( public doma9 mat]ial f ,bib,ria7 ,,magalh,,es ,,lima ,o #a4 de ,maio ,m>*ez1 l'humanit ne vit pas d'une ide1 ,elle en allume une autre l'et]nel flambeau ,,casa ,,b]tr&--,,jos ,,ba/os ,,*iado ,,lisboa ,o ,,primeiro ,,de ,,maio ,o ,,primeiro ,,de ,,maio ,,por ,s4 ,,de ,,magalh,,es ,,lima ,m>*ez1 l'humanit ne vit pas d'une ide1 ,elle en allume une autre l'et]nel flambeau ,,lisboa ,,typ4 ,,da ,,companhia ,,nacional ,,editora #ahid ,,memoria ,,d ,,meu ,,qu]ido ,,me/re ,e ,,saudosissimo ,,amigo ,,b5oit ,,malon ,lisboa1 #b de dezembro de #ahic4 ,magalhes ,lima4 ,,solemnia ,,v]ba444 ,recordo-me p]feitam5te4 ,era uma manh de ago/o4 ,na vesp]a1 ,cipriani havia me dito3 amanh1 s #aa horas1 na g>e de ,s4 ,laz>e6 ,fomos ambos pontuaes4 ,tommos os nossos bilhetes1 e seguimos no trem de ,asnires4 ,era ali1 na rua de ,colombes1 que vivia1 ou que agonisava1 p>a melhor diz]1 ,b5oit ,malon4 ,subimos a longa escad>ia que conduzia a um t]ceiro &>4 ,o me/re dormia tranquillam5te4 ,mas1 pres5t9do-nos1 afa/\ docem5te o l5o branco que lhe encobria o ro/o1 e e/5deu-nos a mo com c>9ho e alvoroo1 abra&o-nos e beij&o-nos1 ao mesmo tempo4 ,a sua physionomia1 abatida e am>ellecida pelo uso da morph9a1 t9ha o aspecto do5tio1 morbido1 de quem1 havia muito1 no dormira ou se a*>a dom9ado por t]riveis convulses4 ,o qu>to era pequ5o1 illum9ado por uma janella que deitava p>a a rua4 ,sobre o leito em desal9ho1 alguns jornaes1 dobrados uns1 ab]tos outros--,le ,rappel1 ,la ,petite ,republique ,franaise1 ,la ,ju/ice444 ,a atmosph]a e/ava impregnada d'aquelle *eiro c>act]i/ico das longas enf]midades dolorosas4 ,a um lado d leito uma mesa1 completam5te coalhada de g>rafas e frascos1 uma pequ5a ph>macia1 p>a assim o diz]2 e a outro lado a figura lum9osa1 transp>5te e doce de ,mademoiselle ,e/elle ,husson1 a enf]meira qu]ida e d$icada1 que teve a r>a coragem e a excepcional p]sev]ana de atravess> os seis longos mezes da do5a1 pass&o z noites em vigilia1 ao lado d enf]mo1 sem se deit>444 -- uma h]o9a6--disse-me ,amilc>e ,cipriani4 ,e era-o1 com effeito4 ,cons]vo a9da hoje a sua imagem1 int5sam5te gravada no meu espirito saudosissimo4 ,uma bata branca envolvia o seu corpo flexivel e franz9o1 e uma pallidez m>morea se des5hava na sua figura delicada de madona1 de olhos azues e de longas tranz l\ras4 ,dir-se-hia uma irm d do5te1 pelo s(frim5to e pela dr que a c>act]isavam4 ,b5oit ,malon no podia fall>4 ,escrevia n'uma l\sa que t9ha sempre ao seu lado1 e que elle mesmo limpava1 de qu&o em qu&o1 com uma pequ5a esponja4 ,fez-me muitas p]guntas4 ,felicit\-me pela publicao d meu livro--,la ,fdration ,ibrique1 que havia dado a ,geisl]1 p>a que a elle se ref]isse na ,revue ,sociali/e4--,porque no publica ,v41 em volume1 z suas impresses1 sobre o congresso op]>io de ,zuri*8--disse-me por fim4 ,prometti-lhe solemnem5te que o f>ia4 ,v5ho hoje cumprir a m9ha promessa2 e1 tua memoria sacratissima1 consagro o fructo d meu labor1 morto qu]ido6 ,o ,,primeiro ,,de ,,maio ,o congresso confirma a resoluo d congresso de ,bruxellas1 assim concebida3 ,o congresso1 afim de cons]v> ao #a4 de ,maio o seu v]dadeiro c>act] de reiv9dicao d dia normal de #h horas de trabalho e de affirmao de lucta de classes1 resolve3 ,que deve faz]-se uma manife/ao unica em que tomem p>te os trabalhadores de todos os paizes2 ,que e/a manife/ao se realise no dia #a4 de maio1 e se susp5da o trabalho1 n'esse dia1 em toda a p>te onde seja possivel fazel-o4 ,adopta tambem a em5da segu9te3 ,a democracia sociali/a de cada paiz tem o dev] de empreg> todos os seus es=os p>a conseguir a susp5so d trabalho no dia #a de maio1 encoraj&o todas z t5tativas feitas1 n'e/e s5tido1 pelas diff]5tes organisaes locaes4 ,o congresso resolve mais3 ,a manife/ao d #a4 de maio1 pelo dia normal de #h horas de trabalho1 deve1 ao mesmo tempo1 s]1 nos div]sos povos1 a affirmao da en]gica vontade que anima o prolet>iado mod]no de pr um t]mo1 por meio da revoluo social1 s desegualdades de classes1 dev5do tambem manife/> o p5sam5to commum ao prolet>iado de alcanar1 pelas re=mas sociaes1 a paz univ]sal1 como uma consequ5cia da paz obtida d5tro de cada nao4 7,congresso de ,zuri*4--,resoluo tomada na sesso de #aa de ago/o de #ahic74 ,a celebrao d primeiro de maio1 significa e repres5ta1 ao mesmo tempo1 uma affirmao e um prote/o3 affirmao de direito e de ju/ia contra os privilegios e os preconceitos d mundo1 e prote/o da humanidade trabalhadora contra o despotismo e a s]vido social4 ,affirm> esse direito e relembr> essa ju/ia o dev] dos que trabalham2 prote/> contra a iniquidade de que so victimas1 a obrigao dos que s(frem4 ,encontramos-nos em face de um velho mundo que desaba4 ,os reis e os dictadores esgotam os !s\ros dos seus respectivos paizes em munies e armam5tos1 e prep>am-se p>a o supremo combate4 ,por toda a p>te a duvida e a inc]teza4 ,alguma c\sa de sombrio e de lugubre c>act]isa e/e t]rivel p]iodo1 *amado de transio4 ,de duas uma3 ou a gu]ra irrompe1 n'uma poca mais ou m5os proxima2 ou a revoluo reb5t>1 como a consequ5cia logica1 inevitavel1 da crise economica a que e/a nova b>b>ie1 d5om9ada pomposam5te ex]cito p]man5te1 arra/\ z soci$ades mod]nas4 ,o capitalismo explora1 e a gu]ra mata e aniquila4 ,o op]>io encontra-se em fr5te d'e/es dois inimigos2 e elle1 que repres5ta o trabalho e a produco1 combate os exploradores2 e elle1 que significa paz1 amor e concordia1 dete/a e odeia a gu]ra4 ,reiv9dic> p>a a collectividade os b5eficios d trabalho e da paz--eis a aspirao d prolet>iado mod]no4 ,a essas aspiraes1 *amamos ns socialismo2 e1 por seu turno1 a gloriosa commemorao d primeiro de maio1 no outra c\sa s5o a affirmao solemne e collectiva das reiv9dicaes op]>ias4 ,i ,o ,,des5volvim5to ,,das ,,ideias ,,sociali/as ,,b5oit ,,malon1 ,,luiz ,,ru*onnet1 ,,ram,n ,,*,,es1 ,,victor ,,s*oel*] ,e ,,victor ,,consid,,rant4--,,!odoro ,,h]tzka ,e ,o ,,seu ,,freil&4--,,no ,,congresso ,,de ,,zuri*3--,a ,,allemanha1 ,a ,,belgica1 ,a ,,fran,a ,e ,a ,,+lat]ra4--,a ,,italta1 ,a ,,suissa1 ,a ,,hespanha ,e ,,portugal4--,,notas ,e ,,comm5t>ios4 ,no proximo anno pret]ito que acaba de desapp>ec]1 arra/&o na sua cauda v>r$ora todo um mundo de lagrimas e de fices1 a humanidade p]deu c9co dos seus melhores amigos e a revoluo c9co dos seus apo/olos mais qu]idos e pr$ilectos4 ,o primeiro de maio1 que1 antes de tudo1 significa paz e solid>i$ade1 pre/a hom5agem aos mortos illu/res4 ,faamos reviv] os ,me/res4 ,o seu exemplo o nosso ens9am5to1 e a sua memoria lum9osa a origem dos nossos es=os e dos nossos sacrificios4 ,por elles vivemos1 e pela sua lio sacratissima nos abalanamos aos supremos h]oismos e aos supremos m>tyrios4 ,bem hajam elles1 os bons1 os santos1 os immortaes1 os calumniados de todos os tempos e de todos os paizes2 bem hajam os simples1 os et]nam5te +5uos3 =am elles que nos ens9>am2 so elles a9da os que1 atravez dos escolhos que z paixes semeiam na soci$ade1 nos guiam e conduzem ao ideal ab5oado1 t]ra promettida da lib]dade e da frat]nidade humana6 99 99 99 99 99 ,,b5oit ,,malon ,o odio de/re e espalha a gu]ra4 ,s o amor pde con/ruir e traz] a paz4 ,b5oit ,malon era a p]sonificao d altruismo e da bondade humana4 ,era um santo e um virtuoso4 ,n+uem o exc$eu em virtude4 ,n+uem o egual\ em abnegao e des9t]esse4 ,por isso a sua morte pz o lucto nos coraes e en*eu de afflio todas z boas almas1 c&idas e g5]osas4 ,elle no foi s o me/re d socialismo3 foi o exemplo vivo de quanto pde a vontade1 qu&o levada e dirigida pelo amor e pela curiosidade d sab]4 ,elle foi a enc>nao da alma mod]na1 em lucta com o pres5te e cr5te no futuro1 pondo o ideal acima dos mesqu9hos int]esses d mundo e z ideias e os pr9cipios acima da ganancia srdida dos hom5s e das soci$ades4 ,gravura3 ,b5oit ,malon ,ah6 sim6--dizia-me1 p\co tempo depois da sua morte1 ,aureli5 ,s*oll1 o sc9tillante *roni/a p>isi5se--elle foi um dos r>os e um dos privilegiados d'e/e fim de seculo6 ,o meu pobre amigo v9ha almoar commigo de qu&o em qu&o4 ,um dia a m9ha creada p]gunt\-me1 se pod]ia aproveit> a hora d almoo1 p>a cos] o sobretudo d sr4 ,malon1 e se elle rep>>ia444 ,respondi-lhe que cosesse o sobretudo1 porque o sr4 ,malon nem sequ] d>ia por tal444 que elle era to bom1 to bom--remat\ ,s*oll--que at z creadas de s]vir o amavam6 ,eis aqui uma n>rativa que vale bem por uma biographia6 ,e tudo quanto podessemos accresc5t> a e/as palavras1 ao mesmo tempo to simples e to pittorescas1 s]ia sup]fluo e inutil4 ,nem mais ambicion>ia1 por c]to1 o *orado e saudosissimo au?or d ,socialismo integral6 99 99 99 99 99 ,,luiz ,,ru*onnet ,luiz ,ru*onnet foi1 por duas vezes1 presid5te d conselho f$]al da floresc5te e gr&iosa republica suissa4 ,era um s9c]o amigo da paz1 e1 como todos esses vision>ios e sonhadores1 que em ,+lat]ra se *amam ,cobd51 ,hodgson ,pratt1 ,h5ry ,ri*>d1 ,crem]1 ,d>by1 em ,frana1 ,*>les ,lemmoni]1 ,fr$]ico ,passy1 ,emile ,arnaud1 ,r5 ,goblet1 ,edmond ,?iaudire1 ,a4 ,mill]&1 ,camillo ,pelletan1 ,augu/o ,vacqu]ie2 na ,italia1 ,bonghi1 ,sicc>di1 ,mazzol5i1 ,!odoro ,moneta2 na ,d9am>ca1 ,fr$]ico ,baj]2 na ,belgica1 ,laveleye1 ,janson1 ,ces> de ,paepe1 ,la ,fonta9e2 na ,allemanha1 ,franz ,wir?1 ,baumba*1 ,adolfo e ,eug5io ,ri*t]2 na ,au/ria1 a b>oneza de ,suttn] e o dr4 ,adl]2 na ,suissa1 ,angelo ,umilt1 ,c>los ,m5n1 ,m4me ,goegg2 na ,am]ica1 ,alfr$o ,love1 dr4 ,trueblood1 ,m4me ,belva ,lockwood--elle p]t5ceu a essa gloriosa raa de philantropos e humanit>ios1 que atravessam o mundo1 deix&o atraz de si um ra/o de luz1 e cujos nomes se p]petuam1 atravez os tempos e z g]aes1 consagrados pela hi/oria1 pela sci5cia e pelo trabalho4 99 99 99 99 99 ,,ram,n ,,*,,es ,na hi/oria d livre p5sam5to1 ,ramn ,*es occupava um dos primeiros log>es e era uma das p]sonalidades mais em vi/a4 ,era um revolucion>io por temp]am5to e por convico4 ,no qu]ia a republica simplesm5te pela republica4 ,qu]ia a republica sim6 p>a elev> e engr&ec] a sua patria aos olhos de nacionaes e e/rangeiros4 ,p>a elle a republica era uma phase transitoria2 a phase organica e positiva e/ava no socialismo4 ,por isso foi1 ao mesmo tempo1 um sociali/a e um f$]ali/a4 ,tribuno1 n+uem o exc$eu em eloqu5cia1 na defeza d lum9oso pr9cipio da frat]nidade e da solid>i$ade humana2 publici/a e jornali/a de pulso1 foi um apo/olo con/ante1 ard5te1 impetuoso e d$icado da f$]ao ib]ica4 ,gravura3 ,ramn ,*ies 99 99 99 99 99 ,,victor ,,s*oel*] ,victor ,s*oel*] p]t5ceu a essa mocidade alegre e en?usia/a que =neceu ao au?or dos ,mis]aveis o seu typo d',enjolras1 o e/udante de todas z soci$ades secretas e de todas z conspiraes4 ,franco-mao e conspirador1 fili\-se na loja franceza dos ,amis de la v]it e na ,soci$ade ,aide-toi1 le ciel t'aid]a4 ,e/as eram1 com algumas outras1 z associaes dos malfeitores d'aquelles tempos1 no diz] picante e ironico de um di/9cto jornali/a p>isi5se4 ,gravura3 ,victor ,s*oel*] ,a gr&e e gloriosa figura de ,s*oel*] de/aca-se na sua brilhantissima campanha contra a escravido4 ,quiz vr de p]to e obs]v> pelos seus proprios olhos a tri/e situao dos negros4 ,e1 p>a pod] d5unci> ao mundo a ignom9ia e a b>b>ie dos hom5s1 p>tiu p>a a ,am]ica1 d'onde regress\1 com o corao angu/iado pela dr e o espirito horrorisado por tudo o que havia pres5ceado e vi/o4 ,s5do sub-secret>io d',e/ado1 no m9i/]io da m>9ha1 por occasio da revoluo de #ahdh1 o seu primeiro cuidado foi apres5t> um decreto p>a a lib]tao imm$iata dos negros4 ,s*oel*] encontrava-se ao lado de ,baud91 na celebre e j hoje hi/orica b>ricada da ,ba/ilha4 ,a tropa m>*ava sobre a b>ricada1 sem d> um tiro4 --,amigos6 grit\ ,s*oel*]1 volt&o-se p>a o povo1 nem um tiro at que a tropa abra o fogo4 ,avancemos2 se ella atir>1 a primeira desc>ga s] nossa2 se nos mat>1 vs nos v+>eis4 ,e dirig9do-se depois aos soldados3 --,ns somos os repres5tantes d povo1 exclam\4 ,em nome da con/ituio1 reclamamos o vosso concurso1 p>a faz] respeit> z leis d paiz4 ,v9de a ns2 s] vossa a gloria4 ,e avanou p>a os soldados1 comm&ados por um (ficial4 ,seis dos seus collegas seguiram-n'o4 ,a tropa p>\ indecisa4 --,cumpro z ord5s1 respondeu o (ficial4 ,retire-se1 se no qu] que d a voz de fogo4 --,mate-nos1 se quiz]1 replic\ ,s*oel*]4 ,e1 d&o o exemplo que foi seguido pelos companheiros1 grit\3 ,viva a ,republica6 ,o (ficial m&\ c>reg>4--,avanar6--ord5\4 ,ouviu-se o ruido scco das bat]ias4 ,alguns repres5tantes descobriram-se e qu$>am-se com o *apu na mo1 esp]&o s]5am5te a morte4 ,n'esse in/ante1 um soldado atac\ ,s*oel*] baioneta4 ,os def5sores da b>ricada1 suppondo que se att5tava contra a sua vida1 desfe*>am e mat>am o soldado4 ,a tropa respondeu por uma desc>ga g]al4 ,foi ento que ,baud9 subiu b>ricada p>a exhort> os soldados4 ,uma bala f]iu-o na fronte1 cah9do logo fulm9ado4 ,s*oel*]1 n'esse dia memoravel da sua vida1 e/eve altura dos gr&es h]oes2 e1 semelhana dos antigos palad9os1 s ab&on\ o campo1 qu&o nada mais re/ava a faz]4 ,a b>ricada da ,ba/ilha fra improvisada de um mom5to p>a o outro2 con/ruida no ar1 p>a assim o diz]1 sem elem5tos de resi/5cia1 desfez-se e cahiu como um ca/ello de c>tas4 ,mas o patriotismo op]a milagres4 ,e s patriotas s9c]os e devotados s]iam capazes de semelhante audacia e de semelhante arrojo6 ,*am>am-lhe ideali/a--um puro e nobre ideali/a6--a elle1 que todos os seis mezes1 na cam>a franceza1 apres5tava um projecto de lei p>a a abolio da p5a de morte4 ,p>a o mundo1 egoi/a e utilit>io1 so ideali/as e so s5tim5tali/as1 todos os que lhe no acceitam z falsas conv5es e o trpe e vilissimo m]cantilismo4 ,e precisam5te de ideali/as e de s5tim5tali/as que c>ecem e precisam z soci$ades mod]nas6 ,z gr&es commoes da hi/oria =am um producto d ideal e d s5tim5to humano4 ,assim como preciso p5s> p>a obr>1 na phrase de ,augu/o ,comte1 tambem preciso s5tir p>a qu]]4 ,nem d'outro modo se compreh5de o patriotismo1 nem d'outro modo se pod]iam compreh5d] z revolues e os gr&es dramas sociaes4 ,p]dida a causa em que pozra todo o seu h]oismo e todos os seus es=os1 ,s*oel*] emigr\ p>a ,+lat]ra1 onde p]maneceu durante o imp]io1 regress&o a ,p>is em #ahgj4 ,e/ava no ,hotel-de-,ville1 a #d de setembro1 e tom\ p>te na defeza de ,p>is1 na sua qualidade de *efe d',e/ado-maior da gu>da nacional4 99 99 99 99 99 ,,victor ,,consid,,rant ,um dia ,victor ,consid]am dirigia-se ,escola ,polyte*nica1 e atravessava os caes de ,p>is1 b\qu9ant1 como dizem os francezes1 i/o 1 entret5do-se a vr z curiosas livr>ias1 de livros r>os e antigos1 que gu>necem z v>&as dos caes1 na m>gem esqu]da d ,s5a1 e que con/ituem uma das primeiras curiosidades da gr&e capital da ,frana1 qu&o1 subito1 se lhe dep>\ uma obra que lhe desp]t\ a att5o e a curiosidade4 ,era o ,n\veau monde comm]cial de ,f\ri]4 ,abriu-o1 leu-o e e/ud\ o m9uciosam5te4 ,gravura3 ,victor ,consid]ant ,no fim d livro1 ,f\ri] dizia1 p\co mais ou m5os1 o segu9te3 ,precisa-se um capitali/a1 p>a realis> um novo mundo4 ,c>ta p>a m9ha casa4 ,e designava a sua morada4 ,considrant apres5t\-se em sua casa4--,no s\ o seu homem1 disse4 ,no t5ho d9heiro1 mas compreh5di-o4 ,f\ri] havia encontrado o seu primeiro discipulo1 que lhe levava a mais que os capitaes p$idos--o g5io p>a vulg>is> z suas !orias4 ,f\ri] nutrira1 desde creana1 um horror inv5civel pelo comm]cio4 ,filho de comm]ciante1 e t5do ap5as sete annos de edade1 ouviu um dia o pae gab>-se me de hav] enganado um cli5te4 ,vexado por e/e proc$] que qualific\ de villo1 procur\ o freguez1 afim de p>ticip>-lhe o occorrido4 ,valeu-lhe a indiscrio um bom p> de b(etadas2 mas1 desde esse mom5to1 vot\ ao comm]cio esse odio que transp>ece nos seus primeiros livros4 ,possuo o segr$o da felicidade1 p>a todos os hom5s--dizia4--,intim>am-n'o a prov> praticam5te a sua ass]o4--,escrevel-o-hei--respondeu4 ,o g5]o sahe das mos d productor1 cu/&o #c1 por exemplo1 e *ega s mos d consumidor val5do #i4 ,o int]m$i>io1 i/o o comm]ciante1 ganh\1 portanto1 #f1 na sua commisso1 o que no succ$]ia evid5tem5te1 supprim9do-se o int]m$i>io1 e e/abelec5do-se1 pura e simplesm5te1 a troca entre productores e consumidores4 ,o seu sy/ema baseava-se sobre o pr9cipio da felicidade humana1 e o ideal d mo/eiro de ,?lme no foi e/ranho s suas concepes4 ,a felicidade consi/e em cada um faz] o que quiz]4 ,mas1 faz5do cada um aquillo que qu]1 corre tambem o risco de faz] o que os outros no qu]em4 ,a e/a objeco respondia elle que na natureza tudo se equilibra--o mal e o bem4 ,f\ri] era um poeta1 mas t9ha-se por homem pratico4 ,uma occasio1 t]m9&o uma conf]5cia sobre o futuro da humanidade3 ,e agora1 concluiu1 prep>emos o cosido4 ,n+uem conte/a o gr&e alcance philosophico1 da !oria phalan/]iana2 mas a sua p>te organica e sociologica1 obs]v\ muito bem ,an!ro de ,qu5tal1 quasi a negao d v]dadeiro socialismo1 positivo1 lib]al e moral4 ,victor ,considrant pret5deu primeiro fund> um phalan/]io em ,conde-sur-,vgre que no pass\ de uma t5tativa infructuosa4 ,a ideia1 porm1 fructific\ mais t>de1 embora de modo diff]5te1 por occasio da fundao de uma colonia de velhos1 n'aquelle mesmo paiz1 que se d5om9\--o phalan/]io4 ,em ,texas e/abeleceu ,considrant1 no um phalan/]io1 mas uma colonia agricola4 ,uma s$io1 organisada por ,cantagrel1 desaposs\-o d t]ritorio e obrig\-o a retir>-se com sua esposa4 ,a colonia prosp]\ a pr9cipio2 depois desaggreg\-se4 ,era mal vi/a pelos naturaes por causa da sua falta de religio--diziam4 ,um p9tor de ,p>is1 ,capy1 ens9ava a musica4 ,todos os dom+os1 respondia elle a um inspector am]icano1 fazemos musica4 ,ah6 n'esse caso1 diff]5te1 exclam>am os bons ,yankees1 sempre ali ha um p\co de religio1 uma vez que se canta4 ,e a v]dade que z c5suras cess>am4 ,os membros da colonia1 tambem1 por seu turno1 deix>am de s] phalan/]ianos4 mi/] ir a ,i[a1 p>a encontr> uma colonia communi/a--a ,ic>ia4 ,tudo ali commum1 sem mesmo exceptu> z mulh]es4 ,podem-se e/abelec] unies tempor>ias1 mas de curta durao2 se z unies se prolongam1 a au?oridade int]vm1 porque1 nesse caso1 affirmam os e/atutos1 a c\sa torna-se immoral4 ,vejamos1 porm1 como ,victor ,considrant consid]ava a organisao da nova ordem social4 ,o primeiro feudalismo que sahiu da conqui/a milit>1 havia feito concesso d slo aos *efes milit>es e aos nobres1 subord9&o z populaes conqui/adas pessoa dos conqui/adores pela s]vido da gleba4 ,a gu]ra indu/rial e comm]cial1 succ$5do gu]ra milit>1 sob a frma de concorr5cia1 em que o capital e a especulao ficam =osam5te s5hores d trabalho pobre1 t5de a con/ituir1 pelas suas conqui/as1 uma nova s]vido--no a s]vido pessoal e directa1 mas a s]vido indirecta e collectiva1 o dom9io1 em massa1 da classe dos possuidores de capitaes1 das ma*9as e dos in/rum5tos de trabalho1 sobre a classe dos de%]dados4 ,e1 com effeito1 os prolet>ios das cidades e dos campos1 consid]ados collectivam5te1 e/o sob a dep5d5cia absoluta d'aquelles que monopolisam os in/rum5tos de trabalho4 ,e/e gr&e facto economico e politico pde traduzir-se1 pela segu9te =mula1 na vida pratica3 ,p>a t] que com] todo o prolet>io obrigado a subjeit>-se a um patro4 ,a revoluo no se complet\1 pela simples emancipao politica1 i/o pelo dogma metaphysico da egualdade p]ante a lei1 ou da lib]dade pura e simples4 ,a antiga soci$ade havia sido organisada1 pela gu]ra e p>a a gu]ra4 ,a nova soci$ade t] de s] organisada pelo trabalho e pela paz e p>a o trabalho e p>a a paz4 ,o problema dos nossos dias no pde pois1 vis> s5o lib]tao dos s]vos da indu/ria1 d&o a todo o homem que queira trabalh> o direito aos in/rum5tos d trabalho1 torn&o-o assim propriet>io dos fructos d seu labor1 e cre&o a ordem1 a coop]ao e a conv]g5cia no campo indu/rial4 ,a soluo d'e/e problema1 que no outra c\sa s5o a trans=mao d sal>iado1 a mod]na frma de escravido1 con/itue o complem5to da revoluo1 e pde e deve intitul>-se o problema social4 ,tal era1 em rapidos traos1 a d\tr9a d'essa altissima p]sonalidade e d'esse bello c>act] que se *am\ ,victor ,considrant1 e que tantas vezes vimos atravess> o b\lev>d ,s4t ,mi*el1 no bairro lat9o1 consagrado pela mocidade das escolas e v5]ado por todos os que1 acima dos mat]ialismos d mundo1 pem o supremo ideal da bondade e da felicidade humana4 99 99 99 99 99 ,,!odoro ,,h]tzka ,e ,o ,,seu ,,freil& ,freil&6 7t]ra livre1 paiz livre7--tal o titulo d livro de ,!odoro ,h]tzka1 um au/riaco e um sociologo em95te4 ,gravura3 ,!odoro ,h]tzka ,pelos meados de julho de #ah444--;assim pr9cipia a n>rativa de ,h]tzka--lia-se o segu9te nos pr9cipaes jornaes da ,europa e da ,am]ica3 ,soci$ade livre int]nacional ,acaba de con/ituir-se um grupo de individuos de todas z p>tes d mundo civilisado1 com o fim de empreh5d] e t5t> a resoluo d problema social4 ,ao cabo de muitas e paci5tes inve/igaes1 op9\-se pela creao de uma communidade1 e/abelecida sobre z bases1 ao mesmo tempo1 da lib]dade mais ampla e da ju/ia economica1 a qual1 mant5do de uma maneira absoluta a indep5d5cia pessoal de cada trabalhador1 lhe assegure o gs completo e integral d producto d seu trabalho4 ,p>a fund> a m5cionada communidade1 occup>-se-ha uma va/a regio1 n'um local que no t5ha possuidor1 mas que seja f]til e proprio p>a a colonisao4 ,n'e/a regio1 a soci$ade livre no reconhec] n5hum direito de propri$ade sobre o slo1 qu] a favor de um individuo qu] a favor da communidade4 ,p>a cultiv> o slo1 como1 de re/o1 p>a realis> toda a especie de produco1 con/ituir-se-ho associaes1 s5do cada uma adm9i/rada como melhor o ent5d]1 e di/ribu9do1 entre os seus membros1 o resultado da produco1 consoante o trabalho de cada um4 facultativo a cada membro o fili>-se na associao que escolh] e de a ab&on> tambem a seu bel-praz]4 ,a communidade enc>rega-se de =nec] gratuitam5te os capitaes aos productores1 com a condio d'e/es os re/ituirem4 ,os individuos incapazes de trabalh>1 assim como z mulh]es1 teem direito aos meios de subsi/5cia1 cu/a da soci$ade4 ,a receita indisp5savel p>a a acquisio dos objectos1 acima m5cionados1 assim como p>a z despezas de int]esse g]al1 s] assegurada por uma quota tirada d r5dim5to bruto de cada produco4 ,a soci$ade livre int]nacional possue j o num]o de membros e de capitaes suffici5tes p>a a realisao d seu plano4 ,s5do1 porm1 de op9io1 por um lado1 que o resultado d'e/a t5tativa ha de s] tanto mais seguro e efficaz1 quanto maiores e mais importantes =em os meios de que dispos]1 e desej&o1 por outro lado1 (f]ec] a todos o ensejo de pod]em p>ticip> da empreza1 a soci$ade1 pelo pres5te aviso1 faz sab] ao publico que os p$idos e (f]tas de qualqu] natureza que sejam1 devem s] dirigidos p>a ,haya1 ,bo*/raat1 #eg4 ,a soci$ade livre int]nacional celebr> em ,haya1 no dia #bj d proximo mez de outubro1 uma assembla politica em que s]o apreciadas z ultimas resolues1 afim de realis> praticam5te a sua obra4 ,haya1444 de julho1 #ah44 ,pelo comit da soci$ade livre int]nacional4 ,k>l ,/rahl ,e/e annuncio produziu uma pr(unda emoo na impr5sa e no publico4 ,o nome d signat>io1 que era conhecido no s pela sua posio social1 s5o a9da por s] um dos primeiros escriptores da ,allemanha em sci5cia economica1 afa/ava todo e qualqu] p5sam5to de my/ificao ou de equivoco4 ,realis\-se um congresso que foi ab]to pelo segu9te discurso de ,/rahl3 ,a convico de que a communidade1 fundao da qual vamos proc$]1 de/9ada a ext+uir a pobreza e a mis]ia pela base e a de/ruir com ella todos os desgo/os e todos os crimes que devem s] consid]ados como uma consequ5cia =ada da mis]ia e da pobreza1 essa convico1 ap]cebe-se no s nas palavras1 s5o tambem na maneira de obr> da maioria dos nossos consocios e no pr(undo e des9t]essado en?usiasmo1 segundo o qual cada um--na m$ida das suas =z--se tem applicado ao fim commum4 ,qu&o publicmos o nosso applo1 eramos ap5as #hd2 os recursos de que podiamos dispr oravam por #aa4djj libras /]l9as2 pres5tem5te a soci$ade compe-se de #e4fej membros e o seu fundo monta a #bje4fbj libras /]l9as4 ,convm not> que e/a somma1 no nos foi =necida simplesm5te pelas classes pobres que habitualm5te se consid]am como z unicas int]essadas no problema social4 ,e i/o torna-se a9da mais evid5te p]corr5do a li/a dos socios4 ,irresi/ivelm5te1 *ega-se concluso de que a av]so e o horror1 inspirados pelas actuaes condies sociaes1 att+iram tambem z classes que1 primeira vi/a1 p>ecem aproveit> com z privaes dos de%]dados da =tuna4 ,a resoluo d problema social impe-se hoje1 por tal frma1 que at os ricos e os favorecidos da sorte no duvidam concorr] com alguns milhes de libras1 p>a a fundao da nova communidade1 auxili&o-nos e p>ticip&o da nossa empreza4 ,n'e/e facto1 mais d que em qualqu] outro1 rep\sa a convico de que a nossa obra no pod] deix> de fructific>4 ,trata-se de escolh] a regio onde pod]emos realis> o nosso projecto4 ,toda e qualqu] localidade europeia e/ naturalm5te po/a de p>te1 por rases faceis de compreh5d]2 a ,asia1 egualm5te2 e1 em p>ticul>1 devemos assignal> os pontos onde sem acclimat>-se os emigrantes de raa caucasica1 s5do facil que se e/abelecessem conflictos com z organisaes juridicas e sociaes de outros tempos4 ,na ,am]ica e na ,au/ralia1 os gov]nos conc$]-nos-hiam1 com praz]1 um t]ritorio espaoso1 bem como a lib]dade dos nossos movim5tos2 mas a9da ahi difficilm5te pod]ia a nossa communidade encontr> g>antia contra os ataques ho/is e assegur> o rep\so e a segurana1 indisp5saveis a um successo rapido e c]to4 ,re/a-nos a ,africa1 o cont95te mais antigo1 e1 sem emb>go1 aquelle cuja descob]ta foi a mais rec5te4 ,a p>te c5tral int]ior encontra-se a9da sem possuidor4 ,podemos encontr> ali1 no s um espao sem limite e um rep\so assegurado1 s5o tambem z condies mais favoraveis1 quanto ao clima e f]tilidade d slo1 desde que a escolha seja ac]tada4 ,ha paizes1 a uma gr&e altitude1 reun9do z vantag5s dos tropicos e dos ,alpes1 que agu>dam uma immigrao4 ,z communicaes com esses paizes montanhosos1 situados no corao d cont95te negro1 so c]tam5te muito p5osas1 mas precisam5te isso de que havemos mi/] p>a pr9cipi>4 ,propmos pois1 que se procure a nova patria1 no int]ior da ,africa equatorial4 ,e p5samos1 pr9cipalm5te1 no paiz das altas montanhas d ,k5ia4 ,concorda a assembla com a escolha8 ,foi unanime o ass5tim5to4 ,ouviram-se vozes que exclamavam3 ,p>a deante1 e antes hoje d que amanh6 ,era evid5te que a maioria e/ava dispo/a a pr-se a cam9ho sem mais delongas4 ,de novo o presid5te toma a palavra p>a decl>> que z c\sas nem sempre podem m>*> to depressa1 como muitas vezes se deseja4 ,a nova patria t] primeiro de s] escolhida e conqui/ada1 o que repres5ta uma empresa arriscada e difficil4 ,o cam9ho tem que faz]-se por entre des]tos e flore/as inhospitas4 ,no pod]emos evit> os combates com z tribus selvag5s e ho/is1 e1 por isso1 s nos pod]o convir hom5s =tes e validos1 e no mulh]es1 creanz ou velhos4 ,alm d'isso1 t]emos que apur> os milh>es de immigrantes que dev]o acompanh>-nos1 atravez d'aquellas regies1 e de os organis> devidam5te2 #bjj emigrantes1 entre os quaes #d naturali/as1 #c m$icos1 #h eng5heiros e #d repres5tantes de outros ramos te*nicos1 ricam5te providos de armas1 de ma*9as1 de sem5tes1 de m]cadorias e de ut5silios de viagem1 =m>o a vangu>da da exp$io4 ,a n>rao d'e/a m>*a at ao ,k5ia1 con/itue uma das p>tes mais int]essantes d livro1 dev5do accresc5t>-se que a descripo das gr&iosas montanhas africanas no obra de pura phantasia1 mas 1 ao contr>io1 extrahida das n>rativas dos exploradores africanos que visit>am aquellas regies4 ,a exp$io faz a sua primeira p>agem em um valle delicioso1 situado a #a3gjj metros de altitude1 ao sop de um =midavel massio d ,k5ia e das suas magnificas geleiras1 e que se appellid>1 por causa da sua belleza e da sua f]tilidade1 o valle d ,ed54 ,com z provises e os ut5silios de que vo providos1 podem os val5tes porta-b&eiras da gloriosa c>avana faz] os prep>ativos necess>ios1 p>a receb] o pr9cipal grupo dos associados1 se bem que s alguns mezes mais t>de1 por occasio da *egada d comit director base d ,k5ia1 que o paiz1 onde refulgir a lib]dade1 s] baptisado com o nome de ,freil&1 pondo-se ento1 em pratica a nova organisao d trabalho1 consoante os pr9cipios freil&ezes4 ,p>a todos os que se int]essam pelo e/udo das que/es sociaes1 e a9da p>a todos os que p5sam que z mod]nas soci$ades1 desorganisadas como e/o e lanadas em bases falsas1 devem s] recon/ruidas1 segundo um pr9cipio de ju/ia e de moralidade1 o livro d escriptor allemo de um int]esse palpitante#a4 ,digamos tambem que o au?or d ,freil& teve a r>a felicidade de desp]t> em muitos espiritos1 pela sua m>avilhosa obra1 escripta em frma de romance1 o desejo ard5te de fund> uma soci$ade em tudo semelhante quella que to brilhantem5te concebeu e descreveu4 ,p>a vulg>is> e faz] a propag&a da ideia1 cre\ e fund\ a soci$ade uma revi/a m5sal1 orgo dos associados3--,freil&1 organ d] ,freil&v]e9e4 ,temos vi/a uma c>ta de ,!odoro ,h]tzka em que nos communica a p>tida de ,hamburgo da primeira exp$io1 por todo o mez de janeiro d corr5te anno1 dirig9do-se ao ,k5ia1 que fica a #fjj milhas da co/a de ,e/e1 exactam5te sob o ,equador4 ,e eis aqui e/ o motivo por que1 depois de t] pre/ado hom5agem memoria dos mortos qu]idos1 eu ent5di que no devia cont9u> o meu trabalho1 sem d'aqui saud> en?usia/icam5te o honrado e illu/re apo/olo de uma nova organisao social1 faz5do votos ard5tes pelo completo triumpho dos seus ideaes4 99 99 99 99 99 ,,no ,,congresso ,,de ,,zuri* ,,amilc>e ,,cipriani ,ao *eg>mos a ,zuri*1 na t>de de #f de ago/o de #ahic--;,amilc>e ,cipriani e eu--um sob]bo e impon5tissimo espectaculo se nos (f]eceu logo vi/a1 como s a ,suissa s]ia capaz de (f]ec] e realis>4 ,z soci$ades d ,grtli desfilavam pelas ruas da cidade1 com os seus e/&>tes e phil>monicas fr5te1 no meio d en?usiasmo e das acclamaes da multido4 ,e/as associaes con/ituem uma das gr&es e uma das primeiras =z da pod]osa republica4 ,a sua origem l5d>ia1 e d]iva d local1 onde se reuniram os amigos de ,guilh]me ,tell1 qu&o decidiram conspir> contra ,gessl]4 ,z soci$ades d ,grtli con/ituiram-se e organis>am-se1 a pr9cipio1 com um c>act] puram5te patriotico2 mas teem-se trans=mado1 p\co a p\co1 e hoje so1 na sua maioria1 sociali/as4 ,nada mais bello e mage/oso d que o desfil> d'esses #i3jjj trabalhadores1 todos pittorescam5te ve/idos com os trajos das suas pr(isses e os di/9ctivos correlativos1 e prec$idos por #aej b&eiras1 quatro das quaes eram v]melhas4 ,so e/as z procisses da republica1 e n+uem que z pres5ceie pde deix> de se descobrir rev]5te e solemnem5te4 ,o homem livre1 associado e indep5d5te sub/ituia o soldado escravo1 tyrannisado e s ord5s de um s5hor2 ao pr9cipio da gu]ra contrapunha-se o pr9cipio da solid>i$ade humana2 ao milit>ismo1 o socialismo2 s armas e aos petre*os de gu]ra1 os in/rum5tos d trabalho e os symbolos da paz4 ,o cortejo havia sido organisado em honra dos congressi/as4 ,na rua1 o povo =mava alas passagem dos seus repres5tantes4 ,calculava-se em mais de #dj3jjj o num]o dos cidados que accorr]am ao *amam5to dos iniciadores d congresso4 ,nas janellas os espectadores applaudiam phr5eticam5te e lanavam flres passagem dos manife/antes4 ,a recepo era digna e e/ava em tudo e por tudo altura das ideias que se glorificavam4 ,celebrava-se a ab]tura d congresso op]>io sociali/a e no havia1 com effeito1 melhor meio p>a solemnis> a gloriosa data4 ,fallemos1 porm1 de ,amilc>e ,cipriani4 ,t5ho deante de mim o seu retrato4 ,na sua physionomia transp>ece a bondade d seu corao1 e nos seus olhos a c&ura e a g5tileza da sua alma4 ,gu>do d'elle a recordao saudosissima de um homem que pe a sua dignidade e o seu brio pessoal acima dos seus int]esses e das suas conv5i5cias2 d apo/olo que colloca z ideias e os pr9cipios acima das paixes humanas2 d revolucion>io1 emfim1 que ao amor da humanidade sacrifica a vida1 a familia1 o bem e/> e a tranquillidade4 ,d'elle pod]ia diz] que um exemplo a seguir e a imit>1 e d'elle afirm>ei1 sem receio de conte/ao1 que unico e excepcional1 no meio de uma soci$ade m]cantil1 gananciosa e cov>de4 ,gravura3 ,amilc>e ,cipriani ,amilc>e ,cipriani tem hoje #dg annos de edade1 dos quaes #bb =am passados no c>c]e4 ,honrado1 val5te e des9t]essado1 nunca hesit\1 sempre que a causa da lib]dade c>eceu d seu brao p>a a def5d]4 ,bateu-se1 como um h]e1 no ,egypto2 bateu-se na ,grecia3 bateu-se pela ,italia1 a sua patria qu]ida e bateu-se pela ,frana1 a sua patria de adopo4 ,na p>te inf]ior d seu retrato1 e escriptas pelo seu proprio punho1 lem-se z segu9tes phrases que syn!tisam p]feitam5te z suas aspiraes e o seu cr$o social3 ,il prolet>iato1 p] ess]e lib]o ed emancipato1 deve ass+]si a rovisci>e1 colla =za1 tutto l'ord9e sociale exi/5te4 ,contre l'oppressione la ribellione un diritto4 ,e/ aqui o homem politico4 ,fallemos agora no homem p>ticul>1 no amigo e no companheiro qu]idissimo4 ,s(freu sempre1 com a maior resignao1 todas z crueldades e todas z privaes da exi/5cia1 sem um queixume1 sem uma magoa1 sem uma palavra de odio ou de rancor4 ,muitas vezes o seu almoo um copo de agua e um pequ5o po de #ae c5timos4 ,t5do amigos s9c]os e d$icados1 nunca p$iu1 p>a si1 um real a n5hum d'elles4 ,se tem ap5as #bj c5timos no bolso1 come com esses #bj c5timos3 se no tem d9heiro no come4 ,e/&o em ,londres exilado1 nem sequ] t9ha um qu>to onde dormir4 ,por noites geladas e frias1 com z botas rotas1 sem abrigo1 sem d9heiro no bolso1 era obrigado a &> horas seguidas pelas ruas da enorme cidade1 p>a no s] preso por vagabundo4 ,qu&o falleceu o nosso qu]ido e lealissimo amigo ,b5oit ,malon1 foi elle quem se cons]v\ ao lado d'elle1 durante quatro dias consecutivos2 foi elle quem o ve/iu e quem vel\ o cadav]1 sem se deit>1 sem s5tir a m5or fadiga1 no p5s&o s5o na amisade e no c>9ho que lhe consagr>a durante a vida1 e que to bem retribuido foi pelo glorioso me/re4 ,mas no dia d ent]ro1 aposs\-se d'elle o desal5to1 no cemit]io d ,pre ,la*aise4 ,passavamos ao lado d tumulo d gr&e cidado ,anatole de la ,=ge4 --,eis aqui um que foi c&idato presid5cia da republica1 que se bateu h]oicam5te pela sua amada ,frana1 e que teve de recorr] ao suicidio p>a no morr] de fome6--disse4--,eis a sorte que naturalm5te me e/ tambem res]vada--cont9u\4--,mas eu1 se um dia me suicid>1 hei de escolh] o muro dos f$]aes p>a o faz]1 e1 qu&o1 junto d'elle1 encontr>em o meu cadav]--que o transportem p>a onde muito bem quiz]em1 sem pompas nem discursos444 ,dete/o z com$ias e z repres5taes !atraes deante de um cadav]4 ,ah6 bom e qu]ido amigo6 n'essa hora angu/iosa1 tu p5sa/e na +ratido dos hom5s1 e1 em fr5te d cam>ada morto1 avalia/e a torpeza d mundo e a inanidade das suas palavras hypocritas e fem5tidas6 ,os longos s(frim5tos produzem1 s vezes1 e/es desanimos crueis4 ,so mom5taneos1 c]to1 mas so dolorosos4 ,sahimos d cemit]io e fomos almoar juntos4 ,duas horas depois1 ,amilc>e ,cipriani havia recobrado animo1 e fallava-me em ir bat]-se na ,sicilia1 ao lado dos seus compatriotas1 victimas da mis]ia e d despotismo4 ,que honradissimo c>act]6 e que gloriosa e brilhante p]sonalidade6 99 99 99 99 99 ,o ,,congresso ,z sesses d congresso realis>am-se n'um va/o salo de conc]tos1 um dos mais espaosos da cidade1 o ,tonhalle1 rodeado por uma enorme gal]ia1 onde podiam accommod>-se muitas c5t5as de pessoas4 ,ao fundo1 n'uma especie de palco1 cob]to de v]dura e ornado com os e/&>tes das associaes1 de/acava-se um magnifico retrato em bu/o de ,k>l ,m>x4 ,em r$or e collada gal]ia1 a inscripo d *efe1 impressa em gr&es c>act]es1 e traduzida em v9te e duas l+uas3 ,prolet>ios de todo o mundo1 uni-vos6 ,gr&es mesas1 collocadas p>allelam5te umas s outras1 en*iam o va/issimo salo1 s5do cada uma d'ellas occupada pelos repres5tantes de uma dada nacionalidade4 ,a repres5tao da ,allemanha no augm5t>a4 ,era quasi a mesma d congresso de ,bruxellas4 fr5te d'ella encontravam-se ,liebkne*t1 ,bebel e ,s+]4 ,a novidade foi a repres5tao dos novos1 ho/is ao velho grupo2 e d'entre esses1 *amados os indep5d5tes1 devemos de/ac> ,w]n] e ,krn]4 ,da ,belgica1 e/avam ,hector ,d5is1 ,jean ,vold]s e ,emile de ,v&]welde2 da ,holl&a1 ,domela ,nieuw5huis2 da ,hespanha1 ,pablo ,iglesias2 da ,r\mania1 ,mille2 da ,+lat]ra1 ,max ,avell+3 da ,frana1 ,allemane1 ,argyriads1 ,jacl>d1 ,veb]1 ,degay1 ,borlioz2 da ,au/ria1 ,adl]1 ,fankel4 ,augm5tra consid]avelm5te a repres5tao da ,italia4 ,alm de ,madame ,anna ,k\lis*(f e ,turati1 um sociologo em95te e director da ,critica social1 de ,milo1 assi/iam ao congresso ,antonio ,labriola1 l5te ca!dratico da ,univ]sidade de ,roma2 ,prampol9i1 deputado1 etc4 ,entre z s5horas que tom>am ass5to na assembla1 notavam-se1 como acima deixamos dito1 ,anna ,k\lis*(f1 russa1 antiga nihili/a1 que fez o seu curso na ,univ]sidade de ,milo1 onde hoje ex]ce a cl9ica2 ,madame ,m5delssohn1 da ,v>sovia1 casada com ,m5delssohn1 que fra expulso de ,p>is1 por nihili/a2 ,madame ,v]a ,sassuli*1 a notavel h]o9a que1 em #ahgh1 desfe*\ o seu rewolv] sobre o g5]al ,trep(f1 o mis]avel *efe de policia de ,s4 ,pet]sburgo1 inimigo dos nihili/as e que tantas victimas arremess\ p>a a ,sib]ia4 ,trep(f morreu e ,v]a ,sassuli*1 a gr&e lib]tadora1 emigr\1 sob um nome suppo/o1 escap&o ao furor das auctoridades russas1 e viv5do ora na ,italia1 ora na ,suissa4 uma mulh] de armas1 no bom s5tido da palavra1 hone/a1 intransig5te e s9c]a e devotada amiga da lib]dade e da humanidade4 ,gravura3 ,fr$]ico ,engels ,o congresso foi enc]rado com a grata e inesp]ada app>io d velho companheiro e cont9uador de ,m>x--,fr$]ico ,engels4 ,qu&o o presid5te annunci\ que se a*ava na sala um dos illu/res precursores d socialismo1 todos se poz]am de p1 e no palco surgiu1 ento1 a figura gloriosa de ,engels4 ,o en?usiasmo foi indescriptivel4 ,uma e/rondosa salva de palmas coro\ e/a agradavel surpresa4 ,viva a ,communa6--grit\ a delegao francesa4 ,viva ,engels6--exclam>am todos numa voz unisona1 =midavel e e/rid5te4 99 99 99 99 99 ,a ,,allemanha1 ,a ,,belgica ,e ,a ,,+lat]ra ,os paizes onde o socialismo e/ hoje1 inconte/avelm5te1 mais bem organisado e des5volvido1 so a ,allemanha e a ,belgica4 ,na ,frana dividem-se e subdividem-se os grupos1 *ocam-se z p]sonalidades1 e os odios e z des9tellig5cias evid5ceiam-se a cado passo4 ,na ,+lat]ra1 apes> dos progressos realisados1 n'e/es ultimos tempos1 pr9cipalm5te pela adheso das ,trades--,unions1 a9da o socialismo no repres5ta o que pde *am>-se um p>tido politico4 ,na ,allemanha1 os mesmos pruridos milit>i/as que se obs]vam nas altas regies1 reflectem-se1 com maior ou m5or int5sidade1 no p>tido sociali/a4 ,nota-se1 pr9cipalm5te1 e/e facto nos congressos1 onde1 a um simples ac5o d deputado ,s+]1 todos os delegados approvam ou reprovam1 consoante z in/ruces de ante-mo e/abelecidas4 ,a mesma discipl9a d ex]cito e/5de-se aos p>tidos e aos agrupam5tos politicos4 ,e ai6 d'aquelle que se desvi> de/as normas3 corre o risco de s] expulso1 sem mais applo nem aggravo4 ,o p>tido sociali/a e/ pois1 organisado1 na ,allemanha1 como um v]dadeiro p>tido politico1 um p>tido de gov]no1 pod]iamos1 talvez1 diz]1 com uma caixa de resi/5cia1 os seus jornaes1 z suas associaes e os seus milh>es de filiados1 em todas z cidades1 em todas z villas e em todas z aldeias d va/o imp]io4 ,todos1 sem excepo1 so obrigados a concorr] p>a z despesas d p>tido1 e1 n'e/e facto1 reside a base d direito de cada um1 como p>tid>io ou membro da associao4 ,no se concebe um p>tido1 sem os recursos indisp5saveis1 p>a faz] face s ev5tualidades de mom5to e p>a combat] o adv]s>io1 com vantagem4 ,os allemes sabem i/o1 e eis ahi e/ o motivo porque o num]o dos p>tid>ios d socialismo sobe de dia p>a dia na ,allemanha1 e por que os sociali/as contam1 pres5tem5te1 com qu>5ta e sete deputados no ,rei*/ag1 t5do augm5tado1 a repres5tao p>tid>ia1 nas ultimas eleies4 ,gravura3 ,liebkne*t ,liebkne*t1 um dos *efes consagrados pela op9io1 e o director d ,vorwer?s1 o orgo d p>tido na impr5sa1 tem c]ca da politica a mesma op9io que pod]ia t]1 em campanha1 um g5]al c]ca da gu]ra4 ,deante d inimigo1 o dev] unir fileiras2 e1 todo aquelle que ab&on> ou se arr$> d seu po/o1 tem de s] consid]ado como des]tor4 ,e aqui e/ o motivo porque1 no p>tido op]>io sociali/a allemo1 nem se admittem os dissid5tes nem os indep5d5tes4 ,todos por um e um por todos6--eis a maxima dos *efes4 ,e n'e/e simples facto1 muito digno alis de s] imitado1 por todos os p>tidos avanados1 e/ a origem da =a1 d des5volvim5to e dos progressos d socialismo na ,allemanha4 ,na ,belgica acabam os sociali/as de alcanar um enorme triumpho1 pela conqui/a d suffragio univ]sal que at aqui no possuiam4 ,o belga homem ess5cialm5te pratico4 ,o p>tido sociali/a1 t5do reconhecido a necessidade de organis> z suas =z1 e/abeleceu z gr&es coop]ativas de consumo1 pr9cipalm5te de po e de c>vo1 e logr\ attrahir a si o elem5to trabalhador1 discipl9&o-o1 pelo int]esse1 e pela conv5i5cia1 que da associao economica pod]ia advir sua futura exi/5cia4 ,e z coop]ativas belgas torn>am-se assim1 no s valiosos elem5tos de coop]ao1 s5o pod]osas e temiveis armas de combate1 pois que1 dos lucros a de/ribuir1 ficam sempre em caixa uns tantos por c5to1 p>a z despesas da propag&a4 ,no r>o tem succ$ido faz]em z coop]ativas face a uma grve1 di/ribu9do1 di>iam5te1 aos grevi/as1 alguns milh>es de pes4 ,no pde conte/>-se o enorme progresso1 feito pelo socialismo em ,frana que acaba de eleg] qu>5ta e nove deputados1 t5do1 pr9cipalm5te1 alcanado1 em ,p>is1 um assignalado triumpho4 ,mas p>a la/im> que no seja completa a unio entre os diff]5tes grupos que repres5tam z ideias sociali/as4 ,a franca adheso de ,r5 ,goblet1 ,a4 ,mill]&1 ,j4 ,jaurs1 ,camille ,pelletan e outros notaveis politicos e publici/as1 deu ao p>tido um gr&e e decisivo impulso1 e cre\-lhe1 na cam>a1 uma situao politica innegavel4 ,a ,petite ,republique ,franaise hoje1 na impr5sa1 o orgo d novo grupo4 ,o seu r$actor pr9cipal--,a4 ,mill]&-- um escriptor de raa e um dos mais brilhantes e eloqu5tes oradores da cam>a franceza4 ,o programma por elle expo/o na sesso de #af de fev]eiro de #ahic1 foi adoptado por quasi todos os c&idatos sociali/as1 nas ultimas eleies3 ,reviso democratica da ,con/ituio de #ahge2 modificao radical e pr(unda1 no int]esse dos trabalhadores dos campos e das cidades1 da nossa legislao economica e d nosso sy/ema de impo/o2 acquisio p>a o ,e/ado d ,banco de ,frana1 das m9as e dos cam9hos de f]ro1 arranc&o-os das mos da alta f9ana4 ,o primeiro acto politico de ,mill]&1 foi a defesa dos m9eiros de ,monceau les ,m9es1 em #ahhb4 ,desde ento1 nunca mais h\ve grve em ,frana1 em que elle no t5ha po/o o seu tal5to e z suas gr&es faculdades de orador ao s]vio das victimas dos patres gananciosos e usur>ios4 ,e assim o vmos na bre*a1 def5d5do successivam5te os m9eiros de ,decazeville1 os grevi/as de ,vi]zon1 e os m9eiros de ,c>maux que o haviam escolhido como arbitro4 ,foi elle o def5sor de ,duc-,qu]cy e ,ro*e1 em ,villefran*e1 de ,laf>gue e ,cul9e1 p]seguido por causa dos fusilam5tos de ,f\rmies1 de ,baud91 em ,b\rges1 e de muitos outros4 ,gravura3 ,mill]& ,adv]s>io implacavel da alta f9ana1 ,mill]& pronunci\1 contra a r5ovao d privilegio d ,banco de ,frana1 um dos seus mais bellos discursos1 atac&o essa realeza d ouro que trata de egual p>a egual com a ,republica1 e que1 m]c da fraqueza e da cumplicidade dos regim5s ant]iores1 *eg\ situao em que actualm5te se encontra4 ,e1 melhor que todas z p]iphrases1 uma citao pod] d>-nos uma ideia da sua eloqu5cia4 ,a p]orao d seu discurso1 relativo ao privilegio d ,banco de ,frana1 em que convida a burguezia a unir-se ao movim5to de trans=mao univ]sal que se op]a no mundo economico1 notabilissima3 ,a massa dos trabalhadores1 lib]tada por tres revolues1 poz-se a cam9ho2 qu] que o suffragio univ]sal t5ha por complem5to necess>io o bem e/> univ]sal4 ,p5sa que ha contradico em que um povo seja1 ao mesmo tempo1 mis]avel e sob]ano4 ,a nao qu] entr> na posse e no gozo de in/ituies1 que at hoje teem sido exploradas1 ap5as em proveito de um pequ5o num]o de favorecidos4 ,vs no ret>d>eis1 nem a sua m>*a1 nem z suas conqui/as4 mi/] sab] faz] a tempo os sacrificios necess>ios4 ,respond]-me-ho1 talvez1 os def5sores d privilegio1 que o sacrificio1 que lhes p$imos pod] sahir c>o ao paiz4 ,assim o p5sam1 e/\ conv5cido4 ,no ponho em duvida nem a sua s9c]idade nem a sua boa f4 ,a illuso no nova4 velha como a humanidade444 ,assim como outr'ora succ$eu com a nobreza1 a burguezia invoca os s]vios j pre/ados1 e os que1 por v5tura1 a9da pod] pre/>4 ,no nego os seus s]vios4 1 sem duvida1 bella e gr&e a p>te que1 ha cem annos1 tem tomado no des5volvim5to d comm]cio e da indu/ria e no ap]feioam5to das sci5cias4 ,se pret5de invoc> os seus s]vios1 como outros tantos titulos ao reconhecim5to publico1 e/ no seu papel e no seu direito4 ,mas se p5sa pod] abus> da sua antiga supremacia1 p>a mant]1 na sombra e no esquecim5to1 a multido dos de%]dados que1 por sua vez1 p$em lhes seja reconhecido o direito que teem luz1 aco1 ao des5volvim5to integral da sua p]sonalidade2 a p>ticipao1 n'uma palavra1 vida e felicidade2 n'esse caso1 e/ irrem$iavelm5te p]dida4 ,eu qu]]ia ap5as que a sua teimosia e a sua ob/9ada resi/5cia no cu/assem muito c>o ao paiz4 ,o progresso cego1 +rato e brutal3 os int]esses p>ticul>es valem p\co deante d'elle4 ,n'e/a grave que/o d cr$ito1 como em todas z outras1 o que devemos faz] aplan>-lhe o cam9ho1 facilit&o a sua m>*a1 e p\p&o assim ao paiz de que somos s]vidores algumas d'essas luctas viol5tas1 d'essas convulses dolorosas1 d'essas supremas crises de sangue e de lagrimas1 que at aqui teem assignalado cada uma das tapes1 cada um dos progressos da hi/oria e da evoluo humana4 ,a ,petite ,rpublique1 collaborada por alguns dos pr9cipaes sociali/as francezes1 entre os quaes convm assignal> ,r5 ,goblet1 ,jules ,guesde1 ,m>cel ,sembat1 ,j4 ,jaurs1 ,ed4 ,vaillant1 ,eugne ,f\rnire1 ,hovelacque1 ,e4 ,baud91 ,gu/ave ,r\anet1 ,dumas1 ,pi]re ,baud91 ,r5 ,viviani1 ,clovis ,hugues1 ,paul ,laf>gue1 ,camel9at1 ,duc-,qu]cy1 ,grault-,ri*>d1 ,madame ,paule ,m9k1 etc41 1 por sem duvida1 o gr&e r$ucto d socialismo p>isi5se1 e em volta d'elle1 teem os adv]s>ios e cons]vadores de todas z cres e matizes e/abelecido um v]dadeiro e/ado de sitio1 atac&o-o1 =mul&o accusaes e inv5t&o calumnias1 que no s]vem p>a outra c\sa s5o p>a exalt> a9da mais a ideia1 se possivel1 elev&o e glorific&o aquelles que a def5dem4 ,tambem o socialismo agr>io se tem des5volvido1 em ,frana1 de uma maneira espantosa4 ,acaba de o prov> o ultimo congresso dos sociali/as agr>ios1 realisado em ,aux]re1 em que tom>am p>te quasi todos os deputados d p>tido op]>io sociali/a4 ,a maior p>te dos congressi/as e/avam de blusa de trabalho e de tamancos1 com z mos calejadas da enxada4 ,gravura3 ,?ivri] ,os sociali/as agr>ios francezes possuem hoje mais de #aej seces1 organisadas no ,e/e e no ,norte4 ,o deputado ,?ivri] repres5ta na cam>a o elem5to sociali/a da populao rural d ,alli]4 ,?ivri] assi/e de blusa azul s sesses p>lam5t>es4 ,fra d p>lam5to tambem a no despe nunca4 ,conheci-o no ,coq d',or da rua ,montm>tre4 ,apres5t\-m'o ,cipriani4 ,o ,coq d',or o r5dez-v\s de todos os sociali/as militantes4 ,pelas #f horas da t>de1 so c]tos1 n'aquella c]vej>ia1 ,eug5e ,f\rnire1 ,gu/ave ,r\anet1 ,grault ,ri*>d1 ,caml9at1 ,baud91 ,degay e muitos outros4 ,?ivri] dotado de c>act] en]gico2 homem de p\cas palavras1 mas firme e resoluto2 e isso explica a attitude por elle tomada na cam>a franceza1 por occasio da sua expulso4 ,o camponez 1 em g]al1 refract>io propag&a sociali/a4 ,os sociali/as da cidade v>iam inteiram5te de processo1 qu&o se trata da populao rural4 ,a propag&a1 em vez de s] humanit>ia1 trans=ma-se em socialismo pessoal1 baseado no communismo lib]atorio--a unio dos pequ5os propriet>ios e caseiros communaes1 em opposio aos syndicatos patronaes e aos gr&es agricultores4 ,gravura3 ,john ,burns ,o congresso de ,aux]re elabor\ j o programma das reiv9dicaes dos sociali/as agr>ios4 ,na ,gran-,bretanha e ,irl&a1 o movim5to sociali/a tem feito gr&es progressos4 ,pela primeira vez1 =am nomeados p>a assi/ir a um congresso1 em ,zuri*1 os membros d p>lam5to1 como delegados de organisaes op]>ias4 ,c\be a ,john ,burns1 o h]oe de #ahhg1 e o eloqu5tissimo deputado de hoje1 essa suprema honra e essa suprema gloria4 ,os trabalhadores agricolas comeam tambem a desp]t> n'aquelle paiz1 e o p>tido op]>io acaba de se con/ituir1 como p>tido indep5d5te1 sem ligaes com os antigos p>tidos1 o que demon/ra evid5tem5te que o movim5to sociali/a tem ali augm5tado em pod] e ext5so4 99 99 99 99 99 ,a ,,italia1 ,a ,,suissa1 ,a ,,hespanha ,e ,,portugal ,o p>tido sociali/a italiano divide-se em duas gr&es escolas3 a escola evolucioni/a e a escola revolucion>ia4 ,a primeira tem recrutado os seus num]osos adh]5tes na alta ,italia e na ,italia c5tral1 ao passo que a segunda tem recrutado especialm5te os seus adh]5tes na ,italia m]idional4 ,mas1 p>te a que/o de me?odo1 z duas escolas cam9ham conjunctam5te1 torn&o-se muitas vezes difficil delimit> os dois campos4 ,os evolucioni/as consid]am a revoluo como uma frma viol5ta da evoluo1 e p5sam que1 sem hav] necessidade de a provoc>1 a revoluo ha de produzir-se viol5tam5te no dia em que todos os trabalhadores tiv]em adh]ido ao socialismo4 ,os revolucion>ios1 admitt9do z gr&es vantag5s que resultam de um paci5te e demorado trabalho de prep>ao1 su/5tam que o op]>io italiano j ba/ante sociali/a1 p>a que seja necess>io a9da esp]>4 ,segundo a op9io d'e/es ultimos1 uma longa esp]a pod]ia lev> os trabalhadores a duvid>em d triumpho da sua causa4 organisao dos fasci dei lavoratori se deve o enorme des5volvim5to que ultimam5te tem adquirido o movim5to sociali/a na ,italia4 ,os fasci 7fa*os7 so associaes op]>ias1 t5do por base a coop]ao e por fim o triumpho d collectivismo1 segundo z !orias de ,k>l ,m>x4 ,z mulh]es tambem so admittidas4 ,o primeiro fascio foi fundado em ,catanea1 ao sop de ,etna1 no dia #a4 de maio de #ahij4 ,em m5os de quatro annos1 fund>am-se na ,sicilia mais #afj fasci4 ,o num]o de adh]5tes subia1 a9da ha p\cos mezes1 a #cjj3jjj1 na sua maioria agricultores4 ,o sr4 ,giolliti1 ento presid5te de conselho1 pr9cipi\ a preoccup>-se s]iam5te com o movim5to sociali/a dos fasci1 e1 num intuito de represso1 m&\ ,sicilia o comm&ante ,s5sales1 s5ador1 com o fim de dissolv] aquellas associaes4 ,s5sales e/ud\1 inquiriu1 inve/ig\1 e nada encontr\ que podesse s]vir de pretexto a uma dissoluo2 o que no imp$iu o m9i/ro de en*] a ,sicilia de soldados1 obrig&o z auctoridades a uma represso rigorosa e at sangr5ta1 se tanto fosse necess>io4 ,o massacre de ,gi>d9ello foi o resultado d'e/as ord5s4 ,mas z m$idas de rigor1 empregadas pelos emiss>ios d gov]no1 no s]viram s5o p>a augm5t> a popul>idade dos fasci1 j ento muito gr&e1 *am&o p>a elles z att5es de toda a ,italia4 ,os seus fundadores aproveit>am z circum/ancias1 p>a cre> novas seces e recrut> alguns milh>es de novos adh]5tes1 de modo que o num]o dos associados dos fasci1 pode hoje bem avali>-se em #djj3jjj4 ,em p\co tempo s] de meio milho4 ,os fasci pass>am da ,sicilia p>a o cont95te1 onde a sua organisao avana rapidam5te1 e em especial na ,calabria1 nos ,abruzzos1 na ,ponille e na ,romagna4 ,em ,roma e ,napoles1 tambem =am fundadas muitas seces dos fasci4 ,a propag&a pelo facto repellida pelos sociali/as italianos1 que nada esp]am da dynamite4 ,o p>tido sociali/a italiano no t]rori/a1 mas pacificam5te revolucion>io1 na phrase consagrada4 ,semelhantem5te ao que succ$e na ,irl&a1 o socialismo agr>io1 tem tomado1 na ,italia1 um increm5to espantoso1 n'e/es ultimos tempos4 ,os gov]nos so impot5tes p>a o debell>4 ,no ba/a s m&> fusil> o povo fam9to que se revolta nas ruas e nas praz publicas1 como succ$e na ,sicilia4 ,emquanto z causas d mal subsi/irem1 os effeitos ho de cont9u> a d>-se1 fatal e irrem$iavelm5te4 ,o que importa pois1 na ,italia1 conjur> a crise economica e f9anceira que a lev>am ru9a1 e d'isso no s]o capazes os gov]nos mon>*icos4 ,por isso o p>tido sociali/a1 que j hoje con/itue um p>tido =te e inv5civel1 ha de ir augm5t&o de dia p>a dia1 at ao mom5to d seu triumpho4 ,z adheses a e/as idz emancipadoras1 *egam a cada passo e de todos os pontos d paiz4 ,o gr&e escriptor ,edmundo de ,amicis conv]teu-se ao socialismo1 e hoje uma das suas figuras mais sali5tes4 ,collajani1 o celebre deputado que levant\ no p>lam5to a que/o dos bancos1 tambem sociali/a4 ,collajani o temivel adv]s>io de ,lombroso4 ,combate o atavismo1 e su/5ta1 com os positivi/as mod]nos1 que o individuo no s5o um producto d seu meio4 ,giuseppe ,felice1 o deputado siciliano1 que foi preso por occasio dos acontecim5tos da ,sicilia1 uma das mais nobres e sympa?icas p]sonalidades d movim5to agr>io1 e muito consid]ado entre os seus concidados4 ,o mesmo com ,claudio ,treves1 um moo de r>o e excepcional tal5to1 e tantos outros que s]ia longo enum]> aqui4 ,p>a mo/r> quanto o socialismo agr>io tem uma raso de s] na ,italia1 ba/a que faamos um pequ5o e/udo sobre os impo/os n'aquelle paiz4 ,vejamos o que paga uma familia op]>ia na ,romagna4 ,o *efe da familia ganh\1 durante o anno1 #ehf liras e #gb c5timos4 ,compr\ #g hectolitros de trigo4 ,mas esse c]eal paga o direito de #e francos por kilo4 ,segue-se pois1 que de impo/o p>a o ,e/ado e p>a lucro dos que vivem sombra da proteco aduaneira1 o op]>io foi logo espoliado em p]to de #bf francos4 ,compr\ tambem #g hectolitros de milho1 e sobre essa compra teve de pag> #f francos de impo/o4 ,pelo v9ho nada pag\1 porque ap5as bebeu agua4 ,compra1 por semana1 um litro de sal p>a sua casa4 ,com esse consumo lucr\ o gov]no1 no fim d anno1 #ae francos e #fj c5timos4 ,pela sua illum9ao1 ga/a1 cada semana1 em sua casa1 #bj c5timos com petroleo4 ,no fim d anno somma e/a despesa #aj francos e #dj c5timos4 ,s sua p>te1 embolsa o gov]no #g francos e #aj c5timos4 ,viv5do mais que mode/am5te1 a familia1 em todo o anno1 ga/\ em fato #ae francos e #be c5timos4 ,em impo/os1 exigem-lhe crca de #c francos4 ,de modo que s n'e/as v]bas1 o contribu9te concorreu p>a o ,e/ado com #aj por c5to d seu ganho4 ,junte-se a tudo i/o os impo/os directos1 os impo/os supplem5t>es de consumo e outros que ha em muitas communas da ,italia1 e v]-se-ha a raso que assi/e ao desgraado que1 trabalh&o mais d que pde1 deixa nas g>ras d fisco quasi todo o resultado d seu labor4 ,gravura3 ,de ,felice ,a mis]ia tanta e tamanha1 que1 nas pequ5as communas da ,sicilia1 o povo ap5as pde com] po ord9>issimo1 fabricado com f>elos4 ,e1 nas ricas e ub]rimas planicies da ,lomb>dia1 z classes trabalhadoras tambem no teem p>a se alim5t> mais que a pol5ta1 uma especie de massa de f>9ha de milho1 hav5do muitos que1 por extrema pobresa1 nem sequ] podem temp]> com sal essa mis]avel comida4 ,ora foi precisam5te contra e/e tri/e e/ado de c\sas1 que o sympa?ico e honrado deputado siciliano de ,felice levant\ o grito de revolta que logo se rep]cutiu em todo o paiz1 com a rapidez de um relampago4 ,de ,felice ,jiuffrida nasceu em ,catanea1 no anno de #ahfj4 ,sociali/a convicto1 havia-se assignalado na impr5sa1 pelos seus rudes ataques contra a mon>*ia1 o que lhe valeu v>ias condemnaes4 ,em #ahhg1 durante a epidemia *ol]ica1 que dizimava o sul da ,italia1 deu provas de gr&e d$icao e de altissimo valor4 ,o gov]no quiz di/+uil-o com a m$alha de ouro2 mas elle recus\ a di/9co1 diz5do1 que da mon>*ia s acceitava a p]seguio4 ,algum tempo depois1 t5do sido condemnado a dois annos de priso1 por abuso de lib]dade de impr5sa1 refugi\-se em ,malta1 d'onde regress\1 em #ahib1 eleito1 ao mesmo tempo1 por ,catanea e por ,pal]mo4 ,foi1 em virtude da p>te activa e intellig5tissima que tom\ na organisao dos ,fasci1 especialm5te na ,calabria e na ,romagna1 que o gov]no ord5\ a sua priso4 ,=am dissolvidos os ,fasci1 sob protexto de att5t>em contra z in/ituies2 mas no morr]am z idz e os pr9cipios por elles repres5tados4 ,ao contr>io1 avigor>am-se na lucta4 ,de ,felice foi o glorioso int]prete da op9io popul>4 ,a consci5cia publica e/ava com elle e applaudiu-o4 ,i/o ba/a1 p>a que seja immorr$\ra a sua obra e seja glorificado o seu nome1 que o nome de um bravo e o nome de um h]e6 ,no congresso op]>io de ,bruxellas1 em #ahia1 nem a ,italia nem a ,suissa pod]am apres5t> relatorio3 to escassas eram z =z sociali/as n'aquelles dois paizes4 ,em dois annos os progressos realisados por elles so sup]iores a toda a expectativa e de molde a surpreh5d] todos os espiritos4 ,na ,suissa todas z organisaes pr(issionaes se con/ituiram em f$]ao4 ,a f$]ao dos syndicatos pr(issionaes tem progr$ido de dia p>a dia1 possu9do uma receita de #bh4jjj francos1 dos quaes #ae4hjj so res]vados a soccorros1 em casos de grve4 de crca de #ae4jjj o num]o de associados4 ,a f$]ao op]>ia suissa conta #bjj4jjj adh]5tes4 ,a soci$ade suissa d ,grtli compreh5de #cej seces1 com #ae4jjj societ>ios1 possu9do um orgo c5tral1 o ,grtli1 que se publica tres vezes por semana4 ,a e/as organisaes1 convm ajunt> o p>tido democratico sociali/a suisso que exi/e1 na sua frma actual1 desde #ahhh1 possu9do1 em commum1 com a f$]ao dos syndicatos pr(issionaes um orgo especial--o ,arbeit]/imme 7a ,voz d op]>io74 ,no conselho nacional suisso1 no contam os sociali/as s5o um repres5tante4 ,mas c]to que o movim5to se ala/ra por todo o paiz1 a passos de gigante4 ,p>ticul>m5te1 so p>a regi/> os progressos realisados pelo p>tido na ,suissa allem4 ,em ,hespanha1 o p>tido sociali/a contava crca de #cj grupos1 por occasio d congresso int]nacional de ,bruxellas2 segundo o relatorio1 apres5tado ao congresso de ,zuri*1 o p>tido conta hoje #ej1 dos quaes #f p]t5cem aos trabalhadores agricolas4 ,nas ultimas eleies g]aes p>a deputados1 obtiv]am os sociali/as #g3jjj votos--#b3jjj a mais d que os obtidos nas eleies de #ahij4 ,na ,hespanha1--e e/e o pr9cipal facto a not>--o movim5to sociali/a1 que1 no ha muito a9da1 compreh5dia quasi exclusivam5te os trabalhadores manuaes1 tem ganho1 p\co a p\co1 o pr(essorado1 os jornali/as e os hom5s de letras2 e hoje1 pode-se diz] afoitam5te que o socialismo ca!dratico e/1 no vis9ho paiz1 altura d'aquelles que1 como a ,belgica e a ,frana1 mais se vangloriam com o progr$im5to das novas ideias nas escolas e nas univ]sidades4 ,em ,portugal cont9uam os sociali/as1 n'uma propag&a activa e utilissima1 prg&o z vantag5s e os b5eficios d pr9cipio da associao de classe1 reclam&o dos pod]es publicos leis protectoras d trabalho1 reun9do congressos1 public&o jornaes e obras de propag&a1 e torn&o-se em tudo dignos dos es=os dos seus irmos e cam>adas no e/rangeiro4 ,o modo firme1 s]io e correcto por que os sociali/as portuguezes celebr>am o primeiro de ,maio1 no proximo pret]ito anno de #ahic1 ba/>ia p>a lhes attrahir z sympa?ias d publico1 se outros factos os no tivessem j recomm5dado ao suffragio popul>4 ,,ii ,o ,,programma ,,sociali/a ,o ,,programma ,,d ,,p>tido ,,op]>io4--,,p>te ,,politica ,e ,,p>te ,,economica4--,,jules ,,guesde ,e ,,paulo ,,laf>gue4--,o ,,programma ,,d ,,p>tido ,,sociali/a ,,em ,,portugal4 ,o programma d p>tido op]>io sociali/a francez1 que hoje consid]ado como o programma commum a todos os p>tidos op]>ios1 foi elaborado por ,jules ,guesde e ,paulo ,laf>gue4 ,digamos pois1 algumas palavras1 c]ca de cada um dos dois apo/olos d socialismo4 ,,jules ,,guesde ,jules ,guesde pde e deve s] consid]ado1 em ,frana1 como o v]dadeiro *efe d p>tido op]>io m>xi/a4 ,e1 se tivessemos de avali> os seus m]itos pelo num]o das condemnaes j s(fridas por causa d socialismo1 o seu log> de honra s]ia na primeira fila e ao lado dos primeiros combat5tes da ideia4 ,a sua primeira condemnao1 em ,montpelli]1 a c9co annos de priso1 por causa de um artigo1 publicado no jornal ,os ,direitos d homem1 teve uma gr&e influ5cia na sua exi/5cia politica e no des5volvim5to d seu espirito4 ,gravura3 ,jules ,guesde ,mes ,guesde refugi\-se em ,italia e depois na ,suissa1 onde encontr\ muitos francezes exilados1 por causa dos acontecim5tos da ,communa4 ,bak\n9e e ,m>x e/avam ento em lucta4 ,guesde no se pronunci\1 nem por um nem por outro1 cont5t&o-se ap5as em assimil> a d\tr9a de ,m>x2 e por tal frma o conseguiu1 que hoje os dois nomes1 o d fundador d socialismo allemo e o d propag&i/a d collectivismo m>xi/a1 em ,frana1 so insep>aveis4 ,volt&o a ,p>is1 em #ahgf1 ,guesde t5t\ baldadam5te faz] a propag&a da d\tr9a allem4 ,a primeira propo/a collectivi/a1 feita em #ahgh1 no congresso de ,lyon1 foi regeitada por gr&e maioria4 ,todavia1 em ,p>is1 devia realis>-se1 n'esse mesmo anno1 um segundo congresso1 por occasio da exposio univ]sal4 ,o gov]no quiz prohibil-o4 ,a m9oria guesdi/a1 porm1 no fez caso da prohibio2 reuniu-se1 recebeu solemnem5te os delegados e/rangeiros e e/abeleceu a base d collectivismo4 ,guesde proseguiu nos seus trabalhos1 com tr9ta e sete dos seus amigos1 pronunci\ um notavel discurso1 consid]ado como um v]dadeiro manife/o d socialismo revolucion>io1 e torn\-se1 por esse facto1 o *efe inconte/ado d p>tido4 ,tornava-se mi/] um programma ao socialismo francez4 ,guesde fra enc>regado1 pelo congresso de ,m>selha1 de o elabor>4 ,p>tiu p>a ,londres1 e r$igiu-o ali sob a direco de ,m>x e com a collaborao de ,laf>gue e de ,engels4 ,o congresso nacional d ,havre1 ao qual foi submettido1 approv\-o1 e/abelec5do def9itivam5te a ruptura entre collectivi/as e coop]ativi/as4 ,o p>tido op]>io adoptra o pr9cipio da lucta de classes1 da propri$ade collectiva e da revoluo4 ,n'e/e programma havia1 todavia1 uma lacuna4 ,no se havia p5sado s5o no op]>io das cidades4 ,o trabalhador dos campos fra esquecido4 ,foi essa a misso d congresso de ,m>selha de #ahib4 ,no seu ultimo manife/o eleitoral1 ,jules ,guesde repelle os meios viol5tos4 ,a revoluo1 escreveu1 antes um resultado1 um facto1 d que uma d\tr9a1 e desde que os sociali/as resolv]am recorr] e acceit> o suffragio univ]sal1 porque r5unci>am1 pelo m5os provisoriam5te1 aos outros meios4 ,no programma d p>tido op]>io1 j =mul>a1 de re/o1 o pr9cipio de que a organisao sociali/a dev]ia s] levada a cabo por todos os meios de que o prolet>iado podesse dispr1 sem excluir o suffragio univ]sal4 ,jules ,guesde deve cont> qu>5ta annos de edade1 e foi quem1 no congresso de ,p>is1 em #ahhi1 propoz a manife/ao d #a4 de ,maio4 hoje deputado por ,r\baix4 ,na cam>a franceza e/-lhe res]vado o successo a que do direito o seu gr&e sab] e a sua notavel eloqu5cia4 99 99 99 99 99 ,,paulo ,,laf>gue ,e/o a9da c]tam5te na memoria de todos os fusilam5tos de ,f\rmies d #a4 de ,maio de #ahia1 e o julgam5to e a condemnao de ,paulo ,laf>gue1 por t] prgado o socialismo no dep>tam5to d ,norte1--no diz] dos seus juizes4 ,pois foi precisam5te e/e facto que o lev\ cam>a dos deputados4 ,o mesmo dep>tam5to d ,norte1 ent5deu que devia corrigir z demasias e a viol5cia d gov]no1 eleg5do-o deputado4 ,havia um ou dois mezes que ,laf>gue dra entrada no c>c]e1 sah9do d'ali1 victorioso e triumphante1 em direco ao palacio ,b\rbon4 ,gravura3 ,paulo ,laf>gue ,o dr4 ,laf>gue uma das figuras mais orig9aes d p>tido sociali/a4 ,ao mesmo tempo1 !orico e homem de aco1 ha seguram5te tr9ta annos que se mantem na lucta1 e sempre com a mesma altivez e com a mesma d$icao4 ,s5do e/udante de m$ic9a em #ahff1 foi elle um dos organisadores d congresso de ,lige1 onde a b&eira negra se arvor\1 como que p>a indic> que a ,frana e/ava de lucto4 ,no seu regresso1 o imp]io v+\-se1 exclu9do-o de todas z faculdades4 ,laf>gue p>tiu ento p>a ,+lat]ra4 ,fez em ,londres o conhecim5to de ,k>l ,m>x1 que o inici\ no socialismo sci5tifico1 ali/&o-o na ,associao int]nacional dos trabalhadores4 ,g5ro de ,k>l ,m>x1 occup\-se activam5te da organisao d p>tido sociali/a francez1 cujo programma1 elaborado no gab9ete d celebre revolucion>io1 em p>te obra sua4 ,foi tambem em ,londres que elle se lig\ com ,jules ,guesde4 ,p]manec]am ambos fieis d\tr9a or?odoxa e so1 em ,frana1 os seus v]dadeiros repres5tantes4 -- na (fic9a--dizia ,laf>gue na sesso da cam>a dos deputados de #af de fev]eiro de #ahic-- na (fic9a que pr9cipia a explorao da classe op]>ia2 ali que ella r\bada d producto d seu trabalho1 e por isso que1 na soci$ade actual1 a classe op]>ia que tudo produz1 precisam5te aquella que nada possue1 ao passo que a classe que no trabalha possuidora de toda a riqueza social1 e gov]na a nao economicam5te e politicam5te4 99 99 99 99 99 ,o ,,programma ,,d ,,p>tido ,,op]>io ,consid]&o que a emancipao da classe productora a de todos os s]es humanos1 sem di/9co de sexo nem de raa2 ,consid]&o que os productores no s]o nunca livres1 emquanto no e/iv]em na posse dos meios de produco 7t]ras1 (fic9as1 navios1 bancos1 cr$ito1 etc47 ,consid]&o que no ha s5o duas frmas pelas quaes os meios de produco pod]o p]t5c]-lhes1 a sab]3--a frma individual que nunca exi/iu1 como facto g]al1 e que t5de1 cada vez mais1 a s] elim9ada pelo progresso indu/rial2--e a frma collectiva1 cujos elem5tos mat]iaes e intellectuaes so con/ituidos pelo proprio des5volvim5to da soci$ade capitali/a2 ,consid]&o que e/a apropriao collectiva no pde sahir s5o de uma aco revolucion>ia da classe productora1 ou d prolet>iado1 organisado em p>tido politico di/9cto2 ,consid]&o que semelhante organisao deve s] levada a cabo por todos os meios de que o prolet>iado dispe1 inclu9do o suffragio univ]sal1 trans=m&o-o de in/rum5to de corrupo1 como at hoje tem sido1 em in/rum5to de emancipao2 ,os trabalhadores sociali/as1 t5do por alvo dos seus es=os a expropriao politica e economica da classe capitali/a e o regresso collectividade de todos os meios de produco1 decidiram1 como meio de organisao e de lucta1 entr> em todas z eleies com z segu9tes reiv9dicaes3 99,a499--,p>te politica #a4--;,abolio de todas z leis sobre a impr5sa1 z reunies e z associaes1 e1 em especial1 a ,associao ,int]nacional dos trabalhadores4--,suppresso d livrete1 f]rete ignom9ioso da classe op]>ia1 e de todos os artigos d codigo1 e/abelec5do a inf]ioridade d op]>io em face d patro1 e a inf]ioridade da mulh] em face d homem2 #b4--,suppresso d oram5to dos cultos1 e o regresso nao dos b5s *amados de mo morta1 moveis e immoveis1 que hoje p]t5cem s corporaes religiosas1 compreh5d5do todos os annexos indu/riaes e comm]ciaes das ref]idas corporaes2 #c4--,suppresso da divida publica2 #d4--;,abolio dos ex]citos p]man5tes e armam5to g]al d povo2 #e4--;,a ,communa na posse da sua adm9i/rao e da sua policia4 99,b499--,p>te economica #a4--,rep\so de um dia por semana1 ou prohibio legal de mais de seis dias de trabalho sobre sete4--,r$uco legal d dia de trabalho a oito horas p>a os adultos4--,prohibio d trabalho1 nas (fic9as p>ticul>es1 dos m5ores com m5os de quatorze annos2 e r$uco d dia de trabalho a seis horas1 desde os quatorze at aos dezoito annos4 #b4--,vigilancia dos apr5dizes pelas corporaes op]>ias2 #c4--,m9imum legal dos sal>ios1 det]m9ado e fixado annualm5te1 segundo o preo local dos g5]os1 por uma commisso de e/ati/ica op]>ia2 #d4--,prohibio legal aos patres de pod]em empreg> os op]>ios e/rangeiros por um sal>io inf]ior ao dos op]>ios nacionaes2 #e4--;,egualdade de sal>io1 em egual trabalho1 p>a os trabalhadores dos dois sexos2 #f4--;,in/ruco sci5tifica e pr(issional de todas z creanz1 cu/a da soci$ade1 repres5tada pelo ,e/ado e pela communa2 #g4--,manut5o1 cu/a da soci$ade1 dos velhos e invalidos d trabalho2 #h4--,suppresso de toda a +]5cia dos patres na adm9i/rao das caixas op]>ias de soccorros1 de previd5cia1 etc41 re/itu9do-z ge/o exclusiva dos op]>ios2 #i4--,responsabilidade dos patres em mat]ia d'accid5tes1 g>antida por uma cauo em d9heiro1 lanado nas caixas op]>ias1 e proporcional ao num]o dos op]>ios empregados e aos p]igos que a indu/ria apres5ta2 #aj4--;,int]v5o dos op]>ios1 nos regulam5tos especiaes das diff]5tes (fic9as2 suppresso d direito usurpado pelos patres de pod]em ca/ig> os op]>ios por meio de multas ou de r$uces nos sal>ios2 #aa4--;,annulao de todos os contractos1 que hajam ali5ado a propri$ade publica 7bancos1 cam9hos de f]ro1 m9as1 etc47 e a explorao de todas z (fic9as d ,e/ado1 confiadas aos op]>ios que n'ellas trabalh>em2 #ab4--;,abolio de todos os impo/os indirectos e trans=mao de todos os impo/os directos n'um impo/o progressivo sobre os r5dim5tos que vo alm de #c3jjj francos4--,suppresso da h]ana em l9ha collat]al e de toda a h]ana em l9ha directa que exc$a a somma de #bj3jjj francos4 99 99 99 99 99 ,,des5volvim5to ,e ,,explana,o ,,d ,,programma ,,sociali/a ,,p>te ,,politica ,,artigo #a4 a7 ,abolio de todas z leis sobre a impr5sa1 z reunies e z associaes1 e1 em especial1 da lei contra a ,associao ,int]nacional dos ,trabalhadores2 b7 ,suppresso d livrete1 f]rete ignom9ioso da classe op]>ia1 e de todos os artigos d codigo que e/abelecem a inf]ioridade d op]>io p]ante o patro e a inf]ioridade da mulh] p]ante o homem4 ,p>a que haja realm5te lib]dade1 em mat]ia de impr5sa1 no ba/a legisl>1 impondo multas e priso aos que d'ella abusam1 att5u&o e modific&o z p5as1 ou sub/ituir o julgam5to correccional pelo julgam5to de jury4--,o que se torna indisp5savel e urg5te1 abolir todas z leis exi/5tes contra e sobre a impr5sa1 a comear pela lei que condemna1 por diffamao1 sem prova dos factos allegados1 e que p]mitte assim aos ricos e aos pod]osos de abus>em da situao especial em que se encontram1 relativam5te aos que nada possuem e aos que nada podem4 ,p>a que haja realm5te lib]dade1 em mat]ia de reunio1 no ba/a sub/ituir o regim5 actual por um novo regim51 mais ou m5os hypocrita e mais ou m5os sophismado1 p]mitt9do os comicios em rec9to fe*ado e prohib9do-os na rua e na praa publica4--,o que se torna indisp5savel e urg5te1 a abolio de todas z leis1 que subord9am s condies de local1 de tempo1 de num]o e de pessoas1 o ex]cicio de um direito to rudim5t> como o direito de reunio4 ,p>a que haja realm5te lib]dade1 em mat]ia de associao1 no ba/a p]mittir o uso d'e/e direito aos que e/o nas boas graz dos gov]nos1 emb>a&o-o e difficult&o-o aos contr>ios1 pela exig5cia de =malidades1 to ridiculas como absurdas4--,o que se torna indisp5savel e urg5te1 a abolio de todas z leis sobre z associaes1 qualqu] que seja a sua natureza e o seu fim4 ,mas a revoluo no nos tr\xe ap5as a lib]dade2 deu-nos tambem a egualdade civil4 ,e 1 em nome d'essa egualdade1 que temos o direito e o dev] de reclam> a suppresso d livrete1 bem como todos os artigos d codigo que e/abelecem a inf]ioridade da classe op]>ia p]ante a classe dos patres4 ,o livrete que assemelha o productor de todas z riquezas m]etriz1 colloc&o-o no mesmo plano1 sobre s] uma ignom9ia1 tambem infamante e improprio dos nossos tempos4 ,se o f]rete foi abolido p>a os gr&es crim9osos condemnados s gals1 como que pode cons]v>-se p>a os trabalhadores d mundo mod]no8 ,ap5as a frma v>i\1 por isso que1 s5do o livrete obrigatorio p>a todos os que so =ados a viv] da v5da d seu trabalho1 n5hum movim5to da vida op]>ia pod] escap> policia4 ,p>a mud> de localidade e at p>a mud> de (fic9a1 so os trabalhadores =ados a apres5t> essa prova da sua id5tidade e d seu comportam5to ant]ior4 ,de modo que aos patres fica a lib]dade pl5a de os admittirem ou de os expuls>em das suas (fic9as1 con=me lhes apr\v]4 uma inquisio de nova especie que se torna mi/] abolir no s dos codigos1 s5o tambem dos usos p>ticul>es4 ,o op]>io s] admittido em todas z (fic9as e em todos os e/abelecim5tos1 qu] d e/ado qu] de p>ticul>es1 sem que os patres lhe possam exigir a m9ima =malidade4 ,condemnamos1 por egual1 o livrete e os atte/ados individuaes1 que collocam os trabalhadores na mesma situao de inf]ioridade moral p]ante os seus sup]iores4 ,ha1 felizm5te1 paizes onde a lic5a p>a trabalh> no j exigida4 ,na explanao d'e/es artigos1 no nos dirigimos1 porm1 a e/e ou quelle paiz1 a e/a ou quella localidade3 fazemos a critica g]al d sy/ema e apreciamos os factos que se assignalam e obs]vam nas mod]nas soci$ades4 ,na mesma ordem de re=mas1 entra a abolio dos artigos que e/abelecem a inf]ioridade da mulh] p]ante o homem4 ,que nos re/a ento da egualdade p]ante a lei--o novo evangelho da nova civilisao--se1 na ordem civil assim como na ordem politica1 cont9uam a coexi/ir duas leis diff]5tes1 uma p>a o homem e outra p>a a mulh]8 ,diz-se1 g]alm5te1 que a mulh] nasceu p>a os trabalhos caseiros4 ,mas essa limitao vae desapp>ec5do de dia p>a dia4 ,e1 hoje1 a mulh] applica-se a muitos outros trabalhos que antigam5te s p]t5ciam aos hom5s1 como correios e telegraphos1 empregos e s]vios dos gr&es armaz5s e dos gr&es re/aurantes1 casas de modas1 lojas1 cam9hos de f]ro e tantos mais que s]ia longo e sup]fluo ennum]> aqui4 ,o socialismo mod]no no reconhece di/9ces fundadas e baseadas sobre os sexos4 ,qu] se trate de reunies qu] se trate de congressos1 a mulh] *amada e eleita1 com os mesmos titulos1 que o homem4 ,ao p>tido op]>io--que o p>tido de todos os explorados1 sem di/9co de sexo nem de raa4--cabe pois1 o dev] de se associ> s suas reiv9dicaes4 ,art4 #b4--,suppresso d oram5to dos cultos e regresso nao dos b5s1 *amados de mo morta1 que p]t5am s corporaes religiosas1 compreh5d5do todos os annexos indu/riaes e comm]ciaes de/as corporaes4 ,na gr&e republica dos ,e/ados ,unidos da ,am]ica1 a ,egreja1 ou1 p>a melhor diz]1 z diff]5tes egrejas nada teem com o ,e/ado4 ,os cultos con/ituem1 naquella nao1 uma indu/ria p>ticul>1 como a indu/ria das rolhas ou a indu/ria da cortia4 ,paga quem consome4 e/e o pr9cipio1 adoptado por todos os publici/as e p5sadores da escola avanada4 ,a sep>ao da ,egreja e d ,e/ado1 faz hoje p>te de todos os programmas radicaes e con/itue uma das pr9cipaes reiv9dicaes da philosophia mod]na4 ,o regresso nao da propri$ade mobili>ia e immobili>ia das corporaes religiosas1 encontr\ um prec$5te na revoluo op]>ia de #ah de ,m>o4 ,tem1 alm d'isso1 a vantagem de educ> z massas1 ens9&o-z a rehav] aquillo que lhes foi extorquido pela viol5cia e pela fraude1 i/o --na l+uagem d programma sociali/a--ens9&o-z a expropri> os seus expropriadores4 ,art4 #c4--,suppresso da divida publica4 ,a divida publica1 com effeito1 dil-o ,k>l ,m>x no seu ,capital1 d ao d9heiro improductivo o valor reproductivo1 sem que por isso haja de corr] os riscos e os tran/ornos insep>aveis d seu emprego indu/rial ou da usura p>ticul>4 ,a suppresso da divida que o p>tido op]>io reclama1 alivi>ia os habitantes de cada paiz de uma gr&e p>te d impo/o que1 actualm5te1 so obrigados a pag> e con/ituiria1 portanto1 um novo r5dim5to annual p>a cada familia e p>a cada cidado4 ,art4 #d4--;,abolio dos ex]citos p]man5tes e armam5to g]al d povo4 ,e/ hoje provado que os ex]citos p]man5tes1 com os progressos das armas e dos in/rum5tos de gu]ra1 e a9da com a rapidez dos telegraphos e dos cam9hos de f]ro que obrigam a uma imm$iata mobilisao de massas enormes1 no so g>antia suffici5te def5so efficaz de um paiz4 ,em g]al1 os gov]nos precisam e s]vem-se d'elles1 no p>a esmag> o inimigo que lhes ultraja a b&eira ou lhes viola z fronteiras1 mas p>a intimid> e r$uzir ao sil5cio os adv]s>ios1 que1 d5tro da nao1 os p]turbam e incommodam4 ,e eis ahi e/ o motivo porque os ex]citos1 na actualidade1 longe de s]em um elem5to de defeza nacional1 so1 ao contr>io1 um elem5to de defesa1 p>a z classes dirig5tes1 que teem n'elles o seu unico e pr9cipal apoio1 qu&o se trata de salvagu>d> os seus int]esses e os seus hav]es1 a9da que p>a isso seja preciso fuzil> a canalha ou atir> sobre o povo in]me e fam9to6 ,o p>tido op]>io sociali/a condemna a gu]ra1 e1 por isso1 repelle os ex]citos p]man5tes4 ,o armam5to g]al d povo no s tr>ia1 como consequ5cia1 uma economia p>a cada paiz1 s5o a9da des>m>ia1 por completo1 a burguezia4 ,a nao armada at ao seu ultimo homem1 torn>-se-ha mais =te e pod]osa d que nunca1 e s]--digamol-o assim--inatacavel4 ,p>a isso ba/> que a in/ruco milit> complete a in/ruco sci5tifica e pr(issional1 assegurada socialm5te a todos os m5ores sem di/9co2 que a esp+>da1 po/a na escola nas mos de todos1 e/eja1 ao sahir da escola1 nas mos de cada um1 e que1 depois de uma rapida passagem pelas b&eiras1 todos os annos se realisem z gr&es manobras1 p>a mant] a coheso indisp5savel1 entre elem5tos individualm5te sup]iores1 obrig&o-os a contrahir o habito das op]aes collectivas4 ,o pod] milit> da ,suissa1 no se apoia n'outras razes e corrobora praticam5te e/a nobre e g5]osa aspirao4 ,art4 #e4--;,a communa na posse da sua adm9i/rao e da sua policia4 ,a cummuna a escola prim>ia da sci5cia politica4 ali que se adquirem z primeiras noes de discipl9a e os primeiros rudim5tos da vida publica4 ,o p>tido op]>io no esp]a c]tam5te *eg> soluo d problema social pela simples conqui/a d pod] adm9i/rativo na communa4 ,a abolio d sal>iado--essa escravido d mundo mod]no1 peior que a d mundo antigo--no uma que/o communal1 mas sim uma que/o nacional e int]nacional1 e s pod] resolv]-se pela posse d pod] c5tral ou d ,e/ado4 ,mas c]to que a conqui/a das communas con/itue outros tantos meios de recrutam5to e de lucta1 p>a a classe prolet>ia4 ,no dia em que z communas e/iv]em na posse da sua adm9i/rao e da sua policia1 os conflictos com o pod] c5tral torn>-se-ho impossiveis1 se todos os municipios1 compreh5d5do a sua misso1 se lig>em e f$]>em1 afim de con/ituirem uma liga municipal que pod] e dev] t] uma influ5cia decisiva nos de/9os de cada paiz4 ,,p>te ,,economica ,art4 #a4--;a7 ,rep\so de um dia por semana1 ou prohibio legal de mais de seis dias de trabalho sobre sete4 b7 ,r$uco legal d dia de trabalho a oito horas p>a os adultos4 e7 ,prohibio d trabalho1 nas (fic9as p>ticul>es1 dos m5ores com m5os de quatorze annos1 e r$uco d dia de trabalho a seis horas1 dos quatorze aos dezoito annos4 a7 ,a necessidade de um dia de rep\so por semana1 hoje reconhecida por todos1 e impe-se como uma que/o de moral e de hygi5e4 ,mas no ba/a reconhecel-o4 mi/] que seja legal a prohibio1 e/abelec5do-se uma p5alidade aos patres que obrigam os seus op]>ios a trabalh> mais de seis dias sobre sete4 b7 ,o primeiro congresso da ,int]nacional1 o congresso de ,g5ebra de #ahff1 e/abeleceu que o dia de trabalho devia s] de oito horas2 por isso que1 diziam os consid]&os1 a primeira condio1 sem a qual s]ia baldada toda a t5tativa de melhoria e de emancipao1 a limitao legal d dia de trabalho4 ,e/a limitao impe-se1 afim de re/aur> a saude e a en]gia physica dos op]>ios1 assegur&o-lhes a possibilidade de um des5volvim5to intellectual1 de relaes sociaes e de uma aco politica4 ,os op]>ios dos ,e/ados ,unidos reclam>am1 durante muito tempo1 e/a limitao1 e o ,congresso adopt\-a como um dos artigos dos programmas gov]nam5taes4 ,o secret>io d',e/ado d dep>tam5to da gu]ra1 no ,re9o ,unido1 respond5do a ,john ,burns1 que1 na cam>a dos communs1 p$ira in=maes1 c]ca da exp]i5cia d dia normal de #h horas1 no ars5al de ,woolwi*1 assev]\ que o resultado fra excell5te1 e que o gov]no resolvra e/abelec]1 p>a todos os ars5aes +lezes1 o dia normal de #h horas4 ,e n+uem p5se que a r$uco d dia de trabalho tr>ia1 como consequ5cia1 a r$uco d sal>io4 ,o patro occupa1 pres5tem5te1 dois op]>ios1 p>a obt] #bd horas de trabalho1 ou dois dias de #ab horas4 ,se o dia legal fosse de #h horas1 s]ia =ado a empreg> tres4 ,os op]>ios sem trabalho volt>iam (fic9a1 e1 aquelles que trabalham1 no e/&o j sob a ameaa de s]em sub/ituidos1 pod]iam1 sem duvida1 aproveit> a situao p>a exigir e obt] um augm5to de sal>io4 ,a r$uco d dia de trabalho t]ia1 como consequ5cia necess>ia1 um augm5to de sal>io4 c7 ,nas mod]nas soci$ades1 z creanz p]t5cem aos capitali/as1 que z arrancam ao l> dome/ico e ao con*ego da familia1 p>a z conv]t]em em in/rum5tos de sordida e desmesurada ganancia4 ,semelhante facto nunca se pres5ci>a1 nas soci$ades ant]iores1 a9da mesmo nos peiores tempos da escravido4 ,o m5or1 condemnado desde t5ra edade1 s torturas de dez e doze horas de trabalho na (fic9a e na fabrica1 e no (f]ec5do a m9ima resi/5cia1 era a9da mais explorado que o homem e a mulh]4 ,e to de%umana se torn\ a explorao que o ,e/ado se obrig\ a protegel-o contra o patro e o pae de familia4 ,e/e1 invoc&o a au?oridade pat]na p]mittia-se a lib]dade de v5d] os seus filhos1 segundo z necessidades da situao2 aquelle1 invoc&o a lib]dade an>*ica da soci$ade capitali/a1 arrogava-se o direito de impr ao m5or mais horas de trabalho d que g]alm5te se impe a um =ado nas gals4 ,art4 #b4--,vigilancia dos apr5dizes pelas corporaes op]>ias4 ,a apr5dizagem1 con/itue1 p>a os patres1 um meio de t] trabalho sem necessidade de o pag>4 ,o apr5diz1 a quem nada se ens9a1 trans=mado em creado1 e ord9>iam5te empregado nos trabalhos mais grosseiros que os op]>ios se recusam a faz]4 ,em g]al s qu&o f9da a apr5dizagem que o trabalhador comea de apr5d] o seu (ficio4 ,p>a rem$i> e/es males1 indisp5savel que o apr5diz seja confiado proteco e vigilancia das corporaes op]>ias4 ,o apr5dizado desapp>ec] no dia em que a educao manual se comb9> com a educao intellectual4 ,com o des5volvim5to da me*anica e a diviso d trabalho1 a apr5dizagem t5de de dia p>a dia a s] sub/ituida pela in/ruco g]al1 m9i/rada s creanz nas escolas publicas4 ,art4 #c4--,m9imum legal dos sal>ios1 det]m9ado e fixado annualm5te1 segundo o preo dos g5]os1 por uma commisso de e/ati/ica op]>ia4 ,diz] m9imum1 o mesmo que diz] sal>io que p]mitta1 pelo m5os1 viv] trabalh&o4 ,com o ap]feioam5to e a g5]alisao da ma*9a1 os sal>ios dim9uiram e torn>am-se insuffici5tes4 ,o exc$5te que todos os dias vae augm5t&o da (f]ta d trabalho sobre a procura1 fel-os desc] a9da abaixo d /rictam5te indisp5savel alim5tao quotidiana de cada op]>io4 ,a fixao de um m9imum foi1 por isso1 consid]ada como um gr&e progresso4 ,e/a ju/a reiv9dicao1 =mul\-a1 pela primeira vez1 ,*>les ,f\ri]1 em #ahca4 ,viv] trabalh&o ou morr] combat5do6--tal era o lemma inscripto na b&eira negra dos primeiros revoltados d trabalho1 que no reclamavam outra c\sa s5o um m9imum de exi/5cia ou de sal>io1 e que1 por esse pr9cipio1 se deix>am mat> h]oicam5te1 def5d5do1 at ao ultimo sacrificio1 os int]esses e o futuro da classe trabalhadora4 ,desde que1 em todos os ramos de trabalho1 possa s] det]m9ado1 por uma e/ati/ica op]>ia1 um m9imum de sal>io1 e desde que se torne obrigatorio p>a os patres1 fic> o sal>iado s5hor da mais pod]osa das armas1 p>a levant> o preo da mo obra4 ,o m9imum de sal>io no deve s]1 p>a os op]>ios1 s5o um meio p>a *eg> ao maximum4 ,art4 #d4--,prohibio legal aos patres de pod]em empreg> op]>ios e/rangeiros por um sal>io inf]ior ao dos op]>ios nacionaes4 ,ao capitali/a1 -lhe indiff]5te que o op]>io seja nacional ou e/rangeiro2 o que lhe importa que o sal>io seja dim9uto4 ,os op]>ios e/rangeiros 7belgas1 allemes1 italianos1 hespanhoes71 obrigados a emigr> por causa da mis]ia1 muitas vezes dom9ados e explorados por engajadores1 ignor&o a l+ua1 os preos e os co/umes d paiz1 so condemnados a aceit> z condies que os patres lhes impem e a trabalh> por sal>ios que os op]>ios da localidade regeitam4 ,e a9da1 em egualdade de circum/ancias1 pref]em os patres os e/rangeiros1 p>a evit> resi/5cias e amot9aes4 ,a #e de maio de #ahhj1 a ,soci$ade de ,economia politica discutiu z vantag5s que pod]iam advir da sub/ituio dos op]>ios francezes por *9ezes4 ,o consul g]al dos ,e/ados ,unidos1 que e/ava pres5te sesso1 object\ que a introduco dos *9ezes era corruptora por causa da sua immoralidade e p]igosa por causa das mis]ias e das revoltas op]>ias que d'ahi d]ivavam4 --,nada importa6--respond]am sev]am5te os economi/as francezes3 ,o *9ez muito trabalhador1 vive de quasi nada1 cont5t&o-se com um modico sal>io4 ,na ,cali=nia1 onde um branco exige #aj fr4 por dia1 o *9ez cont5ta-se com #b fr4 #ej4 ,que v5ham os bons *9ezes1 e tanto peior p>a os op]>ios francezes1 se isso os incommoda4 ,talvez a lio lhes aproveite6 ,o dr4 ,luni] 7inspector g]al dos s]vios adm9i/rativos no m9i/]io d int]ior7 obs]vava que a v9da dos *9ezes no e/ava to longe como se suppunha3 provavel que1 em breve1 a emigrao *9eza possa faz]-se por t]ra1 e que t5hamos ento de assi/ir a emigraes1 que tr>o nossa velha ,europa a sua sobri$ade1 a sua paci5cia no trabalho1 e1 como consequ5cia1 a mo d'obra b>ata4 ,a isso e s a isso1 aspiram os patres2 e a prohibio legal de pod]em empreg> op]>ios e/rangeiros1 por um sal>io inf]ior aos dos op]>ios nacionaes1 d]iva no s de um pr9cipio de moralidade1 p>a evit> a explorao at aqui seguida1 s5o tambem da proteco que lei deve m]ec] o trabalho nacional4 ,art4 #e4--;,egualdade de sal>io1 em egual trabalho1 p>a os trabalhadores dos dois sexos4 ,o p>tido op]>io1 assim como no p$e a expulso dos e/rangeiros1 no reclama tambem a prohibio d trabalho p>a a mulh]1 nas fabricas ou nas (fic9as4 ,o que p$e e reclama p>a a mulh]1 p>a a op]>ia1 a proteco a que ella tem direito tanto como o homem2 o que p$e e reclama que a um trabalho egual corresponda egualdade de sal>io p>a todos os trabalhadores1 sem di/9co de sexo4 ,o motor me*anico1 torn&o a mulh] to apta1 como o homem1 p>a a maior p>te dos trabalhos1 p]mitte hoje1 nas fabricas e (fic9as1 o emprego d brao fem99o1 em sub/ituio da antiga =a muscul>4 ,no foi a falta d brao mascul9o que provoc\ a indu/rialisao da mulh]3 foi sim6 a desm$ida ambio d patro de obt] a mesma somma de trabalho por um sal>io muito inf]ior4 ,de modo que a op]>ia foi inv5tada1 por um lado1 p>a augm5t> os prov5tos dos patres1 e1 por outro lado1 p>a r$uzir o op]>io fome4 mi/] acab> com semelhante abuso1 torn&o a op]>ia egual ao op]>io1 e no a sua concorr5te4 ,p>a que a mulh] seja s5hora de si mesmo1 p>a que recobre a lib]dade d seu corpo1 fra da qual no ha s5o pro/ituio1 qualqu] que seja a legalidade das relaes que possa t] com o outro sexo1 mi/] que ella encontre em si os meios de subsi/5cia1 indep5d5tem5te d homem4 ,art4 #f4--;,in/ruco sci5tifica e pr(issional de todas z creanz1 cu/a da soci$ade1 repres5tada pelo ,e/ado e pela communa4 ,d direito exi/5cia1 d]iva logicam5te o direito ao trabalho1 e d'e/e a obrigao1 p>a o ,e/ado e p>a a communa1 de m9i/r> gratuitam5te a todas z creanz1 sem di/9co de sexo1 a in/ruco sci5tifica e pr(issional4 ,p>a trabalh>1 preciso sab] e pod] trabalh>1 e d'ahi se conclue1 por um lado1 a necessidade da in/ruco1 e1 por outro lado1 a necessidade no m5os in/ante p>a o op]>io1 de *eg> posse dos in/rum5tos de produco4 ,lepelleti] ,sa9t-,f>geau compreh5dra p]feitam5te e/es pr9cipios1 qu&o1 a #ae de julho de #agic1 submetteu ,conv5o um projecto de lei1 assim concebido3 ,art4 #a4--,todas z creanz s]o educadas cu/a da ,republica1--z d sexo mascul9o da edade dos c9co aos doze annos e z d sexo fem99o dos c9co aos onze4 ,art4 #b4--;,a educao nacional s] egual p>a todos2 receb5do todos a mesma alim5tao1 o mesmo ve/u>io1 a mesma in/ruco e os mesmos cuidados4 ,o trabalho d homem tanto mais productivo quanto a sua intellig5cia fr mais cultivada#b4 ,o trabalho de um homem ignorante no vale mais d que o trabalho de um animal de egual =a4 ,a monomania d emprego publico um resultado da falta de ens9o pr(issional4 ,em ,portugal1 a burocracia absorve a maior p>te das receitas publicas1 precisam5te porque so p\cos aquelles que se a*am habilitados a trabalh>4 ,no ba/a s que z escolas ens9em a lr3 mi/] tambem que ens9em a trabalh>1 i/o que1 a p> d po d espirito1 se m9i/re egualm5te a todos o po d corpo4 99 99 99 99 99 ,art4 #g4--,manut5o pela soci$ade dos velhos e invalidos d trabalho4 ,o trabalhador produz mais d que consome4 ,enc>reg&o-se dos velhos e invalidos d trabalho1 a soci$ade no faz s5o retribuir aos op]>ios aquillo que lhes devido4 ju/o que um homem que pass\ a sua vida a ve/ir1 a calar e a alim5t> os seus semelhantes e a con/ruir z suas habitaes1 t5ha tambem o ve/u>io1 a casa e o alim5to assegurados1 qu&o1 em consequ5cia da edade ou de qualqu] enf]midade1 no se encontre j apto p>a trabalh>4 ,o ultimo codigo feudal da ,russia1 de #agie1 e/atuia o segu9te3 ,o s5hor deve faz] m9i/r> a educao a todos os camponezes pobres1 procur&o tambem os meios de exi/5cia quelles dos seus vassalos que no possuem t]ras e soccorr5do os que cahirem na indig5cia4 ,o s]vo trans=m\-se em sal>iado1 e a lib]dade burgueza deix\ o op]>io1 sem g>antias1 entregue s exig5cias d seu e/omago e m]c dos capri*os da =tuna4 ,o milit> e o funccion>io d ,e/ado teem direito a re=mas e apos5taes4 ,o empregado d comm]cio succ$e muitas vezes ao patro4 ,s ao op]>io1 s quelle que pass\ a sua vida a enriquec] os seus semelhantes1 recusado o direito que se conc$e aos demais membros da soci$ade1 i/o o direito de viv]4 ,no lhe ba/a a inc]teza de encontr> trabalho3 a9da p>a mais lhe negam o que os s5hores feudaes no negavam aos seus s]vos--a proteco na velhice e na do5a4 ,e eis ahi e/ porque o p>tido op]>io1 no s por dev] de humanidade1 s5o a9da por dev] de solid>i$ade1 inscreveu e/e artigo no seu programma4 99 99 99 99 99 ,art4 #h4--,suppresso de toda a +]5cia dos patres na adm9i/rao das caixas op]>ias de soccorros1 de previd5cia1 etc41 re/itu9do-z ge/o exclusiva dos op]>ios4 ,na gr&e indu/ria que multiplic\ os riscos d trabalho1 os patres obrigam g]alm5te os op]>ios a tir>em1 no fim de cada semana1 uma c]ta quantia dos seus magros sal>ios1 p>a faz]em face solid>iam5te aos accid5tes1 do5a e velhice4 ,z gr&es companhias de cam9hos de f]ro e m9as *eg>am mesmo a in/ituir um fundo1 de/9ado a uma caixa1 com essa applicao4 ,compreh5de-se a tactica4 ,quanto mais os sal>iados e/iv]em no caso de se soccorr]em mutuam5te1 tanto m5os t]o os patres de disp5d] com elles4 ,z caixas so1 na sua quasi totalidade1 su/5tadas com o d9heiro dos op]>ios4 ,mas os propriet>ios e capitali/as1 no intuito de fiscalis>em esses fundos da previd5cia e da solid>i$ade op]>ia1 *amam a si a g]5cia e a adm9i/rao das ref]idas caixas1 concorr5do tambem com uma p>te1 p>a o mesmo fim4 ,o que os patres desejam evit>1 por e/a frma1 que os trabalhadores possam s]vir-se d'esse d9heiro1 empreg&o-o n'uma grve ou em qualqu] c\sa que possa contr>i> os seus int]esses ou os da sua indu/ria4 indisp5savel que o prolet>iado se emancipe de semelhante tutella1 trans=m&o o fundo das caixas op]>ias num pod]oso in/rum5to de emancipao social4 ,art4 #i4--,responsabilidade dos patres em mat]ia d'accid5tes1 g>antida por uma cauo em d9heiro1 e proporcional ao num]o dos op]>ios empregados e aos p]igos que a indu/ria apres5te4 ,e/e artigo traduz um pr9cipio de ju/ia1 e repres5ta uma comp5sao p>a todos os que1 no trabalho1 expem a vida e arriscam a saude4 ,quem1 nas gr&es empresas1 auf]e os gr&es lucros e os enormes prov5tos1 o capitali/a e o propriet>io4 ju/o pois1 que1 em caso d'accid5te1 sejam elles os responsaveis1 indemnis&o e g>ant9do1 por meio de uma cauo1 os que affront>am o p]igo1 p>a os enriquec] e locuplet>4 ,em caso de desa/re1 occorrido nas fabricas e nas (fic9as1 o invalido1 a viuva e o orpho teem direito a s]em amp>ados e protegidos2 e esse amp>o e essa proteco no pode exigir-se s5o quelles que =am a origem1 embora indirecta1 d seu in=tunio1 e que1 muitas vezes1 pelo seu desleixo e pela sua desmesurada ganancia1 contribuiram pod]osam5te p>a esses tri/es e dolorosos acontecim5tos4 ,a indemnisaao a pag> s]ia1 n'e/e caso1 lanada na caixa op]>ia1 e avaliada por um jury escolhido na corporao4 ,s os proprios op]>ios s]iam capazes de avali> o que cu/a e o que vale1 p>a o trabalhador1 a p]da de um brao1 a p]da de uma p]na ou a p]da de uma vida4 ,quem nunca visit\ uma m9a1 no sabe o que o risco no trabalho4 ,sup]ior rhetorica dos economi/as e/ a realidade das c\sas4 ,que todos os que nos lem se dignem1 um dia1 desc] a uma m9a1 e que nos digam depois1 se no assi/e ao op]>io o direito sagrado de reclam> uma indemnisaao1 em caso d'accid5te1 quelle por quem se sacrific\1 e que locuplet\1 sem outra comp5sao1 alm de um sal>io di>io repres5t&o o /ritam5te indisp5savel p>a no morr] de fome86 99 99 99 99 99 ,art4 #aj4--;,a int]v5o dos op]>ios nos regulam5tos especiaes das diff]5tes (fic9as2 suppresso d direito usurpado pelos patres de pod]em ca/ig> os op]>ios1 por meio de multas ou de r$uces nos sal>ios4 ,a int]v5o dos op]>ios nos regulam5tos especiaes das diff]5tes (fic9as uma salvagu>da dignidade e saude da classe trabalhadora4 ,muitas vexaes inuteis s]o supprimidas por e/e meio2 muitas m$idas hygi5icas1 hoje despresadas ou recusadas pelo fabricante1 s]o po/as em pratica1 no int]esse da collectividade4 ,sob a frma de multas1 que se traduziam na ret5o de uma p>te d sal>io1 o patro abusava1 muitas vezes1 d op]>io1 traz5do-o debaixo de um jugo de f]ro1 f]oz e insupportavel4 ,o patro no pode arvor>-se em juiz1 adopt&o o codigo p5al que muito bem lhe apr\v] p>a mult> o op]>io ou condemnal-o1 segundo os capri*os da sua vontade4 ,a ju/ia fundada sobre uma delegao social4 ,o direito mod]no no admitte outra2 porque o contr>io s]ia o despotismo1 o abuso1 a fraude e a viol5cia4 ,e por isso que se ju/ifica e se torna indisp5savel a int]v5o dos op]>ios nos regulam5tos especiaes das diff]5tes (fic9as--precisam5te p>a que o patro fique r$uzido sua esph]a de aco1 e impossibilitado de vex> os trabalhadores1 por meio de p5alidades1 que1 alm de uma tyrannia e de uma brutalidade sem nome1 repres5tam p>a o capitali/a1 um int]esse e um b5eficio4 99 99 99 99 99 ,art4 #aa4--;,annulao de todos os contractos que hajam ali5ado a propri$ade publica 7bancos1 cam9hos de f]ro1 m9as1 etc471 e a explorao de todas z (fic9as d ,e/ado1 confiadas aos op]>ios que n'ellas trabalh>em4 ,o p>tido op]>io p$e a annulao1 pura e simples1 dos contractos que teem p]mittido a um b&o de capitali/as de se locuplet>em1 cu/a da nao4 ,o p>tido op]>io p$e essa annulao1 no p>a que o ,e/ado1 entr&o na posse das m9as1 dos cam9hos de f]ro e dos bancos1 e torn&o-se1 por sua vez1 productor1 os explore1 em seu proveito1 como tem succ$ido com os correios e telegraphos1 com a mo$a1 com os tabacos e outros s]vios publicos1 de que faz monopolio1 mas sim1 p>a confi> a sua explorao aos op]>ios1 enc>regados d'esses trabalhos4 ,o programma sociali/a p$e que a explorao das (fic9as d ,e/ado seja confiada aos op]>ios1 que n'ellas trabalh>em1 com o duplo fim de melhor> a sua tri/e situao e de prov> exp]im5talm5te1 que1 pela sua propria iniciativa e responsabilidade1 e/o aptos p>a empreh5d] a ref]ida explorao4 ,sobre e/e assumpto div]gem z escolas4 ,so uns de op9io que todos os s]vios publicos devem fic> a c>go d ,e/ado e da communa2 outros porm1 su/5tam que a absorpo gradual das indu/rias p>ticul>es pelo ,e/ado augm5t>ia s5sivelm5te o num]o dos sal>iados que o mesmo ,e/ado explora4 ,t]emos occasio de volt> ao assumpto no ultimo capitulo d'e/a obra4 99 99 99 99 99 ,art4 #ab4--;a7 ,abolio de todos os impo/os indirectos e trans=mao dos impo/os directos n'um impo/o progressivo sobre os r5dim5tos que =em alm de #c3jjj francos4 b7 ,suppresso da h]ana em l9ha collat]al e de toda a h]ana em l9ha directa que exc$a a somma de #bj4jjj francos4 ,nas soci$ades burguezas1 o impo/o um enc>go a que tem de sujeit>-se todo o cidado1 afim de g>antir a sua pessoa e a sua propri$ade4 ,ha duas especies de impo/o--o impo/o pessoal1 ou impo/o de sangue que todo o cidado tem de satisfaz] pelo s]vio milit>1 e o impo/o impessoal que satisfaz pelo ab&ono e entrega de uma p>te dos seus r5dim5tos4 ,p>a s] equitativa a di/ribuio d impo/o1 todo o cidado dev]ia s] soldado e ab&on> ao ,e/ado uma p>te d seu r5dim5to1 progressivam5te1 e proporcional sua quantidade4 ,se o que possue #ajj fr4 paga #aj fr41 o que possue #ajjj dev] pag> #bjj fr41 e o que possue um milho1 #djj4jjj fr4 ,os impo/os indirectos que recahem sobre os g5]os de consumo 7po1 v9ho1 ve/u>io1 etc47 ob/am a que seja equitativa a sua di/ribuio4 ,por exemplo3 o op]>io que come por dia #a kilo de po paga duas vezes mais impo/o d que o capitali/a que come ap5as meio kilo4 ,o impo/o indirecto um meio jesuitico1 inquisitorial1 de dep5n> e de r$uzir mis]ia o op]>io1 sem que elle d'isso se ap]ceba4 ,os ricos repellem o impo/o progressivo que os obrig>ia a pag> na proporo dos seus r5dim5tos2 o impo/o indirecto favorece-os de um modo esc&aloso1 e eis ahi e/ o motivo porque o def5dem e applaudem4 ,a abolio dos impo/os indirectos e a creao de um impo/o progressivo sobre o r5dim5to1 r$uziria seguram5te o preo dos g5]os4 ,a remodelao e trans=mao d impo/o1 s]ia p>a o op]>io a melhoria das suas condies de exi/5cia4 ,o augm5to1 nos impo/os indirectos1 tem-se traduzido praticam5te por um augm5to na mortalidade4 ,a creao d impo/o progressivo pod]-se-hia traduzir por um augm5to na alim5tao e na vida das classes trabalhadoras4 ,a ,conv5o havia e/abelecido um impo/o gradual e progressivo sobre o luxo e sobre todas z riquezas4 ,mas no teve tempo p>a o applic>4 ,montesquieu1 e todos os economi/as or?odoxos1 como ,ado ,smi?1 ,j4 ,b4 ,say e ,rossi1 pronunci>am-se pelo impo/o progressivo4 ,j4 ,b4 ,say e ,rossi1 affirm>am-n'o cl>am5te nas segu9tes palavras3 ,no deix>ia de s] razoavel que os ricos contribuissem p>a z despezas d e/ado1 na proporo d seu r5dim5to1 e a9da com mais alguma c\sa alm d'essa proporo4 ,na ,suissa e/ o impo/o progressivo em vigor na maioria dos cantes4 ,mas nem s a republica o p]filha e o applica4 ,tambem a real ,+lat]ra e a imp]ial ,allemanha acceit>am e introduziram o impo/o progressivo1 no seu sy/ema de impo/os directos4 b7 ,a h]ana e/abelece1 na soci$ade1 um privilegio e uma desegualdade revoltante4 ,a sua suppresso impe-se1 e1 se no completam5te1 pelo m5os p>cialm5te4 ,em virtude da h]ana1 a in/ruco1 a educao1 o gzo1 o bem e/> contituem o privilegio dos favorecidos da =tuna4 ,o pobre1 o infeliz que no h]d\1 tem de subjeit>-se aos capri*os d acaso e lei d seu de/9o4 ,o p>tido sociali/a qu] a suppresso da h]ana em l9ha collat]al1 re/r+9do-a e limit&o-a a #bj4jjj francos na l9ha directa4 ,n'outra p>te diremos a que s]ia applicado o exc$5te das h]anz1 desde que ultrapassassem e/a somma4 99 99 99 99 99 ,o ,,programma ,,d ,,p>tido ,,sociali/a ,,em ,,portugal ,a titulo de curiosidade1 publicamos1 em seguida1 o primeiro programma dos sociali/as portuguezes1 desde que se contituiram em p>tido4 um docum5to1 por muitos titulos1 importante1 e que m]ece s] lido e apreciado pelo publico4 ,a sua approvao data d #a4 congresso sociali/a1 realisado em ,lisboa1 nos pr9cipios de #ahgg1 t5do sido elaborado1 aps o celebre congresso de ,haya1 onde ,portugal e/eve repres5tado por ,laf>gue4 ,vigor\ at #ahhb1 anno em que se celebr\ n'e/a capital uma conf]5cia dos delegados de ,lisboa e ,porto1 s5do ento sub/ituido pelo actual programma que1 ord9>iam5te se publica na qu>ta pag9a d ,prote/o ,op]>io4 99 99 99 99 99 ,programma transitorio d p>tido sociali/a em ,portugal ,o trabalho a condio de exi/5cia de todos os individuos4 ,todos teem o dev] de trabalh> impo/o pela natureza4 ,com os productos d trabalho de todos deve subsi/ir a soci$ade1 e com os productos d trabalho da soci$ade1 effeituado por todos1 deve subsi/ir cada individuo4 ,a massa d trabalho da soci$ade1 que deve con/ituir a sua riqueza1 deve con/ituir a propri$ade social1 commum ou publica4 ,a p>te d trabalho de cada individuo con/itue a sua riqueza1 e a riqueza d individuo deve con/ituir a propi$ade individual4 ,s5do a propri$ade social por natureza commum1 ou publica1 a propri$ade individual deve s] privada ou pessoal4 ,tambem devem s] communs1 ou publicas1 z riquezas naturaes1 no creadas pela soci$ade1 nem pelos individuos4 ,taes so z condies de exi/5cia da soci$ade ju/a1 i/o 1 em que todos os individuos subsi/em pelo seu proprio trabalho1 e em que a soci$ade subsi/e pelo trabalho de todos2 em que o producto d trabalho de cada individuo propri$ade sua1 e em que o producto d trabalho de todos1 ou da natureza1 no propri$ade de alguem1 mas sim da soci$ade toda4 99 99 99 99 99 ,a con/ituio da soci$ade inju/a diff]5te4 ,na soci$ade inju/a os individuos no subsi/em todos pelo seu proprio trabalho1 e a soci$ade no subsi/e pelo trabalho de todos4 ,uma p>te da soci$ade trabalha p>a si e p>a a outra p>te que no trabalha1 produz9do os meios de subsi/5cia de todos os individuos4 ,um individuo trabalha como dois e mais1 ou o duplo1 ou pela metade d preo e por m5os1 p>a produzir os meios de subsi/5cia dos individuos que os no produzem4 ,os meios de subsi/5cia1 em que consi/e toda a especie de propri$ade1 so produzidos por uma p>te dos individuos1 e apropriados pela outra1 que os no produz4 ,a riqueza1 ou a propri$ade1 o producto d trabalho de todos os individuos accumulado na mo de alguns4 ,os productores1 ou creadores1 da propri$ade individual e publica no possuem mesmo a p>te com que subsi/em4 ,e/a p>te -lhes v5dida1 ou arr5dada1 pelos propriet>ios1 que accumulam mais productos d trabalho alheio por meio das transaces m]cantes1 i/o 1 das transaces da propri$ade trans=mada em m]cadorias4 ,d'e/e modo se con/itue a soci$ade com propriet>ios e no propriet>ios1 com os possuidores da propri$ade de todos os individuos e com os no possuidores1 que a produzem4 ,a soci$ade con/a assim de duas classes3 a dos ricos e a dos pobres ou prolet>ios1 a sup]ior e a inf]ior1 a dom9adora e a dep5d5te ou sal>iada4 ,os propriet>ios indu/riosos occupam-se em faz] trabalh> os prolet>ios na agricultura1 na fabricao e na manufactura dos meios de subsi/5cia1 i/o 1 da propri$ade trans=mada em m]cadorias como objecto de comm]cio1 de viao e de jogo4 ,a classe dos prolet>ios1 ou mis]aveis1 conta tambem milh>es de individuos que no produzem3 taes so os m5digos e os def5sores sal>iados da propri$ade1 escolhidos pelo e/ado de entre os mais vigorosos1 p>a que no a tomem aquelles que a produzem4 ,e/es subjugam-se a si e a seus eguaes4 ,a soci$ade inju/a subsi/e s pela viol5cia1 i/o 1 uma p>te da soci$ade arranca viol5tam5te outra a sua propri$ade4 ,a viol5cia exi/e sem manife/>-se1 por t] sido no pr9cipio das soci$ades policiadas e/abelecida pela =a1 depois atte/ada pelas leis1 depois acceita e transmittida por co/ume1 pelas mesmas leis e pela mesma =a4 99 99 99 99 99 ,na epoca actual os prolet>ios1 obrigados pela necessidade1 con/ituem a sua classe de sal>iados1 det]m9ados a faz]em da associao um pod]1 que modifique z viol5cias dos propriet>ios indu/riosos1 pela proposio e e/abelecim5to de condies1 taes como3 #a4 ,e/abelecim5to d dia normal de trabalho1 egual quanto possivel em todos os (ficios e em todas z e/aes2 #b4 ,dim9uio d tempo de trabalho2 #c4 ,elevao dos sal>ios2 #d4 ,salubridade e segurana dos log>es onde se executa o trabalho2 #e4 ,melhoram5tos p>ticul>es1 tanto dos sal>ios como d tempo de trabalho1 p>a os que ex]cem (ficios de sua natureza p5osos e insalubres2 #f4 ,ext9co d trabalho de jornal nos (ficios em que fr applicavel o e/abelecim5to de tabellas de preos dos trabalhos2 #g4 ,ext9co das categorias nos (ficios1 taes como3 ajudantes e s]v5tes1 dev5do consid]>-se z divises d trabalho no como categorias1 mas como ramos e especies d mesmo trabalho2 #h4 ,abolio dos regulam5tos das fabricas e manufacturas1 como especie que de contrato unilat]al1 em que so p>tes os propriet>ios e os mis]aveis1 t5do os propriet>ios1 como teem1 lib]dade de aco p>a desp$ir os trabalhadores e appell> p>a z leis nos casos de att5tados2 #i4 ,egualdade d tempo de trabalho e dos sal>ios das mulh]es e dos hom5s2 #aj4 ,excluso das creanz das fabricas e manufacturas1 e relao d tempo de trabalho dos m5ores com a sua idade2 #aa4 ,abolio d tempo det]m9ado de apr5dizagem1 e prohibio de outros mi/]es e/ranhos a cada (ficio2 #ab4 ,e/abelecim5to e eleio de commisses de exame e vigilancia compo/as de (ficiaes1 que julguem da aptido dos apr5dizes em p]iodos det]m9ados e curtos2 #ac4 ,egualdade de tratam5to p>a os apr5dizes1 como individuos racionaes1 evit&o-se assim a educao aviltante que lhes incutem os co/umes da ob$i5cia passiva2 #ad4 ,ext9co dos signaes ext]iores de ob$i5cia e submisso1 como improprios da natureza humana2 #ae4 ,excluso dos propriet>ios e seus repres5tantes das soci$ades de trabalhadores1 taes como3 monte-pios1 coop]ativas1 de recreio1 in/ruco e outras1 com o fim de evit> a dom9ao e o s]vilismo4 99 99 99 99 99 ,ao mesmo tempo os prolet>ios1 t5do conhecim5to da situao politica da soci$ade1 con/ituem-se em p>tido politico1 det]m9ados a cre>em um pod]1 que modifique z viol5cias politicas da classe dom9ante1 faz5do tambem repres5t> nos pod]es d e/ado os seus int]esses de classe1 excluidos das in/ituies politicas e civis4 ,o movim5to politico da classe dos prolet>ios transitorio4 ,exi/ir em quanto exi/irem classes1 subord9&o-se s circum/ancias e necessidades occorr5tes4 ,pres5tem5te1 o modo de effeitu> o movim5to politico dos prolet>ios consi/e em modific> o pod] legislativo1 pela sub/ituio dos individuos que o compem1 e que repres5tam sm5te a classe e os int]esses da classe propriet>ia4 ,o p5sam5to1 a aspirao1 o fim1 d movim5to dos prolet>ios con/ituidos em classe e em p>tido1 a implantao e a con/ituio da soci$ade ju/a4 ,a e/e movim5to tudo subord9ado1 inf]ior e transitorio4 ,os prolet>ios de todas z naes civilisadas1 con/itu9do a associao int]nacional dos trabalhadores1 da qual nos decl>amos um ramo1 effeituam o mesmo movim5to1 e em cada uma organisam-se e proc$em con=mes s in/ituies politicas4 ,em ,portugal1 onde os pod]es politicos so con/ituidos publicam5te1 os prolet>ios proc$em d5tro das in/ituies p>a realis>em o segu9te3 #a4 ,in/ituio dos municipios4 a7 ,con/ituio dos municipios com todos os contribu9tes da sua circumscripo4 ,diviso dos municipios em circulos adm9i/rativos1 e con/ituio d'e/es com todos os contribu9tes da sua circumscripo4 ,s]em contribu9tes todos os individuos maiores que ex]am alguma pr(isso4 b7 ,celebrao de sesses p]iodicas1 tanto nos municipios como nos circulos1 onde os contribu9tes1 con/ituidos em assemblz1 proponham1 discutam e resolvam os respectivos int]esses publicos4 c7 ,creao de corpos g]5tes1 tanto dos municipios como dos circulos1 por eleio dos contribu9tes nas assemblz respectivas4 ,responsabilidade individual dos membros dos corpos g]5tes municipaes e dos circulos p]ante z assemblz respectivas1 e sua sujeio ju/ia commum4 d7 ,elaborao dos rec5seam5tos dos contribu9tes1 tanto dos circulos como dos municipios1 pelos corpos g]5tes respectivos4 ,validao dos rec5seam5tos municipaes p>a todos os effeitos civis e politicos1 publicos e privados4 e7 ,adm9i/rao dos r5dim5tos dos municipios feita pelos municipios1 e a dos circulos feita pelos circulos1 sem dep5d5cia de pod]es c5traes1 nem de regulam5tos1 nem de corpos e auctoridades sup]iores4 f7 ,integrao dos municipios na adm9i/rao das suas escolas1 dos hospitaes1 cadeias1 vias publicas1 correios e telegraphos1 da sua circumscripo4 g7 ,rep>tio e cobrana das contribuies publicas feitas pelos municipios1 e z d'e/es pelos circulos ou pelos gremios de pr(isses4 ,concurso e ord5ados fixos p>a todos os (ficiaes de faz5da1 effeituados por cada municipio4 ,in/allao das rep>ties de faz5da nos edificios municipaes4 ,responsabilidade dos (ficiaes de faz5da p]ante z assemblz respectivas1 e sua sujeio ju/ia commum4 h7 ,proviso dos (ficios de juizes e seus escrives1 tanto d civel como d crime1 por concurso ab]to pelos municipios respectivos4 ,eleio dos jurados4 ,nomeao dos (ficiaes de ju/ia subalt]nos pelos juizes e jurados4 ,fixao dos v5cim5tos de todos os (ficiaes de ju/ia1 tanto sup]iores como subalt]nos1 pagos por cada municipio4 ,in/allao dos tribunaes de ju/ia em edificios municipaes4 ,responsabilidade dos (ficiaes de ju/ia p]ante z assemblz1 e sua sujeio ju/ia commum4 i7 ,in/ituio da policia municipal1 regida e paga por cada municipio4 j7 ,e/abelecim5to de escolas de ens9o te*nico de artes e (ficios1 tanto ruraes como fabris1 nos municipios1 g]idas e su/5tadas por elles4 m7 ,alim5tao1 ve/u>io e objectos de ens9o dados pelos municipios aos m5ores mis]aveis que frequ5tem z escolas4 --,consequ5cias3 ,abrogao d codigo adm9i/rativo1 e sua sub/ituio por disposies g]aes no codigo fundam5tal1 i/o 1 sub/ituio de leis por in/ituies1 que e/abeleam e g>antam z lib]dades politicas1 publicas e individuaes1 pela ext9co das cam>as municipaes1 das juntas g]aes1 dos conselhos de di/ricto1 dos gov]nos civis1 das adm9i/raes dos concelhos1 das reg$orias e das juntas de p>o*ia4 #b4 ,con=mao dos codigos civil1 comm]cial1 judicial e p5al com z disposies de egualdade civil e politica e/atuidas no codigo fundam5tal1 abrog&o-se no civel a p>te que regula z condies da s]vido e todos os contratos unilat]aes4 ,reviso p]iodica dos codigos4 ,abolio d juram5to1 tanto no fro politico1 como no civil1 judicial e milit>4 #c4 ,con/ituio d pod] legislativo com os delegados repres5tantes de cada municipio1 eleitos nas assemblz dos circulos pelos seus contribu9tes4 #d4 ,abolio d recrutam5to e das matriculas m>itimas4 ,s]vio milit> volunt>io4 ,sujeio dos milit>es s leis e aos tribunaes communs nos casos de (f5sas de direitos civis e politicos4 #e4 ,r$uco de todas z contribuies1 tanto p>a o e/ado como p>a os municipios1 a uma unica1 directa4 ,ext9co imm$iata das b>reiras1 e/abelec5do a livre circulao dos g5]os alim5ticios4 ,creao de bilhetes de contribuio divisiveis e v5daveis como os sellos1 p>a que todos possam opportunam5te compral-os durante o anno e pag>em assim a sua contribuio4 #f4 ,ext9co dos privilegios a companhias e associaes4 ,resciso de seus contratos com o e/ado1 e sua sujeio e de seus membros ju/ia commum4 #g4 ,ext9co dos privilegios1 subsidios ou m]cs1 subv5o ou int]v5o d e/ado e dos municipios a individuos1 a empresas1 a e/abelecim5tos e a in/ituies indu/riaes1 sci5tificas1 litt]>ias e religiosas4 #h4 ,taxao de todos os s]vios publicos ao e/rictam5te necess>io p>a o cu/eam5to das suas despezas corr5tes4 ,,iii ,a ,,coop]a,o ,,dos ,,trabalhadores ,,coop]a,o ,e ,,solid>i$ade4--,,in/ruc,o ,e ,,associa,o4--,o ,,int]nacionalismo4--,,z ,,coop]a,,es ,,op]>ias ,e ,,alguns ,,dos ,,seus ,,mais ,,d$icados ,e ,,f]vorosos ,,apo/olos4---,,ces> ,,de ,,paepe1 ,,anseele1 ,,jean ,,vold]s1 ,,l\is ,,b]tr&4 ,a solid>i$ade op]>ia no s5o um resultado da coop]ao4 ,disse-o ,ces> de ,paepe1 num discurso eloqu5tissimo1 pronunciado no congresso int]nacional coop]ativo de ,p>is4 ,no ha1 na ,belgica1 um ,lassalle e um ,s*ultze inimigos1 exclamava o illu/re *efe d socialismo belga2 ha sim6 um p>tido op]>io que 1 ao mesmo tempo1 coop]ativi/a1 republicano e sociali/a4 ,e accresc5t\3 ,os coop]adores belgas associ>am-se sempre s manife/aes em favor d suffragio univ]sal4 ,z nossas soci$ades coop]ativas no tem por fim realis> int]esses p>a alguns individuos1 s5o1 ao contr>io1 des5volv] os s5tim5tos de solid>i$ade entre os seus membros4 ,a coop]ao dos trabalhadores pde e deve tom>-se em dois s5tidos diff]5tes3 um s5tido re/ricto e um s5tido amplo e g5]ico4 ,no primeiro caso1 a coop]ao limita-se a explor> z coop]ativas sociaes1 qu] sejam z de produco1 qu] sejam z de consumo1 qu] sejam z de cr$ito4 ,no segundo caso1 a coop]ao e/5de-se alm das fronteiras e affirma-se pelo pr9cipio da solid>i$ade de classe1 no combate quotidiano contra o capitalismo e o indu/rialismo1 em favor das reiv9dicaes op]>ias4 ,gravura3 ,ces> de ,paepe ,d mesmo modo que p>a todo o cidado ha duas patrias--a patria onde cada um ex]ce a sua actividade e essa outra gr&e patria1 a que e/amos v9culados pelos nossos ideaes e pelas nossas aspiraes1 que se *ama humanidade2 assim tambem a coop]ao dos trabalhadores tem de s]1 ao mesmo tempo1 nacional e int]nacional3 nacional pela affirmao da solid>i$ade op]>ia1 em cada paiz1 e int]nacional pela affirmao da solid>i$ade com os companheiros de todos os paizes1 de todas z raz1 de todas z religies e de todas z l+uas4 ,da legislao int]nacional d trabalho1 fiz]am os sociali/as o artigo #a4 d seu programma4 ,o int]nacionalismo manife/a-se1 a cada passo1 nas relaes entre os povos4 ,a facilidade de communicaes tem concorrido extraord9>iam5te p>a isso4 ,mas ao facto mat]ial da rapidez nas viag5s1 devemos junt> o facto moral da trans=mao1 realisada nos velhos processos politicos e da corr5te1 cada vez mais int5sa e cada vez mais pod]osa1 das idz mod]nas4 ,prolet>ios de todo o mundo1 uni-vos6 ,era e/a a divisa de ,k>l ,m>x1 e e/a a divisa d socialismo revolucion>io4 ,mas a v]dadeira unio s pod] conseguir-se pelas associaes de classe4 ,no dia em que o prolet>iado tiv] realisado e/e gr&e e supremo desid]atum1 n'esse dia t] soado a hora da sua emancipao4 ,e deante d =midavel ex]cito1 no hav] nem canhes ,krupp nem esp+>das ,kropates*aek que valham ou prevaleam4 ,i/o mat> aquillo4 ,o prolet>iado organisado mat> a realeza armada4 ,o trabalhador v5c] o soldado4 ,o homem livre e consci5te trans=m> o velho mundo1 en?ronis&o a paz e a ju/ia1 no log> onde campeava a iniquidade e a desegualdade social4 ,a b5efic5cia publica e p>ticul>1 a c>idade (ficial e outros palliativos de egual natureza1 so impot5tes p>a resolv] o problema1 porque humilham aquelle que se pret5de b5efici>1 rebaixam os c>act]es1 eng5dram a preguia e entreteem a m5dicidade4 ,no se trata ap5as1 de soccorr] os pobres3 o que se trata de supprimir a pobreza4 ,e p>a isso mi/] que a soci$ade1 em vez de uma madra/a odi5ta1 se conv]ta em me protectora e disvelada2 mi/] que a todos1 sem excepo1 seja g>antido o direito in/ruco e o direito ao trabalho1 que so uma consequ5cia d direito exi/5cia2 mi/] que a educao e os meios de produzir no con/ituam o privilegio de uma m9oria rica e favorecida da sorte2 mi/]1 no s que todos sejam eguaes p]ante a lei1 s5o tambem que todos sejam eguaes p]ante a soci$ade1 pelo des5volvim5to physico e moral1 pela posse dos in/rum5tos de produco e pelo gozo d cr$ito2 mi/]1 emfim1 que o altruismo e a bondade se sobreponham ao egoismo e crueldade das mod]nas soci$ades4 99 99 99 99 99 ,,z ,,coop]ativas ,,op]>ias ,ha quem p5se que z coop]ativas op]>ias podem concorr] pod]osam5te p>a a ext9co da mis]ia4 ,no somos d'esse num]o4 ,z coop]ativas1 7e qu&o fallo em coop]ativas1 refiro-me p>ticul>m5te s coop]ativas de consumo7 podem1 qu&o muito1 att5u>1 e att5uam1 com effeito1 z condies de exi/5cia d prolet>iado4 ,mas d'ahi1 a resolv] o problema da sua emancipao1 vae um abysmo4 ,qu] i/o diz] que t5ham sido e/]eis todas z t5tativas feitas p>a mant] e su/5t> z coop]ativas8 ,de modo algum4 ,entre os que tudo p$em e esp]am da iniciativa das corporaes op]>ias e os que tudo esp]am d ,e/ado1 entre os dois exclusivismos1 ha um meio t]mo que ,malon syn!tisava nas palavras de um velho prov]bio3 ,aide-toi1 les p\voirs publics t'aid]ont4 ,os es=os coop]ativos e corporativos1 d mesmo modo que a procura de uma melhoria imm$iata1 devem t] por alvo a educao adm9i/rativa e a organisao dos trabalhadores1 p>a se *eg> abolio d sal>iado1 com o concurso dos pod]es publicos1 influ5ciados primeiro e conqui/ados depois4#c ,tal era o programma d pae da coop]ao1 o illu/re ,rob]t ,ow52 mas no foi e/a a politica seguida pelos seus successores1 que mutil>am a ideia d me/re1 faz5do da coop]ao um fim1 qu&o no nem deve s] s5o um meio4 99 99 99 99 99 ,,os ,,apo/olos ,,da ,,coop]a,o ,durante muito tempo1 foi gr&e e pr(unda a inimisade entre coop]ativi/as e sociali/as1 se bem que o pr9cipio da coop]ao t5ha uma origem c>act]isadam5te sociali/a1 t5do sido1 como j dissemos1 ,rob]t ,ow5 o seu primeiro apo/olo4 ,a elle se devem z primeiras t5tativas de coop]ao2 foi elle quem inv5t\ a palavra e quem propag\ a !oria4 ,rob]t ,ow51 o inv5tor e o apo/olo das soci$ades coop]ativas--escrevia d',assaily que p>a todos deve s] insuspeito1 pela sua t5d5cia cons]vadora e retrograda--pret5deu realisal-z n'um e/abelecim5to1 onde o trabalho collectivo abraasse1 ao mesmo tempo1 a agricultura e a indu/ria2 onde o espirito tivesse1 como o corpo1 a sua p>te de legitima satisfao2 onde o trabalho fosse volunt>io2 onde no fosse punida a m9ima infraco2 onde no fossem obrigatorias quaesqu] privaes1 e onde o respeito dos direitos fosse o resultado d'um mutuo int]esse4 ,a ida de ,rob]t ,ow5 era demasiadam5te ideali/a e syn!tica p>a o prolet>iado da ,+lat]ra4 ,mas1 pratico como 1 o op]>io +lez descobriu-lhe logo o lado util1 e assim nasc]am z coop]ativas de consumo1 que1 aps algumas t5tativas1 *eg>am a t] um resultado brilhante nos ,pionni]s de ,ro*dale4 ,s efficaz a coop]ativa de consumo2 a de produco impot5te p>a luct> com outras emprezas cong5]es1 att5ta a difficuldade em obt] o capital que 1 por via de regra1 sup]ior s =z op]>ias2 e a de cr$ito1 por seu turno1 tropea praticam5te com emb>aos e ob/aculos insup]aveis4 ,devemos1 porm1 repetir1 com ,malon1 que todas z frmas coop]ativas s]vem1 em g]al1 p>a prep>> a educao adm9i/rativa d prolet>iado1 torn&o-o mais apto p>a z reiv9dicaes de ordem politica e social4 ,os sociali/as fazem mal1 rebaix&o e combat5do z t5tativas coop]ativi/as4 ,d mesmo modo que a iniciativa individual s por si s]ia impot5te1 assim tambem a aco dos pod]es publicos no pod] s] nunca v]dadeiram5te b5efica1 se no fr secundada pelos es=os collectivos de um prolet>iado j famili>isado com z difficuldades adm9i/rativas das organisaes politicas e economicas4 ,sob e/e ponto de vi/a1 a coop]ao1 v]dadeira escola de pratica indu/rial e comm]cial1 desemb>a&o-se p\co a p\co d primeiro exclusivismo1 uma excell5te prep>ao p>a z re=mas sociaes1 que o prolet>iado t] um dia de arranc> aos pod]es publicos4 ,n'uma palavra1 coop]adores e sociali/as so militantes na mesma obra de r5ovao e de ju/ia4 ,os trabalhos de uns e z luctas dos outros completam-se mutuam5te1 e a sua unio apress>ia o dia1 por todos desejado1 da emancipao humana4 ,associamos-nos pois1 de todo o corao ao g5]oso applo dirigido aos sociali/as por ,l\is ,b]tr&1 que 1 ao mesmo tempo1 um dos primeiros vulg>isadores d collectivismo e um coop]ador pratico4 obra pois1 companheiros1 obra6 ,no esqueais nunca que qualqu] nova soci$ade coop]ativa um passo a mais p>a a soci$ade d futuro1 a soci$ade que sonhamos1 feita de ju/ia e de solid>i$ade1 e na qual todos encontr>o o seu bem-e/> em troca de um trabalho facil e remun]ador4 ,mas no olvideis1 sobretudo1 que o fim a att+ir no se limita a b5efici> ou a faz] b5efici> os op]>ios de alguns francos por semana ou por mez1 e que preciso t] sempre em vi/a o fim supremo3 a lib]tao completa da classe op]>ia pela suppresso d sal>iado e pela applicao das d\tr9as sociali/as4#d ,gravura3 ,l\is ,b]tr& ,na coop]ao belga de/acam-se c9co gr&es realisaes1 porv5tura z primeiras e z mais solidas realisaes d pr9cipio coop]ativi/a3 a soci$ade d ,vooruit 7vante71 de ,g&2 o ,progrs1 de ,jolimont-,la-,l\vrire2 a ,maison du ,peuple1 de ,bruxellas2 o ,w]k]1 d',anv]s2 e a ,populaire1 de ,lige4 ,a mais importante1 o ,vooruit1 possue uma pad>ia1 (fic9as de calado1 de ve/u>io1 de qu9quilh]ia1 armaz5s de c>vo e um caf re/aurante onde prohibida a v5da de bebidas alcoolicas4 ,o ,vooruit possue tambem uma caixa de soccorros1 s5do os do5tes curados gratuitam5te4 ,o jornal que se intitula ,vooruit tira por dia #aj3jjj exempl>es4 ,a soci$ade ,vooruit tem #dj adm9i/radores e #aej empregados1 e fazem negocios #b4ejj4jjj francos por anno4 ,o c5tro de e/udos1 z cam>as syndicaes1 z soci$ades de musica e de gymna/ica1 con/ituem outras tantas seces da coop]ativa que tem s]vido de modelo a todas z outras coop]ativas belgas4 ,gravura3 ,anseele ,anseele o g]5te d ,vooruit1 como ,jean ,vold]s o g]5te da ,maison du ,peuple4 ,a elles se deve uma p>te da propag&a sociali/a da ,belgica1 porque z coop]ativas1 n'aquelle paiz1 apres5tam uma feio em95tem5te revolucion>ia e con/ituem1 p>a o prolet>iado1 uma =midavel arma de combate4 ,quantas grves no teem sido su/5tadas com o po e o c>vo di/ribuido pelas coop]ativas86 que os belgas fiz]am das coop]ativas de consumo1 ao mesmo tempo1 um elem5to de int]esse pessoal1 de resi/5cia politica e de propag&a sociali/a4 ,os divid5dos a di/ribuir a cada associado con/ituem o fundo social d p>tido4 ,e d'e/e modo1 to digno de s] imitado1 organis>am os sociali/as belgas o mais pod]oso e val5te ex]cito que temos vi/o e admirado1 o gr&e e honrado ex]cito da sci5cia e d trabalho1 o inv5civel ex]cito d povo1 o ex]cito d futuro6 ,gravura3 ,jean ,vold]s ,os c9co grupos1 acima ref]idos1 no compreh5dem1 a9da assim1 todo o movim5to coop]ativo belga1 que1 em #ahhi1 havia att+ido os alg>ismos segu9tes3 ,coop]ativas alim5ticias #ec ,pad>ias #cf ,bancos popul>es #ai ,soci$ades de produco #ah ,syndicatos agricolas #ae ,coop]ativas de indu/riaes e comm]ciantes #aj ,ph>macias popul>es #f ,unies de cr$ito #e ,div]sas soci$ades #ag ,total #agi ,e ,jean ,vold]s no descana um mom5to1 p]corr5do a ,belgica em misso de propag&a1 uma e mais vezes por anno1 espalh&o a ideia e attrah9do proselytos sua g5]osa causa6 ,uni-vos pois1 trabalhadores6 ,organisae-vos e def5dei-vos1 cre&o escolas1 e/abelec5do coop]ativas1 fund&o associaes de classe e prep>&o-vos por todos os meios1 p>a o supremo combate contra os vossos exploradores e os vossos inimigos4 ,sois hoje o num]o e s]eis manh a qualidade6 ,p>a isso uma unica c\sa ba/>3--que vos associeis1 nacional e int]nacionalm5te4 ,na associao e/ a vossa =a4 ,usae d'ella6 ,reuni os vossos elem5tos4 ,in/rui1 trabalhae1 educae-vos4 ,s]eis os v5c$ores4 ,o mal no e/ n'e/e ou n'aquelle paiz3 e/ na soci$ade em g]al4 ,os gov]nos recuam e os reis e imp]adores p5sam que a salvao e/ na morte ou no desapp>ecim5to dos insubmissos e rebeldes4 ,puro engano6 ,os effeitos ho s] os mesmos1 emquanto subsi/irem z mesmas causas4 ,elim9ae o mal1 pela vossa p]sev]ana na lucta e pela vossa con/ancia no combate4 ,=mae1 ade/rae os vossos batalhes4 ,sois regim5to e s]eis ex]cito4 ,t5des por vs a razo e a ju/ia4 ,confiae no futuro4 ,que a voz de comm&o seja s uma e que a ob$i5cia seja g]al e completa6 ,o prolet>iado s um1 tem um s int]esse e uma s aspirao4 ,no conhece raz1 nem l+uas1 nem religies4 ,no dia em que elle quiz]1 n5huma outra vontade lhe s] sup]ior4 ,a humanidade o supremo ideal1 e1 p5s&o n'ella1 ab/rahimos de ns mesmos1 e das mis]ias e torpezas d mundo4 ,,iv ,,arbitragem ,,int]nacional ,,soci$ades ,,da ,,paz4--,,emile ,,arnaud4--,o ,,milit>ismo4--,,domela ,,nieuw5huis4--,,arbitragem ,,int]nacional4--,,mi*el ,,revon4--,a ,,f$]a,o ,e ,,os ,,seus ,,apo/olos4--,,nacionalismo ,e ,,int]nacionalismo4--,,alfr$o ,,naquet4--,,r5 ,,goblet ,e ,,augu/o ,,vacqu]ie4--,a ,,gu]ra ,,v5cida ,,pela ,,arbitragem4--,o ,,des>mam5to4--,,edu>do ,,vaillant4 ,o movim5to em favor da paz1 vae-se acc5tu&o de dia p>a dia4 consolador regi/> o facto e apreci> z suas consequ5cias4 ,sobe a mais de c9co5ta o num]o das soci$ades da paz de que temos conhecim5to e que realm5te funccionam4 ,,allemanha ,soci$ade da ,paz 7presid5te o conde ,bodn]7--,wiesbad54 ,soci$ade da ,paz em ,b]lim 7presid5te o dr4 ,mhl+7--,b]lim4 ,soci$ade da ,paz em ,ulm 7presid5te ,h4 ,eb]le7--,neu-,ulm4 ,soci$ade da ,paz em ,franc=t 7presid5te ,franz ,wir?7--,franc=t4 ,soci$ade da ,paz em ,con/ana 7presid5te pr(essor ,m>t5s7--,con/anz4 ,,+lat]ra ,int]national ,arbitration & peace association 7presid5te ,hodgson ,pratt7--,london4 ,peace ,society 7presid5te ,joseph ,pease7--,london4 ,local ,peace ,association 7presid5te ,m4elle ,peckov]7--,wisbe*4 ,peace ,society ( ,liv]pool 7presid5te ,?omas ,suape7--,liv]pool4 ,int]national ,arbitration ,league 7presid5te ,crem]7--,london4 ,local ,peace ,association 7presid5te ,r[ntree7--,york4 ,woman's ,peace & ,arbitration ,society 7presid5te ,?ompson7--,birk5head4 ,,au/ria ,oe/]r4 ,fri$5sgessels*aft 7presid5te a b>oneza de ,suttn]7--,vi5na4 ,societ ,univ]sitaire de la paix 7presid5te dr4 ,/eckel7--,vi5na4 ,,belgica ,section belge de l'arbitrage et de la paix 7secret>io ,lafonta9e7--,bruxellas4 ,,d9am>ca ,association p\r la neutralisation de la ,danem>k 7presid5te ,fr$]ico ,baj]7--,cop5hague4 ,,fran,a ,ligue int]nationale de la paix et de la lib]t 7presid5te ,emile ,arnaud7--,luz>*es4 ,societ franaise de l'arbitrage entre nations 7presid5te ,fr$]ic ,passy7--,neuilly4 ,ligue du ,bi5 public 7presid5te ,pi]re ,potoni7--,font5ay4 ,societ de la paix du famili/re de ,guise 7presid5te ,b]n>dot7--,guise4 ,societ de la paix p]ptuelle p> la ju/ice int]nationale 7presid5te ,philippe ,de/rem7--,p>is4 ,gr\pe des amis de la paix du ,puy-de-,dme 7presid5te ,p>d\x7--,cl]mont-,f]rani4 ,association des jeunes amis de la paix 7presid5te ,dumas7--,p>is4 ,societ univ]sitaire int]nationale 7presid5te ,dumas7--,p>is4 ,societ de la paix d',abbeville et de ,pon?ieux 7presid5te ,jules ,tripi]7--,eanc\rt4 ,union ,mdit]ranenne 7presid5te ,gromi]7--,p>is4 ,comit de la ,s>! 7presid5te ,de/ri*7--,s>!4 ,socit de la paix de ,fellet9 7presid5te ,abb ,pi*ot7--,fellet94 ,,holl&a ,pax ,humanitate 7presid5te ,s*ook7--,am/]dam4 ,socit ,gnrale de la paix 7presid5te ,modd]mann7--,haya4 ,,italia ,union ,lomb>da 7presid5te ,!odoro ,moncta7--,milo4 ,comit ,romano da ,paz 7presid5te ,b\ghi7--,roma4 ,soci$ade da paz de ,turim 7presid5te ,arm&on7--,turim4 ,soci$ade da paz de ,pal]mo 7presid5te ,aguanno7--,pal]mo4 ,soci$ade da paz e da arbitragem de ,p]ugia 7presid5te ,leopoldo ,tib]i7--,p]ugia4 ,,suecia ,soci$ade da ,paz 7presid5te ,wawr9sky7--,/ockholmo4 ,,suissa ,,liga ,,int]nacional ,,da ,,paz ,e ,,da ,,lib]dade --,comit c5tral 7secret>io ,m4me ,goegg7--,g5ve4 --,seco de ,neu*atel 7presid5te ,gu/avo ,r5aud7--,neu*atel4 --,seco de ,b]ne 7presid5te ,w4 ,m>cuss57--,b]ne4 --,seco de ,sa9t ,gall 7presid5te ,s*imd7--,sa9t ,gall4 --,seco de ,zuri* 7presid5te ,gu/avo ,vogt7--,zuri*4 --,seco de ,g5ebra 7presid5te dr4 ,cords7--,g5ve4 ,,e/ados ,,unidos ,,da ,,am]ica --,soci$ade am]icana da paz 7presid5te dr4 ,trueblood7--,bo/on4 ,soci$ade *ri/ p>a a arbitragem da paz 7presid5te ,wood7--,philadelphia4 ,associao nacional da arbitragem 7presid5te ,g>d5]7--,wa%+ton4 ,national ,association = ! ,promotion ( ,arbitration 7presid5te ,lockwood7--,wa%+ton4 ,associao da arbitragem da ,cali=nia 7presid5te ,b]wick7--,mont]ey 7,cali=nia74 ,univ]sal ,peace ,union 7presid5te ,loye7--,philadelphia4 ,peace ,dep>tm5t ( ! ,n4 ,w4 ,c4 ,t4 ,u4 7presid5te ,bailey7--,ma9e ,u4 ,s4 ,a4 ,peace ,association ( fri5ds 9 ,am]ica 7,daniel ,:ill secret47--,ri*mond1 ,ind4 ,u4 ,s4 ,a4 ,s\? ,c>ol9a ,peace ,society--,columbia ,s4 ,c4 ,ill9ois ,peace ,society 7presid5te ,all57--,*icago ,,iii4 ,connecticut ,peace ,society 7,:ipple1 secret47--,old ,mi/ic ,conn4 ,u4 ,s4 ,a4 ,rhode ,isl& ,peace ,society 7,rob]t1 secret47--,provid5ce ,r4 ,i4 ,u4 ,s4 ,a4 ,fri5d's ,peace ,association ( ,philadelphia 7presid5te ,wick]%am7--,philadelphia4 ,national ,peacy ,society 7presid5te ,ell5 ,lease7--,topeka 7,kausao7 ,u4 ,s4 ,a4 ,a paz con/itue hoje o supremo desid]atum da humanidade trabalhadora4 ,mas a paz tem um complem5to indisp5savel--a lib]dade e a ju/ia4 ,d'e/e modo o antigo adagio3 ,si vis pacem1 p>a bellum 7,se qu]es a paz prep>a a gu]ra71 que havia sido sub/ituido por e/'outro1 no m5os illusorio3 ,si vis pacem1 p>a pacem 7,se qu]es a paz prep>a a paz71 foi trans=mado1 ao sopro da revoluo1 pelo segu9te pr9cipio3 ,si vis pacem1 p>a lib]tatem 7,se qu]es a paz prep>a a lib]dade74 ,com o progresso dos tempos1 reconheceu-se porm1 que a paz pela lib]dade era a9da p\co1 e ,aurelio ,saffi1 traduz9do z aspiraes dos philosophos e p5sadores da sua poca1 e/abeleceu o lemma da paz pela lib]dade e pela ju/ia 7si vis pacem1 p>a lib]tatem et ju/itiam74 ,mais t>de1 ,c>los ,lemmoni] re=ou e/a =mula1 demon/r&o que a paz1 assim como a lib]dade1 no devia s] um fim1 mas ap5as um meio4 ,e os philantropos1 aceit&o a obs]vao1 pr9cipi>am ento de aprego> a paz pela lib]dade e por amor da ju/ia4 ,gravura3 ,emile ,arnaud ,a =mula de hoje--diz ajuizadam5te ,emile ,arnaud--a unica que corresponde ao e/ado actual da ,europa e situao especial de cada paiz1 a segu9te3 ,si vis ju/itiam1 p>a pacem 7,se qu]es a ju/ia1 prep>a a paz74 ,e1 uma vez que fallamos em ,emile ,arnaud1 o glorioso cont9uador da d\tr9a de ,c>los ,lemmoni]1 devemos diz] que dos apo/olos e evangeli/as da paz1 elle um dos mais ard5tes1 um dos mais convictos e um dos mais activos4 ,a ,liga ,int]nacional da ,paz e da ,lib]dade e/ organisada como n5huma outra soci$ade1 com ramificaes em toda a ,suissa e seces e comits em todos os outros paizes da ,europa4 99 99 99 99 99 ,o ,,milit>ismo4--,,domela ,,nieuw5huis4 ,em caso de gu]ra1 qual dev] s] a attitude d p>tido op]>io sociali/a8--p]guntava-se no congresso de ,zuri*4 ,domela ,nieuw5huis1 o sympa?ico e b5em]ito *efe d socialismo na ,holl&a1 j havia respondido a e/a p]gunta no congresso de ,bruxellas1 em #ahia4 ,em caso de gu]ra1 aconselhava ,nieuw5huis a proclamao de uma grve milit> e de uma grve g]al4 ,e/a mesma ida havia j sido enunciada na mesma cidade de ,bruxellas1 em #ahfh1 por occasio d ,congresso da ,associao ,int]nacional dos ,trabalhadores4 ,por unanimidade havia sido approvada a resoluo segu9te3 ,o congresso recomm5da1 sobretudo1 aos trabalhadores a susp5so de todo o trabalho1 no caso em que uma gu]ra viesse a explodir nos seus respectivos paizes4 ,o congresso conta suffici5tem5te com o espirito de solid>i$ade1 que anima os trabalhadores1 que no se neg>o a pre/> o seu apoio a e/a gu]ra dos povos contra a gu]ra4 ,ces> de ,paepe propz dois meios3 #a4 ,a recusa em satisfaz] o s]vio milit>1 ou1 o que vale o mesmo1 a grve g]al2 #b4 ,a resoluo def9itiva da que/o social1 ou1 por outros t]mos1 a revoluo social na ,europa4 ,o milit>ismo no pde s] combatido com simples prote/os4 gu]ra mi/] oppr a gu]ra1 diz muito bem ,domela ,nieuw5huis4 ,j era e/e tambem o grito de ,victor ,hugo4 ,gu]ra gu]ra6 ,morte morte6 ,gravura3 ,domela ,nieuw5huis ,no ba/a s condemn> a gu]ra4 mi/] imp$il-a1 por todos meios1 evital-a e de%onral-a1 a9da na phrase d ,me/re4 ,no manife/o1 feito por occasio da gu]ra civil em ,frana1 e r$igido por ,k>l ,m>x1 o conselho g]al da ,int]nacional decl>\ que1 no longo curso da hi/oria1 uma unica gu]ra podia ju/ific>-se--era a gu]ra dos escravos contra os s5hores4 ,eis o motivo porque1 em caso de gu]ra1 ns devemos respond]1 recus&o-nos ao s]vio milit>1 qu] diz]1 proclam&o a gu]ra civil4 ,o p>tido sociali/a qu] acab> com z gu]ras nacionaes1 sub/itu9do-z pela gu]ra int]nacional1 cujo ultimo resultado s] a emancipao d prolet>iado4 ,propmos a grve g]al1 sobretudo nos (ficios e pr(isses1 que t5ham qualqu] relao com a gu]ra1 porque isso pde s] de gr&e utilidade4 ,com effeito1 se1 em caso de proclamao de ho/ilidades1 os op]>ios fiz]em tudo quanto pod]em1 p>a de/ruir z rdes telegraphicas1 os rails1 z ma*9as1 numa palavra p>a imp$ir o encontro dos ex]citos1 cl>o que a gu]ra se torn> impossivel4 ,apes> de tudo--concluia ,domela ,nieuw5huis#e--;cont9u>emos a nossa propag&a1 p>a faz] g]m9> a ida da recusa de s]vio em caso de gu]ra1 acompanhada de uma grve g]al4 ,e/a ida f> o seu cam9ho4 ,o prolet>iado deve arrisc> o seu sangue unicam5te contra o seu unico e v]dadeiro inimigo3 o capitalismo4 99 99 99 99 99 ,,arbitragem ,,int]nacional4--,,mi*el ,,revon ,p>a acab> com a gu]ra1 prope ,mi*el ,revon1 pelo seu lado1 e com elle outros notaveis p5sadores1 fr5te dos quaes se encontra ,fr$]ico ,passy1 a arbitragem int]nacional4 ,atravessamos um p]iodo de transio--escreve elle#f--que pde dur> a9da dois ou tres annos1 mas que no pod] prolong>-se4 ,em dez annos1 ou a gu]ra g]al t] arru9ado a ,europa1 ou o milit>ismo se hav] tornado impot5te4 ,a lucta entre o espirito da gu]ra e o espirito da paz1 e/ por ora indecisa4 ,o mom5to psy*ologico pod] surgir em #ahid1 como em #ahie ou em #ahif4 ,em #aijj que no4 ,segundo o crit]io des5volvido por ,mi*el ,revon no seu bello livro1 a gu]ra teve outr'ora a sua raso de s]4 ,foi j um ph5om5o div9o1 mas hoje um ana*ronismo e uma brutalidade sem nome4 ,em tres seculos os armam5tos actuaes p]t5c]o aos museus ar*eologicos4 ,so precisos os ex]citos p]man5tes1 p>a qu8--,p>a que os ricos durmam descanados1 como dizia ,balzac8 precisa a gu]ra p>a qu8 ,p>a deva/> e ext]m9> a humanidade8 ,n'esse caso1 proclamem tambem z vantag5s das epidemias que dizimam z populaes e das gr&es cata/rophes que en*em de victimas z localidades4 ,a gu]ra s se ju/ificava entre povos b>b>os1 em pl5a noite da hi/oria4 ,v]gniaud p9ta-nos effectivam5te os povos1 combat5do durante a noite1 como amigos ou irmos que se no conhecessem1 mas promptos a abraarem-se e a frat]nis>em1 desde que a luz1 descobr9do-os1 os torn\ conhecidos uns dos outros4 ,quem que no conhece o obra prima de ,pr\dhon3--a ,ju/ia e a ,v+ana p]segu9do o crime8 ,a victima jaz por t]ra2 o assass9o foje2 no ambi5te azulado da noite1 entrevem-se1 porm1 z duas deusas agit&o-se1 t]riveis e fataes1 compasso seguro e tranquillo2 ellas sabem p]feitam5te1 z immortaes1 que1 c$o ou t>de1 o crim9oso lhes hade cahir nas mos1 porque n5hum a9da lhes escap\4 ,e/a p]seguio dramatisada d mal pelo direito1 e/a vibrante condemnao d'esse h$iondo crime que se *ama a gu]ra1 e/a passagem =midavel da v+ana e da ju/ia de ,deus1 no outra c\sa1 no fundo1 s5o a propria revoluo da civilisao humana4 1 n'uma palavra1 a v]dade suprema da hi/oria1 o seu pr9cipio de vida e o seu mais salut> ens9am5to4 ,p>a todos aquelles que1 e/ud&o a hi/oria1 obs]v>am z duas t5d5cias que nos (f]ecem z civilisaes da antiguidade--a t5d5cia p>a a paz e a t5d5cia p>a a gu]ra1 n'uma lucta pica1 semelhante lucta entre a morte e a vida2 p>a aquelles que1 analys&o o *ri/ianismo1 z p]turbaes da edade mdia1 e o es=o imm5so d papado1 *eg>am emfim1 aos tempos mod]nos1 e trans=mao dos ,e/ados europeus1 p>a esses no pde a arbitragem int]nacional apres5t> a m9ima duvida1 por isso que ella no s5o o resultado dos progressos alcanados pelo direito positivo mod]no1 que nol-a apres5ta em nossos dias1 na sua prep>ao social1 na sua elaborao juridica e nas suas applicaes4 ,a arbitragem 1 no diz] de ,revon1 uma re=ma absolutam5te necess>ia1 muito possivel de realis>1 mas1 ao mesmo tempo1 de uma difficuldade extrema1 vi/o como a sua pratica dep5de no s de uma trans=mao moral1 economica1 juridica1 e sobretudo d meio em que t] de se des5volv]1 s5o tambem d funccionam5to de uma jurisdico int]nacional1 sob todas z suas frmas v>iadas1 ins5siveis1 e necess>iam5te ligadas umas s outras1 desde a simples arbitragem facultativa at ao tribunal g]al1 no triplice ponto de vi/a da sua organisao1 da sua compet5cia e d seu processo4 99 99 99 99 99 ,a ,,f$]a,o ,e ,,os ,,seus ,,apo/olos ,a gu]ra um facto b>b>o1 e os ex]citos so in/ituies b>b>as1 disse-o ,victor ,considrant4 ,o pr9cipal dogma da republica democratica--,lib]dade1 ,egualdade1 ,frat]nidade--con/itue1 com a gu]ra e os ex]citos1 uma triplice contradico4 ,o progresso nos povos deve contribuir p>a o desapp>ecim5to da gu]ra1 trans=m&o os ex]citos de/ructores em ex]citos productores4 ,h]b]t ,sp5c]1 no fim d t]ceiro volume dos seus ,pr9cipios de ,sociologia1 resume d segu9te modo o seu pr(undissimo e/udo sobre z in/ituies politicas3 ,a possibilidade de um e/ado social sup]ior1 tanto em politica1 como em g]al1 dep5de de um facto fundam5tal3 a cessao da gu]ra4 ,tal a concluso mais importante a que *egam todas z p>tes d nosso trabalho4 ,depois de tudo o que dissmos1 inutil insi/ir a9da sobre os effeitos da p]si/5cia d milit>ismo1 o qual1 cons]v&o z in/ituies adaptadas s suas necessidades1 imp$e ou neutralisa a trans=mao d'essas in/ituies ou d'essas leis n'um s5tido mais equitativo1 ao passo que a paz p]man5te ha de s] seguida necess>iam5te por melhoram5tos sociaes de toda a especie4 ,a gu]ra deu tudo o que podia d>4 ,a occupao da t]ra pelas raz mais pod]osas e intellig5tes um b5eficio1 j realisado em gr&e p>te2 o que e/ por conqui/> no reclama s5o uma c\sa3 a presso cresc5te que ex]ce uma civilisao indu/rial sobre uma b>b>ie que reca4 ,a integrao que fusiona grupos simples em grupos compo/os1 como resultado de um e/ado de gu]ra1 e que conduz no fim de c]to tempo =mao das gr&es nacionalidades1 uma op]ao que p>ece t] tocado o seu t]mo4 ,os imp]ios =mados de povos e/ranhos uns aos outros1 desmembram-se ord9>iam5te1 qu&o desapp>ece a =a co]civa que os mant9ha4 ,e1 a9da qu&o mesmo ficassem unidos1 no pod]iam jmais con/ituir um todo h>monioso4 ,uma f$]ao pacifica o unico processo de consolidao que se pde prevr4 ,tal a op9io d gr&e philosopho4 ,p>a elle a paz o fundam5to da moral4 ,era e/a tambem a op9io de ,kant que consagr\ a moral como a base de toda a politica4 ,em sua op9io1 todo o direito civil1 politico ou int]nacional con/itue uma ligao entre duas vontades1 e baseia-se no respeito reciproco das lib]dades4 ,qu] se trate de dois povos1 qu] de duas pessoas1 o e/ado de gu]ra significa e/ado de natureza1 e um dev] sahir d'elle4 ,sob o ponto de vi/a da raso1 no ha s5o um meio de tir> os ,e/ados da situao viol5ta em que se encontram1 r5unci&o lib]dade an>*ica dos selvag5s1 e submett5do-os ao imp]io de leis mais lib]aes1 afim de =m> assim um ,e/ado de naes 7civitas g5tium7 que possa augm5t> ins5sivelm5te1 at abraar1 p\co a p\co1 todos os povos da t]ra4 ,s] *im]ico e/e ideal de paz8 ,no1 responde ,kant1 por isso que obrigatorio4 ,e que t] de realis>-se1 prova-o no s o inevitavel progresso d direito1 s5o tambem o progresso dos int]esses4 ,os int]esses economicos dev]o torn> a gu]ra impossivel4 ,a natureza g>ante a paz1 pelo simples equilibrio das paixes humanas4 ,a f$]ao dos povos no s] s o des>mam5to dos reis e imp]adores2 s] tambem o aniquilam5to da gu]ra4 ,no dia em que todos os cidados s\b]em concili>1 no seu corao1 a ida de patria e a ida de humanidade1 n'esse dia a paz pela f$]ao hav] triumphado def9itivam5te no mundo4 ,o que torna os povos inimigos uns dos outros1 o s5tim5to de nacionalidade1 levado at b>b>ie4 ,mas o homem mod]no ess5cialm5te cosmopolita4 ,o amor pela patria no exclue o amor da humanidade4 ,ao contr>io1 e/es dois s5tim5tos completam-se e id5tificam-se1 num mesmo ideal e n'uma mesma aspirao de progresso4 ,da compreh5so d'e/e pr9cipio d]iva1 a nosso v]1 toda a mod]na philosophia social4 ,dir-nos-ho1 talvez1 que no somos patriotas4 ,a e/a accusao responde ,alfr$o ,naquet1 o gr&e e glorioso p5sador1 n'uma sob]ba c>ta que nos dirigiu1 a proposito da ,f$]ao ,ib]ica3 ,gravura3 ,alfr$o ,naquet ,no6 se o patriotismo feito de um espirito e/reito e sect>io1 e cu/a d odio dos outros povos e de aspiraes milit>es--eu no s\ patriota4 ,mas se o patriotismo consi/e em am> pr(undam5te o paiz onde nascemos1 e onde ex]cemos a nossa actividade1 n'esse caso s\ patriota4 ,amo apaixonadam5te a ,frana4 ,amo-a porque foi no seu espirito que moldei o meu c]ebro1 e porque z m9has aspiraes1 os meus s5tim5tos1 e os meus in/9ctos1 n'ella se des5volv]am2 amo-a porque ella con/itue um factor indisp5savel d gr&e trabalho humano2 e1 mesmo por cosmopolitismo1 t]ia a9da de s] patriota4 ,amo-a ba/ante p>a tudo sacrific> por ella e pela sua defesa no dia em que fosse necess>io--a m9ha =tuna1 a m9ha lib]dade e a m9ha vida4 ,mas e/\ conv5cido que a patria europeia s] to sup]ior s patrias de hoje1 como a ,frana o ,borgonha1 a ,hespanha ,&aluzia1 e o ,re9o-,unido ,+lat]ra ou ,escocia4 ,e1 no dia em que fr possivel sub/ituir a patria nova s antigas patrias1 sem prejuizo d amor e das hom5ag5s que e/as nos m]ecem1 n'esse dia1 entre o que foi gr&e e o que dev] s] a9da maior1 a m9ha escolha f>-se-ha sem hesitao4 ,no t5ho a esp]ana de assi/ir a esse espectaculo radioso4 provavel1 quem sabe8 que eu morra francez1 p5s&o quasi exclusivam5te1 alm das m9has m$itaes philosophicas1 na defesa1 na gr&eza e na prosp]idade d'e/e bello e nobre paiz4 ,mas invejo aquelles que tiv]em de assi/ir creao dos ,e/ados-,unidos da ,europa4 ,e p5sam assim todos os gr&es p5sadores mod]nos4 ,no e/abelecim5to de uma ,f$]ao occid5tal1 baseava ,littr toda a politica d futuro4 ,emile de ,laveleye conclue o seu bello livro ,la ,dmocratie1 pela apologia de uma f$]ao frat]nal4 ,f$]ali/a foi ,g>ibaldi1 que presidiu1 em #ahfg1 ao primeiro congresso da ,liga ,int]nacional da paz e da lib]dade2 f$]ali/a foi ,mazz9i2 f$]ali/a foi ,victor ,hugo4 ,so f$]ali/as todas z soci$ades de paz1 que1 pres5tem5te1 exi/em e funccionam4 ,em ,italia1 como em ,hespanha e ,portugal1 o f$]alismo ganha t]r5o de dia p>a dia4 ,o proprio sr4 ,crispi1 actual presid5te de conselho de m9i/ros1 decl>ava1 n'um dos seus ultimos discursos que era p>a a f$]ao que os povos cam9havam4 ,em ,frana1 so muitos os p>tid>ios da f$]ao4 ,citemos1 pr9cipalm5te1 dois--um por s] o repres5tante de/as idz no p>lam5to1 e outro por s]1 na impr5sa1 o seu glorioso int]prete4 ,refiro-me a ,r5 ,goblet e a ,augu/o ,vacqu]ie4 99 99 99 99 99 ,,r5 ,,goblet ,p>a bem se apreci> e/a altissima p]sonalidade1 s]ia necess>io faz] a hi/oria da politica franceza d'e/es ultimos v9te annos4 ,eleito deputado ,assembla ,nacional em #ahga1 ,goblet nunca mais deix\ de p]t5c] ao p>lam5to1 a no s] no p]iodo que decorreu desde z eleies g]aes de #ahhi at sua eleio p>a o s5ado em #ahia4 ,gravura3 ,r5 ,goblet ,goblet p5sa1 e muito bem1 que a republica mais alguma c\sa d que uma simples mudana de pessoal gov]nam5tal1 e que deve1 sob p5a de morte1 tir> todas z consequ5cias d seu pr9cipio1 correspond5do pl5am5te confiana que o povo n'ella deposita4 ,e eis ahi o motivo porque no duvid\ aproxim>-se dos sociali/as4 ,mud> de in/ituies1 unicam5te p>a b5efici> meia duzia de favorecidos de um dado p>tido ou de uma det]m9ada politica1 c\sa que no pde m]ec] o sacrificio d povo4 ,se1 com a mudana de in/ituies1 se no pde1 ao mesmo tempo1 reorganis> economicam5te a soci$ade ou remodel> o seu modo de s] social1 a trans=mao e/]il e sem resultado4 ,assim p5sa ,goblet1 e assim dev]iam p5s> todos os que s9c]am5te amam os pr9cipios republicanos4 ,duas especies de politica so possiveis--dizia elle n'um dos seus m>avilhosos discursos3 a politica cons]vadora e a politica de progresso1 que consi/e em realis> z re=mas politicas1 sociaes1 economicas1 f9anceiras e adm9i/rativas1 que1 em todos os tempos1 =am consid]adas1 como que o programma necess>io da democracia republicana4 ,goblet republicano sociali/a1 e 1 na actual cam>a franceza1 um dos *efes mais au?orisados d glorioso grupo a que p]t5cem ,mill]&1 ,jaurs1 ,r\anet1 etc41 e que pret5de a reviso imm$iata da ,con/ituio e a discusso e approvao de alguns dos primeiros artigos d programma sociali/a4 tambem f$]ali/a convicto1 e um d'aquelles que acr$itam que no e/ado f$]ativo que reside o futuro p>a z naes da ,europa4 ,o problema da gu]ra s no pr9cipio f$]ali/a pod] encontr> a sua soluo logica e natural4 e/a a sua op9io que muito o honra e a que eu no posso deix> de pre/> a m9ha respeitosa e pr(unda hom5agem4 99 99 99 99 99 ,,augu/o ,,vacqu]ie ,augu/o ,vacqu]ie 1 em ,frana1 o cont9uador da obra de ,victor ,hugo4 ,jornali/a primoroso1 poeta e escriptor dramatico applaudidissimo1 a sua vida podia e devia s]vir de modelo a todos os que s letras e politica se consagram4 um puro1 na v]dadeira accepo da palavra1 e nunca jmais a ambio macul\ os seus pr9cipios ou a vaidade told\ z suas aspiraes4 ,propugnador das d\tr9as d ,me/re1 tem sempre def5dido1 com en?usiasmo e ardr1 o bello e supremo ideal da creao dos ,e/ados ,unidos da ,europa1 como meio de pr um t]mo aos conflictos int]nacionaes e de lev> os povos frat]nisao univ]sal1 pela pratica e realisao dos pr9cipios f$]aes4 ,gravura3 ,augu/o ,vacqu]ie ,augu/o ,vacqu]ie hoje1 na ,europa1 um dos pr9cipaes e um dos mais brilhantes apo/olos da f$]ao lat9a1 e1 como premissa1 da f$]ao ib]ica4 d'aquelles que acr$itam como ns1 que s pelo f$]alismo pod]emos *eg> suppresso dos ex]citos p]man5tes1 e1 consequ5tem5te1 suppresso da gu]ra4 99 99 99 99 99 ,a ,,gu]ra ,,v5cida ,,pela ,,arbitragem ,a f$]ao dos povos torn> a gu]ra impossivel4 ,mas1 emquanto a f$]ao se no realisa1 urge e/abelec] a arbitragem int]nacional1 como meio pacificador4 ,e/ a9da na memoria de todos a deciso que o tribunal de arbitragem1 con/ituido pelo tratado de ,wa%+ton1 deu c]ca das reclamaes d ,alabama4 ,o conflicto levantado entre os ,e/ados ,unidos e a ,+lat]ra foi assim regulado de uma maneira pacifica4 ,o gov]no +lez acat\ a s5t5a1 s5do obrigado a pag> ao gov]no am]icano uma indemnisao de #ge milhes de francos4 ,ora1 se a que/o d ,alabama p\de assim s] resolvida1 sem d]ramam5to de sangue1 porque no ho de resolv]-se1 pelo mesmo processo1 todas z que/es int]nacionaes8 ,sob o ponto de vi/a juridico e sob o ponto de vi/a politico1 pois1 evid5te a necessidade da arbitragem3 sob o ponto de vi/a juridico1 porque1 sem um sy/ema de arbitragem1 o direito das g5tes um edificio incompleto2 sob o ponto de vi/a politico1 porque a situao actual exige manife/am5te uma soluo4 ,mas os sy/emas que v>iam2 hav5do uns que advogam a jurisdico int]nacional facultativa1 outros que def5dem a creao de tribunaes int]nacionaes especiaes1 outros a9da que so por um tribunal int]nacional g]al desprovido de sanco1 e os ultimos que acceitam o tribunal int]nacional g]al1 mas com sanco4 ,gravura3 ,emile de ,laveleye ,pod]1 porm1 realis>-se a arbitragem int]nacional1 indep5d5tem5te da ideia de f$]ao8 ,op9am uns pela affirmativa1 s5do outros de op9io que s1 pela con/ituio dos ,e/ados ,unidos da ,europa1 pod]emos *eg> realisao effectiva e imm$iata da arbitragem4 ,o sabio pr(essor1 ,emile de ,laveleye public\1 em #ahgc1 um int]essante e/udo1 sobre z causas actuaes da gu]ra na ,europa1 conclu9do pelo e/abelecim5to de um tribunal int]nacional4 ,dois eram os meios aconselhados pelo em95te publici/a1 p>a acab> com o flagello da gu]ra3 em primeiro log>1 mo/r&o aos povos e conv5c5do-os1 que1 em n5hum caso1 t]iam a ganh> com a gu]ra1 e1 em seguida1 realis&o duas gr&es re=mas juridicas3 a elaborao de um codigo int]nacional e a creao de um tribunal p>a o applic>4 ,e/e tribunal s]ia p]man5te1 reun9do-se todas z vezes que se levantasse um conflicto int]nacional1 t5do a sua sde na capital de um paiz neutro--a ,suissa ou a ,belgica--e s5do compo/o dos repres5tantes diplomaticos das pot5cias1 coadjuvados por juri/as v]sados na sci5cia d direito das g5tes4 ,laveleye era um apo/olo da ideia f$]ativa1 e propunha e/e alvitre1 por o consid]> de mais facil acceitao por p>te dos gov]nos actuaes4 ,p>a aquelles que admittem o pr9cipio f$]ali/a1 o tribunal int]nacional no deve s] s5o um dos orgos d futuro e/ado juridico4 ,quatro so z in/ituies1 ess5ciaes a e/e sy/ema3 uma conv5o f$]ativa1 que g>antisse s naes associadas a sob]ania e a autonomia de cada uma2 uma lei1 livrem5te votada por todas essas naes1 e pela qual s]iam julgados todos os conflictos1 litigios e difficuldades que se levantassem entre ellas2 um tribunal1 com membros eleitos por e/as mesmas naes1 que pronunciasse a s5t5a em ultimo recurso sobre z que/es que lhe fossem submettidas2 e um pod] executivo1 tambem livrem5te eleito por todas z naes1 enc>regado de assegur> a execuo da lei e z det]m9aes d tribunal4 ,os p>tid>ios d'e/a d\tr9a no visam sm5te1 por e/e sy/ema1 a ap]feio> o direito int]nacional ou a e/abelec] uma jurisdico int]nacional obrigatoria2 vo mais alm e *egam a um resultado f9al pela creao dos ,e/ados ,unidos da ,europa4 ,a gu]ra um crime1 condemnado pela moral1 pelo direito e pela philosophia social4 ,a sci5cia e o trabalho exigem o seu desapp>ecim5to imm$iato4 ,como8 ,pela arbitragem int]nacional e pela f$]ao4 ,entre e/ados conf$]ados1 a soluo impor-se-hia sem difficuldade4 ,na espectativa porm1 e1 em caso de gu]ra1 dev] appell> p>a a arbitragem1 sempre que o p]mittam z circum/ancias especiaes dos paizes1 cujos int]esses se degladiam4 ,ou o des>mam5to ou a ru9a6 -- e/e o dilemma que se levanta1 s9i/ro e ameaador1 ante z pot5cias da ,europa1 cada dia mais sobrec>regadas com a contribuio de gu]ra4 ,se tal e/ado cont9ua por mais dez annos1 os receios de gu]ra hav]o desapp>ecido1 dizia ,liebkne*t e muito bem2 o resultado s]1 ento1 a ru9a g]al1 e1 como consequ5cia a9da1 a revoluo social triumphante e g5]alisada a todos os paizes4 ,bem sabemos ns que a arbitragem int]nacional ha de triumph> e ha de e/abalec]-se no mundo1 como uma consequ5cia logica da f$]ao4 ,mas1 emquanto o actual e/ado de c\sas subsi/ir1 no s]ia demais que z naes submettessem z suas cont5das a um tribunal arbitral1 imit&o1 d'e/e modo1 a ,+lat]ra e os ,e/ados ,unidos da ,am]ica1 na que/o ,alabama4 ,i/o s]ia possivel1 e i/o s]ia1 pr9cipalm5te1 humanit>io4 ,o espirito mod]no dete/a a gu]ra4 ,s o trabalho lib]ta4 ,s a paz emancipa4 ,conv]tamos os ex]citos da de/ruio em ex]citos da produco e da abundancia4 99 99 99 99 99 ,o ,,des>mam5to4--,,edu>do ,,vaillant ,depois da morte d g5]al ,eudes1 e1 a9da mais1 depois da sciso que se deu no p>tido blanqui/a1 por causa d b\langismo1 fic\ s5do ,edu>do ,vaillant o *efe inconte/ado d p>tido communi/a revolucion>io1 que preconisa o emprego da aco1 da =a1 da propag&a pelo facto1 p>a conqui/> o pod] e faz] cess> z iniquidades sociaes4 ,sob a sua iniciativa1 porm1 a concepo d velho ,blanqui p>ece hav] passado por uma especie de trans=mao4 ,o movim5to insurrecional de #ahga1 deixra no espirito de ,vaillant uma impresso pr(unda e inext+uivel4 ,vaillant no limita o seu communismo s =z productoras e a rep>tio dos productos1 segundo z necessidades de cada um1 vae at organisao da communa de ,p>is1 como primeiro passo p>a o e/abelecim5to da nova ordem social4 ,na sua pr(isso de f1 encontra-se e/a ideia1 pr(undam5te acc5tuada3 mi/] d> ao paiz1 emancipado da tyrannia adm9i/rativa1 policial e judici>ia1 como elem5to d seu organismo politico1 a organisao communal e cantonal1 d&o a ,p>is a lib]dade communal1 e faz5do-a entr> no direito commum1 pelo re/abelecim5to da ,communa de ,p>is4 ,mais adeante p$e1 que a communa seja s5hora da sua adm9i/rao1 das suas f9anz1 e da sua policia4 ,gravura3 ,edu>do ,vaillant ,a vida politica de ,vaillant1 comeou no anno t]rivel4 ,regress&o da ,allemanha1 por occasio da decl>ao de gu]ra1 fez p>te da communa1 refugi&o-se depois em ,+lat]ra4 ,a amni/ia tr\xe-o novam5te a ,frana1 em #ahhj4 ,ao lado de ,blanqui que os eleitores de ,lyon e ,bordeaux haviam arrancado priso1 ,vaillant prosegue na sua obra revolucion>ia1 organis&o o comit c5tral revolucion>io e s5do um dos fundadores d jornal--,ni ,dieu ni ,maitre1 que p\co tempo p\de resi/ir s =z comb9adas da policia e da reaco4 ,foi eleito conselheiro municipal em #ahhg1 #ahij e #ahic1 e hoje um dos deputados sociali/as de ,p>is4 ,foi elle o auctor de um importantissimo projecto de lei apres5tado ultimam5te1 em nome d p>tido sociali/a1 cam>a dos deputados sobre a suppresso d ex]cito p]man5te e a sua trans=mao progressiva em milicias nacionaes4 ,artigo primeiro4-- supprimido o ex]cito p]man5te4 ,e/a suppresso f>-se-ha pela trans=mao imm$iata e rapida d ex]cito p]man5te em milicias nacionaes1 de modo que o pod] def5sivo da nao1 longe de dim9uir1 pelo contr>io se eleve e augm5te1 at ao ponto de pod] pr em aco integralm5te todas z suas =z4 ,a defeza d paiz e da ,republica1 da sua indep5d5cia e das suas lib]dades1 torn>-se-hia1 assim1 inv5civel4 a r5ovao d projecto de ,blanqui e de ,gambon4 ,a ,republica franceza1 pela trans=mao democratica das suas in/ituies milit>es1 deve pr-se ao abrigo de todos os p]igos de gu]ra ou de invaso1 e de toda a ameaa de int]v5o ou influ5cia de qualqu] inimigo e/rangeiro4 ,p>a esse fim1 devem s] educadas1 ex]cidas e organisadas todas z suas =z1 e aproveitados todos os cidados validos4 ,o des>mam5to s pod] realis>-se1 em virtude de um accrdo1 feito e acceite pelas diff]5tes pot5cias4 ,no se concebe que uma nao des>me1 fic&o m]c de naes inimigas e armadas4 ,s]ia um contras5so e uma levi&ade sem nome4 ,o notavel crim9ali/a italiano1 ,n4 ,colajanni1 t]m9a o capitulo da gu]ra e d milit>ismo1 da sua ,sociologia crim9ale1 pelas segu9tes1 conceituosas palavras3 ,em resumo3 a gu]ra e o milit>ismo eng5dram o desgo/o de todo o trabalho util2 favorecem a t5d5cia p>a a preguia2 desp]tam no soldado novas necessidades1 sem os meios necess>ios p>a z satisfaz]2 excitam os primitivos in/9ctos1 f]ozes e egoi/as1 trans=mam o respeito d direito em respeito exaltado pela =a bruta2 conduzem ao s]vilismo e prepot5cia2 e1 por vias directas e indirectas1 levam mis]ia1 ao suicidio1 ali5ao m5tal e ao crime4--,taes so os tri/es resultados d'e/as in/ituies s9i/ras1 d$uzidos das provas hi/oricas e e/ati/icas4 ,n'uma palavra--conclue o illu/re e honrado sociali/a--o milit>ismo con/itue a v]dadeira escola d crime4 ,o em95te escriptor e philosopho russo1 ,lon ,tol/oi1 de op9io que a pr9cipal origem da gu]ra d]iva da actual ordem social1 baseada sobre a viol5cia4 ,a organisao milit> dos e/ados mod]nos e/ toda conc5trada nas mos dos gov]nos1 que no desejam p]d] o monopolio1 s]v9do-se p>a isso de meios pod]osos1 taes como o t]rorismo1 o egoismo1 a discipl9a milit>1 etc4 ,a gu]ra1 apes> de iniqua1 no pod] nunca s] de/ruida1 s5o pela educao1 g5]alisada a todos os paizes4 ,qu&o a maioria dos povos reconhec] que a gu]ra inju/a1 n'esse dia cess> a gu]ra4 ,e/a revolta d direito e da ju/ia contra a =a e a viol5cia1 e/ c]tam5te de/9ada a faz] algumas victimas2 mas1 como todas z idz nobres e g5]osas1 p5etr>1 p\co a p\co1 nas consci5cias e acab> por triumph>4 ,em ,p>is1 public\-se rec5tem5te um livro int]essantissimo de ,a4 ,hamon1 o sabio sociali/a1 sobre a psy*ologia d milit> de pr(isso1 que no podemos deix> de m5cion> n'e/e log>1 por s] de uma actualidade palpitante4 ,o dr4 ,hamon p>te d pr9cipio de que a crim9alidade legal infima1 quasi inap]cebivel1 relativam5te crim9alidade occulta4 ,o fim da pr(isso milit> a gu]ra1 e toda a gu]ra implica necess>iam5te a viol5cia1 manife/&o-se por assass9atos1 violaes1 pilhag5s e inc5dios4 ,os individuos que escolhem e/a pr(isso1 fazem-n'o levados pelo seu int]esse pessoal4 ,taes individuos s5tem-se pr$ispo/os p>a a viol5cia pela sua organisao psy*ica1 resultante d seu organismo physiologico1 pelo meio em que vivem e pela sua educao pr(issional4 ,o livro de ,a4 ,hamon a ju/ificao da ,del5da ,cas]na d capito ,sicc>di4 ,e/abelece a sup]ioridade moral dos ex]citos nacionaes sobre os ex]citos pr(issionaes4 ,nos primeiros encontra-se maior respeito pela dignidade humana1 e i/o ba/a p>a que se no regi/em os actos de gross]ia1 de brutalidade e de viol5cia1 que se regi/am ord9>iam5te nos segundos4 ,o milit>ismo a escola d crime6--tal a concluso a que *ega ,hamon no seu bello e/udo de psy*ologia social4 ,qu&o 1 porm1 que os povos pod]o celebr>1 no mundo1 o supremo b5eficio da paz1 d amor e da concordia86 ,qu&o que o homem se lib]t>1 por completo1 dos velhos prejuizos selvag5s e das antigas e b>b>as tradies8 ,qu&o so> a hora da completa maioridade e da completa emancipao8 ,a humanidade cam9ha1--l5tam5te1 c]to6--mas cam9ha444 ,confiemos no futuro6 ,v ,a ,,mulh] ,,resolu,o ,,d ,,congresso ,,de ,,zuri*4--,a ,,situa,o ,,da ,,mulh]--,,seus ,,direitos ,,civis ,e ,,politicos4--,a ,,mulh] ,,em ,,rela,o ,,indu/ria4--,a ,,mulh] ,,no ,,e/ado ,,sociali/a4--,a ,,primeira ,,victoria4--,,madame ,,faule ,,m9k4--,,augu/o ,,bebel4--,p4 ,,argyriad,s4 ,relativam5te ao trabalho das mulh]es nas fabricas1 o congresso de ,zuri* adopt\ z segu9tes resolues1 promett5do envid>1 n'esse s5tido1 todos os es=os dos seus delegados3 --,dia de trabalho maximo de dez horas p>a z mulh]es1 e de seis horas p>a z jov5s de m5os de dezoito annos2 --,descano semanal de tr9ta e seis horas consecutivas2 --,prohibio d trabalho nocturno2 --,prohibio d trabalho das mulh]es em todas z indu/rias insalubres2 --,prohibio d trabalho das mulh]es nos quatro mezes segu9tes ao p>to e nos dois ultimos mezes de gravidez2 --,creao dos log>es de inspectoras de fabricas1 em num]o suffici5te efficaz vigilancia de todas z (fic9as1 onde se empreguem mulh]es2 --,applicao d'e/as disposies a todas z mulh]es empregadas nas fabricas1 (fic9as1 armaz5s e na indu/ria dome/ica e agricola4 ,de futuro reclam>-se-ha =malm5te a equip>ao dos sal>ios das mulh]es1 con=me o seu trabalho4 ,a situao da mulh]1 na soci$ade1 con/itue evid5tem5te uma das que/es mais importantes d nosso seculo1 e reclama por isso um e/udo especial4 ,a populao da ,europa1 =mada1 na sua maioria1 por mulh]es4 ,d'ahi a sua importancia1 e o gr&e num]o de op9ies1 =muladas1 c]ca da sua condio4 ,p5sam uns que a vocao natural da mulh] que det]m9a a esposa1 a me e a dona de casa4 ,mas esquecem que1 ap5as1 uma p>te m9ima da populao fem99a e/ no caso de pre5*] os seus dev]es4 ,contam-se por milhes1 z mulh]es que nunca pod]am s] nem esposas1 nem mes1 nem donas de casa1 e muitas outras que nem sequ] pod]am satisfaz] a e/a vocao natural1 s5do1 como 1 o casam5to1 p>a ellas1 uma escravido1 graz s condies da indu/ria mod]na4 ,outros reclamam o accesso da mulh] a todos os ramos d trabalho1 manual e intellectual1 e outros vo a9da mais longe p$9do que lhes sejam tambem conf]idos direitos politicos4 ,na op9io de ,bebel1 e/e assumpto e/ intimam5te ligado que/o social4 ,a sua soluo1 assim como a da que/o op]>ia1 impossivel1 emquanto no =em radicalm5te trans=madas z condies d actual e/ado social4#g 99 99 99 99 99 ,a ,,situa,o ,,da ,,mulh] ,os def5sores da ordem actual dizem e su/5tam que o casam5to a base da familia1 e/a a base d ,e/ado1 e que1 por consegu9te1 atac> o casam5to o mesmo que atac> a soci$ade e o ,e/ado4 ,p]gunt>emos1 em primeiro log>1 qual dos casam5tos o mais moral8 ,s] o casam5to =ado1 o casam5to v5al da soci$ade actual1 ou o casam5to livre1 fundado sobre o amor e a e/ima reciproca1 e que1 de re/o1 no pod] realis>-se s5o n'uma soci$ade sociali/a8 ,o casam5to dos nossos dias1 que um resultado de consid]aes puram5te mat]iaes1 e/ intimam5te ligado soci$ade actual e de/9ado a cahir com ella4 ,a lucta pela exi/5cia1 torn&o-se1 de dia p>a dia1 mais ac]ba1 trans=m\ o casam5to n'um acto de p]feita especulao m]cantil4 ,a pro/ituio 1 pois1 uma in/ituio necess>ia soci$ade burgueza1 e to necess>ia como a policia1 o ex]cito p]man5te1 a egreja1 etc4 ,na ,grecia1 em ,roma e na ,edade-,mdia1 a pro/ituio era organisada pelo ,e/ado1 e ,santo ,ago/9ho *eg\ mesmo a affirm> a sua necessidade4 ,a soci$ade burgueza1 no s a julg\ indisp5savel1 s5o tambem a regulam5t\4 ,hgel1 na sua hi/oria sobre a ,e/ati/ica e regulam5tao da pro/ituio em ,vi5na1 exprime-se d segu9te modo3 ,com os progressos da civilisao1 a pro/ituio trans=m>-se-ha1 adopt&o uma frma mais doce e mais conv5i5te1 mas exi/ir emquanto exi/ir o mundo4 ,quaes so z consequ5cias d'e/e e/ado de c\sas8 ,z do5z syphiliticas e a deg5]ao da humanidade que d'ellas resulta4 ,o abaixam5to progressivo da moral4 ,a humilhao da mulh] e a sua escravido4 ,o infanticidio e o suicidio das mulh]es so devidos1 em gr&e p>te1 pro/ituio1 dev5do a9da accresc5t>-se que so os orphos e os filhos ba/>dos que con/ituem1 tambem1 em gr&e p>te1 os crim9osos da nossa soci$ade burgueza4 ,a soci$ade inteira encontra-se em e/ado de en]vam5to e de excitao1 s5do a mulh] a victima4 ,mulh]es ha que s5tem e vem cl>am5te a situao1 e procuram rem$ial-a4 ,reclamam primeiro a sua indep5d5cia economica4 ,pret5dem s] admittidas em todos os trabalhos e em todos os empregos que a sua =a physica e a sua capacidade moral lhes p]mittem2 p$9do1 sobretudo1 o accesso s *amadas pr(isses lib]aes4 ,s]o ju/as e realisaveis semelhantes t5d5cias8 isso o que procur>emos demon/r>4 99 99 99 99 99 ,o casam5to1 na antiguidade1 era fundado sobre o despreso e a escravido da mulh]2 o casam5to *ri/o t9ha1 por pr9cipio1 a inf]ioridade e a s]vido da mulh]2 o casam5to burguez actual baseia-se sobre a unica conv5i5cia dos int]esses m]cantis e a9da na subord9ao da mulh]4 ,pela primeira d'e/as frmas matrimoniaes1 o filho era p>a o pae uma simples c\sa2 pela segunda1 o seu s]vo2 e pela t]ceira quasi se pde diz] que cont9ua sem direito4 indisp5savel lib]t> a mulh] e conc$] direitos aos filhos4 ,o casam5to futuro t]1 por condio1 a escolha revogavel dos int]essados1 escolha livre e baseada unicam5te sobre z aff9idades intellectuaes1 moraes e physicas4 ,assim fic>o assegurados a felicidade e o ap]feioam5to dos conjuges2 assim pod] effectu>-se a p]petuao da especie nas melhores condies moraes e physicas#h ,todos os sociali/as dos p>tidos op]>ios so p>tid>ios da emancipao da mulh]1 e da manut5o e educao dos filhos pela ,communa ou pelo ,e/ado4 ,a unica div]g5cia e/ em sab] se1 de futuro1 z unies dev]o ou no s] consagradas pela lei1 admitt9do todos que devem s] fundadas sobre a livre escolha dos affectos4 ,o inconv5i5te da familia actual no 1 como qu]em alguns1 a monogamia que deve consid]>-se a frma mais digna da unio dos sexos e que subsi/ir1 atravez de todas z re=mas e innovaes4 antes1 a sua quasi indissolubilidade1 a subord9ao legal da mulh]1 e o rebaixam5to d s5tim5to1 pela preoccupao de um m]cantilismo vil que preside aos actos conjugaes4 ,o congresso int]nacional de ,bruxellas de #ahia affirm\1 no seu programma1 a egualdade completa dos dois sexos1 e reclam\ p>a a mulh] os mesmos direitos civis e politicos1 conc$idos aos hom5s4 ,como esposa1 como me de familia1 como trabalhadora1 a mulh] to int]essada como o homem1 na confeco das leis4 ,a humanidade compe-se1 por egual1 de hom5s e mulh]es1 insep>aveis em direitos e eguaes p]ante a ju/ia4 99 99 99 99 99 ,a ,,mulh] ,,em ,,rela,o ,,indu/ria ,a burguezia1 diz ,bebel1 conc$eu mulh] a indep5d5cia individual e o direito ao trabalho3 result\ d'aqui a sua admisso em quasi todos os ramos da indu/ria4 ,a burguezia reconheceu que era esse o seu int]esse1 por isso que o trabalho da mulh] m5os retribuido que o d homem4 ,e i/o porqu8 ,porque a mulh] foi sempre consid]ada como um s] subord9ado1 inf]ior ao homem1 por causa das suas p>ticul>idades sexuaes4 ,s5do muitas vezes =ada a susp5d] o seu trabalho1 os capitali/as explor>am habilm5te essa circum/ancia1 como pretexto p>a o abaixam5to d sal>io4 ,alm d'isso1 a mulh] mais docil1 mais paci5te que o homem1 deix&o-se tambem explor> mais facilm5te d que elle4 ,d'e/e modo1 a mulh] sub/itue o homem1 e1 1 por seu turno1 sub/ituida pela creana4--,tal a ordem moral na indu/ria mod]na4 ,em vi/a de semelhantes abusos1 tem-se j p$ido a prohibio completa d trabalho da mulh]4 ,no esqueamos que o ma*9ismo repres5t\ um papel importante na trans=mao indu/rial e que =am ju/am5te os progressos d ma*9ismo1 que1 supprim9do os trabalhos mais rudes1 torn>am possivel o emprego da mulh] em c]tos ramos da indu/ria4 ,s um limitado num]o de pessoas1 porm1 graz ao auxilio dos seus capitaes1 podem aproveit> os resultados que z descob]tas sci5tificas tr\x]am soci$ade2 e revoltante que milh>es de op]>ios sejam lanados m>gem1 em virtude dos progressos d ma*9ismo que sub/ituiu o trabalho manual4 ,resulta de tudo i/o1 que se torna indisp5savel mud> z actuaes bases sociaes1 procur&o-se a frma de uma di/ribuio mais equitativa dos b5s e dos in/rum5tos de trabalho4 ,na soci$ade nova1 os in/rum5tos de trabalho s]o propri$ade de todos1 sem di/9co de classes nem de sexos4 ,cada um s] obrigado a trabalh>1 e os melhoram5tos e z descob]tas te*nicas a todos aproveit>o4 ,a mulh] torn>-se-ha egual ao homem1 pod5do ex]c] e des5volv] z suas qualidades physicas e intellectuaes e gos> de todos os seus direitos4 ,su/5tam alguns que a mulh] inf]ior ao homem1 sob o ponto de vi/a intellectual1 e que no susceptivel de uma elevada cultura1 s5do1 como 1 o peso d seu c]ebro inf]ior ao d homem4 ,se a mulh] hoje m5os intellig5te que o homem1 provm isso de hav] sido descurada a sua educao4 ,quanto ao c]ebro1 no o peso que lhe necess>io1 mas a boa organisao e o ex]cicio4 ,av]igu\-se1 alm d'isso1 que1 em muitos hom5s notaveis1 o peso d c]ebro era quasi egual mdia dos c]ebros fem99os4 ,no dia em que a mulh] fr to in/ruida1 to educada e to des5volvida1 como o homem1 n'esse dia t] proclamado a sua emancipao1 pela conqui/a dos seus direitos civis e politicos1 e pela equip>ao d seu sal>io ao d homem1 em todos os ramos da indu/ria4 ,p>a esse e/ado cam9hamos4 ,na vida da familia1 tem-se op]ado1 n'e/es ultimos c9co5ta annos1 uma v]dadeira revoluo4 ,a mulh] torn\-se mais livre1 e e/ m5os ad/ricta s funces de dona de casa4 ,com o &> dos tempos *eg> a emancip>-se completam5te4 99 99 99 99 99 ,a ,,mulh] ,,no ,,e/ado ,,sociali/a ,na soci$ade nova1 a mulh]1 gos&o de inteira indep5d5cia1 no e/> mais expo/a a qualqu] dom9io ou explorao1 e torn>-se-ha a egual d homem4 ,receb] a mesma educao que o homem1 excepto nas especialidades em que a diff]5a de sexo exige uma cultura especial4 ,como o homem1 ella pod] pois1 des5volv] livrem5te z suas =z1 z suas capacidades physicas e intellectuaes1 e escolh]1 p>a a esph]a da sua actividade1 o que fr con=me aos seus go/os e s suas aptides4 ,pelo que respeita ao amor1 a mulh] gos> de tanta lib]dade como o homem4 ,pod]1 pelos mesmos titulos1 manife/> os s5tim5tos que elle lhe inspir>4 ,na sua unio1 no s] guiada s5o pelo amor1 como nos tempos primitivos4 ,tal unio dep5d] de uma simples comb9ao p>ticul>1 sem o concurso de n5hum funccion>io1 com a diff]5a de que a mulh] deix> de s] a escrava d homem e no lhe s] dada como um pres5te ou uma m]cadoria4 ,devemos pois1 trabalh> p>a esse futuro proximo que ha de inaugur> o regimem das unies monogamicas1 livrem5te contractadas1 e1 em ultimo caso1 tambem livrem5te dissolvidas1 por simples cons5tim5to mutuo1 semelhana d que se faz j hoje com os divorcios1 nos div]sos paizes europeus1 em ,g5ebra1 na ,belgica1 na ,r\mania1 etc41 e com a sep>ao na ,italia4 ,o disc]nim5to1 a in/ruco e a indep5d5cia facilit>o z unies4 ,no caso em que a antipa?ia1 o desgo/o1 e a incompatibilidade de g5io succ$essem ao amor1 entre o homem e a mulh]1 a moral impr-lhes-hia o dev] de romp]em uma unio1 que1 no s5do j baseada sobre o affecto1 se havia tornado anormal4 ,n'uma palavra1 s5do supprimida a h]ana1 os casam5tos de m]o int]esse deix>o de t] uma razo de s]4 99 99 99 99 99 ,a ,,primeira ,,victoria ,z mulh]es francesas acabam de alcanar a sua primeira victoria1 no campo politico3 o s5ado adopt\1 em primeira leitura1 um projecto de lei que conc$e mulh] o direito de p>ticip>1 como eleitora1 na =mao dos tribunaes de comm]cio4 ,se a cam>a p>tilh> e/a op9io1 de hoje em deante z mulh]es comm]ciantes pod]o nome> os seus juizes4 ,a #c de dezembro de #ahhc1 a cam>a dos deputados t9ha de exam9> a nova lei que lhe era propo/a1 sobre a eleio dos juizes consul>es4 ,a commisso das peties1 havia recebido de ,madame ,m>ia ,d]aismes uma petio1 p$9do p>a que fosse ext5dido s mulh]es e/e direito de suffragio4 ,o relator introduziu effectivam5te1 na lei1 uma em5da1 assim concebida3 ,os membros dos tribunaes de comm]cio s]o eleitos pelos comm]ciantes e pelas comm]ciantes444 ,a commisso1 porm1 por rases de simples opportunidade1 no adopt\ e/a em5da4 ,na sesso de #aa de ,m>o de #ahhd1 o deputado ,hubb>d apres5t\ um novo projecto1 em que se propunha que z mulh]es comm]ciantes t9ham pela lei obrigaes e enc>gos especiaes inh]5tes qualidade da sua pr(isso4 ,a comm]ciante paga1 como o comm]ciante1 um impo/o especial1 a pat5te2 e/ submettida s disposies rigorosas da lei comm]cial2 pde s] decl>ada fallida e pde s] p]seguida por quebra fraudul5ta4 impossivel cit> uma unica das obrigaes impo/as aos hom5s que lhe no incumbam4 ,e/&o submettida aos mesmos dev]es especiaes1 ju/o que aproveite dos direitos especiaes que a lei conf]e ao comm]ciante4 ,e desde que ao comm]ciante dado eleg] os magi/rados que teem de julg> z suas causas1 comm]ciante1 sob p5a de inf]ioridade1 no pde deix> de s] conc$ido o mesmo direito4 ,o relator t]m9ava1 affirm&o que z mulh]es que teem a direco e a responsabilidade de um e/abelecim5to comm]cial1 assignalam-se1 em g]al1 mais que os hom5s1 por qualidades de ordem1 de economia e de probidade4 ,a #ag de fev]eiro1 a cam>a dos deputados tomava em consid]ao um relatorio d sr4 ,colfavru favoravel aos direitos civis da mulh]4 ,f9alm5te1 em junho de #ahhi1 ,erne/o ,lefvre1 vice-presid5te da cam>a1 com mais #ec dos seus collegas1 r5ov\ a iniciativa da propo/a1 que t9ha por fim conf]ir s mulh]es o eleitorado nos tribunaes de comm]cio4 ,a cam>a tom\-a na devida consid]ao1 eleg5do-se uma commisso de #i membros1 todos favoraveis ao projecto1 e1 s5do votada a lei1 depois de approvado o relatorio d sr4 ,colfavru4 ,aps quatro annos e meio de demora1 acaba tambem o s5ado de d> o seu ass5tim5to ao projecto4 ,o tempo p\co faz ao caso4 ,o importante a regi/r>1 foi o triumpho obtido pelas mulh]es1 triumpho que no s] c]tam5te o ultimo1 e que 1 porv5tura1 o primeiro de uma longa s]ie de outros a cont> e a celebr>4 99 99 99 99 99 ,,madame ,,paule ,,m9k ,entre z mulh]es que1 em ,frana1 mais se teem di/+uido na gloriosa campanha1 em favor da emancipao da mulh]1 s]ia +ratido esquec] ,madame ,paule ,m9k1 que1 a9da nas ultimas eleies1 foi apres5tada como c&idata deputao por ,p>is4 ,gravura3 ,m4me ,paule ,m9k ,conheci-a1 em ,madrid1 por occasio d c5t5>io de ,colombo4 ,era delegada ao congresso dos livres p5sadores e fra-me recomm5dada por ,b5oit ,malon e ,p4 ,argyriads4 ,mode/a1 despret5ciosa e d$icada1 ,madame ,paule ,m9k tem sido p>a muitos uma incompreh5dida1 mas seguram5te p>a todos um bello e lum9oso tal5to1 enga/ado n'um corao de oiro4 ,quem a visita1 na sua casa de ,p>is1 encontra-a sempre rodeada das suas g5tis filhas que e/remece e adora1 e absorvida pela leitura dos seus au?ores pr$ilectos4 uma me disvelada e t]na e uma companheira leal e affectuosa4 ,madame ,paule ,m9k fez p>te da ,communa de ,p>is1 e a9da ultimam5te1 por occasio da greve de ,pas de ,calais1 foi presa1 no mom5to em que se prep>ava p>a faz] uma conf]5cia1 e depois julgada e condemnada4 ,z p]seguies teem-lhe avigorado a9da mais1 se possivel1 z convices purissimas4 ,nada a contr>ia e nada a desal5ta4 ,faz consi/ir toda a sua felicidade1 no amor de seus filhos e na d$icao pela causa a que se entreg\ de corpo e alma4 uma altrui/a1 no bom e v]dadeiro s5tido da palavra4 ,no conhece ob/aculos e no conhece sacrificios4 ,nem z privaes1 nem z difficuldades da vida1 logr>am jmais p]turb>-lhe o animo ou aniquil>-lhe a vontade indomavel4 ,no s uma mulh] =te2 tambem um gr&e e sup]ior c>act]1 e1 n'e/e duplo aspecto1 reside o segr$o d seu pod]1 como evangeli/a e como propag&i/a da causa social4 99 99 99 99 99 ,p4 ,,argyriad,s ,no enc]r>emos j agora e/e capitulo1 sem pre/> uma hom5agem devida a ,p4 ,argyriads1 pelo s]vio que pre/\ democracia sociali/a1 com a traduco analytica da bella e gloriosissima obra de ,augu/o ,bebel--,a mulh] e o ,socialismo4 ,alto1 =te1 robu/o1 dotado de um temp]am5to excepcional e de qualidades v]dadeiram5te sup]iores1 ,panagiotis ,argyriads nasceu em ,ca/oria1 na ,mac$onia1 a #ae de ago/o de #aheb4 ,em #ahgb1 in/all\-se em ,p>is1 faz5do-se inscrev] na faculdade de direito4 ,em #ahgh1 assi/iu1 como repres5tante da ,grecia1 ao congresso dos ori5tali/as que se realis\ n'aquella cidade1 e1 no anno segu9te1 ao de ,londres1 tambem como delegado d seu paiz4 ,em #ahge1 public\ um int]essante opusculo sobre a ,p5a de morte1 consid]ada sob o ponto de vi/a philosophico1 moral1 legal e pratico1 que teve z honras de s] citado1 na tribuna d s5ado1 por ,victor ,s*oel*]4 ,foi depois d'e/a bella e/reia que se entreg\ inteiram5te ao socialismo4 ,naturalis\-se francez1 em #ahhj2 e d'e/a poca em diante1 assignal\-se no fro1 pela defeza de muitas causas importantes que1 ao mesmo tempo1 lhe grange>am r5ome e gloria4 ,em #ahhc1 foi elle quem organis\ a manife/ao em honra de ,fl\r5s2 mais t>de1 foi a9da1 pela sua iniciativa1 que se provoc\ o prote/o publico contra a *egada a ,p>is d rei ,affonso ,,xii que acabava de s] nomeado coronel de uhlanos4 ,em #ahhe1 fund\ ,la ,"q ,sociale1 a popul>issima revi/a que todos conhecem e que to relevantes s]vios tem pre/ado aos pr9cipios sociali/as4 ,gravura3 ,p4 ,argyriads ,o ,almana* de la ,"q ,sociale que o melhor1 no seu g5]o1 que se publica na gr&e capital da ,frana1 vae j no seu qu>to anno1 e foi fundado com eguaes intuitos e eguaes aspiraes4 um excell5te repositorio d actual movim5to sociali/a1 e recomm5da-se a todos os que se int]essam pelo e/udo e pela soluo dos problemas sociaes4 ,tambem lhe devido o num]o commemorativo da ,manife/ao d #a4 de ,maio que1 nos dois ultimos annos1 se public\ em ,p>is4 ,p4 ,argyriads reside em ,aut5il1 numa deliciosa e aprasivel viv5da1 a v9te m9utos dos ,campos ,elyseos4 ,a sua casa o ponto de reunio de todos os escriptores e p5sadores sociali/as4 ,foi ali que eu1 pela primeira vez1 travei conhecim5to com ,allemane1 um glorioso trabalhador e um *efe inconte/ado2 foi ali1 em almoos intimos1 e numa dce e pura confrat]nidade1 que tive o inolvidavel praz] de e/reit> relaes com alguns dos pr9cipaes vultos d socialismo mod]no--com ,pi]re ,lavr(f1 o honrado revolucion>io russo1 um convicto e um fanatico2 com ,adolphe ,tab>ant1 o auctor d ,pequ5o ca!cismo sociali/a1 um poeta adoravel1 e um espirito vivo e sc9tillante2 com ,paul ,cass>d1 o intrepido e val5te r$actor d ,peuple1 de ,lyon2 com ,aureli5 ,s*oll1 o mais delicioso e orig9al conv]sador que temos encontrado1 a prosa trans=mada em arte1 a palavra feita esculptura2 com ,sanial1 um am]icano1 traz5do ao socialismo z lies da sua exp]i5cia e z obs]vaes da sua longa pratica na vida2 com ,duc-,qu]cy1 to attrah5te pela sua physionomia en]gica e communicativa1 como pelo seu c>act] firme e decidido2 e com tantos outros cujos nomes con/ituem a imm5sa e gloriosa pleiade de publici/as1 de revolucion>ios e de combat5tes que bem pod]iamos d5om9> a ala dos namorados d ,bem1 da ,v]dade e da ,ju/ia4 ,a e/as pequ5as fe/as de familia preside de ord9>io uma s5hora que occulta1 sob o pseudonymo de ,m>ianne1 um bello e juv5il tal5to de escriptora1 e que1 alm de me disvelada e de esposa extremosa1 tambem a companheira g5tilissima d nosso qu]ido e honrado amigo3 ,m4me ,argyriads4 ,juntos os dois esposos =mam como que um nucleo de propag&a sociali/a1 de uma influ5cia decisiva e de um l>go e elevado alcance4 ,o socialismo int]nacional e cosmopolita no tem1 seguram5te1 em ,frana1 melhor vulg>isador nem mais d$icado e intellig5te apo/olo6 ,,vi ,a ,,soci$ade ,,nova ,a ,,trans=ma,o ,,social ,,imp,e-,,se4--,o ,,que ,o ,,collectivismo4--,o ,,e/ado ,,sociali/a1 ,,segundo ,,augu/o ,,bebel1 ,e ,,b5oit ,,malon4--,a ,,legisla,o ,,directa ,,pelo ,,povo4--,a ,,socialisa,o ,,dos ,,monopolios4--,,hector ,,d5is1 ,,guillaume ,,de ,,greef ,e ,,emile ,,de ,,v&]welde4--,a ,,nova ,,g]a,o ,,portugueza4--,,jos ,,fontana ,e ,,s\sa ,,br&,o4 ,j n'outro log> o dissmos3 o socialismo des5volve-se1 por toda a p>te1 de uma maneira espantosa4 ,nas eleies g]aes p>a deputados1 de #ahhi1 obteve o p>tido sociali/a1 em ,frana1 #ij3jjj votos nas ultimas eleies de #ahic1 elev\-se essa votao a #ejj3jjj votos1 cab5do a ,p>is #bbf3jjj4 ,na ,+lat]ra1 o paiz d individualismo1 conseguiram os sociali/as lev> ao p>lam5to onze deputados1 na eleio de #ahib4 ,a limitao das horas de trabalho e a g>antia obrigatoria nos accid5tes1 so uma prova provada da importancia e da influ5cia d'esse grupo1 na cam>a dos communs4 ,na ,au/ria1 e especialm5te na ,bohemia e na ,silesia1 o p>tido op]>io dispe de uma =te organisao4 ,na ,suissa1 fr5te d seu programma1 inscrevem os sociali/as o direito ao trabalho2 na ,d9am>ca1 pela eleio de #ahic1 =am sete sociali/as eleitos p>a o conselho municipal de ,cop5hague2 em ,frana1 por duas vezes1 no mez de ,janeiro corr5te1 e/eve o gov]no da republica ameaado de d> a sua demisso3 a primeira vez pela propo/a de ,pas*al ,gr\sset1 o antigo communi/a e um pamphlet>io de/emido1 sobre a amni/ia1 e a segunda vez pela em5da de ,jaurs1 um p5sador e um p>lam5t> di/9ctissimo1 c]ca da conv]so dos titulos da divida publica4 ,emfim1 no ha j hoje gov]no ou individuo1 qualqu] que seja a sua posio ou =tuna1 que no acompanhe ou se no int]esse pela soluo dos problemas sociaes4 ,o ex]cito d futuro cada vez mais num]oso4 ,sobre o fundo v]melho da sua b&eira1 desfraldada aos v5tos1 de/aca-se e/a divisa1 escripta em letras de fogo3 ,emancipao de todos os opprimidos e de todos os explorados4 ,r5ovao total1 pela bondade1 pelo amor1 pela sci5cia1 pela ju/ia e pela solid>i$ade4 ,a todos se afigura no s possivel1 s5o tambem inevitavel uma revoluo social4 ,luiz ,blanc dizia-o ha c9co5ta annos1 dirig9do-se burguesia franceza4 ,deve t5t>-se uma revoluo social3 #a4--,porque a actual ordem social e/ *eia1 em demasia1 de iniquidades1 de mis]ias e de s]vides1 p>a que possa dur> muito tempo2 #b4--,porque no ha n+uem que deixe de t] int]esse n'uma nova ordem social2 #c4--,porque1 emfim1 e/a revoluo1 to necess>ia1 possivel e at facil de se proclam> pacificam5te4 ,assim fallava o eloqu5te au?or de ,l'hi/oire de dix ans1 ha meio seculo4 ,de ento p>a c1 os factos teem-lhe dado raso4 ,a trans=mao social impe-se a todos os espiritos1 a todos os paizes e a todos os gov]nos1 e i/o explica1 at c]to ponto1 o motivo porque o socialismo e/ tanto em voga e porque o p]filham e adoptam os povos mod]nos1 no s por int]m$io dos seus p5sadores mais notaveis1 s5o tambem pelos seus repres5tantes de classe e pelos int]pretes da op9io popul>4 99 99 99 99 99 ,o ,,que ,o ,,collectivismo ,toda a !oria1 como toda a civilisao1 diz ,b5oit ,malon1 tem a sua dom9ante1 pela qual se julga e af]e4 ,a dom9ante da soci$ade contemporanea encontra-se na pratica d individualismo univ]sal1 pelo odioso cada um p>a si e pela gu]ra de todos contra todos4 ,de todas z que/es que o socialismo pret5de resolv]1 1 sem duvida1 a que/o da propri$ade a mais importante4 ,da sua soluo dep5de o juizo a faz] sobre o p5sam5to social contemporaneo4 ,o collectivismo d]iv\ d modo de conceb] a apropriao das c\sas4 ,ha mais de qu>5ta annos que os sociali/as procuram explic> a significao d'e/a palavra1 e1 sem emb>go1 o vulgo a9da muitas vezes confunde o collectivismo com o communismo1 no ob/ante hav] uma diff]5a radical entre um e outro4 ,no communismo1 z =z productoras e os productos1 po/os em commum1 ficam sob a ge/o directa d ,e/ado2 o collectivismo no s5o a inali5abilidade das =z productoras1 collocadas sob a tutella d ,e/ado1 que1 por seu turno1 z confia1 tempor>iam5te e m$iante indemnisao1 aos grupos pr(issionaes4 ,n'e/es grupos a rep>tio faz-se pelo prorata d trabalho4 ,o consumo inteiram5te livre4 ,cada um ga/a1 con=me lhe apraz1 o equival5te que lhe cabe1 d producto d seu trabalho1 depois de satisfeitos os enc>gos sociaes4 ,o collectivismo pois1 uma concepo sociali/a que comporta3 #a4--;,a apropriao em commum1 mais ou m5os gradual1 da t]ra1 dos in/rum5tos de produco e da troca2 #b4--;,a organisaao corporativa1 communal ou g]al1 da produco e da troca2 #c4--;,a faculdade p>a cada trabalhador de dispr1 a seu bel praz]1 d equival5te de maior valor por elle creado2 #d4--,o direito ao des5volvim5to integral p>a z creanz2 o direito exi/5cia p>a os invalidos d trabalho2 e a g>antia1 p>a todos os validos1 de um trabalho remun]ador na associao da sua livre escolha4 ,qu]] i/o--affirma muito bem ,malon--no p]filh> os erros d communismo utopico3 comb9> simplesm5te a necessidade d concurso p>a a produco com a ju/ia economica e z ju/as exig5cias da lib]dade humana4 99 99 99 99 99 ,o ,,e/ado ,,sociali/a1 ,,segundo ,,augu/o ,,bebel ,no se de/re radicalm5te s5o aquillo que se sub/itue--dizia ,danton1 na sua phrase gr&em5te revolucion>ia4 ,o ,e/ado sociali/a oppe3 #a4--;ao e/ado de gu]ra1 a paz int]nacional e a f$]ao dos povos2 #b4--;aos antagonismos economicos1 a organisao solid>ia da produco e da di/ribuio das riquezas2 #c4-- ignorancia1 a univ]salisao d sab] e a cultura moral4 ,todos os p5sadores progressi/as so pois1 accordes em reconhec] que os ,e/ados sociali/as1 de um futuro mais ou m5os proximo1 ho de s] =mados por republicas f$]adas1 que1 em si mesmo1 no s]o outra c\sa1 s5o uma e/reita f$]ao de communas1 engr&ecidas e trans=madas1 politica e socialm5te4 ,p>a essa concepo de frmas sociaes sup]iores se dirigem pres5tem5te todas z vi/as e todas z es*olas4 ,s os processos v>iam1 segundo o individuo que os emprega ou segundo o meio em que teem de actu>4 ,vejamos1 primeiro1 como ,augu/o ,bebel1 um sociali/a republicano1 segundo a sua propria confisso1 concebe z relaes sociaes que ho de vigor> n'um regim5 sociali/a1 i/o 1 n'uma soci$ade futura4 ,gravura3 ,augu/o ,bebel ,a4--,a expropriao capitali/a inh]5te ao novo regim51 s] feita em proveito de todos e no int]esse de toda a soci$ade4 ,realisada e/a expropriao1 a soci$ade ass5t> em novas bases e a exi/5cia humana mud> por completo4 ,a organisao actual torn>-se-ha inutil1 e o proprio ,e/ado se torn> desnecess>io1 t5d5do a desapp>ec]1 como desapp>ec]am z religies1 desde que deix\ de exi/ir a cr5a no sobr5atural4 ,b4--,a lei fundam5tal da soci$ade sociali/a o trabalho p>a cada um dos seus membros sem di/9co de sexo4 ,e/a lei ju/a e necess>ia4 ,em primeiro log>1 n+uem pde satisfaz] z suas necessidades sem trabalh>4 ,s5do valido1 n+uem tem o direito1 por outro lado1 de viv] d trabalho d seu semelhante4 ,a organisao da soci$ade1 fundada sobre a lib]dade e a legalidade1 na qual cada um responde por todos assim como todos respondem por cada um1 suscit> um s5tim5to de solid>i$ade1 uma emulao e um desejo de trabalho at hoje desconhecidos4 ,d'e/a frma o trabalho torn>-se-ha mais productivo e o producto ap]feio>-se-ha4 ,a falta de trabalho1 to frequ5te nos nossos dias1 no pod] exi/ir na soci$ade futura1 que ap5as produzir p>a consumir1 em h>monia com os pr9cipios de ju/ia e t5do sempre em vi/a o bem g]al4 ,c4--,na soci$ade futura1 a produco1 mud&o de frma1 f> desapp>ec] o comm]cio1 apanagio da soci$ade actual4 ,em vez dos milh>es d'int]m$i>ios que hoje exi/em1 t]emos os gr&es e/abelecim5tos1 e o transporte dos productos f>-se-ha por uma frma completam5te nova4 ,d4--,na nova organisao z t]ras s]o propri$ade commum1 assim como o =am j no comeo da civilisao1 mas com frmas sociaes sup]iores4 ,o bem e/> de uma populao dep5de d grau de cultura que o slo att+ir4 ,emquanto a t]ra se cons]v> como propri$ade privada1 nunca a cultura se ap]feio>4 ,os pequ5os propriet>ios no dispem p>a isso dos meios necess>ios1 e os gr&es propriet>ios1 com z suas flore/as e os seus p>ques1 deixam por cultiv> uma gr&e p>te das suas t]ras4 ,pela frma indicada desapp>ec] o contra/e secul> entre a populao das cidades e a populao dos campos4 ,e4--,com a expropriao d slo e dos in/rum5tos de trabalho1 desapp>ec] um gr&e num]o de abusos e de males que nos affligem na organizao actual4 ,o que det]m9a hoje a posio dos hom5s1 na soci$ade1 a quantidade maior ou m5or de d9heiro que possuem4 ,no futuro e/ado sociali/a1 a soci$ade f> tudo por si mesmo4 ,nem z pessoas nem z classes pod]o prejudic>-se entre si4 ,o e/ado1 torn&o-se inutil1 desapp>ec]4 ,no hav] pois1 nada a gov]n> nem a supprimir ou a opprimir4 ,com o ,e/ado desapp>ec] naturalm5te tudo o que o repres5ta3 m9i/ros1 p>lam5tos1 policia1 prises1 ex]cito p]man5te1 procuradores1 advogados1 n'uma palavra1 todo o app>elho da dom9ao politica4 ,a soci$ade fic> na pl5a posse de si mesmo4 ,f4--,na organisao actual reclama-se1 p>a todos1 o mesmo nivel d'in/ruco e de educao4 ,ora e/a egualdade impossivel no regim5 burguez1 con=me o demon/ra ,augu/o ,bebel4 ,p>a receb] uma in/ruco m$iana preciso t] d9heiro e vag>4 ,no ,e/ado sociali/a z condies d des5volvim5to physico1 moral e intellectual s]o z mesmas p>a todos4 ,cada um pod] pois1 in/ruir-se e viv]1 con=me z suas aptides e os seus go/os4 ,g4--,sob o regim5 futuro a vida social torn>-se-ha publica4 ,so os factos que o provam4 ,a vida tem-se modificado s5sivelm5te n'e/es ultimos dez annos4 ,a exi/5cia torna-se cada vez m5os famili>1 e1 em p\co1 s] passada inteiram5te nas (fic9as1 nos campos1 e nos locaes publicos1 de/9ados ao e/udo e in/ruco4 ,h4--,bebel diz que1 s5do melhoradas e augm5tadas z vias de communicao na soci$ade futura1 z viag5s de in/ruco torn>-se-ho mais faceis d que succ$e no actual regim54 ,o trabalho s] regulado1 de modo a p]mittir a viagem1 ao mesmo tempo1 de praz] e de e/udo4 ,quanto aos velhos1 aos invalidos1 e aos do5tes1 qu&o j no possam trabalh>1 a soci$ade =nec]-lhes-ha os meios indisp5saveis exi/5cia4 ,z do5z tom>-se-ho mais r>as1 por isso mesmo que a vida s] mais regul>4 ,a alim5tao s] prep>ada sci5tificam5te nos e/abelecim5tos publicos4 ,a vida de familia s] trans=mada por completo4 ,bebel diz a9da que o socialismo no pde s] realisado por um povo1 isoladam5te4 primeira vi/a p>ece que o pr9cipio das nacionalidades dom9a o mundo4 ,mas um erro4 ,o int]nacionalismo cosmopolita comea realm5te a p5etr> nas populaes4 ,todos os povos se encontram nas mesmas condies sociaes4 ,por toda a p>te se obs]vam z mesmas luctas de classes que s]o decisivas antes d fim d seculo ,,xix4 ,no novo e/ado social1 fundado sobre bases int]nacionaes1 z naes civilisadas =m>o uma f$]ao d'onde s] banida a gu]ra4 ,a paz univ]sal no um sonho nem uma aspirao de vision>ios4 ,um progresso d> log> a outros progressos1 e a humanidade avanar sem cess> p>a um ideal de p]feio illimitada4 99 99 99 99 99 ,o ,,e/ado ,,sociali/a1 ,,segundo ,,b5oit ,,malon ,a noo de patria enc]r\-se primeiro na tribu2 depois na cidade2 mais t>de na prov9cia1 e por ultimo na nao4 ,porque pois1 que a patria no ha de s] cont95tal ou int]cont95tal 7europeio-am]icana7 e f9alm5te planet>ia8 ,a philosophia antiga dizia3 ,dignidade1 ,mod]ao1 ,virtude2 o ,*ri/ianismo3 ,f1 ,esp]ana1 ,c>idade2 o b\dhismo3 ,vontade1 ,ju/ia1 ,aff9idade2 o ,,xviii seculo3 ,inve/igao1 tol]ancia1 s5sibilidade2 a revoluo franceza3 ,lib]dade1 egualdade1 frat]nidade2 o socialismo utopico3 ,d$icao1 solid>i$ade1 h>monia2 o socialismo integral t] por divisa3 ,ju/ia1 frat]nidade1 solid>i$ade4 ,taes s]o os pr9cipios d ,e/ado social d futuro1 no conceito de ,b5oit ,malon4 ,no nos accuseis de utopi/a1 diz elle4 ,possuimos o sab] e a actividade2 o que nos falta a d\tr9a e a boa vontade4 ,nas f$]aes europeia1 am]icana e planet>ia d futuro1 e/as quatro =z e/>o unidas1 e1 pelo seu pod]1 con/ituiro a origem da felicidade e t5d]o a suavis>1 no int]esse de todos os s]es1 a crueldade da situao actual4 ,como politica1 o socialismo aconselha3 o emprego de todos os meios de lucta3 a resi/5cia economica 7grve72 voto2 e1 s5do necess>io1 a =a1 a g]adora das soci$ades novas1 no diz] de ,m>x4 ,to longe no ia dec]to ,malon4 ,elle no r5eg\ nunca o espirito revolucion>io que reputava indisp5savel exi/5cia e discipl9a dos p>tidos op]>ios4 ,mas e/ava p]suadido que o conv5cim5to e a p]suaso valiam mais que a =a1 como elem5tos de propag&a e de trans=mao social4 ,vejamos qual era a sua concepo1 sobre o ,e/ado sociali/a1 pela socialisao dos monopolios4 ,mas antes d'isso fallemos rapidam5te n'um outro artigo1 tambem d seu programma4 99 99 99 99 99 ,a ,,legisla,o ,,directa ,,pelo ,,povo ,*>les ,burkli apres5t\1 sobre e/e assumpto1 ao congresso de ,zuri*1 uma propo/a muito notavel e muito bem d$uzida3 ,o congresso1 consid]&o que a lei o int]esse escripto d legislador2 que na legislao a det]m9ante deve s] o int]esse d povo2 que os corpos repres5tativos1 segundo a exp]i5cia1 repres5tam mais os capitali/as d que os op]>ios2 e que z leis1 por consegu9te1 se fazem a favor d capital1 em detrim5to da classe op]>ia2 que o p>lam5t>ismo1 em toda a p>te onde dom9a sem limites1 conduz corrupo e ao ludibrio d povo2 e que s pela int]v5o directa na legislao que o povo adquirir a consci5cia da sua =a1 condio indisp5savel lib]dade da classe op]>ia3 ,decl>a que uma condio prelim9> da suppresso de todo o dom9io de classe1 que z classes op]>ias int]v5ham1 como o mais pod]oso meio de combate politico1 a favor da legislao directa pelo povo1 segundo a qual o povo ex]c] o direito de proposio p>a z leis 7iniciativa7 e o direito da votao das leis 7ref]5dum74 ,foi ,mauricio ,ritt+haus5 o in/igador d'e/a ideia e o seu propag&i/a mais au?orisado4 ,conv5cido que s o collectivismo na legislao1 i/o 1 a p>ticipao de todos na confeco das leis1 pde correspond] ao collectivismo da propri$ade1 e que nunca *eg>emos a e/e segundo meio1 a no s] por int]m$io d primeiro3 conv5cido a9da que o sy/ema repres5tativo1 embora fira o privilegio1 no resolv] nunca a que/o social2 ,ritt+haus5 t5t\ con/ruir sobre e/e pr9cipio um sy/ema gov]nam5tal que torn\ applicavel s gr&es naes mod]nas1 compo/as de milh>es de individuos1 e foi e/e o sy/ema que elle intitul\ a legislao directa pelo povo4 ,foi a #h de setembro de #ahej1 que app>eceu1 na ,dmocratie ,pacifique1 o primeiro dos tres artigos intitulados--a legislao directa pelo povo ou a v]dadeira democracia4 ,ritt+haus5 viu-se logo atacado por ,luiz ,blanc1 ,emile de ,gir>d9 e ,pr\dhon4 ,mas teve por si o apoio das massas4 ,p\cos mezes depois1 mais de tr9ta e seis jornaes def5diam a nova !oria4 ,pr\dhon publicava1 por esse tempo1 a sua gr&e obra3 ,ide gnrale de la ,rvolution1 e dizia3--,supponhamos que e/a a que/o3 ,o gov]no s] directo ou indirecto8--,a avali> pelo successo que acabam de t]1 p>a a democracia1 z ideias de ,ritt+haus5 e ,consid]ant1 quasi se pde affirm>1 com uma quasi c]teza1 que a respo/a da gr&e maioria s] pelo gov]no directo444 ,aps longos annos de lucta1 ,ritt+haus5 logr\ v] inscripta a legislao directa1 no programma da democracia sociali/a allem1 approvado pelo congresso d',eisna*1 em ago/o de #ahfi4 ,s em #ahfh1 porm1 foi a legislao directa1 introduzida em ,zuri*1 por ,*>les ,burkli1 o mesmo que apres5t\ ao congresso de #ahfc a propo/a a que acima nos ref]imos4 ,mauricio ,ritt+haus5 nasceu em ,huckeswag5 7,allemanha7 a #ab de ,novembro de #ahad e falleceu em ,a? 7,belgica7 a #bi de dezembro de #ahij4 ,o sy/ema p>lam5t> deu j1 por toda a p>te1 o que t9ha a d>4 ,a legislao directa pelo povo o unico sy/ema gov]nam5tal que corresponde1 em politica1 s exig5cias e s necessidades d socialismo mod]no4 99 99 99 99 99 ,a ,,socialisa,o ,,dos ,,monopolios ,o direito exi/5cia deve s] fundado sobre o direito ao trabalho4 ,por seu turno o direito ao trabalho eng5dra a organisao social d trabalho1 d'onde d]iva a necessidade de um m9i/]io d trabalho4 ,z attribuies d'e/e m9i/]io s]iam3 #a4--;,a applicao rigorosa das leis indu/riaes1 melhoradas e completadas2 #b4--;,a reorganisao d trabalho das prises1 de molde a proteg] os int]esses d trabalho livre1 e a torn> mais ju/as1 mais humanas e mais moralisadoras z relaes entre a adm9i/rao e os condemnados2 #c4--,o e/abelecim5to de um s]vio especial de e/ati/ica1 que sirva de in=mao aos productores 7op]>ios e patres7 e aos comm]ciantes1 c]ca das condies d m]cado d trabalho e da troca2 #d4--,reorganisao d trabalho nas manufacturas e outros e/abelecim5tos d ,e/ado2 #e4--;,in/ituio de uma cam>a op]>ia consultiva d trabalho1 em bases rigorosam5te corporativas1 e de uma cam>a d comm]cio e da indu/ria1 de/9ada a apres5t> os projectos que t]iam de s] discutidos em publico2 #f4--;,in/ituio de um gr&e conselho arbitral1 eleito em p>te pelos syndicatos op]>ios1 e em p>te pelos syndicatos dos patres e pelas cam>as de comm]cio1 e que se pronunci>ia sobre todas z que/es economicas a elle submettidas pelas p>tes int]essadas2 #g4--;,a reorganisao d ens9o agricola1 indu/rial e comm]cial2 #h4--;,a reorganisao dos trabalhos publicos1 comport&o a con/ituio de ex]citos indu/riaes1 de quadros p]man5tes mas de pessoal v>iavel1 e que pod]iam s] quadruplicados em c]tas e/aes e r$obrados em pocas de crise2 #i4--;,a fundao de colonias agricolas e viticolas2 #aj4--,o ex]cicio racional da =a de pond]ao1 afim de att5u> ou prev5ir z crises1 de regul>is> o m]cado e de prep>> a organisao social d trabalho4 ,a reorganisao d cr$ito f>-se-hia1 lan&o um pesado impo/o sobre a agiotagem1 abol9do z leis que p]mittem a emisso de titulos ao portador e a =mao das soci$ades anonymas1 e prohib9do a especulao4 ,por seu turno1 a reorganisao judici>ia realis>-se-hia por uma ju/ia prompta1 simplificada e gratuita4 ,emfim1 todas z que/es de f9anz e de cr$ito s]iam resolvidas pela nacionalisao dos bancos4 ,mas e/as re=mas torn>-se-hiam irrealisaveis1 se a collectividade1 ,e/ado ou ,communa1 con=me os casos1 no proc$esse trans=mao1 em s]vio publico productivo1 dos monopolios de facto que g]a espontaneam5te o sy/ema capitali/a1 e a que *am>emos a ,,socialisa,o ,,dos ,,monopolios4 ,a regra effectivam5te1 e/abelecida pela !oria d socialismo1 a segu9te3 desde que uma indu/ria ou o pr9cipal elem5to de uma indu/ria1 passa1 pela sua natureza e pelo seu des5volvim5to1 ao e/ado de monopolio1 con/itu9do uma pod]osa agglom]ao de =z productoras1 incumbe collectividade exploral-a em rgie ou fazel-a explor>1 sob a sua direco1 m$iante indemnisao4 ,d'e/e modo1 alm dos monopolios d ,e/ado j con/ituidos1 figuram1 na primeira l9ha1 os cam9hos de f]ro1 z m9as1 os poos de petroleo1 z fontes de aguas m9]aes1 os canaes1 z fabricas de armas1 os gr&es =nos1 z companhias de vapores1 z gr&es (fic9as de ma*9as1 que1 por seu turno1 devem s] collocados sob a direco d ,e/ado e trans=mados gradualm5te em s]vios nacionaes productivos4 ,e/a socialisao dos organismos dom9antes da produco e da viao1 tem o seu complem5to logico e inevitavel na communalisao dos monopolios urbanos1 que1 por sua vez1 s]iam tambem trans=mados em s]vios communaes4 ,n'e/a ca!goria entram3--a illum9ao 7gaz e electricidade72 os transportes em commum 7omnibus1 tramways1 c>ruag5s72 o s]vio das aguas 7=necim5to1 banhos e lavatorios communs71 os gr&es armaz5s2 os s]vios de proviso 7pad>ias e talhos municipaes71 o s]vio ph>maceutico e a habitao4 ,a organisao dos s]vios communaes presuppe uma completa recon/ituio communal1 baseada sobre uma populao de c9co mil habitantes1 pelo m5os4 ,uma soci$ade1 onde se tivessem op]ado semelhantes trans=maes--conclue ,b5oit ,malon--t]ia progressiva e pacificam5te v5cido a mis]ia e a ignorancia1 organis&o socialm5te o trabalho1 cre&o uma nova consci5cia social1 fundada sobre z bases inde/ructiveis da lib]dade politica1 da ju/ia economica e da solid>i$ade humana4 ,muitos s]o os *amados e p\cos s]o os eleitos--dizia a antiga =mula *ri/4 ,todos s]o *amados e todos s]o eleitos--tal a divisa da mod]na escola sociali/a4 99 99 99 99 99 ,,hector ,,d5is1 ,,guillaume ,,de ,,greef ,e ,,emile ,,de ,,v&]welde ,por socialismo integral deve ent5d]-se o socialismo enc>ado sob todos os seus aspectos1 em todos os seus elem5tos de =mao1 e com todas z suas possiveis manife/aes4 ,o s5tim5to no abdic> nunca1 e s] sempre o primeiro mobil dos actos humanos--disse-o ,claude ,b]n>d na sua ,philosophia exp]im5tal4 ,faz socialismo o sabio1 o p5sador1 que1 ao cabo das suas longas inve/igaes sobre a natureza das c\sas1 descobre o my/]io da evoluo univ]sal4 ,faz socialismo o inv5tor1 qu&o applica z =z productoras d homem1 favorec5do a multiplicao dos productos e dim9u9do1 ao mesmo tempo1 a durao e z agruras d trabalho4 ,faz socialismo o escriptor qu&o no livro1 no drama ou no jornal1 faz a apo!ose dos s5tim5tos de ju/ia p>a com os hom5s e de pi$ade p>a com os animaes4 ,faz socialismo todo aquelle que combate pela lib]dade4 ,faz socialismo o altrui/a que passa a sua exi/5cia1 faz5do o bem1 soccorr5do1 consol&o e =talec5do os que s(frem e os que so desv5turados4 ,faz socialismo o poeta1 qu&o canta o h]oismo1 a bravura1 o des9t]esse e consagra z gr&es e supremas virtudes civicas4 ,faz socialismo o pr(essor1 qu&o or?odoxia das velhas =mulas inuteis1 antepe o sagrado ideal de emancipao humana1 prg&o-o e ens9&o-o aos seus discipulos4 ,emfim1 o socialismo j no ap5as uma d\tr9a ab/racta4 ,o socialismo faz-se e pratica-se por toda a p>te3 por s5tim5to uns1 por convico muitos1 por racioc9io outros e por necessidade todos4 ,e d'ahi a gr&e v>i$ade de escolas e um sem num]o de !orias e de programmas4 ,mas1 em nosso juizo1 o socialismo pr(essoral ou ca!dratico aquelle que mais tem concorrido p>a o des5volvim5to da ideia emancipadora1 no seio das soci$ades mod]nas4 ,e entre os pr9cipaes apo/olos da escola1 s]ia erro imp]doavel esquec] os pr(essores belgas que to gr&e relevo teem sabido d> s d\tr9as sociali/as4 ,no fall&o j no fallecido ,emile de ,laveleye1 o mais celebre dos economi/as contemporaneos e auctor de um livro que se torn\ classico--,da propri$ade e das suas frmas primitivas1 cumpre-nos m5cion> aqui ,hector ,d5is1 ,guilh]me de ,greef1 o sabio auctor da ,introduco sociologia1 e ,emile de ,v&]welde que1 s5do advogado1 p]t5ce1 todavia1 a esse glorioso grupo4 ,a ,univ]sidade livre de ,bruxellas conta1 no seu seio1 dois sociali/as--,hector ,d5is e ,guilh]me de ,greef1 e um an>*i/a--,elise ,reclus4 ,gravura3 ,emile de ,v&]welde ,e/o a9da na memoria de todos os rec5tes acontecim5tos1 que se orig9>am pela susp5so (ficial d curso de ,elise ,reclus4 ,os e/udantes tom>am uma p>te activa no assumpto4 ,hector ,d5is1 o reitor da ,univ]sidade1 demittiu-se1 e ,guilh]me de ,greef int]veiu a favor dos que prote/avam contra a int]v5o dos pod]es publicos4 ,o gov]no viu-se obrigado a reconsid]>1 e o socialismo sahiu mais uma vez triumphante da lucta4 ,na campanha figur\ tambem ,emile de ,v&]welde1 antigo alumno da ,univ]sidade1 um nobre e g5]oso espirito e auctor de um bello e/udo sobre os p>asitas organicos e os p>asitas sociaes4 ,emile de ,v&]welde ex]ce1 sobretudo1 uma aco espiritual sobre o socialismo belga4 ,a sua influ5cia enorme1 e o seu pre/igio cresce e augm5ta de dia p>a dia4 99 99 99 99 99 ,entre os sociali/as ca!draticos1 ha uma escola mod]ada que aspira implantao da !oria sociali/a por uma trans=mao gradual e l5ta da soci$ade actual4 ,assim1 so alguns de op9io que1 p>a se *eg> completa abolio da propri$ade1 se dev] pr9cipi> pela abolio da gr&e propri$ade que e/abelece um desequilibrio economico no mundo1 conc5tr&o e monopolis&o nas mos de alguns os capitaes e os recursos que dev]iam e/> nas mos de todos4 ,outros fazem di/9co entre a propri$ade indu/rial e a propri$ade agricola1 reclam&o a suppresso da primeira e cons]v&o a segunda1 vi/o m$i> uma enorme di/ancia entre o indu/rialismo e a agricultura4 ,succ$e o mesmo com relao gr&e e pequ5a indu/ria e com relao s h]anz4 ,n'e/e ponto div]gem tambem muitos sociali/as1 qu]5do uns a ext9co total das h]anz1 alm de uma c]ta quantia e rev]t5do o exc$5te p>a o fundo da educao nacional1 cont5t&o-se outros ap5as1 com a sua ext9co imm$iata em l9ha collat]al4 ,como qu] que seja1 ha um ponto fundam5tal em que todos e/o de accrdo--a negao d exi/5te4 indisp5savel pois1 de/ruir o que e/ p>a o sub/ituir4 ,e a recon/ruco social s] tanto mais facil1 quanto maior fr o num]o de ideias emittidas4 ,da v>i$ade de !orias que hade result> a unidade d conjuncto4 ,e a lucta travada entre o capitalismo e o prolet>iado a9da mais apress> e favorec] a soluo d problema4 99 99 99 99 99 ,a ,,nova ,,g]a,o ,,portugueza ,a evoluo que1 n'e/es ultimos annos1 se tem op]ado na p>te s1 intellectual1 deixem-me diz] assim1 da nova g]ao portugueza1 muito digna de regi/>-se4 fr5te d'esses moos e/udiosos e en?usia/as1 encontra-se ,f]n&o ,m>t9s de ,c>valho1 um gr&e e solido tal5to1 discipl9ado pelo e/udo da philosophia mod]na e educado na conviv5cia dos gr&es me/res da sci5cia social4 ,a t5d5cia f$]ali/a e sociali/a acc5tua-se na nova g]ao portugueza1 como um resultado da corr5te int]nacionali/a que1 por toda a p>te1 se impe e affirma1 e como uma consequ5cia logica e necess>ia das ideias d nosso tempo4 ,prova e/e facto que m>*amos p>a a conqui/a de um novo ideal e que a politica1 entre ns1 vae p]d5do o seu antigo c>act] s5tim5tal e jacob9o1 p>a se trans=m> n'uma soluo organica1 positiva1 lib]al e moral4 ,proc$5do assim1 a nova g]ao portugueza affirma a sua solid>i$ade com o movim5to social mod]no e mo/ra-se em tudo digna e altura dos gr&es problemas que agitam a soci$ade4 ,p>ab5s muito s9c]os a todos esses bons e leaes companheiros1 e1 em especial1 a ,f]n&o ,m>t9s de ,c>valho1 o *efe inconte/ado da gloriosa crusada6 ,os p]iodos que vo lr-se repres5tam mais d que um simples e/udo ou uma simples aspirao3 so1 p>a assim o diz]1 o programma ou o manife/o dos novos4 ,por isso julgmos que t9ham aqui o seu log>1 e que s]ia de summa utilidade reproduzil-os1 embora n'elles se notem umas lisongeiras ref]5cias m9ha pessoa que no posso nem devo attribuir s5o muita bondade de ,m>t9s de ,c>valho4 99 99 99 99 99 ,a aproximao d individualismo economico d individualismo politico o resultado de uma viciosa associao de ideias4 ,a sociologia mod]na deve acceit> o individualismo1 como soluo politica1 e o communismo1 como soluo economica4 ,nem ha qualqu] conflicto entre e/as duas =mulas1 re/rictas aos campos proprios3--o nem9em la$e1 essa =mula fundam5tal d individualismo1 tem evid5tem5te consequ5cias communi/as2 no les> a n+uem no tolh] a n+uem a apropriao d necess>io1 no ap5as no p]turb> n+uem na sua situao actual1 ju/a ou inju/a4 ,sp5c]1 que g5]alis\ a economia or?odoxa na sociologia1 decididam5te individuali/a e affirma a t5d5cia evolutiva p>a a propri$ade social4 ,d primitivo communismo g5ealogico1 de c>act] famili>1 pass\-se p>a o communismo local1 dos que habitam o mesmo t]ritorio4 ,dos communismos das tribus passa-se p>a o communismo univ]sal1 p>a a conf$]ao de todas z communas4 ,a passagem de uma a outra frma d communismo deu log> ao individualismo economico1 a des9tegrao1 successiva e gradual1 d communismo g5ealogico1 desde o condom9io famili> at simples quota legitim>ia dos p>5tes4 ,o individualismo no pod] s] uma integrao social2 os elem5tos que elle disp]s\ precisam de se integr> n'uma nova frma communi/a4 ,a evoluo social realisa-se em virtude da lei d uso e d desuso1 de que d]iva a diviso d trabalho1 e que o pr9cipio fundam5tal d trans=mismo1 em que se acc5tua hoje uma r5asc5a lam>cki/a4 ,lam>ck dev]ia t] applicado aquella lei1 que applic\ s aos organismos individuaes1 tambem directam5te aos organismos collectivos1 s especies4 ,a influ5cia d uso e d desuso actua sobre os orgos dos organismos individuaes1 mas actua tambem sobre os organismos individuaes1 como orgos dos organismos collectivos4 ,a d\tr9a da seleco natural no repres5ta s5o uma t5tativa p>a applic> diff]5ciao das especies a lei d uso e d desuso2 na seleco social1 uma frma da seleco natural1 desapp>ecem todos os inuteis1 embora z subsi/5cias *eguem p>a todos4 ,a evoluo realisa-se pela diff]5ciao e/ructural das massas organicas primitivas1 con/itu9do os organismos individuaes2 pela diff]5ciao dos organismos individuaes =m&o o protoplasma social primitivo1 em v>i$ades1 especies1 re9os4 ,uma especie con/itue-se organicam5te pela successo de frmas cada vez mais p]feitas da diviso d trabalho1 pela =mao de uma solid>i$ade social1 g5]alis&o-se gradualm5te dos pequ5os grupos s raz1 e a toda a especie2 concorr5cia vital d5tro das especies succ$e-se a concorr5cia vital com outras especies1 at que umas e outras entrem n'um hyp]-organismo sup]ior1 que ir at e/abelec] a solid>i$ade de toda a exi/5cia4 ,a soci$ade1 que comeou a sahir da primitiva homog5eidade communi/a pela an?ropophagia1 com manife/aes juridicas notaveis1 como por exemplo a condemnao d crim9oso a s]vir de alim5to tribu1--pelas frmas p>asit>ias e comm5sali/as1 vae p\co a p\co aproxim&o-se da frma sup]ior da diviso d trabalho1--o communismo1 que a frma de rep>tio nos organismos p]feitos--a cada orgo segundo z suas necessidades4 m$ida que e/a evoluo se realisa a concorr5cia social torna-se cada vez m5os int5sa2 o p>asit>ismo int]no da especie trans=ma-se em p>asit>ismo com relao s outras especies4 ,z pr(undas diff]5ciaes an?ropologicas1 produzidas pelas velhas frmas p>asit>ias da con/ituio social1 vo-se att5u&o4 ,a analogia real da soci$ade com o organismo1 que tem sido muito exagg]ada e tem dado log> a mil hespanholadas sci5tificas1 a d\tr9as muito e/heticas que se tem de/acado por gemmip>idade das !orias de ,comte e ,sp5c]1 no nos pde lev> a idealis> a soci$ade futura como a p]feita reproduco d organismo individual1 com a sua =te diff]5ciao de e/ructura1 a soci$ade um organismo sup]ior1 que reproduz na sua phase embryonn>ia a evoluo dos organismos individuaes 7como pela lei biog5etica o individuo reproduz na vida fetal toda a evoluo organica ant]ior71 mas que na sua phase po/-embryonn>ia a cont9ua4 ,a economia da diviso d trabalho1 que se succ$e primitiva economia communi/a1 tem duas phases prep>atorias3 uma milit>1 viol5ta1--a escravido1 a s]vido1 o feudalismo--1 outra pacifica1--o capitalismo mod]no4 ,a di/ribuio da riqueza pelo producto d trabalho1 d&o log> int]v5o da concorr5cia1 produz o capitalismo2 a !oria communi/a qu] que se pague o trabalho-funco social e no o trabalho-producto1 como o capitalismo e mesmo o collectivismo1 uma d\tr9a transitoria evid5tem5te1 e que se v em difficuldades p>a prov> que o capital no accumulao de trabalho1 coisa absolutam5te indiff]5te no ponto de vi/a communi/a4 ,z ca/as no so div]sas raz1 div]sos povos1 que se sobrepem2 so diff]5ciaes an?ropologicas1 que se =mam d5tro de todas z soci$ades pela aco de factores em95tem5te sociaes1 z frmas primitivas da diviso d trabalho4 ,z ca/as correspondem s raz occipital--a exploradora pela viol5cia--e frontal1 a primitivam5te explorada1 que se lib]ta pela intellig5cia2--a !oria de ,gratiolet v]dadeira1 admitt9do-se factores sociaes da diff]5ciao d5tro das primitivas raz1 que p\co a p\co desapp>ecem p]ante z nacionalidades1 um p>asitismo de que resultam diff]5ciaes an?ropologicas1 e p]ante z ca/as4 ,o milit>ismo ext]ior e int]nacional e o milit>ismo nacional ou ari/ocracia1 tem orig5s economicas1 e produzem diff]5ciaes an?ropologicas4 ,no regime communi/a primitivo o direito a coaco adaptao social pela intimidao1 ou o appressam5to viol5to da inadaptao4 ,exi/ia a promiscuidade4 ,havia p]feita egualdade economica e p]feita egualdade politica4 ,fez-se s5tir a necessidade da diviso d trabalho3 ia-se con/ituir a primeira frma de p>asit>ismo4 ,n+uem ousava viol> a tradio1 com pr(unda sanco religiosa1 da propria tribu4 ,comea a gu]ra p]man5te entre z tribus de bimanos4 ,o que se no av5turava a escravis> individuos1 a monopolis> femeas1 a aposs>-se da propri$ade da propria tribu1 cahia sobre a tribu vis9ha4 ,o individualismo comeou pela escravido dos extrangeiros1 pela exogamia1 pelo r\bo da propri$ade das outras tribus4 ,con/ituiu-se um direito int]nacional1 fundam5talm5te diff]5te d direito d clan2--conflicto an?ropologico1 o direito t9ha um c>act] collectivo2--crime e p5a eram conflictos e?nicos4 ,con/ituiram-se assim em ca/a os hom5s de gu]ra1 pass&o depois a ex]c] a viol5cia sobre a propria tribu4 ,o direito entre z ca/as pass\ a s] cpia d direito int]nacional2 o velho direito int]no s p]si/iu em survivances nas relaes entre os membros das classes inf]iores4 ca/a1 como a todos os gr&es factores sociaes1 devia correspond] uma diff]5ciao an?ropologica4 ,a an?ropologia crim9al1 qu&o nega os factores economicos d crime1 no rep>a em que a seleco natural das raz tem segundo o d>w9ismo1 de que essa escola d]iva1 uma origem economica--o facto regi/ado pela lei de ,mal?us4 primitiva seleco individual devia p\co a p\co sub/ituir-se uma seleco entre os grupos an?ropologicos1 que se iam =m&o1 seleco naturalm5te prev5tiva1 d'ahi a =mao da escravido1 que uma frma de c>act] durad\ro da seleco e que se sub/ituiu p5a de morte d crim9oso e d prisioneiro de gu]ra2 d'ahi a =mao na ari/ocracia da familia polygamica1 de/9ada a g>antir a rapida multiplicao da ca/a sup]ior1 e acompanhada de div]sas m$idas re/rictivas da multiplicao da ca/a inf]ior4 ,p\co a p\co tem ido p]d5do de int5sidade a frma viol5ta d individualismo1 pelo app>ecim5to d capitalismo e pelo cruzam5to das ca/as1 primitivam5te prohibido1 que c>act]isa z frmas sociaes sup]iores1 como o cruzam5to das raz c>act]isa a dome/icao com respeito ao e/ado selvagem4 ,o c>act] de conflicto an?ropologico d direito na phase primitiva d milit>ismo tem p\co a p\co desapp>ecido de div]sos dos seus ramos2 primitivam5te aquelle direito que hoje s tem sanco civil1 t9ha uma sanco p5al4 ,hoje o direito p5al t5de a torn>-se to contractuali/a como o direito civil2 ,sp5c] baseia toda uma !oria p5al sobre a organisao sy/ematica da indemnisao de p]das e damnos4 m$ida que o milit>ismo vae decl9&o1 vae-se realis&o no direito int]nacional uma endosmose d direito int]no progressivo2 o contr>io precisam5te d que se deu nas orig5s d milit>ismo4 ,resultado de todos e/es progressos sociaes o desapp>ecim5to evolutivo das diff]5ciaes an?ropologicas1 a que z ca/as e z nacionalidades d]am origem4 ,contra o que o collectivismo affirma1 somos de op9io que o capitalismo repres5ta um progresso4 ,a evoluo realisa-se pela aco cada vez m5or da h]$it>i$ade1 p]mitt9do a evoluo rapida da especie1 por adaptaes repetidas4 ,a organisao em ca/as1 a h]$it>i$ade politica e economica1 correspondeu a phases inf]iores da trans=mao da especie3 hoje sobre a h]$it>i$ade pr$om9a a adaptao1 na sua frma seleccional1 que tem como consequ5cia politicam5te o regime repres5tativo1 economicam5te o regime capitali/a4 ,z seleces1 no s5do fixas pela h]$it>i$ade1 que1 tanto nas suas consequ5cias politicas1 como nas suas consequ5cias economicas1 t5de a desapp>ec]1 uma transio necess>ia p>a o regime da egualdade1 em que z progressivas adaptaes da especie no se realis>o seleccionalm5te1 mas solid>iam5te4 um facto conhecido o da deg5]ao das ari/ocracias1 facto p]feitam5te egual ao da deg5]ao das raz indig5as p]ante a civilisao branca1 e ao da deg5]ao das raz crim9osas1--seleces milit>i/as e ari/ocracias abortadas1 raz d'origem t]atologica1--p]ante o homem normal4 deg5]ao das ari/ocracias correspondeu necess>iam5te a =mao das mon>*ias2 era facil no decorr] da deg5]ao da ca/a1 uma familia g>antir-se o pod] mon>*ico4 ,qu&o a deg5]ao se e/5de s dyna/ias1 a mon>*ia torna-se temp]ada ou con/itucional4 possivel que na deg5]ao da burguezia p]ante o qu>to e/ado1 pelo mesmo processo hi/orico app>eam novos ces>ismos4 ,vejamos os factores intellectuaes da evoluo social4 ,o homem primitivo faz correspond] s5sao o mundo ext]ior2 ideia1 que julga indep5d5te da s5sao1 o espirito1 a sub/ancia3 eis a origem d sub/ancialismo1 d livre-arbitrismo1 da d\tr9a das ideias innatas1 da !oria da creao4 ,reconhecida a dep5d5cia causal da ideia p>a a s5sao1 sub/itue-se ao pr9cipio da sub/ancialidade o pr9cipio de causalidade1 e funda-se a sci5cia mod]na1 positiva1 moni/a1 det]m9i/a e evolucioni/a4 ,por faz] d positivismo uma que/o de me?odo e no det]m9> precisam5te a origem d causalismo e todas z suas consequ5cias1 ,comte acceit\ a irr$uctibilidade dos ph5om5os e a relatividade dos conhecim5tos1 pr9cipio que occasion\ e/a rec5te recaida ideali/a4 ,a evoluo sci5tifica no d$uctiva1 como qu]ia ,comte1 mas inductiva1 das ci5cias d espirito p>a z sci5cias mais g]aes1 z d mundo inorganico2 assim que1 por exemplo1 a d\tr9a da evoluo app>eceu successivam5ie na sociologia1 na biologia e na physico-*imica4 ,note-se que na a/ronomia a9da se admitte a evoluo-circul>1 da nebulosa nebulosa1 e a evoluo-circul> foi precisam5te a primeira phase d evolucionismo social2 e que nada ha a9da sobre a evoluo g]al physico-*imica4 ,conhecem-se os factores psy*ologicos da m>*a social2 conhecem-se os seus factores biologicos a9da2 e muito mal os factores inorganicos4 ,a d\tr9a d livre-arbitrio deu origem ao contractualismo na politica1 no direito economico1 na familia e no direito p5al1 pun9do o crime1 no o crim9oso4 ,o det]m9ismo1 que successivam5te1 visivelm5te na crim9ologia1 tem passado da sua frma /atica1 p>a uma frma dynamica1 evolucioni/a1 d motivismo psy*ologico ao condicionalismo biologico e anorganico1 tem como consequ5cia necess>ia uma con/ituio sociali/a4 ,o direito economico fund>-se-ha sobre o de/9o social dos actos1 no sobre o livre-arbitrio dos contrah5tes2 reconhecido o gov]no de leis sociologicas1 e o progresso1 contradictorio com o livre-arbitrio1 i/o 1 a et]na possibilidade d homem p5s> e pratic> indiff]5tem5te1 desapp>ec] a necessidade d ,e/ado1 resultado !orico da necessidade de uma et]na int]v5o coactiva p>a lev> o livre-arbitrio ao ,bem2 a p5a t] um fim sociali/a1 a adaptao d crim9oso soci$ade4 ,e/a adaptao s] facil1 contra o que julga a antropologia crim9al1 que admitte a evoluo an?ropologica e social e nega a evoluo an?ropologica e social dos crim9osos1 que1 sab5do que a symbolica juridica mo/ra bem que a origem da propri$ade foi a conqui/a e que a origem da successo foi o culto dos mortos1 *ama aos att5tados contra a propri$ade--delictos naturaes4 ,a probidade actual que s5o o habito viol5tam5te creado de respeit> a desegualdade economica1 h]$it>iam5te transmittido8 ,diff]imos d collectivismo3--na nossa soluo f9al economica1 que communi/a2 na !oria politica1 que o an>*ismo sci5tifico2 no processo !orico1 por isso que fazemos sociologia an?ropologica e por no faz]mos sociologia exclusivam5te economica4 ,os primitivos sociali/as como os primeiros economi/as nem sequ] suspeit>am a sociologia1 viv]am no especialismo economico2 n'uma segunda phase economi/a e sociali/a lev>am a explicao economica a todos os ph5om5os sociaes1 fiz]am sociologia economica2 n'uma t]ceira phase a economia or?odoxa g5]alis\-se com z outras sci5cias sociaes na sociologia sp5c]iana4 ,tudo hoje tambem faz prev] a con/ituio de uma sociologia sociali/a4 ,a biologia nunca ous\ explic> a evoluo organica s por factores economicos--os que dizem respeito nutrio4 ,o collectivismo 1 em ,m>x pr9cipalm5te1 um argum5to ad hom9em com relao economia or?odoxa1 de cujas entidades metaphysicas tir\ consequ5cias habeis1 mas sci5tificam5te infundadas2 ,k>l ,m>x v-se obrigado a contradiz] viol5tam5te z suas !orias1 aproxim&o o seu socialismo da =mula communi/a da di/ribuio4 ,diff]imos d an>*ismo1 apes> de acr$it>mos que o ,e/ado t5de a desapp>ec] pelas rases que dmos e a9da pelas legitimas d$uces sociologicas da d\tr9a lam>ckiana da creao natural dos in/9ctos1 em virtude da qual o ,e/ado p]d] a sua raso de s] ap5as t5ha =mado habitos1 que1 tornados h]$it>ios1 sejam a base moral da soci$ade futura3--na !oria det]m9i/a e an?ropologica1 e pelo s5tim5to pr(undo da evoluo hi/orica4 preciso cont> com a hi/oria1 a h]$it>i$ade psy*ologica2 o espirito social no evid5tem5te a taboa rasa da velha psy*ologia mat]iali/a4 ,a evoluo tem p]iodos revolucion>ios2 a lucta pelo direito de ,jh]+ a !oria d progresso sangu9ol5to das soci$ades4 ,mas no podemos como o an>*ismo ou como o jacob9ismo faz] d crime politico uma metaphysica revolucion>ia4 ,dissmo-nos communi/as3 devemos not> que a unica !oria sociali/a de que saiu uma sociologia1 foi uma d\tr9a communi/a1 a de ,sa9t-,simon1 cuja influ5cia na obra de ,comte conhecida4 nitida a nossa posio4 ,lib]tos completam5te das velhas d\tr9as1 h]$it>i$ade morbida muitas vezes secul> d espirito collectivo1 affirmamos a necessidade de uma recon/ruco social completa4 ,z velhas !orias sociaes1 que so s5o z velhas t5d5cias inconsci5tes1 a que se qu] d> um pretexto de que se faz p$antem5te uma sociologia1 como o hypnotisado d um pretexto pu]il e julga da sua iniciativa os actos sugg]idos e que inconsci5tem5te pratic\8 no p>tido republicano o log> dos novos1 no v5cidos por essa surmnage m5tal da hi/oria que c>act]isa o mom5to1 p>a quem a sociologia no ap5as um libretto da ,portugueza1 que fazem uma critica intellectual d que exi/e1 e que deixam a velha critica jacob9a1 uma p>te de policia c>regada4 preciso que o p>tido republicano faa1 porm1 vigorosam5te affirmaes sociali/as e f$]ali/as4 ,e/as duas corr5tes pod]osas teem sido vehem5tem5te repres5tadas na propag&a republicana por ,magalhes ,lima1 contra aquelles1 p>a quem a republica toda a sci5cia social e um mnages9ho patriotico1 e que fazem a sociologia pacata d bom homem ,ric>do4 ,a que/o politica no indiff]5te1 contra o que alguns d$uzem d pr9cipio sociali/a de que z trans=maes politicas teem ap5as factores e de/9os economicos4 ,os novos devem pois1 colloc>-se ao lado dos republicanos1 porque a soluo politica imm$iata a mesma4 ,sociali/as1 a*amo-nos reunidos aos or?odoxos1 que pi$osam5te julgam o socialismo uma metaphysica d r\bo4 ,aproxima-nos uma especie de isomorphismo1 porque z nossas e z suas d\tr9as cry/alisam nas mesmas =mulas politicas4 ,socialismo rasgado1 no um socialismo que seja um dilettantismo da ,hi/oria1 e que corresponda velha =mula--panem et circ5ses1 politica int]nacional def9ida e sem hesitaes1 tem sido a propag&a vehem5te feita por ,magalhes ,lima1 que assim abriu uma nova phase na hi/oria d p>tido republicano portuguez4 ,os novos podem1 pois entr> sem hesitaes na vida nova d p>tido4 99 99 99 99 99 ,,jos ,,fontana ,e ,,s\sa ,,br&,o ,e1 uma vez que fallmos nos novos1 s]ia +ratido esquec] aquelles que1 pela sua influ5cia1 pela sua d$icao1 pela sua actividade e pela sua propag&a1 tanto contribuiram p>a o d]ramam5to d'e/as ideias no povo portuguez4 ,refiro-me a ,jos ,fontana e ,s\sa ,br&o4 ,s] republicano ou s] sociali/a n'e/es tempos que vo corr5do1 c\sa que no importa um gr&e acto de coragem ou de audacia4 ,mas p>a affirm> z op9ies republicanas e sociali/as1 na poca em que aquelles dois b5em]itos o fiz]am1 requ]ia-se a9da mais que coragem e audacia--requ]ia-se uma gr&e indep5d5cia de c>act] e um gr&e e sob]ano despreso pelas conv5i5cias e int]esses pessoaes4 ,os que mod]nam5te vi]am p>a a politica1 no sabem1 nem podem mesmo avali>1 o que cu/ava a propag&a n'aquelle tempo4 ,era uma lucta cruel e con/ante1 com a familia1 com os amigos1 e com tudo e com todos4 ,s] republicano o mesmo era que s] um doido mau4 ,socialismo era synonimo de pilhagem e de liquidao social4 ,gravura3 ,jos ,fontana ,os p>tidos por via de regra1 +ratos p>a com os seus s]vidores4 ,sup]ior1 porm1 gratido dos p>tidos1 ha o applauso da propria consci5cia4 ,e s pela satisfao d dev] cumprido1 vale bem a p5a support> z *ufas dos adv]s>ios1 z calumnias dos maldosos e a p]seguio dos insci5tes e dos inconsci5tes4 ,jos ,fontana era muitas vezes calumniado por aquelles que o no compreh5diam4 ,de ,s\sa ,br&o sorriam-se os f9orios e os hom5s praticos1 como se tivessem d d'elle4 ,fui d'essa poca1 e sei o que isso era e o que isso cu/ava6 ,mas que importava8 ,os calumniadores cal>am-se e os disfructadores desapp>ec]am4 ,jos ,fontana e ,s\sa ,br&o so hoje v5]ados e consagrados1 em ,portugal1 como o so egualm5te1 na ,allemanha1 ,k>l ,m>x e ,lassale4 ,e i/o porqu8 ,precisam5te porque elles repres5t>am1 na soci$ade portugueza1 mais alguma c\sa d que z suas proprias pessoas4 ,elles =am os g5u9os int]pretes de uma ideia que honr>am e glorific>am1 pela sua coh]5cia1 pela sua abnegao e pelo seu civismo4 ,=am dois puros e =am dois =tes4 ,era diff]5te o processo de cada um4 ,mas o ideal1 o fim1 o objectivo era o mesmo em ambos4 ,jos ,fontana era o apo/olo da ,int]nacional1 e ella ahi e/ hoje mais solida e mais viva d que nunca1 apes> da p]seguio dos gov]nos6 ,s\sa ,br&o foi o evangeli/a das soci$ades coop]ativas1 e ellas ahi e/o hoje a impr-se por toda a p>te e em todas z classes1 apes> dos emb>aos e ob/aculos que o capitalismo lhe levanta6 ,gravura3 ,s\sa ,br&o ,ha quem desanime na lucta e ha quem cance1 durante o cam9ho4 ,nem um nem outro s\b]am nunca o que era o desanimo ou o cansao4 ,trabalh>am1 combat]am1 p]sev]>am e seguiram sempre vante como os cr5tes das antigas religies4 ,edific>am sobre z ru9as e con/ruiram sobre os escombros d velho mundo4 ,a obra ahi e/--bella1 sob]ba1 impon5te4 ,o exemplo d'aquelles que no morrem nunca e a lio das que aproveitam sempre4 ,inspiremo-nos no seu nobre e magnanimo exemplo e reavivemos nos nossos espiritos a gr&eza e a sublimidade da sua lio4 ,a hom5agem aos mortos deve con/ituir um culto p>a os vivos4 ,e1 qu&o os mortos se *amam ,jos ,fontana e ,s\sa ,br&o1 a hom5agem reve/e ento o duplo c>act] de um preito ao amigo qu]ido e de uma apo!ose pelo bravo1 pelo apo/olo e pelo h]e4 ,,conclu9do ,bom ou mu1 ahi fica um rapido esboo d actual movim5to4 ,foi simples a nossa misso4 ,desej&o que todos vissem pelos proprios olhos e palpassem pelas proprias mos1 limitmos-nos a faz] a hi/oria d que e d que se passa4 ,hi/orimos2 no criticmos2 n>rmos2 no comm5tmos4 ,savoir p\r prvoir1 af9 de p\voir--tal era a maxima de ,augu/o ,comte4 ,sab] p>a prevr1 afim de pod]--tal deve s] o pr9cipio de todos os que1 pres5tem5te1 se d$icam e consagram aos e/udos politicos e sociaes4 ,no confundamos o ideal com a utopia4 ,o ideal de hoje a realidade de manh4 ,o ideal1--disse muito bem ,elie ,rclus1 no s5o o des5volvim5to da realidade4 ,a utopia no passa1 muitas vezes1 d espirito ou d c]ebro que a g]\4 ,mas no succ$e o mesmo com o ideal que encontra sempre uma realisao pratica1 no mundo4 ,o socialismo o ideal d seculo ,,xix e s] a realidade d seculo ,,xx4 ,muitos gov]nos mon>*icos comeam j a aceit>-lhe z reiv9dicaes e z consequ5cias4 ,glad/one p]filh\1 p>a o seu programma lib]al1 o dia normal das #h horas de trabalho e a responsabilidade nos accid5tes4 sociali/a o imp]ador da ,allemanha e so sociali/as todos os gov]nos da ,europa4 ,compreh5de-se4 ,faz5do concesses ao prolet>iado1 os reaccion>ios e ultramontanos procuram def5d]-se da onda que os ameaa1 prolong&o d'e/e modo a sua exi/5cia1 embora cu/a de uma especulao e de uma hypocrisia4 ,no acontece porm1 o mesmo com os p>tidos avanados4 ,esses teem de acompanh> o movim5to1 sob p5a de se suicid>em1 no o faz5do4 ,ahi fica a adv]t5cia4 ,quem tem olhos p>a vr1 veja2 quem tem ouvidos p>a ouvir1 oia4 ,n'e/e livro reproduzi1 a l>gos traos1 z m9has impresses sobre o congresso op]>io de ,zuri* de #ahic1 des5volv5do os assumptos ali tratados1 segundo o crit]io das div]sas escolas sociali/as4 ,aos novos me dirijo1 porque s dos novos ha alguma c\sa a esp]>4 ,os velhos so imp5etraveis s ideias mod]nas4 ,concorre1 p>a isso1 o egoismo e a intransig5cia da edade4 ,s]ia absurdo esp]> qualqu] c\sa de pr(icuo e de util de elem5tos ga/os1 cados1 e1 em p>te1 desacr$itados4 ,j uma vez o disse e no cess>ei de o repetir4 ,o bom s5so publico no reconhece1 em g]al1 s5o dois p>tidos--o p>tido dos que avanam e o p>tido dos que recam4 ,deixemos recu> os que tudo sacrificam ao seu int]esse pessoal e sua desmesurada ganancia2 deixemos recu> os timidos1 os cov>des e os impot5tes2 e avancemos ns1 unidos1 =tes e discipl9ados--unidos na aco1 embora div]g5tes na d\tr9a2 =tes pelo s5tim5to d dev]1 e discipl9ados pela solid>i$ade das ideias e dos pr9cipios4 ,a fe/a d #a4 de de maio d corr5te anno s] uma nova affirmao da =a e da importancia d prolet>iado int]nacional4 ,mi*el91 o illu/re deputado sociali/a1 apres5t\ ultimam5te1 na cam>a franceza1 o segu9te projecto de lei3 ,o trabalho a origem unica e legitima da riqueza4 ,n5hum producto pde exi/ir sem o trabalho1 que a condio ess5cial da lib]dade e da prosp]idade d homem1 e s1 por meio d'elle1 se pde assegur> o progresso e moralis> a soci$ade4 ,os trabalhadores tom>am a iniciativa da celebrao de uma fe/a annual1 com o fim de honr> o trabalho4 ,peo por isso1 cam>a que decrete1 no s5tido de consid]> e/a fe/a nacional4 ,os pod]es publicos1 cuja misso consi/e em d> satisfao s aspiraes d povo1 no podem s5o associ>-se a um s5tim5to to elevado1 demon/r&o assim o desejo s9c]o em que e/o de exam9>1 p>a z att5d]1 z ju/as reiv9dicaes dos trabalhadores que con/ituem a imm5sa maioria d paiz4 ,por e/as rases1 t5ho a honra de submett] cam>a o segu9te projecto3 ,art4 unico--,o #a4 de ,maio decl>ado o dia da fe/a nacional e annual d trabalho4 ,mi*el9 deseja1 por e/e modo1 consagr> o #a4 de ,maio1 assim como se tem consagrado o #ad de julho que o dia da fe/a da ,republica4 ,p]d]ia a fe/a dos op]>ios1 n'e/e caso1 o seu c>act] de resi/5cia1 e conv]t]-se-hia n'uma celebrao pacifica d trabalho4 ,nada mais nobre e digno6 ,aos t]mos da propo/a1 associ\-se en?usiaticam5te o gr&e poeta sociali/a1 ,clovis ,hugues1 embora outros div]gissem por desej>em cons]v> ao #a4 de ,maio a sua feio1 radical e revolucion>ia1 de combate e de opposio ao exi/5te4 ,de um ou de outro modo1 a celebrao d #a4 de ,maio no deix> de faz]-se4 ,ha um problema a resolv]4 a que/o magna d seculo4 ,ou os gov]nos o resolvem1 ou z soci$ades t]o de pass> por um cataclismo t]rivel4 e/e o dilemma4 ,e da soluo d assumpto dep5d]1 no futuro1 a felicidade e o bem-e/> dos povos6 ,,fim ,,indice ,,solemnia ,,v]ba #g ,o ,,primeiro ,,de ,,maio #aa ,o ,,des5volvim5to ,,das ,,ideias ,,sociali/as4--,b5oit ,malon1 ,luiz ,ru*onnet1 ,ramn ,*ies1 ,victor ,s*oel*] e ,victor ,considrant4--,!odoro ,h]tzka e o seu ,freil&4--,no congresso de ,zuri*4--,a ,allemanha1 a ,belgica1 a ,frana e a ,+lat]ra4--,a ,italia1 a ,hespanha e ,portugal4--,notas e comm5t>ios #ac ,o ,,programma ,,sociali/a4--,o programma d p>tido op]>io4--,p>te politica e p>te economica--,jules ,guesde e ,paulo ,laf>gue4--,o programma d p>tido sociali/a em ,portugal #eg ,a ,,coop]a,o ,,dos ,,trabalhadores4--,coop]ao e solid>i$ade4--,in/ruco e associao4--,o int]nacionalismo4--,z coop]aes op]>ias e alguns dos seus mais d$icados e f]vorosos apo/olos4--,ces> de ,paepe1 ,anseele1 ,jean ,vold]s1 ,l\is ,b]tr& #ig ,,arbitragem ,,int]nacional4--,soci$ades da paz4--,emile ,arnaud4--,o milit>ismo4--,domela ,nieuw5huis4--,arbitragem int]nacional--,mi*el ,revon4--,a f$]ao e os seus apo/olos4--,nacionalismo e int]nacionalismo4--,alfr$o ,naquet4--,r5 ,goblet e ,augu/o ,vacqu]ie4--,a gu]ra v5cida pela arbitragem4--,o des>mam5to4--,edu>do ,vaillant #aji ,a ,,mulh]4--,resoluo d ,congresso de ,zuri*4--,a situao da mulh]4--,seus direitos civis e politicos4--,a mulh] em relao indu/ria4--,a mulh] no e/ado sociali/a4--,a primeira victoria4--,madame ,paule ,m9k4--,augu/o ,bebel4--,p4 ,argyriads #acg ,a ,,soci$ade ,,nova4--,a trans=mao social impe-se4--,o que o collectivismo4--,o ,e/ado sociali/a1 segundo ,augu/o ,bebel e ,b5oit ,malon4--,a legislao directa pelo povo4--,a ,socialisao dos monopolios4--,hector ,d5is1 ,guillaume de ,greefe ,emile de ,v&]welde4--,a nova g]ao portugueza4--,jos ,fontana e ,s\za ,br&o #aee ,,conclu9do4-- #aic ,,retratos #a4--;,b5oit ,malon #ad #b4--,ramn ,*ies #ag #c4--,victor ,s*oel*] #ah #d4--,victor ,consid]ant #ba #e4--,!odoro ,h]tzka #bf #f4--;,amilc>e ,cipriani #ce #g4--;,fr$]ico ,engels #ci #h4--,liebkne*t #da #i4--,mill]& #dd #aj4--,?ivri] #dg #aa4--;,john ,burns #dh #ab4--;,de ,felice #ec #ac4--;,jules ,guesde #eh #ad4--,paulo ,laf>gue #fj #ae4--;,ces> de ,paepe #ih #af4--,l\is ,b]tr& #ajd #ag4--;,anseele #aje #ah4--;,jean ,vold]s #ajf #ai4--;,emile ,arnaud #aac #bj4--;,domela ,nieuw5huis #aae #ba4--;,alfr$o ,naquet #abb #bb4--,r5 ,goblet #abd #bc4--;,augu/o ,vacqu]ie #abf #bd4--;,emile de ,laveleye #abh #be4--;,edu>do ,vaillant #acb #bf4--,m4me ,paule ,m9k #adi #bg4--,p4 ,argyriads #aea #bh4--;,augu/o ,bebel #afj #bi4--;,emile de ,v&]welde #agc #cj4--;,jos ,fontana #ahi #ca4--,s\sa ,br&o #aij #a ,freil&4 ,e9 soziales ,zukunftbild4 ,leipzig1 ,dunck] und ,humblot1 #ahhi1 #aj mk2 ,dresd51 ,e4 ,pi]son1 #ahia e #ahib1 #c mk4--,freel&1 traduco +leza por ,ar?ur ,ranson4 ,londres1 ,*atto e ,w9dus1 #ahib1 #f %4--,freil& und die ,freil&bewegung4 ,vi5na1 #aj pf41 traduzido por ,h4 ,la ,fonta9e1 advogado em ,bruxellas1 sob o titulo de ,freil&1 un roman collectivi/e4 ,extraits et rsum4 ,bruxelles4 #ahib4 ,imprim]ie ,veuvc ,m\nom4 #b ,horace ,greeley4 #c ,b4 ,malon--,socialismo integral4 #d ,l\is ,b]tr&4--,la ,coop]ation1 ses avantages et son av5ir4 #e ,discurso pr(]ido no congresso de ,zuri*4 #f ,mi*el ,revon--,l'arbttrage int]national4 #g ,s]viu-nos de guia1 n'e/e e/udo1 a traduco analytica da obra de ,rebel--,la femme et le socialisme--publicada por ,p4 ,argyriads4 ,vulg>is&o a excell5te d\tr9a1 procurmos faz] obra de propag&a e nada mais4 #h ,b4 ,malon--,le ,socialisme ,integral4