( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,o ,,m>quez ,,de ,,pombal ,,luz ,,da ,,philosophia ,,angel9a ,,vidal ,o ,,m>quez ,,de ,,pombal ,,luz ,,da ,,philosophia ,,lisboa ,,impr5sa ,,da ,,viuva ,,s\sa ,,neves #fe1 ,rua da ,atalaia1 #fg #ahhb ,a ,,camillo ,,ca/ello ,,branco ,,escriptor ,,illu/re ,e/amos em pl5o jubileo4 ,cada poca traz o seu cunho c>act]i/ico de exag]o1 e tri/es dos que se aff\tam a solt> qualqu] nota discordante no conc]to da lisonja publica4 ,no meio d'e/e anemico paiz vibra a9da uma corda vocal1 a ultima-- a mal$ic5cia4 ,e/e facto pa?ologico porm de modo tal in(f5sivo1 que m9uciosam5te e/udada a sua etiologia1 conclue-se que por unica !rapeutica deve applic>-se-lhe o despreso4 ,insult> uma necessidade to inh]5te ao organismo patrio1 que se o indig5a no h\v]a a quem fazel-o1 insult>-se-hia a si mesmo4 ,no se combatem pr9cipios2 oppem-se abusos a abusos2 communho da ,lib]dade no se admittem c]ebros livres2 tem de annull>-se a consci5cia1 em honra d opportunismo4 ,p>a s]-se immortal p$em-se z cr$5ciaes aos mon>*as da op9io1 e inscreve-se o pret5d5te nos clubs d elogio mutuo2 no economico1 porque importa a dignidade dos c&idatos2 mas cu/a m5os d que faz]-se eleg] deputado de qualqu] p>tido4 ,eu porm affa/o-me dos microscopicos feti*es1 p>a v5]> to s os privilegiados d tal5to1 e t5ho ba/ante valor p>a arro/> com os desd5s d enfatuam5to ign>o4 ,democrata convicta1 e evangelisadora d livre exame--em e?ica1 sci5cia1 e politica1 manife/o amplam5te z op9ies d meu espirito1 com a altiva indep5d5cia de quem se habitu\ a sup]> os diques v]m9osos da srdida mesqu9hez4 ,por isso e/5do frat]nam5te a mo ao glorioso me/re da patria l+ua1 e saud&o o fecundo eng5ho d a?leta da litt]atura portugueza1 (f]eo-lhe despret5ciosam5te e/es humildes v]sos4 ,lisboa #cj de abril de #ahhb4 ,angel9a ,vidal4 ,i ,um cro de ovaes se eleva norte a sul2 ,no seio d paiz1 palpita a fe/a +5te1 ,mil eccos de alegria ondulam pelo azul1 ,e a vaga popul> circula vivam5te4 ,que enorme vibrao aos tri/es galvanisa8 ,que fado deslumbrante a ,patria consid]a8 ,una rasgo de valor que um mundo syn!tisa8 ,um e/ro que irradia a ,gloria pela esph]a8 ,um ,g5io que assombrasse o corao d mundo8 ,talvez ,dante ou ,cames1 talvez um ,did]ot1 ,ou ,bacon1 ou ,voltaire o de/ructor pr(undo1 ,feurba* ou ,galileo1 ,danton1 ,goe!1 ,r\sseau8 ,oh no6 ,a ,patria canta o a?leta da ,realesa1 ,o ,h]cules pujante1 o pulso sem rival ,que punha at por t]ra z leis da ,naturesa1 ,mas que tambem erguia a fama ,nacional4 ,?uribulisem pois o nome d gigante1 ,inc5sem sem descano o e/eio da cora1 ,o fa*o da in/ruco1 o g5io p5etrante1 ,que de um monto de c9za ergueu nova ,lisboa6 ,cantae1 ,democracia2 o espirito d bravo1 ,que o nivel fez rol> por sobre a ,soci$ade1 ,pro/r&o o jesuitismo1 ou lib]t&o o escravo1 ,quebr&o inquisio z g>ras da maldade4 ,lisonja1 ergue a ,pombal um hymno de l\vores6 ,reala o que brilhante1 esconde o que m$onho6 ,c]rae a porta ,hi/oria1 novos p5sadores6 ,o mal no exi/iu2 falsidade1 sonho6 ,,ii ,nove horas2 a cidade acorda sob um ceu ,de *ri/al9o azul1 de transp>5te veu2 ,movim5ta-se a p\co a g5te nas viellas1 ,adornam-se com arte z donas e donzellas1 ,e os s9os vo *am&o os f]vidos ca?olicos ,aos fe/ejos d templo1 e aos canticos symbolicos4 ,entoa o padre a missa1 e os cr5tes1 com respeito ,se curvam br&am5te2 habita em cada peito ,a prece f]vorosa1 os orgos gemem notas ,que fazem palpit> z c&idas devotas4 ,ha como que um s]5o e doce my/icismo ,que leva os coraes1 em nuv5s de idealismo1 ,aos pramos d ignoto1 aos vagos p>adisicos1 ,onde a cr5a cultiva os lirios metaphisicos4 ,nas praz1 os pees1 laboram tri/em5te1 ,e n'uma gelosia um vulto sorrid5te ,espreita cuidadoso ao longo dos cam9hos4 ,passa s vezes um nobre envolto em bons arm9hos1 ,e al9ham-se na rua1 porta dos conv5tos1 ,os novos com preguia1 e os velhos sem prov5tos4 ,de rep5te porm1 um intimo ruido ,se escuta assu/ador na entranha da cidade6 ,depressa lhe succ$e horrivel al>ido1 ,e um turbido baque>1 em toda a ext5sidade4 ,oscilla cada pr$io1 e cahem pelo slo ,desfeitos como em p os rijos edificios2 ,e a mis]a ,lisboa1 afflicta1 plo a plo ,vomita o seu t]ror1 por igneos orificios4 ,fogem z mes trem5do1 os filhos junto ao seio1 ,e correm a acolh]-se aos templos d ,s5hor2 ,mas eis que ao gr&e affan d seu mat]no anceio ,ahi se expe um quadro escuro e at]rador4 ,abobadas cah9do em cima dos alt>es1 ,e o padre surpre5dido em meio dos cant>es1 ,sem voz1 sem movim5to1 a p> de uma madona ,que ha muito se o/5tava em seu pa9el de lona4 ,creanz a *or>1 columnas em p$aos1 ,soluos d e/]tor1 e aqui e alm uns braos ,sob z p$ras surg9do e e/rebu*&o a cu/o6444 ,nas ruas e j>d9s no m5or o su/o4 ,rod\ rapidam5te o nivel da desgraa6 ,s re/a enorme entulho onde era alegre praa1 ,e os tectos ao cahir nos crepitantes lumes1 ,erguem l+uas de fogo1 em clidos queixumes4 ,e/ala o velho tronco ao c$ro gigantesco1 ,e paira em tudo o horror mortif]o e dantesco4 ,e p>a cumul> o quadro de afflices1 ,o ,tejo1 saccud9do os p>dos turbilhes1 ,devora febrilm5te z ru9as rescaldantes1 ,e lambe o morto1 e o vivo1 em saltos delirantes1 ,e abr9do o corao1 s$5to de v+ana1 ,abysma o =te1 o fraco1 o velho1 a me1 a creana6 ,e como se o t]ror g]asse a crueldade1 ,p>a opprobrio v]az da cra humanidade1 ,no cahos tumul5to &a essa immunda plebe ,que r\ba1 que assass9a1 e ap5as se ap]cebe1 ,sob z nuv5s de fumo e pulsaes d fogo4 ,e o rei e o seu m9i/ro8 ,accaso n'esse jogo ,da horrifica torm5ta1 o ceu de azul purissimo ,ous>ia esquec] um rei que fidelissimo8 ,quem sabe se t]o cahido d vaivem8 ,salv\-o ,jehovah--el-rei e/ava em ,belem8 4444444444444444444444444444444444444444 444 ,depressa *ega ali a nova deploravel2 ,at]ra-se a nobresa2 o facto lam5tavel ,envolve em lucto e pranto innum]os v>es4 ,entreolham-se a trem]1 e logo z oraes ,se elevam p>a o ceu como espiraes de dr4 ,el-rei branco de su/o1 os filhos com pavor ,p]correm os sales1 idiotas e p]plexos4 ,mas fulgem n'um olh> uns vividos reflexos1 ,e um vulto erecto e firme enc>a ,d4 ,jos2 ,m>quez1 murmura el-rei1 ca/igo de ,deus ,o horrivel cataclysmo6 ,e agora1 que afflico6 ,que havemos de faz] em tal de/ruio8 ,arde toda a cidade1 e e/o vasios os portos --,salvemos quem viv]1 demos t]ra os mortos4-- ,responde friam5te o imigo da utopia4 ,e longe de invoc> a ,deus ou a ,m>ia1 ,exp$e ord5s de cunho e toma arduas m$idas1 ,al5ta sem delonga z p]igadas vidas1 ,corta os braos *amma1 e tolhe o passo fome2 ,lib]ta o infeliz da angu/ia que o consome1 ,e ahi onde o devasso um r\bo p]petrava1 ,ahi a =ca bruta morte o condemnava4 4444444444444444444444444444444444444444 4 ,annos depois surgia a nova capital ,n'um ?rono que ass5tava em bases de *ri/al4 ,,iii ,que borbur9ho esse8 ,o ,porto &a revolto8 ,que foi que se pass\8 ,como que invade a praa o povo irado e solto1 ,se tanto labor\ ,el-rei1 por tel-o em b5s e lib]dade envolto8 ,se ha tanto b5eficio1 ex=os to visiveis ,em prol da causa publica1 ,como podem brot> reprovaes s5siveis1 ,como que a ideia nublica ,no a*a na ,raso um dique d'impossiveis8 ,o povo desgraado1 affirma a humana ,hi/oria1 ,mat>am-lhe o ,direito1 ,e =ara-n'o a seguir a negra sorte +loria1 ,calado1 contrafeito1 ,pag&o sem gos>1 tec5do a alheia gloria6 ,um dia1 de rep5te1 ergueu-se a reclam>2 ,a ign>a populaa4 ,o monopolio r\ba-a1 era mi/] luct>6 ,e logo1 a plebea raa ,reclama valorosa1 em vez de supplic>4 ,mas o m9i/ro excelso havia j dispo/o ,das c\sas d alto-,d\ro2 ,vivesse embora a ,patria em n\te de desgo/o4 ,os c(res t9ham ouro444 ,que importa se a ,raso traz lagrimas no ro/o8 ,por isso se indign\ o e/eio da ,realesa1 ,e os raios da v+ana ,fabrica muito pressa1 e envia com pre/esa popul> esp'rana ,fundada na intuio das leis da ,naturesa4 ,e aps1 hrrido insulto cr5a humanit>ia6 ,por um delicto falso ,e/5de-se no ,porto a r$e sangu9>ia1 ,e o torpe cadafalso ,arranca friam5te a vida ao tri/e p>ia6 ,creanz sem vigor1 rojadas sobre a rua1 ,=aram-se a seguir ,o sacrificio immano1 onde o valor recua1 ,e a v] a me subir ,a via da am>gura1 e esc>necida e nua6 ,e um homem v5]&o1 um m>tyr impolluto ,que a ,consci5cia *ora1 ,o bom ,juiz d ,povo1 um bravo resoluto1 ,s]5o como a aurora1 ,l foi tambem lanado morte1 ao *o d lucto6 ,o que ha que ju/ifique o horror de taes supplicios8 ,que espirito m$onho1 ,no treme ao v] a morte1 aoutes1 e os exicios8 ,no julga quasi um sonho ,que um homem s1 pr(unde inf9dos precipicios8 ,quem ha que no palpite em pl5a indignao ,olh&o um nobre velho ,man*ado pela affronta1 expo/o impia aco4 ,pondo um la/ro v]melho1 ,na t]ra onde semeia a intima afflico4 ,quem ha que no suspire1 ao v] a mulh] ca/a1 ,violada em seu pudor1 ,p5dida n'uma =ca1 e desnudada1 e ga/a ,nas ancias d t]ror1 ,maldita pelo algoz1 que sepultura a arra/a8 ,se o ,homem fra um mon/ro1 um tigre em sangue absorto1 ,comquanto fra filho1 ,havia de exprob> ao pot5tado morto ,o mortu>io trilho ,que abriu com turvo affan no corao de ,porto6 ,se a ,me fosse mais f]a a9da que a lea1 ,comquanto fosse ,me1 ,havia de olvid> o a/ro de ,lisboa1 ,p>a escut> alm1 ,o brado p]5nal que plo a plo sa6 ,ahi t5s1 ,povo ,luso1 o h]oe que agora inc5sas2 ,proclama-o democrata6 ,mas pesa-lhe a inju/ia1 os odios1 e z s5t5z ,e dize se arrebata ,um nome que traduz z mais crueis (f5sas6 4444444444444444444444444444444444444444 4444 ,e o titan que esmagava assim1 rude e febril1 ,os braos da nao1 os braos productores1 ,os f]ros de/ruia ao escravo no ,brasil1 ,e baixava ao comm]cio os olhos protectores6 ,inf&o labor>6 ,contradico tamanha1 ,que pe n'um s] vid5te um tumultuoso abysmo1 ,e nos traz memoria a flrida montanha ,que eng5dra no seu flanco o igneo p>oxismo6 ,homem6 ,dizes-te o s] ,supremo d ,univ]so ,qu&o s syn!se s das leis da creao6 s tu quem ds a luz1 e e/s na sombra imm]so1 ,proclamas o ,progresso1 e ds a ,de/ruio6 ,exhaures toda a =a em busca da ,v]dade1 ,p5etras com valor nos seculos remotos1 ,e qu&o julgas v] a et]na cl>idade ,surge-te fr5te a fr5te um turbilho d'ignotos6 ,que vezes a inconsci5cia ao ,g5io se avantaja6 ,que infr5e m>ulh> na logica dos factos6 ,e qu&o a ,aspirao em nuv5s de ouro viaja1 ,ha de *eg> emfim aos des5ganos latos4 ,buscae por toda a esph]a a p]feio precl>a2 ,o ,sol vigora a planta1 o ,sol requeima o fructo2 ,a *uva banha o solo1 a *uva innunda a ce>a1 ,a ,gloria cria a ,fama1 a ,gloria tece o lucto6 ,a ,ideia rasga a entranha me commum1 ,t]ra1 ,e tira-lhe d s]1 m9]io1 luz1 su/5to2 ,mas rola sobre o campo o c>ro eril da ,gu]ra1 ,e pe um muro espesso em face ao ,p5sam5to4 ,os cyclos d passado1 ergu5do o repo/eiro1 ,mo/ram em toda a l9ha o ,bem e a ,crueldade2 ,e o ,homem preso ro*a1 de/ructor e obreiro ,que agora inc5sa treva1 e logo ,lib]dade6 ,nos dramas d ,univ]so ha sempre imitaes ,o fado p]5nal1 a frma transitoria2 ,cada poca produz idoneas mutaes ,e ha pontos de contacto a escurec] a ,hi/oria4 ,se um dia a raa humana att+e os lisos portos ,de seus nobres ideaes1 ento1 =te e sublime1 ,escalpell&o luz1 h]oes1 feti*es mortos1 ,v]-lhe-ha nos coraes cresc] a flor d crime4 ,e ento1 em vez de honr> m9i/ros1 g5]aes1 ,em vez de pr n'um templo os gr&es assass9os1 ,d> seu preito et]no s leis univ]saes1 ,e ,sci5cia e ,lib]dade os mais sonoros hymnos6 ,,iv ,vem romp5do a manh1 dizem z aves ,seus canticos tranquillos e suaves4 ,z p]olas da aurora1 sobre z flres1 ,p>ecem lam5t> ignotas dres2 ,e a voz d pegureiro1 nas coll9as1 ,de envolta com z phrases purpur9as ,com que o espao sada a ,humanidade1 ,tem um cunho supremo de saudade1 ,tem um ecco de angu/ia to s5tida1 ,como a corda de uma h>pa1 que1 p>tida ,exp&e pelo e!r seus lam5tos4 ,vem romp5do a manh1 nos movim5tos ,dos multiplos anceios lum9osos ,que agitam sem cess> a humana art]ia1 ,e trans=mam z lides da ,mat]ia1 ,p>ecem de/ac>-se uns sons dolosos1 ,que a ,naturesa arranca das entranhas1 ,e que vibram no valle e nas montanhas4 ,e comtudo nos floridos cam9hos ,bal\am br&am5te os doces n9hos1 ,e reflectem nas limpidas corr5tes ,z nuv5s azuladas1 transp>5tes1 ,como um espelho brilhante da ,consci5cia1 ,e z v>zeas em vir5te floresc5cia ,espalham pelo ambi5te seus p]fumes4 ,mas escutam-se ao longe alguns queixumes1 ,mas um gr&e alvoroto se aproxima1 ,e p>ece que a aurora desanima1 ,que os doces r\x9oes tremem de su/o1 ,e p5de a ,naturesa o roseo bu/o6 ,quem que vem ento por essa e/rada1 ,qu&o ap5as desp]ta a madrugada8 ,que significa pois tanto tropel1 ,que qu] diz] a angu/ia to cruel ,que pulsa ahi no seio univ]sal8 talvez um factor d negro mal1 ,algum gigante audaz1 filho da n\te1 ,algum ,attila ou ,n]o1 rijo aoute ,das col]as div9as1 e illusorias1 ,que vem corr5do z turvas trajectorias ,d vicio1 d rancor1 d odio insano1 ,at rasg> o peito ao s] humano6 444444444444444444444444444444444 um cortejo que segue444 quem s]68 ,j passam muito p]to444 ,que num]osos so6 ,que vejo6444 ,ah6 ,com passo fr\xo e inc]to ,cam9ha uma mulh]1 em desal9ho1 ,mais pallida que arm9ho4 ,de um lado traz o padre1 e de outro o algoz ,de v5tas dilatadas ,e a e/upida expresso de um s] f]oz4 ,z brancas mos ligadas1 ,veem roxas das auras matut9as1 ,e das corr5tes f9as4 ,c+e-lhe o corpo esvelto a alva infamante ,dos tri/es condemnados1 ,e s vezes solta um ai to lanc9ante1 ,que tremem magoados ,os proprios coraes mais rancorosos1 ,e os mon/ros mais odiosos4 ,vem seguida dos filhos e d esposo1 ,santissima cohorte ,que vae cahir tambem no seio iroso ,da v+ativa morte1 ,que o m9i/ro d rei1 f]o e iracundo1 ,arroja sobre o mundo4 ,*egam junto d po/e2 ahi pra tudo4 ,o algoz1 sem mais respeito ,bate no hombro m>tyr2 fica mudo ,o fem99o peito1 ,v>ado pela intima agonia ,da infr5e tyrannia4 ,levanta essa cabea1 infiel traidora6 ,ord5a-lhe o c>rasco2 ,tu s]s a primeira1 que s s5hora6 ,e com m$onho *asco ,procura1 um por um1 os in/rum5tos ,que s]vem aos torm5tos4 ,v m>queza de ,tavora--era a tri/e6 ,que espl5didas t5azes6 ,sabes quanta virtude aqui p]si/e8 ,so p>a os teus rapazes4 ,applico-lh'z na c>a1 mesmo em braza1 ,e fao--taboa raza6 ,e z torquezes8 ,so rijas de uma vez6 ,ag>ram como o bro6 ,ho de arranc> os olhos ao m>quez1 ,meu amo e s5hor meu2 ,e emquanto lhe corr] o pranto am>go ,prote/o que o no l>go6 ,fidalga sem v]gonha1 olha os cutellos ,com que eu lhe p>to z p]nas4 ,ag>ro-lhes depois pelos cabellos1 ,e1 lano-os nas ci/]nas4 ,porm seu corao traidor1 e infau/o1 ,dos corvos s] pa/o4 ,v6 ,morre descanada1 morre em paz1 ,que eu mato os teus tambem6 ,vo todos p>a o mon/ro ,satanaz6 ,e tu1 que s boa me1 ,deves nutrir os jubilos et]nos ,por vel-os nos inf]nos6 ,mas ouve1 ouve mais2 teu corpo amado1 ,s\ eu que o amortalho ,nos f>rapos d opprobrio e d peccado1 ,e em c9zas o retalho4 ,e p>a mr despreso demon/r> ,atiro-z logo ao m>4 ,recae-a em tua fronte todo mal1 ,infamia e maldio6 ,sepulte-se n'um torpe lodaal ,teu limpido brazo1 ,e fique p>a sempre o nome teu ,mais vil que o de um judeu6 ,a m>tyr1 com a vi/a erguida ao espao ,s(fria sil5ciosa4 ,rodeia-lhe o pescoo o frio lao ,e a victima =mosa ,e ao v] fugir da vida os aureos brilhos ,s diz ,filhos1 meus filhos6444 mes6 ,que dr suprema i/o traduz6 ,que turbida epopeia6 povo s(fr$or1 fco de luz ,de onde irradia a ,ideia1 ,m$ita2 o que ha de mais cru5to e fro ,no corao de um ,n]o86 ,como que desce tanto a raa humana8 ,como que um ,povo culto ,supporta resignado a mo tyranna ,que lhe arremessa o insulto1 ,e deixa ir esmag&o sob z l\sas ,z filhas1 mes1 e esposas8 444444444444444444444444444444444444 ,horas depois os m>tyres morriam s mos d indigno algoz2 ,boatos na cidade p]corriam ,porm a plebea voz ,produz-se et]nam5te no vazio444 ,por isso444 no se ouviu6 ,el-rei dava audi5cia2 ao seu m9i/ro ,fel-o m>quez e conde2 ,o premio era brilhante mas s9i/ro1 ,e a ,hi/oria a9da esconde ,os prantos que v]teu1 porque o t]ror ,suffoca os ais ,dr6 ,comtudo alguma c\sa se levanta ,a prote/> com ancia2 ,alguma aspirao sublime e santa1 ,em firme reluctancia ,descobre s g]aes os negros ra/ros ,dos port5tosos a/ros4 ,e *ama-se ,consci5cia et]na =a1 ,que os seculos corr5do1 ,sem que a l9ha traada alguem contora1 ,ph>oes vae acc5d5do ,nos angulos d turvo precipicio1 ,onde faz n9ho o vicio4 ,em nome d'essa =a que def5de ,o fraco1 o pobre1 a creana1 ,gigante lum9oso que se e/5de ,da morte l\ra esp'rana1 que eu reprovo a impia atrocidade ,da velha soci$ade4 ,s\ democrata e me2 procuro um norte ,de ,lib]dade e ,gloria2 ,acceito essa revolta ard5te e =te ,que faz trem] a ,hi/oria1 ,porm condemno o immano desv>io ,que mata a sangue frio6 4444444444444444444444444444444444444444 444 ,que a lei arvre o fa*o augu/o d ,direito1 ,e v depois crav> nos intimos d peito ,z g>ras da ,inclem5cia1 ,que a ,lei fulm9e a infamia e seja mais infame ,que avilte e pro/itua1 e contra a ignavia clame1 ,revolta a s ,consci5cia6 ,se o mis]o infeliz que pelas praz dorme ,calcado pela dr1 m$ita o crime enorme ,de procur> viv]2 ,se presa da afflico divaga pelas ruas1 ,sem casa nem familia1 ao frio1 z co/as nuas1 ,e os prantos a corr]2 ,se a esposa que implor\ soci$ade hone/a ,um meio de v5c] a fome1 e a sorte infe/a1 ,se encontra repellida2 ,e p>a alim5t> um filho1 irmo ou pae1 ,arranca o seu diadema1 e sobre z lamas vae ,man*>-se1 pro/ituida4 ,se o orpho que vegeta a p> d vicio ignobil1 ,mais t>de p>a o vicio o nauseabundo mobil1 ,se r\ba e pro/itue1 ,como ousa revolt>-se a soci$ade vil1 ,se ella quem provoca1 e desbragada e ho/il1 ,p]v]te e no in/rue8 ,que p5sam5to assi/e aos mon/ruosos codigos8 ,se os papas1 deuses1 reis1 no crime ho de s] prodigos1 ,como que a lei ca/iga ,um s] vid5te e bom1 que acl>a a escurido ,com o fa*o viril da leal ,revoluo8 ,como que a ,lei intriga8 ,como que ella protege o r\bador agiota1 ,e arra/a na enxovia o desgraado illota ,que a fome fez baque> ,nos pelagos d mal8 soci$ade absurda6 voz da ,naturesa1 a lei ha de s] surda ,e o odio ha de julg>6 4444444444444444444444444444444444444444 4 ,mat> uma mulh] que me1 que democrata1 ,assass9> sem d a esposa ari/ocrata1 ,junto dos filhos seus1 por egual cruel1 por egual maldito6 ,e havia de faz] *or> todo o inf9ito1 ,se acaso h\v]a um ,deus6 ,por mim1 que (f]to o culto ao que s]5o e puro1 ,que adoro o ,bem sublime1 e odeio quanto duro1 ,que no conheo a f1 ,prote/o contra a morte infau/a de ,antonietta1 ,de ,sophia1 ,leonor1 ,roll&1 g5til a?leta1 ,de ,tavora e ,corday6 ,a mo que ref]5da o crime da inju/ia1 ,qu&o podia ergu] da delet]ia lia ,um sol ou um jasmim1 ,assigna1 sem p5s>1 o p]5nal deslu/re ,de um seculo1 de um nome1 ou de um paiz illu/re1 ,da ,humanidade emfim6 ,v ,como ha de pois a ,hi/oria olh> esse ,gigante1 ,que t9ha em si a morte1 o ,bem1 a luz e o crime8 ,que ora se eleva a um mundo altivo e coruscante ,e logo g]a um mal que a ,gloria no r$ime8 ,elle era um diplomata1 um patriota1 um m]ito1 ,podia s] tambem um nobre b5em]ito ,lev&o o ,povo ,luso s concepes d ,ju/o1 ,se em vez de s] f]oz1 de t] um g5io adu/o ,voltasse ao s5tim5to um corao suave4 ,julg\ que s] tyranno era o mi/] mais grave ,d m9i/ro de um rei6 ,fez um docel de sangue ao tribunal da ,lei1 ,poz um manto de lucto aos hombros da ,ju/ia1 ,pis\ raivoso o cl]o1 e foi ouvir-lhe a missa1 ,e como affirmao da ideia mon>*i/a ,dos nobres ao plebeu traou a rubra li/a4 ,como ha de pois a ,hi/oria olh> o a?leta ousado8 ,pes&o com crit]io os factos d passado1 ,segu9do passo a passo o lum9oso accesso ,da ,sci5cia e d ,progresso4 4444444444444444444444444444444444444444 ,ha muito que na ,europa o sopro p]corria ,da cl>a discusso da s philosophia4 ,desde o seculo doze1 a duvida *ri/1 ,buscava escalpell> o craneo de ,satan4 ,pi]re d',abel>d exam9>a a cr5a1 ,e via j na f uma utopia imm5sa4 ,breve1 ,?omaz d',aqu9o1 imigo da ,raso1 ,antepunha ao ,progresso a f]a inquisio4 ,mas ,bacon1 um titan1 repelle a f-cahotica1 ,e d&o luz ,optica ,recebe uma intuio da ,sci5cia positiva4 ,ento l>ga a rot9a1 e s na lide activa ,depoz a base firme ideia demon/ravel4 ,foi elle um s] vid5te1 e concebeu provavel1 ,toda a gloria v9d\ra2 em seu nobre labor ,m$itava o progresso enorme d vapor2 ,mas como em sua fr5te a infamia no assoma1 ,foi um m>tyr da ,sci5cia1 e victima de ,roma1 ,a et]na desbragada1 a et]na pro/ituta ,que z g]aes enlucta4 ,mas o g]m5 v+\2 surgiu em breve a impr5sa1 ,excelso meteoro1 a realidade imm5sa ,que faz de ,guttemb]g um c5tro lum9oso6 ,ia baque> em t]ra um deus m$onho e iroso2 ,ia a ,ideia puls> na m5te e =a d ,homem6 ,e como z trevas somem ,os raios de um bom sol1 assim o novo inv5to ,abria p> em p> a e/rada ao ,p5sam5to6 ,o ,g5io et]nisava em breve a ,pomponace1 ,e o =te ,rabelais batia face a face ,a escola/ica1 e a lei !ocratica e politica1 ,bem como o abuso annexo concepo juridica4 ,a ,patria lusitana1 a joia d ,occid5te ,europa mo/ra ento o poeta ,gil ,vic5te1 ,que aouta o cl]o ho/il com ltegos de risos1 ,e nem sequ] p\p&o os santos p>aisos4 ,na praa era o judeu sujeito a atrocidades2 ,na crte1 ,d4 ,manuel esc>necia os frades4 ,havia pois de um lado a =a da rot9a ,e d outro a ,ideia incuba a prep>> a ru9a4 ,mas n'i/o um sobresalto os c]ebros sacode1 ,roma *ega raivosa1 e v que nada pde4 ,cop]nico affirmava a t]rea rotao1 ,p]dia o seu pre/igio a santa religio6 ,=oso era imp$ir a affronta d'essa ,ida6 ,o sabio pond]\1 que outr'ora na ,*alda ,se havia j mo/rado o movim5to ,t]ra2 ,porm a ,curia segue em furibunda gu]ra1 ,e condemn\-lhe a obra4 ,mas eis um luctador que a =a audaz r$obra1 ,e com coragem fria ,procura no inf9ito z leis da a/ronomia4 ,inv5ta o telescopio e applica-o logo ao ceu4 ,e o mundo olha assombrado o insigne ,galileu1 ,que segue passo a passo ,o trajecto et]nal dos mundos pelo espao4 ,se ha nome que de ,gloria espl5da no univ]so1 o d'esse velho nobre ,que o cl]o punge e arra/a1 em dr1 e pranto imm]so1 ,mas que ao ,g5io descobre ,a e/eira d futuro1 a via dos h]oes ,que pem no ,progresso os rubidos ph>oes6 ,a quda d ,ori5te1 e/remec] convulso ,havia dado ,ideia um vigoroso impulso1 ,civilis&o a m5te e pondo em toda a p>te ,o go/o da ,poesia1 e pelos brilhos da arte4 ,ento o aureo paiz dos inclitos v>es ,produz um sol gigante o espl5dido ,,cam,,es1 ,a syn!se d ,g5io1 um e/ro democrata ,assombro dos ,ideaes1 tal5to que arrebata6 ,que bella actividade6 ,um cyclo era uma escola ,de sublimado int5to6444 ,porm v-se desc] o manto de ,loyola ,por cima d'esse adv5to1 ,e logo a aurora cae nas g>ras d t]ror1 ,e logo a humana gloria exprime no e/]tor ,que a pro/ra um assass9o6 ,comtudo avana o ,bem6 ,lu!ro1 ,huss e ,calv9o ,f]iram mortalm5te ,o abuso1 a tyrannia e o repugnante ag5te ,das p5as inf]naes1 ,g]adas no rancor das hy5as cl]icaes4 ,a lucta assim travada turbul5ta e audaz6 ,de um lado imp]a altivo o mon/ro ,satanaz4 ,e d outro a aspirao das comprovadas c\sas4 ,a aurora ve/e lucto1 a t]ra ve/e l\sas1 ,e o sangue corre a flux no precipicio escuro444 ,mas elle fecund\ os g]m5s d ,futuro6 444444444444444444444444444444444444444 ,keppl]1 ,newton1 ,brah1 t9ham desfeito o my?o ,da creao div9a2 os livros d inf9ito ,j t9ham revelado1 em phrases de planetas ,da gr&e lei sidrea z deslumbrantes metas4 ,desc>tes amplira z lucidas conqui/as ,e pr(undra o abysmo s vs fices dei/as2 ,e como o jesuitismo erguesse um ?rono ao mal1 ,surgiu-lhe o valoroso e ho/il ,blaise ,pascal1 ,com satyra cortante e lucido crit]io1 ,tra&o-lhe no ,tempo o et]no cemit]io4 ,desfibrava-se a p\co a l5da !ologica1 ,e punha-se a att5o na hi/oria geologica1 ,gognel1 ,jussieu1 ,buffon1 t9ham rasgado a entranha ,no valle1 e na montanha1 esph]a onde se agita o ,g5io e o desat9o4 ,seguiram-lhe o trajecto um ,pallas e ,ardu9o1 ,e todos1 sem s5tir1 ,fiz]am o passado esmorec]1 ruir4 ,a antiga hi/oria *9a oppunha-se utopia ,da l5da de ,moyss2 a sci5cia cada dia ,os c]ebros levava nova exp]i5cia1 ,que em breve prov>ia =te intellig5cia ,a hi/oria da ,mat]ia ,no m>1 na vida1 e morte1 e sons1 e luz e!rea4 4444444444444444444444444444444444444444 44444444 ,brotava na ,consci5cia a aspirao politica2 ,deix>a a ,+lat]ra a frmula mephitica1 ,e em todos os s5tidos ,se press5tiam j os turbidos ruidos4 ,voltaire e ,did]ot entravam no futuro4 ,desmoron&o o muro ,que a9da protegia a treva e o fanatismo4 ,fic\ pois fulm9ada a cr5a e o my/icismo6 ,n5hum abrigo havia aos golpes d alvio ,vibrados pela firme e rija ,evoluo4 ,os reis1 mesmo a sorrir abriam o jazigo1 ,onde ia sepult>-se o cl]o1 o seu amigo1 ,sem v]em que aluida a base d edificio ,que tem por cima o odio1 e em baixo o precipicio1 ,desaba fatalm5te em multiplas ba/ilhas4 ,t9ham sulcado o oceano z portuguezas quilhas1 ,e o g5io dos h]oes deix>a e/eiras c]tas bella explorao das ricas descob]tas4 ,no clima luxuriante1 e t]ras d ,equador ,eram a flra e fauna os n9hos d espl5dor1 ,e o ,homem que e/udava1 o ,homem j sabia ,que ,deus era ignorante1 e muito1 em ,geographia4 4444444444444444444444444444444444444444 444444 ,n'e/e m> revoltoso que se eleva o homem ,que uns coroam de luz1 outros na campa somem6 ,,vi ,o m>quez de ,pombal1 producto d seu meio1 ,trazia na ,consci5cia o salut> anceio ,das santas c\sas bellas4 ,mas um facto m5tal1 o facto d attavismo1 ,acorr5tava-o sempre ao velho despotismo ,dos ?ronos e das cellas4 ,a corr5te soprada alm1 da h]oica ,frana1 ,fazia-lhe puls> a mage/osa esp'rana ,das creaes mais c>as2 ,porm n'esse combate imigo d ,direito1 ,c$ia tri/em5te voz d ,preconceito1 ,e s p]v]ses ign>as4 ,demon/ra-o f>tam5te o proc$] confuso ,com que arrojava ao ,povo um turbilho diffuso ,de mortes e afflico1 ,cur&o juntam5te1 e com visivel gloria1 ,de lhe apla9> a rude e fria trajectoria1 ,por meio da in/ruco4 ,affirma-o sem rodeio o manife/o emp5ho ,com que gu]re\ ,bocage1 o sublimado eng5ho ,d seculo passado1 ,por seus bellos ideaes1 mod]nos e a!i/as1 ,expo/os com vigor1 e com pr(undas vi/as ,de um espirito avanado4 ,comprova-o a friesa usada com ,fyl9to ,que longe d seu n9ho1 o doce riso ext9cto1 ,*orava1 em lyra de ouro1 ,z ru9as da v5tura1 o azul d patrio l>1 ,z aguas d ,mondego1 e z vibraes d lu> ,entre os jasm9s e o l\ro4 ,a e?opa social dos seculos transactos1 ,reflecte-se e vigora em seus fune/os actos4 ,fluctua sem cess> seu espirito viril1 ,que ora se eleva ao bello1 ora se entrega ao vil4 ,mas n'elle transp>ece uma t5d5cia rude ,que punge a leal ,virtude6 ,a /atica m5tal ap]ta-a pelos pulsos2 ,e a dynamica ento imprime-lhe os impulsos ,da progressiva lida2 ,e assim n'e/e vaivm lhe corre toda a vida4 ,porm qu&o abord\ e/ancia d]radeira ,deixava atraz de si a sangu9osa e/eira1 ,onde o espectro d pobre1 e ju/o1 e velho1 e creana ,reclamam com vigor crit]io e segurana ,ao tribunal da ,hi/oria1 onde s]o julgados ,os sabios1 os h]oes1 os reis e os scel]ados4 4444444444444444444444444444444444444444 444444 ,t5ho attacado o cl]o1 aspiro excelsa luz1 ,dete/o o ignobil l5ho1 e s9to por ,jesus ,o affecto que d>ia a irmo1 se irmo tiv]a1 ,v5]o o positivo1 e nunca a van *im]a4 ,meus filhos1 ca/os soes1 o meu !s\ro imm5so1 ,por quem me s9to gr&e1 a quem adoro e inc5so1 ,z h]as infantis que enleio na ,consci5cia1 ,a =a que me impelle lucta da inclem5cia ,que aqui1 n'e/e paiz de c\sas pequ59as ,odeia a quem cultiva z rosas *ri/al9as ,no corao d ,bem1 ,progresso e ,lib]dade1 ,seguem a religio d ,ju/o e da ,v]dade1 a sua cr5a ideal1 ,resume-se no amor d seu s5tir filial4 ,mas t5do a m5te =te e despres&o os idolos1 ,e combat5do firme os monum5tos frivolos1 ,politico-sociaes1 ,revoltam-me a ,consci5cia os actos to brutaes ,da vida d m>quez1 ,e vejo com tri/esa o nome portuguez ,cob]to pelo horror1 ,qu&o podia s] um foco de expl5dor4 ,a qu$a d jesuita ju/a1 rasoavel2 ,expulsa essa b>reira imiga insup]avel1 ,podia a soci$ade ergu]-se da ignorancia1 ,dormir em paz a ,me1 sorrir a l\ra infancia ,ao ,p5sam5to novo1 a santa aspirao6 digno de l\vor quebr> inquisio ,os braos da v+ana a ira da torpesa4 ,mas cobrem-se de lucto z leis da ,naturesa1 ,mas ouve-se um prote/o1 a palpit> frem5te1 ,ao v]1 *eio de affronta1 um m>tyr impot5te1 ,rojado pelo *o1 man*ado pela lama6 ,e pelas naes clama ,a ,ideia humanit>ia1 am5a1 e ju/iceira1 ,v5do arroj> um ente e/upida fogueira6 ,e embora fosse um padre1 embora um jesuita1 ,embora fosse irmo da raa atroz1 precita1 ,a m9ha voz s5tida ,prote/a contra a morte impo/a a ,malagrida6 ,prote/o6 ,e emquanto h\v] ,um corao de luz em peito de mulh]1 ,meu brado ha de corr] nos angulos d mundo1 ,e em todo o m> fecundo6 ,,vii ,que se ha de ento faz] aos gr&es luctadores1 ,que lanam sobre a ,hi/oria z olorosas flores1 ,e regam com seu sangue os fructos d porvir8 ,que fontes de espl5dor iremos ns abrir ,ao vid5te ,danton1 a ,l9coln1 a ,blanqui1 ,o m>tyr que sorri ,por entre a c]rao da n\te d torm5to8 ,que havemos de (f]t> aos soes d ,p5sam5to8 ,nunca apoiei ,?i]s1 nem o *acal da ,russia6 ,dete/o a immanidade1 e a v+ativa a/ucia444 ,o sangue da ,communa1 z lagrimas de ,jessa1 ,=m>am no sil5cio a fulgida cabea ,da indomavel revolta6 ,o mon/ro que comm&a1 em meio de uma escolta ,z manobras crueis que g]am a orph&ade1 mais f]oz que um tigre1 e avilta a ,humanidade1 ,e deve t] na m5te ,a infamia de ,javheh1 e os odios da s]p5te4 ,como hei de eu inc5s> a mon>*i/a treva8 ,como hei de ento l\v> um s] de fronte seva8 ,pombal beij\ a patria1 e esp$aou-lhe o seio2 ,fez gu]ra ao ,preconceito1 e pro/]g\ o anceio ,dos cr5tes d porvir6 ,lev\ seu nome ,gloria1 e fel-o aps cahir4 ,no sangue inda escorrega ,quem segue a lusa hi/oria4 ,a s ,ju/ia nega ,um preito1 a quem desd5ha a humanit>ia via1 ,e lana a ,lib]dade s palhas da enxovia4 ,fique acima de tudo o limpido crit]io2 ,=m> uma cidade onde era um cemit]io ,s]ia expr a vida aos morbidos prejuizos4 ,vas> em molde infiel hi/oricos juizos ,s] vici> tambem o p5sam5to ao ,povo4 ,ju/ia6 ,ha de o v9d\ro escalpell> de novo ,a nossa actividade2 e ento444 trem5do enc>go6 ,ou ha de t] no peito um s5tim5to am>go ,ou ha de a*> mesqu9ha a obra dos avs6 ,salvemos o ,futuro1 e que elle creia em ns6 ,,fim