,o ,,oraculo ,,d ,,passado1 ,,d ,,pres5te ,e ,,d ,,futuro ,,ou ,o ,v]dadeiro modo de apr5d] no passado a prev5ir o pres5te1 e a adiv9h> o futuro ,,por ,,b5to ,,s]rano ,,a/rologo ,,da ,,s]ra ,,da ,,e/rella1 ,onde reside ha p]to de tr9ta annos1 s5do a sua habitao uma e/reita gruta que lhe s]ve de gab9ete dos seus assiduos e/udos a/ronomicos ,,obra ,,dividida ,,em ,,sete ,,p>tes1 ,,cont5do ,,cada ,,uma ,o ,,segu9te3 ,p>te primeira--,o ,,oraculo ,,da ,,noite ,p>te ,segunda--,o ,,oraculo ,,das ,,salas ,p>te ,t]ceira--,o ,,oraculo ,,dos ,,segr$os ,p>te ,qu>ta--,o ,,oraculo ,,das ,,flores ,p>te ,qu9ta--,o ,,oraculo ,,das ,,s9as ,p>te ,sexta--,o ,,oraculo ,,da ,,magica ,p>te ,setima--,o ,,oraculo ,,dos ,,a/ros ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,,p>te ,,t]ceira ,o ,,oraculo ,,dos ,,segr$os ,,ou ,colleco de muitos segr$os uteis a todas z pessoas1 e p>a a cura radical de muitas mole/ias conhecidas e desconhecidas ,,porto ,,livr>ia ,,portugueza--,,editora #ee1 ,l>go dos ,loyos1 #ef #ahhc ,porto3 #ahhc--;,impr5sa ,comm]cial--,lavad\ros1 #af4 ,o ,,oraculo ,,dos ,,segr$os ,segr$o #a4 ,tirado d livro de ,s4 ,cypriano 7o feiticeiro7 p>a faz] subir um homem ao ar e &> nas alturas #cj m9utos1 sem lhe acontec] mal algum4 ,deita-se um homem e/5dido no *o1 depois ponham-se dois hom5s aos ps e outros dois cabeceira4 ,feito i/o digam z palavras segu9tes1 pr9cipi&o por um e acab&o por outros3 #a4 homem--,aqui *eira a corpo morto4 #b4--,pezado como um *umbo4 #c4--,leve como uma p5na4 #d4--,levanta-te na hora de ,deus4 ,no fim de ditas z palavras acima m5cionadas1 apontae-lhe com os d$os1 que elle logo sobe ao ar1 tal qual como um pass>o2 no fim de #cj m9utos1 ce ao *o sem lhe acontec] mal algum4 ,e/e segr$o foi descob]to por ,lucif]1 o pr9cipe d ,inf]no4 ,segr$o #b4 ,p>a um homem conhec] se a mulh] lhe infiel ou no ,a qualqu] hora da n\te1 qu&o obs]v>em que a mulh] e/ dorm9do e sonh&o1 pe-se-lhe devag>9ho uma mo sobre o corao1 que d'essa maneira conhecem logo se sonho2 se o fr ella por sua propria bocca vos comear a descobrir tudo o que fr de v]dade1 e o homem vae obs]v&o o que ella lhe diz e vae tir&o a mo de p\co a p\co por que e/a op]ao no pde dur> mais que #aj m9utos1 p>a no acontec] que a mulh] acorde e obs]ve o que se e/ faz5do4 ,s5do assim tudo descobriro1 e ella nada fica sab5do d que disse4 ,depois de feito i/o devem gu>d> segr$o p>a evit> que/es4 ,segr$o #c4 ,effeitos d v9agre e da our9a ,logo que uma pessoa d qualqu] cortadella e queira vr-se s em #h horas1 botem-lhe em cima v9agre ou our9a4 ,e/e rem$io approvado1 assim o t5ho exp]im5tado e sempre com bom resultado4 ,segr$o #d4 ,p>a tir> z dores de cabea ,se alguns dos meus leitores tiv]em dores de cabea e se em p\co tempo z quiz]em allivi> faam o rem$io segu9te3 uma cabea de alhos1 tir> z cascas aos d5tes1 botal-os em um alm(>iz e mol-os bem modos1 peg> em um bocad9ho de massa e esfreg> a te/a e fontes bem esfregadas que1 depois1 em p\co tempo pass> a dita dr4 ,se no fim da esfregao o paci5te se pod] deit> melhor s] que depois de se levant> nada ha de s5tir4 ,segr$o #e4 ,p>a quem quiz] beb] o v9ho simples sem agua ,p>a tir> a agua d v9ho1 se f> uma vazilha de pau de h]a1 lan&o o v9ho n'ella2 se tiv] agua1 todo o v9ho se ir co&o1 e fic> s a agua na mesma vazilha2 e se no tiv] agua fic> a vazilha escorrida de todo o v9ho4 ,segr$o #f4 ,p>a que uma pessoa indo pela rua em n\te escura leve luz adiante de si que allumie toda a rua sem se conhec] que qualidade de luz ,quebre-se uma noz em duas1 de modo que fiquem os miolos inteiros2 e/es mettidos sem os quebr> na ponta de uma v]ga de arame1 que t5ha uma v>a que seja grossa1 pondo o lume no miolo das nozes1 t5do a outra ponta de arame na mo1 f>o tanto lume como uma to*a1 sem se vr mais que o mesmo lume4 ,segr$o #g4 ,p>a faz] que a comida p>ea e/> *eia de bi*os ,secretam5te p>tiremos duas cordas de viola uma grossa outra delgada em bocad9hos1 se fr assado s5do gall9ha se lhe mett]o pela ab]tura2 s5do outra c\sa se lhe d> um golpe em que se lhe mettem2 s5do cozido se bot>o na panella ao tir> d lume e assim viro pegados na c>ne com a qu5tura que em si levam1 e com a fresquido d ar que lhes d se encolh]o e e/5d]o como bi*os1 e quem e/iv] com5do fica enganado4 ,segr$o #h4 ,p>a aquelles que cam9ham no s5tirem a calma1 nem o cansao d cam9ho ,sa9do eu de ,alcoy p>a ,s4 ,?iago1 porta de uma aldeia1 encontrei tres p]egr9os1 com os quaes acompanhei at ao meu de/9o1 e segundo o que n'elles obs]vei deviam s] virtuosos1 e aos mesmos vi que levavam p5durado no c9to1 um pequ5o ram9ho de bella-luz4 ,p]guntei-lhe o que aquillo repres5tava1 e tive de respo/a3 ,pois vs a9da no sabeis o segr$o8 ,tir>am d seio cada um sua man*eia de artemija1 diz5do-me que com aquillo p\co se s5tia a calma e o cansao d cam9ho4 ,d'ahi por diante me aproveitei d'isso e a*ei s] v]dade1 o segr$o que me ens9>am4 ,segr$o #i4 ,p>a no cri> pulgas e p>a evit> p]sevejos ,tomem quatro folhas de h]va santa1 um ramo de arre com flor1 outro de h]va s$agoza p>tes iguaes frigam-se em azeite simples1 mi/ure-se tres onz de cra am>ella1 unt&o tres dias successivos no sm5te os mata1 mas tambem a pessoa que com i/o se unt> nunca mais os cri>4 ,e p>a evit> pulgas bote-se pela casa m5ta/ros e folhas de amieiro1 e/as h]vas tem virtude p>a z mat> e no cri>em outras4 ,e qualqu] d'ellas f> o mesmo effeito1 bot&o com abundancia pela casa4 ,segr$o #aj4 ,p>a faz] letras nas co/as da mo com c9za de papel ,se quiz]em faz] com que os assi/5tes1 fiquem admirados sem sab]em de que modo veio essa letra1 secretam5te1 com a propria our9a e a ponta de um paus9ho1 escrevem z letras que quiz]em que app>eam1 e depois se deix> secc>1 e se mo/ra a quem quiz] vr a mo limpa2 queimem um papel t5do escripto z mesmas letras 7i/o com t9ta1 preta7 que se escrev]am na mo1 e com o mesmo papel queimado1 se esfreg> a p>te onde se fiz]am z letras com a our9a1 que con=me =am feitas assim saro p9tadas de preto1 por isso quem no s\b] o segr$o se admir>4 ,segr$o #aa4 ,p>a crianz que teem lombrigas e tosse ,provavel rem$io p>a quem tem crianz com essa do5a4 ,se fr tosse lancem-lhe uma esponja ao pescoo1 que logo lhes abr&>4 ,e se =em lombrigas1 botem uma pequ5a man*eia de f>9ha c5teia1 em uma p\ca de agua1 que fique t+ida como sro de leite1 assim dada a beb] em jejum1 todas z manhs1 mata z lombrigas4 ,segr$o #ab4 ,segr$o p>a os cabellos nunca cahirem e cons]v>em-se pretos ,tom>o folhas de az9heiro1 e cascas de pep9o sccas1 depois de mi/urado em p>tes iguaes1 bem pizado e espremido1 bot>-se-ha o sumo em meio qu>tilho de agua-ard5te camphorada1 e bem me*ida1 se por ao orvalho da n\te1 por espao de #h dias4 ,com e/a mi/ura lav>o a cabea pelo m5os de tres em tres annos1 que o cabello no cahir4 ,segr$o #ac4 ,segr$o p>a qu&o =em tir> o mel das colmeias no s]em mordidos pelas abelhas ,tomem o malvaisco1 e untem bem z mos e ro/o com o sumo d'e/a planta1 depois untem-se com azeite que t5ha s]vido j nas c&eias1 com que se allumiam1 que indo bem untado podem faz] o s]vio sem receio1 que ellas no f>o mal algum4 ,e se por acaso te pic> alguma vespa1 unta bem a p>te com azeite liquido1 que brevem5te e/ so4 ,segr$o #ad4 ,p>a evit> =migas1 mosquitos e p]sevejos ,aquella p>te onde quiz]mos que no entrem n'ella =migas1 c]c>emos com um risco de c>vo grosso1 ou com c9za1 ou com salm\ra1 ou com sal molhado1 que no pass>o e/e limite p>a d5tro4 ,e se poz]em e/as c\sas todas mi/uradas melhor s]4 ,e p>a mosquitos no virem de n\te cama dep5dur>o cabeceira uns p\cos de pregos1 que no *eg>o alli4 ,e p>a p]sevejos1 tome-se uma p\ca de palha e/rangeira1 cozida n'um ta*o1 e botem-lhe uma qu>ta de p$ra hume1 e em f]v5do tudo depois da agua e/> fria lavem a b>ra da cama2 ou a qualidade que lhe p]t5a com a dita agua4 ,na cama1 ou casa onde se cri>em p]sevejos1 tom&o um pim5to em um fog>eiro que se queime1 po/o debaixo da cama todos os p]sevejos que h\v] onde *eg> o fumo d brazeiro morr]o4 ,segr$o #ae4 ,p>a se conhec] a s>na e o meio de a cur> ,p>a se conhec] a do5a da s>na1 ba/a vr entre os d$os das mos umas bolh9has1 que e/o quasi con/antem5te em comi*es2 mas com e/e segr$o1 cura-se facilm5te1 d5tro em p\co tempo3 ba/a deit> sobre a p>te do5te1 umas p+as de oleo de petroleo4 ,mas no se deve esfreg>4 ,deixe-se o oleo na p>te durante uma hora4 ,cont9ua-se no dia segu9te e mesmo nos outros emquanto no s>>4 ,e/e rem$io que e/ ao alcance de todos1 muito approvado1 e seu emprego tem sido adoptado em imm5sos casos4 ,um outro consi/e em lav> com licor conc5trado de alcatro1 por que produz muito bom effeito4 ,segr$o #af4 ,p>a os que co/umam enjo> ,um v]dadeiro s]vio1 que com e/e segr$o pre/o aos viajantes1 pr9cipalm5te aos emb>cadios4 ,d\-lhes a sab] e/e segr$o que de tanto lhe pde s]vir3 logo que o mal se comea a s5tir1 e qu&o a cabea &a roda e o e/omago enfraquecido deve-se tom> #b at #e p]olas de *lor(ormio1 que o mal desapp>ece logo4 ,e no hav5do z ditas p]olas1 tom>o p]olas de e!r1 que fazem o mesmo effeito4 ,tanto umas1 como z outras v5dem-se em quasi todas z ph>macias1 e o viajante se munir d'ellas antes de emb>c>1 porque o enjo um mal que causa sempre bem creatura que vae no m>4 ,segr$o #ag4 ,p>a cur> os cat>rhos que nos co/umam apoqu5t> ,t5ho obs]vado j muitas vezes que e/e segr$o d sempre bom resultado1 n'e/a do5a to massadora1 e cu/osa de s(fr]4 ,p>a essa cura tomem3 ess5cia de !reb5t9a1 que d bom resultado2 com um go/o dete/avel impossivel o pod] tomal-a pura1 ou em mi/ura4 ,mas tomae em frma de p]olas4 ,z p]olas de !reb5t9a tomam-se de #f at #ab na occasio das comidas4 ,d5tro em p\co tempo1 os cat>rhos1 mesmo os antigos1 melhoram-se e curam-se4 ,por muito que explique1 nunca so muitas z explicaes1 dignas d elogio d'e/e segr$o4 ,segr$o #ah4 ,p>a os enganos que ha em pezos e m$idas ,antes de outra c\sa se note1 que o gado vaccum quanto mais e/ depois de morto mais peza1 pelo contr>io o gado miudo1 assim tambem p>a d> o seu a seu dono assim no pezo da c>ne1 como de outro qualqu] hade-se pr primeiro o pezo1 depois a c>ne1 ou o que fr1 por que se a c>ne se pe em a mesma p>te1 requ] muita =a de pezo p>a outra p>te p>a se endireit>4 ,e assim tambem nas m$idas de v>a1 ou covado p>a se m$ir s$a1 ou l9ho1 ou panno de cr1 se ha de m$ir sobre a meza1 ou caixa1 no nas mos1 porque e/ira1 e se faz mais copia de v>as1 ou covados1 d que so4 ,quanto m$ida d v9ho1 ou azeite que se m$e em armaz5s e lojas baixas leva mais que nas altas1 a razo por que toda a c\sa se pret5de igual>1 com o globo da t]ra1 assim nas p>tes baixas faz o azeite1 ou v9ho1 cobril-o p>a cima1 nas altas no2 tanto assim1 que p>a prova d'i/o ponham um vaso que leve meia canada1 ou mais sobre uma meza1 e/e *eio de v9ho ou agua1 ou azeite1 da meza po/o no *o1 lhe podem bot> um v9tm em mo$as1 mo$a mansam5te1 todas lev> sem d]ram> gotta pelo motivo que temos dito4 ,segr$o #ai4 ,rem$io p>a p]sevejos1 piolhos e pulgas ,p>a p]sevejos1 tomem-se umas p\cas de brazas em um t/o1 bota-se-lhe dois ou trez pim5tos v]melhos2 po/o o t/o no meio da casa onde os h\v]1 ou morr]o ou se aus5t>o4 ,p>a piolhos1 ba/a o summo da erva santa1 unt> com ellas trez n\tes a p>te onde se elles cri>em1 que desapp>ec]o4 ,e p>a pulgas1 na casa onde &>em se bot> uma p\ca de hortel pela casa1 logo morr]o ou se aus5t>o4 ,segr$o #bj4 ,como se devem curtir z azeitonas de cons]va p>a dur>em ,devem s] z azeitonas mais sobre o v]de1 que sobre o maduro1 preciso s]em colhidas mo da oliveira1 nem v>ejadas1 nem encorrilhadas1 deitadas na vasilha1 se lhe bot> agua simples1 de modo que fiquem todas cob]tas2 aos tres dias tira-se-lhe essa agua e deita-se-lhe outra2 assim cont9u&o todos os tres dias na outra agua1 se lhe bot> p\co sal1 ouregos1 cascas de limo sem am>go algum1 porque o am>go corrompe2 ao tir> d'ellas s] com colh]1 no com a mo1 e assim se su/5t>o por l>go tempo4 ,segr$o #ba4 ,de v>ias qualidades que ha no ovo ,a primeira propri$ade que tem1 s] a gema fresca e sub/ancial1 a cl>a clida1 e reimosa2 cura humores viscosos4 ,o ovo neutral1 porque se o com] uma pessoa e/&o col]ica e aga/ada conv]te-se-lhe em outra tanta cl]a2 se a pessoa e/ alegre1 conv]te-se em outra tanta alegria2 e tanto assim1 que escreve um auctor grave1 que se um furioso cont9u> dois mezes pela manh1 e noite1 com5do duas gemas de ovos crus1 torn> ao seu juizo2 a razo porque o furioso to cont5te de si que imag9a que tudo seu4 ,p>a mais1 o ovo que cozido1 de modo que fique duro ou =te1 clido2 em cru frio1 to frio1 que beb5do-o pela manh1 no v]o1 vai contra a calma1 e contra a enf]midade d figado4 ,segr$o #bb4 ,p>a faz] com que a agua d m> no seja salgada e pod] beb]-se ,t5ho obs]vado que p>a faz] a agua d m> dce1 a pontos de se pod] beb]1 f>o uma vasilha de cra branca bem tapada1 e a mett]o no m>1 que fique toda cob]ta1 e a que fr entr&o p>a d5tro da vasilha1 p]de o sal e fica dce1 e o mesmo acontece se mett]em uma vasilha nova de b>ro1 mas que t5ha a boca bem tapada2 com a mesma s]1 porque a agua tanto d que de p\co em p\co1 l vae entr&o p>a a vasilha at e/> *eia4 ,segr$o #bc4 ,p>a em p\co tempo se cur> a di>rhea e dys5!ria ,contra e/a t]rivel do5a1 t5ho um segr$o que v\ diz] aos meus leitores3 s pessoas que depois de s]em apoqu5tadas por e/e mal1 fazem rem$ios que de nada valem1 por isso1 se quiz]em vr esse mal fra d corpo1 exi/e um meio de o faz] que approvado3 o c>vo d d\tor ,belloc2 tom> cada dia de tres a seis colh]es de spa d'e/e c>vo1 que em p\co tempo e/>o livres d mal que os apoqu5tava4 ,ao pr9cipio1 p>ece impossivel que o c>vo possa cur> a di>rhea1 mas por muitos e/ exp]im5tado1 e sempre com bom effeito1 por isso vos recomm5do e/e segr$o4 ,segr$o #bd4 ,de nossos concebim5tos1 da causa e porque os nascidos d oitavo mez no vivem ,o primeiro planeta *amado ,saturno1 de sua natureza frio1 secco1 melancolico1 t]r5o2 por isso os ,a/ronomos o *amam in=tuna maior1 porque a qualidade frio1 e scco1 contr>ia criao de todas z c\sas1 suppo/o que seja por e/a razo inimigo da natureza humana emquanto t]r5o2 a*>am os philosophos o primeiro mez de nossos concebim5tos s] d dom9io de ,saturno1 o qual no prejudica o g]al1 porque a9da a mat]ia no tem vida a qual1 nos possa empec]4 ,o segundo mez d$icado a ,jupit]1 o qual por s] de compleio sangu9ea e cria qu5te e humido1 o qual s5do bom1 e que convm creaco das c\sas1 *am>am-lhe os ,a/ronomos =tuna maior2 assim em seu mez a mat]ia se une1 incorpora1 e orna de espiritos vitaes4 ,o t]ceiro mez d$icado a ,m>te1 que de compleio col]ica1 qu5te1 e scco2 porque como a qu5tura conv5i5te creao das c\sas1 e por outra p>te a seccura a imp$ia1 *am>am-lhe os ,a/ronomos in=tuna2 assim no t]ceiro mez a me sempre padece a*aques porque a creatura os padece4 ,o qu>to mez d$icado ao ,sol1 que suppo/o que seja clido1 e scco1 comtudo lum9>ia maior2 emquanto lum9>ia1 cria1 augm5ta e corrobora4 ,o qu9to mez d$icado a ,v5us1 que suppo/o seja de p] si humida1 fleumatica1 e fria1 tem de c]ta p>ticipao de qu5tura1 com a qual favorece a humidade2 por isso os ,a/ronomos a *am>am =tuna m5or2 porque a9da que no seja to favoravel como ,jupit]1 comtudo ajudad\ra da creao de todas z c\sas1 por isso em seu mez1 a me e a creana e/o livres de a*aques4 ,o sexto mez d$icado a ,m]curio1 que planeta natural1 p>ticipante de todas z compleies1 pelo qual em seu mez suppo/o que a creatura e/ p]feita1 capaz de vida1 comtudo se n'e/e mez nasc]1 morr] logo1 porque como ,m]curio seja neutral acommoda-se ao primeiro pr9cipio que ,saturno assim--mata4 ,o septimo mez d$icado ,lua1 que suppo/o que seja planeta frio1 humido1 fleumatico1 e aquatico1 comtudo emquanto lum9>ia conv5i5te creao de todas z c\sas1 assim vemos que os nascidos de sete mezes vivem4 ,o oitavo mez torna a dom9> ,saturno o qual como temos dito contr>io natureza humana2 assim no temos vi/o at hoje que o nascido1 at ao oitavo mez resi/a4 ,ao nono mez torna a entr> ,jupit]1 o qual como temos dito bom planeta1 em g]al todos os que nascem n'e/e mez vivem4 ,segr$o #be4 ,p>a sab]mos dos m59os pequ5os1 a e/atura que viro a t] depois de gr&es ,o ,sol divide os outros seis planetas em duas p>tes3 tres acima1 tres abaixo2 os tres de cima *amam-se t>dos1 por s]em mais vag>osos em seu movim5to1 assim tambem so *amados mascul9os4 ,os tres de baixo so *amados fem59os velozes1 porque em seu movim5to so mais ligeiros1 suppo/o que ,m]curio1 que e/ abaixo por s] mascul9o1 planeta natural e applic>-se com quem se a*a1 por fic> entre a ,lua1 e ,v5us que so planetas fem59os1 se conte tambem fem59o como elles2 assim pois a ,lua1 ,m]curio1 ,v5us1 que e/o abaixo d ,sol1 por s]em velozes1 repres5tam os tres annos primeiros de nossa vida1 tambem ,m>te1 ,jupit] e ,saturno1 por s]em mascul9os-t>dos1 e e/>em acima d ,sol1 repres5tam o re/o da nossa vida1 pelo que quem quiz] sab] a e/atura1 que qualqu] creana vir a t] depois de gr&e1 na edade de tres annos p]feitos1 tomem-lhe a m$ida com uma fita e/&o a creana com o corpo direito1 o comprim5to da fita que tiv] da ponta da cabea1 at aos ps dobra-se1 o que se a*>1 que faz a dita fita dobrada1 s] a e/atura que a tal creana vir a t] depois de gr&e4 ,segr$o #bf4 ,p>a deit> fogo a uma p\ca de e/opa e no se queim> ,peguem na e/opa1 deitem-lhe um p\co de espirito de v9ho1 e ao mesmo tempo deitem-lhe o fogo1 que comea a ard] e acab&o-se o espirito se apag>1 e a e/opa fic> sem se queim>4 ,mas devem t] cautella antes d espirito ard] todo1 por causa de se no inflamm> e/opa1 que mais v]dadeiro4 ,segr$o #bg4 ,p>a faz] e/al> por baixo--div]tim5to de travessos ,tom>o folhas de espirradeira1 cascas de ca/anhas1 tudo muito queimado e desfeito em p lhe junt>o pim5tos que e/ivessem de calda de v9agre1 i/o tudo em v9ho branco3 quem o beb] no pod] e/> calado4 ,segr$o #bh4 ,tambem de ent]t5im5to e travessura ,se os leitores se quiz]em rir e entret]1 os que e/iv]em pres5tes f>o o segr$o segu9te3 ,ag>r>o um rato vivo1 e secretam5te 7p>a n+uem lhes vr7 deit>o agua-raz sobre o lombo e por todo esse bixo m5os nas p]nas e cabea2 depois app>ec]o diante de quem quiz]em e pondo o rato no *o ag>rado pelo rabo1 se lhe lanar o fogo com um lume e o deix>o que comear a corr] todo *eio de lume1 e quem no s\b] e/e segr$o se admir> por vr uma p\ca de lav>$a a fugir de umas p>tes p>a outras4 ,depois de a agua-raz se ga/>1 acab> tambem a vida d rato4 ,segr$o #bi4 ,como se pde conhec] z enf]midades pelas our9as ,todos os que na m$ic9a tem escripto1 fazem mais duvida em sab] conhec] do5z1 d que em applic> os rem$ios1 e a razo que mal se pde applic> m$icam5to salutiph]o do5a que no conhecida4 porque nem todos os m$icos1 sabem e/e gr&e fundam5to4 ,dos mesmos au?ores de ,villa-,nova tiramos a receita segu9te1 que to boa como n'ella se v]1 a qual a segu9te3 ,a our9a de cr rosada demon/ra saude1 e/ado d corpo so1 e boa dige/o4 ,se a our9a fr m5os rosada1 suppo/o que demon/re saude1 com tudo i/o no to p]feito como se propriam5te fra rosada4 ,a our9a de cr de cidra1 qu&o o circulo d'ella da mesma cr1 boa4 ,tambem o 1 a9da que no seja de todo cr de cidra4 ,a our9a de cr v]melha significa febre simples que dura #bd horas2 salvo se o do5te cuja tal our9a fr our9> a miudo que signal de febre cont9uada4 ,a our9a acsa de cr de sangue demon/ra sangue sobejo2 logo bom sangr>-se1 salvo se e/iv] a lua em signo ,fem9is1 que dom9a nos braos1 pois s] prejudicial a sangria4 ,a our9a de cr v]de qu&o sahe depois de v]melha1 demon/ra inflammao2 p]igosa e quasi mortal4 ,a our9a de cr v]melha escura demon/ra decl9ao na do5a4 ,a our9a v]melha mi/urada com algum p\co de negro1 demon/ra esfalfam5to e outros vicios d figado4 ,a our9a de cr am>ella1 demon/ra fraqueza d e/omago1 imp$im5to de segunda indige/o4 ,a our9a branca de cr da agua da fonte1 demon/ra aos sos1 t] humores crus2 nas febres agudas signal de morte4 ,a our9a cr de leite com a sub/ancia espessa1 se fr de mulh] no to p]igosa como a d homem pela indisposio da madre4 ,e se acontec] em febres agudas signal de morte4 ,a our9a de cr de leite1 escura em cima e cl>a debaixo da regio d meio1 demon/ra hydropesia4 ,a our9a no hydropico1 rosada1 ou meio rosada1 signal de morte4 ,a our9a de cr azulada demon/ra multido de humores corruptos no fleugmatico e hydropico4 ,a our9a negra pde acontec] algumas vezes que a natureza ga/ada ao do5te1 o calor natural n'e/e caso mortal1 em outra maneira pde acontec] expulso de mat]ia v55osa que sahe pelas veias our9aes4 ,a our9a que traz luz como lant]na1 d5ota indisposio no bao1 boa disposio no que tiv] qu>tans4 ,a our9a cr de aafro1 qu&o e/ espessa1 meia negra1 que tem mau *eiro e alguma espuma1 demon/ra et]icia4 ,a our9a rosada1 ou meio rosada1 que na regio inf]ior traz umas resolues r$ondas1 brancas em cima1 e um tanto grossas1 signal de febre hectica4 ,a our9a cl>a no fundo d our9ol at ao meio d'ella1 e a de cima mais espessa1 demon/ra dr e in*ao nos peitos4 ,a our9a escumosa cl>a1 quasi meio v]melha1 demon/ra maior dr da p>te direita1 d que da esqu]da4 ,porm se a our9a fr escumosa branca1 demon/ra maior dr na p>te esqu]da que na direita4 ,se o circulo da our9a no bol9do com ella1 p>ec] que bole de si mesmo1 demon/ra decurso de fleugma1 n'outros humores da cabea pelo pescoo1 n'outros nos membros4 ,a our9a delgada1 am>ella-cl>a1 demon/ra humor fleugmatico e grosso4 ,a our9a espessa de cr de *umbo1 negra da regio d meio1 demon/ra p>alysia4 ,a our9a espessa de cr de leite1 p\ca em quantidade1 grossas com algumas espumas na p>te inf]ior d our9ol demon/ra dr de p$ra1 se fr sem espumas espessas de cr de leite podre demon/ra v5tosidade4 ,a our9a espessa de cr de leite1 em muita quantidade1 demon/ra gota nas p>tes inf]iores4 ,a our9a am>ella na p>te inf]ior1 demon/ra nos hom5s dr de r9s1 e nas mulh]es dr de madre4 ,na our9a em que app>ec]em alguns p$aos de leite1 se fr p\co turbada1 demon/ra rotura de veia junto aos r9s da bexiga4 ,a our9a que no fundo d our9ol mo/ra sangue podre1 demon/ra podrido dos r9s e bexiga2 se juntam5te toda a our9a e/iv] tal1 demon/ra podrido de todo o corpo4 ,a our9a onde se veem p$aos e/reitos-compridos1 demon/ra desolam5to de bexiga4 ,a our9a que sae de vag>1 *eia de argueiros como faz o sol1 demon/ra p$ra nos r9s4 ,a our9a branca sem febre1 demon/ra nos hom5s dr de r9s1 nas mulh]es e/>em pr5has4 ,a our9a de mulh] pr5ha de um mez at trez deve s] mui cl>a1 branca2 se fr de quatro mezes ha de s] p>da1 branca e grossa no fundo4 ,a our9a espumosa nas mulh]es demon/ra v5tosidade no e/omago1 ardor no v5tre at g>ganta4 ,e devem ent5d] que z significaes das aguas1 so mais vlidas tomadas1 vi/as logo1 d que depois que arrefecem1 porque mudam a sub/ancia1 mrm5te no tempo d inv]no1 que com o frio se colham4 ,segr$o #cj4 ,das virtudes e effeitos da g5ebra ,a g5ebra tem muitas virtudes1 mas especialm5te p>a quem se co/uma a agoni> d e/omago1 e nas indige/es4 ,logo que qualqu] pessoa se a*e incommodada com qualqu] d'e/as do5z1 tomem meio qu>teiro de g5ebra1 mas p>a melhor effeito s] da holl&eza1 porque mais approvada1 e com isso logo fic>o livres d'essa afflico1 porque alm de vos p>ec] que no tiram resultado1 vos affiano que engano2 porque eu que vos descubro e/e segr$o1 em div]sas occasies t5ho feito uso d'essa bebida e sempre com bom resultado1 segr$o e/e que nunca me esquec] porque me tem valido m9ha vida1 e z suas virtudes1 p>a todos so proveitosas1 por isso todos os elogios so p\cos p>a rem$io to efficaz4 ,segr$o #ca4 ,os effeitos d alecrim da ,india ,e/\ in=mado de um segr$o muito pre/avel1 p>a quem padece dres de cabea que rem$io que d\ por approvado e muito economico4 ,em um te/o bot>o umas p\cas de brasas acezas1 e depois peg>o em umas p\cas de folhas de alecrim da ,india1 e bot>o z folhas em cima das brasas2 depois de ellas bot>em ba/ante fumo lhes deit>o uma ona de assuc>2 pe-se a cabea d paci5te a tom> aquelle fumo1 i/o d\s palmos acima das brasas p>a evit> da muita qu5tura1 que faz5do i/o oito n\tes ao deit> da cama1 se a*>o melhor1 porque assim como eu fiz e a*ei bom resultado1 tambem me p>ece que o meu semelhante que padec] da mesma do5a tambem o a*> se i/o fiz] como explico4 ,segr$o #cb4 ,p>a que o v9ho e/ragado torne ao seu s] ,peg>o em uma duzia de l>anjas maduras1 d>o em cada uma tres ou quatro golpes como quem retalha azeitonas1 assim z bot>o pelo batoque da pipa1 botal-z-ho em p$aos1 e d'ahi por oito dias bot>o uma canada d'agua-ard5te f9a1 e depois d'i/o feito em pass&o #ae dias vo proval-o que e/> bom v9ho2 mas advirto que a pipa dev] e/> em sitio fresco1 porque os v9hos p>a se cons]v>em no qu]em lug>es abafados4 ,segr$o #cc4 ,p>a tir> o mau *eiro s vasilhas de madeira e d> *eiro ao v9ho que n'ellas bot>em ,tira-se um tampo vasilha e mette-se d5tro um te/o *eio de brasas e depois bota-se-lhe nas brasas um v9tem de cravo da ,india1 dez reis de canella e um bocado de ps1 abafa-se a vasilha com o tampo p>a que e/e fumo se entranhe na madeira1 e sair-lhe-ha o mau *eiro1 e a vasilha fic> *eir&o sempre bem4 ,e p>a que o v9ho que se recolh] n'e/as vasilhas seja bom de *eiro1 ao tempo que quiz]em recolh] o v9ho cos]o uma p\ca de palha de cevada em uma caldeira de agoa1 e assim f]v5do se bota sm5te a agoa na vasilha1 enxuga-se-lhe1 tapa-se com o batoque p>a que tome esse soad\ro1 que depois o v9ho que n'essa vasilha se recolh] t] bom *eiro4 ,segr$o #cd4 ,p>a faz] o v9agre =te ,faz-se um molh9ho de ortel1 que peze uma qu>ta1 atado com um cordel mette-se pela boca da pipa que tiv] o v9agre de modo que a ortel fique mettida d5tro no v9agre fic&o o cordel de fra1 e d'ahi a sete ou oito dias tirem-lhe a ortel e fic> o v9agre =tissimo4 ,se a9da no tiv] a =taleza que qu]iam1 torn>o a faz] igual op]ao1 que ao fim dos segundos oito dias e/> mais =te4 ,segr$o #ce4 ,p>a faz] vellas de sebo que no *eirem a elle ,p>a z vellas de sebo no *eir>em a elle e p>ec]em de cra e que durem mais1 ao fazel-z se t] uma p\ca de cal virgem bem p5eirada1 cada camada de sebo que se bot> na frma se lhe bot> duas mos ou um punhado de cal accesa por toda a =ma2 z vellas que assim se fiz]em p>ec]o de cra1 sem t]em *eiro de sebo1 e dur>o muito mais porque a cal tem a virtude de lhe d> a cr como a de cra1 e cons]v> o sebo a ard] sem se desfaz] to facilm5te4 ,segr$o #cf4 ,p>a o v9ho no faz] mal ao homem ,e/e segr$o vos v\ descobrir1 mas s] bom que vos no seja preciso1 porque o ent5dim5to da creatura ba/> p>a o evit>4 ,porm se acontec] essa bebida a faz]-vos mal cabea s] bom com] os boxes assados de uma ovelha1 antes de com]em mais c\sa alguma4 ,se quiz]em antes de beb] o v9ho que elle lhe no faa mal com]o b]z com v9agre1 que assim no lhe f> mal1 mas eu ent5do que s] bom no seja preciso e/as c\sas2 e qu&o se beb] o v9ho no se bebe demasiado1 p>a no arru9> a saude1 um dos b5s que o viv5te tem n'e/a vida4 ,se ha quem diga que bebem v9ho porque no podem deix> de o faz]1 porque um vicio1 ahi vae um segr$o tambem p>a p]d] esse vicio3 ,metam duas enguias vivas d5tro de uma canada de v9ho1 e tapem a vasilha e qu&o e/iv]em mortas tirem-z1 e os que co/umam tom>-se da p+a bebam d'e/e v9ho que depois o aborrec]o completam5te4 ,tambem s]ve p>a e/e effeito a bretonica feita em p e bebida em v9ho4 ,segr$o #cg4 ,p>a que um cavallo p>ea manco s5do so ,secretam5te arranc>-lhe-ho uma s$a d rabo dobrada atal-a-ho entre o casco e os cabellos aonde *amam os ma*9hos1 fic&o mettida entre a s$a e os ma*9hos um gro ou d\s de cevada e/&o bem ap]tada1 f>o &> o cavallo que elle ir a manc> de um p ou de uma mo1 porque o gro de cevada causa-lhe incommodo nas juntas das p]nas e o animal manc> porque o no pde deix> de faz]4 ,depois d'e/e segr$o assim feito1 tir>o o gro da cevada que o cavallo tem1 que fic> &&o direito e caus> admirao a quem o viu manco e em p\co tempo &> so4 ,segr$o #ch4 ,p>a ref9> a polvora ,muitos co/umam ref9> a polvora com limo e outras c\sas1 mas em vez de a ref9> quasi que a e/ragam2 porque a prova d'i/o1 t5ho vi/o faz] uso de polvora ord9>ia2 o melhor segr$o p>a a ref9> 1 tanto de v]o como de inv]no1 borrifal-a com agua-ard5te muito f9a1 sec&o-a depois1 que e/e espirito d-lhe toda a =a precisa p>a que ella produza bom effeito4 ,sei i/o por a exp]im5t> e tir> bom resultado4 ,segr$o #ci4 ,p>a qu&o uma mulh] p>ir se conhec] se o p>to segu9te1 se o h\v]1 ma*o ou femea ,qu&o uma mulh] p>ir1 se quiz]em sab] o que a mesma mulh] p>ir no p>to segu9te1 pela criana que teve o podem conhec]2 nada mais preciso d que vr a cora d nascido2 se o r$emo9ho que trazemos de cabellos e/iv] bem no meio da cabea1 s5do um s r$emo9ho o p>to que se seguir s] ma*o1 e s5do d\s os r$emo9hos1 ou s5do um s e decl9> p>a qualqu] dos lados1 o p>to que se seguir s] femea4 ,segr$o #dj4 ,p>a se sab] das virtudes da ortemija ,a ortemija uma h]va1 que quem fiz] um molh9ho d'ella e a tr\x] ao pescoo1 junto ao corao1 t] mais animo e maiores =z4 ,e e/a h]va1 moda e bem desfeita1 deitada em um p\co de v9ho e bebida1 p>a a pessoa que e/iv] cada d-lhe logo muito mais =z por s] uma bebida muito mais sub/ancial2 qualqu] cam9hante que fiz] uma jornada a lev> tambem comsigo porque tem a virtude de se no car tanto e &> mais cam9ho1 que essa virtude um dos a/ros que a conc$e a e/a h]va1 assim como tambem s]ve p>a espant> z moscas de qualqu] casa1 se a coz]em com leite de cabras1 e depois de bem cozida unt>o z p>$es com esse leite1 que ellas por causa d *eiro fugiro4 ,segr$o #da4 ,da mon/ruosidade da natureza ,a mon/ruosidade da natureza de duas maneiras3 uma d'ellas aquella que se deixa logo vr em nasc5do a creatura1 e a outra a que se descobre por tempo4 ,a que se deixa logo vr1 qu&o a creatura vem com mais ou m5os abundancia de membros dos ord9>ios1 ou traz5do dos ord9>ios1 algum d'elles semelhante ao de algum animal irracional2 aquelles que trazem mais ou m5os membros1 de ord9>io pde acontec] pela g]ao s] feita no bicorporeo1 como so ,gem9is1 ,virgo1 ,sagit>io1 ,piscis1 assim tambem aos faltos de membros pde acontec]1 por falta de mat]ia1 ou pelos signos moveis e/>em in=tunados1 os quaes so3 ,aries1 ,canc]1 ,libra1 ,capricornio2 os que trazem de algum animal tambem pde s] de duas maneiras ou de ajuntam5to com o mesmo1 ou no tempo d concebim5to concorr] a me com o p5sam5to em algum animal4 ,da mon/ruosidade que a natureza descobre com o tempo1 se ha-de ent5d] d'aquelles que so demasiadam5te gr&es d corpo1 ou demasiadam5te pequ5os1 fra da proporo que adiante se dir1 ou t5do gr&e corpo tem dis=me a cabea de pequ5a1 ou s5do pequ5o tem a cabea demasiadam5te gr&e1 ou s5do demasiadam5te gr&e d corpo1 demasiadam5te pequ5o com demasiada grossura1 porque d'e/as montruosidades se pde conhec] a diff]5a que ha dos compo/os em proporo p]feita2 da natureza temos a segu9te3 ,tres c\sas ha por onde i/o se conhece2 a primeira 1 que a v]dadeira proporo d homem tem na e/atura sete palmos e meio de vicio da natureza1 o mais que se d so sete palmos a maior1 o m5or seis palmos1 que a e/atura d maior de nove palmos1 e o m5or de seis se tem por mon/ruosidade4 ,a segunda c\sa por onde se conhece a v]dadeira proporo 1 que po/o um compasso com uma ponta entre z sobrancelhas e outra na ponta d n>iz torn&o o compasso p>a baixo *eg> sup]ficie da te/a na raiz d cabello1 com o mesmo compasso sem mais fe*> nem abrir1 po/a uma ponta no n>iz por baixo das sobrancelhas torn&o-o a uma e outra p>te *eg> aos lagrimaes dos olhos de cada um d'elles1 d&o volta *eg> a orelha1 adv]t9do que os d\s compassos dos lagrimaes s orelhas1 da ponta d n>iz ponta da b>ba1 e/es tres so eguaes1 mas so maiores d que os outros de que temos tratado1 que de entre z sobrancelhas raiz d cabello1 ponta d n>iz d'e/es ha-de hav] em todo o corpo desde a raiz d cabello at aos ps v9te e sete compassos d&o ao ro/o tres1 e ao demais corpo v9te e quatro2 e/a a regra que gu>dam os imag9>ios que d> a um corpo quantidade de nove ro/os1 cont&o inclusiv o mesmo4 ,a t]ceira 3 que em aus5cia da mesma pessoa se lhe possa faz] todo o g5]o de ve/idos1 calado1 to ju/o como se e/ivesse pres5te1 o qual se f> d'e/a maneira3 vr-se-ha uma luva1 que a pessoa calce ju/a com uma fita se tom> a grossura d d$o poleg> pela raiz d dito d$o1 a qual m$ida dobrada f> o bocal da manga d casaco ou r\pa1 a m$ida d bocal da manga s] dobrada1 a m$ida d cabeo dobrado1 faz a m$ida da c9tura2 a da c9tura dobrada em tres t]os1 um t]o at ao comprim5to de um qu>to d casaco1 o outro t]o com uma mo atravessada da mesma luva1 faz o comprim5to da manga2 o mesmo t]o com a mesma mo atravez1 faz o comprim5to da cala1 o ultimo t]o faz todo o comprim5to da bota1 cujo p s] de um palmo da mesma luva1 junt&o-lhe mais o que h\v] d dito d$o poleg> da luva1 da junta d meio at extremidade1 i/o d p2 dois t]os dos ditos ps fazem capa at ao joelho1 os mesmos dois t]os1 s5do mulh] lhe faz a casaqu9ha e os tres t]os lhe fazem a saia1 os mesmos tres t]os com mais tres palmos de luva lhe fazem manto e casaqu9ha1 manga e corp9ho1 e o mesmo que acima temos dito4 ,a pessoa que com e/as m$idas lhe fiz]em a r\pa que v5ha con=me e ju/o1 pod] diz] que con=me a proporo da natureza1 sem que falte c\sa alguma1 s5do a proporo de sua e/atura o que temos dito2 re/a pois que suas obras sejam taes1 quaes convem p>a s] mais p]feito4 ,os que c>ecem d'e/a composio lhes convem faz]em taes obras1 que com a p]feio d'ellas fique satisfeito1 proporo d corpo4 ,segr$o #db4 ,bons effeitos d alecrim ,o alecrim tem uma natureza que qu5te1 secco e *eiroso1 e por isso =talece todas z p>tes e membros de d5tro e de fra d corpo1 alegra e =talece os s5tidos1 consome z humidades1 frialdades1 e todos os males contagiosos4 ,o alecrim no cons5te melan*olias1 tremores nem desmaios no corao1 cujas raizes1 ramos1 cascas e flores d'essa excell5te h]va tem todas z virtudes1 z quaes diremos com ajuda de ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o e proveito da humanidade4 ,os olh9hos mais t5ros d alecrim1 comidos pela manh1 com po e sal1 =talece a cabea1 cons]va a vi/a cl>a1 aguda e =te4 ,a flor e folhas da mesma h]va feitas em p e trazida no seio1 afug5ta os tres inimigos d corpo1 que tanto affligem o corao1 que so elles3 z pulgas1 piolhos e p]sevejos4 ,os mesmos ps no seio d lado esqu]do1 espantam a melan*olia e ao corao fazem-lhe muita alegria4 ,z folhas da mesma h]va bem ma/igadas e po/as sobre uma *aga fresca1 a curam1 e fe*a m>avilhosam5te4 ,a flor da mesma1 comida pela manh com mel da mesma flor e um bocado de po qu5te1 faz muito bem saude3 nem deixa g]> sangue podre1 nem o mal da gota2 e se alguem tiv] mal1 essa h]va lh'o tir>4 ,o alecrim s]ve p>a afug5t> todo o animal v55oso1 e o seu fumo s]ve contra todo o mal e pe/es4 ,os ramos d mesmo1 tambem s]vem p>a depois de queimados e feitos em p1 =talec] d5tes e no lhe deix> cri> bi*o1 nem con/ipaes4 ,toda a mulh] que t5ha uso de com] a flor d alecrim em jejum com po de c5teio1 no padec] mal da madre1 porque lhe reprime os maus humores1 ga/a z humidades1 e cura os a*aques a todas z pessoas que assim us>em4 ,a flor da mesma h]va1 mettida em qualqu] sitio onde e/iv] r\pa1 no deixa entr> a traa na mesma1 e d-lhe muito bom *eiro4 ,se lav>em o corpo com a agua1 devem coz] muito bem o alecrim e se cons]v>o com boa saude4 ,z casas que so escuras e muito humidas1 se z defum>em com alecrim a miudo1 cons]v>-se-ho enxutas4 ,um segr$o p>a z quebraduras1 j exp]im5tado1 so z alf>robas v]des1 pizadas e applicadas sobre z quebraduras1 que z curam e soldam4 ,se tiv]em dres nas juntas por causa de algum refriado e z lav>em com agua onde se cozesse alecrim1 lhe tir> a dor4 ,no tempo da pe/e muito proveitoso queim> alecrim pelas casas e nas ruas1 por que af9a o ar e faz fugir a pe/e4 ,e/as virtudes d alecrim1 acab>ei de s] to ext5so como p$e e/e bem p>a a natureza e tudo deix>ei dito da maneira segu9te3 ,mel virgem de alecrim s]ve1 tira nevoas dos olhos4 ,o summo d alecrim lanado nos ouvidos1 tira a dr4 ,o summo d mesmo tomado pelos n>izes1 tira o mau *eiro e sana todos os males que d5tro d'elles e/iv]4 ,um segr$o provado e exp]im5tado1 a agoa d alecrim pr-se ao sol1 s] p>a os olhos que tem belidas1 cat>atas1 ou que e/o ennevoados4 ,faz-se e/a agua da maneira segu9te3 um bom mlho de alecrim v]de e colhido de fresco1 pe-se d5tro de um our9ol novo de vidro com z pontas p>a baixo1 no devem *eg> ao fundo1 tapa-se com um panno de l9ho dobrado1 e em cima d'e/e panno pe-se um bocado de f]m5to que tome toda a boca d our9ol1 e em cima d =m5to pe-se outro panno dobrado1 e ata-se muito p>a que no saia bafo algum1 pe-se o our9ol ao sol em tempo de calor #f at #h dias e d'alli se f> uma agua muito importante p>a os olhos4 ,qu&o essa agua e/iv] prompta1 deve-se lanar em uma vazilha pequ5a e se t] ao sol e ao s]5o outros tantos dias1 que depois a agua que era branca1 torna-se am>ella e grossa1 na qual se desf> um p\co de assuc> de p$ra e d'e/a agua se lanaro nos olhos tres p+as1 em cada um uma vez pela manh1 outras ao meio dia1 e outra n\te1 e por favor de ,deus s>>o4 ,mulh] que tiv] p\co leite1 no pde cri> os filhos com z folhas e flores de alecrim1 que lhe caus> abundancia de leite bom1 porque purifica o sangue4 ,o summo d alecrim mi/urado com assuc> e tomado de manh e ao deit> da cama faz bem s afflices d peito1 ajuda a dige/o e mitiga o apetite de com]4 ,a flor e z folhas em ps s]vem p>a a dr d bao e d figado tom&o-z em v9ho e mel4 ,z folhas e flores da mesma h]va f]vidas em v9ho t9to e bebido faz muito bem dr de tripas1 tira a cobia e a dez9t]ia4 ,tambem s]vem os mesmos ps bebidos no mesmo v9ho p>a quem padec] defluxo da our9a1 por debilitao ou fraqueza1 i/o approvado mas devem s] cozidas z folhas e flores em v9ho d mais velho que fr encontrado4 ,p>a quem no tiv] apetite de com]1 tome pela manh duas ou tres colh]es de sopa1 de v9ho f]vido com alecrim1 que lhe abrir a vontade de com] e lhe f> =taleza no e/omago4 ,alguns auctores so de op9io1 que a triaga o rem$io da peonha2 mas o alecrim cozido lhe faz o mesmo effeito4 ,f9alm5te o alecrim cozido em agua tem todas e/as virtudes que se seguem tom&o ba/antes banhos d'essa agua1 *ama-se o banho da vida1 porque tira a dr das juntas e de todas z mais p>tes d corpo1 rem$io p>a a canceira1 p>a a suffocao d corao1 d al5to e vigor velhice1 cons]va a mocidade1 =talece os membros e aviva os s5tidos4 ,aqui deixo por isso escripto aos meus leitores1 em e/as p\cas l9has todas z virtudes d'e/a planta *amada alecrim1 que to bom proveito t5ho tirado d'ella e e/\ por c]to que quem d'ella fiz] uso como eu o tir> e se cons]v> limpo1 de tantos a*aques que affligem o corpo humano4 ,segr$o #dc4 ,p>a a azia ,a azia1 alm de s] uma mole/ia p\co imp]t95te qu&o ataca a creatura causa-lhe um p\co de des>ranjo na g>ganta1 e o que ba/a p>a nos incommod>1 e como no ha quem go/e de incommodos1 temos um segr$o pelo qual em um in/ante fiquemos alliviados da g>ganta1 segr$o economico1 b>ato1 pois se algum de vs tiv] azia s peg> em uma cebolla3 tem pod] p>a a faz] sahir4 ,se h\v] quem no go/e d'e/e objecto d\-lhe tambem por approvado3 com]o am5doas am>gosas que tambem ficam livres d'esse mal4 ,assim t5ho feito sempre e encontrei bom resultado1 por isso d'e/es dois segr$os o que primeiro me app>ece1 d'esse que eu fao uso4 ,segr$o #dd4 ,p>a os m59os pequ5os se cri>em1 de modo que sejam mais encorpados e de mais =z ,muitos hom5s ficam pequ5os de corpo e de p\cas =z1 porque z mes e amas lhes tiram os braos de fra antes d tempo1 e assim como so t5ros1 bol9do com os braos se relaxam os membros e assim ficam mais fracos e debilitados1 por isso quem quiz] cri> a criana1 de modo que fique l>go das espaduas e com muita =a nos braos no lh'os deve tir> fra1 qu]o diz] ve/idos1 s5o de trez mezes por diante1 assim fic>o s5do mais corpol5tos e =osos1 porque se vo cri&o com todas z =z da sua natureza1 cujas =z no lhe abr&am tanto1 como se =em criados como acima disse4 ,segr$o #de4 ,p>a conhec]mos se qualqu] homem nasceu de dia1 ou de n\te1 ou no crepusculo ,a pessoa que tiv] z orelhas despegadas da cabea pela extremidade de baixo1 faz5do z pontas rombas1 despegadas ou levant&o os olhos direitam5te1 se levant> mais o olho esqu]do que o direito1 diremos que nasceu de dia2 se z orelhas pela p>te debaixo =em ponteagudas sempre pegadas no casco da cabea ou levant&o os olhos direitam5te1 e se levant> mais o direito que o esqu]do1 assim diremos que nasceu de noite4 ,se um d'e/es signaes mo/r> que nasceu de dia1 outro que nasceu de n\te1 o tal diremos que nasceu no crepusculo3 *amamos crepusculo de pela manh tanto que vem romp5do a alva1 e dura at que nasce o sol1 o crepusculo da noite conta-se desde que se pe o sol1 at que se c]ra a n\te4 ,segr$o #df4 ,da e?mologia dos d$os das mos ,o d$o mais curto e grosso da mo *ama-se polex1 de que se d]iva pod]1 porque sem elle no se pde ap]t> c\sa alguma na mo1 que firme fique1 n'e/e co/umam os m]cadores traz]em os anneis1 d&o a ent5d] o muito que podem val] com seus reales4 ,o d$o logo seguido se *ama index1 que qu] diz] amo/rador1 porque nos s]ve de mo/r>mos aquillo que qu]emos2 n'e/e co/umam os m$icos traz] os anneis1 d&o-nos a ent5d] que elles so index1 pelos quaes nossa saude se gov]na4 ,o t]ceiro d$o se *ama mdio1 ou maior1 pelo s]1 mdio por e/> no meio de todos1 n'e/es co/umam os soldados traz] os anneis1 signific&o =taleza e es=o4 ,o qu>to d$o se *ama annul> ou d$o d corao1 porque elle vem a t] uma veia que passa pelo corao4 ,como o ouro metal agradavel vi/a de todas z pessoas1 em g]al co/ume pr os anneis n'e/e d$o p>a evit> a melan*olia e outras paixes que acodem ao corao4 ,muitas pessoas co/umam us> de anneis1 mais pela tradio antiga1 que pela razo atraz escripta4 ,quem tr\x] n'e/e d$o um annel com uma p$ra de ,jac9?o f9a1 que a toque na c>ne1 no to sm5te bom p>a a melan*olia1 pois tambem tem outras propri$ades boas4 ,o qu9to d$o se *ama m9imo ou auricul>3 m9imo1 pelo s]1 auricul>1 porque com elle co/umamos limp> z orelhas4 ,n'e/e d$o co/umam traz] os anneis z pessoas illu/res1 d&o assim a ent5d] quem so1 e no pela valia d ouro4 ,segr$o #dg4 ,da causa das nossas enf]midades1 e com a ajuda de ,nosso ,s5hor z podemos rem$i> ,z quatro compleies de que fomos =mados comnosco1 assim como uma meza com quatro ps1 que s5do todos eguaes e direitos1 em plano1 e/ quieta e segura1 porm se algum d'elles se levanta ou quebra e mais comprido1 i/o s ba/ante p>a que os outros tres com a meza v5ham ao *o1 da mesma maneira a cl]a1 sangue1 fleuma1 e melan*olia1 cujas quatro compleies de que somos compo/os e/o eguaes con=me saude no corpo1 porm tanto1 que alguma d'ellas se alt]a ou sobrepuja s outras1 causa no corpo a do5a con=me sua qualidade4 ,porque da cl]a se causam tab>dilhos1 fr5esis1 febres malignas1 e outras enf]midades semelhantes4 ,e d sangue se g]am dres de co/as1 de cabea1 pontadas e outras semelhantes da fleuma1 dres de tripas1 humidades no e/omago1 dres de madre1 colicas1 apo/emas1 e outras semelhantes4 ,e da melan*olia se g]am tri/ezas1 humores viscosos1 tremulos1 gota e outros semelhantes4 ,e suppo/o que segundo nossa santa f aos sonhos no se pde d> cr$ito1 por no t]em razo nem fundam5to algum1 so sm5te phantasmas que se repres5tam no ent5dim5to1 e/&o uma pessoa dorm9do4 ,todavia se alguma das quatro compleies se alt]a d corpo1 causa que os taes phantasmas t5ham alguma correspond5cia1 a qualidade da dita compleico1 assim sab5do que seja se pde rem$i> com def5sivos1 que tal compleio alt]ada applicam4 ,pelo que se a pessoa sonh> com o fogo ou arma e outras c\sas que incitam a cl]a1 signal que a cl]a pr$om9a1 segundo ella se lhe pde d> rem$io4 ,e se o sonho fr de pesc>ias ou emb>caes1 c\sas que p]t5am agua pr$om9a a fleuma4 ,e se sonh> com prises1 mortes1 ou outras c\sas que incitem tri/ezas1 p]dom9a melan*olia con=me a ella se lhe applic> rem$io4 ,segr$o #dh4 ,p>a o fogo no queim> ,peg>o em #bj reis de alteia e depois de a faz] em p a bot>o com uma cl>a de ovo em uma tigela e com essa mi/ura unt>o z mos ou outra qualqu] p>te que quiz]em1 que depois d'i/o feito no se queim>o4 ,segr$o #di4 ,d tempo que salutif]o cada um dormir segundo a compleio que tiv] ,temos a not> que z compleies atraz decl>adas tem aquelles effeitos em quanto di/9ctas1 mas pela mi/ura d'ellas =mam outras quatro compleies1 que so z d temp]am5to1 col]ica1 sangu9ea1 fleumatica1 melan*olica4 ,da d temp]am5to no trat>emos1 porque no possivel havel-a1 que onde ha temp]am5to no ha alt]ao e no pde hav] do5a4 ,assim tambem se ha de not>1 que o dormir p>te mui ess5cial p>a o cosim5to d e/omago3 porm convm a cada um p>a sua saude tom> o somno con=me a qualidade da sua compleio4 ,porque os puram5te col]icos pela muita qu5tura que tem1 ba/a-lhes dormir c9co a seis horas3 os col]icos sangu9eos ba/a-lhes c9co e meia a seis e meia2 os puram5te sangu9eos ba/a-lhes seis a sete2 os fleumaticos ba/am-lhe seis e meia a sete2 os puram5te fleumaticos1 ba/am-lhe sete a oito1 os fleumaticos melan*olicos ba/am-lhe sete e meia a oito e meia2 os puram5te melan*olicos ba/am-lhe oito a nove4 ,e tudo o que passa d'e/a regra prejudicial saude1 porque tanto se p]de por c>ta de m5os1 porque assim como no dormir inquieta o corpo1 o me e debilita1 assim o dormir muito causa gota e outras enf]midades4 ,note-se tambem que os col]icos1 pela muita qu5tura que teem1 lhes prejudicial saude s(fr] fome2 mais ou m5os1 com] melhor4 ,segr$o #ej4 ,p>a faz] levant> um ovo ao ar deante de g5te ,no mez de maio colh]o em uma horta uma ambula de orvalho1 gu>da-se em p>te onde lhe no d o sol1 e qu&o quiz]mos faz] o que acima fica dito1 com um alf9ete grosso fura-se um ovo e *up&o-o pelo mesmo buraco1 o en*]o de orvalho1 e tap>o o dito buraco com um bocad9ho de cra branca1 colloc&o-se o dito ovo vi/a de todos em p>te onde lhe d o sol1 e assim como o ovo fr aquec5do se ir levant&o e sub9do at desapp>ec]4 ,quem quiz] que e/e mesmo ovo lhe sirva p>a mais vezes1 ate-o a um cordel na ponta de uma lana1 e que seja o cordel to comprido como ella1 fic&o a lana no *o4 ,com uma l9ha at>o o ovo no cordel1 po/o ao p da banca em p>te onde lhe d o sol1 e qu&o aquec] subir pela lana acima e assim e/> no ar1 at o tir>em1 emquanto e/iv] qu5te1 porque qu&o o sol d'aquelle sitio fr desapp>ec5do1 o ovo vae arrefec5do1 e con=me fr arrefec5do assim vae cah9do p>a o *o2 por isso lhe devem acudir a tempo p>a se no quebr>4 ,segr$o #ea4 ,p>a queim> um l5o e fic> so ,secretam5te molh>emos um l5o em agu>d5te de cabea2 traz5do-o diante dos circum/antes m&>emos vir uma c&eia acesa e tom&o o l5o por duas pontas p>a fic> e/5dido lhe m&>emos deit> fogo1 e como fr inflamm&o &>emos com elle ao r$or por espao de um m9uto vi/a dos circum/antes e logo o sacudiremos e ap]t>emos entre z mos p>a que se apague o lume2 torn&o-o a e/5d] o mo/r>emos aos circum/antes to so como era antes de se lhe bot> fogo4 ,segr$o #eb4 ,p>a que z mulh]es sem po/ura p>eam melhor e t5ham melhor c>a com m5os cu/o ,entre outras c\sas que entre ns ha mal feitas so duas1 z quaes nos do notavel prejuizo saude3 a primeira qu]]em os hom5s mo/r> que calam pequ5o p1 m&&o faz] m5or sapato1 d que p$e o p1 assim cont9u&o vem a s] gotosos2 por consegu9te z mulh]es que usam po/uras p]dem os d5tes1 mais depressa se arusgam e outras muitas desgraz se seguem d'aqui4 ,segr$o #ec4 ,p>a mo/r> aos circum/antes um brao atravessado com uma faca sem prejuizo algum ,faz-se uma faca de duas metades ligadas uma outra com uma mola e s] feita de temp]a br&a1 que se al>gue e ap>te o que a pessoa quiz]2 e/a mola mettida pelo brao acima por baixo d casaco ou camisa1 ap]tada a manga junto faca1 e feito i/o secretam5te sahir aos circum/antes1 mo/r>-lh'a1 p>ec] o brao e/> passado pelo collo da mo4 ,adv]te-se que a feitoria da mola d'e/a faca necess>io seja de modo que se ap]te e al>gue4 ,segr$o #ed4 ,p>a faz] t9ta de qualqu] cr com facilidade1 e z letras que e/o em papel quasi safadas se a*>em a ponto de se l]em ,deve hav] t9teiro sep>ado p>a cada t9ta1 p>a que uma no corrompa a outra4 ,p>a faz] t9ta v]melha1 pizam-se flores de pap\la1 espremidas1 o sumo que deit>em1 coado1 po/o um p\co ao sol1 p>a que engrosse e no corra tanto1 se faz t9ta v]melha ba/antem5te4 ,p>a faz] t9ta v]de1 faz-se a mesma op]ao com os concelleiros que nascem pelas p>$es1 e da mesma maneira fic> t9ta v]de4 ,p>a a t9ta roxa1 d mesmo modo se f> da flor d lyrio4 ,p>a t9ta am>ella1 egualm5te se faz com flr d pampiro4 ,e assim p>a qualqu] outra t9ta que quiz]mos faz]1 busc>emos a h]va da cr da t9ta que quiz]mos faz]1 e d mesmo modo que fica dito se f>4 ,e p>a faz] que z letras que e/o em papel que mal se enx]guem por e/>em ga/as pelo tempo se possam lr1 se molh> um panno de baeta em our9a fresca1 levem5te se esfregam z letras com elle1 que depois se pod]o lr4 ,segr$o #ee4 ,p>a tir> nodoas de azeite e p+os de cra de toda a qualidade de pannos ,p>a tir> nodoas de azeite amass>o um bocado de b>ro v]melho1 que no fique muito espesso1 e da p>te d avsso que quiz]em tir> z nodoas1 cubra-se toda a nodoa com e/e b>ro1 e da p>te direita se ponha sobre a nodoa uma folha de papel al9havada1 de modo que se *egue o papel ao panno1 e po/o a enxug> at o b>ro e/> bem secco1 logo se esfrega1 e tir&o-se-lhe o papel fic> a nodoa fra4 ,e/e rem$io bom pr9cipalm5te p>a panno de cr2 bom lav> em agua de pescada4 ,e tambem p>a tir> a nodoa d panno se cobrir a nodoa com sabo e por cima d sabo bot> um p\co de sal1 pondo ao sol por espao de um qu>to de hora e lav&o a nodoa1 logo se tir>4 ,p>a tir> p+os de cra1 e/&o em sda1 to/a-se uma fatia de po trigo1 e assim qu5te se pe em cima da c]a que a attrahir a si4 ,se fr em panno de cr1 bota-se um te/9ho no lume1 e e/&o bem qu5te se tira1 embrulha-se em um papel1 esfrega-se com elle no lug> onde e/ a cra1 e assim logo sahir e o panno fic> limpo4 ,segr$o #ef4 ,d modo mais facil de faz] dce a agua d m> ,se quiz]em faz] uma canada em p\co tempo1 de agua d m> p>a fic> dce1 tome-se um pote novo1 metta-se-lhe d5tro uma p$ra que peze quatro ou c9co arrateis1 tapa-se-lhe a bocca com uma rolha de cortia1 bem ju/a1 at&o o pote por um cordel1 se bot> o dito pote no m>1 mansam5te1 p>a que a p$ra no quebre1 e d'ahi a tres ou quatro horas o tir>o1 tir&o a rolha ao pote1 a*>o d5tro d'elle uma canada de agua dce como a da fonte2 a razo por que a p$ra se mette p>a que o pote v ao fundo d m>1 p>a a agua tom> a virtude que se pret5de4 ,segr$o #eg4 ,das regies d ar e da t]ra ,como no segr$o adiante havemos de trat> das qualidades da agua dce1 necess>iam5te trat>mos primeiro da t]ra1 por cuja razo se faz dce1 e d ar a que ella sobe4 ,os ma!maticos que t5ham obs]vado cometas1 os quaes se fazem entre a regio d fogo e d ar1 a*am t] e/e corpo a]eo1 tr9ta e quatro leguas1 d\s t]os1 e/es se rep>tem em tres regies2 a primeira que e/a que gozamos temp]ada por razo dos raios d sol que do na t]ra1 rev]b]&o p>a cima aqu5tam1 temp]am at duas leguas e meia p>a cima1 e/a regio mais palpavel1 porque n'ella &am z aves1 e n'ella respiram todos os animaes t]re/res1 racionaes e irracionaes4 ,a segunda regio summam5te fria mais pura que a primeira1 em tanto que z aves sub9do a ella no se pod]o t] nem respir> no pr9cipio d'e/a regio1 e/o em deposito z aguas que *ovem1 que sobem d m> vapores da t]ra1 aguas sobem1 at ao meio da dita regio1 congelam-se em neve1 e se mais acima =em1 congelam-se em p$ra1 assim como e/a primeira e segunda regio occupam p>a o alto oito leguas e meia1 z mais que faltam p>a tr9ta e quatro leguas1 d\s t]os occupa a t]ceira regio1 a qual pela p>te proxima a segunda fria1 e pela p>te de cima por e/> regio d fogo calidosissima2 n'e/a se fazem todos os troves1 raios e cometas4 ,assim tambem a t]ra se p>te em tres regies1 p>a que no p>ea desordem brot>emos o go/o d'ella1 proval-o-hemos por regras grammaticaes1 z quaes so pela circumf]5cia ou sup]ficie de um globo1 sab]-se a grossura d'elle1 qu]o diz] seu diametro1 ou peso diametro de uma c\sa1 vir em conhecim5to da sup]ficie d'ella gu>d&o a regra segu9te4 ,que sabido o diametro de qualqu] circulo1 e/e multiplic&o p>tes1 um setimo2 o que tudo sommado t] de circumf]5cia a sup]ficie1 por consegu9te sab5do a circumf]5cia1 e/a1 p>tida por tres um setimo1 o que vi] p>tio f> o diametro1 assim1 v9te e d\s palmos de diametro1 nos do sete palmos de circumf]5cia1 pois temos sabido assim pelas dim5ses geometricas1 como das exp]i5cias de hom5s d m> t] a t]ra em r$ondeza1 seis mil e trez5tas leguas2 iremos regra de tres1 diz5do se v9te e duas leguas de circumf]5cia nos do sete de diametro1 seis mil e trez5tas de circumf]5cia da t]ra quantas nos d>o de diametro1 vir a p>tio de duas mil e quatro leguas e meia1 assim diremos t] a t]ra de grosso1 duas mil quatro leguas e meia que p>tidas pelo meio vem duas mil duas leguas e um qu>to de legua1 tanto ha da sup]ficie ao c5tro da t]ra1 que o meio de toda a grossura4 ,e/as mil duas leguas e um qu>to se rep>tem em tres regies1 a primeira das quaes a da sup]ficie p>a o c5tro duas leguas e um qu>to1 ou po/o que a t]ra em si seja summam5te fria1 secca e pesada1 e/a primeira regio temp]ada pela razo que temos dado da impresso que fazem os raios d sol n'ella1 n'e/a regio se criam z exhalaes que com a =a d sol *amadas p>a cima se ac]tam de cahir por t]ra1 pela resi/5cia que lhe pem ao cair1 causa p>a ella trem] que hav] em algumas ilhas e outras p>tes tanta calidade na t]ra que no v]o com a =a d sol abrem gr&es concavidades1 z quaes v9do o inv]no1 pela razo que acima dissemos1 se tornam a fe*>4 ,a segunda regio que de duas leguas e um qu>to1 seis leguas p>a baixo n'e/a regio1 a sup]ficie d'ella o pr9cipio da creao d ouro e mais metaes m9]aes1 d'ahi vem bot&o p>a cima por veias canos a modo de arvores1 assim a raiz d ouro pr9cipia n'elle e na segunda regio4 ,a t]ceira regio de oito leguas e um qu>to1 que occupam a primeira e segunda regio p>a baixo at ao c5tro1 e/a ultima regio1 summam5te pesada1 fria e secca2 incapaz de cri> c\sa alguma1 no intimo int]ior da qual e/ o inf]no de que ,deus nos livre4 ,segr$o #eh4 ,de d\s m$icam5tos que se usam entre os ru/icos ,qu&o alguma pessoa d campo se s5te com qualqu] mal que seja1 cose um bocado de c>queija e bebem aquella agua1 e deitados na cama se abafam p>a su>1 e com i/o lhe faz ,deus algumas vezes de lhe abr&> o mal4 ,o segundo que p>a maleitas dizem ao enf]mo que d a our9a p>a mo/r> ao m$ico1 com ella do uma volta f+9do que vo busc> um x>ope e em lug> d'elle lhe do a beb] a mesma our9a e com e/e rem$io cont9uam oito dias1 e com e/e mesmo rem$io que se lhe vo embora z maleitas4 ,segr$o #ei4 ,p>a faz] acr$it> aos pres5tes que conhecemos z c>tas de jog> pelo *eiro ,ha-de vir a t]ceira pessoa1 a quem t5hamos dado conta d'i/o1 logo f>emos pr a mesa e diremos que nos tapem os olhos1 e nos s5t>emos1 e defronte de ns a pessoa em que nos fiamos1 e logo p$iremos c>tas1 p]gunt&o que o que qu]em que d'alli se tire1 se a primeira de quatro ou o que quiz]em1 logo indo tir&o c>ta por c>ta1 e *eir&o cada uma d'ellas pelas co/as de modo que o que ha-de avis> veja que c>tas so1 assim tir&o-z iremos pondo uma por uma na meza em tanto que nos v5ha alguma das que nos tem p$ido a pessoa a que temos communicado o segr$o1 por o p sobre o nosso1 assim poremos aquella c>ta de p>te e iremos cont9u&o at tir> todas z p$idas1 da mesma sorte que acima fica dito e quem e/iv] faz5do e/e segr$o acautel>-se-ha p>a os assi/5tes no d>em f d que se e/ faz5do por baixo da meza4 ,segr$o #fj4 ,virtudes d jac9?o ,o jac9?o de muitas cres1 porm o v]de ou roxo mui brilhante o melhor1 o qual feito em p e tomado pela bocca1 cordial1 e s]ve contra z febres malignas3 def5de a quem o traz dos raios e temporaes4 ,traz5do o jac9?o comsigo1 que toque ao corpo1 con=ta o corao1 e aviva o eng5ho4 ,def5de o jac9?o1 a quem o tr\x] comsigo1 de v55os e ares corruptos4 ,tem virtude o jac9?o de refre> a l\cura1 e evit> a melancolia2 e no s(fre repres5taes de fantasmas1 nem vises4 ,meia legua de ,tol$o junto a um mo/eiro de ,b]n>dos1 ha uma fonte pegada ribeira d rio ,tejo que *amam dos jac9?os1 porque ali ha tantos1 que sae a agua e corre por cima d'elles4 ,segr$o #fa4 ,virtudes das p$ras da &or9ha ,diz o exp]im5tador ,alb]to1 e a9da outros1 que na cabea da &or9ha se a*am duas p$r9has mui pequ5as1 e que uma branca1 e outra v]melha1 cujas virtudes so z segu9tes4 ,dizem que quem tr\x] comsigo a p$ra branca da &or9ha1 no s] mole/ado de sde1 e que se a tiv] na bocca1 sempre a t] fresca4 ,dizem mais1 que se alguem tiv] fluxo de sangue e tr\x] a mesma p$r9ha branca ao pescoo1 logo se lhe e/anc> o sangue4 ,tambem dizem que tem virtude p>a ajud> z mulh]es no p>to1 como a p$ra da aguia4 ,dizem mais1 que lanada a mesma p$r9ha branca em uma vasilha de agua por espao de uma noite1 e bebida a agua1 provoca a cursos1 e tira o mal da gotta1 e a9da a febre se a tiv]4 ,tambem dizem que quem tr\x] comsigo a p$ra v]melha da &or9ha se livr> de muitas do5z4 ,segr$o #fb4 ,virtudes da pelle que a cobra co/uma despir ,a pelle da cobra queimada1 e po/a em cima de alguma f]ida1 a deixa s2 e se h\v] bico1 ou f]ro mettido d5tro na c>ne co/uma attrahil-o a si1 at o tir> fra4 ,notem uma e outra vez1 advirtam1 que quem tr\x] comsigo os ps d'e/a pelle de cobra s] pres]vado de lepra1 e de qualqu] peonha4 ,e saibam1 que os ditos ps tem gr&es virtudes1 e muitas propri$ades3 porm1 ha de se queim> a dita pelle1 e/&o o sol no signo de ,aries1 que de #ab de m>o at #bf de abril4 ,segr$o #fc4 ,p>a torn> doce a agua d m>1 que se possa beb] ,diz ,ari/oteles1 que p>a faz] a agua d m> doce que se possa beb]1 faam uma vasilha de cra bem tapada1 e a mettam no m>1 que fique cob]ta de agua1 e toda a que fr entr&o pelos poros da c]a p]d] o sal e fic> doce4 ,o mesmo succ$]1 se mett]em no m> uma vasilha nova de b>ro com tanto que t5ha a bocca bem tapada4 ,segr$o #fd4 ,p>a cons]v> a ca/idade1 e reprimir os e/imulos da c>ne ,escreve ,mac5cio1 que o summo da erva *amada sagunta1 bebido em jejum reprime os e/imulos da c>ne1 e z suas folhas po/as sobre os g5itaes1 diz1 que tem virtude de applac> os inc5tivos da luxuria4 ,avic5a escreve1 que a arruda comida1 mitiga os ardores da c>ne no homem2 e na mulh] pelo contr>io1 porque os aviva com excesso4 ,o me/re ,joo diz1 que o orjavo tem mui gr&e virtude1 e efficacia p>a reprimir a luxuria1 porque applicado aos lombos mitiga1 e applaca gr&em5te os e/imulos da c>ne4 ,diz mais o mesmo au?or1 que o sumo d orjavo bebido causa impot5cia1 a quem o toma1 por espao de sete dias4 ,escreve ,dioscorides1 que a fructa1 que produz o c$ro1 pizada1 ou o sumo de suas folhas po/o nos g5itaes1 de/]ra a appet5cia de actos v5]eos4 ,mi*ael ,escoto diz com muito fundam5to que todas z c\sas agras1 frias e az$as se accomodam bem com a ca/idade1 cons]v&o-a3 e pelo contr>io z c\sas doces1 qu5tes e odorif]as1 a de/roem1 e e/ragam de todo4 ,porm fall&o espiritual e ca?olicam5te1 o que mais cons]va1 e def5de a ca/idade o jejum1 a discipl9a e a orao frequ5te e com muita devoo4 ,segr$o #fe4 ,p>a cons]v> z camas sem p]sevejos1 os apos5tos sem pulgas1 z casas sem moscas1 e a9da sem mosquitos nem ratos ,tom>o cla feita de retalhos de c\ro1 e desfeita em agua ao fogo1 que fique bem cl>a e rala1 lhe mi/urem azeite1 e assim qu5te1 molh>o e esfreg>o z taboas e ps d leito1 de sorte que toda a madeira fique lavada com e/e cosim5to1 e result>o dois effeitos muito bons4 ,o primeiro s] que o leito todo p>ec] de nogueira4 ,e o segundo1 que no se cre>o n'elle p]sevejos1 como t5ho bem exp]im5tado4 ,segr$o #ff4 ,contra pulgas ,ponham uma panella de agoa ao lume1 e lanar-lhe-ho dois v9t5s de solimo1 e deix&o-a f]v] bem1 borrif>o o apos5to depois de bem v>rido1 e t5ham por c]to que morr]o1 e se no cre>o outras4 ,mas i/o se ha de faz] duas vezes na semana4 ,segr$o #fg4 ,contra moscas ,tomem um p\co de mel e f>9ha1 me*ida com uma p\ca de agoa cl>a1 lhe lancem ars5ico ou rosalg>1 e ponham e/a mi/ura em caqueiros1 aonde *eguem z moscas1 e vr-se-ha quantas vo ca9do1 porque em prov&o ficam mortas4 ,o mesmo effeito faz o ouro e pim5ta moida1 e desfeito em agoa e po/o em algumas vasilhas pela casa2 mas vigiem que no *egue co ou gal9ha a prov>1 porque fic>o mortos4 ,segr$o #fh4 ,contra mosquitos ,queim>o com9hos ru/icos no apos5to aonde h\v] mosquitos1 e logo cairo mortos ou se iro2 tambem quem molh> o ro/o com agoa1 na qual e/ivessem com9hos ru/icos de infuso1 no lhe ho de *eg> os mosquitos ao ro/o4 ,em outro log> se diro outros segr$os mais c]ca d'i/o2 mui notaveis e difficultosos de cr]1 e por tanto cito ali os auctores que o dizem4 ,segr$o #fi4 ,contra ratos ,faam por apanh> um rato vivo1 j gr&e ou m$iano1 e faam uma de duas c\sas4 ,ou lhe esfolem a cabea e lhe ponham na ab]tura da pelle um p\co de sal moido e deixem-no vivo1 que elle com o ardor e raiva affug5t> os outros3 ou faam outra c\sa1 se lhes p>ec] mais facil1 e at> ao pescoo d rato um cascavel pequ5o1 que t5ha o t5ido mui vivo1 com o que f> fugir os outros2 e assim fic>o livres d'e/es inimigos caseiros1 p\p&o ga/os e mole/ias4 ,outro segr$o melhor e mais facil4 ,tom>o gesso novo1 e passado por p5eira o mi/ur>o com queijo ralado subtilm5te1 e mi/urado tudo o ponham em div]sas p>tes da casa1 e s] c\sa entretida vr os ratos que com]em da igu>ia &>em in*ados por casa1 e se tiv]em agua que beb]1 morr]o mais depressa2 porque o gesso tanto que *ega agua ou c\sa humida1 logo se torna em massa1 e segr$o sem p]igo4 ,segr$o #gj4 ,p>a faz] dur> o azeite da c&a ,tom>o gie/a da mais pequ5a e de folhas mais miudas2 7porque ha duas ca/as d'ellas7 queimal-a-ho1 e da c9za f>o decoada2 e pondo e/a a coz]1 se conv]t] em sal1 o qual lanado nas c&z1 cons]v> e f> dur> o azeite mais d t]o4 ,a p$ra hume de rosa e o sal commum1 que s]ve p>a o com]1 tem a mesma propri$ade1 porm no tanto como o sal da gie/a4 ,segr$o #ga4 ,p>a faz] augm5t> o azeite das c&z ,tom>o uma canada de azeite e pr-se-ha ao fogo1 e logo lanaro quatro onz de pz grego e um v9tem de p$ra hume de rosa2 tudo bem moido primeiro1 e me*5do-o muito bem1 at que e/eja de todo mi/urado1 logo se pod]o s]vir d'elle nas c&z1 pod]-se-ha faz] mais ou m5os segu9do a mesma ordem com proporo dos mat]iaes4 ,segr$o #gb4 ,p>a faz] v9agre bom e =te multiplic&o-o com p\co cu/o ,no tempo da v9dima tom>o um p de bagao no patamal d lag>1 depois de espremido e e/5dido lhe lanaro cem potes de agua e quatro arrateis de p]rexil v]de1 dois de flor de sabugo v]de1 e um bom cant>o de v9agre d melhor e mais =te1 e deixal-o e/> v9te ou tr9ta dias1 e no fim se esprema tudo1 e recolh]o v9agre mui =te e odorif]o2 e proporcion&o os mat]iaes1 podem faz] mais ou m5os4 ,segr$o #gc4 ,p>a multiplic> a c]a ,tom>o uma arroba de cebo de bode e uma duzia de ovos de adem1 s z gemas1 meias cozidas1 desfeitas e bem batidas1 se lancem no cebo com outra arroba de c]a1 e tudo po/o ao fogo se me*]1 at que fique d]retido e bem mi/urado2 e fic> tudo conv]tido em c]a mui am>ella1 p>a se faz] d'ella toda a obra que quiz]em4 ,segr$o #gd4 ,p>a sab] se o v9ho tem agua ou no ,diz ,creponte1 que p>a sab] se o v9ho tem agua1 lhe lanaro umas talhadas de p]a brava ap>ada1 e se nad>em em cima1 signal que e/ o v9ho puro2 mas se =em ao fundo1 se conhec] que o v9ho e/ aguado4 ,outra adv]t5cia4 ,tom>o um junco ou uma palha de ava bem lisa1 e untada com cebo a mett]o na vasilha d v9ho2 e se e/e tiv] agua1 sairo pegadas umas p+as mui subtis de agua4 ,outra4 ,en*]o de v9ho uma panella nova1 e deix&o-a e/> dois dias1 se sumir toda a agua1 se a tiv]4 ,outra4 ,tom>o uma p$r9ha de cal virgem1 e molh&o-a com elle1 v9ho1 se tiv] agua logo se desf> a cal2 e se e/iv] puro1 se ap]t> mais4 ,outra4 ,lanaro um p\co de v9ho em azeite que e/eja bem qu5te1 e se tiv] agua1 espirr> e salt>1 o que no hade acontec] se fr puro4 ,segr$o #ge4 ,p>a se no embeb$> ,diz ,filonio1 que p>a se no embeb$> so bons os b(es de ovelhas assados1 e comidos antes de jant>1 ou que1 antes que bebam v9ho1 comam v]z com v9agre1 e d'e/e modo lhe no f> mal o v9ho1 po/o que bebam mais d ord9>io4 ,porm o melhor rem$io p>a se no embeb$> o que eu uso ha sess5ta e tres annos que hoje fao de idade1 e nunca bebi v9ho1 e a*o tanto regalo na agua1 que p>a mim a melhor igu>ia que vejo na mais expl5dida meza3 e oxal se praticra i/o que digo1 que o v9ho se havia de v5d] na botica e us> por m$ic9a4 ,se alguem reconhec] o descr$ito1 que causa o vicio de de/emp]ana no beb]1 e quiz] livr>-se de se embeb$> e aborrecel-o de todo1 note o que escreve ,pl9io1 e que mettam duas enguias vivas e grossas d5tro em um cant>o de v9ho1 e que depois de e/>em affogadas1 dem e/e v9ho aos que se co/umam embeb$>1 e viro a aborrec] o v9ho de todo2 porque causa um r>o t$io e av]so4 ,p>a o mesmo s]ve a bretonica feita em p e bebida4 ,segr$o #gf4 ,p>a tir> a agua d v9ho ,escreve ,cato e ,pl9io1 que p>a tir> a agua d v9ho1 se f> uma vasilha de po de h]a1 lan&o o v9ho n'ella1 se tiv] agua1 todo o v9ho se ir co&o e fic> s a agua na mesma vasilha3 e se no tiv] agua1 fic> a vasilha completam5te vazia4 ,segr$o #gg4 ,uma r$oma que e/&o *eia de agua1 e po/a com a bocca de/apada p>a baixo1 se no entorne ,ponham uma r$oma ou g>rafa *eia de agua ou v9ho d5tro em um cubos9ho ou balde de madeira ou de cobre que melhor1 e lanaro sobre a g>rafa ou r$oma1 e por baixo quantidade de neve bem desfeita1 e por cima da neve se deit>o ba/ante sal moido e p\co a p\co iro vir&o a g>rafa1 at que de todo e/eja a neve desfeita1 e escorr]o a agua da neve e lanar-lhe-ho outra tanta neve desfeita com sal moido2 e assim se deix> e/> at que de todo se desfaa1 sem mov] a g>rafa3 e f>o o mesmo t]ceira vez1 e tir> a agua congelada ou o v9ho que e/iv] na g>rafa4 ,e i/o se pde faz] na =a d v]o1 e p>ec] c\sa impossivel1 s5do to facil2 e pondo a g>rafa com a bocca de/apada p>a baixo1 c]to que se no entorn>4 ,como exp]im5t\ o duque de ,g&ia1 ,d4 ,francisco de ,borja1 que m&\ uma *eia de agua congelada no v]o1 ao patri>*a ,d4 ,joo de ,ribeira1 arcebispo de ,val5a1 o qual em retorno de to curioso segr$o1 lhe m&\ outra g>rafa *eia de v9ho congelado1 que foi maior m>avilha4 ,segr$o #gh4 ,p>a torn> uma rosa e um cravo de v]melho em branco ,defum>o o cravo e a rosa em enx(re1 e logo se torn>o brancos de enc>nados2 e podem faz] todo o craveiro branco1 de v]melho1 como eu fiz a exp]i5cia em uma occasio1 torn&o brancos mais de v9te cravos enc>nados1 com admirao d dono d craveiro1 por no sab] a causa4 ,segr$o #gi4 ,curioso e de entret5im5to ,recolh]o uma pequ5a poro de az\gue em um canud9ho de p5na e muito bem tapado1 o mett]o d5tro em um p$ao de po qu5te1 e v]-se-ha1 tanto que o az\gue aquec]1 que comear o po a d> saltos pela meza4 ,o mesmo v]o que f> uma avel1 se a en*]am de az\gue1 e bem tapada com um torno que ato*e bem1 lanada em agua qu5te1 porque tanto que o az\gue aquec]1 f> salt> a avel4 ,segr$o #hj4 ,g>rafa ou r$oma ,se quiz]em faz] subir a agua por uma r$oma vasia ou g>rafa1 aqu5t>-se-ha muito bem e por-se-ha com a bocca p>a baixo na agua1 e v]o subir a agua pela r$oma acima em quanto e/a e/iv] qu5te1 e p>a que o e/eja1 iro queim&o papel sobre o fundo da mesma vasilha1 e no ha de p>> at que en*a de todo1 e provado4 ,segr$o #ha4 ,d ovo e da sanguexuga ,se quiz]es que um ovo &e pela casa1 tom>o um ovo vasio1 de sorte que fique a casca quasi inteira1 e pelo buraco por onde o vas>em1 lhe mettam uma sanguexuga viva1 e tap>-se-ha o buraco com c]a1 e tom>o uma tigella de agua e a iro mov5do junto ao ovo1 e como a sanguexuga d in/9cto natural conhece e s5te o rumor da agua1 vae segu9do aquelle rumor1 e o ovo rebol&o1 a quem no sabe o segr$o fica confuso1 e provado1 e nota que a sanguexuga ha de s] de paul e de umas que ha mui negras e grossas4 ,segr$o #hb4 ,r>o d ovo e da l9ha ,at>o uma l9ha ao r$or de um ovo1 e pondo-o a ass> no meio d borralho que e/eja bem cob]to d lume mais vivo1 e v]-se-ha que o ovo se assa e no se queima a l9ha nem se quebra1 e provado4 ,segr$o #hc4 ,incrivel p>a quem o no viu nem prov\ ,se quiz]em frigir peixe ou ovos em papel em log> de c]t1 tomem um p$ao de papel feito a modo de b>rete de quatro cantos1 e deit>-lhe-ho azeite1 e pondo-o sobre uma vela ou c&eia accsa1 ir f]v5do o azeite sem que o papel se queime e frig9do o peixe ou ovos1 provado4 ,segr$o #hd4 ,de duas c>as p9tadas na p>$e que apaguem e acc5dam uma vela ,p9t>o na p>$e duas c>as gr&es1 e no meio das boccas lhe f>o duas cov9has2 em uma ponham salitre moido bem enxuto1 e na outra enx(re em p2 e se *eg>em o lume da vela boca ou cov9ha d salitre1 se ha de apag>1 e no mesmo in/ante *eg>o o pavio da vela que fica fumeg&o1 outra bocca d enx(re1 se acc5d] e provado2 mas ho de toc> o pavio no salitre e no enx(re4 ,segr$o #he4 ,p>a que um frango1 e/&o vivo1 p>ea morto e assado na meza1 e p>a o faz] salt> e fugir ,tom>o sumo de aipo e mi/urem-no com agu>d5te ref9ada1 e deit>o de molho umas migalhas de po n'e/a agua mi/urada com sumo d aipo1 e d>o de com] ao frango em jejum d'e/as migalhas1 e d'ali a p\co cair o mesmo frango no *o amortecido1 e no mesmo in/ante tir>-lhe toda a p5na e untal-o com mel branco1 mi/urado com aafro1 de sorte que fique bem crado1 e pondo o frango em um prato1 na meza1 p>ec] assado4 ,e qu&o o quiz]em faz] torn> em si e salt> fra da meza1 molh>-lhe-ho o bico com um p\co de v9agre =te1 de sorte que lhe *egue g>ganta1 e de rep5te se levant> e fugir da meza1 e provado4 ,segr$o #hf4 ,m>avilha r>a ,escrevem ,s4 ,basilio e ,s4 ,ambrosio1 de uma ave que se *ama ,alcio1 da frma d maarico1 a qual cria junto ao m> na area e no inv]no2 a qual em #ad dias se tira e cria1 at pod]em vo>4 ,e dizem e/es ,santos ,d\tores1 que em todos e/es #ad dias1 que e/a ave ga/a em cri> seus filhos1 nunca o m> se alt]a1 p\co nem muito1 antes se cons]va mui s]5o e socegado4 ,e/a m>avilha e prodigio tem bem obs]vado os m>9heiros1 e *amam a e/es dias alcionicos2 e e/o mui c]tos que em todos e/es #ad dias no ha torm5ta no m>4 ,segr$o #hg4 ,d olho d co ,bapti/a ,ar&a1 escreve em um livro de seus conceitos1 que quem tr\x] comsigo um olho de co negro1 no lhe ladr>o os outros ces2 por que diz que o dito olho lana de si to gr&e f>tum e *eiro1 que os ces o s5tem logo pelo gr&e f>o que teem2 e no s se no atrevem a ladr>1 mas a9da nem a bolir comsigo4 ,segr$o #hh4 ,importante p>a a memoria ,se quiz]em augm5t> a memoria1 tom>o a banha d urso e c]a branca1 e d]ret]o a c]a com a banha1 s5do e/a dois tantos de c]a2 tom>o a h]va que se *ama ,val]iana1 e outra que se *ama ,eufragia1 frescas ou seccas1 e pizadas muito bem1 z mi/urem com a banha e c]a d]retida1 e torn&o ao fogo1 deix>o f]v] at que fique grosso1 me*5do com um po1 e com e/e ungu5to unt>o o t\tio e te/a1 de qu&o em qu&o1 e se augm5t> notavelm5te a memoria1 e provado4 ,segr$o #hi4 ,dos dois casados que no tem filhos ,p>a sab]1 de dois casados que no tem filhos1 em qual dos dois e/ o defeito natural1 tomem a our9a de ambos1 m>ido e mulh]1 cada uma em sua vasilha1 e em cada qual d'ellas lanaro uns p\cos de f>ellos de trigo1 e n'aquella our9a em que se cre>em bi*os1 e/ o defeito natural de no pod] procre> ou conceb]4 ,segr$o #ij4 ,p>a t] boa voz e cl>a ,tom>o a flor d sabugueiro1 e secc&o-a ao sol1 moida1 lanaro os ps em v9ho branco e os tom>o em jejum1 e caus> boa voz e cl>a4 ,o sumo d aipo e orjavo1 bebidos1 acl>a muito a voz2 mas advirtam1 que o sumo d orjavo resfria os g5itaes4 ,segr$o #ia4 ,p>a que se no coza a c>ne na panella po/a ao lume em todo o dia ,tomem uma pa/a de *umbo delgada1 e pondo-a no fundo da panella1 no se coz] a c>ne por mais fogo que t5ha em todo o dia1 e provado4 ,segr$o #ib4 ,provado contra o mal dos queixos ,tomem duas duzias de folhas de h]a1 outras tantas de sabugo e outros tantos gros de pim5ta1 e ponham tudo a f]v] em v9ho bem t9to e velho com um p\co de sal1 e depois de f]v] bem1 tirado d fogo1 tom>o bo*e*os de v9ho qu5te1 faz5do-se tres ou quatro vezes1 se tir> a dor sem falta4 ,segr$o #ic4 ,p>a faz] espirr> por baixo e por cima a quantos e/iv]em em uma casa ,tom>o tres ou quatro pim5tos ou malaguetas1 e z poro em um brazeiro1 cob]tas de c9za1 de sorte que z brazas no *eguem aos pim5tos1 porm que haja muitas brazas em cima e ao r$or da c9za1 e tanto que =em aquec5do os pim5tos1 p\co a p\co sair um fumo to subtil e delgado1 que se no s5te1 at caus> o sobr$ito effeito1 com tanto que a casa e/eja bem fe*ada1 e provado4 ,segr$o #id4 ,provado p>a que no nasam nem cresam cabellos ,rap>o mui bem com uma navalha os cabellos que quiz]em1 e unt>o aquelle log> com gomma-arabia1 desfeita com o sumo de h]va mol]9ha ou sangue de morcego1 que melhor1 e no lhe cresc]o mais4 ,o mesmo effeito f> o e/]co de gato desfeito com v9agre4 ,segr$o #ie4 ,p>a que a b>ba e cabellos sempre se cons]vem negros ,m&>o faz] um p5te de *umbo mui ba/o1 com o qual p5te>o a b>ba e cabellos a miudo e sempre se cons]v>o negros4 ,segr$o #if4 ,p>a cons]v> a b>ba e cabellos loiros ,tom>o folhas de nogueira e cascas de rom1 di/illado tudo por lambique de vidro1 e com e/a agua lav>o mui bem1 por qu9ze dias1 a b>ba e cabellos1 e cons]v>-se-ho loiros4 ,segr$o #ig4 ,p>a que a b>ba e cabellos de brancos se tornem negros ,tomem folhas de figueira negra bem seccas1 e feitas em p z mi/ur>o com azeite de macella gallega1 e com i/o unt>o os cabellos e b>ba muitas vezes1 e se f>o negros4 ,segr$o #ih4 ,p>a que z unhas e cabellos cresam p\co ,cort>o z unhas e cabellos em m+uante da lua1 com tanto que se a*e a lua no signo de ,canc]1 ,pisces ou ,escorpio1 e cresc]o mui p\co4 ,segr$o #ii4 ,p>a que z unhas e cabellos cresam depressa ,cort>o z unhas e cabello em cresc5ce de lua no signo de ,tauro1 ,virgo ou ,libra1 e v]o como tornam a cresc] depressa4 ,segr$o #ajj4 ,aviso importante e proveitoso p>a os lavradores ,p>a que z sem5teiras saiam boas1 e a colheita melhor1 obs]v> o lavrador1 qu&o seme>1 que seja em lua nova1 e que se a*e no ,signo de ,tauro1 ,canc]1 ,virgo1 ,libra ou ,capricornio1 e a*> uma gr&e e r>a diff]5a na se>a e na colheita4 ,segr$o #aja4 ,p>a f]ir fogo sem p$]neira nem isca ,tom>o um po de l\ro secco1 e outro de amoreira1 ou de h]a1 que melhor1 e ro&o rijam5te um contra outro1 aquec]o tanto que s acc5d] fogo como polvora1 ou me*a4 ,d'e/e segr$o usavam z espias no campo de ,ces>1 por no s]em s5tidas dos inimigos4 ,segr$o #ajb4 ,p>a secc> o leite dos peitos das mulh]es ,notem e/e segr$o3 z mulh]es p>a se lhes secc> o leite dos peitos1 por mais *eios e duros que os t5ham1 tom>o z folhas d sabugueiro e z ponham e/5didas e enxutas sobre os peitos1 e logo se iro abr&&o e secc&o2 e provado muitas vezes4 ,outro segr$o mui importante p>a o mesmo1 e que tomem uma h]va que se *ama melcoraje1 e pondo-a ao fogo em uma tigella com um p\co de azeite rosado1 assim que e/iv] qu5te a ponham aos peitos1 cobr9do-os bem com pannos em cima1 e aos tres dias no s5tiro leite nem mole/ia alguma2 e tambem provado e exp]im5tado muitas vezes4 ,segr$o #ajc4 ,p>a sab] antecipadam5te se ha de hav] abundancia de v9ho ,escreve ,missaldo1 se a p\pa 7que uma ave p9tada como um p]iquito na cabea7 cant> antes que z v9has reb5tem1 signal mui c]to que hav] abundancia de v9ho n'aquelle anno4 ,segr$o #ajd4 ,p>a que os novilhos sigam a um homem ,diz ,ari/oteles1 livro de ,animalibus1 que se poz]em uns p$ac9hos de c]a b5ta nas pontas d novilho1 ha de seguir a quem lh'os poz]4 ,segr$o #aje4 ,p>a que z be/as tornem p>a casa de seus donos ,escreve ,santo ,alb]to ,magno1 que untem a te/a da be/a com sumo de cebolla alv>r1 e no temam que se p]ca se a no furt>em4 ,segr$o #ajf4 ,p>a faz] que uma be/a no possa com] ,unt>-lhe-ho a l+ua toda com cebo1 e antes se deix> e/al> que com] c\sa alguma1 se lhe no tir>em o cebo com sal e v9agre1 lav&o-lhe muito bem a l+ua4 ,segr$o #ajg4 ,p>a no pod]em pass> por uma rua cavallos nem outro gado ,escreve ,santo ,alb]to ,magno1 que faam uma cord9ha de tripa de lobo1 e pondo-a atravessada na rua1 cob]ta de ara ou p1 v]o que no pass> por ella cavallo ou gado1 a9da que os matem s pancadas2 e dizem que fez a exp]i5cia ,s4 ,?omaz de ,aqu9o1 discipulo de ,santo ,alb]to ,magno4 ,segr$o #ajh4 ,p>a descano das be/as que cam9ham ,escreve ,pl9io1 que tomem os d5tes maiores dos lobos e que os atem ao pescoo das cavalgaduras1 e no se mole/>o nem caro muito no cam9ho4 ,,fim ,,da ,,t]ceira ,,p>te