( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,a ,,espada ,,de ,,alex&re4 ,,corte ,,pr(undo ,,na ,,que/,o ,,d ,,homem-,,mulh] ,e ,,mulh]-,,homem ,,por ,,um ,,socio ,,pr5dado ,,de ,,v>ias ,,phil>monicas ,,porto ,,typographia ,,da ,,casa ,,real ,praa de ,santa ,!reza1 #fc #ahgb ,a ,,espada ,,de ,,alex&re4 ,a ,,espada ,,de ,,alex&re4 ,,corte ,,pr(undo ,,na ,,que/,o ,,d ,,homem-,,mulh] ,e ,,mulh]-,,homem ,,por ,,um ,,socio ,,pr5dado ,,de ,,v>ias ,,phil>monicas ,,porto ,,typographia ,,da ,,casa ,,real ,praa de ,santa ,!reza1 #fc #ahgb ,,c>ta ,,ao ,,meu ,,vis9ho ,,raimundo1 ,,poeta ,,laureado ,,na ,,aguia-,d',,ouro ,,meu ,,c>o ,,s5hor ,e ,,vis9ho6 ,era por uma noite de lua *eia d ago/o pret]ito4 ,e/ava eu janella d t]ceiro &>1 onde moro1 n'e/a fragrante rua das ,congo/as1 n9ho de poetas e philosophos1 flore/a ramalhosa onde v4 s4 regorgeia z suas lyras1 e eu m$ito ,!ophilo e ,rozal9o ,c&ido4 ,e/avam ento v4 s4 e sua esposa1 com z vidraz erguidas1 banhados de respl5dores da lua1 alt]c&o em voz alta a respeito de um livro de ,alex&re ,dumas-,filho1 obra que por ahi gira com o titulo h]maphrodita de ,,homem-,,mulh]4 ,dizia sua esposa que o auctor d livro atacava o direito1 a ju/ia1 a religio e o pudor4 ,replicava o snr4 ,raimundo que o auctor d livro no atacava nada2 pelo contr>io def5dia tudo4 ,r$>guia s4 exc4 que a manso conjugal no aougue1 nem a esposa vaca1 nem o m>ido meg>efe4 ,recalcitrava v4 s4 que a esposa devia consid]>-se vaca1 desde que o m>ido era boi4 ,l',homme-,femme--,le ,boeuf-va*e6 ,e/ cl>o4 ,cont5d]am l>go espao os meus prezados vis9hos n'e/e hone/o c]tame2 e1 ao mesmo passo que mutuam5te se illu/ravam nos dev]es de cada um1 abriam no meu c]ebro um jacto de philosophias que eu passo a golph> aos quatro v5tos da t]ra4 ,os s5tim5tos bem ou mal exp5didos n'e/a c>ta1 meu prezado vis9ho1 so uma especie de prolegm5os com que t5ciono pr$ispor os animos p>a a repres5tao de uma trag$ia1 em que trabalho ha muito1 intitulada ,o homem de ,claudia4 ,no se presuma1 porm1 que eu v5ho com e/a noticia alici> espectadores p>a a m9ha trag$ia no ,!atro-,circo4 ,no1 snr4 ,raimundo4 ,eu s\ publici/a da es*ola de ,me/re ,!ophilo--o symbolico1 4444444444 um que tem nos ,,malab>es ,d summo sac]docio a dignidade1 como a respeito d'elle vatic9\ ,luiz de ,camo5s1 no ,cant4 ,x1 e/4 #aa4 ,publico um livro1 sei que n+uem m'o compra1 nem m'o l2 mas conv5o-me1 laia d me/re1 que os meus livros ens9am tudo que os outros sabem4 ,e/a ronha peg\-m'a elle1 o ,gro-,lama1 que imag9a faz] re=mas de raz com os seus livros de d5tadura anavalhada como ,cadmus fazia hom5s com a d5tua d drago4 ,aj\jei-me1 pois1 na canga d'e/e p$agogo1 e v\ bem4 ,rev]t5do ao ponto3 ,affirmam auctores de boa nota que a mulh] femea1 fem9a4 ,n'e/e p>ec] abundam ,d4 ,antonio ,ayres1 bispo d ,alg>ve1 na ,re=ma d aprisoam5to1 e ,b5to ,p]eira1 na ,prosodia4 ,auctoras tambem de boa nota assev]am que o homem ma*o4 ,d inlace e coezo d'e/as entidades het]og5ias =ma-se o ,ma*o-,femea1 o col*ete phylog9io4 ,faa-me o favor1 snr4 ,raimundo1 de alaprem> o seu intellecto altura d'e/es pr9cipios4 ,em mat]ias transc5d5tes seja-me aguia e no kgado4 ,no pr9cipio d mundo 7no iremos mais longe por em quanto7 extrahiu ,deus a femea d int]c/o d homem4 ,aurora d p>aizo6 ,ento era a co/ella d homem que dava a mulh]2 hoje em dia1 ha hom5s com todas z co/ellas p>tidas por que desej>am uma ou duas mulh]es6 ,o lombo d rei da creao p]deu ba/ante da sua importancia desde que os nossos irmos an?ropophagos peg>am d'extrahir d'elle s&wi*s4 ,e/e exemplo indelicado s$uziu a esposa a consid]> o m>ido uma sub/ancia come/ivel entre o prezunto de javali e o fiambre de viado4 ,d'ahi1 o desacato1 o deslize d'aquella patri>*al idolatria com que dez c5tos de mulh]es g5uflectiam ao sancto rei ,salomo4 ,aba/>dado o antigo preito da co/ella ao co/ado1 da p>te ao todo1 os philosophos inv5t>am a alma p>a d'alguma frma afidalg>em a junco da c>ne c>ne1 d osso ao osso--phraze biblica sobremaneira bonita e aziatica4 ,ideada a alma1 cumpria ungir com os oleos my/icos o pacto da alliana entre alma e alma4 ,accudiram os canonicos com a inv5o d sacram5to4 ,esp]o que o meu vis9ho no ignore inteiram5te que os ,sacram5tos so sete4 ,e1 se e/a sombra de duvida (f5de a sua or?odoxia1 sirva-me de desculpa aquillo de ,plut>*o no seu tractado ,da maneira de lr poetas4 ,diz elle3 ,a religio1 coisa difficil de p]ceb]1 e/ acima da intellig5cia dos poetas4 ,mas d sacram5to d matrimonio sei eu que o snr4 ,raimundo1 sem emb>go d seu alto lyrismo1 p]cebe o ess5cial1 porque eu mesmo o ouvi diz] a sua esposa3 ,o matrimonio foi div9am5te in/ituido4 ,por signal que ella1 ttica e sceptica1 lhe respondeu3--,bem me fio eu n'isso6 ,e a razo de sua esposa duvid> da proc$5cia div9a da in/ituio1 meu c>o vis9ho1 eu lhe digo em que bases se funda4 ,in/ituio div9a ha s uma3 o mundo4 ,e/a cr5a hade prevalec] emquanto meu me/re ,!ophilo no quiz] prov> que o mundo obra dos mos>abes4 ,div9o to sm5te aquillo que humanam5te se no faz4 ,os sonetos de v4 s41 por exemplo1 no me p>ecem absolutam5te de in/ituio div9a4 ,o cazam5to tambem no1 por que em tal acto influem o amor1 o int]esse1 o m$o1 a v]gonha1 o reumatismo1 a papa de l9haa po/a por mo de esposa c>9hosa nas irritaes d app>elho dige/ivo1 etc4 ,e/as coisas so to div9as como eu2 e1 s5o ouso diz] como o vis9ho1 por que v4 s41 na sua qualidade de b>do1 tem lumes div9os1 m5s div9a2 arde1 fumega1 evola-se como ,elias--volatisao de que se no gabam aqui os nossos vis9hos pecuniosos por que o d9heiro pu*a por elles p>a baixo como os ely?ros pela t>t>uga4 ,v4 s4 sabe que1 na antiga ,g]mania1 consoante ,cornelio ,tacito descreve1 aquelles b>b>os ditosos cazavam-se sem sacram5to1 sem sac]dote e sem templo4 ,o noivo1 em pres5a de p>5tes seus e da noiva1 dizia-lhe3 ,recebo-te como m9ha legitima mulh]1 p>a te hav] e possuir1 de hoje vante1 boa ou m1 rica ou pobre1 p>a te am> e assi/ir em tempo de saude e do5a1 at que a morte nos sep>e4 ,alli1 div9dade e padre1 n'aquella augu/a c]emonia1 eram os arcanos sagrados1 arcana sacra1 o my/]ioso respeito ao ,deus invisivel1 consagrado nos solit>ios murmurejos da selva1 lucos ac nemora consecrant4 ,ora1 m$ite1 snr41 n'e/es selvag5s1 onde z mulh]es rapadas1 z adult]as1 eram por tanta maneira r>as1 que ap5as app>ecia uma p>a cev> a execrao das turbas6 ,pois olhe que no havia l n'aquellas flore/as dodonicas idea de femea fabricada da co/ella d homem4 ,l dizia-se que a creadora d mundo havia sido uma enorme e desm$ida vaca1 e vivia-se honradam5te apes> de to e/upida cosmogonia de uma vaca bruta2 e1 por aqui1 no p9o da civilisao1 com tantas vacas sabias1 vamos a pique6 ,z nossas femeas re/ituem-nos a co/ella1 pondo-no'l-a como ap5dice ao craneo2 e1 em vez de se tosqui>em guiza das g]manicas1 alcantilam z cabez com uns riados delirantes4 ,atroz6 ,diga-me1 poeta laureado3 no s] injuri> ,deus attribuir-lhe o v9culo sacram5tal d matrimonio1 d'onde d]ivam tantos inf]nos sabidos1 tantos inf]nos ignorados1 tantos corao5s nobilissimos p]v]tidos1 tanta de%onra esc>necida pelos folio5s dos palcos1 tantas alcovas devassadas1 tanta mulh] emborcada no glpho das lagrimas a que a soci$ade *ama o lodo da pro/ituio8 ,levam a taes vorag5s z e/radas complanadas pela mo de ,deus8 snr4 ,raimundo1 no p>voejemos por amor ao ca?olicismo4 ,no faamos da nossa hypocrisia aspa de patibulo em que e/amos sempre a cravej> a memoria de ,jesus1 sobre quem ,deus refrangiu o mais div9o reflexo da sua gloria4 ,jesus no fez o cazam5to3 quiz faz] a nova ,eva1 com o p sobre os colmilhos da s]pe1 e a fronte amp>ada no seio amantissimo d homem4 ,ah6 ,jesus disse3 ,amai-vos6 ,i/o de3 m>idai-vos preceito de concilios1 e palavra que no sa no lexicon hebreu nem *aldeu4 ,s]-me-hia mais facil encontral-a em ,petronio que em ,s4 ,paulo4 ,ressuma d'essa palavra um travo de impudor4 ,qu&o ella vi] d intimo seio aos labios da mulh]1 j l d5tro no ha flr que lhe p]fume o furtum4 ,m>idana6--expresso deslavada de um acto sem vislumbre de ideal1 a desflorao a comear na prosodia1 um rebaixam5to d'aquelle prodigio da fantasia g5etica--da mulh]-- condio da femea1 da retorta1 d recipi5te1 da maqu9a de co/ura sil5ciosa1 da mat]ia grangeada p>a reproduzir1 como quem aduba um torro que hade v]dej> c\ves lomb>das6 ,atroz1 snr4 ,raimundo1 atroz6 ,que o adult]io8 a razo insurgida contra o absurdo d v9culo indissoluvel4 ,a mulh]1 que morre no acto da sua rebellio1 que 8 ,hoje1 uma crim9osa que uns deploram1 e outros impropram na sepultura4 ,d'aqui a cem annos s] celebrada como holocau/o da emancipao4 ,por que1 d'hoje a cem annos1 vis9ho1 no hav] matrimonio1 nem adult]io--crime conv5cional e e/ranho natureza1 na judiciosa phrase de ,gir>d9--2 hav] amor duravel e mantido mutuam5te pela lib]dade de quebrant> o pacto4 ,o sacram5to1 o n indesatavel1 s]o os anjos1 os filhos4 ,por que os filhos1 z creanz amadas d def5sor de ,m>ia ,magdal5a1 desde ento conv]sam com ,deus1 e haurem-lhe dos olhos div9os o raio de luz que rev]b]a entre os corao5s de seus pais4 ,no desc] a treva d t$io sobre z almas amadas4 ,a aza pura e alva d filho cobril-z-ha1 qu&o a hydra da lascivia resurtir das ru9as de algum ext9cto mo/eiro de b]n>dos ou b]n>das4 ,que o matrimonio8 ,a def9io1 dada rec5tem5te pela m9ha collega ,m>ia ,d]aismes1 rec5de aromas de to subtil fem9ilidade1 que no ha ahi coisa mais balsamica de donzellice e pudicicia6 ,ora1 leia1 poeta e s5hor meu1 e confesse que1 ao p> d'i/o1 os seus madrigaes so trovas de m>ujo que fadeja nas fontes cabal9as da ,travessa dos ,b>bad9hos4 ,o cazam5to--diz a dama1 invectiv&o ,alex&re ,dumas-- a unio de dois organismos1 cada qual com seu (ficio a ex]c]1 em consequ5cia de preciso5s1 appetites1 e desejos que reciprocam5te p5dem a satisfaz]-se um pelo outro1 s5do o objecto de/a satisfao a p]petuidade da especie4 ,eis a ess5cia1 o fim d cazam5to4#a ,e/a m9ha collega physiologica1 ao que p>ece1 lida em ,san*es1 ,de matrimonio1 e tem ba/antes luzes de anatomia4 ,p>a alguns espiritos ra/eiros e ign>os prefiguram-se no hym5eu suavidades1 arrbos1 idealisao5s1 evoluo5s mais ou m5os gasosas1 borboletas iriadas1 etc4 ,a snr4 ,d4 ,m>ia da ,,eva1 no4 ,essa v dois orgos com appetites4 ,em mat]ia de cazam5to no *ri/an1 nem mahometana1 nem pagan3 organi/a4 ,em outro lano1 pag4 #ch1 a mesma philosopha1 discrete&o c]ca dos ditos orgos1 pond]a que a physiologia1 p>te da biologia1 qu&o tracta dos rgos em ex]cicio1 requ] a mais rigorosa imp>cialidade1 e a regeio pl5a de tudo que po/io4 ,apoiada6 ,go/o d'e/a s5hora6 ,se eu tivesse um filho p>vo1 dizia-lhe 3 ,caza-te com e/a ,d4 ,m>ia da ,,eva1 se qu]es sab] biologia4 ,outra m9ha collega1 que por nome no p]ca1 diz que3 se a sua filha = sangu9ea e de compleio robu/a1 lhe no escolh] m>ido fraco ou desfalcado de =z por lib]t9agem4#b tambem organi/a4 ,c e/ outra3 a snr4 ,d4 ,h]mance ,lesguillon1 v]sada em ,ari/oteles4 ,e/a dama abesp9ha-se rasoavelm5te contra ,dumas1 porque elle p>ece alvitr> que z m59as se ab/5ham de int]pret> muito lettra o preceito g5esiaco4 ,a d\ta matrona1 au?ora de quatorze livros1 exclama3 ,qual o fim da creao8 decisivam5te conv5to p>a z mulh]es e mo/eiro p>a os hom5s8 ,i/o1 a fall> v]dade1 ridiculo6 ,onde qu] o snr4 que ellas vo8 ,aos vicios contra-natura1 como ,ari/oteles os attribue ao mascul9o nas republicas gregas8#c ,veja-me e/a sbia1 snr4 ,raimundo6 ,qu] agora regal>-se com um p$ac9ho de apo/rophe contra o mesmo vicio dos gregos8 ,cautela1 et]no mascul9o6 ,o proprio ,deus se (f5de d'esses att5tados contra a natureza6 ,esses impudicos my/]ios que commetteis contra a mulh]--obra da pr$ileco e t]nura div9as--ultrajam ,deus6#d ,my/]ios impudicos que ella l sabe1 como se no fossem my/]ios4 ,vi/a dupla d g5io4 ,emfim1 sempre dama que l ,ari/oteles1 como a sua esposa1 meu vis9ho1 no capaz de soletr> a ,palavra1 gazeta de lettras de #aj reis1 z quaes no podem =m> uma intellig5cia de pataco4 ,conta a ref]ida litt]ata que c]ta donzella sua amiga1 em vesp]a de caz>1 leu o ,homem-mulh]4 ,entr\ o noivo1 e a*\-a a trem] de pavor com o livro entre mos4 ,p]gunta-lhe que tem2 ella mo/ra-lhe a bro*ura1 e aponta-lhe com o d$o de ga?a aquelle trucul5to ,tue-la6 ,mata-a6 --,que lhe p>ece i/o8--disse a pallida noiva4 --,sob]bo6--responde o g5til namorado--,no ha ahi palavra ociosa4 ,o remate pr9cipalm5te optimo6 ,e a m59a1 sem mais delongas1 desmai\4 ,e1 assim que recobr\ os s5tidos1 disse me que no qu]ia semelhante m>ido4 ,rodeiam-na z suas amigas2 =ma-se synagoga de s5horas conspicuas1 e conc$e-se loira ,alice a palavra p>a explicao5s4 ,e a m59a entre outras phrases1 exp$iu e/as d seio arquejante3 --,aquelle mata-a6 mata-a6 zumbia-me nos miolos6 ,e/>reci644 ,como hade a g5te jur> que s] sempre a mesma1 qu&o o livre arbitrio e/ dep5d5te de outro8 ,pod]ei responsabilis>-me por amal-o sempre8 ,se me elle sahir abom9avel1 por s5tim5tos1 e viol5to1 capri*oso e despota1 pod]ei s(fre> a m9ha impaci5cia8 ,se elle me no agrad> depois1 pod]ei amal-o8-- ,vis9ho1 bacorej\-lhe previ/a m59a onde iria p>> ao diante1 e teve m$o4 ,honrado su/o6 ,no lhe assev]o que ella s\besse biologia1 nem miologia1 nem manuseasse z politicas ari/otelicas2 mas de tal donzella ha muito que esp]>1 sci5tificam5te fall&o4 ,d'e/as vitellas t5ras que se fazem z vaccas sabias e duras4 ,mas no se p]suada1 s5hor meu1 que a discreta ,alice aprezilhe no colo de alaba/ro a tunica de ve/al4 ,longe d'isso4 ,t5ciona caz>1 porque z matronas academicas lhe preleccionam biologicam5te que a p]petuidade da especie condio indecl9avel4 ,diz ella ento muito a=urada3 --,heide caz> com pessoa cujos s5tim5tos eu conhea radicalm5te2 qu]o que eu e elle saibamos com o que podemos cont>1 e se z nossas sympa?ias so reciprocas444 ,l d enxoval1 que e/ava prompto1 no se me importa j444 ,eu ia caz> com um sujeito que no amava nem conhecia4 ,primeiro que tudo1 qu]o am> os s5tim5tos hone/os d meu namoro4 ,com taes condio5s1 tudo se arranja bem4 ,s]emos depois indulg5tes um p>a o outro4#e ,ba/ante petisca2 mas boa rap>iga de lei6 ,e +5ua ento444 at alli6 ,confessa que e/eve a ponto de caz> com homem que no amava2 mas cazava to de vontade como volunt>iam5te o regeit\4 ,de sorte que1 se no app>ecesse o livro de ,alex&re ,dumas1 veja v4 s4 que de/9o se e/ava ap>elh&o p>a o m>ido d'aquella s5hora6 vis9ho1 sabe o snr48 eu1 se tivesse um filho indulg5te1 dizia-lhe3 ,rapaz1 se no levas a mal que o almox>ife da caza de ,bragana1 em ,villa ,viosa1 te m&e ag>r> e recolh] tapada como c]vo tresmalhado1 caza com e/a m59a p]liquiteta4 ,agora1 duas pag9as srias1 snr4 ,raimundo4 ,c t5ho a pitada engatilhada ao n>iz circumspecto4 ,devo-me ao futuro d meu paiz4 ,v\ envi>-me gravem5te po/]idade4 ,no me con/a que em ,portugal1 por em quanto1 alguma das g5tilissimas damas1 que recolh]am a h]ana das ,sigeas1 ,alornas e ,possolos1 haja sahido lia a esgrimir com o fulm9ante e/yli/a francez4 ,p>ab5s con/ellao de e/rellas que sc9tillam annualm5te no ,almana* das ,s5horas6 ,que no baixem da regio excelsa em que so contempladas c d'e/as cav]nas onde urram alcateas de fras4 ,se anjos desc]em a involv]em-se comnosco1 sahiro desluzidos1 com z c&idas plumas inc>voadas d suor negro dos nossos pugilatos4 ,ns1 os gladiadores d'e/a ar5a1 se z sanctas e/rellas se apag>em1 no t]emos a quem saud>1 moribundos4 ,no z induzam exemplos de escriptoras francezas n'e/a mel9drosa cont5da4 ,a sci5cia p]igosa1 que lhes sobeja1 escorregadia1 pudor abaixo1 at ao desd\ro da ida e da =ma4 ,j lhes no ba/a a rea mode/a dos argum5tos colhidos nos mananciaes doces d corao e da alma4 ,rompem z fronteiras das sci5cias physicas e graduam *imicam5te os globulos cruoricos d sangue de cada mulh]4 ,do v5ia e desculpa aos temp]am5tos rijos1 e a*am m5os p]doavel o desac]to da esposa lymphatica4 ,devassam os latibulos de ,sodoma1 e d>dejam por sobre a espadua de ,ari/oteles fre*as s>ca/icas c>a purul5ta dos laz>os que raspam a sua lepra nas s>g5tas4 ,abrem ,bi*at e ,de ,bi5ville p>a nos ens9>em o que a esposa anatomica e physiologicam5te4 ,uma1 que diz t] filha a9da creana1 promette consult> o calorico1 os e/os e o arph> d sangue de sua filha nub5te1 qu&o h\v] de lhe escolh] o homem4 uma s5hora quem cogita e escreve e/as c>nalidades1 e z e/ampa e atira o livro onda suja1 que espuma nos tapetes das salas de ,p>iz e de todo mundo4 ,z avez9has1 esvoaadas d pombal d ,sacr-,coeur p>a o baile1 p>a o !atro1 p>a o ,bois1 seguem o olh> lavat]iano das mes a cada homem anmico ou ple?orico1 desc>nado ou inxundioso1 que se aproxima4 ,i/o sobreleva a torpeza tol]ada mulh] que esconde o seu aviltam5to nas alfurjas4 ,n'e/e phr5esi de esg>avun*> em temp]am5tos1 s] racional que o noivo se exhiba e sujeite a s] apalpado no craneo pela me da noiva1 com ,spurzheim ab]to1 p>a av]iguaes de bossas1 e confronto de protub]ancias das duas cabez exam9adas como aptas ao maqu9ismo da procreao4 ,alvitres d'aquella e/fa1 dados por um ebrio no e/am9et1 revessam-se precipitados no s$im5to d absyn?o e d ha*i*2 mas1 decoados pelos prelos1 tornam a *ronica das orgias de ,trimalcio um livr9ho digno da pu]icia1 um ,ramilhete de *ri/os2 e1 se d]ivam por entre os d$os translucidos de uma s5hora1 ah6 eu no lhes sei o nome6--a m9ha vontade *or> um *oro gr&e como o propheta ,eze*ias3 flevit fletu magno6 ,e v4 s4 no *ora1 snr4 ,raimundo8 ,esponje-me d'essas entranhas de poeta fios de lagrimas2 depois1 enxugue-se1 e leia1 se e/ de pa*orra4 ,aquellas e outras damas que taes livros escrevem1 inspir&o-se da cata/rophe de ,d5ise ,mac ,leod1 assass9ada1 p\co ha1 pelo m>ido1 afug5tam a pi$ade de ao p da sepultura onde o ar*anjo sombrio e me/o da paixo se abraa cruz das ,manas ,egypsiaca e de ,cortona4 ,a desgraa no tumulo inviolavel4 ,z mais au/]as consci5cias se commis]am das infelizes dilac]adas pelas rodas d'e/e pessimo maqu9ismo social2 todavia1 a compaixo no ass5tim5to s irreflectidas damas que p]ram s turbas mo/r&o a tunica ensangu5tada da victima1 como quem mo/ra o punhal de ,lucrecia4 ,se nos qu]em commov]1 *orem primeiro4 ,lagrimas1 lagrimas4 ,nada de re?oricas l>deadas de d\torices4 ,em vez de physiologia1 espiritualismo4 ,alma2 e de corpo s o quantum satis4 ,contem-nos segr$os das suas fragilidades maviosas2 coisas d seio p>a d5tro2 flores de corao1 que1 a9da afogadas e delidas na raiz por abundancia de lagrimas1 espiram sempre olores de innoc5cia4 ,se se desviam da honra1 aconselhadas por suas sab5z1 ento e/ tudo p]dido6 ,em organismos1 em sangues ricos ou depaup]ados1 em discipl9as d #c4 anno m$ico1 faam-nos o favor de nos no ap]feio>em4 ,receamos que s4 exc4z nos intimem t>efa de *ro*et1 emquanto ellas1 mont&o os oculos1 abrem o gr&e volume de ,h>veus1 e1 p>a nossa confuso e esc>m5to1 pegam de declam>3 ,ex]citationes qudam de p>tu3 de membranis ac humoribus ut]is et conceptione4 ,eu t5ho e/e livro1 vis9ho2 e1 se uma filha que heide t]1 me abrir o livro e o traduzir no capitulo ,propagao da especie1 mato-a2 p>a que o filho d snr4 ,alex&re ,dumas1 v9do a s] meu g5ro1 m'a no mate1 aconselhado pelo pai4 ,snr4 ,raimundo3 ,eu no sei se sua esposa in/ruida e ba/ante pr(unda em ,ponson du ,t]rail4 ,que no v ella arr5eg> d mau vis9ho da porta como de todos os diabos1 mals9&o-me de zoilo de damas que v]sam com mo diurna e nocturna os romances da ,biblio!ca economica4 ,no1 s5hor4 ,acato a sab$oria das s5horas1 qu&o a figura lhes d geito de virgos1 feitio de me/ras regias jubiladas1 e um no sei que de sexo canonico4 ,que sua esposa1 moa e galante1 recite ao piano trovas de lavra propria1 e escreva o soneto acro/ico no dia natalicio d m>ido1 a*o isso bonito1 s5horil e b5em]ito de um at dois osculos ca/os e dignos da te/a da ,m9]va antiga4 ,mas1 se ella descamb> das br&uras ero?icas de ,sapho p>a z m$itao5s sociologicas da snr4 ,canuto1 peco-lhe1 vis9ho1 que a obrigue a lr z obras de meu me/re d\tor ,!ophilo1 a fim de ganh> odio letra r$onda--virtude supranum]>ia dos escriptos d'aquelle v>o4 ,h\ve damas que logr>am intalh> seus nomes na arvore immortal da sci5cia2 essas1 porm1 no desg>r>am da s5da florda por onde z abelhas d ,hymeto lhes sahiam a dulcific> mulh]ilm5te a phrase4 ,d\-lhe como exemplo ,/ael4 ,de involta com va/issima lio entreluzem1 nos seus livros mais grados1 donaires fem9is1 e g5io ac5drado na fragua d corao4 ,ao proposito d'e/a e/]il peleja1 que se r5ova cada vez que um m>ido se furta s prezas da irriso publica1 atir&o s da morte a esposa adult]a1 ,/ael p]pass\ ligeiram5te1 como lhe cumpria1 pela soluo d divorcio1 reprov&o-o4 ,no extremado livro *amado ,da ,allemanha1 escreve a insigne p5sadora3 =osa coisa confess> que a facilidade d divorcio1 nas prov9cias prote/antes1 macula pr(undam5te a sanctidade d matrimonio4 ,tanto monta mud> de m>ido como urdir z p]ipecias de um drama4 ,l1 a boa indole dos hom5s e das mulh]es p]mitte que semelhantes rompim5tos no sejam am>gurados444 1 todavia1 c]to que1 conta d'isso1 a consi/5cia d c>act] alquebra-se1 os bons co/umes aba/>dam-se1 o espirito p>adoxal alue z mais sagradas in/ituies1 e no ha ahi det]m9> regras sobre coisa n5huma4#f ,aqui tem s5tim5tos que frizam honradam5te primorosos em indole de s5hora n'e/a que/o1 a todas z luzes pessima1 por nimiam5te arriscada4 ,aquelle p>ec] talvez vuln]avel1 e no resi/ir1 por v5tura1 a ,portalis ou ,montesquieu2 mas o que a sci5cia lhe respeita a hone/idade4 ,filha1 esposa e me1--tudo no extremo em que a em95te escriptora logr\ s]1 em vida to ap>cellada de angu/ias--respiram n'aquelle pudibundo resgu>do s]i$ade d cazam5to4 ,ella no qu] o divorcio3 qu] a dignidade na paci5cia1 qu&o fallea no homem a probidade de m>ido4 ,comp>e-m'a1 snr4 ,raimundo com e/as ,hippatias de #ahgb4 ,em quanto a poetisa de ,cor9na l9im5tava suas maguas de expatriada com a ,messiada de ,klop/ock1 e/'outras1 com o c]ebro a9da escaldado dos meteoros de petroleo1 ju/ificam o desaire das esposas com a physiologia de ,mull]1 e vo l]1 ao lampejo dos cirios mortu>ios1 que ladeam o atade de ,d5ize ,mac ,leode1 z vaias que o philosopho de ,/agyra desfre*ava contra os p$]a/as esp>tanos4 ,qu] v4 s4 l]1 a occultas de sua esposa1 um molde de alt]cao1 entre m>ido e mulh]1 que ,d4 ,m>ia da ,,eva1 lhe (f]ece em desculpa da adult]a8 ,,m>ido ,o adult]io de m9ha mulh] pde faz]-me pai de filhos alheios4 ,,esposa ,o adult]io de meu m>ido pde arru9>-me os b5s de =tuna4 ,,m>ido ,tu devias t] =a e juizo p>a no succumbir4 ,,esposa ,e tu1 que repres5tas a razo1 fo/e o primeiro a prev>ic>3 no fiz mais que pag>-te na mesma mo$a4 ,,m>ido ,a m9ha culpa foi um m]o capri*o dos s5tidos4 ,,esposa ,e a m9ha foi uma necessidade4 ,quize/e que eu fizesse de viuva sem t] inviuvado4#g 99 99 99 99 99 ,aqui tem6 ,que s5horaz6 ,no lhe faz saudades a dec5cia das ,c>tas de ,n9on de ,l5clos8 ,eu e/\ em diz]-lhe como o poeta1 que honras e famas ,em taes damas no ha p>a s] damas#h ,e1 por tanto1 vis9ho e amigo1 vi/a d que pregam e/as p&orgas folicul>ias1--symptomas de acirro incuravel no corao da ,frana1--somos entrados em p]iodo de decomposio4 ,salve-se quem pod] com a sua companheira d'e/a peor ,troya1 e leve alguns p5ates r$uzidos em especies banc>ias sobre os hott5totes1 e vamos p>a l muito nas boas horas1 se v4 s4 no pref]e antes que fiquemos p>a moralis> z massas4 ,eu1 de mim1 anteponho o m>tyrio fuga4 ,irei brad> debaixo dos muros d'e/a segunda ,j]usalem1 sem me esquec] de ,b>cellos1 ,am>ante1 ,lamego e outras ,n9ives corrompidas4 ,se os de d5tro me amolg>em a cabea p$rada como fiz]am ao outro enviado d ,s5hor1 arrange v4 s4 a =m> de mim um sugeito leg5d>io1 depois de consultado me/re ,!ophilo--o arbitro das ca/as--sobre a raa em que me hade grud>4 ,s\ apo/olo comm$ido e mode/o1 snr4 ,raimundo4 ,no me desvanecem presumpes de o conv5c]4 ,o que fao alqueiv> bravios3 o semeador vir mais t>de4 ,rep>e1 no emtanto1 por essa vida de seis mil annos fra que vem fluctu&o desde o *os4 ,no v uns altos e et]nos padres assignal&o p>ag5s que o g5]o-humano fez p>a ouvir a consci5cia de sua =a1 o ,deus int]ior1 pela voz dos oraculos8 ,sobre esses padro5s ha umas e/atuas que topetam com z e/rellas4 ,*amam-se ,moiss1 ,f1 ,kong-,f\-,tse1 ,socrates1 ,plato1 ,ari/oteles1 ,cic]o1 ,paulo1 ,galileu1 ,lu!ro1 ,vico1 ,desc>tes1 ,kant1 ,kepl]1 ,leibnitz1 ,newton1 ,pascal1 ,montesquieu1 ,voltaire1 etc4 ,cuida v4 s4 que z torr5tes da vida intellectual e progressiva se rebals>am n'e/e pantano descompassado em que z rans1 por entre os rabaaes1 nos e/o coax&o sci5cia444 de rans8 ,e/ illudido1 vis9ho4 ,a natureza humanal f]m5ta1 tem febre como purp]a d'um gr&e feto que lhe esc\ceia os flancos1 fita gr&es orelhas ab]tas aos rugidos da ida nova que vem da ,cafrria1 e asse/a o oculo de longa mira s brumas d horisonte1 onde1 a espaos1 lhe corisca um pyrilampo1 que1 se no ,!ophilo1 s\ eu4 ,se elle1 digam-lhe que se abra4 ,epheta6--palavra hebraica1 que qu] diz]3 abre-te6 ,melhor> os co/umes das raz deve s]-lhe mais facil que a co/umeira de inv5tal-z4 ,e elle1 como o vis9ho sabe--inv5t\-se a si1 inv5t\ aquillo6 ,pois ento que falle1 com disp5sa at da syntaxe4 ,que espirre c&eias na treva que se e/ cond5s&o volta d c]ebro social--a familia4 ,que laqueie a gr&e art]ia arta da soci$ade humana--o matrimonio4 ,que defeque o inte/9o cego das raz g]manicas e lat9as da tnia que o re--o adult]io4 ,que nos diga1 em fim1 ,!ophilo o que se hade faz] ao dono ou dona d'e/a pr5da6 ,n+uem receia que se esquive de entr> n'e/a gaf>ia de tab>do5s1 com o seu empla/o1 elle1 que entr\ com #cgbe pag9as em-#h4 no gas(ilacio da patria4 ,sabia i/o1 vis9ho8 ,e ns1 os seus discipulos laudanisados1 esp]amos que o me/re1 depois de/a somnol5ta op]ao de ,mesm]1 nos transporte s regio5s translucidas d espiritismo4 ,entretanto1 porm1 que o vid5te incuba1 v\ eu arrote&o o *avascal que elle depois toz> mais a preceito4 ,snr4 ,raimundo1 poeta laureado e amigo3 ,alex&re ,dumas-,filho qu] que ,caim cazasse com uma macaca1 natural d paiz de ,nod1 t]ra desconhecida a ,/rabo4 logicam5te rigoroso que um paiz desconhecido a ,ptolomeu e outros geographos antigos seja paiz de macacas4 ,se v4 s4 no a*> no mappa de ,portugal a t]ra onde fui creado e educado1 a ,sam>dan1 to *asqueada por ,fil9?o ,elysio1 fica au?orisado a decidir que eu1 em pequ5o1 &ava l pelos bosques a br9c> com z caudas dos cynocphalos1 meus me/res de gymna/ica e ge/iculao4 --,d'onde s tu1 meu amor8--p]gunto1 na praia da ,foz1 mulh] que adoro4 --,s\ de ,s4 ,gonh$o--responde ella4 --,de ,s4 ,gonh$o8 ,esp]a ahi4 ,abro o ,diccion>io geographico1 de que &o munido depois dos ultimos acontecim5tos4 ,procuro ,s4 ,gonh$o1 e no a*o4 ,comeo a suspeit> que o meu amor de ,nod2--que 1 pelo m5os1 amacacada4 ,disf>o1 acc5do o meu *>uto1 e safo-me4 o mais prud5te4 ,de ,caim e de sua esposa ,cat>h9a 7sem dom3 receio que v4 s41 esquecido dos seus e/udos zoologicos1 faa a mulh] quadrumana de ,caim homonima da inspiradora de ,luiz de ,camo5s4 ,cat>h9a o nome de uma das duas tribus da primeira familia de macacos4 ,veja ,milne-,edw>ds1 ,dum]il1 ,lam>ck1 e a mim1 passim7--de ,caim e de sua esposa ,cat>h9a proc$em1 segundo ,alex&re ,dumas1 z mulh]es de m raa e condio bravia4 ,pelos modos1 n'e/a prog5ie maldita1 os ma*os so p\cos1 sem emb>go de enxame>em por ahi em b>da uns que macaqueam ,s*legel e ,kant como uma foca pde rem$> um acrobata arabe4 ,a g]ao de ,caim1 cont9uada em ,*am1 brunida pelo esm]il dos seculos1 adelgaou-se e puliu-se de feitio que j se confunde hoje em dia com a desc5d5cia ab5oada de ,sem e ,japhet4--,v4 s4 7p]mitta o exemplo7--e/ p]suadido que sua s5hora da raa boa1 e faz muito bem2 mas v de hypo!se que sua mulh] amua e tr9ca o labio porque o vis9ho resi/e a r5ov>-lhe a cuia4 ,p>ece-me que s] ento ac]tado rep>> se ella n'essa occasio re o sabugo1 se coa os quadris com o d$o indicador1 e &a de cadeira p>a cadeira a d> uns saltos suspeitos4 ,se e/e desgraado presuppo/o se realis>1 v4 s4 no s] demasiadam5te iniquo desconfi&o que e/ matrimoniado com uma s5hora que tem nas veias um litro de sangue de macaca4 ,feito o descobrim5to an?ropomorpho 7queira desculp> e/a greg>ia71 n5huma cautella de mais4 ,o bom siso pela m9ha boca humilde1 aconselha o vis9ho que lhe d a cuia1 duas cuias1 e tres nozes p>a ella se des>ruf>4 ,se no fiz] i/o1444 e/5de-se1 snr4 ,raimundo4 ,comeam a entre-luzir os meus pr9cipios c]ca d adult]io4 ,j a*\1 vis9ho8 ,o adult]io um fatalismo organico4 ,a mulh] de /irpe macaca irresponsavel d fratricidio e cazam5to be/ial de ,caim4 ,a rla arrulha1 o sagui *ia1 cada qual segundo a sua natureza glottica4 ,o homem no deve sangr> ponta de punhal a art]ia onde o supremo g]ador inject\ sangue viciado4 ,n+uem se lembr\ de faz] irmans da c>idade z hy5as1 nem enc>reg\ os pa*id]mes de mission>em aos pretos seus vis9hos4 ,o crime depreh5de-se da lib]dade de o no pratic>4 ,a bossa imp$e o arbitrio4 ,o homem1 que descadeira a mulh] victima da fatalidade d seu organismo1 s] capaz de me desfe*> um rewolv] queima r\pa1 se eu lhe no aceit> a crte4 ,e eu no lh'a aceito1 por que no e/ na m9ha organisao aceit> a crte d mascul9o nem d neutro4 ,s\ irresponsavel da m9ha esquivana s c>icias ard5tes d'essa pessoa4 ,no posso am> o sugeito que me envi\ uma camelia1 ou um frasco de agua de ,colonia d ,f>9a4 ,se esse galan me bat]1 sobre s] asno1 f]oz4 ,os legisladores1 m5os arr$ios das leis naturaes1 e/atuem que m>ido e esposa se divorciem1 dada a incongru5cia de g5ios1 aggravada pela prev>icao dos reciprocos dev]es da fidelidade conjugal4 ,o divorcio1 porm1 re/ricto sep>ao d =o conjugal e b5s1 no sana z f]idas ab]tas na honra4 ,a mulh] resvala com o nome d m>ido a todas z vorag5s onde a irresi/ivel condio a baqueia4 ,hade elle1 por tanto1 matal-a p>a desacorr5t>-se d pel\r9ho d vilip5dio8 ,no2 por que mata um au?omato inconsci5te da sua qu$a4 como se &asse s facadas aos seus amigos1 por que elles1 na sua qualidade de corpos1 ob$ec5do lei da gravitao1 p5dem p>a o c5tro da t]ra4 ,o divorcio judici>io con/itue o cazam5to escola de esc&alo--diz o d\to dramaturgo d ,supplicio de uma mulh]4#i--;,e acresc5ta3 ,a int]f]5cia de juizes quasi sempre cega ou nociva4 ,se entre cazados ha motivos de divorcio1 deem-lhes pl5a lib]dade de se deslig>em4 ,at aqui o primeiro publici/a de ,frana4 ,mas divorcio incondicional1 rompim5to sem clauzulas4 ,se ha dote ou b5s p>aphr5aes1 a mulh] cr$ora1 no j d m>ido1 que um titulo ext9cto1 mas d det5sor incompet5te dos seus hav]es4 ,essa mulh]1 livre1 pde encontr> m>ido de sua especie1 com tres p>tes de macaco ou mais1 que lhe no e/orve os in/9ctos1 e s] ditosa1 como a esposa de todos os sujeitos de prol e t9o1 ,que no so de ciumes (f5didos4 ,e1 simultaneam5te1 aquelle homem1 desatado d v9culo infamante1 pde top> uma desc5d5te de ,japhet1 esposa leal1 sangu9ea ou biliosa1 mas sobre tudo honrada1 que melhor que lymphatica4 ,e o sacram5to8--p]gunta-me o vis9ho com a ,c>tilha de ,me/re ,ignacio em punho4 ,o sacram5to1 snr4 ,raimundo1 um att5tado contra a natureza2 1 na phraze en]gica de ,gir>d93--uma pret5o impia dos fabricadores de leis positivas1 prophetas e legisladores a desfaz]em z leis naturaes p>a refaz]em o g5]o humano sob o nome de ,soci$ade4 ,obs]ve que ,gir>d9 foi m>ido exempl> de ,delph9e ,gay1 a mais =mosa e illu/rada alma no mais g5til corpo de p>isi5se4 ,pond]e n'i/o4 ,mas muito mais pond]osa a que/o dos filhos4--,que se hade faz] s creanz1 flores que desbotoam ourela d'essas s5t9as1 anjos nitidos que passam deplorativos por entre z lav>$as d'esses inf]nos8 ,os filhos1 legitimos ou ba/>dos1 adult]9os ou ince/uosos so eguaes p]ante a me4 ,ella quem no duvida que os filhos so seus4 ,receba-os1 leve-os1 que talvez leve comsigo os e/eios d seu rehabilitado decoro4 ,mas1 se o m>ido os quiz]1 deixe-lh'os1 que bem amp>ados ficam no seio d amor4 ,deve de s] imm5so o bem-qu]] d homem que lava com suas lagrimas os e/ygmas na face d filho da mulh] p]fida e repulsa4 ,p]gunta-me o vis9ho se1 em h>monia com e/es p>adoxos1 o cazam5to1 a alliana sacram5tal de homem e mulh] acabam4 ,acaba o que a soci$ade fez1 viol5t&o o que a natureza t9ha feito4 ,mulh] e homem volvem ao que =am4 ,t>get1 o collaborador d ,codigo ,civil da ,conv5o1 responde-lhe melhor d que eu3 ,onde qu] que a soci$ade encontr> um homem viv5do com uma mulh]1 deve reconhec] um consorcio apto p>a d> aos filhos o direito da legitimidade4 --,paganismo6 ,seja o que v4 s4 quiz]2 mas olhe que j no bom tom trejeit> visag5s e momos qu&o a razo joeira p]olas no lixo da ,roma de ,aggripa e ,s5eca1 de ,cato ,c5sor9o e ,m>co ,aurelio4 ,se o vis9ho admira nos ,congregados e na ,tr9dade muita s5hora1 devota e escrava de ,m>ia ,sanctissima1 no se edific>ia m5os entr&o em ,roma no templo d ,pudor1 edificado pelas ,veturias1 ,cornelias1 ,calpurnias1 ,sulpicias ,pretextatas e ,arrhias ,m>cellas4 ,e/as ou morriam com os m>idos amados1 ou v+avam-os4 ,o opprobrio no ousava ergu] a cabea petulante de sobre a alta b>reira que extremava aquellas matronas das ,silias e ,octavias1 das ,apuleias ,v>ilias e das mulh]es de ,claudio4 ,o vis9ho sabe que na ,roma pagan1 dado que o divorcio p5desse da simples delib]ao de um ou de ambos os conjuges1 ou a9da d m]o capri*o d m>ido immoral--qu] elle se *amasse ,n]o ou ,cic]o--decorr]am qu9h5tos e v9te annos sem um exemplo de divorcio4 ,montesquieu explica o ph5om5o3 ,m>ido e mulh] s(friam-se paci5tem5te os mutuos dissabores cazeiros1 por isso mesmo que podiam acabal-os2 e1 s por que t9ham livre o uso d'esse direito1 passavam toda a vida sem pratical-o4 ,ahi e/ a m9ha ida p5eirada aos v5tos quadrantes da op9io tempe/uosa das turbas4 ,ruja a lea da hypocrisia na sua cav]na--que eu1 laia d v>o ju/o de ,horacio1 ouvirei sem pavor o e/ronde> d mundo d]ruido volta de mim1 vi/o que t5ho assi/ido impavido aos e/rondos de todas z phil>monicas de que s\ socio pr5dado4 ,impavidum f]i5t ru94 ,direi agora de v4 s41 e de mim1 e aqui d vis9ho especieiro da esqu]da1 e d'outros sucios d mascul9o4 ,napoleo ,i1 na ilha de ,sancta ,hel5a1 m&\ escrev] no seu ,memorial que um homem deve t] muitas mulh]es4 ,fez o que disse1 e =mul\ uma maxima ao alcance de todos os tolos1 salvo seja4 ,a aguia de ,au/]litz alou aos pramos da sua asc5o axiomatica os infimos esc>avelhos e osgas d'e/es nossos paues burguezes4 ,o nosso velho amigo ,d4 ,joo ,t5orio incorpor\-se em toda a ca/a de galan esgr\viado1 de galan mazorro1 de galan ap>rado no corpo e na alma4 ,os mon>*as1 con/ituidos ,luizes ,,xiv de refugo1 mett]am nos paos uns retalhos de ,con/ant9opla1 com a diff]5a que os seus cam>i/as--os lanarotes--no pod]iam g>gante> de falsete na capella sixt9a4 ,por sua p>te1 os sapateiros1 convictos da egualdade d homem p]ante a mulh]1 fiz]am-se tambem califas de sultanas coz9heiras1 immol&o sua intemp]ana d'amores o decoro das coz9has e a p]feio das almondegas4 ,e/1 pois1 d]rancado o mascul9o desde o ?rono at tripea4 ,e diga-me c1 vis9ho3 onde iria cada homem busc> z muitas mulh]es decretadas por ,napoleo--o gr&e8 ,fra d triangulo8 era impossivel4 ,v4 s4 e/ bem c]to d que o triangulo8 ,vem isso lucidam5te explicado no ,homme-,femme de ,alex&re ,dumas4 ,triangulo o homem-movim5to1 a mulh]-frma1 e ,deus manife/ado n'essas duas coisas que se unem4 ,e1 se no se unirem e amalgam>em n'uma s1 nem o homem t] frma1 nem a mulh] se mov]4 ,por tanto1 homem sem mulh] tem pezo1 mas no tem feitio2 mulh] sem homem1 nem se qu] um movel1 por que immovel4 ,mais cl>o d que i/o1 s um preto e a ,poesia d ,direito de me/re ,!ophilo4 ,logo que o ,codigo ,p5al no provid5ci\ contra o homem1 contra o movim5to1 que se quizesse apropri> v9te frmas de uma ass5tada1 era de esp]> que a soci$ade s(fresse gr&e t]ramoto nas suas mais augu/as in/ituio5s4 ,assim aconteceu4 ,o homem1 abroquellado com a impunidade1 desfrald&o a b&eira da natureza em bruto1 arpo\ z suas prz no proprio ?alamo conjugal4 ,tal m>ido1 que t9ha uma s frma1 p]deu a mulh]1 e fic\ amorpho1 sem feitio de ca/a n5huma4 ,outros1 que t9ham duas frmas e d'ahi p>a cima1 l se avi]am melhor com a sua vida4 ,a mulh]1 essa que nunca fic\ intrevada1 m+ua de movim5to1 porque o homem p>a ella era como o ramo de ,virgilio3--homem ido homem sub/ituido3 ,primo avulso non deficit alt]4 ,*oveu ento aquella praga de leo5s deva/adores1 ,leo va/ratix de ,l9eu--uns ribaldos que se gabavam de s] pais de todos os nossos filhos4 ,e s]iam2--o diabo o jure6 ,e/es hom5s eram negros ou pallidos--,o!llos ou ,romeos4 ,t9ham maneiras scismaticas nas salas4 ,sombrios como anjos precipitados2 demonios a9da bellos d respl5dor d co p]dido4 ,liam romances d visconde de ,arl9c\rt1 *eir&o a patibulos ensangu5tados4 ,bebiam cognac1 na abundancia1 em que o crv de hoje em dia1 o seu filho deg5]ado1 bebe agua de ,entre-ambos-os-rios p>a desimtupir o figado4 ,comiam bribigo5s e outros te/ceos com salada de malaguetas4 s duas da manhan sahiam dos seus antros da ,aguia-d'ouro1 *apeo d]rubado1 capote s canhas1 e iavam a deva/ao das familias pelas trapeiras com escadas de corda4 ,e/es devassissimos ,ri*elieus de esnoga eram conhecidos4 ,toda a g5te f9a sabia que elles bebiam z lagrimas de umas s5horas pelos craneos das outras4 ,e1 no ob/ante1 a soci$ade decretava-lhes a primazia na elegancia1 o primor na cortezia1 e bom-go/o nas fidalgas e/\vices4 ,era vl-os nas salas4 ,z m59as remiravam-os de esguelha1 tremidas de amor e md2 e acon*egavam-se da egide tutel> da me que lhes segr$ava em suores de afflico3 --,aquelles hom5s tem manf>rico6 ,m59as1 no olhem p>a elles1 que tem p]dido muitas donzellas1 e de cazadas no ha conta nem m$ida4 ,e z m59as ficavam sab5do que z donzellas se p]diam como z cazadas2 e1 se p]guntavam o de/9o d'essas p]didas1 z mes respondiam3 --,no vs alli ,d4 ,pul*]ia8 ,d4 ,a?anazia8 ,d4 ,h]m9igilda8 e etc86 ,ellas rep>avam ca/am5te1 e viam z trez nomeadas1 e z etcoet]as1 refe/eladas em poltronas1 arraiadas de s$a e p$ras4 ,e1 depois1 viam-z ir1 sobraadas pela c9ta desnalgada1 nos braos d'aquelles hom5s prectos1 regambole&o a p]na com furor macbro n'aquellas polkas de ento que eram a propria lascivia1 o segr$o descob]to das corz na fe/a da deusa ,bona4 ,eram assim iniciadas z m59as ao sahir d collegio3 mo/rava-se-lhes o s$uctor fatal com o pre/igio das salas e dos amores defesos2 mo/rava-se-lhes a mulh] de%one/a com z regalias dos diamantes e das polkas4 ,p>ab5s1 vis9ho6 ,d'aquelles hom5s1 uns morr]am2 outros1 pro/rados ao canto da leoneira1 urram nas angu/ias da gotta1 e pitadeam d meio-grosso4 ,durma v4 s4 socegado nos braos da esposa fiel e da policia civil4 ,escada de corda no con/a ha muitos annos que z patrulhas topassem uma funccion&o contra o pudor publico4 ,das muitas cordas que h\ve1 suspeito que os seus possuidores se s]viram1 in=c&o-se a f9al com ellas p>a desaggravo dos bons co/umes4 ,v]dade que se disp5sam escadas1 se a hypo!se e?ologica de ,alex&re ,dumas v]dadeira--a hypo!se das macacas1 qual eu racionalm5te associo a hypo!se dos macacos1 com ba/ante desaire d meu sexo4 ,aquelles bi*os atrepam contra todas z previso5s da policia4 ,um bugio capaz de enrosc> a cauda na sacada d vis9ho da esqu]da1 e baloiar-se janella d snr4 ,raimundo com a maior limpeza de trabalho3 quod di om5 av]tant--o que os deuses no p]mittam6 ,seja como fr1 oio diz] que os defunctos leo5s1 se no deix>am leonculos com z mnhas pat]nas1 inocul>am na g]ao actual o que qu] que fosse da sua po/hema4 ,por aqui na nossa rua e nas travessas limitrophes1 graz aos temp]am5tos1 no tem havido1 que eu saiba1 supplicio de macaca2 obs]vo1 porm1 *eio d'e/as tri/ezas mod]nas1 que1 uma vez por outra1 l ao longe1 c]tos m>idos1 ignorantes d cazam5to de ,caim no paiz de ,nod1 vo ex]cit&o o (ficio d av sem se import>em dos co/umes da av3 matam4 ,e/a aco1 vis9ho1 se me no p>ece digna1 sem res]va1 d maior elogio1 tambem a no impropro em diatribes de ,sgan>ello que def5de o seu impudor proprio1 argu9do a crueldade alheia4 ,i/o de trahir um fune/o p5dor d organismo4 ,e mat>1 a meu vr1 uma fune/a e irrecusavel influio da nevroze4 ,mulh]1 que refre> os impetos d seu temp]am5to1 tanto como div9a1 s5o mais1 porque sopeza a natureza1 div9am5te saturada d deus univ]sal1 d gr&e ,pan indivisivel4 ,homem trahido1 que s5te em si o retalh> de dois gumes1 amor e honra1 dois caut]ios a s>j>-lhe a um tempo corao e c]ebro1--que arde em ancias de mat> como ardra outr'ora em ancias d'amor1 tal homem1 se p]do\1 um sancto1 a mais bella e p]feita desgraa que ,deus cre\4 ,no temos1 porm1 que v] com aquellas excepo5s4 ,balancemos o ?uribulo da nossa admirao ,provid5cia d'essas almas1 e des&emos p>a a feira franca onde o stan de ,gil ,vic5te infeirava z suas vitualhas4 ,o commum dos adult]ios a retaliao1 o despique1 a mulh] que a si se despreza por que se v aviltada d m>ido4 ,elle1 sac]dote d amor1 erigira-lhe alt> e idolatrra2 depois1 esfriado o f]vor1 apera o idolo1 e ass5t> sobre a peanha pr(anada a deidade nova1 com respl5dor de s$uco5s infames4 ,primeiram5te1 o amor e vaidade *or>am no corao da mulh] expulsa d templo2 em seguida1 o orgulho repres\ z lagrimas1 fl-z peonha de v+ana2 e1 por d]radeiro1 livel\ a mulh] v+ada hombro a hombro d homem lib]t9o4 ,elles ahi e/o1 dignos um d outro1 levados pelo delicto social s leis au!nticas da natureza4 ,acab\ o artificio d m>ido-esposa4 ,re/aur\-se o ma*o-femea4 ,romp]am o pacto da fidelidade8 de%onr>am-se reciprocam5te8 ,muito bem6 ,hossana aos filhos da natureza6 ,urrah pelo rebanho de ,epicuro6 ,qual mat>em-se6 ,vivam6 no l> ou na rua1 na lama ou nos arm9hos2 mas vivam e m$rem como g5te de boas e bem saldadas contas4 ,i/o o que a lei qu]1 o que a religio da c>idade aconselha1 e o que a soci$ade tol]a com um bem dissimulado respeito4 ,todavia1 ha ahi uns celibat>ios1 extraviados dos concilios1 amantes extremosos1 pais l\cos de amor aos filhos1 mas1 em fim1 celibat>ios impudicos1 que sorriem1 a occultas1 dos m>idos logrados4 ,quem disse a esses mals9s d l> alheio que taes m>idos so logrados8 ,com que prot]via se m>a a fama da esposa e/ygmatis&o-a de p]fida8 ,esposo trahido e mulh] tr$a so os que reciprocam5te se m5tem4 ,cessa a ignom9ia da p]fidia onde comea a lum9osa tol]ancia da des=ra4 ,e1 por tanto1 a invaso da crytica ao seio da familia1 que no reclama a int]f]5cia d ,codigo ,p5al1 uma villania e/upida1 um insulto lib]dade dos cultos4 ,snr4 ,raimundo1 sei de umas pessoas1 que m(am cruelm5te dos m>idos enxovalhados pelo desd\ro das mulh]es4 ,ora1 esses que hoje esc>necem o homem de%onrado1 ap$reja-l'o-ho manhan1 se elle (f]ec] o cadav] da adult]a como resgate da sua honra4 --,mat>6 ,oh6 no1 assass9o6 ,desp5hassel-a antes com um ponta-p1 de abysmo em abysmo1 at aos nossos alc\ces4 ,ns j temos encontrado c mulh]es illu/res como a tua4 ,borrifamol-z com a *ampagne das nossas orgias4 ,ouvimol-z espumej> dos labios roixos o nome dos m>idos por entre o acre d alcool4 ,vimo-'las rep9tadas de esfoliao5s esqualidas no ro/o4 ,s\bemos emfim que o l5ol da mis]icordia z balde\ da inf]m>ia vala4 ,e os m>idos viv]am e sobreviv]am1 por que t9ham juizo na cabea1 e abrigavam religiosam5te no corao o augu/o preceito3 no mat>s6-- ,apoiados6 snr4 ,raimundo1 apoiados6 ,e/es hom5s fallam bem3 so os sociologicos1 os philosophos1 os e/oicos1 os cultos1 s\ eu1 v4 s41 se me no illude a confiana que puz na sua capacidade1 ho de s] os jornali/as1 os legisladores1 os juizes e os jurados1 qu&o a bro*a d] a ultima de mo n'e/e masc>rado edificio social4 ,se eu tivesse um filho1 havia de enc\raal-o p>a se affront>1 intem]ato e invuln]avel com e/a soci$ade canc]ada4 ,creal-o-hia debaixo de mo1 e no regao da me virtuosa1 at aos tr9ta e c9co annos1 ve/ido de m59a4 ,depois1 m&al-o-ia e/ud> primeiras lettras1 e ultimas1 com pr(essor de acrizolada sanctidade de co/umes--me/re regio que h\vesse tido a h]oica abnegao de viv] com o que lhe d o gov]no1 sem me sahir e/rada a r\b>-me o relogio4 ,ap]feioada d'e/a arte a educao intellectual de meu h]deiro1 eu iria com elle a um ponto culm9ante da cidade1 ,torre dos ,cl]igos1 por exemplo1 na falta da montanha de ,alex&re ,dumas1 e dir-lhe-hia o segu9te3 ,meu filho1 t5s qu>5ta annos4 ,fize/e exame de in/ruco prim>ia3--coisa que eu no era capaz de faz]4 ,sabes z ,raizes da =mao dos tempos1 conjugas um v]bo irregul>1 t5s luzes no vulg>es d ,pret]ito mais que p]feito compo/o1 bebe/e a longos hau/os os ,log>es selectos d snr4 ,padre ,c>doso1 e vislumbra/e ,guizot atravez da hi/oria patria d snr4 ,motta ,veiga4 ,e/s prompto4 ,eu que no sei nada d'isso2 que desb>atei a m9ha mocidade com o ,!s\ro de m59os1 e depois com a tis\ra das m59as1 umas co/ureiras que me cort>am os voad\ros1 qu&o eu batia z azas p>a a regio sup]ior d ,manual encyclop$ico4 ,p]di-me4 ,delicta juv5tutis me4 ,em comp5sao1 meu filho1 fiz enx]t> no teu c]ebro dois g>fos da sci5cia univ]sal4 s um reportorio dos conhecim5tos humanos e pre/ados4 ,e/s habilitado p>a tudo1 desde porteiro d ,monte-pio dos empregados publicos at m9i/ro da ,m>9ha4 ,portugal conqui/a dos tal5tos1 como sabes4 ,esp]a-te uma cadeira velha na ,academia ,real das ,sci5cias1 e outra no ,gab9ete de ,leitura de ,lamego4 ,tem-me d'olho e/as duas c\oeiras luz5tissimas dos p5etraes da immortalidade4 ,t5ho a satisfao de sab] que *ega/e florida idade dos qu>5ta1 sem que uma s petala se haja f5ecido na tua gr9alda de virgem4 ,em meio d'e/a =nalha de ,babylonia1 porta/e-te como v]dadeira salam&ra4 ,era gr&e o meu jubilo qu&o te via *eg> a caza em mangas de camiza1 e1 rosado de pejo1 me dizias que mulh] de ,ph>a te despira o fraque6 s um m59o das eras antigas4 ,em tempo de ,d4 ,joo ,v e outros reis ca/os1 s]ias sacri/o de ,mafra ou da ,patri>*al4 ,hoje em dia1 a virtude da cont95cia levada a tamanho apuro1 pod]1 qu&o muito1 p]mittir-te a directoria int]na d ,azilo das velhas d ,cam>o4 ,meu filho1 tempo de intr>es na frma1 qu]o diz]1 de t]es frma1 de complet>es o triangulo com a esposa4 ,caza-te1 se qu]es2 mas1 se te p>ece1 esp]a mais c9co annos--p]iodo no de sobra p>a bem dig]ires e rum9>es c]tos preceitos4 bom rum9> desde j1 p>a que depois no e/ranhes z op]ao5s physiologicas de rum9ante4 ,entretanto1 procura esposa que no saiba lr nem escrev]1 se tanto fr possivel2 receio1 porm1 que a no topes n'e/e paiz onde a in/ruco e/ por tanta maneira d]ramada4 ,d]ramada o t]mo lidimo4 ,se1 m+ua de outra1 o corao te espore> p>a mulh] v]sada no alphabeto1 =nece-a desde logo de livros uteis1 br9d&o-a com z copiosas ,artes da coz9ha1 que se public>am n'e/e ab5oado refeitorio de ,portugal1 desde ,f]no ,rodrigues at ,ramalho ,ortigo4 ,no se te importe que ella conhea e/e segundo sujeito2 mas to sm5te d ,coz9heiro dos ,coz9heiros1 que elle deu e/ampa com outros poetas cau/icados da inspirao satanica de ,beaudellre4 ,que tua mulh] procure o vampiro d'aquelles g5ios unicam5te no seio de um timbal de borra*os4 ,av]igua1 antes de mais nada1 se tua noiva proc$e directam5te de sua qu9ta av e respectivo av1 sem travessia4 ,tal av tal neta4 ,indaga que frades1 e de qual ordem1 entravam em casa das avo5gas d teu namoro2 e no s] demasiada pesquiza esquadr9h> se a me d'ella a9da alcanou os b]n>dos4 ,sabido e provado que a m59a de boa l9hagem1 obs]va se i/o de fundilh> cir\las e apont> piugas no so p>a ella coisas m]o leg5d>ias1 tradico5s my?icas de ,p5eloppe e da ra9ha ,b]?a4 ,bom s] que ella seja c>oavel da criao de p>recos e gall9has1 e outros lances cazeirissimos ao modo de fall> de ,d4 ,francisco ,manoel de ,mello4 ,que no se te olvide de espi>-lhe com aturada vigilancia o temp]am5to1 como clausula em que muito bate o ponto4 ,se te sahir sangu9ea1--alim5tao vegetal1 legumes1 muita *icoria1 fructas e mac>ro4 ,se lympha?ica1 no privo que a faz qu9hoeira de sub/ancias fibrosas4 ,se os n]vos pr$om9>em1 subord9a-lhe a alim5tao calmante aos banhos de *uva4 ,em summa1 pelo que de temp]am5tos1 int5de-te com ,alb]to ,pim5tel1 auctor dos ,sangu9eos1 lymphaticos e n]vosos1 amavel escriptor que todos os noivos devem convid> p>a lhes tir> o horscopo da sy/ole-dya/ole1 e da esp9al m$ula4 ,e/s1 pois1 cazado1 meu filho4 ,t5s outra alma no mago da tua1 uma segunda consci5cia a dirigir1 como pai1 esposo e sac]dote4 ,na qualidade de padre de tua mulh]1 no me admittas acolyto1 p]cebes8 ,s]s fiel a tua mulh]2 leval-a-has ao ,circo de qu&o em vez2 e de tempo a tempo musica d qu>tel-g5]al1 e s ,figuras de c]a1 auctorisadas pelo *efe da policia1 por causa das ,v5us4 ,de com$ias *amadas de cazaca1 e dramas l>deados de c-c1 e ,quadros-vivos1 livra como de pe/e4 ,irs onde ella fr2 pass>s sua beira z noites de janeiro1 faz5do paci5cias ou jog&o o burro3 i/o emquanto no ha prole4 ,qu&o h\v] pequ5os1 &>s com elles s cavalleiras1 emquanto a me jubilosa lhes e/ co/ur&o os atafaes4 ,visitas de ca/a n5huma1 sem resalva de sexo ou idade4 ,diz o esp]to ,rozado nas ,lagrimas de ,j]usalem3 ,e/ o mundo *eio de velhos e velhas que lem de cadeira vicios aos moos e s moz4 ,foi i/o e/ampado ha duz5tos e c9co5ta annos6 ,que diria elle hoje8 ,o que escreveu n'outro lano3 ,j no ha virtudes nem *]ume d'ellas4 ,ora bem3 conjecturemos agora1 meu filho1 que tua mulh]1 lealm5te amada1 f>ta e *eia1 qu]ida e ac>iciada1 pega de s5tir-se invadida ob e subrepiticiam5te pela imagem de c]to homem que viu no ,circo ou nas ,figuras de ,c]a4 ,consid]a1 mis]o1 que o freguez da ,gran-,duqueza um d'esses ca*orros da raa fune/a dos citados leo5s1 que1 atravez das l5tes d b9oculo1 desp$e coriscos alma de tua consorte1 queim&o-lhe z gr&es art]ias1 z m$ias1 z filam5tosas1 os vasos capill>es1 tudo em que ha sangue e palpit> na economia animal4 ,consid]a1 outrosim1 que ella1 ouv9do a cavillosa natureza1 me dos esc&alos1 em vez de confess>-se a ti1 que s o seu padre l>eiro1 manife/a-se coz9heira2 e1 por entre os soluos da hone/idade moribunda1 abre-lhe o peito onde a sua m s9a lhe photograph\ a t]nissima c>a d ,sa9t-,preux d ,circo4 ,por te no pole> inquisitorialm5te com hypo!ses1 vamos ultima4 ,a cos9heira intr\ no triangulo4 ,tua mulh] recebeu c>tas1 e respondeu-lhes1 s]v9do-se dos teus diccion>ios1 d teu papel pautado1 dos teus enveloppes1 e1 p>a remate da affronta1 da p5na com que tu enriquecias de glossas o ,coz9heiro dos coz9heiros1 ou esboavas n>izes tortos p>a intret] os rapazes4 ,n'e/e tempo1--v outra conjectura desgraada--suppe tu que eras socio pr5dado1 como eu1 de v>ias phil>monicas aonde ias1 uma noite por outra1 pre/> a ,(f5back o preito da tua corneta de *aves4 ,com refece sorriso1 tua mulh] dava-te sahida o osculo d co/ume1 e esp]ava-te de volta1 p]gunt&o-te com a voz convulsa da consci5cia irrequieta se fras feliz nos bemoes1 e tiv]as palmas no solo d #b4 acto da ,ilha de ,jafanapato4 ,ah6 filho6 ,e/avas trahido como todos os musicos incautos1 trahido como todas z victimas g5]osas das bellas artes1 qu&o a alma en?usia/a z e!risa assima d capa*o onde z esposas se ames5dram com z suas aspiraes razas6 ,atraioado1 pois6 ,e1 por tanto1 se essa mulh]1 que tanto amavas1 te crav\ o punhal h]vado da de%onra no intimo seio onde lhe t9has a imagem2--se te co\ mortal peonha no beijo que te deu com os labios cre/ados da lava de outros lubricissimos2--se te fez a fabula dos vis9hos1 e te plant\ na praa onde ha o g>galh> dilac]ante1 e ahi te poz ao cvo dos corvos que crocitam volta d corpo onde f>ejam morta uma alma2--se te lev\ o nome pelos seus mulad>es1 a rojo da cauda de seus ve/idos m]cadejados com o corpo2--se te acalcanh\ o corao1 e te mat\ no c]ebro o roix9ol dos teus cant>es2--se te incutiu no eu objectivo a dyspepsia1 a hepa?ite1 a hypocondria1 a caco*imia1 e emfim te poz a honra e os inte/9os entre o suicidio e o inevitavel opprobrio3 sabes o que hasde faz]8 ,sabes o que hasde faz] a essa macaca1 meu filho8--,no lhe faz nada3 deixa corr] o m>fim4 99 99 99 99 99 ,i/o o que eu diria a meu filho2 v4 s41 porm1 faa o que bem lhe p>ec]3 eu no aconselho n+uem4 ,vis9ho1 se a que/o d ,homem-mulh] no e/ assim resolvida1 s\ eu mais lorpa d que p5so1 ou a que/o mais infame que o acto que ella discute4 ,seja como fr1 ,pax ,dom9i sit temp] tecum1 e boas noites4 ,s4 ,c4 #aj de setembro1 ,anno da ,graa #ahgb4 7 sombra 4 4 4 dos #bdj ris47 #bdj ,,reis #a ,,eve1 contre ,monsieur ,dumas1 ,fils4 ,pag4 #dg4 #b ,,la ,,femme-,,homme1 ,rponse d'une femme a ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils1 pag4 #dj4 #c ,l',,homme1 ,reponse a ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils4 ,pag4 #ca4 #d ,id41 pag4 #cb #e ,pag4 #dc e #dd4 #f ,de l',allemagne1 ,des ,femmes1 ,pag4 #bg4 edi4 de #ahfd4 #g ,m>ie ,desraimes1 ,,ve1 contre ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils1 pag4 #di e #ej4 #h ,lusiad1 cant4 #f4 e/4 #dd4 #i ,l'homme et la femme4 ,lettre a ,mr4 ,alex4 ,dumas p> ,e4 ,gir>d94