,a ,,mudan,a ,,que ,,possivel ,,na ,,vida ,,tipografia ,,da ,,parceria ,,antonio ,,maria ,,pereira ,,rua ,,augusta1 #dd1 #df ,e #dh ,,lisboa ,,editor3 ,,hodder ,,and ,,stoughton ,a ,,mudan,a ,,que ,,possivel ,,na ,,vida ,alocuo do eminente escritor escocs ,,henry ,,drummond ,traduzido da #ab4ma edio inglesa ,,por ,m4 ,g4 #aiaf 8,assim ns todos1 reflectindo como um espelho a gloria do ,senhor1 somos transformados na mesma ,imagem1 de claridade em claridade1 como pelo ,espirito do ,senhor40 ,,pref,,cio ,no outono passado encontrou o autor numa livraria da ,california um livrinho com o seu nome no frontispicio--livro que le no sabia que existia1 que no escrevera1 nem adornara com o titulo que o encimava4 ,no repele porm essa errada publicao1 extrada de apontamentos de uma alocuo sua que alguem lhe ouviu e antes lhe parece ter j feito algum bem2 mas devido s imperfeies que lhe encontrou1 julgou acertado fazer dela uma edio mais completa4 ,o tema1 como os outros que o precedem nesta srie de alocues1 representa smente um aspecto do vasto assunto--aqule que aplicvel ao homem4 ,o claro-escuro 1 naturalmente1 adequado a esta concepo4 ,e pedimos benvola ateno do leitor para se manter dentro dstes limites1 afim de no estranhar o ficarem no escuro alguns pontos que a teologia1 sempre1 e por direita razo1 nos ensinou a fazer sobresar4 ,uma simples prdica1 que um amigo nosso dirigiu a alguns modestos habitantes duma regio montanhesa1 que costumamos frequentar1 foi que primeiramente chamou a nossa ateno para o lado prtico desta soluo do problema mais importante que existe na tentativa da vida crist4 ,o que se segue1 em grande parte devido manh daqule ,domingo4 ,a mudana que possivel na vida ,digo alto e bom som1 que se houvesse algum grande ,poder1 que conseguisse fazer-me pensar sempre o que verdadeiro1 e fazer o que direito1 com a condio de eu me tornar numa espcie de relgio a que se desse corda todas as manhs1 aceitaria imediatamente sse oferecimento ,so de ,huxley estas palavras4 ,a infinita aspirao e a infinita dificuldade de se ser bom um assunto to antigo como a prpria humanidade4 ,no ha ninguem de cujo sentir ntimo no tenha brotado esta confisso1 e que no estivesse pronto a dar a sua vida1 se lhe fosse possivel aceitar o oferecimento de se tornar melhor4 ,vou eu propr fazer-vos sse oferecimento4 ,muito a srio1 sem vos tornardes numa espcie de relgio1 podeis vir a consegui-lo2 pois debaixo das condies devidas to natural ao carter tornar-se belo1 como o flr4 ,e se no houver nste mundo mecanismo algum que o realize1 porque ficou esquecida a dadiva suprma1 que o mundo poderia receber4 ,foi para isto simplesmente que o homem foi criado4 ,browning diz3 o homem foi feito para progredir1 e no para parar ,ou nas palavras dum livro mais antigo3 ,aquelle a quem ,elle primeiro conheceo1 tambem predestinou para ser conformado com a ,imagem de ,seu ,filho4 ,comearei nomeando e em parte regeitando alguns processos que se costumam empregar para obter vida mais elevada4 ,estes processos esto longe de serem errados1 e aplicados devidamente1 podem mesmo ter bastante valor2 e se nos aventuramos a depreci-los1 por no produzirem um resultado absolutamente perfeito4 ,o primeiro mtodo imperfeito contar-se com a prpria ,resoluo4 ,s na fra de vontade1 e em periodos isolados de recolhimento espiritual1 no que est a salvao4 ,o esfro1 a luta1 mesmo a agonia1 teem o seu logar no ,cristianismo1 mas so aqui descabidos4 ,aconteceu no outro dia ficar parado no meio do ,oceano o ,etruria a bordo do qual eu viajava3 tinha-se desarranjado qualquer coisa nas mquinas4 ,havia a bordo uns quinhentos homens vlidos2 julgais que se nos reunissemos todos e nos puzessemos a empurrar o mastro1 impeliriamos o navio para diante8 ,quando qualquer de ns tenta santificar-se pelo prprio esfro1 o mesmo que procurar fazer andar o seu navio1 empurrando o mastro com toda a fra4 ,seria como se alguem1 que estivesse prestes a submergir-se1 diligenciasse erguer-se para fra da agua1 agarrando pelos prprios cabelos4 ,jesus ,cristo como que ridicularizou ste meio1 dizendo3 qual de vs pode acrescentar um covado sequer sua estatura8 ,a nica redeno que ha no mtodo de confiar no prprio esfro que1 os que o tentam1 ficam para logo convencidos de que por esse modo nunca chegaro a atingir o seu alvo4 ,mas ha quem tente outra experincia e diga3 no ste o meio de que eu uso4 ,trabalho debaixo dum princpio1 por ver que loucura combater nas trevas4 ,o meu plano no desperdiar a energia em tentativas de acaso1 mas to smente concentr-la na destruio dum nico pecado4 ,tomando cada pecado por sua vez1 e destruindo-o com tenacidade1 espero chegar por fim a extirp-los a todos4 ,contra isto ha infelizmente quatro objeces4 ,a primeira que a vida curta1 e o nmero dos pecados infinito4 ,depois ocuparmo-nos de pecados isolados1 no querermos prescrutar o resto da nossa natureza4 ,em terceiro logar1 o combate com um nico pecado no afecta a raiz e a origem do mal2 pois se fr obstrudo apenas um dos canais do pecado1 aponta-nos a experincia uma inundao quasi certa por outro lado4 ,a converso parcial quasi sempre acompanhada dum certo escoamento moral1 porque a energia acumulada acaba por rebentar2 e ste ltimo estado da alma pode ser pior do que o primeiro4 ,e depois a religio no consiste em fazer deter ste ou aqule pecado2 o carter perfeito nunca poder ser obtido por meio de crtes4 ,ha tambem quem proclame3 ,se assim 1 no tentarei aniquilar os pecados um por um1 praticarei exactamente o contrrio3 copiarei as virtudes uma por uma4 ,a dificuldade dste mtodo consiste em le poder tornar-se mecnico2 distingue-se sempre uma gravura duma pintura1 uma flr artificial duma flr natural4 ,copiar as virtudes uma por uma aproximadamente o mesmo que arrancar os vcios um por um2 e o resultado quasi sempre um carter agitado e incongruente4 ,definiu alguem a pessoa vaidosa e ensoberbecida por uma criatura que est nutrida demais para o seu tamanho4 ,encontram-se s vezes ,cristos desta ordem--por um lado nutridos demais1 e por o outro1 miseravelmente definhados e enfraquecidos4 ,por exemplo1 o resultado de se copiar ,humildade e associ-la a uma vida de teor acentuadamente mundano1 simplesmente ridculo4 ,um exaltado advogado da ,temperana muitas vezes a mais nfima das criaturas1 brilhando unicamente por essa virtude e esquecendo-se totalmente de que a sua ,temperana o torna pior e no melhor do que os outros4 ,isto so exemplos de belas virtudes1 deturpadas por as associarem a vis companheiros4 ,o carter uma unidade1 e todas as virtudes teem de caminhar juntas para poderem formar o homem perfeito4 ,e no obstante ste mtodo de santificao verdadeiro no fim a que aspira1 no que deficiente na maneira de o executar4 ,ha ainda um quarto mtodo1 que nem mesmo seria preciso nomear1 pois uma variante dos outros j mencionados4 aqule de que se serve o adolescente1 e a sua pureza de inteno faz-nos considerar quasi como uma profanao o ir tocar-lhe4 manter um livro de apontamentos para todos os dias da semana1 com uma lista de virtudes1 deixando entre elas espao para se fazerem quaisquer observaes4 ,provido de muitas regras austras1 em guisa de prefcio1 conserva-se o livrinho em logar secreto1 e de tempos a tempos1 ao declinar do dia1 vem a alma comparecer perante le1 como perante um tribunal secreto4 ,este viver por um cdigo foi o mtodo de ,franklin2 e creio que milhares de pessoas nos poderiam confessar que conservam penduradas no seu quarto1 ou guardadas em gavetas bem seguras as regras que num dia memorvel traaram1 para por elas modelarem a sua vida4 ,este mtodo no errneo1 o seu xito que muito deficiente2 falha geralmente por uma razo bem material--por um belo dia nos esquecermos das regras4 ,todos stes mtodos de que fiz meno1 o de confiar no prprio esfro1 o de mortificar o prprio ser1 o mtodo de imitao e o do livro de apontamentos1 so absolutamente humanos1 absolutamente naturais1 mas tambem absolutamente ignorantes e por isso mesmo absolutamente inadequados4 ,mas no quero dizer com isto que se devam abandonar4 ,o mal que les causam antes desviar a ateno do verdadeiro mtodo eficaz1 e procurar obter um bom resultado custa daqule que realmente perfeito e de passamos a tratar4 ,a frmula da ,santificao ,frmula1 receita1 para a ,santificao--poder-se ha falar a srio desta mudana formidvel1 como se o processo fosse to claro e preciso como o de produzir uma certa e determinada corrente de electricidade8 impossivel duvid-lo4 ,ou ha de uma experincia mecnica ter infalivelmente bom xito1 e ser de xito duvidoso uma experincia vital da humanidade8 ,ha de o trigo crescer debaixo de mtodo1 e o carter ao acaso8 ,se no pudermos calcular com segurana que as fras da religio ho de fazer a sua obra1 que a religio um capricho2 e se no pudermos exprimir por meio de palavras a lei destas fras1 ento no o ,cristianismo a religio do mundo1 mas sim o seu enigma4 ,mas onde se ha de ir buscar essa frmula8 ,onde se vai buscar qualquer frmula--aos tratados4 ,se nos voltarmos para os tratados do ,cristianismo1 acharmos para ste problema uma frmula to clara e precisa1 como as que se aplicam s scincias mecnicas2 e podemos ter a certeza de que1 se esta regra fr seguida corajosamente1 dar o resultado dum carter perfeito1 exactamente como qualquer resultado1 que fr garantido pelas leis da natureza4 ,a mais bella expresso desta regra na ,escritura1 ou ainda em qualquer literatura1 a que ,s4 ,paulo nos d1 condensada num nico verso4 ,encontr-la heis numa epstola sua--a segunda aos ,corntios1 escrita por le a alguns ,cristos que1 numa cidade1 que era considerada como o cmulo da depravao e licenciosidade1 procuravam vida mais elevada4 esta3 ,ns todos1 com a face descoberta1 reflectindo como um espelho a gloria do ,senhor1 somos transformados na mesma ,imagem1 de claridade em claridade1 como pelo ,esprito do ,senhor4 ,observai logo no comeo o desmoronamento de todos os nossos esfros prvios pelo emprgo do simples passivo somos transformados4 ,somos transformados1 no somos ns que nos transformamos1 nem ha ninguem que se possa transformar a si mesmo4 ,por todo o ,novo ,testamento achareis que sempre que so descritas estas transformaes morais e espirituais esto os verbos na passiva4 ,devemos observar que ha nisto um alcance profundo2 mas a pesar disso no punhamos violentamente de parte estas palavras1 como se a passividade negasse todo o esfro humano1 ou no quizesse admitir leis que so compreensveis4 ,o que aqui diz respeito alma1 no mais do que aquilo que em toda a parte se exige para o corpo4 ,em fisiologia esto na passiva os verbos que descrevem os processos do crescimento2 porque o crescimento no voluntrio3 tem logar1 sucede1 est fixo matria4 ,d-se o mesmo aqui4 ,tendes de ser gerados de novo1 no podemos gerar-nos a ns mesmos4 ,no sejais conformados com este mundo1 mas sede transformados1--somos sujeitos a uma influncia que nos transforma1 no somos ns que nos transformamos4 to certo haver uma coisa fra do termmetro1 que produz a mudana no termmetro1 como haver alguma coisa fra da alma do homem que produz a mudana que nle se opra4 fra de duvida que le tem de ser suscetvel a essa mudana e que tem de a acompanhar1 mas igualmente certo1 que nem as suas faculdades1 nem a sua vontade1 a podem produzir4 ,evidente como isto deveria parecer1 talvez que para muitos seja uma revelao inesperada6 ,a mudana1 que nos temos esforado por alcanar1 no a podemos produzir continuando a procur-la2 tem de nos ser imposta por mos superiores s nossas4 ,assim como o ramo se ergue1 como o boto se entreabre1 como o fruto se avermelha sob as influncias do ar que de fra os bafeja1 assim o homem se ergue a mais elevada estatura pelas presses invisveis que lhe veem do exterior4 ,o defeito radical de todos os nossos anteriores mtodos de santificao foi o tentarmos gerar da parte de dentro aquilo que s nos pode ser impsto por influncias vindas de fra4 ,segundo a primeira lei do movimento3 cada corpo contina no seu estado de repoiso ou de movimento em linha recta1 excepto quando compelido por fras determinantes a mudar sse estado4 ,esta tambem a primeira lei do ,cristianismo3 cada carter humano fica como 1 ou contina na direco em que est indo1 at que compelido por fras determinantes a mudar sse estado4 ,o nosso rro tem sido colocarmo-nos no logar dessas fras4 ,ha o barro1 e ha o ,oleiro2 o que ns temos procurado que o barro seja moldado pelo prprio barro4 ,donde veem ento essas presses1 e onde est sse ,oleiro8 ,a resposta da frmula 3 somos mudados reflectindo como um espelho a gloria do ,senhor4 ,mas no muito claro4 ,o que a glria do ,senhor8 ,e como pde o homem mortal reflecti-la2 como pode sse acto como uma fra determinante amold-lo a uma frma mais elevada8 ,a palavra glria--a palavra que tem de suportar o pso de manter essas fras determinantes-- estranha em linguagem comum1 e o nosso primeiro dever ser procurar em linguagem figurada uma que lhe seja equivalente4 ,traz-nos primeiro lembrana um resplandecer1 um irradiar1 um deslumbrar1 uma como que aurola que os antigos mestres gostavam de pintar em volta das cabeas dos seus ,ecce-,homos6 ,mas isso pintura1 simbolo visvel duma coisa invisvel4 ,qual a coisa invisvel8 de todas as coisas invisveis1 a mais radiante1 a mais formosa1 a mais divina-- o carter4 ,na terra1 no ,cu1 no ha nada to grande1 to glorioso6 ,tem muitas significaes2 em tica porm s pode ter uma3 a glria nem mais nem menos do que o carter4 ,a terra est cheia da gloria do ,senhor porque est cheia do seu carter4 ,a ,belleza do ,senhor o carter4 ,a ,effulgncia da ,sua ,gloria o carter4 ,a ,gloria do ,unigenito o carter1 o carter cheio de graa e de verdade4 ,e quando ,deus disse ao ,seu povo o ,seu ,nome1 deu-lhe simplesmente o ,seu carter1 que era ,ele ,prprio3 ,e o ,senhor proclamou o ,nome do ,senhor 444 o ,senhor1 o ,senhor ,deus1 cheio de misericordia e de graa1 pacientissimo e abundantissimo em bondade e verdade4 ,no pois a ,glria uma coisa intangvel1 espectral1 transcendente6 ,se o fosse1 como poderia ,s4 ,paulo pedir aos homens que a reflectissem8 ,despojada do seu enfaixamento fisico1 ,beleza1 ,beleza moral e espiritual1 ,beleza infinitamente real1 infinitamente exaltada1 infinitamente prxima1 e infinitamente comunicvel6 ,depois desta explicao lde de novo em parafrase as palavras de ,s4 ,paulo3 ,ns todos1 reflectindo como um espelho o carter de ,cristo1 somos transformados na mesma ,imagem1 de carter em carter--isto 1 dum pobre carter1 para outro melhor2 desse melhor1 para outro melhor ainda2 e desse outro1 para outro ainda mais completo2 at que lentamente acabamos por atingir a ,imagem ,perfeita4 ,aqui a soluo do problema da santificao fica concentrada numa nica frase3 reflecti o carter de ,cristo1 e tornar-vos heis semelhantes a ,cristo4 ,todos os homens so como espelhos-- esta a primeira lei sobre que se baseia esta frmula4 ,uma das mais apropriadas descries do ser humano 1 que le como um espelho4 ,ao sentarmo-nos noite nossa mesa1 o mundo em que cada um de ns viveu e se moveu durante o dia1 foi focado para o nosso aposento4 ,o que ns vimos a olharmos uns para os outros1 no foi sses outros1 mas o mundo dles4 ,houve uma combinao de espelhos4 ,as scenas que vimos1 foram todas reproduzidas3 as pessoas que encontrmos iam e vinham1 falavam1 saudvam-nos1 passavam para diante1 faziam tudo como na vida real4 ,quando falvamos1 estavamos a olhar para o nosso prprio espelho1 e a descrever o que por le ia passando2 quando escutvamos1 no estavamos a ouvir1 mas a vr--a olhar para o espelho do nosso semelhante4 ,toda a convivncia humana uma srie de coisas reflectidas4 ,por exemplo1 encontro um estranho numa carruagem de caminho de ferro4 ,a acentuao da sua primeira palavra diz-me logo que ingls e que vem de ,yorkshire2 sem o saber1 reflectiu o logar em que nasceu1 quem foram os seus pais1 e a longa histria da sua raa4 ,mesmo fisiolgicamente um espelho4 ,depois de trocarmos algumas palavras1 fico sabendo que politico2 e a ligeira inflexo com que pronunca o nome do jornal ,the ,times revla-me o seu partido4 ,nalgumas observaes que faz logo a seguir1 vejo reflectirem-se um sem nmero de coisas por que le tem passado4 ,os livros que tem lido1 as pessoas com quem tem convivido1 as influncias que o teem dominado e feito dle o homem que 1 tudo isso foi registrado por uma penna que nada deixa passar1 e cuja escrita no pde ser apagada4 ,o que eu leio nle1 est le entretanto a ler em mim2 e antes de terminada a nossa viagem poderiamos reciprocamente escrever metade da histria de cada um de ns4 ,ou que nos agrade ou no1 a verdade que vivemos em casas de vidro1 o esprito1 a memria e a alma1 so simplesmente vastas cmaras forradas de espelhos2 e desta milagrosa combinao e faculdade que depende a capacidade de as almas mortais reflectirem o carter do ,senhor4 ,mas ainda no fica por aqui4 ,se todos stes variados reflexos da nossa chamada vida interna se patenteiam assim ao mundo1 quo ntima ser a escrita1 quo completa a anotao a dentro da prpria alma6 ,porque as influncias que encontrmos1 no so apenas por um momento mantidas na superfcie polida do espelho e arremessadas de novo para o espao2 no2 cada uma dlas retida onde primeiro cau1 e guardada na alma para sempre4 ,esta lei da ,assimilao a segunda e de todas a mais solene verdade que serve de base frmula da santificao--a verdade que os homens no so apenas espelhos1 mas que1 longe de serem simples reflectores das coisas fugitivas que veem1 transferem para a sua prpria substncia ntima e manteem permanentemente as coisas que reflectem4 ,ninguem sabe como a alma as pde manter1 ninguem sabe como o milagre feito1 nem ha fenmeno da natureza1 processo de qumica1 ou capitulo de necromancia que nos possam sequer ajudar a compreender esta assombrosa operao4 ,porque1 atentai bem1 o passado no est smente focado na alma do homem1 ficou l4 ,e como poderia ser dali reflectido se l no estivesse8 ,todas as coisas que le viu1 soube1 sentiu1 creu1 do mundo que o cercava1 esto agora dentro dle1 tornaram-se parte dle1 e em parte so le--que foi transformado nessa mesma imagem4 ,embora o queira negar1 embora isso o penalize1 tem de admitir que todas essas coisas l ficaram2 no1 aderindo a le1 mas transfundindo-se nle1 que por si1 no pde nem alter-las1 nem repel-las1 pois no esto na sua memria1--esto nle4 ,a sua alma como elas a encheram1 a fizeram e a deixaram4 ,so essas coisas1 sses livros1 sses acontecimentos e essas influncias que o fazem a le2 e delas dependem a vida e a morte1 a beleza e a deformidade4 ,quando a imagem duma delas se apresenta alma1 no ha nada no mundo que possa impedir duas coisas--uma1 o ela ser absorvida pela alma2 a outra1 o ficar para sempre reflectida no carter1 que perptuamente reenviar sse reflexo4 ,sobre stes assombrosos e no obstante perfeitamente claros factos psicolgicos1 que ,s4 ,paulo baseia a sua doutrina da santificao4 ,reconhece que o carter uma coisa que se construe lentamente1 e que1 de hora para hora1 pde mudar ou para melhor1 ou para pior1 conforme as imagens que nle se reflectirem4 ,mais um passo1 e a aplicao destas ideias ao problema capital da religio surgir diante de ns em toda a sua plenitude4 ,a alquima da ,influncia ,se os acontecimentos mudam os homens1 muito mais o faro os seus prprios semelhantes4 ,no ha pessoa alguma que encontrando outra na rua1 lhe no cause alguma impresso4 ,dizemos que trocamos palavras quando nos encontramos2 o que ns trocamos so almas4 ,e quando a convivncia muito ntima e frequente1 to completa esta troca1 que traos bem reconheciveis duma alma comeam a aparecer na outra1 que do seu lado tambem sente1 que outro tanto deve sua congnere4 ,quem no tem presenciado a misteriosa aproximao de duas almas8 ,quem no tem observado um velho par1 que1 de mos dadas1 veio pela vida abaixo fazendo a sua peregrinao1 to satisfeitos1 to mutuamente confiantes1 que os seus prprios rstos se assemelhavam8 ,no eram duas almas1 mas uma alma compsita4 ,a qualquer dos dois que se falasse1 ter-se ia empregado as mesmas palavras2 qualquer dos dois que respondesse1 diria aproximadamente o mesmo4 ,o reflectir constante de meio sculo tinha-os tornado assim3 ficaram uma e a mesma imagem4 pela lei da ,influncia que nos tornamos semelhantes qules que admiramos2 os dois velhos conjuges assemelharam-se por se terem admirado constantemente4 ,esta lei mantm-se na literatura1 na histria e na biografia4 ,havia em ,jonathan traos de ,david1 e em ,david traos de ,jonathan4 ,jean ,valjean1 na obra prima de ,victor ,hugo1 o ,bispo ,bienvenu resurgindo dos mortos4 ,a metempsicose um facto4 ,o que ,jorge ,eliot quiz dizer ao mundo foi que os homens e as mulheres produzem outros homens e outras mulheres4 ,nem significa outra coisa a familia1 que o bero da humanidade4 ,a prpria sociedade no mais do que um ponto onde convergem estas fras omnipotentes para realizarem a sua obra4 1 em resumo1 sobre a doutrina da ,influncia1 que construida toda a vasta pirmide da humanidade4 ,mas estava reservado a ,s4 ,paulo fazer a aplicao suprma desta lei4 ,foi arrojada a ilao que le teve que fazer1 mas no era esprito que hesitasse2 le prprio era um ente transformado1 e sabia perfeitamente o que nle tinha operado essa transformao--,jesus ,cristo4 ,encontrram-se um dia na estrada de ,damasco1 e desde aquela hora foi a sua vida absorvida pela de ,cristo4 ,o efeito no podia deixar de dar-se--nas palavras1 nas aces1 na carreira e na crena4 ,as fras determinantes fizeram a sua obra vital3 tornaram-no como ,aqule que le tinha amado constantemente4 ,assim ns todos1 escreve le1 reflectindo como um espelho a gloria de ,cristo1 somos transformados na mesma ,imagem4 ,no podia haver nada mais simples1 mais inteligvel1 mais natural1 e ao mesmo tempo mais sobrenatural4 uma analogia dum facto de todos os dias4 ,visto sermos o que somos pelo contacto daqules que nos rodeiam1 quem se rodeiar dos entes mais elevados1 tornar-se ha mais elevado tambem4 ,ha homens e mulheres em cuja companhia nos sentimos melhor do que noutra qualquer2 e emquanto estamos junto dsses entes1 nem temos pensamentos baixos1 nem dizemos coisas mesquinhas3 s a sua presena nos eleva1 nos purifica1 nos santifica4 ,todos os melhores registros da nossa natureza so pela sua convivncia postos em aco1 e resa-nos dentro da alma uma msica que nunca l haviamos ouvido4 ,suponde que essa influncia se prolongaria um ms1 um ano1 a vida inteira1 o que se no tornaria a vida ento8 ,ha aqui sobre a comum superfcie da vida1 falando a nossa lingua1 andando pelas nossas ruas1 trabalhando ao nosso lado1 verdadeiros santificadores de almas2 ha aqui o ,cu a penetrar pelo msero barro terreno2 e ha energias1 que embora usando de simples meios temporais1 esto repletas da virtude da regenerao6 ,se o viver com criaturas humanas1 que s possuem diluda no milionssimo grau a virtude do ,altissimo nos pde elevar e purificar1 que limites podero ser postos influncia de ,cristo8 ,viver com ,scrates--com a face descoberta--havia de nos fazer sbios2 com ,aristides1 havia de nos fazer justos2 com ,s4 ,francisco de ,assis1 mansos2 e com ,savonarola1 fortes2 mas ter vivido com ,cristo1 havia de nos ter feito como ,cristo--isto --,cristos4 ,e na realidade viver com ,cristo produziu sse efeito4 ,produziu-o no caso de ,s4 ,paulo2 e durante a vida de ,cristo foi esta experincia demonstrada duma frma ainda mais evidente4 ,alguns homens rudes1 sem amenidade alguma de esprito1 foram admitidos no circulo ntimo dos ,seus amigos4 ,a mudana principiou imediatamente1 quasi que podemos ver como os primeiros discpulos progridem dia a dia4 ,primeiramente alastra-se por sobre les uma sombra tenuissima do carter de ,cristo4 ,depois1 comeam de longe em longe1 a dizerem ou a fazerem coisas que no teriam dito nem feito1 se ali no vivessem4 ,vai-se tornando nles cada vez mais profundo o encanto da vida de ,cristo4 ,toda a sua indole vai pouco a pouco sendo submetida1 dulcificada1 santificada3 as suas maneiras embrandecem1 as suas palavras adam-se1 o seu proceder torna-se mais generoso4 ,como andorinhas que encontram o vero1 como botes de flr enregelados que a primavera vivifica1 expande-se em vida mais ampla a sua humanidade sequiosa6 ,sem saberem como1 tornam-se diferentes e acabam por se achar1 nos gestos e nas aces1 semelhantes ao seu ,mestre4 ,no pdem compreender como isso foi2 ninguem lhes disse para o fazerem1 fizeram-no les instinctivamente4 ,mas aqules que os observam1 sabem donde isso lhes veio1 e murmuram em segrdo--estiveram com ,jesus4 ,j se nota nles o cunho e o aspecto do carter do seu ,mestre--estiveram com ,jesus4 ,fenmeno sem igual que stes pobres pescadores fizessem lembrar ,jesus ,cristo6 ,estupenda vitria e mistrio da regenerao que homens mortais faam lembrar ao mundo--,deus6 ,quasi que nos enternece a maneira como os ,seus contemporneos e especialmente ,s4 ,joo falam da influncia de ,cristo4 ,s4 ,joo vivia numa perptua admirao3 estava subjugado1 assombrado1 extasiado1 transfigurado6 ,segundo o seu esprito era impossivel que alguem que estivesse debaixo desta influncia voltasse a ser o que era4 ,todo aquelle que permanecer junto d',elle1 no pecca4 ,era-lhe inconcebvel o pecar1 to inconcebvel como manter-se o gelo debaixo do sol ardente1 ou coexistir a escurido com a luz do meio-dia4 ,se alguem pecasse1 era para ,s4 ,joo a prova de que nunca havia encontrado a ,cristo4 ,todo aquelle que peccar no o vio nem ,o conheceo4 ,na presena de ,cristo o pecado intimidva-se1 secvam-se-lhe as raizes1 desapareciam para sempre o seu domnio e vitria4 ,mas stes eram contemporneos de ,cristo2 era-lhes facil serem influenciados por ,ele1 pois estavam todos os dias e todo o dia juntos4 ,porem ns1 como que havemos de reflectir aquilo que nunca vimos8 ,como pde todo este assombroso resultado ser produzido por uma ,memria1 pela mais mesquinha das ,biografias1 por alguem que viveu e deixou ste mundo ha dezenove sculos8 ,como podero os homens modernos fazer hoje de ,cristo1 de ,cristo ausente1 o seu mais constante companheiro8 ,respondermos que a amizade uma coisa espiritual1 independente da ,matria1 do ,espao e do ,tempo4 ,o que eu amo no meu amigo no aquilo que vejo2 o que do meu amigo tem influncia em mim1 no o seu corpo1 mas o seu esprito4 ,teria sido verdadeiramente inefvel ter vivido naqule tempo6 ,rompe suave e rsea a madrugada 444 ,tinge-se o ,cu de tons turqueza e oiro 444 ,e j o bom ,jesus ,nveo1 radiante e loiro1 ,como um halo de luz1 ,resurge ao longe na florda estrada 444 ,sgue-,o festiva e imensa multido 444 ,por onde passa1 ajoelham1 lanam flres2 ,e em todos os caminhos ,se lhe juntam mulheres1 velhos1 pastores 444 ,at crianas vo1 ,quais tenros cordeirinhos1 ,tocar-,lhe a tnica1 beijar-,lhe a mo 444 ,mas os apstolos1 com gesto rude1 ,zelosos correm sobre os meninos ,para afast-los e livrar ,jesus 444 ,porm ,ele implora-lhes numa atitude ,que ao mais cioso e pertinaz seduz3 ,deixai1 oh6 filhos meus1 ,que at ,mim venham os pequeninos6 ,pois s dos inocentes ,como stes doces entes o ,reino dos ,cus6 ,para qu afast-los 444 ,se para obtermos a manso de ,deus ,s temos que imit-los8 ,teria sido inefvel ter vivido naqule tempo6 ,e todavia se ,cristo tivesse de voltar ao mundo1 poucos seriam os que teriam a probabilidade de ,o verem4 ,ha milhes de vassalos nste pequeno pas1 que nunca viram o seu rei2 e haveria milhes de vassalos de ,cristo que se ,ele aqui estivesse1 nunca chegariam a poder falar-,lhe4 ,a nossa intimidade com ,ele 1 como toda a verdadeira intimidade1 uma comunho espiritual4 ,toda a amizade1 todo o amor1 humano e divino1 puramente espiritual4 ,foi depois da sua ,ressurreio que ,ele teve maior influncia1 mesmo nos ,seus discpulos2 por isso no obsta verdadeiramente a reflectirmos o carter de ,cristo o no termos jmais estado com ,ele em contacto visvel4 ,havia uma vez uma donzela1 dotada de um carter to bondoso e perfeito1 que era o enlevo de todos que a conheciam4 ,pendia-lhe do colo uma medalha de oiro1 que ninguem tivera jmais a permisso de abrir4 ,um dia porm1 num momento de inslita confiana1 deixou que uma amiga sua tocasse na mola da medalha e viesse a conhecer o segrdo que ela encerrava4 ,estavam l escritas estas palavras--a quem eu amo1 no o tendo visto4 ,era ste o segrdo da sua bela vida4 ,tinha sido transformada na mesma ,imagem6 ,ora isto no imitao1 mas uma coisa muito mais profunda4 ,a diferena no processo1 bem como no resultado1 pode ser to grande1 como a que existe entre a fotografia obtida pelo infalvel lapis do sol e os cortornos rudes traados pelo giz dum rapaz da escola6 ,a imitao mecnica1 o reflexo orgnico2 uma ocasional1 o outro habitual4 ,num caso1 o homem aproxima-se de ,deus e imita-,o2 no outro1 aproxima-se ,deus do homem e imprime-se nle6 ,fazei de ,cristo o vosso companheiro mais constante-- o que isto para ns significa na prtica4 ,permanecei mais sob a ,sua influncia do que sob outra qualquer influncia6 ,dez minutos passados todos os dias na ,sua companhia1 dois mesmo1 se forem face a face e com o corao aberto1 tornar-vos ho diferente o dia inteiro4 ,cada carter tem a sua mola ntima2 que seja ,cristo essa mola6 ,cada aco tem uma nota tnica2 que seja ,cristo essa nota6 ,recebestes hoje uma certa carta1 e immediatamente vos puzestes a escrever a resposta1 que quasi incendiou o papel4 ,amontoastes nela os adjectivos mais crueis que sabieis1 e enviastes essa carta1 sem receio da obra desoladora que ela ia executar4 ,fizste-lo1 porque a vossa vida estava psta em clave errada4 ,tinheis comeado o dia com o espelho colocado em m posio4 ,amanh1 quando surgir o dia1 voltai para ,ele o vosso espelho1 e todo o vosso aspecto mudar1 at mesmo para o vosso inimigo4 ,seja o que fr que fizerdes1 haver uma coisa que no poderieis ter feito--escrever aquela carta4 ,pode o vosso primeiro impulso ser o mesmo1 pode a vossa opinio ser identica1 mas se tentardes escrev-la1 a tinta secar-se-vos ha na penna e ficareis sem vos vingardes2 mas ficareis tambem maior1 mais ,cristo6 ,durante todo o dia prestaro as vossas aces1 mesmo nas suas mais nfimas minudncias1 homenagem quela viso da manh4 ,ontem1 pensastes principalmente em vs2 hoje1 se encontrardes pobres1 darlhes heis de comer4 ,os que forem desamparados1 os que estiverem tristes1 os que am sucumbir tentao1 reunir-se ho em volta de vs1 e a todos acarinhareis4 ,onde estava toda esta gente ontem8 ,onde esto hoje1 mas no os vieis2 luz reflexa que se veem os desgraados4 ,a vossa alma no est hoje no logar habitual3 esto visiveis as coisas que se no veem4 ,ha algumas horas que estais vivendo a ,vida ,eterna2 pois a vida eterna1 a vida da f1 simplesmente a vida considerada mais elevadamente4 ,a f no mais do que uma atitude1 um espelho psto no logar devido4 ,quando o dia terminar1 e noite vos puzerdes a examin-lo1 admirar-vos heis do que fizestes4 ,no dareis por terdes procurado1 imitado ou sacrificado qualquer coisa1 dareis por ,cristo1 dareis por ,ele ter estado convsco1 por sem coaco terdes sido coagido1 por a revoluo se ter efectuado sem emprgo de fra1 sem ostentaes1 sem alarido4 ,no vos felicitareis de terdes feito alguma grande proeza1 conseguido grande xito pessoal1 ou acumulado um fundo de experincia ,crist para tornardes a obter o mesmo resultado2 o que sabeis que existe a glria do ,senhor4 ,e o mundo fica-o tambem sabendo1 se o resultado fr verdadeiro2 porque a olharmos para um espelho1 no o espelho que vmos1 nem nle que pensamos1 mas naquilo que le reflecte4 ,o espelho s chama a ateno sobre si1 quando ha nle algumas manchas4 ,que isto real1 e no imaginrio1 que esta vida possivel aos homens1 e que ha presentemente alguem que a viva1 simplesmente um facto biogrfico4 ,dentre mil testemunhos no posso deixar de citar um4 ,as palavras seguintes so duma das mais altas inteligncias do sculo dezenove1 dum homem que como poucos suportou o pso dos encargos do seu pas1 e que1 no no crepusculo da velhice1 mas em todo o esplendor da sua glria1 fez ao mundo a confisso que passo a citar com pouquissimas omisses4 ,desejo esta noite falar um pouco1 mas sse pouco que desejo falar1 do sagrado nome de ,cristo1 que a minha vida1 a minha inspirao1 a minha esperana e o meu apoio4 ,no posso deixar de me deter a olhar para o passado4 ,e desejo dar testemunho1 como se nunca o houvera feito1 de que 1 no s pela graa de ,deus1 mas pela graa de ,deus manifestada em ,jesus ,cristo1 que eu sou o que sou4 ,reconheo a sublimidade e a grandeza da revelao de ,deus1 como ,eterno ,pai de ns todos1 como ,aqule que fez os ,cus1 que fundou a terra1 e que olha por todas as tribus da terra1 abrangendo-as na ,sua universal misericordia1 mas o ,deus que ,se manifesta em ,jesus ,cristo1 que ,se revela pela ,sua vida1 que ,se d a conhecer pelos ,seus sentimentos1 pelas ,suas palavras1 e pelos ,seus actos1 sse ,deus que eu desejo confessar esta noite1 e de quem desejo dizer3 8pelo amor de ,deus em ,jesus ,cristo1 eu sou o que sou4 ,se me perguntardes precisamente o que quero dizer com isto1 direi francamente1 que mais do que a para mim valiosa influncia de meu pai ou de minha me1 mais do que a influncia social de todos os membros da casa de meu pai1 e1 tanto quanto o posso dizer e sentir1 mais do que todas as influncias sociaes de todos os gneros1 foi ,cristo que formou e modelou o meu esprito4 ,os meus ideais ocultos do que belo provieram-me de ,cristo1 bem como quasi todos os meus pensamentos do que viril1 nobre e puro4 ,ha muitos homens que se teem educado a si prprios lendo as ,vidas de ,plutarco1 e pondo na sua frente um ou outro daqueles vares ilustres que em diversas pocas adquiriram celebridade2 e reconheceram que sses homens clebres tiveram nles verdadeiro poder4 ,eu por mim no tenho a conscincia de qualquer poeta1 filsofo1 reformador1 general1 ou outro qualquer grande homem ter permanecido na minha imaginao e no meu pensamento como o puro e singelo ,jesus ,cristo4 ,ha mais de vinte e cinco anos que instintivamente recorri a ,cristo afim de obter a medida e a regra para todas as minhas aces4 ,todas as vezes que me tem sido necessrio1 tenho procurado--e por ultimo quasi espontneamente--refugiar-me na ,sua intimidade1 e nos primeiros tempos via-,o pela fra da imaginao1 em frente de mim1 a fixar-me1 meigo e sereno4 ,parecia quasi deslisar da ,sua face a influncia que me indicava o verdadeiro meio de dominar a ira1 de submeter o orgulho e de vencer o egosmo2 e foi de ,jesus ,cristo manifestado minha concepo ntima1 que eu hauri mais ideais1 mais modlos e mais influncias1 do que doutro qualquer carter humano4 ,e ainda ha mais4 ,sinto que de ,jesus ,cristo que tem emanado cada pensamento que me torna o ,ceu em realidade e que me suavisa a estrada que ha entre mim e o ,ceu4 ,todas as minhas concepes dos progressos da graa na alma1 todos os passos pelos quais a vida divina se desenvolve1 todos os ideais que pairam por sobre a esfera bemaventurada que nos aguarda alm da campa--tudo isto me tem sido transmitido do ,salvador4 ,a vida que agora vivo na carne1 vivo-a tambem pela f do ,filho de ,deus4 ,e ainda no tudo4 ,a pesar do meu futuro incluir todos stes elementos que me vo fazer da vida terrena um conjunto deleitoso1 o que o vero 1 comparado com todos os seus produtos terrenos--flores1 folhas e ervas-- ,cristo1 comparado com todos os ,seus produtos no meu esprito e na minha alma4 ,todas as virentes flores e folhas da smpatia1 todas as alegrias exuberantes que do meu corao de ,cristo brotam presentemente e ho de ainda vicejar no futuro1 so para mim o que as flores e as folhas do vero so comparadas com o sol que vivifica o vero4 ,cristo o ,alfa e o ,omega1 o princpio e o fim da minha vida mais elevada6 ,quando leio a ,bblia1 aproveito muito do ,velho ,testamento e das passagens do ,novo ,testamento devidas a ,s4 ,paulo1 mas a pesar de tudo1 sinto que para mim o fruto da ,bblia ,cristo4 por isso que a leio1 por isso que a acho digna de ser lida4 ,tenho sentido verdadeira sde de ser amado de ,cristo4 ,todos vs sabeis o que ter sde de amor2 o nosso corao no fica satisfeito emquanto no obtm mais do ente estremecido4 ,tem havido ocasies em que tenho tido uma sde inexprimvel do amor de ,cristo4 ,nunca forte a minha percepo do pecado1 quando penso na lei1 mas forte1 quando penso no amor--se que ha diferena entre lei e amor4 ,quando me aproximo de ,jesus ,cristo e desejo ardentemente ser amado1 que sinto mais vivamente a minha asimetria1 a minha imperfeio e a minha carncia absoluta de merecimentos e de virtudes4 ,o carter e o proceder nunca se me representam to claramente1 como quando em silencio me curvo na presena de ,cristo1 revelada no em clera1 mas em amor1 e nunca ambiciono tanto ser amvel1 para poder ser amado1 como quando tenho presente esta revelao de ,cristo4 ,ao examinar aquilo que tenho experimentado1 a parte da minha vida que mais me salienta1 e de que me lembro com maior vivacidade1 exactamente aquela que de alguma frma tem andado ligada a ,cristo4 ,tudo o mais palido e frouxo1 como que nuvens a encobrirem o horizonte6 ,doutrinas1 sistemas1 medidas1 mtodos1 como quer que se chame a necessria parte mecnica e externa da adorao2--a parte que os sentidos reconhecem--tudo parece ter emurchecido e cado1 como ciem as folhas quando o vero findou2 mas a parte que me ligou poderosamente a ,cristo1 essa permanecer4 ,pode alguem ouvir esta msica1 com a impressionante repetio do nome de ,cristo1 e ficar insensvel emulao1 ou ao desejo de o imitar8 ,e antes de vivermos assim1 ainda no tinhamos vivido4 ,a primeira experincia ,reduzis ento a religio a uma amizade vulgar8 ,amizade vulgar8 ,quem fala em amizade vulgar8 coisa que no existe4 ,no ha no mundo palavra mais sublime4 ,a amizade a coisa mais prxima da religio que ns conhecemos4 ,deus amor4 ,e pr a religio a par da amizade simplesmente dar-lhe a mais alta expresso que o homem pode conceber4 ,mas se pr dvidas a uma amizade vulgar representa um protesto contra o falar-se em termos ininteligveis da coisa maior e mais santa que ha em religio1 ento receio que a objeco seja bem real4 ,os homens esto sempre procura de mistrio quando se fala em santificao1 dalgum mistrio diferente daqule que ser sempre misterioso em toda a parte em que o ,esprito opre4 ,imaginam que ha de haver algum segrdo1 alguma experincia oculta que s os iniciados conhecem1 e milhares de pessoas vo todos os ,domingos ,egreja1 na esperana de resolverem sse mistrio4 ,em reunies de fieis e em conferncias religiosas julgaram muitas vezes estarem prestes a ating-lo1 mas depois nada mais lhes foi revelado4 ,ao meditarem sobre livros religiosos1 quantas vezes no teriam estado beira dsse mistrio1 se acaso tivessem lido mais um pargrafo6 ,talvez que a pagina seguinte1 que a frase seguinte lhes descobrisse tudo1 e seriam dali por diante levados por uma alta e poderosa corrente6 ,mas nada disso sucedeu4 ,foram lidas a frase seguinte e a pgina seguinte1 e nada lhes foi revelado2 e muito embora alimentassem sempre a esperana de verem realizado sse seu anceio1 encontrou-os o captulo final na mesma expectativa4 ,porque que nada sucedeu8 ,porque nada havia para suceder1 nada que fosse do gnero daquilo que les estavam esperando4 ,quando que havemos de saber1 que o nosso desejo de santidade simplesmente o desejo de sermos semelhantes a ,cristo8 ,quando havermos de substituir o aspirar fictcio pelo aproximarmo-nos do ,amigo ,vivo8 ,a santidade est no carter e no na mais ou menos caprichosa disposio do esprito2 e a divindade1 no nosso prprio calmo temperamento humano1 e no em arroubos msticos da alma6 ,e contudo ha pessoas que por uma razo absolutamente opsta encontram nisto pouca satisfao4 ,no se queixam de simplificarmos a religio demasiadamente1 pondo-a ao nivel da amizade1 mas queixam-se ainda de ela ser excesivamente mstica4 ,permanecer em ,cristo para fazer de ,cristo o nosso mais constante companheiro1 para les o mais puro misticismo2 precisam de alguma coisa absolutamente tangvel e absolutamente directa4 ,no so as almas poticas que procuram um sinal1 um misticismo exagerado1 mas as naturezas prosaicas1 cuja necessidade de compreenso tem de ser satisfeita por minuciosas e matemticas definies4 ,talvez porm que no seja possivel reduzir ste problema a elementos muito mais positivos4 ,a beleza da amizade est no seu infinito1 e nunca se poder libertar a vida inteiramente de misticismo3 o nosso lar1 o amor1 a religio tudo est dle impregnado4 ,porque que nas relaes do homem para com ,jesus ,cristo havemos de tropear no que natural nas relaes de homem para homem8 ,se houver alguem que no possa conceber ou realizar o lao mstico que nos prende a ,cristo1 o melhor que termos a fazer1 ser ajud-lo por meio de analogias ainda mais evidentes tiradas da vida ordinria1 a obter essa concepo4 ,como conhecemos ns ,shakspeare ou ,dante8 ,comunicando com as suas palavras e com os seus pensamentos4 ,ha muitas pessoas que conhecem ,dante melhor do que conhecem os seus prprios pais2 tem nles maior influncia1 por o sentirem mais prximo como presena espiritual1 e por como fra espiritual o realizarem melhor4 ,haver alguma razo porque alguem1 maior do que ,shakspeare e do que ,dante1 que passou por ste mundo1 que nos deixou grandes doutrinas e que por toda a parte tem hoje grandes obras1 no haja de instruir1 de inspirar e de formar os carteres dos homens8 ,e no limito a isto a ,sua influncia2 isto1 e ainda mais4 ,jesus ,cristo1 longe de repudiar ou mesmo de entibiar estas relaes de ,amizade1 foi ,o ,prprio que no-las propoz4 ,permanecei em ,mim quasi que foram as ,suas derradeiras palavras ao mundo4 ,e querendo dalgum modo aplanar a dificuldade dos que sentiam quanto isso era intangvel1 acrescentou a essas ,suas palavras uma concluso que as elucidasse3 se permanecerdes em ,mim1 as ,minhas palavras permanecero em vs4 ,comeai pelas ,suas palavras4 ,as palavras no podem por muito tempo conservar-se impessoais4 ,o prprio ,jesus ,cristo foi uma palavra1 um ,verbo feito ,carne4 ,tornai as suas palavras ,carne1 fazei-as1 vivei-as1 e vivereis em ,cristo4 ,aquelle que guardar os ,meus mandamentos que ,me ama4 ,obedecei-,lhe e haveis de ,o amar4 ,permanecei junto de ,ele e haveis de ,lhe obedecer4 ,cultivai a ,sua amizade4 ,vivei segundo ,cristo1 no ,seu ,esprito1 assim como na sua ,presena1 e ser dificil pensar que mais havereis de fazer6 ,tomai isto pelo menos como iniciamento e introduo2 e se no puderdes sentir a influncia da ,sua vida sobre a vossa1 procurai-a tambem indirectamente4 ,toda a terra est cheia do carter do ,senhor4 ,cristo a ,luz do mundo e grande parte dessa ,luz reflectida das coisas do mundo1 at das nuvens4 ,a luz do sol fica depositada em cada folha e da folha transmite-se ao carvo1 que1 quando os dias so frgidos1 e o sol se no enxerga1 nos vem reconfortar4 ,cristo brilha atravez dos homens1 atravez dos livros1 atravez da historia1 atravez da natureza1 da msica e da arte6 ,procurai-o a4 ,todos os dias deveriamos ver um belo quadro1 ouvir bela msica1 ou ler um belo poema4 ,o verdadeiro perigo do misticismo no o alargarmos bastante4 ,no imagineis que nada sucede por vos no verdes progredir1 ou por no ouvirdes o rudo do maquinismo a trabalhar4 ,todas as grandes coisas se desenvolvem silenciosamente6 ,podermos ver crescer um caracol1 mas nunca uma criana4 ,darwin diz que a ,evoluo procede por numerosas1 succesivas e ligeiras modificaes4 ,s4 ,paulo sabia isso e p-lo na sua frmula2 o que empregou foram palavras mais belas4 ,disse1 para consolao de todas as almas que lentamente se aperfeioam1 que elas se transformavam de claridade em claridade isto 1 de carter em carter4 ,o homem interno1 diz le noutra parte1 renovado de dia para dia4 ,todo o trabalho perfeito vagaroso2 todo o verdadeiro desenvolvimento se efectua por meio de pequenissimas e insensiveis metamorfoses4 ,quanto mais elevada fr a estructura1 tanto mais demorado ser o progresso6 ,quando o biologista percorre com o olhar a longa ,escala dos ,sres v as frmas rudimentares dos animaes desenvolverem-se numa hora2 os que se seguem a stes alcanam pleno desenvolvimento num dia2 os que lhes ficam acima levam semanas e mses a aperfeioarem-se2 mas os poucos que se elevam acima de todos stes1 exigem o labor de longos anos4 ,se uma criana e um smio nascerem no mesmo dia1 o segundo estar em plena posse das suas faculdades e fazendo o trabalho activo da vida antes de a criana ter deixado o bero4 ,a vida o bero da eternidade6 ,assim como est o homem para com o animal no lento progredir da sua evoluo1 assim est o homem ideal para com o homem espiritualmente inculto4 ,teem de ser feitos com segurana os alicerces que ho de sustentar o pso da vida eterna4 ,o carter tem de ser para todo o sempre2 como nos havemos de admirar se le se no pudr desenvolver num dia8 ,esperar que uma alma cresa e se desenvolva1 um acto quasi divino de f4 ,quo perdovel ser a impacincia da prpria imperfeio1 a impacincia do carter1 que na presena de ,cristo1 se v repelente1 se v desprezivel1 a admirar1 a desejar1 a cubiar ardentemente ser assim6 ,contudo devemos confiar no processo sem receios e sem dvidas3 o ,esprito do ,senhor far aquilo que lhe estiver incumbido4 ,o expediente que em busca do progresso repentino ou visvel mais nos seduz1 tentarmos algum meio menos espiritual1 ou impedirmos o resultado1 pondo-nos espera dos efeitos1 em vez de conservarmos o olhar fito na ,causa4 ,o fotgrafo imprime da negativa s durante o tempo em que ela est exposta ao sol4 ,mas quando le se pe a ver como o trabalho se faz1 impede simplesmente o trabalho de se fazer4 ,seja qual fr a prudente vigilancia de que a alma necessite1 nunca ela poder estar exposta demais1 e estando exposta1 no haver nada no mundo que possa melhorar ou abreviar o resultado que ela tem de obter4 ,a criao dum corao novo1 a renovao dum esprito ntegro1 uma obra omnipotente de ,deus2 deixai-a ao ,criador4 ,aquelle que comeou em vs uma boa obra aperfeio-la-ha at esse dia4 ,mas no ha ente algum1 que sentindo o valor e a sublimidade daquilo que para le da maior magnitude1 fique inerte e descure o seu prprio progresso4 ,tornar-mo-nos como ,cristo a nica coisa no mundo digna dos nossos desvlos2 a nica coisa diante da qual toda a ambio humana loucura1 e vo1 todo o esfro menos digno6 ,s aqules que fazem desta aspirao o suprmo desejo e paixo das suas vidas1 que podem comear a esperar alcan-la4 ,se por isso tem at agora parecido tudo depender da passividade1 permiti-me que assevere com mais ardente convico que tudo depende da actividade4 ,a religio da adorao sem esfro pode ser religio para anjos1 mas no para homens4 ,no a contemplar mas a agir1 que ha a verdadeira esperana2 no em extases1 mas na realidade1 que existe a verdadeira vida2 no no reino dos ideais1 mas entre as coisas tangveis1 que est a santificao do homem6 ,a resoluo1 o esfro1 a luta1 a mortificao e a agonia--tudo coisas j pstas de parte1 como futeis em si1 teem que voltar ao seu campo de aco e que arcar com responsabilidade dez vezes maior4 ,de que esto elas encarregadas8 ,nem mais nem menos do que de fazer mover a grande inrcia da alma1 que elas teem de colocar e manter onde as fras espirituais ho de vir influenci-la6 ,teem que reunir as fras da vontade2 que conservar brilhante a superficie do espelho1 e sustent-lo sempre firme2 e teem que descobrir a face que ha de olhar para o ,senhor1 repuxando-lhe para baixo o vu1 quando se aproximar o que fr profano4 ,talvez que j fosseis com um astrnomo v-lo fotografar o espectro duma estrla8 ,ao penetrardes na obscura quadra do ,observatrio vste-lo comear por acender uma vela4 ,para vr a estrla8 ,no2 para ver o instrumento que vai dispr1 para por le ver a estrla4 ,era a estrla que ia tirar a fotografia1 mas era tambem o astrnomo1 que por muito tempo levou a trabalhar na escurido1 aparafusando tubos1 lustrando lentes1 e dispondo reflectores1 e que s depois de grande trabalho conseguiu que o instrumento perfeitamente focado comeasse a funcionar4 ,ento apagou a luz1 e deixou a estrla a fazer na chapa o seu trabalho1 ssinha4 ,a tarefa diaria do ,cristo fazer com que tambem o seu instrumento funcione2 conseguido isso1 pode apagar a sua vela4 ,todas as evidncias do ,cristianismo que o levaram at ali1 todo o auxlio da ,f1 todos os actos da ,adorao1 todas as fras poderosas da ,egreja1 toda a ,orao e ,meditao1 toda a cooperao da ,vontade1 tudo processos de menor valor1 actividades da fra da vela1 podem nessa hora suprma ser pstas de parte2 mas lembrai-vos de que s por uma hora6 ,bem avisado andar aqule1 que mais depressa acender a sua vela1 ou aqule1 que nem mesmo a deixar apagar4 ,amanh1 daqui a um instante1 pode le1 pobre alma obscurecida1 maculada1 precisar dela outra vez para melhor focar a ,imagem1 para tirar qualquer argueiro que haja na lente1 para lustrar o espelho que o hlito do mundo possa ter embaciado6 ,no por causa da estrla que carecemos de fazer qualquer modificao1 pois ela sempre um grande ponto fixo nste universo incerto1 mas o mundo move-se3 cada dia1 cada hora exige outro movimento1 outra adaptao para a alma4 ,o telescpio no ,observatrio vai pelo cronmetro seguindo a estrla2 o cronmetro da nossa alma a ,vontade4 ,por isso1 emquanto a alma em passividade reflecte a ,imagem de ,cristo1 a ,vontade em intensa actividade mantm o espelho firme para que qualquer movimento do mundo o no arraste para alm da linha da viso4 ,seguir ,cristo manter a alma to firme que j se d o desconto ao movimento da terra2 e esta propositada contra aco dos movimentos dum mundo1 ste conservar o espelho bem em frente daquilo que le reflecte1 ste segurar todas as faculdades atravez de tempestades1 terremotos1 fogo e espada1 a estupenda colaborao da ,vontade6 tudo obra de ,cristo4 tudo obra do homem4 ,em prtica so ambas2 e em teoria tambem4 ,mas o homem sensato dir na prtica3 de mim que depende4 ,ha num museu de ,belas ,artes em ,paris uma esttua clebre4 ,foi a ltima obra dum grande gnio1 que como muitos outros gnios era pobrssimo e vivia numa humilde mansarda1 que lhe servia de casa de trabalho e de quarto de dormir4 ,quando a esttua estava concluida1 caiu uma noite sobre ,paris uma grande geada4 ,no quarto msero e frio jazia acordado no seu leito o pobre escultor1 a pensar na argila ainda hmida da sua esttua1 a pensar que a agua iria gelar-lhe nos pros1 e destruir numa hora o sonho de toda a sua vida6 ,ento o ancio ergueu-se1 e tirando as roupas do prprio leito foi com elas devotamente envolver a sua obra4 ,de manh1 quando os visinhos lhe entraram no quarto1--o escultor estava morto4 ,mas a esttua vivia6 ,a ,imagem de ,cristo que se est formando dentro de ns-- o suprmo encargo da nossa vida2 que sse encargo se anteponha a todos os outros projectos nossos6 ,emquanto essa ,imagem no estiver perfeita1 no haver obra humana que esteja terminada1 religio que esteja glorificada1 fim da vida que esteja preenchido6 ,j comeou essa tarefa infinita8 ,quando1 como1 havemos de ser diferentes8 ,o tempo no muda os homens4 ,a morte tambem no4 ,mas ,cristo muda-os4 ,tornai-vos ento semelhantes a ,cristo6 ,,fim ,,indice ,,pag4 ,prefcio #g ,a mudana que possivel na vida #i ,a formula da ,santificao #ag ,a alquima da ,influncia #cj ,a primeira experincia #ea