,,da ,,importancia ,,da ,,hi/oria ,,univ]sal ,,philosophica ,,na ,,esph]a ,,dos ,,conhecim5tos ,,humanos ,,diss]ta,o ,,p>a ,o ,,concurso ,,da ,,primeira ,,cadeira 7,,hi/oria ,,univ]sal ,e ,,patria7 ,,d ,,curso ,,sup]ior ,,de ,,letras ,,apres5tada ,,pelo ,,c&idato ,,alb]to ,,pim5tel ,,livr>ia ,,int]nacional ,,de ,,erne/o ,,*>dron ,,eug5io ,,*>dron ,porto ,braga #ahgh 99 99 99 99 99 ,,da ,,importancia ,,da ,,hi/oria ,,univ]sal ,,philosophica ,,na ,,esph]a ,,dos ,,conhecim5tos ,,humanos 99 99 99 99 99 ,,da ,,importancia ,,da ,,hi/oria ,,univ]sal ,,philosophica ,,na ,,esph]a ,,dos ,,conhecim5tos ,,humanos ,,diss]ta,o ,,p>a ,o ,,concurso ,,da ,,primeira ,,cadeira 7,,hi/oria ,,univ]sal ,e ,,patria7 ,,d ,,curso ,,sup]ior ,,de ,,letras ,,apres5tada ,,pelo ,,c&idato ,,alb]to ,,pim5tel ,,livr>ia ,,int]nacional ,,de ,,erne/o ,,*>dron ,,eug5io ,,*>dron ,porto ,braga #ahgh 99 99 99 99 99 ,porto3 #ahgh--,typ4 de ,a4 ,j4 da ,silva ,teixeira1 ,cancella ,velha1 #fb 99 99 99 99 99 ,,da ,,importancia ,,da ,,hi/oria ,,univ]sal ,,philosophica ,,na ,,esph]a ,,dos ,,conhecim5tos ,,humanos ,joo ,bapti/a ,vico1 remont&o-se infancia poetica das soci$ades humanas1 vai encontr> a origem da curiosidade1 filha da ignorancia e mi da sci5cia1 n'um ph5om5o natural que effectivam5te devia de impression> pr(undam5te os s5tidos e a imag9ao dos hom5s primitivos4 ,acceit&o da tradio biblica o facto d diluvio1 e d&o t]ra o tempo suffici5te p>a enxug> da inundao univ]sal e p>a exhal> os vapores seccos proprios a =m>em o raio1 descreve a impresso que no espirito dos gigantes vigorosos e robu/os1 que ento povoavam a t]ra1 causra o corisc> d'aquelle metero atravs d e!r1 e o int]esse com que fic>am olh&o p>a o co que desde logo consid]>am como um imm5so corpo animado1 o qual alguma c\sa qu]ia dec]to exprimir por meio d'essa e/ranha l+uagem de fogo4 ,p]sonific&o toda a imm5sidade d co no gr&e deus *amado ,jove1 que t9ha por sceptro o raio1 e que por toda a p>te os seguia1 por isso que toda a t]ra era cob]ta pelo co1 o que1 segundo ,vico1 explica a phrase ,jovis omnia pl5a1 que ,plato julg\ dev] traduzir por e!r1 os gigantes da t]ra r5d]am o primeiro culto curiosidade1 d'onde1 como de uma sem5te ab5oada1 devia brot> o fructo precioso de todos os conhecim5tos humanos4 ,qu] acceitemos a tradio religiosa d diluvio univ]sal1 det]m9ado por ,deus p>a refundir toda a humanidade com a familia salva na arca de ,no1 qu] consid]emos essa inundao g]al como uma simples phase geologica1 c>act]isada por ph5om5os glaci>ios1 o facto poeticam5te n>rado pelo philosopho napolitano subsi/e em ess5cia1 e1 a nosso vr1 de todo o ponto provavel1 e quasi c]to1 que fosse um ph5om5o meteorologico o primeiro e/imulo da curiosidade humana4 ,vico lembra1 afim de faz] acceit> a sua ass]o1 que a9da hoje os ph5om5os naturaes lanam uma pr(unda impresso no animo de muitas pessoas1 e cita especialm5te1 entre todos esses ph5om5os1 o da app>io de um cometa4 ,desp]tada a imag9ao d homem pelo s5tim5to da curiosidade1 entr\ elle no p]iodo mais laborioso e ao mesmo passo poetico da infancia da humanidade4 ,era at ahi como um pobre cego lanado na va/ido de um mundo desconhecido e my/]ioso4 ,mas a *amma electrica d raio veio1 p>a assim diz]1 r>e> z trevas da sua imm5sa cegueira2 essa luz e/ranha conv]teu-se p>a elle1 como se no fosse movel e fugitiva mas fixa e durad\ra1 n'uma como e/rella de guia1 que o obrig\ a alte> o p5sam5to p>a alm das br5has da t]ra em que como selvagem vivia4 ,assim como a criana tem deante de si1 sem o pres5tir1 sem o suspeit>1 uma t>efa enorme a cumprir1 o peso d'uma responsabilidade imm5sa1 porque *eg> um dia em que ella dev]a cre>1 p]mitta-se-nos a expresso1 o mundo da sua exi/5cia1 con/ru9do um n9ho como z aves1 organis&o uma familia1 norte&o-a1 como piloto1 atravs dos m>es ap>cellados da vida2 assim a humanidade era1 n'esse p]iodo da sua infancia1 *amada a cumprir a gr&iosa misso de adapt> o mundo inteiro1 como um n9ho enorme1 s necessidades da sua exi/5cia1 de desbrav> os cam9hos por onde devia faz] a jornada dos seculos2 de aproveit> todas z =z da natureza e z suas proprias1 de z h>monis>1 de z educ> conv5i5tem5te p>a um fim commum2 de peg> dos elem5tos creados e fundir com elles a gigantesca e/atua da humanidade1 com toda a p]feio relativa de contornos e relevos que hoje tem1 porque a humanidade no era mais na sua infancia que um esboo que importava acc5tu>1 um molde que cumpria en*]1 uma =a que t9ha de des5volv]-se a si propria4 ,mas assim como a criana l5tam5te e quasi inconsci5tem5te enceta a obra d seu futuro1 c>re&o uma p$ra dia a dia1 d&o hoje um passo1 outro manh1 refund9do o seu espirito com o auxilio da primeira in/ruco2 assim tambem a humanidade se foi trans=m&o por successivos es=os e progressos1 faz5do hoje uma conqui/a1 manh uma creao1 en*5do a p\co e p\co o molde vazio em que1 e/atua1 t9ha de fundir-se e complet>-se4 ,pelo des5volvim5to da humanidade no mom5to actual -nos facil avali> a gr&eza d seu trabalho atravs dos seculos1 desde a origem d mundo at hoje4 ,religio1 l+uagem1 agricultura1 gov]no1 indu/rias1 comm]cio1 artes1 sci5cias1 tudo isso ella foi cre&o por um trabalho l5to1 que pr9cipi\ por elem5tos simples1 como se pde por exemplo v] na l+uagem1 onde o monosyllabo veio f9alm5te a conv]t]-se nas l+uas de flexo2 na religio1 onde a primeira elevao da alma p>a z =z da natureza1 que =am enc>nadas em symbolos grosseiros1 veio a trans=m>-se na concepo gr&iosa da div9dade immat]ial e absolutam5te p]feita2 no e/abelecim5to dos e/ados1 onde o pod] !ocratico veio a p>> nas mod]nas frmas de gov]no que se pdem v>i> segundo o int]esse g]al2 na agricultura1 onde a rude cultura da t]ra1 a que o in/9cto impellia1 se desdobr\ na agronomia mod]na1 sci5cia complexa1 a que z inv5es dos ,dombasle1 ,f[l] e ,h[>d s]vem de diadema auriluz5te2 nas indu/rias1 onde a vida pa/oril ex]cida pelas tribus nmadas1 e a da pesca1 ex]cida pelas povoaes co/eiras1 vi]am a multiplic>-se na imm5sa div]sidade de pr(isses e (ficios a que se d$icam z classes contemporaneas2 no comm]cio1 onde a simples troca de productos1 n'uma rea muito limitada1 veio a metamorphose>-se nas gr&es op]aes comm]ciaes que se al>gam por todo o mundo1 graz inv5o da mo$a1 aos progressos da navegao1 aos rapidos meios de transporte2 nas artes1 onde os in/rum5tos de silex se transmud>am nos mais completos processos me*anicos1 e os megali?os1 que tanto se teem e/udado hoje#a1 vi]am a conv]t]-se nos gr&iosos monum5tos de nossos dias2 nas sci5cias1 onde1 por exemplo1 a a/ronomia cam9h\ desde os pa/ores da ,*alda1 que contemplavam os a/ros1 s5tados nas em95cias p5hascosas1 pelo sil5cio da noite1 at que essa sci5cia cele/e t]m9\ com ,newton1 como diz ,l>\sse1 a sua evoluo hi/orica4 ,durante e/a obra de seculos1 emquanto z bellas in/ituies da humanidade se fixavam na t]ra to nova como ella1 ao mesmo tempo que z plantas enraizavam no solo e bebiam os succos nutritivos n'uma exub]ancia caudal1 os hom5s1 como a criana1 s pod]am olh> p>a deante1 p>a o futuro4 ,o seu b]o ficava a9da to p]to que no havia tempo de t] brotado d'elle esse doce s5tim5to que z lagrimas purificam1 e que no p\cas vezes conduz recon/ruco d passado pela memoria1--a saudade2 ou antes1 como diz ,cantu#b1 os antigos t9ham a9da muito p\cas ru9as deante de si1 phrase que ,edg> ,qu9et repetiu #c1--;e s5do o passado o campo ab]to s inve/igaes da hi/oria1 onde quasi no havia passado no podia hav] hi/oria4 ,sim4 ,dai um monto de ru9as ao homem1 e conseguireis faz] d'elle um hi/oriador4 ,uma v]tebra1 que no fim de contas uma ru9a d va/o edificio zoologico1 ba/\ a ,cuvi] p>a a recon/ruco d passado4 pelo esqueleto das g]aes que nos antec$]am que os sabios de nossos dias teem realisado z mais assombrosas conqui/as da sci5cia mod]na4 ,mas havia transcorrido o tempo e z nacionalidades t9ham sahido rec5tem5te d b]o1 porque a humanidade ga/ra longo p]iodo da sua infancia na vida errante e rude primeiro que podesse con/ituir-se em tribu1 e que da tribu nascesse a nao4 ,como acontece com z gr&es obras d'arte1 z in/ituies humanas =am modeladas por um esboo1 e ap]feioadas depois4 ,o esboo da nao foi a tribu4 ,p>ece-nos1 porm1 que/ionavel a fixao d p]iodo de des5volvim5to humano em que se con/ituiram z primeiras soci$ades4 ,na v]dade1 diz ,cantu1 como podiam os laos d matrimonio e da pat]nidade tom>-se dev]es antes d homem compreh5d] o bem que d'i/o d]iva e os meios de o alcanar8 ,como conceb]ia z vantag5s da soci$ade o que nunca z tivesse exp]im5tado8 ,p>a que os hom5s se unam entre si1 e faam um pacto social1 =oso que possuam uma l+uagem commum p>a se ent5d]em uns aos outros1 e frmas de conv5o1 de assemblz1 e de repres5tao2 i/o 1 que e/ejam reunidos j em soci$ade4 ,no concordamos1 a e/e respeito1 com a op9io de ,cantu1 pelas razes segu9tes4 ,z relaes naturaes a que o auctor da ,hi/oria univ]sal allude na primeira int]rogao1 e que1 segundo elle1 importam a compreh5so dos dev]es que d'ellas d]ivam1 annullam1 assim enc>adas1 a ida de in/9cto1 facto comprovado em todas z especies animaes1 e at nas vegetaes4 ,p>a z aves1 por exemplo1 os laos d'essas relaes naturaes conv]tem-se em dev]es1 e todavia ns no podemos suppr nas aves a noo moral de dev]4 ,emquanto1 entre algumas familias aladas1 a mi acal5ta o ovo1 o pai divaga procur&o alim5to p>a a femea1 e muitos naturali/as citam o facto de c]tas aves educ>em seus filhos no que *am>emos arte d vo1 antes de os ab&on>em a si mesmos4 ,quanto segunda int]rogao1 convem di/+uir entre o facto de con/ituir soci$ade e o conhecim5to das vantag5s que d'ella resultam4 ,tambem pod]emos suppr nas aves1 que se agremiam em gr&es b&os1 o conhecim5to das vantag5s que d'essa aggremiao resultam8 ,z =migas1 que vivem e trabalham em commum1 ob$ec]o simplesm5te ao in/9cto de cons]vao1 ou s]o impellidas pela elevada ida da utilidade de associao8 ,quanto t]ceira int]rogao1 i/o 1 necessidade de uma l+uagem commum p>a que os hom5s possam reunir-se por um pacto social1 desejamos acc5tu> mais l>gam5te a nossa maneira de p5s>4 ,no somos da op9io dos que affirmam que haja tribus completam5te privadas de l+uagem1 mas ent5demos com sir ,john ,lubbock#d que essas tribus possuem todas uma l+uagem1 comquanto muito imp]feita e complicada de signaes4 ,ba/> cit> em abono d'e/a ass]o o facto de entre os indios kiawa-kaskaia z tribus communic>em di>iam5te entre si1 segundo o te/imunho de ,james#e1 ignor&o completam5te a l+uagem umas das outras4 ,pelo que no r>o1 diz ,james1 vr d\s individuos1 p]t5c5tes a tribus diff]5tes1 s5tados no slo1 conv]s&o facilm5te por signaes4 ,so muito habeis em exprimir por e/e modo z suas idz1 e ap5as int]rompem o jogo das mos1 a longos int]vallos1 por um sorriso ou por uma palavra pronunciada no idioma dos indios cr[1 o mais espalhado a9da entre elles4 ,por onde nos licito vr que sobre a mais imp]feita e rudim5t> l+uagem1 a dos signaes1 e/abelecem os indios kiawa-kaskaia z mais cordeaes relaes de sociabilidade com z tribus vis9has4 ,f9alm5te1 a !oria de ,vico1 dos povos mudos1 exprim9do-se por meio de corpos ou de imag5s1 que t9ham alguma relao natural com z idz que qu]iam exprimir1 por exemplo1 tres espigas p>a signific>em a ida ab/racta de tres annos#f1 manife/am5te muito mais acceitavel d que a de ,cantu1 porque se funda na propria natureza humana1 e de/roe a op9io de que sem uma l+uagem1 no e/ado de p]feio em que ,ces> ,cantu p>ece suppol-a1 a associao humana inadmissivel4 ,o dr4 ,luiz ,b*n]#g confirma a op9io de ,vico4 ,cr1 segundo ,we/ropp1 que o homem primitivo foi necess>iam5te um sr mudo1 e a l+uagem articulada uma acquisio l5ta e gradual2 que ella teve por origem os gritos espontaneos de praz] e dr1 a que succ$]am os sons imitativos 7onomatopz71 razo por que na gr&e v>i$ade de todas z l+uas 7c]ca de tres mil7 ha um num]o consid]avel de sons equival5tes1 e at mais ou m5os analogos4 ,cita uma obs]vao de ,william ,bell1 a respeito d monosyllabo loh1 empregado em muitas l+uas p>a design> a luz1 a *amma1 e que proc$e da simples exclamao oh6 prec$ida de um l ou de uma vibrao da l+ua4 ,cr que a p\co e p\co se =am =m&o os polysyllabos1 pela repetio de um som simples1 como nas palavras mam1 pap ou pela agglut9ao das syllabas4 ,depois1 obs]va f9alm5te1 o simples grito1 correspond5te a um s5tim5to1 foi imitado pelos companheiros d'aquelle que o solt\1 e acab\ por torn>-se um signal repres5tativo fixo s]v9do a design> o proprio s5tim5to4 ,aqui temos ns a l+uagem1 no como base de soci$ade1 mas1 ao contr>io1 tom&o a soci$ade como base da sua p]feio4 ,e/abelecida a procreao pelo in/9cto1 =a irresi/ivel da natureza humana1 que pr9cipi\ a manife/>-se no homem desde os seus primeiros passos na t]ra1 a*&o-se a9da embryon>ias todas z =z moraes e intellectuaes1 que por um l5to progresso p]mittiram depois z mais elevadas concepes1 e z mais assombrosas conqui/as1 foi a9da o in/9cto que lev\ a humanidade a lanar mo das primeiras indu/rias1 da vida pa/oril1 da caa1 da pesca1 d comm]cio1 segundo z condies naturaes dos paizes4 ,assim z div]sas indu/rias1 diz ,cantu1 nasc]am e cresc]am na razo dos lug>es2 porm a agricultura foi a que introduziu maiores mudanz na con/ituio moral4 ,o homem1 qu]5do1 qu&o cultiv\ um campo1 seguir com a vi/a z esp]anz que lhe dava1 con/ruiu junto d'elle uma habitao2 ento aquelle s5tim5to to imp]ioso1 que *amamos amor da patria1 app>ece1 e a e/abilidade d l> dome/ico d origem associao civil4 ,mas o l> dome/ico a que se ref]e ,cantu e/ longe de s] a moralidade pela familia1 pela familia que a monogamia santific\4 ,o agricultor vivia rodeado dos seus escravos1 e dos filhos2 de proc$5cias div]sas1 escravos tambem4 ,o pai era o s5hor2 gov]nava pela =a4 ,a mulh] era simplesm5te uma c\sa1 um in/rum5to de reproduco2 e z mais das vezes era arrebatada sua tribu por viol5cia4 ,portanto1 z primeiras familias =am uma reunio de escravos dom9ados por um *efe1 s muito t>de1 como mo/ra ,lubbock#h1 base&o-se nos trabalhos de ,ba*(51 ,m4 ,l5nan e ,morgan1 que se reconheceu que os filhos eram p>5tes de seu pai e de sua mi4 ,mesmo em ,roma1 a palavra familia significava--escravos4--,a mulh] e os filhos s por s]em escravos eram consid]ados familia4 ,vico mo/ra1 por uma obs]vao philologica1 a v]dade d'e/as affirmaes4 ,su/5t&o1 como na =mao da l+uagem1 os v]bos vi]am depois dos nomes1 e como os primeiros v]bos =am c]tam5te aquelles que so como que os g5]os ou os radicaes de todos os outros1 exemplo1 sum1 que contm todas z c\sas metaphysicas1--/o1 que exprime a immobilidade1 e eo1 que significa o movim5to1 obs]va por ultimo que e/es v]bos ap5as tiv]am a pr9cipio o modo imp]ativo1 porque no e/ado de familia1 e na excessiva pobreza de l+uagem que ento havia1 s os paes davam ord5s a seus filhos ou a seus criados1 ao passo que e/es1 submettidos ao t]rivel imp]io d *efe de familia1 ob$eciam sem murmurios s suas ord5s#i4 ,a9da hoje1 entre os kalmuckos d ,volga1 o azorrague o sceptro e o symbolo d pod] dome/ico#aj4 ,foi c]tam5te com e/a mesma =a de auctoridade que nasceu o *efe de tribu4 ,se a reunio de algumas pessoas c>ecia de uma que a regesse1 a reunio de algumas familias1 por maioria de razo1 c>ecia de um magi/rado que a gov]nasse4 ,os *efes de familia ou s5hores reuniam-se p>a se entreg>em1 em condies de segurana1 ao ex]cicio da caa4 ,escolhiam c]tam5te d'entre elles1 p>a os dirigir1 o que mais se assignalava pela de/reza e c]teza de caador4 ,reconhecida a sua sup]ioridade natural1 ficava s5do o dom9ador da tribu4 ,e e/a au?oridade devia s] tanto mais respeitada e temida1 quanto era c]to que se baseava n'um facto inde/ructivel e inevitavel1 reve/ido de c>act] div9o1 porque a =a era um attributo que no dep5dia da vontade d homem4 ,da agglom]ao das tribus nasceu a nao1 como da agglom]ao das familias havia nascido a tribu4 ,s5do1 porm1 maior o num]o de gov]nados na nao d que na tribu1 era preciso que o *efe escolhido p>a gov]nal-os dispozesse de qualidades physicas a9da muito mais consid]aveis4 ,a mais importante de todas essas qualidades era a =a1 que1 n'uma raa de val5tes1 no podia deix> de consid]>-se um direito h]$it>io p>a gov]n>4 ,ces> ,cantu obs]va que o vocabulo dyna/ia 7de dynamis1 =a7 indica a origem de um tal pod]io4 ,temos1 f9alm5te1 fixada a nao1 a nacionalidade1 sob o imp]io da =a1 origem dos gr&es como dos pequ5os e/ados1 em todos os paizes e tempos4 ,citemos d\s exemplos1 ao acaso4 ,romulo e os seus successores1 diz ,montesquieu#aa1 e/iv]am quasi sempre em gu]ra com os povos vis9hos p>a t] cidados1 mulh]es ou t]ras2 voltavam a cidade com os despojos dos v5cidos2 eram feixes de trigo e rebanhos3 o que causava uma gr&e alegria4 ,eis-aqui a origem dos triumphos que =am no futuro a pr9cipal causa das gr&ezas a que e/a cidade *eg\4 ,a origem da mod]na e pequ5a mon>*ia portugueza enc>na-se1 p>a assim diz]1 na a?letica figura de ,affonso ,h5riques1 o t]rivel p]seguidor dos m\ros1 o gu]reiro de e/atura agigantada4 ,a propria origem das primeiras nacionalidades z impelliu gu]ra1 que1 segundo ,victor ,c\s9#ab1 o in/rum5to t]rivel mas necess>io da civilisao4 ,a hypo!se de um e/ado de paz p]petua na especie humana--diz elle-- a hypo!se da immobilidade4 ,comquanto no nos exalte em favor da gu]ra e/a op9io de ,victor ,c\s91 somos todavia levados a acr$it> que a vida das primeiras nacionalidades se =taleceu pela gu]ra1 como o corpo de uma criana se =talece pela gymna/ica4 ,alm d que1 a victoria1 lisonje&o o orgulho dos povos1 nobilitava1 p>a assim diz]1 z suas aspiraes de gr&eza1 e arra/ava-os a assignal>em a si mesmos uma origem div9a1 aspirao que a primeira fonte das tradies poeticas d'esses mesmos povos#ac4 ,acordada1 portanto1 a imag9ao popul>1 c]ca-se o b]o das naes das brumas d m>avilhoso4 ,os quatro livros sagrados de ,confucio1 recon/ruidos de memoria1 depois de hav]em sido queimados1 e acresc5tados com tradies1 fazem remont> a hi/oria da ,*9a1 especialm5te o ultimo livro1 a um passado fabuloso4 ,na mais antiga p>te dos ,v$as1 o ,rigv$a1 os indios agradecem a int]v5o d pod] cele/e nos seus combates4 ,indra protege a c>nific9a1 como ns1 qu&o procurmos uma origem m>avilhosa1 fizemos int]vir ,*ri/o na batalha de ,ourique4 ,por um lado z tradies poeticas1 z n>rativas fabulosas g]>am a ,hi/oria4 ,por outro lado os factos reaes1 especialm5te os combates1 mi/urados com z leg5das phanta/icas1 des5volv]am-na4 ,como p>a hav] ,hi/oria preciso que haja ru9as1 a gu]ra foi o maior elem5to da ,hi/oria1 porque produz cadav]es1 e os cadav]es so z ru9as da humanidade4 ,os seculos no passavam impunem5te1 sem faz] de/roos4 ,na ,*9a1 a mon>*ia dos ,hia1 que dur\ quatroc5tos annos1 acab\ acompanhada de graves p]turbaes4 ,eis-aqui como =am augm5t&o os mat]iaes da ,hi/oria3 ru9as e de/roos4 ,foi assim que1 semelhante ao sol que nasce velado pelos vapores coloridos da manh1 surgiu1 na successo dos tempos1 a hi/oria de cada nao1 envolta nas tradies m>avilhosas da sua origem poetica4 ,que int]essado en?usiasmo no devia de s]1 porm1 o dos primeiros hom5s que pud]am quebr> imag9>iam5te o sello sagrado da sepultura das g]aes que os prec$]am no p]imetro da sua nao1 e sopr>-lhes vida nova1 imit&o a fabula de ,pygmalio1 o e/atu>io div9o1 e d>-lhes p5sam5to e voz1 e ouvil-z1 e collocal-z volta de si mesmos1 v5do-z pass> em turbilhes phanta/icos como na =mosa ballada da dana dos mortos6 ,o hi/oriador1 por uma arrojada ab/raco1 collocava-se fra d seu paiz1 e com uma pod]osa alavanca1 muito semelhante que o sabio ,ar*im$es p$ira ao rei ,hi]on1 levantava a t]ra que lhe fra b]o com o peso enorme das g]aes que a povo>am1 mo/r&o-a susp5sa aos olhos d mundo4 ,era realm5te assombrosa e/a nova conqui/a d p5sam5to humano1 tanto mais que podia o homem transmittil-a aos seus successores por meio da tradio escripta4 ,s5tiu-se dec]to orgulhoso de si mesmo o homem que pde leg> aos seus desc5d5tes essa preciosa cada de ouro que o pr5dia ao passado1 vida de seus avs1 gloria da antiguidade2 fez1 p>a assim diz]1 um pres5te de seculos aos seus desc5d5tes1 que1 por sua vez1 arremess>am p>a a imm5sidade d futuro a outra extremidade da corr5te de ouro1 a que z g]aes subsequ5tes haviam de encade> novos anneis4 ,*egado gr&e conqui/a d que *am>emos faculdade hi/orica1 i/o 1 ao des5volvim5to intellectual que p]mittiu transpor os limites da vida individual p>a se int]n> no e/udo da vida nacional1 aposs\-se o homem de um pod] v]dadeiram5te sup]ior1 que lhe p]mittia recon/ruir o passado4 ,se attribuido a ,*ri/o o pod] de t] resuscitado um s homem pelo milagre1 o homem logr\ resuscit> a nao pela ,hi/oria4 ,mas os primeiros hi/oriadores dev]am =osam5te de assemelh>-se a e/as arvores que1 exub]antes de seiva na primav]a1 se cobrem totalm5te de flres1 como a am5doeira4 ,a imag9ao1 excitada pela tradio poetica#ad1 e/ava n'elles em pl5o vigor1 pompeava z suas galas luxuriantes1 maneira das flore/as virg5s que se enr$am em labyr9?os de phantasiosas ram>ias4 ,s5do c]to que o ardor da imag9ao arra/a excessiva cr$ulidade1 os primeiros hi/oriadores =am pr(undam5te cr$ulos1 e bord>am z suas n>raes com todas z tradies1 leg5das e fabulas1 que a imag9ao acceitra com praz] ou at com en?usiasmo4 ,h]odoto um hi/oriador poeta1 que div9isa a ,grecia2 ,tito-,livio d l>gas imag9ao p>a descrev] e declam>2 ,suetonio cont5ta-se com colleccion> anecdotas1 que1 por via de regra1 tanto co/umam lisonje> os espiritos frivolos1 porque so um br9co p>a a imag9ao4 ,na successo dos tempos o *ri/ianismo1 com o seu cortejo de leg5das pi$osas1 com z exag]aes proprias da exaltao da f1 contribuiu por sua vez1 e no p\co l>gam5te1 p>a prolong> o pr$om9io da imag9ao na ,hi/oria1 e ret>d> o adv5to d crit]io philosophico e indep5d5te4 ,toda a g5te sabe como a imag9ao dos povos occid5taes se exaltava com a posse das reliquias de um santo1 n'uma poca a9da relativam5te proxima de ns4 ,sic>d1 duque de ,b5ev5to1 decl>ava gu]ra a ,amalfi s p>a obt] os re/os mortaes de ,santa ,triphom5a4 ,!odoro1 bispo de ,metz1 preava em ,roma1 na pres5a d papa1 a cada de ,s4 ,p$ro1 e jurava que no a l>g>ia sem que primeiro lhe cortassem z mos1 porque a desejava possuir#ae4 ,j]usalem1 a cidade cele/e1 app>ecia s imag9aes *ri/s como um sagrado j>dim rociado pelas lagrimas de ,m>ia e pelo sangue de ,jesus1 e povoado das rosas de ,engaddi1 dos c$ros d ,libano1 das oliveiras de ,ge?semani1 p>a nos s]virmos de uma expresso alheia4 ,a cavall>ia1 em que o elem5to *ri/o se acc5tu\ de modo a g]> z ord5s milit>es religiosas1 veio a9da 9ar a ,hi/oria com z av5turas dos palad9os1 com os matizes d'essa vida de imag9ao1 to futil mas to pittoresca4 ,a febre da cavall>ia *eg\ a s] tamanha1 que ba/> cit> um s facto p>a comproval-a4 ,qu&o ,c>los ,v foi coroado em ,bolonha1 toc\ com a espada na cabea dos que desejavam s] cavalleiros1 diz5do a cada um3 ,e/o miles4 ,mas como todos gritassem em volta d rei3 ,sire1 sire1 ad me1 ad me1 ,c>los ,v1 e/5d5do a espada sobre a multido1 viu-se obrigado a diz]3 ,no pu$o mas4 ,e/ote milites1 e/ote milites1 todos1 todos#af4 ,na poca a que nos vimos ref]9do1 os hi/oriadores engr9aldavam z suas lucubraes com z flres colhidas pela mo d amor e com z rosas cortadas nos hortos de ,j]usalem1 pois que tanto valiam umas como outras1 como cl>am5te demon/ra o annel nupcial com que ,s4 ,luiz br9d\ ,m>g>ida de ,prov5a1 o qual era =mado de m>g>itas e de lizes alt]nados1 t5do no meio um cruciflxo circuitado por e/a inscripo3 ,hors cet anel p\rrions-n\s tr\v] amor#ag8 ,na hi/oria portugueza &>am por muito tempo d\s episodios1 que tiv]am por origem o m>avilhoso da tradio religiosa e o m>avilhoso da tradio cavalheiresca4 ,ref]imo-nos ao milagre de ,ourique1 refutado por ,h]culano1 e in/ituio da ordem de ,s4 ,miguel da ,ala1 refutada por fr4 ,francisco de ,s4 ,luiz4 ,qu&o havia de so>1 porm1 a hora em que o m>avilhoso1 o pr$om9io da imag9ao1 devia s] banido da ,hi/oria8 em que essa especie de peccado orig9al devia desapp>ec] batido pelo crit]io philosophico8 ,c\be aos tempos mod]nos a gloria de refundir a ,hi/oria1 de lhe d> um novo rumo1 de al>g> z suas vi/as esprai&o-z por sobre toda a humanidade4 ,a primeira ida da ,hi/oria univ]sal nasceu no seculo ,,xvii1 poca relativam5te muito rec5te1 mas e/a nova e gr&issima conqui/a d p5sam5to humano s t>de podia *eg>4 ,era preciso deix> accumul> ru9as sobre ru9as1 de/roos sobre de/roos1 d> tempo a que os imp]ios desabassem1 a que z religies desapp>ecessem1 a que os cadav]es dos hom5s e das in/ituies se amontoassem1 p>a que de cima de todos esses enormes escombros se levantasse s]5o e altivo o p5sam5to humano1 semelhante a uma gr&e aguia1 e alasse o vo at pair> n'uma esph]a sup]ior e pod] m$ir1 com segura agudeza de vi/a1 a pr(undeza dos de/9os da humanidade na successo dos seculos4 ,victoria imm5sa foi essa1 triumpho assombroso o que p]mittiu que o homem al>gasse por todo o mundo o dom9io d seu espirito1 que recon/ruisse a humanidade como os primeiros hi/oriadores haviam recon/ruido a nao2 que zombasse da morte anim&o z c9zas dos cadav]es e povo&o com elles1 por um pod] m>avilhoso d espirito1 os imp]ios que t9ham app>ecido e desapp>ecido face da t]ra1 como plantas m>9has que ora surgem fluctu&o no dorso da onda1 ora se escondem nos sulcos pr(undos d oceano6 ,desde o mom5to em que o homem pde realis> e/a syn!se e/up5da1 o m>avilhoso1 z tradies fabulosas fugiram espavoridos d dom9io da ,hi/oria4 ,outr'ora1 como obs]va ,edg> ,qu9et1 cada nao se fazia o c5tro e o fim d univ]so1 e se impunha adorao d g5]o humano#ah2 agora era o g5]o humano que se impunha admirao de cada nao4 ,p]ante o enorme conjuncto dos povos1 j no podia p5s>-se em assignal> a origem de cada um s+ul>m5te2 desapp>ecia o orgulho nacional1 o excessivo s5tim5to de amor patrio que procurava reve/ir essa origem de ouropeis poeticos2 agora era preciso procur> a filiao da humanidade1 e/ud> a sua app>io na t]ra1 z suas divises e evolues1 e tom&o a peito a resoluo de tamanhos problemas no havia tempo p>a e/> a inv5t> fabulas1 que ficavam esmagadas1 como flres inuteis1 sob o c>ro da nova ida1 ou antes da nova sci5cia v5c$ora4 ,como flres inuteis1 dissemos ns1 e todavia devemos reflectir1 avisados por ,victor ,c\s9#ai1 que os primeiros erros so inevitaveis e ao mesmo passo uteis1 porque =necem a base de todo o progresso4 ,de feito1 no se pde ent5d] a ida de progresso s5o vi/a de primordios que se tornam defeituosos qu&o comp>ados com trabalhos po/]iores4 ,sem z attrah5tes *im]as da a/rologia1 sem z en]gicas decepes da al*imia1 por exemplo1 onde t]iamos ns haurido1 p]gunta ,augu/o ,comte1 a con/ancia e o ardor necess>ios p>a recolh] z longas s]ies de obs]vaes e de exp]i5cias que1 mais t>de1 teem s]vido de fundam5to s primeiras !orias positivas de uma e outra classe de ph5om5os#bj8 ,at agora t9hamos diante de ns a ,grecia1 ,c>?ago ou ,roma1 e feita a hi/oria sep>ada de cada uma d'essas naes1 julgavamos que tudo e/ava feito4 ,pelo contr>io1 tudo pr9cipi> agora a faz]-se1 tom&o por elem5tos de trabalho z ru9as d'esses emporios4 ,desde o mom5to em que nos collocamos n'um plano sup]ior a todas z naes1 creamos a ,hi/oria univ]sal1 e1 conhec5do pela ,hi/oria univ]sal os factos da vida dos povos1 salte\-nos o desejo de av]igu> z relaes que pod]iam exi/ir entre os factos e z idz1 de conhec] se todos esses factos s]iam obra d acaso1 ou se cada povo t]ia sido impellido por um mobil secreto p>a o cumprim5to de det]m9ada lei e enc>regado de desemp5h> uma misso no gr&e conjuncto da civilisao g]al4 ,de tal desejo nasceu1 no seculo ,,xviii1 a ,philosophia da hi/oria4 ,assim como a m$ic9a s]ia uma sci5cia imp]feitissima1 de/9ada a cam9h> s cegas1 se a physiologia no h\vesse podido p5etr> na vida int]ior d corpo humano1 assim a ,hi/oria univ]sal fic>ia condemnada a contempl> to sm5te o enorme vulto d gigante que se *ama humanidade1 se a philosophia1 desemp5h&o misso semelhante a da physiologia no campo das sci5cias m$icas1 no p]scrutasse o que ha de intimo e de secreto no seio d'esse colosso1 se1 por outras palavras1 no habilitasse a escrev] a v]dadeira hi/oria da humanidade#ba4 ,uma nao con/itue-se1 florece e cahe4 ,no fim de contas1 p]gunta um philosopho#bb1 o que uma nao de mais ou de m5os na humanidade8 ,e tem razo4 ,a ,hi/oria no passa alm d tempo m>cado exi/5cia d'essa nao1 qu] diz]1 acompanha-a at ao seu ultimo dia1 mas a ,philosophia da hi/oria procura e/ud> a influ5cia que essa nao ext9cta imprimiu na sorte da humanidade1 qual o papel que repres5t\ no gr&e conc]to dos de/9os da civilisao4 ,os povos so individualidades consci5tes4 ,ora todos os factos praticados por individualidades consci5tes1 embora hajam sido det]m9ados por causas v>iadas1 repres5tam uma ida4 ,a ,hi/oria e/uda os factos2 a ,philosophia e/uda a ida que cada um d'esses factos envolve4 ,portanto a ,philosophia completa a ,hi/oria4 ,bossuet1 o sabio prelado de ,meaux1 foi quem primeiro execut\ a ida de uma ,hi/oria univ]sal4 ,d$ic&o o seu va/o trabalho ao ,delphim1--va/o1 sobretudo1 em relao a poca--procura lanar a vi/a sobre a successo dos seculos1 afim de que no espirito d pr9cipe p]maneam gravados os traos g]aes da vida da humanidade se por v5tura se lhe desluzirem da memoria os episodios das hi/orias p>ticul>es4 ,e/a maneira de hi/oria univ]sal--diz elle#bc--1 a respeito da hi/oria de cada paiz e de cada povo1 o que uma c>ta g]al p>a z c>tas p>ticul>es4 ,nas c>tas p>ticul>es e/udaes miudam5te um re9o ou uma prov9cia em si mesmos2 nas c>tas univ]saes apr5deis a situ> todas z regies d mundo conjunctam5te2 vdes o que ,p>is ou a ilha de ,frana p>a o re9o1 o que o re9o p>a a ,europa1 e o que a ,europa p>a o univ]so4 ,realm5te1 e/e espectaculo (f]ecido por ,bossuet ao ,delphim era assombroso1 mas no se pde consid]> como propriam5te uma inv5o d prelado de ,meaux4 ,por isso dissemos ant]iorm5te que foi elle quem primeiro execut\ a ida de uma ,hi/oria univ]sal4 ,bossuet1 tra&o o plano da sua obra1 antepe a tudo o mais a hi/oria d povo de ,deus1 que foi o fundam5to da religio4 ,escreve1 portanto1 sob o ponto de vi/a religioso1 ou antes faz-se um e*o da ,igreja4 ,a sua obra 1 p>a assim diz]1 um desdobram5to da ,biblia1 e toda a orig9alidade que revela e/1 como obs]va ,c\s91 na execuo4 ,v5do cam9h> o povo de ,deus face da t]ra1 sempre guiado pelo milagre1 que faz1 por exemplo1 com que a v>a de ,moyss ap>te z aguas d m> ,v]melho1 ,bossuet v em todos os passos d'esse povo a mo de ,deus1 o espirito d ,s5hor4 ,o plano descob]to por ,bossuet na mobilidade dos acontecim5tos humanos traado pela ,provid5cia4 ,mas lembrai-vos1 meu s5hor--conclue o prelado de ,meaux#bd--que e/a longa cada das causas p>ticul>es que fazem e desfazem os imp]ios1 dep5de das ord5s secretas da div9a ,provid5cia4 ,embora arra/ado pelas convices pr(undam5te religiosas d seu tempo e d seu espirito1 e at pelo dev] da sua posio social1 ,bossuet tem um ponto de vi/a exclusivo1 unico1 intransig5te2 mas em todo o caso imprime ,hi/oria um c>act] philosophico1 porque det]m9a um mobil e um fim a todos os acontecim5tos humanos4 ,o exclusivismo de ,bossuet seguram5te1 pelo m5os luz da sci5cia mod]na1 o maior defeito da sua obra4 ,hav5do elle comp>ado a ,hi/oria univ]sal a um mappa-mundi1 onde se pde vr o que ,p>is p>a a ,frana1 a ,frana p>a a ,europa1 e a ,europa p>a o univ]so1 esquece-se comtudo1 p]ante o espectaculo da ,provid5cia1 embevecido em extasis religiosos1 de e/ud> z relaes dos povos entre si p>a se elev> at humanidade4 ,elle preoccupa-se com o povo de ,moyss como se esse povo con/ituisse por si s a humanidade4 ,na hi/oria dos imp]ios1 a que consagra a t]ceira p>te da sua obra1 procura sy/ematicam5te a ligao1 que reputa necess>ia1 com a hi/oria d povo de ,deus4 ,no s o ,ori5te falta no gr&e livro de ,bossuet1--pond]a ,c\s9#be--;assim como a hi/oria das artes1 da indu/ria e da philosophia2 mas tambem z religies e z in/ituies politicas dos diff]5tes povos so algumas vezes tratadas de modo um p\co sup]ficial1 se bem que de longe a longe1 e por exemplo na hi/oria romana1 haja relampagos de uma sagacidade sup]ior e pag9as que lembram ,ma*iavel e antecipam ,montesquieu4 ,lanada a primeira p$ra no va/o edificio da ,hi/oria da humanidade1 uma de duas c\sas havia fatalm5te de acontec]3 ou a obra de ,bossuet fic>ia esquecida e1 portanto1 p]dida1 ou novos obreiros viriam cont9u> a fabrica gigantesca4 ,felizm5te1 um homem v]dadeiram5te sup]ior1 um d'e/es g5ios descobridores que alcanam z v]dades na sua maior g5]alisao#bf1 app>eceu em ,italia1 illum9&o com os relampagos d seu g5io a gr&e obra da hi/oria das idz humanas1 porque1 j o dissemos1 a hi/oria dos povos no outra c\sa1 ou antes cre&o elle proprio uma sci5cia nova1 sci5za nuova1 a ra9ha das sci5cias1 porque z sci5cias devem comear onde a mat]ia e o objecto de que tratam pr9cipiam1 e e/a comear de feito com os primeiros p5sam5tos dos primeiros hom5s1 e no com z primeiras reflexes dos philosophos sobre z idz humanas#bg4 cl>o que nos ref]imos a ,joo ,bapti/a ,vico4 ,o immortal philosopho napolitano1 cujas obras desp]tam a mais sympa?ica admirao e o mais pr(undo int]esse1 extrahe da noite pr(unda e t5ebrosa que envolve a antiguidade1 uma affirmao completam5te nova e surpreh5d5te3 ,o mundo civil foi c]tam5te feito pelos hom5s ou1 n'uma phrase mais syn!tica a9da1 a humanidade obra de si mesma4 ,remont&o-se origem d mundo das naes1 ou mundo civil1 ,joo ,bapti/a ,vico acceita a tradio biblica de que a t]ra fra repovoada pelos desc5d5tes de ,no1 os quaes1 romp5do os laos de familia por ligaes passageiras e arbitr>ias1 se espalh>am na gr&e flore/a da t]ra4 ,a infancia da humanidade semelhante1 segundo ,vico1 infancia d homem4 ,os hom5s so mudos na sua origem4 ,vivem ap5as porque o in/9cto os leva a cons]v>em-se4 ,mas o primeiro trovo e o primeiro raio lanaram no seio da humanidade nasc5te uma luz nova1 a primeira noo da div9dade1 como j mo/ramos no pr9cipio d'e/e trabalho4 ,a commoo que o primeiro ph5om5o meteorologico produziu no homem1 despr5de-lhe a l+ua3 pde1 f9alm5te1 pronunci> o primeiro monosyllabo4 ,o des5volvim5to da palavra faz-se l5tam5te na humanidade como no homem4 ,a insuffici5cia da l+uagem supprida por signaes1 por ge/os ou pela grosseira repres5tao dos objectos na casca das arvores1 origem dos hi]oglyphos4 ,p>a facilit> a articulao das primeiras palavras1 os hom5s fallam cad5ciadam5te3 a origem dos cantos1 dos v]sos1 da pantomima e da dana4 ,des5volvidos os orgos da voz1 z primeiras palavras so a copia dos sons da natureza4 ,depois z palavras p]dem a significao natural e tomam uma significao conv5cional2 o mesmo acontece na escriptura1 a p>tir dos hi]oglyphos4 ,o homem1 assu/ado pelo trovo e pelo raio1 escondeu-se nas cav]nas da t]ra1 rece&o d'um pod] sup]ior a elle2 e ahi occult\ tambem a sua companheira4 ,d'e/a junco nasceu a familia1 a que o homem teve de procur> alim5tos1 t5do de sahir1 p>a encontral-os1 dos recessos das cav]nas4 ,d accordo dos dev]es e das necessidades1 a que e/a primeira soci$ade deu origem1 nasceu o direito natural4 ,segundo a =mosa !oria de ,vico1 vmos1 pois1 como o homem um producto de si mesmo1 e o mundo civil feito pelo homem4 ,na exi/5cia de cada povo1 ,vico encontra a idade dos deuses1 ou a poca em que a imag9ao e o m$o div9isam z =z da natureza2 a idade dos h]oes1 ou a poca em que os hom5s1 imag9&o que tudo obra dos deuses1 attribuem a si mesmos uma origem div9a2 f9alm5te1 a idade hi/orica1 em que o h]oe se humanisa1 e em que a natureza humana se torna intellig5te1 mode/a1 dce e razoavel1 ob$ec5do por consequ5cia lei da consci5cia1 da razo e d dev]1 como diz o proprio ,vico#bh4 ,d5tro d circulo fatal d'e/as tres idades ou naturezas1 que a vida dos povos se des5volve e completa4 ,*egado ao grau de p]feio que fica assignalado1 cada povo ext+ue-se como uma flr que att+iu o seu maximo des5volvim5to4 ,outro povo1 como outra flr1 o ha-de vir sub/ituir d5tro d mesmo circulo fatal4 ,toda a !oria de ,vico se pde repres5t> graphicam5te por uma s]ie de l9has p>allelas1 que a nosso vr exprimem p]feitam5te o seu corsi e ricorsi1 o progresso e retrocesso dos povos4 ,segundo e/a !oria1 os gov]nos comeam pela unidade nas mon>*ias de familia2 pelo m5or num]o1 nas ari/ocracias h]oicas2 pelo maior num]o1 nas republicas popul>es1 e acabam pela unidade1 como pr9cipi>am1 nas mon>*ias civis4 ,a successo d'e/es p]iodos abrange a vida de cada povo4 ,assim1 ,vico1 tra&o1 nos tempos da primeira b>b>ie1 a longa l9ha de corsi1 encontra os paes de familia ex]c5do um gov]no1 cuja au?oridade pret5de d]iv> dos deuses4 ,esse o p]iodo d mutismo2 a expresso d p5sam5to ge/iculada1 hi]oglyphica 7,mon>*ias de familia74 ,os hom5s errantes refugiam-se junto dos paes de familia1 que lhes no qu]em reconhec] direito algum4 ,os adv5ticios revoltam-se4 ,so v5cidos pelos paes de familia4 ,revoltam-se de novo4 ,os paes de familia procuram =tific>-se =m&o uma classe e regul&o os direitos das g5tes m9ores1 dos adv5ticios 7,ari/ocracias h]oicas74 ,segue-se o p]iodo em que a cont9uao das revoltas por p>te das g5tes m9ores obtem concesses que produzem f9alm5te o gov]no humano1 i/o 1 d maior num]o 7,republicas popul>es74 ,a e/as pocas de agitao succ$e naturalm5te um p]iodo de rep\so1 a mon>*ia4 ,mas cumpre not> que por isso que z mon>*ias e z republicas popul>es so ambas uma expresso d gov]no humano1 podem succ$]-se alt]nadam5te4 ,tracemos agora1 segundo ,vico1 p>allela l9ha de corsi1 a l9ha de ricorsi no p]iodo da segunda b>b>ie4 ,voltam os tempos div9os4 ,os reis so os def5sores da religio1 mage/ades sagradas4 ,reve/em a dalmatica dos diaconos4 ,a cora encimada pela cruz4 ,fundao das ord5s religiosas armadas4 ,os signaes dos brazes correspondem l+uagem hi]oglyphica4--,regressam os tempos h]oicos pelo feudalismo4 ,os b>es so os h]oes2 os s]vos so z g5tes m9ores4--,f9alm5te1 os es=os dos vassallos p>a conqui/>em a lib]dade1 em virtude da lei de que a pot5cia livre de um e/ado deve pass> ao acto1 v5cem os es=os dos s5hores e do origem ao gov]no d maior num]o1 i/o 1 aos gov]nos democraticos mod]nos4 ,vico1 encontr&o o p>allelismo dos corsi e ricorsi na l9ha d'ext5so1 no o pde comtudo a*> na durao e int5sidade dos p]iodos1 porque o da segunda b>b>ie foi muito m5os longo e pr(undo que o da primeira4 ,a !oria de ,vico tem sido mais ou m5os impugnada1 sem que da impugnao se possa d$uzir m5ospreo pela elevada concepo d philosopho napolitano1 que evid5tem5te se baseia na diviso dos tempos1 feita pelos egypcios e pelos *9ezes4 ,cantu a*a que a !oria da ,sci5za nuova tem o inconv5i5te de sobrepr a razo lib]dade2 de inutilis> todos os es=os t5d5tes a realis> um progresso cont9uo2 f9alm5te1 que ella desm5tida pela con/ituio da soci$ade am]icana1 que se organis\ sem deuses1 sem h]oes e sem feudat>ios1 cu/a da indu/ria e da concorr5cia#bi4 ,c\s9 encontra na !oria de ,vico o vicio da prepond]ancia d elem5to politico1 da omisso quasi completa da arte e da philosophia1 e sobretudo d e/udo da civilisao ori5tal1 dom9ada pela religio2 f9alm5te1 da omisso relativa aos de/9os da humanidade em g]al na sua m>*a de refluxo em refluxo#cj4 ,o snr4 dr4 ,!ophilo ,braga a*a que se ha erro n'aquella diviso dos tempos consi/e em faz] o computo de tal modo1 que os p]iodos subsequ5tes sejam excluidos dos primeiros#ca4 ,mas ,cantu1 como ,c\s91 faz ju/ia ao tal5to brilhantissimo de ,vico1 cuja arrojada intuio1 em pl5o seculo ,,xviii1 espanta realm5te4 ,comquanto ,vico fique hoje muito atrazado em vi/a d e/ado actual da sci5cia1 sobretudo pelo que toca aos mod]nos debates sobre a origem das especies1 di/ribuio geographica das raz humanas1 pluralidade dos mundos1 suspeitada j por ,giordano ,bruno1 e que/o da influ5cia dos meios1 no pde deix> de reconhec]-se que no s previu muitos dos mais transc5d5tes problemas da sci5cia mod]na1 taes como o da origem da l+uagem1 cuja resoluo antecip\1 mas tambem que deix\ na sua obra os g]m5s de muitas sci5cias novas#cb1 e que foi o fecundador da maior p>te das !orias mod]nas1 entre z quaes a ,philosophia da ,hi/oria4 ,a obra de ,vico foi cont9uada por ,montesquieu n'um plano igualm5te sup]ior4 ,como ,vico1 ,montesquieu occupa-se da relao d direito com os co/umes1 mas introduz na sci5cia da ,hi/oria um elem5to novo1 que todavia j ,hippocrates1 ,plato1 ,ari/oteles e outros sabios da antiguidade haviam suspeitado3 a influ5cia dos climas no c>act] e vida dos povos4 ,bossuet havia introduzido na ,hi/oria univ]sal o elem5to religioso3 ,vico1 o elem5to racional2 ,montesquieu introduziu o elem5to climatologico4 ,o auctor d ,espirito das ,leis1 fanatico pela sua d\tr9a1 exag]a os effeitos d clima1 comquanto devesse att5d] a totalidade dos meios cosmologicos como ,h]d]1 mas o que c]to1 e a sci5cia mod]na o tem demon/rado1 que o homem1 e mais adeante nos demor>emos n'e/e ponto1 qu&o trat>mos de ,h]d]1 nasce e vive sob a influ5cia da natureza que o rodeia4 ,o clima produz z s5saes habituaes1 que1 no decurso dos tempos1 con/ituem a s5sibilidade def9itiva#cc4 ,nas obras d'arte1 e de litt]atura1 que so z que mais pr(undam5te c>act]isam a civilisao de um povo1 como mais de espao v]emos1 importa consid]>1 segundo ,ta9e#cd1 tres =z primordiaes1 a raa1 o meio1 e o mom5to4 ,e/abelecida a v]dade da influ5cia climatologica no homo duplex1 ,emilio ,des*anel#ce procura no e/ylo de cada escriptor a c>act]i/ica d temp]am5to1 d clima1 dos habitos1 etc4 ,pelletan1 consid]&o o slo como um collaborador =ado d de/9o d'uma raa1 reconhece a necessidade de se escrev] a geographia d progresso#cf4 ,no se pde lev> to longe1 porm1 a fatalidade exclusiva d clima1 sob o ponto de vi/a da temp]atura1 que haja de se fe*> os olhos a contradices flagrantes1 a que os proprios factos hi/oricos do relevo1 embora ,montesquieu veja a9da no fundo d'essas contradices a influ5cia climat]ica4 ,ass5te que os climas frios so os que do o vigor1 a en]gia1 e os climas qu5tes a molleza e a indol5cia1 o proprio ,montesquieu#cg foi obrigado a not> contradices nos c>act]es de c]tos povos d ,meio-dia4 ,os indios so naturalm5te faltos de coragem1 diz elle2 os proprios filhos dos europeus1 nascidos nas ,indias1 p]dem a d seu clima4 ,e/a ultima affirmao a*a-se pl5am5te confirmada no precioso livro de um viajante holl&ez#ch1 o qual1 trat&o da maneira de viv] dos portuguezes na ,india1 faz not> a ociosidade a que se entregavam1 a ponto de explor>em a honra de suas proprias mulh]es#ci4 ,pois no ob/ante a indol5cia peculi> ao clima da ,india1 onde a luz e o calor p>ece cons]v>em-se n'uma primav]a in9t]rompida1 os co/umes indianos so viol5tos e b>b>os3 os hom5s submettem-se a males incriveis1 z mulh]es lanam-se ao fogo4 ,montesquieu explica a9da e/e facto pela preguia d espirito dos indios1 a qual devida indol5cia d corpo1 produzida pelo clima4 ,a preguia d espirito traz1 realm5te1 a immobilidade nas leis e nos co/umes2 sem emb>go1 como obs]va ,voltaire1 a influ5cia dos climas algumas vezes desm5tida pelos factos hi/oricos3 em respo/a ass]o de que os povos dos paizes qu5tes so timidos como os velhos1 lembra ,voltaire que os arabes conqui/>am em oit5ta annos maior t]ritorio d que aquelle que o imp]io romano possuia4 ,um philosopho allemo1 que ,edg> ,qu9et vulg>is\ na ,europa1 levanta sobre a !oria de ,montesquieu um edificio to brilhante como arrojado2 segundo ,montesquieu1 o homem influ5ciado pelo clima2 segundo ,h]d]1 a natureza o molde d'onde a humanidade sahe con=mada4 ,h]d]1 cuja l>gueza de vi/as abrange todos os elem5tos da humanidade1 e/udados desde a origem dos tempos1 no seu des5volvim5to h>monico e progressivo1 o que lhe d uma inconte/avel vantagem sobre os philosophos que o prec$]am1 p>te da geographia physica p>a *eg> a uma syn!se assombrosa4 com um admiravel in/9cto--diz ,qu9et--que ,h]d] segue o contorno dos ro*$os e dos rios1 que se p]de nos des]tos1 que p5etra com um olh> o int]ior de um paiz1 p>a encontr> na natureza ext]na o primeiro mobil das t5d5cias e det]m9aes dos povos#dj4 ,a !oria de ,h]d] muito mais complexa d que a de ,montesquieu1 e cl>o que1 lan&o mo de todos os elem5tos (f]ecidos pela natureza1 abrange maior num]o de v]dades4 ,h]d]1 como obs]va ,qu9et1 e/uda at os contornos dos ro*$os e dos rios1 z l9has da natureza2 os p]fis das montanhas e z s9uosidades d alveo do-lhe a ida das t5d5cias dos povos que vivem n'essas p>ag5s4 ,com effeito1 o sc5>io de um !atro =nece a primeira concepo das paixes que se iro des5volv] no drama4 ,no gr&e palco d mundo acontece o mesmo4 ,o aspecto da natureza torna o g]mano dotado de uma temp]a robu/a#da4 ,em ,portugal1 os povos nascidos nas duas montanhosas prov9cias da ,beira sahem aptos p>a z maiores rudezas d trabalho2 so pr9cipalm5te elles os que executam a t>efa das ceifas no ,alemtejo1 onde vo todos os annos1 arro/&o um sol canicul>1 abrazador1 *eg&o a morr] n'um s e/io e n'uma s com>ca1 a de ,elvas1 quatroc5tos ceifeiros1 de f\ce em punho1 como v]dadeiros h]oes d trabalho#db4 ,os povos d ,alg>ve nascem m>9heiros pela fatalidade da situao geographica1 arrojam-se s maiores ousadias da navegao1 como a que no pr9cipio d'e/e seculo realis>am1 indo d\s hom5s n'um cahique ao ,rio de ,janeiro4 ,h]d] t9ha razo4 ,um s rio1 o s9uoso e ext5so ,d\ro1 ba/a a c>act]is> a vida da maior p>te dos habitantes d'uma prov9cia4 ,o conhecim5to pratico1 a obs]vao de algumas povoaes portuguezas leva-nos a e/abelec] o pr9cipio de que a frma geometrica dos rios det]m9a os co/umes dos povos circumpo/os4 ,z corr5tes em l9ha recta so z que produzem m5or pureza de vida2 pelo contr>io1 os rios me&rosos1 difficeis1 occasion&o um trabalho cont9uo e p]igoso santificam1 p>a assim diz]1 os co/umes4 ,e/udemos e/a !oria no rio ,d\ro4 ,os b>queiros d'e/e rio entregam-se a um trabalho por tal modo int5so e in9t]rompido1 que *ega a s] uma religio4 ,p5durados das fragas afim de tir>em os b>cos sirga1 emp5hados em v5c]em os p]igos dos pontos1 v]dadeiras cat>atas1 hav5do previam5te1 de b>rete na mo1 confiado z suas vidas a ,deus1 so completam5te absorvidos pela preoccupao d trabalho4 ,ext5uados1 qu&o recolhem ao l> dome/ico1 d$icam-se vida de familia1 ao descano patri>*al da l>eira2 regul&o a9da assim o tempo por modo que muitos d'elles cultivam a sua v9ha1 a sua pequ5a horta1 no int]vallo das viag5s4 ,mas nos rios placidos1 rectil9eos1 a navegao no um trabalho1 1 pelo contr>io1 um pretexto de ociosidade4 ,a propria corr5te leva o b>co1 os b>queiros no bebem p>a =talec]-se2 bebem p>a embriag>-se1 por debo*e4 ,qu&o *ega a noite1 procuram z casas devassas1 z rameiras d caes4 ,h]d]1 des5volv5do a !oria de ,vico1 abrangeu todos os meios cosmologicos2 no se preoccup\ s1 como ,montesquieu1 com os ag5tes a/ronomicos1 e deu a devida importancia aco g]al da natureza4 ,no e/ado actual da sci5cia preciso tambem t] em vi/a os modificadores sociologicos1 po/o que muitas vezes nos p>eam sujeitos aos cosmologicos4 ,z pr(isses indu/riaes1 por exemplo1 no r>o dep5dem de uma influ5cia puram5te local4 ,jacques de ,boisjosl9 confirma e/a op9io1 avis&o de que z aptides pr(issionaes podem engan> sobre z v]dadeiras disposies das raz1 por isso que frequ5tem5te d]ivam d clima1 da presso da natureza#dc4 ,edg> ,qu9et lana-se com vivo en?usiasmo na !oria de ,h]d]3 ,a figura dos cont95tes1 dos rios1 dos m>es1 das montanhas1--escreve elle com o seu bello colorido poetico--1 quasi por toda a p>te ha det]m9ado a das soci$ades2 de modo que cada cont95te um molde onde a ,provid5cia vasa z raz humanas p>a que ahi tomem a frma et]na dos seus designios2 e o primeiro propheta escreveu o seu livro nas l9has mudas dos cont95tes a9da de%abitados#dd4 ,c\s91 depois de hav] prescripto ao movim5to g]al da ,hi/oria tres pocas1 ligadas no s por uma relao de successo mas tambem de g]ao1 tres pocas baseadas sobre z tres unicas idz que o p5sam5to humano pde conceb]1 o inf9ito1 o f9ito1 a relao d f9ito com o inf9ito1 s5do que e/es tres elem5tos podem coexi/ir n'uma mesma poca po/o que seja o pr$om9io de um o que a c>act]isa2 ,c\s9 liga tambem uma alta importancia situao geographica e *ega concluso de que p>a tres pocas diff]5tes1 tres !atros diff]5tes4 ,a !oria de ,h]d] tem sido1 porm1 accusada por alguns philosophos de imprimir ao homem um c>act] de passividade1 que o r$uz condio de escravo da natureza que o rodeia1 e elle proprio1 como lhe c5surado1 no pde explic> pela geographia physica todos os des5volvim5tos da civilisao4 ,p>a elle1 a l+uagem humana uma in/ituio div9a1 po/o que at c]to ponto nos p>ea que1 reproduz9do os primeiros hom5s z vozes da natureza pela onomatopea1 segundo ,vico1 podia ,h]d] explic> por esse mesmo facto a origem da l+uagem1 e pela situao geographica a euphonia ou a asp]eza de c]tos dialectos4 ,uma outra accusao consi/e em no se hav] ,h]d] remontado origem e?nica das raz1 enc>&o-z ap5as no e/ado em que z encontr\1 qu&o e/ud\ o c>act] de cada uma como elem5to da ,philosophia da hi/oria2 pelo que calumni\ toda a raa aryana1 e portanto os g]manos1 a que p]t5cia1 qu&o repres5t\ como rebeldes a toda a cultura os celtas e os slavos1 que =am a gu>da-avanada da colonisao europa#de4 ,como qu] que seja1 ,h]d] acc5deu a espl5dida aurora que devia illum9>1 pr9cipalm5te em nossos dias1 o e/udo de todos os gr&es problemas da sci5cia e da humanidade1 a que1 depois d'elle1 se tem d$icado gr&e num]o de espiritos lum9osos e =tes1 cujas !orias no podemos m5cion> n'um trabalho que1 como e/e1 tem de s] realisado n'um p]iodo fatal e curto4 ,o ponto de vi/a religioso de ,bossuet e o ponto de vi/a politico de ,vico fic>am desde ,h]d] (fuscados pelo conjuncto syn!tico de todos os elem5tos da civilisao humana3 z raz1 z l+uas1 z religies1 z artes1 z litt]aturas1 os sy/emas de gov]no e de philosophia1 etc4 ,du*9ski a*\ v9te e oito elem5tos de critica hi/orica3 #a4 ,hydrographia2 #b4 ,pla/icidade d slo2 #c4 ,physionomia dos habitantes2 #d4 ,hygi5e1 do5z2 #e4 ,climatologia2 #f4 ,my?os2 #g4 ,tradies peculi>es a cada raa2 #h4 ,faculdades musicaes e poeticas2 #i4 ,t5d5cia dos povos vida s$5t>ia agricola ou a vida nmada m]cantil2 #aj4 ,lug> da mulh] na soci$ade2 #aa4 ,faculdades religiosas1 des5volvim5to das seitas2 #ab4 ,ve/u>io2 #ac4 ,alim5tos1 e bebidas2 #ad4 ,des5volvim5to da vida prov9cial e das idz f$]ativas2 #ae4 ,maior ou m5or pr$isposio p>a a adorao d pr9cipio d mal2 #af4 ,a geologia e sobretudo a geologia agricola2 #ag4 ,a botanica2 #ah4 ,a zoologia2 #ai4 ,z l+uas sob o ponto de vi/a lexicographico2 #bj4 ,z l+uas sob o ponto de vi/a euphonico2 #ba4 ,z l+uas sob o ponto de vi/a dos c>act]es da civilisao2 #bb4 ,z l+uas sob o ponto de vi/a das tradies hi/oricas que apres5tam2 #bc4 ,pureza e impureza relativa dos co/umes2 #bd4 ,grau d pod] creador d espirito2 #be4 ,grau de p>5tesco entre os povos sob o ponto de vi/a das relaes hi/orico-politicas2 #bf4 ,e/ati/ica2 #bg4 ,encadeam5to dos factos hi/oricos4 #bh4 ,grau de p>5tesco com relao s orig5s4 ,e c]tam5te no se pod]ia ,du*9ski gab> de t] enum]ado todos os mat]iaes que sabe aproveit> a ,philosophia da ,hi/oria1 em cujo campo o m5or elem5to =nece uma c>act]i/ica1 o que no deve admir> depois que se conheceu que uma alga microscopica1 a ,tri*odesmium ery?rum1 produz c]ta colorao p>ticul> d m> ,v]melho4 ,afim de e/ud> todos e/es elem5tos1 p>a *eg> syn!se da humanidade1 era preciso des5volv]1 refundir e at cre> um gr&e num]o de sci5cias correlativas a elles4 o que se tem feito at hoje4 ,cada sci5cia especial acode a (f]ec] ao inve/igador uma pod]osa alavanca que ha-de ajud> a levant> a humanidade altura precisa p>a receb] de fr5te toda a luz da ,philosophia4 ,a ,hi/oria1 que fra outr'ora simplesm5te a n>rao de factos1 torn\-se1 portanto1 a mais complexa de todas z sci5cias4 ,foi uma trans=mao assombrosa4 ,ate>am-se os gr&es debates da sci5cia mod]na1 os sabios lanaram-se descob]ta da v]dade1 tom&o a ,philosophia por in/rum5to4 ,o nosso seculo tem assi/ido z mais brilhantes inve/igaes4 ,a ,philosophia positiva metteu hombros ao colosso d passado1 e inici\ um dos cyclos mais admiraveis da humanidade1 se no o mais assombroso de todos elles4 ,p>ece-nos conv5i5te insi/ir n'e/e ponto1 por isso que lavra a9da em alguns espiritos uma c]ta desconfiana sobre o e/ado de p]feio dos mod]nos trabalhos sci5tificos4 ,o conhecim5to d'e/a desconfiana foi que nos det]m9\ a escolh]mos p>a diss]tao de concurso o va/o assumpto de que vimos trat&o1 seguram5te muito sup]ior s nossas =z4 ,odysse-,b>ot um d'esses espiritos desconfiados4 ,vemos app>ec] cada anno1 diz elle#df num]osas e int]essantes monographias1 obras especiaes de um inconte/avel valor2 mas no passam de uteis mat]iaes1 que s]ia tempo de pr em obra4 ,a ,hi/oria e/ no ponto em que se a*avam3 a a/ronomia antes de ,keppl]1 ,cop]nico e ,newton2 a *imica antes de ,lavoisi] e ,b]zelius2 a physica antes de ,ar*im$es2 a zoologia antes de ,ge(froy ,sa9t-,hilaire2 a geologia antes de ,cuvi]2 a physiologia antes de ,h>vey4 ,a lei da attraco univ]sal s] mais difficil de =mul> d que a lei da attraco cele/e8 ,sabemos como se movem os a/ros1 e ignoramos como se movem os povos6 ,podemos det]m9> a curva que descrevem os mundos1 e no sabemos absolutam5te nada da orbita que p]correm z naes6 ,porque no descobriro a lei da aggregao dos hom5s1 como s\b]am a*> a lei da aggregao das moleculas de um corpo8 ,no hav] uma *imica social d mesmo modo que ha uma *imica organica ou uma *imica m9]al8 ,s] que z =z *amadas coheso e aff9idade no possam actu> s5o sobre os gazes1 os liquidos ou os solidos8 ,acaso a humanidade ignora o que uma comb9ao1 uma liga8 ,no tem seus reag5tes1 suas decomposies1 seus precipitados8 ,descobriu-se a lei da circulao d sangue no homem3 a hi/oria esp]a o seu ,h>vey1 p>a encontr> a lei da circulao d sangue nas soci$ades4 ,a hi/oria esp]a o seu ,ar*im$es1 que nos d a =mula da dynamica e da /atica politicas1 etc4 ,realm5te1 i/o qu]] desconhec] at onde teem *egado os progressos da actividade humana d5tro d campo da possibilidade1 e exigir da humanidade o impossivel4 ,com a sabia ori5tao da ,philosophia positiva1 o espirito humano cam9ha en]gicam5te p>a z acquisies sci5tificas que z mais paci5tes obs]vaes prep>am todos os dias4 ,foi trabalhosa e demorada a jornada at e/a conqui/a1 porque o espirito humano teve de atravess> successivam5te o e/ado !ologico1 base e e/imulo de todo o progresso1 porque preciso um ponto de apoio qualqu] p>a firm> os primeiros passos1 e o e/ado metaphysico1 transio d e/ado !ologico p>a o e/ado positivo4 ,mas1 *egados a e/a nova conqui/a1 o que podemos exigir da ,philosophia positiva1 sci5cia que elev\ a ,hi/oria sua mais alta concepo8 ,que nos p]mitta enc>> todos os ph5om5os como sujeitos a leis naturaes inv>iaveis1 e r$uzil-z ao m5or num]o possivel1 afim de simplific>mos a univ]salidade dos conhecim5tos humanos2 que nos p]mitta sujeit> a um sy/ema cl>o e positivo todas z sci5cias fundam5taes e/udadas nas suas relaes communs como elem5tos con/itutivos de um todo h>monico1 e portanto tambem nas suas relaes com esse mesmo sy/ema1 com esse todo4 ,e/a gr&e1 e/a imm5sa obra de simplificao deve-se ,philosophia positiva4 ,mas p>a que a ,philosophia positiva podesse con/ituir-se com o c>act] de univ]salidade que lhe proprio1 era preciso abraar todas z ord5s de ph5om5os4 ,por isso a ,philosophia positiva teve de inv5t> uma nova sci5cia1 que se propozesse e/ud> uma especie de ph5om5os1 que no podia incluir-se na dos a/ronomicos1 na dos physicos1 na dos *imicos1 nem f9alm5te na dos physiologicos1 e cre\ a physica social1 que se trata de e/ud> com o vag> que a sua dep5d5cia de todas z outras sci5cias de obs]vao exige1 e que vir complet> a con/ituio da ,philosophia positiva4 ,mas todos e/es gr&es1 e/es gr&issimos progressos d espirito humano1 toda e/a colossal obra de simplificao e g5]alisao pod] produzir o conhecim5to exacto1 c]to das causas das leis e/udadas ou da explicao univ]sal de todos os ph5om5os por uma lei unica8 ,responde o proprio ,comte1 o gr&e apo/olo d positivismo3 ,na m9ha pr(unda convico pessoal1 consid]o e/as empresas d'explicao univ]sal de todos os ph5om5os por uma lei unica como em95tem5te *im]icas1 a9da qu&o so t5tadas pelas mais compet5tes intellig5cias4 ,creio que os meios d espirito humano so muito fracos1 e o univ]so muito complicado p>a que uma tal p]feio sci5tifica possa e/> ao nosso alcance1 e at p5so que se faz g]alm5te uma ida muito exag]ada das vantag5s que de tal conqui/a result>iam necess>iam5te1 se ella fosse possivel#dg4 o proprio ,augu/o ,comte que nos vem diz] que consid]a defezos razo humana todos os my/]ios que a philosophia !ologica procurava explic> facilm5te2 que o espirito humano deve reconhec]1 no e/ado positivo em que se a*a1 a impossibilidade de obt] noes absolutas1 de conhec] z causas intimas dos ph5om5os1 a origem e o de/9o d univ]so#dh4 ,e/amos1 pois1 lanados na ampla e/rada de uma sci5cia toda humana1 e havemos de *eg> at onde os recursos humanos nos possam lev>4 preciso tempo e trabalho p>a que a folha da amoreira se conv]ta em sda4 ,a a/ronomia esp]\ o seu ,keppl]1 como a hi/oria esp]a o seu ,ar*im$es4 ,odysse-,b>ot p$e a =mula da dynamica e da /atica politicas3 portanto1 o que p$e so duas !orias sci5tificas1 que se devem consid]> como factos logicos4 ,ora s por uma pr(unda obs]vao d'esses factos se pde *eg> ao conhecim5to das leis logicas#di4 ,a ,philosophia positiva1 auxiliada pelas sci5cias de obs]vao j p]feitam5te conhecidas1 procura pre5*] a lacuna que respeita aos ph5om5os sociaes p>a att+ir o seu c>act] de univ]salidade4 ,segundo e/a nova m>*a d espirito humano1 toda positiva e obs]vadora1 a ,hi/oria teve de e/ud> pr(undam5te a natureza p>a *eg>1 f9alm5te1 exacta concepo d lug> que n'ella occupa o homem4 ,a geologia tem1 portanto1 att+ido um notavel e/ado de florecim5to4 ,a hi/oria da t]ra desdobr\-se em capitulos com uma nitidez admiravel1 desde a nebulose1 que pelo resfriam5to se conv]teu na esph]a t]re/re1 at nossos dias4 ,excav&o nas entranhas da t]ra1 p>a extrahir1 como um m9]io precioso1 a sua hi/oria1 a sci5cia encontr\ os de/roos animaes e vegetaes que g]>am a paleontologia4 ,nas camadas t]ci>ias d globo app>ec]am os in/rum5tos de p$ra1 a que o vulgo *ama a9da hoje p$ras de raio#ej1 e que effectivam5te =am consid]ados como productos da natureza antes que ,m]cati os consid]asse como armas def5sivas d homem no e/ado da sua rudeza primitiva4 ,o a*ado de alguns fosseis1 que p>ec]am humanos1 a p> com os esqueletos de alim>ias ante-diluvianas1 veio depois1 ao cabo de longos debates1 e de novos a*ados1 desfaz] o erro an?ropoc5trico1 confirm> a exi/5cia prehi/orica d homem e por consegu9te o emprego dos in/rum5tos de silex4 ,foi assim que d consorcio da geologia com a paleontologia nasceu a ar*eologia4 ,ento1 luz d gr&e fa*o da ar*eologia1 pde a ,hi/oria recon/ruir z idades primitivas d homem4 ,*am\ primeira1 de p$ra1 e subdividiu-a em paleoli?ica ou dos in/rum5tos de p$ra lascada2 mesoli?ica ou dos in/rum5tos de p$ra lascada e de osso2 neoli?ica ou dos in/rum5tos de p$ra polida2 e segunda1 idade dos metaes1 subdivid9do-a em idade de bronze#ea e idade de f]ro4 ,a descob]ta de fosseis humanos1 e dos in/rum5tos prehi/oricos1 veio d> des5volvim5to a um grupo de sci5cias que teem necess>ia relao entre si4 ,no primeiro plano d'e/e grupo1 app>ece a an?ropologia1 ramo da hi/oria natural que trata d homem e das raz humanas1 sci5cia que se pde consid]> orig9ada pelo positivismo mod]no1 comquanto os gregos j designassem pelo vocabulo an?ropologos aquelles que discutiam sobre o homem4 ,o problema da origem d homem impoz-se m$itao dos sabios1 como uma das mais importantes que/es a resolv]4 ,ap>t>am-se z op9ies1 os campos4 ,a primeira base de toda a discusso foi o ,g5esis4 ,a op9io polyg5i/a tirava argum5to de s]em os filhos de ,deus repres5tados como raz prov5i5tes de ,ado1 e os filhos dos hom5s como raz no adamicas#eb e de que a ,biblia ap5as se ref]ia aos povos semitas1 p>ticul>m5te aos judeus#ec4 ,a op9io monog5i/a contrapunha que todas z raz desc5diam primitivam5te de ,ado e ,eva1 e consecutivam5te dos tres filhos de ,no salvos d diluvio2 que a influ5cia dos meios cosmicos produzira a v>i$ade das raz4 ,e/a discusso veio a g5]alis>-se1 a emancip>-se da sua origem biblica1 a diffundir-se pelo campo da sci5cia1 e at da politica#ed4 ,o trans=mismo uma phase nova d'e/a gr&e que/o1 que envolve uma ida antiga#ee4 ,lam>ck su/5ta que z especies se trans=mam pass&o de uma p>a outra1 tanto no re9o animal como no vegetal3 o homem uma trans=mao l5ta d macaco4 ,procur&o a origem dos sres1 ,lam>ck encontra os g]m5s primordiaes ou mnadas1 prov5i5tes de g]ao espontanea4 ,n'e/e sy/ema1 os meios de trans=mao explicam-se pela adaptao dos orgos s condies da exi/5cia4 ,cuvi]1 ,ge(froy ,sa9t-,hilaire e outros1 sahiram em defeza das idz or?odoxas1 que p>ecia hav]em triumphado qu&o app>eceu ,c>los ,d>w91 cuja !oria se pde def9ir3 ,a seleco natural por a lucta pela exi/5cia1 applicada ao trans=mismo de ,lam>ck#ef4 ,segundo ,d>w91 todos os s]es organisados se trans=mam incessantem5te sob o imp]io de uma lei de seleco natural 7natural selection71 e todas e/as trans=maes tem por causa a lucta pela vida 7/ruggle = life71 i/o 1 o combate et]no dos sres vivos entre si pelos meios de exi/5cia4 ,todas z especies vivas desc5dem1 segundo ,d>w91 de um pequ5o num]o de prototypos ou mesmo de um s4 ,em virtude da seleco natural todas z v>iaes uteis so cons]vadas1 e todos os desvios nocivos elim9ados#eg4 ,comquanto ,c>los ,d>w9 se ab/ivesse de applic> a sua !oria especie humana p>ticul>m5te1 os que a def5dem fazem essa applicao como consequ5cia logica das ass]es apres5tadas por elle4 ,a d\tr9a d>w9iana foi o ponto de p>tida de um longo debate que a9da dura4 ,entre os allemes que se fili>am na escla d trans=mismo1 avulta ,hckel1 que p>a explic> a origem d homem p>te das primeiras cellulas conhecidas1 mon]as1 =madas por g]ao espontanea4 ,e/as cellulas =am-se dispondo em orgos e1 depois de uma s]ie de trans=maes1 que se podem classific> em v9te e d\s graus1 app>ece o homem4 ,graz ao espirito de positivismo d nosso seculo1 z sci5cias biologicas *eg>am a e/e grau de des5volvim5to1 e como que sopr>am vida nova intellig5cia humana cada vez mais vida de sab]4 ,desdobram-se na tela da discusso os mais graves problemas1 como por exemplo o das g]aes espontaneas1 que tanto preoccup\ a ,academia das ,sci5cias de ,p>is1 depois que em #aheh o pr(essor ,p\*et lanou o pomo da discordia ao seio dos qu>5ta immortaes#eh4 ,c]to que muitos d'esses gr&es problemas no e/o a9da resolvidos1 como por exemplo o d trans=mismo1 mas no m5os c]to que z mod]nas inve/igaes vo cada vez produz9do novas acquisies1 e que1 pelo que toca ao trans=mismo1 a d\tr9a da mutabilidade e da evoluo morphologica dos s]es organisados vai cada dia ganh&o maior t]r5o4 ,n'um curso regul> de an?ropologia1 como aquelle que se pr(essa no ,in/ituto an?ropologico de ,p>is1 sob a direco de ,paulo ,broca1 a e?nologia1 sci5cia que se occupa da classificao1 descripo1 rep>tio1 filiao e evoluo das raz humanas1 tem um log> importantissimo1 e tanto se id5tifica e/a nova sci5cia com a ,hi/oria philosophica1 que s pelo e/udo das raz con/ituiram alguns hi/oriadores uma ,philosophia da ,hi/oria4 ,z analogias encontradas entre z l+uas da ,europa e o sanscrito det]m9>am z affirmaes a que se *eg\ sobre a unidade da raa indo-europa ou aryana4 ,os resultados =necidos pela inve/igao lev>am ,francisco ,boop a reconhec] o p>5tesco das l+uas celticas1 que at ahi faziam grupo p>te1 com o sanscrito1 e com z demais de origem aryana4 ,por onde nos dado vr como a e?nologia prosp]\ pela applicao d me?odo philologico4 ,aqui temos pois irmanadas duas novas sci5cias1 por igual importantes1 a e?nologia e a philologia4 ,e no diremos que a philologia a base da e?nologia1 porque muitas vezes a l+uagem de um povo e/ falseada por ag5tes hi/oricos e sociaes1 taes como a conqui/a1 o comm]cio1 e a irradiao de focos intellectuaes mais ard5tes#ei4 ,mas1 como qu] que seja1 acompanh> a evoluo das raz desde a sua filiao o mesmo importa que faz] simultaneam5te a hi/oria das l+uas respectivas e o e/udo critico das litt]aturas sob o ponto de vi/a da ar*eologia1 da arte e da my?ologia#fj4 ,os gr&es problemas philologicos ap5as comearam a inspir> g]al int]esse no pr9cipio d'e/e seculo4 ,o ponto de p>tida dos mod]nos trabalhos sobre a sci5cia da l+uagem foi a ,grammatica comp>ada das l+uas indo-europz por ,francisco ,boop4 ,a antiguidade classica1 circumscripta ao e/udo da civilisao italiana ou grega1 no podia elev>-se s !orias g]aes#fa4 ,alm d que1 era preciso que a ,hi/oria fosse e/ud&o a g5ealogia dos povos1 reconhec5do-os1 p>a sobre o conhecim5to pratico das l+uas fundam5t> a mod]na sci5cia da l+uagem#fb4 ,no seculo actual a philologia comeou a e/ud> z ramificaes das l+uas1 a comp>al-z1 a classifical-z1 a critic> os seus productos1 como a ,hi/oria comeou simultaneam5te a e/ud> z ramificaes dos povos1 a comp>al-os1 a classifical-os1 a critic> z suas manife/aes4 ,a l+ui/ica1 e/ud&o a phonetica e a e/ructura das l+uas1 veio pre/> uma valiosa collaborao philologia1 porque se o philologo no sabe nada da l+ua em si mesma1 diz ,hovelacque1 se ignora a sua e/ructura e os elem5tos que a compoem1 como pod] faz] um juizo completo sobre os productos1 os fructos d'esse ag5te1 d'essa l+ua#fc8 ,a ,philosophia positiva1 pela applicao dos seus processos de simplificao e de g5]alisao1 trat\ de procur> z leis que presidiram =mao das l+uas1 e assim que a sci5cia da l+uagem tem *egado descob]ta de factos importantissimos4 ,av]igu\-se1 por exemplo1 que a l+ua *9eza1 a qual compreh5de qu>5ta mil palavras1 ap5as possue um peculio de quatroc5tas e c9co5ta raizes4 ,lubbock#fd occupa-se em mo/r> a id5tidade de raizes na l+uagem de muitas raz1 e toma p>a exemplo z articulaes pa e ma1 que p>a a maioria dos povos significam pai e me1 por isso mesmo que so z primeiras syllabas pronunciadas pela criana1 z mais faceis1 z mais involunt>ias1 como obs]va ,lefvre#fe4 ,mas1 aqui se levanta uma importante que/o4 ,como =am escolhidas e/as raizes8 ,como que c]tas c\sas =am indicadas por c]tos sons8 ,max ,mll] *ama a esses primitivos elem5tos das diff]5tes famillias de l+uas typos phoneticos produzidos por um pod] inh]5te natureza humana4 ,e acresc5ta3 ,exi/em1 como diria ,plato1 por natureza2 a9da que devemos tambem decl>> com ,plato que qu&o dizemos por natureza1 qu]emos diz] pela mo de ,deus4 ,ha1 porm1 algumas palavras que1 como zas1 provm da imitao de um som4 ,segundo ,mll]1 z palavras d'e/a especie p>ecem-se com z flres artificiaes3 no tem raizes4 ,lubbock no fica satisfeito com a respo/a dada por ,mll] a e/a p]gunta ,como que os sons podem exprimir o p5sam5to8 po/o adjective de eloqu5te a respo/a4 ,lefvre qualifica-a de excesso de my/icismo anglicano por p>te de ,mll]1 e obs]va que o grito vago1 fixado1 precisado pelo habito1 por conv5o1 por analogia com c]tas impresses traduzidas em onomatopz nos ba/a p>a compreh5d] como a tal ordem de s5saes ou de movim5tos c]ebraes se pde lig> tal ou tal som4 ,d'e/e modo no hav]ia na l+uagem z flres artificiaes de que falla ,mll]1 e1 como p5samos1 todas essas syllabas-mes m]gulh>iam raizes na int]jeio ou na onomatopa1 acab&o de fixal-z o habito4 ,a mod]na applicao da ,hi/oria a todos os ramos dos conhecim5tos humanos produziu1 na sci5cia da l+uagem1 um e/udo encantador--a biographia de cada palavra1 muitas vezes em opposio com z regras phoneticas que det]m9am z mudanz possiveis das letras4 ,o v]dadeiro c>act] de univ]salidade da ,hi/oria provm c]tam5te no d facto de abrang] a g5]alidade dos povos1 mas sim a g5]alidade dos assumptos1 e por isso que ella envolve1 na sua imm5sa esph]a1 todas z sci5cias4 ,tudo tem uma hi/oria1 e o hi/oriador univ]sal tem de abrang] a hi/oria de tudo4 ,max ,mll]#ff faz1 a traos poeticos1 a biographia da palavra palacio4 ,sobre z m>g5s d ,tibre1 uma das sete coll9as era *amada collis ,palat9us4 ,palat9us d]ivava-se de ,palas1 div9dade pa/oral1 cuja fe/a se celebrava a #ba de abril4 ,n]o m&\ demolir todas z casas p>ticul>es d'e/a coll9a p>a ahi edific> o seu aureo palacio1 domus aurea1 a que se pr9cipi\ a d> o nome de ,palatium1 cons]v&o-se como typo dos palacios reaes da ,europa4 ,de palatium nasceu o adjectivo palat9o1 a que se junt\ a palavra abobada p>a signific> o ponto mais elevado da bocca1 porque abobada era realm5te1 como obs]va ,mll]1 uma palavra muito propria p>a design> o palacio da bocca4 ,o illu/re pr(essor d',ox=d1 lembr&o a phrase de ,ennius--palatum coeli--1 p>a exprimir a abobada dos cos1 faz s5tir a evid5te analogia que ha entre a concepo d palacio da bocca e a de uma abobada1 e entre a concepo de uma abobada e a sumptuosa habitao dos imp]adores4 ,tom&o por in/rum5to de inve/igao a philologia1 a ,hi/oria no abriu os vocabul>ios das diff]5tes raz p>a e/ud> sm5te a biographia das palavras1 mas quiz tambem deletre> n'elles a condio social1 a civilisao d'essas raz4 ,a critica philologica descobriu que os ,hos da ,india c5tral no conhecem os t]mos affectuosos2 que os ,algonqu9os1 povo da ,am]ica sept5trional1 no possuem o v]bo am>2 que os ,bosmejans no teem nomes proprios p>a di/+uir os individuos2 que z tribus brazilicas desconhecem z noes de cr1 g5]o1 espirito1 etc41 por isso que no app>ecem nos seus vocabul>ios palavras correspond5tes a e/as noes#fg4 ,se os vocabul>ios =am consid]ados te/imunhos importantes p>a a hi/oria da civilisao dos povos1 z litt]aturas1 os monum5tos litt]>ios pr9cipi>am a reput>-se1 p]ante a critica mod]na1 a photographia d e/ado d espirito d'esses povos1 e dos seus co/umes4 por isso que ,h5ri ,ta9e#fh disse3 ,a hi/oria trans=m\-se ha cem annos na ,allemanha e ha sess5ta em ,frana1 pelo e/udo das litt]aturas4 ,a litt]atura copia o povo1 como o livro copia o homem4 ,os monum5tos litt]>ios so a concretisao da alma das naes3 tudo o que ella s5tia no mom5to em que produziu1 influ5ciada pela =a d meio physico1 clima1 e pelas disposies h]$it>ias1 raa1 e/ alli cond5sado4 ,uma epopa um compo/o det]m9ado pela aco simultanea d'e/as tres =z primordiaes reconhecidas por ,ta9e4 ,int]rogado o ,mahabh>ata1 reproduz a nossos olhos o cyclo tempe/uoso das conqui/as dos aryas1 qu&o1 avan&o p>a o sul1 se propoz]am ass5hore> z regies d ,ganges4 ,o ,ramayana tambem um symbolo sob a frma de uma epopa4 ,a s]5idade e abundancia que succ$em aos trabalhos de ,rama1 p>a rehav] o ?rono e a esposa1 repres5tam a conqui/a pacifica d ,meio-dia da ,india depois da conqui/a gu]reira4 o poema da posse1 como o ,mahabh>ata o poema da lucta4 ,ambos elles respondem eloqu5tem5te s int]rogaes da ,hi/oria1 ambos elles c>act]isam a alma da raa arya ao tempo em que rolava d alto d ,?ibet p>a1 como uma onda enorme1 alag> talvez o mundo#fi4 ,eis-aqui porque j haviamos dito que z obras de arte e de litt]atura so z que mais pr(undam5te c>act]isam a civilisao de um povo4 ,nos tempos mod]nos1 a ,hi/oria1 depois d rumo que lhe imprimiu ,vico1 pde extrahir gr&es recursos d e/udo dos symbolos2 qu&o ella *eg\ a lr esses alphabetos mudos1 p]mitta-se-nos a expresso1 dos povos primitivos1 descobriu segr$os importantissimos4 ,na poesia d ,ramayana conseguiu reconhec] em ,rama e em ,sita uma dupla p]sonificao da agricultura1 da =a que move o arado e d sulco que esse movim5to produz na t]ra#gj1 o que pl5am5te confirma a exegese em que o ,ramayana o poema da conqui/a d sul da p59sula indo/anica pelo trabalho s]5o1 pela paz4 ,o symbolismo juridico1 int]rogado pela ,hi/oria1 produziu a poesia d direito1 concepo encantadora que em ,portugal s tem orig9ado1 at hoje1 um unico livro#ga4 ,assim que a symbolica vai encontr> na /ipulaco a palha 7/ipula71 que int]v9ha nos contractos#gb e que at algumas vezes se cosia aos docum5tos#gc2 na prova pelo fogo o symbolo da pureza1 porque1 segundo os antigos1 o fogo1 s5do o gr&e purificador1 no podia conjur> contra o innoc5te#gd4 ,em ,portugal1 z mulh]es accusadas de adult]io purgavam-se a f]ro caldo4 ,o f]ro1 aquecido pelo fogo1 accusava o crime ou a innoc5cia3 o fogo1 diz o ,ramayana1 v tudo o que ha de manife/o e tudo o que ha de occulto4 ,ba/>ia s e/e facto p>a demon/r> que o symbolismo tanto abrangia a religio como o direito4 ,por um lado o fogo t9ha um c>act] div9o1 enc>nava-se em ,ve/a1 a que os gregos *amavam ,e/ia1 fogo dome/ico#ge2 por outro lado reve/ia um c>act] juridico1 porque pela prova d fogo ficava a mulh] legalm5te rehabilitada4 ,de modo que no f]ro caldo no s se pde di/+uir o elem5to religioso e o elem5to juridico1 mas tambem a relao exi/5te entre os d\s elem5tos3 s5do o adult]io um crime que pr9cipalm5te affecta a vida de familia1 a sup]/io cont9u\ a fazel-o julg> pelo fogo1 que na my?ologia grega t9ha um c>act] div9o de dome/icidade4 ,antigam5te1 o hi/oriador fugia dos symbolos pela mesma razo que os cam9hantes fugiam da ,sphynge3 por no pod] adiv9h> o que elles diziam4 ,mas depois de ,vico1 o primeiro philosopho da ,hi/oria1 z allegorias torn>am-se cl>as1 lum9osas4 ,desde esse mom5to tanto se dilat\ a esph]a da ,hi/oria1 que um s individuo pass\ a repres5t> uma g5]alisao3 ,a*illes o valor commum a todos os hom5s =tes1 ,ulysses a prud5cia commum a todos os sabios#gf4 ,e/a g5]alisao illu/r\ ao mesmo passo o passado e o futuro3 o passado1 porque int]pret\ a antiguidade2 o futuro1 porque produziu a etymologia das l+uag5s poeticas4 ,pelo auxilio que a ar*eologia e o e/udo das litt]aturas vi]am pre/> ,hi/oria1 *eg\-se concepo da e?nographia1 sci5cia que d o conhecim5to dos usos1 co/umes1 aptides e religies dos povos1 e cuja d5om9ao foi fixada em #ahbf por ,balbi#gg4 ,e/a nova sci5cia veio1 pois1 complet> o e/udo d grupo humano sob o ponto de vi/a zoologico 7an?ropologia7 e sob o ponto de vi/a hi/orico e geographico 7e?nologia74 ,como se fossem tres gr&es l9has1 z tres sci5cias cruz>am-se em triangulo3 d5tro d'elle fic\ o homem4 ,o homo sapi5s de ,l9neu mais propriam5te se pod]ia d5om9> desde ento homo triplex4 ,toda a importancia da e?nographia no e/1 como por muito tempo se julg\1 no int]esse maior ou m5or que pde desp]t> imag9ao o conhecim5to da e/ranha maneira de viv] dos povos4 ,a sci5cia mod]na deu s n>rativas dos t\ri/es um valor at agora desconhecido1 e foi d'e/e modo que a e?nographia reve/iu um c>act] altam5te sci5tifico4 ,sob e/e ponto de vi/a1 pre/a um gr&e auxilio a int]pretao dos ph5om5os sociaes1 sci5cia da soci$ade ou sociologia1 como lhe *am\ ,augu/o ,comte4 ,h]b]t ,sp5c] encontr\ gr&es subsidios na hi/oria das sup]/ies1 qu&o reconheceu que ellas p]t5ciam ao num]o de c]tas p>ticul>idades de que p>cialm5te dep5de a maneira por que a unidade social se comporta no meio das condies ambi5tes1 inorganicas1 organicas e sup]organicas#gh4 ,z civilisaes antigas teem-se recon/ruido em gr&e p>te pelas inve/igaes ar*eologicas1 que so p>a a e?nographia um pod]oso in/rum5to de av]iguao4 ,a sci5cia mod]na tem conseguido faz] a hi/oria g]al da civilisao da humanidade desde a idade de p$ra at nossos dias1 como se o homem actual podesse realm5te retroc$] ao passado e volt> ao pres5te com z provas mat]iaes d modo como a sua exi/5cia se des5volveu1 de cyclo em cyclo1 sobre a face da t]ra4 ,na gr&e resurreio da humanidade pela sci5cia1 o mais insignificante fragm5to de b>ro s]viu p>a a recon/ruco hi/orica de uma civilisao4 ,d conjuncto das sci5cias que e/udam o passado1 e que so dom9adas pela ,hi/oria1 porque se apoiam sobre factos hi/oricos1 trazem origem algumas sci5cias novas1 entre z quaes m5cion>emos a sci5cia das religies4 ,com quanto rec5tissima1 so realm5te admiraveis z conqui/as1 z descob]tas j realisadas por e/a sci5cia4 ,uma d'ellas 1 seguram5te1 a affirmao da unidade hi/orica das religies4 ,a cr5a de que cada religio possuia sua auto*?onia1 ou pelo m5os c]ta orig9alidade1 cahiu p]ante o resultado das inve/igaes mod]nas1 z quaes pod]am lev> o espirito humano concluso de que z religies teem uma origem asiatica commum1 que se encontra nos ,v$as4 ,a demon/rao d'e/a v]dade admiravelm5te des5volvida por ,emilio ,durn\f#gi4 ,a*\-se que z religies d]ivam de um elem5to primitivo1 o fogo1 consid]ado sob o ponto de vi/a de tres funces di/9ctas3 uma physica1 outra psy*ologica1 a ultima metaphysica4 ,a e/as tres funces correspondem tres ph5om5os1 que impression>am o espirito dos aryas1 qu&o a9da e/anciavam nos valles d ,oxus3 o movim5to1 a vida1 o p5sam5to4 ,e/es tres ph5om5os abrangem a totalidade dos ph5om5os naturaes4 ,esprai&o a vi/a por todas z c\sas inanimadas que os rodeavam1 os aryas *eg>am convico de que todas essas c\sas se moviam por effeito d calor1 prov5i5te d sol4 ,reconhec]am o calor na *amma1 no raio1 nas nuv5s =madas pela evaporao das aguas1 no v5to produzido pelos movim5tos vibratorios d ar devidos pres5a d calor1 que o r>efaz1 ou sua aus5cia1 que o cond5sa2 em tudo1 f9alm5te4 ,depois1 fix&o a sua att5o nos corpos organicos1 encontr>am a mesma causa de vida3 viram os vegetaes enfolh> e florir animados pelo sculo tpido da primav]a1 e p5d] f]idos de morte no inv]no2 viram os animaes mov]-se *eios de actividade e de vida qu&o o calor lhes retemp]ava os membros1 e enf]m> e morr] qu&o o frio os enregelava4 ,portanto =am levados a concluir que residia no calor a causa de todo o movim5to nos corpos inorganicos1 e de todos z ph5om5os vitaes nos corpos organisados4 ,mas a pres5a ou a aus5cia de calor1 e/udada no corpo humano1 produziu a noo de tres funces diff]5tes4 ,,func,o ,,physica4--,o corpo d homem ganhava pelo calor a actividade1 a vida1 que p]dia pelo resfriam5to4 ,,func,o ,,psy*ologiga4--,desde o mom5to em que o corpo d homem se tornava cadav] por um resfriam5to g]al1 a faculdade de p5s> desapp>ecia4 ,,func,o ,,metaphysica4--,se pela aus5cia da luz o mundo ficasse sepultado em trevas1 a intellig5cia humana1 dado que podesse funccion>1 fic>ia inteiram5te desajudada d auxilio da vi/a1 que o s5tido pelo qual ns adquirimos a p]cepo de quasi todas z idz1 especialm5te a ida da h>monia das c\sas1 e consegu9tem5te d pr9cipio de que emanam#hj4 ,ass5tes e/es pr9cipios1 vejamos como se pde affirm> a unidade hi/orica das religies pela sua filiao commum no elem5to v$ico d calor4 ,tomemos na religio que seguimos um exemplo1 o dogma da tr9dade4 ,temos no *ri/ianismo o ,padre1 o ,filho e o ,espirito1 e na tr9dade aryana a concepo de tres deuses que resumiam o nucleo da !ogonia3 ,savitri1 ,agni e ,vyu4 ,savitri1 o productor1 o pai cele/e1 o sol4 ,agni1 o fogo1 habita na t]ra4 ,o seu nascim5to my/ico3 se por um lado tem um pai t]re/re1 ,twa/ri1 que qu] diz] c>p9teiro1 por outro lado desc5de d co1 e foi concebido pela vontade de ,vyu no v5tre de ,my4 ,vyu1 no s5tido mat]ial o v5to1 o ar em movim5to1 que alim5ta a luz e o fogo2 no s5tido metaphysico o espirito de vida1 a immortalidade em si mesma4 ,todos e/es tres deuses e/o1 pois1 sub/ancialm5te id5tificados na tr9dade aryana como na tr9dade *ri/4 ,so uma concepo metaphysica baseada sobre uma concepo muito vaga da natureza4 ,mas a unidade hi/orica das religies pde a9da acompanh>-se na vida de ,agni1 o deus que se humanisa1 porque desce t]ra4 ,twa/ri1 seu pai1 o c>p9teiro1 que fricciona os d\s bocados de madeira1 de que ha-de sahir o filho div9o4 ,my a p]sonificao da pot5cia productora sob a frma de mulh]4 ,agni nasce homem e trans=ma-se em deus qu&o um sac]dote1 colloc&o-o sobre o alt>1 d]ram\ sobre a sua cabea o licr sagrado1 sma1 e o ungiu com a manteiga d sacrificio4 ,entre os aryas da ,asia c5tral a vacca era o typo por excell5cia dos animaes1 produz o leite1 o qual produz a manteiga4 ,a manteiga cl>ificada a mat]ia animal que melhor s]ve p>a alim5t> o fogo4 ,o sma um licr alcoolico1 produzido pelo succo da asclepias acida1 que1 f]m5tado1 e lanado ao fogo1 cria *ammas espl5didas4 ,o sma das religies d ,ori5te trans=ma-se nas religies d ,occid5te em v9ho1 o licr sagrado4 ,assim como ,agni reside no sma1 ,*ri/o reside no v9ho1 tambem sob uma frma my/ica4 ,a9da vamos encontr> no v9ho o elem5to v$ico d fogo3 a uva amadurece pelo calor1 conc5tra-o1 e transmitte-o a quem bebe o seu succo4 ,o bolo que na religio indiana feito de f>9ha e manteiga1 mat]ias em95tem5te combu/iveis e nutritivas1 trans=ma-se na religio *ri/a na ho/ia feita de f>9ha e agua1 conv9do lembr> que a comb9ao d hydrog5io com o oxyg5io1 de que resulta a agua1 tem por condio1 ess5cial o calor4 ,agni como ,*ri/o residem n'e/a (fr5da solida3 so o sacrificador que se (f]ece a si mesmo como victima4 ,eis o dogma da eu*>i/ia4 ,segu9do o lum9oso ra/ro de ,burn\f1 pod]iamos lev> mais longe a demon/rao da unidade hi/orica das religies1 mesmo sem sahirmos d *ri/ianismo2 pod]iamos desc] a m9uciosidades1 mo/r> como a e/rella dos magos a savanagraha1 a e/rella fatidica2 como a vacca d presepe de ,be?lem a vacca my/ica dos aryas1 e como nem siqu] falta o jum5t9ho que p>a alguns ryas traz sobre o dorso o fructo de que se extrahe o licr sagrado2 pelo que especialm5te toca aos ritos1 s]ia curioso mo/r>1 por exemplo1 acompanh&o ,burn\f1 como a gr&e poca d anno *ri/o consi/e ju/am5te nas c]emonias da r5ovao d fogo1 qu] diz]1 na ,pas*oa2 mas o nosso fim to sm5te faz] s5tir que a unidade das religies uma v]dade1 e que essa v]dade foi conqui/ada por uma sci5cia nova1 baseada sobre factos hi/oricos1 e portanto filha da ,hi/oria univ]sal philosophica4 ,a gr&e obra de simplificao da ,philosophia positiva releva pr9cipalm5te no mobil que impelliu o espirito humano a descobrir o pr9cipio de unidade das religies4 ,realm5te assombroso acompanh> a m>*a da ida religiosa1 semelhante a uma gr&e corr5te aryana1 desde o seu b]o asiatico1 e atravs das my?ologias dos antigos povos gregos1 lat9os e g]manos1 at ao *ri/ianismo1 em que ,agnus1 o cordeiro immaculado1 p>ece no s] mais que uma leve alt]ao morphologica de ,agni4 ,a sci5cia mod]na e/ j dirig9do z suas vi/as p>a a ,am]ica1 no indefesso emp5ho de encontr> a unidade das orig5s da civilisao4 ,de ,*av5cey1 e/ud&o o my?o am]icano de ,votan1 encontr\ n'elle uma contrafaco1 p>te o elem5to indig5a j introduzido1 das leg5das asiaticas de ,phra-,ruang e de ,py-,tsau-ti#ha4 ,tem-se notado1 obs]va ,maury#hb a analogia de muitas tradies religiosas dos antigos mexicanos e de algumas cr5z *ri/s ou buddicas1 a con=midade de c]tos monum5tos e symbolos da ,am]ica c5tral com figuras e emblemas *ri/os e japonezes4 ,z populaes boreaes encontravam um cam9ho j traado p>a o novo mundo pelo e/reito de ,behr+ e ilhas ,aleutianas4 ,especialm5te pelo que toca religio1 a philosophia applicada ,hi/oria muitas vezes accusada de ac9tem5te demolidora4 ,e/a accusao1 na mat]ia de que vimos trat&o1 ref]e-se pr9cipalm5te vida de ,*ri/o4 ,ora preciso obs]v> que deve hav] n'e/e assumpto tres pontos di/9ctos1 correspond5tes a tres elem5tos diff]5tes3 a !oria de ,*ri/o1 a leg5da de ,*ri/o e a vida de ,jesus#hc4 ,*ri/o1 e/udado na pureza sublime da sua vida1 m]ece o respeito de todos os philosophos4 ,de alguma cr5a que a critica racional nos despoje1 diz ,/u>t ,mill#hd1 re/a-nos ,*ri/o2 figura unica1 que se eleva tanto acima dos seus precursores como dos seus successores1 e d'aquelles mesmos que tiv]am o privilegio de receb] directam5te de sua bocca o seu ens9am5to4 ,desde o mom5to em que o espirito mod]no trat\ de procur> nos factos sociaes a e/abilidade de pr9cipios que rege os ph5om5os naturaes1 qu]5do assim r$uzir todas z nossas concepes fundam5taes a um e/ado de homog5eidade e1 portanto1 d> philosophia um c>act] def9itivo de positividade1 a ,hi/oria1 =nec5do uma gr&e base p>a os e/udos de obs]vao1 veio occup> um ponto culm9ante na esph]a dos conhecim5tos humanos4 ,e/a sup]ioridade de posio1 que a ,hi/oria conqui/\ na hi]>*ia das sci5cias1 provm da necess>ia relao que ha entre os factos e z idz4 ,de modo que se pde diz] que um gr&e num]o de sci5cias1 se que no so todas ellas1 concorrem de mos dadas p>a erigir o va/o monum5to da ,hi/oria4 ,z obras colossaes precisam de um imm5so concurso de trabalho2 qu&o ,*eops e ,cepht5 p5s>am em levant> z duas mais altas pyramides d ,egypto1 diz-se que crca de cem mil hom5s c>reavam mat]iaes4 ,a ,hi/oria tambem uma pyramide4 ,e assim como z d ,egypto dom9avam com z suas quatro faces os quatro pontos c>deaes d mundo1 a ,hi/oria abrange com a sua vi/a de aguia a esph]a dos conhecim5tos humanos4 77#ahgh77 #a ,ref]imo-nos pr9cipalm5te s antas ou dolm5s4 ,vide ,adolpho ,coelho1 ,algumas obs]vaes c]ca d diccion>io bibliographico portuguez e seu auctor1 pag4 #aj1 e ,augu/o ,filippe ,simes1 ,introduco ar*eologia da p59sula ib]ica1 pag4 #gf4 #b ,hi/oria univ]sal1 introduco1 cap4 ,,vii4 #c ,introduction a la philosophie de l'hi/oire de l'humanit4 #d ,les orig9es de la civilisation1 cap4 ,,ix1 traduco franceza de ,ed4 ,b>bi]4 #e ,exp$ition to ! ,rocky m\nta9s1 vol4 ,,iii1 pag4 #eb4 #f ,sci5za nuova1 liv4 ,,ii1 ,da sab$oria poetica4 #g ,l'homme selon la sci5ce1 traduco franceza de ,*4 ,let\rneau1 pag4 #bce4 #h ,les orig9es de la civilisation1 cap4 ,,iii4 #i ,sci5za nuova1 liv4 ,,ii4 #aj ,paulo ,janet4 ,a familia4 #aa ,considrations sur les causes de la gr&eur des roma9s et de leur dcad5ce4 ,cap4 ,i4 #ab ,introduction a l'hi/oire de la philosophie1 neuvime leon4 #ac ,!ophilo ,braga4 ,hi/oria da poesia popul> portugueza4 #ad ,les sci5ces et la philosophie1 por ,?4-,h5ri ,m>t91 pag4 #cj4 #ae ,cantu4 ,hi/4 univ4 ,liv4 ,,xi1 cap4 ,i4 #af ,ibidem1 cap4 ,,iv4 #ag ,cantu4 ,hi/4 univ4 ,liv4 ,,xi1 cap4 ,,vi4 #ah ,introduction a la philosophie de l'hi/oire de l'humanit4 #ai ,introduction a l'hi/oire de la philosophie1 sixime dition1 pag4 #bbh4 #bj ,pr9cipes de philosophie positive1 por ,augu/o ,comte1 pag4 #if4 #ba ,c\s94 ,premi]s essais de philosophie1 pag4 #chj4 #bb ,ibidem1 pag4 #cgi4 #bc ,disc\rs sur l'hi/oire univ]selle--,avant-propos4 #bd ,disc4 sur l'hi/4 univ4 ,troisime p>tie1 *apitre ,,viii4 #be ,introduction a l'hi/oire de la philosophie1 onzime leon4 #bf ,!ophilo ,braga4 ,poesia d direito1 pag4 #afh4 #bg ,vico4 ,sci5za nuova1 liv4 ,i4 #bh ,sci5za nuova4 ,liv4 ,,iv4 #bi ,hi/oria univ]sal4 ,introd4 #cj ,introduction a l'hi/oire de la philosophie1 sixime ,edition1 pag4 #bci e #bdj4 #ca ,poesia d ,direito1 pag4 #ac4 #cb ,o seu livro um ,apocalypse1 cada dia se descobre alli o g]m5 d'uma sci5cia nova1 a ,philosophia da ,hi/oria1 a ,symbolica d ,direito1 a ,critica da ,arte4 ,!ophilo ,braga4 ,a ,poesia d ,direito4 #cc ,h4 ,ta9e4 ,la ,fonta9e et ses fables1 troisime dition1 pag4 #h4 #cd ,hi/oire de la litt]atura anglaise1 tome premi]1 pag4 #bb4 #ce ,physiologie des ecriva9s et des arti/es4 #cf ,le monde m>*e1 seconde dition1 pag4 #bad4 #cg ,de l'esprit des lois1 livre quatorzime1 *apitre ,,iii4 #ch ,hi/oire de la navigation de ,jean ,hugues de ,l9s*ot1 holl&ois1 aux ,indes ,ori5tales4 ,am/]dam1 #afai4 #ci ,capitulos ,,xxix e ,,xxx4 #dj ,introduction a la philosophie de l'hi/oire de l'humanit4 #da ,!ophilo ,braga4 ,introduco ,hi/oria da litt]atura portugueza1 pag4 #f4 #db ,joaquim ,p$ro ,fragoso de ,siqueira4 ,memorias economicas da ,academia1 tom4 ,v4 #dc ,les peuples de la ,france1 pag4 #af4 #dd ,le gnie des religions4 7,ed4 de #ahfi71 cap4 ,,ii1 pag4 #ae4 #de ,jacques de ,boisjosl94 ,les peuples de la ,france1 pag4 #ab e #aee4 #df ,lettres sur la philosophie de l'hi/oire1 pag4 #aae4 #dg ,pr9cipes de philosophie positive1 pag4 #adj4 #dh ,obra citada1 pag4 #hh4 #di ,idem1 pag4 #aai4 #ej ,introduco ar*eologia da p59sula ib]ica pelo dr4 ,augu/o ,filippe ,simes1 pag4 #b4 #ea ,quem s\b] porm que o bronze uma liga de cobre e e/anho1 que o segundo d'e/es metaes m5os commum que o primeiro e de mais difficil extraco1 e f9alm5te que1 sem se conhec]em ambos1 no se inv5t>ia a sua liga1 de c]to p]gunt> porque se no faz prec$] a poca d bronze pela poca d cobre8 ,a razo simples4 ,em quasi todas z naes da ,europa app>ecem to num]osos os objectos de bronze e to r>os os de cobre1 que se teem refusado os ar*eologos a admittir uma poca s c>act]isada por e/e metal4 ,dr4 ,augu/o ,filippe ,simes4 #eb ,capitulo ,,vi d ,g5esis4 #ec ,com razo obs]va ,quatrefages que o polyg5ismo1 habitualm5te olhado como um resultado d livre p5sam5to1 comeou por s] biblico e dogmatico4 ,l'espce huma9e1 deuzime dition1 pag4 #bb4 #ed ,quatrefages4 ,a proposito da discusso am]icana entre esclavi/as e negrophilos4 #ee ,dumont4 ,hckel et la ?orie de l'volution en ,allemagne4 ,segundo ,dumont a !oria da evoluo app>ece em g]m5 nas velhas religies pan!i/as da ,india e d ,egypto4 ,o philosopho ,p>m5ides concebia a g]ao da vida como gradual e resultante d'ensaios successivos4 ,*apitre premi]4 #ef ,top9>d4 ,l',an?ropologie1 pag4 #eej4 #eg ,e/e ponto consid]ado inatacavel por ,quatrefages4 ,se toda a t]ra1 diz elle1 no invadida d5tro de alguns annos por c]tas especies1 se os rios e os oceanos no so igualm5te invadidos1 a e/as luctas se deve4 #eh ,z p]ipecias d'e/e debate vem l>gam5te n>radas no livro ,la g5se des espces1 publicado em #ahgc por ,h4 de ,valrog]1 padre d ,oratorio 7pag4 #ch e seg47 e no livro ,du d>w9isme ou l'homme-s+e pelo dr4 ,con/ant9 ,james1 publicado em #ahgg4 ,e/e ultimo livro um manife/o plagiato d primeiro4 ,diz1 por exemplo1 o padre ,valrog]3 ,m4 ,claude ,b]n>d1 ,a4 ,dumas1 ,m4 de ,quatrefages e ,m4 ,pay5 combattir5t les !ses de ,m4 ,p\*et1 en s'appuyant sur leurs propres expri5ces1 et signalr5t des causes d'erreur dont ,m4 ,p\*et p>aissait ne pas s'tre prs]v4 ,l',academie proposa l'exam5 de la "q en litige comme sujet d'un de ses prix4 ,diz o dr4 ,james1 copi&o quasi textualm5te1 sem cit> o padre d ,oratorio3 ,,mm4 ,claude ,b]n>d1 ,dumas1 de ,quatrefages e ,pay51 combattir5t la ?se de ,m4 ,p\*et1 en s'appuyant sur leurs propres expri5ces1 et signal]5t de plus les causes d'erreur dont il n'avait pas su se g>antir4 ,c'e/ alors que l',academie proposa l'exam5 de la "q en litige comme sujet d'un de ses prix6 7,pag4 #gi74 #ei ,de ,boisjosl9 cita1 entre outros factos1 o dos judeus hav]em deixado de fall> hebreu seisc5tos annos antes de ,*ri/o1 e o dos francos t]em p]dido a l+ua teutonica trez5tos annos antes de ,clovis4 #fj ,hovelacque4 ,la l+ui/ique1 pag4 #c4 #fa tudes de l+ui/ique et de philologie p> ,&r ,lefvre1 pag4 #da4 #fb ,!odoro ,b5fey4 ,citado pelo snr4 ,adolpho ,coelho no seu opusculo ,sobre a necessidade da introduco d ens9o da glottica em ,portugal1 pag4 #d4 #fc ,la l+ui/ique1 pag4 #ac4 #fd ,les orig9es de la civilisation1 pag4 #daf4 #fe tudes de l+ui/ique et de philologie1 pag4 #id4 #ff ,n\velles leons sur la sci5ce du langage1 traduco franceza de ,h>ris e ,p]rot1 pag4 #cah4 #fg ,lubbock4 ,les orig9es de la civilisation1 pag4 #dbe e #dbf4 #fh ,hi/oire de la littrature anglaise1 tome premi]4 #fi ,dr4 ,!ophilo ,braga3 444 e/a raa conhecida pelo nome de indo-europa1 a que pelas suas condies de ubiquidade1 que lhe d a sci5cia e o pod]1 subsi/ira como unica na t]ra4 ,hi/4 ,univ41 fasc4 ,i1 pag4 #ee4 #gj ,m9ha filha ,sita1 nobre premio da =a1 no recebeu a vida no seio de uma mulh]2 e/a virgem de encantadoras frmas1 que se diria filha dos ,immortaes1 nasceu de um sulco ab]to p>a o sacrificio4 ,eu a d\ como esposa a ,rama2 elle h]oicam5te a m]eceu por sua =a e vigor4 ,ramayana1 trad1 de ,hippolyte ,fau*e4 #ga ,ref]imo-nos ,poesia d ,direito d snr4 dr4 ,!ophilo ,braga4 #gb ,poesia d ,direito1 pag4 ,,xiv4 #gc ,idem1 pag4 #fb4 #gd ,idem1 pag4 #ff4 #ge ,o ,fogo1 por ,f4 da ,fonseca ,b5evides4 #gf ,vico4 ,sci5za nuova4 ,liv4 ,,ii4 ,da logica poetica4 #gg ,atlas e?nographique4 #gh ,pr9cipes de sociologie1 trad4 franceza de ,cazelles1 pag4 #acg4 #gi ,la sci5ce des religions4 #hj ,emilio ,burn\f4 ,la sci5ce des religions1 cap4 ,,viii1 pag4 #bjh e segu9tes4 7,ed4 de #ahgb74 #ha ,le my! de ,votan1 tude sur les orig9es asiatiques de la civilisation amrica9e1 pag4 #hg4 #hb ,la t]re et l'homme1 quatrime edition1 pag #dhe4 #hc ,burn\f4 ,la sci5ce des religions1 pag4 #bdb4 #hd ,essais sur la religion1 traduco franceza de ,cazelles1 pag4 #bcg4