99,nota de editor399 ,devido exi/ncia de erros tipogrficos ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,junho #bjaa7 ,,memoria ,,sobre ,,z ,,div]sas ,,salgas ,,da ,,s>d9ha1 ,,com ,o ,,me?odo ,,de ,,aproveit> ,,z ,,enxovas1 ,e ,,sobre ,a ,,salga ,,dos ,,peixes ,,grossos1 ,,como ,,atum1 ,,corv9as1 ,,pescadas1 ,,gorazes1 ,,ruivos1 ,e ,,outros ,,semelhantes ,,etc4 ,,lisboa1 ,,na ,,(fic9a ,,regia4 ,anno ,de ,m4 ,,dccciv4 ,por ordem ,sup]ior4 ,,memoria ,,sobre ,,z ,,div]sas ,,salgas ,,da ,,s>d9ha4 ,com ju/os motivos a ,adm9i/rao ,pblica tem dirigido z suas vi/as1 e a att5o da ,policia sobre os come/iveis1 que se (f]ecem ao ,povo4 ,entre e/es os ,peixes salgados so os que devem especialm5te int]ess> os seus cuidados2 por quanto r>as vezes app>ecem is5tos de corrupo4 ,gr&es1 e prejudiciaes abusos se tem introduzido no me?odo de salg> os productos de nossas pesc>ias ,nacionaes4 ,a ,s>d9ha he c]tam5te o mais abundante1 o mais rico1 e o mais precioso3 desgracadam5te ella no he aproveitada com todas z utilidades1 que (f]ecem1 p]d5do-se nas praias huma p>te consid]avel de/a1 e outra1 por no s] conv5i5tem5te prep>ada1 e salgada1 no ob/ante a abundancia1 e modicidade d preo de sal na mr p>te das nossas t]ras de portos de m>1 pelo que os nossos viz9hos nos vem v5d]1 com mgoa nossa1 o producto de suas pesc>ias1 por no t]mos ns aproveitado z nossas4 ,hum vigilante1 zeloso1 illum9ado1 e incomp>avel ,m9i/ro1 e ,secret>io de ,e/ado a cujas vi/as p]spicazes1 cuidadosas1 e ext5sas abrangem todos os ramos dos int]esses pblicos de ,portugal1 fez j di/ribuir pelos portos de m> d ,re9o huma in/ruco sobre o me?odo da salga secca praticada em outros ,re9os4 ,deve-se esp]>1 que z ,municipalidades t]ritoriaes t5ho exactissimo cuidado em faz] exam9>1 se os contractadores1 e os propriet>ios das pesc>ias se con=mo1 ou no a e/as ultimas in/ruces1 p>a que o ,e/ado em ves de aproveitam5to1 no exp]im5te o damno da p]ca de hum to preciso1 e precioso producto1 e se a ,s>d9ha1 que se (f]ece v5da1 tem com effeito1 ou no z conv5i5tes qualidades1 a fim de que a saude pblica dos ,povos no s9ta ru9a1 damno1 ou p]igo algum1 nem se veja arriscada ao t]rivel trafico dos monopoli/as1 s5do e/a a que com razo deve mais que tudo m]ec] os nossos primeiros cuidados4 ,me?odo da ,salm\ra4 ,ha outro me?odo de salg> o peixe1 tanto grosso1 como miudo2 e/e he o da salm\ra4 ,salm\ra he aquella calda1 que por si mesmo resulta da salga secca d peixe em dornas1 t9as1 etc4 ,diz-se tambem m\ra aquella calda1 que se faz em qualqu] vaso1 ba/antem5te saturada de sal1 e sobre a qual em tempo se lana a ,s>d9ha1 como ao depois mo/r>ei4 ,a salm\ra1 qu&o he p]feitam5te executada1 m]ece sem duvida a pref]5cia p>a a mais p]feita cons]vao d peixe2 por quanto a salm\ra imp$e o contacto d ar1 e por consequ5cia o rano1 que he j hum pr9cipio de corrupo1 que se no pde sempre inteiram5te evit> no comm]cio d peixe salgado1 e muito mais na salga secca4 ,e/e me?odo da salm\ra he commumm5te praticado nos edificios imm$iatos s pesc>ias1 e nos ,portos d m>1 aonde vem funde> z lan*as1 e ,emb>caes empregadas nessas pesc>ias sobre co/as remotas1 p>a mais facil1 e promptam5te aproveit>em huma quantidade avultada de ,s>d9ha sem maiores delongas1 e trabalhos4 ,a neglig5cia porm1 e a av>eza se reunem1 p>a que se abuse de/e excell5te me?odo de salg> em m\ra1 ou salm\ra1 consi/9do e/e abuso em d\s pontos3 #a4 em t] a salm\ra r>as vezes a necess>ia1 e conv5i5te =a pela falta de sal3 #b4 em faz] s]vir a mesma salm\ra p>a segunda1 e t]ceira salga1 ou1 g]alm5te fall&o1 p>a huma quantidade indet]m9ada de peixe1 que se r5ova a m$ida que z r$es o pesco1 sem alis se r5ov> a salm\ra como devra1 pois que de/a maneira se a*a impregnada de oleos1 e immundicias accumuladas de repetidas salgas na mesma t9a etc4 ,e/es abusos tem horrorosas consequ5cias1 por quanto inficiono o ar1 z habitaces1 e os e/omagos dos ,povos1 que uo de hum alim5to corrupto1 e immundo em p]mutao de hum bom1 que com tanta facilidade pod]io t]3 com tudo se no pde empreg> demaziada sev]idade1 p>a evit> to lam5taveis causas de mole/ias1 e de contagio4 ,he pois necess>io que a salm\ra seja saturada de sal1 p>a t] a conv5i5te consi/5cia3 e/a se conhece pela facil exp]i5cia de su/5t> a mesma na sua sup]ficie hum ovo fresco1 de sorte que a metade de/e fique acima da agua por si mesmo4 ,tambem conhecemos e/> saturada a agua de sal1 qu&o ella no pde dissolv] mais que huma c]ta1 e det]m9ada quantidade d mesmo3 donde temos1 que p>a o conhecim5to da boa saturao1 ba/a que se obs]ve ou a precipitao d sal1 que a agua j no pde dissolv]1 fic&o por isso o sal no fundo indissoluvel1 ou a obs]vao de se cons]v> por si mesmo na salm\ra hum ovo fresco na =ma dita4 ,modo de prep>> z ,s>d9has p>a a salm\ra4 ,p>a se cons]v> o peixe ne/a salm\ra1 he necess>io1 ap5as sahe d m>1 tir>-lhe z tripas1 ou entranhas1 deix&o sm5te z ovas1 e os leites1 e logo lanallo na salm\ra1 aonde deve fic> por tempo de doze1 ou qu9ze horas3 passadas e/as1 tira-se o peixe1 deixa-se escorr]1 e arruma-se s camadas em b>ricas1 com a cautela de pr no fundo huma camada suffici5te de sal1 outra por cima1 e outra entre camada1 e camada1 de modo que hum peixe no toque no outro4 ,feito i/o1 c>rega-se com p$ras1 e se lana a salm\ra necess>ia p>a cobrir todo o peixe1 de =ma que e/e fique sempre subm]gido4 ,s>d9has de fumo4 ,tambem se prep>o z ,s>d9has com o fumo1 como os ,ar5ques2 me?odo e/e1 que suppo/o disp5dioso1 pelo que no he g]alm5te praticado1 tem com tudo muitas utilidades1 e vantag5s2 no falt&o pessoas1 que lhe dem e/imao1 e pref]5cia nas suas mezas pelo delicioso go/o1 que se encontra nas ,s>d9has salgadas por e/e me?odo1 que z faz competir com os proprios ,ar5ques4 ,e/e se r$uz ao segu9te3 ,salgo-se z ,s>d9has em pilhas1 ou lag>es1 arrum&o-z com z cabez p>a =a1 e z caudas p>a d5tro1 d que resulta huma pilha de figura semiovada3 lana-se ba/ante sal entre z camadas1 tudo da mesma =ma que se pratca p>a z ,s>d9has1 que se pret5dem impr5s>1 de maneira que huma no toque na outra2 e assim se deixo por espao de d\s1 ou tres dias1 qu&o muito4 ,p>a que e/a prep>ao seja m5os acre1 se usa de sal de d\s annos1 porque o peixe prep>ado com sal novo1 mo/ra a exp]i5cia s] m5os delicado4 ,e/&o z ,s>d9has suffici5tem5te salgadas1 se enfio em v>9has delgadas1 com a cautela que se no toquem1 lavo-se em agua d m>2 e depois em agua doce1 p5duro-se no lug> d fumeiro1 aonde se deix> escorr] por espao de v9te e quatro horas1 antes que o lume se acc5da1 o qual he ord9>iam5te regulado1 segundo o tempo1 e a e/ao1 a sab] sete p>a oito dias em tempo secco1 e des em humido4 ,o lume he de l5ha de c>valho1 de ca/anheiros1 e de ap>as de tanoeiros1 que se cobrem depois com c9zas de mattos1 dispondo-se o dito lume ao longo das p5duras das ,s>d9has4 ,a casa d fumeiro he huma especie de celleiro1 sem outro &> em cima1 com huma *am91 cujo panno 7vulgo ab]tura7 tem tanta l>gura1 como o comprim5to d espao1 que occupo z p5duras das ,s>d9has4 ,o tempo mais proprio1 e conv5i5te p>a aproveit> e/e me?odo de prep>> a ,s>d9ha de fumo1 he qu&o ella he maior1 o que succ$e nos f9s da pesca1 a sab]1 desde ,novembro at meado de ,janeiro4 ,e/e me?odo he mui especioso1 e a exp]i5cia te/emunha he1 de que z ,s>d9has por elle prep>adas so saborosissimas1 e delicadissimas4 vi/a d que1 julgei a proposito d> e/as breves noes1 que me p]suado s]o suffici5tes p>a os que o quiz]em pratic>4 99 99 99 99 99 ,,enxovas4 ,me?odo de z aproveit> salg&o-z1 e porque maneira4 ,depois de t] descrito os div]sos modos de salg> a ,s>d9ha1 desejei ampli> e/a memoria com a utilidade d aproveitam5to dos productos de nossas pesc>ias4 ,obs]vei1 que algumas vezes z r$es arra/ravo gr&e quantidade de ,enxovas1 que os pescadores desprezavo1 consid]&o-z como ,s>d9has miudas1 que no m]ecio a despeza1 e o trabalho necess>io p>a z aproveit>4 ,convir pois in/ruillos da gr&e utilidade de/a pesc>ia p>a hum comm]cio util1 e vantajoso1 que tem por muitas vezes sido proprio1 e quasi privativo dos ,habitantes das co/as d ,levante1 e ,ligurias1 e p>ticul>m5te dos ,g5ovezes4 ,ha p\cos annos1 que e/a pesc>ia deix\ de s] abundante naquelles ,paizes1 p>a pass> a d> gr&es productos em outros da co/a d ,occeano4 ,o tempo mais proprio de/a pesc>ia he desde o pr9cipio de ,maio1 at o fim de ,outubro4 ,o sal de/9ado p>a a salga das ,enxovas prep>a-se1 mi/ur&o d\s arrateis de ,oc> rubro com duz5tos arrateis de sal4 ,tiro-se s ,enxovas a cabea1 e z entranhas1 e salgo-se os corpos s camadas com os lombos p>a cima em b>ris2 os maiores dos quaes contm qu9h5tos1 at seisc5tos peixes1 e os mais pequ5os proporo4 ,os b>ris maiores e/&o *eios1 pezo v9te e quatro1 at v9te c9co arrateis4 ,o b>ril e/&o *eio de ,enxovas arrumadas de/a maneira1 tapa-se1 deix&o hum furo no meio d tampo de cima1 e assim de/apado se expe ao ,sol por alguns dias1 cuja op]ao se repete tres1 ou quatro vezes de qu9ze em qu9ze dias1 em quanto se faz e/a especie de prep>ao4 ,o calor s faz f]m5t> a salm\ra prov5i5te d succo d peixe1 e d sal1 que se d]rete1 e de/a maneira resulta por si mesmo huma calda1 que faz f]m5t> o peixe4 ,a salm\ra ord9>iam5te vem a exc$] o fundo1 mas qu&o succ$a m+u>1 no se deve accresc5t> com outra nova4 ,he necess>io pois evitalla da *uva2 por quanto pequ5a quantidade de/a pde alt]> a boa qualidade da salm\ra1 e f> corromp] o peixe2 pelo que se deve tap> a t9a com hum torno1 logo qu haja1 ou se receia a *uva4 ,s>d9has prep>adas pelo me?odo das ,enxovas4 ,tambem se prep>o z ,s>d9has com sal v]melho1 con=me o me?odo explicado das ,enxovas1 com a diff]5a to sm5te1 de que s ,s>d9has se tiro z cabez1 e se lhes deixo z entranhas4 ,z ,s>d9has mais miudas1 que tambem so ord9>iam5te z primeiras que se pesco1 mais que todas convm p>a e/a prep>ao4 ,a sua pesc>ia pr9cipia em ,maio1 e dura at meado de ,janeiro4 ,por e/a frma se podem aproveit> todas z ,s>d9has1 a9da z que se engeito da salga dos lag>es pelo me?odo da impr5sa1 utiliz&o-se tanto aquellas1 de que se tirro z cabez1 como z de que se extrahro z guelras1 entranhas1 etc2 em fim todas z que no podem s]vir p>a a salga secca1 e da impr5sa4 ,p>a z ,enxovas usa-se1 como disse1 de b>ris pequ5os1 mas p>a z ,s>d9has de/a prep>ao emprego-se b>ricas1 que se podem di/ribuir ao depois em b>ris pequ5os p>a o detalhe d comm]cio4 ,o peixe salgado1 segundo e/e me?odo1 no se pode com] no primeiro anno2 ap5as se a*a no segundo de boa qualidade1 e conv5i5te p>a a meza1 e qu&o a salga tem sido bem feita1 o peixe d t]ceiro1 e qu>to anno he o mais procurado1 porque he ento1 que elle se a*a bem p5etrado da salm\ra1 que lhe s]ve de cons]va4 ,nas co/as de algumas ,prov9cias1 nas quaes1 como nas nossas1 se no fazia caso das ,enxovas1 lan&o-z os pescadores ao m> logo que z pescavo1 por no conhec]em a sua utilidade1 tiro-se ao pres5te gr&es vantag5s de/es peixes4 ,z ,enxovas depois de conhecidas nessas1 ,prov9cias1 tem *egado a val] tres1 quatro1 e seis vezes mais que z ,s>d9has1 z quaes tem toda a pref]5cia g]alm5te4 ,por tanto a9da que p>a a salga das ,s>d9has1 pelo me?odo apontado das ,enxovas1 no se aproveitem s5o z mais pequ5as1 que v]dadeiram5te so o rebutalho desprezado p>a a salga ord9>ia1 com tudo e/a mesma escolha tem feito dobr> o preo ord9>io da ,s>d9ha1 e os pescadores tiro hoje lucros muito mais consid]aveis das suas pescas1 nos di/rictos1 aonde se tem e/abelecido a inv5o das salgas v]melhas1 e o seu uso4 ,p>a evit> o engano que alguns pescadores1 e p>ticul>es co/umo1 ou pod] pratic>1 us&o de sal1 que j s]vio1 ou introduz9do ,s>d9has velhas1 e de m qualidade no int]ior das b>ricas1 ou b>ris 7o que se no pde v]ific> depois de impr5sadas1 ou compo/as z ,enxovas7 devem z ditas b>ricas1 e b>ris s] aff]idos com f]ro qu5te1 e m>cados com o nome d respectivo dono1 ou ao m5os com o signal da pessoa1 que fez a prep>ao1 que v5de4 ,assim fic> cada hum responsavel pela fraude que fiz]1 v9do tambem a sua m]cadoria a adquirir no comm]cio boa1 ou m reputao1 que lhe s] vantajosa1 ou nociva m$ida da boa1 ou m qualidade d g5]o expo/o v5da4 ,ha c]ta ,prov9cia1 em a qual a introduco de/a salga r5de hoje alguns c5t5>es de mil cruzados4 ,salga secca d peixe grosso2 e salga d mesmo em salm\ra4 ,pescado o peixe grosso1 o pescador o abre p>a lhe tir> z ovas1 e os olhos de que se tira ba/ante oleo1 d]ret5do-os em caldeiras4 ,corto-se-lhe z cabez1 e z b>batanas1 e de/as tira igualm5te o pescador a utilidade de z v5d]1 a9da que por pequ5a quantia4 ,nas pescas d ,bacalho1 e ,atum he feita e/a op]ao com f]ros proprios1 e cutellos por hum pescador de/9ado p>a e/e trabalho4 ,depois abre-se o peixe de alto a baixo1 s5do gr&e1 tira-se-lhe a esp9ha d meio1 como se faz ao ,bacalho1 e ,atum1 fic&o primeiro de/a frma o peixe como dividido em duas ametades3 e s5do pequ5o1 como v4 gr4 pescadas1 ruivos1 gorazes etc4 ba/a que se abro at junto ao rabo1 sem se lhe tir> a esp9ha4 ,se necess>io =1 cada ametade se divide em duas po/as1 p>a se pod] ao depois accommod> nas pipas1 e se transport> p>a toda1 e qualqu] p>te de negocio a fim de se v5d]4 ,se = ,atum1 cada huma das quatro p>tes1 em que se divide o mesmo1 he golpeado de tres em tres pollegadas p\co mais ou m5os2 e/es golpes tem quasi toda a pr(undidade da grossura d mesmo peixe1 fic&o-lhe to sm5te o necess>io p>a se no desunir naquellas p>tes4 ,prep>ado assim o peixe1 salga-se em pilhas1 ou em pipas3 da primeira maneira usa-se1 qu&o he de/9ado o peixe p>a fic> na t]ra1 ou p>a s] conduzido em c>ros1 ou c>gas p>a a ,prov9cia1 ou ,prov9cias viz9has1 e d segundo1 qu&o a exportao he p>a fra d ,re9o1 ou p>a se cons]v> por mais tempo1 e mais bem acondicionado4 ,salga secca d peixe grosso4 ,po/o o peixe nas pilhas1 ou pipas1 que tem hum s fundo1 se lhe deita huma camada de sal1 que se faz entr> em toda a ext5so da ab]tura1 que se fez ao peixe1 e em todos os golpes1 s5do ,atum1 ou ,corv9a1 en*5do-os bem de sal1 bem como aos int]vallos das po/as1 un9do e/as1 humas s outras1 e calc&o quanto = possivel1 com a cautela porm1 que z v5tre*as p>ticul>m5te se no toquem reciprocam5te humas s outras2 pelo que devem fic> sep>adas entre si com ba/ante sal4 ,a primeira camada de peixe ass5ta sobre huma de sal1 e cada camada de ,atum he depois cob]ta de sal p>a receb] a imm$iata3 e assim se cont9a at en*]1 e atte/> a pipa1 ou levant> a pilha altura que se pret5de4 ,salga d peixe grosso em salm\ra4 ,*eia a pipa1 se atte/a de salm\ra a prova d ovo1 como acima disse4 ,sobre a boca se pe humas taboas1 que c>rego com p$ras1 ou mesmo se ass5to z p$ras imm$iatam5te sobre a salgao1 a fim de comprimir o peixe nas pipas4 ,de/a op]ao resulta vir sup]ficie da salm\ra o oleo1 ou azeite1 que se tira com huma con*a1 ou colh] p>a hum vaso proprio1 e se applica p>a os mesmos usos1 que o da impr5sada2 a sab]1 p>a os corrieiros1 urradores1 p>a a g5te pobre se allumi>1 p>a z emb>caes1 etc4 ,feito i/o1 pe-se o segundo fundo na pipa p>a v$>1 e segur> a salm\ra1 e de/a maneira se emb>ca1 ou se transporta por t]ra4 ,e/e azeite s vezes he em p\ca quantidade1 pr9cipaim5te qu&o o peixe he magro1 ento fundo-se z pipas logo que a salm\ra se acaba de faz]1 e v5de-se aos contractadores p>a o negocio4 ,o peixe gordo he o melhor1 no s pelo go/o1 mas pela utilidade d azeite2 e por isso se deve pref]ir3 pelo contr>io o magro mo/r&o a exp]i5cia1 que ne/e1 em lug> d oleo1 a compresso s extrahe algum sangue1 e a massa da salgao se dim9ue1 o peixe he m5os saboroso1 e por consequ5cia p]de de valor4 ,quanto s ,s>d9has obs]va-se igualm5te #a4 que o oleo1 que se extrahe das ,s>d9has impr5sadas1 he mais1 ou m5os abundante segundo a qualidade das mesmas2 por quanto a ,s>d9ha magra1 e miuda d p\co1 ou n5hum oleo1 entre tanto que a grossa co/uma s] mais gorda1 r5de muito1 e d ba/ante azeite4 ,de ord9>io qu>5ta b>ricas de ,s>d9ha impr5sada do huma de oleo1 que tem os mesmos usos1 que o da ,baleia #b4 qu&o z ,s>d9has e/o bem prep>adas1 impr5sadas1 e emb>ricadas1 podem cons]v>-se por sete1 ou oito mezes qu&o muito4 ,passado e/e tempo sobrevem calores1 e a ,s>d9ha se corrompe3 ne/a e/ao deve a ,policia r$obr> os seus cuidados1 exam9> e/a m]cadoria1 e de/ruir toda a que no tiv] z conv5i5tes qualidades p>a a saude3 #c4 que o sal de d\s annos he o melhor com pref]5cia ao novo1 e faz z ,s>d9has mais saborosas1 e agradaveis ao palad>3 #d4 que em ,paizes faltos de sal1 pod]-se-hia aproveit> e/e pela cry/allizao1 que se faz1 pondo a salm\ra em hum vaso ao lume1 e faz5do-a evapor> at seccura3 mo/ra a exp]i5cia1 que ento app>ece o sal no fundo1 e nas p>$es d vaso1 o qual secca-se1 e s]ve p>a nova salga3 a abundancia porm d sal ne/as ,prov9cias p\pa bem e/e trabalho1 e faz juntam5te esquec] e/e modo de o aproveit>1 que s deve t] lug> como recurso extraord9>io4 ,meio de que se deve1 us> p>a faz] obs]v> e/e me?odo a bem da saude pblica1 e int]esse d ,e/ado4 ,z ,cam>as1 s quaes pela ,lei d ,re9o incumbe a vigilancia sobre a saude pblica1 devem fiscaliz> a obs]vancia de/es me?odos na =ma explicada1 faz5do-os pratic> a seu cuidado1 e de seus ,almotaceis pelos povos1 e pescadores1 a9da os mais pobres1 vi/a a sua simplicidade1 exam9&o att5tam5te se z salgas so con=mes1 ou no aos mesmos1 dev5do-se a bem pblico lanar ao m> toda a que mo/r> corrupo1 e no = bem prep>ada4 ,no se deve porm confundir corrupo com mo *eiro1 ou p>a melhor diz]1 com o *eiro p\co satisfactorio1 e proprio de semelhantes salgas2 por quanto e/e he 7como digo7 indisp5savel em todas z salgas1 e aquella se conhece pelo tacto1 pelo *eiro1 pela cr1 e pelo go/o3 pelo tacto v5do-se esf>el> o peixe ao p>tir2 pelo *eiro1 por quanto e/e he proprio1 e co/uma ord9>io app>ec] em todas z f]m5taes putrias2 pela cr1 porque a obs]vao de p]itos tem mo/rado1 s] e/a ne/e e/ado de hum v]melho c>regado1 tir&o p>a azul2 pelo go/o1 porque e/e he no s desagradavel ao palad>1 mas enjoativo1 e t]rivel4 ,devem igualm5te anim> z mesmas ,cam>as a execuo da primeira in/ruco da impr5sa1 pelo seu gr&e e prim>io int]esse no comm]cio1 uso d emb>que1 e outras mais vantag5s na mesma apontadas1 dev5do por utilidade d ,pblico1 e int]esse d ,e/ado subsi/ir1 e obs]v>-se hum1 e outro me?odo1 sem (f5sa de hum1 nem p]turbao de outro1 antes vantagem de ambos3 consumm&o tudo a ,gr&eza1 e ,innata ,bondade de ,sua ,alteza ,real1 se se dign> remitt] aos pescadores os direitos1 to sm5te dos peixes de/9ados p>a semelhantes g5]os de salga1 e pr9cipalm5te das ,s>d9has1 anim&o o ,mesmo ,augu/o ,s5hor com a sua ,pi$ade e/es hom5s to necess>ios economa d ,e/ado1 sua populao1 sua riqueza1 e to necess>ios1 e int]essantes ao ,pblico1 por s] a ,s>d9ha hoje hum alim5to de primeira necessidade1 e absolutam5te indisp5savel na ,prov9cia d ,d\ro1 t5do o ,pr9cipe ,reg5te ,nosso ,s5hor a satisfao1 de torn> assim mais felizes e/es vassallos1 aos quaes unem os mesmos v9culos1 de amor1 amizade1 sujeio1 e fidelidade1 com que todos humildes1 e rev]5tes1 pro/rados ante os seus ,regios1 e ,augu/issimos ,ps o amamos1 respeitamos1 e v5]amos com firmissimos prote/os de at a propria vida d>mos 7s5do necess>io7 com a maior satisfao em defeza1 cons]vao1 e memoria de hum ,pr9cipe1 que he de pres5te a gloria1 a inveja1 e admirao dos mais ,discretos1 e ,illum9ados ,mon>*as da ,europa4 ,aveiro #bh de ,fev]eiro de #ahjc4 ,o ,juiz de fra ,correg$or ,clem5te ,f]reira ,frana4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ------------------- pg4 #ab p>ticula es p>ticul>es ---------------------------------------- -------------------