( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,,biblio!ca ,,de ,,algibeira ,,noites ,,de ,,insomnia ,,(f]ecidas ,a ,,quem ,n,o ,p,,de ,,dormir ,,por ,camillo ,ca/ello ,branco ,,publica,o ,,m5sal ,n4 #ab--;,,dezembro ,,livr>ia ,,int]nacional ,,de ,,erne/o ,,*>dron #if1 ,l>go dos ,cl]igos1 #ih ,,porto ,,eug5io ,,*>dron #d1 ,l>go de ,s4 ,francisco1 #d ,,braga #ahgd ,,porto ,,typographia ,,de ,,antonio ,,jos ,,da ,,silva ,,teixeira #fb--,rua da ,cancella ,velha--#fb #ahgd ,,biblio!ca ,,de ,,algibeira ,,noites ,,de ,,insomnia ,,summ>io ,o que eram frades--,quem de/]r\ ,jos de ,seabra da ,silva8--,d4 ,joo #d4 e z regateiras--,field+--,mania e hypocondria--,aos diplomatas descont5tes--,bibliographia--,o ultimo c>rasco1 pelo exc4mo snr4 visconde de ,ouguella--,o horror da dem5cia--,re/aurao de um docum5to hi/orico valioso--,a dana--,fim ,o ,,que ,,eram ,,frades ,h\ve-os de santa vida1 que prg>am o evangelho dos bons exemplos1 e deix>am na t]ra ve/igios d m>tyrio--o gr&e m>tyrio d corao abafado e morto na e/am5ha d habito2 e d'esses alguns deix>am livros div9os1 desde o p5sam5to at l+uagem4 ,ganh>am assim duas et]nidades luz5tissimas3 a d seio de ,deus1 e a b5o dos que1 n'e/e mundo to outro e to e/rondeado d cab\c> d progresso1 alta noite1 os e/udam lampada solit>ia d seu ermos9ho1 onde sorri a paz1 porque a inveja l no entra4 ,h\ve-os1 tambem1 frades fune/os que escav>am com pulso sacrilego a sepultura dos bons no atascadeiro da politica2 e a politica1 na hora em que pde arpoal-os1 na torr5te dos seus enxurros1 atir\-os1 bons e maus1 ao monturo das in/ituies podres e pe/il5ciosas4 ,o descr$ito das ord5s mona/icas quasi coevo da sua in/ituio4 ,os santos padres1 os concilios1 z communas1 os pod]es civis lavr>am desde os primeiros seculos prote/os =midaveis contra z religies alheias d primitivo espirito d seu in/ituto4 ,a volta d seculo ,,xvii1 os mo/eiros em ,portugal1 desatados d v9culo da humildade1 e cegos da sua opul5cia e au?oridade no animo dos pr9cipes1 haviam tocado o cairel da voragem4 ,e logo que1 depois da p]da de ,d4 ,seba/io1 a gu]ra civil f]m5t\ nos b&os faccion>ios dos pret5sores ao ?rono1 e a cora resval\ da fronte d c>deal-rei1 a frad>ia sahiu dos seus c5obios1 e salt\ p>a z praz e arraiaes arranc&o a espada d talab>te que c+ia o habito4 ,report&o-se aos indiscipl9ados frades d'esse tempo1 ref]em z hi/orias que1 no anno #aehj1 se pass\ um esc&aloso motim no mo/eiro dos ,j]onymos de ,belem4 ,rebello da ,silva repete assim o caso com z p>ticul>idades noticiadas por ,cone/agio3 ,os monges d mo/eiro de ,belem1 da ordem de ,s4 ,j]onymo1 v5do o re9o sem mon>*a1 z ju/iz sem respeito1 e os abusos sem ca/igo1 int5t>am tambem prevalec]-se da desgraa d tempo p>a v+>em antigas queixas4 ,us&o dos pod]es de pr9cipe e da au?oridade ecclesia/ica de legado pontificio1 e viol&o a regra e obs]vancia mona/ica1 o c>deal ,d4 ,h5rique t9ha arrogado a si a nomeao dos prelados da casa4 ,p>eceu apropriada aos padres a conjunctura p>a sacudirem o jugo2 e juntos em communidade =am bat] porta da cella de fr4 ,manoel de ,evora1 que ex]cia z funces de prov9cial4 ,abriu-lhes1 sobresalt\-se1 e acab\ de cahir das nuv5s1 qu&o lhe diss]am que se demittisse logo1 porque no t5do sido eleito em capitulo1 era nulla a sua jurisdico1 compet9do-lhes a elles prov]1 e design>em por suffragio quem os havia de gov]n>4 ,resi/iu2 alt]c>am2 lanou-lhes em ro/o a demasia e a desob$i5cia1 clam>am2 neg\-se positivam5te a cons5tir1 e viu-se de rep5te maltratado das mos dos subditos1 preso e enc>c]ado em um celleiro4 ,a*\ modo de avis> os p>5tes1 uniram-se e supplic>am ao nuncio1 ,alex&re ,frum5to1 que se int]pozesse1 obrig&o os frades a solt>em e reconhec]em o seu prelado4 ,respond]am com sob]ba1 que o nuncio no era seu juiz4 ,foi necess>io recorr] ao brao secul>4 ,in=mados de motim to esc&aloso e (f5sivo da humildade religiosa s abas da capital1 os gov]nadores d re9o m&>am aos m9i/ros da cidade1 que fossem execut> a s5t5a apo/olica acompanhados de tres b&eiras de soldados4 ,a resi/5cia dos padres no dim9uiu4 ,c]r>am z portas d mo/eiro1 deix>am z da igreja ab]tas1 e de d5tro das grades d cro na capella-mr respondiam1 cant&o os (ficios div9os1 s adv]t5cias e admoe/aes dos magi/rados4 ,por fim a paci5cia exhauriu-se2 a tropa entr\ no templo1 e arromb\ a grade d cro1 que era de pau4 ,seguiu-se um v]dadeiro alvoroto2 os gu>das =cej&o por pr5d] os monges2 e/es esquiv&o-se em tropel1 ou a um e um1 e oppondo z armas espirituaes s temporaes1 bullas1 crucifixos1 c]iaes1 to*eiros1 monitorias e excommunhes ao pulso vigoroso dos p]seguidores4 ,a f9al1 c]cados e r5didos1 =am quasi arra/ados em triumpho pelos v5c$ores ao celleiro aonde jazia o prov9cial captivo1 e p>a maior desgo/o tiv]am de lhe beij> a mo em publico e de ajoelh> aos seus ps como subditos arrep5didos4 ,entretanto no se submett]am sem o prote/o de que c$iam con/rangidos pela =a1 e de que appell>iam d nuncio de ,roma4 ,at aqui o di/9cto hi/oriador4 ,porm1 outras causas que v\ cont> motiv>am a insurreio dos monges contra o seu prelado4 ,eu no me assombr>ei se o leitor me atalh> o en?usiasmo1 com que pret5do illu/ral-o1 diz5do-me no arrug> da sobrancelha que se disp5sa de sab] pr(undam5te z causas que amot9>am uns frades ha duz5tos e nov5ta e quatro annos4 ,todavia1 em m5oscabo dos meus cr$itos de escriptor futil1 in/o no escl>ecim5to d'e/e episodio de aba/>dam5to d h]oico ,portugal1 que ,luiz de ,cames cantra4 ,o docum5to1 que v\ public> e nos alumia o escuro caso1 nunca e/eve em mo dos que escrev]am a hi/oria4 ,d4 ,*ri/ovo de ,m\ra no p]dia lano de remov] e/orvos usurpao de ,philippe ,,ii4 ,acudia prompto com a corrupo onde qu] que palpitasse corao portuguez4 ,se a peonha d ouro no v+ava ulc]> z consci5cias1 empregava a p]suaso dos direitos de ,philippe1 m$iante a eloqu5cia de jurisconsultos ca/elhanos e nacionaes4 ,sabia o confid5te d rei de ,hespanha que a maioria dos mo/eiros p5dia ao duque de ,bragana1 ou ao prior d ,crato2 e1 entre os mo/eiros mais temiveis na propag&a a favor de mon>*a portuguez1 e/remava-se1 qu&o o c>deal-rei falleceu1 o conv5to d ,belem4 ,urgia-lhe1 pois1 influir no espirito d'aquelles monges com a eloqu5cia de v>es au?orisados1 que submettessem lei e ju/ia z demasias peccam9osas de um patriotismo incongru5te com a legitima sob]ania4 ,vi]am de ,ca/ella d\s frades bem apropositados ao int5to2 e1 como fossem da mesma ordem1 hosp$>am-se em ,belem4 ,o c>deal ,d4 ,h5rique morr]a no ultimo de janeiro de #aehj1 e j a #aj de fev]eiro os d\s frades ca/elhanos colhiam na r$e da sua rhetorica o c>dume das consci5cias dos frades ,j]onymos1 a occultas d prelado fr4 ,manoel de ,evora1 cujo affecto aos ,braganz era inflexivel4 ,no ob/ante o segr$o com que os commiss>ios de ,d4 ,*ri/ovo de ,m\ra corrompiam o mo/eiro1 fr4 ,manoel de ,evora deu t5to da p]fidia1 e intim\ a sahida aos frades =a/eiros4 ,no lhe ob$ec]am1 animados rebeldia pela contumaz defeza da communidade4 ,o prelado desob$ecido deu conta d e/ranho successo aos gov]nadores d re9o1 que demoravam em ,almeirim4 ,os c9co gov]nadores1 eleitos pelo defunto c>deal1 imm$iatam5te ord5>am a expulso dos d\s monges ca/elhanos1 em um aviso que eu possuo autographo1 escripto por mo d arcebispo de ,lisboa1 e assignado pelos seus quatro collegas ,d4 ,joo ,masc>5has1 ,francisco de ,s1 ,d4 ,joo ,tello de ,m5ezes1 e ,diogo ,lopes de ,s\sa4 ,a c>ta d segu9te !or4 ,nem lhe alt]o a or?ographia nem a p>cimonia da pontuao3 ,os guov]nadores e def5sores de/es ,reynos e s5horios1 fazemos sab] a vos ,rev]5do padre presid5te d conu5to de nossa sra de ,belem da ord de sa ,j]onimo1 que a ese conu5to sa *eguados d\s frades da vosa orde ca/ilhanos1 e pello que delles se tem ent5dido e d seu ynt5to1 na conuem quietaa de/es ,reynos e/> n'elles1 pello que tanto que vos e/a = dada lhes m&>eys c ob$i5ia1 ou da maneira que vos p>eer1 e i/o mais eficazm5te se possa comseguir que demtro em dois dias se saya =a da cidade e seu t]mo1 e demtro de oyto se saya =a d ,reyno1 porque na o faz5do e s5do n'elle a*ados s]a ca/igados como m]ec]1 e avis>eis a todas z cassas da vossa orde que ymdo a elas t] e/es frades com t5a de faz] mays det5a que os ditos oyto dias os na recolha nem aguasalh e o faa a sab] ao correg$or da com>ca ou juiz de =a d lug> omde e/iv] p>a niso proc$] da maneira que o pod] faz] e que volo faa loguo a sab]1 de que tambem nos avys>eis e d mays que delles tiu]des emt5dido por que asy conu4 ,scryta em almeir a #af de fev]eiro de #ehj4 ,arcebispo de ,lisboa4 ,d4 ,joo ,masc>5has4 ,francisco de ,s4 ,d4 ,joo ,tello de ,m5ezes4 ,diogo ,lopes de ,s\za#a4 ,tirantes o arcebispo e ,d4 ,joo ,tello de ,m5ezes1 os gov]nadores signat>ios d'e/a ordem1 p\cos mezes depois eram escravos submissos de ,*ri/ovo de ,m\ra2 a9da assim1 ju/o presumir que em fev]eiro de #aehj1 exp$9do to sev]a ordem contra os emiss>ios de ,philippe ,,ii1 mant9ham a9da a honrada en]gia digna d'aquelle ,d4 ,joo de ,masc>5has--o def5sor de ,dio6 ,como qu] que fosse1 a ordem da reg5cia transmittida pelo prelado aos seus conv5tuaes1 produziu a rebellio descripta por ,rebello da ,silva1 de pag4 #cfa a #cfc d tomo ,,ii da ,hi/oria de ,portugal4 ,se o leitor quiz] m>g9> o seu exempl> com o resumo d'e/a noticia tem pre5*ido a lacuna2 e1 se por curiosidade1 quiz] vr o docum5to ju/ificativo1 mo/r>-lh'o-hei com outro mais valioso de que v\ d>-lhe traslado4 ,havia n'aquelle tempo um gr&e fidalgo *amado ,d4 ,p$ro da ,cunha1 antigo gov]nador de ,ceuta1 g5]al das gals que def5diam a co/a d ,alg>ve1 e capito-mr d re9o qu&o ,d4 ,seba/io pass\ a ,africa4 ,e/e era pai d celebrado arcebispo ,d4 ,rodrigo da ,cunha4 ,o ancio1 to qu]ido de ,d4 ,joo ,,iii1 e respeitado d infeliz de ,alcac]-kibir1 foi a9da bemqui/o d c>deal at hora em que se manife/\ contra ,ca/ella2 e1 gov]n&o z armas em ,lisboa1 ameaou repellir das suas muralhas o rei e/rangeiro1 se ,d4 ,h5rique deixasse a cora portugueza ao ca/elhano4 ,os gov]nadores1 nomeados no te/am5to d c>deal1 v5]avam ,d4 ,p$ro da ,cunha1 e solicitavam-lhe o b5eplacito1 indo ao encontro da sua vontade com m]cs e promessas de maiores gal>des4 ,porm1 no modo como o faziam1 transluzia-se o muito respeito que lhe t9ham1 e o t9o com que se esquivavam a mel9dr>-lhe a dignidade4 o que se v de uma c>ta orig9al que ,diogo ,lopes de ,s\sa lhe envia1 desde ,almeirim1 aos #bc de abril de #aeha4 ,a copia textual4 ,veja-se como escrevia um dos hom5s illu/res d'aquelle tempo1 o reg$or das ju/iz1 e gov]nador da casa d ,porto1 o antepassado que to gr&e p>te foi no luzim5to e nos hav]es dos condes de ,mir&a1 dos m>quezes de ,arron*es e dos duques de ,lafes4 ,e tamanho v>o escrevia assim3 ,ser4 ,oje sbado receby de v4 m4 e loguo madey#b p$ir a ba/io#c dias a port>ia1 mad\me#d esa dos dosemtos mil reis de tema que ma d#e a v4 m4 a dos cem mil reis que hada v] cadano#f lhe mad>ei loguo ou quad v4 m4 qua#g m&> faz] o padra dos dos5tos mil reis antam se f> a provisa de/e cemto que hadav] quadano o que poso afirm> a v4 m4 he que e/a po/os os sers g4dors #h a sirviremno nacom5da e emtodo o mais que nelles =em como v4 m4 u] pois eu eyde s] o solicitador4 ,tiuemos aguora requado de ,ca/ella4 ,el,rey aimda e/a em seu op9io1 tornamos aguora a repliqu>1 queira deus que aproveite1 elle vemse a m]ida#i que he ja p]to de nos1 bem pod]a v4 m4 ouuir o ,uasques#aj p>a o acomselh>1 po/o que o que v4 m4 fez foy como portuguez antigo1 por que nos mordnos ua qua grades velhaqu>ias#aa1 temos emleitos#ab dom dioguo de ,s\sa e m>t9 guomsalues da cam>a a faz] z armadas e f>t> e/e cl]iguo de neguocio por que sempre diz que se no faz nada#ac4 ,o criado de v4 m4 no t5ho vi/o1 deue#ad de e/> no degr$o com diogo da fomsequa#ae1 bem s9to e/> a9da a cidade desa maneira1 qu]] noso sr d> lhe saude1 eu trabalh>ey por au]#af a quimta de luis de saldanha se o filho aquy ui]#ag noso ser sua muito ilu/re p4ca #ah gu>de a9da por mtos anos e acresemte3 dalmeirim a xxjjj de abril ,diogo ,lopes de ,s\sa1 ,g4or ,sobrescripto3 ,ao muytto illu/re ser o sr dom p$ro da ,cunha capito mor da cidade de ,lisboa meu snr4 ,d4 ,p$ro da ,cunha gov]nava z armas de ,lisboa1 qu&o ,d4 ,antonio1 j acclamado rei1 alli foi1 e deix\-o entr>4 ,no temos provas de que os l\ros d ancio colhidos na ,africa se t+issem no sangue da batalha de ,alcant>a4 ,sabemos que elle expir\ nos c>c]es da torre de ,belem1 leg&o a seus filhos odio figadal a ,ca/ella4 ,d4 ,rodrigo v+\-o2 e mais h]oicam5te o hav]ia v+ado1 se no recebesse como prelado d ,porto1 ,braga e ,lisboa z mitras da mo dos ,philippes4 ,de ,d4 ,p$ro da ,cunha dizia o prior d ,crato1 na sua c>ta a ,gregorio ,,xiii3 444 ,mas z cs de ,d4 ,p$ro da ,cunha =am acaso mais v5]adas8 ,quem desconhece como aquella honrada velhice acab\ am>gurada1 no qu]5do nem pod5do sobreviv] aos affrontam5tos d v5c$or1 depois de to dilatada e gloriosa c>reira pr9cipiada em ,ceuta8444 #a ,no s\ exacto no traslado das assignaturas1 porque difficilm5te z p]ceb]ia quem no tiv] lidado1 com a calligraphia e abreviaturas d'aquelle tempo4 excepo d arcebispo1 os outros gov]nadores so imag9osos nos g>abulhos a t]mos de no se p]ceb]em4 ,por exemplo3 ,d4 ,joo ,masc>5has1 assigna3 dfmozs4 ,e ,francisco de ,s3 ffranisq de,s4 ,d4 ,joo ,tello de ,m5ezes1 escreve3 ,tello4 m4 ,e ,diogo ,lopes de ,s\sa3 ,gd4 lop2 sus4 ,na orla da c>ta e/ o sello das armas reaes4 ,sobrescripto3 ,por os gov]nadores4 ,ao presid5te d conu5to de nossa sor de ,belem da orde de ,s4 ,j]onimo4 #b ,m&ei4 #c ,seba/io4 #d ,m&\-me4 #e ,m&o4 #f ,que ha de hav] cada anno4 #g ,c4 #h ,gov]nadores4 #i ,m]ida4 #aj ,bem podra v4 m4ce ouvir o ,vasques p>a o aconselh>4 ,e/e ,vasques1 inculcado por ,diogo ,lopes de ,s\sa1 era um jurisconsulto hespanhol1 de nome ,rodrigo ,vasques de ,arse1 que juntam5te com outro jurisconsulto1 d\tor ,mol9a1 t9ham v9do de ,ca/ella com ,*ri/ovo de ,m\ra1 como vogaes da junta consultiva nos negocios de ,portugal1 p>a explic>em aos fidalgos portuguezes juridicam5te a legitimidade de ,philippe ,,ii4 ,o gov]nador1 que j e/ava aconselhado1 recomm5dava ao indeciso ,d4 ,p$ro da ,cunha que ouvisse o ,vasques4 ,o velho fidalgo1 bem que recebesse o padro da t5a1 com c]teza no comeu a t5a nem att5deu ao ,vasques4 #aa ,porque nos mod]nos vo c gr&es velhac>ias4 #ab ,temos eleitos4 #ac ,diogo ,lopes trata ,m>tim ,gonalves da ,cam>a de cl]igo de negocio4 ,rev no apd o odio secreto que t9ha ao jesuita inimigo de ,ca/ella4 ,o escrivo da puridade de ,d4 ,seba/io at c]to ponto1 remiu p>te dos seus delictos na opposio pod]osa e p]t9az que contrapoz ao usurpador4 ,o ,diogo de ,s\sa1 ahi nomeado1 havia sido g5]al da armada de ,d4 ,seba/io na desa/rosa batalha4 #ad ,deve4 #ae ,foi um correg$or muito affeioado a ,d4 ,antonio1 e p]seguido logo que o prior foi de/]rado4 #af ,hav]4 #ag ,vi]4 #ah ,pessoa4 ,,quem ,,de/]r\ ,,jos ,,de ,,seabra ,,da ,,silva8 ,o de/]ro de ,jos de ,seabra segr$o1 ao que p>ece1 inav]iguavel4 ,os indagadores mais v]sados e praticos nos ar*ivos das secret>ias1 os proprios desc5d5tes d'aquelle em95te e/adi/a1 os mais affeitos a lapid> e escl>ec] os fuzis da cadeia hi/orica oxydados pela aco dos seculos ou obscurecidos por tradies erroneas1 n5huns conseguiram alumi> e/e assim nubloso quanto importantissimo successo da hi/oria1 to a*egada d nosso seculo4 ,a tradio viu de div]sas maneiras o facto1 e p>ece que todas z pont>ias desac]t\4 ,diss]am uns que ,jos de ,seabra1 ajudante d m>quez de ,pombal1 no m9i/]io1 facultra aos bispos a confirmao nas ord5s sacras1 com indep5d5cia d b5eplacito regio2 e d'ahi a demisso e o de/]ro1 por arbitrio ou conselho d m>quez1 affrontado por tal concesso4 ,qu]em outros1 man*&o a honra de ,jos de ,seabra1 que demisso prec$essem extorses1 concusses e litt]alm5te r\bos praticados com a resalva dos altos c>gos que ex]cia4 ,op9am alguns que elle descobrira a ,d4 ,m>ia ,i o proposito de a esbulh>em da successo da cora seu pai de accordo com o m9i/ro valido4 ,outros1 em fim1 alludem a segr$os de e/ado que s9c]am5te ignoram1 por isso mesmo que eram segr$os4 ,e/es so os mais discretos4 ,o snr4 ,p9heiro ,*agas1 apoiado em uma honrosa e critica defeza que o snr4 ,antonio ,c\t9ho ,p]eira de ,seabra e ,s\sa1 bisneto d e/adi/a arguido1 public\1 em #ahfh1 respond5do s arguies d snr4 ,soriano--indelicada e p]functoriam5te exp5didas contra o m9i/ro degr$ado--refuta z conjecturas das ato>das1 e deixa insoluvel a duvida4 ,se alguma hypo!se pde acl>> a v]$a de ult]iores inve/igaes1 a que attribue ao c>deal da ,cunha a desgraa de ,jos de ,seabra da ,silva4 ,quasi se evid5ceia que o m>quez de ,pombal foi m]o1 e1 com c]teza1 =ado executor das ord5s d rei4 ,da consid]ao que ,pombal gu>dra pelo de/]rado1 nos te/emunha a ordem que elle mesmo transmittiu ao gov]nador de ,angola1 m&&o repatri> ,jos de ,seabra1 qu&o ,d4 ,jos ,i vivo a9da1 mas j pro/rado de mortal do5a1 p]d]a a en]gia rancorosa que tempe/a nas almas ru9s at ao despeg> da vida4 ,esse decreto1 assignado por ,m>t9ho de ,mello e ,ca/ro1 foi exp$ido em #ae de dezembro de #aggf4 ,no pr9cipio de outubro de #aggg *eg\ ao presidio das ,p$ras ,negras1 onde e/ava o de/]rado1 a ordem de emb>que4 ,em #bj de dezembro sahiu de ,lo&a ,jos de ,seabra4 ,deteve-se na ,bahia1 d'onde1 em #f de fev]eiro de #aggh1 escreveu a segu9te c>ta in$ita ao m9i/ro ,m>t9ho de ,mello e ,ca/ro3 ,ill4mo e exc4mo snr4 ,dev5do a v4 exc4 a exp$io das b5ignissimas ord5s de ,s4 ,m4 que ,deus gu>de1 que me poz]am na lib]dade de sahir de ,africa1 e de pass> ao re9o1 me p]suado que tambem a t9ha p>a signific> a v4 exc4 a m9ha s9c]a1 e fiel gratido pela p>te que v4 exc4 teve n'esse b5eficio1 o maior que eu podia receb] na m9ha situao2 segur&o a v4 exc41 que n'i/o enc]ro os limites da m9ha lib]dade1 sem me adiant> a escrev] a m9ha mulh]1 nem a meu irmo1 que sei ha p\cos dias1 que a9da vivem4 ,no pr9cipio de outubro *eg\ ao presidio das ,p$ras a m9ha r$empo3 prep>ei-me como melhor pude p>a *eg> nos f9s de novembro a ,lo&a1 d'onde p>ti em #bj de dezembro1 depois de pag> o devido tributo da c>neirada1 com que e/a cidade hosp$a aos mais robu/os1 e aportei a e/a ,bahia com qu>5ta dias de viagem4 ,a necessidade de robor> um p\co z =z1 e de me prov] de quasi todo o preciso p>a me transport> com m5or incommodidade1 me f> demor> aqui mais dias1 d que desejo1 a9da consid]&o a vantagem de salv> o inv]no nas co/as de ,portugal4 ,tanto que ahi *eg> ha de v4 exc4 sabel-o1 e desejra eu que v4 exc4 quizesse m&>-me ins9u> a bordo o modo1 tempo1 e lug> d meu desemb>que2 porque a exp]i5cia me tem ens9ado muito m9ha cu/a1 que t9ha habilidade p>a err> todos os passos1 que gov]no pela m9ha m cabea4 ,depois de desemb>c> aonde1 qu&o1 e p>a o lug> que v4 exc4 me ha de ord5>1 cont9u>ei a m9ha p]egr9ao1 como devo1 at o lug>1 onde ella teve pr9cipio4 ,p]mitta-me v4 exc4 que eu lhe confesse entretanto que a debilidade da m9ha philosophia1 pela dureza d meu corao1 e por falta da *ri/&ade1 que a devia vigoris>1 no me deu at agora a con=midade que eu devia t] p>a me s] m5os s5sivel a desgraa de s] repres5tado ao meu sob]ano1 e meu bemfeitor1 como o mais infame1 e o mais abom9avel +rato1 e como tal desp$ido ignom9iosam5te d real s]vio1 sep>ado da m9ha tri/e familia1 enc]rado em uma priso2 d'ella tirado p>a s] tranportado ao ,rio de ,janeiro1 e d'ahi a ,lo&a1 e de ,lo&a ao presidio das ,p$ras3 lev&o p>a supplem5to da falta quasi total de tudo z sev]as ord5s1 de que s vi a execuo na p>te que se dirigia a s] tido por morto na ,europa1 e empe/ado na ,africa3 e tudo i/o sem s5t5a nem processo1 porque no tive audi5cia ao m5os p>a se me diz] a culpa4 ,se todos os meus successos fossem re/rictos a s] desp$ido d s]vio1 e m&ado retir> p>a m9ha casa1 nada diria2 porque me havia de p>ec] extraord9>io que um mon>*a necessitasse de m&> faz] uma dem&a p>a desp$ir de seu s]vio um criado1 que se lhe repres5tasse ou mau1 ou inutil1 ou desagradavel3 mas z demon/raes contra mim pass>am muito adiante com o fatal esquecim5to de me d> audi5cia quem qu] que se emp5h\ em me faz] to famoso del9qu5te na real pres5a4 ,releve v4 exc4 e/e desafogo na sub/ancia e no modo1 porque at me falta ha quatro annos o uso de fall> e de escrev]1 mas no falta o desejo efficaz de me ju/ific>1 sem sab] de que1 p>a viv] o tempo1 que me re/a1 satisfeito1 e descanado com o antigo conhecim5to confirmado por cu/osas exp]i5cias e s]ias reflexes1 de no pre/> p>a outra c\sa1 e m5os p>a z em que fui mettido viol5tam5te1 e contra a m9ha vontade nos tempos passados4 ,e ultimam5te1 exc4mo snr41 *eguei at aqui1 e a9da vacillo1 se s] atrevim5to rog> a v4 exc4 que por mim 7que no posso t] essa felicidade7 queira beij> a mo a ,s4 ,m4 pela pi$ade1 e clem5cia1 que commigo us\1 p]mitt9do-me que eu veja a9da ao m5os a m9ha patria e familia4 ,se isso pod] s]1 eu o confio d antigo favor que devo a v4 exc41 e1 se no podr s]1 eu sei que v4 exc4 mesmo ha de desculp> n'e/a occasio a um africano rude e grosseiro1 que no qu] c]tam5te retribuir (f5sas e atrevim5tos por b5eficios4 pessoa de v4 exc4 gu>de ,deus muitos annos4 ,bahia de ,todos os ,santos1 #f de fev]eiro de #aggh4 ,ill4mo e exc4mo snr4 ,m>t9ho de ,mello e ,ca/ro4 ,de v4 exc4 maior v5]ador e criado1 mais fiel obrigado ,,jos ,,de ,,seabra ,,da ,,silva4 ,lida e/a c>ta1 que no elucida o my/]io1 dir-se-ha que o proprio ,jos de ,seabra ignorava o crime que lhe assacra o aleivoso a quem o rei pre/ra cr$ito4 ,obs]ve-se que e/a ignorancia1 se fosse dissimulada1 s]ia tambem indecorosa2 e1 sobre tudo1 (f5siva d m9i/ro ,mello e ,ca/ro1 que no podia ignor> os delictos d homem de/9ado a s] seu collega no m9i/]io4 ,como qu] que fosse1 a memoria d m9i/ro de ,d4 ,m>ia ,i e/ illibada4 ,o motor dos seus in=tunios insondavel4 ,e/es segr$os1 vulg>es nos gov]nos despoticos1 se deixam laivos de infamia1 na memoria dos mon>*as4 ,d4 ,,jo,o ,,iv ,e ,,z ,,regateiras ,o que elle t9ha sobre tudo era o tal5to dos sol]tes velhacos4 ,primeiram5te reque/\ com meiguices os fidalgos que1 depois de afagados1 o acclam>am4 ,ass5tado1 mas no seguro1 no ?rono1 c]ce\ a confiana aos fidalgos1 e fez-se o idolo da canalha a fim de e/rib>-se n'ella1 qu&o a nobreza irritada se b&easse novam5te com ,hespanha4 ,assim lh'o aconselhra o seu m9i/ro ,luc5a1 em #afda2 e1 n'esse mesmo anno1 a plebe rode\ o rei ameaado pelos nobres1 e applaudiu o supplicio dos m>quez de ,villa ,real1 duque de ,cam9ha1 conde de ,armam>1 ,d4 ,ago/9ho ,manoel e outros4 ,francisco de ,luc5a1 que empre/ra o cutelo p>a a degolao dos traidores1 foi mais t>de convicto de p]fidia e degolado4 ,z cidads que mais se e/rem>am na celeuma das praz contra os conspiradores1 =am z regateiras da ,ribeira1 capitaneadas por uma virago mulata1 de alcunha a ,m>anh4 ,e/a mulh] privava muito com o rei4 ,d4 ,joo ,,iv m&ava p>> o co*e1 qu&o a encontrava1 dava-lhe a mo1 e det9ha-se em risonha pale/ra com a regateira4 ,assim o conta o diplomata ,d4 ,luiz da ,cunha ao pr9cipe1 que depois foi ,jos ,i1 em c>ta que corre impressa3 ,o snr4 ,d4 ,joo ,,iv444 m&ava entr> no e/ribo d seu co*e a celebre ,m>anh que dom9ava todas z regateiras da ,ribeira p>a se faz] mais popul>1 pois co/umamos diz] que a voz d povo a voz de ,deus1 o que nem sempre se v]ifica4 ,outra regateira1 no m5os notavel em seu real b5eplacito1 *amava-se ,brigida d',alfama4 ,no dia #a de dezembro de #afdj foi ella quem de envolta com os pet9taes lev\ de rojo o cadav] de ,miguel de ,vasconcellos4 ,brigida1 qu&o s\be que o m>quez de ,villa ,real e seus cumplices eram presos por traidores1 p$iu a qualqu] poeta ces>eo que lhe escrevesse c\sa que ella pozesse nas regias mos d seu sob]ano4 ,o poeta1 provavelm5te1 troc&o v]sos pelas colladas de ,brigida d',alfama1 escreveu uma ,silva1 com que a regateira se foi ao pao mui a=urada1 e logr\1 sem demora1 entreg> a ,d4 ,joo ,,iv4 ,eis a ,silva3 ,fra descompo/ura de gr&e atrevim5to 7rei1 que o m]eceis s] de mil imp]ios71 sem t] prima tonsura d poetico ass5to to *eio de gr&ezas e my/]ios1 n'e/a tosca ,ribeira cant> de vs a musa regateira4 ,mas amor1 que p]dido nos e/anques passados em que v5dia c>ne aos tres e/ados quiz1 por vr se melhora de p>tido1 s] cego de papeis1 e a mim por musa1 que com sci5cia infusa1 com qu>ta1 ou gorgoleta entre nos contub]nios de poeta4 ,amor pois que abona e/as dces reliquias de capona1 que ,brigida comea a ento> subida na tripea1 por no s] o ,b&>ra1 que cant\ cysne1 o que apr5deu cig>ra4 ,*egue-se pois a bordo com juizo p]nialto1 p>a critiquiz>1 qualqu] figura1 que aqui no canta tordo1 nem melro1 que em contralto esp]dia seu mal pela espessura4 ,no ha aqui ruis5hor no bosque frio1 magano de assobio1 e entre dces av5as ramilhete com voz1 h>pa com p5as2 z m9has cantil5as acc5tos so mais graves d solid>io inquisidor das aves1 que au?orisado canta compassos de guela por g>ganta1 hymnos noite fria1 que viuva d dia em anaguas se ve/e bordadas de ouro sobre azul cele/e4 ,mas entremos no !ma e e/e breve int]vallo sirva de frontispicio d libello4 ,escondida po/ema em troiano cavallo p>a torn> ,lisboa um ,mongibello t9ha a p]fidia grega de negra inveja1 e de malicia cega1 mas l de cima a intellig5cia boa1 que amp>a vossa au!ntica pessoa quebr\ z armadilhas s torpes sev&ilhas que bi*9hos da t]ra gigantes contra o co sonhavam gu]ra2 e descobr9do o lusitano zelo a ponta d novello poz a c\sa em e/ado que quem v9ha por l1 foi tosquiado4 ,a mim no me de/\ca a primaz alim>ia#ah1 que era a/uta s]p5te2 nem a cabea l\ca da poesia v>ia d m>quezote simples1 e innoc5te2 nem os mais inimigos1 que da coca tocados da esp]ana v de altos e/ados d]am com o cab$al por esses trigos4 ,tu s s que me matas1 ,co*ambre em sapatas#bj1 tu1 que aguia real com l\co assombro praticavas com o sol hombro por hombro e inqu9a/e a lysia biz>ria de tua to vidrada fidalguia em affrontoso ?alamo f]9do pactos com ,baea1 e ,alamo#ba4 ,qu&o por sorte1 ou erro da v9ha quasi morta z velhas cepas1 a maleza occulta1 m$ic9a o f]ro3 umas1 ju/ificada a f\ce corta1 outras1 prud5te o enxado sepulta1 e troc&o-lhe a frma a v9ha assim re=ma pai de familias de/ro4 ,toma o g9ete um se/ro1 deg5]a em s5deiro das leis da fidalguia da sua pat]nal cavall>ia prud5te o cavalleiro cobre com atafaes torpes1 e feios o que havia de orn> jaez e arreios4 ,no sois de eng5ho t>do1 ent5dei-me o remoque1 que b]n>do4 ,o franco1 que d c>ro da deusa da batalha z av5as agora modifica2 o +lez biz>ro com toda a mais canalha que aos alt>es de ,m>te se d$ica a vr e/e int]lunho todos e/o com os olhos como punho4 ,se podaes e/a p>ra julg>o que se anima vosso valor p>a faz] v9dima1 se a deixaes solta1 e se desg>ra dir vosso adv]s>io1 que possuis o re9o por prec>io4 ,n'e/e transe1 s5hor1 n'e/a ap]tura s] fraqueza a m9ha pi$ade1 p\co valor a magnanimidade1 e falta de pod] qualqu] br&ura4 ,pese tudo a prud5cia a ouro fio ent5da-me *e p1 que me ent5d'io4 ,no sei se o mesmo1 se outro vate patriota1 escreveu e di/ribuiu primorosam5te calligraphados alguns exempl>es da segu9te poesia--to sangu9>ia quanto boal--qu&o a9da fumegavam no cadafalso d ,rocio os cadav]es dos conjurados1 cujo supplicio p$ira ,brigida de ,alfama3 ,s ,,mortes ,,de ,d4 ,,luiz ,,de ,,m5ezes1 ,,m>quez ,,de ,,villa ,,real1 ,,de ,d4 ,,miguel ,,de ,,noronha1 ,,duque ,,de ,,cam9ha1 ,,de ,,ruy ,,de ,,mattos ,,de ,,noronha1 ,,conde ,,de ,,armam>1 ,,de ,d4 ,,ago/9ho ,,manoel1 ,,os ,,quaes ,,m&\ ,,degol> ,,na ,,pra,a ,,d ,,rocio1 ,,el-,,rei ,d4 ,,jo,o ,o ,,iv1 ,e ,,mais ,,tres1 ,e ,,um ,,bae,a1 ,,arra/ados1 ,,en=cados1 ,e ,,esqu>tejados ,,todos ,,por ,,traidores1 ,,hoje #bi ,,de ,,ago/o ,,de #afda4 ,ao m>quez de ,villa ,real ,s5hor m>quez1 eu quiz]a1 7te/emunha me ,jesus7 de vos troc> o capuz por sda de primav]a2 mas vossa condio f]a teve a culpa d'e/e mal2 que havieis de s] leal apes> de mil traies1 quem tem to nobres brazes como os de ,villa ,real4 ,ao duque de ,cam9ha ,e vs1 duque1 porque no podreis i/o faz]1 mud&o de p>ec]1 pois d m>quez a t5o era sm5te traio3 e j que mal att5tado e com to p\co cuidado vos quize/es d]rot>1 p>a tudo se acab>1 s(frei o s] degolado4 ,ao conde de ,armam> ,em !atro ho de p>> v9te e d\s annos de idade1 e de ,braga a falsidade faz a taes transes *eg>#bb6 ,mas se o conde de ,armam> olhra p>a seu tio no dia de nosso brio que jogava o escond]1 nunca vi]a a p]d] em tal pea tal feitio#bc4 ,a ,d4 ,ago/9ho ,manoel ,um ,manife/o fize/e que foi manife/o a todos1 e agora com baixos modos a tudo contradisse/e4 ,outro tambem compoze/e qu&o e/ive/e na crte2 e1 por no seguir o norte com que por c navega/e1 por indiscreto1 fica/e tambem manife/o morte#bd4 ,ao mesmo ,e j que de tal maneira te quize/e manife/>1 sabe-te det]m9> n'e/a hora d]radeira3 no s5do tal a cegueira com que at agora vive/e1 se no que compoze/e te mo/ra/e decl>ado1 hoje que s degolado s5te o mal que te fize/e4 ,ao p]ro d ,baea ,habito de ,*ri/o a vs8#be ,maldito seja o judeu que l na crte o v5deu tal como vossos avs6 ,padecei torm5to atroz1 neto de uma com9heira3 porque me dava canceira quem no era a ,deus fiel que escapasse de um cordel1 escap&o da fogueira4 ,a opul5cia de ,p$ro de ,baea prov9ha-lhe da s5hora com quem casra4 ,os tr9ta mil cruzados no lh'os aceit>am a troco da vida2 mas l =am depois1 em nome da lei1 buscal-os ao casal da viuva4 ,r$uzida a p5uria extrema1 e/a mulh] fugiu p>a a ,holl&a1 onde morreu soccorrida por p>5tes que eram hebreus4 #ai ,d4 ,seba/io de ,mattos1 arcebispo de ,braga4 #bj ,talvez ,d4 ,ago/9ho ,manoel de ,vasconcellos4 #ba ,jorge ,gomes ,alamo1 e um filho1 que entr>am no ,limoeiro1 onde =am atorm5tados1 e nada revel>am4 ,os hi/oriadores no se occupam em lhes av]igu> o de/9o4 #bb ,e/e conde era sobr9ho d arcebispo de ,braga4 #bc ,no dia da acclamao d duque de ,bragana1 o arcebispo de ,braga correu p]igo de s] assass9ado como amigo de ,ca/ella4 ,e1 no ob/ante z demon/raes ho/is d'e/e prelado1 ,d4 ,joo ,,iv *am\-o ao seu conselho1 afa/&o alguns fidalgos que jog>am a cabea1 tir&o-o da cob>de in]cia de ,villa ,viosa4 #bd ,d4 ,ago/9ho ,manoel de ,vasconcellos1 alm de outras obras e/imadas1 escreveu3 ,manife/o na acclamao d'el-rei ,d4 ,joo ,,iv1 #afda4 extravagante c\sa que publicasse um livro to a favor de quem1 no mesmo anno1 o m&\ degol> como inimigo4 #be ,p$ro de ,baea1 m]cador muito rico1 era cavalleiro d habito de ,*ri/o4 ,foi e/e o que melhorm5te p>eceu compreh5d] a abjeco dos seus inimigos1 (f]ec5do tr9ta mil cruzados pela vida4 ,elle sabia que o av d rei1 e os avs dos seus juizes se t9ham v5dido por m5os a ,philippe ,,ii4 ,,field+ ,quatro mezes antes de morr]1 o visconde de ,almeida ,g>rett1 passe&o em ,lisboa1 no cemit]io dos +lezes1 com ,francisco ,gomes de ,amorim1 fall\ assim ao seu extremoso amigo1 defronte da inscripo tumul> d romanci/a britannico ,h5ri ,field+3 ,no leia isso que tudo m5tira2 a unica v]dade que ahi e/ o nome de ,h5rique ,field+1 e n+uem o sabe ou no se lembram d'elle4 ,pois foi um gr&e nome6 ,walt] ,scott *ama a ,field+ o pai d romance +lez e la ,h>pe disse que o ,tom ,jones o primeiro romance d mundo4 ,apes> de tudo e/a enorme tumba de p$ra enc]ra um punhado de c9zas que =am consid]adas em quanto z animava uma multido de paixes revoltas6444 agora444 quem sabe que ellas e/o ahi8 ,o que o epitaphio no diz que ,h5rique ,field+ viv] et]nam5te no ,tom ,jones1 como ,squire ,we/]n4 ,o que tambem no diz esse e/upido epitaphio que nem a ,+lat]ra nem n+uem se lembr\ da viuva nem dos filhos d'e/e homem illu/re1 que morr]am ignorados1 depois talvez de t]em vivido como m5digos entre hom5s pod]osos de e/ado que =am condiscipulos e se diziam amigos de seu pai444 ,ah6 mundo enganador6444#bf ,tri/issimo lance1 se os filhos de to e/remecido pai m5dig>am6 ,eram crianc9has qu&o elle morreu em ,lisboa1 no anno de #aged4 ,=ado pela enf]midade a procur> o clima de ,portugal1 sahiu d'entre z c>icias e lagrimas da esposa e filhos no dia #bd de junho de #aged4 ,a c>ta1 que elle escreveu n'esse mesmo dia1 e a ultima que deix\ s5tida e *orada na t]ra natal1 dizia assim3 ,hoje qu>ta-feira1 #bd de junho de #aged1 nasceu o sol mais tri/e que eu vi em m9ha vida1 e me j a*\ acordado na m9ha casa de ,=dhook4 ,cogitava eu que1 luz d'esse sol1 v]ia1 pela d]radeira vez1 e diria o ultimo adeus1 aos objectos qu]idos que eu amava com a t]nura de mi4 ,no me t9ham a9da callejado z d\tr9as da philosophia que me ens9ra a support> a dr e desprez> a morte4 ,em tal situao1 no pod5do v5c] a natureza1 deixei-me v5c] d'ella1 que me subjug\ como se eu fosse a mais fragil mulh]4 ,pretext&o consol>-me1 induziu-me a ir goz> oito horas na companhia das m9has crianc9has1 e com c]teza1 o que ahi s(fri n'esse curto espao exc$eu todos os padecim5tos da m9ha enf]midade4 ,ao meio dia fui pontualm5te avisado de que me esp]ava a c>roa4 ,abracei os meus filhos um por cada vez1 e emb>quei no c>ro com alguma resoluo4 ,m9ha mulh] que proc$]a com o v]dadeiro h]oismo de um philosopho1 dado que seja ao mesmo tempo mi extremosa1 seguiu-me com a filha mais velha4 ,alguns amigos me acompanh>am1 e outros se desp$iram de mim1 elogi&o a m9ha coragem com l\vores mui p\co m]ecidos4 ,e no viu mais aquelle sol tri/e que se espelhra nas lagrimas de seus filhos6 ,que importava o co1 e o sol1 e a fragrancia de ,portugal quelle do5te excruciado na solido de ,lisboa1 por saudades dos seus1 atorm5tadas pela desesp]ana de volt> a vl-os6 ,se lhe no s]ia mais suave a morte1 rodeado dos filhos1 e com a mo j morta e a9da qu5te nos labios d'elles6 ,p\co mais de tres mezes viveu4 ,expir\ qu&o z folhas despeg>am e fremiram seccas no *o1 revolvidas pelo norde/e1 aquella toada s9i/ra que faz p5s> no gem] f9al dos moribundos a quem z primeiras nevoas congel>am o sangue no corao4 ,o seu ultimo dia foi o oitavo de outubro de #aged4 ,t9ha qu>5ta e oito annos4 ,no alcancei noticia d de/9o que tiv]am os filhos de ,field+4 ,pobres sei eu que fic>am1 porque seu pai1 dado que os amasse muito1 ou lhes no grange\1 ou era j t>de qu&o lhes quiz grange> o patrimonio4 ,field+ a*\-se uma vez com #a3ejj libras1 e uma propri$ade que r5dia #bjj1 no condado de ,d]by4 ,mont\ c>ruagem1 phantasi\ librs de cres cl>as1 que se r5ovavam de mez em mez1 hospitalidade de pr9cipe1 lautos banquetes1 s>aus1 caadas1 a mais fidalga e desa/rada imprevid5cia1 consoante s tradies de seu av o conde de ,d5bigh1 e de seu pai o g5]al ,edmundo ,field+4 ,no trajecto de tres annos1 no t9ha um palmo de t]ra1 nem um s*ill+ d patrimonio de sua primeira mulh]4 ,depois1 aceit\ o lug> de juiz de paz1 especie de commiss>io subalt]no de policia4 ,collocado em circum/ancias proprias ao int5to1 comeou a e/ud> z ladroeiras e a p]seguir os ladres4 ,no entanto1 escrevia novellas2 e1 grav&o em et]no bronze o ,tom ,jones1 cre\ o romance em ,+lat]ra4 ,se a exp]i5cia lhe fosse me/ra e inspiradora1 pod]ia1 como escriptor1 rep>> z p]das de fidalgo4 ,tom ,jones foi pago por #gjj libras1 e ,amelia por #a3jjj4 s alegrias da gloria d ouro1 seguiram de p]to os rebates da morte4 ,a vida e/ava ga/a nos proprios desp]dicios4 ,a alma1 no maximo espl5dor das suas faculdades1 requ]ia corao vigoroso onde fecundasse z gr&es aspiraes4 ,como prova da sua immortalidade1 o corpo dep]ecia1 os pulmes deslaavam-se1 e ella entre z regies inf9itas e z tri/ezas d quasi moribundo1 lampejava a9da os d]radeiros cl>es da ,viagem a ,lisboa1 em que ,field+ *or\ e sorriu1 mescl&o aos impetos da satyra os mais desconsolados quebrantos da am>gura4 ,qu&o =des ao cemit]io dos ,cypre/es1 att5tai n'aquelle tumulo1 p5sai em tudo que tri/e2 mas no lhe rezeis pela alma1 que essa e/ irremissivelm5te condemnada4 ,h5rique ,field+ no era dos nossos1 no era ca?olico4 ,que p5a6 #bf ,ar*ivo ,pittoresco1 tom4 ,,iii1 pag4 #adj4 ,,mania ,e ,,hypocondria ,c]to maniaco imag9ava que t9ha morrido1 e rogava aos p>5tes e amigos que o ent]rassem1 porque o seu corpo comeava a apodrec]4 ,tres vezes1 d5tro d'um anno1 o atac\ semelhante mania4 ,amortalh>am-no1 e f+iram que o levavam ao cemit]io2 porm1 no cam9ho1 e/avam uns hom5s pactuados com os p>5tes esp]a d sahim5to2 e1 qu&o a tumba ia pass&o1 comearam a diz] em voz alta3 --,ora graz a ,deus1 que morreu f9alm5te aquelle velhaco1 aquelle biltre1 aquelle p]v]sissimo scel]ado6 ,o maniaco1 ouv9do os insultos1 ir\-se gr&em5te1 e respondeu3 --,canalhes6 se eu e/ivesse vivo1 ca/ig>-vos-hia a b5galadas1 p>a vos ens9> a no t] m l+ua2 infelizm5te e/\ morto2 e os mortos no se v+am4 ,replic>am os hom5s que no lhe t9ham m$o1 e desafi>am-no r5ov&o z injurias4 ,ento o maniaco1 ergu5do-se de golpe1 desemb>aou-se da mortalha1 e correu atraz dos hom5s1 que o receb]am a murros1 e tantos lhes preg>am na cabea que lhe poz]am fra de l a ida que o atorm5tava4 ,o do5te recolheu-se a casa ba/ante contuso2 mas curado2 e1 porque havia tres dias que jejuava1 comeu tripa frra4 ,e/e caso1 e outro da mesma s]i$ade1 vem ref]idos em um livro sci5tifico e mui circumspecto ultimam5te publicado em ,frana4 a ,hygi5e das dres1 por mr4 ,a4 ,dobay4 ,os francezes1 ao mesmo tempo que nos illu/ram1 alegram a g5te com e/as passag5s que no so vulg>es entre os maniacos portuguezes4 99 99 99 99 99 ,um hypocondriaco f>to e rico imag9\-se do5tissimo1 e resolveu nunca sahir d seu qu>to4 ,dormia1 comia e bebia como se qu]2 mas s(fria horrorosam5te por todo o corpo2 devia morr] de morte affrontosa2 e/ava ulc]ado e gangr5ado2 p$ia que o no atorm5tassem1 etc4 ,fez quanto pde p>a se cur>2 consult\ os somnambulos mais acr$itados2 enc>apuou-se com um b>rete enc]ado2 tom\ banhos egypcios1 e poz sobre o e/omago uma cataplasma egypcia3 tudo inutil4 ,depois exp]im5t\ o racah\t1 a reval5ta1 a mo/>da branca1 com igual resultado4 ,a mo/>da branca1 que cura toda a g5te1 fez-lhe mal a elle4 ,por ultimo1 e em recurso extremo1 tom\ prep>ados de f]ro1 de cobre1 de ouro1 bezo>tos ori5taes1 o ca*und *9ez1 o talekamapala dos selvag5s am]icanos1 e nada de novo4 ,sempre do5tissimo4 ,recorreu escova electrica1 ao re/aurador da vida4 ,tudo em vo4 ,p>ece incrivel uma c\sa to v]dadeira6 ,a conv]sao d'e/e sujeito v]sa sempre sobre o mesmo assumpto3 a sua mole/ia4 ,se alguem consegue di/rahil-o por mom5tos1 esquece-se o homem dos seus atrozes flagicios4 ,indo o m$ico visital-o uma manh1 queixava-se elle de que no podia e/5d] a p]na direita2 e1 p>a mo/r> a difficuldade que s5tia1 e/5dia a p]na4 --,ento o s5hor que mais qu]8--p]gunt\ o m$ico4 --,valha-me ,deus1 qu]ia faz] i/o6--e levantava a p]na com a maior pre/eza e facilidade4 ,o m$ico desat\ s g>galhaadas2 e o do5te1 cah9do em si1 riu-se-tambem4 ,e/a av5tura di/rahiu-o1 e poz cobro s lamurias4 ,d'outra vez1 queixava-se ao m$ico de falta de appetite 7comia como quatro71 e de se e/> m>asm&o4 ,ora1 o homem t9ha to boas cres e to proem95te abdom5 que o m$ico no pde su/] o riso4 ,o do5t9ho1 affrontado pela galh(a d m$ico1 p$iu explicaes4 --,antes de la/im>-se1 olhe p>a a sua b>riga--disse o m$ico4 -- v]dade6--disse pasmadam5te o enf]mo-- v]dade6 eu no t9ha rep>ado4 ,e ou por e/> conv5cido ou por imitao1 riu-se tambem com o m$ico4 ,e/e livro da ,hygi5e das dres no dos mais impre/aveis no catalogo da biblio!ca m$ica4 ,ha mole/ias n]vopa?icas que se modificam pela exploso das lagrimas1 outras pelo espirro1 e algumas pelas convulses d riso4 ,,aos ,,diplomatas ,,descont5tes ,se suas excell5cias1 os s5hores secret>ios e addidos de m9i/ros e embaixadores se queixam da p>cimonia dos seus ord5ados--e accusam de mesqu9hos os gov]nos1 indiff]5tes ao espl5dor dos enviados que repres5tam e/e ,portugal1 to pomposam5te repres5tado em tempos antigos--bem sei eu onde elles podem1 se quiz]em1 colh] z provas de lib]alidade dos gov]nos absolutos com que confundam a sov9>ia dos gov]nos lib]aes4 ,um diplomata1 que brilh\ nos tempos prosp]os1 e me lembra1 como exemplo1 ,du>te ,ribeiro de ,mac$o4 ,dizem d'elle os biographos1 e p>ticul>m5te ,jos ,m>ia da ,co/a e ,silva1 que nunca enviado portuguez a ,p>is to gr&es honras recebeu na crte de ,luiz ,,xiv4 ,nove annos alli residiu o sol]te diplomata1 ganh&o de dia p>a dia a consid]ao de ,portugal e os gabos dos m9i/ros com quem lid\4 ,em #affh nol-o descreve ,co/a e ,silva melhorado na flor5te c>reira1 j como enviado ord9>io4 ,no nos diz que ord5ados ,du>te ,ribeiro recebe1 nem que luxos e/adeia na crte de ,frana2 mas d contexto de duas c>tas suas e in$itas1 facil nos conjectur> o desp5dio1 o fau/o1 a o/5tao quasi repreh5sivel d'aquelle repres5tante1 se o no quiz]em desculp> por elle s] algum tanto poeta4 ,os p]iodos1 que vo lr-se1 devem pruir de inveja os espiritos descont5tes dos s5hores secret>ios1 addidos1 e enviados de hoje em dia2 con=mem-se no entanto1 confront&o o ,portugal de ,du>te ,ribeiro de ,mac$o com o ,portugal dos que hoje em dia o repres5tam1 a jant>em em re/aurantes de #b francos por cabea4 ,vejamos z sc9tillaes de e/ylo de um enviado ord9>io na embriagante atmosph]a de ,p>is que o aureolava com z suas delicias4 ,z c>tas datadas em #affi e #afgj so ad]eadas ao reg$or das ju/iz1 ,d4 ,rodrigo de ,m5ezes4 444444 ,dir-lhe-hei a v4 s4 como passo ha quatro mezes4 ,j]onymo ,jos da ,co/a me assi/iu d\s1 mas porque a t>dana dos provim5tos o fazia desconfi>1 no quiz val]-me d'elle1 e p$i #a3jjj francos ao conde de ,s4 ,comb]g1 diz5do-lhe que era p>a um emprego meu4 ,no me atrevi a escrev] que a*ava e/e recurso1 p>a que no dsse causa a maior descuido4 ,j e/o pagos e/es d\s cr$ores2 mas no e/\ livre de cuid> que recahirei no mesmo a*aque4 ,creia v4 s4 que no sei como ac]to a s]vir sua alteza#bg sempre entre os temores de que me ha de falt> o necess>io p>a o s]vir no mez que vem1 se me acaba o provim5to4 ,v]jus lev\ c>ta m9ha p>a o snr4 conde da ,torre4 ,o que n'ella p$ia era que sua alteza me m&asse pag> ou recolh]1 e confesso a v4 s4 que no posso s]vir com taes faltas4 ,se eu diss] a v4 s4 o que me tem cu/ado os portes de ,madrid1 ,holl&a e ,+lat]ra ha v4 s4 de se admir>6 ,sua alteza1 pela m]c que me faz1 a qualqu] c>ta m9ha m&a logo acudir3 a falta e/ da p>te dos executores das suas ord5s444 etc4 ,se e/e p]iodo no deixa bem def9ida a situao brilhante d enviado ord9>io1 ha outro mais explicito3 444 ,eu me a*o em tal e/ado que p$i um dia d'e/es dez dobres empre/ados4 ,no ultimo de fev]eiro se me acab>am z mezadas1 e entro em qu>to mez de emp5ho4 ,at a c>ne p>a com] me trazem fiada444 ,tire-me v4 s4 d'aqui a9da que seja cu/a da lib]dade4 ,d'e/as e outras c>tas reveladoras de opul5cia1 de alegria1 e patriotica vaidade no s]vio de ,portugal que os biographos depreh5d]am que o desemb>gador ,du>te ,ribeiro1 enviado ord9>io a ,p>is1 alli fra recebido com gr&es honr>ias 7diz ,co/a e ,silva7 p\cas vezes tributadas a m9i/ros e/rangeiros1 e tantas e tamanhas que at fiavam d'elle a c>ne os mag>efes p>isi5ses4 ,e1 como prova de que a sua aba/ana no era f9eza1 mas sim obrigao da patria que lh'a dava1 acresc5ta o biographo que ,du>te ,ribeiro1 no longo prazo de nove annos que se demor\ em ,frana1 no ex]cido d'e/a misso importante1 promoveu com todo o zelo e sagacidade de que era dotado os int]esses e vantag5s da nao que repres5tava4 ,da comp>ao da opul5cia de ,du>te ,ribeiro com a pobreza dos diplomatas d nosso tempo1 inf]e-se que elle comia vacca fiada porque era um inepto1 ao passo que os seus successores no (ficio &am por l saturados de trufas porque sabem mant] p]spicacissimam5te o equilibrio int]nacional4 #bg ,d4 ,p$ro1 o reg5te1 irmo de ,affonso ,,vi4 ,,bibliographia 7,,padre ,,s5na ,,freitas--,,francisco ,,gomes ,d',,amorim7 ,,padre ,,s5na ,,freitas1 ,no ,presbyt]io e no ,templo1 vol4 ,,ii4 ,livr>ia ,int]nacional4 ,porto1 #ahgd4 #h4 #cdd pag4--,a pre/eza no app>ecim5to d segundo tomo1 correspondeu affectuosa curiosidade que o primeiro suscit\ com r>o exito4 ,o relevante m]ito dos artigos subpo/os ao titulo ,,no ,,presbyt]io1 confirma-se e consub/ancia-se nos tre*os p>5eticos1 e nos discursos em assemblz ca?olicas4 ,avantajam-se os dotes d escriptor na descripo d ,brazil s]tanejo1 onde se lhe acrisol\ a vocao nos maviosos1 bem que duros sacrificios to ard5tem5te commettidos com o alegre ro/o da confiana em ,deus4 ,dos donaires e graz da elocuo d snr4 padre ,s5na ,freitas nos disp5samos de repetir ju/issimos l\vores4 ,que se recomm5de um livro1 qu&o a indol5cia publica o no procur\1 esse o dev] corr5te da boa critica1 e o timbre da leal cam>adagem n'e/a milicia das letras2 porm1 depois que a sanco indecl9avel d s5so publico =m\ conceito d escriptor1 a repetio d elogio sup]fluidade1 s5o aggravo d leitor que muito bem pde s5tir-se de que o ousem ens9> a conhec] z excell5cias da obra inculcada4 ,f>ei to sm5te algumas breves reflexes sub/ancia d'e/e livro4 ,nas prgaes feitas pelo op]oso sac]dote nos s]tes d ,ce> e ,bahia1 po/o que se e/eja revel&o que o mission>io =cej\ por atemp]>-se razo p\co alumiada dos seus ouv9tes1 os conceitos resaltam na eloqu5cia1 e o letrado alliga-se elegantem5te ao d\tr9>io sempre na esph]a d'uma illu/rada !ologia4 ,se o snr4 padre ,s5na ,freitas tivesse a peito acommod>-se tosca p]cepo d seu auditorio1 contava-lhe casos com que lhe apavorasse a cr$ulidade1 prodigios1 int]v5es ultra-naturaes na regio dos vicios ord9>ios1 a diplomacia infe/a d demonio traj&o humana1 e os requ9tes da virtude d homem traj&o div9a4 ,os discursos d'e/e discreto mission>io no se afeiam d'essas de=midades to ba/as nas misses que pelas nossas aldeias espancam o dce anjo das santissimas v]dades de ,jesus ,*ri/o4 ,por onde se v que o snr4 ,s5na ,freitas1 con=mem5te a um gr&e me/re de oratoria sagrada1 fez como suas z adv]t5cias d sapi5tissimo e religiosissimo ,c5aculo3 444,quanta s] a culpa d prgador que omittir a propria illu/rao p>a que1 falt&o-lhe e/a1 passe a entret] a cr$ulidade d povo em acontecim5tos1 reclamados pela v]dade8 ,deix> o prote/ante de lanar mo d'e/a ignorancia p>a pret5d] salv> o seu inju/o improp]io contra os bons usos da nossa igreja8 ,o ouv9te illu/rado no radica no fundo de sua alma1 a respeito d prgador1 um conceito de homem inhabil8 ,conceito na v]dade oppo/o quanto possivel reputao que deve t] quem quiz] p]suadir#bh4 ,n'e/es discursos1 e mais l>gam5te nos que o snr4 ,s5na ,freitas pr(]iu nas assemblz ca?olicas d ,porto e de ,braga1 ha passag5s de acurada eloqu5cia que o desco/ume em taes occasies pod]ia acoim> de nimiam5te litt]>ias e de/oantes d lug> e d auditorio4 ,s]ia inju/o o rep>o4 ,o e/ylo espalmado no rigorosam5te um signal de pr$e/9ao4 ,qu9tiliano pde entr> no templo com o orador *ri/o sem cate*ese nem baptismo4 ,s4 ,joo ,*ryso/omo =m\ o seu e/ylo na leitura dos v]sos de ,ari/ophanes2 e o citado arcebispo de ,evora recomm5da aos alumnos da arte concionatoria que leiam os poemas de ,s de ,mir&a1 promiscuam5te com os mais selectos pagos1 sem levant> mo dos ,,ss4 ,padres4 ,ora1 a mim se me figura que os lanos em que o espirito d snr4 ,s5na ,freitas mais espl5de so os que mais cont5ciosos p>ecem no seu au/]o apo/olado4 ,e talvez por isso que elles mais se ataviam d fa/o das locues bem feitas4 ,qu]o fall> d seu az$ume contra os romances que no viu rubricados por alguns nomes de boa fama1 e aureolados dos suppositicios nimbos dos bemav5turados4 ,eu de mim direi que t5ho escripto muitos romances maus1 por mal urdidos ou mal escriptos2 mas1 se licito comp>> gr&ezas com insignificancias1 s\ a p5s> que nem z novellas d conselheiro ,rodrigues de ,ba/os lev>am n+uem ao p>aiso1 nem z m9has abysm>am no b>a?ro pessoa que z lsse4 ,o que no affirmo se algum dos meus editores foi1 m$iante ellas levado444 gloria--que com c]teza no a melhor asc5so que elles1 editores1 ho de agradec]-nos4 ,o snr4 ,s5na ,freitas pde d>-me de suspeito em mat]ia que tanto por casa ou pela r\pa me toca4 ,no me queix>ei1 em quanto me = licito e airoso def5d] z pessoas que o sev]o escriptor deplora sujeitas contam9ao dos maus romances4 ,no1 meu amigo4 ,z novellas1 que adoam a peonha das paixes peccam9osas1 quem z l8 ,toda a g5te1 excepo das pessoas rigorosam5te religiosas que p>ecem tem]-se d contagio1 como se a consci5cia d dev] lhes no fosse ba/ante cordo sanit>io contra a infeco das idz dissolv5tes4 ,ha tantissimas damas de irrepreh5sivel e/ylo de vida que1 na sua mocidade1 rel]am aquellas despeitoradas folias de ,paulo de ,kock6 ,ha ahi tanta s5hora de boa nota que l os ,romances p>a hom5s6 ,creio e sei que ha romances prot]vos quanto s infamias que tecem o enr$o2 mas a9da no vi algum em que z torpezas sejam aconselhadas pelo au?or como salub]rimas e honorificas4 ,diga-se o que por div]sos modos e/ repetido3 os maus co/umes so os primog5itos de ,ado1 e mais antigos que z novellas4 ,a gr&e biblio!ca dos maus livros que e/rag>am o g5]o humano e/ava d5tro da ma ou d pcego que ,eva tr9c\4 ,pde s] que os romanci/as desmoralisados1 se os ha1 sejam os pom>eiros da arvore maldita2 mas o c]to que hoje em dia1 z desc5d5tes da ,eva p>adisiaca1 se o pomo lhes trava1 depuram os labios nas faces dces de seus filhos1 e de sobra sabem que no com tal fruta que se enganam os mod]nos ,ades4 ,e/es rep>os no desd\ram z =tes e convictas idz d snr4 ,s5na ,freitas c]ca da impr5sa jornali/ica e das litt]aturas dramatica e romantica4 ,o illu/re sac]dote e/ no seu po/o1 e o su/5ta com a maxima dignidade e sup]ior tal5to4 99 99 99 99 99 ,como no sei qu&o t]ei to bom azo de apont> a um assumpto que1 de seu1 me occorre n'e/e mom5to1 p$irei aqui ao primeiro orador da tribuna sagrada em ,portugal1 o snr4 conego bra*>5se ,joaquim ,alves ,ma!us que publique z suas oraes in$itas4 ,se o divulgal-z r$undasse m]am5te em gloria sua propria1 no iria eu f]ir com phrases de vulg> lisonja a mode/ia d'aquelle pr(essor illu/re2 porm1 se o proveito d'essa publicao rev]te em lio p>a prgadores1 em deleite p>a cr5tes1 e secreto abalo p>a incr$ulos1 a ab/5o d snr4 ,alves ,ma!us m5os l\vavel1 e por n5huma maneira con=me aos dev]es que se alligam ao seu m9i/]io4 ,o tal5to de quem conv]te em luz da alma o que outros obscurecem nas pag9as dos livros santos1 mais de ns1 os vacillantes orla dos abysmos1 que dos bemqui/os da alta inspirao1 e dos que1 velej&o nos esc>ceus da vida1 tem no co a e/rella d seu norte1 e na t]ra a dupla ancora da f e da sci5cia4 ,alves ,ma!us o mais correcto e elevado orador que a9da ouvi4 ,conhece todas z vozes que sam d5tro da alma4 ,d o t]rivel e/remec] d en?usiasmo no arrobam5to das idz gr&es1 e vibra z palavras gem5tes que abrem o dulcissimo espir> das lagrimas4 99 99 99 99 99 ,,!atro ,,de ,,francisco ,,gomes ,,de ,,amorim1 socio da academia real das sci5cias de ,lisboa4 ,o c$ro v]melho4 #ahgd4 #b tomos4--,so livros de recreio e e/udo e/es d\s que compreh5dem o drama e z notas relativas4 ,o snr4 ,gomes de ,amorim emp5h\ pod]osas faculdades de obs]vao nos accessorios com que nos pova a phantasia1 a fim de que no tecido dramatico fuljam os fios reflexres da luz local4 ,o drama s]ia j excell5te sem z notas2 com ellas reala de valia1 porque nos ens9a p>ticul>idades que o poeta photograph\1 e o hi/oriador desd5h>ia4 ,se tanto lavor e tamanha paci5cia de consultao h\vessem de s] embebidos no artificio d drama1 e descurados como alheios da sc5a1 o consci5cioso escriptor t]ia a tri/e desilluso de se hav] cado cata de leitores idoneos e juizes compet5tes d seu trabalho4 ,o ,c$ro v]melho1 assignalado entre os mais applaudidos dramas que recordam noites gloriosas d !atro normal1 p]t5ce escla das p]ipecias =tes e commov5tes4 ,impunham-se assombrosos aquelles lances de viv] desconhecido d s]to da ,am]ica4 ,francisco ,gomes de ,amorim *egra1 p\cos annos antes1 d'essas p>ag5s1 por onde havia passado o portuguez av5tureiro1 o m]cador1 o *atim2 mas por onde1 desde que o jesuita fra esponjado da civilisao d indio1 nunca mais passra o tal5to obs]vador4 ,por =tuna da arte e des=tuna d arti/a1 ,gomes de ,amorim id5tificra-se aos co/umes das raz1 tactera-lhes de p]to o selvagismo1 no tanto por s$uces de curioso quanto pelo imp]ioso e/imulo da necessidade4 ,z lagrimas represadas talvez lhe abrissem no corao os traos que ahi fic>am como !s\ro de lembranz1--e quem sabe se de saudades p>a elle e p>a tantos cujas illuses vo morr5do com o sol po5te de cada novo dia6 ,o drama1 executado por aquelles arti/as apaixonados de ha dezoito annos1 logr\ arranc> da sua atrophia um publico sopitado pela toada das xac>as1 e pela melopa d5goza das ca/ells1 e raivas sacrilegas d'uns amadores quasi todos s>rac5os1 consoante a praxe dos dramaturgos ar*i-romanticos4 ,tasso1 que aceitra a p>te d indio ,l\r5o1 como quem crescia p>a z empresas arduas e se ap\cava nas trivialidades de gal de vaudeville1 arrebatava o auditorio1 e o auditorio arrebatava-o nos braos1 desde o palco ao seu cam>im4 ,h\ve n'aquelles remotos dias corr5tes galvanicas entre o actor e a sala4 ,a paixo coruscava no olh> d'aquelles int]pretes a quem ,epiphanio ens9ra z fulguraes d t]ror1 e1 sobre tudo1 a expresso da intellig5cia4 ,eu no direi que a arte de hoje arra/e crepes ou e/eja fria como o m>more de ,gil ,vic5te na cupula d seu templo4 ,no3 o que simplesm5te receio que o amaneirado1 o arbitr>io1 que ahi *amam cre> c>actres1 o pseudo-naturalismo dos actores mais em voga nos vo des5cant&o das illuses e amortec5do o en?usiasmo n'aquelles lances que--segundo a praxe comica--faziam levant> o povo4 ,t5ho recordaes d'esse tempo1 e algumas pr5dem com o ,c$ro v]melho de ,gomes de ,amorim4 ,ao rell-o1 como quem folheia pag9as em que se traaram impresses da mocidade1 tive o praz] de r5oval-z admir&o-z a9da1 e m>g9&o z muitas passag5s em que resalta um bom eng5ho1 e um optimo escriptor4 ,o segundo tomo pre/adio subsidio p>a quem1 deleit&o-se1 quiz]1 em p\cas horas1 colh] noticias rep>tidas por tantissimos volumes4 obra de gr&e m]ito1 e sl-o-hia de gr&e =tuna em outro paiz4 ,em5dmo-nos4 ,sejamos dignos dos tal5tos que honram a nossa t]ra4 #bh ,memorias hi/oricas d m9i/]io no pulpito1 pag4 #aii e seg4 ,,excell5tissimos ,,s5hores ,hoje que todos temos excell5cia1 bom indag> se a no temos1 e no mau resign>-se a g5te com os dictames d ,direito ,publico a fim de no att5t>mos contra a vida de quem nos favorec] com a s5horia4 ,por no pr9cipi> de mui remotas eras1 comearemos pela lei extravagante de ,filippe ,,ii1 de #ae de setembro de #aeig4 ,ahi se m&a que rei e ra9ha hajam tratam5to de mage/ade4 7,bem sabem que1 at ao tempo d rei ,d4 ,seba/io1 era alteza74 ,a ref]ida lei ord5a que os duques1 m>quezes e p>5tes da casa real1 qu&o fallassem d rei1 dissessem3 ,el-rei meu s5hor e que os outros m5os graduados1 dissessem3 ,el-rei nosso ,s5hor4 ,a diff]5a entre s+ul> e plural d pronome possessivo no se p]cebe4 ,segundo a mesma lei1 os pr9cipes e infantes eram tratados de alteza2 mas quem dizia simplesm5te sua alteza1 individualisava o successor da cora4 ,excell5cia era p>a os filhos dos infantes e duques de ,bragana4 ,os outros duques1 m>quezes1 condes e bispos t9ham uma reles s5horia2 porm1 se os bispos fossem e/rangeiros1 haviam de acommod>-se com um vossa rev]5dissima4 ,d4 ,joo ,v fez outra lei em #bi de janeiro de #agci4 ,confirma a de ,filippe ,,ii quanto s pessoas reaes2 m&a1 porm1 que se d excell5cia a todos os gr&es ecclesia/icos e secul>es--duques1 m>quezes1 condes1 arcebispos e bispos4 ,d'e/es ultimos so exceptuados os e/rangeiros4 ,os presid5tes dos tribunaes tambem recebem excell5cia em quanto e/o na sde da judicatura4 ,os g5]aes e vice-reis gozam o mesmo fro4 ,viscondes1 b>es1 gov]nadores de praz1 reitores da univ]sidade1 priores d'ord5s milit>es de ,aviz e ,palmella1 moos d pao1 etc4 uma s5horia secca4 ,desde que me ent5do s encontrei um homem que ob$ecesse rigorosam5te a e/a lei4 ,foi um d'e/es dias1 o encontro1 em uma c>ruagem da via f]rea4 ,era um relojoeiro d ,porto1 homem de annos l>gos1 c>a ab]ta e antiga4 ,qu&o se dirigia ao snr4 conde da ,graciosa1 dava-lhe excell5cia2 ao snr4 visconde de ,san*es de ,ba5a1 dava-lhe s5horia2 e a mim1 p>a s] coh]5te1 no me dava nada4 ,um sujeito que regula to ac]tado com z leis dos tratam5tos deve corr] igual pontualidade com os seus relogios4 ,mas elle no sabia que eu1 desde #ahfb1 s\ m>quez1 agraciado por sua mage/ade negra1 ,d4 ,jac9?a ,i1 ra9ha d ,congo1 muito m9ha s5hora e ama1 que ,deus cons]ve4 ,alm d'isso o alv> de #bj de junho de #agfd m&a d> s5horia a mais alguem2 por exemplo3 ao abbade de ,alcobaa e ao seu sub/ituto4 ,o relojoeiro1 p>a quem a ext9co das ord5s religiosas no era novidade1 nem equivoc&o-se com a m9ha pres5a prelaticia1 me confundiu com o g]al dos b]n>dos6 ,seja como fr1 convm que z pessoas vezadas excell5cia se ap]cebam de con=midade p>a o caso possivel de se encontr>em com o citado relojoeiro sev]o em tratam5tos4 ,o ,,ultimo ,,c>rasco ,,ii ,v4 exc4 sabe de c]to por pessoas d\tas e tem5tes a ,deus1 que eu s\ um gr&issimo impio1 peiorado agora com m9ha nesga de petroleiro4 ,a4 ,,h]culano4 ,devo aqui cont> ao leitor como conheci o c>rasco#bi4 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444 ,,iii ,elle 7l'hi/oire7 enseigne qu'une me pse inf9im5t plus qu'un royaume1 un empire1 un sy/me d'tats1 p>fois plus que le g5re huma94 ,de quel droit8 du droit de ,lu!r1 qui1 d'un ,non dit au pape1 l',eglise1 l',empire1 enlve la moiti de l',europe4 ,du droit de ,cri/ophe ,colomb1 qui dm5t et ,rome et les sicles1 les conciles1 la tradition4 ,du droit de ,cop]nic1 qui1 contre les doctes et les peuples1 mprisant la fois l'in/9ct et la sci5ce1 les s5s mme et le tmoignage des yeux1 subordonna l'obs]vation la ,raison1 et seul va9quit l'humanit4 ,,mi*elet4 ,levantei-me c$o p>a esp]> o c>rasco4 ,luiz o ,negro nasc]a no lug> de ,capelludos d',agui>1 freguezia de ,s4 ,joo ,bapti/a1 e com>ca de ,villa ,p\ca de ,agui>1 a sete de maio de mil oitoc5tos e seis4 ,entravamos1 ento1 n'uma das mais dolorosas pocas da nossa hi/oria mod]na4 ,adejavam por sobre a p59sula z aguias d imp]io1 e rasg&o o vo iam p5etr> nas nossas fronteiras4 ,qu]ia o ambicioso da ,corsega1 como um dos conqui/adores d paiz da aurora1 aout> z vagas indomitas e enfurecidas d oceano nas extremas d occid5te4 ,napoleo ia decret>1 no seu olympo de ,fonta9ebleau1 que a dyna/ia de ,bragana cessra de re9>1 e s5tia-se j1 pelo sil5cio da noite1 o ruido pavoroso da m>*a compassada dos legion>ios das ,gallias4 ,se os ,braganz1 como os patricios da velha ,roma1 tivessem esp]ado o ,br5no mod]no1 s5tados nas cadeiras curues1 na omnipot5cia augu/a d ,lacio6444 ,no esp]>am6 ,fugiram apavorados e444 n]vosos1 p>a alm d ,atlantico4 ,deus lhes p]de4 ,*ego a crr--o ,et]no se am]ceie de mim se erro--que e/a absurda e ephem]a conqui/a foi a alvorada da lib]dade em ,portugal4 ,receio p\co que me alcunhem1 agora1 de jacob9o ou afrancezado4 ,o ana!ma actual macla1 f]e e ext]m9a sm5te1 n'e/as horas d'angu/ia afflictiva e demorada p>a toda a democracia europa1 os alcunhados def5sores1 aqui1 da fuso ib]ica e d cantonalismo p59sul>4 ,p>a todos os outros h]esi>*as ha p]do nos amplos rec9tos da politica or?odoxa4 ,os ,mac-,mahons e ,s]ranos nasc]am p>a edificao das mon>*ias4 ,sub/ituiram os ,lafayettes e ,monks de todos os tempos4 ,p>a s]em ap$rejados e expo/os s ign>as vaias da multido temos ns ,victor ,hugo e ,g>ibaldi no nosso seculo4 ,*ri/o1 em ,j]usalem1 antes de suppliciado1 p]correu z ruas v]g&o sob o l5ho d seu proprio supplicio4 ,assim seja--at que o v]bo espl5dido da democracia surja como luzeiro da r$empo da humanidade4 ,os ph>iseus de todas z pocas teem sempre uma accusao adr$e1 p>a ext+uirem a luz da alma nos hom5s d futuro4 antiquissima e vetu/a usana injuri> os espiritos elevados e presci5tes de todos os tempos1 infam&o-os com os epi!tos1 que o seculo dete/a e abom9a1 p>a os crucific>1 sem dr nem pi$ade1 e entregal-os1 depois1 irriso da g5talha1 e execrao immorr$\ra dos v9d\ros4 e/a a l5da de ,*ri/na e de ,b\ddha no ,ori5te1 de ,socrates em ,a!nas1 dos ,grac*os e de ,sp>taco em ,roma1 de ,*ri/o e dos apo/olos em ,j]usalem1 de ,joo ,huss e de ,j]onymo de ,praga na ,allemanha1 de ,savon>ola em ,flor5a1 e de todos os re=madores da humanidade--desde ,abel1 se aceitamos o my?o biblico1 at ao ultimo pa/or das ,cev5nas1 e at ao d]radeiro ,k>l ,m>x das soci$ades mod]nas4 ,convem e/ud> a poca em que nasceu o c>rasco4 ,depois o ouviremos4 ,os tres e/ados eram a base da nossa organisao politica e social3 cl]o1 nobreza e povo4 ,todavia1 elem5tos prepond]antes eram os d\s primeiros4 ,vivia e m$rava o povo como ma*9a4 ,trabalhava1 suava e m\rejava p>a alim5t> e enriquec] o sac]docio e a nobreza4 ,nas horas de p]igo1 no mom5to das gr&es luctas app>ecia como comp>sa1 enfileirava-se nos cros das supremas trag$ias1 e morria na obscuridade de legio1 no completo desprezo da sua insignificancia4 ,acclamava o me/re de ,aviz1 cahia desconhecido e ignorado nos areaes d',africa1 passava desap]cebido1 p>a z *ronicas1 nos galees da ,india1 e nos recontros e batalhas figurava pela =a num]ica1 como hoje se designam nos mappas de brigada z =z vivas de qualqu] regim5to ou batalho4 ,afra e/es lances era a plebe1 era a villanagem1 era a m d povo1 era a peonagem1 era o num]o4 ,na vida campe/re emp>elhava com o boi1 dormia ao lado d rebanho1 inv5t>iava-se entre z alfaias da (fic9a rural--era a =a empregada no impulso da enxada1 era o guia d arado1 era1 f9alm5te1 a ma*9a1 que desbravava a *>neca1 que enxugava o pal1 que roava o matagal ba/o e espesso1 que ,semeava o t]r5o lavrado pelo seu es=o1 e que1 mais t>de1 colhia e arrecadava o fructo4 ,na soci$ade urbana era o op]>io--mal ens9ado1 p>cam5te retribuido1 entregue a si e aos seus proprios e escassos recursos1 sem lio1 sem exemplos1 sem e/imulos1 sem auxilio1 e sem m]cado va/o e animado p>a os productos da sua indu/ria4 ,o comm]cio de grosso tracto1 monopolisado entre algumas dez5as de capitali/as e armadores1 vivia fra da aco productiva d paiz1 como n'um ed5 de bemav5turana1 onde a entrada era v$ada a pr(anos4 ,desde a casa da ,india at casa dos v9te e quatro era longa a hi/oria das pr]ogativas e privilegios de classe n'e/a nao algemada--exclusivismo absurdo da mais inexp]i5te e ign>a adm9i/rao politica1 economica e social4 ,e o povo vivia assim--submisso e rev]5te--porque z mis]icordias1 irm&ades1 e ord5s mona/icas de todas z categorias e religies adoavam a mis]ia publica com o caldeiro da sopa fradesca1 g5]osam5te (f]ecido na port>ia d mo/eiro4 ,ens9ava-se (icialm5te um povo inteiro a s] m5digo4 ,era e/a a vida economica e social de toda a p59sula4 ,decretava-se a m5dicidade como dogma4 ,eram o paup]ismo1 a ociosidade e a degradao humana nobilitados pela ,igreja4 ,e nos amplos e lageados clau/ros e escad>ias d c5obio havia aula publica de abjeco1 de humildade ignobil1 de torpe vagabundagem e de crimes at4 ,o fanatismo religioso nunca desador\ a ,calabria1 a ,flore/a negra1 e a ,s]ra-,mor5a4 ,que o digam z (f]tas s madonas de ,italia4 ,viviamos assim4 ,e por isso os nossos mon>*as se appellidavam fidelissimos p]ante a curia d ,vaticano1 e gozava de pragmaticas rituaes a ,igreja lusitana1 que s eram p]mittidas na s apo/olica de ,roma4 ,com z fogueiras da inquisio e a esmola aviltante1 di/ribuida no p]i/ylo d templo1 alcanramos tudo3 de/ruiramos e aniquilramos a raa h]oica da p59sula ibrica4 ,l\vado seja ,deus6 ,a expulso de judeus e m\ros1 a fogueira inext+uivel d ca?olicismo1 e a esmola aviltante e hypocrita d'um cl]o h$iondo1 devasso e fanatico1 assemelhava-nos1 na torpeza1 no aviltam5to1 e no cret9ismo da frma s colnias jesuiticas d ,p>aguay4 ,a semelhana das evolues communaes1 que1 p\co a p\co1 =am ergu5do e levant&o o pod]oso collo da burguezia em toda a ,europa--quiz o m>quez de ,pombal1 nos va/os designios da sua pot5te adm9i/rao1 cre> e e/abelec]1 aqui1 a classe mdia4 ,baldado emp5ho4 ,a morte d m9i/ro valido de ,d4 ,jos ,i deix\1 em pr(unda anemia1 o vigoroso e en]gico elem5to social1 que elle int5tra cre>4 ,expulsramos os s>rac5os to t>de1 organisramo-nos1 como nao1 em poca to proxima1 que sem t]mos s(frido os vexames d feudalismo1 no cremos1 tambem1 a classe1 que mais arc\ com elle1 e que o assob]b\ e v5ceu4 ,temos sido sempre o e*o remoto e longiquo das luctas sociaes1 politicas e economicas da ,europa4 ,ao passo que a communa1 orig9ada no municipio romano1 sahia das trevas da meia idade1 depois das cruzadas e das luctas feudaes dos gr&es vassallos1 cam9h&o t5azm5te por entre os recifes dos direitos s5horiaes e d pod] real at *eg>1 em ,frana1 revoluo de #aghi1 e affirmava1 sem mais conte/ao possivel1 os legitimos direitos d t]ceiro e/ado--entre ns a burguezia1 a classe mdia foi sempre uma creao ephempra1 uma entidade sem solidez nem significao valiosa1 e tanto assim que1 depois das luctas con/itucionaes1 qu&o triumph>am alguns dos pr9cipios lib]aes1 p\co a p\co1 a p>te mais opul5ta1 mais rica1 mais d9heirosa d'essa creao ficticia ennobreceu-se1 afa/\-se com desdem e desprezo da sua propria classe--se classe era--busc&o no luzim5to e espl5dor das arm>ias e librs um m>co divisorio1 que a sep>asse p>a todo o sempre dos seus irmos no trabalho4 ,e os grupos re/antes1 m5os aba/ados1 m5os felizes1 e m5os pod]osos1 pelos hav]es1 m]gulh>am1 por in/9cto1 educao e co/umes1 no seio da plebe onde exi/em e jazem1 quaesqu] que sejam z vaidades com que pret5dam escond] e/a communho de int]esses1 habitos e s5tim5tos4 doloroso dizel-o1 mas embora3 aceitemos os acontecim5tos como so4 ,a revoluo de #ahcb e #ahcc em ,portugal1 em pres5a da sci5cia1 no s no foi uma revoluo social1 mas nem sequ] foi uma pr(unda revoluo politica em todo o rigor d vocabulo4 ,foi uma gu]ra de successo a um ?rono conte/ado por d\s irmos1 que se reputavam ambos legitimos1 c]cados de p>tid>ios com int]esses e direitos (f5didos1 e em que um dos pret5d5tes--o mais habil1 s5o o mais feliz--s\be cre> sympa?ias h]oicas e inde/ructiveis d$icaes1 appell&o p>a a corr5te das idz d seu seculo1 e alcanou captiv> z almas g5]osas1 outorg&o uma c>ta con/itucional1 simulacro de lib]dades1 que no pr5d]am nem limit>am--como o no tem feito--o ex]cicio con/ante e absoluto d pod] e gov]no pessoal4 ,podem-me conte/> uma to resumida e rapida exposio4 ,os factos1 porm1 no deix>o desm5tir e/as v]dades4 ,nas luctas de #ahcc a*ava-se a nobreza antiga1 a nobreza de sangue dividida nos d\s campos1 pelej&o em fileiras div]sas1 e por vezes inimiga no seio dos proprios sol>es4 ,todavia no era a div]sidade de cr5z1 nem a s9c]idade das convices1 que a traziam1 assim1 desav9da e odi5ta4 ,era o egoismo dos int]esses p]didos1 era o ciume d valim5to ou o odio pelos desprezos da cora1 era o orgulho de preem95cias e pr]ogativas nas familias titul>es1 eram z desconsid]aes dos seus p>es1 s5tidas1 e cuidadosam5te legadas1 que iam pass&o1 no my/]io dos tombos e c>torios1 com a successo dos v9culos por div]sos re9ados1 eram v+anz sumidas e occultas por entre os p]gam9hos de raa1 e todas e/as ru9s paixes1 todas e/as h]anz em que o amor proprio e a sob]ba dos avs1 que se transmittia aos netos1 a*\1 na lucta dos d\s pr9cipes1 respirad\ro por onde se exp&isse e reb5tasse a exploso4 ,foi assim4 ,como ca/a1 z cr5z eram z mesmas4 ,se a palavra augu/a de cr5a pde t] cabida onde se falla de orgulho inexoravel1 de implacaveis int]esses1 e onde g]m9a o desprezo invet]ado e pr(undo por tudo e por todos1 que no desc5dem d'avs1 j nobilitados1 nos seculos undecimo e duodecimo da nossa mod]nissima mon>*ia4 ,os reis podem faz] nobres1 mas no teem pod] p>a cre> fidalgos4 ,e/as palavras1 nascidas da orgulhosa col]a d'um adv]s>io puritano da frma politica actual1 explicam nobreza mod]na--se ella sabe m$it>--como so s9c]os e affectuosos os afagos e bl&icias com que a antiga ari/ocracia a trata e recebe4 ,fica escripto por uma vez3 o ultimo filho segundo d'uma casa secul>1 a9da o mais empobrecido1 e o mais privado de intellig5cia1 s] sempre e/imado1 pela sua ca/a1 acima de todos os g5ios1 e de todas z illu/raes d seu seculo4 ,foi a exp]i5cia1 talvez1 d'e/as ju/as consid]aes1 que1 nos sales de ,luiz ,,xviii1 lev\ um dos mais illu/res m>e*aes d imp]io a diz] a um fidalgo d ex]cito de ,cond3 ,eu s\ o meu proprio antepassado4 ,a nobreza antiga1 com excepes r>issimas de que me no occupo agora1 qu]ia lib]dades e g>antias--qu]ia2 mas exigia-z d5tro d circulo da sua ca/a1 requ]ia-z p>a si e p>a os seus4 ,fra d'e/a l9ha divisoria1 d'e/e limite sagrado s via a plebe4 ,direitos1 faculdades e pod]es orig9avam-se no num]o dos avs4 ,quem no t9ha asc5d5tes conhecidos e nobilitados no era pessoa juridica1 no era homem3 vivia m]c da mis]icordia inf9ita da nobreza4 ,tri/e situao era e/a6 ,mas era assim4 ,rezam z l5das ou z *ronicas1 que uma nobre dama da crte dos ,valois no escrupulisava despir-se diante dos seus lacaios1 segundo o diz] de ,brantme4 ,que importava a s5sualidade da g5talha6 ,n'e/e esquecim5to e desdem1 pela plebe1 vivia a ari/ocracia portugueza1 na contemplao de si mesma1 como o ,zeus dos indus na va/a cosmogonia d ,ori5te4 ,o vulgo1 a populaa era a ma*9a po/a ao s]vio d fidalgo4 ,t]m9ada a lucta da successo comearam a recu>1 nos seus es=os patrioticos1 muitos dos nobres1 que militavam nas fileiras popul>es4 ,era de prevr4 ,os factos consummados t9ham mais =a d que todas z aspiraes1 e cegos desejos da nobreza--que se dizia lib]al4 ,espiritos p\co previd5tes1 por n5huma frma habituados a e/udos sociaes1 inexp]i5tes em todos os actos da vida civil1 creados no desprezo e desconhecim5to d trabalho1 que1 accumulado1 produz a riqueza publica1 esp]avam encontr>1 na crte d imp]ador1 z t5z real5gas1 obtidas1 pelos s]vios1 que s no so e/]eis p>a a lisonja1 imag9avam cons]v>1 como monopolio das suas casas sol>5gas1 os c>gos h]$it>ios1 os empregos vitalicios1 z pat5tes no ex]cito1 sem habilitaes obrigadas p>a z ex]c]1 e os lug>es privativos e r5dosos em todas z ord5s milit>es e religiosas4 ,a c>ta con/itucional pod]ia torn>-se letra morta4 ,demais1 a nobreza no tiv]a tempo p>a e/ud> =aes1 nem c>tas de al=ria4 ,a ari/ocracia e/ava habituada a vr d]og> leis d re9o por provises regias4 ,p>a alguma c\sa deviam s]vir os pod]es mage/aticos4 ,mas qu&o os acontecim5tos vi]am1 nos primeiros assomos d'en?usiasmo1 desm5tir e/as esp]anz1 e d]am comeo obra de de/ruio das velhas in/ituies1 em que &amos todos emp5hados--foi1 ento1 que se desc]r\ a v5da de olhos to p\cos p]spicazes1 e a nobreza viu1 com pasmo inaudito1 que suppondo-se ella1 s ella1 o eng5heiro1 que dispra z catapultas1 empregadas pelas faces--era1 ap5as1 a s+ela alavanca1 po/a nas mos dos hom5s d povo1 e que e/es apontavam e dirigiam a seu talante e sabor4 ,o cl]o1 na sua maioria1 na =a viva da sua organisao--esse1 no se deix\ illudir4 ,s podia e/> ao lado da reaco--e1 por isso1 e/eve4 ,e m$ida que os factos se vo des5rol&o1 que novas cr5z e novas idz trans=mam z soci$ades--o cl]o acompanha sempre os p>tidos retrogados1 s5ta-se junto d passado1 afaga-o1 anima-o1 protege-o1 def5de-o1 por vezes alim5ta-o1 e arra/a-o1 depois--at v]tigem e ao delirio4 ,qu&o hirto e inanimado jaz como cadav] sepulta-o1 na indiff]5a d mais torpe egoismo1 e vem beira d circo1 onde se degladiam os hom5s1 que outr'ora =am irmos1 e que z leis d progresso j dividiram em b&os oppo/os--busca1 ahi1 a phalange reaccion>ia1 a que e/acion\1 a que rece\ cam9h>1 fasc9a-a1 pela mesma frma1 apod]a-se d'ella1 envolve-a na inf9ita r$e1 e nos t5ebrosos tramas d seu s9i/ro my/icismo1 at que uma nova evoluo social1 por seu turno1 desp$ace e/e elo hi/orico1 e o arremesse p>a a noite dos tempos4 por isso que o povo1 na gr&eza dos seus in/9ctos1 e nos p]iodos solemnes das suas trans=maes--qu&o z leis inexoraveis1 que regem a humanidade o impellem e obrigam fatalm5te a cam9h>--encontra-se s1 entregue s suas proprias =z1 e ao luzeiro d seu de/9o4 ,os *acaes1 z hy5as1 e os corvos vem1 depois1 pela calada da noite1 devor>1 no sil5cio das trevas1 os cadav]es dos que p]ec]am nos campos da peleja4 ,mais t>de aboliram-se z communidades religiosas1 annull>am-se z doaes dos b5s da cora e ord5s1 quebr>am-se todos os privilegios e collocaes obrigadas na magi/ratura1 na ,igreja1 na adm9i/rao publica e no ex]cito1 c]ce>am-se os lug>es d pao1 simplific>am-se z leis dos =aes1 abriram-se tribunaes communs p>a todos os cidados1 cre\-se um sy/ema uni=me de julg>1 acab&o com z provises regias1 fros privativos1 e decises especiaes1 f9alm5te a nobreza cons]v\ os titulos e os c>gos honor>ios1 mas fic\ igualada em direitos e dev]es a todos os outros hom5s4 ,o imp]ante p]d]a--pelo m5os na app>5cia--o moto proprio e a sci5cia c]ta1 com que repres5tava a div9dade1 entreg&o aos pod]es consignados1 na c>ta1 a h>monia da vida con/itucional4 99 99 99 99 99 ,qu&o o relgio da cada dava nove horas1 entrava1 no meu qu>to1 um fa*9a das salas d ,limoeiro com o manuscripto d c>rasco4 ,elle no podia vir4 ,s5tia os primeiros symptomas da enf]midade de que morreu4 ,escreveu-me um bilhete1 que a9da cons]vo4 ,dizia-me que viria1 mais t>de1 sab] o que eu p5sava da sua vida to dolorosa e to angu/iada4 ,cons]vo o bilhete e o manuscripto4 ,v\ confi> ao leitor os segr$os d'alma d'e/a exi/5cia excruciante e afflictiva1 que p]eceu no fundo d'uma enxovia4 ,,visconde ,,de ,,ouguella4 #bi ,e/e e outros capitulos viro a lume1 mais t>de1 qu&o a occasio fr opportuna4 ,o ,,horror ,,da ,,dem5cia ,ra*el ,v>nhag51 insigne allem1 esposa d gr&e escriptor d seu appellido1 escrev5do a ,fr$]ico de ,g5tz1 dizia3 ,tres gr&es c\sas me horrorisam n'e/e mundo3 #a4 uma manada de t\ros bravos2 #b4 a plebe2 #c4 a dem5cia4 ,a dem5cia mais tri/e que horrorosa4 ,os que a padecem1 se s\bessem a compaixo que inspiram1 s]iam a9da mais desgraados1--se desgraados so os que no tem a consci5cia de o s]em4 ,d4 ,dom+os de ,magalhes1 o arcebispo de ,mityl5e1 morreu1 qu&o a fome volunt>ia o acab\ de mat>4 ,no h\ve razes de amigos e de !ologos que o movessem a tom> um p\co de alim5to4 ,no dava explicao1 sequ] ins5sata1 da sua rigorosa ab/95cia2 mas1 entre os seus manuscriptos1 se nos dep>a tal qual luz1 consoante ella se pde desf]ir das pr(undas trevas4 ,diz assim um capitulo intitulado ,o ,impassivel3 ,a impassibilidade ha de s] a futura condio d homem santo que s]ia semelhante ao cadav]2 a natureza corrompida e deg5]ada a sde da dr e da mole/ia1 porque a sua sorte e futuro de/9o s] a maxima deg5]ao d ente1 ou a reg5]ao e r5ovao d s]vo1 que o ,s5hor cre\1 e colloc\ no p>aiso4 ,exi/e na sci5cia !ologica um p>alogismo1 que convm decifr> e resolv]3 a cada passo ouvimos diz] que o homem mau no morre1 e que a sua sorte a morte et]na3 a que/o e/ s na dico e na phrase2 uma amphibologia ou que/o de palavras4 ,o homem mau no aceita a morte volunt>ia p>a expi> a p5a d peccado2 e1 como resi/e ao decreto da div9a mis]icordia e graa1 no morre p>a resuscit>1 no se reg5]a1 p]v]te-se e corrompe-se cada vez mais4 ,o homem santo mata o corpo natural p>a receb] o et]no1 p]de o maculado p>a conseguir o immaculado1 troca o b>ro pelo ouro1 e cora-se com o m>tyrio d sangue e d amor1 ou com o diuturno da p5it5cia e da santidade4 ,toda a vida humana deve s] um m>tyrio1 ou um aggregado de virtudes e de qualidades equival5tes4 ,o homem mau t5ta cons]v> o fumo1 que o asphyxia no inf]no1 no se mata nem resuscita1 p]v]te-se e deg5]a1 corrompe-se e mat]ializa-se cada vez mais4 ,o primeiro homem morreu no p>aiso1 mas cons]v\ o cadav] da galvanisao et]na2 o segundo homem p]de-se no exilio1 aonde morrem todos os que o pref]em patria1 e r5uncia-o s suas saudades1 amor e realeza4 ,o homem mau tem duas deg5]aes3 a primeira mat]ialis\-o1 a segunda ha de be/ialisal-o a desfigural-o1 priv> o ente de suas esp]anz1 promessas1 e de toda a gloria1 frat]nidade e bemav5turana et]na4 ,a reg5]ao faz o homem impassivel1 e opra muitas vezes em vida os seus b5eficos e m>avilhosos effeitos4 ,o p>aiso ha de exalt> e acrisol> e/as sublimes virtudes1 porque a humanidade santa ha de seguir at ao fim dos seculos e das g]aes e conqui/> pela div9a mis]icordia todos os dotes sobr5aturaes dos corpos gloriosos4 ,o homem santo s] impassivel1 sem dr e sem temor1 sup]ior natureza1 e semelhante aos anjos1 e comtudo pag> o seu tributo morte por uma diuturnidade de provas pela p5it5cia e pelos votos mais solemnes e agradaveis ao ,s5hor1 e por todos os sacrificios que podem exag]> e exalt> a virtude d homem4 ,muitos santos conseguiram em vida alguns dotes de impassibilidade2 os au?ores p\co v]sados na sagrada !ologia e nos seus arcanos1 ousam assev]> que a dr e a fome1 a morte e z tribulaes so consequ5cias necess>ias da natureza humana por s] limitada1 cont+5te1 e passageira3 se dissessem1 que so consequ5cias imm$iatas da natureza deg5]ada1 e p5as propo/as pelo ,s5hor ao reato1 d peccado orig9al1 diriam a v]dade1 e fall>iam ou escrev]iam com exactido1 com logica e coh]5cia de pr9cipios4 ,se bem me lembra1 ,antonio ,g5u5se cahiu no erro dos que mettem a f\ce na se>a alheia sem conhecim5to de causa1 s5do em g]al mui prud5te e avisado4 ,s4 ,joo ,bapti/a no bebia v9ho nem c]veja1 comia mel silve/re2 o ,/ylita comia um bocado de po s aos dom+os1 e p]manecia sempre fixo1 immovel1 e levantado sobre a sua columna de dia e de noite1 de v]o e de inv]no1 annos e lu/res por div9o milagre4 ,s4 ,paulo ,eremita era su/5tado por um corvo1 comia di>iam5te s o que a ave d ag\ro podia traz] no bico1 era um bolo d co3 os exemplos so innum]aveis3 todos provam que a humanidade santa ha de conseguir no p>aiso at o fim a impassibilidade da dr e da fome2 porque no co no se come3 os maus s(fr]o lazeira e esuria no inf]no1 porque o mundo e/ condemnado ao fogo e p]dio4 ,e/as v]dades so dogmaticas2 os h]ejes negam todos os milagres d div9o m>tyrologio da santidade2 obrigam-nos a fall> de ns3 qu&o *eg> o tempo da maxima pr(anao humana1 o fiel reg5]ado beij> a mo que o sacrific> pelo m>tyrio1 e desej> com elevada ambio receb] pessoalm5te a sua cora em vez da outorga na communho e na sua g]al mis]icordia2 o que se coro> pelos seus es=os1 e pelo odio da tyrannia s] mais ditoso e mais laureado3 a morte uma p5a p>a o que recusa pag> a divida et]na2 o que paga volunt>iam5te expia pelo amor div9o a maxima gravidade d ca/igo e consegue a sua impassibilidade3 o m>tyrio uma virtude de communho1 z suas provas s]o cada vez mais faceis e mais suaves p>a os santos pela unio com ,deus4 ,no p>aiso s] um sonho e um devaneio1 um magnetismo e uma transmigrao volunt>ia4 ,a impassibilidade1 a virg9dade1 a g]ao espiritual1 o desejo e o voto d m>tyrio1 o jejum completo1 ou z aspiraes da ab/95cia e da p5it5cia ho de s] frequ5tes e g]aes1 admiraveis e sobrehumanas na div9a provid5cia d p>aiso3 convm p]suadir e/es desejos e es=os1 p>a que n+uem desanime1 ou recuse a reconqui/a da p]feio e da pureza por julg> impossivel ou difficil o transito1 ou asp]o e intratavel o cam9ho que conduz ao summo bem4 ,eu tomei rap com excesso por espao de v9te annos1 por conselho de m$icos1 e por habito1 go/o1 vicio ou paixo1 qu&o pr9cipiei em ,lisboa o culto sob]ano d sagrado lausp]5ne ao ,santissimo ,sacram5to no anno de mil oitoc5tos e c9co5ta e oito2 era eu s p>a o exalt>1 no t9ha acolyto1 nem m9i/ro1 dizia missa di>ia1 adorava duas vezes por dia com treze luzes de c]a s5do uma s de azeite1 rezava o (ficio div9o1 escrevia1 trabalhava1 compunha1 e via-me na necessidade de vigi> de dia e de noite z luzes de c]a e azeite que ardiam diante da div9a mage/ade d ,santissimo1 e de lav> a casa da m9ha basilica2 e por isso dormi p\cas horas1 e sempre ve/ido no decurso de dezeseis p>a dezesete mezes de cont9ua e incessante adorao1 sem uma falta1 e deixei o uso d rap por dec5cia e rev]5cia at o dia de hoje sem quebra1 e sem p]igo1 sem saudade e sem pez>4 ,m9ha mi m&\ pr m9ha disposio um bote de rap no anno de #ahfj1 em ,villa ,p\ca1 aonde eu j no adorava1 nem podia diz] missa3 o rap e/eve na gaveta mais de um anno2 eu nunca mais abri o bote e padeci gr&es dres de d5tes1 que me det]m9>am a extrahir alguns a f]ro2 qu&o fui ao ,porto (f]ec]am-me rap1 eu no aceitei4 ,eu vivia p>cam5te1 mas a m9ha mesa sempre foi abundante e at lauta2 jejuava e comia c>ne nos dias p]mittidos1 o melhor peixe e guisados1 e todos os appetites que a boa mesa (f]ece3 eu no procurava os seus regalos1 mas no repellia n5hum dos p]mittidos3 agora fao p5it5cia1 e no como c>ne nem peixe ha mais de oito annos4 ,em #ahfj comi c>ne algum tempo em pequ5a quantidade1 mas logo a deixei e todo o peixe at agora3 passei mais de um anno s com um qu>tilho de leite por dia e com m5os de qu>5ta reis de po1 e com um arratel de assuc> *egava p>a treze dias at dezeseis4 ,nunca fui apaixonado d v9ho1 mas no o repellia inteiram5te2 agora no bebo v9ho1 nem bebida espirituosa ha annos4 ,como por dia m5os de #dj reis de po1 jejuo tres dias por semana1 s qu>tas1 sextas e sabbados1 e ha mais de tres annos a9da no faltei a e/a discipl9a de jejum nem nos dias de jornada4 ,nos outros dias tomo um caf com leite1 um v9tem de po1 e uma qu>ta de assuc> *ega p>a c9co dias1 e dim9uo a m9ha sopa que con/a de uma dse de arroz com manteiga1 ou com azeite segundo o dia2 um arratel *ega p>a c9co dias1 e s vezes p>a seis3 noite como um bocado de bra ou de po4 ,e com e/a discipl9a e regul> dieta trabalho1 rezo1 escrevo e m$ito ha muitos annos sem descanar nem um dia e sem int]romp] o trabalho1 que executo de joelhos por div9o milagre1 ha quantos annos8 ,z obras escriptas respondem por ns3 muitos dias de inv]no pr9cipiei a trabalh> s duas horas da noite1 e cont9uei a m9ha t>efa at s duas horas dos segu9tes1 empreg&o mais de dezoito horas no afo da escriptura4 ,escrevo e rezo sempre de joelhos1 e su/5to-me n'e/a rev]5te posio por mais de doze horas1 dias e mezes successivos hav] um lu/ro1 por e/> na div9a pres5a4 ,a impassibilidade o presagio d p>aiso4 ,lucif] e a sua maldita confuso e deg5]ao ha de receb] a honra da morte e todas z dres que caus\ humanidade com o peccado orig9al por hav] s$uzido nossos paes no p>aiso das delicias4 ,n5hum peccado fic> sem p5a et]na1 n5huma dr ha de ext+uir-se ou aniquil>-se1 p]d]-se1 ou evapor>-se3 o que causa da causa causa de todos os effeitos e consequ5cias4 ,a crueldade antiga em vez de mat> os reis legitimos ca/rava-os1 tirava os olhos a outros ou punha masc>as de f]ro3 a actual das seitas v5deu-me p>a me occult> a m9ha g5ealogia e direito1 e obrig\-me a seguir o e/ado ecclesia/ico p>a me ca/r>3 os seus vicios =am mais impios d que os antigos1 e conv]t]am-se contra os insanos4 ,eu seguia o e/ado ecclesia/ico com amor1 e apr5di a def5d] o meu direito na poca propria e qu&o conv9ha3 s\ mal por s] d p>aiso4 ,toda a m9ha vida um milagre diuturno3 os mon/ros jmais pod]am priv>-me da exi/5cia2 z suas conspiraes so incessantes1 g]aes1 conc5tradas1 diabolicas e p]fidas4 ,no dia dez e/ava p>a escrev] a bulla qu9ta e no sabia sobre que havia de legisl>3 abri ao acaso o sagrado concilio de ,tr5to1 sahiu a sesso vigesima segunda que falla em legados apo/olicos1 que o objecto da ref]ida bulla4 ,no dia oito resolvi mett] sete folhas no cad]no das leis1 e inclui por engano s seis folhas1 e *eg>am e no cresceu o papel3 no dia nove metti z sete folhas1 e aconteceu o mesmo milagre3 todas z leis e bullas so orig9aes sem borro1 ou copia4 ,deixo o sob]ano titulo no alto da folha2 no dia nove aconteceu fic> em branco a lauda que prec$e a ultima bulla por defeito ou imp]feio d papel1 e foi razo p>a que no crescesse1 nem faltasse4 ,t5ho quatro p5nas de ave em ex]cicio de escriptura1 uma negra1 e escrevo o ,impassivel com e/a3 no dia nove escrevi com z quatro p5nas2 duas e/avam j refugadas1 duas eram novas1 duas app>ec]am a um canto3 eu j m&ei procur> mais p5nas mas no app>ecem v5da3 escrevo1 com d\s v9t5s d'e/as p5nas ha mais de quatro mezes1 e com d\s v9t5s de t9ta ha mais de meio anno1 e quebr\ o vidro1 alis s]ia como a panella inexhaurivel de ,elias3 o re/o da t9ta e/ em um pires de porcelana que s]ve de t9teiro2 eu s t5ho d\s pires1 e duas *av5as4 ,no tempo da usurpao de ,d4 ,miguel uma s5hora *amada ,rosa deu-me a effigie d tyranno1 eu dei-a em ,villa ,p\ca a um homem affeioado tyrannia2 o m>quez de ,lavradio deu-me uma v]onica da ,santissima ,virgem ,immaculada em ,lisboa no anno de mil oitoc5tos e c9co5ta e c9co1 eu dei-a em ,villa ,p\ca a uma s5hora *amada ,rosa4 ,visitei em ,bemfica1 como deputado da univ]sidade de ,coimbra1 a suppo/a infanta ,d4 ,isabel ,m>ia1 a qual no me pag\ a visita2 uma irm de ,eiris visit\-me em ,villa ,p\ca1 eu fui a ,eiris1 e no a visitei4 ,fiz algumas visitas suppo/a imp]atriz d ,brazil1 falsa duqueza de ,bragana a rogo e in/ancias de v>ios mordomos ou ag5tes da sua casa2 a cruel jmais ous\ levant> os olhos p>a ns3 quem pag> ou satisf> e/as dividas de amor e de rev]5cia8 ,depois que e/\ em ,*aves vi duas raposas mortas1 uma femea em ,santa ,m>ia ,magdal5a1 um ma*o em ,santo ,am>o2 t5ho duas vass\ras1 fui s]vido desde o anno de mil oitoc5tos e sess5ta por duas criadas mulatas1 uma em ,villa ,p\ca1 irm d burro cruel1 outra nos banhos d lug> de ,c>o ou de ,arcozelo3 fui s]vido por duas criadas filhas da viuva1 uma de ,mont5egrelo1 outra de ,*aves1 aquella deu-me um gu>da-*uva p>a a jornada que eu dei a e/a1 e dei um l5o de sda criada de ,mont5egrelo3 j bati em duas1 uma fugiu e no lev\4 ,hontem veio o homem d leite no mom5to em que eu acabava a orao da manh3 hoje repetiu o mesmo my/]io4 ,jos ,joaquim dos ,reis1 juiz de direito de ,lisboa1 condemn\ a dez annos de degr$o um en]gum5o que dizia missa e prgava sem t] ord5s1 e d5unci\-me a simonia que o abom9avel patri>*a ,guilh]me commetteu em ,roma3 n'aquelle tempo no havia em ,lisboa prelado legitimo2 eu argui o antipapa1 e decl>ei en]gum5os todos os seus tonsurados3 o falso padre g]\ todos os actuaes1 mas a sua sorte ha de s] div]sa3 os h]ejes amni/i>am o nef&o1 no podem absolv] os traficantes4 ,o p]fido ,cassiomano fall\-me c9co vezes1 duas nas ,necessidades1 e uma em ,mafra1 so d\s paos reaes1 outra no pao das escolas1 da univ]sidade so d\s paos de escolas3 porque ,mafra escola milit>3 e/eve commigo duas vezes na academia de ,lisboa1 no collegio dos ,nobres1 e no conv5to da academia1 so duas academias1 ou mais3 uma em ,coimbra outra em ,lisboa1 uma nos ,nobres1 outra no conv5to da academia das sci5cias1 duas de ens9o1 e duas normaes3 porque o milit> goza d'e/a categoria em relao s esclas d ex]cito1 duas em ,lisboa e duas fra de ,lisboa4 ,so c9co e seis vezes3 porque eu fallei uma vez ao mon/ro nos paos da univ]sidade como prov$or da mis]icrdia2 elle m&\-me um recado mis]icordia de ,*aves pelo ,antunes e pelo prov$or4 ,o dualismo uma graa2 a p]fidia uma abom9ao e um horror4 ,,re/aura,o ,,de ,,um ,,docum5to ,,hi/orico ,,valioso ,rebello da ,silva1 na sua ,hi/oria de ,portugal1 report\-se a um docum5to que o snr4 ,f]d9& ,d5is encontrra na biblio!ca real de ,p>is1 relativo hi/oria dos mot9s sequ5tes p]da de ,d4 ,seba/io1 e publicra no ,portugal pittoresco4 ,o nosso hi/oriador no traslad\ o docum5to1 com quanto fosse importante4 ,e ajuizadam5te proc$eu2 porque1 s5do elle v]so d portuguez1 difficil s5o impossivel s]ia rev]tel-o frma orig9al4 ,pod]ia ,rebello da ,silva p$ir o fiel traslado d'esse papel1 incluso no codice n4 #aj3bda1 e dal-o no corpo da sua hi/oria1 como te/emunho das velhas regalias popul>es nas crises gr&es de ,portugal2 mas dep5d5do isso de esm]os1 pausas e m9ud5cias que se descasam da indole p59sul>1 o docum5to fic\ desconhecido1 apes> da traduco d hi/oriador francez4 ,e1 no ob/ante corr] ahi uma v]so mis]rima d ,portugal pittoresco1 o docum5to alli reproduzido incute suspeitas de falso1 porque no tem1 no torneio e na phrase1 algum ve/igio d diz] portuguez de #aegi4 ,e1 todavia1 no posso j duvid> que ,m>tim ,f]n&es1 sapateiro1 e ,antonio ,pires1 oleiro1 no #a4 de junho de #aegi1 e/&o os fidalgos reunidos na igreja d ,c>mo p>a jur>em fidelidade ao c>deal-rei ,d4 ,h5rique1 entr>am ruidosam5te na assembla1 e proromp]am p$9do que lhes ouvissem a falla que iam faz] em nome d povo de ,lisboa4 ,e no duvido1 porque sei o que foi a lib]dade portugueza at que ,d4 ,joo ,,iv comeou de a j>ret> feio d seu g5io despota1 e porque t5ho pres5te o discurso d me/re sapateiro1 escripto a9da no mesmo papel onde lh'o d]am p>a o decor>4 ,e como bem cabido mo/r> o orig9al em face d retraduzido no ,portugal pittoresco1 sob palavra d snr4 ,f]d9& ,d5is1 aqui os defronto1 e ponho como adv]t5cia aos que aceitam1 sem critica1 a hi/oria que nos vem de torna-viagem4 ,,orig9al ,s5hores4 ,temos sabido que algumas pessoas pr9cipaes e nobres descuidadas de suas obrigaes e honras fallam de faz] c\sas contra o bem commum e seguridade d'e/es re9os1 a que det]m9amos de acudir como bons portuguezes1 e lembrados d que fiz]am os moradores d'e/a cidade no tempo d'el-rei ,d4 ,joo ,i e d'outros reis1 por tanto p$imos a vm4ces como a cabez e membros pr9cipaes d'e/a republica que nos ajudem e que no p]cam sua honra e direito por p>cialidades nem preitos p>ticul>es2 que sejam vm4ces c]tos que p>a uso e p>a def5so de nosso direito e ca/igo dos inquietos portuguezes e/amos promptos com #bj3jjj hom5s d'e/a cidade e seus t]mos1 os quaes ajunt>emos em duas horas s5do necess>io1 e poremos fogo s casas dos que j agora comeam de fall> e trat> contra o bem commum e socego d'e/es re9os1 o que no poremos em execuo em quanto esp]amos ca/igo e rem$io por outra via4 ,e p>eceu-nos que deviamos de faz] e/a lembrana n'e/e e/ado e nos outros d\s p>a com mais seguridade trat>em todos d bem commum e quietao d'e/es re9os sem receio de =a nem viol5cia nem outros m$os cautelosos e prejudiciaes1 e p>a se no ouvir mais d'aqui por diante os que impossibilitam tudo sem lhe d>em nem procur>em rem$io1 os quaes todos se deviam e devem de hav] por mais suspeitosos4 ,,v]s,o ,s5hores4 ,con/a-nos que v>ias das pr9cipaes pessoas1 e alguns nobres1 esquecidos das obrigaes a que e/o ligados1 e faz5do da honra p\co cab$al1 usam de uma l+uagem1 e praticam actos contr>ios segurana d'e/es re9os4 ,como bons portuguezes e/amos decididos a d> rem$io a e/e mal1 porque nos lembramos d que fiz]am os habitantes d'e/a cidade no tempo de ,d4 ,joo ,i1 e no de outros mon>*as4 ,rogamos a vossas s5horias1 como primeiras pessoas da republica1 que a ajudem a su/5t>2 e que no p]cam a sua honra e direito1 d&o orelhas p>cialidade1 ou olh&o a circum/ancias p>ticul>es de alguns individuos4 ,podem vossas s5horias fic> c]tos de que p>a a def5sa de nossos direitos1 e ca/igo dos portuguezes v]sateis1 e/amos promptos a levant>-nos com #ae ou #bj3jjj hom5s d'e/a cidade1 e seus arr$ores4 ,se fr necess>io1 duas horas ba/>o p>a os reunir1 e iremos inc5di> z habitaes dos que comeam a fall> e a obr> contra o bem g]al4 ,com tudo1 no recorr]emos a taes meios em quanto tiv]mos esp]ana de obt] rem$io e ca/igo por outro modo4 ,talvez conviesse lembr> i/o ao e/ado da nobreza1 assim como aos d\s outros e/ados1 p>a que toda a assembla trate com pl5a segurana1 d bem commum1 e da tranquillidade d'e/es re9os1 sem temor da =a1 viol5cia1 e de meios prev5tivos ou damnosos4 ,esp]amos que mais se no att5d] voz dos que julgam tudo impossivel1 e que no qu]em d> nem procur> rem$io a semelhantes males4 ,o traductor1 como se viu1 no lhe s(freu o mel9dre que os d\s popul>es tratassem de vossas-m]cs os fidalgos1 safados 7duas vezes7 cob>de ignom9ia de ,alcac]-quibir3 deu-lhes s5horia4 ,ah6 bom relojoeiro de pag4 #eg6 ,a ,,dan,a ,gemem os prelos desde que a moral geme nos bailes4 ,ha l5das m$onhas1 casos que eriam os cabellos1 ca/igos infligidos a danar9os4 ,leiam na ,flore/a d padre ,manoel ,b]n>des a l5da dos ,bail>9os4 ,pois a9da ha passag5s mais esc&alosas e fune/as1 por causa das danz2 mas j no ha quem z aprege com virtuosa ira4 ,no ha n+uem que1 ao outro dia de um baile1 clame na local ou no folhetim que um scel]ado ous\ incl9>-se ao ouvido da donzella com quem danava1 e diz]-lhe3 vr-te e am>-te foi obra de um mom5to4 ,sabem todos que z phrases assim ard5tes queimam z s5horas2 mas n+uem prope que os e/yli/as d'e/a =a sejam *amados ao commiss>iado2 ou que z damas sujeitas a ouvil-os se vi/am de amian?o1 se ,deus z no fad\ com a virtude incombu/ivel de salam&ras4 ,v]dade que o transigir com os maus co/umes vem de longe4 ,temos o exemplo de exempl>es v>es a quem competia pr cobro aos bailes4 ,aqui t5ho eu um ,tratado dos pr9cipaes fundam5tos da dana1 publicado em #agfg1 pelo me/re d'aquella viciosa pantomima1 ,natal ,jacome ,bonem1 e lic5ciado pelo santo (ficio1 e pelo ord9>io6 ,fr4 ,caetano de ,s4 ,jos1 eremita augu/9iano1 d\tor em !ologia1 prov9cial da ordem1 etc41 foi o enc>regado de c5sur> (ficialm5te o manuscripto d ,tratado da dana4 ,se e/e frade e/ivesse no prumo da sua misso1 deixava-se cahir1 com todo peso de sua gravidade1 sobre o me/re ,natal1 e esborra*ava-o e mais ao inc5di>io manuscripto4 ,com ba/ante pejo das fraquezas d'e/e proximo1 e p>a esc>m5to de futuros frades c5sores de futuras danz1 reproduzo a op9io de fr4 ,caetano de ,s4 ,jos3 ,no me env]gonho em obsequio d meu e/ado confess> +5uam5te se no e/5deu p>a a arte de dana nem a9da a curiosidade dos meus e/udos3 sei que algumas especies d'e/a m]ec]am no e/abelecim5to da discipl9a ecclesia/ica uma bem sev]a repreh5so e m]ecida prohibio fundada na solemne pr(isso que fazem os que pelo sacram5to da reg5]ao se =mam membros vivos de ,jesus ,*ri/o e filhos espirituaes da santa ,igreja2 no ignoro tambem que outras tem o ju/o l\vor com o exemplo de um rei santo como ,david1 dan&o na pres5a da arca d te/am5to4 ,se os preceitos da pres5te arte1 expo/os na v]dade com toda a mode/ia se ord5>em p>a o uso d'e/as e outras de semelhante dec5cia e hone/idade1 nem s]o oppo/os santidade dos co/umes1 assim como o no so aos pontos ess5ciaes da nossa santa f4 o que posso in=m>1 etc4 ,ento que o que in=m\ o frade8 ,p>ece diz] que1 se e/a ,arte de dana leva em vi/a ens9> a bail> o s>ambeque que o santo rei ,david danava adiante da arca1 ento sim1 publique-se o livreco2 mas1 se o au?or int5ta regambole> z tibias de suas discipulas em gavotas1 cir&as e outros bailados lubricos1 n'esse caso o santo (ficio delib]e o que lhe p>ec]4 ,ora eu j vi1 em ,braga1 danar o santo ,david4 ,era um cancan a s1 um requebro desnalgado1 um alar de p]na bruta e rija que1 se apanhasse a arca1 d>ia com ella na c>a d sol4 ,volt&o ao livro d francez ,natal ,bonem1 a*o n'elle excell5tes preceitos de educao que s]iam1 em sub/ancia e frma1 bem cabidos n'um dos comp5dios d snr4 ,joo ,felix ,p]eira4 ,o cap4 ,,vi1 por exemplo3 ,d modo que z s5horas devem &>1 e se deve apres5t>4 7,v-se que era mais =te em dana que em grammatica74 ,ahi vai o capitulo na integra4 lyrico1 delicado e muito de aproveit>3 ,no duvido1 que se me accuse de ignorante1 e de indiff]5te1 ou de no sab] ens9>1 s5o aos hom5s2 s5o mo/rra zelo1 e att5o p>a a in/ruco d bello sexo3 ellas1 que so a alma da dana1 e que lhe do todo o brilhante1 que ella tem2 e p>ece que a natureza a reve/e de mais graa2 porque sem a pres5a das s5horas a dana no e/ to animada2 so ellas z que fazem nasc] e/e ardor1 e nobre emulao1 que se encontra entre ellas1 e em ns1 qu&o danamos ambos1 pr9cipalm5te com aquellas1 que executam bem e/e nobre ex]cicio2 nada me p>ece mais agradavel em uma companhia1 que de vr danar duas pessoas de um e outro sexo com s]i$ade2 que de applausos1 e que de go/os p>a os circum/antes4 ,indep5d5tem5te d que se tem dito em os capitulos prec$5tes1 que tco igualm5te a um1 e a outro sexo8 z mesmas reflexes so necess>ias p>a z s5horas1 ellas devem volt> os ps p>a fra1 e/5d] os joelhos1 a9da que muitas pessoas pret5dem1 que no se lhes conheam e/es defeitos1 mas por tir> e/e engano1 pr9cipalm5te p>a z s5horas moz1 que por desmazelo1 ou p\ca curiosidade o no faam2 no qu]o s5o o seu proprio voto1 que se ponham diante de um espelho de ve/ir1 e que ellas &em alguns passos1 obs]v&o o modo de bem &>1 que e/ escripto p>a os hom5s1 e se encontr>o com outro ar1 e conhec]o1 que de t] a cabea direita1 o corpo fica com maior firmeza1 e os joelhos e/5didos1 os passos so mais seguros2 t5ho feito uma reflexo1 que me p>ece muito ju/a sobre o modo de sab] lev> bem a cabea1 e que uma s5hora por muito engraada1 que seja em seu modo de lev> a cabea1 f> julg> diff]5tem5te de si1 v4 g4 se ella a lev> direita1 o corpo bem po/o1 sem affectao se dir2 eis aqui uma s5hora1 que tem um ar muito nobre2 e se se deixa ir com neglig5cia1 se lhe *am> preguiosa2 se a deixa cahir p>a diante2 bizonha1 e se a leva muito baixa1 de p5sativa1 e de v]gonhosa2 e outras muitas c\sas1 que no escrevo por no s] proluxo3 desejo que todas z s5horas no faam o modo facil1 que se vem descrev]1 p>a que no ciam em n5hum dos defeitos1 que t5ho recitado4 ,p>a bem &> preciso t] a cabea direita1 os hombros baixos1 os braos retirados p>a traz1 acompanh&o bem o corpo2 mas dobradas1 z suas mos uma em cima da outra1 com um leque na mo1 e pr9cipalm5te sem affectao4 ,no escrevia em e/ylo apocalyptico4 99 99 99 99 99 ,e/e francez que tanto polira e lapidra o bruto diamante das damas lisbon5ses da crte de ,d4 ,jos ,i1 t9ha uma filha esbeltissima1 engraada de todos os amavios francezes1 e muito esquiva aos amores dos discipulos de seu pai1 at hora fatal em que o p1 n'um difficil passo de m9uete com o deus fre*eiro1 lhe escorreg\ em ladeira de flres1 e444 ella l vai com o conde-b>o d',alvito embr5h>-se nas flore/as de ,c9tra4 ,o me/re de dana bravej\1 p$iu v+ana s leis1 ao direito int]nacional1 ao m9i/ro omnipot5te ,seba/io ,jos de ,c>valho4 ,o m9i/ro e z ju/iz sorriram1 sob capa1 d atribulado danar9o4 ,o m>quez de ,pombal1 esse ento era to c>oavel de francezas1 que a9da1 aos #fj e tantos annos1 escrevia epi/olas amatorias a uma1 que por signal lh'z rejeitava com ph5om5al hone/idade4 ,veja ,hi/oria d re9ado d'el-rei ,d4 ,jos1 pelo snr4 ,soriano1 tom4 ,,ii1 pag4 #fdi e seg4 ,natal ,jacome ,bonem sahiu de ,portugal1 e deix\ a filha1 qu&o1 sobre a affronta1 se viu ridiculisado pelas segu9tes coplas que os fidalgos enviavam uns aos outros3 ,,ao ,,r\bo ,,de ,,uma ,,franceza ,,filha ,,d ,,me/re ,,dos ,,m9uetes ,toda a t]ra falla e diz que r\bra assim toa c]to ,pris de ,lisboa uma ,hel5a de ,p>is2 e que o rapto v+> quiz seu pai que todo se abraza por lhe lev>em de casa1 a9da em pea1 a melhor joia2 mas1 porque no ardeu ,troya1 fic\ o velho uma braza4 ,a ,pris lhe foi =osa e/a eleio por e/rella no s como grega bella1 mas como deusa =mosa4 ,como a viu to c>9hosa1 to bonita1 to a/uta1 to gordita1 to enxuta1 ,pris lhe deu a ma e ella go/a da fruta4 ,etc4 ,o poema d'aqui por diante leva a crueza at ao despejo da phrase4 ,que tempo aquelle6 ,co/umes de ouro6 ,r\bava-se a filha a um =a/eiro1 injuriava-se o pai com obsc5as g>galhadas1 a v]ga/a da irriso obrigava-o a transpr z fronteiras com o corao desp$aado6 ,re9ava ,d4 ,jos ,i1 o amante da m>queza de ,tavora1 ento viuva1 e j consolada da p]da d m>ido1 que o amante lhe m&ra degol> e queim> no cadafalso de ,belem4 ,como e/e ,portugal floreceu n'aquelles dias6 ,o er>io a trasbord> de milhes e os subt]raneos de lagrimas6 ,comecei com danz e acabei com lagrimas4 no que z danz p>am ord9>iam5te4 ,ou ellas no fossem inv5o d diabo1 como diz o meu oratoriano ,b]n>des4 ,,fim ,o n4 #ab f9alisa a s]ie das ,,noites ,,de ,,insomnia4 ,o favor publico esquiv\-se a proteg] e/a empresa4 ,p>te dos artigos publicados desagrad\ maioria dos subscriptores queixosos d rano de c\sas antigas com que eu pejava z pag9as de uns livr9hos mais acommodados ao recreio que in/ruco de alguns leitores mais ou m5os ignorantes1 se os ha4 ,v]dade que eu no t9ha promettido #ajj pag9as futeis e risonhas por mez4 ,l e/ no #a4 num]o um proemio cl>o e mode/o4 ,af\tam5te me desvaneo de no hav] deslisado d programma a que me obriguei4 ,e/a s]ie de livr9hos--escrevi eu--ha de s] uma cada com elos de bronze rijos e toscos1 e elos de pe*isbeque flammantes e quebradios4 ,o bronze a poro pre/adia d opusculo1 etc4 ,enganei-me4 ,z pag9as arguidas de enfadonhas me p>eciam a mim z melhores e mais e/imaveis1 se os que z l]am z ignoravam2 todavia1 se eu dei como novidade em hi/oria o que era j notorio ao leitor enfa/iado1 o seu t$io natural e racional4 ,porm1 se me replicam diz5do que se disp5sam de sab] z pulv]eas velh>ias que eu lhes contei1 augm5ta a ju/ia d seu queixume2 porque n+uem deve directa ou indirectam5te (f5d] a ignorancia de outrem4 ,pelo qu1 a todos peo desculpa1 e a meu favor entremetto a illu/re pessoa que me induziu a salv> da obscuridade lances da hi/oria e dos co/umes portuguezes1 que se me prefigur>am pre/antes na concat5ao de factos1 desligados por m+ua de docum5tos desconhecidos4 ,o me/re v5]&o que me moveu a no s] de todo em todo frivolo nas ,,noites ,,de ,,insomnia *am\-se n'e/e mundo ,d4 frei ,manoel d ,c5aculo2 e z palavras que me s$uziram e/o impressas e rezam assim3444 ,mil occorr5cias fune/as tem precipitado em um abysmo de p]da pr(unda1 escura1 irrevogavel os trabalhos litt]>ios1 e a9da a simples memoria de muitos v>es sabios4 ,abat]am esses mis]aveis tempos z =z da curiosidade1 que pod]ia hoje augm5t> a e/imao da biblio!ca lusitana1 escond5do e p]d5do z nossas noticias4 ,e/e o defeito de que a9da hoje se pde =m> uma ju/a queixa1 e que fazem ignorados na v]dade innum]aveis docum5tos1 capazes de acresc5t> a dignidade nossa hi/oria4 ,i/o tambem o que me excita e commove a rog> in/antem5te aos meus patriotas por tudo quanto capaz e digno de no se desatt5d] sem affronta1 que se animem a public> quanto nos faa gloria1 e a mo/r>em cada vez mais illu/re a face dos nossos annos antigos4 ,o d\to prelado no conhecia os seus patriotas1 e eu1 que to arr$ado vivo d'elles1 a9da os conhecia m5os4 ,na m9ha pequ5issima livr>ia ha muitos in$itos cuja publicidade no s]ia despeci5da aos porv9d\ros hi/oriographos4 ,ahi ficam4 ,meus filhos1 se tiv]em juizo1 e arm>em b5em]5cia dos seus cont]raneos1 que os v5dam a peso4 ,no ob/ante1 alguns publici/as receb]am b5ignam5te z ,,noites4 ,entre esses1 reala com p>ticul> au?oridade e voto o snr4 ,antonio ,augu/o ,teixeira de ,vasconcellos1 protector c>oavel e affectivo de quantos n'e/e paiz grangeam po ou gloria nas lidas litt]>ias4 ,sei quanto me cumpre descont> no m]ito da obra elogiada1 cort&o tambem pela demasiada b5evol5cia d escriptor em95te2 mas1 c]ceado o que ahi h\ve de favor1 a9da me sobeja muito p>a gratido e ufania4 ,ao snr4 visconde de ,ouguella agradeo com mais s5tim5to que expresses z pag9as =mosissimas que int]poz n'e/es opusculos4 ,o ,,c>rasco1 ap5as comeado1 se aqui fosse concluido1 viria a d> crescido valor a e/a colleco2 entretanto1 muito grato me t] excitado a curiosidade das pessoas intellig5tes p>a que o visconde de ,ouguella se obrigue a escrev] e public> um dos livros mais assignalados de indep5d5cia au/]a e s5tim5tos g5]osos1 que ho de t] gal>do1 qu&o os que pelej>am sob o lab>o da ju/ia =em *amados a te/emunh> no pleito que segue o seu arra/ado processo entre opprimidos e oppressores4 99 99 99 99 99 ,ao desp$ir-me dos p\cos subscriptores que me ap]tam a mo com e/ima e por v5tura com saudade1 v\ faz]-lhes uma revelao que pde desair> a m9ha vaidade de escriptor1 mas que muito faz em honra d editor das ,noites4 ,elle s\be que a op9io publica desm5tia1 dorm9do1 o titulo da obra4 ,sabia que a insi/5cia na publicao lhe era prejudicial e desesp]anada de t>dio reembolso4 ,em fim1 pagava desp5diosam5te e sil5cioso a m9ha dce illuso de cuid> que entre ,ponson e ,escri* hav]ia lug> p>a e/as bro*uras nas e/antes ou nas cana/ras de tanta g5te que sahiu triumphal e erudictam5te d seu exame de in/ruco prim>ia4 ,meu prezado snr4 ,erne/o ,*>dron1 obrigado sua r>a e f9a delicadeza6 ,se z ,noites lhe =am ms1 eu d'e/e leito de rheumatismo lh'z envio boas e d corao4 ,,fim ,,d #ab4 ,e ,,ultimo ,,num]o