public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,o ,,oraculo ,,d ,,passado1 ,,d ,,pres5te ,e ,,d ,,futuro ,,ou ,o ,v]dadeiro modo de apr5d] no passado a prev5ir o pres5te1 e a adiv9h> o futuro ,,por ,,b5to ,,s]rano ,,a/rologo ,,da ,,s]ra ,,da ,,e/rella1 ,onde reside ha p]to de tr9ta annos1 s5do a sua habitao uma e/reita gruta que lhe s]ve de gab9ete dos seus assiduos e/udos a/ronomicos ,,obra ,,dividida ,,em ,,sete ,,p>tes1 ,,cont5do ,,cada ,,uma ,o ,,segu9te3 ,p>te primeira--,o ,,oraculo ,,da ,,noite ,p>te ,segunda--,o ,,oraculo ,,das ,,salas ,p>te ,t]ceira--,o ,,oraculo ,,dos ,,segr$os ,p>te ,qu>ta--,o ,,oraculo ,,das ,,flores ,p>te ,qu9ta--,o ,,oraculo ,,das ,,s9as ,p>te ,sexta--,o ,,oraculo ,,da ,,magica ,p>te ,setima--,o ,,oraculo ,,dos ,,a/ros ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,,p>te ,,setima ,o ,,oraculo ,,dos ,,a/ros ,,ou ,a v]dadeira arte de conhec] os segr$os dos ,a/ros pela regul> rotao1 e pelos signaes que se obs]vam de noite e dia durante z quatro e/aes d anno ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,porto3 #ahhc--;,impr5sa ,comm]cial--,lavad\ros1 #af4 ,o ,,oraculo ,,dos ,,a/ros ,,a/ronomia ,,popul> ,a a/ronomia na antiguidade4-- antiquissima e/a sci5cia e p>ece que aos pa/ores d ,himalaya se devem z primeiras obs]vaes a/ronomicas1 unicam5te fundadas nos movim5tos app>5tes dos corpos cele/es1 e nos ph5om5os que mais impressionavam a imag9ao d homem1 taes como a passagem dos planetas atravez das con/ellaes1 z e/rellas cad5tes1 os cometas1 os eclipses1 etc4 ,como no podia deix> de s]1 todas z !orias de ento1 fundadas em app>5cias falsas1 eram falsas tambem1 t5do sido modificadas e corrigidas gradualm5te1 segundo o exigia o cam9h> progressivo das outras sci5cias4 ,a primeira hypo!se consi/ia em imag9> a ,t]ra rodeada de agua por todos os lados1 hypo!se que a9da exi/ia no tempo de ,hom]o1 pois que ento acr$itava-se que o ,sol se apagava ao m]gulh> no ,oceano1 reacc5d5do-se no dia segu9te depois de demorado banho4 ,os a/ronomos gregos1 ha dois mil annos1 julgavam que z e/rellas eram *ammas alim5tadas pelas exhalaes da ,t]ra6 ,todavia1 qu&o se obs]v\ que o ,sol1 a ,lua1 z e/rellas e os planetas1 se escondiam todos os dias no horizonte1 surg9do no imm$iato d lado oppo/o1 =a foi admittir que passavam sob a ,t]ra1--e d'aqui uma revoluo imm5sa1 completa1 na maneira de consid]> o nosso planeta1 que at ento o homem t9ha como solidam5te ass5te debaixo dos ps1 prolong&o-se at ao inf9ito4 ,p>a explic> aquella passagem1 inv5t>am-se hypo!ses sobre hypo!ses1 qual d'ellas mais extraord9>ia1 qual d'ellas mais absurda4 ,um deu ,t]ra a =ma de meza circul> su/5tada por doze columnas1 outro a de uma cupula descan&o em cima de quatro gigantescos elephantes de bronze1 etc41 etc42 mas nada d'i/o satisfazia o espirito4 ,columnas e elephantes1 a seu turno1 sobre que que descanavam8 ,s5do impossivel respond] satisfactoriam5te a tal p]gunta1 aquellas !orias =am completam5te ab&onadas1 admitt9do-se por fim que a ,t]ra se mant9ha livre no espao4 ,era um passo p>a o descobrim5to da v]dade1 mas o erro subsi/ia a9da4 ,segundo a nova d\tr9a1 o nosso planeta cons]v>-se-ia quieto no espao1 occup&o o c5tro de todos os corpos cele/es1 que giravam em torno d'elle4 ,i/o1 que s t9ha de bom explic> a rotao das e/rellas *amadas fixas1 deixava sem explicao os movim5tos dos planetas por entre z con/ellaes1 e foi alt]ado1 ou antes sub/ituido1 pelo sy/ema de ,ptolomeu1 o qual consi/ia em imag9> o univ]so compo/o de globos uns d5tro dos outros4 ,o ext]ior era o ,empyreo1 i/o 1 o log> p>a onde iam z almas dos bemav5turados4 ,ao imm$iato e/avam presas z e/rellas fixas1 e a cada um dos sete segu9tes1 os sete planetas ento conhecidos1 no num]o dos quaes entravam 7erradam5te1 como v]emos mais adeante7 o ,sol e a ,lua4 ,no c5tro d'e/a ma*9a complicadissima1 a ,t]ra6 ,to prodigioso edificio era con/ruido d mais f9o cry/al1 p>a que o brilho dos corpos cele/es podesse *eg> at c4 ,o espirito humano1 uma vez no cam9ho d absurdo e d m>avilhoso1 no pra facilm5te4 ,assim1 h\ve quem assev]asse com a maior s]i$ade que os a]oli?os eram p$aos de algumas das esph]as1 que1 de velhas1 cahiam sobre a ,t]ra2 que o movim5to dos planetas era mais vag>oso qu&o se a*avam mais di/antes d ,sol1 porque no viam to bem o cam9ho6 etc4 etc4 m$ida1 porm1 que z obs]vaes a/ronomicas se torn>am mais frequ5tes1 e que z outras sci5cias se =am ap]feio&o1 =nec5do novos meios de comp>ao1 o sy/ema de ,ptolomeu era a cada passo alt]ado1 p>a d> a explicao de um novo ph5om5o descob]to2 e por fim torn\-se de tal frma complicado1 que j nem os proprios a/ronomos se ent5diam com elle1 o que no o imp$iu de encontr> def5sores exaltados e de s] cons]vado muito tempo nas escolas sup]iores4 ,sy/ema de ,cop]nico4--,foi nos seculos ,,xv e ,,xvi que se e/abelec]am z v]dadeiras bases da a/ronomia4 ,o espirito humano comeou ento a lib]t>-se das falsas !orias a que um fanatismo b>b>o o trazia acorr5tado1 succ$5do-se uns aps outros os mais bellos empreh5dim5tos e z empresas mais arrojadas4 ,cop]nico lana ento corajosam5te por t]ra z falsas d\tr9as de ,ptolomeu e apres5ta aos olhos m>avilhados d homem1 tal qual 1 o pr9cipio fundam5tal da a/ronomia2 quasi ao mesmo tempo o nosso compatriota ,f]no de ,magalhes1 effectu&o a primeira viagem de circum-navegao1 prova praticam5te1 aos que a9da duvidavam1 a esph]oicidade d planeta que habitamos4 ,uma vez conhecida a v]dadeira posio da ,t]ra em relao aos outros planetas e ao ,sol1 z descob]tas succ$]am-se umas aps outras4 ,a ,cop]nico demon/r&o que todos os planetas se moviam em torno d ,sol1 seguiu-se ,kpl] descobr9do z tres leis que regem os movim5tos dos corpos cele/es1--,galileu inv5t&o o telescopio1--,halley calcul&o a volta de um cometa e ,newton descobr9do a =a que mantem em equilibrio todos os a/ros4 ,actualm5te a sci5cia pde vanglori>-se de conhec] no s a posio de cada um dos corpos que con/itue o sy/ema sol>1 mas de sab] qual a di/ancia de uns aos outros1 quaes os seus volumes1 e at o peso de cada um4 ,a relao das di/ancias de uns aos outros planetas e/ feita na razo de #a millimetro p>a #aj milhes de leguas4 ,no ha1 porm1 proporo alguma no que respeita s suas dim5ses2 se quizessemos cons]v> ,t]ra o tamanho1 alis pequ5issimo1 que alli tem1 hav]iamos de repres5t> o ,sol por uma esph]a d tamanho approximado de uma pequ5a l>anja e de di/anci> proporcionalm5te os planetas uns dos outros4 ,o cam9ho p]corrido por cada a/ro1 i/o 1 a sua orbita1 a*a-se indicado por traos e os planetas e satellites por pequ5os pontos4 ,p>t9do d ,sol1 vemos que o primeiro planeta que lhe gira em torno ,m]curio1 em seguida ,v5us e depois a ,t]ra4 ,em volta d nosso planeta1 acompanh&o-o fielm5te1 gira um outro globo ou satellite1 a ,lua4 ,segue-se depois ,m>te com dois satellites4 ,e/es quatro primeiros planetas1 ,m]curio1 ,v5us1 ,t]ra e ,m>te1 so *amados por alguns a/ronomos planetas m$ios em razo d seu tamanho4 ,segue-se depois uma inf9idade de planetas de pequ5as dim5ses1 cuja orbita m$ia se a*a tambem alli indicada4 ,so os pequ5os planetas que1 segundo a hypo!se mais g]alm5te acceita1 con/ituem os despojos de um gr&e planeta que uma causa desconhecida haja desp$aado4 ,contam-se actualm5te c]ca de #bbj d'e/es a/ros1 mas provavel que o seu num]o seja muito maior4 ,aos pequ5os planetas seguem-se os gr&es3--primeiram5te ,jupit] t5do em torno quatro satellites2 depois ,saturno com oito satellites2 ,urano com quatro1 e f9alm5te ,neptuno com um s4 ,alm dos planetas1 que giram quasi circul>m5te em torno d ,sol1 no mesmo s5tido e em planos no muito diff]5te uns dos outros1 e dos salellites que acompanham os planetas1--outros corpos1 cuja quantidade impossivel calcul>1 cam9ham tambem em volta d ,sol segu9do orbitas muito alongadas e mov5do-se em todos os s5tidos e em planos v>iadissimos3 so os cometas4 ,indep5d5tem5te dos planetas1 satelliles e cometas1 o sy/ema sol> povoado a9da por myriades de outros corpos muito mais pequ5os e que viajam em div]sas regies d cu1 umas vezes isolados1 outras aos enxames1 volt&o p]iodicam5te ao mesmo ponto1 e dos quaes s temos conhecim5to qu&o por acaso atravessam a atmosph]a t]re/re1 ao contacto da qual se tornam inc&esc5tes1 ou qu&o mesmo so attrahidos pelo nosso planeta1 onde caem4 ,so z e/rellas cad5tes1 os a]oli?os1 etc4 ,f9alm5te um imm5so annel lum9oso1 compo/o provavelm5te de milhes de milhes d'e/es pequ5os corpos illum9ados pelo ,sol1 rodeia e/e a/ro1 ext5d5do-se muito alm da orbita da ,t]ra4 ,v-se n'algumas epo*as d anno elev>-se acima d horisonte1 ao pr ou ao nasc] d ,sol4 a luz zodiacal4 ,reun9do1 temos o sy/ema sol> compo/o de3--#a4 um corpo c5tral1 muito maior que todos os outros1 e relativam5te immovel1 o ,sol2--#b4 div]sos corpos gir&o todos no mesmo s5tido1 e quasi circul>m5te em torno d'aquelle a/ro 7so os planetas72--#c4 v>ios corpos mais pequ5os cam9h&o em volta de alguns planetas 7os satellites72--#d4 os cometas1 que teem orbita muito alongada1 e cam9ham em todas z direces2--#e4 z e/rellas cad5tes1 a]oli?os1 etc41 myriades de pequ5as aggregaes p]corr5do todos os pontos d espao2--#f4 a luz zodiacal 7reunio em volta d ,sol de pequ5os corpos1 illum9ados por elle74 ,i ,d ,creador ,ns no vemos o ,creador2 mas s5timos1 e reconhecemos o seu pod] at ao m5or insecto p]dido no p4 ,tudo nos mo/ra um ,deus ,creador1 o co1 a t]ra1 z aguas1 o homem1 os animaes1 z plantas1 e os m9]aes2 em fim toda a ,natureza4 ,foi elle quem =m\ todas z m>avilhas1 que se (f]ecem nossa vi/a4 ,meus c>os m59os1 escutai com att5o o segu9te3 ,se vs a*asseis em uma planicie1 uma casa bonita1 de uma ar*itectura regul> com qu>tos dispo/os commodam5te1 e decorados com magnific5cia1 dirieis logo3 ,e/a casa foi con/ruida pelos hom5s2 =am elles quem a mobil\ e decor\4 ,foi um relojoeiro que fez e/e relogio1 impossivel que elle se fizesse a si mesmo1 dirieis vs se da mesma maneira visseis um relogio indic&o regul>m5te os m9utos1 e z horas4 ,pois assim1 meus m59os1 olh&o p>a o co1 z e/rellas1 o sol1 que brilha com tanto respl5dor1 e a t]ra que e/ cob]ta de prodigios1 dizei vs da mesma maneira3 ,e/as c\sas no pod]am produzir-se a si mesmas1 o homem no pde fazel-z4 ,ha pois1 um ente todo ,pod]oso que z cre\3 e/e ente ,deus1 au?or de tudo quanto exi/e1 ,deus um ,pae t]no e vigilante o qual nos no ab&ona1 nem um s mom5to4 ,envia-nos todos os dias a luz que nos alumia1 e o po que nos su/5ta4 ,e que nos p$e elle por tantos b5eficios8 ,qu] que o amemos4 ,ah6 meus c>os m59os1 quanto s]iamos +ratos1 e culpados1 se no ob$ecessemos aos seus desejos1 se lhe fe*assemos o nosso corao6 d'elle que nos vem tudo o que temos2 e a elle1 a quem devemos todos os nossos s5tim5tos1 e todo o nosso amor4 ,,ii ,o ,mundo ,decl>a-se pelo nome de ,mundo ou ,univ]so1 tudo quanto exi/e desde o espao dos ,cos ,t]ra4 ,i/o 1 o sol1 z e/rellas1 a t]ra1 tudo o que a nossa vi/a ap]cebe nas pr(undidades d ar1 da t]ra e das aguas1 e o que e/ alem d que podemos alcanar com a vi/a4 ,a9da que a vossa vi/a muito fraca e a9da sois mui pequ5os1 meus m59os1 podeis admir> uma p>te d'e/e imm5so espectaculo4 ,o sol1 ao meio d'esses num]osos globos que brilham em todas z abobadas dos cos1 de todas z obras de ,deus aquella1 que se apres5ta com mais brilhantismo1 e mage/ade3 um fa*o1 como1 et]nam5te1 po/o no c5tro d mundo p>a d]ram> ondas de luz p>a todos os lados1 e a uma di/ancia que nos no p]mittido det]m9>3 dir-se-hia que o rei dos a/ros4 ,comecemos pois por elle no artigo segu9te4 ,,iii ,o ,sol ,o calor1 e a luz que elle d]rama no univ]so1 nos fazem vr que a sua mat]ia e/ cont9uam5te inflammada1 e que elle o proprio fogo4 ,o sol1 o qual nos p>ece tam pequ5o por causa da sua extrema di/ancia1 7segundo os a/ronomos7 um milho e quatro c5tas vezes maior que a t]ra4 ,a sua =ma a de um globo4 ,todas z manhs o vdes app>ec] no ori5te1 elev>-se no co at o meio dia1 e depois desc]1 e desapp>ec] abaixo d horisonte ao occid5te4 ,talvez vos p]suadais que elle faz v]dadeiram5te esse movim5to e que nasce d'um lado p>a ir pr-se ao outro2 mas s]ia um erro4 ,no o sol que se volve roda da t]ra1 mas a t]ra que se volve sobre si mesma4 ,o sol no muda de log>1 e/ sempre no c5tro d mundo p>a alumi> tudo quanto o rodeia4 ,obs]v>am-se por meio das lunetas man*as sobre e/e corpo tam brilhante1 e por meio d'e/as man*as1 descobriu-se que elle se volvia sobre si mesmo1 como se volv]ia uma bolla atravessada por um prego4 ,e/as man*as veem-se em primeiro lug> n'uma extremidade d'e/e a/ro2 avanam1 vem-se depois na outra extremidade2 e emfim desapp>ecem p>a traz1 p>a torn>em a app>ec]1 passado algum tempo4 ,obs]v\-se que p>a volt> ao ponto1 donde t9ha p>tido1 eram-lhe necess>ios v9te e sete dias2 e que por consequ5cia era necess>io esse espao p>a que o sol fizesse uma volta sobre o seu eixo4 ,julga-se que o sol di/a de ns tr9ta e quatro milhes trez5tas e c9co5ta e sete mil quatro c5tas1 e oit5ta leguas4 ,,iv ,z ,e/rellas ,di/+uem-se e/es a/ros tam num]osos em e/rellas fixas1 porque se no vem mud> de lug>1 e em planetas1 ou e/rellas errantes porque e/as se volvem em mais ou m5os tempo roda d sol4 ,ha por v5tura c\sa magnifica1 e que d uma ida maior de ,deus d que e/a multido de e/rellas que brilham no firmam5to durante z trevas da noite8 ,vel-z-hiamos em igual num]o durante o dia se o respl5dor da luz z no fizesse desapp>ec]4 ,presume-se que z e/rellas fixas so globos lum9osos similhantes ao sol1 os quaes allumiam outros mundos demasiadam5te di/antes p>a que a nossa vi/a possa p]cebl-os4 ,se nos p>ecem mais pequ5as d que o a/ro que nos alumia porque e/o inf9itam5te mais di/antes de ns4 ,julgae da sua gr&eza1 e da sua imm5sa di/ancia pela que e/ mais proxima da t]ra1 a que *amam ,sirio4 ,cr-se que e/a e/rella fixa e/ quatro c5tas vezes mais di/ante de ns d que o sol1 e que o seu diametro1 ou a sua l>gura1 de tr9ta e tres milhes de leguas4 ,isso porm1 meus m59os1 sup]ior concepo da vossa idade2 porm com z explicaes que vossos paes ou me/res tiv]em a complac5cia de vos d>1 heis de compreh5d] alguma c\sa4 ,v ,os ,planetas ,so 7fra os mod]nos que mais se tem descob]to ha p\cos annos7 ,m]curio1 ,v5us1 ,t]ra1 ,m>te1 ,jupit]1 ,h]s*ell 7ao todo #g74 ,e/e ultimo s se conhece desde #aghe2 e foi descob]to por um sabio a/ronomo +lez d mesmo nome o qual tambem cons]v\4 ,z e/rellas fixas diff]em dos planetas1 por quanto e/es 7e no aquellas7 se volvem roda d sol1 e no tem luz por si mesmos2 pois aquella1 com que elles brilham lhes vem d mesmo sol4 ,presume-se que e/es imm5sos globos so1 como a t]ra1 mundos habitados4 ,o planeta mais pequ5o ,m]curio1 e o mais vis9ho d sol4 ,cr-se que qu9ze vezes mais pequ5o que a t]ra4 ,v5us2 qual tambem *amam ora e/rella da manh 7ou da alva71 ora vesp]a 7e/rella da t>de17 vem depois1 e tem uma nona p>te m5os que a t]ra4 ,volve-se sobre si mesma em v9te e tres horas1 e v9te m9utos4 ,a t]ra a qual nos p>ece tam gr&e1 por que ns somos pequ5os1 no 7como j vos disse7 mais que um planeta1 ou uma e/rella errante4 ,se vs habitasseis ,v5us ou ,m]curio1 ve-la-hieis ao meio d co1 como z outras e/rellas e no vos p>ec]ia maior que a ponta de um d$o4 ,com algum detalhe1 n'ella logo fall>emos4 ,m>te1 muito m5os que a t]ra2 elle no tem mais que tres qu9tos d seu diametro4 ,jupit]1 muito maior4 ,os a/ronomos asseguram que tem treze vezes a grossura da t]ra4 ,volve-se sobre si mesmo em nove horas1 e c9co5ta e seis m9utos4 ,tem em torno de si quatro luas4 ,saturno1 quasi mil vezes maior que a t]ra4 ,tem tambem c9co luas ou satellites4 ,e/1 alem d'isso1 rodeado por um gr&e annel de luz que se descobre por meio das lunetas4 ,di/a d sol trez5tos e v9te e sete milhes1 e setec5tas mil leguas4 ,h]s*ell e/ a9da mais di/ante4 ,p>ece affa/ado p>a a extremidade d mundo4 ,so-lhe necess>ios nov5ta annos1 p>a se volv] roda d sol4 ,,vi ,a ,t]ra ,a t]ra r$onda como uma bolla4 ,os seus vales1 e montanhas1 os quaes nos p>ecem tam consid]aveis no so nada relativam5te sua grossura2 podem-se ap5as comp>> com z desigualdades1 que se obs]va sobre a casca de uma l>anja1 z quaes no imp$em que e/e fructo t5ha uma =ma r$onda4 ,a t]ra tem nove mil leguas de circumf]5cia ou circuito4 ,j se disse que ella se volve sobre si mesma1 como uma bolla que e/ atravessada por um prego de f]ro4 ,e/e movim5to1 a que *amam rotao1 occasiona-lhe alt]nativam5te o dia1 e a noite1 i/o 1 a p>te que e/ virada p>a o sol gosa da luz1 em quanto a p>te oppo/a se a*a na escurido4 ,ora como a t]ra faz e/e movim5to sobre si mesma em v9te e quatro horas1 resulta d'ahi que n'esse mesmo espao tem o dia e a noite4 ,qu]eis vs t] uma ideia bem cl>a d que vos digo8 ,pegai n'uma bolla e volvei-a entre vossos d$os diante d'uma luz3 a bolla s] a t]ra1 e a luz o sol4 ,alm d'e/e movim5to quotidiano1 a t]ra tem outro que se executa no espao d'um anno3 ella faz um circulo imm5so volta d sol4 e/e ultimo movim5to o que produz z diff]5tes e/aes d anno4 ,porm i/o demasiadam5te sup]ior concepo da vossa idade2 p>a agora vos d> a sua explicao1 devo todavia faz]-vos uma facil obs]vao sobre um effeito notavel produzido pelo movim5to da t]ra4 ,como no n5huma das duas extremidades1 sobre que ella se volve que se apres5ta ao sol1 mas sim o meio1 segue-se que esse meio receb5do em toda a circumf]5cia os raios d sol1 p]p5dicul>m5te1 s5te una calor consid]avel1 em quanto z duas extremidades1 z quaes recebem os raios obliquam5te 7de lado7 ficam em um inv]no cont9uo e e/o sempre cob]tas de gello4 ,porm como a t]ra incl9a um p\co p>a o sol durante seis mezes uma das suas extremidades1 e durante os outros seis mezes a extremidade oppo/a1 v-se que cada uma d'ellas gosa alt]nativam5te de um v]o rapido1 o qual no tem tempo p>a d]ret] aquelles enormes montes de gello4 ,e/as duas diff]5tes e successivas incl9aes1 produzem outro effeito muito extraord9>io3 d>em a e/as tri/es regies dias e noites de seis mezes4 ,*ama-se ,equador a fa*a d meio1 a qual se a*a debaixo d sol2 e plos z extremidades sobre z quaes se volve a t]ra4 ,ha um polo d meio dia1 e outro d ,norte4 ,n4 ,b4--,advirta-se que em taes objectos difficultoso fall> intellig5cia dos m59os2 por isso dirigi-vos aos seus olhos2 pegai n'uma bolla1 e n'uma luz2 e em um qu>to d'hora1 hade fic> sab5do mais com essa pequ5a demon/rao1 d que com tudo quanto pod]ieis diz] n'um mez4 ,por isso a9da qu&o a explicao que acabamos de d>1 fosse mil vezes mais cl>a1 e mais ext5sa1 nem por isso deix>ia de s] muito obscura1 e muito incompleta p>a um m59o4 ,,vii ,a ,lua ,ao rep>> no sol de dia1 no pod]eis de noite deix> de att5d] sua rival a lua1 que onde vdes esse magnifico a/ro que de noite nos d uma luz tam doce1 e que tam propicio1 crdes sem duvida1 que um rival d sol1 e um globo mil vezes maior que z e/rellas8 ,des5ganai-vos mais e/a vez4 ,a lua p>ece-nos maior que z e/rellas som5te por que e/ mais p]to de ns4 ,ella no di/a da t]ra mais que oit5ta e seis mil trez5tas e v9te e quatro leguas2 e o seu volume quasi c9co mezes m5or que o da t]ra4 mui pequ5a comp>ativam5te a ,saturno e a ,jupit]1 os quaes todavia no vos p>ecem maiores que a luz d'uma vella4 ,a lua no faz como os outros planetas a sua revoluo roda d sol1 mas sim1 roda da t]ra4 a e/a que se ref]em os seus movim5tos2 acompanha-a na sua revoluo annual roda d sol2 e n'esse espao volve-se treze vezes em torno da t]ra4 ,em cada um d'e/es circulos ga/a v9te e sete dias sete horas e qu>5ta e tres m9utos4 ,ella no tem luz alguma por si mesma1 po/o que com tudo vos p>ea mui respl&ec5te de noite4 ,ella recebe o seu brilhantismo d sol2 e por isso nunca vemos mais que a sua p>te alumiada segundo e/as diff]5tes posies1 p>ece-nos uma vez meia lua1 um qu>to etc4 ,a p>te que no podemos vr se a*a na escurido4 ,como ella escl>ece a t]ra com a luz que recebe1 da mesma sorte a t]ra lhe envia a luz que lhe vem d sol1 porm em muito maior quantidade vi/a sua gr&eza4 ,ora1 nas luas novas1 o lado da t]ra alumiado e/ inteiram5te virado p>a a lua1 e por consequ5cia alumia a sua p>te obscura3 os habitantes da lua 7se ella os tem7 gosam ento da t]ra *eia1 como ns em uma posio similhante a e/a gosamos da lua *eia4 ,no preciso que eu vos diga que a lua r$onda2 j vol-o diss]am os vossos olhos4 ,notae porm que no r$onda plana1 mas r$onda esph]ica1 ou como uma bolla4 ,,viii ,eclipses da ,lua e d ,sol ,eclipse qu] diz] privao da lua por meio d'um corpo int]m$io4 ,ha circun/ancias em que a t]ra priva a lua da luz d sol 7a que *amamos eclipse da lua17 e em que a lua priva a t]ra da mesma luz sol>1 7a que *amamos eclipse d sol74 ,o eclipse da lua 7em que ella se eclipsa e desapp>ece aos nossos olhos7 causado pois pela passagem d corpo da t]ra directam5te entre o sol e a lua4 ,a t]ra int]cepta ento os raios d sol1 e a lua fica algum tempo na sombra da t]ra privada da luz4 ,o eclipse d sol 7em que elle se eclipsa e desapp>ece aos nossos olhos7 da mesma sorte causado pela passagem d corpo da lua directam5te entre o sol e a t]ra4 ,a lua tira-nos ento os raios d sol1 e a t]ra fica algum tempo na sombra da lua1 privada da luz4 ,qu&o a lua e/ eclipsada1 e/-o g]alm5te p>a todos os povos1 que a podem v]1 por que no tem luz por si mesma2 porm no acontece o mesmo a respeito d sol2 a lua s o pode occult> a c]tos povos1 onde *ega a sua sombra1 e durante e/e tempo os outros gozam da sua luz1 sem p]ceb]em mudana alguma4 ,,iv ,os ,elem5tos ,damos a antiga diviso dos elem5tos1 como se fez at s ultimas descob]tas de *imica1 pois o unico meio de faz] compreh5del-os infancia4 ,elem5to1 qu] diz] con/itutivo 7ou reunio de =z1 qualidades1 ou objectos7 que =mam qualqu] c\sa ou p>te de um todo 7animado1 inanimado1 ou intellectual7 os elem5tos1 ou simplices1 ou compo/os1 em g]al r$uzem-se a quatro pr9cipaes elem5tos todas z c\sas1 de tudo quanto exi/e com corpo2 e/es elem5tos so--o fogo1 o ar1 a t]ra1 e a agua4 ,o primeiro d'e/es unicam5te simplicissimo3 os outros tres re/antes so compo/os d'outros simplicissimos elem5tos2 razo porque os *imicos r$uz9do todo o num]o dos elem5tos1 sua simplicidade1 admittem muito maior num]o d'elem5tos 7ou elem5tos simplices47 ,x ,o ,fogo ,meus c>os m59os1 vs no conheceis outro fogo1 que aquelle que respl&ece no fogo1 ou na l>eira2 porm o fogo1 a9da que invisivel1 e/ d]ramado por toda a natureza4 ,f]i dois seixos e d seu *oque result> uma faisca2 esfregai com =a dois bocados de po1 aqu5t>-se-ho1 e acab>o por allumi>-se2 pondo ao sol uma l5te1 e/a reun9do1 e ap]t&o os raios1 d>-vos-ha fogo2 a mesma luz fogo 7po/o que t5uissimo47 ,o fogo necess>io vida de tudo quanto exi/e corporeo2 e o seu primeiro manancial p>ece vir d sol4 ,como o calor sempre fraco no inv]no tudo languece1 tudo p>ece morto1 e z aguas no podem corr]3 ellas tornam-se gelo2 felizm5te a primav]a torna a anim> tudo com um novo calor4 ,se pois o fogo no se fizesse mais s5tir tudo p]ec]ia1 gel>-se-hia tudo4 ,,xi ,o ,ar ,o ar tam necess>io nossa exi/5cia que se nos a*assemos privados d'elle1 morr]iamos imm$iatam5te4 ,o ar e/e fluido invisivel que respiramos1 cont9uam5te1 e que s5timos roda de ns4 ,qu&o impellido com =a1 con/itue o v5to4 ,e/ d]ramado em torno d globo da t]ra1 at uma c]ta altura1 e =ma o que *amamos atmosph]a1 i/o 1 e/e espao onde &am z nuv5s4 ,,xii ,a ,agua ,todos os paizes1 onde no se a*a a agua1 so e/]eis1 des]tos1 e no apres5tam mais que tri/es planicies de areia4 ,levada pelo seu proprio pezo desce sempre1 at s] retida nos abismos d m>4 ,de ord9>io nos montes que se a*am z nasc5tes dos rios4 ,a agua cobre uma p>te da t]ra1 e circula por todos os lados4 ,vemol-a sahir debaixo da t]ra1 =m> ribeiras1 e rios1 e en*] o imm5so lago dos m>es4 ,ella humecta z t]ras1 alim5ta os vegetaes1 anima z paisag5s e exalt]a os hom5s1 e os animaes4 ,,xiii ,z ,nuv5s ,uma nuvem absolutam5te similhante aos nevoeiros1 que se =mam noite sobre z m>g5s das ribeiras1 e nos sitios pantanosos2 o que a di/+ue t]-se =mado no ar1 e s] impellida pelos v5tos at ao mom5to em que torna a cahir em *uva sobre a ,t]ra4 ,a agua no corre sm5te sobre a ,t]ra2 tambem se alevanta aos ares1 e se su/em alli debaixo da =ma das nuv5s4 ,o calor d sol faz subir a agua p>a o co em vapores invisiveis4 ,os rios1 os lagos1 e os m>es =necem cont9uam5te 7e mais no v]o d que no inv]no7 esses vapores1 os quaes vo reunir-se nos ares em =ma de nuv5s4 ,pondo ao sol um panno molhado1 a humidade desapp>ec]1 e o panno secc>1 collocae uma bacia *eia de agua ao ar1 a agua desapp>ec] ins5sivelm5te1 e no fic> nem uma s gotta4 ,que foi feito d'essa agua8 ,r$uziu-se pelo calor em vapores1 e e/es elev>am-se at s nuv5s1 que vdes pass> sobre vossas cabez4 ,qu]eis v] uma prova mais cl>a8 ,exam9ae a agua1 que f]ve sobre o fogo2 sahe d'ella um fumo espesso1 e o vaso dim9ue cada vez mais4 ,porque raso dim9ue esse vaso8 porque a agua se vai em fumo1 ou 7p>a melhor diz]7 em vapores4 ,ponde por um in/ante a vossa mo sobre esse fumo1 e tiral-a-heis toda molhada4 ,z nuv5s no &am muito alto3 os cumes de diff]5tes montanhas so-lhes sobranceiros4 ,qu&o se e/ sobre essas montanhas1 v-se por baixo z nuv5s escl>ecidas pelo sol1 o qual z faz p>ec] brancas1 como um monto confuso de algodo4 ,qu&o se passa pelo meio d'ellas1 cr-se que se atravessa um nevoeiro1 mais ou m5os espesso4 ,,xiv ,a ,*uva ,j sabeis como se =mam z nuv5s2 sabeis que se compem de pequ5as p>tes d'agua1 to leves1 que se tom>iam como um p\co de p3 o ar su/em-z em quanto e/o n'e/e e/ado4 ,mas qu&o e/as p>tes se approximam1 e z unem1 tornam-se em gotas1 z quaes1 s5do mais pesadas que o ar1 que z su/em1 comeam a cahir1 e eis ahi a *uva4 ,e/a *uva rega os campos1 p5etra nas t]ras1 e alim5ta z nasc5tes2 e/as vo p>a os rios1 e e/es p>a o m>2 o sol faz outra vez subir e/as aguas ao ar1 donde so re/ituidas t]ra2 de sorte que e/o cont9uam5te em movim5to1 e viajam em todas z p>tes d mundo1 umas vezes impellidas pelos v5tos1 e outras vezes arra/adas pelo declive dos t]r5os4 ,,xv ,a ,neve e a ,s>aiva ,deve-se adv]tir que exi/e a neve1 e se =ma qu&o os vapores humidos que cahem d'uma nuvem se tras=mam na sua qu$a1 pelo gelo que os p5etra1 em longos filam5tos1 os quaes con/ituem flocos diff]5tem5te arranjados4 ,se e/es vapores tiv]am tempo p>a =m> gotas1 que o frio cond5sa imm$iatam5te1 cahe1 em log> de neve1 s>aiva4 ,e/a s>aiva tem1 de ord9>io1 a =ma1 e a grossura das gotas da *uva2 comtudo algumas cahem como grossos p$aos de gelo2 mas pode-se obs]v>1 que esses p$aos1 so1 n'e/e caso1 compo/os de muitos gros1 que se reuniram na sua qu$a4 ,,xvi ,o ,m> ,*amamos com e/e nome de ,m> todas essas imm5sas qualidades de agua1 que cobrem uma gr&e p>te da ,t]ra4 ,os hom5s *eg>am a ultrapass> 7pela sua indu/ria7 esses abismos que p>eciam ab]tos p>a os ret]1 con/ruiram navios1 e viaj>am sobre z ondas1 que podiam tragal-os1 com mais commodidade1 e mesmo com mais segurana d que sobre z t]ras4 ,no doce1 e boa p>a beb] a agua d m>1 como a das nasc5tes1 e rios2 ao contr>io acre1 am>ga e to salgada1 que excita nauseas viol5tas4 d'e/a agua que se tira o sal1 de que se usa na cos9ha4 ,p>a isso faz-se entr> a agua d m> em gr&es tanques1 que tem sm5te algumas polegadas de pr(undidade2 o sol faz evapor> a agua1 e o sal fica em secco no fundo d tanque4 ,,xvii ,o ,homem ,das creaturas mais p]feitas que ,deus cre\1 o ,homem2 a9da que vive como todos os animaes1 e e/ sujeito s mesmas necessidades -lhes comtudo to sup]ior1 que no se deve e/abelec] comp>ao alguma entre elles e o homem4 ,elle o *efe de tudo quanto abaixo de ,deus1 recebeu a exi/5cia1 e o dom9ador da ,t]ra4 ,e donde lhe vem a sua sup]ioridade8 ,da alma2 d'e/a intellig5cia cele/e que ,deus lhe deu4 ,os animaes p5sam sm5te em satisfaz]em z suas necessidades2 o homem o unico que reflecte1 e sabe elev>-se ao conhecim5to da ,div9dade4 ,por isso *ama-se ,razo o s5tim5to1 que dirige z suas aces2 e d-se som5te o nome de ,in/9cto ao que faz obr> os animaes2 po/o que esse in/9cto em v>ias c\sas se torna sup]ior s nosas =z1 e razo1 com o proprio influxo e direco das sabias det]m9aes que ora co>ctam ora dirigem z aces dos animaes4 ,porm se o homem recebeu uma pr]ogativa to bella1 p>a se conduzir livrem5te com mais sab$oria2 qu&o abusa dos seus meios1 qu&o obra mal1 sabe-o1 torna-se culpado p>a ,deus1 o qual lhe deu luzes g]aes p>a o escl>ec] no cam9ho da vida4 ,os dev]es dos hom5s p>a com ,deus e/o consignados na v]dadeira ,religio ,natural ou ,univ]sal1 a qual se tem dividido em tres idades ,religio ,ante-,moysaica1 ,religio ,moysaica 7ou escripta7 ,religio e ,*ri/ 7ou ,revelada74 ,em todas e/as tres idades a ,religio ,natural sempre a mesma3 repres5t&o na #a4 idade o v]dadeiro culto ,div9dade na esp]ana d ,salvador2 na #b4 a confirmao1 e mais mage/osa ractificao d'esse culto2 e na #c4 o complem5to f9al d'esse culto na pessoa d mesmo v]dadeiro e esp]ado ,messias1 ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o4 ,os dev]es da ,religio em todas z suas idades basea-se em tres pr9cipaes dev]es p>a com ,deus1 directa ou indirectam5te4 ,dev]es directos 7p>a com ,deus71 e indirectos 7p>a comnosco1 ou nossos similhantes74 ,e/es dev]es so obrigatorios1 ou prohibitivos1 aos quaes se oppoem o crime de commisso p>a com os primeiros1 ou de omisso p>a com os segundos4 ,em e/es dev]es se contam a celebrao d ,sac]docio1 e mais sacram5tos da ,igreja1 e seus dev]es2 os m&am5tos d ,decalogo e da ,igreja4 ,a vida d homem divide-se em quatro epocas2 a sab]3--,a ,infancia at os #ae annos2 ,a ,juv5tude at os #ce2 ,a ,virilidade 7ou idade viril7 at os #ee2 e ,a ,velhice d'ahi por diante at o muito #ajj annos4 ,,xviii ,hom5s de diff]5tes cores ,os hom5s v>iam de cor con=me os climas1 ou regies1 e t]ras que div]sam5te habitam2 por isso no so os hom5s todos brancos1 como os vemos na ,europa4 ,nos paizes qu5tes so trigueiros1 e mesmo pretos4 pr9cipalm5te em ,africa que se a*am povos inteiros1 e num]osos1 cuja pelle tam preta como o c>vo2 *amamo-lhes negros4 ,os ,hot5totes1 os quaes habitam tambem e/a p>te d mundo1 tem uma cor bronzeada4 ,z diff]5tes cores am]icanas so z de cobre1 e l>anja4 ,os hom5s de maior e/atura so os ,patago5s1 os quaes habitam a extremidade da ,am]ica ,m]idional3 tem commum5te seis ps1 a seis e meio4 ,os ,laponios so ao contr>io os mais pequ5os3 no tem ord9>iam5te mais de quatro ps e meio1 e/a a sua e/atura ord9>ia3 porm so =tes e robu/os4 ,habitam um paiz frio1 e cob]to quasi sempre de neve na extremidade sept5trional da ,europa4 ,,xix ,os ,m9]aes ,d-se o nome de m9]aes s sub/ancias que se tiram das m9as1 i/o 1 das excavaces que se fazem no seio da ,t]ra4 ,entre e/as sub/ancias necess>io obs]v> os metaes1 que nos so de gr&issima utilidade4 ,e/es metaes so o f]ro1 cobre1 e/anho1 *umbo1 ouro1 e prata4 ,o homem no s torn\ em vantagem sua tudo quanto a ,t]ra produz na sup]ficie2 mas at o que ella tem occulto nas suas entranhas4 ,,xx ,o ,f]ro ,o homem no tem necessidade s5o de purific> o ouro1 e a prata2 e -lhe necess>io1 p>a assim diz]1 cre> o f]ro4 ,e/e metal1 tal qual a natureza nol-o d1 mui diff]5te d'aquelle de que z artes usam4 ,e/a arte sobe mais remota antiguidade1 e pode-se crr que o ente creador de todas z c\sas o qual o faz nasc] com tanta pr(uso por toda a t]ra1 sugg]iu elle mesmo ao homem os meios de o adopt> s suas necessidades1 e de o faz] goz> de todas z vantag5s1 que elle occulta2 pois que e/e metal to util apres5ta-se debaixo de mil =mas div]sas na natureza2 e o que vs nunca p5saveis1 a*a-se quasi em toda a p>te2 a*am-se p>tes d'elle na combu/o de muitos vegetaes1 e p]t5de-se mesmo que o sangue que circula nas nossas veias1 lhe deve e/e v]melho1 que o cora4 por meio d fogo que se sep>a o f]ro da t]ra com que e/ mi/urado2 e igualm5te por meio d fogo que se trabalha1 e que se fazem com elle vasos1 alavancas1 pregos1 e mil outros in/rum5tos1 que nos so de gr&e utilidade2 sem o f]ro nunca exi/iria um num]o inf9ito d'objectos que augm5tam z commodidades da vida4 ,o ouro1 que ns procuramos com tanta avidez1 muito m5os precioso1 que e/e metal1 que nos p>ece to grosseiro4 ,o ao um f]ro ref9ado4 ,,xxi ,o ,cobre ,de todos os metaes imp]feitos o cobre o que mais se aproxima d ouro1 e da prata2 se o no tivessemos1 hav]ia um gr&e vacuo nas produces z mais int]essantes das artes4 ,porm z suas vantag5s so bem comp5sadas pelas suas qualidades malfazejas3 expo/o ao ar1 ou humanidade1 e muitas vezes por si mesmo1 cobre-se d'e/a f]rugem conhecida pelo nome de ,v]dete1 a qual muitas vezes conv]te nos vasos da cos9ha em um v55o extremam5te p]igoso os alim5tos que contem4 ,a e/anhadura palla o p]igo1 porem no o annulla inteiram5te4 ,o mais prud5te no us> d'e/e metal sem muito resgu>do1 e limpeza4 ,o cobre d]retido e purificado1 *ama-se ,cobre v]melho4 ,lig&o-o com o z9co que outra sub/ancia m9]al1 obtem-se o ,cobre am>ello1 ou o ,lato2 mi/ur&o-lhe uma c]ta qualidade d'e/anho produz-se o ,bronze1 ou o ,arame4 ,,xxii ,o ,e/anho ,emprega-se o e/anho de mil maneiras3 fazem-se com elle pratos1 colh]es1 e vasos1 usa-se d'elle mi/ur&o-o com o *umbo p>a a e/anhadura2 applica-se por traz dos espelhos p>a lhes d> e/e brilhantismo1 que lhe faz reflectir z imag5s de todos os objectos4 ,,xxiii ,o ,*umbo ,z m9as de *umbo so como z de f]ro z mais communs em a ,natureza4 ,elle o m5os precioso dos metaes4 ,como molle e facil a d]ret]1 fazem-se com elle os canos p>a conduzir z aguas1 e outras obras semelhantes a e/a2 fazem-se tambem com elle z ballas de esp+>da4 ,,xxiv ,a ,prata ,z pr9cipaes m9as da prata em ,frana so z de ,santa ,m>ia nos ,vosges2 z de ,baigry nos ,altos ,pyr5eus2 e z de ,*alan*es p]to de ,allemont no ,delph9ado4 ,z m9as da ,noruega so z mais importantes2 porem z mais ricas d mundo so z que se a*am no cume das cordilheiras2 a ,natureza d]ram\ ahi e/e metal com uma v]dadeira pr(uso2 quasi todos os paizes da t]ra possuem m9as d'e/e precioso metal1 porem obs]va-se que quanto z m9as de ouro abundam nos paizes qu5tes1 tanto a prata p>ece am> z regies frias4 ,,xxv ,o ,ouro ,no porque nos seja o mais util1 mas porque o fizemos1 como a prata1 repres5tativa de tudo quanto se pode comp>>1 eis aqui em fim o metal que ns e/imamos mais4 ,com tudo o ouro o mais p]feito1 por si mesmo dos metaes1 o mais pezado1 o mais d5so1 e o mais ductil4 ,podem-se-lhe d> todas z =mas1 pode-se applic>1 e ext5d] em folha sobre sup]ficies1 cuja gr&eza comp>ada p\ca mat]ia de que se us\1 admira a imag9ao4 ,o fogo1 m5os que no seja excessivam5te viol5to1 no produz sobre elle impresso alguma4 ,z m9as mais abundantes de ouro so z d ,mexico1 e ,p]u1 ultimam5te z da ,cali=nia na ,am]ica2 bem como tambem na ,au/ria1 ,sib]ia2 e a*a-se tambem na area de algum rio em =ma de palhetas4 ,,xxvi ,das c9co p>tes d ,mundo ,a t]ra a qual j dissemos que era r$onda divide-se em c9co p>tes1 a sab]3 ,europa1 ,asia1 ,africa1 ,am]ica1 e novam5te descob]ta a ,ocenia4 ,a p>te d mundo que ns habitamos a ,europa2 a m5os ext5sa mas a mais povoada1 aquella onde z sci5cias e artes so mais cultivadas4 ,os seus povos so brancos4 ,a p>te m]idional temp]ada1 e a d norte fria4 ,a ,asia tres vezes maior que a ,europa2 mas no tem povoaes proporcionaes4 ,os seus paizes m]idionaes s5tem calores muito gr&es1 os d norte e/o cob]tos pelo gelo d inv]no nos tres qu>tos d anno4 ,e/a p>te d mundo a mais rica em produces naturaes1 p$ras preciosas1 p]olas1 especi>ias1 aromas1 e animaes4 ,a ,africa cortada ao meio pelo ,equador1 i/o 1 a*&o-se directam5te debaixo dos raios d sol (f]ece os climas mais qu5tes1 e por consequ5cia mui des]tos4 ,veem-se ahi espaos imm5sos sem arvores1 e sem v]dura onde cobre a t]ra uma areia secca4 n'ella onde se a*am os hom5s mais pretos1 e os animaes mais f]ozes4 ,a ,am]ica a p>te maior d mundo4 ,a ,asia1 a ,africa1 e a ,europa no a conhec]am durante muito tempo2 os povos antigos nem ao m5os suspeit>am a sua exi/5cia4 ,foi som5te no curso d decimo qu9to seculo1 i/o ha p\co mais de trez5tos annos1 que ,*ri/ovo ,colombo teve a gloria de faz] conhec] e/a metade d mundo outra4 ,a ,am]ica produz uma quantidade inf9ita de metaes1 e m9]aes2 o oiro que os europeos tem tirado d'ella incalculavel4 ,ha alli alguns paizes mui povoados1 mas ha outros onde se a*a mui p\ca povoao4 n'e/a p>te d mundo que exi/em os maiores rios da t]ra2 o maior de todos o dos ,amazonas1 o qual tem mil leguas de curso4 ,,xxvii ,diviso d ,tempo ,os hom5s s5tiram a necessidade de e/abelec] z divises d tempo p>a regul> os seus trabalhos1 record> os acontecim5tos1 e comb9>1 e design> os dias futuros4 ,a propria natureza indica essas divises4 ,j vos disse que a t]ra se volve sobre si mesma no espao de v9te e quatro horas1 e que esse movim5to quem nos d alt]nativam5te o dia1 e a noite4 ,essas #bd horas fazem o que se *ama um dia4 ,e/e a*\-se naturalm5te dividido em quatro p>tes3 a manh1 o meio dia1 a t>de e a meia noite4 ,inv5t>am-se outras divises1 p>a maior commodidade3 so z horas4 ,contam-se #bd n'um dia1 i/o 1 durante o tempo da luz1 e das trevas2 porm e/as #bd horas e/o divididas em duas vezes doze3 eis de tl-o vi/o em todos os mo/radores1 os quaes no tem mais que esse num]o de horas4 ,a hora foi subdividida em #fj m9utos1 e o m9uto em #fj segundos1 etc4 ,z #d e/aes so3 a ,primav]a1 em que nascem a v]dura e z flores2 o ,e/io1 em que se amadurecem os fructos da t]ra2 o ,outono1 em que se fazem z colheitas2 e o ,inv]no tempo em o qual a t]ra em rep\so toma novas =z s(fr5do a intemp]ie dos ares 7pelos v5tos1 frios1 neves1 gelos1 e tempe/ades74 ,dividem-se e/as e/aes mais simplesm5te em duas p>tes1 a sab]3 ,v]o e ,inv]no1 cada uma com seis mezes2 cont&o o v]o desde o meio da primav]a1 todo o e/io1 e primeira p>te d ,outono 7i/o 1 meio de ,maio1 a meio de ,novembro17 e cont&o o inv]no desde o meio de ,novembro e todo e inv]no propriam5te dito1 at meio de ,maio4 ,alm d'e/a diviso natural divide-se o anno em doze mezes4 ,o mez um espao de #cj a #ca dias 7p\co mais ou m5os27 o que se ve n'e/es v]sos3 ,tr9ta dias tem ,novembro2 ,abril1 ,junho e ,setembro2 ,v9te e oito1 ou nove1 um e os demais tr9ta e um4 ,elles so1 pois ,janeiro1 ,fev]eiro1 ,m>o1 ,abril1 ,maio1 ,junho1 ,julho1 ,ago/o1 ,setembro1 ,outubro1 ,novembro1 e ,dezembro4 ,o inv]no comea a v9te e tantos de ,dezembro1 acab&o a v9te e tantos de ,m>o4 ,a primav]a a v9te e tantos de ,m>o a v9te tantos de ,junho4 ,o ,e/io a v9te e tantos de ,junho a v9te e tantos de ,setembro4 ,o outono a v9te e tantos de ,setembro at v9te1 e tantos de ,dezembro4 ,os mezes tambem se dividem em #d semanas2 z quaes no o completam porque do som5te #bh dias1 e os mezes tem #cj a #ca2 excepto fev]eiro o qual tem #bh1 e nos annos bissextos1 i/o 1 de #d em #d1 #bi4 ,a semana contm #g dias que so3 ,segunda1 ,t]a1 ,qu>ta1 ,qu9ta1 ,sexta1 ,sabbado1 e ,dom+o4 ,os ,*ri/os comeam a sua semana pela segunda feira1 e o dom+o o setimo dia de rep\so4 ,os ,judeus tomam o ,sabbado por seu setimo dia de rep\so1 cont&o o dom+o como seu primeiro dia da semana4 ,os mahometanos tomam o seu primeiro dia no sabbado e o seu ultimo e setimo na sexta4 ,temos dois equ9oxios1 e #b sol/icios3 ,os primeiros em que z noites so iguaes aos dias em doze horas3 os segundos em que os dias e z noites entre si so ora maiores ora m5ores4 ,de #ba a #bb de ,m>o o equ9oxio da primav]a4 ,de #bc a #bd de ,setembro o equ9oxio d ,outono4 ,de #bc a #bd de ,junho o sol/icio d e/io1 em que os dias so maiores d anno 7i/o 1 p]to das #c at s #i da noite74 ,de #bj a #bc de ,dezembro o sol/icio de inv]no1 em que z noites so z maiores d anno 7i/o 1 desde p]to das #e da t>de at p]to das #g da manh74 ,ent5de-se por um seculo o espao de cem annos4 ,por lu/re o espao de #e4 ,por olympiada o espao de #d4 ,o nome1 a epo*a d'e/e ultimo1 vem das fe/as que os gregos celebravam cada #d annos junto d',olympia na ,grecia4 ,,xxviii ,pr9cipaes povos e cidades da ,asia ,a ,asia tem mil e setec5tas leguas de comprido1 e mil e qu9h5tas de l>go4 ,seus pr9cipaes e/ados so3 ,turquia ,asiatica1 ,arabia1 ,p]sia1 ,india1 ,t>t>ia 7*9eza1 indep5d5te1 e russiana1 na maior ext5so e p\co povoada17 a ,*9a1 e o ,japo4 ,a ,turquia ,asiatica1 consid]avel2 e tem a ,p]sia ao ori5te2 o ,m$it]raneo1 e o ,ar*ipelago ao occid5te2 ao meio dia a ,arabia1 e ao norte o ,m>-negro e ,p]sia4 ,tem magnificos fragm5tos d seu antigo espl5dor4 ,a ,arabia a maior p59sula d mundo1 de norte a sul com qu9h5tas leguas1 e de ori5te a occid5te quatroc5tas1 ,meca e ,m$9a suas pr9cipaes cidades4 ,o gr&e imp]io da ,p]sia1 cuja capital ,ispahan4 ,a ,india1 cujos pr9cipaes e/ados so o ,indo/o1 ,visapor1 ,golonda1 ,bisnag>1 ,ava1 ,pegu1 ,araco1 ,sio1 ,camboje1 ,tunquim1 ,co*9*9a4 ,o mais bello pod]oso e antigo imp]io da ,*9a1 com qu9h5tas leguas d'ori5te a occid5te2 e tres5tas e c9co5ta de norte a sul4 ,tem como imm5sa povoao z pr9cipaes cidades de ,pek9 e ,nank94 ,,prophecia ,de um ,lavrador velho e cego1 da freguezia da ,maia1 a qual foi a*ada debaixo d travesseiro1 depois d seu fallecim5to4 ,cessem todos os e/rondos ,p>a em bella h>monia ,ouam todos mais att5tos ,e/a real prophecia4 ,de um au!ntico ,sob]ano ,di/9cto e inspirado ,que alem de s] ,mon>*a ,tambem tem prophetisado4 ,cujo ,sob]ano escreveu ,a qual me m&\ lr ,d que no futuro anno ,n'e/e re9o se ha de vr4 ,prophetis\ que p>a o anno ,tudo o que fr vegetal1 ,caus> t]ror e espanto ,no re9o de ,portugal4 ,toda a t]ra portugueza ,d> fructo desm>cado ,como nunca se tem vi/o ,desde que o mundo foi creado4 ,z nabiz d>o grellos ,to altos e engrumados1 ,que d ma/ros de navios1 ,e s]r&o-os taboados4 ,cada nabo s] tal ,que se o escav> por d5tro ,possa d> casa ba/ante ,p>a crte d'um jum5to4 ,taes repolhos v]eis creados ,em todos os repolhaes1 ,que o m5or seja ba/ante ,p'ra pez> v9te qu9taes4 ,pois s z folhas de fra ,d'aquelles mais bem creados ,pod]o s]vir de vellas ,p>a e/5d] nos eirados4 ,z c\veiras cre>o ,to altos ps e grossos2 ,que d'elles se f>o bombas ,p>a tir> agua dos poos4 ,v]eis cebollas como pipas ,batatas como toneis ,tomates como gigas ,alhos como cani/reis4 ,que s os d5tes dos alhos ,to volumosos s]o1 ,como que fossem qu>tos ,de aboboras ou de melo4 ,z p]eiras d>o p]as ,to gr&es e to ba/as ,que uma s p]a aos p$aos ,en*a bem sete cana/ras4 ,taes limes v]eis creados ,nos limoeiros az$os1 ,que um limo seja ba/ante ,p'ra c>reg> seis gallegos4 ,e que nozes to gr&es ,se ho de v] pelas ,nogueiras1 ,que das cascas d'uma s ,se f>o duas maceiras4 ,e d que tiv] por d5tro ,go/osos doces f>o1 ,e muitas se ho de mo] ,que no ho de d> mau po4 ,tambem promette abundancia ,de po trigo e c5teio ,porque s cada espiga ,d> alqueire e meio4 ,z mulh]es f>o fogueiras ,queim>o fuzos e rocas ,por que ha de nasc] l9ho ,prompto j em maarocas4 ,pois s cada melancia ,to gr&e ha de s]1 ,que precisem de dez hom5s ,com pancas p>a a mov]4 ,da tona grossa e dura ,com talos to bem creados ,que s possam s] p>tidos ,com alvies ou ma*ados4 ,cada videira d ,d\ro ,tantos ca*os ha de d> ,que de v9ho e bagao ,possa en*] um lag>4 ,a c9co reis o almude ,quem quiz] beb] v9ho ,d melhor d ,alto ,d\ro ,n'e/a prov9cia d ,m9ho4 ,no tempo que o v9ho fr ,a c9co reis o almude ,muito ha de hav] quem diga3 ,c vae sua saude4 ,velhos e velhas v]eis ,d> salt9hos de cont5tes ,porque at t]ceira vez ,lhe ho de nasc] novos d5tes4 ,at os brancos cabellos ,v]eis tom> novas cres1 ,iguaes s d'aquelle tempo ,em que t9ham seus amores4 ,os que =em corcovados ,a corcova ho de p]d]1 ,at cegos v]eis com vi/a1 ,que j no esp]avam vr4 ,tudo quanto t5ho dito ,afiano e asseguro1 ,que se nada fr v]dade ,ha de s] m5tira tudo4 ,d'e/a =ma t]m9\ ,e/a real prophecia1 ,s a todos desejo ,vida1 paz e alegria4 ,,horas ,,planet>ias ,nomes dos ,planetas ,saturno1 ,jupit]1 ,m>te1 ,sol1 ,v5us1 ,m]curio e ,lua4 ,dom+o ,a #a4 hora qu&o nasce o ,sol1 e hora ,sol>4 #b4--;de ,v5us4 #c4--;de ,m]curio4 #d4--;de ,lua4 #e4--;de ,saturno4 #f4--;de ,jupit]4 #g4--;de ,m>te4 #h4--;d ,sol4 #i4--;de ,v5us4 #aj4--;de ,m]curio4 #aa4--;de ,lua4 #ab4--;de ,saturno4 ,e assim cont9u>1 segundo os nomes dos ,planetas2 i/o 1 con=me o que se segue pelos nomes acima indicados4 ,segunda-feira #a4--;e/a primeira hora como se tem dito1 da ,lua4 #b4--;de ,saturno4 #c4--;de ,jupit]4 #d4--;de ,m>te4 #e4--;d ,sol4 #f4--;de ,v5us4 #g4--;de ,m]curio4 #h4--;da ,lua4 ,e assim se vai prosegu9do at pr-se o ,sol4 ,t]a-feira #a4--;de ,m>te4 #b4--;d ,sol4 #c4--;de ,v5us4 #d4--;de ,m]curio4 #e4--;da ,lua4 #f4--;de ,saturno4 #g4--;de ,jupit]4 #h4--;de ,m>te4 ,qu>ta-feira #a4--;de ,m]curio4 #b4--;da ,lua4 #c4--;de ,saturno4 #d4--;de ,jupit]4 #e4--;de ,m>te4 #f4--;d ,sol4 #g4--;de ,v5us4 #h4--;de ,m]curio4 ,qu9ta-feira #a4--;de ,jupit]4 #b4--;de ,m>te4 #c4--;d ,sol4 #d4--;de ,v5us4 #e4--;de ,m]curio4 #f4--;da ,lua4 #g4--;de ,saturno4 #h4--;de ,jupit]4 ,sexta-feira #a4--;de ,v5us4 #b4--;de ,m]curio4 #c4--;da ,lua4 #d4--;de ,saturno4 #e4--;de ,jupit]4 #f4--;de ,m>te4 #g4--;d ,sol4 #h4--;de ,v5us4 ,sabbado #a4--;de ,saturno4 #b4--;de ,jupit]4 #c4--;de ,m>te4 #d4--;d ,sol4 #e4--;de ,v5us4 #f4--;de ,m]curio4 #g4--;da ,lua4 #h4--;de ,saturno4 ,e assim vae prosegu9do1 d&o hora d nasc] d ,sol de cada dia o ,planeta d'aquelle dia1 assim como a oitava depois de t] nascido4 ,,conhecim5tos ,,uteis ,no ,cresc5te da ,lua que se devem faz] z sem5teiras e enx]tias1 pr bacellos1 transplant> arvores1 e cre/> colmeias1 tudo em dias de bom tempo1 antes que reb5tem z arvores1 e o que mais se deve escolh] a occasio da m> *eia4 ,z sem5teiras no s devem s] feitas no ,cresc5te de ,lua1 mas bom que sejam feitas nos dias em que a ,lua &a ou faa conjuno nos signos de ,tauro1 ,canc]1 ,virgo1 ,libra ou ,capricornio e m> *eia4 ,no ,m+uante da ,lua devem cort>-se z madeiras na =a d ,sol1 colh] fructas p>a gu>d>1 cav> e pod> z v9has2 o melhor corte de madeiras qu&o e/ a m> *eia4 ,os melhores dias de caa so um dia antes e outro depois de qualqu] aspecto de ,lua4 ,p>a caar aves1 lebres ou coelhos so bons os dias em que a ,lua &e ou faa conjuno nos signos d',aries1 ,tauro1 ,gem9is1 ,leo1 ,virgo1 ,libra1 ,sagit>io1 ,capricornio e ,aqu>io4 ,p>a pesc> bom o qu>to de ,lua em ,piscis1 ,canc] e ,escorpio4 ,nevoeiro4--,so nuv5s t]re/es que se levantam de lug>es humidos1 e ficam espalhadas na atmosph]a cuja transp>5cia toldam4 ,nuv5s4--,so aggregados de vapores mais ou m5os espessos e encamados na atmosph]a aonde se cond5sam =m&o z nuv5s e z *uvas4 ,*uva4--,z *uvas so nuv5s grossas que se evaporam dos rios e d m>1 z quaes so elevadas pelos v5tos a uma di/ancia imm5sa1 d]ram&o sobre nossos campos a felicidade e a abundancia1 qu&o os regam e alim5tam z fontes4 ,neve4--,a neve =ma-se qu&o os vapores que cahem das nuv5s se congelam pelo frio que os surpreh5dem1 e cahem ento em flocos mui alvos4 ,s>aiva4--,se os vapores que cahem das nuv5s teem tempo de =m> p+as que o frio cond5sa1 cahem ento em granisos1 ou p$ras d'agua com a mesma configurao e grossura1 que haviam de t] z p+as d'agua como *uva na sua qu$a4 ,orvalhos4-- um vapor subtil que se obs]va durante z noites e manhs da ,primav]a1 ,v]o e ,outomno1 e no mais d que um resfriam5to que a t]ra exp]im5ta qu&o cessa de e/> expo/a aos raios d ,sol4 ,relampagos4--,d-se e/e nome ao cl>o que prec$e o e/ampido dos troves1 e tem lug> todas z vezes que o fluido electrico passa d'um lug> p>a outro1 ou que duas nuv5s c>regadas d'electricidade *egam a encontr>-se4 ,trovo4-- o e/rondo produzido pelo abalo que o ar rec5te no mom5to em que o fluido electrico se desc>rega sobre uma nuvem ou sobre a t]ra4 ,pode ajuiz>-se da di/ancia d'uma trovoada pelo espao que ha entre o relampago1 e o trovo ou por uma pulsao regul>2 porque se o pulso bate quatro vezes entre o relampago e o som d trovo1 signal de que a trovoada e/ a quatro mil ps de di/ancia1 e se bate c9co vezes1 e/ a c9co mil ps etc4 ,raio4-- o fluido electrico espalhado na atmosph]a1 que sahe com o e/rondo da trovoada sobre a =ma de fogo da p>te da atmosph]a em que e/ava accumulado1 e d]ruba1 mata e polvorisa aquillo em que toca ou a*a com resi/5cia4 ,recomm5da-se p>a seu def5sivo a pelle d lobo m>9ho1 o l\reiro1 e o agnus dei4 ,t]ra4--,a ,t]ra um globo a*atado nos d\s polos1 prova-se que r$onda por que naveg&o-se de ,e4 p>a ,o4 volta-se ao mesmo ponto4 ,tem a ,t]ra #gbjj leguas de circumf]5cia1 e #a1ccj1jjj vezes mais pequ5a d que o ,sol1 e tem no ob/ante uma sup]ficie de t]ras habitadas ou habitaveis1 e aguas1 que compreh5de #bd milhes de leguas quadradas1 julga-se que z aguas cobrem mais das duas t]z p>tes da sup]ficie da t]ra4 ,divide-se o globo em c9co p>tes1 a sab]3 ,europa1 ,asia1 ,africa1 ,am]ica e ,oceania4 ,mr4 ,letrome1 segundo um calculo asss exacto1 pret5de que em #gjj milhes d'hom5s1 p\co mais ou m5os1 que povoam a t]ra1 ha p]to de #bcj milhes de *ri/os1 #aae milhes de mahometanos1 #e milhes de judeus1 e #cej milhes de poli!i/as1 povos que admittem mais d'um ,deus1 e gr&e num]o d'absurdos4 ,atmosph]a4--,d-se e/e nome massa d'ar que c]ca a t]ra at altura de #bj leguas p\co mais ou m5os1 e aonde se =mam v>ios ph5om5os e se reunem os gazes e exalaes seccas ou humidas1 e aonde se cond5sam e precipitam1 e f9alm5te aonde se =mam z *uvas1 v5tos1 s>aivas1 troves etc4 ,anno ,sol>4-- o tempo que decorre desde um ,equ9ocio at outro ,equ9ocio1 i/o 1 #cfe dias1 #e horas e #di m9utos4 ,anno ,civil4-- aquelle de que usam quasi todas z naes1 p>a cont>em o tempo e z idades1 de #cfe dias1 e os bissextos de #cff dias4 ,mez ,lun>4-- o espao de tempo que decorre d'uma ,lua ,nova at outra ,lua ,nova1 e con/a t]mo m$io de #bi dias1 #ab horas1 #dd m9utos e #b segundos4 ,cometas4--,o num]o de ,cometas que se teem obs]vado de algumas c5t5as e consi/em em uma massa lum9osa em frma de cabea1 acompanhada de um ra/o lum9oso1 *amado cauda2 o seu movim5to irregul> e tudo o que a respeito d'elles se tem calculado puram5te hypo!tico1 ha comtudo cometas cuja app>io nossa vi/a se a*a calculada4 ,os antigos consid]avam os cometas como presagio de alguma gr&e desgraa1 hoje1 porm1 s algum ignorante pod] de tal presuadir-se4 ,m>s4--,ha d\s fluxos e d\s refluxos d m> no int]valo de cada #bd horas e #di m9utos1 e/es #di m9utos o que z m>s t>dam em subir1 i/o 1 #bd m9utos cada m>1 junt&o pois #bd m9utos hora de cada m> t]emos a hora da m>4 ,velocidade da luz d ,sol4--,ga/a a luz d ,sol #h'1 p>a *eg> t]ra1 i/o 1 p>a p]corr] os #cd milhes de leguas que nos sep>am d'aquelle a/ro4 ,norte4--,p>a se a*> a e/rella d ,norte1 prolonga-se em l9ha recta z duas e/rellas a que *amam o leme e o prolongam5to d'e/as ir mo/r> a e/rella d ,norte4 ,me?odo facil p>a obs]v> os ,eclipses d ,sol4--,defuma-se em cima d'uma luz um p$ao de vidro de vidraa1 at que se no veja nada por elle1 faa-se-lhe depois um pequ5o buraco no meio1 descubr9do-lhe o fumo com a ponta d d$o pelo qual se pode obs]v> o ,eclipse sem que faa mal vi/a4 ,somm>3-- ,signos1 gros e m9utos #i #bd #ch #aa #cb #dg #i #bg #be ,,fim ,,da ,,setima ,e ,,ultima ,,p>te