public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,o ,,oraculo ,,d ,,passado1 ,,d ,,pres5te ,e ,,d ,,futuro ,,ou ,o ,v]dadeiro modo de apr5d] no passado a prev5ir o pres5te1 e a adiv9h> o futuro ,,por ,,b5to ,,s]rano ,,a/rologo ,,da ,,s]ra ,,da ,,e/rella1 ,onde reside ha p]to de tr9ta annos1 s5do a sua habitao uma e/reita gruta que lhe s]ve de gab9ete dos seus assiduos e/udos a/ronomicos ,,obra ,,dividida ,,em ,,sete ,,p>tes1 ,,cont5do ,,cada ,,uma ,o ,,segu9te3 ,p>te primeira--,o ,,oraculo ,,da ,,noite ,p>te ,segunda--,o ,,oraculo ,,das ,,salas ,p>te ,t]ceira--,o ,,oraculo ,,dos ,,segr$os ,p>te ,qu>ta--,o ,,oraculo ,,das ,,flores ,p>te ,qu9ta--,o ,,oraculo ,,das ,,s9as ,p>te ,sexta--,o ,,oraculo ,,da ,,magica ,p>te ,setima--,o ,,oraculo ,,dos ,,a/ros ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,,p>te ,,qu9ta ,o ,,oraculo ,,das ,,s9as ,,ou ,v]dadeira arte de adiv9h> o futuro1 por meio da int]pretao da s9a de qualqu] pessoa1 explicado de um modo cl>o e facil1 ao alcance de todas z intellig5cias4 ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,porto3 #ahhc--;,impr5sa ,comm]cial--,lavad\ros1 #af4 ,,arte ,,de ,,cada ,,pessoa ,,conhec] ,a ,,sua ,,s9a ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,aqu>io1 que comea a #bb de ,janeiro1 e acaba a #ba de fev]eiro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo s] de m$iana e/atura1 cortez1 secreto e v5turoso4 ,d5ota que receb] algum golpe de f]ro e p]igo de agua1 d5ota mais que s] rico e prosp]o1 e deve-se gu>d> muito de tom> paixo1 por que lhe comear em demazia4 ,t] a sua vida em gr&e risco e se escap>1 promette con=me a sua natureza #fh annos de vida4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] muito amiga d seu p>ec]1 e corre gr&e p]igo em p]d] tudo quanto com a sua indu/ria tiv] alcanado4 ,tambem mo/ra t] p]igo de agua1 e que da m$iana idade em diante pass> melhor1 a9da que antes de #ch annos t] algumas enf]midades1 e con=me o seu temp]am5to pod] *eg> aos #hb annos de idade4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,piscis1 que comea a #bb de fev]eiro1 e acaba a #ba de m>o4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] amigo de vr t]ras1 deleit>-se-ha de &> por m>3 e s] mui comilo1 o que s] causa de elle s] enf]mo4 ,s] homem de p\cas palavras e incl9ado a l>g> a sua patria4 ,t] uma gr&e enf]midade aos #ae annos1 outra aos #cj1 e outra aos #ch3 d'e/a se escap>1 con=me a sua natureza pod] viv] #fg annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] padec] a*aques nos olhos1 s] muito hone/a e pi$osa4 ,deve-se gu>d> d fogo1 por que lhe d5ota gr&es damnos4 ,t] uma enf]midade aos #ab annos1 outra aos #bj1 outra os #ba1 e outra aos #cj1 con=me a sua natureza pod] viv] at #gi annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,aries1 que comea a #bb de m>o1 e acaba a #ba de abril4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem1 que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] eng5hoso1 prud5te1 e de nobre animo1 a9da que muito fallador3 com facilidade se apaixon>1 porm com brevidade lhe pass>4 ,&> fall&o s comsigo2 no s] muito rico1 nem muito pobre1 e gu>d> fidelidade aos seus amigos4 ,t] h]anz4 ,d5ota-lhe um signal notavel no corpo1 e damno por algum animal quadrup$e1 e golpe de f]ro3 e padec] alguns in=tunios e trabalhos4 ,t] uma gr&e enf]midade antes dos #bb annos1 da qual se escap>1 viv] con=me a sua natureza #ge annos4 ,d5ota mais1 que cas> at #bb annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] iracunda1 e mui esp]ta em suas aces1 de bom p>ec] e des5volta4 ,cas> e fic> viuva4 ,vir a gr&e pobreza1 porm depois recup]> o p]dido1 e t] uma p]igosa enf]midade na cabea ou nos joelhos desde os #g annos at aos #ab1 e con=me a sua natureza pod] viv] #if annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,tauro1 que comea a #bb de abril1 e acaba a #ba de maio4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] attrevido1 presumido1 e altivo de corao3 incl9ado a deix> a sua patria1 e ir p>a t]ras e/ranhas1 aonde t] mais =tuna4 ,se cas> vir a t] c>go1 e cab$al pela mulh]4 ,d5ota que ha-de s] mordido de algum co2 e se = tratante1 s] v5turoso no trato de compr> e v5d]4 ,mo/ra que lhe succ$] p]igo de agua mais de uma vez1 se se no s\b] acautel>2 e t] in=tunio1 por causa de mulh]es1 e uma enf]midade aos #aa annos1 outra aos #cj1 e outra aos #dj1 da qual se se livr>1 viv] con=me a sua natureza #fd annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se = mulh] s] solicita1 cuidadosa1 det]m9ada1 e s] incl9ada ir vr t]ras e/ranhas4 ,s] fecunda1 e cas> mais de uma vez e t] muitos fllhos4 ,d5ota que cahir1 de alto1 e t] uma enf]midade aos #af annos1 outra aos #cj1 e outra aos #cc4 ,con=me a sua natureza pod] viv] #ff annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,gem9is1 que comea a #bb de maio1 e acaba a #ba de junho4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] de boas entranhas1 e lib]al4 ,d5ota que a sua natureza o incl9> a no viv] em sua patria1 e &> muitos cam9hos4 ,s] pessoa de muito cr$ito2 e vir a t] muitas faz5das4 ,s] homem dilig5te em suas c\sas1 e se v] em p]igo de agua4 ,gu>de-se d co damnado1 que lhe progno/ica s] f]ido d'elles1 padec] #d enf]midades at aos #cj annos1 e depois viv] so1 e lhe promette1 con=me a sua natureza1 #fh annos de vida4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se = mulh] s] de gr&e con/ancia1 e/imada1 e tida em muita conta1 e encimada ao ,santo ,matrimonio4 ,receb] gr&e pez> de c\sas mal feitas1 padec] algumas enf]midades2 e con=me a sua natureza viv] #fb annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,canc]1 que comea a #bb de junho1 e acaba a #ca de julho4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] de boa e/atura1 secreto1 humilde1 e alegre4 ,padec] alguns trabalhos por dem&as1 def5d] causas alheias1 s] incl9ado a requ]5tes1 e s] gr&e ga/ador4 ,t] p]igo de agua1 fogo e f]ro1 s] arrogante1 e de muita reputao4 ,t] algumas enf]midades1 porm pequ5as e lhe promette #gc annos de idade4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,s5do mulh] s] dilig5te1 cuidadosa1 prompta ao pez>1 e com brevidade lhe pass>1 e s] mui agradecida4 ,padec] algumas inquietaes por causa de filhos1 e corre p]igo de cahir de alto1 e a*> algumas c\sas escondidas1 a9da que de p\co preo4 ,viv] s1 e con=me a sua natureza viv] #gj annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,leo1 que comea a #bb de julho1 e acaba a #ba de ago/o4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo s] bem dispo/o1 de boa pres5a1 altivo e de gr&e animo4 ,s] atrevido1 arrogante1 eloqu5te1 e s] muito sabio se se applic> s letras4 ,alcanar algumas dignidades1 ou c>go1 e v] muitas t]ras4 ,se cas> t] com que pass>1 por t] h]anz por p>te de sua mulh]4 ,d5ota que t] um p]igoso golpe de f]ro1 e padec] alguns p]igos no m>1 e s] v5turoso nos negocios1 e a*> d9heiro escondido4 ,t] #f enf]midades por todo o curso da sua vida1 e aos #dj annos uma mui p]igosa1 da qual se se livr> lhe promette e/e signo #ga annos de vida4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] =mosa1 e =te4 ,s] mole/ada de dores de e/omago1 e mui amante da honra1 e vir a possuir muita faz5da4 ,s] pi$osa1 e c>itativa p>a com os pobres1 e e/ em p]igo de padec] fluxo de sangue4 ,d5ota algumas enf]midades pelo demasiado sangue que sempre t]1 e que viv] con=me a sua natureza #ga annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,virgo1 que comea a #bb de ago/o1 e acaba1 a #ba de setembro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] honrado1 ca/o1 e de nobre condio4 ,solicito1 e cuidadoso em suas c\sas1 e vir a t] alguns c>gos1 e gov]no4 ,s] homem v]gonhoso1 e v>iavel e possuir riquezas2 mas vir a cahir em gr&e pobreza1 por se no sab] gov]n>4 ,t] algumas enf]midades at #cj annos1 e con=me a sua natureza lhe promette o signo #hd annos de vida4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] v]gonhosa1 dilig5te1 e mui devota4 ,d5ota que cahir de alto1 e que viv] algum tempo enf]ma4 ,t] gr&e alegria de viv] com limpeza1 e ca/idade1 suppo/o padec] trabalhos4 ,desde os #cj annos at aos #cf t] uma gr&e enf]midade1 e pod] esp]> #gg annos de vida4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,libra1 que comea a #bb de setembro1 e acaba a #ba de outubro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] honrado1 v5turoso no que empreh5d]1 e cuidadoso em s]vir aos seus amigos4 ,s] incl9ado a ir a t]ras e/ranhas1 aonde lhe ir melhor que na sua patria1 e s] homem de bom ent5dim5to4 ,t] com que pass> a vida1 suppo/o padec] alguns in=tunios1 e trabalhos4 ,t] uma enf]midade aos #f annos1 outra aos #h e outra aos #ce1 da qual se escap> pod] viv] at #gg annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] alegre e mui affavel1 e t] alguma queimadura nos ps4 ,s] incl9ada a p]egr9> e &> pelo mundo4 ,padec] algumas enf]midades e pod] viv] #ff annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,escorpiao1 que comea ,a #bb de outubro1 e acaba a #ba de novembro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] de maus co/umes1 enganador1 e teimoso1 e p\co lizo nos seus negocios1 e incl9ado a furt>6 s] grave1 e amigavel1 e de boas entranhas1 porem falsas4 ,se se applic> ,a/rologia s] sabio4 ,padec] dores no e/omago1 e t] p]igo de golpe de p$ra1 e de f]ro1 e incl9ado a &> por div]sas t]ras2 e s] to subtil e a/uto em seus ditos e effeitos1 que n+uem o ent5d]4 ,no s] muito rico1 nem demasiadam5te pobre4 ,a9da que pequ5as1 t] algumas enf]midades1 e con=me a sua natureza pod] viv] #ga annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] =te e t]rivel1 e t] f]idas pelas quaes e/> em gr&e p]igo de vida1 e viv] enf]ma e lhe promette o seu signo #gb annos de vida4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,sagit>io1 que comea a #bb de novembro1 e acaba a #ba de dezembro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] v]gonhoso1 affavel1 hone/o1 incon/ante e v5turoso4 ,s] incl9ado a naveg>1 por onde adquirir faz5da1 e padec] damno por animal quadrup$e1 e t] algumas enf]midades1 a primeira aos #g annos1 outra aos #ah1 e outra aos #bh1 e viv] #fg annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] s] imag9ativa1 tem]osa e v]gonhosa3 alcanar riquezas1 e s] de gr&e gov]no4 ,s] incon/ante1 mudavel1 a9da que mis]icordiosa1 e de boa con/ancia4 ,t] uma enf]midade aos #d annos1 outra aos #bc1 e outra aos #cj4 ,promette-lhe con=me a sua natureza #ajg annos4 ,dos effeitos1 e progno/ico d signo de ,capricornio1 que comea a #bb de dezembro e acaba a #ba de janeiro4 ,,s9a ,,d ,,homem ,o homem que nasc] debaixo da subida d'e/e signo1 s] iracundo1 vo e m5tiroso3 ,&> muitas vezes fall&o s comsigo1 e s] algum tanto melancolico1 animoso1 incl9ado gu]ra4 ,folg> com b5s alheios1 e s] incl9ado a gu>d> gado1 e padec] alguns trabalhos por causa de mulh]es1 viv] enf]mo1 e con=me a sua natureza pod] viv] #ig annos4 ,,s9a ,,da ,,mulh] ,se fr mulh] t] condio p]v]sa1 corr] p]igo de se p]d]1 se se lhe no atalh>em z suas levi&ades4 ,d5ota que s] mordida de animal quadrup$e1 e corre p]igo de cahir de alto4 ,padec] algumas enf]midades1 a9da que pequ5as1 a qual con=me a sua natureza1 pod] viv] #fi annos4 ,,animaes ,,ag\reiros ,,erros ,,c]ca ,,de ,,alguns ,,animaes#a ,amigo3 ,fiquei1 na m9ha c>ta passada1 de te fall> dos erros invet]ados no povo1 a respeito d'alguns animaes2 e que s podem traz] males1 como erros que so4 ,sabido de ti1 por c]to1 que a sup]/io *ega a crr que a entrada d'uma borboleta branca pela porta ou pela janella d5tro1 signal de t] o dono ou dona da casa de receb] uma boa nova2 mas se a borboleta p>da ou escura1 maldita seja ella que annuncia desgraa4 ,se uma aranha1 v]melha e pequ5a1 passeia pelo ve/ido de qualqu] pessoa1 c]to que tem essa pessoa de receb] d9heiro2 em prata se branca1 em ouro se am>ella1 e em cobre se negra4 ,qu&o a mosca v>eja entra em casa1 traz visita inesp]ada2 e que =tuna no p>a a casa onde canta o grillo branco6 ,i/o1 que p>ece sm5te ridiculo1 mais d que isso2 porque tanto se alegra quem tem bom ag\ro1 como se entri/ece e apoqu5ta quem teve a infelicidade de o receb] mo4 ,a coruja das torres1 que toda a g5te conhece pelo nome1 mas que a9da muita outra a no conhece por a t] vi/o1 inspira horror1 su/o1 desprezo1 raiva e odio1 pelas cr5z de mo ag\ro1 s mulh]es1 que i/o mesmo transmittem s creanz1 e a9da aos hom5s1 fracos pela ignorancia1 que vem almas d outro mundo1 consulto os ag\ros1 z feiticeiras e os adiv9hos6 ,a coruja das torres a mais bella das tres especies que temos1 pela sua leveza1 pelo bem p9tado de am>ello e c9z5to sobre o mais bello branco d'algodo1 e pelo delicado folho de p5nas encrespadas que lhe circumda a cabea2 mas como ave nocturna1 p>a que os raios d sol lhe no firo os olhos1 de dia se esconde2 e procura p>a isso z torres e os campan>ios das egrejas1 os telhados e a9da algumas p>$es velhas1 aonde encontre buracos1 p>a pass> o dia2 d'onde se pelo crepusculo1 qu&o a luz a no incommoda j4 ,suppe o povo que ella mora nas torres e telhados das egrejas1 p>a r\b> e beb] o azeite das alampadas1 ao passo que ella procura aquelles log>es1 onde os ratos1 sempre damn9hos1 viv5do vontade e multiplic&o-se1 lhe posso s]vir de su/5to4 ,se1 p\s&o sobre o telhado de uma casa1 deixa ouvir o seu grito r\qu5ho ou o sopro seguido1 que se assemelha ao reson> d'uma pessoa com a bca ab]ta1 ent5de o povo que ella *ama alguem sepultura2 e com a ideia da noite e vis9hanz dos cemit]ios1 olha a coruja como ave funebre e m5sageira da morte2 decl>&o-lhe a gu]ra mais atroz1 sem compaixo nem indulg5cia1 em log> da b5evol5cia e gratido1 que devia pre/>-lhe1 p\p&o-lhe sempre a vida1 pelos bons s]vios que e/a ave pre/a agricultura4 ,de todas z aves nocturnas1 n5huma lhe mais proveitosa1 por s] um creado e gu>da fiel1 que em quanto dorme o s5hor1 espreita e d caa a muitos ro$ores nocivos1 como o rato dome/ico ou rato commum1 o rato campe/re1 etc41 os quaes r\bo de noite1 ro5do os fructos1 os gros e z sem5tes4 ,um outro animal1 cuja p]seguio de morte1 e a quem attribuem crassos erros1 a cobra1 conhecida nas aldeias pelo nome g]al de bi*a4 ,talvez concorra tambem p>a e/a av]so1 que o povo lhe tem1 a magnifica p9tura que no ,g5esis faz ,moyss1 corporis&o o peccado ou antes1 a t5tao na figura d'uma s]p5te1 a que d o nome de demonio4 ,a cobra de/ituida de palpebras2 cons]v&o os olhos ab]tos1 a sua vi/a1 por isso1 fixa1 e p>ece olh> em todas z direces6 ,no ha fugir de vi/a semelhante6 ,p>a qualqu] lado que se cam9he1 a vi/a da s]p5te e/ fixa em ns6 ,assim a t5tao6 ,s lhe pde escap> quem1 apoiado na virtude1 resoluto lhe volta z co/as4 ,escorregadia1 como a s]p5te e como ella capaz de enrosc>-se1 s se pde evit>1 no a deix&o enle>1 p>a no tom> posse1 porque depois de ap]t>1 cada vez nos c+e mais4 ,se a s]p5te levanta1 por algum tempo1 a cabea1 p>a a abaix> logo2 e s cam9ha de ra/os1 sempre1 vi/a com repugnancia1 como a t5tao e o crime1 que s] sempre ra/eiro1 vil e abjecto2 e que p>a se no apres5t> horripilante1 ou ha-de viv] enroscado sobre si mesmo1 como a s]p5te1 ou1 como ella1 escondido por entre o matto4 ,o que c]to que o olh> d'e/es reptis1 com a posio da cabea1 c+9do-se ao *o ou elev&o-se e e/5d5do-se1 o que faz p>ec] que uma cobra cam9ha1 sem comtudo sar d mesmo log>1 assu/a de tal modo os pequ5os e timidos animaes1 que procur&o fugir-lhe1 p>a qualqu] lado que se dirigem1 encontro sempre os olhos d seu pequ5o inimigo1 o qual p>ece p]segui-los2 at que cansados1 tremulos e atordoados pelo md1 approximo-se1 mo grado seu1 d inimigo que os esp]a e que lhes d a morte6 ,i/o tem feito attribuir s s]p5tes a faculdade de magnetis> com a vi/a4 ,ns mesmos s5timos muitas vezes uma impresso1 que quasi nos incommoda1 com o olh> de c]tas pessoas que tm os olhos gr&es1 sados1 e a vi/a um p\co fixa2 e como fasc9ados tambem1 t5tamos desvi> dellas os nossos olhos2 mas1 apes> da impresso um tanto desagradavel1 l se vo sempre encontr> com os outros4 ,porm1 o erro1 mais commum c]ca das cobras1 o de ellas procur>em z mulh]es1 z vacas e z cabras p>a mam>em6 ,que intellig5cia lhe conc$e o vulgo1 qu&o afiana que a cobra p>a engan> a creana1 emquanto mama na me que dorme1 mette a ponta da cauda na bca d filho1 p>a elle *up>1 suppondo assim s] o bico d peito pela =ma cyl9dro-conica6 ,como afiana t] encontrado nos curraes cobras debaixo das vacas1 sug&o-lhes o leite6 ,a cobra1 se mamasse1 p]t5c]ia aos mamif]os2 d>ia luz os filhos vivos1 e no poria ovos2 t]ia ttas proprias p>a alim5tao dos filhos1 e a sua organisao s]ia muito diff]5te4 ,mas a9da mesmo1 apes> de tudo i/o1 se a cobra1 por uma especie de lamb>ice1 t5tasse mam>1 engan&o a me e o filho com a sua intellig5cia1 no o pod]ia faz] em razo da disposio anatomica da sua l+oa e falta de beios1 p>a pod] faz] preza no mamilo e *up>4 v]dade que se encontro algumas vezes nos aidos2 mas ahi vo ellas busc> mais elevada temp]atura1 que o calor d gado =nece quelles log>es4 ,no sei como algumas hi/orias1 s quaes no a*o fundam5to algum1 no fro desm5tidas logo no seu pr9cipio2 e pud]o corr] de bca em bca1 de log> p>a log>1 en*5do o paiz inteiro1 e pass&o at de nao p>a nao4 ,tal o que conto d ourio ca*eiro4 ,diz o povo que e/e pequ5o animal se su/5ta de fructos1 e que p>a os colh] sobe acima das arvores fructeiras1 *ega aos ramos c>regados1 abana com elles1 deita a fructa ao *o1 desce depois e vem rol>-se sobre ella1 at fic> cob]to1 espet&o-a nos esp9hos que lhe reve/em o corpo2 e que assim c>regado1 cam9ha p>a o seu buraco1 *i&o de cont5te e faz5do tal bulha1 como um c>ro das aldeias1 bem c>regado1 ao qual de proposito fazem *i> o eixo1 diz5do que os bois se en?usiasmo com aquella inf]nal *ieira4 ,ora o ourio ca*eiro no faz cova na t]ra p>a habit>1 mas dorme debaixo de h]vas que ajunta1 ou debaixo de raizes junto dos ps das arvores1 ou s]ve-se d'algum buraco j feito ao p dos muros ou debaixo de algum monto de p$ras4 ,come fructos1 v]dade1 e mesmo algumas raizes1 qu&o no tem p>a com] os insectos1 que so o seu v]dadeiro su/5to2 assim como a c>ne dos animaes que encontra mortos3 e uma c\sa que tem sido notada por alguns naturali/as1 e pod] elle com] com gr&e vontade1 sem exp]im5t> incommodo algum1 z can?>idas aos c5tos1 qu&o nos outros animaes so v55o to =te1 que ba/a uma p>a caus> torm5tos horriveis num co ou num gato1 e tres ou quatro s]o suffici5tes p>a d>em a morte ao homem4 ,qu] o povo que e/e animal suba1 e v aban> a fructa das arvores4 ,mas1 como ha-de elle trep>1 se no pde8 ,nem tem a flexibilidade e agilidade p>a isso1 nem os membros con=mados de tal modo1 que o possa faz]1 nem unhas p>a se pod] segur>4 to fraco trepador1 que1 p>a subir a uma pequ5a p$ra1 emprega todos os es=os1 firm&o a cabea1 sem s vezes o pod] conseguir4 ,lembra-me diz] aqui1 que os esp9hos da pelle d'e/e animal so proveitosos p>a z prep>aes de hi/oria natural1 que tm de e/> em alcool2 s]v9do em log> de alf9etes1 por se no e/rag>em1 oxyd&o-se1 nem e/rag>em z prep>aes2 assim como tambem podem s]vir1 pela mesma razo1 p>a segur>em os insectos nos quadros4 ,porm1 nada mais grosseiro e v]gonhoso d que a metamorphose d cabello em cobra6 ,um cabello deitado em agoa trans=ma-se numa cobra muito f9a3 diz o p5s> mais rude6 ,e/e absurdo de tal gr&eza1 que no ga/>ei palavras p>a o mo/r>2 mas direi sm5te que a pret5dida cobra uma espcie de fil>ia2 animal fili=me1 commum nos regatos e nas agoas p\co corr5tes1 *eg&o a um metro e s vezes a tres e quatro de comprido1 negro ou aca/anhado2 e como se tem encontrado algumas vezes nas agoas1 aonde o gado co/uma ir beb]1 e deixa muitas vezes os cabellos1 co&o-se1 o povo ao vr e/es helm9tos juntos com os cabellos1 decidiu logo a metamorphose d'e/es nos animaes1 aos quaes por s]em f9os e compridos1 lhes *amro cobras6 ,e/es animaes co/umo d> voltas sobre si1 mett5do z extremidades por entre ellas1 como z pontas d'um n1 e qu&o morrem1 p>ece t]em dado um n p]feito4 ,tambem t]s ouvido diz] que z &or9has vo beira d m> procur> e escolh] uma p$r9ha1 conhecida pela p$ra das &or9has2 e vem com ella no bico p>a abrir no n9ho os olhos aos filhos1 que sem e/a op]ao os no abrem6 ,e como procurada a tal p$r9ha e e/imada por algumas pessoas1 p>a1 pela sua virtude1 tir>em os argueiros dos olhos6 ,e de c]to preciso bem d'ella1 pois devem &> com elles bem cob]tos de poeira6 ,a tal p$r9ha um seixo *ato e bem polido pelo m>1 ou mesmo um bocado de uma con*a preta1 que o m> t5ha tornado bem lisa e macia6 ,que graa6 z &or9has feitas op]adoras da cat>ata dos proprios filhos6 ,muito mais t]ia que dize-te sobre e/es grosseiros prejuizos1 como da amizade que z cobras tm aos hom5s2 da sympa?ia que os s>des tm p>a com z mulh]es2 e d'outras muitas babuseiras e erros prejudiciaes1 mas hoje fic>ei por aqui4 ,adeos at outra occasio4 ,teu amigo,a4 ,luso4 #a;,augu/o ,luso4 ,,cont9ua,o ,,dos ,,erros ,,c]ca ,,de ,,alguns ,,animaes ,os erros c]ca dos animaes so to v>iados1 to extravagantes e tantos1 que a9da hoje te fall>ei de mais alguns2 e quantos hav] de que no t5ho conhecim5to8 ,hoje bem conhecida a utilidade dos sapos na agricultura1 pelo deva/e que fazem nos insectos1 nas lag>tas1 nos c>acoes1 etc41 *eg&o a s] procurados p>a z e/ufas1 como rem$io contra aquelles animaes1 que devoro e e/rago z plantas4 ,porm tal a av]so que o povo lhes tem1 talvez pela sua frma e vi/a1 p\co agradavel1 como em g]al a de quasi todos os reptis1 que *ega mesmo a diz] que se deve cuspir trez vezes fra1 todas z vezes que se fall> em sapo1 p>a que no naso sap9hos na bca6 tal o odio que lhes tem1 attribu9do-lhes o p]igo de v55o ou peonha1 como vulg>m5te dizem1 que se no satisfazem s com os mat>1 mas sm5te em lhes d> uma morte cruel1 espet&o-os e atorm5t&o-os1 deix&o-os morr] l5tam5te2 qu&o e/es innoc5tes animaes1 alm d bem que nos fazem1 como j disse1 no podem faz] mal a n+uem1 pois no tm armas de que se posso s]vir p>a isso2 ap5as1 em s5do muito apoqu5tados e atorm5tados1 expellem pelo anus um liquido um tanto acre1 mas que nem elle1 nem a baba1 como dizem1 so v55osos4 ,reproduzem-se com tanta facilidade e em tanta abundancia1 e des5volvem-se tanto com o calor e humidade1 que1 s vezes1 com z primeiras *uvas de maio1 so tantos1 que por isso e pelos saltos e pulos que do1 co9cid9do com a quda das gotas da *uva1 em muitas p>tes dizem que *ovem sapos6 ,a respeito d pret5dido v55o ou peonha1 deves sab] que so p\cos os animaes1 exceptu&o os mamif]os1 z aves e os peixes1 aos quaes o nosso povo no attribua v55o1 a ponto de julg> passagem de bi*o que deixra ra/o v55oso ou peonh5to1 a quaesqu] f]idas que app>ecem no corpo das creanz1 p]suad9do-se que mat&o o bi*o1 desapp>ece a peonha e logo o mal4 ,mas1 como no sabem qual fra o g5]o1 nem a especie d bi*o que por alli passra1 applico logo um rem$io g]al p>a toda a sorte de bi*o1 diz5do3 ,eu te talho1 bi*o1 bi*o2 ,sapo1 sapo2 ,aranha1 aranho2 ,bi*o de toda a nao3 ,em l\vor de ,s4 ,silve/re1 ,quanto fao tudo pre/e1 ,e de nosso ,s5hor1 ,que o v]dadeiro ,me/re4 ,e faz5do pass> ao mesmo tempo1 em cruz1 uma faca por cima das f]idas1 talho e retalho d'e/a sorte qualqu] bi*o que por alli passasse6 ,nada mais difficil d que a m$ic9a1 nada mais difficultoso d que s] m$ico1 nada mais mel9droso d que receit>1 nada mais delicado d que s] botic>io2 e todos sabem cur>1 todos so m$icos1 todos receito e todos so botic>ios1 porque todos fazem rem$ios6 ,e quanto mais extravagante1 my/]ioso e miraculoso e sobr5atural p>ec] o rem$io1 mais importancia e mais f lhe d o povo1 pela t5d5cia que tem p>a admir> e acr$it> sempre aquillo que m5os ent5de4 de gr&e f tambem1 que um frango preto proveitoso p>a s]vir de rem$io contra z lombrigas que ataco frequ5tem5te z creanz4 ,por meio d'um pequ5o golpe dado sup]ficialm5te no pescoo d frango1 extrahem-lhe um p\co de sangue1 com o qual do uma frico =te nas co/as da creana do5te1 at que app>eo algumas borbulhas9has6 ,a mais grosseira ignorancia qu] vr n'e/as borbulhas z cabez das lombrigas que acudiro alli ao *eiro d sangue2 e com uma navalha de b>ba1 bem afiada1 corta ento z bolhasitas1 diz5do que talh> assim z bi*as1 de uma vez p>a sempre2 e que e/e o unico rem$io infallivel6 ,j que fallamos em frango1 vem a proposito aqui o preconceito mais grosseiro1 que revela a maior ignorancia e a mais crassa pequice6 ,diz o povo que o gallo aos sete annos pe um ovo1 d qual nasce uma cobra6 ,e i/o mesmo t5ho eu ouvido diz] a algumas pessoas que se qu]em ap>t> d povo pelo seu ve/u>io e pelos seus co/umes1 e fico a p> da mais grosseira plebe1 pelo seu modo de p5s> e pelas suas cr5z6 ,acontece que uma gall9ha nova1 a9da franga1 p\co robu/a1 pe s vezes um ovo pequ5o1 sem gemma1 con/&o s da cl>a e casca1 que quasi sempre asp]a e rugosa2 outras vezes uma gall9ha j casada1 e cansada por uma longa po/ura1 pe um ovo semelhante1 como faz5do um ultimo es=o2 e a*ados e/es ovos nas capoeiras ou poleiros1 como so diff]5tes dos outros1 por s]em mais pequ5os e pela falta de gemma1 so d gallo e no das gall9has6 ,porm o erro sobe de ponto ao diz]em que d'aquelle ovo sairia uma s]p5te6 ,um gallo feito me6 e feito me de s]p5te66 ,em que ov>io se des5volv]ia aquelle ovo8 em que oviducto tom>ia a cl>a ou albm58 ,aonde =m>ia elle a casca ou essa cru/a calc>ea8 ,c]tam5te nas tripas6 ,a gemma ou vitellus1 p>a que a esph]a g]m9ativa1 que o ponto branco que se v no meio1 fique sempre voltada p>a cima1 em qualqu] posio que o ovo tome1 p>a receb] o calor imm$iato da gall9ha no *co1 ligada de cada lado s duas extremidades d ovo por uma especie de cordo torcido da mesma mat]ia da cl>a1 a que se d o nome de *alases4 ,ora1 e/es pequ5os ovos abortados1 apes> de no cont]em a gemma1 contem a cl>a e cons]vam os *alases2 e so elles a t]rivel s]p5te que mais t>de t9ha de se des5volv]6 ,hav] c\sa mais grosseira8 ,ignorancia maior86 ,o lobo1 animal bem commum entre ns1 tido por muitas pessoas1 como t5do a bca de um lado esca*ada at o ouvido2 e que ag>r&o nos cordeiros os lana s co/as1 fug9do com elles4 ,o lobo tem a bca regul> d'ambos os lados1 no pe os cordeiros s co/as1 mas muitas vezes1 v5do-se p]seguido1 no qu]5do deix> a preza1 segura-a pelo lado d pescoo e foge com ella1 corr5do ambos1 como uma p>elha de cavallos4 ,qu&o i/o se d com os nossos animaes1 a respeito dos quaes o exag]o1 pass&o de bca em bca1 tem dado causa tambem a muitos erros1 o que s] a respeito dos animaes e/ranhos1 cujas descripes so feitas por viajantes1 quasi sempre prop5sos m5tira1 a augm5t>em e a exag]>em z c\sas6 ,muitas vezes os proprios naturaes de um paiz1 pela mesma razo1 in=m&o mal os curiosos1 os fiz]o acr$it> em falsas n>raes e contos extravagantes4 ,hoje1 porm1 graz ao des5volvim5to d e/udo da ,hi/oria natural1 sua reconhecida utilidade1 proteco dada aos museus e aos j>d9s d'acclimatao1 e/es erros tm-se em5dado1 e vo-se conhec5do z c\sas luz da v]dade4 ,s entre ns1 aqui no ,porto1 p>ece desnecess>io um museu2 pelo m5os no vejo lig>-lhe a mais pequ5a importancia6 ,e p>a que6 ,aqui j todos so sabios4 ,que importa o e/udo dos bi*os e das h]vas8 ,d elle d9heiro8 ,no d8 ,p\co importa diz] tolices2 no c\sa de utilidade publica4 ,z ridiculas hi/orias de alguns macacos1 como os gorillos1 os *impanzs e os orangos1 rapt>em z rap>igas e fugirem com ellas p>a os bosques1 que to acr$itadas =o1 e fazio que z mulh]es tivessem tanto m$o dos macacos1 so hoje desm5tidas4 ,a hy5a foi tida como um mon/ro2 fiz]am-n'a at h]maphrodita6 ,d]o-lhe os in/9ctos mais sangu9>ios e a maior f]ocidade2 diss]o que ia aos cemit]ios des5t]r> os cadav]es1 p>a nelles cev> a sua f]ocidade6 ,a hy5a um animal p\co sangu9>io1 pref]9do a c>ne morta e de dias1 c>ne viva e com sangue2 cob>de1 p\cas vezes ataca1 e se ataca so os animaes pequ5os1 mat&o a fome muitas vezes com os cadav]es dos animaes que des5t]ra1 qu&o se a*o mal cob]tos4 ,o condor1 que pass\ como ave cruel e temivel1 cob>de como em g]al todos os abutres1 que mal m]ecem o nome de aves de rap9a2 e e/o no caso das hy5as4 ,su/5t&o-se de c>ne morta1 no ataco os outros animaes2 mas lano-se sobre os que encontro mortos ou sobre aquelles que encontro morr5do2 ou espreit&o z cabras1 z vacas1 etc41 na occasio em que do luz o filho1 lano-se sobre o recem-nascido1 sem sequ] atac>em a me1 apes> de do5te2 uma creana armada d'um po ba/a p>a os faz] fugir4 ,o v55o da t>antula1 aranha bem commum na ,italia1 ,hespanha e ,portugal1 foi tido como causa de effeitos t]riveis1 deix&o at>antados ou em convulses horriveis os mordidos por ella1 e receit&o-se at como rem$io a musica4 ,mas hoje1 dizem que bem sabido1 que o v55o d'e/as aranhas no p]igoso s5o p>a os insectos que lhes s]vem de su/5to4 ,has-de t] vi/o os nossos pescadores &>em pelas ruas v5d5do alguns polypeiros petrosos1 a que *amam arvores d m>4 ,no e/ranho que elles lhes *amem arvores d m>4 ,porm e/ranho que pessoas de in/ruco1 dadas s letras1 nada queiro sab] da sci5cia e se cont5tem com a lio d pobre pescador1 repet9do o mesmo1 e at ens9&o1 que z madrporas1 a/rz1 fungias1 etc41 so tortulhos e arvores d m>1 sem faz]em ideia1 j se v1 d que uma arvore1 nem dos pobres animaes que caro nas suas mos e debaixo das suas vi/as1 que to mal os olh>o2 porm p>a maior escl>ecim5to e maior disp>ate acresc5to os que j no preciso de e/ud>--so arvores d m> petrificadas4 ,pod]ia cont9u> a fall>-te de mais alguns d'e/es erros1 mas receio enfad>-te1 e por isso fico por aqui4 ,emquanto aos curiosos animaes que habito a nossa co/a da ,foz1 da ,granja1 ,mattos9hos e ,lea1 t]ei talvez a9da occasio de te fall> d'elles em p>ticul>2 pois so uma di/raco nos solit>ios passeios beira-m>1 am5is&o o que p>ecia monotono1 e torn&o habitado o que p>ecia des]to1 a*&o ns companhia aonde nos julgavamos ss4 ,adeos at outra occasio4 ,teu amigo,a4 ,luso4 ,o ,,noivado ,,d ,,sepul*ro 7,,ballada7 ,vae alta a lua6 na manso da morte ,j meia noite1 com vag> so\2 ,que paz tranquilla6 dos vaiv5s da sorte1 ,s tem descano quem alli baix\4 ,que paz tranquilla6444 mas ao longe1 ao longe ,funrea campa com fragor rangeu3 ,branco phantasma1 semelh&o um monge1 ,d'entre os sepul*ros a cabea ergueu4 ,ergueu-se ergueu-se6444 na amplido cele/e ,campeia a lua com s9i/ra luz2 ,o v5to geme no f]al cypre/e1 ,o mo*o pia na m>morea cruz4 ,ergueu-se1 ergueu-se1 com sombrio espanto1 ,olh\ em roda444 no a*\ n+uem444 ,por entre z campas1 arra/&o o manto1 ,com l5tos passos cam9h\ alm4 ,*eg&o p]to d'uma cruz alada1 ,que entre os cypre/es alvejava ao fim1 ,p>\1 s5t\-se1 e com voz maguada ,os ccos tri/es accord\ assim3 ,mulh] =mosa1 que adorei na vida1 ,e que na tumba no cessei d'am>2 ,porque atraiz desleal1 m5tida1 ,o amor et]no que te ouvi jur>8 ,amor6 engano1 que a campa f9da1 ,que a morte despe d'illuso fallaz2 ,quem d'entre os vivos se lembr> a9da ,d pobre morto que na t]ra jaz8 ,ab&onado n'e/e *o rep\sa2 ,ha j tres dias1 e no v5s aqui444 ,ai6 quo pesada me tem sido a l\sa ,sobre e/e peito que bateu por ti6 ,ai6 quo pesada me tem sido6 e em meio1 ,a fronte exhau/a lhe p5deu na mo1 ,e entre soluos arranc\ d seio ,fundo suspiro de cruel paixo4 ,talvez que r9do dos prote/os nossos1 ,gozes com outro d'inf]nal praz]2 ,e o olvido cobrir meus ossos ,na fria t]ra1 sem v+ana t]6 --,oh6 nunca1 nunca6 de saudade inf9da ,responde um cco-suspir&o alm444 ,oh6 nunca1 nunca6 repetiu a9da ,=mosa virgem que em seus braos tem4 ,cobrem-lhe z frmas div9aes1 airosas1 ,longas r\pag5s de nevada cr2 ,s+la c'ra de virg9eas rosas1 ,lhe c]ca a fronte d'um mortal pallr4 ,no1 no p]de/e meu amor jurado2 ,vs e/e peito6 re9a a morte aqui444 ,e j sem =z1 ai de mim1 gelado1 ,mas a9da pulsa com amor por ti4 ,feliz que pude acompanh>-te ao fundo ,da sepultura1 succumb9do dor2 ,deixei a vida444 que importava o mundo1 ,o mundo em trevas sem a luz d amor8 ,saudosa ao longe vs no co a lua8 --,oh6 vejo1 sim444 recordao fatal6 --,foi luz d'ella que jurei s] tua1 --,durante a vida1 e na manso f9al4 ,oh6 vem6 se nunca te c+i ao peito1 ,hoje o sepul*ro nos reune emfim444 ,qu]o o rep\so d teu frio leito1 ,qu]o-te unido p>a sempre a mim6 ,e ao som dos pios d cantor funreo1 ,e luz da lua de s9i/ro alvor1 ,junto ao cruzeiro1 sepul*ral my/]io1 ,foi celebrado1 d'infeliz amor4 ,qu&o risonho despontava o dia1 ,j d'esse drama nada havia ento1 ,mais que uma tumba fun]al vasia1 ,quebrada l\sa por ign>a mo4 ,porem1 mais t>de1 qu&o foi volvido ,das sepulturas o gelado p1 ,d\s esqueletos um ao outro unido1 ,=am a*ados n'um sepul*ro s4 ,,ao ,,meu ,,gato ,ai6 meu pobre animal unicos re/os d meu viv] de ento2 ,companheiro nos dias to fune/os e d'e/a solido4 ,fica/e a9da assim ao meu abrigo p>a me acompanh>1 ,tu agora1 talvez unico amigo que sabe o meu p5>4 ,tua dona morreu3 ,j no exi/e quem te affagava emfim2 ,hoje pobre animal1 tu hoje tri/e s me possues a mim4 ,como tudo mud\1 como p]dida nos foi a nossa luz2 e cada qual de ns em sua lida tem hoje a sua cruz4 ,hoje tudo des]to1 o l> sem lume p>a te con*eg> que foi-se-nos da vida esse p]fume o con=to d l> ,ai6 meu pobre animal to resignado1 me v5s agradec] no me olvid>1 embora fatigado de d>-te de com]4 ,mas tu tambem no comes1 tambem s5te teu seio cruel dor1 porque s vezes me fitas de rep5te com bem tri/e am>gor4 ,que fazemos ns ambos sem con=to n'e/e des]to assim6 ,oh6 vamo-nos embora d'e/e horto p>tamos j emfim4 ,nem eu1 nem tu j temos alegria1 tudo vimos morr]2 que fazemos aqui de noite e dia8 ap5as s gem]4 ,oh6 vamo-nos embora e bem depressa que j no pde mais o corao1 acabe-se o torm5to que no cessa1 fujamos d'e/a tri/e solido4 ,ago/o--#ahgj ,co/a ,goodolphim4 ,,signaes ,,phisionomicos ,,saturno ,os hom5s que nascem debaixo d dom9io de ,saturno1 so d'e/atura grossa1 avultada1 n]vosa1 e com alguma imp]feio1 o ro/o gr&e e de cr palida1 a fronte l>ga e *eia de l9eam5tos tortuosos1 a cabea imp]feita1 os cabellos pretos1 humidos e crespos nas pontas2 os olhos pretos e c5tralm5te dispo/o um maior que o outro1 e s vezes uma macula ou albugem em um d'elles2 z sobrancelhas gr&es1 e unidas uma com outra at raiz sup]ior d n>iz2 a bocca l>ga2 o beio sup]ior mais contrahido e o inf]ior mais grosso2 os d5tes sup]iores gr&es e os inf]iores agudos1 curtos e desiguaes2 o pescoo magro1 comprido e algum tanto incl9ado p>a diante1 *eio de musculos1 veias e art]ias que se manife/am com boa di/9co2 os hombros l>gos e levantados2 o peito ap]tado2 z co/as l>gas2 a cutis asp]a e bem povoada de cabellos2 os braos compridos e robu/os2 z p]nas delgadas1 compridas e tortas2 os ps *eios de veias sup]ficialm5te dispo/as e pela maior p>te sugeitos aos calos4 ,,jupit] ,os hom5s nascidos debaixo d dom9io de ,jupit]1 so de boa e/atura1 bem dispo/os e temp]ados2 teem o ro/o gr&e mas em boa con=midade de cr rosada2 a fronte bem =mada e descob]ta2 a cabea esph]ica2 os cabellos d5sos e p\co crespos1 incl9&o a l\ros2 os olhos =mosos1 gr&es e sahidos2 z sobrancelhas agudas e bem povoadas de cabellos2 o n>iz comprido e no meio com alguma em95cia2 a bca rasgada2 o labio sup]ior maior que o inf]ior1 ambos vi/osos e crados2 os d5tes sup]iores compridos e l>gos1 especialm5te os d\s m$ios1 os inf]iores mais miudos1 mas uns e outros firmes e bem collocados2 a b>ba sahida de cr ca/anha com uma cova no meio2 o pescoo elegante e bem proporcionado1 com algumas veias musculosas1 e art]ias bem di/9ctas e engraadas2 os hombros l>gos1 c>nosos e bem compo/os2 o peito entre l>go e ap]tado1 p\co povoado de cabellos2 os braos e ps m$ianam5te crassos e robu/os1 povoados de cabellos t5ues e compridos1 com algumas veias c]oleias e manife/as4 ,,m>te ,os hom5s que nascem sob a influ5cia de ,m>te1 so de e/atura avultada1 =nida1 e v>onil2 o ro/o comprido1 feio e de cr acceza2 a fronte r$onda e *eia de rugas2 a cabea gr&e e aguda2 os cabellos d5sos de cr ca/anha ou ruiva2 os olhos cl>os1 seccos1 e c5tralm5te dispo/os1 a vi/a aguda1 secca e espantada2 z sobrancelhas e/5didas e mal povoadas3 o n>iz agudo1 ap]tado e curvo2 a bca gr&e2 os beios delgados e t5ues2 os d5tes pequ5os e agudos1 mas dispo/os por boa ordem2 a b>ba aguda e bem povoada de cabellos1 com uma cova na ponta2 o pescoo comprido1 magro e *eio de musculos1 e veias pat5tes2 os hombros magros e robu/os2 o peito e/reito2 z co/ellas vigorosas2 a cutis povoada2 os braos e ps magros1 duros e robu/os1 com musculos1 veias1 e art]ias prom95tes e bem sup]ficiaes4 ,,sol ,os hom5s que nascem sob a influ5cia d ,sol1 teem a e/atura d corpo bem =mada e proporcionada2 so alvos e de muitas c>nes2 a cabea r$onda e no muito gr&e2 os cabellos l\ros breves e p\co d5sos2 os olhos =mosos1 cl>os e ca/anhos2 z sobrancelhas bem dispo/as1 delgadas e p\co povoadas de cabellos2 o n>iz direito e ext5so2 a bca pequ5a2 os beios r$ondos e c>nosos2 os d5tes r>os1 agudos e firmes2 a b>ba quasi r$onda e l>gam5te povoada de cabellos1 com uma cova pr(unda no meio2 o pescoo breve e robu/o1 musculoso e p\co pat5tes z art]ias e z veias2 os hombros gr&es1 l>gos1 c>nosos e robu/os2 o peito gr&e sahido e bem =mado2 z co/ellas l>gas e robu/as2 os braos1 p]nas e ps robu/os1 crassos e bem proporcionados1 e o corpo direito1 bem =mado e =te4 ,,v5us ,os hom5s que ,v5us v nasc] so elegantes1 de e/atura pequ5a1 mimosa e engraada2 o ro/o entre r$ondo e comprido1 bem proporcionado e crado2 a fronte engraada1 aonde se di/+ue a l9ha v5]a2 a cabea m$iocre na gr&eza e r$onda na frma2 os olhos alegres1 cl>os1 pretos1 gr&es e respl&ec5tes2 z sobrancelhas =mosas1 gr&es1 bem povoadas e unidas2 o n>iz plano1 m$iocre e prom95te2 a bca pequ5a e engraada2 os d5tes miudos1 ba/os1 brancos e firmes2 a b>ba abreviada1 e *eia2 o pescoo comprido1 c>noso e bem =mado2 os hombros l>gos e robu/os2 o peito c>noso2 z co/ellas robu/as2 os braos e ps c>nosos e bem =mados4 ,,m]curio ,os hom5s que nascem sob a influ5cia de ,m]curio1 so de e/atura m$iocre1 mas bem =mada2 o ro/o entre comprido e r$ondo de p\cas c>nes e de cr mor5a2 a fronte regul> com pr(undas l9eaes phisionomicas1 e com mais di/9co a l9ha m]curial1 que a segunda em ordem1 cont&o da raiz sup]ior das sobrancelhas2 a cabea gr&e e r$onda2 os cabellos p\cos1 d5sos e delgados2 os olhos pr(undos1 pequ5os e =mosos1 no de todo pretos2 z sobrancelhas pequ5as1 p\co arquiadas e unidas s palpebras2 o n>iz pequ5o1 plano1 igual e um p\co afilado2 a bca rasgada2 os beios c>nosos e rubicundos2 os d5tes sup]iores desiguaes e r>os1 os inf]iores compo/os e unidos2 a b>ba r$onda1 assignalada no meio e os cabellos pretos2 o pescoo m$iocrem5te comprido2 os hombros l>gos e robu/os2 o peito plano1 igual e p\co povoado de cabellos2 os braos e d$os das mos compridos1 bem feitos d corpo e dos ps1 so =tes rapazes4 ,,lua ,os hom5s que nascem na influ5cia da ,lua a sua e/atura comprida e descompo/a2 o ro/o gr&e1 l>go1 c>noso e de cr trigueira2 a cabea gr&e e algum tanto esph]ica2 os olhos gr&es bem dispo/os1 r$ondos e sup]ficiaes1 e algumas vezes um maior que o outro2 z sobrancelhas gr&es arquiadas e unidas2 o n>iz gr&e1 r$ondo ou rombo2 a bca rasgada no muito gr&e2 os beios grossos e c>nosos2 os d5tes l>gos1 gr&es e mal dispo/os2 a b>ba r$onda1 abreviada e p\co povoada de cabellos2 o pescoo breve1 robu/o e c>noso2 os hombros gr&es e mal dispo/os2 o peito gr&e e l>go com muitas c>nes2 os braos e ps robu/os1 grossos1 com p\cos pellos e muitas veias di/9ctas4 ,,ora,o ,,d ,,ju/o ,,juiz ,ju/o ,juiz de ,naz>e?1 filho da ,virgem ,m>ia1 que em ,belem fo/es nascido entre z idolatrias1 eu vos peo1 ,s5hor1 pelo vosso sexto dia1 que meu corpo no seja preso1 nem f]ido1 nem morto1 nem nas mos da ju/ia envolto1 ,pax ,tecum1 ,pax ,tecum1 ,pax ,tecum4 ,*ri/o assim o disse aos seus ,discipulos1 se os meus inimigos vi]em p>a me pr5d]1 t]o olhos no me v]o1 t]o ouvidos no me ouviro1 t]o bocca no me fall>o1 com z armas de ,s4 ,jorge s]ei armado1 com a espada de ,habraho s]ei cob]to1 com o leite da ,virgem ,m>ia s]ei borrifado1 com o sangue de meu ,s5hor ,jesus ,*ri/o s]ei ,baptisado1 na ,arca de ,no s]ei arrecadado1 com z *aves de ,s4 ,p$ro s]ei fe*ado1 aonde me no possam vr1 nem f]ir1 nem mat>1 nem sangue de meu corpo tir>2 tambem vos peo ,s5hor1 por aquelles tres ,calix b5tos1 por aquelles trez ,padres reve/idos1 por aquellas trez ,ho/ias consagradas1 que consagradas ao ,t]ceiro dia me deis aquella doce companhia que d/e ,virgem desde z portas de ,belem at ,j]usalem1 que com praz] e alegria eu seja to bem gu>dado de noite como de dia1 assim como &\ ,jesus ,*ri/o no v5tre da ,virgem ,m>ia1 ,deus diante1 paz na guia1 ,deus me d a companhia que ,deus deu virgem ,m>ia2 desde a casa ,santa de ,belem at ,j]usalem4 ,deus meu ,pae1 a ,virgem ,santa ,m>ia m9ha ,me8 com z armas de ,s4 ,jorge s]ei armado1 com a espada de ,s4 ,?iago s]ei gu>dado p>a sempre4 ,am54 ,,ora,o ,a ,jesus *ri/o1 como a dizia ,s4 ,cypriano ,meu ,s5hor ,jesus ,*ri/o1 lembrai-vos de mim peccador4 ,virgem ,santissima1 rogai por mim sempre s]eis l\vada1 bemdita2 rogai por e/e peccador ao vosso amado filho1 preciosa =mosura dos anjos1 flor dos ar*anjos1 prophetas e ,patri>*as1 coroa dos ,m>tyres ,apo/olos e confessores1 gloria dos ,s]af9s1 coroa das ,virg5s1 livrai-me de aquella espantosa figura qu&o m9ha alma d meu corpo sahir1 ,santissima fonte de pi$ade1 =mosura de ,jesus ,*ri/o1 alegria da gloria1 consolao no ceu1 rem$io nos trabalhos1 comvosco ,virgem prud5tissima se alegram os ,anjos1 encomm5dae m9ha alma a todos os fieis *ri/os e conduz-me ao et]no ,p>aiso aonde viveis e re9aes p>a sempre e eu p>a vos l\v>4 ,am54 ,,ora,o ,ao ,anjo ,cu/odio1 como a dizia ,s4 ,cypriano ,anjo ,cu/odio qu]eis s] ,santo pela graa de ,deus8 ,qu]o4 ,das treze palavras que sabeis dizei-me a uma4 7,assim se deve diz] em todas z palavras74 #a4 ,uma entre o sol e a lua4 ,padre1 ,filho1 ,espirito ,santo4 #b4 ,so z duas tabo9has de ,moyss4 #c4 ,so os tres ,patri>*as ,j>co ,j>c4 #d4 ,so os quatro ,evangeli/as4 #e4 ,so z #e ,*agas de ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o4 #f4 ,so os seis cirios b5tos que app>ec]am em ,j]usalem p>a alumi> a ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o p>a todo o sempre4 ,am54 #g4 ,so z sete salvas da ,s5hora4 #h4 ,so os oito coros d',anjos4 #i4 ,so os ,nove ,corpos ,santos4 #aj4 ,so os ,dez ,m&am5tos4 #aa4 ,so z #aa ,mil ,virg5s4 #ab4 ,so os ,doze ,apo/olos4 #ac4 ,so os #ac raios d ,sol que arreb5te o ,demonio d mais pequ5o at o maior4 ,n4 ,b4 ,e/a orao deve s] pr9cipiada e acabada1 porque d contr>io1 o ,santo fica de joelhos at que a pessoa que a pr9cipi\ a acabe4 ,,receitas ,,curiosas ,contra a picada da vibora ,dissolva-se em agua *lorureto de cal at que fique em uma massa mole1 e se pe sobre a picada4 ,contra o env55am5to produzido pelo v]dete ,bata-se uma cl>a d'ovo1 e depois de bem batida mi/ure com agua e d ao do5te1 repet9do o mesmo at acalm> z colicas1 tom&o depois bebidas temp]antes4 ,contra a mord$ura de ces damnados ,o que se deve logo faz] esprem] bem a f]ida p>a expellir o sangue e a baba1 e depois lav> a f]ida com a dissoluo de p$ra cau/ica 7alkali7 em agua1 ou a caut]isao de f]ro em braza pondo depois pannos e en*umaos molhados na dissoluo p>a dilat> a f]ida1 pde ajuiz>-se se de co damnado molh&o um bocado de po no sangue da f]ida e deital-o a uma gall9ha e se fr damnado morre a gall9ha2 se se deit> a outro co no o qu]] com] e at fugir d po4 ,contra z queimaduras ,metta-se imm$iatam5te a p>te queimada em agua de cal ou envolva-se em algodo em rama4 ,contra escaldaduras d'agua a f]v] ,esfregue-se a p>te (f5dida com f>9ha triga e depois cubra-se com ba/ante f>9ha e pannos de l9ho4 ,contra os ataques de gota ,esprema-se um limo na bocca da pessoa atacada que logo cessam os accid5tes4 ,p>a e/anc> sangue de veia ou outro qualqu] vaso cortado ,magi/]io d'opio um escropulo1 cabellos de lebre cortados miudos e cl>a d'ovo q4 b4 p>a faz] uma massa a qual se pe na p>te com ataduras4 ,p>a os surdos ,toma-se d fel de gall9ha1 aguia1 corvo e lebre 7todos ou p>tes d'elles7 uma poro suffici5te e cozam-se em panella nova1 com v9ho branco1 bem tapada1 at fic> em consi/5cia d'oleo1 d qual se deita todos os dias nos ouvidos algumas gotas tepidas4 ,p>a e/anc> o sangue d n>iz ,esfregue-se a te/a com o mesmo sangue1 ou levantem os braos p>a o ar at pass>4 ,p>a no cahir o cabello ,lava-se a cabea com oleo rosado em o qual se t5ha f]vido a sem5te de murta1 galha1 e mirabolanos1 o summo das cebolas tambem s]ve p>a o mesmo4 ,contra a embriaguez ,tome seis a oito gotas d'amoniaco liquido 7alkali volatil7 dissolvidas n'um copo d'agua4 ,p>a enjo> o v9ho ,tome-se o *ora das videiras mi/urado em v9ho4 ,contra o defluxo ,esfregue o n>iz e entre os olhos ao deit> na cama com pomada camphorada1 e em jejum tome algumas colh]es de mel4 ,contra a dr de d5tes ,sulphato d'alum9a em p uma oitava2 e!r nitrico uma dita1 faa uma pa/a mole1 e cubra o d5te dorido4 ,outra p>a o mesmo ,e!r sulphurico uma oitava1 laudam #cj gotas1 mi/ure e ponha no d5te por meio d algodo em rama4 ,outra ,mel rosado meia ona1 alcamphora1 espirito de mirrha1 e dito de sal commum de cada um #cj gotas2 mi/ure e ponha no d5te por meio d algodo em rama4 ,contra o az$ume d e/omago ,s]ve p>a a azia com] salsa crua e tambem se recomm5da p>a dres de g>ganta4 ,p>a z vespas no pic>em ,lavam-se z mos e c>a com agua de colonia1 ou de alfazema1 v9agre ou agua ard5te4 ,p>a z moscas no mord]em no gado ,esfreguem o gado com folhas v]des de nogueira4 ,contra picadas das vespas ,esfregue-se a p>te dorida com uma mosca4 ,contra os callos ,ponha-se sobre elles uma pa/a de adzivo morno1 at se desfaz]em2 ou cubram-se com algodo em rama p>a mitig> z dores4 ,contra z =migas ,deite-se nos =migueiros ou log>es aonde ellas causam prejuizo folhas de tomates1 ou sal1 p de c>vo ou c9za4 ,contra o gorgulho ,deitem-se alguns punhados de l9ho canhamo com a sem5te e fresco por toda a sup]ficie dos gros enceleirados4 ,p>a tir> nodoas de t9ta ,molhe-se o panno no lug> da nodoa1 cobre-se e/a com uma pitada de sal d'az$as 7acido oxalico71 molha-se outra vez com agua e pe-se ao p d lume4 m$ida que a agua se evapora1 molha-se de novo o panno1 e se preciso cobre-se outra vez de p1 logo que tem desapp>ecido a nodoa1 lava-se o panno p>a que a dissoluo acida o no alt]e4 ,p>a evit> os espirros ,qu&o nos vi]em os espirros1 esfreguem-se logo os olhos1 e elles se iro sem effeito4 ,p>a a boa criao das gall9has ,dev] vot>-se z gall9has ou patos na ,lua ,*eia de ,janeiro ou ,fev]eiro1 os ovos mais r$ondos so ma*os e os mais compridos so femeas4 ,conhecim5to das complexes pelos sonhos ,qu&o sonh>mos com fogos1 gu]ras1 armas ou c\sa similhante1 signal de complexo col]ica2 qu&o sonh>mos com arvor$os1 flores1 fe/as1 banquetes etc41 signal de complexo sangu9ea2 qu&o sonh>mos com *uvas1 pesc>ias1 emb>caes ou c\sas d'agua1 signal de complexo flegmatica2 qu&o sonh>mos com prises1 mortes ou desgraz que causem tri/eza1 signal de complexo melancolica e con=me a e/as complexes se applic> o rem$io4 ,,fim ,,da ,,qu9ta ,,p>te