,,s]m,o ,,contra ,o ,,filos(ismo ,,d ,,seculo ,,xix41 ,,pr,,gado ,,na ,,igreja ,,de ,s4 ,,juli,o ,,de ,,lisboa ,,na ,,qu9ta ,,dom+a ,,de ,,qu>esma ,,d ,,anno ,,de ,m4 ,,dccc4 ,,xi4 ,,por ,,jos ,,ago/9ho ,,de ,,mac$o1 ,prgador d ,pr9cipe ,reg5te ,nosso ,s5hor4 ,,lisboa1 ,,na ,,impress,o ,,regia4 #ahaa4 ,com lic5a4 99 99 99 99 99 ,v5de-se na loja de ,desid]io ,m>ques ,leo1 ao ,calh>iz1 ,n4 #ab4 ,,adv]t5cia4 ,no he muito proprio de hum ,s]mo hum ,prologo1 mas os ataques reit]ados dos meus gratuitos inimigos me tem obrigado a prev5ir o ,publico em qualqu] composio m9ha1 a9da que seja de puro div]tim5to1 e he muito mais indisp5savel huma prelim9> adv]t5cia em composio to sria como he e/e ,s]mo1 no qual fao triunf> a ,religio dos ataques d mod]no ,filos(ismo4 ,e p>a compr e/e ,discurso1 s]ia licito l] alguma coiza6 ,p>ece que sim1 e que sem hum pr(undo conhecim5to dos escritos dos ,apologi/as da ,religio ,*ri/ no pod]ia nem levant> a fiana d pres5te edificio4 ,c]tos e/\vados se atrevro a lanar-me em ro/o1 que r\bava ,antonio ,vieira p>a compor meus ,s]mes4 ,ora pois abatamos e/e importuno ,fantasma de ,vieira1 e rebatamos e/a livre calumnia1 e dita por quem nem leo ,vieira1 e s ouvio diz] que ,raynal fallra de hum ,s]mo de/e ,jesuita pelo bom successo de nossas armas contra z de ,holl&a4 ,saibo pois que eu1 que componho hum ,s]mo como o pres5te1 no necessito de ,vieira1 que no tem hum s discurso1 onde se a*e huma in/ruco *ri/1 e que o desprezei com todo o meu corao depois que li o pr9cipio de hum ,s]mo de ,m&ato prgado na ,capella ,real no anno de #afee1 e ne/e pr9cipio e/as esc&alosas palavras,tomo #d4 pag4 #ceh4 #cgi4 col4 #b4 regra #d43 ,e/e cavallo branco he a sagrada ,humanidade de ,*ri/o4,nunca mais o dete/avel ,vieira4 ,ora como at nos doirados domicilios da crapula1 e ociosidade1 onde a lib]t9agem ousa levant> a voz contra a ,religio1 torpissimos ignorantes fallo de ,s]mes1 e dos meus ,s]mes1 saibo e/es ,gazetaes eruditos1 que p>a compr e/e gravissimo ,discurso eu li1 e e/udei4 #a4 ,s4 ,gregorio ,nazianz5o1 ,orat4 cont4 ,jul4 #b4 ,s4 ,fulg5cio1 ,de ,fide ad ,pet4 #c4 ,s4 ,cyrillo1 ,ca?4 cont4 ,juli4 #d4 ,o ,c>deal ,g]dil1 ,impug4 d ,emilio4 ,o mesmo1 ,introduco ao e/udo da ,religio4 #e4 ,mazoti1 ,discursos contra a cr$41 ,t4 #b4 #f4 ,vascel*i1 ,provas d ,*ri/4 #g4 ,rob]ti sobre a leitura dos ,liv4 de ,me?afysica4 ,o mesmo1 ,impugnao d ,livro ,la ,pr$ication4 ,no posso s] mais +5uo3 e/as so z fontes3 o ,discurso he meu1 z provas dos santissimos1 e doctissimos ,me/res d ,*ri/ianismo4 ,,s]m,o ,,contra ,o ,,filos(ismo ,,d ,,seculo ,,xix4 ,9 malevolam animam non intraibit ,sapi5tia4 ,sap4 ,cap4 ,i4 ,no ha1 nem pde hav] coiza mais aborrecivel1 e mais dete/avel aos olhos da boa razo1 que a entonada sob]ba de hum malevolo ignorante4 ,o homem sisudo no pde olh> sem indignao p>a essa int]m9avel cohorte dos que ne/e seculo se dizem livres p5sadores1 qu&o contempla o sob]bo1 e ultrajante ge/o1 ou am>go surrizo com que elles olho p>a o homem de bem1 que fiel a seus pr9cipios1 e consequ5te em sua cr5a1 e conducta1 respeita sua ,religio1 e a reconhece div9a em sua fonte1 e sua origem4 ,de/e rizo1 e de/e sob]bissimo signal de huma ultrajante compaixo1 quantas vezes t5ho eu sido te/emunha1 e tambem objecto no meio de/a ,capital6 ,eu julgava que ap5as acontec]ia i/o no meio das praz da nova1 e mais pro/ituida ,babylonia1 mas eu o vi realizado tambem em ,lisboa4 ,se o m$o1 e o t]ror de hum ju/o ca/igo cont9ha1 e ext]iorm5te refreava e/es e/lidos motejadores no c5tro de hum ,gov]no ,ca?olico1 e vigilante1 elles deixro cahir de todo a msc>a1 e mo/rro sem pejo a impud5tissima face em quanto s5timos o f]reo jugo d cos revolucion>io1 que nos invadio1 e tyranniz\ por nove cont9uos mezes4 ,ento1 ento esses malevolos academicos d segr$o1 e das visag5s1 imag9&o1 v]tig9osos e illusos1 que havio levantado1 e firmado o e/&>te de sua nem realizada1 nem possivel lib]dade1 insultro os v]dadeiros fieis1 e os taxro de fraqueza1 e pusillanimidade1 e os titulos m5os affrontosos que lhes davo1 ero os de fanticos1 crdulos1 e sup]/iciosos4 ,e quem s]io e/es mis]aveis entusia/as8 ,por v5tura alguns ,celsos1 ,jamblicos1 ou ,pr(irios doctos1 e pr(undos ,filos(os successores em ,a!nas1 e ,alex&ria daquelles famosissimos oraculos d ,epicurcismo1 e ,platonismo8 ,algum daquelles que apoiados com a incr$ulidade1 e pod] de hum ,imp]ante como ,julianno p]t5d]o com seus escriptos1 e doctr9a solap> os alic]ces d nasc5te ,*ri/ianismo8 ,s]ia honr>1 e desvanec] excessivam5re e/es tomos de sab$oria1 se eu os comp>asse a to =midaveis1 e t]riveis tal5tos da antiguidade4 ,so v]dadeiram5te huns tomos1 e p]didos no espao imm5so dos malvolos2 huns obscuros adeptos d ,illum9ismo cob]tos agora de hum ridiculo et]no com os contr>ios effeitos daquellas a que elles *amavo pr(undas !orias de moral1 e de politica3 esmagados agora debaixo d pezo das v]gonhosas d]rotas d mon/ro em que confiavo1 e que por c]to ignora sua exi/5cia1 e d qual no podio1 como a exp]i5cia lhes diz1 esp]> mais que opprobrios1 f]ros1 escravido1 e morte4 ,huns fam9tos1 mas vaidosos m5digos1 que esp]avo entr> na diviso da preza dos sangu9>ios ,tigres1 cuja avidade1 e cobia insaciavel at se r\ba a si mesma p>a se sabore> no r\bo1 e no hav] int]vallo ne/e seu natural ex]cicio3 huns ociosos p]5nes1 que nesses asilos da embriaguez se asoalho a si mesmos por =tissimos espiritos1 e no deixo a bocas alheias a trombeta de sua fama1 e d r5ome de seus relevantes1 e sublimissimos eng5hos1 hom5s f9alm5te1 que sem mais e/udo1 sem mais ,univ]sidade1 sem mais applicao1 sem mais livros que o ,monitor1 sem mais academias que z conf]5cias das trvas nos subt]raneos da crpula1 e das enigmaticas1 e symbolicas f]ram5tas1 ouso clam>1 que ns os v]dadeiros fieis1 acr$it&o1 e respeit&o nossos santos1 e adoraveis dogmas1 no fazemos de nossa natural razo aquelle uso que podiamos1 e que deviamos faz]4 ,que d&o-nos a ,natureza olhos p>a v]1 desgraada1 e volunt>iam5te nos fazemos cgos2 e que qu]5do s] humildes1 e obsequiosos cr5tes1 nos tornamos pessimos racioc9adores1 que a nossa cr5a faz resval> a dignidade d ente p5sador p>a a classe d bruto1 que de%onra a humanidade1 sepulta1 ou e/raga o mais precioso tal5to que nos dra o ,creador1 que v]gonhosam5te nos classificamos abaixo dos animaes rudes1 acima de cuja esfra e/avamos con/ituidos pelas faculdades intellectuaes4 ,eis-aqui o que eu mesmo escutei1 o que eu mesmo s(fri2 e ouv9do discorr] tanto a e/es livres p5sadores1 nunca pude arranc> de suas eloqu5tissimas l+uas a causa1 e o motivo de/a to filos(ica accusao4 ,mas e/as idz ccas expo/as em sesquip$ais expresses1 que p>ecem de/iladas pelo vag>oso1 e enfatico int]vallo que ha entre huma1 e outra1 e apoiadas com os e/rondosos nomes de ,raynal1 ,voltaire1 e ,helvecio1 e pr(]idas diante da juv5tude inconsid]ada1 ociosa1 e irreflexiva1 obrigo a se =m> de ns aquelle conceito1 que se =ma de hum rebanho de animaes brutos1 e e/upidos que se desp5ho1 e precipito cgos por aquelles combros por onde vm arroj>-se o primeiro1 ou por onde os *ama o silvo de hum pa/or1 ou a sombra de huma v>a4 ,aquelles que assim nos trato1 e insulto so acclamados1 e tidos em conta de espiritos p5sadores1 amigos d bom siso1 e def5sores da v]dade1 e at r$emptores da oppressa razo1 que sabem magi/ralm5te purg>-se a si1 e aos outros de preoccupaes def5d5do-os dos ataques da ignorancia1 d fanatismo1 e infantil cr$ulidade4 ,no sei1 ,s5hores1 se pod]eis t] ouvido em paz1 e sem se vos despr5d] o fogo da ira1 e da indignao1 coizas to vis1 e to affrontosas2 mas socegai1 que talvez seja e/e o dia d triunfo mais illu/re da nossa ,f contra o ,filos(ismo d ,seculo ,,xix4 ,eu vos amo1 prezo1 e respeito tanto como a v]dade1 e discorr]ei de maneira que emp5he todas z =z da razo1 e da eloqu5cia1 e f>ei que to esc&alosas vilanias se no digo mais1 ou se no digo impunem5te aos v]dadeiros fieis4 ,mas porque cam9ho dirigirei eu os passos d ent5dim5to a e/a baliza8 ,os apologi/as da ,religio nada tem at agora omittido3 so conhecidos seus escriptos4 ,holl&1 e ,valces*i respondro a ,mirabaud1 ,b]gi] a ,fr]et1 ,abbadie1 e ,hautevile a ,wola/on4 ,a ,celso respondeo ,orig5es1 a ,juliano ,s4 ,cyrillo1 a ,pr(irio o maior de todos os ,oradores1 ,nazianz5o3 eu respond]ei a todos4 ,os mod]nos ,incr$ulos no so mais que s]viz1 e mis]aveis ccos de/es antigos s(i/as3 e crde que tem mais pezo1 e =a hum fragm5to de ,pr(irio1 ou de ,celso1 que toda a suppo/a1 =midavel artilh>ia encyclop$i/a3 e hum ,occelo1 e hum ,timeo mais que o confusissimo sy/ema da ,natureza4 ,e/&o pois todas z v>$as batidas1 e todos os meios empregados1 eu no posso diz]-vos que seguirei hum cam9ho novo1 seguirei o mais plano1 obvio1 e descob]to1 e que possa s] pizado at pelos ent5dim5tos m5os agudos1 e p5etrantes sem o afan de pr(undas especulaes4 ,eu confront>ei o uso ou emprego da razo natural1 que fazem os v]dadeiros fieis com o uso1 e emprego1 que da mesma razo fazem os incr$ulos4 ,con/ituirei de huma p>te e/es e/rondosissimos panegyri/as1 e r$emptores da razo1 que segundo elles dizem1 e assoalho1 lhes s]ve p>a v]1 e conhec] todas z coizas sem t] necessidade da ,f1 e que desprezo1 ou regeito magi/ralm5te tudo o que ou no compreh5dem1 ou no vm com a mesma razo4 ,d'outra p>te con/ituirei os v]dadeiros cr5tes os mais r5didos1 e sugeitos s suas decises1 e mais ap>tados d espirito de duvida3 e comp>&o1 ou confront&o hum com outro p>tido1 faz5do entr> em fe*ado campo os humildes1 e simplices cr5tes com os sob]bissimos e eruditissimos ,s(i/as como vra o vale de ,!reb9?o de huma p>te hum ,gigante1 e d'outra p>te num jov5 pa/or1 f>ei v]1 e conhec] victoriosam5te a qual dos dois conv5ha o brazo e o timbre de faz] uso1 e o melhor uso das faculdades intellectuaes1 qual dos dois honre1 ou qual avilte a razo1 e a humanidade1 e qual dos dois m]ea a compaixo como enganado1 e obtuso1 qual seja digno de l\vor como atilado1 e consequ5te4 ,conheo1 ,s5hores1 que a vantagem e/ da nossa p>te1 e que se torn> evid5tissima com o meu ,discurso1 e tambem conheo que assim como os my/]iosos das vizag5s1 e dos signaes da esquadria se ob/9o em planos de pr(unda tactica e politica sublime p>a igualiz>1 republicaniz>1 domocratiz>1 e frat]niz> o ,mundo depois que elles mesmos1 e no outros1 o encadero aos ps d mon/ruoso despotismo de hum obscuro av5tureiro1 sem que se env]gonhem nem d mesmo ridiculo de que e/o cob]tos2 tambem p>a se v+>em da v]dade que lhes dr nos olhos1 se ob/9>o a9da mais na impo/ura1 e no engano4 ,se algum de/es mis]aveis exi/e no meio de/e imm5so auditorio1 e se tem trazido p>a aqui o compasso p>a m$ir o que no ent5de1 esp]&o escut> z frazes d neologismo de seus ridiculos p]iodicos1 eu lhe peo1 que se digne hum p\co de desfranzir z arqueadas filos(icas sobrancelhas1 e ouvir por hum in/ante hum ,*ri/o desapaixonadam5te1 e des5gan>-se-ha1 que s no seio d ,*ri/ianismo1 e no regao da ,f se a*a o ,orador sublime1 o ,filos(o pr(undo1 e o homem da razo1 e da v]dade4 ,,discurso4 ,dizem pois os my/]iosos c5sores1 e no tem jmais deixado de o repetir o mais insignificante folheto da escola t5ebrosa1 que ns os ,*ri/os nem fazemos1 nem qu]emos faz] uso de nossa razo natural2 que qu&o se trata dos my/]ios da ,religio1 accr$itamos1 e emudecemos2 que no damos conta aos outros hom5s dos motivos da nossa f2 que cons]vamos como encadeadas z faculdades racionaes1 e intellectuaes sem entr>mos no conhecim5to analytico de/es mesmos motivos4 ,tal he a primeira calumnia1 que envolta em rebombantes p]iodos1 sahio d famoso ,club de ,holbac1 e havia de muitos annos antes app>ecido no impio ,livro ,o ,milit> ,filos(o2 tal he o primeiro improp]io que vem na vangu>da dos impugnadores1 e refutadores analyticos da v]dade da ,religio ,*ri/4 ,tal he o pr9cipio pu]ilm5te rebatido at ao enjo1 em tantos livros de id5tica sub/ancia1 de id5tica doctr9a1 e at de titulos id5ticos1 e que j desafio a irriso d homem sisudo1 v5do que aquellas cgas1 e t5ebrosas ,t\peiras no sabem mais que hum cam9ho subt]raneo2 ,sy/ema da ,natureza2 ,filos(ia da ,natureza2 ,a ,natureza2 ,religio da ,natureza2 ,codigo da ,natureza2 ,moral da ,natureza4 ,tal he o gr&e a*ado com que se esmalto os nov5ta e nove volumes d palavrosissimo ,s(i/a de ,fresney4 ,a e/es malevolos oraculos1 em que no cabe a sab$oria1 eu pod]ia j diz] z mesmas palavras que o ,m>tyr ,luciano disse em ,antio*ia ao sob]bo ,proconsul3 ,sabe1 que ns os ,*ri/os no nos dirigimos1 e levamos como tu julgas por huma indisputada1 e pat]nal tradio como fazem os teus ,filos(os4 ,deos he o ,auctor da nossa cr5a1 e ,deos nos falla de ,deos4 7,euseb4 ,hi/4 ,eccl4 ,liv4 #i4 c4 #f47 ,i/o pod]ia faz] emudec] os mon/ros1 mas comecemos de mais longe4 ,sabei1 ou no o affecteis ignor>1 que os primeiros annunciadores d ,evangelho1 tiv]o fr5te d5tro em ,j]usalem os mesmos ,hebreos incr$ulos1 e p]t9acissimos1 e que a e/es mesmos ,hebreos se disse1 e se prov\1 que o alim5to da nova cr5a em o ,*ri/ianismo era muito racionavel4 ,sabei1 ou no o affecteis ignor>1 que o mesmo ,apo/olo1 que havia sido p]seguidor1 fall>a ao ,areopago de ,a!nas1 e aos ,filos(os de ,roma1 e que diss]a1 que o obsequio1 que nosso ent5dim5io fazia ,f1 era muito racionavel4 ,por v5tura o ,areopago de ,a!nas1 celebradissimo por sua sab$oria1 e prud5cia1 e z ,academias da d\ta ,grecia1 e sob]bissima ,roma ero ajuntam5tos de g5te escolhida1 ou capaz de se deix> embair de admirao pela doctr9a de ,paulo1 e de abraar sem escrupuloso exame1 e sem huma muito filos(ica discusso os elevadissimos my/]ios1 que elle lhe propunha8 ,que inju/ia he e/a dos fataes encyclop$i/as1 e seus adeptos1 cujas ramificaes se e/5dem tanto pelos domicilios da crpula1 e politica de/a ,capital6 ,porque alguns humildes idiotas1 e m$rosos dos a/utos1 e capciosos s(ismas emudecem aos altisonantes nomes de ,pitaval1 e ,raynal1 ou dizem simplesm5te que accr$ito1 faz] commum a todos1 e at a mim1 e/a l+uagem1 con/itu9do de seu pl5issimo pod] ao som de altas punhadas nas m>moreas bancas huma enorme di/ancia1 e huma irreconciliavel inimizade entre o discorr]1 e o accr$it>6 ,e se eu vos fiz] v]1 oh malevolos1 e incapazes da luz da v]dadeira ,filos(ia1 que n5hum dos ,filos(os antigos1 e mod]nos fez tanto uso da natural razo em seus pr9cipios1 e op9ies1 quanto faz em sua ,religio hum v]dadeiro cr5te8 ,e se pelo contr>io eu vos mo/r> com evid5cia que no exi/e hum individuo1 que m5os empregue a razo1 ou que a empregue mais despropositadam5te que hum incr$ulo d e/upido rebanho dos =tes p5sadores8 ,eu j pod]ia cort> de hum golpe a gr&e que/o1 con/itu9do-vos diante dos olhos a pu]il diff]5a dos innovadores em mat]ias puram5te ,filos(icas1 e p]gunt>-vos se he mais *egado razo o sy/ema de ,taliam$1 ou o de ,delisle sobre a =maco d ,univ]so1 e produco das creaturas1 se a cosmogonia de ,moiss8 ,se he mais con=me aos dictames da razo natural o sy/ema de ,buffon1 que p]t5de1 que huma pancada dada por hum ,cometa no corpo d ,sol1 das lascas que saltro se fiz]o todos os globos que em torno delle giro com to compassados1 e ,regul>es movim5tos1 se a creao d mesmo ,sol1 e dos a/ros pela voz de hum ,deos ,omnipot5te como nos decl>a ,moyss8 ,mas deixemos por agora e/a confrontao de objectos p>ticul>es p>a proc$]mos com me?odo em mat]ia de tanto mom5to1 e consequ5cia2 e conhec]emos quaes sejo os cgos1 e os inconsequ5tes4 ,eu me p]suado que e/es zelosissimos ,apo/olos da razo no so to enc>niados inimigos da cr5a ,*ri/1 que em odio da mesma cr5a queiro abolir1 e ext]m9> de todo a mesma f humana2 nem se pod]ia entr> em argum5to com e/es filos(antes1 se negassem e/e primeiro1 e evid5te pr9cipio3 e tambem me p]suado1 que se no pde imag9> num homem nem mais irracionavel1 nem mais infeliz d que aquelle1 que vivesse com o firme presupo/o de no d> jmais cr$ito a outro homem1 que falle1 ou escreva1 salvo se sua escritura1 e suas palavras no =em imm$iatam5te apoiadas com o actual1 e p]5ne te/emunho dos s5tidos4 ,e se he bom uso1 segundo lhes oio diz]1 aquelle que se faz da razo humana accr$it&o os hom5s que fallo1 ou escrevem1 julgo1 que no diro1 que he mao uso aquelle1 que se faz da razo accr$it&o a ,deos4 ,eu creio1 que e/e s] *amado por elles mesmos o uso mais p]feito1 mais excell5te que se possa faz] da faculdade racional1 pois vm1 que assim discorrro1 e praticro no os idiotas1 e simplices cr5tes1 mas hum ,newton1 hum ,locke1 e hum ,pascal4 ,sim1 dizem os my/]iosos1 ou ridiculos iniciados1 se esse ,deos exi/e1 e1 se acaso exi/9do1 esse ,deos fall\444 ,no se dm tanta pressa1 ,s5hores1 eu sei que at esses limites *ega toda a sua subt]ranea1 t5ebrosa1 e escondida illum9ao4 ,trat>emos a9da de/es dois gr&es objectos1 por agora ba/> v]1 que se os p5sadores =tes acr$ito mais os hom5s que ,deos1 e se ns acr$itamos mais ,deos1 que os hom5s1 temos da nossa p>te huma incomp>avel vantagem1 e igual quella que tem hum homem de bom siso sobre hum v>rido m5tecapto4 ,creio1 que e/a duvida dos my/]ioros umbrif]os sobre a demon/rada exi/5cia de ,deos1 he huma especie de espantalho1 que me tem qu]ido pr1 pois o mais sup]lativo ,v5]avel1 e o d mais emp9ado cabeo d ,libano1 sabe muito bem1 que hum v]dadeiro ,a!ismo depois de se hav] s(i/icado tanto1 ao m5os p>a o e/abelec] como provavel1 em os dois confusos volumes d in9telligivel ,sy/ema da ,natureza1 segundo a confisso at d mesmo ,van9i1 e ,sp9osa1 he hum v]dadeiro delirio4 ,he ju/o1 que os ,s5hores politicos t5ebrosos proc$o1 e argum5tem de boa f1 e que no sio de suas tr9*eiras1 que so z d ,deismo1 e no z d ,a!ismo1 e presupo/a a v]dade que elles absolutam5te se no atrevem a neg>1 que exi/e hum ,deos1 cujas provas a priori at agora no t5tadas1 eu produzirei bem depressa em hum ,tratado p>ticul>1 p>a consolao da razo humana2 eu me no devo obrig> agora a outra demon/rao mais1 que demon/rao de t] fallado aos hom5s4 ,e quantas vezes1 e de quantas maneiras tem elle fallado de/es dogmas1 que ns accr$itamos1 e de/a ,religio1 que ss pr(essamos8 ,por que meios to m>avilhosos1 to e/up5dos no tem elle annunciado aos mortaes seus pr(undos my/]ios1 z ,leis1 e os ,decretos de sua immortal vontade8 ,fall\ primeiro muitos seculos antes pela l+ua1 e pela p5na de alguns hom5s1 que to exactam5te annunciro1 e descrevro os futuros acontecim5tos de/a ,religio1 e d seu ,auctor1 bem como os mais imp>ciaes1 e fieis ,hi/oriografos descrevem os factos pres5tes1 ou p\co acontecidos debaixo de seus mesmos olhos3 e e/es futuros acontecim5tos pontualm5te v]ificados1 alm de s]es cont+5tes1 ero de/ituidos1 7con=me a capacidade d ent5dim5to humano7 de toda a app>5cia1 e probabilidade de se v]ific>em3 oppo/os a todos os racioc9ios1 a todas z conjecturas humanas1 a todo o sy/ema dos tempos em que se escrevro2 e alm di/o repugnantes entre si1 como so repugnantes1 e app>ecem contradictorios em huma mesma p]sonagem1 em hum mesmo culto2 pobreza1 e gr&eza2 exaltao1 e ignom9ia2 ?rono1 e patibulo2 de/]ros1 e conqui/as2 e/ragos1 e multiplicao2 p]seguies1 e victorias4 ,fall\ em segundo lug>1 pela boca de seu mesmo ,filho1 pondo por elle fim evid5tissimam5te primeira alliana1 e juntam5te ao ,alt>1 ao ,sac]docio1 e ao ,pr9cipado de huma lei figurativa1 e s p]man5te antes da realidade3 e d&o pr9cipio nelle1 e por elle nova alliana1 conductora de v]dadeiras b5os a todas z ,naes1 con=me os cl>issimos vatic9ios de todos os ,pr(etas4 ,fall\ com voz de huma gr&e p>te d ,mundo1 que pass\ rapidissimam5te d culto idlatra1 que era a ,religio dom9ante1 e quasi univ]sal cr5a ,*ri/2 dos encantadores deleites temp]ana ,evangelica2 das sob]bas riquezas desprezivel pobreza2 d ambicioso comm&o humilde sugeio1 ba/&o doze hom5s simplices1 e ignorados p>a faz]em e/a moral revoluo por toda a p>te d imm5so ,imp]io ,romano4 ,fall\ com a voz de huma gr&e multido de hom5s lit]atos d ,g5tilismo1 que conhec5do1 s5t9do1 e admir&o a santidade de/a ,religio1 e a sublimidade de/as doctr9as1 julgro huma rematada l\cura sua antiga sapi5cia1 e se tornro como hum ,ju/9o1 de ,filos(os ,pagos em ,!ologos1 e ,me/res d ,*ri/ianismo4 ,fall\ f9alm5te com o sangue de hum num]o port5toso de ,m>tyres1 cuja con/ancia acompanhada sempre de hum sil5cioso1 e pacifico s(frim5to exc$e todas z =z da humana natureza1 nem cabe nos conf9s da humana ,filos(ia4 ,agora eu vos p]gunto1 espiritos incr$ulos1 my/]iosos p5sadores1 gr&es columnas dos ,liceos c5traes1 e dos ,pr9taneos univ]saes1 eruditos pr(undos em ,monitor1 e mais nada2 e/upidos sequazes d ,filos(ismo ,w&alico1 e revolucion>io1 quem vos tem fallado1 quem vos tem feito p5s>1 e crr c\sas contr>ias aos pr9cipios1 e dictames de/a m9ha f1 na qual se obs]va1 e se escuta manife/am5te a palavra de hum ,deos1 que fall\ aos hom5s8 ,ns somos iguaes ni/o s3 ,eu creio1 vs accr$itais4 ,porm ns somos diff]5tes nos motivos1 nos auctores1 nos te/emunhos1 eu1 da m9ha cr5a1 vs da vossa incr$ulidade1 e futilissimas duvidas4 ,dizei-me pois1 quem sejo aquelles que vos tem fallado de viva voz1 ou por escripura8 ,ah6 vs vos correis1 e env]gonhais de os nome>6 ,tambem eu me env]gonho1 e corro de pr(]ir seu nome1 p>a que no julgue1 ou se no p]suada algum idiota dos doirados crapulosos domicilios de ,lisboa1 que eu me digne de in/ituir huma confrontao entre os vossos me/res de ,f1 e os meus4 ,s]ia faz] o mais injurioso p>allelo nome> ,fr]et1 ,b\lang]1 ,did]ot1 e d',alemb]t1 e depois os mais sublimes ,pr(etas1 e os ,santos1 e d\tissimos ,me/res d ,*ri/ianismo1 a9da no seu b]o1 como hum ,orig5es1 hum ,a?anazio1 hum ,t]tuliano1 e hum sublimissimo ,nazianz5o4 ,direi sm5te em g]al1 que e/es ,corifos1 ,enciclop$i/as1 e ,oraculos d ,filos(ismo so cr5tes de propria inv5o1 e me/res de proprio moto1 trepados em pe/il5ciaes cadeiras1 me/res sempre fluctuantes1 sempre inc]tos1 sempre discordantes entre si1 sempre contradictorios comsigo mesmo como hum ,jaques1 que em huma pag9a exalta o ,evangelho como huma produco div9a1 e logo n'outra pag9a o deprime como num p>to da simplicidade1 e d ,fanatismo3 me/res1 que se da sua cr5a ou de seus s(ismaticos escritos dep5desse o mais pequ5o1 e o mais insignificante negocio dome/ico de seus discipulos1 ou alguma de suas t]r5as vantag5s1 ou fico que a todos os de sua escola p>ec]ia summa imprud5cia faz]-se incr$ulos sobre a sua honrada1 e sci5tifica palavra4 ,mas no he e/e o lug> p>a e/a discusso1 he tempo sim de confront> uso de razo com uso de razo1 o uso que eu fao com o uso que vs fazeis1 ou vos consid]ei como discipulos1 ou vos assoalheis como irmos t]riveis1 e v5]aveis3 e se e/a disputa t]m9> em desvantagem vossa1 s]eis obrigados a confess> racionavel a m9ha f1 depois que tantas vezes a t5des esc>necido1 e me t5des provocado1 e at repreh5dido como rebelde ao bom sizo1 como desprovido de razo1 e at +rato humanidade4 ,e porque8 ,oio e/e porque os ,povos mais selvag5s1 e incultos da t]ra1 e digo s5o he nova at entre elles tanta extravagancia1 e tanta brutalidade6 ,porque a despeito de hum arbitr>io fabricador de sy/emas1 de hum arguto1 e sagaz filos(ante1 de hum fanta/ico p5sador1 t5ho dado cr$ito1 e o d\ ao ,supremo ,s]1 ,suprema1 e primeira v]dade1 que fall\ em todos os ,seculos1 que fall\ em todas z l+oas1 que fall\ em sua propria pessoa1 ens9&o-nos por si mesmo dogmas unidos1 e ligados entre si com hum lao m>avilhoso1 e1 se nem todos so accessiveis ao ent5dim5to humano1 so todos con=mes aos dictames da recta1 e natural razo4 ,o que acabo de diz]1 que a m9ha f1 e a m9ha cr5a tem alguns artigos que p>ecem inacessiveis ao ent5dim5to1 humano desabafa alguma c\sa meus implacaveis accusadores da con/]nao1 e ap]to em que os lanou a primeira p>te da indicada confrontao3 porque1 se he v]dade1 dizem elles1 como eu confesso1 que a ,religio tem alguns dogmas no p]ceptiveis ao ent5dim5to humano1 eis-aqui porque eu ,*ri/o1 a respeito dos my/]ios da ,f1 s\ obrigado a r5unci> o lume da razo natural3 em quanto ns444 ,em quanto vs1 oh6 ,pitavais1 oh6 ,ra9ais6 sois obrigados a r5unci> o lume da razo natural a respeito dos my/]ios da ,natureza4 ,e/a m9ha respo/a assim vibrada1 talvez seja p\co sucosa1 e muito re/ricta1 he preciso que eu a exponha com mais p]spicuidade1 e ext5so4 ,assim como he hum indisp5savel dev] d homem p5s> segundo a razo natural1 tambem he hum dev] indisp5savel d mesmo homem conhec] os conf9s1 ou z balizas que a ,natureza con/ituio a e/a razo2 e a9da que exacta1 e precisam5te se no posso det]m9> quaes sejo e/as balizas1 conhece-se com tudo que exi/em muito quem das c\sas invesiveis1 e imat]iaes4 ,e que conta se d a si mesma e/a to orgulhosa razo das c\sas corporeas hum p\co sup]iores1 ou di/antes dos nossos s5tidos8 ,que conta se d daquellas mesmas c\sas que temos entre z mos1 e que com o olho armado de l5tes subtilissimas exam9amos todos os dias8 ,que razo ns damos d movim5to de hum insecto1 da sobida de huma lav>$a1 da t5d5cia de huma p$ra p>a o c5tro da gravidade1 da respirao de hum animal1 d f5om5o regul> d fluxo1 e d refluxo1 da causa imm$iata d magnetismo1 dos espantosos effeitos da electricidade1 das fases da lua1 da m>*a exc5trica1 e irregul> de hum ,cometa1 d movim5to de hum ,planeta1 da sua accel]ao na razo inv]sa d quadrado da di/ancia ao c5tro da revoluo8 ,e quem s]ia to desasisado que em lug> de confess> limitada a sua razo1 negasse p]t9azm5te a exi/5cia de/es objectos porque os no compreh5de8 ,que conceito =m>iamos daquelle pr(undo p5sador1 que porque os no ent5dia os julgasse1 e reputasse a todos outras tantas imag9aes sem fundam5to1 ou outras tantas illuses da fantazia1 e dos s5tidos8 ,no se dir de hum m59o1 que tocasse ap5as o septimo anno de sua idade1 que no usa da sua razo1 e que injuria a ,natureza que lha communic\1 porque s5o levanta com o ent5dim5to a especul> os my/]ios1 e a resolv] os problemas da mais recondita ,filos(ia8 ,dir-se-ha com v]dade1 que consid]&o a molleza de suas fibras1 e a immaturidade de seus orgos1 e/es p5sam5tos altos1 e e/as pr(undas especulaes no so a9da p>a elle1 e que muito faz1 att5dida a sua idade1 se se adianta hum p\co em o mat]ial conhecim5to das letras1 e em huma sup]ficial comb9ao das syllabas4 ,e se e/e m59o por no pod] p5etr>1 e conceb] sci5cias maiores que e/es seus primeiros rudim5tos da leitura1 negasse que exi/io mais sci5cias1 e mais reconditos conhecim5tos das causas1 e dos effeitos1 todos se ririo1 e lhe no d>io o nome de l\co em att5o sua muito t5ra1 e delicada idade4 ,direis que eu discorro com cl>eza1 mas he porque se trata de huma razo t5ra1 e novia1 mas que o argum5to no tem =a onde se trata de huma razo p]feita1 e *egada sua devida maturidade4 ,seja embora a razo madura1 e p]feita1 dizei-me pde ella acaso transgr$ir seus naturaes limites8 ,pde acaso deix> de s] razo anuviada d s5tido mat]ial1 e cga p>a todos os objectos que no =em corporeos8 ,e no so prvas de/a v]dade alguns incr$ulos esc>necido por vs mesmos1 por t]em a affirmado como ,mirabaud1 que nada mais exi/e em o ,univ]so1 que corpo1 e mat]ia3 ou por hav]em affirmado que e/a mat]ia he ,deos1 que e/a mat]ia he a ,provid5cia1 que e/a mat]ia he aquella immat]ial sub/ancia1 ,arbitro supremo1 e sep>ado da ,natureza1 que eu1 simples1 temo1 e adoro como hum s] inf9ito1 de ordem sup]ior1 e todo espiritual8 ,lembrai-vos1 que he id5tico o vosso caso1 e o d t5ro m59o1 que porque no tem ent5dim5to capaz de =m> idz mais sublimes1 cuida que toda a sci5cia humana consi/a em sab] cont> hum p\co melhor1 e em comb9> com mais facilidade algumas syllabas mat]iaes4 ,torno outra vez ao campo com z empunhadas armas d p>allelo1 e vos peo1 que me digais se acaso seja honr> a humanidade1 ou pizalla1 e desprezalla furiosam5te depois de t] com mil provas conhecido a limitada capacidade da razo1 at no conhecim5to1 e analyse das c\sas s5siveis1 que so de sua imm$iata jurisdico1 atrribuir-lhe tanto dom9io1 e d>-lhe huma vi/a to aguda1 e p5etrante1 que nem das c\sas invesiveis1 nem da ,natureza ,div9a1 nem das ,div9as op]aes1 se no deva acr$it>1 nem mais1 nem m5os1 s5o aquillo que a mesma razo pde compreh5d]1 e i/o com tanta segurana ens9ado pelos ,v5]aveis aos adeptos dos primeiros gros1 ou dos primeiros momos1 ou visag5s1 que quem p5s> d'outra maneira se deva logo con/ituir c>ga c]rada na classe dos brutos animaes1 desprovidos de razo1 e de conhecim5to4 ,e he i/o conhec]1 como he de obrigaco de todo o mortal racioc9ante1 os limites d ent5dim5to humano1 e d humano discurso8 ,em que direis vs que e/es ,v5]aveis1 ridiculam5te mitrados1 annunci&o enfaticos o ramo d',acacia1 e que a c>ne deixa os ossos1 se di/+uem de hum ins5sato1 que com azas po/iz presuma levant> o vo1 e gir> em torno das orbitas dos ,planetas8 ,porm os cr5tes no fe*o volunt>iam5te os olhos da razo8 ,no se imm]gem volunt>iam5te nas trvas da ,f8 ,vs aqui dissimulais com vossa co/umada p]fidia1 e malicia t] vi/o a cl>a luz que eu vos mo/rei na manife/a palavra de ,deos1 a cujo cl>o inext+uivel ns cam9hmos1 e confundis com hum de vossos ord9>ios s(ismas z trvas d ent5dim5to com z trvas da razo3 mas eu vos f>ei bem depressa conhec] quaes sejo1 e a quem p]t5o z primeiras1 quaes sejo1 e a quem p]t5o z segundas4 ,trvas de ent5dim5to so aquellas de que se v rodeado nosso espirito1 qu&o1 por mais que inve/igue1 e procure descort9> c]tos arcanos da ,religio1 no *ega a conhec]1 nem o seu modo1 nem o seu fim1 nem a sua causa3 eis aqui aquelle abysmo insondavel vi/a d qual bradava o ,apo/olo--oh altitudo6 ,mas i/o so trvas necess>ias a que podemos *am> sagradas sombras1 em quanto se d]ivo1 e se d]ramo da incompreh5sivel ,natureza d ,s] ,div9o1 e das ,div9as op]aes1 e por i/o so trvas univ]saes p>a todos os ent5dim5tos creados1 so trvas p>a mim1 e p>a os pr(undos p5sadores2 so sombras m9has1 e sombras vossas por mais que vos *ameis illum9ados1 nem so mais dos ,egypcios1 que dos ,hebreos1 nem mais dos ,gregos1 que dos ,romanos1 nem mais dos incr$ulos1 que dos infieis1 ou dos idolatras4 ,porm qu&o1 ou por hum e/ranho orgulho no se queiro nem conhec]1 nem confess> e/as trvas1 ou conhec5do-z1 e confess&o-z se fe*o os olhos luz da div9a palavra1 que torna firme a nossa f no meio de/as mesmas sombras1 ento z trvas que ero s d ent5dim5to passo p>a a razo1 e se torno trevas volunt>ias1 e por isso trevas culpaveis1 trevas de%onrosas1 trevas de homem1 que por s] p]t9acissimo1 r5uncia os dictames da recta razo1 e desce1 e se faz semelhante aos mesmos brutos4 ,eu me mago1 e p5alizo1 oh espiritos incr$ulos1 dev5do diz]-vos que e/a to t5ebrosa1 e aviltada razo1 he pontualm5te a vossa1 a tanto mais me p5alizo qu&o mais conheo que vs qu]eis s] hom5s p5sadores fra d uso commum1 e da vulg> esf]a4 ,mas talvez que vos lembre alguma respo/a1 que vos livre ao m5os em p>te de/a v]gonhosa infamia4 ,p5sai1 e/udai1 m$itai1 consultai os vossos mais m$itabundos ,v5]aveis1 l-de1 e rel-de vossos amados livros1 o vosso ,t9dal1 o vosso ,coll9s1 o vosso ,bolimbrocke1 o vosso prezadissimo ,oraculo de ,fresney1 v-de se nesse er>io de p>alogismos podeis a*> algum argum5to1 alguma palavra que vos possa de/ruir o v]gonhoso labo de s]des em mat]ias de ,f hom5s desprovidos de razo4 ,eu mesmo1 no posso encontr>1 por mais que subtilize1 huma s v]$a por onde vos possaes escap>4 ,vs me conc$e/eis j1 no o podeis neg>1 que exi/e ,deos1 vs tambem me deveis conc$] que elle haja revelado aos hom5s o culto com que quiz s] adorado pelos mesmos hom5s1 que o revel\1 e manife/\ de huma maneira descob]ra1 e s5sivel1 milagrosa em cada huma de suas circum/ancias que e/e culto1 p>a s] digno delle1 devia cont] v]dades sup]iores esf]a d humano ent5dim5to1 e que de outro lado e/e humano ent5dim5to he to p\co p5etrante1 que no pde presumir sem l\cura que conhece1 e ent5de todas z v]dades fysicas1 e naturaes4 ,e porque e/es ,dogmas da ,f se envolvem em mage/osas sombras1 e sagrada obscuridade1 vs recusaes acr$ita-los sem que se vos torne evid5te sua possibilidade1 ordem1 e economia2 e ns os fieis que os acr$itmos sem to filos(icas delicadezas somos tratados por vs1 pr(undissimos p5sadores1 e accr$itadores das v]dades1 d ,monitor1 de e/upidos inimigos d bom siso1 e de pessimos racioc9antes4 ,ns1 cont9uo os ,v5]aveis a clam>1 no dizemos que vs sois pessimos racionantes1 dizemos sm5te que cons]vaes em e/upido ocio a razo1 e o discurso4 ,i/o he huma retirada que eu no podia esp]>1 mas e/a mesma retirada no os salva de s]em seguidos1 e f]idos com z armas da razo4 ,dizem pois1 que eu por s] cr5te1 s\ con/rangido a cons]v> em ocio vitup]oso o discurso humano1 sepult&o o maior tal5to1 ou dom da ,natureza1 que he o lume da razo4 ,gr&e ,deos6 ,e era de esp]> i/o de hom5s que tem olhos p>a v]1 e razo p>a discorr]6 ,e era de esp]> huma semelhante impo/ura8 ,entrai oh incr$ulos1 em alguma daquellas respeitavel ,biblio!cas cons]vadoras1 e deposit>ias da sapi5cia ,*ri/1 e alongai a vi/a p>a o assombroso1 e surpr5d5te nm]o daquelles volumes *eios de amplissimas provas da v]dade da ,religio ,evangelica1 e p>a que no digaes que con/ituo ante vossos olhos alguma ,leg5da crdula1 algum ,mi/ico a que *amais ,vision>io1 l-de unicam5te ,grocio1 e ,locke ambos def5sores1 ambos demon/radores da v]dade d ,*ri/ianismo1 e de seus augu/os ,dogmas4 ,aqui a*>eis demon/raes lum9osissimas1 e levadas at a evid5cia2 os quaes os mais p]t9azes das vossas nocturnas1 e t5ebrosas escolas no se atrevro a9da a respond]1 e os mais atrevidos no tiv]o a9da outra respo/a que d> mais d que vilip5dios1 e motejos plebeos3 e qu&o tem qu]ido d> respo/a1 como s]ios argum5tantes1 no tem feito mais que oppr s provas daquelles dois pr(undos ,filos(os1 fabulosas relaes1 ,padres suppo/os1 ,escrituras falsificadas1 ,au?ores suspeitos1 e desacr$itados1 e se vs *amais s provas d ,*ri/ianismo fructos d ocio ,*ri/o1 que *am>ei eu a taes objeces1 fructos da vossa p5sadora incr$ulidade8 ,a respeito pois da ,ess5cia ,div9a1 da sua imm5sidade1 da sua immutabilidade1 da sua et]nidade1 que tem imag9ado de gr&e1 e que descobrim5to tem feito os vossos pr(undos p5sadores1 e os maiores oraculos d maior ,ori5te1 p>a que se no creia em nossos p5sadores ,*ri/os8 ,tudo quanto diss]o sobre a ,natureza ,div9a os ,socrates1 os ,plates1 os ,democritos1 os ,z5os1 e outros ,me/res pelo muito uso que fiz]o da razo natural dignos de fama1 e de memoria1 he ap5as hum balbuciam5to de t5ros m59os a respeito d que ens9a o m5os pr(undo dos ,!ologos ,*ri/os1 e o mais sup]ficial1 e insignificante dos nossos livros4 ,a causa de to gr&e diff]5a entre uso de razo1 e uso de razo1 se vos dignaes escutalla o mesmo ,evangelho a e/ decl>&o4 ,de diff]5te maneira edifica aquelle que escolhe p>a o edificio hum t]r5o compacto1 e p$regoso1 d que edifica aquelle1 que escolhe hum t]r5o mov$io1 e solto2 o primeiro no tem m$o de levant> alto da t]ra o edificio que con/roe1 em quanto o segundo1 att5dida a natureza d t]r5o1 se v obrigado a cons]v> muito baixo o edificio1 nem pe huma p$ra sobre outra p$ra sem receio de que cresc5do o pezo cahia tudo confuso1 e desp$aado sobre o infiel t]r5o4 ,de similhante maneira acontece a hum ent5dim5to1 que tem fundam5tado suas decises sobre o firmissimo alic]ce da sua ,f4 ,sobre e/as bases se pde levant> com a razo1 at ao solio d ,immortal1 p>a inve/ig> a ,ess5cia ,div9a1 e z ,div9as p]feies sem erro1 e conhec] sem p]igo c\sas remotas1 e di/antes d ent5dim5to humano4 ,pelo contr>io os incr$ulos1 e os ,v5]aveis que tanto me tem taxado de embecilidade1 sem o fundam5to da ,f1 por p\co que se queiro levant> com a razo1 devem sempre tem] huma confusa ru9a de capri*osos fantasmas1 e v]gonhosas contradices4 ,a9da com o impeto1 e =a de/a evid5cia no emudecem os p]t9acissimos impugnadores1 ou refutadores analyticos3 que ha que diz] 7erguem elles animosam5te a voz7 que ha que diz] a e/as nossas livres fantazias1 s quaes se d o odioso nome de capri*osas6 ,por v5tura1 no so elas hum amplo patrimonio1 hum direito innato d espirito humano8 ,cu/a-vos acaso1 que ns os p5sadores recus&o crr1 nos cons]vemos na posse daquella lib]dade de p5s> que a ,natureza nos deo1 e que tanto tem dilatado os nossos ,v5]aveis1 e da qual to inju/am5te nos despoja a ,f8 ,ah6 ,illusos frat]nizadores1 e niveladores6 ,e porque no dizeis1 que tambem a ,filos(ia despoja o ent5dim5to humano da lib]dade de p5s>8 ,quantos vos de eng5ho he preciso refre>1 quantos sy/emas he preciso regeit>1 quantas inv5es he preciso sacrific>1 s leis daquella1 que segundo o v>io go/o dos ,seculos se *ama boa1 e razoavel ,fysica8 ,vos que accusaes a ,f de lig> o ent5dim5to1 e de o condemn> a huma individa s]vido1 porque no accusaes tambem z ,sci5cias1 que todas tem seus pr9cipios1 suas regras1 seus conf9s1 que da mesma sorte que pratica a ,f1 pem hum freio1 e prescrevem leis ao lic5cioso ent5dim5to8 ,com effeito1 ou se consid]em z sci5cias1 ou se consid]e a ,f1 ou i/o em vs he huma grosseira impo/ura1 ou huma equivocao pu]il1 porque e/a lib]dade de p5s> de que dizeis vos despoja a ,f1 vs por c]to a julgais1 e a ent5deis huma lib]dade sabia1 digna de hum homem racional1 e no huma lib]dade de f]netico1 ou de hum sonhador febricitante4 ,ora dizei-me em que vos viol5ta1 ou vos con/range e/a ,f1 cuja prepot5cia vs tanto exag]aes8 ,ella vos obriga a diz] que exi/e ,deos1 e e/a exi/5cia j e/ demon/rada pela razo natural4 ,ella vos obriga a confess> que e/e ,deos exi/5te fallra aos hom5s1 e he evid5te que elle fall\ pelo exactissimo complem5to dos vatec9ios4 ,ella vos obriga a confess>1 que z palavras de/e ,deos so infaliveis1 e he inegavel que no podem deix> de s] infalliveis pois so de hum ,deos que enc]ra em si todas z p]feies4 ,fra di/o eu no posso1 nem he possivel descobrir c\sa em que se con/ranja1 ou tyrannize1 como vs dizeis1 a vossa lib]dade2 salvo se vos queixaes de p]d] aquella lib]dade que qu]eis t] de ajunt> contradices1 de engraz> impossiveis1 e de d> ao ,mundo 7como t5des feito em tantos ,livros ineptos quantos ha desde o ,milit> ,filos(o1 at s prvas d ,mahometismo1 ultima produco de ,holbac17 quim]icas imag9aes por v]dades demon/radas4 ,se qu]eis p]manec] ne/e e/ado como vos prescreve o ,codigo de ,wei%aupt1 o de l\cos v>ridos a9da he mais vantajoso4 ,e1 vi/a di/o1 que e/repito se no tem feito1 e se no cont9ua a9da a faz] pelos subt]raneos1 que tremem da ,policia vigilante1 que os faz ir republicaniz>1 e igualiz> em masmorras1 sobre a mis]avel escravido d humano ent5dim5to1 e sobre o tyrannico imp]io1 que a ,f1 segundo elles clamo1 tem usurpado sobre a razo natural8 ,que queixas eu no t5ho ouvido faz] sobre os pequ5os progressos que tem feito no ,mundo1 depois da entrada d ,*ri/ianismo a pr(ana ,litt]atura8 ,que compaixo no f+em t] dos eng5hos ca?olicos1 que t5do azas com que pod]io sobir acima das nuv5s1 se curvo1 e encolhem ao jugo da cr5a1 abat5do os vos1 e &&o quasi de rojo pela t]ra8 ,mas se se quiz] exam9>1 ou vr sm5te que c\sa seja e/e remont>-se sobre z nuv5s1 a*>-se-ha que no he outra c\sa mais que arranc> d ent5dim5to 7 =a de p5s> livrem5te7 o innato conceito da hone/idade1 o innato horror d vicio1 faz] das aces ju/as1 e das aces inju/as huma inv5o d int]esse1 ou ap5as huma das c]emonias da vida civl1 e da conducta politica2 colloc>1 e e/abelec] na =a maior hum ju/o direito de r\b>1 e de mat> seus similhantes2 tir> das mos aos ,pr9cipes1 e aos ,dom9antes a espada punidora de suas esc&alosas maldades2 e fund> toda obrigao que tem os hom5s de honr>1 e ob$ec] a ,deos1 no em seu inf9ito m]ecim5to1 e em seu supremo dom9io1 mas unicam5te em seu irresi/ivel pod]4 ,eis-aqui1 dizem elles1 hum p5s> livre1 nobre1 g5]oso1 honrado1 sublime1 e no p5s> com humildade1 e sugeio de escravos1 como fazem os ,*ri/os4 ,eis-aqui o que se *ama despreg> soltam5te z azas d ent5dim5to1 desf]ir com mage/ade os vos como nos ens9a o nosso ,me/re ,veissauph1 e todos os nossos ,cavalheiros d ,libano1 eis-aqui o que escutamos aos nossos ,v5]aveis1 qu&o descalo z =midaveis1 e trem5das luvas p>a nos faz]em vr a luz em o ultimo dos nossos gros1 que vem a s]1 ens9>-nos em ,me?afysica o ,pan!ismo1 e em ,moral1 a ,igualdade acephala1 e an>quica4 ,eis-aqui o que se *ama entranh>-se no conhecim5to da v]dade1 e no qu]] a vida1 se no p>a a empreg> na indagao da v]dade1 sem lev> sempre ao lado o cg1 e mole/issimo p$agogo da cr5a sobr5atural4 ,eis-aqui o que nos inculc\1 e o que ns e/udamos nos mais que sobrehumanos escritos d nosso ,cidado ,g5ebr9o4 vi/a di/o1 ,s5hores1 eu creio1 que a9da qu&o a ,f vo-lo no v$asse1 vs no qu]]ieis huma similhante lib]dade de p5s>1 s p>a mant] o decro da vossa razo1 e p>a no mo/r> ao ,mundo que con/ituis na extravagancia1 e na l\cura a gloria d'espirito =te1 e p5sador pr(undo4 ,re/a pois que os val5tes p5sadores bato outro cam9ho que lhes possa lembr>1 porque z v]$as at agora t5tadas os no tem conduzido1 nem podem conduzir sua to vm5te preconizada victoria4 ,mas elles so de fecundo eng5ho1 e f]til de e/ratagemas na gu]ra anti-*ri/2 acolhem-se sua ultima tr9*eira1 con=me a tactica d gu]reiro1 ou campio de ,g5ebra1 que he a dos milagres que ns acr$itamos como simplices1 fund&o nelles hum dos motivos da cr$ibilidade da ,f4 ,milagres1 que elles como sabios1 e pr(undos p5sadores desprezo1 ou orgulhosam5te desconhecem4 ,mas he preciso antes que v5hamos s mos1 que os meus inimigos mo/rem boa f em o seu ataque1 e que se no tornem como co/umo pessimos p5sadores1 escrev5do1 e divulg&o1 no sem motejos1 e improp]ios1 que ns os fieis somos crdulos em tudo aquillo que se nos (f]ece prodigioso com tanto1 que enc]re em si alguma c\sa de devoto1 e de mi/ico4 ,mas eu os consid]o to ame/rados na ,ecclesia/ica ,hi/oria1 que no ignoro oue os tempos de huma to abusiva1 e facil cr$ulidade1 ou no exi/ro na ,igreja1 ou se exi/iro em algum ,seculo de decad5cia1 e dom9ao ,gotica compreh5dro em si hum pequ5o num]o de pessoas idiotas1 e vulg>es1 fraces inf9itezimas em o todo dos illu/rados ,*ri/os3 elles no ignoro que a d]ramada luz da sev]a critica1 da sagrada ,h]m5eutica1 e das pr(undas indagaes litt]>ias tem at de/ruido1 e acabado a sua memoria4 ,alm de que1 e/a cr5a dos milagres1 exceptu&o aquelles que e/o regi/rados nas ,santas ,escrituras1 no he entre ns cr5a div9a1 nem absoluta1 nem sempre igual2 he sim huma cr5a m$ida sempre pelo maior1 ou m5or valor da au?oridade em que se firma4 ,e vi/a di/o1 quem pde taix> de aviltam5to da razo o uso que ns fazemos d bom siso1 a respeito dos acontecim5tos milagrosos8 ,tem por v5tura a ,natureza ens9ado aos hom5s outra regra de d> cr$ito1 ou de o neg> s mais e/ranhas1 e inexp]adas av5turas1 mais que a qualidade1 e o num]o daquelles1 que nos ref]em1 e te/emunho extraord9>ios acontecim5tos8 ,diro por acaso que usa rectam5te de sua razo aquelle1 que porque hum facto he milagroso1 conta em nada a au?oridade1 a multido1 o c>act]1 z luzes das suas te/emunhas ocul>es6 ,usa bem da razo1 quem reputa ignorantes os hom5s mais d\tos1 os mais agudos1 e p5etrantes por ins5satos1 os mais prud5tes por sup]ficiaes1 e os mais santos1 e virtuosos por impo/ores8444 ,mas se os milagres so impossiveis1 como he possivel que se acr$item8 ,tambem a vossa razo vos diz que os milagres so impossiveis8 ,oh ent5dim5tos felizes6 ,e pode/eis desde z vossas t5ebrosas1 e nocturnas cav]nas d my/]io1 e das vizag5s1 sobir aos ceos1 e tom> huma exacta m$ida das =z da ,div9dade1 e1 consid]&o1 ou a subita vi/a de hum cg1 ou a ressurreio de hum morto dicidir magi/ralm5te1 que no *ega a tanto o inf9ito pod] d absoluto ,arbitro da ,natureza8 ,eu na v]dade1 no t5ho m$ido palmo a palmo como vs fize/eis e/a ,div9a ,omnipot5cia3 todavia1 p>ece c\sa fra de razo1 que quem impz z leis ,natureza1 se haja elle mesmo feito escravo de/as leis1 com manife/a injuria de sua ess5cial1 absoluta1 e dispotica dom9ao4 ,mas se he preciso1 oh gr&es1 oh pr(undos p5sadores1 tir> a ,deos o pod] absoluto de op]> milagres1 e consid]>1 e t] quantos se conto1 ou de ,moyss1 ou dos ,pr(etas1 ou os de ,j4 ,c4 por outras tantas fabulosas inv5es1 ento he preciso tambem neg> todas z hi/orias pr(anas1 n5huma das quaes tem por si a c5tesima p>te daquellas prvas1 que tornam aut5tica1 e indubitavel a ,hi/oria ,div9a4 ,eu j comeo1 de s5tir algum t$io1 em rebat] huma calumnia que talvez fosse f]ir em rev]b]ao com nula ignom9ia1 que fructo1 os esc>nec$ores1 e motejadores da cr5a ,*ri/4 ,e agora que p5so socegadam5te me doe de no t] ne/a conte/ao usado antes da dura1 que d rigor1 p>a attrahir os incr$ulos3 mas eu lhes supplico que se p]suado que e/e calor1 e e/a asp]eza1 que tem respirado o meu ,discurso1 no he culpa m9ha1 mas se he licito dizello assim1 he culpa da v]dade4 ,e/a v]dade he br&a de sua natureza1 suave1 e tranquilla1 mas qu&o se v impugnada1 e atacada com audacia1 e com inju/ia1 acc5de-se1 inflamma-se em nobre ira1 muda o s]5o aspecto em c>regado1 e sev]o1 ve/e-se de todas z armas1 e toma huma l+oagem1 ou tom1 que faz s5tir1 a quem a ultraja1 todo o seu incontra/avel valor4 ,com toda e/a indignao pois1 que he mais indignao da v]dade1 que indignao m9ha1 creio que o meu corao os no pde escus>1 a9da que deseje encontr> motivos de se ,compadec]4 ,infelizes6 ,vivem em hum ,mundo1 e frequ5to soci$ades onde os s]ios1 e v]dadeiros p5sadores1 no so mui aplaudidos3 de outro lado elles qu]em sobresahir ao vulgo1 e p>ec] hom5s1 a9da entre os d\tos1 d'hum p5s> pr(undo4 ,z mat]ias de ,religio lisongeo1 a9da mais que z outras1 seus m5os regulados co/umes1 o p\co trabalho de huma sup]ficial1 e desat5ta leitura os surte de breves s5t5z1 ou triviaes apo!gmas1 capazes de nutrirem a sua int]eada incr$ulidade1 e de excit> a admirao dos idiotas4 ,entre e/es apo!gmas1 eis-aqui o pr9cipal4 ,que a faculdade racional1 he sup]flua nos ,*ri/os1 os quaes devem cr]1 e no discorr]1 porque se discorressem1 talvez no acr$itassem4 ,mas o p>alello1 que fiz d nosso discorr]1 com o discorr] dos incr$ulos1 no t] dissipado todo o seu engano8 ,pzem os pr9cipios de que fazemos p>tir1 ns a nossa cr5a1 elles a sua incr$ulidade1 e t5ho1 no digo v]gonha de si1 e de sua sci5tifica sob]ba1 mas t5ho d da sua alma1 que ,deos pelos cam9hos da razo t9ha conduzido ao regao da ,f4 ,confessem que se ob/9o a p5s> brutalm5te1 por huma sob]bissima nauzea de p5s> ,*ri/m5te4 ,que lhes fez ,j4 ,c4 p>a o no qu]]em acr$it> como ,me/re de huma d\tr9a cele/ial8 ,p>a que m>tyriso p]petuam5te seu espirito1 e sua consci5cia1 contra/&o a evid5te santidade de seus ,dogmas1 a evid5cia das ,pr(ecias que o annuncio1 a evid5cia dos factos que o comprovo1 a evid5cia dos milagres que o demon/ro8 ,ba/a4 ,juliano ,apo/ata t9ha sempre na boca a inracioc9abilidade que os incr$ulos nos oppem1 e dizia que em ns ,*ri/os1 tudo era cr]4 ,porm o immortal ,orador ,nazianz5o lhe disse1 e o confundio de/a maneira 7,orat4 #a4 ,cont4 ,julianum7 ,podes tu1 que tanto admiras1 e amas tanto z ,seitas ,g5tilicas1 repreh5d]-nos a ns que fazemos e/a honra1 ou mais depressa e/a ju/ia ao nosso ,div9o ,me/re1 e sublimidade excell5tissima1 e inimitavel de seus dictames8 ,os teus amados ,pytagoricos no tem por huma lei fundam5tal da sua escola1 dev]-se eximir das mais difficultosas que/es que se lhes proponho com aquelle seu decantado--,ipse dixit6--,e ns porque no damos outra razo de nossos my/]ios1 mais que os ditos de hum ,legislador conhecido com mil prvas por ,div9o1 e infalivel1 somos *amados por ti automatos ins5satos1 ou animaes sem ent5dim5to8 ,e/a he huma p>te d to gabado discurso dos incr$ulos de/a idade1 decl>>-nos ros de aviltada1 e desprezada razo1 porque nos apoiamos em huma manife/a au?oridade suprema3 porm elles no tem na boca a toda a ora1 mais que c]tos nomes1 que1 ou a audacia tem feito famosos1 ou torn\ clebres3 a habilidade de ve/ir mod]na1 e com e/ilo mod]no z blasfemias antigas2 como por exemplo--no he de cr] que hum ,deos1 que he todo bondade1 e mis]icordia haja de condemn> hum to gr&e num]o de creaturas1 que vivem fra da sua ,igreja--7,e porque z no ha de pod] condemn>1 a*&o que a sua infidelidade he culpavel67 ,mas no se busquem tantos porques4 ,disse-o hum ,s(i/a de ,p>s1 ou de ,g5ebra4 ,ipse dixit4 ,e/e ,s(i/a he hum homem que tem em l9ha igual a mom5tanea lascivia1 e a cont95cia ,evangelica4 ,he hum homem cujos inc5di>ios escritos =o lanados nas *amas pelos ,decretos dos ,tribunaes secul>es1 e vive em toda a t]ra infamado1 e infame pela sua manife/a impi$ade4 ,ipse dixit4 ,he hum ,toll& que diz que no ha lei que obrigue os hom5s a seguir a ,religio revelada2 e que s]ia ,deos inju/o se h\vesse promulgado tal lei4 ,e e/e ,toll& arra/ra-se em ,londres de huma prizo p>a outra prizo1 e morre =agido em o frio1 e nebuloso inf]no de ,hol&a2 ,ipse dixit4 ,e/e he o me/re alegado1 acr$itado1 e seguido4 ,seja embora condemnado1 e proscripto pelos ,magi/rados civs1 he me/re ,ipse dixit4 ,pde hav] maior incoh]5cia2 maior inju/ia1 que lanar-nos em ro/o a ns o ipse dixit de huma ,au?oridade ,sob]ana1 su/5tada com tanta evid5cia1 e cons]v> p>a si1 e qu]] que valha o ipse dixit vacilante1 e humano1 e pronunciado por hom5s sem co/umes1 sem leis1 sem patria1 sem outra au?oridade mais que a dos atavios ridiculos da ,confr>ia das trvas1 e dos subt]raneos8 ,de/ruamos f9alm5te o ultimo s(isma de/as almas malevolas1 ou dissolvamos o ultimo lao de huma fraudol5ta equivocao com que p]t5dem tap> os olhos aos simplices4 ,ns acr$itamos os ,my/]ios1 he v]dade3 a respeito dos ,my/]ios acr$itados1 tudo nos ,*ri/os he cr]1 mas a respeito dos motivos de acr$it>1 tudo em os ,*ri/os he vr4 ,tudo he cr]1 a respeito dos ,my/]ios1 porque e/es s5do remotos dos s5tidos1 e sup]iores razo humana1 s podem s] objectos da cr5a3 mas tudo he vr a respeito dos motivos da cr5a1 porque z provas da revelao de/es ,my/]ios so tantas1 e to irresi/iveis1 que o espirito mais p]t9az no pde exigir outras maiores1 e r5ov&o outra vez a confrontao entre ns1 e os incr$ulos1 digo1 que em ns1 tudo he cr] com summa razo aquillo que devemos cr]1 e nelles tudo he neg>1 sem razo alguma de neg>1 e com todas z razes de cr]4 ,se de/es pr9cipios innegaveis1 sobre mat]ias de ,religio1 eu deso a analys> o uso da razo que os my/]iosos1 e t5ebrosos fazem sobre mat]ias de moral1 e de politica1 eu os descubro igualm5te mon/ruosos1 e inconsequ5tes4 ,assim como a incr$ulidade os conduz volunt>iam5te sua et]na p]dio1 a mesma incr$ulidade os conduz sua desgraa temporal4 ,todos os hom5s desejo efficacissimam5te a sua v5tura moral1 e a sua v5tura politica1 como individuos unidos em soci$ade1 e diz-se que hum homem faz bom uso de sua natural razo1 qu&o escolhe1 e emprega os meios mais aptos1 e porporcionados p>a aquelle fim4 ,e s] faz] bom uso da razo p>a s] feliz na ordem moral1 no conhec] diff]5a alguma entre o ju/o1 e o inju/o6 ,no se emb>aar com a qualidade dos meios1 com tanto que se consiga o fim8 ,julg> licito1 mat>1 r\b>1 calumni>1 ou d5egrir o seu similhante1 p>a se avanar pelos cam9hos da ambio6 ,julg> licito o furto com tanto que se empregue a maior =a1 e affirm>1 como eu ouvi a hum1 que a passagem viol5ta d dom9io de quaisqu] c\sa de humas mos p>a outras mos no he delicto1 porque a objecto arrancado no muda de ess5cia na sua passagem1 e no ha mais que a diff]5a de seu possuidor1 e que nunca pde ne/e caso hav] p]turbaco na soci$ade1 porque o direito da propri$ade1 he quim]ico1 e se exi/e1 he s fundado na maior =a1 e que por i/o 7cont9uava elle7 ero licitas1 e ju/as z conqui/as1 e usurpaes de hum mon/ro8 ,s] faz] hum bom uso da razo natural1 no julg> o adult]io hum crime1 mas hum simples galanteio1 e s e/ranhado pelo ,gotico1 brusco1 anti-social1 e preocupado8 ,e com que desc>am5to1 e impud5cia nos diz hum mon/ro to desmoralizado como e/e1 que emprega a sua vida na indagao da v]dade1 e que no tem outro int5to mais que re=m>1 e reg5]> o ,mundo6 ,e no vemos ns espalhados e/es atrocissimos pr9cipios pelos escritos da escola encyclop$i/a1 e no malvado ,livro que se *ama--,os ,co/umes8--,e a m>*a da ,revoluo1 no foi coh]5te a e/es pr9cipios8 ,z aces de que somos te/emunhas no so ,corol>ios de/es inf]naes !oremas de ,helvecio6 ,ora a9da antes que falle no uso da razo que fazem os cr5tes1 pelo que p]t5ce moral1 no se env]gonh>o1 e no se confundiro e/es malevolos espiritos1 em quem no cabe a sab$oria1 se eu lhes diss] que os mesmos ,filos(os ,pagos1 que inquirro1 e anciosam5te buscro o cam9ho da felicidade moral1 fiz]am melhor uso da sua razo con/itu9do a suprema v5tura na pratica da virtude1 e *am&o virtude s quillo que era con=me ao puro dictame da ,natureza8 ,leio1 e env]gonhem-se1 os pr9cipios de ,socrates1 qu&o se introduz em algum dos ,dialogos de ,plato1 e os axiomas1 e s5t5z d'outros ,filos(os que religiosam5te nos gu>dro ,plut>*o1 e ,diog5es ,la]cio4 ,leio1 se a tanto se atrevem1 os escritos immortaes1 e admiraveis de hum ,m>co ,tulio1 e fixem-se ao m5os no sonho de ,scipio1 no ,tratado das ,obrigaes ,civs1 e nas eloqu5tissimas diss]taes sobre os v]dadeiros b5s1 e os v]dadeiros males4 ,leio z eng5hosas1 e eloqu5tes pag9as de ,s5eca3 os pr(undos p5sam5tos de ,epiteto1 e os ,tratados sublimes d ,filos(o ,imp]ante ,m>co ,aurelio4 ,oh desgraa digna de lagrimas de sangue6 ,que ho de lr e/es dete/aveis mon/ros1 cuja lib]dade de p5s>1 de que to cgam5te se ufano1 volunt>iam5te se encadeia1 e no tem outro uso livre1 mais que a div]sa modificao que lhe d o discurso d ,v5]avel1 que elles escuto com a face cosida com a t]ra1 e com z encruzadas mos acob]tadas de sangu9>ias luvas4 ,lancem-se os olhos p>a os actuaes resultados da ,revoluo1 v]emos quem faz melhor uso da razo na ordem moral1 p>a a felicidade4 ,e se eu contempl> os v]dadeiros ,*ri/os ne/a mesma ordem moral8 ,ba/> abrir o ,evangelho1 ba/> demor> hum p\co a vi/a sobre a conducta dos primeiros fieis1 sobre os escritos adoraveis dos primeiros ,me/res d ,*ri/ianismo4 ,dizei-me1 he faz] mo uso da razo natural1 assu/>-se1 no s com o crime1 mas at com a ida1 e p5sam5to d mesmo crime8 ,s] faz] mo uso da razo natural busc> a v5tura1 e tranquillidade da vida moral s pelo emprego1 e pelo ex]cicio da virtude8 ,s] sup]ior inquieta1 e turbul5ta ambiao1 desasocegada1 e desconfiada av>eza1 ao srdido1 e vil int]esse1 deslumbrada sob]ba1 ao srdido1 e vil int]esse da gloria popul>1 e f9alm5te1 v]gonhosa incont95cia8 ,s] faz] mo uso da razo natural1 abraar os dictames da temp]ana1 fugir da gloton>ia1 s] mod]ado1 paci5te1 humano1 compasivo1 s5sivel1 g5]oso8 ,s] faz] mo uso da razo natural1 *eg> com isso1 que tanto assoalhais1 e no t5des1 e a que *amais filantropia1 a hum to subido gro de h]oismo1 que se amem1 no s os hom5s em g]al1 como similhantes mas at os mesmos inimigos1 porque so hom5s8 ,s] faz] mo uso da razo natural v5c] os movim5tos tumultuosos da ira1 e s(foc> os int]nos brados de todas z paixes1 ap5as se fazem escut> nos corao d homem8 ,confrontesse a conducta aos v]dadeiros ,*ri/os1 que no b]o da ,religio revelada app>ecro no meio d ,imp]io da corrupo1 e dos vicios com a conducta de/es illum9ados1 que rejeito1 e desconhecem o =o int]no da consci5cia1 e que no admittem p>a regra das aces humanas1 mais d que o temor dos ca/igos temporaes1 ou a esp]ana das recomp5sas t]r5as1 e ento se conhec] quem haja feito melhor uso da razo natural4 ,elles no qu]em conhec] s5o delictos ext]nos1 e publicos1 ns conhecemos alm de/es mesmos delictos1 peccados1 e reconhecemos at crime aquillo mesmo que no foi mais que lembrado1 ou imag9ado4 ,moral v]dadeiram5te pura1 cuja sublime evid5cia arranc\ da boca d ,s(i/a de ,g5ebra aquelle admiravel elogio que elle faz ao ,evangelho4 ,tanto pde a ,v]dade6 ,a malicia1 e a impi$ade1 nunca pod]o contra/> sua victoriosa =a6 ,e pod] a9da diz] a impud5cia1 que ns os fieis no fazemos bom uso da nossa razo1 qu&o buscamos a felicidade em a ordem moral8 ,se eu qu]o dilat>1 e esprai> o p5sam5to pela ordem politica1 e social em que os hom5s exi/em1 a9da se torna mais pat5te a desgraada condio da incr$ulidade1 que ousa tax>-nos de irracionaes1 e at m5tecaptos4 ,veja o ,mundo espantado1 vejo os hom5s todos assombrados com o m$onho quadro que lhe (f]ece a con/]nada ,europa depois que reb5t\ o ,volco revolucion>io1 se he faz] bom uso da razo natural1 t] prep>ado com s(i/icas idz de igualdade1 e de lib]dade o caos em que se afundro todas z ,j]>quias1 todas z ,classes1 todas z ,in/ituies1 todas z ,leis1 que o pezo dos ,seculos1 e a vontade unanime1 e univ]sal dos hom5s havio sanccionado8 ,he faz] bom uso da razo p]turb> de tal maneira a soci$ade1 a titulo de lhe busc> em hum novo e/ado1 e em huma nova ordem de c\sas huma prometida1 mas fanta/ica felicidade8 ,que proc$im5to to *egado razo1 solt>em-se sangu9>ios ,tigres1 e levados d in/9cto1 ou da =a de nunca vi/a f]ocidade1 d]ram>em rios de sangue1 no s pela t]ra que os vio nasc]1 mas quasi por todo o globo atonito novidade de sc5as to b>b>as1 e to atrozes1 v5do que ellas =o prep>adas1 conduzias1 e executadas por aquelle mesmo ,filos(ismo orgulhoso1 que se dizia reg5]ador d ,mundo1 e salvador da razo aviltada1 e abatida aos ps d ,fanatismo1 e da ,supre/io6 ,he faz] bom uso da razo natural1 prep>> a ass9te sobre z ru9as de ,?ronos1 e sobre reliquias de ,naes esmagadas1 o ,?rono1 ou z bases p>a se levant> o ,colosso d mais atroz1 e esc&aloso ,despotismo que vio o ,mundo em os annaes da ,tyrania6 ,o que os nossos mesmos olhos e/o v5do1 e o que ns to desgraadam5te temos s5tido no exige mais prvas1 e demon/raes2 z lagrimas que temos d]ramado1 o sangue que temos v]tido1 os males pezadissimos que temos suportado1 mo/ro bem a que ponto de melhoram5to *egra o ,mundo politico pelos es=os dos livres p5sadores que tanto exalto1 e apregoo o bom uso da sua razo1 e tanto taxo o nosso proc$im5to de hum rematado desv>io4 ,e pod]eis diz]1 malevolos1 e publicos p]turbadores da paz1 e d socego das ,naes1 que o v]dadeiro fiel faz mo uso da sua razo1 em quanto p]manece tranquillo naquella situao em que o con/utuio a ,provid5cia1 sugeito como lhe m&a a ,religio s ,pote/ades dom9antes1 sem murmur>1 sem innov>1 sem rebel>1 reconhec5do na suprema ,j]>quia a au?oridade emanada de ,deos4 ,qu&o se vro1 oh ,ceos6 ,com que pejo o digo6 ,qu&o se vro em ,portugal tantos prfidos1 tantos traidores votados j execrao1 e indignao publica1 pelas decises de rectissimas ,s5t5z8 ,no ,seculo d illum9ismo1 em que se diz se levantra o bom uso da razo sobre o abatido fantasma de velhas preoccupaes4 ,e he faz] bom uso da razo natural1 conjur> contra a propria ,patria1 contra a propria ,nao1 qu]] lanar-lhe ao colo os f]ros de hum ,tyranno1 despoja-la de sua gloria1 sob]ania1 indep5d5cia1 repres5tao1 e gr&eza8 ,s] faz] bom uso da razo natural attrahir sobre a propria cabea os males que prep>avo aos outros8 ,s] faz] bom uso da razo natural sacrific> a hum mon/ro que p]manece em huma absoluta ignorancia da sua exi/5cia1 a reputao1 a lib]dade1 o e/abelecim5to1 e a t]nissima posse daquella ,patria1 e daquelle ,re9o que lhes deo o b]o8 ,confronte-se o uso da razo que fazem e/es pr(undos p5sadores1 com o uso da razo que faz o hone/o ,cidado1 a9da que seja o mais ignorante1 e idiota1 e conhec]-se-ha com evid5cia de que p>te e/eja a vantagem4 ,mas he to gr&e1 e to pr(unda a cegueira1 ou a p]t9acia de/es mon/ros1 que n5huma razo os conv5ce1 porque huma alma malevola no d entrada v]dadeira sab$oria4 ,fieis1 fe*ai os ouvidos aos enganadores discursos dos impios1 debaixo de sua l+oa exi/e o v55o dos spides1 elles erro1 e err>o sempre1 errav]unt ab ut]o1 locuti sunt falsa4 ,fugi d precipicio a que vos conduz sua revoltosa d\tr9a4 ,sabei que no qu]em ,?rono1 no qu]em ,alt>1 no qu]em ,leis4 ,segui z maximas cele/iaes da ,religio1 cujas lum9osas provas longe de avilt>em a razo1 a enobrecem1 a purifico1 a exalto1 e faz5do o v]dadeiro homem de bem na t]ra1 em quanto o torno virtuoso1 nos asseguro1 e affiano huma et]na ,bemav5turana4 ,disse4