f ! ,google ,pr9t project47 ,,judas ,,d ,,mesmo ,,auctor ,!atro3 ,a ,flr dos ,trigaes1 com$ia orig9al em um acto1 em v]so--,!atro de ,d4 ,m>ia ,,ii4 ,aspasia1 drama orig9al em quatro actos--,idem4 ,samuel1 idem--,idem4 ,a ,tes\ra1 monologo--,idem4 ,a ,*>ada1 sa9ete orig9al--,!atro d ,gymnasio4 ,casados-,solteiros1 com$ia orig9al em tres actos--,idem4 ,o ,vicio1 pea orig9al em c9co actos--,!atro d ,pr9cipe ,real4 ,em livro--,edies esgotadas3 ,religio d ,amor1 v]sos4 ,o ,padre1 romance intimo4 ,a ,pana1 contos4 ,a ,lei da ,exauctorao ,milit>1 poemeto4 ,cyrilleida1 analyse de uma critica ,velhice d ,padre ,et]no4 ,juizo ,f9al--,evangelho da ,consci5cia4 ,a entr> no prlo3 ,o ,rabbi da ,galila--7,vida de ,jesus7--,romance4 ,juizo ,f9al--,evangelho da ,consci5cia--#b4 edio4 ,em prep>ao3 ,consci5cia ,lib]tada--,evangelho d ,futuro4 ,l5das de ,israel4 ,augu/o de ,lac]da ,,judas ,,romance ,,lirico ,,em ,,quatro ,,jornadas ,,lisboa ,antiga ,casa ,b]tr&--,,jos ,,ba/os #gc1 ,rua ,g>rett1 #ge #aija ,exempl> n4 #dfa ,todos os direitos d'e/e livro so propri$ade exclusiva e res]vada d seu auctor4 ,ao ,dr4 ,manoel ,m>ia ,bordallo ,p9heiro ,il n'y a gure de dtails c]ta9s en hi/oire2 les dtails cep5dant ont t\j\rs quelque signification4 ,le tal5t de l'hi/ori5 consi/e faire un ensemble vrai avec des traits qui ne sont vrais qu' demi4 ,erne/ ,r5an--,vie de ,jsus ,,primeira ,,jornada ,,em #h ,,de ,,nisan ,,primeira ,,jornada ,,em #h ,,de ,,nisan ,a aldeia de ,be?ania fica a hora e meia de ,j]usalem4 ,sobre a coll9a em que ella ass5ta ergue-se1 mode/a e affa/ada das outras habitaes1 a casa de ,simo1 o ,leproso4 ,tem e/a a =ma tipica de uma piramide rectangul> truncada1 e na p>te sup]ior um t]rao onde florescem nos canteiros roseiras de ,j]i*4 ,em fr5te da porta1 ladeada de duas janellas a deseguaes alturas1 um pequ5o l>go cob]to pela enorme abobada de v]dura de grossas arvores secul>es1 coevas talvez dos ultimos gr&es pr(etas4 ,a agua de uma fonte vis9ha1 jorr&o natural da f5da de um ro*$o1 cae sobre uma pia ampla1 de ar*itectura romana1 espalh&o no ambi5te notas cri/all9as1 e faz5do-nos p5s> na ,sam>itana da l5da444 ,um tronco de arvore c>comido pelo tempo e tombado no solo convida ao descanso e m$itao4 ,uma longa e/rada1 ab]ta pelo rod> dos c>ries1 vae desde ali s]pe&o por entre o matto1 ora sub9do1 ora desc5do1 em curvas graciosas1 at que *ega aos t]r5os cultivados onde o trigo v]deja e z pap\las entreoccultam z suas man*as rubras4 ,ergue-se ento o ,monte das ,oliveiras1 de um v]de ac9z5tado2 da sua macissa ramagem surgem1 maje/osos1 dois altissimos c$ros antigos como ,babylonia1 e em volta dos quaes esvoaa um b&o de pombas brancas4 ,aquelle monte1 esqu]da1 rude1 p5hascoso1 de cr turva1 o ,monte d ,esc&alo2 e *ama-se ,c$ron o rios9ho que app>ece na l9ha inf]ior da enco/a1 e que1 muito calmo e prateado1 vae sumir-se alem no ,valle de ,josaphat1 onde dormem em seus sepulcros caidos z ossadas dos pr(etas e patri>*as4 ,l ao longe1 no fundo d quadro e sobre t]r5o irregul>1 alonga-se a cidade de ,j]usalem com z suas cas>ias de configurao muito geometrica1 amontoadas como um =te punhado de dados4 ,mal se di/+uem z ruas e/reitas1 com app>5cia suja nas velhas cant>ias4 ,a cidade vae n'um plano asc5d5te1 que se quebra p>a l da enco/a3-- ali a antiga ,sio d tempo d gr&e rei ,david4 ,mais cl>a1 vem desc5do a cidade nova1 t]m9&o junto d ,monte ,moriah onde1 segundo diz a l5da1 ,abraho e/eve pre/es a immol> seu filho ,isaac1 em sacrificio ao ,s5hor4 ,por isso n'aquelle monte se alevanta1 mudo como um mi/]io1 o gr&e ,templo1 a casa d ,deus que foi1 e ha-de s]3 ,jehovat4 ,a ,torre ,antonia1 a um dos angulos d va/issimo quadrado1 que fe*a o rec9to v$ado a pr(anos1 como uma s5t9ella de ,tib]io1 na sua att5ta quietao4 ,p>a alem da cidade1 a p]d] de vi/a1 alonga-se o campo inculto1 onde o c>rasco e a urze pr$om9am1 e onde r>as palmeiras deixam p5d] suas folhas esf>rapadas4 ,pequ5os log>ejos cl>eiam aqui e ali2 muito nos longes1 divisa-se a coll9a de ,mizpa e a cordilheira de ,gabao ente/&o no firmam5to azul e alegre4 ,vae decl9&o o sol d'uma =mosa t>de d comeo da primav]a1 que entorna regaos de seiva1 de canticos e de cores por sobre todo o h>monioso quadro4 ,a brisa1 a9da morna1 traz-nos o aroma dos trigaes1 de mi/ura com o res9oso d matto1 que mor5isa a pelle e pe nos labios um sabor acre4 ,os rebanhos til9tam vagam5te2 vo cant&o na e/rada z cotovias4 ,,gamaliel1 que *eg\ da cidade1 arrimado ao seu bordo1 z b>bas brancas doiradas pelo sol1 dirige-se casa de ,simo1 e1 clam&o3 ,eleaz>1 meu c>o1 honrado ebionita1 ,recebe de um amigo a cordeal visita4 ,,eleaz> assom\ logo a uma das janellas4 um rapaz de v9te e tantos annos1 franz9o e melanclico4 s tu1 ,gamaliel8 ,que ida bemfaseja ,teus passos dirigiu assim1 p>a que eu veja porta d mode/o e humilde lavrador ,aquelle que possue o nome de d\tor ,notavel e pr(undo8 ,,gamaliel pobre a moradia1 ,amigo8--,no enc]ra a vil hypocrisia1 ,ornam5to dos maus e da nef&a ca/a1 ,que faz d sac]docio uma arma4 ,i/o me ba/a4 ,,eleaz> que a virtude leva s almas refrig]io ,tal1 como flr o pranto envolto no mi/]io2 ,pranto suave1 meigo e virg9al e ard5te1 ,que uma e/rella *or\ sil5ciosam5te444 ,,gamaliel que a bondade espalha a sua luz div9a ,e pura1 como o ,sol que a todos illum9a444 ,e baix9ho1 enco/&o-se ao peitoril da janella onde ,eleaz> se cons]v\3 ,o que t5ho a diz]-te coisa de segr$o4 ,escuta-me portanto aqui4 ,,eleaz> ,porqu8 ,t5s m$o ,de que m9has irms4448 ,,gamaliel ,o assumpto muito grave1 ,e receio que a dr a9da mais se crave ,nas almas fem9is d que na tua4 ,bem o compreh5deu ,eleaz>4 ,eil-o que se retira da janella1 e sando de casa1 accode logo ao secreto *amam5to4 ,amigo1 ,uma nova cruel3--o ,me/re444 ,,eleaz>1 e/remec5do ,algum p]igo imm95te8 ,,gamaliel ,aquella e/upida g5talha ,ridicula1 mesqu9ha1 hipocrita e canalha ,prep>a com mi/]io o plano v+ador1 ,e e/ na posio t]rivel d condr1 ,pair&o ao v] a presa incauta4 ,a e/a hora1 ,em casa de ,kaiapha444-- sabbado hoje8 ,embora6 --444 ,o ,conselho procura1 extravas&o o fel1 ,g>antir-se o pod] no povo d',israel4 ,,eleaz> ,pr5d5do o ,me/re8 ,,gamaliel ,sim6 ,razes tem p>a tudo ,o seu p5s> f]oz1 indmito e agd6 ,amor div9o8 ,qual6 ,ap5as o receio ,de p]d] o log> no execravel meio3 ,d'um lado1 a ambio1 por mais que abuse e coma1 ,e d'outro o s]vilismo s leis que vem de ,roma6 ,n'um brusco movim5to deix\ transp>ec] todo o rancor que o dom9a e que se exp&e1 emfim1 n'uma invocao3 ,a ,virgem de ,sio suspira ha muito j6444 -- t]ra de ,jacob6 ,h]oes de ,josaphat6 ,que feito d vigor da tua fala1 ,isaz8 ,e das lam5taes s9c]as1 ,j]emz8 ,pr(eta ,ezequiel1 a tua voz pot5te ,jmais ribomb> por todo o ,ori5te1 ,faz5do e/remec] o despota cez>eo1 ,como o gldio de ,deus1 t]rivel1 inc5di>io1 ,que na va/a amplido a olh> o mundo assma1 ,que sepult\ ,gomorrha e de/ruiu ,sodma86 ,,eleaz>1 com o olh> vago3 ,v]gonha6 opprobrio6444 ,,gamaliel1 que enxugra manga da tunica uma santa lagrima de en?usiasmo civico3 ,ai6 desde que um idumeu ,conseguiu transvi> o nobre povo1 o hebreu1 ,e nos hombros depoz o manto purpur9o444 ,maldito6 que deixa/e um ra/o vip]9o1 ,um ra/o de peonha6 ,infame6 ,rei prot]vo1 ,o teu nome recorda o luto e um ac]vo ,de horrores6--,c]to dia1 ousa/e no portal ,da casa d ,s5hor d> poiso immortal ,aguia romana6444--,vil1 nascido de idumeus1 ,o ,cez> tambem morre3 a aguia et]na ,deus6 444 ,que tri/eza1 ao p5s> n'uma to negra hi/oria6 --,d nome d tiranno o filho honra a memoria4 ,surge um brado1 a ,nao prote/a1 grita1 lucta444 ,af9al1 p>a qu8 sem =z1 dissoluta8444 --,eu vi por toda a p>te ergu]em-se madeiros2 ,vi morr]em na cruz milhes de prisioneiros1 ,grit&o ,jehovat6 nas ancias da agonia6 ,e ao passo que na morte o hebreu se contorcia1 ,e filhas e mulh]'s davam luz o pranto1 ,o inc5dio voraz lavrava o ,log> ,santo6 --,depois8444 ,depois mais nada4 ,o ,cez> nos esmaga1 ,revolv5do o punhal na apodrecida *aga6 ,seja procurador ,coponio1 ou seja ,m>co1 ,ou ,rufo1 ou ,grato1 ou ,poncio1 a nao um *>co ,onde vivem1 s5s1 z rs d s]vilismo444 prov9cia romana2 e viva o cez>ismo6 ,e ri am>gam5te n'uma cascalhada ironica de velho rabb9o1 ap]t&o1 convulso1 o cajado na mo ossuda onde z veias resaltam4 ,,eleaz>1 sugge/ionado pelas palavras d velho3 ,no6 no6 ,resurgirs1 eleita d ,s5hor1 ,d'e/a funda apa?a e d'e/e gr&e horror6 ,juda1 s]s livre6 ,elias no morreu1 ,porque revive n'um que tem o v]bo seu1 ,e elle ha de traz] a gu]ra e o ext]m9io6 ,se branco o seu ve/ido1 ai6 pode s] sangu9eo6444 ,abat]s o orgulho1 o despotismo1 a infamia6 ,o povo qu] v+ana atroz3 pois bem1 d]rame-a ,sem m9imo temor da col]a dos ceus6 ,,gamaliel1 n'um cl>o de esp]ana3 ,j temos o preciso3 um ,homem6 ,,m>ia1 que t9ha sad de casa e que ouviu z ultimas palavras3 ,no6--,um ,deus6 ,alta1 mor5a1 olhos negros1 de languidez ori5tal4 ,negras devem s] tambem z suas tranz occultas a olh>es mundanaes4 ,z r\pag5s escuras1 que lhe descem at aos ps1 cem suavem5te em prgas regul>es e ca/as como z de ,suzanna4 ,o seu olh> sempre vago e tranquillo2 os seus ge/os sempre em accordo com z s]5as emoes da alma4 bello o teu fal>1 mas como de cegueira ,pelo amor patrio e/s v5cido6 ,de maneira ,que ap5as ba/>ia um pulso valoroso ,p>a desp$aar o mon/ro ambicioso ,de fau/o e de pod] que se revolve alm1 ,n'aquella babylonia8 ,ento1 ,j]usalem1 ,movida por um brao1 embora resoluto1 ,pod]ia colh] o ambicionado fructo ,da pl5a lib]dade em meio da revolta8 --,vae longe1 muito longe1 o tempo444 que no volta6 ,a ,juda prefre a honra em mil p$aos1 ,*eia de timidez1 crus&o in]me os braos1 ,inhabil p>a a lucta e com horror morte444 ,a tribu de ,levy1 aquella cujo porte1 ,s5do mais s5horil e nobre1 inspir>ia ,coragem ao v5cido e alguma simpa?ia ,ao v5c$or1 que faz8 ,conspira contra o povo4 --,onde encontra/e1 irmo1 o excitante novo1 ,que possa d> al5to a quem succumbe exangue1 ,que os n]vos =talea e retempre o sangue8 ,,gamaliel ,ha sempre em casos taes444 ,,eleaz> a =a d'um a?leta6 ,,m>ia ,tem muito mais pod] o v]bo d'um pr(eta6 ,ha de s] elle1 sim6 prg&o a p]feio ,das coisas div9aes a toda a multido1 ,que se contorce afflicta em negro p>oxismo1 ,descr5te de ,moyss1 prop5sa ao paganismo4 ,nem f]ro1 nem madeiro3 ap5as a palavra1 ,que ao entranh>-se em ns suavem5te lavra1 ,pesada1 como o arado t]ra bemfasejo1 ,subtil1 como o pois> ca/issimo d'um beijo6 ,,gamaliel ,e quem te diz que no8 ,eu julgo indiff]5te ,que t5hamos no ,me/re aquelle desc5d5te ,d nome de ,david ao mundo promettido ,pelo ,s5hor4 ,amal-o todo o meu s5tido4 ,porque bem vejo a =a enorme1 o pod]o ,que ex]ce na cidade4 mais que pre/ado ,patria um homem tal6 ,,eleaz> ,a sua mo convulsa1 ,br&9do um azorrague1 os v5dilhes expulsa ,p>a longe d sitio s preces consagrado444 ,,m>ia ,e o seu fal> murmra s vezes to magoado6444 --,reg5ra a mulh] atreita s bac*anaes ,e que m]cadejava z graz corporaes2 ,asc5de at o amor aos pobres1 s creanz1 ,aos tri/es e aos ns1 e d mil esp]anz ,n'um re9o que elle sabe e que n+uem conhece444 ,,eleaz> ,qu&o1 porem1 troveja irado1 mais p>ece ,que vibra no seu peito a propria voz de ,deus6 ,,m>ia ,oh6 sim6 que de tem] o div9al pre/igio6444 ,,eleaz> ,que deixa em seu cam9ho um pr(undo ve/igio444 ,,gamaliel1 ao ouvido de ,eleaz>1 aproveit&o o ensejo dado por ,m>ia1 que foi s5t>-se junto da fonte3 ,mas o povo nem sempre acceita um bom aviso1 ,e ,deus pode morr]444 qu&o fr mais preciso4 ,,eleaz>1 com o intuito de afa/> o negro p5sam5to1 que a todos trez opprime no intimo3 ,o ,me/re no vir4 ,alegra-me a c]teza ,de que foge ao ,conselho a ambicionada preza4 ,comea em breve a ,pas*oa1 e entre os =a/eiros ,a9da no *eg\ nem um dos companheiros ,d ,me/re4 ,,gamaliel ,vae o ,sol no t]mo da viagem3 ,torno p>a a cidade4 ,e novam5te em segr$o3 ,eleaz>1 coragem6 ,no teu sil5cio t5s a m9ha vida e a tua4 ,,eleaz>1 abeir&o-se muito a elle1 supplicante3 ,se te con/>1 porem1 que o plano cont9a ,e mais se des5volve444 ,,gamaliel ,hei de diz]-te1 amigo4 ,,eleaz>1 sad&o-o3 ,que no te fuja ,deus6 ,,gamaliel1 sad&o-o3 ,fique o ,s5hor comtigo6 ,sada tambem ,m>ia1 e1 retom&o o cam9ho da cidade1 vae-se ao longo da e/rada1 um p\co alquebrado1 cad5ci&o os passos pelo bat] d bordo no solo poeir5to4 ,,eleaz> s5t\-se no tronco d'arvore1 p5s&o2 e1 como respond5do aos proprios p5sam5tos3 ,n+uem pode r\bal-o proxima agona4 ,morr] na cidade4 ,a horrivel pr(ecia ,aponta-lhe1 cruel1 a inevitavel a sorte444 ,ha muito que de longe &a a espreital-o a morte6 ,m>?a e ,simo de ,be?ania saram de casa4 ,ella uma rap>iguita de desoito annos1 irrequieta1 buliosa1 muito infantil2 elle1 um velho cujo cabello e b>ba ha muito branque>am2 nas mos o trabalho da lav\ra poz-lhe grossos callos e de=m\-lhe os d$os2 e no ro/o a lpra deix\-lhe ve/igios indeleveis em man*as av]melhadas4 ,,m>?a ,no que p5sa o meu irmo8 ,,eleaz> ,em nada p5so4 ,,m>?a ,duvido4 ,ha n'esse olh> def9ido ,vislumbre d'inquietao4 ,,sim,o ,se tu p5sas na lav\ra1 ,fazes mal1 que o dia de hoje1 ,emquanto o ,sol no nos foge1 ,prohibe que1 scismadora1 ,a m5te se occupe assim ,de coisas que no respeitam ,a ,deus4 ,,m>ia1 em longa ab/raco1 junto da fonte1 como se n+uem a ouvisse3 ,aquelles que engeitam ,o p5s>1 mesmo o ruim1 ,so como z ondas brutaes1 ,que lanam ro*a dura ,a espuma de cuja alvura ,ellas so z mes e os paes444 ,,sim,o1 *asque&o-a1 mas com meiguice3 ,sempre has de s] r5it5te ,em respeit> a d\tr9a ,de ,moyss6 ,,m>ia1 com am>go sorriso3 ,o que ella ens9a por vezes incoh]5te4 ,de ouvil-a j e/\ cada1 ,e nem assim me conv5ce4 ,,m>?a enco/ada ao hombro d irmo1 que se cons]va s5tado3 ,no falas8 ,,sim,o ,deixa-o6 ,que p5se1 ,uma vez que isso lhe agrada6 ,,eleaz> ,mas como sois curiosos ,d que se passa por fra ,de vossas almas6 ,,m>?a ,agora ,vem discursos lam5tosos1 ,recrim9aes1 apo/o6 ,gr&e mau6 ,,eleaz> sorr9do contrafeito3 ,gr&e creana6 ,,m>?a picada no seu amor proprio3 ,no te inspiro confiana8 ,,eleaz> condesc5d5te3 ,inspiras1 sim4 ,,m>?a ,pois no go/o ,de segr$os--,que tri/eza6444 ,no p]cebo6 ,porque1 em summa1 ,no vejo razo n5huma ,p>a tal6 ,no ha riqueza8 ,a nossa vida1 porem1 feliz2 a privao ,nunca nos veio affligir1 ,nem ameaa o porvir1 ,no v]dade8 ,simo1 ,e/e bom velho leal1 ,que tanto e tanto nos ama1 ,d-nos meza1 casa1 cama1 ,e conselho pat]nal2 ,tu retribues a amizade1 ,auxili&o-o na vida4 ,a*mos uma gu>ida ,nas trevas da orf&ade3 ,temos familia6 ,por isso ,p>a ns a vida cl>a ,assim como a luz4 ,a se>a v]dadeiro macisso ,de po2 agua na fonte2 ,l5ha nas faldas d monte444 ,nada vejo1 d'importancia1 ,que no t5hamos4 ,ento1 ,qu]o sab] o motivo ,por que e/s to p5sativo444 ,e r9do muito3 ,e com c>a de *oro6 ,,eleaz> ,e t5ho de que sorrir8 ,,m>ia em longa ab/rao1 como se n+uem a ouvisse3 ,quem p5sa como quem sonha444 ,e como a vida risonha1 ,qu&o se pode dormir6444 ,,eleaz> p]seguido pelo olh> inquiridor de ,m>?a3 ,a m9ha alma atribulada ,pr(undo mi/]io an9ha444 ,s c>idosa1 irms9ha1 ,no me p]guntes mais nada6 ,,m>?a afa/&o-se logo com muito despeito3 ,ai6 no p]gunto6 ,,sim,o que de p>te e/iv]a r9do dos dois3 ,uma ida1 ,que talvez seja bem dita3 ,v\ faz] uma visita ,ao ,jos d',arima?a4 ,vem commigo4 ,pode s] ,que t5has n'e/e passeio ,o prompto e seguro meio ,da tri/eza espairec]4 ,,eleaz> ,dizes bem4 ,,sim,o ,acceitas8 ,,eleaz> ,sim4 ,,sim,o ,af9al sempre o velho ,quem d o melhor conselho6 ,,eleaz> s irms3 ,adeus6 ,e beij&o ,m>?a1 que o evita d'arremeo3 ,tu foges de mim8 ,no v5s beij>-me1 teimosa6 ento uma v+ana8 ,,m>?a1 deix&o explodir o seu despeito3 ,so arrufos444 de creana6 ,,eleaz> beij&o-a viva =a3 ,so os esp9hos da rosa6 ,vo-se ,eleaz> e ,simo4 ,succ$e gr&e sil5cio4 ,,m>?a foi beira da e/rada e segue-os com o olh>4 ,depois1 appre5siva1 com vago receio3 ,nunca o vi assim como hoje444 ,,m>ia em longa ab/raco1 como se n+uem a ouvisse3 ,espairec]444 ,puro engano6 ,o p5sam5to no sae444 como a sombra que vae ,corr5do atraz de quem foge444 ,,m>?a que lanou p>a longe a tri/eza1 desp]tada pelo cant> mais proximo d'uma cotovia4 ,como o tempo e/ =moso ,e se prep>a1 amoroso1 ,p>a a ,pas*oa d'e/e anno6 ,n'uma corrida1 eil-a junto da irm que ficra s5tada beira da fonte4 ,um beijo resa na face de ,m>ia e logo aos ps d'e/a se s5ta ,m>?a4 ,a*amos i/o um encanto6 ,como elles a*am1 porem1 ,que tudo feio4 ,,m>ia ,elles1 quem8 ,,m>?a com o cotovello apoiado no joelho de ,m>ia1 o olh> limpido erguido p>a o olh> da irm3 ,os ,dose1 que go/am tanto ,de diz] mal de ,jud4 ,a ,galila6 ,no ha ,p>a elles outro mundo6 ,tem s9c]a affeio1 ,tributam amor pr(undo ,ao paiz de ,salomo6 ,,m>ia desculp&o-os3 ,a sua t]ra natal444 --,todos dizem que em v]dade um paiz ideal ,a ,galila4 ,,m>?a ,quem ha de ,duvid>1 se elle inspir\ ,os galanteios doirados ,d'aquelles apaixonados444 --,como elles1 n+uem am\6 ,depois de alguma hesitao recon/ituiu na memoria o cantico1 e recita-o1 com um sorriso humido nos labios1 em tom plang5te1 repassado de languidez4 ,m>ia qu$\ o olh> no fio d'agua1 e vae br9c&o com elle1 deix&o-o deslis> por entre os d$os f9os e alongados4 =moso o meu amante1 ,=moso como n5hum1 ,e como o cdro elegante444 =moso o meu amante1 ,=moso como n5hum444 ,so de p]fumes e odores ,suas faces purpur9as1 ,dois ramalhetes de flores444 ,e suas mos dois primores ,das p$r>ias mais f9as4 ,o seu corpo deslumbrante ,d m>fim o brilho tem444 --,eu aqui444 ,elle di/ante444 ,onde e/ o meu amante1 ,filhas de ,j]usalem8 ,olh&o de fito p>a a irm3 ,e/a ida mesmo l9da6 ,,m>ia com frieza1 como a da corr5te d'agua que entre os seus d$os vae deslis&o3 ,amres444 ,,m>?a ,muito falados6 ,olha que outros bem-amados ,como e/es no h\ve a9da6 ,e qu&o elle se transporta1 ,descrev5do a sua amante8 ,no pode s] mais galante6 ,qu]es ouvir8 ,,m>ia ,que m'importa6444 ,,m>?a s =mosa entre z =mosas6 ,como tu no ha n5huma6 ,t5s no ro/o duas rosas444 s =mosa entre z =mosas6 ,como tu no ha n5huma6 ,duas pombas t5s no olh> ,onde transluz a bondade4 ,os teus cabellos sem p> ,fazem-me sempre lembr> ,z cabr9has de ,galaad444 ,tua bocca to fagueira6 ,qu&o sorrs com t]nura1 ,julgo vr n'uma ribeira1 ,unid9has em fileira1 ,ovelhas de ca/a alvura6 ,oh6 que suaves m>tirios ,em tuas c>icias francas6 ,so teus seios--que delirios6 --,como duas corz brancas ,a pa/>em entre os lirios6 ,indiscretos ouviram ,m>?a desde o meio da recitao4 ,claudia e o seu sequito passavam pela e/rada1 e a curiosidade fez que a mulh] de ,poncio ,pilado detivesse os lectic>ios com um ge/o4 ,ape\-se da liteira2 sem s] pres5tida1 avanou1 cautelosa1 e com ella a sua escrava e confid5te ,g$a4 ,os soldados que escoltam a liteira fic>am immoveis2 e o sol po5te1 av]melh&o-lhes z c\raz e os capacetes1 p>ece tel-os trans=mado em e/atuas de sangue4 ,na mo de um d'elles1 que fr5te cam9hava1 brilha o pilo de oiro1 emblema h]aldico da casa de ,poncio4 ,claudia uma mulh] alta e =mosa1 cujo ro/o a idade a9da no enrug\1 mas d qual fugiram z rosadas cres da mocidade1 que a p9tura e o artificio em vo t5tam simul>4 ,typo de matrona donairosa1 fanatica d deus ,phallus1 tom&o por modelo no amor a div9a ,julia1 consorte de ,tib]io1 illu/re messall9a--lassata1 s$ non satiata4 ,a tunica azul cele/e ap]tada pelo l>go c9to de oiro contorna-lhe a base d tronco esculptural4 ,um diadema1 egual aos braceletes1 que se lhe enroscam na c>ne1 refulge no ebano de seus cabellos1 e d-lhe a maje/ade olympica d p]fil das m$alhas de ,agripp9a4 ,,claudia em tom faceto de cortez affeita ao jogo de gracejos nos tricl9ios de m nota da velha ,roma3 ,muito bem6 ,ergueu-se ,m>ia em sobresalto1 e1 reconhec5do a mulh] de ,poncio1 dirige-se apressada p>a casa1 lev&o comsigo a irm2 mas porta detem-se4 ,que =mosa poesia ,*eia de amor e de melancolia6 ,ha quem diga no ,lcio ,que impossivel encontr> primores ,que no sejam de ,ovidio nos ,amores ,nos ,epodos de ,horacio444 -- que n+uem conhece quanto val' ,a doce poesia ori5tal6 --,isso de ,salomo8 ,,m>?a muito a md3 ,s5hora444 ,,claudia ,pois eu s\ to lisongeira1 ,p>a ouvir-te apeei-me da liteira444 ,e foges8--,a razo8 ,e como no colhesse respo/a1 prosegue s>donicam5te3 ,tambem me odeias1 tu1 g5til creana8 --,qu&o ha de faz]-se uma alliana ,entre ,roma e ,juda8 ,ganh>iamos todos1 com c]teza3 ,ns1 simpa?ia2 vs1 delicadeza4 ,d>ei a ,poncio a ida4 ,olh&o de fito p>a ,m>ia1 que p]maneceu immovel com labios contrados e os punhos c]rados3 ,conheces-me tambem8 ,,m>ia por entre d5tes3 ,p]feitam5te4 ,,claudia ,se no me engano1 a tua alma s5te ,por mim o mesmo affecto444 ,mas que mal vos fiz eu8 ,por s] casada ,com ,poncio1 devo e/> acorr5tada ,a um odio to directo8 ,,m>ia fit&o-a resoluta1 mas s]5a3 que tu desconheces o rancor ,que tem toda a ,juda ao v5c$or6 ,fossem mil z naes ,cadas sobre ns6 ,odio pr(undo ,t]iamos ento a todo o mundo ,e s suas g]aes6 --,n+uem p$iu que ouvisses o fal> ,da m9ha irm4 ,de mais1 v9do escut> ,fize/e muito mal444 s ,claudia2 qu] diz]3 alguma coisa ,que nos m]ece tdio1 e que repoisa ,sobre um vil p$e/al ,todo feito de lama e impudicicia6 ,ju/am5te porque s uma patricia ,deves t] o crit]io ,de no br9c> co'z c9zas a9da qu5tes1 ,porque ns dete/amos int5d5tes ,e amantes de ,tib]io6 ,dois soldados olham rapidos p>a ,claudia e logo n'um movim5to impulsivo de m]c5>ios s]vis apod]am-se de ,m>ia1 que no resi/e4 ,m>?a solt\ um grito2 succ$eu-lhe longo sil5cio int]rompido ap5as pelo murmurio da agua e pelo *ro suffocado de ,m>?a1 que no desamp>\ a irm4 ,,claudia deix&o cair z palavras uma a uma1 como gtas de *umbo d]retido3 ,t]rivel qu&o odeio1 e meiga qu&o e/imo4 ,a todo o s5tim5to o da maldade encimo1 ,se acaso m9ha face o insulto e o desdem ,me =em arrojados por alguem6 ,uma frase1 um olh>--tanto me ba/a2 ,pois como s\ n]vosa1 em mim logo se enga/a1 ,qual sangu9eo brilhante1 a fbre da matana1 ,dos deuses o praz] dulcissimo3 a ,v+ana6 ,mas em rapido movim5to1 como ob$ec5do a p5sam5to occulto1 faz signal aos soldados1 que logo ab&onam ,m>ia4 ,depois1 com ac]ado sorriso de maldade3 ,agradece1 mulh]1 a mim e ao teu ,deus ,e/a disposio d'espirito1 e os meus ,bons n]vos hoje2 e grava1 em summa1 na memoria ,que o insulto nem sempre uma gloria6 ,,m>ia muito vexada pela insultante b5evol5cia de ,claudia3 ,eu no p$i p]do444 ,,claudia victoriosa pelo effeito que o p]do caus\ no animo indep5d5te da patriotica filha d',israel3 ,e quem diz tal1 juda8 ,fui eu que p]doei444--,(f5des-te8 ,,m>?a supplicante ao ouvido da irm1 que ia respond]3 ,m>ia444 ,,claudia r9do1 satisfeita1 feliz3 ,m>ia444 ,nome =moso1 ,que tem um ry?mo oleo6 ,m]ece log> honroso1 ,por ,jove1 no ,capitolio6 ,e volta p>a a liteira4 ,a ,,escrava ,,g$a ajud&o-a a accomod>-se nas alm(adas da liteira3 ,nunca te vi assim444 ,,claudia ,div]te me a bondade1 s vezes444 ,o ,,c5turi,o ,,amp,o ao sequito3 ,a cam9ho6 ,os lectic>ios pem a liteira aos hombros4 ,,claudia porta da cidade ,hav]emos de e/> antes da noite4 ,anceio ,por que t]m9e em brve e/e infeliz passeio1 ,sem novo encontro mau4-- palida juda1 ,pode s] que eu te veja a9da444 ,at um dia ,tem sade at l1 que o f]ro v+ador ,dete/a a g5te magra1 e tem maior furor ,ao trespass> um clo arr$ondado e t]no444 ,,m>ia ,descansa3 no hei de ir incommod>-te ao inf]no6 ,claudia solta uma g>galhada1 correspondida n'um murmurio pela soldadesca2 e ,m>ia1 affag&o ,m>?a1 que no cess\ de *or>1 leva-a comsigo p>a casa4 ,app>ecem ento os f>iseus ,b5jamim e ,josu1 cautelosos1 o olh> obliquo circumd&o o t]r5o1 como bons espies3 concretisao grotesca da hipocrisia sac]dotal da poca4 ,mantos negros1 &> pausado1 mitras de feitio semelhante dos outros judeus1 mas de maior dim5so4 ,debaixo dos braos1 os rlos de ,escriptura4 ,compo/ura beatifica4 ,b5jamim1 um p\co alquebrado1 por calculo1 p>ece no qu]] levant> d *o o olh> p>a z coisas sup]iores ao p da t]ra2 ,josu1 pelo contr>io1 cons]va-os erguidos ao ceu como p>a no os baix> s coisas mundanaes4 ,cl>o que de qu&o em qu&o a compo/ura p]de-se1 e os velhacos manife/am-se4 ,,b5jamim ,no ha que duvid>3 *eg>am todos4 ,,josu ,vi/e bem1 ,b5jamim8 s]ia engano444 ,,b5jamim ,engano o que8 ,se affirmo1 se at juro ,t] vi/o o ,me/re e os dose companheiros4 ,tom>am pela horta d ,simo1 ,e em brve ho de e/> n'aquella casa4 ,e approxima-se da casa d ,leproso4 ,detem-se2 pre/&o att5o1 ouve a di/ancia o murmurio fe/ivo d povo que1 sada com ,hossannas6 a *egada d ,rabbi da ,galila4 ,eu no te digo8444 ,o povo j comea ,a corr] ao encontro4 ,d5tro em p\co1 ,vae por e/a ,be?ania uma celeuma1 ,que nem no ,templo em dia de fe/ejo6 ,eis portanto o mom5to ambicionado ,de cumprirmos z ord5s recebidas444 ,,josu1 timido1 cov>de1 circumvag&o o olh>3 ,mas ,b5jamim444 ,,b5jamim ,o que 8 ,,josu ,s9c]am5te1 ,v\ a*&o pesada e/a incumb5cia4 que ns somos dois3 elles so tantos6444 ,,b5jamim ,em v]dade te digo2 pr9cipo ,a e/> arrep5dido de indic>-te ,p>a meu ajudante n'e/a empreza6 ,hanan m&\ que fossemos prud5tes3 ,devemos t] prud5cia4 ,hanan m&\ ,que tomassemos nota d que vissemos3 ,tudo o que virmos lhe s] contado4 ,hanan m&\ que fosse descob]to ,o melhor p>adeiro onde1 em segr$o1 ,se podesse pr5d] o ,naz>5o1 ,muito em segr$o1 sim1 p>a evit> ,prote/os e tumultos3 pois1 meu c>o1 ,havemos de encontral-o6 ,,josu ,e/s bem c]to8444 ,,b5jamim velhacam5te1 anim&o-o3 ,e no vejo que mal nos ameace4 ,o ex-,gr&e ,sac]dote simplesm5te ,quem se entrega aos revezes d'e/e jogo4 ,se p]de ou ganha1 o caso l com elle2 ,e ns de qualqu] =ma ganh>emos ,no s a consci5cia de hom5s probos1 ,leaes respeitadores de ,moyss444 ,,josu unctuosam5te3 ,o que m9ha alma traz doce con=to444 ,,b5jamim 444 ,mas tambem o d9heiro promettido1 ,que no m5os con=ta z nossas bolsas4 ,,josu com des9t]esse hypocrita3 ,t5s um si/ema de enc>> a vida6444 ,,b5jamim =oso que ns nos conv5amos ,de que1 se os bons pr9cipios se def5dem1 ,tambem se deve g>antir ao corpo ,a delicia das bz dige/es444 cu/a d d9heiro d ,conselho6 --,ouve portanto o que mi/] cumprir3 ,tu vaes p>a a cidade2 a brve tre*o ,procur>s o ex-,sac]dote444 ,e ento ,dir-lhe-s que o pr(eta e os companheiros ,*eg>am a ,be?ania era sol-po/o2 ,que dec]to aqui ficam toda a noite1 ,e que eu no deix>ei de e/> l]ta4 ,,josu ,p]feitam5te4 ,,b5jamim ,espra6 ,de manh1 ,logo que vejas os cl>es d dia1 ,has de esp]> por mim444 ,,josu ,que sitio indicas8 ,,b5jamim ,no di/ante da entrada pr9cipal ,d ,templo4 ,dado o caso que eu no *egue1 ,commigo has de encontr>-te444 ,,josu ,e onde8 ,,b5jamim ,aqui4 ,,josu ,muito bem6 ,,b5jamim ,p]cebe/e8 ,,josu ,que p]gunta6 ,como quem des5rola o ,p5tateuco ,e passa a vi/a pelo que elle diz4 --,a proposito3 gu>da-me e/es rlos4 ,,b5jamim acceit&o-os e junt&o-os aos seus3 ,t5s razo4 ,z ,sagradas ,escripturas ,iriam pez> muito no cam9ho4 ,mas deves ir com um1 pois preciso ,p>a te d> o aspecto d'homem srio4 ,,josu ,ao romp] da manh444 ,,b5jamim ,vae-te6 ,vem g5te6 ,e tomam p>a lados oppo/os1 reve/idos de sua compo/ura habitual4 ,quatro hom5s assom>am porta d ,leproso2 so ,eleaz> acompanhado de ,joo1 ,simo ,p$ra e ,ma!us4 ,joo um bello tipo da raa judaica d norte4 ,alto1 robu/o1 espadad e a9da imb]be4 ,os l\ros cabellos de g5u9o galileu caem-lhe sobre os hombros em f>tos anneis4 ,olh> azul1 meigo2 ge/o l>go e suave1 na quietao d'alma2 mas desord5ado e brusco1 se a col]a o det]m9a4 ,voz int5sa1 possante1 cad5ciada1 de homem habituado a fal> ao ar livre1 na gr&e ext5so da sup]ficie das aguas4 ,mais velho d que elle1 ,simo ,p$ra deixa transp>ec] em toda a sua figura suavidade extranha em creatura humana4 ,de ,caph>naum1 galileu tambem e tambem robu/o homem d m>1 o seu ro/o circumdado pelos annelados cabellos e pela b>ba comprida1 bip>tida1 e to l\ra1 que mais p>ece branca4 ,olh> p5etrante1 mas bondoso e ligeiram5te acc5tuado por um v9co entre os sup]cilios1 o que torna a sua fisionomia um p\co sev]a4 ,ge/o sempre s]5o2 voz protectora1 pat]nal4 ,ma!us mais velho d que ,joo e mais novo d que ,simo ,p$ra4 ,baixo1 de =te musculatura1 b>ba ruiva bip>tida2 olhos medos e muito vivos de antigo publicano4 ,todavia o conjuncto da fisionomia attrah5te por uma expresso de rude franqueza que n'elle pr$om9a4 ,voz quasi hom(ona1 de homem metdico1 que r>as vezes se en?usiasma ou s5sibilisa1 e que tem da vida uma noo segura4 ,os trez trazem na cabea turbante moda egypcia1 com z pontas cadas ao longo das co/as4 ,os mantos e z tunicas empoeirados mo/ram que foi gr&e o p]curso que fiz]am os romeiros4 ,,jo,o resfoleg&o3 ,amigos1 n'e/e sitio ha fresco e lib]dade6 ,,ma!us ,e ficam bem vi/a os muros da cidade444 ,no sei o que adiv9ho6444 ,,jo,o ,ao l>go esse receio6 ,muito mais me entri/ece a nuvem m que veio ,escurec] ao ,me/re o doce olh>444 ,,sim,o ,,p$ra1 com o brao direito sobre o hombro de ,eleaz>1 n'uma intimidade muito amiga3 ,meu c>o1 ,que ju/issimo orgulho eu t5ho1 se comp>o ,o tempo que pass\ a e/e em que hoje e/amos3 ,o v]bo illum9&o a treva e os recamos ,d manto a que se abriga uma ambio enorme2 ,z contorses f9aes d animal dis=me ,que viu a luz no ,horeb ao sopro de ,moyss1 ,roj&o-se af9al v5cido a nossos ps6 ,,eleaz> descr5te1 mas muito timido1 qu]5do occult> o que lhe vae n'alma3 ,e julgas que no t>da em despont> o dia ,to desejado8 ,,sim,o ,,p$ra ,eu86 ,pois quem duvid>a8 --,a d\tr9a d ,me/re como o gro de trigo1 ,que o lavrador dispe no seu t]r5o amigo4 ,que mais cuidados tem o bom d lavrador8 ,no tem nem um cuidado4 ,a t]ra1 em seu labor1 ,se enc>rega de d> ao g]me1 ao simples gro1 ,a =a e o pod] da multiplicao4 ,se o lavrador depois no campo seu repra ,e v brilh> ao sol a refulg5te sera1 ,exclama1 commovido3 ,ab5oada t]ra1 ,que assim tanta bondade e tanto amor enc]ra6 ,,eleaz>1 quasi a m$o3 ,mas se acaso acontece o lavrador morr]4448 ,,sim,o ,,p$ra ,quem passa pela e/rada e att5ta no cresc] ,d risonho trigal1 diz logo1 rev]5te3 ,bemdito quem dispoz na t]ra e/a sem5te6 ,,eleaz>1 depois de gr&e hesitao3 ,escuta1 ,simo ,p$ra3 s furias d ,conselho ,no curv>eis1 talvez1 humildes1 o joelho8444 ,,sim,o ,,p$ra ,nunca6 ,,eleaz> ,nem fugireis8 ,,jo,o que se ergu]a1 rapido e viol5to3 ,n5hum de ns6 ,judas sae de casa de ,simo e vae s5t>-se1 p5sativo1 junto da fonte4 ,bem o viu ,joo3 mas1 dissimul&o1 cont9a a9da mais viol5to1 e1 d&o s palavras uma int5o res]vada3 ,n5hum444 ,dos que tem d ,me/re a patria por commum6 ,posso diz] bem alto1 amigo3 os seus patricios ,nunca ho de vacil> p]ante os sacrificios4 ,se acaso o ,me/re fr levado de v5cida1 ,qualqu] de ns d> por elle a propria vida6 ,quem ha de recus>-se a tal8 ,filippe1 ,&r1 ,?addeu1 ,na?aniel1 ,simo1 ,ma!us1 ,?om1 ,iago1 o publicano1 ou ,simo ,p$ra8--,no6 ,julga-me alguem cov>de1 a mim1 ou a meu irmo8 --,vs pois1 ,eleaz>1 qual seja o nosso int5to4 ,,judas ,no fala/e de mim444 ,,jo,o muito secco e t]m9ante3 ,por mro esquecim5to4 ,e vae p>a junto de ,ma!us1 como p>a evit> maior explicao4 ,,eleaz> ao ouvido de ,simo ,p$ra3 ,p>eceu-me o contr>io444 ,,sim,o ,,p$ra tri/e e confid5cial3 sempre assim co'o ,judas444 ,judas tem qu&o muito tr9ta e dois annos4 um homem em toda a =a da vida1 con=mao mscula1 de virilidade quasi selvagem4 ,e/atura regul>4 ,elle proprio vae diz]-nos d'onde 1 e qual a cr dos seus cabellos naturalm5te revoltos1 curtos e enc>acolados4 ,b>ba c]rada2 plle mor5a4 ,olh> pr(undo e d'inf9ita melancolia1 que de frma notavel contra/a da rudeza d re/o da figura4 ,os d5tes alvos brilham entre os labios v]melhos2 e qu&o irado1 o labio inf]ior que grosso1 s5sual1 e/remece-lhe como o d'um t\ro em circo romano4 uma d'essas creaturas que no sabemos se devam inspir>-nos simpa?ia1 se cons]v> no nosso espirito a ida de repulso que a pr9cipio nos disp]t>am4 ,ge/os angulosos e rigidos2 mos1 braos e peito cabelludos2 &> pesado4 ,voz de tonalidades irregul>es2 extremam5te meiga e c>iciosa na dr1 extremam5te vibrante1 h]culea na cl]a4 ,,judas am>ga1 mas s]5am5te1 depois de t] m$itado por algum tempo3 ,que mal te fiz1 ,joo8 ,*ego a p5s> que e/udas ,z tuas aggresses quelle que te prsa6 ,eu t5ho uma alma branca1 e a consci5cia illsa4 ,de injurias contra mim tu sempre e/s fam9to6 ,que mal te fiz1 ,joo8 ,tu p5sas que no s9to444 7,e cr que muita vez i/o me vem ida7 444 ,t] nascido em ,jud e no na ,galila8 ,s\ culpado de qu8 ,de t] a plle escura8 ,de t] cabello negro8 ,i/o p>a c5sura8 ,,ma!us conciliadr3 ,mas se elle j te disse444 ,,judas ,e eu digo que1 em v]dade1 ,prefiro lealm5te o odio a e/a amizade6 ,e volta aos seus p5sam5tos dom9antes4 ,,m>?a1 assom&o a uma das janellas1 n'uma risad9ha infantil3 ,v9de cei>1 que so horas4 ,no qu]eis8 ,,sim,o ,,p$ra1 aproveit&o a inconsci5te int]v5o de ,m>?a ,nem se duvda6 ,,m>?a ,pois deixae-vos de demoras1 ,alis vae-se a comida6 --,uma ceia improvisada ,mas nem por isso mesqu9ha1 ,podeis crr4 ,,sim,o ,,p$ra ,a cam9hada ,que fizemos foi damn9ha444 ,por aguar o appetite4 ,,m>?a intimativam5te1 retir&o-se da janella3 ,dize que v5ham depressa1 ,porque1 falt&o ao convite1 ,sem vs a ceia comea6 ,,jo,o a ,ma!us e a ,eleaz>1 cont9u&o a conv]sa int]rompida e n'um tom de voz inaudivel p>a ,judas3 ,dizeis que elle hone/o e probo e cr5te1 em summa ,que p>a s] dos bons no falta a coisa alguma444 ,talvez que seja assim como dizeis4 ,no entanto1 ,se p>a o seu olh> o meu olh> levanto444 -- tectrico e sombrio aquelle olh> revsso6 ,p5s&o sempre6 ,em qu8--,amigos1 bem conheo ,que pode s] fatal e/e mi/]io vivo6 ,qualqu] de ns meigo1 alegre e expansivo444 --,quiz]am confi>-lhe a bolsa d d9heiro3 ,no proc$]am bem4 ,,sim,o ,,p$ra que se reunira aos tres1 c>reg&o o semblante3 ,porqu8 ,,jo,o em tom leviano3 ,o embu/eiro ,ap5as retribue a prova de amizade ,ga/&o em seu proveito o que da soci$ade4 ,,sim,o ,,p$ra1 que no p\de reprimir um sobresalto1 torn&o-se a9da mais sev]o3 ,j no te qu]o ouvir nem mais uma palavra6 ,no teu peito leal um s5tim5to lavra ,improprio de quem s6 ,l d5tro direi tudo4 ,depois d que te ouvi1 no posso fic> mudo6 ,,eleaz> conciliador3 ,ento6 ,,ma!us det5do ,simo ,p$ra1 que ia p>a entr> em casa d ,leproso3 ,m5os calor6 ,,jo,o reps1 meigo1 supplicante3 ,oh6 cala-te1 por ,deus6 ,no vs exac]b> ao nosso ,me/re os seus ,desgo/os2 porque1 emfim1 s\ muito leviano444 ,proveio o que me ouvi/e ap5as de um engano444 ,simo ,p$ra1 desculpa6 supplica de ,joo succ$e algum sil5cio3 todos tem o olh> em ,simo ,p$ra1 agu>d&o o des5lace4 ,,sim,o ,,p$ra sorr9do1 af9al1 b5evolo3 ,eu sei que s razoavel4 ,j t9ha como c]ta a confisso l\vavel1 ,que logo surgiria simples ameaa444 ,,jo,o abra&o-o effusivam5te3 ,devemos colloc> ao longe o que a desgraa ,procura intromett] no nosso corao6 ,,ma!us ,o ,me/re que diz bem3 nasce/e d'um trovo1 ,mas t5s d5tro d peito os risos da bonana6 ,,sim,o ,,p$ra ,no voltes a magoal-o4 ,,jo,o ,hei de mud>1 descansa4 ,encam9ha-se p>a casa1 mas ,,sim,o ,,p$ra det5do-o e apont&o p>a ,judas1 que nada ouviu d que se passra3 ,e fala-lhe1 ,joo3 no vs como fic\8 ,,jo,o com bonhoma3 ,judas1 deixa-te d'isso6 ,&a d'ahi6 ,,judas olh&o lealm5te p>a elle e com um sorriso de reconciliado3 ,eu v\4 ,mas fica1 e s os quatro entram p>a casa4 ,judas e/ agora ss9ho1 sempre s5tado junto da fonte1 novam5te imm]so nas suas m$itaes4 ,anoiteceu4 ,o lu> vem romp5do1 illum9&o toda a pasagem e co&o-se pelas folhas d arvor$o4 ,uma paz enorme re9a em todo o quadro4 ,cal>am-se z cotovias1 cal>am-se os rebanhos2 ap5as os ralos se fazem ouvir1 e/ridulos4 ,muito di/ante1 porm1 di/+uem-se os sons mal def9idos de uma melodia3 so os ultimos romeiros1 que veem p>a a fe/a da ,pas*oa tang5do psalt]io1 frauta e p&eiro4 um himno melanclico1 dol5te1 ao pausado compasso da &adura4 ,p\co a p\co os sons def9em-se1 approximam-se4 ,a aragem fresca e p]fumada bal\a docem5te o arvor$o4 ,,judas solta um suspiro1 e ergu5do o olh>1 exp&9do a sua alma3 ,porque motivo1 ,deus1 e/a inju/ia8 ,desegualdade sem razo1 m$onha6 ,uma alma pura1 virg9al1 submissa2 ,outra1 v]t5do em lagrimas peonha6 --,ah6 fatal e pr(undo s5tim5to1 ,que t5s d abismo a attraco e o horror6 s p>a mim dulcissimo torm5to1 ,e s5do um gr&e amor444 no s amor6 ,um desejo voraz1 ard5te1 furia1 ,que a =a da vontade no arranca6 ,tem sonhos de volupia1 de luxuria1 ,com z palpitaes da c>ne branca6 ,trans=ma o ideal em v]dadeiro ,e a m9ha alma timida conduz ,a s$uctor e vago p>adeiro1 ,onde eu e/reito um clo e uns braos ns6 ,no morr]s8 no has de t] um fim1 t5ebrosa e inf]nal tortura1 ,que p>eces viv] d5tro de mim ,a con/ruir a m9ha sepultura8 --,quem te ord5a que leves a maldade ,a faz]-me avanar p>a o impossivel8 ,porque segrdas tu que a ca/idade ,nem sempre pode s] irresi/ivel s s$uces fr5ticas d amor8 ,e porque v5s mo/r>-me1 s5sual1 ,c]ta nudez1 e em todo o seu fulgor ,um monte de oiro junto d'um punhal8 --,como s infame6 ,sim6 ,com viol5cia ,levas m9h'alma fraca aos empurres4 ,e1 como a ,daniel1 a ,consci5cia ,qu]es deit> cova dos lees6 --,oh6 nunca6 ,podes crr que te resi/o6 ,hei de salv> m9h'alma moribunda1 ,arranc>-te de mim1 e1 depois d'i/o1 ,esc>r>-te no corpo1 be/a immunda6 ,e ergue-se de subito2 mas o seu olh> detem-se1 v5do no limi> da porta o vulto de ,m>ia de/ac&o-se no fundo de luz am>elada que vem d int]ior da casa4 ,m>ia1 ao reconhec] ,judas1 p>\ hesitante4 ,sobre o quadril esqu]do traz apoiada uma amphora de grs4 ,tem uns mom5tos d'indeciso4 ,alguma coisa extraord9>ia occulta-se n'aquellas duas almas444 ,depois1 ,m>ia1 como animada de =te resoluo1 encam9ha-se p>a a fonte1 pass&o pela fr5te de ,judas1 natural e s]5a4 ,elle seguiu-a com o olh> e qu$\-se a contemplal-a4 ,m>ia pe a amphora sob a corr5te d'agua1 e esp]a que en*a4 ,os romeiros aproximam-se com o seu tang] plang5te4 ,dir-se-a que uma lagrima resval\ no ro/o de ,judas1 cujo olh> e/ agora fito no *o4 ,mas1 por fim1 com expresso de resignado1 eil-o que se dirige p>a casa1 onde entra a passos l5tos4 ,a amphora transborda4 ,m>ia pe-na sobre o quadril e d alguns passos4 ,p>\3 negro p5sam5to lhe atravessa o espirito2 olha p>a z b&as da cidade com expresso de temor1 como se d'ali podesse vir desgraa p>a algum ente qu]ido444 ,entra depois em casa1 s]5am5te1 fe*&o a porta4 ,os romeiros1 c9co ap5as1 passam na e/rada1 tang5do os seus in/rum5tos1 e vo-se afa/&o1 afa/&o gradualm5te1 os sons sum9do-se p\co a p\co na di/ancia4 ,a lua sobe com l5tido2 paira em todo o quadro a quietao muda da ,natureza adormecida444 ,mas um vulto suspeito e cauteloso deslisa na sombra1 e dir-se-a que esse vulto ,b5jamim4 ,,segunda ,,jornada ,,em #i ,,de ,,nisan ,,segunda ,,jornada ,,em #i ,,de ,,nisan ,e/amos em casa de ,simo de ,be?ania4 ,a casa de entrada ampla4 ,n'uma das p>$es abrem-se z duas janellas t5do ao c5tro a porta2 por ellas vemos o aprazivel sitio j nosso conhecido e a fonte d'onde a agua dimana4 ,na p>$e1 que nos fica direita1 outra janella olha p>a ,j]usalem e p>a a e/rada que cidade conduz2 na da esqu]da1 pequ5a porta com trez degraus d communicao p>a o int]ior4 ,em volta da casa1 a todo o comprim5to das p>$es1 l>go e baixo poial1 onde exi/em em descuidosa promiscuidade v>ios ut5silios da vida dome/ica1 pratos1 amphoras1 onde o e/ilo a9da egypcio se revela2 pequ5os copos de b>ro p9talgados1 alm(adas de velho tecido da ,syria1 p$aos d'e/eira de junco d ,jordo4 ,no di/ante da janella fronteira cidade1 pequ5a meza r$onda c]cada de camilhas d5unca tambem a influ5cia d tricl9io nos co/umes da ,juda4 ,a lampada de cobre1 que d tecto p5de1 tem a9da nos seus quatro bicos os morres que a apagada luz na vesp]a deix>a4 dia cl>o1 fe/ivam5te bello2 o sol d>deja e z cig>ras vibram4 ,no tricl9io trez hom5s e/o deitados3 ,simo ,p$ra1 ,ma!us e o ,leproso4 ,comem vag>osam5te re/os de legumes e peixe secco temp]ados com oleo de oliveira doce1 de que e/iv]a *eio e amplo graal collocado no c5tro da meza4 ,duas infusas junto de ,simo2 p$aos de po lev$o em fr5te de cada comm5sal4 ,no di/ante da porta1 ,judas e/ s5tado no poial1 z p]nas cruzadas sob a tunica1 e t5do nos joelhos um gr&e rlo ab]to onde l att5to z ,sagradas ,escripturas4 ,joo1 no limi> da porta1 sem manto1 a tunica c9tura acon*egada por uma velha corda de l9ho que foi branco1 braos cruzados1--m$ita e lana de qu&o em qu&o olh>es furtivos e p5etrantes1 que prescrutam ,judas4 ,,ma!us ,de ha muito que no como1 e sem lisonja o digo1 ,um po com tal sabor4 ,que saboroso trigo6 ,no a*as8 ,,sim,o ,,p$ra ,fabricado em casa d ,simo444 ,,sim,o ,obrigado4 ,outro copo8 ,,sim,o ,,p$ra ,o v9ho de ,ascalo4 ,conhece-se a di/ancia ap5as pelo aroma4 ,,sim,o ,cont9uam a d>-lhe enorme apreo em ,roma ,p>a onde vo toneis sobre toneis6 ,,ma!us que n'um movim5to de cabea concordra e que beb]a depois d'aspir> o bom p]fume3 ,pud]a6 ,o amor entre os pagos embriaguez prospra4 ,,sim,o apres5t&o outra infusa3 ,temos agora aqui magnifica c]veja4 ,,sim,o ,,p$ra ,de cevada8 ,,sim,o ,no 4 ,,ma!us ,de p]os8 ,,sim,o ,de c]eja ,cultivada em ,ram4 ,com sorriso amigo1 ,simo ,p$ra e ,ma!us e/5dem os copos p>a ,simo que n'elles v]te o nect> rubro e espumante4 ,*eio o seu1 bebem os trez em sil5cio e com recolhim5to4 ,,sim,o ,,p$ra p\s&o o copo onde o olh> p5sativo e/ fix&o3 ,olhae como pr(undo ,e/e segr$o6 ,,ma!us ,qual8 ,,sim,o ,,p$ra ,por um processo immundo1 ,pela f]m5tao1 consegue-se tir> ,da mat]ia um licor to grato ao palad>4 ,,jo,o que p>ecia e/ranho a tudo1 fala emfim1 com o olh> cravado em ,judas1 que cont9a l5do3 ,no acontece o mesmo a tudo que f]m5ta4 ,ha c]tas podrides que g]am peonh5ta ,bebida a que nem ,deus o rude effeito acalma4 ,entr&o pela vi/a1 digirida na alma6 ,e s9to que n'e/a hora a dr que me aniquila ,provem d'esse v55o horrivel que di/ila ,muito p]to de mim com lugubre mi/]io4 ,inutil procur> um doce refrig]io1 ,por que elle semelhante nodoa1 que onde cae ,arr$onda-se1 ala/ra1 afunda-se e no sae6 ,judas ergue p>a elle o olh> inquiridor2 mas ,joo j se retir\ p>a alem da porta e passeia em fr5te d'ella como p>a espairec] os negros p5sam5tos4 ,judas volt\ leitura sempre sil5cioso4 ,,sim,o quasi em segr$o aos seus dois comm5saes3 ,nunca ouvi tal fal> da bca d ,joo4 ,,sim,o ,,p$ra tri/em5te3 ,e o caso que tambem comeo a a*> razo ,a tudo que elle diz4 ,ab&onam o tricl9io reun9do-se junto da proxima janella1 onde conv]sam em voz baixa sem que ,judas possa ouvil-os4 ,,ma!us ,o ,judas1 francam5te1 ,no que hontem se pass\1 deu prova de dem5te1 ,ou de infiel ao ,me/re e c9ico impo/or6 ,,sim,o ,hontem8 ,,ma!us noite4 ,,sim,o ,o qu8 ,dizei-me1 por favor4 ,no sei d que falaes4 ,,ma!us ,pass\-se tudo aqui4 ,durante a ceia4 ,no ouvi/e8 ,,sim,o ,no2 sahi1 ,mas foi por p\co tempo4 ,,sim,o ,,p$ra muito confid5cial3 ,ento eis o motivo444 --,durante toda a noite e/eve p5sativo ,e por mais d'uma vez fugiu-nos conv]sa ,com palavras banaes e frias4 ,to subm]sa ,t9ha em m$itaes a alma1 que n+uem ,deix\ de p]ceb]444 ,,sim,o ,p]cebi eu tambem ,que1 muito mais que outr'ora1 havia no seu ro/o ,a fiel expresso d'um intimo desgo/o4 ,,sim,o ,,p$ra ,m>ia1 aquella hone/a e ba rap>iga1 ,desej&o seguir a usana muito antiga ,no povo d ,s5hor1 a de r5d] um preito ,de s9c]a amizade e natural respeito ,ao viajante illu/re a quem se d gu>ida1 ,abeir\-se da mesa1 e1 muito commovida1 ,d]ram\ sobre o ,me/re um p]fumado ungu5to ,de n>do puro4 ,ento1 infame s5tim5to ,de ,judas se apodra4 ,em vez de praz5teiro ,e alegre como ns1 aquelle companheiro ,reputado fiel1 s tem uma c5sura ,p>a gal>do> a prova de t]nura3 --,melhor fra1 elle diz1 que esse cu/oso n>do ,se tivesse v5dido4 ,eu1 que o d9heiro gu>do1 ,sab]ia gu>d> tambem zelosam5te ,a importancia da v5da a todos p]t5c5te1 ,entreg&o-a depois em meu e vosso nome quelles que teem frio e quelles que teem fome4 ,,sim,o como assombrado3 ,mas isso foi um insulto6 ,e o me/re8 ,,sim,o ,,p$ra ,respondeu ,br&am5te1 como velho co/ume seu4 ,,sim,o ,nem siqu] suspeitaes a causa8 ,,ma!us ,t>de ou c$o1 ,alguem desv5d> por c]to e/e segr$o4 ,e vo-se os trez p>a alem da porta1 onde ficam a9da conv]s&o1 encam9h&o-se por fim p>a mais di/ante4 ,,jo,o t9ha voltado1 e enco/ra-se a uma das camilhas1 obs]v&o sempre ,judas4 ,como no possa cont] o que s5te em si1 aproveita o ensejo de e/> a ss com elle p>a exp&ir-se4 ,comea1 porem1 em tom s]5o1 como procur&o dom9>-se3 ,o que e/s l5do8 ,o assumpto grave1 ao que supponho4 ,rep>o em que lhe ds toda a att5o4 ,,judas ,m$onho6 --,a infamia de ,cam4 ,,jo,o proveitoso1 e muito6 ,feliz co9cid5cia6 ,e eu que t9ha o intuito1 ,no que inda ha p\co ouvi/e em frase rude e *1 ,de fal> d'esse crime o qual desde manh ,tanto me preoccupa4 ,muito ironico3 tua consci5cia ,no pode caus> damno e/a co9cid5cia444 s to s9c]o1 s to leal e virtuoso6444 --,mas devo confess>-te444 ,,judas s]5o e sempre s5tado3 ,o qu8 ,,jo,o ,que e/\ ancioso ,de ha muito por que tu expliques o motivo1 ,que te obrig\ a s] cruel e (f5sivo ,p>a quem te consagra uma affeio frat]na4 ,exalt&o-se p\co a p\co1 mau grado seu3 ,o que possues em ti1 ,judas1 que assim gov]na ,o teu ent5dim5to8 sempre em vo que eu scismo ,no mi/]io que abriu na tua fr5te um abismo ,c]cado de fataes e ns desp5hadeiros1 ,affa/&o-te assim dos nossos companheiros1 ,sem que n5hum pez> l d5tro te remorda4 ,e indic&o a corda com que pr5de a tunica c9tura3 ,somos na unio eguaes a e/a corda1 ,que z e/rigas de l9ho unidas =tem5te ,fiz]am to subtil1 mas que to resi/5te4 ,na slida affeio1 unificados1 somos ,assim como n'um fructo os solid>ios gommos4 --,desfia-se1 porem1 a corda1 ao que p>ece2 ,e julgo v] no fructo um gommo que apodrece444 ,,judas com affectada bonhoma3 ,*imras1 illuses444 ,,jo,o ,talvez4--,mas qu&o p5so ,que o teu pr(undo mal pode torn> imm5so ,o crime1 e que s] depois intempe/ivo ,o arrep5dim5to444 ,em summa1 no me esquivo ,a diz]-te o que t5ho a corro]-me a entranha3 ,nunca simpa?isei comtigo2 no se amanha ,com a tua frieza a ard5cia d meu peito4 por i/o que eu s\ dos ,dse o mais affeito ,a obs]v>-te4 ,,judas ,a mim86 ,,jo,o ,e sabes o que vejo8 ,que t5s uma alma rude e in/9cto malfasejo6 ,,judas ergu5do-se1 vag>oso1 com o rlo nas mos1 f+9do indiff]5a3 ,*imras1 illuses444 ,,jo,o ,talvez4--,mas quem nasceu1 ,t5do z ondas por b]o1 e a cupula d ceu ,por va/o cort9ado2 aquelle que na infancia ,apr5deu a olh> com summa repugnancia ,p>a tudo o que seja immundo1 vil1 t]re/re1 ,muito melhor que tu ha de ent5d] o ,me/re4 ,no podem compreh5del-o os rudes coraes ,selvag5s como o teu6 ,,judas ,*imras1 illuses444 ,,jo,o ,no podes compreh5del-o1 e apez> d'i/o qu]es ,viv] junto de ns6444 s bolsas esmol]es ,supplcas com aspecto humilde uma p>cella ,p'ra o ,me/re6--,na v]dade1 preciosa e bella ,tanta d$icao6 ,provoca o elogo6 --,ah6 julgas que no s9to s vezes1 qu&o espo ,o teu olh> matreiro1 o brilho da av>eza ,a d>-lhe um tom s9i/ro8--,odeias a pobreza6 ,ambicioso e fraco1 &as comnosco ap5as ,como atraz d rebanho os lobos e z hi5as6 ,,judas avan&o p>a elle1 irrompe f9alm5te com um rugido abafado1 o olh> ameaador3 ,joo6 ,,jo,o cruza os braos e s]5o3 ,podes bat]1 amigo6 ,por que esp]as8 ,judas1 arrep5dido d seu primeiro movim5to1 affa/\-se rapido4 ,e ,joo1 agora a9da mais excitado3 ,e *amas illuses6 e v5s *am> *imras ,ao que v]dade na e positiva86--,agora ,que a todos cumpre t] mais =a d que outr'ora2 ,no actual mom5to em que at eu vaclo1 ,pres5t9do que no pod] s] tranquillo ,o futuro d ,me/re e de ns todos1 mudas ,em odio decl>ado essa frieza1 ,judas86 ,que mal te fez1 que affronta1 elle1 que to bondoso8 ,confessa que proveito1 ou que t]rivel goso ,encontras n'essa infamia abjecta6 ,desesp]ado pela indiff]5a app>5te de ,judas3 ,que supplicio6 ,no pod] arranc>-te ao m5os um indicio6 ,no pod] descobrir a causa que assim lva ,o teu c]ebro audaz a trabalh> na trva6 ,ah6 no pod]1 depois d que disse/e aqui1 ,ra*>-te o craneo ao meio1 e entr> d5tro de ti6 ,e s5ta-se1 febril1 n'uma das camilhas4 ,,judas1 que em sil5cio e/iv]a contorc5do z mos n]vosam5te1 diz-lhe emfim com muita irona3 ,e/ bem6 muito bem6 ,ao m5os1 esp]ava ,que s\besses det] a inc&esc5te lava1 ,que todo me queim\1 trans=m&o em c>vo ,a m9ha consci5cia444 embora de ladro4 ,resoluto1 firme1 altivo3 ,v\ deix>-vos6 ,no sei qual seja o meu de/9o2 ,mas isso que te importa8 ,um s] to vip]9o1 ,como eu1 s tem log> no meio da ral1 ,e qu&o e/orva o passo1 affa/a-se co'o p6 ,,jo,o reps1 olha p>a elle bondosam5te e com um sorriso amigo3 ,acalma a excitao1 ,judas4 ,o pr9cipal ,resume-se1 ao pres5te1 em confess>es qual ,a origem d teu odio4 i/o o que eu te peo1 i/o o que eu desejo4 ,,judas n'um brusco impulso de indep5d5cia3 ,isso que no6 ,confesso m9ha consci5cia o que me vae no peito6 ,arranc>-me um segr$o8 ,e julgas t] direito ,de desv5d> em mim reconditos mi/]ios8 ,acalmo a excitao1 mas gu>da os vitup]ios6 --,p$i/e por acaso ao m> em que nasce/e ,que descobrisse o leito8 ,alguma vez desce/e ,a espreit>-lhe a vida1 a revolv]-lhe o fundo8 ,pois o meu corao como elle to pr(undo1 ,que se alguem pret5desse abrir uma passagem1 ,t]ia de morr] subm]so na voragem6 ,joo avanou p>a elle com expresso conciliadora2 ,judas1 porem1 detem-no com um ge/o4 ,depois1 p>ec5do s9c]o1 mas occult&o z suas v]dadeiras int5es3 ,no me p]guntes mais4 ,ao peso da inju/ia ,conseguirei v]g> e/a alma to submissa4 ,*imras1 illuses condemnam-me implacaveis444 ,judas1 vae reunir-te quelles mis]aveis1 ,que vagueiam1 sem rumo1 e que &am =agidos1 ,ergu5do p>a os ceus o olh> e os gemidos444 ,depois qu&o vi] o d]radeiro in/ante1 ,desamp>ado1 n1 febril1 agonisante1 ,revolv5do no p z tuas mos afflictas1 ,em vez de maldies1 tem palavras bemditas1 ,p>a quem desprez\ teu pobre corao1 ,deix&o-o succumbir como se fosse um co6 --,adeus e p>a sempre4 ,com ironia muito conc5trada1 j no limi> da porta3 ,acceita em p5sam5to ,o que d'aqui te envio3 em to cruel mom5to1 ,abraar-te e beij>-te todo o meu desejo ,s9c]o4 ,p>a qu8 pois de que s]ve um beijo ,dado por mim8 ,demais1 meu hlito enxovalha6 --,adeus1 amigo4 ,adeus444 ,adeus1 ,joo4 ,e por entre d5tes1 inaudivel e rancoroso1 sando a porta3 ,canalha6 ,,jo,o fic\ m$it&o1 e depois g5]osam5te1 como fal&o sua propria consci5cia3 ,oh6 fui desapi$ado6 ,a sua voz torn\-se ,to lacrimosa e humilde6 mui de crr que eu fosse ,p$ir ao exag]o o auxilio necess>io ,p>a augm5t> de vulto o crime involunt>io1 ,ou a levi&ade alheia malvadez4 ,pobre ,judas6 ,e vae fugir de ns6 ,talvez ,arra/> pelo mundo uma exi/5cia nua ,de affectos1 desgraada444 ,e no por culpa sua444 porta de casa app>ec]am ,eleaz>1 ,simo ,p$ra1 ,ma!us e ,simo de ,be?ania4 ,,eleaz> indic&o ,joo aos companheiros3 ,eil-o aqui e/6 ,e ns tua esp]a6 ,,sim,o ,,p$ra ,so horas de p>tir p>a a cidade4 ,,jo,o c]cado pelos amigos e j esquecido d que se pass\1 todo o seu p5sam5to entregue ao ,me/re3 ,no deve s] pequ5a a c>avana6 ,,ma!us ,junto d ,me/re1 o povo delib]a ,acompanhal-o4 ,,sim,o ,,p$ra ,o que gr&e imprud5cia6 ,,jo,o ,gr&e imprud5cia86 ,,sim,o ,,p$ra ,os nossos companheiros ,em vo procuram com docilidade ,su/] o passo g5te leviana444 ,,jo,o ,e porqu8 ,no so elles v]dadeiros ,def5sores d ,me/re8 ,,sim,o ,,p$ra ,mas reflecte444 ,,jo,o ,o povo qu] seguir-nos8 ,pois que v5ha6 ,,sim,o ,,p$ra ,mas pode provoc> algum tumulto4 preciso que a d5tro da muralha ,evitemos qualqu] indiscipl9a4 ,,jo,o ,tu que dizes8 ,que p5sam5to occulto ,enc]ram taes palavras8 ,s] crivel ,que te arreceies da imbecil g5talha1 ,que &a a rosn> z suas ameaz ,contra a =a que temos1 inv5civel1 ,ju/iceira e trem5da86 ,,sim,o ,,p$ra ,e porque no8 ,onde possues algemas e mordaz ,p>a cont] z furias imm95tes8 ,pode acaso fugir-se a uma traio8 ,reflecte bem3 devemos s] prud5tes1 ,evit&o que ,hanan t5ha pretexto ,p>a ex]c] emfim uma v+ana1 ,r\b&o ao ,me/re a preciosa vida4 ,,jo,o1 anim&o-se1 *eio de puro en?usiasmo messianico3 ,no t5s portanto uma unica esp]ana ,em v] surgir a aurora promettida8 --,enganas-te6 ,abrigae-vos sob o manto ,d ,pr(eta1 que vamos af9al ,assi/ir ao enorme v5daval1 ,que ha de caus> a todo o mundo espanto6 ,da ,lei no fic> nem uma l9ha1 ,e z p$ras d ,templo ho de cahir6 ,eu antevejo1 amigos1 o porvir1 ,que de in/ante a in/ante se avis9ha6 ,como ces a ulul>1 de toda a p>te ,ho de sar z abom9aes6 ,entre espadas de fogo e maldies1 ,vae tremul> um slido e/&>te6 ,ho de z nuv5s rasg>-se6 ,a voz de ,deus ,ribomb> como um trovo gigante1 ,e o v5to ha de lev> p>a di/ante1 ,onde no haja t]ra1 m>1 ou ceus1 ,z ultimas p>cellas d monturo ,a que *amamos hoje humanidade6 l]ta6 vae rugir a tempe/ade6 --,confia em ,deus6 ,esp]a no futuro6 ,volt&o-se e v5do ,gamaliel1 no pode reprimir a sua surpreza3 ,gamaliel86 ,,gamaliel que p\co antes *egra da cidade1 ouviu todo o fal> de ,joo4 ,traz o ro/o abatido1 o olh> cavo2 dir-se-a portador de uma nova t]rivel4 ,eu proprio4 ,e vejo que *eguei ,a tempo de lembr> que exi/e de uma ,lei ,a rispida crueza1 a inquebrantavel =a1 ,e que por mais que a tua exaltao retora ,o positivo1 elle ha de emfim prevalec]6 ,vs t5des a palavra4 ,hanan tem o pod]4 --,o p]igo enorme4 ,todos rode>am ,gamaliel1 att5tos1 em gr&e anci$ade3 ,ouvide3 ,nicodemo1 ,um homem de honradez e que respeita em e/remo ,o vosso ,me/re1 no me occulta o que se passa ,a d5tro d ,conselho4 ,evite-se a desgraa1 ,faz5do-se abort> o plano v+ador6 ,,todos em sobresalto3 ,um plano86 ,,jo,o ,como86 ,,sim,o ,,p$ra ,dize6 ,,ma!us de gr&e valor ,o que dissres4 ,,jo,o ,sim6 deves diz]-nos tudo6 ,e ac]cam-se d'elle a9da mais3 ,,gamaliel pausada e cu/osam5te3 ,hanan possue no g5ro o seu melhor escudo4 ,se trans=m\ ,kaapha em ,gr&e ,sac]dote1 ,foi p>a t] alguem que cegam5te vote ,na sua op9io4 ,mais d que o g5ro1 alcana ,dos hom5s d ,conselho e/ima e confiana4 ,e cu/&o-lhe a despeg> dos labios z palavras3 ,eis por que hontem noite1 e em sesso secreta1 ,por elles foi votada a morte d ,pr(eta6 ,,sim,o ,,p$ra1 ergu5do z mos aos ceus3 ,o meu pres5tim5to6 ,,ma!us1 convulsam5te3 ,infamia6 ,,jo,o1 n'um grito3 ,cob>dia6 ,,eleaz> ag>r&o ,gamaliel por um pulso3 tempo de calc> aos ps a tiranna6 ,todos1 excepto ,gamaliel1 e/o n]vosos1 irrequietos1 consultam-se1 animam-se1 invectivam ,j]usalem4 ,joo foi janella1 e com os d5tes c]rados1 o brao erguido1 ameaa-a de e/]m9io4 ,,gamaliel ,t5de s]5idade6 ,,jo,o ,oh6 no1 ,gamaliel6 ,,eleaz> ,lib]te-se de vez o re9o d',israel6 ,,gamaliel ,que pod] torn>-se em gr&e m> v]melho1 ,se ,poncio p]filh> o voto d ,conselho6 ,,jo,o ,z espadas de ,roma1 z furias de ,tib]io1 ,inda ho de succumbir a todo o nosso imp]io6 ,o povo ha de grit>1 raivoso1 leon9o1 ,rasg&o a face impura ao despota assass9o6 ,,gamaliel1 procur&o s]5> os animos2 z lagrimas borbulh&o nos olhos e cah9do-lhe pelas b>bas brancas3 ,ouvide-me1 por ,deus6 ,eu t5ho lido tanto ,no livro da exp]i5cia1 amigos1 que de pranto ,a m9ha pobre (f]ta causa alevantada6 ,vs no podeis br&ir a rutilante espada2 ,nem elle1 todo amor1 cons5tiria nunca ,na transfigurao d v]bo em g>ra adunca4 ,p>ti1 pois que preciso app>ec] ao povo1 ,mas fugide a que v5ha um incid5te novo ,aguar ao tiranno o sangu9>io int5to4 ,entrae com desassombro a porta d apos5to ,onde f+e dormir1 sil5cioso1 o crime2 ,acalmae-vos1 porem1 ou elle no reprime ,o seu rancor f]oz6 ,,sim,o ,,p$ra tambem resoluto3 ,seja o que ,deus quiz]6 ,,jo,o ,nem lam9a d'espada1 ou pranto de mulh]1 ,pode esfri> em mim a indignao6 ,,gamaliel ,pi$ade6 ,,eleaz> ,vamos6 ,,ma!us ,j]usalem6 ,,sim,o ,coragem6 ,,jo,o ,na cidade ,havemos de =m> com os nossos companheiros ,possante legio d'impvidos gu]reiros6 ,e vo-se todos tumultu>iam5te1 lev&o comsigo de roldo o velho ,gamaliel4 ,decorridos alguns mom5tos em que a moradia de ,simo fic\ ab&onada1 ,m>ia e ,m>?a veem de fra4 ,m>?a sempre alegre2 a irm sempre absorta em gr&e melancola4 ,ao entr> em casa1 ,m>ia vae logo po/>-se janella1 segu9do com o olh> *eio d'angu/ia os que vo a cam9ho de ,j]usalem4 ,,m>?a ,e uma vez que p>tiram ,p>a a cidade1 af9al1 ,entreguemo-nos agora ,ao que julgo ess5cial3 ,tratemos da nossa casa4 ,,m>ia1 indol5te3 ,esp]a4 ,no t5has pressa444 ,,m>?a que e/ tudo em desordem1 ,e o nosso irmo comea ,d5tro em breve a murmur> ,que n+uem aqui trabalha6444 ,,m>ia ,m>?a1 vae tu repois>1 ,que eu trat>ei d preciso4 ,,m>?a ,no teimes1 que me aproveito ,d teu conselho4 ,,m>ia ,c>eces ,de alguns mom5tos no leito2 ,deves e/> fatigada4 ,,m>?a ,e no te enganas4 ,ergui-me ,ao romp] da madrugada444 ,,m>ia ,e fo/e uma das primeiras ,que se junt>am co'os ,dse ,no ,monte das ,oliveiras1 ,onde pass>am a noite1 ,como co/ume4 ,,m>?a1 abeir&o-se da irm1 muito meiga3 ,e no ficas ,de mal comigo8 ,,m>ia ,porqu8 ,se em nada me prejudicas444 ,e anciosam5te1 v5do ,judas que acab\ d'entr>3 ,o que ha de novo1 ,judas8 ,,judas ,nada sei444 ,,m>?a muito admirada3 ,no quize/e p>tir p>a a cidade8 ,,judas indol5te1 reco/&o-se n'uma das camilhas d tricl9io3 ,como vs1 no p>ti444 pois que fiquei4 ,,m>ia ,e porqu8 ,,judas ,porque o somno que me invade ,exige p>a o corpo algum rep\so4 ,vae alto o ,sol2 de ha muito manife/a ,que brilha no seu ponto mais radioso1 ,e que so horas de dormir a se/a4 ,,m>ia1 sem o fit>1 s]5a3 ,e vaes dormir8 ,,judas c]r&o z palpebras3 ,o ,livro dos ,prov]bios ,alguma coisa diz444 ,quem se julg> ,com pequ5os desgo/os1 exac]be-os ,a dormir1 a dormir444 e a sonh>444 --,se durmo1 p>a onde que foge a vida8 ,p>a fra de mim quem a conduz8 ,encontr> descanso na gu>ida ,p>a onde1 ao apag>-se1 vae a luz8 ,ao desp]t> depois1 quem reac5de ,no c]ebro o fulgor que relampeja8 ,quem que nos d vida ou que a susp5de ,a seu praz]8 ,,m>?a com muita convico3 ,deus444 ,,judas abriu os olhos1 fit\-a1 e depois1 fe*&o-os de novo3 ,talvez que seja4 ,,m>?a surpreza3 ,talvez86 ,muito baix9ho ao ouvido da irm3 ,extranho o ,judas6 ,,judas ,sim1 talvez2 ,porque no julgo prova de crit]io1 ,antes se me affigura ins5satez1 ,explic> um segr$o co'um mi/]io4 ,,m>?a abeir&o-se d'elle1 e pondo-lhe a mo no hombro1 diz com unco1 melodiosam5te3 ,&a a tua alma fugida ,ao bom cam9ho da cr5a444 ,quem foi que d'elle a affa/\ ,e que d5tro em ti deix\ ,uma escurido imm5sa8 ,hontem noite444 7,desculpa ,se acaso te contr>o ,ao fal> agora d'i/o7 ,por todos ns foi mal vi/o1 ,judas1 o teu desv>o4 ,de to mode/a hom5agem ,no era m]ec$or ,aquelle ,me/re sublime ,em cujo ro/o se exprime ,a bondade e o amor8 --,&a a tua alma fugida ,ao bom cam9ho da cr5a4 ,que ,deus de novo a conduza ,e o brilho reproduza ,na tua alma1 treva imm5sa6 ,judas fica immovel e sil5cioso4 ,m>?a1 satisfeita1 julg&o havel-o conv5cido1 diz ento baix9ho irm3 ,no responde4 ,pode s] ,que facilm5te consigas ,descobrir toda a v]dade4 ,,m>ia1 qu]5do esquiv>-se3 ,eu8 ,,m>?a ,com palavras amigas ,int]roga-o1 porque1 em summa1 ,cu/a v] n'um corao1 ,que dev]ia s] meigo1 ,semelhante +ratido4 ,e vae-se p>a o int]ior da casa a recl9>-se no seu leito p]fumado4 ,judas e ,m>ia ficam a ss2 ,judas1 com z palpebras semi-c]radas1 obs]va-a4 ,,m>ia cons]va-se indecisa por algum tempo2 mas depois1 como respond5do a si propria3 mais prud5te444 ,e dirige-se p>a a porta por onde a irm sau3 ,,judas ergu5do o corpo sobre o cotovello3 ,m>ia1 ,p>eces que vaes fug9do444 ,,m>ia baix&o o olh>3 ,p>a no te incommod>1 ,qu&o e/iv]es dorm9do4 ,e retira-se tambem1 fe*&o a porta ca/am5te3 ,,judas ergue-se de *(re e avana como p>a seguil-a2 mas detem-se1 p]plexo4 ,depois1 desal5tado1 s5ta-se n'um dos degraus da porta por onde ,m>ia sau1 a cabea entre z mos1 os cotovellos f9cados nos joelhos4 ,ao cabo de longo m$it>1 solta br&am5te a sua voz3 i/o mesmo1 i/o3 o effeito vem da causa444 ,pois qu&o ao seu trabalho alguem ord5a pausa1 ,logo t]m9a o effeito4 i/o mesmo1 sim4 ,provem e/e rancor1 que ella s5te por mim1 ,da paixo que lhe inspira o ro/o1 o olh>1 a fala1 ,d ente extraord9>io a que n5hum se eguala1 ,conjuncto s+ul> de tudo o que ha p]feito4 ,portanto elle a causa1 e o rancr o effeito6 --,oh6 que hei de supprimil-o1 esmag&o-o de todo1 ,a9da que me s9ta a resval> no lodo6 ,e ergu5do-se1 impetuoso3 ,e tu1 ,consci5cia1 no me opponhas emb>aos6 ,qu&o o trovo ribomba altivo nos espaos1 ,acoita-se a trem] a aguia no seu n9ho6 ,vae-te6 vae p>a longe6 ,eu qu]o e/> ss9ho6 --444 ,mas quem me diz no s] e/e s9i/ro plano ,impr(icuo1 ou ento summam5te leviano6 ,se elle fugir morte1 ao e/]tor f9al1 ,por um processo occulto e sobr5atural1 ,contra mim lanar todo o furor d ceu1 ,elle ha de s] juiz e eu hei de s] o ru6 ,com a alma a contorc]-se n'um supplicio3 ,se eu visse e/a mulh] entregue ao frio atroz1 ,o craneo sem t] luz1 a bca sem t] voz1 ,deus1 ento>ia1 agradecido a ti1 ,uma co igual aos psalmos de ,david1 ,trans=m&o o meu peito em gr&e tab]naculo6 --,mas vive3 ha de s] m9ha6 ,hei de v5c] o ob/aculo6 ,p5sa longam5te1 em gr&e ab/raco de tudo o que o c]ca1 com um sorriso malevolo1 anim&o-se3 ,e se1 como se diz1 elle no fr div9o8 ,se ob$ec]1 como eu1 =a d de/9o8444 --,sim6 sim6 ,tudo consi/e ap5as no convulso ,e possante vigor d'um corajoso pulso6 ,alguem o e/ ouv9do sem s] vi/o3 ,b5jamim e ,josu4 ,cautelosam5te1 ,b5jamim entr\ em casa pela porta ab]ta e vae approxim&o-se de ,judas1 relance&o o olh> desconfiado2 ,josu empurr\ o bat5te d'uma das janellas1 e pela p>te de fra obs]va4 ,judas1 porem1 cont9a1 agora acob>dado3 ,assass9al-o6444 ,no6 ,vago t]ror me opprime4 ,e como pod]ei mat>1 sem v] o crime8 ,arm&o um brao vil8 compr&o uma consci5cia8 p\co1 muito p\co444 e tudo6--,que dem5cia6 ,quem pod] sab] onde reside a fra1 ,que t5ha peito humano e g>ras de pantra8 ,desvairado2 os braos agit&o-se1 convulsos2 os cantos da bca espum&o3 --,vomta1 gr&e ,t]ra1 essa entidade e/ranha1 ,que vive sil5ciosa em tua negra entranha1 ,que pura como o fogo1 immunda qual f>rapo1 ,enorme como ,deus1 mesqu9ha como um sapo6 ,g5io amante d crime e virtude adv]so1 ,que mora num covil444 e zomba d ,univ]so6 ,eu qu]o conhec] o amigo dos devassos3 ,expele-o d teu v5tre e arroja-o nos meu braos6 ,com gr&e desanimo3 ,nem elle me protege6 ,e eu preciso1 emfim1 ,d'um s] ba/ante infame6 ,,b5jamim com muita humildade3 ,aqui me t5s1 a mim444 ,,judas volt&o-se1 rapido1 e ag>r&o-o brutalm5te pela nuca3 ,quem s tu8 ,,b5jamim av]gado1 mas sempre humilde3 ,s\ alguem que te escutava4 ,o tempo1 como vs1 no desp]dio444 ,no p]guntes quem s\4 ,aqui me t5s1 ,amigo1 ao teu s]vio4 ,,judas sem o l>g>3 ,ignoro quem tu sejas1 mas se acaso ,divulg> o meu odio t5cionas1 ,juro que em curto praso ,no fio de uma lam9a ab&onas ,co'o meu segr$o a vida6 ,,b5jamim amigavelm5te1 em c5sura c>9hosa3 ,cala a bca6 ,no blasfemes de coisas respeitaveis4 ,v5ho faz] propo/as acceitaveis1 ,diz] tudo o que s9to1 ,e s respondes co'uma furia l\ca6 ,se me has de receb] com effuso1 ,a*&o em mim o teu melhor amigo1 ,alevantas a mo1 ,ameaador como um gu]reiro antigo6 s] +rato6 ,,judas l>g&o-lhe a nuca1 mas ag>r&o-lhe logo um brao3 ,dize-me o que sabes6 ,,b5jamim s9c]am5te3 ,ora6 sei que a tua alma se abalana1 ,depois d que h\ve aqui hontem noite1 ,a seguir o cam9ho da v+ana4 ,naturalm5te1 s5tes-te (f5dido ,co'a respo/a que teve o teu rep>o ,to ju/o e m]ecido444 ,,judas como comsigo1 satisfeito3 ,portanto1 ignora444 ,,b5jamim i/o amigo8 ,,judas1 rapido3 isso6 ,,b5jamim explic&o3 ,eu hontem ouvi tudo junto porta444 --,m&a1 que eu te ob$eo4 ,aqui me t5s1 ,humilde1 ao teu s]vio4 ,,judas fic\ hesitante1 t5do l>gado ,b5jamim1 que foi troc> signaes com ,josu4 ,mas se eu no sei444 ,,b5jamim agora s5hor de si3 ,no sabes8 ,pois sei eu4 ,o ,me/re s] morto1 em p\cos dias2 ,dep5de s de ti1 fica sab5do6 ,,judas n]vosam5te3 ,que dizes1 f>iseu8 ,,b5jamim imp]ioso1 rapido1 monotono1 quasi ao ouvido de ,judas1 que p>ece devor>-lhe z palavras3 ,ouve3 trem5do ,o odio que lhe tem todo o ,conselho1 ,o qual procura o in/ante mais propicio ,de pr em ex]cicio ,o plano da priso1 d julgam5to444 ,,judas ,e da morte8 ,,b5jamim ,e da morte6 ,o que1 porem1 ,no actual mom5to ,ao sac]dote ,hanan muito convem pr5del-o em segr$o1 noite1 em sitio obscuro4 ,hanan tem m$o ,de que o povo alevante alguns prote/os444 prud5cia con=me1 ,assim proc$]4 ,,judas animado1 satisfeito3 ,dize-me ento444 ,,b5jamim urg5te sab] onde elle dorme4 ,tu sabes com c]teza6 ,,judas hesit&o1 vagam5te acob>dado3 ,mas444 ,,b5jamim ,o qu8 ,no qu]es a v+ana1 ,judas8 ,,judas ,qu]o444 ,,b5jamim ,n'esse caso1 aproveita o bello ensejo1 ,que outro no t5s melhor4 ,s5do s9c]o ,e gr&e1 como julgo1 o teu desejo1 ,no deves recus> o que proponho4 --,ouvi/e8 ,muito bem6 ,reflecte agora1 ,e/e sitio no muito seguro444 ,agu>do te l fra6 ,vae-se2 ,josu segue-o1 e os dois desapp>ecem4 ,,judas fic\ p]plexo a9da1 como m$9do a gravidade da propo/a4 ,mas depois3 ,de que s]ve hesit>1 se me apres5tam ,como satisfaz] o meu anceio8 ,ba/a que eu seja um cumplice d',hanan1 ,um traidor simplesm5te444 ,nada mais444 ,com rude franqueza3 --,na mo direita a ,infamia1 ,a ,consci5cia na esqu]da4 ,eu de p]meio6 ,com funda ironia3 ,a s5t5a fixei3 ,no saiba a esqu]da o que pratca a irm4 --,no sab]1 que eu nada lhe direi6 ,vae sair1 mas a porta que d communicao p>a o int]ior da casa abre-se1 e ,m>ia app>ece no cimo dos degraus4 ,judas qu$\-se4 ,,m>ia que no limi> da porta ficra tambem indecisa3 ,julguei ouvir fal>444 ,,judas ,aqui8 ,foi puro engano4 ,e not&o um movim5to esquivo de ,m>ia3 ,retiras-te de novo8 ,eu fao qualqu] damno ,com a m9ha pres5a8 ,,m>ia condesc5d5te3 ,oh6 no444 ,,judas c>icioso3 ,deixa-te pois ,fic> junto de mim1 que facilm5te os dois ,t]emos na conv]sa um passatempo4 ,fica4 ,e m5talm5te3 ,vejamos se o que diz me excita ou pacifca4 ,ha um gr&e sil5cio4 ,m>ia desceu mansam5te e fic\ de p junto d primeiro degrau1 o olh> sempre absorto1 os braos in]tes ao longo d corpo4 ,judas volt\ p>a o tricl9io1 e de braos cruzados obs]va-a1 app>5t&o a maxima s]5idade4 ,l fra1 o ,sol illum9a =tem5te a paisagem2 o calor primav]il irrada por toda a p>te2 ouve-se nitidam5te o murmurio da agua2 z vibraes das cig>ras so cada vez mais int5sas e e/ridulas2 ha segr$os d'amor nos n9hos proximos444 ,,judas ,em que p5sas1 ,m>ia8 ,o teu =moso olh>1 ,que era d'antes to meigo e calmo como o lu>1 ,ha tempos que d]rama um brilho vago1 inc]to1 ,e em nuv5s de tri/eza agora &a encob]to4 ,,m>ia com simplicidade1 avan&o um p\co3 ,por vezes1 sem qu]]1 entregue dr imm5sa ,que me aniquilla1 t5ho a tudo indiff]5a4 ,ao passo que me opprime e/e cruel receio ,de vr b>afu/> o nosso ,me/re em meio ,dos inimigos seus1 mais frio d que a neve ,se torna o meu olh>4 ,,judas trvam5te3 ,deve s] isso1 deve444 ,e depois de algum sil5cio1 ironico3 ,co/umado a subir nos e/os d'esse amor ,aos mundos d ,ideal1 o c&ido fulgor ,trans=ma-se em desdem1 e ap5as se desc]ra ,p]ante a mesqu9hez que roja pela t]ra6 ,o olh> bem fito n'ella1 anim&o-se3 ,assim como um punhal de rija temp'ra e agudo1 ,esse olh> desd5hoso1 au/]o1 vago1 mudo1 ,brilha s9i/ram5te e vem car direito ,n'e/e pequ5o espao1 o espao d meu peito6 ,n'um arranco d'alma3 ,em v]dade te digo1 mulh] altaneira1 ,quizesse ,deus m&>-te aos olhos a cegueira1 ,j que d'alma s to cga aos prantos de quem te ama1 ,que olhas p>a esse alguem1 como se fosse lama6 ,cresc5do em furia3 ,desde hontem que eu desejo e/> comtigo a ss ,p>a que emfim t]m9e e/e supplicio atroz6 ,d meu peito o rugir no sabe em que se esconda1 ,e vae sar de mim1 como em torpel a onda1 ,tudo o que hei suffocado1 e tudo o que hei s(frido6 --,escuta-me1 mulh]1 apura o teu s5tido1 ,e deixa de cuid> n'essa paixo agora1 ,que maior a paixo que todo me devora6 ,m>ia vae respond]2 elle porm1 det5do-a com um ge/o3 ,eu sei6 ,conheo a frase2 escusas de fal>3 puro o teu amor1 no amor vulg>444 ,mas v que1 se elle abriu em ti essa f]ida1 ,no c5tro da m9ha alma em sangue e dolorda ,exi/e uma paixo tambem que me env55a1 ,pod5do s] mortal1 assim como a gangr5a444 ,em fr5te d'ella1 com a mo sobre o peito1 contorc5do fr5etico a r\pagem3 ,ah6 no supremo arranco um peito esfacelado ,como e/e1 no receia o que haja mais sagrado1 ,e julga-se capaz1 co'o seu valor enorme1 ,de luct> e v5c] o ente mais dis=me1 ,t]rivel como ,deus1 gigante como ,ado1 ,possu9do na voz z frases d trovo6 ,e porque s9to aqui z contorses f9aes1 ,esp&o francam5te z mculas brutaes1 ,que viv]am sem luz n'um mundo subt]raneo3 ,os mon/ros d meu peito e os v]mes d meu craneo6 ,gr&e e sob]bo1 de braos ab]tos1 espra4 ,,m>ia que no se moveu1 s]5am5te3 ,s\ fraca1 s\ mulh]1 e sei no que te escudas2 ,confesso-te1 porm3 causas-me tdio1 ,judas4 ,,judas n'um rugido3 ,m>ia6 ,,m>ia sempre immovel3 ,com franqueza1 eu disse-te por vezes3 ,em ca/idade egual s innoc5tes rezes ,no ,templo d ,s5hor dadas em sacrificio1 ,t5ho por goso inf9do1 ao amor viv] propicio1 ,d$ic> quelle ente em que a virtude brilha ,acrisolado amor1 amor444 como de filha4 ,na t]ra nada mais preciso que uma coisa3 ,a ,cr5a4 ,enlevada1 com o olh> erguido1 z mos sobre o peito virg9al3 ,o meu amor longe d'aqui repoisa1 ,e/rella que no teme z nuv5s tempe/uosas4 ,br&o como o dormir das aguas sil5ciosas1 ,vago como o mi/]io enorme d futuro1 ,meigo como um sorriso1 e como o orvalho puro1 ,nos espaos d azul vive risonho e in]me4 ,a e/rella sempre e/rella444 ,desc5do o olh> p>a ,judas3 e o v]me sempre v]me4 ,,judas com z mos encrespadas1 os labios trem5tes3 vil mulh]1 que t5s desprezo pelo amor1 ,fug9do gr&e lei d gr&e ,creador1 ,que elle n'esse teu corpo z maldies conc5tre ,p>a torn> assim fecundo o e/ril v5tre6 ,,m>ia sem se p]turb>3 ,enl\quece/e6 ,,judas cando em si1 fica por mom5tos sil5cioso4 ,depois1 com o ro/o dolorido1 n'um queixume3 ,mas se eu nunca fui amado6 ,assim como o t]r5o a que no *ega o arado1 ,semelhante em mudez s p$ras d cam9ho1 ,era o meu corao4 ,via-me to ss9ho1 ,que1 por vezes1 crav&o o meu olh> nos ceus1 ,int]rogava o ,espao1 int]rogava ,deus1 ,procurava arranc> s trevas o motivo ,de hav] d5tro de mim um morto1 e/&o eu vivo4 ,com a voz muito qu5te1 repassada de amor1 s5sual1 o olh> hmido1 como reve/9do ,m>ia com um manto de beijos1 z mos ge/icul&o em curvas graciosas1 languidas3 ,mas desde que no teu o meu olh> depuz1 ,enx]guei o brilh> d'uma div9a luz ,na imm5sa escurido d'e/e viv] am>go ,e s5ti-me surgir d fundo d le?>go4 ,fosse p>a onde fosse1 eu via a tua imagem1 ,adorada ,m>ia1 envolta na r\pagem ,to alva como o arm9ho1 immaculada e hone/a3 ,no prado sorrid5te1 em meio da flore/a1 ,sobre os ro*$os ns s vagas sobranceiros1 ,no horisonte sem fim1 no dorso dos oiteiros444 ,por toda a p>te1 em summa6--,adoro-te1 ,m>ia6 ,no cam9ho da vida o teu olh> me guia444 ,vem d> uma esp]ana ao pobre corao ,que vive p>a ti1 que te p]t5ce444 ,,m>ia com ligeiro movim5to de cabea3 ,no4 ,,judas promptam5te trans=mado1 n'um arranco furioso3 ,oh6 que negra palavra1 am>ga como fel6 ,,m>ia com a voz tranquilla3 d\tr9a d ,me/re444 ,,judas int]romp5do-a com uma risada f]oz3 ,o ,me/re6444 ,,m>ia 444 s infiel4 ,abrigas1 por teu mal1 um s5tim5to ign>o ,d que seja o dev]1 e que se torna av>o1 ,cubioso1 traidor1 mis]rimo1 egoi/a6 ,no podes resi/ir-lhe8 bem que eu te resi/a6 ,se no qu]es viv] d amor pela virtude1 ,se pureza rebelde essa tua alma rude1 ,ento que ao sacrificio eu seja quem te exhorte3 ,foge p>a di/ante1 ou foge p>a a ,morte4 ,,judas alluc9ado1 avan&o p>a ella3 ,escuso de ouvir mais4 ,no qu]o ouvir-te6 ,cala6 ,fica sab5do pois que i/o que me avassala1 ,o que por fim se esp&e e que ha de s] fune/o1 ,nunca foi d amor um s5tim5to hone/o6 ,,m>ia lev&o in/9ctivam5te z mos aos seios3 ,maldito sejas tu1 se acaso me toc>es6 ,,judas com os olhos *ammejantes1 z mos trmulas1 os passos rigidos1 ag>r&o-a3 ,que importam maldies inuteis e vulg>es8 ,os ca/igos de ,deus1 ,deus sobre mim desabe-os1 ,mas que eu s9ta1 mulh]1 o aroma dos teus labios6 ,e t5ta beijal-a1 s(frego3 ,,m>ia evit&o-lhe os beijos3 ,oh6 deixa-me1 brutal demonio da luxuria6 ,,judas arra/&o-a p>a o tricl9io3 ,*ama/e muito bem m9ha ard5te furia1 ,como o fogo voraz1 cruel e de%umana1 ,que a ,eva p]v]teu1 e macul\ ,suzanna4 ,,m>ia com a voz e/rangulada1 luct&o3 ,soccorro6 ,eleaz>6 ,,judas pondo-lhe a mo na bca3 ,oh6 cala-te6 ,,m>ia j sem =z3 ,meu ,deus6 ,,judas a*eg&o-a ao peito1 lbrico1 antegos&o a posse3 ,ah6 como so g5tis assim os olhos teus6 ,como rosada e f9a a tua debil mo6 ,vaes s] m9ha1 af9al6 ,ap]ta-a mais contra si2 mas de subito1 not&o-lhe a immobilidade1 ab&ona-a2 e v5do o corpo de ,m>ia car in]te sobre uma das camilhas1 diz n'um murmurio de desesp]o3 ,desfallecida86444 ,um p5sam5to h$iondo atravessa o c]ebro de ,judas2 os olhos inquirem em volta4 ,e/o bem a ss1 no ha duvida444 ,sob irresi/ivel attraco1 com o olh> lascivo desnuda-a2 ergue-lhe em peso o corpo1 ap]ta-o contra si444 ,mas de subito1 como accord&o1 como se a voz da ,natureza lhe dsse um grito na alma3 ,no66 ,e tomado de horror por si proprio1 foge1 corr5do como doido atravez dos campos1 deix&o o corpo de ,m>ia inanimado1 mas ca/o e puro como um lirio d',issa*>444 ,,t]ceira ,,jornada ,,em #ac ,,de ,,nisan ,,t]ceira ,,jornada ,,em #ac ,,de ,,nisan ,na quadra pr9cipal da ,torre ,antonia1 moradia d procurador ,poncio ,pilado1 tudo sil5cioso1 embora a noite s agora acabe de tomb>4 ,ass5ta o elevado tecto em dez columnas no di/antes das p>$es2 de mosaico branco e preto o *o m>moreo4 ,duas portas fronteiras communicam1 uma p>a os apos5tos de ,claudia e ,poncio1 outra p>a z div]sas dep5d5cias da ,torre4 ,n'uma das p>$es abre-se amplam5te1 a*egado um p\co p>a o angulo1 um arco de elegante curvatura1 que d p>a um t]rao resgu>dado de =mosa balau/rada4 ,comprida escad>ia d'ali conduz ao &> inf]ior e ao ve/ibulo4 ,no c5tro geometrico da quadra1 ergue-se um bu/o de gu]reiro3 de m>more branco o p$e/al2 de roseo o bu/o1 em cuja base lmos1 em c>act]es romanos esculpida1 a leg5da3 ,tib]ius ,claudius ,n]o1 ,imp4 ,das portas ha p5d5tes repo/eiros de azul e oiro4 da mesma faz5da o repo/eiro que e/ orn&o o arco e repuxado junto ao angulo4 ,fit&o ns o bu/o de ,tib]io1 temos sobre a direita l>ga meza de citrus1 onde ardem n'um bronzeo c&alabro trez vellas de cra e pez2 e p]to d'ella vemos uma cadeira d'e/(ado1 de braos longos1 co/as amplas e recurvas2 nossa esqu]da1 p]to das columnas1 coxim de bronze com embutidos de t>t>uga e trez alm(adas de lavor riquissimo2 no di/ante1 no *o1 e/ e/5dida gr&e pelle de leo d ,atlas4 ,um arm>io de bano macisso alonga-se na p>$e junto ao arco e sobre elle se o/5ta graciosa clepsydra de bronze1 onde um ros aponta com a fl*a a escala das horas que decorrem4 ,entre z columnas1 p5dem das p>$es1 panoplias de c\raz1 capacetes1 escudos e adagas4 ,enco/ado ao p$e/al d bu/o de ,tib]io1 o pilo de oiro c9zelado4 ,ha um mi/o de indecisa luz em toda a quadra3 am>ellada a que z vellas esp>gem fr\xam5te1 cr de prata a que o *o d t]rao re5via e que a ,lua d]rama das alturas4 ,a cidade dormita l em baixo2 e o lu>1 banh&o z cas>z1 dir-se-a illum9> uma necropole4 ,no coxim d t]rao e/ ,claudia recl9ada4 ,a tunica de l2 escura e longa a e/la4 ,tem os braos cob]tos pelas mangas da segunda tunica1 e branca a fa*a que os cabellos lhe pr5de em los br&os4 ,p]to de ,claudia a sua escrava ,g$a4 ,ambas p]correm com o olh> cado o por demais conhecido panorama4 ,,claudia solta emfim um suspiro4 ,dorme tudo na cidade4 ,que sil5cio e que tri/eza6444 ,,g$a ,t5s ento gr&e sadade ,de ,roma8 ,,claudia ,sim4 ,dizes bem3 sadade e/a am>gura1 ,pois outro nome no tem ,o que s9to na ,juda ,onde ,poncio me exil\4 --,que horas podem s]8 ,v l4 ,,g$a vae ligeira ao c&alabro2 d'elle tira uma vella e dirige-se clpsydra4 ,repe depois no seu log> a vella1 e volt&o p>a junto de ,claudia3 ,salvo engano1 gottej\ ,a segunda hora de prima444 ,,claudia ,por ,saturno1 muito c$o1 ,pois no 8 ,,g$a ,tambem eu cria ,s] mais t>de4 ,,claudia boceja l>gam5te4 ,agora1 em ,roma1 ,ouve-se a9da a folia ,da multido buliosa1 ,que de toda a p>te assoma1 ,solt&o ao v5to a h>mona ,da sua voz descuidosa444 ,vem ,poncio1 taciturno1 e p>a a meza se encam9ha1 traz5do na mo direita um escripto em papyro4 homem d'e/atura mais d que regul>1 e de idade viril4 ,ro/o livre de pellos2 o n>iz aquil9o2 bca breve1 olhos negros e vivos2 curto cabello em curvas de frisados1 te/a l>ga onde z rugas bem se ageitam4 ,alva a tunica e alvo o manto f>to2 s&alhas am>ellas2 mos c>nudas4 ,s5t\-se junto da meza1 e o papyro consulta4 ,,claudia indol5te1 p>a ,g$a3 ,ali t5s quem me tr\xe p>a o exilio6 ,se no dormem ,pluto nem ,pros]p9a1 ,ho de c$o *amal-o ao domicilio ,onde cem z victimas da ,morte6 ,muito ironica3 ,que inspirao div9a ,eu tive ao escolh] e/e consorte6 ,com um ge/o ord5a a ,g$a que se retire4 ,ergue-se d coxim1 e adiant&o-se p>a ,poncio1 que no a viu3 ,que novas trazes1 ,poncio8 ,,poncio sem se volt>1 cont9u&o a lr3 de ,tib]io ,foi-me enviado e/e papyro honroso4 ,,claudia em sobresalto infantil3 ,o qu86 ,novas de ,roma8 ,,poncio ,o gr&e imp]io ,cont9a radiante e v5turoso4 ,foi porm necess>io reprimir1 ,no pr9cipio d anno1 ,c]ta conspirao que fra urdida ,pelos amigos d traidor ,sejano4 ,a m5sagem t]m9a ,aconselh&o a que use da viol5cia4 ,e l pausadam5te1 acc5tu&o muito z palavras3 ,apr5de em mim como o pod] se eleva ,e como se elim9a ,todo aquelle que t5ha a impud5cia ,de att5t> contra a posse d'e/e manto4 ,faze como eu tambem3 ,reprime a todo o cu/o a rebeldia4 ,talvez no ,templo se conspire4 ,emquanto ,mo/res sab$oria1 ,espirito s5sato1 =te e agudo1 ,podes cont> comigo4 ,recomm5da a ,claudia1 ,poncio amigo4 ,por ,jove1 te sad4 ,pe de p>te o papyro e recl9a a fronte na mo4 ,,claudia que em sil5cio ficra appre5siva3 ,o que vaes respond]8 ,,poncio sem se mov]3 ,j respondi4 ,,claudia apoi&o-se nas co/as da cadeira por detraz d'elle3 ,p]maneces8 ,,poncio ,dec]to1 pois me cumpre4 ,na p]na esqu]da sobrepe a direita1 faz5do-a oscill> por longo tempo4 ,,claudia no pod5do cont] a intima revolta3 ,bella esp]ana6 ,hei de viv] aqui1 ,segundo me p>ece1 et]nam5te6 --,cas\ ,v5us com ,m>te e foi o ,amor ,o que nasceu da conhecida unio2 ,casei comtigo1 audaz procurador1 ,a pr9cipio amoroso1 bom1 cortez444 ,o que nasceu1 por fim1 d'e/e consorcio8 ,nasceu a ,insipidez6 ,,poncio enrug&o a te/a e sem olh> p>a ,claudia3 ,pela div9a ,isis que e/s l\ca1 ,ou requ9tas de vras em maldade6 ,,claudia ,talvez seja melhor ,no desp]t> d ,nilo a div9dade6 --,n'e/es ultimos annos t5ho sido ,v]dadeiro modelo de matrona444 ,sabes que ambiciona ,a m9ha alma fugir a tal de/]ro1 ,e no qu]es p$ir a demisso6 ,imag9as talvez s] e/e o meio ,de g>antir a m9ha hone/idade8 ,pois olha1 e/s em erro6 ,no me curvo a presses to aviltantes4 ,se no fr satisfeito o meu desejo1 ,p]d]ei todo o pejo444 --,inda possuo algum1 valha a v]dade6-- ,e p>a me v+> bem cruelm5te ,s]ei mais leviana d que d'antes6 ,,poncio que se voltra1 enc>&o n'ella1 e em tom suasorio3 ,tu no vs que deix>mos a ,juda ,no s]ia prud5te8 ,tib]io p>a ns inexc$ivel ,em att5es1 e d-me como prmio ,a confiana4 ,ba/>ia a ida ,da m9ha demisso1 p>a de vez ,nos expuls> d resumido grmio ,dos seus affeioados1 e talvez ,depois se trans=masse em v+ador444 --,p$e outra coisa1 ,claudia2 nunca pez ,o que julgo ins5sato4 ,somos gr&es aqui2 n5hum valor ,t]iamos na crte4 ,no te esquez ,da sorte de ,coponio1 ,rufo e ,grato1 ,ao volt>em a ,roma4 ,p$e outra coisa1 ,claudia1 que por c]to ,has de s] att5dida4 ,no me digas1 porm1 que v troc> ,aquillo que seguro pelo inc]to4 ,,claudia n'uma espanso de franqueza em que o desdem transp>ece3 ,mas que m'importa1 a mim1 o teu log>1 ,se eu desejo viv] onde se viva8 ,em ,roma1 na cidade port5tosa1 ,onde qualqu] escrava mais altiva ,que uma nobre juda virtuosa6 ,onde ,gelanio1 o deus das g>galhadas1 ,des9fecta z emmanaes palu/res ,da tri/eza6 onde z p$ras das caladas ,falam at de tradies illu/res6 ,qu]o fugir d'e/e mortal supplicio ,p>a onde o meu s] se esp&a e vibre2 ,p>ticip> no s$uctor bulicio1 ,e v] t>de o ,sol beij> o ,tibre6 ,assi/ir como outr'ora aos fe/ivaes ,no gr&e circo onde o valor impra2 ,vr a?letas sangu9eos1 triunfaes ,e ouvir os rugidos d'uma fra6 ,beb] o doce v9ho de ,fal]no1 ,s] cortez1 de novo rir e am>444 ,dem-me vida longe d'e/e ,av]no1 ,e que m'importa1 a mim1 o teu log>6 ,,poncio resoluto1 imp]ioso1 deix&o car na meza a mo espalmada3 ,o que uma vez escrevo1 escripto fica6 ,depois1 mais br&o3 ,no fugirei s ord5s de ,tib]io4 ,de mais1 coisa n5huma ju/ifica ,em solidas razes o que me pdes4 ,e volta primitiva posio4 ,,claudia decorridos alguns in/antes1 refre&o a cl]a3 ,disse/e8 ,,poncio indiff]5te3 ,disse4 ,,claudia caso firme e ass5te ,p]manec]8 ,,poncio ,que dvida6 ,,claudia ,no cdes ,nem aos meus rogos8 ,,poncio ,no4 ,,claudia muito a srio3 s imprud5te444 --,sabes que fui amante de ,tib]io8 ,,poncio bambole&o a p]na e sem mud> de expresso3 ,t5ho ouvido diz]4 ,,claudia ,no desconheces ,que se meigo1 tambem v+ativo ,o meu c>act]4 ,pois talvez um dia ,desapp>ea o teu fal> altivo4 ,tib]io1 com c]teza1 ,muito embora j t5ha algumas cans1 ,ha de a9da lembr>-se da belleza ,das suas cortezs444 ,,poncio franz9do lvem5te o sobr'olho3 ,no compreh5do bem4 ,com isso tudo ,o que v5s a diz]8 ,,claudia sorr9do1 palaciana e mi/]iosa3 ,que te sad444 ,e recolhe em sil5cio aos seus apos5tos1 deix&o tomb> atraz de si z prgas d repo/eiro4 ,poncio fic\ ss9ho1 m$it&o4 ,logo app>ece no t]rao o ,o/i>io que veio d &> t]reo pela escada ext]ior4 ,o ,,o/i>io ,poncio1 recebes agora8 ,,poncio ergu5do-se3 ,e quem que me procura8 ,o ,,o/i>io ,o sac]dote judeu ,hanan4 ,,poncio surprezo1 como comsigo3 ,hanan procur>-me ,na ,torre ,antonia1 a e/a hora8 --,o/i>io1 succ$eu ,alguma coisa8444 ,o ,,o/i>io ,no sei4 ,o povo e/ socegado4 ,,poncio depois de reflectir3 ,m&a entr> o sac]dote ,p>a aqui mesmo4 ,retira-se p>a o t]rao o ,o/i>io4 ,poncio1 que ficra preoccupado1 diz como comsigo3 ,cuidado6444 ,vae busc> uma adaga panoplia mais proxima e mette-a no c9turo2 pe em cima da meza o pilo de ouro que e/ava enco/ado ao bu/o de ,tib]io4 ,s5ta-se novam5te na cadeira4 ,a um ge/o d ,o/i>io1 dois vultos subiram a escada1 e a breve tre*o app>ec]am no t]rao2 so dois hom5s1 cujos semblantes o lu> illum9a4 ,um ,judas2 o outro um velho de set5ta annos1 mas vlido e robu/o--o ex-,gr&e ,sac]dote ,hanan1 sogro d ,gr&e ,sac]dote ,kaapha4 ,meo d'e/atura1 b>ba c]rada e no comprida onde abundam z brancas1 assim como no bigode hirsuto e no longo cabello descuidado2 n>iz adunco1 olhos azues e p5etrantes4 ,e seu traj> egual ao d mais humilde filho d',israel3 tunica e manto1 mitra r$onda no alto da cabea2 *9ellos muito usados4 ,dir-se-a que tal mode/ia d'aspecto foi um calculo1 um disf>ce444 ,ha porem na sua fisionomia e na voz resoluta e asp]a a expresso da velhac>ia e d m&o4 ,o ,o/i>io retir\-se pela escada4 ,judas foi po/>-se junto d bu/o de ,tib]io1 com ar matreiro1 e d'ali segue att5to z fases d dialogo a que vamos assi/ir4 ,,hanan que se adiant\ at pres5a de ,poncio1 curv&o-se p]ante elle3 ,t5ho intima alegria1 ao v] que no teu ro/o ,amavel transp>ece um juv5il compo/o ,de puro ent5dim5to e de vigor e sade4 ,no fal> respeitoso1 humilde na attitude1 ,o sac]dote ,hanan ao gr&e ,poncio envia ,prote/os de leal e et]na simpa?ia4 ,,poncio que nem p>a elle olh\1 desd5hoso3 ,o alamo gigante1 ao e/5d] os braos ,como p>a c+ir ,apollo1 que os espaos ,domna1 mo/ra quanto gr&e na affeio1 ,mas fructos no produz3 como a adulao4 --,hanan1 ouvir-te-ei att5tam5te4 ,,hanan f+9do no t] p]cebido3 ,vim ,p>a que tu me ds auxilio4 ,,poncio ironico3 ,como assim8 ,de noite8 acompanhado8 ,,hanan ,e/e homem ouve1 e cala ,tudo o que ouvir4 ,demais1 -nos preciso4 ,,poncio volt\-se um p\co1 lanou um rapido olh> a ,judas1 e depois1 enco/&o o brao meza e com a cabea recl9ada na mo3 ,fala4 ,,hanan muito submisso de comeo3 ,embora nos v5cesse a furia dos romanos ,em tempos que l vo2 embora muitos damnos ,haja s(frido o povo h]oico d',israel1 s suas tradies cons]va-se fiel1 ,na cr5a d seu ,deus respeito manife/a4 ,religio sm5te hoje o que lhe re/a1 ,porque tudo entreg\ s mos d v5c$or2 ,por isso ha de mant]1 altivo e com f]vor1 ,o que elle consid]a um virg9al tr(eu6 --,dize-me ento se ju/o ou no ju/o que eu ,procure lealm5te ao povo g>antir ,a cr5a de ,moyss1 agora e no porvir4 ,,poncio1 s]5am5te1 mas deix&o acc5tuado o seu desdem1 aquelle desdem dos romanos pelos povos v5cidos3 ,no sei d que se trata1 ,hanan2 mas sempre digo ,uma coisa que eu p5so ha muito a ss comigo3 ,d leito has de sar com mais cel]idade ,p>a zel> melhor a tua propri$ade1 ,e com m5os se alguem te fr diz]1 de ra/ros1 ,que descobriu no ceu ladres r\b&o os a/ros4 ,,hanan (f5dido1 elev&o a voz3 ,duvdas de que seja o meu fal> s9c]o8 ,julgas que e/\ m5t9do1 e em nada consid]o ,a m9ha cr5a8 ,,poncio olh&o p>a elle de fito1 sev]am5te3 ,ol6444 ,,hanan matreiro3 ,desculpa-me4 ,prometto ,no me exalt> de novo1 ,poncio4 ,,poncio sem desvi> d'elle o olh>3 ,o mel d ,hymetto ,agrada a toda a g5te444 e fica bem na fala4 ,,hanan muito submisso3 ,d\-te razo2 mas v que dr n5huma eguala ,a dr que s9to4 ,e no t]ei motivo8 ,escuta3 ,aquella s d\tr9a1 a d\tr9a impoluta ,que nos deix\ ,moyss1 o gr&e fundador ,da nao1 que livr\ das g>ras d oppressor ,o povo escravisado1 e que ditosa grei ,leg\1 depois da ,fuga1 um ,deus e ,patria e ,lei6 ,a d\tr9a sublime1 er>io de virtudes1 ,que tem ficado illesa a9da nas mais rudes ,provaes444 ,,poncio cort&o a h>5ga1 novam5te em tom s>ca/ico3 ,vaes fal> d'alguem pr(eta novo1 ,que &a por'hi talvez a amot9> o povo ,contra os amigos teus8--,pois hei de protegel-o4 ,apraz-me no toc> nem siqu] n'um cabello ,d'esse homem4 ,,hanan refre&o a cl]a3 ,mas porqu8 ,t]s razes secretas8 ,,poncio ,quem z tem no s\ eu3 so elles1 os pr(etas1 ,ao fal>em de ti4 ,,hanan com ironia e falsa humildade3 ,ento6 s razoavel ,e mo/ra coh]5cia1 tiranno implacavel6 ,um cadav] de mais1 um cadav] de m5os1 coisa que no leva aos teus dias s]5os ,n5huma inquietao1 n5hum remorso4 ,anim&o-se p\co a p\co3 ,e qu&o ,um sac]dote probo e hone/o e v5]&o ,em nome da ,juda a morte solicta ,p>a um vil crim9oso1 o teu rancor hesta86 ,esplod9do1 francam5te3 ,de cumprir o dev] p]cebo o que te afa/a3 ,quem te fala s\ eu1 que tu odeias6 ,,poncio fit&o-o enfurecido1 d um murro na meza2 e ergu5do-se3 ,ba/a6 ,sabes que essas razes no oio1 nem tolro1 ,e que digo uma vez que no1 qu&o no qu]o6 --,como o pod] de ,roma aos hom5s d ,conselho ,tir\ todo o pod] de t+ir de v]melho ,n'um banho sangu9>io os corpos frat]naes1 ,privados de lavr> s5t5z capitaes ,sem que eu lhes d meu voto1 imag9a/e1 ,hanan1 ,que eu pod]ia1 qual infame b>reg1 ,despej> a v]gonha rua1 como o lixo1 ,p>a satisfaz] depois o teu capri*o8 ,porque uma voz prote/a e clama contra o vil ,conselho que assob]ba o povo e que1 febril1 ,&a a espi> na sombra1 a procur> o in/ante ,em que ha de s] traidor ao ,cez> triunfante2 ,porque um homem possue a civica ousadia ,de gu]re> talvez a tua hipocrisia1 ,v5]&o ancio1 tive/e uma lembrana3 ,trans=m> o meu voto em arma de v+ana ,cob>de6 ,sim6 ,bem vejo a ida que te inflamma6 ,ag>r&o no pilo3 ,pois digo-te que nunca has de car na lama ,co'o pilo de oiro6 ,no6 ,d',ori5te a ,occid5te1 ,a aguia de ,roma gr&e1 e nunca foi s]p5te6 ,e pois&o o pilo na meza1 com ruido1 s5ta-se4 ,,hanan depois de algum sil5cio1 t5t&o conv5cel-o ba paz3 ,eu no falo por mim2 eu falo por ,moyss1 ,cuja d\tr9a tem sido calcada aos ps ,d'um homem1 que apres5ta uma d\tr9a e/ranha ,ao direito e lei2 que os pobres arrebanha ,s p>a diz] mal dos gr&es e dos ricos2 ,que dirige a palavra aos s]es impudcos1 s mulh]es v5aes1 aos infimos ladres2 ,que &a em nome de ,deus a conc$] p]des ,a toda a g5te2 emfim1 que o povo1 em desat9o1 ,se atreve a inculc> como um ente div9o6 ,,poncio tranquillo1 sorr9do3 ,quem sabe8444 ,pode s]444 ,,hanan recu&o1 como se ouvisse uma h]esia3 ,o qu86 ,,poncio com bonhomia1 exag]&o muito o valor das palavras3 ,se te refres ,ao ,naz>5o em vo me falas4 ,nunca espres ,que eu ponha ao teu s]vio a m9ha autoridade ,p>a o mat>4 ,no mato uma celebridade4 ,conheo-o muito bem4 ,inda ha trez dias teve ,uma gr&e ovao4 ,de re/o1 no se atreve ,a suscit> no povo o odio contra o ,imprio3 ,deseja que se entregue a ,deus e a ,tibrio ,o que p]t5ce a ,deus e o que p]t5ce a ,roma4 ,agrada-me o desejo4 o melhor diploma ,que lhe ha de g>antir a m9ha proteco4 ,,hanan ao ouvido de ,judas3 ,fic\ tudo p]dido1 ,judas4 ,,judas res]vadam5te3 ,a9da no4 ,pde p>a eu fal>4 ,,hanan ,duvd444 ,,judas ,exp]im5ta4 ,,hanan muito supplicante a ,poncio3 ,s5hor1 ouve z razes que e/e homem apres5ta3 ,conhece o ,naz>5o1 e sabe tudo444 ,,poncio olh\ novam5te p>a ,judas1 e com enfadada condesc5d5cia3 ,v4 ,pode fal>1 mas brve4 ,,judas avana at pres5a de ,poncio4 ,sad\-o1 e muito s5hor de si1 firme1 resoluto1 assim comea3 ,eu nasci em ,jud4 ,odeio a ,galila1 e1 sempre respeitoso1 ,me curvei de ,tibrio ao vulto maje/oso4 --,engana-te1 s5hor1 aquelle que diss] ,que o pr(eta de quem fal\ ,hanan requ]1 ,como acabei de ouvir1 z att5es d povo ,p>a o imprio de ,roma4 ,,poncio e/remeceu1 c>reg\ o semblante3 ,o qu8 ,,judas com s9c]idade hypocrita3 ,no me demvo ,de diz] a v]dade1 inda que s(fra o peso ,d remorso1 indic&o um amigo indefeso ju/ia de ,roma e d ,conselho6 ,brado ,em voz altisonante3 ,poncio1 s enganado6 ,o ,pr(eta conspira1 em intimo rancor1 ,contra a lei de ,moyss e contra o v5c$or6 --,de tal conspirao confio-te o segr$o444 ,approxim\-se mais de ,poncio1 que cont9a ass5tado1 e fala-lhe agora1 ins9uante1 incisivo1 um p\co por detraz d'elle1 enco/&o-se at curva da cadeira4 ,poncio escuta-o em sil5cio1 com o olh> brilhante e fixo em um ponto1 todo o seu s5tido conc5trado nas palavras que sem dos labios de ,judas como subtil v55o4 ,porque abate no m>1 s vezes1 um ro*$o ,au/]o1 alcantilado1 enorme8--,toda a g5te ,julgava-o rijo1 =te1 inv5civel1 pot5te1 ,que d seu dormit> n+uem o accord>ia1 ,que o ,tempo1 esse f]oz de/ruidor1 s]ia ,incapaz de ro]-lhe o corpo giganteu444 ,mas c]ta noite o mon/ro h]culeo e/remeceu1 ,b>afu/\ no espao1 e com fragor m$onho ,afund\-se no abismo1 ao desp]t> d'um sonho6 --,que =z colossaes1 que =z imprevi/as ,o v5c]am8 ,o sol ia doir>-lhe z cri/as ,maje/osas1 assim que despontava ao l>go2 ,a ,lua namorada1 em languido le?>go1 ,cobria-lhe de prata o dorso negro e frio1 ,que z lagrimas d ceu tornavam to maco ,como um peito de cisne ou face de mulh]444 ,o proprio ,creador d ,mundo nem siqu] ,lhe causava receio4 ,em doidas convulses1 ,um raio desab\ das va/as amplides ,sobre elle1 e a sua voz1 longe de s] magoada1 ,solt\-se em desd5hosa e gr&e g>galhada6 --,que =z colossaes1 que =z imprevi/as1 ,lhe fiz]am baix> z inv5civeis cri/as8 ,que =z8--,p]guntae-o quella massa in=me1 ,que por vezes murmra e que por outras dorme ,em pr(undo sil5cio2 int]rogae o ,m>1 ,que outr'ora v9ha1 meigo e humilde1 a cam9h> ,d horisonte sem fim1 da solido di/ante1 ,p>a oscul> os ps d impvido gigante6 ,int]rogae o vil hipocrita1 que ao passo ,que era meigo e humilde1 em frat]nal abrao1 ,tratava de ro]1 sil5ciosam5te1 ,z bases d colosso a?letico e indiff'r5te1 ,que af9al1 c]ta noite1 ao desp]t> d'um sonho1 ,no abismo tomb\ com fragor to m$onho1 ,que z ,e/rellas1 ouv9do aquelle enorme grito1 ,s5tiram-se trem] d'horror no ,inf9ito6 ,,poncio ergue-se de *(re1 com o olh> inc5dido1 trmulo1 os braos alevantados4 ,e o seu vulto branco1 de/ac&o-se no fundo escuro da va/a quadra1 dir-se-a o d'um espectro de de/ruio4 ,ha colossos que teem gigantes nas entranhas1 ,fros como lees1 gr&es como z montanhas6 ,possuem dos cl>9s z frases inspiradas1 ,e fusilam d olh> relampagos d'espadas6 m>es da p]fidia1 &aes a c>com] ,z bases d colosso h]culeo d pod]8 ,t5de cuidado1 anes1 co'os rjidos ciclpes6 ,ondas que assim correis1 que v9des em galopes1 ,apressadas1 s]vs1 infames444 ,p>a traz6 ,que p>a reprimir a vossa furia audaz1 ,p>a que o vosso d5te ao mon/ro no c>coma1 ,ba/a um simples olh> dos h]cules de ,roma6 ,e passei&o agitado1 racioc9&o e resolv5do de prompto3 ,prefiro debel> de prompto a crise4 ,ignoro ,se fala/e v]dade1 ou se acaso labro ,em uma vil intriga6 ,a dvida me envolve444 ,mas n'e/a situao o meu pod] resolve ,o que julga efficaz4 ,esse traidor pr(ta ,ha de att+ir a9da hoje a t5ebrosa mta ,da exi/5cia4 ,v\ d> a ordem da priso ,d ,zfiro subtil com furias d',aquilo6 ,,hanan det5do-o1 supplicante1 receioso3 ,s prud5te1 s5hor4 ,o sangue d'innoc5tes ,no dev] corr]4 ,escuta os meus prud5tes ,conselhos1 bom amigo4 ,ai6 p\pa-me a ,juda6444 ,escuta-me1 por ,deus6 e a indignao refreia6 ,t5ho m$o d povo444 elle to leviano6444 ,s] muito melhor seguir o nosso plano4 ,,poncio sem qu]] ouvil-o3 ,que pod] falh>6 ,,hanan n'um prote/o3 ,que firme6 ,,judas ,que seguro6 ,,hanan matreiram5te3 ,uma escolta romana ao meu dispr1 e juro ,por ,moyss que manh de noite s] preso ,o ,naz>5o4 ,e em tom de muita confiana1 como velha autoridade que bem conhece os seus gov]nados3 ,o povo ha de fic> surpreso1 ,ao sab] no outro dia a gr&e nova4 ,embora6 ,no deve prote/>1 porque elle no ignora ,que depois d'manh o dia consagrado ,ao fe/ejo da ,pas*oa4 ,assim1 manietado ,e mudo1 ha de assi/ir ao julgam5to e morte ,d ,pr(ta4--,s5hor1 bem vs que d'e/a sorte ,moyss p]de um rival1 ,tibrio um inimigo4 --,e/e homem prometteu que ha de ens9> o abrigo ,onde fica de noite o ,naz>5o occulto ,e os discipulos444 ,,judas ,que ho de fugir ao tumulto444 ,,poncio que os ouviu taciturno1 balbucia1 como fal&o a si proprio3 ,um cadav] de mais1 um cadav] de m5os coisa que no traz aos meus dias s]5os ,n5huma inquietao1 n5hum remorso444--,hanan1 ,ds-me a tua palavra4448 ,,hanan ,o ,pr(ta1 manh ,por e/a hora1 se ,deus no se mo/r> contrrio1 ,ha de e/> preso4 ,,poncio ,bem6 ,pois n'esse caso444 ,dirige-se ao t]rao e bat5do z palmas1 *am&o3 ,o/i>io6 ,,hanan radiante de alegria1 ao ouvido de ,judas3 ,ganhmos1 af9al6 ,s]s recomp5sado ,pelo teu gr&e zelo1 ,judas4 ,,judas soturno3 ,obrigado444 ,,hanan ,um prmio te d>ei4 ,tr9ta mo$as2 qu]es8 ,de prata6 ,,judas indiff]5te3 ,sim1 ,hanan444 ,acceito o que me d]es4 ,o ,,o/i>io que app>eceu no t]rao3 ,*ama/e-me8 ,,poncio de crr que no ,pretorio e/eja ,algum c5turio4 ,poncio quem deseja ,que se d cumprim5to a tudo que e/es dois ,hom5s diss]em4 ,o ,,o/i>io ,bem4 ,,poncio ,fique ent5dido pois4 ,ao ,pretorio tu mesmo agora os encam9ha4 ,e pass&o pela fr5te de ,judas e de ,hanan1 sem p>a elles olh>1 retira-se p>a os seus apos5tos4 ,,hanan que se curvra muito passagem de ,poncio1 murmra3 ,moyss ha de v5c]6444 ,,judas tambem n'um murmurio1 quasi inaudivel3 ,m>ia ha de s] m9ha6444 ,vo-se com o ,o/i>io pela outra porta4 ,app>ece ento a escrava ,g$a1 que se encam9ha p>a o t]rao4 ,,g$a affa/a o coxim1 traz5do-o p>a o int]ior da quadra e faz corr] p>te d repo/eiro que p5de d arco4 ,vae repois> a m9ha ama444 ,como a noite calma e l9da6 ,mas n+uem ha que presc9da ,das indol5cias da cama6 ,muito +rata a ,humanidade1 ,que a*a z trvas de ,morpheu ,pref]iveis a e/e ceu ,de risonha ca/idade6 ,talvez seja por v+ana ,que a mo/r>-nos a outra face ,a ,lua no se abalana6 ,seja l pelo que fr1 ,que sem prote/o no passe1 ,diana1 o teu desamor6 ,acaba de faz] corr] br&am5te o repo/eiro4 ,depois vae busc> o c&alabro e dispe-se a leval-o comsigo4 ,mas o repo/eiro agita-se1 corrido pela p>te ext]ior por mo n]vosa e resoluta1 e uma mulh] d',israel app>ece (fegante1 com o ro/o occulto por espesso veu de l negra4 ,a ,,mulh] adiant&o-se como procur&o alguem3 ,claudia8 ,,g$a admirada e insol5te3 ,quem te deu a livre entrada8 ,que v5s faz] aqui1 juda8 ,a ,,mulh] ,v5ho ,p>a fal> a ,claudia1 unicam5te e/e o meu emp5ho4 ,,g$a ,e que importa o motivo1 se co/ume ,no entr> sem lic5a d ,o/i>io8 ,a ,,mulh] ,em p\co a m9ha falta se resume3 ,vi tudo solit>io444 ,,g$a ,esp]asses4 ,a ,,mulh] ,desculpa-me444 ,,g$a ,duvd ,de que a m9ha ama te receba4 t>de4 ,a m5os que a tivesses prev5ido ,de vir1 e que te agu>de4 ,a ,,mulh] assum9do attitude imp]iosa3 ,urge que eu fale a ,claudia4 muito srio ,o que me traz6 ,,g$a dom9ada pelo tom de voz da desconhecida1 colloca o c&alabro na meza4 ,eu v\444--,temos mi/]io6 ,e entra nos apos5tos de ,claudia4 ,a mulh]1 v5do-se ss9ha1 ergue ento o vo4 ,m>ia de ,be?ania4 fadiga reune-se no seu ro/o tran/ornado pr(undo abatim5to moral4 ,,m>ia com os olhos erguidos ao ceu1 os labios balbuciantes1 como n'uma prce3 ess5cia d ,bem6 div9al encanto1 ,que fazes d ,amor a tua cr5a unica6 ,pres9to que a ,desgraa e/5de o negro manto ,e deixa a descob]to a sangu9>ia tunica1 ,pair&o sobre ti mais proxima que outr'ora ,pres9to que o teu ro/o1 onde sorri v5tura1 ,em breve deix> de s] como a aurora1 ,torn&o-se1 meu ,deus6 em gr&e noite escura6 ,mo/ra-te p>a mim bondoso e esmol]3 ,escuta-me1 ,s5hor6 ,e que seja ba/ante1 ,p>a faz] da noite aurora triunfante1 ,uma lagrima ard5te e pura de mulh]4 ,e fica absorta1 com a cabea enco/ada ao p$e/al d bu/o de ,tib]io4 ,,claudia app>ece muito descuidosa1 e1 ao vel-a1 no reprime o seu assombro4 ,m>ia de ,be?ania86 ,o qu8 ,pois tu ,ousa/e vir aqui8 ,pois desafz ,com a tua pres5a o meu rancor8 ,t5s a l\cura1 a falta de crit]io1 ,de br9c> com z c9zas inda qu5tes8 ,,m>ia baix\ a fronte2 e a meia voz3 ,p]da-me1 ,s5hora444 ,,claudia ,o que fize/e ,da altivez sob]ana e d teu odio8 ,,m>ia ,p]da-me1 s5hora4 ,quem se humilha1 porque tudo esquece1 e quem supplca ,o p]do d'uma (f5sa1 tem direito ,a s] ouvida444 ,,claudia enco/&o-se meza1 e esmag&o ,m>ia com a impon5cia da sua figura3 ,apraz-me isso que dizes4 ,tu propria te enc>regas de v+>-me4 ,optimam5te6--,o que que tu me qu]es8 ,,m>ia com meiguice3 ,nunca vi/e1 depois da tempe/ade1 ,qu&o vem a bonana1 ,respl&ec] de luz na imm5sidade ,o ,arco da ,alliana8 ,pois que v5ha1 s5hora1 em tal mom5to1 ,um meigo olh> bondoso ,alegr> d teu ro/o o firmam5to ,como o div9o trao lum9oso4 ,,claudia com uma risada3 ,no faz poesia1 que ,virgilio ,m&\ lanar a sua ,eneida ao fogo6 ,comez muito mal4 ,por um idilio6444 ,d teu poema a sorte pes em jogo444 ,,m>ia docem5te3 ,na ironia cruel quanta am>gura6 ,e/a hora suprema4 ,v\ fal>-te d'um s] todo c&ura444 ,,claudia zombeteira1 petulante3 ,o h]oe d teu poema8 ,,m>ia anim&o-se p\co a p\co3 ,h]oe1 disse/e bem1 mas que regeita ,o gladio v+ador1 ,e que tem na palavra uma arma affeita bondade1 ao amor444 ,ouv9do-lhe o fal> to meigo e doce ,que de manso deslisa1 ,p]fumado1 subtil1 como se fosse ,o p]pass> da brisa1 ,z almas e/remecem1 de s5tidas1 ,e ficam-se amorosas1 ,desabro*&o trmulas1 flordas1 ,como botes de rosas6 ,ha j trez dias1 ,claudia1 que o t]ror p>a mim v55o6 ,qu]em matal-o6 ,ai6 salva o meu amor6 ,ai6 salva o ,naz>5o6 ,no deixes que lhe r\bem a exi/5cia1 ,e t]m9a o m>tirio ,d'e/a paixo que tem d ,sol a ard5cia1 ,e a pureza d'um lirio6 ,ord5a que o no matem1 ,claudia6 acalma ,os mon/ros malfasejos1 ,que eu a teus ps arroj>ei m9h'alma ,n'um effluvio de beijos6 ,e ce de joelhos em fr5te d'ella1 com a fronte erguida1 o olh> febril1 os braos e/5didos1 supplicante4 ,,claudia depois de nova risada3 ,i/o completam5te um caso novo1 ,e agrada-me de vras ,que sejas tu1 mulh]1 em vez d povo1 ,quem v5ha int]c$] pelo ,pr(eta ,com lagrimas s9c]as6 bello6 ,,m>ia ,tem pi$ade6 ,,claudia revolv5do na f]ida o punhal da ironia3 ,honra o teu sexo ,o platonico amor que te inquieta2 ,e n'elle vejo mais d que um reflexo ,d fem9il civismo d'outras eras4 ,tu exc$es ,cornelia1 ,e de ,coriolano a me ,veturia6 --,t5ho notado hav] n'e/a ,juda ,mais valor nas mulh]es que nos hom5s1 ,o que toma o aspecto d'uma injuria s patricias de ,rha6 ,judi? a ,hol(]nes r\ba a vida1 ,p>a salv> o povo seu amante1 ,ao vr que elle agonisa2 ,e/h]1 em patrio amor toda inc5dida1 ,de ,assuro affronta a crueldade e insnia2 ,debra1 a pr(etisa1 ,entra na lucta e sae-se triunfante444 ,agora vem ,m>ia de ,be?ania6 --,palavra1 que a ,juda div]tida6 ,r9do sempre1 pass\ pela fr5te de ,m>ia e s5t\-se no coxim1 depois de ageit>-lhe z alm(adas4 ,,m>ia ergu5do-se1 n'um movim5to de indignao3 ,mas pe fim ao desdem1 que *ega a s] um crime6 ,qu&o uma alma se dobra e tanto se deprime1 ,qu&o um peito solua1 a compaixo ord5a ,que a ironia que esmaga e o riso que env5a444 ,a um olh> sev]o de ,claudia1 humildem5te3 ,oh6 peo-te p]do6 ,esqueo-me de tudo ,que no seja o torm5to indmito e agudo1 ,que me (fusca a razo e o peito me lacra6 ,p]da4 ,tem pi$ade4 ,ap5as eu quiz]a ,que s\besses tambem como risonha a vida1 ,que toda se consagra a uma entidade qu]ida3 ,sorrir qu&o sorri1 *or> qu&o ella *ora2 ,respir> o subtil p]fume que evapora2 ,en*]mo-nos da luz que o seu olh> d]rama2 ,sil5ciosam5te1 am> tudo o que ella ama2 ,ouvir-lhe da palavra a doce meloda ,to limpida1 to ca/a e pura1 que enebra1 ,vibr&o d5tro em ns alguma coisa ideal1 ,semelhante1 no brilho1 ao riso div9al ,da e/rella que1 trem5te1 em c&idez sc9tilla1 ,qu&o ao longe a manh vem a romp] tranquilla4 ,claudia tem-se recl9ado no coxim e1 c]r&o z palpebras1 cons]va-se impassivel4 ,m>ia cae de joelhos junto d'ella4 ,claudia1 s bondosa e pre/a-me s5tido3 ,tu pod]s talvez1 p$9do a teu m>ido444 ,tu s ba1 af9al2 e eu fui leviana ,qu&o te respondi com altivez sob]ana4 ,esqueces tudo1 sim8 ,j no me t5s rancor ,e vaes p\p> m9h'alma1 ,claudia1 enorme dr444 --,mas fala1 mas responde a i/o que eu te peo6 ,ai6 que ella no me escuta6 ,deus1 eu enl\queo6 ,e *ora convulsam5te1 com a cabea entre z mos1 os cotovellos f9cados no coxim4 ,claudia1 sempre immovel1 impassivel1 p>ece dormit>4 ,ao cabo de copioso pranto1 ,m>ia afa/a d ro/o z mos1 e cont9u&o de joelhos1 com o olh> vago1 como em extasi1 z mos com os d$os enclav9hados sobre o regao1 diz em voz muito dol5te3 ,no me re/a uma esp]ana1 ,pois no me escuta n+uem6 ,dorme a et]na ,div9dade ,no azul da ,imm5sidade1 ,nos horisontes d'alm1 ,onde no *ega um suspiro1 ,onde o sil5cio pr(undo4 ,ha de s] bom tal dormir1 ,descuidoso d porvir1 ,descuidoso d'e/e mundo1 ,n'aquelle re9o div9o ,tecido por &or9has1 ,feito s p>a os honrados1 ,p>a os bons e desprezados1 ,p>a z meigas creanc9has444 ,to s]5o como o lago ,da ,galila florda1 ,que se =m\ por encanto ,d arrep5dido pranto ,da me ,eva arrep5dida444 --,p>ece mesmo que o vejo ,no seu manto azul4 ,dir-se-ia ,que o firmam5to amoroso ,teve a alegre fantasa ,de envi> t]ra um beijo ,puro1 suave1 bondoso444 ,p>ece mesmo que o vejo4 -- seu olh> calmo e doce2 ,a tudo o mais fica e/ranho1 ,qu&o di/+ue o fulgor ,dos a/ros1 como se fosse ,o cuidadoso pa/or ,d sc9tillante rebanho444 ,,claudia adormecida1 vagam5te3 seu olh> calmo e doce444 ,,m>ia cont9u&o alheiada a tudo3 ,tem o brilho das seras ,o cabello p]fumado1 ,que nos hombros lhe descansa ,e lhe c]ca z faces cl>as4 to =moso e doirado ,como um sorrir de creana444 ,,claudia adormecida1 vagam5te3 ,tem o brilho das se>as ,seu cabello p]fumado444 ,,m>ia ergue-se vag>osam5te2 e1 resignada3 ,mais uma vez p]do te peo4 ,eu v\ sahir ,e no p]turb>ei1 ,claudia1 o teu dormir4 ,reconheo por fim que era a esp]ana ftua4 inutil *or> em fr5te d'uma e/tua444 --,retiro-me v5cida1 assim como o pago1 ,que d$ic\ ,sph+e1 ard5tem5te e em vo1 ,os gritos da sua alma e os canticos d amor4 ,podes dormir risonha3 eu levo a m9ha dr6 ,e com a cabea descada sobre o peito1 dirige-se p>a o t]rao em passos vag>osos1 como se fra a cam9ho da morte1 com o negro vo p5d5te ao longo das co/as4 ,sem t] olhado p>a traz1 desce a comprida escad>ia4 ,o somno de ,claudia agora pr(undo4 ,tudo fic\ sil5cioso4 ,e/+uem-se uma a uma1 com l5tido1 z vllas no c&alabro2 e o lu>1 a que o arco sem peias d passagem1 faz project> o bu/o de ,tib]io na p>$e fronteira1 como um enorme phantasma negro444 ,,qu>ta ,,jornada ,,em #ae ,,de ,,nisan ,,qu>ta ,,jornada ,,em #ae ,,de ,,nisan ,e/amos n'um dos sitios mais tri/es e isolados junto da muralha de ,j]usalem4 ,a d5egrida alv5>ia sobrepo/a como gigantea molle1 indecisa luz da madrugada4 ,ceu torvo1 onde z nuv5s c>regadas desfilam mansam5te4 ,das juncturas das p$ras da muralha p5dem aqui e alem longas h]vas p>asitas bal\adas pela aragem fria1 e que p>ecem1 fr\xa luz1 corpos sem vida de suppliciados4 ,abre-se na muralha pequ5a porta1 qual se *ega por tortuoso e natural cam9ho1 que1 no di/ante d'ella1 passa por sobre um pequ59o outeiro4 ,p>allelam5te muralha1 alonga-se uma cont9uidade de p5hascos onde os c>dos vegetam1 e algumas figueiras bravas se contorcem ra*iticas4 ,junto ao slo1 uma cav]na abre a sua negra fauce mi/]iosa4 ,p>a alem d pequ5o outeiro compreh5dido entre a muralha e os p5hascos1 mal di/+uimos a9da o horisonte va/o1 rido1 scco1 argiloso e tri/e4 ,*oveu4 ,pairam no ambi5te exhalaes humidas4 ,relampagos fuzilam de qu&o em qu&o2 os di/antes troves ribombam r\cam5te4 ,a cu/o o dia vem romp5do2 os galos cantam ao longe1 ao desafio4 ,o ultimo relampago deix\ nos vr junto da porta um soldado romano que ,ampo1 faz5do s5t9ella4 ,sob a arcada dois vultos e/o deitados3 so ,lauso e ,fbio1 tambem soldados de ,tib]io1 porque z s5t9ellas =am re=adas na vesp]a por ordem de ,poncio4 ,,amp,o1 toc&o com o p no corpo de um dos que dormem3 ,erguei-vos1 cam>adas1 pois no deve ,o negro deus d somno tal imp]io ,ex]c] sobre vs1 qu&o d ,olympo ,cem com furia z cl]as de ,jove4 ,,lauso accord&o3 ,novam5te comea a tempe/ade8 ,f,,bio1 ergu5do-se logo2 voz de homem dado ao alcool e pragu5to3 ,foi aquelle patife d ,vulcano1 ,que lhe envi\ =necim5to novo4 ,,lauso ergu5do-se3 ,pois a9da troveja8 ,,amp,o ,muito ao longe4 ,f,,bio ,o peior que ,phbo1 com c]teza1 ,no vem to c$o4 ,,amp,o ,os galos j cant>am ,das b&as d ,levante1 amigo ,fbio4 ,,lauso ,olha6 alguem se dirige p>a aqui4 ,f,,bio r9do3 ,talvez seja ,noctif]1 deus das trevas4 ,e os trez esp]am1 enco/ados s lanz4 ,so seis mis]os m]cadores av]gados ao peso de seus f>dos4 ,qu&o *eg>am em fr5te dos soldados4 ,,um ,,m]cador em tom submisso3 p]mittida a entrada aos m]cadores8 ,,amp,o ,a dvida1 meu velho1 e/ sm5te ,em pag>em tributo ao publicano4 ,o ,,m]cador ,dec]to que pagamos1 como de uso2 ,mas qu&o vi trez gu>das junto porta4 ,fiquei suppondo alguma novidade444 ,,amp,o ,pois qu6 no morreu hontem o pr(eta8 ,nada mais facil d que hav] rebeldes444 ,conhecemos a vossa gr&e a/ucia ,e o vosso rancor1 judeus malditos6 ,o ,,m]cador por entre d5tes3 ,maldita ,roma6444 ,f,,bio com uma risada alv>3 ,eh6 l6 ,v como falas1 ,que o teu rei j no vive6 ,o ,,m]cador muito seccam5te3 ,da ,juda ,ha muito que fugiu a realeza6 ,e os m]cadores entram na cidade1 seguidos pelos trez soldados que d'elles *asqueiam4 ,a tempe/ade vae acalm&o2 z ultimas nuv5s passam mais s]5as4 ,um vulto d'homem arra/a-se1 vag>oso1 p>a fra da cav]na1 como se fra um animal silve/re4 ,a cu/o sau e a cu/o di/5deu1 p>a se ergu]1 os membros entorpecidos4 ,judas4 ,traz sobre si a tunica sm5te1 esf>rapada e suja2 cabea a descob]to1 o corpo enlameado1 os ps descalsos4 ,,judas1 que p]maneceu por longo tempo com o olh> erguido p>a o ceu1 a voz muito enfraquecida3 ,vem o dia a nasc] das regies et]nas4 ,depois de t] lanado z iras ju/iceiras1 ,o gr&e firmam5to agora mudo e qu$o4 ,na p5umbra1 os *acaes regressam s cav]nas1 ,e vo p$ir a noite s f5das d ro*$o ,z aves ag\reiras4 ,e olh&o p>a a cav]na d'onde sau3 ,nunca tornes a ouvir o m9imo sussurro1 treva de am>gura e negras maldies6 antro1 que animei co'o halito d crime1 ,cae de novo em mudez6 ,z aguas d enxurro ,ho de lav>-te a9da1 meu algoz sublime1 ,das tectricas vises6 ,com a cabea apoiada n'uma das mos e o cotovello na outra1 move-se com passos inc]tos1 indecisos4 ,s5ta-se n'um monticulo de p$ras2 e depois1 como recon/ru9do m5talm5te o que se pass\ na ante-vesp]a3 ,e/avam a dormir ao p das oliveiras1 ,e a ,lua d]ramava em *eio nas cl>eiras ,o arg5t9o olh>1 o seu =moso pranto4 ,fui na fr5te da escolta1 e ao avi/>-lhe o manto1 ,cam9hei p>a elle4 ,ergueu-se1 olh\1 sorriu444 ,mas fic\-se indeciso ap5as descobriu ,dos ar*otes a luz na solido campe/re4 --,adiantei-me4 ,deus seja comtigo1 ,me/re4 ,fit\-me sil5cioso4 ,aproveit&o o ensejo1 ,dei-lhe a mo desleal1 e um repell5te beijo ,depuz n'aquella face imp]turbavel444 ,ai6 ,co'um latido f]oz toda a matilha sae ,da sombra d arvor$o e c]ca-o n'um mom5to6 ,aos amigos leaes occorre o p5sam5to ,h]oico de empreg> a =a4 ,a grit>ia ,desp]ta o olival da funda le?>gia4 ,cresce o tumulto4 ,um f]ro ergue-se ameaador444 ,contra mim8 ,no sei bem1 porque me invade o horror4 ,por entre a ramalhada1 aos pios1 uma c'ruja ,espavorida vae diz5do-me que fuja4 ,e ergu5do-se de *(re1 anim&o-se3 ,p]corro velozm5te os gr&es olivaes2 ,qu&o ab&ono a sombra1 entro nos matagaes2 ,o manto esf>rapado o ra/o meu indica1 ,depois a propria c>ne6 ,a alma1 porem1 no fica1 ,pois se olho p>a traz1 sobre a v]dura espessa ,p]segue-me1 a rol> em sangue1 uma cabea4 ,t]m9a de rep5te o e/5so matagal1 ,foge-me a t]ra1 e v\ car n'um trem$al ,onde t5ho uma lucta enc>niada e l\ca3 ,a lama em borbotes entra-me pela bocca1 ,os limos que eu encontro agitam-se irrequietos1 ,voam por sobre mim1 zumb9do1 mil insectos1 ,fogem nuv5s de rs p>a log>es occultos1 ,e o seu coax> p>ece arremett] insultos6 ,mas saio v5c$or e a t]ra firme alcano2 ,ento qu]o p>>444 mas corro sem descanso4 ,z =z vo fug9do1 e julgo que d peito ,o corao reb5ta exanime e desfeito6 ,no se demora o rio3 tempo emfim6 ,d'um alto ,vejo a ,lua a brilh> no espelho da agua2 salto1 ,alheio dr d corpo1 e emquanto v\ nad&o ,s9i/ram5te ao longe um lobo fica uiv&o4 ,*ego m>gem2 depois entro por um atalho ,escuro e p$regoso onde cau o orvalho444 ,af9al1 af9al1 gr&e ,deus1 consigo ,descobrir de rep5te o mais seguro abrigo6 ,abeir&o-se da cav]na3 ,sem sab] onde e/\1 a e/remec] d'horror1 ,esf>rapado1 ard5do em febre1 sem vigor1 ,ouv9do sempre ao longe uns gritos de tortura1 ,v5ho ent]r>-me aqui1 na treva da am>gura1 ,onde encontro por fim1 nz e desgr5hadas1 ,a ,consci5cia a *or>1 a ,infamia s g>galhadas6 ,ri convulso1 com a cabea entre z mos4 ,e o *o da cav]na responde-lhe longam5te444 ,depois de gr&e sil5cio1 solta um suspiro d'alvio1 e1 com os braos p5d5tes1 a cabea descada sobre o peito3 ,elim9ei a causa1 e agora nem procura ,a m9h'alma sab] se exi/e ou j no dura ,o effeito4 ,um assass9o o que vejo em ti1 ,judas6 ,ap]t&o na mo um pequ5o sacco de coiro que em si gu>dava4 ,o corao refugi\-se aqui ,trans=mado em d9heiro4 prata reluz5te1 ,mas se qu]es vr sangue1 ent]ra n'elle o d5te6 ,e falas de ambio1 tu que possues a m>ca ,das filhas sem pudor d velho patri>*a6444 ,relembras o ince/o horr5do de ,?am>1 ,e o crime de ,rub51 que ous\ enxovalh> ,a honra de seu pae no leito da madra/a6444 ,e falas de ambio1 tu1 cuja voz arra/a ,em de r$or de mim o gr&e amontoado ,das velhas podrides da c>ne e d peccado6 ,f]ido por um rapido p5sam5to3 --,v\ arroj> ao ,templo e/e d9heiro infame1 ,e talvez que o ,s5hor o seu p]do d]rame444 ,mas det5do-se1 hesitante3 ,t5ho m$o444 no sei444 ,e sup]/icioso3 ,era de madrugada ,e eu ia cam9h&o em t]ras d',ephram ,qu&o um sapo surgiu d'entre risonha msse ,p>a vir espreit> meus passos junto e/rada4 ,esmaguei o6--,se alguem agora me fizesse ,a mesma c\sa1 a mim8 ,compadecd3 ,meus olhos1 vde a luz que o firmam5to inunda1 ,que a luz tambem se fez p>a os olhos da s]p5te6 ,ra/eja p>a longe1 animal mesqu9ho1 ,deix&o atraz de ti a escurido pr(unda444 ,ra/eja p>a longe444 e sgue o teu cam9ho ,sil5ciosam5te444 ,a passos l5tos1 vae-se1 co/e&o a muralha at dobr> o angulo que ella frma4 ,duas mulh]es1 com os ro/os occultos por d5sos vos1 sem da cidade4 ,alguns passos dados1 pram como av]gadas pelo cansao ou pela dr4 ,so ,m>ia de ,be?ania e sua irm ,m>?a4 ,,m>ia com o brao pela c9tura de ,m>?a1 e a voz muito suave e muito resignada3 ,fica p]to da cidade ,o sepulcro3 no j>dim ,d ,jos d',arima?a4 ,ao aroma d jasmim ,casa-me o aroma da rosa444 tudo meigo e sil5te ,n'aquelle tri/e remanso ,onde elle dorme4 ,a corr5te1 ,que vae reg> os pom>es1 ,tem uns murmurios to doces ,e to *eios de mi/]io444 ,,m>?a ,m>ia1 irm1 se tu fosses ,contam9> o teu corpo8 prohibido na ,lei ,ir a um sepulcro444 ,,m>ia ,dec]to444 ,,m>?a um crime4 ,,m>ia ,sim2 bem sei4 ,mas devo eu conjectur> ,que os negros v]mes da t]ra ,contam9em moradia ,que tanto p]fume enc]ra8 ,z borboletas sm5te1 ,a]eos beijos de amor1 ,ho de pois> junto d'elle ,como poisam n'uma flr1 ,indo cont> em seguida ,aos esp9hos d balseiro ,quanta fragancia div9a ,exhala aquelle canteiro4 444 ,ao passo que eu viv]ei ,na gr&e dr d meu pranto1 ,como a aranha sil5ciosa ,que fez a teia n'um canto4 --,no ceu da m9ha exi/5cia ,pairavam tranquillam5te ,dois flcos de nuvem1 que era ,como o fumo transp>5te444 ,&avam pair&o assim ,despreoccupados os dois1 ,p>a ao sopro d'uma aragem ,se desfaz]em depois444 ,fumo illusorio que sobe ,mansam5te pelo ar ,e que se esvae n'um in/ante ,p'ra nunca mais se junt>444 ,,m>?a m9ha irm6444 ,e abraadas1 com z frontes recl9adas no hombro uma da outra1 soluam longam5te4 ,vem ento da cidade outra mulh]1 que pelo traj> romano logo se reconhece s] ,claudia4 ,,claudia *eg&o junto de ,m>ia e ,m>?a1 cujos ro/os se cons]vam occultos1 pra2 e depois1 pois&o a mo no hombro de ,m>ia1 diz com voz muito meiga3 ,porque *oras8 ,,m>ia que se volt\1 reconhec5do-a e baix9ho irm3 ,ella86 ,,m>?a receiosa3 ,claudia6444 ,,claudia ,que motivo ,g]\ no teu seio a ,dr1 ,a negra me d gemido8 ,conta-me tudo1 mulh]4 --,morreu-te um filho1 o esposo1 ,ou um irmo444 ,,m>?a ao ouvido de ,m>ia3 ,oh6 meu ,deus6 ,como o seu fal> outro6 ,,claudia ,tambem eu s(fro ha trez dias ,d'um enorme s(frim5to1 ,e qu]o que na cidade ,fiquem todos conhec5do ,quanto ,claudia bondosa1 ,claudia1 que o povo despreza1 ,e quanto *ora tambem ,pela morte d ,pr(eta4 ,,m>ia absrta3 ,o que oio6 ,,claudia ,d'uma mulh] ,taes lam5tos recebi1 ,que um novo s] desp]t\ ,de *(re d5tro de mim4 ,sonhei depois1 e que sonho6 ,nem mesmo o posso cont>444 ,to *eio de quietao1 ,de suavidade e de paz1 ,que fiquei por muito tempo ,absorta1 de madrugada1 ,ao con/ruir na memoria ,todo o sonho que sonh>a4 --,eu fugira p>a longe1 ,p>a um paiz to di/ante1 ,que e/e mundo em que vivemos ,no me ficava ao alcance2 ,e alguem c]cado de luz ,e de meigas creanc9has ,veio alegre ao meu encontro ,nas p>ag5s inf9itas444 ,,m>ia ,o que te disse8 ,,claudia ,no sei444 ,ap5as sei que1 accord&o1 ,no conheci a m9h'alma ,trans=mada por encanto2 ,e por que um plano de morte ,e/ava urdido em segr$o ,contra o bondoso ,pr(eta1 ,logo int5tei desfazel-o1 ,supplic&o a meu m>ido ,que em seu favor empregasse ,todo o auxilio4 ,impossivel6 ,a suprema div9dade ,cara em somno pr(undo ,no seu gr&e leito azul1 ,deix&o que o ,naz>5o ,expirasse n'uma cruz6444 ,,m>ia baix9ho irm3 ,e eu que a9da a accusava6444 ,,claudia ,a m9ha dr rep>ti ,comtigo2 deves portanto ,confi> tudo de mim444 ,,m>ia espansiva3 ,p>a qu1 se tudo sabes8 ,,claudia ,tudo sei8444 ,,m>ia ,pois que em ,jud ,n5hum ro/o de mulh] ,por mais n+uem *or> ,n'e/e mom5to4 ,,claudia ,por ,elle8 ,,m>ia anim&o-se3 ,sim1 por ,elle1 ,homem-,mi/]io1 ,que vo\1 como o aroma ,da pobre rosa p5dida ,sobre a ha/e1 dolorida ,pela mgua da sadade444 --,v9de comigo1 mulh]es1 ,orvalh> co'o vosso pranto ,a boceta em que dormita ,aquelle cele/e encanto4 ,ide colh] camp9a ,braados de malmequ]es1 ,d'alfazema e rosman9ho1 ,e v9de1 v9de comigo ,dispol-os naquelle n9ho444 ,e vs1 mes1 que trazeis ,no v5tre o fructo d amor1 ,purificae-o aspir&o ,o p]fume e o calor1 ,que se evolam br&am5te ,d sepulcro sorrid5te1 ,como z nuv5s que p]passam444 444 ,fumo illusorio1 que sobe ,com l5tido pelo ar1 ,e que se esvae n'um in/ante1 ,p'ra nunca mais se junt>444 ,e cala-se1 a voz e/rangulada pelas lagrimas4 ,,claudia suspeitosa3 ,e/as palavras8444 ,juda1 ,impossivel exi/irem ,dois coraes como o teu6 ,,m>ia ,j no o t5ho3 morreu4 ,,claudia ,como te *amas8 ,e v5do o ro/o de ,m>ia que se desvelra3 ,m>ia6 ,,m>ia cando de joelhos e beij&o-lhe z mos3 ,sim6 que se roja a teus ps ,humildem5te contricta1 ,p>a diz]-te3 mulh]1 ,s bemdita1 s bemdita6 ,,claudia com a voz *eia de bondade1 obrig&o ,m>ia a ergu]-se e abra&o-a3 ,ergue-te1 alma sublime1 ,que en*e/e de luz a treva ,e que tive/e o condo ,de abaf> a voz d crime ,co'o soluo d p]do4 --,tambem eu ia lev>-lhe ,o meu pranto dolorido ,como nunca tive igual4 s a mulh] que fugiu ,p>a o re9o d ,ideal444 ,a t]ra muito mesqu9ha1 ,e o vo da &or9ha ,convida a vo> tambem444 ,c+9do com os braos ,m>ia e ,m>?a3 ,p>tamos1 sim1 pela e/rada ,que nos conduz ao mi/]io4 ,sorri ao longe a alvorada444 ,vamos tranquillas1 s]5as1 ,bat] a cada poisada1 ,e sejam nossas palavras3 ,lev&o-z comsigo docem5te3 ,v9de comnosco1 mulh]es1 ,orvalh> co'o vosso pranto ,a boceta em que dormita ,aquelle cele/e encanto4 ,ide colh] camp9a ,braados de malmequ]es1 ,de alfazema e rosman9ho444 ,e vo-se z trez pela e/rada a cam9ho d sepulcro4 ,o firmam5to agora limpo4 ,r>as e/rellas brilham a9da4 ,a luz da madrugada def9e-se1 e a brisa traz os p]fumes dos v]geis e trigaes de ,ge?semani4 ,por um pequ5o atalho c9co hom5s avanam p>a a cidade3 ,joo1 ,gamaliel1 ,simo ,p$ra1 ,eleaz> e ,simo de ,be?ania4 ,todos d5unciam no &> e no ro/o o abatim5to moral em que se encontram1 a irresoluo1 o receio4 ,*egados em fr5te da muralha3 ,,sim,o ,,p$ra que vi]a junto de ,joo3 ,no entres na cidade444 ,,eleaz> s muito conhecido4 ,o ,conselho no tem desviado o s5tido ,dos amigos d ,me/re4 ,,sim,o ,olha que talvez p5se ,em pr5d]-te1 e depois nada ha que recomp5se ,o inutil sacrificio4 ,,sim,o ,,p$ra ,ao teu valor opponho ,todo o meu racioc9io4 ,,jo,o que ficra immovel olh&o p>a a muralha da cidade3 ,a9da julgo um sonho6444 ,,gamaliel enco/ado ao bordo1 a meia voz1 rancoroso3 ,sobre a cruz aviltante1 assim como o homicida1 ,como o escravo traidor1 como o ladro6444 ,,jo,o irromp5do3 ,vida1 ,e cont9z tu d&o vigor a quem1 ,depois de infamia tal1 dorme em ,j]usalem6 ,pr(etas de ,sio1 da campa alevantae-vos ,p>a escrev] ali com sangu9>ios laivos ,e/a nef&a hi/oria1 e/e in>ravel crime6 ,dobrae ,j]usalem1 como se dobra um vime1 ,e que a mo d ,s5hor1 t]rivel1 iracundo1 ,em ltegos crueis com ella aoite o ,mundo6 ,,sim,o ,,p$ra ,co'a d\tr9a d ,me/re o odio no se casa444 ,,gamaliel por entre d5tes3 ,mas tambem cicatriza a f'rida o f]ro em braza6 ,,jo,o desal5tado3 ,e assim tudo acab\6444--,sadosa ,galilea1 ,onde sorris tranquilla1 m9ha pobre aldeia6444 ,quantas recordaes d teu ceu1 d teu ar1 ,dos dias que passei no teu s]5o m>1 ,das noites que dormi na relva da camp9a1 ,to descuidoso6 ,me da excepcional d\tr9a1 ,que en*eu d'en?usiasmo e risos s$uctores ,z almas infantis d'+nuos pescadores1 ,faz5do-os cam9h> atraz d'uma viso1 ,confiados1 como vae por entre a c]rao ,a b>qu9ha velleira ao descobrir f>ol6 ,prados1 que sois j>d9s1 e onde o r\x9ol ,canta s]5am5te em noites e/ivaes2 ,macieiras em flr2 regatos que passaes1 ,onde&o1 como ondeia brisa1 levem5te1 ,da alde virg9al a trana refulg5te444 ,montanhas de ,na92 e tu1 gr&e monte1 ,que te elevas no fundo azul d horisonte1 ,r$ondo como um seio a amam5t> os a/ros444 ,meigo ,g5ez>e?1 campos1 cabanas1 ma/ros1 ,ro*$os1 alcants1 seras e pa/ag5s1 ,que bordam a primor tuas alegres m>g5s444 --,eis aqui f9alm5te a horrivel d]rocada6 ,a solida affeio dos ,dse feita em nada2 ,a cegueira v5c5do2 a ,luz amortecida2 ,a tripudi> em ns um ladro homicida2 ,e eu1 no meio de tudo1 extactico e absrto1 ,busc&o o olh> de ,deus na pallidez d'um morto6444 --,e assim tudo acab\6 ,,gamaliel avan&o p>a elle n]vosam5te3 ,quem fala de acab>8 ,o fogo a9da no se ext+uiu no alt> ,da nossa consci5cia1 e os rubros holocau/os ,onde fomos depr z almas a9da exhau/os ,no deix>am de todo os nossos coraes6 ,,jo,o desanimado3 ,que havemos de faz]8444 ,,gamaliel anim&o-se e anim&o-o3 ,povos1 religies1 ,autoridades1 leis1 tudo mov$io ,e dbil como ao spro um tmido aranhio6 ,,sim,o ,,p$ra ,qu]es diz] ento444 ,,eleaz> ,a lucta86 ,,gamaliel ,brao a brao1 ,no se deve luct>4 ,s]ia um erro crasso ,in/ituir o ,bem co'o f]ro4 ,no6 ,deixae ,esse erroneo pr9cipio aos filhos de ,s*ammai6 ,,jo,o ergu5do-se3 ,o que p5sas8 ,,gamaliel ,que *ega a s] um att5tado memoria d ,me/re ab&on> o arado ,com que elle &\ lavr&o a consci5cia humana6 ,eu qu]o a lucta1 sim1 mas nunca a lucta insana1 ,que esfria os coraes e purpurisa z ruas6 ,no qu]o vr brilh> ao sol espadas nuas6 ,impi$ades brutaes1 odeio-z e r5ego-z6 ,,sim,o ,,p$ra ,mas fal/e de lucta4 ,,gamaliel ,humilde1 mas sem trgoas2 ,br&a1 mas incisiva2 humana444 mas div9a6 ,como arma1 aquelle dom secreto que ext]m9a1 ,f]9do os coraes sem que haja s(frim5to4 ,ruge1 como o trovo e gme como o v5to1 ,murmra como a fonte e e/la como o raio1 ,tem a ard5cia d fogo e a alvura d desmaio2 ,dol5te1 ac>ica2 em furias1 escalavra6 ,e/a arma triunfante1 e/a arma444 ,,jo,o com o olh> brilhante3 a palavra6 ,mas logo receioso3 ,fal> s multides4448 ,,sim,o ,,p$ra tambem receioso3 ,cont9u>4448 ,,gamaliel ,dec]to6 ,entr&o no porvir que ,elle deix\ ab]to4 ,pois que o ,me/re morreu1 a alguem cumpre seguir ,o cam9ho traado entr&o no porvir1 ,e esse alguem s tu6 ,,jo,o n'um sobresalto3 ,eu8 ,,eleaz> abra&o-se n'elle1 espansivo3 ,sim1 ,joo6 ,,sim,o incit&o-o3 ,n+uem ,melhor que tu6 ,,sim,o ,,p$ra secund&o j agora ,gamaliel3 ,qual de ns o que mais tem ,o v]bo inspirador1 altivo e fulgorante8 ,,jo,o indeciso3 ,simo1 ,gamaliel1 amigos444 ,ai6 ,,gamaliel vante6 ,,eleaz> ,p>a gloria d ,me/re6 ,,sim,o ,e gloria tua6 ,,sim,o ,,p$ra ,e nossa6 ,,gamaliel bella a occasio444 ,,jo,o ,e quem vos diz que eu possa8444 ,,sim,o ,,p$ra ,s]s novo pr(eta1 aproveit&o o exemplo444 ,,gamaliel ag>r&o ,joo por um brao3 ,vo comear agora os canticos no ,templo4 ,&a comnosco6 ,,eleaz> ,vem6 ,,sim,o ,,p$ra ,s =te6 ,,gamaliel qu]5do arra/al-o comsigo3 ,n'um in/ante1 ,de povo te v]s c]cado444 ,,jo,o n'uma gr&e espanso3 vante6 vante6 preciso arranc> ao morbido le?>go4 ,a d\tr9a d ,me/re6 ,,gamaliel em doida alegria3 ,emfim6 ,,jo,o *eio de ard5te en?usiasmo messianico3 meu o enc>go6 ,o cam9ho d ,bem eu vejo1 como outr'ora ,a escada de ,jacob luz da meiga aurora4 ,por ella vae sub9do um cro triunfal ,proclam&o no ,espao o amor univ]sal ,e a gu]ra sem clem5cia s abjeces e ao vicio4 vante6 ,no desabe o slido edificio ,de que o ,me/re ass5t\ z bases6 ,o !soiro ,da palavra1 cando em gr&e *uva de oiro1 ,enriquea de novo a consci5cia humana6 ,inspira-me1 ,s5hor6 a m9ha e/rada aplana6 ,tu1 que fize/e a luz1 tu que fize/e o dia1 ,uma sc5telha s d g5io teu envia ,ao meu c]ebro6 ,d-me a =a necess>ia ,que torne a m9ha voz da tua a emiss>ia6 --,vamos1 ,gamaliel6 ,,gamaliel como n'um grito de rebelio1 avan&o p>a a cidade3 ,gloria ao pr(eta novo6 ,,jo,o vibrantem5te3 ,d\ a m9ha alma a ,deus1 e a m9ha vida ao ,povo6 ,entram todos na cidade1 ouv9do-se logo a voz de ,,gamaliel brad&o3 ,negra ,j]usalem1 escuta1 assass9a1 ,d'aquelle que morreu a div9al d\tr9a6 ,e depois1 mais di/ante3 ,ouve1 ,j]usalem1 que matas os pr(etas1 ,z palavras que so d teu ,s5hor diltas6 ,e os brados d velho d\tor da ,lei proseguem por longo tempo cada vez m5os di/9ctos1 m$ida que o grupo se int]na pelas e/reitas e tortuosas ruas da cidade4 ,no entretanto1 ,judas volt\ d ,templo em cuja caixa fra lanar o d9heiro da traio1 e qu$\-se enco/ado muralha junto ao angulo4 ,d'ali ouvira z ultimas palavras de ,joo e os brados de ,gamaliel4 ,,judas com desdem3 ,gloria ao pr(eta novo6--,ins5satos6 ,joo1 ,vaes procur> a ,morte6 ,e eu444 a expiao6 ,toma pela e/rada e n'ella cam9ha1 affa/&o-se da cidade1 mas1 v5do alguem que se approxima1 reca e e/ca4 ,m>ia86 ,,m>ia p>&o tambem3 ,judas6 ,,judas1 desvairado3 ,ah6 cob>de salteador ,d'e/rada6 ,v5s talvez traz] o teu amor8 ,o olh>1 que s$uzia1 infunde repugnancia6 ,o hlito d'outr'ora1 a virg9al frangancia1 ,que me embriagava1 enja6 ,hlito1 corpo1 olh>1 ,ao l>go6 ,vae1 mulh]6 ,no pod]ei am> ,a c>ne d meu crime6 ,odeio-te6 ,,m>ia1 repo/a da primeira impresso1 s]5am5te3 ,no vim ,traz] o meu amor4 ,,judas ,que qu]es tu de mim8 ,trazes-me o teu p]do8 ,solta uma risada n]vosa4 ,,m>ia ,o riso da dem5cia ,nunca ha de suffoc> a tua consci5cia1 ,que gme e se revolve em negro torvel9ho4 ,podes rir444 mas eu v\ segu9do o meu cam9ho4 ,,judas imp$9do-lhe a passagem3 ,e a maldio ha de ir segu9do-te z pisadas6 ,,m>ia ,a tua maldio444 z tuas g>galhadas6444 --,como o teu odio bom6 ,,judas ,inda no ba/ante ,odi>-te6 ,se de ti fizesse m9ha amante1 ,como eu satisf>ia e/e voraz desejo3 ,f]9do em cada olh>1 mord5do em cada beijo6 ,que v5tura1 meu ,deus6 s]mos no crime os dois1 ,fruir o teu amor1 e arroj> depois ,o teu corpo e a paixo de que hoje a9da te nutres ,aos v5tres be/iaes dos vidos abutres6 --,mulh]1 posso mat>-te6 ,ao l>go6 t5ho m$o6444 ,,m>ia muito calma3 ,p'ra sempre gu>d>ei1 ,judas1 o teu segr$o3 ,o mundo to cruel que aleives no reprime1 ,se junto da virtude elle descobre o crime4 ,mas entretanto444 foge6 ,,judas r9do febril3 ,acaso me suppes ,to cob>de que v fugir sem t] razes ,mais =tes que o teu odio e a tua hypocrisia8 ,,m>ia ,e se o ,me/re volt>8 ,,judas r9do3 ,que doida fantasa6 ,,m>ia ,se o visses novam5te8 ,,judas de subito receioso3 ,eu8 vl-o8 ,,m>ia ,sim6 ,,judas ,no creio6 ,a morte va/o abismo444 ,,m>ia1 dogmatica3 ,abismo1 cujo seio ,no pod] cont] o que era illimitado6 ,,judas acob>dado3 ,que dizes tu1 mulh]86 ,,m>ia em tom pr(etico3 ,que dorme inanimado ,o insecto no caslo2 ao sepulcro sombrio ,elle proprio deu =ma1 urd9do-o1 fio a fio1 ,vag>oso1 em sil5cio1 e/ranho ao mundo vrio1 ,como o trabalhador que no requ] salrio ,e que s tem por fim realis> o plano ,de ha muito concebido4 ,em vo o olh> humano ,procura descobrir o que exi/e no c5tro ,d caslo3 o mi/]io sil5cioso d5tro4 ,mas depois1 c]to dia1 o homem v1 absrto1 ,que o sepulcro ab]to e no enc]ra o morto6 ,,judas tomado de vago t]ror3 ,ju/os ceus6 ,,m>ia anim&o-se3 ,has de vr1 com a tua alma inquieta1 ,sar d seu caslo a enorme borboleta1 ,que n'e/a hora talvez z palpebras desc]ra1 ,en*] de luz o espao e de pavr a t]ra1 ,da gr&eza de ,deus s] vivo te/emunho444 ,,judas trmulo3 ,e car sobre mim co'o azorrague em punho6 ,,m>ia t]rivelm5te3 ,emquanto no volt>1 os olhos d cov>de ,ho de vl-o assim como hontem o vi t>de3 ,co'o respir> opprsso1 o corpo no madeiro1 ,nas angu/ias da morte1 a olh>-te1 ju/iceiro6 ,,judas cam9h&o d'um p>a outro lado1 desvairado3 ,no pode s]1 no creio444 ,,m>ia p]segu9do-o3 ,ha de fal>-te1 ,judas1 tua consci5cia abjecta6 ,,judas t5t&o occult> o ro/o3 ,no me illudas1 ,que eu nada vejo6 ,,m>ia ergu5do o brao3 ,vs pair&o sobre ti ,o ,remorso1 o fantasma et]no6444 ,,judas que seguira com o olh> o movim5to de ,m>ia1 fixa-o na muralha1 e apont&o tambem1 trmulo1 alluc9ado3 ,ali6 ali6 ,co'aquelle olh> azul que a morte mais esfria6 ,ergue a fronte444 desc]ra os labios444 ,ah6 dir-se-ia ,que vae fal>-me6--,oh6 cala-te6 ,fui eu ,que te entreguei1 ,me/re1 ao inimigo teu6 ,no me accuses1 que s9to em mim a accusao2 ,tem os d5tes da cobra e z g>ras d leo6 ,&a aqui d5tro--ouvi/e8--a esf>rap>-me todo6 ,fica-me pdre o craneo1 e o peito fica em ld1 ,p>a s] to noj5ta a app>5cia que eu tome1 ,que nem os proprios ces matem comigo a fome6 ,e apont&o de novo1 como um vid5te3 ,o respir> opprsso444 o corpo no madeiro444 ,nas angu/ias da morte a olh>-me ju/iceiro444 ,exactam5te6--,elva os olhos p>a os ceus2 ,a agonia f9al *eg\3 fala com ,deus444 ,a cabea descae no peito3 vae morr]444 ,e n'um grito dilac]ante1 fug9do p>a junto da cav]na3 ,ai6 no6 deixa-me em paz6 ,no6 no6 ,no qu]o vr6 ,e resval&o o corpo ao longo dos p5hascos1 ce de bruos no *o1 o ro/o occulto nas mos1 gem5do1 (fegante4 ,,m>ia mais compadecida agora1 mas com a voz repassada de au/]idade3 ,insult/e-me ha p\co a9da4 ,eu tudo esquo4 ,t5ho a razo bem cl>a1 e tu s um posssso4 ,quanto ao ,me/re1 l t5s em ti a accusao444 ,a tua alma e/ s5do1 torpe v5dilho1 ,passiva e sem vigor n'e/e fatal mom5to ,assim como o en=cado a baloiar ao v5to444 --,adeus4 ,e entra na cidade vag>osam5te1 sem olh> p>a traz4 ,ha um gr&e sil5cio entrecortado ap5as pelos gemidos mal suffocados de ,judas4 ,p\co a p\co1 vo-lhe volt&o z =z1 e ento ,,judas ergu5do a cabea e como acordado pela impresso que no seu espirito deix>am z ultimas palavras de ,m>ia3 ,o en=cado8444 ,e ergue-se com cu/o4 ,int]rog&o a sua consci5cia3 ,emfim p>a que exi/o8 ,p5sa4 ,t5do apoiado a mo direita na c9tura1 o contacto da corda com que c+e a tunica desp]ta-lhe a att5o e aviva-lhe na memoria aquellas palavras de ,joo que elle repte ma*9alm5te3 ,z e/rigas de l9ho444 ,e prev5do o effeito3 ,um lao444 um n444 ,resoluto3 -- i/o6 ,ento1 desat&o a corda1 dobr&o-a em duas1 =m&o um n corr$io1 vae monolog&o1 febrl1 n]vosa1 sccam5te3 ,p>a que hei de fugir1 ouv9do a cada in/ante ,corr] atraz de mim um grito retumbante ,e v+ador8 ,fugir8444 ,sob o azul dos ceus ,quem pode combat] a cl]a de ,deus8 ,inda que fuja sempre1 eu sempre retroc$o1 ,porque fugir d ,et]no o mesmo que e/> qu$o6 ,no fugirei6--,se fico1 atrocidades cruas444 ,hei de s] arra/ado ahi por essas ruas1 ,padec]ei d povo horrficos flagellos3 ,vir alguem arranc>-me os olhos1 os cabellos1 ,e trans=m> em lama o corpo d homicida6 --,no6 ,prefiro morr]444 por t] amor vida6 ,de sbito1 n'um grito de indep5d5cia1 muito egoi/a3 ,eu prefiro morr]6 ,que se escancre o espao ,da treva6 ,sim1 ,morte1 eu qu]o o teu abrao6 ,a maldio et]na o ,et]no em mim d]rame-a6 ,que importa6 ,s]ei gr&e at na propria infamia6 ,alluc9ado novam5te3 ,odeio-te1 ,virtude6 odeio-te1 ,v]dade6 ,r5ego d respeito e amor ,div9dade6 ,eu creio s na ,morte444 e ba/a-me e/a corda6 ,e ri1 ri convulso4 ,bat5do com a mo no peito3 l]ta1 mon/ro6 ,ol6 mon/ro h$iondo1 accorda1 ,p>a insult> a ,vida1 essa madra/a bruta1 ,que faz d'uma alma hone/a uma alma dissoluta6 ,e tu1 ,mundo1 pae d'e/e animal dis=me1 ,vem lanar-lhe no corpo o teu esc>ro enorme6 ,e desapp>ece por entre os p5hascos1 corr5do doidam5te4 j manh cl>a3 o horisonte purpurisa-se e doira-se4 ,*ilreiam pass>9hos no di/ante4 ,no ,templo comeam os canticos matut9os1 e z vozes das mulh]es e das creanz *egam at ns em plang5te e languida meloda4 ,calam-se de sbito os gorgeios e paira em todo o ambi5te gr&e s]5idade1 como se toda a ,natureza e/ivesse escut&o4 ,joo app>ece porta da cidade seguido por ,gamaliel1 ,simo ,p$ra1 ,eleaz>1 ,simo de ,be?ania e por mulh]es1 hom5s e creanz4 ,cam9ham todos sil5ciosam5te1 respeitosos1 p>a ouvirem o novo pr(eta4 ,vem ,joo ap5as com a tunica1 descalso1 a cabea e o peito a descob]to1 os braos cruzados1 o olh> em extasi4 ,*egados p>te sup]ior d pequ5o oiteiro1 ,joo p>\4 ,os companheiros ficam junto d'elle4 ,z mulh]es com os filh9hos s cavalleiras nos hombros1 ao uso ori5tal1 tomam p>a a direita1 e os hom5s p>a a esqu]da d t]r5o inf]ior2 s5tam-se no *o1 j secco pelo v5to1 =m&o um semi-circulo em fr5te d pr(eta novo4 ,s5t>am-se tambem os companheiros4 ,o vulto de ,joo1 de/aca-se =tem5te d horisonte rubro1 onde o sol vem romp5do1 triunfal4 ,e ento que ,,jo,o solta a sua voz inspirada de orador apocalyptico1 de ge/o amplo e vigoroso1 emquanto muito ao longe os canticos proseguem3 ,quem tem ouvidos1 oia o que ,elle manife/a6 ,elle o ,omnipot5te2 ,elle o pr9cipio e o fim2 ,elle quem lib]t\ da escravido fune/a ,o povo d',israel444 ,elle descansa em mim4 ,elle o ,omnipot5te6 ,elle o pr9cipio e o fim6 ,seja bemdito quem ouvir e cons]v> ,z palavras que enc]ra a m9ha pr(ecia6 ,quem tem ouvidos1 oia6 e purifique o olh>1 ,porque j no vem longe o t5ebroso dia ,em que todos v]eis a m9ha pr(ecia6 --,desp5ham se na t]ra os a/ros refulg5tes2 ,o ,sol ve/e de negro1 a ,lua cr de sangue2 ,v>am de log> ilhas e cont95tes2 ,a ,gr&eza e/remece e vem car exangue444 ,o ,sol ve/e de negro1 a ,lua cr de sangue444 4444444444444444444444444444444444444444 444444 ,escripto em #ahhh-ahij ,acabado de imprimir aos #e dias d mez d',outubro de #aija na ,impr5sa de ,libanio da ,silva ,rua d ,norte1 #hg a #ajc ,lisboa ,nota d transcritor3 ,=am corrigidos div]sos erros tipogrficos4 ,na li/a que segue e/o z alt]aes mais importantes4 ,pg4 ,orig9al ,corrigido #bj abnadonam ,m>ia ab&onam ,m>ia #ah ,pois eu s\ t\ ,pois eu s\ to #be ,j,,ao ,,p$ra1 com o brao direito ,,sim,o ,,p$ra1 com o brao direito #cj a aragem fresca e p]mada a aragem fresca e p]fumada