,illu/ration ,,juli,o ,e ,a ,,biblia ,illu/ration3 ,o pequ5ito p>ece que se vae sa9do ,pag4 #aj4 ,,emilio ,,m>t9ez ,,juli,o ,e ,a ,,biblia ,,traduzido ,,d ,,hespanhol ,,por ,,guilh]me ,,dias #c4 ,,edi,o ,,livr>ia ,,evangelica ,,rua ,,das ,,janelas ,,v]des1 #cb ,,lisboa ,,impr5sa ,,limitada ,m>ianos--,rua das ,janelas ,v]des ,,lisboa ,,capitulo ,i ,a b5o de ,deus ,ao cair duma t>de de primav]a1 entramos no pateo duma casa situada na rua dos ,embaixadores1 em ,madrid1 onde nos *am>am1 desde logo1 a at5o duas janelas que1 a julg> pelo ruido que delas sahia1 uma devia s] a da (ic9a dum c>p9teiro1 e a outra a dum latoeiro4 ,p]to de/a ultima janela1 uma mulh] j de edade1 a julg> pelos seus cabelos brancos1 e/ava s5tada1 l5do com gr&e int]esse um livro1 que t9ha sobre os joelhos4 ,no podemos1 pela posio em que ela e/1 v] o seu ro/o1 porm *ama-nos a at5o a s]i$ade com que l o livro e o desejo1 que se lhe nota no ro/o1 de aproveit> na leitura os ultimos in/antes que lhe re/am da luz d dia4 ,no sabemos que e/ranha simpatia nos arra/a p>a aquela mulh]4 ,de rep5te1 entra no pateo um rapaz1 que diz3 --,s5hora ,josefa1 o me/re *ama-a4 ,ento ela levant\ a cabea1 porm a surpreza1 em que e/avamos1 no nos deix\ ouvir a respo/a4 ,aquele nome1 aquelas feies e aquela voz traziam-nos memoria uma pessoa a quem muito e/imavamos1 e uns acontecim5tos que seguram5te se nos t9ham apagado da memoria4 ,josefa atravess\ o pateo e desap>eceu4 --,quem e/a s5hora8--p]guntmos ao rapaz que ne/e mom5to recolhia a cadeira em que ,josefa e/ava s5tada4 --,a me d me/re--respondeu-nos ele1 e desap>eceu por uma porta1 que havia no pateo1 e que dava passagem p>a a loja d vidraceiro4 ,ento sahimos p>a a rua1 e1 olh&o p>a a vitr9e duma loja que ha ao lado d portal1 a nossa vi/a foi fix>-se no segu9te letreiro1 que se l no cimo dela3 ,,juli,o ,,vidraceiro1 ,,*umbeiro ,e ,,latoeiro ,e/e nome tambem nos traz memoria uma pessoa e um facto1 e a nossa surpreza foi gr&e qu&o a porta da loja se abriu e ap>eceu nela um rapaz1 a quem havia ba/ante tempo conhec]amos qu&o era a9da m59o1 disput&o com um sac]dote4 ,efectivam5te1 e/e homem ,julio1 e a s5hora que lia no pateo era ,josefa1 a v5d$eira4 ,mas que mudana6 ,quem havia de reconhec] ne/e jov5 o filho de ,josefa8 ,p\co depois da epoca em que o conhecemos1 o ,s5hor lhe proporcion\ trabalho em casa dum bom me/re1 onde1 ao fim dum ano1 se cativ\ das suas simpatias4 ,era o me/re de ,julio de edade avanada1 viuvo e pae duma jov5 de #ai anos1 que o tratava com todo o c>9ho duma boa filha1 e a qual se *amava ,m>ia das ,dres4 ,ao cabo dum ano1 que ,julio e/eve fr5te da casa1 progr$iu e/a de tal maneira que o me/re no deixava de fal> em toda a p>te no seu (icial4 ,passados dois anos1 depois que ,julio e/ava em casa d me/re1 viu-se e/e atacado duma pneumonia1 e1 s5t9do que os seus ultimos mom5tos se aproximavam1 *am\ ,julio e disse-lhe3 --,julio1 tu t5s-te portado em m9ha casa como um homem de bem444 os meus ultimos mom5tos aproximam-se1 e desejo1 j que outra coisa no pode s]1 que me ds a tua palavra de honra que cont9u>s em m9ha casa s5do o que eras at aqui444 ,lembra-te de que e/a casa o amp>o duma orf1 e de que1 se tu nos deix>es1 no sei o que s] dela444 eu bem qu]ia444 mas444 ,e o ancio deteve-se como se temesse diz] alguma inconv5i5cia4 --,me/re--respondeu ,julio solu&o1--,deus no qu]] que morra1 mas1 se essa fr a ,sua vontade1 cumpra-se444 eu lhe prometo que cont9u>ei vel&o pela casa com mais solicitude d que at aqui444 e que ,m>ia das ,dres s] p>a mim uma irm444 j que outra coisa no444 --,julio--disse-lhe o seu me/re1--fala cl>o2 um velho que se a*a s portas da morte faz-te e/e p$ido4 --,pois bem--respondeu ,julio1--j ha tempo que1 comigo mesmo1 t5ho admirado z virtudes e pr5das que adornam sua filha1 porm o receio de que me atribuissem f9s int]esseiros1 pela dif]5a de posies1 obrig>am-me a cal> e a no diz] palavra4 --,graz te d\1 oh meu ,deus--exclam\ o ancio1--porque coroa/e os meus desejos4 ,e1 m&&o *am> a filha1 depois de consult> a vontade dela e de receb] a aprovao de ,josefa1 ,julio e ,m>ia das ,dres se receb]am por m>ido e mulh]1 na pres5a d (icial d regi/o civil4 ,p\co depois falecia o me/re de ,julio4 ,a b5o de ,deus se e/5deu sobre os dois esposos at ao ponto de conc$]-lhes1 como fruto d seu matrimonio1 um m59o1 ao qual poz]am o nome de ,paulo4 ,tal o e/ado de ,julio e sua familia4 ,j que nosso amigo1 entremos na sua loja4 ,nada ha de extraord9>io que nos *ame a at5o1 excepto um quadro em c>to1 colocado numa das p>$es1 que diz3 ,lembra-te de santific> o dia de descano4 ,trabalh>s seis dias1 e f>s neles tudo o que t5s p>a faz]2 o setimo dia1 porm1 o dia de descano consagrado ao ,s5hor1 teu ,deus2 no f>s nesse dia obra alguma1 nem tu1 nem teu filho1 nem tua filha1 nem o teu s]vo1 nem a tua s]va1 nem o teu animal1 nem o p]egr9o que vive das tuas portas p>a d5tro2 porque o ,s5hor fez em seis dias o cu e a t]ra e o m> e tudo o que neles ha1 e descanou ao setimo dia2 por isso o ,s5hor ab5o\ o dia setimo e o santific\4 ,vamos agora trav> conhecim5to com um dos vis9hos de ,julio1--o dono da (ic9a de c>p9teiro4 ,*ama-se ,joo1 homem de #fe a #fh anos4 ,apez> de/a edade1 a9da e/ vigoroso1 e1 se no fra por algumas dres que s(re1 em consequ5cia de t] dormido muitas noites ao rel5to1 no tempo da gu]ra dos sete anos1 e/>ia =te como um rapaz4 ,o seu c>act] bom1 lib]al desde a m$ula dos ossos1 e s>g5to da ,gu>da ,nacional4 ,a sua familia compe-se de ,brigida1 sua esposa1 e uma jov5 de #ah a #bj anos1 *amada ,antonia1 fresca e l\ como z flores de maio e na qual ele faz consi/ir toda a sua felicidade4 ,joo e/ desp$9do os (iciaes e apr5dizes1 diz5do-lhes3 --,v9de s dez horas2 j sabeis que manh dia de ,santo ,antonio1 e que no se trabalha4 --,porm1 me/re--obs]v\ um--a obra que ha oito dias encom5d>am tem de se entreg> na segunda feira4 --,nesse caso1 trabalh>emos no dom+o at s tres horas da t>de4 ,no dia de ,santo ,antonio no se prga um prego em m9ha casa2 o dia d santo d nome de m9ha filha1 e tanto ba/a4 s dez horas aqui vos esp]o p>a o baile3 no esqueaes z guit>ras2 at eu hei-de bail>444 ,santo ,antonio quem vae presidir fe/a4 ,m9ha filha poz-lhe no alt> o docel de veludo1 que me cu/\ c]ca de dez libras1 e se lhe ac5d]o pelo m5os qu>5ta luzes4 ,ide v] o alt>4 ,todos fic>am admirados d bom go/o que presidiu ao adorno d alt>1 e1 p5s&o j no div]tim5to que iam t]1 sairam alegres1 esfreg&o z mos de cont5tes4 ,qu&o o me/re fic\ s1 avi/\ ,julio1 que br9cava com o filh9ho1 e1 dirig9do-se a ele1 disse-lhe3 --,boas noites1 vis9ho4 --,boas noites1 sr4 ,joo--respondeu ,julio4 ,,capitulo ,,ii ,devoo e444 v9ho ,o pequ5ito p>ece que se vae sa9do4 -- v]dade1 sr4 ,joo--respondeu ,julio4 ,depois de gu>d>em alguns mom5tos de sil5cio1 disse ,julio3 --,porque no se s5ta1 sr4 ,joo8 --,com muito go/o--respondeu e/e1 s5t&o-se num banco ao lado de ,julio1 e acresc5t&o3 ,como vamos com respeito a trabalho8 --,t5ho mais d que o que se pode faz]4 ,acabo de tom> uma encom5da de caldeires p>a um regim5to de artilh]ia1 e trabalhamos sem cess>1 graz a ,deus4 --,pois eu tambem t5ho muito que faz]4 ,alem d trabalho da casa1 a9da t5ho oito obras de fra4 --,eu--cont9u\ ,julio--v\ comear a faz] s]o de manh em deante4 --,como assim8--p]gunt\ o c>p9teiro--vae trabalh> manh1 que dia de ,santo ,antonio8 --,e porque no8 manh1 no meu ent5d]1 um dia como os outros4 --,c]tam5te--replic\ o sr4 ,joo4--,olhe1 eu no s\ l muito amigo dos santos2 mas no dia de ,santo ,antonio no cons9to que em m9ha casa se prgue um prego4 santo a quem qu]o muito1 porque o advogado da m9ha filha4 v]dade que eu devia trabalh> manh1 porque na segunda feira t5ho de entreg> umas travessas6 ,mas1 dia por dia1 prefiro trabalh> no dom+o4 --,trabalh> ao dom+o coisa que eu no f>ei1 porque ,deus assim o m&a e preciso ob$ec]-,lhe4 ,ne/e mom5to1 ,dres1 ,brigida e ,antonia assom>am porta das suas respectivas habitaes1 cumprim5t&o-se ao mesmo tempo4 ,dres peg\ no m59o1 que e/ava ao colo d m>ido1 e dirigiu-se p>a a c>p9t]ia1 a cuja porta e/ava a sr4 ,brigida ac5&o-lhe p>a que fosse t] com ela4 ,deixemos os dois hom5s cont9u> na sua conv]sao e escutemos o que dizem z duas mulh]es4 --,que me qu]1 sr4 ,brigida8--disse ,dres ao *eg>4 --,que nos deixes v] o teu filho4 --,pois e/ bem gordu*o--disse com orgulho ,dres1 apres5t&o-lhe o m59o4 --,oh6 e/ l9do como os amores6--insi/iu ,brigida1 tom&o o m59o nos braos1 e acresc5t&o3--,ah6 que se o seu av o visse6444 --,por fim--int]rompeu a me de ,antonia--tu fo/e feliz1 porque p]de/e um pae muito bom mas encontra/e um m>ido to bom como ele4 --,isso v]dade2 no t5ho motivos s5o p>a diz] bem d meu ,julio4 --,deve qu]] muito ao filh9ho1 no v]dade8--p]gunt\ ,antonia4 -- cego por ele--respondeu ,dres4 -- natural--acresc5t\ a sr4 ,brigida--,como o primeiro e e/ to l9do444 ,santo ,antonio o ab5e4 --,s5hora ,brigida--respondeu ,dres1 peg&o no m59o1--ab5o&o-o ,deus1 quanto ba/a4 --,filha1 e os santos tambem1 e porque no8 -- que--disse a filha d c>p9teiro--,dres tem pres5te o rifo que diz3 ,o que ,deus no qu]1 santos no podem2 no v]dade8 --,pois olhe--disse ,brigida1--eu t5ho muita f em ,santo ,antonio1 porque um santo de muita virtude1 ou ele no fosse *amado ,advogado dos impossiveis4 ,sem ir mais longe1 outro dia p]di uma nota d banco de #ajj pesetas2 im$iatam5te ac5di uma vla a ,santo ,antonio que t9ha na sala1 rezei-lhe um ,padre ,nosso1 e em seguida1 remex5do bem na comoda1 no t]ceiro gaveto1 onde eu no co/umo gu>d> d9heiro1 encontrei a nota2 desde ento no ha de falt> ao santo1 todos os dias1 uma lamp>9a acesa4 ,j vs1 pois1 que444 --,pois eu no vejo nisso outra coisa s5o que com o &> d tempo p]d] realm5te z #ajj pesetas1 ga/&o-z em azeite com o santo4 ,demais1 se1 em log> de hav] mal ga/o o tempo em rez> e ac5d] luzes ao santo1 tivesse remexido bem a comoda1 t]ia a*ado o seu d9heiro1 pois que no e/ava p]dido2 se em vez de o t] metido na comoda1 o tivesse deixado cair na rua1 v]ia como ,santo ,antonio no lho tr>ia a casa4 --,filha1 s muito incr$ula6 --,de modo n5hum1 s5hora ,brigida1 eu creio444 --,em quem crs8 ,porm no isso2 o que eu p]gunto 3 ,qual o ,cri/o da tua devoo8 o ,cri/o d ,prado1 da ,f1 o ,cri/o d ,p]do1 ou1 emfim1 qualqu] dos muitos outros ,cri/os8 --,a n5hum desses1 porque no conheo mais d que o ,cri/o1 ,filho de ,deus1 que e/ nos cu4 ,ne/e mom5to foi int]rompida a conv]sa1 porque lhes *am\ a at5o um tropel de g5te que v9ha rua acima4 ,no meio da multido1 v9ham dez ou doze rapazes com guit>ras e b&urras1 e na fr5te deles um ran*o de mulh]es1 jov5s tambem1 e ve/idas ao uso d povo1 de saias r$ondas1 como eles dizem1 porm com luxo4 ,ao *eg> (ic9a d c>p9teiro1 deix>am de toc>1 p>>am1 e o que fazia de director disse3 ,v2 siga a seguidilla4 ,z guit>ras d]am a entrada1 e uma mulh] cant\3 ,antonio glorioso ,livrae-nos de todo o mal1 ,alcan&o-nos a vitoria ,de toda a =a inf]nal4 --,s5hores1 l p>a d5tro toda a g5te--disse o sr4 ,joo2--porm onde e/o essas mulh]es8444 ,brigida444 ,antonia444 --,ah6 me6--exclam\ ,antonia1--vo entr>1 e eu no qu]ia que me vissem emquanto no e/ivesse com o ve/ido novo4 --,sim8--respondeu a me1--pois v]s como tudo se arranja6 ,brigida dirigiu-se p>a a porta1 e *eg\ a9da a tempo p>a diz] ao m>ido1 que v9ha fr5te dos convidados3 --,alto l6 no p]mitida a entrada at que o santo1 o presid5te da fe/a1 e/eja devidam5te prep>ado4 --,muito bem1 exclam>am a uma voz todas z pessoas pres5tes4 ,a me de ,antonia entr\1 fe*&o a porta sobre si1 e mom5tos depois1 qu&o a filha j e/ava com o seu ve/ido novo1 veiu de novo porta1 diz5do3 --,podem entr>4 ,hom5s e mulh]es p5etr>am na sala1 e1 depois de trocados os primeiros cumprim5tos1 cada um procur\ log>1 fic&o algumas mulh]es ajoelhadas deante d alt>1 rez&o ao santo4 --,s5hores--exclam\ ,joo1--emquanto se prep>a a ceia1 entret5ham-se como pud]em4 ,cantem e bailem umas seguidillas4 ,oh' ,santo ,antonio1 ,meu amante corao1 ,qu] na vida1 qu] na morte1 ,sde a nossa salvao4 --,bravo6 bravo6444 v5ha de l outra1 diss]am alguns4 ,z guit>ras cont9u>am toc&o1 e outro rapaz cant\3 ,antonio glorioso1 ,a ti *ego confiado1 ,que nas m9has aflies ,hei de s] rem$iado4 --,agora1 p>a pod] cont9u>--disse o que t9ha cantado-- preciso que v5ha v9ho p>a molh> z guelas4 -- isso mesmo--exclam\ entusiasmado o me/re c>p9teiro--tem razo o rapaz4 ,v9ho t9to1 sim1 porque sem ele no se pode toc>1 nem cant>1 nem bail>4 ,o v9ho preciso p>a tudo1 e tanto que sem ele os padres no podem diz] a missa4 ,bem se express\ aquele que disse3 ,onde no ha v9ho no ha tal5to4 ,brigida1--acresc5t\ ele1 dirig9do-se a sua mulh]--en*e um cangiro com v9ho e tral-o c4 ,deixemos agora que se divirtam e fe/ejem o santo portuguez a seu modo4 ,entretanto vamos visit> o nosso amigo ,julio e sua familia4 ,o nosso amigo1 acompanhado de sua me1 e/ s5tado mesa1 esp]a que lhe sirvam a ceia4 ,o pequ5ito ,paulo dorme no seu b]o1 e ,dres vem da cos9ha com a comida1 que coloca em cima da mesa4 sala1 onde e/o1 *ega o ruido que vae na casa de seu vis9ho ,joo4 --,demos graz ao ,s5hor--disse ,julio1 depois que ,dres se s5t\ mesa4 ,todos incl9>am a cabea1 e ,julio dirigiu a ,deus a segu9te orao3 --,oh6 nosso ,deus6 ,damos-,te graz pelos b5s que nos disp5sas1 d&o-nos saude1 trabalho e su/5to2 ab5a a m9ha familia1 e o meu filh9ho1 ab5a a (ic9a1 e p]da a esses pobres cegos ali d lado que ,te e/o (5d5do2 lembra-te dos pobres e dos enf]mos2 o que tudo ,te p$imos pelos m]ecim5tos de ,jesus ,cri/o1 ,nosso ,salvador4 ,am54 --,conte-nos agora--disse ,julio1 dirig9do-se a sua me1--o que vocemec leu hoje na sua ,biblia4 --,*eguei ao v]siculo #be d cap4 #aa d ,evangelho segundo ,s4 ,mateus1 onde ,jesus diz3 ,graz ,te d\ a ,ti1 ,pae1 ,s5hor d cu e da t]ra1 porque esconde/e e/as coisas aos sabios e ent5didos e z revela/e aos pequ59os4 ,m$itei sobre i/o1 e que gr&e v]dade que ,deus nos revel\ coisas to importantes que z podemos s5tir mas que nunca pod]emos express>6 --,oh6 sim--exclam\ ,julio4--,deus ens9a-nos di>iam5te coisas muito boas1 no v]dade1 ,dres8 --,oh6 sim--respondeu ela1--a mim tem-me ens9ado1 por ,sua mis]icordia1 muitas coisas2 a pr9cipal tem sido mo/r>-me que sem ,jesus ,cri/o eu era uma pecadora p]dida1 e que1 graz a ,ele1 agora s\ salva2 antigam5te eu &ava faz5do obras que julgava m]itorias1 taes como d> d9heiro p>a sufragios1 jeju>1 ouvir missa1 etc4 --,e eu--disse a me de ,julio--que me fiava nos conselhos dos confessores1 e m&ava diz] missas1 ac5d] velas aos santos2 que comprava a ,bula da ,santa ,cruzada1 p>a pod] com] c>ne1 e a ,bula dos ,defuntos6 ,e a respeito das indulg5cias8 ,se algum valor elas tivessem1 eu ganh>ia mais indulg5cias d que cabelos t5ho na cabea6 ,qu&o p5so no erro em que vivi1 e/remeo de m$o6 --,pois eu--disse ,dres--a9da me lembro de que no havia dia n5hum1 em que fosse ao m]cado faz] z compras1 que no lanasse d9heiro na caix9ha das almas6 --,oh6 t]rivel conta--disse ,julio1--teem que d> a ,deus aqueles que se es=am por mant] no erro a g5te simples e cr$ula4 --,e quanta g5te vive por esse mundo enganada6--exclam\ a me de ,julio4 --,eu--int]rompeu ,dres--s9to-o por todas z pessoas com quem trato1 porm s9to-o de pref]5cia por ,antonia1 qual desejava torn> conhecida a v]dade4 ,tanto ela como sua familia so muito boas pessoas2 desde creana qu]o-lhe como a irm4 --,sim--disse ,josefa2--no emtanto rep>a como passam a noite1 cant&o e bail&o deante dum alt>4 ,o erro dos romanos vae to longe que lhes faz coloc> sob o mesmo teto ,deus e o diabo ao mesmo tempo4 ,bail&o adoram1 e ador&o bailam4 --,e o peor --acresc5t\ ,julio--que no levam geitos de se em5d>em4 ,a inobs]vancia d dom+o coisa muito m1 e eu vejo com gr&e s5tim5to que o nosso vis9ho pref]e trabalh> no dia de dom+o1 comtanto que gu>de o dia de ,santo ,antonio2 qu] diz]3 pr(ana o dia d ,s5hor p>a gu>d> o dia dum santo imag9>io4 ,a reg5]ao das classes trabalhadoras deve pr9cipi> pela obs]vancia d dom+o2 p>a elas o dia d rep\so uma necessidade p>a se refaz]em z =z fisicas que se ga/am nos outros seis dias4 ,eu por mim mesmo t5ho obs]vado que aqueles que trabalham os seis dias e no descanam ao setimo ga/am-se mais depressa1 e gozam m5os saude1 d que aqueles que gu>dam o dia d ,s5hor3 e i/o sem fal> d conc]n5te saude da alma4 ,ne/e mom5to1 t5do acabado j de ce>1 *am>am porta que dava p>a o pateo4 ,julio levant\-se1 indo abril-a1 e ,antonia1 acompanhada de outra jov51 apres5t\-se na sala1 onde a9da e/avam s5tadas mesa ,dres e ,josefa4 --,deus lhes d boas noites--diss]am ambas ao entr>1 e a filha d c>p9teiro acresc5t\3 --,v5ho da p>te de meu pae diz]-lhes que t]ia muito praz] se viessem ce> comnosco4 ,julio e sua mulh] acompanh>am a filha d c>p9teiro e a sua amiga a casa4 --,me/re1 me/re--exclam\ o c>p9teiro ao v] entr> ,julio1--v5ha c p>a o meu lado e sirva-se dalguma coisa4 --,muito obrigado1 sr4 ,joo--respondeu ,julio1--porm p]mita-me que no me sirva de nada2 sua filha te/emunha de que nos viu s5tados mesa4 --,bem1 no me importa--disse o c>p9teiro1--hoje ha em m9ha casa c>ta branca p>a que cada qual faa o que quiz] em honra de ,santo ,antonio2 que todos se divirtam e que n+uem e/eja tri/e4 ,a ceia cont9u\ sem n5hum incid5te1 at que sobremesa o sr4 ,joo disse3 --,agora os br9des2 que cada qual br9de por quem quiz]4 ,julio e/ava s5tado na cadeira1 p5s&o no tri/e e/ado daquela g5te4 ,dres falava com ,antonia e outras rap>igas da sua edade4 --,br9do--exclam\ o sr4 ,joo--por ,santo ,antonio1 que o santo de m9ha filha1 pela lib]dade1 e p>a que fiquem confundidos os inimigos da ordem4 ,ao br9de d dono da casa correspond]am os convidados1 beb5do cada qual o seu copo4 ,a e/e br9de suc$]am-se outros4 ,um dos assi/5tes1 jov5 a9da1 (icial de confeiteiro1 obs]v\ que ,julio no tomava p>te nos br9des1 e1 faz5do conv]gir sobre ele z at5es de todos1 disse-lhe3 --,ento vocemec porque no bebe8 ,no go/a de v9ho8 --,no bebo--respondeu ,julio--porque acabo de ce> em m9ha casa1 e eu no co/umo beb] s5o s comidas4 --,ora--disse o confeiteiro com modos imp]t95tes--isso s] muito bom p>a a saude1 porm eu creio que o v9ho sempre bom4 --,cada um tem z suas idz1 e eu t5ho z m9has4 --,pois olhe3 o que a mim me p>ece que vocemec tem c>a de padre1 e que se no br9da porque no homem4 --,ai6--exclam\ ,julio com toda a calma1--por aquilo que eu br9d>ia s]ia p>a que ,deus lhe desse mais juizo e m5os palavriado4 ,uma g>galhada g]al resso\ em toda a sala ao ouvirem z palavras de ,julio4 ,e/e1 conhec5do1 pelo e/ado dos convidados1 que aquilo no era log> proprio nem p>a ele nem p>a sua esposa1 deix\ a sala1 desp$9do-se cortezm5te de todos4 ,o baile prolong\-se at uma hora da madrugada2 no havia cabea que e/ivesse em si4 ,o sr4 ,joo1 numa l+uagem in9teligivel1 disse3 --,s5hores444 manh444 disse444 manh444 s] dia4 ,proponho que vamos horta1 ao campo444 como ha que madrug>444 preciso dormir444 com que cada mo*o a seu s\to444 t5ho dito4 --,bem1 bem6--exclam>am todos com alegria4 --,ordem1 companheiros6--grit\ com voz um p\co r\ca o confeiteiro2--antes de nos sep>>mos v5ha mais um gole e dancemos o galope inf]nal4 --,sim1 sim1 diss]am alguns1 vamos ao galope inf]nal4 ,en*]am-se os copos e esvasi>am-se1 e z guit>ras toc>am desaf9adam5te4 ,alguns p>es comearam a bail>444 ,bail>8 ,melhor diriamos que aquilo no era baile1 mas sim dana de furias2 aquela massa de g5te empurrava-se e pisava-se1 indo dum lado p>a o outro4 ,por fim suc$eu o que era de esp]>4 ,o confeiteiro e a sua companheira cairam no *o e aos outros aconteceu o mesmo1 por e/>em com a cabea toldada pelo v9ho4 ,que sc5a6 hom5s e mulh]es1 em revolta confuso1 rol&o pelo *o2 o calor sufocava6 z vozes1 no meio das quaes se ouviam alguns ais1 ensurdeciam1 e tudo i/o diante d santo da sua devoo6 ,por fim =am levant&o-se con=me pod]am1 os devotos d santo1 excepo duma jov5 que fic\ e/5dida no *o1 por efeito duma pancada viol5tissima que havia recebido4 ,ento que =am os lam5tos e os ais2 uns resavam ao santo1 outros abriam roda1 e abanavam com os l5os1 e f9alm5te ,antonia correu ao seu qu>to por um frasqu9ho de ess5cia que1 aplicado ao n>iz da pobre m59a1 fl-a volt> a si4 ,f9alm5te1 depois d su/o que tiv]am1 o que muito natural1 os convidados sairam p>a a rua1 fic&o s a familia da casa4 ,antonia entr\ no seu qu>to *or&o1 porque na ocasio d baile t9ha caido1 e na qu$a t9ha p>tido um dos br9cos1 p]d5do tres diamantes que t9ha m&ado enga/> nele4 ,que diro seus paes8 ,encontr> ,santo ,antonio os diamantes8 ,,capitulo ,,iii ,no dia de ,santo ,antonio ,amanheceu o dia #ac de ,junho d ano de #ah44 puro e s]5o4 ,dois e/abelecim5tos dos muitos que ha na ,rua dos ,embaixadores e/avam a9da fe*ados s c9co e meia da manh1 e dois grupos bem di/9tos um d outro e/avam bat5do a cada uma das respectivas portas4 ,e/es dois e/abelecim5tos eram3 a (ic9a d sr4 ,joo e a (ic9a d nosso amigo ,julio4 porta de/e e/o quatro hom5s e dois rapazes ve/idos com a r\pa d trabalho1 com um pequ5o saco na mo1 que cont9ha1 c]tam5te1 o almoo1 prep>ados p>a se entreg>em ao trabalho1 apez> de s] o dia de ,santo ,antonio4 ,a porta de ,julio abriu-se1 e aqueles que e/avam esp]a entr>am4 ,o grupo que agu>dava que o sr4 ,joo ou alguem da sua casa dsse s9aes de vida compunha-se de jov5s dum e d\tro sexo1 com guit>ras e b&urras1 ve/idos com a sua r\pa dom+ueira4 ,depois duns m9utos de esp]a1 tambem foi ab]ta a porta1 ap>ec5do o sr4 ,joo1 que disse3 --,bons dias1 s5hores4 --,bons dias1 sr4 ,joo4 --,j veiu o c>ro8 --,sim1 j e/ porta4 --,nesse caso1 que v um rapaz busc> a cana/ra4 ,o sr4 ,joo transmitiu a ordem1 e um dos moos d c>ro entr\1 volt&o depois com uma cana/ra cabea em que iam z vi&as e no cimo uma bat]ia de g>rafas de v9ho1 o que foi saudado pelo grupo qu&o o viram1 com gritos de entusiasmo1 entre os quaes se di/+uia a voz dum deles1 que disse3 --,viva ,santo ,antonio1 e z ,antonias e todos os que e/amos aqui reunidos6 ,sobretudo viva a fe/a e o praz]6 ,a conv]sa int]rompeu-se porque o sr4 ,joo ap>eceu na loja1 e logo em seguida sua mulh] e filha4 ,ao v]em e/a1 um--viva a filha d me/re6--resso\ na (ic9a4 ,qu&o e/avam sub9do p>a a c>ruagem1 *eg\ um p$reiro porta da loja d me/re c>p9teiro1 diz5do-lhe3 --,o s5hor vae pass> o dia ao campo8 --,sim2 que qu]es8 --,v5ho d m&o d me/re de obras p>a v] quantos caixilhos posso lev>4 --,dize-lhe que hoje no levas n5hum2 dia de ,santo ,antonio e no trabalho4 --,porm1 veja bem1 me/re1 que um p>tido de op]>ios no pode trabalh> se se no lev> isso p>a a obra4 --,pois que vo p>a o campo assim como eu4 ,o rapaz retir\-se4 ,entretanto ,brigida e ,antonia falavam com ,julio e ,dres1 porta da sua (ic9a4 ,in/avam com eles p>a que os acompanhassem1 porm em vo4 --,nesse caso1 se teimam em fic>--disse ,brigida1--no deixem de olh> c pela casa4 --,e/eja descanada--disse ,julio1--que ns olh>emos pela sua casa4 ,brigida desp$iu-se1 e a sua filha1 aproxim&o-se de ,dres1 disse-lhe ao ouvido3 --,ai1 ,dres6 mau dia de ,santo ,antonio vamos t]4 ,a vesp]a foi m e o dia no s] melhor6 ,depois te cont>ei tudo4 ,como pass>am o dia z p]sonag5s da nossa hi/oria8 ,vamos diz]-vol-o em p\cas palavras1 tanto quanto nos seja possivel4 ,julio pass\ o dia trabalh&o1 e tanto ele como sua familia e (iciaes goz>am p]feita tranquilidade4 ,quanto ao me/re c>p9teiro1 vamos encontral-o com sua familia e amigos no campo pelas c9co horas da t>de4 ,todos se a*am alegres1 como natural1 qu&o se vae pass> o dia ao campo1 e especialm5te hora de com]4 --,vamos--disse ne/e mom5to me/re ,joo1--tr9*emos e/as aves1 como dizem os ricos4 --,quem fala agora aqui de ricos8--,vivam os pobres6 --,viva a lib]dade6--grit\ ,joo4 --,viva666 --,olha--p]gunt\ o confeiteiro--p>a que qu]es tu a lib]dade8 --,homem444 eu444 p>a444 que sim444 porque meu av foi muito lib]al444 e odiava os padres1 a religio e os ricos4 --,que no se fale aqui de politica--disse uma mulh]4 --,sim1 sim1 p>a fra daqui a politica2 falemos antes de religio1 o que e/ na ordem d dia desde que *eg>am aqui os prote/antes4 ,falemos1 pois1 de religio1 como fal\ hontem noite o me/re ,julio1 que tem c>a de padre4 --,pois falemos de religio--disse uma das pessoas pres5tes2 e1 dirig9do-se ao confeiteiro1 disse-lhe3 ,tu que s8 catolico apo/olico romano1 ou judeu8 --,homem--respondeu ele--eu s\ hespanhol4 ,uma g>galhada g]al acolheu e/a respo/a4 --,de que se riem vocs8--p]gunt\ ele--,eu nasci em ,madrid1 portanto s\ hespanhol4 --,isso nada tem que v]4 s cri/o8 --,sim4 --,catolico apo/olico romano8 --,sim4 --,nesse caso crs no ,papa4 --,eu no creio no ,papa4 --,e nos padres8 --,to p\co4 --,e na ,virgem8 --,sim4 --,pois ento no s catlico apo/olico romano1 porque no crs no ,papa4 --,lembra-te de que ele infalivel4 --,sim1 e exactam5te agora1 porque infalivel1 p]deu ele o pod] temporal1 e contra ele se levantam os proprios catolicos4 ,ha p\co li num jornal1 de que s\ ass9ante1 que o padre ,jac9to1 esse padre ou frade francez que tanto tem dado que fal>1 vae cas>-se1 e o mesmo vae faz] um sabio alemo que se *ama444 no me posso record> agora d seu nome2 o c]to que eles dizem que os padres devem s] casados4 --,isso que uma gr&e v]dade--disse outra pessoa pres5te1--os padres devem s] casados2 assim no se pres5ci>iam c]tos esc&alos444 --,mas que o ,papa--disse outro-- muito provavel que saia de ,roma1 apez> de toda a sua infa444li444bi444lidade4 --,em vi/a de tanta trapalhada que ha na egreja e tanta palhaada--exclam\ o sr4 ,joo--eu no s\ nada2 o que me ens9>am meus paes isso ens9o eu a m9ha filha2 porm eu444 creio que ha um ,s] supremo1 mas que no int]vem em coisa alguma de/e mundo2 fao o bem que posso1 respeito os santos1 e no me meto com n+uem2 e com i/o t5ho a c]teza de ganh> o cu1 se que o ha4 --,isso sim--exclam>am alguns--isso que s] cri/o4 ,assim cont9u\ a conv]sao1 expondo cada qual z suas idz religiosas4 ,segundo eles1 faz] o bem que se pode faz]1 cr] num ,s] que antes um no s]1 vi/o que em nada int]vem1 e respeit> os santos1 eis o que preciso p>a uma pessoa s] cri/ e salv>-se4 ,que cegueira6 ,e quem tem a culpa de tanto erro8 ,no hesitemos em o decl>>2 a culpa tem-na em sua maior p>te um cl]o to ignorante como fanatico1 porm sobretudo to egoi/a1 que no ergue a voz s5o qu&o se v (5dido nos seus int]esses mat]iaes4 ,ha milh>es e milh>es de pessoas como o me/re ,joo1 excel5tes paes de familia1 hom5s honrados segundo o mundo1 porm em que/es religiosas1 j por vezes o temos obs]vado1 com o facto de faz]em o bem que podem do-se por satisfeitos4 ,erro6 lam5tavel erro6 ,aqueles que em tal coisa crem que escutem o que disse ,jesus ao d\tor da lei4 ,me/re--disse um d\tor da lei a ,jesus--o que preciso que eu faa p>a alcanar a vida et]na8 ,e ,jesus lhe disse3 ,o que e/ escrito na lei8 ,como ls tu8 ,e1 respond5do o d\tor1 disse3 ,am>s o ,s5hor teu ,deus1 de todo o teu corao1 com todas z =z d teu ent5dim5to1 e o teu proximo como a ti mesmo4--,bem fala/e 7respondeu ,jesus72 faze isso e viv]s4 ,faze isso e viv]s2 no ba/a faz] uma p>te1 preciso faz] tudo p>a a g5te se salv>4 ,porm agora surge e/a p]gunta3 ,pode o homem faz] tudo8 ,no4 ,p>a ele cumprir a lei1 ganh> a salvao da sua alma1 impossivel2 porm temos um ,sub/ituto que fez tudo2 foi-nos dado um que no deix\ nada por faz]4 ,esse um ,jesus ,cri/o1 e s por ,ele temos r$5o1 ju/ificao e santificao4 ,sim1 pela f em ,jesus temos assegurada a salvao da nossa alma4 ,sem a f em ,jesus nada temos4 ,porm voltemos reunio4 j quasi noite1 e os amigos d me/re ,joo1 e/e e sua familia1 prep>am-se p>a irem p>a suas casas4 ,ao subirem p>a o c>ro1 o boleeiro ria como um p]dido na alm(ada1 e por mais que fizessem p>a o dissuadirem disso no pod]am4 ,o c>ro p>tiu1 e todos iam alegres e cont5tes4 ,o confeiteiro comeou a s5tir-se incomodado com o movim5to d c>ro1 e pr9cipi\ a grit>3 --,p>em6 p>em6 he6 he6 s9to-me incomodado3 qu]o444 ,incl9\-se p>a um lado1 e1 sem que n+uem podesse evital-o1 caiu d c>ro abaixo4 ,o co*eiro fez um supremo es=o p>a p>> os cavalos1 porm em vo2 no o pde faz] s5o depois de t]em dado alguns passos4 ,toda a g5te1 solt&o gritos de horror1 desceu d c>ro1 e foi logo p>a junto d confeiteiro1 que jazia e/5dido no *o1 banhado em sangue1 s5do necess>io transportal-o p>a a casa mais proxima4 ,h\ve uma pessoa que1 apez> da muita devoo que t9ha a ,santo ,antonio1 no pde deix> de exclam>3 --,se ,santo ,antonio no tivesse v9do ao mundo1 nem tivesse amanhecido o seu dia1 no se t]ia p]dido com isso coisa n5huma4 ,ao passo que outro acresc5t\3 ,melhor nos t]ia sido pass> o dia com ,julio1 trabalh&o na (ic9a1 e ganh&o p>a ns e nossas familias4 ,,capitulo ,,iv ,consequ5cias ,so decorridos qu9ze dias desde o dia de ,santo ,antonio at hoje4 ,em casa d me/re ,joo deve t] havido alguma coisa de extraord9>io4 ,re9a l uma agitao fra d co/ume2 z mulh]es &am apressadas dum p>a outro lado e o ro/o de mais duma delas e/ hum$ecido pelo pranto4 ,que t] suc$ido8 ,consequ5cias duma vesp]a e dum dia de ,santo ,antonio4 ,qu] pela p]da dos diamantes1 qu] pelo su/o que recebeu com a qu$a d moo confeiteiro1 ,antonia veiu p>a casa do5te4 ,no dia segu9te manife/\-se-lhe uma febre to int5sa que o m$ico decl>\ que no havia tempo a p]d]1 pois via-a ameaada duma conge/o c]ebral4 ,acresc5t\ que o caso no podia s] mais grave1 e que1 portanto1 s]ia conv5i5te que se prep>asse espiritualm5te4 ,a pessoa que recebeu e/a noticia foi a ,dres4 ,a me de ,antonia e/ava como fra de si2 o pae *orava como uma creana1 e p>a diz] tudo numa palavra--todo e qualqu] t]ia p5a daquela familia1 to tri/e agora como alegre a9da no havia muitos dias4 ,dres transmitiu a noticia a uma tia de ,antonia1 a qual disse que no a comunicava aos paes dela4 ,por fim1 depois de muita hesitao1 resolv]am dizel-o a um sac]dote que vivia na mesma casa4 ,*amava-se ,francisco1 era a9da novo1 um tanto in/ruido e1 apez> de fanatico nas suas idz religiosas1 gozava de ba/antes simpatias entre os seus freguezes4 ,z mulh]es desp$iram-se d padre ,francisco1 e dez m9utos depois um apr5diz de ,julio entr\ na (ic9a d c>p9teiro1 diz5do3 --,sr4 ,joo1 o meu me/re p$e-lhe que v loja dele1 pois que precisa muito de fal>-lhe4 ,o c>p9teiro seguiu o rapaz1 e1 logo que avi/\ ,julio1 e/e disse-lhe3 --,boas t>des1 sr4 ,joo4 ,como vae ,antonia8 --,mal1 muito mal4 ,filha da m9ha alma6 --,s5hor ,joo--disse ,julio muito comovido--no se aflija4 ,emquanto um do5te tem vida1 a9da ha esp]ana4 ,v5ha comigo c p>a d5tro1 que temos que fal>4 ,qu&o *eg>am sala e se s5t>am1 ,julio deix\ que o seu amigo se tranquilisasse um p\co1 e *am\ por sua me p>a que tr\xesse um copo de agua4 --,ento1 sr4 ,joo6--disse a s5hora ,josefa1 apres5t&o-lhe o copo com a agua--no se entregue dr dessa maneira1 t5ha confiana em ,deus4 --,deus1 ,deus--exclam\ o c>p9teiro1--,deus no ouve1 ,deus e/444 ,a s5hora ,josefa ia a respond]1 porm um ge/o de ,julio indic\-lhe que saisse1 e assim o fez1 diz5do3 --,jesus e/ em toda a p>te4 --,s5hor ,joo--disse ,julio qu&o sua me saiu1--ha sucessos na vida m$iante os quaes po/a prova a alma d homem4 ,qu&o um pae s(re o que vocemec e/ s(r5do1 e cr e confia em ,deus1 no se desesp]a assim4 --,no sei1 ,julio1 o que teem z suas palavras1 que tanto me consolam2 porm1 no1 no1 m9ha filha no deve morr] to jov5444 eu proprio a disput>ei a ,deus4 --,qu] disputal-a a ,deus8 --,sim1 como8 --,pela orao4 --,eu no sei rez>1 nem qu]o2 o que qu]o m9ha filha4 --,to p\co eu qu]o que reze2 o que eu qu]o que se volte p>a o ,s5hor com humildade1 diz5do3 ,s5hor1 no te deix>ei se no me ab5o>es2 (]eo-,te m9ha filha1 faze dela o que fr da ,tua vontade2 sm5te ,te rogo que ma deixes1 ou que me ds =z p>a s(re e/e golpe no caso de ma lev>es2 tem pi$ade de mim1 em nome de ,jesus4 --,eu no sei diz] isso2 eu no sei or>4 --,no8 ,pois ento diga ao ,s5hor3 ,s5hor1 ens9a-me a or>444 ,jesus disse3 ,tudo o que p$irdes em orao1 t5do f1 receb]eis4 ,e/avam ni/o qu&o bat]am de mans9ho porta da sala4 ,julio abriu1 e o ,p4 ,francisco entr\1 saud&o ,joo e ,julio1 que por sua vez correspond]am saudao4 --,pois1 s5hores1 deixo-os ss9hos--disse ,julio4 --,no1 no1 de modo n5hum2 deve at fic>--respondeu o sac]dote1 acresc5t&o3--,vejamos1 sabe j o suc$ido1 sr4 ,julio8 --,no--respondeu ,julio--eu tratava de o consol>1 exort&o-o a que pozesse a sua confiana em ,deus1 inf9itam5te bom4 ,todos tom>am ass5to1 e o ,p4 ,francisco disse3 --,sim1 c]to que ,deus bom1 porm qu] que da nossa p>te faamos alguma coisa4 --,e que devemos faz] ns8--p]gunt\ ,julio4 --,oh6--exclam\ o sac]dote--a p5it5cia6 ,esse precioso dom que nos conc$eu a mis]icordia dum ,deus ,salvador6 ,dom que1 acompanhado da pod]osa int]cesso da ,bemdita ,virgem e de toda a crte cele/ial de anjos1 qu]ub9s e santos1 nos abre infalivelm5te z portas d cu1 j se v1 uma vez que haja a absolvio d sac]dote1 apoz a confisso6 ,sim1 meu amigo1 se receia alguma coisa por sua filha1 deve1 reve/9do-se de valor1 diz]-lhe444 que se confesse4 ,joo ia a fal>1 qu&o o ,p4 ,francisco o int]rompeu1 diz5do3 --,j sei o que me vae diz]4 ,dir o que todos dizem1 i/o 1 que a confisso feita por um enf]mo no leito da morte um golpe t]rivel p>a ele4 ,mas porqu8 ,qu&o o sac]dote1 ve/ido com os seus habitos tal>es1 e com a autoridade que ,deus e a santa egreja lhe do1 se aproxima da cabeceira d do5te p>a o adv]tir de que se a*a s portas da et]nidade1 e de que o esp]a talvez a cond5ao et]na1 a sua pres5a e palavras actuam de tal maneira no espirito d do5te que lhe do novas =z2 e1 no mom5to de se confess> p>a pod] receb] a ,jesus sacram5tado1 op]a-se nele uma tal mudana que se pode atribuir c]teza1 que dada ao enf]mo1 da absolvio dos seus pecados dada aqui na t]ra pelo sac]dote romano e ratificada no cu4 ,ento pode o moribundo entreg>-se com inteira confiana proteco da me dos pecadores1 e morr] em e/ado de graa e em p]feita e completa paz4 --,eu p]gunto uma coisa--disse ,julio4--,o sac]dote no diz nada de ,jesus aos enf]mos8 --,sim1 diz2 porm o nome de ,m>ia ,santissima mais doce1 induz mais facilm5te ao arrep5dim5to4 --,no e/\ de modo n5hum con=me com isso1 porque1 af9al1 quem op]\ a salvao dos pecadores1 ,m>ia ou ,jesus8 --,a salvao obra dos dois1 porque1 se ,jesus morreu1 foi concebido no v5tre da ,virgem e amam5tado aos seus peitos2 e1 a9da que no fosse por isso1 pelo facto de ela s] me de ,jesus1 ,e/e ha de decl9> nela todo o pod]4 ,sem ,m>ia no podia exi/ir ,jesus4 --,porm essas d\tr9as so h]eticas2 onde encontra o s5hor uma s palavra na ,biblia que autorize taes op9ies8 --,mas se a ,biblia o no diz dil-o a egreja e os padres4 --,a palavra de ,deus tem mais autoridade d que padre algum1 pois que o melhor deles falivel4 --,porm de que se trata8--p]gunt\ me/re ,joo4 --,simplesm5te--respondeu o sac]dote--diz]-lhe que sua filha e/ p]igosam5te do5te1 e que preciso que se confesse4 --,filha d meu corao6--exclam\ o c>p9teiro1 l\co pela dr4--,m9ha pobre filha6 ,com que ento morre844 ,h\ve um mom5to de sil5cio1 durante o qual o sac]dote e me/re ,julio enc>>am com pr(unda simpatia o aflito pae4 ,,capitulo ,v ,tlim444 tlim444 tlim444 tlim444 ,no dia segu9te ao dos acontecim5tos n>rados no capitulo antec$5te1 e/ava tudo prep>ado p>a se lev> o ,viatico a ,antonia4 ,a op9io d padre ,francisco prevaleceu1 e ele mesmo confess\ a filha d c>p9teiro4 ,ao anoitec] j e/avam todos os amigos de me/re ,joo e gr&e num]o de vis9hos esp]&o que soasse a hora m>cada p>a irem egreja4 ,entre os vis9hos faltava um1 era me/re ,julio4 ,deixemol-os no cam9ho da egreja1 e ouamos o segu9te dialogo entre duas vis9has3 -- e/ranho que a mulh] de me/re ,julio no e/eja ne/e mom5to em casa de ,antonia1 visit&o-a tanto a miudo como a visitava4 --,olhe1 sr4 ,tomazia1 segundo o que t5ho ouvido diz]1 ela e o m>ido so prote/antes1 e por isso444 como vo 444 --,prote/antes6 ,vocemec e/ l\ca1 sr4 ,joana6 ,pois ento no conheo eu ,dres desde pequ59a1 e no foi baptizada em ,s4 ,caetano8 --,pois filha1 o que lhe digo e repito que me/re ,julio prote/ante4 --,pois e/ muito enganada4 ,os prote/antes no so hespanhoes nem e/o baptizados4 --,ento que so eles8 --,so uns e/rangeiros que vi]am de longe1 da m\rama1 m&ados de l p>a conqui/>em a ,hespanha4 --,pois a mim diss]am-me em segr$o que ,julio era prote/ante4 --,no1 esse e/ baptizado e hespanhol2 e ha p\co entr\ em sua casa o padre ,francisco2 j v que1 se ele fosse prote/ante1 no entr>ia ali aquele sac]dote4 --,pois exactam5te por isso que eu o sei4 ,o padre ,francisco s\be que me/re ,julio e/ava aconselh&o o pae de ,antonia a que no deixasse confess> a filha1 e foi l a casa p>a o traz] comsigo4 -- v]dade6 ,isso um mi/]io4 --,mi/]io no2 ha quem diga444 ,ne/e mom5to ouviu-se o tlim444 tlim444 tlim444 tlim444 da campa9ha anunci&o a *egada d ,viatico4 ,im$iatam5te em casa da enf]ma e nas casas vis9has se e/abeleceu uma gr&e confuso4 ,os moradores dos &>es sup]iores desc]am porta da rua1 uns traz5do luzes e outros com brazas nas ps1 em que queimavam alfazema e inc5so4 ,o som da campa9ha ouvia-se cada vez mais di/9tam5te1 e os que v9ham na fr5te com to*as acesas entr>am no portal4 ,toda a g5te se poz de joelhos4 ,o sac]dote pass\ pelo meio1 murmur&o palavras que no se ent5diam1 e entr\ pela porta que dava p>a z trazeiras da c>p9t]ia4 ,a porta de ,julio1 de que j falmos1 e que ficava em fr5te da de me/re ,joo1 p]maneceu fe*ada1 caus&o e/e facto gr&e surpreza4 ,emquanto o sac]dote e/ava l d5tro1 alguns dos que t9ham v9do acompanh> processionalm5te o ,viatico fic>am no portal1 porque no cabiam no qu>to da enf]ma1 e1 p>a no p]d]em o tempo1 comearam a fum> e a conv]s> muito tranquilam5te4 --,oua l1 vis9ha--disse um individuo a uma mulh] que e/ava com um c&ieiro na mo4--,quem mora nessa casa cuja porta e/ fe*ada e que no teve uma tri/e vela p>a alumi> o ,s5hor qu&o pass\8 --,ali--respondeu a mulh]1 apont&o p>a a porta que e/ava fe*ada-- a (ic9a de me/re ,julio4 ,no so muito amigos de/as coisas1 nem ele nem sua familia2 so444 --,prote/antes8 --,exactam5te4 --,oh6 com mil bombas6 ,ouve tu--dirig9do-se a outro--2 naquela casa mora um prote/ante3 dev]iamos *amal-o e obrigal-o =a a abrir a porta e traz] uma luz4 --,no1 deixae-vos de l\curas1 cada um livre de p5s> como quiz]--respondeu ele4 --,bom1 bom--disse um homem j de edade1--por essa tol]ancia da mocidade em admitir e/rangeiros que a ,hespanha e/ assim4 --,no--respondeu uma vis9ha1--manh mesmo o comunic>emos ao sr4 padre ,francisco1 p$9do-lhe que diga ao s5horio que despea aquelas aves de mau ag\ro4 ,ne/e ponto t]m9\ a conv]sa1 pois que t9ha tambem t]m9ado a c]imonia da adm9i/rao d ,viatico enf]ma4 ,pz-se tudo na mesma ordem2 torn\ a so> a campa9ha1 e o ,deus inv5tado pela ,egreja romana saiu de casa1 e l foi novam5te nas mos dum simples mortal4 ,vejamos entretanto o que e/ava faz5do aquela familia que cons]v\ a porta sempre fe*ada1 e que nem uma tri/e vela ac5deu passagem d vitico4 ,dres1 ,josefa e ,julio e/avam s5tados na sala1 t5do e/e ultimo deante de si um livro ab]to4 --,que tri/eza--disse ,julio--me causa tudo o que se e/ pass&o na casa de ,joo6 ,que dif]5te o que e/o faz5do com ,antonia daquilo que o ,s5hor ord5a na ,sua ,palavra6 ,leiamol-a e vejamos o que se deve faz] com os enf]mos4 ,na ,epi/ola de ,s4 ,tiago1 cap4 ,v1 vv4 #ad e #ae1 l-se o segu9te3 ,e/ entre vs algum enf]mo8 *ame os presbit]os da egreja1 e e/es faam orao sobre ele1 ung9do-o em nome d ,s5hor2 e a ,,ora,o ,,da ,f salv> o enf]mo1 e o ,s5hor o alivi>2 e1 se e/iv] em alguns pecados1 s]-lhe-ho p]doados4 ,taes so z in/rues que temos na ,palavra de ,deus1 e portanto no devemos afa/>-nos delas1 desprez&o-z4 ,faamos a orao da f que salv> o enf]mo1 p$9do a ,deus por nossa vis9ha a quem tanto e/imamos2 no que a nossa orao a salve1 mas sim porque uma recom5dao de ,deus1 e por meio da qual lib]alisa a ,sua graa e conc$e os ,seus dons4 ,porm preciso faz] essa orao com f4 ,m9ha me e tu1 ,dres1 s5tem-se com v]dadeira f1 p>a p$ir ao ,s5hor por ,antonia1 cr5do firmem5te que o ,s5hor a alivi>8 --,sim1 respond]am elas resolutam5te4 --,pois ento oremos ao ,s5hor4--,poz]am-se todos de joelhos1 e1 depois duns mom5tos de m$itao pr(unda1 ergueu-se a voz de ,julio1 pausada e sol5e1 diz5do3 --,oh6 ,s5hor e nosso ,pae6 ,ajoelhamo-nos deante de ,ti1 em nome de ,jesus ,cri/o1 p>a ,te suplic>mos que nos conc$as uma b5o especial4 ,s5hor1 lemos na ,tua ,palavra que nos m&as que oremos pelos enf]mos1 promet5do que a orao da f salv> o enf]mo1 e que ,tu1 ,s5hor1 o alivi>s4 ,d-nos a f necess>ia p>a ,te p$irmos por ,antonia1 nossa vis9ha4 ,tu1 oh6 ,deus1 sabes todas z coisas1 e conheces todos os coraes4 ,sabes1 pois1 a situao em que se encontra a nossa amiga e o e/ado d seu corao4 ,ah6 ,s5hor6 ,no p]mitas que1 enganada por praticas vs1 que lhe ens9>am1 sua consci5cia cont9ue a e/> adormecida1 pois que nesse caso qual s] o seu desp]t>8 ,oh6 bom ,deus2 aqui ,te apres5tamos a promessa2 agora1 ,s5hor1 at5de ao que ,te p$imos3 ,que levantes ,antonia d seu leito1 e que a conv]tas a ,ti1 s>&o-lhe de/e modo o seu corpo e a sua alma4 ,s5hor1 conc$e-nos i/o1 faze-nos v] o ,teu pod]1 d consolao a seus paes1 e re/itue-lhes sua filha2 mas1 se fr d ,teu agrado leval-a p>a ,ti1 salva a sua alma4 ,ouve-nos1 ,s5hor2 assim ,to p$imos em nome1 por amor e pelos m]ecim5tos de ,jesus ,cri/o1 ,teu ,filho4 ,am54 --,am51 repetiram z duas mulh]es4 ,qu&o se levant>am1 ,julio disse3 --,agora agu>demos a respo/a d ,s5hor4 --,olha1 ,julio--disse ,dres1--v\ v] como e/ ,antonia1 e volto j4 --,se te deix>em entr>4441 obs]v\ ,josefa4 --,e porque no me ho de deix> entr>8 --,porque como n5hum de ns foi porta qu&o pass\ o ,viatico444 --,nesse caso--int]rompeu ,julio1--se te diss]em alguma coisa que no te agrade1 volta im$iatam5te p>a casa4 ,dres saiu1 e d5tro em breves in/antes eil-a em casa de me/re ,joo4 ,e/ranho contra/e se apres5t\ ento aos seus olhos6 ,o alt> de ,santo ,antonio e/ava ilum9ado como na vesp]a d seu dia1 e adornado de flores2 porm s g>galhadas e ao ruido das guit>ras havia suc$ido o pranto2 ao =te sapate> da dana1 o &> de mans9ho nas pontas dos ps2 atmosf]a viciada pelo fumo dos cig>ros a no m5os viciada atmosf]a d fumo d inc5so e da alfazema4 ,na pres5a d ,santo t9ha sido a orgia1 na pres5a d ,santo z lagrimas e os soluos4 ,e e/e1 impassivel deante das palavras grosseiras de ento1 cont9uava impassivel agora dr e ao pranto de toda uma familia4 ,ento (]ec]am-lhe ces1 agora (]ecem-lhe oraes1 e1 se quelas foi completam5te surdo e cego1 a mesma surdez e cegueira manife/a em pres5a de/as4 ,o mal pr9cipi\ no dia d ,santo1 ou antes na vesp]a1 e qu&o e como acab>8 ,e/as ideias p]passam pelo espirito de ,dres1 que pde obs]v> tambem como1 sua entrada1 algumas mulh]es que e/avam na sala cess>am de fal> e a enc>avam com c]ta res]va4 --,boas noites--disse ela4 --,boas noites--respond]am z pessoas que e/avam4 --,posso ir v] ,antonia8 ,z mulh]es hesit>am2 por fim uma disse3 --,pode ir4 ,dres entr\ na alcova1 e aproxim\-se sil5ciosam5te da cabeceira da enf]ma1 incl9&o-se p>a a v]4 ,antonia abriu os olhos1 e logo que reconheceu que era ,dres disse-lhe com voz debil3 --s tu1 ,dres8 --,sim1 s\ eu--respondeu ela1--como e/s8 --,mal1 muito mal2 no s9to a cabea4 --,pois nesse caso no fales4 --,no1 no fal>ei2 o *eiro da c]a e d inc5so entontec]am-me444 ,porque no vie/e antes8 --,deves sab]1 ,antonia1 que1 a9da que no e/eja a teu lado1 lembro-me de ti e oro a ,deus por ti4 ,v\ deix>-te4 ,p5sa em ,deus1 m9ha amiga1 e lembra-te de que s ,jesus ,cri/o que pode salv>-nos4 --,eu j recebi a comunho4 --,muito bem2 porm no fies a tua salvao de mais n+uem s5o de ,jesus ,cri/o4 ,por ,ele s]s salva4 --,assim o f>ei444 porm no vs a9da1 s5ta-te aqui junto de mim4 ,dres cal\-se e s5t\-se1 or&o em sil5cio por sua amiga4 ,passados alguns mom5tos1 saiu p>a a sala1 e1 dirig9do-se s mulh]es que ali e/avam1 disse-lhes3 --,onde e/o os paes de ,antonia8 --,no sabemos--respondeu uma1 muito secam5te4 ,dres1 apez> de not> que a sua p]gunta no t9ha sido bem recebida1 cont9u\3 --,p>ece-me que z s5horas deviam apag> algumas luzes d alt>4 ,antonia queixa-se d calor e d *eiro da c]a4 --,bem sabemos--respondeu a tia de ,antonia--aquilo que temos de faz]4 ,e a proposito2 a s5hora f>-nos-hia um gr&e favor no torn&o aqui at que ,antonia e/eja livre de p]igo4 ,o confessor prohibiu que fale com c]ta classe de g5te444 e444 --,sim--int]rompeu ,dres--e entre essa classe de g5te e/o ,julio1 sua me e sua mulh]1 no v]dade8 ,pois bem1 retiro-me1 porm graz a ,deus que em m9ha casa or>ei pela m9ha amiga1 e sei que ,deus me ouvir4 --,j lhe dissemos que pode retir>-se--exclam>am todas4 --,sim1 retiro-me--disse ,dres com z lagrimas nos olhos--retiro-me1 e que ,deus vos p]de o mal que me fazeis4 ,z mulh]es cont9u>am por alguns mom5tos fal&o1 e ,dres saiu1 *or&o1 em direco de sua casa4 ,ao v]em-na entr> assim1 sufocada pelas lagrimas1 ,julio e ,josefa levant>am-se apressados1 int]rog&o-a3 --,morreu8 --,no--respondeu ,dres4 --,ento que foi8 --,ai6444 por ordem d confessor no podemos entr> mais naquela casa4 --,e ento isso motivo p>a que te aflijas assim dessa maneira8--exclam\ ,julio4 --,sim1 porque qu]o muito a ,antonia1 e desprezam-nos sem sab] porqu6 --,sem sab] porqu8--disse ,josefa--,no digas isso2 eles de mais o sabem2 porque ns somos cri/os e eles no2 eis ahi o motivo4 --,porm podiamos t] feito tanto bem a ,antonia444 que444 --,o mesmo lhe podemos faz] agora--disse ,julio4--,oremos sem cess> por ,antonia1 e ,deus nos ouvir4 ,quanto ao mais1 prep>emo-nos p>a s(r] toda a classe de desprezos e insultos1 porm p5semos no que disse ,jesus ,cri/o3 ,lanar-vos-ho fra das s9agogas2 e vir tempo em que1 qu&o qualqu] vos mat>1 julg> que com isso faz um s]vio a ,deus4 ,confiana1 pois1 e oremos ao ,s5hor pelos nossos inimigos4 ,,capitulo ,,vi ,m&a-o m9ha filha1 e quanto ba/a ,ao decl9> da t>de d dia segu9te em que ,antonia recebeu o ,viatico1 a sua cabea e/ava um p\co mais leve1 manife/&o alguns s9aes de melhoras4 ,p]gunt\ ento por ,dres4 --,no e/ aqui--respondeu a mulh] que cuidava dela4 --,nesse caso *amem-na--disse ela4 ,a mulh] saiu da alcova p>a d> conhecim5to aos paes de ,antonia d desejo que ela acabra de manife/>4 ,a me enxug\ z lagrimas1 procur\ tranquilis>-se p>a entr> no qu>to de sua filha1 qual p]gunt\ c>9hosam5te3 --,que qu]es1 m9ha filha8 --,qu]o v] ,dres4 --,p>a qu8 ,o confessor disse que no falasses com ela4 --,no qu]o sab] d que disse o confessor2 o que eu qu]o fal> com ela1 e tanto ba/a4 ,o confessor en*eu-me de muito m$o1 impoz-me uma p5it5cia que444 f9alm5te1 qu]o v] ,dres4 --,m9ha filha1 socega1 no p5ses em nada1 nem te recordes de nada4 --,m9ha me--disse ,antonia1 j ba/ante agitada--j disse que qu]o v] ,dres1 e hei-de vl-a4 ,ela ent5de-me e diz-me umas coisas que n+uem z sabe diz]444 qu]o v] ,dres1 j disse444 e se fosse possivel444 ,me/re ,joo1 desejoso de ouvir o que dizia sua filha1 t9ha-se aproximado p ante p da alcova1 escut\ a petio de sua filha1 e em seguida entr\ e disse resolutam5te4 --,p>a que qu]es v] ,dres8 --,p>a fal> com ela--respondeu ,antonia4 --,pois esp]a1 que eu mesmo v\ *amal-a4 --,muito obrigada1 meu pae1 muito obrigada444 ,joo saiu da alcova1 e sua mulh] apoz ele1 diz5do-lhe3 --,porm esp]a1 homem2 v o que fazes6 --,o que fao8--p]gunt\ ele muito secam5te4 --,ento sempre vaes *am> essa mulh]8 --,sim2 e no s a ela como tambem o seu m>ido4 --,homem1 tu e/s444 --,e/\ como queiras que e/eja1 porm agora v\ *amal-os4 ,p$e-o m9ha filha1 e quanto ba/a4 --,porm o padre ,francisco disse que no e444 no4 --,e m9ha filha diz que sim1 e444 e sim4 ,e ,joo1 sem faz] caso d que dizia sua mulh]1 acompanhada no mesmo tom pela tia de ,antonia1 saiu em direco da (ic9a de ,julio1 p$9do a e/e a sua mulh] e sua me que fossem a sua casa1 logo que fe*assem a porta4 ,dres1 acompanhada de seu m>ido1 entr\ na casa de sua amiga4 --,antonia--disse ,dres muito baix9ho4 --,ah6 s tu8--respondeu a filha d c>p9teiro1 reanim&o-se4 --,como e/s8 --,mal1 ,dres1 muito mal2 porm no sei que voz secreta me diz que de/a vez a9da no morro4 --,tem confiana em ,deus e e/ socegada1 filha1 esp]&o que a ,sua vontade seja feita444 porm no fales mais444 --,mas eu qu]o fal>-te4 --,e a cabea8 --,a cabea j no me doe tanto4 ,oh6 se tivessem cont9uado z mesmas dres de hontem1 c]tam5te que j no s]ia de/e mundo444 ,no podiam deix>-nos ss9has8--disse p>a duas mulh]es1 suas vis9has4 --,sua me--respondeu uma delas--disse que a no deixassemos nem um in/ante s4 --,pois saiam agora e vo p>a a sala4 --,olha--disse ,antonia qu&o se viu ss9ha com ,dres--tu s a pessoa em quem t5ho mais confiana1 e por isso1 se eu morr]1 desejo enc>reg>-te de c]tas coisas444 --,antonia1 qu]ida ,antonia--int]rompeu ,dres--no te alt]es1 socega4 ,no disse/e a9da ha p\co que no morr]ias de/a vez8 --,no me alt]o1 ,dres1 e to p\co p5so em morr]4 ,depois de descanar um mom5to1 disse3 --,recordas-te de que1 no dia de ,santo ,antonio1 em que fui p>a o campo1 ao desp$ir-me de ti te disse3 ,mau dia v\ t]8 --,sim4 --,v ento como ac]tei sem s] pr(etiza4 ,por mais que p$isse de todo o meu corao ao ,santo1 no fui ouvida dele4 --,olha1 ,antonia1 e cr o que te v\ diz]3 ,em log> de p$ires a ,santo ,antonio1 p$e em nome de ,jesus4 ,foi ,ele que te remiu com o ,seu sangue2 ,ele te *ama2 p>a que deix> a ,deus pelo homem1 o c]to pelo duvidoso8 --,sim1 sim1 t5s razo444 ,olha1 hontem qu&o me d]am o ,santissimo p>eceu-me que e/ava tranquila1 porm hoje1 que a m9ha cabea e/ um p\co mais leve1 z duvidas assaltam o meu espirito2 pois que a v]dade que1 qu&o me confessei1 com a cabea j quasi p]dida1 o ,p4 ,francisco me fal\ da morte1 d inf]no1 e no sei de quantas coisas mais4 ,no e/ado em que t9ha a cabea1 a m9ha confisso444 --,antonia1 s ,deus pode p]do> os pecados2 portanto1 s a ,ele que deves confess>-te2 dize-,lhe1 pois3 ,pae1 pequei contra ,ti1 mas por amor de ,jesus ,cri/o p]da todos os meus pecados4 --,e dize-me ,dres1 ,deus p]doa assim to facilm5te8 ,no hav] nada que purg>8 --,no1 no ha nada1 porque ,cri/o purg\ tudo4 --,ai1 ,dres1 se eu pudesse crr nisso1 que bem s5tiria6 --,se qu]es1 e/a noite vir ,julio1 e ele te fal> a esse respeito4 --,sim1 qu]o1 que v5ha4 ,t5ho um enc>go a faz]-te4 ,abre a gaveta daquele t\cador e v se ali ha uma caix9ha2 d5tro dela ha uns br9cos1 a um falta-lhe faz] o aro2 sabe quanto cu/a e dize-mo4 ,dres ob$eceu1 faz5do o que ,antonia lhe havia recom5dado4 ,z duas amigas p\co depois desp$iram-se1 e ,dres saiu em direco a sua casa4 ,vejamos entretanto o que fazem me/re ,joo1 sua mulh] e a tia de ,antonia1 irm de ,joo1 que e/o na (ic9a4 --,t5ho dito--dizia a sr4 ,brigida--que no qu]o que essa mulh] e/eja ahi1 e no e/>4 --,e ,antonia--respondeu o c>p9teiro--disse que qu] que e/eja1 e e/>4 --,porm tu qu]es p]d] a alma da pequ5a8 p]gunt\ sua irm4 --,o que vs ambas qu]eis que eu p]ca a paci5cia1 e ento444 --,essa mulh] *eira-me a enx(re1 ,joo4 --,e dize-me1 qu]ida ,brigida1 no te *eirava a enx(re qu&o lhe recom5davas que tivesse cuidado da nossa casa8 --,ento no sabia o que eles eram4 --,sim1 que o sabias1 porque na noite em que baptiz>am o seu filho fo/e capela dos prote/antes vl-o baptiz>4 --,eu no sabia que eram to maus como so4 --,porm eles que te fiz]am8 --,a mim nada1 porm o ,p4 ,francisco sabe-o muito bem1 e por isso ele diz o que diz4 ,e/\ c]ta de que agora ,dres e/ diz5do a nossa filha que no acr$ite em ,deus nem nos santos1 p>a que morra em pecado e seja cond5ada4 --,isso--obs]v\ a tia--se no a mat>4 --,qu&o digo que444 --,e/a noite--int]rompeu ,brigida--v\ *am> o ,p4 ,francisco p>a que confesse outra vez ,antonia4 --,e eu1 se torno a v] o padre d5tro de m9ha casa1 vs e ele saireis corr5do pela porta4 ,rep>a1 ,brigida1 que e/\ meio l\co1 que jmais te faltei ao respeito2 porm eu sei que ,dres no diz a nossa filha n5huma coisa m1 e que no qu]o o padre em m9ha casa4 ,se at aqui t5ho sido fraco1 agora no o s\4 --,digo-te que vir o ,p4 ,francisco444 e ha-de vir4 ,a disputa t]m9\1 sa9do me/re ,joo a trat> dos seus negocios1 e ,brigida saiu apoz ele p>a ir fal> com o padre1 a quem disse3 --,ah6 meu padre6 m9ha filha quiz v] a mulh] de ,julio1 e meu m>ido foi *amal-a4 --,pois necess>io imp$ir que ela lhe fale4 --,oh6 s5hor6 ,j e/o fal&o ha ba/ante tempo6 --,porm1 qual a op9io de seu m>ido a tal respeito8 --,meu m>ido diz que ,dres no diz coisa alguma que seja m a ,antonia6 --,ento como se ent5de isso8 ,no diz nada que seja mau8 ,julgue a s5hora por si mesma4 ,a primeira coisa que sem duvida lhe t] dito que no faa caso daquilo que eu lhe disse2 que s] bom que se entregue a ,deus e que t5ha confiana n',ele 7e i/o p>a a engan>1 pois que e/e o si/ema dos prote/antes71 porm que no satisfaa a p5it5cia1 porque uma l\cura que d muito incomodo2 tambem lhe t] dito que pode muito bem salv>-se sem recorr] a n5hum santo2 e que no creia de maneira n5huma no pod] e int]cesso de ,m>ia ,santissima4 ,oh6 contra a bemav5turada ,virgem c]tam5te que t] dito coisas que no e/o na c>tilha2 como1 por exemplo1 que nunca exi/iu1 que no foi pura e444 --,oh6 que horror6 que horror6--exclam\ ,brigida com os olhos fra das orbitas1 como tomada dum gr&e espanto1 e acresc5t\3 --,e no pod] vir agora comigo1 que no e/ em casa meu m>ido8 --,sim1 sr4 ,brigida4 --,ento corramos a salv> m9ha filha4 ,o sac]dote saiu em companhia da sr4 ,brigida1 p>a visit> ,antonia4 ,na (ic9a j e/ava me/re ,joo1 que1 (]ec5do uma cadeira ao padre1 lhe disse3 --,pod] diz]-me a que devo a honra da sua visita8 --,sim1 s5hor--respondeu o ,p4 ,francisco2--sua mulh] disse-me coisas muito graves e s]ias4 --,m9ha mulh] fala mais d que aquilo que deve444 --,no se alt]e1 sr4 ,joo--disse o sac]dote1 acresc5t&o3--,no trate assim sua pobre mulh]4 --,nunca--respondeu me/re ,joo--tratei mal a m9ha mulh] nem a n+uem1 porm agora emp5h>am-se em se oporem quilo que eu ord5o1 e i/o no posso cons5til-o4 --,mas em que se opem sua vontade8 --,em que no qu]o que contr>iem m9ha filha no e/ado em que ela e/4 --,aquele que mais qu] mal a ,antonia vocemec4 --,eu8 --,sim1 s5hor2 vocemec1 que lavra a et]na cond5ao dela1 lan&o-a no inf]no1 onde s] p>a sempre atorm5tada1 porque1 e/&o pre/es a sua ultima hora1 vocemec1 seu pae1 c]ca de pessoas que444 --,essas pessoas so to dignas como ,v4 ,s4 e como eu--exclam\ o c>p9teiro com c]ta en]gia1 e acresc5t\3--,que mal lhe fiz]am ,dres e seu m>ido p>a que fale dessa maneira8 --,so uns h]ejes--respondeu o sac]dote--que r5egam a f cri/4 --,p4 ,francisco1 se no tivesse em at5o o seu c>act] sac]dotal1 dir-lhe-hia cl>am5te que aquilo que diz no v]dade4 --,como6 eu m9to6--exclam\ o padre1 levant&o a voz4 --,oua1 sr4 padre3 na m9ha casa n+uem levanta mais a voz d que eu4 --,eu s\ um m9i/ro de ,deus e t5ho pod] p>a ergu] a m9ha voz sagrada1 sempre e onde seja necess>io4 --,joo1 s prud5te--disse a sr4 ,brigida em voz suplicante4 --,cala-te--respondeu o m>ido2 e em seguida1 dirig9do-se ao padre1 disse-lhe3--,p>a que veja como eu respeito esses direitos1 peo-lhe que me diga franca e cl>am5te o que qu]1 ou ento que saia de m9ha casa4 --,bem--respondeu o padre1--v5ho confess> sua filha1 pois de contr>io morre em pecado e s] cond5ada1 por t] falado com essa mulh] que e/ excomungada4 --,e eu digo-lhe que no confess> m9ha filha1 e que1 pelo contr>io1 o ,sr4 ,julio e sua mulh] e/>o con/antem5te em m9ha casa e cabeceira de m9ha filha4 --,pois eu no respondo pela sua alma1 nem n5hum santo e/> sua cabeceira qu&o exale o ultimo suspiro1 e1 o que mais a9da1 n+uem lhe dir uma missa por sua alma1 pois que s] inutil4 --,to inutil s] ento como o agora4 ,no fui s5o uma vez capela dos prote/antes1 e nessa ocasio tirei mais proveito d que em todas z vezes que fui missa4 ,ali se l e prega o ,evangelho4 ,ali o m9i/ro roga a ,deus pela nao1 pelo gov]no1 pelos enf]mos1 pelos pobres e pelos aflitos4 ,ali os assi/5tes tomam p>te no culto cant&o h9os4 ,ali falam em hespanhol1 de modo que o s5hor e todos podem ent5d] o que se diz4 ,o s5hor que l+ua fala qu&o diz missa8 ,tanto pode s] m\ro1 como grego1 como latim2 o que eu sei que no ent5do palavra4 --,nem faz falta que ent5da2 o que lhe faz falta crr4 --,mas crr em qu8 --,no valor da missa4 --,porm1 que valor tem a missa8 --,muito4 --,pois eu d\-lhe uma libra p>a que diga uma missa afim de que m9ha filha fique boa4 --,a missa no cura s5o z enf]midades da alma4 --,pois ento engan>am m9ha mulh]1 pois que eu sei que lhe aconselh>am a que m&asse diz] missa pela saude de m9ha filha4 --,p>ece m5tira que um homem que tem em sua casa um alt> d$icado a ,santo ,antonio fale dessa maneira4 --,o que v\ faz] d ,santo ,antonio1 mais t>de o v]4 ,como me ha-de ouvir ele1 se no mais d que um p$ao de madeira8 ,fique sab5do que eu vi esse ,santo qu&o t9ha cortia4 ,d mesmo tronco de madeira fiz]am o ,santo e um cavalo4 --,oh6 no posso ouvil-o por mais tempo4 --,pois o que lhe digo v]dade2 o escultor muito meu amigo4 --,por ultimo1 p]mite-me que confesse sua filha8 --,no1 s5hor4 --,e que lhe fale8 --,tambem no4 --,julio fal> com ela8 --,sim1 s5hor4 ,e a mim me ens9> a viv]2 a sua casa mais ab5oada d que a m9ha4 --,no dur> muito essa b5o1 eu lho prometo1 nem habit> por muito tempo na casa onde mora4 --,pode faz] tudo o que quiz]4 ,,capitulo ,,vii ,a visita ,retroc$amos e voltemos a encontr> ,dres no mom5to de entr> em sua casa1 depois da visita que fez sua amiga4 ,julio e sua me1 ap5as a viram1 p]gunt>am-lhe como e/ava ,antonia1 e1 ao sab]em que ia melhor1 ,julio exclam\3 --,a orao da f salv> o enf]mo1 e o ,s5hor o alivi>4 --,deus fiel--acresc5t\ a sr4 ,josefa4 ,dres cont\ a seu m>ido a conv]sa que tiv]a com ,antonia1 e o enc>go que ela lhe fez dos br9cos4 hora d co/ume ,julio fe*\ a porta da loja1 e1 mun9do-se da sua ,biblia1 saiu1 acompanhado de sua me e ,dres1 em direco da casa de me/re ,joo4 ,bat]am de mans9ho porta1 que ,joo veiu abrir4 --,entrem p>a a (ic9a4 ,antonia e/ dorm9do1 e o m$ico1 ba/ante surpre5dido1 disse que i/o era um bom s9al4 ,na c>p9t]ia e/avam a s5hora ,brigida1 a tia de ,antonia e mais tres mulh]es4 --,boas noites--diss]am ao entr>4 --,boas noites--respond]am com c]ta res]va z pessoas que ali e/avam4 --,ento ,antonia e/ dorm9do8 ,oh6 isso um bom s9al4 --,e diga-me1 sr4 ,brigida1 se sua filha *eg> a t] saude1 a quem atribue essa graa8 --,eu atribuo-a ao bemav5turado ,santo ,antonio1 que jmais me neg\ o que eu lhe t5ho p$ido4 --,p]mite-me1 qu]ida ,brigida--int]rompeu me/re ,joo--que te diga que o tal ,santo ,antonio no te ouviu na ocasio pres5te4 ,eu j dantes e/ava c]to1 porm agora e/\ c]tissimo1 de que ,santo ,antonio no te ouviu1 nem te ouve1 nem jmais te ouvir1 a9da que o *ames com uma buz9a4 --,c]tam5te que1 t5do um m>ido to p\co devoto como tu1 a9da que *ame por todos os santos da crte cele/ial1 n5hum me ouvir4 --,com que ento eu s\ um impio6 ,e como o sabes tu8 ,o que me psa no corao no o t]-me opo/o a que ,antonia se confessasse1 mas sim t] sido to fraco que p]mitisse que o padre ,francisco a t5ha confessado4 ,t5del-o ent5dido8 ,demais1 agora creio-me m5os impio d que antes1 porque1 em log> de no p5s> nada em ,deus1 agora p5so alguma coisa4 --,s5hores--int]rompeu ,julio1--se me p]mitem1 direi algumas palavras1 z quaes1 com o auxilio de ,deus1 nos s]o muito uteis p>a escl>ec] e/a que/o4 --,s5hor ,julio--disse ,brigida1--todos sabemos z d\tr9as que pr(essa2 eu sei o que creio1 e nada me desvi> dessa cr5a4 --,muito bem1 s5hora ,brigida--respondeu ,julio1--porm p]mita-me uma p]gunta8 ,em que cr8 --,eu creio no que diz a ,egreja4 --,e que diz a ,egreja8 --,a ,egreja diz444 diz444 diz o que diz2 eu bem sei o que diz4 --,mulh]--int]rompeu o c>p9teiro1--com essas razes ficamos inteirados4 --,diga-me1 sr4 ,brigida--esclam\ ,julio1--que conseguiu ,antonia com a confisso que fez ao ,p4 ,francisco8 --,muito--respondeu a mulh] d c>p9teiro1--pois se daquela ocasio tivesse morrido c]tam5te que se salvava4 --,isso no c]to1 pois que a confisso no salva n+uem1 porm1 apez> de tudo1 diga-me3 quantas coisas so necess>ias p>a faz] uma boa confisso8 --,sim1 s5hor1 so c9co2 ,catecismo d ,padre ,ripalda sobre a p5it5cia1 7pag4 #ed7 exame de consci5cia1 dr d corao444 --,ouve--int]rompeu o m>ido1--eis ahi o que no t9ha nossa filha2 o que ela t9ha era uma =te dr de cabea4 --,cala-te e no digas l\curas444 dr de corao1 proposito de em5da1 diz] os pecados ao confessor e cumprir a p5it5cia4 --,muito bem1 e cr que sua filha1 hontem de t>de1 atorm5tada pelas dres da do5a1 e/ava nas disposies de t] esses requisitos1 sem os quaes1 segundo a ,egreja romana1 no se pode faz] uma confisso capaz de obt] o p]do dos pecados8 ,vejamos3 ,antonia1 em consequ5cia d ataque c]ebral1 s(r5do da cabea horrivelm5te1 vae confess>-se2 prep>am-na de antemo p>a isso6 dizem-lhe que o confessor ir dali a uma hora1 e que preciso faz] exame de consci5cia2 nada m5os d que pass> em revi/a tudo o que disse e fez desde a ultima vez que se confess\4 ,dali a uma hora vem o confessor1 e a jov51 que no pode sequ] abrir os olhos1 e a quem o m5or ruido incomoda1 tem que ouvir e respond] s p]guntas que ele lhe faz2 i/o se ela pode fal>1 pois que d contr>io o confessor pega-lhe na mo e comea a confessal-a pelos d$os4 ,depois di/o1 que no p\co1 vem a p5it5cia1 que g]alm5te consi/e em rez> tantos ,padre ,nossos1 tantas ,av ,m>ias1 tantas ,salv-,ra9has1 tantos ,cr$os1 etc4 ,suponhamos agora que o p5it5te tem dr d corao e muito proposito de em5da2 porm t] =z p>a cumprir a p5it5cia e faz] exame de consci5cia8 ,mas i/o a9da no tudo2 dali a uma hora vem o ,santissimo1 que muitas vezes adm9i/rado ao enf]mo no p]iodo agudo da do5a1 e e/o to conv5cidos de que dificil ao do5te o tom> a p>ticula que a todo o do5te que a recebe p]gunta o sac]dote3 ,j pass\8 ,por consequ5cia1 sr4 ,brigida1 so e/as z boas disposies p>a a g5te se salv>8 ,a me de ,antonia cal\-se1 e algumas mulh]es1 e com elas o sr4 ,joo1 diss]am maqu9alm5te3 --,tem razo4 ,julio conheceu que e/ava s5hor da situao1 e1 levado dum gr&e zelo em anunci> o ,evangelho1 cont9u\ de/a maneira3 --,a um enf]mo no se deve fal> s5o de ,jesus2 na ,palavra de ,deus encontram-se frases to consoladoras como e/as3 ,o sangue de ,jesus-,cri/o nos purifica de todo o pecado4 ,a9da que &e nos vales da sombra da morte1 no tem]ei mal algum4 ,na v]dade1 na v]dade1 vos digo que aquele que cr em mim tem a vida et]na4 ,eu1 diz ,jesus1 s\ a ressurreio e a vida2 aquele que cr em mim1 a9da que e/eja morto1 viv]4 ,e/as palavras necess>iam5te comov]o o enf]mo e o f>o exclam>3--,e quem s tu8--,e ento o ,filho de ,deus responde ao enf]mo3 ,eu s\ o bom ,pa/or2 o bom ,pa/or d a vida pelas ,suas ovelhas4 ,eu s\ ,jesus4 ,e todo aquele que vem a mim1 no o lanarei fra444 ,qu&o ,julio acab\ de fal>1 fez-se um sil5cio pr(undo4 ,por fim1 uma das mulh]es disse3 --,sabe que go/ei muito d que acaba de diz]1 e que nunca ouvi fal> assim8 --,p>ece que o que dizes tem visos de v]dade--acresc5t\ a irm de me/re ,joo4 --,s5hora--disse ,julio1--z palavras d ,evangelho so v]dadeiras2 porm1 torn&o nossa que/o1 repito3 ,crem que a confisso1 feita da maneira por que a ,egreja a preceita1 salva8 --,se no salva--respondeu ,brigida1--temos feito tudo o que podemos p>a que assim seja4 --,porm1 amiga1 um deploravel erro crr que a confisso feita ao ouvido dum sac]dote pode abrir z portas d cu4 ,na ,biblia ,sagrada no ha uma s palavra c]ca da confisso secreta2 nem to p\co os apo/olos a pratic>am4 ,mas1 apez> de tudo1 a sua filha fic\ mais tranquila1 depois que se confess\8 --,no1 s5hor--apress\-se a diz] me/re ,joo4 --,desej\ v] outra vez o seu confessor8 --,no1 s5hor2 ope-se t5azm5te a isso--respondeu a9da o c>p9teiro4 --,ope-se a isso--disse ,brigida--porque no falta quem lhe meta na cabea idz corrompidas4 --,s5hora ,brigida--exclam\ ,julio--se diz isso ref]9do-se a m9ha esposa1 eu lhe asseguro que ,dres no disse a ,antonia palavra alguma m4 ,e/\ c]to de que no lhe fal\ s5o de ,jesus1 seu ,salvador4 --,pois eu no sei outra coisa mais s5o que m9ha filha no qu] v] o ,p4 ,francisco1 e ela t] z suas razes4 ,ne/e mom5to a mulh] que velava por ,antonia entr\ na (ic9a p>a diz] que ,antonia t9ha acordado e que *amava4 ,susp5deu-se1 pois1 a conv]sao1 e todos se dirigiram p>a a sala1 entr&o ,brigida to sm5te na alcova4 ,brigida aproxim\-se d leito de sua filha e p]gunt\-lhe3 --,como e/s1 m9ha filha8 --,ba/ante melhor--respondeu a enf]ma1 que acresc5t\3--,dres no veiu8 --,sim1 e/ ali4 --,pois ento que v5ha4 ,a mulh] d c>p9teiro saiu da alcova1 e p\co depois todos entr>am nela4 ,trocadas algumas palavras ref]5tes ao e/ado de ,antonia1 ,julio disse-lhe3 --,antonia1 diss]am-me que desejava v]-me4 ,diga-me3 em que lhe posso s] util8 --,ah6 ,julio1 desejava vl-o anciosam5te1 e agora essa anci$ade aum5t\4 ,a enf]ma cal\-se por alguns in/antes4 ,depois1 fit&o os olhos em ,julio1 com uma expresso indescritivel1 p]gunt\-lhe3 --,qual o cam9ho que conduz ao cu8 ,julio vacil\ por alguns mom5tos1 comovido pela anci$ade daquela p]gunta1 e por fim disse3 --,v\ diz]-lho1 qu]ida amiga4 ,jesus quem lhe responde3 ,eu s\ o ,cam9ho1 a ,v]dade e a ,vida2 n+uem vem ao ,pae s5o por mim4 ,jesus1 pois1 o cam9ho que conduz ao cu8 --,bem444 porm que t5ho a faz] p>a seguir esse cam9ho e entr> no cu8 --,o mesmo ,jesus o diz3 ,no temas2 cr sm5te1 e s]s salva4 --,porm crr1 em qu ou em quem8 --,se confess>es com a tua boca ao ,s5hor ,jesus e crres d teu corao que ,deus ,o ressuscit\ dos mortos s]s salva4 ,cr no ,s5hor ,jesus e s]s salvo4 ,i/o o que diz a ,santa ,palavra4 ,julio fic\ sil5cioso1 obs]v&o o efeito que aqueles textos faziam na enf]ma4 ,por fim1 ,antonia disse3 --,porm no t5ho que faz] nada p>a salv>-me8 --,a ,palavra d ,s5hor diz-lhe3 ,cr sm5te e s]s salva1 e acresc5ta3 ,ju/ificados1 pois1 pela f1 temos paz com ,deus por meio de ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o4 --,porm1 ,julio1 isso p>ece-me uma coisa impossivel1 porque s\ muito pecadora444 --,sim8 ,pois precisam5te por isso pde apropri> a si z palavras de ,jesus1 que diz3 ,no vim a *am> os ju/os1 mas sim os pecadores4 ,pode por isso consid]> que ,deus p]doa gratuitam5te1 mas1 se a9da lhe re/a alguma duvida1 at5da que o proprio ,jesus que vae fal>3 ,o ,filho d ,homem veiu busc> e salv> o que havia p]ecido2 e todo aquele que vem a mim1 no o lanarei fra4 --,ah6 ,julio1 que doce consolao p>a a m9ha alma6 ,porm p>ece-me impossivel que ,deus me ame dessa maneira4 --,oua o que diz a ,sua ,palavra3 ,de tal maneira ,deus am\ ao mundo1 que lhe deu ,seu ,filho unig5ito1 p>a que todo o que nele cr no p]ea mas t5ha a vida et]na4 --,oh6 como ,deus bom6 ,porm1 como n5hum dos meus confessores me disse nada dessas coisas1 s5o que1 ao contr>io1 o ,p4 ,francisco1 apez> da fraqueza em que eu e/ava1 me sobrec>reg\ com uma p5it5cia que444 --,os confessores sabem a razo por que calam essas coisas1 e a m59a tambem algum dia o sab]4 ,agora o importante que creia no bom ,jesus1 e que o aceite como seu ,salvador4 ,h\ve outro mom5to de sil5cio2 n+uem se atreveu a int]rompel-o4 ,por fim1 me/re ,joo disse3 --,p>ece incrivel que os padres no nos ens9em coisas to boas como z que ,julio acaba de diz]-nos4 --,meu pae--disse ,antonia1--desejo possuir um livro como o de ,julio4 --,sim1 m9ha filha1 manh mesmo o t]s1 se ,julio me diss] onde se v5dem4 --,e que lhe p>ece tudo i/o8--p]gunt\ a sr4 ,josefa a ,brigida4 --,oh6 p>ece-me que muito bom--respondeu e/a1--porm a mim no ha nada que me arranque s m9has op9ies4 --,s5hores--int]rompeu ,julio1--creio que incomodamos a enf]ma1 e que devemos retir>-nos4 --,no--replic\ vivam5te ,antonia1--a mim no me incomoda2 pelo contr>io1 no sabe o bem que z suas palavras caus>am m9ha alma1 e a paz que s9to2 porm de que modo p$irei p]do ao ,s5hor p>a o obt]8 ,s\ uma pobre pecadora1 que se encontra s portas da morte4 --,vi/o que deseja fal>1 falemos4 ,um homem teve dois filhos1 e disse o mais moo deles a seu pae3 ,d-me a p>te da h]ana que me toca4 ,e passados no muitos dias1 depois de t] recebido a h]ana1 p>tiu p>a uma t]ra muito di/ante1 num paiz e/ranho4 ,um pecado nunca vae s2 sempre arra/a outro comsigo4 ,o jov51 ao v]-se em p]feita lib]dade1 e possuidor de gr&es b5s1 ga/\ tudo o que seu pae havia ganho4 ,porm ga/\-o em coisas santas8 ,em esmolas8 ,no2 dissip\ toda a sua faz5da1 viv5do dissolutam5te4 ,bem depressa o jov5 se viu r$uzido pobreza4 ,que faz]8 ,deus envi\ quele paiz uma gr&e fome1 e o jov51 s e pobre1 teve que s(r] aquela praga at ao ponto de desej> z l&es que comiam os porcos que ele gu>dava4 ,ne/e e/ado1 entr&o em si1 veiu-lhe imag9ao a sua casa e o seu pae4 ,quantos jornaleiros--disse ele--ha em casa de meu pae que teem po em abundancia1 e eu aqui p]eo fome6 ,de/a reflexo nasceu outra em sua alma4 ,quanto t5ho pecado6 ,que faz]8 ,levant>-me-hei1 e irei busc> a meu pae1 e dir-lhe-hei3 ,pae1 pequei contra o cu e deante de ti3 j no s\ digno de que me *ames teu filho2 faze de mim como dum dos teus jornaleiros4 ,conc$eu-lhe o pae o que ele p$iu8 ,no1 mil vezes no4 ,o pae v vir l ao longe um homem1 esf>rapado1 cob]to de p4 ,alguns hom5s d povo passam junto dele1 olham-no de alto a baixo1 porm no o conhecem4 ,ah6 os olhos dum pae vem a uma gr&e di/ancia4 ,o ancio reconhece naquele1 que p>ecia um m5digo1 seu filho1 e corre ao seu encontro1 abraa-o1 e1 qu&o lhe ouve a confisso que ele faz1 reconhece o seu arrep5dim5to1 e no diz6 ,trazei-lhe uma enxada ou uma p1 mas sim3 ,tirae depressa o seu primeiro ve/ido e ve/i-lho1 metei-lhe um anel no d$o e uns sapatos nos seus ps2 trazei tambem um vitelo bem gordo1 e matae-o p>a com]mos e p>a nos regal>mos4 --,agora1 meus amigos--cont9u\ ,julio--apliquemos e/a p>abola a ns mesmos4 ,todos temos pecado4 ,cada um de ns um filho prodigo1 nosso pae ,deus1 e p]do>-nos-ha ,ele8 ,sim1 c]tam5te1 porque se o e/ip5dio d pecado a morte1 a graa de ,deus a vida p]duravel em ,cri/o ,jesus 7,rom4 #f3 #bc74 ,de/e modo se explicam z palavras de ,jesus3 ,assim vos digo que hav] maior jubilo no cu sobre um pecador que se arrep5d] d que sobre nov5ta e nove ju/os que no ho mi/] de arrep5dim5to 7,luc4 #ae3 #g74 ,no cr1 qu]ida ,antonia1 que ,deus qu] e pode p]do>-lhe de/a maneira8 --,oh6 dificil explic> o que s9to2 sm5te posso diz] que creio de todo o corao que ,jesus meu ,salvador e que e/\ salva4 --,que o ,s5hor ab5oe a sua f4 ,todos se levant>am p>a se desp$irem2 ,julio e sua familia dirigiram-se p>a casa4 ,joo e z mulh]es fic>am fal&o1 com l\vor1 de ,julio4 ,brigida sm5te repetia3 --,no1 no1 a mim no ha nada que me arranque das m9has op9ies4 ,p>ece v]dade1 p>ece444 ,p\co tempo depois toda a g5te1 m5os a tia de ,antonia1 que ficava aquela noite a cuid> dela1 se retir\ p>a descanar4 ,,capitulo ,,viii ,a calunia ,pass>am qu9ze ou v9te dias desde que ,julio anunci\ o ,evangelho em casa de me/re ,joo4 ,antonia1 obt5do s5siveis melhoras1 havia entrado em convalesc5a1 e1 se bem que a9da fraca1 co/umava vir p>a o pateo1 onde passava algum tempo acompanhada por ,dres1 ambas s5tadas1 l5do ou conv]s&o4 --,numa dessas t>des1 depois de t]em lido e m$itado sobre uma passagem d ,evangelho1 ,dres disse sua amiga3 --,antonia1 manh o dia em que devo ir busc> os br9cos4 --manh6444 ,eis aqui a primeira p>te de ,santo ,antonio6444 ,no sei como o direi a meu pae4 --,ouve1 ,antonia2 ,julio no t]ia inconv5i5te algum em d>-nos os #fjj reales que cu/a o conc]to2 graz a ,deus1 hoje temos essa quantia2 porm alguem pod] rep>> em que tratamos de engan> teus paes4 --,sim1 ,dres1 sim2 o melhor que ns mesmas digamos tudo a meu pae4 --,e porque no dizl-o a tua me8 ,no julgas que s]ia melhor8 --,no1 ,dres2 infelizm5te1 m9ha pobre me1 imbuida pelos conselhos de algumas pessoas1 e/ muito res]vada p>a comigo2 o outro dia vi-a ajoelh>-se deante de ,santo ,antonio1 e ouvi-lhe p$ir a m9ha morte1 *or&o copiosam5te4 --,a tua morte6 --,sim4 ,m9ha me julga que eu e/\ cond5ada1 e1 segundo pude compre5d]1 essa cr5a dimana daquilo que algum padre lhe tem dito1 pois que ela dizia ao ,santo entre outras coisas3 ,santo ,antonio1 peo-te que faz entr> no bom cam9ho a m9ha filha2 prometo que m&>ei diz] uma missa todos os primeiros sabados de cada mez1 e i/o emquanto eu viva1 se fiz]es com que m9ha filha volte ao seio da ,egreja ,catolica ,romana4 ,porm se i/o no pode s]1 d-lhe um mom5to de arrep5dim5to1 e depois m&a sobre ela um raio da tua div9a graa e leva-a p>a ti4 ,z duas amigas gu>d>am sil5cio1 pr(undam5te impressionadas ao consid]>em a orao dirigida por ,brigida ao ,santo4 ,depois de alguns mom5tos1 ,antonia disse3 --,agora *ama meu pae1 p>a lhe fal>mos dos br9cos4 ,dres ia *am> ,joo1 qu&o e/e ap>eceu no limi> da porta4 ,o c>p9teiro t9ha mudado completam5te4 ,desde que sua filha se poz boa1 recobr\ o seu g5io alegre2 e1 relativam5te s suas idz1 devemos diz] que tambem haviam exp]im5tado alguma mudana1 como j tivemos ocasio de v]4 --,passava--disse ele1 sorr9do-se--da sala p>a a (ic9a1 vi-z junt9has e disse3 ,vamos v] de que se ocupam z duas amigas4 ,antonia fez s9al sua amiga p>a que pr9cipias-se a conv]sa1 ,dres compre5deu-a1 e disse ao sr4 ,joo1 r9do-se3--,realm5te qu] sab] d que e/avamos fal&o8 --,sim1 s5hora4 --,mas se lhe cu/> c>a a sua curiosidade8 --,ah6 ento vocs vo pr a preo o seu segr$o8 --,sim1 s5hor4 ,no o v5demos por m5os de seis libras4 --,nesse caso1 eu vol-z d>ei sem regate>4 --,e ns--disse ,antonia--confiamos na sua palavra4 ,dres1 deix&o o seu ar alegre e tom&o outro mais s]io1 disse3 --,sr4 ,joo1 deve e/> muito agradecido a ,deus1 que lhe re/ituiu a sua filha4 ,tambem deve e/> cr5te de que1 t]m9&o a do5a de ,antonia1 t]m9>am z consequ5cias da vesp]a e d dia de ,santo ,antonio2 porm realm5te no t]m9>am4 --,mas a que vem esse discurso--p]gunt\ o sr4 ,joo1 acresc5t&o3--,de vag>1 de vag>9ho4 --,ento j que assim o qu]1 l vae4 ,na vesp]a de ,santo ,antonio1 na ocasio da dana1 cairam ao *o alguns p>es4 ,antonia tambem caiu1 como sabe1 e na qu$a p]deu um br9co de diamante1 cuja compo/ura valia precisam5te z seis libras que valia o nosso segr$o4 ,dres em seguida cal\-se4 ,me/re ,joo fic\ p5sativo1 e depois p]gunt\3 --,onde e/ o br9co8 --,em casa d ourives--respondeu ,dres4 --,porm tua me sabe-o8 --,no1 meu pae2 eu dei a gu>d> o br9co a ,dres p>a que o entregasse a vocemec1 se eu morresse1 e1 se me re/abelecesse1 p5sava m&al-o conc]t>1 sem diz]-lhe nada1 e por meio d meu trabalho arranj> a quantia precisa p>a a compo/ura1 porm ,dres aconselh\-me a que dissesse i/o mesmo a meu pae4 --,bom conselho2 v\ d>-te o d9heiro1 e eu direi a tua me o que se me (]ec] sobre o caso2 ou ela pega no santo e o pe onde eu o no veja1 ou queimo-o p>a aquec] a cola4 ,no qu]o c em m9ha casa mais santos de tal natureza4 ,tua me que v com o santo e quantos desgo/os nos tem causado4 ,nada1 nada1 p>a fra de m9ha casa idolos de madeira4 ,no qu]o que haja aqui outra coisa s5o a ,biblia2 isso me ba/a4 ,o c>p9teiro e sua filha met]am-se em casa1 e p\cos mom5tos depois ap>eceu ,antonia ao limi> da porta p>a d> o d9heiro a ,dres4 ,z duas amigas sep>>am-se sem rep>> numa pessoa que z escutava1 e que exclam\ qu&o elas desap>ec]am3 --,que descob]ta6 ,corro a v] se encontro o ,p4 ,francisco p>a diz]-lhe o que vi e ouvi4 ,suas palavras eram muito mi/]iosas4 ,no1 no z esqueo1 e logo444 lhe deu muito d9heiro1 muito1 muito4 ,aquela que assim falava subiu z escadas com a agilidade que lhe p]mitiam os seus muitos anos4 ,como havemos de encontr> e/a p]sonagem1 vamos descrevel-a a l>gos traos4 ,era a comadre ,claud9a1 uma mulh] que &ava pelos seus set5ta anos de edade4 ,o nome com que vulg>m5te era conhecida no bairro era o da tia dos enr$os1 e realm5te que assim era4 ,o seu praz] era fal> duns e outros1 e no p\cas diss5es t9ha causado em muitas casas4 ,su/5tava-se e/a mulh] de esmolas que lhe davam4 ,no implorava a c>idade publica1 porm sabia p]feitam5te lev> a vida p>a arranj> donativos da ,soci$ade de ,s4 ,vic5te e outras2 alm disso1 nunca faltava s fe/as de egreja1 e ali se colocava junto da pia da agua b5ta1 que (]ecia s s5horas da fidalguia1 receb5do em troca1 como esmolas1 algumas mo$as4 ,alm disso1 fazia quantos recados lhe m&avam1 lev&o sempre o ros>io na mo4 ,et]na bisbilhoteira1 nada se sabia da sua vida1 s5o o que ela dizia3 que era de muito boa familia1 e que nunca quiz cas>-se1 apez> de se lhe (]ec]em vantajosas ocasies4 ,de/e s] to repugnante s]viu-se o ,p4 ,francisco p>a se pr ao facto da vida intima das duas familias1 a de me/re ,julio e a de me/re ,joo4 ,a velha ouviu a conv]sa1 e1 sem sab] d que se tratava1 correu a casa d ,p4 ,francisco p>a diz]-lhe o que muito bem lhe p>eceu1 porm m5t9do1 e por tal modo que bem se pode diz] que a ela e/ava res]vada a cond5ao descrita no ,apocalipse1 cap4 #ba3 #h3 e444 a todos os m5tirosos1 a sua p>te s] no lago ard5te de fogo e enx(re1 que a segunda morte4 ,assim que *eg\ a casa d ,p4 ,francisco1 disse-lhe3 --,s5hor1 descobri uma coisa espantosa4 ,e/a t>de1 qu&o v9ha da egreja1 de assi/ir fe/ividade das ,qu>5ta horas1 vi porta a filha d c>p9teiro com a mulh] d vidraceiro4 ,e/avam to absortas na conv]sa que no rep>>am em mim4 ,eu aproximei-me1 quanto pude1 delas1 e ouvi que ,antonia dizia sua amiga3 ,ahi t5s o d9heiro1 e arranja tudo isso depressa4 ,t5ho d de meus paes6 ,oh6 se m9ha me s\besse6444 ,e pass\-lhe p>a a mo uma c]ta soma de d9heiro4 ,o sac]dote fic\ p5sativo por alguns in/antes1 diz5do por fim3 --,e quanto d9heiro julga que ,antonia deu a ,dres8 --,pelos modos v9te libras--respondeu a velha4 --,tanto6 --,sim1 s5hor1 deu-lhe at oiro1 que eu bem vi4 ,o padre desp$iu a velha1 recom5d&o-lhe o maior segr$o1 e d&o-lhe uma peseta4 ,claud9a esp]ava maior recomp5sa d que e/a1 pelo que1 qu&o *eg\ porta da rua1 comeou a murmur> d padre1 e fez comsigo o firme proposito de cont> tudo ao me/re c>p9teiro4 ,logo que a velha saiu1 o ,p4 ,francisco m&\ *am> ,brigida1 e d5tro de p\cos mom5tos e/ava e/a s5tada ao lado d sac]dote1 que lhe dizia3 --,acab>am de diz]-me que viram sua filha d> d9heiro mulh] d vidraceiro1 uma soma bem boa4 --,m9ha filha6 ,ah6 s5hor6 isso uma calunia4 --,muito folg>ei que assim seja4 --,sim1 s5hor1 assim 1 pois que m9ha filha no uma ladra4 --,eu no disse tanto4 ,porm donde tir\ ,antonia o d9heiro que deu a ,dres8 --,tel-o-hia dado m9ha filha a mulh] de ,julio p>a que o gu>dasse4 ,e/a razo de ,brigida p>eceu tran/orn> o padre4 ,aquilo podia s] v]dade4 ,comtudo1 disse mulh] d c>p9teiro3 --,creio que no me engan>am qu&o me diss]am i/o2 porm1 pelo sim pelo no1 s] bom que vocemec conte o d9heiro que tem em casa1 p>a v] se lhe falta algum4 ,eu--acresc5t\--no digo que sua filha de proposito e caso p5sado a r\basse1 mas podia d>-se o caso de que o fizesse aconselhada pela mulh] de ,julio1 que um ag5te dos prote/antes4 ,brigida desp$iu-se d sac]dote1 e saiu em direco de casa4 ,qu&o l *eg\1 seu m>ido t9ha saido e sua filha e/ava em casa de ,dres4 ,sobressaltada com o que o ,p4 ,francisco lhe havia dito1 dirigiu-se comoda1 abriu uma das gavetas e tir\ uma saqu9ha em que m>ido e mulh] gu>davam o fruto das suas economias4 ,despej\ depois todo o d9heiro sobre a comoda e comeou a contal-o4 ,qu&o acab\1 uma palidez mortal cobria o seu ro/o4 --,t]-me-hia enganado6--disse ela comsigo2 e torn\ a cont>4 ,por fim1 depois de cont> duas1 tres e quatro vezes o d9heiro1 gu>d\-o na mesma saqu9ha1 pl-o no mesmo sitio1 e deix&o-se cair1 quasi desfalecida1 numa cadeira1 exclam\3 --,p>ece-me um sonho6444 ,seisc5tos reales6 ,no2 ,antonia no foi444 ela to boa1 to444 porm ,d4 ,francisco sabe mais d que eu444 sim1 sim1 engan>am-na4 ,ah6 tratantes6 ,logo que v5ha ,joo1 d>-se-ha p>te autoridade1 e cadeia com eles444 ,ah6--exclam\ meio sobressaltada--e z joias que ela trazia na noite de ,santo ,antonio8444 ,onde z t]8 ,sim1 j sei que ela me disse que z t9ha na gavet9ha d t\cador4 ,a pobre mulh]1 meio l\ca1 entr\ na alcova de sua filha1 abriu a gavet9ha d t\cador1 e procur\ com a maior anci$ade4 ,encontr\ o col>1 porm faltavam os br9cos4 --,mais e/a a9da--exclam\4--,oh6 ,santo ,antonio bemdito6 ,virgem d ,amp>o6 ,que faz] agora8444 ,v\ j a casa d sr4 padre ,francisco p$ir-lhe o seu conselho4 ,brigida saiu1 sem diz] nada em casa1 em direco da morada d padre ,francisco4 ,emquanto ,brigida subia z escadas da casa d padre ,francisco1 *egava ,antonia sua1 com os br9cos que j ,dres havia trazido d ourives4 ,seu pae j v9ha p]to de casa4 ,*egava porta no mesmo mom5to em que a comadre ,claud9a sahia da sua4 --,gu>de-o ,deus1 s5hor ,joo--disse a velha4 --,que ,ele a acompanhe--respondeu o c>p9teiro1 dirig9do-se p>a d5tro de casa4 --,s5hor ,joo--grit\ a velha1--oua uma coisa4 --,que que tem p>a me diz]8 --,nada1 s5o que s9to muito a desgraa que acaba de o f]ir4 --,a mim8 --,sim1 s5hor444 porm444 j sei1 vocemec1 como to bom1 no qu]] faz]-lhe mal algum444 ,de re/o1 eles bem o m]eciam4 --,s5hora ,claud9a--exclam\ o c>p9teiro com impaci5cia1--peo-lhe o favor de fal> cl>o1 que t5ho pressa4 --,porm no sabe o que suc$eu em sua casa8 --,no1 s5hora2 como v1 *ego agora de fra e444 --,pois j t5ho p5a de t] pr9cipiado2 mas emfim444 ,ouvi diz] na vis9hana que ,dres aconselh\ sua filha a que lhe dsse d9heiro1 e e/a t>de viram ,antonia d> d9heiro a ,dres4 ,eu1 no seu caso1 metia na cadeia ,julio1 sua me e sua mulh]4 ,o c>p9teiro enc>\ com desprezo a velha1 e dirigiu-se a casa1 deix&o-a porta4 ,entr&o1 deu z boas t>des aos seus (iciaes1 e subiu logo sala1 onde a*\ sua filha l5do4 --,boas noites1 filha--disse ele4 --,boas noites1 meu pae--respondeu ,antonia4--,aqui e/o os br9cos1 que ,dres j me tr\xe4 --,a proposito--int]rompeu-a seu pae1 peg&o nos br9cos1--sabes que te viram d> o d9heiro a ,dres1 e diz-se pela vis9hana1 sem duvida com m int5o1 que ,dres te aconselh\ a que lhe ds d9heiro4 --,santo ,deus6--exclam\ ,antonia2--pode s] isso v]dade8 --,sim1 agora mesmo acaba de mo diz] a velha ,claud9a4 --,o pae j sabe quem essa mulh]4 --,sim1 j o sei2 porm1 qu] seja ou no v]dade o que ela diz1 bom e/> prev5ido4 ,e tua me8 --,no sei2 qu&o *eguei a casa1 no e/ava c4 --,p>ece-me que em todo e/e negocio &a a mo d padre ,francisco4 ,tua me no e/ em casa1 porm a r\pa com que co/uma sair e/ ali p5durada4 --,talvez que e/eja aqui p]to fal&o com alguma vis9ha4 --,ou ento em casa d padre ,francisco444 ,esp]a1 v\ subir l acima ao ultimo &>1 onde mora o padre ,francisco1 p>a v] se tua me l e/444 ,oh6 se ela l e/iv]444 --,meu pae1 peo-lhe que no se deixe lev> d seu g5io2 t5ha mo em si4 --,descana1 que no f>ei mais d que diz] a tua me que desa c p>a baixo4 ,antonia fic\ or&o em sil5cio p>a que ,deus tivesse compaixo de sua me1 emquanto o c>p9teiro subia z escadas que conduziam ao ultimo &>1 que era a morada d padre ,francisco1 p>a v] se sua mulh] e/ava l ou no4 ,efectivam5te1 e/ava ali *or&o a pobre ,brigida1 e escut&o os conselhos d padre ,francisco4 ,assim que e/e viu o m>ido de ,brigida1 levant\-se p>a o receb]1 e1 apez> da resi/5cia que ele opoz1 obrig\-o a entr>4 ,o padre1 qu&o ele entr\1 fe*\ a porta por d5tro1 e1 qu&o me/re ,joo se s5t\1 disse-lhe3 --,deus c]tam5te que lhe inspir\ a ida de vir aqui4 ,provavelm5te ignora o que suc$eu em sua casa4 ,o c>p9teiro num in/ante =m\ o seu plano1 e disse num tom f+ido3 --,vim aqui em procura de m9ha mulh]2 e e/ranho que ela e/eja aqui1 qu&o o seu log> era em sua casa4 ,brigida no se atrevia a olh> p>a o m>ido2 o sac]dote disse3 --,sua esposa veiu aqui procur>1 no seio da v]dadeira religio1 rem$io p>a os seus males4 --,e porque1 se tem algum pez>1 mo no comunica a mim primeiro8 ,com que direito vem confi> os seus desgo/os a um homem que no o seu m>ido8 --,p>ece-me1 sr4 ,joo1 que duvida de sua esposa e de mim4 --,de m9ha esposa no duvido1 porm de si duvido4 --,talvez pref]isse antes que sua mulh] fosse aconselh>-se com o vidraceiro1 no v]dade8 --,c]tam5te2 ele um homem casado1 e como pae de familia conhece o que so os pez>es que muitas vezes nos torturam4 --,bom hipocrita o tal ,julios9ho6 ,=te m>oto4 ,joo no pde cont]-se por mais tempo1 e1 ergu5do-se1 ba/ante excitado1 disse3 --,p4 ,francisco1 se no e/ivesse em sua casa1 tel-o-hia ens9ado a t] cuidado com a l+ua4 ,diga-me1 o s5hor que se *ama m9i/ro de ,jesus ,cri/o3 ,em que pag9a d ,evangelho apr5deu a insult> assim uma pessoa que no e/ pres5te8 ,onde e/o essa c>idade e amor que devem reve/ir um m9i/ro d ,s5hor8 ,p4 ,francisco1 muito p\co sei a9da d ,evangelho1 porm digo-lhe que o s5hor s] um m9i/ro d papa ou d arcebispo1 mas no um m9i/ro de ,jesus4 --,repito o que ha p\co disse4 ,s(r]ei com paci5cia tudo o que diss]4 ,com que ento1 porque no s\ casado1 no sirvo p>a d> conselhos a uma mulh] casada8 ,ento no pode hav] religio1 porque n5hum m9i/ro casado nem nunca o foi4 --,p]do444 ,o s5hor sabe p]feitam5te que na primitiva egreja os sac]dotes eram casados1 e a noite passada ouvi l] uns v]siculos da ,biblia a ,julio1 os quaes dizem que os bispos e diaconos devem s] todos casados4 ,o c>p9teiro volt\-se p>a sua mulh] e disse-lhe3 --,v1 vamos daqui p>a fra4 --,esp]e um p\co1 me/re2 oua l uma hi/oria4 ,ha em ,madrid uns aldeos que teem uma filha4 ,e/a filha cae do5te1 muito do5te4 ,uns vis9hos1 muito amigos d pae1 entram-lhe em casa e aproveitam-se da confiana que depositam neles p>a abrir z gavetas e r\b> o que encontram4 ,suc$e1 porm1 que a pobre enf]ma444 passemos por alto alguns porm5ores444 a enf]ma tem na gaveta d seu t\cador umas joias que lhe so r\badas por uma sua amiga2 e1 como se i/o no fosse ba/ante1 ap5as se re/abelece1 a sua amigu9ha a s$uz p>a que r\be seus paes1 e hoje os vis9hos da casa em que vivem viram a jov51 a9da mal convalesc5te1 entreg> sua amiga uma boa soma4 ,conhece z p]sonag5s de/a hi/oria8 --,sim1 s5hor4 --,cont9u> a crr na s9c]idade religiosa de ,julio e sua familia8 --,mais d que nunca--exclam\ com exaltao o c>p9teiro4 ,brigida e o ,p4 ,francisco entreolh>am-se1 possuidos de gr&e surpreza4 --,mais d que nunca--prosseguiu me/re ,joo1--porque conheo o infame caluniador que sm5te trata de p]d] um honrado pae de familia4 --,s5hor ,joo6444 --,s5hor ,p4 ,francisco1 prud5cia1 e escute-me como eu o t5ho escutado4 ,na vesp]a da fe/a que tantas desgraz ac>ret\ a m9ha familia1 m9ha esposa adorn\ m9ha filha com z joias que eu lhe dei no dia d nosso casam5to4 ,qu&o m9ha filha danava p]deu uns diamantes dos seus br9cos1 e1 presc9d9do eu tambem dalguns porm5ores1 direi que m9ha pobre filha entreg\ esses br9cos a ,dres p>a que os m&asse conc]t> se ela se re/abelecesse1 e p>a que mos entregasse1 se morresse4 ,m9ha filha julgava que ,dres adeantava o d9heiro1 pag&o-lhe ela a p\co e p\co4 ,dres1 porm1 por s] sua amiga1 aconselh\-a a que me contasse tudo4 ,assim o fiz]am1 e e/a mesma t>de lhes entreguei o d9heiro que cu/\ a compo/ura4 ,veja como to cruelm5te caluni>am uma familia honrada1 to sm5te porque o s5hor ou outra qualqu] pessoa viu m9ha filha d> o d9heiro sua amiga4 ,sabe agora qual o seu dev]8 ,qu] cumprir com o dev] que o seu m9i/]io lhe impe8 --,eu o que creio que vocemec e/ cont&o uma hi/oria p>a salv> o vidraceiro4 ,apo/o que no ap>ecem os br9cos4 ,me/re ,joo1 j meio fra de si1 levant\-se de novo1 e1 tir&o d bolso um pequ5o embrulho1 disse3 --,e *ama-se m9i/ro d ,s5hor6 ,no1 e mil vezes no4 ,no o 4 ,abriu o embrulho1 tir\ de d5tro uma caix9ha1 abriu-a1 e mo/r\ os br9cos1 cujas p$ras1 sob a aco da luz d c&ieiro1 brilh>am int5sam5te1 f]9do a vi/a dos circun/antes4 ,ento o c>p9teiro1 volt&o-se p>a sua mulh]1 disse-lhe3 --,so e/es os teus br9cos8 --,so--respondeu ,brigida1 depois de os t] exam9ado4 --,ento1 ,p4 ,francisco1 sabe agora qual o seu dev]8 --,qual8 --,como cri/o1 como sac]dote1 deve desc] e p$ir p]do a ,julio1 a ,dres e a m9ha filha1 que to cruelm5te caluni\4 --,p$ir p]do6 ,vocemec e/ l\co6 ,quem so eles p>a me p]do>em8 --,no qu] p$ir p]do s pessoas (5didas8 --,no4 --,pois manh t] de s] *amado pres5a d juiz4 ,joo gu>d\ z joias1 e1 volt&o-se p>a sua mulh]1 disse-lhe3 --,j vs que classe de g5te e/a4 ,eles exigem aos outros o que eles no qu]em faz]4 ,esp]o que t]s em5da4 ,dito i/o1 saiu atraz de sua mulh]4 ,p4 ,francisco fic\ sem sab] o que diz]4 ,,capitulo ,,ix ,novos acontecim5tos ,logo que *eg>am a casa1 ,joo1 dirig9do-se a sua filha1 disse-lhe4 --,vs como no me enganei8 ,vs como a mo d padre &ava metida ne/e negocio8 --,o que se pass\8--p]gunt\ ,antonia a seu pae1 deix&o o livro que e/ava l5do4 ,o c>p9teiro cont\ a sua filha tudo o que t9ha suc$ido1 e ao t]m9> disse3 --,se tua me no tom> em5da com i/o1 digo-te que no tem juizo4 ,com relao ao padre1 vamos *amal-o pres5a da autoridade4 --,meu pae--disse ,antonia1--gr&e o pod] de ,deus1 e1 como ,ele disse1 a m5tira no pode p]manec]4 ,a respeito de faz] mal ao padre ,francisco1 creio que ,julio no p]mitir isso1 pois ,jesus p]do\ na cruz e or\ mesmo pelos ,seus proprios algozes1 e ,ele mesmo disse3 ,ab5oae aqueles que vos amaldioam2 e orae por aqueles que vos caluniam4 ,dito i/o1 saiu me/re ,joo4 ,brigida p]maneceu calada1 e ,antonia deu razo ao que seu pae acabra de diz]1 exprim9do-se assim3 --,sim1 m9ha me no seja ins5sata1 procur&o a salvao por um outro cam9ho1 que c]tam5te a conduzir p]dio4 ,como pde escut>1 sem se exalt>1 a voz que lhe disse3 ,sua filha uma ladra8 --,ai6 m9ha filha6 ,eu nunca cri nisso1 porm j vs que me faltava o d9heiro1 faltavam-me os br9cos1 e j podes calcul> que desconfiava de que alguem nos tivesse r\bado4 ,porm tu me p]do>s1 no v]dade8 --,como6--exclam\ ,antonia--eu p]do>-lhe6 ,demos graz a ,deus e peamos-,lhe que1 d que acaba de suc$]1 resulte um gr&e b5eficio p>a a sua alma4 ,entremos agora em casa de ,julio4 ,deve t] ali suc$ido alguma coisa de extraord9>io1 e1 p>a nos inteir>mos d que se e/ pass&o1 escutemos o que me/re ,joo diz ao seu vis9ho3 --,mas o que ha8--p]guntava ,joo ao seu vis9ho4 --,que m9ha me tem uma pneumonia4 --,porm que diz o m$ico8 --,diz que por emquanto no pode emitir op9io segura3 porm disse-me que e/ivesse prep>ado p>a tudo4 --,no faa caso2 os m$icos dizem sempre isso4 --,cumpra-se a vontade de ,deus4 ,depois dalguns mom5tos de sil5cio1 o c>p9teiro disse3 --,no sabe o que suc$eu8 --,o que foi8 ,joo cont\ a ,julio tudo o que havia suc$ido1 e tudo o que dele se havia dito4 ,qu&o ,julio ouviu que o vis9ho tratava de lev> o assunto aos tribunaes1 respondeu3 --,de modo n5hum1 sr4 ,joo4 ,jesus1 meu ,me/re1 jmais fez tal coisa2 ao contr>io1 em vez disso1 m&a que eu pea por aqueles que me caluniam e dizem mal de mim4 ,o ,p4 ,francisco pod] lanar mo de tudo p>a faz]-me mal1 mas se ,deus e/ comigo quem s] contra mim8 --,foi isso mesmo o que disse ,antonia2 porm isso no p>a o meu c>act]2 pela m9ha p>te1 o meu desejo e a m9ha vontade eram ca/ig> o ,p4 ,francisco4 --,diga-me1 sr4 ,joo3 sabe o ,padre ,nosso8 --,sim1 s5hor4 --,e co/uma rezal-o8 --,pelo m5os todos os dom+os na egreja4 --,pois no proximo dom+o no o reze2 pois que1 qu&o *eg> quelas palavras1 ,p]da-nos z nossas dividas1 assim como ns p]doamos aos nossos dev$ores1 p$ir a ,deus1 a quem vocemec dev$or1 que lhe p]doe como e/ dispo/o a faz] ao ,p4 ,francisco4 ,jesus disse3 ,mas1 se no p]do>des aos hom5s z suas (5sas1 to p\co o vosso ,pae vos p]do> z vossas4 --,o vis9ho tem sempre maneira de me conv5c]4 --,no1 meu amigo1 a palavra de ,deus que o conv5ce4 --,agora v\ p$ir-lhe um favor1 e que me p]mita que eu ponha sua disposio tudo o que h\v] em m9ha casa e de que sua me precise4 --,muito obrigado1 em breve ns o incomod>emos4 ,todavia a9da no *eg\ a ocasio de incomod> n+uem1 a no s] o m9i/ro da nossa egreja1 a quem j m&mos *am>4 --,como6 ,to p]igosa e/ sua me6 --,no1 s5hor2 porm no devo agu>d> que ela e/eja nos p>oxismos da morte p>a que lhe falem de ,jesus1 seu ,salvador4 ,joo saiu1 e ,julio fe*\ a loja4 ,assim que o c>p9teiro cont\ em sua casa o que se e/ava pass&o em casa d vis9ho1 ,antonia1 que se ia deit>1 mo/r\ desejos de ir a casa de ,dres1 e1 como no h\vesse n+uem que podesse dissuadil-a de tal1 pois que a9da no era de todo bom o seu e/ado de saude1 ela e seus paes1 depois de fe*ada a loja1 =am visit> ,josefa4 ,qu&o iam a entr>1 *egava tambem um sujeito que batia porta4 ,julio foi abrir1 e1 ao v] esse sujeito1 tir\ o bonet1 que co/umava traz] em casa1 e saud\-o respeitosam5te1 diz5do-lhe3 --,boas noites1 sr4 m9i/ro4--,e em seguida aos seus vis9hos3--,boas noites1 s5hores4 ,entr>am todos1 e *egados sala1 depois de trocados os primeiros cumprim5tos1 o m9i/ro1 dirig9do-se a ,julio1 disse-lhe3 --,ento que ha1 amigo ,julio8 --,m9ha me tem uma pneumonia1 e desde que caiu do5te no cessa de *am> pelo s5hor4 --,e posso vl-a8 --,sim1 s5hor2 t5ha a bondade de entr> na alcova4 ,entr>am todos4 ,o m9i/ro1 *eg&o-se junto d leito e incl9&o-se um p\co p>a a do5te1 disse em voz baixa3 --,a graa de ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o seja comsigo1 irm4 --,ah6 o sr4 m9i/ro8--exclam\ a enf]ma1 procur&o ergu] a cabea4 --,sim1 s\ eu1 porm e/eja quiet9ha4 ,como e/8 --,muito mal e muito bem4 --,vejamos2 queira explic>-se4 --,s5hor m9i/ro2 s9to-me bem1 porque creio que muito em breve irei v] o meu ,jesus1 e s9to-me mal1 porque s(ro muitissimo no corpo4 ,seguiram-se alguns mom5tos de sil5cio1 f9dos os quaes disse o m9i/ro3 --,diga-me1 qu]ida irm1 se o ,s5hor a *amasse ,sua pres5a ne/e mom5to1 e/>ia prep>ada p>a se apres5t> diante d',ele8 --,oh6 sim1 s5hor4 ,eu s\ uma gr&e pecadora1 porm sei que o sangue de ,jesus purifica de todo o pecado4 ,uma coisa me aflige1 sr4 m9i/ro1 e o sab] que t5ho sido +rata desprez&o o amor e a graa de ,deus4 --,s5hora1 o p]do de ,deus no tem limites1 e ,jesus morreu no ,calv>io1 d&o a ,sua vida pelos proprios +ratos4 ,agora o que preciso que confie no que ,ele disse3 ,no temas2 cr sm5te1 e s]s salva4 --,assim o fao1 s5hor4 --,pois ento e/eja c]ta de que aquilo que agora s(re no mais d que a prep>ao p>a uma coisa melhor4 --,assim o creio2 morr] viv]1 porque pass> p>a uma outra vida em que no hav] mais morte4 --,se d seu agrado1 v\ l]-lhe alguns v]siculos da ,palavra de ,deus4 --,sim1 sim4 ,o m9i/ro tir\ d bolso uma ,biblia1 e1 folhe&o-a1 disse4 --,leiamos o cap4 #aa d ,evangelho segundo ,s4 ,joo1 desde o v]siculo #a at ao #de4 ,todos e/avam susp5sos dos labios d bom s]vo de ,deus4 ,z c9co pessoas que e/avam pres5tes p>eciam nem sequ] respir>4 ,a enf]ma1 essa p>ecia no s5tir z dores que a torturavam2 seguia at o movim5to dos labios d m9i/ro4 ,era evid5te que o ,espirito ,santo e/ava naquela alma4 ,o m9i/ro1 qu&o acab\ de l]1 disse3 --,meus amigos1 e m9ha irm enf]ma1 p\co posso acresc5t> quilo que acabei de l]2 sm5te desejo que fixem a sua at5o1 e especialm5te a qu]ida irm ,josefa1 nos v]siculos #d e #be2 em que ,jesus diz3 ,e/a enf]midade no p>a morte1 mas p>a gloria de ,deus1 p>a que o ,filho de ,deus seja glorificado por ela4 ,disse-lhe ,jesus3 ,eu s\ a ressurreio e a vida2 aquele que cr em ,mim1 a9da que e/eja morto1 viv]4 ,a e/as palavras1 o ,s5hor ressuscit\ a ,laz>o1 precisam5te porque ,jesus a ressurreio e a vida4 ,ns e/avamos mortos em nossos delitos e pecados1 porm veiu ,jesus1 que a vida1 e cada um que cr n',ele um ,laz>o levantado d sepulcro4 ,por essa mesma razo ,s4 ,paulo exclama3 ,onde e/1 morte1 o teu aguilho8444 ,graz sejam dadas a ,deus1 que nos deu a vitoria por ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o4 --,ah6--exclam\ a s5hora ,josefa--quanto bem d]ram\ o s5hor1 com essas palavras1 na m9ha alma6 --,ento demos graz a ,deus4 ,todos tom>am uma atitude rev]5te1 e1 ao cabo dalguns segundos1 ouviu-se a voz d m9i/ro1 que dizia3 ,oh6 ,s5hor1 nosso ,deus6 ,tu ds a saude1 e ,tu ds a enf]midade4 ,tu ds a morte1 porm tambem depois da morte uma vida que nunca acab>4 ,s5hor1 acabamos de escut> z palavras consoladoras de ,teu ,filho ,jesus2 conc$e1 ,s5hor1 que elas dem consolao tua s]va que e/ do5te4 ,s>a-a1 ,s5hor1 ab5a-a1 aum5ta a sua f em ,jesus1 e o amor p>a comtigo1 e1 se fr d ,teu agrado *amal-a a ,ti1 prep>a-a p>a isso4 ,ouve-nos1 ,s5hor1 pelo amor de ,jesus ,cri/o1 ,am54 ,am5--repetiram todos4 ,a enf]ma comeou a delir>1 em virtude da int5sidade da febre4 ,ne/e mom5to1 ,julio1 incl9&o-se p>a sua me1 p]gunt\-lhe3 --,como e/1 m9ha me8 --,d5tro em p\co no hav] p>a mim nem dr1 nem aflio1 nem morte444 ,tudo e/> acabado444 e eu com ,jesus no cu1 e ,jesus comigo444 --,no falem com ela--disse o m9i/ro2--e/ sob o dom9io da febre4 ,fez-se um pr(undo sil5cio1 e depois ouviu-se a enf]ma1 que com voz debil dizia3 --,vejo um log> magnifico444 ali ha um ,cordeiro444 vdel-o8 vdel-o8 o ,cordeiro de ,deus1 que tira os pecados d mundo4 ,a enf]ma1 depois duma breve pausa1 exclam\3 --,t5ho sde4 ,dres embebeu uma pequ5a esponja num liquido que t9ha num copo1 e *eg\-lha aos labios1 *up&o ela com avidez4 ,seguiu-se outra pausa2 o delirio aum5tava1 e torn\ a ouvir-se a voz da enf]ma3 --,a ,jehovah *amei1 e/&o em angu/ia1 e ,ele me respondeu444 ,jehovah1 ouve a m9ha orao e *egue o meu clamor ,tua pres5a444 ,no dia da m9ha angu/ia ,te *am>ei1 porque ,tu me respondes444 ,porque a m9ha alma e/ *eia de males444 e a m9ha exi/5cia444 proxima d sepulcro444 ,agora1 pois444 n5huma cond5ao ha444 p>a os que e/o em ,cri/o ,jesus4 --,feliz delirio--exclam\ ,julio em voz baixa2--ele te faz goz> antecipadam5te da pres5a de ,jesus1 teu bemdito ,salvador6 ,dres e ,antonia *oravam em sil5cio4 --,s5hor6--disse com voz debil a enf]ma1 dirig9do-se ao m9i/ro3--,s9to que morro4 --,bemav5turados--disse o m9i/ro--os que morrem no ,s5hor4 --,eu s\ uma gr&e pecadora4 --,pois precisam5te porque todos somos gr&es pecadores que morremos444 ,o e/ip5dio d pecado a morte444 ,porm o bom ,deus1 que no qu] a morte d pecador1 mas sim que ele se arrep5da e viva1 eis que raiz d pecado promete um p]do1 diz5do3 ,se o ,meu povo se humilh>1 e or> e procur> o ,meu ro/o1 e se conv]t] dos seus maus cam9hos1 ento ,eu o ouvirei desde os cu e p]do>ei os seus pecados4 ,se os vossos pecados frem da cr da esc>lata1 fic>o brancos como a neve2 se frem roxos como o c>mezim1 fic>o como a branca l4 --,eu t5ho sido muito pecadora--disse ,josefa1 pr(undam5te comovida4 --,jesus ,cri/o--cont9u\ o m9i/ro--veiu salv> os pecadores4 ,ele mesmo disse3 ,no vim *am> os ju/os1 mas sim os pecadores4 ,v\ l] o capitulo #e da ,epi/ola de ,s4 ,paulo aos ,romanos4 ,o m9i/ro leu-o1 e tal impresso produziu1 tanto nos circun/antes como na enf]ma1 que era pr(undissimo o sil5cio que re9ava ali4 ,evid5tem5te o ,espirito d ,s5hor e/ava ali4 ,os textos que mais *am>am a at5o de ,josefa =am3 ,ju/ificados1 pois1 pela f1 temos paz com ,deus por meio de ,jesus ,cri/o1 porque1 s5do a9da pecadores1 morreu ,cri/o por ns2 logo muito mais agora1 que somos ju/ificados pelo ,seu sangue1 s]emos salvos por ,ele da ira2 porque1 se1 s5do inimigos1 fomos reconciliados com ,deus pela morte de ,seu ,filho1 muito mais1 e/&o reconciliados1 s]emos salvos por ,sua vida4 --,oh6--exclam\ a enf]ma--confio em ,ti1 bom ,jesus1 confio em ,ti4 ,tu me salvas1 ,tu me r$imi/e p>a ,deus com o ,teu sangue4 --,deseja que oremos8--p]gunt\ o m9i/ro4 --,sim1 sim1 s5hor1 oremos4 ,o m9i/ro levant\-se da cadeira1 no que foi imitado pelas pessoas pres5tes1 fic&o os vis9hos ba/ante surpre5didos1 por s] a primeira vez que pres5ciavam semelhante coisa4 --,oh ,s5hor6--exclam\ o m9i/ro com voz sol5e4--,p]ante um espirito pre/es a ab&on> a mat]ia1 p]ante um corpo que vae descanar1 porm cuja alma vae viv]1 no podemos deix> de l\v> e bemdiz] o ,teu nome4 ,s5hor1 a9da que ,tu no t5has necessidade disso1 ns vamos record>-,te z ,tuas promessas1 pois que nisso encontramos gr&e consolao4 ,tu envia/e ,jesus ,cri/o ao mundo1 p>a que todo aquele que n',ele cr no p]ea mas t5ha a vida et]na4 ,oh bom ,deus1 cumpre e/a promessa na pessoa enf]ma por quem ,te suplicamos4 ,teu ,filho ,jesus disse3 ,eu s\ a ressurreio e a vida2 aquele que cr em ,mim1 a9da que e/eja morto1 viv]4 ,s5hor1 infunde a f de ,jesus ,cri/o na enf]ma por quem ,te rogamos4 ,tu promete/e arremess> p>a z pr(undidades d m> os pecados daqueles que confiam em ,jesus2 que i/o seja assim p>a comnosco1 e em especial p>a com a nossa irm enf]ma4 ,d-lhe f1 p>a que ela t5ha animo p>a o tranze por que e/ pass&o2 saude1 se lhe convem1 e sobretudo uma abundante efuso d ,teu ,santo ,espirito4 ,oh6 ,deus1 pelos m]ecim5tos de ,jesus1 conc$e-nos i/o444 ,am54 --,am5--repetiram todas z pessoas ali pres5tes1 v]dadeiram5te impressionadas4 --,s5hor--exclam\ ,josefa1 em voz fraca1--t5ho a c]teza de que ,jesus e/ cabeceira d meu leito1 com os braos ab]tos1 agu>d&o a m9ha alma4 --,sim1 m9ha irm--disse o m9i/ro4--,jesus e/ agu>d&o-a p>a a conduzir pres5a de ,seu ,pae1 p>a receb] a cora de ju/ia que ,ele adquiriu p>a si por meio d ,seu sangue4 ,no esquea que ,jesus disse3 ,no vos hei de deix> orfos2 virei t] comvosco4 ,eu s\ a ressurreio e a vida2 aquele que cr em ,mim1 a9da que e/eja morto1 viv]4 ,e1 t5do dito i/o1 fez s9al de se retir>4 --,v com ,deus1 s5hor m9i/ro--disse ,josefa1 procur&o ergu] a cabea3--que o ,s5hor o ab5e1 assim como a sua congregao2 se qu&o volt> j tudo tiv] acabado p>a mim4441 recom5do-lhe meus filhos444 ,josefa no p\de cont9u>4 ,um ataque de tosse no lhe p]mitiu fal>1 e1 qu&o soceg\1 o m9i/ro1 depois de dirigir algumas palavras de consolao familia1 saiu4 ,depois dalguns mom5tos de sil5cio1 ,josefa *am\4 --,que deseja1 m9ha me8--p]gunt\ ,julio4 --,traze-me c o m59o--respondeu ela com voz quasi in9teligivel2--qu]o d>-lhe o ultimo beijo4 --,m9ha me1 socegue4 ,p>a que afligir-se se todavia444 --,no1 meu filho1 e/a lampada vae apag>-se2 no trateis de infundir-me esp]anz4 ,p>a que qu]o viv]1 se ,jesus me esp]a8444 ,trazei-me o meu neto4 ,dres entr\ na alcova1 lev&o nos braos o m59o adormecido4 ,ajud>am a levant> a enf]ma1 que fic\ por alguns mom5tos enco/ada a umas travesseiras1 e tom\ o m59o nos braos4 ,extraord9>io contra/e6 ,a vida nos braos da morte6 --,e/ a dormir--disse ,dres4 --,no importa--respondeu ,josefa2--traze-me444 traze-me c uma luz1 qu]o vl-o bem vontade444 a lamp>9a no d ba/ante luz4 ,uma das pessoas pres5tes foi busc> um c&ieiro4 ,a enf]ma fic\ durante alguns mom5tos contempl&o o m59o4 --,oh6--exclam\--assim devia dormir ,jesus qu&o era m59o444 ,desej>ia vl-o acordado1 e que se risse p>a mim4 to doce o sorriso duma creana6 ,naquele in/ante o m59o abriu os olh9hos1 cujas f9issimas palpebras haviam sido f]idas pela =te luz d c&ieiro4 ,o pequ5o ,paulo olh\ p>a um lado e p>a outro e comeou a sorrir-se4 --,oh6--exclam\ ,josefa4--,que bom ,deus1 que me conc$e at z consolaes dos pequ59os6 ,em seguida beij\ ,paulo1 diz5do3 --,s5hor1 ab5a e/e m59o e prep>a-o p>a o ,teu s]vio por meio de ,jesus4 ,torn\ a beijal-o e entreg\-o a ,dres4 s quatro horas da manh a febre havia desap>ecido4 ,a enf]ma1 mais aliviada1 *am\ seus filhos1 que entr>am na alcva4 --,*amo-vos--disse ela--porque v\ p>a a m9ha morada4 ,julio e ,dres *oravam em sil5cio4 --,porque *oraes8--p]gunt\ ela4--,v\ viv] com ,jesus1 e ali vos esp]o4 ,pod]eis desej>-me coisa melhor d que e/a8 --,m9ha me--disse ,julio1--m9ha qu]ida me1 ns amamol-a tanto que no podemos deix> de s5tir a sua falta4 --,no t5des nada que s5tir444 ,escutae os meus ultimos conselhos4 ,a enf]ma t9ha entre z suas mos z mos de seus dois filhos4 ,depois duma curta pausa1 ,josefa fal\ assim3 --,meus qu]idos filhos1 lembrae-vos de mim444 ,sde fieis f d bom ,jesus1 p>a que vejaes vir a morte com a mais completa tranquilidade4 ,educae o vosso filho no amor de ,deus444 ,ah6444 todo o c>9ho que me t5des a mim transf]i-o p>a ele444 ,amae-vos muito1 muito1 muito4 ,orae ao ,s5hor1 e agora recebei a m9ha b5o4 ,julio e sua mulh] ajoelh>am-se1 e a velha1 volt&o-se1 a9da que com cu/o1 p>a o lado em que eles e/avam1 e/5deu a mo sobre a cabea deles e disse3 --,s5hor1 por amor de ,jesus1 rogo-,te que ab5es meus filhos4 ,que o amor de ,deus1 a graa de ,jesus ,cri/o e a comunicao d ,espirito ,santo seja comvosco4 ,am54 ,a morte comea a vir444 j a s9to4 ,sim1 sim1 m9ha amiga1 vem1 vem1 aproxima-me de ,jesus444 ,dizem que a morte horrivel444 ,oh6 no6 ,quo bela me p>ece6 ,todos *oravam4 ,a moribunda prosseguiu3 --,no *oreis1 mas alegrae-vos444 ,julio1 meu filho1 no te aflijas444 ,hoje dom+o3 no dom+o v\ p>a o cu2 oh6 que dom+o mais ditoso v\ pass> ao lado de ,jesus6444 ,qu&o t9ha saude1 reunia-me com os irmos na egreja444 ,hoje me reunirei com os anjos e santos no cu444 ,ouvi o meu ultimo desejo444 ,qu&o pela manh vi] o m9i/ro1 rodeae o meu corpo e fazei aqui um pequ5o culto4 ,agora dae-me um beijo4 ,julio e sua mulh] beij>am a enf]ma4 ,depois1 com z mos de seus filhos entre z suas1 disse3 --,j e/ aqui2 vejo a ,jesus1 que e/5de p>a mim os ,seus braos444 ,v\ p>a ,ti1 doce esposo da m9ha alma4 ,adeus1 amigos444 ,adeus1 ,dres444 ,adeus1 meu filho444 ,jesus444 rece444be444 meu espiri444to444 ,a enf]ma1 que havia erguido a cabea1 p\s\-a de rep5te sobre a travesseira4 ,um grito unanime resso\ na habitao4 --,adeus1 m9ha me--exclam\ ,julio com o corao p>tido de dr4--,adeus1 m9ha qu]ida me4 ,goza em paz o descano et]no444 ,o ,s5hor o deu1 o ,s5hor o tir\444 bemdito seja o nome d ,s5hor4 ,,capitulo ,x ,de corpo pres5te ,passados os primeiros mom5tos de confuso1 que sempre suc$em num caso como o que acabamos de pres5ci>1 ,julio1 com uma tranquilidade de espirito admiravel1 pr9cipi\ a dispr tudo o que era preciso p>a z ultimas hom5ag5s que devia tribut> quela que fra sua me4 s oito horas da manh1 um grupo de mulh]es e/ava conv]s&o num dos corr$ores1 e1 antes de entr>mos no qu>to mortu>io1 escutemos o que dizem4 --,sabem vocs o que suc$eu8--dizia uma das mulh]es4 --,sim--respondeu uma delas2--morreu a me de me/re ,julio4 --,sim1 morreu6 exclam>am todas1 m5os uma que disse3 --,pois no s5ti vir o ,viatico4 -- cl>o--disse outra--que no veiu o ,viatico2 pois que a defunta no se confess\ nem sequ] recebeu a extrema uno4 --,jesus1 ,m>ia1 ,jos6--exclam>am todas em cro4 --,pois no sabem vocs que ela era prote/ante8--disse a primeira que fal\4 --,ah66444 --,os prote/antes no comungam nem se confessam4 --,ento morrem como ces8 --,sim1 s5hora4 --,sabe a vis9ha o que fazem8--disse uma2--eu pres5ciei-o qu&o ,antonia e/eve do5te4 ,lem um livro a que *amam a444 a444 ,biblia4 ,e na v]dade que esse livro tem coisas muito bonitas3 fala de ,deus1 de ,jesus ,cri/o e444 --,por muito bom que isso seja--int]rompeu outra1--no se confess> a g5te e no comung> mau4 ,pelo m5os deviam fazel-o hora da morte4 ,eu1 pela m9ha p>te1 no s\ daquelas que comem com os santos2 desde que me casei1 e j l vo v9te anos1 que no tornei a confess>-me2 porm hora da morte no pass>ei sem o faz]4 ,deve =osam5te fic> com c>a de excomungada1 essa g5te1 depois de morta6 --,sim1 sim1 ficam negros como o c>vo4 --,porm a9da no sabe o melhor--acresc5t\ outra4 --,o que 8--p]gunt>am z outras com int]esse de o sab]em4 -- que1 se no comungam1 no qu]em1 em comp5sao1 que os seus mortos morram fome4 ,uma ruidosa g>galhada so\ no corr$or4 --,porm1 se e/o mortos--disse uma1--como ho de morr] de fome8 --,pois oua--disse um tanto irritada a outra2--eles crem que depois de mortos comem1 e por isso pem-lhes no caixo um p\co de presunto1 uma g>rafa de v9ho e dois pes4#a --,ah6--exclam\ uma--isso no v]dade4 ,qu&o o padre prote/ante veiu ajud> a sr4 ,josefa a bem morr]1 eu e/ava em sua casa1 e ouvi-lhe diz] umas coisas muito bonitas444 e444 por tal modo o disse que nos fez *or>4 --,isso no motivo p>a que eles no creiam que os mortos comem2 olhe a vis9ha3 no outro dia leu meu m>ido um livro intitulado ,o mon/ro das sete cabez1 que dizia que ha uma nao1 l muito longe1 em que se cr que os mortos veem d outro mundo a e/e *up> o sangue dos vivos2 *amam-lhe lam444 lam444 vampiros4 --,sim1 sim1 eu no os vi1 porm sei que os prote/antes metem no caixo d morto o que j disse4 --,porm--disse uma--p>a que mais que/es sobre e/e assunto8 ,vamos v] a morta e dissip>emos e/as duvidas4 --,sim1 sim--exclam>am todas4 ,no mesmo in/ante dirigiram-se a casa de ,julio4 ,vamos ns tambem com elas4 ,qu&o alguem se aproxima d log> onde ha um cadav]1 p>ece que se respira uma c]ta atmosf]a glacial4 ,ao mais indif]5te e ao mais frivolo oprime-se-lhe o corao4 ,qu&o z mulh]es entr>am na sala1 havia nela v>ias pessoas1 entre z quaes e/avam ,antonia1 sua familia1 ,julio e ,dres4 ,um pr(undo sil5cio re9ava ali4 ,no meio da sala1 e sobre uma mesa cob]ta com um pano de baeta negra1 e/ava um caixo1 e d5tro dele o cadav] de ,josefa ve/ido de preto1 o que fazia ressalt> a brancura dum l5ol que havia de s]vir de sud>io1 e que e/ava agora e/5dido ao lado d caixo4 ,o cadav] t9ha na cabea uma t\ca engomada e adornada com uma l9da r5da1 o que lhe dava ao ro/o um aspeto agradavel4 ,n5hum s9al havia imprimido a morte naquele ro/o1 que e/ava branco como o arm9ho1 sulcado de v5]aveis rugas1 com os olhos naturalm5te fe*ados1 os labios ligeiram5te entreab]tos1 como se a9da respirasse1 e1 a no s] pela falta de movim5to no peito1 qualqu] pessoa t]ia dito que ,josefa e/ava dorm9do um sono tranquilo4 ,em suas mos1 e/5didas naturalm5te1 t9ha uma sempre-viva1 e em seu peito seus filhos haviam colocado um amor-p]feito1 como a ultima e et]na recordao que os acompanh>ia durante toda a sua vida4 ,entretanto z mulh]es que t9ham ido ali com o proposito de v] o presunto1 o po e o v9ho es=avam-se inutilm5te por descobrir aqueles objetos4 ,porm tudo foi em vo4 ,mas1 se no viam a comida nem a bebida1 descobriram em troca outra coisa no m5os importante4 ,a sr4 ,josefa no t9ha luzes666 ,uma nova p]sonagem entr\ na sala1 acompanhada duma mulh]1 um homem e uma creana--uma familia das relaes intimas de ,julio e sua mulh]4 ,qu&o ap>eceu na sala1 pass\-se uma sc5a de lagrimas que no t5t>emos descrev]4 ,depois de d>em desafogo s lagrimas1 aproxim\-se d caixo essa pessoa que havia entrado1 e que era o m9i/ro4 ,depois de contempl> por alguns in/antes o cadav]1 disse3 --,ditosa tu1 que e/s agora goz&o z delicias et]nas na pres5a d ,s5hor4 --,no v]dade1 sr4 m9i/ro--disse ,julio--que o ro/o de m9ha me no fic\ desfigurado8 --,no2 p>ece melhor d que qu&o e/ava do5te4 ,a que horas morreu8 --s c9co4 --,quaes =am z suas ultimas palavras8 --,jmais z esquec]ei6444 ,s5hor ,jesus1 recebe o meu espirito4 ,h\ve uma pequ5a pausa4 ,por fim1 o m9i/ro disse3 --,vamos agora celebr> um pequ5o culto1 deix&o os que j dormem no ,s5hor p>a nos ocup>mos de ns1 que a9da p]egr9amos pelo mundo4 ,meus amigos--acresc5t\1 dirig9do-se aos circun/antes--vamos celebr> o dia d ,s5hor4 ,depois1 tir&o d bolso um livro de h9os1 com no p\ca surpreza da maior p>te das pessoas pres5tes1 cant>am tres e/r(es d segu9te h9o3 ,olha a l9da violeta6 ,d na sombra seu odor2 ,no se queixa1 no deseja ,s] notavel1 nem maior4 ,p>a a violeta humilde1 ,p>a a mais sob]ba flr1 ,sopra a mesma brisa am5a1 ,vem d sol egual calor4 ,deus a toda a creatura ,m>ca o proprio log>2 ,d riqueza1 d pobreza1 ,tudo como apraza d>4 ,jesus ama e convida ,todos p>a os mesmos cu3 ,ricos1 pobres1 jov5s1 velhos1 ,pod]o re9> com ,deus4 ,z vozes d cantico atrairam p>a a casa de ,julio z at5es da vis9hana1 e por tal modo que se en*eu a sala1 e era gr&e o num]o de pessoas que escutavam porta e no passeio aquilo que p>a eles era uma gr&e novidade4 ,como temos de fal> d culto que se celebr\ qu&o tir>am o cadav] de casa1 passamos por alto e/e que ali se realis\1 cont5t&o-nos ap5as com diz] que todos os que ouviram fic>am extremam5te comovidos1 e realm5te aquela morte s]viu p>a a vida de muitos que at ento nada sabiam d nome de ,jesus4 ,t]m9ado o culto1 o m9i/ro saiu1 os vis9hos =am-se retir&o1 faz5do com5t>ios1 porm to gr&e a ignorancia que1 todavia1 no faltavam mulh]es que dissessem3 --,no lhe poz]am no caixo nem o presunto1 nem o v9ho1 nem os pes1 mas c]tam5te que o f>o qu&o o cadav] sair de casa4 ,,capitulo ,,xi ,um culto funebre ,ao cair da t>de d dom+o de que nos ocupmos no capitulo ant]ior1 um gr&e num]o de pessoas sahia da casa d nosso amigo ,julio4 ,a maior p>te das pessoas que =am v] o cadav]1 depois que sahiam1 ficavam porta ou na rua1 =m&o pequ5os grupos4 ,quasi todos os que ali e/avam reunidos eram membros da egreja a que ,julio e sua familia p]t5ciam4 ,o m9i/ro1 ao t]m9> o culto daquele dia na sua egreja1 anunci\ d pulpito que t9ha falecido uma irm em ,cri/o2 disse onde morava1 a hora a que devia realiz>-se o ent]ro1 e por isso se a*avam ali tantas pessoas reunidas4 ,a aglom]ao de g5te *amava a at5o e atrahia um gr&e num]o de pessoas4 ,como era muito natural1 entre a multido no havia con=midade de idz ou de cr5z1 e por isso no era r>o ouvirem-se dialogos mais ou m5os burlescos ou srios1 mas que d5otavam a mais completa ignorancia c]ca das ,escrituras1 e o fanatismo por p>te duns e o conhecim5to mais ou m5os pr(undo delas por p>te d\tros4 ,ouamos alguns desses dialogos4 --,que enorme quantidade de g5te que vem ao ent]ro da prote/ante6--dizia uma mulh] a outra4 --,sim--respondeu ela4--,vem muita g5te4 ,s]o todos amigos de ,julio8 --,no2 veem p>a faz] num]o e p>a que se diga depois que ha muitos prote/antes em ,madrid4 --,ouam l--int]rompeu outra mulh] das que e/avam no portal1 e que ouvira a conv]sa1--ns que e/amos aqui no viemos p>a faz] num]o1 mas sim porque nos amamos uns aos outros1 como ,cri/o nos am\4 ,z duas vis9has fic>am por um mom5to sil5ciosas1 fit&o de alto a baixo a mulh] que havia int]rompido a conv]sa4 ,por fim uma delas disse3 --,e diga-me1 m9ha s5hora3 ne/e ent]ro do velas8 --,no1 s5hora1 porque no precisamos de velas4 --,como se meteu na nossa conv]sa julguei444 --,qu8 --,que davam velas4 --,pois j fica sab5do que no4 --,p>ece-me que a s5hora uma dessas ag5tes d prote/antismo que &am a arranj> pessoas p>a a seita2 porm advirto-lhe que aqui p]de o seu tempo1 porque1 pelo que respeita a ns1 nem a s5hora nem n+uem nos engana4 ,v1 amigas9ha1 v div]tir-se no ent]ro1 e passe muito bem4 ,entretanto1 um homem1 j de edade avanada1 discutia na rua com v>ios jov5s que o rodeavam4 --,sim1 s5hores3 entre ns1 qu&o um irmo morre1 somos ns mesmos que o conduzimos e o ent]ramos com z nossas proprias mos1 sempre na t]ra1 porque nos cemit]ios evangelicos no ha ni*os1 nem gal]ias1 p>a os cadav]es1 e que cu/am d9heiro2 de modo que quem entra num cemit]io catolico pode muito bem figur>-se que e/ l5do os preos dos log>es dum teatro1 onde o rico se ass5ta num cam>ote1 e o pobre vae p>a a g]al4 --,isso muito natural--disse um4 --,no o julgo assim2 pois1 ens9&o-nos os padres que uma das obras de mis]icordia ent]r> os mortos1 so eles proprios que levam d9heiro4 --,oua l--int]rompeu outro1--tambem muitas vezes ent]ram de graa4 --,sim6--exclam\ o velho--bonito ent]ro1 no tem duvida6 ,comp>emos4 ,morre qualqu] pessoa que deixa1 por exemplo1 uns dois mil duros4 ,ento a egreja1 que de todos1 se conv]te no patrimonio dum4 ,ao longo das naves colocam bancos cob]tos de pano preto2 ac5dem-se todos os alt>es2 z luzes1 em volta da ea1 no teem num]o2 no cro cantam-se os h9os proprios1 acompanhados por uma orque/ra1 que noite t] de s]vir no teatro2 os sac]dotes trajam z suas mais ricas ve/es e444 que sei eu quantas coisas mais2 os padres cantam com toda a =a dos pulmes1 os m59os d cro correm alegres dum lado p>a o outro3 o sacri/o &a numa roda viva3 o defunto gordo e444 tanto ba/a444 ,porm morre um pobre4 ,pois ento a coisa muda completam5te de figura4 ,uma mulh] mis]avelm5te ve/ida dirige-se a casa d proco1 e diz-lhe1 entre lagrimas e soluos1 que lhe morreu seu m>ido1 seu pae ou seu irmo2 o padre toma nota das indicaes que a mulh] lhe d1 porm qu&o vem a sab] que pobre e que tem de faz] o ent]ro por c>idade1 diz-lhe que se retire1 e que hora aprasada l iro busc> o cadav]4 ,ora1 porque o padre tem que faz]1 no vae a casa d defunto2 os doridos p$em aos vis9hos que o acompanhem ao cemit]io2 e/es assim o fazem1 e1 qu&o l *egam1 aproxima-se o padre1 que diz um tal lat9orio qualqu]1 deita-lhe uma hissopada de agua1 a que *amam b5ta1 e retira-se4 ,ora diga-me3 i/o uma obra de mis]icordia8 ,onde e/ aqui a c>idade8 --,que div]tido o velho6--disse um daqueles jov5s4 --,que div]tido6 que div]tido6--gritavam outros bons catolicos4 ,ne/e mom5to ouve-se diz]3 ,ahi vem o m9i/ro4 ,efectivam5te no meio d grupo que discutia apres5t\-se um cavalheiro ve/ido de preto1 que disse4 --,recebei o fraco na f1 e no p>a cont5das de disputas4 ,em meio d sil5cio rep5t9o que produziram z palavras de/a p]sonagem os jov5s criticos desap>ec]am4 ,entretanto o m9i/ro disse-lhes como o haviam in=mado d suc$ido e aconselh\ prud5cia1 entr&o depois na casa mortu>ia1 seguido dum gr&e num]o de pessoas4 ,um sil5cio pr(undo1 sm5te int]rompido pelos soluos entrecortados dalgumas pessoas1 re9ava na sala onde e/ava depositado o cadav] de ,josefa4 ,junto janela d pateo e/ava ap9hado um gr&e num]o de pessoas1 tanto vis9has como e/ranhas1 e diz-se que o proprio ,padre ,francisco1 que morava no &> sup]ior1 e/ava entre o povo1 ve/ido secul>1 com o fim de p]turb> a ordem4 ,o corr$or e o portal e/avam atulhados de pessoas4 ,depois que o m9i/ro pr(]iu algumas palavras1 disse3--,agora vamos celebr> um culto ao ,s5hor1 e p>a isso vamos p$ir-,lhe o ,seu auxilio4 ,todos os circun/antes se descobriram1 e a voz d m9i/ro se elev\ em tom sol5e1 diz5do3 --,em nome d ,pae1 d ,filho e d ,espirito ,santo4 ,am54 --,cantemos o h9o segu9te3 ,tu s a m9ha esp]ana1 ,a*\ m9ha alma em ,ti ,a paz e segurana ,que c>ecia aqui4 ,desde que a ,ti conheo1 ,desde que ,te abracei1 ,receios mais no s9to ,nem tremo mais da lei4 ,a espada da ju/ia ,susp5sa sobre mim1 ,foi j desc>regada1 ,meu ,salvador1 em ,ti4 ,o golpe que leva/e ,foi s em meu log>1 ,porquanto1 assim quize/e ,por fiador fic>4 ,ah6 quanto amor s5tias1 ,meu ,salvador1 ,jesus6 ,qu&o por mim morre/e ,na ensangu5tada cruz4 ,e quanto no me cumpre ,a vida consagr> ,a ,ti1 que ,te (]ece/e ,m9ha alma resgat>4 ,t]m9ado o h9o1 que produziu op9ies des5contradas nas pessoas pres5tes1 o m9i/ro1 abr9do a sua ,biblia1 disse3 ,escutae1 meus irmos e amigos1 o que e/ escrito na ,palavra de ,deus1 na primeira ,epi/ola de ,s4 ,paulo aos ,cor9tios1 cap4 #ae4 99 99 99 99 99 ,qu&o o m9i/ro t]m9\ a leitura1 disse3 ,m$itemos agora sobre o v]siculo #bb d capitulo que acabamos de l]4 ,amados irmos e amigos3 ,deus1 por um ato da ,sua inf9ita mis]icordia1 reuniu-nos hoje aqui em r$or dum cadav] p>a obrig>-nos a p5s> no que somos e qu&o e como morr]emos4 ,com relao ao primeiro ponto1 o que a vida d homem1 z ,escrituras nos dizem que vaidade1 e que os seus dias passam como a sombra4 ,no livro d ,eclesia/es lemos3 ,quem sabe qual o bem d homem na vida8 ,todos os seus dias so vaidade1 os quaes passam como sombra4 ,agora na pres5a de/e cadav]1 que um dos muitos te/emunhos sagrados que exi/em1 o homem p]gunt>3 ,nasci eu to sm5te p>a s(r] e morr]8 ,no1 c]tam5te4 ,o homem no foi creado p>a s(r] e morr]1 o homem foi creado p>a goz> e s] feliz2 porm o homem1 por um ato d seu livre arbitrio1 atraiu a morte sobre si e sobre toda a t]ra4 ,p\co a p\co =am-se todos retir&o1 e muitos daqueles que ali t9ham ido por curiosidade ou por espirito de critica sairam1 diz5do o que disse a mulh] que foi v] se descobria no caixo o presunto1 o v9ho e os pes3 --,no se pode diz] nada em pres5a di/o4 ,o que c]to que i/o mais s]io e ha ni/o mais v]dade d que em tudo o que vmos na nossa egreja4 ,desde hoje1 a9da que eu o no seja1 def5d]ei os prote/antes1 e manh444 manh1 quem sabe8444 ,o ent]ro de ,josefa1 ou1 antes1 a sua morte1 foi um acontecim5to p>a os vis9hos da casa que j conhecemos4 ,illu/ration3 ,ento como vae o trabalho8 ,pag4 #ajj4 ,faziam-se os mais s+ul>es com5t>ios2 e na vis9hana falava-se animadam5te di/o4 ,p>a pod]mos apreci> a s5sao que aquele ato caus\1 ouamos alguma coisa d que se diz4 ,e/amos no corr$or d t]ceiro &> da mesma casa em que morava ,julio4 --,diga-me c1 s5hora ,francisca4 ,e/eve hontem no ent]ro prote/ante8 --,sim1 s5hora ,amalia1 e/ive1 e creia que o que diziam d po e d v9ho m5tira4 --,como8 -- o que lhe digo1 e1 se no se fia em mim1 p]gunte-o s5hora ,vitoria1 que foi comigo4 --,filha--disse ,vitoria1--o que lhe sei diz] que aquilo mais s]io d que o que imag9ei1 e que nada se p>ece com os nossos ent]ros4 ,no ent]ro dos prote/antes ha mais c>idade d que nos nossos4 --,pode muito bem s]--replic\ ,amalia--que os padres falem mal dessa religio porque no lhes conv5ha que ela se e/abelea entre ns4 --,s5horas--disse ,vitoria1--proponho que vamos egreja prote/ante p>a v]mos o que aquilo 4 --,sim1 sim1 iremos4 --,porm1 amigas--disse ,francisca1--no teem obs]vado que c>act] to bom o da familia de ,julio8 --,sim1 sim--respondeu ,vitoria1--no negam um favor a n+uem4 ,olhe1 qu&o meu m>ido caiu enf]mo1 ,dres foi a primeira que veiu p]gunt> se era preciso alguma coisa1 e ao sair deix\-me um duro1 que eu lhe quiz re/ituir1 e que ela nunca quiz receb]4 ,so muito c>itativos4 ,assim cont9uam fal&o2 porm deixemol-z p>a irmos ouvir dois amigos nossos4 --,creio1 qu]ida ,brigida1 que j e/>s conv5cida1 e que se antes julgava mal era porque me haviam dito o contr>io d que t5ho vi/o4 --,m9ha me1 no resi/a s v]dades d ,evangelho4 ,viu como morreu a me de ,dres4 ,que f no manife/\ at ao seu ultimo suspiro6 ,e1 como v1 ela no se confess\ nem comung\1 e no emtanto recebeu a morte com a alegria que todos pres5cimos4 -- v]dade1 v]dade6 --,creia-me1 m9ha me1 no que lhe digo4 ,v5ha comnosco capela1 e v] como ali se fala de ,jesus4 ,t5ha f p>a t] vida em sua alma4 ,jesus tudo1 e sem ,jesus no ha nada4 ,jesus amor1 como ,seu ,pae amor2 e se o amor d ,pae se demon/ra duma maneira to manife/a1 em d> ,seu ,filho p>a morr] por ns1 no foi m5or o amor de ,jesus em d>-,se a ,si por ns4 --,bom1 bom2 irei capela1 e v]ei4 ,a v]dade que t5ho vi/o coisas que me teem agradado4 ,taes eram z disposies em que e/a familia se a*ava4 ,em casa de ,julio re9ava a mais completa tranquilidade4 ,a loja foi ab]ta no outro dia hora d co/ume1 e tudo volt\ a seguir o seu curso ord9>io4 ,a f daqueles dois esposos havia resi/ido quela durissima prova4 ,,capitulo ,,xii ,intrigas d confession>io ,passado um mez depois da morte de ,josefa1 e/ava ,julio uma manh trabalh&o sua banca1 qu&o uma jov5 se apres5t\ na loja1 diz5do3 --,s5hor me/re1 meu amo m&a diz] que v5ha comigo p>a pr uns vidros que se quebr>am4 ,julio olh\ com ba/ante surpreza p>a a rap>iga1 e por fim respondeu-lhe3 --,diga a seu amo que d5tro dalguns m9utos l irei4 ,a rap>iga saiu1 e ,julio dirigiu-se im$iatam5te sala onde e/ava sua mulh]1 p>a lhe diz]3 --,no sabes1 ,dres1 quem me *am\ p>a me d> trabalho8 --,se tu a9da mo no disse/e444 --,pois acaba de e/> na loja a creada d ,p4 ,francisco1 que me m&\ *am> p>a lhe ir pr uns vidros4 ,que julgas di/o8 ,dres fic\ um tanto p5sativa1 e depois disse3 --,p5so que esse homem te *ama p>a faz]-te mal4 --,a mim8 --,sim1 a ti1 ou1 antes1 a ns4 --,confio em ,deus1 e isso me ba/a4 ,julio saiu1 e d5tro de p\cos mom5tos e/ava no gab9ete d sac]dote4 ,depois de se saud>em mutuam5te1 o ,p4 ,francisco disse3 --,c]tam5te que ha de e/ranh> que eu o m&asse *am>1 no v]dade8 --,com franqueza--respondeu ,julio1--nem e/ranho1 nem deixo de e/ranh>4 -- que eu e/\ conv5cido de que o s5hor um homem de bem1 mas um p\co exaltado em assuntos de religio2 um dia vir1 porm1 em que caia em si e se arrep5da2 f9alm5te1 eu rog>ei ,virgem p>a que assim suc$a4 ,agora cumpra a misso p>a que o m&ei c *am>4 --,sim1 s5hor1 tom>ei a m$ida e irei em seguida coloc> os vidros4 ,julio saiu2 e o padre1 passe&o pela casa1 dizia1 fal&o comsigo mesmo3 --,j e/ lanada a rde1 e o peixe cair nas suas malhas4 ,julio entr\ em seguida1 e1 emquanto punha os vidros1 disse-lhe o ,p4 ,francisco3 --,tome l um cig>ro1 sr4 ,julio4 ,julio aceit\ o cig>ro que o padre lhe (]eceu1 e em seguida foi ocup>-se d seu s]vio4 ,passados alguns mom5tos1 o ,p4 ,francisco disse3 --,ento1 como vae o trabalho8 --,bem1 graz a ,deus4 ,o sac]dote no sabia como pr9cipi> a conv]sa que t9ha por fim av]igu> quem eram os que com ,julio frequ5tavam a capela evangelica4 ,assim que1 com uma ref9ada sagacidade1 disse3 --,eu no vejo um gr&e movim5to de obras em ,madrid4 ,no ha con/rues2 quem tem d9heiro gu>da-o1 e isso no bom s9al4 --,pois agora vae t] log> um gr&e num]o de edificaes1 e eu esp]o tom> de arrematao tudo o que diz respeito m9ha arte1 num novo bairro que se vae abrir4 ,os olhos d padre faisc>am raios de alegria1 porm dissimul\ quanto pde1 e1 com ares de indif]5a1 disse ao vidraceiro3 --,e quem o capitali/a que vae empre5d] essas con/rues8 --,o conde de ,x444--respondeu ,julio1 emquanto colocava um vidro no caixilho da janela4 ,o padre salt\ de alegria4 ,se ,julio o tivesse vi/o1 desde logo t]ia suspeitado de alguma coisa2 porm1 felizm5te p>a o sac]dote1 e infelizm5te p>a ele1 e/ava de co/as1 ocupado no seu trabalho1 e no pde not> coisa n5huma4 --,isso bom1 me/re1 isso bom--disse o ,p4 ,francisco--t] bons freguezes2 agora o que preciso no os deix> fugir4 -- casa que paga muito bem aos op]>ios e arti/as a quem d trabalho4 --,diga-me agora3 no caso de que seu filho viva1 que modo de vida pret5de d>-lhe8 --,ele a9da muito pequ59o p>a fal>mos disso2 porm1 sem emb>go1 o que eu lhe afirmo que no viol5t>ei a vocao de meu filho2 (]eci-o ao ,s5hor1 e t]ia muito go/o em pod] vl-o um m9i/ro d',ele4 --,porm1 homem1 se me p]mite1 dir-lhe-hei que no pode hav] um fiel m9i/ro d ,s5hor fra da egreja romana4 --,p]de1 sr4 ,p4 ,francisco2 porm1 se um individuo prega o ,evangelho com fidelidade1 esse tal um fiel m9i/ro d ,s5hor4 --,bem1 no nos metamos em discusso2 porm creia-me1 e s isso o que lhe digo1 que se no muda de idz a mo de ,deus retir>-se-ha de si4 --,pois eu creio exactam5te o contr>io1 porque ,deus me ama4 ,ni/o ,julio t]m9\ o trabalho da colocao dos vidros1 e em seguida desp$iu-se d ,p4 ,francisco1 que lhe disse que lhe m&>ia1 dahi a mom5tos1 a importancia da obra4 ,qu&o ,julio saiu1 o ,p4 ,francisco exclam\3 --,&a1 imbecil2 v5de/e-te a ti mesmo4 ,ento qu]es que essa creana cresa1 p>a que manh seja uma vibora p>a os catolicos86 ,antes disso morr]s tu de fome6 ,a gu]ra e/ decl>ada444 ,ou eu te r$uzo mis]ia1 ou tu r5egas o prote/antismo4 ,a s5hora d conde de ,x444 confessada dum amigo meu1 e j podes1 mis]avel vidraceiro1 cont> com a freguezia p]dida4 ,agora mais d que nunca1 v\ s] seu amigo1 e v]emos4 ,entretanto1 ,julio *eg\ ao portal onde se encontr\ com me/re ,joo1 o qual disse ao vl-o3 --,ol1 sr4 ,joo1 como vamos8 --,eu--respondeu o c>p9teiro--v\ bem1 graz a ,deus4 ,porm donde vem o vis9ho8 --,apo/o que no at9a4 --,eu no4 --,pois v5ho d &> de cima1 de pr uns vidros4 --,de casa d ,p4 ,francisco8--p]gunt\ me/re ,joo1 surpre5dido4 --,sim1 s5hor1 de casa d ,p4 ,francisco mesmo4 ,m&\-me *am>1 subi e port\-se comigo muito bem4 --,pois sabe voc o que vejo em tudo isso8 que o padre trama alguma coisa contra si4 --,isso mesmo me disse ,dres2 porm no deixa de s] um mau p5sam5to1 tanto da sua p>te como da p>te dela4 ,no abrigue em si maus p5sam5tos1 sr4 ,joo1 pois j sabe que ,jesus disse3 ,no julgueis p>a no s]des julgados1 pois que com a m$ida com que m$irdes vos m$iro a vs tambem4 -- v]dade isso1 amigo2 porm tambem deve sab] que no mesmo capitulo ,jesus disse3 ,pelos frutos os conhec]eis4 ,j v\ apr5d5do alguma coisa da ,biblia4 --,alegro-me muito com isso1 sr4 ,joo1 alegro-me muito4 ,at logo4 ,ambos os vis9hos se sep>>am1 indo cada qual p>a sua casa4 99 99 99 99 99 ,e/amos no int]ior da egreja de 4441 em ,madrid4 direita da porta da entrada ha um canto escuro1 e nele uma especie de gu>ita1 mais ou m5os arti/ica1 que aquilo a que a egreja romana *ama um confession>io4 ,ali d5tro s5ta-se uma p]sonagem mais sombria a9da2 junto grade d confession>io e/ uma s5hora elegantem5te ve/ida4 ,no podemos sab] se nova ou velha1 porque tem o ro/o cob]to com um vu negro4 ,aproximemo-nos sil5ciosam5te1 e1 a9da que nos alcunhem de indiscretos1 escutemos a confisso de/a s5hora1 a qual pode int]ess>-nos alguma coisa4 ,ne/e mom5to fala o padre4 --,quanto tempo tem ,v4 ,ex4 deixado pass> desde que se confess\ pela ultima vez8 --,qu9ze dias1 meu padre--respondeu a p5it5te2--mas no me d esse tratam5to1 peo-lhe4 --,qu9ze dias6 ,porque e/eve todo esse tempo sem vir ao tribunal da p5it5cia8 --,meu padre1 no t5ho podido1 porque444 nos foi necess>io1 umas vezes1 receb] em nossa casa1 outras ir ao ,pao1 e a9da outras ocup>mo-nos de coisas similhantes4 --,isso no desculpa1 mas1 emfim1 s5te-se arrep5dida de t] deixado decorr] todo esse tempo sem vir lav> a sua alma8 --,s9to-me1 sim1 s5hor4 --,passemos a outro assunto4 ,cumpriu a ultima p5it5cia8 --,sim1 padre1 e acresc5tei tres missas no alt> de ,s4 ,seba/io4 --,a ,virgem lhe recomp5s> essa aco4 --,ah1 meu padre1 t5ho tanto de que acus>-me6 ,s\ uma to gr&e pecadora6 --,animo1 filha1 animo6 ,entregue todos os seus cuidados ao confessor1 que a*a sempre dispo/o a p]do>1 pois que lhe foi conf]ido esse pod] por ,jesus ,cri/o1 qu&o ,e/e disse3 ,et quodcumque ligav]is sup] t]ram erit ligatum e/ 9 coelis1 et quodcumque solv]is sup] t]ram1 erit solutum e/ 9 coelis4 ,comecemos agora a confisso pelos m&am5tos4 --,acuso-me de no am> a ,deus1 pois que1 se ,o amasse1 no ,o t]ia (5dido4 --,adeante4 --,po/o que no t5ha muito o co/ume de jur>1 creio que o fiz4 --,quantas vezes por mez8 --,no me lembro1 meu padre4 --,quantas vezes por dia8 --,no posso tambem diz]4 --,quantas vezes por hora1 ao m5os8 --,no sei1 j disse4 --,em resumo1 no sabe coisa alguma444 natural4 ,tanto tempo sem se confess>6 ,e com respeito ao t]ceiro m&am5to1 o de gu>d> os dias santificados8#b --,acuso-me de1 na qu>ta-feira da semana passada1 que era dia de fe/a1 no t] ido missa4 ,o padre fez um movim5to brusco1 e exclam\ numa voz a cu/o reprimida3 --,isso demais1 s5hora condessa4 ,no posso tol]> que caia em similhantes faltas1 e se ,v4 ,ex4444 --,meu padre--murmur\1 at]rada1 a dama1--no me d esse tratam5to4 ,qu&o me trata por condessa1 fico a trem]1 porque p>a mim um s9al de que e/ zangado4 --,e e/\-o1 com efeito1 m9ha s5hora2 no assi/ir missa em dia de preceito uma coisa horrivel4 ,no posso p]do>-lhe4 ,*ore1 *ore1 mas lembre-se de que o que necess>io so atos e no lagrimas4 --,imponha-me a p5it5cia que quiz]2 e/\ dispo/a a cumpril-a2 por m9ha p>te m&>ei hoje diz] duas missas no alt> das almas4 --,bem1 bem1 preciso em5d>-se1 porque o diabo1 oh6 o diabo muito sagaz1 e1 como sabe que a s5hora condessa to boa1 qu] di/rail-a d cumprim5to dos seus dev]es1 e isso obra de ,satanaz4 ,v1 cont9ue4 --,o qu>to1 honr> pae e me2 m&o diz] muitas e muitas missas por alma de meus paes1 e assim os honro2 amo e respeito os m9i/ros d alt>4 --,tem rezado pelo nosso pae espiritual1 o ,sumo ,pontifice8 --,sim1 padre2 t5ho rogado a ,deus p>a que aum5te os seus dias e a sua infalibilidade1 p>a bem da egreja4 --,isso muito l\vavel1 m9ha filha1 e a ,virgem v com agrado tudo o que fazemos4 ,passemos ao qu9to m&am5to4 --,disso no t5ho que acus>-me4 ,no e/ranho que a condessa de ,x444 no s5tisse remorsos na sua consci5cia em face de/e m&am5to2 pois ela1 como a maior p>te dos catolicos1 ignorava que no mata o seu similhante s aquele que d um tiro ou uma punhalada1 comet5do peor aco aquele que mata a honra d individuo2 pois que a calunia peor d que um punhal4 ,porm cont9uemos escut&o a confisso1 pois que1 absorvidos nas nossas reflexes1 deixmos de ouvir um m&am5to4 ,o padre diz3 --,tem alguma coisa de que acus>-se com respeito ao setimo m&am5to8 --,no1 padre2 pelo m5os que eu me lembre4 --,e com respeito ao oitavo8 --,padre1 algumas vezes t5ho m5tido4 --,quantas8 --,no me lembro1 padre4 --,porm1 m5tiras graves ou leves8 --,no1 s5hor2 no so graves4 --,nada diremos d nono2 porm o que me diz c]ca d decimo m&am5to8 --,digo1 padre1 que desejo s]vir a ,deus e amal-,o sobre todas z coisas4 --,deseja s]vir e am> a ,deus8 --,sim1 padre4 --,pois essa a t>efa mais dificil e1 portanto1 a mais m]itoria ne/es tempos4 ,a h]esia tem invadido tudo2 hoje diz-se mal de tudo2 pe-se em duvida o pod] da ,virgem1 e fazem-se es=os inauditos p>a de/ruir a religio que recebemos dos nossos paes4 ,a condessa deu um suspiro4 --,sim--cont9u\ o padre1-- preciso desagrav> a to =tem5te agravada ,virgem ,m>ia1 e os maiores inimigos que tem a religio so os prote/antes4 --,e quem so essas pessoas8 -- uma canalha1 s5hora condessa1 uma canalha2 inimiga d cl]o e da nobreza444 ,porm so de uma sagacidade pasmosa1 metem-se em toda a p>te e1 como p]t5cem s mais infimas camadas da soci$ade1 necessitam de trabalh> p>a com]1 e no se lhes importa com] o po daqueles proprios a quem odeiam444 ,oh6 aquelas pessoas que teem op]>ios devem s] muito cautelosas em sab]em a g5te que empregam no seu s]vio6 --,hoje mesmo fal>ei ao adm9i/rador da m9ha casa1 e1 se h\v] l algum op]>io nessas condies1 s] im$iatam5te desp$ido4 --,pois era ahi que eu qu]ia *eg>1 sr4 condessa4 ,v4 ex4 tem muito p]to de sua casa um prote/ante4 --,jesus6 ,m>ia ,santissima6 --,sim1 s5hora1 o me/re vidraceiro a quem o sr4 conde vae d> trabalho no novo bairro que projeta m&> edific>4 ,c]tam5te que todo o d9heiro que ganha o empreg> contra os padres1 e em favor dos da sua seita4 --,o vidraceiro prote/ante6 --,sim1 s5hora2 to prote/ante como o foi sua me1 a qual morreu sem se confess>1 exatam5te como se fosse um co4 --,pois nas p\cas vezes que o vi p>eceu-me bom homem4 ,o outro dia vi-o fal> com os creados1 e *am\-me a at5o o int]esse com que o escutavam4 --,provavelm5te e/>ia prg&o z suas p]v]sas d\tr9as4 --,e que devo faz]8 ,o confessor figur\ uma gr&e surpreza e exclam\3 --,p]gunta v4 ex4 o que deve faz]8 ,e v4 ex4 diz que s]ve a ,deus8 --,padre1 padre--int]rompeu a condessa1 *or&o copiosam5te1--no me atorm5te2 p]do1 s5hor1 p]do444 ,aconselhe-me o que devo faz]444 -- de todo o ponto preciso que v4 ex e o sr4 conde *amem esse homem1 e1 se ele no ab&on> o seu erro1 devem desp$il-o e retir>em-lhe toda a proteco4 --,porm1 padre1 ele pode diz] que no prote/ante ou que deixa de o s]2 e nesse caso que faz]8 ,o padre fic\ p5sativo1 e depois respondeu3 --,em qualqu] dos casos1 v4 ex4 no o desp$e at que eu a avise2 porm1 se teima em confess> z suas idz e p]t9az1 ento rua com ele no mesmo in/ante4 --,assim o f>ei1 meu padre2 porm p]mite-me uma p]gunta8 --,sim1 s5hora4 --,como s\be isso d vidraceiro8 --,s5hora1 ns1 os m9i/ros da religio1 velamos pelas almas que nos e/o confiadas4 ,vamos1 porm1 adeante4 ,tem mais alguns pecados de que acus>-se8 --,sim1 mas no me lembro deles4 --,bom2 eu p]do-lhe todos os pecados1 tanto os confessados como os esquecidos1 sub conditione4 --,como8 --,com a condio de que ha de faz] o que lhe t5ho dito4 --,sim1 padre1 sim4 --,pois agora v\ d>-lhe a segu9te p5it5cia3 jeju> durante sete dias1 rez&o em cada dia1 hora a que devia almoar1 um ros>io1 tres salv-ra9has e tres crdos2 alm di/o1 deve ouvir sete missas1 s5do quatro pagas por v4 ex41 em desagravo de ,m>ia ,santissima e pelas bemditas almas d purgatorio2 i/o como ju/a expiao de t] ficado sem missa no dia preceituado pela egreja como dia de gu>da4 --,agora1 p]gunto-lhe3 sabe de alguma esmola que eu possa faz]8 --,z freiras de ,a4 precisam dum s9o maior d que aquele que teem4 --,pois bem1 eu me enc>reg>ei disso4 ,f>-lhes-hei pres5te dum s9o cujo som seja cl>o e se oua di/9tam5te ao longe4 --,bem1 filha1 muito bem2 isso muito m]itorio1 pois que o s9o a voz de ,deus4 7,pobres vis9hos dos arr$ores d conv5to674 --,agora--cont9u\ o padre1--prep>e-se p>a eu a absolv]4 ,a condessa curv\-se1 diz5do o acto de contrio1 emquanto que o sac]dote pronunciava algumas palavras em latim4 ,depois deu a mo a beij> condessa1 e saiu d confession>io1 emquanto que ela se levantava p5s&o na p5it5cia que t9ha de cumprir4 ,agora tres p]guntas e tres respo/as3 ,quem p]deu nessa confisso8 ,o nosso amigo ,julio e os vis9hos d conv5to de ,a4 ,quem ganh\8 ,z freiras d conv5to de ,a4 e outros4 e/a a confisso que ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o e os apo/olos ord5>am1 em ,seu nome8 ,os leitores que respondam4 ,,capitulo ,,xiii ,frutos d confession>io ,julio e/ava um dia com sua mulh]1 com a mulh] d c>p9teiro e com ,antonia1 celebr&o um culto de familia4 ,o texto que e/udavam era aquele que se a*a escrito nos ,prov]bios1 que diz3 ,a maldio de ,jehovah e/ sobre a casa d impio1 porm ,ele ab5o> a morada dos ju/os4 ,julio dizia3 --,deus no pode falt> s ,suas promessas2 portanto1 confiemos na ,sua div9a mis]icordia1 que ,ele c]tam5te no pod] deix> de nos socorr]4 ,se o ,s5hor nos causa hoje aflies1 aceitemol-z como uma b5o dele2 se nos m&a alegrias1 recebamol-z egualm5te1 porque dele dimanam4 ,depois que or>am1 ,julio veiu p>a a loja e pr9cipi\ o seu trabalho4 ,c]ca das nove horas da manh1 apres5t\-se na loja um individuo que saud\ afavelm5te o me/re1 diz5do-lhe em seguida3 --,me/re1 o sr4 conde m&\-o *am>4 ,julio foi im$iatam5te4 ,no mom5to em que ,julio foi introduzido na sala1 o conde1 reco/ado numa cadeira1 fumava tranquilam5te1 emquanto que a condessa e/ava s5tada numa outra1 entretida a folhe> um album4 --,o me/re vidraceiro--disse o adm9i/rador1 incl9&o-se na pres5a dos seus amos4 ,julio saud\-os com um movim5to de cabea4 ,o conde fal\ assim3 --,vocemec foi sempre quem fez o trabalho c da casa2 porm1 agora444 agora4441 f9alm5te1 agora a sr4 condessa lhe dir o que tem a diz]2 eu no posso ocup>-me de nada2 t5ho muito em que p5s>2 fala tu1 condessa4 --,vocemec que o vidraceiro da casa8 --,sim1 sr4 condessa4 --,pois amigo1 eu no posso1 a9da que me pese1 deix> de lhe diz] que no e/amos satisfeitos comsigo4 --,ento em que (5di eu os s5hores condes8--p]gunt\ ,julio1 surpre5dido4 --,qu]o que todos os nossos op]>ios t5ham uma irrepre5sivel conduta religiosa1 que cumpram fielm5te todos os preceitos da egreja2 d contr>io1 s]o desp$idos1 e no pod]o cont> comnosco p>a coisa alguma4 ,diga-me uma coisa3 co/uma ouvir missa8 --,cont&o com a b5evol5cia de ,v4 ,ex41 atrevo-me a diz] que i/o tem toda a ap>5cia de uma confisso1 e desde j decl>o que s a ,deus que me confesso4 ,v4 ,ex4 p]gunta-me se v\ missa2 mas eu p]gunto1 por m9ha vez3 ,p>a que hei de assi/ir missa1 se no compre5do o que o padre diz8 --,no e/\ p>a discusses3 diss]am-me que vocemec era prote/ante1 e eu no qu]o negocios com essa g5te4 --,s\ cri/o1 m9ha s5hora4 --,nesse caso1 no t5ho nada a diz]4 ,mas que vem a s] isso de no ent5d] a missa8 --,e ,v4 ,ex4 ent5de-a1 porv5tura8 --,ent5do4 --,pois pela m9ha p>te1 como desconheo a l+ua de que se faz uso na missa1 nada daquilo tem significao alguma4 ,peo lic5a p>a lhe obs]v> uma coisa4 ,s4 ,paulo1 escrev5do aos ,cor9tios1 diz3 ,d\ graz a ,deus1 que falo todas z l+uas que vs falaes1 mas eu antes qu]o fal> na egreja c9co palavras da m9ha intelig5cia1 p>a in/ruir tambem os outros1 d que dez mil palavras em l+ua e/ranha4 --,ns no temos nada com o que ,s4 ,paulo disse ou deix\ de diz]2 os bons catolicos devem gui>-se por aquilo que a egreja e/abeleceu1 e seguirem o conselho dos seus confessores4 ,a missa o sacrificio de ,cri/o na cruz1 e os fieis podem1 l no seu intimo1 aplical-a a e/e ou quele fim4 --,s5hora condessa1 ,v4 ,ex4 e/ num lam5tavel erro4 ,o sacrificio de ,cri/o no se pode repetir4 --,no trato agora dessas que/es1 e o que desejo que me diga cl>am5te3 catolico ou prote/ante8 cr na ,virgem8 cr no ,papa8 --,creio em ,jesus ,cri/o1 e s nele confio2 se i/o s] prote/ante1 ento s\-o1 de facto4 --,ouves1 conde8 --,ouo--respondeu e/e1 e acresc5t\3--,de hoje em deante no qu]o mais negocios comsigo1 sr4 ,julio4 ,queira retir>-se1 p>a no mais pr os ps ne/a casa4 --,s5hor conde1 e/\ p]suadido de que cumpri sempre com a m9ha obrigao1 e1 se o s] cri/o ob/a a que eu entre em sua casa1 no me convem de frma alguma e/> aqui4 ,logo que t]m9> o trabalho que t5ho entre mos1 deix> de os incomod> a m9ha pres5a4 --,no1 no--exclam\ a condessa2--retire-se quanto antes4 --,mas que1 m9ha s5hora1 disp5di em aviam5tos p>a a re/aurao de/a sala uma quantia p>a mim ba/ante elevada1 e se no concluo a obra s(ro um gr&e prejuizo4 --,e que t5ho eu com isso8 ,v t] com os seus amigos prote/antes que lhe paguem4 --,s5hora--exclam\1 indignado1 ,julio1--os prote/antes1 meus amigos1 ou1 p>a melhor diz]1 meus amados irmos1 nada me devem2 quem fez com que eu empregasse em mat]iaes o fruto dos meus labores =am os condes de ,x1 que teem obrigao de me pag>4 --,pois bem--disse o conde1--paga-se-lhe tudo1 p>a que se v embora4 --,no--grit\ a condessa1--no se lhe paga coisa alguma2 se compr\ mat]ial1 no o comprasse4 ,ou r5ega a sua religio1 ou pe-se j na rua4 --,r5eg> ,cri/o6--exclam\ ,julio2--no1 s5hora condessa1 isso que no4 ,cri/o deu a ,sua vida por mim1 e no ,o v5do por um punhado de oiro4 ,a ,escritura fala dum ,judas1 no fala de dois4 ,fique com o d9heiro1 e faa de conta que lho dei de pres5te4 --,no sei como me cont5ho--exclam\ o conde2--se no fosse por suj> a mo1 fazia cal> essa boca4 ,ponham e/e homem l fra--ajunt\ ele1 *am&o pelos creados4 --,no necess>io1 que eu sei onde a porta4 ,que ,deus lhes p]de o prejuizo que me caus>am4 ,julio retir\-se4 ,o palacio dos condes era situado na ,ca/elana1 e o vidraceiro1 ass5t&o-se num banco que ficava sombra duma arvore1 tir\ a sua ,biblia da algibeira1 e1 enxug&o algumas lagrimas rebeldes1 leu e/as consoladoras palavras3 ,n5hum te pod] resi/ir todo o tempo que viv]es3 como fui com ,moiss1 assim s]ei comtigo2 no te deix>ei nem te desamp>>ei4 7,josu1 #a3e74 ,depois entr\ em casa1 e cont\ a sua mulh] o que se havia passado4 --,e que vaes tu faz] com esse mat]ial p]dido8--p]gunt\ lhe a esposa4 --,procur>--respondeu ,julio--quem o compre1 a9da que seja por m5os preo4 --,ai1 ,julio6 ,no sei que e/ranho press5tim5to me diz que o ,p4 ,francisco tem p>te ne/e negocio4 ,julio foi p>a a loja e poz-se a trabalh>4 ,de t>de1 o ,p4 ,francisco ap>eceu na loja1 diz5do-lhe3 --,v5ho pag>-lhe uma divida4 ,o padre tir\ um porte-monnaie e1 d&o-lhe o d9heiro1 disse-lhe3 --,p>ece-me que no e/ bom4 ,a sua c>a1 pelo m5os1 indica que vocemec e/ mal de saude4 --,graz a ,deus1 no e/\2 porm tive hoje um gr&e desgo/o4 --,vamos l2 que/es dome/icas1 no v]dade8 --,no1 s5hor--respondeu ,julio1--desgo/os com os freguezes4 ,o padre compre5deu im$iatam5te tudo1 pois o seu amigo1 o confessor da condessa de ,x444 j lhe havia dito que ,julio ia s] desp$ido4 ,o ,p4 ,francisco conheceu que no devia diz] palavra1 e ia a retir>-se qu&o uma nova p]sonagem entr\ na loja de ,julio4 --,boas t>des--disse ele ao entr>4 ,todos respond]am saudao1 acresc5t&o ,julio3 --,como6 ,o s5hor por aqui8 --,homem--respondeu o recem-*egado em tom famili>1--v5ho ralh> comsigo4 --,ora essa6 --,encurt&o razes4 ,qu]o abrir o caf no dia primeiro4 --,pois olhe1 sr4 ,m>iano1 como v1 j comprei o z9co e e/o trabalh&o nele2 porm p>a e/> pronto p>a esse dia1 impossivel4 --,porm1 falt&o a9da quatro dias at l1 p>ece-me444 --,desculpe1 mas so ap5as tres dias6 --,como8 ,qu9ta1 sexta1 sabado1 dom+o1 so quatro4 --,no1 s5hor1 no deve cont> o dom+o4 --,j pr9cipiamos com exquisitices1 no v]dade8 ,no seja doido nem fanatico4 ,essas preocupaes significam o retrocesso de oit5ta anos4 --,s] o que quiz]1 porm ,deus mais antigo d que o s5hor2 portanto1 entre ,ele1 que me m&a no trabalh>1 e o s5hor1 que m&a que eu trabalhe1 devo ob$ec] antes a ,ele d que ao s5hor4 --,porm1 no conhece que ,deus no se intromete nessas coisas8 ,que lhe importa a ,deus que vocemec trabalhe ou no8 ,no faa mal a n+uem1 que trabalh> no pecado1 no v]dade1 sr4 padre ,francisco8 --,deus qu]--respondeu o padre ,francisco--que se santifiquem os dias de fe/a4 ,no dom+o e mais dias preceituados pela egreja deve-se ouvir missa444 depois444 se preciso trabalh>1 pode-se faz] m$iante lic5a4 ,julio1 porm1 como prote/ante444 --,qu6 vocemec prote/ante8--exclam\ o freguez4 --,s\ cri/o evangelico--respondeu ,julio4 --,pois1 me/re1 assim no e/ bem4 ,no v que todos os freguezes o vo deix>8 ,prote/ante a coisa peor que pode hav]6 porque no s] hespanhol4 --,o que s] prote/ante--exclam\ ,julio1 j um p\co exaltado-- s] mais hespanhol d que muitos2 prote/ante s] bom filho1 bom pae1 bom esposo1 bom amigo e um bom cr5te em ,jesus4 ,os catolicos romanos desprezam os m&am5tos de ,deus e submetem-se ao capri*o dos hom5s2 *amam doidos e fanaticos queles que os gu>dam1 taes quaes se encontram na ,biblia1 e crem em milagres1 em bulas1 em reliquias1 em inf]nos com caldeiras de pez1 em diabos gr&es e diabos pequ5os1 em s]p5tes que se enroscam1 em um purgatorio de que ,jesus no teve a m5or noticia1 em um limbo1 em bulas a go/o d comprador444 em tudo1 m5os em ,jesus e no ,evangelho4 --,julio1 ,julio--disse o sac]dote1--no fale de tal modo1 porque no faz mais d que diz] blasfemias4 --,ao catolico romano p\co se lhe importa ir missa e dali ao baile2 i/o no dia d ,s5hor4 ,e que proveito tira da missa8 --,ouve o ,evangelho1 ou uma p>te dalguma epi/ola4 --,sim8 ,pois peo-lhe ao s5hor1 que catolico romano e que c]tam5te ha de t] ouvido alguma missa1 que nos diga o que sabe d ,evangelho que tem ouvido na egreja8 --,s5hores--respondeu ele1--a fal> a v]dade1 co/umo ir p\cas vezes missa1 porm eu no sei o que o sac]dote diz444 ,e/ dispo/o a faz] a obra p>a o dia que indiquei8 --,e/\1 sim1 s5hor--respondeu ,julio1--porm1 pelo que diz respeito a trabalh> no dom+o1 no trabalho4 --,qu] diz] que pelas suas exquisitices v\ s] prejudicado1 no abr9do o e/abelecim5to no dia que qu]o4 ,vamos1 ,julio1 seja razoavel1 deixe-se de prote/antismos e trabalhe1 que isso o que lhe d de com]4 --,sr4 ,m>iano1 completam5te inutil que se emp5he em faz]-me trabalh> ao dom+o1 pois por todo o d9heiro d mundo no o f>ei4 --,nesse caso1 ponto f9al na que/o4 ,no o incumbirei de mais trabalhos4 --,bem1 como quiz]2 ob$eo a ,deus1 e quanto ba/a4 ,o padre ,francisco quiz ap>5tem5te h>moniz> a que/o1 porm foi tudo em vo4 ,a voz de ,deus1 que ord5ava ao nosso amigo o gu>d> o dia de descano e santifical-o1 teve mais =a d que tudo4 ,m9utos depois1 o freguez de ,julio saiu1 e juntam5te com ele o padre ,francisco4 ,julio entr\ no seu qu>to p>a or>1 diz5do3 --,jesus1 ,tu me dizes3 ,e todo aquele que no traz a sua cruz e no vem apoz mim no pode s] meu discipulo4 ,,capitulo ,,xiv ,da loja agua-furtada ,a desgraa pairava sobre a casa de ,julio4 ,em p\co tempo aquela casa1 antes to feliz1 veiu a s] a casa da dr e da aflio4 ,j se no ouvia na loja o bat] d m>telo nem z alegres ces dos op]>ios4 ,por todas z p>tes se havia espalhado a noticia de que o vidraceiro era prote/ante1 e1 por consequ5cia1 o descr$ito foi g]al4 ,em vo ,julio s(ria tudo com paci5cia2 em vo visitava os seus antigos freguezes2 em vo1 na ap>5cia1 clamava ao ,s5hor3 p>ecia que o cu e a t]ra o haviam ab&onado4 ,p>a maior desgraa1 sua esposa1 torturada pelos s(rim5tos1 t9ha decaido da f1 e i/o era o que mais o atorm5tava4 ,at o seu proprio amigo1 o me/re ,joo1 que era o unico que pod]ia ajudal-o1 e/ava fra de ,madrid1 ocupado numas obras2 tudo1 pois1 como j dissemos1 se pronunciava contra ele4 ,assim *eg\ o dia em que ,julio teve de deix> a loja da casa que habitava1 indo alug> a agua-furtada da mesma1 p>a onde foi trabalh> como simples (icial4 ,faltavam tres dias p>a faz] a mudana4 ,julio no e/ava em casa1 e ,dres e/ava s1 d&o o peito a seu filho1 qu&o s5tiu abrir a porta da loja4 ,levant\-se p>a v] quem entrava1 e dirig9do-se porta deu de ro/o com o padre ,francisco1 que1 depois de a cumprim5t>1 lhe disse3 --,julio e/ em casa8 ,sabido que ,dres olhava desde ha muito com c]ta desconfiana p>a o padre1 pois que julgava que ele era o causador das suas desgraz1 e assim que com gr&e res]va e muito secam5te lhe respondeu3 --,no1 s5hor2 saiu4 ,o padre compre5deu o que se passava no espirito daquela mulh]1 e num mom5to concebeu o seu plano4 --,pois realm5te s9to-o--disse o sac]dote1--pois que v9ha fal> com ele1 afim de v] se qu]ia enc>reg>-se duma obra4 --,pois no posso diz]-lho1 porm p>ece-me que actualm5te lhe s] dificil1 pois que no temos os meios necess>ios p>a compr> os mat]iaes4 --,no importa isso2 se seu m>ido quiz]1 os donos da obra lhe adeant>o tudo o que seja preciso4 ,porm1 e/ranho v-los nesse e/ado1 sem t]em nada que faz]1 qu&o t9ham to boa freguezia6444 --,pois olhe--disse ,dres com int5o1--alguem tem a culpa di/o4 --,no me p>ece que alguem possa t] culpa1 ou se compraza com os males que s(rem4 ,o unico culpado de tudo isso o seu esposo1 por causa dessas idz que tem e que to desprezadas so de todos4 ,se seu m>ido no tivesse a ins5satez de se faz] prote/ante444 ,ora veja l1 prote/ante444 uma coisa que no tem razo de s]444 que acab> em breve e que444 f9alm5te444 con/a lhes que muitos cl]igos t5ham passado p>a essa seita8 --,sim1 s5hor2 sei dalguns4 --,so aqueles que no quiz]am sujeit>-se aos seus votos e p>a quem a religio era uma coisa pesada4 ,f9alm5te1 ,dres1 creia-me1 o que lhe e/ suc$5do no mais d que um aviso de ,deus1 um preludio de acontecim5tos mais graves2 no me admir>ia se manh lhes morresse o seu filho4 --,cale-se1 s5hor6 --,e era um gr&e favor que a ,virgem lhes fazia1 pois que s]ia melhor p>a ele morr] d que fic> et]nam5te cond5ado4 --,e porque ha de o meu filho s] cond5ado8 --,porque a educao religiosa que lhe d]em no pode s] boa4 --,ns o educ>emos na f d ,salvador e nas maximas d ,evangelho4 --,sim1 porm dum ,evangelho corrompido1 e mo/r&o-lhe um ,salvador que o no pod] salv>1 porque lhe falta a autorizao de ,sua bemdita ,me4 --,padre ,francisco1 ,jesus no necessita de autorizao de n+uem1 pois que salva quem qu]4 --,que lhe p$ir seu filho que a s5hora no lhe faa8 ,pois tambem ,jesus no pode faz] s5o o que ,sua bemdita ,me m&a4 ,emfim1 n\tra ocasio fal>emos mais detidam5te sobre e/e assunto4 ,queira diz] a seu esposo que e/a t>de virei fal>-lhe1 e que a obra1 de que o v5ho enc>reg>1 lhe f> ganh> uma boa quantia4 ,passe bem1 sr4 ,dres2 m$ite em tudo o que temos falado1 e creia-me3 sem ,m>ia1 nem o cu s]ia cu4 ,tome e/a e/ampas9ha e reze deante dela umas ,av-,m>ias1 pois de cada vez que o fiz] ganh> cem dias de indulg5cia4 ,o padre ,francisco saiu1 mas a9da ,dres e/ava com a tal e/ampas9ha na mo qu&o ,julio1 abr9do a porta1 e obs]v&o que sua esposa t9ha um papel na mo1 aproxim\-se1 p]gunt&o-lhe o que era4 --,uma imagem da ,virgem ,m>ia que me deu o padre ,francisco--respondeu ela4 --,e como ou com que fim te deu o padre ,francisco esse papel8 ,dres cont\ a seu m>ido o suc$ido1 e depois disse3 --,que p5sas faz]8 --,o que p5so faz]8--respondeu ,julio4--,diz] ao padre ,francisco que no torne a fal>-te de religio1 e1 pelo que respeita obra1 f>-lha-hei se podr1 mas que no v5ha c fal>-me em condies1 porque444 --,julio1 *ega-te razo e p5sa no nosso filho4 ,alm disso1 o padre ,francisco apres5t\-me umas razes de ba/ante peso1 c]ca da ,virgem4 --,p>a gr&es provas me tem res]vado o ,s5hor1 e a mais dura v] a tua falta de f4 ,escuta-me1 ,dres1 e jmais duvides da palavra d',aquele que disse3 ,pass>o o cu e a t]ra1 mas z m9has palavras no pass>o444 --,julio1 a m9ha f vacil\ alguma coisa1 porm eu rog>ei a ,deus p>a que a aum5te4 --,bem1 oremos a ,deus4 ,ambos os esposos ajoelh>am1 e p\co depois ouviu-se a voz de ,julio1 que pronunci\ e/a s+ela orao3 ,s5hor1 aum5ta a nossa f2 agora mais d que nunca1 necessitamos de crr p>a s]mos fieis444 ,no sabemos at onde nos prov>s1 porm e/amos seguros de que ,tu nos ajud>s4 ,sim1 ,pae ,et]no1 se temos sido fieis no tempo da prosp]idade1 ju/o que o sejamos no tempo da adv]sidade4 ,agora d-nos a ,tua b5o1 pelo amor de ,jesus4 ,am54 ,*eg\ por fim o dia de/9ado p>a que o nosso amigo ,julio desocupasse a loja4 ,a s5hora ,brigida e ,antonia e/o em casa de ,dres4 --,o caso --disse ,brigida--que1 se meu m>ido e/ivesse em ,madrid1 d>ia o d9heiro a teu esposo e no havia necessidade de fe*> a loja4 --,julio--respondeu ,dres--c]tam5te que no aceit>ia d9heiro1 no t5do probabilidade de o pag>4 --,que coisas t5s1 ,dres6--exclam\ ,antonia4--,se meu pae empre/asse d9heiro a ,julio1 no fe*>ias a loja1 e pode s] que com o &> d tempo melhorasseis de situao4 ,eu sei que a ,biblia prohibe t] dividas2 porm cl>o que1 entre irmos1 e qu&o por uma preciso1 no prohibido1 pois que a palavra de ,deus m&a que os irmos se socorram entre si4 --,dize-me1 ,dres--p]gunt\ a mulh] d c>p9teiro1--no pod]ia s] que ,julio p$isse alguns dias de esp]a1 e entretanto eu escrevia a meu m>ido8 ,oh6 se ns *egassemos a sab] i/o a tempo1 t]iamos escrito a ,joo sem vs o sab]des1 e tudo se arranj>ia444 --,direi isso mesmo a ,julio--disse ,dres1--e logo lhes p>ticip>ei a resoluo dele4 ,assim cont9u>am conv]s&o1 emquanto que ,julio1 que se a*ava na loja empacot&o z f]ram5tas1 falava com o padre ,francisco4 --,porm que isso8--dizia o padre4--,ento muda de casa8 --,no1 s5hor--respondeu ,julio1--deixo a loja4 --,deixa a loja8 --,que qu]8 ,algumas pessoas no vem outra coisa mais s5o aquilo que os seus olhos alcanam1 e qu]em que os outros faam o mesmo4 ,amigo1 o sr4 conde de ,x444 e outros ho de algum dia exp]im5t> o que e/ escrito3 ,no oprimirs o teu proximo1 nem o r\b>s2 no ret5has o trabalho d jornaleiro em tua casa--at manh4 ,sim1 aqueles que proc$em como o conde de ,x4441 que me fez compr> um mat]ial que depois p>a nada me s]viu1 no compre5dem que o ,s5hor1 um dia1 lhes p$ir e/reitas contas1 pois que ,ele disse3 ,no neg>s a paga a teu irmo indig5te e pobre1 ou ao p]egr9o1 que mora comtigo na t]ra1 e e/ de tuas portas p>a d5tro2 mas pag>-lhe-has no mesmo dia o preo d seu trabalho antes d sol po/o1 porque pobre1 e disso su/5ta a sua vida2 no suc$a que ele clame contra ti ao ,s5hor1 e i/o se te impute a pecado 7,deut4 #bd3 #ad e #ae74 --,julio--disse o padre ,francisco1--no deve admir>-se de que todos lhe voltem z co/as2 z suas idz religiosas no so de molde a atrair-lhe z afeies d mundo4 --,sim1 a mim no me admira que o mundo me aborrea1 qu&o ,jesus1 o meu ,salvador1 disse3 ,se o mundo vos aborrece1 sabei que primeiro d que a vs me aborreceu ,ele a mim4 ,se vs fosseis d mundo1 am>ia o mundo o que era seu2 mas porque vs no sois d mundo1 antes eu vos escolhi d mundo1 por isso que o mundo vos aborrece 7,s4 ,joo #ae3 #ah1 #aj74 ,aquilo que realm5te me admira que pessoas que ap>5tam um tal escrupulo no s9tam remorsos em sua consci5cia em r\b> a um pobre1 como eu1 o fruto d seu trabalho1 e no hesitem em lanal-o na mis]ia4 --,julio1 deixemos de p>te essa que/o4 ,o s5hor pode adquirir d conde ,x444 mais d que aquilo que p]deu4 ,r5uncie por um mom5to a essas preocupaes1 abra os olhos luz1 e creia em si4 ,eu v5ho encom5d>-lhe uma obra1 que pode d>-lhe alguns lucros2 qu] fazel-a8 --,sr4 padre ,francisco1 no posso empre5d] obra alguma1 por pequ5a que seja1 pois no t5ho d9heiro p>a mat]ial nem p>a z f]ias dos (iciaes4 --,no lhe importe isso--disse o padre2--eu (]eo-lhe aquilo de que necessite4 ,a pessoa que encom5da a obra lhe adeant> o d9heiro preciso p>a os mat]iaes e p>a z f]ias4 --,e que obra essa8--p]gunt\ ,julio4 --,tudo o que p]t5ce sua arte1 na egreja de ,s4 ,n41 not&o que tem muito que faz]2 obra que dur> muitos mezes4 --,muito bem2 no t5ho nisso o m5or inconv5i5te4 ,e no me impor condio alguma que me torne impossivel o aceit> a obra8 --,no1 n5huma2 pois que a condio impo/a p>a todos aqueles que ali trabalham to simples que n+uem at hoje deix\ de a aceit>4 --,qual 8 --,o p>oco diz missa s nove horas da manh1 qual deseja que assi/am todos os arti/as que ali trabalhem4 --,e assi/em todos8 -- natural4 ,quem se recus> a isso8 --,suponhamos1 sr4 padre ,francisco1 que o p>oco me impe essa condio1 e que me nego a assi/ir missa1 o que me suc$] nesse caso8 --,nesse caso no pod] cont9u> a trabalh> na egreja4 --,pois ento inutil que tornemos a fal> mais nisso2 pela m9ha p>te no assi/o missa4 --,porqu8 --,creio inutil repetir-lhe aquilo que j por tantas vezes lhe t5ho dito sobre o assunto4 ,no t5do a missa p>a mim o valor que vs lhe daes1 no posso nem devo assi/ir a ela4 --,porm p5se bem que e/ na maior mis]ia1 e no sm5te vocemec1 como sua mulh] e seu filho4 --,pois o ,s5hor1 que tem cuidado das aves9has e dos lirios dos campos1 cuid> de mim1 de m9ha mulh] e de meu filho4 --,vamos2 qu] enc>reg>-se8 --,sim1 s5hor4 --,nesse caso1 esp]o que v missa4 --,no1 s5hor1 eu no posso assi/ir a um acto que a m9ha consci5cia reprova4 --,ento no e/ranhe que a fome bata sua porta3 s] um ca/igo de ,deus1 que o avisa por m9ha boca4 --,no1 no um aviso2 diga antes uma t5tao de ,satanaz1 p]mitida por ,deus1 p>a prov> a m9ha f4 --,julguei que podia val]-lhe em alguma coisa1 porm enganei-me4 dificil det] em sua c>reira o homem que m>*a a passos agigantados p>a o precipicio4 ,que a ,virgem t5ha mis]icordia de si4 --,folgo im5so com que t5ha falado da ,virgem1 pois que me esquecia de diz]-lhe duas coisas3 a primeira que me faa o favor de no fal> a m9ha mulh] c]ca de religio2 a segunda que no lhe torne a d> e/ampas de santos ou de virg5s1 pois que1 como pode muito bem compre5d]1 no deve met]-se onde no o *amam4 --,se eu dei a sua esposa alguns conselhos1 foi porque a encontrei tri/e e aflita4 ,eu1 na m9ha qualidade de sac]dote1 t5ho o dev] de consol> os tri/es4 --,muito bem3 porm aquilo que disse a m9ha esposa1 em vez de s]vir p>a a consol>1 devia s]vir p>a ac5d] em seu peito a duvida1 e e/abelec] em m9ha casa uma gu]ra religiosa2 portanto1 que no torne a suc$] uma tal coisa4 --,qu] isso diz]--respondeu o padre ,francisco--que me prohibe de fal> com sua esposa1 no v]dade8 --,sim1 s5hor3 sobre assuntos de religio prohibo-lhe t]m9antem5te que lhe fale4 --,nesse caso impossivel que ,deus o ajude4 --,padre ,francisco1 p>ece-me que o culpado de que me t5ham tirado o trabalho em casa dos condes ,x444 foi vossa s5horia4 --,pois fui eu1 v]dade1 que influi p>a que fosse desp$ido da casa4 --,ento teve valor p>a p]d] desse modo um pae de familia8 --,ba/a1 ba/a1 ,julio2 e/\ cado de lut>2 v5ho (]ec]-lhe o bem1 e o s5hor rejeita-o2 ha-de1 por consegu9te1 s(r]-lhe z consequ5cias4 --,padre ,francisco3 nem ,v41 nem ,roma1 nem a fome1 nem z ameaz so sufici5tes p>a ap>t>-me d amor que ha em ,cri/o ,jesus4 --,nesse caso1 gu]ra e gu]ra sem treguas4 ,o padre saiu furioso da loja1 e ,julio1 elev&o os olhos ao cu1 exclam\3 --,julga1 ,s5hor1 aos que me fazem dano1 expugna aos que me combatem4 7,sal4 #cd3 #a74 ,emquanto i/o suc$ia1 dialogavam assim ,antonia e sua me na c>p9t]ia3 --,sim--dizia ,brigida1--escreve a teu pae1 cont&o-lhe os apuros d nosso amigo1 e que im$iatam5te nos m&e d9heiro4 --,quanto lhe peo8 --,no sei2 porm explica-lhe o caso1 e ele pod] calcul> quanto preciso4 ,antonia comeou a escrev]1 e1 depois dalguns in/antes1 leu a sua me a segu9te c>ta3 ,madrid444 ,qu]ido pae1 muito me alegr>ei que ao receb] e/a e/eja de saude2 ns e/amos boas4 ,escrevemos-lhe p>a ref]ir-lhe uma coisa que muito o entri/ec]4 ,julio1 o nosso amigo1 deixa a loja1 por manejos dos seus inimigos1 que quasi o r$uziram mis]ia4 ,deix>emos o nosso amigo sem auxilio8 ,no4 ,esp]o que meu pae at5d] aos rogos de sua esposa e filha4 ,esp]amos que aproveit> a ocasio de faz] alguma coisa por amor de ,jesus1 t5do em conta que ,deus ama aquele que d com alegria4 ,sem mais1 receba o c>9ho de/as que o amam ,brigida e ,antonia4 ,p4 ,s4--,lembre-se daquilo que ,dres fez por mim qu&o e/ive do5te1 e de que os desgo/os que isso lhe ocasion\1 e aquilo que agora e/ s(r5do1 tudo isso consequ5cia d que fez por mim4 ,os nossos amigos p]dem-se se de pronto no os socorremos4 --,bem1 bem1 filha--exclam\ ,brigida ao ouvir a leitura da c>ta2--escreves melhor d que um m9i/ro4 ,&a1 vae deit> a c>ta no correio4 ,,capitulo ,,xv ,j comea6444 ,no dia segu9te ao dos acontecim5tos ref]idos no capitulo ant]ior1 os tranzeuntes da ,rua dos ,embaixadores1 ao pass>em por c]ta casa1 pod]am l]--,,juli,o1 ,,vidraceiro1 ,,*umbeiro1 ,,*ocolateiro--e colocado sobre a porta um papel9ho escrito pelo porteiro da casa1 em pessima ortografia1 com os segu9tes diz]es3 ,aluga-se e/a loja2 o porteiro tem z *aves e dir z condies4 ,sim1 ,julio t9ha deixado a loja por no pod] pag> o alugu]1 e agora vive na agua-furtada n4 #ab1 da mesma casa4 ,como co/ume entre amigos mo/r> a casa em que vivem1 ,julio o faz a todos os que se int]essam na sua hi/oria4 ,depois de se subirem c5to e qu9ze degraus1 *ega-se a uma gal]ia1 ou1 melhor1 a um corr$or1 em que fica a morada de ,julio4 ,con/a de tres comp>tim5tos--sala1 cos9ha e alcova4 ,agora que e/amos d5tro da casa1 ouamos o que dizem o nosso amigo e sua mulh]4 --,cr-me--dizia ,julio1--o ,s5hor tir\-nos a loja1 faz5do-nos vir viv] p>a aqui4 ,por alguma coisa foi que o ,s5hor fez i/o4 --,e p>a que o fez ,ele8 --,olha1 ,dres1 no crs que ne/e corr$or se pode anunci> o ,evangelho a mais de duz5tas pessoas8 --,creio1 ,julio1 que no t]s necessidade de *am> o m9i/ro p>a isso4 --,no1 realm5te4 ,porque hei de c$] a outro z b5os que eu posso receb]8 ,por c]to que s]ia uma l\cura4 --,e que t5cionas faz]8 --,uma coisa muito simples4 ,hoje mesmo convidas z vis9has p>a uma reunio religiosa4 ,dizes que todo aquele que deseje ouvir z novas d ,evangelho pode vir aqui e/a noite1 s oito horas em ponto4 --,bem1 f>ei o que tu desejas1 e que o ,s5hor nos ab5e4 ,julio saiu de casa1 e em p\cos mom5tos ,dres e/5dia no corr$or algumas pez de r\pa que t9ha lavado4 --,bons dias1 vis9ha--disse-lhe uma mulh] d corr$or em fr5te4 --,bons dias1 s5hora--lhe respondeu ,dres4 ,d5tro de si s5tia uma coisa que lhe dizia3 ,comea a trabalh> p>a ,jesus4 --,e/ hoje um bonito dia6--disse a vis9ha4 --,realm5te e/ um dia muito bonito4 ,veja que =moso e/ o cu6 ,quem s]ia capaz de faz] um cu similhante a e/e8 ,e a9da dizem que no ha ,deus6 --,e quem se atreve a su/5t> similhante disp>ate8 --,no faltam1 infelizm5te1 pessoas que o faam2 pessoas que no teem religio nem consci5cia4 --,a proposito1 ,dres1 p]mite-me que entre em sua casa p>a lhe p]gunt> umas coisas8 --,com muito go/o4 --,v\ v] se f]vem z panelas que deixei ao lume1 e depois irei t] comsigo4 ,qu&o ,dres se viu ss9ha1 exclam\3 --,s5hor1 d-me =z e aum5ta a m9ha f1 se qu]es que faa alguma coisa por ,ti4 ,por amor de ,jesus1 conc$e-me o ,teu santo ,espirito4 ,am54 --,posso entr>8--disse uma voz d lado de fra4 --,entre--respondeu ,dres4 ,no mesmo mom5to entr\ a mulh] que t9ha falado com ,dres4 ,e/a (]eceu-lhe uma cadeira1 e ela1 depois de tom> ass5to1 disse-lhe3 --,ento porque deix\ a loja8 --,que qu] a vis9ha--respondeu ,dres4--,capri*os da sorte1 ou1 melhor1 az>es da vida4 --,a mim diss]am-me que foi por vocemecs s]em prote/antes que os desp$iram da casa4 --,pois no v]dade3 fomos ns que nos desp$imos1 porque o meu esposo p]deu de rep5te o d9heiro que t9ha1 e bem assim a freguezia1 por causa das suas idz religiosas4 --,porm1 ,dres1 p]de-me que lhe diga4 ,eu no ent5do uma palavra c]ca das suas cr5z religiosas4 ,a mim diss]am-me que os prote/antes no crem em ,deus1 nem na ,virgem1 nem nos santos4 ,qu&o morreu sua me1 ouvi tudo o que o padre disse1 e p>eceu-me que no que dizia t9ha razo2 assi/i ao ent]ro1 e fiquei impressionada3 mas porque que todos so contra vocemecs8 --,por que razo =am todos contra ,jesus8 ,eis aqui a causa3 os que crem em ,jesus so p]seguidos porque o seu ,div9o ,me/re o foi4 --,porm vocemecs crem em ,deus e na ,santissima ,tr9dade8 --,sim1 s5hora2 ns cremos em tudo isso1 e mais a9da cremos em tudo o que e/ escrito na ,biblia4 --,muito desej>ia torn> a ouvir fal> algum dos que p5sam como vocemecs4 --,pois olhe1 se tem esse desejo1 ,julio vae faz] algumas reunies ne/e mesmo qu>to1 e pode assi/ir a elas4 --,no sabe quanto me alegro em sab] isso4 ,no falt>ei2 porm diga-me3 ,qu&o que seu m>ido pr9cipia8 --,e/a mesma noite s #h horas1 e1 vi/o que a s5hora a primeira moradora da casa que o sabe1 peo-lhe que444 --,no diga nada8 ,descance que444 --,pelo contr>io1 peo-lhe que o diga a todas z pessoas que muito bem lhe p>ec]4 ,s]ia um gr&e praz] p>a ns que todos os moradores e a vis9hana ouvissem o ,evangelho4 --,pois ento eu lhe asseguro que toda a vis9hana o sab]4 ,em p\cos mom5tos1 todos os moradores da casa sabiam que ,julio ia d> reunies prote/antes1 e todos se dispoz]am a ir ouvil-o1 uns por curiosidade e outros por zomb>ia4 ,qu&o o padre ,francisco s\be i/o1 exclam\3 --,j comea6 e eu que julgava que esse homem c$]ia fome e mis]ia6 ,na m9ha vida no t5ho vi/o pessoa mais teimosa6 ,que faz]8 ,ah6 se se promovesse um esc&alo1 podia suc$] que o s5horio os desp$isse da casa2 e o esc&alo1 sim1 ha de d>-se4 ,p>ece m5tira que os hom5s se obcequem a e/e ponto444 ,no emtanto1 i/o faz-me supr que ,julio recebe alguma paga4 ,assim cont9u\ o padre1 fal&o comsigo4 ,por fim veiu a noite1 e1 a9da que alguma coisa fria por s] outono1 a g5te ap9ha-se nos corr$ores1 por no cab]em todos os que haviam concorrido d5tro d qu>to4 s oito horas em ponto da noite1 ,julio entr\ no qu>to1 saud&o todas z pessoas4 ,depois dirigiu-lhes a palavra da segu9te maneira3 --,amigos1 ba/ante emb>aosa p>a mim a situao em que me encontro ao dirigir-vos a palavra4 ,falo-vos por duas razes3 a primeira porque a isso ,deus me envia1 p>a que vos anuncie z novas de salvao que se encontra em ,jesus ,cri/o2 a segunda1 a m5os importante1 p>a me ju/ific> d que dizem1 pois que1 na op9io de muitos1 duvida-se d meu c>act] e da m9ha honra4 ,p>ece que muitos dos que e/o pres5tes e/ranh>o que um prote/ante v fal> d cri/ianismo1 qu&o1 segundo dizem por ahi1 ns os prote/antes somos uns h]ejes1 uns incr$ulos1 que duvidam de tudo4 ,se i/o ou no v]dade1 ides vs julgal-o ouv9do dos meus labios a m9ha pr(isso de f1 na qual eu1 bem como todos os cri/os evangelicos1 a quem vs *amaes prote/antes1 cremos4 ,p>a que bem o compre5daes1 escutae com at5o4 ,creio em ,deus ,pae ,todo ,pod]oso1 ,creador d cu e da t]ra4 ,creio em ,jesus ,cri/o seu ,unico ,filho1 ,nosso ,s5hor2 ,o qual foi concebido por obra d ,espirito ,santo2 ,nasceu de ,m>ia ,virgem2 ,padeceu sob o pod] de ,poncio ,pilatos2 ,foi crucificado1 morto e sepultado2 ,desceu aos inf]nos2 ,ao t]ceiro dia ressuscit\ dos mortos2 ,subiu ao cu2 ,e/ s5tado mo direita de ,deus ,pae ,todo ,pod]oso2 ,donde ha de vir a julg> os vivos e os mortos4 ,creio no ,espirito ,santo2 ,na ,santa ,egreja ,catolica2 ,na comunho dos santos2 ,na ressureio da c>ne2 ,na vida et]na4 ,am54 ,um murmurio de vozes de aprovao e surpreza rompeu de todos os labios4 ,z vozes que mais se di/+uiram =am3 --,esse ,cr$o egual ao nosso6 --,crem em ,deus6 --,e na ,virgem666 --,e em que ,cri/o foi concebido pelo ,espirito ,santo666 --,sim1 meus amigos--cont9u\ ,julio1--ns1 i/o 1 os cri/os d ,evangelho1 cremos em tudo o que e/ escrito na palavra de ,deus4 ,quanto dizem de ns uma completa calunia4 ,jmais duvidmos da virtude de ,m>ia1 me1 no de ,deus1 porque ,deus no teve pae nem me1 porm sim me de ,jesus1 emquanto homem como ns4 ,ns no confiamos em n+uem s5o em ,cri/o1 porque sabemos que em n5hum outro ha salvao2 porque d cu abaixo n5hum outro nome foi dado aos hom5s pelo qual os hom5s devem s] salvos 7,,atos #d3ab74 ,no confiamos nas obras que possamos faz]1 pois que1 por melhores que elas sejam1 no so mais d que trapos de imundicie4 ,no nos submetemos ao jugo de ,roma1 porque na palavra de ,deus no se ord5a que o cri/o e/eja sujeito a tal ou qual egreja1 mas sim a ,cri/o1 e porque e/a egreja tiranisa z consci5cias1 obrig&o a cr] em dogmas taes como a infalibilidade1 que nos faz v] a figura d papa retratado na segunda ,epi/ola de ,s4 ,paulo aos ,tessalonic5ses1 cap4 #b41 v]1 #c e #d1 onde se diz1 fal&o da segunda v9da d ,s5hor3 ,n+uem de modo algum vos engane2 porque no s] sem que antes v5ha a apo/asia1 e sem que t5ha ap>ecido o homem d pecado1 o filho da p]dio1 aquele que se ope1 e se eleva sobre tudo o que se *ama ,deus1 ou que adorado1 de sorte que se s5t> no templo de ,deus1 o/5t&o-se como se fosse ,deus4 ,ns1 os prote/antes1 no fazemos caso dos dias de jejum1 porque ,s4 ,paulo diz3 ,n+uem vos julgue pelo com] nem pelo beb] 7,col4 #b3 #af74 ,tambem sabemos1 p>a que nos acautelemos deles1 que alguns prohibiro cas>-se1 e m&>o ab/]-se das coisas que ,deus cre\ p>a que com aco de graz p>ticipassem delas os fieis e os que teem conhecido a v]dade 7#a4 a ,tim4 #d3 #c74 ,no fazemos caso algum dos m&am5tos romanos1 no que diz respeito a d> d9heiro ou velas1 ou coisas similhantes p>a o culto1 pois que na ,palavra de ,deus a*amos escrito3 ,n+uem vos des5cam9he1 afect&o p>ec] humilde1 e d> culto aos anjos1 que nunca viu no e/ado de viador1 in*ado vm5te no s5tido da sua c>ne 7,col4 #b3 #ah74 ,algumas vozes de aprovao sairam d5tre os ouv9tes4 --,sim1 meus amigos--prosseguiu ,julio1--dos prote/antes dizem-se muitas coisas que assim no so4 ,ns1 os prote/antes1 cremos na ,virgem dos ,evangelhos1 mas no na ,virgem da egreja romana1 porque a ,virgem de/a egreja em nada se p>ece com aquela4 ,no lhe rezamos por duas razes3 a primeira porque no sabemos rez>2 sabemos sim or> a ,deus2 e a segunda porque nem os apo/olos1 nem z tres ,m>ias1 nem n5huma das p]sonag5s d seu tempo o fiz]am4 ,e que diremos c]ca das bulas8 ,z bulas6 ,famosa *ave romana que abre e fe*a z portas d cu1 desde o m9imo preo de dois reales#c at somas um tanto consid]aveis4 ,roma tem bulas p>a todos1 j vdes--acresc5t\ em tom ironico4--,roma tem bulas at p>a defuntos4 ,emfim1 ,roma no p]de ocasio de tir> d9heiro4 ,desde que uma pessoa nasce at que morre1 paga d9heiro e mais d9heiro p>a os c(res da egreja4 ,d9heiro p>a baptiz>1 d9heiro p>a cas>1 d9heiro p>a ent]r>1 d9heiro p>a missas1 d9heiro p>a tudo4 ,ah6 os sac]dotes de/a egreja no teem em conta que ,s4 ,paulo vivia cu/a d trabalho de suas mos1 e que nem ,s4 ,p$ro nem os demais apo/olos =am subv5cionados pelo ,e/ado3 no tiv]am p de alt>1 nem direitos p>oquiaes1 nem casulas batidas a oiro1 nem calices de prata1 nem baculos d mesmo metal1 nem ti>a1 nem mitra1 nem *apu c>d9alicio1 nem =am abades1 nem conegos444 ,porm1 se no t9ham nada di/o1 em troca recebiam1 p>a adm9i/ral-o1 o d9heiro dos ricos1 e com isso a egreja vivia com algum desafogo4 ,e/e era o co/ume apo/olico1 e por s] e/e co/ume que ns def5demos acusam-nos de h]ejes e nos excomungam1 e no fazem mais porque ,deus no lhes p]mite4 ,meus amigos1 j vos so conhecidas em p>te z d\tr9as dos cri/os evangelicos2 agora julgae por vs mesmos4 manh mesma hora de hoje1 se vos dign>des vs escut>-me1 fal>emos dalgum ponto d ,evangelho2 porm1 antes de vos retir>des1 sabei duas coisas3 primeira1 que de tal maneira ,deus am\ o mundo que lhe deu o ,seu ,filho ,unig5ito1 p>a que todo o que nele cr no p]ea1 mas t5ha a vida et]na 7,s4 ,joo #c3 #af74 ,a segunda que n5huma cond5ao ha p>a os que e/o em ,cri/o ,jesus 7,rom4 #h3 #a74 ,que o ,s5hor nos ab5e4 ,am54 ,julio retir\-se p>a a alcova1 e a g5te tambem saiu1 discut9do entre si2 alguns =am felicital-o4 ,o padre ,francisco1 que havia e/ado obs]v&o tudo1 dizia a ss comsigo3 --,e no h\ve esc&alo6 ,e esse homem que vae conv5cel-os6 ,como evit> isso8 ,o bom d padre trazia a cabea numa braza viva1 p5s&o como havia de inutiliz> o seu inimigo1 sem se lembr> de que era melhor tom> o p>ec] que o f>iseu ,gamaliel deu no conselho de ,j]usalem1 celebrado contra os apo/olos1 em que disse3 ,no vos metaes com e/es hom5s1 e deixae-os2 porque1 se e/e conselho1 ou e/a obra1 vem dos hom5s1 ela se desvanec]2 porm1 se vem de ,deus1 no a pod]eis desfaz]1 p>a que no p>ea que at a ,deus resi/is 7,atos #e3 #ch-dj74 ,,capitulo ,,xvi ,um s]mo1 um desafio1 e uma hora de f ,os vis9hos da casa de ,julio e/avam alvoroados4 ,entre eles t9ha-se desp]tado um movim5to religioso como p\cas vezes se tem vi/o4 ,m]ecia a p5a s oito horas da noite o ir v] o int]ior da casa2 pateo1 corr$or1 janelas1 tudo e/ava atulhado de pessoas1 que levantavam a cabea p>a olh> p>a um corr$or d qu>to &>1 donde um homem lhes falava4 ,t9ham decorrido c9co noites desde que ,julio pela primeira vez falra no corr$or1 e coisas m>avilhosas t9ham acontecido4 ,na sexta noite d culto1 a*ava-se ,julio prg&o1 e t9ha tomado p>a texto z palavras de ,jesus3 ,porque onde e/o dois ou tres reunidos em ,meu nome1 ahi e/\ ,eu no meio deles 7,s4 ,mat4 #ah3 #bj74 ,o nosso amigo e/ava quasi no fim da sua prgao1 depois de t] expo/o aos seus ouv9tes quo gr&e era o amor d ,salvador1 que1 depois de t] dado a vida pelos pecadores1 e/ava dispo/o a recebel-os1 pois que1 s com invocal-,o1 ,ele ,se aproximava dos coraes4 ,depois de tudo i/o1 disse3 ,temos1 pois1 que onde se reunem dois ou tres em nome d ,s5hor1 ali e/ a egreja4 ,portanto1 meus amigos1 no necess>io ir a tal ou tal egreja1 nem escut> e/a ou aquela pratica1 no2 se dois ou tres cri/os se unem em um cam9ho ou num des]to1 e ali elevam os seus coraes p>a or>1 ou antes p>a fal> de ,jesus1 ali e/ a ,egreja com o seu div9o ,esposo no meio4 ,mais facil que o ,s5hor habite em uma pobre agua-furtada1 onde uma familia faz a sua orao matut9a1 d que num templo onde os s5tidos se deleitam e o espirito se di/rae com o som d orgo1 o espectaculo d luxo e os p]fumes d inc5so4 ,sabei que o ,s5hor no habita em templos feitos por mos de hom5s1 como diz o pr(eta3 ,o cu o ,meu trono1 e a t]ra o e/rado dos ,meus ps4 ,que casa ,me edific>eis vs1 diz o ,s5hor1 ou qual o log> d ,meu rep\so8 ,no fez1 porv5tura1 a ,m9ha mo todas e/as coisas8 7,atos #g3 #di--ej74 ,assim fala o ,s5hor4 ,no so1 pois1 z afilagranadas cupulas duma cat$ral1 ou os sumptuosos tetos dum templo1 nem os canticos lat9os1 nem o inc5so1 nem z luzes1 nem o luxo1 os objetos que fazem com que o espirito de ,deus desa das manses cele/es onde habita2 antes pelo contr>io1 essas coisas afug5tam o ,espirito de ,deus4 --,z suas malditas idz1 sim1 que o conduziro a si e queles que o escutam aos inf]nos--disse uma voz d fim d corr$or4 ,todos os olh>es se dirigiram p>a o sitio donde havia saido a voz1 e d]am com o padre ,francisco1 que1 aceso em ira1 apo/r(ava o vidraceiro4 ,taes insultos lhe dirigiu que os assi/5tes comearam a grit>3 --,fra1 corvos6 ,fra1 corvos6 ,no qu]emos lat9orios4 --,o ,evangelho cl>o1 e os padres no qu]em que a g5te o leia1 p>a que se no v5ham a descobrir os seus embu/es4 --,fra1 fra o padre6 --,sil5cio1 meus amigos--grit\ ,julio4 ,a voz]ia cess\1 e ento o vidraceiro1 dirig9do-se ao padre ,francisco1 disse-lhe3 --,podia no int]romp] a nossa reunio por um modo to p\co delicado4 ,no sei porque seja tratado assim aquele que diz a v]dade4 --,voc nem diz nem conhece a v]dade--exclam\ o padre ,francisco4 ,e acresc5t\ com conc5trado odio3 --,voc um mis]avel que recebe d9heiro dessas malditas soci$ades +lezas p>a p]d] a ,hespanha1 p>a subjugal-a444 --,sr4 padre ,francisco--disse ,julio num tom veem5te--,o s5hor um caluniador4 ,c]tam5te que a si que eu devo o prg> o ,evangelho2 pois saibam todos que1 por causa desse s5hor1 p]di a m9ha loja e a m9ha posio4 ,to c>itativo1 fez quanto pde p>a a m9ha mis]ia e p>a a mis]ia da m9ha familia4 --,fra1 fra o padre6--grit>am de novo z pessoas pres5tes4 --,sil5cio6--torn\ a exclam> ,julio--,o sr4 padre ,francisco um dos padres de mais tal5to da freguezia2 tem e/udos1 e diz que e/\ no erro2 eu1 pelo contr>io1 no s\ mais d que um pobre arti/a sem e/udos1 e1 mais a9da1 com um futuro bem tri/e4 ,pois apez> disso1 eu desafio-o a discutir comigo na vossa pres5a4 --,bem1 bem--exclam>am os circun/antes4 --,s5hores--disse o padre ,francisco1 um tanto emb>aado1--eu no posso discutir com e/e homem sem lic5a dos meus sup]iores2 portanto no lhe aceito o repto1 antes o desprzo4 --,p>ece-me--disse ,julio--que isso uma evasiva2 o s5hor1 se 1 como diz1 m9i/ro d ,evangelho1 no pode deix> de combat] o erro onde qu] que se encontre2 a s5t9ela que v como o inimigo se aproxima da bre*a que ela gu>da no esp]a que os seus *efes lhe m&em faz] fogo3 assim o s5hor deve coloc>-se em fr5te d erro sem agu>d> lic5a de n+uem4 --,e/e--exclam\ furioso o padre ,francisco--no log> proprio p>a discutir4 ,a casa propri$ade d s5horio1 e no p>a que voc v5ha com o seu palavriado esc&aliz> os vis9hos com suas corrompidas d\tr9as4 --,fra6 fra o padre6--disse uma voz4 --,fra8--repetiu o padre4--manh v\ d> p>te ao s5horio de tudo quanto aqui se e/ pass&o1 e v]emos se se lhes prohibe ou no amonto>em-se nas escadas e no corr$or1 int]romp5do a passagem4 --,pois s5hores--grit\ um dos moradores--em m9ha casa1 de manh em deante1 ha log> p>a nos reunirmos4 ,se o sr4 ,julio quiz]1 podem todos junt>em-se ali sem escrupulo1 e assim deix>emos z escadas livres1 p>a que o sr4 padre ,francisco possa desc] e subir1 sem que a sua sota9a se am>rote4 ,todos os moradores aplaudiram1 emquanto que o padre ,francisco entr\ em sua casa aceso em col]a4 ,julio concluiu o s]mo1 e1 depois de fic> conv5cido de que na noite proxima se celebr>ia culto em casa d vis9ho1 que a t9ha (]ecido1 cada qual foi p>a sua casa1 e meia hora depois o socego e sil5cio re9avam em todas z habitaes4 ,julio e sua esposa e/avam s5tados em casa1 conv]s&o4 --,e que vaes faz]8--disse-lhe a esposa4 --,no sei--respondeu ,julio1--no sei2 todas z portas se fe*am2 hontem esp]ava trabalho1 porm o me/re no fic\ com a obra e no me pde admitir4 ,bem sabe ,deus1 qu]ida esposa1 que sm5te s9to i/o por ti e por nosso filho4 ,os recursos esgot>am-se1 e no vejo de pronto como pod]emos obt] rem$io4 ,eu sei que ,deus provid5ci>1 sim1 indubitavelm5te tem que o faz]4 ,fui v5d] a f]ram5ta1 porm qu]em val]-se da ocasio1 e por aquilo que me cu/\ duas libras sm5te me do uma4 --,julio1 j te disse que no v5das a f]ram5ta2 se manh nos e/abelec]mos de novo1 f>-te-ha falta4 --,c]tam5te1 e no sei que e/ranho press5tim5to me diz que torn>emos p>a a loja que deixmos4 --,muito me alegr>ia com isso--disse ,dres1--porque foi naquela casa que morr]am os nossos paes4 ,sabes--acresc5t\--que manh t5ho de ir ao ,monte dos socorros emp5h> alguns objetos4 --,ah6 ,dres6--exclam\ ,julio--se tu tivesses f6 ,dize3 crs com todo o corao o que e/ escrito na palavra de ,deus8 --,sim1 ,julio4 ,o vidraceiro peg\ na ,biblia1 que e/ava em cima da meza1 e disse3 --,dres1 no temos d9heiro p>a compr> po manh1 e1 se no vaes emp5h> alguns objetos1 nem mesmo umas tri/es sopas podes d> ao nosso filho1 no v]dade8 ,e/as palavras arranc>am sil5ciosas lagrimas dos olhos de ,dres1 que ap]t\ ao peito o filh9ho1 que ela beij\ s(regam5te1 entretanto que a creanc9ha se sorria1 indif]5te aos pez>es daquela que a e/reitava em seu seio4 --,no *ores--cont9u\ ,julio1--o ,s5hor mesmo nos ens9\ a diz]3 ,d-nos o po nosso de cada dia2 pois bem1 vamos or>1 p$9do-,lhe esse po4 ,julio abriu a ,biblia no ,evangelho de ,s4 ,joo1 cap4 #af1 e leu os v]siculos #bc e #be1 diz5do3 --,escuta e/a preciosa promessa feita por ,jesus2 ,na v]dade1 na v]dade1 vos digo3 se vs p$irdes a ,meu ,pae alguma coisa em ,meu nome1 ,ele vol-a ha de d>4 ,vs at agora nada p$i/es em ,meu nome2 p$i e receb]eis1 p>a que o vosso gozo seja completo4 ,tudo o que p$irdes em orao1 cr5do1 o receb]eis4 ,agora1 com to ricas promessas1 e to bom ,int]cessor1 pro/remo-nos deante de ,deus4 ,,capitulo ,,xvii ,o d9heiro d diabo e o d9heiro de ,deus s onze horas d dia segu9te quela noite de que acabamos de fal>1 a*avam-se ,julio e ,dres em sua casa1 dialog&o assim3 --,com que1 nada encontra/e8--dizia ,dres4 --,nada1 ,dres1 nada absolutam5te4 --,e vamos fic> assim todo o dia8 ,no temos d9heiro p>a com]1 e nem a9da ac5di lume por no t] que cos9h>4 ,o m59o mama muito1 e eu s9to-me cair de fraqueza4 ,que vamos faz]8 ,julio p]maneceu em sil5cio por alguns mom5tos1 e em seu ro/o via-se retratada a luta que atorm5tava a sua alma4 ,nunca a t5tao o havia p]seguido com mais =a4 ,via s(r] sua esposa1 e tudo o levava a p]d] a sua confiana em ,deus4 ,por fim1 depois dum breve espao de tempo1 aban\ a cabea1 como se quizesse afa/> dela alguma ida que mais o atorm5tava1 e disse em respo/a a sua esposa3 --,o que f>emos8 ,esp]>4 ,esp]> que ,deus responda nossa orao4 ,ne/e mom5to o padre e outro sac]dote ap>ec]am porta4 --,bons dias1 s5hores--diss]am eles ao v]em o vidraceiro e sua mulh]4 --,bons dias--respond]am eles1 e ,julio acresc5t\3--,que pret5dem8 --,vimos--respondeu o padre ,francisco--fal> comsigo4 --,nesse caso entrem4 ,ambos entr>am1 e1 emquanto ,julio fe*ava a porta1 ,dres (]eceu uma cadeira a cada um deles4 ,o padre ,francisco tom\ a palavra1 e disse a ,julio3 --,julio1 c]tam5te e/ranh> a m9ha v9da a sua casa1 no v]dade8 --,e a que devo eu a honra da sua visita8 --,vimos v] se af9al nos h>monizamos4 --,no ent5do4 --,pois olhe1 a loja que ocupava e/ a9da por alug>2 qu] torn> a ocupal-a8 --,no1 s5hor1 porque p>a isso p>ece-me que s]ia preciso faz] alguma coisa que nem sequ] desejo que se me proponha4 ,o amigo d padre ,francisco tom\ a palavra e disse3 --,apez> de no t] a honra de o conhec]1 fui convidado por e/e amigo p>a lhe fal>4 ,o padre cal\-se1 e depois duma breve pausa cont9u\3 --,eu s\ o confessor da sr4 condessa de ,x444 e t5ho ba/ante influ5cia sobre ela4 ,o amigo trabalhava naquela casa1 e por suas exquisitas idz p]deu o trabalho4 ,porm1 a coisa mais simples eu fal> com a condessa e im$iatam5te pod] de novo s] readmitido ao trabalho no palacio4 ,j falei com o sr4 padre ,francisco sobre aquilo que pod]emos faz] por si1 e se ab&ona o mau cam9ho que trilha pode a9da s] feliz4 ,illu/ration3 444uma c>ta e uma letra de dezoito libras ,pag4 #adf4 --,s5hor padre--respondeu ,julio1--agradeo o int]esse que a m9ha situao lhe desp]ta1 porm inutil que fale por mim condessa4 ,hoje um dia em que a9da no almomos2 porm1 antes morr] de fome d que neg> o meu ,salvador4 --,vamos1 e/ resolvido a cont9u> a prg> aqui na casa8 --,mais d que nunca1 respondeu ,julio4 --,bonita prgao ha de faz]1 se a9da no comeu4 --,o ,s5hor me alim5t> com a ,sua palavra1 pois que e/ escrito3 ,no sm5te o homem viv] d po1 mas de toda a palavra que sae da boca de ,deus4 --,muito bem2 pois agora mesmo lhe d>emos duas libras se no prg>4 --,no prg>8 ,ora sempre os s5hores teem coisas6 ,o seu d9heiro p]ea com os s5hores1 que julgam amordaar com ele a palavra nos meus labios4 ,o ,s5hor d-me alguma coisa que vale mais d que algumas libras4 ,cri/o deu-me uma coisa1 a m9ha salvao1 a qual1 apez> de os s5hores julg>em v5del-a a tanto por missa1 no comprada com todo o d9heiro d mundo4 ,no prg>6 --,porm--disse o confessor dos condes de ,x444--se o no faz por si1 faa-o ao m5os por sua esposa e filho4 ,vocemec s5hor da sua vontade p>a se deix> morr] fome1 porm no deve obrig> os outros a que o faam4 --,julio--disse o padre ,francisco-- to cr$ulo que julga v] entr> por aquela porta o corvo de ,elias com um po no bico4 --,sr4 padre ,francisco1 eu no e/ranh>ia v] entr> um corvo com po2 pois ,aquele que o m&\ a ,elias vive a9da e todo pod]oso p>a m&>-me a mim1 no um corvo1 mas sim um anjo1 que me con=te4 --,v l--disse o padre ,francisco1 levant&o-se--apez> de no qu]] c$]1 e p>a que veja que no somos to maus como julga1 ahi tem essa libra p>a que se rem$eie2 entretanto p5se bem na sua situao4 ,o padre ,francisco dirigiu-se a ,dres p>a d>-lhe a libra1 mas1 antes de lha deix> cair no regao1 ,julio susp5deu o brao d padre1 diz5do-lhe3 --,agradeo-lhe d corao a esmola1 porm gu>de o seu d9heiro1 pois que ns p>a nada o qu]emos4 ,o padre ,francisco1 sem pod] respond] uma palavra1 e met5do o d9heiro no bolso1 saiu furioso d qu>to1 seguido d outro sac]dote4 ,qu&o os dois esposos fic>am ss1 ,julio exclam\3 --,at qu&o1 ,s5hor1 ,te esquec]s de mim8 p>a sempre8 ,at qu&o afa/>s de mim a ,tua face8 ,o nosso ,deus refugio1 e es=o1 favorec$or nas tribulaes 7,sal1 #ab3a2 #de3a74 --,dres1 o ,s5hor pe prova a nossa f2 e sabe que o ,s5hor prova at ao ultimo mom5to4 ,tem f1 que ,deus provid5ci>4 ,passados uns mom5tos1 durante os quaes ,julio e/eve exort&o sua esposa1 bat]am de novo porta4 ,julio foi abril-a1 e um c>teiro ap>eceu com uma c>ta p>a o vidraceiro4 ,julio fe*\ a porta1 e1 dirig9do-se a sua esposa1 disse-lhe3 --,s] e/a c>ta a respo/a nossa orao de hontem noite8 ,antes que ,dres respondesse1 rasg\ o envelope1 e tir\ de d5tro dele uma c>ta e uma letra de dezoito libras4 ,julio leu em voz alta3 ,povoao de 999999 ,qu]ido vis9ho ,desejo d corao que ao receb] e/a passe sem novidade em companhia de sua mulh] e seu filh9ho4 ,eu gzo saude e alegria1 graz a ,deus4 ,porm1 como teve coragem p>a s(r] tanto sem4448 ,vamos1 digo-lhe que eu no t5ho paci5cia1 e que o padre ,francisco no f>ia o que fez se eu ahi e/ivesse4 ,p5s&o bem1 eu devia zang>-me comsigo1 porque e/> em necessidade e no me p$ir nada coisa que no compre5do1 e que no de amigo4 ,porque no me escreveu8 ,emfim1 agora nada se rem$eia d que deixo dito1 vi/o o mal j e/> feito4 ,remeto-lhe essa letra p>a que torne p>a a sua loja1 e cont9ue no seu negocio4 ,no se aflija com a ida de que tem de me pag> essa quantia2 somos amigos e irmos em ,jesus2 assim que1 emquanto no tiv] d9heiro de sobra1 no mo pag>4 ,falei com o adm9i/rador das obras onde e/\ trabalh&o1 e pode vir e/a ass9> a escritura1 cujas condies lhe remeto1 p>a tom> a empreitada da obra de p9tura2 um bom negocio444 ,daqui em deante a c>ta falava de coisas relativas ao negocio de ambos1 e por fim dizia3 ,no o incomodo mais1 s5o p>a diz]-lhe que aqui no trabalhamos aos dom+os1 e que o trabalhador que solta ms palavras eu o despeo4 ,e m9ha mulh] e m9ha filha cont9uam de saude8 ,faa-me muito recom5dado a ,dres1 m9ha ,brigida e m9ha filha2 tambem me f> lembrado aos meus (iciaes1 muitos beijos no seu filh9ho1 e o vis9ho receba o c>9ho de/e que deseja muito vl-o4 ,joo4 ,qu&o ,julio acab\ de l] a c>ta1 olh\ durante alguns mom5tos p>a sua esposa1 que p>ecia e/> im]sa num sonho1 e por fim exclam\3 --,qu&o me via atribulado clamei ao ,s5hor1 e ,ele me respondeu 7,sal4 #ai3 #a74 ,eis aqui1 ,dres1 a respo/a nossa orao de hontem noite4 ,crs que ,deus sempre provid5ceia8 --,sim1 ,julio1 e peo p]do a ,deus pela m9ha falta de f4 --,e/e d9heiro m&ado por ,deus1 e devemos aceital-o2 agora demos graz ao ,s5hor por ,sua mis]icordia4 ,ambos os esposos se ajoelh>am1 e a voz de ,julio se fez ouvir1 diz5do3 --,l\va1 alma m9ha1 ao ,s5hor2 eu l\v>ei ao ,s5hor durante a m9ha vida2 cant>ei salmos ao meu ,deus por quanto tempo eu viv]4 ,no queiras confi> nos pr9cipes1 nem nos filhos dos hom5s1 em quem no ha salvao4 ,sair o seu espirito e torn> sua t]ra2 naquele dia p]ec]o todos os p5sam5tos deles4 ,ditoso aquele de quem protector o ,deus de ,jacob e cuja esp]ana no ,s5hor seu ,deus1 o qual fez o cu e a t]ra1 o m> e todas z coisas que neles ha2 o que gu>da v]dade p>a sempre1 faz ju/ia aos que s(rem injuria2 d su/5to aos fam9tos4 ,o ,s5hor desata os que e/o em grilhes2 o ,s5hor alumia os cegos2 o ,s5hor levanta os oprimidos2 o ,s5hor ama os ju/os2 o ,s5hor gu>da os p]egr9os1 amp>a o orfo e a viuva1 e de/ruir os cam9hos dos pecadores4 ,o ,s5hor re9> pelos sculos2 o teu ,deus1 oh ,sio1 re9> por todas z g]aes4 7,sal41 #ade74 ,s5hor1 graz ,te damos por tudo o que t5s feito p>a ns1 em nome de ,jesus4 ,am54 ,depois duma curta pausa1 ,dres disse3 --,s5hor1 aum5ta a nossa f e p]da os nossos mom5tos de duvida1 por amor de ,jesus4 ,am54 ,qu&o se levant>am de or>1 ,julio correu a d> noticias de ,joo a ,brigida e a ,antonia1 e em seguida foi ao banco receb] a letra4 ,uma hora depois ,julio e ,dres almoavam1 e duas horas mais t>de j ,julio t9ha falado com o s5horio1 fic&o outra vez s5hor da loja1 pelo que foi tirado o papel que anunciava que a loja se alugava4 ,o padre ,francisco not\ aquilo1 e disse comsigo1 esfreg&o z mos de alegria3 --,ol6 ,ento j e/ alugada a loja6 ,agora1 se o vidraceiro quiz] e/abelec]-se1 t] que ir procur> outra4 ,s9to com i/o um gr&e praz]4 ,oh6 como e/\ alegre6444 ,,capitulo ,,xviii ,pobre padre ,francisco ,depois dum dia em que a ,provid5cia de ,deus havia to mis]icordiosam5te tirado a ,julio dos apuros em que se a*ava1 e/e1 com o corao inundado de gozo1 prep>\-se p>a prg> na casa que o vis9ho1 por um impulso espontaneo1 lhe havia c$ido p>a l fal> de ,deus4 ,o padre ,francisco no podia lev> a bem e/as coisas4 ,sagaz e manhoso1 m$ia a gr&es passos o soalho d seu gab9ete1 ve/ido de habitos tal>es1 com um b>rete de veludo preto na cabea1 e o cig>ro na boca2 passeava ali1 m$it&o no modo de ext]m9> ,julio e com ele a m sem5te1 qu&o umas ligeiras pancadas so>am na porta4 --,entre--disse o padre ,francisco4 ,a creada foi diz]-lhe que a sr4 ,joana desejava vl-o4 --,que entre--disse o padre4 ,mom5tos depois entr\ uma mulh]1 que saud\ o padre1 beij&o-lhe a mo1 e diz5do-lhe3 --,diss]am-me que vossa s5horia deseja fal>-me1 e por isso v5ho aqui p>a sab] o que deseja4 --,os meus agradecim5tos4 ,diga-me3 hontem noite foi ouvir o vidraceiro8 --,sim1 s5hor2 agora j no fala no corr$or1 mas sim em casa d sr4 ,hipolito4 noite foi l muita g5te2 e olhe que disse coisas muito boas2 fal\ de ,deus1 das t5taes de ,jesus1 qu&o o diabo ,lhe disse que conv]tesse z p$ras em pes1 e qu&o o ,s5hor lhe disse que a ,deus sm5te se deve ador>444 ,a e/e respeito disse que era um gr&e pecado a g5te pr-se de joelhos deante dos santos444 f9alm5te1 fal\ muito bem444 --,ba/a1 ba/a--exclam\ o padre ,francisco4--,s5hora ,joana1 aquilo que ,julio disse no foi mais d que uma s]ie no int]rompida de erros1 cond5ados pela egreja1 pelo papa1 pelos concilios e por todos aqueles que teem sido reconhecidos por santos4 ,apo/o que no fal\ bem dos padres8 --,nem bem1 nem mal4 --,apo/o que no fal\ bem da egreja romana8 --,no disse nem uma palavra4 --,no importa1 esse sil5cio um pecado4 ,disse alguma coisa de ,m>ia santissima8 --,no1 s5hor4 --,j se v2 pois se os prote/antes no crem nela6444 ,todos esses propagadores de nova especie no so s5o pessoas que teem por (icio engan> os outros1 a troco duma c]ta quantia que recebem p>a isso4 --,e com que int]esse8444 --,oh6--int]rompeu o padre ,francisco--,vocemec no pode compre5d] o int]esse que teem1 nem o fim que teem em vi/a4 ,se no fossem os sac]dotes1 j t]ia desap>ecido a religio dos nossos paes6 ,p>a socego da sua alma1 eu peo-lhe que no v ouvir essas ms d\tr9as4 --,muito bem1 s5hor padre ,francisco--respondeu a mulh]1 f>ei tudo o que m&e4 --,porm mi/]1 em troca1 ajud> a egreja4 --,sim1 s5hor1 sim1 eu a ajud>ei4 --,bem2 pois pode faz] com que nessa casa no se prguem mais h]esias1 e eu a recomp5s>ei4 --,como8 --,a habitao onde mora fica pelo lado de cima d qu>to onde prga esse doido4 ,agora o que podemos faz] arranj>mos g5te p>a faz] muito b>ulho1 corr] dum lado p>a o outro1 assobi>1 arra/> z cadeiras1 etc4 etc4 ,de/e modo1 como o ruido os di/rair1 no pod]o ent5d]-se1 e acab> por no ir n+uem reunio4 ,eu d>ei duas pesetas por cada noite em que haja reunio4 --,s] s]vido1 s5hor padre ,francisco1 no pelo int]esse d d9heiro1 mas sim p>a agrad> a ,deus1 e e/a mesma noite comearemos a t>efa2 asseguro-lhe que e/a noite no se ent5d]o4 ,porm o meu qu>to muito pequ5o1 e no alcana s5o uma p>te da sala onde eles se reunem3 s]ia bom diz] quele que vive no qu>to d lado p>a que faa o mesmo4 --,bem2 arranje tudo e faa o que bem lhe p>ea1 comtanto que consigamos o fim desejado3 int]romp] z reunies4 --,bem2 assim se f>4 ,o padre ,francisco deu tres pesetas mulh]1 que hipocritam5te no qu]ia recebel-z2 porm por fim aceit\-z e saiu4 ,p\cos mom5tos depois de fic> s1 o padre ,francisco torn\ a encet> o monologo int]rompido pela *egada da sr4 ,joana4 --,de/e modo--dizia comsigo--no pod]o dur> muito z reunies1 porm o caso que todos falam bem d que dizem essas pessoas4 ,no1 p\co tempo lhes dur> o passatempo2 agora j outra coisa3 se o meio de faz] b>ulho no surtir efeito1 v\ t] com o s5horio1 (]eo-lhe c9co pesetas mais d que ,julio lhe d1 e com c]teza que o desp$e4 ,de rep5te olh\ p>a o relogio de p>$e e exclam\3 --,com a brca6 ,dez horas m5os v9te1 e s dez t5ho de diz] missa6444 ,vamos6 ,em seguida poz a capa1 e1 depois de recit> algumas oraes em latim deante dum crucifixo de m>fim1 saiu4 --,t]o j ab]to a loja que p]t5ceu a ,julio8--p5sava ele ao desc] a escada2--s5do assim1 entro e direi ao novo inquil9o que deite ba/ante agua b5ta em todos os cantos p>a afug5t> o diabo4 ,ni/o *eg\ rua1 e efectivam5te a loja d vidraceiro e/ava ab]ta1 se bem que nas e/antes no h\vesse nada e os vidros e/ivessem sujos4 ,evid5tem5te o novo inquil9o e/ava-se mud&o4 ,o padre ,francisco foi pr por obra o seu p5sam5to2 *eg\ porta da vidraa1 levant\ o fe*o1 abriu1 e um grito saiu de sua boca4 ,no meio da loja e/ava um homem d&o ord5s p>a a colocao dos objetos1 e esse homem era444 era444 ,julio4 ,a surpreza no p]mitiu que o padre ,francisco dissesse uma palavra4 ,volt\ a fe*> a porta1 e1 palido e convulso1 entr\ outra vez no portal p>a p]gunt> ao porteiro como que ,julio e/ava na loja1 donde dias antes havia sido desp$ido4 --,porque volt\ de novo a alugal-a--respondeu o porteiro4 ,tal abalo produziu e/a noticia no sac]dote que1 cambale&o1 como se e/ivesse brio1 subiu com cu/o os degraus da escada1 recolheu-se em casa1 e naquele dia no disse missa4 ,,capitulo ,,xix ,evangelicos e romanos ,ao aceit> o d9heiro que to g5]osam5te lhe m&\ o seu vis9ho ,joo1 ,julio aceit\ tambem z condies das obras que ele lhe (]eceu p>a tom> de empreitada4 ,por e/e motivo foi =ado a sair de ,madrid1 mas1 como no qu]ia que se susp5dessem z reunies1 enc>reg\ delas um jov5 evangeli/a1 o qual cont9u\ prg&o durante o tempo em que ,julio e/eve aus5te4 ,o jov5 a quem ,julio deu o enc>go de cont9u> a obra por ele pr9cipiada fl-o apez> de quantos ob/aculos lhe poz]am p>a o dissuadir disso o padre ,francisco e os seus4 ,entretanto1 os co/umes duma gr&e p>te dos vis9hos iam-se re=m&o notavelm5te1 graz pod]osa influ5cia d ,evangelho4 --,bons dias1 s5hora ,dres--diziam esposa d nosso amigo4 --,bons dias--respondeu ela--2 ento como vamos8 --,muito bem4 ,diga3 hav] e/a noite culto8 --,sim1 s5hora2 e/a noite1 como todas z outras4 --,alegro-me muito com isso1 porque no qu]o que meu m>ido p]ca um4 ,no sabe que desde que ouviu o ,evangelho e/ mudado8 ,no sabe que j no dom+o no foi jog> bola8444 ,nem se embeb$\4 ,saiu pela manh1 s dez e meia2 e eu desde logo voltei-me p>a ,deus p>a p$ir-,lhe3 ,s5hor1 p]miti que o meu ,jos no se embeb$e hoje4 meia hora depois d meio-dia disse-me3 ,francisca1 prep>a-te e prep>a o pequ5o1 que vamos d> um passeio4 ,acr$ite-me1 ,dres1 que julguei que e/ivesse sonh&o4 ,qu&o fui p>a a alcova p>a ve/ir-me1 pulava de alegria4--,imag9e1 ha doze anos que e/amos casados e ha onze que no sahia com ele4 ,ve/i-me1 arranjei o pequ5o1 e qu&o *egmos porta da rua1 sab5do o seu co/ume de1 logo que sahia1 se dirigir p>a o jogo da bola1 encam9hei-me p>a esse lado1 mas ele disse-me3 ,vamos por e/e lado1 pois que odeio o sitio onde se joga a bola3 quantas b(etadas te dei por ir ali64 ,int]roguei-o c]ca d caso1 e disse-me que desde uma noite em que o seu m>ido leu e fal\ sobre um texto que diz1 ,no vos enganeis1 porque nem os que se do a beb$ices entr>o no re9o de ,deus1 essas palavras grav>am-se-lhe de tal modo no corao1 produz9do-lhe tal impresso1 que desde ento at agora no torn\ a embeb$>-se4 --,muito me alegro pelo que me diz c]ca da mudana de seu m>ido--disse ,dres--2 pelo que deve d> graz a ,deus1 no a meu m>ido2 pois s ,deus o que pode mud> os coraes1 e ,ele quem mud\ o corao de seu m>ido4 --,diga-me1 s5hora ,dres3 s5do to bom aquilo que o seu m>ido diz1 porque que os padres lhe fazem tanta gu]ra8 --,pois a razo cl>a3 emquanto eles1 por exemplo1 dizem que ha um purgatorio1 meu m>ido e todos os que crem na ,biblia1 que a ,palavra de ,deus1 negam a exi/5cia de tal log>2 porque na ,palavra nada se diz a tal respeito4 ,emquanto os padres1 diz5do que so os sucessores dos apo/olos1 asseguram que praticam o que aqueles pratic>am1 ns1 os cri/os evangelicos1 lhes p]guntamos com a ,biblia na mo em que log> disse missa algum dos apo/olos1 ou lhes p$imos que nos mo/rem z indulg5cias conc$idas por ,s4 ,p$ro ou ,s4 ,paulo4 --,tem toda a razo4 ,at depois4 ,entretanto1 os vis9hos p>tid>ios d catolicismo1 ou1 antes1 aqueles que1 s5do indif]5tes a toda a d5om9ao religiosa1 eram cegas maqu9as d padre ,francisco1 faziam os maiores es=os1 j que no podiam imp$ir z reunies1 ao m5os p>a e/orv> a tranquilidade que deve re9> nelas4 ,p>a que os nossos leitores possam =m> uma ida d que co/umam faz] os inimigos d ,evangelho1 ref]iremos o que se pass\ um dom+o noite em casa d sr4 ,hipolito1 emquanto se celebrava o culto4 ,como dissemos1 era dom+o4 s oito horas da noite1 a habitao d sr4 ,hipolito e/ava *eia de g5te4 ,num dos extremos da sala ha uma mesa1 e por detraz dela e/ um jov5 de v9te a v9te e c9co anos de edade1 ve/ido mode/am5te3 fala sobre o que e/ escrito no ,evangelho de ,s4 ,mateus1 cap4 #g3af4 ,pelos seus frutos os conhec]eis4 ,emquanto ele se es=ava por demon/r> aos seus ouv9tes como cada um mesmo podia conhec]-se e d> a conhec] aos outros se era cri/o1 o teto da sala p>ecia vir abaixo4 ,pancadas no soalho1 g>galhadas1 cantigas em altas vozes1 ruido de objetos que rodavam em direces opo/as1 um b>ulho similhante ao duma habitao de l\cos1 e no dum apos5to onde vivessem creaturas racionaes4 ,alm d incomodo que i/o causava1 di/ra9do aqueles que escutavam1 no pode diz]-se o mal que i/o causava ao prgador1 di/ra9do-o tambem e obrig&o-o a levant> a voz e a no descanar um mom5to afim de mant] a at5o d auditorio4 --,sim--dizia ele1--pelos frutos bons ou maus de cada um1 i/o 1 por meio das nossas obras na vida di>ia1 que conhecemos e damos a conhec] se somos cri/os444 ,ne/e mom5to uns fragm5tos de gesso cairam d teto1 emquanto que se s5tia um ruido inf]nal4 ,alguns dos que e/avam escut&o sairam e dirigiram-se habitao d vis9ho de cima p>a p$ir-lhes que fizessem m5os b>ulho4 ,p5etremos ns ali p>a v] em que se ocupam aqueles s]vos de ,roma4 ,em uma pequ5a habitao a*am-se umas v9te pessoas de ambos os sexos1 que ao som duma guit>ra desaf9ada saltam1 pateiam1 correm1 vo e veem4 ,sobre uma mesa suja e imunda e/ um gr&e j>ro com v9ho4 ,a desordem que re9ava era m$onha4 ,ao pr9cipi> a fe/a1 a dona da casa havia-lhes dito que o objeto da reunio era imp$ir1 por meio d b>ulho1 os cultos prote/antes que se celebravam no qu>to que ficava pelo lado de baixo4 ,p>a melhor os anim>1 disse-lhes um sem num]o de desat9os que devemos cal>1 e por fim decl>\-lhes que o padre ,francisco lhes pagava aquele j>ro de v9ho1 po e queijo1 p>a pass>em agradavelm5te aqueles mom5tos4 ,qu&o s\b]am que o fim com que ali se reuniam era p>a d> esc&alo1 fiz]am-no com a maior alegria4 ,cantavam z mais grosseiras ces1 mi/uradas com fr5eticos morras dados aos prote/antes2 e no de e/ranh> que fizessem tudo aquilo em nome da religio1 vi/o que era um sac]dote quem pagava a despeza1 e tudo era feito por inspirao sua4 ,z pessoas que se dirigiam a e/e foco de infamia *eg>am por fim4 ,ao ap>ec]em1 cess\ o b>ulho1 e um deles1 que vivia na casa1 disse s5hora ,joana3 --,vimos p$ir-lhes que faam m5os b>ulho1 pois aquilo que e/o faz5do indicio de m creao1 que no podemos tol]>4 --,ns--replic\ a s5hora ,joana--e/amos em nossa casa1 onde n+uem m&a1 e onde podemos faz] o que muito bem nos d] na vontade4 --,sim1 m5os incomod> os vis9hos2 e/a uma casa em que vivem muitos moradores1 e portanto no ha que at5d] comodidade p>ticul>1 mas sim g]al4 --,sabe o que lhe digo8--respondeu1 desagrav&o-se1 a s5hora ,joana--pois se ns os incomodamos com o b>ulho d baile1 bailem vocs tambem3 e incomod>-nos-hemos dessa maneira mutuam5te e444 ,alm disso1 se vocs no e/ivessem faz5do brux>ias1 no t]iam dado log> a i/o4 ,sobretudo1 e/\ em m9ha casa444 e o que disse e/ dito4 --,ol6--acresc5t\1 dirig9do-se aos seus amigos1--toca a bail>4 ,viva a religio6 ,morram os prote/antes6 ,era quasi c]to que romanos e prote/antes viriam s mos1 se no se apres5tasse a autoridade d log>1 acompanhado d dono da casa em que se celebrava o culto evangelico4 ,a dita autoridade foi pres5ci> a reunio evangelica1 e foi te/emunha ocul> de tudo o que se pass\2 pelo que1 *eg&o porta d qu>to1 no mom5to mesmo em que ,joana pronunciava z palavras que j conhecemos1 disse3 --,boas noites1 s5hores4 ,aquelas boas noites fiz]am com que o socego se re/abelecesse4 --,p>ece-me que demasiado o b>ulho que vocs fazem1 e v5ho diz]-lhes que isso incomoda os vis9hos4 ,um dos hom5s1 que e/ava toc&o a guit>ra1 levant\-se e1 dirig9do-se ao recem*egado1 sem sab] quem era1 disse-lhe3 --,quem voc p>a fal> assim8 ,creia que j me aborrece tanto palavriado1 e1 se me *ega a mo/>da ao n>iz1 nem voc nem n5hum dos prote/antes que e/o l em baixo fica com um cabelo na cabea4 --,p>ece-me que o v9ho faz com que fale desse modo1 alis444 --,se no se cala--int]rompeu o homem1--arremesso-lhe daqui mesmo onde e/\ com444 ,j lhe disse1 quem voc8 porv5tura algum prote/ante8 --,s\ quem agora mesmo o leva p>a a casa de det5o2 s\ o reg$or da freguezia4 ,e ao ouvir i/o todos fic>am como e/atuas4 --,s5hor reg$or--disse1 passados alguns mom5tos1 a dona da casa1 com uma entoao to s]vil agora como antes t9ha sido insultante--s5hor reg$or2 eu lhe confess>ei por que razo e/amos faz5do o que v1 se n5hum mal nos fiz]4 --,o esc&alo sempre esc&alo1 e o meu dev] ca/igal-o2 porm queira diz]4 --,o padre ,francisco1 que vive no &> sup]ior1 d-nos algumas pesetas p>a faz]mos b>ulho e int]romp]mos z reunies prote/antes que se celebram l em baixo1 e ns sem sab]444 pois444 o faziamos4 --,bom2 vamos t] com o padre2 porm v5ha a s5hora comigo4 ,todos desc]am1 e1 ao pass>em pela porta1 ab]ta de p> em p>1 da casa d sr4 ,hipolito1 ouviam a voz d prgador1 que1 t]m9&o o culto1 orava1 diz5do naquele proprio in/ante3 --,s5hor1 p]da aos nossos vis9hos l de cima1 que em sua cegueira pr(anam o ,teu santo dia1 d&o esc&alo4 ,s5hor1 eles crem que desse modo abaf>o a ,tua palavra2 j vs o seu erro4 ,entretanto faze que ns demos frutos que manife/em a dif]5a que ha entre os que ,te conhecem e os que ,te no conhecem4 ,,capitulo ,,xx ,o ,cri/o das ,completas e um lignum crucis ,como acabamos de v]1 o reg$or1 acompanhado da s5hora ,joana1 entr\ na casa d padre ,francisco4 ,no nos dizem os nossos apontam5tos o que se pass\ entre eles1 porm o que sabemos que z reunies evangelicas cont9u>am com toda a regul>idade4 ,o mesmo padre ,francisco p>ecia t] p]dido o seu antigo ardor1 e agora nada fazia contra aqueles a que ele *amava seus inimigos1 se bem que no cessasse de p5s> e torn> a p5s> comsigo sobre o caso4 ,depois de p5sam5tos des5contrados1 acab\ por desej> t] uma conf]5cia com o jov5 que dirigia os cultos4 ,e/a soluo p>eceu-lhe a melhor de todas4 --,sim--disse ele comsigo1--esse jov5 muito creana a9da1 e com habilidade pod]ei in=m>-me por ele d que realm5te ha nessas soci$ades4 ,ao mesmo tempo pod]ei conv5cel-o dos seus erros1 e no me s] impossivel conseguir dele que uma noite1 em vez de celebr> o culto1 como eles dizem1 faa uma retractao das suas d\tr9as2 nesse caso eu triunfava1 e acabava com essa maldita obra1 e depois444 ,o padre esfreg\ z mos de cont5te1 e depois trat\ de indag> onde e como pod]ia dirigir-se ao jov5 evangeli/a4 ,*eio de alegria1 peg\ na p5a e escreveu a segu9te c>ta3 ,madrid444 ,embaixadores n4444 ,sr4 ,mateus ,n4 ,se bem que no t5ha a honra de o conhec]1 s5o por tel-o vi/o algumas vezes1 peo-lhe me conc$a o especialissimo favor de aceit> um talh] m9ha meza1 s tres horas da t>de d dia de manh1 ou d dia que designe4 ,esp]o que no v] ni/o qualqu] traio3 e/\ dispo/o a d>-lhe quantas provas de segurana julgue conv5i5tes1 pois t5ho sm5te por objectivo fal>-lhe sobre religio4 ,seu afectuosissimo ,francisco ,m>ia dos ,anjos4 ,ao anoitec] daquele mesmo dia1 o padre ,francisco recebeu uma c>ta nos segu9tes t]mos3 ,madrid444 ,sr4 ,p4 ,francisco ,m>ia dos ,anjos ,aceito a honra que me conc$e1 e manh s tres horas da t>de e/\ sua disposio4 ,nada receio1 porque ,deus ir na m9ha companhia2 sm5te peo a ,v4 que1 se vamos trat> de assuntos da religio1 seja com a ,biblia na mo4 ,seu afectuosissimo s]vo1 que deseja s] seu irmo em ,jesus1 ,mateus ,n4 ,no dia segu9te1 p\cos m9utos antes das tres1 o jov5 evangeli/a batia porta d padre ,francisco1 que veiu logo receb] o seu hosp$e1 e/5d5do-lhe a mo com a expresso mais afectuosa1 e diz5do-lhe3 --,seja bemv9do1 s5hor ,mateus2 entre1 entre na m9ha habitao1 onde descanar e jant> comigo4 ,entr>am juntos na sala1 e1 passados alguns mom5tos de sil5cio1 disse o padre ,francisco3 --,queira desculp> que1 sem o conhec]1 lhe (]ecesse um talh] m9ha meza4 -- p>a mim subida honra--respondeu o jov5--o receb] uma tal prova da sua bondade p>a comigo4 ,seguiram-se alguns mom5tos de sil5cio1 durante os quaes o jov5 no desviava os olhos dum precioso arm>io de pau preto1 que o padre t9ha em fr5te da meza de jant>4 --,bonito movel6--exclam\ ,mateus4 --,realm5te--exclam\ o padre ,francisco-- uma bonita pea1 porm o que mais bonito e tem mais valor o que e/ d5tro4 ,o padre ,francisco levant\-se1 dirig9do-se ao arm>io1 e poz o d$o num boto am>elo1 o que deu log> a que z portas se abrissem1 deix&o v] uma especie de capela com o seu alt>1 imag5s e uma lampada de prata1 cuja luz ardia cont9uam5te4 ,ao abrir-se o arm>io1 o padre ,francisco tir\ o solideo1 fez uma rev]5cia ao alt> e1 volt&o-se p>a ,mateus1 disse-lhe3 --,v5ha v]1 que ha aqui coisas espl5didas4 ,o jov5 aproxim\-se d alt>1 sem se incl9> nem faz] o m5or s9al de rev]5cia4 --,veja--prosseguiu o padre ,francisco--o meu pequ5o tes\ro4 ,essa ,virgem d ,pil>1 que de prata1 tem um m]ito arti/ico extraord9>io4 ,aquele crucifixo de m>fim tambem muito bom1 e cu/\-me1 qu&o e/ive em ,roma1 tr9ta e c9co libras4 ,v aquele ,s4 ,p$ro8 ,foi pres5te da m9ha madr9ha de baptismo1 que mo deu qu&o cantei missa1 e ento meu padr9ho1 p>a que eu tivesse o p> completo1 m&\-me faz] aquele ,s4 ,paulo4 ,so ambos de oiro4 ,meu tio m&\-me d ,brazil1 qu&o era mordomo d arcebispo daquele paiz1 e/a reliquia3 um p$ac9ho dum dos degraus da casa de ,ans4 ,porm a9da no lhe mo/rei o melhor1 que aquele ,cri/o4 ,o padre ,francisco apontava p>a uma tla1 onde e/ava p9tado um ,naz>5o com a cruz s co/as3 repres5tava-,o de meio corpo e quasi d tamanho natural4 -- o ,cri/o das ,completas1 imagem muito milagrosa4 ,saiba que j fal\4 --,j fal\1 esse p$ao de l9ho6--exclam\ ,mateus4 --,sim1 s5hor2 queira ouvir a hi/oria4 ,essa imagem a*ava-se expo/a v5]ao dos fieis num conv5to2 nesse conv5to havia uma freira to enamorada dela que cada vez que se ajoelhava p>a ador> passava ali horas esquecidas4 ,suc$ia com i/o que1 a9da que o s9o tocasse p>a z rezas1 aquela esposa d ,s5hor no o ouvia e faltava sempre a elas4 ,uma t>de a*ava-se a freira em adorao imagem e toc\ o s9o p>a z ,completas1 porm ela no ouviu o toque1 e ento a div9a imagem1 abr9do os seus div9os labios1 avis\ a sua amiga1 diz5do-lhe3 ,olha que tocam p>a ,completas4 --,pois sr4 padre ,francisco1 no posso acr$it> no que diz4 ,fal> um p$ao de pano p9tado6 --,como8 ,acaso no fal\ a burra de ,balao8 --,sim1 s5hor1 porm aquele caso foi muito dif]5te1 pois444 --,fal>emos nisso depois d jant>4 ,veja outra preciosidade4 ,e/e ,lignum crucis tr\x]am-mo de ,j]usalem4 ,cresceu tanto emquanto o tr\xe ao pescoo que tive que o cort> tres vezes durante um ano4 ,o jov51 sem pod] cont]-se1 solt\ uma ruidosa g>galhada1 mas1 reprim9do-se em seguida1 disse ao padre ,francisco3 --,esp]o que me desculpe e/e imprud5te riso1 que me veiu sem qu]] aos labios2 e logo que fe*> o arm>io lhe cont>ei o motivo por que me ri qu&o me cont\ a hi/oria d ,cri/o das ,completas4 ,o padre fe*\ o arm>io e s5t\-se numa cadeira em fr5te d jov51 que disse3 --,ha p\co tempo a*ava-me eu numa loja de ourives de/a capital2 o dono1 que meu amigo1 deu a um apr5diz1 p>a que o limpasse1 um relic>io que ali t9ham levado p>a esse fim4 ,o relic>io era nada mais nada m5os d que um ,lignum crucis1 e1 ao dal-o o meu amigo ao apr5diz1 disse-lhe que tivesse todo o cuidado2 porm o rapaz1 ap5as lhe peg\1 deix\-o cair4 ,oh dr6 peg>am no relic>io1 olh>am p>a d5tro1 e a reliquia havia desap>ecido4 ,em vo a procuram1 mas como uma coisa sumam5te pequ5a no pde s] encontrada4 ,em tal situao que faz]8 ,pois1 s5hor1 um (icial da casa cort\ um p$ac9ho da cadeira em que e/ava s5tado e coloc\-o no sitio em que devia e/> a reliquia4 ,passado p\co tempo1 disse-me o meu amigo que a dona d relic>io o procur>a p>a lhe arranj> uns br9cos2 ento p]gunt>am-lhe pelo seu ,lignum crucis1 e toda alvoroada exclam\3 ,cresceu extraord9>iam5te desde que o m&ei compr1 pois que j o cort>am duas vezes4 --,pois bem--cont9u\ ,mateus1--o f5om5o compre5de-se3 a tal s5hora lev\ o relic>io ao peito1 e1 como a caix9ha era de papelo =rado de s$a1 p5etr>am nela facilm5te a humidade e o calor1 o que fez com que o p$ac9ho de madeira aum5tasse de volume1 obrig&o-o assim a sair d pequ5issimo orificio de/9ado p>a a reliquia1 pelo que foi necess>io cort> duas vezes o tal f+ido ,lignum crucis1 que j dava de si mat]ial p>a outros novos4 --,porm isso--exclam\ o padre ,francisco--foi uma aco m1 um sacrilegio4 --,eu no qu]o nem pret5do agora julg> se a aco foi boa ou m2 porm quem disse a ,v4 que a sua reliquia no egual ao p$ac9ho de madeira de que temos falado8 --,no1 s5hor2 e/e foi trazido da ,t]ra ,santa4 --,bem1 nesse caso s] um p$ac9ho de madeira de ,j]usalem1 da ,t]ra ,santa1 e sempre alguma coisa4 ,note que uma das coisas que d]am log> ,re=ma foi o abuso das reliquias4 ,por todas z p>tes encontramos ossos de/e ou daquele santo1 e o peor que no r>o encontr> o mesmo osso dum santo em quatro pontos di/9tos1 e1 se no1 diga-o a celebre queixada de ,santa ,apolonia4 --,isso444 --,des5gane-se1 s5hor padre ,francisco1 ,jesus tudo4 ,o ens9o da egreja romana consi/e em no prg>4 ,se em vez de fanatiz> com reliquias e outras coisas1 se ens9asse ao povo a palavra de ,deus1 e o que disse ,jesus3 ,eu s\ o cam9ho1 a v]dade e a vida2 n+uem vem ao ,pae s5o por mim1 e e/as outras3 ,cr no ,s5hor ,jesus ,cri/o e s]s salvo1 o povo no e/>ia to cego e no fi>ia a sua salvao de reliquias ridiculas e falsas1 e que s s]vem p>a nos ap>t> de ,jesus e conduzir-nos ao inf]no4 ,umas pancadas dadas na porta vi]am int]romp] a conv]sao4 --,entre--disse o padre ,francisco4 ,a creada entr\ na sala1 anunci&o que a comida e/ava na meza4 --,vamos1 sr4 ,mateus1 vamos p>a a meza1 e emquanto comemos t]emos ocasio de conv]s>4 ,e o padre ,francisco1 tom&o o jov5 pelo brao1 encam9h\-se p>a a sala de jant>4 ,,capitulo ,,xxi ,a conf]5cia s tres e meia horas da t>de1 o padre ,francisco e o seu hosp$e e/avam s5tados meza4 ,qu&o j t9ham comido algumas colh]es de sopa1 o padre ,francisco1 numa voz meliflua1 disse ao jov53 --,amigo ,mateus1 desejei vivam5te fal> comsigo1 movido da melhor boa vontade1 e peo-lhe que ponha de p>te z nossas dif]5z religiosas1 p>a que conv]semos como se fossemos alheios s que/es que vamos trat>4 ,o jov5 manife/\ com a cabea um s9al de ass5tim5to1 e o padre ,francisco1 cont9u&o o seu discurso1 disse3 --,sempre me *am\ a at5o a propag&a to t5az que os prote/antes fazem em ,hespanha1 sem emb>go de que p\co podem adeant>4 ,vocs espalham livros1 pagam a mission>ios1 pagam o alugu] das casas onde prgam1 z quaes1 apez> de e/>em sempre vasias1 cu/am bom d9heiro444 ,quem paga p>a tudo i/o e qual o fim que teem em vi/a8 --,eu1 por m9ha vez1 devia p]gunt>-lhe3 ,quem en*e z *amadas arcas de ,s4 ,p$ro8 ,donde saem essas somas que vo engross> os tes\ros d pontifice italiano8 --,os bons catolicos que444 --,desculpe-me1 s5hor padre ,francisco1 j sei qual a respo/a2 essas somas saem1 em sua gr&e maioria1 da nobreza1 que1 em log> de socorr] z necessidades d seu proprio paiz1 m&a d9heiro p>a uma coisa de que no qu]o ocup>-me4 ,pois bem3 exi/em fra daqui hom5s que crem em ,cri/o2 e/es hom5s sabem que sm5te nesse nome que podemos s] salvos2 compre5dem que uma p>te d que o ,s5hor lhes d devem empregal-a no s]vio d mesmo ,deus1 e em vez de d>em a um homem p>a que o empregue sua vontade1 su/5t&o soldados e outras coisas1 enviam aos paizes onde o ,evangelho ignorado mission>ios que prguem o nome de ,jesus1 cu/eiam a despeza dos livros que falem d',ele1 e sobretudo d$icam somas enormes impresso da ,biblia na l+ua de cada povo4 --,o maior de todos os males6--exclam\ o padre ,francisco4--,isso o peor de tudo4 --,como8--disse o jov51 surpre5dido4--,diz que a vulg>isao da ,palavra de ,deus entre o povo a coisa peor da propag&a evangelica86444 --,sim1 s5hor--afirm\ o padre ,francisco1 acresc5t&o3--,supondo mesmo que a traduo e/ feita com a melhor boa f1 quem se lembra de pr nas mos dum povo ignorante um livro to pr(undo como a ,biblia8 ,eu mesmo no me atrevo a e/ud> a ,biblia1 nunca a leio1 com m$o de extravi>-me4 ,a ,santa ,biblia foi sm5te escrita p>a hom5s d\tos e in/ruidos1 e no se deve mo/r> ao povo1 e muito m5os deixal-a em suas mos1 pois que isso s]viria to sm5te p>a o p]d]4 --,no tem razo no que diz--disse ,mateus1--e no que afirma vae de encontro ao que e/ escrito1 pois recordo-me p]feitam5te de que o ,salmi/a diz3 ,to*a respl&ec5te p>a os meus ps a tua palavra1 e luz p>a o meu cam9ho444 7,sal4 #aah3 #aje74 --,pode diz] o que quiz]1 porm no ha provas sufici5tes que autorizem o povo a que leia a ,biblia4 --,como assim1 se a palavra de ,deus e/ *eia dessas autorizaes8 ,a ,biblia era lida publicam5te na s9agoga4 ,moiss recebeu ordem d ,s5hor p>a a ens9> s pessoas adultas1 s creanz1 e at mesmo aos e/rangeiros que habitavam entre o povo de ,israel4 --,porm obs]ve1 ,mateus1 que ento era outra coisa1 pois a9da no t9ha v9do ,jesus ,cri/o1 e era preciso recorr] pr(ecia2 mas hoje1 que ,cri/o j veiu1 de modo n5hum devemos recorr] ao ,antigo ,te/am5to1 p>a nos inspir>mos nas antigas praticas4 --,se bem que no me con=mo com essa op9io--replic\ o jov51--no emtanto recorramos1 pelo m5os1 ao ,evangelho1 e444 --,isso mesmo fazemos ns--disse o padre ,francisco1--pois que todos os dias na egreja se l o ,evangelho e alguns tre*os das ,epi/olas4 --,sim8 ,e diga-me em que l+ua so lidos o ,evangelho e esses tre*os das ,epi/olas4 --,em latim1 por s] o idioma univ]sal da egreja4 --,como diz que o latim a l+ua univ]sal da egreja1 qu&o a egreja compo/a de italianos1 hespanhoes1 portuguezes1 francezes1 +lezes1 e de outras naes1 e cada qual fala a sua l+ua p>ticul>8 ,quem fala hoje em dia latim8 excepo d cl]o1 creio que n+uem4 ,ento preciso fal> a cada um na sua propria l+ua4 ,que significa o facto de1 qu&o os apo/olos receb]am o ,espirito ,santo1 comearem a fal> div]sas l+uas8 ,significa c]tam5te que deviam cont> z m>avilhas de ,deus a cada povo1 na sua propria l+ua1 p>a que ele podesse ent5d]4 ,os apo/olos falavam div]sas l+uas1 depois de t]em recebido o ,espirito ,santo1 e1 segundo alguns crem1 sem sab]em eles mesmos que falavam l+ua e/ranha3 mas seja como fr1 se o ,s5hor obr\ tal milagre porque convem que o ,evangelho seja prgado ao povo na sua propria l+ua1 p>a que ele o possa ent5d]4 ,assim ,s4 ,paulo diz1 na sua primeira ,epi/ola aos ,cor9tios1 cap4 #ad3 #ah e #ai3 ,graz d\ ao meu ,deus1 que falo todas z l+uas que vs falaes2 mas eu antes qu]o fal> na egreja c9co palavras da m9ha intelig5cia1 p>a in/ruir tambem os outros1 d que dez mil palavras em l+ua e/ranha4 ,o padre ,francisco fic\ sil5cioso1 sem sab] que respond]1 v5cido pelos argum5tos d jov54 ,porm acresc5t\ logo3 --,sim1 tudo o que diz p>ece v]dadeiro1 porm eis ahi o que resulta de l] a ,biblia sem os com5t>ios da egreja4 --,pois eu digo a ,v4 que1 l5do a ,biblia com z notas d padre ,scio1 se encontram os mais solidos argum5tos em favor da m9ha ass]o4 --,bem--disse o padre ,francisco1--acabemos de com]1 e1 vi/o que o s5hor assim o deseja1 iremos consult> a ,biblia4 --,se lhe p>ece--disse ,mateus1--discutiremos se z ,sagradas ,escrituras devem ou no s] lidas pelo povo4 --,sim1 discutamos--respondeu o padre1--porm1 antes disso1 p]mita que lhe apres5te os argum5tos que t5ho a meu favor1 pois que1 se eles o conv5c]em1 p\p>emos palavras inuteis4 ,o primeiro argum5to que posso apres5t> a tradio--coisa e/a muito digna de se t] em conta4 ,porque que n5hum bispo tem p]mitido at hoje que a ,biblia circule livrem5te nas mos d povo8444 ,o segundo que1 ao in/ituir ,cri/o a familia sac]dotal1 como pode diz]-se em hipotese1 cl>o e/ que foi s p>a que os sac]dotes1 e sm5te e/es1 sejam deposit>ios e int]pretes da ,biblia444 ,depois444 ,depois444 ,os concilios6444 ,essas assembleias de hom5s d\tissimos6 ,poos de sab$oria humana e div9a6444 ,os papas6444 ,essa cadeia no int]rompida de hom5s *eios d ,espirito ,santo1 que vem comunic&o-se duns p>a os outros desde o primeiro que teve o primado6 ,todos e/es so concordes em que a ,biblia deve s] prohibida p>a aqueles que1 alt]&o a sua significao ou d&o-lhe uma int]pretao =ada1 podem extravi> z almas1 precipit&o-z no inf]no4 ,mateus1 seja franco2 o s5hor mesmo no exp]im5t\ duvidas c]ca d dogma cri/o ocasionadas pela leitura da ,biblia sem notas8 ,responda-me1 porm faa-o com franqueza1 diz5do o que realm5te s5te4 --,v\ respond]-lhe com a franqueza que deseja4 ,pr9cipio pela sua ultima p]gunta4 ,no1 s5hor2 jmais exp]im5tei duvidas c]ca d dogma cri/o qu&o pr9cipiei a l] a ,biblia2 o que1 sim1 s5ti desde logo que possui o sagrado livro foi uma s5sao de temor e respeito1 que no posso explic>4 ,ao l] z manife/aes d amor de ,deus1 fiquei assombrado2 depois1 com z ,epi/olas1 apr5di uma poro no pequ5a de d\tr9a1 e por ultimo o livro dos ,atos dos ,apo/olos me ens9\ a evangeliz>4 ,eis aqui d que me s]viu a ,biblia4 ,hoje em dia1 que me a*o famili>izado com a sua leitura1 esquadr9ho o ,antigo ,te/am5to1 e/udo z pr(ecias1 a m9ha alma canta l5do os ,salmos1 s(re com ,job e goza com ,jos1 apr5d5do quaes so os juizos de ,deus1 que ,se s]ve de tantos meios p>a faz] bem ao homem4 ,sim1 padre ,francisco1 a leitura da ,biblia en*e o espirito de santas emoes1 demon/ra a enormidade d pecado1 torn&o-o odioso nossa alma1 e nos faz v] antecipadam5te os inefaveis gozos que a mis]icordia dum ,deus de amor nos prep>a nos log>es que hoje nos so desconhecidos4 ,depois dalguns mom5tos de sil5cio1 durante os quaes o padre ,francisco se mo/r\ muito p5sativo1 o jov5 evangeli/a prosseguiu3 --,agora passemos a outra coisa1 da qual fal>ei p\co1 pois que qu]o fal> com a ,biblia4 ,diz ,v4 que nunca na antiguidade h\ve quem lesse a ,biblia1 qu]5do1 sem duvida1 d> a ent5d] que at ao seculo ,,xvi no h\ve quem se ocupasse na traduo d sagrado texto em l+ua vulg>4 ,contra e/a ass]o fala o bispo ,ulfilas1 que viveu no seculo ,,iv1 o qual1 qu&o os godos invadiram a ,hespanha1 havia j traduzido p>a o gotico z ,sagradas ,escrituras2 levanta-se ,recesv9to1 que viveu no ano de #fej-fgb1 rei dos godos1 que entre z suas virtudes contava um desejo insaciavel de conhec] os mi/]ios das ,escrituras1 no que respeitava sua salvao2 levanta-se um ,joo1 bispo de ,sevilha1 que no seculo ,,iii traduziu a ,biblia p>a o arabe1 afim de que os arabes que t9ham invadido a ,hespanha podessem ll-a e in/ruir-se nas v]dades cri/s2 ,d4 ,jaime ,i1 que re9\ nos anos de #abac a #abgf1 e que to p\co e/ con=me com ,v41 padre d seculo ,,xix1 pois1 emquanto que ,v4 cr que a int]pretao da ,biblia p]t5ce aos sac]dotes1 aquele rei1 dizem z cronicas1 possuia um conhecim5to pr(undo das ,sagradas ,escrituras1 z quaes explicava e prgava como o mais consumado me/re de teologia1 em qualqu] cidade onde se a*asse4 ,e/e rei no sm5te prg\ ao povo1 s5o que no concilio de ,lyon1 e p]ante o ,papa ,gregorio ,x e mais prelados1 tom\ p>a texto z palavras de ,isaias3 ,levanta-te2 respl&ece1 etc41 etc41 z quaes des5volveu com notavel admirao de todos4 ,outro hespanhol1 ,luiz de ,gusmo1 me/re de ,calatrava1 m&\ traduzir a ,biblia1 no ano de #adcb1 ao sabio judeu ,moiss1 e1 como e/e opozesse algumas dificuldades1 conseguiu o nobre me/re1 =a de d9heiro e ameaz1 conv5c] o judeu2 a traduo fez-se1 e numa nota d ,moiss l-se3 ,at hoje t5ho ga/o mil dobres1 desde que se pr9cipi\1 at ao e/ado em que a vdes4 ,devo adv]tir-lhe1 sr4 padre ,francisco1 que os mil dobres de ento correspondem a umas #bejj libras e/]l9as de hoje4 ,agora julga a9da que no h\ve reis1 bispos e nobres que lessem a palavra de ,deus8 ,como se atrevem os s5hores a afirm> coisas que no conhecem nem sabem8 ,porm1 vamos ao texto4 --,vejamos2 eu a*o na palavra de ,deus o m&am5to de ens9> a ,biblia s creanz1 e aqui1 no livro *amado o ,deut]onomio1 cap4 #f1 v]s4 #f-i1 leio o segu9te3 ,e z palavras que eu hoje te intimo e/>o gravadas no teu corao2 e z ref]irs a teus filhos1 e z m$it>s ass5tado em tua casa1 e &&o pelo cam9ho1 ao deit>-te p>a dormir e ao levant>-te2 e z at>s como s9al na tua mo2 e elas e/>o e se mov]o deante dos teus olhos1 e z escrev]s no limi> e nas portas da tua casa4 --,a primeira coisa que t5ho que opr a isso--respondeu o padre ,francisco-- que esse texto pode e/> alt]ado1 ou no s] exato1 pois o s5hor diz que esse livro uma ,biblia completa1 o que no pode s]1 pois que to ext5sa mat]ia no pode e/> contida em to pequ5o volume2 e1 vi/o que no e/ anotado1 no podemos ns int]pretal-o4 --,muito bem--replic\ o jov52--nesse caso faa favor de traz] a ,biblia4 ,o padre ,francisco dirigiu-se a um arm>io1 e tir\ de l tres gr&es volumes4 ,procur\ entre eles1 e por fim disse3 --,aqui e/ o texto que voc cita2 v\ ll-o4 ,o padre leu3 ,e e/as palavras que eu hoje te intimo e/>o em teu corao1 e z cont>s a teus filhos1 e z m$it>s s5tado em tua casa1 e &&o pelo cam9ho1 ao deit>-te p>a dormir1 e ao levant>-te3 e z at>s como s9al na tua mo1 e elas e/>o e se mov]o deante dos teus olhos1 e z escrev]s no limi> e portas da tua casa4 --,diga-me que dif]5a ha entre o que e/ na m9ha ,biblia e o que e/ na sua8--p]gunt\ ,mateus4 --,realm5te n5huma1 respondeu o padre2 porm aqui ha algumas notas1 e e/\ c]to de que elas discordam da op9io dos s5hores4 ,vejamos4 ,e onde diz3 ,e z cont>s a teus filhos ha uma nota que explica e/e texto1 diz5do3 ,in/ruirs nelas a teus filhos1 pois a i/o se r$uz a p]feio d homem4 ,o padre ,francisco fic\ sem sab] o que diz]1 e ,mateus1 aproveit&o aqueles mom5tos1 disse3 --,pois1 longe de discord> da nossa op9io1 esse mesmo o nosso s5tir4 ,j v1 pois1 que e/amos de p]feito acordo4 --,mas diga-me--disse o padre ,francisco1--no tem n5huma nota na sua ,biblia sobre esse texto8 --,no2 nem precisa 2 na ,biblia no qu]emos op9ies de hom5s4 ,ne/e ponto h\ve alguns mom5tos de sil5cio1 depois dos quaes o padre ,francisco1 como ilum9ado por uma ideia1 disse3 --,porm1 ,mateus1 no e/amos ns divag&o8 ,no lhe dizia eu que esse livro extravia os ignorantes8 ,p5se1 e veja bem que e/amos trat&o a que/o num t]r5o falso4 ,nos tempos de ,moiss devia-se l] e m$it> ne/as coisas2 porm veiu ,jesus ,cri/o e enc]r\ a ,antiga ,aliana2 de modo que e/es m&am5tos so inuteis1 porque no nos p]t5cem a ns4 --,c]tam5te--respondeu ,mateus4--,vamos agora ao ,novo ,te/am5to4 ,no ,evangelho de ,s4 ,joo1 cap4 #e1 v]4 #ci1 lemos3 ,exam9ae z ,escrituras1 pois julgaes t] nelas a vida et]na1 e elas mesmas so z que do te/emunho de mim4 --,aqui1 como v1--acresc5t\ o jov5-- ,cri/o que fala4 --,sim--replic\ o padre1--porm fala c]ca dos judeus que no qu]iam reconhecel-,o como ,messias4 ,e/e texto nada tem que v] comnosco1 os cri/os4 --,eu no creio assim1 mas recorr]emos a outros4 ,na segunda ,epi/ola de ,s4 ,paulo a ,timoteo1 cap4 #c1 v]4 #ad a #ag1 lemos3 ,mas tu p]sev]a nas coisas que apr5de/e1 e que te =am confiadas1 sab5do de quem z apr5de/e1 e que desde a infancia fo/e educado nas ,sagradas ,letras1 que te ,,podem ,,in/ruir p>a a salvao1 pela f que em ,cri/o ,jesus4 ,toda a ,escritura div9am5te inspirada util p>a ens9>1 p>a repre5d]1 p>a corrigir1 p>a in/ruir na ju/ia1 afim de que o homem de ,deus seja p]feito1 ,,e/&o ,,prep>ado ,,p>a ,,toda ,a ,,obra ,,boa4 --,peo-lhe1 sr4 padre ,francisco1 que exam9e e/e texto na sua ,biblia e veja que in/rues d ,s4 ,paulo a um seu discipulo que e/ fr5te duma egreja4 ,o padre ,francisco quasi t9ha m$o de peg> na ,biblia2 por fim1 depois de muito in/ado pelo evangeli/a1 tom\ o livro1 p]correu o texto1 leu-o p>a si e disse3 --,sim1 o texto egual ao que leu4 ,e1 ocult&o o ro/o entre z mos1 cal\-se2 p>ecia que o seu espirito e/ava como que envolvido em t]riveis lutas4 ,depois dum breve espao de tempo1 o sac]dote ergueu a cabea e disse ao jov53 --,meu amigo1 se s\besse o que me v9ha a acontec]1 i/o 1 que havia de t] e/e desassocego de espirito que agora s9to1 jmais t]iamos falado a tal respeito2 f9alm5te1 deixemos de discutir1 e sep>emo-nos p>a no nos v]mos mais4 --,sep>>mo-nos6--exclam\1 comovido1 o jov5--,sep>>mo-nos6 ,de modo n5hum1 sr4 padre ,francisco2 agora mais d que nunca desejo que a nossa amizade pr9cipie4 ,sim1 sr4 padre ,francisco2 e/ud>emos juntos a palavra de ,deus4 ,l5do a ,biblia1 conhec] ,cri/o1 tal como ,ele 2 l5do a ,biblia1 beb] no manancial da agua pura1 que refresc> a sua alma1 apag&o-lhe o fogo das obras vs em que hoje se engolfa4 ,nos ,atos dos ,apo/olos a*> qual foi a con/ituio e o regim5 da ,egreja primitiva1 e v] como a egreja em que milita1 apez> de se *am> apo/olica1 no cons]va nada dos apo/olos4 ,ali v] que ,p$ro no teve primado algum4 ,pelas ,escrituras jmais pod] prov> que aquele apo/olo e/ivesse em ,roma4 ,ali1 f9alm5te1 encontr> que nem os apo/olos nem aqueles que com eles se juntavam r5d]am culto ,virgem1 nem a n5huma outra creatura1 nem t9ham confession>ios nem confisso feita ao ouvido d sac]dote4 --,pois1 sr4 ,mateus--disse o padre ,francisco depois duma breve pausa1--aquilo que diz p>ece s] v]dade1 porm fal>emos n\tra ocasio2 deixe-me m$it> e p5s>1 porque creio que444 emfim444 no me decl>o v5cido4 --,bem1 no qu]o incomodl-o mais--acresc5t\ o jov51--porm manh1 qu&o v diz] a sua missa1 recorde-se de que no ,novo ,te/am5to e/ escrito que ,jesus1 com ,,um ,s ,,sacrificio1 fez p]feitos aqueles que santific\2 assim que1 se foi com um s sacrificio1 aquele que o s5hor celebre completam5te inutil4 ,agora1 rogo-lhe em nome de ,jesus que leia a ,biblia2 ela lhe f> conhec] o erro em que e/2 e no quiz]a sair daqui sem que me dsse a sua palavra de l] os capitulos #e1 #f1 #g1 #h e #i da ,epi/ola aos ,hebreus4 ,depois de c9co horas de discusso1 o jov5 saiu daquela casa e1 ao desp$ir-se1 disse ao sac]dote2 --,no torn>emos a v]-nos8 --,no sei--respondeu o padre1--v]emos2 se ,deus quiz]1 sim2 s5o cada qual seguir o seu cam9ho4 ,ambos1 depois de se ap]t>em a mo1 se sep>>am4 ,,capitulo ,,xxii ,temor1 inquietao e duvidas ,qu&o o sac]dote fic\ s1 fe*\-se no seu qu>to1 depois de d> ordem creada de que por n+uem nem por coisa n5huma o fosse incomod>4 ,o padre ,francisco s5t\-se mesa d escritorio1 sobre o qual poz o c&ieiro e a ,biblia4 ,depois apoi\ os cotovelos na mesa1 ocult\ o ro/o entre z mos1 e ne/a posio e/eve muito tempo4 ,durante e/e int]valo s se ouvia o oscil> da p5dula d relogio1 que v9ha p]turb> o pr(undo sil5cio que ali re9ava4 ,por fim1 o padre ,francisco1 mud&o de posio1 disse3 --,ah6 ,que revolta confuso de idz surgem no meu espirito444 ,sim1 s9to uma sde insaciavel de sab] a v]dade d assunto444 ,esse jov5 mais sabio d que eu julgava1 seus argum5tos so de peso1 e suas palavras teem tal expresso de v]dade que1 se no me conv5c]am1 pelo m5os fiz]am p5etr> a duvida no meu espirito4 ,o sac]dote cal\-se1 e depois duma breve pausa cont9u\ comsigo3 --,z citaes que fez1 e que lemos nesse livro--dizia1 apont&o p>a a ,biblia1--to gravadas fic>am na m9ha m5te que jmais z esquec]ei444 ,oh6 receio t] cometido um pecado1 l5do e/e livro6 ,porm444 ,porv5tura no li eu z notas e no vi que e/o con=mes com a explicao e at mesmo com a aplicao que delas fez o jov58444 ,e1 no fim de tudo1 os ,evangelhos e z ,epi/olas que ns lemos missa444 ,ah6 a missa6 ,p>ece que to p\co acr$ita nela6 ,no1 pois ne/e ponto no lhe conc$o nada2 eu sei que ,jesus in/ituiu a missa qu&o in/ituiu o sacram5to da ,euc>i/ia1 e sei que os apo/olos tambem diss]am missa444 ,novam5te o padre ,francisco se cal\1 porm ao cabo dalguns mom5tos cont9u\3 --,emfim1 v\ v] o que a v]dade444 ,l]ei os capitulos que me disse da ,epi/ola aos ,hebreus444 ,c]tam5te que l]ei z notas2 e assim no hav] receio de que o meu espirito se extravie4 ,o padre ,francisco abriu a ,biblia1 procur\ a ,epi/ola e pr9cipi\ a l] o capitulo #d1 depois de t] recitado uma breve orao em latim4 ,div]sas =am z impresses que o padre ,francisco recebeu durante a leitura2 impressionavam-no sobremaneira os v]siculos #ad e #ae d cap4 #d2 o #bj d cap4 #f2 porm sobretudo surpre5deu-o o que e/ava escrito nos v]siculos #bd e #bh d cap4 #g1 e no p\de pass> mais adiante4 ,ali1 viu cl>a e t]m9antem5te a falsidade de que a missa seja o sacrificio de ,cri/o4 ,no v]siculo #ba d citado cap4 #g1 leu c]ca de ,cri/o3 ,que no tem necessidade1 como os outros sac]dotes1 de (]ec] todos os dias sacrificios1 primeiram5te pelos seus pecados1 depois pelos d povo1 porque i/o o fez uma vez1 (]ec5do-,se a ,si mesmo4 ,recorreu o sac]dote s notas1 desejoso de que elas lhe fizessem compre5d] outra coisa di/9ta daquilo que ele compre5dia1 i/o 1 que depois d sacrificio de ,cri/o t]ia havido alguma razo pod]osa p>a se celebr> a missa4 ,ancioso1 crav\ os olhos no livro e leu3 ,(]eceu-,se a ,si mesmo1 no por pecados proprios1 como impiam5te disse ,soc9o1 pois que o ,apo/olo lhe *ama ,santo1 ,inoc5te1 ,imaculado1 s5o que satisfez ao ,pae por ns4 ,o t]-,se (]ecido uma vez no exclue os sacrificios da ,egreja ,cri/1 porque o mesmo que se efectu\ cru5to sobre a cruz e/ expresso no incru5to dos nossos alt>es4 7,conc4 ,trid4 ,sesso #bb1 cap4 #aa74 ,o padre ,francisco deu um murro em cima da mesa e exclam\3 --,cl>o que a missa uma repres5tao d sacrificio de ,cri/o1 porm e/a nota d ,concilio de ,tr5to e/ ab]tam5te em oposio com aquilo que ns ens9amos1 i/o 1 que na missa sacrificamos a ,cri/o real e v]dadeiram5te1 pois que temos em nossas mos um ,cri/o real1 mat]ial e v]dadeiro4 ,no posso compre5d] i/o1 porm creio que o sacrificio de ,cri/o no se repete mais444 ,oh6 que e/ d&o entrada no meu corao a h]esia6444 ,nada1 nada444 porm1 sim1 a olhos vi/os se pode obs]v> que exi/e uma contradio entre os nossos ens9os e z nossas praticas444 ,o sac]dote1 cado por uma luta to prolongada1 decidiu ir refugi>-se no leito1 esp]&o encontr> rep\so no sono4 ,fez z suas oraes d co/ume1 porm podemos afirm> que nessa noite os seus labios mais d que o seu espirito tom>am p>te nos ex]cicios pi$osos1 pois que o espirito1 esse a*ava-se ba/ante p]turbado4 ,todavia1 contra z suas esp]anz1 pass\ aquela noite preza de pezadelos que o no deix>am dormir4 ,impossivel nos s]ia descrev] os s9aes de t]ror que se des5havam no ro/o d padre ,francisco ao levant>-se d leito1 ao romp] d dia4 ,tremulo e agitado1 pr9cipi\ a ve/ir-se com uma precipitao desusada1 e exclam\3 --,oh ,santissima ,virgem d ,pil>6 ,tu s boa1 tu s pura1 tu no qu]]s que eu1 que te amo at ao ponto de t]-te aqui enc]rada ne/a arca santa1 p>a que nem o proprio ar te d2 tu1 oh flr de ,naz>1 oh e/rela da manh1 no qu]]s que eu me p]ca444 ,no s\ eu sac]dote8 ,no te amo mais d que a m9ha vida8444 ,no d>ia at o meu proprio sangue por ti8 ,porque1 pois1 no me ouves8444 ,acaso j me no amas a mim8 ,em que te (5di8 ,oh ,virgem ,santissima1 no te mo/res indif]5te qu&o eu te oro2 pelo contr>io1 conc$e-me o que te peo6444 ,agora v\ diz] missa2 a ti a (]eo1 excelsa ,s5hora2 prep>a-me tu1 e p]doa-me todos os meus pecados1 que na tua pres5a confesso4 ,e o sac]dote1 cruz&o z mos sobre o peito1 incl9\ a cabea e disse em voz baixa3 --,eu1 pecador1 me confesso a ,deus#d e bemav5turada sempre ,virgem ,m>ia1 e ao bemav5turado ,s4 ,miguel ,arcanjo1 e ao bemav5turado ,s4 ,joo ,bapti/a1 e aos santos ,apo/olos ,s4 ,p$ro e ,s4 ,paulo e a todos os ,santos444 que pequei gravem5te por p5sam5tos1 palavras e obras1 por m9ha culpa444 por m9ha culpa444 por m9ha gravissima culpa4 ,portanto1 rogo bemav5turada ,virgem1 ao bemav5turado ,s4 ,miguel ,arcanjo1 ao bemav5turado ,s4 ,joo-,bapti/a1 e aos santos ,apo/olos ,s4 ,p$ro e ,s4 ,paulo1 e a todos os ,santos444 que rogueis por mim a ,deus1 ,nosso ,s5hor444 ,am5444 ,jesus1 ,m>ia1 ,jos1 p]doae-me o grave pecado de l] o que no devia t] lido1 e falado com quem no devia fal>1 que me fez sonh> aquilo que eu no qu]ia4 ,s5hor1 ,m>ia1 ,santos que habitaes z manses cele/es4 ,sumo ,pontifice1 ,arcebispo da diocese1 p]doae-me444 ,am54 ,o sac]dote1 depois de se t] p]signado tres vezes1 levant\-se1 e1 fe*&o o arm>io1 dirigiu-se ao seu qu>to2 uma vez ali1 poz a capa e1 tom&o o gorro1 saiu4 ,emquanto ia a cam9ho da egreja1 novos p5sam5tos se lhe cruz>am pelo espirito1 inquiet&o-o muitissimo4 ,via em sua imag9ao a ,virgem d ,pil>1 deante da qual se t9ha ajoelhado1 to respl&ec5te1 to =mosa444 ento1 por uma trans=mao1 viu-a negra1 sem aquela expresso de bondade no ro/o que sempre t9ha1 tal qual como qu&o e/ava nas mos d arti/a2 depois1 viu-a no cad9ho d]retida1 e por ultimo acab\ por p]gunt> a si mesmo3 ,t]-me-ha ouvido esse p$ao de prata8 ,como ne/a luta e/ava int]essada a cabea e o corao1 tornava-se a9da mais am>ga1 porque o que aquela aprovava e/e rejeitava1 e vice-v]sa2 assim que1 depois da p]gunta ant]ior1 veiu-lhe ao espirito o segu9te p5sam5to3 ,porm1 se eu me pro/rei deante daquela imagem1 no foi p>a a ador> a ela1 mas sim aquilo que repres5ta4 ,por fim *eg\ egreja1 e1 depois de tom> uma p\ca d'agua b5ta1 com que fez uma cruz na te/a e na cora1 dirigiu-se p>a a sacri/ia4 ,a sacri/ia de/a egreja digna de s] obs]vada4 ,quasi todas1 com pequ5as excepes1 so eguaes4 ,um comp>tim5to maior ou m5or1 com um arm>io a um dos lados1 que s]ve ao mesmo tempo de meza1 o qual de madeira e duma con/ruo pesada4 ,nos seus gavetes gu>dam-se os p>am5tos1 a c]a1 etc4 ,na p>$e lat]al d lado opo/o1 ha uma especie de banco corrido1 que oculta um caixo a todo o comprim5to1 onde os sac]dotes gu>dam z capas1 qu&o se prep>am p>a celebr> a missa4 ,quadros mi/icos1 um crucifixo1 uma pequ5a taa de p$ra com agua1 onde o sac]dote lava z mos antes e depois da missa1 compem todo o adorno daquele log>4 ,devemos faz] especial m5o duma antiquissima mesa1 por detraz da qual ha uma cadeira de c\ro1 no m5os antiga4 ,fazemos m5o especial de/es dois objectos1 que no faltam em n5huma egreja p>oquial1 no por sua antiguidade nem por sua beleza arti/ica1 mas sim porque naquela cadeira e por detraz daquela mesa s5ta-se um sac]dote4 ,vejamos de que se ocupa ele4 ,uma mulh] entra na sacri/ia1 diz5do que deseja m&> diz] uma missa em tal ou qual alt>2 m&am-na t] com o sac]dote que e/ s5tado mesa1 o qual recebe o d9heiro e escreve num livro1 respond5do depois3 ,pode-se ir embora1 que a missa c se dir444 ,depois *egam duas s5horas1 com um recem-nascido4 ,veem m&> diz] uma missa de p>ida1 como vulg>m5te se *ama4 ,o cl]igo recebe d9heiro e diz3 ,a primeira que agora se fr diz] a missa que deseja4 ,co/uma suc$] que alguma pessoa entra na sacri/ia p$9do o ,viatico p>a algum enf]mo1 e ento no falta sac]dote que no murmure3 --,no podem vir noite8 ,a e/a hora to impropria6 ,assim e/ em p]igo o do5te8 ,e de/e modo1 a9da que o sac]dote se revi/a com z ve/es proprias1 a9da que o s9o d o s9al d e/ilo1 numa palavra1 a9da que se v desemp5h> aquele (icio no mesmo in/ante1 no se faz sem primeiram5te se hav] murmurado c]ca da hora1 d frio1 d calor1 dos muitos degraus que ha p>a subir1 se o enf]mo pobre e habita nas aguas-furtadas dum qu9to &>4 ,em resumo1 p>a aquele que vae com o d9heiro na mo tudo e/ muito bem2 p>a o pobre1 porm1 outra coisa2 tudo se faz1 mas sempre de m vontade4 ,p>a t]m9> e/a descrio1 diremos que na sacri/ia1 g]alm5te1 re9a o melhor humor4 ,os sacri/es1 rodeados por seis ou oito m59os d cro que olham com inveja p>a a sota9a1 e aspiram *eg> a s]em sacri/es qu&o haja log>1 ralham sobre a rep>tio mal feita dalguma prop9a1 ou sobre o dev] de ajud> ou no missa4 ,porm que ha a e/ranh> em que os m59os d cro faam i/o1 qu&o os sac]dotes lhes do tal exemplo8 ,numa palavra1 se os nossos leitores qu]em inteir>-se a fundo e conhec] z mis]ias da egreja romana1 vo e/udal-z no int]ior dalgumas sacri/ias p>oquiaes1 na c]teza de que v]o com surpreza e esc&alo o que o autor de/as l9has tem tido ocasio de v]4 ,porm1 volt&o ao padre ,francisco1 a*ava-se s5tado e absorto em suas m$itaes1 qu&o um dos sacri/es se aproxim\ dele p>a lhe diz] que era a hora de diz] missa4 ,o padre ,francisco pr9cipi\ a p>am5t>-se1 recit&o em latim1 durante esse ato1 z rezas d c]emonial4 ,record\-se ento de que n5hum dos apo/olos havia usado aquelas ve/es1 e1 a seu pez>1 olhava p>a elas agora com uma c]ta indif]5a que lhe s]ia impossivel explic>4 ,por fim tom\ o calix e saiu p>a a egreja4 ,ao subir os degraus d alt>-mr1 s5tia esvaecim5tos de cabea2 porm1 apez> disso1 cont9u\4 ,segundo o co/ume1 recit\ z primeiras oraes1 e1 ao *eg> ao confiteo deo1 etc2 quiz conc5tr>-se comsigo p>a faz] uma confisso digna1 porm naquele mom5to assalt\-o e/e p5sam5to3 ,primeiram5te p5s\ que nem ,s4 ,paulo nem ,s4 ,p$ro deviam t] celebrado missa recit&o aquela orao1 pois1 de contr>io1 eles mesmos se p$iriam p]do dos seus proprios pecados2 segundo1 se1 como de supr1 e/a orao no se dizia no tempo dos apo/olos1 cl>o que era um rem5do deitado depois1 e em tal caso a missa no era como a celebr>am os apo/olos4 ,im$iatam5te o assalt\ outro p5sam5to3 --,que nescio s\ em p5s> assim6 ,cl>o que nem ,s4 ,p$ro nem n5hum apo/olo disse e/a orao2 porm nem por isso a missa e/ alt]ada1 vi/o que desde o introito at ao ,evangelho no so s5o oraes prelim9>es1 que no =mam p>te da missa4 ,deixemos1 pois1 de p5s> ne/as coisas4 ,cont9u\ na celebrao4 ,por fim *eg\ ao ,evangelho2 o m59o d cro que ajudava missa mud\ o missal da esqu]da p>a a direita d alt>1 e o sac]dote pr9cipi\ a l] o ,evangelho1 que naquele dia era o cap4 #d de ,s4 ,joo1 ou a passagem de ,jesus com a sam>itana4 ,o sac]dote lia rapidam5te2 porm ao *eg> aos v]siculos #ba1 #bb e #bc1 uma luz p5etr\ no seu espirito1 e por um mom5to p>\ na leitura1 at que com muita at5o e pausa torn\ a l]3 ,vs adoratis quod nescitis444 --,sim--p5s\ o padre ,francisco--,vs adoraes o que no sabeis4 ,isso suc$e maioria dos catolicos4 ,que sabe c]ca de ,deus essa g5te que se ajoelha atraz de mim8 ,como pode e/> or&o com recolhim5to1 se e/ olh&o p>a mim com toda a at5o1 p>a se ajoelh> qu&o eu me ajoelho1 e levant>-se qu&o eu me levanto8 ,c$ v5it hora--prosseguiu l5do--et nunc e/1 qu&o v]i adoratores adorabund ,patrem 9 spiritu et v]itate4 ,nam et ,pat] tales quoe rit1 qui adorant eum1 9 spiritu et v]itate oportet ador>e4 --,oh--disse o padre--eis aqui uma d\tr9a na qual nunca havia po/o a at5o4 ,os v]dadeiros adoradores ador>o o ,pae em espirito e v]dade1 porque ,ele ,espirito e v]dade2 alm disso1 porque tambem o ,pae busca taes adoradores p>a que ,o adorem4 ,o ,s5hor1 pois1 deseja um culto espiritual1 porm c]tam5te que o culto que ns1 os catolicos1 ,lhe r5demos tem muito p\co de espiritual1 antes ext]no e mat]ial4 ,jmais p5sei ni/o4 ,o sac]dote cont9u\ a missa1 e concluiu-a1 sa9do da egreja sem fal> a n+uem4 ,z devotas que co/umavam ouvir a missa que ele dizia sahiam1 diz5do3 --,hoje sim1 que o padre ,francisco disse uma missa bem comprida6 ,ao *eg> a casa escreveu a segu9te c>ta3 ,madrid444 ,embaixadores444 ,meu c>o ,sr4 ,mateus ,n4 ,apez> de t] resolvido no incomodal-o mais1 s9to muito t] de o faz]1 p$9do-lhe que v5ha por e/a sua casa qu&o lhe seja possivel1 t5do em conta que uma alma que s(re necessita da sua pres5a4 ,seu afectuosissimo1 ,francisco ,m>ia dos ,anjos4 ,,capitulo ,,xxiii ,romano e evangelico ,pass>am dias t]riveis p>a o padre ,francisco4 ,ne/es dois dias comeu p\co1 dormiu m5os e p]maneceu enc]rado em casa1 sem sair rua1 nem mesmo p>a diz] missa4 ,no fim de/es dois dias bat]am porta4 ,a creada veiu abrir1 e anunci\ logo3 ,o sr4 ,mateus4 --,que entre6 que entre6--disse o padre1 que no p\de cont]-se1 indo ele mesmo porta4--,bemv9do1 bemv9do seja1 s5hor ,mateus4 ,saud>am-se mutuam5te e entr>am logo no escritorio4 ,depois de tom>em ass5to1 disse ,mateus3 --,hontem noite1 s onze e meia1 recebi a sua c>ta1 pois que e/ive numa povoao prg&o1 e1 como lhe disse1 *eguei hontem a essa hora2 por isso apressei-me hoje em vir1 e aqui me tem s suas ord5s4 --,meu amigo1 impossivel diz]-lhe z angu/ias que s(ro4 ,o meu espirito luta1 e mesmo de noite no posso descanar4 ,no dia em que lhe escrevi1 no pude diz] a missa com a tranquilidade de espirito necess>ia3 noite1 antes de me deit>1 li a ,biblia1 e fui acometido de horriveis pesadelos4 ,e o padre ,francisco cont\ ao jov5 os sonhos que teve durante a noite1 e tudo o mais que lhe suc$eu na missa4 ,depois cont9u\3 --,que significa tudo i/o8 ,porque s(re tanto a m9ha alma8 ,eu lhe peo1 sr4 ,mateus1 que me diga franca e lealm5te se o que cr o cr d corao2 se assim 1 qual a base da sua f1 porque dif]e das cr5z da ,egreja1 porque tem em p\ca conta a missa444 numa palavra1 desejo que me diga s9c]am5te se ob$ece sua consci5cia1 ou se1 tanto o s5hor como os da sua seita1 e/o filiados p>a1 sob a capa d ,evangelho1 de/ruir a ,egreja catolica1 e sub/ituil-a pelo seu prote/antismo4 ,fale-me com toda a franqueza1 na c]teza de que n+uem sab] e/a nossa conv]sa1 e em troca t] re/ituido a tranquilidade e o rep\so m9ha alma4 ,f9alm5te1 sr4 ,mateus1 ou me demon/ra cl>a e t]m9antem5te z erradas cr5z que eu confesso1 ou diz-me que os prote/antes ob$ecem a planos duvidosos1 pois de contr>io porque prote/am8 ,o padre ,francisco cal\-se2 o seu olh> e/ava fito no semblante d evangeli/a1 como se quizesse magnetisal-o4 ,passados alguns segundos1 disse ,mateus3 --,s5hor padre ,francisco1 t5ho-o e/ado escut&o com toda a s]i$ade de animo1 e compre5di que a sua alma necessitava dum tal desafogo4 ,agora v\ respond] primeira das suas p]guntas1 pois que1 p>a melhor intelig5cia1 v\ dividil-z em dois grupos4 ,deseja sab] qual o c>act] d prote/antismo4 ,bem2 aqui1 em nome d ,s5hor1 a quem desde que s\ conv]tido jmais invoco em vo1 lhe asseguro que os prote/antes1 ou1 antes1 os cri/os evangelicos1 no ob$ecem1 em mat]ias religiosas1 a planos duvidosos2 que por n5huma causa desejam que o mundo se p]ca1 que no odeiam os m9i/ros1 nem os fieis da ,egreja romana1 antes pelo contr>io teem compaixo deles1 e1 por ultimo1 que os prote/antes desejam que o ,evangelho1 em toda a sua pureza1 se e/abelea em toda a sup]ficie da t]ra1 e que1 con=me z palavras d ,s5hor1 o mundo seja *eio d conhecim5to d ,seu nome4 ,agora1 a segunda p>te da m9ha respo/a que a unica regra de f dos prote/antes a palavra de ,deus1 con=me se a*a contida nos livros d ,antigo e ,novo ,te/am5tos2 que acatamos tudo quanto a ,biblia diz2 que nos submetemos aos seus ens9os e rejeitamos pela base tudo aquilo que e/ em contradio com z ,escrituras ou que no a*amos nelas e/abelecido4 ,i/o po/o1 e antes de pass>mos a outro ponto1 devo p]gunt>-lhe se depois di/o1 e d mais sobre o que vamos fal>1 o ,s5hor1 pelos meus labios1 lhe poz] vi/a os erros dos romani/as1 promete no resi/ir por mais tempo ao ,espirito1 antes pelo contr>io obr> con=me ele lhe dite8 --,sim1 s5hor--respondeu o sac]dote4 --,pois bem1 obs]ve1 face d ,evangelho1 os erros da ,egreja de que m9i/ro4 ,mas p>a proc$] com metodo1 tratemos da que/o pessoalm5te1 qu]o diz]1 como se ,v4 fosse o fundador d romanismo e eu d prote/antismo4 --,bem1 muito bem--disse o padre ,francisco2--pr9cipiemos pela missa4 ,eu digo1 e a ,egreja o confirma1 que ,jesus foi quem in/ituiu a missa1 qu&o in/ituiu o sacram5to da ,euc>i/ia4 --,e eu--disse ,mateus--digo que1 antes de mais nada1 precisamos de def9ir a missa4 ,p]gunto1 pois3 o que a missa8 --,a missa--respondeu o sac]dote-- um sacrificio1 no qual o sac]dote (]ece a ,deus1 em sacrificio incru5to1 a ,jesus ,cri/o1 ,filho de ,deus4 ,e/e sacrificio pode aplic>-se em b5eficio dos defuntos cujas almas se a*am no purgatorio1 por algumas faltas que comet]am ne/e mundo4 --,p]feitam5te--replic\ o evangeli/a4-- assim como o ent5de a ,egreja romana2 no emtanto1 eu digo-lhe que no ouvi jmais tantos erros em to p\cas palavras4 ,em primeiro log>1 como proc$]am os apo/olos em relao ao p>tir d po8 ,no cap4 #b dos ,atos1 v]4 #db a #df1 leio que eles1 com z pessoas conv]tidas1 p>ticipavam da comunho entre si1 celebr&o o p>tir d po nas casas1 e todos com alegria glorificavam a ,deus4 ,agora1 pois1 sabemos que os apo/olos no se s]viram de/a especie de obreia1 que a egreja romana emprega na comunho1 s5o que comiam o po como ,jesus lhes ord5\2 tambem bebiam v9ho1 no sm5te os apo/olos1 como todos quantos p>ticipavam da comunho1 coisa contr>ia ao que faz o sac]dote romano1 que priva d calix o povo1 o que me d direito de lhe p]gunt>3 ,quem in/ituiu o sacram5to1 o sac]dote ou ,cri/o8 ,o ,s5hor1 fal&o d calix1 diz3 ,,bebei ,,todos ,,dele4 ,quem ,v4 p>a opr-se vontade d ,fundador1 que quiz que todos se aproveitassem d ,seu sangue8 ,em segundo log>1 a missa no foi in/ituida por ,cri/o1 nem por ,seus apo/olos1 porque um papa1 ,damaso1 bispo de ,roma1 no ano de #cfh1 in/ituiu o confiteor2 ,gelasio1 no ano de #dib1 compoz os ,h9os1 ,coletas1 ,responsorios1 ,graduaes1 ,prefacios1 e tambem acresc5t\ o ,v]e dignum et ju/um e/4 ,simaco1 no ano de #eab1 decret\ que nos dom+os e fe/as pr9cipaes dos m>tires se cantasse a ,gloria 9 excelsis ,deo4 ,pelagio1 pelo ano de #eef1 acresc5t\ a comemorao dos defuntos4 ,gregorio ,i1 pelo ano de #fjj1 fez z ,antifonas e o ,introito1 ord5&o que a kirie-eleyson se cantasse nove vezes1 e d mesmo modo o ,aleluia4 ,alm disso1 tambem ord5\ e/e papa que o ,pat] ,no/] se cantasse em alta voz1 e sobre a ho/ia consagrada2 tambem acresc5t\ ao canon3 ,dies que no/res 9 tua pace disponas4 ,o padre ,francisco e/ava v]dadeiram5te assombrado1 o que deixava v] cl>am5te pelo ge/os com que acompanhava z palavras de ,mateus1 que cont9u\ assim3 --,s]gio1 que morreu em #gja1 ord5\ que o ,agnus ,dei se cantasse tres vezes antes de p>tir a ho/ia4 ,gregorio ,,iii acresc5t\ secreta missa3 ,quorum solemnitas hodie 9 conspectu tuae mage/ates celebratur1 dom9e deus no/]1 9 toto orbe t]r>um4 ,nicolau ,i acresc5t\ z sequ5cias4 ,no me neg> ,v4 que ,sixto ,i acresc5t\ o ,sanctus1 ,sanctus ,dom9us ,deus ,sabao?4 ,inoc5cio ,i1 pelo ano de #dje1 acresc5t\ o osculo de paz4 ,leo ,i inv5t\ o ,orate1 frates1 o ,deo gratis1 e acresc5t\ ao canon ,s5atum sacrificium1 immaculatam ho/iam1 e o ,hanc igitur oblationem4 ,e1 depois de tudo i/o1 no v ,v41 meu c>o amigo1 que ,cri/o no in/ituiu a missa1 mas sim que e/a foi obra em que muitos colabor>am8 ,o padre cont9u\ sil5cioso4 ,mateus prosseguiu3 --,exi/e outra prova maior d que todas1 que demon/ra cl>am5te a extraord9>ia m5tira de que ,cri/o in/ituiu a missa4 ,o gr&e ,te igitur clem5tissime ,pat] uma p>te da missa1 na qual se faz m5o d papa1 d bispo e d rei1 o que uma prova irrecusavel de que nem in/ituiu a missa1 nem to p\co a disse1 pois que no ,seu tempo a9da no havia papas nem bispos4 ,no ,communicates faz-se m5o da ,virgem e dos muitos santos que no exi/iram s5o muitos anos depois dos apo/olos1 como ,s4 ,cipriano1 ,s4 ,l\r5o1 ,s4 ,criso/omo1 ,s4 ,cosme1 ,damio e outros4 ,ora i/o prova a v]dade da m9ha ass]o4 ,agora convem obs]v> a subtileza romana4 ,no pem no canon a ,s4 ,p$ro1 porque1 se o pozessem1 pod]ia diz]-se que aquele apo/olo t9ha procurado a nossa propria gloria4 ,com i/o conv5o o mais p]t9az ou cego de que nem ,cri/o nem n5hum dos apo/olos diss]am missa1 nem conhec]am o que isso era4 ,o sac]dote deu um suspiro e disse3 --,tri/e coisa a g5te encontr>-se em pres5a da fria v]dade que esmaga6 ,oh6 que ,deus p]de a todos4 ,o evangeli/a cont9u\3 --,agora passemos s ,escrituras4 ,v4 apres5ta-me como razo das suas cr5z a autoridade dos hom5s2 e eu aceito-a p>a confundir essa autoridade com a de ,deus4 ,a ess5cia1 o fundam5to1 da missa1 e/ contida no artigo ,v4 d ,cr$o d ,papa ,pio ,,iv1 que diz assim3 ,confesso1 eu mesmo1 que na missa se (]ece a ,deus um v]dadeiro1 proprio e propiciativo sacrificio pelos vivos e defuntos1 e que no santissimo sacram5to da ,euc>i/ia e/o v]dadeira1 real e sub/ancialm5te o corpo e o sangue1 juntam5te com a alma e a div9dade1 de ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o1 e que se v]ifica uma conv]so de toda a sub/ancia d v9ho no ,seu sangue1 qual conv]so *ama a ,egreja ,romana ,,transub/ancia,o4 ,tambem confesso que sob qualqu] das duas especies se recebe ,cri/o total e completam5te1 e que so um v]dadeiro sacram5to4 ,e/e artigo1 ens9ado aos catolicos1 obriga-os a crr em v>ias coisas2 porm z duas pr9cipaes so3 primeira1 que na missa se (]ece a ,deus um sacrificio de propiciao pelos vivos e pelos mortos2 segunda1 que na missa1 e sob z especies d po e d v9ho1 e/ real1 v]dadeira e sub/ancialm5te ,cri/o1 com a ,sua alma e div9dade4 ,depois di/o1 e dado o caso de que alguem ousasse levant>-se contra tal impi$ade1 ou no podesse admitir uma tal cr5a1 vem-nos o concilio de ,tr5to decret> em sua sesso #bb1 canon ,,iii1 o segu9te3 ,se alguem diss] que o sacrificio da missa sm5te um sacrificio de l\vor e aco de graz1 ou uma m]a comemorao d sacrificio feito sobre a cruz1 e que no propiciatorio1 ou que aproveita sm5te quele que o recebe1 e que no deve s] (]ecido pelos vivos ou pelos mortos1 por seus pecados1 ca/igos1 p5it5cias mal cumpridas e outras necessidades1 seja anatema4 ,todo o catolico romano e/ obrigado a cal>-se e a acat> e/a d\tr9a1 e/eja ou no con=me com ela1 sob p5a de s] fulm9ado pelo anatema4 ,o ens9o1 pois1 de/a egreja que1 cada vez que um sac]dote celebra missa1 (]ece a ,deus um sacrificio proprio e propiciatorio pelos vivos e pelos mortos4 ,quem o sacrificado ne/e sacrificio8 ,cri/o1 o mesmo ,cri/o d ,golgota1 o ,jesus de ,belem4 ,qu&o pr9cipimos e/a discusso1 disse-lhe que1 tal como a qu$a e o caido1 assim t9ha que s] a r$5o e o ,r$5tor4 ,agora--acresc5t\1 tir&o d bolso a ,biblia--contra a d\tr9a de que o sacrificio de ,cri/o possa repetir-se ou r5ov>-se1 temos o cap4 #f1 v]s4 #i e #aj da ,epi/ola de ,s4 ,paulo aos ,romanos4 ,sab5do que1 t5do ,cri/o ressurgido dos mortos1 ,j ,n,o ,,morre1 ,,nem ,a ,,morte ,,t] ,,sobre ,,ele ,,mais ,,dom9io4 ,porque1 emquanto a ,ele morr] pelo pecado1 ,ele morreu uma s vez2 mas1 emquanto a viv]1 vive p>a ,deus4 ,escute tambem o que dizem os textos segu9tes3 ,cri/o uma vez morreu pelos nossos pecados2 o ,ju/o pelos inju/os1 p>a nos (]ec] a ,deus 7#a4 de ,p$ro #c3ah74 ,e no entr\ p>a se (]ec] muitas vezes a si mesmo1 como o ,pontifice cada ano entra no santu>io com o sangue alheio2 d\tra maneira lhe s]ia necess>io padec] muitas vezes desde o pr9cipio d mundo1 mas agora ap>ece uma s vez na consumao dos seculos1 p>a de/ruio d pecado1 (]ec5do-se a si mesmo por vitima4 ,assim como e/ decretado aos hom5s que morram uma vez1 e que depois di/o se siga o juizo1 assim tambem ,cri/o foi ,,uma ,s ,,vez imolado p>a esgot> os pecados de muitos2 e a segunda ap>ec] sem pecado aos que o esp]am1 p>a a salvao 7,hebreus1 #i3be--bh74 ,mas e/e1 hav5do (]ecido uma s ho/ia pelos pecados1 e/ s5tado p>a sempre dextra de ,deus1 esp]&o o que re/a1 at que os seus inimigos sejam po/os por escabelo dos seus ps 7,hebreus1 #aj3ab e #ac74 ,e/es textos d ,novo ,te/am5to1 que acabo de l]1 demon/ram cl>am5te que a missa1 ou1 melhor1 a pret5o de sacrific> a ,cri/o todos os dias1 e em muitos log>es ao mesmo tempo1 contr>ia vontade de ,deus1 que qu] um s sacrificio4 ,di/o d$uzo uma consequ5cia1 e a segu9te--que os anatemas de ,roma so contra ,deus4 ,agora cl>o que p>a hav] sacrificio necess>io hav] vitima1 e de/a aproveita-se a egreja romana por meio da sua transub/anciao1 porm t5ha ,v4 em conta que sem d]ramam5to de sangue se no faz remisso4 ,ora1 onde e/ na missa o d]ramam5to de sangue8 ,de que in/rum5tos cortantes se s]ve o sac]dote nesse sacrificio8 ,quem d]rama ali o sangue8 ,e que no digam os romanos que tudo ali se faz em figura e memoria1 porque em tal caso cae sobre eles o anatema trid5t9o2 preciso cr]1 a9da que no se veja1 que ,cri/o desce s mos d sac]dote1 e que e/e ,o (]ece em sacrificio ao ,et]no4 ,ah6 ,roma faz muito bem em se s]vir1 p>a repres5t> a f1 duma matrona com os olhos v5dados4 ,compre5do a razo por que ,roma no qu] o livre exame1 pois que odeia a luz6 ,pois bem1 padre ,francisco1 o s5hor sac]dote romano1 p]mita que lhe diga que e/ nas trevas2 no e/ em ,deus1 porque ,deus luz4 ,o jov5 cal\-se1 e o sac]dote disse3 --,a9da que a m9ha alma receba uma dulcissima consolao1 a9da que desej>ia confess>-lhe tudo o que s9to1 pode descanar4 ,porm1 se no qu]1 cont9ue4 --,no e/\ cado--respondeu o jov51 acresc5t&o3--,alm disso1 desejo t]m9> a que/o que nos ocupa4 ,que ,cri/o1 mat]ial ou corporalm5te1 e/ na missa1 que a ,sua pres5a v]dadeira e real1 no diz] da egreja romana1 no re/a duvida1 pois no canon ,i1 sesso #ac d ref]ido concilio de ,tr5to1 diz-se3 ,qualqu] que neg> que no sacram5to da ,euc>i/ia se contm v]dadeira1 real e sub/ancialm5te o corpo e o sangue de ,nosso ,s5hor ,jesus ,cri/o1 juntam5te com ,sua alma e div9dade1 e por consequ5cia ,cri/o todo1 mas afirm> que e/ ali em simbolo ou figura1 ou por ,sua propria virtude1 ,,seja ,,anatema4 ,torno1 pois1 no j a diz] que ,roma anatematiza o ,deus que ela adora1 s5o que se ope com seus decretos vontade sob]ana de ,deus4 ,como pode e/> ,cri/o no sacram5to1 ou na missa1 duma maneira corporal8 ,a ,escritura1 em oposio a i/o1 diz3 ,pelo que1 se ressuscita/es em ,cri/o1 buscae z coisas que so de l de cima1 ,,onde ,cri/o e/> s5tado dextra de ,deus 7,col41 #c3a74 ,ao qual 7,jesus7 c]tam5te necess>io que o cu receba at aos tempos da re/aurao de todas z coisas1 z quaes ,deus fal\ por boca dos ,seus santos pr(etas1 desde o pr9cipio d mundo4 7,atos1 #c3ba74 ,mas ,e/e 7,jesus71 hav5do (]ecido uma s ho/ia pelos pecados1 ,,e/ ,,s5tado ,,p>a ,,sempre dextra de ,deus4 7,hebreus1 #aj3 #ab74 ,como1 pois1 se atrevem os s5hores a su/5t> que ,cri/o desce a e/e mundo1 qu&o preciso que e/eja dextra de ,deus at que se cumpram todas z pr(ecias8 ,como podem sacrific> ou r5ov> o sacrificio d',aquele que com um s sacrificio fez p]feitos os que santific\8 ,porm v\ faz]-lhe uma p]gunta1 qual1 se respond] satisfatoriam5te1 prometo cr]1 no digo na transub/anciao1 mas em tudo o que de mim exija o infalivel romano4 ,a p]gunta e/a3 ,que ,cri/o que ,roma sacrifica--o glorificado dos cu ou o t]r5o d ,golgota8 ,o primeiro1 at5d5do ao que diz ,s4 ,paulo1 ha corpos cele/es e corpos t]re/res1 cele/ial1 ou seja o ,cri/o glorificado2 a esse tal impossivel sacrific>1 porque j e/ glorificado1 e portanto1 alm da ,sua natureza1 que a isso se ope1 s]ia necess>io faz] baix> um s] dum log> de gloria a um mundo de padecim5tos e a s(r] dres4 ,se me dizem que sacrificam o corpo de ,cri/o como e/ c no mundo antes de s] glorificado1 digo que no pode s]1 porque no exi/e1 e porque o ,cri/o que o sac]dote sacrifica no corresponde1 nem em peso nem em tamanho1 ao ,cri/o que nasceu em ,betlehem4 ,que ,cri/o glorificado1 e que o ,seu corpo um corpo cele/ial1 ns o sabemos1 por aquilo que e/ escrito na primeira ,epi/ola de ,s4 ,paulo aos ,cor9tios1 cap4 #ae3 #de-dh1 e a9da mais pela leitura de todo o capitulo em que se diz que os que habitam nos cu teem corpos cele/iaes4 ,depois duma breve pausa1 o jov5 cont9u\3 --,se alguma cr5a eu tivesse c]ca da transub/anciao1 ba/>-me-hia1 p>a ab&onal-a1 t] lido no missal romano z regras sobre os defeitos da missa1 que ,v4 conhec] p]feitam5te4 ,ha uma pag9a de que eu me recordo muito bem1 e que diz3 ,se uma ho/ia consagrada *eg> a desap>ec]1 por qualqu] acid5te1 pelo v5to1 ou por milagre1 ou fr devorada por um animal1 consagre-se ento outra4 ,como possivel que ,aquele a quem os cr5tes ob$ecem1 e/eja expo/o a s] levado pelo v5to8 ,como diz] que um milagre pode faz] desap>ec] outro milagre8 ,como diz] que ,cri/o e/ expo/o a s] devorado pelos ratos1 que se do p]feitam5te nos retabulos c>un*osos das egrejas8 ,como sei que no ignora o que dev] faz] o sac]dote se uma mosca ou uma aranha cair no v9ho consagrado1 que deve s] bebido1 se da p>te d sac]dote no h\v] nauseas1 no lho repetirei1 porm1 sim1 direi alguma coisa da famosa regra que diz3 ,se no inv]no se ,,gel> ,o ,,sangue no calix1 deve envolv]-se e/e em panos qu5tes2 se i/o no fr ba/ante1 coloque-se d5tro de agua qu5te p]to d alt>1 at que se ,,d]reta ,o ,,sangue1 t5do o cuidado de que no entre agua no calix4 ,pode hav]1 meu amigo1 maior cumulo de impi$ades8 ,o sangue de ,cri/o gelado6 ,ento que ,cri/o que sacrificam8 --,meu amigo--disse o sac]dote1 pr(undam5te comovido1--desde que me ord5ei notei algumas coisas que no compre5dia1 porm em que cri1 pela ob$i5cia passiva1 a que somos obrigados4 ,hoje t5ho ouvido algumas que julgo s]em v]dadeiras1 porm desejo fic> s p>a me ajoelh> deante de ,deus1 e p$ir-,lhe que mo/re o que devo faz]4 ,tudo o que ne/e mom5to podesse diz]-lhe no s]ia ditado por uma consci5cia livre1 pois que me encontro sob a influ5cia dos seus argum5tos4 ,todavia1 eu lhe prometo obr> consci5ciosam5te1 e1 p>a que t5ha uma prova disso1 v\ faz]-lhe uma promessa e um p$ido4 ,o jov5 pre/\ toda a sua at5o1 e o sac]dote prosseguiu3 --,a promessa e/a3 no torn>ei a diz] missa at que ,deus me conv5a de que um erro tudo quanto o s5hor acaba de me diz]2 o p$ido que me deixe a sua ,biblia p>a que eu possa ll-a e confrontal-a com a m9ha4 ,uma coisa mais3 se o ,s5hor me diss] que a egreja da qual s\ sac]dote no de ,cri/o1 r5unci>ei s ord5s e me sep>>ei dela4 ,o jov5 e o padre ,francisco comb9>am o dia em que se v]iam outra vez1 e1 depois duma breve orao que o evangeli/a fez1 e/e saiu da casa d sac]dote1 p$9do a ,deus a sua conv]so4 ,,capitulo ,,xxiv ,z duas c>tas ,os nossos leitores c]tam5te que a9da no p]d]am de memoria a p]sonagem pr9cipal da nossa hi/oria1 o me/re ,julio4 ,e/e1 bem como o seu amigo1 o me/re ,joo1 cont9uam em ,m41 e1 se bem que amiudadas vezes escrevam s suas respectivas familias1 nada temos dito a esse respeito1 porque tambem nada digno de especial m5o tem ocorrido4 ,alguns dias depois da entrevi/a d padre ,francisco com o evangeli/a1 a*ava-se ,dres co/ur&o a um canto da loja1 qu&o um apr5diz se dirigiu a ela e lhe disse3 --,me/ra1 e/ aqui uma c>ta4 ,dres ergueu de rep5te a cabea e tom\ a c>ta das mos d rapaz2 com a rapidez d relampago1 abriu-a1 e1 v9do s5t>-se numa cadeira1 comeou a l] a c>ta1 que era concebida ne/es t]mos3 ,povoao de ,m444 ,qu]ida esposa4 ,que1 qu&o e/a *egue s tuas mos gozes saude em companhia d nosso filho1 so os desejos de teu esposo4 ,joo e eu passamos sem novidade4 ,recebi a tua ultima1 e1 inteirado d que me dizes1 agradeo-te z noticias que me ds de tudo1 porm especialm5te c]ca dos negocios d nosso e/abelecim5to2 no esp]ava outra coisa d sr4 ,mateus1 que um bom cri/o4 ,sab]s que j concluimos aqui z obras 7o que falta agora p>a faz] p\co7 e podemos ir a ,madrid pass> alguns dias p>a compr> mat]iaes e descanarmos1 emquanto os arquitetos pr9cipiam outros trabalhos4 ,depois d'manha1 pois1 t]ei o praz] de v]-te e de beij> o nosso qu]ido ,paulo4 ,d\ graz ao ,s5hor1 porque aqui ficam alguns que j conhecem o ,evangelho1 os quaes se reunem todos os dom+os e passam uma hora e meia l5do a palavra da vida4 ,alegro-me tambem com o que me p>ticipas c]ca das visitas de ,mateus a casa d padre ,francisco1 e peo ao ,s5hor que conv]ta esse infeliz sac]dote4 ,o sr4 ,joo diz-me que t5has cuidado de obs]v>1 todas z vezes que ,mateus sobe z escadas d padre1 se torna a descel-z1 pois que diz que no tem confiana nos catolicos1 porm eu digo que ,deus maior d que todos e que ,ele gu>d> ,seus filhos de todo o mal4 ,hontem recebemos a ultima importancia d trabalho1 e1 como j te disse1 paguei ha tempos ao sr4 ,joo o d9heiro que nos empre/\1 e a9da temos uma economia dalgumas libras4 ,p>a concluir1 te direi que de saude v\ bem4 ,pois at o sr4 ,joo diz que e/\ muito gordo1 o que no admira1 porque qu&o aqui *eguei quasi cahia de fome4 ,pobre esposa1 quanto t5s s(rido6 ,porm1 rep>a como o bom ,deus nos tem ab5oado6 ,sem mais1 d lembranz aos (iciaes1 familia d nosso amigo1 beijos ao m59o1 e tu recebe o amor de teu esposo4 ,julio4 ,dres deu graz a ,deus pela c>ta que t9ha recebido1 e depois saiu precipitadam5te pela porta que dava p>a o corr$or1 em direco casa da familia de ,joo4 ,dres levava a c>ta na mo1 e1 ao abrir a porta1 encontr\-se com ,antonia1 que1 com outro papel na mo1 v9ha p>a sua casa4 --,c>ta6--exclam>am ao mesmo tempo z duas jov5s assim que se viram4 --,de meu m>ido--disse ,dres4 --,de meu pae--respondeu ,antonia4 --,pois vamos p>a tua casa--respondeu ,dres--ali z l]emos2 no bom que tua me fique s4 --,como queiras--respondeu ,antonia4 ,ambas entr>am na c>p9t]ia1 onde e/ava a s5hora ,brigida *or&o de alegria4 ,antonia comeou a l]4 ,povoao de ,a444 ,qu]ida esposa e filha4 ,muito me alegr>ei que ao receb] e/a gozeis a mais p]feita saude1 que o que eu mais desejo2 eu e/\ bom1 p>a o que queiraes m&>4 ,brigida e ,antonia1 e/\ c]tissimo de que ides receb] um alegro1 qu&o receb]des e/as curtas letras4 ,sim1 c]tam5te que vos alegr>eis4 ,sab]eis que depois d'manh *egamos a casa1 pois que por agora concluimos aqui o trabalho4 ,v\ d>-vos um abrao1 =te1 muito =te2 sois vs z duas pessoas a quem mais qu]o ne/e mundo4 ,tambem qu]o muito a ,dres e a seu filho1 sem fal> em seu m>ido1 que o melhor homem que debaixo d cu exi/e4 ,e/ sempre a prg> e com a ,biblia na mo4 ,eu t5ho-lhe dito muitas vezes3 ,oh homem1 no v que se riem de si nas suas proprias b>bas8--,porm ele tem mais paci5cia d que ,job1 que1 segundo creio1 foi o homem mais paci5te d mundo4 ,a mim faz-me s(r] muito1 porque qu&o vejo que ha alguem que se ri das nossas cr5z no sei que f>ia2 porm ,julio sempre me e/ a repre5d]1 diz5do3 ,s5hor ,joo1 ,jesus diz3 ,apr5dei de mim1 que s\ manso e humilde de corao3--veja que os discipulos de ,jesus no ho de s] hom5s col]icos3 veja que1 porque no somos d mundo1 por isso nos aborrece o mundo4 ,com e/as e outras razes faz de mim tudo quanto qu]4 ,outra coisa3 ,o padre ,francisco a9da vos mole/a por causa dos cultos8 ,que vontade t5ho de ir1 p>a o confundir a ele e g5te6 ,todas z manhs oramos por ele1 ,julio e eu2 porm1 se ,deus no faz um milagre1 deix> esse s5hor de s] padre romano qu&o eu deix> de s] c>p9teiro4 ,aquele o seu (icio1 como e/e o meu2 emfim1 eu1 p>a no ocup>-me dele1 no qu]o outra coisa mais s5o que nos deixe em paz4 ,no vos incomodo mais2 saudades a ,dres1 beijos a ,paulo1 lembranz aos (iciaes da casa1 aos apr5dizes e a todos os que p]guntem por mim4 ,recebei saudades de ,julio4 ,e agora disponde1 no que vos apr\v]1 de/e que vos e/ima e deseja v]1 ,joo4 --,vs8--disse ,brigida4--,nada nos diz meu m>ido das obras nem dos ganhos2 sm5te tem na imag9ao o padre1 de quem no go/a1 pelo mal que a todos nos tem feito4 --,a mim--exclam\ ,antonia--p\co me importam z noticias com respeito a int]esses2 o pr9cipal sab] que teem saude e que veem breve4 --,cl>o--respondeu ,brigida1--porm repito-vos que o seu et]no pesadelo o padre4 --,meu pae--insi/iu ,antonia--tem um corao nobre4 ,homem rude1 sabe am> com toda a sua alma1 e odeia m5os d que p>ece4 ,e/\ c]ta de que1 se manh o padre ,francisco se visse em alguma dificuldade e meu pae podesse tiral-o dela1 fal-o-hia com gr&e praz]1 pois que e/e o seu co/ume4 --,amigas--disse ,dres1 int]romp5do a conv]sa1--recebemos boas noticias1 e por isso devemos d> graz a ,deus4 ,em seguida todas se poz]am de joelhos em orao a ,deus1 rog&o-,lhe por aqueles dois s]es que to qu]idos eram s tres mulh]es4 ,no apos5to em que oravam e/ava o alt> com ,santo ,antonio2 porm nem uma palavra h\ve p>a o santo4 ,,capitulo ,,xxv ,o regresso ,no dia m>cado nas c>tas por ,julio e o sr4 ,joo1 *eg>am ambos a ,madrid4 ,suas familias =am esp]al-os e/ao d cam9ho de f]ro1 e agora todos juntos se a*am na loja de ,julio1 conv]s&o1 e entre outras pessoas se encontra o jov5 ,mateus1 pois t]m9ado o culto daquela noite1 como s\besse que o seu amigo ,julio *egava1 foi tambem esp]al-o4 ,depois das primeiras saudaes1 e no mom5to em que os a*amos s5tados conv]s&o em casa de ,julio1 ,mateus falava assim3 --,pois sim1 meus amigos1 durante a vossa aus5cia acontec]am muito boas coisas ne/a casa4 --,pelo que diz--p]gunt\ ,julio1--o culto cont9u\ a faz]-se sem int]rupo8 --,sim1 s5hor4 --,e cont9a a vir g5te8 --,j se v que sim4 --,e diga-me--int]rompeu o sr4 ,joo1--o padre tem-os incomodado8 --,ah6--exclam\ o evangeli/a4--,pobre padre ,francisco6 ,ne/e mom5to a sua alma passa por uma luta t]rivel2--a luta entre o bem e o mal1 entre a v]dade e o erro1 entre o seguir z v]dades d ,evangelho e z praticas romanas4 ,tal a sua situao2 o pobre sac]dote luta1 porm creio que essa luta lhe s] proveitosa4 --,sim1 sim1 p5sem no padre--disse o c>p9teiro--e v]o o que lhes suc$e4 --,no sei--disse ,mateus1--porm p>ece-me que o padre ,francisco deix> os erros de ,roma4 --,pois s5hor--insi/iu o sr4 ,joo1--muito desej>ei que assim suc$a1 porm444 --,nada1 s5hores--int]rompeu ,julio1--a obra no nossa1 a obra de ,deus4 ,ele tem que obr>2 ns1 com z nossas duvidas e com a nossa falta de f1 fazemos o que fiz]am z multides no tempo de ,jesus3--impossibilital-,o1 com z nossas incr$ulidades1 de que obre m>avilhas4 ,depois dalgumas palavras mais1 ,mateus manife/\ int5o de se retir> p>a que os dois recem-*egados descanassem4 ,julio propoz que se tivesse um pequ5o culto de aco de graz ao ,s5hor1 pelo regresso dos dois ao seio de suas familias1 e1 feito i/o1 cada qual retir\-se p>a sua casa4 ,no dia segu9te1 assim que circul\ a noticia da *egada de ,julio1 quasi todos os vis9hos =am visital-o e ap]t>-lhe a mo4 ,z mulh]es no cessavam de fal> sobre a v9da de ,julio1 e tanto assim que muito depressa *eg\ a noticia aos ouvidos d padre ,francisco1 que p]manecia em sua casa1 sem sair dela e sem qu]] receb] n+uem4 ,o pobre sac]dote lia sem cess> a ,biblia1 orava cont9uam5te1 e a sua alma ia-se abr9do cada vez mais p>a recolh] nela a v]dade4 ,o padre ,francisco havia envelhecido dez anos4 ,e/ava palido1 com os olhos encovados1 e tanto assim que a sua gov]nante1 assu/ada1 lhe t9ha propo/o1 por vezes1 que se *amasse um m$ico1 ao que ele se havia recusado ab]tam5te4 ,no mom5to em que s\be da *egada d vidraceiro1 um raio de alegria ilum9\ o seu palido semblante1 e im$iatam5te m&\ *am> ,julio1 o qual1 recebido o recado1 dirigiu-se a casa d sac]dote1 emquanto ,dres foi d> a noticia ao sr4 ,joo e sua familia4 --,ah6--exclam\ o c>p9teiro--j comeamos de novo8 ,pois eu asseguro-vos que1 se acaso trama alguma coisa contra vocs1 lhes mo/r>ei o que vale e/e velho4 ,entretanto1 o padre ,francisco1 fr5te a fr5te de ,julio1 contava-lhe os seus temores1 z suas duvidas1 descobria-lhe1 emfim1 o e/ado de sua alma4 --,pois p>a mim--disse-lhe o vidraceiro depois de o ouvir--a coisa cl>a e a soluo de/a que/o simples2 ,v4 antes no conhecia a v]dade1 pelo que proc$ia julg&o s]vir a ,deus2 hoje a v]dade lhe foi revelada por meio da ,palavra da ,vida2 agora1 pois1 no tem mais d que dois cam9hos a seguir3 ou t] a f dos anjos1 ou t] a f d demonio4 --,no compre5do--disse o padre4 --,pois creio que me explico bem--disse ,julio4--,os demonios crem em ,deus1 e1 comtudo1 tremem2 os anjos crem em ,deus e se deleitam n',ele4 ,se ,v4 viu a luz1 ,cri/o1 e no a segue1 por e/a unica razo e/ no cam9ho da p]dio2 e devo adv]til-o de que o ,evangelho j lhe foi anunciado1 e ,jesus j ,se lhe manife/\4 ,se teme mais aquilo que diro de si1 se teme a anci$ade1 se receia p]d] a sua posio aqui no mundo1 se no teme a ira de ,deus p>a com aqueles que rejeitam a ,jesus1 resi/e ao ,espirito ,santo1 e e/e o mais t]rivel pecado que o homem pode comet]4 ,julio cal\-se1 e o sac]dote1 que se a*ava numa gr&e agitao n]vosa1 passados alguns in/antes1 disse3 --,no caso de que eu me decidisse pelo ,evangelho1 como ,v4 o compre5de1 que dev]ia faz]8 --,a primeira coisa era crr no ,s5hor ,jesus1 como o unico ,salvador e ,int]cessor entre ,deus e os hom5s2 a segunda coisa era ab&on> completam5te z praticas romani/as1 resign> todos os c>gos que ex]ce no seio da sua ,egreja e faz] a sua pr(isso publica da sua f na pres5a duma congregao de cri/os evangelicos1 d$ic&o-se em seguida a prg> a v]dade1 com o mesmo af9co e zelo com que antes prgava o erro4 ,f9alm5te1 se qu] v] o que deve faz]1 se conv]tido ao ,s5hor1 veja e e/ude o que fez ,s4 ,paulo qu&o deix\ de s] ,saulo4 --,sim--exclam\ o padre ,francisco-- preciso que eu prefira o bem a tudo1 a v]dade ao erro4 ,porm o mais dificil p>a mim1 o que mais me tortura1 a ida d que diro de mim os meus colegas4 --,por muito que digam1 e/eja c]to de que n5hum deles vae respond] por ,v4 no dia d juizo4 ,se tem m$o d que diro1 d mundo1 tema antes o que dir1 d sangue de ,jesus1 tema o que dir aquele manso ,cordeiro1 qu&o ,ele se levant> p>a lanar-lhe em ro/o o desprezo que tem d ,seu sacrificio j feito4 ,eu--disse o ,s5hor--eu mesmo vos consol>ei4 ,quem s tu p>a t]es m$o dum homem mortal1 e d filho d homem1 que assim como o f5o se sec>8 ,e te esquece/e d ,s5hor1 teu opifice1 que e/5deu os cu e fund\ a t]ra1 e todo o dia treme/e cont9uadam5te vi/a d furor daquele que te atribulava e se t9ha dispo/o p>a te p]d]2 onde e/ agora o furor d que te atribulava8 7,isaias1 #ea3 #ab e #ac7 ,desgraado daquele que pelo mundo ab&ona a ,deus4 --,no falemos mais2 creio em meu corao que devo faz] o que diz1 porm ha alguma coisa que mo imp$e2 d5tro de p\cos dias t] noticias m9has4 ,depois duma breve orao1 ,julio desp$iu-se d padre ,francisco1 pr(undam5te conv5cido de que ,deus trabalhava no corao d sac]dote4 ,qu&o *eg\ a sua casa1 e/ava l o me/re ,joo1 que ao vl-o disse3 --,apo/o em que o padre mais uma vez o engan\6 --,s5hor ,joo--respondeu ,julio1--oremos ao ,s5hor pelas almas que trabalham por ab&on>em o mal1 e s quaes ,satanaz p]segue e pe mil ob/aculos p>a z imp$ir de se ac]c>em d ,s5hor4 ,a conv]so dum sac]dote romano p>a ,satanaz um v]dadeiro desesp]o4 ,,capitulo ,,xxvi ,o padre ,francisco ,j haviam decorrido oito dias desde que ,julio t9ha regressado a ,madrid1 e quatro desde que ele havia falado com o padre ,francisco4 ,julio torn\ a enc>reg>-se d culto que se celebrava em casa4 ,uma noite1 depois de prg>1 anunci\ aos concorr5tes que na noite segu9te um novo prgador desejava dirigir-lhes a palavra1 e taes coisas disse e por tal modo enc>eceu o assunto1 *am&o a concorr5cia dos assi/5tes1 e especialm5te dos vis9hos1 que na noite de que vamos fal> a sala d culto1 corr$or e mais dep5d5cias1 donde se podia ouvir1 e/avam atulhadas de g5te4 ,no semblante de todos via-se des5hados os desejos mais veem5tes de conhec] o novo prgador4 ,*eg\1 por fim1 a hora de pr9cipi> o culto1 e a curiosidade ia satisfaz]-se4 ,julio ocup\ a cadeira que ficava pelo lado detraz da meza1 invoc\ o auxilio d ,s5hor1 cant\-se como de co/ume um h9o1 fez-se orao1 e em seguida ,julio leu o cap4 #ee de ,isaias4 ,em log> de tom> o texto p>a prg>1 ,julio afa/\-se p>a um dos lados da meza1 qu&o acab\ de l]4 ,ne/e mom5to abriu-se uma porta de vidraa1 que ficava pelo lado de traz dele1 e entr\ um individuo1 que veiu ocup> o log> d prgador4 ,e/e individuo1 ve/ido de preto1 fez com que todos os concorr5tes exclamassem1 possuidos de pr(unda admirao3 --,oh6 ,o padre ,francisco666 ,h\ve uns mom5tos de assombro g]al1 durante os quaes =am s5t>-se a ambos os lados da meza ,julio e o jov5 evangeli/a ,mateus4 ,passados aqueles mom5tos1 o padre ,francisco disse3 --,sim1 amigos meus1 o padre ,francisco1 que1 t5do ouvido na palavra de ,deus o convite a todos os s$5tos p>a virem s aguas1 *eio de sde acode pressuroso a esse manancial de aguas div9as2 o padre ,francisco1 que ouviu a9da a tempo o aviso de ,deus3 o padre ,francisco1 emfim1 que1 impelido hoje por uma =a desconhecida1 por uma voz que lhe grita3 p>a deante vem p>a faz] aqui1 e depois em outra p>te1 uma confisso dos seus erros1 e uma pr(isso de f4 ,todos sabeis quem eu s\1 todos me conheceis3 e por isso mesmo a vs outros1 antes d que a n+uem1 v5ho diz]-vos que creio no milagre port5toso d ,santo1 porque dos meus olhos tambem cairam z escamas d erro4 ,eu era cego1 guia de cegos2 e ai6 sem o p5s>1 a quantos precipitei eu no b>ranco6 ,nescio de mim que1 t5do o ,evangelho em m9has mos1 jmais e/udei z v]dades nele contidas1 fi&o-me sm5te na int]pretao rot9eira que me haviam ens9ado nas cadeiras de teologia que cursei4 ,porm1 graz a ,deus1 vim ao reconhecim5to da v]dade que ha em ,cri/o ,jesus1 e hoje ab&ono o erro que e/ na ,egreja de ,roma4 ,de hoje em deante s]ei cri/o de ,cri/o1 porm no cri/o d ,papa2 s]ei prgador d ,evangelho1 porm no s]ei sac]dote2 p]d]ei com isso a m9ha reputao1 o meu cr$ito1 tudo2 porm no me importa2 ganhei a ,cri/o2 quanto ba/a2 e a todos quantos julguem v] no meu proc$im5to um fim int]esseiro1 emprazo-os p>a deante d ,tribunal ,supremo1 naquele dia em que todo o oculto s] manife/o4 ,sim1 sep>o-me dos erros de ,roma1 porque apr5di no ,evangelho qual o cam9ho onde se s]ve a ,deus1 e o meio que exi/e p>a entr> no cu4 ,se me sep>o da ,egreja de ,roma1 porque e/a egreja d ao homem um sem num]o de int]cessores1 ao passo que a ,palavra de ,deus me ens9a que ha um ,deus e um s m$iador entre ,deus e os hom5s1 ,jesus ,cri/o homem4 ,sep>o-me da ,egreja de ,roma1 porque ela diz que o homem se salva por suas boas obras1 faz5do de/e modo que ele tome p>te em sua salvao1 e i/o em m5oscabo de ,cri/o1 o unico ,salvador1 porque e/ escrito c]ca dele3 ,em n5hum outro ha salvao1 porque d cu abaixo n5hum outro nome foi dado aos hom5s pelo qual possamos s] salvos1 e em m5oscabo da ,palavra1 que diz3 ,pela graa sois salvos pela f1 e i/o no de vs1 pois dom de ,deus4 ,sep>o-me da ,egreja ,romana1 porque nela tudo mat]ial e nada espiritual1 faz5do um vil negocio das coisas mais santas2 pois que d mesmo modo v5de tanto os sacram5tos1 como z bulas1 como z missas1 como z indulg5cias1 etc41 etc41 sem t] em conta que foi dito por ,jesus3 ,de graa recebe/es1 de graa dae4 ,no posso por mais tempo p]manec] no seio da ,egreja ,romana1 que conta entre os seus dogmas o da ,transub/anciao4 ,meus amigos1 e/udei essa que/o ha p\cos dias1 e e/\ intimam5te conv5cido de que ,jesus e ,seus apo/olos nada diss]am c]ca da missa1 nem to p\co a in/ituiram1 nem1 e a9da muito m5os1 a diss]am4 ,sep>o-me da ,egreja ,romana1 porque vi que ela alt]\ z praticas e/abelecidas por ,jesus e os apo/olos1 aum5t&o1 tir&o ou modific&o sacram5tos1 como v\ pass> a expr3 ,o baptismo que a egreja m9i/ra no o que m9i/r>am nem ,joo1 nem ,paulo1 nem n5hum dos apo/olos4 ,em primeiro log>1 faz o segu9te3 exorcismo d sal1 que o sac]dote pe nos labios da creana2 o exorcismo da creana1 sopr&o-lhe sobre o ro/o1 por tres vezes2 outro exorcismo de sal2 o presbit]o pe saliva no n>iz e nos ouvidos d recem-nascido1 e tambem o unge nos hombros e no peito1 com o oleo dos catecum5os4 ,como j disse1 procurei com todo o cuidado na ,palavra de ,deus1 p>a v] se ela autorizava taes praticas1 e no a*ei sequ] a m5or sombra de/as sup]/ies4 ,filipe1 ,paulo e ,p$ro1 e todos quantos adm9i/r>am o baptismo1 sm5te exigiam a f em ,cri/o1 sem us>em exorcismos1 nem velas1 nem unturas4 ,baptizavam em qualqu] ponto onde havia agua1 t5do pres5te o m&am5to de ,cri/o3 ,ide e ens9ae1 baptiz&o em nome d ,pae1 d ,filho e d ,espirito ,santo4 ,depois d baptismo cobram-se #bd reales1 o que indica que por e/a quantia ,roma introduz na familia cri/ um s] qualqu]4 ,prote/o contra a confisso romana1 e aceito a ,biblia4 ,pela primeira1 o homem se confessa ao homem1 a quem no (5deu1 e esquece o v]dadeiro (5dido2 o p5it5te env]gonha-se dum homem e no se env]gonha de ,deus4 ,eu fui confessor1 e conheo os segr$os d confession>io1 pelo que vos digo que fujaes dele4 ,o homem deve confess>-se a ,deus4 ,decl>o que adiro ao ,evangelho em toda a sua pureza2 que o prohibir aos hom5s a leitura da ,palavra de ,deus uma pratica que tem por fim lev> os hom5s a que no vejam o erro em que vivem e o ab&onem1 com m5oscabo da autoridade de ,deus1 que ord5a em muitas passag5s da sua ,palavra que e/a seja lida1 sabida e e/udada por todos os hom5s4 ,roma1 porm1 prohibe ao povo a leitura das ,escrituras1 e manhosam5te proc$e d mesmo modo p>a com os sac]dotes1 p>a que tanto uns como outros no vejam z adult]aes e corrues que essa egreja tem feito1 alt]&o umas coisas e introduz9do outras4 ,confesso tambem que a ,egreja de ,roma comete uma gr&e maldade1 alt]&o o mais respeitavel de todos os sacram5tos2 falo da sagrada ,euc>i/ia4 ,a egreja romana1 qu]5do corrigir o que ,jesus fez1 prohibe o calix aos fieis no ato da comunho1 ao passo que o ,s5hor diz3 ,bebei todos dele ref]9do-se1 no sm5te aos discipulos1 mas a quantos depois deles haviam de comemor> a morte d ,s5hor at que v5ha4 ,f9alm5te1 prote/o contra tudo o que ,roma faz1 por duas razes3 ou porque tudo e/ viciado1 ou porque e/ em contradio manife/a com z prticas apo/olicas e com a vontade de ,deus4 ,confesso que1 emquanto fui sac]dote 7pois desde hoje deixo de o s]71 proc$i impelido pelo zelo e fanatismo1 de que e/ava possuido1 e porque cria faz] um s]vio a ,deus6 ,quanto me enganei6 ,deus me p]de6 ,confesso que procurei faz] muito mal a e/e amigo--e apontava p>a ,julio--em seus int]esses2 confesso que1 a solicitaes m9has1 o capelo duma familia nobre influiu sobre c]ta dama1 de quem era confessor1 e ,julio p]deu1 no sm5te o trabalho de c]ta casa1 como tambem z economias que havia empregado em mat]iaes p>a aquele trabalho2 d'ahi pr9cipi\ a decad5cia da casa de ,julio1 e por isso teve ele que fe*> a sua loja1 e aqui cometi outro pecado maior4 ,qu&o se a*ava na mis]ia1 fui (]ec]-lhe recursos em troca da sua consci5cia4 ,confesso que por m9ha p>te empreguei todos os es=os p>a imp$ir a celebrao dos cultos aqui ne/a casa1 val5do-me de quantos meios bons ou maus e/avam ao meu alcance2 confesso que *amei e/e jov5--disse ele1 apont&o p>a ,mateus--com m int5o1 e confesso1 por fim1 que fui to gr&e pecador que sm5te pela m>avilhosa mis]icordia de ,deus e/\ conv5cido de que ,ele me p]do>1 pois que lho peo em nome de ,jesus ,cri/o1 e vs todos a quem (5di me p]do>eis egualm5te1 porque sois cri/os e porque vol-o peo pelas entranhas mis]icordiosas de ,cri/o4 ,havia nas palavras d padre ,francisco tal convico e tal ac5to de v]dade que1 ao ouvil-z1 algumas vozes se ouviram1 diz5do3 --,sim1 sim1 e/ p]doado4 ,e a todas e/as vozes sobressaiu uma1 que disse3 --,bem1 bem1 s5hor padre ,francisco1 ,v4 um bom sac]dote1 lib]al1 honrado e hone/o2 p]do-lhe tudo e e/imo-o4 ,foi me/re ,joo quem disse i/o4 ,,conclus,o ,no se pode descrev] a s5sao que a pr(isso d ex-sac]dote romano fez no auditorio4 ,pr(undam5te impressionado1 no pde prosseguir no discurso1 pelo que ,mateus1 levant&o-se e faz5do s9al de sil5cio1 disse3 --,irmos e amigos4 ,acabamos de escut> z palavras de quem1 t5do militado sob z b&eiras d erro1 abriu os olhos luz1 e hoje acode pressuroso a refugi>-se em ,cri/o4 ,fez uma confisso de todos os seus atos assim como da sua f1 pelo que ns devemos recebel-o4 ,o ,s5hor no desprez\ n5hum dos que iam t] com ,ele1 o ,s5hor no desprez\ o ex-padre romano2 ns1 portanto1 no devemos desprezal-o1 mas sim amal-o4 ,agora oremos ao ,s5hor4 ,depois que fiz]am orao e cant>am um h9o1 todos os ouv9tes =am ap]t> a mo ao novo conv]tido1 dirig9do-lhe z palavras mais afectuosas4 ,ele1 por sua p>te1 respondia a todos c>9hosam5te1 e por ultimo os ouv9tes retir>am-se4 ,no dia segu9te1 o padre ,francisco devolveu ao seu sup]ior z suas lic5z e a r5uncia d seu titulo de sac]dote1 e nunca mais1 apez> de quanto fiz]am os seus antigos companheiros p>a o conv5c]em1 torn\ a diz] missa2 cresceu-lhe o cabelo1 que cobriu a cora1 e d5tro de p\cos mezes n+uem conhecia aquele que p\co tempo antes t9ha sido padre catolico4 ,a imagem de santo ,antonio foi de/ruida2 os cultos cont9u>am na casa em que ,julio vivia2 ,julio e ,joo cont9u>am fr5te das suas (ic9as2 o padre ,francisco1 segundo fama1 fez-se mission>io evangelico2 por meio dele ,deus anuncia o ,evangelho da paz a muitos hespanhoes sepultados no erro4 ,o ,s5hor p]mita que sejam muitos os que assim conheam a v]dade e a sigam6 ,,notas #a ,no e/ranhem i/o os leitores4 ,no se pode ass9al> a origem de/a e outras absurdas cr5z1 porm c]to que o povo baixo z tem4 #b ,os leitores devem lembr>-se de que um padre romano quem fala1 e de que os m&am5tos =am deturpados por essa egreja4 #c ,c]ca de #b escudos4 #d ,note-se que ne/a =mula de confisso faz-se m5o de tudo1 m5os de ,jesus ,cri/o4 ,,indice ,pag4 ,i--,a b5o de ,deus #e ,,ii--,devoo e444 v9ho #aj ,,iii--,no dia de ,santo ,antonio #bj ,,iv--,consequ5cias #bg ,v--,tlim444 tlim444 tlim444 tlim444 #cb ,,vi--,m&a-o m9ha filha1 e quanto ba/a #dj ,,vii--,a visita #di ,,viii--,a calunia #ei ,,ix--,novos acontecim5tos #gb ,x--,de corpo pres5te #he ,,xi--,um culto funebre #ia ,,xii--,intrigas d confession>io #ii ,,xiii--,frutos d confession>io #aaj ,,xiv--,da loja agua-furtada #aah ,,xv--,j comea6 #abh ,,xvi--,um s]mo1 um desafio1 e uma hora de f #acg ,,xvii--,o d9heiro d diabo e o d9heiro de ,deus #adc ,,xviii--,pobre padre ,francisco #aej ,,xix--,evangelicos e romanos #aed ,,xx--,o ,cri/o das ,completas e um lignum crucis #afa ,,xxi--,a conf]5cia #afh ,,xxii--,temor1 inquietao e duvidas #agi ,,xxiii--,romano e evangelico #ahh ,,xxiv--,z duas c>tas #bjj ,,xxv--,o regresso #bje ,,xxvi--,o padre ,francisco #baj ,concluso #baf