99,nota de editor399 ,devido exi/ncia de erros tipogrficos ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,novembro #bjab7 ,,memoria ,,sobre ,o ,,melhoram5to ,,da ,,cultura ,,da ,,beira ,e ,,da ,,navega,o ,,d ,,mondego ,,por ,d4 ,antonio d',almeida ,,alf]es ,,d ,,ex]cito ,,com ,o ,,curso ,,completo ,,de ,,eng5h>ia ,,em ,,commiss,o ,,hydrographica ,,no ,,concelho ,,de ,,montem,r ,o ,,velho4 ,dezembro de #aheg4 ,,coimbra ,,impr5sa ,,da ,,univ]sidade #aheh4 ,,memoria ,,sobre ,o ,,melhoram5to ,,da ,,cultura ,,da ,,beira ,e ,,da ,,navega,o ,,d ,,mondego4 ,,memoria ,,sobre ,o ,,melhoram5to ,,da ,,cultura ,,da ,,beira ,e ,,da ,,navega,o ,,d ,,mondego ,,por ,d4 ,antonio d',almeida ,,alf]es ,,d ,,ex]cito ,,com ,o ,,curso ,,completo ,,de ,,eng5h>ia ,,em ,,commiss,o ,,hydrographica ,,no ,,concelho ,,de ,,montem,r ,o ,,velho4 ,dezembro de #aheg4 ,,coimbra ,,impr5sa ,,da ,,univ]sidade #aheh4 ,um gr&e num]o de rios da ,europa1 que antigam5te corriam placidos entre z suas m>g5s1 appres5tam hoje um curso extremam5te irregul>2 z suas inundaes =midaveis causam nos valles1 que dev]iam f]tilis>1 desa/res1 cuja repetio deu o al>me s povoaes m>g9aes4 ,o ,s5a1 o ,loire1 o ,saone1 o ,isre1 o ,rhodano o ,durance tm assolado a ,frana 'ne/es ultimos annos com inundaes cada vez maiores4 ,na ,italia o ,tibre e div]sos outros rios1 pelas suas frequ5tes en*5tes1 flagellam os valles4 ,em ,portugal o ,tejo e o ,mondego (f]ecem ph5om5os similhantes2 se entre ns no =am e/es to desa/rosos como em outros paizes1 a p]da das sem5teiras1 das colheitas1 dos gados e dos in/rum5tos de lav\ra1 tm sido por vezes o resultado fune/o p>a a importante classe dos lavradores4 ,cabe pois ao ,gov]no1 s5t9ella avanada dos int]esses d ,paiz1 m&> e/ud> e execut> os trabalhos indisp5saveis p>a rem$i> o mal1 aos hom5s da arte indag> qual deva s] o rem$io applicavel com mais vantagem e m5os disp5dio4 ,conheo z m9has fracas =z p>a arro/> com to ardua t>efa1 porm desejo s] util em alguma c\sa3 se err>1 sirva ao m5os e/a memoria de lembr> a p5as mais habeis a importancia da que/o1 p>a1 com a em5da1 faz] surgir a v]dade4 ,a causa das inundaes 1 como todos sabem1 a concurr5cia rapida e quasi simultanea em o leito dos rios das massas aquosas p>ciaes1 trazidas pelos seus afflu5tes qu&o z *uvas so copiosas ou so re=adas pelo d]retim5to das neves nas montanhas2 mas s5do a bacia dos rios a mesma que outr'ora1 no t5do v>iado z circum/ancias climat]icas1 por que motivo os mesmos ph5om5os naturaes produzem hoje na ,europa effeitos que antigam5te se no davam e no tm lug> a9da hoje na ,am]ica1 onde a civilisao e/ m5os adiantada8 ,a razo obvia3 porque na ,am]ica z montanhas a9da e/o cub]tas de mattas virg5s que demoram z aguas1 em quanto que na ,europa a populao mais d5sa rote\ os montes p>a se alim5t>4 ,quasi todos os autores e/o concordes em attribuir a e/a causa os e/ragos produzidos pelas aguas nos valles4 ,juliano n>ra que no seu tempo o ,s5a corria sempre limpido com um nivel quasi con/ante2 hoje z suas aguas so turvas1 e o seu nivel eleva-se s vezes de #f at #h metros#a4 ,e/a mudana1 diz ,m4 ,m>ry1 evid5tem5te devida cultura dos t]r5os incl9ados1 antigam5te cob]tos de mattas4 ,mais adiante1 l-se no mesmo tractado3 ,o que tem occorrido durante alguns annos successivos na bacia d ,rhodano1 prova que a roteao d ,jura e pr9cipalm5te dos ,alpes teve p>a z bacias que recebem z suas aguas z consequ5cias z mais fune/as4 ,volt&o ao nosso ,mondego1 p>ece que antes de #adjj os s5horios obrigavam os r5deiros d campo a faz]em ahi p\sadas e moradas1 e a mor> nas t]ras corporalm5te por si e suas pessoas4 ,no c>torio de ,s4 ,p$ro em ,coimbra exi/e uma s5t5a pr(]ida na ra de #acib pelo ,vig>io da dicta cidade contra um inquil9o3 no pleito foi allegado pela s5horia que era co/ume antigo pag>em os lavradores que morassem nas t]ras que z ,egrejas de ,coimbra t9ham no campo o dizimo dos fructos e crianz#b ,egreja1 cujas =em z dictas t]ras#c4 ,ouvimos pela primeira vez fall> nas inundaes d ,mondego em uma ,c>ta ,regia de ,d4 ,affonso ,v1 d anno de #adfd1 que prohibe z queimadas e roteao das alturas v]t5tes no ,mondego4 7,lei que se no execut\ por iniqua47 ,mais t>de o ,m>quez de ,pombal r5ov\ e/a lei com o mesmo resultado4 ,d'essa po*a em diante os clamores dos lavradores d campo subiram ao ?rono de todos os nossos ,mon>*as sem que se a*asse o rem$io4 ,v-se que j em #adfd se conhecia a causa das *eias1 a mesma que hoje apontamos1 no s p>a o ,mondego1 mas tambem p>a gr&e num]o de rios da ,europa4 ,o m> provavel banhasse em po*as ant]iores ,mon>quia todo aquelle valle a que *amam campos de ,coimbra4 ,santa ,eulalia ou ,santa ,olaia1 pequ5o ca/ello situado em um monte isolado ao ,oe/e de ,monte-mr o ,velho1 na entrada d paul de ,fja1 t5do sido tomado aos ,m\ros pelo ,conde ,d4 ,h5rique1 foi doado por elle ao ,mo/eiro de ,sancta ,cruz com todas z r5das1 portag5s e mais direitos dos navios que entravam pela foz d ,mondego#d4 ,quatro seculos mais t>de1 ,el-rei ,d4 ,manuel m&\ edific> uma ponte de p$ra no paul de ,fja em lug> da de madeira que exi/ia p>a obvi> aos gr&es fracassos que occasionavam aos povos z m>s que a inundavam4 ,em #agij z m>s a9da *egavam b>ca de ,monte-mr1 junto ao monte da ,ladroeira#e2 hoje o seu limite muito mais vis9ho ao ,oceano2 sm5te z m>s gr&es d equ9ocio d outomno fazem-se s5tir at alli pelo empate da agua d rio1 que ento traz p\ca4 ,no me demor>ei em demon/r> que o campo levanta com os nateiros depositados pelas *eias3 ,o conv5to de ,santa ,cl>a1 ent]rado at s impo/as da abobada da ,egreja1 edificios que desapp>ec]am completam5te juncto a ,coimbra1 o provam de sobejo2 ora1 suppondo que os nateiros elevem o campo de um qu>to de pollegada por anno1 t]mo m$io2 de c]to no s]ei taxado de exag]ado pelos lavradores1 admitt9do que o rio comeasse a transbord> desde o anno #adjj1 pois no anno #adfd j ouvimos queixas3 s]o #deg annos1 o que nos d #ai palmos d'elevao desde o anno #adjj at agora2 ora1 segundo o nivelam5to feito por ,e/evo ,cabral em #agij1 a agua na ponte de ,coimbra e/ava #fc palmos a cima d pream>1 logo em #adjj a*ava-se sm5te #dd palmos acima d'e/e plano2 se o t]r5o cons]v\ sempre a mesma incl9ao relativa1 resulta que a m> em #adjj *egava a uma legoa de ,coimbra ou p\co mais1 pois elle d de declive #bb palmos #a4;a legoa4 ,infelizm5te no sm5te o campo que levanta2 o alveo d rio eleva-se mais depressa pelos depositos d'ara trazidos da ,beira no tempo das *eias1 a ponto que *ega altura dos campos1 e o ,mondego abre um novo leito2 assim tem ido corr5do revelia por todo o valle nos seculos de que fallmos1 apoi&o-se1 ora nos montes d norte1 ora nos d sul1 cubr9do z t]ras com camadas de ara3 haja vi/a o leito antigo ao nivel d campo1 e o novo encanam5to feito em #agib1 j meio entulhado1 deix&o ap5as um metro d'altura entre seu alveo e o nivel d campo4 ,resum9do3 99,o valle levanta com os nateiros2 z m>s retrogradam proporo2 o alveo d rio eleva-se mais depressa que o campo2 *eg&o altura d'e/e1 z aguas procuram um novo leito499 ,eis a indole inv>iavel d ,mondego desde seculos1 demon/rada tanto pelos docum5tos hi/oricos como pela obs]vao dos factos que tm lug> nossa vi/a4 ,adiante procur>emos d$uzir d'ella z legitimas consequ5cias4 ,mas antes d'isso lancemos uma vi/a d'olhos sobre os inconv5i5tes trazidos por um regim5 to irregul>4 ,so de duas especies3 #a4o consid]ados em relao aos campos2 #b4o em ref]5cia navegao4 ,pelo que diz respeito aos campos1 o defeito capital d rio sem dvida a sua gr&e elevao1 que1 como j vimos1 t5de sempre a augm5t>4 ,no e/ado actual1 um metro d'agua no rio1 os campos j e/o alagados3 qu&o essas inundaes vm no inv]no depois d recolhim5to ou antes das sem5teiras1 z aguas no causam mal aos campos1 antes pelo contr>io os f]tilizam1 o seu e/rume1 nem se emprega outro2 sem ellas o campo era improductivo1 pois o seu solo =mado de uma areia f9a mi/urada de humus sem argila quasi n5huma2 mas1 qu&o z *eias se apres5tam em maio1 f9s d'ago/o ou setembro1 o mal irrep>avel3 vo-se z esp]anz e o suor dos lavradores2 a colheita e/ p]dida4 ,mesmo qu&o z inundaes vm em tempo compet5te1 a gr&e velocidade que traz a agua desp5hada das s]ras1 d'onde desce em torr5tes1 escorreg&o sobre um t]r5o de gr&e declive e n1 compo/o de areias roladas sem aggregao quasi alguma1 leva comsigo enormes massas de ara1 que vai deposit&o p\co e p\co1 proporo que a sua velocidade dim9ue1 isso no leito d rio navegavel1 de modo que por baixo d rio temos um rio d'arz1 p>te das quaes1 d'involto com z aguas1 p5etram pelas quebradas1 p>a invadir o campo1 que cobrem de suas camadas e tornam o t]r5o improductivo por muito tempo2 vejam-se os campos de ,bolo1 onde z arz e/]iliz>am duas legoas de comprim5to1 sobre um qu>to de legoa de l>gura4 ,se ao m5os o ,mondego cons]vasse durante uma gr&e p>te d anno uma e/iagem regul>1 e um volume d'agua maior no int]vallo de cada *eia1 z areias s]iam conduzidas ao m> pela corr5te2 mas #ae dias depois da *uva1 o rio tem mui p\ca agua4 ,em quanto navegao1 r>as vezes no anno essa se faz com commodidade e com a brevidade necess>ia3 assim no v]o1 a p\ca agua que traz o rio1 a9da essa espalhada em div]sos caneiros no mesmo leito1 no d pr(undidade suffici5te p>a os mais pequ5os b>cos pod]em naveg> com facilidade2 a navegao faz-se ento v>a1 os b>queiros vem-se na obrigao de salt>em muitas vezes ao rio1 e mesmo escav> a areia p>a abrirem passagem2 os b>cos levam m5os de meia c>ga1 e ga/am dois e trez dias p>a ir da ,figueira a ,coimbra1 qu&o dev]iam ga/> um1 mesmo na aus5cia de todo o v5to3 d'ahi resulta uma gr&e despeza de transporte p>a os g5]os que seguem e/a via de communicao pr9cipal de toda a ,beira4 ,p>a se conhec] a importancia d'essa navegao1 direi que a ,figueira hoje o #c4o porto d ,re9o2 #ab b>cos cada dia 7t]mo m$io7 transitam pelo rio com g5]os1 o que d annualm5te #dcbj b>cos1 que1 a #e c>radas cada um1 transportam #bafjj c>radas alm dos passageiros1 que so muitos vi/o que no inv]no1 por falta d'e/rada1 a communicao entre ,coimbra e ,figueira por t]ra torna-se de uma difficuldade imm5sa4 ,conhecida a causa d mal1 que 1 como j dissemos1 a velocidade com que z aguas da *uva descem dos montes ao rio1 cav&o enormes b>rocas nos flancos da s]ra1 arra/&o comsigo z areias p>a deposital-z no leito d ,mondego e por cima dos campos1 ha duas especies de meios a empreg> p>a remov] o mal3 #a4o os meios prev5tivos2 #b4o os meios repressivos4 ,n+uem duvda1 creio1 que os primeiros sejam os mais suaves e os mais valiosos tanto em politica1 em adm9i/rao1 na gu]ra como nas sci5cias4 ,a ,hygi5e pref]ivel m$ic9a1 e e/a pref]e qu&o pde a prev5o represso4 ,os elem5tos so temiveis1 no por si1 mas pela somma imm5sa dos seus es=os p>ciaes3 pois antes d seu gr&e increm5to que devemos combatel-os1 o que p>a os rios significa que devemos atacal-os na sua origem1 vr se possivel dim9uir o volume das aguas que *egam simultaneam5te aos valles1 demor&o-z sobre o declive dos montes1 e p>a o ,mondego especialm5te evit> a alluvio d'arz que vm entulh> o alveo4 ,os meios at hoje empregados no ,mondego =am todos repressivos1--con/ruir m>a*es1 faz] encanam5tos p>ciaes1 ora pelo norte1 ora pelo sul2 o resultado foi sempre o mesmo2 o rio melhora por algum tempo1 entulha-se de arz1 mi/] um novo encanam5to em cada seculo#f2 ora1 proseguir em um sy/ema de que a exp]i5cia tem mo/rado a insuffici5cia1 p]t9acia pelo m5os1 expr-se a ent]r> novos milhes no rio1 que tudo sepulta debaixo d seu leito#g4 ,em quanto z aguas desc]em das s]ras em #bd ou #cj horas1 em quanto z arz1 desp5hadas das b>rocas e dos montes pela impetuosidade da torr5te1 *eg>em ao valle onde o declive quasi nullo e a l>gura muito maior1 em todo o rio e campo se ho de deposit>1 inutilis&o em p\cos annos o melhor encanam5to possivel4 ,com effeito1 qual s] o leito que possa cont] uma massa d'aguas que cobre todo o valle d ,mondego no comprim5to de #f legoas1 com meia legoa de l>gura e altura de um at #b metros8 ,se no possivel cont] entre mottas e/a enorme massa d'aguas1 que no conhece por m>g5s s5o os montes que bordam o campo1 se z mesmas causas produzem sempre os mesmos effeitos na ordem dos ph5om5os naturaes1 devemos procur> de/ruir a causa1 recorr] aos meios prev5tivos1 por elles dim9uiremos o volume das enxurradas que sahem de rep5te ao valle1 torn>emos o rio navegavel de v]o1 cons]v&o-lhe z aguas2 evit>emos que uma gr&e p>te das areias desam ao rio1 torn>emos em fim o seu regim5 uni=me e e/avel2 ento sm5te dev]emos tract> de um encanam5to regul>1 tornado muito mais facil1 mais durador e m5os disp5dioso4 ,e/es meios so simples na sua execuo1 e por uma gr&e felicidade favorecem a agricultura dos montes1 ao passo que evitam a ru9a d campo1 h>moniz&o o int]esse g]al com o bem dos p>ticul>es4 ,o primeiro meio applicavel a todos os t]r5os d'enco/a1 desagu&o no ,mondego ou nos afflu5tes d'e/e3 consi/e em cav> b>rocas horizontaes de um metro de l>gura 7#d-a_/b palmos7 proximam5te1 com #b-a_/b palmos de pr(undidade1 e #acj at #adj palmos de comprim5to1 fe*adas nas extremidades1 collocadas em degros por todo o declive dos montes1 com int]vallo de c]ca #cjj palmos entre fileira e fileira4 ,escuso diz] que encontr&o-se algum ob/aculo como ro*a1 e/rada ou valla1 int]rompe-se a b>roca p>a cont9u> d lado oppo/o4 ,e/e meio to simples1 que todo lavrador pde execut> sem auxilio d'arte1 traz comsigo vantag5s importantissimas3 com effeito1 s5do #f legoas a di/ancia entre ,coimbra e ,l>es1 s5do meia legoa a l>gura m$ia d campo entre e/es d\s pontos1 e s5do um metro a altura das *eias ord9>ias1 segue-se que o volume d'agoa detido 'ne/e caso de #ib1eeg1dajmc1 se1 como diz ,e/evo ,cabral1 a sup]ficie da ,beira de #bjj legoas quadradas2 admitt9do que #a_/c seja planicie1 re/am #acd legoas quadradas de enco/as ou s]ras1 em que se devem abrir b>rocas2 segundo o sy/ema que apres5tamos em #ajjjm ou #ajj hect>es devem abrir-se #ae b>rocas de #ajjjm de comprim5to cada uma1 ou #aejjjm1 que a razo de #j1mc#e por metro corr5te1 cont]o #gejjmc d'agua2 admitt9do que a legoa quadrada t5ha #ca hect>es1 abriremos por legoa quadrada #dfe1jjjm de b>rocas z quaes d>o um producto de #bcb1ejjmc1 e z #acd legoas quadradas t]o em deposito #ca1aee1jjjmc d'agua2 i/o 1 o t]o d volume detido no campo1 o que s] suffici5te p>a evit> z pequ5as *eias de septembro ou de maio1 que causam damno s colheitas2 alm d'isso z aguas da *uva1 obrigadas desc] os degros d'e/a gr&e escada1 mesmo depois das b>rocas *eias1 *eg>o mais l5tam5te ao rio1 d&o tempo p>a esco> z primeiras aguas1 quebr>o a sua gr&e velocidade1 e por consequ5cia no lev>o to facilm5te a t]ra vegetal e z areias2 z t]ras levadas deposit>-se-ho 'nellas1 e facil s] ao lavrador pela limpeza das b>rocas e/rum> z suas proprias t]ras1 em quanto que hoje1 ellas vo b5efici> os propriet>ios da base da montanha4 ,o deposito d'agua cons]v>-se-ha nas b>rocas at f9s d'abril1 po*a em que f9dam z *uvas1 e filtr&o na t]ra cons]v>-lhe-ho humidade at o pr9cipio de junho1 i/o 1 at ao tempo em que necess>ia aos c]eaes2 por e/e motivo z t]ras dos montes torn>-se-ho mais productivas1 pois todos sabem que os e/rumes precisam s] dissolvidos p>a p5etr> na planta em frma de seiva1 e todos lam5tam a falta d'agua nos mezes d e/io4 ,o augm5to de produco comp5s> em dois ou trez annos a despeza da ab]tura1 que se r$uz a #cjjj ris por hect>e a razo de #bj ris o metro corr5te#h1 att5d5do a que os mezes d'inv]no so os mais proprios p>a e/e trabalho4 ,os pequ5os lavradores podem abril-z elles mesmos1 vi/o s] o tempo o g5]o que m5os lhes cu/a a d> 'naquella e/ao4 ,por e/e meio conseguiremos egualm5te augm5t> o volume d'agua da e/iagem1 torn&o a navegao mais facil2 pois1 filtr&o por entre z t]ras1 t>de ou c$o a agua l ir p>>4 ,emfim1 evit>emos que uma p>te das arz v5ha entulh> o alveo d rio1 o que mais p>a tem] que a propria *eia4 ,e/e sy/ema novo de irrigaes1 j praticado em ,frana em algumas p>tes em vi/a d melhoram5to da cultura1 tem correspondido ao que d'elle se esp]ava4 ,j4 ,r4 ,pelonceau#i1 insigne eng5heiro francez1 que o aconselha1 t5do pres5ciado a sua applicao1 assev]a s] proprio a todo o g5]o de c]eaes e legumes1 e que z proprias mattas se tornam por e/e meio mais productivas e viosas4 ,o segundo meio1 que propomos m$itao d pblico1 a plantao d'arvor$os em todas z enco/as que v]tem no ,mondego ou nos seus afflu5tes3 a m$ida no nova1 j o ,m>quez de ,pombal a decret\2 se tivesse sido executada1 no t]iamos que lam5t> os desa/res que procuramos rem$i>4 ,com effeito1 uma montanha plantada de arvores1 e por consequ5cia cub]ta de t]ra vegetal e musgos1 actua como uma esponja1 que absorve a agua de rep5te e no a re/itue s5o p+o a p+o2 uma montanha calva p]de rapidam5te a sua t]ra vegetal1 de sorte que z *uvas escorregam sobre os seus flancos1 d&o origem s torr5tes nos log>es elevados1 e s inundaes nos valles4 ,c]tam5te e/a plantao g]al das enco/as no pod] s] feita por meio de uma ,lei viol5ta1 nem to p\co de rep5te2 mas no posso deix> de not> que z mattas vo desapp>ec5do da ,beira1 que a madeira j falta1 que ella torn>-se-ha tanto mais necess>ia quanto maior fr o des9volvim5to da nossa civilisao4 ,os cam9hos de f]ro1 z m9as de ,leiria e outras1 que por v5tura exi/am na ,prov9cia1 s]o um dia exploradas1 augm5t&o consid]avelm5te o consumo d'e/e g5]o4 ,a exportao vai cresc5do d'anno p>a anno1 e os e/aleiros da ,figueira tom>o importancia logo que a b>ra seja de mais facil accesso3 tudo convida pois o lavrador previd5te a seme> p9haes nos t]r5os ar5osos1 p\co proprios p>a outra cultura4 ,o ,gov]no possue1 assim como z ,cam>as municipaes1 muitos t]r5os na ,beira3 cuide em m&> plant> mattas1 abrir 'nellas b>rocas horizontaes2 o seu des9volvim5to s] mais rapido1 a agricultura conhec] os seus v]dadeiros int]esses1 e no s] to difficil1 como se pod]ia suppr1 alcanar e/a re=ma3 ella pod] exigir dez ou v9te annos p>a complet>-se2 mas o proveito p>a a navegao d rio e p>a o campo de ,coimbra s] proporcional ao seu adiantam5to4 ,em um paiz como o nosso1 em que os p>ticul>es no tm iniciativa1 mi/r que o ,gov]no d o exemplo com exp]i5cias bem dirigidas4 ,como t]ceiro meio p>a evit> o entulham5to d rio1 proporia colloc> em todas z b>rocas1 vallas ou afflu5tes e no proprio alveo1 nas suas p>tes no navegaveis1 tapag5s1 feitas de e/acas com ramos de salgueiros entrelaados2 e/as tapag5s repetidas de #ejj em #ejj metros p]p5dicul>m5te corr5te1 deix>iam filtr> z aguas1 det5do z arz2 e o seu cu/o to pequ5o1 que no duvd se v5ham a faz] com gr&e vantagem4 ,taes so z m$idas1 que julgo proprias p>a evit> o flagello das inundaes e torn> z aguas uma fonte de riqueza p>a os habitantes da s]ra4 ,oxal que a op9io pblica favorea e/e meu emp5ho4 ,se se applic>em1 como ent5do deva s]1 os tres meios conjunctam5te1 os desa/res iro dim9u9do em proporo d adiantam5to d novo sy/ema d'agricultura1 e desapp>ec]o qu&o completo na bacia d ,mondego2 t5do ento o rio maior volume m$io1 arroj> p>a o m> gr&e p>te das arz que o entulham4 ,o encanam5to s] no s possivel1 mas facil1 obs]v&o z regras de que n+uem discrepa2 a sab]3 #a4o ,z mottas devem s] eguaes nas duas m>g5s1 pois =tific> uma d'ellas sem a outra1 attac> a propri$ade d vis9ho#aj4 #b4o ,um encanam5to um trabalho que se deve faz] simultaneam5te em todo o valle1 sob p5a de v] de/ruidos os trabalhos feitos4 #c4o ,os rios vo cresc5do p>a a foz2 por consequ5cia a resi/5cia das mottas deve cresc] em proporo conv5i5te jusante4 ,,fim4 99,notas399 #a ,m>ry1 ,c\rs de navegation1 pag4 #f4 #b ,criao4 #c ,o ,in/ituto1 ,jornal sci5tifico e litt]>io1 impresso em ,coimbra4 #d ,memorias ,montemori5ses4 #e ,e/evo ,cabral1 ,memoria sobre os melhoram5tos d ,mondego4 #f ,encanam5to feito pela m>gem norte em #agid4 ,encanam5to novo feito em #agib1 j entulhado4 #g ,diz ,e/evo ,cabral que ao p da ,g]a ha p$ra ent]rada1 suffici5te p>a con/ruir uma cidade4 #h ,um vallador a razo de #bdj ris por dia1 faz em t]r5o d monte #fj palmos corr5tes1 com a l>gura e pr(undidade que indicmos1 o que d #d ris por palmo corr5te ou #ah ris por metro1 e ns calculmos #bj ris por metro corr5te4 #i ,j4 ,r4 ,pelonceau1 ,note sur les dbordem5ts des fleuves et rivires4 #aj ,a e/e respeito precisamos de uma boa legislao1 pois no ,mondego cada um =tifica-se como qu]1 r\b&o o t]r5o d propriet>io da m>gem oppo/a1 e torn&o o rio cada vez mais s9uoso4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ----------------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ----------------------- pg4 #ae pr(undidode pr(undidade nota #aj raspeito respeito ---------------------------------------- -----------------------