,a ,,vi/a ,,alegre ,,apontam5tos ,,p>a ,a ,,sua ,,hi/oria ,,por ,j4 ,a4 ,,m>ques ,,gomes ,,socio ,,correspond5te ,,d ,,in/ituto ,,de ,,coimbra ,e ,,das ,,soci$ades ,,de ,,geographia ,,de ,,lisboa ,e ,,porto ,,porto ,,typ4 ,,comm]cio ,e ,,indu/ria #bb1 ,rua d ,corpo da ,gu>da1 #bb #ahhc ,a ,,vi/a ,,alegre ,,apontam5tos ,,p>a ,a ,,sua ,,hi/oria ,,por ,j4 ,a4 ,,m>ques ,,gomes ,,socio ,,correspond5te ,,d ,,in/ituto ,,de ,,coimbra ,e ,,das ,,soci$ades ,,de ,,geographia ,,de ,,lisboa ,e ,,porto ,,porto ,,typ4 ,,comm]cio ,e ,,indu/ria #bb1 ,rua d ,corpo da ,gu>da1 #bb #ahhc ,,ao ,,s5hor ,du>te ,f]reira ,p9to ,ba/o ,junior ,a m5os de dois kilometros de ,ilhavo e sobranceira ao brao da ria de ,aveiro1 que liga a *amada ,calle da ,villa com o ,bcco1 fica a ,vi/a ,alegre4 ,quadra bem e/e titulo risonha povoao em que um dos hom5s mais pre/imosos e empreh5d$ores que ,portugal tem conhecido no pres5te seculo1 veio fund> a fabrica de porcelanas1 que d local toma o nome4 ,a ,vi/a ,alegre como povoao em si1 tem tambem como o importante e/abelecim5to que a torn\ conhecida tanto no paiz como no e/rangeiro1 uma hi/oria sua de quem a l5da por mais d'uma vez se aposs\ j1 deturp&o-a4 ,no nos caremos em lhe procur> a etymologia pois fra de duvida que o nome lhe proveio d =mosissimo panorama1 que a contorna1 moldur&o-lhe o ro/o g5til4 ,ant]iorm5te fundao da fabrica1 a ,vi/a ,alegre no t9ha fros de povoao1 era uma qu9ta ap5as4 ,um templo =mosissimo e uma casa mode/a que s]via de habitao aos propriet>ios da qu9ta1 eram os unicos edificios1 que ali exi/iam1 e i/o a9da no primeiro qu>tel d seculo ,,xix4 ,a fundao d'um to bello templo1 como o de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana1 n'um sitio to ermo1 como era a ,vi/a ,alegre1 fez com que muitos pr9cipiassem a ar*itect> romances mais ou m5os v]osimeis4 ,imag9>am-se de/]ros e deportaes1 e bem assim f(o n9ho de crim9osos amores d'um prelado illu/re com uma dama de elevado nascim5to e freira pr(essa n'um dos conv5tos de ,lisboa4 ,no longe da ,vi/a ,alegre1 a um kilometro p>a o sul1 fica o antigo log> da ,ermida1 villa e concelho at #ahcd a quem ,d4 ,manoel deu =al em #h de junho de #aead4 ,n'e/a povoao h\ve um praso1 cuja origem data de seculos1 t5do por cabea uma gr&e qu9ta d5om9ada o ,pao da ,ermida4 ,e/e praso e qu9ta &ava no s5horio dos ,m\ras ,manoeis1 familia muito illu/re1 pois trazem a sua desc5d5cia de ,d4 ,branca de ,s\sa1 filha de ,lopo ,dias de ,s\sa1 gro-me/re da ,ordem de ,*ri/o4 ,alguns escriptores teem confundido a qu9ta da ,ermida com a da ,vi/a ,alegre1 e affirmado que foi seu propriet>io o bispo de ,mir&a1 ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel4 ,nem a qu9ta da ,vi/a ,alegre j foi conhecida por qu9ta da ,ermida1 nem to p\co aquelle prelado foi dono de qualqu] d'ellas4 fra de duvida que ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel v9ha frequ5tes vezes pass> alguns dias e s vezes1 mezes at1 qu9ta da ,ermida1 que conjunctam5te com o praso d mesmo nome p]t5cia a seu irmo primog5ito ,ruy de ,m\ra ,manoel4 ,durante a sua e/ada aqui1 trav\ relaes com o propriet>io da qu9ta da ,vi/a ,alegre1 o ,dr4 ,manoel ,furtado ,botelho1 relaes que se =am torn&o cada vez mais intimas de sorte que passados annos edific\ em t]r5os dep5d5tes da mesma qu9ta a ,capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana4 ,por morte de ,ruy de ,m\ra ,manoel1 pass\ a qu9ta da ,ermida p>a seu filho ,rodrigo de ,m\ra ,manoel1 que t5do casado com ,d4 ,rosalia da ,silva1 filha de ,luiz ,lobo da ,silva1 gov]nador e capito g5]al de ,angola morreu sem successo1 pelo que os seus b5s pass>am p>a suas irms4 ,a ,ermida p]t5ceu a ,d4 ,m>ia ,maximilianna1 casada com ,j]onimo de ,ca/ilho4 ,por morte d'e/e1 fic\ s5do s5hor d'ella seu filho ,j]onimo ,antonio de ,ca/ilho que conjunctam5te com sua mulh] ,d4 ,joaqu9a ,izabel ,freire de ,ca/ro1 a v5deu por escriptura lavrada nas notas d tabellio da ento villa de ,aveiro1 ,manoel de ,s\sa ,ba/os em #ae de janeiro de #agbg1 a ,zef]9o ,rodrigues ,caudello4 ,em #ag de m>o de #ahab fez v5da da mesma qu9ta ao snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 ,d4 ,b]n>da ,!reza ,umbel9a ,caudello de ,maviz ,s>m5to1 nta d ref]ido ,zef]9o ,rodrigues ,caudello4 ,o propriet>io da qu9ta da ,vi/a ,alegre ,dr4 ,manoel ,furtado ,botelho1 t5do fallecido em #i de setembro de #agcc1 dispoz dos seus b5s como se v da p>te d seu te/am5to que passmos a transcrev] d livro dos obitos da freguezia de ,ilhavo1 no anno de #agcc3 que s]ia sepultado na capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana1 e deixava entre outras missas1 c9co5ta pela alma d seu amigo o snr4 ,bispo que foi de ,mir&a4 ,in/ituia por sua univ]sal h]deira ,d4 ,!odora de ,ca/ro ,m\ra ,manoel1 de seus b5s1 e que e/a pod]ia v5d] d'elles o que lhe p>ecesse p>a dividas e s] freira sem con/rangim5to de pessoa alguma nem ju/ia alguma lhe tom>ia conta1 nem lhe f>iam inv5t>io2 e os b5s que ficassem por sua morte d'ella1 iriam ao usufructo d seu te/am5teiro o padre lic5ciado ,dom+os ,f]reira da ,graa1 cura de ,ilhavo1 e por morte d'e/e a ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana da ,vi/a ,alegre1 que entr&o na posse s]ia obrigada a fabrica da capella a faz] uma fe/a dita ,s5hora em #h de setembro de cada anno1 da qual o capello d>ia contas ao ,dr4 ,vizitador4 ,no =am1 ao que p>ece1 totalm5te cumpridas z disposies d te/ador1 pois c]to que os seus b5s tiv]am um de/9o muito diff]5te d que o que lhe havia m>cado4 ,d4 ,!odora de ,ca/ro ,m\ra ,manoel era como o proprio nome o indica filha d bispo de ,mir&a1 a quem p]t5cia tambem o appellido ,ca/ro pois o h\ve de sua me1 ,d4 ,m>ia de ,ca/ro4 ,aquella s5hora1 de/9ada segundo p>ece p>a a vida clau/ral1 no tom\ o habito1 nem to p\co *eg\ a cas>1 mas teve um filho1 a quem deu o nome de seu pae1 d'ella1 ,manoel ,p]eira de ,m\ra ,manoel1 que ord5&o-se foi abbade da freguezia de ,s4 ,romo de ,guim>es4 ,o appellido ,p]eira1 d mesmo modo que o de ,ca/ro era tambem p]t5a d bispo1 pois era segundo neto de ,joo ,rodrigues da ,co/a e de sua mulh] ,d4 ,isabel ,p]eira4 ,o abbade ,manoel ,p]eira de ,m\ra ,manoel morreu a9da em vida de sua me1 mas no sem deix> successo1 pois teve uma filha de ,d4 ,cl>a ,m>ia de ,b>ros1 natural de ,gond>1 no concelho de ,guim>es1 ,d4 ,josepha ,caetana de ,ca/ro1 que cas\ em #bj de novembro de #agdh com o capito ,manoel ,alv>es ,br&o1 de ,santa ,m>9ha de ,taboa1 no bispado de ,coimbra4 ,d'e/e consorcio nasc]am duas filhas e um filho que todos =am baptisados na egreja de ,s4 ,salvador de ,ilhavo1 a cuja p>o*ia p]t5ce a ,vi/a ,alegre4 ,d4 ,!odora de ,ca/ro ,m\ra ,manoel falleceu em #agfg1 s5do sepultada na capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana1 quaes porm z suas disposies te/am5trias se z deix\1 so desconhecidas4 ,o te/am5teiro d dr4 ,manoel ,furtado ,botelho1 o padre lic5ciado ,dom+os ,f]reira da ,graa1 p>a quem devia pass> o usufructo da h]ana que aquelle havia deixado a ,d4 ,!odora de ,ca/ro ,m\ra ,manoel1 sobreviveu a9da a e/a1 pois s falleceu em #g de maio de #aggb1 mas se elle usufruiu ou no a h]ana que ponto muito duvidoso1 s5do c]to porm que tal h]ana por v5da ficticia ou por outro qualqu] meio1 nunca *eg\ a p]t5c] fabrica da capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana1 pois pass\ p>a o capito ,manoel ,alv>es ,br&o e d'e/e p>a seus filhos1 um dos quaes ,alex&re de ,ca/ro ,br&o1 que foi capito-mr de ,cantanh$e1 v5deu em #ahae a qu9ta e capella da ,vi/a ,alegre ao snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o4 ,esboamos a hi/oria da ,vi/a ,alegre1 agora re/a-nos reunir aqui alguns apontam5tos biographicos d fundador da capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana e faz] uma descripo a9da que rapida da mesma capella4 ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel nasceu em ,s]pa1 s5do seus paes1 ,lopo ,alv>es de ,m\ra e ,d4 ,m>ia de ,ca/ro4 ,filho segundo d'uma casa v9culada como era a sua1 e no qu]5do seguir a c>reira das armas1 abraou a que lhe re/ava1 segundo o seu nascim5to--a ecclesia/ica4 ,segu9do os e/udos sup]iores na ,univ]sidade de ,coimbra1 d\tor\-se em ,canones1 e na qualidade de oppositor a uma das cadeiras d'e/a faculdade1 foi eleito collegial d ,real ,collegio de ,paulo em #bh de julho de #afch1 s5do reitor d mesmo o dr4 ,ambrosio ,trigueiros ,semm$o4 ,em #ag de dezembro de #affj foi nomeado conego d\toral da ,s de ,lamego1 d'onde pass\ p>a a de ,braga por promoo que obteve no #a4 de maio de #afff4 ,nomeado deputado da ,inquisio de vora pass\ p>a ,inquisidor da de ,coimbra em #ac de outubro de #affc1 e a deputado d ,conselho ,g]al d ,santo ,(ficio em #ac de abril de #afgd4 ,eleito em li/a triplice p>a reitor da ,univ]sidade1 foi provido n'e/e log> por el-rei ,d4 ,p$ro ,,ii1 em #bc de ago/o de #afhc1 que o nome\ por essa occasio sumilh] da cort9a4 ,hav5do pre/ado juram5to em #af de novembro daquelle anno1 gov]n\ a ,univ]sidade at o #a4 de fev]eiro de #afij em que foi eleito o seu successor ,d4 ,nuno da ,silva ,telles4 ,durante o seu reitorado residiu por diff]5tes vezes em ,lisboa1 pr9cipalm5te nos annos de #afhh e #afhi4 ,escolhido p>a bispo de ,mir&a em #bh de abril de #afhi1 foi sagrado em outubro d mesmo anno na egreja p>o*ial de ,nossa ,s5hora dos ,anjos de ,lisboa1 pelo c>deal ,d4 ,v]issimo de ,l5ca/re1 s5do assi/5tes ,d4 ,fr4 ,luiz da ,silva1 bispo da ,gu>da1 e ,d4 ,simo da ,gama1 bispo d ,alg>ve4 ,faz5do jornada p>a z ,caldas de ,s4 ,p$ro d ,sul1 adoeceu gravem5te nos ,f]reiros1 proximo a ,vizeu1 e ahi falleceu em #g de setembro de #afii4 ,durante a do5a foi-lhe enf]meiro sollicito o bispo d'aquella diocese1 ,d4 ,j]onimo ,so>es1 que assi/iu tambem ao seu fun]al e ord5\ que fosse sepultado na capella-mr da egreja d'aquella freguezia1 d'onde z suas c9zas =am trasladadas p>a a ,vi/a ,alegre em #agjf4 ,ignora-se o anno em que ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel m&\ edific> a capella de ,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana1 mas a9da assim p>ece no hav] duvida que foi j depois de e/> bispo em ,mir&a4 de bello aspecto a front>ia d templo1 avi/&o-se a algumas leguas de di/ancia os coru*eus das suas duas torres4 ,o int]ior no m5os elegante4 ,z p>$es d corpo da capella so =radas d'alto a baixo de bons azulejos1 todos coevos da sua fundao--f9s d seculo ,,xvii1-- a aboboda ornatada de boas p9turas a fresco4 ,tem dois alt>es lat]aes de boa talha d\rada1 d$icados ambos ,virgem1 sob a invocao d ,ros>io e da ,conceio4 ,o retabulo e alt> da capella-mr so trabalhos primorosos em f9o m>more de ,italia4 ,embebido na p>$e da mesma capella e d lado da epi/ola1 e/ o tumulo d fundador1 fabricado primorosam5te de granito de ,an4 ,a urna fun]ria su/5tada por tres lees de f>ta juba1 que p>ecem pre/es a s] esmagados pelo seu peso4 ,no c5tro da urna1 levantado em alto relevo1 e/ um escudo oval p>tido1 com z armas dos ,m\ras ,manoeis1 t5do por timbre um *apeu episcopal4 ,sobre ella e/ a figura d bispo1 de ve/es prelaticias1 meia deitada1 com a mo esqu]da sobre o peito e a direita e/5dida com que a apont> p>a o ,tempo1 que e/ ao fundo sobra&o o panno mortu>io que deve cobrir o s>cophago4 ,a execuo primorosa1 conhec5do-se at nos mais pequ5os lavores o primor d c9zel que o trabalh\4 ,o povo rude das aldeias vis9has1 acr$ita que tal obra no podia s] executada por mos de hom5s1 e por isso attribue-a ao diabo1 cre&o uma l5da que o snr4 ,brito ,aranha reproduziu j no seu bello livro ,memorias hi/orico-e/ati/icas de algumas villas e povoaes de ,portugal4 ,o nome d esculptor ,claudio de ,laplada cahiu com effeito no olvido1 de sorte que o =a/eiro1 que visit&o a ,vi/a ,alegre p]guntasse quem havia feito o tumulo d bispo1 recebia sempre em respo/a aquella l5da4 ,fronteiro a e/e tumulo1 e/ um outro1 muito mais mode/o1 sem duvida1 mas a9da assim digno de s] apreciado1 como obra que d mesmo arti/a4 ,sobre uma urna fun]>ia1 onde se v tambem um escudo1 com z armas dos ,ca/ros1 e/ s5tada uma figura de mulh] su/5t&o na mo esqu]da um baixo relevo1 repres5t&o uma cabea de freira1 alluso sem duvida vida mona*al que o bispo desejava que sua filha ,d4 ,!odora de ,ca/ro ,m\ra ,manoel abraasse1 pois era1 como z treze arruellas dos ,ca/ros d escudo o indicam1 p>a ella de/9ado o moim5to4 ,por debaixo d'e/e tumulo e por tanto fronteiro ao d bispo e/ uma gr&e lapide de m>more branco1 t5do gravada a segu9te inscripo lat9a3 ,deo opt4 ,max4 ,deip>ae virg9i ,diei ultimae ,supremo ,judicio ,supremus ,judex3 ,rectrici univ]si ,rector univ]sitatis3 ,episcopo anim>um ,animosus episcopus4 ,9 ,mortis asylum1 voti titulum1 gratitud9is tropheum1 ,hoc templum1 hanc aram1 hunc tumulum d$icat sacrat signat ,ill4mus et ,r4mus ,dnus ,d4 ,emmanuel de ,m\ra ,manuel ,qui ,a ,b4 ,f]d9&o ,ca/ellae ,rege prog5itus1 sanctorum soboles1 electum g5us e/3 ,armis et lit]is1 ord9e1 et cursu man5s1 /ella micans1 et dimicans fuit3 ,aulae sup]nae cum ,pontificibus ascriptus simili gloria sac]dos ,*ri/i erit4 ,fav5te natura1 comite1 virtute1 auxiliante gratia4 ,cui ,ortum d$]e ,s]pae t] maxime conjuges ,lupus ,alv>es de ,m\ra1 comm5dator de ,trancoso1 ,trium ,ecclesi>um ,patronus1 ,trium maioratuum ,dnus ,et ,d4 ,m>ia de ,ca/ro ,ex ,imp]iali ,emmanuelium /irpe p>i nobilitate decorata4 ,quem ,s]5issimi ,portugaliae ,reges ,de/9>unt caducco1 ,seleg]unt consilio3 ,sancti ,(ficii ,tribunal ,judicem habuit ,deputatum ,inquisitorum dignissimum3 ,academia ,conimbric5sis ,collegam educavit1 ,rectorem coluit4 ,ecclesiae ,luzitanae ,canonicum nutri]unt alumnum1 et sponsum recep]unt ,episcopum4 ,tot gradus ,provid5tia ,suppon5te1 ,ut m]itis aug]etur1 quod sangu9i debebatur4 ,cujus ,magnutud9em ,integritatem ,sapi5tiam ,multiplex fama loquitur1 ,ipsa ,juvidia fatetur1 ,hoc opus salamonicum te/atur4 ,quo ,arca coronata1 suffulci5s1 ,propitiatorium1 ,cu/odit miraculosum simula*rum ,virgae ,virg9is quae rupit rupem4 ,de cujus nativitate1 quam celebrat1 gaud5s1 ,sub cujus umbra1 quam desid]at1 s$5s1 ,zoculo fecit locum2 ,munim5tum con/ruxit monum5to4 ,h]culeas columnas1 vel potius ,ma*abaicas1 ,saxeas fixit1 non t]reas f9xil1 ,ut vid]5tur ab omnibus navigantibus m>e3 ,non plus ultra4 ,hujus tanti viri si effigiem qua]is1 ,inspict utrumque antrum3 ,franci--hispanicum scilicet1 et ,be?lemiticum4 ,quibus ,ut simon dormit2 ut ,pa/or vigilat2 ,immo etiam vigilat1 cum dormit2 ,nam illic spiritus int] vigiles associatur ,caele/i militiae1 ,dum hoc corpus1 virg9is protectione securum ,requiescit 9 pace4 ,hoc ,epitaphium insculptum ,fuit anno ,dom9i #afig4 99 99 99 99 99 ,,traduc,o ,ao ,deus ,omnipot5te ,virgem ,me de ,deus p>a o ultimo dia4 ,juizo supremo ,mod]ador d ,univ]so ,bispo das almas4 ,supremo ,juiz ,reitor da ,univ]sidade ,bispo animoso ,p>a ,asylo na morte1 satisfao d'um voto monum5to de sua gratido d$ica e/e templo1 consagra e/e alt>2 erige e/e tumulo o ,ill4mo e ,rev4mo ,snr4 ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel1 a quem ,o sangue d bemav5turado ,d4 ,f]n&o ,rei de ,ca/ella ,communic\ z virtudes d'uma raa d'eleies nunca desm5tidas3 --nas armas1 nas letras1 na g]>*ia2-- no progr$ir ,a/ro de brilho con/ante1 ,inscripto entre os ,pontifices na sup]na ,curia p>tilh>a similhante gloria no sac]docio de ,*ri/o3 ,no lh'o nega a natureza2 acompanha-o a virtude1 auxilia-o a graa4 ,viu a luz em ,s]pa g]ado dos precl>issimos esposos --,lopo ,alv>es de ,m\ra-- ,comm5dador de ,trancoso1 ,padroeiro de tres ,egrejas e ,s5hor de tres morgados1 e--,d4 ,m>ia de ,ca/ro-- desc5d5cia no m5os illu/re3 da familia imp]ial dos ,manoeis4 ,os ,s]5issimos ,reis de ,portugal de/9>am-o p>a o ,caducco1 e eleg]am-o p>a o seu ,conselho2 ,o ,tribunal d ,santo ,(ficio no c>go de ,juiz deputado o possuiu como lu/re de inquisidores4 ,a ,academia ,conimbric5se h\ve-o por collega1 e o recebeu por seu ,reitor4 ,z ,egrejas de ,portugal o occup>am no tiroc9io de ,conego1 v5]&o-o depois como ,bispo4 ,p]mittiu a ,provid5cia qu&o passasse por e/as provas1 p>a que adquirisse pelos m]itos o que ao sangue era devido4 ,a fama sem descano aprego\ a sua magnanimidade1 inteireza1 sab$oria1 e mesmo a inveja i/o confessa2 e te/emunha-o e/a obra ,salomniaca em que qual arca curvada1 p>a abrigo1 ,propiciatorio1 se v5]a a miraculosa imagem da v>a da ,virgem1 que f5de a ro*a1 ,em honra da sua natividade1 que celebra jubiloso levant\ gr&e monum5to em pequ5o rec9to1 esp]&o rep\s> sua sombra1 porque aspira4 ,n'elle ,con/ruiu p>a defesa d monum5to ,columnas d',h]cules ou antes ,ma*abaicas =tes1 e no frageis2#a p>a que todos quantos correm o m> saibam que se no pode pass> alm4 ,se desejas conhec] o retrato de to illu/re v>o1 busca-o nas duas grutas1 na franca hispanica e na be!lemica4 ,se n'ellas como ,p$ro dorme1 e/ vigilante como pa/or2 ou antes seu somno a vigilia2 pois alm se associa cele/e milicia entre os vigilantes espiritos1 aqui o seu corpo e/ sob a gu>da da ,virgem1 ,rep\sa em paz4 ,e/e epitaphio foi feito no anno de ,*ri/o de #afig4 #a ,ref]e-se s torres da capella4 ,um outro monum5to antigo da ,vi/a ,alegre1 a fonte d ,c>api*el1 hoje quasi sot]rada1 m&ada con/ruir em #afif pelo bispo ,d4 ,manoel de ,m\ra ,manoel1 e notavel pela sua frma e excell5te agua1 e muito pr9cipalm5te por uma inscripo em c>act]es go?icos e que a que passamos a transcrev]3 ,e/a fonte1 navegante1 cuja liquida corr5te cri/aes prodiga desata att5es vi/osa pr5de4 ,e/a nympha que ao ,v\ga s em leguas mais de sete adoa z aguas salgadas1 feita ,nayade ou ,n]eide4 ,e/a agua que o bem commum v>a lib]al deve de um sabio pa/or sacro milit>1 juiz1 reg5te4 ,e/a veia cuja origem a d ,p>aiso exc$e2 pois da casa da ,s5hora mais bem nascida desc5de4 ,contm todas z virtudes das fontes mais excell5tes e d rem$ios vida depois de d> morte s$e se a frequ5tas por agrado4 99 99 99 99 99 ,s5do aos n>cisos enfeite das graz ,natalis e das musas ,hippocr5e e ,aratuhsa de ,alpheo mas por modo diff]5te3 pois de um rio a outro rio aquella foge1 e/a segue4 ,eg]ia de melhor ,numa que magnifico e prud5te na arca o num]o invoca no tanque a prata disp5de4 ,biblis que1 sem culpa1 ao rio irmo por p>te de ,!tis murmur&o a esquivana vae abraar docem5te4 ,fonte emfim d sol contigua ao templo de ,deus dos ,deuses contra a calma a fonte fria p>a o frio fonte qu5te4 ,se a buscas por m$ic9a qual a de ,circe ou ,s?ys4 99 99 99 99 99 ,fonte que z do5z cura cri/al que a vi/a escl>ece iguala a fonte de ,m>syas com b5fica anti!ses3 pois se aquella p$ras cria e/'outra p$ras d]rete4 ,no se turba com z vozes1 antes p>a que a celebrem1 s>&o-z como a de ,samos z l\va como a de ,eleasis4 ,ao que e/uda suas m>g5s activa a memoria sempre como a fonte de ,beocia1 oppo/a ao curso de ,le!s4 ,a quem da fonte ,salmacis bebeu z aguas ard5tes e/a agua banh&o z fontes livra d amor1 qual ,sel5o1 e qu&o p]dido abr9des a*as no ,v\ga ou heynce/es e/a qual fonte de ,erigon 99 99 99 99 99 faz com que o v9ho aborreces4 ,se por devoo visitas sua afflu5cia p]5ne *oro com que olhos pios na capella ,virgem s]vem4 fonte de ,j]i* que z plantas da rosa ve/em e que outro ,eliseu com ,m\ra fez suave1 l5ta e f]til4 fonte prophetisada se tanto pde diz]-se pois sae d templo santo e vae reg&o a torr5te4 ,d m> de graz ,m>ia o rio e fonte proc$em mas l junto lapa mana c da mesma p5ha desce4 ,bebe1 pois1 bebe vontade a*>s que 7muitas vezes7 to util p>a a saude quo p>a a vi/a alegre4 99 99 99 99 99 ,hi/oriamos a9da que a l>gos traos a hi/oria da ,vi/a ,alegre e fizemos a descripo dos seus monum5tos antigos1 agora mi/] que nos occupemos da sua hi/oria mod]na e d importante e/abelecim5to que a fez floresc] e torn\ conhecida no mundo da ,arte4 ,os portuguezes que haviam sido os primeiros povos da ,europa1 que introduziram a porcelana ori5tal no comm]cio d ,occid5te1 =am quasi que os ultimos a ensai>em o seu fabrico4 ,datam ap5as d ultimo qu>tel d seculo ,,xviii e/es ensaios1 realisados em ,lisboa pelo brigadeiro ,b>?olomeu da ,co/a e no ,rio de ,janeiro1 pelo pr(essor regio1 ,joo ,manso ,p]eira4 ,p>ece que z exp]i5cias de ,b>?olomeu da ,co/a p>a obt] a porcelana dura1 =am feitas na antiga fabrica d ,rato1 empreg&o como mat]ia prima1 diff]5tes b>ros explorados nas vis9hanz de ,aveiro4 ,ignora-se hoje quaes s]iam e/es b>ros1 no ob/ante o affirm>-se1 no sabemos com que fundam5to1 que foi o de ,talhadella1 concelho de ,alb]g>ia4 ,o que c]to porm que no ars5al d ,ex]cito em ,lisboa1 qu&o se e/udava o melhor sy/ema de fundir a e/atua de ,el-,rei ,d4 ,jos ,i1 se reuniu uma importante colleco de b>ros de diff]5tes pontos d paiz1 cont&o-se n'e/e num]o o de ,talhadella1 que foi o pref]ido p>a a edificao d =no onde se deluiu o metal4 ,z qualidades refract>ias d'e/e b>ro eram conhecidas j ento1 pois havia annos antes que um *imico francez1--,dr\t1 o havia descob]to1 faz5do at com elle magnificos tijolos refract>ios1 p>a o que e/abeleceu um =no nas proximidades d',aveiro1 segundo affirma ,raton4 ,dos resultados obtidos por ,b>?olomeu da ,co/a p>a o fabrico da porcelana1 so hoje ap5as conhecidas uma m$alha repres5t&o em relevo a e/atua eque/re d ,t]reiro d ,pao1 e uns camafeus com o bu/o de ,d4 ,m>ia ,i4 ,tanto aquella1 como e/es1 so copias de m$alhas ab]tas em #agge1 por um dos nossos mais notaveis gravadores e illu/re filho d',aveiro--,joo de ,figueir$o4 ,depois d'e/as t5tativas p>a obt] uma v]dadeira porcelana outras se fiz]am em ,coimbra1 mas sem melhor1 ou nem mesmo igual1 resultado1 at que o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 e/abeleceu um pequ5o laboratorio *imico no j>dim d seu palacio d l>go das ,duas ,egrejas em ,lisboa1 i/o em #ahbj ou #ahbb1 afim de descobrir b>ros com os requisitos necess>ios p>a fabric> porcelana4 ,p>ece que quem incutiu no animo escl>ecido d'aquelle b5em]ito patriota e/a ideia foi o g5]al ,jos ,p$ro ,cele/9o ,so>es1 que possuia alguns dos produtos obtidos por ,b>?olomeu da ,co/a4 ,=am1 segundo con/a1 p\co animadores os resultados agora obtidos pelo snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 mas como o seu animo empreh5d$or no tol]ava peias nem to p\co afr\xava p]ante qualqu] contr>i$ade fosse ella qual fosse1 resolveu proseguir z exp]i5cias iniciadas1 fund&o desde logo uma gr&e fabrica4 ,o local aprazado foi ,aveiro1 e i/o por a tradico indic> como s5do d'aqui o b>ro de que ,b>?olomeu da ,co/a obteve a sua *amada porcelana4 ,apes> de possuir z duas magnificas propri$ades da ,ermida e da ,vi/a ,alegre1 o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 quiz e/abelec] a nova fabrica na propria cidade1 e p>a isso entabol\ negociaes com o propriet>io da ,qu9ta dos ,santos ,m>tyres1 p>a a adquirir1 o que no p\de conseguir por e/a propri$ade faz] p>te de um antigo v9culo4 ,att5ta e/a difficuldade1 resolveu ento e/abelec] a fabrica na ,vi/a ,alegre1 p>a o que se pr9cipi>am a faz] ali diff]5tes edificaes4 ,foi em janeiro de #ahbd1 que pr9cipi>am os trabalhos p>a a fabrica1 a que veio presidir um dos filhos d fundador1 o snr4 ,augu/o ,f]reira ,p9to ,ba/o4 ,uma das obras que primeiro se concluiu foi um pequ5o =no p>a coz] l\a1 feito segundo z indicaes e imm$iata direco de ,dom+os ,raimo1 oleiro d'uma fabrica de ,coimbra4 ,em abril fiz]am-se z primeiras exp]i5cias p>a obt] a porcelana4 ,realis\-z ,b5to ,f]n&es1 me/re de ol>ia na fabrica de ,rato1 com o b>ro de ,util1 concelho de ,cantanh$e1--e o de ,talhadella1 d concelho de ,alb]g>ia a ,velha4 ,foi p\co satisfatorio o resultado obtido1 mas a9da assim a ideia da fundao da fabrica no s(freu quebra de sorte que o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o p$iu a ,el-,rei ,d4 ,joo ,,vi p>a que lhe fossem conc$idos os privilegios de que gosava a fabrica de vidros da ,m>9ha ,gr&e1 o que obteve como con/a dos docum5tos que segue3 ,d4 ,joo1 por graa de ,deus1 rei d re9o unido de ,portugal1 ,brazil e ,alg>ves1 d'aquem e d'alm m> em ,africa1 ,s5hor de ,gu91 etc41 etc4 ,fao sab] que ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o me repres5t\ por sua petio1 que elle pret5dia erigir p>a e/abelecim5to de todos os seus filhos com egual int]esse1 a9da mesmo os m5ores logo que *eguem idade compet5te1 uma gr&e fabrica de l\a1 porcelana1 vidr>ia e processos *imicos1 na sua qu9ta *amada da ,vi/a ,alegre da ,ermida1 freguezia de ,ilhavo1 com>ca de ,aveiro1 vis9ha b>ra1 p$9do-me que eu h\vesse por bem de auctoris> e/e e/abelecim5to na frma propo/a e conc$]-lhe a is5o de direitos de todos os mat]iaes que necess>ios lhe =em p>a a sua laborao2 assim como tambem das manufacturas que export> p>a o ,brazil ou p>a qualqu] p>te de/e re9o e dos paizes e/rangeiros1 e todas z mais graz1 privilegios e is5es de que gosam1 ou gos>em de futuro z fabricas nacionaes1 e p>ticul>m5te a dos vidros da ,m>9ha ,gr&e1 no que lhe =em applicaveis2 e t5do em consid]ao1 ao dito requ]im5to1 e con/&o-me por in=mao d correg$or da com>ca1 a que m&ei proc$]1 que o projectado e/abelecim5to deve s] de gr&e utilidade p>a os povos pela va/ido dos seus diff]5tes ramos2 que con/ruido em edificio proprio1 em que j se teem feito avultadissimas despezas2 que o seu local o mais vantajoso por fic> nas m>g5s de um rio navegavel1 rodeado de p9heiros e outras mat]ias combu/iveis1 assim como de excell5tes b>ros1 areias f9as e brancas1 e seixo cry/allisado1 tudo proprio p>a z vidr>ias e porcelanas1 como se tem v]ificado por felizes ensaios2 e f9alm5te que o supplicante um dos negociantes mais ricos e gr&e propriet>io de muitos pr$ios1 tanto n'aquella com>ca1 como nas d ,porto e ,p5afiel1 s5do alm d'isso dotado de um g5io empreh5d$or1 a quem z difficuldades no emb>aam1 nem desanimam z despezas2 por todos e/es motivos3 hei por bem de approv> o mesmo e/abelecim5to na frma p$ida1 conc$5do-lhe todas z graz1 privilegios1 e is5es de que gosam ou vi]em a gos> z outras fabricas de id5tica natureza3 e m&o a todas z ju/iz e mais pessoas a quem o conhecim5to d'e/a p]t5c]1 que assim o cumpram e faam cumprir como n'ella se contm1 sem duvida ou emb>ao algum4 ,el-,rei nosso s5hor o m&\ pelos m9i/ros abaixo assignados1 deputados da real junta d comm]cio1 agricultura1 fabricas e navegao4 ,anselmo de ,s\za ,ma*ado ,corra de ,mello a fez4 ,lisboa1 em #a de julho de #ahbd4--;,d'e/a #hjj reis4--,no imp$im5to d deputado secret>io1 ,jos ,antonio ,gonalves a fez escrev]4--7,assignados7 ,jos ,manoel ,placido de ,moraes e ,jos ,antonio ,gonalves4 ,seguem-se os regi/os da real junta d comm]cio de #bb de fev]eiro de #ahbf2 da alf&ega de ,lisboa de #bc de fev]eiro de #ahbf3 da alf&ega d ,porto de #a de maio de #ahbf2 da alf&ega de ,aveiro de #ai de maio de #ahbf2 da alf&ega de ,villa d ,conde de #i de junho de #ahbe4 99 99 99 99 99 ,d4 ,joo1 por graa de ,deus1 imp]ador d ,brazil1 e rei de ,portugal e dos ,alg>ves1 d'aquem e d'alm m> em ,africa1 ,s5hor de ,gu91 etc41 etc4 ,fao sab] aos que e/a proviso virem1 que sub9do m9ha imp]ial e real pres5a1 pela real junta d comm]cio1 a consulta a que m&ei proc$] sobre o requ]im5to de ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 em que p$ia privilegio exclusivo por v9te annos1 p>a o fabrico de porcelana1 vidr>ia1 e processos *imicos da sua fabrica1 e/abelecida e approvada por proviso de #a de julho de #ahbd1 na sua qu9ta da ,vi/a ,alegre1 sita no t]mo e freguezia de ,ilhavo1 com>ca de ,aveiro1 supplic&o igualm5te a prohibio absoluta de se export>em z mat]ias primas da mesma porcelana1 p>a que outros empreh5d$ores no usem tir> commodo dos assiduos trabalhos1 fadigas e gr&es despezas1 que empreg\ na descob]ta das ref]idas mat]ias nas vis9hanz d ,porto e ,aveiro1 s5do elle o primeiro descobridor4 ,e con/&o pela m5cionada consulta e av]iguaes que lhe prec$]am1 e/> o supplicante nas circum/ancias de obt] z graz que implora3 fui s]vido con=m>-me com o p>ec] d'ella1 por m9ha imm$iata resoluo de #e de dezembro d dito anno3 e hei por bem conc$] ao supplicante o exclusivo que p$e por tempo de v9te annos1 ampli&o o de quatorze1 que a lei em g]al p]mitte2 em att5o utilidade e circum/ancias p>ticul>es d'e/e e/abelecim5to2 fic&o-lhe outrosim conc$ida a absoluta prohibio de se export>em z mat]ias primas p>a a porcelana1 descob]tas pelo supplicante1 e confirmados os mesmos privilegios e prorogativas de que gosam z mais fabricas d re9o como se expressa1 na primeira proviso4 ,e m&o s ju/iz e mais pessoas a quem o conhecim5to d'e/a p]t5c]1 que a cumpram e gu>dem con=me n'ella se contm1 faz5do tranzito pela *ancell>ia mr d re9o4 ,pag\ de novos direitos #edj reis1 que se c>reg>am ao !s\reiro d'elles a fl4 #afe v4 d livro #dj4 e se regi/\ o conhecim5to a fl4 #aai v4 d livro #if4 ,o imp]ador e rei nosso s5hor o m&\ pelos m9i/ros abaixo assignados deputados da real junta d comm]cio1 agricultura1 fabricas e navegao4--,jos ,antonio ,ribeiro ,so>es a fez em ,lisboa1 a #c de m>o de #ahbf4--;,d'e/a #hjj reis4--,na aus5cia d deputado secret>io1 a fez escrev] e assign\ ,luiz ,antonio ,rebello e ,jos ,antonio ,gonalves4 ,seguem-se os mesmos regi/os copiados na proviso ant]ior4 ,e/ava portanto fundada a fabrica de porcelana1 mas re/ava descobrir o kaul9 de que ella se obtem4 ,fabricava-se l\a v]dade1 mas e/a l\a era m faiana em vez de boa porcelana4 ,procur>am-se b>ros em diff]5tes pontos d paiz1 e con/ruiram-se novos =nos1 con=me plantas v9das de ,sevres1 mas nada di/o deu o resultado que se desejava1 de sorte que em #ahbf o fundador contract\ na ,saxonia tres arti/as p>a virem dirigir o fabrico da porcelana e ens9al-o aos op]>ios portuguezes4 ,dos tres s vi]am dois1 s5do ap5as v]dadeiro arti/a um1 ,jos ,scrd]1 pois o outro no passava de um *>lato4 ,scrd]1 que era um modelador de m]ito1 pre/\ importantes s]vios fabrica1 cre&o bons discipulos que lhe p]petu>am o nome4 ,como o arti/a contractado na ,allemanha1 que no *eg\ a p>tir1 apes> de hav] recebido j um importante subsidio p>a z despezas da viagem1 era quem devia tom> a direco da (fic9a de p9tura1 contract\ o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 n'aquelle mesmo anno1 dois p9tores de l\a1 ,joo ,m>ia ,fabri e ,manoel de ,moraes1 discipulos da ,casa-pia de ,lisboa4 ,aquelle morreu um anno depois de t] v9do p>a a ,vi/a ,alegre2 e/e cons]v\-se ali at #ahcc1 no como p9tor1 mas sim como esculptor1 produz9do n'e/e g5]o bons trabalhos4 ,tudo p>ecia ag\r> um feliz resultado1 mas tal resultado cada vez se ia torn&o mais demorado e inc]to1 de sorte que a empresa t]ia succumbido s innum]as difficuldades que surgiram de todos os lados1 se te/a d'ella e dom9&o tudo no e/ivesse a incansavel actividade1 a pod]osa en]gia1 e inv5civel p]sev]ana d snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o4 ,os op]>ios e/rangeiros conheciam o trabalho dos mat]iaes a que nos seus paizes e/avam habituados1 e no podiam faz] obra por aquelles que na ,vi/a ,alegre se lhes (f]eciam2 a sua aptido s5do como era puram5te pratica no podia por si s cre> ou modific> processos2 necessitava que o g5io inv5tivo e a sci5cia viessem em seu auxilio4 ,o snr4 ,f]reira ,p9to reconheceu e/a v]dade1 de sorte que em #ahcj m&\ seu filho o snr4 ,augu/o ,f]reira ,p9to ,ba/o1 a ,frana1 a fim de e/ud> na fabrica de ,sevres1 v]dadeira escola das artes c]amicas1 os melhores processos e meios de inve/igao4 ,ali recebeu aquelle cavalheiro sabios conselhos e preciosas indicaes d director d'aquella importante manufactura1 o illu/re ,brogni>t1 que lhe fez v] a completa impossibilidade de se fabric> porcelana1 sem o kaul91 que era o que faltava na ,vi/a ,alegre4 ,o snr4 ,augu/o ,f]reira ,p9to regress\ a ,portugal traz5do amo/ras d kaul9 empregado em ,sevres1 e depois da sua *egada os ensaios e exp]i5cias cont9u>am incessantem5te na ,vi/a ,alegre1 mas sempre sem melhor resultado1 at que em #ahcd se descobriu o v]dadeiro kaul94 ,o snr4 ,f]reira ,p9to t9ha m&ado vir de diff]5tes pontos d paiz1 por int]m$io dos adm9i/radores d contracto d tabaco1 de que elle era arrematante1 amo/ras de quantos b>ros havia mais ou m5os conhecidos1 a fim de se v] se entre elles se encontrava o desejado kaul94 ,e/es b>ros eram todos submettidos a um exame *imico1 mas com resultado sempre negativo p>a o fim que se t9ha em vi/a4 ,ao mesmo tempo que se proc$ia a e/es exames um apr5diz de oleiro1 fazia por conta propria algumas exp]i5cias no s com aquelles b>ros1 mas com outros que a p$ido seu lhe eram trasidos por op]>ios que dos concelhos de ,ov> e ,feira v9ham trabalh> nas con/ruces que na ,vi/a ,alegre se e/avam faz5do4 ,entre e/es b>ros veio o kaul9 de ,val ,rico1 d'aquelle ultimo concelho2 tr\xe-o um trolha e foi reconhecido pelo apr5diz oleiro que1 no meio da sua humilde obscuridade1 pre/\ o gr&iosissimo s]vio fabrica de lhe descobrir a mat]ia prima p>a o fabrico da porcelana1 s]vio e/e que no t9ha podido s] pre/ado por os adm9i/radores d contracto d tabaco1 d paiz inteiro1 que d'isso haviam sido enc>regados4 ,o descobridor pois d kaul9 empregado hoje na ,vi/a ,alegre foi ,luiz ,p]eira ,capote1 natural de ,ilhavo1 que falleceu em #ahgj4 ,descob]to o kaul91 pr9cipi\ desde ento a fabrica a produzir porcelana dura1 dat&o portanto de #ahcd o seu fabrico1 que se foi ap]feio&o gradualm5te1 de frma que em #ahdj pr9cipi\ a ,vi/a ,alegre1 a pod] competir em qualidade com fabricas e/rangeiras1 o que no succ$eu com os preos1 pois produzia s c>o4 ,o elevado dos preos difficult\ durante alguns annos a extraco de l\a1 torn&o-a p\co conhecida4 ,os armaz5s da fabrica e/avam atulhados de l\a1 qu&o em maio de #ahdf reb5t\ no ,m9ho a revoluo popul>4 ,os propriet>ios da fabrica receiosos de que ella fosse victima da furia popul> annunci>am a v5da por lotes de toda a l\a em deposito1 v5da que se realis\ por preos ba/ante convidativos1 que fez com que os productos da ,vi/a ,alegre se espalhassem1 divulg&o o seu bem acabado e a sua b>ateza4 ,e/ava ab]to um novo p]iodo de prosp]idade p>a a fabrica1 mas e/e p]iodo s pr9cipi\ a s5tir-se de #ahdh em diante1 pois o re/o d anno de #ahdf e maior p>te d de #ahdg1 a fabrica nada produziu1 pois e/ava fe*ada em resultado dos acontecim5tos politicos d'essa epo*a4 ,prosp]&o sempre d'anno p>a anno1 a fabrica *eg\ ao apuro em que hoje e/1 apres5t&o l>gas t5d5cias p>a progr$ir1 tal a activa e intellig5te direco que hoje tem4 ,p>a se avali> dos progressos da fabrica ba/a diz]-se que os seus productos tem sido premiados em todas z exposies de ,londres1 ,p>is1 ,philadelphia1 ,vi5na d',au/ria1 ,rio de ,janeiro e ,porto2 d consumo que tem obtido os mesmos productos so prova irrefutavel os segu9tes alg>ismos3 ,em #ahfj 4 4 4 4 4 #ba3idijjj ,em #ahgj 4 4 4 4 4 #bf3iidjjj ,em #ahhj 4 4 4 4 4 #di3gejjjj 99 99 99 99 99 ,conjunctam5te com a fabrica de porcelana1 fund\ o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to1 na ,vi/a ,alegre no mesmo anno de #ahbd uma outra de vidro e cri/al1 que lhe fic\ annexa4 ,os primeiros trabalhos =am dirigidos por um allemo1 ,francisco ,mill]1 que havia annos j e/ava dirig9do a d ,cvo1 no concelho de ,oliveira d',azemeis1 o qual foi sub/ituido em #ahbf por ,joo da ,cruz e ,co/a1 de ,lisboa1 que e/eve a dirigir o fabrico d vidro at #ahcd4 ,=am desde logo ba/ante satisfatorios os resultados obtidos1 de sorte que o fundador procur\ pol-a logo a p> das melhores d e/rangeiro1 m&&o vir me/res exp]im5tados p>a z diff]5tes (fic9as de lapidao e flori/agem4 ,p>a aquella contract\ em #ahbj na ,+lat]ra ,samuel ,hunles1 que veio p>a a ,vi/a ,alegre ganh> #bdjj reis di>ios1 e ali e/eve at #ahbh1 deix&o bons discipulos4 ,o me/re de flori/a era italiano1 e no pass\ de ,lisboa1 onde *eg\ em #ahbg1 por alguem lhe affirm> que era muito miasmatico o clima da ,vi/a ,alegre4 ,p>a ali =am os apr5dizes d'e/a (fic9a1 que ao fim de tres annos de pratica =am dados por promptos1 affirm&o o me/re que um d'elles ,joo ,f]reira ,ribeiro1 de ,vagos1 e/ava j mais me/re d que elle1 o que no era sem fundam5to1 pois veio p>a a ,vi/a ,alegre dirigir a (fic9a de flori/a o que fez com tal5to4 ,no p]iodo decorrido de #ahcf a #ahdj1 foi enorme a produco d vidro1 e todo da melhor qualidade1 pois alguns dos productos fabricados n'e/a epo*a so de uma p]feio inexc$ivel4 ,qu&o n'aquelle anno o fabrico da porcelana entr\ na phase de ap]feioam5to e progresso a que j nos ref]imos1 o d vidro pr9cipi\ a decahir consid]avelm5te at que cess\ de todo em maio de #ahdf4 ,em meados de #ahdh cont9u\ a fabric>-se mas em muito m5or quantidade e e/a mesma s de liso1 pois os lapid>ios e flori/as1 durante aquelle int]regno1 uns t9ham ido p>a a fabrica da ,m>9ha ,gr&e1 outros applic>am-se a outros mi/]es1 de frma que os tempos aureos da fabricao d vidro na ,vi/a ,alegre1 pass>am p>a nunca mais volt>em4 ,em #ahhj acab\ de todo a fabrica de vidro1 demol9do-se o respectivo =no1 mas mesmo j at a e/a epo*a eram gr&es z int]rupes que se davam com o seu fabrico1 e/&o por vezes muitos mezes sem trabalh>4 99 99 99 99 99 ,annexo fabrica de porcelana e vidro1 h\ve tambem um laboratorio *imico1 e a elle se ref]em os reaes ,alv>s de #a de julho de #ahbd e #c de m>o de #ahbf4 ,foi fundado como aquellas fabricas em #ahbd4 ,de #ahbg a #ahcb teve por director ,d4 ,euzebio ,roiz1 (ficial de cavall>ia d ex]cito hespanhol e *imico muito di/9cto1 que veio p>a ,portugal como emigrado em #ahbj4 ,depois da sua sahida acab\ o laboratorio1 d qual no podemos obt] mais noticias4 99 99 99 99 99 ,de #ahbg a #ahce =am os productos da fabrica m>cados com um ,v4 ,a4 entre duas palmas rematadas por uma cora4 ,e/a m>ca era gravada1 s5do o c>imbo ab]to por ,manoel de ,moraes1 de quem j fizemos m5o4 ,de #ahch a #ahfa no foi g]alm5te m>cada a l\a1 pois s em alguns s]vios d'almao de maior preo app>ece um ,v4 ,a4 d\rado4 ,de #ahfa em diante m>cada toda a l\a1 tanto branca como p9tada1 com um ,v4 ,a4 em azul4 99 99 99 99 99 ,com o fim de cre> arti/as habeis p>a z duas fabricas de porcelana e vidro1 fund\ em #ahbf o snr4 ,jos ,f]reira ,p9to ,ba/o1 na ,vi/a ,alegre um collegio com o int]nato1 onde se ens9ava1 alm d'um dos mi/]es da fabrica1 in/ruco prim>ia e musica4 ,a inaugurao foi feita com gr&e solemnidade1 v9do assi/ir a ella o fundador4 ,os primeiros alumnos admittidos =am treze1 e o director ,jos ,vic5te ,so>es1 de ,p5afiel4 ,e/a in/ituio acab\ em #ahdb1 *eg&o a t] nos ultimos annos qu>5ta alumnos4 99 99 99 99 99 ,como dep5d5cia da fabrica1 ha tambem na ,vi/a ,alegre1 um pequ5o mas elegante !atro1 que alm da gal]ia ou cam>ote de/9ado aos propriet>ios da fabrica1 tem platea com capacidade p>a c5to e oit5ta log>es4 ,foi fundado em #ahea1 realis&o-se a inaugurao com z com$ias ,um duello em ,campolide1 ,o qu>to de duas camas1 ,util e agradavel4 ,o panno de bocca e bem assim o tecto foi p9tado pelo director da (fic9a de p9tura ,*>ti] ,r\sseau4 ,aquelle repres5ta a ,vi/a da ,praia ,gr&e de ,macau1 e e/e ,apollo e z nove musas4 ,ant]iorm5te fundao d actual !atro h\v]am dois1 dat&o a fundao d mais antigo de #ahbe ou #ahbg1 e que foi inaugurado com a repres5tao da com$ia ,o gallego lorpa4 99 99 99 99 99 ,como dep5d5cia d collegio organis\-se tambem em #ahbf uma phyl>monica privativa da fabrica1 e compo/a unica e exclusivam5te de op]>ios d'ella4 ,e/a phyl>monica a9da cont9ua a exi/ir e tem tido desde o seu pr9cipio at hoje os segu9tes reg5tes3--,jos ,vic5te ,so>es1 de #ahbj a #ahbh3 ,prud5cio ,apol9>io1 de #ahcj a #ahcd2 ,filippe ,m>cel9o ,classe1 de #ahcd a #ahch2 ,antonio ,dias1 de #ahch a #ahde3 ,joo ,antonio ,f]reira1 de #ahdg a #ahea2 ,antonio ,dias1 de #aheb a #ahff2 e ,joaquim ,m>t9s ,rosa1 de #ahfg1 em diante4 99 99 99 99 99 ,os pruductos da fabrica da ,vi/a ,alegre tem sido premiados com m$alhas de cobre e prata em todas z exposies d ,londres1 ,p>is1 ,philadelphia1 ,vi5na d',au/ria1 ,rio de ,janeiro e ,int]nacional d ,porto4 99 99 99 99 99 ,a fabrica da ,vi/a ,alegre tambem tom\ p>te muito activa nos acontecim5tos politicos de #ahdf e #ahdg4 ,qu&o em #ad de maio d'aquelle anno a cidade de ,aveiro adh]iu ao pronunciam5to popul> iniciado no ,m9ho1 a populao op]>ia da ,vi/a ,alegre pronunci\-se tambem e frat]nis&o com os que n'aquella cidade se haviam revolucionado1 m>*\ com elles p>a ,cantanh$e e d'aqui p>a ,coimbra1 a fim de receb] ord5s e in/ruces da junta gov]nativa1 que ali se havia in/allado4 ,de ,coimbra m>*>am os op]>ios da ,vi/a ,alegre e os popul>es d',aveiro p>a ,villa ,nova de ,gaya1 onde se cons]v>am at que o ,porto adh]iu tambem causa que elles def5diam4 ,feita a revoluo no ,porto em #i d'outubro contra o golpe de ,e/ado de #f d mesmo mez1 os op]>ios da ,vi/a ,alegre abraaram logo com en?usiasmo a causa da junta1 proc$5do imm$iatam5te organisao d'um corpo de volunt>ios1 com o nome de ,batalho ,nacional d ,concelho d',ilhavo4 ,no dia #bc de outubro m>*\ o batalho p>a o ,porto1 lev&o por comm&ante um dos propriet>ios e adm9i/rador da fabrica1 o snr4 ,alb]to ,f]reira ,p9to ,ba/o1 e por major o director da mesma fabrica1 ,joo ,m>ia ,rissoto4 ,no dia #bh de outubro fez o batalho da ,vi/a ,alegre1 pois era assim que era conhecido1 a sua entrada no ,porto1 indo sua fr5te o ,visconde de ,s da ,b&eira1 que *eg&o n'esse mesmo dia de ,lisboa1 quiz honr> os val5tes op]>ios1 comm&&o-os n'aquelle dia4 ,organis&o-se a diviso com que o ,visconde de ,s da ,b&eira1 devia op]> em ,traz-os-montes contra z =z d ,b>o d ,casal1 o batalho da ,vi/a ,alegre foi um dos escolhidos p>a d'ella faz]em p>te1 e como tal entr\ na aco de ,valle ,passos1 que teve log> em #aj de novembro4 ,so bem conhecidos os resultados d'e/a aco1 p>a que os relatemos aqui4 ,como o nosso proposito s fall>mos da ,vi/a ,alegre1 diremos que o batalho d'e/e nome1 entr\ com galh>dia em fogo su/5t&o-o com vigor at mesmo depois da des]o dos regim5tos #c e #ae de infant]ia4 ,no pod5do1 porm1 resi/ir ao *oque da cavall>ia e ao d'um d'aquelles regim5tos1 que o c>regra bayoneta1 o batalho retir\ com alguma confuso p>a a rectagu>da1 un9do-se depois ao re/o das =z com que ,s da ,b&eira volt\ p>a o ,porto4 ,durante o re/o da lucta no tom\ p>te em qualqu] outro combate1 mas gu>neceu por vezes diff]5tes pontos das l9has e alguns d'elles muito importantes1 at que teve de depr z armas como z demais =z popul>es1 em virtude da conv5o assignada em ,gramido em #ba de junho de #ahdg4 99 99 99 99 99 ,no dia #ac de cada mez ha na ,vi/a ,alegre1 um m]cado muito importante1 conhecido pela triplice d5om9ao da ,feira dos treze1 da ,ermida1 e d ,bispo4 ,e/e m]cado foi e/abelecido a requ]im5to d juiz1 v]eadores e mais povo das villas da ,ermida e ,ilhavo1 por alv> de #ae de junho de #afic1 que ord5\ que o m]cado m5sal se tornasse em annual no dia #ac de setembro1 dia da invocao da padroeira da capella da ,vi/a ,alegre--,nossa ,s5hora da ,p5ha de ,frana4 99 99 99 99 99 ,fizemos j a hi/oria da fabrica1 ju/o que agora d'ella faamos descripo a9da que rapida1 e que digamos tambem alguma c\sa d sy/ema de fabrico n'ella empregado4 ,,descrip,o ,,da ,,fabrica mode/issima a app>5cia ext]ior da fabrica1 de frma que a impresso por ella produzida ao =a/eiro que pela vez primeira a visita1 nem por sombras lhe d> a conhec] que elle se a*a fr5te a fr5te com um dos mais importantes e/abelecim5tos indu/riaes no s d paiz1 mas at da ,p59sula4 ,corr5do p>allelos com um gr&e p>que1 pelo lado d norte1 e/o os armaz5s da l\a branca e p9tada1 loja de v5das e escriptorio4 ,entre e/as duas dep5d5cias da fabrica que fica a entrada que d accesso a um pateo arborisado1 volta d qual e/o os armaz5s j ref]idos1 a casa d deposito1 e (fic9a de frmas e moldes1 e bem assim a das gazetas1 deposito de mat]ial de inc5dios1 casa onde se gu>dam os re/os d antigo museu da fabrica1 (fic9a de c>p5t>ia1 e entrada p>a a e/ancia das l5has4 ,so va/os os armaz5s de deposito de l\a p9tada e branca1 especialm5te o d'e/a ultima1 que era onde antigam5te e/avam os =nos de e/5d] vidraa4 ,a (fic9a de moldes e gazetas e/ bem montada como todas z re/antes da fabrica2 no deposito d mat]ial de inc5dios1 ha duas bombas1 ma*ados1 e canecos de pau p>a agua1 em pr(uso1 e outros objectos proprios1 tudo prep>ado e prompto p>a acudir a qualqu] s9i/ro4 provisoria a casa onde e/o os productos que compem o *amado muzeu da fabrica1 o que dev]as p>a lam5t>1 pois tornam-se dignos d'uma boa collocao1 a fim de pod]em s] exam9ados e apreciados1 como m]ecem4 ,a e/ancia das l5has fica ao norte d edificio e e/ completam5te isolada d'elle4 ,m$e #fg1m#fj de comprim5to e #eb1m de l>gura4 ,a sua sup]ficie rectangul>1 t5do volta1 os telheiros que abrigam a l5ha das *uvas4 ,d'aquelle pateo passa-se p>a z (fic9as da ol>ia4 ,so duas salas ba/ante espaosas1 onde ha #ch rodas d'oleiro2 junta a e/as e/ uma outra mais pequ5a1 que a (fic9a de apr5disagem e deposito de modelos4 ,junto d'aquellas ha um t]r5o aj>d9ado onde e/o os telheiros p>a secc> a l\a4 ,da (fic9a de ol>ia passa-se a um longo corr$or ao fim d qual e/o z (fic9as de p9tura4 ,so duas z salas de/9adas p>a a p9tura1 *eias de luz e bem v5tiladas4 ,ornam-lhe z p>$es esboos de ,v4 ,rosseau1 e placas de porcelana com o retrato d fundador da fabrica1 brases d'armas1 quadros de co/umes1 fructos1 etc4 direita d'aquelle corr$or fica a li?ographia4 ,montada1 segundo todas z exig5cias d fim a que de/9ada1 funcciona ap5as de #ahhj em diante4 ,so ba/ante satisfatorios os resultados obtidos pelo processo li?ographico1 que tem a gr&e vantagem de fic> muito mais b>ato d que o g]alm5te seguido na p9tura da porcelana1 e aqui desde pr9cipio adoptado4 ,em seguida li?ographia fica o deposito da l\a que hade s] p9tada e d lado fronteiro a casa das muflas onde ha tambem duas e/ufas p>a secc> a l\a p9tada4 ,da sala da p9tura desce-se p>a o deposito d b>ro prep>ado e casa da amassadura1 e d'aqui p>a a (fic9a de triturao1 onde se a*am montados z galgas e pises a que d movim5to uma ma*9a a vapor4 ,p>a alm da ma*9a e/o z e/ufas p>a secc> areia1 alim5tadas com o calor p]dido das caldeiras1 um torno a que ella d movim5to1 e z (fic9as de s]ralh]ia4 ,p>allela com e/a p>te d edificio1 que a mais va/a de todo elle1 fica a e/ancia d c>vo e diff]5tes telheiros p>a a secca d b>ro4 ,proximo1 e/ a (fic9a de lavagem e escolha de mat]iaes empregados no fabrico da porcelana4 ,os =nos1 esses1 tres ficam p\co acima d'e/as ultimas (fic9as1 e o outro que o maior1 junto ao deposito da l\a branca1 ao p d qual fica tambem a (fic9a de vidr>4 ,ao norte da casa dos tres =nos e d lado fronteiro d cam9ho d s]vio da fabrica fica a (fic9a de esculptura1 o laboratorio em que se op]a a soluo d oiro e prep>ao de algumas t9tas4 ,e/ tambem ahi junto a caldeira p>a a calc9ao d gesso4 ,z mat]ias primas empregadas no fabrico da porcelana so em toda a p>te1 em que ella se fabrica1 z argilas kaul9icas1 o qu>tzo e o feldspa?o4 ,aquellas1 vem p>a a ,vi/a ,alegre1 de ,valle ,rico1 concelho da ,feira e e/e de ,villa ,me1 ,mangualde e ,porto4 ,z argilas kaul9icas so aqui lavadas e passadas por p5eiras a fim de se sep>>em os corpos em div]sos e/ados de aggregao4 ,z areias grossas que dellas ficam so depois empregadas como qu>tzo4 ,o qu>tzo e o feldspa?o so escolhidos primeiram5te tambem afim de evit> que levem gr&es pores d'oxido de f]ro1 que ord9>iam5te lhe &a unido1 depois calc9am-se e levam-se p>a z galgas4 ,os diff]5tes mat]iaes que ho de compr a porcelana1 depois de devidam5te moidos e lavados so compo/os e em seguida levados s ms horisontaes p>a os mo] e mi/ur>1 e em seguida gu>dados em depositos at adquirirem um c]to grau de consi/5cia4 ,d'e/es depositos vae a massa p>a a casa da amassadura onde lanada em vasos de b>ro poroso1 de frma de pyramides conicas troncadas1 a que se d o nome de coques4 ,d'e/es coques a massa levada p>a uma l>ga banca de p$ra1 a fim de s] amassada a ps4 ,so dois ou mais hom5s que amassam a porcelana na banca ref]ida2 amassada ella dividem-a em muitas fraces1 com a frma de cones1 e que d5om9am plas4 ,e/as plas so em seguida levadas p>a a (fic9a das rodas de oleiro1 onde so sep>adam5te amassadas mo sobre uma pequ5a banca de m>more1 a fim da massa fic> mais unida e homog5ea1 e bem assim desapp>ec]em alguns veios escuros que s vezes adquire1 fic&o assim apta p>a s] obrada4 ,o me?odo empregado na ,vi/a ,alegre na execuo das diff]5tes pez de porcelana1 o de en*] e o de mold>4 ,z caixas refract>ias--gazetas--onde se mettem z pez p>a s]em levadas aos =nos so fabricadas por meio de moldes de gesso1 v>i&o z suas dim5ses con=me z pez que devem cont]4 ,bem seccas z pez que sahiram da roda d oleiro1 ou dos moldes1 proc$e-se ao seu en=nam5to1 colloc&o-se primeiram5te d5tro das gazetas ou sem ellas4 ,levadas ao =no so collocadas no segundo pavim5to1 pois agora s recebem o calor br&o1 a que *amam--*acote4 ,recebida e/a primeira cos$ura1 vo p>a a (fic9a de vidr>4 ,o vidrado dado por imm]so das pez d5tro d'uma gr&e t9a em que se a*am diluidos em agua os corpos que compem o esmalte4 ,z pez mettem-se e tiram-se rapidam5te fic&o tambem logo seccas como se no h\vessem recebido banho algum4 ,o vidrado tirado dos pontos de contacto e dado nos pontos em que a pea no o p\de receb] na p>te cob]ta pela mo4 ,os retoques so feitos com p9cel4 ,mettidas novam5te d5tro das gazetas1 sobre cujo fundo1 se lana alguma areia1 afim de que a elle ellas se no peguem1 so outra vez en=nadas mas agora no outro pavim5to d =no1 a fim de receb]em o gr&e calor que t]m9a a cos$ura4 ,z gazetas so collocadas umas sobre outras1 =m&o pilhas em toda a altura d =no1 a que se d o nome de fios4 ,feito o en=nam5to1 em que trabalham oito =neiros e um trabalhador1 acc5dem-se z quatro =nalhas que tem o =no1 faz5do p>a que a int5sidade d lume1 seja a mesma1 e ao mesmo tempo em todas z =nalhas1 a fim de e/abelec] a uni=midade da temp]atura4 ,passadas #aj horas de lume br&o1 a que *amam lume de esqu5ta1 tapam-se z boccas dos =nos com tijolos refract>ios1 afim de conc5tr> a =a d calor int]iorm5te1 come&o ento o gr&e calor1 a que do o nome de lume de calda1 r5ov&o successivam5te a l5ha nas =nalhas em maior quantidade que p>a lume br&o1 cons]v&o-se assim o fogo bem activo e uni=me ord9>iam5te por espao de v9te e quatro horas1 *eg&o algumas vezes a tr9ta e seis4 ,conhec5do-se que e/ completa a cos$ura1 tira-se a l5ha das =nalhas1 dim9u9do gradualm5te d'e/e modo o calor d5tro d =no1 e cons]v&o a l\a d5tro d'elle at que e/eja completam5te fria1 p>a ento se comear a des5=n>4 ,de entre z pez vidradas sep>am-se ento z que tem de s] p9tadas1 p>a o que so conduzidas p>a um armazem junto s salas da p9tura4 ,so muitas z cres usadas na p9tura da porcelana1 quasi todas vitreficaveis e obtidas por meio de comb9aes de oxidos1 saes metallicos e fund5tes4 ,os oxidos empregados de pref]5cia so o oxido de *oromio1 o de f]ro1 o de uranio1 de manganez1 de z9co1 de cobalto1 de antimonio1 de cobre1 de e/anho e de iridium4 ,os pr9cipaes saes empregados so o *romato de f]ro1 de b>ita1 de *umbo e algumas vezes o *loreto de prata4 ,depois de p9tada a l\a vae e/ufa p>a secc> z t9tas e em seguida p>a d5tro das muflas a fim de fix> em si z t9tas1 ganh&o z respectivas cres1 z quaes se vetrificam com os fund5tes4 ,,ma*9as ,e ,,=nos ,a ma*9a a vapor1 collocada na (fic9a de triturao1 a que j nos ref]imos1 foi feita em ,lisboa por ,ba*elay4 ,tem duas caldeiras de fogo c5tral e =a de #ad cavallos4 ,foi ass5te em #ahee por ,daniel ,w]long1 arti/a de r>o m]ito com o curso de artes e (ficios em ,p>is1 que durante alguns annos dirigiu a (fic9a de s]ralh]ia da fabrica4 ,a *am9 que d vaso ao fumo das caldeiras tem #ad1m de altura e foi con/ruida em #ahgi1 por op]>ios d e/abelecim5to4 ,a ma*9a communica movim5to por meio d'uma correia sem fim1 a um tambor fixo no veio pr9cipal o qual o transmitte por meio de engr5ag5s aos diff]5tes eng5hos de/9ados a mo] e mi/ur> os mat]iaes1 empregados no fabrico da porcelana4 ,ha quatro =nos de/9ados p>a cos] a porcelana1 todos com a frma cyl9drica1 con/ruidos com tijolos refract>ios fabricados no e/abelecim5to4 ,cada um d'elles tem quatro =nalhas e dois &>es2 o maior tem c9co4 ,no inf]ior colloca-se a l\a que tem de s] esmaltada1 elev&o-se a temp]atura ao rubro branco1 e no sup]ior a que tem ap5as a receb] o calor br&o ou pequ5o fogo que lhe d o pod] absorv5te p>a s] vidrada4 ,no *acote a cos$ura adquire o rubro c]eja proximam5te a temp]atura da fuso de f]ro4 ,o *acote aquecido pela *amma p]dida d primeiro comp>tim5to4 ,sobre z =nalhas dos =nos ha ab]turas rectangul>es1 *amadas vigias por onde se obs]va o grau de calor e se tiram z amo/ras1 sobre z quaes se v]ifica directam5te o e/ado da cos$ura4 ,alm dos quatro gr&es =nos ha outros mais pequ5os de/9ados a fix> z t9tas1 que so z muflas4 ,e/es =nos1 se tal nome se lhe pode applic>1 so caixas feitas de argila refract>ia1 sep>adas umas das outras por p>$es de igual natureza4 ,contm v>ios comp>tim5tos =mados por folhas de f]ro1 a que s]vem d'apoio calos tambem d'argila refract>ia4 ,so oito z muflas1 t5do cada uma d'ellas =nalha indep5d5te4 99 99 99 99 99 ,escripta a hi/oria da fabrica e feita a descripo d'ella1 nada mais nos re/a d que apres5t> uma res5ha dos seus adm9i/radores1 directores1 me/res de p9tura e manufactura de porcelana1 que o que vamos faz]4 ,eil-a3 ,adm9i/radores3--,os snrs4 ,augu/o ,f]reira ,p9to ,ba/o1 de #ahbd a #ahbh2 ,alb]to ,f]reira ,p9to ,ba/o1 de #ahbh a #ahef2 ,du>te ,f]reira ,p9to ,ba/o1 de #ahef a #ahfa2 ,dom+os ,f]reira ,p9to ,ba/o1 de #ahfa a #ahhb2 ,du>te ,f]reira ,p9to ,ba/o ,junior1 de #ae de maio de #ahhb em diante4 ,directores3--,os snrs4 ,antonio d',almeida ,f]reira ,duque1 de #ahcf a #ahdj2 ,joo ,m>ia ,rissoto1 de #ahdj a #ahgh3 ,du>te ,f]reira ,p9to ,ba/o ,junior1 de #ahgh a #ahhb2 ,joo ,antonio ,f]reira1 de #ae de maio de #ahhb em diante4 ,me/res de p9tura3--,os snrs4 ,victor ,francisco ,*>ti] ,r\sseau1 de #ahcf a #aheb2 ,gu/avo ,=ti]1 de #ahec a #ahef2 ,filippe ,=ti]1 de #aheg a #ahfj2 ,gu/avo ,=ti]1 de #ahfa a #ahfe2 ,joaquim ,jos d',oliveira1 de #ahff a #ahha2 ,francisco da ,ro*a ,freire1 de #ahha em diante4 ,me/res de porcellana3--,os snrs4 ,joo da ,silva ,monteiro1 de #ahbf a #ahcc2 ,joo da ,silva ,monteiro ,junior1 de #ahcc a #ahch2 ,joo ,antonio ,f]reira1 de #ahch a maio de #ahhb4 ,pres5tem5te no ha me/re de porcelana1 mas sim dois contra-me/res1 os snrs4 ,antonio ,augu/o ,affonso1 que tem a seu c>go a prep>ao das mat]ias primas1 frmas e modelos1 e ,manoel da ,silva ,m>ianno1 que dirige a manufactura4 ,fim4 ,,pre,o #bjj ,,reis 99 99 99 99 99 ,,obras ,,d ,,mesmo ,,auctor ,memorias de ,aveiro4 ,d4 ,du>te de ,m5ezes--esboo biographico4 ,o ,di/ricto de ,aveiro2 noticia geographica1 e/ati/ica1 s]aldica1 ar*eologica e biographica da cidade de ,aveiro e todas z villas e freguezias d seu di/ricto4 ,a mulh] atravez dos seculos2 e/udo hi/orico sobre a condio politica1 civil1 moral e religiosa da mulh]3 #a4 p>te--soci$ades primitivas1 ,*9a1 ,india1 ,p]sia1 ,assyria1 ,egypto e ,israel4 ,d4 ,joanna de ,portugal 7a pr9ceza santa7 esboo biographico4 99 99 99 99 99 ,,em ,,via ,,de ,,publica,o ,luctas caseiras--,portugal de #ahcf a #ahea4 ,aveiro e o seu concelho4 ,,joaquim ,,de ,,vasconcellos ,e ,,m>ques ,,gomes ,exposio di/rictal de ,aveiro em #ahhb--,reliquias da arte nacional4