( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,vida ,,de ,,takla ,,haymanot ,,pelo ,p4 ,,manuel ,,de ,,almeida da ,companhia de ,jesus ,,publicada ,,por ,,francisco ,,m>ia ,,e/eves ,,p]eira ,,lisboa ,,impr5sa ,,lucas #ic--,rua d ,di>io de ,noticias--#ic #ahii ,,prefa,o ,dos successos e vicissitudes d antigo re9o da ,e?iopia sm5te se possuem noticias circum/anciadas a p>tir d re9ado de ,amda ,seyon 7#fhjg-fhcf ,m41 #acae-acdd ,j4 ,c471 de cujos gloriosos feitos foi cons]vada a n>rao na obra conhecida pelo nome de ,hi/oria das gu]ras de ,amda ,seyon#a4 ,dos tempos ant]iores no exi/em *ronicas1 ap5as ha li/as dos reis#b1 e muito breves noticias se encontram espalhadas em diff]5tes escriptos4 ,entre os docum5tos1 que pre/am mais valioso subsidio ao e/udo da hi/oria antiga de ,e?iopia1 so de gr&e importancia z vidas dos santos1 que ex]c]am alguma influ5cia no mesmo paiz1 qu] na introduco e propagao d *ri/ianismo1 qu] na implantao e diffuso d mona*ismo1 qu] nas revolues politicas4 ,e/e facto no deve caus> admirao1 e resulta pr9cipalm5te da indole de c]to modo !ocratica d gov]no de ,e?iopia1 d gr&e pod]io d cl]o1 e das condies sociaes dos escriptores1 quasi sempre ecclesia/icos#c4 ,entre os santos naturaes de ,e?iopia o mais em95te sem duvida ,takla ,haymanot1 o qual sempre foi tido pelos ,abex9s por v>o apo/olico1 de analisada virtude1 e m>avilhoso em milagres2 e se no foi o auctor e fundador da ordem mona/ica1 que depois teve o seu nome1 re=m\-a e illu/r\-a gr&em5te1 de modo que ella floresceu durante seculos em num]o de religiosos1 em exemplo de virtudes h]oicas1 e em letras1 quanto se podia esp]> de g5te1 que nunca teve me/res1 que lhes dessem algumas luzes das sci5cias humanas1 nem da !ologia s*ola/ica#d4 ,o zelo de ,takla ,haymanot no se limit\ a edific> na virtude com a pregao e o exemplo os *ri/os d seu paiz2 mas ga/\ a maior p>te da sua vida1 longa e laboriosa1 na implantao da f *ri/ entre z g5tes rudes1 que habitavam z regies m]idionaes de ,e?iopia1 como ,damot e ,dav>o1 z quaes a9da ento viviam m]gulhadas no mais grosseiro g5tilismo#e4 ,da ,vida de ,takla ,haymanot exi/em duas r$aces escriptas em geez3 uma devida aos monges d mo/eiro de ,valdeba1 em ,tegre2 outra dos monges d mo/eiro de ,dabra ,libanos1 em ,xava4 ,a r$aco dos monges de ,valdeba p>ece t] sido escripta no seculo ,,xv1 provavelm5te no tempo d rei ,z>a ,yaeqob 7#fibg-fifj ,m41 #adce-adfh ,j4 ,c472 o seu auctor foi v]isimilm5te um monge d mo/eiro de ,s4 ,samuel de ,valdeba#f4 ,e/a r$aco a mais breve das duas2 e/ escripta em geez puro1 sem mi/ura de palavras am>9has2 o seu e/ylo simples e elegante4 ,d'e/a r$aco s exi/e uma copia contida no manuscripto e?iopico n4 #acf da ,biblio!ca ,nacional de ,p>is#g2 foi publicada por ,conti ,ross9i#h4 ,a r$aco dos monges de ,dabra ,libanos p>ece t] sido escripta tambem no seculo ,,xv1 mas po/]iorm5te r$aco dos monges de ,valdeba2 o seu auctor foi v]isimilm5te um monge d mo/eiro de ,dabra ,libanos4 ,e/a r$aco muito des5volvida2 compreh5de ,,cxvi capitulos1 seguidos da n>rativa da trasladao das reliquias d santo e dos seus milagres2 e/ escripta em geez puro1 sem mi/ura de palavras am>9has2 o seu e/ylo simples e elegante4 ,d'e/a r$aco exi/em num]osas copias3 no ,museu ,britannico dez 7ms4 add4 #afbeg1 mss4 ori5t4 #fif1 #gba1 #gbb1 #gbc1 #gbd1 #gbe1 #gbf1 #gbg1 #gbh7i2 na ,biblio!ca ,bodleiana de ,ox=d uma 7ms4 ae?4 c4 #c7aj2 na ,biblio!ca nacional de ,p>is duas 7ms4 e?4 #acg e #ach7aa2 na colleco de ,a4 d',abbadie uma 7ms4 e?4 #dj7ab4 ,e/a r$aco in$ita4 ,ambas z r$aces contem muitas noticias ac]ca das cr5z dos povos1 que no tempo de ,takla ,haymanot habitavam z regies situadas ao sul de ,e?iopia1 antes de s]em conv]tidos ao *ri/ianismo2 so por isso de subido valor p>a a e?nographia d'aquelles povos1 e por meio dellas s] possivel det]m9> z g5tes de que eram oriundos1 e apreci> a influ5cia d'aquellas que os dom9>am1 ou com z quaes mantiv]am relaes comm]ciaes4 ,d que se conta na ,vida de ,takla ,haymanot no possivel concluir-se a epo*a precisa1 em que o mesmo santo viveu4 ,o ,p4 ,manuel de ,almeida1 da ,companhia de ,jesus1 que e/eve em ,e?iopia nos annos de #afbd a #afcc1 obs]va com razo1 que e/a hi/oria contem div]sos e graves erros *ronologicos1 e que o maior cont> que o mesmo santo viveu no tempo d rei ,yekuno ,amlak 7#fgfb-fggf ,m41 #abgj-abhd ,j4 ,c71 e que recebeu o habito e capello d abba ,yohani1 t]ceiro successor d abba ,aragavi como sup]ior d mo/eiro de ,damo1 que1 pelo que se ref]e na sua hi/oria#ac1 viveu no fim d seculo ,v e pr9cipio d seculo ,,vi de ,j4 ,c4 ,como porm na ,vida de ,takla ,haymanot se conta1 que e/e santo conv]teu ao *ri/ianismo a g5te de ,damot e de outras t]ras m]idionaes de ,e?iopia1 e nella se no faz m5o dos musulmanos#ad1 que logo nos primeiros seculos depois d seu app>ecim5to comearam a infe/> o re9o de ,e?iopia1 concluiu o ,p4 ,manuel de ,almeida#ae1 que ,takla ,haymanot floresceu no seculo ,,viii de ,j4 ,c4 ,da r$aco de ,dabra ,libanos foi feita uma traduco arabica1 a qual1 segundo se diz no seu titulo1 foi enviada pelo rei ,galavdevos 7#gjcc-gjea ,m41 #aeda-aeei ,j4 ,c47 ao abba ,gabriel1 ,,xcv arcebispo de ,alex&ria4 ,a traduco arabica algum tanto abreviada2 os nomes proprios so todos geez1 mas s(fr]am consid]aveis alt]aes#af4 ,d'e/a traduco so conhecidas duas copias3 uma contida no manuscripto arabico n4 #bhd 7anci5 fonds n4 #aei7 da ,biblio!ca ,nacional de ,p>is1 datado d anno de #acjg dos ,m>tyres 7#aeij ,j4 ,c47#ag2 outra no codice arabico *ri/o ,,cv da ,biblio!ca ,bodleiana de ,ox=d1 datado d anno de #acaj dos ,m>tyres 7#aeic ,j4 ,c47#ah4 ,e/a traduco in$ita4 ,da r$aco de ,dabra ,libanos foi feito um resumo em portuguez pelo ,p4 ,manuel de ,almeida1 e por elle incluida no segundo livro da sua ,hi/oria de ,e?iopia a alta#ai4 ,ac]ca d modo como foi feito e/e resumo diz o ,p4 ,manuel de ,almeida#bj3 ,escrev]ei aqui a vida de ,tecla ,haymanot1 assim como e/ no livro de ,e?iopia1 que elles tem por mais v]dadeiro1 po/o que o no em muitas c\sas1 como se deix> v] no discurso da hi/oria2444 mas tambem decl>o logo1 que no me p>eceo bem escrev] aqui e/a hi/oria palavra por palavra1 assim como e/ no seu livro1 por s] demasiadam5te comprida e enfadonha2 comtudo no porei s5o o que nella a*o1 e i/o abrevi&o quanto = necess>io sem deix> c\sa alguma que de conta seja1 cort&o mais pelas palavras que pelas c\sas4 ,e/e resumo1 a9da que muito breve1 tem p>ticul> valor2 d uma ideia suffici5tem5te aproximada e completa d orig9al1 e mo/ra que e/e no s(freu alt]aes nos tres ultimos seculos4 ,os nomes proprios so escriptos algum tanto incorrectam5te2 comtudo sempre facil reconhec] a =ma e?iopica1 e faz] a sua id5tificao4 ,alm d'isso o mesmo resumo um notavel docum5to dos trabalhos litt]>ios dos mission>ios portuguezes dos seculos ,,xvi e ,,xvii1 que ao mesmo tempo1 que com incomp>avel zelo implantavam e su/5tavam a f *ri/ entre muitas naes da ,africa e da ,asia1 com l\vavel dilig5cia e/udavam a l+ua1 a litt]atura1 a hi/oria1 os usos e os co/umes dos povos1 que evangelizavam4 ,p>eceu por isso util a publicao d mesmo resumo2 elle pre/> sem duvida algum subsidio aos eruditos1 pelo m5os em quanto no publicada a r$aco orig9al4 ,,vida ,,de ,,tecla ,,haymanot ,tecla ,haymanot qu] diz] ,planta da ,f2 foi desc5d5te de ,sadoc1 sac]dote1 filho de ,abeit> de ,hi]usalem2 porque1 qu&o ,salamo m&\ a seu filho1 p]a que re9asse em ,e?iopia1 m&\ com elle a ,az>ias1 filho de ,sadoc1 p]a s] sac]dote1 como seu pai2 e sahio de ,hi]usalem com gr&e fe/a e honra1 traz5do comsigo a arca de ,siam ,deos de ,israel2 e p\co tempo despois1 *egado t]ra de ,tigr1 cas\ ,az>ias com huma filha dos honrados da t]ra1 que se *amava ,decamadabay1 e g]\ hum filho1 a quem poz por nome ,sadoc1 como seu pai2 ,sadoc1 g]\ a ,levi2 e ,levi g]\ a ,hizbizaay2 e ,hizbizaay g]\ a ,hezbeoay2 e e/es sac]dotes ens9>am a ,lei velha g5te de ,e?iopia1 at o tempo que ,tib]io era ,emp]ador de ,roma1 e ,h]odes ,rei de ,galileia1 e ,bac5 ,rei de ,e?iopia1 e ,aquim sac]dote2 ento nasceo ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o em ,be?lem de ,jud2 ,aquim1 sac]dote1 g]\ a ,simo2 e ,simo g]\ a ,emb>im2 e despois da ,asc5so de ,nosso ,s5hor ,jesus ,*ri/o #bef annos1 veio hum m]cador de ,hi]usalem1 e com elle d\s m59os1 que se *amavam ,frem5atos e ,sydracos1 e se agasalh>am em casa de ,emb>im1 sac]dote2 e aquella noite adoeceo o m]cador1 e dali a p\co tempo morreo2 e os m59os se cri>am em casa de ,emb>im4 ,nossos pais antigos#ba nos tr\x]am a circumciso2 e o cr] em ,*ri/o nos ens9\ a ,ra9ha ,endake2 p]a nos bautiz> e d> a communho no veio a ns ,apo/olo2 mas vs ide ao ,papa de ,hi]usalem1 p]a que vos d pod] de s] nosso apo/olo3 e deulhe ouro e prata p]a seu cam9ho4 ,com i/o p>tio ,frem5atos de ,e?iopia1 e *eg&o a ,hi]usalem1 ref]io ao ,papa ,a?anasio os co/umes de/a t]ra1 com o que elle se alegr\ muito2 e ord5&oo o fez ,bispo de ,e?iopia1 e lhe poz por nome ,abba ,salama1 que qu] diz] ,padre ,pacifico1 porque havia de por paz entre ,deos e os hom5s2 e assi torn\ ,abba ,salama t]ra de ,agazy1 e *eg\ a ,emb>im aos #cae annos d nascim5to de ,*ri/o ,nosso ,s5hor1 e o bautiz\1 e lhe deu ord5s de diacono1 e despois de sac]dote2 e mud&olhe o nome1 o *am\ ,hezbekadez1 e lhe m&\ que bautizasse toda ag5te1 e disse que lhe dava pod]es de ,bispo2 e assi foi bautiz&o a todos os de ,tigr1 ,amah>1 e ,angot1 e ens9&olhes a ,f de ,*ri/o2 e =am muito bons *ri/os4 ,hezbekadez g]\ a ,hezbeb>ie2 e/e veio da t]ra de ,tigr1 e fez seu ass5to na t]ra de ,daont1 que se *ama ,bah]aqu$1 aonde cas\1 e g]\ a ,tecla ,kade2 e/e cas\se no ,amah> com huma mulh]1 que se *amava ,magu$ela1 e g]\ sete filhos1 e at agora e/o ali seus desc5d5tes2 e hum daquelles sete1 que se *amava ,azquelevi1 bautiz\ a g5te de ,olec e ,amah>1 e a g5te de ,m>rabete e ,manz4 ,e/e ,azquelevi cas\ em ,h>beguixe1 e g]\ a ,abaila1 a quem1 despois que cresceo1 m&\ el ,rei ,dignacio t]ra de ,guva com c5to e c9co5ta sac]dotes2 e *eg&o bautiz\ em hum dia v9te mil1 e edific>am muitas igrejas2 e ,abaila escolheo a t]ra de ,zor>1 e g]\ ,h>beguix2 e/e g]\ a ,bacoraseon2 e/e g]\ a ,hezbekadez2 e/e g]\ a ,brahanamascal2 em tempo de/e pass\ o re9o de ,israel a ,zagoe2 ,brahanamascal g]\ a ,heotb5a2 e/e g]\ a ,z>ajoanes2 e/e g]\ a ,sagaza ,ab1 o qual he pai d nosso santo4 ,sagaza ,ab cas\ com huma filha dos honrados daquella t]ra1 que se *amava ,s>a2 e =am ambos tem5tes a ,deos1 faziam muita orao1 jejuavam1 e davam gr&es esmolas2 e amavamse como ,abraham e ,s>a1 e ,za*>ias e ,isabo4 ,era ,s>a dotada de gr&e =mosura e muito prud5te2 pelo que seu sogro a *am\ ,egzy]e1 que qu] diz] ,deos a escolheo1 e por e/e nome se nome\ ao diante2 porm era e/]il1 pelo que ella e seu m>ido t9ham gr&e s5tim5to2 e assi p$iam muito a ,deos1 que lhes desse fructo de b5o2 e p]a alcanar e/a m]c1 tom>am ao ar*anjo ,s4 ,miguel por seu p>ticul> avogado1 e cada mez lhe faziam fe/a2 mas v5do que havia j muitos annos que eram casados1 e que no alcanavam o que tanto desejavam1 (f]ec]am a ,deos1 e rep>tiram com z igrejas e os pobres toda sua faz5da1 =r&o juntam5te muitos escravo que t9ham4 ,ne/e tempo se levant\ hum tyrano1 por nome ,mutolam#bb1 cuja mi se *amava ,aseldan1 e re9\ nas t]ras de ,damot1 ,xaoa1 ,amah>1 at o rio ,gem2 e/e adorava os idolos1 e de/ruia z igrejas4 ,hum dia veio e/e tyrano d> hum assalto na t]ra de ,salalgi1 e c]c\ a ,zor>2 fugiu ,sagaza ,ab2 seguioo hum cavalleiro dos d tyrano1 e indo j p]to lhe atir\ com huma lana1 mas err\o2 segund\ com outra1 mas e/a se vir\ no ar1 e lhe veio atravess> hum brao2 fic\ o homem espantado1 e ,sagaza ,ab teve tempo p]a se met] em huma alagoa1 que ali p]to e/ava1 na qual ,s4 ,miguel o gu>d\ por espao de tres dias debaixo da agoa4 ,egzy]e cativ\ ne/e assalto2 e v5do os soldados sua extraord9>ia =mosura1 a lev>am a seu ,rei1 o qual a cubiou p]a mulh]2 e d&olhe ricos ve/idos1 m&\ ap>elh> gr&es fe/as p]a a receb] e coro> por ra9ha diante de hum seu idolo em hum templo1 que se *amava ,malb]$ s4 ,seiva de ,deos4 ,egzy]e e/ava muito tri/e1 e passava os dias e noites em orao1 p$9do a ,deos a livrasse das ince/uosas bodas d tyrano4 ,*eg\ o dia s9alado1 que foi o de #bb de ago/o2 sahio ,mutolam com toda a sua corte1 d melhor que nella havia2 e m&\ traz] a ,egzy]e ricam5te ve/ida at o templo dos seus idolos2 e/ava o ceo cl>o e s]5o2 porm em hum mom5to se told\ de nuv5s grossas e espessas1 z quais se romp]am em troves espantosos1 e em tantos raios e coriscos1 que mat>am a mil soldados1 e a trez5tos feiticeiros e sac]dotes dos idolos2 e o tyrano ,mutolam fic\ tam assombrado1 que p]deo de todo o juizo1 e de/a maneira viveo muitos annos2 s a s]va de ,deos fic\ intacta1 porque o ar*anjo ,s4 ,miguel no meio daquella escurido lhe app>eceo com gr&e luz e respl&or2 e tom&oa1 e lev&oa pelos ares1 de ,damot a poz em hum mom5to em sua t]ra de ,zor>4 ,sahia da igreja ,sagaza ,ab1 aonde =a encomm5d> a ,nosso ,s5hor a vida e saude de sua mulh]2 encontr&o com ella1 fic\ no m5os espantado1 que alegre1 ouv9do cont>lhe z m>avilhas1 que ,deos e o santo ar*anjo obr>am em seu livram5to2 cont\lhe elle tambem os favores que primeiro receb]a de ,s4 ,miguel2 e pass&o o dia em l\vores de ,deos1 naquella noite concebeo ,egzy]e1 e teve ella e seu m>ido v>ios e my/]iosos sonhos1 em que ,deos lhe descobrio z gr&ezas d filho1 que ,deos lhe qu]ia d>2 era #bc de ago/o o segu9te dia que amanheceo1 e dali a nove mezes1 aos #cj de dezembro lhes nasceo o bemdito m59o2 o qual ao t]ceiro dia despois de nasc]1 alevant&o a mos9ha1 e abr9dolhe ,deos a bocca1 disse em alta voz e/as palavras3 ,hum ,padre ,santo1 hum filho ,santo1 hum ,spirito ,santo3 pasm>am todos os pres5tes1 e d]am a ,deos gr&es l\vores2 e como se acab\ o tempo da purificao1 que so qu>5ta dias1 lev>am o m59o ao templo1 e o bautiz>am1 pondolhe por nome ,fea ,sion1 que qu] diz] ,alegria de ,siam1 polla muita que lhes tr\xe1 e muita mais que trazia ,deos a toda a igreja por meio de/e m59o4 ,s5do de treze mezes ,fea ,sion1 em toda a ,xaoa e ,zor> havia gr&e fome2 e *eg&ose a fe/a de ,s4 ,miguel no t9ham seus pais com que a fe/ej>1 d&o nella como co/umavam l>gas esmolas aos pobres2 havia em casa hum ce/o com hum p\co de trigo1 hum calo com alguma manteiga1 e algum sal4 ,sobre tudo i/o poz o m59o z mos1 e fez o s9al da cruz2 e logo o trigo pull\ no ce/o1 cresceo a manteiga e sal1 de maneira que se en*]am doze ce/os de trigo1 muitos cales de manteiga1 e h\ve sal em abundancia2 fiz]am sua fe/a d&o z co/umadas esmolas1 e sobej\lhe a9da p]a todo o tempo da fome4 ,cresceo o m59o em idade e sab]2 apr5deo os salmos de ,david com admiravel facilidade2 jejuava muito1 e com o jejum e paci5cia se armava contra z t5taes d diabo4 ,*eg&o aos dezoito annos o lev\ seu pai ao ,abbuna ,k]ilos1 s5do ,patri>*a de ,alex&ria ,abba ,b5jam91 p]a que o ord5asse de diacono2 app>eceo ,s4 ,miguel ao ,abbuna1 e revel\lhe como ,deos t9ha escolhido aquelle m59o p]a c\sas de gr&e gloria e honra sua2 e por isso em o v5do1 lhe mo/r\ muito amor e respeito1 e lhe deu z ord5s de diacono com gr&e vontade4 ,volt&o ,fea ,sion p]a sua t]ra1 a hum homem que o trat\ mal1 e no quiz agasalh> em sua casa1 alevant&oo no ar1 o fez aout> ,s4 ,miguel1 at que elle p$ia mis]icordia1 e ,fea ,sion fez orao por elle2 indo mais adiante1 anoitec5dolhe em hum lug>1 em que no havia agoa1 a p$io elle a ,nosso ,s5hor com muitas lagrimas1 e *eg&o z que *orava1 ao *o1 arreb5t\ huma fonte muito cl>a1 em a qual elle e v9te hom5s1 que v9ham em sua companhia1 beb]am e mat>am a s$e4 ,p\co despois de *eg> a sua casa ord5ado de diacono1 trat>am seus pais de o cas>2 repugn\ elle a i/o com gr&e det]m9ao1 diz5do que t9ha (f]ecido a ,deos sua riqueza2 porm os pais1 pret5d5do sahir com seu int5to1 tr\x]am a donzella1 com quem o qu]iam cas>1 p]a sua casa2 mas ,deos acudio1 e ord5\1 que ella d5tro de p\cos dias adoecesse e falecesse4 ,fea ,sion ento se foi a busc> o ,abbuna ,k]iloa1 e lhe disse que att5tasse pelos abusos que havia na t]ra1 que faziam outra ,f1 e outro co/ume novo da igreja1 porque bautizavam os m59os antes de os circumcid>em2 ouv9do i/o o ,abbuna ,k]ilos lhe deu a b5o1 e disse3 ,porque t5des zelo das c\sas de ,deos1 como ,elias propheta de ,israel1 haveis de s] novo apo/olo1 e d]rub>eis os idolos1 e lanareis aos demonios =a dos corpos1 e f>eis que muitos1 deixada a adorao dos demonios1 adorem a ,*ri/o ,nosso ,s5hor polla graa d ,spirito ,santo1 que e/ em vs3 e logo o ord5\ de missa1 e fez como vig>io g]al seu em toda a t]ra de ,xaoa1 e o m&\ p]a ella com muita honra4 ,p\co despois de *eg> sua t]ra morr]am seus pais1 ,egzy]e aos #ab de ago/o1 e ,sagaza ,ab aos #af d mesmo mez2 teve ,fea ,sion o devido s5tim5to com a morte de to bons pais2 e gos&o das riquezas que lhe deix>am1 e cumpr9do com z obrigaes de sac]dote1 e/eve sete annos em sua casa1 no fim dos quais1 sah9do hum dia caa1 e ap>t&ose no campo dos companheiros1 lhe app>eceo ,s4 ,miguel com to notavel luz e respl&or1 que assombrado ,fea ,sion cahio no *o como morto2 mas o ar*anjo o alevant\1 e anim\2 e tir&olhe o m$o1 lhe disse3 ,e/e (ficio no he vosso1 que no p]t5ce ao sac]dote s] caador das f]as1 s5o das almas dos hom5s p]a z traz] a ,deos2 assi o fazei daqui por diante2 e sabei que ,deos vos d pod] p]a resuscit> os mortos1 s>> os do5tes1 e lanar os demonios dos corpos humanos2 o vosso nome no seja ,fea ,sion1 s5o ,tecla ,haymanot1 que qu] diz] ,planta da ,f1 porque a plant>eis em muitas t]ras e nas almas de muitos4 ,diz5do i/o ,s4 ,miguel1 ,*ri/o ,nosso ,s5hor app>eceo em figura de mancebo muito =moso1 ass5tado sobre z azas d ar*anjo1 e fall&olhe com gr&e amor1 lhe disse que pela bocca de ,s4 ,miguel lhe m&>a1 e d]a nome novo p]a o m&> a hum povo novo1 aonde no *eg>am seus ,apo/olos2 ouv9do i/o ,tecla ,haymanot se lanou por t]ra1 e deu a ,deos muitas graz por to gr&e mimo e m]c4 ,desapp>eceo a viso1 e o santo se ajunt\ com seus companheiros2 e v9dose p]a casa1 rep>tio e deu aos pobres tudo quanto t9ha1 come&o vida nova e apo/olica1 preg&o com gr&e spirito1 e acompanh&o a pregao com espantosos milagres1 aos quais seguia a conv]so de almas sem conta4 ,sah9do logo de sua t]ra1 se foi a huma1 que se *amava ,catata1 por lhe diz]em em ,tigr1 que os moradores nella adoravam a huma arvore1 e ao demonio que lhes falava nella2 fez orao1 arranc\se a arvore com tal =a1 que mat\ a v9te e quatro dos que a*\ mais p]to2 e logo o demonio1 =ado da mesma orao1 por m&ado d santo decl>\ a todos1 como no era ,deos1 e os enganos em que os tr\x]a tanto tempo2 pasmava a g5te d que via1 e ouvia2 e des5ganados se lanaram aos ps d santo1 promet5do de faz] tudo1 que lhes m&asse e ens9asse4 ,elle1 p]a mais os confirm>1 p$io a ,deos que resuscitasse os v9te e quatro1 que a arvore mat\1 e logo se alevant>am vivos e sos2 e com elles mais qu9ze hom5s da mesma t]ra1 os quais p]guntados1 quem eram1 aonde e/avam1 e como resuscit>am1 respond]am1 que viv]am naquella t]ra no tempo que re9ava ,abra e ,azbaha2 e morr5do e/iv]am sempre em hum lug>1 em que padeciam gr&es torm5tos1 donde =am tirados2 porque pela orao que o santo fiz]a pelos v9te e quatro1 =a m&ada a mis]icordia d ceo2 e porque e/avam ali juntos1 os alcanara tambem a elles4 ,ens9\1 e d\tr9\ ,tecla ,haymanot a todos os que ali eram pres5tes1 e bautiz\ naquelle dia #ab4cde1 e entre elles a todos que resuscit>am2 mas disselhes que no temessem1 porque no hiriam p]a o lug> de torm5tos1 aonde primeiro e/avam1 s5o ao lug> de descanso2 e logo morr]am1 e =o ent]rados2 ao dia segu9te veio muita mais g5te1 e logo ao pr9cipe daquella t]ra1 que se *amava ,d>asgu$1 e a todos o santo ens9\1 e conv]teo2 e os que ne/a t]ra receb]am o santo bautismo *eg>am a #fde4chg4 ,ao pr9cipe poz o santo por nome ,bam9a ,*ri/os1 e a sua mulh] ,acrocia2 e da arvore1 que arranc\1 fez faz] huma =mosa igreja na t]ra de ,enqu$em1 no lug> de ,jateib]2 aqui se deteve tres annos1 e m&\ sua t]ra de ,zor> busc> sac]dotes1 p]a que o ajudassem a ens9>1 e cultiv> to gr&e num]o de *ri/os2 na qu>esma se mettia ,tecla ,haymanot pelo des]to1 e jejuava sem com] mais que aos dom+os1 e nelles seu com] eram z h]vas d campo1 sem faz] diff]5a entre z doces e z am>gas4 ,e/&o hum dia no des]to lhe fal\ ,deos1 e m&\ que fosse a preg> a ,f ao re9o de ,damot1 e lhe revel\ que naquelle lug> d des]to havia de alevant> huma igreja hum seu filho spiritual1 que se *am>ia ,tadeus4 ,cumpr9do ,tecla ,haymanot com o que ,deos lhe m&ava1 desp$9dose daquelles *ri/os com muitas lagrimas e s5tim5to de todos elles1 entr\ pelas t]ras de ,xaoa preg&o o santo ,evangelho1 e conv]t5do a muitos2 e dali pass\ a huma gr&e s]ra1 que se *ama ,oifat1 na qual o demonio1 app>ec5do de noite aos moradores em figuras espantosas1 cavalleiro sobre hum lobo1 e faz5do gr&es males aos que o no adoravam1 se fazia ador> por ,deos de toda aquella pobre g5te2 mas o santo1 preg&olhes e ens9&olhes que adorassem ao v]dadeiro ,deos1 e bautiz&oos1 os livr\ daquelle cativeiro d demonio1 lan&oo =a daquelle monte e dos corpos de muitos1 aos quais tyranisava com v>ias do5z e aleijo5s4 ,daqui pass\ s t]ras de ,enn>et1 aonde d]rub\ muitos idolos2 e de/as a ,oiragu1 e ,catal1 e t]ra de ,bilat1 aonde re9ava hum insigne feiticeiro1 ao qual ,tecla ,haymanot deu huma gr&e b(etada1 e d]rub\ com ella de huma cadeira d\rada1 na qual ass5tado1 com v>ias e diabolicas adiv9haes1 enganava o povo2 mas os criados d feiticeiro o c>reg>am de tantas e to pesadas punhadas e pancadas1 que o deix>am morto ao p de huma arvore2 resuscit\o ,s4 ,miguel1 e logo torn\ ao feiticeiro1 e lhe fez o mesmo que primeiro sem m$o algum2 de/a vez foi pelos criados d feiticeiro aoutado com cadeias de f]ro1 de tal maneira que lhe app>eciam os ossos2 e fic&o esp$aado e morto1 ,s4 ,miguel o cur\ e resuscit\ segunda vez2 qu>5ta dias trabalh\ o santo debalde p]a ens9> e conv]t] a e/a g5te2 mas v5do a sua dureza1 aceso em zelo da honra de ,deos1 como outro ,elias1 faz5do orao p$io que se abrisse a t]ra1 e os subv]tesse vivos1 o que ,deos lhe conc$eo2 e no dia segu9te ouvio huma voz d ceo1 que lhe disse1 que lhe nasc]ia hum filho spiritual1 por nome ,anoreos1 o qual conv]t]ia a g5te daquella t]ra1 e edific>ia ali igreja4 ,daqui *eg\ ,tecla ,haymanot ao re9o de ,damot1 no qual fez gr&issimos milagres4 ,era vivo1 e havia v9te e c9co annos que e/ava =a d seu juizo el ,rei ,mutolam2 s>\o ,tecla ,haymanot2 disselhe que era filho daquella mulh] de ,xaoa1 que elle escolh]a p]a esposa2 resuscit\ os mil hom5s e tres5tos feiticeiros1 que ,s4 ,miguel mat\ no dia que livr\ a ,egzy]e1 e a lev\ pelos ares a sua t]ra2 e a e/es1 e a outros muitos conv]teo ,f de ,*ri/o ,s5hor ,nosso2 bautiz\ ao ,rei1 e pozlhe por nome ,fea ,sion1 e com elle bautiz\ #aj4bii almas4 ,detevese ne/a t]ra doze annos2 jejuava sempre a qu>esma com o rigor que acima dissemos4 ,aqui pois no sabbado santo1 bem meia noite1 lhe app>eceo ,nosso ,s5hor com a ,virgem ,santissima1 sua ,mi1 acompanhados de ,s4 ,miguel1 ,s4 ,gabriel1 e dos doze sagrados ,apo/olos1 e outros muitos santos d ceo1 e lhe disse3 ,a paz de meu ,padre ,et]no1 e d ,spirito ,santo e/eja convosco2 alegraivos1 porque vosso nome e/ escrito no livro da vida2 vim p]a vos d> hoje gr&e alegria1 porque vs ma de/es a mim gr&issima com tantas almas que tr\xe/es m9ha ,f2 todo aquelle que d] po1 ou (f]ec] inc5so1 at um puc>o de agoa1 em vosso nome1 passe convosco ao re9o d ceo2 e a todo que vos *am> no dia d seu trabalho1 eu o livr>ei3 e deulhe huma h]va e a agua da vida1 diz5do3 ,comei1 e bebei3 com o que se alegr\ muito sua alma1 de maneira que lhe p>ecia no t] jejuado hum s dia2 tambem lhe disse3 ,ide t]ra de ,amah>1 e ali e/ai1 at que eu vos m&e p]a outra p>te1 e ,s4 ,miguel e/> convosco3 e d&olhe osculo de paz1 desapp>eceo a viso1 e o santo fic\ todo banhado em huma cordeal e cele/ial consolao4 ,desp$iose ,tecla ,haymanot d ,rei ,fea ,sion e da g5te daquella t]ra com gr&e s5tim5to e lagrimas1 dos que ficavam2 e cam9h\ p]a onde ,deos o m&ava2 e o mesmo ,s5hor ord5\1 que a*asse no cam9ho hum frade que foi sua guia1 e o tr\xe ao mo/eiro de ,abba ,mi*ael1 faz5do no cam9ho muitos milagres4 ,ne/e mo/eiro comeou a s]vir aos frades1 acc>ret&o agoa e l5ha1 e mo5do f>9ha1 de modo que se fez escravo de todos2 e p]a os descanar tomava sobre si o trabalho de todos os religiosos2 rezava muitos salmos cada dia1 e a=a isso adorava a ,deos incl9&o a cabea at o *o #agej vezes2 despois de alguns annos por m&ado d abbade ou me/re1 faz5do orao1 comeou a d> saude a alguns enf]mos1 e resuscit\ a hum sobr9ho d mesmo me/re1 pelo que todos o respeitavam1 e honravam mais1 d que seu spirito humilde podia s(r]2 e assi p$io a ,nosso ,s5hor que o m&asse p]a outra p>te1 aonde no fosse conhecido nem honrado4 ,ouvio ,nosso ,s5hor sua to santa e ju/a petio1 e m&\ a ,s4 ,miguel1 o qual lhe disse que se fosse p]a hum mo/eiro1 que e/ava em huma ilha da alagoa de ,dambe1 que se *amava ,haic1 porque ali e/ava hum v>o santo1 o qual lhe d>ia o habito1 e poria aos hombros o jugo da religio4 ,dez annos se deteve ,tecla ,haymanot em ,amah>1 no mo/eiro de ,abba ,mi*ael4 ,e elles acabados1 qu&o ,s4 ,miguel tom\ o cam9ho p]a a ilha de ,haic1 e *eg&o borda da alagoa1 no a*&o emb>cao1 fez orao a ,deos1 e logo vio ao anjo ,s4 ,miguel1 que v9ha sobre a agoa1 e lhe dizia que o seguisse2 assi o fez1 h9do sobre a agoa como se =a em t]ra firme4 ,*eg\ ilha e ao mo/eiro2 mas primeiro ,s4 ,miguel revel\ ao me/re delle1 que se *amava ,abba ,jesus1 quem era1 o que o v9ha busc>1 e lhe disse que era vontade de ,deos1 que lhe desse o habito4 ,recebeo ,abba ,jesus com gr&e alegria e mo/ras de amor a ,tecla ,haymanot1 e dahi a p\co lhe deu o habito#bc2 ,tecla ,haymanot o recebeo com especial devoo2 e como se comeara seu noviciado1 assi se ex]citava em todas z obras de virtude4 ,e/&o ne/a ilha e mo/eiro1 teve huma viso muito my/]iosa1 e foi que o anjo de ,deos o lev\ a huma sala que respl&ecia mais que o sol2 to l>ga e comprida1 que a g5te d mundo todo a no pod]ia en*]2 t9ha muitas columnas de gr&e obra2 o pavim5to era de cri/al1 e o tecto mais cl>o que o sol2 no meio e/avam tres cadeiras todas =mosas a m>avilha2 exc$ia porm a d meio em gr&eza1 obra1 e =mosura1 e a todos c]cava1 e rodeava o arco cele/e1 que *amamos ,iris4 ,na cadeira d meio e/ava hum ve/ido de luz1 como huma l+oa de fogo1 e sobre elle hum rotulo1 que dizia3 ,alleluia ao ,padre1 alleluia ao ,filho1 alleluia ao ,spirito ,santo4 ,na cadeira da mo direita e/avam sete coroas1 diff]5tes humas das outras4 ,e/ava ,tecla ,haymanot susp5so e assombrado vi/a de c\sas tam novas e m>avilhosas2 o anjo porm o anim\ e lhe tir\ o m$o2 p]gunt\ ento quanta era a gr&eza daquella casa1 e quem era o dono della4 ,respondeolhe o anjo3 ,att5tai primeiro bem p]a tudo1 e despois vos direi o que p]guntais4 ,e v5do nas columnas escritos v>ios nomes1 p]gunt\ quem eram aquelles1 cujos nomes ali e/avam escritos1 quantas z columnas1 e cujas z tres cadeiras4 ,respondeolhe o anjo3 ,e/a casa he vossa1 e a cadeira d meio1 o ve/ido1 e coroas vosso he tudo2 nas cadeiras da mo direita e esqu]da se ass5t>o vossos filhos1 que vos ho de seguir1 e gu>d> vossos m&am5tos2 o num]o das columnas da mo direita444#bd1 os da mo esqu]da outras tantas2 os nomes que nellas e/o escritos so dos filhos1 que vos ho de nasc] d ,spirito ,santo at ao fim d mundo4 ,respondeo ,tecla ,haymanot3 ,quem s\ eu1 peccador1 p]a alcanar tanta graa8 ,disselhe o anjo3 ,deos d a graa a quem qu]4 ,acabado i/o lev\ o anjo ao santo ao ceo1 e meteuo d5tro da cort9a1 e fez que e/ivesse em p diante d ?rono da ,tr9dade1 aonde ador\ e deu l\vores a ,deos2 e logo ouviu huma voz1 que sahio d ?rono1 e dissse3 ,tecla ,haymanot1 ,tecla ,haymanot1 seja vossa p>te com os v9te e quatro meus sac]dotes3 e d]amlhe hum ?uribulo de ouro com elles1 e foi sua gloria e ve/ido semelhante ao dos v9te e quatro1 e via cl>am5te ,deos na ,tr9dade4 ,e disselhe ,deos3 ,assi como me ama/es1 vos am>ei1 e como me honra/es vos honr>ei1 e f>ei vosso nome honrado2 por v]dade vos digo que todo aquelle que confi> em vossa orao1 s] salvo por amor de vs2 e todo aquelle que em vossa lembrana (f]ec] o que pod]1 o f>ei gr&e no ceo e na t]ra2 e ao que se vir em alguma t5tao1 se *am> por vosso nome1 o livr>ei della3 e ao que s]vir a vossa igreja1 eu lhe pag>ei com os sete meus ar*anjos2 e aonde = lido o livro dos vossos milagres e *amado vosso nome1 ali s] paz e mis]icordia p]a sempre4 ,ouv9do i/o o santo ador\1 e deu a ,deos muitas graz2 e o anjo o torn\ ao lug> aonde primeiro e/ava4 ,com e/es mimos e favores d ceo crescia cada dia mais o desejo da p]feio1 em que se abrasava2 e hav5do dez annos que e/ava no mo/eiro da ilha de ,haic1 lhe veio desejo de ir a outras t]ras1 e conhec] e trat> outros frades p]a imit> suas virtudes2 e o anjo ,s4 ,miguel lhe disse1 que fosse a ,tigr ao mo/eiro de ,dam2 e desp$9dose com gr&es saudades de seu me/re ,abba ,jesus1 pass&o por cima da agoa da alagoa a p enxuto1 como a primeira vez1 se foi a ,tigr1 e subio ro*a ,dam1 em que e/ o mo/eiro1 o qual foi fundado por hum daquelles nove santos1 que vi]am de ,rum e ,egypto1 re9&o ,alamida1 filho de ,saladoba1 os quais nove santos so e/rellas de cl>idade que alumi>am todas z t]ras2 alguns delles semeavam pela manh1 e colhiam t>de2 outros traziam agoa em p5eiras1 sem se entorn>2 e faziam outros muitos milagres4 ,entr&o no mo/eiro lhe p]gunt\ ,abba ,joanni1 que era me/re delle1 como se *amava1 e quem lhe d]a o habito2 respondeo que se *amava ,tecla ,haymanot1 e que o habito lhe d]a ,abba ,jesus1 que morava na ilha de ,haic2 disse abba ,joanni3 ,em v]dade sois filho de meu filho1 porque eu o g]ei em spirito3 e b5z5do um capello e asquema#be lhos deu2 recebeuos ,tecla ,haymanot com gr&e devoo1 e logo comeou a faz] os milagres que faziam os nove santos primeiros1 e prophetisava z c\sas futuras muito antes de acontec]em4 ,ne/e mo/eiro e/eve ,tecla ,haymanot doze annos1 no fim dos quais lhe disse o anjo1 que fosse visit> outros mo/eiros e santos d des]to de ,tigr2 e alcan&o lic5a de seu me/re ,abba ,joanni1 se foi desc5do da ro*a1 que he to alta1 que he necess>io corda de tr9ta covados p]a por ella desc] ao *o2 quebr\ a corda1 mas =amlhe dadas seis azas1 com z quais vo\ seis legoas1 o que vi/o por ,abba ,joanni e outros frades1 d]am a ,deos gr&es l\vores4 ,entr\ ,tecla ,haymanot no des]to ,oallis1 aonde a*\ muitos santos1 com os quais pass\ qu>5ta e oito dias jeju&o sempre2 e dali pass\ ao mo/eiro de ,haiozan1 s>&o muitos do5tes1 at *eg> ao m> ,roxo2 e no a*&o nao1 fez orao1 e logo ,s4 ,miguel lhe app>eceo1 e o lev\ sobre a agoa1 atravess&o em huma hora a l>gura d e/reito4 ,*eg&o outra b&a1 a*\ hum homem morto1 ao qual resuscit\2 e p]gunt&olhe quem era1 disse que era *ri/o d povo de ,sion1 e que por falta de agoa morr]a h9do p>a ,hi]usalem2 e tom&o a e/e por companheiro *eg\ santa cidade1 visit\ ao sepul*ro de ,nosso ,s5hor1 e aos mais lug>es santos1 e dali foi ao ,patri>*a de ,alex&ria1 o qual era ento ,abba ,mi*ael2 e/e lhe deu muitas b5os2 e desp$ido delle foi visit> ao des]to ,sihots1 s4 ,asquetes1 e tom\ a b5o de muitos santos monges1 que ali moravam2 com e/es se qu]ia fic> ,tecla ,haymanot toda sua vida2 mas o anjo lhe app>eceo1 e m&\ que tornasse p>a a t]ra de ,e?iopia1 e desse o habito aos que lhe p$issem1 porque no viriam a elle s5o os que fossem escolhidos p>a o ceo4 ,cumprio o que o anjo lhe m&ava1 torn\se p]a ,e?iopia1 e na t]ra de ,tigr edific\ muitos mo/eiros1 e deu o habito a muitos frades1 e primeiro que todos o deu quelle seu companheiro1 ao qual resuscit\ v9do p]a ,hi]usalem2 e qu&o lhe deu o habito lhe poz por nome ,brahaya ,sagahu4 ,de ,tigr torn\ duas vezes a ,hi]usalem1 e na d]radeira lhe disse o ,patri>*a ,abba ,mi*ael1 que no tornasse l mais1 s5o que ass5tasse em algum lug> d des]to2 pelo que v9do a ,tigr1 sub9do ao monte ,dam1 tom\ a b5o de ,abba ,joanni1 e dali se foi a hum monte1 que se *ama ,cantor>1 aonde jeju\ qu>5ta dias1 e det]m9\ faz] ali seu ass5to1 porque a t]ra era des]ta2 mas app>eceolhe o anjo de ,deos1 e disselhe que no era aquelle o lug>1 p]a onde ,deos o *amava1 po/o que ao diante mor>iam ali muitos filhos seus2 que se fosse t] com ,abba ,jesus1 e fizesse o que elle lhe dissesse4 ,ao dia segu9te muito c$o se poz ao cam9ho1 e *eg&o borda da alagoa1 e no a*&o emb>cao1 cam9h\ por cima da agoa1 como se =a por t]ra2 e *eg\ a ,abba ,jesus1 o qual se alegr\ muito de o v]1 e lhe p]gunt\ quem lhe d]a capello e asquema2 respondeo que ,abba ,joanni d monte ,dam2 disse elle3 ,pois daime a mim capello e asquema1 porque o desejo receb] de vossas santas mos3 e nosso padre ,tecla ,haymanot lho deu por lhe t] m&ado o anjo que fizesse o que elle lhe dissesse4 ,e assi a s]ie dos nossos padres he e/a3 o anjo ,s4 ,miguel deu o habito de frade a ,abba ,antonios2 ,abba ,antonios deu o habito a ,abba ,mac>ios1 ,abba ,mac>ios o deu a ,abba ,pa*omios2 ,abba ,pa*omios o deu a ,abba ,arogaua2 ,abba ,arogaua veio a ,e?iopia1 e deu o habito a ,abba ,*ri/o ,bezan2 e e/e o deu a ,abba ,mascalmo2 e e/e o deu a ,abba ,joanni2 e e/e o deu a ,abba ,jesus2 e ,abba ,jesus o deu a ,abba ,tecla ,haymanot2 despois ,abba ,tecla ,haymanot deu capello e asquema a ,abba ,jesus1 como j dissemos4 ,desp$iose ,tecla ,haymanot de ,abba ,jesus1 e cam9h\ p]a a t]ra de ,amah>1 e *eg&o a ,arabe1 a*\ ali hum monte1 que se *ama ,dadd1 aonde subio com seu discipulo ,azaya ,sagahu1 e a*\ huma s]p5te muito gr&e1 a qual abr9do a boca o qu]ia engulir2 mas o santo fez o s9al da cruz1 e logo a s]p5te se fez em tres p$aos2 m&\ a seu discipulo que a m$isse1 e a*\ que era de #age covados4 ,acudio a g5te da t]ra1 e o rei com elles1 pasmados de to gr&e milagre2 e preg&olhes o santo receb]am todos a ,f de ,*ri/o ,nosso ,s5hor2 e desc5do ao rio ,soa1 b5z5do o santo a agoa1 bautiz\ a #c4jjj hom5s1 a =a mulh]es e m59os1 e deulhes a todos a communho2 m&\lhes que sobre o monte1 aonde mat\ a s]p5te1 fizessem huma igreja honra dos quatro ,evangeli/as1 a qual at hoje dura4 ,e/&o aqui ,tecla ,haymanot ouvio huma voz d ceo1 que lhe disse3 ,ide t]ra de ,xaoa1 porque fic>am p\cos os fieis1 que ali ajunta/es2 vizitaios1 ens9ailhes a ,f1 como primeiro1 e ali s] vossa sepultura1 e vossos filhos se multiplic>o1 como z areias d m> e z e/rellas d ceo2 e edific>seha em vosso nome hum mo/eiro1 como ,hi]usalem2 e vosso nome s] ouvido em toda a t]ra4 ,desp$iose ento com muitas lagrimas daquelles *ri/os1 e deix\lhes por me/re seu discipulo ,azaya ,sagahu2 *eg&o t]ra de ,xaoa deu o habito de frade a ib1 e entre elles a hum seu primo1 filho de hum irmo de seu pai2 despois indo com hum seu discipulo ao lug> de huma alagoa1 sahio um spirito maligno1 e comeou a atorm5t> a seu discipulo2 fez ento ,tecla ,haymanot o s9al da cruz1 diz5do3 ,sahe spirito mau de meu filho3 e fugio logo delle2 e qu]5dose torn> a met] na agoa1 fez outra vez o s9al da cruz1 e no pode entr> nella4 ,*eg\ ,tecla ,haymanot1 e peg&o delle lhe disse3 ,porque vos atreve/es a entr> em meu filho8 ,como vos *amais8 ,respondeo3 ,porque me p>eceo1 que ereis como os outros hom5s2 meu nome he ,bah>a ,alcao4 ,p]gunt\lhe ,tecla ,haymanot se qu]ia ir com elle1 ou fic> aonde primeiro e/ava2 respondeo3 ,como fize/es o s9al da cruz1 p]di meu pod]2 j no posso entr> aonde e/ava4 ,lev\o ento comsigo1 circumcid\o1 e lev&oo a huma igreja lhe poz por nome ,*ri/os h>ayo1 id e/1 ,*ri/o o escolheo2 e despois de s]vir algum tempo1 lhe deu habito de frade1 e foi amado de ,deos em toda a sua vida1 at que morreo e entr\ no re9o d ceo4 ,p\co tempo despois veio a ,e?iopia o ,abbuna ,joo1 e m&&o *am> a ,tecla ,haymanot o qu]ia faz] ,bispo1 e entreg>lhe a metade de ,e?iopia2 mas elle se escus\1 diz5do que lhe no conv9ha to alta dignidade2 e v9do p]a sua casa conv]teo a hum filho de hum feiticeiro4 ,teve o pai gr&e s5tim5to1 e ajunt&o muitos companheiros seus no tal (ficio1 vi]am p]a mat> ao santo1 grit&o como lees e ces2 mas o santo m&\ t]ra que se abrisse1 e os tragasse a todos2 e/a m>avilha se divulg\ por toda a t]ra de ,xaoa1 e receb]am a sua d\tr9a com muita vontade at t]ra de ,gu]>ia4 ,tambem vi]am muitos demonios sua porta grit&o1 com o que seus discipulos tiv]am gr&e m$o2 mas o santo1 faz5do o s9al da cruz1 os afug5t\4 ,e/&o despois em orao1 veio a elle huma s]p5te de dois cornos1 e o quiz engulir2 mas faz5do o s9al da cruz1 arreb5t\1 e fic\ ali morta2 m&\ que a m$issem1 e a*>am que era de sess5ta covados2 affirm\ ento a seus discipulos que ,*ri/o lhe m&>a que lhes dissesse1 que todo aquelle que mata-se s]p5te em qu9ta feira1 ou dom+o1 lhes s]iam p]doados os peccados de qu>5ta annos4 ,e/&o do5te hum s5hor gr&e1 a quem t9ha conv]tido1 e *egada a hora da morte1 disse3 ,vejo a meu pai ,tecla ,haymanot1 e vs outros no no v$es2 graz a ,deos que mo mo/r\3 e morreo logo1 e/&o nosso padre longe dali4 ,tambm te/emunham muitos santos1 que visitava a seus filhos na hora da morte1 e todas z almas por elle1 ou seja de ju/os1 ou seja de peccadores1 vo a elle2 porque a d ju/o no entra em sua h]ana sem *eg> a elle1 e a d peccador *eg&o a elle1 se nella v alguma boa obra1 como *am> pelos padres antigos1 ou por elle1 roga a seu ,deos con=me ao conceito que tem1 e faz que v a vida et]na4 ,s5do j velho ,tecla ,haymanot1 e no pod5do &> de hum lug> p]a outro ens9&o a ,f1 como co/umava1 fez no des]to huma cas9ha1 que aba/ava p]a e/> em p1 e poz na p>$e oito pregos com z pontas p]a d5tro1 dois detraz1 dois diante1 dois p]a cada huma das ilh>gas2 e ass e/eve muitos annos em p1 sem se enco/>1 e sem com]1 nem beb]1 mais que aos dom+os algumas h]vas e agoa1 com o que lhe veio a apodrec] e cahir hum p1 ao qual seus discipulos ent]r>am na igreja p]to d alt>2 despois e/eve sobre o outro p sete annos1 e quatro delles nem agoa bebeo1 pelo que veio a no t] mais1 que a pelle pegada aos ossos4 ,no cabo lhe app>eceo ,*ri/o1 ,s5hor ,nosso1 com a ,virgem ,santissima1 sua ,my1 ,nossa ,s5hora1 ,prophetas1 e doze ,apo/olos1 e outros muitos santos1 ve/idos de luz e cl>idade2 e disselhe3 ,como e/ais1 meu amigo8 ,tecla ,haymanot1 vim hoje p]a vos lev> ao descanso e alegria1 que no t] fim2 digovos de v]dade que todo aquelle1 que em vossa lembrana d] esmolas1 e *am> por vosso nome1 p]do>ei no s a elle1 mas a seus desc5d5tes at decima g]ao2 e quem edific> igreja em vosso nome1 eu lhe edific>ei casa no re9o d ceo2 e ao que escrev]1 ou fiz] escrev] o livro de vossos milagres1 cr5do1 eu escrev]ei seu nome no livro da vida2 e ao que receb] algum hosp$e em vosso nome1 eu o receb]ei1 qu&o vi] a mim2 e ao que d] de com] e beb] em vosso nome1 eu lhe d>ei a com] o po da vida1 e a beb] da fonte d sangue1 que sahio d meu lado2 e todo o que fiz] vossa fe/a com alegria1 eu o ass5t>ei comigo no jant> de mil annos2 e ao que (f]ec] igreja inc5so1 v9ho1 e azeite1 eu aceit>ei sua orao1 e lhe p]do>ei seus peccados2 e ao que visit> vosso sepul*ro1 seja de longe1 seja de p]to1 eu lhe d>ei o premio1 como se visitasse o meu sepul*ro de ,hi]usalem4 ,respondeo nosso padre3 ,graz vos d\1 ,s5hor1 que me fize/es tantas m]cs1 no por meus m]ecim5tos1 s5o pelo amor1 que t5des aos hom5s2 aonde m&ais1 ,s5hor1 que seja ent]rado o meu corpo8 ,disselhe o ,salvador3 ,aqui s] ent]rado at c9co5ta e sete annos1 e despois de/e tempo cahir e/a casa1 e vossos filhos edific>o aqui p]a huma b&a hum gr&e mo/eiro em vosso nome1 e treslad>o p]a elle vosso corpo2 e eu s]ei gu>da dos que e/iv]em ali1 e ouvirei suas oraes2 e a vossos filhos1 que morr]em ne/e des]to1 cont>ei como m>tyres3 e diz5do i/o lhe deu paz1 beij&oo tres vezes1 subio p]a o ceo com gr&e gloria4 ,m&\ logo nosso padre ,tecla ,haymanot ajunt> todos seus filhos1 e disselhes3 ,eis aqui *eg\ a fe/a das bodas2 eu s\ *amado2 app>elhaivos1 porque me disse hoje meu ,s5hor ,jesus ,*ri/o1 que era *egado o tempo de m9ha morte1 e alguns de vs ireis comigo4 ,ouv9do i/o seus discipulos1 alguns se alegr>am cuid&o que acompanh>iam a seu pai1 morr5do juntam5te com elle2 outros se entri/eciam1 e *oravam arrece&o que fic>iam sem elle ne/a vida2 nosso padre os exhort\ a todos ao desprezo d mundo e suas c\sas2 e encom5d\lhes que se amassem huns aos outros1 porque o amor d ,spirito ,santo faz limpa a c>ne e a alma2 e disselhes que se gu>dassem i/o1 s]iam fructo da vida1 e seus filhos v]dadeiros2 e ord5\ que ,elsa ficasse em seu lug>1 e lhes fosse pai4 ,diz5do i/o1 se lhe agrav\ a do5a1 e na noite de #bg de ago/o entr\ na casa1 aonde e/ava1 huma luz to gr&e1 e hum *eiro to suave1 que arrebatava o corao2 e app>eceolhe ,*ri/o1 ,nosso ,s5hor1 com sua ,my ,santissima1 ,s4 ,miguel1 ,s4 ,gabriel1 v9te e quatro sac]dotes com ?uribulos nas mos1 e muitos anjos com c&eias2 e v5do nosso padre ao ,salvador1 o ador\ pondose de joelhos1 como se tiv]a sos ambos os ps4 ,disselhe o ,salvador3 meu amigo1 todos vossos trabalhos e/o escritos em ,hi]usalem3 e diz5do i/o sahio a alma d corpo de nosso padre ,tecla ,haymanot2 ,*ri/o1 ,s5hor ,nosso1 a recebeo1 e lhe disse3 ,alma limpa1 v9de a mim3 e sub9do1 cantavam os anjos3 ,quem trabalh\ no mundo1 viva p]a sempre2 e/e he o dia1 que fez o ,s5hor2 gozemos e alegremonos nelle3 e assi a lev>am1 e entr\ em sua h]ana p]a sempre2 e deulhe o ,salvador a ve/idura1 que os anjos lhe t9ham mo/rado com a l+ua de fogo1 que fallava da ,div9dade1 e z sete coroas que rezam de sua f1 e outras virtudes2 viveo ne/e mundo #ajc annos e #de dias4 ,fic>am todos seus filhos *or&o2 e amortalh>am1 e ent]r>am o corpo cant&o como he co/ume dos sac]dotes2 tres dias despois morreo hum diacono1 primo d nosso santo1 por nome ,amda ,mascal2 amortalh>amno1 e lev>amno a ent]r>2 e despois de acab> o (ficio dos defuntos1 bulia2 abriram a mortalha1 e p]gunt>amlhe que =a aquillo2 respondeo3 ,morri1 como vi/es1 e fui levado diante d ,s5hor da v]dade1 e dali me lev>am ao nosso padre ,tecla ,haymanot1 e vi o com to gr&e gloria1 que l+ua humana no na pode decl>>2 sua cora respl&ecia sete vezes mais que o sol2 a gr&eza d que vi1 no se pode fall>2 m&\me que tornasse1 e vos dissesse3 ,elsa v5ha a mim1 e ,philippe fique em seu lug>2 porque em seu tempo se manife/>o m9has c\sas por toda a t]ra3 e dito i/o torn\ a sahir a alma d corpo1 e o ent]r>am4 ,dali a tres mezes morreo nosso padre ,elsa1 e seus discipulos puz]am em seu lug> a nosso padre ,philippe1 como se lhes t9ha m&ado2 e nelle se mo/r\ a graa d nosso padre ,tecla ,haymanot1 porque delle sahiram quatorze pa/ores1 que manife/>am1 e fiz]am gu>d> a ,f4 ,a orao d nosso padre ,tecla ,haymanot1 me/re honrado1 nos livre da =a d inimigo1 e das c\sas ms1 em todo o tempo1 e em todas z horas4 ,am54 #a ,p]ru*on1 ,hi/oire des gu]res d',amda ,seyon1 roi d'?iopie1 ,p>is1 #ahij4 #b ,dillmann1 ,zur ,ges*i*te des abyss9is*5 ,rei*es1 no ,zeits*rift d] ,deuts*5 ,morg5lndis*5 ,gesell%aft1 t4 ,,vii1 p4 #cci-cej2 ,dr\91 ,les li/es royales ?iopi5nes1 p4 #dh e segs4 #c ,cfr4 ,relazione de ,guidi e ,teza1 em ,conti ,ross9i1 ,il ,gadla ,takla ,haymanot1 p4 #c4 #d ,almeida1 ,hi/oria de ,e?iopia a alta1 t4 ,i1 fol4 #ajd1 v2 ,tellez1 ,hi/oria g]al de ,e?iopia a alta1 liv4 ,i1 cap4 ,,xxxiii4 #e ,cfr4 ,a4 d',abbadie1 ,catalogue raisonn des manuscrits ?iopi5s1 p4 #dh2 ,conti ,ross9i1 ,il ,gadla ,takla ,haymanot1 p4 #d4 #f ,conti ,ross9i1 ,il ,gadla ,takla ,haymanot1 p4 #f4 #g ,zot5b]g1 ,catalogue des manuscrits ?iopi5s de la ,biblio?que ,nationale1 p4 #bje4 #h ,conti ,ross9i1 ,il ,gadla ,takla ,haymanot1 ,roma1 #ahif4 #i ,dillmann1 ,catalogus codicum manuscriptorum1 qui 9 ,museo ,britannico ass]vantur1 p>s ,,iii1 cod4 ae?41 p4 #di2 ,wright1 ,catalogue ( ! e?iopic manuscripts 9 ! ,briti% ,museum1 p4 #ahb1 #aid1 #aie e #aif4 #aj ,! ,academy1 ,june #g1 #ahid1 n4 #aaeg1 p4 #aa4 #aa ,zot5b]g1 ,catalogue des manuscrits ?iopi5s de la ,biblio?que ,nationale1 p4 #bjd e #bjf4 #ab ,a d',abbadie1 ,catalogue raisonn des manuscrits ?iopi5s1 p4 #dh4 #ac ,guidi1 ,il ,gadla ,aragavi4 ,comtudo ne/a obra 7p4 #cd7 diz-se que o abba ,yohani foi o septimo successor d abba ,aragavi4 #ad ,comtudo no cap4 ,,xcv de r$aco de ,dabra ,libanos da ,vida de ,takla ,haymanot conta-se1 que um homem da tribu d ,el-,agam 7,al ,adjam71 propheta dos ,tanbalat1 de ,dav>o1 foi com sua mulh] e um seu filho a9da m59o a ,fatag>1 onde ento e/ava ,takla ,haymanot1 procur> o santo1 p>a que lhe desse rem$io p>a salvao de suas almas2 e que o santo1 depois de lhes ens9> a f *ri/1 os baptiz\1 pondo ao mesmo homem o nome de ,tasfa ,hesan1 mulh] o de ,iyolita1 e ao filho o da ,qireqos4 ,a origem d'e/a hi/oria evid5te2 o auctor da ,vida de ,takla ,haymanot introduziu e/e episodio p>a exalt> o santo attribu9do-lhe tambem a conv]so de uma familia de musulmanos de ,dav>o4 #ae ,almeida1 ,hi/oria de ,e?iopia a alta1 t4 ,i1 fol4 #aje1 v2 ,telles1 ,hi/oria g]al de ,e?iopia a alta1 liv4 ,i1 cap4 ,,xxxii4 ,comtudo no bem c]to que ,takla ,haymanot vivesse no seculo ,,viii4 #af ,zot5b]g1 ,catalogue des manuscrits ?iopi5s de la ,biblio?que ,nationale1 p4 #bje4 #ag ,slane1 ,catalogue des manuscrits arabes de la ,biblio?que ,nationale1 p4 #bje4 #ah ,uri1 ,biblio!cae ,bodleianae codicum manuscriptorum catalogus1 p>s ,i1 p4 #adf4 #ai ,d'e/a obra1 a9da in$ita1 exi/e um manuscripto no ,museu ,britanico1 ms4 add4 #afbee2 d'elle foi feita uma copia actualm5te depositada na ,biblio!ca ,nacional de ,lisboa4 ,a ,vida de ,takla ,haymanot e/ t4 ,i1 fol4 #ib1 v a #ajd1 r4 #bj ,almeida1 ,hi/oria de ,e?iopia a alta1 t4 ,i1 fol4 #ib1 r e v4 #ba ,no manuscripto ha evid5tem5te uma lacuna2 a traduco da passagem correspond5te d texto geez 3 ,e um dia ,frem5atos disse a ,emb>am3 meu s5hor1 eu na v]dade admiro os vossos usos da g5te de ,e?iopia2 a circumciso e a cr5a de ,*ri/o exi/e entre vs2 mas o baptismo e o receb] da communho no exi/em4 ,e ,emb>am disse a ,frem5atos3 ,a circumciso na v]dade tr\x]am os ,levitas1 nossos paes1 e a cr5a tr\xe o eunu*o da ra9ha ,h5dake2 e p>a d> o baptismo e m9i/r> a communho no nos foi enviado apo/olo4 ,mas eia1 vae tu ao arcebispo1 e recebe d'elle a ord5ao p>a s]es nosso apo/olo4 7,gadla ,takla ,haymanot1 cap4 ,,iv2 ms4 ae?4 c4 #c da ,biblio!ca ,bodleiana1 fol4 #c1 v74 #bb ,em geez e/e nome escripto ,motalame4 ,dillmann 7,*re/oma?ia ae?iopica1 p4 #agg7 conjectura que e/e nome d]ivado d v]bo arabico lama 7brilh>72 ,basset 7tudes sur l'hi/oire d'?iopie1 p4 #bca7 o comp>a com a palavra arabica musalama 7dada1 conc$ida72 ,conti ,ross9i 7,il ,gadla ,takla ,haymanot1 p4 #cb1 nota #c7 julga que o mesmo nome uma palavra cuxita4 ,em um hymno em honra d rei ,amda ,seyon 7,guidi1 ,le canzioni geex-am>ia1 ,,viii4 v4 #bg7 um pr9cipe de ,damot1 inimigo d'aquelle rei1 tem o nome de ,mot lami4 ,em galla a palavra moti significa rei 7,cec*i1 ,da ,zeila alle fronti]e del ,caffa1 t4 ,,iii1 p4 #bbi71 mas e/a palavra provavelm5te de origem cuxita1 tomada de uma das l+uas falladas nas regies situadas ao sul de ,e?iopia4 ,a palavra ,motalame talvez por ,mot ,alame1 e ,alame por ,alamale 7,hi/oria das gu]ras de ,amda ,seyon1 ed4 ,p]ru*on1 p4 #aj1 l4 #af71 e e/a o nome de um antigo re9o situado ao sul de ,xava1 a oe/e de ,vaj1 e a le/e de ,hadya4 7,conti ,ross9i1 ,catalogo dei nomi propri di luogo dell',etiopia1 p4 #ad74 ,assim ,motalame1 que o escriptor abexim tom\ por um nome proprio1 signific>ia simplesm5te rei de ,alamale4 #bc ,muitos dos ,religiosos de ,e?iopia que pr(essam vida eremitica1 ve/em pelles escodadas t+idas de am>ello1 ou pannos da mesma cor4 7,tellez1 ,hi/oria g]al de ,e?iopia a alta1 liv4 ,i1 cap4 ,,xxxiv74 ,o mona*ismo *ri/o de ,e?iopia foi1 segundo tradico1 propagado d ,egypto2 comtudo em algumas pez de ve/u>io no pde deix> de se reconhec] a influ5cia h9du4 ,o habito dos monges h9dus compe-se de tres pez de ve/u>io1 que so simples p$aos de tecido de algodo t+idos de am>ello4 #bd ,no manuscripto falta o num]o1 que segundo o texto geez era de qu>5ta e c9co c5tos de c5tos 7#dejjjj74 7,gadla ,takla ,haymanot1 cap4 ,,lxiii74 #be ,as*ema he como ,escapul>io2 e p>ece que aquelles primeyros ,monges os nove ,santos1 como eram ,gregos1 lhe *am>am ,asquema por s] tamquam s*ema ,mona*ismi1 que he a divisa de ,monge4 ,porque quasi todos os ,monges de ,e?iopia &am ve/idos1 como cada um pode1 e lhe p>ece2 mas em traz5do aquelle escapul>io1 que he feyto de correyas br&as1 e bem curtidas1 sam avidos por ,mac>ios1 e ,pa*omios4 7,tellez1 ,hi/oria g]al de ,e?iopia a alta1 liv4 ,i1 cap4 ,,xxxiii74 ,asquema he huma trans9ha de tres tiras de c\ro ord9>io1 e v]melho1 z quays lanadas ao pescoo se rematam em huma argol9ha de f]ro1 ou cobre1 que trazem em huma correya1 com que se c+em4 7,tellez1 op4 cit41 liv4 ,i1 cap4 ,,xxxiv74 ,a palavra askema1 em syriaco askema1 em arabe askim1 d grego s*ema1 designa em p>ticul> a e/ola angelica1 que segundo tradico um anjo deu a ,s4 ,antam1 pr9cipe dos monges d ,egypto1 e que por elle foi deixada a seu successor1 como sup]ior d seu mo/eiro1 em signal da sua dignidade4 7,dillmann1 ,lexicon l+uae ,ae?iopicae1 c4 #geb2 ,brun1 ,diction>ium ,syriaco-,lat9um1 p4 #be2 ,vansleb1 ,hi/oire l'glise d',alex&rie1 p4 #db74 ,e/a e/ola1 que em copto tem o nome de m>*noh1 foi depois usada por todos os monges da ordem de ,s4 ,antam1 e por ella se di/+uiam dos outros monges4 7,peyron1 ,lexicon l+uae ,copticae1 p4 #ajd74 ,mas segundo o te/emunho de ,maqrizi 7,khitat1 t4 ,,ii1 p4 #ejh7 e d ,padre ,sic>d 7,n\veaux memoires des ,missions dans le ,levant1 t4 ,v1 p4 #aej7 a e/ola angelica ou askim t9ha =ma muito diff]5te d askema usado pelos monges ,abex9s4 7,evetts1 ,! ,*ur*es & ,mona/]ies ( ,egypt1 attribut$ to ,abu ,salih1 p4 #afd1 nota #a74 ,a =ma d askema usado pelos monges de ,e?iopia muito semelhante ao cordo usado pelos ,brahmanes4 ,a todos aquelles tres espiritos reg5tes d mundo os ,brm5es fazem como filhos da primeira causa filhos de ,deus1 e p>ticipantes da sua div9dade1 e p] honra1 e culto sup]/icioso dos tres1 que dissemos1 traz cada ,brm5e hum tiracollo de tres fios atados1 e rematados em hum s n4 7,luc5a1 ,hi/oria da vida d ,padre ,s4 ,francisco de ,xavi]1 liv4 ,,ii1 cap4 ,,xi7