,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos exi/5tes ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,abril #bjaj7 ,,ant,,nio ,,aur,,lio ,,da ,,co/a ,,f]reira ,pr(essor de ,psicologia exp]im5tal e ,p$ologia na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa ,,algumas ,,li,,es ,,de ,,psicologia ,e ,,p$ologia ,,lvm5 ,,empreza ,,int]nacional ,,editora ,,lisboa ,,porto--,,rio ,,coimbra ,,de ,,janeiro ,s,,de #acb1 ,rua ,aurea1 #ach1 ,lisboa ,,psicologia ,e ,,p$ologia ,,ant,,nio ,,aur,,lio ,,da ,,co/a ,,f]reira ,pr(essor de ,psicologia exp]im5tal e ,p$ologia na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa ,,algumas ,,li,,es ,,de ,,psicologia ,e ,,p$ologia ,,lvm5 ,,empreza ,,int]nacional ,,editora ,,lisboa ,,porto--,,rio ,,coimbra ,,de ,,janeiro ,s,,de #acb1 ,rua ,aurea1 #ach1 ,lisboa ,comp4 e impr4 na ,typ4 ,co/a ,c>regal--,porto ,,aos ,,meus ,,colegas ,e ,,aos ,,meus ,,alunos ,,da ,,antiga ,e ,,da ,,nova ,,escola ,,normal ,,prim,,ria ,,de ,,lisboa ,,ndice ,pg4 ,prefcio #e ,o ens9o da p$ologia na escola normal primria #g ,a arte de educ> e a psicologia exp]im5tal #ag ,o ps d corpo da criana #bi ,a agudeza visual e a auditiva debaixo d ponto de vi/a p$aggico #dg ,a viso das cres #fa ,sbre umas provas de exame da at5o voluntria visual #hi ,da inteligncia d escol> e da sua avaliao #aaa ,inteligncia e ap]cepo #abc ,sbre psicologia1 e/tica e p$agogia d ge/o #ace ,,pref,,cio ,com o ttulo ,algumas lies de ,psicologia e ,p$ologia publco ne/e pequ5o volume z pr9cipais lies que li e com5tei1 como pr(essor da antiga ,escola ,normal d ,calvrio1 e da actual ,escola ,normal de ,bemfica1 s quais acresc5to a conf]ncia que realizei no ,cons]vatrio1 por ocasio da ,exposio de ,arte na ,escola4 ,algumas das lies so v]dadeiros planos e resumos dos meus cursos4 ,a matria vai expo/a com a maior cl>eza de que fui capaz e pela =ma que me p>eceu melhor1 em at5o prep>ao habitual dos alunos das ,escolas ,normais e ao fim que essas escolas tm ou devem t] em vi/a4 ,busquei pr9cipalm5te int]ess> e ori5t> os meus alunos1 habitu&o-os a confi> na prtica dos mtodos sci5tficos em p$agogia4 ,o livr9ho vai ilu/rado com uma gravura1 reproduo duma cpia feita pelo pr(essor ,edu>do ,rom]o1 da ,casa ,pia1 cpia de um curioso des5ho de ,r4 ,gudd51 de ,franc=t s4 ,m41 excel5te exemplo de um f5m5o de ap]cepo1 que encontrei publicado no manual de ,/>*3 ,exp]im5ts 9 ,educational psy*ology1 e que me p>eceu s] uma ilu/rao muito apropriada p>a acompanh> z m9has lies de ,psicologia e ,p$ologia1 e p>ticul>m5te a lio3 ,intelig5cia e ap]cepo4 ,e/\ c]to de que a leitura d/e livr9ho1 e a dos livros que nele cito1 s] de muita1 utilidade p>a os alunos das ,escolas ,normais e p>a os c&idatos aos concursos de ,inspectores primrios4 ,belem--#be--,,xii--#ibj4 ,a4 ,aurlio da ,co/a ,f]reira4 ,o ,,ens9o ,,da ,,p$ologia ,,na ,,escola ,,normal ,,prim,,ria#a ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,p>afrase&o o emrito ,clap>de1 direi3--como se consid]>ia uma escola de horticultura onde se no ens9asse a botnica86 ,que se pod]ia diz] de uma escola que prep>asse pr(essores p>a a infncia1 seus educadores1 e em que se no pr(essasse a p$ologia86 ,como se *am>ia aquele que hoje1 no e/ado em que se encontra a scincia1 quizesse como outrora trat> de do5z1 empricam5te1 sem sab]1 sem nunca t] e/udado a anatomia e a fisiologia e z suas aplicaes ao diagn/ico e no s\besse exam9> conv5i5tem5te1 sci5tficam5te1 um do5te1 e procur> z indicaes8 ,s]ia1 hoje1 porv5tura1 um mdico8 ,no4 ,nem m]ec]ia confiana1 nem m]ec]ia consid]ao e z p5alidades da lei at sbre le recariam4 ,como se pod]iam consid]> aqueles que hoje se ob/9assem a pret5d] des5volv] a inteligncia1 =m> c>actres1 corrigir os in/9tos da criana1 sem nunca t] apr5dido a e/ud-la1 a m$ir-lhe a inteligncia e a exam9>-lhe o feitio m5tal1 z suas t5dncias e z suas aptides8 ,pois se a psicologia tem progr$ido tanto que hoje h processos qusi tam seguros p>a faz] tudo i/o1 como h na clnica p>a e/ud> o pulso ou a respirao1 desconhec-los no s]1 pelo m5os1 s] um pr(essor incompleto1 atrazado1 fra d seu tempo8 ,sem dvida que sim4 ,bem posso diz] como eu mesmo dizia no ltimo ,congresso ,p$aggico de ,lisboa3 qu]] e cr] que sem conhecim5tos de p$ologia1 de higi5e escol>1 de metodologia dos trabalhos manuais e da g9/ica1 possam sar das nossas escolas normais pr(essores dignos da nossa poca1 a quem os gov]nos possam confi> a educao das novas g]aes1 capazes1 como dizia1 p>ece-me1 numa das suas clebres lies de p$agogia1 o meu qu]ido me/re1 ,dr4 ,b]n>d9o ,ma*ado1 capazes no s de transmitir--em tda a sua pureza o patrimnio da civilizao dos antepassados1 a h]clea fra atvica que nos pode p]mitir reabilit>-nos p]ante a hi/ria--mas tambm capazes de faz] tudo o que fr possvel faz]-se p>a fom5t> o progresso1 melhor> a raa1 melhor> o solo1 melhor> o pas2 qu]] que aqueles a quem compete faz] e refaz] a ptria1 a faam e refaam como n\tros tempos1 como no nosso tempo j no deve faz]-se1 to e/ulto como qu]] confi> hoje a defeza da nossa t]ra aos h]is de outrora1 a val5tes de cota e malha1 ou os progressos d nosso comrcio1 s antigas e gloriosas c>avelas6 ,van ,bi]veliet1 da ,univ]sidade de ,g&1 numa das suas magi/rais lies de p$agogia sci5tfica1 feitas p>a pr(essores de in/ruo primria1 exprime-se assim3 ,consid]emos uma classe qualqu] e int]roguemos o pr(essor2 sab]emos logo que num conjunto de c9co5ta alunos1 por exemplo1 se encontram dois ou trs que demo/ram uma gr&e diligncia1 e aceitam com praz] tdas z t>efas que se lhe impem4 ,con/ituem os primeiros da classe1 o que pode *am>-se a cabea da classe4 ,na gr&e massa dos alunos1 dom9am aqules em que o zlo mod]ado2 cometem erros e sabem z suas lies mais ou m5os bem4 ,f9alm5te1 um nm]o mais ou m5os consid]vel da classe a*a que a t>efa que se lhe impe demasiado pesada e aborrecida2 con/itui o grupo dos preguiosos1 dos m&ries4 ,e/es1 fazem os seus ex]ccios mal1 ou nada fazem1 e apr5dem muito p\co1 uma ou outra pequ5a c\sa1 um ou outro fragm5to de lio4 ,z classes apres5tam uma cabea1 um corpo e uma cauda2 g]alm5te a cabea compo/a por dois ou trs indivduos e a cauda1 pelo contrrio1 muitas vezes notavelm5te des5volvida2 z classes so organismos por vezes microcfalos 7de cabea pequ5a7 e macrures 7de cauda gr&e74 ,a simples con/atao d/e facto1 ba/a p>a demon/r> que o regim5 escol> p\co atra5te p>a z inteligncias em =mao4 ,se num jant> de c9co5ta talh]es se con/atasse que trs pessoas sm5te mo/ravam bom apetite1 tr9ta comiam com repugnncia e o re/o nada comia1 concluir-se-ia1 com alguma razo1 que ou o m5 era m$ocre ou que os convivas t9ham o e/omago capri*oso e que por isso lhes no conv9ham os pratos que lhes eram (]ecidos ou de/9ados4 ,o mesmo se pode diz] das classes4 ,h inteligncias excepcionalm5te vivas que assimilam tudo1 como suc$e com z pessoas que tm o que se usa *am> e/omago de ave/ruz1 que tudo dig]em4 ,h outras1 pelo contrrio1 que p]ante os conhecim5tos apres5tados1 pelos mtodos mais corr5tes1 se comportam como disppticos da inteligncia4 ,que se faz em regra a e/as8 ,ca/igam-se4 ,melhor fra cur-las4 ,melhor fra1 acresc5to eu1 sab] conhec] o feitio m5tal dos alunos1 agrup-los consoante z suas semelhanz e dif]5z1 e sab] adm9i/r>-lhes os mesmos conhecim5tos por mtodos dif]5tes1 aqueles que melhor se acomodem e mais conv5ham ao seu feitio4 ,z mesmas do5z no se tratam sempre d mesmo modo2 tem que se at5d] ao do5te4 ,no ens9o suc$e a mesma coisa4 ,no se ens9am todos pelo mesmo modo2 tem que se at5d] ao aluno4 ,um pr(essor de in/ruo primria no pode1 no deve desconhec]1 ao entr> no ex]ccio da sua pr(isso1 a psicologia infantil e os processos de a e/ud> e de a obs]v>4 ,no ba/a conhec] a metodologia1 necessrio a psicologia4 ,a metodologia dev]1 de re/o1 aju/>-se psicologia da classe e d aluno4 ,diz ,clap>de num livro1 cuja leitura muito lhes aconselho 7,psy*ologie de l'enfant73,muitas pessoas supem que s a prtica d ens9o pode =m> o pr(essor e d>-lhe a v]dadeira exp]incia4 ,seguram5te1 a importncia da prtica capital p>a =m> um especiali/a numa det]m9ada arte4 ,mas preciso es=ar-se por r$uzir ao mnimo z exp]incias1 z t5tativas1 sobretudo qu&o se trata de s]es humanos4 ,o pr(essor que entra na prtica da sua pr(isso1 sem t] o m5or conhecim5to de psicologia1 v-se naturalm5te r$uzido a t5t>1 a faz] exp]incias com que os alunos podem s(r]2 obrigado a exp]im5t> 9 anima vili1 e algumas vezes essas exp]incias so demasiado longas e p5veis p>a z g]aes de alunos que z tm de s(r]4 ,sem dvida1 a prtica pode1 d5tro de c]tos limites1 comp5s> a insuficincia dos conhecim5tos tericos1 mas cu/a de quantos rodeios e de quantos erros6 =a de con/ruir pontes que abatem1 ou mqu9as que e/oiram e se escangalham1 pode um tcnico sem in/ruo terica acab> por s] um bom con/rutor e encontr> empricam5te z frmulas que le incapaz de calcul>4 ,mas quem qu]]ia semelhante eng5heiro8 ,um pr(essor sem educao psicolgica e/ precisam5te no mesmo caso1 com e/a dif]5a1 contudo3 que1 qu&o uma ponte t5de a abat]1 no decurso da sua con/ruo1 pode s] rep>ada im$iatam5te ou pode s] refeita4 ,enquanto que se se trata de uma inteligncia ou de um c>ct] que erradam5te se =ou ou trat\ na sua evoluo1 s t>de se d pelo mal1 qu&o le j se no pode rem$i>1 e nunca em n5hum caso se pode refaz]1 recon/ruir1 faz] de novo outra inteligncia ou outro c>ct]4 ,e/as p>bolas devem conv5c] z s5horas e os s5hores normali/as da utilidade d e/udo da psicologia1 d e/udo das faculdades m5tais1 na prep>ao dos pr(essores de in/ruo primria4 ,mas que psicologia8 ,s] a psicologia clssica dos compndios de filos(ia8 ,s] a psicologia especulativa8 ,s] a psicologia1 o conhecim5to das faculdades m5tais pelo exame introspectivo de indivduos excepcionais1 supra-normais qusi sempre1 fils(os que se d]am ao trabalho de se e/ud> a si mesmo8 ,no4 ,a psicologia d adulto dif]5te da da criana e o e/udo de/a no se pode fund> no exame feito por ela prpria4 ,o e/udo da psicologia da criana qusi como o da dos animais4 ,a criana no um homem e qusi tam dif]5te d homem como a lag>ta da borboleta4 ,que se diria de quem quizesse alim5t> ou trat> a lag>ta d bi*o da sda como a sua borboleta1 como le na sua fase de insecto p]feito8 ,e no entanto lag>ta e borboleta1 tam dif]5tes na frma e nos hbitos1 so o mesmo indivduo4 ,assim suc$e com cada um de ns1 na sua fase infantil e na sua fase adulta4 ,a propsito da psicologia clssica1 talvez com mais razo d que dizia ,b9et da antiga p$agogia1 se pudesse diz]3 deve s] completam5te suprimida1 no ens9o das escolas normais1 acresc5to eu4 ,eu sei com que razo se tem apres5tado contra o ens9o da p$ologia1 ou e/udo da criana1 aos pr(essores de in/ruo primria1 o argum5to de que le tem levado /es a di/rair-se das suas funes doc5tes1 p>a se d$ic>em a e/udos e exp]incias que no s prejudicam1 porque afa/am o pr(essor da sua pr9cipal misso3 in/ruir e educ>1 como tambm porque o levam a =nec] dados que por insuficincia ou c>ncia de prep>ao sci5tfica1 que s em cursos sup]iores e especiais se pode adquirir1 so em regra dados p]didos1 *eios de erros1 falseados1 qusi 9teis p>a a scincia4 ,mas o que eu pret5do faz] no prep>> psiclogos1 antropologi/as1 fils(os2 nem eu1 nem n+uem dev]ia pret5d] faz-los numa escola normal primria1 pr9cipalm5te com z habilitaes que os s5hores podem e devem t]4 ,o que eu pret5do faz] ens9> os pr9cipais elem5tos de p$ologia1 que a sua prep>ao lit]ria cons5te e que os pr(essores devem conhec] p>a melhor ens9>4 ,procur>ei1 em suma1 ens9> rudim5tos de p$ologia e z suas aplicaes ao ens9o na escola primria4 ,s]ia e/ulto que eu1 mdico antropologi/a1 embora director de um in/ituto de educao1 eu que no fiz e/udos regul>es de metodologia d ens9o primrio1 nem nunca pr(essei sse ens9o1 viesse ens9>-lhes todo o programa actual da p$agogia1 scincia e arte de ens9>1 como s]ia igualm5te e/ulto e inju/ificado que se exigisse a um pr(essor de in/ruo primria1 que no tivesse feito e/udos especiais de antropologia1 e no tivesse sufici5tes conhecim5tos de tcnica-p$omtrica1 que ens9asse a p$ologia1 scincia que conv5i5te e1 mais d que conv5i5te1 indisp5svel ens9> ao futuro pr(essor4 ,no preciso exag]> como ,*aill\ e ,mac-,auliffe1 qu&o na sua ,morfologia mdica1 dizem3 ,a educao e cont9ua a s] puram5te p$aggica4 ,escapa ao nico homem que deve dirigi-la1 ao mdico4 ,no4 ,mas preciso diz]-se1 porque fcil prov> que o 1 que necessrio que p>te da prep>ao d pr(essor primrio seja feita por mdico especializado nas aplicaes das scincias mdicas p$agogia1 e que o pr(essor seja um auxili> d mdico4 ,os ex]ccios que habitualm5te pass>ei1 s]o ex]ccios de educao sci5tfica e neles t]ei em vi/a no s ens9> como se e/uda e des5volve z faculdades da criana1 mas tambem o ens9> a e/ud> e a des5volv] z faculdades dos que a tm de educ>4 ,a ,s4 ,ex4a o actual ,m9i/ro de ,in/ruo ,pblica cab] a honra de t] introduzido no quadro dos e/udos d curso normal1 o ens9o regul> da p$ologia4 ,por m9ha p>te1 procur>ei correspond] aos desejos de ,s4 ,ex4a o ,m9i/ro1 rep>t9do com todos os meus alunos o que da matria s\b] e com les e/ud&o o que fr preciso e/ud>1 pondo ao seu dispr os meus hbitos1 os meus recursos e o meu mtodo de trabalho4 ,que a d$icao e a lialdade com que sempre uso s]vir nos lug>es p>a que me nomeiam1 possam comp5s> outras m9has faltas1 que eu possa prov> ao digno director e ao ilu/re corpo doc5te d/e e/abelecim5to de in/ruo1 a que agora muito me honro de p]t5c]1 quanto desejo contribuir p>a o bom nome e reputao de/a ,escola1 e f9alm5te que eu possa t] o maior e melhor pago que desejo t]3 o pod] ouvir diz] aos meus alunos que na vida prtica de ba/ante lhes s]viu o que procurei ens9>-lhes1 os conhecim5tos que lhes transmiti1 os hbitos que lhes criei e z preleces que lhes fiz4 ,a ,,arte ,,de ,,educ> ,e ,a ,,psicologia ,,exp]im5tal#b ,to educate is to br+ out all ! p[]s t are 9 ! *ild & to traim him to use !m to ! be/ advantage ( himself & indirectly ( ! nation ( :i* he is a "p4 7,miss ,c4 ,agu!r1 ,*ild ,/udy1 ,june1 #aiag74 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,a arte de educ> fundam5talm5te a arte de regul> a conduta pres5te e futura dos que se tm de educ>4 ,implica =osam5te o conhecim5to da conduta1 das causas dela1 d seu mecanismo e das possibilidades que o indivduo (]ece4 ,a arte de educ> ass5ta como a arte de cur>1 na anatomia e na fisiologia e assim como o mdico1 mdico que t5ha de ex]c] a pr(isso1 tem no s de conhec] z do5z e os remdios1 mas tambm conhec] os do5tes e encontr> z indicaes1 assim tambm o educador1 que t5ha de educ>1 tem no s de conhec] os f9s da educao e os meios da educao1 a p$agogia e a metodologia1 mas tambm de sab] conhec] o educ&o e encontr> a frma de educao que mais lhe conv5ha e se adapte ao seu feitio4 ,e assim como p>a o e/udo d do5te no ba/a conhec] os s9tomas das do5z1 porque necessrio sab-los obs]v>1 assim tambm no ba/a ao educador conhec] os f5m5os da educao1 a psicologia1 mesmo que e/a t5ha a feio mod]na e sci5tfica1 e se *ame psico-fisiologia ou psicologia exp]im5tal1 necessrio tambm pr9cipalm5te possuir a tcnica da obs]vao e da exp]im5tao4 ,sab] psicologia pode no s] sab] faz] psicologia1 como sab] quais os s9tomas das do5z pode no s] sab] obs]v-los e faz] diagn/ico4 ,ens9> num curso prtico de psicologia exp]im5tal1 que como (icialm5te se *ama o curso que tive a honra de s] *amado a reg]1 ens9> nesse curso numa ,escola ,normal1 fundam5talm5te ens9> o que fr preciso p>a habilit> os futuros pr(essores a conhec] e pratic> os meios sci5tficos de e/ud> prticam5te os f5m5os m5tais1 i/o 1 possuir z regras e os meios de condicion> sses f5m5os1 por frma a que outros os possam obs]v> nas mesmas condies1 e v]ific-los4 ,educ> no hoje1 como n\tros tempos se supunha1 cri>1 ess5cialm5te ori5t>4 ,no lut> contra a natureza4 ,o educador dos hom5s como o educador dos animais1 tem que aproveit> z boas t5dncias1 os tal5tos1 p>a os enriquec] e des5volv]1 como dos in/9tos diz o educador e morali/a ,fo]/]1 fal&o d ens9o dos animais4 ,e quanto s ms t5dncias1 tem que sab] inibi-las1 ou sublim-las4 ,talvez que ne/a altura1 p>a lhes d> uma exacta idea acrca d valor e possibilidades d ens9o e quebr>-lhes preconceitos que a todos os pr(essores de/a ,escola p]t5ce o combat]1 e i/o1 por m9ha p>te1 na int5o de aproveit> o pretexto de demon/r> que a arte de educ> hoje ass5ta e qusi se confunde com a arte de e/ud> os f5m5os psquicos1 com a psico-tcnica1 talvez que1 p>a isso1 no lhes pudesse de mom5to aconselh> melhor leitura1 como leitura prvia1 d que a d livr9ho ,crim9alidade e ,educao1 d ,sr4 ,padre ,antnio de ,oliveira que no s1 como todos sabem1 uma admirvel figura de filntropo1 mas1 mais d que isso1 uma figura nvel de educador1 com vocao e l>ga e valiosssima exp]incia4 preciso que a arte de educ> seja como a arte de cur>4 necessrio ouvir tambm o prtico1 ouvir o que educa1 ouvir o que cura1 sobretudo qu&o suc$e como deve s]1 que a arte que praticam seja arte escl>ecida pela scincia1 e no simples empirismo4 ,educ> condicion> int5cionalm5te z reaces d indivduo4 ,educ>1 portanto1 implica1 primeiro d que tudo1 o sab] e/ud> z causas e mecanismo das reaces individuais4 ,e o e/udo dessas reaces feito exp]im5talm5te tem o maior int]sse e importncia p>a o educador4 ,muitas dessas reaces so de ordem int]na e s o prprio indivduo z pode obs]v> directam5te1 mas essas mesmas so acompanhadas d\tras reaces1 acessveis ao e/udo directo dos outros e portanto podem s] e/udadas objectivam5te1 sem int]v5o d exame dos prprios em que elas se do4 ,o educador1 em resumo1 tem de e/ud> o mecanismo das reaces individuais e a maneira sci5tfica de z condicion>4 ,de acrdo com e/as ideas1 j a d5tro da velha ,escola ,normal1 onde tive a honra de reg] durante alguns anos o ,curso de ,p$ologia1 o meu di/9to colega naquela e ne/a ,escola ,sr4 ,pr(essor ,dr4 ,alb]to ,pim5tel1 cujo livr9ho de lies lhes aconselho1 procur\ ori5t> o ens9o terico da ,psicologia4 ,eu1 por m9ha p>te1 complet>ei sse trabalho ens9&o-lhes a tcnica dos e/udos psicolgicos1 segundo essa ori5tao4 ,disse eu que a psicologia exp]im5tal se pr5de tanto com a arte de educ>1 que por vezes at qusi se confunde com ela4 ,no qusi se confunde1 confunde-se at4 ,em psicologia animal1 ramo da psicologia qusi desconhecido entre ns1 a psicologia exp]im5tal funda-se na educabilidade1 o proprio exame da educabilidade1 a propria arte da educao ex]cida com o fim de e/ud> os f5m5os e os recursos m5tais d animal4 ,vejam por exemplo1 p>a fcilm5te e sob uma frma agradvel apre5d]em melhor o assunto1 o excel5te livr9ho de ,ha*e-,s\plet1 director d ,in/ituto de ,psicologia ,zoolgica1 intitulado ,de l'animal l'enfant 7,bibl4 de ph4 contempora9e7 e que se pode consid]> um pequ5o manual adoptvel na prep>ao dos pr(essores de ens9o infantil4 ,no se surpre5dam com /e atrevido conselho de lhes indic> um livro de psicologia zoolgica1 como meio de prep>ao p$aggica4 ,h gr&es af9idades entre a psicologia dos animais sup]iores e a das crianz e sobretudo a e/as duas psicologias1 a zoolgica e a infantil1 que 1 qu&o no indisp5svel1 pelo m5os mais necessria a prtica dos mtodos da psicologia objectiva4 ,num dos melhores e mais mod]nos livros de psicologia p$aggica1 o de ,?orndike1 nvel pr(essor de psicologia p$aggica numa escola de me/res1 tm um livro *eio de e/udos int]essantes de psicologia zoolgica sbre a inteligncia dos animais1 e/udada pelos meios da psicologia exp]im5tal2 e o afamado e emrito psiclogo suisso1 cujo nome j vai s5do banal cit> entre ns1 o ,pr(essor ,clap>de disse1 ao public> o programa d ,in/ituto de ,scincias da ,educao de ,g5ebra3 ,p>a s] completa uma escola de scincias da educao dev]ia possuir um s]vio anexo4441 qu]o diz]1 um laboratrio de psicologia animal444 ,ade/r> um animal1 regul>-lhe a conduta1 apr5d] muitas vezes a ens9> uma criana4 ,algumas vezes1 por isso1 recorr]ei1 se z circun/ncias o p]mitirem1 a alguns ex]ccios de psicologia animal1 p>a lhes escl>ec] uma ou outra que/o psicotcnica p$aggica4 ,o exame objectivo das reaces s] o escopo pr9cipal d meu curso4 ,curso prtico de psicologia objectiva podia bem s] o ttulo a d>-lhe4 ,psicologia objectiva no qu]e porm diz]1 que seja exclusivam5te um curso de psico-fisiologia1 como muitos podem supor4 ,a psico-fisiologia ap5as uma p>te da psicologia objectiva1 aquela em que se e/udam z v>iaes fisiolgicas1 prpriam5te ditas1 que acompanham ou condicionam os f5m5os m5tais4 ,z reaces ext]iorizam-se tambm por outras frmas1 que no podem sm5te s] e/udadas pelos mtodos da fisiologia4 ,o e/udo das reaces provocadas por c]tos reag5tes m5tais um v]dadeiro e/udo p$aggico4 ,outra c\sa no a maior p>te das vezes o e/udo dos *amados te/s1 como por exemplo o dos te/s p>a a m$ida da inteligncia1 de que por c]to j tm ouvido fal> e talvez t5ham j vi/o descritos4 ,a psicologia exp]im5tal s] talvez a9da pref]vel psicologia objectiva1 porque a psicologia exp]im5tal at+e tambm o e/udo introspectivo dos f5m5os m5tais1 o seu e/udo directo1 e /e h-de-nos s] preciso qu&o se trat> d e/udo da psicologia d pr(essor1 da psicologia de quem ens9a1 porque o ens9o no dep5de s da psicologia d educ&o1 mas tambm da d educador1 e bom que /e apr5da a sab] exam9>-se1 a e/ud> z reaces que o aluno e a escola nele det]m9am p>a exam9> a sua aptido1 e a corrigir vcios de reaco1 que so por vezes causa de graves p]turbaes escol>es4 ,no s o aluno anormal que p]turba a classe1 o pr(essor anormal1 o que no se adapta pr(isso1 o que no a sabe pratic>1 por falta de cultura ou por falta de intuo4 ,no aluno pr(essor pod]-se h com vantagem pratic> a psicologia exp]im5tal subjectiva4 ,a psicologia exp]im5tal no ap5as a psicologia objectiva1 repito4 ,e a propsito lembr>ei z palavras d fisiologi/a francs ,pr(4 ,*4 ,ri*et3 ,a obs]vao int]ior con/itui uma psicologia de obs]vao tam fecunda1 tam legtima1 como a psicologia a mais exp]im5tal que se possa imag9>4 ,os factos assim adquiridos pelo e/udo d eu tm tanto valor como os f5m5os fisiolgicos regi/ados nos laboratrios pelos mtodos mais ap]feioados da tcnica contempornea4 ,apes> de tudo1 porm1 o nosso curso s] pr9cipalm5te um curso de tcnica objectiva1 porque le visa1 primeiro d que tudo1 o e/udo psicolgico d educ&o e porque m9ha t5o1 mesmo qu&o se trate da prtica da psicologia subjectiva1 recorr] a ela ap5as como um auxili> da psicologia objectiva4 ,a propsito recordo os diz]es d gr&e ,b9et3 ,em nossa op9io1 diz le1 no preciso procur> limit> e simplific> z respo/as d indivduo em exp]incia1 preciso1 pelo contrrio1 deix>-lhe a pl5a lib]dade de exprimir o que s5te1 e mesmo convid-lo a expressam5te se obs]v> de p]to durante o decurso da exp]incia2 e/a maneira de proc$] tem a vantagem de no re/r+ir a inve/igao ao crculo da idea preconcebida3 podem-se con/at> muitas vezes factos novos e no previ/os1 que muitas vezes tambm p]mitem compre5d] o mecanismo dum c]to e/ado de conscincia4 ,com felicidade1 pois1 se *am\ ,curso prtico de psicologia exp]im5tal ao curso de tcnica psicolgica de/a ,escola1 criado pelo ,sr4 ,m9i/ro de ,in/ruo1 ,pr(4 ,dr4 ,alfr$o de ,magalhes1 cujo nome deve m]ec] sempre a todos ns1 de/a ,escola ,normal1 uma grata hom5agem1 pela at5o que lhe m]ecemos e pelo entusiasmo1 apaixonado entusiasmo e en]gia1 com que procur\ in/al> e proteg] a nova ,escola4 ,o curso prtico1 e ac5tuo a palavra prtico1 de psicologia exp]im5tal s] uma maneira de logo1 desde o 9cio da freqncia da ,escola ,normal1 habitu> o futuro pr(essor1 a s5tir-se pr(essor1 a desp]t>-lhe e tr5>-lhe a aptido1 a p-lo em contacto real1 directo1 concreto com a massa que tem de trabalh>1 com a sublime argila que tem de mold>3 a alma tal qual ela 4 ,trabalh> a alma da criana com alma e com arte1 com arte e com acrto1 com acrto e com scincia1 tal o nosso escopo4 ,a psicologia que havemos de pratic>1 s]1 mais uma vez o digo1 de c>ct] pr9cipalm5te objectivo1 no s pela dificuldade1 se no impossibilidade1 d exame subjectivo no meio e com os indivduos que temos de trabalh>1 no s porque o exame objectivo con/iti uma frma excel5te de faz] a educao sci5tfica d aluno pr(essor1 de d>-lhe hbitos de obs]vao e exp]incia extrospectivos ou melhor ext]iores1 ess5ciais arte de educ>1 mas tambm porque em psicologia1 pode-se diz]1 que o que mais importa ao educador so os actos psquicos1 os f5m5os m5tais de que introspectivam5te se tem m5os conhecim5to4 ,em psicologia p$aggica o sub-consci5te vale mais que o consci5te4 ,e mesmo qu&o ao educador compete regul> o comportam5to d adulto1 qu&o ao educador compete faz] re$ucao1 compete-lhe pr9cipalm5te exam9> o sub-consci5te1 porque nele que se gu>da a fra que a exp]incia ant]ior g]\ e que regula e influi1 por vezes1 mais d que n5huma1 no comportam5to d indivduo4 ,a conduta pr9cipalm5te gov]nada pelo sub-consci5te e ne/e tem tanta influncia a infncia1 o que ela foi em cada um1 que qu&o a fadiga ou a do5a p]turba o exame introspectivo e a fiscalizao1 c5sura e govrno1 que por meio dele podemos ex]c] nos nossos actos1 a m5talidade infantil que ap>ece1 se ext]ioriza e nos revela1 tal como fomos e no ntimo somos4 ,uma escola de psicologia h at1 que hoje j invadiu a filos(ia1 a m$ic9a e a p$agogia1 que ass5ta tda no e/udo d sub-consci5te e p>ticul>m5te na pesquisa das impresses que nele grav\ a vida sexual4 ,refiro-me psico-anlise1 de ,freud e seus sequazes1 que1 apes> dos ataques viol5tos que tem s(rido1 morm5te depois da decl>ao da ltima gu]ra 7mais talvez por x5(obia d que por outra c\sa71 contm muito de v]dade4 ,tirado o que h de m/ico1 de escabroso e de exag]ado no seu pansexualismo1 a psico-anlise pode e deve s] conhecida pelo educador4 ,e1 p>a t]m9> com e/as ref]ncias que/o da importncia d consci5te e d sub-consci5te em educao1 lembr>ei a j banalizada def9io de ,gu/avo ,le ,bon3 ,a educao a arte de faz] pass> d consci5te p>a o inconsci5te4 ,a re$ucao1 essa muitas vezes o trabalho opo/o1 digo eu1 o de traz] d inconsci5te ao consci5te1 p>a trans=m> e depois volt> a torn> inconsci5te4 ,a educao1 na idea de ,bacon1 o conjunto dos hbitos adquiridos na infncia4 ,a re$ucao muitas vezes a correco dsses hbitos2 mas tanto em educao como em re$ucao h que aproveit> a ,natureza1 porque ela1 a9da segundo ,bacon1 no se gov]na1 s5o deix&o-a gov]n>1 conhec5do-a1 aproveit&o-a1 segu9do-a4 ,meus ,alunos3 ,a arte de educ>1 como logo no pr9cpio eu disse1 a arte de regul> a conduta pres5te e futura d educ&o1 e a psicologia exp]im5tal1 de escpo p$aggico1 a psicologia que pela exp]incia ens9a a conhec] z causas1 o mecanismo da conduta d indivduo ou da classe a educ>4 ,psicologia exp]im5tal qusi p$agogia exp]im5tal4 ,e no imag9em que e/a p$agogia exp]im5tal m5os d que a outra1 porque no tem em conta os ideais1 a p>te poltica1 religiosa1 social1 a f9alidade da educao4 ,no4 ,o ,ideal qu&o no factor da aco1 produto da aco1 ou z duas c\sas ao mesmo tempo1 factor e produto da exp]incia pessoal1 e o que ns vamos apr5d] a arte de e/ud> prticam5te1 exp]im5talm5te1 os factores e o mecanismo da aco1 ou melhor das reaces d indivduo sujeito influncia dos meios1 i/o 1 a9da a p>te prtica1 exp]im5tal1 utilitria1 debaixo d ponto de vi/a educativo1 que talvez melhor d que psicologia1 se pod]ia *am>1 maneira de ,be*t]ew1 a reflexologia p$aggica1 e nela bem podemos e/ud> o valor1 a aco e a =mao dos ideais4 ,com i/o decl>o ab]to o ,curso prtico de psicologia exp]im5tal1 que ne/e seme/re s] ess5cialm5te um curso de prop$utica1 de/9ado ao e/udo das noes prelim9>es e fundam5tais de anatomia1 fisiologia e psicologia1 que mais importam psico-tcnica444 ,disse4 #ae-;,,iii-#iai4 ,o ,p,,s ,,d ,,corpo ,,da ,,crian,a#c ,meus ,alunos ,s5horas e ,s5hores ,quiz um p\co o acaso que o ps d corpo da criana fsse o tema da m9ha ltima lio4 ,o fim d ano1 como sabeis1 veio-nos surpre5d] num ponto a9da atrasado d programa a que me obrigra3 o e/udo dos mtodos da p$ologia somtica1 p>ticul>m5te da p$ometria e com ela o dos pr9cipais c>actres mtricos da criana4 ,o ps d corpo da criana t] que s] o tema da lio de enc]ram5to d meu curso d/e ano4 ,e1 embora p>ea o contrrio1 talvez no pudesse encontr> melhor tema p>a enc]r> o concurso4 ,a lio de ab]tura que vos li foi1 como devia s]1 uma lio-programa e uma lio-promessa4 ,na lio de enc]ram5to que v\ l]-vos tambm1 procur>ei faz] com que ela seja o que deve s] uma lio de enc]ram5to3 uma lio em que at c]to ponto se recapitulem z noes pr9cipais expo/as durante o curso1 uma lio-concluso1 e uma lio em que se procure prov> a realizao de algumas das promessas que se haviam feito na lio inicial4 ,a criana fundam5talm5te um s] humano em via de crescim5to2 um homem ou uma mulh] em via de =mao4 ,a sua pr9cipal funo cresc]1 procur&o at+ir a gr&eza que a h]$it>i$ade lhe de/9\ e alcanar o equilbrio morfolgico e fisiolgico d adulto1 que con/itui a p]feio d s]4 ,respeit> o crescim5to1 a lei natural d crescim5to1 o pr9cipal dev] d educador1 e tda a educao se tem de subord9> a e/a que/o de m$ida3 no p]turb> a lei natural d crescim5to4 ,o ps no cresce como deve s]8 ,dim9ui1 pra1 aum5ta de mais ou de m5os8 ,um problema se pe4 ,o regim5 de vida ou de educao provavelm5te no o que convm4 ,modifique-se e obs]ve-se1 por exemplo por meio da balana1 a influncia das modificaes4 ,a balana guia a higi5e1 e na higi5e ass5ta a educao4 ,por isso1 com razo dizia eu no ,congresso da ,liga ,nacional contra a ,tub]culose1 em #aijg1 e o repetia no ,congresso ,p$aggico d ano passado3 ,o problema escol> ess5cialm5te um problema mtrico4 ,mas mesmo que a m$ida d ps e sobretudo a da sua evoluo no s]visse1 como s]ve1 p>a julg> da sade e d e/ado da nutrio da criana e por le af]ir o valor d meio em que a criana vive e dos meios educativos de que se s]ve quem dela cuida1 mesmo que o e/udo das v>iaes d ps no tivesse gr&e significao p>a os educadores1 a9da assim1 como muitas vezes vos t5ho dito1 val]ia a p5a ens9> o pr(essor a pes> a criana4 ,mais d que uma vez1 na realidade1 vos t5ho afirmado que uma das vantag5s d ens9o da p$ologia aos futuros pr(essores e/ em ela s]vir excel5tem5te p>a faz] a sua educao sci5tfica1 p>a os ens9> a obs]v>1 a descrev]1 a m$ir1 a exp]im5t>1 a analis> e a critic>1 p>a ap]feio> o bom s5so1 que a mesma c\sa que o esprito sci5tfico1 que p]mite s5tir e descobrir a realidade e m$ir a possibilidade4 ,o bom s5so a pr9cipal qualidade de c>ct] de qualqu] e pr9cipalm5te d pr(essor4 ,apr5d] a pes> apr5d] a julg>1 e com razo1 por isso1 um mdico francs1 o ,dr4 ,baudr&1 numa tese ext5sa e nvel sbre o crescim5to1 diz3 ,um mdico que regi/a o ps assemelha-se ao magi/rado que aprecia o valor de um prejuzo e calcula o valor da indemnizao4 ,a pesagem tem a9da sbre outras muitas m$idas p$omtricas a vantagem de s] a mais fcil de tdas2 nem exige in/rum5tos especiais1 nem tcnica muito dif]5te da das pesag5s mais comuns e1 porque e/ sujeita a m5os erros1 p]mite ao pr(essor ou ao mdico no s] to fcilm5te logrado1 como suc$e com muitas outras m$idas p$omtricas1 que praticadas mesmo s vezes por quem t5ha cultura especial levam a concluses falsas1 a li/as de nm]os que outra c\sa no so mais d que nm]os1 vi/osos na ap>ncia1 mas vazios na significao4 ,meam sim1 mas meam s aquilo que fr fcil de m$ir1 m5os sujeito a erros e que sirva p>a julg> da sade d educ&o1 e das influncias que sbre le tem o regim5 de vida e os mtodos de ens9o4 ,mais uma vez insi/o1 *am&o-lhes a at5o p>a a obrigao que tm--qu&o m$irem e quiz]em apres5t> os resultados de suas m$ies--de exporem m9uciosam5te o modus faci5di que adopt>am e se d>em ao trabalho de1 pelo m5os nas primeiras m$idas1 repeti-las algumas vezes1 no mesmo sujeito e na mesma sesso1 p>a v]ific> a tcnica4 ,o obs]vador no tem s que conqui/> a confiana dos outros1 precisa tambm de conqui/> a sua prpria4 ,o ps d corpo d escol>1 no ob/ante hav] balanz especiais1 pode tom>-se com uma balana dcimal ord9ria1 af]ida1 e convm que qu&o1 por qualqu] razo1 se no possa despir completam5te a criana1 ela t5ha sbre si o m5or nm]o possvel de pez de ve/urio3 um leve calo nos rapazes1 uma simples saia ou uma saia e um corpete nas rap>igas4 ,a pesagem deve faz]-se no mesmo indivduo1 sempre mesma hora1 de pref]ncia de manh1 e nas condies o mais idnticas que fr possvel4 ,convm tambm repetir a pesagem em cada ano1 com int]valo de seme/re1 por exemplo4 ,podem p>ec] exag]adas z precaues que acabo de aconselh>1 mas no o so por que bom sab]-se que z v>iaes d ps no so sempre s9al de crescim5to1 e porque tambm e/ provado que o ps da criana como o d adulto oscila durante o dia1 e de poca p>a poca d ano4 ,h oscilaes regul>es dirias d ps4 ,de manh1 ao levant> da cama1 todos pesam m5os d que noite4 ,e/a dif]5a de ps *ega a s]1 numa criana de dez anos1 de setec5tos gramas1 e num adulto pode *eg> a um quilo 7,cam]]71 quilo e meio 7,ammon74 ,p>ece result> /e facto de que durante o dia1 z p]das que se s(rem por sada de sub/ncias d organismo so comp5sadas pela entrada de sub/ncias rep>adoras1 enquanto que durante a noite z p]das no so comp5sadas4 ,nos adultos a dim9uio d ps durante a noite em mdia igual elevao d ps durante o dia1 mas nas crianz a dim9uio d ps durante a noite m5or d que a elevao durante o dia1 o que corresponde ao crescim5to4 ,pode algumas vezes obs]v>-se uma dif]5a de gramas a mais1 simplesm5te porque o inte/9o a9da no se esvazi\4 ,z e/aes influem tambm e produzem oscilaes no ps4 ,e/ provado que /e aum5ta mais de ago/o a dezembro d que de abril a junho4 ,o aum5to mximo v]ifica-se no primeiro p]odo apres5tado e o mnimo no segundo4 ,de dezembro a abril o valor d aum5to int]mdio4 ,e/as oscilaes podem dep5d] ou result> de des>ranjos que o organismo exp]im5ta com z mudanz de e/ao e tambm com mudana de hbitos que podem lev> a aum5t> ou a dim9uir z p]das4 ,a sudao e os jogos1 por exemplo1 tudo que modifica a funo dos emuntrios ou a desassimilao1 tudo pode influir4 ,aos factores met]eolgicos devem junt>-se os da met]eologia d ens9o1 os exames por exemplo1 que des>ranjam e consomem4 ,o conhecim5to d/es factos lev\-me a det]m9>1 de acordo com o di/9to mdico-inspector da ,casa ,pia e seu pr(essor1 ,dr4 ,jorge ,cid1 que a m$ida e obs]vao p]idica de todos os alunos fsse feita duas vezes ao ano1 nos primeiros meses d ano lectivo1 a comear em outubro1 e naqueles que im$iatam5te prec$em z frias gr&es1 nos trs ltimos4 s vezes1 com a melhoria da alim5tao1 com a mudana de ares1 com a lib]dade1 a criana aum5ta extraord9riam5te de ps1 como por ex4 obs]vei na colnia de frias1 in/alada na ,figueira da ,foz1 por iniciativa e sob a proteco d meu me/re ,dr4 ,b]n>d9o ,ma*ado1--colnia em que vi crianz aum5t>em c9co vezes mais d que em igual p]odo aum5t>am alunos da mesma idade1 dum colgio excel5te1 como o ,colgio ,milit> 7vid m$idas d ,dr4 ,masc>5has de ,melo1 apres5tadas no ,congresso ,int]nacional de ,m$ic9a de #aijf1 e o meu artigo1 ,uma colnia de frias1 publicado no ,boletim da ,assi/ncia ,nacional aos ,tub]culosos1 em #aijh74 /e facto1 que tem sido obs]vado por vrios1 dos gr&es aum5tos de ps que1 s vezes mesmo ao fim de qu9ze dias1 se notam nas colnias de frias das crianz pobres das cidades1 dessas que eu *amei em tempos pobres exilados da ,natureza1 mo/ra bem a importncia de/as in/ituies p]i-escol>es3 z colnias1 p>a que me no canso de vos *am> a at5o1 in/ig&o-vos a promov] sempre que vos fr possvel a sua organizao1 mas sempre com o auxlio d mdico1 a quem cabe a seleco dos casos e a indicao daqueles a quem convm a praia e daquel\tros a quem o campo mais convm4 ,na apreciao d ps d aluno deve t]-se em vi/a mais a frma porque le cresce d que a dif]5a d seu ps p>a a mdia dos da sua idade4 ,muito s]ia p>a desej> que semelhana d que se faz1 por ex4 em ,bruxelas1 o pr(essor dispuzesse de uns c>tes quadriculados onde apontasse o ps d corpo de seu aluno em cada ano e fsse tra&o a curva da sua v>iao ao lado da curva mdia normal1 que conv9ha se tratasse de obt] com dados colhidos entre ns4 ,muito conv9ha1 direi de passagem1 que se g5]alizasse o uso da ,cad]neta da mocidade1 da ,in/ruo milit> prep>atria1 tal como e/1 ou melhor1 simplificada4 ,nem a todos de/9ado o mesmo tamanho3 h crianz leves e crianz pesadas1 como h indivduos altos e indivduos baixos1 indivduos loiros e indivduos mor5os4 ,a inf]ioridade d ps1 por isso1 nem sempre significa que a criana s(re4 ,mas acresce a i/o o no t]mos a9da1 ns portugueses1 mdias nossas1 pelas quais nos possmos seguram5te gui>4 ,a raa influi no ps1 e a composio tnica de cada povo deve influir na mdia d ps absoluto da sua populao1 em cada idade4 ,p>a z rap>igas portuguesas no conheo tabela alguma2 p>a os rapazes co/umo gui>-me1 enquanto no organizo uma tabela com os psos obs]vados nos rapazes da ,casa ,pia1 co/umo gui>-me1 dizia1 pelas obs]vaes d ,dr4 ,masc>5has de ,melo1 publicadas nos ,anurios d ,colgio ,milit> e de que aquele meu di/9to colega fez um apanhado na sua comunicao ao ,congresso ,int]nacional de ,m$ic9a1 realizado em ,lisboa em #aijf1 comunicao intitulada3 ,sur l',antropomtrie mdicale4 ,z tabelas d ,dr4 ,masc>5has de ,melo s]vem1 porm1 ap5as p>a o e/udo d ps dos dez aos dezanove anos4 ,sbre e/as obs]vaes e sbre p$ometria escol> podem vr um pequ5o relatrio que com o ttulo--,antropometria escol>--escrevi p>a o ,congresso da ,liga contra a ,tub]culose de #aijg e que com p\cas modificaes foi reimpresso o ano passado1 por ocasio d ,congresso ,p$aggico de ,lisboa#d4 ,a ttulo de curiosidade porei em face umas das outras algumas mdias das tabelas d ,dr4 ,masc>5has de ,melo 7obs]vaes portuguesas7 e algumas extradas dum trabalho de ,cam]]1 de ,/uttg>t3 ---------------------------------------- -------- ,rapazes ,idades 7,masc4z ,rapazes ,rap>igas de ,melo7 7,cam]]7 7,cam]]7 ---------------------------------------- -------- #aj anos #bi kg4 #cj kg4 #bg kg4 #aa #cj1e #cb1e #bi #ab #cc #ce #cb #ac #cf1e #cg1e #cg #ad #db #da #dc #ae #dg #de #dh ---------------------------------------- -------- ,uma alem p>ece pes>1 a p>tir dos catorze anos1 mais d que uma portuguesa da mesma idade4 ,e/as mdias so s vezes assombrosam5te exc$idas1 nos casos de obesidade4 ,ne/e mom5to e/\ trat&o na m9ha clnica p>ticul> de um rapaz de qu9ze anos1 um obeso com gigantismo1 obeso hipfiso-g5ital1 que pesa ba/ante mais de cem quilos6 ,o primeiro ano da vida aquele em que o ps aum5ta mais4 ,em mdia1 segundo ,cam]]1 por ex4 ao nasc]1 um rapaz pesa trs quilos e quatroc5tos gramas e uma rap>iga trs quilos e duz5tos gramas4 ,na ,mat]nidade de ,lisboa1 no tempo d ,pr(4 ,alfr$o da ,co/a 7#ahii-aijd71 a mdia d ps dos rapazes foi de #ckg1#bcf e a d das rap>igas #ckg1#ajc4 ,nos dois primeiros dias a criana p]de uns duz5tos gramas1 mas ao oitavo ou ao nono recup]a o ps da nasc5a4 ,o aum5to dirio das crianz criadas ao peito1 a9da por ex4 segundo ,cam]]1 &a por uns #cj gr4 at qu>ta semana1 de #bf-bh da qu9ta dcima segunda1 de #bj-bd da dcima t]ceira vigsima1 de #af-ah da vigsima primeira trigsima sexta1 e de #aj-ae da trigsima stima qu9quagsima segunda4 ,no qu9to ms da vida1 em regra1 a criana dobra de ps1 e ao fim d primeiro ano co/uma t-lo triplicado4 ,pode diz]-se que nos c9co primeiros meses o aum5to de crca de setec5tos gramas por ms2 nos c9co meses segu9tes metade m5or4 ,daqui a regra indicada por ,t]ri5 p>a calcul> o ps de uma criana de peito durante o primeiro ano3 p>a os c9co primeiros meses1 multiplic> #gjj pelo nm]o de meses que a criana tem e junt> ao produto o ps que ela t9ha nasc5a2 p>a os c9co meses segu9tes1 multiplic> #cej pelo nm]o de meses que ela tem alm d #e4o1 e junt>-lhe o ps d qu9to ms1 i/o 1 o dbro d ps nasc5a4 ,no segundo ano de vida o aum5to de ps notavelm5te m5or que no primeiro e *ega tam s1 tanto nos rapazes como nas rap>igas1 a crca de dois quilos e meio2 dos trs aos c9co anos o crescim5to dim9ui um p\co mais1 no pass&o de um a dois quilos por ano4 ,f9alm5te1 ao fim d qu9to ano os rapazes vem a t] #ah quilos e z rap>igas #ag4 ,a p>tir de/a idade1 at aos catorze anos1 os rapazes aum5tam de #b a #c quilos2 segue-se depois dos qu9ze aos dezito um p]odo de maior crescim5to1 com aum5to anual que pode *eg> a oito quilos4 ,nas rap>igas o acrscimo anual pode mant]-se at aos doze anos volta de dois quilos1 e dos #ac aos #af o aum5to &a por uns #d a #e quilos4 ,a p>tir dos #af nas rap>igas e dos #ai nos rapazes1 o acrscimo pode cess>4 ,em regra1 porm1 p\cos so os indivduos nos quais p]manece e/acionrio o ps adquirido aos #af ou aos #ai4 7,cam]]74 ,duma longa srie de obs]vaes feitas em crianz portuguesas de escolas primrias (iciais d ,al5tejo e de escolas primrias no (iciais de ,lisboa1 srie infelizm5te p\co homognea e insufici5te p>a algumas idades1 dessa longa srie de obs]vaes feitas pelo ,dr4 ,moraes ,man*ego e pelo ,sr4 ,major ,desidrio ,bea1 tir\ o ,dr4 ,man*ego os elem5tos com que con/ruiu uma curva de crescim5to d ps em portugueses de #f a #ai anos de idade1 curva que conjuntam5te com algumas tabelas int]essantes1 foi apres5tada num trabalho daquele di/9to mdico3--,contribuio ao e/udo d crescim5to da criana portuguesa 7,trabalhos d #c4o ,congresso ,p$aggico1 realizado em abril de #aiab1 por iniciativa da ,liga ,nacional de ,in/ruo#e4 ,por s] int]essante e diz] respeito a obs]vaes portuguesas1 transcrevo dsse trabalho1 digno de apreo1 z segu9tes l9has3--,na curva portuguesa h primeiram5te um pequ5o acrscimo com o mximo nos #h anos1 que joga p]feitam5te com o acid5te simil> j apontado no mesmo tro da curva homloga da e/atura1 depois vem um crescim5to qusi ins5svel at aos #ab anos2 a seguir apres5ta-se uma depresso1 e aos #ac anos comea o crescim5to muito int5sivo com o mximo absoluto aos #af 7/e acrscimo de #fk1#h72 depois de/a idade a curva desce muito de ano p>a ano1 s5do o acrscimo p>a os #ai anos ap5as de #ak1#e4 ,o aum5to de ps dos #f aos #ai anos de #cfk1#h1 i/o 1 o ps que aos #ad anos j duplic\ aos #ai sup]ior ao triplo d que corresponde aos #f anos4 ,o que convm1 porm1 pr9cipalm5te fix> que durante o crescim5to se obs]vam dois p]odos de crescim5to mximo3 o primeiro p]odo corresponde ao primeiro ano da vida1 e o segundo nas rap>igas ao que vai dos doze aos dezasseis anos e nos rapazes dos qu9ze aos dezito4 ,o primeiro d/es p]odos 1 como diz ,cam]]1 uma cont9uao da excessiva en]gia fetal d crescim5to 7lembremo-nos1 como faz not> ,v>iot1 que em nove meses se passa de um vulo de duas dcimas de milmetro a um fto que m$e meio metro e pesa crca de trs quilos67 ,o segundo p]odo de crescim5to mximo corresponde1 tanto nos rapazes como nas rap>igas1 pub]dade4 ,z condies de vida das mes influem no ps dos filhos4 ,sem ir busc> exemplos l de fra1 ba/a diz]-lhes1 p>a docum5t> a afirmao1 que o falecido e ilu/re pr(essor da ,escola ,mdica de ,lisboa1 ,alfr$o da ,co/a1 encontr\ nveis dif]5z entre os pesos nasc5a dos filhos de mulh]es que pass>am os ltimos tempos da gravidez em rep\so e tranquilidade moral e os daquelas que pelo contrrio at ao ltimo mom5to trabalh>am e viv]am na misria4 ,z crianz de/as ltimas pesavam sempre m5os4 ,nice=o1 no seu afamado volume--,les ,classes ,pauvres1--publica um quadro comp>ativo d ps mdio de umas sries de rapazes e rap>igas1 por onde se v que o ps mdio mais baixo nas crianz pobres d que nas ricas1 da mesma idade4 ,ley e outros v]ific>am que em regra z crianz at>dadas so inf]iores em ps aos normais que em idade lhes correspondem4 ,e ,sluys1 o antigo e illu/re director da ,escola ,normal de ,bruxelas1 num int]essante opsculo que muito vos recom5do--,loi de ,croissance1--*ama a at5o p>a o emmagrecim5to dos sobreexcitados e sobrec>regados pelos trabalhos de prep>ao dos exames#f4 ,e j que acid5talm5te vos recom5dei a leitura d/e livro sbre z v>iaes d ps d corpo da criana1 no qu]o deix> de vos aconselh> tambm a leitura d que escreveu e das tabelas que sbre o ps public\ nas suas ,lies de ,p$ologia o nosso di/9to cont]rneo ,dr4 ,f>ia e ,vasconcelos1 pr(essor em ,bruxelas1 de quem por vrias vezes t5ho tido o praz] de vos fal>4 ,af9al a balana1 como fiz vr1 pesa1 m$e a m>*a da nutrio e p]mite apreci> z condies de vida e os regim5s de trabalho4 ,p]turb> o crescim5to p]turb> a vida1 afr\x> os meios de defesa1 pr$ispor p>a a do5a1 inf]ioris> o indivduo4 ,foi m9ha t5o l]-vos e/a lio de enc]ram5to d curso1 no ,lactrio de ,lisboa1 in/ituio que eu muito desejava que visitasseis em m9ha companhia4 ,de facto1 em n5hum stio melhor eu pod]ia mo/r> o valor da m$ida d ps nas crianz4 ,nos lactrios1 nessas b5em]itas in/ituies de/9adas a di/ribuir leite p>a alim5tao artificial das crianz1 cujas mes1 por do5a1 e z mais das vezes ap5as por imposio d trabalho1 no podem amam5t>1 a balana no ap5as um meio de e/ud> o crescim5to1 um meio de salv> a vida4 ,a aleitao artificial desregrada uma espcie de infanticdio que vitma muitas crianz4 ,graz balana1 o mdico pode dirigir a alim5tao por frma a evit> muitos e danosos males4 ,mas1 meus alunos1 os lactrios e z consultas p>a recemnascidos no so ap5as laboratrios de pesagem e agncias de alim5tao lctea4 ,so v]dadeiras escolas que em muita p>te com xito freqentam normali/as como vs1 que ali vo apr5d] a alim5t> e a trat> de crianz4 ,p>a o ano1 se me fr p]mitido e se se me (]ec]1 como esp]o1 ocasio e facilidade1 procur>ei faz] com que o ,lactrio e o ,in/ituto de ,pu]icultura1 da rua ,alex&re ,h]culano1 p>a que agora *amo a vossa at5o1 se relacionem com e/a ,escola ,normal4 ,a prep>ao d pr(essor deve s] uma espcie de prep>ao mat]na4 ,pr(essoras ou pr(essores s tm a ganh> com se habitu>em a lid> desde muito c$o com crianz1 e a e/ud-las1 e/im-las como pais4 ,e /e deve s] a meu vr o pr9cipal fim da co-educao na ,escola ,normal4 ,de re/o1 eu qu]]ia que desde o primeiro ano d curso1 alunos e alunas e/udassem ,p$ologia p>a se habitu>em a viv] com z crianz1 p>a se habitu>em a v-las no s no mutismo e no rijo =malismo1 muitas vezes necessrio1 das aulas1 onde se lhes e/anha a fisionomia1 se lhes p>alisam os movim5tos1 se lhes esconde a graa1 se lhes abafam os sorrisos1 se lhes sufocam os cant>es1 mas tambm p>a se habitu>em a v-las1 e lid> com elas1 qu&o em pl5a lib]dade1 com a eloqncia da sua mmica1 com a alacridade dos seus gritos1 esfusi&o alegria1 irradi&o afectividade1 nos pr5dem1 nos alegram1 nos comovem1 nos ent]necem1 nos int]essam e nos fazem e/im-las1 compre5d-las1 protej-las1 e educ-las4 ,m$itai z palavras de ,waynbaum1 com que t]m9>ei a m9ha lio e que se ref]em fisionomia da criana3 ,a voz d sangue1 o amor da prog5itura1 o in/9to natural p\co entram na con/ituio d/e s5tim5to slido e orgnico que frma o amor d pai pelo seu filho4 ,e/es laos naturais1 h]$itrios1 exi/em c]tam5te1 mas no valem o lao que a prpria criana cria e faz ap>ec] no nosso corao1 sse lao que uma arma pod]osa que a natureza lhe deu e de que ela l>gam5te usa p>a se pr5d] a ns1 p>a se torn> uma p>te de ns mesmos4 ,meus alunos1 s5horas e s5hores1 que em breve todos sejais pr(essores4 ,futuros pais1 sde bons pr(essores3 futuros pr(essores1 sde como pais#g4 ,lisboa1 #ai-;,,iv-#iae4 ,a ,,agudeza ,,visual ,e ,a ,,auditiva ,,debaixo ,,d ,,ponto ,,de ,,vi/a ,,p$ag,,gico#h ,m9has ,s5horas e ,meus ,s5hores ,meus ,alunos ,sejam z m9has primeiras palavras1 no dia de hoje1 de sadao e agradecim5to e pr9cipalm5te de agradecim5to p>a com ,s4 ,ex4a o actual ,m9i/ro da ,in/ruo ,sr4 ,pr(4 ,f]reira de ,simas1 e p>a com o ,conselho de/a ,escola a quem sobretudo devo a honra de pod] novam5te retom> /e log>1 grato p>a mim como n5hum outro1 e onde pod]ei cont9u> a srie de lies que o ano passado iniciei1 desej&o e esp]&o que elas1 pelo m5os1 sejam tam at5tam5te ouvidas e tam proveitosas como o ano passado t5ho a c]teza que =am4 ,meus ,alunos ,posso diz] que a lio que v\ faz]-vos1 embora seja a lio de ab]tura d meu curso d/e ano1 no no entanto a primeira lio que /e ano vos d\4 ,a primeira foi aquela que cada um de vs recebeu1 qu&o eu1 ac$5do ao crit]ioso convite d ,sr4 pr(4 ,tiago da ,fonseca1 secretrio de/a ,escola1 proc$i m$ida da agudeza visual e da auditiva de cada um dos que pret5diam matricul>-se1 a fim de que na sua di/ribuio pelas turmas e pelas salas se at5desse s indicaes tiradas daquele utilssimo exame4 ,proc$i a sse exame no como mdico1 mas como pr(essor1 e proc$i por frma a d>-lhes uma norma de inspeco1 segundo a qual todos1 no ex]ccio das suas funes1 em qualqu] escola que seja1 pod]o proc$] a ela1 e por meio dela classific>1 segundo a viso e a audio1 os seus alunos em um dos trs grupos3--supra-normais1 normais1 infra-normais1 di/ribu9do-os nas salas das classes pela maneira que mais convm ao ens9o3 adiante os que ouvem e vem p\co1 ao meio os que vem e ouvem regul>m5te e ao fundo os que ouvem e vem melhor4 ,tive sempre tambem o cuidado de1 qu&o v]ificava a exi/ncia de anormalidade1 ou melhor1 qu&o encontrava c&idato que via ou ouvia a uma di/ncia nvelm5te inf]ior quela a que a maioria co/uma vr e ouvir1 tive sempre o cuidado1 dizia1 de lhes aconselh> a que se dirigissem a mdico compet5te p>a que se julgasse da causa da inf]ioridade e se corrigisse e/a1 se porv5tura isso fsse possvel2 enfim1 p>a que se tratassem4 ,quiz assim no s cuid> ou faz] com que cuidassem da sade de rgos importantssimos p>a todos e pr9cipalm5te p>a quem apr5de e p>a quem ens9a1 mas tambm quiz assim indirectam5te aconselh>-lhes ou apont>-lhes a maneira de proc$] que convm que adoptem qu&o tiv]em como eu1 na sua qualidade de pr(essores1 de exam9> e m$ir a agudeza visual e auditiva dos seus alunos4 ,a in/ruo1 como sabeis1 faz-se nas nossas escolas sobretudo cu/a de excitaes visuais e auditivas4 ,o pr(essor dirige-se pr9cipalm5te vi/a e ao ouvido d aluno4 ,se vi/a e ouvido no e/iv]em em condies de apr5d] ntidam5te1 de s]em cl>a1 =te1 pr(unda e agradvelm5te impressionados1 a in/ruo no se f> ou f>-se h defeituosa e deficintem5te2 a falta de aproveitam5to com facilidade se f> not>4 ,aquele que nem v nem ouve bem1 acaba por deix> de pre/> at5o2 no se aplica1 no se in/rui e no se educa tambm1 como deve s]1 porque a exp]incia p\ca e m1 porque no excita conv5i5tem5te os s5tidos1 porque no enriquece conv5i5tem5te o crebro em imag5s1 precisas e ntidas4 ,no tem ou tem p\co sbre que trabalh>2 no des5volve a inteligncia4 ,pelos olhos tomamos ns habitualm5te conhecim5to dum gr&e nm]o de propri$ades e tal o papel que z imag5s visuais repres5tam na c]ebralidade1 na compre5so das c\sas1 que ,ga/on ,gaill>d1 num artigo nvel sbre z condies pticas e frma visual da inteligncia1 disse3 a inteligncia p>ece s] uma espcie de faculdade ptica4 ,fisiologi/as e hi/ologi/as tm demon/rado que a viso tem uma influncia importantssima no des5volvim5to dos c5tros c]ebrais1 e vrios mdicos tm demon/rado tambm que muitas vezes o atraso intelectual nas crianz1 que os franceses *amam arrirs1 nos dbeis m5tais ou at>dados como se vai diz5do em portugus1 o atraso1 a inf]ioridade resulta muitas vezes dum defeito de viso4 ,vrios casos se apontam tambm de p]feita normalizao de crianz anormais-inf]iores1 por simples tratam5to ou correco conv5i5te d seu defeito visual4 /es anormais so v]dadeiros anormais de ocasio ou anormais por deficit s5sorial1 como os *ama ,ley4 ,e j que vos e/\ fal&o das relaes da viso com o des5volvim5to intelectual1 com muito praz] e com muita utilidade p>a vs vos *am>ei a at5o1 convid&o a l-la1 p>a a conf]ncia realizada em #bj de ,maio de #aiad1 na ,soci$ade ,portuguesa de ,e/udos ,p$aggicos1 pelo nosso di/9to ,inspector ,g]al de ,sanidade ,escol> e meu muito presado amigo ,dr4 ,co/a ,sacadura1 conf]ncia intitulada3 ,influncia d e/ado da viso sbre o des5volvim5to intelectual e fsico das crianz4 ,c\sa semelhante ao que acabo de vos diz] a propsito da inf]ioridade da agudeza visual1 pod]ei diz] tambm a propsito da baixa ou r$uo da agudeza auditiva4 ,a criana que ouve mal1 compre5de mal1 acaba por des9t]ess>-se1 di/rai-se1 deix&o de escut> e apr5d]1 atras&o-se na in/ruo por falta de noes que lhe m9i/ram oralm5te e que ela no apr5de1 atras&o-se na educao1 por deficit de excitaes s5soriais auditivas4 ,o pr(essor ,bezold1 de ,muni*1 not\ que quanto maior fr a dureza d ouvido1 tanto m5or o des5volvim5to intelectual4 ,e ,r\ma no seu importante livro3 ,la p>ole et les tr\bles de la p>ole1 conta que numa classe de crianz semi-surdas1 em ,b]lim1 classe compo/a por #ab alunos1 entre os quais havia #d que t9ham sido apontados como intelectualm5te inf]iores1 /es se mo/r>am como p]feitam5te aptos p>a o trabalho escol> e prov>am t] uma inteligncia p]feitam5te normal1 logo que =am colocados num meio em que se os educ\ t5do em vi/a a sua inf]ioridade fsica4 ,a dureza d ouvido de=ma z imag5s auditivas e a criana procur&o reproduzir os sons1 z palavras que ouve emite sons1 pronuncia palavras de=madas1 adult]adas1 s(r5do assim dum defeito de pronncia por simples defeito da audio4 ,a r$uo da agudeza visual e da auditiva veem a t] tambm uma influncia importante no feitio moral daqueles que delas s(rem4 ,a m compre5so dos factos que se passam em r$or e de que tomam conhecim5to por int]mdio de rgos insufici5tes e a dificuldade de comunic> com z outras pessoas1 ac>retam muitas vezes conseqncias mais ou m5os emocionantes que podem p]turb> o c>ct]4 ,lembrem-se das dif]5z psicolgicas1 de ordem moral1 que todos sabem que exi/em entre o surdo e o que ouve1 e entre o cego e o que v4 ,e ne/e mom5to1 ao trat>-se d/e assunto1 eu relembro a trans=mao que se op]\ no meu esprito1 e a alegria que exp]im5tei1 qu&o pela primeira vez eu1 que era um mope inconsci5te1 olhei p>a o que me c]cava1 atravs de umas lunetas de vidros div]g5tes4 ,corrigi a m9ha vi/a e ento comecei a aproveit> mais nas m9has aulas1 onde muitas vezes no seguia o que se expunha no quadro preto1 por supr que isso era s p>a os que junto dle e/avam1 e comecei ento tambm a usufruir uma maior soma de praz]1 o praz] de vr e gos> o que se v4 ,a m9ha concepo d mundo modific\-se1 melhor\4 ,passei a s] mais optimi/a2 encontrei no mundo e na vida um fim e/tico1 h>monioso1 espectacul>1 se me p]mitem o t]mo4 ,e lembr>-me eu que entre vs1 segundo z m9has rec5tes obs]vaes1 h1 de #dc de inf]iores ou defeituosos da viso1 ap5as uns #aj com a vi/a corrigida6 ,correi j1 por vosso int]sse1 aos mdicos oculi/as2 eis o meu conselho4 ,pelo que respeita ao ouvido1 os #i de infra-normais que a obs]vao me lev\ a encontr>1 na populao de/a ,escola1 que no se descuidem tambm1 porque possvel que nalguns se trate de defeito corrigvel1 talvez ap5as de uma ob/ruo ocasional1 que simples lavag5s ou du*es auricul>es f>o desap>ec]4 ,devo diz]-lhes que z p]c5tag5s que acabo de apont> dizem ap5as respeito a alunos com inf]ioridade bilat]al dos olhos ou dos ouvidos1 reconhecida pelos processos simples1 que todos viram pratic>1 e dos quais lhes v\ agora d> mais m9uciosa conta4 ,numa sala de/a ,escola que me p>eceu s] daquelas onde m5os se ouve o b>ulho da rua1 que ne/e stio infelizm5te no pequ5o1 coloquei em face de uma das janelas1 a seis metros aproximadam5te dela1 e a uma altura que correspondesse aproximadam5te dos olhos da maior p>te dos alunos1 coloquei1 dizia1 um c>to em que coloc>a o quadro optomtrico dos ,drs4 ,m>io ,m\t9ho e ,co/a ,sacadura1 quadro que suponho se encontra espalhado por tdas z escolas1 m]c de uma l>ga e til di/ribuio4 ,m>quei a giz sbre o *o um trao indic&o a di/ncia de #e metros p>a quem da p>$e onde p5durava o quadro optomtrico4 ,numa outra p>$e1 no tpo da sala1 tracei a uma altura correspond5te dos ouvidos na maioria dos alunos1 um trao horizontal1 a giz1 sbre o qual a p>tir aproximadam5te de #a metro de uma das extremidades m>quei um z]o e1 a p>tir d/e1 pequ5os traos v]ticais indic&o os decmetros e os metros 7#d metros aproximadam5te74 ,qu&o ia proc$] aos meus exames1 procurava obt] o maior silncio possvel1 na proximidade da sala1 e fazia entr> os alunos um a um ou dois a dois1 e de maneira a evit> que se di/rassem4 ,uma empregada tomava-lhes entrada o nome e eu logo comeava o meu exame1 em que fui vrias vezes auxiliado pelo meu v5]&o colega ,sr4 pr(4 ,p$ro ,f]reira4 ,p>a a m$ida da agudeza visual1 m&ava coloc> o aluno em fr5te d quadro optomtrico a uma di/ncia aproximadam5te de #f metros4 ,z letras d quadro e/o dispo/as em #c l9has p>alelas e tais que p>a uma viso normal devem respectivam5te s] lidas a #bj1 #aj e #e metros de di/ncia4 ,m&ava procur> l] a #f metros z letras da l9ha inf]ior1 aquelas que se devem lr1 qu&o a viso seja m$iana1 di/ncia de #e metros4 ,se o aluno z lia tdas ou dois t]os delas di/ncia de #f metros1 colocava-o no grupo dos supra-normais da viso1 se no1 m&ava-o t5t> l] z letras da mesma l9ha di/ncia de #e metros4 ,se z lia1 colocava-o no grupo dos normais3 f9alm5te se o aluno nem di/ncia de #e metros lia sequ] dois t]os das letras que a essa di/ncia devia l] se a viso fsse normal1 colocava-o no grupo dos infra-normais1 e procurava ento vr quais z letras que conseguia l] a essa di/ncia de #e metros4 ,se lia z da l9ha mdia1 que um normal devia l] a #aj metros1 dizia que t9ha uma agudeza visual igual a #a_/b d normal1 se lia a #e metros s aquelas que um normal l di/ncia de #bj metros1 dizia que t9ha uma agudeza visual igual a #a_/d d normal4 ,se nem e/as lia1 dizia que t9ha uma agudeza visual inf]ior a #a_/d d normal4 ,o exame era feito em sep>ado1 p>a cada um dos olhos1 t5do o cuidado de evit> que com a mo c>regassem sbre aquele cuja agudeza visual se no e/ava m$9do4 ,em regra1 e e/a p>ece s] a melhor frma1 m&ava coloc> um c>to de visita diante d lho a encobrir1 mas um p\co afa/ado dele4 ,e/a tcnica1 que uma tcnica de confiana p>a det]m9> com preciso a agudeza visual1 pode s] empregada por qualqu] pr(essor1 e praticada em todos os escol>es1 mesmo naqueles que no sabem l]1 vi/o que junto s letras e com dim5ses respectivam5te iguais s delas se encontram no quadro optomtrico l9has com s9ais 7optotipos se *amam7 que um analfabeto pode p]feitam5te apont> 7zonas circul>es incompletas1 com ab]tura voltada segundo quatro direces74 ,p>a o exame d ouvido1 m&ava coloc> o aluno em fr5te da l9ha que traara na p>$e1 voltado p>a ela1 junto dela e com o ouvido direito altura d z]o4 ,o aluno1 com um d$o1 sem c>reg>1 tapava o ouvido esqu]do e olh&o em fr5te1 pre/ava at5o a vr se ouvia o tic-tac de um relgio de algibeira1 que eu lhe aproximava d ouvido4 ,logo que o aluno dava s9ais de o ouvir1 comeava eu a afa/> o relgio1 faz5do desloc> /e sbre uma l9ha1 no p]p5dicul> face1 mas sim dirigida p>a diante1 p]p5dicul>m5te ao pavilho da orelha4 ,e desloc&o o relgio procurava det]m9> a maior di/ncia a que o aluno conseguia ouvir o bat] dsse relgio4 ,fiz uma srie de obs]vaes e v]ifiquei que com o meu relgio a maioria ouvia o tic-tac a uma di/ncia de #b a #c metros4 ,em vi/a di/o consid]ei como infra-normais1 na audio1 francam5te infra-normais1 os que ouviam o mximo a #a metro e supra-normais1 na audio1 francam5te 9999supra-normais99991 os que ouviam a #c metros e mais4 ,p>a o exame d ouvido esqu]do1 m&ava volt> o aluno1 colocava-o com o ouvido esqu]do altura d z]o1 p$ia-lhe p>a tap> o ouvido direito e olh> bem em fr5te1 ou fe*> os olhos1 e proc$ia depois por uma frma semelhante que adoptei p>a o exame da agudeza auditiva d ouvido direito4 ,qu&o a r$uo da agudeza auditiva era nvel 7m5os de #a metro71 m&ava s5t> o aluno no fundo da sala1 voltado p>a a p>$e1 e coloc&o-me atrs dele1 no lado opo/o1 falava-lhe em tom ord9rio por frma a v] se me ouvia e p>a isso o m&ava repetir a frase que eu pronunciava ou execut> movim5tos que lhe ord5ava4 /e processo1 da m$ida da agudeza auditiva1 ao contrrio d que adopt>a p>a m$ida de agudeza visual1 no exacto1 no preciso1 no seguro1 mas s]ve1 e isso ba/a1 p>a comp>> os alunos debaixo d ponto de vi/a da agudeza auditiva e di/ribu-los nas aulas1 de acrdo com ela4 ,nas crianz necessrio talvez tom> mais precaues d que aquelas que com os s5hores tomei conv5i5te s5t-las1 v5d>-lhes3 os olhos e de vez em qu&o f+ir que se aproxima ou afa/a o relgio1 p>a assim julg> d valor das suas respo/as4 ,devo diz]-lhes1 o que tambm importa1 que levava1 em regra1 dois a trs m9utos com o exame da agudeza visual e da auditiva4 ,na ,casa ,pia1 onde eu e o ,dr4 ,jorge ,cid temos feito vrias obs]vaes1 us&o de processos semelhantes queles de que vos falei1 v]ifiquei h dias a exi/ncia de alguns factos curiosos p>a que no qu]o deix> de *am>-vos a at5o4 ,consid]&o ap5as os alunos que ne/e mom5to freqentam a #d4;a classe de in/ruo primria1 e com les os que em ,julho a freqent>am e di/ribu9do-os por ordem cresc5te das idades v]ifica-se3 que m$ida que se avana na escala das idades1 e aum5ta o nm]o de anos de int]nato1 dim9ui a p]c5tagem de alunos que fiz]am exame d #b4o grau1 e dim9ui a p]c5tagem dos que tm audio normal4 ,qu]e i/o diz] que provvel que o atraso de alguns alunos prov5ha de inf]ioridade auditiva4 ,por outro lado encontram-se dois mximos de freqncia da viso inf]ior normal um 7#cj7 co9cid9do com o mximo de freqncia de exames d #b4o grau 7#fa7 e outro 7#dj7 co9cid9do com o mximo da idade 7#af anos e mais7 e o mnimo da freqncia de exames 7#dj71 factos e/es que int]preto por e/a frma3 a anormalidade visual nos rapazes de #af anos e mais 7mximo de idade71 que a9da no fiz]am exame d #b4o grau1 co9cide e deve e/> relacionada com inf]ioridade m5tal e a gr&e freqncia da viso inf]ior normal nos rapazes de #ad a #ae anos1 grupo a que na sua maior p>te p]t5cem os que fiz]am exame d #b4o grau1 naturalm5te devida miopa que o trabalho das aulas agrava1 qu&o no det]m9a4 ,qu&o um dia me ocup> p>ticul>m5te d/e importante defeito da viso1 a miopa1 procur>ei obt] alguns dados especiais recorr5do1 provvelm5te1 p>a isso1 ao regi/o das obs]vaes (talmolgicas e s e/at/icas d di/9to mdico-(talmologi/a da ,casa ,pia ,dr4 ,xavi] da ,co/a4 ,a miopa uma v]dadeira do5a pr(issional da escola2 em gr&e p>te um produto d trabalho escol>4 ,a sua freqncia aum5ta m$ida que se avana no grau d ens9o4 ,e j que levantei /e incid5te1 no deix>ei de vos recom5d> a leitura de uma int]essante e utilssima conf]ncia feita na ,impr5sa ,nacional1 em #ai de ,abril de #aiad1 pelo ,dr4 ,seba/io da ,co/a ,santos1 tambm di/9to mdico-(talmologi/a1 e em que por frma muito cl>a e completa se trata da miopa e d\tros assuntos de ocul/ica que se pr5dem com a higi5e escol>4 ,o exame da agudeza visual e da auditiva pre/a-se tambm a p]mitir julg> at c]to ponto de c]tas qualidades de ordem psquica que ao educador muito int]essa conhec]4 ,a maneira por que o aluno se apres5ta1 a rapidez ou a l5tido dos seus movim5tos1 a rapidez ou a l5tido na leitura d quadro optomtrico1 a maneira agitada ou1 pelo contrrio1 l5ta e dcil por que se comporta1 a preciso ou a indeciso na compre5so e execuo das nossas ord5s1 tudo p]mite1 com gr&e probabilidade de acrto1 =m> um juzo til e necessrio p>a o educador1 sbre o grau de emotividade1 ou sbre a pot5cialidade n]vosa de cada aluno1 de/r9&o p>ticul>m5te os dois tipos extremos1 o d hip]/nico1 agitado1 e o d hipo/nico1 t>do nas suas reaces4 ,o educador encontr> nesse exame elem5tos importantes p>a calcul> possibilidades na educao1 e tir> indicaes muito teis p>a a escolha dos meios educativos a empreg>4 ,o exame da agudeza visual e da auditiva feito luz dos conhecim5tos que vos procurei transmitir p]mitir-vos h conv5c]-vos1 de/a v]dade fundam5tal3 de que os escol>es so dif]5tes uns dos outros4 ,e conv5cidos disso1 o vosso esprito e/> prep>ado p>a a adquisio de/a outra v]dade3 de que o ens9o se deve individualiz> o mais possvel4 ,a p$ologia1 e/udo da criana1 vos ens9> a conhec] os vossos alunos1 e a encontr> o cam9ho educativo que mais convm seguir4 ,pudesse eu deix>-vos conv5cidos disso1 e conseguisse que em tdas z escolas o pr(essor det]m9asse a agudeza visual e a auditiva e eu1 e todos os que tivessem contribud p>a isso1 t]amos alcanado a no pequ5a glria de t] promovido na escola o que o gr&e pr(essor ,bi]vliet1 a propsito d mesmo assunto1 no duvid\ *am> um progresso im5so4 ,disse4 ,a ,,vis,o ,,das ,,cores#i ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,foi objecto da m9ha lio de ab]tura1 no ano f9do3 ,a agudeza visual e a auditiva1 debaixo d ponto de vi/a p$aggico1 t5do-me s]vido de pretexto p>a a lio o exame da agudeza visual e da auditiva por mim praticado1 nos alunos de/a ,escola1 com o fim de se regul> a sua di/ribuo nas aulas4 ,s] /e ano objecto da m9ha primeira lio um assunto que se pr5de tambm com a fisiologia dos s5tidos1 s]v9do-me de pretexto p>a ela o exame que /e ano tambm fiz a alunos de/a ,escola1 mas no s com o fim de julg> da sua agudeza visual e da sua agudeza auditiva1 mas tambm p>a julg> at c]to ponto d seu s5tido cromtico1 d grau da sua viso1 na viso das cres4 ,deu origem a e/a ampliao d exame fisio-p$aggico que se comeou a pratic> o ano passado por iniciativa d ,sr4 ,secretrio de/a ,escola1 e seu di/9to pr(essor sr4 ,tiago da ,fonseca1 deu origem a essa ampliao1 um simples acaso4 ,um dos jornais da cidade1 ao notici> que eu ia proc$] ao exame dos alunos1 fal\ em daltonismo1 e isso faz5do-me suspeit> uma confuso entre o exame da agudeza visual e o d s5tido cromtico e record&o-me da importncia que /e pode t] na escolha dos c&idatos a pr(essores1 resolveu-me a faz] a m9ha primeira lio d/e ano sbre o s5tido cromtico e os seus defeitos1 e proc$]1 como proc$i1 a um exame elem5t> dsse s5tido4 ,m4elle ,yoteyko1 a ilu/re pr(essora belga1 consid]a como indisp5svel na escola normal a prtica de um exame d s5tido cromtico1 por causa da importncia que a dif]5ciao das cres tem no ens9o4 sua op9io tambm que a sse exame devem s] obrigatriam5te sujeitas tdas z pr(essoras dos j>d9s de infncia e1 mais a9da1 atribi-lhe1 e com razo1 gr&e valor no exame p$aggico dos alunos da escola primria4 ,e i/o lembra-me z palavras d pr(essor am]icano ,r[e1 qu&o num dos seus livros1 diz3 na cegueira das cres e/ muitas vezes a explicao da ap>5te e/upidez que revelam c]tas crianz das nossas escolas1 diante dos mapas4 ,o exame fisio-p$aggico que o ano passado se comeou a pratic> ne/a ,escola1 deve s] a9da mais ampliado d que foi /e ano1 e qu&o /e assunto1 a viso das cres1 no fsse julgado como de maior importncia1 p>a s]vir de mais a mais de tema a uma lio de ab]tura de curso1 ba/>ia p>a ju/ific>-me e d>-lhe o valor que lhe conte/assem1 o tom-lo como pretexto p>a *am> a at5o p>a /e captulo importante e qusi virgem entre ns1 d exame das aptides4 ,hoje1 m9has s5horas e meus s5hores1 a fisiologia e a psicologia1 no so ap5as scincias de gab9ete1 simples curiosidades1 domnios de inve/igao sci5tfica des9t]essada1 ramos de conhecim5tos sem maior aplicao e utilidade4 ,no4 ,o fisiologi/a e o psiclogo tm hoje o seu lug> at na (ic9a1 at na fbrica4 ,a les se recorre no s p>a julg> das aptides d op]rio1 mas at p>a regul> a prpria tcnica4 ,op]a-se ne/e mom5to uma pr(unda re=ma nas ind/rias1 vis&o a lev> ao mximo o r5dim5to de cada op]rio1 recorr5do-se p>a isso fisiologia e psicologia4 o tailorismo que avana1 a organisao sci5tfica d trabalho4 ,a fisiologia e a psicologia so tam teis1 mesmo =a dos domnios da ,m$ic9a1 que ne/e mom5to1 at em pl5a gu]ra elas figuram1 s5do os seus processos de anlise regul> e obrigatriam5te praticados no exame dos c&idatos a aviadores1 sses h]icos soldados1 que ne/a gu]ra1 =midvel pela scincia e pela b>b>a1 tanto influem na e/ratgia4 ,na nossa legislao milit>1 a propsito da inspeco mdica dos c&idatos a aviadores1 j se fala d exame das reaces psico-motrizes4 ,mas mais a9da4 ,a psico-fisiologia1 de que em suas proveitosas lies muitas vezes vos fala o ,sr4 pr(essor ,dr4 ,alb]to ,pim5tel1 logr\ at encontr> aplicao em pl5o campo da refrega1 onde por exemplo1 ,m4 ,lahy1 *efe dos trabalhos prticos de psicologia exp]im5tal na ,escola de ,altos ,e/udos de ,p>is1 e actualm5te mobilizado como (icial1 teve ocasio de com nvel utilidade aplic> os seus mtodos de e/udo a gloriosos soldados da ,argonne1 durante a trem5da campanha de ,v]dun4 ,e1 m9has s5horas e meus s5hores1 se a psico-fisiologia pre/a j tantos s]vios na escolha dos c&idatos a op]rios e em soldados1 porque no h-de ela t] tambm o seu lug> no exame dos c&idatos pr(isso de pr(essor86 ,p5sai ni/o1 que ne/a arte que &ais a apr5d]3 a arte de educ>1 que mais necessrio rigorosam5te escolh] os me/eirais1 porque so les que lidam com a mais preciosa e delicada das nossas matrias primas3 a criana1 e se ocupam da mais importante de tdas z ind/rias3 a ind/ria da =mao de cidados teis1 pre/imosos na sua pr(isso1 excel5tes nas suas virtudes fsicas e morais1 e no seu amor ,ptria6 ,meus ,alunos3 ,a viso das cres e a aptido a discrim9-las no se revela logo aps a nasc5a1 nos primeiros dias4 ,factos que a scincia regi/a levam a supor que essa faculdade visual se manife/a cl>am5te e indiscutvelm5te s ao fim de alguns meses4 ,ao pod] de discrim9ao das cres1 segue-se o de nome-las4 int]essante faz] not> o facto de que a criana apr5de mais fcilm5te os nomes das c\sas d que os das cres4 ,citam-se casos em que crianz de dois anos e mais1 conhec5do p]feitam5te os nomes de c]tos frutos bem c>act]/icos1 pela sua frma e pela sua cr1 uvas1 morangos e l>anjas1 no sabem no entanto apropriadam5te aplic>-lhes os nomes das cres que o/5tam4 ,trace1 pr(essor da ,univ]sidade de ,toronto1 que exam9\ vrios vocabulrios infantis1 da lngua +lesa1 *ama a at5o p>a o facto de t] encontrado ap5as p]to de tr9ta nomes de cres num vocabulrio de mil e cem palavras4 ,e vrias vezes1 diz le1 no encontr\1 em vocabulrios de crianz de dois anos1 um s nome de cr1 no ob/ante essas crianz possuirem j de trez5tos a qu9h5tos vocbulos4 ,um outro facto a pr em de/aque o de que a criana pode discrim9> z cres1 possuir vocbulos p>a z nome>1 mas no associ> correctam5te a cr ao seu nome4 ,p>ece que e/a a pr9cipal dificuldade que a criana tem no reconhecim5to das cres4 ,creio que foi o pr(essor ,monroe1 pr(essor de ,psicologia em ,we/field1 quem realiz\ o maior nm]o de exp]incias sbre o s5tido cromtico de crianz1 de trs a sete anos de idade4 ,so curiosas z concluses a que *eg\4 ,z m59as di/+uem1 em g]al1 mais fcilm5te1 z cres1 e reteem mais fcilm5te tambm os nomes de/as4 ,e/a sup]ioridade no s5tido cromtico mais ac5tuada dos c9co aos sete anos d que antes1 e e/ de acrdo com a sup]ioridade d s5tido cromtico que z e/at/icas dos defeitos de viso das cres levam a atribuir mulh]1 onde les so m5os freqentes4 ,e como essa sup]ioridade se revela mesmo nas idades em que z crianz dos div]sos sexos tm z mesmas ocupaes1 pode-se atribui-la a uma dif]5a sexual inata1 em que talvez se possa tambm1 como alguns fazem1 encontr> a causa d coquetismo1 da g>ridice das cres dos trajos da mulh]4 ,z exp]incias sbre a viso das cores nas crianz1 so muito delicadas1 por s]em difceis e muito sujeitas a erros4 ,p>a se faz]em1 ou se lhes mo/ram cres e se lhes p]guntam os nomes1 det]m9&o a p]c5tagem dos erros cometidos1 ou se nomeiam cres e se p$e criana que z v indic&o ou escolh5do numa coleco de objectos1 iguais ou dif]5tes1 div]sam5te coloridos1 ou se lhes mo/ra uma cr e se p$e p>a d5tre muitas dif]5tes escolh] uma igual1 ou1 e /e o processo de escolha na crianc9ha de t5ra idade1 se obs]va a sua expresso fisionmica e a sua mmica1 v5do se ella sorri ou *ora1 ou se assu/a1 ou se aproxima1 ou se afa/a ou1 mais precisam5te1 m$9do1 cont&o como faz ,baldw91 que consid]a como a melhor maneira de julg> d valor dos e/mulos s5soriais na criana1 o e/udo das reaces motrizes que les provocam1 e pr9cipalm5te os movim5tos da mo1 cont&o1 como eu dizia1 o nm]o de movim5tos de aproximao ou atraco1 e o dos de reco ou repulsa1 que z dif]5tes cres provocam1 qu&o mo/radas a di/ncias dif]5tes4 ,p>a t]m9> e/a p>te da m9ha lio1 d>-lhes hei conta a9da de dois factos mais1 que int]essam muito ao e/udo da viso das cres na criana4 ,lehman not\ que z cres que a criana reconhece mais fcilm5te so aquelas cujos nomes melhor sabe1 e not\ mais a9da que os tons que no tm nomes especiais no so por elas reconhecidos4 ,outro facto tambm de que vale a p5a tom> conhecim5to e fix> de que exp]incias de div]sos levam a consid]> como cres de maior pr$ileco na criana1 o v]melho e o azul4 ,assim como h dif]5z individuais na s5sibilidade luz1 que p]mitem discrim9> dif]5tes graus de int5sidade lum9osa1 assim como h dif]5z individuais na s5sibilidade visual que p]mitem discrim9>1 pela frma1 os objectos a di/ncia1 assim h dif]5z individuais na s5sibilidade visual que p]mitem discrim9> z cres e p]ceb] z v>iaes de tonalidade de cada uma delas4 ,e d mesmo modo que h cgos que s5tem a luz mas no vem os objectos1 h cgos que vem os objectos mas no lhes vem z cres4 ,h de facto indivduos1 r>os v]dade1 que vem os quadros mesmo os mais ricos em colorido1 os mais v>iegados1 como se fssem p9tados em c9z5to1 de vrios tons4 ,h tambm indivduos1 e e/es na p]c5tagem aproximada de #c a #d no homem e #a a #b na mulh]1 que discrim9&o algumas cres como o azul e o am>elo1 no di/+uem o v]de d v]melho e vice-v]sa4 ,p>a alguns d/es indivduos1 como dizia ,arago1 z c]ejas nunca e/o maduras4 ,e neles compre5de-se que possa suc$]1 como diz ,m4elle ,yoteyko1 que no vejam os morangos1 num morangueiro c>regado dles1 ou no descubram um lpis de lacre1 em cima de um relvado4 a /e grupo de cegos cromticos ou indivduos daltnicos1 que p]t5cia aquele de que ,fu*s por exemplo fala no seu ,manual de ,(talmologia1 que qu]ia rem5d> um fato preto com um p$ao de pano enc>nado1 julg&o que /e era preto6 ,a cegueira total p>a z cres ou acromatopsia total1 a cegueira p>cial p>a z cres ou acromatopsia p>cial1 a cegueira especial p>a o v]melho1 ou an]itropsia1 e outros defeitos cromticos de m5or vulto ou discromatopsias1 d5om9am-se muitas vezes1 em globo1 daltonismo1 t]mo que mais prpriam5te se deve empreg> nos casos de an]itropsia1 ou cegueira p>a o v]melho4 ,a palavra daltonismo d]iva de ,dalton1 nome d clebre fsico +ls1 que v5do que confundia z cres das flres1 exam9\ o espectro sol> e con/at\ que a p>te d espectro que se *ama v]melha1 lhe p>ecia ap5as qusi uma sombra1 qusi um feixe sem luz 7vid4 sbre /e assunto da viso das cres um livr9ho excel5te que muito vos recom5do3 o livr9ho de ,m4elle ,dr4a ,yoteyko1 ,aide-mmoire de psy*ologie exprim5tale et de pdologie1 vol4 #a1 ,les s5sations1 pg4 #cji74 ,h indivduos que confundem os nomes das cres e que no entanto no s(rem de discromatopsia1 pois discrim9am bem z cres e os seus tons2 so ap5as ignorantes4 ,assim1 por exemplo1 suc$ia a um do5te d ,hospital de ,s4 ,jos1 exam9ado pelo meu prezado amigo e di/9to (talmologi/a ,dr4 ,co/a ,santos1 hoje director daquele ,hospital1 que lhe falava de um azul9ho cr de alface1 no ob/ante di/+uir bem os tons azuis e v]des4 ,em contraposio h daltnicos que com tda a propri$ade *amam v]melhas z c]ejas e v]des z flhas1 mas que no di/+uem o v]melho d v]de2 empregam os qualificativos v]de e v]melho1 por os ouvirem empreg> aos outros4 ,h mesmo mais3 h daltnicos1 que di/+uem um objecto v]de de outro igual1 mas em v]melho1 no prpriam5te porque a qualidade da cr os impressione1 mas sim pela quantidade da cr1 pelo seu ps1 pela quantidade de pigm5to que contem4 ,se sses objectos fssem um v]melho e outro v]de1 mas de tons da mesma quantidade1 igualm5te leves ou igualm5te c>regados1 ento no os di/+uiriam1 confundi-los-iam1 a*-los-iam p]feitam5te iguais4 ,e/-me lembr&o ne/e mom5to um dos nossos mais nveis (talmologi/as e at por s9al gr&e apreciador de quadros1 que me confess\ e por frma bem s9c]a e brilhante1 que s5tia mais ou m5os o v]melho1 mas qusi no via o v]de2 p>a le o v]de e o v]melho so to di/9tos como o azul e o am>elo4 ,e na mesma ocasio em que i/o ouvia1 um colega que assi/ia conv]sa1 in=m\-me de que um dos nossos melhores paisagi/as no di/+ue fcilm5te os tons de c]tos objectos que v e e/ p9t&o4 ,s(re da dvida das cres4 ,z discromatopsias ou defeitos da viso cromtica1 passam por vezes desap]cebidas aos indivduos que deles s(rem4 ,assim como h mopes inconsci5tes1 de que o ano passado por exemplo falei na m9ha lio de ab]tura sbre a agudeza visual e auditiva1 sob o ponto de vi/a p$aggico1 h daltnicos inconsci5tes4 ,e um dos mais nveis exemplos que dles se pode apres5t> o que ,fu*s m5ciona no seu ,manual3 um mdico de uma companhia de cam9hos de f]ro1 mdico enc>regado de exam9> o s5tido cromtico dos c&idatos a empregados da companhia1 que o procur\ p>a lhe p$ir algumas in/rues sbre os mtodos dsse exame1 e que ,fu*s no decurso da conv]sa e em vi/a dos erros que not\ que le cometia no exame das provas1 v]ific\ s] um daltnico1 e nem mais nem m5os d que cego p>a o v]melho6 ,a cegueira ou a simples dim9uo da agudeza cromtica pode s] congnita ou adquirida4 ,h leses ocul>es que a det]m9am e discromatopsias h que so atribuveis a intoxicaes1 pelo lcool ou pelo tabaco4 ,van ,bi]vliet atribui c]tas discromatopsias congnitas a uma aco resultante de h]$it>i$ade por falta de tre9o d s5tido cromtico nos asc5d5tes4 ,int]pret&o1 como em regra se int]preta1 a dif]5a sxual nvel que exi/e entre a p]c5tagem das discromatopsias no homem e na mulh]1 com vantagem p>a e/a1 ao maior uso que e/a faz d seu s5tido cromtico1 nvelm5te aplicado em c]tos trabalhos como os trabalhos de bordadora e de modi/a1 pr(isses muito espalhadas entre os indivduos d sexo fem99o1 g5]aliza e diz que os visuais1 cujos pais eram p9tores1 ilum9adores1 mosa/as1 etc41 nascem1 graz ao tre9o realizado pelos seus asc5d5tes1 com uma ret9a e c5tros visuais mais s5sveis s cres4 uma op9io1 de re/o discutvel4 ,t5do exam9ado todos os c&idatos matrcula no #a4o ano de/a ,escola ,normal1 pela frma que adiante descrev]ei1 p>te uma ou outra hesitao1 discromatopsias prpriam5te ditas s em dois c&idatos1 s5horas1 encontrei1 v]ific&o uma confuso nvel de tons d am>elo1 com que exp]im5tmos1 am>elo crio cl>o1 e am>elo gema de vo4 ,a viso das cres tem sido p>ticul>m5te e/udada nos escol>es anormais4 ,zih5 cita casos de at>dados de doze a qu9ze anos1 com sufici5tes conhecim5tos escol>es1 pod5do su/5t> uma conv]sa sbre assunto simples1 mas incapazes de reconhec] z cres4 ,ley1 cujo trabalho sbre o atraso m5tal1 em escol>es o mais bem docum5tado que conheo1 e que obs]v\ #aaj crianz da escola especial p>a at>dados1 de ,anturpia1 que tive o praz] de com o maior proveito e na companhia d seu director o ,sr4 pr(essor ,yack1 tive o praz]1 dizia1 de visit>1 por s9al um ms antes de reb5t> a gu]ra1 ,ley encontr\ #bc crianz com graves defeitos da viso das cres1 e #de reag9do normalm5te1 correctam5te1 s]i&o de c9co a seis tons de oito cres dif]5tes4 ,pode hav]1 portanto1 em face de tudo o que dissemos1 crianz intelig5tes com fraca viso das cres ou mesmo cegueira1 e inf]iores m5tais com boa viso cromtica4 ,vale a p5a cit> tambm1 ne/a altura1 o facto m5cionado por vrios e v]ificado por ,m4lle ,descoeudres1 de ,g5ebra1 de que z cres mais vulg>m5te confundidas pelos anormais so o azul e o violeta4 ,m4lle ,descoeudres cita tambm no seu ,manual p>a a educao de anormais1 como nvel1 o caso de um rapaz epilptico1 que desde os oito aos treze anos1 apes> de tempos a tempos se lhe mo/r> uma srie de fi*as ou t5tos1 de cr azul f]rete com uma fi*a de cr violeta1 de p]meio1 p$9do-se-lhe que indicasse aquela fi*a que no era como z outras1 le no a encontrava1 no ob/ante compre5d] bem a p]gunta4 /e rapaz confundia tambm o v]de-malva com o azul cl>o4 ,h na viso das cres um elem5to que importa muito consid]>3 a at5o4 ,a falta de at5o explica muitas vezes erros da viso das cres1 que primeira vi/a se pod]iam t] como s9ais de daltonismo4 ,ao lado d daltonismo v]dadeiro1 h um falso daltonismo1 uma cegueira de di/raco1 que no prpriam5te cegueira ou incapacidade de viso das cres4 ,numa srie de rapazes da ,casa ,pia1 pr9cipalm5te entre aqueles at>dados1 que com onze1 doze e treze anos de idade1 a9da freqentam a primeira classe de in/ruo primria1 t5do dois a trs anos de casa1 obs]vei eu que alguns1 qusi todos1 cometiam erros graves na viso das cres1 mas erros que v>iavam com a natureza d te/ e com a hora d exame4 ,o aluno #d4ccg que de manh1 antes de comear z aulas1 ap5as confundia o v]de cl>o com o azul cl>o1 e alguns tons de v]de1 entre si1 t>de1 logo em seguida qu>ta hora da aula1 confundia alguns tons v]des com tons v]melhos1 como se se tivesse tornado daltnico de manh p>a a t>de4 ,era a fadiga que lhe dim9uia a at5o1 e o levava a comet] erros d/es4 ,o aluno #cje1 sse a9da mais cl>am5te mo/rava que os erros que cometia na viso das cres resultavam de falta de at5o1 pois que qusi no comet5do erros no exame discrim9ativo de vrios tons d v]melho1 v]de1 azul e am>elo1 na mesma sesso cometeu erros tais que confundia roxo com v]melho1 al>anjado com am>elo cl>o e azul com v]de1 simplesm5te porque t9ha de at5d] de cada vez a duas cres1 que se mo/ravam ao mesmo tempo4 ,olhava s p>a uma1 a que cobria uma maior ext5so1 e que le di/+uia p]feitam5te1 no se import&o no entanto com a outra1 p>a que alis se lhe *amava tambm a at5o4 ,bem diz ,m4lle ,descoeudres a propsito da viso das cres nos anormais3 preciso sempre entr> em l9ha de conta com o factor at5o1 por causa da qual se torna difcil o pronunci>mo-nos sbre z noes de cr nos anormais4 ,no ba/a p>a explic> z anomalias da viso das cres invoc> por exemplo uma das duas teorias clssicas da viso cromtica3 a de ,yung-helmholtz ou a de ,h]+4 ,no ba/a explic>1 como se faz na primeira de/as teorias1 explic>1 por exemplo1 a cegueira p>a o v]melho1 pela ausncia1 na e/rutura da ret9a1 de uns elem5tos que so mais p>ticul>m5te s5sveis ao v]melho e nos do e/a s5sao1 e diz] que1 falt&o les1 a luz v]melha impressiona os elem5tos pr9cipalm5te s5sveis luz v]de1 e que nos do a s5sao d v]de1 faz5do assim com que o v]melho nos impressione como se fsse ap5as um tom daquela cr4 ,no ba/a explic>1 como se faz na teoria de ,h]+1 a cegueira p>a o v]melho e p>a o v]de1 pela falta de uma sub/ncia foto-qumica1 alt]vel pela aco da luz v]melha e da luz v]de1 e que con=me o s5tido da alt]ao orig9a a s5sao d v]de ou d v]melho4 ,no4 necessrio lembr>mo-nos que a at5o elem5to muito importante1 a consid]> tambm na viso das cres1 pod5do s por si d> origem confuso delas1 sem que haja prpriam5te incapacidade orgnica p>a a viso4 ,h uma concepo filosfica da viso1 devida a ,ts*]n+ 7vid4 ,anne psi*ologique1 #aiad1 pg4 #dc71 que p]mite compre5d] bem a influncia que a at5o pode t] na viso4 ,ts*]n+ compra a s5sibilidade visual s5sibilidade tctil e diz que se pode consid]> os raios lum9osos1 que dimanam d ext]ior p>a a ret9a1 como uma espcie de ant5as invisveis1 presas ao fundo dos olhos e que com les se movem1 ant5as com que ns exam9amos os objectos4 ,so o que le *ama os fot=os4 ,se tivessemos um s fot=o e/>iamos nas condies de um cego1 que se guia com a ponteira da b5gala2 como1 porm1 temos vrios fot=os1 qu&o olhamos p>a os objectos1 como que passeamos sbre les e/a espcie de ret9a ap>5te1 como que os apalpamos1 exam9&o-os at5tam5te1 tal como suc$e qu&o julgamos d palad> de uma sub/ncia1 sabore&o-a com at5o4 uma concepo int]essante1 que me p>ece p]mitir muito bem faz] uma idea da influncia que a at5o pode e deve t] na apreciao das qualidades dos corpos pela vi/a1 e entre elas a cr4 ,o exame da viso das cres na escola pode p]mitir explic> insucessos que se do no ens9o por meio dos mapas e das e/ampas nas lies de c\sas1 e nos lavores1 mas1 p>te /e pr/imo1 tem tambm o de por vezes s]vir p>a ori5t> o aluno na escolha da pr(isso4 ,o pr(essor deve sempre preocup>-se com o futuro d aluno4 ,ao daltnico so v$adas c]tas pr(isses1 pr9cipalm5te nas c>reiras m>tima e milit> e na de maqu9i/a1 onde se obrigado a gui>-se1 como suc$e nos cam9hos de f]ro e nas emb>caes1 int]pret&o s9ais de cres dif]5tes4 ,e/a que/o tem tanta importncia que num excel5te manual +ls de higi5e escol> se consagram1 no captulo que trata dos olhos e da vi/a1 ba/antes l9has que/o d exame da viso das cres nos que deixam a escola1 por t]em t]m9ado o seu ens9o 7! leav]s74 ,so muitos os processos adoptados no exame da viso das cres1 e pode-se diz] que no so de mais1 vi/o que muitas vezes necessrio sujeit> o indivduo a vrios exames1 p>a descobrir-lhes os defeitos ou melhor p>a v]ific> o defeito4 ,aquele que pret5de +ress> em c>reira em que se liga gr&e importncia viso das cres1 s]ve-se de vrios meios ardilosos1 t5d5tes a v5c] a b>reira que se lhe pe d exame rigoroso a que so sujeitos2 *egam a e/ud> os te/s1 a habilit>em-se p>a o exame mdico4 ,apr5dem a s] obs]vados1 e a engan>4 ,e compre5de-se que possam *eg> a faz-lo1 vi/o que1 como j tive ocasio de diz] ne/a lio1 o daltnico pode di/+uir z cres1 sem z vr1 at5d5do nicam5te quantidade e no qualidade da cr1 e pode apropriadam5te aplic>-lhes os nomes4 ,na criana preciso cont> sobretudo com os erros que comete por ignorncia e falta de at5o4 ,uns e outros podem lev> a consid]> como daltnico1 quem o no seja4 ,no bom o processo de p]gunt> os nomes das cres criana1 p>a julg> da sua viso4 ,o melhor mo/r>1 sem nome>1 um tom de uma c]ta cr e m&> escolh] entre muitas uma cr e tom igual4 ,os processos mais comumm5te empregados so os das ls de ,holmgr51 os dos quadros pseudo-isocromticos1 como os de ,/ill+1 e os das luzes de lant]na1 como o de ,edridge ,gre51 por exemplo4 ,com z ls1 escolhe-se no meio de muitas meadas1 de vrias cres e tons1 uma de c]ta cr e tom1 e m&a-se procur> uma meada que lhe seja p]feitam5te igual4 ,pode-se tambm escolh]1 por exemplo1 meadas de trs cres dif]5tes1 mo/r-las1 mi/ur-las depois com z outras1 e m&-las procur>1 ou a9da m&> sep>> z meadas por cres1 e s]i-las p>a cada cr1 segundo os tons4 ,nos quadros pseudo-isocromticos h letras ou outros s9ais de cres dif]5tes sbre fundos coloridos por tal frma que um daltnico no os possa di/+uir4 ,com a lant]na mo/ra-se1 a di/ncias dif]5tes1 luzes cuja cr e tom se faz v>i> por meio de vidros apropriados4 ,etc4 ,a agudeza da s5sibilidade cromtica m$e-se por frma semelhante quela por que se m$e a agudeza visual prpriam5te dita4 ,empregam-se1 p>a isso1 quadros especiais1 com s9ais de dif]5tes cres1 e de det]m9ado tamanho1 e escolhidos por maneira a que se saiba de antemo z di/ncias a que so ord9riam5te vi/os por normais4 ,no exame da agudeza cromtica v-se a que di/ncia so vi/os pelo exam9&o e compra-se e/a com aquela a que normalm5te elas se vem4 ,no exame dos escol>es da classe especial de ,anturpia1 a que no decurso de/a lio j tive ocasio de me ref]ir1 ,ley empreg\ uma coleco de meadas de l1 de oito cres dif]5tes e c9co a seis tons por cada cr4 ,exam9\ isoladam5te cada um dos escol>es 7e e/a precauo importante porque evita os erros por imitao71 e p>a exam9-los apres5tava-lhes uma meada de l v]de-plido1 e sem lhes nome> a cr1 m&ava-lhes escolh]1 entre z meadas1 todas z que fossem da mesma cr1 tanto z de tom mais leve1 como z de tom mais c>regado4 ,e/a prova era seguida de uma outra semelhante em que em vez de uma meada v]de-plido1 se lhe dava uma cr de rosa1 muito cl>a4 ,no exame sumrio que pratiquei em alunos de/a ,escola1 empreguei1 em vez de meadas1 c>r9hos de retrs1 de quatro cres3 v]melho1 v]de1 azul e am>elo1 e p>a cada uma de/as cres escolhi dois tons1 um muito c>regado e outro muito leve4 ,de cada tom havia dois c>r9hos1 e os tons das dif]5tes cres =am escolhidos por frma que a quantidade da cr fsse a mesma p>a os tons correspond5tes1 c>regados ou leves1 de cada uma delas4 ,o te/ consi/ia em agrup> dois a dois os c>r9hos d mesmo tom e cr4 ,no foi s a falta de mat]ial1 mas tambm o desejo de lhes indic> um processo muito simples e econmico1 que me lev\ a improvis> /e processo1 em que z cres se sujam m5os e se pode fcilm5te r5ov>4 ,=a de uso1 preciso cons]v> z cres ao abrigo da luz4 ,nas exp]incias que fiz na ,casa ,pia utilizei um dos jogos educativos d ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mo*amp4 /e jg =mado por quatro c>tes1 como os c>tes d lto1 cada um dles t5do p9tado sbre papel1 que lhe e/ colado1 uma srie de figuras todas d mesmo tamanho1 repres5t&o b&eiras de cres e tons dif]5tes1 cada uma delas de seu tom e cr4 ,z b&eiras so quatro por c>to1 tdas da mesma cr1 no mesmo c>to1 e em cada um d/es dispo/as pela ordem de quantidade de cr1 s5do a primeira a mais c>regada e a ltima a mais leve4 ,num dos c>tes z b&eiras so de cr azul1 n\tro de cr v]de1 n\tro de cr v]melha e n\tro de cr am>ela4 ,alm d/es c>tes h uma srie de c>tes pequ5os1 cada um com sua b&eira1 de sua cr e tom1 a que corresponde uma igual nos c>tes gr&es4 ,utilizei /e jg1 d&o a cada aluno1 e de cada vez1 um c>to gr&e1 sbre o qual deviam coloc> os c>tes pequ5os correspond5tes4 ,aps o exame de cada c>to gr&e1 mi/uravam-se os c>tes pequ5os1 os c>tes j aplicados e os que re/ava aplic>4 um v]dadeiro lto4 ,num]&o nas co/as os c>tes pequ5os1 pode exprimir-se o rro1 por confuso1 indic&o-o por meio de uma expresso semelhante a um quebrado1 em cujo num]ador se escreva abreviadam5te a cr e indique o nm]o d tom d c>to gr&e1 e em cujo d5om9ador se escreva abreviadam5te tambm a cr e se indique o nm]o d tom d c>to pequ5o1 que erradam5te sbre o primeiro se coloc\4 ,alm de/a prova sujeitei tambm os alunos da ,casa ,pia1 que exam9ei1 a uma outra1 que consi/ia no aproveitam5to de um outro lto de cres da coleco d ,dr4 ,decroly e ,m4lle ,mo*amp4 ,nesse lto h quatro c>tes1 em cada um dos quais figuram quatro hom5s jog&o a bola4 ,cada um deles figura ve/ido de c]ta cr1 e cada uma das bolas com que e/ jog&o tem a sua cr tambm1 mas dif]5te daquela4 ,alm dos quatro c>tes gr&es1 h uma srie de c>tes pequ5os com figuras correspond5tes d primeiro4 ,a criana tem que coloc> um pequ5o c>to no lug> d c>to gr&e1 que lhe correspond]4 ,como se v1 tem de faz] simultneam5te a id5tificao de duas cres4 um v]dadeiro te/ de at5o4 ,e/es ltos ou ltos semelhantes podem fabric>-se na prpria escola1 e con/ituem meios1 muito int]essantes p>a a criana1 de lhe te/ific> a viso das cres e1 como se v] mais p>a diante1 de lhe educ> a at5o e de a in/ruir4 ,ao mdico int]essam pr9cipalm5te z discromatopsias adquiridas1 no s porque algumas so curveis1 vi/o s]em de natureza txica1 mas sobretudo porque so muitas vezes um s9al importante e precoce de graves leses pticas4 ,ao educador1 porm1 importam p>ticul>m5te z discromatopsias resultantes da falta de at5o4 ,tive j ocasio de vos diz] que a in/ruo supre muitas vezes1 at c]to ponto1 a cegueira das cres1 o que faz com que o daltnico no s ignore a sua cegueira1 mas at engane os outros1 por di/+uir objectos de cres dif]5tes e apropriadam5te d5om9> dif]5tes cres que alis no v4 ,mas pr9cipalm5te nos falsos daltnicos1 naqueles que trocam os nomes s cres1 por ignorncia1 e nos que z no di/+uem por falta de at5o e ex]ccio1 que o educador tem muito a lucr>1 ens9&o a d5om9> apropriadam5te z cres e sobretudo a discrim9>-lhes z nuances4 ,os ex]ccios que se empregam na *amada educao dos s5tidos e que mais prpriam5te a meu vr se deve *am> a educao da at5o dos s5tidos1 porque o que se educa e ap]feioa pr9cipalm5te no o s5tido em si1 mas a maneira de o aplic>1 sses ex]ccios tm tambm1 p>te a sua aco sbre a at5o1 e/a faculdade que a base d que vulg>m5te se *ama inteligncia escol>1 a faculdade de apr5d]1 sses ex]ccios1 repito1 tm tambm uma aco nvel na educao d pod] discrim9ativo1 que o que regula1 e torna mais seguros e exactos1 os juzos4 ,mas mais a9da4 ,como z cres tm um pod] emocional1 umas excit&o e outras deprim9do1 o que at em t]aputica se utiliza1 elas podem s]vir p>a a educao d s5tim5to e/tico1 prep>&o a criana p>a a emoo pelas obras da ,arte e pelas da ,natureza1 o que tudo tem um gr&e valor moral4 ,a criana muito s5svel a /e pod] emocionante das cres e nele af9al e/ a razo da aplicao dos velhos e/imulantes escol>es3 z condecoraes e os cromos1 e d til aproveitam5to no ens9o das e/ampas coloridas4 ,e a propsito vos *am>ei a at5o p>a um livr9ho muito int]essante1 intitulado3 ,o nosso ,portugal1 trabalho d di/9to pr(essor da ,casa ,pia e meu d$icado amigo e colaborador1 o ,sr4 pr(essor ,f]n&o ,paly>t ,p9to ,f]reira1 de mais a mais discpulo de/a ,escola1 livr9ho que tive o praz] de prefaci>1 e que 1 entre ns1 assim o julgo1 a primeira aplicao consci5te dos pr9cpios fundam5tais da psicologia visual infantil4 ,no ,mtodo ,montessri1 de que agora tanto se fala1 e que1 vai p>a um ano1 a ,cm>a ,municipal de ,lisboa m&\ dois dos seus mais di/9tos pr(essores1 um discpulo de/a ,escola1 o ,sr4 pr(essor ,rosa y ,alb]ty1 da ,casa ,pia1 e sua esposa a ,ex4ma ,sr4a ,d4 ,pulc5a ,e/rela da ,co/a1 antiga aluna da ,escola de ,ponta ,delgada1 m&\1 dizia1 e/ud> sse mtodo com a sua prpria autora1 que se encontrava em ,b>celona1 no ,mtodo ,montessri1 a educao da viso das cres tem um lug> importantssimo4 ,nle se faz uma intelig5te aplicao p$aggica d processo de diagn/ico de que vos falei1 o processo das ls de ,holmgr54 ,d-se uma amo/ra de l ou de retrs1 de uma c]ta cr e tom1 e m&a-se a criana procur> uma igual1 entre muitas outras de div]sas cres e tons2 mo/ra-se-lhe duas ou trs cres e m&a-se depois a criana ir procur-las1 de cor1 de memria2 ens9a-se a criana a nome> z cres e os tons2 a prpria pr(essora mo/ra-lhas1 nome&o-z1 diz5do-lhes os nomes por frma a atrair a sua at5o1 us&o de tom e maneiras que s$uzam a criana1 e por vezes f9alm5te se organiza com z crianz da escola um jg em que cada uma por sua vez enc>regada de ir =nec5do s outras z cres e os tons que e/as lhe vo p$9do1 e que depois cada uma tem de agrup> e s]i>4 /e ,mtodo 9999,montessri99991 de que tanto agora se fala e que vai avassal&o os j>d9s de infncia e z escolas primrias de todo o mundo1 no bem uma novidade p$aggica1 nem1 como alguns supem1 uma simples moda1 uma fantasia4 ,nem novidade porque nele se encontra a aplicao e por vezes a reproduo1 pura e simples1 de mtodos de outros1 nem simples e 9til moda ou fantasia1 porque ass5ta nas mais slidas bases da psicologia da criana4 ,a ,sr4a ,montessri teve o condo de com e/ranha eloqncia faz] a propag&a d mtodo de educao dos s5tidos de ,froebel e pr9cipalm5te das v>iantes adoptadas pelos mdicos e pr(essores dos asilos de crianz anormais4 ,fez e faz uma intelig5te propag&a da aplicao dos mtodos adoptados na educao dos que s(rem de insuficincia m5tal de origem patolgica1 queles em que ap5as exi/e a insuficincia fisio-psicolgica1 prpria da sua idade1 aqueles em que por assim diz] exi/e um atrazo normal4 ,e a ,sr4a ,montessri1 mdica e antropologi/a como 1 encontr\ meios excel5tes de faz] essa aplicao4 sobretudo o nvel aproveitam5to que faz d in/9to dramtico da criana1 procur&o educ-la pela emoo e por isso1 ou deix&o-a repres5t>1 e gui&o-a na repres5tao1 ou torn&o-a um espectador int]essado1 at5to e entusia/a1 que ouve bem o que propositadam5te diante dle se faz1 e que depois reproduz por imitao4 ,h porm1 na escola ,montessri1 e pr9cipalm5te na exposio dos mtodos da ,sr4a ,montessri1 mi/icismo a mais e froebelianismo a mais tambm4 ,e qu&o digo froebelianismo1 qu]o ref]ir-me ao rro p$aggico d mtodo froebeliano3 confuso da simplicidade lgica com a simplicidade p$aggica4 ,aos olhos da criana z =mas que ns *amamos simples1 z frmas ab/ractas1 no so z frmas mais simples2 no concreto e no complexo e/ muitas vezes o que p>ece mais simples criana1 porque a int]essa mais4 ,em portugus tm z s5horas e os s5hores um livr9ho int]essante e bom p>a faz] uma idea d mtodo ,montessri2 o livr9ho da ,sr4a ,d4 ,luiza ,srgio1 intitulado ,mtodo ,montessri2 e se quiz]em conhec]1 alm de uma apologia1 uma sev]a c5sura e crtica ,sr4a ,montessri e ao *amado seu mtodo1 leiam um artigo de ,guido della ,valle no n4o #f de ,janeiro de #aiaa1 da ,rivi/a p$agogica1 revi/a italiana4 ,nos jogos educativos d ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mo*amp1 a educao d s5tido cromtico tem tambm um lug> importante4 ,alm dos ltos de que falei a propsito d exame d s5tido cromtico em rapazes da ,casa ,pia1 h outros ltos1 e um dom9 curioso1 que muito int]essa os pequ59os 7j o t5ho exp]im5tado em meus filhos71 um jg de dom9 con/ituido por uma srie de pequ5os c>tes1 aproximadam5te d tamanho das p$ras d dom9 vulg>1 c>tes a cada um dos quais e/o1 num dos lados1 colados1 lado a lado1 dois papis1 cada um de sua cr4 ,joga-se como se joga o dom94 ,o aspecto1 que a srie dos c>tes toma no fim d jg1 int]essa muito z crianz4 ,e j que de novo falei nos jogos educativos d ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mo*amp1 dir-vos hei que cada um de vs t] muito que lucr>1 l5do o pequ5o folheto que acompanha a coleco daqueles jogos que o ,in/ituto ,jean ,jacques ,r\sseau1 de ,g5ebra1 co/uma v5d]1 folheto intitulado ,jeux educatifs1 e onde todos encontr>o comp5diadas excel5tes suge/es1 teis no s p>a improvis> processos de educao dos s5tidos e de in/ruo tambm1 mas at mat]ial de ens9o1 que1 pode-se diz]1 qualqu] pode fabric>4 ,inspirados naqueles jogos se pode diz] que so os processos e o mat]ial que se empregam na classe de anormais que no ,in/ituto mdico-p$aggico da ,casa ,pia de ,lisboa1 ,travessa das ,t]ras de ,santa ,ana 7a ,santa ,isabel71 funciona sob a direco d pr(essor ,f]n&o ,paly>t ,p9to ,f]reira e de sua esposa a ,sr4a ,d4 ,lucila ,c>m9a ,lopes de ,santa ,cl>a1 di/9ta pr(essora (icial1 antiga aluna tambm da ,escola ,normal de ,lisboa1 que com o ,sr4 pr(essor ,cruz ,filipe1 da classe de ort(onia1 e o ,sr4 ,joaquim ,almada1 da classe de diz]1 comigo ali trabalham4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores ,meus ,alunos ,agora mais d que nunca preciso organiz> os s]vios de in/ruo por frma que na educao se vise o aproveitam5to de todos1 a valorizao de cada um1 ao mximo1 aum5t&o o mais possvel o r5dim5to de suas faculdades4 ,a gu]ra p$e-nos os mais =tes e os melhores4 ,na paz s nos pod]emos salv>1 comp5s&o o sacrifcio que fizemos1 valoriz&o ao mximo os que re/>em1 os que escap>em1 e os novos4 ,temos infelizm5te no s que suprir z faltas de todos os dias1 z faltas triviais1 mas alm de/as z =midveis p]das que por c]to result>o d/e mon/ruoso acid5te da vida d mundo3 a actual gu]ra4 ,por isso h que trat> cada um d/es hom5s embrionrios1 d/es cidados 9 h]bis1 que nos confiam1 h que trat-los por frma a bem m$irmos o valor das suas faculdades e pr/imos incipi5tes1 e por meio da scincia1 e com tda a arte1 aproveit>-lhas e des5volv-las e encam9h-las o melhor possvel4 ,no4 ,no podemos nem devemos como at aqui limit>-nos a apr5d] mtodos de ens9o1 qusi na ignorncia e despr5dim5to d conhecim5to da natureza e c>act]/icas da criana4 ,que se diria de um alfaiate que nos quizesse faz] um fato1 sem m$ida8 ,e sobretudo que se diria ao v] que o fato que nos de/9ava no nos s]via1 no se aju/ava ao nosso corpo e ou nos tolhia os movim5tos ou nos cobria de ridculo8 ,e com mais razo1 que se diria d educador1 que no desconhecim5to da natureza da criana1 a educasse1 de=m&o-lhe a m5te1 prejudic&o-lhe o c>ct]1 e ob/9&o-se em adopt> processos os m5os con=mes com o seu temp]am5to1 os m5os conv5i5tes p>a um intelig5te aproveitam5to da sua p]sonalidade1 e os m5os conduc5tes sua felicidade e af9al nossa prpria1 porque so z crianz de hoje quem amanh nos h-de gov]n> e julg>8 ,vs respond]eis4 ,p>a vos ens9> a conhec] a criana e p>a vos ens9> a pelo seu conhecim5to melhor aplic> e escolh] os mtodos que os vossos pr(essores de p$agogia e de prtica vos ens9am1 p>a isso aqui e/\4 ,ajudai-me com a vossa at5o e eu vos ajud>ei com a m9ha exp]incia1 com o meu mode/o sab] e com a m9ha d$icao a mais s9c]a4 ,e/ ab]to o nosso curso d/e ano4 ,belm1 #c de ,dezembro de #aiaf4 ,s,,bre ,,umas ,,provas ,,de ,,exame ,,da ,,at5,o ,,volunt,,ria ,,visual#aj ,m9has ,s5horas e ,meus ,s5hores3 ,havia eu prometido ocup>-me na srie de conf]ncias p$aggicas organizada na ltima g]ncia m9i/]ial d s5hor pr(essor ,f]reira de ,simas1 havia eu prometido1 ocup>-me1 dizia1 d ponto3 ,a p$ologia prtica e a prtica d ens9o na escola primria1 e promet]a tambm que essa m9ha conf]ncia s]viria /e ano de lio de enc]ram5to d curso de ,p$ologia que t5ho tido a honra de reg] na ,escola ,normal de ,lisboa4 ,suc$e1 porm1 que o meu ltimo trabalho d/e ano foi indu/ri> os meus alunos na prtica da m$ida da at5o voluntria visual1 e s5do assim p>eceu-me pod] concili> o compromisso tomado com a necessidade de com5t> z obs]vaes que1 sbre aquela frma de at5o p]ifrica1 fizemos na escola anexa ,normal ,primria de ,lisboa1 p>eceu-me pod] concili> o compromisso com a necessidade d com5trio1 aproveit&o z obs]vaes feitas p>a1 por uma maneira mais concreta1 diz] o que t5cionava diz] sbre o ponto que escolh]a e a que a pr9cpio p5sra d> uma frma mais terica e g]al4 ,o assunto3 a at5o e a sua m$ida um ponto capital de p$ologia psquica aplicada educao4 ,a at5o a base d que ,b9et *am\ a faculdade escol>1 a faculdade de apr5d] na escola1 a faculdade de assimil> o ens9o nela m9i/rado1 pelos mtodos mais usuais4 ,p>a s] bem suc$ido nos e/udos so precisas1 diz com razo a9da ,b9et1 qualidades que dep5dem sobretudo da at5o1 da vontade e d c>ct]4 ,e sab] mant] a at5o dos escol>es1 apropri> o grau de at5o dificuldade e importncia d trabalho a realiz> qusi tda a arte d pr(essor1 diz ,van ,bi]vliet4 ,portanto1 debaixo d ponto de vi/a da importncia1 creio t] escolhido um ponto excel5te4 ,e quanto ao que qu]ia pr9cipalm5te demon/r> na m9ha conf]ncia3 a possibilidade de pratic> e/udos p$olgicos1 sem p]turbao nem prejuzo das funes e obrigaes didcticas1 n5hum melhor assunto s]viria p>a def5d] e/a tese d que /e3 a at5o e a sua m$ida4 ,alunos meus tiv]am ocasio de v] que1 em alguns m9utos1 se pod]ia sem p]turb> a classe1 nem alt]> o ens9o1 faz] importantes exp]incias que entre outras coisas podem s] aproveitadas p>a conhec] os alunos debaixo d ponto de vi/a da at5o1 descobrir anormais1 m$ir a fadiga1 julg> horrios1 programas1 mtodos de ens9o1 e at ens9> a e/> at5to4 ,tem sido sempre m9ha pr9cipal preocupao o pr(ess> p$ologia que possa directam5te aproveit> ao ens9o primrio1 no aconselh&o s5o processos de obs]vao e exp]incia1 fceis1 compatveis com a prep>ao dos alunos da ,escola ,normal ,primria1 e que no di/raam os me/res das obrigaes didcticas1 e antes pelo contrrio contribuam p>a que melhor z cumpram1 faz5do sempre lembr>-lhes que1 mais d que m9i/r> noes1 lhes compete prep>> o esprito dos alunos p>a z receb]1 e p>a isso indisp5svel sab] conhec] os alunos1 sab] o que so1 conhec] a p]sonalidade de cada um1 e sab]-lhes aproveit> o feitio4 ,e/a tem sido de facto a preocupao pr9cipal e a ori5tao com que t5ho prep>ado z m9has lies e elas cl>am5te se notam nas trs lies que j publiquei3--,o ens9o da p$ologia1 na ,escola ,normal ,primria1 ,o ps d corpo da criana1 e ,a agudeza visual e a auditiva1 debaixo d ponto de vi/a p$aggico4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,no ens9o ord9rio da escola primria utiliza-se e tre9a-se muito a at5o voluntria visual v]bal1 i/o 1 utiliza-se e exige-se um e/ado de esprito em que o aluno voluntriam5te toma a atitude que mais convm p>a receb] z e/imulaes visuais det]m9adas pelas palavras escritas4 ,no s] a frma de at5o mais til p>a a vida1 porque no mundo ambi5te1 como diz ,van ,bi]vliet1 a at5o no tem que dirigir-se1 ori5t>-se1 conc5tr>-se sbre z frmas v]bais das c\sas1 sbre a descrio dos factos1 sbre os resumos dos acontecim5tos1 mas sim sbre z prprias c\sas1 sbre os prprios factos1 sbre os prprios acontecim5tos2 no s] portanto a frma mais til p>a a vida1 mas uma das mais teis p>a o sucesso na escola4 ,alm disso1 por meio da sua m$ida1 se podem resolv] vrios problemas escol>es1 pr9cipalm5te porque por meio dela se pode m$ir a fadiga escol>4 ,aqui tm1 pois1 ,v4 ,ex4z mais uma razo1 e af9al a pr9cipal1 da escolha que fiz d tema da m9ha lio de enc]ram5to1 que vai v]s>3 sbre umas provas de exame da at5o voluntria visual1 colhidas em alunos da1 escola anexa1 ,normal ,primria de ,lisboa4 ,m$iu-se a at5o pelo mtodo da correco de provas 7mtodo de ,b\rdon71 utiliz&o umas vezes o te/ de ,t\l\se e ,vas*ide1 uma flha impressa com #a4fjj s9ais1 figur&o cada um deles um pequ5o quadrado com um trao d mesmo tamanho1 dirigido p>a =a1 e ori5tado segundo #h direces1 o que d lug> a #h s9ais dif]5tes1 flha que obtivemos m&&o reproduzir a que acompanha o vol4 ,,ii da ,tcnica de psicologia exp]im5tal de ,t\l\se e ,piron 7edio de #aiaa71 outras vezes utiliz&o tre*os d livro de leitura habitual dos alunos da #d4;a classe da escola anexa1 m&&o nele risc> det]m9adas letras1 uma ou duas1 num tempo det]m9ado 7c9co m9utos em regra7 ou risc-las1 cort&o-z numa c]ta poro de tre*o1 em que de antemo t9hamos v]ificado qual o nm]o de letras escolhidas que nela havia1 nm]o que a criana1 risc&o z letras1 dev]ia v]ific>1 recome&o o trabalho tantas vezes quantas fssem precisas p>a alcanar o nm]o de letras que no tre*o exi/iam e que ns lhe haviamos prviam5te indicado 7processo de ,van ,bi]vliet74 ,m$iamos assim a at5o pela correco ou pela velocidade ou pela correco e velocidade com que z crianz suprimiam s9ais d te/ de ,t\l\se e ,vas*ide ou letras dum tre*o d seu livro de leitura4 ,o mtodo que empregmos aquele que p]mitiu a ,b9et v]ific>1 numa escola primria de ,p>is1 a co9cidncia da classificao dos alunos1 debaixo d ponto de vi/a da at5o1 feita por meio dos te/s colhidos em alguns m9utos de exp]incia1 com a classificao dos mesmos alunos feita pelas notas d pr(essor1 notas resultantes duma apreciao longa e demorada4 ,e a propsito vale a p5a lembr> que1 cit&o e/es factos1 ,b9et ac5tu\ que o xito escol> resulta mais da at5o d que da inteligncia1 que o aluno mais at5to pode no s] o mais intelig5te e que por isso no de e/ranh> que z crianz1 que os te/s levam a consid]> como intelig5tes1 no sejam sempre z mais adiantadas1 z que mais aproveitam1 z que do melhores te/s da at5o4 ,o mesmo mtodo de m$ida da at5o que pratiquei e fiz pratic> aos meus alunos um dos que p]mitiu a ,ley demon/r> que os movim5tos respiratrios l5tos e amplos1 dilat&o vag>osam5te e l>gam5te o torax1 com z espduas bem aproximadas1 sem elevao dos braos nem elevao d corpo sbre z pontas dos ps1 so um excitante da at5o voluntria1 e foi le que com o mtodo dos tempos de reaco tambm p]mitiu a ,ley v]ific> que um rep\so de quatro m9utos1 sem execuo dsses ex]ccios respiratrios1 actua muito m5os b5ficam5te sbre a at5o d que qu&o durante o mesmo tempo se executam movim5tos respiratrios pela frma que acima precisei4 ,foi tambm empreg&o /e mtodo da correco de provas que eu obtive te/s da at5o em alunos da escola primria (icial de ,belm1 sem classe de trabalhos manuais1 e em alunos d mesmo grau escol>1 da ,casa ,pia1 com ba/ante prtica de trabalhos manuais1 te/s que me p]mitiram su/5t> e demon/r> no meu discurso3 ,da influncia dos trabalhos manuais no des5volvim5to d esprito1 que os trabalhos manuais tre9am a at5o1 melhoram a at5o4 ,z primeiras exp]incias que fizemos na escola anexa =am praticadas utiliz&o o te/ de ,t\l\se e ,vas*ide4 ,a m$ida da at5o por meio da supresso de letras ou s9ais equival5tes funda-se no facto de numa srie de p]cepes anlogas1 montonas1 t5d]em essas p]cepes a alt]>-se1 a enfraquec]1 a apag>-se1 s5do necessrio p>a evit> essa alt]ao e faz] com que z p]cepes cont9uem a efectu>-se correctam5te1 que a at5o voluntria int]v5ha1 procur&o assim faz] mant] a int5sidade inicial dos f5m5os s5soriais4 ,se a at5o voluntria t5de a enfraquec]1 a baix>1 z p]cepes deixam de se efectu> uma ou outra vez1 ou efectuam-se incorrectam5te1 e ns podemos m$ir essa baixa1 o gru de at5o1 exam9&o os erros e a v>iao da velocidade d exame1 durante um c]to lapso de tempo1 em que o exam9&o colhe uma srie de p]cepes da mesma espcie e gru 7p]cepes montonas74 ,m&&o risc> z letras num tre*o em lngua conhecida1 o exame pode s] p]turbado pela influncia da leitura d texto1 pela compre5so d texto1 pelo s5tido das palavras1 s5do muito difcil1 se no impossvel1 a quem no e/ habituado a ab/rair1 faz] com que s se procurem letras e no se leiam z palavras4 ,tem-se procurado evit> /e inconv5i5te ou d&o tre*os em lngua e/ranha ou empreg&o te/s como o de ,h5rot9 7,contribution l'tude de l'at5tion visuelle *ez les enfants1 9 ,rv4 de ,pdote*nie1 n4os #b e #c1 #aiad71 em que a prova con/itida por uma flha com #hcb letras1 rep>tidas em #bf l9has de #hb c>act]es de impr5sa bem sep>ados e muito ntidos1 de maneira a evit> confuses1 letras que1 como por exemplo o a1 o e e o u1 se encontram rep>tidas duma maneira irregul> e por frma tal que nada h que possa indic> ao exam9&o nem o lug>1 nem o nm]o das letras cuja supresso ou indicao se p$e4 ,suc$e1 porm1 que nem tdas z letras d alfabeto so igualm5te visveis1 nem tdas *amam igualm5te a at5o1 como o faz not> ,van ,bi]vliet2 umas1 como le diz1 o x por exemplo1 atraem pela sua r>idade1 outras como o f e o b1 letras ao alto1 ext5sas1 *amam mais a at5o d que z letras baixas e e r1 por exemplo4 ,entre e/as1 umas h ba/ante l>gas como o m1 que nos impressionam mais1 outras mais altas d que l>gas1 outras to l>gas como altas1 etc4 ,p>a evit> e/as dif]5z que podem p]turb> o exame1 a m$ida da at5o1 que ,t\l\se e ,vas*ide propuz]am a sua prova1 uma prova de s9ais igualm5te int]essantes1 que podem s]vir mesmo p>a os que no sabem l]2 tem alm disso a vantagem de evit> a influncia d hbito da leitura e reviso de provas4 ,o emprg da prova de ,t\l\se e ,vas*ide na escola anexa revel\-nos factos int]essantes p>a que *amo a vossa at5o4 ,em primeiro lug>3--exam9&o a atitude dos alunos da #d4;a classe durante o tempo em que riscavam s9ais1 alguns vimos que pelo cuidado com que exam9avam p>eciam pre/> gr&e at5o1 mas cujas provas v9ham *eias de erros4 ,suc$e isso muitas vezes4 ,so criaturas apticas1 cuja l5tido habitual os faz confundir com aqueles que1 no s5do apticos1 se imobilizam1 ou tornam l5tos1 pelo esfro da at5o4 ,os primeiros no so at5tos1 assemelham-se aos at5tos4 ,pode suc$] tambm que ap>eam alunos que no compre5dam a prova1 que cortem a smo1 que cometam muitos erros1 risc&o s9ais e letras ao acaso4 ,suc$e isso com at>dados pr(undos1 e essa prova s]ve-me muitas vezes no ,in/ituto ,p$aggico da ,casa ,pia1 como meio de reconhec] o gru de anormalidade dos anormais que ali vo4 ,anormal que no compre5de o te/1 anormal mdico1 anormal pr(undo1 1 em regra1 o idiota4 ,p>a mim /e s9al vale como o de ,demoor4 ,outro facto curioso que obs]vmos o de na primeira exp]incia t]mos *egado pelos te/s a consid]> como at5tos alunos que a ,sr4a pr(essora da escola anexa indicava como desat5tos e gr&es desat5tos4 ,um facto semelhante suc$eu a ,b9et1 que1 com gr&e surpresa1 v]ific\ uma vez1 exam9&o alunos de uma classe de anormais p$aggicos1 que sses anormais af9al riscavam tantas letras como os normais4 ,o facto resultava das condies em que primeiro exp]im5tra3 os alunos t9ham sido obs]vados isoladam5te e na sua pres5a4 ,a aco da pres5a d obs]vador foi uma v]dadeira aco e/imulante4 ,po/os os alunos vontade1 trabalh&o sem e/> sujeitos a vigilncia1 dif]5z1 e gr&es1 logo se mo/r>am4 ,o resultado das discordncias que obs]vmos no nosso primeiro exame deve provir1 em primeiro lug>1 da aco da curiosidade desp]tada por aquele ex]ccio completam5te novo2 em segundo lug> da m9ha pres5a e d ar sol5e que a prova tom\2 em t]ceiro lug> talvez de ne/a altura d ano se encontr>em mais fatigados os bons alunos1 os alunos aplicados1 que mais trabalh>am1 d que os desat5tos habituais1 preguiosos1 m5os aplicados1 que m5os se es=aram4 ,a lio a tir> de que no devemos procur> =m> um juzo sbre a at5o por um s exame por meio de te/s4 necessrio repetir e sempre t] o aluno vontade1 sem e/> sujeito a uma vigilncia sev]a1 nem s nossas e/imulaes por aco intimidante ou recon=tante1 como diz ,b9et4 ,em regra1 fizemos cort> um s s9al4 ,h vantagem1 qu&o se qu] ac5tu> z dif]5z individuais1 em empreg> dois4 ,t\l\se e ,piron1 na sua ,tcnica1 dizem obt]-se por e/a frma1 em condies normais1 um ptimo de dif]5a individual4 ,outro facto importante e int]essante que obs]vmos1 no dia da primeira exp]incia1 foi o de1 ao contrrio d que era de esp]>1 v] que z provas da t>de =am1 em g]al1 sup]iores em velocidade e correco s provas da manh4 ,nos mesmos c9co m9utos1 os alunos1 na sua maioria1 p]corr]am uma maior ext5so de te/1 e comet]am m5os erros4 ,ora era de esp]> que1 depois de quatro horas de trabalho1 a at5o tivesse baixado1 em virtude de fadiga1 que era natural que h\vesse4 /e p>adoxo resulta em primeiro lug> da surprsa1 da emoo que deve t] causado a exp]incia da manh4 ,os alunos nunca t9ham sido sujeitos a ela2 nunca t9ham vi/o o te/4 ,deviam e/> em e/ado emocional semelhante quele em que nos coloca um exame1 de que nos arreceamos4 t>de e/avam mais calmos1 e de mais a mais vim a sab] que se lhes t9ha explicado o fim da exp]incia e se os t9ha animado4 ,alm disso1 ne/es exames1 o aluno tre9a-se1 ap]feioa-se1 apr5de a faz] o te/4 ,e e/a influncia d tre9o deve entr> em l9ha de conta na int]pretao dos resultados das exp]incias4 ,p>a anul> a influncia d ex]ccio1 aconselha-se a prtica d mtodo das repeties1 que consi/e em faz] um gr&e nm]o de exp]incias prelim9>es at que o ex]ccio t5ha produzido todo o seu efeito1 at que o exam9&o t5ha adquirido todo o tre9o4 ,podem tom> um conhecim5to sufici5te d/e mtodo l5do o que sbre le diz ,clap>de no livro ,psy*ologie de l'enfant1 que conjuntam5te com o livro de ,b9et1 ,les ides mod]nes sur les enfants1 no me canso de aconselh>1 e a que por mais de uma vez t5ho com razo *amado brevirios d educador4 ,p>a t]m9> o que desejava diz] sbre z nossas primeiras exp]incias1 apont>ei o facto curioso de t]mos obs]vado duas alunas da #d4;a classe da escola anexa1 que p]corr]am o te/1 no desloc&o o olh> horizontalm5te1 segu9do z l9has1 mas sim v]ticalm5te1 segu9do z colunas4 ,a propsito lembra-me diz]-lhes que h quem t5ha recom5dado1 como conv9do mais leitura1 o dispor z palavras em l9has v]ticais e no em horizontais1 como fazem os japoneses1 por exemplo4 ,com o esfro e o movim5to dos olhos que se executam p]corr5do uma palavra horizontalm5te1 pode-se1 com a disposio em l9has v]ticais1 atravess> umas p\cas de palavras e abrevi> a leitura4 ,o facto que se deu mo/ra que antes de inici> a exp]incia com a prova de ,t\l\se e ,vas*ide se deve explic> a maneira de proc$]4 ,habitualm5te co/umo de/9> c9co m9utos p>a a exp]incia e cont> no fim o nm]o total de s9ais exi/5tes no tre*o d te/ que cada um obs]v\1 cont&o depois o nm]o de erros1 conjuntam5te os erros de omisso ou falta de supresso1 e os de troca de s9al1 ou erros de reconhecim5to4 ,o nm]o total de s9ais exi/5tes no tre*o vi/o em c9co m9utos indica-nos1 p>a cada um1 a velocidade2 a p]c5tagem dos erros indica-nos o grau de correco4 ,como os futuros pr(essores1 na sua escola1 no vo t] naturalm5te sua disposio flhas com os s9ais de ,t\l\se e ,vas*ide1 fiz pratic> alguns exames da at5o1 pelo mtodo de correco de provas1 utiliz&o tre*os d prprio livro de leitura dos alunos1 faz5do-os cort> duas letras igualm5te visveis1 e atra9do igualm5te a at5o1 b e d1 b e t por exemplo1 mud&o de letras de exp]incia p>a exp]incia1 p>a evit> a influncia d tre9o4 ,fazia tambm com que todos os alunos cortassem letras no mesmo tempo 7c9co m9utos1 em regra1 como j disse7 e no fim recolhia os livros de leitura p>a tom> nota d nm]o total de letras escolhidas exi/5tes no tre*o exam9ado em c9co m9utos1 e e/abelecia a proporo por c5to das faltas que tivessem cometido4 ,dos processos que praticmos aquele que p>ticul>m5te aconselh>ei o de ,van ,bi]vliet1 que j descrevi1 e em que se m$e a at5o visual pela velocidade da correco de provas1 indic&o p>a isso ao aluno um tre*o com um det]m9ado nm]o de uma ou duas letras escolhidas 7todos os b e d por exemplo7 e faz5do-o v]ific> sse nm]o1 dev5do recomear tantas vezes o trabalho quantas z necessrias p>a encontr> o nm]o indicado4 ,a velocidade expressa pelo tempo de durao da prova1 p>a cada um4 /e te/ obtm-se em regra em dois ou trs m9utos1 e os meus alunos que assi/iram s exp]incias viram como le com facilidade p]mite comp>> a at5o visual dos alunos de uma classe1 e agrup-los debaixo d ponto de vi/a da at5o4 ,z exp]incias em que praticmos /e processo mo/ram-nos bem a influncia que a fadiga tem sbre a at5o4 ,comp>&o os resultados obtidos nas exp]incias da manh1 antes de comearem z aulas1 com os obtidos t>de1 ao fim delas1 v]ific\-se com facilidade que o nm]o de alunos d primeiro grupo1 o dos que realiz>am a prova com mais rapidez1 dim9uiu3 e mais se viu que1 naqueles que na segunda vez a9da figuravam entre os primeiros1 a velocidade era m5or t>de d que de manh2 a prova durava mais4 ,o processo que ,van ,bi]vliet recom5da1 e que aquele de que e/\ fal&o1 tem o inconv5i5te de exigir p>a uma fcil v]ificao da durao da prova1 e evit> que nos enganem1 exigir1 dizia1 o exame dos alunos por pequ5os grupos1 de quatro a c9co4 ,p>a tir> concluses 1 como em todos os de que falei1 necessrio repetir z exp]incias4 ,como que/o capital1 mais uma vez direi que e/as exp]incias psicomtricas que se aconselham aos pr(essores1 no tm em vi/a1 como muitos supem1 di/ra9do-os das suas funes de pr(essores1 p-los na situao de inve/igadores ao s]vio da scincia1 a p]scrut> leis1 ou descobrir novos factos1 ou v]ific> obs]vaes daqueles que com uma prep>ao1 pr(unda e especial1 se consagram a e/udos p$olgicos4 ,o pr(essor deve faz] a p$ologia necessria p>a pratic> o ens9o que lhe p]t5ce e pratic-lo nas melhores condies1 e no maior acrdo possvel com o feitio d seu educ&o1 e com z regras p$aggicas induzidas pelos p$ologi/as de pr(isso1 por aqueles que especialm5te se prep>am p>a inve/igaes sci5tficas na criana1 t5do em vi/a z suas aplicaes p$aggicas4 ,os processos de m$ida da at5o visual de que falei podem s] praticados pelo pr(essor1 sem que lhe tomem muito tempo1 e podem s]vir-lhe1 desde que se no esquea de c]tas precaues1 t5do em vi/a evit> a influncia de factores que p]turbam os resultados ou a int]pretao dos resultados de/as exp]incias fceis1 mas no simples1 podem s]vir-lhe1 dizia1 p>a ori5t> conv5i5tem5te o seu ens9o1 e v]ific>1 como por exemplo ,van ,bi]vliet diz a propsito da m$ida da fadiga escol>1 v]ific> o valor1 o int]sse da sua prpria maneira de ens9>4 99 99 99 99 99 ,os te/s no s]vem s p>a julg>1 por exemplo no nosso caso1 d valor da at5o e d gru da fadiga2 s]vem tambm como meios excel5tes p>a educ>1 p>a tre9> a prpria at5o d aluno4 ,demais les tm p>a o aluno o c>act]1 que mais lhes pr5de e *ama a at5o1 de v]dadeiros jogos1 e como tal podem s] aproveitados4 ,com o fim de tre9> a at5o pod]eis1 sem inconv5i5te nem p]turbao d ens9o1 m&> de vez em qu&o1 durante alguns m9utos1 mesmo no decurso da prpria lio1 m&> cort> c]tas letras1 uma1 duas1 trs1 etc1 e e/imul> os alunos p>a v] quem mais correctam5te e rpidam5te z corta4 ,ens9>eis assim os vossos alunos a ori5t> a sua at5o1 e a fix-la4 uma v]dadeira lio de vontade4 ,e o exame dos te/s e a sua apreciao contribuem tambm muito p>a a educao d pr(essor2 exp]im5ta-lhe e discipl9a-lhe a sua prpria at5o e pacincia e d-lhe1 pelas concluses a que leva1 ens9am5tos muito teis pratica d ens9o4 ,cria-lhes1 alm disso1 um utilssimo hbito sci5tfico3 o hbito de exp]im5t>4 99 99 99 99 99 das ,univ]sidades e dos seus cursos de psicologia e de p$ologia1 dos seus laboratrios especiais1 e da scincia livre e des9t]essada e pura que muitas vezes nelas exclusivam5te se pr(essa1 que tm sad os ens9am5tos que trans=mam dia a dia a arte de ens9> e revolucionam a scincia p$aggica4 ,se no se qu]e ir at faz] com que a prep>ao d pr(essor primrio se faa na prpria ,univ]sidade1 como nalgumas p>tes suc$e1 indisp5svel aproxim> o mais possvel a escola dos me/res da ,univ]sidade1 p>a que ela s(ra a b5fica influncia de/a alma mat]1 onde se deve pr(ess> com todo o des5volvim5to a scincia da criana1 a antropologia da criana1 a p$ologia1 a base da p$agogia nova1 da p$agogia sci5tfica1 da p$agogia natural1 da p$agogia mod]na1 da v]dadeira p$agogia4 ,que ao m5os1 como ,cr$>o fez em ,xlia1 se crie junto s ,univ]sidades escolas p$aggicas1 cursos de ap]feioam5to p>a os futuros pr(essores1 e mesmo p>a os actuais4 ,s5hores3 ,na ,univ]sidade que se deve apur> no maior gru possvel o esprito sci5tfico1 o esprito de inve/igao e de crtica tol]ante1 o bom s5so1 aquele que p]mite descobrir a realidade e z possibilidades4 ,e em n5huma arte1 mais d que na d me/re-escola1 necessrio sse bom-s5so1 o excel5te hbito de obs]v> e exp]im5t>1 que leva ao tacto e pacincia1 indisp5sveis p>a proveitosam5te se lid> com crianz e sab] conhec-las p>a sab] ens9-las4 ,a aproximao d me/re primrio da ,univ]sidade tem a9da outras vantag5s4 ,o esprito da ,univ]sidade deve s] o v]dadeiro esprito democrtico2 difundir a cultura por todos1 cri> uma atmosf]a em que se encontrem mi/uradas tdas z ideas1 todos os s5tim5tos que irradiam de todos os ramos da cultura e que contribuem1 como diz ,lanson1 p>a abrir no esprito dos novos1 antes da hora da especializao inevitvel1 o espectculo total da scincia1 a fim de faz] com que cada um seja mais d que um simples artfice intelectual1 p>a que todos compre5dam a dignidade da t>efa que a cada um p]t5ce1 sab5do que laos a pr5dem ao todo4 ,univ]sidade compete 7e nela que mais fcil isso faz]-se71 compete =m> a prpria nacionalidade e a prpria democracia4 ,junt&o-se todos d5tro dela e s(r5do-lhe a influncia1 pod] mais fcilm5te faz]-se1 d que nas escolas especiais se faz1 faz]-se1 dizia1 com que desap>eam os preconceitos de origem1 de classe e de pr(isso4 ,de c]to1 como diz o ,dr4 ,b]n>d9o ,ma*ado1 na sua clebre orao de sapincia1 ,a ,univ]sidade e a nao1 de c]to que entre os div]sos ramos da actividade humana h classificao1 mas rev]svel1 semelhana d que acontece com a prpria rvore natural1 onde at os ramos se podem transmud> em razes e z razes em ramos4 ,o que no h subord9ao deprim5te1 d maior p>a o m5or2 como a no h1 de um p>a outro ramo1 entre os pr(issionais que os cultivam4 ,so todos homlogos1 todos irmos4 /e esprito de frat]nidade n+uem melhor o pode incutir d que o ens9o univ]sitrio4 ,meus s5hores e p>ticul>m5te meus alunos3 no s(ram da iluso d diploma1 a mais p]igosa de tdas z iluses das escolas da nossa t]ra4 ,no imag9em que o nm]o de valores com que no fim d seu curso a ,escola ,normal os br9da1 e lhes premeia o seu esfro1 significa que so pr(essores1 aptos e prontos1 cujo valor pr(issional1 pr(issional repito1 se pode m$ir exclusivam5te1 ou pr9cipalm5te1 olh&o p>a um papel e p>a uma cifra4 ,um diploma di/9to de uma das nossas escolas normais significa ap5as que o aluno e/ud\ e se apres5t\ di/9tam5te na freqncia das discipl9as dessas escolas4 ,z nossas escolas normais so1 como me p>ece que disse ,guex1 o autorizado pr(essor suio1 simples escolas primrias sup]iores com a cadeira de p$agogia4 ,nos valores da c>ta d normali/a no influi a9da o curso de p$ologia1 nem a p$agogia tem um maior coefici5te d que o das discipl9as de cultura g]al4 ,e/-me a lembr> o que h dois anos me suc$eu com um c&idato a pr(essor da ,casa ,pia1 que calorosam5te def5dia a sua pret5so1 insi/9do em que devia s] pref]ido s porque t9ha #bj valores2 muito simplesm5te lhe retorqui3--,imag9e o s5hor que no tem pacincia1 nem calma4 ,dizem os seus valores alguma c\sa sbre isso8 ,quem o qu]] p>a pr(essor de seus filhos1 se no tiv] aquelas qualidades8 ,pr(esse1 ens9e primeiro2 depois se v] se pr(essor4 ,e1 a propsito a9da1 me lembro de uma outra an$ota que uma vez ouvi cont>1 na aula de ob/etrcia da ,univ]sidade de ,coimbra1 ao qu]ido e sbio pr(essor ,dr4 ,daniel de ,matos4 ,contava le que um p>teiro nvel com quem uma vez conv]sra1 fal&o-lhe dum gr&e rro pr(issional cometido por um mdico1 comeou assim a sua n>rativa3--,un j\r1 un collgue1 p>don1 un mdec9444 ,h na realidade muitas vezes uma gr&e di/ncia entre um diplomado di/9to e um di/9to pr(issional4 ,o pr(essor primrio precisa de t] uma slida cultura g]al1 e conhec] bem os mtodos de ens9>1 e o s] que tem a ens9>1 mas no m5os d que da erudio1 deve trat> da sua educao sci5tfica1 d hbito de inve/igao1 ade/r> a pacincia1 apur> o bom s5so1 e cri> e =talec] e des5volv] a f e o entusismo pela sua pr(isso4 ,aproxim-lo da ,univ]sidade e nela p-lo em contacto com aqueles que mais provvelm5te subiro e alcanaro os mais elevados lug>es1 os de dirig5tes da soci$ade1 contribuir no s p>a lhe ampli> a cultura e p>a lhe des5volv] o esprito sci5tfico1 mas tambm p>a o dignific>1 e faz] e/im> mais a sua pr(isso1 a sua nobilssima e importantssima misso de educador primrio1 primrio em todos os s5tidos da palavra4 ,bem haja quem organiz\ e/a srie de conf]ncias1 de que a m9ha /e ano a ltima em nm]o e em mrito e bem haja a nobre ,univ]sidade de ,lisboa por no t] duvidado abrir z suas salas aos pr(essores primrios e p]mitir-lhes at que das suas ct$ras falassem4 ,escolas1 escolas1 con/ru escolas1 se grita maneira de ,s>mi5to1 na cr5a de que elas por si trans=m>o e melhor>o a soci$ade4 ,pr(essores1 pr(essores1 bons pr(essores1 exclam>ei eu1 porque les so indisp5sveis p>a faz] z boas escolas4 ,e antes talvez de melhor> os processos da sua =mao1 talvez que antes disso seja pref]vel faz] o que e/amos aqui a faz]3 dignific> a pr(isso1 fom5t> a consid]ao por ela1 atrair os mais aptos e cri> o entusismo e a f1 que ne/a mode/a mas fundam5tal pr(isso ou1 melhor1 sac]dcio d pr(essor primrio1 mais d que em n5huma so precisos4 ,proteg] o pr(essor1 honr> o pr(essor1 e faz] com que le seja o que deve s] e saiba honr> a sua pr(isso contribuir p>a a valorizao da nossa t]ra4 les tudo tm em suas mos1 porque1 como j uma vez eu mesmo disse1 nelas tm a ,patria e os seus soldados4 ,a vitalidade de uma nao pode julg>-se pela maneira por que ela prep>a e consid]a e paga os seus pr(essores4 ,s5horas e s5hores6 ,honrai o pr(essor6 ,disse4 ,,da ,,intelig,,ncia ,,d ,,escol> ,e ,,da ,,sua ,,avalia,o#aa _/ ,vuota di s5tim5to e di azione l'intellig5za una =ma inconcepibile4 ,pr(4 ,saffiotti4 _/ semelhana d que tm feito outros paises em que a politica da ,educao politica dom9ante e onde1 portanto1 a arte de gov]n> os hom5s se pr5de ntimam5te e dep5de int5cionalm5te da de gov]n> z crianz1 semelhana de algum d/es pases onde a felicidade da ,nao se trabalha e frma pr9cipalm5te na escola1 abriu-se /e ano entre ns um curso de ap]feioam5to p>a pr(essores primrios1 em que eu t5ho a honra de inaugur> o curso de ,psicologia exp]im5tal4 ,em ba hora o seja4 ,longe de me pod] consid]> altura dos ,me/res1 a quem l fra se tem confiado sse ens9o de ap]feioam5to1 ext5sivo at aos pr(essores de escolas normais e aos inspectores primrios1 es=ar-me hei no entanto por me pr ao p> deles no desejo de1 segundo os seus ens9am5tos1 faz] com que z s5horas e os s5hores adquiram o mais rpidam5te possvel noes e hbitos que se possam traduzir num im$iato melhoram5to d ens9o pelo melhoram5to dos me/res4 ,no pret5do tanto aum5t>-lhes a cultura1 como sobretudo ap]feio> a arte de aproveit> a cultura e z aptides que j tm1 em gr&e p>te at1 graz sua exp]incia pr(issional4 ,no f>ei o que co/umo faz] no meu curso regul>1 agora de dois anos completos e onde insi/5tem5te1 m9uciosam5te1 eu pr9cipalm5te procuro3 #a4o ,arreig> a convico de que os f5m5os psquicos so f5m5os de reao n]vosa1 susceptveis de s]em e/udados por mtodos objectivos1 e portanto de que a ,psicologia uma scincia biolgica1 uma scincia d quadro das scincias naturais2 #b4o de que a educabilidade uma propri$ade d si/ema n]voso2 #c4o de que essa1 propri$ade se pode e/ud> e cultiv> segundo z normas habituais das exp]incias sci5tficas2 #d4o de que a avaliao da educabilidade o problma1 psicolgico fundam5tal d pr(essor4 ,qusi salt>ei sbre os trs primeiros nm]os d meu programa habitual e carei sbre o qu>to1 e e/ud>ei1 em sua companhia1 aquilo p>a que os julgo mais habilitados e que mais rpidam5te se pod] traduzir num melhoram5to p$aggico1 de origem puram5te psicolgica3 ,a inteligncia d escol> e a sua avaliao2 tanto mais que p>a sse e/udo se encontram prontos a s]em utilizados pelos me/res dois pequ5os volumes ao alcance de todos3 ,la m$ida del des>ollo de la intellig5cia en los nios de ,b9et e ,simon1 traduo espanhola d pr(essor d ,in/ituto nacional de surdos mudos1 cgos e anormais1 de ,madrid1 sr4 ,orellana1 publicado em #aiah1 e a ,contribuio p>a o e/abelecim5to de uma escala de pontos dos nveis m5tais das crianz portugusas1 publicada por dois ilu/res compatriotas nossos1 a quem a bibliografia p$aggica mod]na portugusa j ba/ante deve3 o sr4 ,antonio ,s]gio e sua esposa a sr4a ,d4 ,luiza ,s]gio1 contribuio publicada em volume1 em junho de #aiai4 99 99 99 99 99 ,num curso de psicologia objectiva1 os f5m5os psquicos so consid]ados como reflexos c]ebrais1 como lhe *ama ,be*t]ew1 reaces ext]iores que dep5dem da exp]incia de cada indivduo1 durante a sua vida4 ,e/udam-se z reaces d indivduo em relao com o meio ambi5te1 inclu9do n/e o meio social e a prpria escola4 ,z reaces que p>ticul>m5te e/udamos1 os f5m5os que con/ituem o objecto da ,psicologia objectiva1 e que nela os procuramos e/ud> como se e/udam os outros f5m5os da ,natureza1 dep5dem no s da e/rutura d indivduo e da aco da ocasio1 mas tambm de aces e reaces ant]iores a essa ocasio4 ,a aco de ocasio junta-se1 associa-se nos seus efeitos aos efeitos das aces ant]iores1 de maneira que a reaco influda e regulada por e/as4 ,eis a essncia d f5m5o m5tal4 ,a educao no mais d que o aproveitam5to de/a propri$ade d si/ema n]voso1 ou mais precisam5te dos hemisfrios c]ebrais1 de/a memria associativa 7,loeb71 com o fim de1 por meio dela1 regul> a actividade1 o proc$im5to1 a aco d indivduo4 ,a educao a utilizao da memria associativa1 o regulam5to int5cional da exp]incia d indivduo1 a =mao1 a cultura1 em ob$incia a c]tos pr9cpios e int]sses1 d pod] da sua memria associativa4 ,s] e/a a ,inteligncia8 ,v>iadas e1 por vezes1 discordes so z def9ies que se do1 e z significaes que se atribuem a e/a palavra4 ,a inteligncia talvez se possa def9ir1 em psicologia objectiva1 como uma manife/ao ext]na da memria associativa1 que se c>act]iza por actos de adaptao s v>iaes das circun/ncias4 1 at c]to ponto i/o1 se assim se pode diz]1 uma traduo em l+uagem fisiolgica da concepo que ,b]gson exprime qu&o diz que a funo ess5cial da inteligncia consi/e em encontr> em quaisqu] circun/ncias os meios de se tir> de dificuldades4 a inteligncia uma utilizao da memria associativa4 a propri$ade de aju/> os traos das reaces ant]iores1 i/o 1 a exp]incia individual ant]ior1 exp]incia da ocasio1 p>a uma adaptao a novas circun/ncias1 por meio de reaces reguladas pela exp]incia ant]ior d indivduo1 repito4 ,a inteligncia sob e/e ponto de vi/a1 uma manife/ao ext]na1 global1 da memria associativa1 e que se avalia pela sua f9alidade1 pelo valor d aju/am5to1 em rapidez e p]feio1 s v>iaes quantitativas e qualitativas das circun/ncias4 ,ora e/a frma de actividade m5tal deve dep5d] no s dos conhecim5tos prpriam5te ditos1 das ideas1 mas tambm d s5tim5to de praz] ou de dr que acompanh\ z exp]incias ant]iores e acompanha z actuais1 i/o 1 da afeco1 se se quiz] adopt> o t]mo que o sr4 ,antonio ,s]gio emprega p>a design> o elem5to s5tim5tal 7,da ,natureza da afeco1 sep>ata da ,revi/a ,am]icana1 #aiac1 pg4 #h47 ,a inteligncia revela-se1 portanto1 em actos em que z ideas e os s5tim5tos influem1 como nos tropismos influem c]tas sub/ncias4 ,a inteligncia dep5de d int]sse1 das t5dncias1 que1 por sua vez1 so funes da e/rutura d indivduo1 da natureza da sua exp]incia ant]ior e da natureza da exp]incia de ocasio4 ,s5do assim1 fcil compre5d] porque que se podem consid]> como no intelig5tes1 c]tos indivduos cuja frma de reaco m5tal de adaptao se revela difici5te em det]m9adas circun/ncias1 em c]tos meios4 ,p]cebe-se que1 com ,b9et1 se di/+a a inteligncia escol> da inteligncia extra-escol>1 se porv5tura z circun/ncias da escola so muito dif]5tes das de fra da escola e os int]sses que a escola desp]ta so dif]5tes d que a vida ord9ria ou o meio extra-escol> desp]tam4 ,h inteligncias que se no revelam na escola4 ,v]dadeiram5te1 completam5te intelig5te1 porm1 o que se aju/a a quaisqu] circun/ncias1 o que se mo/ra intelig5te em qualqu] meio4 ,a inteligncia no ap5as a inteligncia que consi/e em adapt> respo/as a preguntas1 na escola1 fal&o1 escrev5do ou calcul&o1 mas tambm a que se revela por actos e ge/os de outra ordem1 em circun/ncias de tda a ordem4 ,a inteligncia julga-se pelo valor adaptivo d ge/o ou d acto consid]ado debaixo d ponto de vi/a da sua prontido1 rapidez1 exactido e p]feio4 ,a inteligncia no tem um significado cognoscitivo ap5as1 revelao e utilizao de conhecim5tos2 tem tambm um significado moral e um significado e/tico1 que se revelam na reaco s v>iaes das condies morais e e/ticas d meio1 no condicionalismo tico e e/tico da exp]incia4 ,compre5de-se1 pelo que lhes v\ diz5do1 que por exemplo1 como faz ,van ,bi]vliet1 se classifique a inteligncia em espcies3 inteligncia clssica1 i/o 1 inteligncia que se revela pr9cipalm5te nos trabalhos da classe1 inteligncia prtica e inteligncia e/tica4 ,compre5de-se tambm que com propri$ade se possa diz] que h uma imbecilidade intelectual1 uma imbecilidade e/tica e uma imbecilidade moral4 ,kirckpatrick consid]&o a inteligncia1 ou melhor a actividade intelectual1 no prpriam5te sob o ponto de vi/a da sua f9alidade1 mas no d seu mecanismo1 descreve1 quatro tipos de inteligncia1 t5do como inteligncia tudo aquilo que con/itui acto de adaptao individual1 e assim descreve3 um tipo de inteligncia fisiolgica1 um tipo de inteligncia s5so-motriz ou p]ceptiva1 um tipo de inteligncia repres5tativa e um tipo de inteligncia conceptual ou conceptiva4 ,a primeira excluo-a eu aqui1 porque no dep5de de f5m5os da memria associativa4 ,so f5m5os de adaptao de outra ordem1 pura adaptao fisiolgica1 em que a prpria imunizao tem o seu lug>4 ,dos outros tipos convem d>-lhes hoje uma noo4 ,na inteligncia s5so-motriz ou p]ceptiva o que h1 o que a c>act]iza uma adaptao im$iata de movim5tos e s5saes de ocasio4 ,e/es actos no se manife/am1 no se repetem s5o qu&o e/mulos da mesma natureza actuam em circun/ncias semelhantes4 ,por exemplo c]tos movim5tos que se executam no decurso d jg d foot-ball1 movim5tos de equilbrio1 de ataque1 de defesa ou melhor os movim5tos que1 qu&o tropeamos e vamos a cair1 fazemos p>a nos equilibr>mos4 ,so z prprias s5saes que exp]im5tamos1 que directam5te provocam e regulam os actos de adaptao4 ,de factos em relao com e/a espcie de inteligncia tratei eu num artigo sbre mutilados da mo1 que publiquei na ,m$ic9a ,mod]na d ,prto1 com o ttulo ,inteligncia motriz4 ,na ,inteligncia repres5tativa os actos da adaptao podem s] provocados e regulados ap5as por smbolos que se t5ham associado a s5saes ant]iores4 ,o acto pode execut>-se em virtude duma exp]incia ant]ior regulada por aces semelhantes que vssemos execut> ou que nos fssem descritas4 a exp]incia ant]ior de outros a regul> a nossa4 ,na conceptual ou conceptiva o acto de adaptao revela-se no s na ausncia de uma exp]incia d mesmo tipo1 feita pelo prprio ou por outrem1 vi/a ou descrita1 como se d&o nas mesmas circun/ncias1 mas em resultado de exp]incias vrias e dif]5tes1 d prprio e de outros4 ,uma pessoa qu&o salta dum c>ro em movim5to1 pode faz-lo com sucesso ou porque j o t5ha feito outras vezes1 e portanto associe z aces s5soriais de mom5to s reaces ant]iores 7inteligncia s5so-motriz71 ou porque j t5ha vi/o salt> outrem ou lhe t5ham dito como se deve salt> 7inteligncia repres5tativa71 ou porque reaces dif]5tes que t5ha por si mesmo exp]im5tado1 obs]vado ou vi/o descritas por outros1 se t5ham associado e comb9ado por =ma a g]> o conhecim5to das leis dos corpos em movim5to1 o que associado s aces d mom5to regula o acto de adaptao 7inteligncia conceptual74 ,em tdas e/as =mas de inteligncia se v]ifica a associao dos resultados das exp]incias ant]iores aos das exp]incias d mom5to1 da mesma natureza ou no4 ,o acto intelectual um acto de adaptao e de revelao da memria associativa4 ,na escola1 onde se gov]na e conduz a exp]incia d indivduo1 em at5o ao futuro1 se utilizam ou devem utiliz> e cultiv> todos os trs tipos de inteligncia1 e1 p>a a in/ruo1 pr9cipalm5te os dois ltimos4 ,mas nem tdas z idades1 nem em todos os indivduos da mesma idade a inteligncia tem o mesmo valor4 ,compre5de-se1 portanto1 bem o int]esse que p>a o pr(essor tem o sab] e o pod] analis> os actos intelectuais1 por =ma a1 se assim se pode diz]1 obt] a frmula qualitativa e quantitativa da inteligncia de cada um4 ,pode calcul>-se essa frmula8 ,pode analis>-se a inteligncia8 ,pode e/a avali>-se8 ,pode s] m$ida8 ,pode4 ,a inteligncia 1 se quiz]em empreg> os t]mos de ,saffiotti3 a capacidade de e/abelec] novas relaes entre a prpria p]sonalidade e z novas condies2 a capacidade de tir> de/as relaes int]pretao adequada e con=m> com ela a sua reaco4 ,a inteligncia1 p]ante i/o e p]ante o que lhes t5ho dito1 deve dep5d] da e/rutura d indivduo1 das propri$ades inatas1 d mom5to d seu des5volvim5to1 e tambm da natureza e valor da sua exp]incia ant]ior1 da sua cultura1 regulada ou no int5cionalm5te por outrem4 ,ora s5do assim pod] alguma coisa prev]-se sbre a inteligncia1 e/ud&o a e/rutura1 z c>act]/icas biolgicas d indivduo1 como se pode at c]to ponto julg> d valor de um motor1 das suas capacidades1 pelo e/udo d maqu9ismo1 da sua organizao1 da sua anatomia1 da sua e/rutura1 como se podem prev] c]tas propri$ades qumicas1 c]tas reaces1 obs]v&o c>act]es organo-nolpticos e fsicos de c]tos corpos4 e/a a base da avaliao da inteligncia nos mtodos que ass5tam no e/udo das correlaes psico-somticas e psico-fisiolgicas4 ,a inteligncia pode s] avaliada tambm analis&o a =ma1 o mecanismo de c]tas reaces psquicas elem5t>es1 sujeit&o o indivduo a provas psquicas de dif]5te tipo e natureza em que sobretudo influi a maneira da actividade intelectual1 o tipo ou a espcie da inteligncia4 ,pode mesmo us>-se provas exp]im5tadas em muitos1 us&o o que se *amam te/s1 que no so outra c\sa d que v]dadeiros reag5tes m5tais titulados1 ou1 se quiz]em tambm v]dadeiros padres1 tipos de reaco1 em que a =ma de/a e a sua velocidade1 foi prviam5te obs]vada e m$ida em muitos4 um tipo de avaliao em que se e/uda ou analisa pr9cipalm5te o mecanismo d acto intelectual1 decompo/o em elem5tos4 a base dos mtodos de avaliao fundados no e/udo das correlaes psico-analticas4 ,mas assim como na apreciao ou na classificao de um tipo de v9ho no ba/a a analise prpriam5te dita2 h que proc$] a uma apreciao global1 t5do em vi/a o fim com]cial1 por exemplo1 a que visa a apreciao1 assim tambm no exame de inteligncia por vezes necessrio recorr] a um exame global1 em que no se at5de ap5as ao mecanismo d acto1 mas tambm sua f9alidade e f9alidade da sua avaliao4 ,ora o educador no deve ap5as preocup>-se com o mecanismo d acto intelectual d aluno1 p>a o c>act]iz> e escolh] o mtodo de ens9o que mais conv5ha4 ,o educador no toma o aluno em branco1 se assim se pode diz]4 ,os actos intelectuais que le tem de regul>1 a exp]incia intelectual que le tem de conduzir1 tem um passado que influi e e/ em e/reitas relaes com os f9s educativos4 ,a exp]incia ant]ior d aluno tem uma gr&e importncia e valor1 e e/ dep5d5te da sua idade e d meio em que viveu e vive4 ,ao pr(essor1 no exame escol> da inteligncia1 convm-lhe reag5tes1 te/s1 que precipitem em globo1 em massa1 se assim se pode diz]1 a inteligncia e dem a =ma e a natureza de/a1 e tambm a da sua exp]incia ant]ior4 ,se h que/o p$aggica em que se possa fal> de criana portuguesa1 e duma maneira g]al de um tipo ou tipos nacionais de criana1 a proposito da inteligncia4 ,o mom5to hi/rico regula a inteligncia e deve regul> a sua =mao4 ,a psicologia de que c>ece o educador no pode nem deve viv] afa/ada da tica4 ,e se h que/o psicolgica em que h que at5d] aos f9s da educao1 a da inteligncia4 ,recordo-me da pr(unda emoo que me caus\ a leitura das palavras de um =moso livro1 um dos que mais podem contribuir p>a a cultura d entusiasmo pela c>reira de pr(essor1 o livro de ,mn/]b]g3 ,a psicologia e o me/re4 ,recordo-me4 ,diz le e eu repito3 ,agora evid5te que o e/udo dos meios psicolgicos pde s] til sm5te qu&o z aspiraes d me/re t5ham sido det]m9adas pela inve/igao tica indep5d5te d fils(o4 ,porm to prontam5te com e/es f9s1 os resultados cada1 vez mais ricos da psicologia exp]im5tal1 devem s] levados ao me/re de tal modo que /e possa conhec] e escolh] os meios teis p>a a satisfao das suas aspiraes4 ,a ,educao uma das artes em que a ,psicologia s]ve a tica4 ,e/ ab]to o curso de ,psicologia4 ,,intelig,,ncia ,e ,,ap]cep,o#ab _/ ,notre rprs5tation de la matire e/ la mesure de notre action possible sur les corps2 ele rsulte de l'lim9ation de ce qui n'int]esse pas nos beso9s et plus gn]alem5te nos fonctions4 ,b]gson3 ,matire et mmoire ,il faut respect] en n\s les lois de la nature1 acept] les devoires ns de l'organisme1 acomplir les fonctions p\r lesquelles on e/ fait1 avec le p\voir n]gtique que l'on possde4 ,le b de la vie c'e/ t\t le p]fectionem5t possible1 physique ou psy*ique1 p> la m?ode et la discipl9e4 ,alb]t ,des*amps3 ,les maladies de l'esprit et les a/hnies4 ,non seulem5t une conception mcanique de la vie e/ compatible avec l'e?ique2 ele semble tre la seule conception de la vie1 qui puisse am5] compr5dre o e/ la s\rce de l'?ique4 ,loeb3 ,la conception mcanique de la vie7traduo francesa74 _/ ,viv] ess5cialm5te adapt>-se2 a luta pela adaptao1 o esfro p>a o aju/am5to d sr ao meio1 acomod&o-se1 aju/&o-se a le1 ou aju/&o-o a si prprio4 ,educ> favorec]1 conduzir int5cionalm5te1 metdicam5te sse aju/am5to1 essa adaptao4 ,ora o indivduo possui em si faculdades1 capacidades de adaptao1 de aju/am5to1 de assimilao1 de utilizao d meio em que vive4 ,essas possibilidades revelam-se na sua actividade1 na maneira porque proc$e1 e de/a actividade uma p>te1 uma =ma h que h]dada1 que nasce com o indivduo1 que inata1 que no det]m9ada pela exp]incia individual1 que no apr5dida e outra que adquirida1 que resulta da exp]incia de cada um1 dirigida ou no por outrem4 ,por vezes1 qusi sempre1 a =ma da actividade inata favorvel ao aju/am5to d indivduo ao meio1 adaptao1 s condies em que nasce e ord9riam5te se encontra1 e a maior p>te das vezes tambm a =ma de actividade adquirida como e/a favorvel ao aju/am5to4 ,z condies mant5do-se z mesmas1 a adaptao v]ifica-se1 z necessidades so con=mes capacidade de utilizao dos recursos4 ,o indivduo e/ adaptado ou adapta-se por in/9to ou por hbito4 ,se1 porm1 z circun/ncias em que vive o indivduo so muito v>iveis1 se se rompe o aju/am5to1 se h conflito entre o in/9to ou o hbito e z circun/ncias1 o indivduo pode ou no readapt>-se1 pode ou no assimil> o meio1 utiliz&o-o1 adapt&o-o ou adapt&o-se4 ,concebe-se que haja s]es que se adaptem1 indep5d5tem5te da exp]incia1 s]es que nascem pode diz]-se1 adaptados a c]tos meios1 e s neles e em precisas circun/ncias podem viv]3 s]es in/9tivos1 in$ucaveis1 mas sbre que o educador pode a9da assim influir1 coloc&o-os em meios os mais con=mes com os seus in/9tos1 e pela =ma mais conv5i5te soci$ade4 ,concebe-se que haja s]es que1 alm de se aju/>em por in/9to a c]tas circun/ncias possam em virtude da exp]incia1 conduzida ou no int5cionalm5te1 adapt>em-se a ela1 adquir9do e/as =mas de actividade que se *amam hbitos1 s]es educveis sbre que o educador pode actu> cri&o os hbitos que mais conv5ha1 e que1 como tive ocasio de lhes diz]1 mo/r> e demon/r> o ano passado1 deve faz]-se segundo c]tas leis induzidas de exp]incias sci5tficas que se tm realizado4 ,concebe-se f9alm5te que haja s]es que no s se adaptem por in/9to1 ou por hbito1 que no s se adaptem a precisas circun/ncias1 mas se adaptem tambm fcilm5te a novas circun/ncias1 encontr&o nelas sempre maneiras de se aju/>1 de com elas viv] em concordncia1 sres intelig5tes1 sbre que o educador deve actu> v>i&o o mais possvel z condies da exp]incia educativa1 p>a que o mais possvel tambm se apure e/e dom sublime da inteligncia1 d pod] de utiliz> o meio1 que a base da felicidade e d progresso4 ,s v]dadeiram5te livre1 quem sufici5tem5te intelig5te4 ,na lio da ab]tura d curso de ap]feioam5to d ano passado1 lio que intitulei ,da inteligncia d escol> e da sua avaliao1 lio que devem l]1 citei e adoptei1 p>a c]tos casos1 a def9io de inteligncia d ,pr(essor ,saffiotti3 ,inteligncia a capacidade de e/abelec] novas relaes entre a prpria p]sonalidade e z novas condies2 a capacidade de tir> de/as relaes1 int]pretao adequada e con=m> com elas a sua reaco4 ,a inteligncia funo portanto da int]pretao e s se revela qu&o a int]pretao adequada e a reaco a que a int]pretao conduz por sua vez se revela em actos de adaptao4 ,ora /e pod] de int]pretao que se *ama a ap]cepo4 ,a inteligncia dep5de da ap]cepo1 da maneira porque se int]preta4 ,quem int]preta por uma maneira inadequada s conv5incias da sua adaptao1 no se adapta1 reage por =ma desfavorvel1 no proc$e com inteligncia4 ,vem j portanto quanto int]essa o e/udo da ap]cepo4 ,leiam p>ticul>m5te sbre e/a o que vem da pg4 #dcj #dcd da traduo francsa d compndio de ,psicologia1 de ,william ,james1 #d4;a edio4 99 99 99 99 99 ,a int]pretao ou ap]cepo dep5de de uma srie de condies que1 como v]o em ,james1 ,lewes d5om9\ a soma das condies psicoe/ticas3 a natureza d indivduo1 o seu c>ct]1 a sua exp]incia1 a sua educao1 os seus hbitos1 o seu humor1 etc4 ,a ap]cepo uma faculdade intelectual cont+5te1 que dep5de dos mais v>iados factores1 desde1 os mais mat]iais aos mais espirituais1 desde z necessidades d corpo s necessidades d esprito 7us&o a l+uagem corr5te71 e sbre que1 tanto pode actu> o mdico como o pr(essor1 tanto o gimna/a como o fils(o4 ,o aspecto fsico1 a =ma d corpo por si indicam t5dncias1 c]tas aptides psicolgicas1 c]tas necessidades1 c]tos int]sses que conduzem a exp]incia d indivduo por =ma a ele entr> em contacto com o meio em que vive1 e que por sua vez conduz a det]m9ada int]pretao dele1 e portanto o leva a reagir e proc$] e adapt>-se por det]m9ada =ma4 ,o psiclogo se qu]e descobrir a alma tem muito a ganh> em conhec] o corpo4 ,se qu]e prev] a frma de reaco d indivduo tem que e/ud> os orgos dessa reaco2 se qu]e s] psiclogo a val] tem que s] antroplogo4 ,o que tudo qu]e diz] que3 psiclogo e antroplogo1 psicologia da criana e p$ologia fsica1 se devem entrelaar1 se podem e se devem e/ud> conjuntam5te4 ,z anomalias m5tais da criana explicam-se por vezes fcilm5te se se e/ud> a =ma1 os c>act]es d seu corpo1 se se julg> d grau d seu des5volvim5to fsico1 se se v se o crescim5to nela normal ou no4 ,h c>act]es m5tais que so s9tomas de alt]aes orgnicas1 e p]turbaes d crescim5to que o mdico pode corrigir p>a o pr(essor depois aproveit>4 ,h no nosso corpo um rgo at cuja influncia sbre a inteligncia tal que alguem j o *am\ a glndula da inteligncia 7,p5de74 tal a importncia que o e/udo da anatomia e da psicologia tem p>a o psiclogo que nos mod]nos trabalhos sbre z a/5ias1 defeitos ou insuficincias da en]gia orgnica1 vcios de funcionam5to orgnico1 se se c>act]izam sses defeitos pela insuficincia revelada nos actos de adaptao social1 e se vai at a explic> a moral e a filos(ia de muitos por essa insuficincia de origem fisiolgica1 ap>ec5do-nos a moral como um ramo da biologia e a filos(ia como uma arte dos psica/nicos4 ,pi]re ,janet1 um dos maiores psiclogos da nossa poca1 foi at a afirm> que talvez a filos(ia no passasse duma do5a d esprito4 ,a filos(ia1 de facto1 p>ece a consequncia1 a revelao duma actividade int]pretativa filha de uma atitude m5tal1 duma t5dncia anciosa p>a a procura de relaes entre z c\sas e os factos que nos c]cam e se passam no meio que nos circunda1 e que z dificuldades de adaptao1 e a insuficincia da adaptao em c]tos g]a4 ,seja como fr1 o que lhes qu]o ac5tu> que o e/udo da psicologia e em p>ticul> o da ap]cepo1 que s] o objecto pr9cipal d nosso curso d/e ano1 tem muito a ganh> inici&o-se pelo e/udo da influncia das condies orgnicas ne/e f5m5o1 e mais p>ticul>m5te a9da pelo e/udo da influncia que tanto na =ma d processo ap]ceptivo1 como na maneira por que se int]preta1 como na natureza dos conhecim5tos que se utilizam1 influi o tipo fisiolgico da criana1 z suas t5dncias inatas1 a sua con/ituio1 o seu temp]am5to1 e a fase d crescim5to em que se encontra4 99 99 99 99 99 ,e/a influncia d organismo na ap]cepo1 de que lhes t5ho e/ado a fal>1 e/a influncia d condicionalismo fisiolgico na int]pretao das circun/ncias e na adaptao a elas1 j uma influncia d passado no pres5te1 a h]$it>i$ade a com&>-nos1 1 pode diz]-se a traduo fisiolgica d mote que tantos tm j glosado3 os mortos m&am4 ,mas no s por e/a =ma que o passado se mi/ura com o pres5te e nos gov]na1 nos impe at c]to ponto uma int]pretao d pres5te1 e nos regula1 a nossa adaptao s novas condies4 tambm1 e talvez a9da mais1 pelo resultado da nossa prpria exp]incia1 regulada1 int5cionalm5te ou no1 pelos outros1 resultado das modificaes que nas nossas reaces vai introduz9do o contacto dirio com o meio em que se vive1 com a natureza e com a soci$ade1 resultado da int]f]ncia das aces de/a com z nossas reaces4 ,dia a dia z nossas t5dncias1 os nossos int]sses1 o nosso sab]1 o nosso c>ct]1 a nossa exp]incia1 so po/os prova1 e dia a dia nos vamos consum9do na emprsa d aju/am5to das nossas reaces s circun/ncias4 ,impressiona-nos mais no o que prpriam5te mais =te ou mais novo1 mais e/ranho1 mas o que mais =te e e/ranho p>a ns1 aquilo que novo p>a o ponto de vi/a dos nossos int]sses1 que cahe na zona d nosso sab] e das nossas necessidades e que ns nos es=amos naturalm5te por assimil> na t5dncia vital1 orgnica1 da nossa adaptao4 ,o que no sabemos1 no vmos2 o que no exp]im5tamos no sabemos4 ,palavras e/ranhas ou letras associadas mesmo ao acaso1 t5demos a int]pret-las e a l-las1 em nossa lngua4 ,des5hos in=mes1 nuv5s que o acaso amontu\1 man*as que o acaso e/ampa1 borres de t9ta1 tudo t5demos a int]pret> como se fossem =mas conhecidas e segundo os nossos conhecim5tos e at c]to ponto os nossos int]sses4 ,sempre o passado a m&>2 sempre segundo a nossa m5talidade e a nossa exp]incia6 ,o mundo1 a int]pretao d que nos c]ca1 funo d nosso organismo e da nossa exp]incia ou sab]4 ,a realidade uma int]pretao1 consoante os nossos int]sses1 e os nossos int]sses expresso da nossa organizao e da nossa exp]incia1 exp]incia livre1 ou int5cionalm5te condicionada1 como suc$e na educao4 ,m$item z palavras de ,b]gson que1 livrem5te mas fielm5te1 julgo1 assim pod] traduzir3 444,o nosso c>ct]1 sempre pres5te a tdas z nossas decises bem a sntese actual de todos os e/ados por que j passmos4 ,sob e/a =ma cond5sada1 a nossa vida psicolgica ant]ior exi/e p>a ns mesmo mais d que o prprio mundo ext]no1 porque d/e ap]cebemos ap5as uma muito pequ5a p>te1 enquanto que pelo contrrio utilizmos a totalidade da nossa exp]incia vivida j1 exp]im5tada e feita4 ,como que h1 como ,b]gson tambm diz1 uma t5dncia con/ante d passado a reconqui/> a sua influncia1 actualiz&o-se4 ,dir-se-ia que s o gnio no tem passado4 ,vejam quo longe nos leva1 e int]essante e va/o /e tema da inteligncia e da ap]cepo4 99 99 99 99 99 ,no imag9em1 porm1 que apes> da l+uagem de subjectivo que v5ho empreg&o1 se no pode tambm em l+uagem de objectivo1 ia diz] em l+uagem sci5tfica1 em t]mos das scincias exp]im5tais1 no imag9em que se no podem tambm int]pret>1 adopt&o uma concepo mecnica da vida1 e/es f5m5os da ap]cepo e da inteligncia1 prpriam5te dita4 ,report&o-nos a um nvel trabalho de ,bohn sbre a d9mica1 c]ebral1 7,rev4 ,philosophique1 m>o-abril de #aiai7 adoptemos a concepo que le def5de de que nos f5m5os psquicos se v]ifica uma das gr&es leis da scincia fsica1 a lei dos f5m5os recprocos4 ,qu&o se comprime um cri/al de turmal9a o cri/al por /e facto electriza-se e a electrizao des5volve frz que se opem ao encurtam5to d cri/al4 ,qu&o se aquece um cri/al de turmal9a o cri/al electriza-se tambm2 a electrizao traz consigo um arrefecim5to d cri/al4 ,dir-se-ia que o cri/al que se electriza1 ap]cebe a v>iao das circun/ncias e t5de a reagir de acrdo com a int]pretao adequada4 ,af9al um si/ema de frz1 ori5tado segundo um c]to plano1 que c>act]iza o cri/al e que reage contra z aces que t5dem a p]turb>-lhe o equilbrio ou alt]>-lhe o plano4 ,pode conceb]-se tambm o indivduo como um si/ema de frz organizado segundo um plano h]$itrio1 t5d5do a reagir s aces ext]nas ou int]nas por maneira a opr-se ao desiquilbrio d plano da sua organizao1 c>act]izado por c]tas propri$ades vectoriais1 i/o que se manife/am em det]m9adas direces ou segundo c]tos vectores 7in/9tos1 t5dncias1 int]sses74 ,a cada aco vectorial ou pol>izante corresponde1 segundo ,bohn1 uma aco recproca inv]sa1 despol>izante4 ,qu&o se excitam os s5tidos1 a excitao que transmitida ao crebro e dirigida depois aos msculos1 s glndulas e s dif]5tes vsc]as provoca excitaes em s5tido contrrio1 que provm de todos e/es domnios e vem por sua vez depois a reagir sbre os primeiros receptores4 ,os c5tros n]vosos so excitados pelos s5tidos e e/es excitados pelos c5tros n]vosos4 ,a int]f]ncia de/as duas espcies de ondas n]vosas1 d>ia a memria associativa1 revel&o-se na ap]cepo e nos actos que a ext]iorizam4 ,e/as concepes mecnicas tm a vantagem de lhes mo/r> que af9al os f5m5os que e/udamos so f5m5os naturais que podem condicion>-se e utiliz>-se como os outros4 ,qu&o o pr(essor conhea bem e/a mecnica pod] s] to seguram5te til como o eng5heiro que lida com z outras mqu9as4 ,vem tambm como com e/as concepes mecnicas se pode fcilm5te compre5d] como cuid&o d corpo e educ&o-o se pode influir na educao intelectual e moral1 na maneira de int]pret> o mundo e a soci$ade e de com les h>moniz> o indivduo e faz-lo viv] em inteligncia4 ,no imag9em que como muitos supem se despreza1 ne/as concepes1 o valor das ideas1 no4 ,simplesm5te intrepretamos a aco de/as e utilizamo-las como no e/udo dos tropismos se int]preta a aco e se utilizam z sub/ncias s5sibilizadoras4 ,tudo que impressiona os nossos s5tidos tem rep]cusso sbre z nossas vsc]as1 tem um coefici5te emocional que muito influi na int]pretao das circun/ncias e na nossa maneira de proc$]1 na nossa actividade ou reactividade4 ,os orgos da circulao so =tem5te impressionados e influem no tonus n]voso1 na en]gia n]vosa de que muito dep5de a nossa inteligncia4 ,glndulas h que1 segundo a impresso ou excitao que s(rem1 segregam mais ou m5os sub/ncias 7hormonas7 que muito influem no tonus n]voso e nos f5m5os g]ais da nutrio1 o que se pode vir a obs]v> em alt]aes ou c]ta ori5tao dos f5m5os de ap]cepo e inteligncia4 ,o problema d educador ess5cialm5te um problema psicolgico3 torn> o real aceitvel1 e1 con=me a natureza d indivduo1 pr e/a em equilbrio com a soci$ade4 ,p>a isso c>ece de sab] de que dep5de a ap]cepo e como nela se pode influir2 como af9al d> ao indivduo a noo mais con=me com a natureza d meio social4 ,o problema d educador o problema da felicidade1 que como diz ,des*amps se pode *am> uma h>monia psico-social1 uma adaptao completa dos desejos aos pod]es e dos pod]es ao meio4 af9al um problema de conciliao1 e e/a deve s] o fim de tudo4 ,e/ ab]to o nosso curso de psicologia exp]im5tal em que e/e ano p>ticul>m5te me ocup>ei dos f5m5os e e/udo exp]im5tal da ap]cepo1 sobretudo debaixo d ponto de vi/a da g5tica4 ,lisba1 #h-aj-ibj4 ,s,,bre ,,psicologia1 ,,e/,,tica ,e ,,p$agogia ,,d ,,ge/o#ac qu'il soit p]mis l'cole d'insi/] sur ce qui n\s rappro*e4 ,buisson4 ,o fim da arte unir z almas1 associ&o-z num mesmo s5tim5to444 ,tol/oi4 ,a simples cortezia de palavra1 de expresso e de maneiras j uma revelao de delicadeza e/tica4 ,b]n>d9o ,ma*ado4 444si le ge/e e/ la base de t\s les arts1 le pr9cipe de t\te ducation e/htique 7et mme de t\te ducation intgrale7 ne s]a-t-il pas la culture et le dveloppem5t du s5s crateur des attitudes8 ,lalo4 ,deve pois s] a mmica a base de todo o ens9o4 ,jlio ,dantas4 ,a ,arte na escola no deve ap5as t] em mira a cultura d s5tim5to e/tico2 deve pr9cipalm5te t] em vi/a o aum5t> a apetncia escol>1 o g/o pela escola1 no s p>a *am> p>a ela1 mas sobretudo p>a facilit> a assimilao dos conhecim5tos1 o aproveitam5to escol>1 tal como suc$e com a arte na mesa1 que visa pr9cipalm5te a facilit> a dige/o dos vrios e complicados coz9hados que nela se s]vem4 ,decor> a escola1 por decor-la1 cobrir z p>$es das salas da classe com quadros vi/osos1 embora dos melhores1 enfeit> essas salas lev&o p>a elas flores1 peixes1 avez9has1 etc41 s] til p>a a cultura e/tica1 mas contribui p>a di/rair d fim pr9cipal da escola1 a no s] que z lies v]sem sbre ou a propsito das decoraes1 o que nem sempre possvel1 nem prtico4 ,van ,bi]vliet1 a propsito da at5o visual1 dizia1 numa das suas lies1 que z salas das classes dev]iam s] como a sala d teatro de ,bayreu?3 no di/rair d palco1 da sc5a1 d pr9cipal2 os alunos no dev]iam v] mais d que os te/s utilizados na lio4 ,nada os dev]ia di/rair das e/imulaes que o pr(essor procura directam5te pratic>1 p>a ens9>-lhes o que lhes qu]e ens9>4 ,mas1 m9has s5horas e meus s5hores1 embora mesmo que na arquitectura1 na decorao int]ior1 no mobilirio1 nos livros1 a arte que em tudo isso se ponha vise no s a educao art/ica1 mas pr9cipalm5te o atrar o aluno1 o pr5d]-lhe a at5o1 o torn>-lhe agradvel a escola1 sem o di/rair das lies1 mesmo que assim seja1 se uma vez nela o aluno se defronta com um pr(essor1 que por seus ge/os e atitudes se torna ridculo1 antiptico ou temido1 um pr(essor que no saiba nem ritm> conv5i5tem5te a sua voz1 nem compor agradvelm5te a sua fisionomia1 nem s]vir-se das expresses1 dos ge/os e das atitudes que mais atraem e pr5dem a criana e tornam mais cl>a e int]essante a lio1 se sse pr(essor desconhece a influncia que a mmica tem nos alunos1 a importncia que z atitudes e a maneira de trat> e de fal> tm na educao1 se sse pr(essor no tiv] por intio nem por cultura o conhecim5to d valor p$aggico das e/imulaes motrizes atra5tes1 no s] s o pr(essor que s] mau1 a prpria escola1 apes> de tda a sua arte1 pass> a s] uma escola m1 porque deix> de atrair e a falta de s5so e de e/tica d pr(essor torn> assim essa escola1 a que me refiro1 pior d que uma outra1 cuja arquitectura1 cuja decorao1 cujo mobilirio seja m5os art/ico1 seja mesmo inf]ior4 ,a atitude1 o ge/o1 a expresso fisionmica d pr(essor actua directa e =tem5te sbre o aluno1 lev&o-o a tom> atitudes1 a esboar ge/os e a us> de uma expresso fisionmica que so o reflexo da atitude e da mmica d pr(essor4 ,mas no deve o pr(essor ap5as lembr>-se di/o1 e por isso cuid> da sua atitude e expresso1 deve lembr>-se tambm que1 como diz ,baldw91 deve lembr>-se que o v] expresses emotivas n\trem no s provoca directam5te aquele que z v a coloc>-se em atitudes semelhantes1 lev&o-o a reproduzir essas expresses1 mas tambm faz com que1 uma vez esboados os movim5tos provocados e assim iniciada a imitao muscul>1 faz com que1 dizia1 os movim5tos esboados desp]tem ou levem aos e/ados de conscincia que ord9riam5te prec$em essas reaces emocionais4 por isso1 e a9da mais d que por meu feitio afectivo1 que eu1 na casa de educao1 cuja direco me e/ confiada1 tanto uso da cortezia1 procur&o nunca esquec]-me de cumprim5t> e de pr na m9ha expresso e nos meus ge/os uma gr&e afabilidade4 ,h-de sempre lembr>-me o que comigo se pass\1 qu&o eu t9ha qu9ze anos e havia p\co tempo que freqentava a m9ha ,univ]sidade3 a ,univ]sidade de ,coimbra4 ,encontrei-me uma vez com um cavalheiro de figura grave1 todo le de preto1 longas b>bas brancas1 que eu nunca t9ha vi/o1 que completam5te desconhecia e que com gr&e espanto e comoo m9ha1 s5do eu a nica pessoa que na ocasio com le na rua se cruzava1 se descobriu1 cumprim5t&o-me grave e afectuosam5te1 logo me obrig&o a mim a curv> num gr&e ge/o e com um gr&e s5tim5to de respeito4 ,era o ,reitor da ,univ]sidade1 o ilu/re e v5]&o pr(essor ,dr4 ,co/a ,simes1 cuja figura vim depois a conhec] e que hoje a9da1 ao fal> nela1 me desp]ta uma emoo =tssima4 ,era o ,reitor que me ens9ava a respeit-lo4 s vezes1 m9has s5horas e meus s5hores1 me sorrio1 me sorrio sim1 mas com pez>1 qu&o vejo por exemplo1 alguns dos meus prefeitos virem procur>-me1 plidos com um ar de cl]a mal contida1 queix>-se de alunos que lhes falt>am ao respeito e satisfeito comigo fico1 qu&o consigo logo1 mo/r&o-me aos alunos com expresso um p\co dif]5te da habitual1 consigo1 dizia1 lev-los im$iatam5te a mud> a sua atitude de cl]a tambm1 como a d prefeito1 e a tom>em uma atitude antagnica1 de ob$incia1 de pez> e de desg/o4 ,h1 por vezes1 na vida escol>1 alguns episdios1 que se passam entre educadores e educ&os1 que me lembram a sc5a dum animal inve/9do furioso contra um espelho1 por nele v] reproduzida uma atitude de ho/ilidade que cresce e aum5ta maneira que le mais se encol]iza4 ,enfurece-se1 sem o sab]1 contra si mesmo4 ,e/\ c]to de que o facto de freqentem5te se v]em pr(essores1 pessoas alis de f9o trato1 tom>em nas aulas atitudes grosseiras e ho/is1 como o de polticos o/5t>em no govrno atitudes completam5te opo/as aos s5tim5tos que mo/ravam =a dele1 resulta da imitao inconsci5te de atitudes que viram na sua infncia1 ou na sua mocidade1 nos que ens9avam e gov]navam4 ,o pr(essor como o actor4 ,o e/ado emocional d pblico um reflexo d seu prprio e/ado emocional1 uma reaco simptica1 provocada pela sua atitude1 pelo seu ge/o1 pela sua expresso4 ,e se o actor tem de cuid> e tem de e/ud> a e/tica da expresso1 o pr(essor qusi tanto como le a dev]ia e/ud>4 ,compre5de-se bem porque que ,van ,bi]vliet diz1 como disse3 todo o me/re1 e pr9cipalm5te todo o pr(essor primrio1 dev]ia pass> por um curso semelhante1 aos dos cons]vatrios1 a fim de apr5d] a fal> belam5te 7califasia7 e expressivam5te1 ou melhor1 direi1 esculturalm5te4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,a at5o1 como ,v4 ,ex4z sabem1 a faculdade base1 a faculdade me1 a me d que vulg>m5te se *ama a inteligncia4 ,quem ens9a1 quem educa deve t] antes de mais nada em vi/a provoc> a at5o1 pr5d] a at5o4 ,ora a at5o dep5de intimam5te d int]sse4 indisp5svel que o pr(essor saiba e/imul> agradvelm5te os s5tidos que tem de utiliz> no ens9o4 ,se a sua atitude1 se os seus ge/os1 se a sua expresso so de molde a repelir1 o aluno no pre/a at5o1 desvia a at5o4 ,mas no a9da s por i/o que o pr(essor se deve preocup> com a sua atitude1 com os seus ge/os1 com a sua maneira de fal>2 no s p>a *am> a at5o e p>a a pr5d]4 que o ge/o1 a expresso fisionmica1 a maneira de nos apres5t>mos aos alunos durante a lio1 qu&o falamos ou qu&o mo/ramos1 ajudam a compre5d] o que dizemos e o que mo/ramos4 ,sabem ,v4 ,ex4z muito bem que se se fe*> os olhos1 emquanto se ouve um discurso1 se tem de faz] um maior esfro p>a segui-lo1 p>a o ouvir1 p>a o int]pret>4 ,os mopes que assi/am a um espectculo sem z suas lunetas1 e v]o como p>ece que ouvem m5os1 e como o espectculo se lhes torna inf]ior1 m5os int]essante1 m5os agradvel1 mais difcil de seguir4 ,o ge/o auxilia im5sam5te a expresso v]bal1 e tanto que um ge/o mal adequado1 ao que se diz1 pode tran/orn> completam5te o s5tido da palavra4 ,a mmica auxilia tambm a memria4 ,inconsci5tem5te e/ provado i/o71 qu&o se ouve ou se v alguem1 t5demos a imit>-lhe1 qu&o mais no seja1 int]iorm5te1 a expresso4 ,z palavras que ouvimos articulam-se na nossa l+uagem int]ior e tanto mais fcilm5te z compre5demos1 quanto melhor elas =em articuladas4 mais fcil ret] o que se diz l5tam5te e rtmicam5te1 d que aquilo que se diz rpidam5te e com m expresso4 ,o v] esboar um ge/o por vezes ba/ante p>a antev] um p5sam5to1 e p>a nos record>mos4 ,e tanto a mmica influi na memria que hoje1 em p$agogia mod]na1 se aconselha muito o emprg da mmica como auxili> importantssimo d ens9o4 ,e/ demon/rado que mais fcil faz] fix> a um aluno o que se disse1 ge/icul&o ns e faz5do-o ge/icul> a le1 qu&o repete1 por =ma apropriada1 cl>o1 d que diz5do montonam5te e sem ge/o e faz5do-o repetir sem ge/o e sem expresso1 papague&o4 ,e/\ crto 7a m9ha exp]incia que j no pequ5a me autoriza a diz-lo71 que os gagos at c]to ponto no gaguejam qu&o cantam1 porque z imag5s motrizes1 no canto1 so mais bem des5hadas1 mais p]feitas1 fixam-se melhor1 esquecem-se m5os1 de=mam-se m5os4 ,de re/o o canto tem hoje um papel importante no ens9o da articulao1 no ens9o das lnguas1 mesmo nos normais4 ,o gago1 e/\ conv5cido1 diga-se de passagem1 um do5te da at5o1 por excesso de emotividade4 ,e agora1 p>a resumir3 um pr(essor que ge/icule com propri$ade1 que fale com correco1 que articule p]feitam5te1 que diga com arte1 que ge/icule com arte1 que se exprima com arte1 no s agradvel1 no ap5as um arti/a1 um excel5te pr(essor4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,o e/udo d ge/o1 da atitude1 da expresso tem a9da uma outra importncia1 uma outra vantagem p$aggica de que a9da no falei3 a de s]vir excel5tem5te p>a conhec]mos o aluno4 ,deixem-me assi/ir1 sem s] vi/o1 ao recreio1 numa escola1 e eu pod]ei1 sem err> muito1 faz] alguns juzos sbre o feitio m5tal dos alunos4 ,a criana at aos onze anos 1 como diz ,waynbaum1 uma espcie de ali5ado sem freio social1 ou um gr&e actor4 ,z suas atitudes1 os seus ge/os so francam5te a expresso d seu e/ado afectivo4 ,a vontade1 a a/cia1 o clculo1 o int]sse1 z conv5incias1 os hbitos no so a9da freios to pod]osos que lhe dom9em1 que lhe mutilem ou de=mem o e/ado afectivo1 que no-lo ocultem ou o tornem difcil de descobrir3 a expresso s9c]a1 a traduo exacta d seu e/ado e1 at c]to ponto1 d seu c>ct] habitual4 ,a mmica duma eloqncia impressionante4 ,exam9ai-a bem1 exam9ai os ge/os1 z atitudes1 a expresso fisionmica e pod]eis com facilidade faz] um juzo sbre o feitio m5tal1 e pr9cipalm5te sbre o e/ado afectivo na ocasio4 ,m&ai1 por exemplo1 abrir a boca a uma criana de m5os de onze anos1 p>a lhe exam9> a g>ganta1 e notai bem a expresso1 a atitude1 os ge/os1 a maneira de reagir3 fcilm5te v]eis qual o grau de eloqncia da fisionomia na criana1 e em gr&e p>te v]ific>eis a v]dade d que digo4 ,dos onze anos p>a diante e mais t>de na pub]dade1 o ge/o1 a expresso1 a atitude j enganam mais2 o exame mais sujeito a erros4 ,nessa idade recorro muitas vezes ao exame d olh>1 emquanto falo1 e sobretudo ao d aprto de mo1 dsse ge/o de quem ,vas*ide1 num monum5tal trabalho de psicologia1 disse s] um ge/o em ap>ncia banal1 mas revelador de tda a nossa vida m5tal sub-consci5te e a propsito d qual disse mais3 h tda uma psicologia e da maior importncia ne/e contacto musculo-tctil que eu *am>ei m5tal4 ,o mesmo ilu/re psiclogo francs1 que a morte to c$o r\b\1 exam9&o ali5ados d ,asilo ,villejuif1 *eg\ concluso de que aquele ge/o to trivial pode =nec] importantes elem5tos p>a julg> da m5talidade dos int]nados1 o que1 at c]to ponto1 confirma a op9io d velho mdico da ,salpetrire1 ,falret1 que pelo exame da mo pret5dia apreci> o e/ado m5tal dos seus do5tes4 ,mas no qu]5do em p$ologia utiliz> o exame d aprto de mo1 o pr(essor pode recorr] com facilidade e xito ao exame de outros ge/os1 com o fim de colh] alguns elem5tos de ordem psquica4 ,na lio de ab]tura d meu curso de ,p$ologia d/e ano1 a propsito da m$ida da agudeza visual e da auditiva1 debaixo d ponto de vi/a p$aggico1 disse eu3 ,o exame da agudeza visual e da auditiva pre/a-se tambm a p]mitir-nos julg> at c]to ponto de c]tas qualidades de ordem psquica1 que ao educador muito int]essam conhec]4 ,a maneira por que o aluno se apres5ta1 a rapidez1 a l5tido dos seus movim5tos1 a rapidez ou a l5tido na leitura d quadro optomtrico1 a maneira agitada ou1 pelo contrrio1 l5ta e dcil por que se comporta1 a preciso ou a deciso na compre5so e execuo das nossas ord5s1 tudo p]mite1 com gr&e probabilidade de acrto1 =m> um juzo1 til e necessrio p>a o educador1 sbre o grau de emotividade1 ou sbre a pot5cialidade n]vosa de cada aluno1 de/r9&o p>ticul>m5te os dois tipos extremos1 o d hip]/nico1 agitado1 e o d hipo/nico1 t>do nas suas reaces4 ,o educador encontr> nesse exame elem5tos importantes p>a calcul> possibilidades na educao1 e tir> indicaes muito teis p>a a escolha dos meios educativos a empreg>4 ,e1 como o exame da agudeza visual e da auditiva1 h outros que se podem pratic> na escola e que p]mittem exam9> com rigor os ge/os1 e por e/es com c]to xito julg> da m5talidade d aluno4 ,ley1 a propsito de um e/udo d9amomtrico dos alunos at>dados da escola especial de ,anturpia1 fez not> que a obs]vao das atitudes durante o exame da fra de presso1 lhe p]mitiram v]ific>3 #a4o--que os n]vosos e indiscipl9ados1 habitualm5te at+em o mximo1 dum jacto1 bruscam5te2 #b4o--que nos apticos a agulha d d9ammetro cam9ha p>a o mximo1 com regul>idade e l5tido2 e f9alm5te1 #c4o--que nos apticos mais ac5tuados1 nos apticos pr(undos1 o mximo ord9riam5te era at+ido depois de uma contraco l5ta1 seguida de uma pausa1 a que por sua vez se seguiam algumas outras l5tas e mais pequ5as contraces4 ,mas mais a9da4 ,a ttulo de exemplo1 apres5t>ei a ,v4 ,ex4z1 sob =ma resumida1 a p>te mais int]essante d resultado dum exame a que proc$i1 a fim de surpre5d] z c>act]/icas d aprto de mo em rapazes da ,casa ,pia1 de #af anos p>a cima1 tomados ao acaso1 e *amados m9ha pres5a1 sem sab] p>a qu4 m$ida que *egavam1 e entravam isoladam5te no meu gab9ete1 cumprim5tava-os naturalm5te e/5d5do-lhes a m9ha mo2 depois fazia-lhes algumas p]guntas de p\ca importncia p>a les1 como era por exemplo1 qual o curso em que e/avam8 se t9ham frequ5tado a (ic9a8 etc1 inspeccionava-lhes a mo1 e m$ia-lhes f9alm5te com um d9ammetro ,ma?ieu a fra presso da mo direita1 procur&o assim sug]ir-lhes a idea de que eu o que desejava era e/abelec] alguma relao entre a pr(isso e z c>act]/icas das mos4 ,t]m9&o /e exame1 desp$ia-os naturalm5te1 e/5d5do-lhes1 como no pr9cipio1 a m9ha mo4 ,vrias nuances surpre5di na maneira por que z mos dos alunos se comportavam durante o cumprim5to1 mas fcilm5te z pude agrup>1 di/ribu9do-z por trs tipos c>act]/icos3--#a4o--o dos que cumprim5tam entreg&o a mo1 sem ap]t>1 ab&on&o-a2 #b4o--o dos que ap]tam a mo1 mais ou m5os =tem5te1 sem t5t> rpidam5te fugir com ela2 #c4o--o dos que qusi que no ap]tam1 e que rpidam5te a procuram retir> aps o contacto 7mos que fogem1 mos furtivas74 ,dias depois de feita a m9ha obs]vao1 inesp]adam5te e sem diz] p>a que qu]ia in=maes1 ap5as diz5do que era p>a um e/udo1 consultei sep>adam5te o *efe dos prefeitos e o pr(essor de curso freqentado pelos alunos1 que mais em contacto e durante mais tempo e/ com les4 ,=am tambm consultados alguns me/res de (ic9as1 daqueles p\cos alunos entre os que eu exam9ei1 que nelas &avam4 ,o p$ido da m9ha in=mao visava sobretudo sab] se na op9io das pessoas que eu consultava1 os alunos eram ou no discipl9ados1 se se acomodavam ou no fcilm5te ao regim5 habitual da ,casa1 e tambm se eram consid]ados s9c]os ou pelo contrrio dissimulados4 ,ora1 coisa int]essante3 no grupo dos que mal ap]tam a mo1 que rpidam5te a procuram furt> ao contacto da nossa1 figuram os alunos que na li/a das in=maes d pr(essor e d prefeito tm z notas de dificeis de discipl9>1 dissimulados1 res]vados1 p\co s9c]os2 os que tem a nota firme de discipl9ados1 exempl>es1 s9c]os1 ap>5t&o o que so1 no dissimul&o1 e/o no grupo dos que cumprim5tam ap]t&o a mo1 e no fug9do2 f9alm5te no grupo dos que no ap]tam e ab&onam a mo1 dos que tm um ap]to de mo insignificativo1 figura a maioria daqueles sbre que pr(essor e prefeito tiv]am dvida em in=m> e traduziram o seu juzo por um ponto de int]rogao4 ,i/o a meu v] ba/a p>a acab> de ilu/r> e docum5t> a tese de que a simples obs]vao dum ge/o to trivial1 como por exemplo um aprto de mo1 pode s]vir ao educador p>a faz] um rpido e til exame psicolgico4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,mas na escola1 o ge/o1 a atitude1 a fisionomia s]vem a9da p>a alguma c\sa mais4 ,sgu91 no seu afamado livro sbre o tratam5to moral dos idiotas1 consagra pg9as ao e/udo e prep>ao1 no pr(essor1 d ge/o1 de/a =ma oratria1 como le diz1 que tda a g5te usa mais ou m5os1 mas muito mal e sem o sab]1 e d olh> e da fisionomia1 meios1 como le diz tambm1 de dirigir e possuir o aluno4 ,a criana compre5de mais a nossa fisionomia e os nossos ge/os d que a nossa palavra4 ,de re/o1 a palavra mais p>a m5tir4 ,o olh> e z mos que so z v]dadeiras janelas da alma4 difcil dissimul> com o olh> e com o ge/o1 e e/es melhores d que nada se pre/am a traduzir com tda a v]dade o e/ado d nosso esprito4 ,fixai o olh> d vosso educ&o1 apr5dei a us> de ge/os apropriados1 a traduzir pela expresso d olh> e pela maneira de ge/icul> a vossa int5o e com facilidade pod]eis soceg> o agitado1 discipl9> o indiscipl9ado1 torn> at5to o di/rad1 desp]t> o aptico1 imobiliz> qu&o quiz]des imobiliz>1 agir qu&o quiz]des que se movam1 ca/ig> qu&o quiz]des ca/ig>1 premi> qu&o quiz]des premi>1 e por les mais fcilm5te d que com os vossos discursos pod]eis conseguir o que con/itui1 tanto no ens9o de anormais como de normais1 o pr9cipal segr$o da arte d educador3 sab] faz] d educ&o um amigo1 sab] aposs>-se d aluno4 ,educai no s com a alma2 educai com alma4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,o ge/o1 a atitude1 no so ap5as a expresso d e/ado afectivo1 so por vezes a prpria causa d e/ado afectivo4 ,segundo ,william ,james1 o gr&e psiclogo am]icano1 o e/ado emocional no que det]m9a a expresso emocional4 ,a p]cepo dum objecto1 ou dum acto capaz de nos emocion>1 provoca1 como por reflexo1 reaces corporais1 reaces n]vosas1 que g]am atitudes1 expresses1 ge/os1 p]turbaes orgnicas e so e/as reaces corporais que1 impression&o-nos1 g]am os e/ados afectivos4 ,como corolrio de/a tese1 ,james su/5ta que tda a produo1 voluntria e a sangue frio1 das *amadas manife/aes duma emoo det]m9a essa emoo4 ,p>a comov]-nos ba/a coloc>mo-nos em atitude de comoo4 ,entri/ec]eis se p]si/irdes em tom> atitudes de tri/eza2 cultivai z atitudes recolhidas1 em flexo1 prprias dos humildes e torn>-vos heis humildes2 curvai-vos em adorao e acab>eis por ador>2 prep>ai-vos p>a admir> e admir>eis4 ,se1 pelo contrrio1 cuid>des pr9cipalm5te de atitudes ab]tas1 em ext5so1 prprias p>a exprimir a alegria ou a fra1 torn>-vos heis alegres1 =tes1 de/emidos1 s5hores de vs1 e1 se exag]>des1 revoltados4 ,antes de ,james1 pode-se diz] que os educadores haviam descob]to a teoria2 pelo m5os a exp]incia os lev>a a proc$] de acrdo com ela4 ,a importncia que muitos do ao ens9o da civilidade demon/ra-o1 e demon/ra-o sobretudo o cuidado com que nos manuais de civilidade1 nos livros que muitos *amam de educao1 prpriam5te dita1 e pr9cipalm5te nos das casas de educao religiosa1 demon/ra-o sobretudo1 dizia1 o cuidado com que neles se prescrevem z regras que devem paut> o ge/o1 o tratam5to1 a atitude1 a expresso d olh>1 etc41 tdas vis&o1 nas casas de educao religiosa1 a mod/ia1 o ar humilde1 recolhido1 ob$i5te1 por vezes s]vil1 que leva ao e/ado de esprito que pr9cipalm5te se tem em vi/a cri>4 ,vale a p5a l]1 por exemplo1 p>a v]ific> o que digo1 vale a p5a l] por exemplo o ,regulam5to p>a z casas da ,pia ,soci$ade de ,s4 ,francisco de ,sales4 ,compre5de-se bem agora porque que eu tanto me preocupo1 qu&o falo com os meus alunos1 ou qu&o les falam comigo1 em aconselh>-lhes ou suge/ion>-lhes uma atitude recta1 firme1 simples1 afectuosa1 =&o-os a fit>em-me naturalm5te1 s]5am5te1 mode/am5te1 e a fal> sem co*i*>1 mas tambm sem levant> demasiado a voz1 procur&o sempre regul>-lhes a palavra e o ge/o1 e d>-lhes um ar discipl9ado e simptico4 ,e se tanto me d praz] v] a h>monia no &>1 no fal>1 no ge/icul>1 se tanto s vezes me comovo1 qu&o vejo desfil> ord5adam5te e nobrem5te os rapazes da nossa ,casa ,pia1 no s por simples emoo e/tica1 porque por aqueles s9ais ext]nos eu julgo d e/ado int]no da nossa ,casa4 ,vai bem4 ,educadores1 educai o corpo1 que educ>eis o esprito4 ,m9has ,s5horas e meus ,s5hores3 ,os nossos ge/os1 z nossas expresses1 con/ituem um d9amismo afectivo que no s actua sbre os nossos prprios s5tim5tos1 e exprimem o que ns s5timos1 mas tambm actua sbre os s5tim5tos dos outros1 inflindo =tem5te neles4 ,os ge/os1 z atitudes1 z expresses fisionmicas so factores sociais importantssimos4 ,a soci$ade um v]dadeiro campo de frz afectivas4 ,e a maneira de s] de cada um de ns1 e a maneira de nos exprimirmos1 e de nos comport>mos actuam no meio em que vivemos como frz ori5tadoras ou p]turbadoras da ordem social4 ,habitu> os nossos educ&os s atitudes e ge/os de respeito1 ge/os de uma cortezia simples1 mas atra5te1 trabalh> pela tol]ncia1 pela aceitao s]5a das dif]5z que exi/em entre os hom5s1 como diz ,lanson4 ,proc$5do assim aum5t>-se h a fra da solid>i$ade1 cri>-se h a atmosf]a mais favorvel descob]ta da v]dade1 ao amor d belo e prtica d bem1 e v5c]-se h um dos nossos maiores inimigos int]nos3--a intol]ncia1 que1 como a ignorncia1 a9da na expresso de ,lanson1 um in/rum5to de despotismo1 e de diviso1 acresc5t>ei eu4 ,como vdes1 a educao d ge/o at tem um alcance poltico4 ,como vdes at pode contribuir p>a a soluo d nosso maior problema3 o problema da unidade nacional4 ,mais uma vez me conv5o de que os nossos maiores problemas so problemas p$aggicos4 ,mais uma vez me conv5o de que a educao a maior das frz polticas4 ,mais uma vez compre5do o sublime p>adoxo1 a que nos mom5tos mais difceis da sua vida hi/rica com xito recorr]am z duas gr&es naes europeias1 c5tros dos dois pod]osssimos si/emas de civilizao1 que ne/e gr&ioso e aflitivo mom5to da vida da ,europa1 se batem e =midvelm5te lutam2 sim1 mais uma vez compre5do porque se foi p$ir a salvao da ,ptria =a em ap>ncia a m5os feita p>a isso1 aquela cuja aco 1 por def9io mesma1 a mais mode/a1 a mais doce1 a mais longnqua--a educao#ad4 ,recorramos tambm ns a ela4 ,eduquemo-nos e eduquemos4 ,que a arte entre na escola e que o fim da escola seja como o da prpria arte no diz] de ,tol/oi3--unir z almas1 associ&o-z num mesmo s5tim5to4 ,e que ne/a ocasio de p]igo1 e sempre1 todos os meios1 todos os pretextos sirvam1 como me e/ s]v9do e/a m9ha leitura1 sirvam p>a cultiv> o s5tim5to supremo e utilssimo d amor da ,ptria4 ,disse4 ,,algumas ,,publica,,es ,,d ,,autor1 ,s,,bre ,,assuntos ,,p$ag,,gicos#ae ,antropometria escol>--,relatrio apres5tado ao ,,iv ,congresso ,nacional da ,liga ,contra a ,tub]culose1 #aijg4 ,uma colnia de frias--,apontam5tos de antropometria mdica publicados no ,boletim da ,assi/ncia ,nacional aos ,tub]culosos e na ,cl9ique infantile1 #aijh4 ,in/ruo e poltica em ,portugal--,artigo publicado na ,alma ,nacional1 #aiji4 ,a educao intelectual e moral da mocidade nos colgios dos jesutas--,conf]ncia1 #aiaj4 ,c>ta dirigida ao ,gro-,me/re da ,maon>ia ,portuguesa1 no dia d ,c5t5rio d nascim5to de ,jos ,e/vo1 #aiaj4 ,o ens9o das scincias fisico-naturais na escola primria portuguesa--,artigo publicado na ,revi/a de ,educao e no ducateur ,mod]ne1 #aiaj4 ,casa ,pia de ,lisboa--,algumas obs]vaes sbre alunos gagos--,artigo publicado na ,escola ,nova1 #aiab4 ,refeies escol>es--,artigo publicado na ,m$ic9a ,mod]na1 #aiab4 ,a bem da ,repblica--,discurso lido na ,casa ,pia de ,lisboa e publicado na ,revi/a de ,educao ,g]al e ,tcnica1 #aiaf4 ,pneumogrames de bgues--,contribution l'tude de l'emotivit1 publicado no ,boletim da ,soci$ade ,portuguesa de ,scincias ,naturais1 #aiaf4 ,gimn/ica--escola de moral e de civismo--,discurso pr(]ido na ,casa ,pia1 por ocasio da recepo de ,sua ,ex4a o ,presid5te da ,repblica e dos membros d ,congresso de ,educao ,fsica1 publicado na ,revi/a de ,educao1 #aiaf4 ,entre dois ,congressos--,artigo publicado no jornal ,a ,repblica1 #aijh4 ,elem5tos p>a a elaborao de um projecto de di/ribuio de gua e/]elizada aos alunos d ,liceu de ,cames--,artigo publicado na ,m$ic9a ,mod]na1 #aiaa4 ,ens9o til e ens9o utilitrio--,artigo publicado no ,tempo1 de ,lisboa1 #aiaa4 ,cant9as escol>es--,c>ta ao ,snr4 ,presid5te da ,repblica1 publicada no jornal ,repblica1 #aiaa4 ,numa fe/a da ,casa ,pia1 tre*os dum discurso1 publicado na ,revi/a de ,educao1 #aiac4 ,casa ,pia de ,lisboa--,sbre uns acid5tes no recreio--,artigo publicado no ,movim5to mdico1 #aiac4 ,ens9o dos surdos-mudos--,discurso pr(]ido por ocasio da ab]tura dum curso p>a habilitao de pr(essores de surdos-mudos1 discurso publicado na ,educao1 #aiac4 ,a spirometria em antropometria escol>--,artigo publicado na revi/a ,a ,tutoria1 de ,lisboa1 #aiac4 ,educao fsica--,elogio d ,dr4 ,jaime ,maup]r9 dos ,santos1 lido na ,soci$ade de ,geografia e publicado no ,sport de ,lisboa1 #aiad4 ,dois docum5tos p>a a ,hi/oria--,duas c>tas a propsito de uma conf]ncia sbre a educao nos colgios de jesutas1 publicadas na ,repblica1 #aiad4 ,da influncia dos trabalhos manuais no des5volvim5to d esprito--,discurso lido na ,casa ,pia de ,lisboa1 por ocasio d ,congresso ,p$aggico1 e publicado no ,dirio de ,noticias e em p>te na ,m$ic9a ,contemporanea1 onde se encontram tabelas que o docum5tam1 #aiad4 ,uma iluso muscul>--,artigo publicado na ,m$ic9a ,contemporanea1 #aiad4 ,algumas consid]aes sbre um calo escol>--,o calo da ,casa ,pia--,artigo publicado de colaborao com ,canuto ,so>es1 na revi/a ,a ,aguia1 d ,porto1 #aiad4 ,arte e democracia1 ,discurso1 9 ,atlantida1 #aiah4 ,como educ> o op]rio e seus filhos1 ,tese ,nacional d ,livre ,p5sam5to1 9 ,actas d ,congresso1 #aiah4 ,no ,lactrio1 ,discurso1 9 ,a ,aguia1 #aiai4 ,inteligncia motriz1 9 ,a ,m$ic9a ,mod]na1 #aiai4 ,morfologia e educao fsica1 9 ,m$ic9a ,cont5poranea1 #aibj4 ,o foot-ball e z curvas d crescim5to na ,casa ,pia de ,lisboa1 9 jornal ,football1 #aibj4 ,,lvm5 ,,empresa ,,int]nacional ,,editora ,lisboa--,porto--,coimbra--,rio de ,janeiro ,,ultimas ,,publica,,es ,dr4 ,m5des dos ,rem$ios--99,hi/oria da ,lit]atura ,portuguesa991 #e4;a edio ,dr4 ,eug5io de ,ca/ro--99,camafeus ,romanos99--,v]sos ,teixeira de ,pascoais--99,m>anos991 #b4;a edio--,v]sos 99,z ,sombras991 #b4;a ,edio--,v]sos 99,cantos ,indecisos991 #a4;a edio--,v]sos ,dr4 ,antonio ,cabral--99,t]ras ,long9quas99--,viag5s ,manuel da ,silva ,gaio--99,ea de ,queiroz99--,c>ta ,joo ,ameal--99,em voz alta e em voz baixa99--,dialogos ,rui ,gomes--99,elem5tos de ,teoria de ,comrcio991 #a4;a p>te ,dr4 ,p$ro ,faz5da--99,a ,crise ,politica em ,portugal99 ,notas3 #a ,lio de ab]tura d curso de ,p$ologia na antiga ,escola ,normal de ,lisboa4 ,lida em #ai de ,janeiro de #aiae4 ,publicada no jornal da ,tutoria da ,infncia e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #b ,lio de ab]tura d ,curso de ,psicologia ,exp]im5tal da ,escola ,normal de ,bemfica1 no #b4o seme/re d ano lectivo de #aiai-bj4 ,publicada no ,boletim ,bibliogrfico da ,bibliotca da ,univ]sidade de ,coimbra e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #c ,lio de enc]ram5to d ,curso de ,p$ologia na ,escola ,normal de ,lisboa no ano lectivo de #aiad-ae4 ,publicada no ,arquivo de ,anatomia e ,antropologia d ,in/ituto de ,anatomia da ,faculdade de ,m$ic9a de ,lisboa1 e no ,anurio da ,casa ,pia4 #d ,ao lado das tabelas e curvas d ,dr4 ,masc>5has de ,melo devem cit>-se z tabelas e curvas de cuja exi/ncia s hoje tive conhecim5to e que =am elaboradas pelo ilu/re pr(essor de gimn/ica de/a ,escola ,normal1 o ,sr4 ,p$ro ,f]reira1 qu&o pr(essor no ext9to ,colgio de ,campolide4 sses trabalhos =am publicados num folheto intitulado--,la gymna/ique mdicale au ,collge de ,campolide1--que foi apres5tado1 segundo me in=ma aquele meu v5]&o colega1 seu autor1 no ,congresso de ,higine ,escol>1 realizado em ,p>is em #aiaj4 ,os dados colhidos pelo ,sr4 pr(essor ,p$ro ,f]reira pod]o s]vir1 p>ticul>m5te1 p>a um e/udo das crianz da ari/ocracia portuguesa1 vi/o que era sobretudo s camadas ari/ocrticas da nossa soci$ade que p]t5ciam os alunos de ,campolide4 #e ,e/a curva figura tambm no ltimo relatrio da ,escola-(ic9a n4o #a1 onde o ,dr4 ,man*ego tem feito obs]vaes antropomtricas4 #f ,a9da h m9utos o sr4 pr(essor ,p$ro ,f]reira1 ao t] conhecim5to de/a passagem da m9ha lio1 me in=m\ de que tem v]ificado o facto ne/a ,escola e no ,liceu ,m>ia ,pia1 onde tem proc$ido a m5suraes4 ,h dias1 ne/e nosso curso1 entre z s5horas1 me disse t] obs]vado casos bem demon/rativos4 #g ,vd4 sobre o assumpto de/a lio o livro d ,snr4 ,dr4 ,alves dos ,santos3--,educao ,nova--,z bases--,i--,o ,corpo da criana 7#aiai7 e a conf]ncia que prep>ei p>a a ,escola de (iciais mdicos milicianos e publiquei em #aiag no ,arquivo de ,anatomia e ,antropologia1 com o ttulo3 ,auxanometria milit>4 #h ,lio de ab]tura d ,curso de ,p$ologia da ,escola ,normal de ,lisboa no ano lectivo de #aiae-aiaf4 ,lida em #bj de ,janeiro de #aiaf4 #i ,lio de ab]tura d ,curso de ,p$ologia na ,escola ,normal de ,lisboa1 no anno lectivo de #aiaf-aiag4 ,lida e explicada1 em #bf de ,fev]eiro de #aiag4 ,publicada no ,boletim d ,m9i/rio da ,in/ruo ,pblica4 #aj ,lio de enc]ram5to d curso de p$ologia da ,escola ,normal de ,lisboa1 no ano lectivo de #aiae-aiaf1 lida na sala de ,fsica da ,faculdade de ,scincias de ,lisboa e publicada1 como z duas ant]iores1 no ,boletim d ,m9i/rio da ,in/ruo ,pblica e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #aa ,lio de ab]tura dum curso de ap]feioam5to na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa 7,bemfica71 no ano lectivo de #aiai-aibj4 ,publicada na ,m$ic9a ,contemporanea4 #ab ,lio de ab]tura d ,curso de ,psicologia exp]im5tal no ano lectivo de #aibj-aiba1 publicada na ,m$ic9a ,contemporanea4 #ac ,conf]ncia realizada no dia #ag de ,abril de #aiaf1 no ,salo d ,cons]vatrio1 e publicada em sep>ata pela ,soci$ade de ,e/udos ,p$aggicos4 #ad ,palavras de ,f]d9& ,buisson4 #ae ,excluem-se z publicaes que vo reproduzidas e reunidas ne/e volume e alguns outros trabalhos publicados nos anurios da ,casa ,pia4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ------------- pg4 #ef infra-normais supra-normais pg4 #hc ,montesssri ,montessri ---------------------------------------- -------------