( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,a ,,biblia ,,da ,,humanidade ,,b>cellos ,typographia da ,aurora d ,cavado ,editor--,r4 ,v4 #ahie ,tiragem ap5as de #ajj exempl>es3 #bj em papel de l9ho4 #hj em papel d'algodo4 ,n4 ,collabor\ ,an!ro d ,qu5tal1 assiduam5te1 em v]so e prosa1 com ,joo de ,deus e outros vultos litt]>ios da g]ao de #ahfd1 no ,seculo ,,xix1 p]iodico que n'esse anno se public\ em ,p5afiel1 sob o influxo e direco de ,g]mano ,vieira ,meirelles1 seu condiscipulo na ,univ]sidade1 como elle =mado em ,direito no anno de #ahfc1 um dos mais pujantes e promett$ores tal5tos d'essa g]ao1 com c$o r\bado ao r5ome que por c]to conqui/>ia1 se a vida lhe fra mais longa1 no mundo das lettras e da politica4 ,entre outros escriptos de ,an!ro ahi sahidos1 lug> mui sali5te occupa ,a ,biblia da ,humanidade1 trabalho philosophico de an*a env]gadura e l>gos horisontes1 que p5a t] ficado incompleto4 ,no ob/ante i/o ent5di que dev]ia elle entr>1 por seu inconte/ado valor1 na colleco1 em que to pi$osam5te ponho emp5ho1 de todas z suas obras esp>sas1 e p>a o pres5te opusculo o traslado4 ,con/ite elle j o duodecimo da mesma colleco1 e no int5to proseguirei eu de a e/a traz] tudo o que de ,an!ro se no a*e publicado em volume sobre si4 ,n5hum int]esse mat]ial me aula n'e/e meu proposito1 que nem um s dos exempl>es de qualqu] dos opusculos1 que v\ faz5do sahir a lume1 expo/o v5da1 mas ap5as e s n'elle me anima o vehem5te desejo de reunir e facilit> mat]iaes p>a uma edio completa da obra de ,an!ro d ,qu5tal1 edio em que no fic>io1 creio eu1 na sombra e nem sequ] na p5umbra1 alguns dos seus trabalhos a9da no reunidos em volume1 e alguns at incompletos1 to radiosa a luz que d'elles resalta4 ,,rodrigo ,,velloso ,a ,,biblia ,,da ,,humanidade ,i ,d5tro d homem exi/e um ,deus desconhecido1 no sei qual1 mas exi/e--dizia ,socrates soletr&o com os olhos da razo1 luz s]5a d ceu da ,grecia1 o problema d de/9o humano4 ,e ,*ri/o com os olhos de f lia no horisonte annuveado das vises d propheta e/a outra palavra de consolao--d5tro d homem e/ o re9o dos ceus4 ,pr(undo1 altissimo1 accordo de dois g5ios to di/antes pela patria1 pela raa1 pela tradico1 por todos os abysmos que uma fatalidade my/]iosa cav\ entre os irmos infelizes1 viol5tam5te sep>ados1 d'uma mesma familia6 ,dos dois polos extremos da hi/oria antiga atravez dos m>es insondaveis1 atravez dos tempos t5ebrosos1 o g5io lum9oso e humano das raz indicas e o g5io sombrio1 mas pr(undo1 dos povos semiticos1 se enviam como primeiro mas firme p5hor da futura unidade1 e/a saudao frat]nal1 palavra de vida que o mundo esp]ava na angu/ia d seu cahos--o homem um ,deus que se ignora4 ,gr&e e sob]ana consolao a de v] essa luz de concordia rai> d ponto d horisonte aonde m5os se esp]ava1 de v] uma vez unidos1 conciliados esses dois extremos inimigos1 esses dois espiritos rivaes cuja luta entri/ecia o mundo1 e*oava como um trem5do dobre fun]al d corao retalhado da humanidade antiga6 ,os combat5tes no maior ardor da peleja1 fitam-se1 enc>am-se com pasmo1 e s5tem z mos abrirem-se p>a deix> cair o f]ro fratricida4 ,e/5dem os braos444 somos irmos6 ,primeiro encontro1 santo e purissimo dos promettidos da hi/oria6 ,manh suave dos primeiros sorrisos1 dos olh>es timidos mas leaes d'esses noivos =mosissimos1 que o tempo aproximava assim p>a o casam5to my/]ioso das raz6 ,no ha no mundo palacio d rei digno de lhes escut> z primeiras e sublimes confid5cias6 s um templo1 alto como a cupola d ceu1 l>go como o vo d desejo puro1 como a esp]ana d primeiro e innoc5te ideal humano4 ,esse templo tiv]am-no4 ,naquella palavra de dois l\cos se enc]ra tudo4 ,n5huma montanha to alta1 aonde a olho n se avi/e ,deus1 como o vo d'e/a phrase1 a maior revelao que jamais ouvir o mundo--d5tro d homem e/ ,deus4-- ,,ii ,e/e facto unico1 aos olhos dos que lem a hi/oria nas lettras impalpaveis mas lum9osas das ideias1 e no nos hi]oglificos b>b>os e confusos dos acontecim5tos fataes1 ba/a a explic> o mi/]io que segue tudo o que depois vir4 ,a adopo d ideal hebraico pelo g5io grego3 o *ri/ianismo1 mi/]ioso hosp$e ori5tal recebido com amor sob o tecto *eio de luz d ,occid5te2 ,jesus s5tado entre os philosophos da ,alex&ria escutado e applaudido no ,agora de ,a!nas2 ,*ri/o desc5do da sua cruz da ,judea p>a1 sub9do ao ,capitolio romano1 e/5d] os braos e tom> posse d mundo--e/e drama da =tuna inexplicada d'um ,deus desconhecido1 e/a ,odisseia das p]igr9aes da religio d'um mundo1 acolhida1 amada entre os cultos d'outro mundo to di/ante--que ha em tudo i/o d'incrivel8 ,no dia em que ,socrates exclam\ ha um ,deus no homem o primeiro arco da ponte extraord9>ia e/ava lanado3 fic\ firme1 su/ido no fundo d oceano4 ,*ri/o complet\ e/e cam9ho m>avilhoso1 lanou o segundo arco6 ,desde essa hora os filhos da ,sra ori5tal podem atravess> de novo o ,m> ,roxo a p enxuto3 e a t]ra promettida1 o occid5te de doce e humana luz1 c e/ p>a os receb] em seu seio va/issimo4 ,o milagre1 o milagre v]dadeiro1 comeara ha seculos--o ideal commum--a unidade na aspirao4 ,a realisao devia p>a ambos s] igual4 ,a mesma prece deve subir ao mesmo co4 ,egual desejo devia t>de ou c$o affirm>-se na mesma realidade4 ,m>ia a irm das ,sybilas444 ,jesus por que no s] ento o irmo de ,socrates8 ,z diff]5z de g5io1 de raa1 nada so aqui3 o ideal commum1 isso tudo4 ,e esse que ass5t\ sobre a sua solida base a f et]na da humanidade1 a unidade dos coraes1 a v]dadeira cidade de ,deus6 ,o *ri/ianismo cre\ a humanidade 7no gr&e e v]dadeiro s5tido da palavra7 mas foi a humanidade toda que o cre\ a elle1 no o g5io e/reito d'uma raa4 ,fund&o a unidade div9a1 con/ruiu a unidade humana mas os elem5tos da obra todos que suscit>em o op]>io1 que o fiz]am4 ,no dia em que ,jesus se *amava a si ,*ri/o1 n'esse dia deix\ de s] judeu p>a se naturaliz> homem4 ,e o filho d homem--o filho da humanidade4 ,d desejo dos dois mundos brot\ esse lyrio div9o444 mas o p]fume que lhe sae d calix no ha templo ba/ante p>a o cont]6 ,todo o ceu essa ca!dral3 o templo de ,j]usalem1 o ,p>!non e o ,capitolio so naves1 ap5as1 d'essa egreja univ]sal6 ,,iii ,eil-a fundada em fim1 idealm5te1 ao m5os essa unidade1 esse sonho mil5>io d mundo antigo6 ,e quem dir z dores1 z lutas1 z esp]anz1 z angu/ias de mil g]aes esquecidas1 cujas lagrimas reg>am1 e de cujo p se alim5ta a9da essa arvore d'immortal amor8 ,innum]as raz ext9ctas pass>am curvadas sobre a t]ra2 crus>am no p]igr9> de cem odisseias mi/]iosas1 todos os cont95tes1 p>a que seus passos ap5as deixassem como d]radeiro ve/igio sobre a face d globo z letras fatidicas d'esse epitafio de glorias1 essa palavra unica--unidade6 ,tudo o mais o segr$o d tempo4 ,os seculos desconhecidos escond]am sob a dobra dos immoveis sud>ios a memoria dos obreiros com o risco e os in/rum5tos d trabalho--e v-se a prodigiosa obra anonima ergu]-se recort&o o p]fil extranho no horisonte desmaiado d passado1 como o vulto da esph+e incompreh5sivel no ceu dos gr&es des]tos6 a melancolia da hi/oria6 ,por entre o canto das ,epopeias antigas escuta-se a espao o gemido surdo d'esse desconhecido e infeliz mundo de escravos sobre cujos hombros doridos os h]oes ass5tavam z suas cidades de luz444 ,e os palacios h]oicos da humanidade1 que so z horas solemnes da sua inspirao1 encobrem-nos tambem os peitos escuros mas =tes sobre que se ergu]am esmag&o os talvez1 esses torrees de brilho6 ,mas que importam os sacrificios8 ,o c>ro de triumpho no se lembra da m9a sombria d'onde sahiu o metal das rodas que o levam4 ,a obra d mi/]io1 a cupula espl5dida da hi/oria antiga ergue-se e n+uem1 sabe ahi por que mos se ergue4 ,mas solida a sua base1 que n5huma convulso lanar por t]ra como o canto de granito nos alic]ces d circo romano4 ,a e/atua ideal da ,f humana a*\ emfim o p$e/al de m>more immaculado1 onde se firmem seus ps div9os--a consci5cia da nobresa d de/9o d homem1 a revelao da sua mesma div9dade4 ,,iv ,mas1 esse ,deus mi/]ioso1 que ceu o esconde nos p>amos d ceu azul imm5suravel8 ,que ,s9ai enubla a sua gloria8 ,o seu alt> em que monte o ergu]am os pr(etas desconhecidos8 ,que rito o seu--e em que taboas de m>more escreveu o fogo de cima a leg5da prodigiosa de sua lei8 ,no meio de ns por entre o tumultu> das g]aes passa como o ,deus antigo1 por entre os combates da ,iliada1 e ao longe retumba o e*o de suas passadas4 ,e1 emtanto1 n+uem o v4 ,s de longe a longe1 algum pr(eta desce das solides a mo/r> ao mundo a palidez de suas faces emagrecidas1 seus olhos cavos e fixos1 da fixidez assu/adora das vises1 como te/emunho de t] entrevi/o na sua noite um raio d'essa gloria que o deslumbr\ e consumiu4 o absoluto que deixa nas mos d homem1 que o t5t\ pr5d] na sua fuga et]na1 um fio ap5as da sua tunica de brilho4 ,mas esse fio um raio de tal luz1 que ba/a a alumi> o trabalho de muitos seculos6 ,toma-o nas mos ,moiss1 mo/ra-o ao mundo1 e *ama-se ,jehov4 ,ergue-o ,mahomet entre os povos e *ama-se ,allh4 ,deixa-o ,*ri/o cair d alto da sua cruz1 e *ama-se amor4 ,de cima d'uma guilhot9a o atira ,robespi]re p>a o meio das multides e *amam-lhe ,direitos d homem e ,revoluo4 ,e ,hegel1 levant&o a cabea de sob z ondas immoveis e tri/es da ab/rao1 lana nos v5tos1 que a levam ao mundo1 e/a palavra--,ideia6 ,o que revela cada pr(eta no o ,deus et]no1 o ,absoluto dom9ador1 entre cujos braos se contm o univ]so1 no confuso e multi=me nas mil app>5cias d relativo1 mas na v]dade ideal da sua ess5cia--o s] puro4--,esse pod]ia por v5tura1 afirmal-o a creao toda1 os soes e os insectos1 o espirito e a mat]ia2 o visivel e o invisivel1 o c]to e o possivel1 se um dia1 esquec5do ao movim5to lanar o metal ard5te de suas creaes nos moldes da v>i$ade1 se precipitasse todo sobre o seu c5tro ideal assum9do emfim a consci5cia pl5a da sua univ]salidade4 ,mas o homem no afirma nada mais alm da sua mesma alma8 ,e esse vulto imm5so a que a9da *amam ,deus1 ap5as a sombra d ideal humano1 que a*a o mundo e/reito e se al>ga pelo espao4 ,concebe o absoluto nos limites da sua relatividade4 ,por seus mesmos passos m$e o cam9ho d inf9ito4 ,e1 nos ultimos limites aonde alcana o seu p5sam5to1 ergue elle z ballizas extremas d possivel4 ,z religies so os m>cos successivos das mais longas corridas d seu desejo no cam9ho d inf9ito3 mas no so o t]mo d'essa e/rada que se p]de nas nevoas d inat+ivel e cujos desvios ultimos p algum pde a9da pis>4 por isso que os ,deuses morrem1 se succ$em e trans=mam4 ,v-se o fim d'essas et]nidades--e o homem que z crera p>a p]d] c a inc]teza d seu transitorio de/9o1 o homem1 o seu corao1 o seu ideal1 sobrevive-lhes1 elle quem p>ece et]no ao p d'esses absolutos passageiros6 ,mas que importa esse ,deus que n5hum olh> pde a9da descobrir no des]to dos ceus1 se d'um ceu int]ior1 to puro e to bello1 sae p>a cada ouvido att5to uma voz div9a1 e uma sybilla mi/]iosa deixa cair dos labios palavra a palavra1 o oraculo successivo d de/9o dos hom5s8 ,se a alma cria deuses e1 respir&o1 espalha o inf9ito em volta de si-- que l d5tro alguma c\sa inf9ita se conc5tra e o div9o se esconde p>a se manife/> dia a dia na revelao con/ante *amada ,vida4 que o mais humilde d'entre ns d em seu peito morada a um gr&e desconhecido que ali exi/e1 cuja voz grave se ouve a espaos e nos alumia a face com os relampagos da sua gloria4 ,exi/e com effeito4 ,que somos ns todos s5o uma =ma visivel da ess5cia inf9ita--um mom5to det]m9ado da exi/5cia sem t]mo--uma vibrao d movim5to et]no--uma fase da ,lei d todo1 *amada aqui lei humana mas a mesma no s]1 com igual fim1 igual origem1 que nos det]m9a e de que vivemos8 ,a lei6 ,pro!u prodigioso de mil =mas d'innum]os vultos inesp]ados em toda a p>te div]sos1 e em toda a p>te o mesmo sempre todavia6 ,mil faces1 e uma s alma6 mil braos1 e uma vontade s6 por mil cam9hos1 e um unico o t]mo da viagem6 ,uma d'essas d ,pro!u o homem1 a lei humana4 ,a p>te d'aco que ex]cemos no movim5to et]no3 a hora que nos dado pre5*] na durao sem t]mo-- isso o que somos1 por isso que ns agitamos1 o nosso s]1 o nosso mi/]io4 o ,deus1 que o univ]so esconde revel&o-se pela consci5cia4 ,e o absoluto que fra nem podemos entrev]1 eil-o vivo e palpitante em nosso corao e debaixo de nossas mos1 a ponto de o pod]mos palp>6--,a alma da humanidade em cada homem2 e1 na humanidade a alma inteira d mundo--4 ,no mais e/reito1 no mais tremulo e humilde raio de luz1 coado a cu/o por entre duas nuv5s1 se e/uda e e/ o segr$o d brilho imm5so e inefavel que innunda z alturas1 se v pat5te o mi/]io da maior gloria dos espl5dores cele/es4 ,no gem] da onda indol5te1 que se espreguia no areal1 e nem assu/a o folg> descuidoso d'uma creana1 e/ a voz d oceano1 a sua ancia1 o porque de suas luctas1 o motivo de tantas tempe/ades1 tantos brados1 tamanhas convulses--4 ,no que agita o peito d mais humilde e desconhecido dos hom5s e/ o segr$o de anci$ade1 d desejo inf9ito1 que commove os univ]sos1 o v]bo d movim5to que arra/a os imp]ios como os m5digos1 z folhas d outomno como os a/ros d espao--e/ a palavra d s]1 a origem e o fim1 ,deus6 ,sim4 ,esse ,deus buscado em vo na va/ido dos ceus des]tos1 que no revela a imm5sidade desoladora e fria1 eil-o em fim que o vemos conc5trado no fundo da consci5cia1 dormit&o1 mas em movim5to1 mudo1 ao p>ec]1 mas murmur&o sempre1 como um canto de l5das mi/]iosas1 o oraculo successivo dos ,de/9os6 o ,deus da humanidade2 a p>te d s] et]no1 que se move n'ella1 que a firma1 que ella mesma4 ,jehov1 ,brama1 ,sabao?1 ,all1 ,*ri/o1 por gr&es1 por lum9osos que p>eam1 no so mais que z sombras projectadas sobre a t]ra pelo vulto d'esse gr&e desconhecido--degraus da escada d desejo que essa alma sobe no cam9ho d seu ,fim4 a luz1 que nos sae de d5tro1 e diante dos nossos olhos se agita1 convid&o-nos a seguil-a em seu corr]4 a columna de fogo d des]to--no aquella trazida de longe e sem se v] a mo que a tr\xe1 mas saida d mesmo seio d povo1 como que a sua propria alma1 adiante d'elle cam9h&o4 ,movemo-nos porque a seguimos2 no pelo capri*o de nossos passos4 ,o nosso trabalho o seu brilho nol'o indica1 no s o lavor escuro de nossas mos4 ,toda a esph]a de nossas aces1 z maiores1 z melhores1 fe*a-a o circulo d'aquella lei--que a nossa mesma4 ,nem d'outra lei precisamos4 ,cumprir a t>efa d'e/e mom5to cumpril-a na sua frma rigorosa1 correspond5do ao de/9o d'elle entre todos os movim5tos de que se compe a durao et]na4--,o fim d ,homem s] homem4 ,e1 p>a o s]1 viv] segundo a ns1 ao nosso fim1 que mais se precisa que seguir a lei humana8 a nossa affirmao4 ,a =a que a det]m9a no lhe vem de fra1 d'alguma mo escondida entre z nuv5s gloriosas d'algum ceu inat+ivel4 ,de d5tro vem1 como z folhas d lyrio1 que se abre1 vem todas d boto que z cont9ha em suas dobras1 como todos os suspiros vem d corao que deseja1 e no d objecto que os accorda4 o seu trabalho quem cria os absolutos que depois a esmagam4 ,mas a =a primitiva reage2 e os espectros caem por t]ra e/alados os braos com que t5tavam suffocal-a4 ,z revolues1 os cultos1 os sy/emas1 z philosophias1 z revelaes no so pr9cipios ext]iores que dom9em a hi/oria1 de cima1 da altura de suas v]dades det]m9&o os s5tim5tos1 os desejos1 z cr5z1 a vida emfim4 ,pelo contr>io4--,so ap5as evolues d'um int]ior1 que os cria e de/roe1 e faz o novo templo com z m9as d templo antigo1 e se *ama ,natureza4 ,o ,deus da ,humanidade o mesmo homem3 e o seu ,ideal1 a religio da ,vida4 ,v a negao d absoluto e1 como tal a affirmao d homem4 ,o ,deus sae da immobilidade d symbolo inalt]avel3 faz-se vida1 move-se-- um ,deus progressivo4 ,o seu dogma 7semelhante fonte nascida da t]ra e de cont9uo acresc5tada7 dia a dia o vai o tempo complet&o com tudo o que lhe sai d seio va/o e fecundissimo4 o culto de um mi/]io que descobr9do-se sempre1 jamais se pod] v] todo4 ,e a ,biblia tem brancas z ultimas pag9as1 p>a que lhe possa cada g]ao nova escrev] l o v]so d'oiro de cada novo ,evangelho que se revelle4 ,religio doce e humana1 que no despreza uma palavra de creana1 o sonho d'um corao de mulh]1 o pres5tim5to da mais humilde consci5cia6 como o olho d sabio que se esquece horas sem conto na contemplao d mais e/reito calice d'uma flor sem nome d'esses campos6 ,no calix da flor1 diz o poeta1 se enc]ra a belleza toda d univ]so--e que pr(undos e desconhecidos !s\ros de belleza e v]dade no gu>da o corao d'um simples86444 por isso que e/a religio abraa no seu circulo m>avilhoso a alma toda e toda a vida como o sol d meio dia v quanto ra/eja na t]ra e quanto paira nas alturas--porque no despreza n+uem4 ,como ,jesus entre z crianz apr5de tanto quanto ens9a4 ,missiona1 e recebe todavia lies d mais humilde cate*um5o4 ,o seu decalogo tem uma m>gem l>ga ba/ante p>a que o povo o comm5te1 qu&o no acresc5te um artigo lei4 a religio d movim5to--o ,colombo dos mundos encob]tos d espirito erecto na proa d galeo1 sond&o o horisonte com os olhos1 incit&o1 anim&o todos p>a a conqui/a d desconhecido4 ,s5tado na tripode santa da sua inspirao1 s5te corr]-lhe n'alma o espirito d ,deus vivo3 pr(etisa1 improvisa de cont9uo e1 como a *uva de p]olas da bocca da fada leg5d>ia1 lhe caem dos labios z palavras nunca int]rompidas da sua revellao--a lei1 o ideal humano4 ,,vi ,a ,edade ,m$ia no compreh5deu i/o4 ,seu gr&e g5io1 sublime como ,poesia1 a*amol-o aqui e/reito e acanhado como ,raso4 ,porque d *o sao um dia essa flor m>avilhosa1 a mais bella entre todas no j>dim d espirito1 *amada unidade1 p>eceu-lhe t] morrido a =a g]adora da t]ra e torn>-se impossivel outra floresc5cia1 outra primav]a1 outro p]fume4 ,deu por concluido o trabalho das criaes humanas1 e fe*ado o cyclo dos poemas div9os *amados religies4 ,decl>\ o corao incapaz de novos sonhos1 a alma in]te p>a mais desejos1 a intellig5cia morta p>a outras concepes e outras frmas que no fossem z suas--porque no ardor de sua f1 uma nobre illuso lhe fez v] o vacuo e o nada alm d espao que abrangia a sua vi/a haluc9ada4 ,gr&e e solemne d5tro d templo santo da sua cr5a por isso mesmo desprez\ o re/o da t]ra aonde j se no avi/ava esse prodigioso edificio1 e o re/o da alma que o calor d'esse raio d'amor no aquecia4 ,z tri/es flores d'esse des]to no eram p>a adorn> o seu alt>--no era digno d seu ,deus o p]fume sad d'um coraao no alumiado pelo brilho de sua gloria444 ,fez o ,dogma e fe*\-se n'elle como n'um sepulcro4 ,l>go sepulcro1 em v]dade1 como p>a um ,deus e todo m>mores e oiro444 mas a9da no tumulo de ,*ri/o1 o frio que se s5te sempre o frio da morte6 ,a antiguidade pag dava s suas religies um c9to ela/ico1 p>a que a ,virgem podesse cresc] e engross>1 faz]-se mulh] e me1 conceb] e cri> o filho que lhe havia de succ$]4 ,como z no revellava n5huma voz encob]ta1 sando d meio das nuv5s de fogo d'uma gloria sobrehumana--revellavam-se ellas por si1 em toda a p>te1 em cada hora1 e no j no cimo des]to d ,s9ai1 mas em baixo1 no valle1 onde se ass5tam z t5das d povo1 no ajuntam5to dos hom5s4 ,por isso no havia palavra murmurada no meio da multido1 que se sumisse esquecida1 que um deus amigo no ouvisse e decorasse1 como ens9o d'uma bocca humilde1 mas nem por isso despresivel4 ,a onda mais imp]ceptivel1 nascida nos ultimos conf9s da soci$ade trazida com o sopro d v5to1 a*ava sempre uma doce praia aonde deposit> o seu pequ5o tributo1 um canto1 uma espuma branca1 uma r>a flor muitas vezes4 ,cada mode/o veio d'agua l ia d> sempre ao lago d'essas religies to humanas1 que no se pejavam de os receb]1 com elles cresc] e al>g>1 s] por elles =mado--faz5do assim a div9dade com o melhor e o mais puro da humanidade4 ,essas religies =mavam-nas em collaborao z almas das g]aes successivas1 cada uma como que t9ha de mais intimo em si1 d mais elevado ao mais innoc5te4 ,o sabio dava o =te p5sam5to1 o simples a intuio pr(unda4 ,empre/ava-lhes um facto o h]oe1 e a virgem lanava-lhes no regao uma lagrima de pi$ade4 ,a praa publica lhes enviava um e*o de seus rumores1 e a familia um reflexo amoravel d seu l>4 ,cada qual tirava d corao a p]ola que l tem todos escondida2 e com essas gemmas1 preciosas1 qu5tes a9da e quasi vivas1 se adornava a div9dade4 ,z paixes1 os amores1 os cuidados1 z lutas dos hom5s1 tudo i/o idealisado e puro se via brilh> sobre o peito dos deuses1 como p5hor da frat]nidade entre t]ra e ceu1 e modelos de p]feio que buscava cada qual realis>4 ,s] bom e =te e gr&e p>a s] semelhante a um ,deus--porque e/e era a ultima expresso da humanidade4 ,era ella o que a criava4 ,ao lado da inspirao d augur cam9hava a espontani$ade d ,povo4 ,ella trans=mava a leg5da2 des5volvia a moral2 compunha o rito3 adoptava cultos2 erguia outros deuses ao lado s5o sobre o p$e/al dos antigos2 v]eficava a lei velha com o espirito novo3 t9ha autoridade em fim1 autoridade1 voto e =a p>a obrig> um ,deus progressivo a m$ir seus passos pelos d'uma soci$ade sempre em movim5to4 ,por detraz d ,olympo havia muito ceu a9da e muito espao4 ,alem da morada das div9dades via-se o inf9ito sem t]mos--e ,prome!u prophetis&o a qu$a de ,jupit] no era um impio2 era um semi-deus4 ,z religies antigas no faziam da alma humana 7e1 com a alma z soci$ades e o mundo7 prisioneira d'um dogma immutavel4 ,s5tiam s] ella mesma o v]dadeiro dogma4 ,abriam o seio a cada palavra inspirada e trans=mavam-na em sangue d corao444 ,religies humanas6 uma intuio pr(unda da mesma lei da vida--a div]sidade1 o movim5to1 a successo--dava-lhes a l>gura1 a flexibilidade e o vago necess>ios p>a que correspondessem a todas s =mas innum]as e inesp]adas d espirito1 s inf9itas trans=maes das soci$ades1 s mil app>5cias da realidade4 ,dava-lhes a virtude d'esses cordeaes proprios p>a todas z idades e todas z compleies3 p>a os =tes calmante2 e p>a os fracos1 balsamo e con=to4 ,eram como o ve/ido natural d corpo d homem acompanh&o todos os movim5tos1 feito p>a todas z altitudes3 simples ao p d l>1 nobre na praa1 grave no rep\so1 e na luta ou na corrida ligeiro e facil4 ,e/a v]dade humana que z fez to animadas1 por isso mesmo z imp$io d'avi/>em o outro t]mo correlativo1 o extra-humano1 o absoluto4 ,no corao d'essas raz como p>te que da alma1 e/ava esse s5tim5to1 por c]to4 ,mas no v9ha fra em frma de luz1 no inundava d'ali o mundo1 no doirava a fronte dos deuses nem a cabea dos hom5s4 ,viram-na1 a essa luz1 pass> como relampago nos olhos d'alguns inspirados2 mas o povo no a s\be compreh5d]1 deix\-a morr]1 qu&o a no mat\ elle mesmo4 ,no meio da div]sidade1 que o absorvia1 o poli!ismo no pde conceb] a unidade exi/5te com ella e n'ella mesma porv5tura4 ,ao sol da ,grecia e d ,ori5te1 a rosa viva1 a flor intima da humanidade1 a alma1 abrira todas z suas petalas extranhas mas =mosissimas6 uma s fic\ fe*ada2 mas essa era a mais l>ga e a mais =te1 que devia cont] todas z outras--o s5tim5to da unidade4 ,unidade de ,deus6 ,unidade d ,homem6 n'e/a onda my/ica m]gulh\ o ,*ri/ianismo a cabea--com e/e ,jordo baptis\ o mundo6 ,e/a contemplao d absoluto fez a sua =a3 foi ella tambem quem o mat\4 ,em vi/a d'e/e pr9cipio resolveu corajosam5te o de/9o humano2 mas v9cul&o-a a essa resoluo1 desconheceu a sua lei ess5cial--o movim5to4--,no4 ,a contemplao in]te no pode s] o ar que o espirito d homem p$e p>a respir>6 ,o ar da vida outro444 ,a vida6 no seu vo p>a o ceu1 na sua sublime ambio ideal1 foi isso que esqueceu ao ,*ri/ianismo--a t]ra1 a vida4-- 4444444444444444444444444444444444444444 444444444444444444444444444444444 ,,fim