,e a este ,gil ,eanes de ,magalhes lhe chamavam o ,cavalleiro1 por ter sido cavaleiro do ,toso1 que lhe deu o imperador ,maximiliano1 e est sepultado no captulo de ,s4 ,francisco de ,enxabregas e mais sua mulher ,isabel de ,paiva1 de que houve a ,d4 ,gil ,eanes da ,costa1 cujo apelido lhe vinha por ,isabel da ,costa1 sua av1 que foi mulher de seu av ,ferno ,rodrigues de ,lemos4 ,teve mais a ,d4 ,duarte da ,costa4 ,d4 ,gil ,eanes da ,costa1 filho primeiro deste ,d4 lvaro da ,costa1 foi veador da fazenda de el-rei ,d4 ,sebastio1 casou com ,d4 ,maria1 filha de ,joo de ,toeiro1 um homem honrado das ilhas dos ,aores1 de quem houve a ,d4 ,catarina1 que casou com ,lus da ,silva e1 por morte dela1 casou segunda vez com ,d4 ,joana da ,silva1 filha de ,d4 ,filipe de ,sousa1 que foi veador de ,d4 ,sebastio1 de quem houve a ,d4 lvaro da ,costa4 ,d4 lvaro da ,costa1 o ,queimado1 filho primeiro deste ,gil ,eanes da ,costa1 f-lo seu pai clrigo e lhe houve muitos benefcios4 ,foi deo da ,guarda e teve filhos bastardos de ,maria ,manuel1 sua amiga3 ,d4 ,duarte da ,costa1 que morreu sem casar1 e ,d4 ,antnio da ,costa4 ,d4 ,antnio da ,costa1 filho bastardo e segundo deste ,d4 lvaro da ,costa1 deo da ,guarda1 foi doutor em cnones e1 depois da morte de seu irmo1 herdou o morgado1 que lhe fez seu pai1 e casou com ,d4 ,madalena de ,mendona1 filha de ,lus de ,gis ,perdigo1 de quem houve a ,d4 ,lus da ,costa#fd4 ,teremos de voltar atrs ao segundo filho de ,d4 lvaro da ,costa para encontrarmos na descendncia de ,d4 ,duarte da ,costa a dama que foi mulher de ,d4 ,lus4 ,d4 ,duarte da ,costa1 filho segundo de ,d4 lvaro da ,costa1 veador da fazenda1 foi armeiro-mor e casou com ,d4 ,maria de ,mendona1 de quem houve a ,d4 lvaro da ,costa e a ,d4 ,francisco da ,costa4 ,d4 ,francisco da ,costa1 filho segundo de ,d4 ,duarte da ,costa e irmo de lvaro da ,costa1 foi capito de ,malaca e embaixador a ,marrocos ao xerif sobre o resgate1 onde morreu#fe4 ,foi casado com ,d4 ,joana ,henriques1 dama da infanta ,d4 ,isabel1 filha de ,rui ,vaz ,pinto1 senhor de ,ferreiros e ,tendes e alcaide-mor de ,chaves1 de quem houve a ,d4 ,duarte da ,costa e a ,d4 ,gonalo da ,costa4 ,d4 ,gonalo da ,costa1 filho segundo de ,d4 ,francisco da ,costa e irmo de ,d4 ,duarte da ,costa1 por morte de seu irmo teve a comenda de ,s4 ,vicente da ,beira2 casou com sua prima ,d4 ,joana e1 por morte desta mulher1 casou com ,d4 ,francisca1 filha de ,d4 ,pedro de ,almeida1 presidente da cmara de ,lisboa1 de quem teve a ,d4 ,pedro da ,costa4 ,veio-lhe esta alcunha de ter aos cinco anos queimado o rosto com plvora4 ,pela deformidade que lhe sobreveio e por agradar a seu pai1 fez-se padre1 mas sob condio de nunca dizer missa4 ,d4 ,pedro da ,costa1 filho segundo de ,d4 ,gonalo da ,costa1 comendador de ,s4 ,vicente da ,beira1 e de sua mulher ,d4 ,francisca ,coutinho1 herdou a casa de seu pai e foi armeiro-mor4 ,casou com ,d4 ,violante ,henriques1 que foi dama do palcio1 filha de ,d4 ,francisco de ,noronha e de ,d4 ,maria de ,azevedo1 e deste matrimnio teve a ,d4 ,maria de ,noronha1 que herdou a sua casa4 ,d4 ,maria de ,noronha1 filha herdeira de ,d4 ,pedro da ,costa1 armeiro-mor1 casou com ,d4 ,lus da ,costa1 que era filho de ,d4 ,antnio da ,costa1 que era bastardo de ,d4 lvaro da ,costa ,queimado1 deo da ,guarda e1 por este casamento1 foi tambm armeiro-mor1 e teve deste matrimnio a ,d4 ,antnio ,estevo da ,costa e ,sousa4 ,d4 ,antnio ,estevo da ,costa e ,sousa1 filho de ,d4 ,lus da ,costa1 armeiro-mor por sua mulher1 herdou a casa de seu pai e ofcio de sua me e foi armeiro-mor1 casou com ,d4 ,madalena ,lusa de ,mendona1 filha de ,d4 ,antnio ,jos de ,melo1 de quem teve a ,d4 ,jos da ,costa e a ,d4 ,antnio ,jos da ,costa4 ,d4 ,antnio ,jos da ,costa casou com ,d4 ,antnia ,rosa de ,melo1 foi servir na ndia1 e pereceu no naufrgio da fragata ,vencimento em #agdh4 ,destes nasceu ,d4 ,jos ,francisco da ,costa e ,sousa1 que foi armeiro-mor pela morte de seu tio paterno ,d4 ,jos da ,costa4 ,casou com ,d4 ,maria ,jos de ,sousa e ,macedo1 filha do primeiro visconde de ,mesquitela4 ,a este sucedeu seu filho3 ,d4 ,lus da ,costa e ,sousa de ,macedo1 que casou com ,d4 ,maria ,incia de ,saldanha ,oliveira e ,do1 filha dos primeiros condes de ,rio ,maior4 ,foi elevado a conde de ,mesquitela em #bb de janeiro de #ahah e a par do reino em #ahbf4 ,deste matrimnio nasceram3 --,d4 ,maria ,amlia1 a #aj de maro de #ahji2 --,d4 ,maria ,jos1 a #b de maro de #ahaa2 --,d4 ,joo ,afonso1 a #aa de fevereiro de #ahae2 --,d4 ,luiz ,antnio1 a #be de outubro de #ahaf2 --,d4 ,pedro1 a #ad de maio de #ahba2 --,d4 ,antnio1 a #bd de novembro de #ahbd4 ,d4 ,joo ,afonso da ,costa e ,sousa de ,macedo e ,albuquerque foi dcimo segundo armeiro-mor1 segundo conde de ,mesquitela e primeiro duque de ,albuquerque por carta de merc de #ahhf4 ,no casou2 faleceu sem sucesso em #bd de setembro de #ahij e sucedeu-lhe seu irmo4 ,d4 ,lus ,antnio da ,costa e ,sousa de ,macedo e ,albuquerque1 atual conde de ,mesquitela e senhor do morgado de ,albuquerque em ,azeito4 ,os ttulos de que gozam estes ,sousas de ,macedo tm as seguintes datas3 ,ofcio de armeiro-mor1 #bg janeiro de #aebb2 ,baro de ,molingar e par de ,inglaterra1 #bh de junho de #affa2 ,senhor de ,mesquitela1 #bc de dezembro de #affe2 ,baro de ,mesquitela1 #bg setembro de #afff2 ,visconde de ,mesquitela1 #bh de maio de #aged2 ,conde de ,mesquitela1 #bb de janeiro de #ahah2 ,duque de ,albuquerque1 em #ahhf4 ,,xii ,o palcio da ,bacalha1 alojamento real--,hspedes clebres ,d4 ,jos ,i1 por ocasio dos exerccios militares no acampamento dos ,olhos d'gua1 veio estabelecer-se com a corte e ministros em ,azeito e alojou-se no palcio da ,bacalha4 ,o conde de ,oeiras hospedou-se na prxima casa da quinta da ,palhav4 ,era um pequeno edifcio1 bem situado1 com certa nobreza de formas e bom gosto1 residncia de famlia abastada1 que vivia no campo4 ,ao andar nobre e capela da vocao de ,nossa ,senhora do ,cabo1 dava servio uma escadaria e varanda de cantaria4 ,hoje por terra4 ,o rei1 no dia #a4 de dezembro de #agfg1 data de ,vila ,fresca de ,azeito um alvar de providncias sobre o depsito pblico1 e outro ordenando certas disposies disciplinares para o colgio dos ,nobres4 ,no dia #e respondeu ao breve do papa ,clemente ,,xiii4--,a quo die illa inciderunt1 de ,roma1 #ca de agosto do mesmo ano4 ,no dia #aa de dezembro ,d4 ,jos faz passar um alvar de descoutamento da parte norte da serra da ,arrbida1 atendendo s queixas dos cultivadores1 a quem a caa e os animais bravios1 criados no terreno defeso1 destruam as searas e plantaes4 ,o conde de ,oeiras aproveitou1 como seu amo1 o remanso do campo1 para responder ao breve--,etsi plurimce--que o pontfice romano tinha dirigido ao--,dilecte ,fili ,nobilis vir ,comes ,oeyrensis--,datum ,r#jiaajc apud ,sanetam ,mariam ,majorem sub annullo ,piseatoris die ,,xxxi ,augusti ,,mdcclxvii4 ,a resposta datada--,in oppido de ,azeito ,v die mensis decembris anno ,domini ,,mdcclxvii4 ,tambm de ,azeito e no mesmo dia o conde de ,oeiras responde ao arcebispo de ,niceia1 nncio em ,madrid1 que em #bh de outubro enviara os breves para ,portugal#ff4 99 99 99 99 99 de crer que o palcio1 por ocasio da pousada ali do rei ,d4 ,jos1 ainda estivesse mobilado2 depois disto1 entregue a feitores e rendeiros1 nu de quaisquer mveis1 foi caindo a pedaos at ao estado de runa em que se acha4 ,como por esquecimento1 existiu numa das salas1 at h poucos anos1 um formoso armrio de bela talha em carvalho1 que foi retirado para ,lisboa depois da morte do duque de ,albuquerque4 ,mesmo nisto a sorte quis dar ,bacalha uns laivos do castelo de ,alvito2 na primeira sala deste palcio h um mvel1 espcie de grande contador1 no comum nas formas e que no de todo mau1 ainda que muito inferior ao da ,bacalha1 por ser aquele apenas obra de marchetaria a duas madeiras4 99 99 99 99 99 ,em #ahch o marqus de ,saldanha1 marechal e depois duque do mesmo ttulo1 descontente do governo1 veio para a ,bacalha1 de que ento era senhor o conde ,d4 ,lus da ,costa1 casado com ,d4 ,maria ,incia1 irm do marechal2 habitou por meses o palcio1 sendo-lhe companheiro o conde da ,cunha4 99 99 99 99 99 ,disse quanto sabia4 ,,ap,,ndice ,a que se faz referncia na nota da pgina #cf ,o ,sr4 ,theodoro ,rogge1 ilustre professor alemo e amador distinto e enthusiasta de faianas1 veio a ,portugal e1 no seu regresso ptria1 deu a lume no peridico ,bltter fr ,kunstgewerbe 7,ano de #ahie1 caderno #c4 e #d47 um excelente artigo sobre alguns azulejos que encontrou no nosso pas e que julgou dignos de meno especial4 ,to pouco se tem tratado em ,portugal deste gnero de cermica que me pareceu conveniente tornar conhecido aquele interessante escrito1 de que se fez tiragem em folhas separadas1 das quais e respetivas estampas o ilustre professor me brindou com um exemplar1 cuja traduo segue3 ,tiragem separada do ,jornal da arte4 ,ano de #ahie1 caderno #c4 e #d4 ,arte cermica e decorao em ,portugal ,em ,portugal a cermica serve para fins decorativos pelas maneiras mais variadas1 comeando nos mais simples objetos de necessidade imediata1 como o fogo1 os ladrilhos toscos do cho e anlogos1 e rematando nos magnficos azulejos de faiana artisticamente arranjados tanto sobre o ponto de vista do arquiteto como do pintor4 ,o emprego destes azulejos 7ladrilhos fabricados de argila cozida e esmaltados de um s lado7 imprime nos edifcios portugueses uma graa especial1 dando-lhes ao mesmo tempo solidez e beleza4 ,em geral nos pazes do sul as paredes das casas no so construdas to solidamente como no nosso norte1 sendo apenas as molduras das portas e das janelas e os cunhais das casas construdos de pedraria rigorosamente talhada1 enquanto o grosso das paredes fabricado1 sem grande prodigalidade de argamassa1 de pedras irregulares1 tais como as pedreiras as fornecem4 ,nestas circunstncias o emprego de ladrilhos vidrados para abrigar as paredes contra a inclemncia do tempo torna-se quase uma necessidade absoluta4 ,to frequente o uso dos azulejos que eles constituem um caracterstico do pas1 podendo at dizer-se que poucas igrejas e casas h onde eles se no encontrem4 ,ora formam as molduras dos portais das casas e dos jardins1 ora constituem a decorao alegre dos vestbulos e das escadarias4 ,em muitas casas1 e at em bastantes pobres1 as paredes interiores so forradas de azulejos pelo menos at #a metro de altura4 ,frequentemente os azulejos so empregados para decorao das fachadas desde a base at ao telhado1 ora com pinturas simples1 ora enfeitadas com quadros da mo de artistas1 muitas vezes tambm cobrem eles as torres e cpulas1 sendo o seu luzir ao brilho do sol meridional de um efeito verdadeiramente esplndido4 ,os azulejos so quadrados de #j1acm at #j1afm de lado1 sendo de formas e dimenses mais variadas do que as molduras dos quadros4 ,o que d um valor artstico e especial a estes artefactos1 s vezes aparentemente toscos1 a ligeireza e elegncia do desenho1 muito em harmonia com a prpria ndole do material4 ,como j disse1 os azulejos so de terra de majlica1 de pouca espessura1 cozidos e pintados antes de serem esmaltados4 ,a tinta rapidamente absorvida pela argila1 sendo impossvel destruir ou emendar o desenho2 o esmalte1 sobreposto depois1 d a tudo muito brilho e durao4 ,sendo limitado o nmero de tintas que resistem ao processo da fabricao1 a variedade das cores no grande1 mas este facto mesmo produz uma harmonia de composio1 que redunda em especial proveito da cermica4 ,a cor mais vulgarmente usada o azul1 derivando da 7azul1 ou asur o nome rabe de ,japis-lazuh7 a designao dos ladrilhos2 h1 contudo1 autores que derivam a palavra do rabe zallaja1 que significa liso1 polido4 ,a fabricao dos azulejos deve-se1 sem dvida alguma1 como tantos outros processos da arte cermica1 aos mouros1 divulgando-se em todos os pases onde penetrou o seu domnio4 ,no princpio foram destinados a substituir os mosaicos bizantinos nas mesquitas2 empregaram-se1 porm1 mais tarde1 tambm na decorao dos edifcios cristos4 ,o desenho estava originariamente distribudo em chapas unicolores de diferentes tamanhos e formas1 sendo pouco depois adoptado o sistema tpico atual4 ,como parece1 os azulejos comearam a divulgar-se no sculo ,,xi1 se no mais cedo1 mas os mais antigos1 que ainda existem na pennsula ibrica1 os da ,alhambra em ,granada pertencem ao sculo ,,xiv#fg4 ,com respeito colorao pode afirmar-se que1 em ,portugal1 nos primeiras tempos do fabrico s se empregaram tintas inteiras sem matiz1 sendo mesmo raras as cores alegres 7de lustre74 ,depois da introduo das faianas italianas da ,renascena1 a sua influncia na decorao dos azulejos no tardou a fazer-se sentir4 ,so disto claro exemplo os magnficos azulejos do sumptuoso palcio da ,bacalha em ,azeito1 uma vila amena perto da margem sul do ,tejo1 em cujo stio antigamente os fidalgos portugueses costumavam veranear4 ,segundo as pesquisas profundas de ,joaquim ,rasteiro1 portugus1 acerca daquele interessante monumento de arquitetura portuguesa#fh1 a construo dele foi comeada pela infanta ,d4 ,brites1 passando a propriedade mais tarde s mos de ,afonso de ,albuquerque1 filho do clebre heri da ndia1 que consideravelmente alargou as decoraes do palcio e jardim com azulejos de cores4 ,afonso de ,albuquerque1 filho do grande vencedor dos ndios1 edificou em #aeed1 reinando ,joo ,,iii1 diz uma inscrio sobre o porto principal do trio4 ,o palcio com seus jardins constitui um verdadeiro museu de todas as espcies de faianas que se podem imaginar4 ,encontram-se ali o azulejo unicolor servindo para decoraes no gnero munfico1 o azulejo liso com ornamentos multicolores1 o azulejo lustrado 7estampado em relevo7 maneira dos espanhis1 os azulejos formando quadro simblico1 histrico ou mitolgico1 o medalho maneira dos de ,luca della ,robbia1 de baixo ou alto relevo1 de terra cota simples1 ou colorido1 ou esmaltado1 com festes de frutos1 ou simples grinaldas de folhas4 ,a galeria do lado ocidental do palcio1 que d para o jardim1 tem revestimento de azulejos at altura de #am#gb4 ,no meio de um desenho em azul1 amarelo1 verde ma e castanho1 sobre fundo branco1 com friso de ovados1 veem-se personificaes dos rios ,mondgo1 ,nilo1 ,danbio e ,douro com ricas bordaduras1 tudo obra de mo de verdadeiro artista e de inexcedvel brilho e magnfico efeito#fi4 ,os pavilhes do jardim1 as paredes e as galerias do lago artificial1 no canto sudoeste daquele1 so igualmente providas de ricas decoraes em azulejo4 ,at os bancos e os alegretes das flores so revestidos de azulejos1 posto que alguns destes mais simples e unicolores1 formando uma espcie de mosaico4 ,os azulejos1 que ornam as colunatas do lago so verdes com ornamentos de lustre1 estampados em relevo cavado4 ,no centro de uma destas paredes encontram-se as armas dos ,albuquerques igualmente em azulejo4 ,o pavilho central1 dos trs situados no lago1 tem no s azulejos de desenho ornamental1 mas tambm trs quadros figurais notveis pelas suas formas e pelas suas cores4 ,um representa o rio ,tejo1 outro ,suzana no banho4 ,no fundo deste ltimo quadro v-se um palcio1 em cujo prtico se acha inscrito o ano de #aefe4 ,as chapas de terra cota 7azulejos7 que cobrem as paredes deste pavilho esto colocadas com os cantos para baixo 1 excepto os ladrilhos dos quadros1 cujas juntas so verticais e horizontais4 ,a colocao especial dos azulejos motivou uma mudana agradvel do desenho1 sendo ainda aumentada pelo emprego de azulejos de desenhos diferentes4 ,apresento no caderno #d4 um dos desenhos unicolores daquele pavilho4 ,toda a parede a oeste do lago1 com a sua extenso de cerca de #cj metros e com a sua considervel altura1 coberta de azulejos verdes em baixo relevo1 de muito valor artstico#gj4 ,um ,neptuno lanando gua1 nichos e medalhes em relevo alto servem para dar mais vida ao extenso quadrngulo4 ,o dimetro dos medalhes de #ed centmetros1 com as grinaldas de flores e frutos de #gh centmetros4 ,o muro sul do jardim1 costeando o caminho do palcio para o lago1 tem doze medalhes de baixo relevo1 correspondendo a outras tantas pirmides colocadas no alto do muro4 ,os relevos representam heris da antiguidade1 ,alexandre1 ,cipio1 ,csar1 ,anbal e outros4 ,o conjunto de toda esta construo representa obra de mestre1 de um arquiteto talentoso bem certo do efeito desta maneira decorativa4 ,portugal rico em runas grandiosas1 muito pitorescas e1 pela maior parte1 desconhecidas no estrangeiro1 como os castelos de ,obidos1 ,leiria1 ,tomar e ,palmela4 ,do ltimo ainda se levantam ao belo cu azul as colunas isoladas de alguns arcos1 e ali encontrei magnficas decoraes de azulejos muito bem adaptadas s largas dimenses da igreja4 ,azulejos isolados1 tais como se encontram nos museus da arte industrial1 quase sempre de origem espanhola1 no podem dar seno uma ideia muito imperfeita da magnfica harmonia e da arte genial com que os azulejos naqueles tempos foram aproveitados para a decorao4 ,na estampa junta v-se o sistema de desenho empregado por cima das janelas e entre as colunas dos arcos4 ,a estampa1 em cores1 deste caderno apresenta o detalhe do desenho formado de dezasseis ladrilhos4 ,este desenho1 como a sua roseta central1 lembra alguma coisa os modelos romanescos1 que provavelmente ainda se conservavam tradicionalmente nas oficinas e que1 nesta igreja de carter romo dos tempos da ,renascena1 esto muito no seu lugar4 ,os frisos1 porm1 pertencem ,renascena pura1 sendo pela maior parte formados por filas de folhas4 ,a mesma estampa mostra uma parte composta de dois azulejos4 ,todos os ornatos mostram as mesmas cores1 azul ou amarelo1 contornados de azul sobre fundo branco1 sendo no raras vezes o fundo enchido com a cor suplementar1 o que faz aparecer o ornamento em branco4 ,o mesmo desenho de azulejos encontra-se em alguns outros edifcios do pas1 por exemplo na catedral de ,portalegre1 no ,alentejo1 fundada em #aefe4 ,mas o sistema da composio dos azulejos sempre variado1 sendo deveras surpreendente a diversidade de desenhos que se podem arranjar com os mesmos ladrilhos4 claro que para isso se precisa uma mo experimentada1 sendo especialmente difcil o fecho dos cantos4 ,os operrios daqueles tempos tinham um exame especial com respeito ao assentamento dos azulejos4 ,a catedral de ,portalegre1 cuja torre teve a cpula revestida de azulejos1 contm no seu interior ainda muitos outros desenhos bonitos e notveis de azulejos1 como o representado no caderno #d44 ,o artista desenhou uns retngulos e serviu-se apenas do azul e do amarelo1 mas aplicando estas cores to bem com respeito ao espao que ocupam que1 longe de parecerem desarmnicas1 exaltam o efeito uma da outra#ga4 ,o desenho da fita tambm tirado daquela igreja4 ,do sculo ,,xvi existem ainda muitos azulejos lisos em ,portugal2 estampados em relevo encontram-se no convento da ,pena e no palcio real de ,sintra4 ,as chamins gigantescas deste ltimo1 que antes parecem pagodes da ndia1 eram ornadas de azulejos estampados1 desenhados por ,duarte de ,armas1 pintor do rei ,d4 ,manuel4 ,nos sculos ,,xvi e ,,xvii fabricaram-se azulejos magnficos4 ,ao lado de ornamentos1 de vasos com flores1 de arabescos1 aparecem quadros figurais1 emoldurados em ricos desenhos arquitetnicos1 tudo apenas em dois tons de azul1 contornados da mesma cor4 ,os quadros representam cenas bblicas1 feitos hericos da histria portuguesa1 caadas1 touradas1 danas1 cenas buclicas e viagens4 ,estes trabalhos distinguem-se muitas vezes pelo talento do autor1 mostrando sempre elegncia e ligeireza do pincel1 surpreendendo especialmente as figuras pela sua correo anatmica e boa representao do nu4 ,forma isto um notvel contraste com a moderna produo deste gnero na ,alemanha1 onde a figura humana mal tratada at caricatura4 ,da mesma poca tenho de mencionar um tmulo#gb no mosteiro da serra da ,arrbida1 em que o revestimento azulejado da cpula ainda est completamente conservado4 ,na sacristia da catedral de ,portalegre todas as paredes so vestidas de azulejos1 representando cenas da vida de ,santa ,maria1 emolduradas de riqussimas decoraes da ,renascena1 arabescos com hipocampos1 arnorettos e festes4 ,tambm em algumas igrejas de ,lisboa existem interessantes quadros em azulejo daquela poca1 mas a maior parte ficou destruda no grande terramoto de #agee4 ,atualmente a fabricao de azulejos em ,portugal restringe-se1 infelizmente1 a estampar os ladrilhos de padres rotineiros1 perdendo-se deste modo todo o encanto artstico1 que tanto distingue as produes antigas4 ,no me foi possvel verificar se em ,portugal existiam oficinas especiais para a fabricao dos azulejos1 parecendo-me por isso1 que sejam produto das olarias e fbricas de porcelanas4 ,ainda hoje uma rua de um bairro antigo de ,lisboa tem o seu nome derivado daquela indstria4 ,as olarias tinham por patronas ,santa ,justa e ,santa ,rufina e governavam-se por um regulamento antigo1 que tratava de quatro espcies de faiana1 branca1 vermelha1 amarela e outra chamada da ,maia4 ,por ocasio da vinda de ,filipe ,,iii de ,espanha a ,portugal1 em #afai1 os operrios das fbricas de faiana construram tambm um arco de triunfo1 como os outros artistas4 ,joo ,batista ,lavanha1 no seu livro sobre as festas celebradas nessa ocasio1 descreve o arco dos oleiros4 ,no meio de diferentes emblemas alusivos arte1 via-se a figura alegrica da olaria estendendo a mo esquerda sobre o torno do oleiro1 com a mo direita levantava um vaso semilhante queles que ento se fabricavam em ,lisboa pelos modelos chineses4 ,por baixo da figura lia-se o seguinte verso3 ,aqui monarca excelso soberano vos oferece a arte peregrina fabricado no reino lusitano o que antes nos vendeu to caro a ,china4 ,noutro quadro estava representado um navio da ndia descarregando caixotes com porcelanas chinesas4 ,outros barcos estrangeiros carregavam porcelana portuguesa1 vendo-se ao longe iguais saindo a barra4 ,pode-se concluir da que naquela poca 7#afbj7 a arte estava bastante adiantada1 no s imitando-se a loua chinesa1 mas exportando-se at os produtos portugueses4 ,em apoio do que disse sobre a origem mourisca dos conhecimentos dos portugueses a respeito das artes cermicas1 posso acrescentar que rara a designao de qualquer vaso que no derive do rabe4 ,assim1 albarrada1 alcadefe1 alcatruz1 almofia1 almotolia1 bacio1 barranha1 bateia1 btega1 botija1 copa e copo1 jarro1 taa1 etc4 notavel que entre estes nomes no s figuram os de vasos de uso domstico e comum1 mas ainda alguns de objetos exclusivamente de luxo1 como1 por exemplo3 albarrada1 que designa um determinado vaso de flores e jarra1 pote de flores1 ainda hoje muito em uso em ,portugal4 ,no posso deixar de mencionar a loua de ,extremoz com as suas formas originais1 tendo como as alcarazzas do sul de ,espanha1 a propriedade de darem gua bastante frescura1 em consequncia da evaporao do lquido transpirando pela argila porosa e no vidrada4 ,traduo do ,dr4 ,hugo ,mastbaum4 ,para se avaliar do interesse com que na ,alemanha se busca saber quanto pode importar a qualquer ramo da atividade humana1 sirva de exemplo o trabalho do professor ,theodoro ,rogge1 que foi capaz de encontrar num jornal1 essencialmente dado ao comrcio e poltica 7,jornal do ,comrcio1 de ,lisboa71 o escrito de autor obscuro e desconhecido1 sobre a ,bacalha1 quase ignorada4 ,nunca supus que aquele meu trabalho valesse ser lido por um estrangeiro no seu pas e1 ainda menos1 que eu merecesse as frases lisonjeiras que o ilustre professor me dirige4 ,no tive a honra de tratar com o ,sr4 ,rogge1 nem mesmo o gosto de o encontrar na sua viagem a ,portugal1 por isso mais me prendem as suas palavras de benevolente aplauso4 ,ao meu amigo ,dr4 ,hugo ,mastbaum agradeo cordialmente o obsquio de me fazer conhecido pela traduo o escrito do seu ilustre compatriota4 ,j4 ,r4 ,,footnotes #a ,nota do autor3 ,resende1 ,vida e ,feitos de ,d4 ,joo ,,ii4 #b ,nota do autor3 ,guarienti1 ,abecedario pittorico4 #c ,nota do autor3 ,carta do ,sr4 ,ramalho ,ortigo a ,j4 ,r4 #d ,nota do autor3 ,vite de pi eccellenti pittori1 scultori ed architetti1 de ,giorgio ,vasari4 #e ,nota do autor3 ,von ,albrecht ,haupt1 ,die ,baukunst der ,renaissance in ,portugal1 #ahij4 #f ,nota do autor3 ,l4 #d44 da ,chancel4 de ,d4 ,jogo #a1 fl4 #bd4 ,na ,torre do ,tombo4 #g ,nota do autor3 ,o infante ,d4 ,joo vinha algumas vezes sua quinta4 ,de ,azeito a #ac de abril de #addj1 data ele um alvar1 proibindo1 a requerimento de ,diogo ,mendes de ,vasconcelos1 comendador de ,sesimbra1 a pastagem de gados na ribeira da ,yena 7hoje ,aiana74 ,num outro alvar1 de ,azeito tambm1 datado do dia #af do mesmo ms e ano1 reestabelece o juiz da mesma ribeira1 para livrar e conhecer os ditos feitos 7questes de esgotamento de terras1 pastagens e regime de guas7 e que apreme e constranja os lavradores da dita ribeira1 que respondam perante ele4 ,este juiz deveria ser um lavrador4 ,tombo de ,sesimbra1 fl4 #abc v4 e #abd4 #h ,nota do autor3 ,l4 #a4j dos ,msticos1 fl4 #ec v4 ,na ,torre do ,tombo4 #i ,nota do autor3 ,l4 #e4 da ,chancel4 de ,d4 ,manuel1 fl4 #ba v4 ,na ,torre do ,tombo4 #aj ,a escritura existe no cartrio dos ,srs4 condes de ,mesquitela1 senhores do morgado dos ,albuquerques4 ,o ttulo #c4j do livro #d4j da ordenao ,manuelina tem por ttulo3 ,que nenhum faa contratos nem distratos1 em que ponha juramento1 nem boa f4 ,archivo pittoresco1 vol4 ,v4 #aa ,economista1 jornal de ,lisboa1 n4 #a3jig de #ahhe4 #ab ,nota do autor3 ,carta mandando criar em vila a aldeia de ,vila ,fresca4 ,lisboa1 #e de dezembro de #agei4 #ac ,nota do autor3 ,alvar de ,lisboa1 #af de agosto #aghf4 #ad ,nota do autor3 ,a ,arruda foi criada vila em #aegd1 e1 desde os primeiros tempos da monarquia1 chamada vala1 mas pelos mais antigos documentos se pode mostrar que esta vila quereria dizer granja1 quinta4 ,em #abee o mestre ,paio ,peres ,correia e o comendador de ,mrtola1 ,gonalo ,peres1 do ao frei ,estevo ,mendes aquele campo que chamado vila da ,arruda4 ,em #acjj a ,arruda dada rainha ,d4 ,isabel1 recebendo a ordem de ,santiago em troca a quinta da ,horta ,lagoa no termo de ,santarm4 ,em #abcf j o mestre ,paio ,peres tinha trocado com o sobrejuiz ,pedro ,martins o usufruto da ,arruda pelas herdades que este tinha nas lezrias da ,toureira4 ,mais tarde1 em #acjj1 a rainha ,d4 ,beatriz deu ordem de ,santiago a quinta da ,rebaldeira em troca da ,arruda4 ,depois ainda ,afonso ,,iv troca a ,arruda pela herdade da ,anisa no termo de ,alccer1 isto em maio de #acbi4 ,,nb4 ,os dois contratos atrs1 de #acjj1 um de #ad de junho1 outro de #c de outubro4 #ae ,nota do autor3 ,et qui habuerit aldeam1 et uno jugo de bois et xxxx oues et uno asino et duos lectos1 comparei caualum4 ,foral de ,sesimbra1 de ,palmela e todos os do tipo de vora4 #af ,nota do autor3 ,a divisa do infante ,d4 ,henrique escrevia-se ,talent de bien fere1 por faire4 #ag ,nota do autor3 ,non tibi1 inquit illa 7,beatriz7 solum regni hwreditas obvenit1 sed etiam matri1 et propinquis1 et omnibus denique1 qui in te spem rerum suarum collocatum habent4 ,h4 ,osorii1 ,de ,rebus ,emmanuelis1 liber prim4 ,edit4 #agia1 pg4 #cf4 #ah ,nota do autor3 ,l4 #a4j dos ,msticos4 ,na ,torre do ,tombo4 #ai ,nota do autor3 ,salva1 ,col4 de doc4 ineditos para a hist4 de ,hisp41 tomo ,,vi4 ,carta de ,cristvo de ,moura ao rei ,filipe1 em #i de maro #aegi4 #bj ,nota do autor3 ,o cardeal ,bembo1 secretario de ,leo ,x1 fez dizer a este papa1 quando anunciou aos prncipes cristos a sua elevao ao pontificado1 que ele tinha sido feito pontfice pelos decretos dos deuses imortais4 #ba ,nota do autor3 ,comentrios1 parte ,,xv1 cap4 ,l4 #bb ,nota do autor3 ,em pouco estar restaurada esta galeria1 graas ao atual proprietrio1 o ,sr4 conde de ,mesquitela1 ,d4 ,lus1 que soube compreender o valor daquelas edificaes4 #bc ,nota do autor3 ,luiz ,domnech1 ,historia general del arte1 caderno4 #bd ,nota do autor3 ,henry ,havard1 ,la ,cramique4 ,l'histoire1 #bb4 #be ,nota do autor3 ,von ,albrecht ,haupt1 ,die ,baukunst der ,renaissance in ,portugal1 #ahij4 #bf ,nota do autor3 ,kunstgewerbeblatt4 ,oktober #ahic1 ,leipzig4 ,traduo do meu bom amigo ,dr4 ,hugo ,mastbaum4 ,o ilustrado professor1 ,dr4 ,theodor ,rogge1 publicou em #ahie um outro artigo1 ,keramik und ,decoration in ,portugal1 cuja traduo seguir1 em apndice1 nesta monografia4 #bg ,nota do autor3 ,al-makkari1 tomo ,i4 ,traduo inglesa de ,gayangos e port4 do meu amigo ,oliveira ,parreira4 #bh ,nota do autor3 ,d4 ,francisco ,javier ,simonet1 professor de rabe em ,granada1 ,influencia del elemento indgena sobre la cultura de los mosos de ,granada1 #ahid4 ,neste folheto1 o autor1 um traga-mouros de primeira fora1 mata-se por mostrar que a raa arabe incapaz de qualquer aperfeioamento2 s lhe concede as qualidades guerreiras1 e quer que estes dominadores da pennsula ibrica nenhuma lio aqui dessem1 mas que todo o esplendor da sua poca se deva influencia do elemento indgena4 #bi ,nota do autor3 ,nota de ,simonet3 ,ibn-,said1 citado por ,al-mahkari4 ,tomo #g1 #abd4 #cj ,nota do autor3 ,nota de ,simonet3 ,nebriga traduce por pavimento o suelo de azulejos y ,freund por suelo de mosaico4 #ca ,nota do autor3 ,oliveira1 ,grandezas de ,lisboa4 ,tratado ,,xv1 cap4 #cb ,nota do autor3 ,a propriedade de ,nuno ,martins a quinta chamada ainda hoje da ,palhav2 foi-lhe dada de emprazamento na era de ,csar de #adea 7ano #adac7 por ,afonso ,martins ,palhav e sua mulher ,constana ,atines1 pelo foro animal de duas mil libras dos reais de trs libras e meia4 ,o ,palhav e mulher morreram sem herdeiros1 o foro passou coroa1 e ,d4 ,duarte1 em #aa de novembro de #adcf1 fez dele merc ao dito ,nuno ,martins da ,silveira1 seu criado1 do seu conselho e seu escrivo da puridade4 #cc ,nota do autor3 ,sr4 ,visconde de ,sanches de ,baina1 ,resumo histrico dos ,albuquergues1 pg4 #ac4 #cd ,nota do autor3 ,silva ,tlio1 ,archivo pittoresco4 #ce ,nota do autor3 ,afonso de ,albuquerque1 ,comentrios1 part4 ,,iv1 cap4 ,,xlv4 #cf ,nota do autor3 ,gaspar ,correia1 ,lendas da ndia1 tom4 iv1 pg4 #dfa4 #cg ,nota do autor3 ,so de notar estas circumstancias na morte de ,d4 ,manuel4 ,ironias do destino3 ,dia de abstinncia de carne1 nmero aziago para muitos2 e da hora1 que direi86 #ch ,nota do autor3 ,casa dos ,bicos4 #ci ,nota do autor3 ,gaspar ,correia1 ,lendas da ndia1 tom4 ,,iv1 pg4 #cgf4 #dj ,nota do autor3 ,afonso de ,albuquerque1 ,comentrios4 ,gaspar ,correia repreende a permuta dizendo3 ,mas esta esmola dos meninos se perverteu1 que seu filho1 que ficou no reino1 o quis antes para si1 que no para os meninos1 nem para outra nenhuma esmola4 ,lendas4 ,ibid4 ,o mesmo autor 7pg4 #dgb7 diz que o sucessor de ,albuquerque1 o ,grande1 ,lopo ,soares pela sua m tena que tinha s coisas de ,afonso de ,albuquerque1 quisera derrubar a capela1 o que no fez executar pelo grande despndio1 no entanto1 mandou tirar-lhe o sobrado2 tambm ordenou que dali se tirassem os ossos do grande capito1 mas foi desobedecido1 e1 a pretexto de que as boticas prejudicavam a defesa da cidade1 f-las derrubar e mandou que se fizessem noutro lugar4 ,que aplicao aqui no tem a fbula do ledo decrpito6 #da ,nota do autor3 ,d4 ,aleixo de ,menezes1 eremita de ,santo ,agostinho1 capelo-mor em #aeij1 arcebispo de ,goa1 primaz do ,oriente1 em #aeie1 arcebispo de ,braga1 primaz das ,espanhas em #afaa4 #db ,nota do autor3 ,melchioris ,phabi1 ,decisiones1 tom4 ,i4 #dc ,nota do autor3 ,sousa1 ,histria genealgica1 tom4 ,v1 pg4 #cab4 ,falco1 ,livro de toda a fazenda1 pg4 #afa4 #dd ,nota do autor3 ,sousa1 ,histria genealgica1 tom4 ,,xi1 pg4 #dde4 #de ,nota do autor3 erro4 ,a pintura era em tela1 de que restam as rguas1 que a pregavam1 e representava ,goa1 ,calecut1 ,malaca e ,ormuz4 #df ,nota do autor3 ,teve o sobrenome ,sebastio por haver nascido no dia #bj de janeiro1 que a igreja de ,roma dedica a ,s4 ,sebastio4 #dg ,nota do autor3 ,pedro de ,mendona havia casado em primeiras npcias com ,d4 ,catarina de ,menezes1 e deste matrimnio era filho este ,francisco de ,mendona1 a que o documento se refere4 #dh ,nota do autor3 ,cartrio dos tabelies de ,azeito1 liv4 #bj4 #di ,nota do autor3 ,monstruosidades do tempo e da fortuna4 #ej ,nota do autor3 ,lendas da ndia1 pg4 #deg4 #ea ,nota do autor3 ,monstruosidades do tempo e da fortuna1 pg4 #afi4 #eb ,nota do autor3 ,d4 ,maria ,manuel era filha de ,d4 ,joo ,manuel de ,albuquerque1 filho natural de ,d4 ,jorge ,manuel1 senhor do morgado4 #ec ,nota do autor3 ,paulina1 carta comunicatria de excomunho1 a quem no revelar o que sabe em alguma matria1 da qual s por esta via se pode ter notcia4 ,chama-se ,paulina1 porque o papa ,paulo ,,iii foi o primeiro que as mandou publicar4 ,eram lidas na ocasio da missa4 #ed ,nota do autor3 ,histria genealgica1 pg4 #dda4 #ee ,nota do autor3 ,pertencente aos ,almadas ,carvalhais1 provedores da ,casa da ndia4 #ef ,nota do autor3 ,o sobrenome era ,josefa e no ,teresa4 #eg ,nota do autor3 ,reis #cbjjjdjjj4 #eh ,nota do autor3 ,manuel ,carvalho de ,atade1 pai do clebre marqus de ,pombal1 era casado com ,d4 ,teresa ,lusa de ,mendona1 filha de ,joo de ,almada e ,melo1 alcaide-mor de ,palmela1 casado com ,d4 ,maria de ,mendona1 filha ilegtima de ,francisco de ,mendona1 alcaide-mor de ,mouro1 meio irmo de ,d4 ,maria ,josefa de ,mendona e ,albuquerque1 me de ,lus ,guedes de ,miranda4 ,na procurao ,manuel ,carvalho chama tio a ,lus ,guedes4 #ei ,nota do autor3 ,em #ab de maio de #agbj ainda ,lus ,guedes era vivo1 pois o patriarca de ,lisboa1 ,d4 ,toms de ,almeida1 em visita sua diocese1 dispe que ele1 como administrador do morgado de ,afonso de ,albuquerque1 proceda aos reparos de que necessita a igreja de ,s4 ,simo4 ,deve ter falecido neste ano ou princpios de #agba4 #fj ,nota do autor3 ,o papa ,clemente ,,xi concedeu a criao de duas sedes episcopais em ,lisboa e1 para as distinguir1 chamou-lhes oriental e ocidental4 ,d4 ,joo ,v continuou a extravagncia1 dividindo ,lisboa em duas cidades do mesmo modo designadas por decreto de #i de janeiro de #agag4 #fa ,nota do autor3 ,sousa1 em ,histria genealgica1 marca o nascimento de ,d4 ,antnio no dia #c4 ,a data que eu sigo dos artigos do processo1 que tenho vista4 #fb ,nota do autor3 ,sousa1 em ,histria genealgica1 marca o nascimento de ,d4 ,jos a #bb de julho4 ,eu sigo a data dos artigos4 #fc ,nota do autor3 ,esta casa ainda existe1 na estrada da ,luz1 adiante do palcio e quinta das ,laranjeiras1 que foi do conde de ,farrobo4 #fd ,nota do autor3 ,d4 ,lus da ,costa foi coronel de cavalaria nas guerras da restaurao de #afdj1 com reputao de soldado valente1 e comendador da ordem de ,cristo4 ,ibidem4 #fe ,nota do autor3 ,moreri4 ,dicionrio4 #b4 ,suplemento1 pal4 ,costa4 #ff ,nota do autor3 ,li nesta resposta do ministro do rei de ,portugal uma passagem1 de que no posso fugir tentao de dar conta2 por mostrar a rigidez deste personagem por tantos ttulos clebre4 ,a cria1 que desconhecia1 ou fingia no conhecer o rei ,d4 ,jos e o seu primeiro ministro1 o pacto feito entre estes dois homens e a escola poltica que seguiam1 o juzo prudencial com que a natureza dotara o rei1 a ilustrao do conde de ,oeiras1 as sabidas qualidades do seu gnio e o seu conhecimento dos ardis da diplomacia curial1 usou nos breves ,suggestivos1 como lhes chamou ,sebastio de ,carvalho1 de uma estudada linguagem1 melflua1 aveludada e calculadamente sentida1 repassada de dor de angstia e capaz de fanar aos nimos desprevenidos4 ,nota do autor3 ,no breve ao seu carssimo filho ,jos ,i1 pedia-lhe ,clemente ,,xiii que se lembrasse do tormento do seu amantssimo pai na hora final1 de que estava prximo1 se deixasse o mundo sem se haverem ambos consagrado1 e da tranquillidade que lhe iria na alma ao morrer1 se pai e filho se tivessem reconciliado4 ,a inteno da cria romana no escapou ao ministro do rei1 que1 numa ementa a esta passagem1 escreveu3 ,tudo isto so palavras patticas1 que s servem para moverem dos plpitos o povo ignorante4 ,a cria1 julgando tambm que a rainha e o infante ,d4 ,pedro1 irmo do rei1 podiam influenciar para o conseguimento dos pretendidos fins1 fez expedir breves a estes dois personagens e1 para lisonjear o conde de ,oeiras1 foi dada ordem ao nncio em ,madrid para fazer chegar abertos mo do conde todos os quatro breves expedidos de ,roma1 a fim de que ele fosse o primeiro a conhecer o seu contedo acci ella 7,ec47 sia il primo d'ogni altro a saperne il contenuto4 ,o conde de ,oeiras na sua resposta ao arcebispo de ,niceia1 depois dos cumprimentos da mais fina cortesia e de lhe falar da remessa da resposta do rei1 cuja cpia lhe oferece1 continua3 ,ao mesmo tempo devo prevenir a v4 ex4 que lhe no cause reparo a falta de outras respostas sobre alguma das mais cartas 7refere-se aos breves para a rainha e infante7 que acompanharam a de v4 ex41 porque ,s4 ,m4 as mandou ficar suspensas na secretaria de estado1 em raspo de serem opostas impreterivel forma do despacho do gabinete do mesmo senhor1 segundo a qual os negcios das cortes so imediata e privativamente dirigidos real pessoa de ,s4 ,m4 para os mandar tratar pelos ofcios dos ministros444 sem que outras algumas pessoas444 tenham neles a menor interveno1 como pratica universal de todas as outras monarquias da ,europa1 onde se distingue o que regularidade do que sedio4 #fg ,nota do autor3 ,os azulejos de ,crdova atribuem-se ao fim do sculo ,x4 ,nota da ,red4 #fh ,nota do autor3 ,o respetivo trabalho intitulou-o ,a ,renascena italiana em ,portugal1 e apareceu no ,jornal do ,comrcio1 ,lisboa #ahib4 ,nota de ,th4 ,rog4 #fi ,nota do autor3 ,em folha separada d uma estampa do ,douro4 ,nota de ,j4 ,r4 #gj ,nota do autor3 ,o autor do presente escrito visitou a ,bacalha e dali levou desenhos2 nesta parte1 porm1 a memria1 ou os apontamentos so-lhe infiis2 o azulejo verde de uma galeria proxima4 ,este amarelo1 azul e verde em fundo branco4 ,nota de ,j4 ,r4 #ga ,nota do autor3 ,o quarto dos duques de ,aveiro no seu palcio de ,azeito tem uma faia em volta1 de mais de #a metro de altura1 deste mesmo azulejo4 ,nota de ,j4 ,r4 #gb ,nota do autor3 ,o ilustre professor alemo1 que com tantos cuidados e verdadeiros conhecimentos explorou em ,portugal este gnero de cermica e suas aplicaes1 guiado pelas aparncias1 julgou ver na ,arrbida um tmulo no que um templozinho esbelto1 que sai com elegncia de entre as frondosas matas da serra1 apresentando ao sol para se mirar a sua espelhada cpula4 ,foi fundado no meado do sculo ,,xvii por ,d4 ,antnio de ,lencastre1 da casa de ,aveiro1 e da vocao do ,bom ,jesus4 ,nota de ,j4 ,r4 ,illustration3 ,estampa ,i ,,palacio ,,da ,,bacalh,a ,,em ,,villa ,,fresca ,,de ,,azeit,o ,illustration3 ,estampa ,,ii ,,bacalh,a4 7,planta geral7 ,,legenda ,a ,vinha ,b ,casa da ndia ,c ,casa das ,pombas ,d ,lago ,e ,casa da ,penna ,,ff ,galerias cobertas e arradas ,g ,pavilho central ,h ,pavilho correspondente a casa da ,penna ,i ,pequeno jardim de entrada para os pavilhes ,j ,jardim ,k ,palacio ,l ,escadaria ,m ,patio ,n ,porto do ,norte ,o ,porto do ,sul ,p ,galeria de #ac arcos ,,qr ,cubellos de meia altura dos de palacio ,s ,pomar ,illustration3 ,estampa ,,iii ,,busto ,,de ,,affonso ,,de ,,albuquerque1 ,,filho ,illustration3 ,estampa ,,iv ,armas de cantaria que eram destinadas a encimar o porto do norte do palacio da ,bacalha ,illustration3 ,estampa ,v ,,medalh,,es ,,de ,,pedra ,,na ,,galeria ,,do ,,norte ,illustration3 ,estampa ,,vi ,,palacio ,,do ,,duque ,,de ,,aveiro ,,em ,,villa ,,nogueira ,,de ,,azeit,o ,illustration3 ,estampa ,,vii ,figura #a ,illustration3 ,estampa ,,viii ,figura #b ,illustration3 ,estampa ,,ix ,figura #c ,illustration3 ,estampa ,x ,figura #d ,illustration3 ,estampa ,,xi ,figura #f ,illustration3 ,estampa ,,xii ,figura #g ,illustration3 ,estampa ,,xiii ,figura #h ,illustration3 ,estampa ,,xiv ,figura #i ,illustration3 ,estampa ,,xv ,figura #aj ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xvi ,figura #aa ,illustration3 ,estampa ,,xvii ,figura #ab ,illustration3 ,estampa ,,xviii ,figura #ac ,illustration3 ,estampa ,,xix ,figura #ad ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xx ,figura #ae ,illustration3 ,estampa ,,xxi ,figura #ag ,illustration3 ,estampa ,,xxii ,figura #ah ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xxiii ,figura #ai ,illustration3 ,estampa ,,xxiv ,figura #bj ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xxv ,figura #ba ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xxvi ,figura #bc ,illustration3 ,estampa ,,xxvii ,figura #bd ,illustration3 ,estampa ,,xxviii ,figura #be ,illustration3 ,estampa ,,xxix ,figura #bf ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xxx ,figura #bi ,illustration3 ,estampa ,,xxxi ,figura #cj ,,azulejos ,,do ,,oratorio ,illustration3 ,estampa ,,xxxii ,figura #ca ,,azulejos ,,do ,,oratorio ,illustration3 ,estampa ,,xxxiii ,figura #cb ,,azulejos ,,de ,,um ,,alegrete ,,de ,,flores ,illustration3 ,estampa ,,xxxiv ,figura #cc ,illustration3 ,estampa ,,xxxvii ,,rodap ,,do ,,pavilh,o ,,do ,,lago ,,fragmento ,,da ,,assignatura ,figura #e ,,tarja ,,que ,,circumda ,a ,,porta ,,da ,,casa ,,da ,,india ,figura #bb ,figura #bg ,,tarja ,,que ,,circumda ,,uma ,,porta ,,do ,,jardim ,figura #cf ,figura #cg ,figura #af ,illustration3 ,estampa ,,xxxv ,figura #cd ,,armas ,,dos ,,albuquerques ,pavilho central do lago ,illustration3 ,estampa ,,xxxvi ,figura #ce ,illustration3 ,estampa ,,xxxviii 7#c ,rogge7 ,illustration3 ,estampa ,,xxxix ,illustration3 ,estampa ,,xl ,illustration3 ,estampa ,,xli ,illustration3 ,estampa ,,xlii ,illustration3 ,estampa ,,xliii ,,roubo ,,da ,,europa ,azulejos nas costas de um banco do jardim ,illustration3 ,estampa ,,xliv ,,suzana ,,surprehendida ,,no ,,banho ,quadro de parede oeste do pavilho central do lago ,illustration3 ,estampa ,,xlv ,,fragmentos ,,de ,,quadros ,,do ,,pavilh,o ,,central ,,do ,,lago ,illustration3 ,estampa ,,xlvi ,,revestimento ,,dos ,,alegretes ,,do ,,jardim ,,do ,,lago ,illustration3 ,estampa ,,xlvii ,,medalh,,es ,,do ,,lago ,illustration3 ,estampa ,,xlviii ,,medalh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,do ,,lago ,a ,,casa ,,da ,,india ,illustration3 ,estampa ,,xlix ,,medalh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,do ,,palacio ,,ao ,,lago ,illustration3 ,estampa ,l ,figura #acg ,,medalh,,es ,,da ,,rua ,,que ,,vae ,,do ,,palacio ,,ao ,,lago ,illustration3 ,estampa ,,li ,illustration3 ,estampa ,,lii ,illustration3 ,estampa ,,liii ,illustration3 ,estampa ,,liv ,illustration