99,notas de transcrio399 ,o texto aqui transcrito1 uma cpia integral do livro impresso em #ahgf4 ,mantivemos a grafia usada na edio impressa1 tendo sido corrigidos alguns pequenos erros tipogrficos evidentes1 que no alteram a leitura do texto1 e que por isso no considermos necessrio assinal-los4 ,as syllabas alternadas a typo liso e lavrado do livro separam-se por 1 por exemplo auxiliarias 99 99 99 99 99 ,,cartilha ,,maternal ,,ou ,,arte ,,de ,,leitura ,,por ,,jo,o ,,de ,,deus ,illustration ,les mres et les institucteurs1 voil ceux qui jettent dans le monde presque toutes les semences du bien et du mal4 ,,ambroise ,,rendu 7,fils74 ,as sementes do bem e do mal1 quem as lana no mundo quasi todas1 so as mes e os mestres4 ,,porto ,,typ4 ,,de ,,antonio ,,jos ,,da ,,silva ,,teixeira #fb1 ,rua da ,cancella ,velha1 #fb #ahgf ,este systema funda-se na lingua viva4 ,no apresenta os seis ou oito abecedarios do costume1 seno um1 do typo mais frequente1 e no todo mas por partes1 indo logo combinando esses elementos conhecidos em palavras que se digam1 que se ouam1 que se intendam1 que se expliquem2 de modo que1 em vez do principiante apurar a paciencia numa repetio banal1 se familiarisa com as letras e os seus valores na leitura animada de palavras intelligiveis4 ,assim ficamos livres do syllabario1 em cuja interminavel serie de combinaes mecanicas no ha penetrar uma ida6 ,esses longos exercicios de pura intuio visual constituem uma violencia1 uma amputao moral contraria natureza4 ,seis mezes1 um anno e mais de vozes sem sentido basta para imprimir num espirito nascente o sello do idiotismo4 ,porque razo observamos ns a cada passo nos filhos da indigencia meramente abandonados escola da vida uma irradiao moral1 uma viveza rara nos martyres do ensino primario8 s mes1 que do corao professam a religio da adoravel innocencia e at por instincto sabem que em cerebros to tenros e mimosos todo o cansao e violencia pde deixar vestigios indeleveis1 offerecemos neste systema profundamente prtico o meio de evitar a seus filhos o flagello da cartilha tradicional4 ,,primeira ,,li,o ,consistindo a leitura na combinao das letras1 basta ir aprendendo as letras que se podem ir combinando2 o mais confuso2 e no podendo haver combinao sem vogal1 comecemos pelas vogaes 7deixando de fra o ypsilon para no surprender logo no principio o alumno com duas letras que se leem do mesmo modo1 tendo diverso nome e frma74 ,chamemos essas letras pelos seus nomes1 1 1 1 1 1 que depois iremos determinando os seus diversos valores4 a e i o u ,estas letras aprendem-se facilmente3 representando a quinta parte do abecedario quanto ao numero1 esto fra de representar a vigesima1 quanto aos embaraos2 porque so homogeneas1 todas se pronunciam com a bca aberta1 e filiam-se naturalmente na voz e na memoria4 por isso tambem que apresentamos todas cinco duma vez4 ,ora a verdadeira palavra do homem a palavra escrita1 porque s ella immortal4 ,mas emquanto o ensino da palavra fallada o encanto de mes e filhos1 o ensino da palavra escrita o tormento de mestres e discipulos4 ,extranha diversidade em coisas to irms6 ,deus na sua providencia no o podia determinar assim4 ,ha-de haver meio facillimo1 grato1 universalmente accessivel1 de espalhar essa arte1 ou antes faculdade1 sem a qual o homem no passa de um selvagem4 ,esse meio ou esse methodo no pde ser essencialmente differente do methodo encantador pelo qual as mes nos ensinam a fallar1 que fallando1 ensinando-nos palavras vivas1 que entreteem o espirito1 e no letras e syllabas mortas1 como fazem os mestres4 ,pois apressemo-nos tambem ns a ensinar palavras2 e acharemos a mesma amenidade4 ,com aquellas cinco letras j se podem formar quatro palavras muito usuaes1 e que por uma feliz coincidencia se pronunciam todas do mesmo modo1 isto 1 carregando na inicial4 ,lede-as1 e nunca soletreis2 que mal sabeis como a soletrao confunde o principiante 7quando lhe no deprava o raciocinio com sommas falsas74 ,lede-as acompanhando fielmente com o ponteiro a letra que estais pronunciando2 e vereis a facilidade1 o gosto e a admirao com que a criana vos segue e vos imita1 reconhecendo em sua consciencia a palavra retratada no papel4 ,convem deixar estabelecida nesta lio1 a proposito da ultima palavra ia1 a regra que o a no fim vale 7a fechado1 igual ao que tantas vezes no dia pronunciamos separadamente3 a casa1 a mesa1 etc471 regra que podemos figurar da frma seguinte3 a ,mas em portuguez as vogaes so quasi tantas como todas as consoantes juntas4 ,por isso antes de passar a lr1 podeis lisongear o alumno mostrando-lhe em qualquer livro ou pagina de boa letra o muito que elle j sabe4 ,e nesta mesma distraco o acabais de confirmar nesses cinco elementos que so a alma da escrita e da leitura4 ai ui eu ia ,,segunda ,,li,o ,inicimos no mecanismo da escrita o principiante com grande e justa maravilha sua4 ,elle percebeu1 sentiu mais ou menos lucidamente o engenho do homem1 que estudando os sons de que as palavras se compem1 inventou para cada som um signal1 e depois1 conforme a palavra consta de taes ou taes sons1 assim na escrita pe taes ou taes signaes6 ,mas aqui vem a proposito admirar como esta arte fundada numa base to singela tenha sido o martyrio de tantos innocentes e passe ainda na opinio das multides por uma sciencia ardua6 verdade que tal correspondencia no perfeita2 mas essa imperfeio pouco embaraa os filhos do paiz sendo bem dirigidos4 ,a criana1 acostumada a ler palavras1 no l por exemplo tdo nem mdo2 l tdo e mdo1 como tem dito e ouvido dizer4 ,assim tambem acha o valor das consoantes caprichosas4 ,vamos agora combinar com as vogaes uma das consoantes mais perfeitas que o v2 porm no lhe haveis de chamar -consoante1 que uma falsidade1 e vai desmentir todas as combinaes4 ,chamai-lhe1 como se usa modernamente1 v1 ou ainda melhor1 e por ora1 chamai-lhe o que elle vale1 simplesmente v444 pronunciando sem despegar o beio inferior dos dentes de cima1 sem vogal1 sem voz1 o simples sopro aspero e sonoro4 ,ensinai a proferil-o2 e depois no tendes mais que ir apontando na palavra successivamente as letras que ides lendo1 demorando-vos na pronuncia de cada uma o tempo que quizerdes1 porque essa consoante to prolongavel como as vogaes4 v v vai vi via viu vivi vivia viveu viva uva viuva ,,terceira ,,li,o ,cada um tem as suas traas de facilitar o ensino1 e ajudar o principiante nas difficuldades4 ,ns temos achado util cobrir e descobrir alternativamente o v nas palavras vai1 via1 etc1 fazendo ler ora ai1 ora vai e assim o mais1 a fim de certificar o principiante do papel que o v representa na escrita4 ,deste ou doutro modo estamos que vos no enfastiou a lio passada1 onde pela primeira vez combinmos vogaes e consoantes4 ,mas que differena haver entre vogal e consoante1 e porque iriamos ns ao fim do abecedario buscar o v para esse primeiro exercicio8 ,quando dizemos 1 soltamos essa voz da garganta2 mas se dissermos m1 soltamos essa voz1 despegando os labios2 e se dissermos mal1 despegamos os labios ao soltal-a e no fim damos com a lingua no ceu da bca4 ,donde se v que as palavras se compem de vozes e tambem duns modos de comear ou acabar a voz4 ,as vozes pertencem garganta1 e representam-se nas vogaes2 os modos pertencem aos orgos mudos1 como labios1 dentes1 lingua etc41 e representam-se nas outras letras4 ,vai uma grande differena da voz1 ao modo de comear ou acabar a voz2 vai portanto uma grande differena de vogal a consoante4 ,mas esses modos1 uns consistem num toque ou despego rapido1 num simples movimento1 numa funco instantanea que se pde repetir1 mas que se no pde prolongar1 como succede nas seguintes palavras3 bocado golilha maninho preto 7bqd1 gl lh1 mn nh1 pr t74 ,outros consistem numa disposio em que a gente pde insistir o tempo que quizer1 como nas seguintes palavras3 favo siso ch jarro f444v444 444z444 x444j444rr444 ,ora quando a voz modificada com aquelles modos instantaneos1 de sua natureza improlongaveis1 a voz e o modo constituem para o principiante uma somma difficil de reduzir aos seus elementos1 e portanto confusa3 pelo contrario quando o modo prolongavel1 o principiante demora-se na voz ou no modo o tempo que lhe apraz sem falsear a syllaba1 sem desfigurar a palavra2 e o papel que a consoante representa na escrita evidente e distincto4 por exemplo1 contando os pontos por momentos1 podemos levar cinco momentos a pronunciar1 v444441 ouvindo-se afinal perfeitamente v4 ,o mesmo no acontece em d1 c1 p1 l1 etc4 ,logo1 por onde haviamos ns de comear1 pelas consoantes contnuas ou pelas consoantes instantaneas8 claro que pelas consoantes contnuas1 prolongaveis1 que deixam ao principiante apreciar melhor os elementos da syllaba4 ,ora1 dessas consoantes a menos equivoca1 ou antes1 a inequivoca1 a unica que no tem equivalentes1 a mais perfeita em summa1 o v3 comemos pelo v4 ,mas em que consiste o v1 como se pronuncia o v8 ,ns1 mesmo com a bca fechada1 podemos fazer uma especie de gemido1 respirando pelo nariz2 mas se1 em logar de respirar pelo nariz1 fazendo esse gemido1 respiramos por entre o labio inferior unido aos dentes de cima1 pronunciamos v444 ,este som depende do folego emittido com certa fora2 sem essa fora1 emittindo o simples folego e conservando a mesma posio de labio e dentes1 em logar de v444 pronunciamos f444 ,ora havendo tanta analogia entre estes dois elementos1 sendo o f um v abafado1 soprado1 silencioso1 passemos do v ao f4 f f fui fia fiava afia afiava fava ,,quarta ,,li,o ,os modos de comear e acabar a voz chamam-se ordinariamente inflexes e articulaes1 por serem como uns eixos1 umas juntas da voz que lhe do contorno e melodia4 ,a palavra lampada1 por exemplo1 muito airosa2 mas tirando-lhe a parte que nella tomam a lingua1 os beios e os dentes reduz-se a um vozeio de mudo1 monotono e desengraado3 4 ,donde se v que a voz como a perola que reala no engaste2 e que as inflexes1 intermeando e recortando a voz1 apezar da sua obscuridade no so menos preciosas na palavra que as proprias vozes4 ,s a voz se canta1 s a voz se alteia e expande1 segundo o folego e garganta de cada um1 a ponto de encher um templo1 de retumbar no valle do alto da montanha2 pelo contrario as inflexes a poucos passos de distancia somem-se3 todavia uma lingua s de vozes seria uma lingua barbara4 ,ora ns j sabemos que as inflexes na escrita se representam pelas consoantes2 mas em logar de haver tantas consoantes como inflexes1 correspondendo a cada inflexo a sua consoante1 no succede assim4 ,vejamos as inflexes contnuas de quantos modos se escrevem3 f444 7f afflio phoca7 f ff ph v444 7vai7 v 444 7suisso ceo ao maximo7 s ss c x z444 7aza uso existe7 z s x x444 7eixo chega ais faz7 x ch s z j444 7ja geme osga7 j g s rr444 7rua erro rhetorica7 r rr rh ,achareis1 para representar as sete inflexes continuas1 vinte e duas formas que1 descontando repeties1 se reduzem a dezeseis2 mas1 destas dezeseis1 sete teem diversos valores1 a saber3 c seu ch eixo ceo s z uso x z existe c k cai x triste proximo 444 acto j tisna k sexo g gelo ch x chefe z z zelo r era agua k chimica x fiz raio ,ora destas formas de valor incerto nenhuma convinha para os primeiros exercicios4 ,das outras1 uma tem valor certo e exclusivo1 que v3 as mais no teem valor exclusivo mas teem valor certo1 que so f1 ff1 ph1 1 ss1 j1 rr1 rh2 mas embora tenham valor certo1 as compostas no seria bom methodo antecipar s simples2 uma letra anomala2 ff comprehende-se em f4 ,isto tudo supposto restam v f j4 ,comemos pela mais perfeita1 v1 que maiuscula ou minuscula conserva a mesma forma1 nunca se annulla dobrando-se debalde ou escrevendo-se por amor da etymologia1 tem sempre o mesmo valor e s ella tem esse valor1 presta-se com as vogaes a muitas combinaes familiares1 e representa uma inflexo gemida1 isto 1 duplamente apreciavel ao ouvido do principiante pela continuidade e pela intensidade4 ,do v passmos ao f1 pela analogia da pronuncia4 ,passamos agora ao j4 ,os antigos punham o valor da letra no primeiro elemento do nome que lhe davam2 razoavel systema de designaes principalmente para as consoantes instantaneas1 que mal se podem proferir em separado sem lhes exagerar o valor4 ,jota e xiz so os nomes que temos n'esse genero 7preferiveis a fe le1 etc4 onde a inflexo vem encravada em duas vozes dum modo obscuro72 mas taes nomes constituem excepo1 e impem a necessidade de fazer distinco entre o nome e o valor1 o que o alumno embora perceba facilmente1 no deixa por isso de se embaraar na prtica1 porque lhe occorrem as duas cousas1 nome e valor4 ,aquellas designaes antigas fundadas numa base at certo ponto filosofica1 eram nomes geralmente compostos1 verdadeiros nomes1 com toda a melodia da lingua1 sem aquella simplicidade d'algumas denominaes nossas como b1 d2 por isso peores de conciliar com a soletrao4 ,ao d1 por exemplo1 chamavam daleth1 ao a aleph1 ao l lamed4 ,em quantos annos chegaria o desgraado alumno a soletrar 7claro est1 inconscientemente1 de memoria1 fora de repeties sem conto7 daleth aleph lamed1 dal86 7daleth aleph lamed1 ,somma444 dal7 ,em cinco e seis annos como ainda hoje a infancia israelita2 com manifesto prejuizo da sua educao logica4 ,mas seria mais irracional essa soletrao que por exemplo a nossa c 1 k8 ,no6 ao menos alli1 dada a chave do enigma1 descoberto o segredo1 achavam-se as parcellas da somma1 os elementos da syllaba frente dos tres nomes das letras4 ,em c 1 k1 impossivel perceber donde veio k1 a inflexo guttural que soa na syllaba k4 ,todavia ensina-se assim a ler6 ,no ensinemos ns a ler assim4 ,chamemos ao jota j444 j j fuja veja viaja viajava ,,quinta ,,li,o ,a leitura1 nestas palavras de vogaes e consoantes contnuas1 to clara1 funda-se em elementos to distinctos1 esto os seus passos por assim dizer to bem marcados1 a syllaba constitue sempre uma somma to evidente1 que o principiante1 compenetrado da base do systema orthografico e talvez at exagerando a simplicidade da arte1 deve-se a estas horas achar disposto a receber as outras consoantes1 combinando-as com o mesmo conhecimento de causa4 ,a experiencia abona esta supposio4 notavel a facilidade e consciencia com que o alumno1 em to poucas lies1 comea a ler as syllabas compostas de elementos confusos e quasi inseparaveis4 ,mas que ordem havemos de seguir na combinao dos novos elementos8 ,assim como na lio passada buscmos as formas pelas inflexes1 vejamos de quantas formas se escrevem as doze inflexes instantaneas da nossa lingua 7que foi nossa inteno mnemonisar nas palavras bocado golilha maninho preto2 bkd1 gl lh1 mn nh1 pr t73 b 7boa abbade7 b bb k 7kilo qual chimica7 k q ch c d 7addido adheso7 d dd dh g 7aggregado7 g gg l 7libello7 l ll lh 7ilha7 lh ambos m 7meu m m meu m 444 commenda7 anda n 7no n n no n 444 annel7 nh 7unha7 nh p 7appropriado7 p pp r 7ar7 r t 7attonito theoria7 t tt th ,contando achareis1 para representar as doze inflexes instantaneas da nossa lingua1 vinte e duas formas 7no escogitando muito1 pois por exemplo1 gu para representar g guttural bem se podia considerar uma nova forma74 ,destas formas j conheciamos por incertas c1 ch1 g1 r2 e conhecemos agora como taes m1 n3 ora primeiro se ho de apresentar as certas4 ,as formas lh1 nh1 dh1 th so compostas2 e primeiro se ho de apresentar as simples4 ,tiradas incertas e compostas1 restam certas mas dobres1 isto 1 que s vezes se dobram inutilmente b1 d1 l1 p1 t2 certas e simples1 isto 1 que nunca se dobram k1 q4 ,por aqui haviamos de comear1 se com o q no se annullasse muitas vezes o u1 o que absurdo2 e se tivessemos palavra usual onde apresentar o k sem dependencia de letra desconhecida2 mas s temos kilo1 onde entra l que1 portanto1 ha de vir antes4 ,mas b1 d1 p o mesmo caracter invertido2 approximemol-as3 d1 t1 so irms na pronuncia4 ,disto resulta que podemos ter por boa ordem a seguinte3 t1 d1 b1 p1 l1 k1 etc4 ,vamos ao t4 ,explicai1 se quizerdes1 a sua pronuncia ou simplesmente lde-o na syllaba3 o alumno vos seguir4 t tu teu tua tia ata atava fita fatia fatiota ,,sexta ,,li,o ,quando agrupmos as inflexes contnuas de duas em duas 7f444v4441 c444z4441 x444j44471 quizemos indicar o parentesco de cada par2 isto 1 que a primeira se pronunca como a segunda1 na mesma disposio de orgos1 com a differena que na primeira ha s folego e na segunda ha essa meia voz a que chammos gemido4 ,o j um x mais forte1 um x gemido1 vozeado4 ,mas ahi bem se explica a differena4 ,agora as inflexes t e d so mais do que parentas1 so irms4 ,por isso do t passamos naturalmente ao d4 d dia d doi d deu dada dava deva vida duvda ida idiota judia judeu ajuda fiada afiada ,,setima ,,li,o ,o leitor havia de notar na lio passada a palavra duvda com accento4 ,ns temos aos signaes prosodicos uma especie de averso1 chegando os nossos mais esmerados escritores a no accentuarem muitas vezes at as palavras equvocas4 ,mas esse o facto4 ,em theoria ninguem sustenta esse exagero4 ,donde se segue que podemos1 e devemos1 por exemplo1 escrever sempre duvda ou dvida1 e nunca simplesmente duvida4 ,o principio de accentuar s as palavras equvocas bambo4 ,tudo equvoco para quem no sabe4 ,nada mais equvoco para um extrangeiro1 que as tres primeiras vogaes de cama casa e cada1 identicas na escrita1 diversas na pronuncia 71 1 74 ,todavia nunca se accentuaram4 ,mas sendo essa a prtica constante1 no se devem dar a ler escritas doutro modo4 ,porm as palavras equvocas alguns accentuam-nas systematicamente1 e muitos1 embora sem especial cuidado1 teem occasio de as differenar na escrita4 ,queremos dizer com isto que rejeitando e reprovando nas cartilhas uma accentuao artificial armada a facilitar a leitura1 iremos empregando os devidos signaes nas palavras duvidosas1 conforme a razo e os bons exemplos4 inadmissivel a doutrina de escrever as palavras de maneira que1 em separado1 os mesmos portuguezes no saibam o que ellas so4 ,mas1 voltando ao nosso caminho1 vamos ao b1 que se profere despegando os labios1 como p1 m2 e por isso chamam1 a estas letras e inflexes1 labiaes4 b boi boa aba baba beba bata batia bateu batida bota batata abata abatia abatida abafa abafava abafada ,,oitava ,,li,o ,na lio passada figurava em boi e boa a letra o com um valor diverso do que se infere de seu nome4 tempo de admittir essa novidade4 ,ns temos julgado inutil dizer que o criterio fundamental da nossa prosodia ---ler como se diz3 criterio sofistico1 que no resiste analyse mas que felizmente a criana na sua simplicidade admitte de boamente4 ,a criana folga de rectificar uma leitura fundada no rigor dos dados1 pelo que ouve e costuma dizer4 ,um certo instincto prtico1 um sentimento de utilidade a leva a achar muito bem fundado aquelle dictame futil4 ,bi no se diz2 bi no nada1 gostosamente corrige e diz bi4 ,e o caso que emquanto outros1 acostumados a syllabas vs1 naturalmente estropeiam as palavras mais logicamente escritas2 o nosso alumno mettido naquelle caminho prtico1 e habituado a intender sempre o que l1 tende naturalmente a dar sentido e alma s combinaes da orthografia mais duvidosa1 achando uma palavra corrente4 ,ns reservamos lies especiaes para as grandes variaes de valor nas vogaes2 mas e no differem dum modo muito extranho4 ,isto posto passemos ao p que irmo de b no valor1 e tambem se pde dizer que na figura4 p pai p p p pua pia pipa papa papava papada peta pata patada pita pitada topa tapa tapava tapada ,,nona ,,li,o ,alguns chamam1 ao e de saude1 mudo4 ,antes o chamem que o faam1 pois se o fazem no fallam portuguez4 ,o u em guerra mudo1 e na maxima parte das palavras onde se escreve gue1 gui1 que1 qui3 e ainda n'outros casos como havemos de ver4 ,porem a vogal e representa sempre voz2 e no ha vozes mudas4 ,deviam-lhe chamar e grave1 que j frase recebida1 significando baixo1 no agudo1 que no soa alto1 que no soa muito4 ,isto supposto1 as inflexes instantaneas por onde acabam palavras portuguezas so l1 n1 r3 exemplo1 tal1 talisman1 ter4 ,estas inflexes1 parece que todas se proferem despegando a lingua do co da bca3 porem1 na sua qualidade de instantaneas no teem som proprio1 e por isso1 vindo no fim1 se despegarmos a lingua durante a emisso da voz1 em vez de ter1 diremos tere2 em vez de tal1 tale1 etc43 o que vicioso4 ,ora assim como saud' no portuguez1 tambem o no so taes palavras acabando em e grave1 que a consoante no representa nem a inflexo pde comprehender4 ,a respeito do l1 uma indicao podeis fazer muito clara e proficua1 ao vosso alumno1 e que deixe a lingua pegada ao co da bca4 ,por um dos muitos mysterios da palavra1 assim se profere elegantemente o l final1 ou posterior voz4 ,no temos apresentado letras dobradas por falta de occasio2 no1 por systema4 um facto de observao que o principiante no se embaraa com isso1 como ides ver4 l li lia leu lua luva loja luta labuta bitola bola bella falla fivella l l alli vil fel fiel tal fatal faval pal papel alva alta falta volta polpa apalpa apalpadella ,,decima ,,li,o ,estas notas so escritas ao correr da impresso2 e1 recebendo agora do ,porto a primeira folha 7que em ,lisboa nem de graa1 como chegmos a offerecer a um editor notavel1 demais a mais poeta e prosador1 conseguimos a publicao desta curiosidade7 vemos nessa folha que na segunda lio1 onde se trata da combinao do v com as vogaes1 dissemos que vos podieis demorar na leitura de cada letra sem distinco1 por serem todas igualmente prolongaveis4 ,assim 3 mas esqueceu-nos advertir que haja cuidado em no separar a inflexo da voz2 seno1 basta a minima pausa para terdes de as ajuntar depois1 o que vem a dar na mesma que soletrar4 ,a advertencia era por ventura escusada4 ,no ensino individual1 que s onde temos experimentado este systema1 com os resultados previstos 7em lies manuscritas imitando letra redonda7 costumamo-nos collocar a um canto da mesa1 mais o alumno1 elle dum lado esquerda e ns do outro2 pomos-lhe a lio diante convenientemente2 e emquanto1 nas primeiras quatro lies1 percorremos com o ponteiro pela parte de cima as letras da palavra1 imol-as simultaneamente pronunciando4 ,ora como do intervallo das letras naturalmente se abstrahe1 nem esse intervallo apreciavel na marcha do ponteiro1 a palavra afigura-se aos olhos do principiante como uma pequena escala1 cujas notas se vibram na sua ordem natural4 ,e o que a leitura seno a pronncia successiva dos elementos simples ou compostos1 certos ou incertos da palavra escrita8 ,por isso que a leitura a verdadeira soletrao2 porque s na leitura se d aos caracteres o seu justo valor4 ,ha duas soletraes1 a antiga e a moderna4 ,a soletrao antiga vai chamando as letras pelos seus nomes1 para apresentar depois1 no a somma desses nomes1 mas a somma dos valores dessas letras4 ,esta soletrao absurda1 e desmoralisa o raciocinio do principiante4 ,como quereis vs que uma alminha1 ainda com aquella luz to pura que traz de ,deus1 entenda que c1 ag1 1 junto1 sommado1 x86 ,isto ser ensinar a ler1 mas ao mesmo tempo embrutecer4 ,ora mil vezes antes analfabeto que idiota4 ,porem esta soletrao1 que alis reina em ,portugal e seus dominios1 est condemnada4 ,a outra1 a soletrao moderna que procede por valores1 incomparavelmente superior2 mas ou inexequivel ou escusada4 ,modernamente1 como se soletra ch8 ,deste modo3 x'1 1 x4 ,mas se o alumno sabe1 pelo conhecimento das regras ou por intuio1 o valor hypotetico de ch1 l igualmente x2 e se no sabe1 no pode soletrar moderna4 claro4 ,daqui resulta que a soletrao a leitura4 ,ensinemos as regras2 e a pratica far o resto4 ,segue-se o k1 pela ordem estabelecida2 e como s o podemos apresentar em kilo1 aproveitemos a occasio de exercitar o principiante no o final1 ensinando-lhe que o o no fim vale u4 ,explicai-lhe o symbolo1 se vos parecer3 a curva ondeada indica as mais letras da palavra acabada em o1 que faltam2 as duas parallelas querem dizer vale4 k kilo o u vivo viuvo viajo vejo fujo favo fato ato bato bafo abafo bafio abalo fallo luto lado lido pato pavio pulo papalvo baldo baldio bolo lobo lodo ovo tolo tldo ,,undecima ,,li,o ,no tinhamos outra palavra conveniente seno kilo1 onde apresentassemos o k1 por ser esta consoante to perfeita como rara4 ,os gregos tinham uma inflexo irm da que representa em portuguez o k1 mas aspirada2 e figuravam-na por certa letra bastante similhante ao k1 e ainda mais similhante ao x4 ,os romanos no tinham essa letra2 e1 como para elle c valia q1 ajuntaram-lhe h para significar aspirao1 e nas palavras gregas de origem1 onde havia aquella inflexo guttural1 escreviam ch com justificado motivo4 ,mas isso1 elles2 ns s por imitao servil fazemos o mesmo2 porque para ns nem o c vale q1 e sim diversas inflexes2 nem o h significa aspirao1 que no ha em portuguez2 nem ch tem valor definido4 ,quanto mais que em pontos de orthografia grega mais nos devia importar o grego que o latim2 e se ha maneira de falsear aquella excellente orthografia escrever dois caracteres representando um valor4 ,donde resulta que em taes casos mais logica o etymologicamente se devera escrever k4 ,todavia1 recebendo esta letra na adopo do systema metrico uma especie de cunho official1 nem as graas do poder lhe valeram a benevolencia dos sabios3 contina em kilo 7significando mil7 a ter curso forado2 mas j em chylo 7succo de alimentos digeridos7 insistem os sabios a escrever ch1 tendo a palavra igual origem e identica pronuncia4 uma especie de antipathia1 quelle excellente caracter1 que no se pde attribuir s suas quatro pernas4 ,a mesma ,frana1 que toda se empenha em disfarar no apparato scientifico os absurdos da sua orthografia1 expulsa o k de palavras a que elle pertencia par droit de naissance2 reserva-o para os termos arabes2 e nos proprios de origem grega escreve ch valendo1 note-se1 ora k ora x4 ,primores da coherencia etymologica6 ,mas o alumno espera-nos4 ,ao k seguia-se o q segundo o nosso plano2 mas j sabemos que esta consoante1 embora certa1 offerece circumstancias absurdas3 servir pois de introduco s consoantes incertas2 e vamos entretanto a outras regras sem excepo1 em respeito a vogaes4 ,ensinmos na lio passada que o final vale u4 ,ensinemos agora que ou vale 4 ,nas provincias do norte diz-se amu1 compru2 mas em ,coimbra1 ,lisboa e no mais ,portugal no se profere tal ditongo4 ,escreve-se ou1 mas o u mudo1 e o o soa como em av4 ,este o facto e1 por consequencia1 a lei fundada1 no diremos na melodia que relativa1 porem no uso mais autorisado e alis mais vasto4 ,com isto no queremos dizer que em tal ou tal logar1 onde reine sem contradico aquella variante1 o professor se empenhe em arrancar aos seus discipulos talvez um hbito invencivel4 ,a toada singularmente ingrata a ouvidos estranhos e illegtima2 porm no essencial que os filhos do povo fallem classicamente2 o essencial fazel-os quebrar o circulo da animalidade e dar-lhes1 por meio da leitura e da escrita1 o horisonte infinito do homem4 ,em parte onde convier1 exercitai-os no ditongo4 ou av vou aviou viuvou viajou dou atou fiou babou piou papou apupou tapou pulou fallou alliviou abafou ouvi ouvia ouviu ouvido louva louvo louvou poupa poupo poupou ,,duodecima ,,li,o ,j na lio passada nos referimos ao ditongo ou1 usado nas provincias do norte1 e que bem se pde ter por vicioso4 ,agora diremos que nas provincias do sul cerceiam o delicado ditongo ei1 dizendo em logar de li lito di diti1 simples e desengraadamente l lto d dt4 ,tambem vulgar nestas provincias m pai1 t primo2 e no menos1 jant and cant1 em vez de meu pai1 teu primo1 janti andi canti4 ,no imaginamos circumstancias que recommendem ao mestre contemplao alguma com essas crassas deturpaes da lingua4 ,os mais rudes acceitam a emenda sem escandalo1 e sem surpreza1 lembrados duma ou outra pessoa culta que tem ouvido4 ,mas voltando ao i1 objecto especial desta lio1 bom notar que esse ditongo nem sempre expresso1 mormente na orthografia antiga4 ,os antigos escreviam regularmente ta fo ca reco3 os modernos escrevem geralmente mais conforme a pronuncia4 ,seja como fr1 o estylo da lingua no admitte o ditongo o a2 e em taes casos1 esteja o i expresso ou no1 ha de se ouvir o ditongo i antes da voz final4 ,a razo popular1 ainda mais que as academias1 tende sempre a racionalisar a orthografia ajustando-a com a falla2 e por isso1 como j indicmos1 hoje o mais ordinario escrever-se feio receio teia aldeia4 ,e ainda bem4 ,mas o que parece equvoco da parte dalguns autores escreverem1 por exemplo grangeiar receiar1 porque em certas vozes 7do presente do indicativo1 imperativo e conjuntivo7 de similhantes verbos soa i4 ,sempre ouvimos dizer cio e recio2 mas ainda no ouvimos dizer cii e recii4 ,o i1 que o estylo da lingua insinua naquellas vozes1 um accidente do verbo e no o mesmo verbo na sua forma primitiva4 ,se as alteraes que soffrem as vogaes durante a conjugao dos verbos devessem figurar no infinito1 no havia modo de os escrever4 ,escrever1 por exemplo2 segundo e1 grave2 escrevo1 segundo e1 agudo3 velar1 e1 grave2 velo1 e1 aberto2 vele1 e1 agudo 7o mesmo da primeira syllaba74 ,e sem fallarmos nos casos em que at as consoantes variam1 como nos verbos acabados em gar e car1 aqui se mostra que a lingua portugueza no guarda nos derivados a prosodia radical1 por outra1 que no uma lingua etymologica1 como era a latina3 assim como no uma lingua metrica1 com syllabas longas e breves1 como o latim2 e assim como no uma lingua declinavel1 com sete1 oito1 nove1 dez e mais formas do mesmo nome1 pronome ou adjectivo1 como havia no latim4 ,ora no sabemos que traos mais profundos de divergencia pode separar uma lingua de outra4 ,em que se fundam pois os argumentos de analogia com que o pedantismo nos tem sempre querido impor a orthografia latina8 ,bem fez a ,hispanha que importando-lhe mais os seus grandes interesses1 do que os embaraos do filologo em descobrir a origem e significao de ,cristo escrito sem h1 tem hoje a mais perfeita orthografia do mundo4 ,e nisso se podem fundar boas esperanas da enorme civilisao que espera aquelle generoso povo1 tantos seculos espessa sombra da monarchia4 ei i d l dei lei atei papei lavei abalei feita feito feitio deito deitou deitei babei beija beijo beijou beijei dei-a dei-o veia veio feia feio leia leio peia teia ,,decima ,,terceira ,,li,o ,no tratamos aqui dos valores da letra e4 ,tratamos das vozes similhantes que essa letra representa2 que so quatro3 e agudo1 que se exprime no proprio nome dessa vogal1 2 fechado1 de que fallmos na lio antecedente1 d1 di2 aberto1 que no tendo signal especial em portuguez1 muitas vezes figura com o mesmo agudo1 por exemplo1 bello1 ps3 e ha um outro1 de todos o menos parecido com o agudo ou nome da letra1 chamado grave1 do qual j tivemos occasio de fallar4 ,este e1 que mal podemos declarar por escrito1 mas que o ouvido distingue perfeitamente1 frequentissimo no principio1 no meio e no fim de palavras2 mas tambem frequentemente mal proferido1 e at supprimido1 mormente no fim4 ,pondo nisso especial cuidado2 no deixeis o vosso discipulo dizer fal' em logar de falle1 assim como lhe no deixeis dizer vile em logar de vil1 papele em logar de papel1 etc4 ,basta contar as syllabas1 e no o deixar fazer1 de duas1 uma2 e de uma1 duas4 ,ha numa linguagem viciosa no sabemos que mostras de m educao ou de rudeza4 ,devemo'-nos empenhar o mais possivel em aperfeioar o estylo dos nossos discipulos4 ,e voltando ao e aberto1 que no tem signal especial1 cumpre notar que se encontra nos classicos1 muitas vezes1 esse e com um accento opposto ao agudo1 desta frma3 prgar1 prgador 7palavras que precisavam de especificao1 pois ha tambem em portuguez1 com e grave1 pregar e o derivado pregador74 ,no o applicavam os autores1 ou pelo menos os typografos1 systematicamente2 como faziam a todos os demais signaes2 porem os modernos1 em vez de o aproveitar convenientemente1 aboliram-no4 ,d'ahi resulta escrever-se p e ps1 s e co1 com uma orthografia excellente para enganar quem l4 ,no se pde confundir o e de pes1 plural de p1 com o de pz1 cerol 7ou de p1 que o mesmo73 tambem se no pde confundir com o de p 7nome vulgar da letra p72 e muito menos com o e grave4 ,temos portanto1 no fallando no grave1 tres especies de ee bem accentuados na pronuncia 7ps1 p1 p71 que de facto se querem accentuar na escrita2 mas1 empregando-se nesse intento apenas dois signaes1 por fora algum e se havia de confundir com outro4 ,e assim succede4 ,quando o autor receia que leiam zelo 7verbo71 escreve zlo2 e quando receia que leiam zelo 7nome71 escreve zlo3 escreve sempre o mesmo4 ,e como havia elle de escrever melhor8 ,escrevendo zlo 7nome7 e zlo 7verbo78 ,errava em ambos os casos2 no primeiro1 onde no soa o e de p2 e no segundo1 onde no soa o e de p4 ,tomando a responsabilidade daquella apparente innovao indo aos antigos buscar um signal desusado8 claramente o melhor recurso4 ,mas vamos ao nosso e grave1 que o que mais nos importa4 e ave vive tive ate ajude tape tope pote pde poude bule bole bote bate bode bofe bife folle falle lave volte falte apalpe pelle pede pedi pediu pellei pellou velei velou levou dedal ,,decima ,,quarta ,,li,o ,ao k segue-se a sua irm na pronuncia e ltima das consoantes certas1 o q3 mas com esta j principiam as grandes inexactides na escrita e os equivocos faceis na leitura4 ,no se escreve q sem u2 mas esse u1 com e1 i1 quasi nunca se l4 a regra que podemos estabelecer4 ,d'ella podemos tirar o seguinte dictame3 ,visto q q valer quasi sempre q q1 lendo-se d'este modo1 quasi sempre se acerta4 ,aconselhai o discipulo nesta conformidade2 sem embargo de o deixardes ler uma ou outra palavra como est escrita1 para ver que no faz differena essencial1 e que embora leia ficui fcue1 facilmente percebe o seu engano1 e at se intende o que diz4 ,o alumno estranha com razo estas anomalias4 ,em satisfao sua intelligencia bom dizer-lhe 7o que temos por certo7 que antigamente lia-se sempre o u depois do q2 com o tempo algumas palavras mudaram1 continuando-se todavia a escrever do mesmo modo4 ,nem haja dvida em accrescentar que1 se a palavra mudou na pronuncia1 devia mudar na escrita2 e que uma vogal que se no l no se devia escrever4 ,se cada letra valesse um elemento da palavra fallada1 nada mais facil que aprender a ler4 ,a lingua portugueza reduz-se a trinta e seis elementos2 para decifrar toda a nossa imprensa1 bastaria fixar e distinguir trinta e seis caracteres4 ,quem no teria essa capacidade e paciencia8 ,infelizmente1 parte os methodos1 e a insufficiencia dos mestres que geralmente nas escolas so os mesmos discipulos1 sobejam letras inuteis1 letras dum valor commum1 letras de valor mltiplo1 combinaes quasi fantasticas3 e os proprios signaes1 que haviam de marcar o tom da vogal1 d'uns ha falta1 d'outros sobra1 e n'outros dvida por desacrdo nos autores1 e quasi sempre no mesmo autor4 ,a este respeito diremos que em portuguez temos vogaes nasaes1 agudas1 fechadas1 abertas e graves2 s quaes por sua ordem correspondem1 e muitas vezes se applicam1 os seguintes signaes3 nasal ou til 77 de ordinario supprido por m1 n3 mo1 mente1 minto1 monte1 mundo2 agudo 77 m1 meu1 mia1 m1 amuo2 circumflexo 77 amei1 amei1 444 amou1 444 aberto 77 444 mta 7baliza7 444 444 444 ,a este signal chamam os francezes grave2 e sua imitao muitos nossos1 mas impropriamente1 porque nunca se usou nas vogaes que ns chamamos graves similhante signal nem outro algum4 ,essas vogaes so1 por exemplo1 as ltimas das seguintes palavras3 ama1 ame1 amei1 amo1 tribu ,e aqui chamamos grave o a1 que chammos fechado1 a pginas #aa4 ,veremos a razo disso4 q que qui ke ki fique fiquei toque toquei ataquei pique ataque piquei duque loque baque jaqueta applique appliquei aquelle aquella aqui aquillo quieta quieto qual qualidade ,,decima ,,quinta ,,li,o evidente que havendo consoantes certas e incertas1 n'um methodo1 se havia de comear pelas certas4 ,ora conhecidas e combinadas pelo nosso discipulo essas dez consoantes1 que na ordem alfabetica so3 b 4 d f 4 4 j k l 4 4 p q 4 4 t v 4 4 restam3 4 c 4 4 g 4 4 4 4 m n 4 4 r s 4 4 x z ,porem que ordem seguiremos agora8 ,como vimos a pginas #ai e #bc1 todas estas oito so de dois valores1 excepto s x1 que so de quatro4 ,ora a ltima das certas1 em que ficmos1 foi q2 ao qual se seguem naturalmente c g1 no s porque uma tem um valor identico2 e a outra1 um valor similhante1 guttural2 mas porque ambas igualmente1 com e i1 offerecem especialidade4 ,portanto o logar de c g est marcado4 ,depois seguir-se-ho m n1 que teem igualmente dois valores8 ,no convm2 ambas essas consoantes servem muitas vezes de til1 o que duro de explicar2 e accresce que n se combina com h2 podendo-nos portanto servir de transio para as frmas compostas lh1 ph1 ch1 etc4 que devem ser as ltimas4 ,por outro lado1 se advirtirmos que z tem dois valores de s1 assim como s tem tres valores de x2 conviremos que estas tres consoantes se devem succeder4 ,resta r1 que tendo dois valores1 as deve preceder4 ,logo a ordem mais conveniente c g1 r1 z s x1 m n4 ,veremos que o h no passa dum accento1 quando serve de alguma cousa4 ,ora o c tem dous valores2 um1 sibilante e prolongavel1 4442 outro instantaneo guttural1 q4 ,como lhe havemos de chamar8 ,como o mestre quizer4 ,o discipulo a estas horas est bem no caso de no confundir o nome com os valores3 quanto mais que no se admittindo solletrao1 elle forado a empregar valores4 ,por isso que j em respeito a k e q deixmos em aberto esse ponto4 ,todavia mais racional que chamemos a essas gutturaes o que valem1 q'2 isto 1 designal-as pelo seu valor2 ou querendo-se-lhes dar nome1 derival-o d'esse valor1 e chamar1 a uma e outra1 q4 ,similhantemente1 dos valores de c1 deriva o nome cqe4 ,embora a experiencia nos mostre a inutilidade dessas designaes formaes1 e o methodo aconselhe de preferencia citar-se a letra pelos simples valores1 podemos admittir nomes verdadeiros1 que indiquem as funces da letra4 ,em todo o caso1 o essencial ensinar os valores e as regras4 ,antes da lio que segue1 deve passar-se1 entre mestre e discipulo1 este ou similhante dilogo3 --,que letra esta8--,cqe4 --,porque se chama cqe8--,porque vale 444 e q4 --,quando vale 4448--,em vindo com e1 i1 ou cedilhado4 --,e em no vindo com e1 i1 ou cedilhado8 --,vale q4 ,o 7cedilhado7 no confunde o alumno2 antes1 pela necessidade ou inutilidade da cedilha1 como se pde exemplificar em ao1 caco etc41 lhe ajuda a fixar as alternativas d'esta consoante caprichosa4 c 444 ce ci cebo cebola cedo ceia face alface foice bacia cidade q c cal caldo calvo culpa caco cacei cace calcei cacetada ao beio buo caa cabaa cabea coa cala calada ,,decima ,,sexta ,,li,o ,segue-se o g1 igualmente de dois valores1 como o c1 um prolongavel e outro instantaneo3 o prolongavel j4442 e o instantaneo g'1 guttural4 ,d'estes dois valores deriva logicamente o nome jg'e4 ,isto supposto1 dialoguemos com o nosso discipulo3 --,que letra esta8--,jg'e4 --,porque se chama jg'e8--,porque vale j444 e g'4 --,quando vale j4448--,em vindo com e1 i4 --,e quando vale g'8--,em no vindo com e1 i4 --,mas ha palavras onde soa g'1 por exemplo malagueta2 e ha palavras onde soa g'i1 por exemplo guita4--,qual o modo de escrever estas syllabas8--,e escrevendo g1 e escrevendo gi4 --,e1 assim1 fica bem escrito8--,no2 porque o u no se l2 mas entende-se bem a palavra4 --,e se tirassemos o u8--,era per2 lia-se malajeta1 lia-se jita1 que faz mais differena4 ,ora os casos em que o u se l1 nestas syllabas gue1 gui1 so rarissimos3 por isso podemos ensinar a desprezal-o1 como fizemos a respeito de que qui1 numa regra similhante3 --,visto g g valer quasi sempre g' g'i1 lendo-se d'este modo1 quasi sempre se acerta4 ,na lio vai uma excepo1 guela4 ,mas deixai tambem o discipulo ler uma ou outra palavra como est escrita1 para ver que ainda lendo em rigor1 a palavra transparece claramente4 ,esta certeza desafronta-o dos equvocos em que pde cair4 ,v-se pois que admittimos nomes de letras1 conformando-nos com a opinio commum1 que tendo tudo nome1 tambem as letras o devem ter4 ,embora2 e nesta altura no ha inconveniente para o nosso discipulo3 mas seja um nome adequado1 e no um nome falso4 ,chamando ao c cqe1 e ao g jeg'e 7ou escrevendo como se usa1 ggue71 conformamo'-nos com aquelle principio1 com o costume1 e satisfazemos1 pelo menos1 s mais imperiosas exigencias do methodo4 ,comtudo ainda podemos ajustar mais aquellas denominaes aos valores das letras1 dizendo ceqe jeg'e1 como diriamos duas vezes a particula de3 de ,francisco1 de ,pedro3 de de2 je-g'e1 ce-qe4 ,dizia-nos um dia o aio dos principes3 bom o methodo1 mas de qualquer maneira se aprende a ler4 ,intendamo'-nos3 de qualquer maneira se pode aprender a ler2 de facto1 no se aprende de qualquer maneira4 ,dos senhores de si1 poucos so os que tentam1 e quasi todos esses desistem3 os outros444 que remedio6 ,a questo de tempo e de tormento4 ,e essa no ainda a questo principal4 ,todo o estudo involve1 afra a instruco1 educao de espirito2 por isso a geometria passa pela melhor das logicas4 ,e no primeiro de todos os estudos1 quando o espirito est mais ductil e inconciente1 como pde um processo racional1 ou insensato1 ser indifferente aos habitos da intelligencia8 ,voltemos ao nosso caminho4 ,querendo-se que o discipulo intenda os symbolos1 diz-se-lhe que os tres pontos designam o valor prolongavel3 a consoante simples1 ou com apstrofo1 indica o valor instantaneo4 claro4 g j444 ge gi gebo geito foge tigela vigia collgio g' gue gui g'e g'i jogue pague folgue cegue guia guita aluguel guela gago gua egua igual gallo galgo golpe pulga cego acelga giga gagueja ,,decima ,,setima ,,li,o ,vamos ao r1 terceira das consoantes incertas e1 como as duas primeiras c g1 igualmente de dois valores1 um prolongavel e outro instantaneo4 ,ponhamos em dilogo a doutrina3 --,que letra esta8--,rr4 --,porque se chama rr8--,porque vale rr444 e r'4 --,quando vale rr4448--,em vindo no princpio ou dobrado4 --,e em no vindo no princpio1 ou dobrado1 o que vale1 ou como se l8--,r'4 ,no necessario trazer para aqui as vogaes1 como se costuma3 isso impe ao principiante uma distinco inutil1 porque tanto vale o r entre vogaes1 como entre vogal e consoante4 ,escusa tambem ensinar as excepes ao discipulo3 como o r1 se profere tocando a lingua no ceo da boca1 e o rr444 consiste na repetio desse toque 7gemendo ou vozeando ao mesmo tempo71 a affinidade desses dois valores1 e o mesmo estylo da lingua leva o discipulo a reforar a inflexo1 quando lhe destoa proferida simplesmente4 ,difficuldade acharia elle em o no fazer1 por exemplo1 em carne e melro1 ou vice versa em tenro e arlequim3 pois antes ou depois de l1 o r guttural4 ,e o mesmo podemos dizer a respeito de n2 mas advertindo que1 por exemplo em tenro1 no necessario que o n se como letra 7ou inflexo72 basta representar de til4 ,estas observaes dirigem-se ao mestre3 e ainda ao mestre1 excepo de alguma indicao prtica1 o mais que deixamos nestas notas no merece especial reparo2 nomeadamente as razes de ordem4 ,chamando a isto methodo1 cabe-nos mostrar que o 2 mas para fazer breve e commoda jornada por uma estrada recta e plana1 no necessario saber como a traaram e construiram4 ,o r guttural inflexo instantanea porque se reduz em ltima anlyse a um toque de lingua no ceo da bca2 inflexo prolongavel porque se forma repetindo esse toque indeterminadamente2 e voz porque o gemido 7como lhe temos chamado7 com que proferimos v1 z1 j1 e de que igualmente depende o r guttural1 no seno o flego elevado ao grau de vibrao1 ao grau de voz4 ,propriamente fallando1 a voz s se emitte de bca mais ou menos aberta1 e sem interveno sensivel dos orgos mudos4 ,mas parte esta interveno e a propriedade do termo1 n'aquellas quatro inflexes ha voz4 ,tanto assim que bem podemos esboar distinctamente qualquer melodia1 modulando-a n'alguma das inflexes v1 z1 j1 r444 ,estas so verdadeiramente as letras semi-vogaes3 no--aquellas cujo nome comea e acaba por vogal4 ,o que ter o nome com a cousa6 ,a letra r1 pela sua frequencia e pelos seus accidentes de posio e nmero1 merece uma lio com consoantes certas1 e outra com consoantes incertas4 ,em seguida daremos1 para desfastio do alumno1 um pequeno dilogo4 ,se o mestre no julgar inutil este exercicio1 applique s palavras a1 o1 a regra do a1 o1 finaes2 e diga que o e simples l-se i4 ,o alumno reconhece as maiusculas1 e a pontuao no o embaraa4 ,appliquem-se as regras conhecidas4 r rei rua raio raiva rijo rato ferro jarro terra burro ira vara fera furo jura puro ar ir vir for flor dar ver verde perda pardo perto preto prato bruto pobre irar virar varrer ferrar raro retiro rir roer ratar repartir recibo receio rico rca ruo carro garrafa garra guerra cera cerol cara caracol corda aorda geral gro agora agouro certo carta garfo grito gritar crar cear receber regedor rogar cerrar correr agarrar gorar carregar recordar -- ,pedro1 que do livro de capa verde1 que te deu o av8 --,j o dei ao ,jorge a guardar4 --,vai l pedil-o4 --,para qu8 --,para a tia ,carlota ver a gravura do caador4 --,ouve c3 a pobre da ,clara ia abrir a porta do quarto1 cau1 quebrou a garrafa do petrleo1 e ficou ferida4 ,vou agora botica2 levo aqui a receita3 tarde logo fallo ao ,jorge1 e digo que t'o d4 --,palavra8 --,palavra1 ,julio1 fica certo4 --,v l1 cuidado6 ,,decima ,,oitava ,,li,o ,ao r segue-se o z1 embora esta consoante seja mais simples3 porque o r dobra-se1 e tambem se combina com outras consoantes2 o que no succede ao z3 mas as razes de analogia no so menos attendiveis que as de simplicidade4 ,o r tem dois valores que se reduzem a uma frmula bastante simples 7no princpio e dobrado1 rr74 ,o x tem quatro valores1 que se esquivam a regra4 portanto claro que o r devia preceder ao x2 mas devendo preceder ao x1 devia preceder aos caracteres a que o x est associado por identidade de valores4 ,na verdade1 em zaz v-se que z vale z x ,em sisudos v-se que s vale z x ,em sexo auxilio exilio xale v-se que x vale k z x ,valem todas tres z1 x2 duas valem mais 2 e uma vale ainda mais k4 como uma escada de tres degraus que o methodo1 que todo escada1 no podia desmanchar4 ,por isso a todas tres precede o r2 e agora ao r1 segue-se a mais simples das tres4 ,a theoria relativa ao z1 encerra-se nas seguintes perguntas e respostas3 --,que letra esta8--,zxe4 --,porque se chama zxe8--,porque vale z444 e x444 --,quando vale z4448--,em no vindo no fim4 --,e quando vale x4448--,em vindo no fim4 ,isto o bastante4 ,o discipulo est agora atravessando um terreno escabroso4 ,por mair circumspeco com que vamos guiando os seus passos1 no o livramos de car3 salvo tecendo-lhe de proposito lies faceis1 e desviando-lhe tropeos2 mas ento o resultado seria um progresso illusorio4 ,vistes nas lies do r como por uma escala de combinaes chegmos a accumular dentro da mesma palavra muitas dvidas4 ,assim convem preparar o discipulo para a leitura usual e prtica onde1 a cada linha1 encontra essas accumulaes4 ,a amenidade do methodo no pde levar-se at esterilidade4 ,se as lies agora so mais embaraadas1 v o alumno ensaiando a sua reflexo4 ,adiante da palavra mais duvidosa1 est a preveno da regra e a advertencia do mestre4 ,o magisterio de sua natureza offcio de abnegao e de paciencia4 ,o mestre que se ira corrompe o corao do alumno4 ,e se o alumno1 pela sua tenra idade1 incapaz de aprender regras e de as applicar1 ento a sua presena na escola apenas attesta a ignorancia dos paes e a incuria da autoridade4 ,at aos sete e oito annos de idade todos andamos numa fervorosa elaborao corporal1 que s reclama alimento1 movimento e somno2 assim como andamos nesse profundo e immenso estudo da lingua1 e nessa insaciavel investigao do mundo exterior1 que absorve totalmente a faisca mais brilhante que possa alumiar uma cabea infantil4 ,complicar esse duplo movimento quasi vertiginoso com o ensino primario--leitura1 escrita e contas--passa de absurdo a cruel4 ,como os valores do z so novos1 s podemos indicar nos symbolos em que logar o apresentamos4 zz z zelei zelou zelar azia azul azeite azedar vazia luziu luzir fazer jazer jazia jazigo azar azougue z az faz fiz fez vez jaz juiz luz diz puz pz paz capaz lapuz quiz giz gaz arroz retroz rapaz feroz traz cruz zaz ,,decima ,,nona ,,li,o ,vamos ao s1 quinta das consoantes incertas1 e segundo degrau da escada1 de que fallmos na lio passada4 ,esta consoante frequentissima3 nella acabam metade das vozes dos nossos verbos1 todos os nossos pluraes de nomes1 pronomes1 participios1 e de quasi todos os adjectivos2 no fallando nos infinitos casos em que figura no principio e meio de palavra1 j antes1 j depois de vogal2 e tambem antes e depois de consoante1 como em sciencia e psalmo4 ,pde-se estabelecer a regra que o s no fim de palavra ou syllaba1 vale x4442 por exemplo1 custas4 ,mas cumpre advertir que isto1 sendo geralmente verdadeiro1 no exacto2 porque o s 7assim como z e x finaes71 vindo no fim de palavra qual se siga immediatamente vogal1 vale z4442 por exemplo1 os olhos1 que se l como se estivesse escrito ozolhos2 e seguindo-se-lhe immediatamente consoante1 que no seja 1 f1 p1 q1 t 7ou equivalente de e q71 ento vale j2 por exemplo as vozes1 que lemos como se estivesse escrito aj vozes4 ,mas estas advertencias so puramente theoricas ou antes1 escusadas no ensino2 pois no se trata de ensinar a ler a estrangeiros1 e sim a portuguezes mais ou menos prticos na lingua4 ,pela nossa parte no costumamos prevenir os nossos discipulos1 para a lio do s1 com mais doutrina que a contida no seguinte dilogo3 --,que letra esta8--,sezxe4 --,porque se chama sezxe8--,porque vale 444 z444 x444 --,quando vale 4448--,no princpio e dobrado4 --,quando vale z4448--,entre vogaes4 --,e quando vale x4448--,no fim de palavra ou de syllaba4 ,com este pouco temos o bastante para o nosso discipulo acertar as mais das vezes1 e seno1 para o convencermos de que desmentiu a regra1 o que em geral nos to agradavel como se a observasse1 pois nos d occasio de o fazermos raciocinar4 ,por exemplo1 trata-se da palavra uso1 que o discipulo l uo4 ,em logar de emendarmos sem mais explicaes1 preferimos questionar4 --,que consoante essa8--,sezxe4--,quando vale 8--,no princpio e dobrado4--,est no princpio ou dobrado8--,no4--,portanto no uo4 ,e quando vale z8--,entre vogaes4--,est entre vogaes8--,est4 ,e o discipulo l uzo4 ,syllaba a palavra ou parte da palavra que se diz duma vez1 n'um tempo4 1 s1 seu1 seus1 so quatro syllabas1 embora mais compostas umas que outras4 ,qual quer so duas syllabas1 que podem formar duas palavras2 e tambem1 s uma4 ,o discipulo adquire prticamente1 pelas nossas lies de syllabas alternadas a typo liso e lavrado1 uma ida mais clara de syllaba1 do que facil dar-lhe por definies4 ,quanto a vogaes1 melhor fazer-lh'as conhecer pelo valor1 exemplificando e comparando1 do que simplesmente pelo nome e de memoria4 s s safa silva passo tosse liso quasi bois dias teus soubesse desusados ss seus suas siso sisudos isto este esta est esteve visto vestes foste justo postas basta pastas peste leste listas valsa salsa falsos pulso socio sucia caso acesa faces cisco sege sigo seguir guloso guisados sogro grossa socegasses perseguisses ser sar sorte assar russo risses risada rosa riso raso russo grossos gritos gordos sagaz fizesse zurzisses rzes luzisse ,,vigesima ,,li,o ,assim como do z passmos ao s1 que contem os dois valores do z2 passamos agora do s ao x1 que contm os tres valores do s4 ,estes valores1 a que alludimos1 so 444 z444 x444 ,porque verdade que a paginas #ai attribumos ao s tambem o valor de j4442 mas este valor1 embora no s se observe muito mais frequentemente1 accidente que soffrem as tres irms z1 s1 x1 e no particularidade do s4 ,expliquemo-nos4 ,se lermos e escutarmos as seguintes frases3 faz agua1 faz ponto1 faz damno2 as aguas1 as pontes1 as damas2 calix antigo1 calix prateado1 calix dourado3 ver-se- que z1 s1 x de faz1 as1 calix valem1 primeiro1 igualmente z4442 segundo1 igualmente x4442 terceiro1 igualmente j444 ,examinai e vereis que z1 s1 x1 lendo-se immediatamente antes de vogal1 valem z4442 e immediatamente antes de 1 f1 p1 q1 t 7ou equivalentes71 j4443 nos outros casos1 x444 ,porm como todos observam isto inconscientemente1 e o mesmo ouvido se encarrega de guiar o alumno1 escusado dar taes regras4 ,abstrahindo pois daquelle valor commum e to accidental1 j4441 podemos sem rigorosa mas com bastante verdade chamar quellas consoantes zxe1 sezxe1 kcecezxe4 ,taes nomes designam os valores das letras1 e so portanto definies1 verdadeiros nomes1 verdadeiros e mnemonicos1 isto 1 bons de fixar pela identidade e gradao de elementos4 ,o nosso systema no se funda nos nomes das letras3 os faceis e notaveis resultados que elle tem dado em nossas mos1 e nas do editor1 e que igualmente promette nas de outrem no dependem destas particularidades3 mas a razo que as dicta1 e o methodo que as aconselha4 ,xiz um nome apenas insufficiente1 no falso nem disparatado2 porque do modo que o dizemos 7xix44471 principiando e acabando na inflexo x4441 at se podia considerar symbolico2 pois em princpio e fim de palavra1 salvo o que deixamos dito1 o x vale x444 ,mas que dos outros valores8 ,o nome no os indica2 e no ha razes de preferencia3 nem ha conveniencia alguma em obrigar o principiante a ir buscal-os a explicaes avulsas1 podendo-os achar no proprio nome da letra4 ,vamos s perguntas e respostas do costume3 --,como se chama esta letra8--,kcecezxe4 --,porque se chama ,kcecezxe8--,porque vale k444 444 z444 x444 --,quando vale k444 444 z4448--,no ha regra4 --,e quando vale x4448--,no princpio e fim de palavra4 ,este mesmo valor j sabemos quanto accidental no fim2 e tambem no certo no princpio4 ,parece pois que muito de proposito escolheram os mathematicos o x para symbolo da incognita444 ,mas ahi tendes mais uma razo para lhe darmos um nome que offerea por assim dizer1 escolha do principiante valores to diversos e to incertos4 x k fixo fixa fixar fluxo defluxo reflexo sexo auxiliaste auxiliarias auxiliasses z existe existir exercitars exercitasses exercesses exacto z xale luxo baixo deixar bexigosas eixos seixos sexta calix expressar ,,vigesima ,,primeira ,,li,o ,das oito consoantes incertas faltam-nos duas1 m1 n3 mas como estas servem tantas ou mais vezes de til que de letras1 chegado o tempo de fallarmos das vogaes nasaes4 ,ha cinco especies de vogaes3 agudas1 fechadas1 abertas1 graves1 e nasaes4 ,agudas so as que se proferem como se chamam 1 1 1 1 2 s quaes muitas vezes se applica e muitas mais se deixa de applicar aquelle trao obliquo da direita para a esquerda chamado tambem accento agudo4 ,abaixo1 por assim dizer1 um ponto em fora e clareza esto as fechadas1 que se proferem com a bca um pouco menos aberta4 ,o signal destas o chamado impropria e alatinadamente circumflexo1 que a maxima parte das vezes se omitte1 mas algumas se emprega onde era necessario como em d2 onde convinha como em rgo2 onde era desnecessario como em flr 7porque or final vale geralmente r1 e portanto bastava accentuar as excepes como mair1 per72 e tambem modernamente em palavras1 onde no convinha1 como vmos1 louvmos1 que em estylo culto e desaffectado se lem nasalando as vogaes e1 a2 s quaes portanto mais competia til que accento circumflexo4 de notar que no ha u nem i fechado2 porque o ouvido no distingue voz abaixo de u2 nem differena de tom1 e s de fra1 dum i a outro i1 como em cai e ca4 ,aberta1 ha s uma vogal assim chamada1 o e1 de que fallamos a paginas #di4 ,graves so as vogaes que se proferem mais suavemente1 como as ultimas de ama1 ame1 amei1 amo1 tribu2 onde1 se comparardes1 vereis que o e u se confundem para o ouvido4 ,quasi o mesmo succede entre a fechado e a grave1 que s differem na fra2 como por exemplo em cda4 ,mas attendendo a que esta differena quasi inapreciavel1 e devendo ser o tom a base desta classificao1 pde-se estabelecer que ha s tres vozes graves1 e1 i1 u1 representadas em quatro vogaes1 e1 i1 o1 u2 valendo estas duas ltimas o mesmo4 ,nasaes so as que se proferem1 no asperamente fanhosas1 como se tivessemos o nariz tapado ou as fizessemos eccoar nas fossas nasaes2 mas dirigindo o flego como que ao ceo da bca2 podendo-se neste sentido chamar igualmente1 e por ventura melhor1 palataes4 ,resumindo3 todas as vogaes podem ser nasaes e todas podem ser agudas4 ,graves ha quatro e1 i1 o1 u1 representando tres vozes graves e1 i1 u4 ,fechadas ha tres1 1 1 4 ,aberta ha s uma1 4 ,as nasaes assignalam-se com 1 m1 n4 ,hoje s applicado o til a duas1 a1 o2 mas a todas se encontra applicado frequentemente nas edies antigas4 ,limitemos a nossa questo ao til4 --,como se chama este signal8--,til4 --,de que serve8--,de indicar voz nasal4 --1 1 1 1 so vozes nasaes8--,so vozes puras4 --,como so nasaes8--1 1 1 1 4 ,puras so todas as vozes no nasaladas1 isto 1 todas as agudas1 fechadas1 abertas e graves4 v l r s so po do vero sero co corao razo carvo sezo gro gros sos ces capites sacristes pi dispis paves feijes feies aces rates razes vares bares ladro raes ,,vigesima ,,segunda ,,li,o ,estamos chegados penultima das consoantes incertas1 que o m4 ,este caracter umas vezes letra1 outras vezes signal nasal1 outras vezes nem uma cousa nem outra2 e podemos accrescentar que outras vezes ambas as cousas4 ,quando letra representa um despego de labios similhantissimo aos que representam b1 p2 como por exemplo em mal1 mel1 mil1 mola1 mula4 impossivel comear a ler estas palavras sem ser de bca fechada4 ,os labios despegam-se primeira voz2 vindo portanto o m a representar um facto puramente mecanico1 por si s inapreciavel ao ouvido4 ,no isto particularidade do m1 mas qualidade geral de todas as letras que valem inflexes instantaneas4 ,o m representa esta inflexo labial em tendo vogal adiante4 ,quando signal nasal1 vale para a vogal antecedente o mesmo que til4 ,tanto importa para a leitura escrever3 ambos1 embora1 impar1 ombria1 umbral2 como bos bora par bria bral3 com a differena que esta orthografia era melhor1 mais exacta e1 por consequencia1 mais elegante4 ,por economia de espao1 e conveniencias typograficas1 talvez mais que por espirito reformador duma orthografia incoherente1 acha-se o til empregado nas edies antigas1 frequentissimamente1 onde agora pomos m ou n4 ,em boa hora volte e seja universalmente recebida aquella substituio4 ,mas os antigos1 que escreviam 7tambem mais logicamente7 por exemplo amro2 querendo differenar o o dominante do grave1 falta de signaes convenientes escreviam amar1 desvirtuando assim ao mesmo tempo os dois signaes agudo e nasal2 pois nem o a agudo1 nem o o nasal4 ,daqui e1 provavelmente ainda mais1 da costumeira de solletrar 1 1 til1 o2 parecendo ao principiante 7e talvez ao mestre7 que o til pertence ao o2 resulta vermos at na capital grandes letreiros3 ,sala1 ,repartia de ,instruca etc4 7o que diga-se a verdade no muito airoso para o pintor74 ,o m tem sempre este valor nasal quando se lhe no segue vogal4 ,mas s vezes no tem valor nenhum1 e s se escreve por divisa etymologica1 como por exemplo em commenda1 commisso1 condemnado1 que se lem exactamente como se escrevessemos comenda comisso condenado4 ,estas taes divisas etymologicas1 ou estas taes etymologias teem o grande inconveniente de fazer da escrita um privilgio1 que nenhum homem liberal supporta sem repugnancia1 etc4 ,e ainda se os partidarios ilegvel4444444444446 ,mas elles no se entendem uns aos outros1 e nem a si mesmos se entendem4 ,devia acabar esta affectao ridicula4 ,continuando1 no podemos dizer que mm esto no caso de bb1 cc1 dd1 ff1 gg1 etc41 que valem sempre assim dobradas o mesmo que simples3 porque to commum o primeiro m no valer nada como valer de til3 por exemplo3 somma1 gomma1 emmalar1 emmassar equivale a sma1 gma1 malar1 massar3 vingando aqui a regra1 que m sem vogal adiante vale de til4 ,tambem o am final se pde dizer que no offerece nada de extraordinario quanto ao m4 ,ahi o m vale til2 regular3 a forma orthografica sim que viciosa2 porque escrevemos para lermos o4 ,nem o a nem o m podem representar o u que soa na leitura4 uma conveno caprichosa1 e pouco sustentavel4 ,antigamente dizia-se1 por exemplo1 amr2 depois1 com o correr dos tempos1 amr2 depois1 amr4 ,foi-se a musica da lingua1 por assim dizer1 aclarando4 ,hoje ainda muito povo diz amr1 fll2 mas o estylo correcto e literario amro1 fllo4 ,nisto devem os mestres no poupar insistencias1 porque o tal repugnante4 ,e dizemos3 no poupar insistencias1 porque necessario insistir3 a maior parte dos alumnos teem esse vcio muito arraigado4 ,mas quem diz co1 pde dizer fco3 seja a syllaba grave ou dominante1 a pronuncia organicamente a mesma4 ,tempo houve que geralmente se escrevia o no fim4 ,depois1 talvez para evitar equivocos1 e poupar accentos 7no que sempre nos temos mostrado singularmente economicos71 em vez de se progredir empregando1 e at inventando os signaes necessarios a bem duma orthografia exacta1 retrogradou-se4 ,quasi todos escrevem actualmente amam1 fallam1 quizeram1 etc4 ,a dizer a verdade a boa orthografia no depende tanto da logica dos caracteres como da generalidade das regras2 e se am final vale sempre o mesmo1 embora mal represente o que vale1 passe a incoherencia4 ,melhor orthografia fllo1 fallro1 fallaro1 etc4 ,mas por exemplo penso equivoco2 e escrever pnso1 no logico2 porque no temos na palavra e agudo4 ,a falta dum signal para a vogal dominante1 uma razo a favor do am final3 todavia1 razo que pouco pode aproveitar aos que seguem 7como ns aqui7 a orthografia em am2 pois escrevem sem escrupulo provm1 contm e at porm4 ,logo que dvida podiam ter em escrever pnso1 pndo1 mndo1 etc48 ,melhor seria4 ,mas dissemos ns que o m vale s vezes de letra e de til4 ,de facto acha-se uma especie de influencia nasal retroactiva no m 7assim como no n74 ,ns lemos ama1 temo1 lima1 ,roma1 uma1 como se estivesse escrito ma1 tmo1 lma1 ,rma1 ma4 ,amamos1 amemos2 fazemos1 faamos2 vestimos1 vistamos2 pomos1 ponhamos2 nestas e outras vozes similhantes d-se tambem o caso de nasalarmos a penultima vogal1 sem til nem m que lhe pertena4 ,mas destas e outras que taes advertencias no precisa o alumno4 ,e limitando-nos ao que importa1 na forma costumada3 --,como se chama esta letra8--,metl4 --,porque se chama metl8--,porque umas vezes vale m'1 outras vezes vale de til4 --,quando vale m'8--,com vogal adiante4 --,e quando vale de til8--,com vogal atraz4 --,portanto1 com a1 e1 i1 o1 u atraz1 como se l8--1 1 1 1 4 --,tambem se l no fim de palavra8--,no fim de palavra no se l 2 accrescenta-se u2 l-se o4 m meu umas mos limes moas comer amigas gemer morrer mes mas irmos queimaduras roms mexer am em im om um vim fim sim assim algum alguem atum emfim quem tambem som com ,joaquim riem limpem jejuem tomem afiem tremem caiem comem ardem fumem temem lem compararem emmassarem emmalaro am o iam durmam amam temam ficam raspam levam puxam viam zurziam tocam armam ligam sumam emmagream complicariam ,,vigesima ,,terceira ,,li,o ,chegmos finalmente ao n1 ltima das consoantes incertas1 que similhana do m umas vezes letra1 representando inflexo2 outras vezes simples signal nasal1 valendo de til2 outras vezes nem representa inflexo nem vale de til2 outras vezes vale de til e representa inflexo2 e ainda outras vezes1 accentuado ou carregado com o h1 vale a inflexo conhecida1 de que havemos de tratar4 ,propriamente um caracter s letra quando representa um elemento mais ou menos distincto da palavra fallada4 ,ninguem diz que v se escreve com tres letras1 porque nem a anlyse nem o ouvido distinguem seno duas partes nessa palavra4 ,ora se em v ha s duas letras1 tambem ha s duas letras em van4 ,se chamamos letra a este ltimo caracter1 referindo-nos ao papel que elle muitas vezes representa1 e para no estarmos com explicaes e rigores desnecessarios3 mas fallando com exactido1 aqui o n no passa dum signal4 ,quando letra profere-se pegando a lingua ao ceo da bca3 pegando-se ou despegando-se2 estes termos so geralmente reciprocos no valor fysiologico das letras2 para se despegar1 tem de se pegar4 ,mas se merecesse a pena levar a anlyse a uma certa altura1 diriamos que mais consiste aquella inflexo no apego que no despego1 pois como se pde observar em iman1 pollen1 talisman1 em summa nas palavras onde o n final vale inflexo1 este n profere-se perfeitamente deixando a lingua pegada ao ceo da bca3 o mesmo que dissemos do l1 ao qual1 apezar da differena para o ouvido1 se assemelha muito na pronuncia4 ,por isso bom recommendar ao alumno1 na leitura do n final1 o que dissemos a respeito do l4 ,este n final valendo inflexo 7e sempre tambem de til1 pela influencia nasal retroactiva1 que indicmos a respeito do m7 raro4 ,poucas so as palavras que assim acabam4 ,e s nessas palavras que a ortografia moderna o admitte4 ,caiu em desuso escrever van1 lan1 manhan4 ,o n final valendo de til1 foi com razo substituido pelo til4 ,nesta qualidade de til1 o mesmo que dissemos do m lhe applicavel4 ,nasala a vogal anterior quando no tem vogal adiante1 dando-se tambem casos excepcionaes como succede com o m1 porm esta a regra4 ,ns lemos3 anda1 ente1 indo1 onda1 unto1 do mesmo modo que3 da1 te1 do1 da1 to4 ,como letra1 nasalando ao mesmo tempo a vogal anterior1 temos milhares de exemplos3 todos lemos3 ufano1 pena1 tina1 tona1 puna1 como se estivesse escrito ufno1 pna1 tna1 tna1 pna4 ,escrito s por etymologia1 tambem no escaceiam exemplos4 ,em annel1 anniversario1 annunciar1 etc41 o primeiro n no tem nenhum valor4 ,resumindo esta doutrina ao nosso discipulo3 --,que letra esta8--,netil4 --,porque se chama netil8--,porque umas vezes vale n'1 outras vezes vale de til4 --,quando vale n'8--,em tendo vogal adiante4 --,e quando vale de til8--,em no tendo vogal adiante4 --,portanto com a1 e1 i1 o1 u atraz1 como se l8--,l-se 1 1 1 1 4 ,adverte-se a excepo do n final4 n ns nau clina nomes manos nada meninos anes pernas imaginavam carne esquina afinao no somno iman an en in on un antes singelo anca segundo banco andam ancias brinco anjo trancam entendimento ,,vigesima ,,quarta ,,li,o ,o nosso plano o seguinte3 ,i ,vogaes a1 e1 i1 o1 u4 ,,ii ,consoantes certas v1 f1 j1 t1 d1 b1 p1 l1 k1 q4 incertas c1 g1 r1 z1 s1 x1 m1 n4 compostas certas th1 rh1 nh1 lh1 ph1 7y74 ,consoante composta incerta ch1 ,,iii ,alfabeto maiusculo4 ,daqui se v que s consoantes incertas seguem-se as compostas4 pois tempo de fallarmos do h2 tempo e opportunidade1 porque as duas ltimas incertas1 m1 n1 so muitas vezes simples signaes prosodicos2 e o h1 igualmente debaixo de todas as apparencias de letra1 no passa dum signal4 ,os gregos tinham vogaes e consoantes aspiradas1 isto 1 proferidas com aquelle esfro1 aquella sobejido de flego com que os hespanhoes proferem a inicial de ,jos4 ,em portuguez1 ha mais ou menos fra em vozes e inflexes2 tanto1 que nisso e por isso que muitas se destinguem e se transformam dumas noutras3 mas propriamente a chamada aspirao1 certa aspereza e violencia1 como de voz ou inflexo tossida1 s 7que nos conste7 nas gargalhadas do snr4 ,rivara4 ,ora na ,grecia1 onde s havia sete sabios1 ninguem era obrigado1 para ler e escrever grego1 seno a saber grego4 ,naquella mina inexhaurivel de etymologias1 no havia etymologias4 ,escrevia-se com a maxima exaco1 salpicando-se a escrita de signalinhos1 e entre esses figuravam os de aspirao1 que eram umas virgulasinhas sobrepostas vogal ou consoante accidentalmente aspirada4 ,os latinos1 em logar dessas virgulasinhas1 tinham h1 caracter improprio e indevidamente mettido na cathegoria das letras2 mas elles1 importando-lhes pouco tirar aos derivados os ares de familia1 am seguindo a sua orthografia1 empregando o h1 tanto em palavras de origem patria como de origem grega4 ,e como o portuguez filho do latim na opinio dos sabios1 apezar de no termos aspirao1 c temos tambem o h em palavras do latim1 do grego 7que no tinha culpa nenhuma da orthografia latina71 e at em palavras de origem ou orthografia nossa1 como sahir1 cahir1 chegar1 fechar2 servindo-nos o h de accento4 ,de tudo isto resulta que os gregos tinham a sua orthografia1 os latinos a sua1 e ns temos a dos latinos1 sem o seu criterio e a sua coherencia4 ,a dizer a verdade no ha differena essencial entre aspirao e accentuao3 ambas envolvem fra3 mas ha a differena sobeja para no confundir nem os nomes nem os signaes4 ,o h em portuguez no vale aspirao2 umas vezes accento1 outras vezes signal etymologico1 outras vezes ambas as cousas4 ,applica-se a todas as vogaes e tera parte das consoantes1 ou tanto monta1 a metade do abecedario4 ,a sua indole carregar1 accentuar1 apezar das muitas excepes4 ,vejamos com as vogaes4 ,ahi1 ah1 huivo l-se como se escrevessemos a1 1 ivo3 aqui vale accento agudo4 ,heroe1 honesto1 hostil l-se como se escrevessemos roe1 nesto stil3 aqui indica etymologia1 valendo ao mesmo tempo de accento circumflexo4 ,em raras palavras comeadas etymologicamente por h1 deixa a primeira vogal de ser mais ou menos fortemente accentuada4 ,com as consoantes observa-se a mesma regra4 ,em th1 rh a presena do h inutil2 mas haveis de notar que as inflexes t1 rr444 so extremas1 isto 1 admittem1 sem transformao1 a pronuncia mais vehemente4 ,por outro lado1 se os etymologistas fossem etymologicos no escreviam catarrho1 que no orthografia portugueza nem latina nem grega2 escreviam catarho1 para se lr do mesmo modo2 vindo o h a servir tambem de accentuar o r4 ,nh1 lh accentuao de n1 l4 ,proferi alternativamente n1 nh1 e l1 lh1 sentireis a lingua1 na pronuncia da forma dupla1 adherir mais extensamente ao ceo da bca1 e despegar-se com mais custo4 ,a respeito de ph1 todos apagam uma luz fazendo ou proferindo naturalmente pf444 ,esta dupla inflexo consiste em despegar os labios com um spro2 o que corresponde a accentuar1 carregar1 tornar sensivel ou aspirar a inflexo negativa p'4 verdade que para ns ph no vale rigorosamente pf4442 mas a differena insignificante1 e pouco desdiz a forma4 ,em ch temos dois valores1 um frequentissimo1 x444 e outro raro1 k'4 ,reforai a inflexo 444 e vereis1 como facilmente se vos torna x444 ,quando ch vale k'1 pode-se dizer que o h indica o valor aspero1 forte1 guttural da consoante c4 ,assim1 ou similhantemente1 convem desculpar as formas duplas1 justificar1 explicar o valor simples ou homogeneo dessas dualidades graficas4 ,porque certamente que todos os caracteres da escrita tem um valor convencional e arbitrario2 mas1 posto um valor1 at a intelligencia infantil impellida a inquirir se se coherente4 ,e pois fallmos do h1 do ph1 do ch1 fallemos do y1 essa especie de companheiro de viagem que tantas vezes vem na caravana4 ,os sabios chamam quillo i grego4 ,se grego1 excellente razo para o excluir da nossa escrita4 ,em grego havia uma vogal 7que por signal no se sabe ao certo se valia i ou se valia u7 que na forma maiuscula um tanto se assimilhava ao y3 na forma minuscula1 como quasi exclusivamente nos apparece o y1 o caracter similhante era o gamma1 o g'4 ,de modo que se um grego resuscitasse1 e aprendesse a ler portuguez1 havia de se rir muito do nosso i grego4 ,no obstante ensinai a ler o vosso discipulo y1 ph1 mas recommendando-lhe que nunca escreva to affectadamente4 ,os hespanhoes1 em logar do nosso nh1 lh1 teem 1 ll4 melhor orthografia1 mas ainda incoherente4 ,tanta razo ha de carregar ou dobrar num caso como no outro4 ,os polacos carregam o l4 ,para ns o til no tinha applicao ao n4 ,interpretando os latinos e imitando os gregos o melhor seria carregar1 accentuar simplesmente1 com algum signal particular ou o mesmo agudo1 n1 l e at r1 t1 p1 c4 ,vamos practica4 ,deveis ter tido occasio de ensinar ao discipulo o que 1 e de que serve o accento agudo e circumflexo2 seno1 explicai-lhe1 apresentando-lhe1 como um novo accento embora de diversa forma1 o h4 --,que isto8--,o accento ag4 --,de que serve8--,de carregar vogal ou consoante4 --,que vale n1 l1 p carregado8--,n'1 nh'2 l'1 lh'2 p'1 pf444 --,mas l-se pf4448--,l-se s f444 --,e que vale o c carregado8--x444 e algumas vezes1 q'4 y i cypreste mysterio symetria pyrilampo asylo abysmo cysne crystal lyceu tyranno estylo syllaba h harpa homem hoje hombro hostias haver th rh sympathia rheumatismo catarrhal nh unha punham tinha nenhum ninho manh vinha grunhir linha tenham fronha pinho junho azenha lenha inhabil lh lho espelhos d-lhe joelhos bulha ovelhas azelha grelha filhos ralham gralha trilhar alho palhinha ilha orelhinha ph f aphta pharol typho grypho phoca phrase esphera triumpharam typographia pharmacia phosphoros z ch ch cachorro cho chafariz chapa chegar cheio colcho k ,christo chrisma machinista eucharistia ,,vigesima ,,quinta ,,li,o ,ensaiado o nosso discipulo em todas as minusculas por sua ordem1 resta apresentar-lhe as maiusculas4 ,bastava metade1 pela similhana de ,c ,i ,j ,k ,o ,p ,s ,u ,v ,x ,y ,z com c i j k o p s u v x y z4 ,mas uma cartilha sem alfabeto1 sera um escandalo4 ,evitemol-o4 ,o alfabeto um cahos4 ,se olhais ao som1 e quereis tomar por base o ouvido1 achais as vogaes misturadas com as consoantes3 se olhais pronuncia1 e quereis tomar por base os orgos da palavra1 achais gutturaes e labiaes1 consoantes de valor extremo e opposto no meio d'aquella babel4 ,a velha diviso de vogaes e consoantes no tem melhor fundamento4 ,consoantes so as que se lem com as soantes8 ,nesse caso a diviso natural sera soantes e consoantes4 ,mas nem as vogaes so unicamente soantes1 nem so unicamente as soantes4 ,a inflexo x444 soa4 ,os caracteres que a representam so soantes4 ,ainda soa mais a inflexo rr4442 e nessa ha mais do que som1 ha tom1 voz4 ,prolongai-a e1 melhor1 parai com a lingua1 continuando o mesmo flego1 ouvireis um tom apreciavel na escala1 que at se pode tomar por tnica d'uma oitava3 a voz que o repique da lingua est abafando e embaraando4 ,porque toda a voz essencialmente musical3 a mais frouxamente proferida1 em se prolongando1 afina ou desafina com a nota d'um instrumento4 ,no ha differena essencial entre a palavra e o canto2 e com razo chamaram vogaes 7ou vocaes7 as letras que representam os principaes elementos da palavra4 ,mas1 por isso1 chamar consoantes a todas as outras1 envolve impropriedade4 ,todos os sons soam2 dizer que as vozes soam1 no bastante3 as vozes cantam4 ,e alem de impropriedade1 uma syntese exagerada4 ,porque na palavra ha vozes1 ha tons1 ha sons e ha simples modificaes sem tom nem som1 que se percebem na palavra como se percebe na nota da rabeca a unha ou o arco4 ,nem a unha nem as sedas do arco so elementos fonicos3 fazem soar de certo modo1 sem que por si soem4 ,ora a estes quatro elementos da palavra1 que formam como uma escala3 ,i ,cantantes ou vocaes2 ,,ii ,toantes 7rr444 j444 z444 v44472 ,,iii ,soantes 7x444 c444 f44472 ,,iv ,mudos 7bqd1 gl1 lh1 etc473 correspondem naturalmente quatro especies de letras susceptiveis das mesmas denominaes segundo os seus valores4 ,assim pois ha letras soantes e mudas1 toantes e mudas2 etc4 ,x toante 7z44471 soante 74441 x4447 e simultaneamente muda e soante 7q44474 ,estas denominaes e classificaes tem utilidade1 porque envolvem anlyse1 do um conhecimento mais perfeito da palavra e da escrita1 e proporcionam em muitos casos doutrina do mestre uma preciso e clareza1 que a distinco geral de vogaes e consoantes mal pode permittir4 ,mas se se quizesse apenas essa distinco1 era dividir as letras em vogaes e invogaes4 ,ora contando as vozes ou elementos cantantes da nossa lingua1 que se representam em mais do dbro de maneiras1 achamos dezesete4 ,ajuntando os quatro elementos toantes1 os tres soantes e os doze mudos 7todos tambem representados em muito maior nmero de caracteres7 temos os trinta e seis elementos a que nos referiamos a pag4 #ec4 ,mas voltando ao alfabeto1 no recommendamos que o faam aprender de cr seno a discipulos que nutram a lisonjeira esperana de chegar um dia a folhear diccionarios1 que do que serve4 ,em todo o caso ahi o tendes1 escolha1 minusculo e maiusculo entremeado para confronto1 e separado4 ,ainda nos parecia melhor1 isto 1 menos indigesto1 encorporado em palavras1 onde ao p da maiuscula apparecesse a minuscula1 e ao lado os nomes que ns damos s letras4 ,desses nomes ides ver alguns escritos dum modo mais sobrio ou mais usual mas equivalente2 pois1 por exemplo1 lendo zz como se costuma ler zaz1 no fim soa x444 que o mesmo valor1 embora mais exacto1 que pretendiamos indicar no nome zxe4 ,igualmente lendo portugueza cqes1 soam tres inflexes1 444 q444 x4441 que so os valores do c simples1 e accentuado de h4 ,ns tambem lemos zig-zag1 dando ao g o valor guttural3 porque no havemos de escrever semelhantemente gg1 para significar os dois valores desta toante e muda8 ,quizemos dar de barato aos partidarios dos nomes volumosos2 agora permittam-nos essas modificaes accidentaes4 ,mas ao c tinhamos chamado cqe3 chamando-lhe agora cqes1 ha uma differena essencial4 ,a razo 1 como vdes1 para abranger no nome o novo valor que lhe trouxe o h4 ,assim vo tambem accrescentados os nomes de p1 l1 n3 e dessa alterao convem dar conta e explicao ao alumno2 se que no preferis considerar nh1 lh1 ph1 ch como formas elementares1 chamando-lhes nh1 lh1 ph grego1 xq2 o que rasoavel mas pouco conforme ao que entre ns se entende por alfabeto4 ,e agora vem a proposito fallarmos de dh1 que a pag4 #bc inclumos nas formas compostas1 e todavia no apparece na ltima lio4 ,dh uma junco casual1 similhana de nh por exemplo em inhabil inherente que se l inbil inerente4 ,as palavras que principiam por h1 compostas de ad e in1 affectam estas excepes ao nh1 e aquella forma dh1 no havendo em rigor nem uma nem outra cousa4 ,como porem mal se pode fallar ao alumno em preposies1 e no deixava de convir praticamente considerar a cousa como parece1 a isso nos dispunhamos1 cedendo depois verdade theorica4 ,os quadros alfabeticos assim talhados1 pelas cinco vogaes1 em outras tantas regras ou linhas1 esto indicando as pores em que se ha-de estudar o alfabeto4 ,de alguma cousa havia de servir a posio alfabetica das vogaes4 ,o alfabeto uma ordem puramente material2 o seu estudo1 aborrecido2 e no ha necessidade de molestar o alumno4 ,quantos tero renunciado gloria de saber ler1 pelo fastio invencivel dessa enfiada de nomes barbaros e desconnexos8 verdade que no princpio1 que quando o costumam ensinar1 a essa desconnexo ajunta-se a absoluta ausencia de sentido2 mas em todo o tempo a memoria se esquiva a encadear semelhante salsada4 ,se acceitais a nossa nomenclatura1 alternai com o discipulo as vezes necessarias1 ou fazei repetir alternadamente os discipulos1 accumulando de dia para dia os nomes decorados3 1 b1 cqes1 d2 1 f1 jg1 ag1 1 j1 k grego1 llh1 metl1 nnhetl2 1 pf1 q1 rr1 sezz1 t2 1 v1 qce-cezz1 i grego1 zz4 ,adoptai esses nomes1 que so verdadeiros e methodicos3 no vos preoccupeis com o costume4 ,o cozinheiro ri-se de ouvir chamar ao sal chlorureto de soda2 os chimicos deixam-no rir4 ,mas antes do alfabeto damos uma lio de esdruxulos1 em que no deixa de convir ensaiar o discipulo4 ,ns temos1 em relao syllaba dominante1 tres generos de palavras1 que so3 ,agudas3 onde se carrega na ltima 7ou unica7 syllaba3 d1 arroz1 fareis4 ,inteiras3 onde se carrega na penultima3 dado1 arrozes1 farieis4 ,esdruxulas3 onde se carrega na antepenultima3 esdruxulo1 penultima1 ltima1 pallida1 etc4 ,os francezes no teem estas melodiosas palavras4 ,os hespanhoes teem-nas1 e com razo accentuam sempre a vogal dominante4 ,ns que em materia de accentos s no poupamos o h1 continuamos a escrever ultima1 publica1 replica1 e o leitor que tire pelo sentido4 ,mais uma razo para darmos uma lio de esdruxulos ao principiante1 que tem o sentido distrahido na decifrao de caracteres1 alguns to duvidosos4 ,como acima alludimos aos elementos da lingua1 e por elles que se ho de classificar as letras1 ahi os damos seguindo nos toantes e soantes a ordem fnica em escala descendente1 e quanto aos mudos a ordem fysiologica dos labios para a garganta4 ,para exercicio especialmente das maiusculas damos uma lenda vertida do francez4 1 1 1 1 1 1 e grave ,vozes 1 1 i ,voz 1 1 1 1 u rr444 repique de lingua4 ,toantes j444 lingua no ceo da bca4 z444 ,voz e dentes cerrados4 v444 labio inferior pegado aos dentes de cima4 x444 lingua no ceo da bca4 ,soantes c444 ,flego e dentes cerrados4 f444 labio inferior pegado aos dentes de cima4 m ,inflexes b ,labios pegados4 p d ,lingua nos dentes4 t ,mudas44 r' l lh ,lingua no ceo da bca4 n nh g' ,lingua contrahida na garganta4 q ,palavras esdruxulas ,passaro1 dvida1 nmero1 hspede1 oculo1 prestimo1 sabbado1 mdico1 polvora1 lagrima1 pallido1 clebre1 lampada1 timido1 camara1 mcula1 parocho1 pecego1 barbaro1 custico1 ltimo4 ,kilometros1 relampagos1 alfandegas1 telegraphos4 ,condiscipulo1 evangelico4 ,alphabetos a,a b,b c,c d,d e,e f,f g,g h,h i,i j,j k,k l,l m,m n,n o,o p,p q,q r,r s,s t,t u,u v,v x,x y,y z,z -------------- a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v x y z -------------- ,a ,b ,c ,d ,e ,f ,g ,h ,i ,j ,k ,l ,m ,n ,o ,p ,q ,r ,s ,t ,u ,v ,x ,y ,z ,hymno de ,amor ,andava um dia ,em pequenino ,nos arredores ,de ,nazar1 ,em companhia ,de ,so ,jos ,o ,deus-,menino1 ,o ,bom-,jess4 ,eis seno quando ,v num silvado ,andar piando ,arripiado ,e esvoaando ,um rouxinol1 ,que uma serpente ,de olhar de luz ,resplandecente ,como a do sol1 ,e penetrante1 ,como diamante1 ,tinha attrahido1 ,tinha encantado4 ,jess1 dodo ,do desgraado ,do passarinho1 ,sai do caminho1 ,corre apressado1 ,quebra o encanto2 ,foge a serpente2 ,e de repente ,o pobresinho1 ,salvo e contente1 ,rompe num canto ,to requebrado1 ,ou antes pranto ,to soluado1 ,to repassado ,de gratido1 ,duma alegria1 ,uma expanso1 ,uma vehemencia1 ,uma expresso1 ,uma cadencia1 ,que commovia ,o corao6 ,jess caminha1 ,no seu passeio2 ,e a avesinha ,continuando ,no seu gorgeio1 ,em quanto o via3 ,de vez em quando ,l lhe passava dianteira1 ,e mal pousava ,no afrouxava ,nem repetia1 ,que redobrava ,de melodia6 ,assim foi indo ,e o foi seguindo4 ,de tal maneira ,que noite e dia ,numa palmeira1 ,que havia perto ,donde morava ,nosso ,senhor ,em pequenino1 7,era j certo7 ,ella l estava ,a pobre ave ,cantando o hymno ,terno e suave ,do seu amor ,ao ,salvador6 ,,fim ,,da ,,cartilha ,,maternal ,,nota ,o leitor pde reparar em chamarmos s vogaes simplesmente 1 1 1 1 2 e depois darmos s invogaes nomes compostos de todos os seus valores4 ,a razo daquella excepo no podermos sujeitar as vogaes ao mesmo systema de denominaes2 para o que basta ver que o e tem oito valores3 1 pena2 1 d'este1 d2 1 dez2 i1 la1 negocea2 1 deste2 e 7grave71 ave2 i1 ida2 i1 ceou4 ,tantos elementos vocaes no se prestam a nome4 ,e que regras podiamos ns estabelecer a respeito de cada um delles8 ,mas accresce que o estylo da lingua leva o principiante a achar a oscillao da vogal mais facilmente que1 entre os valores da invogal differentes e at heterogeneos1 aquelle que convem4 ,e j que fallamos em regras1 haveis de notar que a pag4 #ha1 o s figura nas duas ltimas linhas dum modo no comprehendido no dilogo4 ,completai as regras explicando como o s tambem tem o primeiro valor entre vogal e invogal1 e nas palavras compostas como girasol1 resalva1 etc41 em occasio opportuna4 ,a pag4 #ca1 e ainda mais provavelmente a pag4 #ia haveis de extranhar a orthografia1 em que damos a ler ao discipulo pai--pi1 dispis4 ,a respeito de pi e dispis1 o i est indicado nos verbos4 ,todos escrevem taes1 atais2 dedaes1 dais2 leaes1 leais 7verbo72 no ha pois razo de analogia para escrever caes1 saes 7verbos71 em logar de cais1 sais2 nem pe1 dispes em logar de pi1 dispis1 que tambem mais conforme etymologia4 ,pelas mesmas razes em nossa opinio preferivel escrever pae4 ,todavia ha em todos os espiritos e em todas as linguas duas palavras soberanas--,deus e pae3 tivemos pressa em que o discipulo lesse esta palavra to frequente e to amavel1 antes da lio do e final1 e no tivemos dvida em seguir aquella orthografia1 alis muito usada4 ,a ltima palavra a pag4 #ci devia estar accentuada2 pde-se ler tldo e tldo4 ,preferindo o mais usual1 convem traar penna o accento circumflexo1 que escapou2 mas vai na reproduco litographica em ponto grande das lies da ,cartilha4 ,declarao comproprietario desta obra1 no ,brazil1 ,a4 ,a4 ,lopes do ,couto1 ,livraria ,luso-,brazileira1 rua da ,quitanda1 n4 #bd1 ,rio de ,janeiro4 ,,fim ,,da ,,nota