domain material from the ,google ,print project47 99,nota de editor399 ,devido existncia de erros tipogrficos neste texto1 foram tomadas vrias decises quanto verso final4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o original4 ,no final deste livro encontrar a lista de erros corrigidos4 ,rita ,farinha 7,maro #bjab7 ,,no,,es ,,botanicas ,,das ,,especies ,,de ,,nicociana ,,mais ,,usadas ,,nas ,,fabricas ,,de ,,tabaco1 ,e ,,da ,,sua ,,cultura4 ,,pelo ,dr4 ,,felix ,,de ,,avellar ,,brotero4 ,figura ,,lisboa3 ,,na ,,impress,o ,,regia4 ,,anno #ahbf4 ,com ,licena4 ,as plantas1 cujas folhas se costumo usar na factura de diversas sortes de ,tabaco1 so todas do genero ,nicotiana1 segundo a opinio de todos os ,botanicos modernos4 ,este genero pertence ,familia das ,solaneas da ,classe oitava do ,methodo natural do ,dr4 ,jussieu1 e ,classe ,pentandria1 ,ordem ,monogynia do ,systema artificial do ,dr4 ,linno3 as suas notas caracteristicas so as seguintes4 ,caracter natural 7ou extenso74 ,o calys he monophyllo1 ovado1 fendido em cinco lacinias1 e persistente4 ,a corolla he monoptala1 e afunilada2 tem o tubo mais comprido do que o calys1 e a orla hum pouco patente1 dividida em cinco segmentos iguaes4 ,os filetes dos estames so cinco remontantes1 assovelados1 e quasi to compridos como a corolla3 as suas antheras so oblongas1 e obtusas4 ,no pistillo o germen he sobre-posto ao receptaculo da fructificao1 ovado1 e terminado por hum estylete filiforme do comprimento da corolla1 cujo estigma he hum tanto capitoso1 e chanfrado4 ,o pericarpo he huma capsula ovada com hum pequeno rego de cada banda1 de duas cellulas1 e duas valvulas2 abre-se pelo cume1 e tem no centro dous corpos esponjosos apegados ao partimento1 e assim formando hum grosso pilar4 ,as sementes so numerosas1 reniformes1 rugosas1 e denigridas1 ou ruivas1 e oleosas4 ,caracter essencial 7ou abbreviado74 ,o calys fendido em cinco lacinias2 corolla muito mais comprida do que elle1 afunilada1 fendida em cinco segmentos iguaes1 e regular2 estames inclinados para huma banda2 estigma chanfrado2 capsula bivalve1 e de duas cellulas4 ,especie #a4;a ,nicociana ,tabacoeira ,vulgar1 ,herva ,sancta1 ,herva do ,tabaco ordinaria4 7,nicotiana tabacum ,lin47 ,caracter especifico abbreviado4 ,as folhas so lanceoladas-ovadas1 agudas1 rentes1 hum pouco decursivas pelo caule2 as lacinias da sua corolla so agudas4 ,descripo4 ,a raiz desta especie he composta de varios ramos subdivididos em muitas radiculas1 mais ou menos delgadas1 alvadias1 quasi inodoras1 mas de sabor acre1 como o do caule1 e folhas4 ,he annual1 ou vivaz1 conforme os climas4 ,o caule he rolio1 hum tanto lanuginoso1 viscoso1 e dividido em varios ramos alternos1 e levantados2 a sua altura1 grossura1 e durao vara conforme os climas1 e terrenos3 nos paizes quentes1 e em ,portugal dura vivo mais de hum anno2 no ,real ,jardim ,botanico da ,ajuda ha hum p de quatro annos1 cujo caule he macio1 e lenhoso1 tem mais de quinze palmos de alto1 e quase duas pollegadas de grossura na base4 ,as folhas so dispostas alternadamente1 e sujeitas a variar1 segundo os climas1 e terrenos2 em huma variedade so largamente lanceoladas1 participando hum pouco da forma ovada1 agudas1 na base rentes1 e ahi rematadas em dous lobulos obtusos1 abarcantes1 e mais1 ou menos decursivos pelo caule2 em outra variedade so estreitamente lanceoladas1 muito pontudas1 e para a banda da base de tal sorte estreitadas1 que parecem pecioladas1 sem com tudo o serem1 mas rentes1 com dous lobulos obtusos1 muito pouco1 ou nada decursivos2 em algumas outras variedades acima destes lobulos ha huma sinuosidade de cada lado1 e depois a folha fica estreitamente lanceolada2 em todas estas variedades as duas faces da folha so verdes1 mais ou menos lanuginosas1 e viscosas2 o seu talo1 e veios1 mais ou menos grossos1 segundo a crassitude1 e extenso do seu parenchyma2 a sua grandeza ordinaria nos terrenos pingues1 e bem cultivados he de p e meio at dous ps de comprido1 raramente mais1 e de hum p1 ou pouco mais1 de largo2 mas estas medidas diminuem muito nos terrenos mediocres1 e pouco ferteis2 nos paizes quentes1 e no estado da sua perfeita madureza tem muito forte cheiro4 ,as flores so dispostas em panicula na extremidade do caule1 e dos seus ramos2 so como expuz no caracter natural do genero2 alem disso1 o calyz he lanuginoso1 a corolla tem o tubo hum pouco felpudo por fora1 e a orla dividida em lacinias agudas1 e mais1 ou menos purpureas1 ou cr de carne4 ,os orgao sexuaes1 fructo1 e sementes so como mencionei no caracter natural do genero4 ,esta especie he indigena do ,brasil1 ,per1 ,antilhas1 e outros paizes quentes da ,america2 a mais antigamente usada para tabaco de fumo1 e as suas variedades1 e subvariedades so hoje tambem as que mais se emprego na fabricao dos diversos tabacos4 ,a sua durao1 e tempo de florescencia vario conforme os climas2 nos do norte da ,europa he ordinariamente annual1 floresce commumente em ,julho1 e ,agosto1 e perece inteiramente com os frios do outuno3 nos paizes os mais meridionaes da ,europa vive ordinariamente mais de hum anno1 e floresce aqui em todas as estaes1 menos no inverno2 na ,africa1 e ,asia a sua durao1 e florecencia differe pouco das da ,america meridional3 no ,brasil chega a viver dez1 e doze annos1 florece em todas as estaes1 e conserva muitos annos as suas folhas vigorosas4 ,especie #b4;a ,nicociana arbustiva1 ou ,tabacoeira arbustiva4 7,nicotiana fruticosa de ,linno1 ,la ,marck1 e outros ,botanicos47 ,caracter especifico abbreviado1 segundo os ,botanicos modernos4 ,as folhas so estreitamente lanceoladas1 muito attenuadas para a banda da base1 e parecendo assim quasi pecioladas1 mas so rentes1 com os seus lobulos abarcantes1 e pouco1 ou nada decursivos2 o caule he arbustivo4 ,os distinctivos1 que nas suas ,descripes os ,botanicos modernos do desta planta1 e o caracter especifico1 que lhe designo1 so insufficientes para a constituir especie diversa da precedente2 o ser arbustiva1 ou subarbustiva he proprio tambem da primeira2 as folhas1 mais ou menos estreitas com a forma lanceolada1 s podem constituir variedade1 e o mesmo se deve julgar de ser a sua panicula hum pouco mais laxa1 o caule mais baixo1 e as lacinias do calyz1 e da corolla mais compridas1 e o seu tubo mais apertado4 ,nem me parece que esta planta seja indigena da ,china1 e do ,cabo da ,boa ,esperana1 como dizem1 antes penso que he ,americana na sua origem1 pelas razes1 que depois indicarei1 e to somente huma variedade da ,nicociana ,tabacoeira do ,brasil1 que nos ditos paizes se acha naturalisada4 ,especie #c4;a ,nicociana rustica1 ou ,tabacoeira menos ordinaria4 7,nicotiana rustica ,lin4 et ,la ,marck47 ,caracter especifico abbreviado4 ,as folhas so ovadas1 obtusas1 pecioladas2 as corollas das suas flores so amarelladas1 de orla muito curta1 com lacinias obtusas4 ,descripo4 ,a raiz desta planta he da grossura do dedo minimo no seu collo1 raramente simples1 quasi fusiforme1 porquanto ordinariamente he dividida em varios ramos1 de cr alvadia1 mais ou menos obliquos1 sem profundarem muito a terra1 e guarnecidos de muitas radiculas capillares4 ,o seu caule he rolio1 felpudo1 viscoso1 rijo1 e levantado at altura de dous1 ou tres ps2 divide-se em varios ramos1 alternos1 levantados4 ,as suas folhas so tambem alternas1 ovadas1 obtusas1 viscosas1 integerrimas1 e todas pecioladas com peciolos curtos2 a sua superficie he rugosa em huma variedade4 ,as duas flores so dispostas em huma panicula apertada na extremidade do caule1 e ramos4 ,a sua florecencia na ,europa he em ,junho1 e ,julho4 ,a corolla he amarellada1 tem o tubo pouco mais comprido do que o calys2 a sua orla he pequena1 patente1 e dividida em cinco lacinias obtusas1 e redondeadas4 ,as suas capsulas so obtusas1 e quasi globosas4 ,esta especie he indigena do ,brasil1 e de outros paizes da ,america meridional2 alguns pertendem que as suas sementes foro trazidas do ,mexico para a ,europa1 e antes que as da ,nicociana ,tabacoeira vulgar2 seja o que fr1 he certo que ha muitos annos os ,inglezes1 ,francezes1 e outras ,naes ,europeas a cultivo para tabaco4 ,ella se acha aclimada1 e naturalisada hoje na ,europa1 e em alguns sitios1 que so proprios para os ,meimendros2 propaga-se pelas suas sementes to espontaneamente como elles2 por tanto a sua cultura he muito facil1 mas as suas folhas so pequenas1 e somente para tabaco de fumo se tem reputado proprias4 ,eu no sei se no ,brasil ella he hoje empregada neste uso1 porque antigamente s era usada como medicamento4 ,especie #d4;a ,nicociana glutinosa1 ou ,tabacoeira racimosa4 7,nicotiana glutinosa ,lin4 et ,la ,marck47 ,caracter especifico abbreviado4 ,as folhas so cordiformes1 integerrimas1 pecioladas2 as flores dispostas em racimos1 e voltadas todas para hum mesmo lado2 o calys tem o segmento superior maior4 ,descripo4 ,esta especie tem o caule rolio1 felpudo1 viscoso1 e por fim co2 a sua altura he de dous at quatro ps1 e ordinariamente ramoso4 ,as suas folhas so pequenas1 alternas1 em forma de corao1 agudas1 ondeadas1 hum pouco felpudas1 muito viscosas1 e pecioladas4 ,as flores so viscosas1 e dispostas em cachos simples1 e curtos2 os seus pedunculos so alternos1 mas curtos do que as flores1 e unilateraes2 junto da sua base tem huma1 ou duas bracteas lineares1 agudas1 e de menor comprimento do que elles4 ,as lacinias do calys so agudas1 mais ou menos desiguaes entre si1 e a superior he sempre mais comprida4 ,a corolla tem o tubo pallido1 estreito1 curto1 e curvado1 depois he tumida1 e bipeda1 as suas lacinias so ovadas1 agudas1 de cr purpurea desmaiada1 e hum tanto desiguaes no comprimento1 de modo que a orla parece quasi bilabiada4 ,os estames esto inclinados para a banda de cima da corolla1 e igualmente o estylete do pistillo4 ,a capsula he ovada1 e aguda4 ,esta planta he indigena do ,per1 e annual2 alguns a cultivo1 e emprego as suas pequenas folhas nos mesmos usos1 que as da ,nicociana rustica4 ,especie #e4;a ,nicociana paniculada4 7,nicociana paniculata ,lin47 ,caracter especifico abrreviado4 ,as folhas so cordiformes1 integerrimas1 e pecioladas2 as suas flores dispostas em huma laxa panicula2 o tubo da corolla he muito comprido1 e aclavado na parte superior2 e as lacinias da sua orla curtas1 e obtusas4 ,descripo4 ,o caule desta especie he rolio1 estriado1 e coberto de huma lanugem alvadia2 tem tres ps e meio at quatro de altura1 os seus ramos so alternos1 e levantados4 ,as suas folhas tambem so alternas1 e em forma de corao1 integerrimas1 agudas1 e hum tanto alvadias1 em razo de serem cobertas de huma certa lanugem esbranquiada2 os seu peciolos so compridos1 canaliculados1 e cotanilhosos4 ,as flores so dispostas em huma panicula terminal1 solta1 e pouco ramificada2 os seus pedunculos so felpudos1 e viscosos4 ,o calys he dividido em cinco dentes agudos1 e quasi lanceolados4 ,o tubo da corolla he muito comprido1 estreito1 e em forma de massa 7clava7 na sua extremidade2 a sua orla he patente1 e as suas cinco lacinias so muito curtas1 e obtusas4 ,tem a capsula aguda4 ,he annual1 e indigena do ,per1 aonde foi descoberta1 e desenhada pelo ,padre ,feuille4 ,mostra ter grande affinidade1 e semelhana com a ,nicociana rustica1 mas differe della1 principalmente pelas suas folhas1 e corolla2 florece na ,europa nos mesmos mezes1 e lhe pode ser substituida1 posto que mais delicada4 ,no sei que esta especie seja indigena do ,brasil1 nem que nelle seja cultivada1 e me admiro muito que ,mr4 ,sarrazin no seu moderno ,tractado das ,tabacoeiras1 seguido por ,mr4 ,bosc1 e alguns outros ,botanicos ,francezes1 diga ser ella a ,tabacoeira commum do ,brasil1 e da ,asia1 a qual com grande probabilidade me no parece ser outra seno a ,nicotiana tabacum de ,linno4 ,todos os ,auctores ,botanicos1 que nos seus ,tractados ,systematicos fazem meno deste genero de hervas destinadas para a facturao de diversos ,tabacos1 comeo pela especie1 que ,linno denomina ,nicotiana ,tabacum2 todos os ,tractados sobre o ,tabaco1 ou pr ou contra o seu uso1 indico esta mesma especie1 e a dizem ser indigena de ,yucatan1 aonde os ,hespanhoes a achro em #aebj1 e depois em ,tabago1 e outros paizes quentes da ,america2 os ,portuguezes a descobrro tambem depois no ,brasil1 e lhe dero o nome de ,herva ,sancta por causa da sua virtude vulneraria1 e outras4 ,ella he pois a primeira1 e a que mais antigamente foi conhecida no seu genero3 ,hespanha1 e ,portugal foro tambem os paizes da ,europa1 para onde primeiramente as suas sementes foro remettidas1 e aonde foro primeiramente obtidas1 compradas1 e para outros enviadas4 ,mr4 ,nicot1 sendo ,embaixador de ,frana na ,crte de ,lisboa1 ahi as conseguio1 e levou para ,pars em #aefj1 anno em que data a introduco da ,herva do ,tabaco em ,frana2 por cujo motivo muitos ,francezes lhe ficro chamando ,nicociana3 depois ,tournefort2 e ,linno1 e alguns outros ,botanicos adoptro este nome com preferencia a outros1 e o constituro generico1 applicando-lhe por especifico o de ,tabacoeira1 ou ,tabaco1 que era o nome1 que os ,hespanhoes lhe havio dado1 deduzido da ,ilha de ,tabago1 aonde a sua cultura1 e commercio primitivamente se tinho estabelecido4 ,o ,cardeal de ,sancta ,cruz1 ,nuncio do ,papa em ,lisboa1 no mesmo tempo1 em que nesta ,capital ,mr4 ,nicot havia estado por ,embaixador de ,frana1 tendo tambem ahi podido obter algumas das ditas sementes1 as mandou para ,italia1 aonde fez pela primeira vez conhecer aos ,italianos a ,herva do ,tabaco1 e elles lhe dero ento por isso o nome de ,herva de ,sancta ,cruz4 ,por meio destas1 e outras sementes1 que os ,italianos alcanro de ,portugal1 ,hespanha1 e de outros paizes da ,europa1 aonde j era cultivada esta especie1 estendeo-se a sua cultura pela ,calabria1 ,sardenha1 ,ilhas do ,archiplago1 ,syria1 e ,asia menor4 ,os ,portuguezes1 e ,hollandezes1 que introduzro pouco a pouco o uso de tomar ,tabaco de fumo em todas as costas meridionaes da ,africa1 e ,asia1 em alguns lugares dellas tambem introduzro as sementes1 e cultura desta especie de ,nicociana2 ella se tem ahi facilmente naturalisado por serem os climas muito analogos ao do seu paiz natal ,americano2 e hoje de tal sorte ahi se encontra vegetando espontaneamente1 que parece tambem ser indigena da ,africa1 e ,asia1 e por alguns assim erradamente tem sido reputada4 ,a cultura desta especie1 em pequena quantidade tanto nas hortas de ,portugal1 como nas das ,ilhas dos ,aores1 he muito antiga2 e provavelmente comeou a tentar-se logo que as suas folhas entrro a ser lucrativas4 ,nenhum paiz da ,europa he mais favoravel sua vegetao1 e cultura do que ,portugal2 algumas pessoas me tem assegurado t-la visto espontanea na visinhana de algumas hortas no ,algarve2 na ,ilha das ,flores tambem me consta dar-se espontaneamente1 e por isso os habitantes lhe chamo brava2 neste estado silvestre o seu caule1 folhas1 e outros productos so mais pequenos do que os das cultivadas1 a que chamo mansas1 e xarafanas2 mas esta differena s constitue variedade de especie1 e no especie diversa1 porque todas concordo essencialmente no mesmo caracter especifico1 e todas tem as mesmas qualidades1 e prestimos4 proporo que o uso das folhas desta ,tabacoeira primaria se foi dilatando1 e1 sendo lucrativo1 assim se foro estendendo as suas culturas por toda a parte2 nas que se estabelecro nos paizes do norte da ,europa1 e ,america a especie passou ahi a ser annual1 e a produzir muitas variedades1 com folhas mais ou menos estreitamente lanceoladas1 pontudas1 e pouco ou nada decursivas4 ,as folhas de todas as variedades1 ou estreitas ou largas1 so sempre mais ou menos acres1 e narcoticas1 conforme os climas1 e terrenos1 em que se cultivo2 e em razo destas qualidades1 mais ou menos fortes1 so usadas ou s per si1 ou mistas com outras para os differentes ,tabacos4 ,as culturas das variedades desta especie no so uniformes por toda a parte2 e como ellas no deixo de contribuir mais ou menos para as qualidades da sua folha propria para differentes ,tabacos1 eu passarei agora a expr as que em diversos climas diversas ,naes pratico1 por desejar ser util a quaesquer colonos1 que houverem de emprender este genero de ,agricultura nos ,estados ,ultramarinos ,portuguezes4 ,,cultura ,,da ,,planta ,,do ,,tabaco4 ,em diversos paizes1 onde se cultiva esta ,planta1 seguem-se methodos diversos1 que exige a variedade dos sitios1 e climas1 e mesmo ordinariamente a natureza dos terrenos4 ,estes methodos convem nos essenciaes pontos1 e s differem em algumas circumstancias particulares4 ,a maior parte da ,folha de ,tabaco1 que consome a ,europa1 vem dos ,estados ,unidos da ,america2 ser pois acertado fazer conhecer primeiro como elle he cultivado1 e preparado nesta parte do ,globo terrestre2 e como a exportao maior he dos ,estados da ,virginia1 e ,maryland1 por estes principiaremos4 ,cultura1 e preparao da ,planta do ,tabaco na ,virginia1 e ,maryland1 segundo ,miller4 ,na ,virginia1 e ,maryland sema-se a ,tabacoeira em camas de estrume1 e debaixo de caxilhos2 esta sementeira faz-se na primavera1 mais cedo ou mais tarde1 segundo esta estao1 he mais ou menos tempor1 e em razo de ser mais ou menos favoravel a sua temperatura1 e meteoros4 ,faz-se tambem a sua sementeira nas terras bem lavradas1 estrumadas1 esterroadas1 e tornadas soltas2 mas ento ha cuidado de cobrir a dita sementeira1 havendo a menor apparencia de frio4 ,esta planta gosta de huma terra quente1 branda1 fertil1 e mista de ara2 em hum terreno virgem1 e humido ella cresce com muita fora4 ,a planta1 criada ou nas camas de estrume1 ou no meio das terras em sementeira conveniente1 acha-se em estado de ser transplantada para o lugar1 onde deve ficar1 logo que tem quatro folhas1 e que a quinta comea a formar-se2 para esta operao aproveita-se a primeira chuva4 ,o terreno destinado para nelle se transplantar a ,tabacoeira est preparado em monticulos1 como para huma plantao de ,lupulo2 elle deve ter sido lavrado charrua1 ou enchada1 o que he ainda mais util1 e tornado to brando1 e solto1 quanto he possivel4 ,na exposio do ,sul1 em declivio brando1 ou em hum campo abrigado dos ventos ,norte1 e ,nordeste1 o bom successo da plantao he mais seguro4 ,hum mez depois que as tenras plantas tem sido transplantadas1 ellas adquirem hum p1 ou mais de altura4 ,se ellas crescem rapidamente1 elevo muito de pressa a sua guia1 e lano rebentes na parte superior2 os cultivadores corto-lhos todos1 e a guia1 a fim de que o tronco fornea mais succos s folhas2 arranco tambem1 ao mesmo tempo1 e pelo mesmo motivo1 as folhas1 que esto muito baixas1 e perto da terra1 deixando s no tronco oito at doze4 ,elles tem cuidado de sachar muitas vezes o terreno plantado1 e de arrancar todos os renovos1 que rebento ao longo do tronco1 ou da sua base1 e p4 ,tres mezes quasi1 depois de se ter feito a transplantao1 as plantas tem adquirido todo o seu crescimento2 ellas tem ento quatro ou cinco ps de alto1 e s vezes mais2 so outra vez decotadas na guia1 e rebentes4 ,brevemente1 depois disso1 as folhas1 que ero de huma cr verde pllida1 ou amarellada1 se torno de hum verde escuro misto de malhas pequenas amarelladas nas suas nervuras2 ellas se enrugo1 e comeo a tornar-se mais asperas ao tacto2 he por estes signaes que os ,cultivadores conhecem a madureza das tolhas4 ,corto ento as plantas1 algumas pollegadas acima da face da terra1 proporo que vo amadurecendo as suas folhas2 deixo-as deitadas no cho todo o resto do dia1 o que faz murchar as folhas4 ,junto noite ajunto-as1 e pem-as em montes para que transpirem1 ou suem alguma humidade durante a noite2 e1 se ellas abundo muito em succos1 expe-as de novo ao ,sol no dia seguinte para que melhor amadureo1 e se condensem os seus ditos succos2 depois disso levo-as para debaixo de telheiros1 ou alpendradas1 edificados de modo que o ar nelles possa entrar por todas as partes1 mas no a chuva4 ,penduro-as ahi1 cada huma separadamente1 e deixo-as seccar por espao de quatro1 ou cinco semanas4 ,se a estao corre fria1 uso do fogo para esta desseccao4 ,o tabaco de ,maryland1 destinado para fumar1 he quasi inteiramente seccado por meio do fogo2 elle se torna amarellado1 e he o mais caro de todos4 ,depois da inteira deseccao1 as plantas so tiradas dos telheiros em hum tempo humido2 porque1 se as tirassem donde estavo penduradas em hum tempo scco1 as folhas se desfario em migalhas4 ,depois estendem-as em montes sobre esteires feitos de verga1 cobrem-as1 deixo-as ainda suar huma semana1 ou duas1 conforme a sua qualidade1 e conforme corre a estao1 e tem cuidado de visitar os ditos montes repetidas vezes para examinar o gro do seu calor1 para os abrir1 revirar1 e revolver1 a fim de impedir que nenhuma das suas partes aquea demasiadamente1 porque a fermentao poderia passar at o gro de inflammao2 e demais disso huma demasiada reaco fermentativa destruiria os principios1 e qualidades dos succos1 e faria apodrecer as folhas3 he esta pois a parte mais difficil da sua preparao1 e no admitte regra geral2 ella depende unicamente da experiencia1 e habito2 hum negro exercitado nesta manipulao1 mettendo a mo em hum monte de folhas1 destinguir cem vezes melhor o gro conveniente de calor1 do que o faria hum physico com o seu thermometro4 ,quando esta fermentao est completamente terminada1 despojo os troncos das suas folhas1 separando-as da parte do cume do tronco daquellas da banda da raiz1 e esta separao em duas1 ou tres classes4 ,estas folhas deixo-se inteiramente seccar de novo1 e depois so reunidas dez a dez1 ou doze a doze em molhos1 e ligadas2 estes molhos so chamados mancas1 e so postos em camadas regulares em barricas1 pondo-se repetidas vezes por cima dellas1 proporo que se vo enchendo as barricas1 huma forte tampa redonda1 apertada nas ditas vezes por meio de hum prlo1 ou alavanca de #a4;a especie1 que faz o effeito de hum pezo de #b1 #c1 ou #d mil arrateis4 ,este modo de embarricar1 em razo da compacidade1 em que fico as folhas1 he hum dos pontos os mais essenciaes para a boa conservao dellas4 s vezes as folhas de melhor1 e mais fina qualidade so enviadas em forma de rlos2 ento as folhas so despojadas das suas fibras grossas1 ou costilhas4 ,estas duas operaes1 tanto de embarricar1 corno de fazer os rlos1 so effeituadas em hum tempo humido1 quando as folhas sccas so mais brandas1 e flexiveis4 ,as folhas da ,tabacoeira assim preparadas so remettidas ao lugar do mercado2 mas antes de ser vendido est sujeito a ser examinado pelos ,officiaes pblicos instruidos para isso1 e chamados ,inspectores do ,tabaco1 os quaes determino a sua qualidade4 ,toda a sorte de folha mal preparada1 que foi molhada no caminho1 e que por isso1 ou por qualquer outras causas fermentou de novo nas barricas1 he condemnada a ser queimada1 e perdida por conta de seu dono4 ,os ,americanos tem leis para regular todos estes objectos2 e pela rigorosa observao dellas he que a cultura da planta1 e a preparao da folha se tem tanto aperfeioado1 e que o commercio1 que com ella fazem1 se tem estendido at o ponto1 em que se v4 ,nos annos antes da sua ruptura com a ,inglaterra1 as duas ,provincias da ,virginia1 e ,maryland remettio ,gr-,bretanha #gfh3jjj libras esterlinas em folhas de tabaco3 o seu preo medio era a oito libras esterlinas por cada barrica de #a3bjj at #a3djj arrateis cada huma1 o que faz #if3jjj barricas de exportao4 ,desta quantidade quasi #ac3ejj barricas se gastavo nos ,reinos ,britannicos1 e pagavo ao ,estado #bf libras esterlinas e hum xelim de direitos por barrica1 por tudo #cea3fge libras esterlinas2 as outras #hb3ejj barricas ero exportadas para outros paizes da ,europa pelos ,negociantes ,inglezes4 ,neste ramo de commercio s per si ero empregados trezentos e trinta navios1 e quatro mil marinheiros4 ,ao que dissemos sobre a cultura1 e recolhimento das folhas da ,tabacoeira nos ,estados ,unidos dos ,americanos1 devem ajuntar-se as observaes seguintes4 #a4;a ,a boa folha das ,tabacoeiras completamente preparada1 e embarricada do modo acima declarado no sa1 nem fermenta mais1 excepto havendo algum accidente extraordinario3 se1 pelo contrario1 ella foi mal preparada1 no sufficientemente scca1 nem bem comprimida nas barricas1 ella soffre huma nova fermentao1 e depois apodrece4 #b4;a ,a folha das ,tabacoeiras de huma segunda colheita1 isto he1 os renovos1 que rebento nos troncos1 ou tocos1 depois que a primeira planta1 ou tronco principal foi cortado1 he sempre ruim1 fora de estado de se poder conservar por qualquer preparao que seja2 por conseguinte a sua exportao para o estrangeiro ou s per si1 ou misturada com outras he constantemente prohibida pelas leis do paiz4 #c4;a ,quanto mais pingue1 e humido fr o terreno empregado na cultura1 e plantao da planta do ,tabaco1 e quanto mais esta abundar em principios aquosos1 oleosos1 e acres1 tanto mais tambem se prolongar a sua desseccao1 e fermentao1 e precisar de mais cuidado3 huma preparao sufficiente para a folha ordinaria he insufficiente para esta1 porque ella fermenta de novo1 e se corrompe depois2 ella fermenta1 e apodrece tambem1 todas as vezes que he molhada na barrica1 ainda mesmo que tenha sido bem preparada4 ,nesta nova fermentao as folhas se enchem de bolr1 perdem o seu cheiro1 e gosto1 fazem-se brancas1 e de modo tal se corrompem1 que no servem para mais nada do que para estrume4 #d4;a ,em hum terreno muito pingue1 e humido a planta do ,tabaco eleva-se at mais de seis ps1 e as suas folhas por todos os lados adquirem huma extenso enorme4 ,huma planta to bem nutrida contem huma tal abundancia de succos1 e principios taes1 que he difficil de preparar a sua folha de modo1 que se possa conservar muito tempo sem huma nova fermentao perigosa4 #e4;a ,as plantas1 que produzem a folha de mais fina1 e delicada qualidade1 so as que se crio em hum terreno moderadamente pingue1 e solto na parte occidental da ,virginia1 e ,maryland1 perto das montanhas de ,allegany2 mas o producto he muito menos do que nos prados humidos1 e nas margens dos rios1 que fico mais perto do mar4 ,se o terreno he muito solto1 e sabuloso1 a planta soffre nimiamente da scca1 e calor1 e produz muito pouco4 #f4;a ,em fim1 he necessario hum muito grande gro de calor tanto para a cultura1 como para a preparao da ,folha das ,tabacoeiras2 o calor do mez de ,junho1 ,julho1 e ,agosto na ,virginia he ordinariamente de quasi #cj gros do thermometro de ,reaumur2 e esta ,provincia est situada entre #cf1 e #dj gr4 de lat4 septentrional4 ,da ,cultura da ,tabacoeira em ,hollanda4 ,ainda que a ,hollanda esteja em hum clima bem diverso do da ,virginia1 o povo industrioso1 que o habita1 no he menos dado cultura da planta do ,tabaco1 e delle tem feito hum dos ramos importantes do seu commercio1 e das suas riquezas4 ,cultiva-se com effeito muito ,tabaco na ,hollanda2 somente as ,provincias de ,gueldres1 e ,utrecht produzem annualmente onze milhes de arrateis1 de que tres ero algum dia vendidos ao ,contracto geral de ,frana4 ,neste paiz1 principalmente nos redores de ,armesfort1 sema-se a semente da planta do ,tabaco em grandes camas de estrume formadas com taboas2 ellas tem tres ps de altura1 dez de largo1 e hum comprimento indeterminado2 so rodeadas por fora at a altura das taboas com estrumes dos porcos1 e carneiros1 mistos com a palha das camas1 em que elles se deito2 e por dentro so recheadas da mesma casta de estrume at a altura de dous ps1 e por cima deste de hum p de terra fina solta1 e bem mista com estrume podre1 que forma huma sorte de verdadeira terrugem4 ,em quanto a semente germina1 e a plantula seminal cresce1 e se fortifica nesta cama de estrume1 preparo-se outras camas no longe della1 mas de hum genero differente1 e so humas especies de canteiros4 ,para os fazer abre-se no terreno huma cova de algumas pollegadas de profundidade2 so separados estes canteiros huns dos outros por huma vereda de hum palmo de largo1 ou pouco menos1 so escarnados1 a sua base he de dous ps e meio1 a sua altura he de dous ps1 e a sua escarpa1 ou jorro he de tres pollegadas de cada hum dos dous lados1 de sorte que na parte superior s tem dous ps de largura1 e o seu comprimento he indeterminado4 ,a sua direco he do ,norte para o ,sul4 ,na altura de seis1 ou oito pollegadas acima do nivel da cova pe-se huma camada de estrume de carneiro bem fino1 e esmigalhado1 a qual he de pollegada e meia de grossura1 e por cima della outra de seis pollegadas de terra bem estrumada1 e se contina assim camada sobre camada at a altura indicada de dous ps4 ,as veredas tem duas utilidades3 o dar expedio corrente das aguas1 e commodidade para fazer as sachas4 s vezes estes canteiros tem mais1 ou menos altura1 conforme o terreno he mais1 ou menos humido3 mas a sua largura na parte superior he sempre de dous at tres ps1 quando muito4 ,he nestes canteiros assim preparados que se faz a transplantao das novas plantas1 com as cautelas ordinarias2 e para tirar algum proveito das camas de estrume das sementeiras1 que fico ento vagas1 semo nellas sementes de alface1 aipo1 e de outras hortalias4 ,as novas plantas de ,tabaco so encravadas na terra at ao nascimento das folhas1 e p e meio distantes numas das outras2 ellas so dispostas em quincunce1 e formo duas fileiras em cada canteiro4 ,os campos das plantaes das ,tabacoeiras em ,hollanda so rodeados de seves muito altas1 ou de plantaes de arvores1 sem dvida para abrigar as plantas dos ventos impetuosos4 ,do-se a estas plantas1 at ao periodo da sua madureza1 quasi os mesmos amanhos1 que se costumo dar na ,america septentrional1 isto he1 so sachadas1 regadas1 quando o preciso1 despontadas da guia1 e despojadas dos seus renovos1 etc4 ,depois de se terem alimpado os seus renovos1 comeo-se a colher as folhas da segunda1 e terceira qualidade4 ,a terceira qualidade consiste nas mais pequenas1 e peiores folhas1 que se acho na parte infima do tronco2 as que se acho situadas immediatamente acima dellas1 em numero de cinco1 ou seis1 so as da segunda qualidade2 colhem-se humas1 e outras ao mesmo tempo2 mas escolhem-se depois na casa do seccadouro4 ,em quanto ellas se seco1 alimpo-se dos rebentes novamente as plantas1 e vigio-se1 a fim de se poderem colher acertadamente as folhas1 que resto1 e formo a primeira qualidade2 porque1 se acaso se deixo amarellar no tronco as folhas1 ellas perdem a sua fora1 e facilmente soffrem degradao4 ,estas duas colheitas so feitas por mulheres1 que arranco as folhas o mais perto do tronco1 que podem1 e mesmo com huma poro da casca1 e epiderme delle1 para que ellas pezem mais4 ,depois das preparaes competentes1 que so as ordinarias1 as folhas so postas em molhos1 ou mancas1 como os ,francezes lhes chamo1 e as embarrico1 ou entrouxo apertadamente em esteiras1 e mesmo em grandes cestas4 ,segundo ,mr4 ,jansen1 as plantas do ,tabaco1 principalmente aquellas1 que se acho no meio dos campos1 soffrem infinitamente por causa dos ventos fortes1 e chuvas1 que os acompanho1 e pelo granizo principalmente1 que s vezes dentro de poucos minutos rouba ao plantador todo o fructo do seu trabalho4 ,para obviar esta desgraa do modo possivel os cultivadores dividem hum campo em muitos canteiros quadrados1 isto he1 em trinta at trinta e seis por arpente1 ou courella de cem aguilhadas1 cada huma de vinte ps4 ,rodo-se estes quadrados de ramalhos de carvalho1 amieiro1 salgueiro1 ou de faia2 mas a primeira especie de ramos he sem dvida a melhor1 porque pode aturar dous annos no cercado1 e as outras devem mudar-se todos os annos4 ,esta sorte de ripados he praticada1 fazendo-se primeiramente regos fundos enchada1 mettendo nelles os ramos1 e entulhando ento os ditos regos4 ,estes abrigos1 ou quebra-ventos guardo as plantas dos mos effeitos dos ventos1 e chuvas fortes3 elles servem tambem para os feijoeiros de trepa1 que gosto de terra estrumada1 funda1 e alteada1 como a que he propria para a cultura da planta do ,tabaco1 so proveitosos pelos seus fructos1 e ajudo tambem a abrigar as plantas do ,tabaco4 ,passados dous annos estas seves de ramos de carvalho so tiradas1 e servem de lenha para o lume1 e logo se estabelecem outras4 ,alguns cultivadores arranco os troncos1 de que se tem tirado as folhas1 os quaes juntos com alguns rebentes1 que tinho guardado1 lhes servem para fazer estrumes1 que espalho nas terras lavradias2 mas he melhor1 nas terras destinadas para a cultura do ,tabaco1 deixa-los apodrecer nellas1 espedaando-os1 e enterrando-os com a enchada1 quando se revolve o terreno na primavera4 ,da ,cultura das ,tabacoeiras na ,alsacia4 ,depois da ,hollanda1 a ,alsacia he o paiz da ,europa1 onde a cultura da planta do ,tabaco tem sido seguida com mais cuidado4 ,por evitar repeties indicarei somente1 segundo ,kauffman1 e ,mr4 de ,villa ,nova1 as operaes particulares adoptadas no dito paiz4 ,alguns dias antes de fazer a sementeira os cultivadores mettem a semente dentro de hum pedao de panno de linho1 tem cuidado de humedecer de quando em quando este panno1 pem-o em hum lugar quente1 e mesmo sobre a coberta dos seus foges2 quando a plantula seminal tem germinado1 e adquirido quasi meia pollegada de comprido1 lano na terra a semente4 ,as camas de estrume1 em que fazem a sementeira1 so feitas com menos cuidado do que as ordinarias dos horteles1 e jardineiros4 ,nunca cobrem as novas plantinhas1 mas rego-as frequentemente1 e at duas vezes no dia4 ,a transplantao faz-se no mez de ,junho4 ,como em outros lugares1 as plantas fico distantes humas das outras dous ps em todas as direces2 so sachadas duas1 ou tres vezes at o perodo da colheita4 ,junto do meado de ,agosto corto-lhes as guias4 ,as folhas pequenas do cimo do tronco so arrancadas1 logo que apparecem1 e s se deixo as grandes1 ordinariamente treze1 ou quatorze4 ,a colheita tem lugar antes do fim de ,setembro1 julgando os cultivadores que1 se fosse mais tempo demorada1 os frios a destruirio1 e que a menor geada branca basta para matar as folhas4 ,arranco as folhas1 e fico na terra os troncos em p2 no os corto seno quando lavro o terreno da plantao passada1 e ento so enterrados com o arado4 ,as folhas so levadas ao seccadouro1 aonde fico at ao mez de ,maro2 ento fazem com ellas montes1 ou rumas de #d ou #e ps de alto1 em que no bolem seno no tempo da sua venda4 ,o comprador se encarrega de tudo o mais4 ,hum arpente de #dh3djj ps quadrados pode produzir cem quintaes 7cem arrateis por quintal7 de folha fresca1 que se reduzem a #ad quintaes de folha scca4 ,as plantas so sujeitas a serem destruidas pelos caraces1 e por huma especie de ferrugem4 ,em taes casos reformo1 com a brevidade possivel1 com plantas novas as que se acho estragadas4 ,aviso aos ,cultivadores da ,planta do ,tabaco em ,frana publicado pela ,sociedade de ,agricultura de ,pars4 ,as sementes da ,planta do ,tabaco 7,nicotiana tabacum7 semo-se em viveiro1 e transplanto-se as plantulas nelle germinadas1 quando ellas ahi tem adquirido huma certa fora4 ,o viveiro deve ser huma cama de estrume nos paizes1 onde a primavera he fria2 e somente hum canteiro de boa terra de horta nos paizes1 onde o principio desta estao he brando4 ,quanto s camas de estrume1 ellas so bem conhecidas dos hortoles1 como tambem os gros de calor proprios para nellas se podr semear a semente da ,planta do ,tabaco4 ,usa-se commummente do estrume de cavallo1 que no esteja podre1 e1 na sua falta1 do estrume de vaccas3 a quantidade he proporcionada s sementes1 que ho de ser semeadas4 ,para fazer a plantao de hum arpente de terra1 que tenha novecentas toezas quadradas 7cada toeza consta de seis ps71 sero sufficientes seis oitavas de sementes1 as quaes requerem huma cama de vinte e dous ps de comprido1 e quatro de largo4 ,d-se cama a grossura1 ou altura de p e meio at dous ps do sobredicto estrume1 ficando elle bem calcado com os ps2 este estrume depois ser coberto com seis pollegadas de terra de horta1 ou1 ainda melhor1 de terra de horta misturada com terrugem1 isto he1 com esterco bem podre4 ,esta cama ser cercada com taboas para bem a suster1 e mesmo para sobre ella pr caxilhos com papeis vernizados1 havendo necessidade delles1 sendo a primavera fria4 ,a semente de dous annos pode germinar to felizmente como a de hum anno2 ns no assegurmos a bondade das sementes1 que forem mais velhas4 ,no caso de dvida pode fazer-se a experiencia com algumas semeadas em canteiro1 cama de estrume1 ou debaixo de hum caixilho vidraado1 ou manga de vidro1 conforme fr o clima4 ,pode-se appressar a germinao das sementes1 mettendo-as em hum panno de linho1 humedecendo este de tempos em tempos1 e pondo-o em algum lugar quente2 e1 quando a plantula seminal tiver quasi quatro linhas de pollegada1 devero ser semeadas1 porque ento vegetaro de pressa1 e rebentaro logo as suas plumulas4 ,o tempo1 em que se costuma semear a planta do ,tabaco em ,frana1 he desde o fim de ,fevereiro at ao fim de ,maro4 ,esta planta1 temendo muito as geadas no seu estado tenrinho1 e quando se avisinha ao perodo da madureza das suas folhas1 he necessario livra-la das dictas geadas na primavera1 e com tudo semea-la assz tempor para que as suas folhas se achem maduras antes das geadas do outono4 ,escolher-se-ha hum dia1 em que no chova1 para fazer a sementeira3 como as sementes so muito miudinhas1 para que ellas posso ser espargidas com maior igualdade1 algumas pessoas misturo-lhe ara1 ou terra4 ,depois de semeadas1 deve-se regar a sementeira com hum regador de buraquinhos muito estreitos1 cobrem-se com terra fina peneirada por hum crivo1 mas to pouca1 e to levemente1 que baste s para esconder as sementes4 ,huma cautela1 que no he indifferente1 consiste em espalhar sobre a sementeira alguma moinha1 ou palhio1 que se pode tirar de cama estrumada do anno antecedente1 ou alis huma pouca de palha branda1 que se esmigalhar1 esfregando-a bem com as mos4 e pondo-a em estado de moinha2 esta moinha1 ou palhio assim espalhado na sementeira quebra muito a fora do chuveiro do regador1 batendo nelle primeiro que na terra2 e a radicula da semente no he arrancada1 nem a planta posta fora do lugar1 em que estava2 em fim1 a sementeira he mais igual tanto na distancia1 como na germinao1 e fora das plantas4 ,no caso que se seme cedo1 e que o paiz seja frio1 deve-se ter o cuidado de cobrir o lugar da sementeira1 durante as noites frias1 ou com taboas sustidas entre travessas por cima do dito lugar1 ou com lnas1 ramalhos1 ou com palha longa de centeio4 ,alguns cultivadores se servem mesmo de caixilhos vidraados1 ou de papel oleado em lugar de vidros4 ,a fim de appressar a germinao das sementes algumas pessoas1 durante tres1 ou quatro dias tem a sementeira bem tapada1 e coberta com caixilhos1 cujas juntas so barradas com bosta de vacca2 e depois deste tempo deixo entrar o ar na sementeira1 rego-a1 e no a tapo to exacta e escrupulosamente4 ,ns no aconselhmos este methodo1 porque exige muita vigilancia2 e os que no souberem t-la faro com que a semente1 e nova plantula sejo queimadas com o demasiado calr1 ou tambem que a plantula seminal1 crescendo rapidamente1 fique esguia1 e muito fraca4 ,sabendo-se aproveitar o calr das camas de estrume1 no ha necessidade de estar tapadas1 e cobertas2 demais disso ellas podem ser aquecidas1 applicando-se-lhes roda novo estrume1 se o frio da atmosphera o exige4 ,dever haver cuidado de mondar a sementeira das hervas ruins1 e de a regar1 quando fr necessario4 ,tudo o que dissemos a respeito da sementeira em cama de estrume deve applicar-se igualmente que fr feita em canteiros1 que supprem as camas nos paizes1 em que ellas so inuteis4 ,as plantas brotadas das sementes semeadas em ,fevereiro esto boas para serem transplantadas no mez de ,maio2 as da sementeira de ,maro devem ser transplantadas mais tarde2 tanto as muito novas1 como as muito adultas so igualmente custosas de pegar4 ,quando ellas tem duas pollegadas fora da terra1 e cinco1 ou seis folhas1 por pouco que o tempo seja favoravel1 a transplantao ser segura1 e feliz4 ,deve haver todo o cuidado de no transplantar1 em quanto se houver de temer as geadas1 porque as plantas tenras no meio dos campos no se podem preservar dellas1 como nas sementeiras se pode fazer4 ,no clima de ,pars he raro que hajo geadas depois de dez de ,maio4 ,a terra1 em que se houver de fazer a plantao1 deve ser preparada do modo1 que vamos expr4 ,ser bom que se experimente1 mas em pequena quantidade1 huma plantao em toda a sorte de terrenos1 a fim de se observar qual he o que produzir mais1 e o que dar o de folha de melhor qualidade4 ,a planta d-se melhor em huma terra substanciosa2 por esta palavra entendemos a terra composta de ara1 e de terra vegetal1 ou a composta de terra calcarea-humosa1 e argilla bem misturadas4 ,he necessario que ella tenha muita profundidade1 e fique bem solta1 e movel4 ,por isso hum lugar1 aonde se cortou huma matta1 esteve hum prado arteficial muitos annos2 e huma terra virgem de bastante fundo arroteada convem muito a esta plantao1 por terem muita terra humosa1 como costumo ter as terras novas4 ,no se pode duvidar tambem que as terras1 em que houve linhos ordinarios1 e canamo1 aafro1 lupulo1 etc4 sejo tambem boas para ella2 as terras1 que so boas para trigo1 tambem so proprias para a plantao da ,herva do ,tabaco4 proporo de sua compacidade1 ou segundo forem mais ou menos tenazes1 e duras1 deve o nmero das lavouras ser mais ou menos4 ,sendo a lavoura feita charrua dever-se-ha fazer huma antes do inverno1 a fim de que as geadas posso dividir1 e esboroar as leivas1 e terres2 e duas lavouras depois do inverno1 a saber3 huma no principio da primavera1 e outra pouco tempo antes da transplantao4 ,ha terrennos1 que preciso de quatro lavouras1 huma antes do inverno1 e tres depois delle1 e ainda assim he preciso gradar em cada huma dellas4 ,o amanho feito enchada he melhor do que feito com o arado1 ou charrua2 mas he mais custoso2 sendo feito enchada bastar fazer huma cava antes do inverno1 e outra na primavera1 excepto se a terra se cobrir de hervas1 porque ento ser necessario fazer huma terceira cava4 ,no se devem estrumar as terras virgens1 ou arroteas1 mas devem-se estrumar aquellas1 que andarem em cultura regulada1 que tem produzido trigo1 e outras plantas1 que as tem esgotado dos seus principios fertilisantes4 ,como1 em geral1 as terras para a cultura das ,tabacoeiras so terras fortes1 o estrume de cavallo deve ser preferido1 como tambem o dos carneiros1 o das aves domesticas1 e mesmo os excrementos humanos1 posto que passem por diminuir a qualidade das ,folhas do ,tabaco4 ,he inutil dizer aos cultivadores de grandes culturas que1 se elles nellas empregarem terrenos compactos1 preciso de usar de estrumes no de todo apodrecidos1 alem das margas calcareas1 ou das calias dos edificios velhos1 feitos com argamaa de cal1 ou gesso1 que so muito proprias para abrir as argillas2 e tambem1 no caso que os terrenos sejo muito soltos1 elles os faro mais fortes1 estrumando-os com estrumes bem podres1 principalmente o de vaccas1 e misturando nos ditos terrenos margas argillosas2 porque estas preparaes no so menos uteis1 e necessarias para os terrenos destinados para a plantao das ,tabacoeiras1 do que para as searas de milho1 e trigo4 ,a respeito da quantidade dos estrumes necessaria ella depende da especie do estrume1 e do seu estado1 como tambem da natureza do terreno2 bastar dizer que as terras para a plantao das ,tabacoeiras devem ser estrumadas como costumo ser as que se destino para searas de trigo4 ,fazendo-se o amanho enchada podem-se formar pequenos monticulos de terra1 cuja base tenha dous1 ou tres ps de diametro3 com o arado mesmo na ultima lavoura se podero fazer regos largos1 e fundos1 ficando a terra em espigo alto1 o que far as vezes de monticulos2 elles podem ficar tambem dous1 ou tres ps distantes1 e fazendo margens4 ,a terra estando assim preparada1 e a planta na sementeira tendo adquirido a altura1 e fora convenientes1 passa-se a fazer a plantao1 com tanto que seja depois de ter chovido1 porque a chuva he necessaria para facilitar o arranco das plantinhas com todas as suas raizes1 e mesmo com hum pequenno terro1 como tambem para a pr em huma terra1 que logo no a seque4 ,pode com tudo succeder que no tenha havido chuva2 neste caso ser preciso regar bastantemente a sementeira1 e regar tambem cada planta1 logo que fr transplantada2 e no se deve lanar-lhe muita agua de huma vez3 ser melhor regar com menos agua1 e por duas vezes4 ,para plantar faz-se hum buraco na terra com hum bordo aguado em baixo1 e curvado no cimo para servir de punho 7a que chamo plantador72 encrava-se neste buraco a planta at ao seu olho1 isto he1 at ao ponto onde nascem as suas folhas1 e com o plantador se lhe encosta a terra pelos lados para a firmar4 ,quando o terreno est disposto em monticulos pe-se a planta no meio de cada hum delles2 e quando elle est preparado em margens1 ou tambem em regos aproximados em adorsamento1 ou espigo1 pem-se as plantas dous ps1 ao menos1 distantes humas das outras1 dando plantao a forma de quincunce2 quanto menos bom para a qualidade da ,folha das ,tabacoeiras fr o terreno1 tanto mais as plantas devem ficar distantes humas das outras4 ,succede s vezes que as sccas1 ou geadas serdeas destroem algumas plantas1 reservo por isso algumas na sementeira1 e com ellas so providos os lugares vagos4 ,deve-se sempre ter a plantao limpa de hervas ruins1 sachando-as tantas vezes1 quantas forem necessarias2 ao menos tres sachas so precisas2 o tempo dellas he a necessidade1 que o determina4 ,quando as plantas tiverem hum p1 ou p e meio de alto1 o que ordinariamente succede seis semanas depois de plantadas1 so sachadas1 chegando-se-lhes a terra em roda do p elevadamente1 como se faz ao milho grosso1 e s batatas2 e esta operao he feita com a enchada1 ou sacholas4 ,no periodo1 em que se descobre em cada planta hum n1 ou botosinho1 que he o principio da flor1 he tambem occasio propria para lhe cortar a ponta da guia1 a que chamo descabear1 ou despontar3 com os dedos1 navalha1 ou tisoura tira-se-lhe a ponta de modo1 que no lhe fiquem mais de doze at quatorze folhas4 ,a planta ento fica reduzida altura de dous ps4 ,esta operao obriga a seiva a fazer rebentar diversos renovos nas axillas das folhas4 ,devem-se estes tambem arrancar todas as vezes que brotarem1 a fim de fazer derivar1 e concentrar a seiva nas folhas1 que so o objecto principal da cultura4 ,para ter sementes deixo-se no campo alguns ps1 sem lhes cortar a guia4 ,basta deixar poucos1 se no ha intento de vender sementes2 porque hum bom p pode dar sementes para semear hum arpente de ,pars4 ,os ps bons para dar sementes so os mais vigorosos1 os primeiros que se plantro1 e no os que foro substituidos nos lugares vagos das plantas mortas4 ,na ,hollanda estes ps de plantas-mis so desfolhados pouco a pouco1 proporo que se vo elevando1 para que toda a seiva se dirija s sementes1 e s colhem estes ps1 quando as capsulas1 que contem as sementes1 se torno negras2 corto-os ento1 penduro-os nos tectos das casas1 aonde fico at primavera3 as sementes assim dentro das suas capsulas se fortifico cada vez mais1 e se conservo melhor4 ,quanto s plantas1 cuja guia foi cortada1 conhece-se que as suas folhas so maduras1 e boas para serem colhidas1 quando ellas comeo a perder aquelle verde vivo1 que as caracterisava1 e a tomar por degradao hum fraco amarello2 ento ellas se inclino para a terra1 e espalho o seu cheiro particular at huma certa distancia2 nas suas faces formo-se algumas pequenas malhas1 e a sua costilha1 ou nervura media tem huma certa facilidade de se podr quebrar com os dedos4 ,todas as folhas no amadurecem ao mesmo tempo1 por conseguinte no devem tambem ser colhidas todas no mesmo tempo2 comea-se pelas debaixo1 e destas se vai continuando at as ultimas de cima4 ,por esta razo em alguns paizes faz-se distinco das folhas em tres qualidades2 as mais estimadas so as mais altas do tronco4 ,nas boas culturas1 e fabricas de ,tabaco cada huma destas tres qualidades he estremada4 proporo que se vo colhendo1 pem-se humas sobre as outras1 com o maior aceio que he possivel1 e levo-se para o seccadouro4 ,so enfiadas ento em guita1 ou fio de estopa grosso1 para serem penduradas em varas2 ou alis furo-as1 e passo-as a varinhas cylindricas de vime1 salgueiro1 ou amieiro1 que tem cinco1 ou seis ps de comprido1 e at huma pollegada de grossura4 ,na enfiada fico de sorte1 que a nervura media de huma no toque na da outra seguinte4 ,as varinhas so penduradas em varas1 ou travessas de madeira postas humas por cima das outras em hum telheiro1 ou alpendre1 ou em algumas aguas-furtadas1 que tenho aberturas de todos os lados1 a fim de que o vento possa seccar as folhas4 ,mechem-se estas de quando em quando nas enfiadas1 principalmente quando no faz vento2 quanto menos conchegadas esto as folhas1 e quanto mais desviadas esto as varinhas das enfiadas1 com tanta mais facilidade se faz a deseccao4 ,as folhas de cima do tronco1 ou as da primeira qualidade so as que preciso de mais tempo para se seccarem4 ,devem ser colhidas o mais perto1 que fr possivel1 do tronco para nada dellas se perder4 ,quando o tempo est nublado1 ou humido he foroso fazer fogo no seccadouro1 para que as folhas se no alterem1 e corrompo2 mas estando o tempo scco por nenhum modo se deve ahi entreter fogo4 ,com ouso he que se aprende a conhecer com certeza o perfeito gro da deseccao das folhas4 ,se ellas ficassem muito sccas perderio o seu cheiro particular1 e se desfario em migalhas2 e se ficassem humidas apodrecerio4 ,poder-se-hia dizer que hum bom indicio do dicto gro he qunado1 apertando-se na mo hum punhado de folhas1 estas recobro o seu volume1 sem se quebrarem1 logo que se abre a mo4 ,tanto que as folhas se acho sufficientemente sccas tiro-se para baixo as varinhas dependuradas1 pem-se no pavimento1 ficando as folhas nellas ainda enfiadas4 ,arranjo-se ento humas em cima das outras1 e de modo1 que formem hum quadrado1 no meio do qual se acha hum espao vazio necessario para que o vapor1 que exhalo1 e que ainda transpiro1 possa escapar1 e sahir bem livremente2 deixo-se ficar neste estado durante oito1 ou quinze dias1 e depois disso cobrem-se at que com ellas se queiro fazer os molhos chamados mancas1 que ultimamente se mettem em barricas apertadamente1 ou se entrxo bem em esteiras1 aonde fico at se venderem4 ,cultura da ,nicociana ,tabacoeira na ,guiana ,franceza4 ,esta ,colonia fica pouco distante da linha equinoccial2 ha nella grandes calres1 e abundantes chuvas durante seis mezes do anno2 os seus terrenos em geral so soltos1 e saibrentos1 e por isso proprios para a produco das ,tabacoeiras4 ,as que ahi se cultivo so as mesmas1 que se costumo cultivar no ,brasil1 e ,verina1 s quaes alguns do tambem o nome de ,tabacoeiras do ,rio das ,amazonas4 ,as culturas so feitas humas em matos1 e bosques depois de queimados1 outras em terras1 que j se tem rompido1 e cultivado1 as quaes fico mais ou menos visinhas das habitaes4 ,as queimadas so verdadeiras terras virgens1 e o seu humus1 e cinzas supprem bem os estrumes2 he nellas que se fazem as plantaes mais extensas3 nas outras1 por falta de estrumes1 pratico-se bardos1 ou malhadas1 com bois1 e cavallos1 e so as que produzem plantas mais fortes2 todas so cercadas de seves feitas ordinariamente com ,opuncias4 ,os trabalhos so todos feitos enchada2 as cavas1 e plantaes fazem-se em todas as estaes do anno2 as terras baixas1 e humidas so preferidas s ladeirentas4 ,para se fazer a sementeira escolhe-se hum terreno fresco1 e humido dentro de algum cerrado2 cava-se este1 e estruma-se bem1 ficando em fim preparado da mesma sorte1 que se costuma praticar com os destinados para a sementeira de huma horta4 ,a semente de hum1 ou dous annos1 tendo primeiramente sido misturada com cinza1 he ento lanada no dicto terreno por disperso1 como se sema o trigo2 cobre-se immediatamente1 e borrifa-se1 o que raramente he preciso fazer por ser o clima bastantemente chuvoso4 ,a fim de proteger as plantinhas recem-nascidas dos ardores do ,sol1 at que sejo asss fortes para os poderem supportar1 cerca-se a sementeira com ramadas1 e esteires4 ,tres semanas1 ou hum mez depois de feita a sementeira1 tendo ento as novas plantas cinco1 ou seis pollegadas de altura1 quatro1 ou cinco folhas1 e mostrado hum vigoroso estado 7porque as muito altas1 esguias1 e com poucas folhas so desprezadas7 faz-se a transplantao4 ,arranco-se da sementeira as novas plantas1 arranjo-se com todo o cuidado em cestas com as raizes para baixo1 para que as folhas as preservem do ,sol1 e ar quente1 e immediatamente so levadas para os terrenos1 que se acho de fresco cavados2 planto-se ahi com huma enchadada1 rego-se depois1 e todas as vezes que o preciso3 nos terrenos de matos1 e bosques queimados pem-se p e meio distantes humas das outras1 e sem alinhamento algum2 a cultura nestes terrenos he misturada mais ou menos com a do arroz1 milho grosso1 e miudo1 algodo1 mandioca1 e alguns outros vegetaes2 nos cerrados dispem-se as plantas em tres ps de distancia humas das outras1 e ahi so alinhadas1 e cultivadas sem mistura de outras differentes especies4 ,o crescimento do caule em altura vara de cinco at sete ps1 e quando se julga estar j bem vigoroso he despontado1 a fim de derivar a seiva para as folhas4 ,como os terrenos so muito ferteis deixo-se no caule todas as folhas1 que so numerosas1 de vinte at quarenta4 ,a colheita das folhas faz-se ordinariamente no fim de tres mezes depois da transplantao1 e em qualquer hora do dia4 ,conhece-se que as folhas esto maduras pela sua cr amarellada1 varias especies de manchas1 e por quebrarem na base facilmente2 alguns as esmago1 ou trituro com as mos1 secco-as depois junto ao fogo1 e com ellas ultimamente cigarrando sabem reconhecer o seu estado proprio para o apanho4 ,so colhidas huma e huma1 e na primeira colheita s se apanho as inferiores1 que esto maduras1 sem com tudo estarem sceas1 e deixo-se as outras para a seguinte4 ,nas plantaes em queimadas os cultivadores costumo deixar na terra os caules depois da colheita das folhas1 e nelles colhem os tenros renovos1 que sabem aproveitar4 ,as folhas1 que se vo apanhando1 lano-se em cestas1 nas quaes so immediatamente levadas para os telheiros1 e ahi alastradas sobre esteiras1 canios1 e vergas enlaadas1 em que fico hum dia expostas ao ar para se murcharem1 e amollecerem4 ,depois disto so bem estendidas1 e dispostas em camadas dentro de caixotes1 pias1 e celhas2 sobre estas pe-se ento huma tampa de taboas bem carregada com pedras2 fico assim tres1 ou quatro dias a fermentar1 passados os quaes tiro-se dos dictos vasos1 ligo-se duas a duas1 tres1 ou quatro a quatro com atilhos1 para que servem as varinhas de varias plantas1 a que chamo ,liane1 e os ,portuguezes ,sip2 estes molhos de folhas penduro-se depois sombra nos telheiros1 e alpendradas at adquirirem a sua sufficiente seccura4 ,neste estado1 e em dias frescos1 e humidos so salpicadas com agua do mar2 tiro-lhes o fasciculo fibroso do talo1 e passo a fazer com ellas o tabaco de corda1 e tambem charutos1 enrolando-as em hum fio de arame4 ,alguns cultivadores costumo cortar pela base os caules ainda succulentos das plantas1 e dependura-los nos telheiros1 aonde1 tendo brotado alguns renovos1 arranco-lhos1 do-lhes os mesmos preparos que s folhas1 e lhes servem para rechear o mago das cordas de tabaco4 ,a sementeira das ,tabacoeiras1 a transplantao1 amanhos1 colheita das folhas1 a sua preparao1 e venda fazem-se dentro do espao de seis mezes completamente4 ,cultura da mesma planta em algumas partes do ,brasil4 ,as ,tabacoeiras1 que ordinariamente se cultivo para a fabricao do tabaco1 sendo todas indigenas dos climas quentes da ,america meridional1 e de terrenos mais ou menos soltos1 e humosos1 circumstancias proprias do ,brasil1 no se pode duvidar que este vastissimo paiz seja naturalmente do nmero dos mais proprios para a produco1 e boas qualidades de taes plantas4 ,a sua respectiva cultura1 segundo as informaes1 que tenho podido obter1 he com pouca differena em muitas ,comarcas do modo1 que passo a expr4 ,as primeiras1 e abundantes aguas de ,maro1 e ,abril1 tendo humedecido sufficienternente as terras1 preparo-se alguns canteiros em hum terreno d'antes bem estrumado1 e nelles he semeada por disperso a quantidade de semente1 que se julga ser necessaria1 e proporcionada plantao4 ,correndo o tempo favoravel1 no fim de quatro dias brota a semente1 e dahi a hum mez1 pouco mais ou menos1 as plantulas tem chegado altura de hum palmo1 crescimento1 em que costumo ordinariamente ser transplantadas4 ,durante este espao de vegetao a sementeira he bem mondada das hervas ruins1 e se faz toda a diligencia de dia1 e mesmo de noite com luzes1 por afugentar1 apanhar1 e matar os insectos destruidores das tenras plantas1 os quaes s vezes so tantos1 que as estrago todas1 ou quasi todas1 e obrigo o cultivador a renovar a sementeira huma1 duas1 e tres vezes3 igual damno lhes causo tambem algumas vezes os excessivos ardores do ,sol1 e as demasiadas chuvas continuadas4 ,a extenso de terra destinada para a transplantao fica em descano no anno precedente1 e he ordinariamente proporcionada ao gado1 de que o cultivador pode dispr para nella fazer bardos1 ou malhadas1 especies de curraes mudaveis de oito em oito dias4 ,a terra1 que fica em descano1 e aonde se fazem os bardos1 commumente no he limpa do mato1 que tem2 este trabalho he s feito no tempo visinho transplantao2 mas alguns cultivadores mais intelligentes costumo hoje no s alimpar-lhe todo o mato1 mas tambem cava-la1 ficando sendo hum alqueive2 e o mato com algumas hervas servindo de cama ao gado dos bardos4 ,chegado o tempo conveniente para a transplantao1 que ordinariamente se julga ser ,junho1 e ,julho1 o terreno das malhadas1 se no tem sido alqueivado1 he limpo do mato fouce1 e enchada1 com a qual se costumo fazer todos os trabalhos de revolver a terra1 porque o interessante uso do arado he muito pouco praticado no ,brasil4 ,limpa a terra1 comea-se por abrir em alguma das suas extremidades huma cova da largura1 e profundidade de pouco mais de dous palmos1 e puxa-se para dentro della toda a herva1 ou capim1 que se acha tres palmos roda1 operao que vulgarmente se chama capinar2 depois disto abre-se outra igual1 tres palmos distante da primeira1 puxa-se a herva para ella da mesma maneira1 e com a terra1 que della se tira1 acaba-se de encher a primeira1 e sobre esta se faz hum monticulo1 ou camalho1 de hum palmo de alto2 em outra igual distancia1 e em linha recta1 abre-se huma terceira cova1 capina-se roda1 entupe-se igualmente a segunda1 e sobre esta se forma hum segundo camalho3 vai-se continuando uniformemente este trabalho por toda a terra das malhadas at ella ficar cheia de camalhes dispostos em fileiras1 e todos distantes entre si o espao de tres ps4 ,faz-se ento a transplantao1 se antes o tempo no tem para ella corrido favoravel1 alis faz-se proporo que se vo formando os camalhes4 ,consiste esta em arrancar brandamente do canteiro da sementeira as plantulas1 que nelle tem crescido at a altura de hum palmo1 pouco mais ou menos2 mettem-se depois em cestos1 e nelles so conduzidas immediatamente ao lugar da plantao1 aonde se dispem no alto dos camalhes1 e ahi se rego sem demora1 no caso que no se esperem chuvas4 ,antigamente no se usava esta sorte de amanho1 e ainda hoje1 segundo me dizem1 em algumas pequenas culturas feitas em lugares baixos1 ferteis1 e humidos1 he omittida2 nestes lugares hum negro com hum po agudo vai abrindo buracos pouco a pouco em certas distancias1 deita nelles algumas sementes1 cobre-as1 e depois de germinadas desbasta-as1 e deixa somente ficar huma1 ou duas em cada buraco1 as quaes sem mais amanho que huma1 ou duas sachas no deixo de produzir bem4 ,passadas algumas semanas depois da transplantao1 e tendo crescido as plantas hum palmo1 as hervas circumvisinhas dos camalhes roo-se com a enchada1 conchego-se a elles1 e juntamente se chega a terra aos ps das plantas4 ,neste estado com tudo a plantao he sujeita aos mesmos inconvenientes que a sementeira1 j por causa dos insectos1 j pelas contrariedades do tempo2 e os cultivadores necessito por isso de fazer segunda1 e mesmo1 terceira transplantao4 ,correndo porem o tempo favoravel1 e tendo as plantas vegetado bem quatro1 ou cinco semanas depois do precedente amanho1 costumo ento impedir-lhes o crescimento dos seus caules1 e cortar-lhes com as unhas a sua ponta1 a que chamo capar1 deixando somente nelles sete1 oito1 ou mais folhas proporo do seu vigr1 e da fertilidade do terreno1 as quaes depois augmento muito em grandeza1 e chego s vezes a ter tres palmos de comprido1 e dous de largo4 ,esta operao de mais disso faz com que dentro de breve tempo comecem nas axillas das folhas a apparecer olhos de renovos1 os quaes o cultivador1 passados oito at dez dias1 manda cortar todos1 ao que chamo desolhar3 passado igual numero de dias1 tendo segunda vez brotado novos olhos1 repete-se o mesmo crte2 mas nesta segunda desolhadura costumo deixar intacto hum bom olho junto da base do caule1 como fiel1 a fim de servir de principio de huma nova produco1 a que chamo soca1 ou segunda ,folha2 por quanto1 cortado o caule da primeira ,folha1 forma-se outro igual do renovo do dicto olho1 ou fiel1 o qual muitas vezes produz mais1 e melhor do que o primeiro4 ,pratica-se com este segundo caule o mesmo despontamento1 e desolhadura1 como no primeiro1 e tambem inferiormente junto do n1 em que nasco2 do primeiro se lhe deixa hum olho de renovo intacto para formar hum terceiro caule1 e terceira ,folha4 ,neste caule1 e em outros successivamente delle originarios se pratica tudo o mesmo uniformemente1 e em fim se deixo alguns ps da ultima produco1 nos quaes se no faz despontamento1 nem desolhadura alguma1 por serem destinados a dar sementes para as futuras plantaes4 ,alguns dias depois da segunda desolhadura observa-se terem as folhas crescido mais1 e a entrarem a mudar de cr mais ou menos1 a amarellecer1 e dar signaes de maturao4 ,comea-se ento a sua colheita1 a qual se faz ou apanhando mo cada folha sobre si1 ou cortando o caule em duas1 ou tres partes1 deixando em cada huma destas algumas folhas2 proporo que se vo apanhando as folhas1 e cortando os caules1 estes productos so lanados em cestas1 ou no cho por alguns menos intelligentes1 para ahi murcharem hum pouco1 e dentro de poucas horas so conduzidos para as casas de preparao1 telheiros2 e alpendradas4 ,as apanhadas mo so ahi reunidas1 cinco a cinco1 ou seis a seis1 em molhos1 e nesta forma dependuradas em cordas1 ou varas de sip1 que se acho prezas aos caibros dos telheiros2 os pedaos dos caules cortados com folhas tambem so dependurados em semelhantes varas1 ou cordas4 ,fico assim todas as folhas sombra1 e em arjo durante oito dias1 pouco mais ou menos4 ,tiro-se depois das varas1 ajunto-se em montes1 extrahe-se-lhes o fasciculo fibroso do talo1 ou nervura dorsal1 operao a que chamo espinicar a folha1 e faz-se-lhes depois a preparao denominada folha torcida1 e separo-se as mais largas para servirem de capas de corda4 ,aprestadas assim as folhas passa-se immediatamente a reduzi-las a corda1 a capear esta1 a enrosca-la1 e disp-la era grossas maarocas1 a que chamo bolas de tabaco de fumo4 ,so estas enfiadas em hum po1 e a sua corda he varias vezes desenroscada1 e tornada a enroscar em outro igual po2 passados alguns dias so conduzidas para hum tendal1 aonde fico postas1 encravados os seus pos a prumo em huma viga comprida1 e cncava1 na qual escorre pouco a pouco o seu succo oleoso1 que se aproveita2 e por longo tempo ainda1 e em varios dias se continuo as vira-voltas da sua corda at que esta se julga estar bem curada1 e ter adquirido as perfeitas qualidades para ser facturada em grossos rolos4 ,he ordinariamente em ,janeiro que estes rolos se fazem com a corda das bolas2 as suas roscas so humedecidas com huma mistura de melao1 e succos oleosos1 que as bolas d'antes tinho vertido1 fico1 o mais que pode ser1 apertadas1 as terminaes so cobertas com folhas sccas de ,gravat1 e outras plantas1 e se lhes pe por ultimo huma capa de couro de boi bem conchegada4 ,he neste estado que a folha das ,tabacoeiras preparada pelo cultivador se conduz para a casa da arrecadao competente1 por onde precisa ser approvada para se poder vender1 e exportar4 ,alguns cultivadores preparo tambem as folhas de outro modo3 depois de colhidas fazem com ellas molhos de tres at cinco folhas1 dependuro estas mancas sombra nos telheiros 7os menos intelligentes as pem ao ,sol71 e tanto que esto quasi sccas estendem-as em camadas dentro de huma imprensa de figura parallelogramica1 comprimem-as ahi1 e continuo este trabalho at que todo o vo da imprensa se ache cheio de folhas1 formando estas hum slido volume2 abrem ento a imprensa1 e tiro della esta pezada maa1 cingem-a com folhas sccas de ,gravat1 atadas com vergas de sip1 cobrem-a ultimamente com couro de boi1 e he na forma deste fardo que se faz a sua venda1 e exportao4 ,outros imprenso as mesmas folhas1 no seu estado quasi sceo1 dentro de barricas de vinhatico cercadas de arcos de ferro1 e sobrepostas em grossas taboas1 que depois de cheias tapo bem1 e assim as vendem1 e so exportadas4 ,a preparao das folhas em charutos tem sido1 segundo me dizem1 tambem adoptada nestes ultimos tempos por alguns cultivadores4 ,cultura da mesma planta em ,lataquia4 ,a melhor folha para o ,tabaco de fumo1 de que se usa no ,levante1 he1 segundo ,mr4 ,olivier1 a da ,tabacoeira vulgar1 cultivada nos contornos de ,lataquia1 ,cidade da ,syria1 trinta legoas distante de ,alepo4 ,consiste a cultura1 que ahi se pratica1 no seguinte4 ,no fim de ,maro faz-se a sementeira em hum canteiro de terra pingue1 humida1 bem cavada1 e bem revolvida2 hum mez1 ou quarenta dias depois arranco as plantinhas1 e as levo para hum campo1 o qual no inverno se tem preparado com muitas lavouras1 para esta plantao2 fazem-lhe regos1 e nestes dispem as plantulas1 dous ps e meio1 e s vezes menos1 em distancia humas das outras1 logo depois rego-as huma1 ou duas vezes para que peguem1 e vigorem2 mas no as rego mais vezes depois disto1 por se julgar que com isso a sua qualidade ficaria deteriorada2 sacho-as com tudo huma1 ou duas vezes1 e lhes mondo as hervas ruins circumvisinhas4 ,tanto que as plantas tem florecido colhem-lhes todas as suas maiores folhas1 enfio estas1 e pem-as a seccar dependuradas nos tectos de telheiros1 e mesmo das casas1 que habito1 de modo que fiquem bem expostas a ser arejadas4 ,de quando em quando ento1 dentro dos telheiros1 e casas1 em que se acho as folhas dependuradas1 queimo varias plantas aromaticas1 a segurelha1 tumilho1 serpo1 salva1 e alecrim1 o que ajuda a secca-las mais de pressa1 e a communicar-lhes muitas particulas cheirosas4 ,estando quasi sccas arranjo-as em molhos1 pem estes a fermentar accumulados em hum monto1 e para que a fermentao no seja excessivamente activa1 e prejudicial revolvem algumas vezes estes molhos1 e os mudo de lugar4 ,em fim1 tendo reconhecido haver cessado inteiramente a fermentao1 e nada que damnifique a folha1 passo a enfarda-la4 ,continua-se a colheita das folhas durante a florecencia da planta1 e ainda depois1 secco-as1 e preparo-as do mesmo modo2 mas o tabaco1 que dellas se obtem1 he inferior na qualidade ao das folhas da primeira colheita1 e quanto mais se demora a segunda1 estando a planta em flor1 tanto mais o tabaco he forte1 desagrada1 e perde o seu valr2 porque para os ,turcos1 e ,asiaticos o melhor tabaco de fumo he o que tem menos acrimonia1 e he mais adoado4 ,em ,lataquia o tabaco de superior qualidade he o da folha das ,tabacoeiras cultivadas nos montes do seu contorno1 elle he mais estimado do que todo o que se obtem das mesmas plantas1 criadas em planicies1 e este tambem muito mais do que o da folha1 das que se cultivo em hortas1 aonde a terra he muito pingue1 e as regas muito continuadas4 ,taes so as principaes noes sobre a cultura das ,tabacoeiras praticada por differentes ,naes1 e da qual me propuz tractar2 no he do meu objecto expr aqui os trabalhos proprios da fabricao das folhas destas plantas1 depois que sahem das mos dos seus respectivos cultivadores1 e so reduzidas a tabaco em p1 ou rap2 a este respeito pode consultar-se o ,diccionario das ,artes1 e ,officios1 da ,encyclopedia ,methodica#a4 ,quanto aos seus usos medicinaes1 veja-se o ,tractado ,methodico dos ,medicamentos vegetaes1 do ,dr4 ,murray4#b ,,fim4 99,notas399 #a ,arts et ,metiers tom4 #g e #h 1 art4 ,tabac1 et tom4 #d1 des ,planches1 ,tabac4 #b ,murray ,appar4 ,medicam1 tom4 ,i4 pag4 #chc4 ,lista de erros corrigidos ,aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ---------------------- ,original ,correco ---------------------------------------- ---------------------- pg4 #ad razo ds ser razo de ser ---------------------------------------- ----------------------