,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido exi/ncia de erros tipogrficos ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,setembro #bjaj7 ,,ens9o ,,intuitivo ,,livro ,,de/9ado ,s ,m,,es ,e ,,paes ,,de ,,familia ,e ,s ,,pr(essoras ,e ,,pr(essores ,,de ,,in/ruc,o ,,prim>ia ,,por ,,jo,o ,,jos ,,de ,,s\sa ,,telles ,socio honor>io da ,soci$ade das ,sci5cias ,m$icas de ,lisboa1 ,socio honor>io da ,soci$ade ,ph>maceutica ,lusitana ,,pr(essor ,,de ,,portuguez ,e ,,introduc,o ,,hi/oria ,,natural ,,lisboa ,,f]reira1 ,,lisboa ,c4a #acb--,rua ,aurea--#acd #ahgc ,,ens9o ,,intuitivo ,,ens9o ,,intuitivo ,,livro ,,de/9ado ,s ,m,,es ,e ,,paes ,,de ,,familia ,e ,s ,,pr(essoras ,e ,,pr(essores ,,de ,,in/ruc,o ,,prim>ia ,,por ,,jo,o ,,jos ,,de ,,s\sa ,,telles ,socio honor>io da ,soci$ade das ,sci5cias ,m$icas de ,lisboa1 ,socio honor>io da ,soci$ade ,ph>maceutica ,lusitana ,,pr(essor ,,de ,,portuguez ,e ,,introduc,o ,,hi/oria ,,natural ,,lisboa ,,f]reira1 ,,lisboa ,c4a #acb--,rua ,aurea--#acd #ahgc ,,lisboa ,,typographia ,,univ]sal ,,de ,,?omaz ,,qu9t9o ,,antunes ,,impressor ,,da ,,casa ,,real #aaj--,rua dos ,calafates ,ill4mo e ,ex4mo ,sr4 ,conselheiro ,jos ,silve/re ,ribeiro ,ha annos1 ouv9do os l\vores1 que intellig5cia e probidade de ,v4 ,ex4a tecia um dos mais p]egr9os tal5tos de ,portugal1 o gr&e poeta1 hoje ,visconde de ,ca/ilho1 s5ti irresi/ivel desejo de l] os escriptos de ,v4 ,ex4a e de o conhec] em pessoa4 ,dess$5tei-me agradavelm5te e com muito proveito1 nas num]osas pag9as1 que da p5na de ,v4 ,ex4a haviam saido1 umas reunidas em volumes1 outras espalhadas pelos p]iodicos1 todas porm resc5d5do suave e1 digamos assim1 ca/issimo p]fume de natural bondade e h]oicas virtudes1 qualidades que p>a mim valem muito mais que toda a erudio1 e que realam sobremodo a que v4 ex4a possue va/issima1 colhida no incessante e/udo de quantos eng5hos famosos tem opul5tado z sci5cias1 z artes e a litt]atura4 ,j eu1 havia muito1 conv]sava com ,v4 ,ex4a em espirito e me reputava seu discipulo amicissimo1 qu&o tive a boa =tuna de fall> a ,v4 ,ex4a e de s] por ,v4 ,ex4a acolhido com a b5evol5cia1 que lhe conqui/a a sympa?ia de quantos o tratam4 ,data d'esse dia a nossa amizade1 confiado na qual ouso (f]ec] a ,v4 ,ex4a e/e livro mode/issimo1 que se alguma c\sa vale pela boa f com que foi escripto4 sympa?ico o assumpto2 creio que mais um brado p$9do a to necess>ia re=ma d ens9o infantil e prim>io na casa pat]na e na escola1 que to p\co tem a9da de pat]nal4 ,s] p]dido1 como os que o viajante extraviado solt>ia no des]to1 implor&o o favor dos hom5s8 ,talvez4 ,incessantem5te ha clamado o nosso probo amigo o ,sr4 ,visconde de ,ca/ilho1 e nem aquella pot5tissima intellig5cia1 nem aquella phrase1 que nos faz acr$it> a fabula de ,orpho1 nem a auctoridade d'aquella quasi intuio d bom e d bello ha conseguido1 que amanhea p>a z crianc9has o dia da sua reg5]ao intellectual4 ,no s]ei eu mais feliz2 mas d>-me-hei por bem pago d trabalho1 que puz em escrev] e/as pag9as1 se uma s me1 que seja1 ou um s me/re1 aproveit> os conselhos1 que lhes d\1 e se1 qu&o mais no obt5ha1 uma crianc9ha me dev] algumas lagrimas de m5os e algum bom ens9am5to a mais4 ,associ&o o nome illu/re e v5]&o de ,v4 ,ex4a a e/a obr9ha1 imito o bom d ,aim ,m>t9 e posso diz] a ,v4a ,ex4a o que elle disse ao mavioso ,lam>t9e4 ,en v\s (frant ce livre1 je n'ai qu'un b1 c'e/ de ratta*] mes p>oles aux vtres1 c'e/ d'tay] leur faiblesse de votre =ce1 ma raison de votre raison4 ,je veux qu'on dise un j\r3 ,ceux-ci ont connu les v]itables bi5s1 ils se r5contrr5t dans la mme foi1 ils s'aimr5t devant le mme ,dieu4 ,de ,v4 ,ex4a ,admirador muito amigo ,joo ,jos de ,s\sa ,telles4 ,lisboa #g de julho de #ahgc4 ,,ens9o ,,intuitivo ,o livro1 que hoje publicmos1 uma t5tativa mode/a de acclimao de uma ida excell5te1 que l por fra tem produzido optimos resultados4 ,applaudem-na unanimes os mais insignes p$agogi/as +lezes1 allemes1 am]icanos1 francezes1 e belgas2 e a9da que tantos hom5s compet5tissimos em assumptos de ens9o e educao nol-a no apregoassem famosa1 ba/>ia a simples enunciao d'ella1 p>a que en?usia/icam5te a adoptassemos4 ,antes1 porm1 de exprmos m9ud5ciosam5te a ida nova1 e nova lhe *ammos att5d5do ao p\co que se tem vulg>isado em ,portugal1 de razo nos p>ece conv]s>mos amigavelm5te com o leitor c]ca de alguns pontos da educao e in/ruco elem5t>4 a educao da pu]icia e da juv5tude a mais gloriosa e ao mesmo tempo a mais difficil obrigao1 que ,deus impoz ao homem e mulh]4 luz da philosophia e da moral1 a pat]nidade e a mat]nidade consi/em m5os em g]> o infante1 d que em des5volv]-lhe e ap]feio>-lhe incessantem5te z faculdades da alma e d corpo1 at que possa cumprir os seus dev]es e arro/> z contr>i$ades da vida na curta1 mas trabalhosa p]egr9ao1 que pr9cipia no b]o e acaba no tumulo4 ,incumbe1 pois1 aos paes empreg> todos os meios ao seu alcance1 p>a que os filhos1 creatur9has imbelles1 que a ,provid5cia confi\ a seus cuidados1 *eguem no mais curto espao de tempo1 e pelo emprego de processos razoaveis1 am5os1 e repassados de amor e t]nura ao e/ado de p]feio physica1 intellectual e moral1 que con/itue o homem1 tal qual deve s]1 tal qual ,deus qu] que elle seja1 tal qual a soci$ade bem organisada o requ]1 p>a obreiro pre/adio da civilisao4 ,infelizm5te1 nem todos os paes conhecem os seus dev]es2 e dos que os conhecem1 muitissimos ha1 que os no cumprem1 ou por modo mui imp]feito se desemp5ham d'elles4 ,d'e/a ignorancia e neglig5cia fune/issimas provem os maiores males1 que affligem a humanidade1 males p>a os quaes a maior p>te das vezes no ha rem$io4 ,trat&o de assumpto diff]5te1 disse um d\to1 que muitas descob]tas se pod]iam faz]1 se opportunam5te p]guntassemos3 ,por que8 ,appliquemos o eng5hoso e facil processo de ,arago ao exame das causas det]m9antes de alguns vicios sociaes1 e conv5c]-nos-hemos de quo exacta a nossa ass]o4 ,e/amos na via publica4 ,de toda a p>te se nos apres5tam creanz esf>rapadas1 semi-nuas1 esqualidas1 fam9tas1 petulantes2 revolvem-se umas na lama e no p2 dormem outras1 tirit&o1 *uva e ao v5to2 e/as divagam e/5d5do a mo asqu]osa e p$9do uma esmola aos que passam2 aquellas soltam dos labios rosados palavras1 que fazem enrubec] os que z ouvem4 ,*amae-z1 e p]guntae-lhes quem alli z deix\1 flres no e/]quil9io1 pass>9hos implumes entre abutres esfaimados1 anjos man*&o z azas na sujidade das caladas4 ,respond]-vos-ho3 ,nossas mes e nossos paes4 ,ides vosso cam9ho1 alegre1 tranquillo1 olh&o em r$or1 v5do prepass> tr5s sumptuosos1 sob]bos cavallos1 mulh]es elegantes1 hom5s felizes e descuidsos4 ,*ega-vos aos ouvidos um e*o1 um gemido1 um *oro infantil2 olhaes444 ,que vdes8 ,na soleira de um portal1 ve/ida em uns &rajos1 quasi morta de fome e de frio uma crianc9ha1 cujas faces1 em vez de s]em orvalhadas pelas lagrimas da mat]na alegria1 e aquecidas pelos beijos f]vidos da que lhe deu a exi/5cia1 se hum$ecem com z lagrimas da am>gura infantil4 ,levantae o pobres9ho1 ap]tae-o contra o peito1 osculae aquella c>9ha de jasmim e rosas1 e p]guntae-lhe3 ,anjo meu1 que b>b>os te deix>am aqui ab&onado8 ,e a innoc5cia vos respond]1 no com palavras1 que z no sabe a9da articul>1 mas com t]nissimos soluos3 ,ab&on\-me meu pae e m9ha me4 ,alm vae cam9ho d cemit]io1 a tumba1 que &\ de porta em porta recolh5do os mis]os1 cujas familias no pod]am coalh> o ba/ante p>a o mode/o fun]al dos seus p>5tes4 ,fazei-a p>>2 m&ae que a abram2 olhae p>a d5tro4 ,horror6 exclam>eis vs ao v] por entre os adultos exanimes1 em sacrilego des>ranjo1 um b&o de creanz quasi esqueletos1 ra*iticas1 *agadas1 meio apodrecidas1 com signaes evid5tes de t]em v9do ao mundo com o e/igma da morte pr(undam5te gravado nas frontes innoc5tes4 ,m>tyres obscuros1 pod]eis vs diz]-lhes1 p>a quem o mundo no teve nem uma cora1 nem uma palma2 e/rellas cad5tes1 que brilha/es um mom5to e desapp>ece/es n'um et]no occaso2 quem assim vos mac]\ os corp9hos1 e vos deu a beb] o fel da morte ao alvorec] da vida8 ,e a mudez sombria d'aquellas flor9has env55adas na ha/ea1 e emur*ecidas antes de desabro*>em1 respond]3 ,nossos paes e nossas mes4 ,vdes aquelle p]alvilho1 aquelle afem9ado1 todo pomadas1 todo ess5cias1 ge/o insol5te1 olh> altivo e desd5hoso1 que vae r9do e galh(&o com outros da sua ral4 ,p>\1 fazem-lhe roda1 applaudem-n'o outros taes4 ,que bocad9hos de oiro e/> elle a diz]8 ,escutae-o4 ,mfa da religio1 que desconhece2 insulta os sac]dotes1 que ac]tam de pass> junto d'elle2 esc&alisa z donzellas2 zomba dos ancios2 aos pobres1 em vez de os esmol>1 desp$e-os insol5te4 ,indagae como to c$o se deprav\ aquelle moo1 que dev]ia e/> a9da s5tado no banco da escola4 ,dir-vos-ho que incuria pat]na deve elle toda a sua ru9a4 ,entrae no templo a pres5ce> z augu/as c]emonias1 que rememoram a angu/iosa paixo e morte d gr&e amigo da humanidade4 ,que obs]vaes8 ,a turba irrev]5te1 descompo/a1 sacrilega1 r9do1 conv]s&o1 o/5t&o galas1 troc&o gracejos1 co/as p>a os alt>es1 olh>es di/rahidos1 attitudes grosseiras e vilans4 ,quantas preces saem d'aquelles labios8 ,que p5sam5tos povoam aquellas m5tes8 ,que pi$osos affectos exi/em em tantos coraes8 ,esc&alisa-vos o desacato8 ,qu]eis sab] porque na egreja e/o1 como no pod]iam e/> na casa da op]a8 ,*amae de b&a um dos levianos e p]guntae-lhe o que lhe ho dito seus paes da gr&iosa trag$ia d ,calv>io2 d incru5to sacrificio1 que a repres5ta1 da respeitabilidade d alt>1 d valor das preces humildes e s9c]as8 ,respond]-vos-ha1 sorr9do3 ,no vos compreh5do2 meus paes nunca me fall>am d'essas coisas4 ,que voze>ia aquella8 ,porque tantos gritos1 tamanho borbor9ho8 ,ergue-se um homem mal trajado1 e ar5ga turba4 ,p\cas palavras tem dito1 e j uns o applaudem phr5eticos1 j outros o vitup]am enfurecidos4 o povo sob]ano1 que usa e abusa de seus direitos4 ,a onda encapellada das ru9s paixes sobe1 sobe1 invade a improvisada tribuna e d]ruba o ,demo/h5es improvisado4 ,todos fallam1 todos proclamam a ida nova4 ,ouamol-os4 ,abaixo os padres1 no precismos d'elles2 abaixo a religio1 que p>a nada pre/a2 acabemos com a propri$ade1 os ricos s qu]em beb]-nos o sangue2 viva o communismo1 grita um2 viva o socialismo1 que melhor1 responde outro2 nada1 nada d'isso1 v5ha a republica4 ,acabemos com os tributos e s]emos felizes2 e o ex]cito p>a que s]ve8 ,elim9e-se o ex]cito4 ,p$i in/ruco1 p$i ens9o facil1 bom1 univ]sal1 escolas prim>ias a cada canto1 biblio!cas popul>es1 livros optimos ao alcance de todos no preo e no e/ylo2 p$i moralidade1 diz com voz firme e sonora um op]>io1 fronte ampla1 respeitaveis cans1 ro/o s]5o1 mo calejada pelo trabalho4 ,fra com o vision>io brada a turba4 ,que qu] diz] in/ruco8 ,p>a que s]vem os livros8 ,p>a que pre/am z escolas8 reg\ga um mis]avel1 em cujo ro/o se retrata a ignorancia e occiosidade2 e brad&o turba1 aps si a leva cada1 mas no saciada de disp>at>4 ,dirigi-vos ao op]>io hone/o e prud5te e in=mae-vos de quem sejam aquelles doidos4 ,uns infelizes1 dir elle1 bons coraes1 ms cabez4 ,pobres9hos todos2 porm mais pobres de in/ruco que de d9heiro1 porque todos tem aptido p>a o trabalho1 mas a todos falt\ a educao4 ,no tiv]am paes1 como eu felizm5te tive1 que os m&assem ens9>4 ,a mr p>te nem l] sabem1 nem faz] o seu nome4 ,se lhes =des p]gunt> o que seja republica1 socialismo1 communismo1 sal>io1 religio1 ex]cito1 boa f vos affirmo que no pod]o respond] coisa que geito t5ha4 ,mas deixemos e/es hom5s1 nem todos maus2 muitos bonissimos1 desvairados pela febre ard5te de antigos e pr(undos padecim5tos1 que buscam a v]dade e o bem1 como os al*imi/as da idade m$ia1 por meios absurdos e inconv5i5tes1 mas que tem a coragem de affront> os p]igos1 de sacrific> a propria vida1 e de s(fr] com a resignao dos m>tyres dos primeiros seculos d *ri/ianismo esses h$iondos supplicios1 a que a9da hoje o mundo civilisado assi/e com pr(unda magoa e indignao4 ,volvamos os olhos p>a aquell'outros4 ,d'onde vem8 ,das enxovias4 ,p>a onde vo8 ,p>a o degr$o4 ,hom5s1 mulh]es1 crianz6 ,deixam a patria1 os amigos1 z familias1 os =mosos campos1 onde nasc]am1 e/e co to puro1 e/e sol to espl5dido1 e/e clima to amoravel1 e/e ab5oado e f]acissimo torro1 p>a irem em paizes inhospitos luct> com a morte opprobriosa1 ralados de saudades1 roidos de remorsos1 despreziveis aos olhos de todos1 e condemnados pela voz implacavel da propria consci5cia4 ,vm alli assass9os1 sacrilegos1 p]juros1 frat]cidas1 patrecidas1 ladres1 inc5di>ios2 todos os crimes1 todas z torpezas1 todas z infamias1 o lodo asqu]oso de todas z humanas mis]ias1 z trevas da ignorancia prev]sa1 a lepra d gr&e corpo social4 ,ponde os olhos n'aquelle quadro1 mes e paes4 ,no int]rogueis os que o crime desp5h\2 no insulteis a desgraa2 no am>gureis mais aquelles coraes deva/ados e corroidos pelo crime1 onde pod] hav] a9da alguma fibra incorrupta e s5sivel2 mas p]guntae a vs mesmos que educao receb]am aquelles mis]os de seus prog5itores8 que sorrisos e c>9hos lhes c]c>am os b]os8 que palavras ouviram aquelles entes ao entr> na vida8 que exemplos tiv]am p>a seguir8 quaes z escolas1 a que os m&>am8 que affectos semei>am n'aquelles coraes8 quantas vezes lhes apont>am p>a o co e lhes fall>am de ,deus8 que noes lhes d]am da v]dade1 da ju/ia1 da honra1 d dev]8 que meios empreg>am p>a lapid>em aquelles diamantes8 que processo adopt>am p>a des9volv]-lhes a intellig5cia8 ,e se no ac]t>des com z respo/as a e/as e a muitas outras p]guntas1 que o caso suscita1 ide-vos por essas cidades1 e villas1 e aldeias1 e povoados e indagae a hi/oria de cada um d'aquelles infelizes4 ,r>o a*>eis que se prev]tesse o que dos paes h\vesse recebido desvelada educao4 ,mas o que educao desvelada8 ,eis o ponto importantissimo1 p>a o qual *ammos a att5o de todos4 ,no o des5volv]emos aqui4 ,assumpto p>a um livro1 e j l>ga e pr(ici5tem5te tratado por gr&es me/res da sci5cia de educ>4 ,diremos ap5as1 que muitos paes e me/res ha1 por desgraa nossa e d'elles1 que no compreh5dem nem a ext5so1 nem a int5sidade da palavra educ>4 ,p>a uns educ> cre>1 nutrir o animal1 des5volv]-lhe o physico2 e nem sempre con=me os dictames da m$ic9a e da hygi5e4 ,p>a outros educ> inici> a criana nas regras mais elem5t>es da leitura1 da escripta1 da contabilidade e de uma arte ou (ficio4 ,no falta quem se vanglorie de t] educado bem1 excell5tem5te1 seus filhos1 por que lhes deu me/res de l+uas antigas e mod]nas1 de geographia1 de hi/oria1 de philosophia e de muitas outras c\sas mais4 ,tal se orgulha de v] o h]deiro de seu nome sair laureado de uma escola ou academia e entr> na soci$ade prec$ido da fama de optimo e/udante4 ,tal outro se julga em paz com a sua consci5cia e se tem por excell5te educador1 porque o mancebo1 cujos primeiros e/udos dirigiu1 das columnas de um jornal assombra o mundo com seus artigos1 ou deleita z turbas com v]sos1 que reputa mais correctos e melodiosos que os de ,cames1 ,g>rett ou ,ca/ilho4 ,e consi/ir em to p\co a sci5cia difficilima de educ>8 ,no1 mil vezes no4 ,que vale ao homem1 a quem ,deus conc$eu uma c]ta poro de intellig5cia1 susceptivel de indef9ido des5volvim5to1 cresc] e m$r> no physico1 p]manec5do-lhe embryon>ia a melhor das faculdades8 ,que vale ao homem1 que pod]ia elev>-se pelo e/udo1 pela leitura1 pela applicao das pot5cias da alma e vir a s] um pod]oso auxili> d progresso da humanidade1 qualqu] que fosse a sua posio social1 sab] ap5as os primeiros rudim5tos das artes de apr5d]1 e tanto pela sup]ficie1 que nem d'elles se possa s]vir1 a no s] nos mais simples usos da vida8 ,quantos e quantos dos que curs>am z escolas e z academias1 e n'ellas se di/+uiram1 tiv]am mais trabalho em debell> os erros da educao elem5t> d que em arc> com z difficuldades1 e segr$os das sci5cias sup]iores8 ,e quantos no vem dos in/itutos sci5tificos imp]feitam5te in/ruidos1 no por culpa dos me/res1 nem d'elles mesmos1 mas pela incuria e ignorancia dos paes e dos primeiros educadores8 ,todos os hom5s intellig5tes1 que tem consagrado a vida ao magi/]io sup]ior1 reconhecem e confess>iam1 se quizessem1 que a falta de cultivo intellectual nas edades t5ras difficulta extremam5te aos e/udantes a compreh5so das sci5cias1 e os inhabilita p>a tir>em dos cursos mais bem del9eados z vantag5s1 que d'elles pod]iam obt]4 ,d'ahi a meia sci5cia1 z ideas falsas1 a confuso dos pr9cipios1 a impossibilidade das gr&es concepes1 a timidez na applicao pratica1 o desamor d e/udo1 que fecunda o que nas aulas se ouviu1 e a prop5so p>a a preguia1 que se cont5ta com o p\co cab$al adquirido e no busca grange> mais4 ,se das escolas sup]iores pass>mos s secund>ias1 encontr>emos z mesmas causas produz9do os mesmos effeitos2 e dir-nos-ho os pr(essores intellig5tes e zelosos1 que das mos dos paes e dos prim>ios educadores1 receb]am a mr p>te dos alumnos com os olhos d espirito to c]rados a9da1 que de todo desconheciam z v]dades mais elem5t>es e intuitivas1 os ph5om5os mais simples e intelligiveis1 z relaes mais cl>as4 ,na escola prim>ia1 o pr(essor in/ruido1 que compreh5da quanto tem de nobre e gr&ioso o seu m9i/]io1 em app>5cia to humilde1 na realidade to augu/o2 que consid]e na criana o homem e no homem o futuro todo inteiro da humanidade2 que abranja com a vi/a o l>go horisonte das criatur9has1 que o rodeiam1 e que deseje dissip> z trevas d'aquelles ent5dim5tos com luz t5ue e suave1 como convem a edades infantis1 tem a9da a luct> com os defeitos da educao dome/ica1 que dev5do s] a primeira1 a mais eng5hosa1 a mais insi/5te1 e mais efficaz1 muitas vezes nulla1 muitas quasi nulla e quasi sempre defici5te4 ,e se o que vamos diz5do se applica em *eio educao das faculdades intellectuaes da pu]icia1 que so a9da assim1 z que os paes de ord9>io mais appetecem v] des5volvidas nos filhos1 outro tanto se pde assev]> da educao physica e moral4 ,conhecida a do5a1 urge accudir-lhe com o rem$io4 ,j o bom d ,j5u5se1 me/re de nossos paes1 me/re de muitos de ns outros1 que hoje ens9amos e que suppmos t] alguma valia1 e to inju/am5te esquecido e mettido p>a o canto1 dizia3 ,pr9cipiis ob/a1 s]o m$ec9a p>atur1 cum mala p] longas invalure moras4 ,acode ao do5te ap5as a mole/ia d o primeiro rebate2 que de nada lhe pre/> o rem$io1 t>dio4 ,e hav] rem$ios1 que pre/em p>a os males de que enf]ma a educao elem5t>8 ,ha1 e muitos2 o caso e/ em applic>-lh'os a tempo e judiciosam5te4 ,no todos apont>emos aqui1 porque no e/e livr9ho um tratado de p$agogia1 mas to sm5te um1 que val] por muitos4 rem$io b>ato1 condico e/a que no p>a desprez>2 de facil manipulao2 compo/o de simples1 que por toda a p>te e a toda a hora se a*am2 e por cima de tudo i/o1 to agradavel1 que em vez de lhe faz]em c>etas1 os que o devem tom>1 o appetecem e p$em sequiosos e nunca f>tos de saboreal-o4 e/e rem$io o ,ens9o intuitivo4 ,p>a applical-o1 diga-se j e bem alta e cl>am5te1 nem todos s]vem4 ,em mos de ignorantes conv]te-se em v55o1 e em vez de b5eficios1 s produz males4 indisp5savel1 pois1 que paes e me/res1 que hajam de o empreg>1 possuam pr(undo e v>iado cab$al de conhecim5tos4 ,antes1 porm1 de entr>mos a diz] o que e/e ens9o seja1 convem que nos lembremos das condices organicas1 physiologicas e intellectuaes das crianz4 o infante um organismo em via de =mao1 incompleto1 frans9o1 em que a vida animal consi/e quasi exclusivam5te no movim5to tumultuoso1 na expanso incessante1 na assimilao cont9ua4 ,abriu os olhos ha p\co1 e a9da no teve tempo de v] bem o gr&ioso espectaculo da natureza1 cujos prot5tos o deslumbram2 desc]r>am-se-lhe hontem os ouvidos1 e por isso lhe e*oam l d5tro1 a9da confusas1 z h>monias1 os ruidos1 z palavras1 que mal p]cebe2 aspira s(rego os aromas1 que resc5dem z flores1 mas no os di/+ue2 sabora o nect>1 mas qu]] tambem prov> o fl e degu/> o abs9?o2 apalpa enlevado a pelle asset9ada e suavissima das faces mat]nas1 mas queim>-se-ha incauto na *ama da vla1 que admira1 sem a compreh5d]4 ,no intimo1 na cabea1 cujos ssos a9da se no consolid>am completam5te1 no corao1 que palpita viol5to1 jorr&o sangue p>a todo o corpo1 comeam de g]m9> z idz e os affectos1 cuja elaborao de hora p>a hora1 de dia p>a dia1 de mez p>a mez se complica1 e transmitte com incrivel velocidade4 ,so dois mundos luct&o atravez d fragil envolucro1 que *ammos corpo2 o mundo ext]no1 cujos v>iadissimos factos contempla attonito sem suspeit> que os det]m9am inf9itas leis1 que os encadeam reciprocam5te innum]as relaes1 e que sobre elle actuam incessantem5te3 o mundo int]ior1 o mundo dos s5tim5tos1 das ideas1 dos affectos1 cuja admiravel g5ese comea1 e que ha de irromp] atravez dos s5tidos1 e reagir viol5to sobre os modificadores de fra4 ,a creana porque um ente mat]ial1 que t5de a complet>-se1 c>ece de muita alim5tao1 de muito sol1 de muito e bom ar1 de muito movim5to1 de lib]dade1 e de s5saes v>iadas1 mas suaves1 que a deleitem1 e que attraiam a sua att5o4 ,se todas ou algumas d'e/as condices lhe falt>em vel-a-heis ext+uir-se subito1 como a luz de uma vla m+ua de oxig5io2 ou e/iol>-se e p5d] p>a o tumulo1 onde no t>d> a sumir-se1 como a planta1 que g]m9\ em solo arido e assombrado4 ,como creatura intellig5te e moral1 necessita que lhe dirijam e robu/eam z faculdades1 proporo que se =em des5volv5do1 m9i/r&o-lhes objectos apropriados s =z das mesmas faculdades1 e em quantidade tal1 que nem z cancem1 nem z desgo/em4 ,no desprezo d'e/es pr9cipios e/1 a nosso v]1 o primeiro e mais fune/o erro d actual sy/ema da educao infantil4 ,na maxima p>te das escolas da pu]icia entram quotidianam5te z crianc9has faltas d indisp5savel alim5to1 e alli se cons]vam l>gas horas em casas e/reitas sombrias e mal v5tiladas1 respir&o ar infecto1 inhibidas de faz] os movim5tos1 que a sua edade imp]iosam5te reclama1 sem horisontes ext5sos e rid5tes1 que z alegrem1 sem nada que z encante e lhes deleite os s5tidos4 ,o me/re1 s5o c>rancudo e sev]o1 quasi sempre suffici5tem5te s]io e conc5trado1 p>a no lhes incutir a confiana e amr1 que so os mais suaves e ao mesmo tempo os mais =tes laos1 que pr5dem o discipulo ao p]ceptor4 ,comea a lio4 ,no ha canticos1 nem musicas1 nem ex]cicios gymna/icos1 nem hi/orias9has1 que alegrem aquelles coraes e in/ruam aquellas m5tes nas coisas1 que com maior facilidade pod]iam compreh5d]4 ,p>a os mais pequ59os1 p>a aquelles que mais se lembram a9da dos beijos mat]naes e das duras da casa pat]na1 o tri/e e monotono a1 b1 c1 z aridas columnas d syllab>io1 e a empyrica taboada4 ,p>a os mais crescid9hos1 a grammatica1 a hi/oria patria1 a *orographia1 a d\tr9a *ri/4 ,que p]cebem os pobres infantes de tudo aquillo1 que involunt>iam5te decoram1 e ma*9alm5te repetem8 ,nada1 ou quasi nada4 ,tomae d'entre os alumnos de uma escola o mais adiantado1 o mais e/udioso1 o que mais tal5to revele1 e int]rogae-o4 ,ouvil-o-heis repetir o comp5dio1 mo ou bom1 com c]ta facilidade e elegancia2 mas se lhe p]gunt>des o s5tido de uma palavra1 a razo de um facto1 vel-o-heis cr> e emudec]1 porque a elle1 o e/udante eximio1 deix>am sempre em p\so z mais nobres faculdades da alma1 excit&o-lhe ap5as1 e a9da assim por um processo defeituoso1 a faculdade auxili>1 a memoria4 ,olh> com s]i$ade p>a a educao e in/ruco da infancia1 e re=mal-a completam5te1 adequ&o-a s edades dos e/udant9hos1 e torn&o-lh'a facilima1 deleitavel1 e todo o ponto util1 no s necessidade urg5te1 s5o dev] impret]ivel4 ,o primeiro passo p>a e/a gr&e re=mao1 que o bom s5so1 a sci5cia1 a c>idade1 e o int]esse de todos ns e/o ha muito a p$ir a gr&es brados1 d>-se-ha qu&o os gov]nos1 os municipios1 z associaes e os p>ticul>es se resolv]em a edific> casas p>a escolas infants1 e prim>ias1 espaosas1 alegres1 agasalhadas1 com o seu j>dim1 meio descob]to1 meio assombrado com arvor$o1 t5do no c5tro um pequ5o lago ou tanque e aos lados alguns app>elhos e jogos gymna/icos2 qu&o a frequ5cia da escola infantil1 prep>o p>a a prim>ia1 fr obrigatoria2 qu&o o ens9o da infancia fr esclusivam5te confiado a mulh]es intellig5tes1 in/ruidas1 hone/as e amoraveis1 que d corao se consagrem ao m9i/]io sacratissimo de educadoras1 e que a todos os discipulos1 amem e ac>9hem1 como se fossem todos elles seus filhos qu]idos2 e qu&o f9alm5te o ,ens9o intuitivo se torn> obrigatorio e exclusivo nas escolas infants2 e obrigatorio1 como auxili> de qualqu] outro1 nas escolas prim>ias e secund>ias4 ,muitos annos ho de decorr]1 infelizm5te1 primeiro que se realizem e/es nossos alvitres4 ,levant>-se-ho contra elles os ram]raneiros1 os en?usia/as d passado1 os indiff]5tes1 os que no crem no ap]feioam5to humano comeado a op]> na escola infantil1 os que s vem a prosp]idade publica1 no ex]cito1 nas e/radas1 nos cam9hos de f]ro1 nos telegraphos electricos1 nas escolas sup]iores1 nas academias1 e nos museos1 como se tudo i/o no e/ivesse a p$ir1 p>a s] v]dadeiram5te util1 muita e slida in/ruco no povo1 muita moralidade1 e muito amor ao trabalho1 e como se e/as indisp5saveis qualidades z podesse t] uma nao1 onde no ha escolas infants1 onde z escolas prim>ias so p\quissimas e defeituosas1 onde os me?odos de ens9o so ru9s1 e onde os pr(essores1 muitos d'elles dignissimos e habeis1 so to v]gonhosam5te retribuidos1 que p>a pobrissimam5te viv]em1 tm de se occup> em mi/]es totalm5te alheios d ens9o e educao4 ,muitos annos1 repetimos1 ho de decorr] primeiro que os exemplos da ,am]ica1 g5]osissima com a in/ruco prim>ia1 sejam imitados na extrema ,europa4 ,no o qu] o deficit1 exclam>o os f9anceiros1 e applaudil-os-ho todos os que mais ou m5os manuseam o oram5to d e/ado4 ,se a indole d'e/e escripto o p]mittisse1 facil nos s]ia impugn> e/a nefa/a e incessante invocao da pobreza publica1 e mo/r> que em ,portugal o que falta1 e muito1 v]dadeiro patriotismo1 s9c]a vontade de progr$ir1 a iniciativa individual nos arrojados commettim5tos1 c>act]i/icos dos povos1 que compreh5dem os seus dev]es de membros da gr&e familia social e que os no pospe aos seus int]esses p>ticul>es4 ,colhmos1 porm1 z vlas s consid]aes1 que todos e/es assumptos nos sugg]iram1 e entremos j a diz] o que seja o ,ens9o intuitivo1 e z vantag5s que d'elle resultam4 ,todos os que lidam com crianz t]o p]cebido que nas primeiras idades o homem dom9ado incessante e inv5civelm5te pela curiosidade1 ou desejo de sab]2 que p>a saci> e/a incl9ao empregam os infantes no s os olhos1 mas os outros s5tidos2 que ao v]em um objecto1 mrm5te se lhes agrada1 ficam diante d'elle como que absortos1 com os olhos mui ab]tos1 s vezes quasi sem pe/anej>2 que se lh'o cons5tem1 tomam nas mos9has o que primeiro e/iv]am v5do1 e o apalpam1 a pr9cipio com timidez1 depois com afoiteza2 que o levam ao n>iz1 e bocca1 e que por fim comeam de sep>> z p>tes de que se compe1 se no inteirio4 ,apoz tal exame1 e s vezes simultaneam5te1 *ovem z p]guntas3 ,o que i/o8 ,quem fez8 ,de que 8 ,p>a que s]ve8 ,quem tr\xe8 ,t]o tambem obs]vado os educadores1 que n'e/es ex]cicios in/9ctivos1 z crianc9has1 em g]al1 no comp>am1 nem por consequ5cia racioc9am4 ,fazem como z abelhas1 que &am de planta em planta1 de flr em flr1 collig9do os mat]iaes com que mais t>de ho de fabric> o seu mel4 ,com a diff]5a que z abelhas nasc]am aptas p>a aquella indu/ria e nunca em vez de mel nos do outro produto2 e z crianc9has1 arti/as novis1 mas livres e dotadas de intellig5cia p]fectivel1 podem pela maneira imp]feita porque z suas faculdades intellectuaes e moraes se comearem a des5volv]1 e cont9u>em a ex]c]-se1 vici> de tal arte o espirito1 que de futuro ou nada possam conhec] bem1 ou s com extrema difficuldade e gr&e disp5dio de tempo4 ,em aproveit> z naturaes t5d5cias da infancia e juv5tude1 em am5is>-lhe o comeo da ext5sa e esp9hosa s5da1 que tem de p]corr] na vida1 em des5volv]-lhes e ap]feio>-lhes gradual e ins5sivelm5te z faculdades2 em enriquec]-lhes de copiosos e v>iadissimos conhecim5tos o espirito2 em =m>-lhes o corao1 des5volv5do n'elle a/uciosam5te o go/o d bom1 d bello e d v]dadeiro2 em habilital-z o mais c$o possivel1 sem a m9ima viol5cia1 p>a a vida pratica1 deix&o p>a tempo opportuno !orias e sy/emas1 p>a compreh5d] os quaes mi/] intellig5cia robu/a1 em que consi/e o ,ens9o intuitivo4 e/e ens9o primeiro que tudo dos s5tidos ext]nos1 os quaes maneira que se vo ex]c5do sobre os objectos1 p>a lanarem no espirito os g]mes de quantas sci5cias e artes ha1 se ap]feioam ins5sivelm5te1 adquir9do cada dia mais vigor e aptido4 pois indisp5savel que os educadores procurem especialm5te que z crianc9has empreguem os s5tidos1 ora simultanea1 ora successivam5te1 nas c\sas que t5ham de e/ud>1 que z vejam de p]to1 que z tomem nas mos1 que z *eirem1 que z provem1 qu&o no h\v] inconv5i5te1 que z dividam e recomponham1 sem que se lembrem de que e/o a e/ud>4 ,tudo s]vir p>a e/es ex]cicios intuitivos1 se o educador tiv] in/ruco v>iada e pr(unda4 ,tudo s]vir1 por que1 como disse ,jacotot3 ,tudo e/ em tudo4 ,um gro de areia1 um alf9ete1 uma agulha1 um boto1 um palito1 uma mo$a de prata ou cobre1 a folha de uma arvore1 um bago de uva1 s]o comp5dios to importantes como um cavallo1 uma ave1 um peixe1 um relogio1 uma caixa de musica1 ou uma ma*9a de coz]4 ,milh>es de c\sas b>atissimas se pod]o apres5t> aos e/udant9hos p>a l>guissimam5te os in/ruir2 muitissimas hav] em todas z casas1 taes como cadeiras1 mezas1 p5nas1 papeis de diff]5tes qualidades1 flres1 fructos1 relogios1 !s\ras1 campa9has1 etc4 ,de um sem num]o de objectos se pod]o obt] modelos em ponto pequ5o ou de madeira ou de papelo1 ou de qualqu] outra sub/ancia apropriada4 ,na falta absoluta de exempl>es naturaes1 que so os melhores1 ou de copias em vulto1 que s]vem p]feitam5te1 s5do bem feitas1 empreg>-se-ho com muita vantagem e/ampas coloridas ou em negro4 ,o que deve s] banido das escolas infants o syllab>io1 a taboada1 o ca!cismo1 a grammatica1 o comp5dio de *orographia e o de civilidade4 ,da exposio1 exame e comp>ao das coisas ou das e/ampas1 segundo o processo que j vamos indic>1 que z crianz ho de ir colh5do z idz exactas e cl>as1 que depois sab]o associ> s mil m>avilhas1 =m&o espontaneam5te optimos juizos e racioc9ios4 ,trat&o das viag5s de ,hom]o e d e/udo pratico das pessoas e c\sas1 que habilit\ o immortal filho de ,clim5e a compr os prot5tos litt]>ios d5om9ados ,iliada e ,odyssa1 diz ,bitaub o segu9te1 que a expresso da v]dade3 ,os livros so uteis1 mas favorecem c]ta indol5cia1 que ob/a a que o leitor obs]ve por si mesmo2 l5do1 vemos a maior p>te das c\sas pelos olhos dos outros1 e repres5tmos ao nosso espirito imag5s de outras imag5s2 se obs]vassemos directam5te os objectos graval-os-hiamos mais pr(unda e cl>am5te no espirito4 ,qual o resultado da falta de obs]vao directa8 p]d]mos a p]spicacia e sagacidade indisp5saveis p>a obs]v> com p]feio =a de no z ex]cit>mos e de no contempl>mos a natureza1 excell5te me/ra1 que jmais se deve despres>4 ,adquirem-se v]dade1 mais idz1 mas imp]feitas e sup]ficiaes1 de que resultam quadros frios e incompletos4 ,todos os p$agogi/as1 que se teem occupado d'e/e sy/ema de ens9o1 enc>ecem o proveito que se tira da sub/ituio dos livros de texto1 que os m59os decoram sem os ent5d]1 pelas e/ampas1 que muito os deleitam e que exam9am att5tos1 colh5do das palavras d educador1 a proposito de cada uma1 inf9itos conhecim5tos1 que jmais esquec]o4 mi/]1 porm1 que z e/ampas sejam mui p]feitas1 p>a que no viciem nas crianz o go/o d bello e da v]dade1 e que sejam graduaes1 como tudo deve s] na educao4 ,a regra fundam5tal d ens9o intuitivo1 a qual nunca deve esquec] 3 ,cam9h> d conhecido p>a o desconhecido1 d facil p>a o difficil1 d commum e trivial p>a o m5os commum ou mais r>o4 ,p>a realis> e/e preceito maximo1 cujo despreso annul>ia o sy/ema1 convir que os educadores no entret5ham seus discipulos com objectos tomados ao acaso1 mas que sigam um processo gradual1 l5to e inv>iavel1 nunca lhes *am&o a att5o p>a c\sas1 cujos compon5tes elles a9da no conheam1 nem lhes faz5do p]guntas p>a respond] s quaes no e/ejam habilitados4 ,dmos alguns exemplos4 ,se pratic>mos com moc9hos a respeito de uma caixa de p9ho1 que e/ejam v5do1 pod]emos conv5i5tem5te p]gunt>-lhes o feitio que tem1 z p>tes de que se compe1 p>a que s]ve a tampa1 p>a que e/o ali z argolas e a fe*adura2 pod]emos int]rogal-os c]ca dos usos da caixa1 fall>-lhes d p]igo de ental> os d$os qu&o a fe*>mos1 ou de nos f]imos se a tampa cair sobre z nossas mos ou cabea2 pod]emos a9da indag> se sabem o nome que se d aos arti/as1 que trabalham em madeira2 mas no lhe fall>emos d p9ho1 sem que elles t5ham vi/o um p9heiro natural ou p9tado1 e a respeito d'e/a arvore t5ham adquirido os conv5i5tes conhecim5tos4 ,se conv]s>mos c]ca de uma mo$a de prata1 bom s] p]gunt>-lhes como se *ama aquelle d9heiro1 de que feito1 que feitio tem1 por que no quadrado1 nem triangul> 7aqui f> o pr(essor com o giz no quadro preto a figura d triangulo e d quadrado71 o que tem n'uma e outra face1 que repres5ta a effigie e z armas1 p>a que s]ve o d9heiro1 etc41 etc42 mas ab/]-nos-hemos de lhes diz] que a prata da mo$a uma liga de prata e cobre1 se por acaso a9da no s\b]em o que uma liga metallica1 nem conhec]em o cobre4 ,convm e/> prev5ido p>a um caso1 que muitas vezes se deve realis> na pratica d'e/e ens9o4 ,a natural prespicacia de alguns m59os e os conhecim5tos adquiridos na conviv5cia de seus paes e amigos ou na leitura1 se =em j l$ores1 habilital-os-ho a faz]em p]guntas1 a que o educador no pod] ou no sab] respond]4 ,qu&o i/o acontea1 nem se enfade ou env]gonhe o educador1 nem illuda a curiosidade infantil1 que de tanto s]ve n'e/e sy/ema4 ,se a p]gunta v]s> sobre assumpto1 que o me/re ignore completam5te ou conhea p\co1 isso mesmo decl>e ao e/udante com toda a franqueza2 se fr att95te a c\sas1 p>a conhec] z quaes o moc9ho no e/eja prep>ado1 ou que toquem em pontos1 que a dec5cia no p]mitta explan>1 diga-lhe sem desabrim5to1 que no tempo a9da de sab] o que p]gunta4 ,e p>a que nem o cr$ito sci5tifico d educador s(fra detrim5to1 nem os m59os se desgo/em e ab/5ham de p]gunt>1 bom s] que o educador a miudo lhes mo/re em phrase accommodada s suas intellig5cias1 e por meio de exemplos1 quo num]osos so os conhecim5tos humanos1 que impossivel que todos saibam tudo1 e que1 p>a adquirir sci5cia de bons quilates1 indisp5savel ir a p\co e p\co1 e no inve/ig> c]tas c\sas1 antes de t] adquirido noes exactas de outras4 ,p>a que o ens9o intuitivo produsa todos os bons resultados que d'elle se podem esp]>1 no ba/a progr$ir d conhecido p>a o desconhecido1 d simples p>a o compo/o2 indisp5savel que os alumnos no conheam o plano adoptado pelo pr(essor1 e que no p]cebam que o que elle lhes vae ens9&o t5de a um det]m9ado fim e se aju/a p>a os inici> nas sci5cias1 cujas leis e applicaes mais importantes s mais t>de t]o de e/ud>4 ,p>a a realisao d'e/e importante segr$o d ens9o intuitivo1 iremos ns (f]ec5do aos educadores em publicaes successivas1 se e/a nossa t5tativa m]ec] o favor publico1 z lies graduaes1 que dev]o con/ituir um curso completo4 ,recomm5dam os me/res d'e/a especialidade1 no intuito de no enfad> os e/udantes e de os cons]v> att5tos1 que cada lio no exc$a qu9ze ou v9te m9utos4 ,diremos1 porm1 que a pratica nos tem mo/rado pod] s vezes a lio prolong>-se at duas horas e mais1 sem que os e/udantes se enfa/iem nem deixem de att5d] ao que se lhes mo/ra e explica4 ,consegue-se e/e resultado am5is&o a pratica com hi/orietas1 de que os m59os muito go/am1 com exemplos1 que elles bem compreh5dam1 com a citao de prov]bios1 anex9s1 e anecdotas consoantes ao assumpto de que se trata1 e mais que tudo com o dialogo mui cortado entre elles e o pr(essor4 ,haja sempre n'e/as lies a maxima v>i$ade app>5te1 tanto no objecto d e/udo como na frma1 no diz]1 nas concluses e at na collocao dos objectos e dos e/udantes4 ,a monotonia1 a ordem1 alm de c]tos limites1 entri/ece a escola e ca os escol>es4 ,a p> d ens9o das c\sas &> sempre o ens9o da moral1 da hygi5e1 da economia dome/ica1 da religio1 da organisao social1 da hi/oria1 da geographia1 das bellas artes1 de tudo2 com pref]5cia d mais util2 mas sem e/udos de cr1 sem declamaes1 nem !orias transc5d5tes1 nem li/as de nomes de pessoas1 nem datas escusadas2 tudo ao de leve1 saboroso1 convidativo1 e nem assim em gr&es dozes1 nem todos os dias4 ,p]mitta-se-nos que ponhamos aqui dois exemplos de como se dev] proc$] n'e/es pontos1 e no os t5ham na conta de ridiculos1 que nada ridiculo1 qu&o se trata de esp$reg> a e/rada1 que ha de precorr] a pu]icia4 ,e/amos na escola1 e/ud&o um objecto qualqu]4 ,ouve-se ganir um co na rua4 ,logo o pr(essor int]rompe o e/udo1 e p]gunta a um dos escol>es1 se algum vir di/raido1 a esse se dirigir3 ,p4--,que aquillo1 alli1 na rua8 ,e4-- um co a ganir1 respond] o e/udante2 e o dialogo proseguir1 p\co mais ou m5os1 d segu9te modo3 ,p4--,o co e/ gan9do ou ladr&o8 ,e4--,e/ a ganir4 ,p4--,quantas qualidades de sons ou vozes produzem os ces com a bocca8 ,e4--,no p]cebo a p]gunta4 ,p4--,eu me explico4 ,os ces no e/o sempre calados444 ,e4--,j p]cebo o que o s5hor pr(essor p]gunta4 ,os ces ladram4 ,p4--,e qu&o e/o tri/es1 ou qu&o ouvem c]tos sons1 que lhes no agradam1 ladram8 ,e4--,no1 s5hor1 uivam4 ,p4--,e qu&o e/o a ro] um sso1 e outro co ou qualqu] pessoa lh'o qu] tir>1 o que fazem8 ,e4--,rosnam4 ,p4--,e se lhes batem1 ou os ap$rejam8 ,e4--,pem-se a ganir4 ,p4--,mui bem2 os ces1 pois1 podem ladr>1 ou latir1 rosn>1 uiv>1 e ganir4 ,aqui1 se os m59os tiv]em j conhecim5tos de grammatica1 dir o pr(essor como de si p>a comsigo1 mas em voz alta3 aqui temos c9co v]bos1 e repetir1 cont&o pelos d$os ou bat5do com o lapis na mesa3 o v]bo ladr>1 o v]bo latir1 o v]bo rosn>1 o v]bo uiv> e o v]bo ganir4 ,e cont9u>1 como quem se e/ record&o d que apr5deu3 palavras que repres5tam aces praticadas ou feitas pelo co4 ,e logo1 como quem se desvi\ d cam9ho direito e a elle volve1 dir ao alumno3 ,p4--,t5ho ouvido diz] a algumas pessoas1 que o uivo dos ces de mau ag\ro1 i/o 1 que um co a uiv> annuncia desgraa4 ,s] v]dade8 ,e4--,a m9ha av diz que sim1 que signal de e/> alguem p>a morr]4 ,p4--,essa respo/a esp]ava eu4 ,pois fiquem os m59os sab5do1 que no ha ag\ros1 e que uiv> um co1 ou cant> um can>io1 ou rel9*> um cavallo1 ou pi> um mo*o1 ou cac>ej> uma gall9ha1 ou mi> um gato no tem influ5cia n5huma nos acontecim5tos humanos4 ,e4-- m9ha casa vae uma velh9ha1 que1 em ouv9do uiv> um co1 descala o sapato e pe-n'o com a sola p>a cima1 at o animal se cal>4 ,p4--,se os ces uiv>em muito em roda d'ella no inv]no1 &> sempre com os ps frios4 ,e4--,ento a m9ha av m5te8 ,p4--,m5te1 sem qu]]4 ,mett]am-lhe uma peta na cabea1 e ella acr$ita uma c\sa1 que no v]dadeira4 ,e4--,ora diga-me1 s5hor pr(essor1 se uma pessoa e/iv] p>a morr] e um co se puz] a uiv> na rua ou na escada8 ,p4--,o do5te morr]1 se ,deus quiz] que morra2 e viv]1 se fr da vontade div9a1 que cont9ue a viv]4 ,e4--,mas como se explica o que aconteceu o anno passado a um vis9ho de meu pap8 ,p4--,conte-me l essa hi/oria t5tim por t5tim4 ,e4--,adoeceu um homem1 que morava no primeiro &> d pr$io1 em que eu habito2 veiu o m$ico1 e/eve a exam9al-o1 receit\1 disse que a do5a no era de p]igo1 e sau4 ,m9utos depois metteu-se na escada um co e pr9cipi\ a uiv>4 ,a mulh] d do5te foi-se a elle1 bateu-lhe com o cabo da vass\ra e pol-o na rua4 ,qu&o entr\ em casa1 e/ava o m>ido morto em cima da cama4 ,p4--,sabe o m59o o que isso foi8 ,e4--,eu no s5hor4 ,p4--,pois tem p\co que sab]4 ,foi o que se *ama uma co9cid5cia4 ,se sada d m$ico1 entrasse pela casa d5tro um pass>9ho1 dir-se-ia1 que a aves9ha vi]a annunci> aquella desgraa2 se eu por acaso batesse porta d do5te n'aquelle in/ante1 era eu o ag\reiro4 ,e4--,mas o m$ico t9ha dito1 que a do5a no era de p]igo4 ,p4--,e a morte rep5t9a press5te-se horas1 ou m9utos antes8 ,e no podem os proprios m$icos morr] de rep5te1 sem que suspeitassem o que lhes ia acontec]8 ,e4--,mas o co uiv\6 ,p4--,diga-me ca o m59o uma c\sa4 ,em casa d'esse homem1 que falleceu1 no tem e/ado mais n+uem do5te8 ,e4--,e/iv]am do5tes dois filhos4 ,p4--,e a me m&\ *am> m$ico p>a os trat>8 ,e4--,m&\1 sim1 s5hor4 ,p4--,e no m&\ *am> um co8 ,e4--,ora essa6 ,os ces no sabem cur> do5z4 ,p4--,mas o co1 que uiv\1 qu&o o homem morreu1 era mais ent5dido que o m$ico1 porque annunci\ a morte1 at sem vr o do5te4 ,e4--,o s5hor pr(essor e/ br9c&o6 ,os ces so brutos1 no sabem d'aquellas c\sas4 ,p4--,ento como isso8 ,no sabem d'aquellas c\sas1 so brutos1 e prophetisam8 ,e4--,tem razo1 s5hor pr(essor4 ,agora vejo que a m9ha avs9ha &a enganada4 ,p4--,e muito1 e faz mal em diz] taes patranhas4 ,o uivo dos ces desagradavel aos ouvidos1 aborrecivel por isso1 mas no tem a m9ima significao4 ,aqui pod] o educador d> fim ao incid5te1 ou cont9u> o dialogo1 fall&o d mau co/ume de mole/> os animaes1 das qualidades d co1 da raiva e dos meios de a prev5ir e cur>1 etc1 etc4 ,ao t]m9> a lio pod] o educador convid> ou os m59os a imit>em o rel9*o d cavallo1 o c>ejo das gall9has1 o mi> dos gatos1 o latido dos ces1 etc4 ,e/e ex]cicio que a algum fatuo p>ec] ridiculo1 ou desnecess>io1 ou ambas z c\sas1 tem z segu9tes vantag5s3 alegra e di/rae z creanz1 que jmais fugiro d e/udo1 qu&o elle fr recreativo1 des5volve-lhes1 e ap]feia-lhes a natural t5d5cia p>a imit>em1 ex]cita-lhes e robu/ece-lhes os orgos vocaes1 e por cima de tudo no faz mal nem alma nem ao corpo4 ,quem rep>> bem no dialogo que deixmos ar*itectado1 descobrir quanto ens9am5to ha n'elle1 e p]ceb] que se pret5deu pr9cipalm5te combat] uma cr5a erronea1 mas vulg>issima4 ,dmos o segundo exemplo4 ,e/ sobre a mesa ou em cima de outro movel um ramalhete de flores1 que alli se puzra mui calculadam5te4 ,*egada a occasio opportuna1 o pr(essor int]rompe a lio e diz3 ,meus m59os1 descancemos um p\co4 ,aqui se faz uma pausa1 e todos os rapaz9hos exultam e saltam dos seus log>es4 ,p4--,j viram bem aquelle ramalhete8 ,e4--,a9da no1 s5hor4 ,p4--,pois vo buscal-o1 p>a o exam9>mos por mid4 ,e4--,eil-o aqui4 ,p4--,de que flores se compe8 ,e4--,de rosas1 cravos1 camelias1 junquilhos1 violetas e c$ro4 ,se os m59os err>em o nome das flores1 ou os no s\b]em1 ir o pr(essor em5d&o e diz5do lhes como se *amam4 ,p4--,m59o ,f444 7ao que mais atrazado e/iv] em cont>7 conte pelos d$os quantas qualidades de flres ha n'e/e ramalhete4 ,e4--,rosas1 uma2 cravos1 duas2 camelias1 tres2 junquilhos1 quatro2 violetas1 c9co2 c$ro1 seis444 ,ha seis qualidades de flres4 ,p4--,p>ece-me que se engan\4 ,veja bem4 ,e4--,so seis1 no me enganei4 ,p4--,e se eu lhe diss] que se engan\8 ,e engan\-se1 porque no att5deu bem4 ,diga-me1 o c$ro flr8 ,e4--,tem razo2 so c9co4 ,o c$ro no flr4 ,p4--,e/-me p>ec5do1 que n5hum dos m59os me sabe diz] p>a que s]ve e/e c$ro roda das flres4 ,e4--,eu no sei2 eu tambem no2 1 4444 ,p4--,eu lhes digo p>a que elle aqui e/4 p>a realar a belleza das flres1 p>a faz] um contra/e agradavel vi/a4 ,se duvidam desatem o junco1 tirem o c$ro1 e v]o que o ramalhete p]de muito da sua =mosura4 7,acto cont9uo1 o educador faz o que aconselh\ e mo/ra o ramo desgu>necido de v]dura74 ,p4-- ou no v]dade1 o que lhes affirmei8 ,e4-- v]dade4 ,p4--,ha entre e/as flres1 umas que *eiram1 e outras que no *eiram4 ,e4--,z rosas1 *eiram2 os junquilhos1 *eiram2 z violetas1 tambem2 z camelias que no tem *eiro4 ,p4--,no me lembro se j lhes disse como se d5om9am z sub/ancias1 que tem *eiro8 ,e4--,d5om9am-se odorif]as4 ,p4--,e z que no teem *eiro8 ,e4--,inodoras4 ,p4--,e todas z sub/ancias1 que tem *eiro1 *eiram bem8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,e todas z flres *eirosas1 possuem *eiro agradavel8 ,e4--,nem todas4 ,p4--,digam-me agora outra c\sa4 ,o *eiro das flres bom ou mau1 p>a a saude8 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,pois vo sab] uma v]dade1 que jmais devem esquec]4 ,att5dam4 ,ha pessoas a quem o arma das flres incommoda e faz adoec]2 causa-lhes dres de cabea1 enjos de e/omago1 tonturas1 e outros padecim5tos4 ,muitas flres1 e s vezes p\cas1 mas de *eiro =te1 n'uma casa mal v5tilada1 podem env55> quem alli e/iv]4 ,dormir com flres na alcva muito p]igoso1 e sabe ,deus quantas mole/ias e/e mau co/ume t] orig9ado4 ,por agora ba/a que saibam i/o1 p>a se acautel>em2 em outra occasio lhes explic>ei como que z plantas e flres alt]am a pureza d ar e o tornam do5tio4 por e/e !or que nos animos infantis se podem inocul> conhecim5tos praticos de quantas sci5cias ha1 de modo que z crianz1 ao sairem das escolas1 levem copia imm5sa de noes utilissimas p>a todas z circum/ancias da vida4 99 99 99 99 99 ,de gr&e proveito nos p>ece que os m59os mais desemb>aados na escripta t5ham um cad]no onde todos os dias vo escrev5do mui laconicam5te o assumpto da lio1 e o que da mesma lhes p>ea mais digno de se cons]v> na memoria4 ,evite-se1 porm1 que n'e/es summ>ios1 ou indices m5emonicos1 se empreguem palavras escusadas e se commettam erros de grammatica4 ,de pr9cipio convir que o educador1 ao f9d> a lio1 ens9e aos m59os como o regi/ro deve s] feito2 depois ord5>-lhes-ha que o r$ijam em suas casas1 e que lh'o apres5tem no dia segu9te1 p>a s] em5dado4 ,e como a extrema conciso seja a melhor qualidade de taes escriptos1 aqui pmos um p>adigma1 p>a gov]no de educadores e educ&os4 ,ref]imo-nos ao primeiro dialogo1 que atraz fica ex>ado4 99,regi/ro99 ,assumpto4--,um co a ganir4 ,sons1 que os ces produzem com a bocca3 ,latido1 uivo1 rosnadura1 ganido4 ,so sub/antivos4 ,ladr>1 ou latir1 uiv>1 rosn>1 ganir4--,so v]bos4 ,ag\ros4--,no os ha4 ,vozes de diff]5tes animaes4--,co1 ladra2 can>io1 canta2 cavallo1 rel9*a2 mo*o1 pia2 gall9ha1 cac>eja2 gato1 mia4 ,o uivo dos ces no indica1 nem pde indic> a morte de n+uem1 nem desgraa n5huma4 ,se um co uiva1 p\co antes de morr] alguem1 e/e facto ap5as uma concid5cia1 um accaso4 99 99 99 99 99 ,o pr(essor exigir que os m59os1 nas respo/as que lhe d]em1 empreguem sempre phrases completas1 con=mes s leis grammaticaes1 simples e curtas quanto fr possivel4 99 99 99 99 99 ,reputa-se de gr&e utilidade n'e/e ens9o a repetio individual e simultanea4 um processo excell5te1 p>a conseguir que mais fundas se gravem c]tas especies no espirito dos alumnos1 e p>a corrigir defeitos de expresso e pronuncia4 ,no repetir em cro se deleitam z crianz muito1 morm5te se o tom das vozes no tri/onho1 mas alegre1 musical1 v>iadissimo4 99 99 99 99 99 ,ao m9imo erro de reg5cia1 de concordancia1 ou de pronuncia1 acudir logo o pr(essor com a indisp5savel adv]t5cia1 e tanto mais cl>a e f]vorosa1 quanto mais grave fr o erro4 ,suppunhmos que um m59o diga som5tes em vez de som5te1 faz-le por faz-lhe1 traz por traze1 ,madanela por ,magdal5a1 ou qualqu] outra das inf9itas corruptelas1 que deslu/ram a nossa l+ua1 e que a cada mom5to se nos dep>am at na conv]sao e escriptos dos d\tos1 e em docum5tos (ficiaes4 ,acto cont9uo adv]til-o-ha o pr(essor de que tal palavra no foi bem pronunciada1 e o convid> a que a repita correctam5te4 ,se o e/udante no at9> a em5dal-a1 repita-lh'a o pr(essor cuidadosam5te p>tida em syllabas1 acompanh&o cada uma d'e/as com uma pancada sobre a mesa com o ponteiro ou com a mo4 ,ouvida que seja a palavra assim pronunciada1 repetil-a-ha o e/udante tantas vezes1 quantas seja necess>io1 p>a que a no alt]e1 e aps e/e ex]cicio dil-a-ha to rapidam5te como de uso diz]-se4 ,se ao pr(essor p>ec] conv5i5te1 ord5> que outros e/udantes faam o mesmo ex]cicio individualm5te1 e por fim m&> que a palavra ou phrase seja cantada pela classe inteira1 att5d5do muito a que o erro1 que se pret5deu em5d>1 se no repita4 ,o que fica dito crca das palavras em especial applica-se em *eio s phrases compo/as de muitas palavras4 99 99 99 99 99 ,a falta de ordem e cl>eza no diz] defeito grave1 mas communissimo1 que tem raizes na escola prim>ia1 e que por isso mesmo ou nunca se p]de ou s com muito trabalho se consegue extirp>4 ,a fim de prev5il-o e de combatel-o comece o educador d&o exemplo de imp]turbavel ordem na exposio1 de esm]ada escolha dos t]mos1 de gr&e sobri$ade nos incid5tes1 e de irrepreh5sivel rigor nas concluses2 tudo i/o sem app>ato1 nem maneiras artificiosas1 que revelem os int5tos2 e esm]e-se em inspir> aos que o ouvirem o go/o de bem fall>1 cort&o todas z imp]feies mal apontem nos labios infants4 ,cabe n'e/e log> uma recomm5dao1 nunca asss repetida4 ,nas ruas1 nas aulas1 nos !atros1 nas conv]saes famili>es1 e1 qu&o ,deus s]vido1 at no p>lam5to1 e na impr5sa pr(]em-se a miudo palavras e phrases1 que1 com quanto no sejam de%one/as1 so to grosseiras e plebeas1 que n5huma pessoa delicada z dev]ia empreg>4 ,quasi sempre se ignora a origem d'aquelles t]mos1 muitos d'elles1 diga-se a v]dade1 sobremodo expressivos e por vezes engraados1 mas que nem por isso deixam de s] baixos e vis4 ,em evital-os seja f]vorosissimo todo o educador1 sem comtudo lev> o zelo at ao ponto de banir da conv]sao escol> z locues pittorescas e folgazs1 que alegram a l+uagem1 sem m>eal-a4 99 99 99 99 99 ,assim como z leituras e recitaes soturnas1 pesadas1 sub/anciosas1 e ext5sas1 aborrecem s crianz e no lhes pr5dem a att5o1 assim a poesia ligeira1 z hi/orias s+elas1 z fabulas e apologos1 z anecdotas e proloquios lhes aprazem sobremodo e de tal arte se lhes apegam memoria1 que no mais z esquecem4 ,v]dade que ,voltaire arguu os fabuli/as de qu]]em ens9> z v]dades moraes por um processo ess5cialm5te m5tiroso1 pondo a fall> animaes e plantas2 e condemn\ a leitura e recitao de taes composies nas primeiras edades4 ,tem porem mo/rado a exp]i5cia que ,esopo1 ,ph$ro1 ,la ,fonta9e e ,less+1 com os seus artificios poeticos moralisam mais1 e muito mais que a ,introduco vida devota1 que o ,flos ,sanctorum1 e que o ,!s\ro de m59os1 e quantos outros escriptos1 a9da que sejam v]dadeiros na ess5cia e correctos na frma1 se ho publicado p>a edificao das almas1 morm5te em quanto n'e/as se no ha robu/ecido a faculdade de racioc9>4 ,aproveitem-se pois d'e/e meio os educadores1 l5do de vez em qu&o escola uma fabula1 que t5ha relao com os objectos1 que se e/udam1 e faz5do-a decor>2 cont&o a proposito uma anecdota1 ou repet9do algum dos muitos e v]dadeirissimos rifes1 de que to rica a l+ua portugueza4 ,dos bons poetas nacionaes1 tanto mod]nos como antigos1 pod] o educador escolh] inf9ita copia de v]sos em todos os g5]os1 com os quaes ir p]fum&o z lies e des5volv5do na pu]icia o go/o da poesia1 que al>ga a imag9ao1 modifica e reprime z ru9s paixes1 consola o espirito1 e o dulcifica e embalsama4 ,fuja1 porem1 como de pe/e1 de v]sos mos ou m$iocres1 no esquec5do jamais que a poesia 1 no diz] de um dos mais elegantes e pr(undos escriptores de ,portugal1 o sr4 ,lat9o ,coelho1 a gr&eza e o nada2 o mundo e o atomo2 a gloria e a humiliao2 o triumpho e o m>tyrio2 o g5io e a l\cura4 ,no ens9o intuitivo1 a faculdade que mais cuidadosam5te se deve dirigir1 des5volv]1 e approxim> da p]feio a faculdade de comp>>1 cujos defeitos inutilisam os es=os das faculdades1 que a antec$em1 e ob/am a que z sup]iores se ex]am como mi/]4 ,so innum]aveis e quasi sempre facillimos os processos de comp>ao de que o educador pod] faz] uso1 desde a confrontao de dois feijes1 ou de dois alf9etes1 etc41 at ao e/udo comp>ativo de duas poesias1 de duas obras de arte1 d c>act] de dois hom5s notaveis1 de duas epocas hi/oricas4 ,no ha palavras p>a enc>ec] os resultados1 que os e/udos d'e/a ordem produzem e a influ5cia que ex]cem no des5volvim5to intellectual e moral das crianz4 99 99 99 99 99 ,a p> com o e/udo das c\sas1 podem e devem m>*> os ex]cicios att95tes ao ap]feioam5to dos s5tidos ext]nos1 e os preceitos consoantes sua hygi5e4 ,todos t]o obs]vado que o ex]cicio de c]tos orgos concorre por muito p>a que os mesmos se apurem e tornem cada vez mais delicados4 ,os hom5s d m>1 aco/umados a olh> muito ao longe1 e a busc>em a gr&es di/ancias um objecto p]ceptivel1 exc$em sempre em p]spicacia os que teem vivido enc]rados em horisontes m5os ext5sos4 ,um musico1 habituado a reg] or*e/ras1 p]cebe1 a9da mesmo nos *eios1 se qualqu] dos executantes deu uma nota errada1 ou commetteo outro erro4 ,cegos tem havido1 que pelo apalp> di/+uem nos corpos qualidades1 que p]t5cem ao dom9io da viso1 e executam trabalhos manuaes difficeis e delicados1 como aquelle cego de nasc5a1 de que falla o sr4 dr4 ,c5tazzi na sua ,m$ic9a e ,hygi5e ,popul>1 que exi/ia na cidade de ,f>o1 no ,alg>ve1 e que fazia pees1 cubos1 e outras obras to p]feitas1 como z dos mais habeis me/res4 ,dos provadores de v9ho se sabe quo facilm5te reconhecem pelo palad> o m]ito1 idade1 pureza1 e prov5i5cia d precioso liquor4 ,no se deve esp]> que a gymna/ica dos s5tidos1 por mais bem dirigida que seja na casa pat]na e nas escolas infants e prim>ias1 v5ha a produzir to miraculosos resultados2 mas indubitavel1 que lhes corrigir muitos defeitos1 e que de dia p>a dia os hade ir torn&o mais apropriados aos importantissimos f9s1 p>a que a natureza os de/9\4 ,os paes em suas casas1 e os pr(essores nas escolas pod]o comear a gymna/ica dos s5tidos pelo exame e comp>ao das cres4 ,mo/r>o primeiro aos educ&os o v]melho1 am>ello1 v]de1 azul1 preto1 branco2 depois diff]5tes gradaes de cada uma d'e/as cres2 em seguida z cres de transio2 apoz e/as1 todas z mais1 que fr possivel apres5t>-lhes4 ,a p\co e p\co lh'z iro nome&o1 e faz5do not> tudo quanto convi] que elles saibam a tal respeito4 ,ao conhecim5to das cres pod]-se-ho seguir ex]cicios t5d5tes a apur> a vi/a1 taes como a inspeco de objectos collocados a di/ancia cada vez maior2 a leitura ao longe1 e a pesquiza de algumas e/rellas1 planetas e con/ellaes1 cuja posio no espao previam5te se lhes t5ha mo/rado no mappa4 ,por meio de processos analogos se podem educ> os outros s5tidos1 ens9&o-se ao mesmo tempo milh>es de c\sas4 99 99 99 99 99 ,tambem os me/res d ens9o intuitivo1 recomm5dam1 que se aco/umem os m59os a l]em e a exporem elegante1 exacta1 e correctam5te4 ,em algumas escolas temos notado quo p\co os pr(essores att5dem a e/a p>te d ens9o1 cons5t9do que os e/udantes exponham z lies e respondam s p]guntas1 que se lhes fazem1 com extrema neglig5cia2 neglig5cia na pronunciao das palavras1 cujos sons elem5t>es falseam2 neglig5cia na declamao1 que por muito precipitada1 ou por extremam5te preguiosa1 se torna monotona e insuportavel2 neglig5cia na coord5ao das idz compon5tes dos racioc9ios1 e neglig5cia na disposio d'e/es4 ,acudir com rem$io a tantos defeitos empreza ardua e enfadonha1 mas de que no ha de levant> mo o bom educador1 s5do o seu primeiro e p]si/5te cuidado des>reig> os vicios da pronunciao1 que pr9cipalm5te na crte1 trazem adult]adissimo o mais elegante e donairoso de quantos idiomas se fallam no mundo1 se exceptu>mos o italiano1 ao qual1 no ob/ante a sua nativa belleza e abundancia1 no som5os4 ,d>ia um livro a s enum]ao das transgresses das regras or?oepicas1 que a cada mom5to se ouvem at em boccas de ouro2 to irresi/ivel a =a dos maus exemplos6 ,de entre z mais vulg>es cit>emos1 p>a amo/ra1 o accresc5tam5to1 ou p>agoge de um e mudo ao inf9ito dos v]bos1 diz5do-se3 am>e1 faz]e1 com]e1 p>tire1 pore1 etc41 em vez de am>1 faz]1 com]1 p>tir1 pr4 ,o mesmo accresc5tam5to ao f9al das palavras1 que t]m9am em consoante1 pr(]9do-se3 sole1 flore1 mulh]e1 metale1 em log> de sol1 flor1 mulh]1 metal2 o emprego d a grave1 onde dev]ia so> e fe*ado1 pronunci&o-se esplho1 panha1 tanha1 etc41 por espelho1 p5ha1 t5ha4 ,a sub/ituio grosseirissima de le a lhe1 diz5do se dei-le1 mo/rei-le1 quiz]a-le1 em vez de dei-lhe1 mo/rei-lhe1 quiz]a-lhe2 bem como o emprego de lhe1 qu&o e/e pronome se ref]e a mais de uma pessoa ou c\sa1 e de lhes1 qu&o a ref]5cia a uma s c\sa ou pessoa4 ,o emprego de i em log> de e em muitas palavras taes como d$al1 d$eira1 deante1 emp5ho1 empre/>1 que a mr p>te da g5te pronuncia3 didal1 dideira1 diante1 ou di5te1 imp5ho1 ou impanho1 impre/>4 ,de tanto e to damn9ho joio ir o educador arranc&o di>iam5te muitas mos *eias1 desafog&o a l+uagem de todos quantos s5es n'ella fr descobr9do1 afim de que mais t>de1 qu&o os m59os entr>em a e/ud> os segr$os da elocuo1 nem elles1 nem os pr(essores t5ham de p]d] muito tempo e muita paci5cia em os debell>4 ,e no sm5te aos erros da pronunciao se ha de ir applic&o prompto e efficaz rem$io1 mas tambem aos gallicismos e plebeismos de que e/ 9ada a nossa l+ua1 mrm5te aos que respeit>em composio das phrases1 hav5do o maximo cuidado em no atordo> z cabez dos e/udant9hos com preceitos de grammatica e consid]aes philologicas4 ,se um m59o diss]3 ,vi hoje na montra de um livreiro uma l9da e/ampa2 accudir logo o educador3 ,no se diz montra2 diz-se mo/rador2 e f> que o moc9ho repita a phrase1 sub/itu9do o t]mo p]egr9o e escusado pela palavra portugueza4 ,diz outro3 ,h\v]am hontem muitas fe/as de egreja2 em5d> sem demora o educador3 ,h\ve hontem muitas fe/as de egreja2 e convidal-o-ha a que em5de o erro4 ,se algum m59o lhe p]gunt> a razo por que tal palavra ou phrase se no deve diz]1 a respo/a s] regulada pela idade1 intellig5cia e adiantam5to d int]rogante1 de modo que1 se elle fr pequ59o e muito novio em mat]ias grammaticaes1 s lhe dir3 ,essa palavra no se deve empreg> porque e/ranha nossa l+ua e desnecess>ia2 essa phrase no admissivel1 porque no con=me s leis da grammatica1 que a sci5cia de bem fall>4 ,e ahi fica o educ&o ins5sivelm5te sab$or de que a phrase1 que empreg\1 no boa2 de qual ou quaes a devem sub/ituir2 de que o discurso e/ subjeito a leis2 e de que a sci5cia de fall> correctam5te se *ama grammatica4 ,quanto mais no val] a adv]t5cia despret5ciosa1 que val]ia um discurso mui *orudo de citaes e palavras lat9as e gregas6 ,se o pequ5ito1 que os ha amigos de discutir e af]rados propria op9io1 no l>g> volunt>io a palavra1 que ouvira ou lra1 bom s] conv5cel-o1 no com argum5tos sci5tificos1 salvo se a sua intellig5cia os pod] compreh5d] sem cu/o1 mas por meio de um simile4 ,pod]-se-lhe-ha pond]> que assim como n+uem rasoavelm5te vae p$ir empre/adas aos vis9hos c\sas de que t5ha abundancia de portas a d5tro1 nem vae ao m]cado compr> fructa ruim1 t5do-a famosa no qu9tal1 a bat]-lhe nas vidraz1 assim os portuguezes de bom juizo e suffici5te in/ruco1 no devem &> tom&o palavras e maneiras de diz] a e/ranhos1 qu&o at p>a rep>tir com elles lhes sobram muitas4 ,p>a conseguir que z crianz leiam e fallem com elegancia1 e n'i/o vae o segr$o da p]feitissima declamao1 a primeira c\sa1 que o educador tem a faz]1 aco/umal-z ao rhy?mo1 to bem aproveitado pelo sr4 ,visconde de ,ca/ilho no seu ,me?odo de leitura rep5t9a4 ,por p\co que se p5se na organisao de todo o app>elho vocal 7pulmes1 l>ynge1 bocca e n>9as7 nas relaes d'aquelles orgos e no me*anismo da voz1 facilm5te se p]ceb]1 que a palavra1 no que tem de physico1 v]dadeira musica1 com seus sons naturaes e accid5taes1 com sua oitava1 com escalas ora mais1 ora m5os ext5sas1 com os seus tempos1 j breves1 j longos1 e at com a expresso e timbre v>iadissimo1 que s vibraes sonoras e musicaes1 imprimem os in/rum5tos4 ,ora1 como no ha musica1 que tal se possa *am>1 sem rhy?mo e expresso1 cl>o e/ que a voz humana1 p>a satisfaz] s condies da arte1 e bem s]vir a intellig5cia1 de que a melhor reveladora1 e at p>te integrante1 no diz] de ,condillac1 deve s] rhytmica e expressiva4 ,p>a que e/as duas ess5ciaes qualidades lhe no faltem indisp5savel em primeiro log>1 que o educador habitue os m59os a obdec]em escrupulosam5te ao compasso1 na pronunciao dos sons elem5t>es 7vozes e consonancias7 na dos compo/os 7diph?ongos e syllabas7 e na recitao das palavras1 que s pod] s] p]feita1 qu&o tiv]em sido previam5te divididas em tantos tempos1 quantos =em seus elem5tos syllabicos4 ,depois de bem ame/rados por meio d'e/es ex]cicios na leitura auricul> das palavras1 que o educador p>a tal fim lhes dit> em voz bem intelligivel1 palme&o z primeiro mui vag>osam5te1 depois um p\co*9ho mais depressa e por ultimo com o natural &am5to1 pass>o os m59os a l] por cima1 como uso diz]-se nas escolas4 ,*egado a e/e ponto t] o educador de desvel>-se muito em supprir a extrema p5uria da or?ographia1 no tanto no tocante repres5tao dos sons con/ituitivos das palavras1 no que muito falta1 como no que se ref]e diviso logica das oraes1 s v>iadissimas pausas1 que ha de faz] o bom l$or e recitador p]feito2 s inf9itas intonaes de que c>ecem z palavras1 z proposies1 os p]iodos e at um mesmo vocabulo con=me a ida que revela#a4 ,l] ou fall> sem intonaes1 sem pausas1 sem z devidas quantidades1 sem d> ao que se l ou falla o natural colorido1 e o relevo indisp5savel1 vale tanto como qu]] execut> em um piano mis]avelm5te desaf9ado os primores de ,ross9i1 ,donizetti1 ,bell9i1 ,mey]be] ou ,m>cos ,portugal4 ,e no ob/ante s]em intuitivas todas e/as v]dades1 muitissimas pessoas ha1 que z desconhecem1 e muitas que1 no z desconhec5do1 como que se aprazem de l] e fall> por modo tal1 que provocam t$io e somno4 ,d>ia optimo resultado1 como tivemos opportunidade de mo/r> praticam5te a um educador1 sempre avido de se ap]feio>1 e em extremo b5evol5te p>a comnosco1 a introduco nas escolas infants e prim>ias1 p>a o ens9o e ap]feioam5to da leitura e recitao de um processo analogo ao adoptado pelos reg5tes de or*e/ras e b&as m>ciaes no e/udo das pez conc]tantes4 ,consi/e elle em se colloc>em os m59os em p ou ass5tados1 mas cons]v&o direitos os troncos e naturalm5te levantadas z cabez#b em fr5te de e/antes ou mesas1 onde e/ejam ab]tos os livros4 ,em log> elevado1 de modo que todos os escol>es o vejam1 e/ o educador em p1 batuta na mo1 olhos no livro e olhos na turba4 ,primeiro l elle pausadam5te em voz alta1 com todo o esm]o1 um p]iodo1 m>c&o o compasso com a batuta1 repet9do duas ou mais vezes z palavras1 que lhe p>ec]em mais difficeis de pronunci>1 e corrig9do sem o m9imo acanham5to os proprios descuidos4 ,feito e/e ensaio1 m&a l] o mesmo tre*o ao e/udante mais adiantado1 depois a outro e outro1 res]v&o p>a o fim os m5os habeis1 p>a que t5ham tido tempo de se ame/r>4 ,f9do que seja e/e segundo ex]cicio1 e tomado algum descano1 d> o signal de att5o e m&> l] em cro1 indic&o sempre com a batuta1 como se e/ivesse reg5do uma or*e/ra1 todas z modificaes da voz1 que a leitura exigir4 ,a e/es e/udos1 que bem se podem *am> de leitura coral1 podem-se accresc5t> outros1 excell5tes p>a ex]cit> os m59os na declamao1 e mui bem acceitos d b&o infantil1 que consi/em primeiram5te na leitura1 e depois na recitao de cr1 de pequ5os dialogos1 fabulas1 e entremezes1 em que haja um cro e dois1 tres1 ou mais int]locutores4 ,composies d'e/e g5]o facilm5te se obtem1 e qu&o se no a*em1 sem muito cu/o z pde ar*itect> o pr(essor4 ,a p> dos ex]cicios de leitura e recitao se pde ir cultiv&o a intellig5cia dos m59os1 e aco/um&o-os a p5s>em e a exprimirem-se com c]to rigor logico4 ,nada ha mais facil4 ,umas vezes elles mesmos subm9i/r>o ao educador assumpto de molde p>a os seus conselhos e adv]t5cias1 outras vezes f>-lhes-ha e educador uma p]gunta ou lhes propor um problema1 e nas respo/as ir not&o z transgresses das leis da logica1 que porv5tura commett]em1 nunca sa9do d campo da pratica p>a o das !orias1 nem us&o da t]m9ologia sci5tifica1 que nas idades t5ras assu/a1 desgo/a e no in/rue4 99 99 99 99 99 ,c]r>emos e/as consid]aes lembr&o aos educadores a vantagem de excit> nos e/udantes o amor d e/udo pelo emprego de premios e di/9ces4 ,se no diz] de ,*ri/o ,todo o que trabalha digno de recomp5sa ,dignus e/ enim op]>ius m]c$e sua1 qual s] a razo por que se no hade gal>do> o bom comportam5to1 a assiduidade no e/udo1 o aceio1 e o progresso dos m59os8 ,se nas escolas sup]iores ha premios annuaes p>a os alumnos di/9ctos1 se z academias os (f]ecem aos sabios1 que cabalm5te satisfazem aos seus programmas2 se aos que triumpham nos c]tames das artes e da indu/ria se conc$e a m5o honrosa1 o accessit1 a m$alha de prata ou a de ouro2 se ha palmas e corz1 e ramalhetes1 e br9des p>a o actor eximio1 e at p>a o que na praa lucta com o t\ro embravecido1 de melhorm5te se devem premi> z crianc9has1 p>a z quaes o e/udo1 por mais que lh'o procuremos am5is>1 hade s] sempre t>efa improba e t$iosa4 ,hade porm hav] na concesso das di/9ces e premios escol>es a maxima p>cimonia e inteira ju/ia1 p>a que nem a prodigalidade lhes dim9ua o valor1 nem a p>cialidade os torne1 em vez de inc5tivo d bem1 fa*o de discordias1 e origem de malqu]5z4 ,e assim como a adv]t5cia e a repreh5so se no devem faz] esp]>1 commettida a falta1 assim tambem se no deve demor>1 nem regate> o gal>do aos que o m]ec]em4 ,f9da a semana1 a cada um se d> com c]ta solemnidade ou o diploma1 ou a m$alha1 ou a e/ampa1 ou o livro1 ou o br9qu$o1 mas nunca gulodices ou c\sas1 que os possam prejudic>4 ,alm d'e/es e/imulos1 bom s] que annualm5te haja1 como em muitos collegios se usa1 uma sesso publica consagrada glorificao dos que mais se h\v]em di/+uido4 ,ponhamos aqui ponto1 no porque hajamos dito quanto se pod]ia recomm5d> aos educadores relativam5te difficilima empresa de inici> z crianc9has nas sci5cias e na virtude1 mas porque expo/o fica o que mais lhes convem sab] p>a o bom emprego d ens9o intuitivo1 que nos proposemos vulg>is>1 conv5cidos da sua muita utilidade4 ,os exemplos que seguem1 no entram no plano de ens9o intuitivo gradual1 que1 se ,deus fr s]vido1 d>emos e/ampa2 so to sm5te uma amo/ra1 pela qual se possa faz] ida d sy/ema4 ,pref]imos p>a e/es exemplos os assumptos e objectos1 que nas suas primeiras lies trat>am ,braun e ,mayo1 insignes p$agogi/as1 que em mat]ia de educao tem pre/ado relevantes s]vios humanidade1 adquir9do inconte/avel direito a e/a humilde1 porm s9c]a hom5agem#c4 ,e j que fallmos de p$agogi/as de tamanha nomeada1 honremos aqui tambem outro escriptor e p$agogo notavel1 o sr4 ,j4 ,rambosson1 cuja ultima obra1 publicada em f9s d anno de #ahgb3 ,a educao mat]nal con=me z leis da natureza1 no inf]ior to ju/am5te applaudida3 ,educao das mes de familia1 de ,aim ,m>t91 hade =osam5te contribuir muito p>a a re=ma d actual viciosissimo sy/ema de educ> a infancia1 d qual o sr4 ,rambosson diz e/as to tri/es1 quo v]dadeiras palavras3 ,il n'exi/e ri5 s\s ce rapport1 ni *ez n\s ni ailleurs2 on ne peut appel] ducation ce que se pratique p\r cet ge4 ,,primeira ,,li,o ,ao entr>em a primeira vez na escola a maior p>te dos m59os receiam2 mutos d'elles temem4 ,que receiam e que temem8 ,receiam e temem a aus5cia e desamp>o tempor>io de suas mes e paes2 o affa/am5to de seus irmos e criados2 o pr(essor1 que desconhecem2 os condiscipulos1 que nunca viram2 a casa da aula1 que lhes e/ranha2 a sci5cia que ignoram4 ,quanto mais pequ59os1 mais desconfiados se ap>tam d n9ho seu pat]no1 mais desbotadas levam z faces1 mais tremem e se angu/iam ao aproxim>em-se d templos9ho mode/o e s]5o1 que se lhes afigura m$onho erga/ulo4 ,na repugnancia1 que os m59os tem escola1 so quasi sempre culpados os paes e z mes1 porque1 em vez de amoravelm5te lhes fall>em d'ella1 de lhes mo/r>em que e/ alli o alvorec] de todas z artes e sci5cias1 de lhes diz]em que aquella a unica porta por onde se entra vida publica1 na qual t]o1 qu&o hom5s1 de tom> p>te1 de lhes explic>em a misso d pr(essor e de lhes exp5d]em que n'elle accrescem aos dev]es de me/re os de amigo e patrono2 nada d'i/o fazem1 e s invocam o santo nome da escola1 qu&o irritados pelas travessuras das crianz1 que no qu]em ou no sabem rem$i> com br&ura1 bons conselhos1 bons exemplos e mod]adas correces1 pret5dem at]rorisal-os1 apont&o-lhes p>a aquella444 p5it5ci>ia4 ,como ha de am> a escola e appetecel-a1 e corr] p>a ella volunt>io e risonho o m59o1 a quem se no f>t>am de diz]3 ,no te aquietas8 ,irs p>a a escola1 onde te f>o e/> qu$o1 qu] queiras1 qu] no queiras4 ,no apr5das agora1 que o pr(essor depois1 com a palmatoria te mett] no bom cam9ho4 ,por mais que te ralhe1 no te em5das1 tudo rasgas1 tudo quebras2 deixa-te ir p>a a escola2444 f>ei queixa ao pr(essor1 elle te por z uvas em pisa#d4 ,a fim de rem$i> e/es deploraveis vicios da educao dome/ica1 de tranquillis> o e/udant9ho1 de famili>isal-o com o pr(essor e com os alumnos e de infiltr>-lhe n'alma o amor da escola e d e/udo1 adopte-se o segu9te modelo de recepo1 ou outro melhor1 mas p\co mais ou m5os d mesmo padro4 ,pr(essor4#e--,v5ha c1 meu m59o2 como se *ama8 ,e/udante4--,viriato4 ,p4--,viriato o seu primeiro nome2 desejo tambem sab] o seu sobr5ome e appellido4 ,e4--,*amo-me ,viriato ,h5rique de ,oliveira4 ,p4--,bonito nome4 ,p>a correspond] a elle t] o m59o de s] val5te1 de/emido1 muito amante da sua patria e muito bom4 ,sabe porque8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,eu lh'o explico4 ,viriato foi um pa/or da ,s]ra da ,e/rella1 to amigo da patria e dos patricios1 que p>a imp$ir que os romanos os escravisassem1 l>g\ o cajado1 ab&on\ os rebanhos1 que apasc5tava1 tom\ armas1 aggreg\ a si outros val5tes1 e por muitos annos desb>at\ os ex]citos e/rangeiros1 env]gonh&o g5]aes agu]ridos1 e grange&o fama et]na4 ,d4 ,h5rique foi outro milit> de gr&es dotes1 e que tanto se di/+uiu na gu]ra contra os m\ros1 que en*iam a ,hespanha e a nossa t]ra1 que1 em premio de seu valor veiu a cas> com ,d4 ,!resa1 filha de um rei mui pod]oso1 da qual nasceu ,d4 ,affonso ,h5riques1 primeiro mon>*a portuguez4 ,e p>a que todo o nome d m59o seja de bom ag\ro1 at lhe poz]am o appellido de ,oliveira1 que uma arvore muito util e agradavel1 symbolo da paz1 de cujos fructos1 z azeitonas1 se tira o azeite1 que o melhor e mais precioso oleo1 que se conhece4 ,mas deixemos o azeite e a oliveira1 que a9da lhe qu]o faz] mais p]guntas4 ,como se *ama o seu pap8 ,e4--,antonio ,joaquim de ,oliveira4 ,p4--,que emprego tem elle8 ,e4-- milit>4 ,p4--,e o m59o qu] tambem s] milit>8 ,e4--,no1 s5hor2 qu]o s] m$ico4 ,p4--,bom que no sigam todos a mesma c>reira2 haja milit>es1 p>a def5d]em a patria dos inimigos e/ranhos1 e p>a mant]em o socego e a ordem1 que so a primeira necessidade dos povos2 e haja m$icos p>a cur>em os do5tes1 e p>a nos ens9>em o que devemos faz] p>a no enf]m>4 ,que edade tem o m59o8 ,e4--,nove annos4 ,p4--,o seu pap tem mais filhos8 ,e4--,tem mais tres4 ,p4--,os filhos d seu pap e da sua mam o que so ao m59o8 ,e4--,so meus irmos4 ,p4--,como se *amam os seus manos8 ,e4--,?omaz1 ,clem5te e ,val]iano4 ,p4--,dos quatro qual o mais velho8 ,e4-- o ,?omaz4 ,p4--,porque elle mais velho8 ,e4--,porque nasceu primeiro que os outros4 ,p4--,se ,?omaz o mais velho1 porque nasceu primeiro que os outros1 como design> o ultimo nascido8 ,e4--,direi que o mais pequ5o4 ,p4--,melhor diz] que o mais novo4 ,onde mora o m59o8 ,e4--,na rua da ,alegria4 ,p4--,caspite6 ,quem mora na rua da ,alegria no deve s] tri/e4 ,aps e/a pratica com os recem-entrados pod] o pr(essor ou pr(essora convid> os que s\b]em cont> a cont>em os e/udantes1 que e/iv]em na escola1 e a design> pelos nomes os que =em seus conhecidos4 ,p4--,m59o ,viriato#f quantos condiscipulos tem aqui8 ,e4--,no sei4 ,p4--,no sabe1 porque a9da os no cont\2 conte-os em voz alta4 ,e4--,um1 dois1 tres1 etc4 ,p4--,agora1 que sabemos quantos traqu9as aqui e/o1 diga-me os nomes dos seus conhecidos4 ,e4--,aquelle ,francisco2 aquelle ,antonio2 aquelle1 que e/ ao p da janella1 tambem se *ama ,francisco1 etc4 ,p4--,ha n'e/a aula tres ,franciscos1 como que os havemos de di/+uir de modo que1 ao *am> um d'elles1 no acudam todos tres8 ,e4--,no sei4 ,p4--,nada mais facil2 ba/> accresc5t> ao primeiro nome de cada um o appellido da familia2 t]emos3 ,francisco de ,mello2 ,francisco de ,agui> e ,francisco ,l\reiro4 ,qu&o diff]5tes pessoas ou c\sas tem o mesmo nome1 indisp5savel junt> ao nome que lhes commum1 outro1 p>a que z possmos design> sem confuso4 ,os m59os tem nas suas casas cpos de diff]5tes tamanhos1 p>a diff]5tes usos2 a uns *amam cpos d'agua1 a outros cpos de v9ho1 a outros cpos de liquor4 ,o mesmo fazemos com a fructa4 ,ha muitas qualidades de pras2 p>a di/+uil-z d5om9amol-z pra p>da1 pra virgulosa1 pra boj>da1 pra flam5ga1 etc4 99 99 99 99 99 ,f9da que seja a segunda phase d'e/e colloquio1 t5ue1 mas conv5i5te p>a desassombr> o espirito dos e/udant9hos1 pass> o pr(essor a faz]-lhes outra ordem de p]guntas4 ,p4--,como se *ama1 meus m59os1 e/a casa1 onde e/amos8 ,e4--,*ama-se escola4 ,r4--,p>a que vem os m59os escola8 ,e4--,p>a apr5d]4 ,r4--,que vem os m59os apr5d]8 ,e4--,a l]1 escrev] e cont>4 ,p4--,assim 2 mas na escola alm de l]1 escrev] e cont>1 ens9am-se muitas outras c\sas agradaveis e uteis1 z quaes todas concorrem p>a torn> os m59os in/ruidos e virtuosos4 ,qu]el-z-heis apr5d] tambem8 ,e4--,qu]emos1 sim1 s5hor2 qu]emos4 ,p4--,ha um adagio1 que diz3--,o que se ha de faz]1 faa-se2 sigamos o adagio e comecemos desde j o nosso e/udo1 exam9&o os objectos1 que e/o n'e/a aula4 7,aqui mo/r> o pr(essor aos e/udantes o quadro preto#g a que muitos impropriam5te *amam p$ra74 ,qual dos m59os tem um objecto como e/e em sua casa8 ,e4--,eu no2 eu tambem no4 ,p4--,sabem como se *ama8 ,e4--,*ama-se p$ra4 ,p4--,assim o d5om9am alguns1 mas impropriam5te4 ,i/o no de p$ra1 de pau1 de madeira4 ,ha n'e/a casa alguma c\sa de p$ra8 ,e4--,z hombreiras da porta e das janellas4 ,p4--,e nada mais8 ,e4--,z ardosias1 que tr\xemos p>a faz] contas4 ,p4--,o m59o ,f4 respondeu muito bem2 essas lam9as pretas1 a que *ammos ardosias ou l\sas1 e z p5nas com que escrevemos n'ellas1 so p$aos de p$ra4 ,qu]em v] a diff]5a1 que vae da p$ra madeira8 ,batam com os d$os nas ardosias2 agora v5ham aqui1 e batam n'i/o1 a que d]am o nome de p$ra4 ,todos p]cebem a diff]5a d som4 ,e4-- v]dade4 ,p4--,como *am>emos1 pois1 a e/e objecto8 ,eu lh'o digo4 ,*am>-lhe-hemos o quadro1 ou a taboa2 e como e/a madeira e/ p9tada1 pod]emos acresc5t> ao nome quadro outro nome1 indicativo da cr1 que tem4 ,e4--,pod]emos diz]3 ,quadro preto4 ,p4--,mui bem4 ,agora dir-me-ho p>a que s]ve o quadro preto4 ,e4--,s]ve p>a n'elle se escrev]4 ,p4--7,mo/r&o um p$ao de giz74 ,sabeis o que i/o8 ,e4-- um bocado de giz4 ,p4--,p>a que o t5ho eu aqui8 ,e4--,p>a escrev] no quadro preto4 ,p4--,de que cr o giz8 ,e4-- branco4 ,p4--7,mo/r&o a esponja74 ,como se *ama e/'outro objecto8 ,e4--,*ama-se--esponja4 ,p4--,p>a que temos aqui e/a esponja8 ,e4--,p>a apag> z lettras e z figuras1 que se fiz]am no quadro preto4 ,p4--,no pod]iamos apag> a escripta com o l5o de asso>8 ,e4--,pod]iamos1 sim1 s5hor2 mas fic>ia sujo1 e suj>-nos-hia o fato4 ,p4--,respondeu muito bem4 ,e porque razo no apagmos z lettras com z mos8 ,e4--,porque fic>iam sujas1 e suj>-nos-hiam tambem o fato4 ,p4--,qu&o por qualqu] motivo tiv]mos sujado z mos1 que dev]emos faz]8 ,e4--,limpal-z4 ,p4--,de quantas maneiras se limpam z mos8 ,e4--,esfreg&o-z n'um panno1 ou lav&o-z4 ,p4--,como ficam ellas mais des5xovalhadas1 esfreg&o z n'um panno1 ou lav&o-z8 ,e4--,lav&o-z4 ,p4--,como se *amam z pez de r\pa1 de que nos s]vimos p>a enxug> z mos depois de z t]mos lavado8 ,e4--,*amam-se--toalhas de mos4 ,p4--,traz] z mos limpas g>ridice1 ou necessidade e dev]8 ,e4-- necessidade e dev]4 ,p4--,p>a que necess>io traz] z mos aceiadas8 ,e4--,p>a no man*>mos aquillo em que me*]mos1 e p>a no enoj> z pessoas1 que nos virem ou a quem pre/>mos algum s]vio4 ,p4--,a sugidade das mos prejudica a saude8 ,e4--,no sei4 ,p4--,prejudica1 e muito2 em primeiro log> porque ob/a transpirao1 i/o 1 sada da agua e suor1 que cont9uam5te e/o atravess&o a pelle2 em segundo log> porque1 indo com z mo sujas aos olhos1 pod]emos inflamal-os e orig9> do5z1 que ou nos enfraqueam a vi/a ou nos ac>retem a cegueira4 ,quantas vezes ao dia dev]emos lav> z mos8 ,e4--,quantas fr necess>io4 ,p4--,ac]tadam5te respond]am2 mas no s] escusado diz]-lhes que inv>iavelm5te z devem lav> pela manh1 ao ergu]em-se da cama2 antes e depois d almoo1 jant> e ceia1 ou de qualqu] outra refeio2 ao sair e entr> em casa2 afra z outras vezes1 que o aceio o exigir4 ,passemos a outro assumpto4 7,apont&o p>a o cavallete47 ,qual dos m59os me sab] diz] o nome d'aquelle objecto8 ,sil5cio4 ,p4--,m59o ,c>los1 no sabe como se *ama aquillo8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,p$r9ho1 tambem no sabe como se *ama aquella g]+ona8#h ,e4--,*ama-se cavallete4 ,p4--,ac]t\4 ,agora digam todos commigo3 ,ca-va-lle-te#i4 ,e4--,ca-va-lle-te4 ,p4--,agora ho de diz] esse nome1 sem sep>>em z syllabas4 ,e4--,cavallete4 ,p4--,p>a que s]ve aquelle cavallete8 ,e4--,s]ve p>a su/5t> o quadro preto4 ,resumo ,a casa1 onde e/amos1 *ama-se escola4 ,na escola apr5de-se a l]1 escrev]1 cont>1 a d\tr9a *ri/1 des5ho1 canto1 e mil outras c\sas uteis e agradaveis1 que o pr(essor nos vae ens9&o p\co e p\co1 z quaes todas concorrem p>a que sejamos bons e in/ruidos1 qualidades e/as indisp5saveis a qualqu] homem4 ,ha na escola div]sos objectos1 e entre elles o quadro preto1 a esponja1 o giz e o cavallete4 ,no quadro preto escreve-se com giz4 ,s]ve a esponja p>a se apag> o que se escreveu no quadro1 e o cavallete p>a su/5t> o mesmo quadro4 ,reflexes ,meus m59os1 att5dei bem ao que v\ diz]-vos1 e no o esqueaes4 ,pode a casa da escola s] convidativa1 a mobilia e ut5silios bons1 os comp5dios famosos1 o pr(essor sabio1 zeloso e habil1 e o me?odo de ens9o excell5te1 e no ob/ante todas e/as invejaveis condies1 os e/udantes no utilis>em nada1 com detrim5to proprio e de seus paes1 por falta de assidua frequ5cia e de e/udo4 ,so incalculaveis os prejuizos1 que resultam das repetidas faltas escola4 ,os m59os1 que faltam1 no s no se adiantam1 mas p]dem o que apr5d]am1 desgo/am e entibiam o pr(essor1 introduzem a desordem na aula1 e incitam os collegas com o exemplo1 a que proc$am d mesmo modo4 ,evitae1 pois1 todos e/es males1 no falt&o escola sem causa ju/ificavel1 e e/ud&o aqui e em vossas casas1 i/o 1 att5d5do ao que o pr(essor vos diss]1 m$it&o nas suas palavras1 e l5do ou decor&o o que vos m&>em que leiaes ou decoreis4 ,no se pode s] in/ruido1 sem e/ud>4 ,os m59os e/udiosos grangeiam a e/ima das pessoas de bem1 e tornam-se dignos da proteco div9a4 ,,segunda ,,li,o ,a ,,escola ,p4--,meus m59os1 fallmos outro dia d quadro preto1 das ardozias1 d giz1 da esponja1 da toalha de mos1 e d cavallete2 desejo que me nomeeis agora mais alguns ut5silios da escola444 ,como se *ama i/o8 7,indic&o a mesa74 ,e4--,*ama-se mesa4 ,p4--,de que feita e/a mesa8 ,e4--,de madeira4 ,p4--,todas z mesas so de madeira8 ,e4--,no1 s5hor2 algumas so de p$ra4 ,p4--,e no z ha feitas de outras mat]ias8 ,e4--,no sei4 ,p4--,nunca viram mesas de metal8 ,e4--,lembro-me agora de tel-z vi/o de f]ro4 ,p4--,e no s de madeira1 de p$ra e de f]ro se podem faz]2 todas z mat]ias solidas e duras se pre/am con/ruco d'e/e movel4 ,como se *ama e/a p>te da mesa8 7,indic&o a p>te sup]ior74 ,e4--,taboa da mesa4 ,p4--,como se *ama e/'outra8 7,indic&o a p>te sobre que ass5ta a taboa74 ,e4--,*ama-se aro4 ,p4--,v9de aqui e dizei-me1 que nome tem e/as especies de caixas 7,mo/r&o z gavetas7 que e/o sobre a taboa da mesa1 e que eu puxo p>a fra e torno a escond] 7abr9do e fe*&o z gavetas74 ,e4--,essas especies de caixas *amam-se gavetas4 ,p4--,p>a que s]vem z gavetas8 ,e4--,p>a gu>d> div]sos objectos8 ,p4--,e/as pez de metal1 que z gavetas aqui tem embebidas na madeira1 como se d5om9am8 ,e4--,fe*aduras4 ,p4--,p>a que s]vem e/as fe*aduras8 ,e4--,p>a fe*> z gavetas8 ,p4--,porque razo fe*o eu z gavetas d'e/a mesa1 qu&o saio da aula8 ,e4--,no sei4 ,p4--,porque ha m59os1 que commettem a indiscripo de z abrir e de me*] no que n'ellas e/1 pratic&o uma aco feia 444 ,e4-- mu abrir uma gaveta8 ,p4--,se a gaveta de nosso uso1 ou se nos p]mittido abril-a e toc> no que l e/1 no commettemos falta n5huma em a abrir2 mas se de outrem1 ou se nos prohibiram abril-a1 aco muito feia e m o desc]ral-a1 sem lic5a1 excepto em caso de necessidade4 ,e j que e/amos a fall> de gavetas1 dizei-me1 que deve faz] um m59o bem educado1 qu&o na sua pres5a se abre uma gaveta8 ,e4--,no sei4 ,p4--,deve ab/]-se de olh> p>a l e de e/> a obs]v> o que ella contem4 ,dizei-me1 com que se abrem z fe*aduras8 ,e4--,com z *aves4 ,p4--,olhae p>a aqui444 ,metto a *ave n'e/a fe*adura d\-lhe volta e vejo sair uma pea de f]ro1 *ata e l>ga4 ,e4-- v]dade4 ,p4--,como se *ama essa pea8 ,e4--,l+ueta4 ,p4--,sabeis porque lhe poz]am o nome de l+ueta8 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,soletrae a palavra l+ueta1 e talvez deis no v9te4 ,e4--,l9-gue-ta4 ,p4--,z duas primeiras syllabas d'essa palavra no vos trazem memoria outra palavra muito conhecida8 ,e4--,trazem1 sim1 s5hor2 a palavra l+ua4 ,p4--,rep>ae agora se ha alguma similhana entre a l+ua d homem e dos outros animaes e a p>te da fe*adura1 que e/amos obs]v&o4 ,e4--,ha1 sim1 s5hor4 ,p4--,em que8 ,e4--,a l+ua *ata e a l+ueta tambem2 a l+ua comprida1 como a l+ueta2 a l+ua e/ preza na bocca d'onde sae s vezes1 e a l+ueta e/ egualm5te presa no int]ior de uma caixa da qual a *ave a faz sair4 ,p4--,difficilm5te se pod]ia respond] melhor m9ha p]gunta4 ,tomem d'aqui exemplo os outros m59os4 ,a explicao que o m59o ,f4 me deu prova-me que elle obs]va z c\sas com att5o e compra umas com z outras1 o que muito concorre p>a que se nos des5volva a intellig5cia2 ou que1 se alguem lhe t9ha ens9ado i/o1 se no esqueceu d que lhe haviam dito1 o que tambem muito p>a l\v>#aj4 ,e4--,a mim n+uem me t9ha ens9ado a respo/a4 ,p4--,tanto melhor1 porque deu prova de que m$ita no que v2 que vr z c\sas sup]ficialm5te quasi o mesmo que no z vr3 ,cont9uemos a e/ud> a mesa4 ,rep>em n'e/as quatro columnas 7mo/r&o os ps da meza7 sobre z quaes ass5ta a taboa1 o aro e z gavetas4 ,e4--,so os ps da meza4 ,p4--,porque se lhes *ama ps8 ,e4--,porque su/5tam o re/o da mesa1 maneira dos ps d homem e dos animaes1 que su/5tam o re/o d corpo4 ,p4--,todas z mesas tem quatro ps8 ,e4--,nem todas2 umas tem um s p1 outras quatro1 outras seis1 e podem t] mais4 ,p4--,quaes so z mais firmes1 i/o 1 m5os subjeitas a cairem1 z de um1 ou z de quatro ps8 ,e4--,z de quatro ps4 ,p4--,p>a que s]vem os bancos8 ,e4--,p>a nos ass5t>mos4 ,p4--,de que so feitos esses bancos8 ,e4--,de madeira4 ,p4--,no pod]iam s] feitos de outra mat]ia8 ,e4--,pod]iam s] de f]ro1 ou de p$ra4 ,p4--,porque no poriam aqui bancos de p$ra8 ,e4--,porque so mais c>os1 que os de pau4 ,p4--,e s por isso que os no poz]am aqui8 ,e4-- porque so muito pezados2 no pod]iamos mudal-os de um log> p>a outro4 ,p4--,no hav] outro motivo p>a pref]ir os bancos de pau aos de p$ra8 ,e4--,no sei4 ,p4--,m59o ,f444 queira respond] m9ha p]gunta8 ,e4--,no sei4 ,p4--,aquelle e/udant9ho1 que alm e/ a ge/icul>1 que nos vae satisfaz] a curiosidade2 vamos1 m59o ,g444 deite a b>ra adiante aos seus collegas1 revel&o-nos o motivo porque os bancos de p$ra1 p>te o s]em pesados e c>os1 no so adoptados nas nossas casas e nas aulas8 ,e4--,p>ece-me que por s]em muito frios4 ,p4--,por causa da frialdade da p$ra so os bancos d'aquella mat]ia no s incommodos1 s5o muito prejudiciaes saude4 ,passemos a outro assumpto4 ,j vos pond]ei que muito mau falt> aula1 no e/> att5to ao que diz o pr(essor1 e no e/ud>4 ,desejo que me digaes agora o que acontece aos e/udantes1 que no vem ao pr9cipio da aula1 e que entram aqui uma hora1 ou hora e meia1 depois de t]em comeado os nossos trabalhos8 ,e4--,no podem seguir bem z lies4 ,p4--,que dev]1 pois1 faz]1 relativam5te a e/e ponto1 um e/udante applicado1 e que deseje adiant>-se8 ,e4--,dev] entr> na aula hora m>cada p>a o comeo d e/udo4 ,p4--,diga-me m59o ,l444 que c\sas deve o e/udante traz] sempre p>a a escola8 ,e4--,uma ardozia1 uma p5na de p$ra1 um lapiz1 uma p5na de ao1 e os livros4 ,p4--,e que lhe acontec]1 se lhe esquec] alguma ou algumas d'e/as c\sas8 ,e4--,no pod] tir> da lio o fructo1 que deve tir>4 ,p4--,qual s] a razo porque alguns m59os *egam muitas vezes aula sem os objectos1 que lhes so indisp5saveis8 ,e4--,a razo d'essa falta ou por que se esquecem de os tom> ao sair de casa1 ou por que1 sa9do com pressa1 os no a*am1 e lhes falta o tempo p>a procural-os4 ,p4--,ha meio de evit> aquelle esquecim5to1 e de faz] com que os objectos1 que devem traz] p>a a aula1 se lhes dep>em facilm5te8 ,e4--,ha1 sim1 s5hor4 ,ba/> que os m59os ponham a ardozia1 o lapis1 e os livros em um log> c]to4 ,p4--,que nome d>emos a um m59o1 que pe uma c\sa aqui1 outra alli1 outra acol1 e que depois se no lembra dos log>es onde z poz8 ,e4--,des>ranjado4 ,p4--,e ao que suja e rasga os livros1 e deita borres na escripta1 e por cima das mesas1 e se apres5ta com a c>a e os d$os enxovalhados8 ,e4--,porco ou enxovalhado4 ,p4--,deve o pr(essor cons5tir que os m59os rasguem os livros1 que salpiquem de t9ta z p>$es e z mesas1 que tragam sujas z mos e c>a1 e o fato *eios de nodoas8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,porque8 ,e4--,porque e/rag> os livros1 ou z p>$es1 ou qualqu] c\sa1 sem necessidade1 aco muito feia1 assim como no &> limpo4 ,p4--,e s] ap5as aco muito feia8 ,no s] uma especie de r\bo feito aos paes e aos me/res1 aos quaes muitas vezes em extremo p5oso cu/e> z despezas1 a que os filhos e discipulos os obrigam8 ,e4-- de c]to4 ,p4--,que devem1 pois1 faz] os m59os a quem se recomm5da1 que sejam arranjados e aceiados8 ,e4--,devem ob$ec]4 ,p4--,e que m]ecem os que no fazem caso das adv]t5cias de seus paes e me/res8 ,e4--,m]ecem ca/igo4 ,p4--,e de que so dignos os que e/udam bem1 e ob$ecem aos seus sup]iores1 procur&o em tudo con=m>-se com os seus conselhos e preceitos8 ,e4--,so dignos de e/ima e de premio4 ,p4--,respondeu com muito ac]to4 ,por hoje ba/a de conv]sao4 ,antes1 porm de nos sep>>mos qu]o repetir-lhes um conselho muito prud5te de um gr&e me/re4 ,decorem-n'o e sigam-n'o1 se qu]em s] me?odicos e arranjados4 ,eil-o3 ,log> c]to p>a cada c\sa1 e cada c\sa no seu log>4 ,,t]ceira ,,li,o ,,os ,,condiscipulos ,p4--,recomm5dei-lhes outro dia1 meus m59os1 que no faltassem aula1 que viessem hora m>cada no regulam5to1 que se no esquecessem de traz] os livros1 e mais objectos necess>ios p>a z suas lies1 que se aco/umassem a s] arranjados1 me?odicos1 e des5xovalhados1 e que tivessem o maior cuidado em no e/rag> os objectos de seu uso4 ,no so to p\cos os dev]es dos m59os2 e como p>a bem os cumprirem indisp5savel conhecel-os1 vamos hoje conv]s> em outro assumpto1 que muito lhes int]essa4 ,comearei p]gunt&o-lhes como se d5om9am1 em g]al1 os m59os1 que frequ5tam ao mesmo tempo uma aula8 ,e4--,d5om9am-se condiscipulos4 ,p4--,o encontr>em-se quasi todos os dias1 e/>em muito tempo juntos1 l]em pelos mesmos livros1 apr5d]em com o mesmo pr(essor1 t]em com pequ5as diff]5z1 a mesma idade1 e trabalh>em p>a conseguir o mesmo resultado1 concorr] p>a que os condiscipulos =mem uma especie de familia ou irm&ade1 cujo pae espiritual o pr(essor8 ,e4--,c]tam5te4 ,p4--,se os condiscipulos1 como affirmaes1 so quasi irmos1 p>ece-me que devem trat>-se de maneira diff]5te d que se tratam os m59os1 que nem so p>5tes1 nem condiscipulos4 ,e4--,sem duvida4 ,p4--,j que to exp$itam5te confirmaes a m9ha op9io1 fazei m]c de me diz] como se devem trat> os condiscipulos4 ,e4--,devem trat>-se com delicadeza1 bondade e amisade4 ,p4--,optimam5te1 sr4 e/udant9ho2 mas como eu no qu]o deix> por m5tiroso o rifo1 que diz3 ,z palavras so como z c]ejas1 peo-lhe me indique quaes actos de delicadeza ho de pratic> os condiscipulos2 de c]to no qu]eis que elles deem excell5cia uns aos outros1 ou se sadem com salamaleks1 maneira dos turcos4 ,e4--,ho de cumprim5t>-se qu&o se encontr>em em qualqu] p>te1 e entrada e sada da aula2 no ho de bat] uns nos outros1 nem rasg> ou suj> os ve/idos2 no ho de us> nas suas conv]sas de palavras feias2 se a qualqu] tiv] esquecido o livro1 a l\sa1 a p5na1 ou qualqu] outro objecto deve-se-lhe empre/> aquillo de que c>ec]4 ,p4--,muito bem4 ,e s] delicado o m59o que despres> o collega1 por elle s] feio1 ou aleijado1 ou t>tamudo1 ou vesgo1 ou coixo8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,s] delicado o m59o1 que poz] alcunhas a seus condiscipulos1 ou que lhes lanar em ro/o o s]em filhos de pessoas pobres1 ou no traj>em moda1 com elegancia1 e esm]o8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,se ao mesmo tempo *eg>em ao pote1 p>a beb]1 dois m59os grosseiros1 que acontec]8 ,e4--,por-se-ho a ralh>1 qu]5do cada qual s] o primeiro que beba4 ,p4--,se um dos m59os fr delicado e o outro grosseiro8 ,e4--,o delicado ou se affa/>1 p>a que o outro mate a s$e em primeiro log>1 ou en*] o copo e lh'o (f]ec]4 ,p4--,e se ambos =em delicados8 ,e4--,no sei o que devam faz]4 ,p4--,m59o ,f41 responda m9ha p]gunta4 ,e4--,se ambos =em bem criados1 dev] o mais pequ5o en*] o copo e (f]ecel-o ao mais velho4 ,p4--,mas pode acontec] que ambos t5ham a mesma idade1 ou que um no saiba a d outro4 ,e4--,nesse caso o mais delicado antecip>-se-ha a obsequi> o outro4 ,p4--,respondeu com muito juizo4 ,que dev] faz] um m59o delicado1 se ao lan*e1 um condiscipulo lhe p$ir um damasco1 uma pra1 ou qualqu] outra c\sa1 que lhe no faa falta8 ,e4--,deve d>-lh'a4 ,p4--,e p$ir-lhe outra c\sa em paga8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,d que temos e/ado a diz] conclue-se1 que a delicadeza consi/e no s em evit> tudo quanto possa desgo/> os outros1 mas tambem na pratica de quanto hone/am5te lhes possa s] agradavel4--,desejo1 porm1 que me digaes se delicadeza e bondade so o mesmo4 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,como assim8 ,e4--,pode uma pessoa s] delicada e no s] boa2 pode trat> os outros muito bem1 mas no proc$] assim por virtude1 e to som5te por g5io1 elegancia1 ou a/ucia4 ,p4--,p>a que possmos t] um m59o em conta de bom o que necess>io8 ,e4-- necess>io que elle no faa n5huma aco m4 ,p4--,qu&o que z nossas aces so ms8 ,e4--,qu&o (f5dem a ,deus1 ou ao proximo4 ,p4--,dizeis muito bem2 mas p>a que e/e ponto se acl>e ba/ante1 fazei favor de me indic> algumas aces que reputeis ms4 ,e4--,so ms aces no cr] em ,deus1 no o am>1 e no o tem]2 no cumprir z ord5s dos nossos sup]iores2 m5tir1 levant> falsos te/emunhos2 desprez> os pobres1 e no os soccorr]2 indag> das vidas alheias2 furt>2 com] e beb] mais d que preciso4 ,p4--,e s] m&rio1 no e/ud> bem z lies aco ba1 ou m8 ,e4-- m4 ,p4--,porque8 ,e4--,porque1 no e/ud&o1 desob$ecemos a nossos paes e me/res4 ,p4--,como se *ama a aco torpissima de tir> a alguem uma c\sa s escondidas4 ,e4--,*ama-se furto4 ,p4--,e como se d5om9a o desgraado1 que furta8 ,e4--,d5om9a-se ladro4 ,p4--,que m]ecem os ladres1 e/ima ou desprezo8 ,e4--,desprezo e ca/igo4 ,p4--,e no s] quasi ladro um m59o1 que1 m&ri&o1 obriga seus paes a faz]em despeza excessiva p>a o educ>em1 e que prejudica a familia1 em b5eficio da qual dev]iam rev]t] z quantias1 que os paes consomem inutilm5te com o preguioso8 ,e4--1 sim1 s5hor4 ,p4--,por consequ5cia m]ece desprezo e ca/igo o mu e/udante4 ,e4--,c]tam5te4 ,p4--,se na escola h\v] e/udantes pobres9hos e e/udantes aba/ados1 que devem e/es faz] relativam5te quelles8 ,e4--,tratal-os muito bem4 ,p4--,o bom tratam5to de que fallaes consi/ir som5te em os admittirem sua companhia na aula e na rua1 e em pratic>em com elles delicadam5te1 a9da que no &em bem trajados2 ou consi/ir tambem em auxilial-os1 obtida lic5a dos paes e me/res1 p>a que lhes no faltem c\sas indisp5saveis1 taes como o lapis1 papel1 comp5dios1 etc41 p>a compr> z quaes lhes no *eg> o d9heiro4 ,e4--,p>ece-me que dev] dos e/udantes end9heirados proteg] em tudo os que o no so1 e at rep>tir com elles o lun*1 e a m]5da1 por isso que os collegas se devem am> como irmos4 ,p4--,muito bem4 ,e o amor frat]nal dos collegas p]mittir que &em a faz] queixas uns dos outros8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,que dev] faz] um bom collega qu&o outro commett] uma pequ5a falta4 ,e4--,deve adv]til-o de que no fez bem1 e aconselhal-o a que se em5de4 ,p4--,e se um e/udante quiz] commett] um crime1 ou pratic> uma aco m1 ou se tiv] del9quido1 e se mo/r> ob/9ado em no se em5d>1 o que dev] faz] o collega8 ,e4--,se no pod] evit> o mal1 nem conseguir que o m59o1 que o pratic\1 trate de se corrigir1 cumpre-lhe avis> o pr(essor4 ,p4--,em voz alta1 diante de todos1 com acrimonia1 e maneiras ho/is1 ou em p>ticul>1 e por modo1 que no aggrave o del9qu5te8 ,e4--,em p>ticul> e sem az$ume4 ,p4--,se o pr(essor p]gunt> a um e/udante quem commetteu c]ta falta ou maldade1 e o e/udante int]rogado s\b] quem foi1 que dev] faz]8 ,e4--,diz] a v]dade4 ,p4--,qu&o tal acontea1 fic> mal ao e/udante implor> a clem5cia d pr(essor p>a o collega8 ,e4--,no1 s5hor2 antes lhe fic> muito bem4 ,p4--,disse a9da agora um dos m59os que deviam os collegas s] amigos4 ,a amisade um s5tim5to mui delicado e nobre1 e por isso mesmo mui r>o4 ,umas vezes nasce d p>5tesco e conviv5cia intima1 tal a que aos filhos consagram os paes1 e a e/es os filhos1 tal a dos avs e netos1 e a dos tios e sobr9hos2 outras vezes provm da sympa?ia1 augm5ta com a cam>adagem1 pr9cipalm5te entre pessoas de indoles similhantes1 e =tifica-se pela troca reciproca de s]vios des9t]essados e hone/os4 ,mas1 assim como nem tudo o que luz ouro1 assim nem toda a conviv5cia1 po/o que deleitavel1 extremosa1 e at util1 se pde consid]> amizade v]dadeira4 ,e4--,em que consi/e1 pois1 a v]dadeira amizade8 ,p4--,em duas ou mais pessoas se e/im>em reciproca e hone/am5te1 como cada uma a si propria se e/ima4 ,e4--,em vi/a d que dizeis1 devem s] mui p\cos os v]dadeiros amigos2 porque eu1 no ob/ante s] a9da muito creana1 t5ho notado que quasi todas z pessoas go/am mais de si1 que dos outros4 ,p4--,r>issimos so1 v]dade1 e por isso mesmo quem teve a felicidade de encontr> um1 deve cuid> muito de o no p]d]4 ,e4--,e o que nos acontec]1 se nunca tiv]mos um amigo v]dadeiro8 ,p4--,s]emos m5os felizes d que s]iamos1 se o tivessemos4 ,e4--,vs1 sr4 pr(essor1 sois muito feliz4 ,p4--,por que me consid]aes muito feliz8 ,e4--,porque t5des muitos amigos4 ,p4--,quem vos disse que t5ho muitos amigos8 ,e4--,n+uem2 mas t5ho vi/o que pelas ruas uns vos cortejam1 tir&o-vos o *apu1 outros vos dizem adeus com a mo1 outros vos tratam por tu1 muitos vos abraam e p>am a fall> comvosco4 ,p4--,como e/aes enganado6 ,esses todos1 com p\quissimas excepes1 sabeis o nome que m]ecem8 ,eu vol-o digo--conhecidos4--,se eu casse de cama1 quantos viriam acompanh>-me8 se eu e/ivesse preso1 quantos iriam suavis>-me a solido d c>c]e8 se eu tivesse fome1 quantos rep>tiriam commigo z suas spas8 se eu tivesse a desgraa de commett] um crime1 quantos no dia segu9te se desb>ret>iam ao pass> por mim8444 ,conhecidos1 indiff]5tes1 amigos d !atro1 d baile1 d passeio1 que desapp>ecem1 qu&o o v]dadeiro amigo mais se approxima de ns1 nos dias sombrios e luctuosos da desgraa1 e das tribulaes4 ,e4--,como ento que fallaes e mo/raes to bonito modo a hom5s1 que de nada vos pre/am8 ,no s]ia melhor desprezal-os8 ,p4--,no se deve desprez> n+uem4 ,quem no pde beb] por uma taa de ouro1 ou de cry/al1 ha de quebr> o copo de vidro ou o puc>o humilde de b>ro8 ,p>a os conhecidos1 c>idade e delicadeza2 p>a os amigos1 os affectos todos d corao4 ,e4--,se vos no enfado1 f>-vos-hei a9da uma p]gunta4 ,p4--,quantas quiz]des4 ,e4--,de que traa nos havemos de s]vir p>a grange> amigos v]dadeiros8 ,p4--,um sabio1 a quem fiz]am igual p]gunta1 respondeu3 ,se quiz]es s] amado1 ama4 ,a sem5te da amisade a sympa?ia1 ou reciproca incl9ao1 g]ada1 ou da analogia das indoles e e/ados1 ou de c]tas qualidades1 que mal se pde diz] quaes sejam1 mas que p>ecem attrair umas p>a z outras z pessoas1 que z tem4 ,e4--,de maneira que1 se eu entr> n'uma casa e me agrad> de uma pessoa1 que no conhea1 a9da que no seja da m9ha idade1 nem bonita1 e s5tir p>a ella incl9ao1 pod]ei diz] que sympa?izei com ella4 ,p4--,de c]to4 ,e4--,mas s vezes tambem succ$e o contr>io2 olha a g5te p>a um homem ou p>a uma s5hora1 e po/o que nem sejam feios1 nem desa/rados1 exp]im5ta c]ta repugnancia em tratal-os4 ,p4--,a essa repugnancia se d o nome de antipa?ia4 ,e4--,qu&o pois1 sympa?is>mos com alguem1 pod]emos cont> com um v]dadeiro amigo8 ,p4--,nem sempre4 vossa p]gunta respondeu ha muito tempo um escriptor portuguez dos mais eruditos1 *amado ,antonio de ,s\sa de ,mac$o1 cujas obras vos recomm5do desde j p>a qu&o =des maiorz9hos4 ,ouvi o que elle a tal respeito escreveu4 ,d'entre os mesmos em que se a*am sympa?ias1 se deve faz] di/9co1 antes de trabalh> pelos faz] amigos1 por que nem todos s]o conv5i5tes4 ,suetonio diz de ,augu/o1 que os escolhia com vag>1 e os cons]vava con/antem5te4 ,devem-se pref]ir os de melhor juizo1 bons co/umes1 valor1 s9c]idade1 e ba fama4 ,nem com o nescio1 diz o ecclesia/ico1 nem com o mau1 diz santo ,ago/9ho1 nem com o p\co v]dadeiro1 diz ,ari/oteles1 pde hav] amizade4 ,e4--,so essas z qualidades que devem t] os amigos1 e muito folgo de que to cl>am5te nol-z expozesse esse auctor portuguez1 cujo nome cita/es2 mas qu&o se nos dep>e alguem com todos esses requisitos1 que dev]emos faz] p>a lhe captiv>mos a amizade8 ,p4--,seja tambem ,mac$o quem vos responda4 ,diz elle3 ,feita a eleio1 a communicao e conv]sao faz os amigos1 concord&o nos ditos1 e nas aces 7suppondo que tudo ha de s] hone/o e judicioso7 e p>a a facil1 s9c]a1 e agradavel concordia1 contribue especialm5te a sympa?ia1 a qual1 accresc5t\ um sabio1 se deve ajud> com algum b5eficio1 feito graciosam5te1 sem s] rogado1 nem depois publicado4 ,e4--,algum b5eficio8 ,p4--,no fiqueis ahi p5s&o que os b5eficios1 que p5horam a amizade1 sejam to sm5te mimos e pres5tes de c\sas1 que se m]quem nas lojas1 ou de fructas e manj>es2 boas so essas provas de amizade1 mas no so z unicas1 nem z mais apreciaveis4 ,por b5eficios deveis ent5d] tambem1 os conselhos prud5tes1 os exemplos dignos de imitao1 a companhia na do5a1 e nas tribulaes1 o ens9o frat]nal e at a repreh5so suave das faltas e defeitos4 ,resumo ,os condiscipulos so quasi irmos1 filhos espirituaes d pr(essor4 ,devem s] delicados1 bons1 e amigos4 ,devem cumprim5t>-se entrada e sada da aula e sempre que se encontr>em4 ,devem pre/> uns aos outros todos os s]vios1 que pud]em4 ,os e/udantes pobres1 defeituosos1 mal ve/idos m]ecem1 s5do bons1 tanta e/ima e consid]ao1 como os aba/ados1 sos1 e tafues4 ,nem sombra de alcunhas1 pr9cipalm5te allusivas a quaesqu] de=midades1 ou imp]feies d corpo ou d espirito4 ,se nos p$irem c\sa1 que possamos empre/> ou c$]1 empre/emol-a1 ou c$amol-a1 sem exigir paga1 nem agradecim5to4 ,delicadeza no bondade4 ,toda a aco contr>ia lei de ,deus1 ou s leis humanas1 qu&o e/as no (f5dem aquella1 m4 ,o m&rio m]ece ca/igo e desprezo4 ,desde a aula deve o rico ajud> o pobre4--,se algum e/udante fiz] maldades advirtam-n'o os que z pres5ci>em2 mas no z divulguem4 ,qu&o um e/udante pratic> aces indignas1 e admoe/ado pelos condiscipulos1 se no em5d>1 recorra-se ao pr(essor1 diz5do-lhe em p>ticul>1 e sem aggrav> o mal1 quanto ba/e p>a que elle proc$a como fr de ju/ia4 prova de delicadeza e bondade de corao implor> mis]icordia p>a os que e/iv]em em risco de s] ca/igados4 ,nunca se deve m5tir2 a m5tira a torpeza das torpezas4 ,so amigas duas pessoas que reciproca e hone/am5te se e/imam como cada uma d'ellas se e/ima a si propria4 ,ha amizade v]dadeira1 e falsa4--,nem todos os que p>ecem amigos1 o so2 no se deve confundir o amigo com o conhecido4 ,am> o meio de grange> amigos4 ,a amizade nasce da sympa?ia2 mas nem todos com quem sympa?ismos podem s] nossos amigos4 ,z qualidades que dev] t] um amigo1 so3 bom juizo1 bons co/umes1 valor1 s9c]idade1 ba fama4 ,no deve s] nescio1 nem mau1 nem m5tiroso4 ,p>a o grange> ba/> a communicao e conv]sao1 auxiliadas por obsequios des9t]essados4 ,reflexes f9da a nossa pale/ra de hoje4 ,temos dito muitas c\sas1 mas no ba/a fall>2 indisp5savel fugir d mal e pratic> o bem4 ,muito falla o papagaio1 mas que faz tamanho palrador8 ,come o que lhe deitam no com$\ro1 e nas horas vagas vae ro5do a gaiola4 ,n+uem dir com v]dade1 que seja muito p>a se imit> a tal ave palreira4 ,palavras1 leva-z o v5to1 dil-o o rifo1 e no m5te4 ,p>a vos no p>ec]des com aquelle animalz9ho inutil1 amae-vos muito uns aos outros2 auxiliae-vos frat]nalm5te1 cumpr risca todas z vossas obrigaes1 e lembrae-vos a cada mom5to de que os hom5s d futuro1 os paes de familia1 os me/res1 os escriptores1 os m9i/ros1 os deputados1 os juizes1 os sac]dotes1 os milit>es1 os m$icos1 os ph>maceuticos1 os advogados1 os arti/as1 os negociantes1 os indu/riaes1 os lavradores haveis de s] vs1 e de que p>a pr(isses to v>iadas1 to nobres1 to difficeis e de tantissima responsabilidade1 vos deveis desde j prep>>1 e/ud&o e pratic&o todas z virtudes1 p>a que1 *egada que seja a hora de entr>des na vida activa e de s]virdes a civilisao1 que exige obreiros intellig5tes e honrados1 possaes cabalm5te desemp5h> os vossos dev]es4 ,,qu>ta ,,li,o ,,vidro#aa ,escolheu o pr(essor ,mayo o vidro p>a assumpto da primeira lio d ens9o intuitivo1 ou de objectos1 por lhe p>ec]em z qualidades d'e/e corpo mais p]ceptiveis aos nossos s5tidos1 que z de qualqu] outro4 ,aconselha o mesmo pr(essor que fiquem os m59os defronte d quadro preto1 onde se ho de ir escrev5do os resultados de suas obs]vaes2 e que o p$ao de vidro v pass&o de mo p>a mo1 p>a que cada um dos e/udantes individualm5te o exam9e4 ,o tom> cada m59o o fragm5to de vidro em suas mos e o il-o obs]v&o com att5o 1 como atraz obs]vmos1 ponto de gr&e importancia p>a o bom resultado d ens9o4 ,diz a e/e proposito o excell5te p$agogi/a ,mayo o segu9te3 ,d'e/e modo cada individuo1 dos que compem a aula1 se v obrigado a ex]cit> z suas faculdades sobre o objecto1 que se lhe apres5ta2 s]v9do z p]guntas1 que depois lhes faz o pr(essor1 p>a que elles revelem suas idz1 e p>a a em5da d'e/as1 se =em erroneas4 ,p4 7,mo/r&o um bocado de vidro7--,que i/o1 que eu t5ho na mo8 ,e4-- um bocado de vidro4 ,p4--,vamos soletr> a palavra vidro4 7,feita e/a adv]t5cia1 escreve o pr(essor no quadro preto a palavra vidro1 dividida em duas syllabas2 pronunca alto e bom som1 em primeiro log> z lettras v-i-d-r-o1 acompanh&o a pronunciao de cada uma d'ellas de uma pancada com o ponteiro no quadro1 ou de uma palmada2 e pronunca depois z duas syllabas mui di/9ctam5te4 ,em seguida repetem os e/udantes primeiro individualm5te1 e depois em cro1 aquella soletrao1 at que a saibam correctam5te faz]47 ,p4--,todos vs exam9a/es e/e vidro2 e que nota/es n'elle8 ,que podeis diz] que 8 7,pe-se e/a p]gunta em log> de3 ,quaes so z suas propri$ade8 porque muito provavel que a pr9cipio no ent5dam os m59os o s5tido da palavra propri$ade2 mas applic&o-a repetidas vezes o pr(essor s respo/as que os e/udantes d]em1 em p\co tempo se aco/um>o a ella e lhe p]ceb]o o s5tido74 ,e4-- brilhante4 ,p4 7,depois de t] escripto no quadro a palavra propri$ade1 escreve por baixo3 brilhante74--,pegae-lhe2 apalpae-o4 7,dev] o pr(essor dirigir aos e/udantes p]guntas conduc5tes a pr-lhes successivam5te em aco os diff]5tes s5tidos74 ,e4-- frio4 7,escreve-se e/a respo/a no quadro por baixo da outra qualidade74 ,p4--,tornae a peg> no vidro1 e comp>ae-o com e/e fragm5to de esponja1 com que limpmos o quadro1 e dizei-me o que nota/es no vidro4 7,o int5to d pr(essor ao faz] e/a p]gunta1 deve s] conseguir que os e/udantes obs]vem a lisura1 contrapondo e/a propri$ade sua oppo/a1 a asp]eza de outra sub/ancia2 meio de demon/rao que muitas vezes se pod] empreg>74 ,e4-- lizo2 duro4 p4--,ha na aula outro objecto de vidro8 ,e4--,ha sim s5hor2 os vidros das vidraz4 ,p4--,olhae pelas vidraz1 e dizei-me o que vdes4 ,e4--,vemos o j>dim4 ,p4 7,fe*&o z portas da janella7--,olhae agora e dizei-me o que vdes4 ,e4--,agora no podemos vr nada4 ,p4--,porque que no vdes nada8 ,e4--,porque atravez das portas no se pde vr nada4 ,p4--,que diff]5a notaes entre z portas e o vidro8 ,e4--,nmos que atravez das portas nada podemos vr1 e que atravez d vidro vmos o j>dim4 ,p4--,podeis diz]-me alguma palavra1 que indique essa qualidade1 que tem o vidro8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,eu vol-a digo4 ,tomae s5tido1 p>a que vos no esquea4 transp>5te4 ,d'aqui por diante que ida f>eis d'um corpo1 se vos diss]em que transp>5te8 ,e4--,que se pode vr atravez d'elle4 ,p4--,responde/es muito bem4 ,lembraes-vos de alguma c\sa que seja transp>5te8 ,e4--,a agua4 ,p4--,que acontec]ia se eu deixasse cair no *o e/e p$ao de vidro8 ,e4--,quebr>-se-ia4 ,p4--,e se da rua atirassem p$ras janella8 ,e4--,quebr>-se-iam os vidros4 ,p4--,sabeis como se *amam os corpos1 que tem e/a qualidade1 ou propri$ade de se p>tirem1 qu&o caem n'um corpo duro1 ou qu&o se lhes bate8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,*amam-se quebradios1 ou frageis1--,dizei-me1 se deixassemos cair a porta da janella ou se contra ella atirassemos uma p$ra1 que succ$]ia8 ,e4--,fic>ia inteira4 ,p4--,e se eu lhe batesse muito de rijo com outro corpo durissimo8 ,e4--,quebr>-se-ia4 ,p4--,a madeira quebradia1 ou fragil8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,dev]emos *am> frageis a todas z sub/ancias1 que pod]mos quebr>8 ,e4---,no1 s5hor2 frageis diremos s aquellas1 que se quebr>em com facilidade4 ,p4--,p>a que s]ve o vidro8 que pre/imo tem8 ,e4--,s]ve p>a z janellas4 ,p4--,que vantagem ha em pr vidraa nas janellas8 ,e4--,t] z casas abrigadas d v5to1 da *uva1 da poeira1 e das moscas4 ,p4--,p>ece-me que1 fe*&o-se z portas das janellas1 no entr>iam pelas casas d5tro1 nem moscas1 nem poeira1 nem *uva1 nem v5to4 ,e4--,mas c]radas z portas das janellas1 fic>iam z casas s escuras1 e no pod]iamos vr p>a fra4 ,p4--,muito bem4 ,dizei-me porque razo no tira o vidro a cl>idade s casas1 nem ob/a a que se vejam os objectos que e/o fra8 ,e4--,porque transp>5te4 ,p4--,no ha outros objectos de vidro8 ,e4--,ha cpos1 g>rafas1 ca/iaes1 espelhos1 t9teiros1 etc4 provavel1 diz o pr(essor ,mayo1 que na primeira lio no occorram aos m59os outras qualidades2 mas e/as ss1 escriptas no quadro preto1 con/ituiro um bom ex]cicio de soletrao4 ,devem-se depois apag>2 e se os e/udantes j s\b]em escrev]1 pod]o ex]cit> a memoria e repetir a lio1 escrev5do-z de novo nas ardosias4 ,,qu9ta ,,li,o ,,ca\t*\c--,,gomma ,,ela/ica--,,borra*a#ab ,escolheu o pr(essor ,mayo e/a sub/ancia p>a objecto da segunda lio1 p>a que os m59os obs]vem z qualidades1 ou propri$ades1 que os physicos d5om9am opacidade1 ela/icidade1 e inflammabilidade4 ,p4#ac--,que i/o8 7,mo/r&o um bocado de ca\t*\c74 ,e4-- um bocado de borra*a4 ,p4--,p>ece-se com o vidro8 ,e4--,em nada4 ,p4--,ponde esse p$ac9ho de borra*a diante dos olhos e olhae p>a mim444 ,vdes-me8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,se nas janellas1 em vez de vidros1 e/ivessem lam9as de borra*a1 que acontec]ia8 ,e4--,fic>iam z casas s escuras1 e no pod]iamos vr p>a fra4 ,p4--,sabeis como se *ama a qualidade1 que tem a borra*a de no deix> vr atravez de si1 como o vidro8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,*ama-se o-pa-ci-da-de4 ,repet commigo e/a palavra4 ,e4--,o-pa-ci-da-de4 ,p4--,v\ escrevel-a2 olhae att5tam5te4 7,o pr(essor escreve no quadro preto3 ,propri$ades ou qualidades da borra*a--,o-pa-ci-da-de74 ,m59o ,f41 como *am>eis aos corpos1 que tem opacidade8 ,e4--,opacos4 ,p4--,ponde diante dos olhos a l\sa1 que ahi t5des1 e olhae p>a mim4 ,vdes-me8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,porque me no vdes1 qu&o entre mim e vs e/ um bocado de l\sa8 ,e4--,porque a l\sa opaca4 ,p4--,m59o ,g41 dizei-me se e/ alguem ali n'aquelle qu>to4 ,e4--,eu v\ vr4 7,levant&o-se74 ,p4--,no vos levanteis2 olhae d'ahi1 d vosso log>4 ,e4--,d'aqui no posso vr4 ,p4--,porque no podeis vr d'ahi o que se passa n'aquelle qu>to8 ,e4--,porque se mette de p]meio a p>$e4 ,p4--,e se a p>$e fosse de vidro1 pod]ieis v] p>a d5tro d'aquella casa8 ,e4--,v]ia de c]to1 porque o vidro transp>5te2 mas a p>$e no 4 ,p4--,como diremos que a p>$e1 att5d5do a que nos tira a vi/a das c\sas1 que e/o p>a alm d'ella8 ,e4--,diremos que opaca4 ,p4--,a borra*a pde facilm5te cort>-se com a !s\ra4 ,v\ cort> umas tiras1 p>a os m59os faz]em uma br9cadeira4 ,eil-z3 ,tomem e/as tir9has de borra*a1 segurem-n'z pelas extremidades e puxem-n'z1 como quem quizesse e/ic> uma l9ha444 ,ba/a1 ba/a2 agora l>guem-n'z de um lado444 ,que vi/es8 ,e4--,a borra*a deu de si1 e/5deu1 e/5deu2 e1 logo que a l>gmos1 volt\ ao primitivo comprim5to4 ,p4--,tomem agora e/e bocado de vidro1 e puxem-n'o bem4 ,e4--,no d de si2 no e/5de4 ,p4--,temos1 pois1 que a borra*a1 s5do puxada1 e/5de1 e logo que a soltam volta primeira2 e que o vidro1 por mais que o puxem1 no d de si4 ,porque s] isso8 ,e4--,provavelm5te por que a borra*a tem alguma qualidade1 que ns ignormos4 ,p4--,como que a ignoram1 se acabam de a obs]v>86 ,o que os m59os ignoram o nome que essa propri$ade tem4 ,e4--,podeis-nos diz] como se *ama8 ,p4--,*ama-se e-las-ti-ci-da-de4 ,repeti commigo e/e nome3 ,e4--,e-las-ti-ci-da-de4 ,p4--,rep>ae2 v\ escrevel-o no quadro preto1 por baixo d nome da outra qualidade da borra*a1 por baixo da palavra444 7,tap&o com a mo a palavra no quadro74 ,e4--,opacidade4 ,p4--,muito bem2 no se esquec]am4 7,escreve7 ,aqui e/3 ,ela/icidade4 ,tomae outra vez z tir9has de borra*a2 e em vez de puxal-z1 torcei-z entre os d$os1 que se *amam polleg> 7,mo/ra o d$o polleg>7 e e/'outro 7,mo/ra o indicador71 que se *ama indicador444 ,agora l>gae-z4 ,que obs]vaes8 ,e4--,de/orcem-se por si4 ,p4--,m59o ,a444 por que que se de/orcem por si essas tir9has de borra*a8 ,e4--,provavelm5te1 pela mesma qualidade1 pela qual a9da agora e/5d]am e encolh]am1 fic&o d comprim5to1 que t9ham1 antes de z e/>mos a pux>4 ,p4--,assim 4 ,dizei-me agora o que i/o8 7,mo/r&o uma pla7 ,e4--,isso uma pla de br9c>4 ,p4--,porque s] que todos os m59os go/am de jog> a pla8 ,e4-- porque z plas saltam muito1 e ns temos de corr] atraz d'ellas1 caio aqui1 acol me levanto4 ,p4--,sabeis de que so feitas z plas8 ,e4--,so feitas de borra*a#ad4 ,p4--,porque no fazem z plas de b>ro1 ou de folha de ,fl&res1 ou de pau1 ou de cortia8 ,e4--,porque se fossem feitas d'essas mat]ias no salt>iam4 ,p4--,que ha1 pois1 nas plas de borra*a1 que z faz &> aos pulos8 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,e se eu lhes diss]1 que sabem8 ,p5sem1 m$item4 ,atiro e/a pla ao *o1 ella bate no sobrado1 a*ata-se1 imm$iatam5te toma a primitiva frma1 a frma de bola1 ou de esph]a1 como dizem os sabios1 e eil-a a pul>4 ,e4--,j sabemos porque z plas de borra*a saltam1 e z outras no4 por causa da ela/icidade4 ,p4--,ac]ta/es4 ,n'aquelle retom> a frma de esph]a ou bola imm$iatam5te depois de se t] a*atado ao bat] no *o1 que e/ a ela/icidade4 ,outra p]gunta c]ca d'e/a qualidade4 ,dizei-me1 se vos occorre1 o nome com que podemos design> os corpos1 que tem ela/icidade4 ,e4--,podem *am>-se ela/icos4 ,p4--,assim 4 ,rep>ae agora no que v\ mo/r>-vos4 7,o pr(essor ac5de uma vla74 ,temos aqui um rolos9ho de f]ro 7,mo/ra-o71 um rolos9ho de b>ro 7,mo/ra-o71 e/e p$ao de p$]neira 7,mo/ra-o71 e um fragm5to de borra*a4 ,pego no rolo de f]ro pelo cabo de madeira1 p>a me no queim>1 *ego-o luz1 como v$es1 mas elle fica no mesmo e/ado4 ,pego no rolo de b>ro1 que no tem cabo de madeira1 por que no aquece to depressa como o f]ro1 *ego-o luz e nada de novo2 com a p$]neira acontece o mesmo4 ,ide agora v] o que succ$e ao approxim> da luz um fragm5to de borra*a4 ,tomae s5tido1 porque me haveis de diz] o que virdes4 ,por cautela1 em vez de tom> a borra*a com os d$os1 pego-lhe com a !s\ra4 ,att5o4 7,o pr(essor *ega a borra*a luz1 e ap5as ella se inflamm>1 affa/a-a da vla1 e a colloca por cima de um vaso1 que t5ha agua1 evit&o que lhe caia d]retida nas mos74 ,que vi/es8 ,e4--,vimos a borra*a inc5di>-se e ard] com *amma mui int5sa e cl>a4 ,p4--,s isso obs]va/es8 ,e4--,e d]ret]-se4 ,p4--,nada mais8 ,e4--,mais nada4 ,p4--,no pre/a/es ba/ante att5o4 ,v\ repetir a exp]i5cia4 7,repete-a74 ,dizei-me se vi/es mais alguma c\sa8 ,e4--,a borra*a d]retida cair em p+os sobre a agua1 que e/ n'esse vaso4 ,p4--,exactam5te4 ,e/a qualidade da borra*a mui diff]5te das outras duas3 ela/icidade e opacidade4 ,e4--,c]tam5te4 ,p4--,sabeis como se *ama8 ,e4--,no sabemos4 ,fazei m]c de nol-o diz]4 ,p4--,*ama-se 9-flam-ma-bi-li-da-de1 ou propri$ade de ard] com *amma4 ,bom s] que repitaes commigo o nome d'e/a qualidade1 ou propri$ade da borra*a1 p>a que vos no esquea4 ,e4--,9-flam-ma-bi-li-da-de4 ,p4--,v\ escrev] e/e nome1 que nada tem de pequ5o1 sob o das outras qualidades4 ,qual de vs capaz de me diz] como *am>emos aos corpos1 que *egados a uma luz1 ard]em com *amma8 ,e4--,s\ eu4 ,p4--,dizei pois4 ,e4--,os corpos1 que ardem com *amma1 d5om9am-se inflammaveis4 ,p4--,o f]ro1 o b>ro1 a p$]neira1 so inflammaveis8 ,e4--,no1 s5hor2 mas a borra*a 1 e muito4 ,p4--,podeis diz]-me a cr da borra*a8 ,e4--,negra4 ,p4--,v\ escrev] o nome d'essa qualidade no quadro preto 7,escreve74 ,dizei-me1 meus m59os1 se vos lembra alguma c\sa1 ba/ante vulg>1 qual a borra*a se assemelhe no s na cr1 mas pr9cipalm5te na grossura1 na consi/5cia1 na impresso que nos faz1 qu&o a ap]tmos e revolvemos entre os d$os4 ,e4--,assemelha-se ao c\ro4 ,p4--,muito bem4 ,o que provavelm5te no sabeis como se nomeiam z sub/ancias analogas ao c\ro4 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,dizem se co-ri-a-ce-z4 ,repet pausadam5te e/a palavra4 ,e4--,co-ri-a-ce-z4 ,p4--,m59o ,b4442 vejo que e/aes pass&o z cabez dos d$os por cima d'esse bocado de borra*a1 e esse acto to simples accord\-me o desejo de vos faz] uma p]gunta4 ,qu&o passmos a mo1 ou sm5te z cabez dos d$os por cima de div]sos corpos1 s5timos a mesma impresso8 ,e4--,no1 s5hor2 umas vezes agradavel a impresso1 que s5timos2 outras vezes1 desagradavel4 ,p4--,pod]eis d>-me exemplo de uma e outra8 ,e4--,corr5do a mo por cima de um panno de l grosseiro1 ou por uma taboa1 que no e/eja aplanada1 s9to impresso desagradavel2 corr5do-a por sobre uma folha de papel de peso1 ou por um vidro bem polido1 t5ho uma impresso agradavel4 ,p4--,sabeis que nome se d aos corpos1 qu&o a sua sup]ficie como a d panno de l grosseiro1 e da taboa no aplanada8 ,e4--,diz-se que so asp]os4 ,p4--,e qu&o a sup]ficie dos corpos como a d papel f9o1 ou de peso1 e a d vidro8 ,e4--,diz-se que so lisos1 ou macios4 ,p4--,a borra*a asp]a1 ou macia8 ,e4-- macia4 ,p4--,ficmos pois1 sab5do1 que a borra*a opaca1 ela/ica1 inflammavel1 negra1 coriacea1 e macia4 ,mais uma p]gunta1 e dmos por t]m9ada a nossa pale/ra4 ,tem a borra*a algum pre/imo8 ,e4--,s]ve p>a apag> os traos1 que o lapis deix\ no papel1 p>a faz] plas e outros objectos4 ,,sexta ,,li,o ,,c\ro ,ne/a lio pret5de o pr(essor ,mayo d> aos m59os ida das segu9tes propri$ades1 a9da por elles no e/udadas3 flexibilidade1 *eiro1 imp]meabilidade agua2 e record>-lhes algumas1 j e/udadas a proposito da borra*a4 ,p4--,tomae1 meus m59os1 e/e corpo 7,d&o-lhes s mos um bocado de c\ro71 exam9ae-o1 e dizei-me se sabeis o que 8#ae ,e4-- um p$ao de c\ro4 ,p4--,recordae-vos d que dissemos hontem a respeito da borra*a1 e dizei-me se o c\ro tem com ella alguma p>ec5a4 ,e4--,tem1 sim1 s5hor2 e ba/ante4 ,p4--,muito praz] me d>ieis se fizesseis favor#af de me diz] porque se p>ecem esses dois corpos1 que em realidade so mui diff]5tes4 ,e4--,dissemos que se p>ecem1 porque ambos so opacos1 coriaceos e macios4 ,p4--,e no vos engana/es2 mas o c\ro tem outras qualidades1 que pod]eis descobrir1 se o obs]v>des com att5o4 ,e4--7,hesitam1 e ficam-se a olh> p>a o pr(essor74 ,p4--,se os olhos me no illudem1 todos vs t5des n>iz2 ora1 pois1 s]vi-vos d'elle1 consultae-o4 ,e4--7,*eir&o o c\ro74 ,tem *eiro4 ,p4--,assim 4 ,m59o ,c4441 dizei-me se todos os corpos tem *eiro8 ,e4--,no1 s5hor2 o vidro1 e a l\a1 no tem *eiro4 ,p4--,lembra-vos alguma sub/ancia1 que t5ha *eiro8 ,e4--,lembram-nos muitas3 o *1 o caf1 a manteiga1 o v9agre4 ,p4--,qu&o uma sub/ancia exhala *eiro proprio1 como diremos que 8 ,e4--,*eirosa4 ,p4--,*eirosas dizemos z que tem *eiro proprio ou alheio4 ,por exemplo3 se deit>mos no l5o de asso> algum arma1 tal como agua de ,colonia1 ou almisc>1 fic> o l5o *eiroso2 no ob/ante no t] *eiro seu1 proprio4 ,se porm uma sub/ancia dotada de *eiro1 bom ou mau1 como o * ou o petroleo1 melhor lhe *am>emos3 odorif]a4 ,e4--,pelo que dizeis1 o c\ro odorif]o4 ,p4--,de c]to4 ,digam todos em cro esse nome4 ,e4--,o-d-ri-fe-ro4 ,p4--,cont9uemos a exam9> o c\ro4 ,alm1 e/ o m59o ,f444 a dobr> aquelle p$ao1 provavelm5te p>a vr se o pde p>tir em dois4 ,vejamos o que elle nos diz da sua exp]i5cia4 ,e4--,dobra-se1 mas no se p>te4 ,p4--,e acontece o mesmo a todos os corpos8 ,e4--,no1 s5hor2 ha bem p\co tempo p>ti eu uma regoa de madeira1 por qu]] dobral-a4 ,p4--,qual s] a palavra com que possmos repres5t> a qualidade1 que tem o c\ro1 de se dobr> sem se p>tir8 ,e4--7,sil5cio47 ,p4--,p5sae no caso1 e lembrae-vos de que ha palavras p>ecidas umas com z outras1 ou p>5tas4 ,por exemplo3 bondade e bom2 maldade e mau2 aqu5t> e qu5te2 rasg> e rasgado4 ,e4--,j sabemos1 como dev]emos *am> aos corpos1 que se dobram facilm5te1 sem se quebr>em ou p>tirem4 ,p4--,que esp]aes1 p>a nos d> esse alegro4 ,e4--,*am>-lhes-hemos dobradios4 ,p4---,d]am no v9te2 mas eu sei outro nome1 que qu] diz] o mesmo1 mas que mais afidalgado1 e por isso m5os vulg>4 ,v\ escrevel-o no quadro1 e soletral-o-ho os que sabem l]4 7,escreve no quadro preto1 na columna onde e/o indicadas z outras qualidades74 ,e4--7,em alta voz7 ,fle-xi-vel4 ,p4--,qual dos m59os capaz de me diz] o nome da qualidade1 ou propri$ade em virtude da qual so flexiveis alguns corpos8 ,e4--,deve *am>-se flexibilidade4 ,p4--,muito bem respondeu o m59o ,g444 ,no se esqueam os outros d que lhe ouviram1 e fiquem sab5do que1 qu&o qualqu] corpo se dobra1 como o c\ro1 e como elle se no quebra ou rasga1 porque tem flexibilidade4 ,se no temesse cal-os1 a9da lhes havia de faz] mais p]guntas a respeito d'e/e corpo1 que pelos s]vios1 que nos pre/a1 bem m]ece1 que nos entret5hmos com elle4#ag ,e4--,podeis cont9u>1 s5hor pr(essor1 que no e/mos cados4 ,p4--,j que assim o qu]eis1 famos uma exp]i5cia4 ,tomem quatro m59os e/e l5o pelas quatro pontas e e/5dam-n'o1 mas no muito4 ,outro m59o deite-lhe em cima uma p\ca d'agua4 7,os m59os executam o que o pr(essor lhes m&a74 ,que obs]vaes8 ,e4--,o l5o molha-se4 ,p4--,e que mais acontece8 ,e4--,a agua atravessa o l5o e cae no sobrado4 ,p4--,ponde agora e/e bocado de papel mata-borro sobre o l5o1 deitae-lhe por cima mais agua1 e vde o que succ$e4 ,e4--,molha-se tambem o papel e deixa pass> a agua4 ,p4--,espremei o l5o1 e dizei-me o que obs]vaes4 ,e4 7,esprem5do o l5o7--,escorre a agua1 que o l5o t9ha em si1 e e/e fica m5os molhado4 ,p4--,fazei com e/e bocado de c\ro o que fize/es com o l5o2 i/o 1 e/5dei-o horisontalm5te1 e deitae-lhe agua por cima4 ,e4--,a agua no pode atravess> o c\ro2 no cae no *o4 ,p4--,entornae a agua1 e vde se o c\ro fic\ ensopado4 ,e4--,no fic\1 no1 s5hor4 ,p4--,sabeis porque assim acontece8 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,no se ensopa na agua1 porque essa uma das suas qualidades1 ou propri$ades4 ,de um corpo1 que a agua no atravessa1 diremos que imp]meavel agua4 ,e4--,fazeis m]c de repetir esse nome1 que no p]cebemos bem4 ,p4--,v\ escrevel-o no quadro preto1 p>a que o leiam1 e repetil-o-hemos depois com muito vag>4 7,escreve74 ,e4---,im-p]-me-a-vel4 ,p4--,relanceae os olhos pelos objectos1 que e/o n'e/a aula1 e dizei-me se hav] entre elles algum1 que seja imp]meavel agua4 ,e4--,o vidro4 ,p4--,porque dizeis que imp]meavel agua o vidro8 ,e4--,porque a agua no o atravessa4 ,p4--,pod]eis conv5c]-me com algum exemplo de que a agua no atravessa o vidro8 ,e4--,ba/> olh> p>a esse cpo1 que e/ *eio de agua1 e que no a deixa sair atravez das suas p>$es4 ,p4--,go/ei muito da vossa respo/a1 que revela muito siso1 e me prova que vos ides aco/um&o a comp>>4 ,e porque sois esp]tos e amigos de sab]1 vos p]gunt>ei mais1 se o b>ro de que feita aquella bilha1 que alem t5ho1 p>a me arrefec] a agua1 tambem imp]meavel8 ,e4--,no sabemos4 ,p4--,se a exam9>em att5tam5te1 sabel-o-ho logo4 ,ora ide buscal-a p>a aqui4 ,e4--,e/a bilha no 1 como o c\ro e vidro1 imp]meavel4 ,p4--,dizei antes1 o b>ro d'e/a bilha1 ou o b>ro1 de que e/a bilha feita1 no imp]meavel4 ,rep>ae1 que uma c\sa o objecto1 o movel1 o corpo1 que vemos1 e outra c\sa a mat]ia1 de que o objecto1 o movel1 ou o corpo =mado4 ,que i/o8 7,o pr(essor mo/ra uma bola de cra74 ,e4-- uma bola4 ,p4--,bola ou esph]a2 mas de que8 ,e4--,de cra4 ,p4--7,trans=m&o a bola de cra em um cil9dro7--,e i/o1 que 8 ,e4--,um rolo4 ,p4--,c]tam5te2 um rolo ou cil9dro2 mas de que8 ,p4--,de cra4 ,p4--7,d&o cra a =ma cubica7--,o rolo foi-se2 i/o1 que 8 ,e4--,um dado de jog>4 ,p4--,vi/es1 que com a mesma mat]ia1 a cra1 =mei tres corpos3 uma bola ou sph]a2 um rolo ou cil9dro2 e um dado de jog> ou cubo1 os quaes eu pod]ia t] feito de tres mat]ias diff]5tes1 por exemplo3 de cra1 de b>ro e de madeira4 ,aco/umae-vos pois1 desde agora1 a di/+uir nos corpos a mat]ia de que so feitos1 da maneira porque ella e/ limitada1 ou1 o que vem a s] o mesmo1 da sua configurao4 ,mas1 torn&o p]meabilidade d b>ro d'e/a bilha1 desejo que me escl>eaes1 diz5do-me o fundam5to1 que t5des1 p>a assev]>1 que p]meavel4 ,e4--,dissemos que no era imp]meavel1 porque1 e/&o vazia1 se cons]va secca1 e p\co depois de se lhe deit> agua hum$ece por fra1 provavelm5te1 porque a agua passa atravez de suas p>$es4 ,p4--,assim 4 ,t5de paci5cia1 meus m59os1 de escut> mais uma p]gunta com a qual porei t]mo nossa pale/ra4 ,quiz]a me dissesseis se o c\ro s]ve p>a alguma c\sa4 ,e4--,s]ve p>a capas de livros2 p>a =r> bahus e malas2 p>a faz] botas1 sapatos1 corrz1 luvas1 sell9s1 e arreios p>a cavallos4 ,p4--,bravo6 ,quem respondeu com tanto ac]to1 tem direito a ir br9c>4 ,,setima ,,li,o ,,um ,,livro ,exam9&o miudam5te um livro1 fic>o os e/udantes conhec5do z diff]5tes p>tes de que elle se compe1 seus nomes e usos2 e adquiriro z primeiras e elem5t>issimas noes c]ca d papel1 da typographia1 e dos alg>ismos romanos e arabes4 99 99 99 99 99 ,p4--,m59os1 como se *ama i/o8 7,o pr(essor mo/ra aos e/udantes um livro encad]nado47 ,e4--,*ama-se livro4 ,p4--,todos vs t5des um livro8 ,e4--,temos1 sim1 s5hor4 ,p4--,pegae1 pois1 nos vossos livros1 e prep>ae-vos p>a uma pale/ra1 que vos ha de s] muito agradavel4 ,e4--,vamos l]8 ,p4--,no1 s5hores2 vamos conv]s> a respeito d livro1 como conv]smos c]ca d vidro1 da borra*a e d c\ro4 ,e4--,qu]eis que escrevmos a palavra livro8 ,p4--,v escrevel-a no quadro preto o m59o ,h4 ,e4--7,escreve71 ,li-vro4 ,p4--,talvez no t5haes notado1 que assim como ha grupos de pessoas ap>5tadas1 que con/ituem familias1 e que mais ou m5os se p>ecem umas com z outras2 assim ha grupos de palavras to similhantes1 que se no pde desconhec]1 que so muito *egadas entre si1 e como que p>5tas4 ,e4--,a9da no t9hamos rep>ado em tal4 ,p4--,pre/ae att5o ao que eu v\ escrev] no quadro preto 7,o pr(essor escreve umas por baixo das outras z palavras d exemplo1 sep>&o com o hyph5 o radical de cada uma7 ,pomb-o1 pomb-a1 pomb-inho1 pomb-inha1 pomb-al1 pomb-al9ho4 ,todas e/as palavras =mam uma familia#ah4 ,cas-a1 cas-inha1 cas-o1 cas-aro1 cas-eiro1 ca-sal1 cas-al9ho1 cas-aleiro1 cas-ara1 cas-ebre 7,todos e/es nomes sejam escriptos uns por baixo dos outros1 ao lado dos nomes d primeiro exemplo1 e mui cl>am5te pronunciados proporo que se =em escrev5do74 ,aqui t5des outra familia4 ,c>r-o1 c>r-inho1 c>r-ete1 c>r-eta1 c>r-etilha1 c>r-ocim1 c>r-uagem1 c>r-oa1 c>r-oada1 c>r-eto1 c>r-etada1 c>r-eteiro1 c>r-eto1 c>r-iagem1 c>r-ico*e1 c>r-oceiro1 c>r-oar1 c>r-il1 c>r-omato4 ,outra familia e no pequ5a4 ,se bem att5d]des1 p]ceb]eis1 que z palavras d primeiro grupo comeam todas pelas lettras pomb2 z d segundo pelas lettras cas2 e z d t]ceiro pelas lettras c>r4 ,z primeiras--pomb--repres5tam a ida--pombo2 z segundas--cas--repres5tam a ida--casa2 z t]ceiras--c>r--a ida--c>ro4 ,agora que e/aes iniciados n'e/e segr$o1 pod]eis diz]-me se a palavra--livro--tem algumas p>5tas8 ,e4--,tem uma p>5ta4 ,p4--,fazei favor de me diz] qual 4 ,e4--,a palavra livr9ho4 ,p4--,s essa8 ,e4--,tem outra p>5ta1 que livrete4 ,p4--,procurae bem1 que a*>eis mais4 ,e4--,livr>ia4 ,p4--,no sabeis o nome1 que se d1 por desprezo1 a um livro pequ5o e mau8 ,e4--,*ama-se-lhe livreco4 ,p4--,como d5om9aes os hom5s1 que negoceiam em livros8 ,e4--,livreiros4 ,p4--,fazei favor de me repetir os nomes de que se compe a familia1 cujo pae a palavra livro4 ,e4--,livro1 livr9ho1 livrete1 livr>ia1 livreco1 livreiro4 ,p4--,muito bem4 ,agora se vos no cu/> muito1 dizei-me qual a p>te1 que em todas essas seis palavras sa1 qu&o z pronuncimos1 e se v1 qu&o z escrevemos1 con/ante e inalt]avel4 ,e4-- o pr9cipio4 livr4 ,p4--,m59o ,b1 escrevei essas lettras no quadro preto4 ,e4--,livr4 ,p4--,olh&o p>a aquellas lettras1 que vos lembra8 ,e4--,lembra-me um livro4 ,p4--,fique-vos pois de memoria1 que ha muitas palavras1 que se podem dividir em duas p>tes2 e que a primeira d'ellas1 que figura em todos os membros da familia1 lembra a ida da c\sa1 cl>am5te repres5tada no t]mo1 de que a familia toda proc$e4 ,que figura tem e/e livro8 7,o pr(essor mo/ra um livro47 ,e4-- quadrado4 ,p4--,quadrado no elle2 quadrilat]o4 ,repeti1 p>tida em syllabas1 e/a palavra4 ,e4--,qua-dri-la-te-ro4 ,p4--,agora de uma s vez4 ,e4--,quadrilat]o4 ,p4--,sabeis o que qu] diz] a palavra quadrilat]o8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p---,qu] diz]3 ,figura de quatro lados1 ou sup]ficie fe*ada por quatro l9has4 ,rep>ae p>a a figura que v\ des5h> no quadro preto4 7,o pr(essor traa um p>allelogrammo1 retangulo1 um quadrado e um losango7 ,todas e/as figuras so quadrilat]os2 mas ap5as e/a 7,aponta o quadrado7 se pde *am> quadrado#ai4 ,t5ho aqui sobre a mesa uns p\cos de p$aos de papel1 v9de c1 e escolhei um que seja quadrado4 ,e4--,eil-o4 ,p4--,muito bem4 ,agora des5he o m59o ,a4 no quadro preto um quadrado4 ,e4--7,des5h&o74 ,aqui e/ des5hado4 ,p4--,como *am>eis a esses riscos1 que =mam o quadrado8 ,e4--,l9has4 ,p4--,sabeis que outro nome se d s l9has1 qu&o so direitas como essas1 que ahi des5ha/es8 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,d-se-lhes o nome de l9has rectas4 ,todos esses quadrilat]os so =mados de l9has rectas4 ,olhae agora p>a os vossos livros1 e dizei-me como se *ama a sua p>te ext]na1 a p>te de fra4 ,e4--,*ama-se capa4 ,p4--,por que lhe d>iam esse nome8 ,e4--,talvez pela analogia1 que tem com a capa ou capote1 que usam hom5s e mulh]es4 ,p4--,mas a capa dos livros no tem gla1 nem cabeo1 nem roda1 como uso t]em os nossos capotes4 ,e4--,c]to que nada d'isso tem2 mas reve/e o livro1 e o resgu>da1 como o capote resgu>da o fato2 que lhe fica por baixo4 ,p4--,responde/es optimam5te4 ,dizei-me se z capas dos livros tem todas a mesma consi/5cia4 ,e4--,no1 s5hor2 umas so duras e grossas2 outras1 delgad9has e molles4 ,p4--,assim 4 ,de que mat]ia fazem z capas dos livros1 qu&o duras e grossas8 ,e4--,de papelo4 ,p4-- v]dade2 mas noto1 que s5do o papelo asp]o e feio1 z capas dos livros so macias e bonitas4 ,sab]eis explic>-me a razo d'i/o8 ,e4-- porque reve/em o papelo de papel de cres1 de panno1 ou de c\ro p9tado4 ,p4--,bravo6 muito bem4 ,como se d5om9am os arti/as1 que fazem z capas dos livros e lh'z pem8 ,e4--,encad]nadores4 ,p4--,como se diz que e/ um livro1 a que o encad]nador poz uma capa consi/5te1 como a d'e/es1 que temos nas mos8 ,e4--,diz-se que e/ encad]nado4 ,p--,e qu&o um livro e/ ap5as cob]to com uma capa de papel1 como e/e1 que vos mo/ro8 ,e4--,diz-se que e/ bro*ado4 ,p4--,se um arti/a se empreg> exclusivam5te em bro*> livros1 como lhe *am>emos8 ,e4--,no sei4 ,p4--,*am>-lhe-hemos bro*ador4 ,e4--,os encad]nadores no so tambem livreiros8 ,p4--,livreiro a pessoa1 que negoceia em livros1 que os compra e v5de4 ,ha1 porm1 individuos1 que ex]cem ambas z indu/rias1 i/o 1 que compram e v5dem lvros1 e que os encad]nam4 ,cont9uemos a exam9> o nosso livro1 e em primeiro log> fazei obsequio de me indic> o nome d'e/a p>te 7,o pr(essor indica a lombada74 ,e4--,no sei como se *ama4 ,p4--,*ama-se lombo1 ou lombada4 ,e4--,porque d>iam a e/a p>te to e/rambotica d5om9ao8 ,p4--,provavelm5te em consequ5cia de t] c]ta analogia de frma e posio com z co/as ou lombo d homem4 ,e4--,t5ho notado1 que a lombada a p>te1 que os encad]nadores mais esm]adam5te a=moseam4 ,porque s]8 ,p4--,admira-me no vos occorr] a razo d'isso6 ,porque s]1 m59o ,b48 ,e4--,eu no sei4 ,p4--,dizei antes3 ,no sei4 preciso no abus> d eu e d tu4 ,muito mais elegante1 conciso e en]gico diz]3 ,no sei1 no qu]o1 no posso1 d que3 ,eu no sei1 eu no qu]o1 eu no posso4 ,m59o ,c1 porque motivo adornam os encad]nadores z lombadas dos livros mais d que o re/o da capa8 ,e4--,no sei4 ,p4--,respondei1 m59o ,m4 ,e4--,enfeitam mais z lombadas1 se me no engano1 por s] a p>te1 que mais se v1 qu&o os livros e/o na e/ante4 ,p4--,assim 4 ,exam9ae o lombo d vosso livro e dizei-me o que notaes8 ,e4--,traos e adornos d\rados4 ,p4--,mais nada8 ,e4--,lettras1 tambem d\radas4 ,p4--,que dizem essas lettras8 ,e4--,motta--,quadros de hi/oria4 ,p4--,aos diz]es1 que os livros tem na p>te sup]ior d lombo1 que nome se d8 ,e4--,titulo4 ,p4--,a palavra ,motta1 que e/ ahi a diz]8 ,e4--,o nome d auctor4 ,p4--,e z outras8 ,e4--,o assumpto4 ,p4--,v$e a lombada d'e/'outro livro4 ,tem to p\cos diz]es1 como a d'esse1 por onde habitualm5te l$es8 ,e4--,no1 s5hor2 tem mais4 ,p4--,que mais tem8 ,e4--,uma lettra de conta4 ,p4--,de que palavra nos dev]emos s]vir1 p>a design> o que *amaes lettra de conta8 ,e4--,no sei4 ,p4--,o m59o1 que s\b] respond] m9ha p]gunta1 responda4 ,e4--,no se deve diz] lettras de conta1 mas alg>ismos4 ,p4--,muito bem4 ,se temos palavra apropriada p>a indic> os signaes repres5tativos dos num]os1 evitemos um rodeio4 ,que alg>ismo tem esse livro na lombada8 ,e4--,o alg>ismo #b4 ,p4--,p>a que poz]am ahi o alg>ismo #b8 ,e4--,p>a indic> que e/e livro o segundo volume da obra4 ,p4--,exactam5te4 ,e4--,todas z obras con/am de dois volumes8#bj ,p4--,no se riam da p]gunta d m59o ,s42 n+uem nasce ens9ado1 e quem no p]gunta fica ignor&o muitas c\sas4 ,agora conv]semos ns1 m59o ,s4 ,ha obras completas em um volume1 e d'essas t5des exemplo nos ,quadros de hi/oria portugueza2 tambem z ha em dois1 tres1 quatro e at em dez1 v9te e mais volumes4 ,qu&o uma obra pr9cipia e acaba no mesmo volume no necess>io pr-lhe nem ext]na nem int]nam5te n5hum alg>ismo2 se pr9cipia n'um volume e cont9a e acaba n'outro1 m>ca-se ext]nam5te o primeiro com o alg>ismo #a e o segundo com o alg>ismo #b2 se a obra se e/5de por tres ou quatro volumes1 pe-se na lombada d primeiro o alg>ismo #a1 na d segundo o alg>ismo #b1 na d t]ceiro #c1 na d qu>to #d1 etc4 ,m59o ,h41 p>a que s]ve o titulo d livro escripto na lombada8 ,e4--,p>a facilm5te d>mos com elle sem s] necess>io abril-o4 ,p4--,como se nomeiam e/as p>tes da capa dos livros8 7,pondo o d$o nos cantos47 ,e4--,cantos da capa4 ,p4--,abri os vossos livros e dizei-me como se *amam essas lam9as de papel1 que a capa envolve e resgu>da8 ,e4--,*amam-se folhas4 ,p4--,esse nome applica-se a muitas c\sas3 folhas de arvores1 folhas de espadas1 folhas de papel1 folhas de s]ra1 folhas de madeira1 folhas das mangas d jaleco1 etc4 ,explicae-vos1 pois1 de modo1 que todos fiquem sab5do a quaes folhas alludis4 ,e4--,a n5huma das que cita/es4 ,z folhas1 que e/amos v5do1 so folhas d livro4 ,p4--,cada uma folha de livro tem duas faces2 sabeis que nome se lhes co/uma d>8 ,e4-- co/ume *am>-lhes pag9as4 ,p4--,a primeira e ultima folha dos livros1 nas quaes nada ha escripto1 e que s vezes so de papel p9tado1 como se *amam8 ,e4--,no sei4 ,p4--,qual de vs outros me pde respond]8 7,sil5cio74 ,p4--,*amam-se gu>das1 porque e/o ali1 como que p>a def5d]em z folhas impressas da aco da poeira1 dos insectos e das impurezas dos l$ores m5os aceiados4 ,ha tambem nos livros ante-r/o e r/o4 ,fazei m]c de m'os indic>4 ,e4--,o ante-ro/o deve de s] e/a folha escripta s de um lado1 e que diz ap5as3 ,quadros de hi/oria portugueza o ro/o deve de s] a folha1 que se segue imm$iatam5te ao ante-ro/o1 tambem s de um lado escripta4 ,p4--,que significam essas duas palavras3 ante-r/o8 ,e4--,p>ece-me que qu]em diz]3 folha1 que antec$e a d r/o4 ,p4--,exactam5te4 ,sabeis que outro nome se d folha d r/o8 ,e4--,frontispicio4 ,p4--,desejava sab] por que ao frontispicio *amam tambem1 r/o4 ,se algum de vs me pod] escl>ec]1 f>-me-ha muito obsequio1 satisfaz5do o meu desejo4 ,e4--,eu no sei2 no sei2 eu tambem no4 ,p4--,p>ece-me que no ha de s] necess>io irmos a ,coimbra1 p>a explic> similhante bagatella4 ,e4--,bagatella68 ,p4--,ides v] se o 1 ou no4 ,como se *ama e/a p>te d nosso corpo8 7,apont&o o r/o74 ,e4--,c>a4 ,p4--,no tem outro nome8 ,e4--,semblante4 ,p4--,no tem outro nome8 ,e4--,face4 ,p4--,no tem a9da outro nome8 ,e4--,ah6 ,*ama-se ro/o4 ,p4--,que quiz diz] esse ah68 ,e4--,j sabemos porque ao frontispicio dos livros se *ama tambem r/o4 ,p4--,se sabeis1 dizei-m'o4 ,e4--,*amam-lhe r/o1 por que em a g5te olh&o p>a aquella folha1 logo conhece o livro1 como conhece uma pessoa1 em lhe v5do a c>a4 ,p4--,p>a conhec] um livro1 i/o 1 p>a sab] de que trata1 p>ece-me que no indisp5savel exam9>-lhe o r/o2 ba/> l] o titulo1 ou ante-r/o4 ,e4--,no exactam5te o mesmo1 p>a tom> conhecim5to de um livro1 l] o titulo ou o ante-r/o1 ou o r/o1 porque e/e indica muitas mais c\sas1 que aquelles4 ,p4--,dizei quaes so4 ,e4--,o titulo da obra por ext5so1 o nome todo d auctor1 a typographia1 a t]ra onde foi impresso e at o anno4 ,p4--,bravo6 bravo6 sr4 e/udante1 muito bem4 ,z vossas respo/as animam-me4 ,dizei-me se o papel1 de que so feitos os livros1 uma sub/ancia natural1 i/o 1 que se encontre feita1 como se encontra a p$ra1 a agua1 a madeira1 o b>ro1 a areia1 ou se um producto da arte1 qu]o diz]1 feito pelo homem4 ,e4-- producto da arte4 ,p4--,j alguem vos disse de que fabricado o papel4 ,e4--,no1 s5hor4 ,p4--,qu]eis sab]8 ,e4--,se qu]emos4444 ,p4--,fabrica-se de trapos de l9ho1 canamo1 e algodo4 ,e4--,de trapos86 ,p4--,sim1 de trapos4 ,e4--,eu p5sava que os trapos no pre/avam p>a nada6 ,p4--,qual a c\sa1 que no tem algum pre/imo8 ,os trapos1 que vs despresaveis1 e t9heis em conta de nada1 so uma riqueza1 e pre/am gr&issimo s]vio indu/ria1 s artes1 s sci5cias e moral4 ,so um in/rum5to indirecto d progresso da humanidade4 ,e4--,como se faz o papel8 ,p4--,no posso agora satisfaz] a vossa l\vavel curiosidade4 muito complexo o seu fabrco p>a que vol-o possa expor de modo1 que d'elle fiqueis faz5do p]feita ideia2 em vs t5do mais alguns conhecim5tos eu vol-o indic>ei por miudo4 ,e4--,o papel todo da mesma qualidade8 ,p4--,no 2 e aqui t5des a prova 7,o pr(essor mo/ra escola papel de imprimir1 papel de escrev]1 de filtr>1 de embrulho1 de s$a1 p9tado1 etc4 e vae indic&o os nomes de cada um74 ,so de diff]5tes tamanhos e/as folhas4 ,a gr&eza de cada uma indica-se pela palavra =mato1 a qual tambem se emprega p>a repres5t> a gr&eza dos livros e jornaes4 ,e4--,p>a que tem e/e livro na p>te inf]ior da pag9a d r/o a palavra ,lisboa8 ,p4--,j se disse que p>a mo/r> a t]ra em que foi impresso4 ,e4--,os livros so impressos8 ,p4--,no se riam os m59os1 que sabem uma c\sa1 qu&o outro1 que a ignora1 se qu] illu/r>1 e p$e que lh'a ens9em4 ,ha livros escriptos de mo1 como e/e 7,mo/ra um livro1 ou cad]no manuscripto7 e muitos exi/em nas biblio!cas2 dizem-se manuscriptos4 ,actualm5te1 porm1 a maioria1 a quasi totalidade dos livros so impressos i/o 1 so feitos com e/as lettras de metal1 a que *ammos typos4 ,eil-os4 7,o pr(essor toma um compon$or1 pod] s] dos que usam os compositores de bilhetes de visita e compe algumas palavras74 ,v\ compor uma l9ha1 p>a que vejaes1 como se compoem os livros4 ,e4--,e i/o 7,apont&o o compon$or7 como se *ama8 ,p4--,com-po-ne-dor4 ,e4--,ha de s] necess>io molh> essas lettr9has em t9ta2 qu]eis que vamos busc> o t9teiro8 ,p4--,a t9ta1 de que se s]vem p>a imprimir1 no a de que umos p>a escrev]4 feita com outras mat]ias muito diff]5tes1 e *ama-se t9ta de impresso4 ,aqui t5ho um bocad9ho n'e/a caixa4 ,com e/a bala mlho os typos2 ides vr como z palavras ficam impressas no papel 7,o pr(essor executa o que vae diz5do74 ,e/\ faz5do de typographo4 ,e4--,typographo8 ,o que qu] isso diz]8 ,p4--,typographo o arti/a1 que se occupa em junt> os typos uns aos outros1 p>a =m> z palavras1 e e/as entre si1 p>a faz] z l9has1 e z l9has p>a complet> z pag9as1 e z pag9as p>a concluir uma folha de impresso4 ,e4--,folha de impresso no o mesmo que a folha de um livro8 ,p4--,folha de impresso i/o4 7,mo/ra uma folha de impresso74 ,e4--,os livros so impressos como vs agora imprimi/es essa l9ha8 ,p4--,no1 meu m59o2 nas typographias ha app>elhos p>a imprimir1 aos quaes *amamos prlos4 ,e4--,falla/es em typographias2 o que typographia8 ,p4-- a (fic9a onde se compem e imprimem livros1 jornaes1 e outros papeis4 ,tambem se *ama impr5sa8 ,e4--,e/\ v5do sr4 pr(essor1 que no s na lombada que os livros tem alg>ismos1 tambem os tem no alto das pag9as4 ,p4--,re/a sab] p>a que elles ahi =am po/os4 ,e4--,=am aqui po/os p>a com facilidade se pod] a*> e indic> qualqu] passagem d livro4 ,p4--,p>a concluirmos e/e int]t5im5to1 f>-lhes-hei mais uma p]gunta4 ,como todas z c\sas tem nome provavel que tambem o t5ham essas pores em branco1 que c]cam1 em cada pag9a1 a p>te c5tral impressa2 qual s] elle8 ,e4--,e/as pores das pag9as *amam-se m>g5s4 ,p4--,optimam5te4 99 99 99 99 99 ,dos p\cos exemplos1 que ahi ficam expo/os1 pod]o inf]ir a utilidade e attractivos d ens9o intuitivo z pessoas1 que d'elle no t5ham a9da conhecim5to4 ,c]r&o e/e livro1 que escrevemos com s9c]o desejo de s]vir a educao e in/ruco1 devemos decl>>1 porque de ju/ia que assim o famos1 que na ,escola normal d sexo mascul9o1 em ,m>villa1 de que foi director e pr(essor o intellig5te e laborioso sr4 ,luiz ,filippe ,leite1 com cuja amizade nos honrmos1 se ens9\ muito e bem pelo me?odo intuitivo1 que em mos to habeis como z d sr4 ,leite e seu irmo o sr4 ,p$ro ,leite1 de c]to produziu optimos resultados1 de que s5timos no pod] d> aqui m9uciosa noticia4 ,,indice ,pag4 ,c>ta d auctor ao ,ex4mo ,sr4 ,conselheiro ,jos ,silve/re ,ribeiro #e ,o ,ens9o intuitivo #i ,primeira lio #fj ,segunda lio #gb ,t]ceira lio #gi ,qu>ta lio #ib ,qu9ta lio #ig ,sexta lio #ajf ,setima lio #aac ,obras v5da na loja de livros de ,f]reira1 ,lisboa ,c4a1 #acb1 rua d ,ouro1 #acd1 ,lisboa ,o ,,pae ,,novo1 comm5t>io ou int]pretao das dez ,eclogas ou ,bucolicas de ,publio ,virgilio ,m>o1 #a vol4 br4 #ajjj ,,natividade 7,j4 ,a4 ,c4 da7--,fundam5to de analyse grammatical e de e/ylo1 e de composio de !mas1 #a vol4 br4 #fej ,,synopses e apontam5tos grammaticaes p>a facilit> a analyse das oraes aos alumnos de in/ruco prim>ia e aos d #a4o anno de portuguez1 #a vol4 c>t4 #bjj ,,tav>es 7,h47--,pr9cipios g]aes de ari?metica1 e sy/ema metrico1 #a vol4 br4 #fj ,,dias 7,j4 ,a47--,synopse das religies e seitas etc41 #a vol4 br4 #ejj --,nova ,grammatica franceza1 #b4;a edio br4 #cjj --,novissima ,grammatica +leza1 #a vol4 br4 #dhj ,,balmes 7,d4 ,jayme7--,elem5tos de ,logica1 #a vol4 br4 #cjj ,,me?odo ,,zaba p>a o e/udo da ,hi/oria ,univ]sal1 com mappa *ronologico1 *ave e taboa de ex]cicio1 #a vol4 br4 #bjj ,,m>,,al ,a4 ,,de ,,c>valho--,problemas de ,algebra1 #a vol4 br4 #ejj ,,*agas 7,m4 ,p47--,portuguezes illu/res1 #b4;a edio1 #a vol4 br4 #bjj ,,fradesso ,,da ,,silveira 7,j4 ,h47--,e/udos1 #a vol4 br4 #ejj ,ne/e volume agrup\ o auctor1 oito int]essantes artigos em que se expem z que/es mais mom5tosas da e/adi/ica2 como in/ruco prim>ia e pr(essional1 associaes de soccorros1 exposies1 faz5da1 etc4 etc4 ,m4 ,m4--,ex]cicios de cacographia portugueza1 br4 #ajj ,,mac$o 7,j4 ,tav>es de7--,elem5tos de ,or?ographia portugueza1 br4 #hj ,,bapti/a 7,a4 ,m47--,algumas consid]aes sobre z div]sas frmas comp>ativas e sup]lativas da l+ua portugueza1 br4 #hj ,,v5da ,,na ,,mesma ,,livr>ia #acb--,,rua ,,aurea--#acd ,telles 7,j4 ,j4 de ,s\sa7--,annu>io portuguez sci5tifico1 litt]>io e arti/ico---#ahfc1 bro*4 #ajjj ,simes 7,dr4 ,augu/o ,filippe7--,erros e preconceitos da educao physica1 #a vol4 *>p4 bro*4 #djj ,noirlieu 7,abbade ,m>t9ho7--,biblia da mocidade1 hi/oria d antigo e novo te/am5to4 ,approvada pelo conselho g]al de in/ruco publica1 p>a uso das escolas1 #a vol4 c>t4 #bdj ,b>ata 7,antonio ,francisco7--,e/udos da l+ua portugueza1 #b4;a edio accresc5tada e con=me ao programma (ficial de portuguez1 br4 #cej ,fradesso da ,silveira--7,j4 ,h47 ,comp5dio d novo sy/ema legal de pesos e m$idas1 #d4;a edio1 bro*4 #bdj ,gu$es 7,j4 ,r47--,curso de physica elem5t>4 ,nova edio1 #c vol41 com gravuras1 bro*4 #bdjj ,gu$es 7,j4 ,r47--,curso de hi/oria natural elem5t>1 #a vol41 com gravuras1 bro*4 #aejj ,lopes 7,j4 ,j47--,taboada me?odica dos rudim5tos de ari?metica1 bro*4 #bjj ,rodrigues 7,j4 ,julio7--,m9]alogia1 #a4 vol4 bro*4 #bjj ,vidal 7,a4 ,a4 de ,p9a7--,curso de meteorologia1 #a vol4 bro*4 #fjj ,viale 7,a4 ,j47--,novo epitome de hi/oria de portugal1 adoptado pelo conselho g]al de in/ruco publica1 #a vol4 bro*4 #bjj ,lisboa--,typ4 ,univ]sal--#ahgc ,notas3 #a c]ca d'e/e assumpto1 bem como de muitos outros pontos da l+uagem portugueza consulte-se a ,or?ographia portugueza e misso dos livros elem5t>es1 correspond5cia (ficial relativa ao ,iris ,classico pelo sr4 ,conselheiro ,jos ,feliciano de ,ca/ilho ,b>reto e ,noronha4 ,edio d ,rio de ,janeiro4 ,n'e/e livro1 que um v]dadeiro !s\ro de ba d\tr9a1 espl5de a intellig5cia e erudio de um dos escriptores nacionaes1 que mais honram z nossas lettras4 ,p5a que p\cos em ,portugal conheam obra de tanto m]ito4 #b ,temos vi/o muitas vezes nas escolas e/>em z crianz a l] com os livros nos joelhos1 o tronco recurvado e a bocca quasi p]p5dicul> ao horisonte4 ,aquella po/ura prejudica a saude1 difficulta a emisso da voz1 ca em p\co tempo o l$or1 e no o deixa vr os ac5os d me/re1 t5d5tes a dirigil-o no &am5to1 pausas1 intonaes1 etc4 #c ,braun ,ex]cices p> intuition1 ou ,que/ionaire a l'usage des ecoles g>di5nas1 etc4 ,bruxelles--#ahfe4 ,c4 ,mayo--,lecciones sobre objetos de/9ados p>a nios de c9co a o*o aos1 traducidas del orij9al +ls4 ,madrid--#ahdi4 ,foi nosso primeiro int5to traslad> p>a e/e livro ipsis v]bis z primeiras lies dos dois afamados pr(essores2 por motivos1 porm1 que escusado expor1 resolvemos tom> d'ellas ap5as os l9iam5tos1 r$ig9do-z a nosso modo4 #d ,expresso popul> e grosseira1 que vale tanto como3 ,elle te ca/ig> sev]am5te4 #e ,n'e/es primeiros ex]cicios vo z respo/as1 que provavelm5te os e/udant9hos d>o aos pr(essores2 nos outros1 z respo/as pod]-se-ho d$uzir das ,exposies1 que anteporemos a cada ex]cicio4 ,como e/es livr9hos no so exclusivam5te p>a os pr(essores1 os quaes de c]to possuem suffici5te cab$al de conhecim5tos1 mas p>a mes1 paes1 e outros educadores m5os prep>ados p>a o ens9o1 p>eceu-nos de muita conv5i5cia subm9i/r>-lhes os indisp5saveis subsidios nas ,exposies1 z quaes disp5s>o1 at c]to ponto o e/udo nos livros dos assumptos dos ex]cicios4 #f ,o dialogo aqui traado p>a um1 dev] s] ampliado e su/5tado com todos os e/udantes1 que tiv]em entrado ao mesmo tempo1 hav5do o maior disvelo em tornal-o quanto possivel deleitavel e v>iado4 #g ,p>ece primeira vi/a mui pequ5o o pre/imo d quadro preto n'uma aula1 e na realidade muito util4 ,convem que todas z aulas de m59os e m59as o t5ham2 e que d'elle se sirvam amiudadas vezes pr(essores e discipulos p>a os ex]cicios de soletrao1 or?ographia1 analyse1 ari?metica1 des5ho1 etc4 #h ,no se e/ranhe o emprego da palavra g]+ona4 ,z creanc9has so faceis de cont5t>2 alegram-se e riem com o simples emprego de palavras m5os triviaes1 e proseguem mais cont5tes no e/udo4 ,se ao explic>-lhes z regras elem5t>es da syntaxe o pr(essor lhes d] o segu9te exemplo3 ,o sol brilhante1 escrevem-n'o e analysam-n'o sem en?usiasmo2 se o pr(essor lhes diss]3 ,o gato manhoso1 riem1 alegram-se e atiram-se analyse da orao de muito boa vontade4 ,a9da que e/as e outras p>ticul>idades d ens9o infantil p>eam aos sabios puras insignificancias1 no z desprese o me/re1 que tiv] a peito o progresso dos pequ59os4 #i ,dividimos a palavra cavallete sem att5d] regra or?ographica1 que m&a rep>tir z consoantes dobradas pelas duas syllabas1 p>a no false>mos a pronunciao2 se assim no fizessemos1 t]iamos3 ,ca-val-le-te1 que se no diz1 nem pod]ia razoavelm5te diz]-se4 #aj ,desculpe-se-nos que insi/amos em aconselh> aos me/res1 que no sejam av>os de l\vores1 qu&o os e/udantes os m]ec]em4 um gr&e incitam5to o applauso p>a o que o recebe e p>a os que o pres5ceiam4 #aa ,novam5te decl>mos que e/as lies no so traduzidas1 mas quasi exclusivam5te nossas4 #ab ,todos e/es nomes se do sub/ancia1 de que nas aulas se s]vem p>a apag> os traos1 que o lapis deixa no papel4 ,aos m59os s] conv5i5te indical-a pelo nome de borra*a1 porque o mais commumm5te usado4 ,mais t>de se lhes dir que nem e/e1 nem o de gomma ela/ica se dev]iam empreg>4 ,como hoje se usa muito d ca\t*\c vulcanisado1 t5ham os pr(essores a cautela de apres5t>em p>a a lio1 o escuro1 i/o 1 o que no e/ comb9ado com enx(re4 #ac ,e/a lio vem ap5as apontada no livro d pr(essor ,mayo4 #ad ,quasi todos os objectos1 que eram feitos de ca\t*\c simples1 so agora fabricados com a mesma sub/ancia vulcanisada1 i/o comb9ada com c]ta quantidade de enx(re1 e por tanto diff]5te na cr1 no *eiro1 e em outras propri$ades d ca\t*\c extreme4 ,se algum m59o rep>> na diff]5a e fiz] p]gunta a tal respeito1 dir-lhe-ha o pr(essor o ba/ante p>a escl>ecel-o1 att5d5do ao que atraz recomm5dmos1 que no se trate a fundo de c\sas p>a ent5d] z quaes z crianz no e/ejam prep>adas4 #ae ,e/a lio vem ap5as indicada no livro d pr(essor ,mayo4 #af ,recomm5dam ,madame ,m>ie ,pape ,c>p5ti] e outros p$agogi/as1 que se tratem z crianc9has com toda a delicadeza1 que em vez de se lhes ord5> que faam uma c\sa1 se lhes pea por favor que a executem1 e que1 se lhes agradea com urbanidade o t]em satisfeito os nossos p$idos4 ,e/e modo de proc$] com os pequ59os tem tres gr&es vantag5s3 des5volve nos m59os o s5tim5to da propria dignidade1 captiva a sua b5evol5cia1 e aco/uma-os a s]em delicados4 #ag ,no p>a desprez>1 no ens9o das crianz1 e/e innoc5te meio de lhes excit> a curiosidade1 t5te&o ao mesmo tempo o praz]1 ou enfado1 de que e/ejam tomadas4 #ah ,o fim d'e/e exemplo no ens9> philologia s crianc9has1 mas il-z habitu&o a di/+uir nas palavras z radicaes1 cujo valor mais t>de p]ceb]o4 ,o t]mo familia tome-se como synonimo de aggregado de palavras em que a ida repres5tada pela radical a mesma4 #ai ,no se def9e o quadrado1 porque os e/udantes no sabem a9da o que seja angulo1 e m5os o que seja angulo recto4 #bj ,a lettra ,e1 inicial de e/udante1 no e/ n'e/as lies indic&o um s e sempre o mesmo e/udante2 mas o e/udante1 a que o pr(essor julga conv5i5te dirigir-se4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------------------ ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ------------------------ pg4 #bj ,j5u5se ,g5u5se99 pg4 #bj dizia relembrava a regra de ,ovidio99 pg4 #ca cujos compon5te cujos compon5tes pg4 #de lahios labios pg4 #ea impanho impre/> impanho1 impre/> pg4 #eb o que em5de a que em5de pg4 #eh comportam5te comportam5to pg4 #he praticul> p>ticul> pg4 #aab cubica cubica7 nota #ad ontras outras ---------------------------------------- ------------------------ 99 corrigido de acordo com notas_/erratas =necidas no livro4