,,breves ,,palavras ,,sobre ,a ,,cultura ,,da ,,oliveira ,,diss]ta,o ,,inaugural ,,apres5tada ,,ao ,in/ituto d',agronomia e ,vet]9>ia ,,por ,avel9o ,nunes ,d',almeida #ahii ,,impr5sa ,,de ,,libanio ,,da ,,silva #ia1 ,rua d ,norte1 #ia ,,lisboa ,,breves ,,palavras ,,sobre ,a ,,cultura ,,da ,,oliveira ,,breves ,,palavras ,,sobre ,a ,,cultura ,,da ,,oliveira ,,diss]ta,o ,,inaugural ,,apres5tada ,,ao ,in/ituto d',agronomia e ,vet]9>ia ,,por ,avel9o ,nunes ,d',almeida #ahii ,,impr5sa ,,de ,,libanio ,,da ,,silva #ia1 ,rua d ,norte1 #ia ,,lisboa ,a ,,meus ,,paes ,a ,,meus ,,irm,,os ,como prova de muito respeito e amisade4 ,,memoria ,,de ,,meus ,,tios ,,luiz ,,nunes ,,da ,,co/a ,,m>ia ,,augu/a ,,nunes ,,m>g>ida ,,augu/a ,,nunes ,gratido et]na4 ,a ,,meus ,,primos ,,aos ,,meus ,,amigos ,,aos ,,meus ,,condiscipulos ,como prova de d$icao e amizade4 ,a 4444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444 ,o ,in/ituto d',agronomia e ,vet]9>ia no se responsabilisa pelas d\tr9as expo/as n'e/a diss]tao 7,art4 #gi d ,regulam5to de #h de ,junho de #ahih74 ,ao escrev] e/as breves palavras sobre a cultura da oliveira1 e/ muito longe de mim a presumpo de que ellas vo lanar alguma luz sobre to importante assumpto4 ,nem com esse fim z escrevo3 mas unicam5te p>a cumprir um dev] que a lei me impe4 ,anima-me a fazel-o1 a confiana que t5ho na b5evol5cia dos dignos me/res que me ho de julg>4 ,lisboa #ad de ,novembro de #ahii4 ,avel9o ,nunes d',almeida ,,prelim9>es ,e/udo botanico ,a arvore de cuja cultura me proponho trat> faz p>te da familia das ,oleaceas1 compreh5dida no gr&e grupo das phan]ogamicas dicotyl$oneas gamopetalas sup]ov>iadas4 ,habita e/a familia os paizes qu5tes e temp]ados1 onde con/ituida por arvores ou arbu/os de folhas oppo/as1 simples1 inteiras e quasi sempre sem e/ipulas4 ,z div]sas especies que a compem apres5tam infloresc5cia em ca*o simples ou compo/o1 e algumas vezes em =ma de ?yrso4 ,flores h]maphroditas e regul>es1 r>am5te polygamicas ou dioicas4 ,calice livre1 presi/5te com quatro e algumas vezes c9co divises4 ,corolla hypogynica com quatro f5das mais ou m5os pr(undas1 de maneira a apres5t>em quatro petalas1 duas das quaes muitas vezes abortam4 ,apres5ta a =ma assalveada1 rodada ou afunilada4 ,g]alm5te dois e/ames alt]nos com os filetes curtos algumas vezes livres outras vezes ins]idos sobre a corolla2 s vezes app>ecem quatro e/ames alt]n&o com z petalas4 ,an!ras ord9>iam5te introrsas1 bilocul>es faz5do-se a sua dehisc5cia por duas f5das longitud9aes4 ,g5yceu de tamanho regul> cujo ov>io livre1 bilocul> enc]r&o cada loculo g]alm5te dois ovulos4 ,um s e/ylete1 curto1 e/ygma simples e bif5dido4 ,fructo secco ou c>nudo 7capsula1 baga ou drupa74 ,sem5tes com album5 ou sem elle3 no primeiro caso tem embryo recto com cotyl$ones foliaceas2 no segundo caso z cotyl$ones so c>nosas4 ,a familia das ,oleaceas e/ dividida em v>ios g5]os dos quaes alguns so frequ5tes no nosso paiz4 ,entre e/es contam-se os g5]os ,syr+a 7,l471 ,ligu/rum4 7,t\rn47 ,phyliria 7,l47 e ,olea 7,t\rn47 99,olea1 ,t\rn499--,e/e g5]o c>act]isado por t] z flores dispo/as em pequ5os ca*os axill>es1 simples ou compo/os2 calice tetrad5tado2 a corolla com #d f5das2 e/ames sali5tes e ins]idos no cimo d tubo da corolla2 e/ylete curto2 e/ygma bilobado1 conico e gr&e4 ,fructo c>nudo1 oleoso1 drupaceo2 sem5te ossea com um ou dois esp]mas e o embryo recto4 ,so arvores ou arbu/os de folhas simples1 coreaceas1 inteiras1 presi/5tes e oppo/as4 ,a oliveira faz p>te d'e/e g5]o e entra na con/ituio da especie ,o4 europaea1 ,l4 orig9&o d5tro d'e/a especie um gr&e num]o de v>i$ades4 ,a ,o4 ,europaea di/+ue-se pelos seus ca*os axil>es de flores brancas4 ,=ma arvores ou arbu/os de folhas oppo/as1 p]si/5tes1 coriaceas1 inteiras1 brancas ou esbranquiadas na pag9a inf]ior4 ,o typo v]dadeiro da oliveira p>ece s] o ,zambujeiro 7,olea olea/] ,d4 ,c47 que se apres5ta sob a =ma de arvores ou arbu/os de ramos quasi sempre esp9esc5tes1 com drupas pequ5as1 negras e algumas vezes brancas4 ,e/a v>i$ade dotada de muito vigor1 s5do por isso empregada como cavallo sobre que se enx]tam z v>i$ades mais productivas4 ,a oliveira commum1 cultivada em todo o paiz1 a ,o4 europaea sativa1 ,d4 ,c4 que =ma arvores com ramos sempre in]mes1 drupa cujo tamanho v>ia muito com a int5sidade da cultura1 e de cor escura4 ,a sua cultura tem introduzido na sua organisao modificaes mais ou m5os pr(undas que tem dado origem diff]5ciao de um gr&e num]o de v>i$ades4 ,d'e/as diff]5z1 faceis de obt]1 nos c>act]es especificos da planta nasce uma gr&e difficuldade s5o uma impossibilidade completa em se det]m9> o num]o exacto das v>i$ades cultivadas1 e de faz] n'ellas um e/udo botanico que bem z c>act]ise4 ,a avolum> a9da z difficuldades levantadas pelas alt]aes morphologicas dos orgos da planta surge a9da o inconv5i5te da div]sidade de nomes que de t]ra p>a t]ra so dados a uma mesma v>i$ade4 d maior ou m5or vigr das arvores1 da natureza dos seus portes e sobretudo da colorao1 =ma e gr&eza dos seus fructos que se tiram os c>act]es das suas v>i$ades4 ,so muito incon/antes e/es c>act]es4 ,oliveiras t5ho eu vi/o que1 prov5i5tes de e/acas da mesma me1 se apres5tam hoje1 logo primeira vi/a1 com aspectos muito diff]5tes dos da planta d'onde provi]am4 ,a planta de que se extrairam e/as e/acas uma velha oliveira que tem vegetado sempre cu/a dos elem5tos naturaes d t]r5o1 j de si pobre1 e que pela sua con/ituio s*i/osa no dos mais proprios p>a e/a especie de cultura4 ,os seus fructos so pequ5os1 z folhas1 esbranquiadas na pag9a inf]ior1 tomam uma cr v]de p\co c>regada na pag9a sup]ior4 ,z e/acas d'ella prov5i5tes =am levadas p>a o littoral e plantadas em um t]r5o onde annualm5te se faz a cultura d milho e de outros c]eaes4 um t]r5o argillo-calc>eo com ligeira incl9ao ao po5te4 ,z arvores prov5i5tes d'e/as e/acas so muito vigorosas2 o seu fructo muito mais volumoso que o produzido pela planta me2 z folhas1 com quanto apres5tem na pag9a inf]ior a cr esbranquiada c>act]i/ica da especie1 apres5tam na pag9a sup]ior uma cr v]de mais escura que z da planta d'onde provi]am3 e/as diff]5z so to s5siveis que difficilm5te se conhec] nas duas plantas a mesma v>i$ade4 ,no meio d'e/a confuso algumas v>i$ades tem sido j c>act]isadas1 algumas das quaes j =am descriptas por ,jos ,antonio de ,s1 ,dalla-,bella1 ,m5do ,trigoso e ,b>o de ,=re/]4 ,so nove z ca/as apres5tadas por e/es auctores1 conhecidas pelos nomes de3 negres ou maduraes1 v]deaes1 cordovezas1 l5tisqueiras ou durasias1 c>rascas1 bicaes1 negru*as1 c>lotas r$ondis judiagas ou mananilhas4 ,o di/9cto agronomo ,sr4 ,s\sa da ,cam>a1 no seu ,e/udo da ,oliveira actualm5te em publicao na ,gazeta das ,aldeias1 tem conseguido at hoje diff]5ar z segu9tes v>i$ades e sub-v>i$ades3 ,v>i$ades ,sub-v>i$ades ,nome botanico ,nomes vulg>es ,olea europaea olea/]1 ,d4 ,c ,zambujeiro4 ,zambujo4 ,olea europaea pomi=mis1 ,clem4 ,mananica4 ,goloz9ha4 ,mananilha4 ,cordoveza4 ,cordovil4 ,olea europaea1 regalis1 ,clem4 ,longal4 ,r$ondal4 ,santulhana4 ,sevilhana4 ,bical4 ,o4 europaea1 ro/rata1 ,clem4 ,bicuda4 ,cornalhuda4 ,cornicabra4 ,gallega4 ,o4 fructo oblongo1 ,bauh4 ,madural4 ,negru*a4 ,negral4 ,olivo murtea4 ,c>rasca4 ,c>rasqu5ho meudo e ,c>rasqu5ha4 c>rasqu5ho t9to4 ,brunh5ta4 ,durasia4 ,olivo racemosa4 ,l5tisca4 ,b>r5ta4 ,l5tisqueira4 ,zambulha4 ,zambulheira4 ,o4 viridula1 ,g\4 ,v]deal4 ,v]deal cobranosa ,c>lota4 ,judiaga4 ,r$ondil4 ,oliveira de fructos v]naes1 ,zambor9a4 ,t5tilheira4 ,,capitulo ,i ,clima e solo ,a--,clima ,so por de mais notaveis z div]sidades exi/5tes nas especies vegetaes que habitam a sup]ficie da t]ra4 ,e/as div]sidades que se obs]vam d5tro da mesma propri$ade e que augm5tam de propri$ade p>a propri$ade e de um paiz p>a outro1 acc5tuam-se extraord9>iam5te qu&o comp>amos a flora de dois cont95tes4 ,a e/ructura1 composio *imica d solo e o clima so z causas pr9cipaes d'e/a accid5tada vegetao4 ,cada planta tem z suas exig5cias especiaes1 de cujo conhecim5to resulta a det]m9ao da zona de t]r5o em que cada especie encontra condies favoraveis de vida4 ,conhecida a zona propria p>a a vida de cada planta1 ou melhor1 conhecidas z especies culturaes adaptaveis a uma det]m9ada zona de t]r5o1 pod]-se-ha empreh5d] uma explorao agricola mais segura dos seus resultados d que se a completa ignorancia da geographia botanica nos obrigasse a empreh5d] ao acaso essa explorao4 ,s um gr&e es=o1 que ac>ret>ia despezas enormes1 pode p]mittir que se desvie uma planta d seu habitat natural1 p>a1 por processos artificiaes1 obt] d'ella eguaes productos4 i/o que se faz em v>ios paizes da ,europa1 como por exemplo em ,+lat]ra1 onde em e/ufas apropriadas se =a a videira a produzir4 ,depois1 no m]cado1 a muita procura alliada r>idade d producto1 remun]> condignam5te o es=o e a despeza d indu/rial4 ,plantas ha que1 mais mode/as nas suas exig5cias1 podem veget> nos sitios m5os favorecidos pela natureza4 ,so e/as z plantas h]baceas expontaneas1 z quaes se vm veget> em sitios onde v$ado o des5volvim5to s plantas arboreas ou arbu/ivas4 ,outras1 porm1 e n'e/e grupo entra uma gr&e p>te das plantas cultivadas1 no se cont5t&o com z m+uadas exig5cias d'aquellas1 tornam mais limitada a zona em que a vida lhes favoravel4 ,z especies arboreas1 pela sua con/ituio robu/a e pelo seu gr&e des5volvim5to radicul>1 accommodam-se em sitios onde z culturas arv5ses no pod]iam t] log>4 ,o nosso paiz1 pela sua accid5tao e v>i$ade da sua paizagem1 e/ naturalm5te indicado mais p>a aquellas d que p>a e/as culturas4 ,a oliveira1 arvore cuja cultura to remun]adora1 aqui encontra condies muito favoraveis de vida4 ,z boas condies d nosso clima1 alliadas e/ructura d solo que lhe propria1 collocam-nos em condies de por toda a p>te dissem9>mos a sua cultura1 augm5t&o a produco que at hoje tem sido muito dim9uta4 ,a oliveira exige1 p>a pod] prosp]> e produzir1 uma temp]atura br&a e p\co v>iavel4 ,a area de/9ada sua cultura vae1 segundo ,gasp>91 at aos #df de latitude ,n4 e ao sul limitada pelo ,tropico4 ,outros auctores1 porm1 limitam mais a area indicada por ,gasp>94 ,de-,noisette1 por exemplo1 d-lhe como zona propria a compreh5dida entre #be e #dc de latitude boreal4 ,p>a l de #df a oliveira cresce1 mas muito r>o amadurec] os seus fructos2 m$ida que =mos cam9h&o p>a o equador1 e/a arvore vae augm5t&o de volume1 mas de #ah p>a baixo d-se o mesmo caso que p>a cima de #df4 ,os calores int5sos e os frios excessivos prejudicam altam5te a vida d'e/a arvore2 e no tanto os frios int5sos como z mudanz bruscas de temp]atura n'ella ex]cem a sua nefa/a influ5cia4 ,tem-se vi/o e/as arvores support>em1 sem alt]ao s5sivel nas suas funces1 uma temp]atura de -#af ,c41 ao passo que so accommettidas por uma morte rapida qu&o1 depois de t]em e/ado por algum tempo submettidas temp]atura de -#e1 so banhadas rapidam5te por um sol cl>o e int5so4 ,procur>1 portanto1 os log>es em que a temp]atura seja p\co v>iavel1 s] pratica prud5te e vantajosa4 ,alguns qu]em at e/abelec] a vis9hana dos m>es como unico sol> onde e/a preciosa arvore encontr>ia condies con=taveis de vida1 por s] ahi onde a temp]atura mais e/avel2 a pratica1 porm1 de/roe tal ass]o1 pois que no int]ior dos cont95tes ella se v des5volv] e fructific> admiravelm5te4 ,p>a det]m9>mos se uma dada regio ou no propria p>a e/a cultura1 de summa importancia o conhecim5to das temp]aturas maxima e m9ima2 nunca nos devemos gui> s pelo conhecim5to da sua temp]atura m$ia4 sabido que p>a a completa maturao d fructo1 a oliveira exige um total #cigh de calor2 mas sitios ha em que esse num]o de graus se obtem igualm5te1 embora z temp]aturas extremas divirjam muito4 ,se consid]>mos dois log>es1 n'um dos quaes z temp]aturas m9ima e maxima sejam a e b1 e no outro a-c e bc1 elles t]o z mesmas temp]aturas m$ias e comtudo pode s] impossivel a olivicultura no segundo e muito adaptada ao primeiro2 dep5de isso simplesm5te d valor de c4 ,e/es inconv5i5tes conseguem rem$i>-se procur&o exposies em h>monia com o clima local4 ,a exposio e incl9ao d t]r5o so duas que/es de summa importancia p>a e/e assumpto4 ,em um clima demasiadam5te qu5te1 pode convir uma exposio que s]ia prejudicial em outro que no tivesse a mesma propri$ade4 ,no nosso paiz a exposio ao sul a mais conv5i5te1 a no s] n'um ou n'outro ponto em que o calor excessivo d v]o e a pequ5a p]c5tagem de humidade nos t]r5os1 aconselhem incl9ao diff]5te4 ,nos sitios onde so frequ5tes z geadas1 nunca a exposio a ,levante pode convir1 porque a planta que durante a noite e/eve submettida a um frio int5so1 s(fre muito ao receb] rapidam5te os matut9os raios sol>es4 ,o desgelo s]ia rapido e a sua influ5cia na vida das cellulas prejudicial4 ,em resumo1 aconselh>ei a exposio ao meio dia1 como a que mais g]alm5te convem1 s5do muito p>a adopt> tambem a exposio ao po5te4 ,quanto incl9ao1 pref]vel a meia enco/a porque n'ella se somma maior num]o de graus de calor d que nos t]r5os de planicie1 se os consid]>mos collocados nas mesmas condies de altitude1 latitude e composio4 ,a pratica tem provado que1 embora z oliveiras vegetem e fructifiquem p]feitam5te nas planicies1 o azeite extra9do dos seus fructos mais grosso1 de peior qualidade1 e que e/es no acto da expremidura despr5dem muito mais alm(eira d que os fructos prov5i5tes de oliveiras cultivadas nas enco/as4 ,no ha vantagem em cultiv> a oliveira em t]r5os demasiadam5te incl9ados1 porque ahi so impossiveis z lav\ras me*anicas1 t5do e/e trabalho de s] feito a brao1 o que augm5ta muito a despeza4 ,a e/e inconv5i5te junta-se a9da o da t]ra s] arra/ada da p>te sup]ior p>a o fundo da enco/a1 result&o d'aqui que o solo se vae torn&o cada vez m5os pr(undo m$ida que vamos sub9do na enco/a4 ,e/e inconv5i5te obs]va-se facilm5te pelo simples aspecto da plantao4 ,z arvores da base alcanam maior e mais rapido des5volvim5to graz espessura d solo1 successivam5te augm5tado pela t]ra deslocada da p>te sup]ior4 ,o sr4 ,d4 ,jos de ,hidalgo ,tablada d como limite de incl9ao p>a z t]ras trabalhadas com arado a incl9ao de #f4 ,p>a maiores incl9aes convir faz] a cultura em sucalcos4 ,b--,solo ,a oliveira tida como uma planta que vegeta em todos os t]r5os qualqu] que seja a sua contextura ou a sua composio *imica4 ,effectivam5te ella vive por toda a p>te povo&o t]r5os da mais diff]5te /ructura1 e a9da n'aquelles em que muitas outras arvores no encontram condies favoraveis1 ella se mo/ra com aspecto regul>4 ,muitas vezes os maus tratos dos hom5s e a sua exposio aos frios e aos v5tos =tes so-lhe mais prejudiciaes d que z ms qualidades d t]r5o4 ,ento essas arvores cuja resi/5cia s ms qualidades d t]r5o1 s por si1 no conseguiram de/ruir1 c$e1 embora l5tam5te1 comb9ao d'ellas com os maleficios prov5i5tes da velhice e dos maus tractos1 e o seu tronco1 m9ado int]nam5te pela alt]ao dos seus tecidos1 vae desapp>ec5do1 apres5t&o-se frequ5tem5te r$uzido a uma debil p>$e =mada ap5as pela casca e pelas primeiras camadas d alburno4 ,a cu/o e/e debil tronco vae mant5do em equilibrio o decrepito individuo1 at que um dia o v5to ou qualqu] outro ag5te se enc>regue de o pro/r> por uma vez4 ,e/e tronco ao desapp>ec] no arra/a comsigo z ultimas manife/aes de vida d individuo de que fazia p>te4 ,d5tro em p\co1 da p>te mais sup]ficial das suas raizes1 e da sua toia v]-se-ho surgir novos reb5tos que o viro sub/ituir4 ,e/es casos que so muito frequ5tes mesmo nos peiores t]r5os no significam que seja indif]5te de/9> e/e ou aquelle t]r5o cultura d'e/a arvore4 ,embora possa viv] em toda a area que lhe foi de/9ada ella tem comtudo1 d5tro d'essa area1 pref]5cia por det]m9ados t]r5os1 e sua boa vegetao e sobre tudo qualidade e quantidade d fructo importa muito a escolha d solo de/9ado ao olival4 ,os t]r5os francos e soltos p]meaveis e m$ianam5te f]teis1 fundos e frescos so os que mais lhe convm4 ,prejudicam-a be/ante os t]r5os humidos e os demasiadam5te seccos4 ,so os t]r5os calc>eo-silico-argillosos os que melhor satisfazem a e/as condies4 ,pre/am-se muito a e/a cultura os t]r5os p$regosos onde ella encontre t]ra ba/ante p>a o des5volvim5to das suas raizes no pr9cipio da sua vida4 ,de gr&e importancia n'e/a que/o a qualidade d sub-solo2 e/e pode torn> muitas vezes impossivel a cultura d'um t]r5o cujas boas qualidades de solo p>ecessem z mais proprias p>a a vida vegetal4 ,os t]r5os de sub-solo imp]meavel so muito desfavoraveis cultura da oliveira a no s] que sejam submettidos a uma dr5agem4 ,e/e inconv5i5te trazido ao t]r5o pela imp]meabilidade d seu sub-solo em p>te att5uado nos t]r5os incl9ados porque n'elles m5or a infiltrao das aguas e mais facil o seu escorrim5to sup]fcie d seu sub-solo4 ,quanto s condies *imicas d t]r5o1 d'ellas que mais dep5de a vegetao e produco da oliveira assim1 como o r5dim5to e qualidade d azeite4 ,o augm5to de produco de uma dada planta consegue-se muitas vezes pelo augm5to na t]ra de um s dos elem5tos indisp5saveis vida vegetal2 outras vezes1 e pelo mesmo processo1 se pode faz] reviv] uma cultura que a muitos o seu aspecto pod]ia faz] imag9> p]dida4 ,das analyses feitas por v>ios *imicos sabe-se que a oliveira apres5ta no seu todo1 quantidades elevadas de cal1 potassa e acido phosphorico4 ,ora1 como indubitavelm5te d t]r5o que a planta extrahe todos e/es pr9cipios1 necess>io se torna que elles se encontrem nos t]r5os de/9ados a essa cultura4 ,os nossos t]r5os so ba/ante ricos em acido phosphorico disp5s&o-nos por isso de nos preoccup>mos muito com elle4 ,o que convem att5d] mais s p]c5tag5s de cal e de potassa por s]em e/es corpos os de mais inc]ta exi/5cia no t]r5o4 ,so-lhe muito favoraveis os t]r5os vulcanicos1 graniticos1 s*i/osos e sobre tudo os calc>eos4 ,n'e/es ultimos vegeta a oliveira admiravelm5te mas o seu azeite muito gordo4 nos t]r5os de fraca t5acidade1 onde z oliveiras do os oleos mais f9os2 nos de grs os azeites so de m$iana qualidade2 e nos s*i/osos e graniticos a oliveira produz fructos de que exsuda o azeite mais sup]ior4 ,,capitulo ,,ii ,adubaes ,sem duvida a oliveira uma planta que pode veget> em toda a ca/a de t]r5os1 mesmo os mais pobres1 excepo feita d'aquelles em que h\v] sup]abundancia de humidade2 a sua produco1 porm1 que1 como em todas z plantas1 e/ em h>monia com os cuidados que se lhe disp5sam4 ,por isso a adubao d t]r5o tem uma alta importancia1 e a escolha d adubo deve m]ec] ao olivicultor escrupulosa att5o4 ,nunca devemos esquec] o fim pr9cipal com que pret5demos empreg> a adubao4 ,tres so os f9s com que lanamos mo dos adubos3 p>a favorec]mos o des5volvim5to da planta1 p>a lhe augm5t>mos a produco ou com o fim duplo de lhe augm5t>mos o des5volvim5to e a produco4 ,e/es tres f9s e/o em h>monia com os tres p]iodos diff]5tes porque passa a vegetao de todas z arvores1 no primeiro dos quaes se d o crescim5to da planta1 no segundo o e/acionam5to e no t]ceiro o seu decrescim5to4 ,cl>o e/1 que1 ao pass> por e/as phases vegetativas1 devemos disp5s> planta os adubos que mais nos conv5ham p>a d'ella pod]mos tir> o producto da maneira mais remun]adora possivel4 ,no p]d5do nunca de vi/a a phase vegetativa em que a planta se encontra1 so z analyses *imicas da propria oliveira e d solo que nos =necem z precisas in/ruces p>a a det]m9ao da adubao a d> cultura3 ,z colheitas e z podas vo exgot&o o solo con/antem5te e leval-o-ho a um e/ado de exgotam5to completo se de qualqu] frma lhe no re/ituirmos os elem5tos p]didos4 ,p>a pod]mos det]m9> consci5ciosam5te a =mula a d> ao adubo1 7caso pret5damos empreg> os adubos *imicos71 ou a quantidade de e/rume a empreg>1 7se lanarmos mo d e/rume de curral ou de outro qualqu]71 necess>io se nos torna calcul> primeiram5te o empobrecim5to d t]r5o devido produco da arvore4 ,no difficil faz]-se e/e calculo de uma maneira ba/ante approximada3 ba/> simplesm5te1 avali>1 o mais rigorosam5te possivel1 a quantidade1 em pezo1 de l5ho e folhas extrahida pela poda1 assim como o pezo d fructo produzido por esse olival4 ,conhecidos e/es elem5tos facil s] det]m9> por meio das analyses j exi/5tes1 qual a adubao necess>ia4 ,o conhecim5to d pezo de rama prov5i5te da poda p]feitam5te disp5savel no caso1 alis p\co vulg> entre ns1 de ella s] ent]rada no solo d olival d'onde proveio4 ,n'e/e caso o exgotam5to d t]r5o simplesm5te egual quantidade de elem5tos que entram na composio de todo o fructo4 ,supponhamos um olival dispo/o em quadrado com o compasso de #h metros1 s] de #aef o num]o de ps exi/5tes no hect>e4 ,admitt9do que cada arvore produz em m$ia #ae litros e que o pezo de cada litro de #fjj grammas1 s] de #i kilos o pezo de azeitona produzida por cada arvore4 ,c>uso calcula que d pezo de rama extrahida annualm5te pela poda1 #bb so de folhas e os re/antes #gh so de l5ho4 ,no 1 porm1 s a poda que obriga a arvore a p]d] ramos e folhas4 ,muitas outras causas obrigam uns e outros a despr5d]-se da planta me e a vir augm5t> o contig5te =necido pela poda4 ,entre ns o b>b>o sy/ema da apanha d fructo1 g]alm5te seguido no paiz1 causa de enormes desp]dicios4 ,os ramos despr5didos pelo v>ejo so os mais t5ros e n'elles a p>te foli> no pod] t] p>a a p>te l5hosa a relao e/abelecida por aquelle auctor4 ,p>a o nosso paiz co/uma avali>-se1 em m$ia1 em #f a #g e #e a #f kilos respectivam5te o pezo de folha e de l5ho p]dido annualm5te por uma oliveira2 e em #i kilos o peso da sua produco em fructo4 ,a composio c5tesimal das div]sas p>tes da arvore 1 segundo ,mntz1 a segu9te3 ,l5ho ,folhas ,fructos ,azoto #j1dj #j1ej #j1bgd ,acido phosphorico #j1aj #j1bi #j1acj ,potassa #j1ce #j1gd #j1cfj ,cal #j1ej #a1de -- ,se toda a quantidade de l5ho1 folhas e fructos extrahidos da arvore =em levados p>a fra d olival1 produzir-se-ha um exgotam5to que1 p>a os num]os #g1 #f e #i acima indicados como repres5t&o o num]o de kilos d'e/es mat]iaes p]didos annualm5te por cada arvore1 se pod] comput> no segu9te p>a cada individuo3 ,l5ho ,folhas ,fructos ,total ,azoto #j1jbd #j1jce #j1jbd #j1jhc ,acido phosphorico #j1jjf #j1jbj #j1jab #j1jch ,potassa #j1jba #j1jea #j1jcb #j1ajd indic&o e/es num]os o pezo em kilos p>a cada arvore4 ,p>a z #aef arvores exi/5tes no hect>e t]emos3 ,l5ho ,folhas ,fructos ,total ,azoto #c1gd #e1df #c1gd #ab1id ,acido phosphorico #j1ic #c1ab #a1hg #e1ib ,potassa #c1bg #g1ie #d1ii #af1ba ,so e/as z quantidades de elem5tos ess5ciaes p]didas annualm5te pelo t]r5o e que necess>io re/ituir-lhe p>a no prejudic>mos a cultura4 ,sob div]sas frmas e em sub/ancias diff]5tes se podem m9i/r> aos t]r5os aquelles elem5tos4 ,qu] debaixo da frma de adubos *imicos prep>&o p>a isso uma =mula em que entre o azoto1 o acido phosphorico e a pottassa nas p]c5tag5s indicadas n'e/as tabellas1 qu] em e/rume de curral ou em e/rumaes v]des se podem encorpor> no solo aquelles elem5tos1 que de todas z frmas z suas vantag5s se assignalam de uma maneira mais ou m5os notavel4 ,vantag5s ha z sempre p>a a planta na execuo d'e/a op]ao2 mas a sua gr&eza v>ia sempre com a natureza d t]r5o a adub> e com a qualidade d adubo a empreg>4 ,cl>o e/ que no que mais necess>io se torna fix> a att5o nos resultados economicos e esses so os que mais fazem v>i> z vantag5s dos diff]5tes sy/emas de adub>4 ,no caso em que/o1 em que supponho que todas z p>tes tiradas das arvores =am levadas p>a fra d olival e em que1 portanto1 se r\b>am ao t]r5o #abk1#id de azoto1 #ek1#ib de acido phosphorico e #afk1#ba de potassa1 precis>ia1 no caso de me qu]] s]vir dos adubos *imicos1 da segu9te =mula3 ,sulphato de ammoniaco ,sup]phosphato ,cloreto de potassa #fek a #bj #cgk a #af #cdk a #ej ,e/as s]iam z adubaes que !oricam5te s]ia necess>io d> a um hect>e de oliveira2 ha1 porm1 sempre a cont> com z p]das s(fridas por div]sas causas1 entre z quaes avulta o arra/am5to de algumas d'essas sub/ancias pelas aguas das *uvas4 ,o azoto1 por exemplo1 uma sub/ancia que1 qu&o nos e/ados em que pode s] absorvido pela planta1 muito facilm5te arra/ado pelas aguas4 ,alm d'isso devemos t] em conta que nem todos os elem5tos s]o absorvidos pela planta1 porque nem a todos os pontos em que se espalh> essa adubao *eg>o z suas radiculas p>a os absorv] totalm5te4 ,att5d5do a e/as circum/ancias que inhibiro a planta de aproveit> a adubao na sua totalidade1 convir sempre augm5t> um p\co z quantidades calculadas com o auxilio das analyses *imicas4 ,disse no pr9cipio d pres5te capitulo que p>a det]m9> racionalm5te a adubao conviria a pres5a das analyses *imicas da planta e d solo4 ,effectivam5te1 como j expuz1 a analyse da planta diz-nos z quantidades das div]sas sub/ancias de que ella c>ece annualm5te1 mas no nos prova que seja necess>io m9i/r> ao solo todos esses elem5tos1 e s n'e/e ultimo caso que ella s]ia disp5savel4 ,muitas vezes os t]r5os pela sua riqueza em det]m9ado ou det]m9ados elem5tos disp5sam a encorporao1 no solo1 d'esses mesmos elem5tos4 preciso1 porm1 c]to crit]io ao lid> com z tabellas que nos indicam a composio d solo4 ,algumas vezes acontece indic>-nos a analyse a exi/5cia de um dos elem5tos em propores elevadas e no entanto a cultura agradec]-nos uma adubao em que entre e/e elem5to4 ,com o azoto1 por exemplo1 d-se algumas vezes e/e caso2 e/e corpo no pde s] utilisado pela planta s5o no e/ado m9]al 7nitrico ou ammoniacal7 pod5do comtudo exi/ir no t]r5o em gr&es quantidades sob a frma de azoto organico4 ,evid5tem5te a planta cultivada n'e/e t]r5o no se pod] utiliz> de tamanha riqueza de azoto1 e uma adubao azotada s]-lhe-ha vantajosa1 a no s] que se provoque n'esses t]r5os uma nitrificao mais en]gica que obrigue e/e azoto a pass> frma m9]al4 nos t]r5os pobres em cal que se d e/e caso e ento a addio de um correctivo calc>eo1 mais b>ata que a adubao azotada1 sub/ituir e/a com manife/a vantagem4 ,o e/rume de curral =nece-nos um meio ba/ante economico de adub>mos o t]r5o4 ,e/e adubo ao sahir da e/rumeira1 onde previam5te t5ha sido bem tratado1 apres5ta-nos a segu9te composio m$ia1 por tonelada3 azoto #dk1#g1 acido phosphorico #ck1#j1 potassa #ek1#b1 o que1 p>a z quantidades d'e/es elem5tos calculadas p>a a adubao d'um hect>e1 mo/ra s]em precisos1 em num]os r$ondos1 #d3jjjk d'e/e adubo att5d5do elevada p]c5tagem de potassa indicada na analyse da oliveira4 ,deve t]-se em consid]ao que ha sempre conv5i5cia em incorpor> no solo gr&es quantidades de mat]ia organica1 sobre tudo se e/e = muito compacto ou muito solto1 porque e/a sub/ancia modifica-lhe z suas propri$ades physicas approxim&o-z cada vez mais das t]ras francas4 ,d'aqui a conv5i5cia de se augm5t> a quantidade de e/rume de curral1 no s5do exag]o o emprego de #f3jjj a #g3jjj kilos por hect>e4 ,nas t]ras soltas a modificao da sua coheso no a unica causa que milita em favor d adubo de curral4 ,ahi o seu p\co pod] de ret5o p>a z aguas sujeit>-nos-hia a gr&es p]das d azoto nitrico ou ammoniacal que lhe =necessemos em adubaes *imicas4 ,convem ento o emprego d azoto organico e o e/rume de curral o melhor meio de o obt]mos4 ,podem-se a9da empreg> na adubao o e/rume con/ituido pelas algas que to abundantes so na nossa co/a4 ,tm e/as plantas riquezas muito apreciaveis p>a nos pod]em d> um adubo cujo emprego muito vantajoso1 sobre tudo nas localidades proximas dos rios e m>es onde se ex]ce a indu/ria da sua extraco1 porque ahi so mais convidativos p>a o agricultor os preos de transporte4 ,em m$ia1 a composio c5tesimal das nossas algas a segu9te3 azoto #a1adc1 acido phosphorico #j1fgj1 potassa #a1abe4 ,p>a com e/a qualidade de e/rumes se adquirirem z quantidades d'aquellas sub/ancias1 necess>ias ao olival a que me v5ho ref]9do1 s]iam precisos simplesm5te #a3fjj kilos por hect>e4 ,como p>a o e/rume de curral1 aconselha-se empreg> sempre maior quantidade d que a ref]ida4 de #c3jjj kilos a quantidade aconselhada por alguns auctores1 a qual nos d z segu9tes quantidades de3 ,az4 #cjk1 ,,kho #cjk e ,ph#b4,o#e #ba4 ,adubaes v]des ,uma gr&e v>i$ade de plantas se co/umam empreg> como adubos e em algumas d'ellas a sua riqueza em potassa e acido phosphorico torna-z muito recomm5daveis4 ,z mais empregadas so3 z urzes1 gie/as1 polipodio2 z folhas de faia1 c>valho1 p9heiro1 abeto e videira2 z palhas de trigo1 c5teio1 cevada e aveia1 etc4 ,os calculos d exgotam5to das arvores1 feitos no pr9cipio d pres5te capitulo1 revelam-nos primeira vi/a a conv5i5cia de encorpor>mos novam5te na t]ra a rama extrahida natural ou accid5talm5te das oliveiras4 ,assim re/ituimos por meio d'ella1 ao solo1 os elem5tos que ella mesma lhe t9ha r\bado4 ,rep>amos d'e/a maneira1 em p>te1 z p]das s(fridas que ficam r$uzidas simplesm5te aos mat]iaes que entram a con/ituir o fructo1 os quaes p>a a produco suppo/a se r$uzem a3 #ck1#gd de ,az41 #ak1#hg de ,ph#b,o#e e #dk1#ii de ,,kho por hect>e4 ,e/e deficit s] depois pre5*ido com adubos de qualqu] outra natureza2 ou da mesma natureza1 traz5do p>a isso1 p>a o olival a rama prov5i5te de outro olival4 ,p>a a re/ituio completa dos elem5tos p]didos1 s]o precisos #bj kilos por arvore ou #cabj por hect>e em cada anno4 ,no se deve1 porm1 faz] e/a adubao annualm5te1 mas sim de tres em tres annos1 o que d p>a um hect>e1 #ibfjk de rama que preciso ent]r>4 ,e/a adubao de gr&e utilidade em t]r5os compactos e humidos1 porque os torna mais ffos e e/abelece ao mesmo tempo uma especie de dr5agem1 que p]mitte uma facil circulao d ar no solo1 um escoam5to mais facil s aguas das *uvas1 e provoca ao mesmo tempo o des5volvim5to e multiplicao das raizes4 ,o liquido sep>ado d azeite no acto da pr5sagem ou que escorre das tulhas1 no caso alis muito p\co racional de se submett]em z azeitonas condemnada pratica d entulham5to1 a9da um adubo excell5te p>a o olival4 ,porque vai prejudic> z radiculas da planta1 no pde e/e liquido s] empregado sem um previo tratam5to1 que consi/e em o submett] a uma mac]ao mais ou m5os prolongada em agua1 a que se addicione algum adubo de curral4 ,z qualidades d'um adubo n'e/as condies1 j de si boas1 augm5tam a9da qu&o a elle se addicionam os bagaos prov5i5tes d lag>4 ,a oliveira agradece muito z adubaes feitas com os residuos das fabricas de curtim5ta de c\ros1 com a raspadura de ossos1 pontas e unhas de animaes4 ,na escolha dos diff]5tes adubos indicados convem sempre t] em vi/a que oliveira no convem ord9>iam5te adubos de prompta decomposio4 ,s os empreg>emos no caso em que s pret5damos prov] ao des5volvim5to vegetativo da arvore4 ,e/es adubos s vo s] ga/os em proveito da vida vegetativa1 e d'aqui o adquirir a planta um gr&e vigor que r$unda em manife/o prejuizo p>a a produco4 ,se quiz]mos empreg> e/es adubos1 convm1 antes de os encorpor> no t]r5o1 mi/ural-os com folhas ou palha1 ou a9da com t]ra solta1 p>a lhe att5u>mos os seus rapidos effeitos e tornal-os1 por e/e modo1 mais aproveitaveis fructificao4 ,e/a mi/ura deve s] bem feita1 de modo a r$uzir-se tudo a uma massa homog5ea4 ,so pref]iveis os adubos de decomposio mais l5ta1 p>a que a arvore os v aproveit&o gradualm5te m$ida das suas necessidades4 ,e/o n'e/es casos os adubos prov5i5tes das raspaduras1 z v>r$uras das habitaes1 dos cam9hos e das e/radas1 t5do sobre os primeiros a vantagem de s]em empregados tal qual so adquiridos1 disp5s&o a sua mi/ura com sub/ancias extranhas4 ,z c9zas de div]sas plantas1 s por si ou mi/uradas com os adubos j indicados1 so adubos muito uteis n'e/a cultura4 ,epo*a d emprego d adubo ,a epo*a p>a se empreg> qualqu] adubo v>ia muito com o clima1 com a natureza d solo e com o e/ado d adubo4 ,p>a um adubo de facil decomposio1 convem o seu emprego na primav]a1 p>a que a planta d'elle se approprie sem d> muito tempo a qualqu] p]da4 ,pelo contr>io1 os adubos de l5ta decomposio empreg>-se-ho no outomno p>a que t5ham tempo de se decompr e incorpor> com z p>ticulas t]rosas e e/>em aptos a s]em absorvidos no mom5to preciso1 sobretudo na epo*a da fructificao4 ,modo de emprego ,da maneira de adm9i/r> o adubo dep5dem muito os seus resultados4 ,condemnavel processo o de excav> fossas junto d tronco da arvore1 com a falsa ideia de que o adubo ahi lanado melhor utilisado pela planta4 ,com i/o prejudicam-se muito z arvores porque se lhes cortam raizes grossas e porque se expem por algum tempo influ5cia dos ag5tes atmosph]icos4 ,o melhor modo de empreg> o adubo cav> uma fossa circul> em volta da arvore e di/ancia de #am a #am1#e d'ella2 lana-se ahi o adubo1 cobr9do-o depois com t]ra4 ,a essa di/ancia da arvore so muito abundantes z radiculas1 z quaes1 por int]m$io dos seus pellos radicul>es1 f>o gradualm5te a absorpo dos alim5tos4 ,,capitulo ,,iii ,propagao da oliveira ,de muitas maneiras se pde obt] a propagao da oliveira1 mas todas ellas se podem conglob> em dois sy/emas diff]5tes4 ,um d'esses sy/emas aquelle em que se emprega a sem5te p>a1 pela sua g]m9ao no t]r5o1 se obt]em novos individuos3 a reproduco2 o outro consi/e em se de/ac> de uma arvore um fragm5to em det]m9adas condies1 o qual1 enraiz&o na t]ra1 d> origem a um novo individuo2 e/e sy/ema o *amado de multiplicao4 ,a--,reproduco ,e/a =ma de propagao muito p\co seguida devido demora que tm z plantas reproduzidas em fructific>4 ,em todo o caso1 a comp5s> o inconv5i5te da demora em se obt] uma planta em condies de fructific> regul>m5te1 tem e/e sy/ema muitas outras vantag5s que o recomm5dam como o melhor processo de propagao4 ,z plantas obtidas por sem5teira so muito mais durad\ras1 adquirem melhor porte e resi/em muito mais s inclem5cias d clima e s do5z d que z obtidas por multiplicao4 ,p>a se obt]em plantas por e/a =ma1 necess>io disp5d] gr&es cuidados e a despeza mais avultada d que p>a z obt] por qualqu] outro meio2 ha sempre uma gr&e demora na g]m9ao das sem5tes1 e muitas vezes p]dem-se gr&e num]o d'ellas porque nunca *egam a g]m9>1 a no s] que z submettamos a um tratam5to previo1 que z obrigue a g]m9> mais facilm5te4 ,alm d'e/es inconv5i5tes1 z oliveiras prov5i5tes da sem5te adquirem todos os c>act]es das oliveiras bravas1 precis&o1 por isso1 s]em enx]tadas logo que att9jam edade e gr&eza conv5i5te4 ,p>a a sem5teira devem-se escolh] azeitonas prov5i5tes de plantas ss e muito productivas1 que no sejam velhas1 nem to p\co muito novas4 ,diz ,a4 ,aloi que z melhores so z prov5i5tes de zambujeiros que vegetem em climas temp]ados1 e que a sua colheita deve s] feita em m>o ou abril4 ,adquirida a azeitona1 necess>io extrahir-lhe o c>oo1 o que se faz esmag&o a polpa entre os d$os2 em seguida1 como a camada oleosa que fica envolv5do o c>oo um gr&e ob/aculo sua g]m9ao1 submette-se e/e aco de um liquido alcal9o que pod] s] prep>ado com c>bonatos de cal e soda4 ,a durao d p]iodo g]m9ativo d c>oo pde dim9uir-se por v>ios meios e/udados por ,gasquet1 ,pass]9i e pelo conde de ,gasp>94 ,o processo d'e/e ultimo sabio consi/e em f5d] o c>oo com cuidado p>a no (f5d] a sem5te1 faz5do-o em seguida amollec] envolv5do-o em t]ra argillosa e bo/a de boi4 ,em log> de quebr> o c>oo1 ,pass]9i aconselha tornal-o m5os consi/5te1 m]gulh&o-o p>a isso em agua *lorada2 o *loro ataca o c>oo1 r\ba-lhe o hydrog5io p>a =m> o acido *lorhydrico1 e d'e/e modo p]mitte a entrada de humidade e a troca de gazes4 ,algumas aves dome/icas tm a propri$ade de1 com5do a azeitona1 nos re/ituir depois1 nos seus excrem5tos1 os c>oos aptos p>a g]m9>4 ,alfobres ,adquirida a sem5te e de/ruida1 por qualqu] dos processos indicados1 a difficuldade que a mat]ia gorda oppe sua g]m9ao1 proc$e-se sua sem5teira em alfobres de antemo prep>ados p>a esse fim4 ,o t]r5o de/9ado aos alfobres deve t] uma incl9ao norte sul p>a evit> a aco prejudicial dos v5tos d norte e d> facil escoante s aguas da *uva2 deve s] o mais possivel limpo de raizes e p$ras e bem mobilisado4 ,quanto a sua qualidade deve s] humif]o e silicioso4 ,o t]r5o escolhido n'e/as condies surriba-se no inv]no a uma pr(undidade de #jm1#ej a #jm1#fj1 adub&o-se n'essa occasio com adubo de decomposio m$iana4 ,em f9s de ,fev]eiro e pr9cipios de ,m>o d-se-lhe uma segunda lav\ra1 que d'e/a vez convir s] feita enxada p>a pulv]is> melhor o t]r5o e p>a o despoj> de todas z h]vas que ahi se t5ham des5volvido4 ,por e/a occasio o e/rume que se lhe encorpor\ no pr9cipio d inv]no deve e/> j decompo/o e a t]ra nas melhores condies p>a receb] a sem5te4 ,feito i/o grada-se o t]r5o e abrem-se sulcos com a pr(undidade de #jm1#je1 di/&o #jm1#be uns dos outros4 n'e/es sulcos que se collocam z sem5tes di/anciadas #jm1#be umas das outras1 t5do o cuidado de z dispr de modo que o embryo fique na sua posio natural4 ,i/o feito cobrem-se com uma ligeira camada de t]ra que se calca com um rolo p>a acon*eg>mos bem a sem5te2 segue-se uma rega ligeira por asp]so p>a mant] o t]r5o fresco e ajud> o effeito d rolo4 ,quatro mezes depois1 nos meados de julho1 surgiro z novas plantas4 ,durante todo e/e tempo necess>io t] o alfobre sempre limpo da vegetao expontanea e deve mant]-se sempre na t]ra uma c]ta frescura4 ,z regas e z limpezas feitas com muita precauo so op]aes indisp5saveis4 ,no outomno t]o z plantas adquirido uma altura d #jm1#aa a #jm1#bj s5do n'essa occasio necess>io effectu> uma sa*a p>a mant] o t]r5o ffo e mais p]meavel agua das regas4 ,em localidades em que os inv]nos so habitualm5te rigorosos indisp5savel cobrir o alfobre com qualqu] sub/ancia p>a o pres]v> d frio int5so que lhe muito prejudicial4 ,empregam-se p>a i/o agulhas de p9heiro seccas1 palhas ou ramos de plantas4 ,no segundo anno cont9uam z regas e sa*as repetidas p>a que z plantas des5volvam bem z suas raizes4 ,em outubro d'e/e anno ou na primav]a segu9te e/o z plantas aptas p>a s]em transportadas p>a o viveiro4 ,b--,multiplicao ,como disse1 a multiplicao um dos meios que a natureza nos =nece p>a obt]mos a propagao da especie4 ,e/a op]ao da multiplicao pode faz]-se por v>ias =mas4 ,z e/acas1 z raizes e a enx]tia sobre zambujeiro con/ituem outras tantas maneiras de obt]mos a multiplicao4 ,a e/aca que pode s] simples1 ramificada ou compo/a1 de talo1 de polas e de protub]ancias con/itue entre ns o meio mais seguido p>a a obt5o de novos individuos4 ,z e/acas1 simples ou compo/as1 obtm-se com muita facilidade e em gr&e abundancia1 sem prejudic>mos em nada o individuo de que =am sep>adas1 aproveit&o os ramos prov5i5tes da poda4 ,escolh]emos de pref]5cia os ramos prov5i5tes de plantas fructif]as e de boa qualidade1 os quaes devem s] providos de boas gemmas tanto na p>te que deve s] ent]rada como na que tem de fic> =a d solo4 ,assim1 nos assegur>emos melhor d facil des5volvim5to das raizes e dos reb5tos4 ,p>a z e/acas simples cortam-se os ramos de poda em fragm5tos de #jm1#cj a #jm1#ej e ent]ram-se no viveiro de modo a fic> debaixo da t]ra a sua p>te mais grossa4 ,p>a z e/acas compo/as aproveita-se um ramo tal como foi sep>ado da planta me e ent]ra-se n'um viveiro prelim9> de tal maneira que metade dos seus ramos fique debaixo d solo e a outra metade fique a descob]to4 ,e/as ramificaes orig9>o1 umas reb5tos e outras raizes4 ,d'aqui a faculdade de pod]mos mais t>de dividir e/a e/aca em muitos individuos4 ,no fim d primeiro anno t] e/a e/aca enraizado pelos ramos subt]raneos e os ramos ext]iores t]o lanado os seus reb5tos2 arranc>-se-ha1 ento1 com todo o cuidado p>a lhe no prejudic>mos z novas raizes e1 por meio de uma secatoria1 a dividiremos em um num]o de p>tes egual ao num]o de ram9hos e transplant>emos e/es novos individuos p>a o viveiro def9itivo4 ,nos bordos dos golpes crescem v]gonteas em cuja base se obs]vam dilataes dos tecidos motivadas pela accumulao de seiva4 ,e/as v]gonteas de/acadas da arvore de modo a lev>em comsigo essas dilataes e ent]radas depois1 enraizam muito facilm5te4 ,so e/as z *amadas e/acas de tales4 ,na toia da oliveira e sobre z suas raizes mais grossas que correm sup]ficie da t]ra1 app>ecem gr&es dilataes d'onde em]gem reb5tos em gr&e num]o1 que se vo des5volv5do cu/a da planta me e das raizes de que quasi sempre so providos4 ,e/es reb5tos =necem-nos um meio muito facil e seguro da propagao da especie4 ,p>a esse fim vo-se desba/&o esses reb5tos de modo a deix> s os mais vigorosos2 cobrem-se z dilataes d'onde provm 7polas7 com t]ra1 p>a que se possam prov] de raizes aquelles que a9da z no t5ham4 ,assim se deixam fic> at ao anno segu9te1 s5do ento transportados p>a o viveiro e ahi collocados em l9has di/ancia uns dos outros de #jm1#hj4 ,um outro me?odo de multiplicao muito usado na ,italia o que consi/e no aproveitam5to de umas pequ5as dilataes1 similhantes a ovos de pata1 localisadas na p>te ent]rada d tronco e a9da sobre z raizes mais grossas4 ,e/as protub]ancias so providas de gemmas1 t5do por isso a faculdade de qu&o ent]radas des5volv]em raizes e reb5tos p>a d>em origem a novos individuos4 ,no se deve abus> muito da extraco d'e/as protub]ancias1 porque com isso prejudica-se a vida d vegetal de que so extrahidas1 pelas f]idas produzidas nas suas raizes e pelo gr&e num]o d'e/as que necess>io descobrir4 ,antonio ,aloi aconselha a que se no tirem mais d que #c ou #d de cada arvore p>a lhe no alt]>mos s5sivelm5te a sua vida4 ,convem antes sacrific> #c ou #d individuos morte1 extrah9do d'elles todas z excresc5cias encontradas1 que pod]o mont> a #cjj a #djj1 d que descobrir z raizes a muitas oliveiras4 ,e/as excresc5cias devem s] tiradas de individuos robu/os e productivos1 e pref]em-se sempre os situados debaixo da t]ra1 que so mais t5ros e des5volvem mais =tes reb5tos4 ,p>a faz] a sua extraco1 escava-se em volta da cepa at pr z raizes grossas a descob]to2 procura-se sobre e/as com uma espatula de madeira o sitio em que se encontram z exo/oses2 a*adas e/as1 pem-se a descob]to e volta d'ellas se vo faz5do incises pr(undas1 onde depois se mette um escopro por meio d qual se faz salt> a excresc5cia4 ,tira-se-lhes em seguida todo o l5ho que com ellas se arranc\ e z suas raizes1 se por acaso d'ellas vi] provida2 limpa-se bem em volta1 e envolve-se em t]ra mi/urada com palha1 p>a a cons]v> at epo*a da plantao no viveiro4 ,*egada e/a epo*a1 que dev] s] em ,m>o ou ,abril1 levam-se p>a o viveiro1 onde s]o ent]radas1 cons]v&o entre si a di/ancia de #jm1#hj e a pr(undidade de #j1aj4 ,z oliveiras velhas cujos troncos1 j muito c>comidos1 no podem resi/ir ao impeto dos v5tos ou das intemp]ies1 so lanadas por t]ra e z suas raizes cont9uam a9da a viv] por muitos annos4 ,com o desapp>ecim5to d tronco velho pr9cipiam a des5volv]-se na toia gr&e quantidade de reb5tos ou polas4 ,desba/am-se e/es reb5tos1 deix&o s os mais vigorosos1 que ahi vo viv5do at adquirirem a grossura de #jm1#jc1 s5do ento transportados p>a o viveiro e ahi plantados di/ancia de #jm1#hj4 ,a plantao de todas e/as e/acas pode s] feita com alguma vantagem em viveiros prelim9>es1 como se faz p>a z e/acas ramificadas ou compo/as2 n'e/e primeiro viveiro vo ellas enraiz> p>a depois s]em mudadas p>a o viveiro def9ivo4 1 porm1 disp5savel e/e primeiro viveiro1 porque z e/acas po/as n'um s viveiro des5volvem-se p]feitam5te e adquirem o vigor necess>io p>a s]em plantadas def9itivam5te4 ,,capitulo ,,iv ,viveiro ,a--,seu e/abelecim5to ,os individuos =mados nos alfobres pela g]m9ao da sem5te ahi depo/a e os prov5i5tes de e/acas que t5ham des5volvido z suas primeiras raizes em viveiro prelim9>1 necessitam1 depois de t]em adquirido um c]to des5volvim5to1 s]em transportados p>a um viveiro onde possam dispr de mais espao p>a des5volv]em e multiplic>em z suas raizes e os seus ramos e onde possam s] conv5i5tem5te educados at edade de pod]em s] transportados sua def9itiva morada4 ,z e/acas e outros fragm5tos em que se no t5ha a9da provocado um primeiro enraizam5to no viveiro prelim9>1 s]o imm$iatam5te plantadas no viveiro def9itivo nas mesmas condies de espaam5to d'aquellas1 porque aqui que ellas adquiriro todo o seu corpo p>a pod]em s] plantadas def9itivam5te4 ,no indiff]5te a qualidade d t]r5o onde qu]emos e/abelec] o viveiro2 pelo contr>io1 devemos t] muito em consid]ao a sua escolha4 ,um t]r5o muito argilloso no nos pde convir porque no inv]no se torna humido de mais e adquire no v]o propri$ade oppo/a4 1 alm d'isso1 muito compacto e z t5ras raizes das pequ5as plantas no conseguiriam di/5d]-se vontade1 s5do d'e/e modo muito prejudicado o seu crescim5to2 greta muito no v]o e1 ou romp]ia z raizes ou z deix>ia expo/as ao calor d'essa e/ao4 ,o solo muito silicioso possue propri$ades contr>ias quelle e por isso o devemos regeit> tambem4 ,escolh]-se-ha1 sempre p>a e/e fim1 um t]r5o de m$iana compacidade e porosidade1 o mais possivel limpo de p$ras e raizes1 p>a que z raizes das novas plantas se possam di/5d] p]feitam5te1 e onde o ar e a agua possam circul> com relativa facilidade4 ,deve procur>-se um t]r5o com exposio ao sul o qual a9da melhor convir se tiv] p>a essa ori5tao uma ligeira incl9ao4 ,assim e/>o z pequ5as plantas g>antidas contra a influ5cia dos v5tos d norte que tanto z prejudicam4 ,um t]r5o demasiadam5te rico no dos mais conv5i5tes p>a n'elle e/abelec]mos um viveiro porque z plantas encontr&o conc5trados em um pequ5o cubo de t]ra os alim5tos de que c>ecem no cri>iam um bom raizame e s(r]iam depois muito ao s]em plantadas def9itivam5te porque na morada def9itiva no encontr>iam t]r5o em eguaes condies4 ,convm antes um t]r5o suffici5tem5te rico p>a que z plantas n'elle possam adquirir gr&e vigor1 mas que a sua riqueza no seja to gr&e que possa (f]ec] aquelle inconv5i5te4 ,assim se provoca um gr&e des5volvim5to na planta e ella ao ir p>a o t]r5o def9itivo resi/ir melhor s peores condies que e/e lhe (f]ea4 ,antonio ,aloi pref]e que o t]r5o p>a o viveiro seja mais pobre que aquelle onde depois se plant>o z novas arvores n'elle creadas4 ,a proposito diz e/e auctor que3 ,un indivduo assuefalto a viv]e n'ell opul5za1 pass]ebbe molam5te soi giorni se fosse condannato a nutrirsi nel p>co desco dei contad9o2 e vice-v]sa1 il contad9o la pass]ebbe b5e e div]rebbe grasso si se facesse s$]e tutti i giorni alla lauta m5sa dei ricco4 ,e/as palavras d me/re italiano t]iam razo de s] se o t]r5o que de/9assemos plantao def9itiva e/ivesse nas mesmas condies climat]icas em que e/ o t]r5o que escolhemos p>a viveiro4 ,e no s div]gem z condies climat]icas d t]r5o d olival p>a o t]r5o d viveiro3 p>a o viveiro escolhem-se sempre os t]r5os nas melhores condies physicas p>a a vida das plantas1 submettem-se a trabalhos de limpeza1 mobilisao1 regas e e/rumaes a que no s]o nunca submettidos com a mesma int5sidade e com a mesma p]feio os t]r5os de/9ados ao olival def9itivo4 ,por isso1 a oliveira transplantada vae encontr> peores condies physicas e climat]icas d que aquellas a que at ahi t9ha e/ado submettida2 e1 quanto a mim1 p>ece-me que s a robu/ez da planta s] g>antia d seu des5volvim5to na sua ultima morada4 ,os t]r5os de/9ados aos olivaes devem s] aquelles em que p\co remun]adora a cultura c]ealif]a4 ,so portanto t]r5os pobres2 e no me p>ece que1 n'um viveiro e/abelecido em t]r5o a9da mais pobre1 z pequ5as plantas se possam des5volv] conv5i5tem5te4 ,ho de s]1 por =a1 enfezadas e ra*iticas desde a sua infncia e inc]tam5te resi/iriam s peores condies d t]r5o1 embora mais rico1 que lhes de/9ado4 ,e pod]-se-ha tambem diz] que1 um individuo mal alim5tado na sua infancia s(fr]ia muito mais ao mud> p>a um mau clima1 d que outro que1 desde creana tambem1 t5ha sido submettido a uma boa alim5tao1 precursora de uma boa robu/ez physica4 ,o t]r5o em boas condies p>a viveiro s] aquelle em que1 n'um cubo de t]ra rasoavel1 a planta encontre elem5tos ba/antes p>a lhe =nec]em uma boa alim5tao1 e que t5ha compacidade suffici5te p>a bem su/5t> a planta e p>a lhe p]mittir um facil des5volvim5to de raizes4 ,satisfazem a e/as condies os t]r5os argillo-silico-humif]os de m$iana riqueza4 ,escolhido o t]r5o1 surriba-se a uma pr(undidade no inf]ior a #jm1#ej1 no pr9cipio d inv]no1 s]v9do-nos1 p>a esse fim1 da p ou da enxada4 ,convem que1 durante a execuo d'e/a op]ao1 haja sempre o cuidado de inv]t] a disposio das camadas de t]ra4 ,no fundo das vallas1 de gr&e conv5i5cia lanar-se ramos de arvores que desemp5h>o o papel de uma dra9agem4 ,depois d'e/a surriba1 a t]ra fic> expo/a influ5cia b5efica dos ag5tes atmosph]icos at ,m>o1 epo*a em que se pratica uma segunda lav\ra1 d'e/a vez ap5as com a pr(undidade de #jm1#dj a #jm1#de4 ,apla9a-se em seguida a t]ra1 que fic> apta p>a receb] a plantao dos individuos prov5i5tes d alfobre1 assim como a plantao das e/acas1 enraizadas ou no1 raizes1 polas1 etc4 ,plantao nos viveiros ,qu] os individuos a plant> v5ham j enraizados d alfobre ou d viveiro prelim9>1 ou v5ham a9da enraiz> n'e/es viveiros1 deve sempre a sua plantao s] feita me?odicam5te4 ,z disposies me?odicas adoptadas tanto p>a os viveiros como p>a a plantao def9itiva1 so3 em quadrado1 em l9has e em qu9concio4 ,de todas1 a melhor e por isso a mais recomm5dada e seguida a ultima4 ,n'e/a disposio cons]vam todas z plantas a mesma di/ancia entre si1 t5do assim1 todas1 a mesma ext5so de t]ra sua disposio4 ,tem a9da a vantagem de z plantas se def5d]em mutuam5te da aco dos v5tos4 relativam5te facil faz] sobre o t]r5o uma m>cao em qu9concio4 ,ilu/rao3 ,diagrama ,p>a isso traa-se sobre o t]r5o a l9ha ,,ab e prep5dicul>m5te a e/a z l9has ,,ak e ,,bl2 em seguida1 com uma sirga que t5ha um compasso egual ao que qu]emos d> plantao1 que n'e/e caso s] de #jm1#hj1 m>cam-se os pontos a a' a''4442 feito i/o1 con/roe-se o triangulo isosceles a b a'1 o que facil3 ba/a descrev] dois arcos de circulo com um dos compassos da corda1 fix&o-lhe uma das extremidades1 uma vez em a e outra em a'4 ,e/es dois arcos cruz>-se-ho em b1 v]tice d triangulo3 m$e-se em seguida a di/ancia de b ao meio c da l9ha a a'2 e/a di/ancia que a altura d triangulo1 applica-se sobre z l9has ,,ak e ,,bl tantas vezes quantas = possivel1 o que se faz muito facilm5te arranj&o uma sirga com aquelle compasso4 ,det]m9>emos assim os pontos ,c1 ,e1 ,g444 na l9ha ,,ak e os pontos correspond5tes ,d1 ,t1 ,h444 na l9ha ,,bl4 ,levanta-se em seguida a sirga da posio ,,ab e colloca-se em ,,cd1 de maneira que em ,c ass5te o meio c d compasso a a'1 e assim t]emos uma segunda l9ha p>a a plantao4 ,colloca-se depois a sirga em ,,ef1 na mesma posio que e/ava em ,,ab1 e t]emos a t]ceira l9ha2 em seguida transporta-se a sirga p>a ,,gh1 colloc&o-a na posio em que se colloc\ em ,,cd2 assim se vo successivam5te tra&o z l9has de plantao pelos pontos m>cados nas l9has ,,ak e ,,bl1 t5do sempre o cuidado de colloc> a sirga alt]nadam5te nas posies em que se colloc\ em ,,ab e em ,,cd4 ,fic> assim m>cada uma rigorosa plantao hexagonal4 ,m>cados1 d'e/a ou d'outra maneira1 os pontos correspond5tes a cada individuo1 proc$e-se ento plantao4 ,p>a z e/acas simples abre-se um buraco no t]r5o com um furador1 mett5do ahi a e/aca com a sua p>te mais grossa p>a baixo1 t5do o cuidado de lhe deix> fra da t]ra os ultimos #b ou #c olhos4 ,uma vez collocada a e/aca no seu log>1 acon*ega-se-lhe bem a t]ra1 desfaz5do bem z p>$es d buraco em que =am ent]radas4 ,sem e/a precauo ha todas z probabilidades de a e/aca no peg>4 ,p>a z exo/oses escavam-se enxada pequ5as covas com a pr(undidade de #jm1#cj onde s]o collocados e/es s]es4 ,antonio ,aloi aconselha que antes de os ent]r> se m]gulhem em agua que t5ha em soluo bo/a de boi1 se envolvam depois em t]ra f9a p>a em seguida se colloc>em nos cova*os4 ,ao dispr e/es s]es nas covas deve hav] sempre o cuidado de os deix> com a gemma voltada p>a cima e um p\co incl9ada p>a o sul4 ,cobrem-se depois com t]rio acab&o de en*] a cova com c9za de b>rella1 que t5do a propri$ade de mant] ffo o t]r5o1 d facil sahida aos reb5tos4 ,e/es app>ecem sup]fcie ao cabo de #cj a #dj dias4 ,muitas vezes o calor em seguida *uva faz endurec] a camada de c9za e e/e endurecim5to imp$e os reb5tos de sahirem da t]ra4 ,ento com uma espatula de madeira1 se remov] cuidadosam5te a cro/a endurecida1 nos sitios em que se fiz]am z plantaes1 que nos s]o indicados por uma cana ou pequ5o pau ahi ent]rado na occasio da plantao4 ,muitos reb5tos podem nasc] d'um mesmo individuo1 dos quaes uma p>te vem sup]ficie da t]ra e outros1 devido a qualqu] ob/aculo que encontram no t]r5o1 dirigem-se1 tortuosam5te em div]sas direces debaixo da t]ra4 ,convem ento afa/> a t]ra e com a unha1 extrahir todos esses reb5tos excepo de dois1 t5do o cuidado de1 ao execut> e/a op]ao1 no desloc> d seu log> o s] que lhes d origem4 ,dos dois reb5tos p\pados por e/a op]ao1 um d'elles1 o mais fraco1 mais t>de de/ruido4 ,deve hav] sempre muita vigilancia no viveiro p>a ir de/ru9do todos os reb5tos que =em app>ec5do depois d'e/a primeira op]ao4 ,p>a os individuos j enraizados necess>io se torna prodigaliz>-lhes outra especie de cuidados p>a os no prejudic>mos com a mudana4 ,e/es cuidados devem pr9cipi> logo no acto d arranque no alfobre ou no viveiro prelim9>4 ,usa-se da enxada ou da p p>a proc$]mos a e/a op]ao mas com todos os cuidados possiveis p>a lhes no prejudic>mos z raizes4 ,se alguma ou algumas raizes =em dilac]adas devem-se cort> acima d ponto f]ido p>a evit> que a sua putrefaco ac>rete planta algum s(frim5to4 ,arrancadas z plantas trazem-se p>a o viveiro e ahi s]o plantadas nos sitios m>cados4 ,p>a esse fim abrem-se pequ5as covas1 no fundo das quaes se lana bom t]rio1 e sobre e/e se collocam z plantas2 di/ribuem-se-lhes bem z raizes p>a no fic>em acavalladas n'uns sitios e r>eadas n'outros2 cobrem-se depois1 primeiro1 com bom t]rio e depois com a mesma t]ra que sahiu da cova4 ,fixam-se bem a um tutor1 p>a que os v5tos z no desloquem ou quebrem1 e assim se deixam at que pr9cipiem a des5volv]-se p>a ento se lhes prodigaliz>em os cuidados de educao que necessitam4 ,b--,trabalhos nos viveiros ,enx]tia ,c>ecem d'e/a op]ao no s z oliveiras prov5i5tes de sem5te mas a9da aquellas que tiv]am como origem qualqu] fragm5to extrahido abaixo d ponto em que foi enx]tada a planta me4 ,todas z especies de enx]tia se podem empreg> na oliveira mas z mais usadas so a de escudo e algumas vezes a de flauta1 p>a oliveiras novas e a de coroa p>a troncos grossos4 ,p>a se op]> um enx]to de escudo pr9cipia-se por faz] na casca d ramo ou oliveira delgada que qu]emos enx]t> uma inciso em =ma de ,t afa/&o-a depois com a espatula da enx]tadeira de modo a sep>al-a d alburno4 ,em seguida tira-se d ramo da oliveira que qu]emos propag> um bocado de casca munido de uma borbulha e d-se-lhe a =ma de um escudo4 ,introduz-se em seguida e/e escudo na f5da1 de modo que e/a fique bem *eia4 ,liga-se em seguida a fim de nos assegur>mos bem d p]feito contacto d g>fo com o alburno e casca d cavallo4 ,logo que nos asseguremos d bom resultado da enx]tia corta-se o ramo a #c ou #d c5timetros acima d enx]to4 ,e/a enx]tia pode faz]-se na primav]a ou no outomno tom&o respectivam5te os nomes de enx]tia de olho vivo e olho dorm5te4 ,a enx]tia de flauta1 que no to usada como a primeira1 exige que tanto o g>fo como o cavallo t5ham a mesma grossura4 ,consi/e em tir> de um ramo delgado um annel de casca munido de um ou dois olhos e collocal-o no ramo a enx]t> a que previam5te se t5ha tirado um annel igual de casca e liga-se bem com um fio de l ou com uma fita de casca de arvore4 ,uma outra enx]tia1 muito usada1 a de f5da *eia4 ,e/a exige tambem que o cavallo e o g>fo t5ham p]feitam5te a mesma grossura4 ,corta-se o cavallo horisontalm5te altura a que qu]emos faz] o enx]to e f5de-se v]ticalm5te no s5tido d seu diametro2 em seguida prep>a-se o g>fo em =ma de cunha e introduz-se na f5da de modo que z cascas d cavallo e d g>fo co9cidam p]feitam5te2 liga-se bem com raphia e n'e/as condies e/> o enx]to apto p>a peg>4 ,alem d'e/es enx]tos fazem-se a9da os de f5da simples e f5da dupla1 que diff]em d prec$5te em os dois elem5tos no s]em da mesma grossura4 ,p>a a f5da simples ba/> abrir a f5da v]tical simplesm5te no s5tido de um raio d cavallo e ahi se introduz o g>fo em =ma de cunha4 ,p>a o enx]to de f5da dupla abre-se a f5da no s5tido d diametro d cavallo e introduzem-se-lhe dois g>fos nos extremos d'esses diametros4 ,nos enx]tos de f5da qu] ella seja *eia1 dupla ou simples applica-se sempre1 logo em seguida sua execuo1 um inducto qualqu] que o pres]ve de e/> expo/o ao tempo4 ,co/uma empreg>-se muito o ungu5to de ,s4 ,fiacre pela simplicidade da sua prep>ao4 ,prep>a-se mi/ur&o intimam5te #fe1e p>tes de argilla com #cc1e p>tes de excrem5to de boi4 ,so e/es os sy/emas de enx]tia mais usados3 a sua execuo a*a-se descripta em muitos trabalhos de arboricultura e muitissimas revi/as agricolas disp5s&o-me1 por isso de1 sobre e/e assumpto1 faz] mais l>gas ref]5cias4 ,cuidados a t] com os viveiros ,depois de feita a plantao c>ecem os viveiros de cuidados que incidiro1 no s sobre o t]r5o mas tambem sobre z arvores9has que n'elle se vo des5volv5do4 ,os primeiros consi/em em sa*as com o fim de mant] o t]r5o sempre bem mobilisado1 de o cons]v> sempre limpo de plantas e/ranhas que ahi se des5volv]iam e p>a evit> z =tes evaporaes no v]o1 z quaes dissec>am rapidam5te o t]r5o4 ,z regas1 no muito abundantes1 so indisp5saveis ao t]r5o p>a se g>antir n'elle um c]to grao de frescura que to propicio ao enraizam5to dos novos individuos4 ,logo que z plantas adquiram um des5volvim5to de #jm1#bj a #jm1#cj deve tambem p>a ellas volt>-se a att5o d viveiri/a4 ,ne/a altura comear-se-ha por se lhes supprimir todos os ram9hos lat]aes t5do o cuidado de se lhes no arranc> z folhas em cuja axilla elles se des5volvem4 ,d'e/a maneira a seiva da planta dirigir-se-ha directam5te p>a a p>te sup]ior da planta1 ga/&o-se em lhe augm5t> o seu crescim5to em altura4 ,militam em favor d'e/a op9io z exp]i5cias de ,ghiotte que demon/ram que z arvores assim tratadas adquirem maior des5volvim5to1 alem de cresc]em direitas e com tronco lizo1 o que lhes no acontece se lhes no amput>mos os seus ram9hos lat]aes4 ,deix&o-lhes e/es ramos1 elles engrossam e crescem com prejuizo d alongam5to da planta e1 ao s]em mais t>de cortadas1 produzem nas arvores f]idas p]igosas4 ,o s(frim5to d'e/as plantas prov5i5te d corte d'e/es ram9hos em gr&e p>te att5uado se lhes deix>mos z folhas jac5tes na base d'esses ram9hos4 ,nas plantas prov5i5tes de e/acas des5volvem-se muitos reb5tos que convem deix> durante os dois primeiros annos p>a provoc> n'ellas a =mao de muitas raizes4 ,mais t>de cortam-se todos1 excepo d'um que dev] s] o mais =te e o mais proximo d slo1 o qual se sujeit> ao tutor que a cons]ve na posio v]tical4 ,nos tres annos segu9tes os trabalhos dirigir-se-ho no intuito de se favorec] o mais possivel o crescim5to das arvores4 ,qualqu] ramificao muito vigorosa1 que app>ea1 deve s] quebrada p>a evit> o empobrecim5to da arvore4 ,ao fim d #e4 ou #f4 anno e/o z plantas em condies de se lhes pod] =m> a copa4 ,p>a det]m9>mos a altura a que a devemos =m> t]emos que entr> em consid]ao com a natureza d t]r5o1 clima1 exposio e com a t5d5cia natural da ca/a que se cultiva4 ,e/a altura v>ia1 g]alm5te1 entre #am e #bm4 ,a altura de #am convem p>a z ca/as que no co/umam adquir gr&e porte e que so plantadas em t]r5os aridos2 se1 pelo contr>io1 o t]r5o f]til e fresco pod]emos deix>-lhes a copa mais alta4 ,na altura det]m9ada segundo aquellas circum/ancias p>a se =m> a copa1 deixam-se quatro p]nadas dispo/as em cruz2 cortam-se todas z subjac5tes1 assim como o tronco1 logo acima das quatro p]nadas ,assim se deixam fic> mais um anno no viveiro e ao cabo d'esse anno1 que s] o #g4 ou #h4 de viveiro1 proc$]-se-ha sua plantao def9itiva4 ,,capitulo ,v ,plantao def9itiva ,disse j no capitulo ,i d'e/e trabalho quaes eram z condices de solo e clima exigidas pela cultura da oliveira4 ,escolhido o t]r5o necess>io prep>al-o p>a elle pod] receb] z arvores que d5tro em p\co con/ituiro o olival4 ,conviria que esse t]r5o fosse submettido a uma pr(unda surriba p>a que todo elle fosse collocado nas mesmas condices de mobilisao4 ,d'e/a maneira a planta1 encontr&o sempre um t]r5o homog5eo no e/>ia sujeita a qualqu] accid5te de vegetao prov5i5te da desigualdade no des5volvim5to das suas raizes4 ,se o t]r5o = demasiadam5te humido dev]-se-lhe hia faz] uma dra9agem p>a o subtrair a e/a m propri$ade4 ,e/as duas op]aes1 porem1 torn>iam excessivam5te disp5diosa tal plantao1 e d'aqui nasce a conv5i5cia de z r$uzirmos o mais possivel1 de tal modo que1 obt5do-se no t]r5o condices suffici5tes p>a um regul> des5volvim5to das plantas1 se r$uza o mais possivel a despeza da mo d'obra4 ,o melhor s] de/9> a outras culturas os t]r5os que s s(fr5do uma boa dra9agem e uma pr(unda surriba1 se torn>iam aptos p>a o des5volvim5to d'e/a preciosa arvore4 ,nos t]r5os fundos e bem mobilisados que1 como disse1 so os mais proprios p>a e/as culturas1 e/as op]aes de dra9agem e de surriba g]al r$uzem-se extraord9>iam5te4 ,p>a se faz] a plantao n'e/es t]r5os fazem-se em primeiro log> os al9ham5tos1 que convem sejam em qu9concio1 pelas vantag5s j enum]adas ao trat> dos viveiros4 ,a di/ancia a que z plantas devem fic> umas das outras nunca dev] s] inf]ior a #em s5do de #hm a di/ancia mais recomm5dada4 ,com e/a di/ancia z oliveiras no se prejudic>o mutuam5te nem por causa da sombra que umas s outras possam faz] nem porque a cada uma d'ellas falte espao p>a di/5d] z suas raizes4 ,convem1 comtudo1 adv]tir que em t]r5os p\co fundos devemos augm5t> aquelles num]os att5d5do a que a planta procur> al>g> mais z suas raizes pela p\ca pr(undidade a que z pode envi>4 ,m>cada a plantao abrem-se covas nos sitios indicados pelas balisas1 com z dim5ses suffici5tes p>a receb]em z plantas prov5i5tes dos viveiros1 de modo que z suas raizes ahi fiquem p]feitam5te e/5didas4 ,a melhor =ma a d> s covas a circul>4 ,a camada de t]ra sup]ior que a primeira a s] cavada dev] sep>>-se da segunda e da ultima1 p>a depois s] tambem a primeira a entr> na cova4 ,no fundo d'e/as covas1 que dev]o t] a pr(undidade de #am lanam-se p$ras1 p$aos de madeira1 palhas e mattos que s]viro p>a d> livre passagem s aguas das *uvas2 por cima d'i/o lana-se uma camada de entulhos prov5i5tes de velhas demolies1 ou1 na falta d'e/es1 boa t]ra vegetal2 tudo i/o dev] s] mi/urado com e/rumes bem decompo/os e com residuos de fabricas etc42 por cima d'e/e t]rio deita-se uma camada da primeira t]ra extrahida da cova4 ,todos e/es elem5tos dev]o s] dispo/os de modo a =m>em um monticulo ao meio da cova4 sobre e/e monticulo que se colloca a nova planta di/ribu9do-lhe z raizes o mais naturalm5te possivel4 ,sobre z raizes lana-se nova quantidade de t]rio1 calc&o-o bem p>a que elle fique em p]feito contacto com ellas1 mas de modo a no z damnific>4 ,por fim acaba-se de en*] a cova com o re/o da t]ra d'ella extrahida dispondo-a de modo que z suas camadas fiquem em ordem inv]sa d'aquella em que primitivam5te e/avam4 ,d'e/e modo z camadas mais pr(undas v9do p>a a sup]ficie ir-se-ho melhor&o pela influ5cia dos meteoros1 ao mesmo tempo que vai s5do corrigida pelas adubaes4 ,z covas dev]o s] ab]tas algum tempo antes de se proc$] plantao1 p>a fic>em durante esse tempo expo/as influ5cia atmosph]ica4 ,a epo*a p>a a plantao aquella em que se a*a p>alysada a circulao na planta4 ,mas d5tro d'e/e p]iodo convem att5d] temp]atura d clima1 sua humidade e ao grao de compacidade d t]r5o4 ,se o clima qu5te e secco convir antecip> a plantao p>a que1 qu&o *eg>em os calores de v]o1 a planta e/eja j radicada no t]r5o4 ,pelo contr>io1 nos climas humidos e frios convem faz] a plantao no pr9cipio da primav]a p>a a subtrahir aos excessivos frios e humidades d inv]no4 pratica por muitos seguida ent]r> z plantas a pr(undidades que s vezes vo a #cj e #dj e s vezes mais c5timetros a cima d collo da raiz4 ,por desvantajosa1 deve tal pratica s] rejeitada por que no solo que z plantas encontram em melhores condices e em maior abundancia os alim5tos de que c>ecem p>a a sua nutrio4 ,no subsolo1 onde z raizes por e/e processo de plantao iriam procur> os alim5tos1 no os encontr>iam em to boas condices p>a d'elle se utiliz>em1 o que lhes s]ia prejudicial4 ,no pod5do des5volv] bem z raizes no subsolo1 a planta v]-se-hia =ada a emittir novas raizes p>a irem procur> os alim5tos no solo2 d'aqui o atrazo de um a dois annos na vida da planta4 ,ba/> ent]r> a planta at pr(undidade de #f a #aj c5timetros acima d collo da raiz1 a no s] nos t]r5os incl9ados onde convem duplic> aquelles num]os4 ,z dra9ag5s feitas com mattos e p$aos de madeira1 so suffici5tes em t]r5os incl9ados ou de sub-solo p]meavel2 so disp5saveis em t]r5os ar5osos e no so suffici5tes nos t]r5os planos e argillosos com sub-solo tambem imp]meavel4 ,n'e/es ultimos1 z aguas infiltradas esco>-se-ho p>a o fundo da cova e ahi1 por no encontr>em sahida1 fic>o depositadas1 com gr&e prejuizo p>a a vida das arvores4 ,indisp5savel se torna ento abrir covas entre cada p> de arvores1 z quaes vo todas communic> com um poo collector que depois z envi> p>a qualqu] corr5te proxima4 ,n'e/es poos p>ciaes deitam-se p$ras at meio1 acab&o-se de en*] com t]ra4 ,melhor que i/o s] a ab]tura de vallas entre cada duas filas consecutivas de oliveiras4 ,e/as vallas exgot>o z aguas d t]r5o e conduzil-z-ho p>a fra d olival4 ,a9da mais facilm5te se pde faz] a dra9agem1 faz5do communic> entre si1 por meio de pequ5as vallas1 todas z covas de cada fila4 ,nos t]r5os em declive muito rapido1 deve a cultura s] feita em patam>es con/ruidos com p$ras e t]ra1 p>a imp$ir que a agua1 arra/&o z camadas sup]ficiaes d solo1 ponha a raiz a descob]to4 ,n'e/es t]r5os o compasso de #hm que indiquei ha p\co p>a os t]r5os de meia enco/a1 pode dim9uir-se4 ,os al9ham5tos feitos com o compasso de #fm a #hm1 so proprios p>a os t]r5os de/9ados unicam5te cultura da oliveira4 ,entre ns1 porm1 no muito frequ5te e/e caso1 e a oliveira vegeta em condemnavel promiscuidade com z culturas c]ealif]as1 com a cultura da v9ha e a9da com outras culturas4 ,p>a e/e caso necess>io d> plantao um compasso muito maior d que o indicado4 ,a arvore1 ao s] plantada def9itivam5te1 deve s] desemb>aada de todos os seus ramos e folhas4 ,de contr>io ellas cont9u>o a execut> z suas funces com grave prejuizo p>a a vida da planta1 porque z raizes no pod5do desemp5h> a9da z suas funces1 no pod]o absorv] d t]r5o os elem5tos necess>ios p>a equilibr> z p]das produzidas pelo trabalho das folhas4 ,,capitulo ,,vi ,poda ,e/a op]ao indisp5savel na arboricultura4 ,toda a arvore que no seja submettida a e/a op]ao muito irregul> tanto no seu crescim5to como na sua frma2 fructifica mal s5do os seus fructos mal con=mados e a sua produco muito inc]ta4 ,pelo contr>io1 pod&o z arvores ns obrigamol-z a tom> uma frma mais regul> que lhe p]mitta uma boa di/ribuio d calor e da luz p>a obt]mos fructos bem creados e em maior quantidade4 ,e/a op]ao traz a9da como consequ5cia uma melhor di/ribuio da seiva e d'aqui o crescim5to e a fructificao faz]em-se com mais regul>idade4 ,z podas mir&o ao duplo fim de d> arvore a frma mais conv5i5te e de lhes regul> a produco1 no podiam deix> de s] de duas ca!gorias4 ,a primeira pr9cipia j no viveiro onde1 como j disse1 se esboa a copa da arvore4 ,a arvore tirada d viveiro vem p>a o log> def9itivo com quatro ramificaes em cruz2 assim plantada e no anno segu9te emitte v>ios lanam5tos pelos gommos exi/5tes n'essas ramificaes2 no anno segu9te cortam-se todos os reb5tos1 excepo de um em cada p]nada1 escolh5do o que se apres5ta mais robu/o e na posio mais levantada4 ,no anno segu9te cortam-se-lhes z pontas acima de d\s ram9hos lat]aes bem con/ituidos e supprimem-se todas z outras4 ,e/es ram9hos1 des5volv5do-se1 con/ituem z ramificaes secund>ias4 ,fica assim =mado o esqueleto da arvore que se compe de quatro ramificaes pr9cipaes1 t5do cada uma duas ramificaes secund>ias4 ,e/a a poda de =mao2 a seguir a ella pr9cipiam z podas de fructificao que tem por fim mant] na oliveira a frma regul>1 provoc&o-lhe e regul>is&o-lhe ao mesmo tempo a produco4 ,e/a op]ao requ] da p>te d op]ador conhecim5tos especiaes sobre o modo de vida da planta4 a physiologia vegetal que nos =nece esses elem5tos e1 embora os nossos op]>ios no e/ejam habilitados a d$uzir d'e/a sci5cia z bases em que ho de firm>-se p>a a execuo d'e/a op]ao1 pde1 t5do pres5tes z regras d'ellas tiradas1 effectu> a poda com me?odo4 ,essas regras so z segu9tes4 #a4--;,z flores1 e portanto os fructos d'um dado anno1 des5volvem-se sempre sobre os lanam5tos d anno ant]ior e nunca sobre os lanam5tos d'esse mesmo anno2 #b4--,s florescem e fructificam os ramos que e/iv]em durante a maior p>te d dia expo/os influ5cia sol>2 #c4-- sobre os ramos horisontaes ou p5d5tes que se des5volvem os melhores e mais abundantes fructos2 #d4--,se uma oliveira muito c>regada de ramos produz muitos fructos e/es ficam pequ5os1 p\co r5dosos em azeite e a colheita bi5nal3 #e4--,nem todas z v>i$ades de oliveiras devem s] podadas d mesmo modo2 #f4--;,a fructificao d'uma oliveira v>ia com o t]r5o e exposio1 por isso a poda dev] v>i> com e/es factores2 #g4--;,devemos evit> o mais possivel os crtes de ramos grossos4 ,pela primeira regra se v que nunca devemos tir> arvore gr&e quantidade de ram9hos1 porque isso ir prejudic> muito a produco d anno segu9te4 ,o segundo pr9cipio diz-nos que a arvore deve t] sempre os seus ramos bem di/ribuidos e nunca deve e/> demasiadam5te c>regada d'elles1 por que a sua folhagem compacta imp$e que os raios sol>es p5etrem bem por entre elles1 fic&o a =mao d fructo limitada simplesm5te aos pontos em que esses raios podem1 sem ob/aculo1 ex]c] a sua influ5cia4 ,um pr9cipio de physiologia vegetal1 citado por ,fox1 diz que a quantidade de seiva que passa n'um ramo tanto maior quanto mais proximo elle e/iv] da v]tical4 ,diz o mesmo auctor1 n'um outro pr9cipio1 que a vegetao de toda a planta ou ramo complem5t>4 ,e/es dois pr9cipios vm prov> a segunda regra annunciada p>a a pratica da poda4 ,effectivam5te1 se a vegetao d'uma planta ou ramo complem5t>1 i/o 1 se quanto maior fr a vegetao d'essa planta ou ramo1 m5or s] a sua produco em fructo1 os ramos v]ticaes pela gr&e vegetao de que dispem s]o m5os productivos d que os affa/ados d'aquella posio4 ,firmados n'e/a t]ceira regra devemos de/ruir pela poda1 os ramos v]ticaes de pref]5cia aos horisontaes ou p5d5tes4 ,da qu>ta regra depreh5de-se a necessidade de nunca deix> a arvore demasiadam5te c>regada de ramos fructif]os1 a fim de que ella no t5ha que alim5t>1 ao mesmo tempo1 uma demasiada quantidade de fructos1 o que lhe ac>ret>ia um exgotam5to de que ella lev>ia um ou mais annos a refaz]-se4 ,mas que se no v tom> lettra o prov]bio prov5al--,fais mois pauvre et je te f]ai ri*e--porque isso r$und>ia em grave prejuizo p>a a oliveira4 ,o que convem sempre regul> e/a op]ao pelas condies d t]r5o1 pela exposio e pela t5d5cia natural da planta1 como aconselham z regras qu9ta e sexta4 ,n'um t]r5o rico e situado n'uma boa exposio dev] deix>-se a arvore mais c>regada de ramos porque no t]r5o no escasse>o sub/ancias p>a os alim5t> e a maturao dos fructos mais c]ta4 ,pelo contr>io1 um t]r5o pobre exige uma poda mais en]gica4 ,a regra qu>ta aconselha-nos a que t5hamos em conta a v>i$ade da oliveira cultivada1 porque algumas ha que t5dem a elev>-se muito4 ,n'e/e caso o podador deve t] sempre em vi/a no contr>i> muito o crescim5to da planta com rebaixam5tos exag]ados4 ,ao effectu>mos a poda devemos subtrahir-nos o mais possivel ao crte de troncos grossos4 ,a gr&e sup]ficie d'e/es golpes d>ia origem p5etrao da agua e ao ataque de muitas do5z4 ,qu&o se no possam evit> esses golpes hav] o cuidado de os cobrir com alcatro ou outro inducto qualqu]4 ,em muitas p>tes1 devido ao pessimo co/ume de se pod>em z oliveiras com int]vallos de #c1 #d e mais annos1 v-se o podador con/rangido a cort> ramos grossos1 o que1 como acabo de diz]1 ac>reta graves prejuizos p>a a vida das arvores4 ,e/es inconv5i5tes so a9da em algumas p>tes avolumados pela epo*a p\co propria em que z podas se executam1 que quasi sempre a seguir apanha d fructo4 ,a oliveira uma arvore muito s5sivel aos frios vigorosos e e/es muito mais a prejudicam qu&o incidem sobre rec5tes golpes da poda4 ,p>a evit> os inconv5i5tes1 prov5i5tes dos golpes de demasiada sup]ficie e da sua exposio aos frios d inv]no1 convem1 em primeiro log>1 que a poda seja feita todos os annos e em segundo log>1 que ella nunca seja feita antes da passagem dos frios1 a no s] em sitios em que o vigor d'e/es no muito p>a recei>4 ,a melhor epo*a p>ece s] o mez de fev]eiro4 ,alguns auctores pref]em a poda em m>o e abril1 mas1 no diz] de ,a4 ,aloi1 a poda feita n'e/a epo*a pr$ispe a oliveira p>a adquirir mais do5z4 ,comtudo e/a epo*a v>ia muito con=me o clima local4 ,em climas onde no so frequ5tes z geadas pde ella faz]-se logo a seguir apanha d fructo1 mas isso prejudicial nos sitios onde z geadas so frequ5tes4 ,a poda feita na primav]a p>ece-me a9da mais prejudicial d que a feita no inv]no rigoroso1 pelos gr&es e/ravasam5tos de seiva a que d origem4 ,durante a primav]a ap5as se iro supprim9do os reb5tos que se =em des5volv5do no tronco4 ,,capitulo ,,vii ,lav\ras ,no intuito meu enc>ec] aqui z vantag5s prov5i5tes da execuo d'e/a op]ao4 ,o que direi que o olivicultor tem tudo a lucr> cons]v&o sempre bem mobilisado o solo d seu olival4 ,a maioria dos lavradores effectuam ap5as uma cava pr(undidade #jm1#be a #jm1#cj2 outros1 porm1 mais cuidadosos1 effectuam dois lavores por anno1 s5do feito um em novembro e outro na primav]a4 ,alguns auctores aconselham que se executem quatro lavras3 a primeira ao t]m9> a colheita2 a segunda de janeiro a fev]eiro2 outra ao acab> a florao2 e1 f9alm5te1 a ultima em ago/o4 ,no e/io1 com o fim duplo de mobilis> o t]r5o e imp$ir a evaporao1 co/uma-se faz] uma ou duas arr5das4 ,nos sitios p\co humidos conv5i5te a ab]tura de caldeiras em volta d p das arvores1 p>a ahi se receb]em z aguas das *uvas4 ,,conclus,,es ,d que fica expo/o concluo que3 #a4--;,att5d5do s condies de clima e de solo1 o nosso paiz e/ nas melhores condies p>a a cultura remun]adora da oliveira4 #b4--;,a oliveira pref]e os t]r5os soltos1 ricos em potassa e cal4 #c4--,sobre tudo nos t]r5os compactos1 muito vantajosa a adubao com a rama prov5i5te da poda das oliveiras4 #d4--,o t]r5o de/9ado aos viveiros deve e/> em melhores condies physicas e *imicas d que o de/9ado plantao def9itiva4 #e4--;,ao plant>em-se z arvores def9itivam5te devem tir>-se planta todos os seus ramos e folhas4 #f4--;,a poda da oliveira deve s] annual4 99 99 99 99 99 ,notas de transcrio3 ,foi mantida a grafia usada na edio orig9al de #ahii1 t5do sido corrigidos ap5as pequ5os erros tipogrficos4 ,no orig9al z unidades de m$ida ap>ecem impressas antes das casas decimais1 e em sobrescrito4 ,ne/a v]so d texto manteve-se a notao1 excepto o sobrescrito4 ,exi/e um pequ5o diagrama de apoio descrio da m>cao d t]r5o em qu9concio4 ,esse diagrama e/ disponvel na v]so html de/e texto4