disponibilizada pela bib,r,i,a4 ,o ,,ideal ,,mod]no ,,biblio!ca ,,popul> ,,de ,,ori5ta,o ,,sociali/a ,,paz ,e ,,arbitragem ,,directores ,,magalh,,es ,,lima ,e ,,teixeira ,,ba/os ,,comp4,a ,n4,,al ,,editora ,,sec,o ,,editorial ,,adm4 ,j4 ,,gu$es--,,lisboa ,o ,,ideal ,,mod]no ,,paz ,e ,,arbitragem ,,por ,,magalh,,es ,,lima ,membro d ,bureau ,int]nacional p]man5te da paz ,,lisboa ,seco ,editorial da ,companhia ,nacional ,editora ,adm9i/rador--,ju/9o ,gu$es #ej1 ,l>go d ,conde ,b>o1 ,lisboa ,ag5cias ,porto1 ,l>go dos ,loyos1 #dg1 #a4 #ch1 ,rua da ,quit&a1 ,rio de ,janeiro #ahig ,s5hora ,b>oneza de ,suttn] ,s5hora ,b>oneza de ,suttn]1 a brilhante evangeli/a d movim5to pacifico1 auctora d famoso romance 99,abaixo z armas991 que tem feito a volta d mundo com um successo nunca vi/o--d$ico e consagro e/e livr9ho4 ,no ultimo congresso da paz que se realiz\1 em ,hamburgo1 no passado mez de ago/o1 d corr5te anno1 foi e/a illu/re s5hora quem mais se es=ou1 p>a que a nova reunio se effectuasse em ,lisba1 pondo1 em nosso favor1 a sua palavra eloqu5te e a sua influ5cia pre/igiosa4 ,com e/a pequ5a e insignificante (f]ta1 desejo prov>-lhe1 em primeiro log>1 a altissima consid]ao em que tido1 entre ns1 o seu nome aureolado1 e1 em segundo log>1 pret5do manife/>-lhe publicam5te o meu inolvidavel reconhecim5to na obra gr&iosa da paz e da arbitragem int]nacional que proseguimos solid>iam5te4 ,i ,o movim5to pacifico ,no fim d seculo ,,xix1 nota-se e/e contra/e s+ul> e mon/ruoso3 ao passo que z indu/rias att+em um des5volvim5to maximo1 nunca o pod] d milit>ismo foi maior d que em nossos dias4 ,a gu]ra um crime no ponto de vi/a humanit>io2 um crime no ponto de vi/a social2 um crime no ponto de vi/a moral2 e um crime no ponto de vi/a economico e f9anceiro4 ,o movim5to pacifico tem tomado1 por toda a p>te1 propores assombrosas4 ,s na ,allemanha exi/em mais de sess5ta soci$ades da paz4 ,os ,e/ados-,unidos da ,am]ica e a ,+lat]ra revelam-nos1 a cada passo1 a t5d5cia p>a z idz pacificas1 pela pratica da arbitragem4 ,o pr9cipio da arbitragem a maior conqui/a d'e/e seculo4 a aco d individuo sub/itu9do-se cada vez mais aco d ,e/ado4 ,os amigos da paz1 alm da suppresso dos ex]citos p]man5tes1 pret5dem resolv] pela arbitragem todos os litigios int]nacionaes4 ,nada mais racional e nada mais ju/o4 ,a democracia mod]na fez da arbitragem uma das suas primeiras reiv9dicaes4 ,haja vi/a o que succ$e em todas z gr&es republicas2 como a ,suissa1 onde exi/e um v]dadeiro p>tido pacifico1 organisado e discipl9ado1 t5do por orgo o int]essante jornal--,os ,e/ados ,unidos da ,europa1 fundado por ,*>les ,lemonni] e como meio de propag&a a ,liga da ,paz e da ,lib]dade que foi presidida1 nas suas primeiras sesses1 por ,g>ibaldi e ,victor ,hugo2 o ,brazil que1 a9da ha p\co1 recorreu a ns na que/o relativa ilha da ,tr9dade2 os ,e/ados-,unidos da ,am]ica que1 n'e/e mom5to1 negoceiam com a ,+lat]ra um tratado de arbitragem p]man5te4 ,os amigos da paz encontram o seu pr9cipal ponto de apoio no des5volvim5to intellectual e mat]ial das soci$ades4 ,z condies economicas ho de impor o des>mam5to1 n'uma po*a mais ou m5os proxima4 ,a gu]ra s pode aproveit> aos *efes de ,e/ado1 ambiciosos de glorias e de conqui/as4 ,a gu]ra e a paz armada con/ituem um mesmo mal e uma mesma calamidade4 ,a affirmao da paz e a condemnao da gu]ra entra hoje1 como ponto obrigado1 de todas z reiv9dicaes op]>ias4 ,por occasio d ultimo congresso sociali/a1 que se reuniu em ,londres1 o meet+ de ,hyde-,p>k1 em favor da paz1 foi de uma impon5cia desusada4 ,affirm> a paz affirm> o respeito pela vida e pela dignidade humana4 ,affirm> a paz o mesmo que consagr> o pr9cipio d trabalho4 ,a gu]ra s pode int]ess> aos reis e aos imp]adores que n'ella encontram o e/eio s suas ambies desregradas e sua cupidez nunca assaz saciada4 ,a democracia qu] e consagra a paz1 como suprema aspirao social4 ,su/5tam alguns que a gu]ra uma soluo1 e que s ella pode resolv] z cont5das que dividem os povos entre si4 ,mas1 dado que assim fsse1 como se explica que 99oito mil e tantas gu]ras99 nada pud]am resolv] at hoje8 ,s ,napoleo1 sua p>te1 caus\ a morte a 99#c4gjj4jjj99 pessoas4 ,em que melhor\ a sorte da ,frana com isso8 ,e1 porv5tura1 modific\ ou alt]\ essa horrivel matana1 no m9imo que fsse1 os de/9os da humanidade8 ,desde #afdh a gu]ra tem cu/ado ,europa #djj bilies de francos1 r\bados produco e ao trabalho4 ,a paz armada absorve dois t]os d r5dim5to das naes4 ,e/ calculado que1 em impo/os directos ou indirectos1 a gu]ra absorve1 cada anno1 crca de um decimo d r5dim5to de cada francez4 ,o cidado que possue #aj4jjj francos de r5dim5to obrigado a contribuir1 p>a z despesas de gu]ra1 com mil francos por anno1 sem prejuizo de toda a sua =tuna e mesmo da sua vida se ella lhe fr exigida e reclamada4 ,o op]>io1 indep5d5tem5te dos tres annos que obrigado a s]vir na cas]na1 dos v9te oito dias de s]vio1 em tempo de gu]ra1 em cada anno de pl5a paz1 trabalha um mez p>a a gu]ra4 ,egual clculo se pod]ia faz] em relao aos outros paizes4 ,simplesm5te mon/ruoso6 ,p>a faz] cess> semelhante e/ado de c\sas1 o movim5to pacifico ent5deu dev] ampli> a sua esph]a de aco1 dirig9do-se simultaneam5te a todas z classes sociaes sem di/9co1 aos grupos nacionaes1 aos p>tidos politicos1 aos gov]nos1 aos p>lam5tos e gr&e massa trabalhadora que p>ece a9da no t] compreh5dido cl>am5te z vantag5s que1 p>a a civilisao1 pod]iam advir de um des>mam5to g]al4 ,a ida de patria e/ hoje consub/anciada nos ex]citos p]man5tes1 nas alf&egas1 n'um proteccionismo economico levado ao seu maximo exaggro e n'outros meios artificiaes que s]vem sm5te p>a cav> um abysmo1 cada vez mais fundo1 entre os povos4 ,em nome de um falso patriotismo1 commettem-se os maiores absurdos e z maiores infamias4 ,no dia em que todos se conv5c]em que o patriotismo1 invocado pelos gov]nos1 no passa de um pretexto p>a illudir e escravis> os povos2 no dia em que o prolet>iado respond] ao *amam5to s armas com uma grve g]al ou com a recusa ao s]vio milit>1 n'esse dia t] soado a ultima hora p>a essa nefa/a politica que alguem appellid\ a politica dos kilometros quadrados4 ,a paz a gr&e que/o1 por excell5cia1 a que e/o subord9adas todas z solues1 sociaes1 philosophicas e humanit>ias4 ,assim o compreh5dem os p5sadores1 os philantropos1 os jornali/as e os publici/as de todos os paizes4 ,qual o meio de cre> uma op9io int]nacional efficaz1 capaz de reagir contra o milit>ismo8--eis o problema4 1 n'e/e s5tido1 que se dirigem z vi/as de todos os que se int]essam pelo bem-e/> da humanidade e pelo futuro da civilisao4 ,o movim5to pacifico1 j hoje muito pod]oso1 compreh5de z quatro divises segu9tes3 #a41 a conf]5cia int]-p>lam5t>1 exclusivam5te compo/a de delegados dos p>lam5tos2 #b41 o congresso univ]sal da paz1 compo/o de delegados de todas z soci$ades da paz2 #c41 os comits p>lam5t>es2 #d41 z soci$ades da paz4 ,a propag&a 1 no fundo1 obra em95tem5te prtica p>a a qual concorrem milh>es de trabalhadores4 ,os grupos int]-p>lam5t>es teem o seu ,bureau c5tral1 em ,b]ne1 e z soci$ades da paz teem1 como pr9cipal orgo1 o ,bureau int]nacional da paz1 com sde tambem em ,b]ne4 ,z soci$ades sobem1 pres5tem5te1 ao num]o de #ah nos ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 com uma c5t5a de succursaes e de #fi na ,europa1 com #aij seces1 regul>m5te con/ituidas1 sem fal> dos num]osos grupos locaes4 ,muitas e importantes soci$ades de damas1 t5do em vi/a a reiv9dicao dos direitos da mulh]1 pronunci>am-se tambem por uma propag&a en]gica em favor das idz de paz4 ,innum]as soci$ades op]>ias se proclam>am solid>ias com a obra da paz4 ,todas e/as organisaes se puz]am em contacto1 umas com z outras1 nos diff]5tes congressos int]nacionaes 7,p>is1 #ahhi2 ,londres1 #ahij2 ,roma1 #ahia2 ,b]ne1 #ahib2 ,*icago1 #ahic2 ,antu]pia1 #ahid2 ,budape/h1 #ahif2 ,hamburgo1 #ahig47 ,o ,bureau de ,b]ne s]ve d c5tro de communicao aos div]sos grupam5tos e e/ em correspond5cia1 com todos os paizes d mundo4 ,os p>tid>ios da paz contam com num]osos e importantes orgos na impr5sa de todos os paizes3 na ,frana--,la ,france2 l',epoque2 ,la paix p> le droit2 ,almana* de la paix2 ,la revue lib]ale2 ,la ,coopration des ,ides2 ,le ,devoir2 ,petits plaidoy]s contre la gu]re3 na ,+lat]ra--,concord2 ,! ,h]ald ( ,peace3 na ,suissa--,les ,etats ,unis d',europe2 ,la confr5ce int]-p>lem5taire2 ,correspondance bi-m5suelle3 na ,d9am>ca--,fr$ebladet2 na ,suecia--,n$ ,m$ ,vapn53 na ,noruega--,det ,norske ,frebsblad2 na ,italia--,almana* ,giu le armi2 la lib]t e la pace3 na ,holl&a--,pax ,humanitate3 na ,au/ria--,die ,waff5 ,ni$]3 na ,allemanha--,monatli*e ,fri$5s ,korrespond5z3 na ,belgica--,l',indep5dance belge3 nos ,e/ados-,unidos da ,am]ica--,! advocate ( peace2 ,! peace-mak]4 ,p>a que se possa avali>1 com exactido1 d movim5to que hoje preoccupa os espiritos em todo o mundo civilisado1 damos1 em seguida1 a hi/oria summ>ia e a li/a das soci$ades da paz1 com o int]esse que nos inspiram todas z manife/aes d direito1 da ju/ia e da consci5cia publica1 qualqu] que seja o paiz onde ellas se realisem4 ,a4 ,e/ados ,unidos da ,am]ica #a--,soci$ade da paz de ,new-,york1 fundada em #ahae por um grupo de v9te individuos4 ,cre\ um gr&e num]o de seces at sua fuso com a ,soci$ade am]icana da paz4 #b--,soci$ade da paz de ,ohio1 fundada em #b d dezembro de #ahae1 sob a influ5cia de uma bro*ura d dr4 ,noah ,worce/]4 ,contava #h seces em #ahae4 #c--,soci$ade da paz de ,massa*usets1 fundada em #bf de dezembro de #ahae1 pela iniciativa d dr4 ,worce/]4 ,contava #bb membros d mom5to da sua fundao4 ,em #ahca t9ha #ai seces4 ,soci$ades actuaes #d--,soci$ade am]icana da paz1 fundada em ,nova ,york1 a #h de maio de #ahbh1 pela fuso das soci$ades de ,ma9e1 ,massa*usets1 de ,nova ,york e da ,p5sylvania4 ,a sua sde foi transf]ida1 em #ahcg1 de ,nova ,york p>a ,bo/on4 #e--,soci$ade da paz de ,connectitut1 fundada em #aice4 ,cre\ um gr&e num]o de seces4 #f--,unio univ]sal da paz4 ,e/a soci$ade foi fundada1 em #ahff1 pelo sr4 ,alfr$o ,love1 em ,philadelphia1 e conta mais de #cj seces1 espalhadas nas diff]5tes regies dos ,e/ados-,unidos1 entre outras1 ,wa%+ton1 ,nova ,york1 ,rhode ,isl&1 ,p5sylvania1 ,massa*usets1 ,connectitut1 ,c>ol9a d ,sul e ,*icago4 #g--;,associao dos amigos da paz da ,am]ica1 fundada1 em #ahfi1 em ,nova ,vi5na4 ,ext5deu-se at ,ri*mond4 #h--;,arbitragem *ri/ e ,soci$ade da paz1 fundada em ,philadelphia1 em #ahff4 #i--;,dep>tam5to da paz1 soci$ade de damas1 fundada1 em #ahhg1 pela ,s5hora ,hannah ,j4 ,bailey1 em ,ma9e4 #aj--;,associao nacional de arbitragem1 fundada em ,wa%+ton1 em #ahgg1 por ,belva ,lockwood4 #aa--,soci$ade nacional da paz1 fundada1 em #ahic1 em ,kansas4 #ab--,liga int]nacional fem99a da paz1 fundada1 em #ahie1 por ,fro/ ,evans1 em ,my/ic1 ,conn41 possu9do seces em vrias regies4 #ac--,soci$ade da paz da ,c>ol9a d ,sul1 ,columbia4 #ad--,soci$ade da paz ,ill9ois1 ,*icago4 #ae--,soci$ade pacifica de arbitragem1 ,cali=nia4 #af--,soci$ade da paz de ,rhode ,isl&4 #ag--;,associao dos amigos da paz de ,philadelphia4 #ah--;,conselho da arbitragem1 ,philadelphia4 ,b4 ,europa ,gran-,bretanha #a--,soci$ade da paz1 fundada em #ad de julho de #ahif1 com sde em ,londres1 e t5do #ca soci$ades filiadas como auxili>es4 #b--,liga int]nacional da arbitragem1 fundada em dezembro de #ahfh1 em ,londres4 ,possue num]osos grupos4 #c--;,associao int]nacional da paz e arbitragem1 fundada por ,hodgson ,pratt1 em #ahhj4 ,possue uma seco em ,ox=d1 cre\ uma seco em ,bruxellas e muitas outras soci$ades da paz na ,italia4 #d--,soci$ade fem99a da paz e arbitragem de ,liv]pool e ,birk5head1 fundada em fev]eiro de #ahhf1 em ,birk5head4 #e--;,comit da soci$ade dos amigos da paz1 fundada em #ahhh1 em ,haslem]e4 #f--,unio *ri/ da concordia int]nacional1 fundada em ,londres1 em #ahhi1 pelo fallecido ,george ,gillett4 #g--;,associao de arbitragem britannica e extrangeira1 ,liv]pool4 #h--;,associao de arbitragem1 ,londres4 #i--;,associao int]nacional da lei1 ,londres4 #aj--,soci$ade da paz de ,dubl91 ,dubl94 ,frana #a--,liga d bem publico1 fundada em #aheh1 pelo sr4 ,potoni ,pi]re4 #b--,soci$ade francesa da arbitragem entre z naes fundada por ,fr$]ico ,passy1 em #ahfg1 sob a designao de ,liga int]nacional da paz4 ,foi d5om9ada mais t>de3 ,soci$ade francesa dos amigos da paz4 #c--;,grupo dos amigos da paz de ,puy-de-,dme1 fundado em ,cl]mont ,f]r&4 #d--,soci$ade da paz e da arbitragem d ,famili/]io de ,guise1 fundada1 a #ae de maio d #ahhf1 em ,guise1 pelo sr4 ,god94 #e--;,associao da paz pelo direito1 fundada1 em ,nimes1 em abril de #ahhg1 sob a d5om9ao de ,associao dos jov5s amigos da paz4 #f--,soci$ade da paz d',abbeville e de ,pon?i51 fundada1 em #ahib1 pelo sr4 ,jules ,tripi]4 #g--,soci$ade da paz de ,fellet9 e ,aubusson1 fundada1 em julho de #ahic1 pelos srs4 ,pi*ot e ,jorr&4 #h--,unio int]nacional das mulh]es1 fundada om #ahie1 em ,p>is1 pela iniciativa de algumas damas de ,+lat]ra e de ,frana4 #i--,liga franco italiana1 fundada em ,p>is pelo /4 ,raqu5i1 com uma succursal na ,alg]ia4 #aj--;,a alliana univ]sal1 fundada pelo sr4 ,jonnet1 em ,/4 ,raphael1 ,v>4 #aa--,liga int]nacional das mulh]es p>a o des>mam5to int]nacional1 fundada em ,p>is pela pr9ceza ,wiszniewska4 ,suissa #a--,liga int]nacional da paz e da lib]dade1 fundada em ,g5ebra1 em #ahfg1 por ,*>les ,lemonni]4 ,a sde d seu comit c5tral foi transf]ida de ,g5ebra p>a ,b]ne1 em junho de #ahig4 #b--,soci$ade suissa da paz4 ,e/a seco da ,liga da paz e da lib]dade foi fundada em #ahfi1 em ,neu*atel1 o compe-se de #ai grupos espalhados por toda a ,suissa4 #c--,soci$ade academica da paz1 fundada em ,zuri*1 a #bj de julho de #ahic4 #d--,soci$ade *ri/ p>a a propag&a da paz1 fundado em ,bi5ne em #ahid4 ,d9am>ca ,associao da paz da ,d9am>ca1 outr'ora ,soci$ade p>a a neutralizao da ,d9am>ca fundada em #bh d novembro de #ahhb1 em ,cop5hague1 pela iniciativa d sr4 ,fr$]ico ,baj]4 ,conta crca de #abj seces1 organisadas e di/ribuidas por todo o paiz4 ,suecia ,associao ,sueca da arbitragem e da paz1 fundada em #ahhc1 em ,/ockholmo4 ,conta #ba seces com gr&e num]o da sub-seces4 ,noruega ,soci$ade norueguesa da paz1 fundada em #ahie1 por iniciativa d sr4 ,m4 ,hanss51 em ,*ri/iania4 ,conta #bh seces4 ,allemanha #a--;,associao allem p>a a propag&a da paz int]nacional1 soci$ade fundada em #ahgd1 pelo sr4 ,l[5?al e por elle recon/ituida em ,b]lim4 ,organis\ uma soci$ade de damas4 #b--,soci$ade da paz de ,frank=t1 fundada a #bc de outubro de #ahhf4 ,contribuiu p>a a creao de diff]5tes grupos allemes4 #c--,soci$ade dos amigos da paz de ,wiesbad51 ,wiesbad54 #d--,soci$ade allem da paz1 fundada em #ahib em ,b]lim4 ,conta #ec grupos que so outras tantas soci$ades1 e a sua influ5cia enorme e cresce e augm5ta de dia p>a dia4 #e--,soci$ade da paz de ,muni*1 ,muni*4 ,italia #a--,soci$ade int]nacional ,unio lomb>da1 fundada em ,milo1 em #ahhg4 #b--;,associao da arbitragem e da paz int]nacional1 fundada em ,roma1 em maio de #ahgg4 #c--,soci$ade da paz1 fundada em ,v5eza1 em #ahhi4 #d--,soci$ade da paz1 de ,pal]mo1 fundada em maio de #ahij4 ,conta uma seco4 #f--,soci$ade da paz e da arbitragem de ,p]ugia1 fundada a #af de julho de #ahib4 ,cre\ diff]5tes soci$ades4 #f--;,comit franco-italiano de propag&a conciliadora1 fundado em ,roma1 a #f de julho de #ahic1 pelo fallecido homem de ,e/ado1 ,m4 ,r4 ,bonghi4 =mado por #baj membros approxidam5te1 entre italianos e francezes1 na sua maioria s5adores e deputados4 #g--,os pioneiros da paz1 fundada em ,turim1 em #ahid4 ,conta uma seco em ,nice4 #h--,unio artigiana da paz e da arbitragem1 ,arti4 #i--;,comit de ,borgosesia1 ,b>gosesia1 prov9cia de ,nov>a4 #aj--;,comit de ,c]es p>a a paz e arbitragem int]nacional1 ,c]es1 prov9cia de ,turim4 #aa--;,comit de ,b>zano1 ,b>zano1 prov9cia de ,como4 #ab--,soci$ade p>a a paz e arbitragem1 de ,vogh]a1 ,vogh]a4 #ac--;,comit de ,missaglia1 ,missaglia1 prov9cia de ,como4 #ad--;,comit de ,torre ,pellice1 fundado a #ca de maio de #ahif1 em ,bri*]asio4 #ae--;,comit de ,muris5go1 fundado em dezembro de #ahif1 em ,casale ,monf]rato4 ,belgica ,soci$ade belga da arbitragem e da paz1 fundada em ,bruxellas1 a #be de fev]eiro de #ahhi4 ,holl&a ,soci$ade g]al ne]l&eza da paz1 fundada em ,am/]dam1 a #bf de janeiro de #ahga4 ,conta #g seces espalhadas por todo o paiz4 ,au/ria #a--,soci$ade au/riaca da paz1 fundada em ,vi5na1 em #ahia #b--,soci$ade academica da paz de ,vi5na1 fundada em #ahia4 #c--,soci$ade litt]>ia e arti/ica p>a a propagao da ida da paz1 fundada em ,vi5na1 em #ahid4 #d--,soci$ade dos amigos da paz de ,trie/e1 fundada em #ahia1 como seco da soci$ade de ,vi5na1 e con/ituida em soci$ade indep5d5te em #ahie4 #e--,soci$ade da paz de ,bad51 seco da soci$ade au/riaca da paz1 fundada em #ahid4 #f--;,grupo de ,rei*5b]g1 fundado a #bd de fev]eiro de #ahif4 #g--,soci$ade academica da paz1 de ,insbruck1 fundada om #ahif4 #h--;,grupo da paz de ,mir1 fundado em #ahif em ,vyzovice1 ,moravia4 ,hungria ,soci$ade hung>a da paz2 fundada em #ahie1 em ,budape/h4 ,russia ,confr>ia op]>ia da exaltao da ,santa ,cruz4 ,jaupal1 ,ts*]uig[4 ,portugal ,commisso g]al da paz e arbitragem1 inslallada em abril de #ahig1 na ,soci$ade de ,geographia1 de ,lisboa4 ,,ii ,os amigos da paz ,foi no como d'e/e seculo1 aps uma longa srie de gu]ras1 que a op9io publica se pronunci\ em favor da paz4#a ,a ,associao dos amigos da paz foi fundada1 em ,nova-,york1 no anno de #ahae2 no anno segu9te ext5deu-se a ,londres2 em #ahba fund\-se1 em ,p>is1 a ,soci$ade da ,moral ,*ri/1 e1 em #ahcj1 a ,soci$ade da paz em ,g5ebra4 #a ,magalhes ,lima--,a obra int]nacional4 ,os amigos da paz reuniram-se1 em ,londres1 em #ahdc1 e adopt>am a propo/a de uma m5sagem dirigida a todos os gov]nos civilisados4 ,em janeiro de #ahdd1 a mesma propo/a foi apres5tada ao presid5te dos ,e/ados-,unidos1 o sr4 ,beck)1 que a agradeceu com z segu9tes palavras3 ,que o povo seja in/ruido e gose dos seus direitos1 e reclam> a paz como indisp5savel sua prosp]idade4 ,quatro congressos dos amigos da paz se effectu>am de #ahdh a #ahea3 um em ,bruxellas 7#ahdh72 o segundo em ,p>is 7#ahdi72 o t]ceiro em ,londres e o qu>to em ,frank=t4 ,em #ab de junho de #ahdi1 ,ric>do ,cobd51 o gr&e advogado da arbitragem1 propoz ao p>lam5to +lez1 p>a que1 de futuro1 fosse admittido o pr9cipio da arbitragem em todos os conflictos entre naes4 ,a #bb de ago/o de #ahdi1 inaugur\-se1 em ,p>is1 o congresso dos amigos da paz4 ,em #ahfi1 ,g>ibaldi1 o h]oe da ,italia1 ab&onava os campos de batalha p>a proclam> a paz e a frat]nidade dos povos4 ,em #ahfg1 fund\-se1 em ,p>is1 a ,liga int]nacional p]man5te da paz1 e1 em ,g5ebra1 a ,liga da paz e da ,lib]dade4 ,a #bg de setembro de #ahgh1 abriu-se no ,trocad]o um congresso dos amigos da paz4 ,s]ia necess>io um grosso volume1 p>a nos occup>mos dos pr9cipaes apo/olos e dos pr9cipaes evangeli/as d movim5to pacifico1 dos seus s]vios relevantissimos1 da sua d$icao causa da ju/ia e da emancipao dos povos4 ,fall>emos1 todavia1 d'aquelles que mais se teem assignalado1 na propag&a em favor d direito humano1 po/]gado1 ludibriado1 esc>necido pelos apologi/as da gu]ra e da conqui/a1 i/o 1 pelos def5sores d r\bo e d assass9ato4 ,comecemos pela ,frana4 fr5te d lum9oso grupo1 de/acam-se dois hom5s de sci5cia1 de gr&e e solido r5ome3 ,*>les ,let\rneau1 o me/re da sociologia em ,frana1 o sabio an?ropologo e ,*>les ,ri*et1 o m$ico illu/re1 v5]ado e respeitado em todas z es*olas e em todos os c5tros sci5tificos e litt]>ios4 ,vem em seguida ,fr$]ico ,passy1 um velho que mantem1 aos #fj annos1 a mesma frescura de espirito e a mesma juv5tude p]5ne dos v9te annos4 ,orador eloqu5te1 propag&i/a infatigavel1 escriptor brilhante1 a sua aco no movim5to1 tem sido b5efica e fecunda em resultados prticos4 ,a seu lado encontramos luctadores da mais f9a tmp]a4 ,m5cionemos1 entre outros1 ,edmond ,?iaudire1 um philosopho d\bl de um homem de lettras2 ,emile ,arnaud1 o cont9uador da obra gloriosa d v5]&o patri>*a d movim5to ,*>les ,lemonni]2 ,ga/on ,mo*1 o f9o e sc9tillante r$actor da ,indep5d5cia belga2 ,potoni ,pi]re1 o modlo dos apo/olos1 na s9c]idade1 na abnegao com que advoga o seu g5]oso ideal2 ,urba9 ,gohi]1 o jornali/a impeccavel que poz a sua p5na ao s]vio da propag&a2 ,ga/on ,mor91 ,raqu5i e tantos outros egualm5te sympa?icos e egualm5te bemqui/os4 ,a ,+lat]ra1 entre os seus luctadores mais de/emidos1 apres5ta nos hom5s da e/atura de ,hodgson ,pratt1 de ,fr$]ico ,/anhope1 de ,r&al ,crem]1 de ,ervans ,d>by1 de ,felix ,mos*eles1 e m5sageiras da boa nova1 como ,peckov] e ,ell5 ,robisson4 na ,suissa1 em ,b]ne1 que reside o secret>io g]al d ,bureau int]nacional p]man5te da paz1 ,elie ,ducommun4 ,tribuno1 poeta e escriptor dos mais brilhantes1 os seus s]vios gr&e causa da humanidade1 podem cont>-se pelos dias de cada anno4 ,georges ,r5>d1 o e/imado director da ,revi/a ,sociali/a1 e um dos pr(essores mais di/9ctos da ,univ]sidade de ,lausanne e a sua solid>i$ade com o movim5to pacifico 1 ha muito1 conhecida e apreciada4 ,o dr4 ,gobat1 secret>io d ,bureau int]-p>lam5t>1 assim como o d\tor ,m>cuson1 no pod]iam s] esquecidos1 qu&o se trata de pre/> hom5agem aos s]vidores de uma ida4 ,se nos voltamos p>a os ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 o paiz onde os pr9cipios de arbitragem mais teem fructificado1 como em todos os demais paizes novos1 encontramos1 fr5te d movim5to1 z primeiras p]sonalidades da politica1 da sci5cia1 da litt]atura1 taes como ,madame ,belva ,lockwood1 que j foi c&idata presid5cia da republica1 ,fro/ ,evans1 ,b5jam9 ,trueblood1 etc4 ,na ,allemanha o movim5to em favor da paz pr(undo e acc5tuado4 ,e assim devia s]1 porque elle corresponde1 de c]to modo1 corr5te de idz que agitam aquelle paiz e o collocam fr5te da democracia na ,europa4 ,o p>tido sociali/a1 por mais de uma vez se tem affirmado pela propag&a pacifica4 ,indep5d5tem5te d'isso1 porm1 pde diz]-se afoitam5te1 sem receio de err>1 que exi/e1 na ,allemanha1 um v]dadeiro p>tido pacifico1 p]feitam5te organisado e s]vido por hom5s convictos e d$icados1 taes como ,franz ,wir?1 ha p\co fallecido1 ,adolpho ,ri*t]1 o dr4 ,e4 ,l[5?al1 o conde de ,bo!m]1 o dr4 ,ros5?al1 ,hab]l&1 ,fri$1 e outros4 ,que diremos da ,au/ria1 onde reside a g5]ala em *efe1 p>a nos s]virmos da phrase consagrada1 d gr&e e pod]oso ex]cito1 a b>oneza de ,suttn]8 ,nos paizes d norte1 ao mesmo tempo que se nota um movim5to de r5ovao sci5tifica1 obs]va-se um gr&e amor pelos ideaes g5]osos o humanit>ios4 ,assim1 em ,cop5hague1 onde o jornal sociali/a ,social ,democrat5 o p]iodico de maior tiragem1 z soci$ades da paz que =am con/ituidas primitivam5te com o fim de advog> a neutralisao da ,d9am>ca1 teem sua fr5te ,fr$]ico ,baj]1 que 1 ao mesmo tempo1 o presid5te d ,bureau int]nacional4 ,os amigos da paz encontram-se por toda a p>te4 ,na ,r\mania1 o porta-voz d movim5to um antigo m9i/ro1 o fogoso tribuno1 de uma popul>idade imm5sa em ,buc>e/h1 *amado ,nicolau ,fleva4 ,na ,russia o sociologo em95te1 ,novi[1 alm d conde ,leo ,tol/oi1 c]tam5te o mais notavel e o mais revolucion>io de todos os propag&i/as1 que no hesita em aconselh> a recusa ao s]vio milit>1 como o meio mais seguro de anniquil> o milit>ismo4 ,na ,suecia o deputado ,edu>do ,wavr9ski1 to sympa?ico pelo seu c>act]1 como pela sua d$icao causa4 ,na ,belgica1 e p>ticul>m5te em ,bruxellas1 um v]dadeiro c5tro intellectual1 o num]o dos pacificos j hoje consid]avel1 e1 p>a fal>mos to sm5te nos pr9cipaes1 m5cion>emos o s5ador sociali/a ,h5ri ,lafonta9e1 o antigo deputado ,h\zeau1 o sr4 ,decamps1 o antigo e vigoroso r$actor da ,r=me1 ,georges ,lor&1 e muitos outros4 ,na ,italia1 onde o milit>ismo pr$om9a =tem5te1 graz influ5cia allem1 o movim5to pacifico1 que teve em ,jos ,g>ibaldi um dos seus pr9cipaes apo/olos1 tem-se ala/rado por todo o paiz1 e a propag&a1 devida iniciativa d fallecido ,bonghi e t5acidade de ,!odoro ,moneta1 o antigo e conceituado director d ,secolo1 de ,milo1 tem frutitificado e progr$ido de um modo assombroso4 ,muito int5cionalm5te1 deixei p>a o fim a ,hungria1 afim de pre/> a m9ha hom5agem ao val5te companheiro de ,kossu?1 o g5]al ,trr1 que1 semelhana de ,g>ibaldi1 troc\ os horrores da gu]ra1 que contempl\ de p]to1 pelas duras ineffaveis da paz4 ,p]gunt>-nos-ho1 naturalm5te1 o que teem feito os amigos da paz1 qual a sua obra e quaes os seus resultados effectivos e imm$iatos4 ,a obra dos pacificos tem sido enorme e impe-se pela s9c]idade dos seus apo/olos e pela gr&eza da sua propag&a4 ,alm dos oito congressos que conseguiram reunir1 em diff]5tes cidades da ,europa1 onde1 com muita elevao e intellig5cia1 =am tratadas z que/es que mais podem int]ess>1 pres5tem5te1 z soci$ades1 no ponto de vi/a d direito e da ju/ia1 os amigos da paz teem conqui/ado1 p\co a p\co1 a adheso dos gov]nos e dos p>lam5tos nobre causa que def5dem1 faz5do prevalec] a sua op9io1 por todos os modos ao seu alcance1 sempre que a lucta ou a gu]ra se decl>a entre povos4 ,em #ahhh1 um c]to num]o de deputados francezes e +lezes reuniam-se em ,p>is e creavam uma conf]5cia int]-p>lam5t>1 um areopago int]nacional1 de/9ado1 em caso de conflicto1 a faz] ouvir a sua op9io imp>cial1 appell&o p>a a consci5cia de todos4 ,desde ento e/e areopago pr9cipi\ a reunir-se todos os annos1 nas mesmas cidades onde se reuniam os congressos4 ,em ,londres1 em #ahij1 recebeu mais de mil c>tas1 enviadas ao comit de organisao pelos membros dos div]sos p>lam5tos1 consegu9do reunir mais de #bej assi/5tes1 v9dos de todos os pontos d univ]so4 ,em ,roma1 a ,frana e/eve repres5tada por #ef s5adores e deputados2 +lezes #dc2 allemes #af2 hespanhoes #dj2 au/riacos #eb2 belgas #c2 d9am>quezes #c2 gregos #f2 suissos #ag2 italianos #ceh2 hung>os #ac2 norueguezes #c2 r\maicos #ef2 suecos #e2 portuguezes #c2 holl&ezes #g4 ,sob propo/a de um deputado allemo1 adopt\-se o francez como l+ua (ficial da conf]5cia4 ,p>a mant] uma aco cont9ua e in9t]rupta1 no int]vallo das reunies annuaes1 exi/e1 p>a a conf]5cia um ,bureau p]man5te1 semelhante ao ,bureau int]nacional p]man5te que exi/e p>a os congressos e que to relevantes s]vios tem pre/ado causa da paz4 ,e/es dois ,bureaux sao indep5d5tes um d outro4 ,entre os campees d movim5to1 di/+uem-se duas corr5tes importantes3 uns decl>am que um des>mam5to proporcional e simultaneo no pode s] s5o a consequ5cia de uma soluo amigavel dada s que/es que dividem os povos da ,europa1 e1 em especial1 que/o da ,alsacia e ,lor5a e d desmembram5to d imp]io turco4 ,outros nutrem a convico que essa soluo amigavel no pod] nunca s] procurada no e/ado actual da ,europa1 e que1 antes de tudo1 convm e/abelec] relaes juridicas entre z naes1 a comear pelo e/abelecim5to de um tribunal int]nacional ao qual s]iam submettidas todas z novas conte/aes4 ,d'e/e modo1 dizem1 a confiana r5asc]ia com a noo da ju/ia int]nacional e *eg>-se-hia =osam5te a um des>mam5to volunt>io1 a9da que fosse ap5as p>cial1 e1 em seguida1 soluo amigavel da conte/ao de t]ritorios ou de nacionalidades4 ,o p5sam5to g]al e que mais importa propag>1 consi/e em ganh> a op9io publica s idz de concordia e de conciliao1 afim de que os povos possam ex]c] uma influ5cia salut> sobre os p>lam5tos e sobre os gov]nos1 na hora em que c]tos problemas reclamem imp]iosam5te uma soluo1 que no pode s] s5o uma soluo pacifica4#b #b ,le programme pratique des amis de la paix p> ,elie ,ducommun4 e/e o p5sam5to pr$om9ante de todos os que se int]essam pelo movim5to e p>a elle contribuem com os seus es=os1 com a sua actividade e com a sua iniciativa4 ,os amigos da paz reunem-se frequ5tem5te1 em banquetes1 que to gr&es s]vios podem pre/> propag&a1 como os comicios e os meet+s1 e d'isso tivemos uma prova com o que se pass\1 durante a revoluo de #ahdh1 em ,frana2 e a9da rec5tem5te se fund\ em ,p>is uma associao int]nacional dos jornali/as1 amigos da paz1 sob a presid5cia d auctor d'e/as l9has4 ,z soci$ades fem9i/as tambem1 na sua maioria1 adh]iram causa da paz4 ,de modo que o movim5to1 limitado e re/ricto1 no seu pr9cipio1 a alguns vision>ios e utopi/as1 como ento lhes *amavam1 foi-se des5volv5do at tom> z propores1 que hoje tem1 de um =te e pod]oso ex]cito1 armado da razo1 a mais temivel de todas z armas1 e escudado pelo direito e pela ju/ia1 os dois balu>tes inexpugnaveis da mod]na democracia4 ,a conqui/a da paz impe-se soluo dos gr&es e complexos problemas que1 pres5tem5te1 agitam a humanidade4 ,um facto insignificante1 mas que d a m$ida da importancia d movim5to1 p]ante o mundo6 ,por occasio da visita d presid5te da ,republica franceza1 sr4 ,felix ,faure1 ao imp]ador da ,russia1 o meu illu/re amigo ,emile ,arnaud public\1 na ,indep5d5cia belga1 uma pequ5a nota em que consagrava z aspiraes d p>tido pacifico p]ante o acontecim5to1 que foi transcripta e applaudida por quasi todos os jornaes da ,europa4 ,eis o artigo3 ,a recepo feita pelo povo russo ao presid5ie da ,republica franceza reve/e cl>am5te o c>act] de uma alliana entre dois gr&es povos p>a a paz e p>a a felicidade da humanidade4 ,foi1 pelo m5os1 n'e/e s5tido1 que se exprimiram os dois gr&es orgos da impr5sa russa1 antes da *egada d presid5te ,faure1 e n'e/e mesmo s5tido que cont9uam a exprimir-se depois da sua p>tida4 ,pres5tem5te1 pois1 a unio franco-russa ultrapassa1 como significao1 os limites que pod]iam t]-lhe impo/o os diplomatas na sua origem4 ,e1 uma vez que o cz> ,nicolau ,,ii p]mittiu ao povo russo que tomasse p>te n'e/e grupam5to int]nacional que une uma ari/ocracia a uma democracia1 no nos defeso esp]> que e/e povo1 pela vontade d seu imp]ador1 possa um dia b5efici> d'e/a unio mesmo relativam5te s suas lib]dades int]iores4 ,n'esse dia s] p>a desej> que a unio dos povos francez e russo1 ess5cialm5te pacifica e humanit>ia1 se ext5da a outros povos que aboliriam a gu]ra1 lig&o-se1 entre si1 por tratados de arbitragem p]man5te1 realis&o assim o fo$us pacificum1 a alliana pacifica de povo p>a povo1 no e/abelec5do n5hum dom9io de ,e/ado p>a ,e/ado1 como recomm5dava ,kant1 ha cem annos1 na sua ,t5tativa philosophica de paz p]petua4 ,e/es e outros factos provam-nos exub]antem5te que o futuro no p]t5ce aos complicados armam5tos nem ao canho ,krupp d nosso tempo1 mas1 sim1 obra fecunda da paz1 no trabalho1 no altruismo e no respeito pela dignidade de cada um e pela dignidade de todos4 ,,iii ,arbitragem int]nacional ,de todas z idz pacificas1 a mais e/udada e a que mais conqui/as tem feito no t]r5o pratico e no campo positivo1 tem sido1 sem duvida1 a arbitragem int]nacional4 ,=am mais de #aej os casos de arbitragem que regul>am os litigios entre ,e/ados1 desde o como d'e/e seculo4 ,os ,congressos e aa ,soci$ades da paz1 o ,in/ituto de direito int]nacional1 a ,associao p>a a re=ma e codificao d direito das g5tes1 uma sub-commisso d ,bureau int]nacional p]man5te da paz1 um comit in/ituido pelo ,congresso de ,*icago1 occup>am-se e occupam-se a9da1 com egual compet5cia e egual zlo1 dos meios de al>g> os processos1 seguidos at o pres5te com c]tas res]vas e c]ta timidez1 p>a se e/abelec] def9itivam5te a arbitragem em todas z cont5das int]nacionaes4 ,juri/as em95tes elabor>am projectos de gr&e alcance1 de/9ados a s]em submettidos aos gov]nos1 t5do em vi/a a composio e attribuies de tribunaes int]nacionaes assim como o processo arbitral a seguir4 ,teem sido publicadas obras importantissimas sobre a que/o da arbitragem int]nacional1 nos seus pr9cipios e nas suas applicaes4 ,entre outras apraz-nos m5cion> z de ,mi*el ,revon e z d pr(essor ,mrignhac4 ,a conf]5cia int]-p>lam5t> de #ahie1 em ,bruxellas1 reuniu1 n'um s1 tres projectos de organisao de um tribunal int]nacional ou de um collegio de rbitros e enc>reg\ o seu ,bureau de faz] um appllo aos ,e/ados que quizessem =m> uma primeira unio sobre e/as bases4 ,e/e projecto1 r$igido pelo sr4 ,augu/o ,h\zeau ,delahaie1 actualm5te s5ador belga1 foi publicado e comm5tado polo sr4 ,e4 ,decamps1 e em seguida enviado a todos os gov]nos1 sob a frma de memoria1 induz9do alguns ,e/ados neutros a =m>em o nucleo de uma primeira ,unio int]nacional de arbitragem sobre z bases propo/as4 ,a concluso de tratados de arbitragem p]man5te e/ hoje1 mais d que nunca1 na ordem d dia4 ,um gr&e passo foi dado1 n'e/e s5tido1 no fim d anno passado1 pela assignatura de um tratado de arbitragem p]man5te entre a ,gran-,bretanha e os ,e/ados-,unidos da ,am]ica4 ,e/e tratado no foi a9da ratificado1 mas esp]a-se que o seja em breve4 ,o gov]no dos ,e/ados ,unidos da ,am]ica1 no s se dirigiu ,suissa como tambem ,frana1 no s5tido de entabol> negociaes1 afim de e/abelec] tratados de arbitragem p]man5te com z duas m5cionadas naes4 ,todas e/as in=maes1 alis bem au!nticas1 nos =am =necidas pelo proprio secret>io d ,bureau1 o sr4 ,elie ,ducommun1 no seu ,programme pratique des amis de la paix1 e so de molde a incutir al5to aos espiritos a9da os mais refract>ios a e/as que/es4 ,no ha duvida que so enormes e inconte/ados os progressos1 no campo da arbitragem4 ,p>a se aquilat> da sua importancia1 ba/>-nos-na consult> a li/a dos pr9cipaes tratados de arbitragem1 realizados n'e/e seculo4 #a--;,entre os ,e/ados ,unidos e a ,gran-,bretanha em #ahaf1 relativo ao rio de ,santa ,cruz e aos ,lagos2 #b--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,gran-,bretanha em #ahah1 com respeito obrigao de entreg> os escravos1 submettidos ao julgam5to d imp]ador da ,russia2 #c--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,hespanha1 em #ahai1 relativam5te s reclamaes da ,florida2 #d--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,gran-,bretanha em #ahbg1 por uma que/o de limites3 submettido deciso d rei dos ,paizes ,baixos2 #e--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,d9am>ca em #ahcj2 #f--;,entre a ,beigica e a ,holl&a em #ahcd2 #g--;,entre a ,frana e a ,+lat]ra em #ahce2 #h--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,mexico em #ahci2 #i--;,entre os ,e/ados-,unidos e ,portugal em #ahce2 submettido deciso d imp]ador dos francezes2 #aj--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,+lat]ra em #ahec2 #aa--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,nova ,granada em #aheg2 #ab--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,*ili em #aheh2 #ac--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,p>aguay em #ahei2 #ad--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,co/a ,ricca em #ahfj e em #ahha2 #ae--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,equador em #ahfb e em #ahfd2 #af--;,entre a ,gran-,bretanha e o ,brazil em #ahfc2 #ag--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,p] em #ahfc2 #ah--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,gran-,bretanha em #ahfc1 relativo companhia da bahia de ,hudson2 #ai--;,entre a ,frana e o ,mexico em #ahci2 #bj--;,entre os ,e/ados-,unidos e ,v5ezuela em #ahff2 #ba--;,entre a ,frana e a ,russia em #ahfg2 #bb--;,entre a ,turquia e a ,grecia em #ahfg e em #ahhb2 #bc--;,entre a ,+lat]ra e a ,hespanha em #ahfg2 #bd--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,mexico em #ahfh2 #be--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,p] em #ahfh e era #ahfi2 #bf--;,entre a ,gran-,bretanha e o ,p]1 em #ahfd2 o s5ado de ,hamburgo1 escolhido como rbitro1 rejeita z allegaes da ,+lat]ra2 #bg--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,brazil em #ahgj2 #bh--;,entre a ,gran-,bretanha e ,portugal em #ahgj2 #bi--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,hespanha em #ahga e em #ahhe2 #cj--;,entre oa ,e/ados-,unidos e a ,gran-,bretanha1 com respeito ao ,alabama1 em #ahga2 #ca--;,entre o ,japo e o ,p]1 em #ahgb2 o imp]ador da ,russia1 escolhido como rbitro1 decide em favor d ,japo2 #cb--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,gran-,bretanha em #ahga 7que/o de ,san ,juan e das pesc>ias da ,nova ,escocia72 #cc--;,entre a ,*9a e o ,japo em #ahgi2 rbitro o ex-presid5te dos ,e/ados-,unidos1 ,ulysse ,grant2 #cd--;,entre a ,gran-,bretanha e o ,brazil em #ahgc2 submettido aos m9i/ros dos ,e/ados-,unidos e da ,italia1 no ,rio2 #ce--;,entre a ,italia e a ,suissa em #ahgd2 submettido ao m9i/ro dos ,e/ados-,unidos na ,italia2 #cf--;,entre a ,gran-,bretanha e ,portugal em #ahge2 submettido ao presid5te da ,republica franceza2 #cg--;,entre a ,*9a e o ,japo em #ahgf2 #ch--;,entre a ,p]sia e o ,afghani/an em #ahgg2 #ci--;,entre a ,gran-,bretanha e ,lib]ia em #ahgi2 #dj--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,hespanha1 relativo a ,cuba1 em #ahgi2 #da--;,entre a ,gran-,bretanha e ,nic>agua em #ahgi e #ahha2 #db--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,frana em #ahhj2 #dc--;,entre a ,gran-,bretanha e a ,russia em #ahhe2 que/o de fronteira asiatica1 submettida a uma commisso2 #dd--;,entre a ,frana e ,nic>agua em #ahha2 #de--;,entre o ,*ili e a ,colombia em #ahha2 #df--;,entre o ,*ili e a ,republica ,arg5t9a1 relativo ao ,e/reito de ,magalhes em #ahha2 submettido ao presid5te dos ,e/ados-,unidos2 #dg--;,entre a ,holl&a e o ,haiti em #ahhb2 #dh--;,entre os ,e/ados-,unidos e o ,haiti em #ahhd2 #di--;,entre a ,+lat]ra e a ,allemanha1 com respeito s ilhas ,fidj em #ahhe2 #ej--;,entre os ,e/ados-,unidos e a ,allemanha em #ahhg2 #ea--;,entre a ,allemanha e a ,hespanha1 relativo s ,c>ol9as2 submettido ao papa em #ahhe2 #eb--;,entre a ,frana e a ,+lat]ra 7#ahhd71 a ,italia1 de um lado1 e o ,*ili1 d outro1 com respeito s reclamaes prov5i5tes da gu]ra entre o ,*ili e o ,p]2 #aec--;,entre o ,p] e o ,japo1 relativo captura de um b>co da primeira d'e/as naes2 #ed--;,entre ,honduras1 ,guatemala e ,salvador em #ahhf2 #ee--;,entre duas povoaes africanas em #ahhg1 submettidas ao adm9i/rador d ,be*uanal& britannico2 #ef--;,entre a ,gran-,bretanha1 os ,e/ados-,unidos e o ,canad2 #eg--;,entre ,nic>agua e ,co/a ,ricca1 em #ahhg e em #ahhi2 submettido ao presid5te dos ,e/ados ,unidos2 #eh--;,entre a ,gran-,bretanha e a ,hespanha1 relativo a um conflicto no m>2 rbitro1 a ,italia1 em #ahhg2 #ei--;,entre a ,italia e a ,colombia em #ahhh2 submettido ao gov]no da ,hespanha2 #fj--;,entre a ,italia e a ,colombia1 por causa de um conflicto no m>1 em #ahhh2 #fa--;,entre os ,e/ados-,unidos e ,m>rocos1 com a ,italia1 por rbitro1 em #ahhh2 #fb--;,entre ,portugal e ,m>rocos2 rbitro1 a ,frana1 em #ahhh2 #fc--;,entre a ,d9am>ca e os ,e/ados-,unidos em #ahhi 7reclamao *amada ,butt]field72 #fd--;,entre a ,holl&a e a ,frana2 a proposito das fronteiras de ,sur9am2 rbitro1 o imp]ador da ,russia 7#ahhi72 deciso em favor da ,holl&a2 #fe--;,entre o ,brazil e la ,plata2 rbitro1 o presid5te dos ,e/ados-,unidos1 em #ahhi2 #ff--;,entre a ,gran-,bretanha e a ,allemanha1 com respeito a uma ilha africana1 #ahij2 rbitro1 um m9i/ro d ,e/ado belga2 #fg--;,entre a ,gran-,bretanha e ,portugal 7#ahij71 relativo ao cam9ho de f]ro de ,l\r5o ,m>ques1 rbitros suissos2 #fh--;,entre a ,gran-,bretanha e os ,e/ados-,unidos2 #ahia1 com respeito s pesc>ias no m> de ,behr+2 #fi--;,entre a ,gran-,bretanha e a ,frana1 relativo s pesc>ias na ,t]ra ,nova1 #ahia2 rbitro1 uma commisso de #g membros2 #gj--;,a ,commisso danubiana1 e/abelecida em #ahef1 con/itue um tribunal de arbitragem p]man5te2 #ga--,o ,congresso de ,b]lim1 em #ahgh1 foi1 na realidade1 um tribunal de arbitragem1 organisado por sete gr&es pot5cias p>a regul> z reclamaes de diff]5tes ,e/ados na p59sula dos ,balkans2 #gb--,o ,congresso ,pan-am]icano1 reunido em ,wa%+ton1 a #bh de abril de #ahij1 adopt\ uma moo convid&o todas z republicas am]icanas a submett]em1 d'aquelle dia em deante1 z suas que/es arbitragem4 ,e/a moo foi adoptada por #ag republicas2 #gc--,tratado p]man5te de arbitragem entre a ,+lat]ra e os ,e/ados ,unidos1 assignado em #ahig1 vlido por c9co annos e pod5do s] r5ovado em pl5o direito e indef9idam5te4 #gd--;,entre a ,+lat]ra e o ,brazil1 por causa da ilha da ,tr9dade1 em #ahif2 rbitro ,portugal4 ,os pr9cipios g]aes1 adoptados por todos os pacificos1 so os segu9tes3 a politica no s5o a applicao da moral2 z regras d ju/o e d inju/o so z mesmas1 tanto p>a z naes1 como p>a os individuos2 e o fundam5to commum d'e/as regras a autonomia da consci5cia individual4 ,o direito publico mod]no rep\sa em pr9cipios inteiram5te diff]5tes d'aquelles de que o faziam d]iv> os tratadi/as antigos2 e a ,revoluo--na phrase judiciosa de ,*4 ,lemonni]--no outra c\sa s5o a applicao d'e/es pr9cipios novos1 qu] nas relaes dos cidados entre si1 qu] na con/ituio dos gov]nos1 qu] nas relaes dos cidados com os gov]nos4 ,p>a fund> a paz int]nacional1 mi/r proclam> ousadam5te o direito novo1 em h>monia com z regras da moral e da ju/ia1 e tornal-o compreh5sivel a todos os espiritos1 pela pratica d'e/es mesmos pr9cipios1 nas relaes dos povos entre si4 ,eis1 em breves palavras1 a base1 o fundam5to e a necessidade dos tratados de arbitragem p]man5te entre naes4 ,a palavra de ordem1 dada por um dos mais d$icados apo/olos d movim5to pacifico1 a segu9te3 ,exigir de todos os m&at>ios d suffragio univ]sal1 e especialm5te dos membros d p>lam5to1 o compromisso =mal3 #a4--,que se opporo a toda a decl>ao de gu]ra que no haja sido prec$ida de uma t5tativa de arbitragem2 #b4--,que vot>o os tratados de arbitragem propo/os2 #c4--,que d>o a sua adheso conf]5cia int]-p>lam5t>4 ,,iv ,des>mam5to ,ha quem consid]e o des>mam5to1 como um meio p>a conseguir a paz4 ,div]gimos dos que assim p5sam4 ,o des>mam5to s] antes um resultado da paz e nunca um meio p>a a obt]4 ,folgamos que fsse tambem e/a a op9io consignada na memoria apres5tada1 ao congresso de ,hamburgo1 pelo sr4 ,ga/on ,mo*4 ,sabemos j que a causa da arbitragem ganha t]r5o de dia p>a dia2 que e/ p]feitam5te em h>monia com z aspiraes dos povos e os seus int]esses economicos2 que se oppe aos ex]citos p]man5tes e que z massas trabalhadoras no teem o m9imo int]esse na gu]ra4 ,s]1 porm1 possivel um des>mam5to8 ,em que condies8 ,o des>mam5to con/itue1 como a arbitragem1 um dos artigos d programma da paz4 ,os ex]citos p]man5tes r\bam produco milh>es e milh>es de braos vlidos e aptos p>a trabalh>4 ,manteem1 alm d'isso1 com todos os vicios que lhes so inh]5tes1 o desequilibrio nos oram5tos de todos os paizes4 ,a sua suppresso impe-se4 ,mas como8 ,pela recusa ao s]vio milit>1 d mesmo modo que z gu]ras se pod]o1 at c]to ponto1 evit> pela decl>ao de uma greve g]al4 ,p>a gr&es males1 gr&es rem$ios4 ,em nosso juizo1 s a f$]ao entre povos pod] obrig> z naes a des>m>4 ,emquanto1 porm1 isso se no consegue1 nosso dev] trabalh> p>a um des>mam5to1 s5o total e completo1 pelo m5os p>cial e simultaneo4 ,jules ,simon *eg\ a tom> a iniciativa d'uma propo/a p>a a concluso de uma trgua1 assegurada por dez annos1 ou1 pelo m5os1 at a ,exposio de #aijj4 ,uma paz def9itiva1 um des>mam5to p>cial e a in/ituio de um tribunal int]nacional1 dev]iam s] a consequ5cia d'e/a ida4 ,em ,+lat]ra1 teem-se erguido vozes auctorisadas1 afim de p$irem s pot5cias que se compromettam entre si a no augm5t>em os seus armam5tos1 durante um c]to e det]m9ado p]iodo1 uma vez que no possam r5unci> completam5te a toda a velleidade de gu]ra4 ,e/es planos1 alis muito g5]osos1 no pass>iam de simples palliativos4 ,o que se torna indisp5savel atac> o mal na sua origem que o exaggro dos enc>gos milit>es impo/os s populaes4 ,uma trgua no tr>ia comsigo a suppresso dos ex]citos que se torna necess>ia1 e o compromisso de no augm5t> os armam5tos no allivi>ia o pesado f>do que esmaga a ,europa4 ,com effeito--escreve ,elie ,ducommun--a r$uco das despesas milit>es con/itue ap5as um dos t]mos d problema a resolv]3 o outro1 no m5os importante1 o afa/am5to das probabilidades de gu]ra4 ,um des>mam5to p>cial actu>ia inconte/avelm5te nos dois s5tidos1 ao mesmo tempo como meio de dim9uir z probabilidades de gu]ra e de allivi> os enc>gos milit>es4 ,os ,e/ados da ,europa disp5dem1 actualm5te1 #e bilies de francos1 por anno1 com o milit>ismo3 colloc&o-se1 sob o regim5 da paz de #ahfi1 no disp5d]iam mais de #b #c_/d4 ,o augm5to de #b3ejj milhes de francos1 por anno1 nas despesas milit>es da ,europa1 foi o resultado das gu]ras de #ahhf entre a ,russia e a ,au/ria e de #ahgj-ga entre a ,allemanha e a ,frana4 ,o des>mam5to signific>ia dim9uio de impo/os2 amortisao de uma p>te das dividas publicas1 pondo ao s]vio da indu/ria e da agricultura os capitaes disponiveis2 o equilibrio das relaes entre a produco e o consumo1 e um augm5to sempre cresc5te de hygi5e1 de saude e de moralidade p>a os povos4 ,como *eg>1 porm1 at l8 ,como conseguil-o8 ,napoleo ,,iii fez vrias t5tativas n'esse s5tido4 ,a sua ida fixa era o des>mam5to e a f$]aco europa1 apes> das gu]ras em que &\ sempre envolvido4 ,em #ahfc propoz s pot5cias a reunio de um congresso1 p>a uma reviso amigavel dos tratados de #ahae e p>a o des>mam5to g]al4 ,em #ahae1 no discurso da cora1 por occasio da ab]tura das cam>as1 deplorava a indiff]5a dos outros sob]anos1 relativam5te aos v]dadeiros int]esses dos povos4 ,em fev]eiro de #ahgj1 negociava com a ,+lat]ra1 p>a que e/a o ajudasse a v5c] a resi/5cia da ,prussia1 e annunciava que d>ia o primeiro passo1 r$uz9do1 a titulo de indicao1 o proximo cont+5te2 e/a r$uco--dizia elle--s]ia de #aj4jjj hom5s sm5te4 ,com effeito1 a #ba de m>o de #ahgj1 os seus m9i/ros apres5t>am um projecto de r$uco1 p>a o proximo cont+5te1 de #ajj4jjj a #ij4jjj hom5s4 ,e/e projecto foi votado pelo corpo legislativo no #a4 de julho de #ahgj1 por occasio d incid5te ,hoh5zoll]n4 ,a gu]ra foi decl>ada a #ae de julho4 ,no e/ado de desconfiana em que hoje vivem z naes1 um des>mam5to total s]ia difficil1 s5o impossivel4 ,mas no ha duvida que um des>mam5to proporcional e simultaneo s]ia um gr&e passo dado no s5tido de uma soluo pacifica4 ,quaes os meios1 porm1 de o conseguir8 ,cre&o e des5volv5do uma =te corr5te de op9io int]nacional1 de modo a actu>1 de uma maneira decisiva1 sobre os p>lam5tos e sobre os gov]nos4 ,qu&o os povos se conv5c]em que todo esse luxo de gu]ra s]ve unicam5te p>a de/ruir e p>a os r$uzir mis]ia1 n'esse dia os armam5tos pass>o1 com applauso de todos1 a figur> nos museus ar*eologicos4 ,v ,a obra da paz ,na sua reunio de #f de m>o de #ahig1 resolveu a commisso d ,bureau int]nacional public> z resolues dos congressos univ]saes da paz1 que se realis>am de #ahhi a #ahif1 classificadas segundo z indicaes de ,alfr$o ,nobel no seu te/am5to3 #a4--;,approximao frat]nal dos povos2 #b4--,r$uco dos ex]citos2 #c4--,organizao e des5volvim5to dos congressos da paz4 ,i4 ,approximao frat]nal dos povos ,a4 ,t5d5cia g]al ,os pr9cipios segu9tes =am proclamados em muitos congressos3 ,a frat]nidade entre os hom5s implica necess>iam5te a frat]nidade entre z naes1 nas suas relaes4 ,cada ,e/ado sob]ano deve s] consid]ado como egual a todos os outros1 no ponto de vi/a juridico4 ,a in/ituio de uma ,f$]ao europa poria t]mo ao e/ado actual de an>*ia int]nacional1 sem les> a indep5d5cia de cada nao4 ,ella deve con/ituir o fim supremo da propag&a dos amigos da paz que desejam resolv] os conflictos pela lei e no pela viol5cia4 propag&a da paz1 deve junt>-se a propag&a da moral em politica4 ,os direitos dos extrangeiros devem s] protegidos1 assim como devem s] g>antidos os tratados int]nacionaes4 ,toda a intellig5cia dos povos com o fim de con/ituirem uma f$]ao1 no pode s5o contribuir p>a o e/abelecim5to da paz entre z naes4 ,apoiamos1 por isso1 a ida da organisao de uma liga p>a a ,conf$]ao balkanica4 ,b4 ,pr9cipios de direito int]nacional ,o direito de gu]ra no exi/e1 assim como no exi/e o direito de conqui/a4 ,z relaes entre z naes so regidas pelos mesmos pr9cipios d direito e da moral que regem z relaes entre os individuos4 ,assim como n+um tem o direito de faz] ju/ia por suas proprias mos1 assim tambem n5huma nao tem o direito de decl>> gu]ra a outra4 ,qualqu] conflicto entre naes s] regulado por via juridica4 ,a autonomia de cada nao inviolavel4 ,z naes teem o direito de legitima defesa4 ,z naes teem o direito inali5avel e imprescriptivel de disporem de si mesmas4 ,z naes so solid>ias umas com z outras4 ,c4 ,nacionalidades ,resumo dos pr9cipios affirmados pelos congressos3 ,nos ,e/ados compo/os de diff]5tes nacionalidades1 os gov]nos contribuiriam p>a a manut5o da paz1 tanto ext]ior como int]ior1 se1 a exemplo da ,suissa1 respeitassem o c>act] e?nographico e o des5volvim5to das nacionalidades1 em h>monia com z leis da lib]dade e da ju/ia4 ,os hom5s e/o ligados por laos communs de humanidade sobre a base inde/ructivel da solid>i$ade e da frat]nidade1 e o s5tim5to da nacionalidade ou d patriotismo no pode nunca ir de encontro a essa ligao4 ,importa pois1 oppr propag&a que divide os hom5s por consid]aes de m]os int]esses locaes ou pessoaes uma outra propag&a que procure e/abelec] a unidade e a frat]nidade dos individuos1 como base da soci$ade e como pr9cipio das relaes int]nacionaes4 ,d4 ,relaes d direito com os povos no civilisados ,e/as relaes devem s] baseadas sobre z regras da ju/ia int]nacional4 ,n5hum ,e/ado pod]1 no futuro1 apropri>-se dos t]ritorios coloniaes4 ,os paizes em via de colonisao1 devem s] ab]tos actividade de todos1 sob a auctoridade de um concelho colonial a cre> p>a z naes policiadas4 ,na espectativa1 urg5te que z pot5cias signat>ias das decises da conf]5cia de ,b]lim de #ahhd a #ahhi e d ,acto de ,bruxellas de #ahij1 relativos suppresso da escravido e prohibio da v5da das armas de fogo e das bebidas alcoolicas1 tomem m$idas effectivas1 afim de regul>em a sua obs]vancia4 ,e4 ,arbitrag5s int]nacionaes ,todos os congressos univ]saes da paz se teem occupado successivam5te d pr9cipio da arbitragem int]nacional e da sua applicao1 sob a res]va da autonomia de cada ,e/ado1 aconselh&o a sua adopo em todos os tratados1 como clausula obrigatoria1 e indic&o a necessidade de concluir tratados de arbitragem p]man5te e de cre> tribunaes de arbitragem int]nacional1 t5do jurisdico em todos os conflictos que os gov]nos no possam resolv] amigavelm5te4 ,p>a esse fim teem-se os mesmos congressos dirigido1 por diff]5tes vezes1 s soci$ades op]>ias1 s soci$ades fem9i/as1 ao pr(essorado1 aos m9i/ros das religies1 de modo a fom5t>1 em todos os paizes1 uma agitao popul> e p>lam5t> n'e/e s5tido ,m]ec]am p>ticul>m5te a att5o d'essas assemblz z que/es que dizem respeito sanco das s5t5z arbitraes1 aos limites da arbitragem1 frmula de um tratado de arbitragem p]man5te1 ao processo a seguir p]ante os tribunaes arbitraes1 t5do sempre apoiado os es=os t5tados pelos gov]nos p>a a concluso de tratados de arbitragem4 ,f4 ,e/udo das que/es que podem ameaar a paz ,os diff]5tes congressos da paz emittiram successivam5te os votos segu9tes3 #a4--,organisao de reunies dos repres5tantes de div]sos paizes1 afim de e/ud>em todas z que/es int]nacionaes que podem ameaar a paz2 #b4--;,=mao de um comit1 compo/o de gr&e num]o de membros das soci$ades da paz1 afim de se in=m>em dos factos graves que pod]o occasion> uma gu]ra e afim de proporem z m$idas que mais opportunas se lhes afigurem p>a afa/> semelhante ev5tualidade4 #c4--;,arbitragem em todos os conflictos que dividem z naes da ,europa4 #d4--;,e/udo seguro das causas de complicaes int]nacionaes que podem arra/> os povos gu]ra4 ,g4 ,f$]ao p>a os int]esses economicos ,o #b4 congresso havia j exprimido a sua satisfao1 relativam5te s conv5es int]nacionaes que regulam z que/es de int]esse commum1 taes como z conv5es po/aes e telegraphicas1 a conv5o sobre a propri$ade indu/rial1 etc41 que consid]\ como outros tantos meios de torn> h>monicas z leis dos diff]5tes paizes em tudo que diz respeito s que/es comm]ciaes e humanit>ias4 ,outrosim havia recomm5dado aos grupos p>lam5t>es a insi/5cia sobre novos projectos de unificao de pesos e m$idas1 da mo$a1 etc41 o que foi confirmado pelo #g4 congresso4 ,a abolio gradual das b>reiras alf&eg>ias entre z naes tambem con/ituiu assumpto de discusso d #b4 congresso4 ,a que/o de uma l+ua conv5cional foi dada1 como elem5to de e/udo1 no #g4 congresso4 ,h4 ,inviolabilidade da vida humana ,o #f4 congresso proclam\ o pr9cipio da inviolabilidade da vida humana1 limit&o ao direito e defesa1 o direito que tem a soci$ade de punir1 e demon/r&o que a legitima defesa no necessita nunca a applicao da p5a de morte4 ,i4 ,duello ,dois congressos successivos pronunci>am-se contra a prtica d duello4 ,,ii4 ,r$uco dos ex]citos ,a4 ,des>mam5to ,o #a4 congresso resolveu int]ess>-se junto dos gov]nos1 afim de os conv5c] a tom>em m$idas prticas1 conduc5tes a um des>mam5to4 ,o #b4 congresso propoz a reunio dos ,e/ados da ,europa1 com o fim de se e/ud>em os meios mais adequados realisao de um des>mam5to gradual4 ,o gov]no que primeiro se resolvesse a lic5ci> uma p>te d seu ex]cito1 pre/>ia1 com o seu exemplo1 um gr&e s]vio ,europa e humanidade1 sem dim9uir z condies da sua defesa nacional4 ,recomm5d\ a9da mais1 o mesmo congresso uma propag&a activa em favor de um programma que comportasse a paz1 a arbitragem e um des>mam5to mutuo1 proporcional e simultaneo4 ,o #d4 congresso dirigiu-se s pot5cias p$9do a sub/ituio da politica baseada sobre o pr9cipio3 ,si vis pacem p>a bellum pela politica d des>mam5to4 ,o #e4 congresso envi\ a expresso da sua sympa?ia aos am]icanos que procuram rem$i> o deploravel e/ado atual de desconfiana armada o lib]t> a patria d flagello devorador d milit>ismo4 ,o #f4 congresso enc>reg\ o seu ,bureau de transmittir conf]5cia int]-p>lam5t> a sua convico crca dos tratados de arbitragem1 porque s elles pod]iam p]mittir s pot5cias a trans=mao dos seus armam5tos e a r$uco indisp5savel ao equilibrio das suas f9anz4 ,emfim o #g4 congresso prote/\ contra o augm5to cont9uo das despesas feitas com o armam5to1 e no s convid\ os membros dos corpos legislativos a vot>em contra o augm5to futuro d'e/as despesas1 como tambem convid\ os eleitores a no d>em o seu voto s5o quelles que se compromettessem a seguir e/a l9ha de conducta4 ,em vi/a da propag&a a faz]1 especialm5te p>a um des>mam5to p>cial1 os congressos convid>am z soci$ades da paz a =mul> uma e/ati/ica1 to completa e exacta quanto possivel1 sobre z despesas directas e indirectas que ac>retam a gu]ra e a paz armada4 ,b4 ,neutralidade ,os c9co primeiros congressos occup>am-se das que/es que se ligam neutralisao d maior num]o de ,e/ados1 como g>antia da paz e como meio p>a um des>mam5to p>cial4 ,depois de indicados os direitos e os dev]es dos neutros1 decl>>am esses mesmos congressos que os tratados que asseguram1 pres5tem5te1 a c]tos ,e/ados1 o b5eficio da neutralidade e/o em vigor e que muito s]ia p>a desej> que se concluissem novos tratados1 afim de e/abelec] a neutralidade de outros ,e/ados4 ,mais decl>>am a9da que os i/hmos1 os e/reitos1 e os cabos subm>9os1 utilizados pelo comm]cio1 devem s] livres e que a sua neutralizao con/itue uma g>antia p>a todas z pot5cias m>itimas4 ,appell>am1 emfim1 p>a a impr5sa dos ,e/ados-,unidos e da ,gran-,bretanha p>a que ella usasse da sua influ5cia em vi/a da obs]vao ao tratado de #ahag1 que prohibe a e/ada de navios de gu]ra nos gr&es lagos e proclama a paz p]petua sobre e/as aguas4 ,c4 ,decl>aes de gu]ra ,como consequ5cia da decl>ao d direito de gu]ra1 o #d4 congresso foi de op9io de que z probabilidades dos conflictos sangr5tos se pod]iam r$uzir consid]avelm5te1 desde que os pod]es executivos fossem obrigados a consult> os repres5tantes da sua nao1 antes de decl>> uma gu]ra4 ,d4 ,empre/imos de gu]ra ,o #d4 congresso desapprov\ vivam5te o sy/ema de negoci> empre/imos de gu]ra1 e o #f4 congresso applic\ e/e pr9cipio gu]ra entre a ,*9a e o ,japo4 ,e4 ,trans=mao dos ex]citos ,uma propo/a relativa trans=mao dos ex]citos de/ruidores em ex]citos productores1 foi tomada em consid]ao pelo #f4 congresso1 e o #g4 nome\ uma commisso p>a a e/ud>4 ,,iii4 ,des5volvim5to dos congressos da paz ,a4 ,congressos univ]saes da paz ,a s]ie dos congressos univ]saes da paz1 foi inaugurada1 em ,p>is1 no anno de #ahhi1 pela iniciativa e sob a presid5cia de ,fr$]ico ,passy4 ,no anno segu9te1 precis\-se o fim d'e/a in/ituio4 ,z ,soci$ades da paz teem por objecto favorec] uma troca frequ5te de in=maes e de propo/as e auxili> uma aco commum1 s5do necess>io4 ,z ,soci$ades da paz =am convidadas a e/abelec] relaes com os diff]5tes ,congressos int]nacionaes1 communic&o-lhes z suas resolues1 e p$9do-lhes o seu apoio4 ,em cada uma das sete reunies annuaes1 desde #ahhi1 e/as soci$ades teem-se es=ado em regulam5t> o melhor possivel os seus congressos1 qu] quanto ao direito de repres5tao nas assemblz1 qu] quanto frma e m>*a das delib]aes4 ,b4 ,bureau int]nacional da paz ,no ,congresso de ,roma1 em novembro de #ahia1 resolveu-se a creao de um ,bureau int]nacional p]man5te da paz1 que s]ve de lao de unio entre z soci$ades e os amigos da paz em g]al1 e que funcciona regul>m5te1 em ,b]ne1 ha crca de sete annos1 possu9do p]sonalidade civil4 ,a sua commisso compe-se de #ai membros1 reeleitos todos os annos1 que1 por seu turno1 elegem um comit p]man5te de #c membros1 resid5tes em ,b]ne4 ,o ,bureau int]nacional1 entre outras c\sas1 prep>a o programma provisorio de cada congresso e pe em execuo z resolues tomadas4 ,publica uma correspond5cia bi-m5sal que envia gratuitam5te a todas z soci$ades da paz e a todas z pessoas que especialm5te se occupam d movim5to pacifico4 ,d #g4 congresso 7,budape/h7 recebeu pl5os pod]es1 p>a1 no int]vallo das reunies1 se dirigir aos gov]nos e appell> p>a a op9io publica1 sempre que um conflicto imm95te o torne necess>io4 ,fez uso d'e/as faculdades1 a #f de m>o de #ahig1 a proposito da que/o d ,ori5te4 ,c4 ,relaes com a conf]5cia int]-p>lam5t> ,o #a4 congresso j havia dado m&ato ao seu ,bureau1 afim de lev> (ficialm5te ao conhecim5to da conf]5cia int]-p>lam5t> todas z resolues approvadas pelos seus delegados4 ,o #b4 congresso consign\3 #a4--que o congresso annual da paz se realise antes ou imm$iatam5te depois da conf]5cia int]-p>lam5t> e na mesma cidade3 #b4--que z resolues e z div]sas propo/as adoptadas1 respectivam5te pelo congresso e pela conf]5cia1 int]ess&o z duas assemblz1 sejam (ficialm5te levadas ao conhecim5to de cada uma d'ellas4 ,,iv4 ,propag&a ,z pr9cipaes recomm5daes feitas pelo congresso1 em mat]ia de propag&a pacifica1 ref]em-se3 a7 propag&a eleitoral em favor dos c&idatos dispo/os a su/5t>em z idz da paz e da arbitragem int]nacional3 b7 propag&a pela impr5sa1 p>a que publique1 n'uma cruzada em favor da paz univ]sal1 factos exactos e in=maes de natureza a dissip> os mal-ent5didos que muitas vezes so a origem de discordias int]nacionaes2 c7 propag&a pela es*ola1 afim de que1 nos dom9ios da in/ruco publica1 e1 em p>ticul> no ens9o da ,hi/oria1 se inculquem aos alumnos e aos e/udantes os pr9cipios da solid>i$ade humana1 da arbitragem e da paz2 d7 propag&a pelas collectividades religiosas2 e7 propag&a pelas associaes de damas2 f7 propag&a pelas associaes op]>ias1 facilit&o a p>ticipao d'e/es grupos na obra das soci$ades da paz2 g7 propag&a pelas assemblz publicas4 99 99 99 99 99 ,em resumo3 z soci$ades e os congressos da paz discutiram successivam5te todas z que/es de pr9cipio que se impem s suas inve/igaes4 ,alm d'isso1 com o concurso d seu ,bureau int]nacional p]man5te1 es=aram-se por indic>1 to cl>am5te quanto possivel1 z vias a seguir p>a combat] o milit>ismo e p>a aco/um> z massas a pref]irem z solues pacificas s solues viol5tas1 em caso de que/es ou conflictos int]nacionaes4 ,popul>is>am a ida da approximao frat]nal dos povos pela egualdade1 pela ju/ia e pela moral em politica1 pela proteco dos e/rangeiros1 por bases mais equitativas d direito int]nacional1 pelo respeito dos direitos das nacionalidades1 por um proc$im5to leal em relao aos povos no civilisados1 pela prtica da arbitragem int]nacional1 pelo e/ado consci5cioso das que/es que podem ameaar a paz e das que se ref]em aos int]esses economicos communs das naes1 emfim1 pela proclamao da inviolabilidade da vida humana e pela condemnao d duello4 ,e/abelec]am z bases de uma futura r$uco dos ex]citos1 recomm5d&o um des>mam5to proporcional simultaneo1 pela neutralisao d maior num]o possivel d',e/ados1 pela consulta dos p>lam5tos1 antes de qualqu] decl>ao de gu]ra1 e pela prohibio dos empre/imos de gu]ra4 ,organis>am1 nas melhores condies possiveis1 z gr&es ,,reuni,,es ,,dos ,,amigos ,,da ,,paz2 in/ituiram o seu ,bureau int]nacional p]man5te e e/abelec]am boas relaes entre si e os grupos int]-p>lam5t>es da paz e da arbitragem4 ,f9alm5te1 fiz]am uteis e con/antes recomm5daes1 em vi/a de fom5t> a ,,propag&a ,,pacifica em todos os dom9ios4 ,trabalh>am muito e bem1 ha alguns annos a e/a p>te1 e os resultados obtidos1 na op9io publica1 so de molde a inspir> confiana no futuro1 ao mesmo tempo que impem novos dev]es4 ,,vi ,a commisso g]al de paz e arbitragem int]nacional ,graz iniciativa da illu/re ,soci$ade de ,geographia1 exi/e tambem em ,lisboa uma commisso g]al de paz e arbitragem int]nacional que inaugur\ os seus trabalhos no dia #ab de abril d corr5te anno4 seu presid5te actual o v5]&o jornali/a e notavel causidico1 dr4 ,h5rique ,midosi1 e a ella p]t5cem di/9ctas individualidades1 todas egualm5te emp5hadas na defesa dos lum9osos pr9cipios d direito1 da ju/ia e da pacificao humana4 ,e/a commisso1 que antes dev]ia classific>-se uma bella e promett$ora soci$ade1 conta j hoje com valiosas adheses1 e1 entre os seus v>ios trabalhos prelim9>es1 cumpre-nos assignal> dois docum5tos1 ambos de/9ados a grange>em-lhe z mais vivas e fundas sympa?ias4 ,o primeiro a circul>-manife/o com que se dirigiu s soci$ades extrangeiras3 ,em vesp]as da celebrao d qu>to c5t5>io da descob]ta da ,india1 que inaugur\1 p>a a ,europa1 uma nova ra--a ra colonial--abr9do ao comm]cio e ao trabalho novos e va/os horisontes1 ent5deu a b5em]ita ,soci$ade de ,geographia que se tornava indisp5savel cre> em ,lisboa uma commisso g]al de paz e arbitragem int]nacional4 ,ha muito tempo que a necessidade d'e/e novo agrupam5to se fazia s5tir4 ,p>a n5hum de ns desconhecido1 com effeito1 o enorme des5volvim5to que1 n'e/es ultimos tempos1 teem tido z idz de paz e arbitragem4 ,ao nosso paiz *eg\ o e*o d'essas conqui/as gloriosas4 ,muitos dos nossos cont]raneos teem coop]ado1 pelos seus es=os1 p>a essa obra r$emptora de ju/ia e de pacificao1 qu] tom&o p>te nas conf]5cias int]-p>lam5t>es1 qu] collabor&o nos diff]5tes congressos da paz4 ,o paiz que1 n'outras eras1 en*eu z pag9as da ,hi/oria com os feitos lum9osos dos seus bravos m>9heiros e dos seus famosos descobridores1 no podia qu$>-se indiff]5te ante essa bella e brilhantissima cruzada dos povos mod]nos em favor dos seus direitos po/]gados e da humanidade (f5dida e ludibriada4 ,a fra contra o direito con/itue uma mon/ruosidade inaudita4 ,s o respeito pelo direito de todos e pelo direito de cada um pod] prev5ir1 no futuro1 os horrores de uma conflagrao g]al4 ,a applicao d'e/e pr9cipio salut> impe-se como um dev]4 ,a affirmao da paz implica a condemnao das gu]ras de conqui/a e o direito que teem os povos de se gov]n>em por si mesmos4 ,pugn>1 pois1 pelas solues pacificas1 o mesmo que pugn> pela arbitragem1 como meio de resolv] z cont5das que possam surgir entre os povos4 ,eis o nosso primeiro p5sam5to1 ao con/ituir-nos em commisso de e/udo e de propag&a2 e1 por muito honrados nos d>iamos1 se pudessemos contribuir pelos nossos es=os1 pela nossa boa vontade e pela nossa d$icao1 p>a a gr&e obra immorr$\ra da pacificao humana4 ,a commissao g]al de paz e arbitragem1 que se in/all\1 n'e/a capital1 em #ab d corr5te mez e anno1 envia d'aqui uma saudao calorosa e frat]na a todas z soci$ades da paz e a todos os que1 leal e des9t]essadam5te1 trabalham p>a a conqui/a dos direitos dos povos4 ,saudamos todos esses val5tes apo/olos cuja obra gr&iosa s] a divisa d seculo futuro4 ,saudamos todas z associaes cuja propag&a incessante con/itue o mais bello empreh5dim5to da g]ao actual4 ,o comit portuguez1 dirig9do-se a todos os hom5s de boa vontade e a todos os trabalhadores hone/os e amigos da humanidade1 faz votos p>a que o congresso de #ahih se realise de pref]5cia em ,lisboa1 onde os evangeli/as da paz encontr>o o mais sympa?ico acolhim5to e a mais franca adheso causa que def5demos4 ,celebr>-se-ha ,vasco da ,gama que1 sobre s] figura proem95te da hi/oria portugueza1 h]oe v5]ado1 de uma popul>idade imm5sa em todo o mundo culto4 ,foi elle o gr&e iniciador d movim5to que lig\ entre si duas civilizaes sep>adas por um abysmo e que cre\ esse espirito d'expanso colonial que c>act]isa z naes mod]nas4 ,alm d'e/as fe/as que contribuiro c]tam5te p>a levant> o pre/igio d nome portuguez no extrangeiro1 os congressi/as t]o optima occasio p>a apreci> z bellezas de um clima incomp>avel e z sup]iores qualidades de uma raa1 sempre ab]ta a todos os progressos e a todas z aspiraes g5]osas4 ,o comit portuguez esp]a que e/as consid]aes cal>o no espirito dos nossos illu/rados collegas que no hesit>o em escolh] ,lisboa como sde da proxima conf]5cia int]-p>lam5t> e d proximo congresso da paz4 ,a mesa3 ,conde de ,val5z1 presid5te2 ,magalhes ,lima e ,alfr$o da ,cunha1 secret>ios4 ,o segundo uma moo que1 ao mesmo tempo1 deve s] tomada como affirmao de pr9cipios e obra de propag&a1 util e efficaz3 ,a commisso g]al de paz e arbitragem1 consid]&o que o dom9io g]al portuguez con/itue o mais bello patrimonio da nao e o seu pr9cipal elem5to de indep5d5cia2 ,consid]&o que1 no e/ado em que nos encontramos1 cada vez se torna mais difficil protegel-o e def5del-o2 ,consid]&o1 por outro lado1 que1 no e/ado actual das relaes int]nacionaes1 a creao de um supremo tribunal int]nacional no imm$iatam5te realisavel2 ,consid]&o1 porm1 que a concluso entre povos de tratados de arbitragem p]man5te que trans=mem o e/ado de gu]ra em que actualm5te vivem z naes1 n'um e/ado pacifico1 juridico e indu/rial1 se torna uma necessidade1 impo/a pela civilisao e cl>am5te indicada pelas leis d progresso2 ,decl>a3 ,que a negociao e concluso de tratados p]man5tes pelos quaes1 sob a g>antia anticipada e reciproca da pl5itude da sua autonomia e da sua sob]ania1 dois ou mais povos se compromettem a submett] a rbitros1 por elles nomeados1 segundo a =ma indicada nos tratados1 todas z que/es e conflictos que1 porv5tura1 possam surgir1 se torna a via mais segura1 mais pratica e mais racional de resolv] pacificam5te z cont5das entre naes1 evit&o1 por e/e modo1 o d]ramam5to de sangue e o triumpho d mais =te sobre o mais fraco2 ,e resolve3 #a4--promov] em favor d'e/a ida uma propag&a activa1 por meio de bro*uras1 de conf]5cias e reunies2 #b4--;,int]vir junto da direco da ,soci$ade de ,geographia1 afim de que e/a repres5te ao gov]no no s5tido de se e/abelec]em tratados de arbitragem p]man5te entre ,portugal e os ,e/ados com que o nosso paiz conf9a nas suas prov9cias ultram>9as2 #c4--;ampli> ao ,brazil e ,hespanha o p5sam5to consignado n'essa propo/a2 #d4--;communical-a a todos os socios da ,soci$ade de ,geographia e a todas z associaes de paz e arbitragem1 no extrangeiro1 solicit&o d'e/as o seu effectivo apoio2 #e4--p$ir aos futuros p>lam5tos a sua coop]ao no mesmo s5tido4 ,foi e/a commisso que tive a honra de repres5t> no congresso da paz1 realisado em ,hamburgo1 no passado mez de ago/o4 ,z hom5ag5s de que me c]c>am1 tanto n'e/a assembla1 como na conf]5cia int]-p>lam5t> que se reuniu em ,bruxellas1 no posso nem devo attribuil-z s5o imm5sa consid]ao de que gosa a ,soci$ade de ,geographia no extrangeiro4 ,pode ufan>-se d'isso o meu velho e pre/ante amigo ,luciano ,cordeiro que me foi auxili> valiosissimo na grata e honrosa t>efa de que me incumbiu4 ,aos meus prezados collegas1 membros da commisso1 submetto e/e pequ5o relatorio1 como reconhecim5to affectuosa b5evol5cia com que me di/+uiram4 ,foi c]tam5te p\co num]osa a repres5tao1 mas no podia s] mais completo nem mais lisonjeiro o exito alcanado4 ,no intuito de pre/> um s]vio propag&a pacifica em ,portugal1 reuni1 em volume1 z notas e os docum5tos que ahi ficam4 ,suppuz que s assim pod]ia correspond] confiana dos meus amigos1 satisfaz5do1 ao mesmo tempo1 os g5]osos intuitos da commisso a que p]t5o4 ,d nosso paiz1 foi-me muito agradavel pod] cit> ao extrangeiro tres trabalhos importantes3 uma memoria sobre arbitragem1 apres5tada pelo sr4 conde de ,val5z1 ao congresso juridico que se reuniu1 em ,madrid1 por occasio d c5t5>io de ,*ri/ovam ,colombo2 o bello e sub/ancioso relatorio d devotadissimo amigo da paz1 dr4 ,joo de ,paiva1 crca das conf]5cias int]-p>lam5t>es em que tom\ p>te1 como delegado de ,portugal2 e1 f9alm5te1 o relatorio d meu sympa?ico e affectuoso amigo1 dr4 ,jos de ,ca/ro1 relativo conf]5cia int]-p>lam5t> de ,roma1 a que tambem assi/iu1 como repres5tante portuguez4 de esp]> que a propag&a pacifica1 iniciada1 n'e/e paiz1 sob to bons auspicios1 cont9ue a fructific>1 p>a honra nossa e da civilisao4 ,a proxima reunio da conf]5cia int]-p>lam5t> e d congresso da paz1 em ,lisboa1 em que tanto me emp5hei1 deve s] um motivo de legitimo orgulho p>a todos ns4 ,vamos1 pela primeira vez1 mo/r> ao mundo que compreh5demos a nossa misso1 como povo livre e civilisado2 e1 solid>ios com os gr&es e g5]osos ideaes d nosso tempo1 torn>-nos-hemos dignos d extrangeiro que nos visita4 ,,fim ,,propag&a ,,de ,,in/ruc,o ,p>a ,portuguezes e ,brazileiros ,,os ,,diccion>ios ,,d ,,povo ,n4 #a--;,diccion>io da l+ua portugueza 7#c4 edio74 ,n4 #b--;,diccion>io francez-portuguez 7#b4 edio74 ,n4 #c--;,diccion>io portuguez-francez 7#b4 edio74 ,n4 #d--;,diccion>io +lez-portuguez4 ,n4 #e--;,diccion>io portuguez-+lez4 ,cada volume contm c]ca de #hjj pag9as4 ,preos3 bro*ado1 #ejj ris2 encad]nado em p]cal9a1 #fjj ris2 em c>neira1 #gjj ris4 ,,biblio!ca ,,d ,,povo ,e ,,das ,,escolas ,e/a util e valiosissima biblio!ca con/a j de #aii volumes1 alguns dos quaes teem a approvao d gov]no portuguez1 p>a uso das escolas normaes e aulas prim>ias1 e outros so g]alm5te adoptados em v>ias escolas d paiz4 ,preo de cada volume1 #ej ris4 ,o ,,ideal ,,mod]no ,,biblio!ca ,,popul> ,,de ,,ori5ta,o ,,sociali/a ,volumes publicados3--,paz e arbitragem ,volumes a public>3--,a dissoluo d regim5 capitali/a--,o f$]alismo--,o humanismo--,o socialismo--,o fem9ismo1 etc41 etc4