99,preo--#gjj ris99 ,,pr9cipios ,e ,,que/,,es ,,de ,,philosophia ,,politica ,,por ,,antonio ,,c&ido ,,ribeiro ,,da ,,co/a ,,ii ,,li/a ,,multipla ,e ,,voto ,,un9om9al ,,coimbra ,,livr>ia ,,c5tral ,,de ,,jos ,,diogo ,,pires #i--,l>go da ,s ,velha--#aj #ahha ,,pr9cipios ,e ,,que/,,es ,,de ,,philosophia ,,politica ,,pr9cipios ,e ,,que/,,es ,,de ,,philosophia ,,politica ,,por ,,antonio ,,c&ido ,,ribeiro ,,da ,,co/a ,,ii ,,li/a ,,multipla ,e ,,voto ,,un9om9al ,,coimbra ,,impr5sa ,,da ,,univ]sidade #ahha ,,ao ,,dr4 ,,jos ,,cabral ,,teixeira ,,coelho ,,em ,,hom5agem ,,lealdade ,,d ,,seu ,,cora,o ,e ,,exempl> ,,probidade ,,d ,,seu ,,tal5to ,(f4 ,o auctor4 ,,summ>io ,i ,compreh5so actual d suffragio politico4 ,op9ies de ,dupont ,:ite1 ,blunts*li1 ,wir\b(f1 ,oliveira ,m>t9s4 ,ant9omias d'aquelle facto social2 div]sas solues p>a z r$uzir2 a que deve s] pref]ida4--,,ii ,e/ado da que/o tratada n'e/e folheto3 a votao deve s] un9om9al1 ou de muitos nomes8 1 fundam5talm5te1 uma que/o de an?ropologia4 ,a philosophia naturali/a d seculo ,,xviii em contradico com a mod]na an?ropologia4--,,iii ,hi/oria da li/a multipla 7scrut9 de li/e7 na ,frana e entre ns4 ,tem por si z melhores tradies democraticas4 ,juizo de ,gambetta sobre a revoluo de #ahdh4 ,como a que/o eleitoral foi consid]ada no nosso p>lam5to em #ahei4--;,,iv ,a li/a multipla pref]ivel ao voto un9om9al4 ,tem1 pr9cipalm5te1 a vantgem de inv]t] o suffragio1 torn&o-o indirecto4 ,porque foi inefficaz na con/ituio da assembla franceza de #ahga4 ,objeces contra a li/a multipla4--,v ,analyse da primeira objeco4 ,o suffragio directo uma illuso2 se tem de s] dirigido1 antes o seja pelas gr&es commisses dos p>tidos d que pelas influ5cias locaes4 ,e/e regim5 produz1 quasi sempre1 z melhores assemblz legislativas4 ,importancia da impr5sa n'e/e modo de eleg]2 sua ju/ificao4--,,iv ,analyse da segunda objeco4 ,a li/a multipla rompe a intimidade d eleitor com o seu repres5tante4 ,o s5tim5to pessoal no da ess5cia d voto4 ,aquella intimidade produz z segu9tes consequ5cias3 rebaixa a lucta eleitoral1 p]mitte a s$uco pelo d9heiro1 obriga os eleitos a um s]vilismo indecoroso4 ,demon/rao4--,,vii o regim5 mais proprio p>a a =mao de p>lam5tos =tes e de gov]nos viaveis4 e/a a sua maior excell5cia n'e/e mom5to da civilisao occid5tal4 ,apreciao rapida d e/ado da ,frana1 da ,italia1 da ,hespanha e de ,portugal4 ,a repres5tao das m9orias compativel com a =taleza dos gov]nos4 ,a li/a multipla1 s por si1 p]mitte1 at c]to ponto1 aquella repres5tao4 ,demon/ra-se i/o4--,,viii ,comm5t>io a uma phrase de ,"l ,d]by4 ,consid]aes sobre o pres5te e/ado da civilisao politica4 ,p]igos das agitaes muito repetidas4 ,inc]teza d futuro4 ,gravidade d'e/a inc]teza4 ,i ,o suffragio politico1 que 1 desde muito1 um facto consummado na vida dos povos mais cultos1 e/ a9da longe de s] um racioc9io triumphante uma v]dade positivam5te liquidada nas especulaes da sci5cia4 ,em quanto dom9\ o mundo a philosophia absoluta1 que t9ha a intuio por me?odo pr9cipal1 a discusso d'aquelle facto foi apaixonada1 lev\ alguns int]essados n'ella prova extrema d m>tyrio1 *eg\ a det]m9> uma =midavel revoluo1 que um dos acontecim5tos culm9antes d'e/e seculo2 mas a pond]ao das suas difficuldades praticas e o v]dadeiro conhecim5to da sua indole1 ant9omica com irrecusaveis condies sociaes1 so obra de outra escola1 que antepe a analyse ao en?usiasmo inconsci5te e a realidade das c\sas ao optimismo dos espiritos4 ,e no so j sm5te os discipulos d'essa escola1 os puritanos seguidores da philosophia exp]im5tal1 que vem no suffragio politico z difficuldades1 que elle importa1 e z contradices1 que elle enc]ra4 ,graz influ5cia dos novos me?odos1 s5tida a9da por aquelles que fazem gala de os combat]1 essa in/ituio d ,direito ,publico p]deu o falso pre/igio s5tim5tal que a aureolava1 e g]alm5te tida hoje pela mais p]igosa de todas z funces sociaes4 ,ao invez de tantos que saud>am o suffragio g5]alisado como aurora d'uma lib]dade viavel e fecunda1 insignes publici/as de todos os matizes so atte/es em consid]al-o um mal gravissimo1 a que urge applic> rem$io4 ,dupont ,:ite qualifica a democracia de contra-s5so1 de pura *im]a1 porque entrega e confia o que a soci$ade tem de mais difficil nas suas obras a quem mais incapaz entre os seus membros1 e p>a a mais alta das funces1 que o gov]no1 de/9a o mais grosseiro de todos os orgos1 o suffragio d povo6#a4 ,blunts*li friza muitas vezes a mesma ida1 e1 na viol5ta appreh5so que lhe causam os p]igosos abusos d voto univ]sal1 prope1 como =oso antec$5te ao ex]cicio dos direitos politicos1 o que elle *ama consagrao civica1 uma especie de *risma adm9i/rado pelo ,e/ado1 n'uma fe/a solemne1 aos que a edade vai colloc&o na categoria de cidados#b4 ,wir\b(f1 o en]gico cont9uador de ,littr1 teve a9da ha p\co a coragem de diz] em pl5a ,frana1 no paiz classico d suffragio univ]sal1 que e/e1 qu&o no era uma flagrante contradico1 no passava d'uma inanidade1 a que a rhetorica con/itucional reve/ia1 a seu talante1 toda a sorte de r\pag5s#c4 ,e1 p>a produzirmos uma auctoridade nossa1 transcrevemos z segu9tes palavras de ,oliveira ,m>t9s1 o pod]oso e brilhante escriptor1 que dia a dia se habilita p>a ex]cit> gloriosam5te o primado das letras portuguezas3 ,o descr$ito *eg\ a um ponto que os maiores amigos d sy/ema so hoje os inimigos da lib]dade4 ,os ces>i/as so os primeiros def5sores d suffragio univ]sal1 que a democracia1 como p>tido1 no teve a9da a coragem de confess> que uma burla#d4 ,por outro lado1 a legislao eleitoral muda1 trans=ma-se sempre d5tro de curtos p]iodos1 revel&o-se assim frequ5tem5te a desilluso padecida pelos povos1 que teem de repellir1 por inefficazes1 z suas creaes no dia segu9te ao da produco d'ellas4 ,a propria ,+lat]ra1 to adh]5te s suas tradies de toda a ordem1 excepciona1 a e/e respeito1 o temp]am5to da sua raa4 ,que explicao tem e/e grave conflicto1 em que e/o emp5hados os mais di/9ctos ent5dim5tos e os mais importantes int]esses d nosso tempo8 ,tem a segu9te3 a imprud5tissima antecipao de re=mas1 que o povo1 a ultima e mais num]osa classe da soci$ade1 e/ longe de compreh5d] e execut>1 e a manife/a impossibilidade de re/r+ir faculdades1 que a lei e o co/ume consagr>am como direitos4 c]to que na ,suissa e nos ,e/ados-,unidos o suffragio univ]sal funcciona m5os imp]feitam5te2 mas o povo d'essas duas floresc5tes republicas tem uma longa educao democratica1 e1 sobre tudo1 uma l>ga desc5tralisao adm9i/rativa e politica1 e por isso o voto individual dos seus cidados satisfaz1 pelo m5os1 a e/es requisitos de todo o legitimo suffragio3 int]esse imm$iato e especialisao d sab]4 ,nos outros paizes o regim5 unit>io annulla e/as duas condies1 e causa la/ima1 pr(unda la/ima1 v] como a humanidade culta relucta ahi infructuosam5te com a fatalidade d'um legado hi/orico1 que no sabe aproveit> e no pde repellir6 ,p>t9do da mesma compreh5so d'e/e ph5om5o social1 so div]sissimas z direces seguidas pelos p5sadores que consid]am e s5tem z difficuldades d problema4 ,uns limitam-se1 no maior desal5to1 negao pessimi/a de todo o progresso4 ,outros1 to ins5satos e e/]eis como aquelles1 esp]am que o suffragio univ]sal se cur> a si mesmo todos os males1 como se fosse alguma c\sa mais d que um in/rum5to mat]ial1 manejavel a quaesqu] impulsos6 ,no falta quem se cont5te com o/5tosos programmas das re=mas a op]> p>a que o voto politico seja uma realidade efficaz1 esquec5do-se de que taes re=mas s em muito di/ante futuro so realisaveis1 e de que1 no entretanto1 a susp5so d suffragio univ]sal absolutam5te impossivel4 ,ha1 emfim1 alguns espiritos melhorm5te avisados1 que1 v5do z c\sas como ellas so1 curam de applic> desde j ao suffragio univ]sal um sy/ema de modificaes que o torne mais racionavel na sua organisao e m5os damnoso nos seus effeitos4 ,p>a e/es toda a discusso dos fundam5tos d suffragio ab&onada por ociosa e inutil4 ,elles sabem que so totalm5te indiff]5tes ao int]esse real dos povos z controv]sias app>atosas1 que podem entret] os ocios d'uma sabia academia1 mas no accresc5tam um ceitil economia das soci$ades1 nem despontam a rudeza das infimas classes1 que1 sem sab]em p>a qu1 nem porqu1 e/o hoje inve/idas dos supremos pod]es4 ,acceito o p5sam5to d'e/e grupo de p5sadores1 e j procurei s]vil-o =mul&o e des5volv5do a gr&e v]dade da repres5tao proporcional#e2 e hoje cont9o o primeiro trabalho1 exam9&o uma que/o1 tambem eleitoral1 que a ,frana retom\ a9da ha p\co1 e exhibiu ao mundo n'aquella magnifica frma com que e/a gloriosa nao avulta e sobr$oira sempre todos os assumptos que a impressionam sriam5te4 ,e/a que/o v]sa sobre a unidade ou multiplicidade de nomes na li/a de cada eleitor4 ,,ii ,o suffragio politico conc$ido p>a a =mao de assemblz legislativas1 ou de corporaes incumbidas da adm9i/rao local4 ,p>a que elle produza1 pelo melhor modo1 o seu resultado1 qual d'e/as duas c\sas s] mais conv5i5te3 a votao de cada eleitor n'um s nome1 de/9ado a repres5t> um det]m9ado circulo1 ou a votao de li/a com muitos nomes1 que ficam con/itu9do a repres5tao collectiva d'uma area mais l>ga8 ,d simples enunciado da que/o resalta j que ella de pura frma1 extranha ao que pod]ia *am>-se1 em l+uagem antiga1 a ess5cia d suffragio4 ,o que se debate o valor relativo de dois processos empregados p>a a consecuo da mesma c\sa1 de dois modos de aproveit> praticam5te uma =a1 que1 em qualqu] d'elles1 subsi/e como era4 ,no p>tem da mesma ordem de idz os que def5dem o voto un9om9al e os que rompem lanz em defesa da li/a multipla4 ,aquelles preoccupam-se mais d int]esse e da compet5cia d eleitor2 e/es visam pr9cipalm5te melhor con/ituio das assemblz politicas4 ,os primeiros repres5tam1 n'e/a que/o1 a escola que consid]a o suffragio como um direito2 os segundos p]t5cem que consid]a o voto politico1 no como um direito d homem1 mas como o privilegio d cidado1 subord9ado aos int]esses g]aes d ,e/ado4 ,diga-se de passagem que e/a di/9co tem um gr&e sabor metaphysico4 ,contra a compreh5so d suffragio como um direito insurge-se a an?ropologia1 e/udada pelos mod]nos processos2 contra a def9io d'elle como privilegio levanta-se a hi/oria da sua g5]alisao1 pde diz]-se que at ao limite extremo1 nos mais adeantados povos da ,europa e da ,am]ica4 philosophia naturali/a d seculo ,,xviii que se deve a ida de que todos os hom5s1 pelo s facto de s]em hom5s1 devem t] egual p>ticipao no gov]no das soci$ades4 ,a decl>ao dos direitos d homem e d cidado1 com que abre a con/ituio franceza de #agic1 consagra1 no art4 #f4o1 e/e pr9cipio3 a lib]dade tem por fundam5to a natureza4 ,e/a phrase vem da ,encyclop$ia4 ,mas a natureza1 como a ent5dia aquelle seculo1 no qual a descrevem z sci5cias de hoje4 ,era ento um mixto de factos positivos e de ab/races ideali/as1 um conceito absoluto de que era facil d$uzir z mais ousadas consequ5cias4 ,e passava-se da natureza p>a a soci$ade1 import&o ao regim5 d'e/a z mesmas illuses egualit>ias que a sci5cia consagrava n'aquella4 ,se a natureza a mesma em todos os hom5s1 todos os hom5s devem t] os mesmos direitos politicos4 ,era e/e o racioc9io1 sympa?ico s inf]ioridades sociaes1 fulm9ante p>a z tradies e/abelecidas1 excell5te como in/rum5to de negao1 mas falso1 falsissimo1 como base da nova ordem de in/ituies1 que era necess>io edific> sobre os escombros d passado4 ,o naturalismo de hoje =mla concluses oppo/as quella d\tr9a4 ,buffon e ,did]ot so triumphantem5te combatidos por ,d>w9 e ,haekel4 j v]dade inconte/ada que os progressos da civilisao1 diff]5tes de povo p>a povo1 e1 d5tro d mesmo povo1 de classe p>a classe1 produzem novas faculdades naturaes1 e que a obra d es=o humano se p]peta conjunctam5te nas pag9as da hi/oria e na anatomia d c]ebro4 ,a e/e modo de explic> z desegualdades sociaes corresponde a d\tr9a que consid]a o voto como um enc>go1 na phrase de ,/u>t ,mill#f1 ou como um direito publico1 por opposio a direito natural1 na l+uagem de ,blunts*li#g4 ,o direito de suffragio1 diz e/e illu/re pr(essor1 no um direito natural d individuo1 como pret5de o ,contracto ,social1 mas um direito publico d]ivado d ,e/ado1 exi/9do s no ,e/ado1 no pod5do s]vir contra elle4 como cidado1 no como homem1 que o eleitor vota2 elle no d$uz o seu direito de si mesmo1 das necessidades da sua exi/5cia1 ou d seu des5volvim5to pessoal1 mas da con/ituio d ,e/ado1 e p>a bem d'e/e4 ,infelizm5te z lies da mod]na biologia e z pr(undas !orias dos mais em95tes publici/as vi]am t>de1 demasiadam5te t>de4 ,a revoluo politica1 que e/5deu a todas z classes a faculdade de int]virem na g]5cia social1 sem consid]ao pelo seu e/ado m5tal e pela sua situao economica1 e/ava j consummada qu&o vi]am a lume aquellas v]dades4 ,e uma revoluo feita uma fatalidade inde/ructivel2 deixa sempre na organisao dos povos um elem5to novo1 bom ou mo1 mas to firme1 to p]si/5te como z camadas geologicas que se sobrepem na con/ituio d nosso planeta4 ,,iii ,qu&o1 no v]o passado1 a que/o da li/a multipla 7scrut9 de li/e7 app>eceu no p>lam5to francez por uma propo/a d deputado ,b>d\x1 def5sores e adv]s>ios d'ella invoc>am a hi/oria dos dois regimes eleitoraes1 qu]5do os primeiros mo/r> que e/avam com z mais g5u9as tradies republicanas1 e su/5t&o os segundos1 com inflammado int]esse1 a ^! oppo/a4 ,sem emb>go de s] p\co edificante vr uma das mais brilhantes assemblz d mundo dividir-se assim na int]pretao de factos tam proximos e tam g]aes1 c]to que a int5o de todos elles era p]feitam5te legitima1 porque a melhor prova d'uma in/ituio pratica a exp]i5cia que d'ella se faz4 ,h\ve exagg]o de um e outro lado1 mas da p>te dos que pugnavam pela li/a multipla e/ava maior poro de v]dade hi/orica4 ,a lei de #bb de dezembro de #aghi1 a primeira que a ,frana teve sobre lib]dade politica1 m&ava faz] z eleies pelo voto plur9om9al1 e d mesmo modo dispunham a ,con/ituio de #agia1 o decreto de #ab de ago/o de #agib1 a ,con/ituio de #agic e a d anno ,,iii4 ,e/e sy/ema1 hybridam5te comb9ado com o d suffragio un9om9al1 atravess\ todo o p]iodo da ,re/aurao1 e s em #ahca1 no e/abelecim5to da mon>*ia de julho1 foi que elle teve de c$]1 fic&o em vigor1 at #ahdh1 o suffragio por circulo1 que a revoluo d'e/a data aboliu logo por um acto d gov]no provisorio1 s5do a li/a multipla adoptada p>a a =mao das duas assemblz republicanas4 ,o pr9cipe ,l4 ,bonap>te1 a9da presid5te1 sub/ituiu-lhe o voto un9om9al1 que s]viu admiravelm5te1 em todo o tempo d imp]io1 aos nefa/os intuitos d'e/e famoso av5tureiro4 ,a t]ceira republica reviveu o regim5 eleitoral de #ahdi1 e foi por elle =mada a assembla de #ahga4 ,sub/ituido pelo outro sy/ema em #ahge1 volt\1 no anno corr5te1 a s] propo/o1 que/ionado apaixonadam5te e por fim votado na cam>a franceza1 depois d'um dos mais notaveis discursos com que a pod]osa eloqu5cia de ,gambetta tem illum9ado a tribuna de ,mirabeau2 e se a =tuna lhe foi adv]sa no s5ado1 talvez isso se deva antes a rivalidades pessoaes d que a div]g5cias de d\tr9a4 ,d'e/e summ>io hi/orico v-se que a democracia franceza tem decidida pr$ileco pela li/a multipla1 que a9da pde invoc> em seu favor z malqu]5z dos m9i/ros de ,luiz ,philippe e dos cortesos de ,napoleo ,,iii4 ,m5os avisado &ava1 pois1 o deputado ,*>les ,boysset1 relator da commisso que deu p>ec] contr>io propo/a de ,b>d\x1 qu&o escrevia que aquelle sy/ema eleitoral no t9ha honrosos prec$5tes2 e a9da m5os feliz qu&o a paixo e o int]esse p>tid>io o levavam inju/ia de diz] que a assembla de #ahdh era m$iocre de espirito e de corao6 ,a gr&e voz de ,gambetta v+\ nobrem5te a memoria da revoluo de #ahdh n'e/as eloqu5tes palavras3 ,a assembla con/itu9te d'e/a epo*a e/ acima de todas z aggresses e de todas z criticas1 qu] se falle d seu corao1 qu] d seu espirito4 ,todos podem julg>1 sua vontade1 o corao das assemblz1 mas o brilho d tal5to1 o pre/igio dos c>act]es444 ,qual o tal5to1 o g5io1 o illu/re homem politico que no t9ha log> na assembla de #ahdh1 com excepo d sr4 ,guizot8 ,eu vejo-os ahi todos4 ,a sua politica p]t5ce s disputas dos hom5s1 mas no o asc5d5te d seu espirito1 da sua auctoridade4 ,eu creio que1 depois da ,conv5o1 a assembla de #ahdh a maior que a ,frana tem na ma hi/oria4 ,a cam>a de ,v]sailles no m]ecia ao em95te orador uma phrase de rehabilitao2 mas1 n'um dos mais di/9ctos movim5tos da sua eloqu5cia1 o suffragio univ]sal e a li/a multipla fic>am salvos d'essa prova1 pela reaco que logo op]>am contra z suas proprias fraquezas4 ,os adv]s>ios da propo/a de ,b>d\x no podiam su/5t>-se dignam5te n'e/e campo4 ,o voto plur9om9al1 segundo o espirito d'aquella propo/a1 vuln]avel em alguns pontos1 mas1 como logo v]emos1 no se lhe pde neg> a qualidade de s]1 mais que outro qualqu] sy/ema1 favoravel =mao de assemblz =tes pelo seu p5sam5to politico e luzidas pela di/9co intellectual dos seus membros4 ,e e/a qualidade1 sempre consid]avel1 hoje preciosissima1 porque os dev]es da civilisao1 in/antem5te reclamados em toda a p>te1 s podem s] satisfeitos por situaes politicas muito def9idas e muito vigorosas4 ,na nossa prtica con/itucional =am j adoptados os dois regim5s4 ,e/abelecida a eleio directa1 comeou-se pela li/a multipla4 ,consagra e/e sy/ema eleitoral o decreto de #cj de setembro de #ahebh4 ,dur\ sete annos e/e regim51 que no pde resi/ir val5te opposio que lhe fez ,jos ,e/evo4 ,a lei de #bc de novembro de #ahei foi inspirada por e/e glorioso orador1 que1 d'essa vez1 dess]viu um p\co a lib]dade que elle tantas vezes honr>a com o seu tal5to e com o seu c>act]1 porque no pde prev] que o sy/ema de #ahei a9da havia de produzir peores resultados1 muito peores1 d que o de #aheb4 ,no relatorio d projecto1 que se conv]teu n'aquella lei1 diz-se3 ,a commisso adopta o pr9cipio dos circulos pequ5os1 propondo um s deputado por cada circulo4 ,busc&o assim a unidade e a v]dade da repres5tao1 e procur&o obt] a expresso g5u9a de todas z op9ies e conv5i5cias das povoaes1 consid]\ a commisso que os int]esses locaes so di/9ctos1 mas no contr>ios ao int]esse g]al1 e que e/e no pde compr-se s5o da somma de todos aquelles4 ,e com e/as p\cas idz1 v>iadam5te p>aphraseadas nas duas cam>as1 correu toda a discusso d'um projecto importantissimo1 que int]essava propria exi/5cia da lib]dade1 porque e/a tem1 com o suffragio politico1 a mesma e/reita relao que z funces vitaes tem com os seus respectivos orgos6 ,e/udada nas sesses das cam>as1 aquella discusso d'uma e/]ilidade absoluta4 ,no ha alli um argum5to e/ati/ico1 uma consid]ao pratica1 uma alta !oria1 a compreh5so1 por qualqu] modo manife/ada1 de que se que/ionava o mais mom5toso assumpto que pde s] sujeito a assemblz politicas4 ,pass\-se d'um p>a outro regim5 eleitoral1 sem que o sy/ema revogado fosse conv5cido da sua iniquidade1 e o que v9ha sub/ituil-o recebesse a calorosa consagrao que os amigos da lib]dade (f]ecem sempre s novas frmas d'e/e augu/o pr9cipio4 ,pois na cam>a1 que vot\ a lei de #bc de novembro1 e/avam os eloqu5tissimos oradores ,jos ,e/evo e ,rebello da ,silva1 e batia o corao d s9c]o democrata ,f4 ,coelho d ,am>al6 ,,iv ,prefiro a li/a multipla votao un9om9al4 ,aquella tem p>a mim a preciosa vantagem de re/r+ir a ext5so d suffragio e de realis>1 pela melhor frma1 a votao em d\s gru1 no como ella propo/a em !oria e tem sido praticada em todos os paizes1 mas de modo inv]so3 colloc&o n'uma especie de assembla prim>ia os eleitores influ5tes1 os que con/ituem a p>te p5sante da soci$ade1 e deix&o aos outros a m]a confirmao da escolha feita4 ,sei que e/a op9io irrita z col]as de todos os vision>ios d suffragio directo1 os quaes a*am delicioso zel> e def5d]1 no con=to d gab9ete1 os direitos da multido1 salva sempre a disposio de sacrific> esses direitos na primeira opportunidade que app>ea2 mas eu procuro uma soluo pratica1 e o que m5os contribue p>a isso o platonismo de publici/as que1 a despeito das mais rudes lies da exp]i5cia1 cont9uam a consid]> o povo uma ab/raco1 e a recort> n'e/a ab/raco os capri*osos arabescos da sua phantasia4 ,se admitisse a realidade d'uma ligao moral entre os eleitores e os seus repres5tantes2 se no s\besse que entre uns e outros s r>am5te se produz uma relao politica1 no mais nobre significado d'e/a phrase2 se a obs]vao quotidiana no e/ivesse ahi a mo/r> aos mais refract>ios que a gr&e maioria dos cidados ignora sempre z qualidades1 os prec$5tes e os intuitos dos c&idatos que elege2 se fosse possivel alt]>1 d5tro de curto praso1 z condies m5taes da turba1 que no sabe1 nem qu] sab]1 os rudim5tos da boa educao civica2 se no fosse vo e e/]il todo o proposito de lev>1 pelos processos usados1 consci5cia d povo a luz dos seus dev]es e a dignidade dos seus direitos--a9da pod]ia hesit> entre os dois sy/emas4 ,mas como vo>am1 ha muito1 z d\radas illuses com que o meu espirito se cre\1 e me p>ece que p]feitam5te legitimo tir> de situaes defeituosas o maior p>tido possivel1 ent5do que1 vi/a a impossibilidade de realis> no maior num]o de individuos a int5o d voto1 deve e/e s]vir a mais alguma c\sa d que ao triumpho +lorio das insignificancias locaes1 ou s pr$ileces dos gov]nos1 z quaes recem quasi sempre em amigos pessoaes e p>tid>ios accommodaticios1 e lanar-se mo da li/a multipla1 que no pde1 c]to1 photograph> z feies miudas da soci$ade1 mas des5ha z l9has pr9cipaes da sua physionomia politica4 ,no infallivel e/e meio4 ,em det]m9adas circum/ancias pde s] inefficaz p>a a =mao de uma boa assembla politica2 e um exemplo rec5te1 a cam>a franceza de #ahga1 prova d'isso4 ,cau o imp]io nas ignom9ias de ,sdan2 os deputados de ,p>is1 t5do sua fr5te o g5]al ,tro*u1 assumiram o gov]no provisorio e d]am brilhantes manife/aes d seu patriotismo e da sua coragem2 fieis s suas tradies1 desp]tadas em #ahfi por uma celebre propo/a de ,f]ry1 ,gambetta e ,arago1 os hom5s que t9ham a responsabilidade da situao reviv]am logo a li/a multipla1 susp5sa desde #aheb2 no havia razo p>a invoc> z oblit]adas tradies d velho regim52 a despeito da viol5ta compresso ex]cida sobre o movim5to democratico nos v9te annos prec$5tes1 a corr5te das idz mod]nas t9ha engrossado de dia p>a dia2 tudo p>ecia indic> que a urna1 ab&onada sua espontaneidade por expressas recomm5daes de ,f4 ,h]old1 o honrado m9i/ro que presidiu ao acto eleitoral1 consagr>ia def9itivam5te a republica como frmula compreh5siva de todas z aspiraes politicas444 ,pois o que aconteceu foi exactam5te o contr>io de quanto se esp]ava3 os elem5tos reaccion>ios app>ec]em em gr&e maioria2 o p>tido republicano1 com que a ,frana se encontrava na hora da desgraa1 foi o m5os consid]ado pelo suffragio univ]sal6 ,z angu/iosas circum/ancias em que e/ava1 aquelle paiz explicam suffici5tem5te e/e ph5om5o sociologico4 ,o desejo da paz era o mais =te s5tim5to que dom9ava os espiritos2 os republicanos1 talvez pela vehem5cia com que t9ham dirigido a sua rec5te opposio ao imp]io1 passavam na op9io g]al por demasiadam5te ins(fridos1 e1 por tanto1 p]igosos n'aquella difficillima conjunco4 ,por outro lado1 os ex]citos allemes pesavam a9da1 como um ca/igo e uma ameaa de f]ro1 no solo da ,frana1 e o delirio communali/a1 que era o exagg]o d'uma ida1 levava naturalm5te aos extremos da reaco contra tudo o que de algum modo se assimilhasse a essa ida1 na ess5cia ou na frma1 de longe ou de p]to1 na realidade ou no nome4 ,a li/a multipla s]viu situao moral d'aquelle mom5to4 ,traduziu com fidelidade um e/ado mu1 que ella no podia alt]> nem sub/ituir por outro4 ,e1 vi/as z c\sas d'e/e modo1 a assembla de #ahga1 condemnada ao in=tunio de se reunir por graa e sob a inspeco d v5c$or1 na phrase de ,l4 ,blanc1 no razo plausivel contra o sy/ema eleitoral que a =m\4 ,diz-se contra e/e sy/ema que elle a negao d suffragio univ]sal directo1 porque a incid5cia d voto tem de s] regulada1 =osam5te1 por gr&es commisses c5traes d gov]no e da opposio2 que rompe a intimidade d eleitor com o seu repres5tante2 que favorece os abusos d pod]1 e p]mitte1 sob app>5cias p>lam5t>es1 os maiores excessos da dictadura4 ,vejmos o que e/es argum5tos valem4 ,contra elles opponho desde j a affirmao de que1 com a repres5tao das m9orias#i1 a li/a multipla o m5os inconv5i5te de todos os regim5s applicaveis a um ,e/ado unit>io1--e de que1 a9da sem aquella repres5tao1 pref]ivel a outro qualqu] sy/ema4 ,v ,o que fica dito nos num]os prec$5tes ba/ante p>a annull> a preoccupao d suffragio directo1 que avulta em todos os def5sores d voto un9om9al4 ,o suffragio no 1 em caso algum1 v]dadeiram5te directo1 se e/a phrase significa a aco imm$iata e a int5o consci5ciosa d eleitor no ex]cicio da sua lib]dade politica4 ,em circulos de um s deputado1 ou em di/rictos de muitos1 a maioria dos cidados det]m9a-se por motivos completam5te extranhos inspirao d seu direito1 porque e/a inspirao no possivel na c]rada ignorancia e na inv5civel dep5d5cia das classes inf]iores4 ,i/o evid5te a todas z luzes2 uma v]dade de applicao g]al a todos os povos1 no lhe escap&o a propria ,frana1 que tem por si a vantagem d'uma mais adeantada cultura1 e o effeito inapagavel da sua educao revolucion>ia4 ,l1 como em toda a p>te1 o povo e/a gr&e classe op]>ia1 num]osissima1 que trabalha p>a viv]1 sem se import> muito com quem gov]na1 confund9do z cres das b&eiras politicas1 e faz5do d seu voto um pres5te de favor ou um objecto de m]cancia4 ,no podia s] d'outro modo4 ,que int]esse pde t] o eleitor em decidir com um acto da sua vontade que/es que no conhece1 e julg> hom5s que incompet5te p>a apreci>8 ,o suffragio directo 1 pois1 uma illuso1 uma m5tira1 a hypocrisia da lei1 que se cont5ta com a apres5tao da sua letra1 e no se importa p>a nada com a sophismao d seu espirito4 ,consid]ados1 sob e/e aspecto positivo1 os factos eleitoraes de todos os paizes1 qual d'e/as duas solues melhor3 deix> m]c de pequ5os int]esses pessoaes e locaes a faculdade de que a lei inve/e o povo1 ou organis> o suffragio de maneira que essa faculdade t5ha de s] movida por mais elevadas causas1 quaes so o pre/igio d'um p>tido e a influ5cia d'uma d\tr9a8 e/a a melhor soluo4 ,os pr9cipios tomam o log> aos individuos2 o espirito d eleitor sobe da confiana absoluta n'um homem compreh5so de que alguma c\sa mais importante dep5de d seu voto2 os cidados intellig5tes1 v]dadeiram5te int]essados nos negocios publicos1 tm uma area mais l>ga p>a o ex]cicio dos seus direitos2 e/abelecem-se corr5tes de idz e de factos em que podem colh] ens9am5to e lio os que so capazes d'isso2 e n'e/as condies sempre o voto dos eleitores1 consci5cioso ou no1 s]ve elevao de hom5s di/9ctos1 collocados maior luz pela fama d seu m]ecim5to e pelo respeito d seu p>tido4 ,com a li/a multipla vem a necessidade de commisses politicas1 que discutam e escolham os nomes mais pre/igiosos1 comb9em z influ5cias locaes1 aconselhem e dirijam todo o movim5to4 i/o uma objeco vlida contra a li/a multipla1 como pret5dem os def5sores d outro sy/ema8 ,pelo contr>io4 ,fica o suffragio popul> com o que elle mais precisa3 uma gr&e escola2 advem aos p>tidos uma nova =a1 que elles1 em g]al1 s teem no nome3 a =a da discipl9a4 ,no se compreh5de o horror que muita g5te pr(essa pelas gr&es commisses directoras dos p>tidos1 qu&o essa mesma g5te v1 sem magua1 z que disputam o asc5d5te eleitoral no espao breve e fe*ado d'uma pequ5a localidade2 e no se compreh5de porque1 em primeiro log>1 o sy/ema da li/a multipla no inutilisa z influ5cias que so legitimas1 mas aproveita-z n'um s5tido impessoal e mais nobre1--e depois cl>o que aquellas commisses1 no seu proprio int]esse1 ho de mo/r>-se det]m9adas por motivos dignos da ampla discusso a que e/o sujeitas1 e da grave responsabilidade que assumem4 ,no ha vida publica1 elevada e digna1 sem p>tidos =tem5te organisados4 ,qu&o a op9io an>*ica1 sem pr9cipios c]tos e indicaes positivas1 o gov]no fatalm5te pessoal1 sem culpa sua1 por necessidade das c\sas4 ,tudo o que possa d> coheso e n]vo discipl9a dos p>tidos por tanto de aproveit> a bem da lib]dade e da ordem1 pr9cipalm5te da ordem1 porque1 segundo um pr(undo conceito de ,augu/o ,comte1 por e/a que mais hoje se deve recei>1 s5do1 como 1 a lib]dade um facto radicado nos co/umes e1 de todo o ponto1 sup]ior a quaesqu] t5tativas p>a o annull>4 ,no indiff]5te organisao dos p>tidos o modo de faz] z eleies4 ,tal sy/ema pde inutilis> todos os es=os politicos1 por melhor comm&o que t5ham2 outro1 pelo contr>io1 liquda e apura com v]dade1 pelo m5os aproximada1 z =z compromettidas n'uma lucta eleitoral4 ,na vig5cia d primeiro1 produzem-se a inaco e a indiff]5a2 sob g>antia d segundo1 a actividade politica multiplica os seus meios de propag&a e de combate4 ,p>ece-me que1 dos regim5s usados e conhecidos1 a li/a multipla o mais adequado a fom5t> e entret] nos p>tidos o seu espirito de discipl9a4 ,e/e regim5 importa uma c]ta c5tralisao eleitoral1 e sem e/a no ha1 como no ha no gov]no sem c5tralisao politica1 a en]gia que convem pratica de pr9cipios que ho de s(fr] opposio1 e realisao de actos que teem de s] conte/ados4 ,com o voto un9om9al frequ5te a imposio feita aos *efes dos p>tidos1 supremos repres5tantes da sua dignidade e da sua =a1 pelas influ5cias locaes1 que fazem que/o d'uma pessoa1 recusam toda a transaco propo/a1 e reclamam a9da o que julgam preo devido pela sua d$icao1 que no passa de mis]avelm5te egoi/a4 ,no outro sy/ema taes intransig5cias s]iam quasi sempre impossiveis por virtude d'e/e dilemma3 sujeio ao p5sam5to g]al d p>tido1 ou p]da dos votos dissid5tes4 ,como e/a soluo difficilm5te encontr>ia seguidores1 aquella viria a v+>1 e1 com ella1 o maior lu/re da vida publica1 que e/1 evid5tem5te1 em sub/ituir z m$iocridades1 que o favor ou a dep5d5cia dos viz9hos eleva s assemblz legislativas1 pelos tal5tos mais pre/imosos e pelos mais v5]aveis c>act]es que su/5tam e brazonam z aggremiaes p>tid>ias4 ,no falta quem1 por uma notavel inv]so das obs]vaes mais repetidas1 desconhea aquella vantagem da li/a multipla1 e at lhe faa c>go de favorec] a elevao de insignificancias politicas1 que s valem porque a op9io1 n'um dos seus movim5tos mais imprevi/os e m5os reflectidos1 lhes pe os nomes no primeiro plano4 ,n'e/a falsa preoccupao escreveu o duque de ,broglie#aj3 um meio 7a li/a multipla7 de d> +resso no p>lam5to aos corypheus d jornalismo1 s reputaes de cot]ie1 a e/es idolos de uma popul>idade facticia e ephem]a1 que um dia levanta e o dia segu9te abate e pro/ra no *o inconsi/5te da capital4 ,no assim4 ,se a illuso possivel1 e algumas vezes1 mais facilm5te ir por deante nos pequ5os circulos1 onde os e*os dos gr&es c5tros teem sempre uma rep]cusso amplificada1 d que no juizo de hom5s illu/rados e exp]i5tes1 que se no deixam v5c] pela fasc9ao de effeitos po/ios1 quasi sempre prep>ados com uma arte de que s os +5uos desconhecem o segr$o4 ,no haja receio de que a li/a multipla sacrifique z influ5cias p>ticul>es1 que tm por objectivo o real1 o v]dadeiro m]ecim5to4 ,essas subsi/em1 essas fazem-se val]1 seja qual fr o sy/ema adoptado1 porque os hom5s dignos e valorosos encontram sempre uma acceitao sympa?ica1 e se trazem1 de virtude propria1 a consagrao eleitoral das suas qualidades1 tanto melhor p>a elles e p>a z causas que veem s]vir4 ,os que padecem1 mas ju/am5te1 so os que1 t5do alcanado por meios1 bons ou mu1 um c]to asc5d5te nas povoaes em que vivem1 jogam depois com elle a sabor dos seus int]esses1 explor&o conjunctam5te a affeio dos seus con/itu9tes e a necessidade e dep5d5cia d seu p>tido4 indisp5savel vr z c\sas como ellas so na realidade1 e no sm5te como z descreve a sci5cia de gab9ete4 ,no se frma juizo seguro a respeito dos factos sociaes sem pratic> os hom5s1 surpreh5d] z suas paixes1 apreci>1 pessoalm5te1 a intellig5cia e a moralidade d'elles1 div]sas em cada classe1 e acompanhal-os1 de p]to1 nos actos mais importantes da sua vida publica4 ,no se e/uda a geographia botanica d5tro d'uma e/ufa2 no se appr5de a biologia pela s analyse d'um exempl> vivo2 bem cl>a1 bem simples1 bem regul> a exi/5cia das e/rellas1 e no ha uma1 entre z que a a/ronomia conta1 que no haja sido obs]vada mil vezes4 ,como se ha de diz]1 com ac]to1 das complicaes d suffragio univ]sal1 se ap5as se conhecem !oricam5te de auctores1 que p]si/em em mett] a humanidade nos moldes br9cados da sua artificiosa phantasia86 ,r>o adv]s>io da li/a multipla deixa de se mo/r> appreh5sivo pela gr&e p>te que ella conf]e impr5sa nas evolues eleitoraes4 ,mas sem razo4 ,o elogio da impr5sa um log> commum a que1 applic&o uma phrase celebre1 j no vale a p5a pr gravatas brancas4 ,a luz1 que ella diffunde1 allumia toda a vida mod]na4 ,se fosse possivel ext+uil-a1 f>-se-ia noite no espirito humano4 ,quantas faculdades se lhe conc$am1 quantas influ5cias se lhe facilitem1 no s]o de mais1 no s]o nunca excessivas1 porque ella retribue1 c5tuplicadas1 z vantag5s que se lhe fazem4 ,por isso uma excell5cia da li/a multipla o que passa1 entre muitos1 pelo seu mais grave defeito4 ,e/abelecida a lucta eleitoral1 a impr5sa assume z propores d'uma aula solemne1 em que os p>tidos discutem os seus programmas1 relembram a sua hi/oria1 traam o seu it9]>io1 explicam todo o seu modo de vr e s5tir z necessidades d seu tempo e d seu paiz4 ,quem capaz de appr5d]1 appr5de2 quem procura os elem5tos precisos a uma ori5tao segura1 colhe-os facilm5te4 ,z que/es pessoaes1 em que tantas vezes a injuria sub/itue a critica1 c$em o log> s corr5tes de idz1 que circulam copiosam5te1 inund&o todas z consci5cias que a educao pr$ispoz s fecundaes d ens9o2 e1 d'e/e modo1 z que/es politicas1 que o suffragio popul> *amado a decidir1 transfiguram-se na sua v]dadeira luz3 em vez de app>ec]em na frma de um homem1 apres5tam-se e elevam-se na gr&eza de uma d\tr9a4 ,em face de tudo i/o no s] conv5i5te que a direco d suffragio popul>1 o qual e s] a9da por muito tempo um facto subalt]no1 suba da intriga local1 pequ5a nos intuitos e indigna nos processos1 p>a os conselhos c5traes dos p>tidos1 que ob$ecem a mais altas inspiraes8 ,p5so que 1 e sem hesitao1 sem uma sombra de duvida4 ,,vi ,a li/a multipla tira ao suffragio politico o s5tim5to pessoal1 que deve reve/il-o1 e rompe toda a intimidade necess>ia entre o eleitor e o seu repres5tante4 ,eis outro argum5to vibrado contra aquelle regim51 e1 de c]to1 o mais p]igoso pelas falsas app>5cias que o esmaltam4 ,aquelle s5tim5to uma circum/ancia sem valor2 o rompim5to d'aquella intimidade inevitavel n'e/e modo de eleg]1 mas excell5te4 ,o voto eleitoral no occasio p>a gosos s5tim5taes1 z nupcias my/icas d cidado com o seu repres5tante1 o v9culo sympa?ico de pessoas intimam5te conhecidas1 mas1 simplesm5te1 a funco mat]ial que s]ve a lib]dade de op9io sobre os v>iadissimos negocios d ,e/ado4 ,ora e/a op9io ex]ce-se sobre idz1 e s secund>iam5te sobre pessoas2 e qu&o se ref]e a pessoas1 mais s que comm&am um p>tido d que s que =mam o seu cortejo p>lam5t>4 ,de maneira que a votao por li/as1 que significam programmas1 traduz mais propriam5te z legitimas int5es da lib]dade politica d que o suffragio praticado d'outro modo4 ,se co9cide a confiana pessoal com a convico politica1 o acto d eleitor mais int5so e mais agradavel1 mas o ess5cial que elle diga como ent5de os negocios publicos1 e no que nos desvele a sua p>ticul> sympa?ia em algum dos seus amigos4 ,mas1 conc$ida a legitimidade d'aquelle s5tim5to pessoal1 a sua consagrao legal no d> azo aos mil inconv5i5tes que emb>aam e de%onram o suffragio univ]sal8 ,d4 ,em primeiro log> a lucta politica1 r$uzida m]a concorr5cia de pessoas1 quasi sempre infamada por injurias1 arremessadas de lado a lado1 por doe/os v]baes e impressos1 por calumnias de todo o g5]o4 ,no p]iodo eleitoral susp5dem-se z g>antias da moralidade publica1 e todos os ru9s in/9ctos1 todos os baixos s5tim5tos irrompem e circulam des5freiados e soltos1 n'uma v]dadeira pr(anao da lib]dade que os tol]a4 ,e e/e consect>io d sy/ema un9om9al to g]alm5te s5tido1 que r>o publici/a deixa de o pond]> com a devida gravidade1 e de lhe procur> um rem$io qualqu]1 que seja ou p>ea efficaz4 ,a repres5tao das m9orias1 d&o s aspiraes de todos os p>tidos uma satisfao proporcional s suas =z1 debell>ia inteiram5te aquelles desa/rados effeitos2 a votao por li/a multipla no os acaba de todo1 mas att5ua-os muito1 att5ua-os consid]avelm5te1 porque d log> a comb9aes em que podem s] att5didas v>ias exig5cias pessoaes ou politicas4 ,descrev5do aquelle feio aspecto d regim5 eleitoral vig5te1 e faz5do-o s]vir impret]ivel necessidade da repres5tao das m9orias1 disse eu na m9ha diss]tao inaugural#aa3 ,tem a9da contra si o actual sy/ema o imprimir nos actos eleitoraes o c>act] d'uma pugna viol5ta1 intransig5te1 f>ta de odios e de paixes4 ,s quem no tem assi/ido a eleies que ignora z pequ5as mis]ias que se exhibem n'ellas4 ,todas z dep5d5cias so invocadas e no ha presso que se no ex]a4 ,a lucta a todo o transe4 ,porque no ha espao p>a todos nos ambitos da lei1 o dilemma de viv] ou morr] apres5ta-se fatalm5te a todos os espiritos4 ,os nomes dos c&idatos app>ecem aos eleitores sob e/a dupla frma3 ve/idos de luz e *eios de lama4 ,recontam-se anecdotas1 =jam-se calumnias1 o libello diffamatorio dos pret5d5tes avoluma progressivam5te m$ida que se approxima o dia fatal4 ,a div]g5cia de idz importa rompim5to de relaes1 e o s5tim5to d odio e/5de-se a familias inteiras4 ,no r>as vezes a viol5cia mat]ial1 o pugilato1 o assass9io at1 pem nodoas de sangue n'aquelle acto1 que devia s] incru5to e pacifico4 ,no ha cidado que sia incolume d'um prelio d'e/a ordem3 um p]deu o amp>o e a proteco que t9ha2 outro logo executado pelas suas dividas2 a v+ana toma conta de todos e sacrifica-os c$o ou t>de4 ,a impr5sa1 essa augu/a tribuna da v]dade1 demuda-se em pel\r9ho de infamias4 ,f9da a lucta1 o espao em que ella foi f]ida fica mais repugnante d que um campo de batalha em que se dilac]>am dois ex]citos3 n'e/e ala/ram-se corpos mutilados1 horrivelm5te des=mados1 com z visag5s m$onhas em que a morte os surpreh5deu2 mas n'aquelle1 no espao em que se digladi>am dois p>tidos1 ha mil reputaes f]idas de morte1 ha muita dignidade trucidada2 e1 ao invez d que acontece depois d'um combate ord9>io1--depois da gu]ra eleitoral cont9uam os odios1 ref]ve a9da a v9dicta1 e z paixes imp]am com toda a =a1 peiores no mom5to da reflexo d que eram no mom5to primitivo6 ,o des5ho afigura-se-me v]dadeiro4 ,z sombras que o escur5tam so copiadas d'uma realidade vulg> e frequ5te4 ,v]ifique1 quem duvid>2 julgue1 quem tiv] consci5cia4 ,mas ha peior4 ,aquelle sy/ema importa o emprego de d9heiro como meio de s$uco eleitoral1 e o nosso paiz e/1 desgraadam5te1 exemplific&o isso com uma l>gueza e uma desv]gonha t]rivelm5te assu/adoras6 ,a simonia politica j1 entre ns1 um facto corr5te4 ,e/a infamia e/ada por toda a p>te os attributos d seu impudor4 ,o leilo publico1 cl>a luz d sol1 s vi/as de toda a g5te6 um comm]cio de escravos1 ve/idos pela lei feio de hom5s livres4 ,uma mis]ia e uma irriso6 ,v5dem-se individuos1 freguezias1 concelhos1 circulos4 ,j possivel escrev]1 no mappa eleitoral1 m>gem de muitos circulos o seu preo ord9>io6 ,z c\sas tm progr$ido em to deva/adora proporo que1 ap5as ab]to o p]iodo eleitoral1 p5sa-se mais1 muito mais1 nos hom5s de d9heiro d que nos que sabem e qu]em pre/> s]vios ao seu paiz e ao seu p>tido2 e cidados di/9ctos1 dignissimos d p>lam5to1 vem-se inhibidos de ir l1 ao passo que triumpha facilm5te o arg5t>io boal1 que consid]a lu/re e gr&eza p>a o seu nome o que um ridiculo e uma de%onra p>a o seu c>act]4 ,e ha corretores enc>tados n'aquelle m]cado1 que surdem da sua obscuridade no mom5to opportuno1 app>ecem nos gremios politicos1 comb9am e discutem o pagam5to dos seus s]vios1 e do1 com z suas physionomias c>act]i/icas1 um aspecto repugnante e sordido s reunies e conf]5cias eleitoraes444 ,na ,+lat]ra1 antes da re=ma de #ahcb1 era frequ5te a exhibio d'e/es espectaculos4 ,a expresso burgos-podres vem de l4 ,na ,frana comea a manife/>-se e/a v]gonhosa enf]midade1 e ,gambetta#ab quem a d5unca4 ,so co/umes que pr9cipiam 7disse o gr&e tribuno71 mas se vs su/5taes o regim5 p>cell> applicado ao suffragio univ]sal1 elles propag>-se-ho rapidam5te1 e vs fic>eis1 deante da hi/oria1 com e/a trem5da responsabilidade3 a de t] inoculado a gangr5a d d9heiro na democracia franceza4 c]to que1 e/abelecido o voto plur9om9al1 a9da pde cont9u> e/a mis]avel indu/ria1 mas no m5os c]to que ella fic> r$uzida a mais re/rictas propores1 e digno de b5o tudo o que contribua p>a apag> e/a man*a nos co/umes da lib]dade4 ,outro inconv5i5te d actual modo de faz] eleies a dep5d5cia pessoal1 quasi s]vil1 d deputado p>a os seus con/itu9tes4 ,i/o sabido4 ,ou o deputado satisfaz todas z exig5cias1 a9da z mais irracionaes1 dos seus eleitores1 e n'e/e caso a sua popul>idade al>ga-se e consolida-se1 mas cu/a da dignidade propria e de graves sacrificios da adm9i/rao publica1--ou no faz isso1 consid]a por outra frma os dev]es d seu m&ato1 e ento os arcos de flores1 que lhe fe/ej>am a eleio1 volvem-se-lhe em =cas caud9as1 e o cantico que s]viu celebrao d seu triumpho demuda-se n'um brado g]al de indignao e de c5sura4 ,lib]t> o deputado d'e/as relaes humilhantes2 collocal-o a salvo de to indignas dep5d5cias2 v>r] z secret>ias de ,e/ado das importunas pret5ses1 que1 por necessidade1 os repres5tantes da nao levam l a toda a hora2 desaffront> z cam>as1 vexadas por aquelle dilemma1 e deix> o pod] executivo na maior lib]dade da sua aco1--s]iam effeitos seguros1 c]tissimos1 d sy/ema da li/a multipla1 que1 s por i/o1 m]ece pref]ido ao que ahi vigora actualm5te4 ,,vii ,com o regim51 que def5demos1 =mam-se p>lam5tos =tes1 de cr politica muito def9ida2 os gov]nos1 que esses p>lam5tos su/5t>em1 pod]o s] en]gicos1 firmes1 resolutos no des5volvim5to dos seus programmas4 ,e/ n'i/o a sua maior vantagem1 ao m5os n'e/e mom5to da civilisao occid5tal4 ,mas nem todos veem z c\sas d'e/e modo1 e foi precisam5te por aquelle lado que a propo/a de ,b>d\x s(freu mais rijas aggresses4 facil de compreh5d] o motivo por que e/e regim5 eleitoral produz assemblz vigorosas1 muito acc5tuadas1 e1 por tanto1 situaes politicas longam5te viaveis4 ,os hom5s de maior valor de cada p>tido so necess>iam5te os indicados p>a os di/rictos em que a victoria mais provavel1 e evid5te que z assemblz se c>act]isam mais pela qualidade d que pelo num]o das pessoas que z con/ituem4 ,por outro lado1 a li/a multipla retrata a op9io dom9ante no seu conjuncto1 toma-a pelo seu relevo1 surpreh5de-a e colhe-a na sua maior int5sidade1 e d'e/a frma z maiorias p>lam5t>es repres5tam o p5sam5to e a vontade da nao1 no que esse p5sam5to e essa vontade teem de real e v]dadeiro4 ,a maior contr>i$ade de que padece a mod]na politica a fraqueza dos gov]nos na maior p>te das naes4 ,duram p\co1 e1 g]alm5te1 vivem mal4 ,anti!se completa d antigo regim51 em que a auctoridade era resi/5te e inabalavel1 e o conceito da ordem1 um conceito maje/oso e t]rivel1 era1 ao mesmo tempo1 a maior preoccupao dos e/adi/as e o pr9cipal objectivo das revolues4 ,hoje tudo se divide e subdivide2 a unidade mais um es=o d espirito d que uma propri$ade das c\sas2 cada fraco social1 por m9ima que seja1 procura torn>-se indep5d5te2 os elem5tos de sua natureza mais aff9s1 em vez de se unirem pelas suas similhanz1 que so ess5ciaes1 sep>am-se e di/+uem-se pelas suas diff]5z1 que so ap5as secund>ias4 ,p>ece que um pod]oso dissolv5te foi lanado consci5cia humana1 e que1 sob a sua irresi/ivel aco1 tudo se desorganisa1 tudo se desfibra1 tudo se decompe6 uma v]dadeira necessidade a reaco imm$iata contra e/e e/ado de c\sas4 ,at agora a lib]dade no tem dado s5o o que pde o seu c>act] negativo2 urg5te que ella nos edifique com z fecundas g]m9aes d'uma ju/ia positiva1 recon/itu9te1 omnimodam5te organisadora4 ,n'um laboratorio *imico a analyse1 levada s extremas moleculas da mat]ia1 pde desfaz]1 pulv]is> os objectos1 e deix> disgregadas e soltas z p>ticulas que os =mavam4 ,a natureza um res]vatorio inf9ito1 inexhaurivel2 a coheso e a aff9idade so leis muito sup]iores s precises d e/udo e s cont+5cias d acaso4 ,mas na sociologia pratica a analyse excessiva pde import> uma dissoluo p]igosa4 ,z leis que presidem evoluo hi/orica no podem s] quebradas pelo arbitrio humano1 mas podem s] di/rahidas da sua legitima direco1 e modificadas1 p>a mais ou p>a m5os1 na sua progressiva int5sidade4 ,z exp]i5cias naturaes realisam-se n'um det]m9ado ponto1 e o univ]so subsi/e extranho a ellas1 na gr&iosa maje/ade da sua imm5sa =a2 z que se op]am na consci5cia dom9am-na1 affectam-na toda1 reproduzem-se logo n'um milho de individuos1 com rapidez e facilidade inapreciaveis444 ,um simples relano de olhos sobre z naes lat9as1 e fic> evid5te a necessidade de =talec] em todas ellas z in/ituies e os pod]es publicos4 ,a ,frana a9da ap5as esboou z re=mas organicas da democracia4 ,tem de revolv]1 e anim> d'um novo espirito1 todos os gr&es s]vios d ,e/ado3 ex]cito1 escola1 ju/ia1 faz5da4 ,o programma de ,belleville indica summ>iam5te o que ha a faz] desde j2 da sua leitura v-se que s um p>lam5to seguro e um m9i/]io l>gam5te apoiado pod]o lev> a cabo z idz =muladas por ,gambetta e1 ao que p>ece1 sympa?icam5te recebidas por todo o paiz4 ,foi na consci5ciosa compreh5so d'e/a v]dade que o *efe d opportunismo protegeu e su/5t\ a li/a multipla2 a ho/ilidade d ,s5ado a e/a propo/a ob/\ a que a maioria da cam>a franceza tivesse a direco e discipl9a que aquelle sy/ema eleitoral lhe havia de imprimir1 e com z quaes o annunciado m9i/]io de ,gambetta ass5t>ia def9itivam5te1 n'uma base inde/ructivel1 z frmas e os co/umes da republica cons]vadora4 ,na ,italia a onda revolucion>ia1 conductora d novo ideal politico1 recresce incessantem5te e sobe j1 de qu&o em qu&o1 os proprios degraus d ?rono4 ,exhibe-se n'e/a nao o espectaculo unico de transigirem1 e se accord>em na politica int]na1 o repres5tante da frma mon>*ica e os *efes d p>tido republicano2 por isso alli a republica1 ao e/abelec]-se1 deve t] uma saudao e uma b5o p>a a dyna/ia v5cida6 ,mas apes> da boa vontade de todos1 a exi/5cia dos ultimos gov]nos italianos tem sido angu/iosa e difficil4 ,ha muito que os m9i/]ios repres5tam1 no uma op9io triumphante1 mas transaces que uma con=midade de mom5to celebra1 e logo qualqu] div]g5cia desfaz e inutilisa4 rec5te a famosa crise1 que se prolong\ por algumas semanas1 sem que o rei ,humb]to podesse escolh]1 m+ua de indicaes p>lam5t>es1 um *efe de gab9ete entre os tantos que se habilitavam p>a isso3 ,depretis1 ,zan>delli1 ,sella1 ,crispi1 ,nicot]a444 ,n'e/as condies1 o que a ,italia necessita uma re=ma eleitoral1 que lhe d cam>as discipl9adas1 inspiradas n'um p5sam5to commum1 com en]gia necess>ia resoluo dos gr&es problemas int]iores e diplomaticos1 que z circum/ancias lhe =mulam e impem no actual mom5to4 ,um projecto de re=ma n'e/e s5tido foi j apres5tado2 crivel que seja brevem5te conv]tido em lei d paiz4 ,a ,hespanha outro cl>o argum5to da ^! sujeita4 ,ella no deve o seu relativo bem-e/> s5o dom9ao cons]vadora de ,canovas del ,ca/illo1 que realis\ o extranho milagre de se equilibr> n'aquelle meio inconsi/5te1 onde cada ida que nasce traz implicita a febre d'uma revoluo1 onde os p>tidos so agu]ridos como ex]citos e fanatisados como seitas1 onde a concepo !ocratica1 combatida ha c9co seculos1 a9da uma escola militante1 e o f$]alismo communali/a uma d\tr9a publica1 com hi/oria1 com hi]>*ia e com programma6 ,o actual m9i/]io1 de cr lib]al1 e/1 a e/as horas1 na prova mais solemne da sua compet5cia e da sua lealdade2 de recei> que no sia d'e/a prova tam galh>dam5te como deseja1 porque1 apes> da excell5te lei eleitoral de #ahghac1 no tem a9da todas z condies precisas p>a cam9h> sem e/orvos1 e ir adeante1 e depressa1 ao seu fim4 ,entre ns exi/e1 na maior p>te das consci5cias1 uma aspirao vehem5te p>a progr$ir1 mas falta vontade1 deciso pratica1 det]m9ao decidida p>a requ]]1 de modo efficaz1 z re=mas necess>ias4 ,a e/a indol5cia da nao corresponde a e/]ilidade dos gov]nos4 ,o sy/ema eleitoral vig5te1 longe de a combat]1 favorece a in]cia nacional1 porque toca ap5as na sup]ficie d espirito publico1 em vez de o int]ess> intimam5te1 revoc&o-o vida1 obrig&o-o a luct>4 ,sob e/e aspecto1 ,portugal div]ge pr(undam5te de outros povos da mesma communidade hi/orica4 ,ao passo que n'esses flagrante a disp>idade entre a =a da op9io e a en]gia dos gov]nos1--no nosso paiz to fraca a op9io como os gov]nos so debeis1 timidos1 incoh]5tes4 ,se um logra cons]v>-se por mais tempo1 indiff]5a publica que deve a sua durao4 ,mas dura1 no vive4 ,se1 de qu&o em qu&o1 desp]ta uma agitao qualqu]1 no se ennobrece com ella a lib]dade4 ,em g]al1 no o s5tim5to da ju/ia que a det]m9a2 a s5sao da fome que lhe d origem4 ,e1 satisfeita a fome1 recomea o entorpecim5to444 por tanto evid5te que se necessita em todos e/es ,e/ados politica activa1 com p5sam5to c]to e facilidade de aco1 e que isso no pod] conseguir-se s5o fabric&o novos moldes em que o suffragio univ]sal assuma propores l>gas1 completas1 em sub/ituio das pequ5as frmas em que elle ahi se retalha e desfigura4 ,a =taleza d pod] a primeira g>antia da v]dadeira lib]dade2 quem se arreceia de gov]nos vigorosos no tem1 de c]to1 a melhor compreh5so d fim d ,e/ado1 ou assi/e de olhos c]rados assombrosa multiplicao de enc>gos e dev]es1 que a civilisao vai cre&o de dia p>a dia1 de hora p>a hora1 no comm]cio1 na indu/ria1 em todas z applicaes d direito1 em todas z rep>ties d trabalho humano4 ,disse1 n'um dos num]os prec$5tes1 que a votao por li/a multipla1 com repres5tao das m9orias1 s]ia um regim5 eleitoral p]feito2 depois t5tei demon/r> que a mais in/ante necessidade de hoje a =mao de p>lam5tos que repres5tem a op9io publica1 no nos seus inf9itos desvios1 mas nas l9has pr9cipaes1 mais sali5tes e mais c>act]i/icas4 ,p>ecem contradictorias e/as duas affirmaes1 porque a repres5tao proporcional de todos os p>tidos accid5ta1 n'uma gr&e v>i$ade1 z assemblz legislativas1 e tira-lhes a =a que resulta da unanimidade ou1 qu&o e/a no possivel1 d accordo d maior num]o4 ,mas a ant9omia s app>5te4 ,se todos os p>tidos =em repres5tados na proporo das suas influ5cias1 a op9io mais seguida no mom5to eleitoral v+> uma ju/a maioria que a exprima e faa val]4 ,e/&o n'essa maioria e nas re/antes fraces os hom5s de mais extremado valor1 a cam>a t] a elevao d'uma escola onde z d\tr9as sociaes s]o discutidas com s]i$ade e applicadas com prud5cia4 ,por outro lado1 z divises p>lam5t>es1 que correspondem realm5te a aspectos div]sos da consci5cia publica1 no so z que enfraquecem mais o pod] legislativo2 z que o debilitam e emb>aam a olhos vi/os so z que se improvisam no seio de assemblz artificiaes1 arranjadas pela habilidade dos politicos1 de todo o ponto alheias ao p5sam5to da soci$ade1 que ellas teem a pret5so1 +5ua ou cynica1 de compreh5d] e signific>4 ,n'e/e caso a ambio pessoal organisa grupos1 inv5ta programmas1 colore b&eiras1 consagra di/9ces1 e/abelece categorias1 f+e que s]ve d\tr9as1 e1 com gr&e disp5dio de phantasia e de arte1 logra d> a um p>lam5to1 que a urna no produziu de sua virtude propria1 z po/iz app>5cias d'uma diff]5ciao real e positiva6 ,e1 a9da n'e/a vulg>issima hypo!se1 v-se frequ5tem5te surdir no primeiro plano um homem sem cortejo p>tid>io1 sem impr5sa sua1 ergu5do a propria vaidade altura d'uma indicao politica1 reclam&o o direito de gov]n>1 atir&o com a sua p]sonalidade ao meio da lucta1 como se o c]tam5 fsse de pessoas ap5as1 e no tambem de d\tr9as6 ,so e/as divises que e/]ilisam e deturpam o sy/ema repres5tativo1 no z que resultam de p>tidos realm5te exi/5tes2 e tanto mais que1 em g]al1 sm5te dois d'e/es disputam com int]essado emp5ho a posse imm$iata d pod]1 limit&o-se um dos extremos a =mul> os prote/os d passado1 com uma logica v5cida e uma s5tim5talidade facil1 e satisfaz5do-se o outro em des5h>1 com mo mais corajosa d que ac]tada1 z nebulosas prespectivas d'um futuro muito di/ante444 ,a li/a multipla1 a9da que no t5ha a int5o de repres5t> z m9orias1 pde conseguir approximadam5te e/e effeito4 ,qu&o a votao s d'um nome1 impossivel a unio das m9orias2 qu&o d'uma li/a de nomes1 nada mais facil d que comb9>em-se em alguns d'elles4 ,p>a i/o requ]-se ap5as uma condio3 a de que e/ejam organisados os p>tidos1 ob$ec5do todas z suas influ5cias a uma impulso c5tral4 ,desde que se con/ituam assim1 na v]dadeira realidade e na precisa o/5tao da sua =a1 s]o frequ5tes z concesses reciprocas1 e z maiorias s]o pr$om9antes1 mas no esmagadoras4 ,e quebr>-se-ho nas mos dos empregados adm9i/rativos algumas armas das que elles mais c]teiram5te apontam lib]dade dos eleitores1 porque muito mais facil ass$i> e v5c] o corpo eleitoral no espao c]rado d'um pequ5o circulo1 d que n'um amplo di/ricto onde z resi/5cias se multiplicam sempre1 e a e/rategia da defesa tem de s]1 por necessidade1 mais complicada e mais segura#ad4 ,em resumo3 no facil incluir n'uma frmula todas z exig5cias da politica de hoje4 ,so complexas como a sociologia1 a que p]t5cem1 cambiantes de mom5to p>a mom5to1 como tudo o que se ref]e frma dos agrupam5tos humanos4 ,mas p>ece-me que a mais cl>a de todas z indicaes a que visa a ree/abelec] em novos fundam5tos a misso dos gov]nos1 que deve s] mais compreh5siva d que a fazem os mel9dres d'uma mal ent5dida lib]dade1 e sup]ior em =a ao que ella actualm5te nos povos de mais graduada civilisao4 ,tambem c]to que no ha gov]nos =tes sem uma solida op9io que os su/5te1 e que e/a1 p>a que seja vlida1 tem de s] colhida1 no por meios que a fraccionem1 mas com emprego de processos1 que a recebam inteira e viva4 ,p>a e/e effeito a li/a multipla mil vezes mais apta d que a votao d'um s nome4 ,aquella d-lhe o retrato em tamanho natural2 e/a1 funccion&o a p\ca luz e com ma*9as de pequ5o alcance1 ap5as tira essas m9iaturas imp]feitissimas1 em que se conv5cion\ que o povo reconhecesse a sua imagem4 ,,viii ,li1 no sei onde1 que ,"l ,d]by *amra revoluo franceza de #ahdh um salto nas trevas4 felicissima a phrase4 ,o suffragio univ]sal1 que tem a sua mais solemne consagrao n'aquella data1 lanou a politica n'um cam9ho de av5turas1 escabroso1 cortado de inc]tezas1 no deix&o vr dois passos seguros p>a deante d log> occupado4 ,at hoje o excesso da lei tem sido annullado pela habilidade1 mais ou m5os digna1 dos e/adi/as4 ,alguns1 s9c]am5te convictos de que a lib]dade como a =mul>am os clubs revolucion>ios de #ahdh1 fazem a sua crte p]man5te ao suffragio univ]sal1 tem com elle toda a sorte de att5es1 simulam que o consultam a9da qu&o procuram impressional-o ou escl>ecel-o1 e1 se alguma vez o attraioam1 no ha vo que no lancem sobre a sua infidelidade4 ,outros1 descr5tes d'aquella in/ituio por effeito de reflexo ou por commodidade da propria indol5cia1 corrompem-n'a1 viciam-n'a1 desvirtuam-n'a1 viol5tam-n'a se preciso1 ac>iciam-n'a ou insultam-n'a consoante a opportunidade1 e sempre conseguem v5c]1 com armas boas ou ms1 z resi/5cias que ella lhes oppe4 ,o passado i/o4 ,o pres5te assimilha-se-lhe4 ,como s] o futuro8 ,a int]rogao difficil1 e no indiff]5te s5sibilidade de quem a =mla que a respo/a seja de um ou de outro modo4 ,pres5te-se que t] um t]mo a meia somnol5cia em que vivem alguns povos1 talvez por effeito d'e/a dupla causa3 a fadiga d trabalho consummado1 um imm5so trabalho de negao e de critica1 e o desal5to produzido pelas mil difficuldades a v5c] a9da na recon/ituio de tudo o que foi abatido e desmantelado4 ,d'aquelle torpor desp]ta-se por uma agitao =te4 ,mas de que origem ha de vir8 ,mas em que s5tido deve s]8 ,mas que tempo pde dur>8444 ,a agitao vale1 s]ve1 excell5te p>a sacudir uma g]ao adormecida pelo habito ou pro/rada pelo cansasso2 como regim5 p]man5te1 e a9da como exp$i5te muito repetido1 a negao de tudo o que a natureza diz e a hi/oria repete4 ,por meios compassados e gradaes evolutivas que a nossa especie se des5volve1 desde o e/ado rudim5t>1 em que ella um my/]io *eio de sombras1 at p]feio de hoje1 em que ella j um enigma *eio de luzes4 ,os movim5tos bruscos1 os impulsos viol5tos so1 na soci$ade1 como os rem$ios h]oicos na !rapeutica3 necess>ios1 mas r>os e p]igosos4 ,colloc> um individuo1 con/antem5te1 sob a aco convulsionada d'uma pilha electrica s]a desconc]t> o seu sy/ema n]voso1 e abrevi>-lhe a exi/5cia atorm5tada e e/]il2 t] a humanidade no sobresalto contnuo de crises successivas e de revolues int]m9aveis deslocal-a dos seus fundam5tos1 impellil-a e desvial-a d seu equilibrio1 desligal-a dos seus mais c>os int]esses1 e tir>-lhe1 a f9al1 o proprio go/o da vida6 ,o pessimismo1 como escola moral1 no um facto alheio a e/as situaes anomalas4 ,luct> viv]1 diz-se4 uma phrase das muitas que se con/ellam na memoria dos povos1 mais p>a seu damno d que p>a sua utilidade4 ,a que lam5taveis erros conduzem6 ,a que desvairam5tos levam6 ,desde crimes individuaes at gr&es p]turbaes collectivas1 a phraseologia de effeito1 rep>tida em fraces accommodadas a todos os mom5tos1 tem op]ado um mal enorme1 complexo1 irrep>avel6 ,e/ por escrev] a sua hi/oria1 que dem&a uma sondagem pr(unda e uma obs]vao delicadissima4 ,luct> viv]1 mas descans> tambem viv]4 ,a v]dade i/o4 ,a propria natureza a exemplifica4 ,os vulces no irrompem todos os dias d seio abrazeado da t]ra2 na ma*9a complicada d corpo humano revesam-se os orgos no trabalho mais int5so da vida2 a morte o somno1 o socego preciso gr&e =a my/]iosa que su/5ta e anima tudo4 ,se a humanidade tivesse sm5te necessidades politicas a satisfaz]1 se mais n5hum gr&e int]esse a preoccupasse1 a9da a civilisao da cidade t]ia de effectu>-se n'um progresso contnuo1 mas l5to4 ,exemplo3 a de ,a!nas no p]iodo de sua gloriosa hegemonia4 ,em comb9ao com aquellas necessidades exi/em1 porm1 outras que se compadecem m5os com surprezas e in/abilidades1 e ho de =mul>-se e cumprir-se a salvo das int]mitt5cias radicaes1 que ameaam d'uma excessiva prodigalidade o pres5te e o futuro4 ,a indu/ria1 o entranhado amor ao que se cria ou se possue1 a vantagem1 to legitima1 de se cont> com o dia segu9te1 o direito de cada c\sa a des5volv]-se antes de trans=m>-se1 so outros tantos ob/aculos irremoviveis ao proposito1 alis g5]oso e sympa?ico1 de accel]> o movim5to da hi/oria na ousada proporo da logica das d\tr9as4 ,a lib]dade politica uma creao enorme1 uma gnese complicada1 a asc5o gradual1 successiva1 das consci5cias todas posse absoluta de si mesmas4 ,mas entre o nada e a ordem ha o *aos1 e e/e o p]iodo que atravessamos1 e o espirito de ,deus mal comea a deslis> pela sup]ficie irrequieta das c\sas1 na sua misso de z def9ir1 nivel&o z que so eguaes1 diff]5ci&o z que so div]sas4 ,pond]&o z ant9omias d suffragio univ]sal1 escrevia1 ha p\co1 ,alb]to ,wolf1 o jornali/a francez que possue a mais completa frmula da politica cons]vadora3 ,t\t p\r le peuple1 ri5 p> le peuple4 ,sim1 mas ha duas pequ5as dificuldades3 a de conv5c] o povo de que se deixe gov]n>1 e a de app>ec] quem lhe inspire confiana4 ,a abdicao obrigada impossivel1 porque elle tem a =a2 a abdicao volunt>ia improvavel1 porque elle conhece a hi/oria444 ,no sem dr que o meu espirito compreh5de assim os factos d'e/e tempo4 ,se a v]dade no fosse inf9itam5te amavel1 invej>ia o romanesco optimismo dos que1 sobreviv5tes d'um sy/ema condemnado1 ahi se desatam a9da em fe/ivas saudaes ao que julgam felicissimo re9ado da lib]dade e d direito4 ,dess]vem a humanidade1 mas gosam os praz]es egoi/as d'uma illuso1 que deve s] deliciosa4 ,qu]o diz] que a sci5cia exclue o s5tim5to8 ,de modo algum4 ,toda a philosophia tem uma s5sibilidade propria4 ,na frmula actual dos de/9os da nossa especie e/ implicita a maior aco que os gr&es coraes podem produzir e empreg>4 ,qu&o o pan!ismo dom9ava z consci5cias1 a natureza e a soci$ade e/avam na p]5nal div9isao d'uma arte =mosissima2 compunham-se na mais espl5dida luz os quadros d pres5te2 z prespectivas d futuro1 rid5tes de abundosas esp]anz1 eram o encanto e o enlevo de quem z contemplava4 ,a phantasia humana revia-se1 cont5tissima1 na sua propria obra6 ,mas e/e sy/ema pass\1 acab\4 ,n+uem o reviv]4 ,a prosa eloqu5te de ,r5an1 o ultimo pan!i/a1 no a revelao d'uma escola viva1 actual2 ap5as o ve/igio lum9oso e p]fumado d'uma gr&e illuso que se ext+uiu444 outra hoje1 e muito div]sa1 a inspirao s5tim5tal das c\sas4 melhor8 peior8 1 simplesm5te1 mais v]dadeira4 ,m5os vaga1 mas mais det]m9ada1 mais precisa1 mais util4 ,no ab>ca tanto espao1 mas envolve-o1 circumda-o1 ap]ta-o mais e/reitam5te4 ,no t5ta romp]1 aguia val5tissima1 z bramas c]radas d futuro1 nem desf]e vo na direco d sol2 mas z suas azas desdobram-se como antep>o e abrigo1 e a sua vi/a1 que os gr&es deslumbram5tos no f]em1 cons]va-se limpida e p5etrante sobre a t]ra de que no foge6 d'e/a s5tim5talidade que se impressionam quantos veem cl>am5te z contradices que a lib]dade inclue1 z inc]tezas gravissimas de que e/ *eio o mais proximo futuro4 ,ha sm5te duas solues3 o povo reclama a direco de si mesmo1 ou cont9a sob tutella4 ,no primeiro caso1 s] tumulto1 an>*ia1 conflicto p]man5te o que dev]a s] progresso e paz1 lib]dade e ordem4 ,no outro1 quem sabe como elle s] dirigido1 se o explor> a ambio1 se a lisonja o adormec] nos seus braos insidiosos1 se o despotismo o v5c] por muito tempo1 se1 por tudo i/o1 elle t] de recomear inf9itas vezes a asc5o da suspirada montanha1 onde o espirito livre1 amplo o horisonte e o ar purissimo6 ,tudo possivel4 ,o salto foi gr&e1 mas444 foi nas trevas1 como disse ,"l ,d]by4 99,notas399 #a ,politique ,actuelle1 pag4 #bdi4 #b ,la ,politique1 pag4 #bgg e #bgh4 #c ,les elections n\velles et la vieille politique--,revue de la ,phil4 ,posit41 septembre-octobre1 #ahha4 #d ,z ,eleies1 pag4 #bd4 ,n'e/e opusculo1 =tem5te p5sado e escripto com gr&e eloqu5cia1 procura o sr4 ,oliveira ,m>t9s resolv] o problema eleitoral pela repres5tao organica das categorias sociaes4 ,apreci&o a obra d radicalismo individuali/a1 que s foi excell5te na sua p>te critica1 attribue-lhe com evid5tissima razo a g]al desordem de int]esses e de idz que c>act]isa a evoluo politica d nosso tempo4 ,por t] cahido a cr5a no pr9cipio esot]ico1 onde se e/ribava a hi]>*ia das classes1 cahiu tambem a organisao inteira4 ,ao apag>-se a luz d5tro d sanctu>io desab>am z p>$es por t]ra4 ,em nome da lib]dade prg\-se a de/ruio de tudo4 ,d pr9cipio de que em todos os hom5s havia capacidade juridica egual1 d$uziu-se o de que1 entre os hom5s1 eram todos aptos p>a tudo1 e ass5t\-se em que lei no cumpria especialis> funces1 nem dividir o trabalho1 nem torn> indep5d5tes os orgos sociaes4 ,op9\-se e fez-se4 ,a soci$ade pass\1 em nome da lib]dade1 a s] uma massa inorganica de hom5s1 um cahos1 onde os individuos1 como os elem5tos nas edades geologicas1 deixam debat] e debatem os seus int]esses e paixes1 agit&o-se ta1 inteiram5te entregues a si1 e abr9do por tal frma a era das revolues e das crises p]man5tes ou successivas 7pag4 #ce74 ,a obs]vao pr(unda e exacta4 ,o gravissimo defeito da nossa civilisao e/ aqui apontado com coragem e v]dade4 ,cahiu em descr$ito o optimismo dos que p5savam que z consci5cias individuaes1 lib]tas das presses antigas1 t9ham1 de propria iniciativa1 o pod] de se organis>1 e que a solid>i$ade humana era um s5tim5to univ]sal1 indep5d5te de qualqu] consagrao politica4 ,a reaco contra a concepo atomi/ica d ,e/ado um facto g]al na mais mod]na sci5cia2 mas1 como natural1 no falta quem a exagg]e fra de t]mo e m$ida4 ,o ultimo num]o da ,philosophia ,positiva d conta de um livro em que ,arm& ,hayem int5ta prov> que z classes sociaes con/ituem frmas to irr$uctivas como z de especie e de raa6 ,a v]dade muito m5os d que i/o4 ,z classes tm um e/reito lao de unio1 que a communidade d mesmo int]esse pr(issional1 mas isso no ba/ante p>a alt]> z l9has pr$om9antes na physionomia moral dos povos4 ,a preoccupao pr(issional no to int5sa que importe modificaes organicas2 por outro lado a successo dos (ficios ou mi/]es sociaes d5tro das familias excepcionada a cada mom5to4 ,o sr4 ,oliveira ,m>t9s int5ta rem$i> os inconv5i5tes d actual e/ado de c\sas ree/abelec5do a ,ordem1 no com o velho conted d'e/e t]mo1 mas com a realidade de todas z =z1 de todos os elem5tos activos1 que so o n]vo e a sub/ancia das naes4 ,desde que a origem d ,pod] imman5te e social1 o modo de torn> concreta ou positiva essa auctoridade con/ituil-a por meio da reunio de todos os orgos da soci$ade n'um corpo uno4 ,esses orgos so de v>ias naturezas3 so z classes ou pr(isses1 base economica da soci$ade2 so z escolas e z in/ituies1 base intellectual e adm9i/rativa2 so z regies1 base natural e geographica4 ,a reunio d'esses orgos con/itue a soci$ade1 e o ,e/ado1 que a exprime syn!ticam5te1 tm de =m>-se por emanaes ou delegaes de cada um d'elles4 ,os p]iodos transcriptos resumem o p5sam5to todo d em95te publici/a1 que1 com ,h>tmann1 consid]a a ,vontade como syn!se d ,e/ado1 e1 com ,krause1 compreh5de o direito como um pr9cipio de coord5ao1 s com a diff]5a de que o philosopho allemo d$uzia-o da propria ess5cia d ,bem1 manife/a na consci5cia1 ao passo que o sr4 ,oliveira ,m>t9s inf]e-o da obs]vao objectiva de factos biologicos e sociaes4 ,a indole d'e/e trabalho1 e a =ada rapidez com que escrevo1 inhibem-me de consagr> apreciao d sy/ema expo/o o espao que s]ia preciso4 ,por isso resumo em p\cas palavras a impresso que me deix\ a rec5te leitura d sr4 ,oliveira ,m>t9s4 ,muito antes d'e/e illu/re escriptor1 em #ahcj1 o em95te ,silve/re ,p9heiro ,f]reira combatia a repres5tao dos individuos1 consagrada nas in/ituies da ,+lat]ra e dos ,e/ados ,unidos1 e d'ahi trasladada p>a todos os paizes lib]aes4 ,qu]ia a repres5tao dos tres e/ados3 propri$ade1 indu/ria1 s]vios publicos1 subdivididos esses e/ados nas suas classes naturaes4 falso1 dizia elle1 que n'um det]m9ado assumpto em que div]gem especiali/as1 possam t] op9io segura individuos dotados ap5as de conhecim5tos g]aes2 absurdo que uma op9io de especiali/as possa s] annullada por uma maioria de hom5s que no tem1 p>a julg> o objecto em discusso1 s5o aquelles conhecim5tos g]aes4 7,c\rs de ,droit ,public int]ne e ext]ne1 pag4 #cgc e seg474 ,seja dicto de passagem que e/e absurdo1 se o 1 s]ia sempre inevitavel desde que no h\vesse p>a cada classe um p>lam5to sob]ano4 ,no me p>ece que a repres5tao dos e/ados ou das categorias resolvesse z difficuldades s5tidas por aquelles illu/res p5sadores2 e a9da que tal se conseguisse1 no s]ia isso de realisao facil e imm$iata4 ,em primeiro log>1 essa repres5tao no f>ia v>i> o suffragio pelo que respeita sua ext5so4 ,deixava-o como e/1 como a hi/oria o produziu4 ,e o gr&e inconv5i5te de attribuir o direito de voto a individuos analphabetos subsi/e n'e/a !oria1 como necess>iam5te tem de subsi/ir em todas1 porque a razo dos hom5s cultos e s] sempre impot5te contra a corr5te dos factos consummados4 ,alm d'i/o1 o suffragio univ]sal no fic>ia efficazm5te desc5tralisado1 vi/o que todos os cidados da mesma categoria t]iam egual +]5cia politica2 e c]to que de individuo p>a individuo da mesma classe ha muitas vezes maior diff]5a de nivel intellectual d que de classe p>a classe ou de categoria p>a categoria4 ,i/o pelo que respeita eleio da maior p>te dos repres5tantes2 p>a a de alguns1 prope o sr4 ,oliveira ,m>t9s o suffragio univ]sal em unidade de collegio1 o que no dim9ue1 antes aggrava os actuaes inconv5i5tes4 ,a organisao dos grupos naturaes e conv5cionaes da soci$ade necess>ia1 s] utilissima1 mas isso resolv]1 qu&o muito1 metade das difficuldades2 a9da fica tudo o que se ref]e adaptao d'um delicadissimo in/rum5to politico1 qual o suffragio1 a individuos e classes que no sabem usal-o1 no compreh5dem a sua funco1 nem calculam o seu effeito4 ,por ultimo1 afigura-se-me que a lei inefficaz p>a influir nas classes um novo espirito de solid>i$ade1 e o que ellas tm no lhes d a coheso e discipl9a necess>ias p>a a realisao prtica d'aquelle projecto4 ,t5do desapp>ecido z razes hi/oricas que mantiv]em cada classe d5tro da sua area def9ida2 t5do acabado a necessidade que havia de resi/ir1 por aquelle meio1 a conflictos que j hoje no podem t] log>1 julgo que o ,e/ado1 hav5do de limit>-se a consagr> o que exi/e1 no logr>ia a pret5dida reorganisao1 que1 por outro lado1 o preconceito radical prejudic>ia por todas z frmas4 ,se o nosso paiz no *eg\ a compreh5d] a9da a necessidade e a virtude d pr9cipio de associao444 #e ,pr9cipios e ,que/es de ,philosophia ,politica--,i4 #f ,g\v]n4 ,reprs41 pag4 #bbf4 #g ,la ,politique1 pag4 #bge4 #h ,art4 #ch4 ,a eleio de deputados faz-se por circulos eleitoraes4 ,art4 #ci4 ,os circulos elegem um deputado por cada #f3ejj fogos4 ,se a fraco re/ante dos fogos de qualqu] circulo eleitoral = egual ou sup]ior a #d3ccb fogos1 eleg]-se-ha mais um deputado4 ,art4 #dj4 ,o cont95te de ,portugal1 z ilhas adjac5tes e z prov9cias ultram>9as so1 p>a e/e fim1 divididas nos circulos que con/am d mappa juncto4 ,o num]o de deputados1 que compete a cada circulo eleitoral1 o que se a*a designado no mesmo mappa4 ,segundo e/e decreto1 o cont95te1 z ilhas adjac5tes e z prov9cias ultram>9as compreh5diam #dh circulos1 e elegiam #aef deputados4 ,d'e/es circulos o maior1 p]t5c5te ao di/ricto de ,vizeu1 t9ha #dg3daf fogos1 e elegia #g deputados4 ,faziam excepo ao pr9cipio g]al1 e/abelecido n'e/e decreto1 os circulos de ,macau e de ,solor e ,timor1 cada um dos quaes elegia sm5te um deputado4 #i ,o sr4 ,oliveira ,m>t9s consid]a a repres5tao das m9orias um exp$i5te provisorio1 acceitavel como meio de combat]1 em p>te1 o vicio das organisaes vig5tes1 mas inefficaz p>a reg5]> a pratica d suffragio univ]sal4 ,m9oria1 maioria1 so expresses relativas d num]o dos eleitores2 a m9oria a9da uma maioria1 porque1 a m5os de se a*> r$uzida a um voto1 repres5ta sempre um num]o sup]ior a um outro4 ,e1 p]ante a critica1 como se di/+ue entre o valor de uma m9oria de #ajj1 de #bj1 de #b votos8 7,eleies1 pag4 #ea74 ,discordo d sr4 ,oliveira ,m>t9s n'e/a p>te da sua publicao1 por tantos titulos recomm5davel4 ,afigura-se-me que o trahiu n'e/e ponto o crit]io1 talvez exagg]adam5te negativo1 com que o seu gr&e ent5dim5to invade e desba/a o que encontra e/abelecido na philosophia e na hi/oria4 i/o ap5as defeito d'uma em95te qualidade1 a meu vr4 ,um p5sam5to social ou politico1 que no agremi\ a9da uma consid]avel quantidade de cidados1 e/ longe da sua v]dade hi/orica1 e por isso no tem direito a s] repres5tado no p>lam5to1 que de/9ado discusso das d\tr9as vivas1 de int]esse imm$iato1 que/ionadas pela op9io g]al1 e no apres5tao e defesa de convices isoladas1 que s um longo discurso de tempo pde apur> e des5volv]4 ,antes de entr>em nas assemblz delib]ativas1 aquellas convices tm o seu tiroc9io e a sua prova na sci5cia e na propag&a4 ,mas a9da que a repres5tao no seja proporcional e completa1 e fiquem algumas escolas politicas sem consagrao eleitoral1 isso razo p>a rejeit> um sy/ema que melhora o actual e/ado de c\sas e satisfaz uma gr&e p>te d ideal democratico8 ,no4 ,e/ longe de s] boa norma sci5tifica desprez> o que m5os defeituoso s porque no absolutam5te p]feito4 ,preoccupado com a ida de realis> a repres5tao das classes1 ida digna de srias m$itaes1 esquece-se o sr4 ,oliveira ,m>t9s de que d5tro da mesma classe ha sempre conflictos de op9ies e antagonismos de int]esses1 e de que a lei da maioria1 applicada hypo!se da sua organisao social1 produziria o despotismo d num]o1 c]tam5te mais damnoso d que o actual1 porque n'aquella hypo!se a politica t]ia de s] mais int5sa na sua =a e muito mais compreh5siva na sua applicao d que hoje4 #aj ,vues sur le g\v]nem5t de la ,france1 pag4 #afb4 #aa ,pr9cipios e ,que/es de ,philosophia ,politica1 pag4 #aai e #abj4 #ab ,discurso de #ai de maio1 na discusso da propo/a de ,b>d\x4 #ac ,tem a data de #bh de novembro1 e assignada pelo m9i/ro da gov]nao1 ,francisco ,rom]o y ,robl$o4 ,n'uma c>ta celebre1 dirigida por ,e4 ,ca/el> a ,e4 ,gir>d91 p\co antes da morte d'e/e em95te jornali/a1 affirmava o gr&e tribuno hespanhol que aquella lei era a mais p]feita de toda a ,europa4 ,t9ha toda a razo4 ,quem extranh\ e combateu aquelle juizo desconhecia z melhores !orias d direito eleitoral1 ou nunca t9ha lido z disposies da lei de #bh de novembro4 ,e/a lei resolve1 em gr&e p>te1 z maiores difficuldades d suffragio politico3 o despotismo das maiorias1 e a excessiva int]v5o dos gov]nos4 ,contra a primeira adopta o conhecido sy/ema da li/a incompleta1 no em toda a ext5so da ,hespanha1 mas nos segu9tes di/rictos1 que so os mais importantes de todo o paiz3 ,madrid1 ,b>celona1 ,sevilha1 ,cadiz1 ,c>?ag5a1 ,palma de ,mallorca1 ,j]ez de la ,front]a1 ,val5cia1 ,malaga1 ,murcia1 ,t5]ife1 ,z>agoza1 ,granada1 ,alicante1 ,alm]ia1 ,badajoz1 ,burgos1 ,cordoba1 ,corua1 ,ja51 ,lugo1 ,ovi$o1 ,pamplona1 ,sant&]1 ,t>ragona1 ,valladolid 7artt4 #b4 e #hd472 e tambem1 no mesmo intuito1 p>a corrigir o inconv5i5te de a9da fic>em muitos circulos un9om9aes1 admitte1 em cada cam>a1 #aj deputados que t5ham obtido em div]sos di/rictos1 e em eleio g]al1 em m9oria ou empate1 a accumulao de #aj3jjj votos cada um1 pelo m5os 7art4 #aae474 ,a e/e sy/ema de accumulao tem devido o seu +resso no p>lam5to hespanhol alguns dos hom5s mais b5em]itos e notaveis4 ,a9da na rec5te eleio g]al se aproveit\ d'elle o illu/re ,salm]on4 ,p>a g>antir a g5u9idade d voto tem excell5tes disposies1 designadam5te a que prohibe nomeaes1 transf]5cias1 susp5ses de empregados adm9i/rativos de qualqu] categoria1 no p]iodo que vai desde o decreto que convoca os collegios eleitoraes at que e/eja concluida a eleio1 sempre que taes actos no sejam fundam5tados em causa legitima 7art4 #adg474 ,d'e/e simples extracto v-se que a apreciao de ,ca/el> era pr(undam5te v]dadeira4 ,a ,frana1 a ,+lat]ra1 a propria ,d9am>ca no m]ecem comp>adas ,hespanha n'e/e importantissimo ramo da adm9i/rao publica4 #ad ,d mappa segu9te v-se1 approximadam5te1 qual tem sido a proporo em que os p>tidos teem podido resi/ir presso eleitoral dos gov]nos4 ,o mappa designa o num]o de deputados opposicioni/as no pr9cipio de cada legislatura1 num]o que1 como sabido1 v>ia depois por influ5cia de v>ias causas444 ,at #ahei vigor\ a li/a multipla2 n'e/e p]iodo a opposio conseguiu1 t]mo m$io1 v+> mais c&idaturas d que sob o regim5 eleitoral inaugurado n'aquella data4 ,e de not> que os primeiros annos imm$iatos ao movim5to de #aheb =am assignalados por uma pacificao1 relativam5te gr&e1 p>a a qual contribuiram a fadiga das luctas de #ahdd a #ahea e a nefa/a corrupo politica de ,rodrigo da ,fonseca ,magalhes4 ---------------------------------------- --------------------- ,durao das legislaturas ,deputados desde #aheb a #ahha da ,opposio ---------------------------------------- --------------------- #ae de dezembro de #ahea a #bd de julho de #aheb #cd #b janeiro #ahec #ai julho #ahef #ce #b janeiro #aheg #bf m>o #aheh #ch #g junho #aheh #bc novembro #ahei #bd #bf janeiro #ahfj #bg m>o #ahfa #ae #bj maio #ahfa #ah junho #ahfd #dj #b janeiro #ahfe #bj maio #ahfe #cb #cj julho #ahfe #ad janeiro #ahfh #dg #ae abril #ahfh #bc janeiro #ahfi #ec #bf abril #ahfi #bj janeiro #ahgj #ab #cj m>o #ahgj #ba julho #ahgj #ad #ae outubro #ahgj #c junho #ahga #ah #bb julho #ahga #i abril #ahgd #aj #b janeiro #ahge #d maio #ahgh #aa #b janeiro #ahgi #bj ago/o #ahgi #cb #b janeiro #ahhj #d junho #ahha #ai