,,arte ,,de ,,l\ceiro ,,ou ,,tratado ,,sobre ,o ,,modo ,,de ,,faz] ,,z ,,l\,,z ,,de ,,b>ro ,,mais ,,grossas1 ,,traduzido ,,d ,,francez ,,por ,,ordem ,,de ,,sua ,,alteza ,,real1 ,o ,,pr9cipe ,,reg5te1 ,,nosso ,,s5hor1 ,,por ,,jose ,,f]reira ,,da ,,silva ,illu/ration ,,lisboa ,,na ,,impressa ,,regia4 ,,anno ,,de #ahjd4 ,por ,ordem ,sup]ior4 ,ars dux c]tior4 ,cic4 ,,arte ,,de ,,l\ceiro ,,de ,,b>ro ,,simples4 ,,introduc,a4 #a ,a ,arte d ,l\ceiro consi/e em faz] vasilhas1 e outras obras de b>ro1 que se embebe em agua p>a o amolec]1 e se amassa e se d depois diff]5tes figuras2 e se fazem coz] p>a lhe d> solidez1 con=me e/a def9ia1 o que faz pitos1 o l\ceiro1 e os que fazem porcelana sa oleiros2 porm fazem obras mais p]feitas d que e/es de que vamos a fall>4 ,assim ent5de-se por oleiros1 os que fazem obras communs1 e que por isso se podem d> b>atas4 #b ,a argilla#a1 que se *ama tambem t]ra b>r5ta1 faz a base das t]ras de que usa os oleiros1 e he a proposito d> os c>act]es que a fazem p>ticul> de/+u9do das outras t]ras4 ,p>a i/o a v\ consid]> em seu e/ado de pureza1 a9da que he difficil1 ou talvez impossivel obtella sem mi/ura de diff]5tes sub/ancias e/ranhas1 que mud&o sua natureza2 humas vezes a torna mais propria p>a z obras de oleiro1 e outras obrig>a os oleiros a trabalhos consid]aveis p>a purific> o b>ro1 sem o que s]ia inutil4#b #c ,a argilla#c ou b>ro puro he =mada de p>tes muito f9as1 que se unem muito humas s outras2 porque e/&o amontuadas em massa1 e unidas humas s outras1 *egu&o a hum gr&e gro de secura1 endurecem1 de sorte que hum torra de argilla exactam5te amassado1 e bem secco1 contrahe huma dureza de p$ras3 por causa das suas p>tes s]em muito f9as1 ne/e e/ado he susceptivel de tom> c]to polim5to3 he macia1 e saponacea ao toque2 e por isso he que se *ama a e/a t]ra gorda4 ,ella atrahe a humidade1 o que a faz peg> a l+ua se acaso a toca2 tambem se une bem s sub/ancias gordas2 e por isso s]ve p>a tir> c]tas nodoas4#d #d ,depois de t] cortado1 ou quebrado em molleculas de m$iocre tamanho1 se deixa fic> na agua1 de que ella se c>rega em abundancia2 ella se in*a propora que se c>rega da agua e se pde desfaz] huma pequ5a quantidade em muita agua4 ,mas qu&o se lhe na lana ba/ante p>a a r$uzir a huma especie de lama1 e que se amassa como adiante explic>emos1 he o que se *ama argamass>1 ella se faz glut9osa1 e frma huma massa muito ductivel1 que se pde e/5d] sem a quebr>2 de sorte1 que hum habil oleiro *ega a fazella tom> diff]5tes figuras2 e qu&o se usa della em massa alguma c\sa mais dura1 se pde faz] hum gr&e vaso1 com p\ca grossura sem e/e se desfaz] pelo pezo4 ,qu&o a argilla e/ assim bem amassada1 ou argamassada1 de sorte que faa huma massa firme1 na he p5etravel agua1 em quanto na scca1 por isso se usa della nas argamaz dos tanques1 ou pias de cons]v> agua4 ,por i/o he que os bancos de argilla que e/a debaixo da t]ra =ma muitas vezes tanques sobt]raneos1 dos quaes nascem fontes de agua1 algumas vezes asss boa3 porque a argilla1 que na e/ expo/a ao ar1 ao sol1 ou ao v5to1 cons]va sua humidade1 ductibilidade1 e a propri$ade de na s] p5etravel a agua4 #e ,os oleiros se aproveita da ductibilidade da argilla p>a a trabalh>em na roda1 e moldes2 mas z argillas em secc&o1 quanto mais puras sa1 mais encolhem1 i/o he dim9uem muito d seu volume1 m$ida que a agua se evapora3 e ne/e e/ado e/a sujeitas a ra*>-se e s]ia inuteis aos oleiros1 se elles na tivessem meios de lhe emp$ir o encolh] tanto1 como adiante diremos4 #f ,a argilla1 pura tal1 como ns ao pres5te a consid]amos ou detodo1 na he atacada pelos acidos1 ou muito p\co3 digo muito p\co porque em muitas argillas se pode descobrir o acido vitriolico4 ,e/a argilla resi/e muito aca d fogo sem se d]ret]1 e por consegu9te coz5do se adquire huma dureza igual dos seixos1 a ponto de que c]tas argillas bem cozidas *ega a deit> fogo s5do f]idas com ao4 ,e/a propri$ade p>ece indic>1 que hum fogo muito activo z faz tom> hum pr9cipio de defusa pois a9da que ella secc&o indurece1 com tudo na *ega ao gro que lhe d o fogo2 a argilla1 ou b>ro1 nunca muda de natureza por mais secca que fique2 cons]va a propri$ade de s] p5etrada pela agua1 e torn>-se em huma massa ductivel2 pelo contr>io coz5do-se muda totalm5te de natureza3 j enta na he argilla1 he huma argamassa muito dura1 ou huma especie de area imp5etravel1 agua e que na pde adquirir alguma ductibilidade com e/e fluido4 #g ,ni/o a argilla diff]e muito das boas argamassas de cal1 e ara1 que endurecem1 secc&o1 mas expondo-se a huma gr&e calc9aa a p]dem4 ,a dureza da argilla cozida he muito diff]5te1 das p$ras calc>es1 a9da z mais duras1 como o m>more1 porque e/as p$ras s5do expo/as a hum gr&e fogo1 e r$uzidas a cal p]dem sua dureza1 que p>ece dep5d] em p>te da humidade1 pois que ellas p]dem a sua firmeza1 logo que pela calc9aa1 se lhe dissip\ toda a humidade1 que p>ece s] a que frma a unia das p>tes2 e qu&o faz5do a argamassa de cal e ara se lhe lana a humidade1 ella pelo tempo toma huma dureza bem consid]avel3 pelo contr>io a dureza da boa argilla se augm5ta m$ida1 que se faz pass> por hum gr&e fogo4 ,a gr&e viol5cia d fogo a ra*a1 defrma1 e a r$uz a huma especie de vidro imp]feito1 mas que cons]va sua dureza4 ,eis aqui o que me faz p5s>1 que a dureza da argilla cozida consi/e1 em que suas p>tes adquirem hum pr9cipio da fusa ou br&ura pela gr&e aca d fogo1 e i/o z une humas s outras1 br&ura1 que se pde diz]1 que z argillas sa refract>ias pella vitrificaa1 ou fusa p]feita4 #h ,e/as obs]vaes por mais suc9tas1 que seja ba/a p>a c>act]iz> a argilla pura2 mas como se na encontra sem e/> unida s sub/ancias e/ranhas1 he mais importante p>a a arte de que tratamos1 fall> das argillas alliadas ou com mi/ura1 e taes como ellas se a*a na t]ra1 pois de/a especie he que se usa nas ol>ias4 ,z obras de/a se v5dem muito b>atas1 e por isso se na pde ir busc> longe de casa1 como se faz p>a z obras preciosas1 e porcelanas2 he preciso que p>a ellas se use de argillas que e/eja p]to de casa4 ,felizm5te a argilla se a*a em muitos lug>es em maior1 ou m5or pr(undeza da t]ra1 se acaso se d att5a s sub/ancias com que se comb9a4 ,ha della muitas especies diff]5tes3 a*a-se humas vezes em gr&es montes1 e outras em bancos que tem p\ca espessura relativam5te sua ext5sa2 em fim ella se de/ribue algumas vezes pela t]ra por veias1 que se devem seguir2 a especie de argilla na he sempre a mesma na cont9uaa da mesma veia1 ou qu&o se tira da t]ra mais sup]ficial1 ou mais pr(unda4 #i ,a respeito de suas cres ao sahir da t]ra1 he branca1 c9z5ta1 asulada1 tir&o a cr da p$ra asul ,ardosia1 v]de1 am>ella1 v]melha1 e de cr de m>more4 #aj ,e/as diff]5tes cres de argillas s nos podem d> indicios p\co c]tos da qualidade das l\z que della se f>3 com tudo na se devem desprez>2 porque e/es indicios nos podem gui> a faz] exp]i5cias p>a c]tific>-nos da sua boa1 ou m qualidade4 ,disso fall>emos ns adiante4 #aa ,em g]al se pref]em z argillas brancas1 ou escuras s am>ellas1 v]melhas ou v]des1 e algumas vezes s que tem mi/ura de diff]5tes cres4 ,e/as cres dep5dem de huma t9tura metlica1 sulfurea1 ou bitum9osa2 por que1 como dissemos1 no modo de faz] pitos1 ha argillas que augm5ta alvura qu&o se cozem1 porque a sub/ancia app>5te que alt]ava a sua cr era de/ructivel pelo fogo1 e z outras coz5do-se fica v]melhas1 am>ellas1 escuras1 ou quasi negras4 ,p>ece que e/as cres fixas sa causadas pelas diff]5tes sub/ancias metlicas1 que se dissolvem com os acidos especialm5te o vitriolico3 porque he preciso que e/as sub/ancias colorantes se r$uza em p>ticulas muito subtis1 pois e/as argillas de diff]5tes cres p>ecem muito macias1 e impalpaveis entre os d$os1 e homog5ias qu&o z corta4 ,z sub/ancias t5ues de que acabamos de fall>1 r>as vezes alt]a os b>ros communs1 de que ao pres5te fallamos4 ,digo r>as vezes1 porque algumas vezes z podem torn> fussiveis3 o que em alguns casos he gr&e defeito4 ,outras vezes lana vapores que fazem mal ao v]niz1 ou vidrado com que se cobrem3 di/o fall>ei em outra occasia4 #ab ,segundo a qualidade dos b>ros1 e uso que delles se faz *ama-se b>ro de tijollos1 de ladrilhos1 de panellas1 de cad9hos1 e pitos4 #ac ,muitas vezes os oleiros se s]vem de argillas1 que tem sub/ancias het]og5eas mais s5siveis1 como a mica1#e pyrites#f t]ras calc>eas#g arz de diff]5tes naturezas1 e fragm5tos de div]sas qualidades da m9a4 #ad ,na fallo aqui de/as sub/ancias1 que se a*a em gr&es p$aos1 e que os oleiros apanh&o-z1 qu&o amassa o b>ro1 z lana fra2 mas das que se a*a em molleculas asss grossas1 e que se p]s5te nos d$os1 e se v qu&o se corta hum p$ao de b>ro1 com tudo insuffici5tes p>a se tir> a ma todas e/as mat]ias de qualqu] natureza1 que seja1 prejudica mais1 ou m5os a l\a1 qu&o seu volume he hum um p\co consid]avel1 porque na se podem faz] obras asseadas1 e nem a sup]ficie fica lisa4 ,he v]dade que desfaz5do e/a argilla em muita agua1 e pass&o-a p>a outro vazo depois de precipitadas z sub/ancias mais pezadas1 se tira argillas quasi is5tas de p>tes het]og5eas1 e que s]v]ia p>a obras mais delicadas2 mas e/a prep>aa d b>ro que se pde empreg> em obras de l\a f9a requ] muitas manobras1 qu&o se e/ faz5do l\a grossa2 e assim dos b>ros are5tos s se usa p>a faz] tijollos ou telha2 p>a a l\a se escolhem veias de b>ro mais puro1 e is5to de huma mi/ura grosseira1 ou de natureza1 que alt]e a bondade da l\a4 ,vem a proposito entr> em algumas individuaes a e/e respeito1 porque pr9cipalm5te da natureza de/as mi/uras resulta a diff]5te qualidade dos b>ros2 e o oleiro que se e/abelece em hum lug>1 deve procur> todos os meios de conhec] a natureza d b>ro1 de que se deve s]vir1 sem se arrisc> a p]d] muitas =nadas1 e arru9>-se4 #ae ,deve-se esfreg> entre os d$os p>a v] se he macio ao toque1 e se he ligado1 e ductivel4 ,e encontr&o-se corpos e/ranhos1 se devem alimp>1 e pr de p>te p>a conhec] de que natureza sa4 ,na nos devemos cont5t> s com i/o2 por que se a lavage1 de que acima fallamos1 p>a z obras communs precisa muita despeza1 deve-se sempre desfaz] em agua hum bocado de argilla1 ao m5os1 p>a conhec]-lhe precisam5te a natureza1 e a quantidade de sub/ancias p\co mais ou m5os1 que e/a mi/uradas com ella3 porque como z sub/ancias de diff]5tes g5]os tem pezos especificos1 que lhe sa p>ticul>es1 vas&o muitas vezes a agua em que se diluio a argilla v4 g4 passados c9co m9utos1 depois passados dez1 e depois qu9ze se *eg> a sep>> z sub/ancias1 que segundo o seu pezo1 se precipit>em mais depressa1 ou mais de vag>1 e assim se pod] exam9> sep>adam5te e/es diff]5tes precipitados p>a se pod]em conhec] melhor por exp]i5cias p>ticul>es2 porque de/as diff]5tes ligas dep5dem1 em gr&e p>te z qualidades das argillas1 e das l\z1 que dellas se fazem4 ,he v]dade1 que apez> da lavagem ellas cons]va p>tes muito f9as1 e muito divididas1 que lhe da cr1 como acima dissemos2 porm e/as p>tes het]og5eas muito f9as sa p\co nocivas z l\z communs4 ,por exemplo1 se segundo diz ,mr4 ,pott1 a argilla s5do mi/urada com sub/ancias de gesso se torna muito dura no fogo2 diz tambem que os b>ros vitrificaveis1 mi/ur&o-se com a argilla firme fica muito duros coz5do-se2 mas he hum gr&e defeito nas argillas o t]em liga de p$ras calc>eas em molleculas de maior tamanho1 que se calc9a ao coz]2 e depois qu&o s5tem humidade1 in*a1 e quebra a obra1 se e/a no meio d b>ro1 e se fica na sup]ficie1 a agua z dissolve1 e fica hum buraco em seu lug>3 todavia eu digo qu&o ellas sa maiores2 porque em c]tos casos z sub/ancias calc>eas r$uzidas a p subtil1 e mi/uradas em pequ5a quantidade com sub/ancias vitrificaveis1 podem contribuir p>a a bondade da l\a4 ,he de exp]i5cia que algumas vezes duas sub/ancias1 que sep>adas na sa vitrificaveis1 unidas se vitrifica2 e com raza mais =te se vitrific> z p>ticulas da cal comb9&o-se com sub/ancias vitrificaveis4 #af ,z pyrites tambem sa huma qualidade de liga muito m2 queima-se ao coz]1 e se dissipa inteiram5te1 e fica hum buraco em seu lug>1 ou qu&o m5os1 faz huma man*a negra1 similhante a escorea de f]ro1 e com difficuldade pega o v]niz1 ou vidrado sobre ella4 ,os oleiros dizem que o mesmo vapor sulphureo1 que della1 se exhalla a queim>1 (f5de ao v]niz das l\z que e/a vis9has4 #ag ,a ara he necess>ia p>a imp$ir s argillas muito puras o encolh]em1 e fazellas secc> e cos] sem se quebr>em1 p>a i/o sa proprias z arz refract>ias1 que com difficuldade d]retem4 ,os vasos que dellas se fazem1 s(frem hum gr&e fogo1 e na sa sujeitos a quebr>em pelas alt]nativas de frio1 e calor3 mas he preciso hum gr&e fogo p>a z coz]1 sem i/o na fica o b>ro muito duravel4 ,pde-se com tudo faz] dellas boa l\a1 e mesmo cad9hos2 porm sa p]meaveis a todas z sub/ancias1 que se torna muito fluidas pela fusa1 como os saes1 o *umbo2 porque fic&o com o tecido p\co tapado1 na z pde cont]4 ,podia-se faz] o seu tecido mais tapado ajunt&o lhe hum bocado de b>ro vitrificavel4 ,com tudo se e/as arz fossem em muito gr&e quantidade1 dim9uiria totalm5te a ductibilidade da argilla1 e s]ia muito difficil o trabalhalla p>ticul>m5te na roda4 ,he v]dade1 que pella lavagem1 se pod]ia tir> huma p>te da ara1 que se a*asse em muita abundancia no b>ro2 mas os oleiros na recorrem a e/e meio1 que precisa muita manobra3 elles pref]em mi/ur> z argillas1 que *ama muito magras1 com outras1 que s5do muito gordas1 fazem encolh] muito a l\a1 e quebra-se ao secc>4 ,de/e modo com a mi/ura p\co disp5diosa corrigem os defeitos dos d\s b>ros1 hum por muito gordo1 e outro por muito magro4 #ah ,z areias fusiveis1 vitrificaveis1 e metllicas torna a argilla fusivel1 e a l\a na pde support> enta hum fogo consid]avel sem fic> com defeito2 por isso quasi todas z obras de/as argillas fusiveis1 sa cozidas ligeiram5te1 seu int]ior he grosseiro1 ta poroso1 que a agua trespassa os vasos sobre tudo1 qu&o p>a imp$ir o encolh]1 se lhe ajunta muita ara2 e ne/e e/ado d b>ro s se podem faz] delle vasos de ,j>d9s1 alguid>es1 e fog>eiros1 e p>a os ut5sis communs d uso se precisa cubrillos de hum esmalte1 que se *ama v]niz4 #ai ,a economia obriga a faz] e/as l\z que se trabalha com facilidade1 encolhem p\co1 e com hum fogo m$iocre se cozem1 e tem a vantagem de se pod]em expr ao fogo sem se quebr>em4 ,e/as l\z muito communs se fazem em gr&e quantidade1 porque se da b>atas2 mas tem p\ca solidez1 a m5or qu$a z quebra1 e por isso sa p\co duraveis4 #bj ,qu&o se mi/ura e/as areias vitrificaveis com z argillas1 ellas se *ega a coz] bem1 sem z obras fic>em com defeitos1 o seu tecido muitas vezes fica bem fe*ado2 ellas se na dissolvem pelos acidos1 e cons]va os metaes1 e saes d]retidos2 porm1 como se *ega muito natureza d vidro1 os vasos na podem s(fr] a alt]nativa d frio1 e d calor2 e p>a que se na quebrem he preciso esqu5tallos com muito cuidado4 #ba ,os b>ros1 de que se usa1 p>a faz] z l\z1 que *ama de grda1 commum5te tem e/e defeito2 s5do de hum tecido muito fe*ado1 resi/em fusa dos saes1 e d vidro de *umbo3 porm he preciso muito cuidado1 qu&o se passa d frio p>a o calor4 ,p>a ellas na t]em e/e defeito1 he preciso que na fiquem ta *egadas ao e/ado de vidro4 ,ha algumas que sa de/a natureza1 e que se pod]ia t] por huma porcelana grosseira4 ,eu supponho os b>ros de que se fazem tem a liga de areia refract>ia1 e de ara vitrificavel de donde resulta a vitrificaa4 ,na t5ho tido commodo de exam9> e/es b>ros com bem cuidado p>a d> por c]to1 o que acabo de diz]3 o que posso c]tific> he que t5do dissolvido em muita agua o b>ro de ,g\rnay1 de que se fazem os potes p>a a manteiga de ,isigny1 e t5do-a vasado depois de se t] precipitado huma p>te da ara1 e pyrites1 que elle cont9ha1 de/a argilla privada de huma p>te da sua areia1 m&ei faz] cad9hos1 que se podia pr v]melhos ao fogo1 e depois lanallos em agua fria sem se quebr>em4 ,se eu tivesse ma e/es b>ros1 e/\ p]suadido1 que *eg>ia a faz] vasos1 que na t]ia algum m]icim5to pela belleza1 mas s]ia ta bons como a porcelana1 e t]ia todas z p]feies1 que podem hav] nas l\z communs4 #bb ,os oleiros na entra em exames ta circun/anciados3 se a*a argilla macia ao tacto julga bem della amassa-na1 e trabalha3 se a a*a muito magra1 e p\co ductil1 ajunta-lhe argilla muito gorda3 se vem que argilla dim9ue muito de volume em sec&o1 e que se f5de1 emmagrecem-na ajunt&o-lhe b>ro are5to1 ou mesmo ara em propora que lhe p]mitta cons]v> sua ductibilidade1 e a fazem coz]2 se ellas d]retem1 ou fica com defeito z pez no =no1 dim9uem a actividade d fogo1 e s z emprega nos ut5sis communs d uso1 que cobrem de v]niz4 ,se hum fogo ord9>io na ba/a p>a z coz]1 ou d>-lhes toda a dureza1 de que sa susceptiveis1 ou vem que podem support> gr&e fogo sem defeito1 cozem-nas como gr$a4 ,se com e/e gr&e fogo1 alcana que va tom&o a natureza de vidro p>a pod] resi/ir ao fogo1 fazem ut5sis1 que na devem s]vir no fogo2 como botelhas1 potes p>a manteiga1 saleiros1 alguid>es1 qu>tas1 e potes p>a leit]ias4 ,p>a torna-las m5os frageis ao fogo1 liga z argillas muito =tes com b>ros j cozidos1 como potes de gr$a r$uzidos a p2 enta1 s5do bem cozidos1 podem ir ao fogo os vasos ou pez1 a9da que na haja o cuidado de z esqu5t> primeiro2 mas os cad9hos p>a ensaios de metaes1 ou p>a saes d]retidos1 he preciso que o b>ro na t5ha sub/ancia metlica1 que se d]retesse e deixasse escap> o que e/ivesse d]retido no cad9ho4 #bc ,algumas vezes e/as ligas vem feitas por natureza1 e os oleiros se s]vem da argilla tal1 qual a natureza lhas apres5ta3 da qui vem a diff]5a da l\a de div]sas ,prov9cias1 como z gr$as escuras de ,norm&ia1 z da ,bretanha1 que tira sobre o azul1 z de ,beauvais1 que sa am>elladas1 tir&o hum p\co a roxo1 z de ,s4 ,f>geau que sa brancas1 e f9alm5te nas de ,fl&res1 que mais que todas1 se *ega natureza da porcelana4 #bd ,d que acabamos de diz]1 se v que hum oleiro1 qu&o julga t] adquirido os conhecim5tos necess>ios sobre a natureza d b>ro1 de que se deve s]vir1 na e/ a9da no ponto de pod] faz] indagaes2 porque h b>ros1 que1 s podem admittir hum m$iocre cozim5to3 outros1 que sa os melhores1 requ]em s] cosidos em hum gr&e fogo4 ,p>a adquirir e/es conhecim5tos1 o oleiro deve faz] z primeiras =nadas com muita att5a1 e exam9> o e/ado das obras1 p>a se conduzirem melhor nas =nadas segu9tes4 ,mas qu&o o oleiro se e/abelece em hum lug>1 aonde se co/uma trabalh> em c]tos b>ros1 e/ disp5sado de faz] z exp]i5cias de que acabamos de fall>1 aproveit&o-se das que tem feito1 os que usa de trabalh> nelles4 #be ,nas bordas d bosque de ,orleans1 ha hum lug>1 que se *ama ,nibelle1 onde ha muitos oleiros1 que fazem vasos de huma argilla bem pura1 que coz5do-se fica preta1 e na podem ir ao fogo4 ,e/a l\a he de hum tecido muito fe*ado3 e assim p>a os ut5sis de coz9ha mi/ura hum b>ro branco1 e magro com e/a argilla2 mas a agua trespass>ia e/as l\z se na fossem env]nizadas4 #bf ,o trabalho dos oleiros he p\co mais1 ou m5os1 o mesmo em todas z ,prov9cias1 onde se trabalha em b>ro4 ,e assim v\ explic> com individuaa a pratica dos oleiros de ,p>s1 e qu&o h\v] occasia f>ei not> em que elles diff]em de outras p>tes4 ,,artigo ,i4 ,trabalho da l\a1 segundo o uso de ,p>s4 #bg ,os oleiros de ,p>s tira o seu b>ro1 de ,g5tillis1 ou ,areueil os que o cava1 segu9do z veias d b>ro bom1 o tira em p$aos quasi cubicos1 e vai p>a casa dos oleiros em c>ros1 como vem o cascalho1 ou p$ras4 #bh ,qu&o os oleiros o recebem1 lana-no em covas1 onde fica mais1 ou m5os tempo p>a inv]n> ou apodrec]1 como se diz em outros lug>es2 de sorte1 que o b>ro1 que foi cavado no ,outono1 fica na cova todo o ,inv]no1 e he tanto mais facil de trabalh>1 quanto mais tempo e/ na cova4 ,em alguns lug>es1 os oleiros deixa ao ar o seu b>ro1 e o movem com enxadas todo o ,inv]no1 por e/e meio o fazem mais ductivel4 #bi ,e/e he o mesmo b>ro que s]ve p>a faz] ladrilhos1 e obras de l\a4 ,com tudo elle he mais preto1 ou mais branco1 con=me a pr(undeza1 de que foi tirado3 h alguns1 que vem mi/urados com e/as duas cres1 e e/e se julga hum p\co melhor que os outros1 porm todos se ga/a sem di/9ca em l\a1 e em ladrilhos4 ,comeo agora a explic> o que respeita aos ladrilhos4 ,,artigo ,,ii4 ,dos ladrilhos1 e modo de amass> o b>ro1 com que elles se fazem4 #cj ,qu&o se tira da cova p$aos gr&es de b>ro1 he preciso cortallos em p$aos1 mais pequ5os possiveis4 ,p>a isso se pe huma taboa ,a fig4 #a1 e/4 ,i1 sobre huma celha3 os oleiros *ama assim huma pequ5a celha ,b sem fundo em huma ponta3 lana-se ne/a pequ5a celha seis baldes de agua com p\ca diff]5a1 depois se pe hum blo de b>ro sobre a taboa ,a1 que dissemos se punha sobre a ponta sem fundo da celha ,b4 ,o oleiro corta em pequ5os p$aos e/e blo de b>ro com huma faca de d\s cabos ,d fig4 #b2 e logo que vai cort&o o b>ro o vai lan&o na agua da celha2 o b>ro1 que se ps de t>de a hum$ec]1 na manh segu9te e/ bem br&o1 p>a se pod] trabalh>2 porque ba/a oito horas p>a fic> suffici5te p>a o trabalho1 s5do pequ5os os p$aos4 #ca ,z ap>as das obras1 que a9da na =a cozidas1 se mi/ura com o b>ro novo2 e/e b>ro das ap>as1 que j tem a liga da ara1 e j foi po/o em camada amassado1 e trabalhado1 ajuda a trabalh> melhor o b>ro novo4 #cb ,o b>ro1 de que usa os oleiros de ,p>s1 ou v5ha de ,areueil1 ou ,g5tillis he muito gordo1 e por isso na pde s]vir sem liga3 he preciso ligallo com ara p>a dim9uir-lhe a =a1 e fazello assim encolh] m5os4 ,talvez s]ia mais exp$i5te1 e mais economico trabalh> o b>ro com a mqu9a repres5tada na arte de faz] os pitos2 mas segundo o uso dos oleiros1 se faz e/a mi/ura amass&o o b>ro com os ps4 ,p>a i/o1 os oleiros de ,p>s1 co/uma mi/ur> duas celhas de b>ro novo1 huma de ap>as1 se z h1 e c9co ce/os de ara3 dim9u9do-se a ara1 fica mais duros os ladrilhos2 porm cu/a mais a trabalh>4 ,seja como =1 os b>ros de ,belleville e ,areueil ambos sa bons1 e f9os1 tem p\cos seixos2 sua cr tira a am>ella4#h #cc ,p>a faz] huma amassadura1 se comea e/5d5do ara sobre toda aquella pora d pavim5to1 que occup> a camada2 res]va-se s hum ce/o p>a o que adiante diremos2 e/a ara1 que se precisa mi/ur> com a argilla1 tambem emb>aa ao b>ro apeg>-se4 ,tira-se das celhas o b>ro das ap>as1 que e/ava hum$ec5do1 como o novo2 e/5de-se sobre ara em camada2 porque como e/e b>ro he mais facil de amass>1 que o novo1 pe-se no lug>1 em que o b>ro se na amassa tambem4 ,z duas celhas de b>ro novo sa di/ribuidas pela circunf]5cia1 e por cima se lana hum bocado de ara1 da qual se res]va s meio ce/o p>a o uso1 que adiante se dir4 #cd ,tres celhas de b>ro bem pisado1 ba/a p>a faz] qu9h5tas telhas1 e viria a faz] d\s mil ladrilhos pequ5os4 ,e/&o o b>ro dispo/o1 como j dissemos1 o amassador descalo se *ega ao monte de b>ro2 a sua po/ura he1 com a ma esqu]da firmada sobre o joelho esqu]do1 e porque o b>ro escorrega1 p>a na cahir1 tem na ma direita hum po1 em que se firma4 ,sep>&o enta das bordas hum p\co de b>ro com o p esqu]do o despega1 e lana fra d monte1 d hum pequ5o passo adiante1 e faz o mesmo2 de sorte que &&o em roda de todo o monte1 e sep>&o em cada passo quatro1 ou c9co pollegadas de b>ro1 ganha p\co a p\co o c5tro2 onde fica p\co b>ro1 porque elle tem sep>ado p>a z bordas a maior p>te4 ,como o d meio fica mais mal amassado1 elle acaba de amass>1 e sep>> o b>ro1 que ahi fica2 com hum f]ro proprio corta em p$aos e/e b>ro1 e o tira com z mas com facilidade1 porque se despega por causa da ara1 que e/ava por baixo1 e o di/ribue por todo o monte4 ,depois de se t] tirado o b>ro1 que e/ no meio da camada fica huma coroa de d\s circulos conc5tricos2 mas com a mesma pea de f]ro corta z bordas da camada1 e z lana no meio1 depois amassa de/e b>ro1 como fez a primeira vez1 e depois de acab> e/a manobra1 na tira mais o d meio3 porm depois de t] cortado o b>ro com a pea de f]ro1 elle o ajunta com a ma1 e o pe no meio2 depois o amassa de novo t]ceira1 e ultima vez1 e/5d5do o b>ro mais d que nas camadas prec$5tes1 p>a assim fic> mais delgado na camada4 ,feito i/o1 e/ amassado1 e em t]mos de s]vir1 como vamos explic>4 #ce ,p>a aprompt> assim tres pequ5as celhas de b>ro1 hum homem vigoroso precisa ao m5os quatro horas3 depois amontoa o b>ro2 e enta e/ em t]mos de s]vir4 #cf ,como he de muita importancia p>a a l\a o di/ribuir-se igualm5te por toda a massa1 o b>ro1 que se mi/ura hum com o outro1 ou a argilla com a ara1 e que z diff]5tes mi/uras faa hum todo uni=me1 os oleiros1 p>a se c]tific>em di/o1 corta o b>ro com hum arame de lata1 e exam9a se a cr e/ uni=me em toda a ext5sa d golpe1 e se ha lug>es mais brilhantes1 que outros4 ,a uni=midade prva que os diff]5tes b>ros e/a bem mi/urados1 e que o todo e/ bem amassado3 nos lug>es brilhantes e/ a argilla mais pura4 ,como se molda os ladrilhos4 #cg ,os ladrilhos se pod]ia mold>1 como dissemos na arte de faz] tijollos1 d mesmo modo que a telha1 e o tijollo4 ,os telheiros na fazem de outro modo os tijollos1 ou *amados ladrilhos de telha1 p>a os di/+uir dos ladrilhos de l\a1 que sa muito melhores1 e trabalhados mais propriam5te d que os de telha1 ou tijollos4 ,os oleiros da a figura quadrada em hum molde de po aos tijollos1 ou ladrilhos que *ama de =nalha4 ,elles tambem fazem em hum molde inf]ior fig4 #c1 os ladrilhos p>a os celleiros1 ou qu>tos1 que requ]em p\ca att5a2 elles na os ap]feioa1 nem ap>a como aquelles1 que se de/9a p>a sallas1 e qu>tos acceados2 mas por e/e me?odo a sup]ficie dos ladrilhos1 na he bem dirigida1 os angulos muitas vezes fica rombos1 e o b>ro na fica sufici5tem5te comprimido3 por i/o he que nos ladrilhos de salla1 os oleiros se ap]feioa mais4 #ch ,he v]dade1 que elles comea mett5do o b>ro em hum molde1 segundo o tamanho1 que devem t] os ladrilhos p>a z pez de b>ro1 que *ama de culumnas3 mas depois que o b>ro e/ meio secco1 elles o batem1 e comprimem muito4 ,de/e modo p]dem os ladrilhos a figura regul>1 que o molde lhe t9ha dado1 e i/o os obriga a cort> por hum calibre de f]ro1 que os oleiros *ama molde3 e/e calibre1 ou padra de f]ro he cortado regul>m5te1 segundo o tamanho1 e figura1 que se qu] d> aos ladrilhos4 ,tudo i/o se f> cl>o pelas indagaes1 em que vamos entr>2 mas convm faz] antes not>1 que suppo/o se possa faz] ladrilhos triangul>es1 quadrangul>es com d\s cantos obtusos1 quadrados1 longos1 etc4 ,na se fazem s5a quadrados1 ou de seis panos fig4 #c1 e tambem alguns meios tijollos p>a os socalcos das =nalhas1 dos muros1 ou outras c\sas4 ,e/as duas qualidades tem a vantagem1 que os ladrilhos de hum mesmo tamanho se unem exactam5te huns aos outros sem deix> vacuo entre elles2 se fossem de c9co faces fic>ia entre elles vacuo1 que s]ia preciso en*]2 e alis s5do os angulos1 agudos1 com facilidade se quebr>ia4 #ci ,s5do outogonos1 ou de oito faces1 necess>iam5te entre quatro ladrilhos1 fica hum espao quadrado1 que he preciso en*] com hum ladrilho pequ5o4 ,s se fazem e/es ladrilhos de oito faces1 qu&o o ladrilho pequ5o he de cr diff]5te dos gr&es2 taes sa os ladrilhos pretos1 e brancos1 que fazem os que trabalha em m>more4 ,tambem vi em algumas ,prov9cias ladrilhos1 que s5do cob]tos de v]niz de diff]5tes cres1 =mava huma boa vi/a4 ,v>i&o a figura dos ladrilhos1 e a cr pelo v]niz1 e tambem a sua posia1 se podem faz] muitos rep>tim5tos simetricos3 di/o fall>ei adiante2 porm1 como os ladrilhos de qualqu] figura se fazem d mesmo modo1 v\ explic> com individuaa1 como os oleiros fazem os ladrilhos hexagonos ou de seis faces4 #dj ,o oleiro comea faz5do no molde hum gr&e ladrilho quadrado4 ,e/e molde he hum caixilho de po que faz os ladrilhos mais grossos d que devem s]2 na s por que dim9uem1 qu&o secca1 mas tambem1 porque fica mais delgados qu&o se batem4 #da ,p>a mold> os tijollos1 tem o oleiro huma taboa grossa a b1 e/4 ,i1 fig4 #d1 que e/ po/a sobre cavalletes =tes1 e pe no meio de/a taboa huma p$ra dura e unida1 ou hum p$ao de po g1 de tres ou quatro pollegadas de grosso1 que tem diff]5tes nomes2 em alguns lug>es se *ama urqua9 na ponta de/e p$ao de po dd e/ po/o hum vaso *eio de agua ee1 e sobre o vaso hum in/rum5to de po que *ama pla9a ff e por diante e/ o caixilho1 ou molde gg4 ,alguns pe da p>te esqu]da d moldador hum blo de b>ro h1 de/9ado p>a en*] o molde3 tambem se pe ahi o b>ro1 que se tira com a pla9a ff4 ,outros tira s a quantidade1 que c>essem1 de hum monte de b>ro ,h1 que e/ sobre o soalho1 p]to delles4 direita d moldador e/ hum monte de ara i1 e se deve t] sobre a meza hum lug> k1 p>a se porem z obras j moldadas4 #db ,o moldador po/o adiante da mesa1 toma com a ma esqu]da hum bocado de ara1 e a espalha sobre a mesa1 ou sobre o p$ao de po g fig4 #d1 pe por cima o molde tambem esfregado na ara2 depois o en*e de b>ro comprim9do o com z mas o mais que pde2 porque e/e b>ro deve s] mais duro1 d que se s]vem os telheiros4 ,depois de e/> o molde bem *eio por todas z p>tes1 o moldador toma a pla9a ff fig4 #d2 molha-a na agua1 e peg&o nella com ambas z mas1 a passa =tem5te por cima d molde1 p>a tir> todo o b>ro1 que exc$e grossura1 que deve t]2 depois peg&o no molde por hum dos cantos o puxa p>a si1 e mette a ma esqu]da por baixo da pea1 p>a a so/] a pe sobre z outras k fig4 #d1 e como e/e b>ro he amassado duro1 se pde pass> de hum lug> p>a outro em z mas sem fic> com defeito4 ,a p\ca ara1 que fica por baixo da pea1 ba/a p>a na a deix> peg> na outra sobre que se pe4 #dc ,depois de t]em endurecido alguma c\sa z pez1 ou ladrilhos1 que se tem tirado d molde se lana em huma especie de taboletas feitas de v>as maneira de canios1 p>a o ar lhe d> de todas z p>tes2 e seccallas por cima se pe huma cob]ta de taboas p>a a *uva os na molh>4 #dd ,qu&o e/a j meios seccos se vira debaixo p>a cima p>a secc> a p>te1 que fica por baixo a polla no mesmo gro de seccura1 que a de cima4 #de ,em quanto e/es ladrilhos e/a a9da flexiveis se pe sobre hum banco =te huns sobre os outros1 e se batem com a p>te *ata d masso4 ,depois de batidos assim os ladrilhos1 se torna a pr sobre z v>as1 aonde fica mais ou m5os tempo1 con=me o calor d ar4 ,logo que o oleiro os julga suffici5tem5te seccos1 os tira das v>as1 mas como o ext]ior sempre e/ mais secco que o int]ior1 quebr>-se-hia1 se acaso se tornassem a bat] ne/e e/ado4 ,prev9e-se e/e accid5te pondo-os em pilha1 huns sobre outros c9co ou seis dias1 p>a amolec] z sup]ficies1 que e/ava seccas2 e/as pilhas se fazem em hum qu>to baixo1 e alguma c\sa humido4 ,alm de que o ar humido de/e lug> abr&a a sup]ficie das obras feitas1 e a humidade d seu int]ior se communica sup]ficie1 que j e/ava bem secca4 ,qu&o se a*a j bem flexiveis se tira da pilha1 e se torna a bat] com mais =a d que antes no mesmo banco1 e logo se corta por m$ida c]ta em quatro p>tes2 depois se pe em pilhas de v9te cada huma junto a huma p>$e1 def5didos da *uva por huma cob]ta3 qu&o o b>ro e/ j hum p\co secco1 se pe na ponta de hum banco pilhas de/es ladrilhos1 hum obreiro po/o a cavallo no banco1 pega em hum molde de f]ro e/4 ,i1 fig4 #e1 da grossura de c9co l9has1 que e/ talhado em faces precisam5te d tamanho e da figura1 que os ladrilhos devem t]1 e com hum cutello curvo fig4 #f1 corta tudo o que exc$e a pea de f]ro1 que os oleiros *ama molde4#i ,hum bom obreiro pde ap>> #ahjj ladrilhos por dia4 ,z ap>as cahem em hum p5eiro1 onde se cons]va p>a z mi/ur> com o b>ro novo1 qu&o se fiz] nova amassadura4 ,qu&o sahem os ladrilhos da ma d ap>ador1 va j em figura de ir p>a o =no1 logo que e/iv]em bem seccos4 #df ,s]ia impossivel faz] o primeiro molde tamanho1 que depois dsse quatro ladrilhos gr&es2 e/es assim se molda em huma frma maior cada hum sep>ado1 como se fazem os tijollos de =nalhas2 com a diff]5a porm de que os tijollos de =nalha1 na se batem1 nem se ap>a2 e os ladrilhos gr&es1 que se fazem com aceio sa batidos1 e ap>ados por moldes1 como os pequ5os4 #dg ,os ladrilhos feitos como acabamos de explic>1 c>ecem e/> bem seccos p>a irem p>a o =no3 porm na se expe ao ,sol1 mas sim em p>te onde lhe d o v5to1 ou em lug> aonde *egue o calor d =no4 #dh ,qu&o os ladrilhos e/a de todo seccos1 re/a cozellos1 o que se faz como vamos a explic>4 ,d =no#aj1 e d modo de arranj> nelle os ladrilhos p>a se coz]em4 #di ,na arte de telheiro1 e de faz] tijollos se vem os =nos1 de que se s]vem alguns oleiros p>a coz] os ladrilhos3 onde se pde consult> o que nos dissemos a e/e respeito1 aqui trat>emos s1 de duas qualidades de =nos1 de que se s]ve a maior p>te dos oleiros de ,p>s na sm5te p>a cos] seus ladrilhos1 mas tambem toda a qualidade de l\z3 depois fall>ei dos =nos1 de que se s]vem os oleiros dos arrebaldes de ,sa9t ,anto9e p>a coz] suas obras3 e por hora fall>ei s dos =nos1 que e/a mais em uso nos arrabaldes de ,s4 ,m>ceau2 elles vem repres5tados na e/4 ,i1 fig4 #g1 #h1 #i4 ,a fig4 #g repres5ta o plano d =no2 a fig4 #h he a divisa de/e mesmo =no no comprim5to pela l9ha ,a1 ,c2 e a fig4 #i he huma divisa transv]sal pela l9ha ,g1 ,h1 da fig4 #g3 ,a he a boca d =no1 ou entrada da =nalha2 na qual se pe madeira p>a esqu5t> o =no1 como se v de ,a1 at ,b1 fig4 #g1 e #h2 de ,b1 at ,c1 he a capacidade int]ior d =no1 aonde se arranja os ladrilhos1 ou a l\a1 que se qu] coz]2 ,c1 ,d1 fig4 #h1 he hum tubo da *am9 por onde sahe a fumaa4 ,como a communicaa d int]ior d =no com e/e tubo1 p>a desc>ga da fumaa1 he por baixo p]to d pavim5to d =no em ,c1 he preciso1 que a corr5te de ar1 que entra pela boca ,a1 passe ao tubo ,d1 pelos buracos ,c4 ,de/e modo1 t5do seguido a curvatura da abobada1 at p]to de ,m1 fig4 #h2 o ar qu5te desce ao longo das p>$es d tubo da *am91 que se *ama ,l+ueta1#aa p>a ganh> os buracos1 que e/a em ,c1 e torn> ao tubo ,c1 ,d4 ,por e/a con/ruca1 que he bem ent5dida1 o calor se di/ribue muito bem por todo o comprim5to d =no3 mas1 como he mais e/reito na sua entrada ,k1 ,i1 fig4 #g1 d que no fundo1 os lados em ,g1 ,h na recebem tanto calor1 como no meio2 mas i/o se rem$eia2 arrum&o l5ha nos d\s lados1 como se v na fig4 #g1 e como adiante explic>emos4 ,f1 fig4 #g1 he huma porta1 por onde se entra no =no p>a o en*]2 depois d =no *eio1 se tapa com hum muro de tijollos1 e se acc5de o fogo4 #ej ,antes de mett] no =no alguma l\a se levanta1 com tijollos em ,i1 ,h1 at a abobada1 huma sep>aa que tem ab]turas1 pois se deixa ent]vallos entre os tijollos1 ou como dizem os obreiros cr5aux#ab1 p>a que o calor d =nete ,a ,b4 se communique o =no4 ,e/a sep>aa1 receb5do a mais viva aca d fogo1 *ama-se la fausse-tire1 a qual se na desman*a em cda huma =nada1 pelo contr>io se rep>a p>a que dure o mais que = possivel4 #ea ,como a p>te de diante d =no e/ tapada em ,i1 ,k1 pela fausse-tire#ac he preciso c>regallo pela ab]tura ,f1 e comea-se1 =m&o z tres primeiras ord5s da p>te da fausse-tire1 p>a i/o se desman*a huma ordem de tijollos de =nalha1 que se pe de p>te1 como se v em a fig4 #h1 entre z quaes se deixa huma ab]ta de quatro pollegadas e meia1 e se dispe e/as ab]tas p>a e/abellec] debaixo da =nalha huma corr5te de ar qu5te1 de modo1 que pela subtileza d ar esqu5tado1 suba sempre melhor abobada4 ,sobre e/es tijollos se arranja z pilhas de ladrilhos1 que se pe deitados1 como se v na fig4 #g1 de modo1 que haja d\s d$os de di/ancia de hum ao outro ladrilho1 e que o meio d ladrilho da ordem sup]ior corresponda ao vcuo dos ladrilhos da ordem inf]ior4 #eb ,depois de se t]em levantado at abob$a quatro pilhas de tijollos ord9>ios1 se pe a*as de l5ha entre z p>$es d =no1 e z pilhas de tijollos3 depois se arranja sobre o pavim5to d =no1 os tijollos de =nalha1 e por cima z pilhas de ladrilhos de ,sala2 acama-se nos lados z a*as de l5ha1 como se v fig4 #g1 e alm de huma ordem de a*as em p1 que atravessa o =no1 como se v fig4 #g1 segundo a l9ha de ,g1 e ,h1 e se cont9ua a en*] o =no pondo por baixo os tijollos de =nalha1 e por cima os ladrilhos4 ,depois de se t]em =mado duas1 ou tres pilhas1 se pe a*as de l5ha entre z pilhas de tijollo1 e z p>$es d =no1 alm di/o se pe huma ordem de a*as sobre a p>$e d fundo d =no1 que se *ama ,l+ueta4 ,qu&o z a*as de l5ha1 que se pe de p na tem o comprim5to suffici5te p>a toc> na abob$a d =no por na p]d] lug>1 se pe por cima ladrilhos de sala dos maiores4 ,cont9ua-se1 como temos explicado1 at *eg> ab]tura ,f1 fig4 #aj2 p>a =m> z ultimas ord5s se pe sempre tijollos de =nalha3 z pilhas de ladrilho ord9>io1 e z a*as1 como j dissemos2 porm por na fe*> a entrada ,f1 se comea1 en*5do primeiro o lado oppo/o ab]tura1 e se acaba por e/a mesma ab]tura ,l1 que se fe*a por huma p>$e de tijollos1 como j dissemos4 #ec ,em hum =no semelhante ao que se repres5ta1 que tem dez ps de ,k1 a ,l1 e sete de ,k1 a ,i1 p>a coz] os ladrilhos se ga/a c>ga1 e meia de madeira tanto p>a arranj> entre os ladrilhos como p>a a tempra#ad1 e huma camada de l5ha ra*ada p>a queim> na =nalha ,a1 ,b1 e faz] o cozim5to da l\a2 a i/o *ama os oleiros la *asse4#ae #ed ,os que se lembr>em1 d que dissemos na arte de telheiro1 v]a que he preciso primeiro esqu5t> o =no com hum pequ5o fogo de pos grossos1 que faa mais fumo1 d que *amma4 ,por mais secco que p>ea o b>ro1 he preciso lanar fra a9da muita humidade no =no3 se e/a dissipaa se apress>1 o b>ro se quebr>1 indo porm de vag>1 dissipa-se a humidade sem faz] e/rago4 ,e/e pequ5o fogo1 he que os oleiros *ama hum$ec]1 talvez porque a l\a com e/e pequ5o calor se faz humida4 #ee ,acc5de-se hum pequ5o fogo de pos grossos na boca da =nalha entre ,a1 e ,b1 fig4 #g1 e #h2 i/o se cont9a tr9ta e seis horas1 p>a que z obras se esqu5tem p\co a p\co1 e p]ca a humidade1 que lhe re/a1 a9da que os tijollos p>ea bem seccos qu&o se mettem no =no4 ,nas doze ultimas horas augm5ta-se hum p\co o fogo1 e depois se faz no mesmo lug> hum gr&e fogo de lav>$a com l5ha secca1 e se cont9a por sete1 ou oito horas1 os pos que se mett]a pelos lados1 e entre z pilhas dos ladrilhos1 se queima tambem e contribuem p>a fic>em p]feitam5te cozidos4 ,f9alm5te na se pe mais l5ha na =nalha1 e se lhe tapa a boca com huma *apa de f]ro1 p>a ir esfri&o p\co a p\co1 passados #g ou #h dias1 se tira a l\a d =no4 ,,artigo ,,iii4 ,das obras de ladrilho4 #ef ,como em ,p>s z obras de ladrilhos fazem p>te d (ficio de ,oleiro1 he preciso fall> aqui dellas4 #eg ,nos lug>es aonde ha gesso1 todas z obras de ladrilho se fazem com elle2 mas aonde o na ha1 se ladrilha com argamaa de cal1 e ara1 betume1 ou algumas vezes com huma mi/ura de argamaa1 e gesso2 na fallo aqui de hum mo modo de ladrilh>1 de que usa os paisanos1 ass5t&o os ladrilhos sobre a argilla bem amassados com ba/ante ara1 p>a na encolh] tanto o b>ro4 #eh ,qu&o se tem de ladrilh> com argamassa1 he preciso embeb] bem de agua o ladrilho logo ao sahir d =no3 sem e/a precaua o ladrilho atrahe a agua da argamaa1 e em lug> de tom> corpo se descompe1 e se torna quasi em ara pura4 #ei ,como a argamaa se pega m5os ao b>ro d que o gesso1 alguns m&a faz] por baixo d ladrilho1 regos1 ou buracos com hum p$ao de po1 que se mette por baixo d ladrilho depois de o bat]1 porm i/o na e/ em uso4 #fj ,em ,p>s todas z obras de ladrilho se fazem com gesso2 mas1 como o gesso vivo in*a muito1 qu&o se usa delle puro1 por isso vem e/as obras a fic> com defeito4 ,pde-se prev5ir e/e inconv5i5te1 ou mi/ur&o o gesso hum p\co molle com cal1 ou ladrilh&o por camadas1 e na pr outra em quanto na sca a primeira2 ao m5os se deve evit> pr o ladrilho enco/ado p>$e de encontro1 e se dev] deix> alguns ps em roda sem ladrilh> at o gesso dos ladrilhos d meio1 t] acabado de in*>2 h bons ladrilhadores1 que t5do precaua1 *ega a ladrilh> com gesso s1 e a sua obra he melhor2 mas pela a maior p>te os ladrilhadores mi/ura o p de c>va p5eirado com o gesso1 p>a elle na in*> tanto2 quanto mais p lhe ajunta1 m5os temem1 que lhe in*e o gesso2 e assim ladrilha com mais facilidade2 porque o gesso assim na pega com tanta promptida1 e elles na ga/a tanto2 e i/o he utilidade sua1 porque elles mesmos da o gesso4 ,por todos e/es motivos ajunta elles tanto p de c>va ao gesso1 que elle na toma corpo1 e quasi na se pga ao ladrilho2 ao contr>io porm o gesso puro se pga tanto ao b>ro cozido1 que se na podem sep>> d\s ladrilhos1 e/&o unidos hum ao outro com gesso4 ,s]ia melhor em lug> d p de c>va mi/ur> ara boa1 que faz corpo com o gesso1 e tambem o na deixa in*> tanto1 como se fra o gesso vivo4 #fa ,eu vi hum bom ladrilhador1 que em lug> d p de c>va ajuntava ao gesso f]rugem de *am92 e/a mi/ura na deixa o gesso pr5d] com tanta promptida1 e assim t9ha elle tempo de ass5t> melhor os ladrilhos4 ,disse-me elle que e/e gesso assim na in*ava tanto1 e me p>eceo1 que e/es ficava muito duro1 e muito adh]5te aos ladrilhos2 e por isso p5so1 que se deve adopt> e/e me?odo1 aonde ha gesso1 e f]rugem com facilidade4 #fb ,qu&o o gesso he r>o1 e a f]rugem difficil1 se pde segur> bem o ladrilho com huma mi/ura de gesso1 e argamaa de cal1 e ara1 ou betume4 ,e/a especie de argamaa ba/>da1 que os nossos obreiros *ama g*is1#af in*a p\co2 com o tempo se torna muito dura2 e como se demora em in*>1 pde o ladrilhador com facilidade ass5t> os seus ladrilhos4 #fc ,em ,p>s os p$reiros sa os que fazem o lug> em que se devem ass5t> os ladrilhos2 mas nas ,prov9cias os ladrilhadores1 pe ao nivel1 e aprompta o pavim5to1 e lug> em que ha-de ass5t> os ladrilhos1 ou tijollos1 elles o fazem ord9>iam5te espalh&o c>va moido na p>te1 e depois ass5ta em cima huma regua com hum nivel4 ,logo que o lug> e/ prompto lana por cima d p huma agua de gesso muito cl>a1 p>a lhe d> alguma consi/5cia4 #fd ,os ladrilhos fica mais seguros1 qu&o se ass5ta sobre o gesso puro1 ou simplesm5te mi/urado com huma p\ca de ara boa2 mas deve-se ass5t> o ladrilho depois d lug> e/> secco1 e o gesso t] acabado o seu effeito1 hum ass5to da argamaa de cal1 e ara tambem he bom2 e o peior modo1 he o de ass5t> o ladrilho sobre o p de c>va puro1 que s5do comprimido1 se abate1 e se desord5a com facilidade2 por na pod] d> hum ass5to slido ao ladrilho1 ou tijollo4 #fe ,em algumas ,prov9cias se prep>a o pavim5to com tufo branco1 que se passa por grades1 ou canissos1 hum$ece-se hum p\co2 p>a que s5do batido tome alguma firmeza4 #ff ,em outro tempo se c>regava muito os pavim5tos2 porm agora1 como os c>p9teiros pe a madeira bem desemp5ada1 e igual na grossura2 recomm5da-se aos ladrilhadores1 que na ponha muita c>ga por na pez> sobre z vigas4 #fg ,qu&o os qu>tos ou celleiros1 que se qu]em ladrilh> tem o ass5to prep>ado1 o ladrilhador e/5de huma corda por todo o comprim5to da pea1 e pe por cima d gesso1 ou argamaa1 huma ordem de tijollos1 exam9&o sempre se vai direita1 e ao nivel1 porque e/a primeira ordem he a que regula z outras2 pois1 s5do todos os ladrilhos1 ou tijollos feitos exactam5te d mesmo tamanho1 =mra ord5s iguaes1 e bem direitas1 se o ladrilhador os pe de modo1 que na haja junta4 ,com tudo se por defeito d oleiro1 ou d ladrilhador fic>em z ord5s alguma c\sa curvas1 se rem$i> e/a falta1 deix&o huma junta1 ou em5da na curvatura4 ,i/o sempre he hum defeito1 mas p\co s5sivel1 qu&o a curvatura he p\co consid]avel1 e que se ind]eita p\co a p\co4 ,como e/a primeira ordem1 ou fileira deve dirigir todas z mais1 logo que e/iv] bem ass5tada1 se deve recomm5d> o na &> sobre ella pela na desord5>4 ,pe-se depois z outras fileiras1 de sorte que hum dos angulos que falta no tijollo1 que se pe se ass5ta no angulo1 que entra dos tijollos1 que e/a po/os na fileira1 de/e modo vem a =m> l9has obliquas4 #fh ,os ladrilhadores cons]va o nivel em toda a ext5sa d pavim5to por hum modo bem simples1 e exp$i5te2 pe hum bocado de gesso1 ou argamaa no lado dos ladrilhos1 j po/os1 t5do o cuidado1 de que fique a argamassa de huma grossura igual2 se usa d gesso pe s em huma ext5sa1 que occupe oito tijollos ou ladrilhos1 p>a t]em tempo de os pr em seu lug> antes d gesso1 indurec] muito3 ass5ta1 por cima dos ladrilhos po/os1 huma rgua de po de duas pollegadas de grosso e tres e meia de l>go1 e lhe batem =tem5te4 ,levanta com a ma esqu]da e/a rgua1 e batem sobre os ladrilhos at ella ass5t> igualm5te sobre todos4 ,fica evid5te1 que os po/os por ultimo e/a ao nivel depois da rgua ass5t> em todos igualm5te2 o que se faz com facilidade pelas pancadas =tes1 que fazem ent]r> os tijollos pelo gesso1 ou argamaa4 ,se alguns fogem da direca1 se abatem muito por falta d gesso1 o ladrilhador os levanta com a colh]2 tira o gesso que e/ava por baixo1 e pe outro tijollo1 que fique sem defeito4 ,f9alm5te1 t5do ac]tado os ladrilhos1 rapa com o corte da colh] o gesso1 ou argamaa1 que sobra por cima delles1 e pe outra vez ao lado dos tijollos hum bocado1 como acima se disse em ext5sa que occupe s #g1 ou #h1 tijollos1 que pe de novo1 e assim segue at acab>4 ,indo a encontr> na p>$e1 pde enta mi/ur> c>va em p com o gesso1 p>a que elle na in*e2 porque aqui na e/a sujeitos a sahirem d seu lug> como no meio4 #fi ,os ladrilhadores en*em z juntas1 que fica entre os ladrilhos1 po/os algumas vezes com gesso mi/urado com argamaa de cal bem dura1 que lana com =a entre z juntas que fica2 outros lana sobre os ladrilhos agua com gesso muito liquida4 ,tira-se o gesso1 ou argamaa que se a*a por cima dos ladrilhos1 esfreg&o-os com ara1 ou com palhas1 e depois de bem limpos se p9ta com oleo1 pe-se-lhe cra1 e esfrega4 ,os tijollos de ladrilh>1 como se ga/a1 e fica com covas pelo lug>1 por onde se &a1 e mesmo ao v>r] por s]em z vass\ras commum5te de alamo por evit> e/es inconv9i5tes1 unta com sangue de boi1 que lhe d huma slidez muito duravel4 ,em algumas prov9cias se env]niza os ladrilhos1 como a l\a1 =ma divises bem agradaveis1 que v>ia por muitos modos4#ag ,,artigo ,,iv4 ,modo de faz] os diff]5tes vasos1 e ut5sis de casa com o mesmo b>ro1 que s]ve p>a faz] os ladrilhos4 #gj ,os oleiros de ,p>s p>a faz]em diff]5tes obras se s]vem d mesmo b>ro dos ladrilhos2 s da a pref]5cia a c]tas veias onde a argilla he mais branca tir&o hum p\co sobre o v]melho a qual os oleiros *ama bom b>ro2 tira-se de ,arcueil1 e de ,vanvres1 como p>a o ladrilho2 liga-na com a mesma ara1 e na mesma quantidade1 que p>a os ladrilhos4 ,como se amassa com mais cuidado1 na se pde pr a amass> mais de huma celha1 ou qu&o muito duas de b>ro por cada vez4 #ga ,alguns oleiros1 depois d b>ro amassado1 lana hum torra sobre huma mesa grossa1 e o batem com hum mao de f]ro1 como se faz no b>ro de pitos1 e e/a op]aa he muito boa2 porm a9da que elle t5ha sido amassado1 e batido1 he preciso repassallo pelas mas p>a lanar fra algumas pyrites1 e p$ras1 que possa t] ao que *ama vogu]4#ah ,p>a e/e fim amassa o b>ro sobre a mesa de mold>1 como faz5do huma pa/a2 elles ajunta depois hum torra gr&e1 e pass&o alt]nativam5te a palma da ma sobre e/e b>ro1 tira de cada vez huma camada bem delgada2 e assim com facilidade encontra os corpos e/ranhos1 e os lana fra4 ,depois de t]em assim passado outro tanto1 como o volume de huma libra de manteiga1 amassa e/e torra que da a figura de hum cyl9dro1 dividem-no em d\s1 e t5do huma ametade em cada ma1 z unem bat5do com =a huma contra a outra2 depois o torna a amass> de novo1 e repetem e/a manobra muitas vezes1 e va sempre lan&o fra os corpos e/ranhos que encontra1 e acaba faz5do torres de b>ro maiores1 ou m5ores1 segundo o tamanho dos vasos1 que elles se prope faz]4 ,os oleiros tem diff]5tes modos de vog> o b>ro3 porm todos consi/em1 em trabalh> muito o b>ro p>a o amass> bem1 e sep>>-lhe todos os corpos e/ranhos1 que nelle se a*>em2 porque p>a z obras que elles sa obrigados a d> b>atas1 na podem faz] z despezas de lav> seus b>ros1 e de os pass> pela p5eira 7ou por hum crivo feito de arame de lata f9o7 como fazem os que trabalha em l\a f9a4 ,a op]aa de vog> he trabalhosa2 porque p>a a maior p>te dos ut5sis1 que fazem os oleiros1 se deve amass> o b>ro muito mais duro d que p>a os ladrilhos1 pr9cipalm5te hav5do se de faz] vasos gr&es1 porque na se pod]ia su/]2 e o b>ro voga-se com muito mais cuidado p>a humas obras d que p>a outras4 #gb ,das obras de oleiro1 humas se fazem inteiram5te ma1 como z caldeir9has quadradas ,f1 fig4 #aj e/4 ,i1 outras s se fazem na roda1 como os vasos de flores1 z tijellas1 e alguid>es ,k1 fig4 #aa1 que na tem azas1 outras se fazem p>te na roda1 e p>te a ma1 como os vasos de tres ps1 z m>mitas fig4 #ab1 os escalfadores fig4 #ac1 z caarolas fig4 #ad1 o corpo das quaes se faz na roda1 e os ps1 azas1 e orelhas se pe de fra ma4 #gc ,agora comeo a diz] alguma c\sa sobre o trabalho da roda1 ou torno2 tambem explic>ei como se acommoda nella diff]5tes pez2 depois d>ei alguns exemplos das obras1 que se fazem inteiram5te ma4 ,d modo de faz] os vasos na roda4 #gd ,ha duas especies de rodas3 huma he de f]ro1 e e/a he v]dadeiram5te a roda de oleiros2 e outra he de po e se *ama o torno4 ,quasi todos os oleiros de ,p>s se s]vem dellas2 porm adopt>a a dos oleiros de l\a f9a vidrada4 #ge ,descripa da roda de f]ro aa ,e/4 ,i1 fig4 #e1 he o meio da roda1 que tem a pequ5a roda bb1 em alguns lug>es se *ama gimble1 sobre o qual e/ a obra cc1 em que se trabalha4 ,no meio aa1 se ajunta os raios da roda dd1 que sa de f]ro4 ,ne/a figura s se vem d\s2 porm a roda tem seis1 como se v na figura #af4 ,e/es raios vem d> em hum circulo de f]ro1 ou ambos1 cuja grossura s se v aqui repres5tada pela l9ha ee2 o meio aa1 dim9ue de grossura em ff1 e a9da mais em gg1 e/a p>te1 que he cyl9drica1 e pontuada na figura1 he recebida por hum buraco em hum grosso p$ao de po g1 que fica bem seguro por huma cruz de po hh1 e pelas prises ii4 ,em primeiro lug> he preciso conceb]1 que o meio aa1 a p>te ff1 e o cyl9dro pontuado g1 sa tomadas em hum mesmo p$ao de po2 em segundo lug> que a p>te cyl9drica pontuada he recebida em hum buraco fundo1 que e/ no c5tro d p$ao de po g1 no qual pde vir>2 que e/e cyl9dro pontuado1 que tem a p>te ff assim como e/e que nos temos *amado o meio aa1 por cima d qual e/ a pequ5a roda bb1 sobre a qual e/ a obra cc4 ,aqui se v1 que os raios dd1 sa obliquos1 de sorte que por suas revolues1 =ma hum conico cortado em aa2 ,k sa z pequ5as mesas1 que e/a em roda d obreiro1 em que elle pe z bolas de b>ro1 de que vai faz] z obras1 e z mesmas obras depois de feitas1 huma gamela com agua1 hum calibre de f]ro ord9>iam5te1 a que *ama atelle ,l1 he huma taboa incl9ada sobre a qual se ass5ta o obreiro4 ,tudo i/o se torn> mais cl>o lan&o os olhos sobre o plano p]spectivo fig4 #ag4 #gf ,a he o meio da roda3 b a pequ5a roda1 que su/5ta em si a obra c1 na qual se trabalha3 d1 os raios da roda ee1 cambas da roda3 f a p>te cyl9drica d meio1 por baixo d qual fica a que e/ pontuada na fig4 #a1 p]to de g3 h a taboa que e/a segura aqui por huma massa de gesso3 k z mesas pequ5as1 sobre que se pe a obra logo depois de feita3 l1 a taboa incl9ada1 em que se ass5ta o obreiro3 m1 taboas grossas incl9adas1 que tem entalhes pr(undos1 em que os obreiros pe os ps como se v fig4 #af1 e #ag2 e/as especies de ass5to p>a os ps se *ama poiaes3 n sa z obras j acabadas3 o1 blos de b>ro p>a faz] outras obras3 p1 os pil>es1 ou ps direitos1 que su/m z mesas k1 l4 #gg ,a figura #af repres5ta a mesma maqu9a vi/a em plano1 e virada p>a se pod] v] a roda por baixo3 g1 a p>te cyl9drica1 que entra em hum buraco fundo feito na pea g3 f1 p>te cyl9drica mais grossa2 aa1 o meio da roda aonde se ajunta os raios d3 ee1 a camba3 p sa os encaixes de/9ados p>a receb] os ps direitos que su/em z mesas k1 e o ass5to l3 m1 lug> de pr os ps4 #gh ,nos campos muitas vezes he de po1 tudo o que aqui se repres5ta de f]ro2 ne/e caso a camba da roda he muito grossa3 p>a que com o seu peso cons]ve por mais tempo o movim5to1 que o oleiro lhe imprime4 ,como ellas sa m5os p]feitas que z de f]ro1 escuso entr> em individuaes a seu respeito4 #gi ,p>a se trabalh> sobre e/a roda1 he preciso imprimir-lhe hum movim5to circul> rapido1 com hum po a1 e/4 ,,ii1 fig4 #d1 que se *ama virador4 ,v-se ne/a fig4 #d1 hum obreiro dispo/o p>a pr a roda em movim5to2 e/ s5tado no ass5to l1 os ps e/a nos entalhes dos lug>es de t] os ps m2 e com huma ponta d virador a1 toca em hum raio de roda p>a a faz] &>1 e imprimir-lhe hum movim5to circul>1 que ella cons]va bem tempo p>a o obreiro1 fig4 #e1 pod] =m> hum vaso4 ,d torno1 ou roda1 que os oleiros de obra grossa tomra dos de obra f9a4 #hj ,e/a roda a1 fig4 #ah1 e/4 ,i1 he de po1 e tem de grosso tres ou quatro pollegadas1 p>a que o maior peso lhe faa cons]v> o movim5to mais tempo2 ella he atravessada por hum eixo de po1 ou de f]ro b1 que f9da por baixo da roda em hum mancal3 e/e eixo passa ao nivel da mesa por hum col>1 e tem na sua extremidade sup]ior huma roda pequ5a c1 sobre a qual e/ a obra d2 o obreiro h1 e/&o ass5tado hum p\co obliquam5te sobre a taboa incl9ada i1 tem muitas vezes z p]nas ambas d mesmo lado de sorte1 que o eixo b1 lhe passa por detraz da p]na esqu]da2 muitas vezes tem z p]nas ab]tas1 e o eixo lhe passa pelo meio1 e/&o os ps apoiados1 e o esqu]do fica na travessa g1 da mesa3 f1 he huma gamella com agua3 t5do o obreiro o p esqu]do sobre a travessa g1 apoia o p direito ligeiram5te sobre1 a roda e empurr&o-a p>a diante lhe imprime hum movim5to circul>1 que se communica a roda pequ5a c1 sobre a qual e/ a obra d4 ,como e/a roda na vira ta veloz1 quanto a de f]ro1 o obreiro pde =m> a sua obra com mais regul>idade1 e pde accel]>-lhe o movim5to1 ou ret>d>llo con=me lhe p>ec]1 e p>alla mesmo qu&o qu]3 o que se na pde faz] com a roda de f]ro4 #ha ,qu&o o obreiro tem z p]nas ambas d mesmo lado1 se tem a direita cada1 pde toc> a roda com o p esqu]do3 algumas vezes p>a toc> a roda mais ligeira se vale de ambos os ps p>a a toc>4 #hb ,ha alguns oleiros ,alemes1 que t5do o eixo b1 entre z p]nas1 se s]vem de ambos os ps2 mas he preciso enta1 que o p direito toque a roda p>a diante1 e com o esqu]do a puxe p>a si3 com o uso se vem a facilit> e/e movim5to dos ps em s5tidos contr>ios4 #hc ,a roda de f]ro he commoda p>a faz] obras1 que na requ]em muita regul>idade4 ,logo que o oleiro lhe imprime o movim5to com o virador1 ella vira com muita ligeireza1 e seu movim5to se enfraquece p\co a p\co1 e i/o he muito vantajoso2 porque1 qu&o se comea huma pea a roda na pde vir> muito ligeira1 mas p>a a acab>1 c>ece mesmo de vir> devag>3 algumas vezes p]de ella o seu movim5to antes da pea1 e/> acabada1 e enta precisa o oleiro com o virador torn>-lhe a d> novo movim5to4 #hd ,como com a roda de po e/ o oleiro s5hor de augm5t>1 ou dim9uir o seu movim5to1 e a9da de int]romp]1 fica e/a mais commoda p>a obras f9as1 e que requ]em mais exaca2 e ao pres5te os oleiros de ,p>s j na fazem uso da roda de f]ro4 ,trabalho d ,oleiro sobre a roda4 #he ,os oleiros molha z mas na s por se na peg> o b>ro a ellas1 mas tambem p>a aliz> a obra1 que comea entre z mas ambas1 t5do huma d5tro d vaso1 e a outra fra3 outras vezes ap]ta o b>ro entre o d$o polleg> e o index de ambas z mas4 ,he impossivel relat> todas z diff]5tes posies que o oleiro d z mas2 muitas vezes v>ia a posia em huma mesma obra4 ,p>a ap]feio>em a obra1 ou dim9uir-lhe a grossura1 se s]vem d calibre1 que elles *ama atelli2 elles tem muitos de diff]5tes figuras1 con=me requ] a obra que elles fazem3 alguns de/es calibres tem molduras1 e a maior p>te sa de f]ro2 mas tambem alguns sa de po4 #hf ,qu&o se v trabalh> hum habil oleiro de roda p>ece que o seu trabalho he muito facil de execut>2 todavia requ] muita de/reza3 porque na he facil d> igualdade de grossura a hum vaso de b>ro t5do huma ma d5tro delle1 e outra fra4 ,tambem se augm5ta a difficuldade1 e se faz conhec] mais a habilidade d obreiro1 qu&o he preciso d> mais grossura ao vaso em humas p>tes1 d que em outras3 s]ia1 por exemplo1 mais facil faz] o fundo de hum alguid> mais grosso1 d que os lados2 com tudo he melhor que o fundo seja mais delgado1 que os lados4 ,outras obras precisa maior grossura na b>riga ou bojo2 e hum habil obreiro *ega a execut> todas e/as c\sas com ba/ante exactida1 sem se s]vir de compao1 ou outra alguma m$ida4 ,na se limita s ni/o2 porque e/5de1 ou ap]ta o b>ro1 sua vontade1 de sorte que t5do feito hum vaso gr&e1 o torna pequ5o1 qu]5do1 e de l>go o faz e/reito1 se he alto o r$uz a baixo2 e1 aproveit&o-se da ductilidade d b>ro1 faz delle o que qu]2 com tudo nota-se1 que os pratos razos e fundos1 etc4 que =a feitos na roda1 se quebra quasi sempre pellas l9has circul>es1 o que na acontece aos vasos feitos em moldes2 p>ece1 que trabalh&o-se o b>ro na roda algumas camadas se na unem p]feitam5te4 #hg ,adiante repres5t>ei muitas obras1 que se fazem na roda2 mas p>a d> hum exemplo d que podem faz] os oleiros de obra grossa1 escolh]ei hum mealheiro ,e/4 ,i1 fig4 #ai4 ,v\ explic> como se faz e/a pequ5a pea ta commum1 que he de hum s p$ao1 fe*ado de todas z p>tes1 e feito inteiram5te sobre a roda1 sem s] soldada1 nem feita de tiras1 ou p$aos3 o que p>ece difficil de execut>4 #hh ,o oleiro torneia na roda a p>te baixa1 ou fundo d mealheiro1 como se quizesse faz] hum pote ou vaso pequ5o2 depois recalca o b>ro1 e ap]ta a ab]tura2 =m&o como hum pequ5o zimborio1 e i/o faz huma especie de ap]to p>a i/o ap]ta o b>ro da p>te de fra com o d$o polleg>1 e por d5tro o su/5ta com o index1 e i/o cont9a em quanto pde t] o d$o index d5tro d mealheiro4 ,qu&o j na pde t] o d$o comprime com o polleg>1 e index huma pora maior de b>ro1 que fica res]vada em roda d buraco1 e ne/e lug> frma hum bota1 que tapa inteiram5te o mealheiro1 depois com a folha de huma faca abre a f5da por onde se introduz o d9heiro1 e por d5tro nas m>g5s de/a f5da se =ma reb>bas1 que na deixa sahir o d9heiro1 qu&o se sacode o mealheiro2 f9alm5te com hum fio de lata1 ou arame1 a que os oleiros *ama s]ra1 despega o mealheiro da roda pequ5a sobre a qual se frma a l\a4 #hi ,hav5do-se de faz] na roda hum gr&e alguid> p>a ensabo>2 como z bordas sa grossas1 e elle he muito mais l>go na boca d que no fundo1 he preciso us> de hum b>ro mais duro1 porque s5do molle1 na se pod] su/]4 ,como ne/es alguid>es se co/uma faz] lug> de escorr] ou vazad\ro a modo de goteira i/o se faz antes de os despeg> da roda2 p>a e/e fim se dobra com os d$os o lug> aonde se qu] faz] a goteira em quanto o b>ro a9da e/ molle4 ,em fim1 e/&o feito o alguid>1 ou outra qualqu] obra1 se despega da roda com huma folha de faca1 se a obra he pequ5a1 ou com hum arame se he gr&e4 #ij ,h alguid>es gr&es1 em que se pe orelhas2 porm e/as na se fazem na roda2 adiante fall>emos delles1 assim como de outras muitas obras1 nas quaes he preciso pr pz1 e azas1 etc4 #ia ,os vasos communs de flores n1 fig4 #ag1 e/4 ,i1 se fazem inteiram5te sobre a roda2 devem s] hum p\co mais l>gos p>a cima d que p>a baixo1 p>a se pod] tir> o torra direito1 e lev> z plantas com o torra em que se crira3 em cima e na boca se lhe frma hum corda que os =tifica1 e os torna mais faceis de mud> de hum lug> p>a outro4 ,z gamelas tambem se fazem na roda1 e acaba em cima com huma borda grossa1 ou corda1 como inteiram5te os vasos de flores4 ,os pratos se fazem d mesmo modo2 mas p>a z bordas acab>em com regul>idade se s]vem d calibre4 #ib ,os vasos de despejos ,a1 ,b1 ,d1 fig4 #bj1 e/4 ,i1 se fazem por duas vezes4 ,sabe-se que elles sa mais l>gos por huma ponta1 d que pela outra b1 que frma huma c9ta1 ou anel de b>ro1 que se lhe pe quatro d$os di/ante da sua borda1 alguns oleiros *ama anel1 e outros viret4 ,com huma s op]aa se acaba todo o vaso1 e na ponta b1 fica mais e/reito1 e ahi se frma hum anel3 e depois se despega de cima da roda pequ5a ou prato1 onde e/ pegado por hum bocado de b>ro1 que ahi se deix\2 acaba-se a ponta a1 mais l>ga1 que deve receb] em si a ponta b1 que he mais e/reita1 e tem o anel de que acima falamos2 e/es vasos se fazem inteiram5te na roda2 porm por duas vezes4 ,na he o mesmo a respeito dos vasos em d\s ,e1 ,c1 fig4 #bj1 ou que se dividem em d\s p>a correspond] d\s ass5tos4 ,a e/e respeito se deve not>1 que h tubos de despejo que sa mais l>gos1 que outros2 e por isso se fazem tubos1 que tem hum p de diametro1 e outros s tem oito1 ou nove pollegadas4 ,ora1 qu&o se faz hum tubo de b>ro1 que se deve dividir em d\s como ,e1 ,c1 a p>te ,a1 ,b1 que corresponde a huma s]ie de tubos1 que se e/5de desde a cava1 at a divisa1 ord9>iam5te se faz com tubos de maior diametro1 e z divises ,e1 ,c1 se fazem com tubos de m5or diametro4 ,p>a faz] o vaso ou tubo que se divide em d\s1 sa precisos tres tubos hum gr&e1 e d\s pequ5os2 pe-se a secc> hum p\co e/4 ,,ii1 fig4 #g4 o que explic>ei com brevidade2 e t5do po/o o gr&e pote sobre a mesa em que se ha de prep>> e/4 ,,ii1 fig4 #h1 com a ponta rebaixada p>a baixo1 *anfra-se a ponta l>ga que e/ p>a cima1 *anfra-se tambem z pontas mais e/reitas dos d\s tubos d molde pequ5o1 p>a z sold> com o gr&e1 como se dir4 ,de/a sorte os tubos1 que se dividem em d\s se fazem p>te na roda1 e p>te ma2 mas por na sep>> daqui c\sa alguma1 das que p]t5cem aos vasos de despejo1 por isso julguei dev] fall> de tudo4 ,f>ei v] sm5te1 que se pde faz] a sep>aa dos tubos1 s5do ta gr&es huns1 como outros1 como se repres5t\ em ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 fig4 #bj1 e/4 ,i4 ,comeo outra vs a fall> nas obras que se fazem inteiram5te na roda4 #ic ,p>a faz] te/os de potes1 m>mitas1 escalfadores1 fog>eiros etc4 como ,i1 ,e/4 ,i1 fig4 #ab1 pe se sobre1 a roda pequ5a1 ou prato hum blo de b>ro2 d qual se qu]em faz] v>ios te/os1 comea-se primeiro a =m> a p>te de baixo d te/o1 que he hum p\co convexa no meio2 depois ap]t&o-se com os d$os da outra ma o b>ro1 que e/ por baixo d te/o1 se =ma a p>te de cima1 que he concava2 faz-se no meio hum bota1 e se acaba despeg&o-o d b>ro com o d$o1 ou folha de faca4 ,depois qu]5do se se pe o te/o sobre o b>ro que e/ na roda1 e se ap]feioa enta pela p>te de cima2 mas de ord9>io se na pratica i/o3 successivam5te se tira tantos te/os1 quantos pde d> o b>ro que e/ na roda4 #id ,os te/os de fog>eiros1 e escalfadores fig4 #ac1 ,e/4 ,i1 se fazem p\co mais1 ou m5os da mesma frma1 a9da que seja hum p\co mais compo/os1 porque devem t] hum circulo1 ou anel que encaixa d5tro da bocca d escalfador4 ,como se podem =m> obras no torno com hum calibre4 #ie ,p>a calibr> z obras1 se usa de hum torno p\co mais ou m5os1 como o da fig4 #ah4 ,elle tem huma roda a1 hum eixo b1 que tem a roda pequ5a1 ou prato c1 sobre o qual e/ a obra d4 ,e/ cl>o que aju/&o-se por cima da mesa hum calibre1 que se possa *eg> p>a diante1 ou retirallo da obra d1 vontade d obreiro c]tam5te =m> com exactida z voltas1 ou molduras1 que se quiz]em na obra1 tir&o-lhe por fra o b>ro1 que se ps de mais2 porm e/e calibre s pde =m> o ext]ior1 e na se pde us> delle nos vasos1 que devem s] trabalhados tambem por d5tro2 s]ve s p>a os ps de/9ados a su/5t> vasos1 ou outras c\sas de ornatos1 que ma se alimpa por d5tro1 por na s] o int]ior de alguma consequ5cia2 mas pde-se faz] uso de hum torno quasi semilhante p>a os vasos de j>dim1 como v\ explic>4 ,como se fazem no torno vasos gr&es de j>dim4 #if ,quasi todos os vasos gr&es de j>dim se fazem por moldes2 com tudo elles se podem tambem faz] no torno1 com hum calibre gr&e ee1 entalhado nos lug>es1 que devem sobresahir no vaso1 e =m> os sali5tes nas p>tes onde os contornos d mesmo vaso devem s] ocas1 ou cavadas4 ,supponhamos1 que se qu] faz]1 o vaso ,e/4 ,i1 fig4 #ba2 faz-se de tres p$aos2 hum faz o p1 outro o corpo l1 e outro o te/o m1 ao qual se ajunta alguns ornatos1 como hum globo1 huma p9ha1 pomo1 etc4 ,v\ agora explic> como se faz o corpo ,l1 sobre a mesa ,b1 ,e/4 ,i1 fig4 #ba4 ,o calibre1 que &a em roda se =ma de hum po v]tical hh1 cuja ponta debaixo ou pia1 se introdus em hum buraco1 feito no meio da mesa aa1 que deve s] =te1 e por cima he su/ida por hum ca*imbo de po g1 que fica preza a huma pea tambem de po1 quadrada bb1 assim he preciso conhec] que o po v]tical hh1 vira livrem5te sobre si mesmo4 ,e/e po deve s] bem =te p>a pod] su/5t> com firmeza a pot5cia ii1 que deve pux> o calibre ee1 que algumas vezes =ceja muito pela impressa que faz no b>ro1 que exc$e d corpo d vaso4 ,tambem se ajuda a faz] firme o calibre segur&o-o por baixo com a ma1 que vai sobre a mesa em o1 e com a outra ma tir&o o b>ro1 qu&o se v que o calibre tem muito b>ro p>a lev>4 ,p]cebe-se1 que z pez de po quadradas bb1 assim como a mesa aa1 devem e/> bem firmes2 mas como se f> por diff]5tes modos1 segundo o lug>1 em que se levant> o torno1 eu me cont5to s em mo/rallo4 ,o oleiro pe o seu b>ro sobre a mesa aa1 e t5do huma ma d5tro d vaso1 e outra fra lhe f> tom> p\co mais1 ou m5os a figura1 que elle projecta d> ao vaso2 digo1 p\co mais1 ou m5os2 porque o calibre ee1 he o que deve ap]feio> a figura d vaso4 ,e/e calibre ee1 he huma taboa p\co grossa1 cujas bordas t]m9a em *anfro1 e sa talhadas de modo1 que o contorno das bordas faz1 por assim diz]1 a contra prova d vaso que se qu] faz]4 ,deve-se segur> bem com p>afusos em huma pea de po quadrada ii1 que frma huma pot5cia2 p>a se adiant>1 ou recu> e/e calibre1 segundo a grossura1 que se qu] d> ao vaso1 a pot5cia ii1 he f5dida1 e tem hum gr&e encaixe2 de sorte que afrox&o o p>afuso1 o calibre ee1 se pode *eg>-se p>a diante1 ou recu>1 e se segura ap]t&o o p>afuso4 ,e/&o tudo assim dispo/o1 se faz vir> ma o calibre ee1 que leva diante de si o b>ro1 que h de mais1 e o oleiro o accresc5ta nos lug>es aonde falta2 ao mesmo tempo pe o vaso1 quasi igual na grossura com hum calibre por d5tro1 tir&o o b>ro1 que ha de mais aonde he muito grosso4 ,f9alm5te1 qu&o o corpo d vaso e/ bem =mado1 se deixa hum p> de dias sobre a mesa1 p>a que o b>ro se faa mais duro2 depois se despega da mesa1 com hum arame2 tira-se o p$ao de po g1 e t5do tirado o po hh2 como tambem o calibre ee1 pega-se no vaso com ambas z mas1 depois de tirado o po hh1 que o atravessa em seu eixo2 e se pe o vaso a secc>4 ,enta se faz o te/o com outro calibre1 e o p tambem com hum calibre proprio a figura que se lhe deve d>4 ,depois de t]em e/ado z pez algum tempo a secc>1 vira-se sobre a mesa1 em que se ap]feioa1 p>a se alimp>em por d5tro com hum in/rum5to proprio p>a isso ,y1 ,e/4 ,,ii1 fig4 #a1 e =m>-lhe aneis p>a se aju/>em diff]5tes pez4 ,p>ec5do conv5i5te ao oleiro ajunt> azas ao corpo d vaso1 e adiante se explic> o modo de o faz]3 algumas vezes se segura fixo1 e immovel1 o calibre e o vaso he que vira sobre huma rodela1 que se move ma4 ,tudo i/o p\co mais ou m5os he o mesmo4 ,vasos gr&es de b>ro cozido4 #ig ,todo o mundo conhece os vasos gr&es de hum b>ro esbranquiado1 vidrados por d5tro1 que *ama talhas1 ,a1 fig4 #bj1 ,e/4 ,,ii1 elles se fazem em ,prov5a4 ,muitas pessoas att5tas sua saude1 p>a evit> os inconv5i5tes que pod]ia result> d cobre1 m&a vir e/as talhas p>a cons]v> a agua de que usa4 ,ha algumas muito gr&es1 que sa grossas1 e slidas2 com tudo cobrem-se tambem de e/eiras de palha1 e com e/a precaua dura muito tempo sem se quebr>em2 hav5do cuidado no ,inv]no de z t] em p>te1 onde na gele a agua1 que tem d5tro4 ,quasi todos os ,navios z leva p>a cons]v> a agua de/9ada p>a a meza d ,capita2 e em ,prov5a se cons]va o azeite ne/as talhas4 #ih ,o go/o1 que tem todos de cons]v> a agua em talhas1 tem obrigado aos oleiros1 que trabalha em gr$a1 a faz] potes ta gr&es1 quasi como os vasos de que se acaba de fall>4 ,ha alguns1 que leva a qu>ta p>te de hum almude4 ,eu os cons]vo no meu laboratorio de ,*ymica em ,campagne feitos1 em ,sa9t ,f>geau1 vidrados por d5tro2 os que se v5dem em ,p>s1 e os que tem torneira1 ou esgui*o1 vem de ,pic>da4 #ii ,porm vi em muitos lug>es1 e igualm5te t5ho muito tempo vasos gr&es de b>ro v]melho1 entre os quaes h alguns1 que leva mais de meio almude3 os que sa bem feitos a agua os na p5etra1 inda que na seja vidrados4 ,s]vem p>a muitos usos2 p>a gu>d> lexivias2 p>a faz] salm\ras em lug> de celhas de salg> c>ne2 e vi em j>d9s algumas1 que1 e/&o rodeadas de obras de p$ra calc>ia1 s]via de cons]v> a agua1 p>a se reg>em1 ou agu>em z plantas4 ,eu na sabia de donde v9ha e/es vasos1 e talvez se faa em muitos lug>es2 mas ,mr ,desm>ais me fez v] no cal5d>io ,lim\s9 d anno de #aggj hum artigo1 que julguei dev] introduzir aqui4 #ajj ,hum qu>to de legoa di/ante de ,montmoreau que fica seis legoas ao ,sul1 de ,ang\lme se a*a a ,cidade ,sa9t ,eutrope1 e quasi todos os habitantes de/a ,cidade fazem l\a4 ,conta-se ahi tr9ta familias todas empregadas ne/e trabalho3 v9te e c9co =nos e/a sempre occupados em coz] l\a miuda1 pratos pequ5os1 gr&es1 e panellas p>a o fogo de diff]5tes tamanhos2 porm ha tres1 que e/a de/9ados p>a coz] diff]5tes obras1 e pr9cipalm5te vasos gr&es p>a faz] ,lixivia1 e salg> t\c9ho1 etc4 ,todos os oleiros1 que tem de coz] de/es vasos gr&es1 os leva a hum de/es tres =nos4 #aja ,p>a e/a qualidade de l\z s]vem-se de huma argilla muito ductil1 que se a*a junto da alda4 ,a occupaa das mulh]es1 e dos m59os1 he hum$ec]1 e amass>1 e/a argilla com huma massa de f]ro sobre hum pila1 tambem da os ultimos talhes l\a1 o que se *ama ap]feio>3 porm na he i/o s o que elles fazem1 a9da va cort> arbu/os1 e pos miudos p>a aqu5t> os =nos de coz] z l\z4 #ajb ,os hom5s fazem vasos gr&es em huma roda muito simples ,d1 ,e/ ,,ii4 fig4 #c4 ella se frma de duas rodellas ,e1 1 semelhantes s de hum zimborio de mo9ho4 ,e/as rodellas e/a juntas huma outra por seis furos ,g3 a rodella ,f1 tem hum buraco em ,h1 p>a receb] a espiga ou eixo ,i1 que e/ bem segura por baixo na t]ra2 de sorte1 que e/e zimborio em sua espiga1 ou eixo1 vem a =m> como huma dobad\ra4 ,o obreiro pe o b>ro sobre a rodella ,e1 e com o p que pe sobre a outra roda ,f1 a faz &> l5tam5te4 ,logo que e/ feita a primeira base d vaso1 elle trabalha os lados1 accresc5t&o successivam5te rolos de b>ro1 que liga huns sobre os outros1 un9do z sup]ficies int]iores1 e ext]iores com z mas3 de/e modo *ega a acab> vasos gr&es1 os quaes torna r$ondos por meio d torno2 e elle tem cuidado de d> pequ5as pancadas com a palma da ma no b>ro p>a o comprimir4 ,depois de seccos e/es vasos se fazem coz] nos =nos gr&es1 quasi semilhantes aos que se repres5t>a na ,e/4 ,i1 fig4 #g1 #h1 e #i4 ,e/as l\z se v5dem pr9cipalm5te em ,ang\leme1 ,p]igueux1 ,sa9tonge1 ,bordeaux4 ,os oleiros na podem d> vasa s encomm5das que tem dellas4 #ajc ,qu&o os vasos1 de que se tem tratado1 sa muito gr&es1 se fazem de muitas pez3 huma frma o fundo1 outra o corpo1 e outra a p>te mais alta2 e todas e/as pez se unem com aneis de b>ro1 que se cozem com o vaso1 e fica ta slidas1 como se fossem de huma s pea4 #ajd ,v-se em alguns vasos1 feitos em ,norm&ia1 p>tes sahidas p>a fra e sa adornos2 algumas vezes e/as p>tes po/as circul>m5te1 s]vem de encobrir1 e =tific> os lug>es1 em que =a z soldaduras4 #aje ,a fig4 #b1 ,m1 he hum gr&e vaso de b>ro1 no qual se pe algumas vezes huma torneira1 p>a faz] delle huma fonte1 ou lavatorio1 e sub/ituir os de cobre3 h alguns que tem por d5tro pratos des5hados por l9has pontuadas2 e/es pratos e/a *eios de buracos1 e se lhe pe ara grossa p>a filtr> a agua1 e faz] fontes are5tas4 #ajf ,sa bem conhecidos os potes cyl9dricos de ,norm&ia1 em que vem z manteigas de ,isignes4 ,depois de vazios1 z familias pequ5as se s]vem delles p>a cons]v> agua4 ,a fig4 #f1 ,p1 e/4 ,,ii1 he huma botelha de b>ro de ,norm&ia4 ,qu&o se faz no torno a b>riga ,,qq1 e o g>gallo ,r1 se solda na b>riga no lug> ,t4 #ajg ,na fao huma maior relaa das diff]5tes obras1 que se fazem inteiram5te no torno2 pois o que se acaba de diz] ba/> p>a faz] p]ceb] o modo porque se fazem aquelles1 de que se na falla3 agora v\ fall> das obras1 que se fazem1 p>te no torno1 e p>te na mesa p>a lhes pr azas1 e ps4 ,,artigo ,v4 ,das obras1 que se fazem p>te na roda1 e p>te na mesa p>a lhes pr azas1 e ps4 #ajh ,depois de comeadas e/as obras no torno1 e se lhes t] dado a figura1 que devem t]1 se despega da rodella com o fio ou arame de latam1 e se pe sobre humas taboas1 a que *ama armaa de ripas1 ,d ,e/4 ,,iii1 fig4 #d1 porque e/a ao tempo1 e se frma de ripas2 deixa-se secc> z obras hum p\co1 ou endurec] sombra1 mesmo def5didas de huma gr&e corr5te de ar1 porque he preciso1 que sequem l5tam5te4 #aji ,depois das obras e/>em alguma c\sa duras sobre z ripas1 se transporta p>a huma mesa pondo humas ao p das outras p>a z ap]feio>4 #aaj ,e/a op]aa consi/e em rem$i> a ma os defeitos1 que se lhe p]cebem2 se ha b>ro pegado em huma p>te1 se tira com huma faca de po muito e/reita que se molha2 se z bordas de algum vaso se incl9>a p>a alguma p>te1 indireita-se2 se na b>riga se fez alguma cova1 passa-se a ma por d5tro d vaso p>a o endireit> faz5do vir p>a fra2 se z boccas1 que devem s] r$ondas1 app>ecem ovaes1 se indireita ap]t&o-z entre z mas4 ,algumas vezes he preciso cort> por baixo os vasos p>a fic>em com o ass5to mais firme2 i/o se faz pondo a bocca d vaso sobre a mesa1 e o fundo p>a cima2 depois se tira o b>ro com hum in/rum5to de f]ro ,y1 fig4 #a1 ,e/4 ,,ii1 que tem crte4 ,da-se de diff]5tes =mas huns sa1 direitos1 outros curvos1 *ama-se t\rnass94 #aaa ,sobre a mesa tambem he1 que se pe os ps1 os cabos1 e azas nas pez1 que os devem t]4 #aab ,todas e/as c\sas sa pez relativas que se solda nos lug>es1 em que se devem pr1 t5do-se feito ma sobre huma mesa4 ,o modo de sold> os cabos1 z azas1 e os ps he o mesmo2 porm devem hav] c]tas precaues por se na despeg>em e/as pez4 ,alguns exemplos ba/>a p>a se p]ceb] e/a pequ5a manobra4 #aac ,tomo por exemplo huma m>mita2 frma-se no torno a b>riga1 o g>gallo e a borda1 e deix&o-se sobre z ripas e/e corpo de m>mita1 se pe sobre a mesa p>a o ap]feio>1 e ajunt>-lhe z azas4 ,os oleiros se porta ni/o de d\s modos diff]5tes3 huns =ma a aza sobre a mesa2 da-lhe o contorno1 que lhe convem2 depois p>a apeg> ao corpo da m>mita1 raspa hum p\co os d\s lug>es1 onde se deve peg> a aza ao corpo da m>mita2 esfrega e/es lug>es com hum bocado de b>ro novo1 solda a aza ap]t&o-a =tem5te com o d$o polleg> contra o corpo da m>mita1 ou d fog>eiro1 etc4 ,outros1 depois de t] raspado o corpo da m>mita1 pe sobre o mesmo lug> hum p$ao de b>ro novo1 que trabalha ma p>a o faz] tom> a figura de aza2 e depois de o t]em prep>ado raspa o lug> aonde ella deve *eg>1 e pondo hum p\co de b>ro novo1 e ap]t&o bem com os d$os a aza se pega de modo1 que na despega mais4 ,e/e me?odo se tem por mais slido1 d que o prec$5te4 #aad ,z orelhas aa1 dos potes ,e/4 ,i1 fig4 #ab se solda d mesmo modo1 que z azas das m>mitas4 #aae ,em g]al p>a que duas pez se ajuntem bem1 he preciso que os d\s b>ros e/eja no mesmo gro de seccura2 na s5do assim1 huma pea encolh]ia mais d que outra1 e se despeg>ia1 ou quebr>ia4 ,com tudo se o corpo da m>mita seccasse muito se torn>ia a hum$ec] no lug>1 em que se quizesse sold>1 pondo-lhe por cima hum panno molhado1 que d5tro em huma noite hum$ece quanto ba/a4 #aaf ,o corpo dos potes de tres ps fig4 #ae1 ,e/4 ,,ii1 se faz no torno1 depois se trazem p>a ahi os ps1 e azas1 como disse da m>mita1 e p>a se sold>em se poem na mesa com a bocca p>a baixo2 e te/o ,c1 na deve t] borda com encaixe4 #aag ,o corpo dos escalfadores fig4 #ac1 ,e/4 ,i1 se faz ao torno2 frma-se a b>riga a1 r$onda1 depois ap]ta-se o b>ro p>a =m> a p>te cyl9drica b1 =tifica-se o bordo com hum rlo ou anel de b>ro1 faz-se-lhe hum pequ5o bico1 e qu&o e/a j alguma c\sa duros2 leva-se p>a a mesa de ap]feio> p>a se acab>em1 e pr-lhe a aza ,c1 como se disse da m>mita4 #aah ,o corpo b4 das cass>olas1 etc4 ,e/4 ,i1 fig4 #ad1 se faz no torno1 ha oleiros que fazem no mesmo torno o cabo1 outros o fazem ma sobre huma taboa4 ,todos o solda a cass>ola1 como j se explic\4 #aai ,os cabos que se fazem no torno sa muito mais proprios1 d que os feitos ma sobre a taboa2 porm bom he explic> como se faz no torno hum tubo co pelo qual ap5as se pde introduzir hum d$o4 ,comea-se por baixo1 com suffici5te l>gura1 p>a =m> o tubo entre o polleg>1 e os outros d$os4 ,e/e tubo tem p\ca altura1 e deve s] grosso1 porque s] preciso e/5dello no comprim5to2 p>a i/o comprim9do br&am5te o tubo entre z mas1 se e/5de1 levant&o z mas1 e elle dim9ue de grossura propora que se e/5de em comprim5to2 acaba-se faz5do-lhe huma pequ5a orla na borda c4 ,em fim se despega da rodella2 e depois de t] comprimido hum p\co a ponta1 que ha-de peg> no corpo da cass>ola1 como z azas dos fog>eiros etc4 #abj ,os coadores se fazem como z cass>olas1 etc4 s sim demais se lhe abrem buracos com huma especie de buril1 qu&o elles e/a meios seccos4 #aba ,tambem se fazem fog>eiros pequ5os1 em que se pe brazas p>a os esqu5tadores de madeira2 fazem-se no torno1 e antes de os tir> da rodella1 se faz *ato hum dos lados que he =mado em p>te d fundo2 tira-se o b>ro1 que exc$e o re/o das bordas d fog>eiro3 =ma-se ma o outro lado1 e aju/a-se no meio de/a face hum bota2 assim e/a pequ5a pea he quasi de todo feita a ma1 a9da que ella se comea1 e se ap]feioa sobre a rodella1 sem a tir> p>a a mesa de ap]feiar4 #abb ,r1 ,e/4 ,,ii1 fig4 #aj1 he hum c&eeiro quasi todo feito no torno1 ajunta-se sm5te hum bocado de b>ro em a1 e em b1 com huma aza em c4 #abc ,tambem se fazem regadores de b>ro3 o corpo se faz inteiram5te sobre o torno1 assim como o tubo1 que se faz como o cabo das cass>ollas2 vaza-se hum p\co na ponta1 que se tapa com huma placa de b>ro *eio de buracos1 pe-se por cima hum bucado de b>ro p>a tap> a metade da embocadura2 solda-se o tubo ao corpo d regador3 su/em-se por aquella p>te1 que na e/ ca2 solda-se a aza e rega admiravelm5te4 ,,artigo ,,vi4 ,de algumas obras1 que se fazem inteiram5te ma4 #abd ,ja se disse que alguns oleiros fazia todas z suas obras ma4 ,p>a d> huma ida de/e trabalho v\ explic> como se fazem os esqu5tadores quadrados ,f1 ,e/4 ,i1 fig4 #aj4 #abe ,os esqu5tadores1 e fog>eiros1 que devem t] d5tro em si o fogo1 se fazem com o mesmo b>ro de que se fazem os ladrilhos1 excepto que1 em lug> de ajunt> ara argilla1 os oleiros emmagrecem o b>ro com a escoria de f]ro moida2 e passada por huma p5eira de cabello1 ajunt&o hum demiqueve de b>ro a dez boisseaux d p de escumalha4 ,amaa-se e/a mi/ura como j disse1 fall&o os ladrilhos4 ,p>a faz] hum esqu5tador1 se molda sobre hum caixilho de madeira1 se =ma duas como telhas1 ou pa/as de b>ro direitas1 se pe nas v>as a enxug>1 e se batem huma vez d mesmo modo1 que os ladrilhos3 depois em quanto e/ a9da br&a1 se toma e/as duas telhas1 que *ega p>a faz] hum esqu5tador4 ,pe-se huma de/as telhas na mesa de ap]feio>1 raspa-se-lhe z bordas sobre hum calibre de po1 p>a o ac]t>1 divide-se a l>gura em tres p>tes1 das quaes a d meio faz o fundo d esqu5tador a1 e z outras duas fazem os gr&es lados bb1 bb1 levant&o-os quasi p]p5dicul>es1 mas que fiquem alguma c\sa incl9adas p>a fra1 bem ent5dido1 que com os d$os se frma em baixo hum angulo1 quasi de qu9a viva2 da outra telha1 ou pa/a de b>ro se tira os d\s p$aos1 que ha-de tap> z pontas d esqu5tador2 solda-se nos gr&es lados bb1 faz5do o mesmo que j disse a respeito d modo de sold> z azas1 e z orelhas dos vasos2 f9alm5te a mesma segunda telha *ega p>a faz] o tampo de cima dd2 no meio da qual se faz hum buraco quadrado com a folha de huma faca molhada1 que he p>a o te/o4 ,na se faz encaixe p>a receb] e/e te/o2 mas qu&o se tira1 corta-se o b>ro obliquam5te1 p>a o *anfro s]vir de encaixe1 p>a que o te/o na possa cahir d5tro d esqu5tador2 ap]feioa-se todos os lug>es das soldaduras1 e se acaba faz5do buracos1 tanto por cima1 como pelos lados d esqu5tador1 com hum in/rum5to de f]ro1 que faz z vezes de hum trado4 ,sobre a mesa se lhe fazem tambem z azas ff1 e o bota de te/o e4 ,,artigo ,,vii4 ,das obras1 que se fazem com moldes4 #abf ,vi/o se t] fallado das obras feitas a ma1 p>ece ju/o explic>-se como se fazem em moldes2 mas1 como e/e trabalho p]t5ce mais ao l\ceiro de obra f9a1 d que ao oleiro2 por hora d>ei hum s exemplo1 descrev5do1 como se pde faz] hum vaso de j>dim4 ,molda-se com o gesso hum vaso co1 sobre outro1 que t5ha boa figura1 m&ado rep>> por hum escultor3 divide-se em tres p>tes1 segundo o comprim5to1 o gesso co que se mold\ sobre aquelle1 que se qu] imit>1 bem ent5dido1 que se faz sep>adam5te1 o co que deve faz] o corpo d vaso1 e o que deve faz] o p1 e o que faz o te/o4 #abg ,reunem-se os tres p$aos1 que tem faz] o corpo1 pe-se firmes segur&o-os com cordas1 e1 t5do esfregado com alguma gordura o molde por d5tro1 com a ma1 se pe huma camada grossa de b>ro d5tro d molde1 e se ap]ta p>a tom> bem a figura d molde1 deixa-se endurec] hum p\co o b>ro no int]ior d molde3 como ao secc> encolhe1 elle se despega d molde2 mas1 antes de e/> inteiram5te secco1 se desata z cordas1 sep>a-se z tres pez1 de que con/a todo d molde1 e tira-se o vaso de b>ro1 que se pe a enxug> nas ripas1 prep>a-se1 ou ap]feioa-se depois com hum pequ5o p$ao de po *amado1 bauehoir1 especie de tasqu9hador1 ou goiva1 e na precisa s] escultor p>a o faz]4 #abh ,com o in/rum5to de alimp>1 *amado t\rnass91 se tira por d5tro o b>ro1 que ha de mais1 e se =ma hum ass5to1 ou encaixe por onde se aju/a o p1 e o te/o1 depois de moldados1 ao corpo d vaso4 ,alguns fazem moldes p>ticul>es1 p>a =m>em z azas1 e folhag5s2 mas como j disse1 s me props fall> sup]ficialm5te das obras moldadas1 porque na arte de l\ceiro da obra f9a se trata disso com individuaa1 aonde se ens9a a faz] pratos recortados1 sopeiras1 tigelas1 e mais ut5sis de meza com molduras1 e mesmo figuras de hom5s1 e animaes4 ,,artigo ,,viii4 ,modo de en=n> z obras de ol>ia1 e cozelas4 #abi ,qu&o tratei dos ladrilhos1 dei a descripa dos =nos1 de que usa ord9>iam5te os oleiros de ,p>s1 adv]t9do1 que e/as obras se pod]ia coz] nos mesmos =nos de telha1 que fica repres5tados na arte de telheiro4 ,aqui s fall>ei dos =nos dos oleiros de ,p>s1 que sa muito bem p5sados1 e de hum uso commodo3 traz5do-se lembrana1 o que fica dito no pr9cipio de/a ,memoria a respeito dos ladrilhos2 he sup]fluo diz]1 como se arranja z diff]5tes obras ne/a sorte de =nos4 #acj ,da p>te da bocca por detraz da ,fausse-tire se arranja os vasos1 que ha-de fic> bem cozidos1 huns sobre outros1 os quaes correm m5os risco de se quebr>em3 taes sa os vasos de flores1 e os tubos p>a despejo etc4 ,tambem se pe junto ao fundo d =no ,,lm1 fig4 #h1 e/4 ,i1 que *ama l+ueta1 onde ha muito calor1 porque o ar qu5te deve desc] a e/e lug>1 p>a sahir pelas ab]turas1 por onde se desc>rega a fumaa1 que fica inteiram5te por baixo4 #aca ,a primeira camada de baixo se faz com tijolos ou ladrilhos grosseiros de assoalh>1 ou vasos gr&es de despejo1 que se pe em lug> de/es ladrilhos4 ,como os vasos gr&es tem ba/ante =a p>a support>em a l\a1 que se lhe pe por cima1 com elles se pde faz] a primeira camada4 ,deve hav] cuidado de se prem na mesma fileira os vasos de hum tamanho1 obs]v&o1 como nos tijolos1 que a ordem de cima leva no meio vasos1 que =ma a ordem de baixo1 como se v fig4 #i1 e/4 ,i2 mas1 como huma das pr9cipaes att5es1 he exactam5te en*] o =no1 e de lhe met] a mais l\a1 que lhe he possivel1 p>a tir> melhor p>tido da l5ha1 que ga/a2 pe-se z pez pequ5as d5tro das gr&es2 os te/os dos esqu5tadores se pe nos mesmos esqu5tadores1 em que ha de s]vir1 os vasos pequ5os tambem se pe entre os gr&es1 p>a en*] os vas o mais exactam5te que fr possivel4 ,pe-se pos1 como p>a os tijolos1 ou ladrilhos1 pelos lados1 e se di/ribuem pelo =no de di/ancia1 em di/ancia por entre a obra4 ,corta-se z ra*as de po1 com que se =ra a l\a1 met5do-z entre a abobada de =no1 e a mesma l\a1 e se acaba faz5do hum muro de tijolo na porta falsa4 ,por fim esqu5ta a l\a com mais cuidado1 de que com o tijolo1 e o fogo se cont9a p\co mais ou m5os o mesmo tempo1 se sa l\z ord9>ias1 e cont9ua-se por mais tempo1 se se trata de coz] l\a de gr$a4 ,,artigo ,,ix4 ,descripa de outra especie de =no1 que usa os oleiros dos arrabaldes de ,s4 ,antonio p>a coz] suas obras4 #acb ,quasi todos os oleiros dos suburbios de ,s4 ,m>al1 se s]vem d =no1 j descripto no tratado dos ladrilhos1 e que e/ repres5tado na e/4 ,i1 fig4 #g1 #h1 e #i1 tanto p>a coz] os ladrilhos como z l\z2 e e/es =nos1 que occupa muito p\co lug>1 se imag9>a mui eng5hosam5te1 e sa muito bons p>a a economia de l5ha4 ,com tudo a maior p>te dos oleiros dos suburbios de ,s4 ,antonio s usa de/es =nos p>a os ladrilhos1 e p>a coz] z outras l\z1 se s]vem de hum =no1 que se assemelha muito aos de oleiro de obra f9a1 cuja descripa v\ agora d>4 #acc ,a fig4 #a1 e/4 ,,iii1 repres5ta a altura d =no1 vi/o por fra da p>te da boca da =nalha1 ou a altura sobre a l9ha1 ,c ,d1 d plano fig4 #b4 que he tomada r5te ao nivel d =no4 ,a1 he o foga ou =nalha que e/ em t]ra em hum buraco2 v-se apontado pelas mesmas letras nas figuras #a1 #b1 #c1 e #ad4 ,o que conduz o fogo1 desce d5tro de/a cova1 e =ra de l5ha pela boca da =nalha1 debaixo d corpo d =no1 onde se metem z obras1 que se qu]em coz]4 ,logo em pr9cipio p>a temp]>1 faz hum pequ5o fogo na entrada da =nalha em ,a1 fig4 #c1 que repres5ta toda a ext5sa da =nalha1 e fundaa d =no2 depois p>a faz] o fogo gr&e1 *ega o fogo at ,e1 e o di/ribue por d5tro de toda a ext5sa da =nalha2 porm enta accommoda a l5ha em p na boca da =nalha1 p>a dim9uir a corr5te d r1 que lev>ia o calr p>a o fundo d =no1 e ao mesmo tempo a p>te de diante receb]ia p\co calor4 ,com tudo he preciso1 que elle se di/ribua com a igualdade possivel por toda a ext5sa d =no3 e e/a he huma att5a que deve t] o atiador4#ai #acd ,a abobada ,f fig4 #d4 que cobre a p>te sup]ior da =nalha tem os buracos aaa1 etc4 ,por e/es buracos1 que tambem se pdem vr em ,f fig4 #b4 se repres5ta o fundo1 ou pavim5to d =no1 que e/ por cima de abobada1 que cobre a =nalha2 por e/es buracos aaa1 he que passa o ar qu5te da =nalha1 ,a1 fig4 #d4 p>a o corpo d =no ,g1 que e/ por cima1 e no qual se arruma a obra que se qu] coz] vidrada4 ,e/e corpo d =no he fe*ado por cima1 com huma abobada ,h1 fig4 #d4 a qual tem os buracos bbb1 d mesmo modo que a abobada ,f2 e i/o mesmo se v tambem na fig4 #e4 em ,h2 e por e/es buracos he1 que o ar qu5te passa d corpo ,g1 fig4 #d4 ao corpo ,i1 aonde se pe z l\z1 que se qu]em coz] em branco4 ,como o ar qu5te sempre sobe1 logo que o =no se esqu5te1 no corpo ,i1 he maior o calor d que no corpo ,g1 que ao pr9cipio t9ha mais calor1 d que o outro1 que fica mais alto4 #ace ,na p>te mais alta de abobada1 que cobre e/e corpo sup]ior1 ha hum buraco ,k1 fig4 #d4 de seis ou oito pollegadas em quadra1 e de mais quatro buracos ,k1 fig4 #a4 e #e4 ,e/es c9co buracos s]vem p>a d> sahida ao ar que entra pela boca da =nalha1 p>a obrig> ao calor a sobir at ao alto d =no4 #acf ,en*e-se a cam]a ,g1 fig4 #d4 por huma porta ,l1 fig4 #a1 e #d4 que se fe*a com huma p>$e de tijolos1 ou p$aos de l\a1 logo que se acab\ de en*] o =no1 antes de acc5d] o fogo3 deixa se s huma pequ5a ab]tura em ,m1 fig4 #a4 p>a d> sahida a huma p>te da fumaa1 que pod]ia enfraquec] a m>*a d ar qu5te necess>io p>a coz] a obra4 ,por cima de/a pequ5a ab]tura ,m1 ha huma p>$e como de huma *am9 de coz9ha1 e hum tubo ,n ,n1 fig4 #a1 e #d4 p>a conduzir a fumaa por s5a espalh> na (fic9a4 #acg ,a cam]a ou o corpo sup]ior ,i1 fig4 #d4 se en*e de l\a1 que se qu] coz] em branco1 por huma porta que e/ em ,o1 e que se fe*a1 qu&o o corpo e/ *eio1 faz5do no alto de/a porta huma ab]tura semilhante que fica notada em ,m1 fig4 #a1 e1 como se na receia incommodo de fumaa por s] e/a ab]tura muito alta1 se lhe na faz cub]ta1 nem tubo de *am93 sobe-se ao corpo d =no ,i1 por huma escada ,p4 fig4 #a4 #ach ,por fim se gradua o fogo como acima fica dito2 come&o por hum fogo pequ5o p>a esqu5t> a obra1 e acab&o por hum fogo muito activo de l5ha ra*ada4 ,,artigo ,x4 ,d v]niz ou vidrado1 que se pe na l\a4 #aci ,a maior p>te das obras de b>ro ord9>ias deixa transpir> a agua por seus poros1 maiorm5te qu&o se mi/ura muita area no b>ro3 mi/ur&o-se p\ca area1 os vasos cons]va bem a agua2 mas na pdem s(r] o fogo3 ora1 como a maior p>te da l\a1 p>a os ut5silios de huma casa deve ir ao fogo1 os l\ceiros na lhe p\pa a area2 porm d&o-lhe e/a faculdade de rezi/ir ao fogo1 se torna p5etraveis a agua1 como se acaba de diz]4 ,quasi todos e/es ut5sis com tudo a devem cont]2 p>a lhe d> e/a propri$ade1 se cobrem de huma camada de v]niz1 que1 vitrific&o-se1 na deixa a agua pass>4 ,e assim p>a os alguid>es1 e vasos d uso das leit]ias1 os oleiros se s]vem de hum b>ro puro1 que toma corpo1 e na deixa transpir> a agua2 porm e/es vasos se quebr>ia1 se os puzessem ao fogo3 por isso lana muita area no b>ro1 de que ha-de faz] os vasos1 que s]vem p>a o fogo2 e depois os vidra1 p>a pod]em ret] a agua4 #adj ,aqui s se fall> em resumo d v]niz das l\z1 que he muito grosseiro2 porque o v]dadeiro lug> de trat> di/o a fundo1 he qu&o se trat> da l\a f9a4 #ada ,os oleiros p>a vidr>em z suas obras1 se s]vem da m9a d *umbo2 e a i/o he que se *ama p$ra de *umbo no comm]cio1 e os oleiros *ama v]niz3 ou se s]vem d z>ca1 ou *umbo v]melho1 que impropriam5te *ama m9a de *umbo2 que he huma cal de *umbo com huma cr v]melha bem viva4 ,o falecido ,mr4 ,j>s1 nas memorias da ,academia1 deo o modo de o faz] tom> e/a cr v]melha pela calc9aa4 ,tambem se s]vem a9da d li?>girio1 i/o he1 d *umbo calc9ado1 que p]deo huma p>te d seu phlogi/ico pela aca d fogo1 e que e/ em hum e/ado de vitrificaa imp]feita4 ,elles se s]vem de/as sub/ancias por d\s modos1 como agora v\ a explic>4 ,primeiro me?odo4 #adb ,quebra-se a p$ra de *umbo sobre huma pea de cobre p>a s5a p]d] c\sa alguma2 passa-se por huma p5eira de cabello1 e o re/o se piza em gral de f]ro1 e se torna a pass>1 at que tudo se passe pela p5eira4 #adc ,alguns oleiros compra o *umbo em *apa1 e elles mesmos o r$uzem a cal2 julgo que s]ia melhor us> d li?>girio1 ou *umbo v]melho4#bj #add ,prep>a-se o li?>girio como a p$ra de *umbo2 elle se r$uz a p muito facilm5te1 e o z>ca a9da mais2 ajunta-se a hum1 ou a outro de/es ps por m$ida outra tanta quantidade de area como ha dos ps de li?>girio1 z>ca ou da p$ra de *umbo2 deve-se not>1 que todas z prep>aes de *umbo1 se vitrifica1 e facilita muito a vitrificaa das sub/ancias t]reas2 ,a area faz huma p>te consid]avel d v]niz1 por meio de *umbo1 que s]ve de fund5te3 como o *umbo he c>o1 e a area na cu/a d9heiro1 os oleiros p\pa muito1 mi/ur&o a area com o *umbo e eu creio1 que e/a liga da area na alt]a a bondade d vidrado4 ,o *umbo s sobre o b>ro faz huma cr am>ella1 qu]5do-se que e/e esmalte1 ou v]niz seja v]de1 em duz5tas libras de li?>girio1 ou cal de *umbo se lana sete1 ou oito libras de limalha de cobre4#ba ,qu]5do-se1 que t5ha huma cr escura1 mi/ura-se-lhe manganesia1 que he huma m9a de f]ro pobre e refract>ia2 ella he de hum azul d5egrido granulado4 ,della se s]vem os vidraceiros2 mas qu&o lana muita1 faz o vidro roxo4 ,a*a-se em ,piemonte1 em ,toscana1 ,bohemia1 e ,+lat]ra4 ,a p$ra1 que se v5de com o nome de m>cassita diff]e della p\co1 ou nada4 ,e/as mat]ias1 s5do pulv]isadas1 =ma v]dadeiram5te o v]niz dos oleiros1 que s falta applica-lo sobre os vasos1 que na =a a9da cozidos1 porm que e/a j seccos1 e promptos p>a se coz]em4 ,p>a o p se peg> aos vasos se hum$ecem na agua *amada gorda1 que he a agua1 em que se dissolveo a argilla2 depois antes que e/a agua se seque1 se espalha por cima os ps de que acabamos de fall>1 vir&o a pea por todos os lados1 a fim de fic>em cob]tos todos os lug>es1 que se qu]em env]niz>2 e como ha muitas pez1 que s se qu]em esmalt> por d5tro1 ne/as se na pe os ps pela p>te de fra4 #ade ,deixa-se z pez su> hum p\co1 depois se arruma no =no d modo1 que j expliquei2 de sorte que com huma s op]aa se coze o b>ro1 e se d]rete o v]niz1 que vitrifica na sup]ficie4 ,por e/e me?odo economiza-se a l5ha2 porm ga/a muito *umbo3 e tambem porque o p s5a pde espalh> igualm5te1 em alguns lug>es fica muito1 e qu&o se d]rete1 espalha se pelos outros vasos4 ,na he s e/e o inconv5i5te3 como he preciso met] muita l5ha p>a coz] z obras com gr&e fogo1 ha tambem o inconv5i5te1 de que1 queim&o-se e/a1 levanta muita c9za1 que vem a (f5d] o esmalte1 qu&o se e/ d]ret5do4 #adf ,o outro me?odo consi/e em pr o v]niz nos vasos1 que j e/a cozidos2 ga/a se mais l5ha2 porque z obras va duas vezes a coz] ao =no2 porm evita-se enta os inconv5i5tes de que acabo de fall>2 alm d que1 como os oleiros s depois das obras cozidas he que conhecem a p]feia dellas1 ha huma gr&e vantagem em pr o v]niz nas pez depois de cozidas2 pois em todas z =nadas1 se quebra1 e se desfigura algumas pez1 e assim s se pe o v]niz ou esmalte nas que sahem d =no p]feitas4 ,daqui resulta s] m5os o ga/o d *umbo1 na lev&o v]niz1 z pez que quebr>a2 e/e me?odo tambem contribue muito a economis> o *umbo2 porque os que o seguem liviga o li?>girio1 e a p$ra de *umbo com agua em huma m repres5tada sep>adam5te e/4 ,,ii1 fig4 #aa1 e #ab4 ,elles liviga e/as diff]5tes sub/ancias sep>adas1 e com agua de sorte1 que correm maneira de caldo1 pelos vasos1 que lhe fica por baixo1 e pe o v]niz liquido na l\a1 cozida1 lan&o e/a especie de caldo sobre os vasos1 ou mett5do d5tro nelle z pez1 que se qu]em env]niz> por d5tro1 e por fra2 e i/o he melhor1 e de mais economia4 ,applica-se o v]niz com hum p9cel1 que o pe mais lizo1 e s se pe nos lug>es onde se julga conv5i5te4 ,f9alm5te e/as sub/ancias bem livigadas se applica aos vasos em corpo o mais delgado1 que he possivel e se julga conv5i5te4 #adg ,deixa-se secc> z pez1 o que se faz em p\co tempo1 porque a l\a que vem d =no atrahe promptam5te a humidade4 #adh ,pe-se no =no1 onde se lhe d hum fogo p\co mais ou m5os igual quelle com que se cozia2 mas na se deve met] l5ha entre z pez1 e sobre a obra2 por evit>1 que a c9za s5a espalhe sobre o v]niz1 qu&o e/ d]retido pelo fogo4 ,na ha inconv5i5te1 em pr l5ha dos lados1 pr9cipalm5te qu&o ha a precaua de se pr p]to alguns vasos1 que na seja env]nizados1 ou que se cozem a primeira vez2 e he melhor cons]v> o fogo por mais tempo no =no1 d que met] l5ha entre a l\a4 ,huma das vantag5s d =no1 que imita o dos l\ceiros de obra f9a1 he na e/> expo/o ao inconv5i5te das c9zas4 #adi ,os oleiros na concorda em d> a pref]5cia a hum de/es me?odos2 cada hum se enco/a quelle que pratca4 ,os que applica o v]niz em p sobre o b>ro cr confessa1 que ga/a mais *umbo2 porm dizem1 que o seu v]niz ou esmalte p5etra melhor o b>ro1 e se pega mais intimam5te4 ,os outros su/5ta que o v]niz pega muito bem no b>ro cozido1 e allega a favor d seu me?odo o m5or consummo d *umbo1 e o aceio da sua obra1 s5do o v]niz di/ribuido em huma grossura mais uni=me2 mas os que seguem e/e me?odo1 na e/a a9da d mesmo p>ec] sobre hum ponto1 que me p>ece bem importante4 ,huns dizem que s ba/a coz] m$ianam5te a obra1 antes de a met] no v]niz1 p>a que o v]niz se possa introduzir pelos poros d b>ro1 e que ao depois he preciso d> hum gr&e fogo p>a coz] z obras cub]tas de v]niz4 #aej ,outros dizem1 que da primeira vez1 que se cozem1 he preciso faz] hum gr&e fogo1 e da segunda quanto ba/e p>a d]ret] bem o v]niz3 a favor de/a pratica podem diz]1 que1 como o *umbo vitrifica a area1 produz e/e effeito naquella1 que e/ na sup]ficie dos vasos cozidos1 o que o faz muito adh]5te a e/as qualidades de obras2 em segundo lug>2 que na s5do preciso hum gr&e fogo p>a o cozim5to1 se evita o met] l5ha entre a l\a1 e por cima della1 e i/o a iz5ta dos mas effeitos da c9za4 #aea ,eu me incl9o primeira pratica1 porque se precisa hum fogo viol5to1 p>a fundir bem o esmalte1 e e/e mesmo fogo acaba de coz] o b>ro3 preciza o v]niz e/> bem d]retido1 p>a o *umbo pod] vitrific> a area1 que e/ na sup]ficie da l\a4 ,e/e s5tim5to he con=me ao uso de quasi todos os oleiros2 com tudo na me proponho a decidir qual seja o me?odo2 porque na tive occazia de faz] sobre i/o exp]i5cias decisivas4 #aeb ,p>ece-me que o artigo d v]niz se pod]ia ap]feio>1 sem obrig> os oleiros s despezas consid]aveis2 julgo por exemplo1 que elles dev]ia1 mi/ur> com o seu *umbo huma area1 ou hum qu>tz fusivel#bb que se vitrifica facilm5te com o *umbo1 e de/e modo pod]ia economis> e/e metal2 talvez mesmo1 que a*assem elles huma vantajem em fritt>#bc sua area antes de a mi/ur> com o *umbo2 e o moido pod]ia s] melhor que a area4 ,por hora1 sa idz1 que se devem olh> como simples conjecturas1 at que se exp]im5tem1 e conb9em por diff]5tes modos4 #aec ,todas z vezes1 que se coze1 se fe*a exactam5te o =no1 logo que cessa o fogo2 p>a que cons]ve o calor1 e z pez1 esfriem p\co a p\co3 porque huma p>te da l\a quebr>ia se ao sahir qu5te d =no1 se expozessem ao ar frio4 ,qu&o o =no e/ j bem frio1 e se qu] tir> a l\a1 se abre a p>$e1 ou porta falsa1 p>a por ella se tir>em z obras que e/a cozidas2 porm muitas vezes succ$e1 que1 o v]niz d]ret5do-se1 corre de hum vaso p>a outro1 e se a*a muitos vasos pegados4 ,qu&o a adh]5cia he p\co consid]avel1 se sep>a facilm5te2 mas algumas vezes se quebra os vasos1 indo-se a sep>>1 e e/e inconv5i5te succ$e mais vezes quelles que pe o v]niz em p1 d que os que usa delle diluido em agua1 porque a camada d v]niz he mais delgada1 e por isso m5os sujeita a corr]4 #aed ,j disse1 que o v]niz na pegava sobre z man*as negras semilhantes a escoria d f]ro1 que fazem os pyrites1 que se queima ao coz]4 ,qu&o z pez valem o trabalho1 os oleiros rep>a em p>te e/es defeitos1 pondo muito v]niz sobre z man*as negras2 porm e/as obras preciza torn> outra vez ao =no1 e causa gr&e incmmodo ao oleiro4 ,qu&o se tira d =no z pez1 z mulh]es com facas grossas tira os p$aos de b>ro1 que se pr5dem aos vasos4 #aee ,como sobre z l\z de ,lyones vi obras1 e l\z fabricadas nas prov9cias viz9has de ,lia1 t5ho go/o de diz] tambem alguma c\sa a respeito dellas2 e p>a i/o procurei a ,mr4 de la ,t\rrette da ,academia de ,lia1 e correspond5te da ,academia das ,sci5cias de ,p>iz1 que tem hum zelo admiravel em ajud> com suas luzes todos1 que empr5dem indagaes uteis4 #aef ,z memorias1 que me procur\ ,mr4 de la ,t\rrette1 dizem respeito a tres qualidades de l\z2 que sa a de ,pr em ,=ez1 a de ,fran*e ville em ,liones1 e a de ,s4 ,val]io no ,delph9ado4 ,agora s me s]virei das excell5tes memorias1 que recebi sobre a l\a de ,s4 ,val]io1 porque1 como z obras1 que ahi se fazem1 sa de l\a f9a1 he ju/o fall> dellas1 qu&o se trat> da arte de l\a f9a1 que ao depois se public>4 ,da l\a de ,pr em ,=ez4#bd #aeg ,pr he huma aldea junto freguezia1 e t]mo de ,s4 ,bonnet-,les-,oules em ,=ez di/ante duas boas legoas de ,s4 ,e/eva1 e huma de ,s4 ,galmi]4 #aeh ,dizem1 que o e/abelecim5to de/a fabrica de l\z tem p]to de quatroc5tos annos3 em outro tempo havia ne/e lug> qu>5ta ol>ias1 e cada huma t9ha seu =no2 agora s tem c9co1 por causa das muitas ol>ias1 que se tem e/abelecido na mesma prov9cia4 #aei ,ne/as l\z se emprega duas qualidades de b>ro1 que se mi/ura1 hum v]melho1 e outro escuro1 ambas se a*a em abundancia p]to de ,pr nos conf9s da freguezia de ,s4 ,bonnet1 e nos das freguezias de ,bau?con1 e ,van*e4 #afj ,a*a-se na t]ra em bancos mais1 ou m5os ext5sos1 os d b>ro escuro tem quasi dez pollegadas de alto1 e os de b>ro v]melho sa mais grossos2 o b>ro escuro he mais gordo que o v]melho4 #afa ,z l\z de ,pr s(frem melhor o fogo1 d que outras muitas4 #afb ,amassa-se e/es b>ros com hum masso de f]ro sobre huma pran*a1 ou mesa =te1 e depois se trabalha na roda4 #afc ,os =nos sa r$ondos1 tem c9co1 ou seis ps de diametro1 e sete1 ou oito de alto1 sem cub]ta2 sa feitos de tijolos grossos juntos com b>ro gordo1 e leva huma contra p>$e1 feita de p$ra de edificios com argamassa de cal1 e area4 #afd ,e/es =nos1 que se assemelha bem aos de telheiros se esqu5ta com l5ha por tempo de dez1 ou doze horas1 e mais segundo a e/aa3 nas primeiras quatro1 ou c9co horas s se faz hum pequ5o fogo2 depois se augm5ta1 e se faz muito activo4 #afe ,o v]niz se faz da p$ra de *umbo1 ou d mesmo *umbo que se tira em p$ra das m9as viz9has3 piza se1 e passa se por huma p5eira1 e se liviga com p$ras muito duras ,e/4 ,,ii1 fig4 #aa1 e #ab4 ,g1 ,h4 #aff ,t5do-se prep>ado assim o v]niz se usa delle liquido2 lana-se nos vasos1 e se volta p>a todos os lados1 como se os lavassem4 ,e/&o o corpo da pea cub]to de v]niz1 se lana o re/o em huma celha1 p>a s]vir p>a outros vasos4 #afg ,applica-se o v]niz sobre vasos cr de c9za1 mas muito seccos2 e qu&o o v]niz e/ secco1 se pe z l\z no =no4 #afh ,qu]5do-se1 que o v]niz seja v]de1 mi/ura-se limalha de cobre com o *umbo1 como acima se disse4 #afi ,os vasos de/a qualidade de l\a rezi/em muito ao fogo1 como tambem os cad9hos p>a a fundia dos metaes2 tem se feito muitas exp]i5cias em ,s4 ,e/eva3 elles se fazem dos d\s b>ros mi/urados1 e amassados juntos1 como j fica dito4 #agj ,fazem-se ne/as ol>ias1 tijellas1 pratos gr&es1 e pequ5os4 ,l\a de ,fran*e ville em ,lyones4 #aga ,julga-se em ,lyones que e/a ol>ia j exi/ia no tempo dos ,romanos4 #agb ,usa ahi de duas sortes de b>ros1 hum am>ello1 e outro cr de c9za1 e ha alguns1 que tem mi/ura de/as duas cres4 ,o am>ello se a*a ord9>iam5te em hum t]r5o magro1 e are5to1 em lug>es muitos elevados2 o cr de c9za em valles por bancos maiores1 ou m5ores1 e mais1 ou m5os espessos2 mas e/es b>ros sa muito abundantes1 porque ne/e lug> se fabrca muita l\a1 desde hum tempo immemoravel4 #agc ,o b>ro am>ello he mais asp]o ao toque1 e mais grosseiro1 d que o cr de c9za1 que he muito macio1 e nelle s5a encontra area4 #agd ,o am>ello s(fre melhor o fogo1 d que o cr de c9za4 #age ,em ,fran*e ville se fazem duas qualidades de l\a2 e i/o dep5de da especie de b>ro de que a fazem4 #agf ,o am>ello resi/e p]feitam5te o fogo2 o c9z5to1 que se *ama gaub9o1 como he hum b>ro mais puro faz huma l\a mais compacta1 que na pde atur> o fogo2 mas a l\a feita com o b>ro am>ello1 se descasca ao ar1 i/o he1 cahe-lhe o v]niz ou a sup]ficie2 o cr de c9za supporta muito melhor z suas influ5cias4 #agg ,dizem1 que z plantas po/as em vasos de/e b>ro na produzem4 ,mi/ura-se e/es d\s b>ros p>a hum corrigir z faltas d outro4 #agh ,nas ol>ias se fazem vasos na roda1 e outros em molde con=me requ] a sua figura4 ,f9alm5te amassa-se e/es b>ros bat5do-os com huma massa de f]ro como se faz em ,pr4 #agi ,os =nos1 semelhantes aos dos telheiros1 humas vezes sa r$ondos1 e outras vezes quadrados4 ,faz-se o fogo debaixo de huma abobada1 em que ha buracos quadrados de tres1 at quatro pollegadas de diametro1 sep>adas humas das outras seis1 ou sete pollegadas2 p>a que o ar qu5te se communique ao int]ior d =no1 onde se arruma z obras1 ellas devem e/> bem seccas antes de se expr ao fogo1 precisa-se quasi c5to e qu>5ta feixes pequ5os de l5ha p>a huma =nada4 #ahj ,p>a env]niz> e/as l\z1 qu]5do-se que o esmalte seja v]de1 se usa d *umbo h]metico1 ou m9a de *umbo1 que se liviga debaixo da m com agua1 como fica dito1 e a limalha de cobre4 ,qu]5do-se faz] o v]niz branco1 na se lhe ajunta a limalha de cobre2 e qu&o se usa d *umbo s em huma l\a de b>ro am>ello1 fica o esmalte av]melhado3 e/e v]niz se emprega no b>ro cr4 ,limito-me a e/as indicaes g]aes1 porque j se tratra com individuaa em outro lug>4 ,,artigo ,,xi4 ,das ,l\z1 que se *ama de gr$a4 #aha ,a vi/a d que disse no pr9cipio de/e pequ5o tratado a argilla he a baze dos b>ros1 que s]vem p>a faz] z l\z2 porm segundo z sub/ancias1 que se a*a mi/uradas com a argilla1 ha humas1 que fazem obras muito mais solidas d que outras4 ,qu&o e/as sub/ancias torna a argilla fusivel1 se cozem com p\co fogo1 e por isso se pde d> a l\a mais b>ata2 de/as he que acabei agora de trat>4 ,a argilla pura1 s5do de natureza a encolh] muito1 se ra*a ao secc>1 ou ao coz]2 mas qu&o a argilla se mi/ura com huma area refract>ia1 ou muito difficil de d]ret]1 resulta daqui hum b>ro1 que pde secc>1 e coz]-se sem ra*>1 e que faz l\z muito duras1 qu&o exp]im5ta hum gr&e fogo4 ,em g]al e/e he o motivo porque se *ama l\a de gr$a4 ,ha qualidades dellas muito diff]5tes2 os vasos de gr$a cr de ca/anha1 em que vem z manteigas de ,isigny1 sa muito duras1 e sonoras2 elles rezi/em muito bem a hum fogo gr&e1 e na sa atacaveis pelos acidos3 e/a he huma excell5te l\a2 he quasi ta sonora como a porcelana1 qu&o se quebra a sua gr he muito f9a1 e hum p\co brilhante3 e por isso he muito *egada natureza d vidro2 tambem tem o defeito de se quebr>1 qu&o se faz pass> subitam5te d qu5te p>a o frio1 ou ao contr>io4 ,e porque suspeitei1 que e/e defeito v9ha1 de e/> a argilla ligada com muita area que se t9ha vitrificado pelo muito fogo1 eu a fiz lav>2 e depois de se t] precipitado huma p\ca de area mais pezada1 e mais grosseira1 e pequ5as pyrites1 que t9ha em gr&e quantidade1 m&ei faz] cad9hos com o b>ro f9o1 que depois se precipit\4 ,e/es cad9hos v9do v]melhos d fogo1 e depois mett5do-se em agua fria s5a quebrra4 ,se eu e/ivesse viz9ho de/as ol>ias1 p]suado-me que pod]ia faz] vasos1 na ta =mosos1 como os de l\a f9a1 a mais commum1 porm que s]ia ta bons p>a o uso como a melhor porcelana4 ,fiz vir e/e b>ro de ,g\rnai1 a ,norm&ia2 mas como na me podia vir1 s5a em pequ5a quantidade1 s fiz muito p\cas exp]i5cias em obras pequ5as1 porque se acab\ logo o b>ro4 ,convido os phisicos1 que tiv]em a ma z ol>ias de gr$a1 a faz]em exp]i5cias mais decisivas d que e/as1 que acabo de ref]ir2 porque e/a especie de b>ro me p>ece digna de sua att5a4 #ahb ,como quasi todas z l\z de gr$a1 que se v5dem em ,p>s vem de ,beauvais1 e que na ha lug>es em todo o re9o1 aonde se trabalha ne/as qualidades de l\z1 que passa mesmo p>a os e/rangeiros1 desejei t] maiores luzes sobre a posia das veias d b>ro proprio p>a e/as l\z1 sobre o modo de o prep>>1 f9alm5te sobre tudo1 o que respeita a e/a qualidade de obras4 #ahc ,dizem1 que z ol>ias se e/abelec]a em outro tempo em huma freguezia1 que a9da agora se *ama ,s4 ,g]mano da ol>ia2 porm ellas se tem ab&onado3 agora ne/e lug> s se fazem tijolos1 telhas1 e ladrilhos4 ,na freguezia de ,savigni]1 onde ha quatorze oleiros1 que trabalha em gr$a1 se a*a hum b>ro muito proprio p>a e/as qualidades de obras1 e os obreiros sa p]itos no modo de o trabalh>4 ,em ,*apelle-au-,pot1 huma legoa di/ante de ,savigni] ha seis oleiros2 porm elles trabalha por hum modo muito inf]ior ne/e b>ro1 d que no de ,savigni]2 a9da que elle he quasi da mesma natureza4 #ahd ,huns1 e outros s vezes tem muito trabalho em a*> veias de b>ro de boa qualidade4 ,depois de se tir>em d\s1 ou tres ps da sup]ficie1 se comea a p]ceb] z veias dos b>ros1 que se procura2 mas ellas s sa boas1 de v9te ps de fundo por diante1 e se tira b>ro a9da de mais fundo2 e enta os obreiros temem o cahir-lhe a t]ra em cima4 ,ha veias mais grossas1 e mais l>gas humas d que outras1 que se seguem em quanto se a*a b>ro de boa qualidade3 di/+uem-se duas especies delle2 o que se *ama gr$a1 muitas vezes he ba/antem5te duro1 e dificil de tir>4 ,com e/as duas qualidades de b>ros se fazem duas especies de l\z1 huma com o b>ro1 que se *ama gr$a1 e outra com hum b>ro hum p\co diff]5te2 com e/e se fazem vasos1 que pdem ir ao fogo2 mas z d outro se quebra1 se s5a esqu5ta com muito cuidado1 com tudo quebra-se m5os d que os da gr$a escura de ,norm&ia4 ,os cad9hos s se fazem aqui de encom5da3 o obreiro1 que tem mais fama de os faz] bem1 passa o b>ro por huma p5eira1 escolhe-o1 e amassa-o com mais cuidado d que os outros3 a prep>aa de/e b>ro he1 quasi a mesma1 que os oleiros de ,p>s da ao seu4 #ahe ,int]rompo1 o que hia a diz] das ol>ias de ,beauvais1 p>a faz] not>1 que os melhores cad9hos1 que podem hav] p>a os fundidores1 sa os que se fazem de hum b>ro branco1 que se a*a em ,s4 ,samsa1 quasi seis legoas di/ante de ,beauvais4 ,e/es cad9hos esbranquiados1 bem cozidos1 muito sonoros1 resi/em ao maior fogo1 sem se quebr>em1 e sem se p5etr>em pelos saes2 tem de mais a vantagem1 de na preciz>em tanto cuidado como os cad9hos de gr$a1 qu&o se metem no fogo1 ou qu&o se tira4 ,agora torno a fall> d trabalho de ,beauvais4 #ahf ,qu&o se tira a argilla da t]ra1 leva-se p>a casa d obreiro1 pe-se em pequ5os p$aos1 lana-se em huma cova com agua1 p>a ella se p5etr>1 e faz]-se ductil2 deixa-se at o outro dia1 e enta se tira em massa2 o obreiro a corta1 e a torna a pr em camadas na mesma cova de donde a tir\1 p>a a amass>1 e mi/uralla com huma p\ca de area1 ligeiram5te salpicada de cal3 f9alm5te amassa-se como fazem os oleiros de ,p>s2 depois de se t] amassado1 e tornado a ajunt> por quatro vezes1 se fazem bolos1 que se leva a huma mesa1 p>a o amass>1 e trabalh> bem1 como fica j explicado a fundo4 ,trabalha-se depois sobre huma roda de f]ro e/4 ,,ii1 fig4 #d1 e #e4 ou de po que se faz mov] com o p fig4 #ah1 e/4 ,i2 porque os oleiros de ,savigni] se s]vem de humas1 e outras1 segundo z obras1 que elles tem de faz]4 ,em huma palavra o trabalho dos oleiros de ,pic>dia na diff]e ess5cialm5te1 d que acima disse tanto p>a a factura das obras1 como p>a d>-lhe o v]niz4 #ahg ,z l\z de gr$a se cozem a gr&e fogo2 os =nos e/a po/os em pl5o ar sobre huma pequ5a elevaa de t]ra2 diff]em p\co dos =nos dos oleiros dos suburbios de ,s4 ,m>al e/4 ,i1 fig4 #g1 #h1 e #i4 s com a diff]5a1 que1 s5do feitos sobre hum pequ5o cabeo1 se cam9ha sempre sub9do desde a entrada at o fundo d =no1 e i/o facilita a di/ribuia d ar qu5te4 ,na p>te oppo/a da =nalha1 na ha o tubo de *am9 ,c ,d1 fig4 #c4 e/4 ,i2 mas na p>te baixa ,c1 se =ma pequ5as arcadas p>a a dissipaa da fumaa2 por e/e lug> he que se metem z obras no =no1 depois se fe*a com huma p>$e de tijolos4 ,e/es =nos ord9>iam5te tem #de at #ej ps de comprido1 e dez1 ou doze de l>go no meio1 e huma altura igual debaixo da abobada2 porm na sua embocadura s tem quasi seis ps de alto4 #ahh ,o fogo se faz diante da embocadura d =no em huma =nalha de abobada1 que tem quasi quatro ps de l>go1 e c9co de comprido1 e outro tanto de alto4 ,comea-se com hum pequ5o fogo1 depois se augm5ta1 e se acaba com hum fogo de l5ha miuda1 que se inflama muito1 e se cont9a oito dias1 e oito n\tes sem int]rupa4 #ahi ,z l\z1 que devem s]vir no fogo1 ou que ha de s] env]nizadas1 na leva hum fogo ta viol5to3 trabalha-se quasi como z l\z de ,p>s2 mas p>a coz] z l\z de gr$a se ga/a #af1 ou #ah cordas 7cada corda tem #d ps d'alto1 e #h de comprido7 de pos grossos1 e quatro c5tos feixes de l5ha mais f9a p>a o ultimo fogo4 #aij ,a manteiga de ,prevalais1 vem em potes de huma gr$a azulada1 que he muito boa2 mas eu na sei exactam5te o modo de trabalh> e/a pequ5a l\a1 e por isso na entro em gr&es individuaes a e/e respeito4 #aia ,em ,zimm]51 quatro legoas de ,trev]is1 e em muitos lug>es na prov9cia de ,luxemb\rg1 se faz huma especie de l\a que he muito boa1 de huma gr$a muito f9a1 e branca1 cuja sup]ficie he luz5te sem se cubrir de v]niz2 e/e brilhante he =mado pelo mesmo b>ro1 que pass\ por huma vitrificaa sup]ficial2 eu p5so que ella se =ma pelo vapor d sal m>9ho1 que se lana no =no1 como nas obras de b>ros brancos1 que se tem feito em ,mont]eau4 #aib ,os que vem da prov9cia de ,luxemb\rg1 trazem todos os annos de/a l\a a ,p>s ao ,armazem de l\a f9a1 aonde va compr> os que contrata ne/e g5]o4 ,na pude t] maiores conhecim5tos sobre o modo trabalh> ne/as l\z4 #aic ,julgo1 que os b>ros1 que fazem boas l\z de gr$a1 se prep>a de argilla1 de hum bocado de area vitrificavel1 e de area muito refract>ia2 porque em todas z fabricas1 onde se fazem boas l\z1 e a9da mesmo nas de porcelana1 se fazem entr> com successo na composia p$aos de l\z quebradas1 r$uzidas a p1 depois de se conhec]1 que sa de qualidade capaz de resi/ir a hum gr&e gro de fogo4 ,das ,l\z de ,s4 ,f>geau4 #aid ,alm das l\z de gr$a1 que se fazem em ,bretanha1 ,norm&ia1 e ,pic>dia1 se fazem muito boas em ,s4 ,f>geau4 ,como e/a cidade1 que he huma das mais antigas de ,frana1 e/ di/ante de ,bri>a quatro legoas4 ,o ,loire s]ve p>a se transport> e/a l\a a muitos lug>es4 ,leva-se pelo ,loire por exemplo a ,*ateauneuf1 de donde se de/ribue por t]ra a muitos lug>es4 ,como daqui vem a ,pi?ivi]s1 cidade muito vis9ha s nossas t]ras1 tive occasia de a compr>1 e conhec] a bondade de/a l\a2 *eguei mesmo a prov]-me de vasos de ,*ymica1 que m&ei faz] em ,s4 ,f>geau por modelos1 que enviei4 ,ha ahi l\z1 que sa cub]tas de hum v]niz escuro muito duro1 e que resi/em muito bem a aca dos acidos mais conc5trados2 tive cucurbitas1 e capiteis de lambiques1 em que aju/ei gr&es refrig]antes de cobre2 e/es vasos sa ta imp5etraveis aos vapores os mais subts1 como o melhor vidro1 e resi/em muito melhor a aca d fogo4 #aie ,como quiz adquirir conhecim5tos sobre a natureza de/a l\a1 procurei com confiana a ,mr4 o ,presid5te de ,s4 ,f>geau1 por conhec] o seu zelo p>a tudo1 o que tem relaa com o progresso das artes1 e que pode utilis> ao bem pblico4 ,elle mesmo quiz respond] em huma ,memoria z p]guntas que lhe fiz por in/rua sua1 e i/o me pe em e/ado de d> huma ida bem exacta dos me?odos1 que seguem os oleiros de/e lug>4 ,a9da que e/as l\z sa conhecidas pelo nome de gr$a de ,s4 ,f>jeau1 com tudo ellas se na fazem ne/a cidade mas sim em huma pequ5a povoaa que di/a huma1 ou duas legoas da cidade4 #aif ,em g]al a argilla1 que se emprega p>a a l\a que nos occupa1 he c9z5ta2 mas della se di/+uem duas qualidades2 huma mais branca1 que a outra1 tem huma area f9a2 com e/e b>ro se fazem vasos de huma gr$a mais compacta1 e f9a1 d que com a outra1 e se coze mais =te4 ,ellas na va ao fogo2 e por isso de/a gr$a se fazem potes de manteiga1 qu>tas1 e botelhas etc4 ,e/e b>ro1 depois de cozido1 toma huma cr am>ella cl>a2 com tudo1 faz5do se pass> por hum gr&e fogo1 toma a cr c9z5ta4 ,com elle se fazem vasos1 que se env]niza1 e outros na3 p>a di/+uir e/e b>ro d outro1 eu o *am>ei b>ro branco4 #aig ,a outra especie de b>ro tambem he cr de c9za1 porm mais escura1 que a prec$5te2 e por isso o *am>ei escuro4 ,os oleiros a*a e/a argilla mais =te1 e mais pura1 que a branca3 com e/e b>ro he que elles fazem os ut5sis d uso que devem ir ao fogo2 na o cozem ta =te1 como o outro1 e huns vasos va env]nizados1 e outros na4 ,e/es d\s b>ros1 s5do cozidos1 toma a mesma cr p\co mais1 ou m5os1 e os vasos1 feitos de hum1 ou outro b>ro de/es1 nos lug>es1 aonde fica mais expo/os a aca d fogo1 se torna brilhantes na sup]ficie1 como se fossem env]nizados4 #aih ,os oleiros fazem muitas obras de cada hum de/es b>ros sep>ados1 e puros1 sem mi/ura alguma2 tambem z fazem de ambos os b>ros branco1 e escuro mi/urados1 sem lhe ajunt>em outro b>ro1 ou area4 #aii ,ambos e/es b>ros se a*a mais1 ou m5os fundo em camadas de d\s ps1 at seis de grosso4 ,e/es bancos de argilla se cava facilm5te com o enxada1 ou enxada4 #bjj ,e/es b>ros sa bem f9os2 e moem-se entre os d$os2 com tudo entre elles se encontra calhos1 e p$ras1 e se lana fra qu&o se a*a nas mas1 ou debaixo dos ps4 #bja ,e/e b>ro se r$uz a pequ5os p$aos com qualqu] in/rum5to1 que corte2 depois1 hum$ec5do-se com agua1 se amassa at tres vezes1 e depois se trabalha com z mas1 como fazem os oleiros de ,p>s4 #bjb ,muitas vezes o amassa1 logo que o tira2 com tudo os oleiros convem1 que elle se trabalha melhor1 depois de pass> hum inv]no ao ar2 e e/e s5tim5to he g]al em todas z ol>ias4 #bjc ,como disse acima1 que se hum$ecia p>a o pr em e/ado de s] amassado1 devo adv]tir1 que o na lana na agua1 como fazem os oleiros de ,p>s2 porm deita de doze1 at qu9ze baldes de agua em huma c>rada de b>ro4 #bjd ,os vasos se trabalha em huma roda1 que se faz &> com hum po1 como se v repres5tado na e/4 ,,ii1 fig4 #d1 e #e4 #bje ,pe-se z azas1 e se ap]feioa a obra1 d mesmo modo que fazem os oleiros de ,p>s1 como fica dito4 #bjf ,o =no dos oleiros de ,s4 ,f>geau1 com p\ca diff]5a1 he o mesmo que fica repres5tado na e/4 ,i1 porm he hum p\co metido pela t]ra2 de modo que p>a met] a l5ha1 se precisa desc] a huma cova1 que tem quasi nove ps de l>go1 quatro de fundo1 e quatro de va4 ,o corpo d =no1 aonde se arruma os vasos1 tem dez5ove ps de comprido1 dez de l>go1 onde ha maior l>gura1 e seis de alto4 #bjg ,p>a huma =nada se ga/a v9te cordas de l5ha miuda1 ou nove de l5ha grossa2 daqui se v que e/es =nos se esqu5ta por hum modo muito diff]5te dos de ,p>s4 #bjh ,o fogo dura quatro dias1 e tres noites sem p>>2 por doze horas he o fogo br&o p>a esqu5t>1 e todo o mais tempo he com muito fogo p>a coz] p]feitam5te3 qu&o se p>a com o fogo1 se fe*a o =no1 e fica assim tres dias1 e tres noites1 de sorte que1 qu&o se tira a l\a1 j ella e/ fria4 ,se a l\a se tirasse logo huma p>te quebr>ia d]rep5te1 e o re/o s]ia muito fragil2 e de/a sorte o tempo1 que a l\a fica no =no depois de cozida1 equivale ao recozim5to dos vidraceiros1 sem o qual tudo se quebr>ia1 pr9cipalm5te pass&o d qu5te p>a o frio4 #bji ,pe-se no mesmo =no os vasos de b>ro branco1 que na se de/9a p>a s]vir no fogo1 os de b>ro c9z5to1 que ha-de ir ao fogo1 e os da mi/ura de/es d\s b>ros4 ,toda a diff]5a1 que se obs]va no coz]1 he pr os vasos de b>ro branco p]to da entrada d =no1 no lug> aonde ha maior calor1 e os de b>ro mi/urado no meio d =no1 e os de b>ro c9z5to na extremidade d =no1 onde ha m5os calor4 #baj ,os oleiros de ,s4 ,f>geau fazem o seu v]niz com duas mat]ias mais1 ou m5os vitrificaveis1 a que *ama ,lati]2 e/e ,latt] vem das =nalhas1 em que se trabalha a m9a de f]ro4 ,hum he escuro1 e em p>te vitrificado2 o outro he v]de1 e he hum v]dadeiro vidro muito duro4 #baa ,a*a-se e/as sub/ancias espalhadas sobre a t]ra2 a9da que junto a ,s4 ,f>geau na haja =nalhas de f]ro2 presume-se que z h\v]a antigam5te4 ,r$uzem a p por meio de huma maqu9a de d\s piles que se faz mov] por huma manivela1 e de huma roda2 e/es piles na ponta debaixo leva huma *apa de f]ro1 como a dos piles de soc> casca de curtume4 ,qu&o se precisa p\ca quantidade de v]niz1 se pulv]isa z mat]ias1 de que acabo de fall> em hum gral com ma de f]ro2 passa-se por huma p5eira de cabello2 e/e p enta e/ da cr de c9za1 e os oleiros o *ama ,lati] en laquet1 7escoria p>a v]niz74 #bab ,applica-se e/e v]niz ao b>ro cr1 porm bem secco2 p>a o p se peg>1 se hum$ecem os vasos em agua1 e se pulv]isa exactam5te com e/e p1 que fica muito adh]5te1 qu&o se d]rete pela aca de hum gr&e fogo1 e se encorpora a sup]ficie d b>ro4 #bac ,como se applica sobre e/es vasos crs1 o mesmo fogo1 que coze o vaso1 faz d]ret] o v]niz1 que se torna escuro cr de ca/anha1 e muito duro4 #bad ,p>a os vasos de b>ro branco mais expo/os ao fogo se mi/ura com a escoria huma p\ca de c9za fresca passada por p5eira4 ,dizem os oleiros1 que sem i/o1 o v]niz se queim>ia4 ,no meio d comprim5to d =no se pe simplesm5te z escorias2 e na ponta1 aonde ha m5os fogo1 se ajunta s escorias hum bocado de cal de *umbo p>a ajud> a fusa4 #bae ,e/e v]niz1 como j disse1 toma huma cr da ca/anha muito unida1 e brilhante1 e he ta bom como o dos oleiros de ,p>s2 mas he preciso hum gr&e fogo p>a o faz] d]ret]3 e ni/o convem com l\z que se cozem em gr$a e todas z de ,s4 ,f>geau sa de/a qualidade4 ,modo de procur> z l\z huma cr negra1 que de algum modo supre o v]niz4 #baf ,eu tirei d ,cal5d>io ,lim\s9o1 algumas individuaes sobre z l\z de ,s4 ,eutropio em ,ang\mes especialm5te sobre z que *ama panellas1 e de/as humas sa env]nizadas1 e outras na2 e/as va huma s vez ao =no1 z outras va duas vezes1 e nelle se deixa tres dias p>a fic>em p]feitam5te cozidas4 ,seu v]niz nada tem de p>ticul>3 porm he ju/o ref]ir huma indu/ria1 com que os oleiros de algum modo suprem o v]niz1 t+9do de preto os vasos1 que em muitas s]v5tias sa pref]iveis aos env]nizados4 ,consi/e pois ni/o sua indu/ria4 #bag ,assim que se pe a l\a no =no1 se lhe lana1 por cima c9za de ,e/evas1 ou urzes1 e se cobrem com ella o mais que pde s]4 ,pe-se depois seis1 ou sete feixes de/e arbu/o no fogo4 ,depois de se inflamm>em bem e/es feixes se tapa z bocas sup]iores d =no1 e se sufoca o fogo3 a l\a de/e modo recebe a fumaa1 que a p5etra1 qu&o ella e/ a9da humida 7a que *ama su> a l\a7 qu&o se comea a esqu5t>1 ou a d> a temp]a4 ,e/a fumaa ajunt&o-se com a c9za faz huma cr negra1 e muito solida s l\z4 ,depois de/a fumigaa1 se abrem os buracos sup]iores d =no1 e se cont9ua a coz] a l\a4 ,l\a de ,+lat]ra4 #bah ,mr4 ,j>s1 correspond5te da ,academia1 sab5do1 que eu me occupava em faz] a arte de oleiro teve praz] em me communic> algumas memorias sobre a l\a de ,+lat]ra1 que elle t9ha a*ado entre os papeis d falecido seu irma da ,academia das ,sci5cias4 ,na deve hav] duvida1 que se ,mr4 ,j>s z t9ha publicado1 t]ia ajuntado muitas individuaes1 que z fizessem mais cl>as2 mas julguei devellas d> taes1 quaes elle me remetteo1 p]suadido que z pessoas j in/ruidas no trabalho da l\a pod]a nellas a*> algumas praticas1 que coop]em p>a a p]feia de/a arte4 #bai ,comt de ,nordhumb]lane4 ,nas vis9hanz da ,cidade de ,neuwca/le se e/abelec]a diff]5tes fabricas de l\a2 onde se fazem de toda a qualidade1 a excepa s da branca1 que em ,frana *amamos de b>ro de ,+lat]ra4 #bbj ,neuwca/le e/ situada com a maior vantagem p>a e/e comm]cio3 o c>va de p$ra he muito1 e b>ato1 porque o d ga/o d paiz na paga direito algum4 #bba ,em quanto aos mat]iaes proprios p>a faz] a l\a e/es tambem lhes vem b>atos1 porque os ,navios que va lev> o c>va a ,londres1 na volta lhos trazem2 vi/o dev]em traz] la/ro4 ,a mat]ia propria p>a faz] a p$]neira1 ou p$ras de tir> fogo3 sabe-se que dellas ha gr&e abundancia na p>te ,m]idional de ,+lat]ra2 pois de ,d\vres at ,londres1 quasi todo o t]r5o he huma mi/ura de gr$a1 e p$]neiras4 #bbb ,de/as mat]ias fazem o la/ro os mais dos ,navios1 que muitas vezes volta de ,londres vazios2 deves-se suppr1 que torn&o a ,neuwca/le ellas se v5dem b>atas2 os que toma os =nos de cal de empreitada1 que sa muitos na vis9hana d rio1 z compra2 elles fazem huma mi/ura de gr$a1 p$]neira1 e p$ra de cal sem di/9a alguma1 e cozem tudo acamado1 huma c\sa por cima de outra4 ,depois da calc9aa he muito facil di/+uir a p$]neira1 a9da que se torna muito branca de escura que era dantes2 pe se de p>te e/a p$]neira p>a se v5d] aos oleiros1 a raza de oito1 ou nove xel9s a tonelada2 e cada huma tem v9te qu9taes de c5to1 e doze libras de pezo de ,+lat]ra4 #bbc ,em g]al sa semilhantes todos os =nos1 de que se s]vem p>a coz] a l\a2 s diff]em na con/rua em s]em maiores1 ou mais pequ5os4 #bbd ,a l\a ord9>ia1 que se *ama l\a f9a1 p>a a di/+uir de huma mais1 commum1 d que adiante se fall>1 se faz de huma argila de cr c9z5ta1 tir&o mais a branca1 e da p$]neira calc9ada1 que entra na composia de quasi todas z l\z4 ,antes de mi/ur>1 ou prep>>1 como se segue4 #bbe ,cada fabrica tem huma especie de mo9ho1 p>a mo] a p$]neira1 que he tocado por agua1 ou por hum cavallo2 alguns donos de/es mo9hos compra a p$]neira1 e a v5dem1 depois de moida aos oleiros4 ,e/e mo9ho consi/e em huma especie de pia de po de c9co1 ou seis ps de diametro1 cujo fundo se faz de humas gr&es p$]neiras na calc9adas1 po/as humas ao p das outras de modo1 que deixa entre si vacuos bem consid]aveis2 no meio de/e fundo ha hum mancal1 que recebe o pia de hum po v]tical com hum brao em que se pr5de o cavallo1 ou bois que o tocao 7no ,brazil se *ama atafona27 em roda de/e po e/a muitas p$]neiras gr&es encaixadas1 e seguras com gatos de f]ro1 que s]vem de ms4 ,mr4 ,j>s1 vio de/es mo9hos1 aonde em lug>es de p$]neiras1 se s]vem de m>mores durissimos1 de que fazem a m sup]ior1 un9do quatro p$ras grossas com gatos de f]ro ao po v]tical4 #bbf ,ne/es mo9hos1 e entre e/as p$ras1 se moe a dita p$]neira calc9ada1 lan&o-lhe sempre agua2 qu&o a agua e/ j bem c>regada1 se tira huma cavilha de po1 que e/ na pia1 p>a cahir agua em huma p5eira de cabello1 e de/a em huma celha3 lana-se nova agua no mo9ho1 e se proc$e d mesmo modo1 que fica dito1 lan&o outra vez na pia1 o que na pde pass> pela p5eira2 depois di/o1 se passa por huma p5eira de s$a muito f9a1 qu&o se qu] mi/ur> com a argilla1 que se prep>a d modo segu9te4 #bbg ,a argilla1 de que se faz a l\a1 se tira d condado de ,devon%ire1 de donde vem por m>1 e s]ve de faz] la/ro aos ,navios de volta1 como a p$]neira2 tambem se s]vem della p>a faz] pitos3 po/a em ,neuwca/le cu/a sete1 ou oito xel9s a tonelada4 ,he cr de c9za1 tir&o mais o branco2 tem a gr muito f9a2 dilue-se com agua em tanques gr&es1 agit&o-a bem p>a se dividir melhor2 depois se passa e/a argilla desfeita n'agua por huma p5eira de cabello ta f9a1 como aquella1 em que se pass\ a p$]neira1 e depois em huma de s$a ta f9a1 como a da p$]neira2 e enta se vai logo faz] a mi/ura4 #bbh ,mi/ura se dez p>tes de agua c>regada de argilla com huma p>te da agua da p$]neira3 e/&o tudo bem mi/urado1 se trata da evaporaa da humidade1 e r$uzir tudo a consi/5cia de massa1 o mais breve que = possivel1 p>a que a p$ra na t5ha tempo de se sep>> da argilla1 e precipit>-se1 o que f>ia a mi/ura desigual4 ,tem-se exp]im5tado o calor d sol1 mas sem fruto2 s]vem-se de humas especies de =nos p>a e/a opp]aa4 #bbi ,e/es =nos consi/em em huma caixa comprida1 ou especie de bacia =mada de tijolos1 su/ida por cima com b>ras de f]ro3 tem huma grelha p>a se faz] ahi fogo de c>va de t]ra1 e na extremidade da caixa huma *am9 p>a receb] a fumaa4 ,e/a mi/ura c>regada de agua se pe ne/as p>a evapor>-lhe a humidade1 at huma consi/5cia conv5i5te p>a s] amassada2 depois di/o se tira e/e b>ro1 e se pe em hum l> liso1 feito de p$ras *atas1 ou com taboas3 aqui se trata de amass> tudo1 e pr a massa em ponto de s] trabalhada4 #bcj ,=ma-se logo obras a ma na roda orisontal1 qu&o ellas e/a j meias seccas1 se acaba na roda v]tical com os in/rum5tos2 outras f9alm5te se =ma em moldes de gesso3 p>a prep>> e/es moldes1 o melhor modo de queim> o gesso he o segu9te4 #bca ,o d uso ord9>io1 que se *ama alaba/ro1 p>ece s] hum gesso branco semilhante ao que se tira nas vis9hanz de ,sal9s em ,fran*e ,comt2 r$uz-se a p que se passa por huma p5eira muito f9a2 depois se pe ao fogo d5tro em hum vaso de b>ro2 move-se bem com hum po de espao em espao2 e logo que elle se agita pelos globulos de ar1 que delle sahem1 se *ama a i/o fazello f]v]4 ,cont9ua-se at se julg> bem calc9ado1 depois se hum$ece com agua p>a faz]em moldes d modo que se qu]4 #bcb ,mr4 ,j>s vio prep>> bules p>a *1 cujo corpo se fez com z duas diff]5tes rodas2 mas a aza1 e o bico se fazem em moldes de gesso2 e/es moldes e/a p]to d fogo p>a e/>em seccos4 ,qu&o se qu] =m> a aza de hum bule de * que e/ feito ord9>iam5te1 se tem hum molde que consi/e de duas pez de gesso1 se applica huma sobre a outra1 e que sa ocas com a figura que deve t] a aza2 faz-se hum rolo d b>ro1 e se e/5de no molde de maneira1 que o en*a p]feitam5te2 applica-se por cima a outra a metade d molde2 depois se pe tudo ao p d fogo hum bocado de tempo2 tira-se a pea d molde1 e se aju/a no corpo d bule hum$ec5do o b>ro com agua no lug> aonde se sold>4 #bcc ,os bicos se fazem por modo alguma c\sa diff]5te1 tem-se moldes semelhantes aos prec$5tes1 bem seccos1 e applicados hum sobre outro3 em huma das extremidades1 que communica na capacidade int]ior1 tem hum buraco1 por onde se lana a massa muito cl>a1 porm de modo1 que fica huma ab]tura no int]ior da pea =mada1 que vem a faz] o bico d bule4 ,o molde de gesso bem secco sem duvida1 he o que ajuda a faz] e/e vacuo1 embeb5do com a sua porozidade a agua da massa d b>ro1 assim que e/a toca nas p>$es d molde4 ,e/e molde se pe por algum tempo ao p d fogo1 como o outro de que j fallei1 antes de se tir> a pea1 que depois se solda no bule1 d mesmo modo que se solda a aza4 #bcd ,mr4 ,j>s1 vio em diff]5tes fabricas muitos moldes de gesso p>a faz] pratos1 e tigellas recortadas1 e com diff]5tes feitios3 vantagem consid]avel1 p>a dim9uir o preo da ma de obra4 ,toda a l\a1 feita de/e modo1 se pe sobre taboas debaixo dos telheiros1 ou alp5dres aonde secca2 ha caixas r$ondas feitas de b>ro ord9>io1 p5eirado grosseiram5te1 porm amassado com muito cuidado2 commumm5te tem duas pollegadas de grosso1 quatro1 ou c9co de fundo1 e hum p de diametro2 ne/a caixa se arruma de ord9>io a l\a2 no =no1 se pe huma sobre outra2 fazem-se muitas ord5s no fundo3 i/o frma diff]5tes pilhas1 con=me o tamanho da =nalha4 #bce ,assim que e/ quasi *eio se fe*a a porta falsa com tijolos1 e b>ro1 e se lana c>va nas c9co =nalhas de v5to di/ribuidas em roda da =nalha gr&e4 ,qu&o se acc5de1 entra a *ama na s pelas c9co *am9s1 mas tambem pelas pequ5as ab]turas1 que va t] a cada huma dellas2 assim o calor se introduz igualm5te por todo o int]ior da =nalha3 e/e calor deve cont9u> tr9ta horas1 depois que pra o fogo2 logo que esfria a =nalha1 se tira a l\a p>a a env]niz>4 #bcf ,todos os v]nizes1 de que se usa1 tem por base o *umbo2 tambem se s]vem da p$ra1 ou m9a de *umbo1 o z>ca1 e o alvaiade1 con=me a qualidade da l\a2 accresc5ta-se-lhe alguma outra mat]ia p>a v>i> a cr4 ,p>a dim9uir o preo d v]niz se lhe ajunta huma c]ta quantidade de p$]neira calc9ada1 e a mesma argilla1 de que se faz a l\a2 assim que secca o v]niz1 com que se cubrio a l\a1 se pe de novo nas caixas1 e depois na =nalha1 como se fez d'antes1 e ao cabo de tr9ta horas e/ em t]mos de s] v5dida4 #bcg ,pode-se us> de toda a qualidade de c>va p>a a coz]4 #bch ,a l\a assim prep>ada1 e cozida1 como fica dito1 na e/ subjeita ao p]igo de se quebr> pelo calor da agua f]v5do1 ou pelo fogo1 com tanto que se na ponha de rep5te em hum fogo muito ard5te4 ,e/a l\a s]ve p>a coz] no =no toda a qualidade de manj>es1 mas pr9cipalm5te a l\a branca1 que se fabrca no ,condado de ,/af=d4 ,a sua descripa tambem se ha de d>4 #bci ,o int]ior da l\a cozida he muito branco1 e de huma gr muito compacta4 ,a9da que se lhe na p]cebe app>5cia de vitrificaa1 se pode diz]1 que se avis9ha muito a ella4 #bdj ,fabrica-se outra especie de l\a no mesmo lug>1 e =nalha1 que se faz com outra argilla escura1 como a prec$5te3 ne/a na entra a p$]neira2 mas a sess5ta p>tes de/e b>ro se ajunta huma p>te de magnesia r$uzida a p muito f9o3 depois de/a mi/ura1 se evapora a maior p>te da humidade em hum =no semelhante ao prec$5te2 cobre-se de hum v]niz negro1 em cuja composia entra tambem a magnesia2 e/a l\a passa pelas mesmas op]aes1 que a primeira1 e resi/e igualm5te ao calor4 #bda ,muitas vezes se applica des5hos em ouro sobre e/a l\a negra2 p>a i/o se tem hum licr1 que se *ama goldsize ou mord5te1 que se traz de ,londres3 he huma especie de v]niz compo/o de diff]5tes modos2 com e/e v]niz p9ta o obreiro tudo1 o que qu]1 sobre a l\a alguma c\sa a9da qu5te2 depois d que applica sobre a p9tura folhas de ouro batido 7ou pa de ouro17 e com hum p de lebre se faz cahir o ouro dos lug>es1 que na =a env]nizados2 pe-se depois e/a l\a em huma pequ5a =nalha1 que e/ de p>te1 com grades de f]ro1 e sua *am92 o fundo he huma *apa debaixo da qual se pe o c>va1 a fumaa1 e a *ama sahem pela *am94 #bdb ,p\co di/ante de/a fabrica ha hum lug> em que se faz l\a grosseira1 e que vai ao =no huma s vez1 porm com hum fogo cont9uado por qu>5ta horas4 ,a =nalha he semelhante prec$5te2 porm muito maior2 tem sete =nalhas de v5to1 e sete *am9s1 em lug> de c9co1 que a outra tem4 ,e/as =nalhas de v5to sa quasi de c9co ps de di/ancia de hum c5tro a outro4 #bdc ,a argilla c9z5ta que s]ve p>a a l\a1 de que se acab\ de fall>1 na vi/a he em tudo muito semelhante de que se s]vem em ,/af=d%ire p>a a l\a branca2 com tudo z exp]i5cias1 que della se fiz]a1 tem provado1 na s] susceptivel da mesma impressa d sal1 p>a a cobrir de hum bom v]niz4 #bdd ,l\a d ,condado de ,/af=d4 ,z m9as de c>va tem dado lug> a hum e/abelecim5to de fabricas de l\a de todo o g5]o nas vis9hanz da ,cidade de ,neuwca/le2 por isso z de l\a branca sa mais num]osas4 ,dizem que ha de dez a qu9ze mil almas empregadas nas m9as de c>va1 e nas fabricas de l\z2 mas sem contradia o maior num]o se occupa na l\a4 ,na se vem ali s5a pequ5as povoaes habitadas de oleiros1 e fabricas de/e g5]o em toda e/a p>te d ,condado de ,/af=d1 e hum gr&e num]o de =nalhas1 pr9cipalm5te nos lug>es aonde se tir\1 e aonde a9da se tira c>va4 #bde ,a argilla1 de que usa p>a a l\a branca1 he de duas especies1 quasi semelhantes2 s se faz diff]5a dellas pelo uso como adiante se dir4 ,tira-se de ,devon%ire1 e dizem1 que e/a prov9cia a d p>a todas z fabricas de l\a de ,+lat]ra4 ,a p$]neira1 de que se faz tambem hum gr&e uso1 se tira de ,graves&e1 ou v]dadeiram5te das m>g5s d ,tamisa4 #bdf ,o ponto pr9cipal de/a l\a1 i/o he1 p>a a t] bem branca1 e livre de man*as1 consi/e na prep>aa da argilla1 e em sua mi/ura com a p$]neira2 pe-se a argilla em hum tanque com agua p>a a faz] hum$ec]2 dilue-se bem1 agit&o-a com hum p$ao de po1 e/a agua assim c>regada se coa1 p>a outro tanque por huma p5eira de cabello1 p>a sep>>1 o que na e/ diluido1 e/a se torna a lanar no primeiro tanque4 ,esp]a-se que haja huma sufici5te quantidade de argilla j pssada1 e depois se agita =tem5te1 e se passa por huma p5eira f9a4 ,p>a a mi/ur> com a p$]neira1 se faz o mesmo1 que em ,neuwca/le em ,nor?umb]l&2 a p$]neira se calc9a d mesmo modo em hum =no de cal2 e depois se pulv]isa1 e liviga em hum mo9ho tocado ord9>iam5te pela agua2 a p$]neira ne/e e/ado he levada a fabrica4 ,p>a a mi/ura s] p]feita1 se deve diluir em agua na mesma consi/5cia1 em que e/ava a argilla4 #bdg ,a propora he de ajunt> huma p>te de p$]neira a seis p>tes de huma de/as argillas2 e a c9co p>tes da outra argilla se ajunta huma de p$]neira4 ,depois da argilla t] sido passada por p5eiras duas vezes1 como acima se disse1 se torna a pass> t]ceira vez por huma p5eira a9da mais f9a1 e enta he que se m$em z pores4 #bdh ,deve hav] huma pequ5a celha1 que se en*e seis vezes da argilla passada pela p5eira2 e depois se en*e huma vez da agua da p$]neira1 e assim se cont9ua at hav] a quantidade da massa1 que se qu]2 p>a a mi/ura fic> p]feita1 precisa z duas massas1 ou aguas de argilla1 e p$]neira1 t] igual consi/5cia1 e se mexem bem ambas juntas2 e depois se torna a pass> qu>ta1 e qu9ta vez por huma p5eira f9a e de/a ultima vez se coa no tanque de tijolos1 que tem por baixo o fogo4 #bdi ,z p5eiras se fazem com fio de cambraia mais1 ou m5os f9o2 os caixes1 ou tanques de tijolo1 onde se pe a secc> a mat]ia1 sa semelhantes quelles que se usa nas fabricas1 de que acima se fall\2 a mi/ura de b>ro e area secca nelles l5tam5te1 agita-se huma vez por outra com huma p p>a secc> mais com igualdade2 ne/e tanque fica at t] a consi/5cia precisa p>a s] trabalhada2 enta se leva e/a pa/a p>a huma especie de sobrado bem limpo1 e com muito aceio1 aonde hum homem com os ps o trabalha1 e amassa at julgallo proprio p>a faz] a l\a4 #bej ,todas z pz1 que na leva molduras1 nem sa recortadas1 se =ma sobre huma roda v]tical1 que hum m59o faz mov]2 a que he de molduras1 se =ma em moldes de gesso4 ,e/es moldes de gesso consi/em em huma pea de gesso1 que tem int]iorm5te a figura que deve t] a pea ou seja prato1 ou tijella1 ou outra qualqu]1 no qual gesso se grav\ o des5ho1 que se qu] d> a pea4 #bea ,bate-se e trabalha-se hum bolo de b>ro1 depois se e/5de com hum rolo4 ,depois que se e/5deo o b>ro tanto1 quanto qu] o (ficial1 se pe sobre o molde aonde se ap]ta bem com z mas1 e se molha na agua1 se he preciso1 p>a a massa se na peg> a elle1 e tambem p>a faz] liza a p>te ext]ior d prato1 ou tijella4 #beb ,e/e trabalho se faz em hum qu>to onde ha fogo1 p>a que os moldes sempre e/eja bem seccos1 e que1 depois de algumas horas1 se possa tir> z pez1 que nelles se =m>a4 #bec ,como he preciso pulir z l\z nos lug>es1 aonde na leva v]niz1 p>a tom>em melhor o v]niz2 logo que tem seccado alguma c\sa sombra z mesmas obras1 que se fiz]a na roda v]tical1 se leva ao torno1 aonde se ap]feioa1 e se fazem mais iguaes2 e depois di/o1 se pulem na mesma roda ou torno1 applic&o lhe por cima huma folha de f]ro liza1 nos lug>es1 que devem s] pulidos4 ,da mesma sorte se fazem em moldes pez r$ondas2 z pez ovaes1 que na podem s] pulidas no torno1 se lava bem com huma esponja1 e agua1 e depois com hum p$ao d mesmo b>ro cozido1 e pulido1 se pulem todas z p>tes1 que o devem s]4 ,e/a l\a ord9>iam5te se arruma em taboas a sombra p>a ahi secc> inteiram5te antes que se ponha no =no4 #bed ,nas vis9hana de ,neuwca/le ha argilla propria1 p>a faz] z caixas em que se pe a l\a2 e/as caixas sa r$ondas1 fazem se-lhe em roda c9co1 ou seis buracos de duas em duas pollegadas1 e de meia pollegada de diametro2 seu tamanho he proporcionado aos das pez1 que se qu]em met] nellas4 #bee ,qu&o se qu] arrum> a l\a ne/as caixas1 os m59os prep>a o que a deve su/]2 e sa huns pequ5os p$aos da mesma argilla =mados em p>allelipip$os2 e1 e/&o a9da muito humidas1 se applica sobre gr$a pizada grosseiram5te1 que se pega sobre toda sua sup]ficie1 com i/o se gu>nece o fundo das caixas1 e de/es p>allelipip$os se s]vem p>a su/] cada huma das pez1 p>a que ellas na toquem humas nas outras2 por se na peg>em com o v]niz2 e/a gr$a de todo se na pega a l\a1 e nem lhe faz a m5or m>ca1 e se o faz em algumas pez1 e/as se rejeita4 #bef ,os =nos1 em que se faz coz] e/a l\a1 sa p\co mais1 ou m5os semelhantes a e/es1 de que se tem fallado3 a diff]5a1 que ha1 consi/e s em que elles commumm5te tem oito fogos1 e por consegu9te oito *am9s int]iores2 mas e/as *am9s s tem a ab]tura sup]ior4 ,dizem que e/as pequ5as ab]turas1 que os outros tem1 p>a a l\a env]nizada1 f>ia mal a l\a branca1 porque a *ama1 que sahe da env]nizada indo d> nas caixas da l\a branca a f>ia am>ella4 ,outra diff]5a3 toda a pora esph]ica da abobada1 e/ gu>necida de buracos1 que na sa precisos p>a z outras l\z2 fazem-se logo oito em roda da =nalha1 no pr9cipio da abobada1 po/os entre cada *am91 depois outras dezeseis por cima1 e f9alm5te seis em roda d buraco pr9cipal1 que e/a no meio da abobada1 e que s]ve de *am94 ,e/es buracos tem tres1 ou quatro pollegadas de diametro2 no tempo da op]aa se tapa3 seu uso adiante se dir4 #beg ,todas z caixas1 que enc]ra a l\a se pe humas sobres z outras1 e =ma diff]5tes pilhas2 metem-se no =no de modo1 que haja huma pilha de/as caixas debaixo de cada hum de/es buracos1 de que se acaba de fall>4 ,como ha tr9ta e hum buracos1 compreh5d5do a ab]tura d meio1 ou *am9 pr9cipal1 pe-se tr9ta1 *amadas pilhas2 a ultima caixa1 que faz a extremidade da pilha1 se cobre com te/o feito de b>ro1 de figura conica4 #beh ,a l\a branca vai s huma vez ao fogo1 mas he hum fogo cont9uo1 que atura qu>5ta1 e oito horas4 #bei ,o tempo de lhe d> o v]niz por meio1 ou adjutorio d sal m>9ho1 he quasi quatro1 ou c9co horas1 antes de se acab> de coz]2 depois que a l\a tem s(rido hum fogo de qu>5ta1 e tres1 ou qu>5ta1 e quatro horas1 se trazem1 p>a junto d =no1 oito alqueires 7m$ida de ,+lat]ra7 de sal m>9ho 7que he quanto ba/a p>a hum =no da capacidade de/e1 de que acabo de fall>47 ,ha hum levantado em roda da abobada ou corpo esph]ico d =no1 sobre o qual sobem d\s obreiros1 que com huma colh] de f]ro lana pelos buracos sal m>9ho1 sobre cada huma das cub]tas de cada pilha4 ,logo que lanara o sal1 torna a tap> os buracos1 que t9ha ab]to1 p>a introduzir z colh]es1 e cont9ua assim &&o em roda d dito =no1 lan&o em cada buraco a mesma quantidade de sal1 p\co mais1 ou m5os4 ,elles fazem i/o mesmo por tempo de quatro1 ou c9co horas1 e na deixa outro int]vallo1 s5a o que he preciso1 p>a sahir a gr&e fumaa1 que faz o sal4 ,a cub]ta1 ou te/o de cada pilha deve s] de tal figura1 que o sal lanado por cima1 cubra inteiram5te a pilha2 qu&o cahe1 enta o acido d sal se introduz ao int]ior das caixas1 toca a sup]ficie da l\a1 e accel]a a vitrificaa da p$]neira1 que entra na composia da mesma4 ,e/a vitrificaa ext]ior he o unico v]niz1 que se lhe d4 #bfj ,o sal com que se faz e/a op]aa1 he muito branco1 e em gros grossos1 quasi semelhante ao que se faz em ,lons-he-,sauni]1 p>a o ga/o dos ,suissos4 #bfa ,o preo de/a l\a he de meio xelim at d\s xel9s a duzia de tijellas2 e/e ultimo preo he o da l\a melhor e de boa cr2 o primeiro preo he da l\a de refugo4 ,a qualidade d c>va na he ess5cial p>a faz] a l\a melhor1 ou inf]ior4 ,,artigo ,,xii4 ,d oleiro de fog>eiros4 #bfb ,a9da que os oleiros1 que fazem os fog>eiros1 e cad9hos p>a os ,*ymicos1 *amados f\rnali/as faa hum mesmo corpo com os que fazem os ladrilhos1 ut5sis d uso1 e outras obras1 de que j fallei1 p>eceo-me ju/o trat> sep>adam5te das obras dos que fazem fog>eiros1 e mais in/rum5tos *ymicos2 porque seu modo de trabalh> he muito diff]5te da pratica dos outros oleiros4 #bfc ,os de ,p>s se s]vem como os outros oleiros da argilla1 que tira em ,g5tilly4 ,p>a a amaci>em1 e tornalla ductil1 e propria a s] trabalhada2 corta-na em p$aos sobre huma taboa1 como os outros oleiros2 e/es p$aos cahem em t9as1 ou celhas com agua3 qu&o e/ j bem p5etrada da agua1 a tira p>a a amass>em4 ,se a argilla he muito =te1 elles a fazem magra1 como os outros oleiros2 mas p>a i/o na se s]vem da area3 qu&o elles se prope faz] obras usuaes1 como esqu5tadores p>a s]v5tias pequ5as1 ou fog>eiros p>a faz] esqu5t> os f]ros de engom>1 e outras obras1 que se da b>atas3 ne/e caso liga o seu b>ro com escorias de f]ro pizadas1 e passadas por hum crivo1 mi/ur&o depois p>tes iguaes de/e p1 e d b>ro2 porm p>a os fog>eiros *ymicos1 como elles tem de s(fr] hum fogo viol5to1 e cont9uo1 convem sub/ituir a area huma sub/ancia capaz de resi/ir maior aca d fogo1 e na se tem a*ado outra c\sa melhor p>a liga1 d que os p$aos de/es vasos de gr$a escura1 que s]vira de traz] manteiga de ,isignes2 dizem elles1 e eu na sei se he com fundam5to1 que a l\a de ,pic>dia na he ta boa como a de ,norm&ia4 #bfd ,seja como = elles compra aos t5deiros e/es p$aos de gr$a de ,norm&ia s m$idas2 elles os piza com huma massa de f]ro1 ou de po gu>necida de f]ro1 sobre huma p$ra muito dura1 ou hum calho1 que se pe sobre a ponta de hum po grosso2 depois os passa por hum crivo bem f9o1 p>a que z molecudas da gr$a se r$uza1 qu&o muito1 ao tamanho de hum gra de milho3 elles mi/ura p\co mais1 ou m5os tanto de/e p1 como da argilla1 ou c9co p>tes de/e p com quatro de argilla2 porque elles dizem1 e com raza1 que os fog>eiros sa tanto mais =tes1 quanta maior pora leva de/e p1 e que argilla deve s] quanta ba/e p>a o lig>1 f9alm5te usa de/e p mais f9o p>a os cad9hos1 d que p>a os fog>eiros4 #bfe ,os oleiros que fazem os fog>eiros prep>a argilla1 como os outros oleiros2 elles escolhem ma todos os corpos e/ranhos1 que encontra1 qu&o a corta1 e amassa2 mas escolhem com mais cuidado aquella1 que de/9a p>a faz] cad9hos2 elles a trabalha1 e a amassa sobre huma meza1 e lana fra com muito cuidado todos os calhos1 pyrites1 ou fragm5tos de p$ra calc>1 que encontra nas mas4 ,alguns p>a faz]em os cad9hos mais p]feitos1 depois de t]em feito secc> a argilla1 a pulv]isa1 e a passa pela p5eira2 se elles a*a huma veia de b>ro1 que contm muitos de/es corpos e/ranhos1 o pe de p>te p>a faz]em os fog>eiros1 e res]va o b>ro mais puro p>a os cad9hos4 #bff ,amassa o b>ro1 como os outros oleiros1 pe o p d b>ro cozido sobre hum sobrado1 e a argilla por cima2 depois de t]em feito a primeira amassadura1 tira o b>ro d meio p>a os lados1 e dos lados p>a o meio4 ,alguns amassa o b>ro bat5do-o sobre huma meza com huma massa de f]ro1 e acaba de o amass> trabalh&o-o nas mas4 #bfg ,at o pres5te se v1 que o trabalho de/es diff]e p\co dos outros oleiros2 porm elles s5a s]vem de roda nem de moldes ocos1 p>a =m> suas obras2 fazem-nas inteiram5te a ma1 como explic>ei4 #bfh ,os fog>eiros portateis1 que e/es fazem na s]vem aos ,*ymicos2 pois p>a c]tas op]aes1 se =ma outros de hum feitio p>ticul>2 elles mesmos os fazem com tijollos1 que unem com o b>ro dos =nos1 ou com argamassa de cal1 e ladrilho moido1 ou com hum luto1 compo/o de huma p>te de b>ro1 outra de e/]co de cavallo secco1 e de duas de area4 #bfi ,alguns fazem a sua argamassa com hum bocado de b>ro de =nos1 e muita c9za de lixivia1 ou c5rrada1 passada por huma p5eira1 e hum$ecida com agua4 ,mas como os tijollos communs na resi/iria a c]tas op]aes1 por s]em faceis de vitrific>1 se fazem e/as =nalhas mais fixas com tijollos1 e b>ro de cad9hos4 #bgj ,o b>ro de/es tijollos he o mesmo1 que se usa p>a faz] os fog>eiros portateis2 e/es tijollos se fazem em moldes de po1 que se en*em de/e b>ro4 ,assim que os tijollos tomra hum bocado de consi/5cia1 depois de tirados dos moldes1 batem-nos sobre huma taboa p>a comprimir o b>ro3 mas com cuidado p>a os na desfigur>4 #bga ,os me/res dos =nos fazem e/es tijollos quadrados1 quasi d mesmo modo1 que os ord9>ios1 e tambem os meios tijollos quadrados1 p>a faz] os igualam5tos4 #bgb ,p>a d> v>ias figuras aos =nos os me/res fazem tijollos de c]ta bitola1 e figura e/4 ,,ii1 fig4 #ac4 ,e os ,*ymicos se s]vem delles p>a faz] =nos r$ondos1 de sorte que algumas vezes quatro tijollos fazem a circunf]5cia de hum pequ5o =no1 p>a os gr&es se c>ecem muitos mais4 ,a9da que se mude a curvatura de/es tijollos segundo a figura1 que se qu] d> ao =no1 sempre se tem meios tijollos1 que sa muito commodos p>a igual> z sup]ficies4 ,e/es tijollos se fazem em caixilhos1 ou moldes1 como os tijollos ord9>ios3 a e/4 ,,ii1 fig4 #ad4 he p>a faz] os apoios dos cad9hos2 e b1 dos quadrados4 #bgc ,os me/res dos fog>eiros sa os que prep>a os mat]iaes1 e os ,*ymicos z pe em obra1 un9do os tijollos com b>ro de =no1 ou com z argamassas1 de que j fallei4 ,entre o c9zeiro1 e a =nalha se pe huma grade de f]ro1 alguns tapa z portas ou ab]turas com huma *apa de f]ro delgada2 outros se cont5ta em pr por cima das portas hum p$ao de f]ro *ato1 maneira de portal4 ,d5tro d laboratorio1 que e/ por cima da =nalha1 se pe humas *apas de f]ro p>a support> hum banho de area1 ou cucurbitas1 ou retortas1 ou cad9hos2 f9alm5te fazem mais =tes e/es =nos1 pondo-lhes por fra humas *apas delgadas de f]ro1 que o c]ca por todos os lados3 porm na ha c\sa melhor p>a segur> os tijollos1 e imp$ir1 que se na despeguem com a =a d fogo1 d que pr5d] na argamassa1 que os une p$aos de r$es velhas de arame de f]ro de to/> o tabaco rap3 e/as na fazem en*im5to1 e por causa dos buracos1 e desigualdades de/as r$es fazem huma excell5te liga com a argamassa4 ,na entro em gr&es individuaes sobre z =nalhas fixas1 porque i/o na he huma p>te ess5cial dos oleiros1 que fazem fog>eiros2 z =nalhas portateis1 ou fog>eiros p>a o uso dos ,*ymicos1 que v]dadeiram5te fazem a base de/a arte1 sa os de que eu v\ trat> com alguma maior individuaa4 #bgd ,os oleiros me/res de fog>eiros1 ou =nalhas portateis z fazem quadradas2 taes sa z =nalhas de cad9ho a e/4 ,,ii1 fig4 #ae1 e algumas de fusa fig4 #af2 mas z =nalhas de dige/a1 e z de rev]b]o1 em huma palavra1 quasi todas z =nalhas portateis sa r$ondas4 ,humas sa de huma s pea i/o he c9zeiro1 foga1 e laboratorio2 na tem mais que por-lhe em cima a abobada3 outras sa =madas de muitas corz1 que se pe humas sobre outras2 algumas se pe sobre huma trempe de f]ro1 e e/as na tem c9zeiro1 porque a c9za cahe no *a2 porm a maior p>te tem hum c9zeiro1 hum foga1 onde se pe o c>va sobre huma grade1 que deixa cahir a c9za1 e d passagem ao ar1 que aviva o fogo4 ,os me/res de fog>eiros algumas vezes fazem e/as grades de b>ro2 enta he huma *apa de b>ro r$onda1 em que se abrem muitos buracos2 outras se s]vem de grades de f]ro4 ,por cima d foga e/ hum espao1 que se *ama o laboratorio1 porque ne/e lug> he que se pe o banho de m>ia1 ou de area1 ou huma retorta3 tem huma ab]tura por onde se introduz o collo1 ou huma cucurbita1 ou cad9hos2 e todas e/as c\sas su/idas por algumas pez de f]ro1 e muitas vezes acaba tudo por hum corpo esph]ico1 ou zimborio1 que s]ve de rev]b]> o calor sobre a retorta1 ou os cad9hos1 que e/a no laboratorio4 ,ha sempre no alto d zimborio huma ab]tura de tres ou quatro pollegadas de diametro con=me o tamanho da =nalha1 e e/a ab]tura tem algumas vezes huma ponta de tubo1 p>a se pod]em aju/> nella tubos mais compridos1 quanto se qu] augm5t> a actividade d fogo2 porque p>a acc5d]-se o c>va com mais vivacidade1 e produzir muito mais calor1 se precisa e/abelec] na =nalha huma corr5te de ar1 que entre pelo c9zeiro1 e saia por cima da =nalha4 ,ora e/a corr5te de ar dep5de da ligeireza d ar qu5te1 em comp>aa ao pezo d ar frio1 e e/a ligeireza se augm5ta a propora1 que elle se esqu5ta mais1 e tambem propora de huma maior columna de ar qu5te no cume da =nalha3 e assim p>a se augm5t> a actividade d fogo na =nalha1 precisa1 que possa entr> por baixo huma suffici5te quantidade de ar frio1 e ajunt> por cima da =nalha huma ext5sa de tubos1 p>a se faz] assim huma maior columna de ar qu5te1 que s]ve como de huma bomba maior2 he preciso tambem1 que o diametro de/e tubo seja proporcionado ao tamanho da =nalha2 eu na enve/iguei sobre e/as propores1 porque ellas na p]t5cem ao (ficial3 e/e se deve con=m> com z ord5s d ,*ymico1 que v>ia i/o1 con=me z op]aes1 que pret5de faz]4 #bge ,ha outras mais ab]turas1 tanto no zimborio1 como no corpo da =nalha1 que se abrem1 ou se fe*a p>a augm5t>1 ou dim9uir o calor1 con=me se qu]1 e levallo mais p>a huma p>te da =nalha1 d que p>a outra2 p>a i/o se deixa e/es buracos ab]tos1 ou se fe*a1 qu&o se julga a proposito1 com batoques feitos mesmo de b>ro3 a i/o *ama regi/ros4 #bgf ,devem-se faz] muito grossas z p>$es das =nalhas1 p>a que na escape o calor p>a o laboratorio1 onde incommoda ao arti/a1 e ao mesmo tempo falta p>a op]aa4 #bgg ,eu disse que os me/res de fog>eiros fazia =nalhas quadradas1 e dei por exemplo z =nalhas de cad9ho a e/4 ,,ii1 fig4 #ae2 ellas tem hum c9zeiro a1 que tem huma porta1 por cima da qual e/ o laboratorio b1 e huma ab]tura que na se communica d5tro da =nalha1 mas sim huma especie de =no1 feito de b>ro de cad9hos delgado1 *amado m\fles1 ou receptaculo2 delle fall>ei1 qu&o trat> dos cad9hos3 e/e laboratorio e/ su/ido por grades de f]ro1 que atravessa o int]ior da =nalha1 e de todas z p>tes c]cado por c>ves ard5tes2 no m\fle1 ou receptaculo he que se pe os cad9hos p>a faz] z exp]i5cias dos metaes1 das pez esmaltadas1 e dos cad9hos p>a c]tas op]aes4 ,a =nalha he cub]ta por hum zimborio quadrado1 em cima d qual e/ huma gr&e ab]tura1 que se pde tap> com hum te/o1 ou se lhe pe hum tubo1 qu&o se qu] que o fogo t5ha huma gr&e actividade4 ,por meio de/e receptaculo1 se podem expr a hum gr&e calor z mat]ias1 sem receb]em alguma impressa de fumaa1 nem mesmo vapores de c>va4 #bgh ,a fig4 #af4 ,c1 repres5ta huma =nalha de fusa1 na qual se acc5de o fogo com hum folle2 e por isso he que na tem grade no c9zeiro a1 nem ab]tura por baixo na p>te a1 d1 nem tubo em cima p>a faz] maior corr5te1 de ar na =nalha2 o folle faz z vezes de/a corr5te de ar4 #bgi ,a p>te aa1 aa1 ,b1 he huma pea de b>ro1 que frma a p>te debaixo d c9zeiro1 onde se pde not> huma ab]tura b1 a qual vai t] ao tubo d folle1 e o v5to sahe pela ab]tura c2 o corpo da =nalha dd1 se pe sobre o fundo aa4 ,he preciso not> no int]ior de/a =nalha huma sahida de b>ro ee1 que circula ao r$or da =nalha2 e/a se de/9a p>a su/] a p>te ff1 que frma a p>te baixa d foga na altura dd2 porm tem nos angulos quatro ab]turas gg1 pelas quaes o v5to d folle entra no corpo da =nalha1 que he ao mesmo tempo foga1 e laboratorio1 e aviva o fogo em todas z p>tes de/a rep>tia1 e em toda a circunf]5cia d cad9ho1 que e/ po/o no meio d fundo ff1 como se v indicado nos pontos dd4 ,de/e modo fica rodeado de hum calor muito vivo1 sem receb] imm$iatam5te o v5to d folle1 que s5do frio1 o refresc>ia1 e muitas vezes o f>ia reb5t>4 ,a cub]ta1 ou te/o ,c1 s se pe qu&o se tira o cad9ho1 p>a apag> o fogo1 e faz] esfri> a =nalha devag>4 ,e/a =nalha *amada de fusa se v1 que he muito bem ideada1 a que se segue na c>ece de folles4 #bhj ,tambem se pde faz] uso de huma =nalha da inv5a de ,mr4 ,maqu]1 que produz hum calor muito =te1 e vitrifica quasi todas z sub/ancias que nella se pe4 ,e/a =nalha na tem c9zeiro2 pe-se sobre huma trempe2 por baixo tem huma grade1 pela qual cahe a c9za1 e d huma passagem livre ao ar4 ,a porta s s]ve p>a facilm5te se alimp> a grade com o esborralhador1 no cazo de precis>4 ,a porta he de/9ada p>a se aju/> por detraz hum cad9ho p>a algumas op]aes1 em que se tomasse o fumo1 ou vapores de c>va2 a p>te po/]ior e/1 como se v1 incl9ada p>a traz da =nalha3 e a porta gr&e s]ve p>a mett] o c>va na =nalha2 he preciso que ella seja gr&e1 porque e/a =nalha consome muito c>va2 e/a p>te faz vezes de zimborio1 tem no meio hum pr9cipio de tubo1 p>a receb] os outros tubos1 que se aju/a huns por cima dos outros1 e quantos mais se mettem mais calor ha4 ,bem se v que e/a =nalha deve t] muita actividade1 porque se e/abelece no int]ior huma corr5te d ar1 e/&o o fundo todo ab]to1 e a columna de ar qu5te se eleva muito4 ,f9alm5te pe-se no int]ior algumas grades de f]ro p>a su/5t> o receptaculo1 qu&o se pe hum cad9ho1 ou muitos1 e vasos que contm z mat]ias de que se fazem z exp]i5cias4 #bha ,a fig4 #ag1 e/4 ,,ii1 he hum pequ5o =no1 de dige/a de/9ado p>a entret] em hum calor br&o c]tas sub/ancias por hum tempo consid]avel4 #bhb ,o que aqui se repres5ta1 he de folha de f]ro1 =rado por d5tro de b>ro de cad9hos2 a he o c9zeiro2 b lug> onde se pe o fogo2 c he huma tapagem1 que cobre todo o =no2 d he huma torre1 onde se pe huma provisa de c>va1 por na s] preciso pollo a miudo pela porta e3 en*e-se de area a capacidade c1 f1 e ne/a area he que se pe os crisoes1 ou vasos1 que contm z mat]ias po/as em dige/a4 ,e/e =no1 ao contr>io daquelles1 de que acima fallei1 he de/9ado p>a entret] por muito tempo hum calor br&o1 e igual2 p>a i/o he preciso1 que a corr5te de ar1 que deve atravess> e/e =no1 seja vag>osa1 e bem dirigida4 ,he evid5te1 que fe*&o-se exactam5te z portas g1 e1 e os buracos1 que e/a no te/o1 ou cub]ta h1 da torre d1 o fogo se apag>ia1 e que1 abr9do-se e/es buracos1 o c>va se consumiria com pre/eza1 e produziria muito calor4 ,e assim p>a obt] hum meio conv5i5te1 se devem abrir alguns dos buracos1 que e/a nas portas g1 e1 e algumas das que e/a na cub]ta da torre h3 por meio di/o o c>va1 que se ps na torre d1 na se acc5de1 mas cahe p\co a p\co na p>te b1 a m$ida que se vai ga/&o o que ahi e/2 e qu&o a torre he gr&e1 o fogo se entretem por muito tempo no =no1 sem s] preciso hav] com elle algum cuidado4 #bhc ,eu podia traz] hum maior num]o de =nos1 ou fog>eiros1 que fazem e/es oleiros2 porm alguns exemplos ba/>a p>a faz] compreh5d] seu modo de trabalh>4 #bhd ,todas z =nalhas portateis1 ou fog>eiros sa feitas ma com argilla1 mi/urada com o p dos vasos de manteiga1 como fica dito4 #bhe ,com hum compasso se risca em huma meza a l>gura1 que a =nalha deve t] no fundo2 depois o oleiro t5do po/o sobre a meza hum bocado de c9za f9a1 p>a que o b>ro s5a pegue1 e/5de1 como fazem os pa/eleiros1 huma pa/a de b>ro r$onda1 e a pe sobre o trao que fez o compasso2 e/e he o fundo da =nalha2 depois com e/e mesmo b>ro faz outra pa/a1 que pe em roda sobre a pa/a de b>ro1 que frma o fundo1 t5do cuidado de os comprimir bem com os d$os1 e d>-lhe mais grossura1 d que devem t] z p>$es da =nalha1 na s porque o b>ro encolhe1 mas tambem1 porque bat5do-o1 dim9ue a grossura4 ,ajunta outros rolos de b>ro huns sobre outros1 e tem o cuidado de os comprimir1 e unir bem com os d$os p>a vir a faz] tudo hum s corpo1 na fic&o vacuo int]po/o entre z camadas de b>ro1 porque o ar contido ne/e vacuo f>ia arreb5t> o =no1 qu&o se dilatasse pelo calor4 ,qu&o o =no *ega a altura1 em que se deve pr a grade1 por cima d c9zeiro1 frma huma pequ5a sahida ou borda com o mesmo b>ro p>a su/] a grade4 #bhf ,p5sa1 e com raza1 que os rolos de b>ro1 comprimidos com os d$os deixa desigualdades4 ,depois que o =no tem *egado a huma c]ta altura1 o (ficial passa o gume da ma1 de cima a baixo1 e ao travs1 e de/e modo o une1 e torna igual4 ,e/a op]aa une a obra1 e de/roe z desigualdades1 e a faz compacta1 tir&o-lhe os pequ5os vacuos1 que t]ia ficado4 ,cont9ua por diante a pr os rolos de b>ro p>a levant> o =no1 e =m> a p>te1 que se *ama =nalha1 ou o foga2 depois o laboratorio at o lug>1 em que se deve pr o zimborio1 e de vez em qu&o pule a obra1 como j fica dito4 #bhg ,sabe-se muito bem1 que os =nos sa mais l>gos por cima d que por baixo4 ,o habito dos bons =neiros he1 o que os obriga a obs]v> e/e me?odo regul>m5te1 v9do a d> s p>$es dos =nos a devida grossura2 fazem-lhes v>ios contornos muito regul>es1 e p>a tudo i/o na c>ecem de regua1 nem compasso1 he s com a vi/a1 e nem tem outros in/rum5tos1 s5a z mas1 e o in/rum5to de bat] o b>ro em pa/a4 #bhh ,qu]5do-se =m> pequ5as *am9s p>a d> sahida ao vapor d fogo1 se fazem no corpo d =no buracos1 que se tapa com o mesmo b>ro dispo/o na figura conv5i5te a ma1 ou em molde1 e segura-se quasi como z azas na l\a4 ,os lug>es1 em que se pga1 p>a mud> o =no de hum lug> p>a outro1 e z sahidas1 ou crescim5to de b>ro1 que se faz por baixo das portas1 se comea1 qu&o se frma o corpo d =no1 e se ap]feioa1 qu&o se acaba de bat]4 ,feitos assim os =nos1 como se acaba de diz]1 e ap]feioada a sup]ficie com os d$os se pe a enxug>1 e depois se acaba2 p>a i/o se bate com huma taboas9ha por fra1 e mesmo por d5tro1 qu&o o diametro o p]mitte2 abrem-se z portas com huma faca molhada1 f9alm5te em quanto o b>ro e/ a9da mole1 e ductil1 se ap]feioa todas z p>tes d =no2 e os habeis obreiros os fazem com tanta p]feia1 como se fossem feitos em moldes1 ou em roda4 #bhi ,fazem-se p>te batoques p>a os regi/ros1 e portas p>a fe*> z ab]turas2 escolhem-se em hum num]o que ha de diff]5tes tamanhos1 z pez1 que s]vem3 i/o he facil2 porque1 como se fazem de cantos1 ou quadradas1 s]vem nas ab]turas1 que se fiz]a no =no4 #bij ,os =nos gr&es se fazem de muitas pez4 ,o c9zeiro a1 a =nalha b1 e o laboratorio c sa =mados da diff]5tes pez1 que se aju/a humas sobre outras com encaixes4 ,como e/as pez devem s] todas iguaes por m$ida1 p>a aju/>em humas sobre z outras1 os oleiros logo que fazem o c9zeiro z m$em exactam5te o seu diametro por cima com hum compasso1 e risca e/a m$ida em huma meza1 e em cima =ma a pea c1 que deve aju/> por cima2 de/e modo o b>ro encolhe com igualdade1 e z pez se aju/a bem1 depois d b>ro t] tomado consi/5cia se ap>a1 e ap]feioa os encaixes1 e se pe z pez humas sobre outras1 e se batem com a tabo9ha1 de sorte que o =no p>ece s] de huma pea s4 #bia ,depois de comeado hum =no1 se precisa acab> sem p>>2 porque o b>ro humido na se liga com o b>ro secco1 e e/e j t]ia encolhido2 e por isso1 s5do preciso p>> com a obra1 se deve cubrir com pannos molhados por na secc>4 #bib ,qu&o se acaba o =no1 se devem faz] em roda1 e em diff]5tes alturas rasgos fundos1 p>a se pass> hum fio de arame grosso1 que abrace toda a circunf]5cia d =no1 em cada hum de/es rasgos2 porque i/o ajuda muito a cons]v> os =nos4 #bic ,a abobada1 que se deve pr sobre o =no como j disse1 tambem se faz a ma e sem moldes1 aju/&o rolos de b>ro mais f9os1 d que os d corpo d =no1 huns sobre os outros2 comea-se por hum trao de compasso que mo/ra a l>gura de cima d =no1 aonde se deve pr a abobada2 e p>a o b>ro se pod] su/] toma-se de algum1 que se amassasse mais duro2 e em g]al o b>ro1 em que trabalha os =neiros1 he mais duro1 d que o dos outros oleiros4 #bid ,algumas vezes1 em quanto o b>ro na e/ a9da muito duro1 com moldes lhe imprimem v>ias molduras p>a adorno dos =nos4 #bie ,os =nos de cad9hos se trabalha d mesmo modo que e/e1 de que acabo de fall>1 tudo he a ma2 e sem us>em de regua nem compasso1 lhe da huma figura muito regul>3 s o cad9ho deve s] trabalhado por diff]5te modo3 delles fall>ei1 qu&o trat> dos cad9hos4 #bif ,fazem tubos1 p>a desc>reg> a fumaa1 com o mesmo b>ro dos =nos1 e os =ma com hum cil9dro de po1 que he mais grosso em huma ponta d que em outra p>a pod]-se tir> o molde1 depois d tubo feito1 e p>a o b>ro s5a peg> ao po1 esfrega em c9za muito f9a4 ,assim que o b>ro d tubo fic\ alguma c\sa duro1 batem-no com a tabo9ha p>a alizallo1 e fazello mais compacto4 #big ,os oleiros fazem os cad9hos na roda1 e os =neiros z fazem a ma em huma especie de torno de po1 que elles *ama molde1 c d1 fig4 #bb1 e/4 ,i4 #bih ,supo/o que disse que os oleiros de ,pic>dia fazia bons cad9hos com o seu b>ro de gr$a1 toda via arreb5ta no fogo1 se os esqu5ta precipitadam5te2 porm se os esqu5ta aos p\cos resi/em a hum fogo viol5to sem se desfigur>em1 e resi/em a aca dos saes1 e metaes d]retidos4#be #bii ,o b>ro de ,g\rnaes em ,norm&ia he muito bom2 elle sopporta hum fogo muito gr&e sem se desfigur>2 mas tem o defeito de cont] em si muita quantidade de pequ5as pyrites1 e fragm5tos de m9a de f]ro4 ,eu disse1 que t9ha *egado a rem$i> ao m5os em p>tes1 e/as faltas1 dissolv5do-o em muita agua1 e deix&o precipit> o que era mais pezado1 e mais grosseiro1 p>a me s]vir d b>ro f9o1 que se precipitava depois4 #cjj ,p>a faz] os vasos das fabricas de vidros1 em que se tem o vidro d]retido1 tres semanas sem int]rupa1 se escolhe da boa argilla1 a mais pura1 que se possa a*>2 liga-se com e/a mesma argilla bem cozida1 r$uzida a p4 ,e/a liga se faz em diff]5tes doses1 segundo a argilla he mais1 ou m5os macia e ductil1 e mais dispo/a a fe*>-se1 s5do cozida2 de sorte que c]tas argillas cruas na podem s(fr] s5a p>tes iguaes de argilla cozida1 e outras muito macias podem s(fr] c9co1 e seis p>tes de argilla cozida em quatro p>tes da crua4 #cja ,ha fabricas de vidros1 que fazem os seus gr&es cad9hos1 a que elles *ama potes1 com rolos de b>ro1 como os nossos =neiros1 outros os fazem em moldes4 #cjb ,os =neiros de ,p>s fazem seus cad9hos com argilla c9z5ta de ,g5tilly2 elles a escolhem1 e alimpa com mais cuidado1 d que p>a os =nos2 depois a liga com p\co mais de outro tanto de b>ro cozido1 que passa por hum crivo hum p\co mais f9o1 d que p>a os =nos4 ,depois de t]em prep>ado o b>ro o e/5dem p\co a p\co sobre hum molde de po c e/4 ,i1 fig4 #bb1 que tem a figura que deve t] o int]ior d cad9ho1 t5do-o esfregado com area f9a1 p>a que o b>ro s5a pegue2 comea pelo fundo d cad9ho1 cobrem o molde com huma camada de b>ro1 que tem tres1 ou quatro l9has de grosso1 e e/5dem-na p\co a p\co com pequ5os golpes2 e i/o fazem com muita de/reza1 e regul>idade4 ,e/es cad9hos sa bons p>a muitas op]aes1 a9da que na podem support> hum fogo muito gr&e1 nem t] saes em fusa1 como fazem os cad9hos de gr$a1 e os de ,allemanha4 #cjc ,d modo segu9te os t5ho feito p>a z pequ5as exp]i5cias de m9a4 ,dissolvi a argilla de ,g5tilly em muita agua1 e deixei precipit> os corpos mais pezados2 fiz depois secc> a argilla pura1 que se precipit\ em ultimo lug>2 depois a pizei1 e passei por huma p5eira f9a4 ,com e/as prep>aes sep>ei da argilla todos os corpos e/ranhos1 a excepa s das sub/ancias1 que e/ava muito soltas1 e em p>ticulas m9imas3 liguei e/a argilla com o p dos vasos de manteiga passados por p5eira f9a1 e =mei os cad9hos em hum molde de cobre comprim9do-os1 d modo que se faz o =no dos pitos4 ,e/es cad9hos era bons2 com tudo na podia s(fr] hum fogo gr&e1 e me a*ei melhor com a argilla branca1 de que se fazem os pitos em ,norm&ia2 pois e/a argilla commumm5te he mais iz5ta de sub/ancias e/ranhas1 d que s argillas de cres4 ,digo commumm5te1 porque ha argillas brancas1 que sa mui fusiveis1 e c>regadas de p>tes metallicas2 e por isso o mais seguro he exp]im5tallas antes de faz] uso dellas2 vi/o que se pode diz] em g]al1 que he preciso escolh] huma argilla1 que na seja fusivel1 e sobre tudo1 que na t5ha mi/ura de pyrites1 de sub/ancias metallicas1 nem de area vitrificavel2 porque os saes1 ou sub/ancias metallicas1 que se pe ne/es cad9hos vitrifica e/as sub/ancias e/ranhas ao b>ro1 e os cad9hos ou ra*a1 ou fura4 ,hav5do huma argilla pura1 e refract>ia1 que d ductilidade a pa/a1 se precisa1 como j fica dito1 ligalla com algum p de tijollo1 p>a imp$ir argilla1 de se encolh]1 e ra*> ao coz]4 ,he preciso1 que e/es ps de tijollos seja refract>ios3 por i/o nas fabricas de vidros se s]vem da argilla1 que elles mesmos fiz]a coz]2 e p>a os cad9hos pequ5os ba/a os pitos bem cozidos1 e feitos em p4 ,os =neiros fazem uso d p dos vasos de manteiga de ,norm&ia3 desgraadam5te sua argilla na he tal1 como se pod]ia desej>4 ,elles o sabem2 e p>a faz] seus cad9hos melhores1 mi/ura muito p de gr$a com a argilla2 porm enta na fica muito compacto o b>ro dos cad9hos1 e deixa pass> pelos poros z mat]ias1 que tem em fusa1 qu&o e/a muito fluidas4 ,os cad9hos de gr$a na tem e/e defeito2 e assim he preciso obs]v> huma ju/a propora ne/as ligas2 porque1 pondo-se muita argilla crua1 he bem difficil de imp$ir o ra*>em os cad9hos ao secc>1 ou ao coz]2 e pondo-se muito p1 fica os cad9hos com p\ca firmeza1 e na podem su/] o pezo dos metaes1 e t5do os poros muito ab]tos1 o metal1 e sobre tudo os saes1 os p5etra3 por isso dizem alguns1 que he preciso mi/ur>-lhe hum bocado de area vitrificavel4 ,mr4 de ,reaumur1 por exemplo1 se a*\ bem em faz] cad9hos com p>tes iguaes de gr$a1 area1 e b>ro de pitos4 #cjd ,z ligas segu9tes sa exag]adas por alguns2 mas eu nunca z exp]im5tei4 #cje ,duas p>tes de argilla boa1 pura1 e bem secca1 duas p>tes de p de vasos de gr$a1 huma p>te de area2 alguns lhe ajunta hum bocado de limalha de f]ro1 e agua salgada4 #cjf ,outro3 seis p>tes de argilla secca1 duas p>tes de caput mortuum de agua =te1 duas p>tes de p de vasos de gr$a1 huma p>te de escorias de f]ro1 e huma de vidro muido1 e hum bocado de cal desfeita ao ar4 #cjg ,outro3 p>tes iguaes de argilla secca1 de amianto1 talco espurio1 ou t]ra de gelo1 ou mica4 #cjh ,fazem-se cad9hos em figura de copos2 algumas vezes se lhe faz hum pequ5o ap]to por cima1 =m&o bico3 tambem se fazem triangul>es1 p>a vas>em o metal com mais commodo4 ,f9alm5te fazem-se p>a ensai> m9as de metaes preciosos2 e/es t]m9a em ponta d1 p>a que o metal d]retido se ajunte melhor no fundo d cad9ho2 enta se lhe faz hum pequ5o p p>a que elles se su/5ha melhor d5tro1 e =a d =no4 #cji ,a respeito das capsulas1 e cabez s diff]em dos cad9hos por sua figura1 assim como c]tos cad9hos com p1 a que os ,francezes *ama tutes4 #caj ,z mangas1 ou receptaculos p>a os =nos de crisoes se fazem com o mesmo b>ro dos cad9hos2 e/5de-se o b>ro bem delgado sobre huma meza1 assim como fazem os pa/eleiros2 corta-se hum p$ao de/a pa/a p>a faz] a p>te de cima d receptaculo2 pe-se e/e p$ao sobre hum molde a1 p>a lhe faz] tom> huma curvatura conv5i5te1 e s]v9do-se d mesmo molde se lhe aju/a por baixo o fundo1 e por detraz outro p$ao p>a fe*> huma das pontas d receptaculo1 e/&o bem ju/os e/es diff]5tes p$aos1 se deixa endurec] hum p\co o b>ro2 enta se acaba de faz] e/a pea3 com huma faca molhada se lhe abrem os pequ5os buracos dos lados1 e e/a promptos p>a se coz]em4 #caa ,p>a faz] huma retorta o =neiro faz o corpo sobre hum torno1 ou molde de po1 como os cad9hos1 e o bico em outro molde1 que he huma cavilha hum p\co curva2 com a ma ap]feioa a p>te mais l>ga d bico2 e acaba sold&o1 e reun9do z duas pez4 ,d modo de coz] os =nos1 e cad9hos4 #cab ,tem havido ,*ymicos1 que pret5d]a na s] preciso coz] os =nos2 porque elles s]v9do1 viria a adquirir o gro de cozim5to1 que lhe convem3 eu na s\ de/a op9ia4 ,os =nos1 que s sa seccos sem se coz]em1 correm o risco de quebr> qu&o se faz preciso mudallos de lug>2 alm di/o1 qualqu] bocado de agua que lhe caia os hum$ece1 e os faz em p$aos4 ,por isso he preciso coz] os =nos1 e os cad9hos2 mas os =neiros s da hum meio cozim5to4 #cac ,o =no1 de que se s]vem os l\ceiros1 he quadrado1 e r5te com o soalho2 faz-se de tijollo a abobada3 quasi em p e meio d t]r5o se pe huma grade de f]ro2 mette-se a obra no =no1 entr&o por baixo da abobada pela porta4 ,qu&o ha obras pequ5as1 que podem cab] por entre z grades1 int]pe-se grades miudas por entre z pr9cipaes4 ,a grade de f]ro se pe quasi p e meio por cima d soalho d =no4 #cad ,e/&o o =no *eio de diff]5tes obras1 levanta-se sobre a grade de f]ro huma tapagem de tijollos4 ,s5do feita e/a tapagem sobre a grade1 fica por baixo hum espao1 pelo qual se mette a l5ha necess>ia p>a coz]3 a tapagem s *ega at toc> a abobada2 fica hum espao por onde sahe a fumaa1 que na tem outra sahida2 ella he recebida pelo tubo da *am94 #cae ,acc5de-se de manh hum pequ5o fogo p>a esqu5t>1 ou faz] secc> z pez2 augm5ta-se p\co a p\co1 e a obra em hum dia fica cozida t5do ga/o p\co m5os de hum c>ro de l5ha2 pref]e-se a l5ha bem secca p>a faz] maior *ama4 ,deixa-se esfri> a obra hum dia1 ou d\s1 depois se tira1 e e/a em t]mos1 de se entreg> aos ,*ymicos4 #caf ,fazem-se pratos de b>ro p>a cad9hos1 que sa de v>ios tamanhos3 s]vem ord9>iam5te de apoio1 qu&o se mettem debaixo dos cad9hos1 e das retortas3 algumas vezes se s]vem delles p>a cubrir os cad9hos4 ,aqui apres5to tambem z segu9tes notas que ,mr4 ,dym>es da ,academia das ,sci5cias me communic\1 qu&o j e/ava quasi impressa e/a arte d l\ceiro4 #cag ,em ,sauxillanges1 e ,m>zac1 duas pequ5as cidades de ,av]gne1 a primeira viz9ha de ,issoire1 e a segunda di/ante de ,amb]t1 quasi duas leguas1 e meia1 se fazem cad9hos p>a uso dos ourives2 sua figura he conica2 onde os ha de todos os tamanhos2 a sua pr9cipal v5da se faz em ,lea4 #cah ,os l\ceiros de ,sauxillanges tira seu b>ro p]to de ,monge no dom9io de ,moye2 elles na cava mais de tres1 at quatro ps de fundo2 he huma especie de ,kaol9 mi/urada com mica1 e area grossa de qu>tz em gr&e propora4 ,lava-se e/e b>ro p>a lhe tir> a area2 dilue-se o ,kaol9 na agua1 que vai c>regada delle1 e a area de qu>tz fica no fundo dos vasos4 ,o ,kaol9 se deposita depois nas celhas1 aonde se deixa ass5t> todo o que a agua traz em si4 #cai ,o b>ro de que se usa em ,m>zac he da mesma natureza1 e se trabalha d mesmo modo1 que o de ,sauxillanges2 tira-se tr9ta1 ou qu>5ta ps de fundo1 p]to da povoaa de ,esp9asse1 dep5d5te da freguezia de ,m>zac4 ,algumas vezes se mi/ura o ,kaol9 com o outro b>ro argiloso1 que se tira em ,*ampetri]es1 e ,ca/ellet p]to de ,amb]t4 ,de/a mi/ura resulta cad9hos mais proprios p>a resi/ir ao fogo1 que os primeiros1 e ne/as vi/as he que se cuida muito em cozellos4 ,o b>ro de ,sauxillanges1 e de ,m>zac empregados sem mi/ura fica bem brancos depois de cozidos4 #cbj ,em ,s4 ,juni5 pequ5a cidade de ,lim\s9 tambem se fazem semelhantes cad9hos de/9ados p>a os mesmos vasos1 e de hum b>ro da mesma natureza2 tira-se de ,malaise viz9ha da gr&e e/rada de ,limoge p>a ,s4 ,juni51 e tambem duas leguas di/ante de/a ultima cidade4 ,e/e b>ro he a base de toda a l\a1 que se faz em ,s4 ,juni5 p>a outros usos4 ,suppo/o que he muito branco1 se coze muito mal1 e he sujeito a arreb5t> ao fogo4 #cba ,ha tambem muitas fabricas de l\a nas cidades de ,duris1 de ,g&al\nia1 e ,*avagnai em ,lim\s94 ,o b>ro1 que os oleiros *ama ne/e paiz t\p9i]s1 he huma especie de ,kaol91 p\co ductil2 mas o que m]ece att5a he a composia d seu v]niz4 ,mas p>a o faz] se s]vem da m9a d *umbo de ,glanges1 que elles calc9a1 e lhe ajunta por fund5tes qu>tz branco da area1 de que se s]vem os nossos l\ceiros4 ,p>a r$uzir e/e qu>tz a p com facilidade1 o pe v]melho ao fogo1 e ne/e e/ado o lana em agua fria2 a subita passagem d qu5te ao frio r$uz a p e/a p$ra3 depois a mi/ura com cal de *umbo1 e liviga e/as duas sub/ancias juntas1 em huma m4 ,,fim4 ,,notas #a ,alguns *ama argilla a huma t]ra v]melha1 gorda1 muito *eia de ara1 de que usa p>a os =nos1 e por isso em ,p>iz a *ama b>ro de =nos3 e/e b>ro vem unido com ara f]rug9osa2 porm na v]dade argilla1 e b>ro1 sa d\s t]mos synonimos4 #b ,e/es trabalhos consi/em em diff]5tes lavag5s que na podem s]vir p>a z l\z communs por s]em muito b>atas4 #c ,ha p\cas argillas puras1 pela maior p>te trazem div]sas unies4 ,de/+uem-se muitas especies #a4 argilla branca em ,alemanha ,weiss] ?on4 ,e/a he a mais pura1 e mais propria p>a z obras de l\a1 tambem s]ve p>a pitos1 de que fall>ei em outra p>te4 ,cons]va a cr branca no fogo1 vitrifica-se com difficuldade1 endurece a ponto de d> faiscas de fogo4 #b4 ,a argilla c9z5ta em ,alemanha ,s*w>zgrau] ?on m5os pura que a primeira1 e por isso na he ta propria p>a a l\a f9a1 e s s]ve p>a a grossa4 #c4 ,a argilla negra1 que toma e/a cr dos m9]aes1 de que e/ c>regada1 bem lavada e prep>ada pde s]vir p>a l\a4 #d4 ,a argilla azulada he a mais commum de todas1 della se fazem tijollos1 e telha4 #e4 ,a argilla v]melha escura he a mais fussivel de todas2 s]ve p>a cobrir z outras obras inf]iores4 ,ella tem muita impureza1 e por isso se passa por p5eira antes de a pr em obra4 #f4 ,a argilla am>ella tir&o a preto1 he magra mi/urada com ara2 s]ve p>a pratos grossos1 e tigllas1 e outras obras que na va ao fogo3 os ,alemes a *ama ,s*ulf4 #g4 ,argilla esponjoza1 que se na pde trabalh> na roda1 he preciso trabalha-la quasi secca4 #h4 ,a argilla c9z5ta de faz] bilhas como z que vem de ,norm&ia4 #d ,p>a t] conhecim5to exacto da natureza de/es b>ros1 se deve consult> ,vall]io1 ,m4 ,pott1 e o ,diccion>io de ,*ymica de ,maqu]4 #e ,a mica he huma especie de p$ra folhada1 brilhante refract>ia3 ha de muitas especies4 ,app>ecem arz1 com mica1 ou malacaxeta1 *eias de muitas p>tes brilhantes4 ,z p>tes brilhantes da mica se asemelha ao talco4 #f ,os pyritis sa m9]aes que se assemelha a p$aos de m9a por seu pezo1 e cr respl&ec5te2 e com effeito contm alguma especie metlica2 porm r>as vezes1 e em p\ca quantidade2 e tem muito enx(re1 e ars5ico4 #g ,t]ras calc>eas sa aquellas1 que expo/as a hum suffici5te gro de fogo adquirem todos os c>act]es de cal viva4 #h ,a ara p>a os tijollos deve s] mais grossa1 e sem mi/ura de t]ra2 a que se lana na agua1 e na a tolda he a melhor2 a dos montes he pref]ivel dos rios2 se e/a e/iv] c>regada de p$ra4 #i ,molde3 os l\ceiros *ama assim hum caixilho de madeira1 em que elles =ma os ladrilhos1 e tambem1 cavados em gesso1 que s]vem p>a faz] com o b>ro diff]5tes ornatos4 #ch e/4 ,i1 fig4 #e4 #aj ,comp>&o todos os =nos1 conhecidos em ,frana1 ,suissa1 ,alemanha1 e ,holl&a os mais eng5hosos p>a a economia da l5ha1 e p]feia de coz] sa os de ,suecia descriptos por ,wynblad em huma ,memoria que vem no ,tom4 ,,iv4 da ,arte de telheiro de/a obra pag4 #aab 4 #dhe4 #aa ,l+ueta1 he a sep>aa dos ladrilhos1 que t]m9a alguns =nos de l\a1 por baixo da qual e/a z ab]turas1 *amadas cr5eaux #di1 #eb1 #acj4 #ab ,cr5aux1 he a ab]tura1 que se faz no =no1 ou p>a d> huma communicaa ao ar qu5te1 ou p>a escap> a fumaa #ej1 #acd4 #ac ,fausse-tire1 he a sep>aa da ab]tura1 que =ma os ladrilhos1 sep>&o a =nalha d corpo d =no4 #ej4 #ad ,ent5de-se aqui por tempra aquelle pequ5o calor1 que se *ega l\a #cf horas primeiro a esqu5talla s p>a depois lhe *eg> fogo =te4 #ae ,*asse2 gr&e fogo de *ama1 que se faz no fim d cozim5to com fei*es de l5ha1 ou madeira ra*ada4 #ec4 #af ,g*is especie de argamassa1 ou mi/ura de huma pora de gesso em p com argamassa de cal1 e ara4 #fb4 #ag ,com ladrilhos de duas cres s ass5tados com diff]5tes posies1 se podem =m> muitas vi/as agradaveis1 o ,au?or assevra que se podem faz] at #hf v>i$ades4 #ah ,vogu] amass> ma4 #ai ,o =no dos oleiros ,alemes he muito simples2 he quadrilongo1 de hum comprim5to proporcionado a =a de cada fabrica1 da altura de hum homem p\co mais1 ou m5os4 ,a p>te sup]ior tem a figura de hum ovo1 ou he *ata1 e baixa compe-se de t]ra gorda1 e de palha picada p>a cons]v> o calor4 ,o int]ior1 se faz de tijolos1 e com abobada1 z p>$es de huma p>te1 e outra devem s] =tes4 #bj ,os oleiros ,alemes p>a z suas obras communs se s]vem s d li?>girio1 a que *ama ,glatte1 ,silb]glatte4 ,piza-se1 passa-se por huma p5eira1 e liviga-se sobre huma p$ra4 ,p>a que o li?>girio na corra muito1 se lhe ajunta huma igual quantidade de area branca1 e f9a4 ,e/a mi/ura se pe liquida ao dezejo de cada hum2 lana-se huma quantidade suffici5te no vaso1 que se qu] env]niz>1 e que j e/ cozido1 move-se e se despeja aquella quantidade1 que sobra1 e j na pega4 ,passado hum qu>to de hora1 j se pde lev> o vaso p>a coz] o v]niz4 ,o vaso com o v]niz deve e/> no =no #af4 ou #ah4 horas4 ,se o v]niz1 na foi bem livigado1 fica desigual1 e *eio de gras4 #ba ,qu]5do-se que o esmalte seja branco1 mi/ura-se c9co p>tes de e/anho com v9te de *umbo2 fazem-se calc9> em hum vaso de b>ro no =no de calc9aa4 ,a =nalha se deve esqu5t> algumas horas antes de se lanar nella o *umbo1 e a *ama deve sempre d> sobre o *umbo1 p>a i/o deve s] o =no de rev]bro4 ,deve-se mov] o metal com huma espatula de f]ro at elle se r$uzir em c9zas4 ,enta se lana o e/anho1 e se move d mesmo modo1 at que e/e tambem se conv]ta em c9zas4 ,augm5ta-se o fogo1 at que z c9zas e/eja abrazadas2 enta se dim9ue o fogo1 e se deixa esfri>1 mov5do-z sempre com a espatula4 ,mi/ura-se e/as c9zas com igual pora de sal1 e de area2 pe-se tudo em hum vaso descob]to1 e se pe ne/a segunda calc9aa todo o sal se evapora1 a mat]ia contida no vaso se abate1 e o peso dim9ue2 porm o sal s se ajunta p>a facilit> a fusa4 ,piza-se a mat]ia calc9ada em hum gral de f]ro1 e se liviga cuidadozam5te em huma p$ra1 com huma quantidade de agua suffici5te1 p>a a torn> de huma consi/5cia liquida4 ,cah9do sobre o v]niz qualqu] bocado de gordura1 por p\ca que seja1 desman*a todo o trabalho1 porque os metaes torna a tom> sua primeira frma1 e o v]niz desap>ece de cima dos vasos1 em que se t9ha applicado4 ,o p1 cah9do sobre o v]niz1 faz no esmalte huns pequ5os buracos4 #bb ,o qu>tz1 he huma p$ra dura1 cr de leite1 meia transp>5te1 e vitrificavel1 que se a*a em muitos lug>es1 especialm5te nas m9as4 ,a9da que o qu>tz se vitrifica1 qu&o se mi/ura com huma argilla vitrificavel1 ou *umbo2 com tudo por inadv]t5cia se inculc\ e/a sub/ancia2 he melhor sub/ituir o spa?1 fusivel que se vitrifica mais facilm5te4 #bc ,fritt>1 he calc9> a mat]ia d vidro1 p>a sep>> della todos os corpos gordos1 que d>ia alguma cr suja ao vidro4 #bd ,na ha aqui pas algum1 em que se na faa l\a p>a o uso dos seus habitantes3 ellas sa mais1 ou m5os p]feitas segundo a qualidade dos b>ros2 mas todas se fazem sobre os pr9cipios j explicados4 ,hum obs]vador att5to pod]a contribuir a ap]feio> e/a arte no lug>1 que habita1 applic&o-se a exam9> z diff]5tes qualidades de b>ro1 suas composies1 e suas mi/uras4 #be ,z op]aes ,*imicas na se podem faz]1 s5a em cad9hos cozidos p>a pod]em resi/ir a aca dos dissolv5tes ,*imicos1 e a hum calor muito =te4 ,os de argilla boa tem o inconv5i5te de quebr>1 pass&o d qu5te p>a o frio4 ,foi preciso procur>-se mi/uras1 que os fizessem s(fr] e/as v>iaes1 e ao mesmo tempo cont] os metaes d]retidos por hum gr&e espao4 ,os melhores cad9hos vem de ,hessa4 ,veja-se ,arte de ,porcelana4 ,diz ,mr4 ,pott que e/es cad9hos se fazem com huma boa argilla refract>ia1 mi/urada com duas p>tes de area de m$iana grossura1 sep>&o-se a mais f9a por hum crivo4 ,e/a mi/ura emmagrece o b>ro1 e na o deixa encolh]1 nem ra*>1 nem faz]-se muito compacto1 s5do cozido2 ,a area deve s] de huma grossura m$iana1 s5do f9a1 os cad9hos se quebra4 ,mr4 ,pott diz mais que os cad9hos de/9ados p>a fundia de vidros1 na devem lev> area grossa1 nem calhos1 ou outras mat]ias semelhantes1 que sa sujeitas a d]ret]-se4 ,p>a evit> i/o1 se ajunta a argilla o p da mesma argilla cozida1 e pizada grossa2 a mi/ura se faz com p>tes iguaes1 ou duas de/a argilla cozida2 duas1 e meia1 e a9da tres1 e huma s da argilla nova1 quanto melhor he e/a tanta maior pora admittem da outra cozida2 e de/e modo se fazem os gr&es cad9hos p>a z fabricas de vidros4 ,mr4 ,pott fez hum gr&e num]o de exp]i5cias a e/e respeito3 elle mi/ur\ a argilla com z caes metallicas1 ossos calc9ados1 p$ras calc>es1 talco1 amianto1 p$ra pomes1 esm]il1 e muitos outros1 e de todas e/as exp]i5cias na lhe result\ hum cad9ho sem defeito em todas z vi/as4 ,com tudo p>ece1 que se pod]ia faz] cad9hos melhores d que todos os conhecidos4 ,p>a i/o se precis>ia t] huma boa argilla bem refract>ia1 is5ta de mat]ias piritosas1 e a9da de b>ros f]rug9osos2 e/e dev]ia s] lavado com cuidado p>a sep>>-lhe a area1 e depois mi/urallo com duas1 ou tres p>tes de argilla cozida1 e pizada grosseiram5te4 ,os cad9hos =mados em moldes dev]ia s] cozidos em hum fogo muito =te4 ,,explica,a ,,das ,,figuras4 ,e/ampa ,i4 ,figura #a4 ,b1 tonel1 em que e/ a agua1 p>a cort> o b>ro1 e o diluir1 a e/ampa ,a1 o b>ro ,c1 que se corta1 o in/rum5to ,d1 que s]ve p>a cort> e/e b>ro4 ,figura #b4 ,d1 in/rum5to1 com que se corta o b>ro4 ,figura #c4 ,h1 molde p>a faz] tijolos de seis faces ,g1 fig4 #e4 ,figura #d4 meza p>a mold>1 ab1 su/ida pelos ps ee1 g1 urqua91 que he huma p$ra dura1 sobre que se pem o molde dd1 e1 vaso *eio de agua1 f1 plano1 k1 obras po/as humas sobre z outras1 h1 b>ro amassado p>a en*] o molde1 i1 monte de area p>a se espalh> sobre o urqua94 ,figura #e4 na v9heta1 monte de b>ro pre/es p>a se trabalh>4 ,figura #f4 cutelo curvo p>a c]ce> os tijolos4 ,figuras #g4 #h4 e #i4 repres5ta o =no1 de que se s]vem quasi todos os oleiros1 maiorm5te p>a coz] os tijolos4 ,figura #g4 repres5ta o plano d =no ao nivel d t]r5o4 ,a1 entrada da =nalha4 ,,ab1 onde se faz o fogo1 como se mo/ra pelas mesmas letras fig4 #h4 ,k1 ,i1 sep>aes dos ladrilhos1 entre os quaes ha espaos vasios1 p>a que o ar qu5te se communique ao =no4 ,e/a sep>aa1 que divide a =nalha d int]ior d =no1 se *ama la-fausse-tire4 ,f1 hum va1 ou buraco da porta1 *amado tet94 ,por e/e lug> se entra no =no p>a lhe arranj> a l\a3 e em e/&o *eio1 se fe*a e/e tet9 com hum muro de tijolos1 a que *ama la ,languete1 em baixo de/a1 ha duas portas1 ou ab]turas ,l1 fig4 #h4 que se *ama cr5eaux1 ou1 como dizem os ,l\ceiros c>neaux3 por e/as ab]turas passa a fumaa p>a o tubo d *am9 ,,cd1 fig4 #h4 que repres5ta a vi/a d =no pela longitude4 ,,ab1 he a =nalha3 ,,kl1 assoalho d =no4 ,v-se acima d ,k1 la fausse-tire4 ,a1 ,e1 ,m1 he a abobada d =no2 em ,,lm1 e/ a l+ueta1 abaixo de ,c1 os cr5eaux1 e ,,cd1 tubo da *am9 p>a desc>ga da fumaa4 ,v-se em a1 os tijolos da =nalha po/os em c>reira1 p>a su/5t> os tijolos1 de que se en*e o =no4 ,figura #i4 he huma vi/a d mesmo =no transv]sal pela l9ha ,,gh1 da fig4 #g4 por baixo em ,,ab1 e/a tijolos de assoalh>1 ou vasilhas de commodidades1 sobre que se arranja z l\z1 com que se en*e o =no4 ,figura #aj4 ,t1 caldeir9ha quadrada1 feita a ma1 e sobre a meza de ap]feio>4 ,figura #aa4 alguid>1 ou gamela commum de l\a4 ,figura #ab4 especie de fog>eiro *amado t\p9e4 ,figura #ac4 escalfador4 ,figura #ad4 pequ5a cass>ola4 ,figura #ae4 roda dos oleiros vi/a em golpe4 ,figura #af4 roda dos ,oleiros1 vi/a de p]fil4 ,fig4 #ag4 roda dos ,oleiros1 vi/a em plano aa1 meio da roda ff1 arvore da roda1 que vra em huma pea de madeira1 que se a*a acima de g1 a qual se cons]va segura pela cruz hh1 e z prises ii1 acima d meio aa1 e/ o prato bb1 em que &a a obra cc1 que se trabalha4 ,os raios da roda se assignala em dd1 e z pez da roda volteadas em ee1 ,k1 z taboletas sobre que se pem z l\z n1 que se qu]em trabalh> su/5tadas tambem como o ass5to l1 que he incl9ado pelos montantes pp4 ,avi/a-se pela p>te de d5tro z pez entalhadas1 que s]vem de ass5to ao trabalhador4 ,figura #ah4 ,a1 trabalhador que faz hum vaso na roda de faz] l\a f9a4 ,figura #ai4 hum mealheiro1 que tambem bem *ama ca*e-maille4 ,figura #bj4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 ,e1 s]ve p>a faz] v] como se fazem ao torno z vasilhas p>a z dec5tes commodidades1 como e/es potes se aju/a huns com os outros pelas bocas1 como se fazem os potes de duas bocas ,e1 ,c4 ,figura #ba4 ,a1 modo de faz] hum vaso com o calibre4 ,o vaso e/ firme1 o calibre he que vra4 ,figura #bb4 d1 cad9ho com o molde c1 sobre que o fazem4 ,e/ampa ,,ii4 ,figura #a4 #g4 t\rnass91 ou t\rnassir1 s]ve p>a ap]feio> o fundo dos potes1 que se fiz]a ao torno4 ,e/e in/rum5to he de f]ro1 que se tem de diff]5tes tamanhos1 e de div]sas frmas4 ,figura #b4 vaso de gr$a de ,pic>dia1 mais delgado1 d que os j>ros cobre-se por fra d vime p>a se pres]v>4 ,os que receia da agua1 que se gu>d\ em vasos de metal1 m&a pr em baixo hum regi/o1 ou *ave1 de que se s]vem1 como de huma fonte de cobre4 ,qu]5do-se que e/e fique proprio p>a cl>ific> a agua1 pem-se-lhe placas de e/anho1 que descana em aneis sali5tes pela p>te de d5tro1 que o ,oleiro faz em lug>es assignalados pelas l9has de pontuaa a1 e b4 ,he a9da melhor sub/ituir z placas de e/anho com te/os de gr$a quasi semelhantes a de ,m1 proporcion&o o seu tamanho1 ao diametro int]ior d vaso1 e se pem area entre e/es d\s te/os4 ,figura #c4 vaso gr&e de b>ro1 *amado p\nes1 d qual se s]vem p>a salg> z c>nes1 p>a faz] z pequ5as lexivias1 e p>a cons]v>1 nos j>d9s1 agua1 que se de/9a p>a os regam5tos4 ,faz-se em hum torno ,,efg1 que se assemelha a huma lant]na de mo9ho4 ,,ikl1 he o seu eixo que se firma na t]ra1 e u1 faz &> roda br&am5te a lant]na ,,ef1 e a propora que vai vir&o se frma o vaso1 accresc5t&o rolos de b>ro huns sobre outros1 que se une com huma pea1 *amada atelle4 ,figura #d4 na v9heta1 obreiro1 que imprime na roda hum movim5to circul> com huma v>a1 ou po a1 *amado t\rneire1 e/e obreiro se ass5ta no ass5to incl9ado l1 e pem os ps nos entalhes m4 ,figura #e4 obreiro1 que imprim9do muito movim5to na sua roda1 faz entre z suas mas hum j>ro4 ,figura #f4 g>rafa1 ou r$oma de gr$a1 cujo bojo se faz ao torno4 ,figura #g4 l\z1 que se secca arranjadas no receb$or4 ,figura #h4 obreiro1 que ap]feioa os potes na meza de os prep>>4 ,figura #i4 monte de b>ro preto p>a o trabalho4 ,figura #aj4 c&ieiro de b>ro1 quasi totalm5te feito ao torno4 ,figura #aa4 ,g1 vi/a de hum mo9ho1 p>a mo] o v]niz4 ,figura #ab4 ,h1 m d mesmo mo9ho4 ,figura #ac4 ,e1 tijolo de b>ro p>a cad9hos1 volteado p>a fic>em fixas z =nalhas4 ,figura #ad4 ,g1 caixilho p>a mold> tijolos1 o qual se faz de diff]5tes tamanhos1 e div]sas figuras1 como quadrados1 e curvos4 ,figura #ae4 =nete de cad9hos4 ,figura #af4 =nete de fusa1 em que se deve anim> o fogo com folles4 ,figura #ag4 pequ5o a?anor1 ou =nete de dige/a4 ,tem em d1 hum res]vatorio de c>va1 que faz pod]-se cons]v> por muito tempo hum fogo br&o1 sem se precis> lanar-lhe cont9uam5te o c>va4 ,e/ampa ,,iii4 ,ne/a ,e/ampa se repres5ta hum =no1 de que usa muitos ,oleiros1 mui p>ecido com os =nos das l\z f9as4 ,figura #a4 mo/ra o ext]ior d =no4 ,a1 a boca da =nalha3 deve-se desc] por hum fosso p>a se lhe introduzir a l5ha4 ,,lm1 o tet91 ou ab]tura1 pela qual se entra por baixo na cam>a p>a se prem os potes4 ,a p>$e que fe*a e/a ab]tura1 e/&o a cam>a *eia1 na se dilata at o alto da ab]tura1 por e/e lug> sahe a fumaa recebida no cabaz1 e tubo4 ,n1 se sobe p>a a cam>a sup]ior pela escada ,p1 e a fumaa escapa pelas ab]turas ,k4 ,o tet91 p>a pr a obra ne/a cam>a1 e/ no alto da escada ,p4 ,figura #c4 he a =nalha1 em que se mette a l5ha3 sua boca he em ,a4 ,,taboa ,das ,mat]ias1 e ,explicaa dos t]mos proprios ,arte d ,l\ceiro4 ,a4 ,ab]tura1 que se dirige ao =no p>a o en*]1 a qual se fe*a com huma p>$e de ladrilhos1 antes de se introduzir o fogo4 ,pag4 #ea4 #acj4 ,acido vitriolico1 se a*a em muitas argillas 4 #f4 ,agua grossa1 agua em que se mi/ura huma p\ca de argilla1 s]ve p>a peg> o v]niz em p nas obras de l\a #add4 ,alaba/ro1 sorte de gesso empregado em ,+lat]ra na l\a #bca4 ,alquif\x1 m9a donde se tira o *umbo1 que he brilhante azulada mui pezada quebradia1 e abundante de enx(> #ada4 ,amass> a argilla #cb4 ,amb]t1 ,cidade da baixa ,auv]gne4 ,annel1 vid4 ,viret4 ,ap>as1 obras que se na tem levado ao =no #ca4 ,ap]feio>1 conc]t> ma z obras que se fiz]a ao torno1 e pr-lhe azas1 e ps4 ,apodrec]1 vid4 ,inv]n>4 ,arcueil1 ,cidade de ,frana #bg4 ,area mi/urada com argilla #ac4 ,seu uso na l\a #ag4 #cb4 ,fusivel1 vitrificavel1 e metalica #ah4 ,p>a faz] tijolos #be4 ,s]ve p>a mold> #dh4 ,argamass>1 amass> o b>ro1 qu] seja simples1 qu] se componha de muitas mi/uras juntas #d4 ,argilla1 b>ro gordo compacto ductil1 amoless5do-se em agua #b4 ,ductibilidade da argilla #e4 ,sua dureza depois de cozida #g4 ,sua cr #aa4 ,argilla p>a z l\z de ,+lat]ra #bbg4 ,p>a z l\z brancas de ,/af=d%ire #bde4 ,ass5to1 taboa incl9ada1 que faz p>te d torno d ,l\ceiro1 sobre que se ass5ta o trabalhador4 ,ateille1 p$ao de madeira1 ou de f]ro1 que tem huma c]ta figura1 e que se pde comp>> com o que os p$reiros *ama calibre1 p>a faz] z molduras #ge4 #ie4 ,b4 ,b>ro gordo vid4 ,argilla4 ,b>ro de ladrilhos #ab4 ,b>ro de telhas ,ibid4 ,b>ro de tijolos ,ibid4 ,b>ro de cad9hos ,ibid4 ,b>ro de pitos ,ibid4 ,b>ro1 bom b>ro #gj4 ,b>ro branco #aif4 ,batoques vid4 ,regi/ros4 ,beauvais1 ,cidade ,episcopal da ,pic>dia4 ,bonnet les-,oules 7,sa9t7 ,p>roquial d ,=es4 ,c4 ,cad9ho vid4 ,crizes4 ,calc>ia 7p$ra7 p$ra1 que pela calc9aa na se vitrifica totalm5te1 mas se conv]te em cal #ac4 ,calibre vid4 ,ateille4 ,c&ieiro de b>ro #abb4 ,cass>olas1 vasos de b>ro #aah4 ,ca/ellet1 ,villa de ,auv]gne #cai4 ,*ampeti]es1 ,villa de ,auv]gne #cai4 ,*umbo 7m9a de7 d-se impropriam5te e/e nome a huma cal de ,*umbo1 que pela calc9aa toma huma cr v]melha1 *amada *umbo v]melho1 z>ca1 ou m9ium4 ,coadores1 vaso de b>ro #abj4 ,cort> o b>ro1 he dividillo em talhadas1 mas delgadas que =em possiveis #cj4 ,curto 7b>ro7 assim *ama os ,oleiros a hum b>ro1 que na s5do bem ductil1 na se pde e/5d] muito sem se quebr>4 ,cutelo vid4 ,faca4 ,cr5eaux1 ab]turas que se fazem no =nete1 qu] p>a d> huma communicaa de ar qu5te1 qu] p>a sahir a fumaa #ej4 #acd4 ,crisoes1 ou cad9hos 7b>ro de7 #ahe4 ,cad9hos de ,pic>dia #bih4 ,seu cozim5to #cab4 ,crivo p>a pass> o b>ro #ga4 ,cozim5to da l\a #bd4 ,d4 ,devon%ire1 ,prov9cia ,m]idional de ,+lat]ra1 onde ha muito bons ,prtos frequ5tadissimos4 ,exet] he a sua ,capital4 ,dige/a 7=nete de7 #bha4 ,e4 ,ebau*oir1 pequ5o p$ao de madeira cortada de div]sos modos1 de que se s]vem os ,escultores1 p>a faz]em seu molde1 ou em b>ro1 ou em c]a #abg4 ,escalfador1 sorte de vaso #id4 ,esp9asse1 ,villa de ,auv]gne dep5d5te da ,p>oquia de ,m>zac4 ,esqu5tador #abe4 ,eutrope 7,sa9t7 ,villa de ,angomes4 ,f4 ,faca de d\s cabos p>a cort> o b>ro #cj4 ,faca curva p>a ap>> os ladrilhos #de4 e/4 ,i4 fig4 #f4 ,f>geau 7,sa9t7 ,cidade de ,frana no ,gat9nes4 ,fausse tire1 sep>aa que =ma os tijolos1 ap>t&o o foga d corpo d =no #ej4 ,fio de lata1 in/rum5to p>a cort> o b>ro3 he huma ponta de fio de arame gu>necida de hum punho em cada extremidade3 faz-se a arbitrio1 e se apropra con=me a posia que lhe qu]em d> #ce4 ,fog>eiros1 ou =nalhas portateis1 quadradas #bgd4 ,=no de coz] os tijolos #di4 e/4 ,i4 fig4 #g4 #h4 #i4 ,=no d ,l\ceiro #abi4 ,outro =no #acb4 e/4 ,,iii4 fig4 #a4 #b4 #c4 ,de ,pr em ,lionnes #afc4 ,de ,fran*e ville #agi4 ,de ,beauvais #ahg4 ,de ,s4 ,f>geau #bjf4 ,d ,condado de ,nor?umb]l&1 em ,+lat]ra #bce4 ,d ,condado de ,/af=d #bef4 ,=nete de v5to de ,mr4 ,macqu] #bhj4 ,=no dos ,oleiros #cac4 ,=nalha1 lug> d =no1 em que se pem a l5ha1 ou c>va #bhf4 ,=nalha de fusa #bgd4 e/4 ,,ii4 fig4 #af4 ,de calc9aa p>a o esmalte #ic4 ,=ni/as1 trabalhadores que fazem =netes1 e cad9hos p>a os ,*ymicos #bfb4 ,fran*e-,ville1 ,alda no ,leonnes1 em que se faz l\a #aga4 ,frit>1 calc9> a mat]ia d vidro #ajj4 ,fusa 7=nalha de7 =nalha pr9cipalm5te de/9ada p>a a fusa dos metaes1 em que se acc5de o fogo com folles #bgi4 ,g4 ,gau*is1 especie de argamassa1 a que se mi/ura huma pora de gesso em p1 com argamassa de cal1 e de area1 ou bitume #fb4 ,galmi] 7,sa9t7 pequ5a ,cidade d ,=ez4 ,gaub9o1 assim *ama no ,lionnes a huma argilla c9z5ta1 muito pura1 da qual se faz huma l\a fe*adissima1 e p\co propria p>a o fogo #agf4 ,g5tilles1 pequ5a ,villa da ,ilha de ,frana4 ,gesso vid4 ,alaba/ro4 ,gimble1 d-se em alguns lug>es e/e nome ao prato d torno que su/em a obra #ge4 ,g\rnay1 ,cidade de ,norm&ia no paiz de ,bray1 celebre pelas suas manteigas1 de que se faz huma gr&e v5da em ,p>s4 ,gr$a 7l\a de7 sa z que se aproxima mais a ,porolana #aha4 ,gr$a de ,norm&ia #bc4 #ahb4 de ,bretanha #bc4 de ,beauvais #bc4 de ,s4 ,f>geau #bc4 #aid4 de ,fl&res #bc4 ,gesso #bca4 ,h4 ,huma amassadura1 o que se amassa de huma vez com os ps #cb4 ,i4 ,+lat]ra 7l\a de7 #bah4 ,l\a negra #bdj4 ,inv]n>1 he deix> o b>ra extrahido da m9a em hum fosso1 ou em montes ao ar1 o que contribue p>a se alis> melhor #bh4 ,isigny1 ,cidade gr&e na baixa ,norm&ia1 com hum pequ5o ,porto #ba4 ,issoire1 ,cidade de ,frana na baixa ,auv]gne #cag4 ,jonc vid4 ,viret4 ,juni5 7,sa9t7 pequ5a ,villa da baixa ,m>*a4 ,k4 ,kaol91 he huma argilla branca1 que a9da cozida1 cons]va a sua alvura1 a qual na he muito ductil1 e frequ5tem5te se a*a mi/urada de diff]5tes sub/ancias1 como a mica1 espato etc4 #cba4 ,l4 ,laboratorio assim se *ama1 o lug> d =no1 em que se pem os cad9hos cucurbitas1 e z diff]5tes sub/ancias que se qu]em pr ao fogo #bgd4 ,ladrilhos1 modo de os faz] #cj4 ,tijolos *amados ladrilhos #cg4 ,c>aol> ,ibid4 ,triangul>es1 quadrangul>es ,ibid4 ,oitogonos #ci4 ,hexagonos ,ibid4 ,langueta1 unia de ladrilhos1 que t]m9a alguns =nos de l\z1 em baixo de/a e/a z ab]turas1 *amadas cr5eaux #di4 #eb4 #acj4 ,lati]1 ou ,latt]1 escorias de f]ro1 que se despr5dem nas =nalhas1 e s]ve aos ,l\ceiros p>a env]niz>em z suas obras #baa4 ,lati]1 en ,laquet1 he e/a escoria de f]ro r$uzida a p4 ,li?>girio1 ou *umbo rubro vid4 ,*umbo4 ,l\a de ,s4 ,g]ma91 ,p>roquia de ,beauvois #ahc4 ,m4 ,masso de f]ro1 proprio p>a soc> o b>ro #ga4 ,malaise1 ,cidade no ,lym\ss9 #cbj4 ,manganesia1 m9a de f]ro pobre1 e refract>ia de hum azul d5egrido *eia de granitos #add4 ,m>cassita vid4 ,manganesia4 ,m>zac1 ,villa de ,auv]gne1 onde se fabrica cad9hos p>a os ourives #cag4 ,meio1 p>te da roda d ,l\ceiro de b>ro #ge4 ,mealheiro1 vaso de b>ro commum1 inteiram5te fe*ado s com huma f5da por cima por onde se introduz d9heiro1 e p>a o tir> se precisa quebr> e/e vaso #hh4 ,mica1 especie de fragm5tos talcosos1 que se a*a mi/urados com p$ra1 ou area #ac4 ,meza de mold> #da4 e/4 ,i4 fig4 #d4 ,meza de madeira1 em que se pem o b>ro amassado p>a se trabalh> #ga4 e/4 ,i4 fig4 #e4 ,m9a de *umbo vid4 ,*umbo4 ,m9io vid4 ,*umbo4 ,montmoreau vid4 ,s4 ,eutrope4 ,m\fle1 pequ5o =no de b>ro cozido1 que se pem nas =nalhas quadradas vid4 ,=nalhas portateis #bgg4 ,molde1 os ,oleiros da e/e nome a hum caixilho de madeira1 em que elles =ma os cr5eaux3 tambem ha concavo de gesso1 que s]ve p>a =m> com o b>ro diff]5tes ornatos #ch4 e/4 ,i4 fig4 #e4 ,moldes p>a faz] os cad9hos #big4 ,mold> os ladrilhos #cg4 ,moldes empregados nas ,fabricas de l\z de ,+lat]ra #bea4 #bed4 ,mo9ho p>a mo] a p$ra p>a z l\z de ,+lat]ra #aee4 ,n4 ,nibelle1 pequ5a ,villa de ,gat9nes #be4 ,nor?umb]l&1 ,prov9cia de ,+lat]ra3 l\a de/e ,p>s #bai4 ,p4 ,panellas1 gr&es vasos de b>ro1 mas commumm5te de gr$a #baf4 ,p$ra calc>ia #dc4 ,pitos #cb4 ,pla9a1 pea de madeira p>a mold> z obras #da4 ,pr en ,=ez1 ,alda d ,lionnes1 em que se fabrca ,porolana #aeg4 ,prevalais1 ,p>roquia de ,bretanha #aij4 ,pyrites1 sub/ancia m9]al que contm p\co metal1 e muito enx(re1 ou ars5ico #ac4 ,m liga p>a a l\a #af4 ,q4 ,qu>tz1 p$ra dura cr de leite meia transp>5te1 e vitrificavel #aeb4 ,qualidades da boa l\a #ai4 ,r4 ,regadores feitos de b>ro #abc4 ,regi/ros1 ab]turas feitas em diff]5tes lug>es d =no1 que se abrem1 ou fe*a com rolhas p>a dim9uir1 ou aum5t> o fogo #bge4 ,rodas empregadas na fabrica de l\a #gd4 ,roda de f]ro #ge4 e/4 ,i4 fig4 #e4 ,roda de madeira vid4 ,=no4 ,s4 ,sal m>9ho1 seu uso p>a z l\z de ,+lat]ra #bei4 ,savigni]1 pequ5a ,cidade da ,pic>dia #ahc4 ,sauxillanges1 pequ5a ,cidade de ,auv]gne1 em que fazem crizoes p>a os ourives #cag4 ,s]ra1 fio de lata1 que s]ve de despr5d] z obras de cima d prato vid4 ,fio de lata4 ,secc> z obras #dd4 ,/af=d%ire1 ,prov9cia de ,+lat]ra1 em que se fazem l\z brancas #bdd4 ,t4 ,taboa da roda #gf4 ,talhas p>a ensabo> #hi4 ,p>a brazas #aba4 ,tamiz p>a pass> a p$]neira #bdi4 ,t]ra calc>ia #ac4 ,modo de a exp]im5t> #ad4 #bb4 ,tet9 vid4 ,ab]tura4 ,t\p9i]s #cba4 ,torno1 roda de madeira1 que se faz vir> com o p1 p>a =m> sobre o prato z obras1 que se qu]em faz]1 como se faz na roda d ,l\ceiro #hj4 e/4 ,i4 fig4 #ah4 ,torno ,+lez #bej4 ,t\nass91 in/rum5to de f]ro algum tanto cortante1 a que se d diff]5tes figuras2 s]ve p>a trabalh> por baixo dos vasos1 que se despega de cima dos pratos #aa4 ,temp]a1 lanar a agua sobre o b>ro p>a o amollec] #cj4 ,temp]>1 d> hum pequ5o fogo z l\z p>a acab> de secc> antes de se d> o gr&e fogo p>a z coz] #ed4 ,te/os dos fog>eiros1 e escalfadores #id4 ,tutes1 especie de cad9ho com p como o de hum vidro de beb] agua #cji4 ,v4 ,urqua91 p$ra dura compacta1 ou taboa de madeira1 sobre que se pem molde1 p>a =m> z l\z1 e gr&es tijolos #da4 ,vanvres1 ,p>roquia1 ou ,freguezia da ,ilha de ,frana #gj4 ,d ,condado de ,/af=d #beb4 ,vasos de despejo1 sorte de pote sem fundo em =ma de tubo r$ondo1 mais l>go de huma ponta d que da outra1 s]ve p>a z decidas dos lug>es de recreio #ib4 e/4 ,i4 fig4 #bj4 ,tambem se fazem de p$ra de roca4 ,vasos de ,j>dim #if4 #abf4 ,vasos p>a flores communs #ia4 e/4 ,i4 fig4 #ag4 ,v]niz1 reboco de huma sub/ancia vitrificada1 de que se cobre a l\a de b>ro #ah4 #ahi4 ,outro me?odo de applic> o v]niz #adf4 ,de ,pr em ,lionnes #afe4 ,de ,fran*e-ville #ahj4 ,de ,s4 ,f>geau #bab4 ,d condado de ,nor?umb]l& em ,+lat]ra #bcf4 ,virador1 v>a que s]ve p>a imprimir o movim5to circul> na roda de f]ro #gi4 e/4 ,,ii4 fig4 #d4 ,viret1 ou virola sorte de anel de b>ro que =ma sali5tes4 ,vogu]1 mane>1 e amass> o b>ro ma p>a lhe sep>> os corpos e/ranhos1 e alimp> mais p]feitam5te #ga4 ,z4 ,zimm]51 ,villa de ,luxemb\rgo1 onde se faz l\a #aia4 ,,indice ,,dos ,,artigos ,,que ,,se ,,contem ,,ne/a ,,obra4 ,obs]vaes prelim9>es4 ,pag4 #c4 ,artigo ,i4 ,d trabalho da l\a1 segundo o uso de ,p>iz4 #bb4 ,artigo ,,ii4 ,dos ladrilhos1 e como se amassa o b>ro1 com que elles se fazem4 #bc4 ,como se molda os ladrilhos4 #bh4 ,d =no1 e d modo de se arranj> nelle os ladrilhos p>a se coz]em4 #ce4 ,artigo ,,iii4 ,das obras dos ladrilhos4 #da4 ,artigo ,,iv4 ,modo de faz] os diff]5tes vasos2 e ut5silios dome/icos com o mesmo b>ro1 que s]ve p>a faz] os ladrilhos4 #di4 ,modo de faz] os vasos na roda4 #eb4 ,descripa da roda de f]ro4 ,ibid4 ,d torno1 ou roda1 que os ,oleiros de obra grossa tom>1 dos de obra f9a4 #ee4 ,trabalho d ,oleiro sobre a roda4 #eh4 ,como se podem =m> obras no torno com hum calibre4 #fe4 ,como se fazem ao torno os vasos gr&es de ,j>dim4 #ff4 ,vasos gr&es de b>ro cozido4 #fi4 ,artigo ,v4 ,das obras1 que se fazem p>te na roda1 e p>te na meza p>a lhe pr azas1 e ps4 #gd4 ,artigo ,,vi4 ,de algumas que totalm5te se fazem ma4 #hj4 ,artigo ,,vii4 ,das obras1 que se fazem com moldes4 #hb4 ,artigo ,,viii4 ,d modo de en=n> z obras de ol>ia1 e cozellas4 #hd4 ,artigo ,,ix4 ,descripa de outra especie de =no1 que usa os ,oleiros dos arrabaldes de ,s4 ,antonio p>a coz] suas obras4 #hf4 ,artigo ,x4 ,d v]niz1 ou vidrado que se pem na l\a4 #ij4 ,primeiro ,me?odo4 #ib4 ,sobre z l\z de ,lionnes4 #aja4 ,da l\a de ,pr1 em ,=ez4 #ajb4 ,l\a de ,fran*e ville1 no ,lionnes4 #aje4 ,artigo ,,xi4 ,das l\z1 que se *ama de gr$a4 #ajh4 ,das l\z de ,s4 ,f>geau4 #aaf4 ,modo de procur> p>a z l\z huma cr negra1 que de algum modo supre o v]niz1 ou vidrado4 #abc4 ,l\a de ,+lat]ra4 #abd4 ,artigo ,,xii4 ,d ,oleiro de ,fog>eiros4 #add4 ,notas da ,academia ,real das ,sci5cias4 #agc4 ,explicaa das ,figuras4 #agf4 ,,erratas ,nota d transcritor3 ,corrigido2 e alguns erros adicionais tambm =am corrigidos4 ,pag4 ,l94 ,erros ,em5das #d #e conisd]> consid]> #h #h deff]e diff]e #ab #aa se ttr>a se tir> a ,ibid4 #i p]c5te p]s5te ,ibid4 #ai pricipitadas precipitadas #ae #ag he sa ,ibid4 #ah queima-se queima-se #af #ba que que que #ag #bj e precisa se precisa ,ibid4 #cc qu&o mi/ur&o qu&o se mi/ura #ah #a a seu o seu ,ibid4 #ab a hum de hum #ai #ac commuus communs #bj #g salgadeiras saleiros ,ibid4 #bg z ut5sis os ut5sis #bb #d av\ v\ #bb #aa seu o o seu #bf #ah acabada acaba #ca #bc tilheiros telheiros #cd #d sahe sahem ,ibid4 #bi deff]5tes diff]5tes ,ibid4 #d sahe sahem #dc #bg elle e/es #dg #f z portas os po/os ,ibid4 #ac z levanta os levanta #dh #ac e unta unta #eb #aj ,fig4 #ae4 ,fig4 #e4 #ec #bf e cambas cambas #ed #ag caimba camba #eg #af p]de ella adde o seu movim5to #fj #g mealheilro mealheiro ,ibid4 #cj o qual a qual #fa #b insabo> ensabo> ,ibid4 #ai esses e/as #fd #b tab4 e/4 #fh #d se po-*eg> se pode *eg> ,ibid4 #e e se de guraap]t&o e se segura ap]t&o #ga #aa de/9adas de/9ados #gd #c torno2 que torno2 pois o que #ge #ac indireit> endireit> #gf #ag o peg> apeg> #gg #bb s poem se poem #hj #ah moido1 e passado moida1 e passada #ie #ah qu] qu]em #ajb #aj ,f]oz ,=ez #ajc #ai d b>ro adde escuro ,ibid4 #bg se e/es amassa-se e/es ,onde se a*> levig>1 levigados1 la-se livig>1 livigados4 ,e onde inv]niz>1 inv]nizadas1 la-se env]niz>1 env]nizadas4 #adg #be c5rada c5rrada #aec #a fig4 fig4 #ae4 #aeh #bh a une o une #aei #ad fazem-lhe fazem-lhes ,illu/ration3 ,l\ceiro de b>ro ,simples4 ,e/4 ,i4 ,illu/ration3 ,l\ceiro de b>ro ,simples4 ,e/4 ,,ii ,illu/ration3 ,l\ceiro de b>ro ,simples4 ,e/4 ,,iii4