( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,oliveira ,,m>t9s ,o critico litt]>io--,o economi/a--,o hi/oriador--,o publici/a--,o politico ,,lisboa ,,typographia ,,da ,,companhia ,,nacional ,,editora #ej1 ,l>go d ,conde ,b>o1 #ej #ahid ,,oliveira ,,m>t9s ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,oliveira ,,m>t9s ,o critico litt]>io--,o economi/a--,o hi/oriador--,o publici/a--,o politico ,,lisboa ,,typographia ,,da ,,companhia ,,nacional ,,editora #ej1 ,l>go d ,conde ,b>o1 #ej #ahid ,os ,luziadas1 ensaio sobre ,cames a sua obra1 em relao soci$ade portugueza e ao movim5to da ,r5asc5a1 por ,j4 ,p4 de ,oliveira ,m>t9s4 ,porto1 #ahgb4 ,se a escla e?nologica e/ repres5tada1 entre os escriptores novos1 pelo sr4 ,!ophilo ,braga1 a escla social e hi/orica--a unica1 talvez1 a que propriam5te se devra d> o nome de philosophica--acaba de a*> igualm5te entre ns um digno repres5tante num escriptor moo e d maior futuro1 o sr4 ,oliveira ,m>t9s1 que num livro rec5te e/ud\1 a proposito de ,cames 7e p>a nos explic> ,cames71 a litt]atura portugueza d seculo ,,xvi1 no ponto de vi/a l>go e compreh5sivo1 ao mesmo tempo politico e psy*ologico1 que c>act]isa e/a ultima escla4 ,ne/e ponto de vi/a1 a litt]atura de um povo1 consid]ada como um todo symetrico1 uma obra gigantesca e collectiva1 apres5ta-se como a expresso d seu espirito nacional1 det]m9ado no por tal ou tal elem5to primitivo e1 por assim diz]1 physiologico1 mas pelos elem5tos complexos1 uns fataes outros livres1 uns criados outros h]dados1 cuja syn!se con/itue a ida da sua nacionalidade--raa1 in/ituies1 religio1 tradio hi/orica e vocao politica e economica no meio dos outros povos4 ,a ida nacional1 na sua evoluo1 det]m9a gradualm5te o que se pde *am> o temp]am5to da nao2 e1 se e/a surda f]m5tao se manife/a em tudo1 nos seus actos e nos seus p5sam5tos1 revela-se sobretudo na sua imag9ao1 i/o 1 no seu ideal1 cuja expresso mais livre a arte e a litt]atura4 ,ne/a invisivel circulao da seiva int]ior ha p]iodos1 p]iodos de revoluo1 de progresso1 de retrocesso1 de incubao ou de pl5itude de =z3 a e/es correspondem inv>iavelm5te os p]iodos arti/icos e litt]>ios1 com suas v>iaes de int5sidade1 l5ta =mao de esclas1 morbidos e/acionam5tos1 subitas e inflammadas floresc5cias4 ,e1 como ne/a vegetao collectiva1 cada ramo1 cada folha1 cada fructo1 se alim5ta com a seiva commum e tem uma vitalidade proporcional =a que trabalha o gr&e tronco1 o espirito individual acompanha o espirito nacional nas suas evolues1 gradua pela delle a sua int5sidade3 a sua lib]dade int]ior tem por limites1 realis&o-se1 z condies d meio em que se des5volve1 e o g5io d arti/a1 d poeta1 a9da qu&o prote/a e se revolta1 sempre adequado ao g5io d seu povo e da sua poca4 por aqui que a hi/oria litt]>ia se liga philosophia da hi/oria1 ou antes1 que faz p>te della4 ,z gr&es pocas litt]>ias co9cidem com z pocas de pl5itude d s5tim5to nacional1 aquellas em que esse s5tim5to1 tom&o consci5cia de si1 se revela em obras h>monicas e complexas1 que so como que o fructo def9itivo da l5ta elaborao das in/ituies1 dos co/umes1 dos p5sam5tos4 ,reaes e juntam5te ideaes1 essas obras supremas dizem-nos ao mesmo tempo o que um povo foi e o que quiz s]1 descobrem-nos a sua aspirao intima e m>cam os limites d5tro dos quaes lhe foi dado realisal-a4 ,so o comm5t>io moral das revolues politicas e sociaes1 e como que os annaes da consci5cia nacional3 e1 p>a a philosophia1 na consci5cia que a hi/oria encontra a sua explicao def9itiva e a sua f9al ju/ificao4 ,o que diz ,cames a quem1 depois de o t] lido com olhos de homem de go/o1 o rel com olhos de philosopho8 ,cames1 responde o snr4 ,oliveira ,m>t9s1 diz-nos o segr$o da nacionalidade portugueza4 ,h\ve1 com effeito1 uma nacionalidade portugueza--por mais e/ranha que e/a affirmao nos p>ea1 a ns portuguezes d seculo ,,xix1 que no at9amos a encontr> no pres5te uma causa viv5di3 h\ve uma razo de s] tanto p>a z in/ituies como p>a os individuos1 e uma ida nacional1 espalhada como a alma collectiva por todo e/e corpo1 ento vivo e agil4 ,e no s h\ve uma nacionalidade portugueza1 mas essa nacionalidade1 sup]ior aos impulsos cegos da raa e fatalidade da geographia1 produziu-se como uma obra d es=o e da vontade1 no resultado de obscuros in/9ctos primitivos1 como um facto politico e moral1 no como um facto e?nologico4 ,qu&o em ,hespanha no havia a9da s5o catales1 ca/elhanos1 leonezes e nav>ros2 em ,frana prov5aes1 gasces1 borgu9hes1 bretes2 em ,allemanha suabos1 au/riacos1 saxes1 hanov]ianos2 em ,italia tantos pequ5os e/ados rivaes quantas cidades1 e no se fazia bem ida d que fosse s] hespanhol1 francez1 allemo1 italiano1 porque e/as palavras ,frana1 ,hespanha1 ,allemanha1 ,italia designavam ap5as vagas agrupaes naturaes e no grupos organisados--em ,portugal havia s portuguezes1 e s] portuguez t9ha uma significao def9ida e precisa4 ,e/e o gr&e facto1 diz o sr4 ,oliveira ,m>t9s1 que faz delle o seu ponto de p>tida3 daqui1 a coheso politica da nao2 daqui a sua physionomia moral4 ,essa coheso a unidade2 essa physionomia o patriotismo4 ,o patriotismo1 pond]a ac]tadam5te o sr4 ,oliveira ,m>t9s1 c\sa muito di/9cta d amor da t]ra3 e o patriotismo1 como os portuguezes dos seculos ,,xv e ,,xvi o conceb]am1 foi um ph5om5o moral quasi unico na ,europa de ento1 e que os torn\ muito mais p>ecidos com os romanos antigos d que com os povos seus contemporaneos4 ,o patriotismo uma ida ab/racta1 que exc$e a capacidade toda s5tim5tal da raa2 o in/9cto naturali/a da raa d o amor da t]ra2 no vai mais alm3 s a ida nacional pde d> o patriotismo1 compreh5dido romana e portugueza4 ,o ,cid batalha mais de uma vez contra os ca/elhanos1 ao lado dos arabes2 o conde/avel de ,b\rbon vira a sua espada av5tureira contra a ,frana que o viu nasc]2 nem por isso deixa o ,cid de s] um typo de bravura idealisado pelos hespanhoes1 e o conde/avel de ,b\rbon um leal cavalleiro p>a todos os cavalleiros de ,frana2 mas os ,p]eiras1 combat5do ao lado dos ca/elhanos em ,aljub>rota1 so malditos1 arr5egados2 e1 mais t>de o ,magalhes s] portuguez no feito1 porm no na lealdade3 apo/at>am da ida nacional4 ,eis a gr&e diff]5a4 ,e/a noo d patriotismo cria uma ordem de s5tim5tos p>ticul>es dos individuos p>a com a nao1 um modo de s] moral peculi>4 o dev] patriotico1 como o compreh5d]am1 em ,roma1 ,fabricio1 ,regulo1 ,cato1 em ,portugal ,ca/ro1 ,albuqu]que--o dev] patriotico1 cuja expresso suprema o h]oismo4 ,leia-se a hi/oria da ,europa at ao seculo ,,xvi3 abundam os bravos1 mas difficilm5te se encontr>o os h]oes1 segundo o typo magnanimo que a antiguidade realis\1 e que de novo e no seu ponto de vi/a realis\ ,portugal durante os seculos ,,xv e ,,xvi4 ,no peito illu/re lusitano havia ento alguma c\sa de gr&e e transc5d5te1 que impellia a nao p>a um de/9o extraord9>io e suscitava no meio della os h]oes1 que deviam s]vir a ida nacional com a abnegao t5az e sup]ior com que se s]ve uma ida religiosa4 que o patriotismo uma especie de religio civil4 ,foi por essa religio que1 durante tres seculos1 nos erguemos no mundo1 p>a realis> um sonho gigantesco e quasi sobre-humano3 foi por ella tambem que cahimos exangues e desilludidos1 porque a realidade falt\ ao sonho1 porque todo o sonho1 com o seu idealismo1 se exalta primeiro1 p]turba depois1 transvia1 end\dece aquelles que envolve nas suas nevoas phanta/icam5te lum9osas1 mas sempre enganadoras4 ,a poca nacional portugueza1 por excell5cia1 o seculo ,,xvi4 ,tudo concorre ento p>a d> ao espirito dos portuguezes aquelle summo grau de t5so1 que produz os gr&es movim5tos nacionaes4 ,a nacionalidade rompe com impulso irresi/ivel os seus limites tradicionaes1 transborda frem5te como um rio caudaloso1 e affirma-se na sua pl5itude pelas descob]tas e pelas conqui/as4 ,d5tro1 a sua =a o resultado da sua conc5trao3 pela re=ma dos =aes1 pela mon>*ia absoluta1 pela expulso dos judeus1 att+e o maximo de unidade politica1 social1 religiosa1 i/o 1 o maximo de pod] sobre si mesma4 ,e/a en]gica coheso depura o s5tim5to nacional1 d-lhe uma segura consci5cia de si1 e leva-o quelle grau de t5so em que o patriotismo1 exalt&o-se1 se trans=ma numa especie de h]oismo univ]sal4 ,a nao faz-se h]oe3 o h]oismo a sua atmosph]a ord9>ia1 e todos p>ticipam mais ou m5os desse contagio sublimador4 ,daqui1 uma concepo p>ticul> da vida social1 d direito1 d dev]1 tanto p>a a nao como p>a os individuos4 ,s] portuguez alguma c\sa de especial1 um typo sui g5]is de virilidade e nobreza1 que todos procuram realis>1 e que a litt]atura idealisa1 de que ella se inspira na phase nova em que ento entra4 ,com effeito1 a e/a evoluo moral corresponde uma evoluo litt]>ia4 escla prov5al-ca/elhana1 lyrica1 av5tureira e romanesca1 succ$e a grave escla italiana1 com a feio nova que o espirito portuguez lhe deu1 adopt&o-a1 i/o 1 moral e pica4 ,ao trovador ,b]n>dim ,ribeiro1 ao popul> ,gil ,vic5te succ$em ,s de ,mir&a e ,f]reira1 d\s romanos4 ,o velho typo cavalheiresco1 phantasioso e s5tim5tal1 empallidece diante desse outro que surge1 nobre e digno1 quasi sev]o1 o homem d dev]1 no da s5sibilidade1 que ,joo de ,b>ros1 ,f]reira e ,mir&a vo levant&o1 e que ,cames vir colloc> sobre o sublime p$e/al pico4 ,e/e typo1 o v]dadeiro typo portuguez d seculo ,,xvi1 como se revela nos ,lusiadas1 no com effeito uma m]a inv5o d g5io de ,cames3 uma g5u9a criao nacional1 um ideal d s5tim5to collectivo1 que se foi gradualm5te =m&o e depur&o1 at encontr> no gr&e poeta quem lhe dsse uma expresso def9itiva4 por isso mesmo que elle dom9a1 de toda a sua altura1 o p5sam5to e a obra de ,cames4 ,o que o poeta canta o h]oismo portuguez3 o peito illu/re lusitano3 e todo o seu poema se resume ni/o1 como nesse poema se resume toda a vida moral portugueza durante um seculo4 ,a razo intima dos acontecim5tos1 dos co/umes1 das op9ies encontra-se alli3 explicam-se por elle1 e s elles tambem o explicam completam5te4 ,o poema e a soci$ade so1 por seu turno1 texto e glosa que mutuam5te se comm5tam4 ,ne/e ponto de vi/a1 hi/orico e psycologico1 no no ponto de vi/a m]am5te litt]>io de uma e/]il poetica de conv5o1 que os ,lusiadas devem s] e/udados e compreh5didos--e cabe ao sr4 ,oliveira ,m>t9s a gloria de t] sido o primeiro a fazel-o1 a gloria de t] comm5tado philosophicam5te os ,lusiadas4 ,a e/a luz tudo se explica na concepo d poema e na sub/ancia moral delle3 p]cebe-se a razo de/e e/ranho ph5om5o1 e/ranho e unico1 d app>ecim5to de um v]dadeiro poema epico nacional em pl5a idade mod]na4 ,i/o em quanto concepo4 ,em quanto1 porm1 a c]ta ordem de s5tim5tos1 que1 no ponto de vi/a pico1 so secund>ios1 mas que occupam um gr&e log> no poema1 p>a os compreh5d] faz-nos o sr4 ,oliveira ,m>t9s consid]> outro lado da physionomia to complexa de ,cames e da sua poca4 ,com effeito1 se ,cames um portuguez d seculo ,,xvi1 ao mesmo tempo um arti/a da ,r5asc5a2 daqui todo um lado dos ,lusiadas1 que exc$e a ida nacional1 e por onde e/e pr(undo poema se liga1 no j vida necess>iam5te e/reita de um simples povo1 mas ao va/o movim5to d espirito humano nos tempos mod]nos4 ,sem e/e lado1 a significao dos ,lusiadas s]ia m]am5te nacional e local1 no europa e univ]sal3 t]iam s um valor hi/orico e no philosophico tambem4 ,mas ,cames1 portuguez pelo c>act] e pelo corao1 era pela intellig5cia mais d que portuguez sm5te4 ,respirava a atmosph]a subtil e vivificante da ,r5asc5a3 no seu va/o espirito1 como no dos gr&es arti/as desse tempo1 havia um lado my/]ioso e pr(undo que se virava1 no p>a o passado ou p>a o pres5te1 mas p>a o illimitado futuro1 pres5t9do j a revoluo moral dos seculos ,,xviii e ,,xix4 ,se ,cames1 como portuguez patriota e h]oico1 como homem da ,r5asc5a pan!i/a2 pan!i/a platonico e ideali/a1 j se v1 como ,miguel ,angelo1 ,leon>do de ,v9ci1 ,%akespe>e4 ,portuguez1 exalta os feitos por onde o seu povo conqui/a entre z naes um log> proem95te3 homem da ,r5asc5a1 s5te e int]preta a natureza com um naturalismo impregnado de idealidade1 que mais a9da o pres5tim5to de um mundo moral novo1 d que uma imitao da antiguidade pagan4 ,o s5tim5to pan!i/a da natureza1 s5tim5to todo mod]no1 e que devia mais t>de *eg> pl5itude em ,r\sseau1 ,goe!1 ,hugo1 app>eceu pela primeira vez em ,cames4 ,daqui1 o c>act] d seu espanto em face dos gr&es ph5om5os m>itimos2 daqui1 a concepo d ,adama/or2 daqui1 o s5sualismo da primeira p>te d canto ,,xi e o idealismo da ultima4 por e/e lado que ,cames toma log> entre os gr&es espiritos1 os ,lusiadas entre z gr&es obras dos tempos mod]nos4 ,a imag9ao prophetica d poeta anticipa tres seculos na hi/oria psycologica da humanidade4 ,com todos e/es elem5tos1 uns portuguezes1 outros europeus1 uns locaes1 outros univ]saes1 recompe o sr4 ,oliveira ,m>t9s a physionomia complexa de ,cames e dos ,lusiadas1 com uma lucidez e segurana de critica v]dadeiram5te surpreh5d5tes p>a quem consid]> a completa novidade d seu trabalho4 ,a sua lum9osa syn!se abraa o poeta1 a obra e a poca3 e pela po*a1 pelo poeta e pela obra faz-nos s5tir a intima realidade da nao e a sua razo de s] hi/orica4 ,e nessa mesma syn!se compreh5de-se tambem a sua decad5cia2 triplice decad5cia1 politica1 moral1 litt]>ia4 ,como8 pela decad5cia da ida nacional4 ,com effeito1 o patriotismo h]oico d ,portugal d seculo ,,xvi cont9ha em si mesmo os g]m5s da propria dissoluo4 ,era gr&e1 mas no era ju/o3 ora nada dura no mundo s5o pela ju/ia4 ,t9ha fatalm5te de se corromp] essa orgulhosa ida nacional1 fundada na viol5cia da conqui/a1 na intol]ancia religiosa e no despotismo politico4 ,os vicios int]iores d organismo nacional app>ec]am bem depressa3 app>eciam j no tempo de ,cames3 nos ,lusiadas encontram-se de vez em qu&o1 e/rophes sombrias1 que so como um lugubre cras enim moriemur lanado no meio das alegrias daquelle fe/im h]oico4 ,era o futuro velado e lutuoso que o poeta entrevia num deslumbram5to prophetico4 ,a nao e/ava1 com effeito1 condemnada4 ,o h]oismo que tem de dur>1 lana z suas raizes na regio mais inalt]avel1 mais incorruptivel da consci5cia humana1 e z d nosso no *eg>am l3 foi uma especie de sezo nacional2 no foi um acto reflectido1 filho da lib]dade moral1 um es=o supremo pela ju/ia2 foi ap5as um egoismo sublime4 ,por isso1 m>tyres da propria obra1 a nossa quda foi *eia de tri/eza e confuso1 nem nos fic\ no ro/o a s]5idade lum9osa dos v]dadeiros m>tyres4 ,z pag9as au/]as em que o sr4 ,oliveira ,m>t9s e/abelece e/a di/9co entre o h]oismo da consci5cia e o da fatalidade1 e mo/ra ,portugal condemnado por aquillo mesmo que fiz]a a sua virtude e a sua gr&eza1 so das mais gravem5te p5sadas que se teem escripto na nossa l+ua4 a v]dadeira philosophia da hi/oria aquella sua1 que r$uz e subord9a toda a actividade humana consci5cia e ju/ia4 ,a inju/ia da ida nacional1 como os portuguezes ento a conceb]am1 corrompeu gradualm5te z in/ituies1 infiltr\-se nos espiritos e p]v]teu os co/umes3 a soci$ade1 m9ada int]iorm5te1 vacill\1 em despeito d espl5dor m5tiroso que ext]iorm5te a ve/ia1 e comeou a desab>4 ,o sr4 ,oliveira ,m>t9s des5h\ com mo segura e vivissimo colorido o quadro das implacaveis realidades1 que1 produzidas pelo h]oico idealismo portuguez1 se vir>am contra elle1 o vici>am e acab>am por de/ruil-o4 ,a nao1 atacada de/e modo nos seus orgos mais vitaes e na mesma alma1 que podia produzir no mundo d espirito1 da arte1 da litt]atura8 ,a decad5cia social e moral t9ha necess>iam5te de correspond] a decad5cia litt]>ia4 ,um desregram5to do5tio das imag9aes privadas de ideal1 depois um e/reito classicismo e uma poetica de academias1 succ$]am livre e fecunda expanso d g5io portuguez no mundo d s5tim5to e da phantasia4 ,a ida nacional lev\ comsigo p>a a cova o segr$o das criaes poeticas4 ,d seculo ,,xvi at hoje no produziu ,portugal uma unica obra arti/ica ou litt]>ia v]dadeiram5te nacional4 ,de vez em qu&o1 nalguns mom5tos excepcionaes1 o g5io dalguns hom5s tem-se levantado como um prote/o1 e tem-se vi/o a9da uma ou outra obra viva4 ,mas essa inspirao toda individual1 no nacional3 um producto natural que pde demon/r> que a raa no morreu com a nacionalidade1 no filha de um s5tim5to commum e como que organico da soci$ade portugueza4 ,a decad5cia nacional o gr&e facto inexoravel da nossa hi/oria1 vai em tres seculos3 a decad5cia litt]>ia uma frma della1 nada mais4 ,decad5cia irrem$iavel8 p]gunta o sr4 ,oliveira ,m>t9s1 nas ultimas pag9as d seu livro4 ,no6 responde-lhe a philosophia revolucion>ia4 ,a nossa r5ovao moral e litt]>ia s] possivel no dia em que1 pela re=ma das in/ituies sociaes1 por uma nova e melhor compreh5so da ju/ia1 comece outra vez o espirito a circul> ne/e gr&e corpo1 mais in]te a9da d que acabado1 volte a animal-o uma alma1 um ideal collectivo4 ,ento ,portugal t] de novo uma razo de s]1 e a ida nacional1 mais brilhante e mais qu5te depois d seu eclipse secul>1 f> reb5t> outra vez fructos e flores de/e *o endurecido sim1 mas debaixo d qual ha a9da 7embora a gr&e pr(undidade7 fontes vivas em abundancia4 ,z gr&es aces s]o outra vez possiveis1 e um melhor e mais alto h]oismo2 por elle s]o no s possiveis1 mas quasi inevitaveis os gr&es p5sam5tos poeticos4 ,a r5ovao litt]>ia de ,portugal correlativa com a sua r5ovao social e e/ dep5d5te della3 a concluso d livro d sr4 ,oliveira ,m>t9s1 concluso que todos devemos aceit>1 no como uma vaga esp]ana1 mas como uma v]dade philosophica cuja realisao no dep5de s5o d nosso es=o1 da en]gia d nosso s5tim5to moral4 ,somos os op]>ios d nosso proprio de/9o1 e desde j z nossas mos o vo ap]feio&o3 t] a frma que lhe d]mos4 ,ne/e trabalho solemne da r5ovao nacional1 gr&e a t>efa que e/ talhada p>a a g]ao nova1 e imm5sa a sua responsabilidade6 ,e/> ella1 pela intellig5cia e pelo corao1 pela sci5cia e pela virtude1 altura de/a obra au/]a e =midavel8 ,muitos o duvidam1 v5do-lhe no ro/o uma pallidez de mau ag\ro444 ,no me cabe a mim decidil-o3 direi sm5te que 7quaesqu] que t5ham de s] os nossos de/9os7 p>a d>em te/emunho das int5es srias de uma p>te consid]avel da nossa g]ao1 d seu espirito r5ovador1 da sua aspirao a uma melhor sci5cia1 ba/>o em todo o tempo obras como a ,hi/oria da litt]atura portugueza1 d sr4 ,!ophilo ,braga1 e o ,ensaio sobre ,cames1 d sr4 ,oliveira ,m>t9s4 #i de maio de #ahgb4 ,!oria d socialismo1 evoluo politica e economica das soci$ades da ,europa3 por ,j4 ,p4 de ,oliveira ,m>t9s4 ,lisboa1 #ahgb4 ,i ,pelo assumpto d livro1 pela maneira porque nelle se resolvem z que/es que o assumpto envolve1 e pela muita amizade1 alm da aff9idade de cr5a philosophica e politica1 que me liga ao autor1 e/ava eu obrigado a fall> publicam5te de/a rec5te e por tantos lados notavel obra d sr4 ,oliveira ,m>t9s4 ,se o no t5ho a9da feito1 cont&o o livro p]to j de tres mezes depois de publicado1 porque preoccupaes de outra natureza1 envolv5do disp5dio de tempo e de att5o p>a coisas ba/ante diff]5tes1 me teem totalm5te imp$ido4 ,agora mesmo1 s lhe pod]ei consagr> uma rapida noticia1 expondo ap5as a impresso g]al1 que uma primeira leitura1 por v>ias occasies int]rompida1 me deix\1 tanto dos defeitos como das srias qualidades1 que avultam na ,!oria d ,socialismo4 ,comecemos pelos defeitos1 e pelos pontos em que discordo 7sem pret5d] por modo algum incluir e/as div]g5cias no num]o dos defeitos7 da maneira de vr d autor4 ,depois1 mais desassombrados1 apreci>emos o p5sam5to ess5cial da obra4 ,os defeitos so1 me p>ece1 exclusivam5te de frma e composio4 ,ha uma ida fundam5tal no livro1 que det]m9a uma l9ha logica1 des5volv5do-se sem solues de cont9uidade da primeira at ultima pag9a2 ha1 nos pontos que essa l9ha p]corre1 uma successo natural correspond5te ao encadeam5to normal dos pr9cipios e dos factos na sci5cia e na hi/oria4 ,o que falta1 porm1 uma def9io ca!gorica da ida g]adora1 e uma exposio precisa e des5volvida dos pr9cipios1 de tal sorte que e/es no se entrevejam sm5te1 mas app>eam de facto como a razo suffici5te dos ph5om5os hi/oricos e a elles adequados4 a e/a falta que se deve attribuir a difficuldade e obscuridade que encontram z intellig5cias no prep>adas por uma conv5i5te educao philosophica 7e so muitas1 desgraadam5te7 em c]tas p>tes de/a obra1 alis me?odica e bem d$uzida4 ,qu]o com i/o diz] que no da ida que provm a obscuridade1 mas da composio e d e/ilo4 ,ba/ava que o autor tivesse dado s !ses1 que prec$em cada um dos seus capitulos1 um des5volvim5to proporcional1 em vez de z enc]r> em =mulas1 s vezes um tanto algebricas1 e que nas suas exposies de pr9cipios arejasse um p\co o e/ilo1 torn&o-o mais ductil e m5os te*nico1 p>a que z ab/raes philosophicas se tornassem accessiveis ao simples s5so-commum1 a que se r$uz o crit]io de #ij por c5to dos leitores portuguezes4 ,fao e/es rep>os1 no s p>a que z pessoas que no compreh5d]am bem c]tas pag9as d livro d sr4 ,m>t9s se conv5am de que essa obscuridade nada depe contra a v]dade e lucidez da ida fundam5tal delle1 como tambem por ent5d] que o e/ilo nas obras no litt]>ias1 e at nas de sci5cia pura1 no deve s] consid]ado como coisa accessoria e secund>ia4 ,c]tam5te que no aconselho aos hom5s de sci5cia que faam e/ilo2 mas que tal conselho no o d>ia tambem aos lit]atos e aos poetas4 ,p>a mim1 entre t] bom e/ilo e faz] e/ilo ha uma diff]5a ess5cial3 t] bom e/ilo significa t] o e/ilo proprio e conv5i5te das idz que se expem2 faz] e/ilo significa encobrir a falta de idz com phrases r$undantes e app>atosas1 com aquelles p]sicos app>atus que j ,horacio qu]ia banidos dos fe/9s e1 com maior razo a9da1 d discurso4 ,pde hav]1 e ha effectivam5te1 bom e/ilo at nas sci5cias mais rigorosas1 naquellas a que os espiritos vasios1 que qu]em camp> de poeticos1 *amam aridas3 ha bom e/ilo em ma!matica1 por exemplo1 e em *imica3 ,lagrange passa por t] escripto algebra com uma elegancia e belleza v]dadeiram5te classicas2 em *imica1 gosa hoje de igual reputao o illu/re ,wurtz4 ,mas deixemos i/o1 porque no sobre e/hetica que me propuz escrev]4 ,direi sm5te que o sr4 ,o4 ,m>t9s nunca faz e/ilo1 exactam5te porque tem muitas idz2 mas que1 por no dispr s vezes conv5i5tem5te z suas idz1 consoante os respectivos valores1 cum pond]e1 num]o et m5sura1 deixa pass> c]tas pag9as1 que1 sem inju/ia1 podemos acoim> por no t]em bom e/ilo4 ,tom>ei tambem nota de alguns pontos em que no concordo com o modo de vr d autor da ,!oria4 ,no que essas div]g5cias de op9io sejam muito pr(undas1 qu]o diz]1 que v]sem sobre pontos ess5ciaes da d\tr9a d livro3 so1 pelo contr>io1 exot]icas1 e v]sam exclusivam5te sobre c]tas apreciaes hi/oricas1 indiff]5tes em gr&e p>te concluso g]al que o autor tira da evoluo das soci$ades na ,europa desde a poca romana4 ,essa concluso a m9ha tambem1 como o leitor v]3 e se tomo nota de/as div]g5cias1 porque no me apraz e/> completam5te de accordo com quem qu] que seja1 maximam5te com aquelles cuja intellig5cia prs e respeito--e desejo deixal-o regi/ado4 ,cu/>-me-hia tanto no concord> em ponto algum com o sr4 ,o4 ,m>t9s1 como concord> em todos absolutam5te4 ,esp]o que o leitor compreh5d]1 sem mais explicaes1 o que qu]o diz]4 ,discordo pois1 da maneira porque o sr4 ,m>t9s enc>a1 na sua g5]alidade1 a ,idade-m$ia1 consid]&o-a como um p]iodo de retrocesso em relao civilisao greco-romana1 durante o qual os elem5tos evolutivos dessa civilisao e/acionassem 7exp]im5t&o alguma coisa analoga quillo a que em physiologia se *ama int]rupo de des5volvim5to71 em virtude das sabidas causas e?nologicas1 sociaes e moraes que det]m9>am a dissoluo d mundo antigo1 de tal sorte que todo o movim5to europeu1 durante aquelles nove a dez seculos1 se r$uzisse1 de um lado1 tradico greco-romana1 no que ella t9ha de j def9itivo e no evolutivo1 i/o 1 o ,cri/ianismo e o ,imp]io1 e d outro lado1 ao reapp>ecim5to de elem5tos primitivos1 os ,b>b>os1 que ap5as repetem extemporaneam5te phases sociaes1 que a civilisao antiga1 havia j seculos1 t9ha atravessado4 ,daqui p>ece o autor concluir que a evoluo normal da civilisao foi p]turbada1 durante um c]to p]iodo1 pela introduco viol5ta de elem5tos e/ranhos1 con/itu9do uma como massa indige/a1 cuja laboriosa dige/o produz9do uma le?>gia secul>1 explica suffici5tem5te a int]rupo de des5volvim5to que descobre na idade-m$ia4 ,esses elem5tos anormaes1 que a civilisao teve de dig]ir durante mil annos1 p>a pod] reat> os t]mos logicos da sua evoluo 7seculo #e41 seculo #af471 =am1 de um lado1 o ,cri/ianismo com o seu ,santo ,imp]io1 d outro lado os ,b>b>os com o seu si/ema feudal4 ,ora1 de mais de uma pag9a da ,!oria concluo eu que1 no p5s> d sr4 ,m>t9s1 n5hum de/es dois ph5om5os inh]5te evoluo1 pois que v nas invases b>b>as s um ph5om5o e?nologico e como que uma fatalidade natural1 e no ,*ri/ianismo uma m]a reaco religiosa1 um recrudescim5to anomalo de transc5d5talismo1 qu&o j pelo ,e/oicismo1 de um lado1 e d outro pelo ,epicurismo1 entrava o espirito humano na l>ga e/rada da philosophia natural1 e entrevia no horisonte a luz salvadora da ,imman5cia4 ,a concluso a tir> que1 sem e/es elem5tos p]turbadores1 no t]ia havido int]rupo de des5volvim5to1 s]iam p\padas ,humanidade z agonias da sua paixo 7como ,mi*elet *ama ,idade-m$ia71 o seculo #af4 t]ia cad no seculo #f41 e ns hoje e/>iamos j aonde s e/>emos no seculo #cj4 ,se e/as concluses que no e/o explicitas no livro d sr4 ,m>t9s se contem realm5te nos seus pr9cipios1 t5ho a object>-lhe1 antes de tudo1 que implicam at c]to ponto contradico com a sua ida fundam5tal1 i/o 1 a ,evoluo como lei primeira da ,civilisao4 ,que uma circum/ancia ou uma s]ie de circum/ancias ext]iores e fataes possam produzir numa civilisao no sm5te uma int]rupo d des5volvim5to1 mas a9da uma atrophia p]man5te1 compreh5de-se e em nada contradiz a ida da ,evoluo4 ,mas o que a contradiz e o que no se compreh5de que essa atrophia temporria ou p]man5te possa s] expontanea1 e saia como um t]mo necess>io da mesma evoluo1 cuja ess5cia o des5volvim5to4 ,ora1 a9da conc$5do que os ,b>b>os e/ejam no primeiro caso 7e no me p>ece que e/ejam absolutam5te1 porque que se z invases b>b>as so um ph5om5o natural e fatal1 e um ag5te ext]ior1 a fraqueza int]na de uma civilisao1 que succumbe b>b>ia1 tem por =a de t] uma causa tambem int]na1 que preciso det]m9>71 o ,cri/ianismo que necess>iam5te e/>ia no segundo1 e t]iamos assim1 ne/e ponto1 a evoluo emb>a&o-se e contradiz5do-se a si mesma4 ,logo1 uma de duas3 ou a evoluo1 em det]m9ados casos1 pde susp5d]-se expontaneam5te1 e no s susp5d]-se1 mas at retroc$] e annull>-se a si mesma1 o que contradictorio com a sua ida ess5cial2 ou no h\ve realm5te na ,idade-m$ia um retrocesso g]al e atrophia dos elem5tos evolutivos1 e necess>io procur> no e/udo comp>ativo dos elem5tos imm$iatam5te ant]iores e po/]iores a essa idade a exi/5cia de um quid intimum1 cujo des5volvim5to1 assegur&o o resultado total da evoluo1 como s5do-lhe ess5cial1 pde ao mesmo tempo1 pela sua p>ticul> natureza1 susp5del-a p>cialm5te1 durante um c]to tempo e em det]m9ados pontos4 ,regeit&o a primeira hypo!se1 como envolv5do um absurdo1 fica-nos a segunda1 que no s tem a pla/icidade suffici5te p>a se accommod> explicao dos ph5om5os div]g5tes e app>5tem5te contradictorios de um p]iodo to complexo e revolto como a ,idade-m$ia1 mas enc]ra alm disso um real valor philosophico1 faz5do entr> na hi/oria uma das idz fundam5taes das sci5cias da organisao1 a ida de crise1 e e/abelec5do assim entre o mundo da vida e o d espirito uma concordancia de ba/ante alcance4 ,ne/es t]mos1 diremos que no se deu na ,idade-m$ia uma int]rupo d des5volvim5to1 mas sim uma de aquellas crises organicas que so proprias e expontaneas na evoluo d5tro d mundo dos organismos--faz5do entr> ne/e a hi/oria1 como uma frma organica sup]ior e transc5d5te4 ,crises taes so um resultado d mesmo des5volvim5to dessa ordem de =z complexas 7que no so indep5d5tes e ap5as p>alelas1 mas conv]g5tes e solid>ias7 que actuam segundo leis analogas1 tanto nos organismos como nas soci$ades e no espirito4 ,v-se cl>am5te como de/a solid>i$ade e conv]g5cia1 comb9adas com a aco desigual das circum/ancias ext]iores sobre cada uma dessas =z1 resultem p>a muitas dellas des5contros e p]iodos de e/acionam5to1 em quanto umas esp]am p>a se des5volv]em que outras t5ham att+ido um dado grau de des5volvim5to1 sem se realis> o qual ellas mesmas no podem cont9u> a sua evoluo4 assim que o sabio paleontologi/a ,g4 de ,saporta 7,orig5s da vida sobre o globo71 comp>&o a evoluo solid>ia dos re9os animal e vegetal nas idades primitivas1 nos mo/ra o primeiro1 depois de t] p]corrido successivam5te uma s]ie asc5d5te de typos1 e/acion> durante muitos milh>es de annos1 esp]a que o secundo1 cujo des5volvim5to1 por causas em p>te desconhecidas1 fra mais demorado1 att+isse aquelle t]mo de asc5so1 sem se realis> o qual no podia o re9o animal cont9u> o seu progresso especifico4 ,se consid]>mos 7com depois dos trabalhos de ,d>w9 e ,haekel no podemos deix> de consid]>7 que os *amados re9os animal e vegetal no so sm5te p>alelos mas solid>ios1 e con/ituem realm5te um s mundo organico1 t]emos um facto consid]avel1 que a paleontologia nos aponta1 o exemplo de uma imm5sa e prolongadissima crise1 que esse mundo atravess\1 a maior porv5tura que elle tem atravessado4 ,ora exactam5te uma crise analoga que eu su/5to t] s(frido a soci$ade europea durante o p]iodo da ,idade-m$ia3 o re9o social e politico1 depois de rapido e in9t]rupto progresso realisado desde ,hom]o at aos ,anton9os1 teve de e/acion>1 esp]&o que o re9o moral1 atravez das v>ias especies d cri/ianismo e da philosophia escola/ica1 *egasse a um grau de des5volvim5to p>alelo ao seu1 que lhe tornasse possivel cont9u> a progr$ir4 ,a solid>i$ade entre o progresso social e moral da humanidade1 de um lado e d outro o desigual des5volvim5to de/es dois elem5tos1 bem pat5te no facto s+ul> 7que alis se explica7 de t] o mundo antigo produzido o direito romano sem sair d poly!ismo1 do cabalm5te1 me p>ece1 a razo suffici5te de/e des5contro de =z1 cujo resultado foi a gr&e crise da ,idade-m$ia4 por tudo i/o que1 a meu v]1 a ,idade-m$ia no pde s] r$uzida1 como p>ece fazel-o o sr4 ,m>t9s1 a uma simples tradico e a um p]iodo de atrophia dos elem5tos v]dadeiram5te evolutivos d mundo greco-romano4 ,p>a mim1 so v]dadeiram5te evolutivos todos os elem5tos da idade-m$ia1 e a idade-m$ia contm todos os elem5tos evolutivos da civilisao antiga3 sm5te o gr&e des5volvim5to e z posies respectivas que so diff]5tes4 ,consid]o o cri/ianismo como ess5cial evoluo2 mais1 como o t]mo necess>io de todo o movim5to moral da antiguidade3 p>a mim1 no s no foi elle um incid5te p]turbador1 mas no foi de modo algum um incid5te4 ,a transc5d5cia1 prep>ada e organisada por todas z escolas philosophicas desde ,socrates at aos ,alex&r9os1 inclu9do os ,e/oicos e at os ,espicuri/as 7cuja metaphisica era to ideali/a e a moral to my/ica como z das outras escolas1 e que no =am1 como a alguns tem p>ecido1 os precursores incompris dos racionali/as e naturali/as mod]nos71 a transc5d5cia1 phase necess>ia d p5sam5to humano1 t9ha =osam5te de produzir uma religio analoga na ess5cia ao ,cri/ianismo2 a9da qu&o lhe faltassem os elem5tos1 quanto a mim puram5te morphologicos1 da l5da ori5tal4 ,uma prova bem cl>a de/a ultima ass]o1 encontro-a na reaco de ,juliano1 *amado o ,apo/ata1 cuja religio-philosophica no era m5os transc5d5tali/ica e my/ica d que a cri/an1 e que1 a t] v+ado1 hav]ia produzido uma !ologia e uma igreja exactam5te como o ,cri/ianismo4 ,qu]o diz] que1 dado o e/ado moral da humanidade na ultima poca d p]iodo greco-romano1 se o cri/ianismo no era inevitavel1 o que era inevitavel era uma religio na ess5cia cri/an1 i/o 1 my/ica4 ,a exaltao my/ica1 que ento se aposs\ d espirito humano1 se foi um mal 7e no creio que o fosse absolutam5te71 foi um mal necess>io4 ,era um t]mo logico da ,evoluo2 e a ,idade-m$ia1 que foi o des5volvim5to desse t]mo1 no pde por esse lado s] consid]ada como uma simples tradico4 ,em quanto aos ,b>b>os1 ba/>-me-ha diz] que no creio que fossem elles os de/ruidores da unidade romana1 por si no s pre/es a desfaz]-se1 mas j meia desfeita nos seculos #e4 e #d42 que sem elles o imp]io t]-se-hia igualm5te desmembrado2 que elles no imp$iram a ext9co da escravido antiga nem a =mao da burguezia2 que indep5d5tem5te da influ5cia g]manica1 j o feudalismo t5dia a =m>-se espontaneam5te no imp]io em dissoluo1 desde o seculo #d42 que f9alm5te1 muito antes das invases j z sci5cias e z lettras t9ham decaido1 e comera um ent5ebrecim5to intellectual1 de que os b>b>os no devem s] responsaveis2 ba/>-me-ha diz] i/o p>a que o sr4 ,m>t9s aprecie z razes por que1 a9da por e/e lado1 nada encontro de anormal e de p]turbador no curso da evoluo g]al da civilisao durante a ,idade-m$ia1 nem vejo que h\vesse int]rupo de des5volvim5to produzida por causas e/ranhas e =tuitas4 e/e o ponto pr9cipal da m9ha div]g5cia com o autor da ,!oria e por isso o expuz mais detidam5te4 ,os outros1 que so a9da mais indiff]5tes ida g]al d livro1 sacrifico-os1 p>a entr> quanto antes na apreciao dessa ida4 ,,ii ,feitas e/as res]vas1 passo a diz] alguma coisa sobre a ida fundam5tal da obra4 ,obra1 ponho eu aqui int5cionalm5te1 porque v]dadeiram5te uma obra1 e no ap5as um livro1 a ,!oria d ,socialismo ,no uma simples exposio de factos hi/oricos1 mais ou m5os curiosos1 acompanhada de juizos e consid]aes1 mais ou m5os rasoaveis ou eloqu5tes3 um todo ord5ado e sy/ematico1 em que os factos e z idz se encadeam logicam5te1 conv]g9do p>a um c5tro commum1 que o ponto de vi/a sup]ior que os abrange e explica a todos4 um trabalho conjunctam5te philosophico e sci5tifico1 em que z g5]alizaes =muladas pela sci5cia hi/orica recebem a sua sanco f9al dos pr9cipios racionaes em que ass5ta a philosophia da hi/oria--t5tativa semelhante na ess5cia e no me?odo1 embora div]sa nas concluses e inf]ior na execuo1 que realiz\ ,guizot na sua ,hi/oria da ,civilisao na ,europa e ,mi*elet naquella admiravel ,introduco hi/oria univ]sal4 ,o sr4 ,m>t9s no um erudito1 nem um philosopho de pr(isso3 mo/r\ porm t] sci5cia ba/ante e suffici5te elevao de p5sam5to p>a nunca s] inf]ior ao que um tal plano requ]ia4 ,ora1 t5t> i/o1 e realisal-o1 apes> de muitos defeitos p>ciaes1 com exito feliz na g5]alidade1 r>o m]ecim5to e que sobejam5te ju/ifica1 me p>ece1 e/a p>ticul> designao de obra que dei ao livro4 ,escriptos de/a natureza e alcance em n5huma litt]atura so frequ5tes3 o d sr4 ,o4 ,m>t9s affigura-se-me que por ora unico entre ns4 ,a9da assim1 no bem por isso que me congratulo1 mas por v] na ,!oria d ,socialismo um symptoma animador de franca e sria adopo da ida nova pelo espirito portuguez3 i/o o que me faz saud> frat]nalm5te a obra e o autor4 ,socialismo p>a muitas pessoas uma palavra at]radora1 exactam5te porque no p>a essas pessoas mais d que uma palavra4 p>a outras um symbolo magico e omnipot5te abracadabra1 a quem tudo se pde p$ir1 de quem tudo se deve esp]>1 dotado sobr5aturalm5te de uma virtude pal+5esica p>a op]> nas coisas humanas uma r5ovao total e univ]sal1 uma reg5]ao in/antanea e absoluta3 e/es so os en?usia/as1 que enc>nam na palavra socialismo os seus sonhos individuaes de felicidade1 em vez de simplesm5te a consid]>em como a expresso de uma ordem de ph5om5os objectivos1 indep5d5te das imag9aes s5tim5taes de cada qual1 e s adequada natureza das soci$ades no seu des5volvim5to necess>io4 ,apes> d que ha de respeitavel nos s5tim5tos desses cr5tes1 e/o elles to longe como os outros de sab]em o que realm5te se deve ent5d] por socialismo4 ,a uns e outros recomm5do o livro d sr4 ,m>t9s1 como muito proprio p>a lhes faz] p]d] tanto z esp]anz como os t]rores apocalypticos4 ,o socialismo no nem a subv]so viol5ta das in/ituies e dos co/umes1 nem a pal+5esia messianica milagrosam5te revelada1 p>a acab> p>a sempre com os males humanos1 por e/e ou aquelle inspirado propheta de tal ou qual c5aculo de cr5tes3 e no uma coisa1 exactam5te porque no a outra4 ,no ha ni/o p>adoxo4 ,qu]o diz] que o socialismo no ameaa z in/ituies e os co/umes1 que con/ituem o organismo e a tradio da humanidade1 precisam5te porque no uma inv5o d p5sam5to individual um sy/ema sem raizes hi/oricas1 ext]ior realidade social1 mas se1 pelo contr>io1 da tradico e da hi/oria1 a propria hi/oria e tradico num p]iodo das suas trans=maes cont9uas1 um p>to da razo collectiva e um fructo natural d mesmo des5volvim5to da soci$ade4 por isso que a no ameaa1 porque a soci$ade no se de/roe a si mesma3 des5volve-se e trans=ma-se2 o socialismo no mais d que a palavra que quadra ao grau de trans=mao e des5volvim5to d mom5to actual4 ,o que foi no primeiro qu>tel de/e seculo o lib]alismo1 o que tres ou quatro seculos antes havia sido a mon>*ia1 e antes c9co ou seis z communas e o feudalismo1 o que s] manhan 7e j hoje comea a s]7 o socialismo3 um novo p]iodo e uma nova frma no organismo das soci$ades europeas4 ,to inevitavel como aquelles1 s] como elles to b5efico e to p\co subv]sivo1 s5do1 como elles =am1 no um resultado =tuito de op9ies e int]esses de individuos1 mas um facto necess>io da ,provid5cia imman5te na hi/oria4 ,em que consi/a esse facto o que o sr4 ,m>t9s1 faz5do-se int]prete dos ph5om5os sociaes1 se propz explic>1 e o que ns1 em companhia delle1 vamos exam9>4 ,logo na primeira pag9a d livro1 =mula o autor a sua ida de/e modo3 a !oria d socialismo a evoluo4--,desculpe-me o meu amigo se lhe fao a9da que/o duma palavra1 mas o rigor nos t]mos no indiff]5te4 ,duma maneira g]al1 a !oria d socialismo c]tam5te a evoluo1 mas a evoluo d5tro da hi/oria e das coisas sociaes tem um nome mais p>ticul> e consagrado3 o ,progresso1 que a evoluo na srie da humanidade4 ,a evoluo abrange todas z sries d des5volvim5to no univ]so1 cosmologico1 geologico1 organico1 etc41 e por isso inclue a humanidade2 mas d5tro de/a p>ticul>m5te o ,progresso4 ,diriamos1 pois1 com mais rigor3 a !oria d socialismo o ,progresso4 ,quiz]a tambem que o autor1 nessa sua primeira ^!1 tivesse def9ido com mais cl>eza e explicado com mais ext5so e/a ida4 ,mas no importa3 o que no se def9e totalm5te nas primeiras pag9as1 torna-se bem pat5te pelo livro adiante1 e isso o ess5cial4 ,o que o autor no diz mo/ra-o no encadeam5to dos factos sociaes e na successo das d\tr9as atravs da hi/oria1 de sorte que o seu livro repres5ta-nos em relevo essa gr&e lei d progresso nas suas phases v]dadeiram5te significativas4 ,ora1 qual o t]mo actual d ,progresso8 o socialismo1 responde o sr4 ,m>t9s1 com a hi/oria na mo4 ,mas que socialismo8 o de ,babeuf1 o de ,f\ri]1 de ,sa9t-,simon1 de/a escola1 daquella seita1 no3 simplesm5te o da humanidade4 ne/a respo/a que e/ a orig9alidade e a segura v]dade d livro4 ,o socialismo no se de uma escola ou de uma seita3 se d mais fundo da consci5cia humana1 affeioada por tres mil annos de progresso4 ,no uma exp]i5cia2 um resultado4 ,resultado de que8 ,d triplo movim5to moral1 politico e economico das soci$ades4 ,abraa o homem todo1 e corresponde a uma nova concepo sy/hematica 7uma affirmao syn!tica1 como dizem os positivi/as7 d ,univ]so1 da vida humana e das relaes sociaes4 ,ne/e mom5to1 a evoluo das d\tr9as philosophicas1 moraes e juridicas1 da sci5cia economica1 dos ph5om5os politicos e dos ph5om5os economicos1 conv]ge p>a um ponto c5tral4 ,a esse ponto *amamos ns ,socialismo1 no porque co9cida 7note-se bem i/o7 com e/e ou aquelle sy/ema dos que inv5t>am a palavra1 mas simplesm5te porque vem satisfaz] a aspirao commum a todos elles1 que os produziu e de que eram m]os symptomas3 de tal sorte que at com alguns desses sy/emas pde e/> em completa opposio o ,socialismo positivo1 como e/1 por exemplo1 com o ,communismo4 ,de/a tripla evoluo moral1 politica e economica resultam tres gr&es concluses4 ,da evoluo no mundo moral resulta a autonomia absoluta da consci5cia humana1 indep5d5te das pret5didas revelaes sobr5aturaes p>a descobrir a v]dade e det]m9> a ju/ia2 indep5d5te de qualqu] auctoridade1 alm da sua propria1 p>a conhec] e pratic> a lei moral4 ,da evoluo no mundo politico resulta a concepo da lib]dade como o unico ag5te organisador e director da soci$ade1 com excluso de qualqu] pr9cipio ant]ior ou ext]ior ao direito individual1 de qualqu] auctoridade que no seja a da propria lib]dade sobre si mesma4 ,da evoluo no mundo economico resulta a affirmao d trabalho como a base unica ju/a d valor1 t5do por consequ5cias1 de um lado a egualdade dos trabalhadores p]ante o capital1 m]o in/rum5to d trabalho e a elle sobord9ado e g>antido pelo cr$ito e a mutualidade1 d outro lado a egualdade dos trabalhadores entre si1 pela diviso d trabalho1 que os torna solid>ios e sub/itue an>*ia da concorr5cia individual a organisao das =z collectivas da produco--e t5do como resultados1 com a annullao dos privilegios capitali/a e propriet>io1 a consagrao da propri$ade e d capital individuaes1 e a ext9co da lucta das duas classes actuaes1 pela conv]so de ambas numa unica de trabalhadores eguaes e livres4 ,so e/as z tres gr&es concluses1 que des5tranh&o-se de um l5to progresso secul>1 comeam a pat5te>-se no e/ado actual das d\tr9as e dos ph5om5os moraes1 politicos e economicos das soci$ades contemporaneas4 ,z phases desse progresso1 i/o 1 o cam9ho seguido pela intellig5cia humana e pelos factos sociaes p>a *eg>em a e/as concluses1 o que o sr4 ,m>t9s hi/ora com muita lucidez e sci5cia no seu livro1 boa metade d qual consagrado a e/e trabalho de alta critica hi/orica4 ,eu que1 nos limites e/reitos de/e esboo nem pod]ei sequ] indic>1 com alguns nomes1 culm9antes1 os pr9cipaes m>cos mili>ios no cam9ho de/e jornade> da humanidade em busca dos seus proprios de/9os4 ,mas que mage/osa via crucis6 ,desde a d\tr9a da ,graa1 com ,s4 ,paulo e ,s4 ,ago/9ho1 atravez dos me&ros da ,escola/ica1 depois da inspirada philosophia da r5asc5a e da philosophia mais sci5tifica d seculo ,,xvii1 *ega o espirito humano a entrev] com ,vico e os encyclop$i/as a d\tr9a emancipadora da imman5cia1 que no seculo ,,xix =mul\ de um modo cada vez mais positivo z escolas de ,hegel1 ,feu]ba*1 ,comte1 ,pr\dhon4 ,evoluo p>alela seguem z d\tr9as politicas3 desde o omnis pote/as a ,deo e a ,civitas ,dei1 atravez da politica !ocratica de ,s4 ,?omaz e da politica ,ces>i/a de ,dante1 atravez d absolutismo da mon>*ia civil de ,sav$ra e ,bod9 e d despotismo naturali/a de ,ma*iavello e ,hobbes1 vae o pr9cipio tradicional da auctoridade recu&o cada vez mais1 com ,grotius1 ,locke1 ,r\sseau1 ,kant1 depois com ,fi*te1 ,ritt+hauss51 ,pr\don1 diante d pr9cipio racional e humano da lib]dade1 at s] por elle absorvido1 at s fic> de p a consci5cia juridica d homem1 t5do em si mesma a sua propria e absoluta sanco4 ,z d\tr9as economicas1 que s no seculo ,,xviii se desemb>aam das politicas1 galgam de um salto a di/ancia que vae da auctoridade 7proteccionismo7 lib]dade1 e pela bocca de ,smi?1 ,rossi1 ,ba/iat1 ,/u>t ,mill1 proclamam e/a ultima1 completa1 univ]sal4 ,ideas6 !orias6 sonhos6 diro alguns4 ,no6 realidades1 porque os factos vo segu9do1 p> e passo o des5volvim5to das d\tr9as4 ,a secul>isao cada vez mais def9ida d e/ado e da soci$ade2 a trans=mao das mon>*ias de direito div9o em mon>*ias temp]adas1 depois em democraticas1 depois em republicas popul>es2 os direitos individuaes inscriptos nas con/ituies2 a egualdade civil2 a lib]dade da indu/ria2 o nivelam5to con/ante das classes2 a importancia cresc5te d povo trabalhador e das que/es d trabalho2 o privilegio capitali/a que por toda a p>te reca1 batido j nos seus ultimos intr9*eiram5tos2 o capital que se faz povo1 que se faz multido1 e vae j pass&o p>a z mos d prolet>iado2 um novo mundo economico que em]ge com =a d antigo cahos social3--so factos e no utopias1 e esses factos trazem comsigo a sua lio1 a sua d\tr9a4 ,no sois vs1 cons]vadores1 que t5des por vs a tradio da humanidade1 somos ns revolucion>ios1 que temos1 com o futuro1 o passado por nosso lado1 o passado no que elle teve de melhor3 a aspirao da lib]dade1 da igualdade1 da ju/ia4 ,mas que imm5so cam9ho &ado6 ,eis-nos porta de um mundo novo6 novo e todavia feito todo com elem5tos1 que os tempos vi]am l5tam5te accumul&o4 ,organis> esse mundo a obra d socialismo4 ,no de de/ruio1 essa obra2 de edificao e de consolidao4 ,no ameaa um unico direito2 def9e-os a todos e d-lhes os seus ju/os log>es4 ,numa palavra se enc]ra o socialismo3 organisao espontanea4 ,livre organisao da indu/ria1 d trabalho1 d cr$ito1 d capital1 d e/ado2 f$]ao juridica e economica1 tudo pela lib]dade e tudo p>a a egualdade2 ou como diz1 com expressiva conciso1 o sr4 ,oliveira ,m>t9s uma unica lei1 o trabalho1 e uma unica norma1 a ju/ia2 eis ahi como luz da philosophia da hi/oria se deve compreh5d] o socialismo4 ,t]ei depois di/o logrado faz] p]ceb] ao leitor a ess5cial diff]5a que exi/e entre a !oria hi/orica e positiva d socialismo e o socialismo utupi/a das seitas8 ,ao mesmo tempo que sae da hi/oria como uma natural evoluo1 p]de elle p>a logo o c>act] contradictorio1 problematico e1 p>a tudo diz]1 assu/ador1 com que a pr9cipio se apres5t\ no mundo4 ,al>ga tambem o seu horisonte1 deixa de abraar sm5te uma ordem p>cial de ph5om5os sociaes1 p>a abrang] todo o movim5to r5ovador da humanidade contemporanea1 na philosophia1 na soci$ade1 no e/ado e nas consci5cias4 ,filho legitimo da hi/oria1 deixa tambem de a contradiz] no que ella tem de ess5cial1 a familia1 a propri$ade1 a h]ana1 bases da soci$ade1 duplam5te consagradas pela razo e pela pratica e v5]ao das g]aes4 ,no prope uma con/ruco arbitr>ia e artificial da soci$ade1 mas pret5de sm5te ajudal-a no seu des5volvim5to organico1 segundo uma !oria e/udada nella mesma1 nos seus antec$5tes4 1 numa palavra1 v]dadeiram5te cons]vador o socialismo1 por isso mesmo que v]dadeiram5te progressi/a4 ,e se eu tivesse algum direito de em nome delle d> um conselho aos hom5s e aos p>tidos que1 por se julg>em cons]vadores1 ent5dem t] obrigao de combat] uma philosophia social1 que no conhecem1 ou diria a esses illudidos3 ,fazei-vos sociali/as1 se qu]eis realm5te m]ec] o nome de cons]vadores1 que por ora no t5des suffici5tem5te ju/ificado3 passae p>a e/e lado1 que onde e/o os repres5tantes da v]dadeira tradio da humanidade1 tradio no de ent5ebrecim5to e oppresso1 de odio e lucta sy/ematica1 mas de luz e lib]dade1 de paz e conciliao3 ou1 s5o1 exam9ae pelo m5os antes de condemn>1 in=mae-vos antes de amaldio>1 alis t]emos de diz] que sois s cons]vadores da vossa propria ignorancia e obsecada paixo4 ,mas eu nao t5ho direito de d> conselhos a quem no m'os p$e nem me julga auctorisado a dal-os4 ,depois1 talvez e/e meu c&ido appello1 p>a a conciliao e a tol]ancia1 seja a9da uma daquellas muitas utopias que s m]ecem um sorriso de desd5hosa compaixo dos hom5s praticos encanecidos no trato das coisas reaes d mundo444 ,talvez6 ,paci5cia4 ,v]emos o que o tempo praticam5te responde a tudo i/o4 ,fev]eiro-,m>o1 #ahgc4 ,le ,portugal contempora9--,oliveira ,m>t9s ,en dehors de la littrature proprem5t dite1 le ,portugal ne possde auj\rd'hui qu'un seul criva9 rellem5t suprieur3 c'e/ ,m4 ,oliveira ,m>t9s1 l'auteur de la ,biblio!ca das ,sci5cias sociaes4 ,df9ir son g5re et le class] d'un mot me semble *ose presque impossible1 p> la simple raison que ce mot n'exi/e pas encore3 sociali/e a un s5s en mme temps troit et vague2 sociologi/e s]ait un b>b>isme4 ,si1 depuis les ,grecs on a t\j\rs crit l'hi/oire1 diss]t sur la politique et plus ou mo9s obs]v l'conomie et les moeurs des nations1 ce n'e/ que depuis un demi-sicle pe9e qu'on a t am5 tudi] sci5tifiquem5t la ,socit1 en la considrant comme un t\t naturel et rel1 dont les phnomnes sont susceptibles d'tre ram5s des relations gnrales et fixes1 c'e/--dire des lois4 ,de l la con/itution d'un n\veau et d]ni] gr\pe de sci5ces1 qui e/ v5u s'aj\t] celles qui exi/ai5t dj3 le gr\pe des sci5ces morales4 ,m4 ,oliveira ,m>t9s 7sociali/e ou sociologi/e1 comme on v\dra7 s'occupe donc de sci5ces sociales1 et1 quoique jeune encore1 mrite1 p> la pr(ondeur de ses re*]*es1 l'orig9alit et l'ampleur de ses vues et la f]met de sa m?ode1 d'tre rang p>mi les mitres et promoteurs de ces tudes n\velles4 ,en outre1 son e/yle1 p> ses qualits de vigueur1 de vie et d'lvation1 quoique trop s\v5t incorrect et dp> p>fois p> le mauvais gt1 fait de l'auteur de la ,biblio!ca das ,sci5cias un criva9 de premi] ordre4 ,les premi]s ouvrages de ,m4 ,oliveira ,m>t9s 7,!oria d ,socialismo et ,portugal e o socialismo71 p>us ,lisbonne v]s #ahgc et #ahgd1 appelr5t sur les lvres du petit nombre de p]sonnes en tat de les jug] un ,tu ,m>cellus cris6 prophtique4 ,t\ffus d'ides h>dies1 mais encore mal df9ies1 et auxquelles manquait une base solide de connaissances positives1 obscurs et confus p> le /yle1 ces deux livres dnonai5t p\rtant les matresses qualits qui font le p5seur et l'criva9 d'ordre suprieur4 ,en effet1 le g]me des doctr9es exposes plus t>d dans la ,biblio!ca s'y tr\vait dj =mul ds la premire page dans ces mots3 ,la ?orie du socialisme c'e/ l'volution41 ,depuis1 la p5se laborieuse de notre auteur n'a fait qu'appr(ondir et dvelopp] cette ide1 en l'tayant de solides tudes conomiques1 politiques et hi/oriques4 ,laissant l la manire s*e et troite des conomi/es et leur m?ode t\t ab/raite1 ,m4 ,oliveira ,m>t9s conoit la socit comme un t\t vivant1 un tre collectif qui1 comme l'homme lui-mme1 e/ la fois naturel et rationnel1 sujet dans son dveloppem5t la d\ble action des lois de la nature1 auxquelles se ratta*e la sociabilit elle-mme dans ses =mes primordiales1 et des pr9cipes juridiques et moraux qui sont le doma9e propre et exclusif de l'humanit4 ,la lutte1 l'quilibre1 la pntration et l'opposition de ces deux lm5ts con/itu5t1 aux yeux de ntre auteur1 l'tre mme de la socit1 dont le dveloppem5t1 *angeant et v>iable comme celui de t\te *ose vivante1 peut prs5t] des aspects trs dissemblables et impropres3 ri5 n'y e/ absolu1 ri5 n'y e/ ncessaire1 hormis les lois gnrales de la nature et l'ess5ce rationnelle et morale de l'homme4 ,la m?ode des sci5ces sociales ne peut donc pas tre ab/raite3 elle doit tre1 avant t\t1 hi/orique4 ,c'e/ ce po9t de vue1 et non pas seulem5t en naturali/e et conomi/e1 mais encore en juri/e et morali/e1 que ,m4 ,oliveira ,m>t9s s'e/ plac p\r tudi] dans sa ,biblio!ca l'ensemble des phnomnes1--travail1 di/ribution1 proprit1 classes1 g\v]nem5t1 juridiction1 culte1 etc41--qui con/itu5t le va/e doma9e1 encore imp>faitem5t jalonn1 des sci5ces sociales4 ,la ,biblio!ca compr5d dj #ab volumes4 ,en outre1 ,m4 ,oliveira ,m>t9s a publi un ,mmoire sur la ,circulation fiduciaire et div]ses bro*ures se ratta*ant t\tes aux que/ions sociales4 ,l'espace n\s manque p\r donn] mme une c\rte analyse de *acun des volumes dj p>us de la ,biblio!ca1 et il faut que je me borne l'exposition sommaire que je vi5s de faire des ides culm9antes et de la m?ode de l'auteur4 ,mais je dois au mo9s appell] l'att5tion des p]sonnes compt5tes sur deux de ces volumes 7,quadro das in/ituies primitivas et ,o ,regime das riquezas71 qui1 p> leur gr&e orig9alit de vues et de =me1 mrit]ai5t bi5 d'tre traduits en franais ou en allem&4 ,la fcondit de la m?ode hi/orique de l'auteur y devi5t vid5te4 ,a l'encontre des conomi/es or?odoxes1 qui dess*5t la ralit huma9e dans leurs =mules et prt5d5t rduire la vie de la socit une espce d'algbre inflexible1 ,m4 ,oliveira ,m>t9s1 plongeant en ple9e ralit1 n\s montre l'orig9e v>iable et les =mes multiples des in/itutions sociales assujeties dans leur dveloppem5t non des lois purem5t naturelles1 comme le prt5d5t les conomi/es1 mais avant t\t des raisons intimes et huma9es4 ,jamais les fatalits naturelles n'y t\ff5t compltem5t l'tre moral de l'humanit1 et1 mme dans ses =mes premires et plus rudes1 la socit app>at comme le doma9e de la lib]t4 ,la concurr5ce y j\e un gr& rle1 sans d\te1 mais contrec>r ou endigu p> des =ces juridiques et morales4 ,la pure mcanique sociale1 telle que la rv5t les conomi/es1 n'y triomphe jamais non plus que cet individualisme ab/rait qui s]ait plutt l'idal de la sauvag]ie que celui de la civilisation4 ,celle-ci1 lo9 de m>*] de plus en plus dans le s5s des fameuses lois naturelles1 t5d au contraire s'en affran*ir1 et la socit1 dont l'idal e/ la ju/ice et non la ncessit1 va graduellem5t se rappro*ant de ce type de raison et de lib]t qui e/ l'tre mme de l'homme4 ,on voit1 p> ce rapide ap]u1 que ,m4 ,oliveira ,m>t9s se ratta*e l'cole appel en ,allemagne des ,ka!d]-,sociali/53 il doit beauc\p aussi ce puissant p5seur1 si mal compris encore auj\rd'hui1 ,p4-,j4 ,pr\dhon4 ,mais1 sociali/e d\bl d'un hi/ori51 il projette sur t\tes ces que/ions une lumire qui les fait voir s\s des aspects n\veaux en dehors du t]ra9 =cm5t troit des coles et des discussions1 et dans les l>ges p]spectives de la ralit4 ,l e/1 mon avis1 sa pr9cipale orig9alit4 ,je v\drais tre bref2 mais je dois p\rtant dire encore quelque *ose des deux ouvrages 7,hi/oria de ,portugal et ,portugal contemporaneo71 qui ,m4 ,oliveira ,m>t9s a consacrs l'hi/oire de notre pays1 et qui se ratta*5t la ,biblio!ca1 plutt qu'ils n'en font p>tie4 ,a premire vue1 ces livres sembl5t ne devoir int]ess] que les seuls ,portugais2 on v]ra qu'ils ont une porte bi5 plus gnrale4 ,le ,portugal contempora9 e/ une nigme que p]sonne en ,europe ne compr5d et dont1 mme *ez n\s1 bi5 peu de g5s sav5t le mot4 ,on cite gnralem5t le ,portugal comme un modle des petits pays libres et sages3 pas de rvolutions ni de luttes de classes2 la paix1 le fonctionnem5t rguli] du rgime p>lam5taire2 on l'oppose s\v5t l',espagne1 priodiquem5t convulsione4 ,et p\rtant ce pays modle e/--la ,turquie excepte--le plus mal adm9i/r qui soit en ,europe4 ,aprs #ej ans de paix1 sa dette publique e/ une des plus crasantes et elle s'accrot t\s les j\rs1 c> le budget portugais se solde rgulirem5t en dficit4 ,l'esprit publique e/ nul en dpit d'une multitude de j\rnaux ord9airem5t phmres et t\s plus insignifiants les uns que les autres1 et la politique e/ dev5ue l'apanage1 de haut en bas et de droite gau*e1 d'une classe de g5s peu prs ign>es et t5us gnralem5t en e/ime mdiocre4 ,quant l'arme1 le mo9s qu'on en puisse dire e/ qu'elle e/ aussi fanta/ique que coteuse1 t&is que l'in/ruction populaire e/ lam5table et que l'enseignem5t suprieur 7a l'excepction de deux ou trois coles spciales7 e/ s\v]a9em5te p$antesque ou vide#a4 ,le seul s5tim5t national un peu p]ceptible e/ une espce de ha9e s\rde et in/9ctive contre l',espagne1 qu'on ne connat pas1 et1 dans les classes cultives1 l'admiration bate de t\t ce qui e/ franais1 qu'on suige tort et trav]s1 dans les lois1 les moeurs1 la litt]ature et la langue mme1 qui va s'adultrant de plus en plus4 ,voil1 on en convi5dra1 p\r une nation rpute le modle des petits pays sages et libres1 des aspects s+ulirem5t imprvus6 ,la raison de ce rem>quable phnomne de pa?ologie sociale e/ que ,portugal e/ la seule nation en ,europe qui soit rellem5t vieille et caduque4 ,on peut lui appliqu] les con/itutions1 les lois1 les rglem5ts et les phrases qu'on v\dra2 ri5 n'y fait1 c> il n'y a pas de /imulants p\r la dcrepitude4 ,elle accept]a les lib]ts comme les c\ps1 les con/itutions comme les pidemies1 avec le calme indiffr5t de l'ins5sibilit et de l'inconsci5ce4 ,de l sa paix pr(onde et son tonnante sagesse2 de l aussi un irrmdiable affaissem5t4 ,les contradictions sans nombre qui prs5te notre tat social1 politique et intellectuel1 et qui dr\t5t l'obs]vateur 7pas un voyageur en ,portugal n'a compris ce pays71 n'ont pas d'autre raison4 ,les mots ne rpond5t plus aux *oses1 et les meilleurs lois ne sont que de petits *iffons de papi] emports de ,france4 ,c'e/ un sy/me de m5songe naf et inconsci5t4 ,la ralit1 c'e/ cet affaissem5t irrmdiable d'un organisme national arriv l'extrme limite de ses =ces vitales4 ,l'tiologie hi/orique de ce cas rem>quable a t faite1 p\r la premire fois1 et suprieurem5t1 p> ,m4 ,oliveira ,m>t9s1 dans son ,hi/oria de ,portugal1 t&is que son ,portugal ,contemporaneo fait t\*] du doigt les contradictions incurables de la situation actuelle1 issue1 non de la raison consci5te e d'un ef=t viril de t\te la nation1 mais des illusions plus au mo9s gnreuses d'un petit nombre de rvolutionnaires et de l'atonie des masses1 sur lesquelles on faisait cette expri5ce doctr9aire3 9 anima vili4 ,on y appr5d connatre le quid spcial de la ,rvolution portugaise de #ahcd1 la fatalit qui y m5ait et qui *angeant t\t c\p d'aspect1 allait prsid] aux convulsions d'abord1 puis aux mcomptes1 aux dsillusions1 aux compromis l*es1 et f9alem5t au m>asme actuel4 ,le ,portugal ,contemporaneo e/ l'hi/oire cruelle de cet avortem5t4 ,l'auteur y fait1 pices en ma9 et pas a pas1 le procs de ce libralisme b\rgeois1 en mme temps ab/rait et utilitaire qui1 aprs #ej ans de dom9ation inconte/e1 ab\tit une situation inextricable et de la dbcle imm95te4 ,comme description dtaille d'un cas de pa?ologie sociale1 ce livre1 qui1 s\s d'autres rapports1 n'int]esse que les ,portugais1 peut (frir un intrt spcial t\x ceux qui s'occup5t1 en hommes de sci5ce et en philosophes1 des *oses de la socit4 ,les causes premires de cette maladie pr(onde laquelle succombe actuellem5t la nation portugaise ont t mises en lumire p> ,m4 ,oliveira ,m>t9s1 dans son ,hi/oria de ,portugal4 ,em #aehj1 aprs la cata/rophe d',alcac]-,kibir1 le ,portugal tait rellem5t mort4 ,l'oeuvre fconde et glorieuse de sa vie hi/orique tait accomplie2 mais l'ouvri] hroque gisait extnu4 ,l'application en gr&1 p5dant trois qu>ts de sicle1 d'un faux sy/me d'exploitation coloniale avait ru9 le pays et tr\bl pr(ondem5t sa con/itution sociale3 le jsuitisme1 d'un autre ct1 avait paissi ou p]v]ti son intellig5ce1 bris son ressort moral1 fauss son libre gnie1 et1 en t\ffant t\s les g]mes de l'esprit mod]ne que la ,r5aissance avait si abondamm5t sems1 p>alys t\t dveloppem5t ult]ieur et tu l'av5ir4 ,philippe ,,ii1 en runissant le ,portugal la c\ronne d',espagne1 n'a donc fait que cueillir un fruit mr4 ,l'hi/oire du ,portugal aurait d f9ir cette poque-l4 ,la re/auration nationale de #afdj a t un fait en gr&e p>tie artificiel1 possible seulem5t p> l'abbatem5t de l',espagne1 qui avait p]du sa =ce d'attraction4 ,le n\veau ,portugal1 qui comm5ce cette date-l1 n'a ri5 de l'autre1 ri5 de sa =ce noble1 de son h>di gnie4 ,ce n'e/ qu'un tri/e bt>d1 un tre mal+re et malv5u1 le produit artificiel de la diplomatie1 que son gr& ami1 l',anglais hrtique1 protge1 rudoye1 amuse et exploite4 ,de sa seule =ce1 il ne ti5drait pas deb\t3 il e/ donc ju/e qu'il paye celui qui le s\ti5t4 ,il le pay]a des re/es de son noble hritage1 de ses colonies1 qui s'en iront l'une aprs l'autre grossir l'empire de la n\velle re9e des m]s2 il le pay]a encore en traits de comm]ce1 qui le ru9]ont au pr(it de son loyal protecteur4 ,cela s'appella la glorieuse re/auration portugaise de #afdj--oeuvre nfa/e entre t\tes1 qui dmembra l',espagne et compromit p\r des sicles1 peut-tre p\r t\j\rs1 l'av5ir de la p59sule ibrique4 ,mais1 ct de l',anglais hrtique1 le jsuite aussi avait travaill cette oeuvre glorieuse3 il reut sa paye4 ,on lui ab&onna compltem5t l'ducation1 l'me de la nation4 ,le ,portugal a t1 p5dant deux sicles1 plus encore que le ,p>aguay1 le vritable p>adis des jsuites4 ,leur produit spcial1 leur oeuvre de prdilection1 le cagot1 y arriva la plus m]veilleuse p]fection4 ,le cagotisme a t vritablem5t le trait1 le signe p>ticuli] du n\veau ,portugal3 c'e/ p> l qu'il acquit une physionomie4 ,comme tat de psy*ologie collective1 il survcut la de/ruction des jsuites1 il a trav]s les rvolutions3 il s'e/ accommod du libralisme1 et1 *ose surpr5ante1 de l'incrdulit elle-mme6 ,il dure t\j\rs1 et la situation tr\ble1 maladive1 nigmatique d'auj\rd'hui e/ avant t\t son oeuvre4 ,voil1 aussi brivem5t que possible1 la vrit sur le ,portugal mod]ne4 ,cette vrit n'tait pas inconnue avant les livres de ,m4 ,oliveira ,m>t9s3 on la press5tait plus au mo9s1 en ttonnant trav]s le br\ill>d d'illusions sculaires et (ficielles3 quelques-uns mme avai5t os la =mul]4 ,mais1 seuls1 les livres de ,m4 ,oliveira ,m>t9s l'on dduite hi/oriquem5t1 c'e/--dire1 en prs5tant nettem5t les faits et en les ram5ant leurs causes4 ,dans ces livres si vivants1 si incisifs1 la =me e/ n>rative et pittoresque1 le fond e/ philosophique4 ,c'e/ de la trs f]me tiologie hi/orique4 ,en suivant l'hi/oire trav]s la v>it anime des scnes et des p]sonnages1 le lecteur s'ap]oit t\t--c\p qu'on lui a fait une dmon/ration en rgle4 ,ce n'e/ pas l une des mo9dres orig9alits de la manire de ,m4 ,oliveira ,m>t9s4 ,du re/e1 p\r n\s autres1 t\t e/ orig9al dans ces livres1 l'ide comme la =me1 le po9t de vue critique comme la manire rali/e4 ,le ,portugal1 depuis sa ,rvolution1 n'avait encore eu qu'un seul homme suprieurem5t d\ et =tem5t prp> p\r le travail de l'hi/oire3 ,a4 ,h]culano4 ,mais1 outre que ,h]culano ne s'e/ jamais occup que de l'hi/oire ant]ieure #aehj 7qu'on peut consid]] comme l'hi/oire d'une autre nation7 il tait trop dogmatique dans ses vues et trop raide et gu9d dans son e/yle1 p\r qu'on puisse tr\v] dans ses livres la vie et la philosophie1 c'e/--dire l'me et la =me de l'hi/oire4 ,son oeuvre puissant d'ef=t et de savoir1 s\v5t loqu5te1 a suivi t\tefois une direction trop p>ticulire4 ,p\r les autres qui se sont occups de l'hi/oire mod]ne du ,portugal1 ,rebello da ,silva1 en dpit de son admirable tal5t litt]aire1 n'a t qu'un mdiocre rhteur3 ,p9heiro ,*agas n'e/ qu'un compilateur dnu de t\te critique et mme de t\te ide4 ,ceux qui ont os affront] les livres de ,m4 ,!ophilo ,braga ont eu quelquefois la consolation d'y r5contr] l'ombre d'une ide neuve et ju/e et quelques ap]u h>dis ou +nieux1 trop vite noys dans le fatras babyloni5 d'une rudition en dlire4 ,les ouvrages hi/oriques de ,m4 ,oliveira ,m>t9s re/5t donc orig9aux au premi] *ef et sans prcd5ts dans ntre litt]ature4 ,dans les litt]atures trangres1 ils se ratta*5t surt\t ,mi*elet et ,c>lyle--avec mo9s d'imag9ation et d'int5tion potique1 mais avec plus de f]met et de l>geur dans les vues4 ,v\s allez croire ma9t5ant que l'homme audacieux qui a os dire son pays les vrits les plus cruelles et les plus humiliantes p\r sa vanit1 doit tre *ez n\s une espce de p>ia1 un lpreux t5u di/ance p> le monde (ficiel1 quelque *ose comme ,pr\dhon l'a t en ,france sa vie durant8 ,rassurez-v\s4 ,m4 ,oliveira ,m>t9s e/ membre de l',acadmie ,royale de ,lisbonne et de l',in/itut univ]sitaire de ,coimbra4 ,il a vu un de ses livres1 et non pas des mo9s svres 7,a circulao fiduci>ia71 c\ronn p> cette mme ,acadmie ,royale4 ,le monde (ficiel le fte1 le *oye1 l'aime de t\t son coeur4 ,les m9i/res sont trs heureux qu& il veut bi5 se *>g] de quelque travail qui dem&e beauc\p de savoir et beauc\p de ds9t]essem5t4 ,je ne sa*e pas non plus que ces t]ribles livres ai5t eu de contradicteurs4 ,en un mot1 il ne ti5drait qu'a lui d'tre l'homme du j\r dans le pays qu'il a si malm54 ,etonnant1 n'e/-ce pas8--,p\r qui sait compr5dre1 ce simple fait en dit plus long que de gros volumes6 #ahhd4 #a ,un seul fait suffira4 ,a l',ecole des hautes tudes litt]aires 7curso sup]ior de lettras7 de ,lisbonne1 la *aire de litt]ature anci5ne e/ occup p> un monsieur qui ne ne sait pas un mot de grec--et1 *ose plus curieuse encore1 p>mi les membres du jury de conc\rs qui l'a reu 7compos de pr(esseurs du dit ,curso sup]ior et de membres dlgus de l',acadmie royale de ,lisbonne71 pas un seul non plus ne connaissait le grec6 ,oliveira ,m>t9s e o p>tido progressi/a ,,c>ta ,a ,,seba/i,o ,d',,arruda ,,da ,,co/a ,,botelho ,villa d ,conde1 #a de ago/o de #ahhe ,meu ,seba/io 4444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444 ,m&o-te esses num]os da ,prov9cia p>a v]es o c>act] impon5te1 que teve a manife/ao d ,porto e o tom a que o ,o4 ,m>t9s tem sabido levant> o ,progressismo1 que to desaf9ado &ava4 ,v]s tambem que elle no r5eg\1 nem se desdiz4 ,a b&eira que desfralda a d ,socialismo1 como at aqui4 ,conv5cido como e/1 e e/o todos os que sabem obs]v> os factos1 da incapacidade actual1 7e que o s] a9da por muito tempo71 d p>tido republicano p>a fund> seja o que fr e v5do ao mesmo tempo a imm95cia de uma crise pavorosa1 o ,o4 ,m>t9s fez acto v]dadeiro de patriotismo1 procur&o aquelles elem5tos1 que bem dirigidos e trans=mados1 pod]o por v5tura =nec] a9da um ponto de apoio no meio d naufragio4 ,um homem como ,o4 ,m>t9s1 no d um passo de/es1 nem toma posio de tamanha responsabilidade1 sem t] vi/o bem z c\sas e e/udado o melhor cam9ho4 ,tem sido approvado por muita da melhor g5te4 ,o ,o4 ,m>t9s o unico homem politico sup]ior que temos1 pois reune a um elevado c>act] um sab] va/o e no s !orico mas te*nico e um pod] de trabalho incomp>avel4 ,qu&o um tal homem d um passo1 como elle deu1 o dev] da g5te s]ia1 a9da qu&o o no approve1 no o e/orv> na sua t5tativa1 reconhec5do a pureza das suas int5es4 ,os republicanos1 porm1 cobriram-n'o de insultos e imputaes z mais baixas--e no dia segu9te o que fiz]am8 =am alli>-se com os reg5]adores1 p>a combat] o movim5to por elle iniciado1 movim5to que pode falh>1 mas que sem duvida srio e exprime o s5tir nacional1 pelo m5os ne/e ponto de qu]] acab> com essa alliana da burocracia com a f9ana1 que a fatalidade d p>tido reg5]ador1 origem da corrupo politica e de um sy/ematico desgov]no4 ,de/ruir essa olig>*ia burocratico-f9anceira1 que nos dom9a e desmoralisa1 ha tantos annos1 e imp$ir por meio de leis conv5i5tes que ella possa de futuro torn> a =m>-se1 p>ece-me coisa muito mais importante d que uma simples alt]ao no c>act] d pod] executivo1 c\sa que deve fic> p>a depois1 pois s z re=mas economicas e f9anceiras torn>o aquella outra puram5te politica1 no s possivel1 mas fecunda e durad\ra4 ,i/o tanto mais1 quanto e/ imm95te a banc>rota e uma trem5da crise social2 a proclamao da ,republica1 no s no rem$i>ia esses gr&es males1 7pois que influ5cia pde t] uma re=ma s politica nos elem5tos f9anceiros e economicos87 mas tr>ia mais uma complicao e elem5to de desordem1 como a9da em #ahgc se viu em ,hespanha4 ,convm1 pelo contr>io1 addi> essa que/o1 vi/o que no urg5te1 e no complic> com ella a outra1 urg5tissima4 de boa politica1 como de boa logica1 dividir z que/es p>a z resolv]1 e comear por aquellas1 que resolvidas1 podem facilit> a resoluo das outras4 ,imp$ir que tudo v5ha a baixo p>ece s] a c\sa mais urg5te4 ,depois re=m> a con/ituio economica1 de modo a imp$ir que um tal e/ado de c\sas possa vir a repetir-se4 ,e s depois organis> a con/ituio politica1 tanto no que toca ao legislativo1 como ao executivo1 de modo a d> e/abilidade e durao aos progressos realisados4 ,pdes crr que e/as so hoje1 como sempre =am1 z aspiraes d ,o4 ,m>t9s1 que cont9a s5do to bom sociali/a e republicano como era dantes4 ,eu1 por mim1 approvo-o inteiram5te na m>*a que vae segu9do1 e desejava que toda a g5te sria lhe dsse o apoio indisp5savel1 a9da aos maiores politicos1 p>a faz]em qualqu] c\sa4 ,se todos comearem a ho/ilisal-o1 cl>o que nada pod] faz]4 ,vir a t]ra1 e com elle a ultima esp]ana de/e pobre ,portugal4 ,ento t]emos o diluvio4 ,adeus1 meu ,seba/io4 ,d teu de c4 ,a4 de ,q4 ,,indice ,os ,lusiadas1 ensaio sobre ,cames e a sua obra1 em relao soci$ade portugueza e ao movim5to da ,r5asc5a1 por ,j4 ,p4 de ,oliveira ,m>t9s4 ,porto1 #ahgb 7,folhetim d ,primeiro de ,janeiro7 444 #e ,!oria d socialismo1 evoluo politica e economica das ,soci$ades da ,europa1 por ,j4 ,p4 de ,oliveira ,m>t9s4 ,lisboa1 #ahgb 7,artigos d ,di>io ,popul>7 444 #ah ,le ,portugal contempora9--,oliveira ,m>t9s 7,e/udo publicado na ,revue ,univ]selle et ,int]nationale74 ,p>is1 #ahhd 444 #ci ,oliveira ,m>t9s e o p>tido progressi/a1 c>ta a ,seba/io de ,arruda da ,co/a ,botelho1 te/am5teiro d gr&e poeta-philosopho 444 #ej ,,nota ,o pres5te opusculo con/itue a mais respeitosa hom5agem dos te/am5teiros de ,an!ro de ,qu5tal memoria d glorioso escriptor ,oliveira ,m>t9s4 ,,pre,o #cjj ris