( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,leituras ,,popul>es ,,b>cellos ,typographia da ,aurora d ,cavado ,editor--,r4 ,v4 #ahif ,tiragem ap5as de #ajj exempl>es3 #bj em papel de l9ho4 #hj em papel d'algodo4 ,n4 ,um dos p]iodicos academicos em que ,an!ro de ,qu5tal mais collabor\ durante o seu curso univ]sit>io foi o qu9z5>io ,preludios ,litt]>ios1 publicado em ,coimbra desde dezembro de #aheh a janeiro de #ahfa1 t5do por fundador1 director e r$actor pr9cipal ,vic5te da ,silveira4 ,p>a elles escrev]am os mais tal5tosos d'entre os academicos d'ento1 cont&o-se n'e/e num]o ,augu/o ,filippe ,simes1 ,adolpho ,f]reira ,l\reiro1 ,antonio da ,silva ,gayo1 ,edu>do ,jos ,coelho1 ,antonio ,lopes dos ,santos ,val5te1 ,augu/o ,luciano ,simes de ,c>valho1 ,b]n>d9o ,p9heiro1 ,francisco ,beiro1 ,guim>es ,fonseca1 ,joaquim ,simes ,f]reira1 o div9o ,joo de ,deus1 e a9da outros4 ,de ,an!ro de ,qu5tal1 entre outros trabalhos que n'elles ins]iu1 conta-se a s]ie de artigos que epigraph\ ,leituras ,popul>es e que sahiu em seu volume ,,ii e nos4 #b1 pag4 #i e #aj3 n4 #c1 pag4 #ag a #ai2 n4 #d1 pag4 #be e #bf2 n4 #f1 pag4 #da e #db2 n4 #h1 pag4 #eg e #eh2 n4 #ae1 pag4 #aaf2 e n4 #bj1 pag4 #aec4 ,compreh5dem-se n'e/a s]ie a apreciao das ,biblio!cas ,ruraes1 por ,corm591 o em95te publici/a francez1 que tanto illu/r\ seu nome como a9da o pseudonimo de ,timon1 com que firm\ alguns de seus trabalhos2 a exposio e apreciao dos ,e/udos sobre a re=ma em ,portugal de ,j4 ,f4 ,h5riques ,nogueira1 inconte/avelm5te o primeiro de nossos publici/as em e/e paiz1 cujos trabalhos e/o reclam&o in/antem5te uma edio completa e popul>1 que os torne conhecidos de todos e evangelho da democracia1 que bem o m]ecem elles pela elevao e amplido admiraveis de suas vi/as e alcance2 e a exposio e apreciao da ,felicidade pela agricultura1 a obra p]egr9a de ,antonio ,feliciano de ,ca/ilho1 em que tudo ouro de lei1 desde sua l+uagem1 a mais portugueza e =mosa1 at seus ens9am5tos os mais santos e ju/os e proveitosos4 ,c\be agora a vez de virem esses ine/imaveis e/udos de ,an!ro nossa mode/a colleco de seus trabalhos disp]sos1 e no fic>o elles s5do uma das m5os brilhantes pag9as d'ella4 ,rodrigo ,velloso ,,leituras ,,popul>es ,d]ramai a in/ruco sobre a cabea d povo1 que bem lhe deveis esse baptismo4 ,alm4 de ,frana ,i ,biblio!cas ruraes ,um dos gr&es symptomas de reg5]ao e progresso moral d seculo1 em que vivemos1 1 sem duvida1 o desvelado c>9ho com que1 quasi por toda a p>te1 cuidam gr&es e pequ5os1 com int]esse ou des9t]esseiram5te no melhoram5to e in/ruco d povo--esse gr&e1 inculto1 e int]essante engeitado--como d'elle diz um gr&e poeta4 que a gr&e voz da democracia qu&o fala1 inspirada pela boca dos ,kossu?s e dos ,mazz9is1 falas de amor e de esp]ana1 no sei de corao g5]oso aonde no tope um e*o4 ,,ii ,bem que a ,europa jazia manietada mais ou m5os pelos grilhes da tyrannia1 comtudo no se mo/ram os gov]nos descuidosos em promov] a illu/rao pelo meio das massas3 por toda a p>te1 nomeadam5te na ,frana1 na ,italia1 na ,allemanha e at na inculta ,russia1 se veem a cada passo es*olas p>a o pobre1 e no r>o top> o trabalhador1 pela hora da s/a1 entret5do-se a folhe>1 lr e ent5d] livr9hos1 que1 apes> de mui comes9hos e de popul> expresso1 nem por isso deixam de o inici> no sab]4 c]to que os v]dadeiros promotores d'e/e progresso intellectual no so os oppressores1 que mal tm elles tempo de se rode>em de lanz e bayonetas3 so os democratas1 os v]dadeiros amigos d povo1 que por elle velam1 e cuja voz1 que a voz da v]dade e da ju/ia1 apez> de proscripta e de/]rada1 brada to alto1 que a propria tyrannia1 em que lhe pese1 se v =ada a se sujeit> mais ou m5os aos m&atos d'esses repres5tantes da op9io3 p>ece que a provid5cia capri*a em hav] os tyrannos por in/rum5to da propria ru9a2 pois s a illu/rao1 que d ao homem a consci5cia de seus direitos1 pde d]rib> ru9s gov]nos e oppressores4 ,assim a in/ruco progride e gradualm5te e/5de a sua r$e1 anhel&o abraar todas z camadas da soci$ade1 m9i/r&o t]ra virgem1 mas productivel sem5te de muita ideia1 que se h de resolv] em a9da muito mais obras de bem e s p>a o bem4 ,,iii ,remissa e vag>osa1 porm1 vae a in/ruco por e/a boa t]ra de ,portugal2 e ai de ns se no se att5de a e/e grave mal com promptos rem$ios1 ai de ns1 por que um povo que possue a lib]dade sem in/ruco1 que s o pde n'ella inici> e nos sagrados direitos em que se resolve1 a cu/o pod] cons]val-a1 e o que mais1 cons]val-a sem abus>4 ,saidos ap5as d'um baptismo de sangue1 em que nos foi mi/] m]gulh> p>a grange> uma alma nova1 p>a reconqui/> a au/]a me dos povos1 a lib]dade1 cons]vamos a9da ve/igios cru5tos1 rem9isc5cias odiosas d'essa lucta fratricida1 bem que em prol da patria2 e s a in/ruo que nos pde lav> da fronte z man*as d sangue de nossos irmos1 e conduzir-nos a bom fim4 ,qual pois a causa da ignorancia--indigna d seculo--em que vegeta todo o nosso povo e gr&e p>te da burguezia8 ,porque no s o prolet>io1 tambem a classe m$ia em gr&e escala1 que no cura de seus direitos e lib]dades1 consid]&o-os1 indiff]5te1 como uma inv5o d seculo1 e desconhec5do que s elles so z g>antias unicas e segurissimas da sua individualidade e progresso4 ,a causa no e/ na escassez de livros popul>es1 que alguns temos ns e de elevado m]ito2 nem mesmo na indiff]5a d povo portuguez1 que sabido tem elle mo/r> o como zela seus direitos1 uma vez comp5etrado por elles4 ,a respo/a j de ha muito a deu um gr&e homem e um gr&e ,portuguez1 qu&o se la/imava de que possu9do ns a9da todos os elem5tos d'uma gr&e v5tura1 s nos faltasse um a vontade dos que podem4 ,,iv ,a c>5cia d'uma boa organisao de es*olas1 d'um bom regulam5to litt]>io1 e um m9i/]io--proprio de in/ruco--o campo que se acanha a quem sabe1 e s se al>ga a quem tem e pde2 eis z causas d m5ospreso e quasi av]so1 que entre ns s(frem lettras e sci5cias4 ,e/a a causa1 e s causa de tantos males4 ,sei que dura e f]e o ouvido1 e mais a9da o corao1 e/a v]dade1 comtudo uma e to am>ga1 que cu/a a confess>1 p>ec5do melhor desculpa1 a m+oa de livros bons e b>atos4 fado que entre todos os povos cultos1 s5do que z nossas biblio!cas gemem debaixo d peso de boas obras nacionaes1 somos porm um dos que m5os livros possuimos maneiros e de facil compreh5so4 ,abundam z nossas livr>ias em pesados volumes1 de a9da mais pesada erudio e elevado e/ylo3 mas ao alcance d obreiro1 d agricultor1 d proprio camponez1 volumes1 que por seu tamanho1 preo e cl>eza a elles se amoldem1 que lhes mitiguem1 por sua am5idade e in/ruco1 o ru/ico e affanoso lid>1 a cu/o se dep>a com um ou outro4 ,n'isso diff]imos da ,frana1 da ,italia1 da ,allemanha1 que os tem aos c>dumes1 emquanto que os nossos escriptores p>ece fal>em-se mais entre si d que com o povo4 ,v ,com tudo1 p>a quem tiv] sde de in/ruco1 p>a quem bem os procur>1 a9da ha que se a*em e que sirvam4 ,z gr&es1 ideias1 se vi]am encontr> ,portugal adormecido nos braos da ignorancia1 a9da h\v]am almas nobres e intellig5cias elevadas aonde fisessem e*o2 e a g]ao nova tem cont9uado1 de te/emunh> ,europa1 que os elevados p5sam5tos da frat]nidade no d]am com coraes esquivos em peitos portuguezes4 ,a9da ha quem trate com afan d que convem ao seu paiz e quem se no peje de d> te/emunho1 com palavras ou com escriptos1 d seu p5s>1 crr ou esp]>4 ,nem temor deve hav] de que e/a1 que em to boa s5da2 porque a era nova e a ideia virgem e longe o dia vem1 em que tem de c$] o passo a outra maior e mais elevada4 ,o dev] de todos1 quantos smos1 que pugnamos pelas lib]dades e bem d povo1 seguir sempre a gr&e ideia1 atravez de todos e/orvos e revezes1 com o peito ao v5to1 o ro/o alto1 os olhos s fitos no futuro4 ,abrir bem o corao a voz que vem de cima1 e c]ral-o das paixes da t]ra4 ,,vi ,diss]a eu no s]em elem5tos de felicidade que nos faltavam2 mas s o qu]] dos que podem tir> d'elles mat]ia de muito bem4 ,temos a ideia e temos os meios2 t5hamos tambem a vontade1 e p>a todo o mal se dep>> rem$io4 ,um pequ5o alvitre qu]o eu lembr> que1 com s] pequ5o e de p\co cu/o1 talvez no deixe de g]> bom fructo4 ,ideia d'um gr&e francez e gr&e amigo d povo1 ,mr4 ,corm591 s\be ella ins9u>-se em o animo d'um gov]no illu/rado1 que a s\be aproveit>1 e d'ella j hoje em ,frana vo brot&o fructos de muito bem4 ,se o exemplo d'um povo tem algum peso no obr> dos outros1 por que no applic>emos e exp]im5t>emos entre ns a ideia d gr&e homem s5do que ella produz1 como tem produzido1 resultados to elevadam5te civilisadores8 ,tal exp]i5cia quiz]a eu se realisasse em nossa t]ra1 que c]to e/\ de nos no deix> illudidos4 ,,vii ,a ideia ref]e-se maximam5te aos habitadores dos campos1 esses1 mais que todos1 engeitados da civilisao mod]na4 ,e comtudo sua illu/rao que de mais vontade nos dev]emos applic>4 ,a agricultura a melhor e mais v]dadeira me dos povos1 e1 como diz ,ca/ilho1--s um povo que lhe qu]1 e a qu]1 e a s]ve com des5ganada pref]5cia1 s esse rico1 rico sem fau/o1 mas sem receio de empobrec]--o trabalho da t]ra a fonte de todos os outros trabalhos1 e assim1 no ju/o que ns1 que em ocio desfructamos o trabalho d camponez1 lh'o suavisemos em troca--com algumas gottas d balsamo da in/ruco8 ,alm d'isso1 se trabalhamos em proveito da sua illu/rao1 em proveito nosso que trabalhamos4 ,o cultivador1 que l]1 conhec] melhor o tempo1 z e/aes1 a qualidade d torro1 da sem5te1 o que mais convm a e/e ou e/'outro t]r5o1 e que especie de gro deve lanar t]ra4 ,com e/e progresso na agricultura o lavrador produzir melhor1 mais1 e mais b>ato4 ,no s]1 pois1 tambem em o nosso proveito8 ,a9da que no fossem elles hom5s1 e1 como taes1 com igual direito a se illu/r>em1 ba/>ia a p]spectiva d proprio lucro p>a nos faz] cuid> d'elles com aff9co1 pois que1 cur&o d'elles1 de ns curamos em realidade4 ,,viii ,ent5d]a ,corm59 que o ru/ico1 por s] ru/ico1 nem por isso devia fic> privado d'esse po d espirito1 que a leitura4 ,p>t9do d'e/a v]dade1 imag9\ elle uma biblio!ca de #bjj ou #cjj volumes de mat]ia comez9ha e de facil dige/o p>a o povo3 cada concelho possue uma d'e/as biblio!cas dividida em tantas m5ores1 quantas z aldeias e log>es que em si conta1 e em relao a ellas num]adas4 ,cada uma d'e/as livr>ias9has enviada pelo adm9i/rador d concelho ao p>o*o de cada aldeia1 a fim d'elle di/ribuir gratuitam5te os volumes a quem d'elles precis> e os p$ir1 ass5t&o o nome de cada leitor n'um rol1 e risc&o-o maneira1 que se vi] faz5do entrega dos volumes4 ,depois de seis mezes passados1 todas z obras que compem a livr>ias9ha se devem a*> em casa d p>o*o1 que a remette aldeia que tem a ,biblio!ca de num]o imm$iato1 receb5do em troca a que l e/ava p>a o mesmo fim4 ,passado tempo1 qu&o cada aldeia t5ha tido por espao de seis mezes cada uma das biblio!cas p>ciaes1 i/o 1 todos os livros d concelho por p>tes e por v>ias vezes1 f>-se-h troca da biblio!ca toda com a d concelho segu9te1 cont9u&o sempre assim com o mesmo sy/ema de leitura1 de sorte que em p\cos annos p\cos livros t]o1 pass&o por milh>es de mos e atravs de milh>es de intellig5cias1 feito o gyro d paiz1 e levado a in/ruco aos mais necessitados1 sem que p>a isso se exijam gr&es despezas4 ,a e/e alvitre1 to simples como economico e pr(icuo1 *am\ ,corm594--,sy/ema das ,biblio!cas ,ruraes ,ambulantes4 ,,ix ,a bondade de tal alvitre por si e cl>am5te se deixa vr4 ,realis> o desid]atum da civilisao mod]na--a in/ruco d povo--em to gr&e escala1 to bem1 e por tal preo1 cuido que outro algum o pod] faz] melhor4 ,nos primeiros annos p\cos resultados bons se tir>o1 porque a9da os habitadores dos nossos campos desconhecem z vantag5s da leitura1 mas1 aco/umados pelo uso1 por assim diz]1 aclimatados com o sy/ema1 e maximam5te1 v5do os fructos que ho-de colh] os que l]am1 d5tro em breve toda a populao dos campos corr] em busca de livros e s] com inju/ia1 que o sob]bo habitante da cidade lhes pod] *am>--boaes4 ,x ,na escolha dos livros que se deve requ]] toda a cautella1 p>a que a in/ruco no deg5]e em leituras prejudiciaes ou sem proveito4 ,dev] con/> cada biblio!cas9ha de pequ5os volumes sobre sci5cias naturaes1 m$ec9a dome/ica1 livros de religio1 de agricultura1 de politica g]al1 de adm9i/rao1 hi/oria1 geographia e viag5s2 tudo i/o escolhido por pessoa v]sada e idonea4 ,na nossa t]ra1 nomeadam5te1 deve-se cur> pr9cipalm5te de os procur> ou traduzir em * l+uagem das e/rangeiras1 escolh5do entre todos os melhores e os mais uteis4 ,comtudo no acob>d>1 que a9da se adiam livros bons e uteis1 e os que no h\v]em podem bem supprir-se com v]ses dos melhores dos outros paizes mais adiantados que ns1 n'e/e g5]o de litt]atura popul>4 ,,xi ,alguns livros ha1 ass5tei eu1 que e/o no caso de p]corr]em a e/rada de tal misso3 orig9aes portuguezes uns2 outros v]tidos na nossa l+ua das e/rangeiras4 ,e que muito importa essa diff]5a8 j disse alguem que o g5io no t9ha patria3 um bom livro1 que app>ea hoje1 j amanh fal> todas z l+uas1 e s] lido com ardor por todos1 quantos elles so1 os povos cultos d globo4 ,d'alguns livros sei eu1 que satisfazem z exig5cias3 p\cos em v]dade so elles1 mas bons1 mas bonissimos3 quasi todos conhecidos e animados d publico2 alguns no tanto2 a todos o nome d auctor lhes cauo4 ,folgo de t] falado n'elles um p\co de longo1 porque to bons so1 que lhes desejra a9da mais c>9hos1 mais diffuso por entre o povo4 ,com elles quiz]a eu se comeasse a obra civilisadora das--,biblio!cas ,ruraes4 ,,xii ,aquelle1 que primeiro convm que o povo leia e releia1 e por elle seja mui manuseado1 mui m$itado1 tem em si a propria recomm5dao3 vem assignado por nome portuguez e dos maiores4 ,d'elle disse ,ca/ilho--aquelle que em alguns p>agraphos pret5d] julg> uma obra to *eia1 to v>iada1 to g]m9al toda ella1 como e/e livro1 prov>ia1 ou que no a l]a1 ou que no era digno de a l]4 ,ns a lemos1 a relemos1 temol-a a9da ab]ta1 e ab]ta a deix>emos sobre a meza p>a nossas m$itaes4 ,seu titulo 3 ,e/udos sobre a re=ma em ,portugal ,,por ,j4 ,f4 ,h5riques ,nogueira ,no um livro2 uma obra4 ,g4 ,plan*e4 ,i ,o livro cujo valor apregoamos1 e ao qual outorgamos um primeiro e em95te log> na nossa ora ideal--mas to realisavel biblio!cas9ha popul>1-- digno de tal occup>1 s5do que entre todos elle o mais util e accommodado intellig5cia d nosso povo--a9da mal--to inculto1 to por mond> de c>dos e ru9s ervas1 e1 o que peor 1 com to p\ca esp]ana de proximo e util cultivo4 ,o auctor d livro1 como bom philosopho1 cura m5os d que 1 ou pde s]1 d que indaga o que em s razo dev]a exi/ir3 e ao tempo que1 em succ9to mas sub/ancial quadro1 alevanta o rude trabalhador ao nivel de seus direitos1 no se mo/ra remisso no e/udo dos dev]es que se lhe oppem2 accresc5do a9da um cate*ismo acabado dos meios de realisao d'uns e de satisfao dos outros4 ,ajuntai a9da uma expresso cl>a1 por correcta2 uma viveza toda m]idional de imag5s2 um f9issimo tacto ou1 por assim diz]1 um como f>o mui mimoso no descobrim5to dos males sob que geme a soci$ade1 e a mo segura em alvitr> meios de prompto rem$io2 e em limitadas phrases hav]eis o livro4 ,,ii ,diz mode/issimam5te o auctor1 que o livro no mais d que a seleco de pequ59os e/udos c]ca d'e/a ou d'e/'outra re=ma4 ,sobremodo maior o seu m]ecim5to1 e em conta de maior obra o t5ho eu4 um sy/ema de organisao social completo e *eio2 resumo1 conciso sim1 mas g]m9al das re=mas1 que ha mi/] um povo e uma soci$ade j ga/os4 ,dai-me populao e t]ritorio1 que meios de organis> um gov]no no livro os a*o eu todos2 mas gov]no racional1 philosophico sem que seja irreligioso 7e e/e o diz] v]dadeiro da palavra72 gov]no1 f9alm5te como o deve s] um no seculo dez5ove4 ,se desejaes um te/emunho d seu bem qu]]1 lde com que tocante s+eleza resume elle1 em p\cas palavras1 o seu cr$o politico e social1 onde1 a p> d gr&e re=mador1 dep>>eis com o poeta e com o cidado hone/o1 e amante da sua patria4 ,,iii ,eis os t]mos em que se expressa3 --,quiz]a que1 n'um paiz como o nosso emancipado por cru5tos es=os da tutela humiliante1 egoi/a e sangu9>ia da mon>*ia absoluta1 cansado d regim5 espoliador1 traioeiro e faccioso da mon>*ia con/itucional1 necessitado de re/aur> z =z p]didas em luctas e/]eis e de cicatriz> f]idas1 que a9da gotejam1 vido1 emfim1 de goz> z duras da lib]dade1 por que tanto ha s(frido2 quiz]a que o gov]no d e/ado fosse feito pelo povo e p>a o povo1 sob a =ma nobre1 philosophica e pre/igiosa de--,republica4 --,quiz]a que o pod] supremo1 emanado d voto univ]sal1 residisse na assembleia dos repres5tantes d povo e que o pod] executivo fosse confiado a um m9i/]io de tres membros1 nomeados pela assembleia4 --,quiz]a que a adm9i/rao da ju/ia corresse imp>cial1 rapida e gratuita2 que os s]vios feitos ao paiz tivessem uma recomp5sa condigna2 que os crimes a*assem correco em vez de v+ana1 e que a p5a de morte1 ve/igio maximo da b>b>idade1 fosse abolida4 --,quiz]a que a gu>da nacional1 milicia gratuita1 que no obriga o cidado a ab&on> z suas ocupaes1 con/ituisse o grosso da =a armada2 e que o ex]cito subsidi>io se r$uzisse unicam5te aos corpos sci5tificos4 --,quiz]a que a despeza publica fosse inf]ior receita2 que se proscrevesse o ru9oso sy/ema das dividas2 e que a applicao dos r5dim5tos d ,e/ado fosse inteiram5te productiva1 illu/rada e philantropica4 --,quiz]a que a r$e tribut>ia1 que ameaa de e/anc> o paiz1 ficasse r$uzida a um s impo/o progressivo sobre a r5da1 cobrado sem despeza e realisado sem agio4 --,quiz]a que os capitaes1 pela b>ateza d juro1 auxiliassem a produco1 em log> de absorv]em a maior e melhor p>te de seus lucros4 --,quiz]a que o direito subsi/5cia pelo trabalho tivesse nas (fic9as1 colonias e obras publicas1 uma util g>antia2 que o trabalho das mulh]es ganhasse uma area mais va/a1 e que fosse melhor retribuido4 --,quiz]a que a ,agricultura1 a ,indu/ria fabril e o ,comm]cio recebessem d e/ado uma desvelada proteco1 como fontes pr9cipaes da riqueza4 --,quiz]a que z e/radas1 os canaes1 z b>ras1 e em g]al1 todos os meios de viao m]ecessem a pref]5cia no ext5so capitulo das nossas necessidades4 --,quiz]a que a communicao d p5sam5to no a*asse ob/aculos2 e que o correio fosse inteiram5te gratuito1 tanto p>a z c>tas como p>a os escriptos p]iodicos4 --,quiz]a que os orphos1 os do5tes e os invalidos1 que dep5dem da c>idade publica1 encontrassem nas casas de mes]icordia l5itivo p>a os seus males2 e que se franqueassem a todos os op]>ios z in/ituies economicas e prev5tivas da mis]ia4 --,quiz]a que os cuidados ex]cidos sobre a saude publica conseguissem m9or> e ext+uir1 se tanto fosse possivel1 z causas de infeco1 que vo m9&o gradualm5te a robu/ez das g]aes4 --,quiz]a que o d]ramam5to da in/ruco *egasse s ultimas camadas sociaes2 que a impr5sa publica se tornasse um in/rum5to de progresso2 e que o e/ado protegesse o tal5to ab&onado1 que a falta de cultura no deixa m$r>4 --,quiz]a que a religio de nossos paes no s]visse de escudo a int]esses egoi/as e mundanos1 mas que acompanhasse o progresso da humanidade2 que os bispos fossem1 como n'outros tempos1 eleitos pelo povo2 e que os p>o*os se elevassem altura de me/res e de moralisadores4 --,quiz]a que os int]esses da localidade fossem att5didos primeiro d que tudo2 que o t]ritorio se dividisse p>a todos os effeitos em gr&es e bem regidos municipios2 e que z aldeias tivessem os melhoram5tos indisp5saveis ao bem commum dos moradores4 --,quiz]a que a associao1 origem de m>avilhas1 se e/5desse a todas z classes da soci$ade e pr9cipalm5te quellas que vivem d seu sal>io4 --,quiz]a que a familia1 in/ituio primitiva e santa1 no apres5tasse o quadro odioso dos direitos de primog5itura1 que do a uns filhos a regalia de s5hores1 em quanto cons]vam outros na humiliao de s]vos4 --,quiz]a que a propri$ade1 direito natural e civilisador1 se e/5desse ao maior num]o de individuos2 e que p>a complet> a lib]dade da t]ra se p]mitisse a remisso de todos os enc>gos que a on]am4 --,quiz]a1 por ultimo1 que ,portugal1 como povo pequ5o e opprimido1 mas conscio e zeloso da sua dignidade1 procurasse na--,f$]ao--com os outros povos p59sul>es a =a1 a importancia1 e a v]dadeira indep5d5cia que lhe faltam na sua to esc>necida nacionalidade444 4444444444444444444444444444444444444444 444444444444444444444444444444444 ,no h qu]] mais nobre1 aspiraes mais santas2 a p> d gr&e philosopho1 hav] ahi quem desconhea o poeta e o humanit>io8 ,,iv ,economi/a pr(undo1 um poeta e p5sador2 o illu/re democrata1 maneira que nos apres5ta uma das suas muitas1 mas bonissimas re=mas1 no pde1 precipit&o o tempo pela imag9ao1 deix> de nos ento> um de seus hymnos to en?usia/as1 to intimam5te consoladores de esp]ana no futuro p>a o pobre1 o desvalido prolet>io4 ,a inspirao tanta1 a cr5a to =te1 a f to viva1 que ba/as vezes o tom>ieis por um d'esses prophetas que nos p9ta a antiguidade1 a ana!matis> os maus1 de sobre esboroadas m9as1 a aviv5t> no corao dos bons a emmur*ecida esp]ana em melhores tempos e mais *ri/os4 ,ao v] tantas promessas de v5tura1 muitos1 de incr$ulos1 se neg>o a d>-lhes f2 muitos lhe *am>o sonhos febris d'um s5tido scism> de poeta2 mas n5hum se atrev] a apodal-os de v55o ou de maldade4 ,muitos diro com o poeta3 ,vos desejos1 talvez3 mas bons de c]to4 ,mas n5hum t] =a de lhes lanar o ana!ma t]rivel1 com que1 v]dade 1 o seculo se pag> z ideias boas e nobres4 ,qui c$o 1 p>a diffundir a vontade de re=mas3 seja2 que o no 3 quem acampa nos arraiaes long9quos e des]tos d futuro1 e o agu>da s]5o e firme na sua f1 tem uma nobre misso3--a de abrir e escl>ec]1 s5t9ella d porvir1 a e/rada da nova era2 que outros1 vag>osos1 de prud5tes1 s mais t>de pis>o4 ,no t>de2 que o mundo foge no inf9ito d espao e cam9ha direito s regies encob]tas d futuro2 e1 qu&o o seculo ap]ta o passo1 no ha face de v]dadeiro democrata1 que deva pej>-se de o acompanh> n'e/e cam9h> provid5cial4 ,se sonho1 a sonh> por sonh> mais val1 como diz ,pelletan1 o sonho que diz a tudo quanto s(fre c na t]ra3 --,levanta-te1 e esp]a6 d que o que lhe repete3--,s(fre1 que p>a o teu mal no ha salvao nem l5itivo6 ,,felicidade ,,pela ,,agricultura ,,por ,antonio ,feliciano de ,ca/illo ,da t]ra samos2 t]ra volvemos3 ,a t]ra nos ve/e1 nos traz1 nos mantem4 ,quem mais d que a t]ra m]ece os extremos1 ,que obtem dos bons filhos a prvida me8 ,a4 ,f4 de ,ca/ilho ,i ,eis agora aqui um livro1 que1 em meio da g]al f]m5tao de tumultuosas paixes e ambies immod]adas que agitam z nossas mod]nas soci$ades2 em meio d'e/e lam5tavel e/ado de g]al descont5tam5to e desgo/o de que todos mais ou m5os somos victimas2 qu&o1 segundo judiciosam5te obs]va ,aim ,m>t91 o arti/a descr da arte1 o padre de ,deus1 o mancebo d futuro1 e at a mulh] d amor1 e nem um s tem o m5or vislumbre de esp]ana na felicidade com que a9da pde top> no e/ado que lhe dep>\ a provid5cia2 eis agora--digo eu--um livro que1 em meio de tudo i/o1 nos promette essa almejada felicidade1 que nos aponta o como a pod]emos alcanar1 que o prova--e o que mais --no fala em ref]5cia aos gr&es1 aos pod]osos1 aos que por si tem todos os dons da =tuna1 mas ao pobre1 ao desvalido1 ao que *ora e s(fre em meio das trevas da ignorancia1 da mis]ia1 quasi1 direi1 da s]vido4 mi/] s]-se um gr&e poeta--poeta de muito crr e muito esp]>1--p>a pod] lanar um olh> seguro por sobre todas essas populaes mis]aveis dos nossos campos--orphs da mod]na civilisao--palp>-lhes todas z f]idas1 ouvir-lhes todos os queixumes1 conhec] todo o fundo de seus males1 e vir depois a9da cr5te1 mais cr5te talvez d que nunca1 ento> um hymno de esp]ana e felicidade p>a esses que por cruel ironia s lhes respondem com lagrimas e gemidos4 ,,ii que o poeta recebeu de ,deus o condo mago de l] na noite de arr$ado futuro2 de vr luz e muita luz aonde outros s vem trevas2 flores de amor e de vida1 aonde p>a muitos s brotam os goivos d sepul*ro4 ,esse l bem1 que assim l em lettras de ouro pag9as de esp]ana e felicidade no gr&e livro dos de/9os da humanidade4 ,cr e esp]a--mas no lhe vem s d corao--de seu condo de poeta--essa cr5a e essa esp]ana4--,e/ud\1 p5s\1 viu muito pelos olhos de sua intellig5cia1 e n'e/e e/udo firm\ elle em gr&e p>te essa cr5a1 que lhe d a =a de promett] a9da felicidade e muita felicidade p>a os campos1 p>a os habitadores dos campos e p>a todos por via d'elles4 ,aconselh> a agricultura ao povo1 diz o auctor1 aconselh>-lhe a propria felicidade4 ,v]emos se o alvitre to bom como se apregoa1 se no ceg\ o poeta a propria inspirao4 ,,iii ,retemp]ados pelas aguas lu/raes d'um novo ,jordo1 por esse baptismo de fogo e sangue1 pelo qual ,provid5cia apr\ve faz]-nos pass>1 como iniciao nos umbraes d templo da lib]dade1 que a cu/o iamos conqui/&o1 de tal arte nos ceg\ a novidade da conqui/a1 to afanosos nos mo/ramos no emp5ho de a bem gu>d>1 que de todo nos esquecemos de que no ella o fim unico 7como se j suppoz7 dos humanos de/9os1 mas antes um como meio de alcanarmos outros progressos2 um primeiro passo1 d'entre os muitos que a9da temos a d>3 uma m]a iniciao p>a aquelles que ass5tam o seu campo nos a9da mui des]tos arraiaes d futuro4 ,argos vigilantes1 p]demo-nos enlevados na contemplao d !s\ro1 que assim nos traz presa a vi/a e a alma1 sem nos lembr>mos1 que em volta a esse pomo d'ouro1 que com tanto amor gu>damos1 outras e muito =mosissimas flores se def9ham e morrem1 sem que produzam fructo1 m+ua talvez d'uma gotta d'agua1 com que--a hav] boa vontade--se lhes pod]ia d> vida s raizes sequiosas4 ,a agricultura1 com s] a mais esp]anosa p>a bom fructo1 de todas essas flres1 que vo mur*&o no p ao m+u>-lhes o alim5to1 por v5tura de todas ellas a que mais s(fre1 e a quem mais se recusa esse al5to e essa proteco1 de que por tantos titulos nos cr$ora4 ,,iv ,mal de ns1 que j nos ficam bem atraz esses tempos em que os gr&es hom5s da maior nao se no env]gonhavam de s]em encontrados1 em meio d rude trabalho das lides agricolas1 por um povo inteiro1 que tambem se no pejava de os ali vir procur>1 p>a os exalt> aos mais altos c>gos da republica2 e em que esses h]oes1 lavradores1 depondo a toga da dictadura1 depois da patria salva1 se s5tiam orgulhosos e felizes em volt>em cob]tos de l\ros p>a o trabalho de seus campos1 que em meio haviam deixado6 ,j vo longe esses tempos2 e todavia a t]ra1 a ,alma mat] dos antigos no cessa de nos abrir o seu seio c>9hoso1 de nos *am>1 de nos sorrir1 de nos convid> com todos os seus p]fumes1 com todas z suas v]duras1 com todos os seus matizes de mil flores4 ,me extremosa no conhece filhos +ratos e incon/antes2 a todos g]\ e a todos h de involv]4 ,se *ora1 encobre-nos os prantos2 e1 em dias de tribulao1 l a temos sempre1 que nos e/5de os braos com affecto indizivel1 que nos consola1 nos ac>icia e nos melhora1 at que por fim1 orgulhosos da propria gr&eza1 r5egamos a me que nos deu o s]1 e nos afa/amos d'ella1 com desprezo1 como se no fosse a ella e s a ella1 que toda essa gr&eza se deve attribuir6444 ,v ,com effeito1 s por ignorancia ou por desm$ido ou mal fundado orgulho1 se pde conceb] tal desprezo e tal +ratido4 ,a arte de dom> a t]ra1 p>a d'ella extrairmos aquillo de que mais c>ecemos na vida1 no pode de c]to s] apodada de rude1 nem m5os de desprezivel4 ,to velha como o homem1 como z suas primeiras necessidades1 -lhe a sua antiguidade segura g>antia de excell5cia e de nobreza2 desprezivel n+uem de boa f lhe pod]ia *am>1 s5do que todas z sci5cias a v5]am e cortejam1 entre si disput&o qual d'ellas lhe pre/> maiores s]vios4 ,z cidades1 que assombram os campos com seus templos1 columnas1 praz1 gr&eza e luxo2 os ex]citos1 que os assolam1 impellidos pelo g5io de/ruidor das batalhas2 essas cidades ambulantes1 que levam d'um mundo ao outro os productos de todos os climas3 todas essas m>avilhas de gr&eza e intellig5cia humana1 tudo i/o saiu dos campos1 tudo i/o por l se cre\2 tudo i/o ha de muitas veses1 nas longas horas de atribulao e de angu/ia1 lembr>-se com saudade da humilde mas pacifica *oa1 d'onde primeiro desabro*>a luz d sol2 tudo i/o ha de deix> de exi/ir1 de mov]-se1 de tumultu>1 ha de esquec] por fim1 que elles ho de cont9u> a9da1 por muito tempo1 depois d homem talvez1 a vecej>1 a florir1 a fructific>1 sempre bellos e sempre risonhos1 agora e depois1 como no primeiro dia da creao6 ,,vi ,a indu/ria e o comm]cio1 os dois mais pod]osos e mais incansaveis ag5tes e creadores da riqueza das naes1 l tem nos campos alic]ce1 l =am busc> agricultura todas z =z com que op]am1 todas z galas de que se reve/em4 ,o f]ro1 com que o homem fabric\ novos orgos1 p>a ajud> os que a natureza lhe dra2 o c>vo1 com o auxilio d qual c5tuplica z suas =z2 l lh'os t9ha a t]ra gu>dados no seu seio1 como me c>9hosa3 o l9ho1 de que fabrica os ve/idos que o reve/em1 tambem j l\rej\ pela enco/a de suas coll9as3 o madeiro1 que recurvado sulca z ondas em busca de novos mundos1 tambem orgulhoso e gigante se ergueu outr'ora no meio de suas flore/as3 o gro1 que o nutre2 o fructo1 que o delicia2 o v9ho1 que lhe d mais vida e alegria2 tudo i/o tambem por l cresceu e m$r\1 tudo i/o de l saiu4 ,a sci5cia1 a mais nobre de todas z sci5cias de ,deus1 porque a sci5cia d inf9ito--a a/ronomia--tambem l vae nos campos busc> a sua origem3 l nasceu entre humildes pa/ores1 l se des5volveu1 at que o homem das cidades1 orgulhoso j de sua gr&eza1 a veio usurp> aos que primeiro a descobriram1 p>a1 no remanso d gab9ete1 ou no t]rao d obs]vatorio lhe d> a9da maior des5volvim5to4 ,a geometria--por v5tura me da a/ronomia1 tambem nos campos tem seu b]o4 ,todas z artes l vo busc> z mat]ias com que op]am1 muitas tambem z suas melhores inspiraes4 ,,vii ,como essas cidras m>avilhosas da fabula1 que1 rudes na frma e +ratas ao palad>1 em si cont9ham porm tanta =musura1 tanta mat]ia de bem p>a o mortal feliz a quem dado fosse o abril-z1 como ellas tambem rude e asp]a a agricultura na frma e p\co promett$ora de prodigios4 ,mas p>a quem bem a ess5cia lhe fr especul>1 p>a quem1 com entranhavel amor1 a cultiv>1 p>a quem1 com mos prodigas1 lhe s\b] d> afagos e c>9hos1 p>a esse1 similhante cidra fabulosa1 tem ella um seio rico de muito affecto1 de muita mat]ia de felicidade e belleza1 p>a esse1 s] ella sempre a amante extremosa1 a me procreadora de prodigios sem conta4 ,qual h1 porem1 v>a magica de fada1 que--troc&o-a--a *ame vida1 a faa abrir ao sorriso e ao amor1 lhe d que d seio amigo brotem todas essas flres de v5tura1 que lhe sabemos e ella nos promette1 mas que sem e/ranho auxilio no podem desabro*> nem m$r>8 ,eis ahi o problema3 mas eis tambem no livro a resoluo1 a v>a de mago condo1 a panaca univ]sal p>a os males1 sob que geme e/a boa t]ra de ,portugal4 ,,viii a associao me de taes prodigios1 de tantos b5eficios1 fonte p]5ne e inesgotavel1 que aprego>-lhe valor e necessidade1 alm de desnecess>io1 fra l\cura quasi rematada4 ,com effeito1 hoje1 luz d seculo ,,xix1 qu&o orgulho e timbre de toda a sci5cia o prescrut> bem fundo a alma1 a intellig5cia e o corpo humano1 procur&o ahi todas z leis da sua natureza1 p>a n'ellas--e s n'ellas--se e/rib>em !orias e in/ituies1 hoje desat9o s]ia busc> a9da provas p>a aquillo1 que d'ellas m5os c>ece1 s5do que a sociabilidade 1 de todas z leis naturaes1 aquella que mais exub]antem5te demon/ram z !orias da sci5cia1 e a mais que todas inexoravel e sev]a logica dos factos4 ,a muitas d'e/as leis pde desob$ec] o homem1 contra outras se pde totalm5te revolt>1 mas contra e/a1 por sem duvida o t5ho1 s]ia tal att5tado1 que ass5to jmais pod] realis>-se4 ,subtrahi os hom5s--um s mom5to que seja--ao seu influxo b5efico1 e p>a logo os v]eis amesqu9h>-se1 qu&o no desapp>ec] da face da t]ra4 ,condio prim>ia de sua exi/5cia e progresso1 ha de com elle mais e mais des5volv]-se1 que no h ahi decreto de rei da t]ra--fra elle ,ces> ou ,napoleo--que ouse d]og> o decreto d ,et]no6444 ,,ix pois a associao o cumprim5to d'uma lei natural4 ,na progressiva evoluo d'essa lei e a p> d'ella1 vejo eu cam9h> a humanidade2 des9volv]-se1 se se ella cumpre2 e/ac>1 se pra2 def9h>1 se esmorece2 segu9do-a sempre e res5t9do-se de suas m5ores alt]aes4 ,e de razo1 porque1 a s] o fim d homem na t]ra o des5volvim5to de suas faculdades1 que outra h mais nobre e importante2 que mais influa nos seus de/9os que e/a lei da sociabilidade8 ,por ella se pde af]ir o grau de civilisao d'e/e ou d'e/'outro povo porque ahi onde mais o homem se e/reit> com o homem1 aonde mais de um irmo ajud> o outro irmo1 ahi tambem mais o espirito t5d] a elev>-se--e de feito se h-de elev>--elevao que toda se desata em muita sci5cia1 muito bem e muita v5tura4 ,reconhecidos e/es pr9cipios1 reconhecidos--quasi direi--demasiadam5te1 h\ve quem d'elles se possuisse a ponto de n'elles qu]] busc> todo um sy/ema de organisaco social4 ,desvair\-os o amor d'um pr9cipio1 o conhecim5to d'uma lei natural1 por v5tura a ignorancia de muitas outras2 e1 enc>&o o homem por lado re/ricto1 quiz]am o des5volvim5to d'uma faculdade cu/a das outras todas4 ,no qu] i/o porm a h>monia1 essa outra lei de ,deus1 que tem de presidir--como revel&o-a--a toda a creao4 mi/] que a todas z faculdades seja dado um maximo des5volvim5to2 mas mi/] tambem que cada uma1 ao al>g> a sua esph]a1 no v calc> outras1 a quem egual direito assi/e444 ,x ,por que lei da natureza humana a lib]dade1 porque deve o homem respond] por suas aces1 no qu] a boa ju/ia1 no qu] a boa raso1 que =a--que no com a arma da p]suao--se lhe imponha o cumprim5to d'uma obrigao qualqu]1 fra ella to santa1 to prescripta por ,deus1 to filha da natureza d mesmo homem como e/a da sociabilidade4 ,assim1 com a lib]dade e s pela lib]dade1 que tem de effectu>-se e/e gr&e p5sam5to da associao1 e/e gr&e abrao que ob$ec5do s leis d proprio s]1 tem de--no futuro--d> hom5s e povos1 e/reit&o cada vez mais os laos que os unem1 e c5tuplic&o =z1 sympa?ias e vida4 ,problema longo tempo agitado1 d-lhe hoje a sci5cia cabal resoluo4 ,desde que e/a1 despres&o !orias inc]tas e imag9osas1 foi busc> como base de seu e/udo1 p>a ahi faz] alic]ce seguro1 aos pr9cipios que t9ha de =mul>1 a natureza d s]1 a quem todos t9ham de s] applicados2 desde essa occasio ganha e/ava a causa da lib]dade4 ,podem (f]ec]-se-lhe mil e/orvos1 levant>-se contra ella z maiores torm5tas1 que ella1 atravez de tudo1 l ha-de ir sempre segu9do seu cam9ho1 ganh&o o t]r5o palmo a palmo sobre os seus adv]s>ios1 e lib]t&o o homem cada vez mais d jugo da mis]ia1 da escravido e d embrutecim5to4 ,,xi ,associao e ,lib]dade3 so e/as z duas ideias salvadoras--e s ellas--que1 uma pela outra complet&o-se1 podem lev> a bom fim z nossas mod]nas soci$ades4 ,associao livre--eis o que em nome da sci5cia podemos aff\tos respond] a esses nobres1 mas desvairados1 sonhadores de utopias1 que na f de uma imag9osa organisao social1 toda artificio humano1 que no segundo z leis d natural organismo1 e em nome das santas esp]anz e frat]naes aspiraes1 que em abundancia lhes en*em z almas g5]osas1 nos promettem1 h meio seculo1 o progresso da p]feita felicidade--porv5tura mais d que ao homem dado esp]> na t]ra4 ,,xii ,a sci5cia toma o facto1 especula-lhe a ess5cia e natureza1 obs]va-lhe z relaes1 e de tudo d$uz z leis que lhe presidem4 ,pde desemp$idam5te apres5tal-z luz d dia1 e p>a o futuro concluir aff\tam5te d passado2 pde e deve-o1 que outra no sua misso4 ,mas o que muita vez o frio calculo e analyse reflectida deixam por mesqu9ho ou vulg>1 sem d'ahi tir>em mat]ia p>a consid]aes1 toma-o p>a si o corao s5sivel d poeta2 pela imag9ao o nobilita e engr&ece1 na m5te lhe frma a robu/a e/atura2 at que app>ece em fim gigante de crescidas =z1 esse que a9da h p\co1 de mesqu9ho e pigmeu1 nem sequ] attrahia z vi/as d inve/igador curioso4 assim que a imag9ao e a analyse1 a sci5cia e a inspirao1 uma pela outra se completam1 trabalh&o cada qual na esph]a que por natureza lhe compete1 e p>a fim commum--a ,v]dade1 concorr5do uma e outra na m$ida de suas =z e aptides4 ,so 7ou antes dev]em s]7 duas irms qu]idas e extremosas1 em obra commum1 empreg&o desvellos e cuidados2 nunca1 como at hoje1 rivaes1 que por um mesmo amor1 e em nome da mesma causa1 se dete/am e gu]reiam4 ,,xiii d'e/es d\s elem5tos--sci5cia e inspirao--que brotam z nobres ideias e gr&es v]dades1 que por vezes tm mudado a face de uma civilisao1 qu&o1 em vez de uma outra se mo/r>em ho/is p>a fim commum se tm dado mos amigas4 ,nas porfiosas luctas politicas d seculo1 em que--mais ou m5os--todos temos sido actores ou espectadores1 se encontra cl>a prova e exemplo manife/o da proposio que av5tamos4 ,por longo tempo trabalh>am em b&os oppo/os e sombra de v>io p5do os mod]nos repres5tantes d'esses bons pr9cipios1 uns e outros promett5do-nos felicidade1 mas cada qual em nome de mui dif]5te div9dade2 at que1 passados que =am os tempos de mais esc&ecida lucta e acalorada discusso1 a mesma =a da v]dade os tr\xe a si2 e a commum e amigavel unio lhes s\be *am> os animos discordes4 ,ambos em p>te transviados1 a ambos comtudo assi/iam tambem em p>te pr9cipios de v]dade4 ,inimigos1 s]iam sempre viajantes p]didos em d5sas trevas1 cada vez a se affa/>em mais das v]$as trilhadas2 reconciliados1 um ao outro se guiam e ajudam1 com z luzes e =z proprias1 em nome d'uma longa amizade no futuro1 po/as em commum4 ,e de feito1 no hoje que1 no meio d'essa pleiade illu/re de g5]osos espiritos1 que anhel&o anciosos por um melhor futuro1 trabalham afanosos p>a alivio e engr&ecim5to dos que *oram2 no hoje que entre elles se encontr>o rivalidades d'es*ola1 mas indignas d'hom5s1 ao bem dos hom5s votados4 ,so hoje irmos4 ,os erros de cada qual1 ao despirem-se dos velhos rancores1 sacrific>am-nos no alt> da nova alliana2 e d'entre z c9zas impuras1 que o v5to disp]sa ao longe1 sahiu--nova ,ph5ix--a flr imm>cessivel da v]dade et]na4 ,,xiv ,associao e ,lib]dade diss]a eu s]em essas duas ideias aonde se dep>a mais v]dade e que1 ambas fundidas em factos1 podem d> fructo mais sasonado e proveitoso2 o leito por onde placida pde corr]1 dem&&o seu t]mo1 a torr5te--ora revolta e turbada por mil encontrados elem5tos que ahi se revolvem e gu]reiam--da vida das mod]nas soci$ades4 ,e como no s]ia assim1 se ramos frondosos de arvore1 que no corao d homem tem fundas z raizes--a propria natureza1 tm por fim1 entrela&o-se e/reitam5te e em mutuo amplexo ap]t&o-se1 amp>>em-se e def5d]em-se uns a outos1 porque assim reciprocam5te se protejam no cresc] e no fructific>8 ,se so ara sacro-santa aonde os animos discordes em busca da v]dade--mas que d'alma a buscam1 tem de vir pactu> a alliana1 queim&o ahi1 em holocau/o incru5to1 o fel de paixes ru9s e desamoraveis como pod]o ellas1 por e/ranho desapego e +ratido m5tir ao que1 em nome de futuro melhor1 nos promettem1 e a que1 na f d'esse almejado futuro pre/amos cr5a e esp]ana illimitadas8 ,no podem4 ,quanto intellig5cia e corao d homem se revela uma v]dade1 tam rica de evid5cia1 tam promett$ora de consolaes1 no pde ,aquelle que ao espirito a revel>a deixal-a sem que pela revelao dos factos receba confirmao e com ella =os de inconfutavel4 ,uma ideia assim nunca m5te4 ,,xv ,desc5do das subidas regies da ab/raco ao campo mais arido e abrolhoso--mas porv5tura mais util1 das realidades1 da !oria aos factos2 o livro1 cujo bom espirito por todos quis]amos diffundido1 como vaso de balsamo suave1 que a todos vae ung9do e p]fum&o1 apont&o alvitres1 que d'e/es bons pr9cipios desc5dem te/emunh&o no escasso cab$al de sab]1--te/ifica tambem aquilatado amor pela sci5cia e pelos hom5s2 que em muito conta o amor e o en?usiasmo p>a o descobrim5to da v]dade4 ,de tantos e to bons alvidram5tos1 quantos o livro enc]ra1 um h que1 como base de sy/ema1 os resume em si1 d'onde todos desc5dem1 ponto culm9ante1 c5tro em volta d qual1 satelites a lhe reflectirem o brilho1 volteiam todos os outros1 comp>tilh&o com elle a v]dade e pre/imo com que dotado4 e/e o projecto das ,associaes ,agricolas4 ,fim