,library of ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos existentes neste texto1 foram tomadas vrias decises quanto verso final4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o original4 ,no final deste livro encontrar a lista de erros corrigidos4 ,rita ,farinha 7,abril #bjaj7 ,,ant,,nio ,,aur,,lio ,,da ,,costa ,,ferreira ,professor de ,psicologia experimental e ,pedologia na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa ,,algumas ,,li,,es ,,de ,,psicologia ,e ,,pedologia ,,lvmen ,,empreza ,,internacional ,,editora ,,lisboa ,,porto--,,rio ,,coimbra ,,de ,,janeiro ,s,,de #acb1 ,rua ,aurea1 #ach1 ,lisboa ,,psicologia ,e ,,pedologia ,,ant,,nio ,,aur,,lio ,,da ,,costa ,,ferreira ,professor de ,psicologia experimental e ,pedologia na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa ,,algumas ,,li,,es ,,de ,,psicologia ,e ,,pedologia ,,lvmen ,,empreza ,,internacional ,,editora ,,lisboa ,,porto--,,rio ,,coimbra ,,de ,,janeiro ,s,,de #acb1 ,rua ,aurea1 #ach1 ,lisboa ,comp4 e impr4 na ,typ4 ,costa ,carregal--,porto ,,aos ,,meus ,,colegas ,e ,,aos ,,meus ,,alunos ,,da ,,antiga ,e ,,da ,,nova ,,escola ,,normal ,,prim,,ria ,,de ,,lisboa ,,ndice ,pg4 ,prefcio #e ,o ensino da pedologia na escola normal primria #g ,a arte de educar e a psicologia experimental #ag ,o pso do corpo da criana #bi ,a agudeza visual e a auditiva debaixo do ponto de vista pedaggico #dg ,a viso das cres #fa ,sbre umas provas de exame da ateno voluntria visual #hi ,da inteligncia do escolar e da sua avaliao #aaa ,inteligncia e apercepo #abc ,sbre psicologia1 esttica e pedagogia do gesto #ace ,,pref,,cio ,com o ttulo ,algumas lies de ,psicologia e ,pedologia publco neste pequeno volume as principais lies que li e comentei1 como professor da antiga ,escola ,normal do ,calvrio1 e da actual ,escola ,normal de ,bemfica1 s quais acrescento a conferncia que realizei no ,conservatrio1 por ocasio da ,exposio de ,arte na ,escola4 ,algumas das lies so verdadeiros planos e resumos dos meus cursos4 ,a matria vai exposta com a maior clareza de que fui capaz e pela forma que me pareceu melhor1 em ateno preparao habitual dos alunos das ,escolas ,normais e ao fim que essas escolas tm ou devem ter em vista4 ,busquei principalmente interessar e orientar os meus alunos1 habituando-os a confiar na prtica dos mtodos scientficos em pedagogia4 ,o livrinho vai ilustrado com uma gravura1 reproduo duma cpia feita pelo professor ,eduardo ,romero1 da ,casa ,pia1 cpia de um curioso desenho de ,r4 ,gudden1 de ,francfort s4 ,m41 excelente exemplo de um fenmeno de apercepo1 que encontrei publicado no manual de ,starch3 ,experiments in ,educational psychology1 e que me pareceu ser uma ilustrao muito apropriada para acompanhar as minhas lies de ,psicologia e ,pedologia1 e particularmente a lio3 ,inteligencia e apercepo4 ,estou certo de que a leitura dste livrinho1 e a dos livros que nele cito1 ser de muita1 utilidade para os alunos das ,escolas ,normais e para os candidatos aos concursos de ,inspectores primrios4 ,belem--#be--,,xii--#ibj4 ,a4 ,aurlio da ,costa ,ferreira4 ,o ,,ensino ,,da ,,pedologia ,,na ,,escola ,,normal ,,prim,,ria#a ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,parafraseando o emrito ,claparde1 direi3--como se consideraria uma escola de horticultura onde se no ensinasse a botnica86 ,que se poderia dizer de uma escola que preparasse professores para a infncia1 seus educadores1 e em que se no professasse a pedologia86 ,como se chamaria aquele que hoje1 no estado em que se encontra a scincia1 quizesse como outrora tratar de doenas1 empricamente1 sem saber1 sem nunca ter estudado a anatomia e a fisiologia e as suas aplicaes ao diagnstico e no soubesse examinar convenientemente1 scientficamente1 um doente1 e procurar as indicaes8 ,seria1 hoje1 porventura1 um mdico8 ,no4 ,nem mereceria confiana1 nem mereceria considerao e as penalidades da lei at sbre le recariam4 ,como se poderiam considerar aqueles que hoje se obstinassem a pretender desenvolver a inteligncia1 formar caractres1 corrigir os instintos da criana1 sem nunca ter aprendido a estud-la1 a medir-lhe a inteligncia e a examinar-lhe o feitio mental1 as suas tendncias e as suas aptides8 ,pois se a psicologia tem progredido tanto que hoje h processos qusi tam seguros para fazer tudo isto1 como h na clnica para estudar o pulso ou a respirao1 desconhec-los no ser1 pelo menos1 ser um professor incompleto1 atrazado1 fra do seu tempo8 ,sem dvida que sim4 ,bem posso dizer como eu mesmo dizia no ltimo ,congresso ,pedaggico de ,lisboa3 querer e crer que sem conhecimentos de pedologia1 de higiene escolar1 de metodologia dos trabalhos manuais e da ginstica1 possam sar das nossas escolas normais professores dignos da nossa poca1 a quem os governos possam confiar a educao das novas geraes1 capazes1 como dizia1 parece-me1 numa das suas clebres lies de pedagogia1 o meu querido mestre1 ,dr4 ,bernardino ,machado1 capazes no s de transmitir--em tda a sua pureza o patrimnio da civilizao dos antepassados1 a herclea fra atvica que nos pode permitir reabilitar-nos perante a histria--mas tambm capazes de fazer tudo o que fr possvel fazer-se para fomentar o progresso1 melhorar a raa1 melhorar o solo1 melhorar o pas2 querer que aqueles a quem compete fazer e refazer a ptria1 a faam e refaam como noutros tempos1 como no nosso tempo j no deve fazer-se1 to estulto como querer confiar hoje a defeza da nossa terra aos heris de outrora1 a valentes de cota e malha1 ou os progressos do nosso comrcio1 s antigas e gloriosas caravelas6 ,van ,bierveliet1 da ,universidade de ,gand1 numa das suas magistrais lies de pedagogia scientfica1 feitas para professores de instruo primria1 exprime-se assim3 ,consideremos uma classe qualquer e interroguemos o professor2 saberemos logo que num conjunto de cincoenta alunos1 por exemplo1 se encontram dois ou trs que demostram uma grande diligncia1 e aceitam com prazer tdas as tarefas que se lhe impem4 ,constituem os primeiros da classe1 o que pode chamar-se a cabea da classe4 ,na grande massa dos alunos1 dominam aqules em que o zlo moderado2 cometem erros e sabem as suas lies mais ou menos bem4 ,finalmente1 um nmero mais ou menos considervel da classe acha que a tarefa que se lhe impe demasiado pesada e aborrecida2 constitui o grupo dos preguiosos1 dos mandries4 ,estes1 fazem os seus exerccios mal1 ou nada fazem1 e aprendem muito pouco1 uma ou outra pequena cousa1 um ou outro fragmento de lio4 ,as classes apresentam uma cabea1 um corpo e uma cauda2 geralmente a cabea composta por dois ou trs indivduos e a cauda1 pelo contrrio1 muitas vezes notavelmente desenvolvida2 as classes so organismos por vezes microcfalos 7de cabea pequena7 e macrures 7de cauda grande74 ,a simples constatao dste facto1 basta para demonstrar que o regimen escolar pouco atraente para as inteligncias em formao4 ,se num jantar de cincoenta talheres se constatasse que trs pessoas smente mostravam bom apetite1 trinta comiam com repugnncia e o resto nada comia1 concluir-se-ia1 com alguma razo1 que ou o men era medocre ou que os convivas tinham o estomago caprichoso e que por isso lhes no convinham os pratos que lhes eram oferecidos ou destinados4 ,o mesmo se pode dizer das classes4 ,h inteligncias excepcionalmente vivas que assimilam tudo1 como sucede com as pessoas que tm o que se usa chamar estomago de avestruz1 que tudo digerem4 ,h outras1 pelo contrrio1 que perante os conhecimentos apresentados1 pelos mtodos mais correntes1 se comportam como disppticos da inteligncia4 ,que se faz em regra a estas8 ,castigam-se4 ,melhor fra cur-las4 ,melhor fra1 acrescento eu1 saber conhecer o feitio mental dos alunos1 agrup-los consoante as suas semelhanas e diferenas1 e saber administrar-lhes os mesmos conhecimentos por mtodos diferentes1 aqueles que melhor se acomodem e mais convenham ao seu feitio4 ,as mesmas doenas no se tratam sempre do mesmo modo2 tem que se atender ao doente4 ,no ensino sucede a mesma coisa4 ,no se ensinam todos pelo mesmo modo2 tem que se atender ao aluno4 ,um professor de instruo primria no pode1 no deve desconhecer1 ao entrar no exerccio da sua profisso1 a psicologia infantil e os processos de a estudar e de a observar4 ,no basta conhecer a metodologia1 necessrio a psicologia4 ,a metodologia dever1 de resto1 ajustar-se psicologia da classe e do aluno4 ,diz ,claparde num livro1 cuja leitura muito lhes aconselho 7,psychologie de l'enfant73,muitas pessoas supem que s a prtica do ensino pode formar o professor e dar-lhe a verdadeira experincia4 ,seguramente1 a importncia da prtica capital para formar um especialista numa determinada arte4 ,mas preciso esforar-se por reduzir ao mnimo as experincias1 as tentativas1 sobretudo quando se trata de seres humanos4 ,o professor que entra na prtica da sua profisso1 sem ter o menor conhecimento de psicologia1 v-se naturalmente reduzido a tentar1 a fazer experincias com que os alunos podem sofrer2 obrigado a experimentar in anima vili1 e algumas vezes essas experincias so demasiado longas e penveis para as geraes de alunos que as tm de sofrer4 ,sem dvida1 a prtica pode1 dentro de certos limites1 compensar a insuficincia dos conhecimentos tericos1 mas custa de quantos rodeios e de quantos erros6 fora de construir pontes que abatem1 ou mquinas que estoiram e se escangalham1 pode um tcnico sem instruo terica acabar por ser um bom construtor e encontrar empricamente as frmulas que le incapaz de calcular4 ,mas quem quereria semelhante engenheiro8 ,um professor sem educao psicolgica est precisamente no mesmo caso1 com esta diferena1 contudo3 que1 quando uma ponte tende a abater1 no decurso da sua construo1 pode ser reparada imediatamente ou pode ser refeita4 ,enquanto que se se trata de uma inteligncia ou de um carcter que erradamente se forou ou tratou na sua evoluo1 s tarde se d pelo mal1 quando le j se no pode remediar1 e nunca em nenhum caso se pode refazer1 reconstruir1 fazer de novo outra inteligncia ou outro carcter4 ,estas parbolas devem convencer as senhoras e os senhores normalistas da utilidade do estudo da psicologia1 do estudo das faculdades mentais1 na preparao dos professores de instruo primria4 ,mas que psicologia8 ,ser a psicologia clssica dos compndios de filosofia8 ,ser a psicologia especulativa8 ,ser a psicologia1 o conhecimento das faculdades mentais pelo exame introspectivo de indivduos excepcionais1 supra-normais qusi sempre1 filsofos que se deram ao trabalho de se estudar a si mesmo8 ,no4 ,a psicologia do adulto diferente da da criana e o estudo desta no se pode fundar no exame feito por ela prpria4 ,o estudo da psicologia da criana qusi como o da dos animais4 ,a criana no um homem e qusi tam diferente do homem como a lagarta da borboleta4 ,que se diria de quem quizesse alimentar ou tratar a lagarta do bicho da sda como a sua borboleta1 como le na sua fase de insecto perfeito8 ,e no entanto lagarta e borboleta1 tam diferentes na frma e nos hbitos1 so o mesmo indivduo4 ,assim sucede com cada um de ns1 na sua fase infantil e na sua fase adulta4 ,a propsito da psicologia clssica1 talvez com mais razo do que dizia ,binet da antiga pedagogia1 se pudesse dizer3 deve ser completamente suprimida1 no ensino das escolas normais1 acrescento eu4 ,eu sei com que razo se tem apresentado contra o ensino da pedologia1 ou estudo da criana1 aos professores de instruo primria1 o argumento de que le tem levado stes a distrair-se das suas funes docentes1 para se dedicarem a estudos e experincias que no s prejudicam1 porque afastam o professor da sua principal misso3 instruir e educar1 como tambm porque o levam a fornecer dados que por insuficincia ou carncia de preparao scientfica1 que s em cursos superiores e especiais se pode adquirir1 so em regra dados perdidos1 cheios de erros1 falseados1 qusi inteis para a scincia4 ,mas o que eu pretendo fazer no preparar psiclogos1 antropologistas1 filsofos2 nem eu1 nem ninguem deveria pretender faz-los numa escola normal primria1 principalmente com as habilitaes que os senhores podem e devem ter4 ,o que eu pretendo fazer ensinar os principais elementos de pedologia1 que a sua preparao literria consente e que os professores devem conhecer para melhor ensinar4 ,procurarei1 em suma1 ensinar rudimentos de pedologia e as suas aplicaes ao ensino na escola primria4 ,seria estulto que eu1 mdico antropologista1 embora director de um instituto de educao1 eu que no fiz estudos regulares de metodologia do ensino primrio1 nem nunca professei sse ensino1 viesse ensinar-lhes todo o programa actual da pedagogia1 scincia e arte de ensinar1 como seria igualmente estulto e injustificado que se exigisse a um professor de instruo primria1 que no tivesse feito estudos especiais de antropologia1 e no tivesse suficientes conhecimentos de tcnica-pedomtrica1 que ensinasse a pedologia1 scincia que conveniente e1 mais do que conveniente1 indispensvel ensinar ao futuro professor4 ,no preciso exagerar como ,chaillou e ,mac-,auliffe1 quando na sua ,morfologia mdica1 dizem3 ,a educao e continua a ser puramente pedaggica4 ,escapa ao nico homem que deve dirigi-la1 ao mdico4 ,no4 ,mas preciso dizer-se1 porque fcil provar que o 1 que necessrio que parte da preparao do professor primrio seja feita por mdico especializado nas aplicaes das scincias mdicas pedagogia1 e que o professor seja um auxiliar do mdico4 ,os exerccios que habitualmente passarei1 sero exerccios de educao scientfica e neles terei em vista no s ensinar como se estuda e desenvolve as faculdades da criana1 mas tambem o ensinar a estudar e a desenvolver as faculdades dos que a tm de educar4 ,a ,s4 ,ex4a o actual ,ministro de ,instruo ,pblica caber a honra de ter introduzido no quadro dos estudos do curso normal1 o ensino regular da pedologia4 ,por minha parte1 procurarei corresponder aos desejos de ,s4 ,ex4a o ,ministro1 repartindo com todos os meus alunos o que da matria souber e com les estudando o que fr preciso estudar1 pondo ao seu dispr os meus hbitos1 os meus recursos e o meu mtodo de trabalho4 ,que a dedicao e a lialdade com que sempre uso servir nos lugares para que me nomeiam1 possam compensar outras minhas faltas1 que eu possa provar ao digno director e ao ilustre corpo docente dste estabelecimento de instruo1 a que agora muito me honro de pertencer1 quanto desejo contribuir para o bom nome e reputao desta ,escola1 e finalmente que eu possa ter o maior e melhor pago que desejo ter3 o poder ouvir dizer aos meus alunos que na vida prtica de bastante lhes serviu o que procurei ensinar-lhes1 os conhecimentos que lhes transmiti1 os hbitos que lhes criei e as preleces que lhes fiz4 ,a ,,arte ,,de ,,educar ,e ,a ,,psicologia ,,experimental#b ,to educate is to bring out all the powers that are in the child and to traim him to use them to the best advantage of himself and indirectly of the nation of which he is a part4 7,miss ,c4 ,aguther1 ,child ,study1 ,june1 #aiag74 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,a arte de educar fundamentalmente a arte de regular a conduta presente e futura dos que se tm de educar4 ,implica forosamente o conhecimento da conduta1 das causas dela1 do seu mecanismo e das possibilidades que o indivduo oferece4 ,a arte de educar assenta como a arte de curar1 na anatomia e na fisiologia e assim como o mdico1 mdico que tenha de exercer a profisso1 tem no s de conhecer as doenas e os remdios1 mas tambm conhecer os doentes e encontrar as indicaes1 assim tambm o educador1 que tenha de educar1 tem no s de conhecer os fins da educao e os meios da educao1 a pedagogia e a metodologia1 mas tambm de saber conhecer o educando e encontrar a frma de educao que mais lhe convenha e se adapte ao seu feitio4 ,e assim como para o estudo do doente no basta conhecer os sintomas das doenas1 porque necessrio sab-los observar1 assim tambm no basta ao educador conhecer os fenmenos da educao1 a psicologia1 mesmo que esta tenha a feio moderna e scientfica1 e se chame psico-fisiologia ou psicologia experimental1 necessrio tambm principalmente possuir a tcnica da observao e da experimentao4 ,saber psicologia pode no ser saber fazer psicologia1 como saber quais os sintomas das doenas pode no ser saber observ-los e fazer diagnstico4 ,ensinar num curso prtico de psicologia experimental1 que como oficialmente se chama o curso que tive a honra de ser chamado a reger1 ensinar nesse curso numa ,escola ,normal1 fundamentalmente ensinar o que fr preciso para habilitar os futuros professores a conhecer e praticar os meios scientficos de estudar prticamente os fenmenos mentais1 isto 1 possuir as regras e os meios de condicionar sses fenmenos1 por frma a que outros os possam observar nas mesmas condies1 e verific-los4 ,educar no hoje1 como noutros tempos se supunha1 criar1 essencialmente orientar4 ,no lutar contra a natureza4 ,o educador dos homens como o educador dos animais1 tem que aproveitar as boas tendncias1 os talentos1 para os enriquecer e desenvolver1 como dos instintos diz o educador e moralista ,foerster1 falando do ensino dos animais4 ,e quanto s ms tendncias1 tem que saber inibi-las1 ou sublim-las4 ,talvez que nesta altura1 para lhes dar uma exacta idea acrca do valor e possibilidades do ensino e quebrar-lhes preconceitos que a todos os professores desta ,escola pertence o combater1 e isto1 por minha parte1 na inteno de aproveitar o pretexto de demonstrar que a arte de educar hoje assenta e qusi se confunde com a arte de estudar os fenmenos psquicos1 com a psico-tcnica1 talvez que1 para isso1 no lhes pudesse de momento aconselhar melhor leitura1 como leitura prvia1 do que a do livrinho ,criminalidade e ,educao1 do ,sr4 ,padre ,antnio de ,oliveira que no s1 como todos sabem1 uma admirvel figura de filntropo1 mas1 mais do que isso1 uma figura notvel de educador1 com vocao e larga e valiosssima experincia4 preciso que a arte de educar seja como a arte de curar4 necessrio ouvir tambm o prtico1 ouvir o que educa1 ouvir o que cura1 sobretudo quando sucede como deve ser1 que a arte que praticam seja arte esclarecida pela scincia1 e no simples empirismo4 ,educar condicionar intencionalmente as reaces do indivduo4 ,educar1 portanto1 implica1 primeiro do que tudo1 o saber estudar as causas e mecanismo das reaces individuais4 ,e o estudo dessas reaces feito experimentalmente tem o maior intersse e importncia para o educador4 ,muitas dessas reaces so de ordem interna e s o prprio indivduo as pode observar directamente1 mas essas mesmas so acompanhadas doutras reaces1 acessveis ao estudo directo dos outros e portanto podem ser estudadas objectivamente1 sem interveno do exame dos prprios em que elas se do4 ,o educador1 em resumo1 tem de estudar o mecanismo das reaces individuais e a maneira scientfica de as condicionar4 ,de acrdo com estas ideas1 j a dentro da velha ,escola ,normal1 onde tive a honra de reger durante alguns anos o ,curso de ,pedologia1 o meu distinto colega naquela e nesta ,escola ,sr4 ,professor ,dr4 ,alberto ,pimentel1 cujo livrinho de lies lhes aconselho1 procurou orientar o ensino terico da ,psicologia4 ,eu1 por minha parte1 completarei sse trabalho ensinando-lhes a tcnica dos estudos psicolgicos1 segundo essa orientao4 ,disse eu que a psicologia experimental se prende tanto com a arte de educar1 que por vezes at qusi se confunde com ela4 ,no qusi se confunde1 confunde-se at4 ,em psicologia animal1 ramo da psicologia qusi desconhecido entre ns1 a psicologia experimental funda-se na educabilidade1 o proprio exame da educabilidade1 a propria arte da educao exercida com o fim de estudar os fenmenos e os recursos mentais do animal4 ,vejam por exemplo1 para fcilmente e sob uma frma agradvel apreenderem melhor o assunto1 o excelente livrinho de ,hache-,souplet1 director do ,instituto de ,psicologia ,zoolgica1 intitulado ,de l'animal l'enfant 7,bibl4 de ph4 contemporaine7 e que se pode considerar um pequeno manual adoptvel na preparao dos professores de ensino infantil4 ,no se surpreendam com ste atrevido conselho de lhes indicar um livro de psicologia zoolgica1 como meio de preparao pedaggica4 ,h grandes afinidades entre a psicologia dos animais superiores e a das crianas e sobretudo a estas duas psicologias1 a zoolgica e a infantil1 que 1 quando no indispensvel1 pelo menos mais necessria a prtica dos mtodos da psicologia objectiva4 ,num dos melhores e mais modernos livros de psicologia pedaggica1 o de ,thorndike1 notvel professor de psicologia pedaggica numa escola de mestres1 tm um livro cheio de estudos interessantes de psicologia zoolgica sbre a inteligncia dos animais1 estudada pelos meios da psicologia experimental2 e o afamado e emrito psiclogo suisso1 cujo nome j vai sendo banal citar entre ns1 o ,professor ,claparde disse1 ao publicar o programa do ,instituto de ,scincias da ,educao de ,genebra3 ,para ser completa uma escola de scincias da educao deveria possuir um servio anexo4441 quero dizer1 um laboratrio de psicologia animal444 ,adestrar um animal1 regular-lhe a conduta1 aprender muitas vezes a ensinar uma criana4 ,algumas vezes1 por isso1 recorrerei1 se as circunstncias o permitirem1 a alguns exerccios de psicologia animal1 para lhes esclarecer uma ou outra questo psicotcnica pedaggica4 ,o exame objectivo das reaces ser o escopo principal do meu curso4 ,curso prtico de psicologia objectiva podia bem ser o ttulo a dar-lhe4 ,psicologia objectiva no quere porm dizer1 que seja exclusivamente um curso de psico-fisiologia1 como muitos podem supor4 ,a psico-fisiologia apenas uma parte da psicologia objectiva1 aquela em que se estudam as variaes fisiolgicas1 prpriamente ditas1 que acompanham ou condicionam os fenmenos mentais4 ,as reaces exteriorizam-se tambm por outras frmas1 que no podem smente ser estudadas pelos mtodos da fisiologia4 ,o estudo das reaces provocadas por certos reagentes mentais um verdadeiro estudo pedaggico4 ,outra cousa no a maior parte das vezes o estudo dos chamados tests1 como por exemplo o dos tests para a medida da inteligncia1 de que por certo j tm ouvido falar e talvez tenham j visto descritos4 ,a psicologia experimental ser talvez ainda prefervel psicologia objectiva1 porque a psicologia experimental atinge tambm o estudo introspectivo dos fenmenos mentais1 o seu estudo directo1 e ste h-de-nos ser preciso quando se tratar do estudo da psicologia do professor1 da psicologia de quem ensina1 porque o ensino no depende s da psicologia do educando1 mas tambm da do educador1 e bom que ste aprenda a saber examinar-se1 a estudar as reaces que o aluno e a escola nele determinam para examinar a sua aptido1 e a corrigir vcios de reaco1 que so por vezes causa de graves perturbaes escolares4 ,no s o aluno anormal que perturba a classe1 o professor anormal1 o que no se adapta profisso1 o que no a sabe praticar1 por falta de cultura ou por falta de intuo4 ,no aluno professor poder-se h com vantagem praticar a psicologia experimental subjectiva4 ,a psicologia experimental no apenas a psicologia objectiva1 repito4 ,e a propsito lembrarei as palavras do fisiologista francs ,prof4 ,ch4 ,richet3 ,a observao interior constitui uma psicologia de observao tam fecunda1 tam legtima1 como a psicologia a mais experimental que se possa imaginar4 ,os factos assim adquiridos pelo estudo do eu tm tanto valor como os fenmenos fisiolgicos registados nos laboratrios pelos mtodos mais aperfeioados da tcnica contempornea4 ,apesar de tudo1 porm1 o nosso curso ser principalmente um curso de tcnica objectiva1 porque le visa1 primeiro do que tudo1 o estudo psicolgico do educando e porque minha teno1 mesmo quando se trate da prtica da psicologia subjectiva1 recorrer a ela apenas como um auxiliar da psicologia objectiva4 ,a propsito recordo os dizeres do grande ,binet3 ,em nossa opinio1 diz le1 no preciso procurar limitar e simplificar as respostas do indivduo em experincia1 preciso1 pelo contrrio1 deixar-lhe a plena liberdade de exprimir o que sente1 e mesmo convid-lo a expressamente se observar de perto durante o decurso da experincia2 esta maneira de proceder tem a vantagem de no restringir a investigao ao crculo da idea preconcebida3 podem-se constatar muitas vezes factos novos e no previstos1 que muitas vezes tambm permitem compreender o mecanismo dum certo estado de conscincia4 ,com felicidade1 pois1 se chamou ,curso prtico de psicologia experimental ao curso de tcnica psicolgica desta ,escola1 criado pelo ,sr4 ,ministro de ,instruo1 ,prof4 ,dr4 ,alfredo de ,magalhes1 cujo nome deve merecer sempre a todos ns1 desta ,escola ,normal1 uma grata homenagem1 pela ateno que lhe merecemos e pelo entusiasmo1 apaixonado entusiasmo e energia1 com que procurou instalar e proteger a nova ,escola4 ,o curso prtico1 e acentuo a palavra prtico1 de psicologia experimental ser uma maneira de logo1 desde o incio da freqncia da ,escola ,normal1 habituar o futuro professor1 a sentir-se professor1 a despertar-lhe e trenar-lhe a aptido1 a p-lo em contacto real1 directo1 concreto com a massa que tem de trabalhar1 com a sublime argila que tem de moldar3 a alma tal qual ela 4 ,trabalhar a alma da criana com alma e com arte1 com arte e com acrto1 com acrto e com scincia1 tal o nosso escopo4 ,a psicologia que havemos de praticar1 ser1 mais uma vez o digo1 de carcter principalmente objectivo1 no s pela dificuldade1 se no impossibilidade1 do exame subjectivo no meio e com os indivduos que temos de trabalhar1 no s porque o exame objectivo constiti uma frma excelente de fazer a educao scientfica do aluno professor1 de dar-lhe hbitos de observao e experincia extrospectivos ou melhor exteriores1 essenciais arte de educar1 mas tambm porque em psicologia1 pode-se dizer1 que o que mais importa ao educador so os actos psquicos1 os fenmenos mentais de que introspectivamente se tem menos conhecimento4 ,em psicologia pedaggica o sub-consciente vale mais que o consciente4 ,e mesmo quando ao educador compete regular o comportamento do adulto1 quando ao educador compete fazer reeducao1 compete-lhe principalmente examinar o sub-consciente1 porque nele que se guarda a fra que a experincia anterior gerou e que regula e influi1 por vezes1 mais do que nenhuma1 no comportamento do indivduo4 ,a conduta principalmente governada pelo sub-consciente e neste tem tanta influncia a infncia1 o que ela foi em cada um1 que quando a fadiga ou a doena perturba o exame introspectivo e a fiscalizao1 censura e govrno1 que por meio dele podemos exercer nos nossos actos1 a mentalidade infantil que aparece1 se exterioriza e nos revela1 tal como fomos e no ntimo somos4 ,uma escola de psicologia h at1 que hoje j invadiu a filosofia1 a medicina e a pedagogia1 que assenta tda no estudo do sub-consciente e particularmente na pesquisa das impresses que nele gravou a vida sexual4 ,refiro-me psico-anlise1 de ,freud e seus sequazes1 que1 apesar dos ataques violentos que tem sofrido1 mormente depois da declarao da ltima guerra 7mais talvez por xenofobia do que por outra cousa71 contm muito de verdade4 ,tirado o que h de mstico1 de escabroso e de exagerado no seu pansexualismo1 a psico-anlise pode e deve ser conhecida pelo educador4 ,e1 para terminar com estas referncias questo da importncia do consciente e do sub-consciente em educao1 lembrarei a j banalizada definio de ,gustavo ,le ,bon3 ,a educao a arte de fazer passar do consciente para o inconsciente4 ,a reeducao1 essa muitas vezes o trabalho oposto1 digo eu1 o de trazer do inconsciente ao consciente1 para transformar e depois voltar a tornar inconsciente4 ,a educao1 na idea de ,bacon1 o conjunto dos hbitos adquiridos na infncia4 ,a reeducao muitas vezes a correco dsses hbitos2 mas tanto em educao como em reeducao h que aproveitar a ,natureza1 porque ela1 ainda segundo ,bacon1 no se governa1 seno deixando-a governar1 conhecendo-a1 aproveitando-a1 seguindo-a4 ,meus ,alunos3 ,a arte de educar1 como logo no princpio eu disse1 a arte de regular a conduta presente e futura do educando1 e a psicologia experimental1 de escpo pedaggico1 a psicologia que pela experincia ensina a conhecer as causas1 o mecanismo da conduta do indivduo ou da classe a educar4 ,psicologia experimental qusi pedagogia experimental4 ,e no imaginem que esta pedagogia experimental menos do que a outra1 porque no tem em conta os ideais1 a parte poltica1 religiosa1 social1 a finalidade da educao4 ,no4 ,o ,ideal quando no factor da aco1 produto da aco1 ou as duas cousas ao mesmo tempo1 factor e produto da experincia pessoal1 e o que ns vamos aprender a arte de estudar prticamente1 experimentalmente1 os factores e o mecanismo da aco1 ou melhor das reaces do indivduo sujeito influncia dos meios1 isto 1 ainda a parte prtica1 experimental1 utilitria1 debaixo do ponto de vista educativo1 que talvez melhor do que psicologia1 se poderia chamar1 maneira de ,bechterew1 a reflexologia pedaggica1 e nela bem podemos estudar o valor1 a aco e a formao dos ideais4 ,com isto declaro aberto o ,curso prtico de psicologia experimental1 que neste semestre ser essencialmente um curso de propedutica1 destinado ao estudo das noes preliminares e fundamentais de anatomia1 fisiologia e psicologia1 que mais importam psico-tcnica444 ,disse4 #ae-;,,iii-#iai4 ,o ,p,,so ,,do ,,corpo ,,da ,,crian,a#c ,meus ,alunos ,senhoras e ,senhores ,quiz um pouco o acaso que o pso do corpo da criana fsse o tema da minha ltima lio4 ,o fim do ano1 como sabeis1 veio-nos surpreender num ponto ainda atrasado do programa a que me obrigra3 o estudo dos mtodos da pedologia somtica1 particularmente da pedometria e com ela o dos principais caractres mtricos da criana4 ,o pso do corpo da criana ter que ser o tema da lio de encerramento do meu curso dste ano4 ,e1 embora parea o contrrio1 talvez no pudesse encontrar melhor tema para encerrar o concurso4 ,a lio de abertura que vos li foi1 como devia ser1 uma lio-programa e uma lio-promessa4 ,na lio de encerramento que vou ler-vos tambm1 procurarei fazer com que ela seja o que deve ser uma lio de encerramento3 uma lio em que at certo ponto se recapitulem as noes principais expostas durante o curso1 uma lio-concluso1 e uma lio em que se procure provar a realizao de algumas das promessas que se haviam feito na lio inicial4 ,a criana fundamentalmente um ser humano em via de crescimento2 um homem ou uma mulher em via de formao4 ,a sua principal funo crescer1 procurando atingir a grandeza que a hereditariedade lhe destinou e alcanar o equilbrio morfolgico e fisiolgico do adulto1 que constitui a perfeio do ser4 ,respeitar o crescimento1 a lei natural do crescimento1 o principal dever do educador1 e tda a educao se tem de subordinar a esta questo de medida3 no perturbar a lei natural do crescimento4 ,o pso no cresce como deve ser8 ,diminui1 pra1 aumenta de mais ou de menos8 ,um problema se pe4 ,o regimen de vida ou de educao provavelmente no o que convm4 ,modifique-se e observe-se1 por exemplo por meio da balana1 a influncia das modificaes4 ,a balana guia a higiene1 e na higiene assenta a educao4 ,por isso1 com razo dizia eu no ,congresso da ,liga ,nacional contra a ,tuberculose1 em #aijg1 e o repetia no ,congresso ,pedaggico do ano passado3 ,o problema escolar essencialmente um problema mtrico4 ,mas mesmo que a medida do pso e sobretudo a da sua evoluo no servisse1 como serve1 para julgar da sade e do estado da nutrio da criana e por le aferir o valor do meio em que a criana vive e dos meios educativos de que se serve quem dela cuida1 mesmo que o estudo das variaes do pso no tivesse grande significao para os educadores1 ainda assim1 como muitas vezes vos tenho dito1 valeria a pena ensinar o professor a pesar a criana4 ,mais do que uma vez1 na realidade1 vos tenho afirmado que uma das vantagens do ensino da pedologia aos futuros professores est em ela servir excelentemente para fazer a sua educao scientfica1 para os ensinar a observar1 a descrever1 a medir1 a experimentar1 a analisar e a criticar1 para aperfeioar o bom senso1 que a mesma cousa que o esprito scientfico1 que permite sentir e descobrir a realidade e medir a possibilidade4 ,o bom senso a principal qualidade de carcter de qualquer e principalmente do professor4 ,aprender a pesar aprender a julgar1 e com razo1 por isso1 um mdico francs1 o ,dr4 ,baudrand1 numa tese extensa e notvel sbre o crescimento1 diz3 ,um mdico que regista o pso assemelha-se ao magistrado que aprecia o valor de um prejuzo e calcula o valor da indemnizao4 ,a pesagem tem ainda sbre outras muitas medidas pedomtricas a vantagem de ser a mais fcil de tdas2 nem exige instrumentos especiais1 nem tcnica muito diferente da das pesagens mais comuns e1 porque est sujeita a menos erros1 permite ao professor ou ao mdico no ser to fcilmente logrado1 como sucede com muitas outras medidas pedomtricas1 que praticadas mesmo s vezes por quem tenha cultura especial levam a concluses falsas1 a listas de nmeros que outra cousa no so mais do que nmeros1 vistosos na aparncia1 mas vazios na significao4 ,meam sim1 mas meam s aquilo que fr fcil de medir1 menos sujeito a erros e que sirva para julgar da sade do educando1 e das influncias que sbre le tem o regimen de vida e os mtodos de ensino4 ,mais uma vez insisto1 chamando-lhes a ateno para a obrigao que tm--quando medirem e quizerem apresentar os resultados de suas medies--de exporem minuciosamente o modus faciendi que adoptaram e se darem ao trabalho de1 pelo menos nas primeiras medidas1 repeti-las algumas vezes1 no mesmo sujeito e na mesma sesso1 para verificar a tcnica4 ,o observador no tem s que conquistar a confiana dos outros1 precisa tambm de conquistar a sua prpria4 ,o pso do corpo do escolar1 no obstante haver balanas especiais1 pode tomar-se com uma balana dcimal ordinria1 aferida1 e convm que quando1 por qualquer razo1 se no possa despir completamente a criana1 ela tenha sbre si o menor nmero possvel de peas de vesturio3 um leve calo nos rapazes1 uma simples saia ou uma saia e um corpete nas raparigas4 ,a pesagem deve fazer-se no mesmo indivduo1 sempre mesma hora1 de preferncia de manh1 e nas condies o mais idnticas que fr possvel4 ,convm tambm repetir a pesagem em cada ano1 com intervalo de semestre1 por exemplo4 ,podem parecer exageradas as precaues que acabo de aconselhar1 mas no o so por que bom saber-se que as variaes do pso no so sempre sinal de crescimento1 e porque tambm est provado que o pso da criana como o do adulto oscila durante o dia1 e de poca para poca do ano4 ,h oscilaes regulares dirias do pso4 ,de manh1 ao levantar da cama1 todos pesam menos do que noite4 ,esta diferena de pso chega a ser1 numa criana de dez anos1 de setecentos gramas1 e num adulto pode chegar a um quilo 7,camerer71 quilo e meio 7,ammon74 ,parece resultar ste facto de que durante o dia1 as perdas que se sofrem por sada de substncias do organismo so compensadas pela entrada de substncias reparadoras1 enquanto que durante a noite as perdas no so compensadas4 ,nos adultos a diminuio do pso durante a noite em mdia igual elevao do pso durante o dia1 mas nas crianas a diminuio do pso durante a noite menor do que a elevao durante o dia1 o que corresponde ao crescimento4 ,pode algumas vezes observar-se uma diferena de gramas a mais1 simplesmente porque o intestino ainda no se esvaziou4 ,as estaes influem tambm e produzem oscilaes no pso4 ,est provado que ste aumenta mais de agosto a dezembro do que de abril a junho4 ,o aumento mximo verifica-se no primeiro perodo apresentado e o mnimo no segundo4 ,de dezembro a abril o valor do aumento intermdio4 ,estas oscilaes podem depender ou resultar de desarranjos que o organismo experimenta com as mudanas de estao e tambm com mudana de hbitos que podem levar a aumentar ou a diminuir as perdas4 ,a sudao e os jogos1 por exemplo1 tudo que modifica a funo dos emuntrios ou a desassimilao1 tudo pode influir4 ,aos factores metereolgicos devem juntar-se os da metereologia do ensino1 os exames por exemplo1 que desarranjam e consomem4 ,o conhecimento dstes factos levou-me a determinar1 de acordo com o distinto mdico-inspector da ,casa ,pia e seu professor1 ,dr4 ,jorge ,cid1 que a medida e observao peridica de todos os alunos fsse feita duas vezes ao ano1 nos primeiros meses do ano lectivo1 a comear em outubro1 e naqueles que imediatamente precedem as frias grandes1 nos trs ltimos4 s vezes1 com a melhoria da alimentao1 com a mudana de ares1 com a liberdade1 a criana aumenta extraordinriamente de pso1 como por ex4 observei na colnia de frias1 instalada na ,figueira da ,foz1 por iniciativa e sob a proteco do meu mestre ,dr4 ,bernardino ,machado1--colnia em que vi crianas aumentarem cinco vezes mais do que em igual perodo aumentaram alunos da mesma idade1 dum colgio excelente1 como o ,colgio ,militar 7vid medidas do ,dr4 ,mascarenhas de ,melo1 apresentadas no ,congresso ,internacional de ,medicina de #aijf1 e o meu artigo1 ,uma colnia de frias1 publicado no ,boletim da ,assistncia ,nacional aos ,tuberculosos1 em #aijh74 ste facto1 que tem sido observado por vrios1 dos grandes aumentos de pso que1 s vezes mesmo ao fim de quinze dias1 se notam nas colnias de frias das crianas pobres das cidades1 dessas que eu chamei em tempos pobres exilados da ,natureza1 mostra bem a importncia destas instituies peri-escolares3 as colnias1 para que me no canso de vos chamar a ateno1 instigando-vos a promover sempre que vos fr possvel a sua organizao1 mas sempre com o auxlio do mdico1 a quem cabe a seleco dos casos e a indicao daqueles a quem convm a praia e daqueloutros a quem o campo mais convm4 ,na apreciao do pso do aluno deve ter-se em vista mais a frma porque le cresce do que a diferena do seu pso para a mdia dos da sua idade4 ,muito seria para desejar que semelhana do que se faz1 por ex4 em ,bruxelas1 o professor dispuzesse de uns cartes quadriculados onde apontasse o pso do corpo de seu aluno em cada ano e fsse traando a curva da sua variao ao lado da curva mdia normal1 que convinha se tratasse de obter com dados colhidos entre ns4 ,muito convinha1 direi de passagem1 que se generalizasse o uso da ,caderneta da mocidade1 da ,instruo militar preparatria1 tal como est1 ou melhor1 simplificada4 ,nem a todos destinado o mesmo tamanho3 h crianas leves e crianas pesadas1 como h indivduos altos e indivduos baixos1 indivduos loiros e indivduos morenos4 ,a inferioridade do pso1 por isso1 nem sempre significa que a criana sofre4 ,mas acresce a isto o no termos ainda1 ns portugueses1 mdias nossas1 pelas quais nos possmos seguramente guiar4 ,a raa influi no pso1 e a composio tnica de cada povo deve influir na mdia do pso absoluto da sua populao1 em cada idade4 ,para as raparigas portuguesas no conheo tabela alguma2 para os rapazes costumo guiar-me1 enquanto no organizo uma tabela com os psos observados nos rapazes da ,casa ,pia1 costumo guiar-me1 dizia1 pelas observaes do ,dr4 ,mascarenhas de ,melo1 publicadas nos ,anurios do ,colgio ,militar e de que aquele meu distinto colega fez um apanhado na sua comunicao ao ,congresso ,internacional de ,medicina1 realizado em ,lisboa em #aijf1 comunicao intitulada3 ,sur l',antropomtrie mdicale4 ,as tabelas do ,dr4 ,mascarenhas de ,melo servem1 porm1 apenas para o estudo do pso dos dez aos dezanove anos4 ,sbre estas observaes e sbre pedometria escolar podem vr um pequeno relatrio que com o ttulo--,antropometria escolar--escrevi para o ,congresso da ,liga contra a ,tuberculose de #aijg e que com poucas modificaes foi reimpresso o ano passado1 por ocasio do ,congresso ,pedaggico de ,lisboa#d4 ,a ttulo de curiosidade porei em face umas das outras algumas mdias das tabelas do ,dr4 ,mascarenhas de ,melo 7observaes portuguesas7 e algumas extradas dum trabalho de ,camerer1 de ,stuttgart3 ---------------------------------------- -------- ,rapazes ,idades 7,masc4as ,rapazes ,raparigas de ,melo7 7,camerer7 7,camerer7 ---------------------------------------- -------- #aj anos #bi kg4 #cj kg4 #bg kg4 #aa #cj1e #cb1e #bi #ab #cc #ce #cb #ac #cf1e #cg1e #cg #ad #db #da #dc #ae #dg #de #dh ---------------------------------------- -------- ,uma alem parece pesar1 a partir dos catorze anos1 mais do que uma portuguesa da mesma idade4 ,estas mdias so s vezes assombrosamente excedidas1 nos casos de obesidade4 ,neste momento estou tratando na minha clnica particular de um rapaz de quinze anos1 um obeso com gigantismo1 obeso hipfiso-genital1 que pesa bastante mais de cem quilos6 ,o primeiro ano da vida aquele em que o pso aumenta mais4 ,em mdia1 segundo ,camerer1 por ex4 ao nascer1 um rapaz pesa trs quilos e quatrocentos gramas e uma rapariga trs quilos e duzentos gramas4 ,na ,maternidade de ,lisboa1 no tempo do ,prof4 ,alfredo da ,costa 7#ahii-aijd71 a mdia do pso dos rapazes foi de #ckg1#bcf e a do das raparigas #ckg1#ajc4 ,nos dois primeiros dias a criana perde uns duzentos gramas1 mas ao oitavo ou ao nono recupera o pso da nascena4 ,o aumento dirio das crianas criadas ao peito1 ainda por ex4 segundo ,camerer1 anda por uns #cj gr4 at quarta semana1 de #bf-bh da quinta dcima segunda1 de #bj-bd da dcima terceira vigsima1 de #af-ah da vigsima primeira trigsima sexta1 e de #aj-ae da trigsima stima quinquagsima segunda4 ,no quinto ms da vida1 em regra1 a criana dobra de pso1 e ao fim do primeiro ano costuma t-lo triplicado4 ,pode dizer-se que nos cinco primeiros meses o aumento de crca de setecentos gramas por ms2 nos cinco meses seguintes metade menor4 ,daqui a regra indicada por ,terrien para calcular o pso de uma criana de peito durante o primeiro ano3 para os cinco primeiros meses1 multiplicar #gjj pelo nmero de meses que a criana tem e juntar ao produto o pso que ela tinha nascena2 para os cinco meses seguintes1 multiplicar #cej pelo nmero de meses que ela tem alm do #e4o1 e juntar-lhe o pso do quinto ms1 isto 1 o dbro do pso nascena4 ,no segundo ano de vida o aumento de pso notavelmente menor que no primeiro e chega tam s1 tanto nos rapazes como nas raparigas1 a crca de dois quilos e meio2 dos trs aos cinco anos o crescimento diminui um pouco mais1 no passando de um a dois quilos por ano4 ,finalmente1 ao fim do quinto ano os rapazes vem a ter #ah quilos e as raparigas #ag4 ,a partir desta idade1 at aos catorze anos1 os rapazes aumentam de #b a #c quilos2 segue-se depois dos quinze aos dezito um perodo de maior crescimento1 com aumento anual que pode chegar a oito quilos4 ,nas raparigas o acrscimo anual pode manter-se at aos doze anos volta de dois quilos1 e dos #ac aos #af o aumento anda por uns #d a #e quilos4 ,a partir dos #af nas raparigas e dos #ai nos rapazes1 o acrscimo pode cessar4 ,em regra1 porm1 poucos so os indivduos nos quais permanece estacionrio o pso adquirido aos #af ou aos #ai4 7,camerer74 ,duma longa srie de observaes feitas em crianas portuguesas de escolas primrias oficiais do ,alentejo e de escolas primrias no oficiais de ,lisboa1 srie infelizmente pouco homognea e insuficiente para algumas idades1 dessa longa srie de observaes feitas pelo ,dr4 ,moraes ,manchego e pelo ,sr4 ,major ,desidrio ,bea1 tirou o ,dr4 ,manchego os elementos com que construiu uma curva de crescimento do pso em portugueses de #f a #ai anos de idade1 curva que conjuntamente com algumas tabelas interessantes1 foi apresentada num trabalho daquele distinto mdico3--,contribuio ao estudo do crescimento da criana portuguesa 7,trabalhos do #c4o ,congresso ,pedaggico1 realizado em abril de #aiab1 por iniciativa da ,liga ,nacional de ,instruo#e4 ,por ser interessante e dizer respeito a observaes portuguesas1 transcrevo dsse trabalho1 digno de apreo1 as seguintes linhas3--,na curva portuguesa h primeiramente um pequeno acrscimo com o mximo nos #h anos1 que joga perfeitamente com o acidente similar j apontado no mesmo tro da curva homloga da estatura1 depois vem um crescimento qusi insensvel at aos #ab anos2 a seguir apresenta-se uma depresso1 e aos #ac anos comea o crescimento muito intensivo com o mximo absoluto aos #af 7ste acrscimo de #fk1#h72 depois desta idade a curva desce muito de ano para ano1 sendo o acrscimo para os #ai anos apenas de #ak1#e4 ,o aumento de pso dos #f aos #ai anos de #cfk1#h1 isto 1 o pso que aos #ad anos j duplicou aos #ai superior ao triplo do que corresponde aos #f anos4 ,o que convm1 porm1 principalmente fixar que durante o crescimento se observam dois perodos de crescimento mximo3 o primeiro perodo corresponde ao primeiro ano da vida1 e o segundo nas raparigas ao que vai dos doze aos dezasseis anos e nos rapazes dos quinze aos dezito4 ,o primeiro dstes perodos 1 como diz ,camerer1 uma continuao da excessiva energia fetal do crescimento 7lembremo-nos1 como faz notar ,variot1 que em nove meses se passa de um vulo de duas dcimas de milmetro a um fto que mede meio metro e pesa crca de trs quilos67 ,o segundo perodo de crescimento mximo corresponde1 tanto nos rapazes como nas raparigas1 puberdade4 ,as condies de vida das mes influem no pso dos filhos4 ,sem ir buscar exemplos l de fra1 basta dizer-lhes1 para documentar a afirmao1 que o falecido e ilustre professor da ,escola ,mdica de ,lisboa1 ,alfredo da ,costa1 encontrou notveis diferenas entre os pesos nascena dos filhos de mulheres que passaram os ltimos tempos da gravidez em repouso e tranquilidade moral e os daquelas que pelo contrrio at ao ltimo momento trabalharam e viveram na misria4 ,as crianas destas ltimas pesavam sempre menos4 ,niceforo1 no seu afamado volume--,les ,classes ,pauvres1--publica um quadro comparativo do pso mdio de umas sries de rapazes e raparigas1 por onde se v que o pso mdio mais baixo nas crianas pobres do que nas ricas1 da mesma idade4 ,ley e outros verificaram que em regra as crianas atardadas so inferiores em pso aos normais que em idade lhes correspondem4 ,e ,sluys1 o antigo e illustre director da ,escola ,normal de ,bruxelas1 num interessante opsculo que muito vos recomendo--,loi de ,croissance1--chama a ateno para o emmagrecimento dos sobreexcitados e sobrecarregados pelos trabalhos de preparao dos exames#f4 ,e j que acidentalmente vos recomendei a leitura dste livro sbre as variaes do pso do corpo da criana1 no quero deixar de vos aconselhar tambm a leitura do que escreveu e das tabelas que sbre o pso publicou nas suas ,lies de ,pedologia o nosso distinto conterrneo ,dr4 ,faria e ,vasconcelos1 professor em ,bruxelas1 de quem por vrias vezes tenho tido o prazer de vos falar4 ,afinal a balana1 como fiz vr1 pesa1 mede a marcha da nutrio e permite apreciar as condies de vida e os regimens de trabalho4 ,perturbar o crescimento perturbar a vida1 afrouxar os meios de defesa1 predispor para a doena1 inferiorisar o indivduo4 ,foi minha teno ler-vos esta lio de encerramento do curso1 no ,lactrio de ,lisboa1 instituio que eu muito desejava que visitasseis em minha companhia4 ,de facto1 em nenhum stio melhor eu poderia mostrar o valor da medida do pso nas crianas4 ,nos lactrios1 nessas benemeritas instituies destinadas a distribuir leite para alimentao artificial das crianas1 cujas mes1 por doena1 e as mais das vezes apenas por imposio do trabalho1 no podem amamentar1 a balana no apenas um meio de estudar o crescimento1 um meio de salvar a vida4 ,a aleitao artificial desregrada uma espcie de infanticdio que vitma muitas crianas4 ,graas balana1 o mdico pode dirigir a alimentao por frma a evitar muitos e danosos males4 ,mas1 meus alunos1 os lactrios e as consultas para recemnascidos no so apenas laboratrios de pesagem e agncias de alimentao lctea4 ,so verdadeiras escolas que em muita parte com xito freqentam normalistas como vs1 que ali vo aprender a alimentar e a tratar de crianas4 ,para o ano1 se me fr permitido e se se me oferecer1 como espero1 ocasio e facilidade1 procurarei fazer com que o ,lactrio e o ,instituto de ,puericultura1 da rua ,alexandre ,herculano1 para que agora chamo a vossa ateno1 se relacionem com esta ,escola ,normal4 ,a preparao do professor deve ser uma espcie de preparao materna4 ,professoras ou professores s tm a ganhar com se habituarem a lidar desde muito cedo com crianas1 e a estud-las1 estim-las como pais4 ,e ste deve ser a meu vr o principal fim da co-educao na ,escola ,normal4 ,de resto1 eu quereria que desde o primeiro ano do curso1 alunos e alunas estudassem ,pedologia para se habituarem a viver com as crianas1 para se habituarem a v-las no s no mutismo e no rijo formalismo1 muitas vezes necessrio1 das aulas1 onde se lhes estanha a fisionomia1 se lhes paralisam os movimentos1 se lhes esconde a graa1 se lhes abafam os sorrisos1 se lhes sufocam os cantares1 mas tambm para se habituarem a v-las1 e lidar com elas1 quando em plena liberdade1 com a eloqncia da sua mmica1 com a alacridade dos seus gritos1 esfusiando alegria1 irradiando afectividade1 nos prendem1 nos alegram1 nos comovem1 nos enternecem1 nos interessam e nos fazem estim-las1 compreend-las1 protej-las1 e educ-las4 ,meditai as palavras de ,waynbaum1 com que terminarei a minha lio e que se referem fisionomia da criana3 ,a voz do sangue1 o amor da progenitura1 o instinto natural pouco entram na constituio dste sentimento slido e orgnico que frma o amor do pai pelo seu filho4 ,estes laos naturais1 hereditrios1 existem certamente1 mas no valem o lao que a prpria criana cria e faz aparecer no nosso corao1 sse lao que uma arma poderosa que a natureza lhe deu e de que ela largamente usa para se prender a ns1 para se tornar uma parte de ns mesmos4 ,meus alunos1 senhoras e senhores1 que em breve todos sejais professores4 ,futuros pais1 sde bons professores3 futuros professores1 sde como pais#g4 ,lisboa1 #ai-;,,iv-#iae4 ,a ,,agudeza ,,visual ,e ,a ,,auditiva ,,debaixo ,,do ,,ponto ,,de ,,vista ,,pedag,,gico#h ,minhas ,senhoras e ,meus ,senhores ,meus ,alunos ,sejam as minhas primeiras palavras1 no dia de hoje1 de sadao e agradecimento e principalmente de agradecimento para com ,s4 ,ex4a o actual ,ministro da ,instruo ,sr4 ,prof4 ,ferreira de ,simas1 e para com o ,conselho desta ,escola a quem sobretudo devo a honra de poder novamente retomar ste logar1 grato para mim como nenhum outro1 e onde poderei continuar a srie de lies que o ano passado iniciei1 desejando e esperando que elas1 pelo menos1 sejam tam atentamente ouvidas e tam proveitosas como o ano passado tenho a certeza que foram4 ,meus ,alunos ,posso dizer que a lio que vou fazer-vos1 embora seja a lio de abertura do meu curso dste ano1 no no entanto a primeira lio que ste ano vos dou4 ,a primeira foi aquela que cada um de vs recebeu1 quando eu1 acedendo ao criterioso convite do ,sr4 prof4 ,tiago da ,fonseca1 secretrio desta ,escola1 procedi medida da agudeza visual e da auditiva de cada um dos que pretendiam matricular-se1 a fim de que na sua distribuio pelas turmas e pelas salas se atendesse s indicaes tiradas daquele utilssimo exame4 ,procedi a sse exame no como mdico1 mas como professor1 e procedi por frma a dar-lhes uma norma de inspeco1 segundo a qual todos1 no exerccio das suas funes1 em qualquer escola que seja1 podero proceder a ela1 e por meio dela classificar1 segundo a viso e a audio1 os seus alunos em um dos trs grupos3--supra-normais1 normais1 infra-normais1 distribuindo-os nas salas das classes pela maneira que mais convm ao ensino3 adiante os que ouvem e vem pouco1 ao meio os que vem e ouvem regularmente e ao fundo os que ouvem e vem melhor4 ,tive sempre tambem o cuidado de1 quando verificava a existncia de anormalidade1 ou melhor1 quando encontrava candidato que via ou ouvia a uma distncia notvelmente inferior quela a que a maioria costuma vr e ouvir1 tive sempre o cuidado1 dizia1 de lhes aconselhar a que se dirigissem a mdico competente para que se julgasse da causa da inferioridade e se corrigisse esta1 se porventura isso fsse possvel2 enfim1 para que se tratassem4 ,quiz assim no s cuidar ou fazer com que cuidassem da sade de rgos importantssimos para todos e principalmente para quem aprende e para quem ensina1 mas tambm quiz assim indirectamente aconselhar-lhes ou apontar-lhes a maneira de proceder que convm que adoptem quando tiverem como eu1 na sua qualidade de professores1 de examinar e medir a agudeza visual e auditiva dos seus alunos4 ,a instruo1 como sabeis1 faz-se nas nossas escolas sobretudo custa de excitaes visuais e auditivas4 ,o professor dirige-se principalmente vista e ao ouvido do aluno4 ,se vista e ouvido no estiverem em condies de aprender ntidamente1 de serem clara1 forte1 profunda e agradvelmente impressionados1 a instruo no se far ou far-se h defeituosa e deficintemente2 a falta de aproveitamento com facilidade se far notar4 ,aquele que nem v nem ouve bem1 acaba por deixar de prestar ateno2 no se aplica1 no se instrui e no se educa tambm1 como deve ser1 porque a experincia pouca e m1 porque no excita convenientemente os sentidos1 porque no enriquece convenientemente o crebro em imagens1 precisas e ntidas4 ,no tem ou tem pouco sbre que trabalhar2 no desenvolve a inteligncia4 ,pelos olhos tomamos ns habitualmente conhecimento dum grande nmero de propriedades e tal o papel que as imagens visuais representam na cerebralidade1 na compreenso das cousas1 que ,gaston ,gaillard1 num artigo notvel sbre as condies pticas e frma visual da inteligncia1 disse3 a inteligncia parece ser uma espcie de faculdade ptica4 ,fisiologistas e histologistas tm demonstrado que a viso tem uma influncia importantssima no desenvolvimento dos centros cerebrais1 e vrios mdicos tm demonstrado tambm que muitas vezes o atraso intelectual nas crianas1 que os franceses chamam arrirs1 nos dbeis mentais ou atardados como se vai dizendo em portugus1 o atraso1 a inferioridade resulta muitas vezes dum defeito de viso4 ,vrios casos se apontam tambm de perfeita normalizao de crianas anormais-inferiores1 por simples tratamento ou correco conveniente do seu defeito visual4 stes anormais so verdadeiros anormais de ocasio ou anormais por deficit sensorial1 como os chama ,ley4 ,e j que vos estou falando das relaes da viso com o desenvolvimento intelectual1 com muito prazer e com muita utilidade para vs vos chamarei a ateno1 convidando a l-la1 para a conferncia realizada em #bj de ,maio de #aiad1 na ,sociedade ,portuguesa de ,estudos ,pedaggicos1 pelo nosso distinto ,inspector ,geral de ,sanidade ,escolar e meu muito presado amigo ,dr4 ,costa ,sacadura1 conferncia intitulada3 ,influncia do estado da viso sbre o desenvolvimento intelectual e fsico das crianas4 ,cousa semelhante ao que acabo de vos dizer a propsito da inferioridade da agudeza visual1 poderei dizer tambm a propsito da baixa ou reduo da agudeza auditiva4 ,a criana que ouve mal1 compreende mal1 acaba por desinteressar-se1 distrai-se1 deixando de escutar e aprender1 atrasando-se na instruo por falta de noes que lhe ministram oralmente e que ela no aprende1 atrasando-se na educao1 por deficit de excitaes sensoriais auditivas4 ,o professor ,bezold1 de ,munich1 notou que quanto maior fr a dureza do ouvido1 tanto menor o desenvolvimento intelectual4 ,e ,rouma no seu importante livro3 ,la parole et les troubles de la parole1 conta que numa classe de crianas semi-surdas1 em ,berlim1 classe composta por #ab alunos1 entre os quais havia #d que tinham sido apontados como intelectualmente inferiores1 stes se mostraram como perfeitamente aptos para o trabalho escolar e provaram ter uma inteligncia perfeitamente normal1 logo que foram colocados num meio em que se os educou tendo em vista a sua inferioridade fsica4 ,a dureza do ouvido deforma as imagens auditivas e a criana procurando reproduzir os sons1 as palavras que ouve emite sons1 pronuncia palavras deformadas1 adulteradas1 sofrendo assim dum defeito de pronncia por simples defeito da audio4 ,a reduo da agudeza visual e da auditiva veem a ter tambm uma influncia importante no feitio moral daqueles que delas sofrem4 ,a m compreenso dos factos que se passam em redor e de que tomam conhecimento por intermdio de rgos insuficientes e a dificuldade de comunicar com as outras pessoas1 acarretam muitas vezes conseqncias mais ou menos emocionantes que podem perturbar o carcter4 ,lembrem-se das diferenas psicolgicas1 de ordem moral1 que todos sabem que existem entre o surdo e o que ouve1 e entre o cego e o que v4 ,e neste momento1 ao tratar-se dste assunto1 eu relembro a transformao que se operou no meu esprito1 e a alegria que experimentei1 quando pela primeira vez eu1 que era um mope inconsciente1 olhei para o que me cercava1 atravs de umas lunetas de vidros divergentes4 ,corrigi a minha vista e ento comecei a aproveitar mais nas minhas aulas1 onde muitas vezes no seguia o que se expunha no quadro preto1 por supr que isso era s para os que junto dle estavam1 e comecei ento tambm a usufruir uma maior soma de prazer1 o prazer de vr e gosar o que se v4 ,a minha concepo do mundo modificou-se1 melhorou4 ,passei a ser mais optimista2 encontrei no mundo e na vida um fim esttico1 harmonioso1 espectacular1 se me permitem o termo4 ,e lembrar-me eu que entre vs1 segundo as minhas recentes observaes1 h1 de #dc de inferiores ou defeituosos da viso1 apenas uns #aj com a vista corrigida6 ,correi j1 por vosso intersse1 aos mdicos oculistas2 eis o meu conselho4 ,pelo que respeita ao ouvido1 os #i de infra-normais que a observao me levou a encontrar1 na populao desta ,escola1 que no se descuidem tambm1 porque possvel que nalguns se trate de defeito corrigvel1 talvez apenas de uma obstruo ocasional1 que simples lavagens ou duches auriculares faro desaparecer4 ,devo dizer-lhes que as percentagens que acabo de apontar dizem apenas respeito a alunos com inferioridade bilateral dos olhos ou dos ouvidos1 reconhecida pelos processos simples1 que todos viram praticar1 e dos quais lhes vou agora dar mais minuciosa conta4 ,numa sala desta ,escola que me pareceu ser daquelas onde menos se ouve o barulho da rua1 que neste stio infelizmente no pequeno1 coloquei em face de uma das janelas1 a seis metros aproximadamente dela1 e a uma altura que correspondesse aproximadamente dos olhos da maior parte dos alunos1 coloquei1 dizia1 um carto em que colocara o quadro optomtrico dos ,drs4 ,mario ,moutinho e ,costa ,sacadura1 quadro que suponho se encontra espalhado por tdas as escolas1 merc de uma larga e til distribuio4 ,marquei a giz sbre o cho um trao indicando a distncia de #e metros para quem da parede onde pendurava o quadro optomtrico4 ,numa outra parede1 no tpo da sala1 tracei a uma altura correspondente dos ouvidos na maioria dos alunos1 um trao horizontal1 a giz1 sbre o qual a partir aproximadamente de #a metro de uma das extremidades marquei um zero e1 a partir dste1 pequenos traos verticais indicando os decmetros e os metros 7#d metros aproximadamente74 ,quando ia proceder aos meus exames1 procurava obter o maior silncio possvel1 na proximidade da sala1 e fazia entrar os alunos um a um ou dois a dois1 e de maneira a evitar que se distrassem4 ,uma empregada tomava-lhes entrada o nome e eu logo comeava o meu exame1 em que fui vrias vezes auxiliado pelo meu venerando colega ,sr4 prof4 ,pedro ,ferreira4 ,para a medida da agudeza visual1 mandava colocar o aluno em frente do quadro optomtrico a uma distncia aproximadamente de #f metros4 ,as letras do quadro esto dispostas em #c linhas paralelas e tais que para uma viso normal devem respectivamente ser lidas a #bj1 #aj e #e metros de distncia4 ,mandava procurar ler a #f metros as letras da linha inferior1 aquelas que se devem lr1 quando a viso seja mediana1 distncia de #e metros4 ,se o aluno as lia tdas ou dois teros delas distncia de #f metros1 colocava-o no grupo dos supra-normais da viso1 se no1 mandava-o tentar ler as letras da mesma linha distncia de #e metros4 ,se as lia1 colocava-o no grupo dos normais3 finalmente se o aluno nem distncia de #e metros lia sequer dois teros das letras que a essa distncia devia ler se a viso fsse normal1 colocava-o no grupo dos infra-normais1 e procurava ento vr quais as letras que conseguia ler a essa distncia de #e metros4 ,se lia as da linha mdia1 que um normal devia ler a #aj metros1 dizia que tinha uma agudeza visual igual a #a_/b do normal1 se lia a #e metros s aquelas que um normal l distncia de #bj metros1 dizia que tinha uma agudeza visual igual a #a_/d do normal4 ,se nem estas lia1 dizia que tinha uma agudeza visual inferior a #a_/d do normal4 ,o exame era feito em separado1 para cada um dos olhos1 tendo o cuidado de evitar que com a mo carregassem sbre aquele cuja agudeza visual se no estava medindo4 ,em regra1 e esta parece ser a melhor frma1 mandava colocar um carto de visita diante do lho a encobrir1 mas um pouco afastado dele4 ,esta tcnica1 que uma tcnica de confiana para determinar com preciso a agudeza visual1 pode ser empregada por qualquer professor1 e praticada em todos os escolares1 mesmo naqueles que no sabem ler1 visto que junto s letras e com dimenses respectivamente iguais s delas se encontram no quadro optomtrico linhas com sinais 7optotipos se chamam7 que um analfabeto pode perfeitamente apontar 7zonas circulares incompletas1 com abertura voltada segundo quatro direces74 ,para o exame do ouvido1 mandava colocar o aluno em frente da linha que traara na parede1 voltado para ela1 junto dela e com o ouvido direito altura do zero4 ,o aluno1 com um dedo1 sem carregar1 tapava o ouvido esquerdo e olhando em frente1 prestava ateno a vr se ouvia o tic-tac de um relgio de algibeira1 que eu lhe aproximava do ouvido4 ,logo que o aluno dava sinais de o ouvir1 comeava eu a afastar o relgio1 fazendo deslocar ste sbre uma linha1 no perpendicular face1 mas sim dirigida para diante1 perpendicularmente ao pavilho da orelha4 ,e deslocando o relgio procurava determinar a maior distncia a que o aluno conseguia ouvir o bater dsse relgio4 ,fiz uma srie de observaes e verifiquei que com o meu relgio a maioria ouvia o tic-tac a uma distncia de #b a #c metros4 ,em vista disto considerei como infra-normais1 na audio1 francamente infra-normais1 os que ouviam o mximo a #a metro e supra-normais1 na audio1 francamente 9999supra-normais99991 os que ouviam a #c metros e mais4 ,para o exame do ouvido esquerdo1 mandava voltar o aluno1 colocava-o com o ouvido esquerdo altura do zero1 pedia-lhe para tapar o ouvido direito e olhar bem em frente1 ou fechar os olhos1 e procedia depois por uma frma semelhante que adoptei para o exame da agudeza auditiva do ouvido direito4 ,quando a reduo da agudeza auditiva era notvel 7menos de #a metro71 mandava sentar o aluno no fundo da sala1 voltado para a parede1 e colocando-me atrs dele1 no lado oposto1 falava-lhe em tom ordinrio por frma a ver se me ouvia e para isso o mandava repetir a frase que eu pronunciava ou executar movimentos que lhe ordenava4 ste processo1 da medida da agudeza auditiva1 ao contrrio do que adoptara para medida de agudeza visual1 no exacto1 no preciso1 no seguro1 mas serve1 e isso basta1 para comparar os alunos debaixo do ponto de vista da agudeza auditiva e distribu-los nas aulas1 de acrdo com ela4 ,nas crianas necessrio talvez tomar mais precaues do que aquelas que com os senhores tomei conveniente sent-las1 vendar-lhes3 os olhos e de vez em quando fingir que se aproxima ou afasta o relgio1 para assim julgar do valor das suas respostas4 ,devo dizer-lhes1 o que tambm importa1 que levava1 em regra1 dois a trs minutos com o exame da agudeza visual e da auditiva4 ,na ,casa ,pia1 onde eu e o ,dr4 ,jorge ,cid temos feito vrias observaes1 usando de processos semelhantes queles de que vos falei1 verifiquei h dias a existncia de alguns factos curiosos para que no quero deixar de chamar-vos a ateno4 ,considerando apenas os alunos que neste momento freqentam a #d4;a classe de instruo primria1 e com les os que em ,julho a freqentaram e distribuindo-os por ordem crescente das idades verifica-se3 que medida que se avana na escala das idades1 e aumenta o nmero de anos de internato1 diminui a percentagem de alunos que fizeram exame do #b4o grau1 e diminui a percentagem dos que tm audio normal4 ,quere isto dizer que provvel que o atraso de alguns alunos provenha de inferioridade auditiva4 ,por outro lado encontram-se dois mximos de freqncia da viso inferior normal um 7#cj7 coincidindo com o mximo de freqncia de exames do #b4o grau 7#fa7 e outro 7#dj7 coincidindo com o mximo da idade 7#af anos e mais7 e o mnimo da freqncia de exames 7#dj71 factos estes que interpreto por esta frma3 a anormalidade visual nos rapazes de #af anos e mais 7mximo de idade71 que ainda no fizeram exame do #b4o grau1 coincide e deve estar relacionada com inferioridade mental e a grande freqncia da viso inferior normal nos rapazes de #ad a #ae anos1 grupo a que na sua maior parte pertencem os que fizeram exame do #b4o grau1 naturalmente devida miopa que o trabalho das aulas agrava1 quando no determina4 ,quando um dia me ocupar particularmente dste importante defeito da viso1 a miopa1 procurarei obter alguns dados especiais recorrendo1 provvelmente1 para isso1 ao registo das observaes oftalmolgicas e s estatsticas do distinto mdico-oftalmologista da ,casa ,pia ,dr4 ,xavier da ,costa4 ,a miopa uma verdadeira doena profissional da escola2 em grande parte um produto do trabalho escolar4 ,a sua freqncia aumenta medida que se avana no grau do ensino4 ,e j que levantei ste incidente1 no deixarei de vos recomendar a leitura de uma interessante e utilssima conferncia feita na ,imprensa ,nacional1 em #ai de ,abril de #aiad1 pelo ,dr4 ,sebastio da ,costa ,santos1 tambm distinto mdico-oftalmologista1 e em que por frma muito clara e completa se trata da miopa e doutros assuntos de oculstica que se prendem com a higiene escolar4 ,o exame da agudeza visual e da auditiva presta-se tambm a permitir julgar at certo ponto de certas qualidades de ordem psquica que ao educador muito interessa conhecer4 ,a maneira por que o aluno se apresenta1 a rapidez ou a lentido dos seus movimentos1 a rapidez ou a lentido na leitura do quadro optomtrico1 a maneira agitada ou1 pelo contrrio1 lenta e dcil por que se comporta1 a preciso ou a indeciso na compreenso e execuo das nossas ordens1 tudo permite1 com grande probabilidade de acrto1 formar um juzo til e necessrio para o educador1 sbre o grau de emotividade1 ou sbre a potencialidade nervosa de cada aluno1 destrinando particularmente os dois tipos extremos1 o do hiperstnico1 agitado1 e o do hipostnico1 tardo nas suas reaces4 ,o educador encontrar nesse exame elementos importantes para calcular possibilidades na educao1 e tirar indicaes muito teis para a escolha dos meios educativos a empregar4 ,o exame da agudeza visual e da auditiva feito luz dos conhecimentos que vos procurei transmitir permitir-vos h convencer-vos1 desta verdade fundamental3 de que os escolares so diferentes uns dos outros4 ,e convencidos disso1 o vosso esprito estar preparado para a adquisio desta outra verdade3 de que o ensino se deve individualizar o mais possvel4 ,a pedologia1 estudo da criana1 vos ensinar a conhecer os vossos alunos1 e a encontrar o caminho educativo que mais convm seguir4 ,pudesse eu deixar-vos convencidos disso1 e conseguisse que em tdas as escolas o professor determinasse a agudeza visual e a auditiva e eu1 e todos os que tivessem contribudo para isso1 teramos alcanado a no pequena glria de ter promovido na escola o que o grande professor ,biervliet1 a propsito do mesmo assunto1 no duvidou chamar um progresso imenso4 ,disse4 ,a ,,vis,o ,,das ,,cores#i ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,foi objecto da minha lio de abertura1 no ano findo3 ,a agudeza visual e a auditiva1 debaixo do ponto de vista pedaggico1 tendo-me servido de pretexto para a lio o exame da agudeza visual e da auditiva por mim praticado1 nos alunos desta ,escola1 com o fim de se regular a sua distribuo nas aulas4 ,ser ste ano objecto da minha primeira lio um assunto que se prende tambm com a fisiologia dos sentidos1 servindo-me de pretexto para ela o exame que ste ano tambm fiz a alunos desta ,escola1 mas no s com o fim de julgar da sua agudeza visual e da sua agudeza auditiva1 mas tambm para julgar at certo ponto do seu sentido cromtico1 do grau da sua viso1 na viso das cres4 ,deu origem a esta ampliao do exame fisio-pedaggico que se comeou a praticar o ano passado por iniciativa do ,sr4 ,secretrio desta ,escola1 e seu distinto professor sr4 ,tiago da ,fonseca1 deu origem a essa ampliao1 um simples acaso4 ,um dos jornais da cidade1 ao noticiar que eu ia proceder ao exame dos alunos1 falou em daltonismo1 e isso fazendo-me suspeitar uma confuso entre o exame da agudeza visual e o do sentido cromtico e recordando-me da importncia que ste pode ter na escolha dos candidatos a professores1 resolveu-me a fazer a minha primeira lio dste ano sbre o sentido cromtico e os seus defeitos1 e proceder1 como procedi1 a um exame elementar dsse sentido4 ,m4elle ,yoteyko1 a ilustre professora belga1 considera como indispensvel na escola normal a prtica de um exame do sentido cromtico1 por causa da importncia que a diferenciao das cres tem no ensino4 sua opinio tambm que a sse exame devem ser obrigatriamente sujeitas tdas as professoras dos jardins de infncia e1 mais ainda1 atribi-lhe1 e com razo1 grande valor no exame pedaggico dos alunos da escola primria4 ,e isto lembra-me as palavras do professor americano ,rowe1 quando num dos seus livros1 diz3 na cegueira das cres est muitas vezes a explicao da aparente estupidez que revelam certas crianas das nossas escolas1 diante dos mapas4 ,o exame fisio-pedaggico que o ano passado se comeou a praticar nesta ,escola1 deve ser ainda mais ampliado do que foi ste ano1 e quando ste assunto1 a viso das cres1 no fsse julgado como de maior importncia1 para servir de mais a mais de tema a uma lio de abertura de curso1 bastaria para justificar-me e dar-lhe o valor que lhe contestassem1 o tom-lo como pretexto para chamar a ateno para ste captulo importante e qusi virgem entre ns1 do exame das aptides4 ,hoje1 minhas senhoras e meus senhores1 a fisiologia e a psicologia1 no so apenas scincias de gabinete1 simples curiosidades1 domnios de investigao scientfica desinteressada1 ramos de conhecimentos sem maior aplicao e utilidade4 ,no4 ,o fisiologista e o psiclogo tm hoje o seu lugar at na oficina1 at na fbrica4 ,a les se recorre no s para julgar das aptides do operrio1 mas at para regular a prpria tcnica4 ,opera-se neste momento uma profunda reforma nas indstrias1 visando a levar ao mximo o rendimento de cada operrio1 recorrendo-se para isso fisiologia e psicologia4 o tailorismo que avana1 a organisao scientfica do trabalho4 ,a fisiologia e a psicologia so tam teis1 mesmo fora dos domnios da ,medicina1 que neste momento1 at em plena guerra elas figuram1 sendo os seus processos de anlise regular e obrigatriamente praticados no exame dos candidatos a aviadores1 sses hericos soldados1 que nesta guerra1 formidvel pela scincia e pela barbara1 tanto influem na estratgia4 ,na nossa legislao militar1 a propsito da inspeco mdica dos candidatos a aviadores1 j se fala do exame das reaces psico-motrizes4 ,mas mais ainda4 ,a psico-fisiologia1 de que em suas proveitosas lies muitas vezes vos fala o ,sr4 professor ,dr4 ,alberto ,pimentel1 logrou at encontrar aplicao em pleno campo da refrega1 onde por exemplo1 ,m4 ,lahy1 chefe dos trabalhos prticos de psicologia experimental na ,escola de ,altos ,estudos de ,paris1 e actualmente mobilizado como oficial1 teve ocasio de com notvel utilidade aplicar os seus mtodos de estudo a gloriosos soldados da ,argonne1 durante a tremenda campanha de ,verdun4 ,e1 minhas senhoras e meus senhores1 se a psico-fisiologia presta j tantos servios na escolha dos candidatos a operrios e em soldados1 porque no h-de ela ter tambm o seu lugar no exame dos candidatos profisso de professor86 ,pensai nisto1 que nesta arte que andais a aprender3 a arte de educar1 que mais necessrio rigorosamente escolher os mesteirais1 porque so les que lidam com a mais preciosa e delicada das nossas matrias primas3 a criana1 e se ocupam da mais importante de tdas as indstrias3 a indstria da formao de cidados teis1 prestimosos na sua profisso1 excelentes nas suas virtudes fsicas e morais1 e no seu amor ,ptria6 ,meus ,alunos3 ,a viso das cres e a aptido a discrimin-las no se revela logo aps a nascena1 nos primeiros dias4 ,factos que a scincia regista levam a supor que essa faculdade visual se manifesta claramente e indiscutvelmente s ao fim de alguns meses4 ,ao poder de discriminao das cres1 segue-se o de nome-las4 interessante fazer notar o facto de que a criana aprende mais fcilmente os nomes das cousas do que os das cres4 ,citam-se casos em que crianas de dois anos e mais1 conhecendo perfeitamente os nomes de certos frutos bem caractersticos1 pela sua frma e pela sua cr1 uvas1 morangos e laranjas1 no sabem no entanto apropriadamente aplicar-lhes os nomes das cres que ostentam4 ,trace1 professor da ,universidade de ,toronto1 que examinou vrios vocabulrios infantis1 da lngua inglesa1 chama a ateno para o facto de ter encontrado apenas perto de trinta nomes de cres num vocabulrio de mil e cem palavras4 ,e vrias vezes1 diz le1 no encontrou1 em vocabulrios de crianas de dois anos1 um s nome de cr1 no obstante essas crianas possuirem j de trezentos a quinhentos vocbulos4 ,um outro facto a pr em destaque o de que a criana pode discriminar as cres1 possuir vocbulos para as nomear1 mas no associar correctamente a cr ao seu nome4 ,parece que esta a principal dificuldade que a criana tem no reconhecimento das cres4 ,creio que foi o professor ,monroe1 professor de ,psicologia em ,westfield1 quem realizou o maior nmero de experincias sbre o sentido cromtico de crianas1 de trs a sete anos de idade4 ,so curiosas as concluses a que chegou4 ,as meninas distinguem1 em geral1 mais fcilmente1 as cres1 e reteem mais fcilmente tambm os nomes destas4 ,esta superioridade no sentido cromtico mais acentuada dos cinco aos sete anos do que antes1 e est de acrdo com a superioridade do sentido cromtico que as estatsticas dos defeitos de viso das cres levam a atribuir mulher1 onde les so menos freqentes4 ,e como essa superioridade se revela mesmo nas idades em que as crianas dos diversos sexos tm as mesmas ocupaes1 pode-se atribui-la a uma diferena sexual inata1 em que talvez se possa tambm1 como alguns fazem1 encontrar a causa do coquetismo1 da garridice das cres dos trajos da mulher4 ,as experincias sbre a viso das cores nas crianas1 so muito delicadas1 por serem difceis e muito sujeitas a erros4 ,para se fazerem1 ou se lhes mostram cres e se lhes perguntam os nomes1 determinando a percentagem dos erros cometidos1 ou se nomeiam cres e se pede criana que as v indicando ou escolhendo numa coleco de objectos1 iguais ou diferentes1 diversamente coloridos1 ou se lhes mostra uma cr e se pede para dentre muitas diferentes escolher uma igual1 ou1 e ste o processo de escolha na criancinha de tenra idade1 se observa a sua expresso fisionmica e a sua mmica1 vendo se ella sorri ou chora1 ou se assusta1 ou se aproxima1 ou se afasta ou1 mais precisamente1 medindo1 contando como faz ,baldwin1 que considera como a melhor maneira de julgar do valor dos estmulos sensoriais na criana1 o estudo das reaces motrizes que les provocam1 e principalmente os movimentos da mo1 contando1 como eu dizia1 o nmero de movimentos de aproximao ou atraco1 e o dos de reco ou repulsa1 que as diferentes cres provocam1 quando mostradas a distncias diferentes4 ,para terminar esta parte da minha lio1 dar-lhes hei conta ainda de dois factos mais1 que interessam muito ao estudo da viso das cres na criana4 ,lehman notou que as cres que a criana reconhece mais fcilmente so aquelas cujos nomes melhor sabe1 e notou mais ainda que os tons que no tm nomes especiais no so por elas reconhecidos4 ,outro facto tambm de que vale a pena tomar conhecimento e fixar de que experincias de diversos levam a considerar como cres de maior predileco na criana1 o vermelho e o azul4 ,assim como h diferenas individuais na sensibilidade luz1 que permitem discriminar diferentes graus de intensidade luminosa1 assim como h diferenas individuais na sensibilidade visual que permitem discriminar1 pela frma1 os objectos a distncia1 assim h diferenas individuais na sensibilidade visual que permitem discriminar as cres e perceber as variaes de tonalidade de cada uma delas4 ,e do mesmo modo que h cgos que sentem a luz mas no vem os objectos1 h cgos que vem os objectos mas no lhes vem as cres4 ,h de facto indivduos1 raros verdade1 que vem os quadros mesmo os mais ricos em colorido1 os mais variegados1 como se fssem pintados em cinzento1 de vrios tons4 ,h tambm indivduos1 e estes na percentagem aproximada de #c a #d no homem e #a a #b na mulher1 que discriminando algumas cres como o azul e o amarelo1 no distinguem o verde do vermelho e vice-versa4 ,para alguns dstes indivduos1 como dizia ,arago1 as cerejas nunca esto maduras4 ,e neles compreende-se que possa suceder1 como diz ,m4elle ,yoteyko1 que no vejam os morangos1 num morangueiro carregado dles1 ou no descubram um lpis de lacre1 em cima de um relvado4 a ste grupo de cegos cromticos ou indivduos daltnicos1 que pertencia aquele de que ,fuchs por exemplo fala no seu ,manual de ,oftalmologia1 que queria remendar um fato preto com um pedao de pano encarnado1 julgando que ste era preto6 ,a cegueira total para as cres ou acromatopsia total1 a cegueira parcial para as cres ou acromatopsia parcial1 a cegueira especial para o vermelho1 ou aneritropsia1 e outros defeitos cromticos de menor vulto ou discromatopsias1 denominam-se muitas vezes1 em globo1 daltonismo1 termo que mais prpriamente se deve empregar nos casos de aneritropsia1 ou cegueira para o vermelho4 ,a palavra daltonismo deriva de ,dalton1 nome do clebre fsico ingls1 que vendo que confundia as cres das flres1 examinou o espectro solar e constatou que a parte do espectro que se chama vermelha1 lhe parecia apenas qusi uma sombra1 qusi um feixe sem luz 7vid4 sbre ste assunto da viso das cres um livrinho excelente que muito vos recomendo3 o livrinho de ,m4elle ,dr4a ,yoteyko1 ,aide-mmoire de psychologie exprimentale et de pdologie1 vol4 #a1 ,les sensations1 pg4 #cji74 ,h indivduos que confundem os nomes das cres e que no entanto no sofrem de discromatopsia1 pois discriminam bem as cres e os seus tons2 so apenas ignorantes4 ,assim1 por exemplo1 sucedia a um doente do ,hospital de ,s4 ,jos1 examinado pelo meu prezado amigo e distinto oftalmologista ,dr4 ,costa ,santos1 hoje director daquele ,hospital1 que lhe falava de um azulinho cr de alface1 no obstante distinguir bem os tons azuis e verdes4 ,em contraposio h daltnicos que com tda a propriedade chamam vermelhas as cerejas e verdes as flhas1 mas que no distinguem o vermelho do verde2 empregam os qualificativos verde e vermelho1 por os ouvirem empregar aos outros4 ,h mesmo mais3 h daltnicos1 que distinguem um objecto verde de outro igual1 mas em vermelho1 no prpriamente porque a qualidade da cr os impressione1 mas sim pela quantidade da cr1 pelo seu pso1 pela quantidade de pigmento que contem4 ,se sses objectos fssem um vermelho e outro verde1 mas de tons da mesma quantidade1 igualmente leves ou igualmente carregados1 ento no os distinguiriam1 confundi-los-iam1 ach-los-iam perfeitamente iguais4 ,est-me lembrando neste momento um dos nossos mais notveis oftalmologistas e at por sinal grande apreciador de quadros1 que me confessou e por frma bem sincera e brilhante1 que sentia mais ou menos o vermelho1 mas qusi no via o verde2 para le o verde e o vermelho so to distintos como o azul e o amarelo4 ,e na mesma ocasio em que isto ouvia1 um colega que assistia conversa1 informou-me de que um dos nossos melhores paisagistas no distingue fcilmente os tons de certos objectos que v e est pintando4 ,sofre da dvida das cres4 ,as discromatopsias ou defeitos da viso cromtica1 passam por vezes desapercebidas aos indivduos que deles sofrem4 ,assim como h mopes inconscientes1 de que o ano passado por exemplo falei na minha lio de abertura sbre a agudeza visual e auditiva1 sob o ponto de vista pedaggico1 h daltnicos inconscientes4 ,e um dos mais notveis exemplos que dles se pode apresentar o que ,fuchs menciona no seu ,manual3 um mdico de uma companhia de caminhos de ferro1 mdico encarregado de examinar o sentido cromtico dos candidatos a empregados da companhia1 que o procurou para lhe pedir algumas instrues sbre os mtodos dsse exame1 e que ,fuchs no decurso da conversa e em vista dos erros que notou que le cometia no exame das provas1 verificou ser um daltnico1 e nem mais nem menos do que cego para o vermelho6 ,a cegueira ou a simples diminuo da agudeza cromtica pode ser congnita ou adquirida4 ,h leses oculares que a determinam e discromatopsias h que so atribuveis a intoxicaes1 pelo lcool ou pelo tabaco4 ,van ,biervliet atribui certas discromatopsias congnitas a uma aco resultante de hereditariedade por falta de treino do sentido cromtico nos ascendentes4 ,interpretando1 como em regra se interpreta1 a diferena sxual notvel que existe entre a percentagem das discromatopsias no homem e na mulher1 com vantagem para esta1 ao maior uso que esta faz do seu sentido cromtico1 notvelmente aplicado em certos trabalhos como os trabalhos de bordadora e de modista1 profisses muito espalhadas entre os indivduos do sexo feminino1 generaliza e diz que os visuais1 cujos pais eram pintores1 iluminadores1 mosastas1 etc41 nascem1 graas ao treino realizado pelos seus ascendentes1 com uma retina e centros visuais mais sensveis s cres4 uma opinio1 de resto discutvel4 ,tendo examinado todos os candidatos matrcula no #a4o ano desta ,escola ,normal1 pela frma que adiante descreverei1 parte uma ou outra hesitao1 discromatopsias prpriamente ditas s em dois candidatos1 senhoras1 encontrei1 verificando uma confuso notvel de tons do amarelo1 com que experimentmos1 amarelo canrio claro1 e amarelo gema de vo4 ,a viso das cres tem sido particularmente estudada nos escolares anormais4 ,zihen cita casos de atardados de doze a quinze anos1 com suficientes conhecimentos escolares1 podendo sustentar uma conversa sbre assunto simples1 mas incapazes de reconhecer as cres4 ,ley1 cujo trabalho sbre o atraso mental1 em escolares o mais bem documentado que conheo1 e que observou #aaj crianas da escola especial para atardados1 de ,anturpia1 que tive o prazer de com o maior proveito e na companhia do seu director o ,sr4 professor ,yack1 tive o prazer1 dizia1 de visitar1 por sinal um ms antes de rebentar a guerra1 ,ley encontrou #bc crianas com graves defeitos da viso das cres1 e #de reagindo normalmente1 correctamente1 seriando de cinco a seis tons de oito cres diferentes4 ,pode haver1 portanto1 em face de tudo o que dissemos1 crianas inteligentes com fraca viso das cres ou mesmo cegueira1 e inferiores mentais com boa viso cromtica4 ,vale a pena citar tambm1 nesta altura1 o facto mencionado por vrios e verificado por ,m4lle ,descoeudres1 de ,genebra1 de que as cres mais vulgarmente confundidas pelos anormais so o azul e o violeta4 ,m4lle ,descoeudres cita tambm no seu ,manual para a educao de anormais1 como notvel1 o caso de um rapaz epilptico1 que desde os oito aos treze anos1 apesar de tempos a tempos se lhe mostrar uma srie de fichas ou tentos1 de cr azul ferrete com uma ficha de cr violeta1 de permeio1 pedindo-se-lhe que indicasse aquela ficha que no era como as outras1 le no a encontrava1 no obstante compreender bem a pergunta4 ste rapaz confundia tambm o verde-malva com o azul claro4 ,h na viso das cres um elemento que importa muito considerar3 a ateno4 ,a falta de ateno explica muitas vezes erros da viso das cres1 que primeira vista se poderiam ter como sinais de daltonismo4 ,ao lado do daltonismo verdadeiro1 h um falso daltonismo1 uma cegueira de distraco1 que no prpriamente cegueira ou incapacidade de viso das cres4 ,numa srie de rapazes da ,casa ,pia1 principalmente entre aqueles atardados1 que com onze1 doze e treze anos de idade1 ainda freqentam a primeira classe de instruo primria1 tendo dois a trs anos de casa1 observei eu que alguns1 qusi todos1 cometiam erros graves na viso das cres1 mas erros que variavam com a natureza do test e com a hora do exame4 ,o aluno #d4ccg que de manh1 antes de comear as aulas1 apenas confundia o verde claro com o azul claro1 e alguns tons de verde1 entre si1 tarde1 logo em seguida quarta hora da aula1 confundia alguns tons verdes com tons vermelhos1 como se se tivesse tornado daltnico de manh para a tarde4 ,era a fadiga que lhe diminuia a ateno1 e o levava a cometer erros dstes4 ,o aluno #cje1 sse ainda mais claramente mostrava que os erros que cometia na viso das cres resultavam de falta de ateno1 pois que qusi no cometendo erros no exame discriminativo de vrios tons do vermelho1 verde1 azul e amarelo1 na mesma sesso cometeu erros tais que confundia roxo com vermelho1 alaranjado com amarelo claro e azul com verde1 simplesmente porque tinha de atender de cada vez a duas cres1 que se mostravam ao mesmo tempo4 ,olhava s para uma1 a que cobria uma maior extenso1 e que le distinguia perfeitamente1 no se importando no entanto com a outra1 para que alis se lhe chamava tambm a ateno4 ,bem diz ,m4lle ,descoeudres a propsito da viso das cres nos anormais3 preciso sempre entrar em linha de conta com o factor ateno1 por causa da qual se torna difcil o pronunciarmo-nos sbre as noes de cr nos anormais4 ,no basta para explicar as anomalias da viso das cres invocar por exemplo uma das duas teorias clssicas da viso cromtica3 a de ,yung-helmholtz ou a de ,hering4 ,no basta explicar1 como se faz na primeira destas teorias1 explicar1 por exemplo1 a cegueira para o vermelho1 pela ausncia1 na estrutura da retina1 de uns elementos que so mais particularmente sensveis ao vermelho e nos do esta sensao1 e dizer que1 faltando les1 a luz vermelha impressiona os elementos principalmente sensveis luz verde1 e que nos do a sensao do verde1 fazendo assim com que o vermelho nos impressione como se fsse apenas um tom daquela cr4 ,no basta explicar1 como se faz na teoria de ,hering1 a cegueira para o vermelho e para o verde1 pela falta de uma substncia foto-qumica1 altervel pela aco da luz vermelha e da luz verde1 e que conforme o sentido da alterao origina a sensao do verde ou do vermelho4 ,no4 necessrio lembrarmo-nos que a ateno elemento muito importante1 a considerar tambm na viso das cres1 podendo s por si dar origem confuso delas1 sem que haja prpriamente incapacidade orgnica para a viso4 ,h uma concepo filosfica da viso1 devida a ,tscherning 7vid4 ,anne psichologique1 #aiad1 pg4 #dc71 que permite compreender bem a influncia que a ateno pode ter na viso4 ,tscherning compra a sensibilidade visual sensibilidade tctil e diz que se pode considerar os raios luminosos1 que dimanam do exterior para a retina1 como uma espcie de antenas invisveis1 presas ao fundo dos olhos e que com les se movem1 antenas com que ns examinamos os objectos4 ,so o que le chama os fotforos4 ,se tivessemos um s fotforo estariamos nas condies de um cego1 que se guia com a ponteira da bengala2 como1 porm1 temos vrios fotforos1 quando olhamos para os objectos1 como que passeamos sbre les esta espcie de retina aparente1 como que os apalpamos1 examinando-os atentamente1 tal como sucede quando julgamos do paladar de uma substncia1 saboreando-a com ateno4 uma concepo interessante1 que me parece permitir muito bem fazer uma idea da influncia que a ateno pode e deve ter na apreciao das qualidades dos corpos pela vista1 e entre elas a cr4 ,o exame da viso das cres na escola pode permitir explicar insucessos que se do no ensino por meio dos mapas e das estampas nas lies de cousas1 e nos lavores1 mas1 parte ste prstimo1 tem tambm o de por vezes servir para orientar o aluno na escolha da profisso4 ,o professor deve sempre preocupar-se com o futuro do aluno4 ,ao daltnico so vedadas certas profisses1 principalmente nas carreiras martima e militar e na de maquinista1 onde se obrigado a guiar-se1 como sucede nos caminhos de ferro e nas embarcaes1 interpretando sinais de cres diferentes4 ,esta questo tem tanta importncia que num excelente manual ingls de higiene escolar se consagram1 no captulo que trata dos olhos e da vista1 bastantes linhas questo do exame da viso das cres nos que deixam a escola1 por terem terminado o seu ensino 7the leavers74 ,so muitos os processos adoptados no exame da viso das cres1 e pode-se dizer que no so de mais1 visto que muitas vezes necessrio sujeitar o indivduo a vrios exames1 para descobrir-lhes os defeitos ou melhor para verificar o defeito4 ,aquele que pretende ingressar em carreira em que se liga grande importncia viso das cres1 serve-se de vrios meios ardilosos1 tendentes a vencer a barreira que se lhe pe do exame rigoroso a que so sujeitos2 chegam a estudar os tests1 a habilitarem-se para o exame mdico4 ,aprendem a ser observados1 e a enganar4 ,e compreende-se que possam chegar a faz-lo1 visto que1 como j tive ocasio de dizer nesta lio1 o daltnico pode distinguir as cres1 sem as vr1 atendendo nicamente quantidade e no qualidade da cr1 e pode apropriadamente aplicar-lhes os nomes4 ,na criana preciso contar sobretudo com os erros que comete por ignorncia e falta de ateno4 ,uns e outros podem levar a considerar como daltnico1 quem o no seja4 ,no bom o processo de perguntar os nomes das cres criana1 para julgar da sua viso4 ,o melhor mostrar1 sem nomear1 um tom de uma certa cr e mandar escolher entre muitas uma cr e tom igual4 ,os processos mais comummente empregados so os das ls de ,holmgren1 os dos quadros pseudo-isocromticos1 como os de ,stilling1 e os das luzes de lanterna1 como o de ,edridge ,green1 por exemplo4 ,com as ls1 escolhe-se no meio de muitas meadas1 de vrias cres e tons1 uma de certa cr e tom1 e manda-se procurar uma meada que lhe seja perfeitamente igual4 ,pode-se tambm escolher1 por exemplo1 meadas de trs cres diferentes1 mostr-las1 mistur-las depois com as outras1 e mand-las procurar1 ou ainda mandar separar as meadas por cres1 e seri-las para cada cr1 segundo os tons4 ,nos quadros pseudo-isocromticos h letras ou outros sinais de cres diferentes sbre fundos coloridos por tal frma que um daltnico no os possa distinguir4 ,com a lanterna mostra-se1 a distncias diferentes1 luzes cuja cr e tom se faz variar por meio de vidros apropriados4 ,etc4 ,a agudeza da sensibilidade cromtica mede-se por frma semelhante quela por que se mede a agudeza visual prpriamente dita4 ,empregam-se1 para isso1 quadros especiais1 com sinais de diferentes cres1 e de determinado tamanho1 e escolhidos por maneira a que se saiba de antemo as distncias a que so ordinriamente vistos por normais4 ,no exame da agudeza cromtica v-se a que distncia so vistos pelo examinando e compra-se esta com aquela a que normalmente elas se vem4 ,no exame dos escolares da classe especial de ,anturpia1 a que no decurso desta lio j tive ocasio de me referir1 ,ley empregou uma coleco de meadas de l1 de oito cres diferentes e cinco a seis tons por cada cr4 ,examinou isoladamente cada um dos escolares 7e esta precauo importante porque evita os erros por imitao71 e para examin-los apresentava-lhes uma meada de l verde-plido1 e sem lhes nomear a cr1 mandava-lhes escolher1 entre as meadas1 todas as que fossem da mesma cr1 tanto as de tom mais leve1 como as de tom mais carregado4 ,esta prova era seguida de uma outra semelhante em que em vez de uma meada verde-plido1 se lhe dava uma cr de rosa1 muito clara4 ,no exame sumrio que pratiquei em alunos desta ,escola1 empreguei1 em vez de meadas1 carrinhos de retrs1 de quatro cres3 vermelho1 verde1 azul e amarelo1 e para cada uma destas cres escolhi dois tons1 um muito carregado e outro muito leve4 ,de cada tom havia dois carrinhos1 e os tons das diferentes cres foram escolhidos por frma que a quantidade da cr fsse a mesma para os tons correspondentes1 carregados ou leves1 de cada uma delas4 ,o test consistia em agrupar dois a dois os carrinhos do mesmo tom e cr4 ,no foi s a falta de material1 mas tambm o desejo de lhes indicar um processo muito simples e econmico1 que me levou a improvisar ste processo1 em que as cres se sujam menos e se pode fcilmente renovar4 ,fora de uso1 preciso conservar as cres ao abrigo da luz4 ,nas experincias que fiz na ,casa ,pia utilizei um dos jogos educativos do ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mochamp4 ste jgo formado por quatro cartes1 como os cartes do lto1 cada um dles tendo pintado sbre papel1 que lhe est colado1 uma srie de figuras todas do mesmo tamanho1 representando bandeiras de cres e tons diferentes1 cada uma delas de seu tom e cr4 ,as bandeiras so quatro por carto1 tdas da mesma cr1 no mesmo carto1 e em cada um dstes dispostas pela ordem de quantidade de cr1 sendo a primeira a mais carregada e a ltima a mais leve4 ,num dos cartes as bandeiras so de cr azul1 noutro de cr verde1 noutro de cr vermelha e noutro de cr amarela4 ,alm dstes cartes h uma srie de cartes pequenos1 cada um com sua bandeira1 de sua cr e tom1 a que corresponde uma igual nos cartes grandes4 ,utilizei ste jgo1 dando a cada aluno1 e de cada vez1 um carto grande1 sbre o qual deviam colocar os cartes pequenos correspondentes4 ,aps o exame de cada carto grande1 misturavam-se os cartes pequenos1 os cartes j aplicados e os que restava aplicar4 um verdadeiro lto4 ,numerando nas costas os cartes pequenos1 pode exprimir-se o rro1 por confuso1 indicando-o por meio de uma expresso semelhante a um quebrado1 em cujo numerador se escreva abreviadamente a cr e indique o nmero do tom do carto grande1 e em cujo denominador se escreva abreviadamente tambm a cr e se indique o nmero do tom do carto pequeno1 que erradamente sbre o primeiro se colocou4 ,alm desta prova sujeitei tambm os alunos da ,casa ,pia1 que examinei1 a uma outra1 que consistia no aproveitamento de um outro lto de cres da coleco do ,dr4 ,decroly e ,m4lle ,mochamp4 ,nesse lto h quatro cartes1 em cada um dos quais figuram quatro homens jogando a bola4 ,cada um deles figura vestido de certa cr1 e cada uma das bolas com que est jogando tem a sua cr tambm1 mas diferente daquela4 ,alm dos quatro cartes grandes1 h uma srie de cartes pequenos com figuras correspondentes do primeiro4 ,a criana tem que colocar um pequeno carto no lugar do carto grande1 que lhe corresponder4 ,como se v1 tem de fazer simultneamente a identificao de duas cres4 um verdadeiro test de ateno4 ,estes ltos ou ltos semelhantes podem fabricar-se na prpria escola1 e constituem meios1 muito interessantes para a criana1 de lhe testificar a viso das cres e1 como se ver mais para diante1 de lhe educar a ateno e de a instruir4 ,ao mdico interessam principalmente as discromatopsias adquiridas1 no s porque algumas so curveis1 visto serem de natureza txica1 mas sobretudo porque so muitas vezes um sinal importante e precoce de graves leses pticas4 ,ao educador1 porm1 importam particularmente as discromatopsias resultantes da falta de ateno4 ,tive j ocasio de vos dizer que a instruo supre muitas vezes1 at certo ponto1 a cegueira das cres1 o que faz com que o daltnico no s ignore a sua cegueira1 mas at engane os outros1 por distinguir objectos de cres diferentes e apropriadamente denominar diferentes cres que alis no v4 ,mas principalmente nos falsos daltnicos1 naqueles que trocam os nomes s cres1 por ignorncia1 e nos que as no distinguem por falta de ateno e exerccio1 que o educador tem muito a lucrar1 ensinando a denominar apropriadamente as cres e sobretudo a discriminar-lhes as nuances4 ,os exerccios que se empregam na chamada educao dos sentidos e que mais prpriamente a meu vr se deve chamar a educao da ateno dos sentidos1 porque o que se educa e aperfeioa principalmente no o sentido em si1 mas a maneira de o aplicar1 sses exerccios tm tambm1 parte a sua aco sbre a ateno1 esta faculdade que a base do que vulgarmente se chama inteligncia escolar1 a faculdade de aprender1 sses exerccios1 repito1 tm tambm uma aco notvel na educao do poder discriminativo1 que o que regula1 e torna mais seguros e exactos1 os juzos4 ,mas mais ainda4 ,como as cres tm um poder emocional1 umas excitando e outras deprimindo1 o que at em teraputica se utiliza1 elas podem servir para a educao do sentimento esttico1 preparando a criana para a emoo pelas obras da ,arte e pelas da ,natureza1 o que tudo tem um grande valor moral4 ,a criana muito sensvel a ste poder emocionante das cres e nele afinal est a razo da aplicao dos velhos estimulantes escolares3 as condecoraes e os cromos1 e do til aproveitamento no ensino das estampas coloridas4 ,e a propsito vos chamarei a ateno para um livrinho muito interessante1 intitulado3 ,o nosso ,portugal1 trabalho do distinto professor da ,casa ,pia e meu dedicado amigo e colaborador1 o ,sr4 professor ,fernando ,palyart ,pinto ,ferreira1 de mais a mais discpulo desta ,escola1 livrinho que tive o prazer de prefaciar1 e que 1 entre ns1 assim o julgo1 a primeira aplicao consciente dos princpios fundamentais da psicologia visual infantil4 ,no ,mtodo ,montessri1 de que agora tanto se fala1 e que1 vai para um ano1 a ,cmara ,municipal de ,lisboa mandou dois dos seus mais distintos professores1 um discpulo desta ,escola1 o ,sr4 professor ,rosa y ,alberty1 da ,casa ,pia1 e sua esposa a ,ex4ma ,sr4a ,d4 ,pulcena ,estrela da ,costa1 antiga aluna da ,escola de ,ponta ,delgada1 mandou1 dizia1 estudar sse mtodo com a sua prpria autora1 que se encontrava em ,barcelona1 no ,mtodo ,montessri1 a educao da viso das cres tem um lugar importantssimo4 ,nle se faz uma inteligente aplicao pedaggica do processo de diagnstico de que vos falei1 o processo das ls de ,holmgren4 ,d-se uma amostra de l ou de retrs1 de uma certa cr e tom1 e manda-se a criana procurar uma igual1 entre muitas outras de diversas cres e tons2 mostra-se-lhe duas ou trs cres e manda-se depois a criana ir procur-las1 de cor1 de memria2 ensina-se a criana a nomear as cres e os tons2 a prpria professora mostra-lhas1 nomeando-as1 dizendo-lhes os nomes por frma a atrair a sua ateno1 usando de tom e maneiras que seduzam a criana1 e por vezes finalmente se organiza com as crianas da escola um jgo em que cada uma por sua vez encarregada de ir fornecendo s outras as cres e os tons que estas lhe vo pedindo1 e que depois cada uma tem de agrupar e seriar4 ste ,mtodo 9999,montessri99991 de que tanto agora se fala e que vai avassalando os jardins de infncia e as escolas primrias de todo o mundo1 no bem uma novidade pedaggica1 nem1 como alguns supem1 uma simples moda1 uma fantasia4 ,nem novidade porque nele se encontra a aplicao e por vezes a reproduo1 pura e simples1 de mtodos de outros1 nem simples e intil moda ou fantasia1 porque assenta nas mais slidas bases da psicologia da criana4 ,a ,sr4a ,montessri teve o condo de com estranha eloqncia fazer a propaganda do mtodo de educao dos sentidos de ,froebel e principalmente das variantes adoptadas pelos mdicos e professores dos asilos de crianas anormais4 ,fez e faz uma inteligente propaganda da aplicao dos mtodos adoptados na educao dos que sofrem de insuficincia mental de origem patolgica1 queles em que apenas existe a insuficincia fisio-psicolgica1 prpria da sua idade1 aqueles em que por assim dizer existe um atrazo normal4 ,e a ,sr4a ,montessri1 mdica e antropologista como 1 encontrou meios excelentes de fazer essa aplicao4 sobretudo o notvel aproveitamento que faz do instinto dramtico da criana1 procurando educ-la pela emoo e por isso1 ou deixando-a representar1 e guiando-a na representao1 ou tornando-a um espectador interessado1 atento e entusiasta1 que ouve bem o que propositadamente diante dle se faz1 e que depois reproduz por imitao4 ,h porm1 na escola ,montessri1 e principalmente na exposio dos mtodos da ,sr4a ,montessri1 misticismo a mais e froebelianismo a mais tambm4 ,e quando digo froebelianismo1 quero referir-me ao rro pedaggico do mtodo froebeliano3 confuso da simplicidade lgica com a simplicidade pedaggica4 ,aos olhos da criana as formas que ns chamamos simples1 as frmas abstractas1 no so as frmas mais simples2 no concreto e no complexo est muitas vezes o que parece mais simples criana1 porque a interessa mais4 ,em portugus tm as senhoras e os senhores um livrinho interessante e bom para fazer uma idea do mtodo ,montessri2 o livrinho da ,sr4a ,d4 ,luiza ,srgio1 intitulado ,mtodo ,montessri2 e se quizerem conhecer1 alm de uma apologia1 uma severa censura e crtica ,sr4a ,montessri e ao chamado seu mtodo1 leiam um artigo de ,guido della ,valle no n4o #f de ,janeiro de #aiaa1 da ,rivista pedagogica1 revista italiana4 ,nos jogos educativos do ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mochamp1 a educao do sentido cromtico tem tambm um lugar importante4 ,alm dos ltos de que falei a propsito do exame do sentido cromtico em rapazes da ,casa ,pia1 h outros ltos1 e um domin curioso1 que muito interessa os pequeninos 7j o tenho experimentado em meus filhos71 um jgo de domin constituido por uma srie de pequenos cartes1 aproximadamente do tamanho das pedras do domin vulgar1 cartes a cada um dos quais esto1 num dos lados1 colados1 lado a lado1 dois papis1 cada um de sua cr4 ,joga-se como se joga o domin4 ,o aspecto1 que a srie dos cartes toma no fim do jgo1 interessa muito as crianas4 ,e j que de novo falei nos jogos educativos do ,dr4 ,decroly e de ,m4lle ,mochamp1 dir-vos hei que cada um de vs ter muito que lucrar1 lendo o pequeno folheto que acompanha a coleco daqueles jogos que o ,instituto ,jean ,jacques ,rousseau1 de ,genebra1 costuma vender1 folheto intitulado ,jeux educatifs1 e onde todos encontraro compendiadas excelentes sugestes1 teis no s para improvisar processos de educao dos sentidos e de instruo tambm1 mas at material de ensino1 que1 pode-se dizer1 qualquer pode fabricar4 ,inspirados naqueles jogos se pode dizer que so os processos e o material que se empregam na classe de anormais que no ,instituto mdico-pedaggico da ,casa ,pia de ,lisboa1 ,travessa das ,terras de ,santa ,ana 7a ,santa ,isabel71 funciona sob a direco do professor ,fernando ,palyart ,pinto ,ferreira e de sua esposa a ,sr4a ,d4 ,lucila ,carmina ,lopes de ,santa ,clara1 distinta professora oficial1 antiga aluna tambm da ,escola ,normal de ,lisboa1 que com o ,sr4 professor ,cruz ,filipe1 da classe de ortofonia1 e o ,sr4 ,joaquim ,almada1 da classe de dizer1 comigo ali trabalham4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores ,meus ,alunos ,agora mais do que nunca preciso organizar os servios de instruo por frma que na educao se vise o aproveitamento de todos1 a valorizao de cada um1 ao mximo1 aumentando o mais possvel o rendimento de suas faculdades4 ,a guerra pede-nos os mais fortes e os melhores4 ,na paz s nos poderemos salvar1 compensando o sacrifcio que fizemos1 valorizando ao mximo os que restarem1 os que escaparem1 e os novos4 ,temos infelizmente no s que suprir as faltas de todos os dias1 as faltas triviais1 mas alm destas as formidveis perdas que por certo resultaro dste monstruoso acidente da vida do mundo3 a actual guerra4 ,por isso h que tratar cada um dstes homens embrionrios1 dstes cidados in herbis1 que nos confiam1 h que trat-los por frma a bem medirmos o valor das suas faculdades e prstimos incipientes1 e por meio da scincia1 e com tda a arte1 aproveitar-lhas e desenvolv-las e encaminh-las o melhor possvel4 ,no4 ,no podemos nem devemos como at aqui limitar-nos a aprender mtodos de ensino1 qusi na ignorncia e desprendimento do conhecimento da natureza e caractersticas da criana4 ,que se diria de um alfaiate que nos quizesse fazer um fato1 sem medida8 ,e sobretudo que se diria ao ver que o fato que nos destinava no nos servia1 no se ajustava ao nosso corpo e ou nos tolhia os movimentos ou nos cobria de ridculo8 ,e com mais razo1 que se diria do educador1 que no desconhecimento da natureza da criana1 a educasse1 deformando-lhe a mente1 prejudicando-lhe o carcter1 e obstinando-se em adoptar processos os menos conformes com o seu temperamento1 os menos convenientes para um inteligente aproveitamento da sua personalidade1 e os menos conducentes sua felicidade e afinal nossa prpria1 porque so as crianas de hoje quem amanh nos h-de governar e julgar8 ,vs respondereis4 ,para vos ensinar a conhecer a criana e para vos ensinar a pelo seu conhecimento melhor aplicar e escolher os mtodos que os vossos professores de pedagogia e de prtica vos ensinam1 para isso aqui estou4 ,ajudai-me com a vossa ateno e eu vos ajudarei com a minha experincia1 com o meu modesto saber e com a minha dedicao a mais sincera4 ,est aberto o nosso curso dste ano4 ,belm1 #c de ,dezembro de #aiaf4 ,s,,bre ,,umas ,,provas ,,de ,,exame ,,da ,,aten,o ,,volunt,,ria ,,visual#aj ,minhas ,senhoras e ,meus ,senhores3 ,havia eu prometido ocupar-me na srie de conferncias pedaggicas organizada na ltima gerncia ministerial do senhor professor ,ferreira de ,simas1 havia eu prometido1 ocupar-me1 dizia1 do ponto3 ,a pedologia prtica e a prtica do ensino na escola primria1 e prometera tambm que essa minha conferncia serviria ste ano de lio de encerramento do curso de ,pedologia que tenho tido a honra de reger na ,escola ,normal de ,lisboa4 ,sucede1 porm1 que o meu ltimo trabalho dste ano foi industriar os meus alunos na prtica da medida da ateno voluntria visual1 e sendo assim pareceu-me poder conciliar o compromisso tomado com a necessidade de comentar as observaes que1 sbre aquela frma de ateno perifrica1 fizemos na escola anexa ,normal ,primria de ,lisboa1 pareceu-me poder conciliar o compromisso com a necessidade do comentrio1 aproveitando as observaes feitas para1 por uma maneira mais concreta1 dizer o que tencionava dizer sbre o ponto que escolhera e a que a princpio pensra dar uma frma mais terica e geral4 ,o assunto3 a ateno e a sua medida um ponto capital de pedologia psquica aplicada educao4 ,a ateno a base do que ,binet chamou a faculdade escolar1 a faculdade de aprender na escola1 a faculdade de assimilar o ensino nela ministrado1 pelos mtodos mais usuais4 ,para ser bem sucedido nos estudos so precisas1 diz com razo ainda ,binet1 qualidades que dependem sobretudo da ateno1 da vontade e do carcter4 ,e saber manter a ateno dos escolares1 apropriar o grau de ateno dificuldade e importncia do trabalho a realizar qusi tda a arte do professor1 diz ,van ,biervliet4 ,portanto1 debaixo do ponto de vista da importncia1 creio ter escolhido um ponto excelente4 ,e quanto ao que queria principalmente demonstrar na minha conferncia3 a possibilidade de praticar estudos pedolgicos1 sem perturbao nem prejuzo das funes e obrigaes didcticas1 nenhum melhor assunto serviria para defender esta tese do que ste3 a ateno e a sua medida4 ,alunos meus tiveram ocasio de ver que1 em alguns minutos1 se poderia sem perturbar a classe1 nem alterar o ensino1 fazer importantes experincias que entre outras coisas podem ser aproveitadas para conhecer os alunos debaixo do ponto de vista da ateno1 descobrir anormais1 medir a fadiga1 julgar horrios1 programas1 mtodos de ensino1 e at ensinar a estar atento4 ,tem sido sempre minha principal preocupao o professar pedologia que possa directamente aproveitar ao ensino primrio1 no aconselhando seno processos de observao e experincia1 fceis1 compatveis com a preparao dos alunos da ,escola ,normal ,primria1 e que no distraam os mestres das obrigaes didcticas1 e antes pelo contrrio contribuam para que melhor as cumpram1 fazendo sempre lembrar-lhes que1 mais do que ministrar noes1 lhes compete preparar o esprito dos alunos para as receber1 e para isso indispensvel saber conhecer os alunos1 saber o que so1 conhecer a personalidade de cada um1 e saber-lhes aproveitar o feitio4 ,esta tem sido de facto a preocupao principal e a orientao com que tenho preparado as minhas lies e elas claramente se notam nas trs lies que j publiquei3--,o ensino da pedologia1 na ,escola ,normal ,primria1 ,o pso do corpo da criana1 e ,a agudeza visual e a auditiva1 debaixo do ponto de vista pedaggico4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,no ensino ordinrio da escola primria utiliza-se e treina-se muito a ateno voluntria visual verbal1 isto 1 utiliza-se e exige-se um estado de esprito em que o aluno voluntriamente toma a atitude que mais convm para receber as estimulaes visuais determinadas pelas palavras escritas4 ,no ser a frma de ateno mais til para a vida1 porque no mundo ambiente1 como diz ,van ,biervliet1 a ateno no tem que dirigir-se1 orientar-se1 concentrar-se sbre as frmas verbais das cousas1 sbre a descrio dos factos1 sbre os resumos dos acontecimentos1 mas sim sbre as prprias cousas1 sbre os prprios factos1 sbre os prprios acontecimentos2 no ser portanto a frma mais til para a vida1 mas uma das mais teis para o sucesso na escola4 ,alm disso1 por meio da sua medida1 se podem resolver vrios problemas escolares1 principalmente porque por meio dela se pode medir a fadiga escolar4 ,aqui tm1 pois1 ,v4 ,ex4as mais uma razo1 e afinal a principal1 da escolha que fiz do tema da minha lio de encerramento1 que vai versar3 sbre umas provas de exame da ateno voluntria visual1 colhidas em alunos da1 escola anexa1 ,normal ,primria de ,lisboa4 ,mediu-se a ateno pelo mtodo da correco de provas 7mtodo de ,bourdon71 utilizando umas vezes o test de ,toulouse e ,vaschide1 uma flha impressa com #a4fjj sinais1 figurando cada um deles um pequeno quadrado com um trao do mesmo tamanho1 dirigido para fora1 e orientado segundo #h direces1 o que d lugar a #h sinais diferentes1 flha que obtivemos mandando reproduzir a que acompanha o vol4 ,,ii da ,tcnica de psicologia experimental de ,toulouse e ,piron 7edio de #aiaa71 outras vezes utilizando trechos do livro de leitura habitual dos alunos da #d4;a classe da escola anexa1 mandando nele riscar determinadas letras1 uma ou duas1 num tempo determinado 7cinco minutos em regra7 ou risc-las1 cortando-as numa certa poro de trecho1 em que de antemo tinhamos verificado qual o nmero de letras escolhidas que nela havia1 nmero que a criana1 riscando as letras1 deveria verificar1 recomeando o trabalho tantas vezes quantas fssem precisas para alcanar o nmero de letras que no trecho existiam e que ns lhe haviamos prviamente indicado 7processo de ,van ,biervliet74 ,mediamos assim a ateno pela correco ou pela velocidade ou pela correco e velocidade com que as crianas suprimiam sinais do test de ,toulouse e ,vaschide ou letras dum trecho do seu livro de leitura4 ,o mtodo que empregmos aquele que permitiu a ,binet verificar1 numa escola primria de ,paris1 a coincidncia da classificao dos alunos1 debaixo do ponto de vista da ateno1 feita por meio dos tests colhidos em alguns minutos de experincia1 com a classificao dos mesmos alunos feita pelas notas do professor1 notas resultantes duma apreciao longa e demorada4 ,e a propsito vale a pena lembrar que1 citando estes factos1 ,binet acentuou que o xito escolar resulta mais da ateno do que da inteligncia1 que o aluno mais atento pode no ser o mais inteligente e que por isso no de estranhar que as crianas1 que os tests levam a considerar como inteligentes1 no sejam sempre as mais adiantadas1 as que mais aproveitam1 as que do melhores tests da ateno4 ,o mesmo mtodo de medida da ateno que pratiquei e fiz praticar aos meus alunos um dos que permitiu a ,ley demonstrar que os movimentos respiratrios lentos e amplos1 dilatando vagarosamente e largamente o torax1 com as espduas bem aproximadas1 sem elevao dos braos nem elevao do corpo sbre as pontas dos ps1 so um excitante da ateno voluntria1 e foi le que com o mtodo dos tempos de reaco tambm permitiu a ,ley verificar que um repouso de quatro minutos1 sem execuo dsses exerccios respiratrios1 actua muito menos benficamente sbre a ateno do que quando durante o mesmo tempo se executam movimentos respiratrios pela frma que acima precisei4 ,foi tambm empregando ste mtodo da correco de provas que eu obtive tests da ateno em alunos da escola primria oficial de ,belm1 sem classe de trabalhos manuais1 e em alunos do mesmo grau escolar1 da ,casa ,pia1 com bastante prtica de trabalhos manuais1 tests que me permitiram sustentar e demonstrar no meu discurso3 ,da influncia dos trabalhos manuais no desenvolvimento do esprito1 que os trabalhos manuais treinam a ateno1 melhoram a ateno4 ,as primeiras experincias que fizemos na escola anexa foram praticadas utilizando o test de ,toulouse e ,vaschide4 ,a medida da ateno por meio da supresso de letras ou sinais equivalentes funda-se no facto de numa srie de percepes anlogas1 montonas1 tenderem essas percepes a alterar-se1 a enfraquecer1 a apagar-se1 sendo necessrio para evitar essa alterao e fazer com que as percepes continuem a efectuar-se correctamente1 que a ateno voluntria intervenha1 procurando assim fazer manter a intensidade inicial dos fenmenos sensoriais4 ,se a ateno voluntria tende a enfraquecer1 a baixar1 as percepes deixam de se efectuar uma ou outra vez1 ou efectuam-se incorrectamente1 e ns podemos medir essa baixa1 o gru de ateno1 examinando os erros e a variao da velocidade do exame1 durante um certo lapso de tempo1 em que o examinando colhe uma srie de percepes da mesma espcie e gru 7percepes montonas74 ,mandando riscar as letras num trecho em lngua conhecida1 o exame pode ser perturbado pela influncia da leitura do texto1 pela compreenso do texto1 pelo sentido das palavras1 sendo muito difcil1 se no impossvel1 a quem no est habituado a abstrair1 fazer com que s se procurem letras e no se leiam as palavras4 ,tem-se procurado evitar ste inconveniente ou dando trechos em lngua estranha ou empregando tests como o de ,henrotin 7,contribution l'tude de l'atention visuelle chez les enfants1 in ,rv4 de ,pdotechnie1 n4os #b e #c1 #aiad71 em que a prova constitida por uma flha com #hcb letras1 repartidas em #bf linhas de #hb caracteres de imprensa bem separados e muito ntidos1 de maneira a evitar confuses1 letras que1 como por exemplo o a1 o e e o u1 se encontram repartidas duma maneira irregular e por frma tal que nada h que possa indicar ao examinando nem o lugar1 nem o nmero das letras cuja supresso ou indicao se pede4 ,sucede1 porm1 que nem tdas as letras do alfabeto so igualmente visveis1 nem tdas chamam igualmente a ateno1 como o faz notar ,van ,biervliet2 umas1 como le diz1 o x por exemplo1 atraem pela sua raridade1 outras como o f e o b1 letras ao alto1 extensas1 chamam mais a ateno do que as letras baixas e e r1 por exemplo4 ,entre estas1 umas h bastante largas como o m1 que nos impressionam mais1 outras mais altas do que largas1 outras to largas como altas1 etc4 ,para evitar estas diferenas que podem perturbar o exame1 a medida da ateno1 que ,toulouse e ,vaschide propuzeram a sua prova1 uma prova de sinais igualmente interessantes1 que podem servir mesmo para os que no sabem ler2 tem alm disso a vantagem de evitar a influncia do hbito da leitura e reviso de provas4 ,o emprgo da prova de ,toulouse e ,vaschide na escola anexa revelou-nos factos interessantes para que chamo a vossa ateno4 ,em primeiro lugar3--examinando a atitude dos alunos da #d4;a classe durante o tempo em que riscavam sinais1 alguns vimos que pelo cuidado com que examinavam pareciam prestar grande ateno1 mas cujas provas vinham cheias de erros4 ,sucede isso muitas vezes4 ,so criaturas apticas1 cuja lentido habitual os faz confundir com aqueles que1 no sendo apticos1 se imobilizam1 ou tornam lentos1 pelo esfro da ateno4 ,os primeiros no so atentos1 assemelham-se aos atentos4 ,pode suceder tambm que apaream alunos que no compreendam a prova1 que cortem a smo1 que cometam muitos erros1 riscando sinais e letras ao acaso4 ,sucede isso com atardados profundos1 e essa prova serve-me muitas vezes no ,instituto ,pedaggico da ,casa ,pia1 como meio de reconhecer o gru de anormalidade dos anormais que ali vo4 ,anormal que no compreende o test1 anormal mdico1 anormal profundo1 1 em regra1 o idiota4 ,para mim ste sinal vale como o de ,demoor4 ,outro facto curioso que observmos o de na primeira experincia termos chegado pelos tests a considerar como atentos alunos que a ,sr4a professora da escola anexa indicava como desatentos e grandes desatentos4 ,um facto semelhante sucedeu a ,binet1 que1 com grande surpresa1 verificou uma vez1 examinando alunos de uma classe de anormais pedaggicos1 que sses anormais afinal riscavam tantas letras como os normais4 ,o facto resultava das condies em que primeiro experimentra3 os alunos tinham sido observados isoladamente e na sua presena4 ,a aco da presena do observador foi uma verdadeira aco estimulante4 ,postos os alunos vontade1 trabalhando sem estar sujeitos a vigilncia1 diferenas1 e grandes1 logo se mostraram4 ,o resultado das discordncias que observmos no nosso primeiro exame deve provir1 em primeiro lugar1 da aco da curiosidade despertada por aquele exerccio completamente novo2 em segundo lugar da minha presena e do ar solene que a prova tomou2 em terceiro lugar talvez de nesta altura do ano se encontrarem mais fatigados os bons alunos1 os alunos aplicados1 que mais trabalharam1 do que os desatentos habituais1 preguiosos1 menos aplicados1 que menos se esforaram4 ,a lio a tirar de que no devemos procurar formar um juzo sbre a ateno por um s exame por meio de tests4 necessrio repetir e sempre ter o aluno vontade1 sem estar sujeito a uma vigilncia severa1 nem s nossas estimulaes por aco intimidante ou reconfortante1 como diz ,binet4 ,em regra1 fizemos cortar um s sinal4 ,h vantagem1 quando se quer acentuar as diferenas individuais1 em empregar dois4 ,toulouse e ,piron1 na sua ,tcnica1 dizem obter-se por esta frma1 em condies normais1 um ptimo de diferena individual4 ,outro facto importante e interessante que observmos1 no dia da primeira experincia1 foi o de1 ao contrrio do que era de esperar1 ver que as provas da tarde foram1 em geral1 superiores em velocidade e correco s provas da manh4 ,nos mesmos cinco minutos1 os alunos1 na sua maioria1 percorreram uma maior extenso de test1 e cometeram menos erros4 ,ora era de esperar que1 depois de quatro horas de trabalho1 a ateno tivesse baixado1 em virtude de fadiga1 que era natural que houvesse4 ste paradoxo resulta em primeiro lugar da surprsa1 da emoo que deve ter causado a experincia da manh4 ,os alunos nunca tinham sido sujeitos a ela2 nunca tinham visto o test4 ,deviam estar em estado emocional semelhante quele em que nos coloca um exame1 de que nos arreceamos4 tarde estavam mais calmos1 e de mais a mais vim a saber que se lhes tinha explicado o fim da experincia e se os tinha animado4 ,alm disso1 nestes exames1 o aluno treina-se1 aperfeioa-se1 aprende a fazer o test4 ,e esta influncia do treino deve entrar em linha de conta na interpretao dos resultados das experincias4 ,para anular a influncia do exerccio1 aconselha-se a prtica do mtodo das repeties1 que consiste em fazer um grande nmero de experincias preliminares at que o exerccio tenha produzido todo o seu efeito1 at que o examinando tenha adquirido todo o treino4 ,podem tomar um conhecimento suficiente dste mtodo lendo o que sbre le diz ,claparde no livro ,psychologie de l'enfant1 que conjuntamente com o livro de ,binet1 ,les ides modernes sur les enfants1 no me canso de aconselhar1 e a que por mais de uma vez tenho com razo chamado brevirios do educador4 ,para terminar o que desejava dizer sbre as nossas primeiras experincias1 apontarei o facto curioso de termos observado duas alunas da #d4;a classe da escola anexa1 que percorreram o test1 no deslocando o olhar horizontalmente1 seguindo as linhas1 mas sim verticalmente1 seguindo as colunas4 ,a propsito lembra-me dizer-lhes que h quem tenha recomendado1 como convindo mais leitura1 o dispor as palavras em linhas verticais e no em horizontais1 como fazem os japoneses1 por exemplo4 ,com o esfro e o movimento dos olhos que se executam percorrendo uma palavra horizontalmente1 pode-se1 com a disposio em linhas verticais1 atravessar umas poucas de palavras e abreviar a leitura4 ,o facto que se deu mostra que antes de iniciar a experincia com a prova de ,toulouse e ,vaschide se deve explicar a maneira de proceder4 ,habitualmente costumo destinar cinco minutos para a experincia e contar no fim o nmero total de sinais existentes no trecho do test que cada um observou1 contando depois o nmero de erros1 conjuntamente os erros de omisso ou falta de supresso1 e os de troca de sinal1 ou erros de reconhecimento4 ,o nmero total de sinais existentes no trecho visto em cinco minutos indica-nos1 para cada um1 a velocidade2 a percentagem dos erros indica-nos o grau de correco4 ,como os futuros professores1 na sua escola1 no vo ter naturalmente sua disposio flhas com os sinais de ,toulouse e ,vaschide1 fiz praticar alguns exames da ateno1 pelo mtodo de correco de provas1 utilizando trechos do prprio livro de leitura dos alunos1 fazendo-os cortar duas letras igualmente visveis1 e atraindo igualmente a ateno1 b e d1 b e t por exemplo1 mudando de letras de experincia para experincia1 para evitar a influncia do treino4 ,fazia tambm com que todos os alunos cortassem letras no mesmo tempo 7cinco minutos1 em regra1 como j disse7 e no fim recolhia os livros de leitura para tomar nota do nmero total de letras escolhidas existentes no trecho examinado em cinco minutos1 e estabelecia a proporo por cento das faltas que tivessem cometido4 ,dos processos que praticmos aquele que particularmente aconselharei o de ,van ,biervliet1 que j descrevi1 e em que se mede a ateno visual pela velocidade da correco de provas1 indicando para isso ao aluno um trecho com um determinado nmero de uma ou duas letras escolhidas 7todos os b e d por exemplo7 e fazendo-o verificar sse nmero1 devendo recomear tantas vezes o trabalho quantas as necessrias para encontrar o nmero indicado4 ,a velocidade expressa pelo tempo de durao da prova1 para cada um4 ste test obtm-se em regra em dois ou trs minutos1 e os meus alunos que assistiram s experincias viram como le com facilidade permite comparar a ateno visual dos alunos de uma classe1 e agrup-los debaixo do ponto de vista da ateno4 ,as experincias em que praticmos ste processo mostram-nos bem a influncia que a fadiga tem sbre a ateno4 ,comparando os resultados obtidos nas experincias da manh1 antes de comearem as aulas1 com os obtidos tarde1 ao fim delas1 verificou-se com facilidade que o nmero de alunos do primeiro grupo1 o dos que realizaram a prova com mais rapidez1 diminuiu3 e mais se viu que1 naqueles que na segunda vez ainda figuravam entre os primeiros1 a velocidade era menor tarde do que de manh2 a prova durava mais4 ,o processo que ,van ,biervliet recomenda1 e que aquele de que estou falando1 tem o inconveniente de exigir para uma fcil verificao da durao da prova1 e evitar que nos enganem1 exigir1 dizia1 o exame dos alunos por pequenos grupos1 de quatro a cinco4 ,para tirar concluses 1 como em todos os de que falei1 necessrio repetir as experincias4 ,como questo capital1 mais uma vez direi que estas experincias psicomtricas que se aconselham aos professores1 no tm em vista1 como muitos supem1 distraindo-os das suas funes de professores1 p-los na situao de investigadores ao servio da scincia1 a perscrutar leis1 ou descobrir novos factos1 ou verificar observaes daqueles que com uma preparao1 profunda e especial1 se consagram a estudos pedolgicos4 ,o professor deve fazer a pedologia necessria para praticar o ensino que lhe pertence e pratic-lo nas melhores condies1 e no maior acrdo possvel com o feitio do seu educando1 e com as regras pedaggicas induzidas pelos pedologistas de profisso1 por aqueles que especialmente se preparam para investigaes scientficas na criana1 tendo em vista as suas aplicaes pedaggicas4 ,os processos de medida da ateno visual de que falei podem ser praticados pelo professor1 sem que lhe tomem muito tempo1 e podem servir-lhe1 desde que se no esquea de certas precaues1 tendo em vista evitar a influncia de factores que perturbam os resultados ou a interpretao dos resultados destas experincias fceis1 mas no simples1 podem servir-lhe1 dizia1 para orientar convenientemente o seu ensino1 e verificar1 como por exemplo ,van ,biervliet diz a propsito da medida da fadiga escolar1 verificar o valor1 o intersse da sua prpria maneira de ensinar4 99 99 99 99 99 ,os tests no servem s para julgar1 por exemplo no nosso caso1 do valor da ateno e do gru da fadiga2 servem tambm como meios excelentes para educar1 para treinar a prpria ateno do aluno4 ,demais les tm para o aluno o caracter1 que mais lhes prende e chama a ateno1 de verdadeiros jogos1 e como tal podem ser aproveitados4 ,com o fim de treinar a ateno podereis1 sem inconveniente nem perturbao do ensino1 mandar de vez em quando1 durante alguns minutos1 mesmo no decurso da prpria lio1 mandar cortar certas letras1 uma1 duas1 trs1 etc1 e estimular os alunos para ver quem mais correctamente e rpidamente as corta4 ,ensinareis assim os vossos alunos a orientar a sua ateno1 e a fix-la4 uma verdadeira lio de vontade4 ,e o exame dos tests e a sua apreciao contribuem tambm muito para a educao do professor2 experimenta-lhe e disciplina-lhe a sua prpria ateno e pacincia e d-lhe1 pelas concluses a que leva1 ensinamentos muito teis pratica do ensino4 ,cria-lhes1 alm disso1 um utilssimo hbito scientfico3 o hbito de experimentar4 99 99 99 99 99 das ,universidades e dos seus cursos de psicologia e de pedologia1 dos seus laboratrios especiais1 e da scincia livre e desinteressada e pura que muitas vezes nelas exclusivamente se professa1 que tm sado os ensinamentos que transformam dia a dia a arte de ensinar e revolucionam a scincia pedaggica4 ,se no se quere ir at fazer com que a preparao do professor primrio se faa na prpria ,universidade1 como nalgumas partes sucede1 indispensvel aproximar o mais possvel a escola dos mestres da ,universidade1 para que ela sofra a benfica influncia desta alma mater1 onde se deve professar com todo o desenvolvimento a scincia da criana1 a antropologia da criana1 a pedologia1 a base da pedagogia nova1 da pedagogia scientfica1 da pedagogia natural1 da pedagogia moderna1 da verdadeira pedagogia4 ,que ao menos1 como ,credaro fez em ,itlia1 se crie junto s ,universidades escolas pedaggicas1 cursos de aperfeioamento para os futuros professores1 e mesmo para os actuais4 ,senhores3 ,na ,universidade que se deve apurar no maior gru possvel o esprito scientfico1 o esprito de investigao e de crtica tolerante1 o bom senso1 aquele que permite descobrir a realidade e as possibilidades4 ,e em nenhuma arte1 mais do que na do mestre-escola1 necessrio sse bom-senso1 o excelente hbito de observar e experimentar1 que leva ao tacto e pacincia1 indispensveis para proveitosamente se lidar com crianas e saber conhec-las para saber ensin-las4 ,a aproximao do mestre primrio da ,universidade tem ainda outras vantagens4 ,o esprito da ,universidade deve ser o verdadeiro esprito democrtico2 difundir a cultura por todos1 criar uma atmosfera em que se encontrem misturadas tdas as ideas1 todos os sentimentos que irradiam de todos os ramos da cultura e que contribuem1 como diz ,lanson1 para abrir no esprito dos novos1 antes da hora da especializao inevitvel1 o espectculo total da scincia1 a fim de fazer com que cada um seja mais do que um simples artfice intelectual1 para que todos compreendam a dignidade da tarefa que a cada um pertence1 sabendo que laos a prendem ao todo4 ,universidade compete 7e nela que mais fcil isso fazer-se71 compete formar a prpria nacionalidade e a prpria democracia4 ,juntando-se todos dentro dela e sofrendo-lhe a influncia1 poder mais fcilmente fazer-se1 do que nas escolas especiais se faz1 fazer-se1 dizia1 com que desapaream os preconceitos de origem1 de classe e de profisso4 ,de certo1 como diz o ,dr4 ,bernardino ,machado1 na sua clebre orao de sapincia1 ,a ,universidade e a nao1 de certo que entre os diversos ramos da actividade humana h classificao1 mas reversvel1 semelhana do que acontece com a prpria rvore natural1 onde at os ramos se podem transmudar em razes e as razes em ramos4 ,o que no h subordinao deprimente1 do maior para o menor2 como a no h1 de um para outro ramo1 entre os profissionais que os cultivam4 ,so todos homlogos1 todos irmos4 ste esprito de fraternidade ninguem melhor o pode incutir do que o ensino universitrio4 ,meus senhores e particularmente meus alunos3 no sofram da iluso do diploma1 a mais perigosa de tdas as iluses das escolas da nossa terra4 ,no imaginem que o nmero de valores com que no fim do seu curso a ,escola ,normal os brinda1 e lhes premeia o seu esfro1 significa que so professores1 aptos e prontos1 cujo valor profissional1 profissional repito1 se pode medir exclusivamente1 ou principalmente1 olhando para um papel e para uma cifra4 ,um diploma distinto de uma das nossas escolas normais significa apenas que o aluno estudou e se apresentou distintamente na freqncia das disciplinas dessas escolas4 ,as nossas escolas normais so1 como me parece que disse ,guex1 o autorizado professor suio1 simples escolas primrias superiores com a cadeira de pedagogia4 ,nos valores da carta do normalista no influi ainda o curso de pedologia1 nem a pedagogia tem um maior coeficiente do que o das disciplinas de cultura geral4 ,est-me a lembrar o que h dois anos me sucedeu com um candidato a professor da ,casa ,pia1 que calorosamente defendia a sua pretenso1 insistindo em que devia ser preferido s porque tinha #bj valores2 muito simplesmente lhe retorqui3--,imagine o senhor que no tem pacincia1 nem calma4 ,dizem os seus valores alguma cousa sbre isso8 ,quem o querer para professor de seus filhos1 se no tiver aquelas qualidades8 ,professe1 ensine primeiro2 depois se ver se professor4 ,e1 a propsito ainda1 me lembro de uma outra anedota que uma vez ouvi contar1 na aula de obstetrcia da ,universidade de ,coimbra1 ao querido e sbio professor ,dr4 ,daniel de ,matos4 ,contava le que um parteiro notvel com quem uma vez conversra1 falando-lhe dum grande rro profissional cometido por um mdico1 comeou assim a sua narrativa3--,un jour1 un collgue1 pardon1 un mdecin444 ,h na realidade muitas vezes uma grande distncia entre um diplomado distinto e um distinto profissional4 ,o professor primrio precisa de ter uma slida cultura geral1 e conhecer bem os mtodos de ensinar1 e o ser que tem a ensinar1 mas no menos do que da erudio1 deve tratar da sua educao scientfica1 do hbito de investigao1 adestrar a pacincia1 apurar o bom senso1 e criar e fortalecer e desenvolver a f e o entusismo pela sua profisso4 ,aproxim-lo da ,universidade e nela p-lo em contacto com aqueles que mais provvelmente subiro e alcanaro os mais elevados lugares1 os de dirigentes da sociedade1 contribuir no s para lhe ampliar a cultura e para lhe desenvolver o esprito scientfico1 mas tambm para o dignificar1 e fazer estimar mais a sua profisso1 a sua nobilssima e importantssima misso de educador primrio1 primrio em todos os sentidos da palavra4 ,bem haja quem organizou esta srie de conferncias1 de que a minha ste ano a ltima em nmero e em mrito e bem haja a nobre ,universidade de ,lisboa por no ter duvidado abrir as suas salas aos professores primrios e permitir-lhes at que das suas ctedras falassem4 ,escolas1 escolas1 constru escolas1 se grita maneira de ,sarmiento1 na crena de que elas por si transformaro e melhoraro a sociedade4 ,professores1 professores1 bons professores1 exclamarei eu1 porque les so indispensveis para fazer as boas escolas4 ,e antes talvez de melhorar os processos da sua formao1 talvez que antes disso seja prefervel fazer o que estamos aqui a fazer3 dignificar a profisso1 fomentar a considerao por ela1 atrair os mais aptos e criar o entusismo e a f1 que nesta modesta mas fundamental profisso ou1 melhor1 sacerdcio do professor primrio1 mais do que em nenhuma so precisos4 ,proteger o professor1 honrar o professor1 e fazer com que le seja o que deve ser e saiba honrar a sua profisso contribuir para a valorizao da nossa terra4 les tudo tm em suas mos1 porque1 como j uma vez eu mesmo disse1 nelas tm a ,patria e os seus soldados4 ,a vitalidade de uma nao pode julgar-se pela maneira por que ela prepara e considera e paga os seus professores4 ,senhoras e senhores6 ,honrai o professor6 ,disse4 ,,da ,,intelig,,ncia ,,do ,,escolar ,e ,,da ,,sua ,,avalia,o#aa _/ ,vuota di sentimento e di azione l'intelligenza una forma inconcepibile4 ,prof4 ,saffiotti4 _/ semelhana do que tm feito outros paises em que a politica da ,educao politica dominante e onde1 portanto1 a arte de governar os homens se prende ntimamente e depende intencionalmente da de governar as crianas1 semelhana de algum dstes pases onde a felicidade da ,nao se trabalha e frma principalmente na escola1 abriu-se ste ano entre ns um curso de aperfeioamento para professores primrios1 em que eu tenho a honra de inaugurar o curso de ,psicologia experimental4 ,em ba hora o seja4 ,longe de me poder considerar altura dos ,mestres1 a quem l fra se tem confiado sse ensino de aperfeioamento1 extensivo at aos professores de escolas normais e aos inspectores primrios1 esforar-me hei no entanto por me pr ao par deles no desejo de1 segundo os seus ensinamentos1 fazer com que as senhoras e os senhores adquiram o mais rpidamente possvel noes e hbitos que se possam traduzir num imediato melhoramento do ensino pelo melhoramento dos mestres4 ,no pretendo tanto aumentar-lhes a cultura1 como sobretudo aperfeioar a arte de aproveitar a cultura e as aptides que j tm1 em grande parte at1 graas sua experincia profissional4 ,no farei o que costumo fazer no meu curso regular1 agora de dois anos completos e onde insistentemente1 minuciosamente1 eu principalmente procuro3 #a4o ,arreigar a convico de que os fenmenos psquicos so fenmenos de reao nervosa1 susceptveis de serem estudados por mtodos objectivos1 e portanto de que a ,psicologia uma scincia biolgica1 uma scincia do quadro das scincias naturais2 #b4o de que a educabilidade uma propriedade do sistema nervoso2 #c4o de que essa1 propriedade se pode estudar e cultivar segundo as normas habituais das experincias scientficas2 #d4o de que a avaliao da educabilidade o problma1 psicolgico fundamental do professor4 ,qusi saltarei sbre os trs primeiros nmeros do meu programa habitual e carei sbre o quarto1 e estudarei1 em sua companhia1 aquilo para que os julgo mais habilitados e que mais rpidamente se poder traduzir num melhoramento pedaggico1 de origem puramente psicolgica3 ,a inteligncia do escolar e a sua avaliao2 tanto mais que para sse estudo se encontram prontos a serem utilizados pelos mestres dois pequenos volumes ao alcance de todos3 ,la medida del desarollo de la intelligencia en los nios de ,binet e ,simon1 traduo espanhola do professor do ,instituto nacional de surdos mudos1 cgos e anormais1 de ,madrid1 sr4 ,orellana1 publicado em #aiah1 e a ,contribuio para o estabelecimento de uma escala de pontos dos nveis mentais das crianas portugusas1 publicada por dois ilustres compatriotas nossos1 a quem a bibliografia pedaggica moderna portugusa j bastante deve3 o sr4 ,antonio ,sergio e sua esposa a sr4a ,d4 ,luiza ,sergio1 contribuio publicada em volume1 em junho de #aiai4 99 99 99 99 99 ,num curso de psicologia objectiva1 os fenmenos psquicos so considerados como reflexos cerebrais1 como lhe chama ,bechterew1 reaces exteriores que dependem da experincia de cada indivduo1 durante a sua vida4 ,estudam-se as reaces do indivduo em relao com o meio ambiente1 incluindo nste o meio social e a prpria escola4 ,as reaces que particularmente estudamos1 os fenmenos que constituem o objecto da ,psicologia objectiva1 e que nela os procuramos estudar como se estudam os outros fenmenos da ,natureza1 dependem no s da estrutura do indivduo e da aco da ocasio1 mas tambm de aces e reaces anteriores a essa ocasio4 ,a aco de ocasio junta-se1 associa-se nos seus efeitos aos efeitos das aces anteriores1 de maneira que a reaco influda e regulada por estas4 ,eis a essncia do fenmeno mental4 ,a educao no mais do que o aproveitamento desta propriedade do sistema nervoso1 ou mais precisamente dos hemisfrios cerebrais1 desta memria associativa 7,loeb71 com o fim de1 por meio dela1 regular a actividade1 o procedimento1 a aco do indivduo4 ,a educao a utilizao da memria associativa1 o regulamento intencional da experincia do indivduo1 a formao1 a cultura1 em obedincia a certos princpios e intersses1 do poder da sua memria associativa4 ,ser esta a ,inteligncia8 ,variadas e1 por vezes1 discordes so as definies que se do1 e as significaes que se atribuem a esta palavra4 ,a inteligncia talvez se possa definir1 em psicologia objectiva1 como uma manifestao externa da memria associativa1 que se caracteriza por actos de adaptao s variaes das circunstncias4 1 at certo ponto isto1 se assim se pode dizer1 uma traduo em linguagem fisiolgica da concepo que ,bergson exprime quando diz que a funo essencial da inteligncia consiste em encontrar em quaisquer circunstncias os meios de se tirar de dificuldades4 a inteligncia uma utilizao da memria associativa4 a propriedade de ajustar os traos das reaces anteriores1 isto 1 a experincia individual anterior1 experincia da ocasio1 para uma adaptao a novas circunstncias1 por meio de reaces reguladas pela experincia anterior do indivduo1 repito4 ,a inteligncia sob este ponto de vista1 uma manifestao externa1 global1 da memria associativa1 e que se avalia pela sua finalidade1 pelo valor do ajustamento1 em rapidez e perfeio1 s variaes quantitativas e qualitativas das circunstncias4 ,ora esta frma de actividade mental deve depender no s dos conhecimentos prpriamente ditos1 das ideas1 mas tambm do sentimento de prazer ou de dr que acompanhou as experincias anteriores e acompanha as actuais1 isto 1 da afeco1 se se quizer adoptar o termo que o sr4 ,antonio ,sergio emprega para designar o elemento sentimental 7,da ,natureza da afeco1 separata da ,revista ,americana1 #aiac1 pg4 #h47 ,a inteligncia revela-se1 portanto1 em actos em que as ideas e os sentimentos influem1 como nos tropismos influem certas substncias4 ,a inteligncia depende do intersse1 das tendncias1 que1 por sua vez1 so funes da estrutura do indivduo1 da natureza da sua experincia anterior e da natureza da experincia de ocasio4 ,sendo assim1 fcil compreender porque que se podem considerar como no inteligentes1 certos indivduos cuja frma de reaco mental de adaptao se revela dificiente em determinadas circunstncias1 em certos meios4 ,percebe-se que1 com ,binet1 se distinga a inteligncia escolar da inteligncia extra-escolar1 se porventura as circunstncias da escola so muito diferentes das de fra da escola e os intersses que a escola desperta so diferentes do que a vida ordinria ou o meio extra-escolar despertam4 ,h inteligncias que se no revelam na escola4 ,verdadeiramente1 completamente inteligente1 porm1 o que se ajusta a quaisquer circunstncias1 o que se mostra inteligente em qualquer meio4 ,a inteligncia no apenas a inteligncia que consiste em adaptar respostas a preguntas1 na escola1 falando1 escrevendo ou calculando1 mas tambm a que se revela por actos e gestos de outra ordem1 em circunstncias de tda a ordem4 ,a inteligncia julga-se pelo valor adaptivo do gesto ou do acto considerado debaixo do ponto de vista da sua prontido1 rapidez1 exactido e perfeio4 ,a inteligncia no tem um significado cognoscitivo apenas1 revelao e utilizao de conhecimentos2 tem tambm um significado moral e um significado esttico1 que se revelam na reaco s variaes das condies morais e estticas do meio1 no condicionalismo tico e esttico da experincia4 ,compreende-se1 pelo que lhes vou dizendo1 que por exemplo1 como faz ,van ,biervliet1 se classifique a inteligncia em espcies3 inteligncia clssica1 isto 1 inteligncia que se revela principalmente nos trabalhos da classe1 inteligncia prtica e inteligncia esttica4 ,compreende-se tambm que com propriedade se possa dizer que h uma imbecilidade intelectual1 uma imbecilidade esttica e uma imbecilidade moral4 ,kirckpatrick considerando a inteligncia1 ou melhor a actividade intelectual1 no prpriamente sob o ponto de vista da sua finalidade1 mas no do seu mecanismo1 descreve1 quatro tipos de inteligncia1 tendo como inteligncia tudo aquilo que constitui acto de adaptao individual1 e assim descreve3 um tipo de inteligncia fisiolgica1 um tipo de inteligncia senso-motriz ou perceptiva1 um tipo de inteligncia representativa e um tipo de inteligncia conceptual ou conceptiva4 ,a primeira excluo-a eu aqui1 porque no depende de fenmenos da memria associativa4 ,so fenmenos de adaptao de outra ordem1 pura adaptao fisiolgica1 em que a prpria imunizao tem o seu lugar4 ,dos outros tipos convem dar-lhes hoje uma noo4 ,na inteligncia senso-motriz ou perceptiva o que h1 o que a caracteriza uma adaptao imediata de movimentos e sensaes de ocasio4 ,estes actos no se manifestam1 no se repetem seno quando estmulos da mesma natureza actuam em circunstncias semelhantes4 ,por exemplo certos movimentos que se executam no decurso do jgo do foot-ball1 movimentos de equilbrio1 de ataque1 de defesa ou melhor os movimentos que1 quando tropeamos e vamos a cair1 fazemos para nos equilibrarmos4 ,so as prprias sensaes que experimentamos1 que directamente provocam e regulam os actos de adaptao4 ,de factos em relao com esta espcie de inteligncia tratei eu num artigo sbre mutilados da mo1 que publiquei na ,medicina ,moderna do ,prto1 com o ttulo ,inteligncia motriz4 ,na ,inteligncia representativa os actos da adaptao podem ser provocados e regulados apenas por smbolos que se tenham associado a sensaes anteriores4 ,o acto pode executar-se em virtude duma experincia anterior regulada por aces semelhantes que vssemos executar ou que nos fssem descritas4 a experincia anterior de outros a regular a nossa4 ,na conceptual ou conceptiva o acto de adaptao revela-se no s na ausncia de uma experincia do mesmo tipo1 feita pelo prprio ou por outrem1 vista ou descrita1 como se dando nas mesmas circunstncias1 mas em resultado de experincias vrias e diferentes1 do prprio e de outros4 ,uma pessoa quando salta dum carro em movimento1 pode faz-lo com sucesso ou porque j o tenha feito outras vezes1 e portanto associe as aces sensoriais de momento s reaces anteriores 7inteligncia senso-motriz71 ou porque j tenha visto saltar outrem ou lhe tenham dito como se deve saltar 7inteligncia representativa71 ou porque reaces diferentes que tenha por si mesmo experimentado1 observado ou visto descritas por outros1 se tenham associado e combinado por forma a gerar o conhecimento das leis dos corpos em movimento1 o que associado s aces do momento regula o acto de adaptao 7inteligncia conceptual74 ,em tdas estas formas de inteligncia se verifica a associao dos resultados das experincias anteriores aos das experincias do momento1 da mesma natureza ou no4 ,o acto intelectual um acto de adaptao e de revelao da memria associativa4 ,na escola1 onde se governa e conduz a experincia do indivduo1 em ateno ao futuro1 se utilizam ou devem utilizar e cultivar todos os trs tipos de inteligncia1 e1 para a instruo1 principalmente os dois ltimos4 ,mas nem tdas as idades1 nem em todos os indivduos da mesma idade a inteligncia tem o mesmo valor4 ,compreende-se1 portanto1 bem o interesse que para o professor tem o saber e o poder analisar os actos intelectuais1 por forma a1 se assim se pode dizer1 obter a frmula qualitativa e quantitativa da inteligncia de cada um4 ,pode calcular-se essa frmula8 ,pode analisar-se a inteligncia8 ,pode esta avaliar-se8 ,pode ser medida8 ,pode4 ,a inteligncia 1 se quizerem empregar os termos de ,saffiotti3 a capacidade de estabelecer novas relaes entre a prpria personalidade e as novas condies2 a capacidade de tirar destas relaes interpretao adequada e conformar com ela a sua reaco4 ,a inteligncia1 perante isto e perante o que lhes tenho dito1 deve depender da estrutura do indivduo1 das propriedades inatas1 do momento do seu desenvolvimento1 e tambm da natureza e valor da sua experincia anterior1 da sua cultura1 regulada ou no intencionalmente por outrem4 ,ora sendo assim poder alguma coisa prever-se sbre a inteligncia1 estudando a estrutura1 as caractersticas biolgicas do indivduo1 como se pode at certo ponto julgar do valor de um motor1 das suas capacidades1 pelo estudo do maquinismo1 da sua organizao1 da sua anatomia1 da sua estrutura1 como se podem prever certas propriedades qumicas1 certas reaces1 observando caracteres organo-nolpticos e fsicos de certos corpos4 esta a base da avaliao da inteligncia nos mtodos que assentam no estudo das correlaes psico-somticas e psico-fisiolgicas4 ,a inteligncia pode ser avaliada tambm analisando a forma1 o mecanismo de certas reaces psquicas elementares1 sujeitando o indivduo a provas psquicas de diferente tipo e natureza em que sobretudo influi a maneira da actividade intelectual1 o tipo ou a espcie da inteligncia4 ,pode mesmo usar-se provas experimentadas em muitos1 usando o que se chamam tests1 que no so outra cousa do que verdadeiros reagentes mentais titulados1 ou1 se quizerem tambm verdadeiros padres1 tipos de reaco1 em que a forma desta e a sua velocidade1 foi prviamente observada e medida em muitos4 um tipo de avaliao em que se estuda ou analisa principalmente o mecanismo do acto intelectual1 decomposto em elementos4 a base dos mtodos de avaliao fundados no estudo das correlaes psico-analticas4 ,mas assim como na apreciao ou na classificao de um tipo de vinho no basta a analise prpriamente dita2 h que proceder a uma apreciao global1 tendo em vista o fim comercial1 por exemplo1 a que visa a apreciao1 assim tambm no exame de inteligncia por vezes necessrio recorrer a um exame global1 em que no se atende apenas ao mecanismo do acto1 mas tambm sua finalidade e finalidade da sua avaliao4 ,ora o educador no deve apenas preocupar-se com o mecanismo do acto intelectual do aluno1 para o caracterizar e escolher o mtodo de ensino que mais convenha4 ,o educador no toma o aluno em branco1 se assim se pode dizer4 ,os actos intelectuais que le tem de regular1 a experincia intelectual que le tem de conduzir1 tem um passado que influi e est em estreitas relaes com os fins educativos4 ,a experincia anterior do aluno tem uma grande importncia e valor1 e est dependente da sua idade e do meio em que viveu e vive4 ,ao professor1 no exame escolar da inteligncia1 convm-lhe reagentes1 tests1 que precipitem em globo1 em massa1 se assim se pode dizer1 a inteligncia e dem a forma e a natureza desta1 e tambm a da sua experincia anterior4 ,se h questo pedaggica em que se possa falar de criana portuguesa1 e duma maneira geral de um tipo ou tipos nacionais de criana1 a proposito da inteligncia4 ,o momento histrico regula a inteligncia e deve regular a sua formao4 ,a psicologia de que carece o educador no pode nem deve viver afastada da tica4 ,e se h questo psicolgica em que h que atender aos fins da educao1 a da inteligncia4 ,recordo-me da profunda emoo que me causou a leitura das palavras de um formoso livro1 um dos que mais podem contribuir para a cultura do entusiasmo pela carreira de professor1 o livro de ,mnsterberg3 ,a psicologia e o mestre4 ,recordo-me4 ,diz le e eu repito3 ,agora evidente que o estudo dos meios psicolgicos pde ser til smente quando as aspiraes do mestre tenham sido determinadas pela investigao tica independente do filsofo4 ,porm to prontamente com estes fins1 os resultados cada1 vez mais ricos da psicologia experimental1 devem ser levados ao mestre de tal modo que ste possa conhecer e escolher os meios teis para a satisfao das suas aspiraes4 ,a ,educao uma das artes em que a ,psicologia serve a tica4 ,est aberto o curso de ,psicologia4 ,,intelig,,ncia ,e ,,apercep,o#ab _/ ,notre rprsentation de la matire est la mesure de notre action possible sur les corps2 ele rsulte de l'limination de ce qui n'interesse pas nos besoins et plus gneralemente nos fonctions4 ,bergson3 ,matire et mmoire ,il faut respecter en nous les lois de la nature1 acepter les devoires ns de l'organisme1 acomplir les fonctions pour lesquelles on est fait1 avec le pouvoir nergtique que l'on possde4 ,le but de la vie c'est tout le perfectionement possible1 physique ou psychique1 par la mthode et la discipline4 ,albert ,deschamps3 ,les maladies de l'esprit et les asthnies4 ,non seulement une conception mcanique de la vie est compatible avec l'ethique2 ele semble tre la seule conception de la vie1 qui puisse amener comprendre o est la source de l'thique4 ,loeb3 ,la conception mcanique de la vie7traduo francesa74 _/ ,viver essencialmente adaptar-se2 a luta pela adaptao1 o esfro para o ajustamento do sr ao meio1 acomodando-se1 ajustando-se a le1 ou ajustando-o a si prprio4 ,educar favorecer1 conduzir intencionalmente1 metdicamente sse ajustamento1 essa adaptao4 ,ora o indivduo possui em si faculdades1 capacidades de adaptao1 de ajustamento1 de assimilao1 de utilizao do meio em que vive4 ,essas possibilidades revelam-se na sua actividade1 na maneira porque procede1 e desta actividade uma parte1 uma forma h que herdada1 que nasce com o indivduo1 que inata1 que no determinada pela experincia individual1 que no aprendida e outra que adquirida1 que resulta da experincia de cada um1 dirigida ou no por outrem4 ,por vezes1 qusi sempre1 a forma da actividade inata favorvel ao ajustamento do indivduo ao meio1 adaptao1 s condies em que nasce e ordinriamente se encontra1 e a maior parte das vezes tambm a forma de actividade adquirida como esta favorvel ao ajustamento4 ,as condies mantendo-se as mesmas1 a adaptao verifica-se1 as necessidades so conformes capacidade de utilizao dos recursos4 ,o indivduo est adaptado ou adapta-se por instinto ou por hbito4 ,se1 porm1 as circunstncias em que vive o indivduo so muito variveis1 se se rompe o ajustamento1 se h conflito entre o instinto ou o hbito e as circunstncias1 o indivduo pode ou no readaptar-se1 pode ou no assimilar o meio1 utilizando-o1 adaptando-o ou adaptando-se4 ,concebe-se que haja seres que se adaptem1 independentemente da experincia1 seres que nascem pode dizer-se1 adaptados a certos meios1 e s neles e em precisas circunstncias podem viver3 seres instintivos1 ineducaveis1 mas sbre que o educador pode ainda assim influir1 colocando-os em meios os mais conformes com os seus instintos1 e pela forma mais conveniente sociedade4 ,concebe-se que haja seres que1 alm de se ajustarem por instinto a certas circunstncias possam em virtude da experincia1 conduzida ou no intencionalmente1 adaptarem-se a ela1 adquirindo estas formas de actividade que se chamam hbitos1 seres educveis sbre que o educador pode actuar criando os hbitos que mais convenha1 e que1 como tive ocasio de lhes dizer1 mostrar e demonstrar o ano passado1 deve fazer-se segundo certas leis induzidas de experincias scientficas que se tm realizado4 ,concebe-se finalmente que haja seres que no s se adaptem por instinto1 ou por hbito1 que no s se adaptem a precisas circunstncias1 mas se adaptem tambm fcilmente a novas circunstncias1 encontrando nelas sempre maneiras de se ajustar1 de com elas viver em concordncia1 sres inteligentes1 sbre que o educador deve actuar variando o mais possvel as condies da experincia educativa1 para que o mais possvel tambm se apure este dom sublime da inteligncia1 do poder de utilizar o meio1 que a base da felicidade e do progresso4 ,s verdadeiramente livre1 quem suficientemente inteligente4 ,na lio da abertura do curso de aperfeioamento do ano passado1 lio que intitulei ,da inteligncia do escolar e da sua avaliao1 lio que devem ler1 citei e adoptei1 para certos casos1 a definio de inteligncia do ,professor ,saffiotti3 ,inteligncia a capacidade de estabelecer novas relaes entre a prpria personalidade e as novas condies2 a capacidade de tirar destas relaes1 interpretao adequada e conformar com elas a sua reaco4 ,a inteligncia funo portanto da interpretao e s se revela quando a interpretao adequada e a reaco a que a interpretao conduz por sua vez se revela em actos de adaptao4 ,ora ste poder de interpretao que se chama a apercepo4 ,a inteligncia depende da apercepo1 da maneira porque se interpreta4 ,quem interpreta por uma maneira inadequada s convenincias da sua adaptao1 no se adapta1 reage por forma desfavorvel1 no procede com inteligncia4 ,vem j portanto quanto interessa o estudo da apercepo4 ,leiam particularmente sbre esta o que vem da pg4 #dcj #dcd da traduo francsa do compndio de ,psicologia1 de ,william ,james1 #d4;a edio4 99 99 99 99 99 ,a interpretao ou apercepo depende de uma srie de condies que1 como vero em ,james1 ,lewes denominou a soma das condies psicoestticas3 a natureza do indivduo1 o seu carcter1 a sua experincia1 a sua educao1 os seus hbitos1 o seu humor1 etc4 ,a apercepo uma faculdade intelectual contingente1 que depende dos mais variados factores1 desde1 os mais materiais aos mais espirituais1 desde as necessidades do corpo s necessidades do esprito 7usando a linguagem corrente71 e sbre que1 tanto pode actuar o mdico como o professor1 tanto o gimnasta como o filsofo4 ,o aspecto fsico1 a forma do corpo por si indicam tendncias1 certas aptides psicolgicas1 certas necessidades1 certos intersses que conduzem a experincia do indivduo por forma a ele entrar em contacto com o meio em que vive1 e que por sua vez conduz a determinada interpretao dele1 e portanto o leva a reagir e proceder e adaptar-se por determinada forma4 ,o psiclogo se quere descobrir a alma tem muito a ganhar em conhecer o corpo4 ,se quere prever a frma de reaco do indivduo tem que estudar os orgos dessa reaco2 se quere ser psiclogo a valer tem que ser antroplogo4 ,o que tudo quere dizer que3 psiclogo e antroplogo1 psicologia da criana e pedologia fsica1 se devem entrelaar1 se podem e se devem estudar conjuntamente4 ,as anomalias mentais da criana explicam-se por vezes fcilmente se se estudar a forma1 os caracteres do seu corpo1 se se julgar do grau do seu desenvolvimento fsico1 se se v se o crescimento nela normal ou no4 ,h caracteres mentais que so sintomas de alteraes orgnicas1 e perturbaes do crescimento que o mdico pode corrigir para o professor depois aproveitar4 ,h no nosso corpo um rgo at cuja influncia sbre a inteligncia tal que alguem j o chamou a glndula da inteligncia 7,pende74 tal a importncia que o estudo da anatomia e da psicologia tem para o psiclogo que nos modernos trabalhos sbre as astenias1 defeitos ou insuficincias da energia orgnica1 vcios de funcionamento orgnico1 se se caracterizam sses defeitos pela insuficincia revelada nos actos de adaptao social1 e se vai at a explicar a moral e a filosofia de muitos por essa insuficincia de origem fisiolgica1 aparecendo-nos a moral como um ramo da biologia e a filosofia como uma arte dos psicastnicos4 ,pierre ,janet1 um dos maiores psiclogos da nossa poca1 foi at a afirmar que talvez a filosofia no passasse duma doena do esprito4 ,a filosofia1 de facto1 parece a consequncia1 a revelao duma actividade interpretativa filha de uma atitude mental1 duma tendncia anciosa para a procura de relaes entre as cousas e os factos que nos cercam e se passam no meio que nos circunda1 e que as dificuldades de adaptao1 e a insuficincia da adaptao em certos gera4 ,seja como fr1 o que lhes quero acentuar que o estudo da psicologia e em particular o da apercepo1 que ser o objecto principal do nosso curso dste ano1 tem muito a ganhar iniciando-se pelo estudo da influncia das condies orgnicas neste fenmeno1 e mais particularmente ainda pelo estudo da influncia que tanto na forma do processo aperceptivo1 como na maneira por que se interpreta1 como na natureza dos conhecimentos que se utilizam1 influi o tipo fisiolgico da criana1 as suas tendncias inatas1 a sua constituio1 o seu temperamento1 e a fase do crescimento em que se encontra4 99 99 99 99 99 ,esta influncia do organismo na apercepo1 de que lhes tenho estado a falar1 esta influncia do condicionalismo fisiolgico na interpretao das circunstncias e na adaptao a elas1 j uma influncia do passado no presente1 a hereditariedade a comandar-nos1 1 pode dizer-se a traduo fisiolgica do mote que tantos tm j glosado3 os mortos mandam4 ,mas no s por esta forma que o passado se mistura com o presente e nos governa1 nos impe at certo ponto uma interpretao do presente1 e nos regula1 a nossa adaptao s novas condies4 tambm1 e talvez ainda mais1 pelo resultado da nossa prpria experincia1 regulada1 intencionalmente ou no1 pelos outros1 resultado das modificaes que nas nossas reaces vai introduzindo o contacto dirio com o meio em que se vive1 com a natureza e com a sociedade1 resultado da interferncia das aces desta com as nossas reaces4 ,dia a dia as nossas tendncias1 os nossos intersses1 o nosso saber1 o nosso carcter1 a nossa experincia1 so postos prova1 e dia a dia nos vamos consumindo na emprsa do ajustamento das nossas reaces s circunstncias4 ,impressiona-nos mais no o que prpriamente mais forte ou mais novo1 mais estranho1 mas o que mais forte e estranho para ns1 aquilo que novo para o ponto de vista dos nossos intersses1 que cahe na zona do nosso saber e das nossas necessidades e que ns nos esforamos naturalmente por assimilar na tendncia vital1 orgnica1 da nossa adaptao4 ,o que no sabemos1 no vmos2 o que no experimentamos no sabemos4 ,palavras estranhas ou letras associadas mesmo ao acaso1 tendemos a interpret-las e a l-las1 em nossa lngua4 ,desenhos informes1 nuvens que o acaso amontuou1 manchas que o acaso estampa1 borres de tinta1 tudo tendemos a interpretar como se fossem formas conhecidas e segundo os nossos conhecimentos e at certo ponto os nossos intersses4 ,sempre o passado a mandar2 sempre segundo a nossa mentalidade e a nossa experincia6 ,o mundo1 a interpretao do que nos cerca1 funo do nosso organismo e da nossa experincia ou saber4 ,a realidade uma interpretao1 consoante os nossos intersses1 e os nossos intersses expresso da nossa organizao e da nossa experincia1 experincia livre1 ou intencionalmente condicionada1 como sucede na educao4 ,meditem as palavras de ,bergson que1 livremente mas fielmente1 julgo1 assim poder traduzir3 444,o nosso carcter1 sempre presente a tdas as nossas decises bem a sntese actual de todos os estados por que j passmos4 ,sob esta forma condensada1 a nossa vida psicolgica anterior existe para ns mesmo mais do que o prprio mundo externo1 porque dste apercebemos apenas uma muito pequena parte1 enquanto que pelo contrrio utilizmos a totalidade da nossa experincia vivida j1 experimentada e feita4 ,como que h1 como ,bergson tambm diz1 uma tendncia constante do passado a reconquistar a sua influncia1 actualizando-se4 ,dir-se-ia que s o gnio no tem passado4 ,vejam quo longe nos leva1 e interessante e vasto ste tema da inteligncia e da apercepo4 99 99 99 99 99 ,no imaginem1 porm1 que apesar da linguagem de subjectivo que venho empregando1 se no pode tambm em linguagem de objectivo1 ia dizer em linguagem scientfica1 em termos das scincias experimentais1 no imaginem que se no podem tambm interpretar1 adoptando uma concepo mecnica da vida1 estes fenmenos da apercepo e da inteligncia1 prpriamente dita4 ,reportando-nos a um notvel trabalho de ,bohn sbre a dinmica1 cerebral1 7,rev4 ,philosophique1 maro-abril de #aiai7 adoptemos a concepo que le defende de que nos fenmenos psquicos se verifica uma das grandes leis da scincia fsica1 a lei dos fenmenos recprocos4 ,quando se comprime um cristal de turmalina o cristal por ste facto electriza-se e a electrizao desenvolve fras que se opem ao encurtamento do cristal4 ,quando se aquece um cristal de turmalina o cristal electriza-se tambm2 a electrizao traz consigo um arrefecimento do cristal4 ,dir-se-ia que o cristal que se electriza1 apercebe a variao das circunstncias e tende a reagir de acrdo com a interpretao adequada4 ,afinal um sistema de fras1 orientado segundo um certo plano1 que caracteriza o cristal e que reage contra as aces que tendem a perturbar-lhe o equilbrio ou alterar-lhe o plano4 ,pode conceber-se tambm o indivduo como um sistema de fras organizado segundo um plano hereditrio1 tendendo a reagir s aces externas ou internas por maneira a opr-se ao desiquilbrio do plano da sua organizao1 caracterizado por certas propriedades vectoriais1 isto que se manifestam em determinadas direces ou segundo certos vectores 7instintos1 tendncias1 intersses74 ,a cada aco vectorial ou polarizante corresponde1 segundo ,bohn1 uma aco recproca inversa1 despolarizante4 ,quando se excitam os sentidos1 a excitao que transmitida ao crebro e dirigida depois aos msculos1 s glndulas e s diferentes vsceras provoca excitaes em sentido contrrio1 que provm de todos estes domnios e vem por sua vez depois a reagir sbre os primeiros receptores4 ,os centros nervosos so excitados pelos sentidos e estes excitados pelos centros nervosos4 ,a interferncia destas duas espcies de ondas nervosas1 daria a memria associativa1 revelando-se na apercepo e nos actos que a exteriorizam4 ,estas concepes mecnicas tm a vantagem de lhes mostrar que afinal os fenmenos que estudamos so fenmenos naturais que podem condicionar-se e utilizar-se como os outros4 ,quando o professor conhea bem esta mecnica poder ser to seguramente til como o engenheiro que lida com as outras mquinas4 ,vem tambm como com estas concepes mecnicas se pode fcilmente compreender como cuidando do corpo e educando-o se pode influir na educao intelectual e moral1 na maneira de interpretar o mundo e a sociedade e de com les harmonizar o indivduo e faz-lo viver em inteligncia4 ,no imaginem que como muitos supem se despreza1 nestas concepes1 o valor das ideas1 no4 ,simplesmente intrepretamos a aco destas e utilizamo-las como no estudo dos tropismos se interpreta a aco e se utilizam as substncias sensibilizadoras4 ,tudo que impressiona os nossos sentidos tem repercusso sbre as nossas vsceras1 tem um coeficiente emocional que muito influi na interpretao das circunstncias e na nossa maneira de proceder1 na nossa actividade ou reactividade4 ,os orgos da circulao so fortemente impressionados e influem no tonus nervoso1 na energia nervosa de que muito depende a nossa inteligncia4 ,glndulas h que1 segundo a impresso ou excitao que sofrem1 segregam mais ou menos substncias 7hormonas7 que muito influem no tonus nervoso e nos fenmenos gerais da nutrio1 o que se pode vir a observar em alteraes ou certa orientao dos fenmenos de apercepo e inteligncia4 ,o problema do educador essencialmente um problema psicolgico3 tornar o real aceitvel1 e1 conforme a natureza do indivduo1 pr esta em equilbrio com a sociedade4 ,para isso carece de saber de que depende a apercepo e como nela se pode influir2 como afinal dar ao indivduo a noo mais conforme com a natureza do meio social4 ,o problema do educador o problema da felicidade1 que como diz ,deschamps se pode chamar uma harmonia psico-social1 uma adaptao completa dos desejos aos poderes e dos poderes ao meio4 afinal um problema de conciliao1 e esta deve ser o fim de tudo4 ,est aberto o nosso curso de psicologia experimental em que este ano particularmente me ocuparei dos fenmenos e estudo experimental da apercepo1 sobretudo debaixo do ponto de vista da gentica4 ,lisba1 #h-aj-ibj4 ,s,,bre ,,psicologia1 ,,est,,tica ,e ,,pedagogia ,,do ,,gesto#ac qu'il soit permis l'cole d'insister sur ce qui nous rapproche4 ,buisson4 ,o fim da arte unir as almas1 associando-as num mesmo sentimento444 ,tolstoi4 ,a simples cortezia de palavra1 de expresso e de maneiras j uma revelao de delicadeza esttica4 ,bernardino ,machado4 444si le geste est la base de tous les arts1 le principe de toute ducation esthtique 7et mme de toute ducation intgrale7 ne sera-t-il pas la culture et le dveloppement du sens crateur des attitudes8 ,lalo4 ,deve pois ser a mmica a base de todo o ensino4 ,jlio ,dantas4 ,a ,arte na escola no deve apenas ter em mira a cultura do sentimento esttico2 deve principalmente ter em vista o aumentar a apetncia escolar1 o gsto pela escola1 no s para chamar para ela1 mas sobretudo para facilitar a assimilao dos conhecimentos1 o aproveitamento escolar1 tal como sucede com a arte na mesa1 que visa principalmente a facilitar a digesto dos vrios e complicados cozinhados que nela se servem4 ,decorar a escola1 por decor-la1 cobrir as paredes das salas da classe com quadros vistosos1 embora dos melhores1 enfeitar essas salas levando para elas flores1 peixes1 avezinhas1 etc41 ser til para a cultura esttica1 mas contribui para distrair do fim principal da escola1 a no ser que as lies versem sbre ou a propsito das decoraes1 o que nem sempre possvel1 nem prtico4 ,van ,biervliet1 a propsito da ateno visual1 dizia1 numa das suas lies1 que as salas das classes deveriam ser como a sala do teatro de ,bayreuth3 no distrair do palco1 da scena1 do principal2 os alunos no deveriam ver mais do que os tests utilizados na lio4 ,nada os deveria distrair das estimulaes que o professor procura directamente praticar1 para ensinar-lhes o que lhes quere ensinar4 ,mas1 minhas senhoras e meus senhores1 embora mesmo que na arquitectura1 na decorao interior1 no mobilirio1 nos livros1 a arte que em tudo isso se ponha vise no s a educao artstica1 mas principalmente o atrar o aluno1 o prender-lhe a ateno1 o tornar-lhe agradvel a escola1 sem o distrair das lies1 mesmo que assim seja1 se uma vez nela o aluno se defronta com um professor1 que por seus gestos e atitudes se torna ridculo1 antiptico ou temido1 um professor que no saiba nem ritmar convenientemente a sua voz1 nem compor agradvelmente a sua fisionomia1 nem servir-se das expresses1 dos gestos e das atitudes que mais atraem e prendem a criana e tornam mais clara e interessante a lio1 se sse professor desconhece a influncia que a mmica tem nos alunos1 a importncia que as atitudes e a maneira de tratar e de falar tm na educao1 se sse professor no tiver por intio nem por cultura o conhecimento do valor pedaggico das estimulaes motrizes atraentes1 no ser s o professor que ser mau1 a prpria escola1 apesar de tda a sua arte1 passar a ser uma escola m1 porque deixar de atrair e a falta de senso e de esttica do professor tornar assim essa escola1 a que me refiro1 pior do que uma outra1 cuja arquitectura1 cuja decorao1 cujo mobilirio seja menos artstico1 seja mesmo inferior4 ,a atitude1 o gesto1 a expresso fisionmica do professor actua directa e fortemente sbre o aluno1 levando-o a tomar atitudes1 a esboar gestos e a usar de uma expresso fisionmica que so o reflexo da atitude e da mmica do professor4 ,mas no deve o professor apenas lembrar-se disto1 e por isso cuidar da sua atitude e expresso1 deve lembrar-se tambm que1 como diz ,baldwin1 deve lembrar-se que o ver expresses emotivas noutrem no s provoca directamente aquele que as v a colocar-se em atitudes semelhantes1 levando-o a reproduzir essas expresses1 mas tambm faz com que1 uma vez esboados os movimentos provocados e assim iniciada a imitao muscular1 faz com que1 dizia1 os movimentos esboados despertem ou levem aos estados de conscincia que ordinriamente precedem essas reaces emocionais4 por isso1 e ainda mais do que por meu feitio afectivo1 que eu1 na casa de educao1 cuja direco me est confiada1 tanto uso da cortezia1 procurando nunca esquecer-me de cumprimentar e de pr na minha expresso e nos meus gestos uma grande afabilidade4 ,h-de sempre lembrar-me o que comigo se passou1 quando eu tinha quinze anos e havia pouco tempo que freqentava a minha ,universidade3 a ,universidade de ,coimbra4 ,encontrei-me uma vez com um cavalheiro de figura grave1 todo le de preto1 longas barbas brancas1 que eu nunca tinha visto1 que completamente desconhecia e que com grande espanto e comoo minha1 sendo eu a nica pessoa que na ocasio com le na rua se cruzava1 se descobriu1 cumprimentando-me grave e afectuosamente1 logo me obrigando a mim a curvar num grande gesto e com um grande sentimento de respeito4 ,era o ,reitor da ,universidade1 o ilustre e venerando professor ,dr4 ,costa ,simes1 cuja figura vim depois a conhecer e que hoje ainda1 ao falar nela1 me desperta uma emoo fortssima4 ,era o ,reitor que me ensinava a respeit-lo4 s vezes1 minhas senhoras e meus senhores1 me sorrio1 me sorrio sim1 mas com pezar1 quando vejo por exemplo1 alguns dos meus prefeitos virem procurar-me1 plidos com um ar de clera mal contida1 queixar-se de alunos que lhes faltaram ao respeito e satisfeito comigo fico1 quando consigo logo1 mostrando-me aos alunos com expresso um pouco diferente da habitual1 consigo1 dizia1 lev-los imediatamente a mudar a sua atitude de clera tambm1 como a do prefeito1 e a tomarem uma atitude antagnica1 de obedincia1 de pezar e de desgsto4 ,h1 por vezes1 na vida escolar1 alguns episdios1 que se passam entre educadores e educandos1 que me lembram a scena dum animal investindo furioso contra um espelho1 por nele ver reproduzida uma atitude de hostilidade que cresce e aumenta maneira que le mais se encoleriza4 ,enfurece-se1 sem o saber1 contra si mesmo4 ,estou certo de que o facto de freqentemente se verem professores1 pessoas alis de fino trato1 tomarem nas aulas atitudes grosseiras e hostis1 como o de polticos ostentarem no govrno atitudes completamente opostas aos sentimentos que mostravam fora dele1 resulta da imitao inconsciente de atitudes que viram na sua infncia1 ou na sua mocidade1 nos que ensinavam e governavam4 ,o professor como o actor4 ,o estado emocional do pblico um reflexo do seu prprio estado emocional1 uma reaco simptica1 provocada pela sua atitude1 pelo seu gesto1 pela sua expresso4 ,e se o actor tem de cuidar e tem de estudar a esttica da expresso1 o professor qusi tanto como le a deveria estudar4 ,compreende-se bem porque que ,van ,biervliet diz1 como disse3 todo o mestre1 e principalmente todo o professor primrio1 deveria passar por um curso semelhante1 aos dos conservatrios1 a fim de aprender a falar belamente 7califasia7 e expressivamente1 ou melhor1 direi1 esculturalmente4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,a ateno1 como ,v4 ,ex4as sabem1 a faculdade base1 a faculdade me1 a me do que vulgarmente se chama a inteligncia4 ,quem ensina1 quem educa deve ter antes de mais nada em vista provocar a ateno1 prender a ateno4 ,ora a ateno depende intimamente do intersse4 indispensvel que o professor saiba estimular agradvelmente os sentidos que tem de utilizar no ensino4 ,se a sua atitude1 se os seus gestos1 se a sua expresso so de molde a repelir1 o aluno no presta ateno1 desvia a ateno4 ,mas no ainda s por isto que o professor se deve preocupar com a sua atitude1 com os seus gestos1 com a sua maneira de falar2 no s para chamar a ateno e para a prender4 que o gesto1 a expresso fisionmica1 a maneira de nos apresentarmos aos alunos durante a lio1 quando falamos ou quando mostramos1 ajudam a compreender o que dizemos e o que mostramos4 ,sabem ,v4 ,ex4as muito bem que se se fechar os olhos1 emquanto se ouve um discurso1 se tem de fazer um maior esfro para segui-lo1 para o ouvir1 para o interpretar4 ,os mopes que assistam a um espectculo sem as suas lunetas1 e vero como parece que ouvem menos1 e como o espectculo se lhes torna inferior1 menos interessante1 menos agradvel1 mais difcil de seguir4 ,o gesto auxilia imensamente a expresso verbal1 e tanto que um gesto mal adequado1 ao que se diz1 pode transtornar completamente o sentido da palavra4 ,a mmica auxilia tambm a memria4 ,inconscientemente est provado isto71 quando se ouve ou se v alguem1 tendemos a imitar-lhe1 quando mais no seja1 interiormente1 a expresso4 ,as palavras que ouvimos articulam-se na nossa linguagem interior e tanto mais fcilmente as compreendemos1 quanto melhor elas forem articuladas4 mais fcil reter o que se diz lentamente e rtmicamente1 do que aquilo que se diz rpidamente e com m expresso4 ,o ver esboar um gesto por vezes bastante para antever um pensamento1 e para nos recordarmos4 ,e tanto a mmica influi na memria que hoje1 em pedagogia moderna1 se aconselha muito o emprgo da mmica como auxiliar importantssimo do ensino4 ,est demonstrado que mais fcil fazer fixar a um aluno o que se disse1 gesticulando ns e fazendo-o gesticular a le1 quando repete1 por forma apropriada1 claro1 do que dizendo montonamente e sem gesto e fazendo-o repetir sem gesto e sem expresso1 papagueando4 ,estou crto 7a minha experincia que j no pequena me autoriza a diz-lo71 que os gagos at certo ponto no gaguejam quando cantam1 porque as imagens motrizes1 no canto1 so mais bem desenhadas1 mais perfeitas1 fixam-se melhor1 esquecem-se menos1 deformam-se menos4 ,de resto o canto tem hoje um papel importante no ensino da articulao1 no ensino das lnguas1 mesmo nos normais4 ,o gago1 estou convencido1 diga-se de passagem1 um doente da ateno1 por excesso de emotividade4 ,e agora1 para resumir3 um professor que gesticule com propriedade1 que fale com correco1 que articule perfeitamente1 que diga com arte1 que gesticule com arte1 que se exprima com arte1 no s agradvel1 no apenas um artista1 um excelente professor4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,o estudo do gesto1 da atitude1 da expresso tem ainda uma outra importncia1 uma outra vantagem pedaggica de que ainda no falei3 a de servir excelentemente para conhecermos o aluno4 ,deixem-me assistir1 sem ser visto1 ao recreio1 numa escola1 e eu poderei1 sem errar muito1 fazer alguns juzos sbre o feitio mental dos alunos4 ,a criana at aos onze anos 1 como diz ,waynbaum1 uma espcie de alienado sem freio social1 ou um grande actor4 ,as suas atitudes1 os seus gestos so francamente a expresso do seu estado afectivo4 ,a vontade1 a astcia1 o clculo1 o intersse1 as convenincias1 os hbitos no so ainda freios to poderosos que lhe dominem1 que lhe mutilem ou deformem o estado afectivo1 que no-lo ocultem ou o tornem difcil de descobrir3 a expresso sincera1 a traduo exacta do seu estado e1 at certo ponto1 do seu carcter habitual4 ,a mmica duma eloqncia impressionante4 ,examinai-a bem1 examinai os gestos1 as atitudes1 a expresso fisionmica e podereis com facilidade fazer um juzo sbre o feitio mental1 e principalmente sbre o estado afectivo na ocasio4 ,mandai1 por exemplo1 abrir a boca a uma criana de menos de onze anos1 para lhe examinar a garganta1 e notai bem a expresso1 a atitude1 os gestos1 a maneira de reagir3 fcilmente vereis qual o grau de eloqncia da fisionomia na criana1 e em grande parte verificareis a verdade do que digo4 ,dos onze anos para diante e mais tarde na puberdade1 o gesto1 a expresso1 a atitude j enganam mais2 o exame mais sujeito a erros4 ,nessa idade recorro muitas vezes ao exame do olhar1 emquanto falo1 e sobretudo ao do aprto de mo1 dsse gesto de quem ,vaschide1 num monumental trabalho de psicologia1 disse ser um gesto em aparncia banal1 mas revelador de tda a nossa vida mental sub-consciente e a propsito do qual disse mais3 h tda uma psicologia e da maior importncia neste contacto musculo-tctil que eu chamarei mental4 ,o mesmo ilustre psiclogo francs1 que a morte to cedo roubou1 examinando alienados do ,asilo ,villejuif1 chegou concluso de que aquele gesto to trivial pode fornecer importantes elementos para julgar da mentalidade dos internados1 o que1 at certo ponto1 confirma a opinio do velho mdico da ,salpetrire1 ,falret1 que pelo exame da mo pretendia apreciar o estado mental dos seus doentes4 ,mas no querendo em pedologia utilizar o exame do aprto de mo1 o professor pode recorrer com facilidade e xito ao exame de outros gestos1 com o fim de colher alguns elementos de ordem psquica4 ,na lio de abertura do meu curso de ,pedologia dste ano1 a propsito da medida da agudeza visual e da auditiva1 debaixo do ponto de vista pedaggico1 disse eu3 ,o exame da agudeza visual e da auditiva presta-se tambm a permitir-nos julgar at certo ponto de certas qualidades de ordem psquica1 que ao educador muito interessam conhecer4 ,a maneira por que o aluno se apresenta1 a rapidez1 a lentido dos seus movimentos1 a rapidez ou a lentido na leitura do quadro optomtrico1 a maneira agitada ou1 pelo contrrio1 lenta e dcil por que se comporta1 a preciso ou a deciso na compreenso e execuo das nossas ordens1 tudo permite1 com grande probabilidade de acrto1 formar um juzo1 til e necessrio para o educador1 sbre o grau de emotividade1 ou sbre a potencialidade nervosa de cada aluno1 destrinando particularmente os dois tipos extremos1 o do hiperstnico1 agitado1 e o do hipostnico1 tardo nas suas reaces4 ,o educador encontrar nesse exame elementos importantes para calcular possibilidades na educao1 e tirar indicaes muito teis para a escolha dos meios educativos a empregar4 ,e1 como o exame da agudeza visual e da auditiva1 h outros que se podem praticar na escola e que permittem examinar com rigor os gestos1 e por estes com certo xito julgar da mentalidade do aluno4 ,ley1 a propsito de um estudo dinamomtrico dos alunos atardados da escola especial de ,anturpia1 fez notar que a observao das atitudes durante o exame da fra de presso1 lhe permitiram verificar3 #a4o--que os nervosos e indisciplinados1 habitualmente atingem o mximo1 dum jacto1 bruscamente2 #b4o--que nos apticos a agulha do dinammetro caminha para o mximo1 com regularidade e lentido2 e finalmente1 #c4o--que nos apticos mais acentuados1 nos apticos profundos1 o mximo ordinriamente era atingido depois de uma contraco lenta1 seguida de uma pausa1 a que por sua vez se seguiam algumas outras lentas e mais pequenas contraces4 ,mas mais ainda4 ,a ttulo de exemplo1 apresentarei a ,v4 ,ex4as1 sob forma resumida1 a parte mais interessante do resultado dum exame a que procedi1 a fim de surpreender as caractersticas do aprto de mo em rapazes da ,casa ,pia1 de #af anos para cima1 tomados ao acaso1 e chamados minha presena1 sem saber para qu4 medida que chegavam1 e entravam isoladamente no meu gabinete1 cumprimentava-os naturalmente estendendo-lhes a minha mo2 depois fazia-lhes algumas perguntas de pouca importncia para les1 como era por exemplo1 qual o curso em que estavam8 se tinham frequentado a oficina8 etc1 inspeccionava-lhes a mo1 e media-lhes finalmente com um dinammetro ,mathieu a fra presso da mo direita1 procurando assim sugerir-lhes a idea de que eu o que desejava era estabelecer alguma relao entre a profisso e as caractersticas das mos4 ,terminando ste exame1 despedia-os naturalmente1 estendendo-lhes1 como no principio1 a minha mo4 ,vrias nuances surpreendi na maneira por que as mos dos alunos se comportavam durante o cumprimento1 mas fcilmente as pude agrupar1 distribuindo-as por trs tipos caractersticos3--#a4o--o dos que cumprimentam entregando a mo1 sem apertar1 abandonando-a2 #b4o--o dos que apertam a mo1 mais ou menos fortemente1 sem tentar rpidamente fugir com ela2 #c4o--o dos que qusi que no apertam1 e que rpidamente a procuram retirar aps o contacto 7mos que fogem1 mos furtivas74 ,dias depois de feita a minha observao1 inesperadamente e sem dizer para que queria informaes1 apenas dizendo que era para um estudo1 consultei separadamente o chefe dos prefeitos e o professor de curso freqentado pelos alunos1 que mais em contacto e durante mais tempo est com les4 ,foram tambm consultados alguns mestres de oficinas1 daqueles poucos alunos entre os que eu examinei1 que nelas andavam4 ,o pedido da minha informao visava sobretudo saber se na opinio das pessoas que eu consultava1 os alunos eram ou no disciplinados1 se se acomodavam ou no fcilmente ao regimen habitual da ,casa1 e tambm se eram considerados sinceros ou pelo contrrio dissimulados4 ,ora1 coisa interessante3 no grupo dos que mal apertam a mo1 que rpidamente a procuram furtar ao contacto da nossa1 figuram os alunos que na lista das informaes do professor e do prefeito tm as notas de dificeis de disciplinar1 dissimulados1 reservados1 pouco sinceros2 os que tem a nota firme de disciplinados1 exemplares1 sinceros1 aparentando o que so1 no dissimulando1 esto no grupo dos que cumprimentam apertando a mo1 e no fugindo2 finalmente no grupo dos que no apertam e abandonam a mo1 dos que tm um aperto de mo insignificativo1 figura a maioria daqueles sbre que professor e prefeito tiveram dvida em informar e traduziram o seu juzo por um ponto de interrogao4 ,isto a meu ver basta para acabar de ilustrar e documentar a tese de que a simples observao dum gesto to trivial1 como por exemplo um aprto de mo1 pode servir ao educador para fazer um rpido e til exame psicolgico4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,mas na escola1 o gesto1 a atitude1 a fisionomia servem ainda para alguma cousa mais4 ,sguin1 no seu afamado livro sbre o tratamento moral dos idiotas1 consagra pginas ao estudo e preparao1 no professor1 do gesto1 desta forma oratria1 como le diz1 que tda a gente usa mais ou menos1 mas muito mal e sem o saber1 e do olhar e da fisionomia1 meios1 como le diz tambm1 de dirigir e possuir o aluno4 ,a criana compreende mais a nossa fisionomia e os nossos gestos do que a nossa palavra4 ,de resto1 a palavra mais para mentir4 ,o olhar e as mos que so as verdadeiras janelas da alma4 difcil dissimular com o olhar e com o gesto1 e estes melhores do que nada se prestam a traduzir com tda a verdade o estado do nosso esprito4 ,fixai o olhar do vosso educando1 aprendei a usar de gestos apropriados1 a traduzir pela expresso do olhar e pela maneira de gesticular a vossa inteno e com facilidade podereis socegar o agitado1 disciplinar o indisciplinado1 tornar atento o distrado1 despertar o aptico1 imobilizar quando quizerdes imobilizar1 agir quando quizerdes que se movam1 castigar quando quizerdes castigar1 premiar quando quizerdes premiar1 e por les mais fcilmente do que com os vossos discursos podereis conseguir o que constitui1 tanto no ensino de anormais como de normais1 o principal segredo da arte do educador3 saber fazer do educando um amigo1 saber apossar-se do aluno4 ,educai no s com a alma2 educai com alma4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,o gesto1 a atitude1 no so apenas a expresso do estado afectivo1 so por vezes a prpria causa do estado afectivo4 ,segundo ,william ,james1 o grande psiclogo americano1 o estado emocional no que determina a expresso emocional4 ,a percepo dum objecto1 ou dum acto capaz de nos emocionar1 provoca1 como por reflexo1 reaces corporais1 reaces nervosas1 que geram atitudes1 expresses1 gestos1 perturbaes orgnicas e so estas reaces corporais que1 impressionando-nos1 geram os estados afectivos4 ,como corolrio desta tese1 ,james sustenta que tda a produo1 voluntria e a sangue frio1 das chamadas manifestaes duma emoo determina essa emoo4 ,para comover-nos basta colocarmo-nos em atitude de comoo4 ,entristecereis se persistirdes em tomar atitudes de tristeza2 cultivai as atitudes recolhidas1 em flexo1 prprias dos humildes e tornar-vos heis humildes2 curvai-vos em adorao e acabareis por adorar2 preparai-vos para admirar e admirareis4 ,se1 pelo contrrio1 cuidardes principalmente de atitudes abertas1 em extenso1 prprias para exprimir a alegria ou a fra1 tornar-vos heis alegres1 fortes1 destemidos1 senhores de vs1 e1 se exagerardes1 revoltados4 ,antes de ,james1 pode-se dizer que os educadores haviam descoberto a teoria2 pelo menos a experincia os levara a proceder de acrdo com ela4 ,a importncia que muitos do ao ensino da civilidade demonstra-o1 e demonstra-o sobretudo o cuidado com que nos manuais de civilidade1 nos livros que muitos chamam de educao1 prpriamente dita1 e principalmente nos das casas de educao religiosa1 demonstra-o sobretudo1 dizia1 o cuidado com que neles se prescrevem as regras que devem pautar o gesto1 o tratamento1 a atitude1 a expresso do olhar1 etc41 tdas visando1 nas casas de educao religiosa1 a modstia1 o ar humilde1 recolhido1 obediente1 por vezes servil1 que leva ao estado de esprito que principalmente se tem em vista criar4 ,vale a pena ler1 por exemplo1 para verificar o que digo1 vale a pena ler por exemplo o ,regulamento para as casas da ,pia ,sociedade de ,s4 ,francisco de ,sales4 ,compreende-se bem agora porque que eu tanto me preocupo1 quando falo com os meus alunos1 ou quando les falam comigo1 em aconselhar-lhes ou sugestionar-lhes uma atitude recta1 firme1 simples1 afectuosa1 forando-os a fitarem-me naturalmente1 serenamente1 modestamente1 e a falar sem cochichar1 mas tambm sem levantar demasiado a voz1 procurando sempre regular-lhes a palavra e o gesto1 e dar-lhes um ar disciplinado e simptico4 ,e se tanto me d prazer ver a harmonia no andar1 no falar1 no gesticular1 se tanto s vezes me comovo1 quando vejo desfilar ordenadamente e nobremente os rapazes da nossa ,casa ,pia1 no s por simples emoo esttica1 porque por aqueles sinais externos eu julgo do estado interno da nossa ,casa4 ,vai bem4 ,educadores1 educai o corpo1 que educareis o esprito4 ,minhas ,senhoras e meus ,senhores3 ,os nossos gestos1 as nossas expresses1 constituem um dinamismo afectivo que no s actua sbre os nossos prprios sentimentos1 e exprimem o que ns sentimos1 mas tambm actua sbre os sentimentos dos outros1 inflindo fortemente neles4 ,os gestos1 as atitudes1 as expresses fisionmicas so factores sociais importantssimos4 ,a sociedade um verdadeiro campo de fras afectivas4 ,e a maneira de ser de cada um de ns1 e a maneira de nos exprimirmos1 e de nos comportarmos actuam no meio em que vivemos como fras orientadoras ou perturbadoras da ordem social4 ,habituar os nossos educandos s atitudes e gestos de respeito1 gestos de uma cortezia simples1 mas atraente1 trabalhar pela tolerncia1 pela aceitao serena das diferenas que existem entre os homens1 como diz ,lanson4 ,procedendo assim aumentar-se h a fra da solidariedade1 criar-se h a atmosfera mais favorvel descoberta da verdade1 ao amor do belo e prtica do bem1 e vencer-se h um dos nossos maiores inimigos internos3--a intolerncia1 que1 como a ignorncia1 ainda na expresso de ,lanson1 um instrumento de despotismo1 e de diviso1 acrescentarei eu4 ,como vdes1 a educao do gesto at tem um alcance poltico4 ,como vdes at pode contribuir para a soluo do nosso maior problema3 o problema da unidade nacional4 ,mais uma vez me conveno de que os nossos maiores problemas so problemas pedaggicos4 ,mais uma vez me conveno de que a educao a maior das fras polticas4 ,mais uma vez compreendo o sublime paradoxo1 a que nos momentos mais difceis da sua vida histrica com xito recorreram as duas grandes naes europeias1 centros dos dois poderosssimos sistemas de civilizao1 que neste grandioso e aflitivo momento da vida da ,europa1 se batem e formidvelmente lutam2 sim1 mais uma vez compreendo porque se foi pedir a salvao da ,ptria fora em aparncia a menos feita para isso1 aquela cuja aco 1 por definio mesma1 a mais modesta1 a mais doce1 a mais longnqua--a educao#ad4 ,recorramos tambm ns a ela4 ,eduquemo-nos e eduquemos4 ,que a arte entre na escola e que o fim da escola seja como o da prpria arte no dizer de ,tolstoi3--unir as almas1 associando-as num mesmo sentimento4 ,e que nesta ocasio de perigo1 e sempre1 todos os meios1 todos os pretextos sirvam1 como me est servindo esta minha leitura1 sirvam para cultivar o sentimento supremo e utilssimo do amor da ,ptria4 ,disse4 ,,algumas ,,publica,,es ,,do ,,autor1 ,s,,bre ,,assuntos ,,pedag,,gicos#ae ,antropometria escolar--,relatrio apresentado ao ,,iv ,congresso ,nacional da ,liga ,contra a ,tuberculose1 #aijg4 ,uma colnia de frias--,apontamentos de antropometria mdica publicados no ,boletim da ,assistncia ,nacional aos ,tuberculosos e na ,clinique infantile1 #aijh4 ,instruo e poltica em ,portugal--,artigo publicado na ,alma ,nacional1 #aiji4 ,a educao intelectual e moral da mocidade nos colgios dos jesutas--,conferncia1 #aiaj4 ,carta dirigida ao ,gro-,mestre da ,maonaria ,portuguesa1 no dia do ,centenrio do nascimento de ,jos ,estvo1 #aiaj4 ,o ensino das scincias fisico-naturais na escola primria portuguesa--,artigo publicado na ,revista de ,educao e no ducateur ,moderne1 #aiaj4 ,casa ,pia de ,lisboa--,algumas observaes sbre alunos gagos--,artigo publicado na ,escola ,nova1 #aiab4 ,refeies escolares--,artigo publicado na ,medicina ,moderna1 #aiab4 ,a bem da ,repblica--,discurso lido na ,casa ,pia de ,lisboa e publicado na ,revista de ,educao ,geral e ,tcnica1 #aiaf4 ,pneumogrames de bgues--,contribution l'tude de l'emotivit1 publicado no ,boletim da ,sociedade ,portuguesa de ,scincias ,naturais1 #aiaf4 ,gimnstica--escola de moral e de civismo--,discurso proferido na ,casa ,pia1 por ocasio da recepo de ,sua ,ex4a o ,presidente da ,repblica e dos membros do ,congresso de ,educao ,fsica1 publicado na ,revista de ,educao1 #aiaf4 ,entre dois ,congressos--,artigo publicado no jornal ,a ,repblica1 #aijh4 ,elementos para a elaborao de um projecto de distribuio de gua esterelizada aos alunos do ,liceu de ,cames--,artigo publicado na ,medicina ,moderna1 #aiaa4 ,ensino til e ensino utilitrio--,artigo publicado no ,tempo1 de ,lisboa1 #aiaa4 ,cantinas escolares--,carta ao ,snr4 ,presidente da ,repblica1 publicada no jornal ,repblica1 #aiaa4 ,numa festa da ,casa ,pia1 trechos dum discurso1 publicado na ,revista de ,educao1 #aiac4 ,casa ,pia de ,lisboa--,sbre uns acidentes no recreio--,artigo publicado no ,movimento mdico1 #aiac4 ,ensino dos surdos-mudos--,discurso proferido por ocasio da abertura dum curso para habilitao de professores de surdos-mudos1 discurso publicado na ,educao1 #aiac4 ,a spirometria em antropometria escolar--,artigo publicado na revista ,a ,tutoria1 de ,lisboa1 #aiac4 ,educao fsica--,elogio do ,dr4 ,jaime ,mauperrin dos ,santos1 lido na ,sociedade de ,geografia e publicado no ,sport de ,lisboa1 #aiad4 ,dois documentos para a ,historia--,duas cartas a propsito de uma conferncia sbre a educao nos colgios de jesutas1 publicadas na ,repblica1 #aiad4 ,da influncia dos trabalhos manuais no desenvolvimento do esprito--,discurso lido na ,casa ,pia de ,lisboa1 por ocasio do ,congresso ,pedaggico1 e publicado no ,dirio de ,noticias e em parte na ,medicina ,contemporanea1 onde se encontram tabelas que o documentam1 #aiad4 ,uma iluso muscular--,artigo publicado na ,medicina ,contemporanea1 #aiad4 ,algumas consideraes sbre um calo escolar--,o calo da ,casa ,pia--,artigo publicado de colaborao com ,canuto ,soares1 na revista ,a ,aguia1 do ,porto1 #aiad4 ,arte e democracia1 ,discurso1 in ,atlantida1 #aiah4 ,como educar o operrio e seus filhos1 ,tese ,nacional do ,livre ,pensamento1 in ,actas do ,congresso1 #aiah4 ,no ,lactrio1 ,discurso1 in ,a ,aguia1 #aiai4 ,inteligncia motriz1 in ,a ,medicina ,moderna1 #aiai4 ,morfologia e educao fsica1 in ,medicina ,contenporanea1 #aibj4 ,o foot-ball e as curvas do crescimento na ,casa ,pia de ,lisboa1 in jornal ,football1 #aibj4 ,,lvmen ,,empresa ,,internacional ,,editora ,lisboa--,porto--,coimbra--,rio de ,janeiro ,,ultimas ,,publica,,es ,dr4 ,mendes dos ,remedios--99,historia da ,literatura ,portuguesa991 #e4;a edio ,dr4 ,eugenio de ,castro--99,camafeus ,romanos99--,versos ,teixeira de ,pascoais--99,maranos991 #b4;a edio--,versos 99,as ,sombras991 #b4;a ,edio--,versos 99,cantos ,indecisos991 #a4;a edio--,versos ,dr4 ,antonio ,cabral--99,terras ,longinquas99--,viagens ,manuel da ,silva ,gaio--99,ea de ,queiroz99--,carta ,joo ,ameal--99,em voz alta e em voz baixa99--,dialogos ,rui ,gomes--99,elementos de ,teoria de ,comrcio991 #a4;a parte ,dr4 ,pedro ,fazenda--99,a ,crise ,politica em ,portugal99 ,notas3 #a ,lio de abertura do curso de ,pedologia na antiga ,escola ,normal de ,lisboa4 ,lida em #ai de ,janeiro de #aiae4 ,publicada no jornal da ,tutoria da ,infncia e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #b ,lio de abertura do ,curso de ,psicologia ,experimental da ,escola ,normal de ,bemfica1 no #b4o semestre do ano lectivo de #aiai-bj4 ,publicada no ,boletim ,bibliogrfico da ,bibliotca da ,universidade de ,coimbra e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #c ,lio de encerramento do ,curso de ,pedologia na ,escola ,normal de ,lisboa no ano lectivo de #aiad-ae4 ,publicada no ,arquivo de ,anatomia e ,antropologia do ,instituto de ,anatomia da ,faculdade de ,medicina de ,lisboa1 e no ,anurio da ,casa ,pia4 #d ,ao lado das tabelas e curvas do ,dr4 ,mascarenhas de ,melo devem citar-se as tabelas e curvas de cuja existncia s hoje tive conhecimento e que foram elaboradas pelo ilustre professor de gimnstica desta ,escola ,normal1 o ,sr4 ,pedro ,ferreira1 quando professor no extinto ,colgio de ,campolide4 sses trabalhos foram publicados num folheto intitulado--,la gymnastique mdicale au ,collge de ,campolide1--que foi apresentado1 segundo me informa aquele meu venerando colega1 seu autor1 no ,congresso de ,higine ,escolar1 realizado em ,paris em #aiaj4 ,os dados colhidos pelo ,sr4 professor ,pedro ,ferreira podero servir1 particularmente1 para um estudo das crianas da aristocracia portuguesa1 visto que era sobretudo s camadas aristocrticas da nossa sociedade que pertenciam os alunos de ,campolide4 #e ,esta curva figura tambm no ltimo relatrio da ,escola-oficina n4o #a1 onde o ,dr4 ,manchego tem feito observaes antropomtricas4 #f ,ainda h minutos o sr4 professor ,pedro ,ferreira1 ao ter conhecimento desta passagem da minha lio1 me informou de que tem verificado o facto nesta ,escola e no ,liceu ,maria ,pia1 onde tem procedido a mensuraes4 ,h dias1 neste nosso curso1 entre as senhoras1 me disse ter observado casos bem demonstrativos4 #g ,vd4 sobre o assumpto desta lio o livro do ,snr4 ,dr4 ,alves dos ,santos3--,educao ,nova--,as bases--,i--,o ,corpo da criana 7#aiai7 e a conferncia que preparei para a ,escola de oficiais mdicos milicianos e publiquei em #aiag no ,arquivo de ,anatomia e ,antropologia1 com o ttulo3 ,auxanometria militar4 #h ,lio de abertura do ,curso de ,pedologia da ,escola ,normal de ,lisboa no ano lectivo de #aiae-aiaf4 ,lida em #bj de ,janeiro de #aiaf4 #i ,lio de abertura do ,curso de ,pedologia na ,escola ,normal de ,lisboa1 no anno lectivo de #aiaf-aiag4 ,lida e explicada1 em #bf de ,fevereiro de #aiag4 ,publicada no ,boletim do ,ministrio da ,instruo ,pblica4 #aj ,lio de encerramento do curso de pedologia da ,escola ,normal de ,lisboa1 no ano lectivo de #aiae-aiaf1 lida na sala de ,fsica da ,faculdade de ,scincias de ,lisboa e publicada1 como as duas anteriores1 no ,boletim do ,ministrio da ,instruo ,pblica e no ,anurio da ,casa ,pia de ,lisboa4 #aa ,lio de abertura dum curso de aperfeioamento na ,escola ,normal ,primria de ,lisboa 7,bemfica71 no ano lectivo de #aiai-aibj4 ,publicada na ,medicina ,contemporanea4 #ab ,lio de abertura do ,curso de ,psicologia experimental no ano lectivo de #aibj-aiba1 publicada na ,medicina ,contemporanea4 #ac ,conferncia realizada no dia #ag de ,abril de #aiaf1 no ,salo do ,conservatrio1 e publicada em separata pela ,sociedade de ,estudos ,pedaggicos4 #ad ,palavras de ,ferdinand ,buisson4 #ae ,excluem-se as publicaes que vo reproduzidas e reunidas neste volume e alguns outros trabalhos publicados nos anurios da ,casa ,pia4 ,lista de erros corrigidos ,aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------- ,original ,correco ---------------------------------------- ------------- pg4 #ef infra-normais supra-normais pg4 #hc ,montesssri ,montessri ---------------------------------------- -------------