file which includes the original illustrations4 ,see #caaij-;h4htm or #caaij-;h4zip3 7https3_/_/www4gutenberg4org_/cache_/epu b_/#caaij_/pg#caaij-;images4html7 or 7https3_/_/www4gutenberg4org_/files_/#ca aij_/caaij-;h4zip7 ,notas de transcrio3 ,este livro foi publicado no sculo ,,xviii1 quando a ortografia portuguesa no se encontrava normalizada4 ,foram mantidas as inconsistncias de escrita1 por exemplo3 cadahuma_/cada huma1 cinco_/sinco1 gra_/gro1 ,pomona_/,pomna4 ,no entanto1 os erros de composio foram corrigidos1 por exemplo uma nica ocorrncia de observacoens4 ,no ,vocabulario das ,cores1 a letra ,s vinha depois da letra ,t2 isso foi corrigido na transcrio4 ,a errata presente no final da obra foi aplicada no texto4 ,as notas de rodap que consistiam unicamente numa referncia para a seco de notas foram intercaladas com o texto1 p4 ex4 estas se dizem secundarias1 porque sa accidentes separaveis dos mesmos corpos ,,nota ,,ii4 ,as outras notas de rodap foram colocadas logo a seguir ao pargrafo a que dizem respeito1 e marcadas com ,nota ,a3 4 o local das ilustraes encontra-se marcado com ,ilustrao3 ,o texto em versaletes 7maisculas pequenas7 foi colocado em maisculas4 ,o texto em itlico foi colocado entre e 4 ,os textos em grego encontram-se transliterados entre e 1 por exemplo3 d pragmateia eis duo4 ,a letra upsilon foi sempre transliterada como u1 nunca como y4 ,o texto em lngua alem continha o sinal umlaut arcaico3 um e por cima da letra4 ,foi transcrito da seguinte forma3 ae1 oe1 ue4 ,a ligao latina oe foi marcada como oe4 ,sempre que o til surgia sobre a letra e ou u1 foi colocado assim3 e1 u4 ,fim das notas de transcrio4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,tratado ,,das ,,cores ,,que ,,consta ,,de ,,tres ,,partes ,,analytica1 ,,synthetica1 ,,hermeneutica3 ,,offerecido ,,aos ,,amadores ,,das ,,sciencias ,,naturaes1 ,e ,a ,,os ,,dilectantes1 ,e ,,artistas1 ,,que ,,come,a ,a ,,occupar-,,se ,,em ,,todo ,o ,,genero ,,de ,,trabalho ,,colorido3 ,,por ,,diogo ,,de ,,carvalho ,e ,,sampayo1 ,,cavalheiro ,,da ,,ordem ,,de ,,malta4 ,,malta ,na ,officina ,typographica de ,s4 ,a4 ,e4 ,impressor ,fr4 ,joa ,malla ,,mcclxxxvii4 ,com licena dos ,superiores4 --,hujus enim ignorantia quam plurimos1 labore non exiguo1 sed inani tamen1 exercuit--,,newt4 ,opt4 par4 secund4 ,sect4 prima4 ,,prefac,a ,este breve ,tratado na he outra cousa mais1 que huma clara exposia das minhas ideas1 a respeito das ,cores1 na mesma ordem1 com que ellas se me presentra4 ,illuminando alguns planos1 me apercebi dos diversos effeitos1 que resultava da mixtura de differentes ,cores4 ,fiz experiencias mais methodicas1 e me pareceo1 que sobre os seus resultados1 se poderia estabelecer alguns ,principios4 ,estes ,principios1 nascidos da experiencia1 os achei conformes s analogias da ,natureza2 e assim os tive por verdadeiros4 ,no fazer as mencionadas experiencias vi1 que com pouquissimas ,cores1 se poderia formar todas as precisas1 para imitar a ,natureza4 ,ordenei algumas ,taboas1 que logo me servra para os meus curiosos intertenimentos1 os quaes por este methodo1 me ficra muito mais faceis4 ,terei a mayor satisfaa de que os verdadeiros ,amadores das ,sciencias ,naturaes achem as minhas hypothesis bem fundadas3 e espero que em huma sciencia puramente natural na exigir demonstraoens geometricas1 contentando-se da experiencia1 e de bem fundadas analogias1 que sa a verdadeira prova desta sorte de ,conhecimentos4 ,os ,dilectantes1 e ,artistas que comea a occupar-se em todo o genero de trabalho colorido1 achara o modo de formar1 com poucos elementos1 huma infinidade de ,cores1 que jamais sera repugnantes1 e que sempre se concervara1 quanto ao brilhante1 na mesma propora1 com que se empregra1 sem que humas fiquem permanentes1 e as outras sujeitas s alteraoens do tempo4 ,se deste breve ,tratado resultar alguma luz quella parte da ,phisica1 que se versa sobre as ,cores2 e se elle puder contribuir para guiar o trabalho dos ,dilectantes1 e ,artistas que comea a occuparse da sua combinaa3 eu darei por bem empregados os poucos dias que passei em compollo2 e a nimguem pezar de ter sacrificado os poucos momentos1 que sa necessarios para o ler4 ,,argumento ,,da ,,introduc,a4 ,primarias1 e secundarias qualidades dos corpos #a1 #b4 ,todas as producoens da ,natureza sa effeitos da mera combinaa de principios mais simplez #c4 ,a verdadeira natureza dos corpos1 isto he dos seus primitivos principios1 he absolutamente desconhecida #d4 ,igualmente he desconhecida a natureza das suas secundarias qualidades #e4 ,opinia de ,aristoteles sobre as ,cores #g4 --,dos ,cartesianos #h4 --,de ,newton #i4 ,divisa do presente ,tratado #aj4 ,explicaa das ,taboas #ac4 ,,argumento ,,da ,,primeira ,,parte1 ,,que ,,contem ,a ,,analysis ,,das ,,cores4 ,o magestoso espectaculo do ,universo1 entre huma infinita variedade de ,cores1 nos presenta seis mais claras1 e distinctas3 e quaes seja estas ,cores #ad4 ,modo de as preparar para fazer as experiencias1 e para se servir dellas #ae1 #af4 ,a ,cor ,negra provem da mixtura das ,cores primitivas1 e das que immediatamente dellas se deriva #ag4 ,a ,cor ,branca nasce da extrema divisa das mesmas ,cores #ai4 ,o ,negro he huma cor positiva #bj4 ,o ,branco he igualmente huma ,cor positiva #ba4 ,o ,vermelho1 e ,verde sa as duas ,cores primitivas #bd4 ,a ,cor ,azul na he primitiva1 mas sim derivada do ,vermelho #bh4 ,a ,cor ,amarella na he primitiva1 mas sim derivada do ,verde #cj4 ,,argumento ,,da ,,segunda ,,parte1 ,,que ,,comtem ,a ,,synthesis ,,das ,,cores4 ,,sec,a ,,primeira4 ,para recebermos a sensaa das ,cores1 he necessario1 que concorra trez cousas1 a luz1 os corpos illuminados1 e o orga sensorio #ce4 ,o orga sensorio da vista nada contribue para a formaa das ,cores #cg4 ,a formaa das ,cores na depende s da diversa contextura dos corpos #dj4 ,as ,cores primitivas1 e as que dellas se deriva1 dependem para se manifestarem1 e da luz1 e da contextura dos corpos #dc4 ,analogia das ,cores originarias com o fogo electrico #dd4 ,a ,luz1 pelo reflexo1 transmite a imagem dos corpos2 e pelo reflexo1 e refraca1 os faz ver de differentes ,cores #dg4 ,as duas ,cores primitivas se manifesta pela descomposia1 que a luz padece1 urtando os corpos naturaes #dh4 ,a diversidade das ,cores resulta da differente combinaa das duas primitivas1 e das que immediatamente dellas se deriva1 nascida das diversas refracoens1 comque a luz se modifica1 urtando a superficie dos corpos #dh4 ,os phenomenos do ,prisma sa os mesmos que os do ,iris #di4 ,,sec,a ,,segunda4 ,a ,natureza1 para colorir todo o ,universo1 se servio unicamente de duas ,cores2 mas a ,arte para imitar as suas admiraveis obras1 necessita de se servir de seis #ea4 ,para mudar as ,cores1 se devem mudar as superficies #eb4 ,modo de formar toda a sorte de ,cores #ee4 ,,argumento ,,da ,,terceira ,,parte1 ,e ,,esta ,,hermeneutica4 ,divisa de todas as ,cores #fh4 ,vocabulario das ,cores1 que contem a explicaa das ,cores mais conhecidas1 segundo os principios deste ,tratado2 indicando ao mesmo tempo a similhana1 que ellas tem com as ,cores das ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 ou com as seis ,cores genericas da ,tab4 ,,xiv4 n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 ,,notas1 ,e ,,illustra,,oens4 ,,explica,a ,,de ,,algumas ,,palavras ,,de ,,origem ,,grega1 ,,que ,,se ,,acha ,,neste ,,tratado4 ,analysis palavra ,grega ,analusis1 que significa resolua1 ou descomposia de alguma cousa para achar os seus elementos4 ,synthesis ,sunthesis1 composia4 ,hermeneutica de ,ermneu interpretar1 explicar4 ,analogia ,analogia1 propora1 rasa similhante4 ,physica de ,phusis1 a natureza4 ,phenomeno de ,phainomai1 apparecer1 manifestar-se4 ,phenomeno quer dizer cousa1 que apparece1 e se faz visivel4 ,theoria ,theria1 contemplaa1 meditaa de cousas superiores1 e de difficil comprehena4 ,colleca de principios1 que forma o tratado de qualquer ,disciplina4 ,esta palavra vem do verbo ,there1 que significa considerar1 contemplar4 ,hypothesis ,upothesis1 supposia1 opinia2 condia com que se discorre4 ,homogeneo de ,omogens1 do mesmo genero1 e qualidade4 ,heterogeneo de ,eterogens1 de diverso genero4 ,problema ,problma1 proposia1 questa1 duvida4 ,atmosphera de ,atmos1 vapor1 e de sphaira esphera2 quer diser huma esphera de vapores4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,introduc,a4 ,todos os corpos naturaes1 de que se compoem o ,globo da ,terra1 e que lhe esta inherentes1 alem das primarias qualidades1 que constituem a sua essencia1 e os fazem uteis1 sa dotados de outras qualidades secundarias1 que prehenchendo tambem este mesmo fim1 os fazem ao mesmo tempo agradaveis ,,nota ,i44 #b4 ,as primarias qualidades dos corpos sa a figura1 a grandeza1 a contextura das suas partes constituentes1 e outras4 ,as secundarias porem consistem no som1 no gosto1 no cheiro1 na ,cor c4 ,aquellas chama-se primarias1 porque dellas se compoem a essencia de todos os corpos3 estas se dizem secundarias1 porque sa accidentes separaveis dos mesmos corpos ,,nota ,,ii44 ,mas1 de todas estas qualidades1 eu na fallarei que da differente organizaa ou contextura dos corpos1 e da sua ,cor2 por serem as outras alheas do prezente assumpto4 #c4 ,todas as producoens da ,natureza1 que fazem o objecto da contempla do homem1 sa hum puro effeito da mera combinaa de principios simplicissimos1 que a mesma ,natureza1 por meyo de huma serie de concatenadas operaoens1 variou ao infinito4 ,para achar estes principios1 o processo mais natural seria huma exacta1 e rigorosa analysis4 ,mas he bastante este methodo1 para descobrir os originarios1 e primitivos principios8--,parece que na he bastante2 mas he sem duvida hum caminho seguro1 para fazer maravilhozas descobertas1 e para levar1 de hum certo modo1 as ,sciencias1 e ,artes a sua perfeia4 #d4 ,a analysis de todos os corpos1 que compoem o imperio da ,natureza1 os reduz todos a quatro elementos2 e he quanto basta1 para ser de summa utilidade especie humana4 ,mas segue-se por isso1 que estes quatro elementos seja os primeiros1 e simplez principios dos corpos organizados8--,pde ser que o ,ar na seja que hum fogo condensado2 e que a ,agoa seja muito bem hum ar mais denso4 ,a ,terra he1 sem duvida1 hum composto de agoa crystallizada1 que forma a parte vitrea2 e de despojos de corpos organisados1 que forma a parte acida1 e alkalina3 de cuja reciproca mixtura resulta todo o reino mineral ,,nota ,,iii44 ,mas aquelle fogo1 onde vai terminar esta analysis1 he elle composto de partes homogeneas1 ou as suas constituentes partes sa ellas de differente natureza8--,questoens deste genero na sa da repartia do homem3 ellas dependem de principios desconhecidos1 e ta distantes dos limites dos nossos conhecimentos1 que o occupar-se dellas1 seria perder inutilmente o tempo4 #e4 ,a inevitavel difficuldade1 que se encontra1 em descobrir a natureza dos primitivos principios dos corpos1 he tambem commum aos seus accidentes1 ou seja secundarias qualidades4 ,a observaa dos homens mais reflexivos tem descoberto na ,natureza dous sons1 hum dos quaes he extremamente grave1 e o outro nimiamente agudo3 de cuja replica e combinaa nascem os sons elementares de todas as linguas2 e se compoem toda a sorte de canto1 e armonia4 ,mas conhecera os antigos1 e modernos cultivadores da ,musica a natureza destes sons1 ou podra jamais sujeitallos a huma exacta propora1 ou arithemetica1 ou geometrica8--,na chegra ja mais a este ponto3 e as escholas de ,pitagoras1 e ,aristoxenes ,,nota ,,iv4 na fara eternamente outra cousa mais1 que disputar sobre a preferencia da theoria ou da pratica1 sem passar alem da mera observaa de poucos phenomenos1 donde se tem deduzido os principios1 que forma a arte musical4 #f4 ,se isto succede a respeito dos sons1 na he mais intelligivel a natureza da outra secundaria qualidade dos corpos1 que consiste na admiravel variedade das ,cores4 ,os ,philosophos de todos os tempos1 os ,historiadores ,naturaes1 os ,poetas1 e os ,artistas1 se tem reflexiva1 e attentamente occupado deste interessantissimo objecto2 ja para explicar a natureza das ,cores1 e classificallas na sua ordem natural2 ja para se servir dellas1 com mayor vantagem1 na pratica dos trabalhos coloridos3 sem que athegora1 de tantas indagaoens reunidas1 tenha resultado huma theoria fundada1 que possa satisfazer o espirito do ,philosopho1 ou servir de guia ao ,artista3 e em lugar de explicar o admiravel systema da ,natureza1 na fizera outra cousa mais que confundillo1 e perturballo2 servindo-se de theorias complicadas para explicar phenomenos simplez1 donde na podia nascer que confusissimos resultados4 #g4 ,aristoteles affirmou3 ,que as ,cores era propriedades ou qualidades dos corpos1 e que existia nelles sem dependencia da luz4 ,esta sua opinia na a provou de forma alguma2 nem o podia fazer1 achando-se ella contraria a todas as experiencias ,,nota ,v44 #h4 ,os ,cartesianos dizia3 ,que na havia ,cores primitivas1 attribuindo todas as ,cores s s differentes modificaoens1 que a luz recebe pelo reflexo1 e pela refraca2 sem se lembrarem do famozo principio do ,poeta ,epicureo3 ,que do nada na pde resultar cousa alguma2 e que assim1 se nem os corpos1 nem a luz tem ,cor1 por mais combinaoens que se faa1 na pode dellas resultar ,cor alguma ,,nota ,,vi44 #i4 ,os ,philosophos naturaes seguia ou huma ou outra destas duas opinioens1 quando o immortal ,newton publicou a segunda parte da sua ,optica1 com hum novo systema sobre as ,cores4 ,o ,peripateticismo1 e a mal fundada hypothesis de ,cartesio cedera immediatamente ao brilhante systema de ,newton1 que foi logo abraado de muitos2 e que1 a pesar de grandes contradioens1 passa de hum seculo1 que he implicitamente seguido de todo o mundo4 ,se alguma cousa me fez vacillar sobre a concludencia dos ,principios1 em que se estabelece este ,tratado1 foi o ver que alguns delles se oppunha a parte das sinco ,proposioens1 em que ,newton fundou a sua doutrina sobres as ,cores4 ,mas as repetidas experiencias1 as exactas observaoens1 e as naturaes analogias em que se funda estes ,principios1 me fizera antepor a fora da evidencia1 talvez a mais plausivel de todas as opinioens4 ,e sem aspirar ao proselytismo1 farei1 em lugar competente1 huma succinta comparaa das ,proposioens de ,newton com os mencionados ,principios2 ficando sempre a cadahum a inteira liberdade de seguir o que lhe parecer mais bem fundado ,,nota ,,vii44 #aj4 ,sem deixar de ter a mayor consideraa pela respeitavel memoria dos celebres ,auctores de ta diversas opinioens1 eu puz de parte toda a preoccupaa da auctoridade1 e tomei somente a pura ,natureza por guia do meu trabalho1 no compor o presente ,tratado4 ,elle na se versa sobre a intima natureza das ,cores1 a qual sempre nos sera desconhecida2 mas sim sobre as suas sensiveis propriedades1 em quanto estas podem ser de algum uso1 ou nas ,sciencias ,naturaes1 ou nos trabalhos coloridos4 ,analysando as principaes ,cores1 que nos offerece o variado1 e maravilhozo quadro do ,universo1 na s achei as ,cores originarias1 e primitivas1 que a ,natureza combinou de mil modos differentes1 para o colorir2 mas tambem achei quaes sa as ,cores elementares1 preparadas pela ,natureza1 ou pela ,arte1 das quaes se devem servir os ,artistas nos seus trabalhos imitativos4 ,a exposia do processo1 que segui para achar estes resultados1 constituir a ,parte ,analytica4 #aa4 ,combinando as ,cores elementares ,,veja-,,se ,a ,,nota ,,xxiii4 preparadas pela ,natureza1 ou pela ,arte1 achei todas as graduaoens das ,cores compostas1 relativas a cadahuma dellas2 e as classifiquei na ordem mais natural1 e intelligivel4 ,a exposia deste processo formar a ,parte ,synthetica2 a qual por mayor clareza devidi em duas ,secoens4 ,a primeira expora o modo1 com que a ,natureza1 por meyo de huma combinaa admiravel das duas ,cores primitivas1 formou todas as que vemos nos corpos naturaes4 ,a segunda indicar o methodo com que1 s com as duas ,cores primitivas1 e quatro outras que se deriva immediatamente dellas1 se podem imitar todas as ,cores naturaes4 #ab4 ,a parte ,hermeneutica conter hum pequeno ,vocabulario com a explicaa das ,cores mais conhecidas1 segundo os ,principios deste ,tratado4 #ac4 ,e finalmente as ,taboas illuminadas1 que se junta1 dilucidara com as proprias ,cores1 a theoria que vou dar por escrito3 e os seus usos1 e applicaoens se expora nos respectivos lugares ,,nota ,,viii44 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,parte ,,primeira1 ,,que ,,contem ,a ,,analysis ,,das ,,cores4 ,contemplando o magestoso espectaculo do ,universo1 nos presenta os corpos naturaes huma maravilhoza1 e quasi incomprehensivel variedade1 e mixtura de differentes ,cores ,,nota ,,ix44 ,entre estas porem se destinguem positivamente seis1 a saber3 o ,negro1 o ,vermelho1 o ,azul1 o ,verde1 o ,amarello e o ,branco1 com as quaes1 todas as outras ,cores deixa entrever alguma affinidade4 ,eu fiz abstraca de todas estas1 tomando somente aquellas seis mais positivas1 claras1 e distinctas por objecto da minha analysis1 a que procedi no seguinte modo4 #ae4 ,deixando a ,cor branca1 como desnecessaria1 segundo o genero das minhas experiencias1 dissolvi em cinco conchas as seguintes ,cores ,,nota ,,xxiii43 ,tinta da ,china1 ,carmim1 ,azul de ,prussia1 ,verde-destilado e ,gomma-gutta1 e levando-as todas ao mesmo gro de fora1 formei as cinco ,cores1 que com a ,branca geralmente domina no quadro do ,universo4 ,puz em cada huma das conchas hum pincel fino2 tomei outro1 e huma palheta de marfim2 e com este simplez apparato procedi s experiencias4 #af4 ,meti sobre a palheta1 com os respectivos pinceis1 huma gotta de cadahuma das refferidas tintas1 e mixturando-as docemente1 fui observando1 que passava por degros insensiveis a ,cores mui differentes2 e quando as mixturei bem todas1 vi sobre a palheta huma ,cor muito escura1 tirando quasi nada para ,vermelho ,tab4 ,i4 n4 #a4 ,,nota ,x44 #ag4 ,repeti esta experiencia s com as ultimas quatro ,cores1 sem mixturar a ,tinta da ,china2 e da sua unia me resultou huma ,cor neutra1 muito escura1 e da mesma especie do ,nankim1 que na he muito carregado ,tab4 ,i4 n4 #b4 #ah4 ,este phenomeno me fez lembrar1 que assim como a ,cor negra era o resultado da unia das quatro ,cores1 devia naturalmente da divisa das mesmas ,cores1 resultar a ,cor branca4 #ai4 ,sem excluir a ,cor negra1 formei a ,tab4 ,,iv41 que me deu quatro ,cores mixtas n4 #a4 #b4 #c4 #d41 em que dominava o ,vermelho2 quatro outras n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 em que dominava o ,verde2 e duas n4 #g4 #i4 ujas1 e faltas de energia4 ,exclui as do n4 #g4 #i41 como passivas1 e com as outros formei a ,tab4 ,,xiv4 e tirando resultados de resultados1 achei1 oitava combinaa1 a ,cor branca1 que procurava1 ta clara como o mesmo papel1 em que fazia a prova4 ,por meyo destas duas experiencias1 achei os dous ,principios seguintes4 ,,primeiro ,,principio4 #bj4 ,o ,negro he huma ,cor positiva1 na qual o ,vermelho1 o ,azul1 o ,verde1 e o ,amarello se acha intimamente unidos1 e em quantidades quasi iguaes4 ,,segundo ,,principio4 #ba4 ,o ,branco he huma ,cor igualmente positiva1 onde o ,vermelho1 o ,azul1 o ,verde1 e o ,amarello se acha extremamente divididos1 athe o ponto de se fazerem invisiveis ,,nota ,,xi44 #bb4 ,no contemplar a ,tab4 ,,vi4 observei1 que da reciproca mixtura das sinco ,cores1 de que se compoem1 resultava do n4 #a4 #b4 #d41 huma ,cor mixta1 onde reynava o ,vermelho2 do n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 resultava ,cores1 em que predominava o ,verde2 do n4 #g4 #i4 resultava ,cores pardas ou ujas2 e que finalmente do n4 #c4 onde o ,vermelho1 e ,verde se acha combinados em differentes proporoens1 resultava a mesma ,cor escura1 ou a mesma especie de negro1 que tinha resultado da mixtura do ,vermelho1 ,azul1 ,verde1 e ,amarello ,tab4 ,i4 n4 #b4 ,,nota ,,xii44 #bc4 ,este phenomeno me fez ver1 que as quatro ,cores ,tab4 ,i4 n4 #b41 e as duas ,tab4 ,,vi4 n4 #c1 e ainda as das ,tab4 ,,viii4 ,x4 ,,xii1 no mesmo numero1 importava a mesma cousa2 isto he1 que o ,vermelho1 e ,verde combinados em certas proporoens1 valem tanto como o ,vermelho1 o ,azul1 o ,verde1 e o ,amarello2 ou que no ,vermelho1 e ,verde se contem as outras duas ,cores4 ,e reflectindo em que nas ,tab4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iv4 ,v4 ,,vii4 ,,ix4 ,,xi1 nas quaes em differentes proporoens1 se acha combinadas as sinco ,cores1 se descobrem sempre quatro numeros1 em que domina o ,vermelho1 e sa1 o n4 #a4 #b4 #c4 #d4 e outros quatro em que domina o ,verde1 a saber1 o n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 e que o ,azul1 e ,amarello cedem sempre ao ,vermelho1 e ,verde2 e quando se combina com o ,negro1 em diversas proporoens1 ou se confundem inteiramente com elle1 ou recebem huma sombra1 que as escurece sensivelmente1 sem que jamais produza huma terceira ,cor3 esta reflexa1 digo1 me suscitou outro ,principio4 ,,terceiro ,,principio4 #bd4 ,o ,vermelho1 e ,verde sa as ,cores primitivas1 e dominantes na ,natureza3 e o ,azul1 e ,amarello na sa que puras modificaoens destas duas4 #be4 ,fiz todas as combinaoens possiveis do ,vermelho1 e ,verde1 e na pude achar hum ,azul1 e ,amarello igual ao de que me servia nas experiencias4 ,interrompias por algum tempo1 e fui estudar no grande livro da ,natureza ,,nota ,,xiii41 onde se podia achar a resolua destes problemas4 #bf4 ,este vastissimo imperio1 nos seus differentes reynos1 me presentou duas analogias1 que adiantra a minha indagaa4 ,vi que no reyno animal1 dominava a ,cor vermelha4 ,o sangue dos animaes1 e a carne em que elle se acha espalhado1 me confirmra em que o ,vermelho he huma ,cor universal1 e primitiva4 ,vi igualmente que1 o ,verde coloria todo o reyno vegetal1 o que me convenceo tambem1 de que o ,verde era huma ,cor primitiva1 e universal4 #bg4 ,occorreu-me1 que a carne dos animaes quando he contundida1 ou passa a maceraa1 passa tambem da ,cor vermelha azul4 ,lembrou-me logo1 que a mesma tinta azul das minhas experiencias1 que era ,azul de ,prussia1 se fazia de sangue de boi1 ou de qualquer outro animal4 ,poucos dias antes eu tinha reiterado as observaoens de ,m4 de ,buffon1 cerca da sombra da luz do ,sol1 tincta com a ,cor da ,aurora1 e achei1 que a sombra de huma palheta de marfim1 de duas pollegadas de largo1 sobre hum papel branco1 era sempre azul1 pondo a palheta1 pouco mais ou menos1 a hum p de distancia do papel2 e chegando-a quasi ao papel1 achei enta sempre escura a sua sombra2 o que na podia resultar sena da refraca da luz vermelha do sol1 que coloria a sombra de azul4 ,esta observaa me produsio o ,principio seguinte ,,nota ,,xiv44 ,,quarto ,,principio4 #bh4 ,a ,cor azul na he primitiva1 mas sim gerada pelas modificaoens1 que recebe a ,cor vermelha pela refraca da luz1 ou mixtura de outras substancias4 #bi4 ,fiz a mesma especulaa com a ,cor verde1 e achei1 que todos os vegetaes1 no estado da sua perfeia1 nos presenta universalmente esta agradavel ,cor2 mas que geralmente todos os vegetaes1 com as suas folhas1 fructos1 sementes c4 na sua decadencia1 passa da ,cor verde amarella4 ,occorreu-me tambem1 que a ,cor amarella das minhas experiencias1 era a gomma de huma arvore2 e consequentemente na vinha a ser que hum ,verde degenerado4 ,esta reflexa me deu outro ,principio ,,nota ,,xv44 ,,quinto ,,principio #cj4 ,a ,cor amarella na he originaria1 ou primitiva2 mas sim secundaria1 e derivada da ,verde ,,nota ,,xvi44 #ca4 ,fiz muitas outras experiencias1 combinando em differentes proporoens1 todas as sinco ,cores2 e de todas estas combinaoens na resultou cousa alguma1 que podesse formar principios1 ou destruir os que fica estabelecidos4 ,as combinaoens de cinco1 ou quatro ,cores1 tomando quatro ou tres por primeiro termo1 e combinando-as em proporo de #a_/b1 me dera resultados quasi similhantes2 isto he1 huma ,cor escura1 algumas vezes insensivelmente affectada de ,vermelho1 ou ,verde2 e por isso as regeitei todas4 ,a combinaa de tres ,cores1 tomando duas por primeiro termo1 e comparando-as com a outra1 me deu as ,cores que consta da ,tab4 ,,ii1 e ,,iii4 ,a ,tab4 ,,iiii1 e seguintes me dera huma grande variedade de ,cores1 todas bastantemente fortes1 e capazes de serem empregadas como ,cores locaes4 #cb4 ,era inutil passar adiante2 por que j na ,tab4 ,,xi41 que he feita em propora de #a_/e1 os resultados sa quasi iguaes ao primeiro termo dos antecedentes3 e a ,tab4 ,,xii4 he quasi igual s ,tab4 ,,vi4 e ,,viii4 ,e se se fizessem outras ,taboas em proporo de #a_/g e #a_/h parte1 em humas seria os resultados quasi iguaes a os elementos2 e nas outras coincidiria os resultados com os da ,tab4 ,,iiii42 pelo que era inutil o passar adiante4 ,e como destas ultimas experiencias nada mais resultava1 que a composia de diversas ,cores1 eu vi bem que a minha analysis degenerava em synthesis1 e que consequentemente era tempo de passar ,segunda ,parte4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,parte ,,segunda1 ,,que ,,contem ,a ,,synthesis ,,das ,,cores4 ,como nesta ,segunda ,parte se trata da composia das ,cores1 e esta ou he feita pela ,natureza1 ou pela ,arte2 pede o methodo que ella seja dividida em duas ,secoens4 ,na primeira se expor o mechanismo1 de que se serve a ,natureza1 para com duas ,cores unicas1 ornar ta diversamente o seu vasto imperio4 ,na segunda porem se assignar o modo1 com que a ,arte deve combinar estas duas ,cores1 com quatro outras1 para imitar todas as ,cores naturaes4 ,,sec,a ,,primeira1 ,,que ,,contem ,a ,,synthesis ,,natural ,,das ,,cores4 #cd4 ,assim como o reyno animal1 e vegetal nos presenta as duas ,cores primitivas1 e dominantes1 assim tambem o reyno mineral1 que he principalmente composto da quelles dous1 nos offerece huma infinita variedade de ,cores1 com que se acha embellecidas todas as obras da ,natureza4 ,e para conhecermos o modo1 com que ella formou esta admiravel variedade de ,cores1 consideremos os meyos1 que devem necessariamente concorrer para recebermos as suas sensaoens4 #ce4 ,o ,sentido da vista1 assim como he o mais espiritual ,,nota ,,xvii4 dos sinco1 pelos quaes recebemos todas as impressoens das causas externas1 he tambem o que depende demais circunstancias1 para se formarem as suas sensaoens4 ,a luz1 os corpos naturaes1 e o orga sensorio da vista1 sa de absoluta necessidade1 para se cooperar este fim3 e he em todos estes meyos1 ou em parte delles1 que devemos procurar a formaa das ,cores2 para o que eu passo a considerallos em particular4 #cf4 ,he indubitavel1 que as qualidades secundarias dos corpos consistem em certos accidentes1 que inherem a os mesmos corpos4 ,e se o orga sensorio recebe a sensaa das qualidades primarias dos corpos1 que indubitavelmente existem fra delle2 da mesma sorte recebe a impressa das suas secundarias qualidades1 que tambem existem fra delle com os corpos que as sustem4 ,neste concludente raciocinio se estabelece o seguinte ,principio4 ,,sexto ,,principio4 #cg4 ,o orga sensorio da vista nada contribue para a formaa das ,cores2 as quaes sendo qualidades secundarias dos corpos1 existem com elles1 fra de ns mesmos4 #ch4 ,na contribuindo assim o orga sensorio nada mais para a formaa das ,cores1 do que huma camara obscura1 onde os objectos se representa j coloridos2 ponhamos de parte esta divisa1 e passemos a examinar os phenomenos1 que os corpos naturaes nos presenta a respeito das mesmas ,cores4 #ci4 ,se tomamos hum papel branco1 e fazemos sobre elle as experiencias da luz do ,sol affectada da ,cor da ,aurora1 achamos que o mesmo papel1 quasi no mesmo instante1 nos presenta quatro ,cores differentes4 ,antes da experiencia1 e vendo o papel sem ser ao ,sol elle nos presenta a sua ,cor branca e natural4 ,expondo o mesmo papel ao ,sol1 o vemos tincto de huma especie de ,cor de roza4 ,fazendo cahir sobre elle a sombra de huma palheta de marfim1 ou de qualquer outro corpo semelhante1 nas circunstancias do #bg1 enta nos faz ver ou huma ,cor de ,azul claro1 ou hum ,branco mais escuro que a sua propria ,cor4 ,e resultando estes diversos phenomenos da mesma luz1 do mesmo papel1 e de huma observaa feita em hum momento1 sem que na superficie do papel possa ter acontecido alguma alteraa1 segue-se outro ,principio4 ,,septimo ,,principio4 #dj4 ,a ,diversidade das ,cores na resulta s da differente contextura dos corpos naturaes2 pois que sobre huma superficie homogenea vemos1 ao mesmo tempo1 diversas ,cores4 #da4 ,consideremos agora os phenomenos da luz1 os quaes necessariamente nos ha de dar toda a clareza1 que ainda falta a esta indagaa4 #db4 ,se a luz se propaga por continuaa1 ou por contiguidade1 isto he1 se ella consiste em rayos1 que partem em linha direita dos corpos lucidos athe os objectos illuminados2 ou se consiste somente em huma continuaa de urtos das molleculas ethereas1 causada pela rotaa do ,sol1 ou vivo movimento1 que existe em todos os corpos lucidos3 he huma questa que eu deixo a decidir aos partidistas de ,euler1 e de ,newton ,,nota ,,xviii42 e qual quer que seja a sua decisa1 na offender nada este systema4 ,a luz ter sempre a qualidade de nos fazer visiveis os corpos1 e de affectar-se de mil modos differentes1 pelo reflexo1 e refraca1 que sofre urtando contra os mesmos corpos4 ,e como a luz he huma substancia clara1 refraccivel e reflexivel1 onde residem as ,cores primitivas2 mas que na as manifesta1 nem as combina e vara sena por meyo do reflexo e refraca1 com que se modifica1 urtando os corpos naturaes3 e este reflexo e refraca devem ser diversos segundo a differente contextura dos corpos1 a qual na he mais homogenea em especies diversas2 segue-se outro ,principio4 ,,oitavo ,,principio4 #dc4 ,as ,cores originarias e primitivas1 e as que dellas nascem e se compoem1 necessita para se manifestar e compor1 e da luz1 e da diversa contextura dos corpos1 que as refringem1 e reflectem4 #dd4 ,a ,natureza da luz1 e das ,cores sera sempre ta desconhecidas1 como a natureza do espirito1 e da materia2 mas as propriedades da luz1 e das ,cores1 ns as podemos conhecer de hum certo modo4 ,a luz he huma substancia subtilissima1 em que residem as duas ,cores primitivas1 como no puro ether reside o fogo electrico4 ,o fogo electrico na se manifesta1 sem que se perca o equilibrio1 ou se descomponha as molleculas1 ou seja pequenas partes do ether que o contem3 perdido o equilibrio1 por mil causas diversas1 o fogo se faz visivel1 por outros tantos modos differentes ,,nota ,,xix44 #de4 ,o ,fogo do rayo1 a que nenhum corpo natural pde resister1 he o mesmo fogo1 que nos gabinetes de physica se faz sahir impunemente da ponta dos nossos dedos2 e que em huma bella noute1 illumina pacificamente o horizonte4 ,o fogo1 que faz jogar as batarias de hum navio de tres pontes1 he o mesmo1 com que os artilheiros fuma sensualmente o tabaco4 ,o incendio de huma casa nasce do mesmo fogo1 que nutria seu dono1 e o aquentava4 ,o ,etna1 e hum gra de polvora na differem que nas grandezas4 ,os horrorozos phenomenos dos ,vulcanos ,,nota ,,xx41 e hum agradavel fogo de artificio1 na differem sena nas quantidades4 ,basta de exemplos3 e deixo tambem de trazer outra similhante analogia tirada dos dous sons1 de que se compoem todas as lingoas1 toda a sorte de canto1 e harmonia1 por ser inteiramente superfluo4 #df4 ,a ,respeito das ,cores vemos na ,natureza o mesmo mechanismo4 ,os rayos da luz illumina os corpos naturaes1 e pela opposia que encontra urtando os mesmos corpos1 se descompoem em tantos modos diversos1 quanto he differente a sua superficie2 e enta se manifesta as duas ,cores primitivas1 ou puras1 ou combinadas de mil modos differentes2 e quanto mais heterogeneos sa os corpos1 que a luz encontra1 tanto mais irregular he a refraca1 e tanto mais composta he a ,cor que della resulta4 #dg4 ,a luz affectada de huma refraca recebe sempre huma ,cor1 mais ou menos sensivel1 a qual conserva sem alterao alguma1 athe novamente se descompor1 com o encontro1 de outros corpos4 ,a lux do ,sol1 por exemplo1 chega superficie da atmosphera da ,terra1 sem receber talvez alteraa alguma2 mas apenas entra na atmosphera do nosso ,globo comea a refringir-se e a descompor-se1 e nos manifesta huma ,cor azul com alguma mixtura de ,verde1 que he a ,cor do ,ceo4 ,se a mesma luz1 ao nascer do ,sol1 encontra os vapores1 que ordinariamente cobrem o horizonte1 se descompoem novamente1 e nos faz ver huma ,cor1 que participa do ,amarello e ,vermelho1 que he a ,cor da ,aurora4 ,esta ,cor se conserva1 athe que a luz toque a superficie da ,terra1 onde no mar1 e grandes maas de agoa1 se descompoem como na atmosphera1 em huma ,cor azul1 mais ou menos verde1 segundo o movimento ou altura da agoa3 e cahindo sobre a superficie secca de nosso ,globo1 enta se descompoem em tantos modos differentes1 quantas sa as diversas organisaoens dos corpos naturaes2 da mesma sorte que encontrando sobre o horizonte nuvens de differentes configuraoens1 no las faz ver diversamente coloridas4 ,donde resulta o ultimo e fundamental ,principio ,,nota ,,xxi44 ,,nono ,,principio4 #dh4 ,as ,duas ,cores primitivas1 que residem na luz1 se manifesta pela descomposia1 que a mesma luz padece urtando os corpos naturaes3 e todas as outras ,cores1 de qual quer genero que seja1 resulta da differente combinaa das duas primitivas1 nascida das diversas refracoens1 com que a luz se modifica1 tocando a superficie dos corpos4 4 #di4 ,com estes simplez1 e naturaes principios1 fundados todos sobre exactas observaoens1 naturaes analogias1 e repetidas experiencias1 se explica todos os phenomenos das ,cores4 ,o ,prisma1 o ,iris1 o pescoo da ,pomba1 a cauda do ,pava ,,nota ,,xxii4 c41 sa phenomenos identicos1 que resulta da mera descomposia da luz1 nascida da differente contextura das partes1 de que se compoem a quelles corpos4 #ej4 ,athequi a ,synthesis da ,natureza4 ,passemos agora a ver como a ,arte com as duas ,cores primitivas1 e quatro outras que dellas immediatamente se deriva1 pde formar todas as ,cores necessarias para1 em qualquer genero de trabalho colorido1 se imitarem as decoraoens do ,universo4 ,,sec,a ,,segunda1 ,,que ,,contem ,a ,,synthesis ,,artificial ,,das ,,cores4 #ea4 ,a ,sabia ,natureza s com as duas ,cores primitivas1 que residem na luz1 e se varia ao infinito1 por meyo de huma prodigioza combinaa1 nos faz ver todos os corpos de differentes especies1 coloridos diversamente4 ,a ,arte porem1 menos poderosa que a ,natureza1 tem necessidade1 para imitar as suas admiraveis obras1 de quatro outras ,cores1 nascidas immediatamente da quellas duas2 isto he do ,azul1 que vem do ,vermelho2 e do ,amarelo1 que se produs do ,verde2 do ,negro1 que consiste na soma do ,vermelho1 e ,azul1 do ,verde1 e ,amarelo2 e do ,branco1 que se manifesta pela divisa destas mesmas ,cores3 de sorte que a ,natureza executa1 em hum instrumento de duas cordas1 toda a harmonia das ,cores1 que a ,arte s pde executar em hum de seis4 #eb4 ,a formaa das ,cores consiste em hum simplez1 e puro mechanismo4 ,mudar a superficie dos corpos1 ou alteralla1 he o mesmo que mudar1 ou alterar a ,cor dos mesmos corpos4 ,mudada a contextura1 muda-se a refraca1 e muda-se a ,cor4 #ec4 ,os ,corpos ou tem a mesma contextura1 em toda a sua massa1 ou s na sua superficie4 ,hum cubo de marmore branco1 partido em pedaos1 mostrar sempre a ,cor branca2 mas hum pedao de po branco tingido de vermelho1 se o fendermos1 nos prezentar interiormente a sua ,cor branca1 e natural2 e a alteraa1 que se tinha feito na sua superficie1 applicando-lhe a ,cor vermelha1 fazia que toda a massa apparecesse desta ,cor1 sendo realmente branca4 #ed4 ,a ,arte de ,colorir na se versa sena a respeito das ,cores superficiaes2 e he o modo de achar toda a sorte de ,cores1 ou de mudar toda a sorte de superficies1 que faz a materia desta seca4 #ee4 ,o ,mechanismo das ,cores se contem da ,taboa ,i4 athe ,,xiii4 das quaes a explicaa he a seguinte4 #ef4 ,todas as ditas ,taboas contem duas sortes de numeros1 hum ,romano1 no angulo direito superior1 que marca a ,taboa2 e outro ,arabico sobre os circulos coloridos1 que indica a figura3 de sorte que toda a vez que se achar1 por exemplo1 ,,iiii4 #a4 quer dizer ,taboa quarta n4 #a41 que he o mesmo que dizer1 que de partes iguaes de ,vermelho1 e ,azul resulta huma especie de ,cor de purpura4 #eg4 ,todas as figuras consta de duas partes1 antecedente1 e consequente3 a parte antecedente sa os elementos1 de que se forma as ,cores2 e a consequente he a ,cor1 que resulta dos antecedentes3 por exemplo ,tab4 ,,iiii4 n4 #a4 o antecedente he o ,vermelho1 e ,azul1 e o consequente he a ,cor de purpura1 que nasce delles3 e assim em todas as mais4 #eh4 ,o ,consequente he sempre hum1 mas os antecedentes podem ser de dous athe seis4 ,a ,tab4 ,,iiii4 mostra antecedentes de dous2 a ,taboa ,,ii4 ,,iii4 mostra antecedentes de tres2 e a ,i4 de quatro e de cinco4 ,nas pinturas a oleo1 onde a ,cor branca se combina com todas as outras ,cores1 pode o antecedente ser de seis4 #ei4 ,os ,antecedentes1 ou se combina em partes iguaes1 ou em differentes proporoens4 ,a ,tab4 ,i4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iiii4 offeressem antecedentes combinados em partes iguaes2 e as outras athe ,,xii4 os mostra combinados em differentes proporoens4 ,as ,tab4 ,v4 ,,vi4 mostra os antecedentes combinados em propora de #a_/b2 a ,,vii4 ,,viii4 em propora de #a_/c2 a ,,ix4 ,x4 em propora de #a_/d2 ,,xi4 ,,xii4 em propora de #a_/e4 #fj4 ,a ,taboa ,,xiii4 faz ver1 que1 na combinaa das duas ,cores primitivas1 e dominantes1 ,vermelho1 e ,verde1 com as outras quatro1 em partes iguais1 os resultados sa sempre affectados da ,cor vermelha1 e verde2 mas que a vermelha he mais forte que a verde3 porque nos resultados numeros #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 #g41 que provem de antecedentes1 em que a ,cor vermelha se combina com o ,azul1 ,verde1 ,amarello1 e ,negro1 domina sempre a ,cor vermelha4 ,porem nos numeros #h4 #i4 #aj4 #aa4 #ab4 #ac4 #ad41 que provem de antecedentes em que a ,cor verde se compara com o ,vermelho1 ,azul1 ,amarello1 e ,negro1 h dous resultados em que domina a ,cor vermelha1 e sa os #h4 #ab42 e somente cinco em que domina o ,verde2 donde se ve que das duas ,cores primitivas1 e dominantes1 a mais poderosa he a vermelha4 #fa4 ,nesta mesma ,taboa se vem ,cores de cinco especies1 ou graos diferentes4 ,o numero #a4 vem da combinaa dos seus respectivos antecedentes ,vermelho1 e ,azul2 e o n4 #b4 vem do ,vermelho1 e ,verde combinados em partes iguaes3 ,o n4 #e4 vem da combinaa do n4 #a4 #b4 tambem em partes iguaes3 e o n4 #g4 procede da combinaa do n4 #e4 #f4 na mesma propora1 e assim em todos os mais4 #fb4 ,a ,tab4 ,,xiv4 he feita imitaa da ,tab4 ,,xiii41 e se pde chamar a ,taboa da somma1 e divisa das ,cores2 porque as seis ,cores n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 unidas em partes iguaes1 produsem a ,cor escura1 ou negra n4 #g4 ,e divididas estas seis ,cores1 por meyo de repetidas combinaoens1 athe o oitavo grao1 tomando os consequentes1 ou resultados do primeiro grao1 por antecedentes ou elementos do segundo1 e procedendo desta mesma sorte athe o oitavo1 enta se vem as ditas seis ,cores resolvidas na ,cor clara ou branca n4 #dc4 #fc4 ,as ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d so como hum index de todas as outras4 ,a letra ,a1 por exemplo1 indica a ,tab4 ,a4 ,os numeros ,romanos desta ,taboa indica as ,taboas notadas com os numeros ,romanos3 e o numero ,arabico indica as figuras das respectivas ,taboas4 #fd4 ,isto supposto1 eisaqui o modo1 com que se podem formar1 com a mayor facilidade1 todas as ,cores1 que presenta as ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d4 #fe4 ,preparadas as ,cores elementares1 como fica dito #ae41 se queremos imitar huma ,cor natural1 que seja similhante ,cor verde ,taboa ,a4 ,,iiii4 #h4 procuramos a ,tab4 ,,iiii4 n4 #h4 e acharemos1 na s a ,cor verde procurada1 mas que ella se forma de partes iguaes de ,verde1 e ,amarello4 ,se quisermos imitar a ,cor de violeta1 ou purpura ,tab4 ,a4 ,,iiii4 #a4 procuraremos a ,tab4 ,,iiii4 n4 #a4 onde acharemos a ,cor desejada1 e que ella se compoem de partes iguaes de ,vermelho1 e ,azul3 e para achar a composia de todas as mais ,cores1 de que se compoem as ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 se proceder da mesma sorte4 #ff4 ,por este methodo1 s com os exemplos1 que se vem nas ,taboas1 se forma cento e vinte ,cores1 capazes de se empregarem como ,cores locaes1 e suceptiveis de trez graos de fora1 isto he1 de escuro1 meya tinta1 e claro1 o que faz trezentas1 e sessenta meyas tintas diversas4 ,e para formar muitas outras1 se proceder da mesma sorte1 ordenando ,taboas imitaa das que se presenta2 tomando por antecedentes cinco1 ou seis ,cores especificas1 isto he1 das de que se compoem as ,tab4 ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 o que produsir huma infinita variedade de ,cores1 que todas se compoem das duas primitivas ,vermelho1 e ,verde2 e das quatro1 que destas immediatamente se deriva1 i4 e4 ,azul1 ,amarelo1 ,negro1 e ,branco ,,nota ,,xxiii44 #fg4 ,tal he a ,synthesis artificial das ,cores1 que tanto desanima os ,dilectantes1 e que por tantos annos embaraa os ,artistas2 a qual por este methodo se comprehende1 e se executa em poucas horas4 ,passemos a ,terceira ,parte4 ,,tratado ,,das ,,cores4 ,,parte ,,terceira1 ,e ,,esta ,,hermeneutica4 ,esta ,terceira parte comprehende1 em hum breve ,vocabulario1 a explicao das ,cores mais conhecidas2 indicando1 ao mesmo tempo1 a similhana1 que algumas dellas tem com as ,cores das ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 de sorte que1 para formar a idea de algumas destas ,cores1 e para as compor todas1 na he necessaria outra cousa1 que procurar no ,vocabulario o nome dessa ,cor2 e a hi mesmo se achara citadas as ,taboas1 que prehenchera estes dous fins4 #fi4 ,querendo-se saber1 por exemplo1 qual he a ,cor de purpura1 e como se compoem1 procure-se no ,vocabulario a palavra purpura1 onde se achar citada a ,taboa ,a4 ,,iiii4 #a4 das quaes a primeira mostrar a ,cor1 e a segunda ensinar o modo de a compor4 ,e as ,cores1 que na se acharem nas ,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 se indicar somente os seus elementos1 para que se possa compor com a mesma facilidade4 #gj4 ,para se entenderem as explicaoens do ,vocabulario1 convir muito ter presentes as prenooens seguintes4 #ga4 ,as ,cores1 como fica dito1 sa huma propriedade da luz1 que por hum admiravel mechanismo da ,natureza1 se manifesta1 em tantos modos differentes1 quanto sa diversas as configuraoens dos corpos naturaes1 illuminados pela luz4 ,ellas sa de duas sortes1 ou genericas1 ou especificas4 #gb4 ,as ,cores genericas sa tambem de duas sortes1 ou genericas primitivas1 ou genericas derivadas4 #gc4 ,as ,genericas primitivas sa duas1 a saber1 o ,vermelho1 e o ,verde2 e se manifesta pelo mesmo mechanismo1 que todas as outras4 #gd4 ,as ,genericas derivadas sa quatro1 a saber1 o ,azul1 que nasce do ,vermelho2 o ,amarelo1 que se forma do ,verde2 o ,negro1 que resulta da unia do ,vermelho1 e ,verde2 e o ,branco1 que provem da divisa destas duas ,cores4 #bb4 ,tab4 ,,xiv4 #ge4 ,cores especificas sa as que se forma da mixtura das genericas4 ,a ,cor de purpura he huma ,cor especifica1 que nasce da mixtura das duas ,cores genericas ,vermelho1 e ,azul4 #gf4 ,da ,combinaa das seis ,cores genericas resulta seis especies de ,cores1 como se ve na ,taboa ,,iiii4 na qual o n4 #a4 #b4 #c4 #d4 forma a especie das ,cores vermelhas2 o n4 #e4 #f4 #h4 #aj4 forma a especie das ,cores verdes2 o n4 #g4 forma a especie das ,cores azues2 o n4 #i4 forma a especie das ,cores amarellas3 a ,cor negra forma a especie das ,cores escuras2 e a branca forma a especie das ,cores claras4 #gg4 ,da ,mixtura destas duas ultimas ,cores1 em differentes proporoens1 nasce toda a sorte de claro escuro2 e da mixtura destas mesmas ,cores com as quatro primeiras1 e as suas especies1 provem todas as meyas tintas1 com que se podem modificar todas as referidas ,cores4 ,,vocabulario ,,das ,,cores4 ,,introduc,a ,as ,cores1 que presenta este ,vocabulario1 sa as que geralmente se emprega em todo o genero de trabalho colorido4 ,ellas se pdem imitar todas com os elementos da ,tab4 ,,xiv4 n4 #a4 #b4 #c4 #d4 #e4 #f4 o que indubitavelmente me provra repetidas experiencias4 ,em huma folha de papel branco risquei duas series de pequenos circulos1 de sorte que os circulos de huma das series correspondessem exactamente a os da outra4 ,colori huma serie destes circulos com as ,cores finas da preparaa dos dous ,reeves ,inglezes1 e do ,chimico ,francez ,antheaume1 que sa as melhores que se conhecem2 e na outra serie1 nos correspondentes circulos1 as imitei com os elementos da ,taboa1 e numeros assima refferidos3 de tal sorte1 que vendo-se em justa posia os originaes1 e as imitaoens1 na se differenava huns dos outros4 ,os ,dilectantes podera repetir estas experiencias2 e se depois tomarem por originaes as mais bellas flores1 os fructos1 as folhas das plantas1 as pennas dos passaros diversamente coloridas1 pedaos de marmore manchados de differentes ,cores c4 fara hum estudo ainda mais proveitoso2 e se convencera1 com a mayor evidencia1 de que a diversidade das ,cores na resulta1 que da mixtura de poucos1 e simplessissimos elementos1 combinados1 de mil modos differentes1 ou pela1 ,natureza1 ou pela ,arte4 ,,vocabulario ,,das ,,cores1 ,,que ,,contem ,a ,,explica,a ,,das ,,cores ,,mais ,,conhecidas1 ,,indicando ,a ,,similhan,a1 ,,que ,,algumas ,,dellas ,,tem ,,com ,,as ,,das ,,taboas ,a1 ,b1 ,c1 ,d1 ,e ,o ,,modo ,,com ,,que ,,todas ,,se ,p,,dem ,,imitar1 ,,com ,,os ,,elementos ,,da ,,tab4 ,,xiiii4 ,n4 ,i4 ,,ii4 ,,iii4 ,,iiii4 ,v4 ,,vi4 ,a ,,alvaiade1 ,cor especifica do branco4 ,o ,alvaiade se faz de chumbo1 assim como o branco de chumbo2 mas he menos fino1 e delicado1 que este3 e se forma em pequenos paens de huma libra1 pouco mais ou menos4 ,elle encorpora todas as ,cores1 com que se mixtura4 ,,amarello1 ,cor generica derivada4 ,o ,amarello he a ,cor mais clara depois do ,branco1 e na he que hum ,verde degenerado4 ,esta ,cor tem differentes tintas1 taes sa a ,gomma-gutta1 a ,ocre commua1 a ,ocre escura ou de ,ruth1 a ,terra de ,italia1 o ,amarello de ,napoles1 o ,massicote claro1 e o ,massicote escuro1 o ,stil de ,troyes1 o ,stil de ,inglaterra1 o ,ouropimenta claro1 e ,ouropimenta escuro1 e a ,pedra de fel1 cujos elementos se acharo ao p de cadahuma destas tintas4 ,,anil1 ,cor especifica do ,azul4 ,o ,anil d hum ,azul muito escuro similhante ao que presenta a ,tab4 ,c4 ,,xi4 #g4 e se pde imitar exactamente1 proporcionando as quantidades dos elementos do dito n4 #g4 ,,azul1 ,cor generica derivada4 ,o ,azul na he outra cousa1 que huma degradao do ,vermelho4 ,esta ,cor tem diversas tintas1 a saber1 o ,azul de ,prussia1 o ,ultramarino1 o ,esmalte1 as ,cinzas azues1 e o ,anil4 ,o ,ultramarino se deve ter1 como o ,azul elementar1 com o qual se pdem imitar todas as especies desta ,cor1 mixturando mais ou menos ,negro1 ou ,branco4 ,com o ,azul de ,prussia na se pde bem imitar o ,ultramarino1 mas faz-se huma especie de ,azul celeste1 que se lhe avisinha muito2 porem todas as outras tintas desta especie se imita bellamente com o ,azul de ,prussia4 ,,azul ,,de ,,prussia1 ,cor especifica do ,azul4 ,o ,azul de ,prussia he o mais bello depois do ,ultramarino3 eu o tomei por ,cor elementar ,tab4 ,,xiv4 n4 #c4 por na ter achado do bom ,ultramarino4 ,com o ,ultramarino se imita esta ,cor1 juntando-lhe hum pouco de ,negro2 mas com o ,azul de ,prussia se imita todas as outras especies de ,azul4 ,para a ,miniatura1 e illuminaa1 he melhor dissolvello em vinagre branco distillado1 doque em agoa2 por que esta o escurece muito1 conservando-lhe a quelle a sua ,cor viva1 e natural4 ,deve juntarse-lhe1 para o uso1 alguma gomma1 e aucar candi1 para o unir melhor4 ,b ,,branco1 ,cor generica derivada4 ,ella resulta da divisa1 ou por dizello assim1 da rarefaca das duas ,cores primitivas1 e das que se deriva immediatamente dellas1 como se ve da ,tab4 ,,xiiii4 n4 #dc4 ,esta ,cor se associa com todas as outras1 de qual quer genero1 ou especie que seja1 para produsir huma grande variedade de tintas differentes4 ,rompendo-se sobre huma palheta o ,branco1 e o ,negro1 em differentes proporoens1 se forma toda a sorte de ,cores cinzentas4 ,se se praticar o mesmo com as outras quatro ,cores elementares1 se ter com a mayor facilidade1 hum grande numero de tintas1 das quaes se podero escolher as melhores para a pratica da pintura4 ,a ,cor branca na tem lugar na illuminaa3 porquanto1 ainda que se junte em pequena quantidade com as outras ,cores1 as encorpora1 e lhes faz perder o diaphano1 que devem ter para este genero de colorido1 no qual1 se pde dizer1 que a agoa1 e o branco do papel tem lugar da ,cor de que se trata4 ,alem disto o ,branco he de diversas sortes1 a saber1 ,branco de chumbo1 ,alvaiade1 ,cal1 e ,gesso1 os quaes se buscara nos seus respectivos lugares4 ,,bistro1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,o ,bistro se faz de ferrugem das chamines2 e se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 ,c ,,carmim1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,a base desta ,cor he a ,cochenilha4 ,eu a tomei por ,cor elementar ,tab4 ,,xiiii4 n4 #b4 e ella he de grande uso na ,miniatura1 e indespensavelmente necessaria na illuminaa dos planos4 ,,cal1 ,cor especifica do ,branco4 ,ella se faz de marmore calcinando1 e o seu mayor uso he nas pinturas a fresco4 ,,cinabro1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,o ,cinabro ou he natural1 ou arteficial2 aquelle se acha nas minas de ouro1 e de prata1 e este se compoem de azougue1 e enxofre4 ,parece-se muito com a ,cor ,tab4 ,a4 ,,iiii4 #b41 e se pode imitar com os seus elementos4 ,,cinzas ,,azues1 ,cor especifica do ,azul4 ,veja-se ,esmalte4 ,,cinzas ,,verdes1 ,cor especifica do ,azul4 ,chama-se ,cinzas verdes1 porque desbota em verde4 ,veja-se ,cinzas ,azues4 ,,cochenilha1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,a ,cochenilha he hum pequeno insecto dessecado1 que se exporta da ,america1 em pequenos gras concavos de huma parte1 e convexos da outra4 ,ella se emprega para tingir de escarlate1 e purpura3 e ella faz a base do ,carmin1 e da ,laca composta4 ,e ,,esmalte1 ,cor especifica do ,azul ,c4 ,,xi4 #f4 ,o ,esmalte he feito de vidro azul1 moido em p subtilissimo2 e quando he mais groceiro1 se chama ,cinzas azues4 ,esta ,cor se parece com o ,ultramarino1 ainda que na seja ta fina2 ella pde imitar-se com o ,azul de ,prussia1 mixturando-lhe hum pouco de branco de chumbo4 ,f ,,ferrete ,,de ,,espanha1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,elle se tira das minas1 em huma especie de agulhetas pontudas1 e rajadas de negro1 e he enta muito escuro2 mas depois que se reduz em p1 se faz de hum ,vermelho como sangue4 ,o que se tira nas minas de ,inglaterra na he em agulhetas1 nem ta duro como o de ,espanha4 ,elle se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,,iiii4 n4 #h4 ,g ,,gomma-,,gutta1 ,cor especifica do ,amarello4 ,esta ,cor se faz da gomma de huma arvore1 que crece na ,india4 ,eu a tomei por ,cor elementar ,tab4 ,,xiii4 n4 #e2 porque he susceptivel de todas as variaoens da sua especie3 na he preciso disolvella em agoa de gomma1 sendo ella gommada naturalmente4 ,,gesso1 ,cor especifica do ,branco4 ,o ,gesso se faz de huma pedra1 de mediocre duresa1 calcinada4 ,o ,gesso he menos bello que o ,alvaiade2 e se pde imitar com este1 escurecendo-o hum pouco de ,amarello1 e ,negro4 ,l ,,laca1 nome commum a muitas especies de maa2 que se imprega na pintura4 ,mas o que se chama propriamente ,laca he huma materia gommosa1 e resinoza que vem da ,india4 ,assim a ,laca he huma ,cor especifica do ,vermelho1 ,tab4 ,c4 ,,xi4 #a4 e se pde imitar exactamente1 mixturando-lhe alguma cousa de branco4 ,m ,,massicote1 ,cor especifica do ,amarello4 ,o ,massicote se faz de ,alvaiade queimado1 e segundo o grao de fogo1 que se lhe da1 he mais ou menos carregado4 ,elle se pde imitar com o elemento ,tab4 ,,xiiii4 n4 #e4 juntando-lhe mais ou menos ,branco4 ,,minium1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,o ,minium se faz de chumbo calcinado4 ,parecesse muito com a ,cor ,tab4 ,c4 ,,xi4 #b4 e se imitar exactamente com os seus elementos1 juntando-lhe alguma cousa de ,branco de chumbo4 ,n ,,negro1 ,cor generica derivada4 ,pela experiencia ,tab4 ,i4 n4 #b4 elle se compoem de partes quasi iguaes de ,vermelho1 ,azul1 ,verde1 e ,amarello1 ou por melhor dizer1 de partes desiguaes de ,vermelho1 e ,verde2 pois que pelas experiencias ,tab4 ,,vi4 ,,viii4 ,x4 ,,xii4 n4 #c4 se prova com a mayor evidencia1 que no ,vermelho1 e ,verde se contem o ,azul e ,amarello4 ,o ,negro1 assim como as outras ,cores genericas1 he de muitas sortes2 taes sa o ,negro de fumo1 o ,negro de pessego1 o ,negro de ,alemanha1 o ,negro de marfim1 o ,negro de osso1 e a ,tinta da ,china1 os quaes se pdem ver nos seus respectivos lugares4 ,,negro ,,de ,,alemanha1 ,cor especifica do ,negro4 ,o ,negro de ,alemanha he huma terra natural1 que d hum negro azulado1 de que se servem os ,impressores4 ,elle se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,x4 n4 #g4 ,,negro ,,de ,,corti,a1 ,cor especifica do ,negro4 ,elle se faz com o carvo de ,cortia1 e d hum ,negro mui ligeiro1 com hum tom de azul1 que se avisinha s ,cinzas do ,ultramarino2 e pde imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,viii4 n4 #g4 ,,negro ,,de ,,fumo1 ,cor especifica do ,negro4 ,ella se faz do fumo de termentina2 e para ser de melhor uso1 deve calcinar-se sobre huma lamina de ferro2 mas ainda assim se associa mal com as outras ,cores1 e as destroe2 de sorte que he de pouco uso na pintura4 ,,negro ,,de ,,marfim1 ,cor especifica do ,negro4 ,elle se faz de raspaduras do marfim1 humedecidas com oleo de linhaa1 e queimadas em hum vazo hermeticamente tapado4 ,este he o mais bello ,negro1 que se possa empregar na pintura4 ,,negro ,,de ,,osso1 ,cor especifica do ,negro4 ,elle se faz de ossos de animaes1 e da mesma sorte1 que o ,negro de marfim4 ,v4 ,negro de marfim4 ,,negro ,,de ,,pessego1 ,cor especifica do ,negro4 ,elle se faz com o carvo de caroos de pessegos1 redusidos a p subtil4 ,o ,,ouropimenta1 ,cor especifica do ,amarello4 ,o ,ouropimenta claro se avisinha muito ,cor da ,tab4 ,c4 ,,xii4 #b4 elle he composto de arcenico1 e enxofre2 e se pode imitar exactamente com os elementos da ,tab4 ,,xii4 n4 #b1 proporcionando as quantidades4 ,,ouropimenta ,,escuro1 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella he similhante ,cor da ,tab4 ,,viii4 #b4 e se pde bem imitar com os seus elementos4 ,,ocre ,,commua1 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella he huma terra ferruginosa1 que se acha nas minas de chumbo1 e de cobre4 ,assimilha-se muito ,cor da ,tab4 ,c4 ,,xii4 #b41 e se pde compor com os seus elementos4 ,,ocre ,,de ,,ruth1 ou ,,ocre ,,escura4 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella se acha natural1 nas minas de diversos metaes2 ou se compoem da ,ocre commua1 por meyo da calcinaa4 ,parece-se muito com a ,cor da ,tab4 ,b4 ,,viii4 #b41 e se pde formar com os seus elementos4 ,p ,,pedra ,,de ,,fel1 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella se pde compor com os elementos da ,cor ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h1 tomando por base o ,amarello1 e mixturando-lhe hum quasi nada de ,negro1 e hum pouco mais de ,vermelho4 ,s ,,stil ,,de ,,inglaterra1 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella he mais escura1 que o ,stil de ,troyes1 e pode imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 ,,stil ,,de ,,troyes1 ,cor especifica do ,amarello4 ,ella se compoem de huma terra cretacea1 tincta com o ,amarello de ,avinha2 e pode imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 mixturando com o ,amarello1 muito pouco ,negro1 e ,vermelho4 ,t ,,tinta ,,da ,,china1 ,cor especifica do ,negro4 ,esta ,cor1 que se exporta da ,china1 em pequenos pos1 he a melhor para dessenhar1 e para lavar planos2 para o que se dissolve em agoa pura1 sobre huma palheta1 ou em huma concha4 ,eu a tomei por ,cor elementar1 ,tab4 ,,xiiii4 n4 #a4 por que se associa com todas as outras ,cores4 ,,terra ,,verde1 ,cor especifica do ,verde4 ,esta ,cor parece-se muito com a da ,tab4 ,b4 ,v4 #aj1 e se pde exactamente imitar com os seus elementos4 ,,terras ,,vermelhas1 ,cores especificas do ,vermelho4 ,estas ,cores se forma todas com os elementos da ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h4 ,,terra ,,de ,,italia1 ,cor especifica do ,amarello4 ,v4 ,ocre de ruth4 ,,terra ,,de ,,colonia1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,esta ,cor he muito escura1 e para a sua composia se devem tomar os elementos da ,tab4 ,a4 ,,iii4 #h4 juntando1 mayor quantidade de ,negro1 as outras duas ,cores4 ,v ,,verde1 ,cor generica primitiva1 e dominante em todo o reyno vegetal4 ,o mais bello verde1 e que se pode chamar ,verde elementar1 he o ,verde distillado1 ou seja ,verdete ,tab4 ,,xiiii4 n4 #d41 que he huma especie de ferrugem do cobre4 ,a agoa pura na o dissolve1 he necessario para isto servir-se de qualquer acido vegetal4 ,o umo de lima azedo1 ou o vinagre branco distillado1 sa os melhores1 que se pdem empregar4 ,esta ,cor tem muitas tintas differentes1 assim como1 ,verdete1 ,verde montanha1 ,verde bexiga1 ,verde azul1 ,verde-p de pato1 ,verde ,iris1 os quaes se pdem ver nos seus lugares4 ,,verdete4 ,veja-se ,verde4 ,,verde ,,azul1 ,cor especifica do ,verde4 ,esta ,cor he hum mineral1 que participa do ,verde1 e ,azul1 tirando hum tanto para o escuro2 e se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,,iii4 n4 #aj41 mixturando pouquissimo ,negro4 ,,verde ,,bexiga1 ,cor especifica do ,verde4 ,esta ,cor tira algum tanto para ,amarello escuro1 e se compoem de produoens do reyno vegetal4 ,ella pde imitar-se com os elementos ,tab4 ,,ii4 n4 #e4 mixturando mui pouco ,negro4 ,,verde ,,iris1 ,cor especifica do ,verde4 ,ella se compoem das flores de ,lirio2 e se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,,xi4 n4 #h4 ,,verde ,,montanha1 ,cor especifica do ,verde4 ,ella se faz de huma certa area fina1 que se tira das montanhas de ,hungria1 e ,moldavia4 ,ella pde imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,xii4 n4 #f4 mixturando hum pouco de branco de chumbo4 ,,verde-,p ,,de ,,pato1 ,cor especifica do ,verde4 ,ella se pde imitar com os elementos da ,tab4 ,,vii4 n4 #h4 ,,verde ,,de ,,saxonia1 ,cor especifica do ,verde4 ,ella se compoem dos elementos do ,verde-azul1 com o qual se parece inteiramente4 ,v4 ,verde-azul4 ,,vermelho1 ,cor generica primitiva1 e dominante em todo o reyno animal4 ,ella tem hum grande numero de tintas differentes1 taes sa1 a ,laca1 ,vermelho escuro1 ,vermelha1 ,ouropimenta1 ,carmim1 e toda a sorte de ,terras vermelhas2 as quaes se podem ver nos seus lugares4 ,,vermelha1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,o ,vermelha ou he natural1 ou artificial4 ,o artificial se faz de azougue1 e enxofre2 e pde imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,viii4 n4 #b41 mixturando-lhe1 para o encorporar1 hum quasi nada de branco de chumbo4 ,,vermelho ,,escuro ou ,,vermelho ,,de ,,inglaterra1 ,cor especifica do ,vermelho4 ,elle he huma terra natural1 de ,cor ,vermelha leonada4 ,esta ,cor he mui terreste1 e se chama tambem ,ocre vermelha4 ,ella pde imitar-se com os elementos da ,tab4 ,,iii4 n4 #h4 mixturando1 de mais1 hum pouco de branco de chumbo4 ,,notas ,e ,,illustra,,oens4 ,,notas ,e ,,illustra,,oens4 ,,nota ,i4 #a4 ,lock4 ,essay concernig4 ,hum4 ,understan4 ,lib4 #b4 ,cap4 #h4 #h4 e seg4 ,,nota ,,ii4 #b4 ,,locke define as qualidades primarias dos corpos3 ,qualities thus considered in ,bodies1 are1 such as are utterly inseparable from the ,body1 in what ,estate soever it be2 e as secundarias3 ,such ,qualities1 which in truth are nothing in the ,objects themselves1 but ,powers to produce various ,sensations in us by their primary ,qualities4 ,o que ,,locke chama poderes1 eu o chamo accidentes1 por importar o mesmo1 e na necessitar de mais extensas explicaoens4 ,,nota ,,iii4 #d4 ,la solidit l'arrangement actuel de la terre sont l'ouvrage des eaux1 des corps organiss du laps de temps4 ,les vgtaux les animaux ont fertilis la crote superficielle de la terre que nous cultivons4 ,les eaux y sont venues plusieurs reprises4 ,m4 ,,baume ,chim4 expr4 rais4 ,t4 ,i4 p4 #abc4 ,paris4 #aggc4 ,pde ver-se ,m4 de ,,buffon1 e ,,lineus1 sobre a formaa da ,terra4 ,,nota ,,iv4 #e4 ,,aristoxenes pretendia1 que os principios da ,musica dependessem unicamente do bom ouvido1 e de hum exacto discernimento4 ,anagetai1 diz elle1 d pragmateia eis duo4 eis te tn akon1 kai eis tn dianoian4 t men gar ako krinomen ta tn diastmatn megeth4 t de dianoia theroumen tas toutn dunameis4 ,e mais baixo3 ,t de mousik schedon estin archs echousa tazin ts aisthses akribeia4 ,l4 #b4 dos ,element4 ,harmon4 ,,pitagoras porem deduzia os mesmos principios do proporcional diametro1 peso1 ou grandeza1 do corpo sonoro4 ,,nicomacho1 depois de referir as observaoens de ,,pitagoras sobre os sons e as diversas applicaoens da sua ,doutrina differentes instrumentos1 diz3 ,kai sumphnon urisken en apasi kai aparalpton tn di arithmou katalpsin4 ,encherid4 ,harmon4 ,l4 ,i4 ,pde ver-se tambem ,,euclides na sua geometrica ,seca do ,canon1 onde a ,doutrina de ,,pitagoras se explica com a mayor claresa4 ,,nota ,v4 #g4 ,as definioens de ,aristoteles quasi todas sa confusas2 e a que nos deixou das ,cores1 he verdadeiramente sua4 ,elle define assim as ,cores3 ,chrma de esti tou diaphanous en smati rismen peras3 o que he mais de pressa a definia da superficie colorida1 que da mesma ,cor4 ,este sophista pretendia persuadir1 que as ,cores era inseparaveis dos corpos1 como as suas primarias qualidades2 o que he absolutamente inadmissivel1 por ser contrario todas as experiencias4 ,,nota ,,vi4 #h4 ,,euler combate1 no modo seguinte1 a opinia de ,cartesio a respeito das ,cores4 ,des ,cartes1 der zuerst dem ,muth hatte1 die ,geheimnisse der ,natur zu erforschen1 erklaerte die ,farben aus einer gewissen ,vermischung des ,lichts und des ,schattens4 ,aber da der ,schatten ein blosser ,mangel des ,lichts ist1 indem er sich allenthalben befindet1 wo das ,licht nicht hindurchdringen kann1 so siehet man wohl1 dass das ,licht mit einem ,mangel des ,lichts vermischt1 die verchiednen ,farben nicht hervorbringen koenne1 die ,wir an den ,koerpern wahrnehmen4 ,breif #acc4 ,,nota ,,vii #i4 ,dos numeros1 que na presente ,nota se acharem entre 771 os que forem precedidos do sinal 4 se referem ao ,tratado3 e os que tiverem antes de si hum n4 indica os numeros desta mesma ,nota4 ,como a ,doutrina de ,,newton sobre as ,cores he principalmente fundada nas experiencias do ,prisma1 e estas dependem da combinaa da ,luz com os ,corpos naturaes3 faz-se indespensavel1 para comparar os ,principios1 que presenta este ,tratado com as ,proposioens do ,philosopho ,inglez1 o dizer preventivamente alguma cousa a respeito da quellas duas substancias1 e dos phenomenos1 que resulta da sua combinaa1 por meyo das prismaticas experiencias4 ,da ,luz4 #b4 ,a ,luz consiste em pequenissimas partes de materia1 que de hum corpo lucido1 sahem em todas as direcoens4 ,segundo o calculo do ,dr4 ,,niewentit1 em hum segundo de tempo1 sahem #dah1 #ffj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj1 #jjj partes de ,luz de huma vela accesa2 o qual numero contem1 ao menos1 #f1 #ccg1 #bdb1 #jjj1 #jjj vezes1 o numero de gros de area1 que conteria toda a ,terra1 suppondo1 que cem gros de area sa iguaes huma polgada de comprido1 e que consequentemente1 cada polgada cubica da ,terra conteria hum milha dos ditos gros4 #c4 ,se a ,luz he ta admiravel pela sua subtileza1 na o he menos pela sua velocidade4 ,em hum segundo de tempo1 ella corre #afd mil milhas1 ou #ej mil legoas2 vindo a ser desta sorte #a1 #bcj1 #jjj vezes mais ligeira que huma bala de artelharia1 que corre #fjj pes1 em hum minuto segundo3 o que he innegavelmente certo1 pelas observaoens dos ,satellites de ,jupiter1 feitas das duas oppostas extremidades do ,orbito da ,terra4 #d4 ,quando as pequenas partes1 de que se compoem a ,luz1 sahem de hum corpo luminoso1 como o ,sol1 ou huma vela accesa1 se propaga sempre em linha direita3 o que se prova evidentemente do constante facto1 que os corpos lucidos deixa de ser visiveis1 pela interposia dos corpos opacos2 como as ,estrelas fixas1 pela interposia da ,lua1 e dos ,planetas2 e o ,sol em todo1 ou em parte1 pela interposia da ,lua1 de ,mercurio1 e de ,venus4 #e4 ,os rayos da ,luz na s se propaga em linha direita1 mas se encrusa huns pelos outros1 sem que se confunda4 ,se em huma lamina subtil1 de qual quer materia opaca1 fazemos hum buraco1 que na seja mayor1 que hum ponto1 e por elle observamos de noute os ,ceos1 vemos huma multida de ,estrellas1 cujos rayos de ,luz1 sem confusa alguma1 se crusa todos no buraco1 por onde os observamos3 o que demonstrativamente prova esta assera4 #f4 ,aquella ley he innalteravel1 quando a ,luz passa por hum meyo de igual densidade2 mas quando a ,luz atravessa hum meyo1 de huma densidade differente da quella1 donde partio1 neste caso se rompe ou quebra1 avisinhando-se mais1 ou menos1 da perpendicular4 #g4 ,os ,rayos da ,luz cahindo obliquamente de hum meyo mais raro1 ou mais diaphano1 sobre outro mais denso1 ou menos transparente1 como do ,ar sobre o crystal1 se avisinha da perpendicular1 tirada do ponto da incidencia1 angulos direitos1 sobre a superficie do meyo mais denso2 a qual se chama superficie rompente4 ,se1 ao contrario1 o rayo passa de hum meyo mais denso a hum1 que o he menos1 como do crystal a o ,ar1 no romper-se1 se affasta da perpendicular4 ,a primeira refraca1 chama-se refraca perpendicular2 e a segunda1 refraca da perpendicular4 #h4 ,quanto mais obliquamente os rayos da ,lux cahem sobre qualquer meyo1 tanto mayor he a refraca4 ,assim a refraca da ,luz do ,sol1 a o nascer1 ou ao por-se1 he a mayor2 por que ella fere mais obliquamente a superficie da atmosphera da ,terra3 e propora que o ,sol se eleva sobre o horisonte1 diminue a obliquidade1 e a refraca1 athe que no ponto culminante deste ,astro1 se reduzem nada2 como se prova pelas ,taboas das refracoens do ,sol1 da ,lua1 e das ,estrellas1 calculadas pelos melhores ,geometras4 ,he quanto basta respeito da ,luz4 ,dos ,corpos4 #i4 ,sendo a verdadeira essencia dos ,corpos absolutamente desconhecida1 na se pde dar huma justa definia daquillo1 que se chama ,corpo4 ,e como agora se na falla dos ,corpos1 que relativamente luz1 e a o sentido da vista1 pde chamar-se ,corpo tudo aquillo1 que he capaz de ser illuminado pela ,luz1 e visto com os nossos olhos4 #aj4 ,os ,corpos1 assim considerados1 devem ser tidos como hum aggregado de minutissimas partes de materia1 e mesmo divisiveis ao infinito4 ,se consideramos1 de huma parte1 huma esphera de materia solida1 que toque com o equator as duas ,estrellas ,anthares1 e ,aldebaram2 e com os polos1 no ,norte1 o ,dragao1 e a ,dourada1 no ,sul3 he indubitavel1 que1 por calculo1 se pde redusir esta immensa esphera a partes ta pequenas1 como hum gra de area4 ,se1 de outra parte1 consideramos huma esphera1 que na tenha1 que meyo p de diametro1 he igualmente indubitavel1 que o calculo da primeira esphera se pde applicar segunda2 da mesma sorte que a escala1 de huma carta de navegaa1 mede huma grande parte do ,oceano2 ou1 que huma esphera armilar1 de meyo p de diametro1 representa todo o systema do ,mundo4 ,ora como as partes1 que correspondem ultima divisa da pequena esphera1 ha de ser a hum gro de area1 na mesma propora1 em que meyo p est a o diametro da grande esphera2 o qual he ta grande1 que segundo as observaoens1 e calculos de ,,bradley1 huma bala de artilheria1 a raza de #fjj ps por segundo1 de duas legoas por minuto1 de #abj legoas per hora1 de #bhhj legoas por dia1 e de #a1jea1bjj legoas por anno1 deve gastar #b1jjj1jjj1jjj1jjj1 de annos para o correr3 segue-se1 que as partes1 que correspondem ultima divisa da pequena esphera1 sa de tal pequenez1 que na basta toda a fora do entendimento humano1 para as comprehender4 ,mas eu deixo estes calculos abstractos1 aindaque exactissimos1 para fazer ver athe onde pde chegar a physica divisa da materia4 #aa4 ,hum fio de seda1 de #cjj ps de comprido1 na pesa mais de hum gro3 ora1 huma polgada he divisivel em #fjj partes visiveis1 sendo cadahuma dellas da subtileza de hum cabello finissimo2 logo hum fio de seda1 que na pesa mais que hum gro1 pode physicamente dividir-se em #b1eib1jjj visiveis partes4 #ab4 ,o ouro he o mais ductivel e maleavel de todos os metaes4 ,de hum gro de ouro tem-se feito hum fio de #ejj ps de comprido1 o qual physicamente se podia dividir em partes visiveis #c1fjj1jjj4 #ac4 ,hum gro de ,anil1 ou de ,azul de ,prussia1 he divisivel1 por experiencias incontestaveis1 em #bd1ghh1jjj1jjj partes1 todas claramente visiveis4 #ad4 ,segundo o calculo de ,,niewentyt1 a ,eolipila resolve1 pela actividade do fogo1 huma ona de agoa1 em mais de #ac1cfe1jjj1jjj partes4 ,basta isto1 para dar huma justa idea da divisibilidade da materia1 e para fazer conhecer1 que qualquer corpo se compoem de minutissimas partes1 que entresi coherem por huma ley da ,natureza1 ou por hum admiravel1 e occulto mechanismo1 que as theorias mais reflexivas na tem pdido athegora descobrir4 ,da ,luz1 e dos ,corpos1 considerados juntamente4 #ae4 ,quanto1 pois1 materia de que se trata1 podem todos os ,corpos ser divididos em lucidos1 e opacos4 ,o ,sol1 as ,estrellas fixas1 a ,luz de huma vela c41 pertencem a os primeiros2 a ,terra1 todos os ,planetas1 e qualquer produca dos tres reynos da ,natureza1 pertencem a os segundos4 #af4 ,os ,corpos lucidos podemos considerallos1 como outros tantos centros de immensas espheras de ,luz2 pois que a propaga em todas os direcoens4 ,o ,sol he igualmente visivel1 das duas oppostas extremidades1 do vastissimo ,orbito de ,herschel2 e o fanal de hum navio he igualmente visto1 de todos os que o circunda sobre a linha do horisonte4 ,a ,luz1 encontrando na esphera da sua actividade hum ,corpo opaco1 he por elle reflectida os nossos olhos1 e excita em ns a idea desse ,corpo1 formando-nos a sua pintura na retina4 ,e como os ,corpos sa visiveis de todas as partes1 a ,luz deve ser reflectida por elles em todas as direcoens4 ,assim os ,corpos opacos tambem se devem ter1 como huns centros de ,luz reflectida1 que delles se propaga em todas as direcoens1 que os mesmos ,corpos sa visiveis4 #ag4 ,mas1 dos ,corpos lucidos os opacos1 ha huma consideravel differena1 a qual consiste1 em que os primeiros na tem sombra alguma de si mesmos1 sendo os centros absolutos de outras tantas espheras de ,luz propria1 que delles parte ao mesmo tempo3 em lugar que os segundos1 na sendo1 que centros parciaes de huma ,luz precaria1 a reflectem s de huma parte da sua massa1 proporcionadamente incidencia dos rayos de ,luz1 que recebem dos ,corpos lucidos2 ficando a outra parte obscurecida com a sua propria sombra4 #ah4 ,tal he o caso de ,mercurio1 de ,venus1 e da ,lua1 na sua opposia1 ou na sua conjuna com o ,sol4 ,no primeiro caso1 estes ,planetas nos reflectem a ,luz1 que recebem do grande ,luminar1 e nos deixa ver ametade da sua massa illuminada4 ,no segundo caso1 porem1 interceptando a ,luz do ,sol1 nos presenta a parte obscurecida1 com a sua propria sombra1 a qual se distingue bem1 quanto a ,mercurio1 e ,venus1 quando passa pelo disco do ,sol2 e quanto ,lua1 ou poucos dias antes1 e depois da sua conjuna1 ou quando nos eclipsa a ,luz do ,sol4 ,mas basta de preliminares2 passemos ao nosso ,ponto4 ,dos ,prismas1 e das ,prismaticas experiencias4 #ai4 ,quando as pequenas partes1 de que a ,luz se compoem 7n4 #b71 cahem sobre qualquer ,corpo opaco1 e sa por elle reflectidas a os nossos olhos1 na s nos excita a idea da figura desse ,corpo1 dessenhando-no-la na retina 7n4 #af72 mas tambem no-la-pinta1 com huma quasi incomprehensivel1 e harmonica variedade de bellissimas1 e differentes ,cores4 ,mas1 de todas estas1 as mais vivas1 e resplandecentes sa1 as que nos offerecem as experiencias do ,prisma4 #bj4 ,prisma1 geometricamente fallando1 he hum solido1 do qual duas faces oppostas sa dous planos iguaes1 e parallelos1 sendo todas as outras faces parallelogrammos4 ,chama-se ,prisma1 ,prisma1 do verbo ,grego ,pri1 que significa serrar1 ou cortar3 e effectivamente o ,prisma he huma figura truncada1 que parece o segmento de outro ,corpo4 ,porem1 relativamente ,luz1 e s ,cores1 o ,prisma he hum instrumento triangular1 de grandeza indefinida1 e de huma materia diaphana1 pelo qual se observa1 ou hum ,ponto lucido1 em hum ambiente escuro2 ou hum ,ponto escuro em hum ambiente lucido4 #ba4 ,estes ,prismas sa1 ordinariamente1 feitos de crystal branco2 mas como he dificil o achallos desta materia1 bastantemente grandes para se fazerem as experiencias1 podem se os mesmos compor de vidros brancos1 lizos1 e delgados1 unindo-lhes as junturas com betume1 e enchendo-os de agoa pura1 ou colorida1 segundo o genero das experiencias1 que se quiserem fazer4 #bb4 ,eu os fiz construir de todas as figuras1 e com angulos de #aj gros athe #ij1 mas a experiencia me mostrou1 que os melhores ,prismas1 para observar1 sa os triangulares equilatros4 ,os de #de gros1 ainda sa bons4 ,os de angulos menores1 na mostra bem as ,cores3 e os que excedem #fj gros1 ainda que mostra as ,cores mui vivas1 e fortes1 desfigura os objectos1 curvando muito todas as linhas direitas4 #bc4 ,os ,prismas1 com que fiz as minhas experiencias1 era feitos de vidros brancos1 lizos1 e delgados1 unidos com betume de cera1 e resina2 e da figura1 grandeza1 e cor seguinte4 ,primeiro4 ,equilatro triangular1 de #f polgadas de comprido2 e os parallelogrammos1 de duas de largo2 cheyo de agoa crystalina4 ,segundo4 ,da mesma figura1 e grandeza2 cheyo de tintura de ,carmim4 ,terceiro4 ,da mesma figura1 e grandeza2 cheyo de tintura de ,azul de ,prussia4 ,quarto4 ,da mesma figura1 e grandeza2 cheyo de tintura de ,verde distillado4 ,quinto4 ,da mesma figura e grandeza2 cheyo de tintura de ,aafra1 que substitui ,gomma-,gutta1 por esta dar huma tintura muito opaca1 que na deixava passar os rayos da ,luz4 ,sexto4 ,da mesma figura1 e grandeza2 cheyo de tintura de ,nankim4 ,settimo4 ,hum parallelipipedo rectangulo1 de duas polgadas de base1 e seis de alto2 cheyo de agoa pura4 ,taes era os ,prismas com que procedi s seguintes experiencias4 ,experiencias do ,prisma1 feitas sobre hum ,ponto lucido1 circunddo de hum ambiente escuro4 #bd4 ,como1 de todos os pontos lucidos1 circumdados de hum ambiente escuro1 os mais brilhantes sa as ,estrellas fixas1 he por ellas que eu principiei as minhas experiencias4 ,regulus1 ,castor1 a a do ,cocheiro1 ,procyon1 ,cyrius1 ,rigel1 a a de ,orion1 e ,aldebaram1 era o mesmo tempo visiveis1 quando eu as observei1 pelos seis primeiros ,prismas 7n4 #bc74 ,o ,prisma acromatico1 por este entendo sempre o que he cheyo de agoa crystalina1 fazia ver cadahuma destas ,estrellas1 como huma piramide de ,luz1 da qual a base era vermelha1 e o resto verde4 ,com os ,prismas coloridos1 se alterava alguma cousa estas duas ,cores1 fazendo-se mais1 ou menos escuras2 mas na se destruia4 ,o ,prisma amarello na as alterava1 mas antes as reforava mais1 que o branco4 #be4 ,a longitude geocentrica de ,jupiter era1 neste tempo1 de #b ,s4 #bd ,g4 e alguns minutos2 e a de ,marte1 de #c ,s4 e quasi #bg ,g4 consequentemente era ambos visiveis1 com as sobreditas ,estrellas2 achando-se o primeiro na constellaa de ,gemini2 e o segundo na de ,cancer4 ,observei pelos mesmos ,prismas estes dous ,planetas1 e me dera as mesmas figuras1 e as mesmas ,cores1 que as ,estrellas fixas4 #bf4 ,a lua1 no tempo da sua opposia1 vista pelo ,prisma acromatico1 se reduz a huma figura oblonga1 que termina mais em ponta1 de huma parte1 que da outra2 e deixa ver cinco ,cores na ordem seguinte3 ,vermelho1 ,amarello1 ,verde1 ,azul1 e ,purpura4 ,exceptuado o ,prisma amarello1 todos os outros coloridos1 alterando mais1 ou menos estas ,cores1 as conserva todas2 mas1 o ,prisma amarello1 reforando a ,verde1 e a ,vermelha1 destroe todas as outras4 #bg4 ,feitas estas mesmas experiencias sobre a ,luz de huma vela1 ou sobre hum pequeno circulo branco1 de qualquer materia1 posto sobre hum fundo escuro1 como hum chapeo1 ou qualquer seda1 ou pano negro1 se vem os mesmos resultados1 que nos numeros precedentes3 e assim qualquer outra experiencia que se faa1 neste genero1 ser huma pura repetia das que fica referidas4 ,experiencias do ,prisma1 feitas sobre hum ,ponto escuro1 circundado de hum ambiente lucido4 #bh4 ,se1 no meyo de huma janella aberta1 se suspende huma pequena esphera1 de qual quer materia opaca1 observando-se da parte da sombra1 a huma proporcionada distancia1 com o ,prisma acromatico1 enta se ve huma figura oblonga1 apparentemente diaphana1 e colorida1 de baixo em alto1 na ordem que se segue3 ,amarello1 ,vermelho1 ,azul escuro1 algum reflexo de ,purpura1 e ,verde1 que sa1 justamente1 as mesmas ,cores 7n4 #bf4 #bg471 com a differena1 de se mostrarem em huma ordem diversa4 ,se esta experiencia se faz com o ,prisma amarello1 todas estas ,cores se reduzem a ,vermelho1 e ,verde2 occupando o ,vermelho a parte inferior da esphera1 e o ,verde a superior3 o que he bem o contrario1 do que succede nas experiencias do ,ponto lucido1 em hum ambiente escuro4 #bi4 ,se1 sobre huma folha de papel branco1 pomos hum circulo de seda negra1 ou de qual quer outra cousa da mesma ,cor1 vemos o mesmo phenomeno 7n4 #bh71 que he sempre inaltaravel em similhantes circumstancias4 ,outras ,experiencias do ,prisma4 #cj4 ,se observamos1 pelo ,prisma acromatico as nuvens1 que em differentes formas1 cobrem o ,ceo1 da parte do horisonte1 o nascer1 ou o pr do ,sol1 vemos1 que as pequenas nuvens brancas nos presenta somente a ,cor ,vermelha1 e ,verde3 a primeira1 da parte donde recebem a ,luz2 e a ,verde da parte opposta4 ,as nuvens densas1 e escuras1 nos presenta da parte donde recebem a ,luz1 a ,cor amarella e vermelha2 e da parte opposta1 as ,cores azul1 e verde2 e em certas circunstancias1 a ,cor de ,purpura3 e quando as nuvens1 assim coloridas1 passa humas pelas outras1 levadas por diversas correntes de ar1 enta vemos1 que as suas ,cores se mixtura1 e forma outras ,cores diversas4 ,se giramos o ,prisma1 de sorte que os rayos da ,luz chia mais obliquamente sobre a sua face1 que primeiro os recebia quasi perpendiculares1 todas aquellas ,cores se va incorporando humas nas outras1 e finalmente se reduzem a huma faxa de ,cor mui forte1 da qual ametade he vermelha1 e a outra parte verde4 #ca4 ,no ver huma ,cidade illuminada1 pela ,luz do ,sol1 succede o mesmo4 ,os profis1 dos edificios illuminados apparecem vermelhos1 e amarellos2 e os da parte da sombra1 apparecem azues1 e verdes1 com algum reflexo de ,purpura3 mas girando o ,prisma1 como na experiencia 7n4 #cj7 todas estas ,cores1 e as que se tivessem composto da sua mixtura1 se reduzem a duas1 ,vermelho1 e ,verde4 ,o mesmo succede1 se fazemos naturalmente a observaa com o ,prisma amarello4 ,obtem-se este mesmo resultado1 observando da mesma sorte1 de dentro de huma camara1 as vidraas1 as persiannas1 ou a luz1 que entra irregularmente pelas janellas mal fechadas4 #cb4 ,a linha do horizonte1 no mar1 observada com o ,prisma acromatico1 se ve sempre de hum ,verde mais1 ou menos carregado1 segundo os differentes reflexos da ,luz1 e o estado da superficie da agoa4 ,as ondas mostra sempre a ,cor ,vermelha1 e ,verde2 e o mesmo succede s velas dos navios1 e principalmente das pequenas embarcaoens4 #cc4 ,fazendo1 de hum terrao elevado1 diversas observaoens sobre as ,cores1 vi casualmente ao pr do ,sol1 que as velas de hum moinho de vento1 que me ficava poente1 parecia compostas1 ao comprido1 de dous panos1 hum vermelho1 e outro verde1 quando ellas estava horizontalmente situadas4 ,quando1 porem1 se avisinhava da perpendicular1 comeava estas duas ,cores a confundir-se1 de sorte que1 justamente na perpendicular1 se resolvia em huma especie de nuvem1 ou sombra muito escura1 a qual se desvanecia propora1 que as velas se avisinhava utraves da linha horizontal2 em cuja situaa recuperava as duas primeiras ,cores1 e na mesma ordem1 sempre inalteravel i4 e4 o ,vermelho na parte inferior1 e o ,verde na superior4 #cd4 ,tambem outra casulidade me fez1 em hum dia de vento fresco1 encontrar com o ,prisma1 huma destas bandeiras1 que em la se costuma pendurar nas ruas1 para indicar festas mais solemnes4 ,o vento a movia em todas as direcoens2 e muitas vezes a tinha suspensa horizontalmente4 ,vendo-a pelo ,prisma nesta situaa1 parecia huma larga fita1 ametade vermelha1 e a outra ametade verde1 e quando ondeava irregularmente1 enta se via nascer destas duas ,cores muitas outras que desaparecia todas1 quando a bandeira tornava situaa horizontal3 e neste caso se recolhia s duas1 de que se tinha formado4 #ce4 ,se1 em hum quarto de papel branco1 colamos hum circulo de seda negra1 de tafet1 por exemplo1 e se1 em hum pedao de tafet1 desta mesma ,cor1 colamos hum circulo de papel branco1 da mesma grandeza do primeiro2 e pomos estas duas figuras1 de sorte que os dous circulos fiquem em justa posia1 hum ao lado do outro1 e como comprehendidos entre duas parallelas3 observando-os1 pelo ,prisma acromatico1 os vemos coloridos com as mesmas ,cores2 mas em huma ordem diametralmente opposta4 ,o circulo branco mostra1 na sua peripheria superior1 as ,cores vermelha1 e amarella2 e na inferior hum ,verde claro1 pouco ,azul1 e hum quasi imperceptivel reflexo de ,purpura4 ,o circulo negro1 porem1 mostrando estas mesmas ,cores1 as faz ver em huma ordem toda opposta1 isto he1 o ,vermelho1 e ,amarello na peripheria inferior2 e as outras ,cores1 na superior4 #cf4 ,todas as experiencias feitas com o ,prisma1 sobre hum rayo de ,luz do ,sol1 introdusido em huma camera escura1 se redusem s experiencias 7n4 #bd4 #be4 #bf4 #bg471 isto he1 a observar hum ,ponto lucido1 em hum ambiente escuro4 ,este rayo de ,luz1 se se recebe em hum carta branco1 forma neste hum circulo mui claro1 rodeado de hum ambiente escuro1 correspondendo justamente a obscuridade da camera o azul escuro dos ,ceos1 nas observaoens das ,estrellas1 e dos ,planetas 7n4 #bd4 #be474 ,se observamos1 pelo ,prisma acromatico1 este circulo de ,luz1 o vemos colorido da mesma sorte1 e com as mesmas ,cores1 que elle se pinta no carta1 quando tem passado o traves do ,prisma2 de sorte que tanto vale observar1 pelo ,prisma1 o rayo de ,luz1 que sobre o carta he branco1 como ver sobre o carta o rayo de ,luz colorido1 depois de ter passado pelo ,prisma4 #cg4 ,no que respeita figura oblonga1 formada da incidencia de muitos circulos1 na qual se pretendem achar as sete ,cores chamadas primitivas1 deve reflectir-se1 que esta figura na he que huma pura illusa4 ,ella se compoem indubitavelmente1 de muitos circulos coloridos com as cinco ,cores1 que resulta da experiencia 7n4 #bf4 #bg471 os quaes circulos cahindo huns sobre os outros1 mixtura aquellas cinco ,cores1 e forma quantidade de outras compostas1 entre as quaes se pertendem destinguir aquellas1 que se chama primitivas4 #ch4 ,tanto he isto assim1 que1 se applicamos ao tubo1 que intreduz o rayo do ,sol1 huma lamina subtil1 de qualquer materia opaca1 na qual se tenha feito cinco1 ou seis pequeninos buracos1 que na distem huns dos outros mais de oito pontos1 ou huma linha2 e fazemos passar estes rayosinhos de ,luz pelo ,prisma acromatico3 enta vemos1 huma proporcionada distancia1 sobre o carta1 outras tantas figuras coloridas1 da mesma sorte1 e na mesma ordem1 que se ve hum so rayo mayor de ,luz do ,sol 7n4 #cf474 ,mas se affastamos1 pouco a pouco1 o carta1 aquellas figuras se avisinha1 cadavez mais1 humas das outras2 atheque1 finalmente1 se mixtura1 formando huma figura oblonga1 comprehendida entre duas parallelas1 e circular nas duas extremidades2 aqual figura he absolutamente similhante1 que forma hum rayo mais forte de ,luz do ,sol1 quando se recebe obliquamente na face de hum ,prisma4 ,ora as ,cores que resulta da mixtura dos1 cinco ou sete pequenos rayos de ,luz1 sa indubitavelmente compostas3 logo as que se vem na figura oblonga1 que resulta de hum so rayo de ,luz1 a qual tamben he composta de circulos coloridos1 mixturados huns com os outros1 sa da mesma natureza1 e consequentemente na se podem chamar primitivas4 #ci4 ,se observamos1 com o ,prisma amarello1 todas as experiencias1 que na camera escura1 se fazem com os rayos do ,sol1 na vemos sena a ,cor vermelha1 e verde3 e se fazemos as mesmas experiencias com este ,prisma1 todas as figuras conserva as mesmas formas1 que lhes d o ,prisma acromatico2 mas na mostra sena as ,cores vermelha1 e verde4 #dj4 ,se em huma camera1 em que na entre ,luz alguma erratica1 se faz entrar hum subtilissimo rayo da ,luz do ,sol1 e tendo passado pelo ,prisma1 o recebemos em hum carta branco1 bem perto do tubo por onde entra1 enta na vemos1 que hum circulo luminosissimo1 sem ,cor alguma4 ,se affastamos mais o carta1 vemos este circulo menos luminoso1 mas colorido4 ,e se finalmente pomos o carta em grande distancia1 vemos hum circulo obscuro sem ,cor alguma4 #da4 ,fora da camara obscura1 succedem os mesmos phenomenos4 ,se observamos o ,sol1 pelo ,prisma1 na vemos que hum circulo de ,luz muito clara1 sem ,cor alguma4 ,se observamos da mesma sorte huma ,estrella da primeira grandeza1 ou hum ,planeta1 vemos huma figura colorida4 ,se finalmente olhamos pello ,prisma para huma ,estrella da segunda1 ou terceira grandeza1 na vemos que hum circulo obscuro1 sem ,cor alguma4 ,athequi as experiencias do ,prisma4 ,principios1 que resulta das experiencias ,prismaticas4 #db4 ,todos os conhecimentos physicos se versa1 ou sobre factos particulares1 ou sobre leys geraes4 ,o conhecimento dos factos1 precede sempre o das leys1 as quaes sa meros resultados das observaoens1 do que ordinariamente acontece1 em hum grande numero de casos particulares2 e que depois servem de norma1 para decidir outros casos da mesma natureza4 ,assim1 das observaoens feitas sobre o movimento projectil dos ,corpos1 em linha direita1 e do universal poder da attraca1 que os tira desta linha1 se formara as leys1 que applicadas a os ,planetas1 fizera conhecer o seu curvilineo movimento4 ,quando as leys geraes servem1 para explicar casos particulares1 chama-se enta ,principios4 #dc4 ,he com este nome1 que se acha caracterisadas todas as leys physicas1 que resulta das experiencias sobre as ,cores1 e fazem a materia da ,primeira1 e ,segunda ,parte do ,tratado3 e he com este mesmo nome1 que eu vou designar as leys1 que resulta das experiencias ,prismaticas1 que acabo de referir nesta ,nota4 ,,primeiro ,,principio4 #dd4 ,as ,cores se manifesta1 e se forma1 por meyo da refraca da ,luz4 ,escholio4 #de4 ,se na camara obscura1 se faz passar hum rayo de ,luz1 pelo ,set4 ,prisma 7n4 #bc471 nem a refraca he sensivel1 nem se ve ,cor alguma4 ,se se faz passar o mesmo rayo de ,luz1 por hum angulo de #aj gros1 ja he sensivel a refraca1 e a ,cor4 ,hum angulo de #cj gros1 refracte mais a ,luz1 e d mais ,cor4 ,e finalmente1 hum angulo de #fj gros1 d huma grandissima refraca1 e as ,cores muito vivas4 ,e como as ,cores nascem com a refraca1 e augmenta propora1 que ella cresce2 na se pde1 de forma alguma1 contestar a evidencia deste ,principio1 que inteiramente concorda com os ,principios ,oitavo1 e ,nono1 do ,tratado 7 #dc4 #dh47 ,,segundo ,,principio4 #df4 ,a ,luz1 que emana dos ,corpos lucidos1 e a que he reflectida dos opacos1 contem as mesmas ,cores1 e produz os mesmos phenomenos4 ,escholio4 #dg4 ,se1 pelo prim4 ,prisma 7n4 #bc471 se observa ,cyrius1 e ,jupiter1 ve-se em ambos1 a mesma figura1 e a mesma ,cor 7n4 #bd4 #be474 ,ora a ,luz de ,cyrius vem immediatamente de hum ,corpo lucido1 e a de ,jupiter de hum opaco3 logo este ,principio he de huma absoluta evidencia4 ,,terceiro ,,principio4 #dh4 ,a intensa da ,luz he igualmente destructiva das ,cores1 como a densidade da sombra4 ,,quarto ,,principio4 #di4 ,he com huma ,luz mediana1 que apparecem1 e se forma as ,cores4 ,escholio4 #ej4 ,este quarto ,principio 7n4 #di47 he hum ,corollario do ,terceiro 7n4 #dh472 e ambos se prova evidentemente1 com as experiencias 7n4 #dj4 e #da474 ,a grande intensa da ,luz do ,sol faz1 que observando-se este astro pelo ,prisma1 na mostre ,cor alguma4 ,a debil ,luz de huma ,estrella da segunda1 ou terceira grandeza1 he a causa1 de que ella se veja pelo ,prisma1 sem ,cor alguma4 ,mas a ,luz de huma grande ,estrella1 que se pde reputar mediana entre o ,sol1 e huma pequena ,estrella1 presenta mui vivas1 e brilhantes1 as duas ,cores ,vermelho1 e ,verde4 ,os phenomenos 7n4 #da47 sa identicos2 pelo que he inutil o recapitullallos4 ,,quinto ,,principio4 #ea4 ,as cores primitivas sa duas1 ,vermelho1 e ,verde4 ,escholio4 #eb4 ,simplez1 e primitivo1 s se pde chamar aquillo1 que na he derivado1 nem composto4 ,para conhecer esta qualidade1 em qualquer substancia1 he necessario descompolla1 e resolvella nos seus elementos2 que enta se chama simplez1 e primitivos1 quando resistem s analysis mais rigorozas1 sem soffrerem alteraa alguma4 ,assim1 a respeito dos corpos1 s se pdem ter por elementos simplez1 e primitivos1 a materia vitrea e calcarea2 por que a estas duas substancias se reduzem todos os corpos do nosso ,globo1 por meyo de hum intenso fogo1 que na tem mais a fora de as descompor2 e effectivamente he destas mesmas duas substancias1 que se formara todos os ,corpos1 de que se compoem a ,terra1 e que lhe esta inherentes 74 #d47 #ec4 ,pela mesma raza1 que se tem por simplez1 e primitivos1 s aquelles elementos dos ,corpos1 que resistem analysis do fogo mais intenso2 se devem ter tambem1 por simplez1 e primitivas1 s aquellas ,cores1 que resistem s analysis mais fortes1 que sobre ellas se pdem praticar4 ,e como as ,cores na podem soffrer que duas sortes de analysis1 huma sobre os ,corpos coloridos1 e a outra sobre a ,luz tambem colorida3 segue-se1 que s se devem ter por ,cores primitivas aquellas1 que resistem fora destas analysis1 conservando-se inalteraveis4 ,ora o ,vermelho1 e o ,verde1 sa as duas ,cores1 que resistem fora das analysis mais fortes1 e que se conserva inalteraveis2 quando todas as outras ,cores se descompoem1 e se destroem2 como se prova das experiencias feitas sobre os ,corpos coloridos 7 #af4 #ag4 #ai471 e observaoens 7 #bb4 #bc473 e igualmente das experiencias feitas sobre1 a ,luz colorida 7n4 #bd4 #be4 #bh4 #bi4 #cj4 #ca4 #cb4 #cd4 #ci473 segue-se1 que na se podem ter1 physicamente1 por ,cores primitivas1 sena o ,vermelho1 e ,verde2 por serem os elementos indestructiveis1 a que se reduzem todas as outras ,cores2 e dos quaes as mesmas se compoem 7n4 #cd474 ,ainda que isto bastasse1 para provar a evidencia deste ,principio2 elle tem ainda a seu favor as duas analogias 7 #bf4 #bg4 #bi471 que na presente materia1 sa da mayor concludencia4 ,,sexto ,,principio4 #ed4 ,a ,cor ,azul he derivada1 e na primitiva4 ,escholio4 #ee4 ,este ,principio he hum corollario do ,quinto 7n4 #ea472 e a formaa desta ,cor1 consta das experiencias1 em que se funda o ,principio ,quarto 7 #bh474 ,,septimo ,,principio4 #ef4 ,a ,cor amarella he derivada1 e na primitiva4 ,escholio4 #eg4 ,este ,principio he hum corollario do quinto 7n4 #ea473 e o modo1 por que esta ,cor se forma1 se ve das experiencias1 e especulaoens1 em que se funda o ,principio 7 #cj474 ,,oitavo ,,principio4 #eh4 ,o ,negro he huma ,cor positiva1 e se forma do ,vermelho1 e ,verde4 ,escholio4 #ei4 ,a ,evidencia deste ,principio1 se mostra da observaa 7n4 #cc474 ,as velas do moinho de vento1 de que ali se trata1 estando horisontaes1 parecia duas largas faixas1 unidas ao comprido1 huma verde na parte superior2 e outra vermelha1 na inferior4 ,e como estas duas ,cores conserva sempre a mesma posia1 sobre a linha horisontal1 devia necessariamente unir-se1 o passar pela perpendicular4 ,he pois nesta passagem1 e unia1 que se formava sempre a especie de nuvem ou sombra mui escura1 como fica refferido4 ,aquela machina estava situada na linha visual ao ponto1 em que o ,sol se punha2 as suas velas movia-se em hum plano perpendicular esta linha1 e consequentemente eu as observava da parte da sombra1 e de hum ponto diametralmente opposto aquelle1 donde partia a ,luz1 ellas era1 quadrilateras1 e teria #bj ps de comprido1 sobre cinco1 ou seis de largo2 era da mesma lona de que se fazem as velas dos navios2 e me ficava na distancia de #bej passos geometricos4 ,exponho todas estas circunstancias1 porque em observaoens deste genero1 a direco da ,luz2 a sua fora2 a grandeza1 a figura1 a materia dos objectos e a distancia em que se observa1 influem muito nos resultados4 ,as observaoens feitas sobre as nuvens em movimento1 da este mesmo resultado2 e as experiencias 7 #af4 #ag471 feitas sobre as ,cores materiaes1 convem inteiramente com as da ,luz colorida4 ,,nono ,,principio4 #fj4 ,o branco he huma ,cor positiva1 e nasce da extrema divisa das duas ,cores primitivas1 ,vermelho1 e ,verde4 ,escholio4 #fa4 ,as experiencias 7n4 #dj4 #da47 mostra a evidencia deste ,principio4 ,o ,sol1 visto pelo ,prisma1 parece hum circulo de ,luz mui viva2 mas sem ,cor alguma3 por que a ,cor se acha dividida em huma grande massa de ,luz1 e por isso he invisivel4 ,o mesmo succede na experiencia 7n4 #dj471 em que o rayo de ,luz1 depois de passar pelo ,prisma1 se recebe no carta branco1 ao p do tubo1 que o introduz na camara escura3 e como1 nesta distancia1 a ,luz se acha ainda mui intensa1 e cahe sobre huma superficie branca1 que tambem augmenta a sua massa1 pela mesma raza da experiencia4 7n4 #da47 na deixa ver cor alguma4 ,o mesmo succede com as ,cores materiaes2 como se prova pela ,taboa ,,xiiii4 n4 #dc4 e ainda mais palpavelmente1 mixturando sobre o porphyro1 hum gra de ,anil1 com duas libras de ,alvaiade1 dividindo-o o ,branco de tal sorte1 que nelle sena destingue a minima sombra de ,azul4 #fb4 ,digo que o ,branco1 e o ,negro1 sa ,cores positivas1 7n4 #eh4 #fj47 porque o contrario repugna todas as leys da physica4 ,ns recebemos indubitavelmente a idea dos objectos externos1 pelo orga sensoreo da vista1 mediante o reflexo da ,luz1 a qual1 cahindo sobre1 os mesmos objectos1 se reflecte os nossos olhos1 trasendo-nos comsigo sua imagem 7n4 #ae474 ,ora1 se a ,cor negra na fosse que huma privaa da ,luz1 seguir-se-hia1 que na poderiamos receber a idea1 nem de huma columna de marmore negro1 nem de qual quer outro corpo da mesma ,cor3 mas a experiencia mostra1 que estando em justa posia duas ou mais columnas1 huma de marmore negro1 e as outras de marmore branco1 vermelho c4 recebemos ta clara a idea de humas1 como das outras2 logo o negro he huma ,cor ta positiva1 como qual quer das outras1 a que sena disputa esta qualidade2 e assim na pde consistir na privaa da ,luz4 #fc4 ,alem disto1 huma taboa de marmore negro1 bem polida1 reflecte a ,luz ta exactamente1 que nella vemos as imagens dos objectos1 como em hum espelho4 ,ora1 isto na pde acontecer1 segundo as leys da ,catoptrica1 sena nos corpos1 que reflectem fielmente os rayos da ,luz2 logo he imphilosophico o dizer1 que a ,cor negra consiste na absorbencia dos rayos da luz2 quando os ,corpos desta ,cor os reflectem igualmente1 que os coloridos de ,branco1 ,vermelho c4 ,de mais he provado 7 #bb4 n4 #bc471 que a ,cor negra se forma da mixtura do ,vermelho1 e ,verde2 ora1 se a ,cor de ,purpura1 que se forma de ,vermelho1 e ,azul1 he huma ,cor positiva2 da mesma sorte o deve ser a ,cor negra1 que se forma pr huma similhante combinao4 ,hum igual raciocinio prova1 que o ,branco he tambem huma ,cor positiva4 #fd4 ,o confundir estas duas ,cores1 huma com a ,luz1 a outra com a sombra1 deu lugar s ideas commumente recebidas4 ,he preciso1 differenar a ,luz1 da ,cor branca1 e a sombra1 da ,cor negra4 ,a ,luz faz visiveis os objectos1 com as suas qualidades2 e a escuridade1 produz hum effeito opposto1 isto he1 de na deixar ver cousa alguma2 mas a ,luz1 e a obscuridade1 sa tanto a ,cor branca1 e negra1 como a azul1 e verde4 ,ora1 nimguem diria1 que estas ultimas duas ,cores equivalem ,luz1 ou a escuridade2 da mesma sorte sena pde dizer isto1 das duas primitivas ,negro1 e ,branco2 sabendo-se de outra sorte1 o mechanismo da sua formao1 pelas experiencias 7 #af4 #ag4 #ai4 #bb4 n4 #cc47 #fe4 ,taes sa os ,principios1 que resulta das observaoens1 feitas sobre as experiencias ,prismaticas3 os quaes se acha inteiramente conformes1 com os que resulta das observaoens feitas sobre as experiencias dos ,corpos coloridos 7 #bj4 #ba4 #bd4 #bh4 #cj4 #cg4 #dj4 #dc4 #dh472 e que tem ainda em seu favor1 as analogias da ,natureza 7 #bf4 #bi474 ,phenomenos das ,cores1 explicados pelos ,principios1 que resulta das experiencias do ,prisma4 #ff4 ,se as leys geraes1 quando servem para explicar casos particulares1 se chama ,principios 7n4 #db472 a explanaa1 ou injunca1 destes ,principios1 he chamada theoria1 ou systema2 e os factos que se devem explicar com elles chama-se phenomenos4 ,assim os ,treze ,principios que presenta este ,tratado 74 #bj4 #ba4 #bd4 #bh4 #cj4 #cg4 #dj4 #dc4 #dh4 n4 #dd4 #df4 #dh4 #di47 forma huma theoria1 ou systema de doutrina1 com a qual se podem explicar todos os phenomenos das ,cores4 #fg4 ,estes phenomenos sa de duas sortes1 porque ou se manifesta na ,luz colorida1 ou nas superficies dos ,corpos naturaes4 ,eu vou explicar hum phenomeno de cadahuma destas especies1 que servir de norma para a intelligencia de todos os outros4 #fh4 ,dos phenomenos da ,luz colorida1 o mais bello e magestoso1 he sem duvida1 o ,arco ,celeste1 que nos tempos mais antigos fez a admiraa dos homens1 e tem sido cantado1 com o nome de ,iris1 pelos mais famosos ,poetas4 ,este phenomeno1 comtudo na he outra cousa1 que hum grande1 mas identico resultado1 o da experiencia 7n4 #dj47 feita1 com huma ,luz mediana1 em huma camara obscura4 #fi4 ,o sol1 na vasta camara do ,universo1 tem lugar do rayo da sua ,luz1 em huma pequena camara4 ,as gotas de agoa1 de huma nuvem desfeita1 ou de huma nevoa pouco densa1 sa o grande ,prisma1 em que se refracte1 e modifica1 a ,luz do ,sol4 ,e a parte do ,ceo coberta de nuvens1 que fica opposta ao ,sol1 he o immenso carta1 onde se mostra as ,cores2 que sa mais distinctas1 ou mais confuzas1 e mais ou menos em numero1 segundo a obliquidade da ,luz do ,sol1 sobre o grande ,prisma por onde passa3 da mesma sorte que na camara obscura1 recebendo o rayo da ,luz do ,sol perpendicularmente sobre a face do ,prisma1 na forma no carta1 que quatro ou cinco ,cores2 e recebendo-o obliquamente1 forma muitas mais4 #gj4 ,quanto curvatura do ,arco1 ella procede1 de que passando a ,lux do ,sol por hum grande angulo1 qual he o das gotas de agoa1 que forma o ,prisma ,celeste1 se produz aquela curva da mesma sorte1 que o angulo de hum ,prisma de #ij gros1 reduz curvas todas as linhas direitas 7n4 #bb474 #ga4 ,os phenomenos das ,cores1 que nos presenta as superficies dos corpos naturaes1 se explica da mesma sorte4 ,todos os ,corpos sa compostos de partes ta subtis1 como fica provado 7n4 #aj4 #aa4 #ab4 #ac4 #ad474 ,e como na ha ,corpo1 por mais compacto que seja1 que reduzido a minutissimas partes1 se na faa diaphano2 segue-se que1 a respeito da ,luz1 que he muito mais subtil1 que as minutissimas partes1 de que os ,corpos se compoem1 se devem reputar diaphanas1 e transparentes as suas superficies4 ,ora1 como a ,luz1 no reflectir-se dos ,corpos1 tem ja passado por este meyo mais denso1 e menos diaphano1 que o ar2 segue-se que deve ter sofrido huma1 ou mais refracoens 7n4 #g47 e que deve necessariamente1 fazer-nos ver colorida a imagem dos objectos 7#dd4 #de474 #gb4 ,na paressa extraordinario1 que as superficies dos ,corpos1 e ainda dos mais densos1 sirva de ,prisma os rayos da ,luz1 para se formarem as ,cores4 ,todos os ,corpos naturaes sa compostos de dous simplez elementos1 que sa a materia vitrea1 e calcarea1 combinadas de mil modos differentes 74 #c474 ,se a todos os ,corpos se faz soffrer a analysis do fogo mais intenso1 elles se reduzem outra vez a estas duas elementares sustancias1 e a huma grande quantidade de vapor1 que exhala no tempo da operaa4 ,ora1 a materia vitrea1 e calcarea sa indisputavelmente transparentes1 ainda a os nossos olhos1 quando esta reduzidas a partes de huma certa grandeza3 com muita mayor raza o devem ser sempre1 a respeito das subtilissimas partes1 de que a ,luz se compoem4 #gc4 ,daqui se ve claramente1 que a ,cor ,vermelha do ,rubim1 se forma pela concorrencia das mesmas circunstancias1 que fazem parecer vermelha ametade de huma ,estrella 7n4 #bd471 ametade das velas de huma embarcaa 7n4 #cb471 ou ametade da peripheria dos circulos 7n4 #ce472 e que o ,verde da ,esmeralda1 se forma pela concorrencia das circumstancias1 que fazem apparecer verde a outra ametade daqueles objectos3 e assim a respeito de todas as mais ,cores4 ,mas qual he o intrinseco mechanismo1 que produz ta admiraveis effeitos1 e para que serve tanta variedade de ,cores3 quando no ,rubim1 e na ,esmeralda1 na vemos que huma mera crystalisaa2 e para as outras experiencias na concorre1 que hum pedao de vidro1 pelo qual observamos1 ou hum ,ponto lucido em hum ambiente escuro1 ou hum ,ponto escuro em hum ambiente lucido 7n4 #bj472 e quando a mayor parte dos ,corpos naturaes nos seria igualmente uteis1 sendo1 ou na1 coloridos8--,esta he huma daquellas ,questoens1 de que eu j fallei no ,tratado 74 #d472 e da qual a decisa depende de conhecimentos superiores1 e fora dos nossos sentidos1 e mesmo efficaz penetraa das nossas intellectuaes faculdades4 ,limitemo-nos prudentemente os factos1 e s verdades que a imparcial1 e continua observaa sobre elles1 nos podem procurar2 e deixemos de escrutar as causas primarias e ultimas1 que s podem comprehender-se1 pela illimitada ,sabedoria de hum ,,ser ,,supremo4 ,succinta comparao das ,proposioens de ,newton1 com os ,principios1 que presenta este ,tratado4 #gd4 ,a doutrina de ,newton sobre as ,cores1 se contem nas cinco ,proposioens seguintes2 que transcrevo na lingoa original1 em que fora escriptas1 para evitar qualquer iquivoco1 que poderia recrescer1 ainda da mais fiel traduca4 ,,propositio ,i4 ,radiis diverse refrangibilibus diversi competunt ,colores4 ,,propositio ,,ii4 ,radiorum form1 sive dispositiones colorific non sunt refractione mutabiles4 ,,propositio ,,iii4 ,colores albi nigri1 cum cinereis sive fuseis intermediis unius cujusque speciei1 confus mistis1 generantur4 ,,propositio ,,iv4 ,primitivi ,colores per compositionem ,colorum sibimet utrinque confinium exhiberi possunt4 ,,propositio ,v4 ,corporum naturalium ,colores a genere radiorum derivantur1 quos maxim reflectunt4 ,,quanto ,,proposi,a ,i4 #ge4 ,para que esta ,proposia fosse evidente1 seria necessario1 que ,newton provasse3 ,que a differente refrangibilidade dos rayos da ,luz1 que attravea o angullo de hum ,prisma1 provem das diversas ,cores destes rayos2 ou que a diversa ,cor dos rayos da ,luz1 sa a causa da sua refrangibilidade3 o que este philosopho na fez certo de forma alguma4 ,elle vio1 que os rayos da ,luz1 que passa pelo ,prisma1 se refrangem huns mais que os outros2 e que a ,cor vermelha1 nas suas experiencias1 corresponde os rayos menos refrangiveis1 e a ,cor de purpura os que se refrangem mais3 e desta observaa concluio2 que a os rayos mais refrangiveis competia a ,cor de purpura1 a os menos refrangiveis a ,cor vermelha2 e a os que fica entre estes dous extremos1 todas as outras ,cores,a4 ,nota ,a3 ,maxime refragibilibus purpura1 sive violarum ,color competit1 rubor minime refrangibilibus1 atque mediocribus viriditas vel potius confinium viridis1 viresentis coerulei4 ,adeoque radii prout sunt plus plusque refrangibiles apti sunt ad hos ordine colores1 rubrum1 flavum1 viridem1 coeruleum1 violaceum generandos una cum omnibus eorum successivis gradibus coloribus intermediis4 ,newt4 ,opt4 ,part4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 #gf4 ,mas1 como pde huma similhante assera concordar-se com a experiencia 7n4 #ce47 que nos mostra1 que aquellas duas ,cores ta oppostas1 competem mesma refraca4 ,aquelles dous circulos sa da mesma grandeza1 e esta entre duas parallelas2 vendo-os pelo ,prisma1 na se pde duvidar1 que as refracoens1 que correspondem cadahuma destas parallelas1 seja as mesmas4 ,ora1 sobre cadahuma destas parallelas se ve1 ao mesmo tempo1 a ,cor vermelha1 e amarella1 no circulo branco2 e a verde1 azul1 e purpura no circulo negro3 logo na se pde dizer1 que a os rayos menos refrangiveis compete a ,cor vermelha2 e os que soffrem mayor refraca1 a ,cor de purpura2 visto que de baixo da mesma linha1 e da mesma refrangibilidade1 vemos estas duas oppostas ,cores4 #gg4 ,a diversa refrangibilidade da ,luz1 que passa por hum ,prisma1 procedera1 tal vez1 de outra causa4 ,o rayo de ,luz do ,sol1 que attravea hum ,prisma1 tem sempre dentro delle a figura de hum sylindro obliquo4 ,ora imaginando1 que o lugar1 que occupa este sylindro1 he composto de milhoens de subtilissimos filamentos1 alinhados a o comprido1 elles devem ser todos de grandezas differentes2 e consequentemente os subtilissimos rayos da ,luz1 o attraveallos1 ha-de achar mayor1 ou menor resistencia4 ,pde ser que esta seja a causa1 porque1 o sahir do ,prisma1 se refractem huns mais1 que os outros3 sem que isto tenha mais rellaa com as ,cores1 que huma bala de artilheria1 que attravea os dous bordos de huma fragata1 e se refrange passando o primeiro de hum navio4 #gh4 ,a formaa das ,cores depende1 tal vez1 de outro mechanismo4 ,as duas ,cores primitivas se manifesta1 por meyo da refraca 7n4 #dd4 #de472 mas a formaa das outras ,cores depende de mais circunstancias4 ,da mesma experiencia 7n4 #ce471 se prova esta assera4 ,se aquelles dous circulos1 se observa1 o mesmo tempo1 de dous pontos oppostos1 ento parecem a hum observador1 azues ou purpureas as ,cores1 que o outro observador parecem vermelhas1 e amarellas2 o que na pde nascer das refracoens1 mas sim da opposia1 da ,cor negra1 e branca1 combinadas com as que resulta da refraca do ,prisma4 ,,quanto ,,proposi,a ,,ii4 #gi4 ,se ,newton pretende persuadir1 nesta ,proposia1 que qualquer ,cor1 conciderada na ,luz1 ou nos corpos naturaes1 depois que he formada1 se na muda com a refraca do ,prisma1 neste caso nada se oppoem a os ,principios deste ,tratado4 ,mas se ,newton pretende persuadir1 que por isso que sa inalteraveis1 se devem reputar primitivas2 sejame enta licito fazer a seguinte reflexo4 ,se observamos por hum ,prisma duas superficies1 das quaes huma seja vermelha1 e a outra de qualquer ,cor das que se na tem por primitivas1 ta inalteravel vemos a ,cor primitiva como aquella que o na he3 e consequentemente o dizer1 que algumas das ,cores ,prismaticas sa primitivas1 porque se na muda com a refraca1 na tem a menor concludencia4 ,,quanto ,,proposi,a ,,iii4 #hj4 ,esta ,proposia concorda inteiramente com os ,principios1 ,primeiro1 e ,segundo 7 #bj4 #ba472 e com o ,oitavo1 e ,nono 7n4 #eh4 #fj472 que sa identicos1 ainda que dedusidos de experiencias diversas4 ,o ,negro1 e o ,branco1 contem todas as ,cores2 aquelle1 intimamente unidas 7 #bj4 #bb4 n4 #eh4 #ei472 e este extremamente1 divididas 7 #ai4 #ba4 n4 #fj4 #fa473 donde se ve1 que a differena destas duas ,cores1 e de todo o claro-escuro1 consiste s nas quantidades das ,cores componentes1 a respeito de huma certa massa de ,luz1 ou originaria1 ou reflectida dos ,corpos1 com mais ou menos modificaoens4 ,,quanto ,,proposi,a ,,iiii4 #ha4 ,o sentido desta ,proposia1 he dificil de comprehender1 muito mais dizendo ,newton1 que as ,cores primitivas1 sa ,cores simplez4 ,como se pde imaginar1 que sendo as ,cores primitivas1 elementos simplez1 como o mesmo ,newton as caracterisa1,b se componha das que lhes fica visinhas8 ,parece1 que este philosopho na chegou a formar huma idea clara das ,cores primitivas2 porque quando as compara com o canon armonico,c ou escala da ,musica1 deixa entender1 que ellas sa sete4 ,quando diz1 que na entende por ,cores primitivas s as cinco ,vermelho1 ,amarello1 ,verde1 ,azul e ,purpura1 mas todas as que se forma desta sorte1,d deixa em duvida o numero daquellas ,cores4 ,e quando diz1 finalmente1 que ellas sa simplez1 e elementares1 deixa entender1 que se na podem compor de outras ,cores4 ,nota ,b3 ,simplices sive primitivi ,colores4 ,newton ,opt4 ,par4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 ,prop4 ,,ii4 ,nota ,c3 ,partes imaginis1 quas colores occupant1 proporcionales essent chord sic divis1 ut singulos gradus in octava resonare faciat4 ,newt4 ,part4 ,,ii4 ,sect4 ,,ii4 ,nota ,d3 ,per colores autem ,primitivos non tantum quinque prdictos intelligo1 sed quoslibet alios quibus exibendis aptum datur aliquod radiorum genus4 ,newt4 ,opt4 ,par4 ,,ii4 ,sect4 ,i4 #hb4 ,seria preciso ser outro que ,newton1 para aclarar as suas ideas1 se ellas sa confusas4 ,mas quem reflectir1 que o seu systema he fundado em huma mera conjectura1 que deu lugar a imagem oblonga1 que hum rayo de luz do ,sol1 tendo passado pelo ,prisma1 faz ver na camara obscura1 se convenser facilmente1 que de taes ,principios se na podia deduzir mui claros resultados4 ,aquella figura1 pelo que ja fica dito1 na he a pedra de toque para conhecer o metal das ,cores primitivas4 7n4 #cg4 #ch47 #hc4 ,se1 sobre o porphyro1 se mixtura com agoa1 e em certas proporoens1 ,carmin1 e ,verde-distillado1 forma-se a ,cor de ,purpura4 ,se se junta hum pouco mais de ,verde1 resulta huma especie de ,azul1 mui similhante o que faz ver o ,prisma4 ,se este ,azul1 e ,purpura se estendem com o pincel sobre hum papel branco1 e depois se toca com hum pincel banhado em agoa pura1 desaparecem estas duas ,cores resolvendo-se em hum vermelho mais escuro1 que o ,carmin4 ,se qualquer planta1 de hum bello verde1 deixa de ser regada1 a sua ,cor natural se converte em ,amarello2 mas acudindo-lhe1 tempo1 com agoa1 recupera a sua ,cor verde1 desapparecendo absolutamente a amarella4 #hd4 ,se a ,cor de purpura1 e azul se forma1 e se destroem1 como fica dito 7n4 #hc472 se a amarella se faz nascer do ,verde1 e se converte outra vez nelle2 7,nota ,,xvi47 ,como se pde crer1 que estas tres ,cores seja simplez1 e primitivas8 #he4 ,as outras duas especies de ,azul1 e ,amarello1 que pretendem ver-se no ,prisma1 na podem ser1 que meyas tintas das suas similhantes2 por que seria contrario o poder1 e simplicidade da ,natureza1 que1 para formar as ,cores naturaes1 duplicasse os elementos da mesma especie2 quando a ,arte1 que he mais composta e menos poderosa1 que a ,natureza1 forma todas as ,cores de huma especie1 com hum so elemento1 analogo a essa mesma especie1 modificado com o claro-escuro1 e com as outras ,cores 74 #gf4 #gg47 #hf4 ,excluidas1 assim1 das ,cores chamadas primitivas1 as duas especies de ,azul1 e ,amarello1 e a ,cor de purpura2 segue-se1 que s o ,vermelho1 e ,verde1 se pdem ter por ,cores elementares1 simplez1 e primitivas4 #hg4 ,ja que fallei da comparaa dos intervallos dos sons1 e das ,cores 7n4 #ha471 na devo omittir1 que ella se funda em calculos meramente hypotheticos4 ,os intervallos das ,cores prismaticas na se podem exactamente medir1 como o mesmo ,newton confessa,e1 servindo-se ainda1 da palavra ,grega akribeia1 para dr huma justa idea da diligencia1 que inutilmente empregou nesta operaa4 ,e os rapportos geometricos dos sons intermedios da oitava1 tem ta pouca similhana com os sons naturaes1 como he notorio todos os ,proffessores da ,sciencia da ,musica1 e a todos os ,geometras,f 7 #e474 ,donde se ve a inconcludencia1 de tudo quanto se tem escripto1 neste concernente4 ,nota ,e3 ,cum isthc quanta potui diligentia observassem1 non proprio tantum sensu consisus1 sed 7propter summam difficultatem prcise distinguendi confinia ,colorum7 aliorum judiciis fretus imaginis dimentiones juxta inventa deliniavi4 ,new4 ,opt4 ,part4 ,,ii4 ,sect4 ,,ii4 ,nota ,f3 ,en qualit de ,gometre1 je crois avoir quelque droit de protester ici 7s'il m'est permis de m'exprimer de la sorte7 contre cet abus ridicule de la ,gomtrie dans la ,musique4 ,je le puis avec d'autant plus de raison1 qu'en cette matierie les fondemens des calculs sont hypothtiques jusqu' un certain point1 ne peuvent mme tre qu'hypothtiques4 ,le rapport de l'octave comme #a #b1 celui de la quinte comme #b #c1 celui de la tierce majeure comme #d #e1 c4 ne sont peut-tre par les vrais rapports de la nature2 mais seulement des rapports approchs 4 4 4 4 ,m4 ,d',alembert1 ,elmen4 de ,music4 ,disc4 ,prelim4 pag4 ,,xxx4 ,j4 ,j4 ,rousseau ,diccion4 de ,mus4 na palavra ,temprement4 ,,quanto ,,proposi,a ,v4 #hh4 ,nesta ,proposiaon diz ,newton1 que as ,cores dos ,corpos naturaes provem1 de que huns reflectem huma parte dos rayos da ,luz1 que suppoem diversamente coloridos1 e os outros outra2 e que assim1 o ,corpo1 que reflecte os rayos vermelhos1 apparesse vermelho2 e o que reflecte os purpureos1 apparesse de ,cor de purpura4 ,se ,newton tivesse provado1 que na ,luz existem todas as ,cores1 que vemos nos ,corpos naturaes2 e depois fizesse certa a absorbencia de huns dos seus rayos1 e o reflexo de outros1 teria neste caso1 toda a raza3 ,mas ,newton na prova nenhum destes antecedentes4 #hi4 ,na prova o primeiro1 porque logo1 que faz differena de ,cores primitivas derivadas ou compostas1 na tem lugar esta ,doutrina3 e quanto o segundo1 pretende provalho a posteriore1 o que na conclue1 tendo em contrario os factos de huma absoluta evidencia1 ja refferidos 7n4 #ce474 #ij4 ,na se tenha1 por huma refutaa da ,doutrina de ,newton1 o que digo a respeito de cadahuma das suas ,proposioens2 mas sim por huma resposta necessaria s objecoens1 que se poderia fazer contra os ,principios1 que presenta este ,tratado1 apoyadas na recebida theoria daquelle incomparavel philosopho4 ,eu ja dei a raza1 porque me affastei da sua brilhante1 e plausivel hypothesis2 74 #i47 e me parece1 que sem temeridade1 antepuz hum systema simplez1 e natural1 outro que o na he tanto1 e que se funda em huma mera conjectura,g4 ,nota ,g3 ,newton ayant rept plusieurs fois avec beaucoup de soin1 l'experiencie1 7falla da experiencia1 n4 #bf4 #bg4 #cf4 #cg471 trouva que les rsultats en toient trs-constants2 aprs y avoir bien rflchi1 il assaya de les expliquez par les conjectures suivantes4 ,il lui vint en pense1 que la lumiere pourroit tre un fluide compos de parties essentiellement diffrentes3 premirement1 par le degr de rfrangibilit2 secondement1 par la proprit d'exciter en nous le sentiment de certaines couleurs4 ,en effet en supposant ces deux points1 il est ais de rendre raison c4 ,m4 ,nollet ,phys4 ,experim4 ,le4 ,,xvii4 #ia4 ,quanto he mais conforme sabia economia1 com que a ,natureza procede em todas as suas operaoens1 o estabelecer sobre reiteradas1 e decisivas experiencias1 e sobre convincentes analogias2 que na ,luz residem s duas ,cores simplez1 e primitivas1 que sa o ,vermelho1 e ,verde 74 #bd4 n4 #ea472 que da sua intima unia se forma o ,negro 74 #bj4 n4 #eh472 que da sua extrema divisa nasce o ,branco 74 #ba4 n4 #fj472 que das mesmas duas ,cores simplez emana o ,azul1 e ,amarello 74 #bh4 #cj472 e que em fim destas seis ,cores1 tomadas como elementos1 se podem artificialmente formar todas as que vemos nos ,corpos naturaes 7n4 #ea4 e seg4 4 #fh4 e seg473 quanto he mais conforme1 digo1 sabia economia da ,natureza este systema1 do que o dizer2 que as ,cores compostas1 ou derivadas nascem da combinaa de sete elementos1 ou de sete ,cores simplez1 e que estas residem na ,luz1 com o poder de imprimir os seus rayos differentes gros de refrangibilidade4 #ib4 ,se era hum dogma constante1 que os ,corpos naturaes procedia de quatro elementos 74 #d72 e se huma analysis mais rigorosa os reduz a duas unicas substancias simplez e primitivas 7n4 #gb472 como se pde crer1 sem ser mais que provado1 que as ,cores1 que na sa que meros accidentes destes ,corpos 74 #b471 dependa1 para a sua formaa1 de sete differentes elementos8 #ic4 ,os ,amadores das ,sciencias naturaes1 quem offereo a parte theoretica deste ,tratado1 se se acharem perplexos entre a novidade da ,doutrina1 que elle-lhe presenta1 e as oppiniones recebidas1 e firmadas sobre respeitaveis authoridades1 e estipadas com a sanca de tempo3 os exhorto a por de parte toda a preocupaa da authoridade1 e de procurar a evidencia1 que dezeja1 na mesma ,natureza1 por meyo da experiencia1 e de huma profunda meditaa sobre os factos1 que ella lhes suggerir4 ,,nota ,,viii4 4 #ac4 ,antes de passar ,parte ,analytica1 convir muito de ler hum par de vezes os 4 #ee4 athe #fc4 nos quaes se explica o uzo das ,taboas illuminadas1 de que se comea a fallar logo no principio da dita ,primeira ,parte4 ,,nota ,,ix4 4 #ad4 ,,luis ,,de ,,camoens no seu incomparavel ,poema1 ,,os ,,lusiadas1 descrevendo a vista da ,ilha ,namorada1 que ,venus presentou a os seus ,heroes1 pinta o mais bello quadro1 que se pde ver sobre a ,terra4 ,,liii4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 ,para l logo a proa o mar abrio2 ,onde a costa fazia huma enceda ,curva1 e quieta1 cuja branca ara1 ,pintou de ruivas conchas ,cythera4 ,,liiii4 ,tres fermosos outeiros se mostravo ,erguidos com soberba graciosa1 ,que de gramineo esmalte se adornavo ,na formosa ,ilha alegre1 e deleitosa3 ,claras fontes e liquidas manva ,do cume1 que a verdura tem viosa2 ,por entre pedras alvas se diriva1 ,a sonorosa lympha fugitiva4 ,,lv4 ,num valle ameno1 que os outeiro fende1 ,vinha as claras agoas ajuntarse1 ,onde huma mesa fazem1 que se estende ,to bella1 quanto pde imaginarse3 ,arvoredo gentil sobre ella pende1 ,como que prompto est para enfeitar-se1 ,vendo-se no cristal resplandecente1 ,que em fim o est pintdo propriamente4 ,,lvi4 ,mil arvores esta ao ,ceo subindo ,com pomos odoriferos1 e bellos1 ,a larangeira tem no fruto lindo ,a ,cor1 que tinha ,daphne nos cabellos3 ,encostase no cha1 que est cahindo ,a cidreira cos pesos amarellos1 ,os fermosos limoes1 alli cheirando1 ,esta virgineas tetas imitando4 ,,lvii4 ,as arvores agrestes1 que os outeiros ,tem com frondente coma ennobrecidos1 ,alamos sa de ,alcides1 e os loureiros ,do louro ,deos amados1 e queridos3 ,mirtos de ,cythera cos pinheiros ,de ,cybele1 por outro amor vencidos1 ,est apontando o agudo cypariso ,para onde he posto o eterno ,paraiso4 ,,lviii4 ,os doens1 que d ,pomna1 alli ,natura ,produze differentes nos sabores1 ,sem ter necessidade de cultura1 ,que sem ella se da muito melhores3 ,as cerejas purpureas na pintura1 ,as amoras1 que o nome tem de amores1 ,o pomo1 que da patria ,persia veyo1 ,melhor tornando no terreno alheyo4 ,,lix4 ,abre a ,roma1 mostrando a rubicunda ,cor1 com que tu ,ruby teu preo perdes1 ,entre os braos do ulmeiro est a jucunda ,vide cus cachos roxos1 e outros verdes3 ,e vs se na vossa arvore fecunda1 ,peras piramidais1 viver quiserdes1 ,entregaivos ao dano1 que cos bicos ,em vs fazem os passaros iniquos4 ,,lx4 ,pois a tapessaria bella e fina1 ,com que se cobre o rustico terreno1 ,faz ser a de ,achemenia menos dina1 ,mas o sombrio valle mais ameno3 ,alli a cabea a flor ,cefisia inclina1 ,sobolo tanque lucido1 e sereno1 ,florece o filho1 e neto de ,cyniras1 ,porquem tu ,deosa ,pafia1 inda suspiras4 ,,lxi4 ,para julgar dificil cousa fora1 ,no ,ceo vedo1 e na terra as mesmas ,cores ,se dava s flores cor a bella ,aurora1 ,ou se lha da a ella as bellas flores3 ,pintando estava alli ,zefiro e ,flora ,as violas da ,cor dos amadores1 ,o lirio roxo1 a fresca rosa bella1 ,qual reluze nas faces da donzella4 ,,lxii4 ,a candida ,cecem das matutinas ,lagrimas rociada1 e a ,manjarona2 ,vem se as letras nas flores ,hyacintinas1 ,ta queridas do filho de ,latona3 ,bem se enxerga nos pomos e boninas1 ,que competia ,cloris com ,pomona2 ,pois se as aves no ar cantando voa1 ,alegres animaes o cha povoo4 ,,lxiii4 ,ao longo da agoa o niveo ,cisne canta1 ,responde lhe do ramo ,filomella1 ,da sombra de seus cornos na se espanta1 ,acteon n'agoa cristalina1 e bella3 ,aqui a fugace ,lebre se levanta ,da espessa mata1 ou timida ,gazella1 ,alli no bico traz ao caro ninho ,o mantimento o leve passarinho4 ,canto #i4 ,,nota ,x4 4 #af4 #ag4 ,aindaque a ,cor1 que resulta da mixtura do ,vermelho1 ,azul1 ,verde1 e ,amarelo1 combinados em partes iguaes1 ou somente da mixtura do ,vermelho1 e ,verde1 combinados nas proporoens das ,tab4 ,,vi4 n4 #c4 ,,viii4 #c4 ,x4 #c4 ,,xii4 #c4 na seja huma ,cor ta escura1 como o negro mais carregado1 que se pode formar2 na deixa com tudo de ser huma ,cor composta de claro escuro1 similhante ,cor de chumbo1 ou ,cor de cinza1 que se compoem de ,negro1 e ,branco1 sem que nella domine alguma das ,cores1 de que se compoem4 ,isto he quanto basta1 para ter lugar o argumento1 que se forma sobre esta experiencia2 e para ser bem fundada a induca que della se tira4 ,o mesmo ,newton comvinha em que a ,cor branca1 a ,cor de cinza1 e a ,cor negra era a mesma cousa1 e s differia entre si1 em ter huma mais luz que as outras4 ,,nota ,,xi4 #ba4 ,veja-se a ,tab4 ,,xiiii41 e a sua explicaa #fb4 ,,nota ,,xii4 4 #bb4 ,esta experiencia prova com toda a evidencia1 que as ,cores primitivas1 e originarias sa unicamente duas1 a saber1 o ,vermelho1 e o ,verde4 ,por quanto1 se da mixtura destas duas ,cores resulta a mesma ,cor1 que provem do ,vermelho1 ,azul1 ,verde e ,amarello 7na fallo do ,negro1 e ,branco1 porque estas s contribuem para o claro escuro7 seguesse1 que o ,azul1 e o ,amarello se contem no ,vermelho1 e ,verde1 pois que na mixtura destas quatro ,cores1 na tem o ,azul1 e ,amarello influencia alguma3 o1 que tambem se acha comprovado com as mais naturaes analogias4 ,,nota ,,xiii4 4 #be4 ,,opitz1 fallando do ,homem1 diz3 ,die ,welt1 das grosse ,buch1 aus deren ,thun und ,wesen4 ,er von demselben kann auf allen ,blaettern lesen4 ,vesuv4 ,,nota ,,xiiii4 4 #bg4 ,quanto mais obliquamente cahem os rayos da luz sobre a superficie de algum meyo1 tanto mais forte1 e mayor he a sua refraca4 ,daqui vem que a ,luz de ,sol entrando obliquamente na atmosphera da terra1 quando aquelle luminar coincide com o horizonte1 padece huma refraca mais sensivel1 que faz ver huma ,cor1 em que domina o ,vermelho1 a qual se desvanece proporo1 que o ,sol se eleva sobre o horizonte1 e se deminue a obliquidade da luz4 ,por hum similhante mechanismo se forma todas as mais ,cores4 ,a ,azul de que se trata neste 41 bem se v1 que he produsida da mera refraca da ,cor da ,aurora4 ,,homero caracterisa admiravelmente esta decantada ,cor nos seguintes versos4 us men krokopeplos ap keanoio roan rnuth1 in athanatoisi phos pheroi de brotoisin4 ,iliad4 liv4 ,,xix4 v4 ,i4 ,o ,licor alkalino phlogisticado1 de que se compoem o ,azul de ,prussia1 se prepara com o sangue dos animaes2 e unindo-se ou mixturando-se com vetriolo de ,marte1 produz a ,cor azul4 ,na he s no reyno animal1 que o ferro produz este effeito4 ,o po do ,brasil1 que em agoa natural1 larga huma ,cor vermelha1 metendo-o de infusa em agoa ferrea1 d huma ,cor azul1 como a de ,anil4 ,o ,dr4 ,,sehort falla munto desta experiencia2 e eu a fiz algumas vezes analysando agoas mineraes4 ,a affinidade destas duas ,cores1 ,vermelho1 e ,azul1 se prova ainda1 em rasa inversa1 do constante facto1 que o ,azul dos vegetaes se muda em ,vermelho1 por meyo dos cidos mineraes1 e vegetaes4 ,,nota ,,xv4 4 #bi4 ,,milton1 no ,liv4 ,,vii4 do ,paraiso ,perdido1 nos presenta todos os ,vegetaes1 sahindo da ma do ,,creador1 ornados da agradavel ,cor de ,verde1 que nelles geralmente domina3 ,he scarce had said1 when the bare earth1 till then ,desert and bare1 unsightly1 unadorn'd1 ,brought forth the tender grass1 whose verdure clad ,her universal face with pleasant green1 ,then herbs of every leaf1 that sudden flour'd ,op'ning their various colours1 and made gay ,her bosom smelling sweet3 and these scarce blown1 ,forth flourish't thick the clustring vine1 forth crept ,the smelling gourd1 up stood the cornie reed ,embattell'd in her field3 and the humble shrub ,and bush with frizl'd hair implicit3 last ,rose as in dance the stately trees1 and spred ,their branches hung with copious fruit2 or gemm'd ,their blossoms3 with high woods the hills were crown'd ,with tufts the vallies and each fountain side1 ,with borders long the rivers4 ,that eart now ,seem'd like to heav'n1 a seat where ,gods might dwell1 ,or wander with delight1 and love to haunt ,her sacred shades 4 4 4 4 4 4 4 ,,nota ,,xvi4 4 #cj4 ,os mesmos ,vegetaes1 no estado da sua decadencia1 passa da ,cor verde amarela4 ,assim no-los-pinta o ,author do ,poema1 ,les ,saisons1 que na he menos habil ,physico1 que bom ,poeta4 ,l',automne a des couleurs qui manquoient l't ,dans ces champs varis1 l'or1 le pourpre l'opale ,sur un fond vert encor brillent par intervalle1 ,et couvrent la fort qui borde ces vallons ,d'un vaste amphithatre tendu sur les monts4 ,l'arbre de ,cerasonte au gazon des prairies ,oppose l'incarnat de ses branches fltries4 ,quelles riches couleurs1 quels fruits dlicieux ,ces champs ces vergers prsentent vos yeux6 ,voyez1 par les zphirs la pommone balance1 ,echapper mollement la branche affaisse ,le poirier1 en buisson courb sous son trsor1 ,sur le gazon jauni rouler des globes d'or1 ,et de ces lambris verts attachs au treillage ,la pche succulente entraner le branchage4 ,les voil donc ces fruits qu'ont annonc les fleurs1 ,et que l't brlant mrit par ses chaleurs6 ,l',autom4 ,o ,verde1 que geralmente domina em todos os vegetaes1 he indestructivel3 e assim o ,amarello1 que delle nasce1 he huma ,cor apparente que1 com a mayor facilidade1 se converte outra vez em ,verde4 7,nota ,,vii4 n4 #hc47 ,as experiencias de ,m4 ,,macquer prova concludentemente esta assera4 ,elle se explica desta sorte3 ,l'expriencie prouve que la couleur verte des plantes s'altere facilment1 mme se change en un fauvebrun 4 4 4 4 quoique cette couleur verte se change disparoisse mme ainsi totalement1 elle n'est pourtant point dtruite pour cela1 qu'on peut1 par le moyen des menstrues1 sparer extraire la partie verte des plantes seches qui n'ont plus la moindre apparence de verd4 ,dicc4 de ,chym4 ,v4 ,fecules des plantes4 ,,nota ,,xvii4 4 #ce4 ,,home4 ,element4 de ,crit4 ,introduc4 ,,nota ,,xviii4 4 #db4 ,,euler ,carta #acc41 e #acd4 ,,nota ,,xix4 4 #dd4 ,m4 ,l',,abb ,,nollet1 ,le4 de ,phys4 expriment4 ,le4 ,,xx4 ,proposit4 #b4 ,le4 ,,xxi4 ,,nota ,,xx4 #de4 ,a respeito da fora do ,rayo1 nada se pde ler mais emphatico1 que os seguintes versos de ,,klopstock ,so1 wenn auf unerstiegnen ,gebirgen ein nahes ,gewitter ,furchtbar sich lagert1 so reisst sich eine der naechtlichsten ,wolken1 ,mit den mersten ,donnern bewaffnet1 entstammt zum ,verderben1 ,einsam hervor4 ,wenn andre den ,wipfel der ,zeder nur fassen1 ,wird sie von einem ,himmel zum andern waldichte ,berge1 ,wird hochthuermende meilenlange ,koenigs-staedte ,tausendmal donnernd entzuenden1 und sie in ,truemmern begraben4 ,o ,mess4 ,cant4 ,,iiii4 ,na se pode descrever mais energicamente o horroroso phenomeno de huma ,errupa ,vulcanica1 doque o faz ,,opitz nos seguintes ,versos4 4 4 4 4 ,der ,naechte ,mittag macht ,die ,wiesen nie so schwarz1 wann des ,gestirnes ,pracht ,im dicken ,nebel steckt1 als dieser ,dampf sich zeiget1 ,der1 wie ein ,fichtenbaum1 hoch von der ,wurzel steiget ,mit dicken ,aesten aus1 dieweil der ,asche ,last ,sich in die ,breite giebt4 ,bald koemmt ein solches ,krachen1 ,als wann der ,jupiter mit ,donner in die ,sachen ,der schnoeden ,menschen schlaegt1 dass aller ,grund der ,welt ,erzittert1 oder auch1 im ,fall ein kuehner ,held1 ,der vor die ,freyheit steht1 und seine grosse ,thaten ,auf gute ,sache pflanzt mit feurigen ,granaten ,ergrimmet um sich wirft1 und zwinget eine ,stadt1 ,die noch an ,billigkeit der ,waffen ,zweifel hat1 ,zu glauben1 was ihr dient4 ,die ,hitze bricht zusammen ,durch eine rauhe ,bahn mit ihren wilden ,flammen1 ,wirft schreklicher ,gestalt des ,berges ,glieder aus1 ,und jaget mit ,geschrey bis an des ,himmels ,haus ,den stinkigten ,morast von dessen schwarzen ,sande1 ,der ,pech und ,schwefel haelt1 kein ,ort im ganzen ,land ,sich frey und sicher weiss4 ,es springet auch ein ,fluss ,des ,feuers aus der ,kluft1 dem alles wrichen muss1 ,indem er seinen ,lauf in sieben ,stroeme the ilet1 ,und dem ,gestade zu mit heissem ,rauschen eilet1 ,dass ,thal und ,hugel brennt2 der ,acker wird verheert1 ,das ,vieh1 so weiden will1 von ,flammen selbst verzehrt1 ,die ,graeser ,heu gemacht1 die schattenreihen ,waelder ,vom ,grunde fortgefuehrt1 und die ,phlegraeerfelder ,sind nichts als lauter ,glut2 das alt ,herculan ,das lustige ,castell1 genannt ,octavian1 ,viel ,flecken voller ,frucht und ,doerfer stehn in ,brand1 ,die ,wasser fuerchten sich1 und fliehen von dem ,lande1 ,das ,volk1 so nicht erstickt und gar wird fortgerafft1 ,kommt ,athemloss daher1 beraubet aller ,kraft1 ,lahm1 nackend und halb todt1 und fuellt mit ,weh und ,zagen ,den ganzen ,himmel an1 der gleichsam mit ihm klagen1 ,und auch sich kuemmern muss4 ,,nota ,,xxi4 4 #dg4 ,as diversas ,cores1 que a luz do ,sol faz ver nas nuvens1 quando as illumina obliquamente1 estando vesinho a o horizonte1 se acha bellamente descriptas nos seguintes versos3 ,mais les sombres vapeurs qui retardoient l'aurore ,s'entr'ouvrent aux rayons du ,soleil qui les dore2 ,l'astre victorieux perce le voile obscur ,qui nous cachoit son disque le celeste azur2 ,il se peint sur les mers2 il enflamme les nues2 ,les grouppes varis de ces eaux suspendues1 ,emports par les vents1 entasss dans les cieux1 ,y forment au hasard un chaos radieux4 ,les ,sais4 ,prin4 ,,nota ,,xxii4 4 #di4 ,os ,poetas mais famosos fallara todos1 do admiravel1 e bello phenomeno do ,arco ,celeste1 nas suas metricas composioens4 ,homero lhe atribue a ,cor de ouro3 ,irin dotrune chrusopteron angeleousan1 ,iliad4 liv4 ,,xi4 #ahe4 ,,vergilio lhe atribue mil ,cores3 ,mile trahit varios adverso ,sole ,colores4 ,eneid4 ,,milton lhe da s tres ,cores3 4 4 4 4 and in the cloud a bow ,conspicuous1 with three listed ,colours gay1 ,paris4 ,perd4 ,liv4 ,,xi4 ,o ,pescoo da ,pomba1 e a ,cauda do ,pava1 sa bellos objectos1 que igualmente mercera de ser cantados pelos melhores ,poetas4 ,,lucrecio os pinta no seguinte modo3 ,pluma ,columbarum quo pacto in ,sole videtur3 ,quae sita cervices circum1 collum que coronat3 ,namque alis fit uti rubro sit clara ,pyropo3 ,interdum quodam sensu fit1 uti videatur ,inter caeruleum virideis miscere smaragdos4 ,cauda que ,pavonis1 larga cum luce repleta est1 ,consimili mutat ratione obversa ,colores4 ,qui1 quoniam quodam gignuntur luminis ictu1 ,scilicet id sine eo fieri non posse putandum est4 ,lib4 ,,ii4 de ,rer4 ,nat4 ,,tasso1 imitando talvez este bello original1 pinta os mesmos phenomenos no seguinte modo3 ,cos piuma talor1 che di gentile ,amorosa ,colomba1 il collo cinge1 ,mai non si scorge a se stessa simile1 ,ma in diversi ,colori al ,sol si tinge1 ,or d'accesi rubin sembra un monile2 ,or di verdi smeraldi il lume finge2 ,or insieme gli mesce3 e varia1 e vage ,in cento modi i riguardanti appaga4 ,gerusal4 ,liberat4 ,cant4 ,,xv4 #e4 ,n 'l superbo pavon s vago in mostra ,spiega la pompa dell'occhiute piume1 ,n l',iride si bella indora1 e inostra ,il curvo grembo1 e rugiadoso al lume3 ,canto ,,xvi4 #bd4 ,,nota ,,xxiii4 4 #ff4 ,este methodo he applicavel todo o genero de ,pintura1 e o ser mesmo s ,manufacturas1 e ,tinturarias de ,alguda1 e ,seda c4 ,para a ,miniatura1 e para ,lavar ,planos1 se prepara as ,cores na forma do 4 #ae4 e de que se junta no ,vocabulario respeito de cada huma destas ,cores3 e a o ,carmin1 se deve juntar alguma gomma1 para o unir melhor4 ,na ,pintura a ,oleo1 ,cola1 e a ,fresco1 se devem empregar ,cores de mais corpo1 e relativas a cada hum destes generos4 ,na ,pintura ,pastel se pode trabalhar s com as seis ,cores elementares2 mas para compor os ,lapis de differentes ,cores1 na he preciso outra cousa1 que fazer seis maas ou bolos das ,cores elementares1 e com estas compor1 nas respectivas proporoens1 os ,lapis que se quiserem4 ,nas ,tinturarias se devem preparar cinco tintas elementares em caldeiroens diversos1 e depois fazer as mixturas na propora das ,taboas4 ,n4 ,b4 ,deve advertir-se que o ,linho1 ,alguda c4 seja bem exprugados antes de se lhe dar a tinta2 porque de outra sorte as ,cores se alteraria consideravelmente4 ,em todos estes generos se devem ter presentes as ,taboas de combinaa2 e deve tambem ter-se o mayor cuidado1 em que as ,cores elementares seja do mesmo gro1 e fora1 para que os resultados conresponda sempre a o que se dezeja4 ,n4 ,b4 ,por ,cores elementares da ,pintura1 se devem entender sempre o ,vermelho1 o ,azul1 o ,verde1 o ,amarelo1 o ,negro1 e o ,branco1 que sa os elementos de todas as ,cores materiaes1 que se emprega nos trabalhos ,coloridos4 ,e por ,cores primitivas1 e originarias1 se devem ter smente o ,vermelho1 e o ,verde4 ,,fim4 ,,correc,,oens4 ,,est ,,escrito4 ,,deve ,,ler-,,se4 ,pag4 #g4 4 #aj4 99 ,este sinal he de mais4 ,pag4 #ab4 4 #ae4 disolvi em cinco dissolvi em cinco conchas conchas as as seguintes ,cores3 7,nota seguintes ,cores3 ,,xxiii47 ,pag4 #cd4 4 #fj4 ,amarela1 ,amarello1 ,pag4 #gh4 n4 #aj4 gro gra ,pag4 #ii4 n4 #de4 ,e como a ,luz ,e como as ,cores nascem1 nasce e augmenta e augmenta ,pag4 #aaj4 n4 #fd4 das duas primeiras das duas primitivas ,negro1 ,vermelho1 e ,verde3 e ,branco2 ,pag4 #aae4 n4 #gc4 quando os quando a mayor parte dos corpos naturaes corpos naturaes ,pag4 #abj4 n4 #gg4 os rayos da luz1 os subtilissimos rayos da luz1 ,pag4 #abe4 n4 #hd4 7,nota ,,xii47 7,nota ,,xvi47 ,pag4 #ach4 ,nota ,,xiii4 ,blattrn ,blattern ,pag4 #adb4 he inalteravel3 he indestructivel3 ,no ,vocabolario falta as ,cores1 ,,branco-,,de-,,chumbo1 ,,purpura1 e ,,ultramarino4 ,quanto primeira destas ,cores1 ella he o mesmo que ,alvaiade1 ,v4 ,,alvaiade4 ,a segunda he huma ,cor especifica do ,vermelho1 ,v4 ,tab4 ,v4 ,,vii4 ,,ix4 ,,xi4 #a4 ,a terceira finalmente1 que se faz de lapis lazuli1 se acha discripta na ,cor1 ,,azul1 e ,,azul ,,de ,,prussia1 onde se pde ver4 ,ilustrao3 ,tbua ,i ,ilustrao3 ,tbua ,,ii ,ilustrao3 ,tbua ,,iii ,ilustrao3 ,tbua ,,iiii ,ilustrao3 ,tbua ,v ,ilustrao3 ,tbua ,,vi ,ilustrao3 ,tbua ,,vii ,ilustrao3 ,tbua ,,viii ,ilustrao3 ,tbua ,,viiii ,ilustrao3 ,tbua ,x ,ilustrao3 ,tbua ,,xi ,ilustrao3 ,tbua ,,xii ,ilustrao3 ,tbua ,,xiii ,ilustrao3 ,tbua ,,xiiii ,ilustrao3 ,tbua ,a ,ilustrao3 ,tbua ,b ,ilustrao3 ,tbua ,c ,ilustrao3 ,tbua ,d