,a ,,mudan,a ,,que ,,possivel ,,na ,,vida ,,tipografia ,,da ,,p>c]ia ,,antonio ,,m>ia ,,p]eira ,,rua ,,augu/a1 #dd1 #df ,e #dh ,,lisboa ,,editor3 ,,hodd] ,,& ,,/\ghton ,a ,,mudan,a ,,que ,,possivel ,,na ,,vida ,alocuo d em95te escritor escocs ,,h5ry ,,drummond ,traduzido da #ab4ma edio +lesa ,,por ,m4 ,g4 #aiaf 8,assim ns todos1 reflect9do como um espelho a gloria d ,s5hor1 somos trans=mados na mesma ,imagem1 de cl>idade em cl>idade1 como pelo ,espirito d ,s5hor40 ,,pref,,cio ,no outono passado encontr\ o autor numa livr>ia da ,cali=nia um livr9ho com o seu nome no frontispicio--livro que le no sabia que exi/ia1 que no escrev]a1 nem adorn>a com o titulo que o encimava4 ,no repele porm essa errada publicao1 extrada de apontam5tos de uma alocuo sua que alguem lhe ouviu e antes lhe p>ece t] j feito algum bem2 mas devido s imp]feies que lhe encontr\1 julg\ ac]tado faz] dela uma edio mais completa4 ,o tema1 como os outros que o prec$em ne/a srie de alocues1 repres5ta sm5te um aspecto d va/o assunto--aqule que aplicvel ao homem4 ,o cl>o-escuro 1 naturalm5te1 adequado a e/a concepo4 ,e p$imos b5vola at5o d leitor p>a se mant] d5tro d/es limites1 afim de no e/ranh> o fic>em no escuro alguns pontos que a teologia1 sempre1 e por direita razo1 nos ens9\ a faz] sobresar4 ,uma simples prdica1 que um amigo nosso dirigiu a alguns mode/os habitantes duma regio montanhesa1 que co/umamos frequ5t>1 foi que primeiram5te *am\ a nossa at5o p>a o lado prtico de/a soluo d problema mais importante que exi/e na t5tativa da vida cri/4 ,o que se segue1 em gr&e p>te devido manh daqule ,dom+o4 ,a mudana que possivel na vida ,digo alto e bom som1 que se h\vesse algum gr&e ,pod]1 que conseguisse faz]-me p5s> sempre o que v]dadeiro1 e faz] o que direito1 com a condio de eu me torn> numa espcie de relgio a que se desse corda todas z manhs1 aceit>ia im$iatam5te sse (]ecim5to ,so de ,huxley e/as palavras4 ,a inf9ita aspirao e a inf9ita dificuldade de se s] bom um assunto to antigo como a prpria humanidade4 ,no ha n+uem de cujo s5tir ntimo no t5ha brotado e/a confisso1 e que no e/ivesse pronto a d> a sua vida1 se lhe fosse possivel aceit> o (]ecim5to de se torn> melhor4 ,v\ eu propr faz]-vos sse (]ecim5to4 ,muito a srio1 sem vos torn>des numa espcie de relgio1 podeis vir a consegui-lo2 pois debaixo das condies devidas to natural ao c>t] torn>-se belo1 como o flr4 ,e se no h\v] n/e mundo mecanismo algum que o realize1 porque fic\ esquecida a dadiva suprma1 que o mundo pod]ia receb]4 ,foi p>a i/o simplesm5te que o homem foi criado4 ,br[n+ diz3 o homem foi feito p>a progr$ir1 e no p>a p>> ,ou nas palavras dum livro mais antigo3 ,aquelle a quem ,elle primeiro conheceo1 tambem pr$e/9\ p>a s] con=mado com a ,imagem de ,seu ,filho4 ,comearei nome&o e em p>te regeit&o alguns processos que se co/umam empreg> p>a obt] vida mais elevada4 ,e/es processos e/o longe de s]em errados1 e aplicados devidam5te1 podem mesmo t] ba/ante valor2 e se nos av5turamos a depreci-los1 por no produzirem um resultado absolutam5te p]feito4 ,o primeiro mtodo imp]feito cont>-se com a prpria ,resoluo4 ,s na fra de vontade1 e em p]iodos isolados de recolhim5to espiritual1 no que e/ a salvao4 ,o esfro1 a luta1 mesmo a agonia1 teem o seu log> no ,cri/ianismo1 mas so aqui descabidos4 ,aconteceu no outro dia fic> p>ado no meio d ,oceano o ,etruria a bordo d qual eu viajava3 t9ha-se des>ranjado qualqu] coisa nas mqu9as4 ,havia a bordo uns qu9h5tos hom5s vlidos2 julgais que se nos reunissemos todos e nos puzessemos a empurr> o ma/ro1 impeliriamos o navio p>a diante8 ,qu&o qualqu] de ns t5ta santific>-se pelo prprio esfro1 o mesmo que procur> faz] &> o seu navio1 empurr&o o ma/ro com toda a fra4 ,s]ia como se alguem1 que e/ivesse pre/es a subm]gir-se1 dilig5ciasse ergu]-se p>a fra da agua1 ag>r&o pelos prprios cabelos4 ,jesus ,cri/o como que ridicul>iz\ /e meio1 diz5do3 qual de vs pode acresc5t> um covado sequ] sua e/atura8 ,a nica r$5o que ha no mtodo de confi> no prprio esfro que1 os que o t5tam1 ficam p>a logo conv5cidos de que por esse modo nunca *eg>o a at+ir o seu alvo4 ,mas ha quem t5te outra exp]incia e diga3 no /e o meio de que eu uso4 ,trabalho debaixo dum pr9cpio1 por v] que l\cura combat] nas trevas4 ,o meu plano no desp]diar a en]gia em t5tativas de acaso1 mas to sm5te conc5tr-la na de/ruio dum nico pecado4 ,tom&o cada pecado por sua vez1 e de/ru9do-o com t5acidade1 esp]o *eg> por fim a extirp-los a todos4 ,contra i/o ha infelizm5te quatro objeces4 ,a primeira que a vida curta1 e o nm]o dos pecados inf9ito4 ,depois ocup>mo-nos de pecados isolados1 no qu]]mos prescrut> o re/o da nossa natureza4 ,em t]ceiro log>1 o combate com um nico pecado no afecta a raiz e a origem d mal2 pois se fr ob/rud ap5as um dos canais d pecado1 aponta-nos a exp]incia uma inundao quasi c]ta por outro lado4 ,a conv]so p>cial quasi sempre acompanhada dum c]to escoam5to moral1 porque a en]gia acumulada acaba por reb5t>2 e /e ltimo e/ado da alma pode s] pior d que o primeiro4 ,e depois a religio no consi/e em faz] det] /e ou aqule pecado2 o c>t] p]feito nunca pod] s] obtido por meio de crtes4 ,ha tambem quem proclame3 ,se assim 1 no t5t>ei aniquil> os pecados um por um1 pratic>ei exactam5te o contrrio3 copi>ei z virtudes uma por uma4 ,a dificuldade d/e mtodo consi/e em le pod] torn>-se mecnico2 di/+ue-se sempre uma gravura duma p9tura1 uma flr artificial duma flr natural4 ,copi> z virtudes uma por uma aproximadam5te o mesmo que arranc> os vcios um por um2 e o resultado quasi sempre um c>t] agitado e incongru5te4 ,def9iu alguem a pessoa vaidosa e ensob]becida por uma criatura que e/ nutrida demais p>a o seu tamanho4 ,encontram-se s vezes ,cri/os de/a ordem--por um lado nutridos demais1 e por o outro1 mis]avelm5te def9hados e enfraquecidos4 ,por exemplo1 o resultado de se copi> ,humildade e associ-la a uma vida de teor ac5tuadam5te mundano1 simplesm5te ridculo4 ,um exaltado advogado da ,temp]ana muitas vezes a mais nfima das criaturas1 brilh&o unicam5te por essa virtude e esquec5do-se totalm5te de que a sua ,temp]ana o torna pior e no melhor d que os outros4 ,i/o so exemplos de belas virtudes1 deturpadas por z associ>em a vis companheiros4 ,o c>t] uma unidade1 e todas z virtudes teem de cam9h> juntas p>a pod]em =m> o homem p]feito4 ,e no ob/ante /e mtodo de santificao v]dadeiro no fim a que aspira1 no que defici5te na maneira de o execut>4 ,ha a9da um qu>to mtodo1 que nem mesmo s]ia preciso nome>1 pois uma v>iante dos outros j m5cionados4 aqule de que se s]ve o adolesc5te1 e a sua pureza de int5o faz-nos consid]> quasi como uma pr(anao o ir toc>-lhe4 mant] um livro de apontam5tos p>a todos os dias da semana1 com uma li/a de virtudes1 deix&o entre elas espao p>a se faz]em quaisqu] obs]vaes4 ,provido de muitas regras au/ras1 em guisa de prefcio1 cons]va-se o livr9ho em log> secreto1 e de tempos a tempos1 ao decl9> d dia1 vem a alma comp>ec] p]ante le1 como p]ante um tribunal secreto4 ,e/e viv] por um cdigo foi o mtodo de ,frankl92 e creio que milh>es de pessoas nos pod]iam confess> que cons]vam p5duradas no seu qu>to1 ou gu>dadas em gavetas bem seguras z regras que num dia memorvel traaram1 p>a por elas model>em a sua vida4 ,e/e mtodo no errneo1 o seu xito que muito defici5te2 falha g]alm5te por uma razo bem mat]ial--por um belo dia nos esquec]mos das regras4 ,todos /es mtodos de que fiz m5o1 o de confi> no prprio esfro1 o de mortific> o prprio s]1 o mtodo de imitao e o d livro de apontam5tos1 so absolutam5te humanos1 absolutam5te naturais1 mas tambem absolutam5te ignorantes e por isso mesmo absolutam5te inadequados4 ,mas no qu]o diz] com i/o que se devam ab&on>4 ,o mal que les causam antes desvi> a at5o d v]dadeiro mtodo eficaz1 e procur> obt] um bom resultado cu/a daqule que realm5te p]feito e de passamos a trat>4 ,a frmula da ,santificao ,frmula1 receita1 p>a a ,santificao--pod]-se ha fal> a srio de/a mudana =midvel1 como se o processo fosse to cl>o e preciso como o de produzir uma c]ta e det]m9ada corr5te de electricidade8 impossivel duvid-lo4 ,ou ha de uma exp]incia mecnica t] infalivelm5te bom xito1 e s] de xito duvidoso uma exp]incia vital da humanidade8 ,ha de o trigo cresc] debaixo de mtodo1 e o c>t] ao acaso8 ,se no pud]mos calcul> com segurana que z frz da religio ho de faz] a sua obra1 que a religio um capri*o2 e se no pud]mos exprimir por meio de palavras a lei de/as frz1 ento no o ,cri/ianismo a religio d mundo1 mas sim o seu enigma4 ,mas onde se ha de ir busc> essa frmula8 ,onde se vai busc> qualqu] frmula--aos tratados4 ,se nos volt>mos p>a os tratados d ,cri/ianismo1 a*>mos p>a /e problema uma frmula to cl>a e precisa1 como z que se aplicam s scincias mecnicas2 e podemos t] a c]teza de que1 se e/a regra fr seguida corajosam5te1 d> o resultado dum c>t] p]feito1 exactam5te como qualqu] resultado1 que fr g>antido pelas leis da natureza4 ,a mais bella expresso de/a regra na ,escritura1 ou a9da em qualqu] lit]atura1 a que ,s4 ,paulo nos d1 cond5sada num nico v]so4 ,encontr-la heis numa ep/ola sua--a segunda aos ,corntios1 escrita por le a alguns ,cri/os que1 numa cidade1 que era consid]ada como o cmulo da depravao e lic5ciosidade1 procuravam vida mais elevada4 e/a3 ,ns todos1 com a face descob]ta1 reflect9do como um espelho a gloria d ,s5hor1 somos trans=mados na mesma ,imagem1 de cl>idade em cl>idade1 como pelo ,esprito d ,s5hor4 ,obs]vai logo no comeo o desmoronam5to de todos os nossos esfros prvios pelo emprg d simples passivo somos trans=mados4 ,somos trans=mados1 no somos ns que nos trans=mamos1 nem ha n+uem que se possa trans=m> a si mesmo4 ,por todo o ,novo ,te/am5to a*>eis que sempre que so descritas e/as trans=maes morais e espirituais e/o os v]bos na passiva4 ,devemos obs]v> que ha ni/o um alcance pr(undo2 mas a pes> disso no punhamos viol5tam5te de p>te e/as palavras1 como se a passividade negasse todo o esfro humano1 ou no quizesse admitir leis que so compre5sveis4 ,o que aqui diz respeito alma1 no mais d que aquilo que em toda a p>te se exige p>a o corpo4 ,em fisiologia e/o na passiva os v]bos que descrevem os processos d crescim5to2 porque o crescim5to no voluntrio3 tem log>1 suc$e1 e/ fixo matria4 ,d-se o mesmo aqui4 ,t5des de s] g]ados de novo1 no podemos g]>-nos a ns mesmos4 ,no sejais con=mados com e/e mundo1 mas s$e trans=mados1--somos sujeitos a uma influncia que nos trans=ma1 no somos ns que nos trans=mamos4 to c]to hav] uma coisa fra d t]mmetro1 que produz a mudana no t]mmetro1 como hav] alguma coisa fra da alma d homem que produz a mudana que nle se opra4 fra de duvida que le tem de s] suscetvel a essa mudana e que tem de a acompanh>1 mas igualm5te c]to1 que nem z suas faculdades1 nem a sua vontade1 a podem produzir4 ,evid5te como i/o dev]ia p>ec]1 talvez que p>a muitos seja uma revelao inesp]ada6 ,a mudana1 que nos temos es=ado por alcanar1 no a podemos produzir cont9u&o a procur-la2 tem de nos s] impo/a por mos sup]iores s nossas4 ,assim como o ramo se ergue1 como o boto se entreabre1 como o fruto se av]melha sob z influncias d ar que de fra os bafeja1 assim o homem se ergue a mais elevada e/atura pelas presses invisveis que lhe veem d ext]ior4 ,o defeito radical de todos os nossos ant]iores mtodos de santificao foi o t5t>mos g]> da p>te de d5tro aquilo que s nos pode s] imp/o por influncias v9das de fra4 ,segundo a primeira lei d movim5to3 cada corpo cont9a no seu e/ado de repoiso ou de movim5to em l9ha recta1 excepto qu&o compelido por frz det]m9antes a mud> sse e/ado4 ,e/a tambem a primeira lei d ,cri/ianismo3 cada c>t] humano fica como 1 ou cont9a na direco em que e/ indo1 at que compelido por frz det]m9antes a mud> sse e/ado4 ,o nosso rro tem sido coloc>mo-nos no log> dessas frz4 ,ha o b>ro1 e ha o ,oleiro2 o que ns temos procurado que o b>ro seja moldado pelo prprio b>ro4 ,donde veem ento essas presses1 e onde e/ sse ,oleiro8 ,a respo/a da frmula 3 somos mudados reflect9do como um espelho a gloria d ,s5hor4 ,mas no muito cl>o4 ,o que a glria d ,s5hor8 ,e como pde o homem mortal reflecti-la2 como pode sse acto como uma fra det]m9ante amold-lo a uma frma mais elevada8 ,a palavra glria--a palavra que tem de suport> o ps de mant] essas frz det]m9antes-- e/ranha em l+uagem comum1 e o nosso primeiro dev] s] procur> em l+uagem figurada uma que lhe seja equival5te4 ,traz-nos primeiro lembrana um respl&ec]1 um irradi>1 um deslumbr>1 uma como que aurola que os antigos me/res go/avam de p9t> em volta das cabez dos seus ,ecce-,homos6 ,mas isso p9tura1 simbolo visvel duma coisa invisvel4 ,qual a coisa invisvel8 de todas z coisas invisveis1 a mais radiante1 a mais =mosa1 a mais div9a-- o c>t]4 ,na t]ra1 no ,cu1 no ha nada to gr&e1 to glorioso6 ,tem muitas significaes2 em tica porm s pode t] uma3 a glria nem mais nem m5os d que o c>t]4 ,a t]ra e/ *eia da gloria d ,s5hor porque e/ *eia d seu c>t]4 ,a ,belleza d ,s5hor o c>t]4 ,a ,effulgncia da ,sua ,gloria o c>t]4 ,a ,gloria d ,unig5ito o c>t]1 o c>t] *eio de graa e de v]dade4 ,e qu&o ,deus disse ao ,seu povo o ,seu ,nome1 deu-lhe simplesm5te o ,seu c>t]1 que era ,ele ,prprio3 ,e o ,s5hor proclam\ o ,nome d ,s5hor 444 o ,s5hor1 o ,s5hor ,deus1 *eio de mis]icordia e de graa1 paci5tissimo e abundantissimo em bondade e v]dade4 ,no pois a ,glria uma coisa intangvel1 espectral1 transc5d5te6 ,se o fosse1 como pod]ia ,s4 ,paulo p$ir aos hom5s que a reflectissem8 ,despojada d seu enfaixam5to fisico1 ,beleza1 ,beleza moral e espiritual1 ,beleza inf9itam5te real1 inf9itam5te exaltada1 inf9itam5te prxima1 e inf9itam5te comunicvel6 ,depois de/a explicao lde de novo em p>afrase z palavras de ,s4 ,paulo3 ,ns todos1 reflect9do como um espelho o c>t] de ,cri/o1 somos trans=mados na mesma ,imagem1 de c>t] em c>t]--i/o 1 dum pobre c>t]1 p>a outro melhor2 desse melhor1 p>a outro melhor a9da2 e desse outro1 p>a outro a9da mais completo2 at que l5tam5te acabamos por at+ir a ,imagem ,p]feita4 ,aqui a soluo d problema da santificao fica conc5trada numa nica frase3 reflecti o c>t] de ,cri/o1 e torn>-vos heis semelhantes a ,cri/o4 ,todos os hom5s so como espelhos-- e/a a primeira lei sobre que se baseia e/a frmula4 ,uma das mais apropriadas descries d s] humano 1 que le como um espelho4 ,ao s5t>mo-nos noite nossa mesa1 o mundo em que cada um de ns viveu e se moveu durante o dia1 foi focado p>a o nosso apos5to4 ,o que ns vimos a olh>mos uns p>a os outros1 no foi sses outros1 mas o mundo dles4 ,h\ve uma comb9ao de espelhos4 ,z sc5as que vimos1 =am todas reproduzidas3 z pessoas que encontrmos iam e v9ham1 falavam1 saudvam-nos1 passavam p>a diante1 faziam tudo como na vida real4 ,qu&o falvamos1 e/avamos a olh> p>a o nosso prprio espelho1 e a descrev] o que por le ia pass&o2 qu&o escutvamos1 no e/avamos a ouvir1 mas a vr--a olh> p>a o espelho d nosso semelhante4 ,toda a convivncia humana uma srie de coisas reflectidas4 ,por exemplo1 encontro um e/ranho numa c>ruagem de cam9ho de f]ro4 ,a ac5tuao da sua primeira palavra diz-me logo que +ls e que vem de ,york%ire2 sem o sab]1 reflectiu o log> em que nasceu1 quem =am os seus pais1 e a longa hi/ria da sua raa4 ,mesmo fisiolgicam5te um espelho4 ,depois de troc>mos algumas palavras1 fico sab5do que politico2 e a ligeira inflexo com que pronunca o nome d jornal ,! ,times revla-me o seu p>tido4 ,nalgumas obs]vaes que faz logo a seguir1 vejo reflectirem-se um sem nm]o de coisas por que le tem passado4 ,os livros que tem lido1 z pessoas com quem tem convivido1 z influncias que o teem dom9ado e feito dle o homem que 1 tudo isso foi regi/rado por uma p5na que nada deixa pass>1 e cuja escrita no pde s] apagada4 ,o que eu leio nle1 e/ le entretanto a l] em mim2 e antes de t]m9ada a nossa viagem pod]iamos reciprocam5te escrev] metade da hi/ria de cada um de ns4 ,ou que nos agrade ou no1 a v]dade que vivemos em casas de vidro1 o esprito1 a memria e a alma1 so simplesm5te va/as cm>as =radas de espelhos2 e de/a milagrosa comb9ao e faculdade que dep5de a capacidade de z almas mortais reflectirem o c>t] d ,s5hor4 ,mas a9da no fica por aqui4 ,se todos /es v>iados reflexos da nossa *amada vida int]na se pat5teiam assim ao mundo1 quo ntima s] a escrita1 quo completa a anotao a d5tro da prpria alma6 ,porque z influncias que encontrmos1 no so ap5as por um mom5to mantidas na sup]fcie polida d espelho e arremessadas de novo p>a o espao2 no2 cada uma dlas retida onde primeiro cau1 e gu>dada na alma p>a sempre4 ,e/a lei da ,assimilao a segunda e de todas a mais sol5e v]dade que s]ve de base frmula da santificao--a v]dade que os hom5s no so ap5as espelhos1 mas que1 longe de s]em simples reflectores das coisas fugitivas que veem1 transf]em p>a a sua prpria sub/ncia ntima e manteem p]man5tem5te z coisas que reflectem4 ,n+uem sabe como a alma z pde mant]1 n+uem sabe como o milagre feito1 nem ha f5m5o da natureza1 processo de qumica1 ou capitulo de necromancia que nos possam sequ] ajud> a compre5d] e/a assombrosa op]ao4 ,porque1 at5tai bem1 o passado no e/ sm5te focado na alma d homem1 fic\ l4 ,e como pod]ia s] dali reflectido se l no e/ivesse8 ,todas z coisas que le viu1 s\be1 s5tiu1 creu1 d mundo que o c]cava1 e/o agora d5tro dle1 torn>am-se p>te dle1 e em p>te so le--que foi trans=mado nessa mesma imagem4 ,embora o queira neg>1 embora isso o p5alize1 tem de admitir que todas essas coisas l fic>am2 no1 ad]9do a le1 mas transfund9do-se nle1 que por si1 no pde nem alt]-las1 nem repel-las1 pois no e/o na sua memria1--e/o nle4 ,a sua alma como elas a en*]am1 a fiz]am e a deix>am4 ,so essas coisas1 sses livros1 sses acontecim5tos e essas influncias que o fazem a le2 e delas dep5dem a vida e a morte1 a beleza e a de=midade4 ,qu&o a imagem duma delas se apres5ta alma1 no ha nada no mundo que possa imp$ir duas coisas--uma1 o ela s] absorvida pela alma2 a outra1 o fic> p>a sempre reflectida no c>t]1 que p]ptuam5te re5vi> sse reflexo4 ,sobre /es assombrosos e no ob/ante p]feitam5te cl>os factos psicolgicos1 que ,s4 ,paulo baseia a sua d\tr9a da santificao4 ,reconhece que o c>t] uma coisa que se con/rue l5tam5te1 e que1 de hora p>a hora1 pde mud> ou p>a melhor1 ou p>a pior1 con=me z imag5s que nle se reflectirem4 ,mais um passo1 e a aplicao de/as ideias ao problema capital da religio surgir diante de ns em toda a sua pl5itude4 ,a alquima da ,influncia ,se os acontecim5tos mudam os hom5s1 muito mais o f>o os seus prprios semelhantes4 ,no ha pessoa alguma que encontr&o outra na rua1 lhe no cause alguma impresso4 ,dizemos que trocamos palavras qu&o nos encontramos2 o que ns trocamos so almas4 ,e qu&o a convivncia muito ntima e frequ5te1 to completa e/a troca1 que traos bem reconheciveis duma alma comeam a ap>ec] na outra1 que d seu lado tambem s5te1 que outro tanto deve sua congn]e4 ,quem no tem pres5ciado a mi/]iosa aproximao de duas almas8 ,quem no tem obs]vado um velho p>1 que1 de mos dadas1 veio pela vida abaixo faz5do a sua p]egr9ao1 to satisfeitos1 to mutuam5te confiantes1 que os seus prprios r/os se assemelhavam8 ,no eram duas almas1 mas uma alma compsita4 ,a qualqu] dos dois que se falasse1 t]-se ia empregado z mesmas palavras2 qualqu] dos dois que respondesse1 diria aproximadam5te o mesmo4 ,o reflectir con/ante de meio sculo t9ha-os tornado assim3 fic>am uma e a mesma imagem4 pela lei da ,influncia que nos tornamos semelhantes qules que admiramos2 os dois velhos conjuges assemelh>am-se por se t]em admirado con/antem5te4 ,e/a lei mantm-se na lit]atura1 na hi/ria e na biografia4 ,havia em ,jona?an traos de ,david1 e em ,david traos de ,jona?an4 ,jean ,valjean1 na obra prima de ,victor ,hugo1 o ,bispo ,bi5v5u resurg9do dos mortos4 ,a metempsicose um facto4 ,o que ,jorge ,eliot quiz diz] ao mundo foi que os hom5s e z mulh]es produzem outros hom5s e outras mulh]es4 ,nem significa outra coisa a familia1 que o b]o da humanidade4 ,a prpria soci$ade no mais d que um ponto onde conv]gem e/as frz omnipot5tes p>a realiz>em a sua obra4 1 em resumo1 sobre a d\tr9a da ,influncia1 que con/ruida toda a va/a pirmide da humanidade4 ,mas e/ava res]vado a ,s4 ,paulo faz] a aplicao suprma de/a lei4 ,foi arrojada a ilao que le teve que faz]1 mas no era esprito que hesitasse2 le prprio era um ente trans=mado1 e sabia p]feitam5te o que nle t9ha op]ado essa trans=mao--,jesus ,cri/o4 ,encontrram-se um dia na e/rada de ,damasco1 e desde aquela hora foi a sua vida absorvida pela de ,cri/o4 ,o efeito no podia deix> de d>-se--nas palavras1 nas aces1 na c>reira e na cr5a4 ,z frz det]m9antes fiz]am a sua obra vital3 torn>am-no como ,aqule que le t9ha amado con/antem5te4 ,assim ns todos1 escreve le1 reflect9do como um espelho a gloria de ,cri/o1 somos trans=mados na mesma ,imagem4 ,no podia hav] nada mais simples1 mais inteligvel1 mais natural1 e ao mesmo tempo mais sobr5atural4 uma analogia dum facto de todos os dias4 ,vi/o s]mos o que somos pelo contacto daqules que nos rodeiam1 quem se rodei> dos entes mais elevados1 torn>-se ha mais elevado tambem4 ,ha hom5s e mulh]es em cuja companhia nos s5timos melhor d que n\tra qualqu]2 e emquanto e/amos junto dsses entes1 nem temos p5sam5tos baixos1 nem dizemos coisas mesqu9has3 s a sua pres5a nos eleva1 nos purifica1 nos santifica4 ,todos os melhores regi/ros da nossa natureza so pela sua convivncia po/os em aco1 e resa-nos d5tro da alma uma msica que nunca l haviamos ouvido4 ,suponde que essa influncia se prolong>ia um ms1 um ano1 a vida inteira1 o que se no torn>ia a vida ento8 ,ha aqui sobre a comum sup]fcie da vida1 fal&o a nossa l+ua1 &&o pelas nossas ruas1 trabalh&o ao nosso lado1 v]dadeiros santificadores de almas2 ha aqui o ,cu a p5etr> pelo ms]o b>ro t]r5o2 e ha en]gias1 que embora us&o de simples meios temporais1 e/o repletas da virtude da reg5]ao6 ,se o viv] com criaturas humanas1 que s possuem diluda no milionssimo grau a virtude d ,altissimo nos pde elev> e purific>1 que limites pod]o s] po/os influncia de ,cri/o8 ,viv] com ,scrates--com a face descob]ta--havia de nos faz] sbios2 com ,ari/ides1 havia de nos faz] ju/os2 com ,s4 ,francisco de ,assis1 mansos2 e com ,savon>ola1 =tes2 mas t] vivido com ,cri/o1 havia de nos t] feito como ,cri/o--i/o --,cri/os4 ,e na realidade viv] com ,cri/o produziu sse efeito4 ,produziu-o no caso de ,s4 ,paulo2 e durante a vida de ,cri/o foi e/a exp]incia demon/rada duma frma a9da mais evid5te4 ,alguns hom5s rudes1 sem am5idade alguma de esprito1 =am admitidos no circulo ntimo dos ,seus amigos4 ,a mudana pr9cipi\ im$iatam5te1 quasi que podemos v] como os primeiros discpulos progridem dia a dia4 ,primeiram5te ala/ra-se por sobre les uma sombra t5uissima d c>t] de ,cri/o4 ,depois1 comeam de longe em longe1 a diz]em ou a faz]em coisas que no t]iam dito nem feito1 se ali no vivessem4 ,vai-se torn&o nles cada vez mais pr(undo o encanto da vida de ,cri/o4 ,toda a sua indole vai p\co a p\co s5do submetida1 dulcificada1 santificada3 z suas maneiras embr&ecem1 z suas palavras adam-se1 o seu proc$] torna-se mais g5]oso4 ,como &or9has que encontram o v]o1 como botes de flr enregelados que a primav]a vivifica1 exp&e-se em vida mais ampla a sua humanidade sequiosa6 ,sem sab]em como1 tornam-se dif]5tes e acabam por se a*>1 nos ge/os e nas aces1 semelhantes ao seu ,me/re4 ,no pdem compre5d] como isso foi2 n+uem lhes disse p>a o faz]em1 fiz]am-no les in/9ctivam5te4 ,mas aqules que os obs]vam1 sabem donde isso lhes veio1 e murmuram em segrd--e/iv]am com ,jesus4 ,j se nota nles o cunho e o aspecto d c>t] d seu ,me/re--e/iv]am com ,jesus4 ,f5m5o sem igual que /es pobres pescadores fizessem lembr> ,jesus ,cri/o6 ,e/up5da vitria e mi/rio da reg5]ao que hom5s mortais faam lembr> ao mundo--,deus6 ,quasi que nos ent]nece a maneira como os ,seus contemporneos e especialm5te ,s4 ,joo falam da influncia de ,cri/o4 ,s4 ,joo vivia numa p]ptua admirao3 e/ava subjugado1 assombrado1 extasiado1 transfigurado6 ,segundo o seu esprito era impossivel que alguem que e/ivesse debaixo de/a influncia voltasse a s] o que era4 ,todo aquelle que p]manec] junto d',elle1 no pecca4 ,era-lhe inconcebvel o pec>1 to inconcebvel como mant]-se o gelo debaixo d sol ard5te1 ou coexi/ir a escurido com a luz d meio-dia4 ,se alguem pecasse1 era p>a ,s4 ,joo a prova de que nunca havia encontrado a ,cri/o4 ,todo aquelle que pecc> no o vio nem ,o conheceo4 ,na pres5a de ,cri/o o pecado intimidva-se1 secvam-se-lhe z raizes1 desap>eciam p>a sempre o seu domnio e vitria4 ,mas /es eram contemporneos de ,cri/o2 era-lhes facil s]em influ5ciados por ,ele1 pois e/avam todos os dias e todo o dia juntos4 ,porem ns1 como que havemos de reflectir aquilo que nunca vimos8 ,como pde todo e/e assombroso resultado s] produzido por uma ,memria1 pela mais mesqu9ha das ,biografias1 por alguem que viveu e deix\ /e mundo ha dez5ove sculos8 ,como pod]o os hom5s mod]nos faz] hoje de ,cri/o1 de ,cri/o aus5te1 o seu mais con/ante companheiro8 ,respond]mos que a amizade uma coisa espiritual1 indep5d5te da ,matria1 d ,espao e d ,tempo4 ,o que eu amo no meu amigo no aquilo que vejo2 o que d meu amigo tem influncia em mim1 no o seu corpo1 mas o seu esprito4 ,t]ia sido v]dadeiram5te inefvel t] vivido naqule tempo6 ,rompe suave e rsea a madrugada 444 ,t+e-se o ,cu de tons turqueza e oiro 444 ,e j o bom ,jesus ,nveo1 radiante e loiro1 ,como um halo de luz1 ,resurge ao longe na florda e/rada 444 ,sgue-,o fe/iva e im5sa multido 444 ,por onde passa1 ajoelham1 lanam flres2 ,e em todos os cam9hos ,se lhe juntam mulh]es1 velhos1 pa/ores 444 ,at crianz vo1 ,quais t5ros cordeir9hos1 ,toc>-,lhe a tnica1 beij>-,lhe a mo 444 ,mas os ap/olos1 com ge/o rude1 ,zelosos correm sobre os m59os ,p>a afa/-los e livr> ,jesus 444 ,porm ,ele implora-lhes numa atitude ,que ao mais cioso e p]t9az s$uz3 ,deixai1 oh6 filhos meus1 ,que at ,mim v5ham os pequ59os6 ,pois s dos inoc5tes ,como /es doces entes o ,re9o dos ,cu6 ,p>a qu afa/-los 444 ,se p>a obt]mos a manso de ,deus ,s temos que imit-los8 ,t]ia sido inefvel t] vivido naqule tempo6 ,e todavia se ,cri/o tivesse de volt> ao mundo1 p\cos s]iam os que t]iam a probabilidade de ,o v]em4 ,ha milhes de vassalos n/e pequ5o pas1 que nunca viram o seu rei2 e hav]ia milhes de vassalos de ,cri/o que se ,ele aqui e/ivesse1 nunca *eg>iam a pod] fal>-,lhe4 ,a nossa intimidade com ,ele 1 como toda a v]dadeira intimidade1 uma comunho espiritual4 ,toda a amizade1 todo o amor1 humano e div9o1 puram5te espiritual4 ,foi depois da sua ,ressurreio que ,ele teve maior influncia1 mesmo nos ,seus discpulos2 por isso no ob/a v]dadeiram5te a reflectirmos o c>t] de ,cri/o o no t]mos jmais e/ado com ,ele em contacto visvel4 ,havia uma vez uma donzela1 dotada de um c>t] to bondoso e p]feito1 que era o enlevo de todos que a conheciam4 ,p5dia-lhe d colo uma m$alha de oiro1 que n+uem tiv]a jmais a p]misso de abrir4 ,um dia porm1 num mom5to de inslita confiana1 deix\ que uma amiga sua tocasse na mola da m$alha e viesse a conhec] o segrd que ela enc]rava4 ,e/avam l escritas e/as palavras--a quem eu amo1 no o t5do vi/o4 ,era /e o segrd da sua bela vida4 ,t9ha sido trans=mada na mesma ,imagem6 ,ora i/o no imitao1 mas uma coisa muito mais pr(unda4 ,a dif]5a no processo1 bem como no resultado1 pode s] to gr&e1 como a que exi/e entre a fotografia obtida pelo infalvel lapis d sol e os cortornos rudes traados pelo giz dum rapaz da escola6 ,a imitao mecnica1 o reflexo orgnico2 uma ocasional1 o outro habitual4 ,num caso1 o homem aproxima-se de ,deus e imita-,o2 no outro1 aproxima-se ,deus d homem e imprime-se nle6 ,fazei de ,cri/o o vosso companheiro mais con/ante-- o que i/o p>a ns significa na prtica4 ,p]manecei mais sob a ,sua influncia d que sob outra qualqu] influncia6 ,dez m9utos passados todos os dias na ,sua companhia1 dois mesmo1 se =em face a face e com o corao ab]to1 torn>-vos ho dif]5te o dia inteiro4 ,cada c>t] tem a sua mola ntima2 que seja ,cri/o essa mola6 ,cada aco tem uma nota tnica2 que seja ,cri/o essa nota6 ,recebe/es hoje uma c]ta c>ta1 e imm$iatam5te vos puze/es a escrev] a respo/a1 que quasi inc5di\ o papel4 ,amontoa/es nela os adjectivos mais crueis que sabieis1 e envia/es essa c>ta1 sem receio da obra desoladora que ela ia execut>4 ,fiz/e-lo1 porque a vossa vida e/ava p/a em clave errada4 ,t9heis comeado o dia com o espelho colocado em m posio4 ,amanh1 qu&o surgir o dia1 voltai p>a ,ele o vosso espelho1 e todo o vosso aspecto mud>1 at mesmo p>a o vosso inimigo4 ,seja o que fr que fiz]des1 hav] uma coisa que no pod]ieis t] feito--escrev] aquela c>ta4 ,pode o vosso primeiro impulso s] o mesmo1 pode a vossa op9io s] id5tica1 mas se t5t>des escrev-la1 a t9ta sec>-se-vos ha na p5na e fic>eis sem vos v+>des2 mas fic>eis tambem maior1 mais ,cri/o6 ,durante todo o dia pre/>o z vossas aces1 mesmo nas suas mais nfimas m9udncias1 hom5agem quela viso da manh4 ,ontem1 p5sa/es pr9cipalm5te em vs2 hoje1 se encontr>des pobres1 d>lhes heis de com]4 ,os que =em desamp>ados1 os que e/iv]em tri/es1 os que am sucumbir t5tao1 reunir-se ho em volta de vs1 e a todos ac>9h>eis4 ,onde e/ava toda e/a g5te ontem8 ,onde e/o hoje1 mas no os vieis2 luz reflexa que se veem os desgraados4 ,a vossa alma no e/ hoje no log> habitual3 e/o visiveis z coisas que se no veem4 ,ha algumas horas que e/ais viv5do a ,vida ,et]na2 pois a vida et]na1 a vida da f1 simplesm5te a vida consid]ada mais elevadam5te4 ,a f no mais d que uma atitude1 um espelho p/o no log> devido4 ,qu&o o dia t]m9>1 e noite vos puz]des a exam9-lo1 admir>-vos heis d que fize/es4 ,no d>eis por t]des procurado1 imitado ou sacrificado qualqu] coisa1 d>eis por ,cri/o1 d>eis por ,ele t] e/ado convsco1 por sem coaco t]des sido coagido1 por a revoluo se t] efectuado sem emprg de fra1 sem o/5taes1 sem al>ido4 ,no vos felicit>eis de t]des feito alguma gr&e proeza1 conseguido gr&e xito pessoal1 ou acumulado um fundo de exp]incia ,cri/ p>a torn>des a obt] o mesmo resultado2 o que sabeis que exi/e a glria d ,s5hor4 ,e o mundo fica-o tambem sab5do1 se o resultado fr v]dadeiro2 porque a olh>mos p>a um espelho1 no o espelho que vmos1 nem nle que p5samos1 mas naquilo que le reflecte4 ,o espelho s *ama a at5o sobre si1 qu&o ha nle algumas man*as4 ,que i/o real1 e no imag9rio1 que e/a vida possivel aos hom5s1 e que ha pres5tem5te alguem que a viva1 simplesm5te um facto biogrfico4 ,d5tre mil te/emunhos no posso deix> de cit> um4 ,z palavras segu9tes so duma das mais altas inteligncias d sculo dez5ove1 dum homem que como p\cos suport\ o ps dos enc>gos d seu pas1 e que1 no no crepusculo da velhice1 mas em todo o espl5dor da sua glria1 fez ao mundo a confisso que passo a cit> com p\quissimas omisses4 ,desejo e/a noite fal> um p\co1 mas sse p\co que desejo fal>1 d sagrado nome de ,cri/o1 que a m9ha vida1 a m9ha inspirao1 a m9ha esp]ana e o meu apoio4 ,no posso deix> de me det] a olh> p>a o passado4 ,e desejo d> te/emunho1 como se nunca o h\v]a feito1 de que 1 no s pela graa de ,deus1 mas pela graa de ,deus manife/ada em ,jesus ,cri/o1 que eu s\ o que s\4 ,reconheo a sublimidade e a gr&eza da revelao de ,deus1 como ,et]no ,pai de ns todos1 como ,aqule que fez os ,cu1 que fund\ a t]ra1 e que olha por todas z tribus da t]ra1 abrang5do-z na ,sua univ]sal mis]icordia1 mas o ,deus que ,se manife/a em ,jesus ,cri/o1 que ,se revela pela ,sua vida1 que ,se d a conhec] pelos ,seus s5tim5tos1 pelas ,suas palavras1 e pelos ,seus actos1 sse ,deus que eu desejo confess> e/a noite1 e de quem desejo diz]3 8pelo amor de ,deus em ,jesus ,cri/o1 eu s\ o que s\4 ,se me p]gunt>des precisam5te o que qu]o diz] com i/o1 direi francam5te1 que mais d que a p>a mim valiosa influncia de meu pai ou de m9ha me1 mais d que a influncia social de todos os membros da casa de meu pai1 e1 tanto quanto o posso diz] e s5tir1 mais d que todas z influncias sociaes de todos os gn]os1 foi ,cri/o que =m\ e model\ o meu esprito4 ,os meus ideais ocultos d que belo provi]am-me de ,cri/o1 bem como quasi todos os meus p5sam5tos d que viril1 nobre e puro4 ,ha muitos hom5s que se teem educado a si prprios l5do z ,vidas de ,plut>co1 e pondo na sua fr5te um ou outro daqueles v>es ilu/res que em div]sas pocas adquiriram celebridade2 e reconhec]am que sses hom5s clebres tiv]am nles v]dadeiro pod]4 ,eu por mim no t5ho a conscincia de qualqu] poeta1 fils(o1 re=mador1 g5]al1 ou outro qualqu] gr&e homem t] p]manecido na m9ha imag9ao e no meu p5sam5to como o puro e s+elo ,jesus ,cri/o4 ,ha mais de v9te e c9co anos que in/9tivam5te recorri a ,cri/o afim de obt] a m$ida e a regra p>a todas z m9has aces4 ,todas z vezes que me tem sido necessrio1 t5ho procurado--e por ultimo quasi espontneam5te--refugi>-me na ,sua intimidade1 e nos primeiros tempos via-,o pela fra da imag9ao1 em fr5te de mim1 a fix>-me1 meigo e s]5o4 ,p>ecia quasi deslis> da ,sua face a influncia que me indicava o v]dadeiro meio de dom9> a ira1 de submet] o orgulho e de v5c] o egosmo2 e foi de ,jesus ,cri/o manife/ado m9ha concepo ntima1 que eu hauri mais ideais1 mais modlos e mais influncias1 d que d\tro qualqu] c>t] humano4 ,e a9da ha mais4 ,s9to que de ,jesus ,cri/o que tem emanado cada p5sam5to que me torna o ,ceu em realidade e que me suavisa a e/rada que ha entre mim e o ,ceu4 ,todas z m9has concepes dos progressos da graa na alma1 todos os passos pelos quais a vida div9a se des5volve1 todos os ideais que pairam por sobre a esf]a bemav5turada que nos agu>da alm da campa--tudo i/o me tem sido transmitido d ,salvador4 ,a vida que agora vivo na c>ne1 vivo-a tambem pela f d ,filho de ,deus4 ,e a9da no tudo4 ,a pes> d meu futuro incluir todos /es elem5tos que me vo faz] da vida t]r5a um conjunto deleitoso1 o que o v]o 1 comp>ado com todos os seus produtos t]r5os--flores1 folhas e ervas-- ,cri/o1 comp>ado com todos os ,seus produtos no meu esprito e na m9ha alma4 ,todas z vir5tes flores e folhas da smpatia1 todas z alegrias exub]antes que d meu corao de ,cri/o brotam pres5tem5te e ho de a9da vicej> no futuro1 so p>a mim o que z flores e z folhas d v]o so comp>adas com o sol que vivifica o v]o4 ,cri/o o ,alfa e o ,omega1 o pr9cpio e o fim da m9ha vida mais elevada6 ,qu&o leio a ,bblia1 aproveito muito d ,velho ,te/am5to e das passag5s d ,novo ,te/am5to devidas a ,s4 ,paulo1 mas a pes> de tudo1 s9to que p>a mim o fruto da ,bblia ,cri/o4 por isso que a leio1 por isso que a a*o digna de s] lida4 ,t5ho s5tido v]dadeira sde de s] amado de ,cri/o4 ,todos vs sabeis o que t] sde de amor2 o nosso corao no fica satisfeito emquanto no obtm mais d ente e/remecido4 ,tem havido ocasies em que t5ho tido uma sde inexprimvel d amor de ,cri/o4 ,nunca =te a m9ha p]cepo d pecado1 qu&o p5so na lei1 mas =te1 qu&o p5so no amor--se que ha dif]5a entre lei e amor4 ,qu&o me aproximo de ,jesus ,cri/o e desejo ard5tem5te s] amado1 que s9to mais vivam5te a m9ha asimetria1 a m9ha imp]feio e a m9ha c>ncia absoluta de m]ecim5tos e de virtudes4 ,o c>t] e o proc$] nunca se me repres5tam to cl>am5te1 como qu&o em sil5cio me curvo na pres5a de ,cri/o1 revelada no em cl]a1 mas em amor1 e nunca ambiciono tanto s] amvel1 p>a pod] s] amado1 como qu&o t5ho pres5te e/a revelao de ,cri/o4 ,ao exam9> aquilo que t5ho exp]im5tado1 a p>te da m9ha vida que mais me sali5ta1 e de que me lembro com maior vivacidade1 exactam5te aquela que de alguma frma tem &ado ligada a ,cri/o4 ,tudo o mais palido e fr\xo1 como que nuv5s a encobrirem o horizonte6 ,d\tr9as1 si/emas1 m$idas1 mtodos1 como qu] que se *ame a necessria p>te mecnica e ext]na da adorao2--a p>te que os s5tidos reconhecem--tudo p>ece t] emur*ecido e cad1 como ciem z folhas qu&o o v]o f9d\2 mas a p>te que me lig\ pod]osam5te a ,cri/o1 essa p]manec]4 ,pode alguem ouvir e/a msica1 com a impressionante repetio d nome de ,cri/o1 e fic> ins5svel emulao1 ou ao desejo de o imit>8 ,e antes de viv]mos assim1 a9da no t9hamos vivido4 ,a primeira exp]incia ,r$uzis ento a religio a uma amizade vulg>8 ,amizade vulg>8 ,quem fala em amizade vulg>8 coisa que no exi/e4 ,no ha no mundo palavra mais sublime4 ,a amizade a coisa mais prxima da religio que ns conhecemos4 ,deus amor4 ,e pr a religio a p> da amizade simplesm5te d>-lhe a mais alta expresso que o homem pode conceb]4 ,mas se pr dvidas a uma amizade vulg> repres5ta um prote/o contra o fal>-se em t]mos in9teligveis da coisa maior e mais santa que ha em religio1 ento receio que a objeco seja bem real4 ,os hom5s e/o sempre procura de mi/rio qu&o se fala em santificao1 dalgum mi/rio dif]5te daqule que s] sempre mi/]ioso em toda a p>te em que o ,esprito opre4 ,imag9am que ha de hav] algum segrd1 alguma exp]incia oculta que s os iniciados conhecem1 e milh>es de pessoas vo todos os ,dom+os ,egreja1 na esp]ana de resolv]em sse mi/rio4 ,em reunies de fieis e em conf]ncias religiosas julg>am muitas vezes e/>em pre/es a at+-lo1 mas depois nada mais lhes foi revelado4 ,ao m$it>em sobre livros religiosos1 quantas vezes no t]iam e/ado beira dsse mi/rio1 se acaso tivessem lido mais um p>grafo6 ,talvez que a pag9a segu9te1 que a frase segu9te lhes descobrisse tudo1 e s]iam dali por diante levados por uma alta e pod]osa corr5te6 ,mas nada disso suc$eu4 ,=am lidas a frase segu9te e a pg9a segu9te1 e nada lhes foi revelado2 e muito embora alim5tassem sempre a esp]ana de v]em realizado sse seu anceio1 encontr\-os o captulo f9al na mesma expectativa4 ,porque que nada suc$eu8 ,porque nada havia p>a suc$]1 nada que fosse d gn]o daquilo que les e/avam esp]&o4 ,qu&o que havemos de sab]1 que o nosso desejo de santidade simplesm5te o desejo de s]mos semelhantes a ,cri/o8 ,qu&o hav]mos de sub/ituir o aspir> fictcio pelo aproxim>mo-nos d ,amigo ,vivo8 ,a santidade e/ no c>t] e no na mais ou m5os capri*osa disposio d esprito2 e a div9dade1 no nosso prprio calmo temp]am5to humano1 e no em arr\bos m/icos da alma6 ,e contudo ha pessoas que por uma razo absolutam5te op/a encontram ni/o p\ca satisfao4 ,no se queixam de simplific>mos a religio demasiadam5te1 pondo-a ao nivel da amizade1 mas queixam-se a9da de ela s] excesivam5te m/ica4 ,p]manec] em ,cri/o p>a faz] de ,cri/o o nosso mais con/ante companheiro1 p>a les o mais puro mi/icismo2 precisam de alguma coisa absolutam5te tangvel e absolutam5te directa4 ,no so z almas poticas que procuram um s9al1 um mi/icismo exag]ado1 mas z naturezas prosaicas1 cuja necessidade de compre5so tem de s] satisfeita por m9uciosas e matemticas def9ies4 ,talvez porm que no seja possivel r$uzir /e problema a elem5tos muito mais positivos4 ,a beleza da amizade e/ no seu inf9ito1 e nunca se pod] lib]t> a vida inteiram5te de mi/icismo3 o nosso l>1 o amor1 a religio tudo e/ dle impregnado4 ,porque que nas relaes d homem p>a com ,jesus ,cri/o havemos de tropear no que natural nas relaes de homem p>a homem8 ,se h\v] alguem que no possa conceb] ou realiz> o lao m/ico que nos pr5de a ,cri/o1 o melhor que t]mos a faz]1 s] ajud-lo por meio de analogias a9da mais evid5tes tiradas da vida ord9ria1 a obt] essa concepo4 ,como conhecemos ns ,%akspe>e ou ,dante8 ,comunic&o com z suas palavras e com os seus p5sam5tos4 ,ha muitas pessoas que conhecem ,dante melhor d que conhecem os seus prprios pais2 tem nles maior influncia1 por o s5tirem mais prximo como pres5a espiritual1 e por como fra espiritual o realiz>em melhor4 ,hav] alguma razo porque alguem1 maior d que ,%akspe>e e d que ,dante1 que pass\ por /e mundo1 que nos deix\ gr&es d\tr9as e que por toda a p>te tem hoje gr&es obras1 no haja de in/ruir1 de inspir> e de =m> os c>t]es dos hom5s8 ,e no limito a i/o a ,sua influncia2 i/o1 e a9da mais4 ,jesus ,cri/o1 longe de repudi> ou mesmo de entibi> e/as relaes de ,amizade1 foi ,o ,prprio que no-las propoz4 ,p]manecei em ,mim quasi que =am z ,suas d]radeiras palavras ao mundo4 ,e qu]5do dalgum modo aplan> a dificuldade dos que s5tiam quanto isso era intangvel1 acresc5t\ a essas ,suas palavras uma concluso que z elucidasse3 se p]manec]des em ,mim1 z ,m9has palavras p]manec]o em vs4 ,comeai pelas ,suas palavras4 ,z palavras no podem por muito tempo cons]v>-se impessoais4 ,o prprio ,jesus ,cri/o foi uma palavra1 um ,v]bo feito ,c>ne4 ,tornai z suas palavras ,c>ne1 fazei-z1 vivei-z1 e viv]eis em ,cri/o4 ,aquelle que gu>d> os ,meus m&am5tos que ,me ama4 ,ob$ecei-,lhe e haveis de ,o am>4 ,p]manecei junto de ,ele e haveis de ,lhe ob$ec]4 ,cultivai a ,sua amizade4 ,vivei segundo ,cri/o1 no ,seu ,esprito1 assim como na sua ,pres5a1 e s] dificil p5s> que mais hav]eis de faz]6 ,tomai i/o pelo m5os como iniciam5to e introduo2 e se no pud]des s5tir a influncia da ,sua vida sobre a vossa1 procurai-a tambem indirectam5te4 ,toda a t]ra e/ *eia d c>t] d ,s5hor4 ,cri/o a ,luz d mundo e gr&e p>te dessa ,luz reflectida das coisas d mundo1 at das nuv5s4 ,a luz d sol fica depositada em cada folha e da folha transmite-se ao c>vo1 que1 qu&o os dias so frgidos1 e o sol se no enx]ga1 nos vem recon=t>4 ,cri/o brilha atravez dos hom5s1 atravez dos livros1 atravez da hi/oria1 atravez da natureza1 da msica e da arte6 ,procurai-o a4 ,todos os dias dev]iamos v] um belo quadro1 ouvir bela msica1 ou l] um belo poema4 ,o v]dadeiro p]igo d mi/icismo no o al>g>mos ba/ante4 ,no imag9eis que nada suc$e por vos no v]des progr$ir1 ou por no ouvirdes o rud d maqu9ismo a trabalh>4 ,todas z gr&es coisas se des5volvem sil5ciosam5te6 ,pod]mos v] cresc] um c>acol1 mas nunca uma criana4 ,d>w9 diz que a ,evoluo proc$e por num]osas1 succesivas e ligeiras modificaes4 ,s4 ,paulo sabia isso e p-lo na sua frmula2 o que empreg\ =am palavras mais belas4 ,disse1 p>a consolao de todas z almas que l5tam5te se ap]feioam1 que elas se trans=mavam de cl>idade em cl>idade i/o 1 de c>t] em c>t]4 ,o homem int]no1 diz le n\tra p>te1 r5ovado de dia p>a dia4 ,todo o trabalho p]feito vag>oso2 todo o v]dadeiro des5volvim5to se efectua por meio de pequ5issimas e ins5siveis metamorfoses4 ,quanto mais elevada fr a e/ructura1 tanto mais demorado s] o progresso6 ,qu&o o biologi/a p]corre com o olh> a longa ,escala dos ,sres v z frmas rudim5t>es dos animaes des5volv]em-se numa hora2 os que se seguem a /es alcanam pl5o des5volvim5to num dia2 os que lhes ficam acima levam semanas e mses a ap]feio>em-se2 mas os p\cos que se elevam acima de todos /es1 exigem o labor de longos anos4 ,se uma criana e um smio nasc]em no mesmo dia1 o segundo e/> em pl5a posse das suas faculdades e faz5do o trabalho activo da vida antes de a criana t] deixado o b]o4 ,a vida o b]o da et]nidade6 ,assim como e/ o homem p>a com o animal no l5to progr$ir da sua evoluo1 assim e/ o homem ideal p>a com o homem espiritualm5te inculto4 ,teem de s] feitos com segurana os alic]ces que ho de su/5t> o ps da vida et]na4 ,o c>t] tem de s] p>a todo o sempre2 como nos havemos de admir> se le se no pudr des5volv] num dia8 ,esp]> que uma alma cresa e se des5volva1 um acto quasi div9o de f4 ,quo p]dovel s] a impacincia da prpria imp]feio1 a impacincia d c>t]1 que na pres5a de ,cri/o1 se v repel5te1 se v desprezivel1 a admir>1 a desej>1 a cubiar ard5tem5te s] assim6 ,contudo devemos confi> no processo sem receios e sem dvidas3 o ,esprito d ,s5hor f> aquilo que lhe e/iv] incumbido4 ,o exp$i5te que em busca d progresso rep5t9o ou visvel mais nos s$uz1 t5t>mos algum meio m5os espiritual1 ou imp$irmos o resultado1 pondo-nos esp]a dos efeitos1 em vez de cons]v>mos o olh> fito na ,causa4 ,o fotgrafo imprime da negativa s durante o tempo em que ela e/ expo/a ao sol4 ,mas qu&o le se pe a v] como o trabalho se faz1 imp$e simplesm5te o trabalho de se faz]4 ,seja qual fr a prud5te vigilancia de que a alma necessite1 nunca ela pod] e/> expo/a demais1 e e/&o expo/a1 no hav] nada no mundo que possa melhor> ou abrevi> o resultado que ela tem de obt]4 ,a criao dum corao novo1 a r5ovao dum esprito ntegro1 uma obra omnipot5te de ,deus2 deixai-a ao ,criador4 ,aquelle que comeou em vs uma boa obra ap]feio-la-ha at esse dia4 ,mas no ha ente algum1 que s5t9do o valor e a sublimidade daquilo que p>a le da maior magnitude1 fique in]te e descure o seu prprio progresso4 ,torn>-mo-nos como ,cri/o a nica coisa no mundo digna dos nossos desvlos2 a nica coisa diante da qual toda a ambio humana l\cura1 e vo1 todo o esfro m5os digno6 ,s aqules que fazem de/a aspirao o suprmo desejo e paixo das suas vidas1 que podem comear a esp]> alcan-la4 ,se por isso tem at agora p>ecido tudo dep5d] da passividade1 p]miti-me que assev]e com mais ard5te convico que tudo dep5de da actividade4 ,a religio da adorao sem esfro pode s] religio p>a anjos1 mas no p>a hom5s4 ,no a contempl> mas a agir1 que ha a v]dadeira esp]ana2 no em extases1 mas na realidade1 que exi/e a v]dadeira vida2 no no re9o dos ideais1 mas entre z coisas tangveis1 que e/ a santificao d homem6 ,a resoluo1 o esfro1 a luta1 a mortificao e a agonia--tudo coisas j p/as de p>te1 como futeis em si1 teem que volt> ao seu campo de aco e que arc> com responsabilidade dez vezes maior4 ,de que e/o elas enc>regadas8 ,nem mais nem m5os d que de faz] mov] a gr&e 9rcia da alma1 que elas teem de coloc> e mant] onde z frz espirituais ho de vir influ5ci-la6 ,teem que reunir z frz da vontade2 que cons]v> brilhante a sup]ficie d espelho1 e su/5t-lo sempre firme2 e teem que descobrir a face que ha de olh> p>a o ,s5hor1 repux&o-lhe p>a baixo o vu1 qu&o se aproxim> o que fr pr(ano4 ,talvez que j fosseis com um a/rnomo v-lo fotograf> o espectro duma e/rla8 ,ao p5etr>des na obscura quadra d ,obs]vatrio v/e-lo comear por ac5d] uma vela4 ,p>a vr a e/rla8 ,no2 p>a v] o in/rum5to que vai dispr1 p>a por le v] a e/rla4 ,era a e/rla que ia tir> a fotografia1 mas era tambem o a/rnomo1 que por muito tempo lev\ a trabalh> na escurido1 ap>afus&o tubos1 lu/r&o l5tes1 e dispondo reflectores1 e que s depois de gr&e trabalho conseguiu que o in/rum5to p]feitam5te focado comeasse a funcion>4 ,ento apag\ a luz1 e deix\ a e/rla a faz] na *apa o seu trabalho1 ss9ha4 ,a t>efa di>ia d ,cri/o faz] com que tambem o seu in/rum5to funcione2 conseguido isso1 pode apag> a sua vela4 ,todas z evidncias d ,cri/ianismo que o lev>am at ali1 todo o auxlio da ,f1 todos os actos da ,adorao1 todas z frz pod]osas da ,egreja1 toda a ,orao e ,m$itao1 toda a coop]ao da ,vontade1 tudo processos de m5or valor1 actividades da fra da vela1 podem nessa hora suprma s] p/as de p>te2 mas lembrai-vos de que s por uma hora6 ,bem avisado &> aqule1 que mais depressa ac5d] a sua vela1 ou aqule1 que nem mesmo a deix> apag>4 ,amanh1 daqui a um in/ante1 pode le1 pobre alma obscurecida1 maculada1 precis> dela outra vez p>a melhor foc> a ,imagem1 p>a tir> qualqu] argueiro que haja na l5te1 p>a lu/r> o espelho que o hlito d mundo possa t] embaciado6 ,no por causa da e/rla que c>ecemos de faz] qualqu] modificao1 pois ela sempre um gr&e ponto fixo n/e univ]so inc]to1 mas o mundo move-se3 cada dia1 cada hora exige outro movim5to1 outra adaptao p>a a alma4 ,o telescpio no ,obs]vatrio vai pelo cronmetro segu9do a e/rla2 o cronmetro da nossa alma a ,vontade4 ,por isso1 emquanto a alma em passividade reflecte a ,imagem de ,cri/o1 a ,vontade em int5sa actividade mantm o espelho firme p>a que qualqu] movim5to d mundo o no arra/e p>a alm da l9ha da viso4 ,seguir ,cri/o mant] a alma to firme que j se d o desconto ao movim5to da t]ra2 e e/a propositada contra aco dos movim5tos dum mundo1 /e cons]v> o espelho bem em fr5te daquilo que le reflecte1 /e segur> todas z faculdades atravez de tempe/ades1 t]remotos1 fogo e espada1 a e/up5da colaborao da ,vontade6 tudo obra de ,cri/o4 tudo obra d homem4 ,em prtica so ambas2 e em teoria tambem4 ,mas o homem s5sato dir na prtica3 de mim que dep5de4 ,ha num museu de ,belas ,artes em ,p>is uma e/tua clebre4 ,foi a ltima obra dum gr&e gnio1 que como muitos outros gnios era pobrssimo e vivia numa humilde mans>da1 que lhe s]via de casa de trabalho e de qu>to de dormir4 ,qu&o a e/tua e/ava concluida1 caiu uma noite sobre ,p>is uma gr&e geada4 ,no qu>to ms]o e frio jazia acordado no seu leito o pobre escultor1 a p5s> na argila a9da hmida da sua e/tua1 a p5s> que a agua iria gel>-lhe nos pros1 e de/ruir numa hora o sonho de toda a sua vida6 ,ento o ancio ergueu-se1 e tir&o z r\pas d prprio leito foi com elas devotam5te envolv] a sua obra4 ,de manh1 qu&o os vis9hos lhe entr>am no qu>to1--o escultor e/ava morto4 ,mas a e/tua vivia6 ,a ,imagem de ,cri/o que se e/ =m&o d5tro de ns-- o suprmo enc>go da nossa vida2 que sse enc>go se anteponha a todos os outros projectos nossos6 ,emquanto essa ,imagem no e/iv] p]feita1 no hav] obra humana que e/eja t]m9ada1 religio que e/eja glorificada1 fim da vida que e/eja pre5*ido6 ,j comeou essa t>efa inf9ita8 ,qu&o1 como1 havemos de s] dif]5tes8 ,o tempo no muda os hom5s4 ,a morte tambem no4 ,mas ,cri/o muda-os4 ,tornai-vos ento semelhantes a ,cri/o6 ,,fim ,,indice ,,pag4 ,prefcio #g ,a mudana que possivel na vida #i ,a =mula da ,santificao #ag ,a alquima da ,influncia #cj ,a primeira exp]incia #ea