file :i* includes ! orig9al illu/rations4 ,see #caaij-;h4htm or #caaij-;h4zip3 7https3_/_/www4gut5b]g4org_/ca*e_/epub_/ #caaij_/pg#caaij-;images4html7 or 7https3_/_/www4gut5b]g4org_/files_/#caai j_/caaij-;h4zip7 ,notas de transcrio3 ,e/e livro foi publicado no sculo ,,xviii1 qu&o a ortografia portuguesa no se encontrava normalizada4 ,=am mantidas z inconsi/ncias de escrita1 por exemplo3 cadahuma_/cada huma1 c9co_/s9co1 gra_/gro1 ,pomona_/,pomna4 ,no entanto1 os erros de composio =am corrigidos1 por exemplo uma nica ocorrncia de obs]vaco5s4 ,no ,vocabul>io das ,cores1 a letra ,s v9ha depois da letra ,t2 isso foi corrigido na transcrio4 ,a errata pres5te no f9al da obra foi aplicada no texto4 ,z notas de rodap que consi/iam unicam5te numa ref]ncia p>a a seco de notas =am int]caladas com o texto1 p4 ex4 e/as se dizem secund>ias1 porque sa accid5tes sep>aveis dos mesmos corpos ,,nota ,,ii4 ,z outras notas de rodap =am colocadas logo a seguir ao p>grafo a que dizem respeito1 e m>cadas com ,nota ,a3 4 o local das ilu/raes encontra-se m>cado com ,ilu/rao3 ,o texto em v]saletes 7maisculas pequ5as7 foi colocado em maisculas4 ,o texto em xlico foi colocado entre e 4 ,os textos em grego encontram-se translit]ados entre e 1 por exemplo3 d pragmateia eis duo4 ,a letra upsilon foi sempre translit]ada como u1 nunca como y4 ,o texto em lngua alem cont9ha o s9al umlaut arcaico3 um e por cima da letra4 ,foi transcrito da segu9te =ma3 ae1 oe1 ue4 ,a ligao lat9a oe foi m>cada como oe4 ,sempre que o til surgia sobre a letra e ou u1 foi colocado assim3 e1 u4 ,fim das notas de transcrio4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,tratado ,,das ,,cores ,,que ,,con/a ,,de ,,tres ,,p>tes ,,analytica1 ,,syn!tica1 ,,h]m5eutica3 ,,(f]ecido ,,aos ,,amadores ,,das ,,sci5cias ,,naturaes1 ,e ,a ,,os ,,dilectantes1 ,e ,,arti/as1 ,,que ,,come,a ,a ,,occup>-,,se ,,em ,,todo ,o ,,g5]o ,,de ,,trabalho ,,colorido3 ,,por ,,diogo ,,de ,,c>valho ,e ,,sampayo1 ,,cavalheiro ,,da ,,ordem ,,de ,,malta4 ,,malta ,na ,(fic9a ,typographica de ,s4 ,a4 ,e4 ,impressor ,fr4 ,joa ,malla ,,mcclxxxvii4 ,com lic5a dos ,sup]iores4 --,hujus enim ignorantia quam plurimos1 labore non exiguo1 s$ inani tam51 ex]cuit--,,newt4 ,opt4 p>4 secund4 ,sect4 prima4 ,,prefac,a ,e/e breve ,tratado na he outra c\sa mais1 que huma cl>a exposia das m9has ideas1 a respeito das ,cores1 na mesma ordem1 com que ellas se me pres5tra4 ,illum9&o alguns planos1 me ap]cebi dos div]sos effeitos1 que resultava da mixtura de diff]5tes ,cores4 ,fiz exp]i5cias mais me?odicas1 e me p>eceo1 que sobre os seus resultados1 se pod]ia e/abelec] alguns ,pr9cipios4 ,e/es ,pr9cipios1 nascidos da exp]i5cia1 os a*ei con=mes s analogias da ,natureza2 e assim os tive por v]dadeiros4 ,no faz] z m5cionadas exp]i5cias vi1 que com p\quissimas ,cores1 se pod]ia =m> todas z precisas1 p>a imit> a ,natureza4 ,ord5ei algumas ,taboas1 que logo me s]vra p>a os meus curiosos int]t5im5tos1 os quaes por e/e me?odo1 me ficra muito mais faceis4 ,t]ei a mayor satisfaa de que os v]dadeiros ,amadores das ,sci5cias ,naturaes a*em z m9has hypo!sis bem fundadas3 e esp]o que em huma sci5cia puram5te natural na exigir demon/rao5s geometricas1 cont5t&o-se da exp]i5cia1 e de bem fundadas analogias1 que sa a v]dadeira prova de/a sorte de ,conhecim5tos4 ,os ,dilectantes1 e ,arti/as que comea a occup>-se em todo o g5]o de trabalho colorido1 a*>a o modo de =m>1 com p\cos elem5tos1 huma inf9idade de ,cores1 que jamais s]a repugnantes1 e que sempre se conc]v>a1 quanto ao brilhante1 na mesma propora1 com que se empregra1 sem que humas fiquem p]man5tes1 e z outras sujeitas s alt]ao5s d tempo4 ,se de/e breve ,tratado result> alguma luz quella p>te da ,phisica1 que se v]sa sobre z ,cores2 e se elle pud] contribuir p>a gui> o trabalho dos ,dilectantes1 e ,arti/as que comea a occup>se da sua comb9aa3 eu d>ei por bem empregados os p\cos dias que passei em compollo2 e a nimguem pez> de t] sacrificado os p\cos mom5tos1 que sa necess>ios p>a o l]4 ,,argum5to ,,da ,,introduc,a4 ,prim>ias1 e secund>ias qualidades dos corpos #a1 #b4 ,todas z produco5s da ,natureza sa effeitos da m]a comb9aa de pr9cipios mais simplez #c4 ,a v]dadeira natureza dos corpos1 i/o he dos seus primitivos pr9cipios1 he absolutam5te desconhecida #d4 ,igualm5te he desconhecida a natureza das suas secund>ias qualidades #e4 ,op9ia de ,ari/oteles sobre z ,cores #g4 --,dos ,c>tesianos #h4 --,de ,newton #i4 ,divisa d pres5te ,tratado #aj4 ,explicaa das ,taboas #ac4 ,,argum5to ,,da ,,primeira ,,p>te1 ,,que ,,contem ,a ,,analysis ,,das ,,cores4 ,o mage/oso espectaculo d ,univ]so1 entre huma inf9ita v>i$ade de ,cores1 nos pres5ta seis mais cl>as1 e di/9ctas3 e quaes seja e/as ,cores #ad4 ,modo de z prep>> p>a faz] z exp]i5cias1 e p>a se s]vir dellas #ae1 #af4 ,a ,cor ,negra provem da mixtura das ,cores primitivas1 e das que imm$iatam5te dellas se d]iva #ag4 ,a ,cor ,branca nasce da extrema divisa das mesmas ,cores #ai4 ,o ,negro he huma cor positiva #bj4 ,o ,branco he igualm5te huma ,cor positiva #ba4 ,o ,v]melho1 e ,v]de sa z duas ,cores primitivas #bd4 ,a ,cor ,azul na he primitiva1 mas sim d]ivada d ,v]melho #bh4 ,a ,cor ,am>ella na he primitiva1 mas sim d]ivada d ,v]de #cj4 ,,argum5to ,,da ,,segunda ,,p>te1 ,,que ,,comtem ,a ,,syn!sis ,,das ,,cores4 ,,sec,a ,,primeira4 ,p>a receb]mos a s5saa das ,cores1 he necess>io1 que concorra trez c\sas1 a luz1 os corpos illum9ados1 e o orga s5sorio #ce4 ,o orga s5sorio da vi/a nada contribue p>a a =maa das ,cores #cg4 ,a =maa das ,cores na dep5de s da div]sa contextura dos corpos #dj4 ,z ,cores primitivas1 e z que dellas se d]iva1 dep5dem p>a se manife/>em1 e da luz1 e da contextura dos corpos #dc4 ,analogia das ,cores orig9>ias com o fogo electrico #dd4 ,a ,luz1 pelo reflexo1 transmite a imagem dos corpos2 e pelo reflexo1 e refraca1 os faz v] de diff]5tes ,cores #dg4 ,z duas ,cores primitivas se manife/a pela descomposia1 que a luz padece1 urt&o os corpos naturaes #dh4 ,a div]sidade das ,cores resulta da diff]5te comb9aa das duas primitivas1 e das que imm$iatam5te dellas se d]iva1 nascida das div]sas refraco5s1 comque a luz se modifica1 urt&o a sup]ficie dos corpos #dh4 ,os ph5om5os d ,prisma sa os mesmos que os d ,iris #di4 ,,sec,a ,,segunda4 ,a ,natureza1 p>a colorir todo o ,univ]so1 se s]vio unicam5te de duas ,cores2 mas a ,arte p>a imit> z suas admiraveis obras1 necessita de se s]vir de seis #ea4 ,p>a mud> z ,cores1 se devem mud> z sup]ficies #eb4 ,modo de =m> toda a sorte de ,cores #ee4 ,,argum5to ,,da ,,t]ceira ,,p>te1 ,e ,,e/a ,,h]m5eutica4 ,divisa de todas z ,cores #fh4 ,vocabul>io das ,cores1 que contem a explicaa das ,cores mais conhecidas1 segundo os pr9cipios de/e ,tratado2 indic&o ao mesmo tempo a similhana1 que ellas tem com z ,cores das ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 ou com z seis ,cores g5]icas da ,tab4 ,,xiv4 n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 ,,notas1 ,e ,,illu/ra,,o5s4 ,,explica,a ,,de ,,algumas ,,palavras ,,de ,,origem ,,grega1 ,,que ,,se ,,a*a ,,ne/e ,,tratado4 ,analysis palavra ,grega ,analusis1 que significa resolua1 ou descomposia de alguma c\sa p>a a*> os seus elem5tos4 ,syn!sis ,sun!sis1 composia4 ,h]m5eutica de ,ermneu int]pret>1 explic>4 ,analogia ,analogia1 propora1 rasa similhante4 ,physica de ,phusis1 a natureza4 ,ph5om5o de ,pha9omai1 app>ec]1 manife/>-se4 ,ph5om5o qu] diz] c\sa1 que app>ece1 e se faz visivel4 ,!oria ,!ria1 contemplaa1 m$itaa de c\sas sup]iores1 e de difficil compreh5a4 ,colleca de pr9cipios1 que =ma o tratado de qualqu] ,discipl9a4 ,e/a palavra vem d v]bo ,!re1 que significa consid]>1 contempl>4 ,hypo!sis ,upo!sis1 supposia1 op9ia2 condia com que se discorre4 ,homog5eo de ,omog5s1 d mesmo g5]o1 e qualidade4 ,het]og5eo de ,et]og5s1 de div]so g5]o4 ,problema ,problma1 proposia1 que/a1 duvida4 ,atmosph]a de ,atmos1 vapor1 e de sphaira esph]a2 qu] dis] huma esph]a de vapores4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,introduc,a4 ,todos os corpos naturaes1 de que se compoem o ,globo da ,t]ra1 e que lhe e/a inh]5tes1 alem das prim>ias qualidades1 que con/ituem a sua ess5cia1 e os fazem uteis1 sa dotados de outras qualidades secund>ias1 que preh5*5do tambem e/e mesmo fim1 os fazem ao mesmo tempo agradaveis ,,nota ,i44 #b4 ,z prim>ias qualidades dos corpos sa a figura1 a gr&eza1 a contextura das suas p>tes con/itu5tes1 e outras4 ,z secund>ias porem consi/em no som1 no go/o1 no *eiro1 na ,cor c4 ,aquellas *ama-se prim>ias1 porque dellas se compoem a ess5cia de todos os corpos3 e/as se dizem secund>ias1 porque sa accid5tes sep>aveis dos mesmos corpos ,,nota ,,ii44 ,mas1 de todas e/as qualidades1 eu na fall>ei que da diff]5te organizaa ou contextura dos corpos1 e da sua ,cor2 por s]em z outras alheas d prez5te assumpto4 #c4 ,todas z produco5s da ,natureza1 que fazem o objecto da contempla d homem1 sa hum puro effeito da m]a comb9aa de pr9cipios simplicissimos1 que a mesma ,natureza1 por meyo de huma s]ie de concat5adas op]ao5s1 v>i\ ao inf9ito4 ,p>a a*> e/es pr9cipios1 o processo mais natural s]ia huma exacta1 e rigorosa analysis4 ,mas he ba/ante e/e me?odo1 p>a descobrir os orig9>ios1 e primitivos pr9cipios8--,p>ece que na he ba/ante2 mas he sem duvida hum cam9ho seguro1 p>a faz] m>avilhozas descob]tas1 e p>a lev>1 de hum c]to modo1 z ,sci5cias1 e ,artes a sua p]feia4 #d4 ,a analysis de todos os corpos1 que compoem o imp]io da ,natureza1 os r$uz todos a quatro elem5tos2 e he quanto ba/a1 p>a s] de summa utilidade especie humana4 ,mas segue-se por isso1 que e/es quatro elem5tos seja os primeiros1 e simplez pr9cipios dos corpos organizados8--,pde s] que o ,ar na seja que hum fogo cond5sado2 e que a ,agoa seja muito bem hum ar mais d5so4 ,a ,t]ra he1 sem duvida1 hum compo/o de agoa cry/allizada1 que =ma a p>te vitrea2 e de despojos de corpos organisados1 que =ma a p>te acida1 e alkal9a3 de cuja reciproca mixtura resulta todo o re9o m9]al ,,nota ,,iii44 ,mas aquelle fogo1 onde vai t]m9> e/a analysis1 he elle compo/o de p>tes homog5eas1 ou z suas con/itu5tes p>tes sa ellas de diff]5te natureza8--,que/o5s de/e g5]o na sa da rep>tia d homem3 ellas dep5dem de pr9cipios desconhecidos1 e ta di/antes dos limites dos nossos conhecim5tos1 que o occup>-se dellas1 s]ia p]d] inutilm5te o tempo4 #e4 ,a inevitavel difficuldade1 que se encontra1 em descobrir a natureza dos primitivos pr9cipios dos corpos1 he tambem commum aos seus accid5tes1 ou seja secund>ias qualidades4 ,a obs]vaa dos hom5s mais reflexivos tem descob]to na ,natureza d\s sons1 hum dos quaes he extremam5te grave1 e o outro nimiam5te agudo3 de cuja replica e comb9aa nascem os sons elem5t>es de todas z l+uas2 e se compoem toda a sorte de canto1 e armonia4 ,mas conhec]a os antigos1 e mod]nos cultivadores da ,musica a natureza de/es sons1 ou podra jamais sujeitallos a huma exacta propora1 ou ari!metica1 ou geometrica8--,na *egra ja mais a e/e ponto3 e z es*olas de ,pitagoras1 e ,ari/ox5es ,,nota ,,iv4 na f>a et]nam5te outra c\sa mais1 que disput> sobre a pref]5cia da !oria ou da pratica1 sem pass> alem da m]a obs]vaa de p\cos ph5om5os1 donde se tem d$uzido os pr9cipios1 que =ma a arte musical4 #f4 ,se i/o succ$e a respeito dos sons1 na he mais intelligivel a natureza da outra secund>ia qualidade dos corpos1 que consi/e na admiravel v>i$ade das ,cores4 ,os ,philosophos de todos os tempos1 os ,hi/oriadores ,naturaes1 os ,poetas1 e os ,arti/as1 se tem reflexiva1 e att5tam5te occupado de/e int]essantissimo objecto2 ja p>a explic> a natureza das ,cores1 e classificallas na sua ordem natural2 ja p>a se s]vir dellas1 com mayor vantagem1 na pratica dos trabalhos coloridos3 sem que a!gora1 de tantas indagao5s reunidas1 t5ha resultado huma !oria fundada1 que possa satisfaz] o espirito d ,philosopho1 ou s]vir de guia ao ,arti/a3 e em lug> de explic> o admiravel sy/ema da ,natureza1 na fiz]a outra c\sa mais que confundillo1 e p]turballo2 s]v9do-se de !orias complicadas p>a explic> ph5om5os simplez1 donde na podia nasc] que confusissimos resultados4 #g4 ,ari/oteles affirm\3 ,que z ,cores era propri$ades ou qualidades dos corpos1 e que exi/ia nelles sem dep5d5cia da luz4 ,e/a sua op9ia na a prov\ de =ma alguma2 nem o podia faz]1 a*&o-se ella contr>ia a todas z exp]i5cias ,,nota ,v44 #h4 ,os ,c>tesianos dizia3 ,que na havia ,cores primitivas1 attribu9do todas z ,cores s s diff]5tes modificao5s1 que a luz recebe pelo reflexo1 e pela refraca2 sem se lembr>em d famozo pr9cipio d ,poeta ,epicureo3 ,que d nada na pde result> c\sa alguma2 e que assim1 se nem os corpos1 nem a luz tem ,cor1 por mais comb9ao5s que se faa1 na pode dellas result> ,cor alguma ,,nota ,,vi44 #i4 ,os ,philosophos naturaes seguia ou huma ou outra de/as duas op9io5s1 qu&o o immortal ,newton public\ a segunda p>te da sua ,optica1 com hum novo sy/ema sobre z ,cores4 ,o ,p]ipateticismo1 e a mal fundada hypo!sis de ,c>tesio c$]a imm$iatam5te ao brilhante sy/ema de ,newton1 que foi logo abraado de muitos2 e que1 a pes> de gr&es contradio5s1 passa de hum seculo1 que he implicitam5te seguido de todo o mundo4 ,se alguma c\sa me fez vacill> sobre a conclud5cia dos ,pr9cipios1 em que se e/abelece e/e ,tratado1 foi o v] que alguns delles se oppunha a p>te das s9co ,proposio5s1 em que ,newton fund\ a sua d\tr9a sobres z ,cores4 ,mas z repetidas exp]i5cias1 z exactas obs]vao5s1 e z naturaes analogias em que se funda e/es ,pr9cipios1 me fiz]a antepor a =a da evid5cia1 talvez a mais plausivel de todas z op9io5s4 ,e sem aspir> ao proselytismo1 f>ei1 em lug> compet5te1 huma succ9ta comp>aa das ,proposio5s de ,newton com os m5cionados ,pr9cipios2 fic&o sempre a cadahum a inteira lib]dade de seguir o que lhe p>ec] mais bem fundado ,,nota ,,vii44 #aj4 ,sem deix> de t] a mayor consid]aa pela respeitavel memoria dos celebres ,auctores de ta div]sas op9io5s1 eu puz de p>te toda a preoccupaa da auctoridade1 e tomei som5te a pura ,natureza por guia d meu trabalho1 no compor o pres5te ,tratado4 ,elle na se v]sa sobre a intima natureza das ,cores1 a qual sempre nos s]a desconhecida2 mas sim sobre z suas s5siveis propri$ades1 em quanto e/as podem s] de algum uso1 ou nas ,sci5cias ,naturaes1 ou nos trabalhos coloridos4 ,analys&o z pr9cipaes ,cores1 que nos (f]ece o v>iado1 e m>avilhozo quadro d ,univ]so1 na s a*ei z ,cores orig9>ias1 e primitivas1 que a ,natureza comb9\ de mil modos diff]5tes1 p>a o colorir2 mas tambem a*ei quaes sa z ,cores elem5t>es1 prep>adas pela ,natureza1 ou pela ,arte1 das quaes se devem s]vir os ,arti/as nos seus trabalhos imitativos4 ,a exposia d processo1 que segui p>a a*> e/es resultados1 con/ituir a ,p>te ,analytica4 #aa4 ,comb9&o z ,cores elem5t>es ,,veja-,,se ,a ,,nota ,,xxiii4 prep>adas pela ,natureza1 ou pela ,arte1 a*ei todas z graduao5s das ,cores compo/as1 relativas a cadahuma dellas2 e z classifiquei na ordem mais natural1 e intelligivel4 ,a exposia de/e processo =m> a ,p>te ,syn!tica2 a qual por mayor cl>eza devidi em duas ,seco5s4 ,a primeira expora o modo1 com que a ,natureza1 por meyo de huma comb9aa admiravel das duas ,cores primitivas1 =m\ todas z que vemos nos corpos naturaes4 ,a segunda indic> o me?odo com que1 s com z duas ,cores primitivas1 e quatro outras que se d]iva imm$iatam5te dellas1 se podem imit> todas z ,cores naturaes4 #ab4 ,a p>te ,h]m5eutica cont] hum pequ5o ,vocabul>io com a explicaa das ,cores mais conhecidas1 segundo os ,pr9cipios de/e ,tratado4 #ac4 ,e f9alm5te z ,taboas illum9adas1 que se junta1 dilucid>a com z proprias ,cores1 a !oria que v\ d> por escrito3 e os seus usos1 e applicao5s se expora nos respectivos lug>es ,,nota ,,viii44 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,p>te ,,primeira1 ,,que ,,contem ,a ,,analysis ,,das ,,cores4 ,contempl&o o mage/oso espectaculo d ,univ]so1 nos pres5ta os corpos naturaes huma m>avilhoza1 e quasi incompreh5sivel v>i$ade1 e mixtura de diff]5tes ,cores ,,nota ,,ix44 ,entre e/as porem se de/+uem positivam5te seis1 a sab]3 o ,negro1 o ,v]melho1 o ,azul1 o ,v]de1 o ,am>ello e o ,branco1 com z quaes1 todas z outras ,cores deixa entrev] alguma aff9idade4 ,eu fiz ab/raca de todas e/as1 tom&o som5te aquellas seis mais positivas1 cl>as1 e di/9ctas por objecto da m9ha analysis1 a que proc$i no segu9te modo4 #ae4 ,deix&o a ,cor branca1 como desnecess>ia1 segundo o g5]o das m9has exp]i5cias1 dissolvi em c9co con*as z segu9tes ,cores ,,nota ,,xxiii43 ,t9ta da ,*9a1 ,c>mim1 ,azul de ,prussia1 ,v]de-de/ilado e ,gomma-gutta1 e lev&o-z todas ao mesmo gro de =a1 =mei z c9co ,cores1 que com a ,branca g]alm5te dom9a no quadro d ,univ]so4 ,puz em cada huma das con*as hum p9cel f9o2 tomei outro1 e huma palheta de m>fim2 e com e/e simplez app>ato proc$i s exp]i5cias4 #af4 ,meti sobre a palheta1 com os respectivos p9ceis1 huma gotta de cadahuma das reff]idas t9tas1 e mixtur&o-z docem5te1 fui obs]v&o1 que passava por degros ins5siveis a ,cores mui diff]5tes2 e qu&o z mixturei bem todas1 vi sobre a palheta huma ,cor muito escura1 tir&o quasi nada p>a ,v]melho ,tab4 ,i4 n4 #a4 ,,nota ,x44 #ag4 ,repeti e/a exp]i5cia s com z ultimas quatro ,cores1 sem mixtur> a ,t9ta da ,*9a2 e da sua unia me result\ huma ,cor neutra1 muito escura1 e da mesma especie d ,nankim1 que na he muito c>regado ,tab4 ,i4 n4 #b4 #ah4 ,e/e ph5om5o me fez lembr>1 que assim como a ,cor negra era o resultado da unia das quatro ,cores1 devia naturalm5te da divisa das mesmas ,cores1 result> a ,cor branca4 #ai4 ,sem excluir a ,cor negra1 =mei a ,tab4 ,,iv41 que me deu quatro ,cores mixtas n4 #a4 #b4 #c4 #d41 em que dom9ava o ,v]melho2 quatro outras n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 em que dom9ava o ,v]de2 e duas n4 #g4 #i4 ujas1 e faltas de en]gia4 ,exclui z d n4 #g4 #i41 como passivas1 e com z outros =mei a ,tab4 ,,xiv4 e tir&o resultados de resultados1 a*ei1 oitava comb9aa1 a ,cor branca1 que procurava1 ta cl>a como o mesmo papel1 em que fazia a prova4 ,por meyo de/as duas exp]i5cias1 a*ei os d\s ,pr9cipios segu9tes4 ,,primeiro ,,pr9cipio4 #bj4 ,o ,negro he huma ,cor positiva1 na qual o ,v]melho1 o ,azul1 o ,v]de1 e o ,am>ello se a*a intimam5te unidos1 e em quantidades quasi iguaes4 ,,segundo ,,pr9cipio4 #ba4 ,o ,branco he huma ,cor igualm5te positiva1 onde o ,v]melho1 o ,azul1 o ,v]de1 e o ,am>ello se a*a extremam5te divididos1 a! o ponto de se faz]em invisiveis ,,nota ,,xi44 #bb4 ,no contempl> a ,tab4 ,,vi4 obs]vei1 que da reciproca mixtura das s9co ,cores1 de que se compoem1 resultava d n4 #a4 #b4 #d41 huma ,cor mixta1 onde reynava o ,v]melho2 d n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 resultava ,cores1 em que pr$om9ava o ,v]de2 d n4 #g4 #i4 resultava ,cores p>das ou ujas2 e que f9alm5te d n4 #c4 onde o ,v]melho1 e ,v]de se a*a comb9ados em diff]5tes proporo5s1 resultava a mesma ,cor escura1 ou a mesma especie de negro1 que t9ha resultado da mixtura d ,v]melho1 ,azul1 ,v]de1 e ,am>ello ,tab4 ,i4 n4 #b4 ,,nota ,,xii44 #bc4 ,e/e ph5om5o me fez v]1 que z quatro ,cores ,tab4 ,i4 n4 #b41 e z duas ,tab4 ,,vi4 n4 #c1 e a9da z das ,tab4 ,,viii4 ,x4 ,,xii1 no mesmo num]o1 importava a mesma c\sa2 i/o he1 que o ,v]melho1 e ,v]de comb9ados em c]tas proporo5s1 valem tanto como o ,v]melho1 o ,azul1 o ,v]de1 e o ,am>ello2 ou que no ,v]melho1 e ,v]de se contem z outras duas ,cores4 ,e reflect9do em que nas ,tab4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iv4 ,v4 ,,vii4 ,,ix4 ,,xi1 nas quaes em diff]5tes proporo5s1 se a*a comb9adas z s9co ,cores1 se descobrem sempre quatro num]os1 em que dom9a o ,v]melho1 e sa1 o n4 #a4 #b4 #c4 #d4 e outros quatro em que dom9a o ,v]de1 a sab]1 o n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 e que o ,azul1 e ,am>ello c$em sempre ao ,v]melho1 e ,v]de2 e qu&o se comb9a com o ,negro1 em div]sas proporo5s1 ou se confundem inteiram5te com elle1 ou recebem huma sombra1 que z escurece s5sivelm5te1 sem que jamais produza huma t]ceira ,cor3 e/a reflexa1 digo1 me suscit\ outro ,pr9cipio4 ,,t]ceiro ,,pr9cipio4 #bd4 ,o ,v]melho1 e ,v]de sa z ,cores primitivas1 e dom9antes na ,natureza3 e o ,azul1 e ,am>ello na sa que puras modificao5s de/as duas4 #be4 ,fiz todas z comb9ao5s possiveis d ,v]melho1 e ,v]de1 e na pude a*> hum ,azul1 e ,am>ello igual ao de que me s]via nas exp]i5cias4 ,int]rompias por algum tempo1 e fui e/ud> no gr&e livro da ,natureza ,,nota ,,xiii41 onde se podia a*> a resolua de/es problemas4 #bf4 ,e/e va/issimo imp]io1 nos seus diff]5tes reynos1 me pres5t\ duas analogias1 que adiantra a m9ha indagaa4 ,vi que no reyno animal1 dom9ava a ,cor v]melha4 ,o sangue dos animaes1 e a c>ne em que elle se a*a espalhado1 me confirmra em que o ,v]melho he huma ,cor univ]sal1 e primitiva4 ,vi igualm5te que1 o ,v]de coloria todo o reyno vegetal1 o que me conv5ceo tambem1 de que o ,v]de era huma ,cor primitiva1 e univ]sal4 #bg4 ,occorreu-me1 que a c>ne dos animaes qu&o he contundida1 ou passa a mac]aa1 passa tambem da ,cor v]melha azul4 ,lembr\-me logo1 que a mesma t9ta azul das m9has exp]i5cias1 que era ,azul de ,prussia1 se fazia de sangue de boi1 ou de qualqu] outro animal4 ,p\cos dias antes eu t9ha reit]ado z obs]vao5s de ,m4 de ,buffon1 c]ca da sombra da luz d ,sol1 t9cta com a ,cor da ,aurora1 e a*ei1 que a sombra de huma palheta de m>fim1 de duas pollegadas de l>go1 sobre hum papel branco1 era sempre azul1 pondo a palheta1 p\co mais ou m5os1 a hum p de di/ancia d papel2 e *eg&o-a quasi ao papel1 a*ei enta sempre escura a sua sombra2 o que na podia result> s5a da refraca da luz v]melha d sol1 que coloria a sombra de azul4 ,e/a obs]vaa me produsio o ,pr9cipio segu9te ,,nota ,,xiv44 ,,qu>to ,,pr9cipio4 #bh4 ,a ,cor azul na he primitiva1 mas sim g]ada pelas modificao5s1 que recebe a ,cor v]melha pela refraca da luz1 ou mixtura de outras sub/ancias4 #bi4 ,fiz a mesma especulaa com a ,cor v]de1 e a*ei1 que todos os vegetaes1 no e/ado da sua p]feia1 nos pres5ta univ]salm5te e/a agradavel ,cor2 mas que g]alm5te todos os vegetaes1 com z suas folhas1 fructos1 sem5tes c4 na sua decad5cia1 passa da ,cor v]de am>ella4 ,occorreu-me tambem1 que a ,cor am>ella das m9has exp]i5cias1 era a gomma de huma arvore2 e consequ5tem5te na v9ha a s] que hum ,v]de deg5]ado4 ,e/a reflexa me deu outro ,pr9cipio ,,nota ,,xv44 ,,qu9to ,,pr9cipio #cj4 ,a ,cor am>ella na he orig9>ia1 ou primitiva2 mas sim secund>ia1 e d]ivada da ,v]de ,,nota ,,xvi44 #ca4 ,fiz muitas outras exp]i5cias1 comb9&o em diff]5tes proporo5s1 todas z s9co ,cores2 e de todas e/as comb9ao5s na result\ c\sa alguma1 que podesse =m> pr9cipios1 ou de/ruir os que fica e/abelecidos4 ,z comb9ao5s de c9co1 ou quatro ,cores1 tom&o quatro ou tres por primeiro t]mo1 e comb9&o-z em proporo de #a_/b1 me d]a resultados quasi similhantes2 i/o he1 huma ,cor escura1 algumas vezes ins5sivelm5te affectada de ,v]melho1 ou ,v]de2 e por isso z regeitei todas4 ,a comb9aa de tres ,cores1 tom&o duas por primeiro t]mo1 e comp>&o-z com a outra1 me deu z ,cores que con/a da ,tab4 ,,ii1 e ,,iii4 ,a ,tab4 ,,iiii1 e segu9tes me d]a huma gr&e v>i$ade de ,cores1 todas ba/antem5te =tes1 e capazes de s]em empregadas como ,cores locaes4 #cb4 ,era inutil pass> adiante2 por que j na ,tab4 ,,xi41 que he feita em propora de #a_/e1 os resultados sa quasi iguaes ao primeiro t]mo dos antec$5tes3 e a ,tab4 ,,xii4 he quasi igual s ,tab4 ,,vi4 e ,,viii4 ,e se se fizessem outras ,taboas em proporo de #a_/g e #a_/h p>te1 em humas s]ia os resultados quasi iguaes a os elem5tos2 e nas outras co9cidiria os resultados com os da ,tab4 ,,iiii42 pelo que era inutil o pass> adiante4 ,e como de/as ultimas exp]i5cias nada mais resultava1 que a composia de div]sas ,cores1 eu vi bem que a m9ha analysis deg5]ava em syn!sis1 e que consequ5tem5te era tempo de pass> ,segunda ,p>te4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,p>te ,,segunda1 ,,que ,,contem ,a ,,syn!sis ,,das ,,cores4 ,como ne/a ,segunda ,p>te se trata da composia das ,cores1 e e/a ou he feita pela ,natureza1 ou pela ,arte2 p$e o me?odo que ella seja dividida em duas ,seco5s4 ,na primeira se expor o me*anismo1 de que se s]ve a ,natureza1 p>a com duas ,cores unicas1 orn> ta div]sam5te o seu va/o imp]io4 ,na segunda porem se assign> o modo1 com que a ,arte deve comb9> e/as duas ,cores1 com quatro outras1 p>a imit> todas z ,cores naturaes4 ,,sec,a ,,primeira1 ,,que ,,contem ,a ,,syn!sis ,,natural ,,das ,,cores4 #cd4 ,assim como o reyno animal1 e vegetal nos pres5ta z duas ,cores primitivas1 e dom9antes1 assim tambem o reyno m9]al1 que he pr9cipalm5te compo/o da quelles d\s1 nos (f]ece huma inf9ita v>i$ade de ,cores1 com que se a*a embellecidas todas z obras da ,natureza4 ,e p>a conhec]mos o modo1 com que ella =m\ e/a admiravel v>i$ade de ,cores1 consid]emos os meyos1 que devem necess>iam5te concorr] p>a receb]mos z suas s5sao5s4 #ce4 ,o ,s5tido da vi/a1 assim como he o mais espiritual ,,nota ,,xvii4 dos s9co1 pelos quaes recebemos todas z impresso5s das causas ext]nas1 he tambem o que dep5de demais circun/ancias1 p>a se =m>em z suas s5sao5s4 ,a luz1 os corpos naturaes1 e o orga s5sorio da vi/a1 sa de absoluta necessidade1 p>a se coop]> e/e fim3 e he em todos e/es meyos1 ou em p>te delles1 que devemos procur> a =maa das ,cores2 p>a o que eu passo a consid]allos em p>ticul>4 #cf4 ,he indubitavel1 que z qualidades secund>ias dos corpos consi/em em c]tos accid5tes1 que inh]em a os mesmos corpos4 ,e se o orga s5sorio recebe a s5saa das qualidades prim>ias dos corpos1 que indubitavelm5te exi/em fra delle2 da mesma sorte recebe a impressa das suas secund>ias qualidades1 que tambem exi/em fra delle com os corpos que z su/em4 ,ne/e conclud5te racioc9io se e/abelece o segu9te ,pr9cipio4 ,,sexto ,,pr9cipio4 #cg4 ,o orga s5sorio da vi/a nada contribue p>a a =maa das ,cores2 z quaes s5do qualidades secund>ias dos corpos1 exi/em com elles1 fra de ns mesmos4 #ch4 ,na contribu9do assim o orga s5sorio nada mais p>a a =maa das ,cores1 d que huma cam>a obscura1 onde os objectos se repres5ta j coloridos2 ponhamos de p>te e/a divisa1 e passemos a exam9> os ph5om5os1 que os corpos naturaes nos pres5ta a respeito das mesmas ,cores4 #ci4 ,se tomamos hum papel branco1 e fazemos sobre elle z exp]i5cias da luz d ,sol affectada da ,cor da ,aurora1 a*amos que o mesmo papel1 quasi no mesmo in/ante1 nos pres5ta quatro ,cores diff]5tes4 ,antes da exp]i5cia1 e v5do o papel sem s] ao ,sol elle nos pres5ta a sua ,cor branca e natural4 ,expondo o mesmo papel ao ,sol1 o vemos t9cto de huma especie de ,cor de roza4 ,faz5do cahir sobre elle a sombra de huma palheta de m>fim1 ou de qualqu] outro corpo semelhante1 nas circun/ancias d #bg1 enta nos faz v] ou huma ,cor de ,azul cl>o1 ou hum ,branco mais escuro que a sua propria ,cor4 ,e result&o e/es div]sos ph5om5os da mesma luz1 d mesmo papel1 e de huma obs]vaa feita em hum mom5to1 sem que na sup]ficie d papel possa t] acontecido alguma alt]aa1 segue-se outro ,pr9cipio4 ,,septimo ,,pr9cipio4 #dj4 ,a ,div]sidade das ,cores na resulta s da diff]5te contextura dos corpos naturaes2 pois que sobre huma sup]ficie homog5ea vemos1 ao mesmo tempo1 div]sas ,cores4 #da4 ,consid]emos agora os ph5om5os da luz1 os quaes necess>iam5te nos ha de d> toda a cl>eza1 que a9da falta a e/a indagaa4 #db4 ,se a luz se propaga por cont9uaa1 ou por contiguidade1 i/o he1 se ella consi/e em rayos1 que p>tem em l9ha direita dos corpos lucidos a! os objectos illum9ados2 ou se consi/e som5te em huma cont9uaa de urtos das molleculas e!reas1 causada pela rotaa d ,sol1 ou vivo movim5to1 que exi/e em todos os corpos lucidos3 he huma que/a que eu deixo a decidir aos p>tidi/as de ,eul]1 e de ,newton ,,nota ,,xviii42 e qual qu] que seja a sua decisa1 na (f5d] nada e/e sy/ema4 ,a luz t] sempre a qualidade de nos faz] visiveis os corpos1 e de affect>-se de mil modos diff]5tes1 pelo reflexo1 e refraca1 que s(re urt&o contra os mesmos corpos4 ,e como a luz he huma sub/ancia cl>a1 refraccivel e reflexivel1 onde residem z ,cores primitivas2 mas que na z manife/a1 nem z comb9a e v>a s5a por meyo d reflexo e refraca1 com que se modifica1 urt&o os corpos naturaes3 e e/e reflexo e refraca devem s] div]sos segundo a diff]5te contextura dos corpos1 a qual na he mais homog5ea em especies div]sas2 segue-se outro ,pr9cipio4 ,,oitavo ,,pr9cipio4 #dc4 ,z ,cores orig9>ias e primitivas1 e z que dellas nascem e se compoem1 necessita p>a se manife/> e compor1 e da luz1 e da div]sa contextura dos corpos1 que z refr+em1 e reflectem4 #dd4 ,a ,natureza da luz1 e das ,cores s]a sempre ta desconhecidas1 como a natureza d espirito1 e da mat]ia2 mas z propri$ades da luz1 e das ,cores1 ns z podemos conhec] de hum c]to modo4 ,a luz he huma sub/ancia subtilissima1 em que residem z duas ,cores primitivas1 como no puro e!r reside o fogo electrico4 ,o fogo electrico na se manife/a1 sem que se p]ca o equilibrio1 ou se descomponha z molleculas1 ou seja pequ5as p>tes d e!r que o contem3 p]dido o equilibrio1 por mil causas div]sas1 o fogo se faz visivel1 por outros tantos modos diff]5tes ,,nota ,,xix44 #de4 ,o ,fogo d rayo1 a que n5hum corpo natural pde resi/]1 he o mesmo fogo1 que nos gab9etes de physica se faz sahir impunem5te da ponta dos nossos d$os2 e que em huma bella n\te1 illum9a pacificam5te o horizonte4 ,o fogo1 que faz jog> z bat>ias de hum navio de tres pontes1 he o mesmo1 com que os artilheiros fuma s5sualm5te o tabaco4 ,o inc5dio de huma casa nasce d mesmo fogo1 que nutria seu dono1 e o aqu5tava4 ,o ,etna1 e hum gra de polvora na diff]em que nas gr&ezas4 ,os horrorozos ph5om5os dos ,vulcanos ,,nota ,,xx41 e hum agradavel fogo de artificio1 na diff]em s5a nas quantidades4 ,ba/a de exemplos3 e deixo tambem de traz] outra similhante analogia tirada dos d\s sons1 de que se compoem todas z l+oas1 toda a sorte de canto1 e h>monia1 por s] inteiram5te sup]fluo4 #df4 ,a ,respeito das ,cores vemos na ,natureza o mesmo me*anismo4 ,os rayos da luz illum9a os corpos naturaes1 e pela opposia que encontra urt&o os mesmos corpos1 se descompoem em tantos modos div]sos1 quanto he diff]5te a sua sup]ficie2 e enta se manife/a z duas ,cores primitivas1 ou puras1 ou comb9adas de mil modos diff]5tes2 e quanto mais het]og5eos sa os corpos1 que a luz encontra1 tanto mais irregul> he a refraca1 e tanto mais compo/a he a ,cor que della resulta4 #dg4 ,a luz affectada de huma refraca recebe sempre huma ,cor1 mais ou m5os s5sivel1 a qual cons]va sem alt]ao alguma1 a! novam5te se descompor1 com o encontro1 de outros corpos4 ,a lux d ,sol1 por exemplo1 *ega sup]ficie da atmosph]a da ,t]ra1 sem receb] talvez alt]aa alguma2 mas ap5as entra na atmosph]a d nosso ,globo comea a refr+ir-se e a descompor-se1 e nos manife/a huma ,cor azul com alguma mixtura de ,v]de1 que he a ,cor d ,ceo4 ,se a mesma luz1 ao nasc] d ,sol1 encontra os vapores1 que ord9>iam5te cobrem o horizonte1 se descompoem novam5te1 e nos faz v] huma ,cor1 que p>ticipa d ,am>ello e ,v]melho1 que he a ,cor da ,aurora4 ,e/a ,cor se cons]va1 a! que a luz toque a sup]ficie da ,t]ra1 onde no m>1 e gr&es maz de agoa1 se descompoem como na atmosph]a1 em huma ,cor azul1 mais ou m5os v]de1 segundo o movim5to ou altura da agoa3 e cah9do sobre a sup]ficie secca de nosso ,globo1 enta se descompoem em tantos modos diff]5tes1 quantas sa z div]sas organisao5s dos corpos naturaes2 da mesma sorte que encontr&o sobre o horizonte nuv5s de diff]5tes configurao5s1 no las faz v] div]sam5te coloridas4 ,donde resulta o ultimo e fundam5tal ,pr9cipio ,,nota ,,xxi44 ,,nono ,,pr9cipio4 #dh4 ,z ,duas ,cores primitivas1 que residem na luz1 se manife/a pela descomposia1 que a mesma luz padece urt&o os corpos naturaes3 e todas z outras ,cores1 de qual qu] g5]o que seja1 resulta da diff]5te comb9aa das duas primitivas1 nascida das div]sas refraco5s1 com que a luz se modifica1 toc&o a sup]ficie dos corpos4 4 #di4 ,com e/es simplez1 e naturaes pr9cipios1 fundados todos sobre exactas obs]vao5s1 naturaes analogias1 e repetidas exp]i5cias1 se explica todos os ph5om5os das ,cores4 ,o ,prisma1 o ,iris1 o pescoo da ,pomba1 a cauda d ,pava ,,nota ,,xxii4 c41 sa ph5om5os id5ticos1 que resulta da m]a descomposia da luz1 nascida da diff]5te contextura das p>tes1 de que se compoem a quelles corpos4 #ej4 ,a!qui a ,syn!sis da ,natureza4 ,passemos agora a v] como a ,arte com z duas ,cores primitivas1 e quatro outras que dellas imm$iatam5te se d]iva1 pde =m> todas z ,cores necess>ias p>a1 em qualqu] g5]o de trabalho colorido1 se imit>em z decorao5s d ,univ]so4 ,,sec,a ,,segunda1 ,,que ,,contem ,a ,,syn!sis ,,artificial ,,das ,,cores4 #ea4 ,a ,sabia ,natureza s com z duas ,cores primitivas1 que residem na luz1 e se v>ia ao inf9ito1 por meyo de huma prodigioza comb9aa1 nos faz v] todos os corpos de diff]5tes especies1 coloridos div]sam5te4 ,a ,arte porem1 m5os pod]osa que a ,natureza1 tem necessidade1 p>a imit> z suas admiraveis obras1 de quatro outras ,cores1 nascidas imm$iatam5te da quellas duas2 i/o he d ,azul1 que vem d ,v]melho2 e d ,am>elo1 que se produs d ,v]de2 d ,negro1 que consi/e na soma d ,v]melho1 e ,azul1 d ,v]de1 e ,am>elo2 e d ,branco1 que se manife/a pela divisa de/as mesmas ,cores3 de sorte que a ,natureza executa1 em hum in/rum5to de duas cordas1 toda a h>monia das ,cores1 que a ,arte s pde execut> em hum de seis4 #eb4 ,a =maa das ,cores consi/e em hum simplez1 e puro me*anismo4 ,mud> a sup]ficie dos corpos1 ou alt]alla1 he o mesmo que mud>1 ou alt]> a ,cor dos mesmos corpos4 ,mudada a contextura1 muda-se a refraca1 e muda-se a ,cor4 #ec4 ,os ,corpos ou tem a mesma contextura1 em toda a sua massa1 ou s na sua sup]ficie4 ,hum cubo de m>more branco1 p>tido em p$aos1 mo/r> sempre a ,cor branca2 mas hum p$ao de po branco t+ido de v]melho1 se o f5d]mos1 nos prez5t> int]iorm5te a sua ,cor branca1 e natural2 e a alt]aa1 que se t9ha feito na sua sup]ficie1 applic&o-lhe a ,cor v]melha1 fazia que toda a massa app>ecesse de/a ,cor1 s5do realm5te branca4 #ed4 ,a ,arte de ,colorir na se v]sa s5a a respeito das ,cores sup]ficiaes2 e he o modo de a*> toda a sorte de ,cores1 ou de mud> toda a sorte de sup]ficies1 que faz a mat]ia de/a seca4 #ee4 ,o ,me*anismo das ,cores se contem da ,taboa ,i4 a! ,,xiii4 das quaes a explicaa he a segu9te4 #ef4 ,todas z ditas ,taboas contem duas sortes de num]os1 hum ,romano1 no angulo direito sup]ior1 que m>ca a ,taboa2 e outro ,arabico sobre os circulos coloridos1 que indica a figura3 de sorte que toda a vez que se a*>1 por exemplo1 ,,iiii4 #a4 qu] diz] ,taboa qu>ta n4 #a41 que he o mesmo que diz]1 que de p>tes iguaes de ,v]melho1 e ,azul resulta huma especie de ,cor de purpura4 #eg4 ,todas z figuras con/a de duas p>tes1 antec$5te1 e consequ5te3 a p>te antec$5te sa os elem5tos1 de que se =ma z ,cores2 e a consequ5te he a ,cor1 que resulta dos antec$5tes3 por exemplo ,tab4 ,,iiii4 n4 #a4 o antec$5te he o ,v]melho1 e ,azul1 e o consequ5te he a ,cor de purpura1 que nasce delles3 e assim em todas z mais4 #eh4 ,o ,consequ5te he sempre hum1 mas os antec$5tes podem s] de d\s a! seis4 ,a ,tab4 ,,iiii4 mo/ra antec$5tes de d\s2 a ,taboa ,,ii4 ,,iii4 mo/ra antec$5tes de tres2 e a ,i4 de quatro e de c9co4 ,nas p9turas a oleo1 onde a ,cor branca se comb9a com todas z outras ,cores1 pode o antec$5te s] de seis4 #ei4 ,os ,antec$5tes1 ou se comb9a em p>tes iguaes1 ou em diff]5tes proporo5s4 ,a ,tab4 ,i4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iiii4 (f]essem antec$5tes comb9ados em p>tes iguaes2 e z outras a! ,,xii4 os mo/ra comb9ados em diff]5tes proporo5s4 ,z ,tab4 ,v4 ,,vi4 mo/ra os antec$5tes comb9ados em propora de #a_/b2 a ,,vii4 ,,viii4 em propora de #a_/c2 a ,,ix4 ,x4 em propora de #a_/d2 ,,xi4 ,,xii4 em propora de #a_/e4 #fj4 ,a ,taboa ,,xiii4 faz v]1 que1 na comb9aa das duas ,cores primitivas1 e dom9antes1 ,v]melho1 e ,v]de1 com z outras quatro1 em p>tes iguais1 os resultados sa sempre affectados da ,cor v]melha1 e v]de2 mas que a v]melha he mais =te que a v]de3 porque nos resultados num]os #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 #g41 que provem de antec$5tes1 em que a ,cor v]melha se comb9a com o ,azul1 ,v]de1 ,am>ello1 e ,negro1 dom9a sempre a ,cor v]melha4 ,porem nos num]os #h4 #i4 #aj4 #aa4 #ab4 #ac4 #ad41 que provem de antec$5tes em que a ,cor v]de se comp>a com o ,v]melho1 ,azul1 ,am>ello1 e ,negro1 h d\s resultados em que dom9a a ,cor v]melha1 e sa os #h4 #ab42 e som5te c9co em que dom9a o ,v]de2 donde se ve que das duas ,cores primitivas1 e dom9antes1 a mais pod]osa he a v]melha4 #fa4 ,ne/a mesma ,taboa se vem ,cores de c9co especies1 ou graos dif]5tes4 ,o num]o #a4 vem da comb9aa dos seus respectivos antec$5tes ,v]melho1 e ,azul2 e o n4 #b4 vem d ,v]melho1 e ,v]de comb9ados em p>tes iguaes3 ,o n4 #e4 vem da comb9aa d n4 #a4 #b4 tambem em p>tes iguaes3 e o n4 #g4 proc$e da comb9aa d n4 #e4 #f4 na mesma propora1 e assim em todos os mais4 #fb4 ,a ,tab4 ,,xiv4 he feita imitaa da ,tab4 ,,xiii41 e se pde *am> a ,taboa da somma1 e divisa das ,cores2 porque z seis ,cores n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 unidas em p>tes iguaes1 produsem a ,cor escura1 ou negra n4 #g4 ,e divididas e/as seis ,cores1 por meyo de repetidas comb9ao5s1 a! o oitavo grao1 tom&o os consequ5tes1 ou resultados d primeiro grao1 por antec$5tes ou elem5tos d segundo1 e proc$5do de/a mesma sorte a! o oitavo1 enta se vem z ditas seis ,cores resolvidas na ,cor cl>a ou branca n4 #dc4 #fc4 ,z ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d so como hum index de todas z outras4 ,a letra ,a1 por exemplo1 indica a ,tab4 ,a4 ,os num]os ,romanos de/a ,taboa indica z ,taboas notadas com os num]os ,romanos3 e o num]o ,arabico indica z figuras das respectivas ,taboas4 #fd4 ,i/o suppo/o1 eisaqui o modo1 com que se podem =m>1 com a mayor facilidade1 todas z ,cores1 que pres5ta z ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d4 #fe4 ,prep>adas z ,cores elem5t>es1 como fica dito #ae41 se qu]emos imit> huma ,cor natural1 que seja similhante ,cor v]de ,taboa ,a4 ,,iiii4 #h4 procuramos a ,tab4 ,,iiii4 n4 #h4 e a*>emos1 na s a ,cor v]de procurada1 mas que ella se =ma de p>tes iguaes de ,v]de1 e ,am>ello4 ,se quis]mos imit> a ,cor de violeta1 ou purpura ,tab4 ,a4 ,,iiii4 #a4 procur>emos a ,tab4 ,,iiii4 n4 #a4 onde a*>emos a ,cor desejada1 e que ella se compoem de p>tes iguaes de ,v]melho1 e ,azul3 e p>a a*> a composia de todas z mais ,cores1 de que se compoem z ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 se proc$] da mesma sorte4 #ff4 ,por e/e me?odo1 s com os exemplos1 que se vem nas ,taboas1 se =ma c5to e v9te ,cores1 capazes de se empreg>em como ,cores locaes1 e suceptiveis de trez graos de =a1 i/o he1 de escuro1 meya t9ta1 e cl>o1 o que faz trez5tas1 e sess5ta meyas t9tas div]sas4 ,e p>a =m> muitas outras1 se proc$] da mesma sorte1 ord5&o ,taboas imitaa das que se pres5ta2 tom&o por antec$5tes c9co1 ou seis ,cores especificas1 i/o he1 das de que se compoem z ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 o que produsir huma inf9ita v>i$ade de ,cores1 que todas se compoem das duas primitivas ,v]melho1 e ,v]de2 e das quatro1 que de/as imm$iatam5te se d]iva1 i4 e4 ,azul1 ,am>elo1 ,negro1 e ,branco ,,nota ,,xxiii44 #fg4 ,tal he a ,syn!sis artificial das ,cores1 que tanto desanima os ,dilectantes1 e que por tantos annos emb>aa os ,arti/as2 a qual por e/e me?odo se compreh5de1 e se executa em p\cas horas4 ,passemos a ,t]ceira ,p>te4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,p>te ,,t]ceira1 ,e ,,e/a ,,h]m5eutica4 ,e/a ,t]ceira p>te compreh5de1 em hum breve ,vocabul>io1 a explicao das ,cores mais conhecidas2 indic&o1 ao mesmo tempo1 a similhana1 que algumas dellas tem com z ,cores das ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 de sorte que1 p>a =m> a idea de algumas de/as ,cores1 e p>a z compor todas1 na he necess>ia outra c\sa1 que procur> no ,vocabul>io o nome dessa ,cor2 e a hi mesmo se a*>a citadas z ,taboas1 que preh5*]a e/es d\s f9s4 #fi4 ,qu]5do-se sab]1 por exemplo1 qual he a ,cor de purpura1 e como se compoem1 procure-se no ,vocabul>io a palavra purpura1 onde se a*> citada a ,taboa ,a4 ,,iiii4 #a4 das quaes a primeira mo/r> a ,cor1 e a segunda ens9> o modo de a compor4 ,e z ,cores1 que na se a*>em nas ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 se indic> som5te os seus elem5tos1 p>a que se possa compor com a mesma facilidade4 #gj4 ,p>a se ent5d]em z explicao5s d ,vocabul>io1 convir muito t] pres5tes z pr5oo5s segu9tes4 #ga4 ,z ,cores1 como fica dito1 sa huma propri$ade da luz1 que por hum admiravel me*anismo da ,natureza1 se manife/a1 em tantos modos diff]5tes1 quanto sa div]sas z configurao5s dos corpos naturaes1 illum9ados pela luz4 ,ellas sa de duas sortes1 ou g5]icas1 ou especificas4 #gb4 ,z ,cores g5]icas sa tambem de duas sortes1 ou g5]icas primitivas1 ou g5]icas d]ivadas4 #gc4 ,z ,g5]icas primitivas sa duas1 a sab]1 o ,v]melho1 e o ,v]de2 e se manife/a pelo mesmo me*anismo1 que todas z outras4 #gd4 ,z ,g5]icas d]ivadas sa quatro1 a sab]1 o ,azul1 que nasce d ,v]melho2 o ,am>elo1 que se =ma d ,v]de2 o ,negro1 que resulta da unia d ,v]melho1 e ,v]de2 e o ,branco1 que provem da divisa de/as duas ,cores4 #bb4 ,tab4 ,,xiv4 #ge4 ,cores especificas sa z que se =ma da mixtura das g5]icas4 ,a ,cor de purpura he huma ,cor especifica1 que nasce da mixtura das duas ,cores g5]icas ,v]melho1 e ,azul4 #gf4 ,da ,comb9aa das seis ,cores g5]icas resulta seis especies de ,cores1 como se ve na ,taboa ,,iiii4 na qual o n4 #a4 #b4 #c4 #d4 =ma a especie das ,cores v]melhas2 o n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 =ma a especie das ,cores v]des2 o n4 #g4 =ma a especie das ,cores azues2 o n4 #i4 =ma a especie das ,cores am>ellas3 a ,cor negra =ma a especie das ,cores escuras2 e a branca =ma a especie das ,cores cl>as4 #gg4 ,da ,mixtura de/as duas ultimas ,cores1 em diff]5tes proporo5s1 nasce toda a sorte de cl>o escuro2 e da mixtura de/as mesmas ,cores com z quatro primeiras1 e z suas especies1 provem todas z meyas t9tas1 com que se podem modific> todas z ref]idas ,cores4 ,,vocabul>io ,,das ,,cores4 ,,introduc,a ,z ,cores1 que pres5ta e/e ,vocabul>io1 sa z que g]alm5te se emprega em todo o g5]o de trabalho colorido4 ,ellas se pdem imit> todas com os elem5tos da ,tab4 ,,xiv4 n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 o que indubitavelm5te me provra repetidas exp]i5cias4 ,em huma folha de papel branco risquei duas s]ies de pequ5os circulos1 de sorte que os circulos de huma das s]ies correspondessem exactam5te a os da outra4 ,colori huma s]ie de/es circulos com z ,cores f9as da prep>aa dos d\s ,reeves ,+lezes1 e d ,*imico ,francez ,an!aume1 que sa z melhores que se conhecem2 e na outra s]ie1 nos correspond5tes circulos1 z imitei com os elem5tos da ,taboa1 e num]os assima reff]idos3 de tal sorte1 que v5do-se em ju/a posia os orig9aes1 e z imitao5s1 na se diff]5ava huns dos outros4 ,os ,dilectantes pod]a repetir e/as exp]i5cias2 e se depois tom>em por orig9aes z mais bellas flores1 os fructos1 z folhas das plantas1 z p5nas dos pass>os div]sam5te coloridas1 p$aos de m>more man*ados de diff]5tes ,cores c4 f>a hum e/udo a9da mais proveitoso2 e se conv5c]a1 com a mayor evid5cia1 de que a div]sidade das ,cores na resulta1 que da mixtura de p\cos1 e simplessissimos elem5tos1 comb9ados1 de mil modos diff]5tes1 ou pela1 ,natureza1 ou pela ,arte4 ,,vocabul>io ,,das ,,cores1 ,,que ,,contem ,a ,,explica,a ,,das ,,cores ,,mais ,,conhecidas1 ,,indic&o ,a ,,similhan,a1 ,,que ,,algumas ,,dellas ,,tem ,,com ,,z ,,das ,,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 ,e ,o ,,modo ,,com ,,que ,,todas ,,se ,p,,dem ,,imit>1 ,,com ,,os ,,elem5tos ,,da ,,tab4 ,,xiiii4 ,n4 ,i4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iiii4 ,v4 ,,vi4 ,a ,,alvaiade1 ,cor especifica d branco4 ,o ,alvaiade se faz de *umbo1 assim como o branco de *umbo2 mas he m5os f9o1 e delicado1 que e/e3 e se =ma em pequ5os pa5s de huma libra1 p\co mais ou m5os4 ,elle encorpora todas z ,cores1 com que se mixtura4 ,,am>ello1 ,cor g5]ica d]ivada4 ,o ,am>ello he a ,cor mais cl>a depois d ,branco1 e na he que hum ,v]de deg5]ado4 ,e/a ,cor tem diff]5tes t9tas1 taes sa a ,gomma-gutta1 a ,ocre commua1 a ,ocre escura ou de ,ru?1 a ,t]ra de ,italia1 o ,am>ello de ,napoles1 o ,massicote cl>o1 e o ,massicote escuro1 o ,/il de ,troyes1 o ,/il de ,+lat]ra1 o ,ouropim5ta cl>o1 e ,ouropim5ta escuro1 e a ,p$ra de fel1 cujos elem5tos se a*>o ao p de cadahuma de/as t9tas4 ,,anil1 ,cor especifica d ,azul4 ,o ,anil d hum ,azul muito escuro similhante ao que pres5ta a ,tab4 ,c4 ,,xi4 #g4 e se pde imit> exactam5te1 proporcion&o z quantidades dos elem5tos d dito n4 #g4 ,,azul1 ,cor g5]ica d]ivada4 ,o ,azul na he outra c\sa1 que huma degradao d ,v]melho4 ,e/a ,cor tem div]sas t9tas1 a sab]1 o ,azul de ,prussia1 o ,ultram>9o1 o ,esmalte1 z ,c9zas azues1 e o ,anil4 ,o ,ultram>9o se deve t]1 como o ,azul elem5t>1 com o qual se pdem imit> todas z especies de/a ,cor1 mixtur&o mais ou m5os ,negro1 ou ,branco4 ,com o ,azul de ,prussia na se pde bem imit> o ,ultram>9o1 mas faz-se huma especie de ,azul cele/e1 que se lhe avis9ha muito2 porem todas z outras t9tas de/a especie se imita bellam5te com o ,azul de ,prussia4 ,,azul ,,de ,,prussia1 ,cor especifica d ,azul4 ,o ,azul de ,prussia he o mais bello depois d ,ultram>9o3 eu o tomei por ,cor elem5t> ,tab4 ,,xiv4 n4 #c4 por na t] a*ado d bom ,ultram>9o4 ,com o ,ultram>9o se imita e/a ,cor1 junt&o-lhe hum p\co de ,negro2 mas com o ,azul de ,prussia se imita todas z outras especies de ,azul4 ,p>a a ,m9iatura1 e illum9aa1 he melhor dissolvello em v9agre branco di/illado1 doque em agoa2 por que e/a o escurece muito1 cons]v&o-lhe a quelle a sua ,cor viva1 e natural4 ,deve junt>se-lhe1 p>a o uso1 alguma gomma1 e auc> c&i1 p>a o unir melhor4 ,b ,,branco1 ,cor g5]ica d]ivada4 ,ella resulta da divisa1 ou por dizello assim1 da r>efaca das duas ,cores primitivas1 e das que se d]iva imm$iatam5te dellas1 como se ve da ,tab4 ,,xiiii4 n4 #dc4 ,e/a ,cor se associa com todas z outras1 de qual qu] g5]o1 ou especie que seja1 p>a produsir huma gr&e v>i$ade de t9tas diff]5tes4 ,romp5do-se sobre huma palheta o ,branco1 e o ,negro1 em diff]5tes proporo5s1 se =ma toda a sorte de ,cores c9z5tas4 ,se se pratic> o mesmo com z outras quatro ,cores elem5t>es1 se t] com a mayor facilidade1 hum gr&e num]o de t9tas1 das quaes se pod]o escolh] z melhores p>a a pratica da p9tura4 ,a ,cor branca na tem lug> na illum9aa3 porquanto1 a9da que se junte em pequ5a quantidade com z outras ,cores1 z encorpora1 e lhes faz p]d] o diaphano1 que devem t] p>a e/e g5]o de colorido1 no qual1 se pde diz]1 que a agoa1 e o branco d papel tem lug> da ,cor de que se trata4 ,alem di/o o ,branco he de div]sas sortes1 a sab]1 ,branco de *umbo1 ,alvaiade1 ,cal1 e ,gesso1 os quaes se busc>a nos seus respectivos lug>es4 ,,bi/ro1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,o ,bi/ro se faz de f]rugem das *am9es2 e se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 ,c ,,c>mim1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,a base de/a ,cor he a ,co*5ilha4 ,eu a tomei por ,cor elem5t> ,tab4 ,,xiiii4 n4 #b4 e ella he de gr&e uso na ,m9iatura1 e indesp5savelm5te necess>ia na illum9aa dos planos4 ,,cal1 ,cor especifica d ,branco4 ,ella se faz de m>more calc9&o1 e o seu mayor uso he nas p9turas a fresco4 ,,c9abro1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,o ,c9abro ou he natural1 ou arteficial2 aquelle se a*a nas m9as de ouro1 e de prata1 e e/e se compoem de az\gue1 e enx(re4 ,p>ece-se muito com a ,cor ,tab4 ,a4 ,,iiii4 #b41 e se pode imit> com os seus elem5tos4 ,,c9zas ,,azues1 ,cor especifica d ,azul4 ,veja-se ,esmalte4 ,,c9zas ,,v]des1 ,cor especifica d ,azul4 ,*ama-se ,c9zas v]des1 porque desbota em v]de4 ,veja-se ,c9zas ,azues4 ,,co*5ilha1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,a ,co*5ilha he hum pequ5o insecto dessecado1 que se exporta da ,am]ica1 em pequ5os gras concavos de huma p>te1 e convexos da outra4 ,ella se emprega p>a t+ir de esc>late1 e purpura3 e ella faz a base d ,c>m91 e da ,laca compo/a4 ,e ,,esmalte1 ,cor especifica d ,azul ,c4 ,,xi4 #f4 ,o ,esmalte he feito de vidro azul1 moido em p subtilissimo2 e qu&o he mais groceiro1 se *ama ,c9zas azues4 ,e/a ,cor se p>ece com o ,ultram>9o1 a9da que na seja ta f9a2 ella pde imit>-se com o ,azul de ,prussia1 mixtur&o-lhe hum p\co de branco de *umbo4 ,f ,,f]rete ,,de ,,espanha1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,elle se tira das m9as1 em huma especie de agulhetas pontudas1 e rajadas de negro1 e he enta muito escuro2 mas depois que se r$uz em p1 se faz de hum ,v]melho como sangue4 ,o que se tira nas m9as de ,+lat]ra na he em agulhetas1 nem ta duro como o de ,espanha4 ,elle se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,,iiii4 n4 #h4 ,g ,,gomma-,,gutta1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,e/a ,cor se faz da gomma de huma arvore1 que crece na ,india4 ,eu a tomei por ,cor elem5t> ,tab4 ,,xiii4 n4 #e2 porque he susceptivel de todas z v>iao5s da sua especie3 na he preciso disolvella em agoa de gomma1 s5do ella gommada naturalm5te4 ,,gesso1 ,cor especifica d ,branco4 ,o ,gesso se faz de huma p$ra1 de m$iocre duresa1 calc9ada4 ,o ,gesso he m5os bello que o ,alvaiade2 e se pde imit> com e/e1 escurec5do-o hum p\co de ,am>ello1 e ,negro4 ,l ,,laca1 nome commum a muitas especies de maa2 que se imprega na p9tura4 ,mas o que se *ama propriam5te ,laca he huma mat]ia gommosa1 e res9oza que vem da ,india4 ,assim a ,laca he huma ,cor especifica d ,v]melho1 ,tab4 ,c4 ,,xi4 #a4 e se pde imit> exactam5te1 mixtur&o-lhe alguma c\sa de branco4 ,m ,,massicote1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,o ,massicote se faz de ,alvaiade queimado1 e segundo o grao de fogo1 que se lhe da1 he mais ou m5os c>regado4 ,elle se pde imit> com o elem5to ,tab4 ,,xiiii4 n4 #e4 junt&o-lhe mais ou m5os ,branco4 ,,m9ium1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,o ,m9ium se faz de *umbo calc9ado4 ,p>ecesse muito com a ,cor ,tab4 ,c4 ,,xi4 #b4 e se imit> exactam5te com os seus elem5tos1 junt&o-lhe alguma c\sa de ,branco de *umbo4 ,n ,,negro1 ,cor g5]ica d]ivada4 ,pela exp]i5cia ,tab4 ,i4 n4 #b4 elle se compoem de p>tes quasi iguaes de ,v]melho1 ,azul1 ,v]de1 e ,am>ello1 ou por melhor diz]1 de p>tes desiguaes de ,v]melho1 e ,v]de2 pois que pelas exp]i5cias ,tab4 ,,vi4 ,,viii4 ,x4 ,,xii4 n4 #c4 se prova com a mayor evid5cia1 que no ,v]melho1 e ,v]de se contem o ,azul e ,am>ello4 ,o ,negro1 assim como z outras ,cores g5]icas1 he de muitas sortes2 taes sa o ,negro de fumo1 o ,negro de pessego1 o ,negro de ,alemanha1 o ,negro de m>fim1 o ,negro de osso1 e a ,t9ta da ,*9a1 os quaes se pdem v] nos seus respectivos lug>es4 ,,negro ,,de ,,alemanha1 ,cor especifica d ,negro4 ,o ,negro de ,alemanha he huma t]ra natural1 que d hum negro azulado1 de que se s]vem os ,impressores4 ,elle se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,x4 n4 #g4 ,,negro ,,de ,,corti,a1 ,cor especifica d ,negro4 ,elle se faz com o c>vo de ,cortia1 e d hum ,negro mui ligeiro1 com hum tom de azul1 que se avis9ha s ,c9zas d ,ultram>9o2 e pde imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,viii4 n4 #g4 ,,negro ,,de ,,fumo1 ,cor especifica d ,negro4 ,ella se faz d fumo de t]m5t9a2 e p>a s] de melhor uso1 deve calc9>-se sobre huma lam9a de f]ro2 mas a9da assim se associa mal com z outras ,cores1 e z de/roe2 de sorte que he de p\co uso na p9tura4 ,,negro ,,de ,,m>fim1 ,cor especifica d ,negro4 ,elle se faz de raspaduras d m>fim1 hum$ecidas com oleo de l9haa1 e queimadas em hum vazo h]meticam5te tapado4 ,e/e he o mais bello ,negro1 que se possa empreg> na p9tura4 ,,negro ,,de ,,osso1 ,cor especifica d ,negro4 ,elle se faz de ossos de animaes1 e da mesma sorte1 que o ,negro de m>fim4 ,v4 ,negro de m>fim4 ,,negro ,,de ,,pessego1 ,cor especifica d ,negro4 ,elle se faz com o c>vo de c>oos de pessegos1 r$usidos a p subtil4 ,o ,,ouropim5ta1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,o ,ouropim5ta cl>o se avis9ha muito ,cor da ,tab4 ,c4 ,,xii4 #b4 elle he compo/o de arc5ico1 e enx(re2 e se pode imit> exactam5te com os elem5tos da ,tab4 ,,xii4 n4 #b1 proporcion&o z quantidades4 ,,ouropim5ta ,,escuro1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella he similhante ,cor da ,tab4 ,,viii4 #b4 e se pde bem imit> com os seus elem5tos4 ,,ocre ,,commua1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella he huma t]ra f]rug9osa1 que se a*a nas m9as de *umbo1 e de cobre4 ,assimilha-se muito ,cor da ,tab4 ,c4 ,,xii4 #b41 e se pde compor com os seus elem5tos4 ,,ocre ,,de ,,ru?1 ou ,,ocre ,,escura4 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella se a*a natural1 nas m9as de div]sos metaes2 ou se compoem da ,ocre commua1 por meyo da calc9aa4 ,p>ece-se muito com a ,cor da ,tab4 ,b4 ,,viii4 #b41 e se pde =m> com os seus elem5tos4 ,p ,,p$ra ,,de ,,fel1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella se pde compor com os elem5tos da ,cor ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h1 tom&o por base o ,am>ello1 e mixtur&o-lhe hum quasi nada de ,negro1 e hum p\co mais de ,v]melho4 ,s ,,/il ,,de ,,+lat]ra1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella he mais escura1 que o ,/il de ,troyes1 e pode imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 ,,/il ,,de ,,troyes1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,ella se compoem de huma t]ra cretacea1 t9cta com o ,am>ello de ,av9ha2 e pode imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 mixtur&o com o ,am>ello1 muito p\co ,negro1 e ,v]melho4 ,t ,,t9ta ,,da ,,*9a1 ,cor especifica d ,negro4 ,e/a ,cor1 que se exporta da ,*9a1 em pequ5os pos1 he a melhor p>a dess5h>1 e p>a lav> planos2 p>a o que se dissolve em agoa pura1 sobre huma palheta1 ou em huma con*a4 ,eu a tomei por ,cor elem5t>1 ,tab4 ,,xiiii4 n4 #a4 por que se associa com todas z outras ,cores4 ,,t]ra ,,v]de1 ,cor especifica d ,v]de4 ,e/a ,cor p>ece-se muito com a da ,tab4 ,b4 ,v4 #aj1 e se pde exactam5te imit> com os seus elem5tos4 ,,t]ras ,,v]melhas1 ,cores especificas d ,v]melho4 ,e/as ,cores se =ma todas com os elem5tos da ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h4 ,,t]ra ,,de ,,italia1 ,cor especifica d ,am>ello4 ,v4 ,ocre de ru?4 ,,t]ra ,,de ,,colonia1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,e/a ,cor he muito escura1 e p>a a sua composia se devem tom> os elem5tos da ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h4 junt&o1 mayor quantidade de ,negro1 z outras duas ,cores4 ,v ,,v]de1 ,cor g5]ica primitiva1 e dom9ante em todo o reyno vegetal4 ,o mais bello v]de1 e que se pode *am> ,v]de elem5t>1 he o ,v]de di/illado1 ou seja ,v]dete ,tab4 ,,xiiii4 n4 #d41 que he huma especie de f]rugem d cobre4 ,a agoa pura na o dissolve1 he necess>io p>a i/o s]vir-se de qualqu] acido vegetal4 ,o umo de lima az$o1 ou o v9agre branco di/illado1 sa os melhores1 que se pdem empreg>4 ,e/a ,cor tem muitas t9tas diff]5tes1 assim como1 ,v]dete1 ,v]de montanha1 ,v]de bexiga1 ,v]de azul1 ,v]de-p de pato1 ,v]de ,iris1 os quaes se pdem v] nos seus lug>es4 ,,v]dete4 ,veja-se ,v]de4 ,,v]de ,,azul1 ,cor especifica d ,v]de4 ,e/a ,cor he hum m9]al1 que p>ticipa d ,v]de1 e ,azul1 tir&o hum tanto p>a o escuro2 e se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,,iii4 n4 #aj41 mixtur&o p\quissimo ,negro4 ,,v]de ,,bexiga1 ,cor especifica d ,v]de4 ,e/a ,cor tira algum tanto p>a ,am>ello escuro1 e se compoem de produo5s d reyno vegetal4 ,ella pde imit>-se com os elem5tos ,tab4 ,,ii4 n4 #e4 mixtur&o mui p\co ,negro4 ,,v]de ,,iris1 ,cor especifica d ,v]de4 ,ella se compoem das flores de ,lirio2 e se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,,xi4 n4 #h4 ,,v]de ,,montanha1 ,cor especifica d ,v]de4 ,ella se faz de huma c]ta area f9a1 que se tira das montanhas de ,hungria1 e ,moldavia4 ,ella pde imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,xii4 n4 #f4 mixtur&o hum p\co de branco de *umbo4 ,,v]de-,p ,,de ,,pato1 ,cor especifica d ,v]de4 ,ella se pde imit> com os elem5tos da ,tab4 ,,vii4 n4 #h4 ,,v]de ,,de ,,saxonia1 ,cor especifica d ,v]de4 ,ella se compoem dos elem5tos d ,v]de-azul1 com o qual se p>ece inteiram5te4 ,v4 ,v]de-azul4 ,,v]melho1 ,cor g5]ica primitiva1 e dom9ante em todo o reyno animal4 ,ella tem hum gr&e num]o de t9tas diff]5tes1 taes sa1 a ,laca1 ,v]melho escuro1 ,v]melha1 ,ouropim5ta1 ,c>mim1 e toda a sorte de ,t]ras v]melhas2 z quaes se podem v] nos seus lug>es4 ,,v]melha1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,o ,v]melha ou he natural1 ou artificial4 ,o artificial se faz de az\gue1 e enx(re2 e pde imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,viii4 n4 #b41 mixtur&o-lhe1 p>a o encorpor>1 hum quasi nada de branco de *umbo4 ,,v]melho ,,escuro ou ,,v]melho ,,de ,,+lat]ra1 ,cor especifica d ,v]melho4 ,elle he huma t]ra natural1 de ,cor ,v]melha leonada4 ,e/a ,cor he mui t]re/e1 e se *ama tambem ,ocre v]melha4 ,ella pde imit>-se com os elem5tos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 mixtur&o1 de mais1 hum p\co de branco de *umbo4 ,,notas ,e ,,illu/ra,,o5s4 ,,notas ,e ,,illu/ra,,o5s4 ,,nota ,i4 #a4 ,lock4 ,essay conc]nig4 ,hum4 ,und]/an4 ,lib4 #b4 ,cap4 #h4 #h4 e seg4 ,,nota ,,ii4 #b4 ,,locke def9e z qualidades prim>ias dos corpos3 ,qualities ?us consid]$ 9 ,bodies1 are1 su* z are utt]ly insep>able f ! ,body1 9 :at ,e/ate soev] x be2 e z secund>ias3 ,su* ,qualities1 :i* 9 tru? are no?+ 9 ! ,objects !mselves1 b ,p[]s to produce v>i\s ,s5sations 9 u by _! prim>y ,qualities4 ,o que ,,locke *ama pod]es1 eu o *amo accid5tes1 por import> o mesmo1 e na necessit> de mais ext5sas explicao5s4 ,,nota ,,iii4 #d4 ,la solidit l'arrangem5t actuel de la t]re sont l'ouvrage des eaux1 des corps organiss du laps de temps4 ,les vgtaux les animaux ont f]tilis la crote sup]ficielle de la t]re que n\s cultivons4 ,les eaux y sont v5ues plusieurs reprises4 ,m4 ,,baume ,*im4 expr4 rais4 ,t4 ,i4 p4 #abc4 ,p>is4 #aggc4 ,pde v]-se ,m4 de ,,buffon1 e ,,l9eus1 sobre a =maa da ,t]ra4 ,,nota ,,iv4 #e4 ,,ari/ox5es pret5dia1 que os pr9cipios da ,musica dep5dessem unicam5te d bom ouvido1 e de hum exacto disc]nim5to4 ,anagetai1 diz elle1 d pragmateia eis duo4 eis te tn akon1 kai eis tn dianoian4 t m5 g> ako kr9om5 ta tn dia/matn mege?4 t de dianoia !r\m5 tas t\tn dunameis4 ,e mais baixo3 ,t de m\sik s*$on e/9 ar*s e*\sa taz9 ts ai/hses akribeia4 ,l4 #b4 dos ,elem5t4 ,h>mon4 ,,pitagoras porem d$uzia os mesmos pr9cipios d proporcional diametro1 peso1 ou gr&eza1 d corpo sonoro4 ,,nicoma*o1 depois de ref]ir z obs]vao5s de ,,pitagoras sobre os sons e z div]sas applicao5s da sua ,d\tr9a diff]5tes in/rum5tos1 diz3 ,kai sumphnon urisk5 en apasi kai ap>alpton tn di ari?m\ katalps94 ,en*]id4 ,h>mon4 ,l4 ,i4 ,pde v]-se tambem ,,euclides na sua geometrica ,seca d ,canon1 onde a ,d\tr9a de ,,pitagoras se explica com a mayor cl>esa4 ,,nota ,v4 #g4 ,z def9io5s de ,ari/oteles quasi todas sa confusas2 e a que nos deix\ das ,cores1 he v]dadeiram5te sua4 ,elle def9e assim z ,cores3 ,*rma de e/i t\ diaphan\s en smati rism5 p]as3 o que he mais de pressa a def9ia da sup]ficie colorida1 que da mesma ,cor4 ,e/e sophi/a pret5dia p]suadir1 que z ,cores era insep>aveis dos corpos1 como z suas prim>ias qualidades2 o que he absolutam5te inadmissivel1 por s] contr>io todas z exp]i5cias4 ,,nota ,,vi4 #h4 ,,eul] combate1 no modo segu9te1 a op9ia de ,c>tesio a respeito das ,cores4 ,des ,c>tes1 d] zu]/ dem ,mu? hatte1 die ,geheimnisse d] ,natur zu er=s*51 erkla]te die ,f>b5 aus e9] gewiss5 ,v]mis*ung des ,li*ts und des ,s*att5s4 ,ab] da d] ,s*att5 e9 bloss] ,mangel des ,li*ts i/1 indem er si* all5?alb5 bef9det1 wo das ,li*t ni*t h9dur*dr+5 kann1 s siehet man wohl1 dass das ,li*t mit e9em ,mangel des ,li*ts v]mis*t1 die v]*i$n5 ,f>b5 ni*t h]vorbr+5 ko5ne1 die ,wir an d5 ,ko]p]n wahrnehm54 ,breif #acc4 ,,nota ,,vii #i4 ,dos num]os1 que na pres5te ,nota se a*>em entre 771 os que =em prec$idos d s9al 4 se ref]em ao ,tratado3 e os que tiv]em antes de si hum n4 indica os num]os de/a mesma ,nota4 ,como a ,d\tr9a de ,,newton sobre z ,cores he pr9cipalm5te fundada nas exp]i5cias d ,prisma1 e e/as dep5dem da comb9aa da ,luz com os ,corpos naturaes3 faz-se indesp5savel1 p>a comp>> os ,pr9cipios1 que pres5ta e/e ,tratado com z ,proposio5s d ,philosopho ,+lez1 o diz] prev5tivam5te alguma c\sa a respeito da quellas duas sub/ancias1 e dos ph5om5os1 que resulta da sua comb9aa1 por meyo das prismaticas exp]i5cias4 ,da ,luz4 #b4 ,a ,luz consi/e em pequ5issimas p>tes de mat]ia1 que de hum corpo lucido1 sahem em todas z direco5s4 ,segundo o calculo d ,dr4 ,,niew5tit1 em hum segundo de tempo1 sahem #dah1 #ffj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj p>tes de ,luz de huma vela accesa2 o qual num]o contem1 ao m5os1 #f1 #ccg1 #bdb1 #jjj1 #jjj vezes1 o num]o de gros de area1 que cont]ia toda a ,t]ra1 suppondo1 que cem gros de area sa iguaes huma polgada de comprido1 e que consequ5tem5te1 cada polgada cubica da ,t]ra cont]ia hum milha dos ditos gros4 #c4 ,se a ,luz he ta admiravel pela sua subtileza1 na o he m5os pela sua velocidade4 ,em hum segundo de tempo1 ella corre #afd mil milhas1 ou #ej mil legoas2 v9do a s] de/a sorte #a1 #bcj1 #jjj vezes mais ligeira que huma bala de artelh>ia1 que corre #fjj pes1 em hum m9uto segundo3 o que he innegavelm5te c]to1 pelas obs]vao5s dos ,satellites de ,jupit]1 feitas das duas oppo/as extremidades d ,orbito da ,t]ra4 #d4 ,qu&o z pequ5as p>tes1 de que se compoem a ,luz1 sahem de hum corpo lum9oso1 como o ,sol1 ou huma vela accesa1 se propaga sempre em l9ha direita3 o que se prova evid5tem5te d con/ante facto1 que os corpos lucidos deixa de s] visiveis1 pela int]posia dos corpos opacos2 como z ,e/relas fixas1 pela int]posia da ,lua1 e dos ,planetas2 e o ,sol em todo1 ou em p>te1 pela int]posia da ,lua1 de ,m]curio1 e de ,v5us4 #e4 ,os rayos da ,luz na s se propaga em l9ha direita1 mas se encrusa huns pelos outros1 sem que se confunda4 ,se em huma lam9a subtil1 de qual qu] mat]ia opaca1 fazemos hum buraco1 que na seja mayor1 que hum ponto1 e por elle obs]vamos de n\te os ,ceos1 vemos huma multida de ,e/rellas1 cujos rayos de ,luz1 sem confusa alguma1 se crusa todos no buraco1 por onde os obs]vamos3 o que demon/rativam5te prova e/a ass]a4 #f4 ,aquella ley he innalt]avel1 qu&o a ,luz passa por hum meyo de igual d5sidade2 mas qu&o a ,luz atravessa hum meyo1 de huma d5sidade diff]5te da quella1 donde p>tio1 ne/e caso se rompe ou quebra1 avis9h&o-se mais1 ou m5os1 da p]p5dicul>4 #g4 ,os ,rayos da ,luz cah9do obliquam5te de hum meyo mais r>o1 ou mais diaphano1 sobre outro mais d5so1 ou m5os transp>5te1 como d ,ar sobre o cry/al1 se avis9ha da p]p5dicul>1 tirada d ponto da incid5cia1 angulos direitos1 sobre a sup]ficie d meyo mais d5so2 a qual se *ama sup]ficie romp5te4 ,se1 ao contr>io1 o rayo passa de hum meyo mais d5so a hum1 que o he m5os1 como d cry/al a o ,ar1 no romp]-se1 se affa/a da p]p5dicul>4 ,a primeira refraca1 *ama-se refraca p]p5dicul>2 e a segunda1 refraca da p]p5dicul>4 #h4 ,quanto mais obliquam5te os rayos da ,lux cahem sobre qualqu] meyo1 tanto mayor he a refraca4 ,assim a refraca da ,luz d ,sol1 a o nasc]1 ou ao por-se1 he a mayor2 por que ella f]e mais obliquam5te a sup]ficie da atmosph]a da ,t]ra3 e propora que o ,sol se eleva sobre o horisonte1 dim9ue a obliquidade1 e a refraca1 a! que no ponto culm9ante de/e ,a/ro1 se r$uzem nada2 como se prova pelas ,taboas das refraco5s d ,sol1 da ,lua1 e das ,e/rellas1 calculadas pelos melhores ,geometras4 ,he quanto ba/a respeito da ,luz4 ,dos ,corpos4 #i4 ,s5do a v]dadeira ess5cia dos ,corpos absolutam5te desconhecida1 na se pde d> huma ju/a def9ia daquillo1 que se *ama ,corpo4 ,e como agora se na falla dos ,corpos1 que relativam5te luz1 e a o s5tido da vi/a1 pde *am>-se ,corpo tudo aquillo1 que he capaz de s] illum9ado pela ,luz1 e vi/o com os nossos olhos4 #aj4 ,os ,corpos1 assim consid]ados1 devem s] tidos como hum aggregado de m9utissimas p>tes de mat]ia1 e mesmo divisiveis ao inf9ito4 ,se consid]amos1 de huma p>te1 huma esph]a de mat]ia solida1 que toque com o equator z duas ,e/rellas ,an?>es1 e ,aldeb>am2 e com os polos1 no ,norte1 o ,dragao1 e a ,d\rada1 no ,sul3 he indubitavel1 que1 por calculo1 se pde r$usir e/a imm5sa esph]a a p>tes ta pequ5as1 como hum gra de area4 ,se1 de outra p>te1 consid]amos huma esph]a1 que na t5ha1 que meyo p de diametro1 he igualm5te indubitavel1 que o calculo da primeira esph]a se pde applic> segunda2 da mesma sorte que a escala1 de huma c>ta de navegaa1 m$e huma gr&e p>te d ,oceano2 ou1 que huma esph]a armil>1 de meyo p de diametro1 repres5ta todo o sy/ema d ,mundo4 ,ora como z p>tes1 que correspondem ultima divisa da pequ5a esph]a1 ha de s] a hum gro de area1 na mesma propora1 em que meyo p e/ a o diametro da gr&e esph]a2 o qual he ta gr&e1 que segundo z obs]vao5s1 e calculos de ,,bradley1 huma bala de artilh]ia1 a raza de #fjj ps por segundo1 de duas legoas por m9uto1 de #abj legoas p] hora1 de #bhhj legoas por dia1 e de #a1jea1bjj legoas por anno1 deve ga/> #b1jjj1jjj1jjj1jjj1 de annos p>a o corr]3 segue-se1 que z p>tes1 que correspondem ultima divisa da pequ5a esph]a1 sa de tal pequ5ez1 que na ba/a toda a =a d ent5dim5to humano1 p>a z compreh5d]4 ,mas eu deixo e/es calculos ab/ractos1 a9daque exactissimos1 p>a faz] v] a! onde pde *eg> a physica divisa da mat]ia4 #aa4 ,hum fio de s$a1 de #cjj ps de comprido1 na pesa mais de hum gro3 ora1 huma polgada he divisivel em #fjj p>tes visiveis1 s5do cadahuma dellas da subtileza de hum cabello f9issimo2 logo hum fio de s$a1 que na pesa mais que hum gro1 pode physicam5te dividir-se em #b1eib1jjj visiveis p>tes4 #ab4 ,o ouro he o mais ductivel e maleavel de todos os metaes4 ,de hum gro de ouro tem-se feito hum fio de #ejj ps de comprido1 o qual physicam5te se podia dividir em p>tes visiveis #c1fjj1jjj4 #ac4 ,hum gro de ,anil1 ou de ,azul de ,prussia1 he divisivel1 por exp]i5cias inconte/aveis1 em #bd1ghh1jjj1jjj p>tes1 todas cl>am5te visiveis4 #ad4 ,segundo o calculo de ,,niew5tyt1 a ,eolipila resolve1 pela actividade d fogo1 huma ona de agoa1 em mais de #ac1cfe1jjj1jjj p>tes4 ,ba/a i/o1 p>a d> huma ju/a idea da divisibilidade da mat]ia1 e p>a faz] conhec]1 que qualqu] corpo se compoem de m9utissimas p>tes1 que entresi coh]em por huma ley da ,natureza1 ou por hum admiravel1 e occulto me*anismo1 que z !orias mais reflexivas na tem pdido a!gora descobrir4 ,da ,luz1 e dos ,corpos1 consid]ados juntam5te4 #ae4 ,quanto1 pois1 mat]ia de que se trata1 podem todos os ,corpos s] divididos em lucidos1 e opacos4 ,o ,sol1 z ,e/rellas fixas1 a ,luz de huma vela c41 p]t5cem a os primeiros2 a ,t]ra1 todos os ,planetas1 e qualqu] produca dos tres reynos da ,natureza1 p]t5cem a os segundos4 #af4 ,os ,corpos lucidos podemos consid]allos1 como outros tantos c5tros de imm5sas esph]as de ,luz2 pois que a propaga em todas os direco5s4 ,o ,sol he igualm5te visivel1 das duas oppo/as extremidades1 d va/issimo ,orbito de ,h]s*el2 e o fanal de hum navio he igualm5te vi/o1 de todos os que o circunda sobre a l9ha d horisonte4 ,a ,luz1 encontr&o na esph]a da sua actividade hum ,corpo opaco1 he por elle reflectida os nossos olhos1 e excita em ns a idea desse ,corpo1 =m&o-nos a sua p9tura na ret9a4 ,e como os ,corpos sa visiveis de todas z p>tes1 a ,luz deve s] reflectida por elles em todas z direco5s4 ,assim os ,corpos opacos tambem se devem t]1 como huns c5tros de ,luz reflectida1 que delles se propaga em todas z direco5s1 que os mesmos ,corpos sa visiveis4 #ag4 ,mas1 dos ,corpos lucidos os opacos1 ha huma consid]avel diff]5a1 a qual consi/e1 em que os primeiros na tem sombra alguma de si mesmos1 s5do os c5tros absolutos de outras tantas esph]as de ,luz propria1 que delles p>te ao mesmo tempo3 em lug> que os segundos1 na s5do1 que c5tros p>ciaes de huma ,luz prec>ia1 a reflectem s de huma p>te da sua massa1 proporcionadam5te incid5cia dos rayos de ,luz1 que recebem dos ,corpos lucidos2 fic&o a outra p>te obscurecida com a sua propria sombra4 #ah4 ,tal he o caso de ,m]curio1 de ,v5us1 e da ,lua1 na sua opposia1 ou na sua conjuna com o ,sol4 ,no primeiro caso1 e/es ,planetas nos reflectem a ,luz1 que recebem d gr&e ,lum9>1 e nos deixa v] ametade da sua massa illum9ada4 ,no segundo caso1 porem1 int]cept&o a ,luz d ,sol1 nos pres5ta a p>te obscurecida1 com a sua propria sombra1 a qual se di/+ue bem1 quanto a ,m]curio1 e ,v5us1 qu&o passa pelo disco d ,sol2 e quanto ,lua1 ou p\cos dias antes1 e depois da sua conjuna1 ou qu&o nos eclipsa a ,luz d ,sol4 ,mas ba/a de prelim9>es2 passemos ao nosso ,ponto4 ,dos ,prismas1 e das ,prismaticas exp]i5cias4 #ai4 ,qu&o z pequ5as p>tes1 de que a ,luz se compoem 7n4 #b71 cahem sobre qualqu] ,corpo opaco1 e sa por elle reflectidas a os nossos olhos1 na s nos excita a idea da figura desse ,corpo1 dess5h&o-no-la na ret9a 7n4 #af72 mas tambem no-la-p9ta1 com huma quasi incompreh5sivel1 e h>monica v>i$ade de bellissimas1 e diff]5tes ,cores4 ,mas1 de todas e/as1 z mais vivas1 e respl&ec5tes sa1 z que nos (f]ecem z exp]i5cias d ,prisma4 #bj4 ,prisma1 geometricam5te fall&o1 he hum solido1 d qual duas faces oppo/as sa d\s planos iguaes1 e p>allelos1 s5do todas z outras faces p>allelogrammos4 ,*ama-se ,prisma1 ,prisma1 d v]bo ,grego ,pri1 que significa s]r>1 ou cort>3 e effectivam5te o ,prisma he huma figura truncada1 que p>ece o segm5to de outro ,corpo4 ,porem1 relativam5te ,luz1 e s ,cores1 o ,prisma he hum in/rum5to triangul>1 de gr&eza indef9ida1 e de huma mat]ia diaphana1 pelo qual se obs]va1 ou hum ,ponto lucido1 em hum ambi5te escuro2 ou hum ,ponto escuro em hum ambi5te lucido4 #ba4 ,e/es ,prismas sa1 ord9>iam5te1 feitos de cry/al branco2 mas como he dificil o a*allos de/a mat]ia1 ba/antem5te gr&es p>a se faz]em z exp]i5cias1 podem se os mesmos compor de vidros brancos1 lizos1 e delgados1 un9do-lhes z junturas com betume1 e en*5do-os de agoa pura1 ou colorida1 segundo o g5]o das exp]i5cias1 que se quis]em faz]4 #bb4 ,eu os fiz con/ruir de todas z figuras1 e com angulos de #aj gros a! #ij1 mas a exp]i5cia me mo/r\1 que os melhores ,prismas1 p>a obs]v>1 sa os triangul>es equilatros4 ,os de #de gros1 a9da sa bons4 ,os de angulos m5ores1 na mo/ra bem z ,cores3 e os que exc$em #fj gros1 a9da que mo/ra z ,cores mui vivas1 e =tes1 desfigura os objectos1 curv&o muito todas z l9has direitas4 #bc4 ,os ,prismas1 com que fiz z m9has exp]i5cias1 era feitos de vidros brancos1 lizos1 e delgados1 unidos com betume de c]a1 e res9a2 e da figura1 gr&eza1 e cor segu9te4 ,primeiro4 ,equilatro triangul>1 de #f polgadas de comprido2 e os p>allelogrammos1 de duas de l>go2 *eyo de agoa cry/al9a4 ,segundo4 ,da mesma figura1 e gr&eza2 *eyo de t9tura de ,c>mim4 ,t]ceiro4 ,da mesma figura1 e gr&eza2 *eyo de t9tura de ,azul de ,prussia4 ,qu>to4 ,da mesma figura1 e gr&eza2 *eyo de t9tura de ,v]de di/illado4 ,qu9to4 ,da mesma figura e gr&eza2 *eyo de t9tura de ,aafra1 que sub/itui ,gomma-,gutta1 por e/a d> huma t9tura muito opaca1 que na deixava pass> os rayos da ,luz4 ,sexto4 ,da mesma figura1 e gr&eza2 *eyo de t9tura de ,nankim4 ,settimo4 ,hum p>allelipip$o rectangulo1 de duas polgadas de base1 e seis de alto2 *eyo de agoa pura4 ,taes era os ,prismas com que proc$i s segu9tes exp]i5cias4 ,exp]i5cias d ,prisma1 feitas sobre hum ,ponto lucido1 circundd de hum ambi5te escuro4 #bd4 ,como1 de todos os pontos lucidos1 circumdados de hum ambi5te escuro1 os mais brilhantes sa z ,e/rellas fixas1 he por ellas que eu pr9cipiei z m9has exp]i5cias4 ,regulus1 ,ca/or1 a a d ,co*eiro1 ,procyon1 ,cyrius1 ,rigel1 a a de ,orion1 e ,aldeb>am1 era o mesmo tempo visiveis1 qu&o eu z obs]vei1 pelos seis primeiros ,prismas 7n4 #bc74 ,o ,prisma acromatico1 por e/e ent5do sempre o que he *eyo de agoa cry/al9a1 fazia v] cadahuma de/as ,e/rellas1 como huma piramide de ,luz1 da qual a base era v]melha1 e o re/o v]de4 ,com os ,prismas coloridos1 se alt]ava alguma c\sa e/as duas ,cores1 faz5do-se mais1 ou m5os escuras2 mas na se de/ruia4 ,o ,prisma am>ello na z alt]ava1 mas antes z re=ava mais1 que o branco4 #be4 ,a longitude geoc5trica de ,jupit] era1 ne/e tempo1 de #b ,s4 #bd ,g4 e alguns m9utos2 e a de ,m>te1 de #c ,s4 e quasi #bg ,g4 consequ5tem5te era ambos visiveis1 com z sobr$itas ,e/rellas2 a*&o-se o primeiro na con/ellaa de ,gem9i2 e o segundo na de ,canc]4 ,obs]vei pelos mesmos ,prismas e/es d\s ,planetas1 e me d]a z mesmas figuras1 e z mesmas ,cores1 que z ,e/rellas fixas4 #bf4 ,a lua1 no tempo da sua opposia1 vi/a pelo ,prisma acromatico1 se r$uz a huma figura oblonga1 que t]m9a mais em ponta1 de huma p>te1 que da outra2 e deixa v] c9co ,cores na ordem segu9te3 ,v]melho1 ,am>ello1 ,v]de1 ,azul1 e ,purpura4 ,exceptuado o ,prisma am>ello1 todos os outros coloridos1 alt]&o mais1 ou m5os e/as ,cores1 z cons]va todas2 mas1 o ,prisma am>ello1 re=&o a ,v]de1 e a ,v]melha1 de/roe todas z outras4 #bg4 ,feitas e/as mesmas exp]i5cias sobre a ,luz de huma vela1 ou sobre hum pequ5o circulo branco1 de qualqu] mat]ia1 po/o sobre hum fundo escuro1 como hum *apeo1 ou qualqu] s$a1 ou pano negro1 se vem os mesmos resultados1 que nos num]os prec$5tes3 e assim qualqu] outra exp]i5cia que se faa1 ne/e g5]o1 s] huma pura repetia das que fica ref]idas4 ,exp]i5cias d ,prisma1 feitas sobre hum ,ponto escuro1 circundado de hum ambi5te lucido4 #bh4 ,se1 no meyo de huma janella ab]ta1 se susp5de huma pequ5a esph]a1 de qual qu] mat]ia opaca1 obs]v&o-se da p>te da sombra1 a huma proporcionada di/ancia1 com o ,prisma acromatico1 enta se ve huma figura oblonga1 app>5tem5te diaphana1 e colorida1 de baixo em alto1 na ordem que se segue3 ,am>ello1 ,v]melho1 ,azul escuro1 algum reflexo de ,purpura1 e ,v]de1 que sa1 ju/am5te1 z mesmas ,cores 7n4 #bf4 #bg471 com a diff]5a1 de se mo/r>em em huma ordem div]sa4 ,se e/a exp]i5cia se faz com o ,prisma am>ello1 todas e/as ,cores se r$uzem a ,v]melho1 e ,v]de2 occup&o o ,v]melho a p>te inf]ior da esph]a1 e o ,v]de a sup]ior3 o que he bem o contr>io1 d que succ$e nas exp]i5cias d ,ponto lucido1 em hum ambi5te escuro4 #bi4 ,se1 sobre huma folha de papel branco1 pomos hum circulo de s$a negra1 ou de qual qu] outra c\sa da mesma ,cor1 vemos o mesmo ph5om5o 7n4 #bh71 que he sempre inalt>avel em similhantes circum/ancias4 ,outras ,exp]i5cias d ,prisma4 #cj4 ,se obs]vamos1 pelo ,prisma acromatico z nuv5s1 que em diff]5tes =mas1 cobrem o ,ceo1 da p>te d horisonte1 o nasc]1 ou o pr d ,sol1 vemos1 que z pequ5as nuv5s brancas nos pres5ta som5te a ,cor ,v]melha1 e ,v]de3 a primeira1 da p>te donde recebem a ,luz2 e a ,v]de da p>te oppo/a4 ,z nuv5s d5sas1 e escuras1 nos pres5ta da p>te donde recebem a ,luz1 a ,cor am>ella e v]melha2 e da p>te oppo/a1 z ,cores azul1 e v]de2 e em c]tas circun/ancias1 a ,cor de ,purpura3 e qu&o z nuv5s1 assim coloridas1 passa humas pelas outras1 levadas por div]sas corr5tes de ar1 enta vemos1 que z suas ,cores se mixtura1 e =ma outras ,cores div]sas4 ,se giramos o ,prisma1 de sorte que os rayos da ,luz chia mais obliquam5te sobre a sua face1 que primeiro os recebia quasi p]p5dicul>es1 todas aquellas ,cores se va incorpor&o humas nas outras1 e f9alm5te se r$uzem a huma faxa de ,cor mui =te1 da qual ametade he v]melha1 e a outra p>te v]de4 #ca4 ,no v] huma ,cidade illum9ada1 pela ,luz d ,sol1 succ$e o mesmo4 ,os pr(is1 dos edificios illum9ados app>ecem v]melhos1 e am>ellos2 e os da p>te da sombra1 app>ecem azues1 e v]des1 com algum reflexo de ,purpura3 mas gir&o o ,prisma1 como na exp]i5cia 7n4 #cj7 todas e/as ,cores1 e z que se tivessem compo/o da sua mixtura1 se r$uzem a duas1 ,v]melho1 e ,v]de4 ,o mesmo succ$e1 se fazemos naturalm5te a obs]vaa com o ,prisma am>ello4 ,obtem-se e/e mesmo resultado1 obs]v&o da mesma sorte1 de d5tro de huma cam>a1 z vidraz1 z p]siannas1 ou a luz1 que entra irregul>m5te pelas janellas mal fe*adas4 #cb4 ,a l9ha d horizonte1 no m>1 obs]vada com o ,prisma acromatico1 se ve sempre de hum ,v]de mais1 ou m5os c>regado1 segundo os diff]5tes reflexos da ,luz1 e o e/ado da sup]ficie da agoa4 ,z ondas mo/ra sempre a ,cor ,v]melha1 e ,v]de2 e o mesmo succ$e s velas dos navios1 e pr9cipalm5te das pequ5as emb>cao5s4 #cc4 ,faz5do1 de hum t]rao elevado1 div]sas obs]vao5s sobre z ,cores1 vi casualm5te ao pr d ,sol1 que z velas de hum mo9ho de v5to1 que me ficava po5te1 p>ecia compo/as1 ao comprido1 de d\s panos1 hum v]melho1 e outro v]de1 qu&o ellas e/ava horizontalm5te situadas4 ,qu&o1 porem1 se avis9hava da p]p5dicul>1 comeava e/as duas ,cores a confundir-se1 de sorte que1 ju/am5te na p]p5dicul>1 se resolvia em huma especie de nuvem1 ou sombra muito escura1 a qual se desvanecia propora1 que z velas se avis9hava utraves da l9ha horizontal2 em cuja situaa recup]ava z duas primeiras ,cores1 e na mesma ordem1 sempre inalt]avel i4 e4 o ,v]melho na p>te inf]ior1 e o ,v]de na sup]ior4 #cd4 ,tambem outra casulidade me fez1 em hum dia de v5to fresco1 encontr> com o ,prisma1 huma de/as b&eiras1 que em la se co/uma p5dur> nas ruas1 p>a indic> fe/as mais solemnes4 ,o v5to a movia em todas z direco5s2 e muitas vezes a t9ha susp5sa horizontalm5te4 ,v5do-a pelo ,prisma ne/a situaa1 p>ecia huma l>ga fita1 ametade v]melha1 e a outra ametade v]de1 e qu&o ondeava irregul>m5te1 enta se via nasc] de/as duas ,cores muitas outras que desap>ecia todas1 qu&o a b&eira tornava situaa horizontal3 e ne/e caso se recolhia s duas1 de que se t9ha =mado4 #ce4 ,se1 em hum qu>to de papel branco1 colamos hum circulo de s$a negra1 de tafet1 por exemplo1 e se1 em hum p$ao de tafet1 de/a mesma ,cor1 colamos hum circulo de papel branco1 da mesma gr&eza d primeiro2 e pomos e/as duas figuras1 de sorte que os d\s circulos fiquem em ju/a posia1 hum ao lado d outro1 e como compreh5didos entre duas p>allelas3 obs]v&o-os1 pelo ,prisma acromatico1 os vemos coloridos com z mesmas ,cores2 mas em huma ordem diametralm5te oppo/a4 ,o circulo branco mo/ra1 na sua p]iph]ia sup]ior1 z ,cores v]melha1 e am>ella2 e na inf]ior hum ,v]de cl>o1 p\co ,azul1 e hum quasi imp]ceptivel reflexo de ,purpura4 ,o circulo negro1 porem1 mo/r&o e/as mesmas ,cores1 z faz v] em huma ordem toda oppo/a1 i/o he1 o ,v]melho1 e ,am>ello na p]iph]ia inf]ior2 e z outras ,cores1 na sup]ior4 #cf4 ,todas z exp]i5cias feitas com o ,prisma1 sobre hum rayo de ,luz d ,sol1 introdusido em huma cam]a escura1 se r$usem s exp]i5cias 7n4 #bd4 #be4 #bf4 #bg471 i/o he1 a obs]v> hum ,ponto lucido1 em hum ambi5te escuro4 ,e/e rayo de ,luz1 se se recebe em hum c>ta branco1 =ma ne/e hum circulo mui cl>o1 rodeado de hum ambi5te escuro1 correspond5do ju/am5te a obscuridade da cam]a o azul escuro dos ,ceos1 nas obs]vao5s das ,e/rellas1 e dos ,planetas 7n4 #bd4 #be474 ,se obs]vamos1 pelo ,prisma acromatico1 e/e circulo de ,luz1 o vemos colorido da mesma sorte1 e com z mesmas ,cores1 que elle se p9ta no c>ta1 qu&o tem passado o traves d ,prisma2 de sorte que tanto vale obs]v>1 pelo ,prisma1 o rayo de ,luz1 que sobre o c>ta he branco1 como v] sobre o c>ta o rayo de ,luz colorido1 depois de t] passado pelo ,prisma4 #cg4 ,no que respeita figura oblonga1 =mada da incid5cia de muitos circulos1 na qual se pret5dem a*> z sete ,cores *amadas primitivas1 deve reflectir-se1 que e/a figura na he que huma pura illusa4 ,ella se compoem indubitavelm5te1 de muitos circulos coloridos com z c9co ,cores1 que resulta da exp]i5cia 7n4 #bf4 #bg471 os quaes circulos cah9do huns sobre os outros1 mixtura aquellas c9co ,cores1 e =ma quantidade de outras compo/as1 entre z quaes se p]t5dem de/+uir aquellas1 que se *ama primitivas4 #ch4 ,tanto he i/o assim1 que1 se applicamos ao tubo1 que intr$uz o rayo d ,sol1 huma lam9a subtil1 de qualqu] mat]ia opaca1 na qual se t5ha feito c9co1 ou seis pequ59os buracos1 que na di/em huns dos outros mais de oito pontos1 ou huma l9ha2 e fazemos pass> e/es rayos9hos de ,luz pelo ,prisma acromatico3 enta vemos1 huma proporcionada di/ancia1 sobre o c>ta1 outras tantas figuras coloridas1 da mesma sorte1 e na mesma ordem1 que se ve hum s rayo mayor de ,luz d ,sol 7n4 #cf474 ,mas se affa/amos1 p\co a p\co1 o c>ta1 aquellas figuras se avis9ha1 cadavez mais1 humas das outras2 a!que1 f9alm5te1 se mixtura1 =m&o huma figura oblonga1 compreh5dida entre duas p>allelas1 e circul> nas duas extremidades2 aqual figura he absolutam5te similhante1 que =ma hum rayo mais =te de ,luz d ,sol1 qu&o se recebe obliquam5te na face de hum ,prisma4 ,ora z ,cores que resulta da mixtura dos1 c9co ou sete pequ5os rayos de ,luz1 sa indubitavelm5te compo/as3 logo z que se vem na figura oblonga1 que resulta de hum s rayo de ,luz1 a qual tamb5 he compo/a de circulos coloridos1 mixturados huns com os outros1 sa da mesma natureza1 e consequ5tem5te na se podem *am> primitivas4 #ci4 ,se obs]vamos1 com o ,prisma am>ello1 todas z exp]i5cias1 que na cam]a escura1 se fazem com os rayos d ,sol1 na vemos s5a a ,cor v]melha1 e v]de3 e se fazemos z mesmas exp]i5cias com e/e ,prisma1 todas z figuras cons]va z mesmas =mas1 que lhes d o ,prisma acromatico2 mas na mo/ra s5a z ,cores v]melha1 e v]de4 #dj4 ,se em huma cam]a1 em que na entre ,luz alguma erratica1 se faz entr> hum subtilissimo rayo da ,luz d ,sol1 e t5do passado pelo ,prisma1 o recebemos em hum c>ta branco1 bem p]to d tubo por onde entra1 enta na vemos1 que hum circulo lum9osissimo1 sem ,cor alguma4 ,se affa/amos mais o c>ta1 vemos e/e circulo m5os lum9oso1 mas colorido4 ,e se f9alm5te pomos o c>ta em gr&e di/ancia1 vemos hum circulo obscuro sem ,cor alguma4 #da4 ,=a da cam>a obscura1 succ$em os mesmos ph5om5os4 ,se obs]vamos o ,sol1 pelo ,prisma1 na vemos que hum circulo de ,luz muito cl>a1 sem ,cor alguma4 ,se obs]vamos da mesma sorte huma ,e/rella da primeira gr&eza1 ou hum ,planeta1 vemos huma figura colorida4 ,se f9alm5te olhamos pello ,prisma p>a huma ,e/rella da segunda1 ou t]ceira gr&eza1 na vemos que hum circulo obscuro1 sem ,cor alguma4 ,a!qui z exp]i5cias d ,prisma4 ,pr9cipios1 que resulta das exp]i5cias ,prismaticas4 #db4 ,todos os conhecim5tos physicos se v]sa1 ou sobre factos p>ticul>es1 ou sobre leys g]aes4 ,o conhecim5to dos factos1 prec$e sempre o das leys1 z quaes sa m]os resultados das obs]vao5s1 d que ord9>iam5te acontece1 em hum gr&e num]o de casos p>ticul>es2 e que depois s]vem de norma1 p>a decidir outros casos da mesma natureza4 ,assim1 das obs]vao5s feitas sobre o movim5to projectil dos ,corpos1 em l9ha direita1 e d univ]sal pod] da attraca1 que os tira de/a l9ha1 se =m>a z leys1 que applicadas a os ,planetas1 fiz]a conhec] o seu curvil9eo movim5to4 ,qu&o z leys g]aes s]vem1 p>a explic> casos p>ticul>es1 *ama-se enta ,pr9cipios4 #dc4 ,he com e/e nome1 que se a*a c>act]isadas todas z leys physicas1 que resulta das exp]i5cias sobre z ,cores1 e fazem a mat]ia da ,primeira1 e ,segunda ,p>te d ,tratado3 e he com e/e mesmo nome1 que eu v\ design> z leys1 que resulta das exp]i5cias ,prismaticas1 que acabo de ref]ir ne/a ,nota4 ,,primeiro ,,pr9cipio4 #dd4 ,z ,cores se manife/a1 e se =ma1 por meyo da refraca da ,luz4 ,es*olio4 #de4 ,se na cam>a obscura1 se faz pass> hum rayo de ,luz1 pelo ,set4 ,prisma 7n4 #bc471 nem a refraca he s5sivel1 nem se ve ,cor alguma4 ,se se faz pass> o mesmo rayo de ,luz1 por hum angulo de #aj gros1 ja he s5sivel a refraca1 e a ,cor4 ,hum angulo de #cj gros1 refracte mais a ,luz1 e d mais ,cor4 ,e f9alm5te1 hum angulo de #fj gros1 d huma gr&issima refraca1 e z ,cores muito vivas4 ,e como z ,cores nascem com a refraca1 e augm5ta propora1 que ella cresce2 na se pde1 de =ma alguma1 conte/> a evid5cia de/e ,pr9cipio1 que inteiram5te concorda com os ,pr9cipios ,oitavo1 e ,nono1 d ,tratado 7 #dc4 #dh47 ,,segundo ,,pr9cipio4 #df4 ,a ,luz1 que emana dos ,corpos lucidos1 e a que he reflectida dos opacos1 contem z mesmas ,cores1 e produz os mesmos ph5om5os4 ,es*olio4 #dg4 ,se1 pelo prim4 ,prisma 7n4 #bc471 se obs]va ,cyrius1 e ,jupit]1 ve-se em ambos1 a mesma figura1 e a mesma ,cor 7n4 #bd4 #be474 ,ora a ,luz de ,cyrius vem imm$iatam5te de hum ,corpo lucido1 e a de ,jupit] de hum opaco3 logo e/e ,pr9cipio he de huma absoluta evid5cia4 ,,t]ceiro ,,pr9cipio4 #dh4 ,a int5sa da ,luz he igualm5te de/ructiva das ,cores1 como a d5sidade da sombra4 ,,qu>to ,,pr9cipio4 #di4 ,he com huma ,luz m$iana1 que app>ecem1 e se =ma z ,cores4 ,es*olio4 #ej4 ,e/e qu>to ,pr9cipio 7n4 #di47 he hum ,coroll>io d ,t]ceiro 7n4 #dh472 e ambos se prova evid5tem5te1 com z exp]i5cias 7n4 #dj4 e #da474 ,a gr&e int5sa da ,luz d ,sol faz1 que obs]v&o-se e/e a/ro pelo ,prisma1 na mo/re ,cor alguma4 ,a debil ,luz de huma ,e/rella da segunda1 ou t]ceira gr&eza1 he a causa1 de que ella se veja pelo ,prisma1 sem ,cor alguma4 ,mas a ,luz de huma gr&e ,e/rella1 que se pde reput> m$iana entre o ,sol1 e huma pequ5a ,e/rella1 pres5ta mui vivas1 e brilhantes1 z duas ,cores ,v]melho1 e ,v]de4 ,os ph5om5os 7n4 #da47 sa id5ticos2 pelo que he inutil o recapitullallos4 ,,qu9to ,,pr9cipio4 #ea4 ,z cores primitivas sa duas1 ,v]melho1 e ,v]de4 ,es*olio4 #eb4 ,simplez1 e primitivo1 s se pde *am> aquillo1 que na he d]ivado1 nem compo/o4 ,p>a conhec] e/a qualidade1 em qualqu] sub/ancia1 he necess>io descompolla1 e resolvella nos seus elem5tos2 que enta se *ama simplez1 e primitivos1 qu&o resi/em s analysis mais rigorozas1 sem s(fr]em alt]aa alguma4 ,assim1 a respeito dos corpos1 s se pdem t] por elem5tos simplez1 e primitivos1 a mat]ia vitrea e calc>ea2 por que a e/as duas sub/ancias se r$uzem todos os corpos d nosso ,globo1 por meyo de hum int5so fogo1 que na tem mais a =a de z descompor2 e effectivam5te he de/as mesmas duas sub/ancias1 que se =m>a todos os ,corpos1 de que se compoem a ,t]ra1 e que lhe e/a inh]5tes 74 #d47 #ec4 ,pela mesma raza1 que se tem por simplez1 e primitivos1 s aquelles elem5tos dos ,corpos1 que resi/em analysis d fogo mais int5so2 se devem t] tambem1 por simplez1 e primitivas1 s aquellas ,cores1 que resi/em s analysis mais =tes1 que sobre ellas se pdem pratic>4 ,e como z ,cores na podem s(fr] que duas sortes de analysis1 huma sobre os ,corpos coloridos1 e a outra sobre a ,luz tambem colorida3 segue-se1 que s se devem t] por ,cores primitivas aquellas1 que resi/em =a de/as analysis1 cons]v&o-se inalt]aveis4 ,ora o ,v]melho1 e o ,v]de1 sa z duas ,cores1 que resi/em =a das analysis mais =tes1 e que se cons]va inalt]aveis2 qu&o todas z outras ,cores se descompoem1 e se de/roem2 como se prova das exp]i5cias feitas sobre os ,corpos coloridos 7 #af4 #ag4 #ai471 e obs]vao5s 7 #bb4 #bc473 e igualm5te das exp]i5cias feitas sobre1 a ,luz colorida 7n4 #bd4 #be4 #bh4 #bi4 #cj4 #ca4 #cb4 #cd4 #ci473 segue-se1 que na se podem t]1 physicam5te1 por ,cores primitivas1 s5a o ,v]melho1 e ,v]de2 por s]em os elem5tos inde/ructiveis1 a que se r$uzem todas z outras ,cores2 e dos quaes z mesmas se compoem 7n4 #cd474 ,a9da que i/o ba/asse1 p>a prov> a evid5cia de/e ,pr9cipio2 elle tem a9da a seu favor z duas analogias 7 #bf4 #bg4 #bi471 que na pres5te mat]ia1 sa da mayor conclud5cia4 ,,sexto ,,pr9cipio4 #ed4 ,a ,cor ,azul he d]ivada1 e na primitiva4 ,es*olio4 #ee4 ,e/e ,pr9cipio he hum coroll>io d ,qu9to 7n4 #ea472 e a =maa de/a ,cor1 con/a das exp]i5cias1 em que se funda o ,pr9cipio ,qu>to 7 #bh474 ,,septimo ,,pr9cipio4 #ef4 ,a ,cor am>ella he d]ivada1 e na primitiva4 ,es*olio4 #eg4 ,e/e ,pr9cipio he hum coroll>io d qu9to 7n4 #ea473 e o modo1 por que e/a ,cor se =ma1 se ve das exp]i5cias1 e especulao5s1 em que se funda o ,pr9cipio 7 #cj474 ,,oitavo ,,pr9cipio4 #eh4 ,o ,negro he huma ,cor positiva1 e se =ma d ,v]melho1 e ,v]de4 ,es*olio4 #ei4 ,a ,evid5cia de/e ,pr9cipio1 se mo/ra da obs]vaa 7n4 #cc474 ,z velas d mo9ho de v5to1 de que ali se trata1 e/&o horisontaes1 p>ecia duas l>gas faixas1 unidas ao comprido1 huma v]de na p>te sup]ior2 e outra v]melha1 na inf]ior4 ,e como e/as duas ,cores cons]va sempre a mesma posia1 sobre a l9ha horisontal1 devia necess>iam5te unir-se1 o pass> pela p]p5dicul>4 ,he pois ne/a passagem1 e unia1 que se =mava sempre a especie de nuvem ou sombra mui escura1 como fica reff]ido4 ,aquela ma*9a e/ava situada na l9ha visual ao ponto1 em que o ,sol se punha2 z suas velas movia-se em hum plano p]p5dicul> e/a l9ha1 e consequ5tem5te eu z obs]vava da p>te da sombra1 e de hum ponto diametralm5te oppo/o aquelle1 donde p>tia a ,luz1 ellas era1 quadrilat]as1 e t]ia #bj ps de comprido1 sobre c9co1 ou seis de l>go2 era da mesma lona de que se fazem z velas dos navios2 e me ficava na di/ancia de #bej passos geometricos4 ,exponho todas e/as circun/ancias1 porque em obs]vao5s de/e g5]o1 a direco da ,luz2 a sua =a2 a gr&eza1 a figura1 a mat]ia dos objectos e a di/ancia em que se obs]va1 influem muito nos resultados4 ,z obs]vao5s feitas sobre z nuv5s em movim5to1 da e/e mesmo resultado2 e z exp]i5cias 7 #af4 #ag471 feitas sobre z ,cores mat]iaes1 convem inteiram5te com z da ,luz colorida4 ,,nono ,,pr9cipio4 #fj4 ,o branco he huma ,cor positiva1 e nasce da extrema divisa das duas ,cores primitivas1 ,v]melho1 e ,v]de4 ,es*olio4 #fa4 ,z exp]i5cias 7n4 #dj4 #da47 mo/ra a evid5cia de/e ,pr9cipio4 ,o ,sol1 vi/o pelo ,prisma1 p>ece hum circulo de ,luz mui viva2 mas sem ,cor alguma3 por que a ,cor se a*a dividida em huma gr&e massa de ,luz1 e por isso he invisivel4 ,o mesmo succ$e na exp]i5cia 7n4 #dj471 em que o rayo de ,luz1 depois de pass> pelo ,prisma1 se recebe no c>ta branco1 ao p d tubo1 que o introduz na cam>a escura3 e como1 ne/a di/ancia1 a ,luz se a*a a9da mui int5sa1 e cahe sobre huma sup]ficie branca1 que tambem augm5ta a sua massa1 pela mesma raza da exp]i5cia4 7n4 #da47 na deixa v] cor alguma4 ,o mesmo succ$e com z ,cores mat]iaes2 como se prova pela ,taboa ,,xiiii4 n4 #dc4 e a9da mais palpavelm5te1 mixtur&o sobre o porphyro1 hum gra de ,anil1 com duas libras de ,alvaiade1 divid9do-o o ,branco de tal sorte1 que nelle s5a de/+ue a m9ima sombra de ,azul4 #fb4 ,digo que o ,branco1 e o ,negro1 sa ,cores positivas1 7n4 #eh4 #fj47 porque o contr>io repugna todas z leys da physica4 ,ns recebemos indubitavelm5te a idea dos objectos ext]nos1 pelo orga s5soreo da vi/a1 m$iante o reflexo da ,luz1 a qual1 cah9do sobre1 os mesmos objectos1 se reflecte os nossos olhos1 tras5do-nos comsigo sua imagem 7n4 #ae474 ,ora1 se a ,cor negra na fosse que huma privaa da ,luz1 seguir-se-hia1 que na pod]iamos receb] a idea1 nem de huma columna de m>more negro1 nem de qual qu] outro corpo da mesma ,cor3 mas a exp]i5cia mo/ra1 que e/&o em ju/a posia duas ou mais columnas1 huma de m>more negro1 e z outras de m>more branco1 v]melho c4 recebemos ta cl>a a idea de humas1 como das outras2 logo o negro he huma ,cor ta positiva1 como qual qu] das outras1 a que s5a disputa e/a qualidade2 e assim na pde consi/ir na privaa da ,luz4 #fc4 ,alem di/o1 huma taboa de m>more negro1 bem polida1 reflecte a ,luz ta exactam5te1 que nella vemos z imag5s dos objectos1 como em hum espelho4 ,ora1 i/o na pde acontec]1 segundo z leys da ,catoptrica1 s5a nos corpos1 que reflectem fielm5te os rayos da ,luz2 logo he imphilosophico o diz]1 que a ,cor negra consi/e na absorb5cia dos rayos da luz2 qu&o os ,corpos de/a ,cor os reflectem igualm5te1 que os coloridos de ,branco1 ,v]melho c4 ,de mais he provado 7 #bb4 n4 #bc471 que a ,cor negra se =ma da mixtura d ,v]melho1 e ,v]de2 ora1 se a ,cor de ,purpura1 que se =ma de ,v]melho1 e ,azul1 he huma ,cor positiva2 da mesma sorte o deve s] a ,cor negra1 que se =ma pr huma similhante comb9ao4 ,hum igual racioc9io prova1 que o ,branco he tambem huma ,cor positiva4 #fd4 ,o confundir e/as duas ,cores1 huma com a ,luz1 a outra com a sombra1 deu lug> s ideas commum5te recebidas4 ,he preciso1 diff]5ar a ,luz1 da ,cor branca1 e a sombra1 da ,cor negra4 ,a ,luz faz visiveis os objectos1 com z suas qualidades2 e a escuridade1 produz hum effeito oppo/o1 i/o he1 de na deix> v] c\sa alguma2 mas a ,luz1 e a obscuridade1 sa tanto a ,cor branca1 e negra1 como a azul1 e v]de4 ,ora1 nimguem diria1 que e/as ultimas duas ,cores equivalem ,luz1 ou a escuridade2 da mesma sorte s5a pde diz] i/o1 das duas primitivas ,negro1 e ,branco2 sab5do-se de outra sorte1 o me*anismo da sua =mao1 pelas exp]i5cias 7 #af4 #ag4 #ai4 #bb4 n4 #cc47 #fe4 ,taes sa os ,pr9cipios1 que resulta das obs]vao5s1 feitas sobre z exp]i5cias ,prismaticas3 os quaes se a*a inteiram5te con=mes1 com os que resulta das obs]vao5s feitas sobre z exp]i5cias dos ,corpos coloridos 7 #bj4 #ba4 #bd4 #bh4 #cj4 #cg4 #dj4 #dc4 #dh472 e que tem a9da em seu favor1 z analogias da ,natureza 7 #bf4 #bi474 ,ph5om5os das ,cores1 explicados pelos ,pr9cipios1 que resulta das exp]i5cias d ,prisma4 #ff4 ,se z leys g]aes1 qu&o s]vem p>a explic> casos p>ticul>es1 se *ama ,pr9cipios 7n4 #db472 a explanaa1 ou injunca1 de/es ,pr9cipios1 he *amada !oria1 ou sy/ema2 e os factos que se devem explic> com elles *ama-se ph5om5os4 ,assim os ,treze ,pr9cipios que pres5ta e/e ,tratado 74 #bj4 #ba4 #bd4 #bh4 #cj4 #cg4 #dj4 #dc4 #dh4 n4 #dd4 #df4 #dh4 #di47 =ma huma !oria1 ou sy/ema de d\tr9a1 com a qual se podem explic> todos os ph5om5os das ,cores4 #fg4 ,e/es ph5om5os sa de duas sortes1 porque ou se manife/a na ,luz colorida1 ou nas sup]ficies dos ,corpos naturaes4 ,eu v\ explic> hum ph5om5o de cadahuma de/as especies1 que s]vir de norma p>a a intellig5cia de todos os outros4 #fh4 ,dos ph5om5os da ,luz colorida1 o mais bello e mage/oso1 he sem duvida1 o ,arco ,cele/e1 que nos tempos mais antigos fez a admiraa dos hom5s1 e tem sido cantado1 com o nome de ,iris1 pelos mais famosos ,poetas4 ,e/e ph5om5o1 comtudo na he outra c\sa1 que hum gr&e1 mas id5tico resultado1 o da exp]i5cia 7n4 #dj47 feita1 com huma ,luz m$iana1 em huma cam>a obscura4 #fi4 ,o sol1 na va/a cam>a d ,univ]so1 tem lug> d rayo da sua ,luz1 em huma pequ5a cam>a4 ,z gotas de agoa1 de huma nuvem desfeita1 ou de huma nevoa p\co d5sa1 sa o gr&e ,prisma1 em que se refracte1 e modifica1 a ,luz d ,sol4 ,e a p>te d ,ceo cob]ta de nuv5s1 que fica oppo/a ao ,sol1 he o imm5so c>ta1 onde se mo/ra z ,cores2 que sa mais di/9ctas1 ou mais confuzas1 e mais ou m5os em num]o1 segundo a obliquidade da ,luz d ,sol1 sobre o gr&e ,prisma por onde passa3 da mesma sorte que na cam>a obscura1 receb5do o rayo da ,luz d ,sol p]p5dicul>m5te sobre a face d ,prisma1 na =ma no c>ta1 que quatro ou c9co ,cores2 e receb5do-o obliquam5te1 =ma muitas mais4 #gj4 ,quanto curvatura d ,arco1 ella proc$e1 de que pass&o a ,lux d ,sol por hum gr&e angulo1 qual he o das gotas de agoa1 que =ma o ,prisma ,cele/e1 se produz aquela curva da mesma sorte1 que o angulo de hum ,prisma de #ij gros1 r$uz curvas todas z l9has direitas 7n4 #bb474 #ga4 ,os ph5om5os das ,cores1 que nos pres5ta z sup]ficies dos corpos naturaes1 se explica da mesma sorte4 ,todos os ,corpos sa compo/os de p>tes ta subtis1 como fica provado 7n4 #aj4 #aa4 #ab4 #ac4 #ad474 ,e como na ha ,corpo1 por mais compacto que seja1 que r$uzido a m9utissimas p>tes1 se na faa diaphano2 segue-se que1 a respeito da ,luz1 que he muito mais subtil1 que z m9utissimas p>tes1 de que os ,corpos se compoem1 se devem reput> diaphanas1 e transp>5tes z suas sup]ficies4 ,ora1 como a ,luz1 no reflectir-se dos ,corpos1 tem ja passado por e/e meyo mais d5so1 e m5os diaphano1 que o ar2 segue-se que deve t] s(rido huma1 ou mais refraco5s 7n4 #g47 e que deve necess>iam5te1 faz]-nos v] colorida a imagem dos objectos 7#dd4 #de474 #gb4 ,na p>essa extraord9>io1 que z sup]ficies dos ,corpos1 e a9da dos mais d5sos1 sirva de ,prisma os rayos da ,luz1 p>a se =m>em z ,cores4 ,todos os ,corpos naturaes sa compo/os de d\s simplez elem5tos1 que sa a mat]ia vitrea1 e calc>ea1 comb9adas de mil modos diff]5tes 74 #c474 ,se a todos os ,corpos se faz s(fr] a analysis d fogo mais int5so1 elles se r$uzem outra vez a e/as duas elem5t>es su/ancias1 e a huma gr&e quantidade de vapor1 que exhala no tempo da op]aa4 ,ora1 a mat]ia vitrea1 e calc>ea sa indisputavelm5te transp>5tes1 a9da a os nossos olhos1 qu&o e/a r$uzidas a p>tes de huma c]ta gr&eza3 com muita mayor raza o devem s] sempre1 a respeito das subtilissimas p>tes1 de que a ,luz se compoem4 #gc4 ,daqui se ve cl>am5te1 que a ,cor ,v]melha d ,rubim1 se =ma pela concorr5cia das mesmas circun/ancias1 que fazem p>ec] v]melha ametade de huma ,e/rella 7n4 #bd471 ametade das velas de huma emb>caa 7n4 #cb471 ou ametade da p]iph]ia dos circulos 7n4 #ce472 e que o ,v]de da ,esm]alda1 se =ma pela concorr5cia das circum/ancias1 que fazem app>ec] v]de a outra ametade daqueles objectos3 e assim a respeito de todas z mais ,cores4 ,mas qual he o intr9seco me*anismo1 que produz ta admiraveis effeitos1 e p>a que s]ve tanta v>i$ade de ,cores3 qu&o no ,rubim1 e na ,esm]alda1 na vemos que huma m]a cry/alisaa2 e p>a z outras exp]i5cias na concorre1 que hum p$ao de vidro1 pelo qual obs]vamos1 ou hum ,ponto lucido em hum ambi5te escuro1 ou hum ,ponto escuro em hum ambi5te lucido 7n4 #bj472 e qu&o a mayor p>te dos ,corpos naturaes nos s]ia igualm5te uteis1 s5do1 ou na1 coloridos8--,e/a he huma daquellas ,que/o5s1 de que eu j fallei no ,tratado 74 #d472 e da qual a decisa dep5de de conhecim5tos sup]iores1 e =a dos nossos s5tidos1 e mesmo efficaz p5etraa das nossas intellectuaes faculdades4 ,limitemo-nos prud5tem5te os factos1 e s v]dades que a imp>cial1 e cont9ua obs]vaa sobre elles1 nos podem procur>2 e deixemos de escrut> z causas prim>ias e ultimas1 que s podem compreh5d]-se1 pela illimitada ,sab$oria de hum ,,s] ,,supremo4 ,succ9ta comp>ao das ,proposio5s de ,newton1 com os ,pr9cipios1 que pres5ta e/e ,tratado4 #gd4 ,a d\tr9a de ,newton sobre z ,cores1 se contem nas c9co ,proposio5s segu9tes2 que transcrevo na l+oa orig9al1 em que =a escriptas1 p>a evit> qualqu] iquivoco1 que pod]ia recresc]1 a9da da mais fiel traduca4 ,,propositio ,i4 ,radiis div]se refrangibilibus div]si competunt ,colores4 ,,propositio ,,ii4 ,radiorum =m1 sive dispositiones colorific non sunt refractione mutabiles4 ,,propositio ,,iii4 ,colores albi nigri1 cum c9]eis sive fuseis int]m$iis unius cujusque speciei1 confus mi/is1 g5]antur4 ,,propositio ,,iv4 ,primitivi ,colores p] compositionem ,colorum sibimet utr9que conf9ium exhib]i possunt4 ,,propositio ,v4 ,corporum naturalium ,colores a g5]e radiorum d]ivantur1 quos maxim reflectunt4 ,,quanto ,,proposi,a ,i4 #ge4 ,p>a que e/a ,proposia fosse evid5te1 s]ia necess>io1 que ,newton provasse3 ,que a diff]5te refrangibilidade dos rayos da ,luz1 que attravea o angullo de hum ,prisma1 provem das div]sas ,cores de/es rayos2 ou que a div]sa ,cor dos rayos da ,luz1 sa a causa da sua refrangibilidade3 o que e/e philosopho na fez c]to de =ma alguma4 ,elle vio1 que os rayos da ,luz1 que passa pelo ,prisma1 se refrangem huns mais que os outros2 e que a ,cor v]melha1 nas suas exp]i5cias1 corresponde os rayos m5os refrangiveis1 e a ,cor de purpura os que se refrangem mais3 e de/a obs]vaa concluio2 que a os rayos mais refrangiveis competia a ,cor de purpura1 a os m5os refrangiveis a ,cor v]melha2 e a os que fica entre e/es d\s extremos1 todas z outras ,cores,a4 ,nota ,a3 ,maxime refragibilibus purpura1 sive viol>um ,color competit1 rubor m9ime refrangibilibus1 atque m$iocribus viriditas vel potius conf9ium viridis1 vires5tis coerulei4 ,adeoque radii pr\t sunt plus plusque refrangibiles apti sunt ad hos ord9e colores1 rubrum1 flavum1 viridem1 coeruleum1 violaceum g5]&os una cum omnibus eorum successivis gradibus coloribus int]m$iis4 ,newt4 ,opt4 ,"p4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 #gf4 ,mas1 como pde huma similhante ass]a concord>-se com a exp]i5cia 7n4 #ce47 que nos mo/ra1 que aquellas duas ,cores ta oppo/as1 competem mesma refraca4 ,aquelles d\s circulos sa da mesma gr&eza1 e e/a entre duas p>allelas2 v5do-os pelo ,prisma1 na se pde duvid>1 que z refraco5s1 que correspondem cadahuma de/as p>allelas1 seja z mesmas4 ,ora1 sobre cadahuma de/as p>allelas se ve1 ao mesmo tempo1 a ,cor v]melha1 e am>ella1 no circulo branco2 e a v]de1 azul1 e purpura no circulo negro3 logo na se pde diz]1 que a os rayos m5os refrangiveis compete a ,cor v]melha2 e os que s(frem mayor refraca1 a ,cor de purpura2 vi/o que de baixo da mesma l9ha1 e da mesma refrangibilidade1 vemos e/as duas oppo/as ,cores4 #gg4 ,a div]sa refrangibilidade da ,luz1 que passa por hum ,prisma1 proc$]a1 tal vez1 de outra causa4 ,o rayo de ,luz d ,sol1 que attravea hum ,prisma1 tem sempre d5tro delle a figura de hum syl9dro obliquo4 ,ora imag9&o1 que o lug>1 que occupa e/e syl9dro1 he compo/o de milho5s de subtilissimos filam5tos1 al9hados a o comprido1 elles devem s] todos de gr&ezas diff]5tes2 e consequ5tem5te os subtilissimos rayos da ,luz1 o attraveallos1 ha-de a*> mayor1 ou m5or resi/5cia4 ,pde s] que e/a seja a causa1 porque1 o sahir d ,prisma1 se refractem huns mais1 que os outros3 sem que i/o t5ha mais rellaa com z ,cores1 que huma bala de artilh]ia1 que attravea os d\s bordos de huma fragata1 e se refrange pass&o o primeiro de hum navio4 #gh4 ,a =maa das ,cores dep5de1 tal vez1 de outro me*anismo4 ,z duas ,cores primitivas se manife/a1 por meyo da refraca 7n4 #dd4 #de472 mas a =maa das outras ,cores dep5de de mais circun/ancias4 ,da mesma exp]i5cia 7n4 #ce471 se prova e/a ass]a4 ,se aquelles d\s circulos1 se obs]va1 o mesmo tempo1 de d\s pontos oppo/os1 ento p>ecem a hum obs]vador1 azues ou purpureas z ,cores1 que o outro obs]vador p>ecem v]melhas1 e am>ellas2 o que na pde nasc] das refraco5s1 mas sim da opposia1 da ,cor negra1 e branca1 comb9adas com z que resulta da refraca d ,prisma4 ,,quanto ,,proposi,a ,,ii4 #gi4 ,se ,newton pret5de p]suadir1 ne/a ,proposia1 que qualqu] ,cor1 concid]ada na ,luz1 ou nos corpos naturaes1 depois que he =mada1 se na muda com a refraca d ,prisma1 ne/e caso nada se oppoem a os ,pr9cipios de/e ,tratado4 ,mas se ,newton pret5de p]suadir1 que por isso que sa inalt]aveis1 se devem reput> primitivas2 sejame enta licito faz] a segu9te reflexo4 ,se obs]vamos por hum ,prisma duas sup]ficies1 das quaes huma seja v]melha1 e a outra de qualqu] ,cor das que se na tem por primitivas1 ta inalt]avel vemos a ,cor primitiva como aquella que o na he3 e consequ5tem5te o diz]1 que algumas das ,cores ,prismaticas sa primitivas1 porque se na muda com a refraca1 na tem a m5or conclud5cia4 ,,quanto ,,proposi,a ,,iii4 #hj4 ,e/a ,proposia concorda inteiram5te com os ,pr9cipios1 ,primeiro1 e ,segundo 7 #bj4 #ba472 e com o ,oitavo1 e ,nono 7n4 #eh4 #fj472 que sa id5ticos1 a9da que d$usidos de exp]i5cias div]sas4 ,o ,negro1 e o ,branco1 contem todas z ,cores2 aquelle1 intimam5te unidas 7 #bj4 #bb4 n4 #eh4 #ei472 e e/e extremam5te1 divididas 7 #ai4 #ba4 n4 #fj4 #fa473 donde se ve1 que a diff]5a de/as duas ,cores1 e de todo o cl>o-escuro1 consi/e s nas quantidades das ,cores compon5tes1 a respeito de huma c]ta massa de ,luz1 ou orig9>ia1 ou reflectida dos ,corpos1 com mais ou m5os modificao5s4 ,,quanto ,,proposi,a ,,iiii4 #ha4 ,o s5tido de/a ,proposia1 he dificil de compreh5d]1 muito mais diz5do ,newton1 que z ,cores primitivas1 sa ,cores simplez4 ,como se pde imag9>1 que s5do z ,cores primitivas1 elem5tos simplez1 como o mesmo ,newton z c>act]isa1,b se componha das que lhes fica vis9has8 ,p>ece1 que e/e philosopho na *eg\ a =m> huma idea cl>a das ,cores primitivas2 porque qu&o z comp>a com o canon armonico,c ou escala da ,musica1 deixa ent5d]1 que ellas sa sete4 ,qu&o diz1 que na ent5de por ,cores primitivas s z c9co ,v]melho1 ,am>ello1 ,v]de1 ,azul e ,purpura1 mas todas z que se =ma de/a sorte1,d deixa em duvida o num]o daquellas ,cores4 ,e qu&o diz1 f9alm5te1 que ellas sa simplez1 e elem5t>es1 deixa ent5d]1 que se na podem compor de outras ,cores4 ,nota ,b3 ,simplices sive primitivi ,colores4 ,newton ,opt4 ,p>4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 ,prop4 ,,ii4 ,nota ,c3 ,p>tes imag9is1 quas colores occupant1 proporcionales ess5t *ord sic divis1 ut s+ulos gradus 9 octava reson>e faciat4 ,newt4 ,"p4 ,,ii4 ,sect4 ,,ii4 ,nota ,d3 ,p] colores autem ,primitivos non tantum qu9que prdictos intelligo1 s$ quoslibet alios quibus exib5dis aptum datur aliquod radiorum g5us4 ,newt4 ,opt4 ,p>4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 #hb4 ,s]ia preciso s] outro que ,newton1 p>a acl>> z suas ideas1 se ellas sa confusas4 ,mas quem reflectir1 que o seu sy/ema he fundado em huma m]a conjectura1 que deu lug> a imagem oblonga1 que hum rayo de luz d ,sol1 t5do passado pelo ,prisma1 faz v] na cam>a obscura1 se conv5s] facilm5te1 que de taes ,pr9cipios se na podia d$uzir mui cl>os resultados4 ,aquella figura1 pelo que ja fica dito1 na he a p$ra de toque p>a conhec] o metal das ,cores primitivas4 7n4 #cg4 #ch47 #hc4 ,se1 sobre o porphyro1 se mixtura com agoa1 e em c]tas proporo5s1 ,c>m91 e ,v]de-di/illado1 =ma-se a ,cor de ,purpura4 ,se se junta hum p\co mais de ,v]de1 resulta huma especie de ,azul1 mui similhante o que faz v] o ,prisma4 ,se e/e ,azul1 e ,purpura se e/5dem com o p9cel sobre hum papel branco1 e depois se toca com hum p9cel banhado em agoa pura1 desap>ecem e/as duas ,cores resolv5do-se em hum v]melho mais escuro1 que o ,c>m94 ,se qualqu] planta1 de hum bello v]de1 deixa de s] regada1 a sua ,cor natural se conv]te em ,am>ello2 mas acud9do-lhe1 tempo1 com agoa1 recup]a a sua ,cor v]de1 desapp>ec5do absolutam5te a am>ella4 #hd4 ,se a ,cor de purpura1 e azul se =ma1 e se de/roem1 como fica dito 7n4 #hc472 se a am>ella se faz nasc] d ,v]de1 e se conv]te outra vez nelle2 7,nota ,,xvi47 ,como se pde cr]1 que e/as tres ,cores seja simplez1 e primitivas8 #he4 ,z outras duas especies de ,azul1 e ,am>ello1 que pret5dem v]-se no ,prisma1 na podem s]1 que meyas t9tas das suas similhantes2 por que s]ia contr>io o pod]1 e simplicidade da ,natureza1 que1 p>a =m> z ,cores naturaes1 duplicasse os elem5tos da mesma especie2 qu&o a ,arte1 que he mais compo/a e m5os pod]osa1 que a ,natureza1 =ma todas z ,cores de huma especie1 com hum s elem5to1 analogo a essa mesma especie1 modificado com o cl>o-escuro1 e com z outras ,cores 74 #gf4 #gg47 #hf4 ,excluidas1 assim1 das ,cores *amadas primitivas1 z duas especies de ,azul1 e ,am>ello1 e a ,cor de purpura2 segue-se1 que s o ,v]melho1 e ,v]de1 se pdem t] por ,cores elem5t>es1 simplez1 e primitivas4 #hg4 ,ja que fallei da comp>aa dos int]vallos dos sons1 e das ,cores 7n4 #ha471 na devo omittir1 que ella se funda em calculos m]am5te hypo!ticos4 ,os int]vallos das ,cores prismaticas na se podem exactam5te m$ir1 como o mesmo ,newton confessa,e1 s]v9do-se a9da1 da palavra ,grega akribeia1 p>a dr huma ju/a idea da dilig5cia1 que inutilm5te empreg\ ne/a op]aa4 ,e os rapportos geometricos dos sons int]m$ios da oitava1 tem ta p\ca similhana com os sons naturaes1 como he notorio todos os ,pr(fessores da ,sci5cia da ,musica1 e a todos os ,geometras,f 7 #e474 ,donde se ve a inconclud5cia1 de tudo quanto se tem escripto1 ne/e conc]n5te4 ,nota ,e3 ,cum i/hc quanta potui dilig5tia obs]vassem1 non proprio tantum s5su consisus1 s$ 7propt] summam difficultatem prcise di/+u5di conf9ia ,colorum7 aliorum judiciis fretus imag9is dim5tiones juxta inv5ta del9iavi4 ,new4 ,opt4 ,"p4 ,,ii4 ,sect4 ,,ii4 ,nota ,f3 ,en qualit de ,gometre1 je crois avoir quelque droit de prote/] ici 7s'il m'e/ p]mis de m'exprim] de la sorte7 contre cet abus ridicule de la ,gomtrie dans la ,musique4 ,je le puis avec d'autant plus de raison1 qu'en cette mati]ie les fondem5s des calculs sont hypo?tiques jusqu' un c]ta9 po9t1 ne peuv5t mme tre qu'hypo?tiques4 ,le rapport de l'octave comme #a #b1 celui de la qu9te comme #b #c1 celui de la ti]ce majeure comme #d #e1 c4 ne sont peut-tre p> les vrais rapports de la nature2 mais seulem5t des rapports appro*s 4 4 4 4 ,m4 ,d',alemb]t1 ,elm54 de ,music4 ,disc4 ,prelim4 pag4 ,,xxx4 ,j4 ,j4 ,r\sseau ,diccion4 de ,mus4 na palavra ,temprem5t4 ,,quanto ,,proposi,a ,v4 #hh4 ,ne/a ,proposiaon diz ,newton1 que z ,cores dos ,corpos naturaes provem1 de que huns reflectem huma p>te dos rayos da ,luz1 que suppoem div]sam5te coloridos1 e os outros outra2 e que assim1 o ,corpo1 que reflecte os rayos v]melhos1 app>esse v]melho2 e o que reflecte os purpureos1 app>esse de ,cor de purpura4 ,se ,newton tivesse provado1 que na ,luz exi/em todas z ,cores1 que vemos nos ,corpos naturaes2 e depois fizesse c]ta a absorb5cia de huns dos seus rayos1 e o reflexo de outros1 t]ia ne/e caso1 toda a raza3 ,mas ,newton na prova n5hum de/es antec$5tes4 #hi4 ,na prova o primeiro1 porque logo1 que faz diff]5a de ,cores primitivas d]ivadas ou compo/as1 na tem lug> e/a ,d\tr9a3 e quanto o segundo1 pret5de provalho a po/]iore1 o que na conclue1 t5do em contr>io os factos de huma absoluta evid5cia1 ja reff]idos 7n4 #ce474 #ij4 ,na se t5ha1 por huma refutaa da ,d\tr9a de ,newton1 o que digo a respeito de cadahuma das suas ,proposio5s2 mas sim por huma respo/a necess>ia s objeco5s1 que se pod]ia faz] contra os ,pr9cipios1 que pres5ta e/e ,tratado1 apoyadas na recebida !oria daquelle incomp>avel philosopho4 ,eu ja dei a raza1 porque me affa/ei da sua brilhante1 e plausivel hypo!sis2 74 #i47 e me p>ece1 que sem tem]idade1 antepuz hum sy/ema simplez1 e natural1 outro que o na he tanto1 e que se funda em huma m]a conjectura,g4 ,nota ,g3 ,newton ayant rept plusieurs fois avec beauc\p de so91 l'exp]i5cie1 7falla da exp]i5cia1 n4 #bf4 #bg4 #cf4 #cg471 tr\va que les rsultats en toi5t trs-con/ants2 aprs y avoir bi5 rfl*i1 il assaya de les expliquez p> les conjectures suivantes4 ,il lui v9t en p5se1 que la lumi]e p\rroit tre un fluide compos de p>ties ess5tiellem5t diffr5tes3 premirem5t1 p> le degr de rfrangibilit2 secondem5t1 p> la proprit d'excit] en n\s le s5tim5t de c]ta9es c\leurs4 ,en effet en supposant ces deux po9ts1 il e/ ais de r5dre raison c4 ,m4 ,nollet ,phys4 ,exp]im4 ,le4 ,,xvii4 #ia4 ,quanto he mais con=me sabia economia1 com que a ,natureza proc$e em todas z suas op]ao5s1 o e/abelec] sobre reit]adas1 e decisivas exp]i5cias1 e sobre conv9c5tes analogias2 que na ,luz residem s duas ,cores simplez1 e primitivas1 que sa o ,v]melho1 e ,v]de 74 #bd4 n4 #ea472 que da sua intima unia se =ma o ,negro 74 #bj4 n4 #eh472 que da sua extrema divisa nasce o ,branco 74 #ba4 n4 #fj472 que das mesmas duas ,cores simplez emana o ,azul1 e ,am>ello 74 #bh4 #cj472 e que em fim de/as seis ,cores1 tomadas como elem5tos1 se podem artificialm5te =m> todas z que vemos nos ,corpos naturaes 7n4 #ea4 e seg4 4 #fh4 e seg473 quanto he mais con=me1 digo1 sabia economia da ,natureza e/e sy/ema1 d que o diz]2 que z ,cores compo/as1 ou d]ivadas nascem da comb9aa de sete elem5tos1 ou de sete ,cores simplez1 e que e/as residem na ,luz1 com o pod] de imprimir os seus rayos diff]5tes gros de refrangibilidade4 #ib4 ,se era hum dogma con/ante1 que os ,corpos naturaes proc$ia de quatro elem5tos 74 #d72 e se huma analysis mais rigorosa os r$uz a duas unicas sub/ancias simplez e primitivas 7n4 #gb472 como se pde cr]1 sem s] mais que provado1 que z ,cores1 que na sa que m]os accid5tes de/es ,corpos 74 #b471 dep5da1 p>a a sua =maa1 de sete diff]5tes elem5tos8 #ic4 ,os ,amadores das ,sci5cias naturaes1 quem (f]eo a p>te !oretica de/e ,tratado1 se se a*>em p]plexos entre a novidade da ,d\tr9a1 que elle-lhe pres5ta1 e z opp9iones recebidas1 e firmadas sobre respeitaveis au?oridades1 e e/ipadas com a sanca de tempo3 os exhorto a por de p>te toda a preocupaa da au?oridade1 e de procur> a evid5cia1 que dezeja1 na mesma ,natureza1 por meyo da exp]i5cia1 e de huma pr(unda m$itaa sobre os factos1 que ella lhes sugg]ir4 ,,nota ,,viii4 4 #ac4 ,antes de pass> ,p>te ,analytica1 convir muito de l] hum p> de vezes os 4 #ee4 a! #fc4 nos quaes se explica o uzo das ,taboas illum9adas1 de que se comea a fall> logo no pr9cipio da dita ,primeira ,p>te4 ,,nota ,,ix4 4 #ad4 ,,luis ,,de ,,camo5s no seu incomp>avel ,poema1 ,,os ,,lusiadas1 descrev5do a vi/a da ,ilha ,namorada1 que ,v5us pres5t\ a os seus ,h]oes1 p9ta o mais bello quadro1 que se pde v] sobre a ,t]ra4 ,,liii4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 ,p>a l logo a proa o m> abrio2 ,onde a co/a fazia huma enceda ,curva1 e quieta1 cuja branca ara1 ,p9t\ de ruivas con*as ,cy!ra4 ,,liiii4 ,tres f]mosos outeiros se mo/ravo ,erguidos com sob]ba graciosa1 ,que de gram9eo esmalte se adornavo ,na =mosa ,ilha alegre1 e deleitosa3 ,cl>as fontes e liquidas manva ,d cume1 que a v]dura tem viosa2 ,por entre p$ras alvas se diriva1 ,a sonorosa lympha fugitiva4 ,,lv4 ,num valle am5o1 que os outeiro f5de1 ,v9ha z cl>as agoas ajunt>se1 ,onde huma mesa fazem1 que se e/5de ,to bella1 quanto pde imag9>se3 ,arvor$o g5til sobre ella p5de1 ,como que prompto e/ p>a enfeit>-se1 ,v5do-se no cri/al respl&ec5te1 ,que em fim o e/ p9td propriam5te4 ,,lvi4 ,mil arvores e/a ao ,ceo sub9do ,com pomos odorif]os1 e bellos1 ,a l>angeira tem no fruto l9do ,a ,cor1 que t9ha ,daphne nos cabellos3 ,enco/ase no *a1 que e/ cah9do ,a cidreira cos pesos am>ellos1 ,os f]mosos limoes1 alli *eir&o1 ,e/a virg9eas tetas imit&o4 ,,lvii4 ,z arvores agre/es1 que os outeiros ,tem com frond5te coma ennobrecidos1 ,alamos sa de ,alcides1 e os l\reiros ,d l\ro ,deos amados1 e qu]idos3 ,mirtos de ,cy!ra cos p9heiros ,de ,cybele1 por outro amor v5cidos1 ,e/ apont&o o agudo cyp>iso ,p>a onde he po/o o et]no ,p>aiso4 ,,lviii4 ,os do5s1 que d ,pomna1 alli ,natura ,produze diff]5tes nos sabores1 ,sem t] necessidade de cultura1 ,que sem ella se da muito melhores3 ,z c]ejas purpureas na p9tura1 ,z amoras1 que o nome tem de amores1 ,o pomo1 que da patria ,p]sia veyo1 ,melhor torn&o no t]r5o alheyo4 ,,lix4 ,abre a ,roma1 mo/r&o a rubicunda ,cor1 com que tu ,ruby teu preo p]des1 ,entre os braos d ulmeiro e/ a jucunda ,vide cus ca*os roxos1 e outros v]des3 ,e vs se na vossa arvore fecunda1 ,p]as piramidais1 viv] quis]des1 ,entregaivos ao dano1 que cos bicos ,em vs fazem os pass>os iniquos4 ,,lx4 ,pois a tapess>ia bella e f9a1 ,com que se cobre o ru/ico t]r5o1 ,faz s] a de ,a*em5ia m5os d9a1 ,mas o sombrio valle mais am5o3 ,alli a cabea a flor ,cefisia incl9a1 ,sobolo tanque lucido1 e s]5o1 ,florece o filho1 e neto de ,cyniras1 ,porquem tu ,deosa ,pafia1 inda suspiras4 ,,lxi4 ,p>a julg> dificil c\sa =a1 ,no ,ceo ved1 e na t]ra z mesmas ,cores ,se dava s flores cor a bella ,aurora1 ,ou se lha da a ella z bellas flores3 ,p9t&o e/ava alli ,zefiro e ,flora ,z violas da ,cor dos amadores1 ,o lirio roxo1 a fresca rosa bella1 ,qual reluze nas faces da donzella4 ,,lxii4 ,a c&ida ,cecem das matut9as ,lagrimas rociada1 e a ,manj>ona2 ,vem se z letras nas flores ,hyac9t9as1 ,ta qu]idas d filho de ,latona3 ,bem se enx]ga nos pomos e bon9as1 ,que competia ,cloris com ,pomona2 ,pois se z aves no ar cant&o voa1 ,alegres animaes o *a povoo4 ,,lxiii4 ,ao longo da agoa o niveo ,cisne canta1 ,responde lhe d ramo ,filomella1 ,da sombra de seus cornos na se espanta1 ,acteon n'agoa cri/al9a1 e bella3 ,aqui a fugace ,lebre se levanta ,da espessa mata1 ou timida ,gazella1 ,alli no bico traz ao c>o n9ho ,o mantim5to o leve pass>9ho4 ,canto #i4 ,,nota ,x4 4 #af4 #ag4 ,a9daque a ,cor1 que resulta da mixtura d ,v]melho1 ,azul1 ,v]de1 e ,am>elo1 comb9ados em p>tes iguaes1 ou som5te da mixtura d ,v]melho1 e ,v]de1 comb9ados nas proporo5s das ,tab4 ,,vi4 n4 #c4 ,,viii4 #c4 ,x4 #c4 ,,xii4 #c4 na seja huma ,cor ta escura1 como o negro mais c>regado1 que se pode =m>2 na deixa com tudo de s] huma ,cor compo/a de cl>o escuro1 similhante ,cor de *umbo1 ou ,cor de c9za1 que se compoem de ,negro1 e ,branco1 sem que nella dom9e alguma das ,cores1 de que se compoem4 ,i/o he quanto ba/a1 p>a t] lug> o argum5to1 que se =ma sobre e/a exp]i5cia2 e p>a s] bem fundada a induca que della se tira4 ,o mesmo ,newton comv9ha em que a ,cor branca1 a ,cor de c9za1 e a ,cor negra era a mesma c\sa1 e s diff]ia entre si1 em t] huma mais luz que z outras4 ,,nota ,,xi4 #ba4 ,veja-se a ,tab4 ,,xiiii41 e a sua explicaa #fb4 ,,nota ,,xii4 4 #bb4 ,e/a exp]i5cia prova com toda a evid5cia1 que z ,cores primitivas1 e orig9>ias sa unicam5te duas1 a sab]1 o ,v]melho1 e o ,v]de4 ,por quanto1 se da mixtura de/as duas ,cores resulta a mesma ,cor1 que provem d ,v]melho1 ,azul1 ,v]de e ,am>ello 7na fallo d ,negro1 e ,branco1 porque e/as s contribuem p>a o cl>o escuro7 seguesse1 que o ,azul1 e o ,am>ello se contem no ,v]melho1 e ,v]de1 pois que na mixtura de/as quatro ,cores1 na tem o ,azul1 e ,am>ello influ5cia alguma3 o1 que tambem se a*a comprovado com z mais naturaes analogias4 ,,nota ,,xiii4 4 #be4 ,,opitz1 fall&o d ,homem1 diz3 ,die ,welt1 das grosse ,bu*1 aus d]5 ,?un und ,wes54 ,er von demselb5 kann auf all5 ,blaett]n les54 ,vesuv4 ,,nota ,,xiiii4 4 #bg4 ,quanto mais obliquam5te cahem os rayos da luz sobre a sup]ficie de algum meyo1 tanto mais =te1 e mayor he a sua refraca4 ,daqui vem que a ,luz de ,sol entr&o obliquam5te na atmosph]a da t]ra1 qu&o aquelle lum9> co9cide com o horizonte1 padece huma refraca mais s5sivel1 que faz v] huma ,cor1 em que dom9a o ,v]melho1 a qual se desvanece proporo1 que o ,sol se eleva sobre o horizonte1 e se dem9ue a obliquidade da luz4 ,por hum similhante me*anismo se =ma todas z mais ,cores4 ,a ,azul de que se trata ne/e 41 bem se v1 que he produsida da m]a refraca da ,cor da ,aurora4 ,,hom]o c>act]isa admiravelm5te e/a decantada ,cor nos segu9tes v]sos4 u m5 krokopeplos ap keanoio roan rnu?1 9 a?anatoisi phos ph]oi de brotois94 ,iliad4 liv4 ,,xix4 v4 ,i4 ,o ,licor alkal9o phlogi/icado1 de que se compoem o ,azul de ,prussia1 se prep>a com o sangue dos animaes2 e un9do-se ou mixtur&o-se com vetriolo de ,m>te1 produz a ,cor azul4 ,na he s no reyno animal1 que o f]ro produz e/e effeito4 ,o po d ,brasil1 que em agoa natural1 l>ga huma ,cor v]melha1 met5do-o de infusa em agoa f]rea1 d huma ,cor azul1 como a de ,anil4 ,o ,dr4 ,,sehort falla munto de/a exp]i5cia2 e eu a fiz algumas vezes analys&o agoas m9]aes4 ,a aff9idade de/as duas ,cores1 ,v]melho1 e ,azul1 se prova a9da1 em rasa inv]sa1 d con/ante facto1 que o ,azul dos vegetaes se muda em ,v]melho1 por meyo dos cidos m9]aes1 e vegetaes4 ,,nota ,,xv4 4 #bi4 ,,milton1 no ,liv4 ,,vii4 d ,p>aiso ,p]dido1 nos pres5ta todos os ,vegetaes1 sah9do da ma d ,,creador1 ornados da agradavel ,cor de ,v]de1 que nelles g]alm5te dom9a3 ,he sc>ce _h said1 :5 ! b>e e>?1 till !n ,des]t & b>e1 unsightly1 unadorn'd1 ,br\ght =? ! t5d] grass1 ^: v]dure clad ,h] univ]sal face ) pleasant gre51 ,!n h]bs ( e leaf1 t sudd5 fl\r'd ,op'n+ _! v>i\s col\rs1 & made gay ,h] bosom smell+ sweet3 & ^! sc>ce bl[n1 ,=? fl\ri%'t ?ick ! clu/r+ v9e1 =? crept ,! smell+ g\rd1 up /ood ! cornie re$ ,embattell'd 9 h] field3 & ! humble %rub ,& bu% ) frizl'd hair implicit3 la/ ,rose z 9 dance ! /ately trees1 & spr$ ,_! bran*es hung ) copi\s fruit2 or gemm'd ,_! blossoms3 ) high woods ! hills 7 cr[n'd ,) tufts ! vallies & ea* f\nta9 side1 ,) bord]s long ! riv]s4 ,t e>t n[ ,seem'd l to heav'n1 a seat :]e ,gods might dwell1 ,or w&] ) delight1 & love to haunt ,h] sacr$ %ades 4 4 4 4 4 4 4 ,,nota ,,xvi4 4 #cj4 ,os mesmos ,vegetaes1 no e/ado da sua decad5cia1 passa da ,cor v]de am>ela4 ,assim no-los-p9ta o ,au?or d ,poema1 ,les ,saisons1 que na he m5os habil ,physico1 que bom ,poeta4 ,l',automne a des c\leurs qui manquoi5t l't ,dans ces *amps v>is1 l'or1 le p\rpre l'opale ,sur un fond v]t encor brill5t p> int]valle1 ,et c\vr5t la =t qui borde ces vallons ,d'un va/e amphi?atre t5du sur les monts4 ,l'arbre de ,c]asonte au gazon des prairies ,oppose l'inc>nat de ses bran*es fltries4 ,quelles ri*es c\leurs1 quels fruits dlicieux ,ces *amps ces v]g]s prs5t5t vos yeux6 ,voyez1 p> les zphirs la pommone balance1 ,e*app] mollem5t la bran*e affaisse ,le poiri]1 en buisson c\rb s\s son trsor1 ,sur le gazon jauni r\l] des globes d'or1 ,et de ces lambris v]ts atta*s au treillage ,la p*e succul5te entran] le bran*age4 ,les voil donc ces fruits qu'ont annonc les fleurs1 ,et que l't brlant mrit p> ses *aleurs6 ,l',autom4 ,o ,v]de1 que g]alm5te dom9a em todos os vegetaes1 he inde/ructivel3 e assim o ,am>ello1 que delle nasce1 he huma ,cor app>5te que1 com a mayor facilidade1 se conv]te outra vez em ,v]de4 7,nota ,,vii4 n4 #hc47 ,z exp]i5cias de ,m4 ,,macqu] prova conclud5tem5te e/a ass]a4 ,elle se explica de/a sorte3 ,l'expri5cie pr\ve que la c\leur v]te des plantes s'alt]e facilm5t1 mme se *ange en un fauvebrun 4 4 4 4 quoique cette c\leur v]te se *ange disp>oisse mme a9si totalem5t1 elle n'e/ p\rtant po9t dtruite p\r cela1 qu'on peut1 p> le moy5 des m5/rues1 sp>] extraire la p>tie v]te des plantes se*es qui n'ont plus la mo9dre app>5ce de v]d4 ,dicc4 de ,*ym4 ,v4 ,fecules des plantes4 ,,nota ,,xvii4 4 #ce4 ,,home4 ,elem5t4 de ,crit4 ,introduc4 ,,nota ,,xviii4 4 #db4 ,,eul] ,c>ta #acc41 e #acd4 ,,nota ,,xix4 4 #dd4 ,m4 ,l',,abb ,,nollet1 ,le4 de ,phys4 exprim5t4 ,le4 ,,xx4 ,proposit4 #b4 ,le4 ,,xxi4 ,,nota ,,xx4 #de4 ,a respeito da =a d ,rayo1 nada se pde l] mais emphatico1 que os segu9tes v]sos de ,,klop/ock ,s1 w5n auf un]/iegn5 ,gebirg5 e9 nahes ,gewitt] ,fur*tb> si* lag]t1 s reis/ si* e9e d] nae*tli*/5 ,wolk51 ,mit d5 m]/5 ,donn]n bewaffnet1 ent/ammt zum ,v]d]b51 ,e9sam h]vor4 ,w5n &re d5 ,wipfel d] ,z$] nur fass51 ,wird sie von e9em ,himmel zum &]n waldi*te ,b]ge1 ,wird ho*?u]m5de meil5lange ,ko5igs-/a$te ,taus5dmal donn]nd entzu5d51 und sie 9 ,truemm]n begrab54 ,o ,mess4 ,cant4 ,,iiii4 ,na se pode descrev] mais en]gicam5te o horroroso ph5om5o de huma ,errupa ,vulcanica1 doque o faz ,,opitz nos segu9tes ,v]sos4 4 4 4 4 ,d] ,nae*te ,mittag ma*t ,die ,wies5 nie s s*w>z1 wann des ,ge/irnes ,pra*t ,im dick5 ,nebel /eckt1 als dies] ,dampf si* zeiget1 ,d]1 wie e9 ,fi*t5baum1 ho* von d] ,wurzel /eiget ,mit dick5 ,ae/5 aus1 dieweil d] ,as*e ,la/ ,si* 9 die ,breite giebt4 ,bald koemmt e9 sol*es ,kra*51 ,als wann d] ,jupit] mit ,donn] 9 die ,sa*5 ,d] s*no$5 ,m5s*5 s*laegt1 dass all] ,grund d] ,welt ,erzitt]t1 od] au*1 im ,fall e9 kuehn] ,held1 ,d] vor die ,freyheit /eht1 und se9e grosse ,?at5 ,auf gute ,sa*e pflanzt mit feurig5 ,granat5 ,ergrimmet um si* wirft1 und zw+et e9e ,/adt1 ,die no* an ,billigkeit d] ,waff5 ,zweifel hat1 ,zu glaub51 0 ihr di5t4 ,die ,hitze bri*t zusamm5 ,dur* e9e rauhe ,bahn mit ihr5 wild5 ,flamm51 ,wirft s*rekli*] ,ge/alt des ,b]ges ,gli$] aus1 ,und jaget mit ,ges*rey bis an des ,himmels ,haus ,d5 /9kigt5 ,mora/ von dess5 s*w>z5 ,s&e1 ,d] ,pe* und ,s*wefel haelt1 ke9 ,ort im ganz5 ,l& ,si* frey und si*] weiss4 ,es spr+et au* e9 ,fluss ,des ,feu]s aus d] ,kluft1 dem alles wri*5 muss1 ,indem er se95 ,lauf 9 sieb5 ,/roeme ! ilet1 ,und dem ,ge/ade zu mit heissem ,raus*5 eilet1 ,dass ,?al und ,hugel br5nt2 d] ,ack] wird v]he]t1 ,das ,vieh1 s weid5 w1 von ,flamm5 selb/ v]zehrt1 ,die ,graes] ,heu gema*t1 die s*att5reih5 ,waeld] ,vom ,grunde =tgefuehrt1 und die ,phlegrae]feld] ,s9d ni*ts als laut] ,glut2 das alt ,h]culan ,das lu/ige ,ca/ell1 g5annt ,octavian1 ,viel ,fleck5 voll] ,fru*t und ,do]f] /ehn 9 ,br&1 ,die ,wass] fu]*t5 si*1 und flieh5 von dem ,l&e1 ,das ,volk1 s ni*t er/ickt und g> wird =tg]afft1 ,kommt ,a!mloss dah]1 b]aubet all] ,kraft1 ,lahm1 nack5d und halb todt1 und fuellt mit ,weh und ,zag5 ,d5 ganz5 ,himmel an1 d] glei*sam mit ihm klag51 ,und au* si* kuemm]n muss4 ,,nota ,,xxi4 4 #dg4 ,z div]sas ,cores1 que a luz d ,sol faz v] nas nuv5s1 qu&o z illum9a obliquam5te1 e/&o ves9ho a o horizonte1 se a*a bellam5te descriptas nos segu9tes v]sos3 ,mais les sombres vapeurs qui ret>doi5t l'aurore ,s'entr'ouvr5t aux rayons du ,soleil qui les dore2 ,l'a/re victorieux p]ce le voile obscur ,qui n\s ca*oit son disque le cele/e azur2 ,il se pe9t sur les m]s2 il enflamme les nues2 ,les gr\ppes v>is de ces eaux susp5dues1 ,emports p> les v5ts1 entasss dans les cieux1 ,y =m5t au has>d un *aos radieux4 ,les ,sais4 ,pr94 ,,nota ,,xxii4 4 #di4 ,os ,poetas mais famosos fall>a todos1 d admiravel1 e bello ph5om5o d ,arco ,cele/e1 nas suas metricas composio5s4 ,hom]o lhe atribue a ,cor de ouro3 ,ir9 dotrune *rusopt]on angele\san1 ,iliad4 liv4 ,,xi4 #ahe4 ,,v]gilio lhe atribue mil ,cores3 ,mile trahit v>ios adv]so ,sole ,colores4 ,eneid4 ,,milton lhe da s tres ,cores3 4 4 4 4 & 9 ! cl\d a b[ ,conspicu\s1 ) ?ree li/$ ,col\rs gay1 ,p>is4 ,p]d4 ,liv4 ,,xi4 ,o ,pescoo da ,pomba1 e a ,cauda d ,pava1 sa bellos objectos1 que igualm5te m]c]a de s] cantados pelos melhores ,poetas4 ,,lucrecio os p9ta no segu9te modo3 ,pluma ,columb>um quo pacto 9 ,sole videtur3 ,quae sita c]vices circum1 collum que coronat3 ,namque alis fit uti rubro sit cl>a ,pyropo3 ,int]dum quodam s5su fit1 uti videatur ,int] ca]uleum virideis misc]e sm>agdos4 ,cauda que ,pavonis1 l>ga cum luce repleta e/1 ,consimili mutat ratione obv]sa ,colores4 ,qui1 quoniam quodam gignuntur lum9is ictu1 ,scilicet id s9e eo fi]i non posse put&um e/4 ,lib4 ,,ii4 de ,r]4 ,nat4 ,,tasso1 imit&o talvez e/e bello orig9al1 p9ta os mesmos ph5om5os no segu9te modo3 ,cos piuma talor1 *e di g5tile ,amorosa ,colomba1 il collo c+e1 ,mai non si scorge a se /essa simile1 ,ma 9 div]si ,colori al ,sol si t+e1 ,or d'accesi rub9 sembra un monile2 ,or di v]di sm]aldi il lume f+e2 ,or insieme gli mesce3 e v>ia1 e vage ,9 c5to modi i rigu>danti appaga4 ,g]usal4 ,lib]at4 ,cant4 ,,xv4 #e4 ,n 'l sup]bo pavon s vago 9 mo/ra ,spiega la pompa dell'oc*iute piume1 ,n l',iride si bella indora1 e ino/ra ,il curvo grembo1 e rugiadoso al lume3 ,canto ,,xvi4 #bd4 ,,nota ,,xxiii4 4 #ff4 ,e/e me?odo he applicavel todo o g5]o de ,p9tura1 e o s] mesmo s ,manufacturas1 e ,t9tur>ias de ,alguda1 e ,s$a c4 ,p>a a ,m9iatura1 e p>a ,lav> ,planos1 se prep>a z ,cores na =ma d 4 #ae4 e de que se junta no ,vocabul>io respeito de cada huma de/as ,cores3 e a o ,c>m91 se deve junt> alguma gomma1 p>a o unir melhor4 ,na ,p9tura a ,oleo1 ,cola1 e a ,fresco1 se devem empreg> ,cores de mais corpo1 e relativas a cada hum de/es g5]os4 ,na ,p9tura ,pa/el se pode trabalh> s com z seis ,cores elem5t>es2 mas p>a compor os ,lapis de diff]5tes ,cores1 na he preciso outra c\sa1 que faz] seis maz ou bolos das ,cores elem5t>es1 e com e/as compor1 nas respectivas proporo5s1 os ,lapis que se quis]em4 ,nas ,t9tur>ias se devem prep>> c9co t9tas elem5t>es em caldeiro5s div]sos1 e depois faz] z mixturas na propora das ,taboas4 ,n4 ,b4 ,deve adv]tir-se que o ,l9ho1 ,alguda c4 seja bem exprugados antes de se lhe d> a t9ta2 porque de outra sorte z ,cores se alt]>ia consid]avelm5te4 ,em todos e/es g5]os se devem t] pres5tes z ,taboas de comb9aa2 e deve tambem t]-se o mayor cuidado1 em que z ,cores elem5t>es seja d mesmo gro1 e =a1 p>a que os resultados conresponda sempre a o que se dezeja4 ,n4 ,b4 ,por ,cores elem5t>es da ,p9tura1 se devem ent5d] sempre o ,v]melho1 o ,azul1 o ,v]de1 o ,am>elo1 o ,negro1 e o ,branco1 que sa os elem5tos de todas z ,cores mat]iaes1 que se emprega nos trabalhos ,coloridos4 ,e por ,cores primitivas1 e orig9>ias1 se devem t] sm5te o ,v]melho1 e o ,v]de4 ,,fim4 ,,correc,,o5s4 ,,e/ ,,escrito4 ,,deve ,,l]-,,se4 ,pag4 #g4 4 #aj4 99 ,e/e s9al he de mais4 ,pag4 #ab4 4 #ae4 disolvi em c9co dissolvi em c9co con*as con*as z z segu9tes ,cores3 7,nota segu9tes ,cores3 ,,xxiii47 ,pag4 #cd4 4 #fj4 ,am>ela1 ,am>ello1 ,pag4 #gh4 n4 #aj4 gro gra ,pag4 #ii4 n4 #de4 ,e como a ,luz ,e como z ,cores nascem1 nasce e augm5ta e augm5ta ,pag4 #aaj4 n4 #fd4 das duas primeiras das duas primitivas ,negro1 ,v]melho1 e ,v]de3 e ,branco2 ,pag4 #aae4 n4 #gc4 qu&o os qu&o a mayor p>te dos corpos naturaes corpos naturaes ,pag4 #abj4 n4 #gg4 os rayos da luz1 os subtilissimos rayos da luz1 ,pag4 #abe4 n4 #hd4 7,nota ,,xii47 7,nota ,,xvi47 ,pag4 #ach4 ,nota ,,xiii4 ,blattrn ,blatt]n ,pag4 #adb4 he inalt]avel3 he inde/ructivel3 ,no ,vocabol>io falta z ,cores1 ,,branco-,,de-,,*umbo1 ,,purpura1 e ,,ultram>9o4 ,quanto primeira de/as ,cores1 ella he o mesmo que ,alvaiade1 ,v4 ,,alvaiade4 ,a segunda he huma ,cor especifica d ,v]melho1 ,v4 ,tab4 ,v4 ,,vii4 ,,ix4 ,,xi4 #a4 ,a t]ceira f9alm5te1 que se faz de lapis lazuli1 se a*a discripta na ,cor1 ,,azul1 e ,,azul ,,de ,,prussia1 onde se pde v]4 ,ilu/rao3 ,tbua ,i ,ilu/rao3 ,tbua ,,ii ,ilu/rao3 ,tbua ,,iii ,ilu/rao3 ,tbua ,,iiii ,ilu/rao3 ,tbua ,v ,ilu/rao3 ,tbua ,,vi ,ilu/rao3 ,tbua ,,vii ,ilu/rao3 ,tbua ,,viii ,ilu/rao3 ,tbua ,,viiii ,ilu/rao3 ,tbua ,x ,ilu/rao3 ,tbua ,,xi ,ilu/rao3 ,tbua ,,xii ,ilu/rao3 ,tbua ,,xiii ,ilu/rao3 ,tbua ,,xiiii ,ilu/rao3 ,tbua ,a ,ilu/rao3 ,tbua ,b ,ilu/rao3 ,tbua ,c ,ilu/rao3 ,tbua ,d