,cultura da ,urumbeba ,,memoria ,,sobre ,a ,,cultura ,,da ,,urumbeba1 ,e ,,sobre ,a ,,cria,o ,,da ,,cochonilha4 ,,extrahida ,,por ,m4 ,,bertholet ,das ,observaes feitas em ,guaxaca4 ,,por ,m4 ,,thiery ,,de ,,menonville1 ,e ,copiada do ,v4 ,tomo dos ,annaes de ,chymica1 ,,debaixo ,,dos ,,auspicios1 ,e ,,ordem ,,de ,,sua ,,alteza ,,real ,o ,,principe ,n4 ,,senhor1 ,por ,fr4 ,jos ,marianno da ,conceio ,velloso4 ,,lisboa4 ,m4 ,,dcc4 ,,xcix4 ,na ,of4 de ,simo ,thaddeo ,ferreira4 ,,senhor ,o ,extracto1 que tenho a honra de apresentar a ,v4 ,,alteza ,,real1 foi feito por ,m4 ,bertholet1 ,chymico ,francez1 de outra obra maior1 composta por ,m4 ,menonville1 que contm o resultado das suas ,observaes sobre a cultura do ,nopal1 como chamo os ,mexicanos2 ou da ,urumbeba1 como chamo os ,brasilianos1 e igualmente sobre a criao do ,insecto da ,cochonilha1 quando s pelo fim de os examinar1 e de os estabelecer em a ,ilha de ,s4 ,domingos emprehendeo em #aggg a viagem a ,guaxaca no interior do ,mexico1 auxiliado das graas do seu respectivo ,soberano4 ,este mesmo extracto contm o juizo que por ,ordem ,ministerial fizero os ,chymicos ,francezes1 ,bertholet1 ,desmarest1 ,fougeroux1 o ,abbade ,tessier da ,cochonilha1 que o mesmo ,naturalista estabeleceo em ,s4 ,domingos1 a pezar da nenhuma correspondencia que tivero os seus trabalhos4 ,espero que1 sendo esta ,memoria espalhada pelo ,brasil1 e particularmente pelos pvos de ,beira mar1 que possuem tantos tratos arenosos1 inuteis a toda outra planta1 excepto esta1 haja de produzir hum maravilhoso effeito no commercio ,nacional1 pela grande falta que se experimenta deste genero1 assim na ,europa1 como na ,asia4 ,que ella se d bem nas areias1 he hum facto da nossa ,agricultura do ,brasil2 pois governando o ,rio de ,janeiro o ,excellentissimo ,luiz de ,vasconcellos e ,sousa1 animou tanto a sua cultura nas freguezias que fico pela praia ao ,nrte da mesma ,cidade1 isto he1 ,taip1 ,maric1 ,saquarema1 e ,yraruama1 de que se lembra a ,relao do ,inglez ,stauton1 que no s chegou a mandar grandes partidas para este ,reino1 compradas pela ,real ,fazenda1 como tambem a dar hum tom de vida a estes ichthiophagos pvos1 que s vivio dos peixes que pesco nas grandes lagoas1 em cujas margens esto aquellas freguezias1 e os vendem na ,cidade4 ,a longitude de #ah leguas1 que ha entre as duas ,cidades de ,so ,sebastio e da ,assumpo de ,cabo ,frio1 sem contar o mais1 e menos da largura1 como roubada pela enfiada de lagoas1 que se poderio cortar1 e fazer navegaveis at ao ,rio1 sendo coberta de ,urumbebaes1 plantados1 e cultivados em regra1 quanta riqueza no deverio esperar de hum semelhante estabelecimento8 ,a latitude do ,rio de ,janeiro ao ,sul1 he a mesma do ,mexico ao ,norte4 ,deste se exporto todos os annos #hhj mil arrateis1 os quaes1 segundo sabios calculadores ,negociantes ,hollandezes1 lhe deixo o lucro de #ae milhes1 e #ej1fij libras ,francezas4 ,o que obrigou a dizer a hum ,francez estas notaveis palavras4 ,este he o melhor elogio que se pde fazer dos cadaveres de insectos3 ao qual se pde ajuntar3 que elles so para o ,mexico huma riqueza mais segura que as suas minas de prata3 pois se do muitos paizes1 em que este metal abunda1 e s o ,mexico produz a ,cochonilha4 ,se as latitudes so as mesmas1 porque no rivalizaremos aquella rica produco8 ,isto ser devido aos cuidados de ,v4 ,,alteza ,,real4 ,ultimamente ser esta obra precursora da mesma de ,m4 de ,menonville1 que fica j no prelo1 e vai enriquecida de duas ,monographias com figuras2 huma da grande familia dos ,cactos2 e outra dos progalinsectos1 chamados ,cochonilhas1 ou ,coccos1 e dos que lhe so affins1 em ambas se achar especies novas ainda no descriptas2 a qual far a ,,iii4 ,parte do ,,ii4 ,tomo do ,fazendeiro do ,brasil1 ,beija o ,supedaneo do ,real ,throno ,,de ,v4 ,,alteza ,,real o mais humilde ,vassallo ,fr4 ,jos ,marianno da ,conceio ,velloso4 ,,extracto ,,da ,,obra ,,de ,m4 ,,menonville ,,sobre ,a ,,cultura ,,da ,,urumbeba1 ,cactus ,coccinillifer1 ,e ,,cria,o ,,da ,,cochonilha4 ,coccus ,cacti4 ,o ,extracto desta obra parece estranho ao fim1 que se propoz1 quando se publicou esta colleco2 mas a ,cochonilha he hum objecto de tanta importancia ao commercio1 e de tanto interesse s ,artes1 que no deve ser indifferente a aquisio dos seus costumes1 e dos cuidados1 que requer a sua criao4 ,alm deste me obrigou outro motivo1 o qual foi1 ter achado nesta obra os fructos de huma generosa empreza1 feita totalmente s pelo ardor de enriquecer as nossas ,colonias de hum dom da natureza1 o qual huma ,nao estranha monopoliza4 ,tendo os ,hespanhoes observado que os ,indios do ,mexico se servio deste insecto1 para pintarem as suas casas1 e tingirem os seus algodes1 attrahidos da belleza desta cr informro a seu respeito o ,ministerio1 que passou ordens a ,cortes em #aebc4 de promover a multiplicao deste precioso insecto4 ,reamur propoz ao ,regente de ,frana o transferir-se a ,cochonilha para as nossas ,colonias2 mas este projecto no teve a sua devida execuo4 ,m4 ,thiery de ,menonville1 concebendo o novamente1 sem se assustar dos empecilhos1 que o poderio embaraar1 apenas acceitou a metade da consignao feita a este fim1 isto he1 #b mil libras1 reservando a outra ametade1 outras #b mil1 para que1 no caso que1 por qualquer impedimento1 visse frustrada esta sua primeira diligencia1 podesse por huma segunda conseguir o seu proposto1 e premeditado fim4 ,elle 7conforme disse7 se contentaria de sustentar a sua vida com po1 e agua4 ,embarcou-se aos #ba de ,janeiro de #aggg em o ,porto do ,principe1 parando em ,habana1 chegou a ,vera ,cruz4 ,aqui se informou de que ,guaxaca era o ,lugar1 em que a melhor ,cochonilha se criava4 ,nada mais foi necessario para o decidir empreza desta viagem4 ,mas1 como ,guaxaca lhe ficava em distancia de #gj leguas1 e se no pode chegar a ella sem trepar montanhas inaccessiveis pela sua altura1 atravessar rios caudalosos1 e arriscados1 e em huma palavra1 s por caminhos pessimos3 afra isto ainda tinha de vencer o illudir a vigilancia dos multiplicados ,satellites1 e a desassocegada espreita dos ,governadores3 nada disto1 nem do ,fysico1 nem do ,politico o intimida1 e o faz parar3 bem que se veja na preciso de empregar toda a sua manha nesta obra1 quanta deve ter hum empreiteiro de natureza1 ou politica1 ou criminal4 ,principia pelos obsequiar sobremaneira a fim de os interessar4 ,rebua o seu projecto com o gosto1 e ardor que tinha pela ,botanica1 e com a necessidade1 em que se via1 pela sua m saude1 de tomar banhos no rio da ,magdalena distante de ,vera ,cruz algumas leguas4 ,mas1 tomando caminho de ,guaxaca1 vio pela primeira vez a ,cochonilha em ,galatillan3 palpita-lhe de alegria o corao2 e logo se v accommettido de reflexes amargurosas1 que se entremisturro com a embriaguez1 ou transporte1 em que se via4 ,como1 dizia elle1 poderei eu transportar hum animal to debil1 to sujeito a machucar-se1 e que1 a primeira vez que cahir1 se no apegar mais a sua planta6 ,he impossivel que os abalos da cavalgadura em huma viagem de terra to comprida no os acabe8 ,como poderei carregar as volumosas plantas1 sobre que elles vivem8 ,como poderei eu isentallos das indagaes1 a que esto sujeitos8 ,logo que chegou a ,guaxaca1 comprou caixes no paiz cubertos de ,cochonilha1 com pretexto de lhe serem necessarias para hum remedio contra a gotta4 ,misturou com as ,urumbebeiras outras plantas1 e teve a felicidade de as poder trazer comsigo2 porque julgaro que ero futilidades1 que s podio interessar a hum botanico4 ,soffreo na sua viagem do mar hum grande temporal1 que o obrigou a fundear em ,campeche1 donde elle apanhou plantas de hum ,cacto1 que pde servir de sustento a ,cochonilha1 e aportou em ,porto do ,principe aos #be de ,setembro do mesmo anno4 ,empregou toda a sua actividade em estabelecer hum urumbebal1 e em aprender os cuidados1 que requer a criao das duas especies de ,cochonilhas4 ,conhecia que a ,cochonilha silvestre1 ou bravia se criava em huma especie de urumbeba na mesma ,ilha de ,s4 ,domingos4 ,mas sua alma altiva1 offendida1 e ulcerada de ver que hum to relevante servio1 como o que acabava de fazer1 era tido em pouca monta1 e como tal1 muito mal correspondido1 finalizou os seus dias de huma paixo em #aghj4 ,o circulo dos ,filadelfos1 que a nenhuma outra circumstancia deve o seu estabelecimento1 seno ao desejo de fazer uteis as nossas ,sciencias a ,s4 ,domingos1 ajuntro os seus papeis1 e os fizero imprimir1 e destes he1 que eu agora tenho a honra de apresentar este resumo1 ou ,extracto1 cingindo-me to smente ao que diz respeito ,cochonilha1 e s urumbebas1 que lhe servem de sustento4 ,eu comearei1 como o ,author1 fazendo conhecer as ,urumbebas3 ao depois passarei a fallar das duas especies de ,cochonilhas3 finalmente descreverei as experiencias comparativas1 que fiz das duas ,cochonilhas fina1 ou metesca1 e a ,cochonilhas bravia do ,mexico1 e da que se cria em ,s4 ,domingos4 ,cactos4 ,a ,urumbeba he huma familia de plantas1 muito numerosa em individuos2 e particular d',america4 ,esta planta penetra a terra com huma raiz mestra mui profundamente2 e ao mesmo tempo espalha quasi a flr da mesma muitas raizes fibrosas1 horizontaes1 e de rojo1 apenas enterradas huma pollegada4 ,o seu verdor goza de varios matizes1 segundo as suas diversas especies3 a substancia he tenrissima1 e carnosa1 mas volta-se em hum durissimo lenho fora da velhice4 ,he cheia do huma seiba mucilaginosa1 que algumas vezes se extravasa1 como uma gomma opaca1 farinhosa1 branca1 ou amarella1 que promptamente se enrija1 e se dissolve como a gomma2 mas que tem menor viscosidade1 e tenacidade3 suas hastes1 ou tlos se levanto em arvores pelo nascimento successivo de outras hastes1 que sahem humas de outras1 como ensartadas1 ou unidas por articulaes1 mas a apparente soluo de continuidade se desfaz pela idade da planta1 e todas estas articulaes desapparecem pelo crescimento das partes1 de modo que as articulaes dos ,cactos1 que so espalmados1 ou chatos1 se enchem1 e se arredondo em troncos de arvore1 em a qual se no distingue mais o menor rasto1 ou signal do seu nascimento1 da sua frma primitiva1 da posio de humas a respeito de outras4 ,do-se arvores destas1 que chego a ter seis ps de circumferencia1 e trinta ou quarenta de altura4 ,as articulaes1 ou ramos1 que nascem em lanamentos cylindricos nos ,cacteiros ,opuncias1 trazem nos ultimos1 por hum ou dous mezes1 folhinhas conicas1 curvas1 de huma ou duas linhas de alto1 dispostas em quinconce1 sobre linhas paralellas4 ,na axila destas folhinhas se acha posto hum feixe de sedas innumeraveis1 subsistentes1 quebradias1 mais1 ou menos sahidas1 espalhadas nos dous lados da articulao achatada4 ,ao redor deste feixe se v em todos os ,cactos achatados1 proporo da sua maior1 ou menor cultura1 #a1 #b1 #c1 e ainda #ab espinhos de differentes cores1 regulados estes pelas suas differentes especies1 compridos de #f at #cj linhas1 agudos1 slidos1 perigosissimos1 quando pungem1 e dispostos em rosa1 ou em molhos3 do centro destes1 e do feixe das sedas se v sahir indifferentemente1 ou a flr1 ou o garfo1 que ha de continuar a haste4 ,as sedas1 que se enfeixo1 nada mais so que as pontas dos espinhos das axillas das flores1 ou dos garfos futuros1 que j se acho1 como em resumo1 debaixo destes pontos quinconceaes armados de #b1 #c1 ou #bj espinhos da seiba precedente1 e ellas faro1 ao chegar a sua vez na seiba seguinte1 o officio dos espinhos1 que antecedentemente tem existido4 ,as flores sahem do topo de hum calis armado das mesmas sedas1 e espinhos que os garfos3 so brancas1 vermelhas1 amarellas1 purpureas1 carmezins1 confrme as differentes especies3 tem de #b linhas at #f pollegadas de grandeza4 ,os petalos tem algumas vezes o nmero de #aj1 #ab1 #ah1 redondos1 ovados1 oblongos1 farpados1 acuminados1 algumas vezes mui abertos outras fechados1 ou conniventes1 passando1 atravz delles os estames1 e pistillo1 que os excede em longura1 e talvez menores4 ,os ,estames so aos centos1 os filamentos em fio1 algumas vezes deitados3 a ,anthera oblonga1 e amarella1 de huma grossura dobrada do filamento4 ,o ,estigma s vezes em frma de prego com a cabea1 ou topo fendido em tres1 seis1 ou mais partes4 ,cahidas as partes da flr1 s fica o calis com o germe3 o calis se transfrma em huma baga oblonga1 oval1 muitas vezes redonda1 como hum pomo1 unilocular1 cheia de polpa1 que1 quando madura1 he branca1 amarella1 vermelha1 carmezim1 morada1 purpurea1 parda1 ou verde1 regulada pelas suas differentes especies4 ,aninho-se nesta polpa as sementes1 que tem a figura de hum rim1 maiores que lentilhas1 cobertas de huma casca negra1 parda1 esmigalhadia1 costracea1 e cheia de hum p branquissimo4 ,m4 ,linne ajuntou no ,genero ,cactus as plantas que ,tournefort chamou ,melocactus opuntia1 as que ,dillenio chamou ,tuna1 e as que ,plumier chama ,pereschia4 ,dividio este genero em tantas ,seces1 quantas ero as suas figuras exteriores1 pela singularidade de suas differenas1 conservando a cada huma destas plantas na sua ,seco o nome especifico dos ,,aa41 que se acabo de nomear3 por tanto dividio o genero dos ,cactos em oiriados1 cacteiros meles1 cirios angulosos rectos1 cirios angulosos de lastro1 ou de rojo1 e em opuncias1 ou comprimidos1 e de artigos proliferos4 ,nesta ,seco ultima he1 que se acho os ,cactos1 em que at aqui se encontra a ,cochonilha bravia1 e nos que se pde criar a fina4 ,contm hum grande nmero de especies muito differentes de todas1 as que tem sido descritas pelos ,botanicos2 porm o ,a4 no teve tempo1 nem liberdade1 de as descrever1 nem meios de as trazer comsigo do ,mexico4 ,por tanto hiremos smente apontar as especies1 cujo conhecimento he mais interessante em razo da sua relao com a ,cochonilha4 ,a ,tuna de ,dillenio1 a qual os ,hespanhoes de ,vera ,cruz chamo ,tuna1 e os ,colonos de ,s4 ,domingos chamo ,raquetas da borda do mar4 7,raquetes des bords de mer47 rara vez cresce em arvore3 as suas articulaes so slidas1 espessas1 rijas1 de hum verde gaio1 tirante a verde mar3 seus espinhos amarellos4 ,continuamente se vm nellas em ,vera ,cruz as ,cochonilhas silvestres4 ,a ,pereschia1 conhecida em ,s4 ,domingos pelo nome pata de ,tartaruga1 existe no ,mole de ,s4 ,nicolo1 e na planicie de ,cul de ,sac de ,s4 ,domingos3 he muito espinhosa1 e da idade de #c ou #d annos se faz huma arvore3 suas articulaes so menores que as das outras1 mas o tronco he provido de formidaveis espinhos1 que so muito mais compridos1 e em maior quantidade que os da ,tuna4 ,a ,cochonilha silvestre se acha sobre esta ,opuncia1 e sobre ella foi1 que o ,author a descobrio em ,s4 ,domingos no seu regresso do ,mexico4 ,ella a prefere a ,tuna2 pelo facto de ,s4 ,domingos1 onde abandonou a ultima4 ,o ,author trouxe de ,campeche huma especie de ,opuncia commua em as ,antilhas3 este ,cacto he pouco armado nas suas articulaes1 e nos garfos tem hum1 ou dous espinhos3 as novas articulaes rara vez os tem3 so oblongas1 perfeitamente lisas1 de hum verde sombrio1 e mui lustroso nas adultas1 e de hum verde claro nas articulaes novas3 ,cresce como arvore4 ,a ,cochonilha silvestre se cria muito bem nesta ,opuncia1 que tem a mesma vantagem de poder tambem criar a ,cochonilha fina1 quando se pertende smente semealla1 ou entretella3 porque nella se multiplica muito pouco1 para que se possa ter em vista fazer alguma colheita em termos4 ,a ,opuncia1 que os ,colonos chamo ,raqueta ,hespanhola1 he huma grande especie1 articulada1 em forma ovada1 cujas hastes crescem em arvore2 seus garfos so smente armados de seda1 com hum1 dous1 ou tres espinhos curtos4 ,a ,cochonilha silvestre se cria muito bem sobre esta especie de ,opuncia4 ,o ,author d o nome de ,nopal silvestre a huma ,opuncia1 que he a especie dominante nos campos do ,mexico3 levanta-se em arbustos de #ah a #bj ps de alto3 suas articulaes so redondas na cabea2 e todos os garfos armados de rosas de espinhos brancos1 curtos1 que se entrelao huns com outros1 e embarao absolutamente applicarem-se os dedos na superficie desta articulao4 ,esta especie serve muito bem de sustento ,cochonilha silvestre4 ,as ,opuncias1 que sustento melhor a ,cochonilha1 que as precedentes1 so a verdadeira ,urumbeba do ,jardim do ,mexico1 e a ,urumbeba de ,castella2 a ,cochonilha silvestre nella fica tamanha1 como a ,cochonilha fina1 e he nella menos algodoenta que nas outras especies de ,cacteiros3 o seu algodo he to bem menos tenaz1 mais frxo1 e mais espalhado4 ,a ,urumbeba dos ,jardins de ,mexico1 da qual o ,a4 no vio1 nem as flores1 nem os fructos1 tem as suas raizes de hum pardo acinzentado com longes1 ou laivos de amarello1 e que fico lenhosas com a idade3 levanta-se em arvore1 como a maior parte das ,opuncias3 as suas articulaes so de huma frma oblonga e oval3 tem huma superficie macia ao tocar1 de hum verde sombrio nas adultas1 e verde claro e luzidio nas novas3 os garfos so armados de hum1 dous1 ou tres espinhos desiguaes no tronco da planta4 ,a ,urumbeba de ,castella he a melhor das ,opuncias3 do-lhe este nome para caracterisar a sua belleza pelo costume1 em que esto no ,mexico1 de applicar huma ida de nobreza ao nome de ,castella3 as suas articulaes tem algumas vezes #cj pollegadas de comprimento1 e #ab e #ae de largura4 - ,o ,author diz que a experiencia tem approvado que a cr vermelha1 violete1 amarella1 ou branca dos fructos das ,opuncias differentes no presto1 nem offendem a cr da ,cochonilha1 que se sustenta nestes ,cactos1 nem he huma causa1 ou indicio da sua aptido maior1 ou menor em sustentar este insecto4 ,m4 ,thiery de ,menonville1 arranja por este modo as ,opuncias pela propriedade1 que ellas tem de sustentar a ,cochonilha silvestre3 pem a ,tuna em o mais baixo gro1 ao depois a ,pereskia1 ao depois a ,opuncia de ,campeche1 o ,nopal silvestre1 a ,raqueta ,hespanhola3 e finalmente a verdadeira ,urumbeba do ,jardim de ,mexico3 e no ultimo e supremo lugar a ,urumbeba de ,castella3 com tudo no he este o unico alvo1 a que se deve olhar nas ,opuncias3 as que so muito espinhosas se oppem colheita da ,cochonilha1 e devem ser rejeitadas1 ainda que sejo proprias a nutrillas2 por esta razo no podem servir as ,tunas1 as ,pereskias1 o ,nopal silvestre do ,mexico1 de sorte que he preciso limitarem-se a ,opuncia de ,campeche1 a ,raqueta ,hespanhola1 a verdadeira1 e a ,urumbeba de ,castella4 ,a ,cochonilha fina no pde viver sobre todas as ,opuncias3 morre nas ,tunas1 nas ,pereskias1 nas ,raquetas ,hespanholas3 mas nutrem se sobre a ,opuncia de ,campeche1 ainda que mais espinhosa que a ,raqueta ,hespanhola3 todavia ella s se pde criar sobre a ,urumbeba dos ,jardins de ,mexico1 e sobre a de ,castella4 ,logo que se pertende criar a ,cochonilha1 he preciso comear se por estabelecer hum viveiro de ,urumbebas1 ao qual se dar o nome de ,urumbebal4 ,m4 ,thiery de ,menonville1 d huma instruco muito extensa e mui circumstanciada cerca da natureza do terreno1 que convm a hum rendoso ,urumbebal1 e aponta todos os cuidados1 que se requerem1 assim para o seu estabelecimento1 como para a sua mantena4 ,da ,cochonilha silvestre1 e da ,mesteca4 ,plinio1 e outros antigos tinho dado o nome de ,coccus cr vermelha1 que se tira do ,kermes1 e a este mesmo insecto1 que olhavo1 como o gro da arvore1 em que se propagava4 ,linne reteve o nome de ,coccus para designar esta familia de insectos hemipteros1 cuja cabea he hum ponto na superficie do peito1 e o abdomen acaba em pequenas sedas3 cuja femea carece de azas1 tendo o macho todavia duas levantadas4 ,abrangeo neste genero #bb especies1 em cujo nmero entra o ,kermes1 o ,cocco de ,polonia1 o ,cocco do ,cacto ,cochinilheiro1 que produz a ,cochonilha4 ,alm das #bb especies descriptas por ,linne1 ,m4 ,thiery de ,menonville1 descreve huma ,cochonilha aptera1 que se encontra em muitas especies de arvores de ,s4 ,domingos1 que foro reputadas pelo ,padre ,labat1 ,plumier1 ,nicolson1 e outros pela ,cochonilha de ,mexico4 ,parece que os ,naturalistas1 at agora1 no tem conhecido a ,cochonilha silvestre1 pois que s descrevro as que fico ditas acima2 mas1 antes de determinar as differenas da ,cochonilha mesteca1 e da silvestre1 he preciso considerar se a ,cochonilha em geral4 ,a ,cochonilha he hum ,cocco que habita no ,cacto cochinilheiro3 a femea tem o corpo chato da parte do ventre1 e abaulado1 ou emisferico pela parte das costas1 as quaes so raiadas por listras transversaes1 que acabo no ventre1 formando nelle hum beio1 ou margem dobrada1 das quaes a superior he menor3 toda a pelle he de huma cr parda de sombra1 a bocca nada mais1 que hum ponto1 que sahe do meio do arcabouo1 ou thorax3 tem #f ps1 pardos1 curtissimos1 e nada de azas4 ,o macho tem o corpo alongado1 de huma cr vermelha1 escura1 coberto de duas azas horisontalmente abatidas1 e algum tanto encruzadas sobre o dorso1 ou costas3 tem duas pequenas antennas2 a cabea menor hum tero1 que o corpo2 o abdomen terminado por duas sedas posteriores1 e1 do mesmo modo que as antennas1 divergentes3 tem igualmente #f pes1 porm maiores que os da femea3 no tem hum vo continuado1 mas de pousa lousa em voltas1 saltando raramente4 ,em ,mexico chamo ,cochonilha ,grana da palavra ,hespanhola1 que faz lembrar o erro dos antigos1 que julgavo ser este insecto hum gro produzido por hum vegetal4 ,julga-se que a ,cochonilha silvestre se acha em a ,urumbeba silvestre1 e na ,tuna do ,mexico2 mas cria-se tambem nas hortas1 nas verdadeiras ,urumbebas1 que no tem espinhos4 ,m4 ,thiery de ,menonville1 ao depois de ter aprendido a conhecella no ,mexico1 as veio encontrar em ,s4 ,domingos no ,cacteiro ,pereskia4 ,as pequenas ,cochonilhas silvestres so contidas no seio da ,me em figura de ovos ensartados pelo embigo1 huns ao depois dos outros1 na placenta commum4 ,quando a prenhez chega ao seu termo prefixo pela ,natureza1 estas contas se desenfio gro por gro3 e a ,me figura ento em vivipara3 porque os filhos sem dvida deixo na passagem o vo1 em que esto contidos debaixo da apparencia de ovos2 e sahem luz1 como animaes vivos perfeitamente organisados3 neste tempo sero do tamanho da cabea de hum alfinetesinho3 o macho he menor hum tero que a femea3 parece ser alguma cousa mais comprido3 tem as sedas muito curtas1 e em menor quantidade que a femea1 que tem doze pares em a margem dobre1 que termina as costas no ventre3 os filhos se demoro j em baixo do ventre da ,me1 j nas costas por dous ou tres dias1 e algumas vezes esto pendurados por baixo do abdomen1 em figura de hum pequeno cacho de uvas1 por oito dias1 principalmente quando ha tempestades1 ou chuvas3 em fim1 ou2 porque o cordo1 que retem os filhos1 esteja secco2 ou porque obrigados pela fome posso romper este vencelho1 ou atilho1 correm pela planta3 e esta he a unica vez1 em todo o tempo da sua vida1 que caminho as femeas4 ,chegados1 que sejo1 as articulaes da ,urumbeba desde o mesmo dia1 ou1 quando tarde1 no seguinte1 estes pequenos insectos se fixo e cravo sobre o reverso da folha1 ou articulao1 que o seu instincto lhe fez escolher3 preferem a todos os outros as articulaes mais novas1 isto he1 das seibas precedentes1 e se vem1 principalmente1 escolher o lado da articulao1 que olha para ,oes-,sud',oeste1 para evitar os golpes de vento do ,nordeste1 e sobretudo1 a fora da briza de ,leste sempre igualmente regular1 e violenta no ,valle de ,guaxaca4 ,as novas ,cochonilhas se fixo nas articulaes da ,urumbeba1 cravando seu bico assovellado em a casca3 se este delicado fio se quebra1 morre a ,cochonilha1 sem que lhe seja possivel agarrar-se com os ps1 e tornar a cravar de novo em a planta esta sorte de tromba1 para lhe chupar o succo gommoso1 que serve de seu sustento4 ,o corpo da femea se cobre por toda a sua superficie de hum certo algodo fino1 e pegajoso1 o qual se estende por toda a sua circumferencia1 menos no arcabouo pelos seus movimentos4 ,em quanto ao macho1 este abandona a sua coberta no fim de hum mez1 e se manifesta em feio de huma pequena mosca1 formosa1 de huma cr affogueada carregada1 elle se arremea1 dando voltas1 e saltos at altura de #f pollegadas embusca da femea3 topando-a1 a fecunda1 e morre3 a femea se emprenha1 pare no fim de hum mez3 este he tambem o termo da sua vida4 ,a ,cochonilha silvestre1 pousada huma vez em a ,urumbeba1 se perpetuara nella1 sem que houvesse mister outro cuidado1 e nella se multiplicaria at cansar1 e esvair a planta1 cujas articulaes se apodrentario e cahirio successivamente1 humas depois de outras1 no caso de que seno tivesse o cuidado de as tirarem1 ou colherem de dous em dous mezes4 ,para se embaraar a degenerao do insecto1 que aconteceria1 deixando-o estar amontoado em qualquer ,urumbeba esvaida2 e pelo contrario3 para se manter huma bella qualidade2 e ainda1 para se aperfeioar ou melhorar a sua raa1 e precaver a ruina e estrago da planta1 se faz preciso proporcionar sempre a sua fora e vigor com a quantidade da ,cochonilha1 que nella se cria1 e habita4 ,he mister apanhalla radicalmente todos os dous mezes1 e alimpar a planta do algodo1 que ellas deixo1 esfregando a toda com hum pano molhado1 que o tire4 ,por este meio fica livre assim dos ovos1 como das chrysalidas dos insectos destruidores1 que podem muito bem estar apegados1 e occultos no algodo da ,cochonilha4 ,sera impossivel recolher a ,cochonilha silvestre1 que existe sobre a ,opuncia espinhosa com proveito2 os obreiros1 que tem maior arte1 e mestria1 no pdem colher por dia huma tal quantidade dellas1 que lhes haja de dar1 ao depois de seccas1 duas onas2 pela difficuldade de as tirar d'entre os espinhos3 e com tudo hum s obreiro pde colher quantidade1 que lhe renda1 ao depois de seccas1 tres arrateis por dia1 quando as tirar a ,urumbeba das hortas4 ,tambem he sabido que se melhora1 e aperfeia sobre a ,urumbeba por meio da multiplicidade de colheitas1 e semeaduras2 e pela bondade da planta1 em que ella prde muito da sua quantidade1 e da tenacidade do seu algodo1 e constantemente se faz mais grossa outro tanto1 quanto se no encontra nas que vivem sobre as ,opuncias espinhosas1 assim nos matos1 como nos campos4 ,he por tanto mister1 para se poder conseguir a melhor ,cochonilha silvestre1 semealla de dous em dous mezes1 tanto quanto consentir a constituio das estaes1 ou quadras do anno1 sobre a ,urumbeba das hortas1 e desprezando se todas as outras especies de ,opuncias4 ,porm1 quando se no tem huma grande quantidade da sobredita ,urumbeba1 neste caso se semear1 e crear na ,opuncia de ,campeche1 e tambem na ,raqueta ,hespanhola4 ,dizem1 semear a ,cochonilha 7como se ella fosse algum gro7 quando espalho os pequenos insectos1 pela planta1 que a deve criar1 e sustentar4 ,o ,urumbebal pe-se em estado de poder acceitar os insectos1 para os manter ao decimo outavo mez depois de plantado4 ,semeo-se1 como dizem1 as ,cochonilhas em ninhos feitos da parenchyma das folhas da palmeira3 em cada ninho se pe de #d at #f mes1 quando estiverem proximas ao seu parto1 proporcionando se o nmero dos ninhos1 e o das mes ao das articulaes da ,urumbebeira3 fixo-se os ninhos nas axillas dos ramos1 tendo-se o cuidado1 de que fiquem expostas ao ,sol de nascente4 ,passados dous mezes1 depois que as ,cochonilhas foro semeadas1 e precisamente hum mez1 depois das mes serem fecundadas1 se vem sahir algumas pequenas ,cochonilhas do seio de suas mes3 este he o momento1 em que se devem escolher para fazer a colheita4 ,passa se o ferro1 ou folha de huma faca1 que tenha o fio embotado1 e arredondado entre a casca da ,urumbeba1 e as pinhas da ,cochonilha1 que a cobre3 fazem se cahir em hum panno de linho1 ou em alguma vasilha prompta a recebella4 ,quando a colheita estiver feita1 se mergulha a ,cochonilha1 mettida em dous pannos1 dentro da agua fervendo1 por dous ou tres minutos3 estendem-se ao depois em taboas1 ou taboleiros3 ou1 o que he muito melhor1 em bacias de arame3 expe-se ao ardor do ,sol1 para se assegurarem melhor da sua dessecao1 e se repete por segurana ainda outra vez no outro dia4 ,este methodo he muito melhor1 e preferivel ao do forno1 e ferro quente1 pelo inconveniente de huma dessecao desigual1 e de calcinar1 ou torrar as partes1 que immediatamente o toco4 ,mr4 ,thiery de ,menonville assegura que1 na sua viagem1 no vra praticar outro methodo fra do d'agua fervente em ambas as especies de ,cochonilhas4 ,a ,cochonilha fina no se encontra nos campos1 ou matos do ,mexico1 e s sim nas casas1 e hortas dos ,indios1 que a colhem4 ,as femeas pequenas desta especie tem as costas listradas com rugas transversaes1 que termino na aba dobrada do ventre1 e sobre a qual se vm doze pequenas sedas1 que desapparecem nos adultos4 ,dez dias1 ao depois do nascimento1 as femeas se despem destas roupas franjadas1 e bordadas de pequenas sedas1 e se cobrem de hum p branco muito fino1 que as preserva da humidade2 #bj1 ou #be dias1 depois do seu nascimento1 se despojo das suas segundas roupas1 operao que muitas vezes lhe causa a morte1 ento ellas apparecem de huma cr parda clara2 mas no dia seguinte se acho j cobertas de p3 #c1 ou #d dias depois1 esto habeis a serem fecundadas4 ,ellas se engrosso ao dobro quasi da ,cochonilha silvestre4 ,o macho da ,cochonilha fina he perfeitamente semelhante ao macho da ,cochonilha silvestre1 menos em ser a sua grossura dobrada4 ,o ,author discute a questo3 se a ,cochonilha fina he da mesma especie da silvestre1 aperfeioada porm por hum sustento melhor1 e pelos cuidados da cultura8 ou se ellas frmo duas especies essencialmente distinctas8 ,a grossura1 que adquire a ,cochonilha silvestre1 quando se cria1 e a diminuio1 que experimenta o seu frouxel1 ou pluma algodoada3 assim como a pequenhez1 a que se reduz a ,cochonilha fina1 quando lhe falta o sustento conveniente1 parece que do muito pezo primeira opinio2 com tudo1 o ,author acha que estas razes no basto para a soluo deste problema interessante1 requer para a qual novas observaes4 ,devem observar-se tres circumstancias essenciaes na creao da ,cochonilha fina4 ,i4 ,convm1 quando as semeo1 escolher para cada huma das novas graes1 as mes mais bellas1 e mais grossas4 ,,ii4 ,precisa que sejo semeadas em os melhores ,urumbebaes4 ,,iii4 ,cumpre que sejo recolhidas na estao das chuvas1 para hum lugar coberto1 e multiplicallas nelle1 at que voltem as seccas1 para semeallas em o ar livre4 ,deve se tambem acautellar1 que a ,cochonilha silvestre se misture1 e se confunda com a fina1 e para isto se faz indispensavel1 que estejo humas das outras distantes cem varas1 dando a vantagem do lugar do nascente ,cochonilha fina4 ,a temperatura do ar1 que melhor lhe convm1 he a de #ab at #bj gros do termometro4 ,no ,mexico se fazem tres colheitas no bom tempo4 ,mr4 ,thiery de ,menonville no pde conseguir huma instruco certa do methodo1 que se emprega no ,mexico1 para conservar a ,cochonilha pelo inverno3 com tudo convenceo-se por algumas razes1 que lhe parecro fortes1 que se conservo nas mesmas ,urumbebas1 cobrindo-as com esteiras4 ,elle aconselha hum methodo excogitado por elle1 e tambem experimentado4 ,prescreve a construco de huma alpendrada1 coberta de caixilhos1 que se deso no tempo das aguas1 e que se levantem quando o tempo estiver bom2 e de se plantar debaixo desta alpendrada ,urumbebeiras1 cuja tera parte seja destinada successivamente em manter a ,cochonilha os seis mezes das aguas4 ,o preo da ,cochonilha fina excede em hum tero ao da ,cochonilha silvestre4 ,alm disso3 duas ,urumbebeiras de igual grandeza1 carregadas ambas1 huma da ,cochonilha fina1 outra da bravia3 esta dar hum tero menos em pezo1 que aquella1 que o dar mais forte4 ,o ,author compra as despezas da cultura1 que a ,cochonilha requer no ,mexico1 com o preo da mo d'obra ordinaria em ,s4 ,domingos1 e conclue da facilidade1 em que vivem alguns ,indios1 aos quaes pertence principalmente esta produco1 que esta grangearia1 ou cultura se poderia estabelecer com muita vantagem em ,s4 ,domingos2 e tanto mais1 quanto os ,indios do ,mexico tem pouca actividade1 e que os multiplicados monopolios os privo de huma grande parte da produco da venda da ,cochonilha na ,europa4 primeira vista a ,cochonilha fina parece apresentar grandes vantajens ao ,granjeiro sobre a ,cochonilha silvestre3 mas1 attendendo-se que a criao da ultima requer muito menos trabalho2 que o frouxel1 que a cobre1 a defende das chuvas1 dos temporaes1 os quaes muitas vezes causo grandes prejuizos ,cochonilha fina2 e que ella pde ser colhida seis vezes no anno1 e que neste comenos1 na estao das chuvas1 no ha producto algum da ,cochonilha fina2 e que a final sendo preciso muito menos despeza para o estabelecimento1 que ella requer1 se concluir3 que as vantajens de huma1 e outra se compenso1 e equivalem3 e tambem1 que os ,colonos pobres devem dar preferencia grangearia da ,cochonilha silvestre2 por que esta lhes pde apresentar hum precioso soccorro1 ou recurso4 ,ao depois da morte de ,m4 ,thiery de ,menonville1 pereceo a ,cochonilha fina1 que elle criava em o ,jardim do ,porto do ,principe2 mas ,m4 ,bruley1 substituto do ,procurador geral1 cheio de zelo1 no querendo que se perdessem todos os fructos das emprezas de ,m4 ,thiery de ,menonville1 formou hum ,urumbebal1 com os fragmentos do seu plano1 e nelle criou a ,cochonilha silvestre4 ,em #aghh escreveo que o seu ,urumbebal j lhe podia dar huma colheita de cem libras de ,cochonilha secca1 se huma molestia o no embaraasse de aproveitar a bella estao4 ,m4 ,bruley communicou o gro da ,cochonilha silvestre ao circulo dos ,philadelfos1 que comeou em #aghe a occupar-se na criao deste insecto precioso4 ,comparao da ,cochonilha mesteca1 da ,cochonilha silvestre1 e da que se cria em ,s4 ,domingos4 ,fazendo-se digerir no alcohol o extracto1 que a decoco da ,cochonilha d por evaporao1 as partes colorantes se dissolvem1 e deixo hum residuo1 que retm unicamente a cr da borra1 ou p do vinho1 a qual o novo alcohol no lhe pde tirar4 ,esta parte d na analyse pelo fogo os productos das substancias animaes4 ,o alcohol da ,cochonilha deixa por evaporao hum residuo transparente1 que he de hum vermelho escuro1 e que secco parece huma resina4 ,igualmente por distillao d os productos das substancias animaes1 o que confirma que esta parte colorante he huma produco animal4 ,entretanto a decoco da ,cochonilha entra difficultosamente em putrefaco3 tenho-a conservado por mais de dous mezes ao ar livre1 e em hum frasco fechado4 ,a primeira1 passado este espao de tempo1 no apresentou indicio algum de putrefaco2 a segunda tinha hum leve cheiro putrido4 ,a primeira se turvou nos primeiros dias2 e deixou no filtro hum depsito arroxado pardo1 devido combinao do ,oxigeno com as partes colorantes1 conforme as observaes de ,m4 de ,fourcroy2 a segunda conservou por muito tempo a sua transparencia1 e provavelmente a perdeo pelo effeito do principio de putrefaco1 que experimentou4 ,a cor de huma e outra se mudou para ,carmesim2 mas a da primeira era mais fraca2 porque huma grande parte das moleculas colorantes se tinha precipitado4 ,ao depois da morte de ,m4 ,thiery de ,menonville1 a ,cochonilha mesteca1 que tinha trazido1 acabou1 como acima se disse2 mas1 occupando-se ,m4 ,bruley com muito cuidado em criar a ,cochonilha silvestre3 e em #aghg enviou huma grande quantidade desta ao ,ministro da ,marinha com huma ,memoria ,ensaios da ,cultura do ,nopal1 criaco e preparao da ,cochonilha4 ,a ,academia das ,sciencias encarregou a ,,mm4 ,desmarest1 ,fougeroux1 o ,abbade ,tessier1 e a mim de examinarmos esta ,cochonilha1 e a ,memoria1 que a acompanhava4 ,resultou dos ensaios da tinta1 que fizemos em casa de ,m4 ,moneri1 proprietario de huma manufactura de ,escarlate nos ,gobelins1 que a ,cochonilha1 remettida por ,m4 ,bruley1 dava ao panno a mesma cr1 que a ,cochonilha mesteca1 com tanto porm que se lhe augmentasse a quantidade na proporo de #ab a #e4 ,m4 ,bruley fez huma segunda remessa da ,cochonilha1 colhida em #aghh1 e voltro os mesmos commissarios a serem de novo incumbidos do seu exame4 ,por outro methodo viero a obter com pouca differena os mesmos resultados1 que tivero com a primeira ,cochonilha4 ,por se terem repetido os ensaios1 que se fizero em commum1 fazendo entrar em comparao a ,cochonilha silvestre do commercio1 contentar-me hei agora de fallar das minhas ultimas experiencias4 ,a decoco da ,cochonilha silvestre tem o mesmo matiz que a ,cochonilha de ,s4 ,domingos4 ,este matiz tira mais para o ,carmesim que o da ,cochonilha mesteca3 mas os precipitados1 que della se obtem1 quer pela dissoluo do estanho1 quer pelo alume1 so de huma cr perfeitamente igual da ,cochonilha mesteca1 e estes precipitados so1 os que coloro as substancias1 que se tingem1 combinando-se com ellas4 ,j disse em a minha ,memoria sobre a branqueao 7,ann4 ,chym4 ,tom4 ,,ii47 que ,m4 ,wat se servira da decoco da ,cochonilha1 para determinar a fora do ,acido muriatico oxigenado pela quantidade desta decoco1 que elle pode destruir3 eu fiz s avessas1 e me servi do cido muriatico oxigenado para determinar a proporo de partes colorantes1 que as decoces de differentes ,cochonilhas continho4 ,fiz ferver por tanto1 por huma hora1 hum igual pezo de cada huma das tres ,cochonilhas1 fazendo-lhe todas as circumstancias to iguaes1 quanto me fosse possivel3 lancei cada huma destas tres decoces filtradas em hum cylindro de vidro graduado1 e lhe misturei o mesmo cido muriatico oxigenado1 at que todas as tres fossem levadas ao mesmo matiz amarello4 ,as quantidades do cido1 que represento as partes colorantes1 se acharo quasi o mesmo em razo dos nmeros seguintes3 #h para a ,cochonilha de ,s4 ,domingos1 #aa para ,cochonilha silvestre do commercio1 #ah para ,mesteca4 ,disto se v que a ,cochonilha de ,s4 ,domingos he1 no smente muito inferior ,cochonilha mesteca1 mas tambem ,cochonilha silvestre do ,mexico1 e effectivamente muito mais algodoada1 e mais pequena2 mas estas desavantagens no devem diminuir o zelo1 dos que se occupo nesta criao4 ,as observaes de ,m4 ,thiery de ,menonville tinho j mostrado que a ,cochonilha silvestre perdia seu algodo1 e se fazia mais grossa por huma successo de graes cuidadosas3 e nos princpios foro obrigados a empregar as urumbebas1 que no tinho chegado sua grossura ordinaria4 ,ha por tanto lugar de esperar que a ,cochonilha de ,s4 ,domingos poder vir a ser1 havendo hum cuidado effectivo1 to boa1 como a ,cochonilha silvestre do ,mexico1 e pde ser que ainda a exceda2 mas sempre lhe ser inferior em quanto a quantidade de partes colorantes3 mas no sera huma razo bastante1 para se desprezar o adiantamento de hum ingrediente to precioso s tinturarias4 ,relativamente a qualidade da cr1 se vio que a ,cochonilha de ,s4 ,domingos no cedia em cousa alguma a ,mesteca2 mas se o algodo1 de que ella se reveste1 pde prejudicar nas operaes em grande a belleza do escarlate1 do qual a vivacidade se pde mui facilmente alterar1 se acharia huma applicao vantajosa para elle assim nos meios escarlates1 como nos carmezis1 e em outros matizes1 que so menos delicados1 que as cres mais vivas4 ,mr4 ,bruley indagou os meios de poder separar o algodo da ,cochonilha de ,s4 ,domingos2 porm ficavo-lhe muitas partes colorantes nos seus residuos1 o que parece dever-se principalmente s pequenas ,cochonilhas1 que ficar adherentes ao algodo4 ,as opinies1 que ,mr4 ,bruley expoz na sua ,memoria1 no concordo algumas vezes com as de ,mr4 ,thiery de ,menonville3 e he natural que observaes encontradas requeiro conhecimentos mais exactos cerca de hum objecto1 que para ns he to novo1 mas sobre isto se deve esperar que as diligencias do circulo dos ,filadelfos1 e as de ,mr4 ,bruley nos hajo bem depressa de fazer1 que nada tenhamos mais que desejar a este assumpto4 ,he muito difficultoso fazer huma ida da utilidade1 que nos pde dar esta ,cochonilha de ,s4 ,domingos1 que possue to ricas produces4 ,mr4 ,thiery de ,menonville a olhava1 como hum soccorro precioso1 para aquellas partes da ,ilha1 cujo terreno ingrato recusa outro genero de grangearias2 e para aquelles pobres ,colonos1 que no podem fazer as despezas necessarias s outras produces4 ,mr4 ,bruley ainda he mais favoravel as vantagens1 que se pde esperar da ,cochonilha2 mas o circulo dos ,filadelfos se absteve de proferir o seu parecer2 e no julga que se deva dizer ainda cousa alguma4 ,as tentativas feitas merecem ser proseguidas1 e favorecidas com tanto maior empenho1 com quanto tem por seu objecto hum ramo de tanta importancia para o commercio1 como este2 e com quanto huma industria illuminada sabe tirar grandes proveitos sobre huma ignorante indolencia4 ,,fim4 ,,methodo ,,de ,,preparar ,a ,,cochonilha ,,no ,,rio ,,de ,,janeiro1 ,,segundo ,,stauton1 ,secretario1 e ,author da ,relao da ,embaixada ,china do ,lord ,macartnei4 ,o ,proveito que os ,portuguezes tiro da ,cochonilha no ,rio de ,janeiro he pouco consideravel1 em consequencia de hum erro na sua preparao4 ,duas ou tres vezes cada semana1 os escravos destinados a este objecto1 busco as plantas ,cactus1 e com huma varinha de ,bamb1 cortada de algum modo na figura de huma penna1 tiro todo o insecto plenamente crescido com muitos outros1 que ainda no tem chegado ao seu estado de perfeio3 a consequencia disto he1 que as plantas nunca tem a metade dos insectos1 que podio sustentar1 pois que muitas das femeas1 morrem antes de terem feito os seus depositos4 ,os ,naturaes do ,mexico seguem hum methodo muito differente4 ,logo que passo as chuvas periodicas1 e que o tempo he mais quente1 e mais secco1 fixo nos bicos das folhas do ,cactus pequenas pores do mais fino musgo1 servindo como de ninhos1 capaz cada hum de encerrar dez ou doze ,insectos femeas1 no seu estado de pleno crescimento4 ,estes ,insectos no decurso de poucos dias1 produzem huma innumeravel familia de pequeninos1 que se espalho pelas folhas1 e ramos da ,planta1 at que se fixo naquelles pontos1 que acho mais proprios a dar-lhe succo nutritivo2 onde crescendo em pouco tempo o mais a que podem chegar1 fico immoveis1 e ento se tiro para uso2 deixando sempre hum nmero sufficiente1 para a produco de novas criaes4 ,hum muito simples processo converte em pouco tempo os ,insectos em ,cochonilha2 mas se1 em soffrimento corporeo1 o pobre ,escaravelho sente tormento igual ao do ,gigante1 quando morre1 este processo no he mais simples1 do que he cruel4 ,apanho-se os ,insectos em huma taa de madeira1 e daqui se estendem espessamente sobre hum prato chato de barro1 e assim vivos se pem sobre fogo de carvo de lenha1 onde se vo lentamente torrando1 at desapparecer a coberta cheia de penugem1 e que os succos aquosos do animal estejo totalmente evaporados4 ,em quanto dura esta operao1 mechem-se continuamente com huma colher grande de estanho os ,insectos1 e algumas vezes se borrifo com agua1 para prevenir que de todo se torrem1 o que destruira a cr1 e reduzira o ,insecto a carvo2 mas pouco habito basta para ensinar1 quando se devem tirar do lume4 ,fico ento na frma de gros redondos1 escuros de alguma sorte1 vermelhos1 e tomo o nome de ,cochonilha1 conservando to pouco a frma original do ,insecto1 que esta preciosa tintura foi por muito tempo conhecida1 e buscada na ,europa antes dos ,naturalistas decidirem1 se era substancia animal1 vegetal1 ou mineral4 ,o ,jardim do ,rio de ,janeiro no produz annualmente mais do que trinta arrateis desta fazenda3 com tudo1 tendo bom trato1 este mesmo nmero de plantas podia produzir dez vezes esta quantidade4 ,em ,maric1 e ,saquarema1 ambos lugares contiguos ao ,cabo ,frio1 ha plantaes consideraveis do ,cactus1 que facilmente se augmento com garfos da mesma1 plantados na estao fria1 e chuvosa1 ainda que depois medro menos1 quando no expostas ao ,sol4 ,os ,insectos crio1 e colhem-se em tempo secco desde ,outubro at ,maro4 ,animou-se a preparao da ,cochonilha1 deixando livre este ramo de commercio1 que antigamente era hum monopolio da ,coroa#a4 ,,fim4 ,,advertencia4 ,os ,brasilianos dividio a familia dos ,cactos1 ou ,cacteiros em duas1 aos que tinho a folha chata e espinhosa1 a que os ,botanicos do geralmente o nome de ,opuncias1 chamavo ,ju-ro beba1 de j espinho1 oba1 folha ou vestido beba chata1 o qual por corrupo se diz ,urumbeba2 e aos que ero esquinados a que os ,botanicos com ,jussieu chamro ,cirios1 pela configurao com as tochas quadradas1 davo o nome de ,ju-macar1 e hoje ,nanacur1 e nesta familia ha huma que d hum fructo delicioso4 ,na obra grande1 que traduzimos de ,m4 de ,menonville1 nos esforaremos em fazer vr todas as especies1 que encontrmos no ,brazil4 ,aqui smente daremos a figura do ,cacto ,cochinilheiro1 copiada da que traz ,dillenio no ,horto ,elthamense1 que he a cilanda por ,linne1 como tambem a da ,cochonilha1 e reservamos para a outra dar a ,estampa de ,menonville4 ,figura3 ,,cacto cochonilheiro4 99,notas399 #a ,a ,coroa nunca monopolisou este genero3 s o comprava por hum maior preo1 para animar os moradores sua cultura4