of public domain material from ,google ,book ,search7 ,a ,,espada ,,de ,,alexandre4 ,,corte ,,profundo ,,na ,,quest,o ,,do ,,homem-,,mulher ,e ,,mulher-,,homem ,,por ,,um ,,socio ,,prendado ,,de ,,varias ,,philarmonicas ,,porto ,,typographia ,,da ,,casa ,,real ,praa de ,santa ,thereza1 #fc #ahgb ,a ,,espada ,,de ,,alexandre4 ,a ,,espada ,,de ,,alexandre4 ,,corte ,,profundo ,,na ,,quest,o ,,do ,,homem-,,mulher ,e ,,mulher-,,homem ,,por ,,um ,,socio ,,prendado ,,de ,,varias ,,philarmonicas ,,porto ,,typographia ,,da ,,casa ,,real ,praa de ,santa ,thereza1 #fc #ahgb ,,carta ,,ao ,,meu ,,visinho ,,raimundo1 ,,poeta ,,laureado ,,na ,,aguia-,d',,ouro ,,meu ,,caro ,,senhor ,e ,,visinho6 ,era por uma noite de lua cheia do agosto preterito4 ,estava eu janella do terceiro andar1 onde moro1 n'esta fragrante rua das ,congostas1 ninho de poetas e philosophos1 floresta ramalhosa onde v4 s4 regorgeia as suas lyras1 e eu medito ,theophilo e ,rozalino ,candido4 ,estavam ento v4 s4 e sua esposa1 com as vidraas erguidas1 banhados de resplendores da lua1 altercando em voz alta a respeito de um livro de ,alexandre ,dumas-,filho1 obra que por ahi gira com o titulo hermaphrodita de ,,homem-,,mulher4 ,dizia sua esposa que o auctor do livro atacava o direito1 a justia1 a religio e o pudor4 ,replicava o snr4 ,raimundo que o auctor do livro no atacava nada2 pelo contrario defendia tudo4 ,redarguia s4 exc4 que a manso conjugal no aougue1 nem a esposa vaca1 nem o marido megarefe4 ,recalcitrava v4 s4 que a esposa devia considerar-se vaca1 desde que o marido era boi4 ,l',homme-,femme--,le ,boeuf-vache6 ,est claro4 ,contenderam largo espao os meus prezados visinhos n'este honesto certame2 e1 ao mesmo passo que mutuamente se illustravam nos deveres de cada um1 abriam no meu cerebro um jacto de philosophias que eu passo a golphar aos quatro ventos da terra4 ,os sentimentos bem ou mal expendidos n'esta carta1 meu prezado visinho1 so uma especie de prolegmenos com que tenciono predispor os animos para a representao de uma tragedia1 em que trabalho ha muito1 intitulada ,o homem de ,claudia4 ,no se presuma1 porm1 que eu venho com esta noticia aliciar espectadores para a minha tragedia no ,theatro-,circo4 ,no1 snr4 ,raimundo4 ,eu sou publicista da eschola de ,mestre ,theophilo--o symbolico1 4444444444 um que tem nos ,,malabares ,do summo sacerdocio a dignidade1 como a respeito d'elle vaticinou ,luiz de ,camoens1 no ,cant4 ,x1 est4 #aa4 ,publico um livro1 sei que ninguem m'o compra1 nem m'o l2 mas conveno-me1 laia do mestre1 que os meus livros ensinam tudo que os outros sabem4 ,esta ronha pegou-m'a elle1 o ,gro-,lama1 que imagina fazer reformas de raas com os seus livros de dentadura anavalhada como ,cadmus fazia homens com a dentua do drago4 ,ajoujei-me1 pois1 na canga d'este pedagogo1 e vou bem4 ,revertendo ao ponto3 ,affirmam auctores de boa nota que a mulher femea1 femina4 ,n'este parecer abundam ,d4 ,antonio ,ayres1 bispo do ,algarve1 na ,reforma do aprisoamento1 e ,bento ,pereira1 na ,prosodia4 ,auctoras tambem de boa nota asseveram que o homem macho4 ,do inlace e coezo d'estas entidades heterogenias forma-se o ,macho-,femea1 o colchete phyloginio4 ,faa-me o favor1 snr4 ,raimundo1 de alapremar o seu intellecto altura d'estes principios4 ,em materias transcendentes seja-me aguia e no kgado4 ,no principio do mundo 7no iremos mais longe por em quanto7 extrahiu ,deus a femea do intercsto do homem4 ,aurora do paraizo6 ,ento era a costella do homem que dava a mulher2 hoje em dia1 ha homens com todas as costellas partidas por que desejaram uma ou duas mulheres6 ,o lombo do rei da creao perdeu bastante da sua importancia desde que os nossos irmos anthropophagos pegaram d'extrahir d'elle sandwichs4 ,este exemplo indelicado seduziu a esposa a considerar o marido uma substancia comestivel entre o prezunto de javali e o fiambre de viado4 ,d'ahi1 o desacato1 o deslize d'aquella patriarchal idolatria com que dez centos de mulheres genuflectiam ao sancto rei ,salomo4 ,abastardado o antigo preito da costella ao costado1 da parte ao todo1 os philosophos inventaram a alma para d'alguma frma afidalgarem a junco da carne carne1 do osso ao osso--phraze biblica sobremaneira bonita e aziatica4 ,ideada a alma1 cumpria ungir com os oleos mysticos o pacto da alliana entre alma e alma4 ,accudiram os canonicos com a inveno do sacramento4 ,espero que o meu visinho no ignore inteiramente que os ,sacramentos so sete4 ,e1 se esta sombra de duvida offende a sua orthodoxia1 sirva-me de desculpa aquillo de ,plutarcho no seu tractado ,da maneira de lr poetas4 ,diz elle3 ,a religio1 coisa difficil de perceber1 est acima da intelligencia dos poetas4 ,mas do sacramento do matrimonio sei eu que o snr4 ,raimundo1 sem embargo do seu alto lyrismo1 percebe o essencial1 porque eu mesmo o ouvi dizer a sua esposa3 ,o matrimonio foi divinamente instituido4 ,por signal que ella1 ttica e sceptica1 lhe respondeu3--,bem me fio eu n'isso6 ,e a razo de sua esposa duvidar da procedencia divina da instituio1 meu caro visinho1 eu lhe digo em que bases se funda4 ,instituio divina ha s uma3 o mundo4 ,esta crena hade prevalecer emquanto meu mestre ,theophilo no quizer provar que o mundo obra dos mosarabes4 ,divino to smente aquillo que humanamente se no faz4 ,os sonetos de v4 s41 por exemplo1 no me parecem absolutamente de instituio divina4 ,o cazamento tambem no1 por que em tal acto influem o amor1 o interesse1 o medo1 a vergonha1 o reumatismo1 a papa de linhaa posta por mo de esposa carinhosa nas irritaes do apparelho digestivo1 etc4 ,estas coisas so to divinas como eu2 e1 seno ouso dizer como o visinho1 por que v4 s41 na sua qualidade de bardo1 tem lumes divinos1 mens divina2 arde1 fumega1 evola-se como ,elias--volatisao de que se no gabam aqui os nossos visinhos pecuniosos por que o dinheiro pucha por elles para baixo como os elythros pela tartaruga4 ,v4 s4 sabe que1 na antiga ,germania1 consoante ,cornelio ,tacito descreve1 aquelles barbaros ditosos cazavam-se sem sacramento1 sem sacerdote e sem templo4 ,o noivo1 em presena de parentes seus e da noiva1 dizia-lhe3 ,recebo-te como minha legitima mulher1 para te haver e possuir1 de hoje vante1 boa ou m1 rica ou pobre1 para te amar e assistir em tempo de saude e doena1 at que a morte nos separe4 ,alli1 divindade e padre1 n'aquella augusta ceremonia1 eram os arcanos sagrados1 arcana sacra1 o mysterioso respeito ao ,deus invisivel1 consagrado nos solitarios murmurejos da selva1 lucos ac nemora consecrant4 ,ora1 medite1 snr41 n'estes selvagens1 onde as mulheres rapadas1 as adulteras1 eram por tanta maneira raras1 que apenas apparecia uma para cevar a execrao das turbas6 ,pois olhe que no havia l n'aquellas florestas dodonicas idea de femea fabricada da costella do homem4 ,l dizia-se que a creadora do mundo havia sido uma enorme e desmedida vaca1 e vivia-se honradamente apesar de to estupida cosmogonia de uma vaca bruta2 e1 por aqui1 no pino da civilisao1 com tantas vacas sabias1 vamos a pique6 ,as nossas femeas restituem-nos a costella1 pondo-no'l-a como apendice ao craneo2 e1 em vez de se tosquiarem guiza das germanicas1 alcantilam as cabeas com uns riados delirantes4 ,atroz6 ,diga-me1 poeta laureado3 no ser injuriar ,deus attribuir-lhe o vinculo sacramental do matrimonio1 d'onde derivam tantos infernos sabidos1 tantos infernos ignorados1 tantos coraoens nobilissimos pervertidos1 tanta deshonra escarnecida pelos folioens dos palcos1 tantas alcovas devassadas1 tanta mulher emborcada no glpho das lagrimas a que a sociedade chama o lodo da prostituio8 ,levam a taes voragens as estradas complanadas pela mo de ,deus8 snr4 ,raimundo1 no parvoejemos por amor ao catholicismo4 ,no faamos da nossa hypocrisia aspa de patibulo em que estamos sempre a cravejar a memoria de ,jesus1 sobre quem ,deus refrangiu o mais divino reflexo da sua gloria4 ,jesus no fez o cazamento3 quiz fazer a nova ,eva1 com o p sobre os colmilhos da serpe1 e a fronte amparada no seio amantissimo do homem4 ,ah6 ,jesus disse3 ,amai-vos6 ,isto de3 maridai-vos preceito de concilios1 e palavra que no sa no lexicon hebreu nem chaldeu4 ,ser-me-hia mais facil encontral-a em ,petronio que em ,s4 ,paulo4 ,ressuma d'essa palavra um travo de impudor4 ,quando ella vier do intimo seio aos labios da mulher1 j l dentro no ha flr que lhe perfume o furtum4 ,maridana6--expresso deslavada de um acto sem vislumbre de ideal1 a desflorao a comear na prosodia1 um rebaixamento d'aquelle prodigio da fantasia genetica--da mulher-- condio da femea1 da retorta1 do recipiente1 da maquina de costura silenciosa1 da materia grangeada para reproduzir1 como quem aduba um torro que hade verdejar couves lombardas6 ,atroz1 snr4 ,raimundo1 atroz6 ,que o adulterio8 a razo insurgida contra o absurdo do vinculo indissoluvel4 ,a mulher1 que morre no acto da sua rebellio1 que 8 ,hoje1 uma criminosa que uns deploram1 e outros impropram na sepultura4 ,d'aqui a cem annos ser celebrada como holocausto da emancipao4 ,por que1 d'hoje a cem annos1 visinho1 no haver matrimonio1 nem adulterio--crime convencional e estranho natureza1 na judiciosa phrase de ,girardin--2 haver amor duravel e mantido mutuamente pela liberdade de quebrantar o pacto4 ,o sacramento1 o n indesatavel1 sero os anjos1 os filhos4 ,por que os filhos1 as creanas amadas do defensor de ,maria ,magdalena1 desde ento conversam com ,deus1 e haurem-lhe dos olhos divinos o raio de luz que reverbera entre os coraoens de seus pais4 ,no descer a treva do tedio sobre as almas amadas4 ,a aza pura e alva do filho cobril-as-ha1 quando a hydra da lascivia resurtir das ruinas de algum extincto mosteiro de bernardos ou bernardas4 ,que o matrimonio8 ,a definio1 dada recentemente pela minha collega ,maria ,deraismes1 recende aromas de to subtil feminilidade1 que no ha ahi coisa mais balsamica de donzellice e pudicicia6 ,ora1 leia1 poeta e senhor meu1 e confesse que1 ao par d'isto1 os seus madrigaes so trovas de marujo que fadeja nas fontes cabalinas da ,travessa dos ,barbadinhos4 ,o cazamento--diz a dama1 invectivando ,alexandre ,dumas-- a unio de dois organismos1 cada qual com seu officio a exercer1 em consequencia de precisoens1 appetites1 e desejos que reciprocamente pendem a satisfazer-se um pelo outro1 sendo o objecto desta satisfao a perpetuidade da especie4 ,eis a essencia1 o fim do cazamento4#a ,esta minha collega physiologica1 ao que parece1 lida em ,sanches1 ,de matrimonio1 e tem bastantes luzes de anatomia4 ,para alguns espiritos rasteiros e ignaros prefiguram-se no hymeneu suavidades1 arrbos1 idealisaoens1 evoluoens mais ou menos gasosas1 borboletas iriadas1 etc4 ,a snr4 ,d4 ,maria da ,,eva1 no4 ,essa v dois orgos com appetites4 ,em materia de cazamento no christan1 nem mahometana1 nem pagan3 organista4 ,em outro lano1 pag4 #ch1 a mesma philosopha1 discreteando cerca dos ditos orgos1 pondera que a physiologia1 parte da biologia1 quando tracta dos rgos em exercicio1 requer a mais rigorosa imparcialidade1 e a regeio plena de tudo que postio4 ,apoiada6 ,gosto d'esta senhora6 ,se eu tivesse um filho parvo1 dizia-lhe 3 ,caza-te com esta ,d4 ,maria da ,,eva1 se queres saber biologia4 ,outra minha collega1 que por nome no perca1 diz que3 se a sua filha for sanguinea e de compleio robusta1 lhe no escolher marido fraco ou desfalcado de foras por libertinagem4#b tambem organista4 ,c est outra3 a snr4 ,d4 ,hermance ,lesguillon1 versada em ,aristoteles4 ,esta dama abespinha-se rasoavelmente contra ,dumas1 porque elle parece alvitrar que as meninas se abstenham de interpretar muito lettra o preceito genesiaco4 ,a douta matrona1 authora de quatorze livros1 exclama3 ,qual o fim da creao8 decisivamente convento para as mulheres e mosteiro para os homens8 ,isto1 a fallar verdade1 ridiculo6 ,onde quer o snr4 que ellas vo8 ,aos vicios contra-natura1 como ,aristoteles os attribue ao masculino nas republicas gregas8#c ,veja-me esta sbia1 snr4 ,raimundo6 ,quer agora regalar-se com um pedacinho de apostrophe contra o mesmo vicio dos gregos8 ,cautela1 eterno masculino6 ,o proprio ,deus se offende d'esses attentados contra a natureza6 ,esses impudicos mysterios que commetteis contra a mulher--obra da predileco e ternura divinas--ultrajam ,deus6#d ,mysterios impudicos que ella l sabe1 como se no fossem mysterios4 ,vista dupla do genio4 ,emfim1 sempre dama que l ,aristoteles1 como a sua esposa1 meu visinho1 no capaz de soletrar a ,palavra1 gazeta de lettras de #aj reis1 as quaes no podem formar uma intelligencia de pataco4 ,conta a referida litterata que certa donzella sua amiga1 em vespera de cazar1 leu o ,homem-mulher4 ,entrou o noivo1 e achou-a a tremer de pavor com o livro entre mos4 ,pergunta-lhe que tem2 ella mostra-lhe a brochura1 e aponta-lhe com o dedo de gatha aquelle truculento ,tue-la6 ,mata-a6 --,que lhe parece isto8--disse a pallida noiva4 --,soberbo6--responde o gentil namorado--,no ha ahi palavra ociosa4 ,o remate principalmente optimo6 ,e a menina1 sem mais delongas1 desmaiou4 ,e1 assim que recobrou os sentidos1 disse me que no queria semelhante marido4 ,rodeiam-na as suas amigas2 forma-se synagoga de senhoras conspicuas1 e concede-se loira ,alice a palavra para explicaoens4 ,e a menina entre outras phrases1 expediu estas do seio arquejante3 --,aquelle mata-a6 mata-a6 zumbia-me nos miolos6 ,estarreci644 ,como hade a gente jurar que ser sempre a mesma1 quando o livre arbitrio est dependente de outro8 ,poderei responsabilisar-me por amal-o sempre8 ,se me elle sahir abominavel1 por sentimentos1 e violento1 caprichoso e despota1 poderei soffrear a minha impaciencia8 ,se elle me no agradar depois1 poderei amal-o8-- ,visinho1 bacorejou-lhe prevista menina onde iria parar ao diante1 e teve medo4 ,honrado susto6 ,no lhe assevero que ella soubesse biologia1 nem miologia1 nem manuseasse as politicas aristotelicas2 mas de tal donzella ha muito que esperar1 scientificamente fallando4 ,d'estas vitellas tenras que se fazem as vaccas sabias e duras4 ,mas no se persuada1 senhor meu1 que a discreta ,alice aprezilhe no colo de alabastro a tunica de vestal4 ,longe d'isso4 ,tenciona cazar1 porque as matronas academicas lhe preleccionam biologicamente que a perpetuidade da especie condio indeclinavel4 ,diz ella ento muito aforurada3 --,heide cazar com pessoa cujos sentimentos eu conhea radicalmente2 quero que eu e elle saibamos com o que podemos contar1 e se as nossas sympathias so reciprocas444 ,l do enxoval1 que estava prompto1 no se me importa j444 ,eu ia cazar com um sujeito que no amava nem conhecia4 ,primeiro que tudo1 quero amar os sentimentos honestos do meu namoro4 ,com taes condioens1 tudo se arranja bem4 ,seremos depois indulgentes um para o outro4#e ,bastante petisca2 mas boa rapariga de lei6 ,e ingenua ento444 at alli6 ,confessa que esteve a ponto de cazar com homem que no amava2 mas cazava to de vontade como voluntariamente o regeitou4 ,de sorte que1 se no apparecesse o livro de ,alexandre ,dumas1 veja v4 s4 que destino se estava aparelhando para o marido d'aquella senhora6 visinho1 sabe o snr48 eu1 se tivesse um filho indulgente1 dizia-lhe3 ,rapaz1 se no levas a mal que o almoxarife da caza de ,bragana1 em ,villa ,viosa1 te mande agarrar e recolher tapada como cervo tresmalhado1 caza com esta menina perliquiteta4 ,agora1 duas paginas srias1 snr4 ,raimundo4 ,c tenho a pitada engatilhada ao nariz circumspecto4 ,devo-me ao futuro do meu paiz4 ,vou enviar-me gravemente posteridade4 ,no me consta que em ,portugal1 por em quanto1 alguma das gentilissimas damas1 que recolheram a herana das ,sigeas1 ,alornas e ,possolos1 haja sahido lia a esgrimir com o fulminante estylista francez4 ,parabens constellao de estrellas que scintillam annualmente no ,almanach das ,senhoras6 ,que no baixem da regio excelsa em que so contempladas c d'estas cavernas onde urram alcateas de fras4 ,se anjos descerem a involverem-se comnosco1 sahiro desluzidos1 com as candidas plumas incarvoadas do suor negro dos nossos pugilatos4 ,ns1 os gladiadores d'esta arena1 se as sanctas estrellas se apagarem1 no teremos a quem saudar1 moribundos4 ,no as induzam exemplos de escriptoras francezas n'esta melindrosa contenda4 ,a sciencia perigosa1 que lhes sobeja1 escorregadia1 pudor abaixo1 at ao desdouro da ida e da forma4 ,j lhes no basta a rea modesta dos argumentos colhidos nos mananciaes doces do corao e da alma4 ,rompem as fronteiras das sciencias physicas e graduam chimicamente os globulos cruoricos do sangue de cada mulher4 ,do venia e desculpa aos temperamentos rijos1 e acham menos perdoavel o desacerto da esposa lymphatica4 ,devassam os latibulos de ,sodoma1 e dardejam por sobre a espadua de ,aristoteles frechas sarcasticas cara purulenta dos lazaros que raspam a sua lepra nas sargentas4 ,abrem ,bichat e ,de ,bienville para nos ensinarem o que a esposa anatomica e physiologicamente4 ,uma1 que diz ter filha ainda creana1 promette consultar o calorico1 os estos e o arphar do sangue de sua filha nubente1 quando houver de lhe escolher o homem4 uma senhora quem cogita e escreve estas carnalidades1 e as estampa e atira o livro onda suja1 que espuma nos tapetes das salas de ,pariz e de todo mundo4 ,as avezinhas1 esvoaadas do pombal do ,sacr-,coeur para o baile1 para o theatro1 para o ,bois1 seguem o olhar lavateriano das mes a cada homem anmico ou plethorico1 descarnado ou inxundioso1 que se aproxima4 ,isto sobreleva a torpeza tolerada mulher que esconde o seu aviltamento nas alfurjas4 ,n'este phrenesi de esgaravunchar em temperamentos1 ser racional que o noivo se exhiba e sujeite a ser apalpado no craneo pela me da noiva1 com ,spurzheim aberto1 para averiguaes de bossas1 e confronto de protuberancias das duas cabeas examinadas como aptas ao maquinismo da procreao4 ,alvitres d'aquella estfa1 dados por um ebrio no estaminet1 revessam-se precipitados no sedimento do absyntho e do hachich2 mas1 decoados pelos prelos1 tornam a chronica das orgias de ,trimalcio um livrinho digno da puericia1 um ,ramilhete de christos2 e1 se derivam por entre os dedos translucidos de uma senhora1 ah6 eu no lhes sei o nome6--a minha vontade chorar um choro grande como o propheta ,ezechias3 flevit fletu magno6 ,e v4 s4 no chora1 snr4 ,raimundo8 ,esponje-me d'essas entranhas de poeta fios de lagrimas2 depois1 enxugue-se1 e leia1 se est de pachorra4 ,aquellas e outras damas que taes livros escrevem1 inspirando-se da catastrophe de ,denise ,mac ,leod1 assassinada1 pouco ha1 pelo marido1 afugentam a piedade de ao p da sepultura onde o archanjo sombrio e mesto da paixo se abraa cruz das ,manas ,egypsiaca e de ,cortona4 ,a desgraa no tumulo inviolavel4 ,as mais austeras consciencias se commiseram das infelizes dilaceradas pelas rodas d'este pessimo maquinismo social2 todavia1 a compaixo no assentimento s irreflectidas damas que perram s turbas mostrando a tunica ensanguentada da victima1 como quem mostra o punhal de ,lucrecia4 ,se nos querem commover1 chorem primeiro4 ,lagrimas1 lagrimas4 ,nada de rethoricas lardeadas de doutorices4 ,em vez de physiologia1 espiritualismo4 ,alma2 e de corpo s o quantum satis4 ,contem-nos segredos das suas fragilidades maviosas2 coisas do seio para dentro2 flores de corao1 que1 ainda afogadas e delidas na raiz por abundancia de lagrimas1 espiram sempre olores de innocencia4 ,se se desviam da honra1 aconselhadas por suas sabenas1 ento est tudo perdido6 ,em organismos1 em sangues ricos ou depauperados1 em disciplinas do #c4 anno medico1 faam-nos o favor de nos no aperfeioarem4 ,receamos que s4 exc4as nos intimem tarefa de chrochet1 emquanto ellas1 montando os oculos1 abrem o grande volume de ,harveus1 e1 para nossa confuso e escarmento1 pegam de declamar3 ,exercitationes qudam de partu3 de membranis ac humoribus uteris et conceptione4 ,eu tenho este livro1 visinho2 e1 se uma filha que heide ter1 me abrir o livro e o traduzir no capitulo ,propagao da especie1 mato-a2 para que o filho do snr4 ,alexandre ,dumas1 vindo a ser meu genro1 m'a no mate1 aconselhado pelo pai4 ,snr4 ,raimundo3 ,eu no sei se sua esposa instruida e bastante profunda em ,ponson du ,terrail4 ,que no v ella arrenegar do mau visinho da porta como de todos os diabos1 malsinando-me de zoilo de damas que versam com mo diurna e nocturna os romances da ,bibliotheca economica4 ,no1 senhor4 ,acato a sabedoria das senhoras1 quando a figura lhes d geito de virgos1 feitio de mestras regias jubiladas1 e um no sei que de sexo canonico4 ,que sua esposa1 moa e galante1 recite ao piano trovas de lavra propria1 e escreva o soneto acrostico no dia natalicio do marido1 acho isso bonito1 senhoril e benemerito de um at dois osculos castos e dignos da testa da ,minerva antiga4 ,mas1 se ella descambar das branduras erothicas de ,sapho para as meditaoens sociologicas da snr4 ,canuto1 peco-lhe1 visinho1 que a obrigue a lr as obras de meu mestre doutor ,theophilo1 a fim de ganhar odio letra redonda--virtude supranumeraria dos escriptos d'aquelle varo4 ,houve damas que lograram intalhar seus nomes na arvore immortal da sciencia2 essas1 porm1 no desgarraram da senda florda por onde as abelhas do ,hymeto lhes sahiam a dulcificar mulherilmente a phrase4 ,dou-lhe como exemplo ,stael4 ,de involta com vastissima lio entreluzem1 nos seus livros mais grados1 donaires feminis1 e genio acendrado na fragua do corao4 ,ao proposito d'esta esteril peleja1 que se renova cada vez que um marido se furta s prezas da irriso publica1 atirando s da morte a esposa adultera1 ,stael perpassou ligeiramente1 como lhe cumpria1 pela soluo do divorcio1 reprovando-o4 ,no extremado livro chamado ,da ,allemanha1 escreve a insigne pensadora3 forosa coisa confessar que a facilidade do divorcio1 nas provincias protestantes1 macula profundamente a sanctidade do matrimonio4 ,tanto monta mudar de marido como urdir as peripecias de um drama4 ,l1 a boa indole dos homens e das mulheres permitte que semelhantes rompimentos no sejam amargurados444 1 todavia1 certo que1 conta d'isso1 a consistencia do caracter alquebra-se1 os bons costumes abastardam-se1 o espirito paradoxal alue as mais sagradas instituies1 e no ha ahi determinar regras sobre coisa nenhuma4#f ,aqui tem sentimentos que frizam honradamente primorosos em indole de senhora n'esta questo1 a todas as luzes pessima1 por nimiamente arriscada4 ,aquelle parecer talvez vulneravel1 e no resistir1 por ventura1 a ,portalis ou ,montesquieu2 mas o que a sciencia lhe respeita a honestidade4 ,filha1 esposa e me1--tudo no extremo em que a eminente escriptora logrou ser1 em vida to aparcellada de angustias--respiram n'aquelle pudibundo resguardo seriedade do cazamento4 ,ella no quer o divorcio3 quer a dignidade na paciencia1 quando fallea no homem a probidade de marido4 ,compare-m'a1 snr4 ,raimundo com estas ,hippatias de #ahgb4 ,em quanto a poetisa de ,corinna linimentava suas maguas de expatriada com a ,messiada de ,klopstock1 est'outras1 com o cerebro ainda escaldado dos meteoros de petroleo1 justificam o desaire das esposas com a physiologia de ,muller1 e vo ler1 ao lampejo dos cirios mortuarios1 que ladeam o atade de ,denize ,mac ,leode1 as vaias que o philosopho de ,stagyra desfrechava contra os pederastas espartanos4 ,quer v4 s4 ler1 a occultas de sua esposa1 um molde de altercao1 entre marido e mulher1 que ,d4 ,maria da ,,eva1 lhe offerece em desculpa da adultera8 ,,marido ,o adulterio de minha mulher pde fazer-me pai de filhos alheios4 ,,esposa ,o adulterio de meu marido pde arruinar-me os bens de fortuna4 ,,marido ,tu devias ter fora e juizo para no succumbir4 ,,esposa ,e tu1 que representas a razo1 foste o primeiro a prevaricar3 no fiz mais que pagar-te na mesma moeda4 ,,marido ,a minha culpa foi um mero capricho dos sentidos4 ,,esposa ,e a minha foi uma necessidade4 ,quizeste que eu fizesse de viuva sem ter inviuvado4#g 99 99 99 99 99 ,aqui tem6 ,que senhoraas6 ,no lhe faz saudades a decencia das ,cartas de ,ninon de ,lenclos8 ,eu estou em dizer-lhe como o poeta1 que honras e famas ,em taes damas no ha para ser damas#h ,e1 por tanto1 visinho e amigo1 vista do que pregam estas pandorgas folicularias1--symptomas de acirro incuravel no corao da ,frana1--somos entrados em periodo de decomposio4 ,salve-se quem poder com a sua companheira d'esta peor ,troya1 e leve alguns penates reduzidos em especies bancarias sobre os hottentotes1 e vamos para l muito nas boas horas1 se v4 s4 no prefere antes que fiquemos para moralisar as massas4 ,eu1 de mim1 anteponho o martyrio fuga4 ,irei bradar debaixo dos muros d'esta segunda ,jerusalem1 sem me esquecer de ,barcellos1 ,amarante1 ,lamego e outras ,ninives corrompidas4 ,se os de dentro me amolgarem a cabea pedrada como fizeram ao outro enviado do ,senhor1 arrange v4 s4 a formar de mim um sugeito legendario1 depois de consultado mestre ,theophilo--o arbitro das castas--sobre a raa em que me hade grudar4 ,sou apostolo commedido e modesto1 snr4 ,raimundo4 ,no me desvanecem presumpes de o convencer4 ,o que fao alqueivar bravios3 o semeador vir mais tarde4 ,repare1 no emtanto1 por essa vida de seis mil annos fra que vem fluctuando desde o chos4 ,no v uns altos e eternos padres assignalando paragens que o genero-humano fez para ouvir a consciencia de sua fora1 o ,deus interior1 pela voz dos oraculos8 ,sobre esses padroens ha umas estatuas que topetam com as estrellas4 ,chamam-se ,moiss1 ,f1 ,kong-,fou-,tse1 ,socrates1 ,plato1 ,aristoteles1 ,cicero1 ,paulo1 ,galileu1 ,luthero1 ,vico1 ,descartes1 ,kant1 ,kepler1 ,leibnitz1 ,newton1 ,pascal1 ,montesquieu1 ,voltaire1 etc4 ,cuida v4 s4 que as torrentes da vida intellectual e progressiva se rebalsaram n'este pantano descompassado em que as rans1 por entre os rabaaes1 nos esto coaxando sciencia444 de rans8 ,est illudido1 visinho4 ,a natureza humanal fermenta1 tem febre como purpera d'um grande feto que lhe escouceia os flancos1 fita grandes orelhas abertas aos rugidos da ida nova que vem da ,cafrria1 e assesta o oculo de longa mira s brumas do horisonte1 onde1 a espaos1 lhe corisca um pyrilampo1 que1 se no ,theophilo1 sou eu4 ,se elle1 digam-lhe que se abra4 ,epheta6--palavra hebraica1 que quer dizer3 abre-te6 ,melhorar os costumes das raas deve ser-lhe mais facil que a costumeira de invental-as4 ,e elle1 como o visinho sabe--inventou-se a si1 inventou aquillo6 ,pois ento que falle1 com dispensa at da syntaxe4 ,que espirre candeias na treva que se est condensando volta do cerebro social--a familia4 ,que laqueie a grande arteria arta da sociedade humana--o matrimonio4 ,que defeque o intestino cego das raas germanicas e latinas da tnia que o re--o adulterio4 ,que nos diga1 em fim1 ,theophilo o que se hade fazer ao dono ou dona d'esta prenda6 ,ninguem receia que se esquive de entrar n'esta gafaria de tabardoens1 com o seu emplasto1 elle1 que entrou com #cgbe paginas em-#h4 no gasofilacio da patria4 ,sabia isto1 visinho8 ,e ns1 os seus discipulos laudanisados1 esperamos que o mestre1 depois desta somnolenta operao de ,mesmer1 nos transporte s regioens translucidas do espiritismo4 ,entretanto1 porm1 que o vidente incuba1 vou eu arroteando o chavascal que elle depois tozar mais a preceito4 ,snr4 ,raimundo1 poeta laureado e amigo3 ,alexandre ,dumas-,filho quer que ,caim cazasse com uma macaca1 natural do paiz de ,nod1 terra desconhecida a ,strabo4 logicamente rigoroso que um paiz desconhecido a ,ptolomeu e outros geographos antigos seja paiz de macacas4 ,se v4 s4 no achar no mappa de ,portugal a terra onde fui creado e educado1 a ,samardan1 to chasqueada por ,filintho ,elysio1 fica authorisado a decidir que eu1 em pequeno1 andava l pelos bosques a brincar com as caudas dos cynocphalos1 meus mestres de gymnastica e gesticulao4 --,d'onde s tu1 meu amor8--pergunto1 na praia da ,foz1 mulher que adoro4 --,sou de ,s4 ,gonhedo--responde ella4 --,de ,s4 ,gonhedo8 ,espera ahi4 ,abro o ,diccionario geographico1 de que ando munido depois dos ultimos acontecimentos4 ,procuro ,s4 ,gonhedo1 e no acho4 ,comeo a suspeitar que o meu amor de ,nod2--que 1 pelo menos1 amacacada4 ,disfaro1 accendo o meu charuto1 e safo-me4 o mais prudente4 ,de ,caim e de sua esposa ,catarhina 7sem dom3 receio que v4 s41 esquecido dos seus estudos zoologicos1 faa a mulher quadrumana de ,caim homonima da inspiradora de ,luiz de ,camoens4 ,catarhina o nome de uma das duas tribus da primeira familia de macacos4 ,veja ,milne-,edwards1 ,dumeril1 ,lamarck1 e a mim1 passim7--de ,caim e de sua esposa ,catarhina procedem1 segundo ,alexandre ,dumas1 as mulheres de m raa e condio bravia4 ,pelos modos1 n'esta progenie maldita1 os machos so poucos1 sem embargo de enxamearem por ahi em barda uns que macaqueam ,schlegel e ,kant como uma foca pde remedar um acrobata arabe4 ,a gerao de ,caim1 continuada em ,cham1 brunida pelo esmeril dos seculos1 adelgaou-se e puliu-se de feitio que j se confunde hoje em dia com a descendencia abenoada de ,sem e ,japhet4--,v4 s4 7permitta o exemplo7--est persuadido que sua senhora da raa boa1 e faz muito bem2 mas v de hypothese que sua mulher amua e trinca o labio porque o visinho resiste a renovar-lhe a cuia4 ,parece-me que ser ento acertado reparar se ella n'essa occasio re o sabugo1 se coa os quadris com o dedo indicador1 e anda de cadeira para cadeira a dar uns saltos suspeitos4 ,se este desgraado presupposto se realisar1 v4 s4 no ser demasiadamente iniquo desconfiando que est matrimoniado com uma senhora que tem nas veias um litro de sangue de macaca4 ,feito o descobrimento anthropomorpho 7queira desculpar esta gregaria71 nenhuma cautella de mais4 ,o bom siso pela minha boca humilde1 aconselha o visinho que lhe d a cuia1 duas cuias1 e tres nozes para ella se desarrufar4 ,se no fizer isto1444 estende-se1 snr4 ,raimundo4 ,comeam a entre-luzir os meus principios cerca do adulterio4 ,j achou1 visinho8 ,o adulterio um fatalismo organico4 ,a mulher de stirpe macaca irresponsavel do fratricidio e cazamento bestial de ,caim4 ,a rla arrulha1 o sagui chia1 cada qual segundo a sua natureza glottica4 ,o homem no deve sangrar ponta de punhal a arteria onde o supremo gerador injectou sangue viciado4 ,ninguem se lembrou de fazer irmans da caridade as hyenas1 nem encarregou os pachidermes de missionarem aos pretos seus visinhos4 ,o crime deprehende-se da liberdade de o no praticar4 ,a bossa impede o arbitrio4 ,o homem1 que descadeira a mulher victima da fatalidade do seu organismo1 ser capaz de me desfechar um rewolver queima roupa1 se eu lhe no aceitar a crte4 ,e eu no lh'a aceito1 por que no est na minha organisao aceitar a crte do masculino nem do neutro4 ,sou irresponsavel da minha esquivana s caricias ardentes d'essa pessoa4 ,no posso amar o sugeito que me enviou uma camelia1 ou um frasco de agua de ,colonia do ,farina4 ,se esse galan me bater1 sobre ser asno1 feroz4 ,os legisladores1 menos arredios das leis naturaes1 estatuem que marido e esposa se divorciem1 dada a incongruencia de genios1 aggravada pela prevaricao dos reciprocos deveres da fidelidade conjugal4 ,o divorcio1 porm1 restricto separao do foro conjugal e bens1 no sana as feridas abertas na honra4 ,a mulher resvala com o nome do marido a todas as voragens onde a irresistivel condio a baqueia4 ,hade elle1 por tanto1 matal-a para desacorrentar-se do pelourinho do vilipendio8 ,no2 por que mata um authomato inconsciente da sua queda4 como se andasse s facadas aos seus amigos1 por que elles1 na sua qualidade de corpos1 obedecendo lei da gravitao1 pendem para o centro da terra4 ,o divorcio judiciario constitue o cazamento escola de escandalo--diz o douto dramaturgo do ,supplicio de uma mulher4#i--;,e acrescenta3 ,a interferencia de juizes quasi sempre cega ou nociva4 ,se entre cazados ha motivos de divorcio1 deem-lhes plena liberdade de se desligarem4 ,at aqui o primeiro publicista de ,frana4 ,mas divorcio incondicional1 rompimento sem clauzulas4 ,se ha dote ou bens paraphrenaes1 a mulher credora1 no j do marido1 que um titulo extincto1 mas do detensor incompetente dos seus haveres4 ,essa mulher1 livre1 pde encontrar marido de sua especie1 com tres partes de macaco ou mais1 que lhe no estorve os instinctos1 e ser ditosa1 como a esposa de todos os sujeitos de prol e tino1 ,que no so de ciumes offendidos4 ,e1 simultaneamente1 aquelle homem1 desatado do vinculo infamante1 pde topar uma descendente de ,japhet1 esposa leal1 sanguinea ou biliosa1 mas sobre tudo honrada1 que melhor que lymphatica4 ,e o sacramento8--pergunta-me o visinho com a ,cartilha de ,mestre ,ignacio em punho4 ,o sacramento1 snr4 ,raimundo1 um attentado contra a natureza2 1 na phraze energica de ,girardin3--uma preteno impia dos fabricadores de leis positivas1 prophetas e legisladores a desfazerem as leis naturaes para refazerem o genero humano sob o nome de ,sociedade4 ,observe que ,girardin foi marido exemplar de ,delphine ,gay1 a mais formosa e illustrada alma no mais gentil corpo de parisiense4 ,pondere n'isto4 ,mas muito mais ponderosa a questo dos filhos4--,que se hade fazer s creanas1 flores que desbotoam ourela d'essas sentinas1 anjos nitidos que passam deplorativos por entre as lavaredas d'esses infernos8 ,os filhos1 legitimos ou bastardos1 adulterinos ou incestuosos so eguaes perante a me4 ,ella quem no duvida que os filhos so seus4 ,receba-os1 leve-os1 que talvez leve comsigo os esteios do seu rehabilitado decoro4 ,mas1 se o marido os quizer1 deixe-lh'os1 que bem amparados ficam no seio do amor4 ,deve de ser immenso o bem-querer do homem que lava com suas lagrimas os estygmas na face do filho da mulher perfida e repulsa4 ,pergunta-me o visinho se1 em harmonia com estes paradoxos1 o cazamento1 a alliana sacramental de homem e mulher acabam4 ,acaba o que a sociedade fez1 violentando o que a natureza tinha feito4 ,mulher e homem volvem ao que foram4 ,target1 o collaborador do ,codigo ,civil da ,conveno1 responde-lhe melhor do que eu3 ,onde quer que a sociedade encontrar um homem vivendo com uma mulher1 deve reconhecer um consorcio apto para dar aos filhos o direito da legitimidade4 --,paganismo6 ,seja o que v4 s4 quizer2 mas olhe que j no bom tom trejeitar visagens e momos quando a razo joeira perolas no lixo da ,roma de ,aggripa e ,seneca1 de ,cato ,censorino e ,marco ,aurelio4 ,se o visinho admira nos ,congregados e na ,trindade muita senhora1 devota e escrava de ,maria ,sanctissima1 no se edificaria menos entrando em ,roma no templo do ,pudor1 edificado pelas ,veturias1 ,cornelias1 ,calpurnias1 ,sulpicias ,pretextatas e ,arrhias ,marcellas4 ,estas ou morriam com os maridos amados1 ou vingavam-os4 ,o opprobrio no ousava erguer a cabea petulante de sobre a alta barreira que extremava aquellas matronas das ,silias e ,octavias1 das ,apuleias ,varilias e das mulheres de ,claudio4 ,o visinho sabe que na ,roma pagan1 dado que o divorcio pendesse da simples deliberao de um ou de ambos os conjuges1 ou ainda do mero capricho do marido immoral--quer elle se chamasse ,nero ou ,cicero--decorreram quinhentos e vinte annos sem um exemplo de divorcio4 ,montesquieu explica o phenomeno3 ,marido e mulher soffriam-se pacientemente os mutuos dissabores cazeiros1 por isso mesmo que podiam acabal-os2 e1 s por que tinham livre o uso d'esse direito1 passavam toda a vida sem pratical-o4 ,ahi est a minha ida peneirada aos ventos quadrantes da opinio tempestuosa das turbas4 ,ruja a lea da hypocrisia na sua caverna--que eu1 laia do varo justo de ,horacio1 ouvirei sem pavor o estrondear do mundo derruido volta de mim1 visto que tenho assistido impavido aos estrondos de todas as philarmonicas de que sou socio prendado4 ,impavidum ferient ruin4 ,direi agora de v4 s41 e de mim1 e aqui do visinho especieiro da esquerda1 e d'outros sucios do masculino4 ,napoleo ,i1 na ilha de ,sancta ,helena1 mandou escrever no seu ,memorial que um homem deve ter muitas mulheres4 ,fez o que disse1 e formulou uma maxima ao alcance de todos os tolos1 salvo seja4 ,a aguia de ,austerlitz alou aos pramos da sua asceno axiomatica os infimos escaravelhos e osgas d'estes nossos paues burguezes4 ,o nosso velho amigo ,d4 ,joo ,tenorio incorporou-se em toda a casta de galan esgrouviado1 de galan mazorro1 de galan aparrado no corpo e na alma4 ,os monarchas1 constituidos ,luizes ,,xiv de refugo1 metteram nos paos uns retalhos de ,constantinopla1 com a differena que os seus camaristas--os lanarotes--no poderiam gargantear de falsete na capella sixtina4 ,por sua parte1 os sapateiros1 convictos da egualdade do homem perante a mulher1 fizeram-se tambem califas de sultanas cozinheiras1 immolando sua intemperana d'amores o decoro das cozinhas e a perfeio das almondegas4 ,est1 pois1 derrancado o masculino desde o throno at tripea4 ,e diga-me c1 visinho3 onde iria cada homem buscar as muitas mulheres decretadas por ,napoleo--o grande8 ,fra do triangulo8 era impossivel4 ,v4 s4 est bem certo do que o triangulo8 ,vem isso lucidamente explicado no ,homme-,femme de ,alexandre ,dumas4 ,triangulo o homem-movimento1 a mulher-frma1 e ,deus manifestado n'essas duas coisas que se unem4 ,e1 se no se unirem e amalgamarem n'uma s1 nem o homem ter frma1 nem a mulher se mover4 ,por tanto1 homem sem mulher tem pezo1 mas no tem feitio2 mulher sem homem1 nem se quer um movel1 por que immovel4 ,mais claro do que isto1 s um preto e a ,poesia do ,direito de mestre ,theophilo4 ,logo que o ,codigo ,penal no providenciou contra o homem1 contra o movimento1 que se quizesse apropriar vinte frmas de uma assentada1 era de esperar que a sociedade soffresse grande terramoto nas suas mais augustas instituioens4 ,assim aconteceu4 ,o homem1 abroquellado com a impunidade1 desfraldando a bandeira da natureza em bruto1 arpoou as suas pras no proprio thalamo conjugal4 ,tal marido1 que tinha uma s frma1 perdeu a mulher1 e ficou amorpho1 sem feitio de casta nenhuma4 ,outros1 que tinham duas frmas e d'ahi para cima1 l se avieram melhor com a sua vida4 ,a mulher1 essa que nunca ficou intrevada1 mingua de movimento1 porque o homem para ella era como o ramo de ,virgilio3--homem ido homem substituido3 ,primo avulso non deficit alter4 ,choveu ento aquella praga de leoens devastadores1 ,leo vastratix de ,lineu--uns ribaldos que se gabavam de ser pais de todos os nossos filhos4 ,e seriam2--o diabo o jure6 ,estes homens eram negros ou pallidos--,othellos ou ,romeos4 ,tinham maneiras scismaticas nas salas4 ,sombrios como anjos precipitados2 demonios ainda bellos do resplendor do co perdido4 ,liam romances do visconde de ,arlincourt1 cheirando a patibulos ensanguentados4 ,bebiam cognac1 na abundancia1 em que o crv de hoje em dia1 o seu filho degenerado1 bebe agua de ,entre-ambos-os-rios para desimtupir o figado4 ,comiam bribigoens e outros testceos com salada de malaguetas4 s duas da manhan sahiam dos seus antros da ,aguia-d'ouro1 chapeo derrubado1 capote s canhas1 e iavam a devastao das familias pelas trapeiras com escadas de corda4 ,estes devassissimos ,richelieus de esnoga eram conhecidos4 ,toda a gente fina sabia que elles bebiam as lagrimas de umas senhoras pelos craneos das outras4 ,e1 no obstante1 a sociedade decretava-lhes a primazia na elegancia1 o primor na cortezia1 e bom-gosto nas fidalgas estouvices4 ,era vl-os nas salas4 ,as meninas remiravam-os de esguelha1 tremidas de amor e mdo2 e aconchegavam-se da egide tutelar da me que lhes segredava em suores de afflico3 --,aquelles homens tem manfarrico6 ,meninas1 no olhem para elles1 que tem perdido muitas donzellas1 e de cazadas no ha conta nem medida4 ,e as meninas ficavam sabendo que as donzellas se perdiam como as cazadas2 e1 se perguntavam o destino d'essas perdidas1 as mes respondiam3 --,no vs alli ,d4 ,pulcheria8 ,d4 ,athanazia8 ,d4 ,herminigilda8 e etc86 ,ellas reparavam castamente1 e viam as trez nomeadas1 e as etcoeteras1 refesteladas em poltronas1 arraiadas de seda e pedras4 ,e1 depois1 viam-as ir1 sobraadas pela cinta desnalgada1 nos braos d'aquelles homens prectos1 regamboleando a perna com furor macbro n'aquellas polkas de ento que eram a propria lascivia1 o segredo descoberto das coras na festa da deusa ,bona4 ,eram assim iniciadas as meninas ao sahir do collegio3 mostrava-se-lhes o seductor fatal com o prestigio das salas e dos amores defesos2 mostrava-se-lhes a mulher deshonesta com as regalias dos diamantes e das polkas4 ,parabens1 visinho6 ,d'aquelles homens1 uns morreram2 outros1 prostrados ao canto da leoneira1 urram nas angustias da gotta1 e pitadeam do meio-grosso4 ,durma v4 s4 socegado nos braos da esposa fiel e da policia civil4 ,escada de corda no consta ha muitos annos que as patrulhas topassem uma funccionando contra o pudor publico4 ,das muitas cordas que houve1 suspeito que os seus possuidores se serviram1 inforcando-se a final com ellas para desaggravo dos bons costumes4 ,verdade que se dispensam escadas1 se a hypothese ethologica de ,alexandre ,dumas verdadeira--a hypothese das macacas1 qual eu racionalmente associo a hypothese dos macacos1 com bastante desaire do meu sexo4 ,aquelles bichos atrepam contra todas as previsoens da policia4 ,um bugio capaz de enroscar a cauda na sacada do visinho da esquerda1 e baloiar-se janella do snr4 ,raimundo com a maior limpeza de trabalho3 quod di omen avertant--o que os deuses no permittam6 ,seja como fr1 oio dizer que os defunctos leoens1 se no deixaram leonculos com as mnhas paternas1 inocularam na gerao actual o que quer que fosse da sua posthema4 ,por aqui na nossa rua e nas travessas limitrophes1 graas aos temperamentos1 no tem havido1 que eu saiba1 supplicio de macaca2 observo1 porm1 cheio d'estas tristezas modernas1 que1 uma vez por outra1 l ao longe1 certos maridos1 ignorantes do cazamento de ,caim no paiz de ,nod1 vo exercitando o officio do av sem se importarem dos costumes da av3 matam4 ,esta aco1 visinho1 se me no parece digna1 sem reserva1 do maior elogio1 tambem a no impropro em diatribes de ,sganarello que defende o seu impudor proprio1 arguindo a crueldade alheia4 ,isto de trahir um funesto pendor do organismo4 ,e matar1 a meu vr1 uma funesta e irrecusavel influio da nevroze4 ,mulher1 que refrear os impetos do seu temperamento1 tanto como divina1 seno mais1 porque sopeza a natureza1 divinamente saturada do deus universal1 do grande ,pan indivisivel4 ,homem trahido1 que sente em si o retalhar de dois gumes1 amor e honra1 dois cauterios a sarjar-lhe a um tempo corao e cerebro1--que arde em ancias de matar como ardra outr'ora em ancias d'amor1 tal homem1 se perdoou1 um sancto1 a mais bella e perfeita desgraa que ,deus creou4 ,no temos1 porm1 que ver com aquellas excepoens4 ,balancemos o thuribulo da nossa admirao ,providencia d'essas almas1 e desandemos para a feira franca onde o stan de ,gil ,vicente infeirava as suas vitualhas4 ,o commum dos adulterios a retaliao1 o despique1 a mulher que a si se despreza por que se v aviltada do marido4 ,elle1 sacerdote do amor1 erigira-lhe altar e idolatrra2 depois1 esfriado o fervor1 apera o idolo1 e assentar sobre a peanha profanada a deidade nova1 com resplendor de seducoens infames4 ,primeiramente1 o amor e vaidade choraram no corao da mulher expulsa do templo2 em seguida1 o orgulho represou as lagrimas1 fl-as peonha de vingana2 e1 por derradeiro1 livelou a mulher vingada hombro a hombro do homem libertino4 ,elles ahi esto1 dignos um do outro1 levados pelo delicto social s leis authenticas da natureza4 ,acabou o artificio do marido-esposa4 ,restaurou-se o macho-femea4 ,romperam o pacto da fidelidade8 deshonraram-se reciprocamente8 ,muito bem6 ,hossana aos filhos da natureza6 ,urrah pelo rebanho de ,epicuro6 ,qual matarem-se6 ,vivam6 no lar ou na rua1 na lama ou nos arminhos2 mas vivam e medrem como gente de boas e bem saldadas contas4 ,isto o que a lei quer1 o que a religio da caridade aconselha1 e o que a sociedade tolera com um bem dissimulado respeito4 ,todavia1 ha ahi uns celibatarios1 extraviados dos concilios1 amantes extremosos1 pais loucos de amor aos filhos1 mas1 em fim1 celibatarios impudicos1 que sorriem1 a occultas1 dos maridos logrados4 ,quem disse a esses malsins do lar alheio que taes maridos so logrados8 ,com que protervia se mara a fama da esposa estygmatisando-a de perfida8 ,esposo trahido e mulher treda so os que reciprocamente se mentem4 ,cessa a ignominia da perfidia onde comea a luminosa tolerancia da desforra4 ,e1 por tanto1 a invaso da crytica ao seio da familia1 que no reclama a interferencia do ,codigo ,penal1 uma villania estupida1 um insulto liberdade dos cultos4 ,snr4 ,raimundo1 sei de umas pessoas1 que mofam cruelmente dos maridos enxovalhados pelo desdouro das mulheres4 ,ora1 esses que hoje escarnecem o homem deshonrado1 apedreja-l'o-ho manhan1 se elle offerecer o cadaver da adultera como resgate da sua honra4 --,matar6 ,oh6 no1 assassino6 ,despenhassel-a antes com um ponta-p1 de abysmo em abysmo1 at aos nossos alcouces4 ,ns j temos encontrado c mulheres illustres como a tua4 ,borrifamol-as com a champagne das nossas orgias4 ,ouvimol-as espumejar dos labios roixos o nome dos maridos por entre o acre do alcool4 ,vimo-'las repintadas de esfoliaoens esqualidas no rosto4 ,soubemos emfim que o lenol da misericordia as baldeou da infermaria vala4 ,e os maridos viveram e sobreviveram1 por que tinham juizo na cabea1 e abrigavam religiosamente no corao o augusto preceito3 no matars6-- ,apoiados6 snr4 ,raimundo1 apoiados6 ,estes homens fallam bem3 so os sociologicos1 os philosophos1 os estoicos1 os cultos1 sou eu1 v4 s41 se me no illude a confiana que puz na sua capacidade1 ho de ser os jornalistas1 os legisladores1 os juizes e os jurados1 quando a brocha der a ultima de mo n'este mascarrado edificio social4 ,se eu tivesse um filho1 havia de encouraal-o para se affrontar1 intemerato e invulneravel com esta sociedade cancerada4 ,creal-o-hia debaixo de mo1 e no regao da me virtuosa1 at aos trinta e cinco annos1 vestido de menina4 ,depois1 mandal-o-ia estudar primeiras lettras1 e ultimas1 com professor de acrizolada sanctidade de costumes--mestre regio que houvesse tido a heroica abnegao de viver com o que lhe d o governo1 sem me sahir estrada a roubar-me o relogio4 ,aperfeioada d'esta arte a educao intellectual de meu herdeiro1 eu iria com elle a um ponto culminante da cidade1 ,torre dos ,clerigos1 por exemplo1 na falta da montanha de ,alexandre ,dumas1 e dir-lhe-hia o seguinte3 ,meu filho1 tens quarenta annos4 ,fizeste exame de instruco primaria3--coisa que eu no era capaz de fazer4 ,sabes as ,raizes da formao dos tempos1 conjugas um verbo irregular1 tens luzes no vulgares do ,preterito mais que perfeito composto1 bebeste a longos haustos os ,logares selectos do snr4 ,padre ,cardoso1 e vislumbraste ,guizot atravez da historia patria do snr4 ,motta ,veiga4 ,ests prompto4 ,eu que no sei nada d'isso2 que desbaratei a minha mocidade com o ,thesouro de meninos1 e depois com a tisoura das meninas1 umas costureiras que me cortaram os voadouros1 quando eu batia as azas para a regio superior do ,manual encyclopedico4 ,perdi-me4 ,delicta juventutis me4 ,em compensao1 meu filho1 fiz enxertar no teu cerebro dois garfos da sciencia universal4 s um reportorio dos conhecimentos humanos e prestados4 ,ests habilitado para tudo1 desde porteiro do ,monte-pio dos empregados publicos at ministro da ,marinha4 ,portugal conquista dos talentos1 como sabes4 ,espera-te uma cadeira velha na ,academia ,real das ,sciencias1 e outra no ,gabinete de ,leitura de ,lamego4 ,tem-me d'olho estas duas couoeiras luzentissimas dos penetraes da immortalidade4 ,tenho a satisfao de saber que chegaste florida idade dos quarenta1 sem que uma s petala se haja fenecido na tua grinalda de virgem4 ,em meio d'esta fornalha de ,babylonia1 portaste-te como verdadeira salamandra4 ,era grande o meu jubilo quando te via chegar a caza em mangas de camiza1 e1 rosado de pejo1 me dizias que mulher de ,phara te despira o fraque6 s um menino das eras antigas4 ,em tempo de ,d4 ,joo ,v e outros reis castos1 serias sacristo de ,mafra ou da ,patriarchal4 ,hoje em dia1 a virtude da continencia levada a tamanho apuro1 poder1 quando muito1 permittir-te a directoria interna do ,azilo das velhas do ,camaro4 ,meu filho1 tempo de intrares na frma1 quero dizer1 de teres frma1 de completares o triangulo com a esposa4 ,caza-te1 se queres2 mas1 se te parece1 espera mais cinco annos--periodo no de sobra para bem digerires e ruminares certos preceitos4 bom ruminar desde j1 para que depois no estranhes as operaoens physiologicas de ruminante4 ,entretanto1 procura esposa que no saiba lr nem escrever1 se tanto fr possivel2 receio1 porm1 que a no topes n'este paiz onde a instruco est por tanta maneira derramada4 ,derramada o termo lidimo4 ,se1 mingua de outra1 o corao te esporear para mulher versada no alphabeto1 fornece-a desde logo de livros uteis1 brindando-a com as copiosas ,artes da cozinha1 que se publicaram n'este abenoado refeitorio de ,portugal1 desde ,ferno ,rodrigues at ,ramalho ,ortigo4 ,no se te importe que ella conhea este segundo sujeito2 mas to smente do ,cozinheiro dos ,cozinheiros1 que elle deu estampa com outros poetas causticados da inspirao satanica de ,beaudellre4 ,que tua mulher procure o vampiro d'aquelles genios unicamente no seio de um timbal de borrachos4 ,averigua1 antes de mais nada1 se tua noiva procede directamente de sua quinta av e respectivo av1 sem travessia4 ,tal av tal neta4 ,indaga que frades1 e de qual ordem1 entravam em casa das avoengas do teu namoro2 e no ser demasiada pesquiza esquadrinhar se a me d'ella ainda alcanou os bernardos4 ,sabido e provado que a menina de boa linhagem1 observa se isto de fundilhar ciroulas e apontar piugas no so para ella coisas mero legendarias1 tradicoens mythicas de ,peneloppe e da rainha ,bertha4 ,bom ser que ella seja caroavel da criao de parrecos e gallinhas1 e outros lances cazeirissimos ao modo de fallar de ,d4 ,francisco ,manoel de ,mello4 ,que no se te olvide de espiar-lhe com aturada vigilancia o temperamento1 como clausula em que muito bate o ponto4 ,se te sahir sanguinea1--alimentao vegetal1 legumes1 muita chicoria1 fructas e macarro4 ,se lymphathica1 no privo que a faas quinhoeira de substancias fibrosas4 ,se os nervos predominarem1 subordina-lhe a alimentao calmante aos banhos de chuva4 ,em summa1 pelo que de temperamentos1 intende-te com ,alberto ,pimentel1 auctor dos ,sanguineos1 lymphaticos e nervosos1 amavel escriptor que todos os noivos devem convidar para lhes tirar o horscopo da systole-dyastole1 e da espinal medula4 ,ests1 pois1 cazado1 meu filho4 ,tens outra alma no mago da tua1 uma segunda consciencia a dirigir1 como pai1 esposo e sacerdote4 ,na qualidade de padre de tua mulher1 no me admittas acolyto1 percebes8 ,sers fiel a tua mulher2 leval-a-has ao ,circo de quando em vez2 e de tempo a tempo musica do quartel-general1 e s ,figuras de cera1 auctorisadas pelo chefe da policia1 por causa das ,venus4 ,de comedias chamadas de cazaca1 e dramas lardeados de can-can1 e ,quadros-vivos1 livra como de peste4 ,irs onde ella fr2 passars sua beira as noites de janeiro1 fazendo paciencias ou jogando o burro3 isto emquanto no ha prole4 ,quando houver pequenos1 andars com elles s cavalleiras1 emquanto a me jubilosa lhes est costurando os atafaes4 ,visitas de casta nenhuma1 sem resalva de sexo ou idade4 ,diz o esperto ,rozado nas ,lagrimas de ,jerusalem3 ,est o mundo cheio de velhos e velhas que lem de cadeira vicios aos moos e s moas4 ,foi isto estampado ha duzentos e cincoenta annos6 ,que diria elle hoje8 ,o que escreveu n'outro lano3 ,j no ha virtudes nem cherume d'ellas4 ,ora bem3 conjecturemos agora1 meu filho1 que tua mulher1 lealmente amada1 farta e cheia1 querida e acariciada1 pega de sentir-se invadida ob e subrepiticiamente pela imagem de certo homem que viu no ,circo ou nas ,figuras de ,cera4 ,considera1 misero1 que o freguez da ,gran-,duqueza um d'esses cachorros da raa funesta dos citados leoens1 que1 atravez das lentes do binoculo1 despede coriscos alma de tua consorte1 queimando-lhe as grandes arterias1 as medias1 as filamentosas1 os vasos capillares1 tudo em que ha sangue e palpitar na economia animal4 ,considera1 outrosim1 que ella1 ouvindo a cavillosa natureza1 me dos escandalos1 em vez de confessar-se a ti1 que s o seu padre lareiro1 manifesta-se cozinheira2 e1 por entre os soluos da honestidade moribunda1 abre-lhe o peito onde a sua m sina lhe photographou a ternissima cara do ,saint-,preux do ,circo4 ,por te no polear inquisitorialmente com hypotheses1 vamos ultima4 ,a cosinheira introu no triangulo4 ,tua mulher recebeu cartas1 e respondeu-lhes1 servindo-se dos teus diccionarios1 do teu papel pautado1 dos teus enveloppes1 e1 para remate da affronta1 da penna com que tu enriquecias de glossas o ,cozinheiro dos cozinheiros1 ou esboavas narizes tortos para intreter os rapazes4 ,n'este tempo1--v outra conjectura desgraada--suppe tu que eras socio prendado1 como eu1 de varias philarmonicas aonde ias1 uma noite por outra1 prestar a ,offenback o preito da tua corneta de chaves4 ,com refece sorriso1 tua mulher dava-te sahida o osculo do costume1 e esperava-te de volta1 perguntando-te com a voz convulsa da consciencia irrequieta se fras feliz nos bemoes1 e tiveras palmas no solo do #b4 acto da ,ilha de ,jafanapato4 ,ah6 filho6 ,estavas trahido como todos os musicos incautos1 trahido como todas as victimas generosas das bellas artes1 quando a alma enthusiasta as etherisa assima do capacho onde as esposas se amesendram com as suas aspiraes razas6 ,atraioado1 pois6 ,e1 por tanto1 se essa mulher1 que tanto amavas1 te cravou o punhal hervado da deshonra no intimo seio onde lhe tinhas a imagem2--se te coou mortal peonha no beijo que te deu com os labios crestados da lava de outros lubricissimos2--se te fez a fabula dos visinhos1 e te plantou na praa onde ha o gargalhar dilacerante1 e ahi te poz ao cvo dos corvos que crocitam volta do corpo onde farejam morta uma alma2--se te levou o nome pelos seus muladares1 a rojo da cauda de seus vestidos mercadejados com o corpo2--se te acalcanhou o corao1 e te matou no cerebro o roixinol dos teus cantares2--se te incutiu no eu objectivo a dyspepsia1 a hepathite1 a hypocondria1 a cacochimia1 e emfim te poz a honra e os intestinos entre o suicidio e o inevitavel opprobrio3 sabes o que hasde fazer8 ,sabes o que hasde fazer a essa macaca1 meu filho8--,no lhe faas nada3 deixa correr o marfim4 99 99 99 99 99 ,isto o que eu diria a meu filho2 v4 s41 porm1 faa o que bem lhe parecer3 eu no aconselho ninguem4 ,visinho1 se a questo do ,homem-mulher no est assim resolvida1 sou eu mais lorpa do que penso1 ou a questo mais infame que o acto que ella discute4 ,seja como fr1 ,pax ,domini sit temper tecum1 e boas noites4 ,s4 ,c4 #aj de setembro1 ,anno da ,graa #ahgb4 7 sombra 4 4 4 dos #bdj ris47 #bdj ,,reis #a ,,eve1 contre ,monsieur ,dumas1 ,fils4 ,pag4 #dg4 #b ,,la ,,femme-,,homme1 ,rponse d'une femme a ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils1 pag4 #dj4 #c ,l',,homme1 ,reponse a ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils4 ,pag4 #ca4 #d ,id41 pag4 #cb #e ,pag4 #dc e #dd4 #f ,de l',allemagne1 ,des ,femmes1 ,pag4 #bg4 edi4 de #ahfd4 #g ,marie ,desraimes1 ,,ve1 contre ,m4 ,alex4 ,dumas ,fils1 pag4 #di e #ej4 #h ,lusiad1 cant4 #f4 est4 #dd4 #i ,l'homme et la femme4 ,lettre a ,mr4 ,alex4 ,dumas par ,e4 ,girardin4