( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,,soldados ,,da ,,revolu,o ,,b>cellos ,typographia da ,aurora d ,cavado ,editor--,r4 ,v4 #ahif ,tiragem ap5as de #ajj exempl>es3 #bj em papel de l9ho4 #hj em papel d'algodo4 ,n4 ,em #ahhi public\ o sr4 ,f]n&o ,leal1 o em95te poeta dos ,reflexos e ,p5umbras e dos ,relampagos1 d\s primores da nossa litt]atura1 ,os ,soldados da ,revoluo de ,mi*elet1 obra preciosa d gr&e escriptor francez1 prec$5do-a d'um prologo sup]iorm5te bem p5sado e bem escripto1 pag9a brilhantissima que p>a ,f]n&o ,leal no desm]ece coisa alguma dos pod]osos e sc9tillantes v]sos por elle firmados4 ,sobre esse livro1 e agradec5do ao auctor o (f]ecim5to de um exempl>1 escreveu-lhe ,an!ro d ,qu5tal a c>ta que p>a e/e opusculo trasladamos d n4 #gi1 #b4 anno1 d #a de dezembro de #ahhi1 da ,revi/a ,popul> de ,conhecim5tos ,uteis4 ,antec$eu-a ahi o illu/rado r$actor da ,revi/a com z segu9tes palavras que go/osam5te reproduzimos3 c]ca d prefacio d traductor1 folgamos de pod]1 em vez da nossa obscura apreciao1 (f]ec] aos leitores da ,revi/a um valioso docum5to in$ito1 que repres5ta uma levantada e auctorisadissima critica d alludido trabalho1 feita por um dos nossos maiores p5sadores e escriptores4 uma c>ta escripta por ,an!ro d ,qu5tal a ,f]n&o ,leal4 ,os escriptos d gr&e poeta das ,odes mod]nas e d livro dos ,sonetos1 d em95te publici/a das ,causas da decad5cia dos povos p59sul>es1 alm d seu alto valor intr9seco1 teem a realar-lhes a valia e/imativa o facto de s]em infelizm5te cada vez mais r>os4 ,e1 se a r>idade um dos pr$icados que tornam precioso o mais precioso dos m9]aes1 os escriptos de ,an!ro no possuem m5os os outros pr$icados que realam o diamante3 a rijeza e o expl5dor da frma em p]feita h>monia com a ida4 ,no 9dito que publicamos1 com quanto seja uma simples c>ta p>ticul>1 e por isso mesmo1 admiram-se mais uma vez aquellas altas qualidades de um espirito prop5so critica sup]ior dos factos e syn!se philosophica que d'elles d]iva4 ,e1 na v]dade1 ,an!ro d ,qu5tal de todos os escriptores portuguezes1 s5o o unico1 sem duvida aquelle a quem melhor cabe o nome augu/o de philosopho2 embora n'um rec5te escripto lh'o t5ha negado1 com audacia e a irreflexo naturaes em v]des annos1 um moo critico1 alis de gr&e tal5to1 o sr4 ,guilh]me ,moniz ,b>reto4 ,rodrigo ,velloso ,,soldados ,,da ,,revolu,o ,villa d ,conde1 #h de fev]eiro4--,meu c>o amigo4--,obrigado pelo praz] que me deu com o seu prologo aos ,soldados da ,revoluco4 excell5te3 p5sado1 s5tido e escripto4 ,o ,f]n&o dos p\cos que a9da sabem escrev] em portugus4 ,e quem sabe escrev] e tem que diz] no deve e/> calado4 ,escreva pois1 que isso ha de faz]-lhe bem4 ,o ,f]n&o precisa di/rahir-se3 mas1 p>a um homem d seu s5tir1 z di/races que s]vem aos outros no lhe podem s]vir4 ,s o pode di/rahir o trabalho1 esse gr&e n>cotico1 esse dictame1 dom dos ,deuses1 sem o qual a vida dos hom5s que p5sam int5sam5te s]ia intol]avel4 ,escreva1 pois como quiz]1 sobre o que quiz]1 prosa ou v]so1 que j d'aqui lhe asseguro que nunca lhe ha de sahir c\sa som5os4 ,a concluso d seu prologo a de um morali/a1 e a unica que1 no meio d naufragio de tantas esp]anz1 abrig> a9da z consci5cias ss2 fais ce que doit1 advi5ne que p\rra4 ,mas no se entri/ea de mais com o que v4 ,a burguezia deu o que podia d>1 no se lhe pode exigir mais4 ,uma classe nunca pode s] um apo/olo3 simplesm5te um elem5to1 uma =a1 cujo acto det]m9ado pela en]gia inicial4 ,o que d> a democracia8 ,quem pod] dizel-o6 o escopulo onde at hoje teem naufragado todas z soci$ades4 ,s] que a soci$ade1 em quanto dividida em classes1 que reagem umas sobre z outras e mutuam5te se e/imulam1 e em quanto essas classes teem1 como taes1 um fim a cumprir1 uma aspirao1 um ideal1 s]1 digo1 que a soci$ade1 n'essas condies1 con/itua um meio mais proprio p>a a produco d civismo e p>a a temp]a dos c>act]es8 e que1 realisadas aquellas ideias1 cess&o aquelle e/imulo1 o homem1 que aquella lucta levantra como que acima de si mesmo1 t5ha fatalm5te de cahir na condio primitiva1 na d animal de que desc5de1 s preoccupado com mat]ialidades e visionices8 ,no sei3 mas o que c]to que no ha soci$ade1 por decad5te e inf]ior1 onde a virtude no seja possivel3 e1 se a virtude o fim ultimo da vida1 por consegu9te da soci$ade1 que no mais que uma condio p>a que ella possa d>-se1 direi que no ha soci$ade completam5te p]dida1 completam5te inutil1 vi/o que o fim supremo nunca deixa de se realis>4 ,a ns1 espirituali/as e e/oicos1 deve ba/>-nos isso4 ,sejamos ns os que p]ante o ,univ]so ju/ificam a soci$ade em que vivem1 por podre que ella seja4 ,cumpra-se por ns o fim da humanidade1 impulso prim>io de todas z soci$ades1 e aquella em que vivemos no t] sido1 p]ante o ,s]1 inutil nem e/]il4 ,e mos obra4 ,d bem1 a9da o mais invisivel1 no se p]de uma p>ticula1 nunca se pod] p]d]1 atravez d inf9ito d tempo1 atravez d mon/ruoso rodopi> das frmas e dos acasos4 ,gu>da-se e accumula-se1 no sabemos como1 na 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capitalismo prosp]a1 porque no ha a9da quem o sub/itua71 a9da entre z classes trabalhadoras dotadas de mais s5so pratico e moral e espirito de discipl9a4 ,mas de todos os trabalhadores o litt]>io ju/am5te aquelle a quem mais faltam aquelles div]sos s5sos4 ,os calafates1 ou f]reiros1 ou trapeiros valem1 n'e/e ponto de vi/a1 inf9itam5te mais que os melhores litt]atos4 ,consid]> i/o consid]> como *im]ica qualqu] t5tativa no s5tido d seu artigo4 ,e adeus4 ,d seu d corao ,an!ro de ,qu5tal ,,fim