99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos exi/5tes ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,set4 #bjji7 ,,it9]>io ,,da ,,viagem1 ,,que ,,fez ,a ,,j]usalem ,o ,m4 ,r4 ,p4 ,,francisco ,,gu]reiro1 ,racioneiro1 e ,me/re da ,capella da ,santa ,igreja de ,sevilha1 natural da ,cidade de ,bja4 ,,(f]ecido ,,ao ,,s5hor ,,antonio ,,van-,,plate1 ,famili> d ,santo ,(ficio4 ,,lisboa ,,occid5tal1 ,na ,(fic9a de ,,dom+os ,,gon,,alves1 ,impressor dos ,monges das ,covas de ,mont-furado4 ,m4 ,,dcc4 ,,xxxiv4 ,com todas z lic5z necess>ias4 ,,ao ,,s5hor ,,antonio ,,van-,,plate1 ,famili> d ,santo ,(ficio1 c4 ,e/e breve ,it9]>io da viagem dilatada1 que fez a ,j]usalem o ,rev]5do ,padre ,francisco ,gu]reiro1 natural da ,cidade de ,bja1 ,racioneiro1 e ,me/re de ,capella da ,santa ,igreja ,metropolitana de ,sevilha1 bem conhecido pelos seus asc5d5tes1 os ,gu]reiros de ,campo de ,ourique1 e pelas obras de musica1 que fez e/amp>1 sempre admiradas1 e nunca imitaveis1 impresso pelo orig9al ,portuguez1 que deix\ escrito de sua ma1 muito diff]5te daquelle1 que os ,sevilhanos adult]>a1 e public>a em outro seculo no seu idioma1 (f]eo a vossa m]ce2 na p>a incit> mais o affecto1 com que me deseja favorec]1 que conheo na pod] cresc] mais1 como exp]im5to1 sim por me mo/r> agradecido a tantos b5eficios1 que recebo1 e esp]o receb] de sua ,ca?olica1 e politica g5]osidade4 ,he e/e o primeiro orig9al1 que publico2 e como vossa m]ce apadr9h\ o acto de meu mayor emp5ho1 honr&o-me com a sua assi/5cia1 em outra occasia1 agora desejo tambem que me faa a honra de o patroc9>1 pois pela mat]ia1 pelo ,escritor1 pelas noticias que inclue1 e pela antiguidade1 he digno d seu nobilissimo1 e pi$oso influxo4 ,t5do eu a c]teza de que he d agrado de vossa m]ce1 esp]o que o seja de todos1 pois a e/imaa vulg> sempre imita a p>ticul> e/imaa de sogeitos da esfra de vossa m]ce2 que ent5do s] correspond5te ao desejo1 que t5ho de obsequi> a vossa m]ce1 a quem ,deos gu>de4 ,af4 ,v4 e ,c4 de ,v4 ,m4 q4 s4 m4 b4 ,joa de ,c>valho4 ,,it9]>io ,,da ,,t]ra ,,santa ,t5do eu1 pela mis]icordia ,div9a1 visitado os ,lug>es da ,t]ra ,santa1 muitos devotos me p$ira escrevesse e/a ,santa viagem1 p>a que vi/a d que eu vi1 se abrazassem os seus animos1 procur&o seguir o mesmo cam9ho1 e s]em in=mados d que lhe era necess>io p>a e/e fim3 e por condesc5d] com os seus desejos1 e pelo go/o1 que t5ho da suave memoria de o hav] &ado1 na me s] mole/o o faz] huma breve relaa d que t5ho vi/o3 e p>a d> melhor noticia d movim5to1 que tive1 p>a faz] e/a p]egr9aa1 he preciso comear d tempo1 que me incl9ey a desej> v] c\sas ta dignas de hum peito ,ca?olico4 ,depois que meus pays1 e familia pass>a da ,cidade de ,beja1 m9ha ,patria1 a viv]em na ,villa de ,zafra1 me appliquey arte de musica1 e nella me d\tr9\ meu irma ,p$ro ,gu]reiro1 d\tissimo na faculdade2 e tanto fez com o ca/igo1 e com a d\tr9a1 s5do gr&e o desejo1 que t9ha de sab]1 e o meu eng5ho accommodado dita arte1 que em p\cos annos teve go/o1 e satisfaa de mim4 ,foy preciso o aus5t>se2 e eu desej&o ap]feio>me1 tive modo1 p>a s] admittido s lio5s d gr&e1 e excell5te ,me/re ,*ri/ova de ,morales1 o qual me deu gr&e luz na composia da musica1 e me poz capaz de qualqu] ,magi/]io2 tanto1 que t5do de idade dezoito annos1 fuy recebido por ,me/re de ,capella1 e ,racioneiro da ,igreja ,ca!dral de ,jaem1 occupaa1 que s]vi trez annos4 ,ne/e tempo vim a ,sevilha a visit> a meus pays1 que enta se a*ava ne/a ,cidade1 e o ,cabido da ,santa ,igreja me deu huma praa de ,cantor com ba/ante sal>io2 e por ob$ec] a meus pays1 que desejava1 e necessitava da m9ha companhia1 deixey o ,magi/]io1 e ,raa de ,jaem1 e/im&o a honra1 que me fazia o ,cabido da ,santa ,igreja1 a9da que era mayor1 e de mais conv5i5cia a praa1 que deixava4 ,p\cos mezes t9ha eu de resid5cia ne/a ,santa ,igreja1 qu&o entre seis oppositores1 que havia ao ,magi/]io de ,malaga1 tive a primeira nomeaa1 por me qu]]em favorec] o ,illu/rissimo ,s5hor ,dom ,b]n>do ,manrique1 ,bispo de/a ,santa ,igreja1 e o ,illu/rissimo ,cabido1 e na por m]ecim5tos meus2 e m&ada a nomeaa a ,el,rey1 por sua ordem tomey posse por hum ,procurador4 ,j e/ava prep>ado p>a ir p>a a resid5cia da ,raa1 e ,magi/]io de/a ,santa ,igreja2 e o ,cabido da de ,sevilha me imp$io honrosam5te1 na p]mitt9do1 que eu me retirasse a ,malaga2 e p>a que com melhor titulo podesse deix> o que j possuhia1 ord5\1 que o ,s5hor ,racioneiro1 e ,me/re da ,santa ,igreja ,p$ro ,f]n&es1 ,me/re dos ,me/res de ,hespanha1 nosso ,portuguez1 jubilasse1 e se lhe dsse meya ,raa1 e que eu tivesse a outra metade1 e mais o sal>io de ,cantor1 com obrigaa de d> de com]1 e o mais necess>io aos ,seyses ,typles2 e que se eu lhe sup]vivesse1 entrasse em toda a ,raa4 ,v9te e c9co annos vivi com e/e gr&e sogeito na mesma casa1 e depois que ,deos o lev\1 fuy provido em toda a ,raa por ,bullas ,apo/olicas4 ,os de/e ex]cicio todos sabem1 que temos muito p>ticul> obrigaa de compor z ,*anonetas1 e ,vilhancicos em l\vor d ,nascim5to de ,jesu ,*ri/o nosso ,s5hor1 nosso ,salvador1 e nosso ,deos1 e de sua ,santissima ,my a ,virgem ,m>ia ,s5hora nossa2 e qu&o compunha z letras p>a z ,mat9as de ta luzida noite1 e se nomeava ,be?leem1 se me accresc5tava a devoa1 e desejo de v]1 e celebr> naquelle ,lug> ,santissimo e/es cant>es em companhia1 e memoria dos ,anjos1 e ,pa/ores1 que l comeara a nos d> lia de/a ,div9a ,fe/a3 e a9da que e/a p]t5a era ta gr&e1 que me p>ecia impossivel o conseguilla1 por muitos inconv5i5tes1 que havia enta1 especialm5te o de meus pays1 propuz1 a9da que na fiz voto1 de que se ,deos me dsse vida mais l>ga1 que a delles1 de faz] e/a ,santa viagem3 pelo que tanto que ,deos os lev\ de/a vida1 me p>eceo1 que t9ha feito a mayor p>te de/e cam9ho4 ,e/&o sempre com e/e cuidado1 de qu&o *eg>ia e/e tempo de me v] em ta ,santo cam9ho1 succ$eo1 que no anno de #aehh4 nosso ,santissimo ,padre ,papa ,sixto ,v4 m&\ *am> ao ,illu/rissimo1 e ,rev]5dissimo ,s5hor ,c>deal ,dom ,rodrigo de ,ca/ro1 ,arcebispo de ,sevilha1 e e/&o prep>ado p>a ir a ,roma1 lhe p$i me levasse no seu s]vio1 e p$isse ao ,cabido o tivesse assim a bem1 e assim o consegui por sua ,s5horia ,illu/rissima4 ,tanto que *egmos a ,madrid1 deteve ,sua ,mage/ade ao ,arcebispo1 e como o ,v]a entrasse muito caloroso1 na det]m9\ pass> a diante1 at que o tempo refrescasse2 e eu como desejoso de me v] j em ,italia1 v5do e/a nova dilaa1 p$i a ,sua ,s5horia ,illu/rissima me dsse lic5a p>a hir a ,v5eza a e/amp> huns livros1 entre tanto que fizesse tempo de proseguir a sua jornada1 porque ao pres5te e/ava em ,c>?ag5a z ,gals d ,gra ,duque de ,flor5a4 ,o ,c>deal na sm5te me deu lic5a1 mas tambem me fez m]ce de me d> a ajuda necess>ia p>a a jornada1 e assim me p>ti a ,c>?ag5a1 aonde a*ey outras ,gals1 que e/ava p>a naveg>1 que emb>quey p>a ,g5ova1 e dahi passey a ,v5eza1 a que *eguey em oito de ,ago/o4 ,a primeira dilig5cia que fiz1 foy aju/> a impr5ssa dos livros de musica2 e diz5do-me o ,impressor1 que p>a se e/amp>em era necess>io tempo de c9co mezes1 disse a hum amigo meu3 ,nesse tempo podia eu faz] a m9ha viagem a ,j]usalem2 a que respondeo1 diz5do3 ,em boa occasia fallais1 pois ahi e/ huma nao nova1 e boa1 que vay p>a ,tripoli de ,syria2 d que tive gr&e alegria2 e tom&o a correca dos livros sua conta o ,me/re ,joseph ,z]t9o1 ,me/re da ,capella de ,sa ,m>cos1 e da ,s5horia de ,v5eza1 ,v>a d\tissimo em musica1 e outras artes lib]aes1 me conc]tey com o ,escriva da nao1 aju/&o de lhe d> c9co escudos pela emb>caa1 e por com] com o ,capita sete cada mez1 o que he ord9>io4 ,foy meu companheiro em toda e/a ,santa viagem ,francisco ,san*es1 meu discipulo1 e assim alegrem5te nos emb>camos a quatorze de ,ago/o de #aehh4 t5do eu de idade sess5ta1 sem temor d m>1 nem de tantas nao5s inimigas1 como se encontra ne/a p]egr9aa1 porque o go/o1 que t9ha de/a jornada1 me facilitava1 e suavizava tudo4 ,d cam9ho1 que fizemos de ,v5eza a ,jaffa1 porto da ,t]ra ,santa4 ,no dia segu9te1 que se contava qu9ze d dito mez1 em que se celebrava a ,assumpa da ,virgem ,s5hora nossa1 comeamos a naveg> l5tam5te1 por t]mos p\co v5to1 e melhor&o o tempo1 *egmos ,cidade de ,p>5o1 na ,prov9cia de ,i/ria2 e daqui sahimos naveg&o prosp]am5te pela co/a de ,dalmacia1 t]ra1 e ,patria d ,maximo ,d\tor ,sa ,j]onymo2 e pela ,esclavonia1 e ,albania1 em qu9ze dias *egmos ,ilha de ,zante1 t]ra na ,grecia de ,v5ezianos1 a que ha trez5tas leguas de ,v5eza2 deix&o ma esqu]da a ,ilha de ,*afallonia1 e ,golfo de ,lepanto1 adonde foy aquella gr&e batalha1 que teve a ,armada da liga ,*ri/a com a dos ,turcos1 e teve a vitoria a dos ,*ri/os1 s5do ,g5]al della o ,s5hor ,dom ,joa de ,au/ria1 irma del,rey ,filippe ,,ii4 nosso ,s5hor4 ,retivemos em ,zante quatro dias2 ,ilha1 bem provida d necess>io p>a a vida humana1 especialm5te de v9ho1 que o ha em abundancia1 e muito excell5te2 e v9do muitas naos de ,levante a ,po5te a c>reg>1 p>a todas1 e p>a os naturaes ha abundantem5te4 ,toda e/a t]ra he de ,gregos1 e sm5te os ,gov]nadores sa ,v5ezianos1 como ,s5hores della4 ,tem d\s ,bispos2 hum ,grego1 outro ,lat9o4 ,tem duas ,povoao5s2 huma junto ao m>1 outra em hum alto monte1 em que e/ huma boa ,=taleza4 ,a mayor p>te das ,igrejas sa de ,gregos4 ,tem hum ,conv5to de ,religiosos de ,sa ,francisco1 adonde os ,lat9os dizemos ,missa4 ,ouvimos aqui huma ,missa aos ,gregos2 e a (fici>a de ,canto*a ,ecclesia/icos1 e secul>es4 ,he o seu canto simples1 e ignorante4 ,dizem a ,missa com devoa1 e muitas c]emonias1 e huma dellas he1 que a mat]ia de pa f]m5tado1 e v9ho que se ha de consagr>1 a traz o ,sac]dote sobre a cabea no ,caliz muito cub]ta1 sah9do por huma porta d ,alt>1 que o divide d corpo da ,igreja1 e d&o huma volta por ella1 se torna a recolh] ao mesmo ,alt>1 inc5s&o hum ,m9i/ro ante elle1 e o ,povo e/ ador&o1 em joelhos1 a mat]ia1 que a9da na e/ consagrada4 ,e/ e/a ,ilha p]to1 e fronteira ,morea1 que he ,cor9?o1 adonde ,sa ,paulo escreveo duas de suas ,epi/olas4 ,p>tidos de ,zante1 nos engolfamos at *eg> ,ilha de ,c&ia1 que por outro nome se *ama ,creta1 a que hav] duz5tas leguas4 ,fomos co/e&o-a1 quasi cem legoas1 e sem desemb>c>1 entramos por outro ,golfo1 que s] de outras duz5tas legoas1 p\co mais1 ou m5os1 e *egamos ,ilha de ,*ypre1 t]ra f]til1 e f]mosissima de tudo o que se pde desej>4 ,e/a ,ilha1 e ,reyno possuem os ,turcos de v9te annos a e/a p>te1 ganh&o-a por =a de armas aos ,v5ezianos1 que era ,s5hores della1 fic&o os naturaes com suas casas1 e faz5das1 porm sogeitos ao ,turco4 ,os moradores sa ,gregos1 e ,lat9os4 ,desde que sahimos de ,v5eza at que *egmos a huma ,cidade de/a ,ilha1 que *ama ,limisol1 pass>a v9te e sete dias4 ,desemb>cados ne/a ,cidade1 comeamos a trat> com os ,turcos1 e a9da que com algum m$o no pr9cipio1 brevem5te o p]demos2 porque como os ,v5ezianos tem paz com elles1 e ns os ,p]egr9os vamos a titulo de ,v5ezianos1 fall&o na sua propria l+ua1 na ha que tem]4 ,d tempo da gu]ra fic\ muito mal tratada e/a ,cidade4 ,a ,=taleza e/ arru9ada da gr&e bat>ia1 que lhe d]a os ,turcos1 e z ,igrejas1 e ,cruzes1 que e/ava nas entradas1 e a mayor p>te das casas1 e/a cahidas4 ,tem e/a ,ilha muitas c\sas necess>ias1 e regaladas p>a a vida1 muito pa1 e v9ho1 assuc>1 e gr&e quantidade de algoda1 de que c>rega muitas naos p>a ,levante1 e ,po5te4 ,aqui reside hum ,consul da naa ,franceza1 e ,italiana1 que he o que e/1 e se poem por meyo entre ,*ri/os1 e ,turcos1 e com elle tratmos os nossos negocios4 ,fomos a sua casa1 e nella nos regal\2 e delle s\bemos da gu]ra1 que o ,turco t9ha na ,p]sia1 e das companhias de g5te1 que passava pela ,c>amania1 que e/ muito p]to1 na t]ra firme de ,asia2 e da boa occasia1 que havia na pres5te conjuntura1 p>a torn> a cobr> e/e ,reyno1 pela p\ca gu>nia1 que nelle tem3 porm melhor he na cuid> ni/o1 porque os ,*ri/os na tratamos de recup]> o que p]demos2 e temos exp]i5cia1 que o que e/es ,b>b>os conqui/a1 j mais o p]dem4 ,e/&o ne/a ,cidade1 nos disse o ,capita1 que se havia de dilat> com sua nao mais de v9te dias1 e dalli naveg>ia p>a ,tripoli de ,syria2 e assim lhe p>ecia1 que p>tissemos p>a ,jaffa1 porto da ,t]ra ,santa1 di/ante de ,j]usalem doze legoas1 e que adiantassemos e/es dias3 pelo que nos aju/\ a quatro ,p]egr9os que eramos1 com hum b>queiro1 que t9ha trez companheiros1 e dizia1 que era ,*ri/os4 ,levava e/es a sua b>ca c>regada de alf>robas ,cidade de ,damiata no ,egygto2 e conc]tados em v9te e c9co zequies1 que cada zequi vale huma pataca2 e em quatro dias *egamos ao dito porto1 a que ha de ,limisol c5to e v9te legoas4 ,foy alegrissima a vi/a a todos1 descobr9do ,t]ra1 que com tanta raza se *ama ,santa4 ,d cam9ho vimos a ,cidade de ,ces>ea da ,pale/9a1 e outras ,povoao5s1 a9da que na sahimos em t]ra1 por nos aproveit>mos d bom tempo1 e *eg>mos com brevidade ao porto desejado4 ,de ,v5eza at ,jaffa ga/amos tr9ta e d\s dias4 ,da ,cidade de ,jaffa1 e d cam9ho que fizemos at ,j]usalem4 ,e/a ,cidade1 que por outro nome se *ama ,joppe1 foy muito pr9cipal1 como se colhe das ru9as dos seus edificios4 ,he muito celebrada na ,santa ,escritura pelas c\sas1 que nella acontec]a4 ,aqui se emb>c\ ,jonas ,pr(ta1 qu&o fug9do elle de ,deos1 lhe ord5\ e/e ,s5hor1 que fosse prg> a ,n9ive2 e pela tempe/ade1 que por sua culpa p]mittio ,deos1 foy lanado no m>1 e tragado da ,balea4 ,aqui e/eve algum tempo o ,apo/olo ,sa ,p$ro1 e nella vio aquella visa d ,ceo ab]to1 e baix> hum vaso ao modo de hum lanol1 cujas pontas *egava ao ,ceo1 *eyo de s]p5tes1 e aves1 e outros animaes1 e ,deos lhe m&ava1 que matasse1 e comesse2 e o mais1 que nos ,actos dos ,apo/olos se ref]e4 ,aqui resuscit\ o mesmo ,santo ,apo/olo a huma mulh]1 *amada ,dorcas2 e por e/as1 e outras muitas p>ticul>es c\sas1 que ha1 e succ$]a ne/a ,cidade1 he muito famosa1 e muito celebrado o seu porto4 ,logo que o nosso b>co *eg\1 e deu fundo1 veyo da t]ra outro b>co encam9hado ao nosso1 em que v9ha o ,subasi1 que he o ,aguasil da ,cidade de ,ram1 com oito1 ou dez arcabuzeiros1 e fre*eiros1 e *eg&o ao nosso b>co1 entr>a nelle1 olh&o p>a ns1 e diz5do3 ,*ri/iani1 ,*ri/iani8 ,e ns baix&o a cabea1 lhe demos a ent5d]1 que sim4 ,o b>queiro1 qu&o vio1 que elles v9ha1 escondeo d\s b>ris de v9ho1 por sab] o quanto deseja e/e licor1 deix&o sm5te o que ba/ava p>a a m]5da1 que con/\ de pa1 e queijo1 e alf>robas4 ,acabada a m]5da1 nos fez s9al p>a que entrassemos no seu b>co2 e fomos p>a t]ra ,*ri/os1 e ,turcos muito alegres1 r9do de hum ,turco1 que se emborra*\1 ao qual dizia os companheiros muitas galant>ias4 ,*egados a t]ra1 nos p$io o ,subasi de entrada hum zequi por cada hum2 e recebido1 nos encom5d\ a hum ,turco1 p>a que nos gu>dasse3 e vi/o que naquella noite haviamos de dormir no *a1 em humas ,t]c5as antiquissimas1 entrmos em requ]im5to com o ,turco nosso gu>da1 p>a que nos deixasse dormir em hum b>co no m>2 e elle a9da que o difficult\1 conc$eo a lic5a tanto que lhe dmos c]tas mo$as4 ,o ,subasi naquella mesma noite p>tio p>a ,ram1 di/ante quatro leguas2 e lhe p$imos nos m&asse hum homem com be/as p>a nos lev> a ,j]usalem1 o que elle prometteo1 e cumprio4 ,aquella noite1 e a que se seguio1 e/ivemos em hum b>co *eyo de ,p]egr9os1 que v9ha de ,j]usalem1 em que se a*ava quatro ,cavalleiros ,francezes1 e alguns ,religiosos1 que nos regal>a no tempo1 que alli e/ivemos4 ,no t]ceiro dia *eg\ hum homem de ,ram1 que se *amava ,atala1 e tr\xe p>a cada hum de ns hum jum5to1 e nos aju/mos os quatro ,p]egr9os com elle em v9te e quatro zequies4 ,ne/e tempo *eg>a mais d\s ,p]igr9os1 hum ,religioso de ,sa ,francisco1 que v9ha d ,cayro1 e hum ,cl]igo1 ambos ,francezes2 e logo muitos ,gregos com mulh]es1 e filhos2 e todos juntos fizemos jornada p>a ,j]usalem4 ,fallava o homem com quem cam9havamos muito bem a l+ua ,italiana1 e dizia1 que era ,*ri/a2 a9da que algumas vezes por graa1 7que a t9ha1 e ent5dim5to7 respondia1 qu&o lhe p]guntavamos porque comia de boa vontade com ,m\ros1 e ,turcos3 ,olha1 eu s\ ,m\ro com os ,m\ros1 e ,*ri/a com os ,*ri/os1 e com os ladro5s s\ ladra2 e eu lhe dizia3 ,s$e vs1 amigo ,atala1 o que quiz]es2 mas agora comnosco s$e ,*ri/a4 ,*egmos a ,ram1 que por outro nome se *ama ,ramata1 adonde e/ivemos trez dias4 ,todo e/e cam9ho at ,jaffa he plano2 ha muitas oliveiras1 v9has1 e outras frutas1 e entre e/as huma mayor que melo5s1 que se *ama em ,italia ,anguria3 he muito fresca1 e os ,turcos usa muito della p>a entret]em a s$e4 ,foy e/a ,cidade muito f]mosa em edificios1 e ao pres5te e/ arru9ada2 a9da que alguns exi/em1 e algumas ,igrejas1 e ,torres1 especialm5te a de ,sa ,jorge1 que e/ fra da ,cidade4 ,aqui p\smos em huma casa1 que a9da que em p>te e/ava d]rubada1 t9ha ba/ante commodo p>a todos os da comitiva4 ,dizem1 que era de ,nicodemus3 agora he dos ,religiosos de ,j]usalem1 e nella se recolhem os ,p]egr9os4 ,ne/a ,cidade ha muito de com]1 e b>ato1 especialm5te gall9has4 ,por gr&e alivio tivemos1 que hum homem nos alugasse humas e/eiras p>a domir1 e dmos algumas mo$as a hum ,turco1 p>a que nos gu>dasse da p>te de fra d apos5to2 e apress&o todos a ,atala nosso guia1 p>a que fizessemos jornada1 nos disse1 que era preciso avis> a hum ,capita de ,arabes1 p>a que e/ivesse em c]to passo1 p>a nos segur> de outros ,arabes ladro5s1 que nelle &ava r\b&o2 o que assim foy1 pois na manha em que madrugmos p>a sahir de/a ,cidade1 ao amanhec]1 a*mos naquelle passo o ,capita que dizia1 com v9te ,arabes de cavallo bem armados4 ,fiz]a-nos det] a todos1 e passada p\ca mais de meya hora1 que o nosso ,atala fall\ com elles1 passmos de l>go1 e seguimos o nosso cam9ho1 e depois que delles nos ap>tmos1 veyo corr5do a mim hum delles a cavallo1 e toc&o por todo o meu fato1 dizia3 ,j>ap1 j>ap2 no que me p$ia1 se levava v9ho1 que lhe dsse de beb]2 e como lhe disse3 ,que de boa vontade lhe satisfiz]a a s$e1 se o lev>a1 se foy muito tri/e1 e eu fuy bem alegre1 por me v] livre delle4 ,por todo e/e cam9ho at ,j]usalem a cada legoa nos sahira qu9ze1 ou v9te ,arabes com arcos1 e fre*as1 ta mor5os d ,sol1 e ta mal ve/idos1 que p>ecia os diabos1 d&o milh>es de gritos ao nosso ,trucima ,atala1 p>a que lhes dsse o ,gaf>1 que he c]ta portagem1 que lhes pago1 os que passa por aquellas p>tes por via de paz2 porque todos e/es ,arabes na e/a sogeitos ao ,gra ,turco1 nem a outro n5hum ,s5hor2 e outra r5da1 ou (ficio na tem1 mais que o que r\ba4 ,p>ecem qu&o nos sahem ao encontro1 e nos poem z fre*as nos peitos1 que nos qu]em assette>1 e com lhe d> d\s1 ou trez to/o5s por todos1 e/a cont5tes2 e com todos os mais1 que nos sahem de legoa em legoa1 praticamos o mesmo2 e a9da que sa ambiciosos de modo1 que nos apalpa z algibeiras1 e tira o que nellas a*a1 sa ta com$idos1 que pod5do tom>nos os escudos1 que levamos escondidos1 vamos seguros pelo respeito1 que todos tem ao nosso ,trucima ,atala1 em aquelles cam9hos1 e porque os ca/ig>ia1 se nos tratassem mal1 e os pr5dessem4 ,vimos ne/e cam9ho muitas ,igrejas1 na de todo arru9adas1 que a p\co cu/o se podia rep>>4 ,vimos hum edificio antigo1 que dizem s] a casa d ,bom ,ladra4 ,vimos z ru9as da ,cidade de ,mod91 t]ra1 e ,patria dos ,ma*abeos4 ,todo e/e cam9ho he plano1 e sm5te quatro legoas antes de ,j]usalem he a t]ra montuosa1 e p$regosa4 ,tanto que foy meyo dia1 descanmos sombra de humas oliveiras1 junto a huma fonte2 e e/&o com5do d que levavamos da ,cidade de ,ram1 *eg\ hum ,turco1 montado em hum f]moso cavallo1 e sem se ape>1 comeo d que lhe dey com a m9ha ma4 ,adv]ti no bom talhe d seu corpo1 e o como v9ha prep>ado p>a a gu]ra4 ,trazia lana1 cimit>ra1 arcabuz1 arco1 e fre*as1 e maa1 de que p5dia oito facas1 adaga1 punhal1 e m>tello4 ,p>eceo-me1 que podia cont5d] com dez hom5s1 e a9da tir>-lhes a vida4 ,veja se he necess>io hirem bem prev5idos1 e petre*ados1 os que =em peleij> com e/a g5te4 ,e/e lug> aonde descanmos1 e/ junto ao ,valle ,t]eb9?o1 em que ,david mat\ ao ,fili/eo ,golia?4 ,passmos hum rio de p\ca agua1 e conjecturo s] e/e1 o em que ,david colheo z c9co p$ras1 que lev\ no urra1 qu&o foy p>a a batalha1 e com que v5ceo ao ,gigante4 ,aqui ha huma ponte quasi de/ruida1 que mo/ra a9da hoje1 que foy sob]bo edificio4 ,passado e/e ,valle1 e rio1 subimos huma gr&e legoa de co/a1 e no alto dmos em cam9ho plano1 a9da que p$regoso3 *eg&o ns ,cidade ,santa de ,j]usalem1 que e/ rodeada de montes1 e sm5te se v della algua c\sa d monte ,olivete1 daqui descobrimos hum p$ao de muro1 e z ,torres d ,ca/ello2 e foy tal a nossa alegria1 e ta extraord9>io o cont5tam5to1 que todos os ,p]egr9os ,lat9os1 e ,gregos nos apemos1 beij&o muitas vezes a t]ra1 d&o muitas graz1 e l\vores a ,deos1 e envi&o-lhe milh>es de lagrimas1 e suspiros devotissimos1 diz5do cada hum sua devoa ,santa ,cidade1 e repet9do muitas vezes3 ,urbs beata ,hi]usalem4 ,ne/e tempo nos sahio a receb] hum ,*ri/a1 *amado ,bauti/a1 que s]ve aos ,religiosos de l+ua p>a com os ,m\ros1 e ,turcos1 e falla bem ,italiano1 m&ado pelo ,padre ,gu>dia1 que j t9ha noticia da nossa hida2 e como *egmos porta da ,cidade1 nos fez s5t>1 e que esp]assemos o aviso d ,padre ,gu>dia1 que he1 a quem o ,pontifice tem nomeado por ,cabea dos ,lat9os2 e s]ia passada quasi meya hora1 qu&o *eg>a d\s ,religiosos ,italianos1 e nos saud>a da p>te d ,padre ,gu>dia1 e que fossemos bem *egados1 e que esp]assemos hum p\co1 em quanto elles procurava dos ,turcos a lic5a da entrada2 que logo vi]a1 e exam9>a a r\pa1 que levavamos1 que era bem p\ca2 e he o que mais convm p>a segurana d ,p]egr9o4 ,logo que tudo vira1 nos d]a a entrada livre1 pag&o cada hum d\s zequies de ouro4 ,os ,gregos como mais de casa1 e ,vassallos d ,turco1 entr>a logo1 e =a ao seu ,patri>*a2 e ne/e tempo vi]a os ,religiosos1 e nos lev>a aos seis ,lat9os1 que eramos4 ,em #bb4 de ,setembro de #aehh4 dia d glorioso ,sa ,mauricio entrmos na ,cidade ,santa1 passados tr9ta e sete dias1 que t9hamos sahido de ,v5eza4 ,da ,santa ,cidade de ,j]usalem1 d ,sagrado monte ,sion1 e de suas ,e/ao5s4 ,lev>a-nos os d\s ,religiosos ao ,conv5to de ,s4 ,salvador1 que he o pr9cipal da ,t]ra ,santa1 adonde nos receb]a os ,religiosos processionalm5te1 cant&o ,te ,deum laudamus1 c4 ,entrmos na ,igreja1 que e/ no alto da casa1 e depois de faz] oraa1 se poz hum ,religioso junto ao ,alt>1 e fez em l+ua ,italiana huma muito devota pratica1 em que nos repres5t\ a gr&e m]ce1 que ,deos nosso ,s5hor nos fiz]a1 de nos p]mittir o v] aquelles ,santu>ios1 e ,lug>es ,santissimos1 e nos exhort\1 a que nos dispuzessemos a ganh> z ,indulg5cias1 confess&o1 e commung&o4 ,acabada a ,pratica1 nos lev>a a huma casa1 com a mesma ,procissa1 adonde nos lav>a os ps com muita devoa1 cant&o ,hymnos1 e orao5s2 e acabado o lavatorio1 nos d]a bem de ce>2 e logo nos gui>a p>a huns apos5tos1 e a cada hum nos s9al>a cama1 em que dormimos1 e descanamos alegrissimam5te1 por nos ,deos ,s5hor nosso faz] ta s+ul>issima m]ce1 que na conc$e a todos1 pois muitos ,pr9cipes1 e ,reys o deseja1 e na alcana4 ,no segu9te dia nos prep>mos p>a a confissa1 e o ,padre ,gu>dia deu faculdade aos ,confessores1 p>a nos absolv]em pl5>iam5te1 porque tem z vezes d ,pontifice2 e mo/r&o-lhe z nossas ,dimissorias1 nos deu lic5a p>a diz] ,missa4 ,ha trez ,alt>es ne/a ,santa ,igreja1 e todos privilegiados1 i/o he1 que se tira ,alma d ,purgatorio4 ,acabado o ,(ficio1 nos encom5d\ a hum virtuosissimo ,religioso ,italiano1 *amado ,sal&ria1 que havia v9te annos1 que e/ava na ,t]ra ,santa1 p>a &> z ,e/ao5s comnosco2 e elle1 e hum ,companheiro1 e ,bauti/a1 que j nomeey1 que he o nosso ,int]prete com os ,m\ros1 e ,turcos1 e nos def5de dos rapazes1 que nos tira p$radas pelas ruas1 e nos avisa d que havemos de faz]1 de que na tussamos1 nem cuspamos1 porque ent5dem os ,m\ros1 e ,turcos1 que zombamos delles1 comemos com alegria1 e devoa a &allas2 e muitos ,religiosos se associ>a tambem p>a o mesmo1 que suppo/o t5ha vi/o muitas vezes aquelles ,lug>es ,santos1 na p]dem a occasia de os visit>1 e ganh> z muitas ,indulg5cias1 que lhes sa conc$idas4 ,de/e modo1 e com e/e ,santo acompanham5to sahimos os seis ,p]egr9os2 e a primeira ,e/aa1 que fizemos1 foy ,igreja d ,apo/olo ,santiago1 em que o ,santo foy degollado4 ,he e/a ,igreja de ,arm5ios1 muito gr&e1 e bem fabricada4 ,a ,capella da degollaa e/ ma esqu]da da entrada da ,igreja1 adonde e/ hum m>more debaixo d ,alt>1 que tocmos1 e rev]5cimos4 ,tem os ,arm5ios huma boa casa cont9uada com e/a ,igreja em frma de ,conv5to4 ,daqui fomos casa de ,ans1 adonde ,*ri/o ,s5hor nosso foy levado tanto que o pr5d]a4 ,he ,igreja de ,arm5ios4 ,aqui d]a a ,*ri/o ,s5hor nosso a b(etada4 ,mo/ra-se aqui huma ,oliveira1 a que dizem e/iv]a ,*ri/o ,s5hor nosso atado1 em tanto1 que ,ans sahia p>a o v]4 ,tem ,indulg5cia pl5>ia4 ,deve sab]se1 que em todos os ,santu>ios1 que se &a em toda a ,t]ra ,santa1 se diz hum ,hymno1 ,antiphona1 ,v]so1 e ,oraa1 p>a o que ha livro p>ticul>1 e rezado hum ,padre nosso1 e huma ,ave ,m>ia1 se nos explica o my/]io d tal ,lug>4 ,fomos daqui casa de ,caifs1 em que e/ huma ,igreja no ,lug> em que ,*ri/o ,s5hor nosso foy accusado1 e tudo o mais que con/a d ,santo ,euangelho4 ,visitmos o ,alt> mayor1 e lhe s]ve de cub]ta a ,p$ra1 que e/ava porta d ,santo ,sepul*ro1 a qual com raza difficultava z ,santas ,m>ias1 diz5do3 ,quem nos tir> a p$ra8 porque he de dez palmos1 p\co mais1 ou m5os1 de comprim5to1 e quatro de l>gura1 e muito grossa4 ,na ,capella mayor ha na p>$e hum retrete pequ5o1 em que sm5te pod] cab] d\s hom5s1 e p>a se pod] entr> he de joelhos1 por t] huma pequ5a entrada3 he e/e o ,lug> adonde ,*ri/o ,s5hor nosso e/eve como enc>c]ado1 em tanto que o ,pontifice sahia p>a o v]4 ,sahimos da ,igreja a hum patio1 que e/ junto a ella1 em que se v huma ,l>angeira1 e he o lug> em que e/ava ao fogo os ,m9i/ros de ,caifs1 e adonde ,sa ,p$ro neg\ a ,*ri/o4 ,d alto de/a casa1 7que e/ p\cos passos fra d muro da ,cidade7 fizemos oraa1 e ganhmos z ,indulg5cias d ,santo ,c5aculo1 que e/ p]to della1 no alto d ,monte ,sion1 que por e/a p>te na he mais alto1 que a ,cidade4 ,na entrmos nelle1 porque os ,turcos1 com la/ima nossa1 o fiz]a ,mesquita4 ,aqui foy o ,lug>1 em que ,*ri/o ,s5hor nosso ce\ com seus ,discipulos1 e in/ituhio o ,santissimo ,sacram5to1 donde lhes lav\ os ps1 donde baix\ o ,espirito ,santo no dia ,p5teco/es2 e donde habitava a ,virgem ,s5hora nossa4 ,ne/e ,c5aculo assi/ia os ,religiosos de ,sa ,francisco1 e hav] tr9ta annos1 que o ,turco o tir\ aos ,religiosos4 ,a causa dizem1 que foy1 que huns ,judeos diss]a ao ,turco1 q alli era a sepultura de ,david1 e que na era ju/o1 que os ,*ri/os pizassem a sepultura de ta gr&e ,pr(ta1 e ,rey3 e como os ,turcos tem muita v5]aa aos ,pr(tas d ,te/am5to ,velho1 m&\1 que os ,religiosos tomassem casa d5tro em ,j]usalem2 pelo que vi]a p>a a ,cidade1 e compr>a huma boa casa1 que he a de ,sa ,salvador1 em que agora vivem3 a9da que por e/> no ,ca/ello1 que se *ama dos ,pisanos1 ,=taleza da ,santa ,cidade1 ,lug> em95te1 os ,turcos lhe d]rub>a os apos5tos altos1 porque na e/ivesse igual com o ,ca/ello2 e assim sa t]reos os apos5tos4 ,e/e ,santo ,c5aculo foy a ,casa ,real2 e tudo o que em circuito e/ despovoado1 era o mais pr9cipal da ,corte de ,david1 e dos mais ,reys4 ,agora sm5te e/ a ,casa1 e ,igreja d ,santo ,c5aculo2 o mais e/ despovoado4 ,sahidos da ,casa de ,caifz1 e da ,cidade1 baix&o hum p\co pelo ,monte ,sion p>a a p>te d ,ori5te1 e/ o ,lug>1 adonde1 lev&o os ,apo/olos a sepult> o ,corpo da ,virgem nossa ,s5hora1 lho quiz]a huns ,judeos tir>1 e sec\ o brao d seu ,sac]dote1 que atrevido toc\ no esquife2 e depois lhe foy re/ituido1 e se conv]teo ,f4 ,na ha outro s9al de/a memoria1 mais que hum monta de p$ras4 ,aqui se ganha muitas ,indulg5cias4 ,baix&o mais alguma c\sa por e/e ,monte ,sion1 junto d muro da ,santa ,cidade1 e/ o ,lug>1 adonde ,sa ,p$ro ,flevit am>3 e hum p\co mais abaixo1 junto ao muro antigo1 e/ huma igreja1 e ,casa1 como ,conv5to1 f]mosissima no ext]ior2 e no mais alto da ,torre tem huma gr&e mea ,lua de f]ro4 ,ne/a ,igreja foy a ,santissima ,virgem ,m>ia ,s5hora nossa pres5tada1 s5do m59a1 com z demais ,virg5s4 ,he agora pr9cipal ,mesquita dos ,m\ros1 e ,turcos2 e e/ no ambito d ,templo de ,salama1 que he dos muros a d5tro4 ,baix&o o que re/a d ,monte ,sion1 *egmos ao ,valle de ,josaphat1 de que logo direy por lev> direita a ordem1 que tivemos em &> z ,e/ao5s pela outra p>te da ,santa ,cidade1 e tornemos ao ,conv5to de ,sa ,salvador1 p>a dahi z proseguirmos4 ,no outro dia come&o z ,e/ao5s1 fomos pela ,rua da ,am>gura1 por onde ,*ri/o ,s5hor nosso sahio a morr]1 lev&o a ,cruz s co/as da casa de ,pilatos at o ,calv>io4 ,deixmos ma direita a ,igreja d dito ,calv>io1 e ,santo ,sepul*ro1 em que na entrmos1 por a res]v>mos p>a a ultima ,e/aa2 e vimos a casa da pi$osa mulh]1 que com huma limpa toalha1 *eg&o a ao ,div9issimo ro/o de ,*ri/o ,s5hor nosso1 o tir\ e/ampado com o seu preciosissimo ,sangue1 e com a sua v]dadeira effigie4 ,duas dobras t9ha e/a toalha2 huma se v5]a em ,roma1 outra na ,santa ,igreja ,ca!dral de ,jaem4 ,ne/a rua vimos a casa d rico ,av>5to1 que na quiz d> esmola de suas migalhas ao pobre1 e ,santo ,laz>o2 e o ,lug>1 adonde o ,cyr9eo tom\ a ,cruz a ,*ri/o ,s5hor nosso1 p>a lha ajud> a lev>1 e adonde z filhas de ,j]usalem o *orava1 qu&o o ,s5hor lhes disse3 ,filiae ,j]usalem1 c4 ,tambem vimos a casa de ,pilatos1 da qual sahe hum arco em que e/a duas janellas1 que sa z mesmas p$ras daquelle tempo1 e de huma dellas mo/r\ e/e ,juiz a ,*ri/o ,s5hor nosso ao ,povo1 qu&o disse3 ,ecce homo4 ,por baixo de/e arco passa a rua pr9cipal2 e agora s]ve e/a casa ,ju/ia4 ,ha muitos ,santu>ios ne/a rua de/ruidos2 e hum delles se edific\ em memoria d s5tim5to1 e dor1 que a ,virgem ,s5hora nossa teve1 qu&o vio a ,*ri/o seu ,unig5ito ,filho ,s5hor nosso com a ,cruz s co/as2 e em todos ha muitas1 e gr&es ,indulg5cias4 ,junto de/a casa1 que ref]i1 rua acima1 e/ a casa del,rey ,h]odes1 adonde ,pilatos m&\ a ,*ri/o ,s5hor nosso1 que delle foy desprezado1 e d seu ex]cito1 e ve/ido de huma ve/idura branca1 o remetteo a ,pilatos4 ,vimos tambem o c>c]e donde o ,anjo tir\ a ,sa ,p$ro4 ,aqui ha hum p$ao de ,igreja bem fabricado4 ,no primeiro de ,ago/o celebra a ,santa ,igreja ,ca?olica e/a memoria4 ,prosegu9do o nosso cam9ho por e/as ruas1 pelas quaes foy nosso ,r$emptor d]ram&o o seu ,sangue purissimo1 e preciosissimo1 fomos ao ,templo de ,salama1 e sem que nelle entrassemos 7porque na he p]mittido aos ,*ri/as1 e se algum entra1 lhe cu/a a vida temporal1 ou a espiritual1 r5eg&o da ,f7 vimos a ,pisc9a1 que e/ junto ao dito ,templo1 em que ,*ri/o ,s5hor nosso deu saude ao enf]mo de tr9ta e oito annos de enf]midade4 ,agora na tem agua1 e e/ *ea de h]va1 e arvores de n5hum pre/imo4 ,a9da se vem ve/igios dos portaes1 que enta havia4 ,e/a ,pisc9a e/ junto da porta da ,cidade1 e da casa de ,sa ,joa*im1 e ,santa ,anna1 pays da ,virgem ,s5hora nossa1 e aqui foy a sua purissima ,conceia4 ,entrmos ne/e ,santo ,lug>1 que e/ quasi debaixo da t]ra2 o que succ$e em commum a todos os edificios2 porque com a antiguidade d tempo os vay occult&o em si a t]ra1 que cresce1 cah9do huns edificios sobre outros3 e sah9do pela porta da ,santa ,cidade1 que se *ama de ,santo ,e/eva1 baix&o como sess5ta passos1 visitmos o ,lug> em que e/e ,santo foy ap$rejado1 em que e/eve huma ,igreja1 e hoje hum monta de p$ras4 ,d ,valle de ,josapha?4 ,baix&o mais c9co5ta passos1 *egmos ao ,valle de ,josapha?1 que he bem ap]tado4 ,e/e ,valle e/ entre o ,monte ,olivete1 e o ,monte ,sion1 ou ,j]usalem1 que he o mesmo2 porque a ,santa ,cidade e/ edificada no ,monte ,sion1 pelo que p>ece1 que o dito ,valle he como fosso da ,santa ,cidade4 ,ao pres5te na tem agua1 mas qu&o *ove1 dizem que leva muita1 porque a *uva1 que baixa d ,monte ,olivete1 e ,monte ,sion1 se recolhe ne/e ,valle4 ,ha nelle boas oliveiras1 algumas figueiras1 e hortaliz4 ,pass&o a ponte1 visitmos huma f]mosa ,igreja de cant>ia bem lavrada2 e entr&o nella1 baixmos por huma escada muito l>ga1 que t] quasi qu>5ta degraos2 e ma direita de/a escada e/a em huma ,capella os ,sepul*ros de ,sa ,joa*im1 e de ,santa ,anna1 pays da ,virgem ,s5hora nossa1 e defronte de/a e/ outra ,capella1 em que se v o ,sepul*ro d ,s5hor ,sa ,joseph1 ,esposo da ,virgem ,s5hora nossa4 ,no baixo de/a ,igreja vimos huma gr&e nave1 e dita escada e/ fronteira outra ,capella1 o que faz hum ,cruzeiro bem =mado4 ,na ,capella1 que he a mayor1 sem toc> em alguma das p>$es1 como ,ilha1 e/ huma ,capell9ha pequ5a1 em que s podem cab] d\s hom5s2 e nella e/ o ,sepul*ro da sempre ,virgem ,m>ia ,s5hora nossa4 ,he de p$ra1 com outra que a cobre1 sobre que dizemos ,missa4 ,os ,religiosos de ,sa ,francisco tem *ave de/a ,capella1 e z mais nao5s de ,*ri/os1 p>a entr>em qu&o qu]em celebr>2 p>a o que fe*mos z portas por d5tro1 porque os ,m\ros1 e ,turcos na entrem a p]turb>nos2 e assim quietam5te dissemos ,missa quatro ,sac]dotes sobre o ,sepul*ro da ,virgem ,s5hora nossa1 que s]ve de ,alt>4 ,na sey explic> a suavidade espiritual1 que todos s5timos1 diz5do ,missa em tal ,santu>io2 e nelle se ganha muitas1 e gr&es ,indulg5cias4 ,tem e/a ,igreja p\ca luz1 porque sm5te lhe entra por huma fre/a1 que tem na ,capella mayor1 que e/ ao ,ori5te2 e alguma1 que entra pela porta2 e na he ba/ante p>a &> por ella sem luzes de c]a1 que levavamos4 ,e/ e/e edificio pela mayor p>te debaixo da t]ra4 ,aqui vem todos os ,sac]dotes das nao5s ,*ri/z a celebr>1 especialm5te no dia da ,assumpa da ,virgem ,s5hora nossa4 ,ha ne/a ,igreja huma ci/]na1 que tem agua muito boa4 ,sah9do de/a bemdita ,igreja1 a p\cos passos1 entrmos em huma cova1 gr&e1 e r$onda1 de altura de huma lana1 toda p5hasco1 e bem cl>a1 porque lhe entra muita luz1 por huma ab]tura1 que tem no alto4 ,e/ na ,villa1 e ,horto de ,ge?semani1 em que ,*ri/o ,s5hor nosso or\ ao seu ,et]no ,pay aquella oraa tr9a1 em que su\ gotas de ,sangue1 e adonde o ,anjo lhe app>eceo1 e o con=t\4 ,o consid]>1 que ne/e ,lug> d]ram\ ,*ri/o ,s5hor nosso suor sangu9eo1 move os corao5s a devoa1 e contria1 por duros que seja2 e a qu>5ta passos de/e ,oratorio de ,*ri/o ,s5hor nosso p\co mais1 ou m5os1 se nos mo/r\ o ,lug>1 adonde os trez discipulos ,sa ,p$ro1 ,sa ,joa1 e ,santiago e/iv]a dorm9do1 e ,*ri/o ,s5hor nosso os desp]t\1 e repreh5deo por na vel>em1 e or>em4 ,adiante hum tiro de p$ra e/ o ,lug> em que fic>a os oito ,discipulos4 ,mais adiante qu>5ta passos e/ o ,lug>1 em que ,judas entreg\ a ,*ri/o ,s5hor nosso1 e o pr5d]a4 ,com p$ras se fez aqui a modo de huma rua1 que s9ala o lug>4 ,em todos e/es ,santu>ios ha inf9itas ,indulg5cias4 ,p\cos passos di/ante e/ a ponte d ,c$ron3 e todo e/e cam9ho d ,horto de ,ge?semani at aqui se &a pela raiz d ,monte ,olivete1 e junto ao ,valle de ,josapha?1 adonde e/ e/a ponte d ,c$ron4 ,passada e/a ponte se sobe huma gr&e co/a1 junto ao muro da ,cidade1 e he o cam9ho por onde lev>a a ,*ri/o ,s5hor nosso prezo a casa de ,ans4 ,ne/e mesmo ,valle ha muitas c\sas notaveis por antiguidade1 e p>a a devoa4 ,aqui e/ hum famoso edificio1 cavado na p5ha1 a modo de huma ,capella r$onda1 que toda he de huma p$ra1 excepto o capitel1 e he o sepul*ro de ,absala1 filho de ,david4 ,ha nelle huma gr&e ab]tura1 que os moradores de/a t]ra fiz]a1 tir&o-lhe p$ras1 tal vez por s] mao filho1 pois p]seguio a seu pay4 ,junto de/e sitio ha outro edificio1 quasi arru9ado1 em memoria1 de que alli e/eve o glorioso ,santiago o ,m5or o tempo que pr5d]a a ,*ri/o ,s5hor nosso at que resuscit\1 e lhe app>eceo1 e lhe disse1 que comesse2 porque t9ha propo/o de na com]1 at que o ,s5hor resuscitasse4 ,logo e/ o ,campo ,santo1 a que *am>a ,haceldama4 ,he hum edificio de quatro p>$es =tes1 e tem por cima hum t]rado de qu>5ta passos de comprido1 e tr9ta de l>go4 ,nelle e/a quatro1 ou c9co bocas por donde lana os defuntos1 que aqui se ent]ra1 p5dur&o-os por huma corda1 e bambole&o-os1 at que os deita abaixo4 ,compr\-se e/e campo com os tr9ta d9heiros1 que ,judas recebeo dos ,f>iseos em satisfaa1 e v5da de ,*ri/o ,s5hor nosso4 ,desde enta atgora he sepultura de ,p]egr9os4 ,na muito di/ante se nos mo/r\ o ,lug> donde o malav5turado ,judas se en=c\2 e junto a ella he a sepultura dos ,judeos1 que p>ece o tom>a por patra1 p>a o acompanh>em na sepultura1 e no ,inf]no4 ,em di/ancia de cem passos e/ logo a cova1 em que os ,apo/olos e/iv]a escondidos at a ,resurreia4 ,mais adiante e/ a casa1 que *ama d ,mao conselho1 adonde se det]m9\ a morte de ,*ri/o ,s5hor nosso1 diz5do ,caifs1 que conv9ha1 que hum homem morresse pelo ,povo1 por que na p]ecesse toda a g5te4 ,daqui fomos pela outra ribeira de/e ,valle de ,josapha?1 e junto d muro da ,cidade e/ huma ,fonte1 que *ama de nossa ,s5hora1 que vem1 con=me dizem1 d ,templo1 que j ref]i1 em que a ,virgem ,s5hora nossa se cre\2 de que se colhia agua p>a beb]1 e p>a o mais s]vio da casa4 ,he muito bonissima1 e della bebemos com gr&e devoa1 por us> della a ,virgem ,s5hora nossa4 ,junto a e/a ,fonte ha outra1 a que *ama ,syloe1 qual m&\ ,*ri/o ,s5hor nosso o cego1 p>a que lavasse os olhos d lodo1 que fiz]a de t]ra1 e sua b5ta saliva1 com que lhe re/ituhio a vi/a4 ,he de muito boa agua1 e da que sup]abunda1 se rega muitas hortas4 ,na p>te d ,meyo dia1 sahida da ,santa ,cidade ha outra ,fonte1 que dizem fez ,salama1 e tr\xe e/a agua por conductos de ,be?leem d ,fonsignato4 ,cahe a ,fonte sobre a casa de sua my ,b]sab4 ,bebemos della qu&o fomos1 e qu&o viemos de ,be?leem1 por curiosidade de a go/>1 por s] antiga1 e feita por ,el,rey ,salama4 ,na vi outras fontes na ,santa ,cidade nem d5tro1 nem fra2 porque toda a agua1 que se bebe na ,cidade1 e nos campos1 he de *uva recolhida em ci/]nas2 e a9da que he boa1 com tudo a muitos causa damno a sua frescura4 ,d ,sagrado ,monte ,olivete1 e ,be?ania4 ,ne/e ,sagrado monte ,olivete obr\ ,*ri/o ,s5hor nosso muitas c\sas p]t5c5tes nossa ,r$empa2 porque alm d que t5ho dito1 que se obr\ na raiz de/e ,sagrado ,monte1 ha muito em todo elle1 que consid]>1 e rev]5ci>4 ,direy por agora sm5te d ,lug> da ,asc5sa admiravel1 e torn>ey a baix>1 por hir pelo cam9ho1 por onde e/e ,s5hor foy muitas vezes a ,be?ania4 ,comemos a subir junto ,igreja d ,sepul*ro de nossa ,s5hora1 e a p\cos passos p>mos1 adonde dizem1 que v9do e/a mesma ,s5hora das ,e/ao5s de/e ,sagrado ,monte1 que ord9>iam5te fazia1 depois que ,*ri/o seu ,unig5ito ,filho1 e ,s5hor nosso subio aos ,ceos1 vio ap$rej> a ,santo ,e/eva1 e que ne/e ,lug> or\1 at o ,santo ,pro?om>tyr entreg> a ,deos o seu espirito2 e sub9do p\co mais1 vimos o ,lug>1 em que dizem1 que o ,apo/olo ,s4 ,?om receb]a o c9to da ,virgem ,s5hora nossa4 ,mais acima e/ o ,lug>1 adonde os ,apo/olos diss]a a ,*ri/o ,s5hor nosso que os ens9asse a or>1 e lhes deu a oraa d ,padre nosso1 c4 ,ne/e ,lug> e/ huma ,igreja cahida4 ,subimos hum p\co mais1 e vimos o ,lug> adonde os ,apo/olos compuz]a o ,cr$o2 e mais acima1 o em que ,*ri/o ,s5hor nosso1 e os ,apo/olos1 v5do a ,j]usalem1 e ouv9do e/e ,s5hor que elles l\vava a fabrica d ,templo1 e o bem lavrado das p$ras1 lhes disse1 como tudo havia de s] de/ruido3 e assim o foy pelos ,emp]adores ,tito1 e ,vespasiano2 e tambem lhes disse os s9aes1 que havia de prec$] ao dia d ,juizo4 ,ha outros ,santu>ios mais1 que os ,m\ros possuem1 e alguns e/a conv]tidos em ,mesquitas4 ,o ,lug> da ,asc5sa na he ,mesquita1 porm os ,m\ros1 e ,turcos tem a *ave1 e na p]mittem a entrada aos ,*ri/os1 sem que lhe paguem muito bem4 ,no alto de/e ,sagrado ,monte1 e/ huma ,igreja gr&e1 mas muito cahida2 e no meyo e/ huma ,capella r$onda de bob$a inteira1 e no meyo della huma p$ra de d\s palmos1 e p\co mais de altura1 em que se v hum p s9alado1 que dizem s] de nosso ,r$emptor1 qu&o daqui subio aos ,ceos3 o outro p1 dizem1 o lev>a hum ,pr9cipe ,*ri/a1 que na sey diz]1 quem fosse4 ,com gr&e devoa beijmos e/e p muitas vezes4 ,he e/e ,lug> de ,santa alegria p>a todos os ,*ri/os1 que o vem2 porque nos p>ece1 que vemos a ,*ri/o ,s5hor nosso subir pelos ares1 e ,virgem nossa ,s5hora sua ,santissima ,my1 e aos ,apo/olos1 que e/a com os olhos1 e corao5s susp5sos1 olh&o o cam9ho1 que ,*ri/o ,s5hor nosso fazia p>a si1 e p>a os seus ,fieis4 ,adormos1e desp$imo-nos com muita saudade de/e ,santo ,lug>1 e fomos pelo alto1 e plano de/e ,sagrado ,monte p>a a p>te d ,sept5tria1 p\co mais de duz5tos passos1 a huma torres9ha1 e casa2 ,lug>1 aonde dizem1 que baix>a os ,anjos1 e diss]a no dia1 e hora da ,asc5a aos saudosos ,apo/olos3 ,viri ,galilaei1 c4 pelo que se *ama ,galilea pequ5a4 ,he muito alegre1 e f]moso e/e ,sagrado monte4 ,tem muitas arvores1 especialm5te oliveiras1 7de que tom\ o nome7 figueiras c4 e v9has4 ,e/ p>te ,ori5tal da ,santa ,cidade4 ,de tal modo e/a e/e ,sagrado ,monte1 e o de ,sia1 que tudo o que hum tem se v d outro2 e v5do-se d ,olivete a ,santa ,cidade1 por s] hum p\co mais alto1 he huma das mais alegres1 e deliciosas vi/as1 que ha no ,mundo1 a9da que ,j]usalem hoje he muito pequ5a2 porque e/ ass5tada no meyo d ,monte ,sion1 da maneira que hum livro e/ em huma e/ante2 pelo que se podem cont> todas z casas1 e torres de cima a baixo1 sem que falte alguma4 ,sa z mais das casas de bob$a1 como ,capellas de ,igrejas1 e todas de t]rados1 e assim ha p\cas1 ou n5huma1 que t5ha madeira1 o que tudo faz1 e repres5ta huma mage/osa vi/a4 ,tem a ,cidade quatro mil vis9hos1 p\co mais1 ou m5os2 a9da que em outro tempo foy das gr&es d ,mundo1 como se v das ru9as1 que ha por aquelles outeiros1 de que e/ rodeada4 ,z ruas que atravessa d ,meyo dia ao ,sept5tria sa planas1 e z d ,po5te ao ,ori5te co/a abaixo1 a9da que na muito emp9adas1 pois corre muito bem hum cavallo por ellas4 ,de/e ,sagrado ,monte ,olivete se v bem o ,templo1 no ,lug> em que e/eve o de ,salama1 que agora he ,mesquita de ,m\ros1 e ,turcos4 ,e/ no meyo de hum gr&e quadro murado1 e hum angulo delle he muro da ,cidade ,santa1 em hum prado desemb>aado1 e limpo1 com algumas arvores4 ,he fabricado maneira de hum ,zimborio1 de ,moysaico1 e riquissimas columnas1 e taboas de m>more1 e jaspe2 e por fra eleva app>atosam5te a vi/a4 ,n5hum ,*ri/a entra d5tro sobp5a de p]d] a vida1 ou r5eg>2 o que se pratica em todas z suas ,mesquitas1 como t5ho dito2 porm ne/a he com mais rigor2 porque depois da ,casa de ,meca em que e/es b>b>os dizem e/> o anc>ra de ,mafoma1 e/a he a mais pr9cipal4 ,algumas vezes ouviamos a hum ,m\ro1 que de huma ,torre *amava o ,povo p>a a sua oraa com gr&es gritos2 o que pratica em todas z ,mesquitas2 porque na admittem s9os1 nem os p]mittem aos ,*ri/os4 ,baixmos de/e ,sagrado ,monte pela p>te1 por onde subimos1 e a9da que huma vez fomos a ,be?ania pela outra p>te1 quizemos ne/a occasia hir por onde ,*ri/o ,s5hor nosso =a1 p\cos dias antes de sua ,sacratissima ,paixa3 e torn&o ao rio ,c$ron1 comemos a subir a ladeira d mesmo ,sagrado ,monte em roda1 que he cam9ho mais plano4 ,e/e he1 por onde o ,s5hor sahia a visit> z suas devotas ,m>ia ,magdal5a1 e ,m>?a de ,j]usalem a ,be?ania por e/e cam9ho he m5os de meya legoa2 e nelle nos mo/r>a a horta1 em que e/ava a ,figueira1 que ,*ri/o ,s5hor nosso amaldio\4 ,*egmos a ,be?ania1 que hoje t] sess5ta casas1 que mais p>ecem covas de coelhos1 que habitaa de hom5s1 por e/>em quasi debaixo da t]ra4 ,naquelles tempos foy gr&e ,povoaa1 hoje nem o que foy mo/ra4 ,entrmos logo na casa de ,sima ,leproso1 que sa duas ,capellas de p$ra1 bem lavradas1 no ,lug> donde ,*ri/o ,s5hor nosso ce\ com ,laz>o resuscitado1 e ,m>ia ,magdal5a o ungio4 ,e/ hum ,alt> em que se diz ,missa no dia1 que se canta e/e ,euangelho1 e ao pres5te he curral de cabras1 e boys3 e na falt> que alimp>1 qu&o ne/e ,lug> se h\v] de diz] ,missa2 e a9da que nos entri/ece o v] qua maltratados sa e/es ,lug>es dos ,m\ros1 e ,turcos1 na desmaya a devoa1 e ,f dos ,ca?olicos1 porque consid]amos1 que ,deos p]mitte que assim seja por seus occultos juizos4 ,daqui fomos a visit> o sepul*ro de ,sa ,laz>o1 de que tem os ,m\ros a *ave1 e d&o-lhes algum d9heiro1 de boa vontade abrem a porta4 ,entrmos por huma escada de qu9ze1 ou mais degraos1 debaixo da t]ra1 a e/e ,lug>1 em que e/ava sepultado1 qu&o ,*ri/o ,s5hor nosso o resuscit\4 ,he ,lug> de muita devoa1 consid]&o z lagrimas de ,*ri/o ,s5hor nosso1 de ,m>ia1 e de ,m>?a1 e dos mais1 que e/ava com os ,apo/olos4 ,daqui sahimos1 e &ados alguns passos1 vimos o ,ca/ello1 e casa que foy de ,sa ,laz>o2 e a9da que e/ tudo arru9ado1 bem mo/ra t] sido casa de homem pr9cipal1 e visitmos a casa de ,m>ia1 e de ,m>?a1 que e/a de/ruidas4 ,no cam9ho e/ huma p$ra1 em que dizem1 e/eve s5tado ,*ri/o ,s5hor nosso at que *eg\ ,m>?a1 e disse3 ,dom9e1 si fuisses hc1 c4 ,tudo o q ref]i e/ fra da ,cidade de ,be?ania1 a9da que e/eve d5tro naquelles tempos1 por s] enta ,cidade grde1 e hoje muito pequ5a a ,povoaa4 ,della sahimos1 e sub9do por hum outeiro como trez5tos passos1 *egmos ao ,lug> adonde foy ,be?fage4 ,delle m&\ ,*ri/o ,s5hor nosso aos ,apo/olos pela asna1 e jum5t9ho1 e sub9do nella fez a sua entrada solemne1 e triunfal em ,j]usalem4 ,na ha aqui algum edificio1 mais que humas ,figueiras p>a s9al4 ,daqui se vem algumas casas da ,cidade de ,j]ic1 que todas sa p\cas4 ,e/ edificada em camp9a raza1 que va acab> nas m>g5s d ,jorda4 ,e/ di/ante de ,j]usalem trez legoas1 p\cos mais1 ou m5os4 ,tambem se v de/e sitio hum lago1 que t] de comprim5to trez legoas1 p\co mais1 e de l>go duas4 ,he e/e lago d ,rio ,jorda1 e nelle se acaba1 pois na tem outra corr5te1 nem sahida4 ,*ama-se o ,m> morto2 e debaixo delle e/a aquellas malditas1 e infames ,cidades ,sodoma1 e ,gomorrha3 e se v tambem outro monte1 que e/> quasi huma legoa di/ante1 a que ,*ri/o ,s5hor nosso se retir\1 e nelle jeju\ qu>5ta dias1 e qu>5ta noites1 e foy t5tado pelo demonio4 ,passado o ,jorda por e/a p>te1 que e/ de ,j]usalem oito legoas1 p\co mais1 pr9cipia os montes de ,arabia4 ,sahimos d ,lug> de ,be?fage1 e subimos ao alto d ,monte ,olivete1 lev&o o ro/o p>a o ,sept5tria1 e decl9ado ao ,po5te1 pass&o pela ,igreja da ,asc5sa1 baixmos ao ,lug>1 adonde v5do ,*ri/o ,s5hor nosso a ,cidade de ,j]usalem1 *or\ sobre ella1 diz5do3 ,si cognovisses1 tu1 c4 e desc5do ao ,valle de ,josapha?1 subio ,cidade1 e ,templo1 entr&o pela ,porta ,aurea1 que agora e/ no muro c]rada de cal1 e p$ra1 sah9do o ,povo a seu recebim5to com ramos de palmas1 e os m59os cant&o3 ,hosanna 9 excelsis4 ,todos os annos fazia os ,religiosos ,lat9os e/a repres5taa1 em que o ,gu>dia1 que repres5tava a ,*ri/o ,s5hor nosso1 e doze ,religiosos os ,apo/olos1 sahia p>am5tados de ,be?fage1 e m&ava o ,gu>dia a d\s ,religiosos1 que fossem pela asna1 e jum5t9ho2 e traz5do-a1 subia nella2 e cant&o os ,religiosos em circuito d ,pre/e1 e *or&o pela muita devoa v>ios ,hymnos1 e v]sos a e/e proposito1 ord5ava na ,dom+a de ,ramos e/a triunfal1 e solemne ,procissa1 e o sahia a receb] da ,cidade muitas nao5s ,*ri/z1 e muito ,infieis1 e lanava ramos1 e z suas ve/iduras1 por donde passava4 ,os ,m\ros2 e ,turcos e/ava como pasmados v5do e/a ,procissa1 sem p]turb>em aos ,*ri/os1 o que p>ecia milagre1 e o era c]tam5te1 por na t]em mos1 nem l+uas p>a os imp$ir1 por ,deos nosso ,s5hor o na p]mittir2 e sub9do ao ,santo ,c5aculo1 que era enta ,conv5to seu1 proseguia o ,(ficio daquelle dia4 ,no tempo1 que eu e/ive na ,santa ,cidade na se fazia e/a ,procissa1 porque o ,turco m&\1 que se no fizesse4 ,da ,cidade de ,be?leem1 e d cam9ho que fizemos at l *eg>4 ,j he tempo de trat> d alegrissimo1 e bemditissimo cam9ho1 que ha da ,santa ,cidade de ,j]usalem de ,be?leem1 que sa duas leguas p>a a p>te d ,meyo dia4 ,sahimos da ,santa ,cidade ao nasc] d ,sol1 pela porta de ,jaffa1 e pass&o pela ,fonte de ,salama1 e casa de ,b]sab sua my1 subimos huma pequ5a1 e suave co/a1 e dmos em hum cam9ho1 todo plano1 a9da que nelle ha muitas p$ras4 ,he e/e cam9ho muito aprazivel1 porque o espao de huma legoa delle tudo sa h]dades1 v9has1 oliveiras1 frutas1 e muitas ,torres1 e casas1 o que tudo faz huma deliciosa vi/a1 e muitas dellas =a casas de ,pr(tas1 e algumas j =a ,igrejas4 ,vimos em hum campo gr&e quantidade de p$ras ta pequ5as como gras1 e d seu feitio2 e se conta1 que a ,virgem ,s5hora nossa v5do seme> gros a hum ,lavrador1 lhe p$io1 lhe dsse delles2 e que elle zomb&o respond]a1 que na era gros2 que era p$ras1 e assim sa at hoje4 ,eu os vi1 e tr\xe alguns4 ,vimos tambem ne/e cam9ho huma gr&e arvore1 que me p>eceo ,aroeira1 e lhe *ama ,t]eb9?o4 ,tommos ramos com devoa1 porque sua sombra dizem que descanra a ,virgem ,s5hora nossa4 ,vimos tambem o sepul*ro de ,ra*el1 que os ,m\ros1 e ,turcos gu>da1 e usa delle ,mesquita4 ,he f]moso edificio1 situado em hum l9do quadro1 com hum muro cub]to com hum capitel sobre columnas4 ,vimos tambem huma ci/]na de muita1 e boa agua1 em que os ,santos trez ,reys tiv]a gr&e alegria1 por lhes app>ec] a ,e/rella1 que se escond]a1 antes que entrassem em ,j]usalem1 e dalli os gui\ at o ,lug> aonde e/ava o ,m59o ,deos no portal de ,be?leem4 ,vimos tambem huma ,igreja de ,gregos1 que he a casa adonde e/eve ,elias4 ,ha por e/a p>te muitas antigalhas dignas de v]1 e curiosas4 ,de/a casa se descobre a feliz1 e desejada ,igreja1 e ,cidade de ,be?leem4 ,qu&o a vimos1 ,p]egr9os1 e ,religiosos1 que nos acompanh>a1 nos puzemos de joelhos1 cant&o ,hymnos1 e orao5s1 d&o muitas graz a ,deos pelo ,my/]io d seu ,nascim5to1 e por p]mittir que1 que visitassemos aquella ,santa ,cidade2 e assim cont9umos1 at *eg>mos a ella1 e porta da ,igreja1 que e/ fra da dita ,cidade1 que agora t] p\co mais de sess5ta vis9hos4 ,entrmos pela porta pr9cipal da ,igreja1 que e/ defronte da ,capella mayor1 fic&o ma esqu]da a entrada d ,conv5to4 ,sahira-nos a receb] os ,religiosos de ,sa ,francisco1 que alli assi/em1 e commumm5te sa nove1 ou dez2 e fizemos oraa na ,igreja1 que he da ,invocaa de ,santa ,ca?>9a4 ,e/a ,igreja1 ,conv5to1 e ,igreja gr&e d ,santissimo ,nascim5to1 fazem hum corpo1 e na de ,santa ,ca?>9a dissemos ,missa no dia que *egmos4 ,dita a ,missa1 todos os ,religiosos1 e ,p]eg9os com to*as accezas1 baixmos por huma escada1 que e/ na p>$e1 e lado da ,epi/ola1 e tem v9te degraos1 a humas covas1 em que e/a fabricadas na p5ha viva e/as ,capellas4 ,hum ,alt>1 no ,lug>1 em que =a mortos muitos dos m59os ,innoc5tes2 p\cos passos mais d5tro1 a hum lado o sepul*ro de ,santo ,eusebio1 discipulo de ,sa ,j]onymo2 mais d5tro d\s passos em huma ,capella o sepul*ro de ,santa ,paula1 e de sua filha ,eu/o*io2 e de fronte na mesma ,capella o sepul*ro de ,sa ,j]onymo2 mais d5tro huma ,capella1 adonde ,sa ,j]onymo viveo muito tempo1 e traduzio a ,sagrada ,biblia4 ,todos os dias se visita e/es ,santos ,lug>es processionalm5te cant&o ,hymnos1 ,antifonas1 ,v]sos1 e ,orao5s em cada huma de/as ,e/ao5s1 e se ganha muitas ,indulg5cias4 ,daqui sahimos1 e entrmos por hum passadio ap]tado1 e e/reito1 p>a hirmos ,capella d ,santissimo ,nascim5to1 e nos p>eceo1 qu&o entrmos1 que entravamos no ,p>aiso4 ,e/a ,santissima ,capella em que a ,virgem ,my de ,deos1 e ,s5hora nossa p>io ao ,filho de ,deos1 e/ fabricada1 como z outras1 na p5ha viva4 ,t] como doze palmos de comprim5to1 de l>gura quatro1 e d\s e/ados em alto4 ,he cub]ta de m>more1 e jaspe1 e de f]mosissimo ,moysaico4 ,ha nella hum ,alt> de huma s p$ra1 va por baixo1 que he o proprio ,lug>1 em que nasceo ,jesu ,*ri/o1 v]dadeiro ,filho de ,deos1 ,homem1 e ,deos v]dadeiro4 ,e/ e/e ,lug> s9alado com huma p$ra branca1 que no meyo tem huma ,e/rella de jaspe4 ,sobre e/e cele/ial ,alt> dissmos ,missa d ,nascim5to d\s dias4 ,d\s passos adiante e/ o ,lug>1 como huma pias9ha de m>more quadrada1 mais baixo que o pavim5to1 em o qual foy o ,m59o ,deos recl9ado no ,presepio4 ,aqui e/ descub]to hum p$ao de p5hasco1 ta ditoso1 que goz\ 7se se pde diz]7 d respl&or1 e gloria de ,deos humanado3 e na v]dade1 que e/e p5hasco nos alegr\ mais que todos os mais jaspes1 e ,moysaicos2 porque e/es nos alegr>a a vi/a corporea1 aquelle nos en*eo a alma de cont5tam5to4 ,bem discretos =a os edificadores de/e ,santissimo ,lug>1 em o deix> vi/a1 p>a alegria espiritual de todos os que o vem4 ,entre o ,lug> d ,santissimo ,nascim5to1 e ,santissimo ,presepio1 e/ hum ,alt> de m>more1 que s9ala o ,lug>1 em que os ,reys (f]ec]a os seus dons4 ,eu como musico tive mil desejos1 e ancias1 de t] alli os melhores musicos d ,mundo1 assim de vozes1 como de todos os in/rum5tos1 p>a diz]1 e cant> mil vilhancicos1 e *ansonetas ao ,m59o ,jesus1 a sua ,my ,santissima1 e ao glorioso ,sa ,joseph1 em companhia dos ,anjos1 ,reys1 e ,pa/ores1 que se a*>a naquelle div]sorio2 que a9da que p>ecia pobre1 exc$ia a todas z riquezas1 que imag9> se podem4 ,nos lados d ,alt> d ,santissimo ,nascim5to ha duas escadas1 porque subimos ,capella mr da ,igreja pr9cipal1 porque o ,lug> d ,nascim5to ,santissimo1 e os demais que ref]i1 e/a debaixo de/a ,igreja4 ,e/a he f]mosissima1 a9da que em p>te e/ despida da sua f]mosura1 porque todas z p>$es1 e pavim5to1 e/iv]a cub]tas com taboas de m>more1 que os ,turcos ha p\cos annos a e/a p>te tir>a p>a orn>em z suas ,mesquitas4 ,he de trez naves1 a d meyo muito alta1 e su/5ta-se o tecto em ricas1 e gr&es columnas de m>more1 inteiras1 e bem lavradas1 e sa qu>5ta e oito4 ,sobre e/as columnas e/a ass5tadas vigas de c$ro1 que atravessa de huma a outra1 muito curiosas pelo artificio2 e sobre i/o ha outros arcos de p$ra1 e sobre elles em hum lado e/ lavrada de riquissimo ,moysaico a g]aa de ,*ri/o ,s5hor nosso1 como a escreveo ,sa ,mat!us1 e d outro lado1 como a escreveo ,sa ,lucas2 tudo de figuras de meyo corpo1 com seus nomes4 ,junto ,capella mayor e/ hum ,alt>1 adonde o ,m59o ,deos foy circumcidado4 ,ne/a f]mosa ,igreja se diz ,missa algumas vezes1 e na sempre2 porque os ,turcos quasi todo o dia e/a nella1 e como sa muito porcos1 e/ p\co aceada4 ,o ,padre ,gu>dia nos lev\ aos t]rados da ,casa1 e ,igreja2 e de l vimos o lug>1 e prados1 em que os ,santos ,pa/ores e/ava1 qu&o o ,anjo lhes disse1 que ,*ri/o nosso ,salvador era nascido1 cant&o3 ,gloria 9 excelsis ,deo4 ,e/ de ,be?leem como a t]ceira p>te de huma legoa4 ,vimos tambem o ,lug>1 em que e/ava z v9has d ,balsamo1 no tempo de ,salama1 que se *ama ,engadi4 ,e/ p\co mais de huma legoa de ,be?leem4 ,de/a ,santa ,casa sahimos como cem passos1 e entrmos em huma cova 7de que os ,m\ros tem a *ave7 adonde e/iv]a escondidos a ,virgem ,s5hora nossa1 o ,m59o ,deos1 e ,sa ,joseph1 qu&o o ,anjo lhes disse1 que fugissem p>a o ,egypto1 por ,h]odes procur> o ,m59o p>a o mat>4 ,ne/a cova dizem1 que d&o a ,virgem ,s5hora nossa de mam> ao seu bemditissimo ,filho1 lhe cahira d seu purissimo ,leite na t]ra2 pelo que todos leva de/a t]ra por devoa1 p>a d> s mulh]es1 que tem falta de leite1 e lanada em hum vaso de agua1 ou v9ho1 se lhe/itue1 confrme a f da que o usa4 ,aqui nos hosp$a os ,religiosos1 d&o-nos de com]1 e camas a todos os ,p]egr9os com muito amor1 e c>idade1 sem que seja necess>ia recomp5saa2 a9da que todos1 con=me a sua possibilidade1 contribuem com o que podem1 por agradecim5to1 o que na esp]a a sua gr&e c>idade1 com que trata a todos sem diff]5a4 ,a mayor p>te dos edificios de/a ,casa edific\ ,santa ,paula em tempo de ,sa ,j]onymo4 ,aqui habit>a at morr]em4 ,o que e/ aru9ado se pde rep>>1 porm na o p]mittem os ,turcos4 ,tem ba/ante viv5da p>a os ,religiosos4 ,tem d\s ,j>d9s1 em que ha muitas ,l>angeiras1 e outras arvores1 frutas1 e hortaliz2 bons passeyos1 boas vi/as1 e em tudo o que se descobre h\ve antigam5te c\sas notaveis4 ,tem hum dormitorio p>a os ,p]egr9os1 maneira de huma nave1 em que se podem hosp$> at duz5tos4 ,sahimos de/e ,santo ,lug> com tantas saudades1 como quem deixava l a alma1 e na ac]tavamos a nos retir>3 e tornmos p>a a ,santa ,cidade de ,j]usalem pelo mesmo cam9ho1 *or&o1 sem tir>mos os olhos1 em quanto o alcanamos com a vi/a1 de ,lug> ta ,santissimo4 ,da ,igreja d ,monte ,calv>io1 e ,santo ,sepul*ro4 ,vi/os os ,santu>ios da ,santa ,cidade de ,be?leem1 p$imos ao ,s5hor ,gu>dia nos procurasse a entrada no ,sagrado ,monte ,calv>io1 e ,santo ,sepul*ro2 e aju/ado o dia1 e hora com o ,subasi1 ,gov]nador da ,santa ,cidade de ,j]usalem1 que tem z *aves de/a ,santa ,igreja1 que sempre e/ fe*ada1 e sm5te se abre qu&o elle qu]1 ou qu&o o ,padre ,gu>dia o avisa de que ha de entr> ,religiosos1 ou ,p]egr9os1 ou alguma das nao5s ,*ri/z2 e *egado o dia1 que foy qu9ta feira de t>de1 veyo ,subasi com o ,escriva1 e ,porteiro1 e se s5t\ porta de/a ,santa ,igreja sobre hum poyal1 que se cobrio com hum tapete1 e cox9s de veludo2 e o ,padre ,gu>dia com outros ,religiosos1 e hum ,*ri/o da t]ra1 que se *ama n1 muito bom homem1 e fiel int]prete d ,conv5to1 que falla bem ,italiano1 e ,arabigo1 que he a l+ua commua da t]ra em toda a ,pale/9a1 e ,syria4 ,*egmos sete ,p]egr9os1 que eramos1 que o ,padre ,gu>dia appres5t\ ao ,subasi1 e p]gunt&o-me o nosso int]prete1 pois era o primeiro1 o como me *amava8 ,respondi1 que ,alb]to2 porque p>ecesse nome ,tudesco1 e na ,hespanhol1 por s] de p]igo1 que elles saiba1 que somos ,hespanhoes1 porque ent5dem1 que vamos por espias1 e nos fazem escravos2 e fall&o ,italiano1 os assegurmos de toda a suspeita4 ,escreveo o ,turco o nome1 que eu disse1 com huma p5na de cana1 e lhe dey nove zequies de ouro1 que vale cada hum sete c5tos e c9co5ta1 e o mesmo deu meu companheiro1 e os mais4 ,os ,religiosos ,sac]dotes na paga c\sa alguma4 ,paga se sm5te e/e d9heiro na primeira vez1 que se entra ne/a ,santa ,igreja2 e depois1 qu&o se abre1 ba/a que se d ao ,porteiro hum1 ou d\s mayd9es4 ,entrmos logo ne/a ,santissima ,igreja1 em que a vi/a na pde e/> ociosa1 pelo muito que ha1 que v]1 e v5]>4 ,a primeira c\sa he o ,lug>1 aonde nosso ,r$emptor foy ungido p>a o sepult>em2 e ma direita1 na mesma nave1 e/ o ,santissimo ,calv>io1 ma esqu]da na nave d meyo1 defronte da porta d ,coro ao ,po5te1 e/ o ,sepul*ro d nosso ,r$emptor2 e no meyo da ,igreja o ,coro1 que tem quatro ,cadeiras ,patri>*aes1 em que em outro tempo se s5tra juntos os quatro ,patri>*as da ,*ri/&ade4 ,e/ hoje a c>go dos ,gregos1 e nelle tem o seu ,alt> mayor com ,imag5s de ,santos1 p9tadas com todo o primor4 ,z naves sa direitas1 excepto que p>a a p>te d ,ori5te1 e ,po5te sa r$ondas1 maneira de ,colisseo4 ,a ,igreja he de f]mosa fabrica4 ,o tecto em p>tes he de ,moysaico4 ,z p>$es em outro tempo e/iv]a cub]tas de m>mores1 agora e/ a p$ra ab]ta4 ,na p]de com tudo a f]mosura e/a fabrica excell5tissima1 a9da que t5ha agora e/a falta4 ,z nao5s ,*ri/z1 que ha em ,j]usalem de div]sos ,reynos1 e ,prov9cias1 e ,l+uas1 sa e/as4 ,lat9os4 ,gregos4 ,arm5ios4 ,georgianos4 ,jacobitas4 ,abex9s4 ,surianos4 ,m>onitas4 ,de cada huma de/as nao5s ha d\s1 ou trez ,religiosos1 rep>tidos pelas ,capellas de/a ,santa ,igreja1 que dizem o ,(ficio ,div9o cada hum a seu modo1 rito1 e l+ua1 e tem cuidado das suas alampadas1 que e/eja sempre accezas1 e limpas4 ,a habitaa dos nossos ,religiosos de ,sa ,francisco ,lat9os he a melhor2 porque tem ,refeitorio1 ,dormitorio1 e tudo o que ba/a p>a pod]em e/> at tr9ta pessoas4 ,comem1 e dormem e/as nao5s d5tro ne/a ,igreja1 e os ,p]egr9os1 que e/a d5tro1 d&o-lhes de com]1 e o que p$em por hum buraco1 que a casa tem como fre/a1 cruzada com duas b>ras de f]ro4 ,por e/a fre/a falla1 e se lhes m9i/ra o necess>io1 e se v hum p$ao da ,igreja2 por ella fazem oraa os que e/a de fra4 ,tal ordem tem dado o ,turco1 p>a que e/eja con=mes1 e como g]manadas e/as nao5s1 humas com outras1 que se huma alampada se e/iv] apag&o1 e o vis9ho a quizesse atiar por devoa1 o condemn>ia em muitos cruzados2 e assim com e/e rigor1 ha summa paz entre todos1 e n5hum se intromete na obrigaa1 ou devoa d outro4 ,a todos sa communs os ,santu>ios1 p>a os pod]em visit> em qualqu] hora1 que quiz]em1 porque e/a cont9uam5te ab]tos2 e como sempre e/ fe*ada a porta da ,igreja1 tudo e/ bem gu>dado3 pelo que he de gr&e cont5tam5to1 e devoa o pod] entr> livrem5te1 de dia1 e de noite1 em que muitissimas alampadas a illum9a4 ,em todos os ,santu>ios tem todas z nao5s suas alampadas1 huns mais1 outros m5os1 e cada huma cuida das suas4 ,comemos os ,p]egr9os1 e ,religiosos a nossa procissa ne/a ,santa ,igreja com vlas accezas1 cant&o o ,hymno1 ,antifona1 e ,v]so daquelle ,santu>io1 que visitamos1 e *eg&o o ,religioso1 que e/ p>am5tado1 nos diz o ,my/]io1 que alli pass\1 e a ,indulg5cia1 que ganhmos4 ,a primeira ,e/aa foy em huma ,capella1 que se *ama o ,c>c]e de nosso ,salvador1 no qual e/eve em tanto1 que os ,judeos esp]ava1 que a ,cruz1 e o lug> em que se havia pr1 e/ivessem ap>elhados4 ,mais adiante visitmos huma ,capella1 na qual os ,soldados1 que pr5d]a a ,*ri/o ,s5hor nosso1 lanra sortes sobre z suas ve/iduras4 ,mais adiante entrmos por huma porta1 e baix&o tr9ta degraos1 *egmos ,capella de ,s4 ,hel5a1 my d ,emp]ador ,con/ant9o1 em q se s5t\ a ,santa ,emp]atriz1 em tanto1 que se cavava1 procur&o a ,cruz4 ,aqui ne/a ,cadeira da ,santa ha muitas ,indulg5cias4 ,baixmos mais onze1 ou doze degraos1 feitos na mesma p5ha d ,monte ,calv>io1 e he o ,lug> adonde a ,santa ,emp]atriz a*\ a ,santa ,cruz1 titulo1 cravos1 e z cruzes dos ,ladro5s4 ,*ama-se e/as ,capellas da ,inv5a da ,cruz4 ,e/a bem fabricadas1 e muito espaosas1 a9da que debaixo da t]ra1 que corresponde ao ,calv>io4 ,sahimos de/a ,capella1 e visitmos outra1 donde e/ hum p$ao de huma columna1 em que ,*ri/o ,s5hor nosso e/eve s5tado1 qu&o os ,m9i/ros de ,pilatos1 depois de o aout>em1 o coro>a de esp9hos4 ,daqui subimos por dezanove degraos1 e fomos ao ,santo ,monte ,calv>io1 e nos p>eceo1 que entrvamos no ,p>aiso4 ,e/&o no alto1 vimos huma ,capella1 que sa duas e/ancias a modo de tribuna1 que corresponde primeira nave da ,igreja4 ,a primeira he o ,lug> ,sacratissimo1 em que o ,filho de ,deos foy levantado na ,cruz2 nelle e/ o buraco donde a ,santa ,cruz e/eve fixada4 ,tem hum bocal de prata1 e o adormos1 e beijmos1 como ,santu>io ta admiravel4 ,metemos d5tro os nossos braos ns1 e assim digo1 que t] de fundo como trez palmos4 ,nos lados e/a s9alados os ,lug>es das cruzes dos ,ladro5s1 que me p>ece1 que tocava huma1 e outra cruz4 ,ha entre a de ,*ri/o ,s5hor nosso1 e a d mo ,ladra1 huma ab]tura na p5ha de sete palmos de comprido1 e mais de hum de l>go1 que *ega abaixo ao ,lug> da ,inv5a da ,santa ,cruz4 ,e/a se abrio qu&o ,*ri/o ,s5hor nosso espir\4 ,na outra p>te da ,capella1 a trez passos1 e/ o ,lug> em que crav>a a ,*ri/o ,s5hor nosso1 e/&o a ,cruz no *a1 e dalli a levant>a1 e puz]a no sitio ref]ido4 ,donde i/o succ$eo e/ huma memoria de jaspe1 e m>more bem lavrados4 ,e/a ,capella1 que se *ama da ,crucifixa1 toda e/ cub]ta de m>more1 e jaspe f9issimo com muitos lavores1 e o tecto he todo de ,moysaico1 de que e/a p5d5tes mais de c9co5ta alampadas de todas z nao5s de ,*ri/os4 ,dissemos ,missa na p>te da ,crucifixa1 na sexta feira segu9te ao dia1 em que entrmos1 e foy a da ,paixa secundm ,joannem2 e e/e ,alt> se divide com huma cort9a d ,lug> em que e/eve fixada a ,santa ,cruz4 ,na pod]ey explic> a gr&e aflu5cia de devoa1 que todos aqui s5tem int]ior1 e ext]iorm5te1 consid]&o1 que tudo1 o que o ,santo ,euangelho ref]e1 se obr\ ne/e ,santissimo ,lug>4 ,a p>te donde ,*ri/o ,s5hor nosso foy encravado1 e/ entregue ao cuidado dos ,religiosos de ,sa ,francisco2 adonde e/eve crucificado aos ,religiosos ,georgianos1 que sa extremosam5te devotissimos1 e sempre e/a ne/e ,sagrado ,lug> rez&o1 e cant&o4 ,sa virtuosissimos ,v>o5s1 e de muita ab/95cia1 e pobreza4 ,he ta agradavel1 e devota p>a a alma1 e corpo e/a e/ancia d ,sagrado ,monte1 que no se enfada1 ou ca alguem de e/> nella4 ,em tudo he hum ,p>aiso4 ,oh que bem p>ec]a aqui alguns ,musicos cant&o z lam5tao5s de ,j]emias1 v5do1 e consid]&o o ,calv>io1 e ,santo ,sepul*ro1 porque ambos e/es ,santu>ios se podem v] juntam5te6 ,baix&o de/e ,sagrado ,lug>1 *egmos ao meyo da primeira nave1 e v5]mos huma p$ra gr&e1 pegada na t]ra1 c]cada de grades de f]ro de altura de palmo2 e por cima e/a p5d5tes oito1 ou nove alampadas de todas z nao5s ,*ri/z4 ,ne/e ,lug> foy ungido ,*ri/o ,s5hor nosso p>a o sepult>em1 por seus devotos s]vos1 ,nicodemus1 e ,joseph ab ,arima!a1 assi/9do a ,virgem ,s5hora nossa1 e z mais ,santas ,mulh]es1 e o amado ,discipulo ,sa ,joa4 ,e/e ,santo1 ,lug> e/ defronte da porta da ,igreja1 e se v pela fre/a1 que nella ha2 e os que e/a fra1 por ella fazem oraa1 e ganha z ,indulg5cias4 ,daqui ao ,santo ,sepul*ro hav] qu>5ta passos p>a a p>te d ,po5te1 d5tro da mesma ,santa ,igreja4 ,e/a ine/imavel reliquia possuem os nossos ,religiosos de ,sa ,francisco1 e sm5te os ,lat9os dizemos nelle ,missa4 ,a sua frma he e/a4 ,antes da entrada ha huma pequ5a ,capella quadrada1 em que cab] dez1 ou doze pessoas1 e no meyo della e/ huma p$ra de d\s palmos de altura1 e d\s de grosso4 ,ne/a p$ra1 dizem1 que o ,anjo e/ava s5tado1 qu&o fall\ s ,m>ias1 diz5do-lhes1 que j ,*ri/o ,s5hor nosso resuscitra4 ,por e/a ,capella se entra a outra ta pequ5a1 que a porta t] quatro palmos de alto1 e trez de l>go4 ma direita e/ o ,santo ,sepul*ro de nosso ,salvador1 donde e/eve o seu ,santissimo ,corpo1 e delle resuscit\4 ,he hum ,alt> como huma arca1 cub]ta com huma p$ra m>more4 ,sobre e/e preciosissimo ,sepul*ro dissmos ,missa2 e na cabe ne/e lug> mais que o ,sac]dote1 e o que o ajuda4 ,o va n+uem o v1 porm o mais goza todos1 toc&o-o1 e beij&o-o4 ,da p>te sup]ior p5dem muitas alampadas de todas z nao5s4 ,aqui disse ,missa pela mis]icordia de ,deos1 e foy a da ,resurreia1 e foy gr&e alegria p>a mim1 qu&o dizia no ,santo ,euangelho3 ,surrexit1 non e/ hc1 ecce locus ubi posu]unt eum2 s9al&o com o d$o o lug> adonde e/eve o nosso ,salvador4 ,move c]tam5te os nossos corao5s e/a v]dadeira repres5taa4 ,e/a ,capella d ,santo ,sepul*ro1 a9da que por d5tro he quadrada1 por fra he r$onda1 e tem z p>$es cub]tas de m>more4 ,em cima tem hum capitel de columnas muito bem lavrado1 que (f]ece huma boa vi/a aos que o vem de fra4 ,e/ no meyo de hum circuito de columnas1 sem toc> em alguma p>te4 ,o zimborio da ,igreja1 que lhe corresponde1 he huma meya l>anja de madeira de c$ro muito antiga4 ,no meyo tem huma gr&e ab]tura1 como coroa1 por donde entra a luz aos que e/a em baixo4 ,no alto de huma p>te e/ o retrato da ,emp]atriz ,santa ,hel5a1 e da outra o d ,emp]ador ,con/ant9o seu filho1 de rico ,moysaico1 muito antigo1 e outras figuras de ,santos1 que quasi na se p>ecem1 por e/>em maltratadas da antiguidade1 e d tempo4 ,sahidos de/e ,santissimo ,lug> como dez passos1 ma esqu]da1 e/a duas p$ras r$ondas de m>more po/as na t]ra1 huma ap>tada da outra1 como trez passos4 ,em huma e/eve ,*ri/o ,s5hor nosso depois de resuscitado1 na outra a ,santa ,magdal5a1 qu&o lhe app>eceo em figura de ,hortela1 e lhe disse3 ,noli me tang]e4 ,daqui fomos ,capella1 e ,coro dos nossos ,religiosos ,franciscanos1 em que dizem1 app>eceo ,*ri/o ,s5hor nosso a sua ,santissima ,my4 ,na entrada de/a ,capella1 na p>$e1 gu>dada com huma r$e de f]ro1 de modo que o podemos toc> com os d$os1 e/ hum p$ao da columna1 em que ,*ri/o ,s5hor nosso foy aoutado4 ,com e/a ,e/aa acabmos de visit> e/a ,santissima ,igreja4 ,nos quatro dias1 e noites1 que nella e/ivemos enc]rados1 reit]amos e/as ,e/ao5s muitas vezes em procissa1 e ss4 ,he de gr&e cont5tam5to ouvir pela meya noite a todas e/as nao5s diz]em ,mat9as1 cada hua na sua l+ua1 e canto4 ,sahidos de/a ,santa ,igreja1 nas co/as da ,capella ,mayor1 e no mais alto della1 que he p>te d ,sagrado monte ,calv>io1 visitmos huma ,capella1 adonde ,abraham (f]eceo o sacrificio2 e outra1 que e/ p]to1 adonde ,mel*is$e* (f]eceo pa1 e v9ho2 das quaes tem cuidado os ,religiosos ,abex9s3 e torn&o p>a o nosso ,conv5to de ,sa ,salvador1 nelle e/ivemos alguns dias1 esp]&o ao nosso ,trucima ,atala p>a aju/>mos a nossa v9da4 ,ne/es dias reit]mos z ,e/ao5s dos ,sagrados montes ,sion1 e ,olivete2 e *eg&o ,santa ,cidade de ,j]usalem quatro ,religiosos de ,sa ,francisco1 que v9ha d ,cayro1 d\s ,italianos1 e d\s ,hespanhoes1 o pr9cipal dos ,italianos se *amava ,fr4 ,mat!us ,sal]no1 homem nobre d ,reyno de ,napoles1 e muito virtuoso1 que v9ha p>a ,comiss>io de ,j]usalem2 e o pr9cipal dos ,hespanhoes1 ,fr4 ,luiz de ,quesada1 natural de ,sevilha1 os acompanhmos na cont9uaa de/es ex]cicios1 que nunca enfada1 mas antes nos da recreaa espiritual1 por espao de dez1 ou doze dias4 ,trazia o ,padre ,sal]no muito d9heiro1 e muitas joyas p>a o s]vio d ,santo ,sepul*ro4 ,muitas toalhas1 corporaes1 e demais c\sas p>a o ,alt>1 e celebraa das ,missas1 que (f]ecia muitas ,s5horas de ,hespanha1 e ,italia4 ,hum rico ,caliz1 que m&ava ,el,rey de ,hespanha2 e outro com huma alampada1 que (f]ecia o ,gro ,duque de ,flor5a4 ,tudo me mo/r\ na ,sacri/ia por cont5t> o meu desejo1 e qu]] fosse eu te/emunha de tudo4 ,j tratavamos de volt> p>a ,italia1 e o nosso ,atala nos p]suadia1 a que fossemos com elle a ,jaffa2 porm o ,padre ,sal]no disse1 que de n5hum modo qu]ia &> por m> a co/a da ,pale/9a1 porque j entrava o ,inv]no2 pelo que resolveo hir por t]ra at ,tripoli1 e eu em o acompanh>3 e t5do eu assi/ido hum mez na ,santa ,cidade de ,j]usalem1 e os ,religiosos qu9ze dias1 dispuzemos a jornada2 e agradecemos ao ,padre ,gu>dia a hosp$agem1 d&o-lhe tambem cada hum a esmola1 que podia1 e na a que desejava3 e recebemos delle z pat5tes1 e te/emunho da nossa entrada na ,santa ,cidade1 escritas em p]gam9ho1 com o sello d ,santo ,c5aculo4 ,da nossa sahida da ,santa ,cidade de ,j]usalem4 ,*eg\ o tempo de sahirmos da ,santa ,cidade de ,j]usalem1 e o ,padre ,gu>dia aju/\ com ,atala1 e outros ,m\ros vis9hos de ,j]usalem1 que nos levassem a ,damasco1 cam9ho de oit5ta legoas4 ,com elles sahimos em jum5tos1 7por na p]mittirem1 que os ,*ri/os &em a cavallo7 sete ,religiosos1 e seis ,p]egr9os4 ,d\s ,religiosos de/es fazia jornada p>a ,alepo2 trez p>a ,con/ant9opla2 d\s1 que era o ,padre ,sal]no1 e seu ,companheiro ,fr4 ,s]af9o1 e hum ,leigo ,hespanhol1 *amado ,irma ,julia1 e ns ,p$ro ,tudesco1 e ,nicolao ,polaco1 p>a ,v5eza4 ,desp$idos d ,padre ,gu>dia1 tomada a sua ,santa b5a1 e abra&o com muitas lagrimas a todos os ,religiosos1 sahimos acompanhados de todos muitos passos fra da ,cidade1 e repetidos os abraos1 e lagrimas1 comeamos a cam9h>1 volt&o a cada passo os olhos a traz1 p>a v]mos a ,santa ,cidade1 os ,sagrados montes ,sion1 e ,olivete1 e nos desp$iamos de taes ,santu>ios com muita tri/eza2 e t5do cam9hado como meya legoa1 a p]demos de vi/a4 ,ne/a meya legoa vimos huma ,igreja1 e he o lug> adonde ,j]emias1 v5do a ,cidade1 e *or&o1 compoz z ,lam5tao5s4 ,fizemos noite em huma ,cidade de/ruida1 trez legoas de ,j]usalem1 e nella esp]mos huma c>avana de tr9ta e trez camellos de m]cadores ,m\ros1 por faz]mos jornada em sua companhia4 ,ne/a ,cidade foy que a ,virgem ,s5hora nossa a*\ m5os ao seu ,filho ,*ri/o ,jesus de t5ra idade1 e torn&o a ,j]usalem a procurallo1 o encontr\ no meyo dos ,d\tores no ,templo4 ,proseguimos a jornada por e/a p>te de ,juda1 e entrmos na ,prov9cia de ,sam>ia4 ,ne/e dia fizemos noite na ,cidade de ,si*>1 a que os ,m\ros *ama ,nablos4 ,aqui e/ o poo1 donde ,*ri/o ,s5hor nosso fall\ ,sam>itana2 na o vi1 porque entrmos j de noite2 porm meu companheiro o vio1 que fic\ a traz com p>te da companhia1 e disse que na t9ha agua4 ,e/ivemos naquella noite d5tro da ,cidade1 e dormimos na rua1 porque nos na dra p\sada2 e no dia segu9te1 pela t>de1 cont9umos a jornada4 ,ne/a ,cidade de ,si*> prg\ ,*ri/o ,s5hor nosso d\s dias1 conv]t5do os seus moradores4 ,he muito f]mosa1 e fresca1 e tem boas casas1 e muitas ,torres4 ,he habitada de d\s mil vis9hos4 ,e/ entre d\s montes1 e o pr9cipal he o ,g>isim4 ,tem hum valle1 dos f]mosos que se podem v]1 em que ha muitas hortas1 e fontes1 arvores1 e frutas4 ,qu&o eu vi da outra p>te da ,cidade tantas fontes1 pass&o por e/e valle1 ent5di que z na hav]ia no tempo da ,sam>itana2 porque hav5do-z1 na busc>ia ta longe a agua4 ,aqui habit\ ,jacob com seus filhos1 e gados1 e deu a ,joseph por melhor huma h]dade1 como diz a ,santa ,escritura4 ,na ,cidade nos mo/r>a a sua casa4 ,toda e/a ,com>ca de ,si*> he f]tilissima de pa1 gados1 e de tudo o necess>io p>a a vida humana4 ,ao outro dia *egmos ,cidade de ,seba/e1 ,cabea d ,reyno1 e ,prov9cia de ,sam>ia2 nome que teve em outro tempo2 agora e/ de/ruida1 a9da que alguns edificios bem mo/ra a sua antiga gr&eza4 ,ha ne/a ,cidade huma ,igreja de p$ra1 e duas p>tes della e/a cahidas2 porm o que e/ em p1 he ta bem lavrado1 como a mais p]feita obra ,romana4 ,no ,alt> de/a ,igreja1 dizem1 foy degollado o gr&e ,sa ,joa ,bauti/a por m&ado del,rey ,h]odes4 ,he digno de consid]aa p>ticul>1 o v] e/a ,cidade em que residira tantos ,reys1 de/ruida2 pois ap5as t] c9co5ta casas2 o que tambem se v em toda a ,pale/9a1 pois vimos ,cidades1 pelos cam9hos que &mos1 que antigam5te =a populosas1 e insignes2 e hoje s se vem p$ras1 e algumas p>$es4 ,bem se colhe s] vontade de ,deos2 e que e/a de/ruidas por peccados dos habitadores daquelle tempo4 ,aqui nos diss]a1 que a companhia dos camellos1 que v9ha comnosco1 fic&o muito a traz1 a r\bra os ,arabes4 ,na sey que assim fosse1 o que posso diz] he1 que j mais a vimos2 e dmos graz a ,deos por nos livr>4 ,passadas dez legoas de travessia de/a ,prov9cia de ,sam>ia1 entrmos na de ,galilea4 ,da ,santidade della ba/a diz]1 que ,*ri/o ,s5hor nosso a passe\ muitas vezes1 e nella obr\ z m>avilhas1 que ref]em os ,*roni/as ,sagradas4 ,c9co legoas d5tro ne/a ,prov9cia e/ hua ,igreja cahida entre huz casas1 de que se frma huma pequ5a ,aldea1 *amada ,janim1 em o lug> adonde ,*ri/o ,s5hor nosso s>\ aos dez ,leprosos4 ,mais adiante trez legoas1 vimos quatro celebrados montes4 ,o ,c>melo1 q e/ ao ,po5te d nosso cam9ho1 junto ao ,m$it]raneo4 ,o ,h]mon1 q e/ p>te de ,levante1 e junto a elle a ,cidade de ,naim1 adonde ,*ri/o ,s5hor nosso resuscit\ o filho da ,viuva2 agora he pequ5a ,villa4 ,o monte1 a que e/ contigua a ,santa ,cidade de ,naz>e?1 adonde enc>n\ o ,filho de ,deos4 ,na subimos a e/e lug>1 bem que e/ava p]to1 porq o na p]mittira os nossos ,m\ros2 e sm5te vimos branque> z ru9as dos edificios4 ,a ditosa casa1 em que a ,virgem ,s5hora nossa concebeo ao ,filho de ,deos1 que e/ava ne/a ,cidade1 a tr\x]a os ,anjos1 hav] duz5tos annos1 p>a ,italia1 e a collocra em ,loreto1 t5do primeiram5te sido levada a duas p>tes4 ,obra ,deos nella inf9itos milagres1 de que e/a *eyos os livros1 e na ,igreja em que e/1 j na ha p>te adonde se ponha tantas memorias4 ,tem muita riqueza de pessas de ouro1 e prata1 ornam5tos1 (f]tas que fiz]a ,pontifices1 ,reys1 ,pr9cipes1 ,s5hores1 c4 no que lhe na exc$e alguma ,igreja d mundo4 ,c]c>a os ,pontifices e/a cam>a ,angelical com huma f]mosa ,igreja1 e e/ no meyo della4 ,z p>$es de fra e/a cub]tas de m>more lavrado de l9das figuras1 em que se v a vida da ,santissima ,virgem1 ,my de ,deos1 e ,s5hora nossa4 ,por d5tro e/a descub]tas z p$ras1 e ladrilho1 mais agradaveis1 a9da que antigos1 que todas z p$ras preciosas d ,mundo1 pois cremos1 que =a tocadas milh>es de vezes por ,*ri/o ,s5hor nosso1 e sua ,santissima ,my ,tem no meyo hum ,alt> donde dizemos ,missa1 que divide a huma p>te a *am91 adonde a ,virgem ,s5hora nossa guizava a sua ord9>ia comida4 ,e/ e/a ditosa *am9 cub]ta de prata1 e outras riquezas4 ,junto a e/a ,santa ,igreja e/ hum sumptuoso ,collegio da ,companhia de ,jesus1 em que assi/em ,religiosos de muitas nao5s4 ,e/a ,santa ,casa he frequ5tada de muita g5te1 que a visita1 de toda a ,*ri/&ade4 ,de/a ,santa ,cidade de ,naz>e? sahio a ,virgem ,s5hora nossa pejada1 acompanhada d seu ,esposo ,santissimo ,sa ,joseph1 a escrev]se na ,cidade de ,be?leem1 pelo edito1 e m&ato g]al d ,emp]ador ,ces> ,augu/o1 por s] e/a ,cidade sua1 como desc5d5tes da ,real e/irpe de ,david2 e alli p>io a seu ,unig5ito ,filho1 e d ,et]no ,pay4 ,de ,naz>e? a ,be?leem ha tr9ta legoas1 p\co mais1 ou m5os4 ,o outro monte he o ,?abor4 ,ao p delle *egmos1 e vimos d\s edificios cahidos2 hum no pr9cipio1 outro no alto d monte1 adonde ,*ri/o ,s5hor nosso e/eve com os seus ,discipulos ,sa ,p$ro1 ,sa ,joa1 e ,santiago1 e se transfigur\ ante elles1 e de ,moyss1 e ,elias4 ,nelle ouvio a voz d ,et]no ,pay1 diz5do3 ,hic e/ ,filius meus dilectus1 c4 ,demais da ,santidade de/e monte1 que he o pr9cipal1 por nelle se mo/r> ,*ri/o ,s5hor nosso glorioso1 e respl&esc5te com os rayos de gloria2 he tambem muito alegre1 f]moso1 e bem proporcionado na sua po/ura1 alto r$ondo1 e ap>tado dos outros2 de modo1 que p>ece1 foy po/o ma naquelles ,valles4 ,proseguimos o nosso cam9ho1 lev&o o ro/o ao ,norte1 e *egmos ao m> de ,galilea1 que se *am\ ,tib]iades4 ,a9da que se *ama ,m>1 na o he2 porque a agua he doce1 e e/ ap>tado d ,m$it]raneo mais de doze legoas4 ,ne/e m>1 ou lago1 fez ,deos milh>es de m>avilhas4 ,aqui e/ava pesc&o ,sa ,p$ro1 e santo ,&r1 e em outro b>co ,sa ,joa1 e ,santiago1 qu&o os *am\ ,*ri/o ,s5hor nosso p>a que o seguissem1 e que os f>ia pescadores de hom5s2 e deix&o z suas r$es1 o seguira4 ,ha na ribeira de/e lago muitas ,povoao5s1 que em outro tempo =a ,cidades pr9cipaes4 ,entre ellas he celebre ,caph>naum1 ,corozaim1 e ,be?saida4 ,ao pres5te sm5te se vem z suas ru9as4 ,junto a e/e lago fez ,*ri/o ,s5hor nosso o milagre de d> de com] s turbas1 que o seguia1 com c9co pa5s1 e d\s peixes4 ,muitas vezes &\1 e naveg\ sobre z suas aguas e/e mesmo ,s5hor4 ,aqui se manife/\ aos ,discipulos1 depois de resuscitado4 ,t] e/e c9co legoas1 p\co mais1 ou m5os de comprido1 e de l>go p\co mais de duas4 ,a agua he d ,rio ,jorda1 que nelle entra1 e sahe corr5do1 mais de qu>5ta legoas at o ,m> morto1 em que se recolhe1 e na torna a sahir4 ,na sua ribeira ha muitas fontes4 ,p\smos e/a noite1 e t>de1 que *egmos1 junto a e/e lago1 em ,be?saida1 t]ra1 e ,patria dos ,apo/olos ,sa ,p$ro1 ,santo ,&r1 seu irma1 e ,sa ,filippe4 ,alegria gr&e tivemos por p]noit>mos aqui1 pois ,*ri/o ,s5hor nosso aqui e/eve muitas vezes4 ,he agora huma ,villa de cem vis9hos4 ,a ,com>ca he das f]mosas1 que tem o ,mundo1 muito f]til de gados1 frutas1 e palmas4 ,comemos peixe de/e lago1 que nos s\be muito bem1 por s] donde ,*ri/o nosso ,r$emptor o comeo algumas vezes1 e por s] bonissimo1 e pela devoa com que o comiamos1 e pela fome1 que t9hamos4 ,no outro dia madrugmos muito1 e cam9hmos por asp]as montanhas1 e *egmos antes d meyo dia ao celebre ,rio ,jorda1 que a9da que ne/a p>te na foy o ,bautismo de ,*ri/o ,s5hor nosso1 com tudo por nelle se celebr>1 nos deu a sua vi/a muita alegria1 e cont5tam5to4 ,apemonos todos contra a vontade dos ,m\ros1 e com gr&e ancia *egmos agua1 beb5do toda a que podmos1 lav&o nella cabea1 ro/o1 e mos2 e nos p>ecia1 que t9hamos desejo de nos conv]t] em peixes1 p>a na sahirmos de aguas ta santificadas4 ,ne/a p>te he o rio ap]tado1 e se pde vade>4 ,a agua he cri/al9a1 fresca1 e muito doce4 ,passmos por huma ponte de p$ra bem lavrada1 e ma esqu]da vimos huma lagoa1 que se *ama ,aguas ,m]onas1 que sa d mesmo rio4 ,nasce e/e famoso rio de duas fontes1 que vem d ,monte ,libano1 huma *amada ,jor1 outra ,da1 e dellas toma o nome de ,jorda4 ,e/as fontes deixamos ma esqu]da1 qu&o vamos de ,damasco a ,tyro1 e ,sydonia4 ,passado o rio ,jorda1 entrmos na ,syria1 que commumm5te se *ama ,suria1 e em trez dias *egmos a ,damasco4 ,na vimos c\sa notavel ne/e cam9ho1 sm5te encontrmos muitos ,s5hores1 e ,cavalheiros ,turcos1 acompanhados de muita g5te de p1 e cavallo1 e muitos camellos c>regados com z suas recam>as1 mulh]es1 e familia1 que fazia jornada p>a o ,cayro4 ,ne/e mesmo cam9ho me lembra sempre1 qu&o hum ,turco me deu com hum pao1 sm5te por passatempo1 e foy r9do com os seus companheiros4 ,antes de *eg>mos ,cidade quatro legoas1 a vimos2 porque se descobre ass5tada ao p d ,monte ,libano4 ,he muito f]mosa pelas muitas ,torres1 que tem2 e pela abundantissima veiga4 ,legoa e meya antes que nella entrassemos1 passmos muitas hortas1 assudes1 fontes1 e sitios frescos1 e aprasiveis4 ,a t>de antes1 e o dia1 em que entrmos1 vimos sahir1 e entr> nella mais de mil camellos1 com provim5tos necess>ios4 ,entrmos1 e &mos gr&e p>te della primeiro que *egassemos p\sada1 que foy na ,alf&ega1 sempre a p porque na cons5tem os ,turcos1 que entremos a cavallo2 nos seus ,povos1 e pelas jornadas sm5te nos p]mittem jum5tos4 ,tem e/a ,cidade em todas z ruas1 ao m5os huma fonte4 ,he a mais abundante d necess>io p>a a vida1 assim de come/ivel1 como de s$as1 brocados1 panos1 tlas1 c4 que na creyo haja outra no ,mundo4 ,he a sua ,povoaa1 p\co m5os1 que a de ,sevilha4 ,por fra na p>ecem z casas bem1 a9da que por d5tro ha muitas pr9cipaes1 e app>atosas4 ,ha nella1 como dizia1 quatro c5tas mil ,mesquitas1 bem edificadas1 e todas tem porta fonte1 p>a se lav>em1 os que entra a faz] sua oraa4 ,por fra vimos muitas1 porque d5tro na podemos entr> na frma que e/ dito4 ,e/ivemos ne/a ,cidade c9co dias1 e quasi todos os ,p]egr9os enf]mra1 porque dormiamos no *a1 e em mao apos5to2 porm ,deos me res]v\ pela sua mis]icordia1 com saude1 p>a trat> delles4 ,havia naquelle tempo em ,damasco hum ,cavalheiro ,v5eziano1 *amado ,b]n>do1 ,consul dos ,italianos1 que nos deu ne/es dias de com] regaladam5te1 com que rep>mos o damno1 que exp]im5tvamos de na t] comido de ,j]usalm at quella ,cidade mais que pa1 uvas1 e agua2 porque a9da que na falta de com]1 como na ha e/alag5s p>a os ,*ri/os1 passmos mal1 pois p\smos nos curraes1 e e/rev>ias em companhia de camellos1 e bufallos4 ,com e/e ,cavalheiro1 e hum ,religioso de ,sa ,francisco1 que o ,bax ,vi,rey1 e ,s5hor da ,cidade t9ha em sua casa por ayo de seus filhos1 de quem sm5te os fiava1 e na de ,turcos1 ou ,m\ros1 &mos muitas vezes a mayor p>te da ,cidade passe&o-a1 p>a a v]mos1 e p>a compr> algumas c\sas p>a a nossa jornada4 ,celebrava os ,turcos1 e ,m\ros ne/es dias que alli e/ivemos a sua ,pas*oa1 que dur\ trez dias1 em que todos &ava muito alegres4 ,em hum de/es hia eu por huma rua1 em que havia muita g5te1 vi1 que hum ,turco &ava a cavallo corr5do por entre elles1 e era necess>ia gr&e de/reza p>a os que e/ava na fic>em atropellados4 ,levava hum alfange n1 e e/ava ba/antem5te borra*o1 pelo que abrio a cabea a hum ,m\ro com huma s cutilada4 ,eu me escondi entre os ,m\ros1 e pass\ como rayo4 ,delle escapey dilig5tem5te1 porque sem duvida go/>ia de d> outra tal1 v5do hum ,*ri/a4 ,e/e foy o encontro1 que tive de receyo2 pois sempre &mos pela ,cidade1 v5do suas fe/as1 sem que nos (f5dessem4 ,na deve e/a ,cidade nada s melhores d ,mundo4 ,he habitada de ,turcos1 ,m\ros1 e ,judeos ,m]cadores1 e de muitas nao5s de ,*ri/os1 que sa o mais vi&antes4 ,em todos os (ficios tem bons (ficiaes2 e muito p>ticul>m5te os que tecem s$as2 o que vimos na casa de hum ,turco1 em que se tecia o melhor brocado1 que vi na m9ha vida4 ,bem m]ece e/a ,cidade o s] ,cabea da ,syria4 ,o que nella ha que v] de devoa1 he a casa de ,ananias1 ,discipulo de ,*ri/o nosso ,r$emptor1 em que lhe fall\1 e m&\1 que fosse busc> a ,sa ,paulo j conv]tido1 que e/ava or&o1 e o foy a bautiz>1 e con=t>4 ,mo/rra-nos o muro1 por donde a e/e ,santo ,apo/olo o lanra os ,*ri/os em huma alc(a1 e assim escap\ del,rey ,aveta1 que o qu]ia mat>4 ,mo/rra-nos tambem em huma praa huma p$ra c]cada com humas grades1 e della dizem1 subio a cavallo ,sa ,jorge1 qu&o foy a mat> a ,s]p5te4 ,sm5te escrevo o que vi1 e o que nos diss]a4 ,*eg\ o tempo de faz]mos viagem p>a ,v5eza1 e o ,consul ,v5eziano1 que nos regal\ ne/e tempo1 aju/\ com huns ,m\ros honrados1 e fieis p>a nos lev>em ,cidade de ,tripoli1 donde nos haviamos de emb>c>1 que tambem e/ na ,syria4 ,alcanmos a9da em ,damasco a ,fe/a de ,todos os ,santos1 e o dia dos ,fieis ,defuntos1 e dissemos ,missa no apos5to d ,consul enc]rados1 e era quanto celebravamos1 esp]ava de fra ,m\ros1 ,turcos1 e ,judeos1 que v9ha a negoci>1 p>a nos na p]turb>4 ,trat\se antes de sahirmos da ,cidade1 d cam9ho mais direito p>a ,tripoli2 e nos dissra1 que pelo ,monte ,libano1 por onde vi]a hum ,cavalheiro ,v5eziano1 na fossemos2 porque nelle havia muitos ladro5s ,arabes1 e o monte e/ava muito *eyo de neve3 e assim rode&o1 como v9te legoas ao nosso ,m$it]raneo1 sahimos de ,damasco4 ,vimos ,tyro1 e ,sydonia2 passmos por ,b>u?1 e por suas hortas fresquissimas4 ,por e/e cam9ho s]a como qu>5ta e c9co legoas de ,damasco a ,tripoli4 ,he e/a ribeira da ,syria1 de excell5te t]ra1 gr&es montes1 muitas1 e boas h]dades1 e algumas de ,*ri/os ,m>onitas1 que vivem no ,monte ,libano1 junto a ,tripoli4 ,ha por e/es montes p]dizes1 e outras caz de ,europa2 e muitos rios1 e passag5s por regates1 que baixa d ,libano ao ,m$it]raneo4 ,pass&o a ribeira d m>1 fomos por hum cam9ho e/reito ab]to nas p5has1 e *egmos a hum rio1 que passmos por huma f]mosa ponte d tempo dos ,romanos4 ,alli se l em duas p$ras hum letreiro ,lat9o1 e outro ,arabigo1 em que se faz memoria dos ,emp]adores ,m>co ,antonio1 e ,m>co ,aurelio4 ,*ama-se o rio ,ca1 por c]ta fabula dos ,g5tios1 que dizem1 que e/e ,ca1 que era de p$ra1 dizia aos de/a t]ra1 qu&o havia de hav] gu]ra1 ou alguma fatalidade1 e depois o lanra no rio1 que tom\ o seu nome4 ,eu o v5do pelo preo1 que o comprey4 ,cada hum crea o que lhe p>ec]4 ,he e/e ,monte ,libano muito gr&e1 e atravessa muita t]ra de ,damasco at o m>4 ,tem muitos braos1 e o pr9cipal vay direito a ,tripoli1 e pass&o duas legoas a diante da ,cidade1 se v bem a p>te mais alta1 que toda e/ava cub]ta de neve4 ,de/e monte se cort\ a madeira p>a o ,templo de ,salama4 ,ha nelle boas v9has1 e o v9ho dellas he excell5tissimo4 ,he digno de se v]1 pelas muitas vezes1 que a ,santa ,escritura faz delle memoria4 ,no dia1 que *egmos a ,tripoli *oveo muito1 pelo que na sahio huma gr&e emb>caa1 e t9hamos gr&e desejo de a alcanarmos4 ,deos nosso ,s5hor p>ece que a gu>d\ por sua inf9ita bondade p>a virmos nella2 porque a9da que havia outras naos p>a ,con/ant9opla1 e p>a outras p>tes de ,italia1 e ,frana1 e/a v9ha em direitura a ,v5eza4 ,he a ,cidade de ,tripoli na ,syria muito boa1 e de =tes casas4 ,a sua ,povoaa e/ em trez montes9hos1 junto ao m>2 a9da que o porto e/ desviado meya legoa4 ,he fresquissima1 abundante de aguas1 e hortas1 l>anjas1 limo5s1 palmas1 e tudo o mais que tem huma t]ra f]til4 ,he escala dos ,m]cadores de meyo ,mundo1 de ,po5te1 ,levante1 e ,india ,ori5tal4 ,na nossa nao vi]a p>a hirem p>a ,v5eza nove ,m]cadores ,italianos1 que v9ha da ,india1 a que ha mais de duas mil legoas por t]ra1 pass&o qu>5ta dias por des]tos1 como nos affirmra1 e por cam9hos de area1 adonde nem se a*a agua1 nem que se coma3 pelo que trazem o que ha de com]1 e beb] em camellos1 que commumm5te co/uma traz] mil em companhia4 ,recolhemonos em ,tripoli em hua casa de ,religiosos1 e ,p]egr9os1 que he como hum ,conv5to1 em que e/a ord9>iam5te trez ,religiosos de ,sa ,francisco1 m&ados pelo ,padre ,gu>dia de ,j]usalem1 que sa como ,curas dos ,m]cadores ,italianos1 que alli e/a4 ,he e/a ,cidade habitada de ,turcos1 ,m\ros1 e ,judeos4 ,o ,padre ,gu>dia nos acompanh\ a todos1 ,religiosos1 e ,p]egr9os at a emb>caa3 e excepto os ,religiosos1 nos emb>cmos sete ,p]egr9os4 ,da nossa viagem de ,tripoli at ,v5eza4 ,sahidos d porto de ,tripoli1 navegmos1 e p\co a p\co *egmos ,ilha de ,*ypre1 pass&o vi/a de ,famagu/a1 ,cabea de/e ,reyno2 e dmos vi/a de ,c&ia1 co/e&o pela ,turquia1 at *eg> ,morea1 vi/a de ,modon4 ,daqui cam9hmos a ,zante1 em que e/ivemos dez dias1 e logo a ,corfu1 adonde e/ivemos e celebrmos a ,fe/a d ,nascim5to de ,*ri/o ,s5hor nosso4 ,he e/a ,ilha de ,corfu1 huma das mayores =z1 que os ,v5ezianos tem na ,grecia2 e como tal1 he de muita consid]aa1 por s] como *ave de ,italia4 ,passmos a co/a de ,esclavonia1 ,albania e ,dalmacia1 e *egmos agradavel ,ilha1 e ,cidade de ,lesna1 e nos hosp$ra os ,religiosos de ,sa ,francisco no seu ,conv5to por espao dos c9co dias em que h\ve no m> gr&e torm5ta4 ,falla aqui os naturaes a l+ua ,esclavonica1 a9da que ent5dem a ,italiana4 ,a ,cidade he pequ5a2 tem boas1 e =tes casas1 e bom porto4 ,daqui viemos pela co/a de ,i/ria ,cidade1 e ,bispado de ,p>5o1 e sah9do da nao em hum b>co1 passmos a ,v5eza1 a que ha qu>5ta legoas1 adonde *egmos com saude1 e alegria1 e a ,deos dmos z graz por nos lev>1 e traz] de ta ,santa viagem1 e jornada ta p]igosa por m>1 e t]ra4 ,ga/mos de ,tripoli a ,v5eza a sess5ta e seis dias4 ,entrmos na ,cidade em #ai4 de ,janeiro d anno #aehi4 e desde que della sahimos1 at que tornmos1 passra c9co mezes1 e c9co dias4 ,da jornada1 que fizemos de ,v5eza at ,sevilha4 ,detivemonos mez e meyo em ,v5eza1 por rep>>mos a saude1 e soceg>mos d trabalho d cam9ho1 recolh]1 e em5d> os meus livros1 que a*ey e/ampados4 ,hosp$\-nos hum ,cantor da ,s5horia1 *amado ,antonio de ,rib]a1 que me regal\ de modo1 que meus pays se =a vivos1 e alli se a*ra1 o na f>ia melhor1 nem com mais amor1 o que foy causa1 de que nos re/ituissemos ao que eramos1 pois v9hamos muito maltratados4 ,sahidos de ,v5eza1 viemos a ,f]r>a1 ,bolonha1 ,flor5a1 e ,pisa1 ,cidades pr9cipaes de ,italia4 ,*egmos a ,leorne1 porto de ,toscana1 procur&o z ,gals d ,gra ,duque de ,flor5a1 que p>tia p>a ,m>selha1 a busc> a ,gra ,duqueza sua esposa1 filha d ,duque de ,lor5a4 ,e/ava o ,gra ,duque em ,leorne1 e me fez a m]ce de me admittir a beij>lhe a ma4 ,m&\me apos5t>1 e d> o necess>io com toda a gr&eza2 e me prometteo de me accmod> nas ,gals d ,papa1 que e/ava esp]&o por in/antes p>a hirem em companhia das suas1 que j t9ha p>tido com z de ,g5ova1 e ,malta1 que por todas era dezaseis1 adornadas1 e armadas com toda a magnifici5cia1 como p>a a occasia de bodas de ta gr&e ,pr9cipe4 ,*egra z ,gals d ,papa1 e o ,capita ,g5]al a rogo d ,gra ,duque1 me recebeo1 e me regal\ na sua ,capitania1 traz5do-me na cam]a de popa1 e d&ome a sua mesa1 e tambem tratado *eguey a ,m>selha1 que na e/ranhey o m>1 pois nelle tive todos os regalos da t]ra4 ,na ,semana ,santa entrey em ,m>selha1 e nella tive a ,pas*oa2 e como z ,gals ficra esp]&o a ,duqueza1 fretmos hum ,b]gantim p>a virmos a ,b>celona1 em que emb>cmos d\s ,g5ovezes1 7hum se *amava ,joa ,ansaldo7 d\s ,italianos1 e d\s ,hespanhoes4 ,sahimos d porto com hum p\co de mao tempo1 e com o desejo de torn> p>a ,m>selha1 tanto que nos fizemos ao l>go2 e t5do cam9hado como c9co legoas2 entrmos no abrigo de huma calheta1 por na pod]mos pass> a diante4 ,ap5as puzemos os ps em t]ra1 qu&o vimos junto a ns hum ,b]gantim1 que ent5demos1 v9ha1 como o nosso1 a esp]>1 que o tempo melhorasse4 ,v9ha elle *eyo de arcabuzeiros ladro5s1 e muitos ,lu!ranos2 e descubr9do-se com os arcabuzes c>a1 lhes dissmos1 que se detivessem1 que nos dvamos por r5didos1 porque se nos puzessemos em resi/5cia1 nos p]diamos1 pois em o nosso ,b]gantim sm5te havia espadas1 e d\s arcabuzes mal prep>ados2 e a9da que fossem mais1 era p\cos2 e assim melhor era salv> z vidas4 ,e/es soldados 7ou ladro5s1 por melhor diz]7 entr>a no nosso ,b]gantim1 tomra-nos z *aves dos nossos al=ges1 e maletas1 e tudo revolv]a1 na deix&o c\sa em seu lug>4 ,e/avamos ns em t]ra1 v5do o que passava1 e esp]&o o fim de/es ladro5s1 com ta p\ca esp]ana de vida1 olh&o huns p>a os outros sem diz] palavra4 ,era j quasi noite1 qu&o nos m&ra entr> em o seu ,b]gantim1 e tomra posse da nossa r\pa1 e armas2 e nos fiz]a torn> a traz a huma ,=taleza em que vivia1 e donde sahia a faz] e/es r\bos4 ,antes que a ella nos levassem1 nos puz]a em huma cam>a *eya de palha1 e junto a ella muita l5ha1 e todos e/iv]a de fra fall&o na sua l+oa3 e ns encom5d&o-nos a ,deos1 com o temor de que aquelles ,h]eges nos queimassem2 porm ,deos nosso ,s5hor nos tir\ de/e temor1 e p]igo4 ,lev>a-nos dahi a p\co ,=taleza1 d]a-nos de ce>1 e z suas pobres camas2 e comemos a p]d] o m$o4 ,dmos mulh] d ,capita alguns escudos de ouro1 e ella nos assegur\1 que na hav]ia p]igo em nossas vidas4 ,trez dias e/ivemos de/a maneira1 sem nos deix>em sahir1 nem aos nossos m>9heiros1 que tambem e/ava prezos comnosco2 e comemos a trat> da nossa lib]dade1 s5do m$ianeiro hum ,francez que hia1 e v9ha4 ,p$io o ,capita por cada hum de ns cem escudos1 e que nos d>ia a r\pa2 ao que respondemos1 que os na t9hamos1 que fizesse o que quizesse4 ,ne/e tempo *eg\ hum homem de ,m>selha de/a companhia2 e na s\bemos que ordem tr\xe2 porm o ,capita disse logo1 que de ns na qu]ia c\sa alguma1 porque elles era ,*ri/os1 e ns tambem2 mas que como pobres soldados necessitava4 ,cada hum deu o que pode2 a mim me cu/\ a m9ha r\pa v9te e c9co escudos2 e d]amos no dia1 em que nos pr5d]a1 pela segurana da vida1 quanto nos p$issem4 ,aqui e/ivemos oito dias1 e nos emb>cmos com seu b5eplacito1 acompanh&o nos o ,capita1 e companheiros trez1 ou quatro legoas no seu ,b]gantim1 e ns no nosso4 ,qu&o se ap>t\ nos disse1 que na tornassemos a ,m>selha2 porque se tornassemos1 e elle nos colhesse1 nos cort>ia z cabez2 e c]tam5te o f>iamos se podessemos1 p>a que se s\besse de semelhantes ,h]eges ladro5s4 ,cam9hmos d\s dias por e/a co/a de ,frana1 e na ,prov9cia de ,langu$oc em huma manha1 cam9h&o ns a remo1 vimos sahir outro ,b]gantim com muita pressa de hum rio1 e que nelle entrava alguma g5te de t]ra1 e comeou a rem> p>a o nosso1 porm os nossos m>9heiros tanto trabalhra1 que nos na pud]a alcanar2 porm qu&o cuidmos1 que e/avamos livres delle1 app>eceo hum navio vla1 que v9ha contra ns4 ,ent5demos1 que s]ia navio1 que cam9hava p>a ,levante2 mas logo que emp>elh\ com o nosso ,b]gantim1 ama9\1 e m&\ que p>assemos1 e se descubrira doze arcabuzeiros ladroes1 e ,lu!ranos1 que com z armas c>a nos r5d]a1 e entr>a o nosso ,b]gantim1 e de ns1 e da r\pa fiz]a o mesmo1 que os outros ladro5s ,lu!ranos1 a9da depois de lhe d>mos o que levavamos nas bolz4 ,at>a o nosso ,b]gantim ao seu navio1 e nos levra como huma legoa1 rio acima1 junto ahuma ,povoaa1 que *ama ,cir9han4 ,e/a segunda priza nos deu mais temor da morte1 porque como disse hum dos soldados a ,joa ,ansaldo1 teve o arcabuz c>a p>a me mat>1 e disp>&o-o1 err\ o tiro1 ou pass\ por alto2 o que todos attribuimos1 a que ne/e tempo nos encom5dmos ,virgem ,s5hora de ,mons]rate1 faz5do voto de ir visit> a sua ,casa1 e de lhe diz] ,missa4 ,passadas quatro horas1 e/&o assim1 veyo hum ,cavalheiro1 ,alf]es de/a t]ra1 e tom\ por conta em hum rol toda a nossa r\pa1 e ord5\ se gu>dasse no navio2 e logo nos lev\ a huma ,villa di/ante huma legoa1 rog&o-me1 p>a que aceitasse o seu cavallo1 e que elle como mais moo cam9h>ia a p1 de que todos lhe dmos o agradecim5to1 e *egados ao lug>1 a todos d]a p\sada1 e a mim me lev\ p>a sua casa1 adonde me regal\4 ,ne/e lug> reside hum ,cavalheiro1 ,s5hor de d\s lug>es1 e/e nos recebeo alegrem5te1 e d&o-nos palavra de segurana 7porque era ,ca?olico ,romano7 nos disse escrev]ia ao ,duque ,motmoranci1 ,s5hor da ,prov9cia de ,langu$oc4 ,era ,secret>io de/e ,duque hum ,g5ovez p>5te1 e amigo de ,joa ,ansaldo2 e tanto que s\be da nossa priza1 fez toda a dilig5cia pela nossa lib]dade2 e por elle nos m&\ despa*> o ,duque1 e nos deu hum passaporte1 p>a que se encontrassemos outros navios d seu de/ricto1 tivessemos segurana2 pelo que sahimos alegres1 a9da que alguns escudos nos ficra nas mos dos soldados4 ,sahimos daqui1 e em quatro dias *egmos a ,b>celona1 aonde dmos graz a ,deos por nos livr> de/es ladro5s ,francezes ,lu!ranos1 e de muitas ,galeotas de ,turcos1 que &ava por e/a co/a1 das quaes tom\ nove o filho de ,&r ,doria4 ,digo c]tam5te1 que t5do &ado por tantos1 e ta v>ios cam9hos entre ,turcos1 ,m\ros1 e ,arabes1 na tivemos o p]igo1 e pez> que padecemos na ,frana4 ,visitmos a ,virgem ,santissima de ,mons]rate1 e lhe dmos z graz pelas m]ces que ,deos nosso ,s5hor nos fez1 por sua int]cessa2 e logo tommos o cam9ho de ,val5a1 ,murcia1 ,granada1 e *egmos a ,sevilha1 eu1 e meu companheiro ,francisco ,san*es1 com saude1 adonde com muito cont5tam5to fuy recebido de todos1 especialm5te d ,illu/rissimo ,c>deal1 o ,s5hor ,dom ,rodrigo de ,ca/ro1 e d ,cabido da ,santa ,igreja4 ,dey conta ne/e breve tratado da m9ha viagem ,t]ra ,santa1 com toda a v]dade ,*ri/a1 a todo o que desej> sab] o cam9ho4 ,de ,sevilha a ,j]usalem ha mil e quatro c5tas legoas de ida2 e pela volta1 que dey1 pela ,cidade de ,damasco1 ent5do1 que de ida1 e v9da1 ha trez mil legoas4 ,he facil &> e/e cam9ho1 pois eu o &ey1 t5do sess5ta annos2 pelo que se animem os moos1 e que tem possibilidade1 a faz]em ta ,santa viagem2 que eu lhes c]tifico1 que depois de vi/os ta ,santos ,lug>es1 seja tal o seu cont5tam5to1 que o anteponha ao de possuirem todos os !s\ros d ,mundo4 ,,fim4 ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ---------------------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ---------------------------- pg4 #be ,c1anc>ra anc>ra ---------------------------------------- ----------------------------