disponibilizada pela bib,r,i,a4 ,,jaime ,,de ,,magalh,,es ,,lima ,a ,,gu]ra ,,depoim5tos ,,de ,,h]ejes ,f4 ,,fran,a ,,amado1 ,,editor ,,coimbra4 #aiae4 ,a ,,gu]ra ,compo/o o impresso na ,tipografia ,frana ,amado1 ,rua ,f]reira ,borges ,coimbra4 ,,jaime ,,de ,,magalh,,es ,,lima ,a ,,gu]ra ,,depoim5tos ,,de ,,h]ejes ,,coimbra ,f4 ,,fran,a ,,amado1 ,,editor #aiae4 ,prologo ,um direito o nosso tempo conqui/\ pl5am5te--o direito de h]esia4 ,muitos outros t5t\ proclam>1 desde o meiado d sculo ,,xviii at hoje4 ,pela sua vitria se es=ou e sacrific\4 ,mas1 se muitos quiz e por mom5tos imag9\ possuir1 quasi outros tantos surgiram e se apag>am com a rapidez e mgoa com que inv>ivelm5te se desfazem iluses e esp]anz mal fundadas4 ,o direito de h]esia1 o direito de discutir1 conte/> e neg> todas z ideias por qualqu] modo dom9antes1 todas z conv5es e/abelecidas1 todos os dogmas1 todos os pr9cipios e todos os preceitos da religio1 da filos(ia1 da arte1 da sci5cia1 da politica1 e de quanta afirmao o nosso p5sam5to sonhe ou imponha1 qu] na vida concreta1 qu] na vida puram5te especulativa1 o direito que implica a faculdade de regeit> no govrno da nossa actividade espiritual e mat]ial toda a autoridade indep5d5te de re/rico e de crtica--sse logr\1 porm1 prevalec] atravez de todas z vicissitudes a que o tiv]am e teem sujeito multiplos e vigorosos despotismos1 sempre fceis em r5asc] das prprias c9zas4 ,abolidas z div9dades1 z sagradas como z pr(anas1 z que se adoram nos templos como z que se lisongeiam nos palcios1 legtimo duvid> da cr5a religiosa como da cr5a poltica1 podemos sem (5sa dos hom5s e respeit&o a nossa conscincia desconfi> de muito civismo e de muito patriotismo envelhecidos e envilecidos por div]sa corrupo1 podemos duvid> da ju/ia1 e at da dignidade1 de muito orgulho nacional1 p]v]tido por ntima ru9dade4 isso to legitimo1 de uma to g5u9a fidelidade razo1 como o desdem das iras olimpicas de ,jupit]1 ou a revolta contra z fogueiras da ,inquisio1 ou a lib]tao da tirania de todos os ces>es1 sejam les coroados por direito div9o ou aclamados pela ins5satez e pela +5uidade da sob]ania popul>4 ,lib]tamo-nos dos abusos d velho mundo2 c>ecemos de nos lib]t> das suas glrias1 disse ,mazz9i4 ,e isso1 que algum dia pod]ia p>ec] blasfemia d revolucionrio1 enc]ra hoje ap5as uma mode/a e inconte/ada ins9uao e autorizao de livre exame4 ,muito h]oismo h\ve que o passado glorific\ e o futuro conv]t] em ignom9ia1 muito fraqueza vilip5diada o tempo nos torn> em m]ecim5to e honra1 muita virtude foi crime1 muito crime foi santidade1 muita prudncia foi l\cura1 muita l\cura foi ac]to4 ,o cataclismo de #aiad1 turv&o em ansi$ade todos os coraes1 onde coraes encontr\1 a9da os mais dbeis1 foi um ensejo trem5do dsse direito de h]esia que uma l5ta e progressiva insi/ncia ant]ior havia con/itud e e/abelecido firmem5te em o nosso espirito2 foi um aju/e de contas correspond5te magnitude sem prec$5tes da gu]ra que le solt\4 ,v]dadeiras religies politicas e sociais1 como a ordem1 a riqueza1 o nacionalismo1 o socialismo1 o respl5dor milit>1 z egrejas1 o imprio1 e at o prprio cri/ianismo1 =am *amadas a uma reviso sevra dos respectivos valores e a uma det]m9ao dos seus c>act]es e responsabilidades2 e dessa reviso sairam pr(undam5te alt]adas na sua nobreza1 na sua razo e pureza1 e na sua mais humilde utilidade4 ,palavras que eram um paldio transfigurram-se em espctros1 muito respl5dor se apag\1 muita treva se ilum9\1 muito pod] se arru9\1 muito feti*ismo se desfez4 ,de algumas dessas h]esias1 que t5ho por fundam5tais e de/9adas a uma influncia incalculvel no futuro das soci$ades humanas1 colhi ne/as folhas umas breves notas1 na esp]ana1 s5o na c]teza1 de que no p\co pod]o escl>ec]1 e sobretudo =talec]1 ne/as horas de angu/ia1 os que z m$itrem4 ,umas =am j impressas no ,dirio de ,noticias1 de ,lisboa2 outras1 o maior nm]o1 vem agora a pblico pela primeira vez4 ,e de tal modo me al>guei ceif&o em sera alheia1 que1 con/itu9do z notas que se ref]em ,arte de ,ga/> uma v]so qusi completa d magnfico opsculo d sr4 ,e4 ,j4 ,urwick1 julguei-me obrigado a solicit> d editor sr4 ,humphrey ,mil=d a autorizao necessria p>a a traduo1 que le bondosam5te me conc$eu1 com uma g5tileza pela qual confesso aqui o meu reconhecim5to4 ,no vo os tempos p>a pr(ecias4 ,to pr(undo o tumulto em que o mundo se atropela desvairado1 que todas so p]igosas e se arriscam a um desm5tido rpido e radical4 ,foi a gu]ra iniciada em nome da lib]dade dos pequ5os povos e d respeito da ju/ia entre os hom5s e z naes4 ,mas no t]emos que nos surpre5d] se1 *egada a hora da paz e da vitria1 =em os primeiros despotas aqueles mesmos que clam>am pela lib]tao dos oprimidos e no seu clamor conduziram os ex]citos s batalhas4 ,no t]emos de que nos surpre5d]1 se esse = o eplogo de/a inaudita desgraa4 ,em primeiro log>1 a gu]ra s por si uma escola de despotismo p>a v5c$ores e v5cidos2 1 como agora aconteceu em todos os paises int]essados no conflito1 sem excepo1 a susp5so absoluta de todas z lib]dades e direitos individuais1 a absorpo de todas z =z e de todas z actividades sociais1 uma violncia sem limites1 involv5do vidas e b5s em uma tem]osa v]tigem d e/ado4 ,de uma tal situao ficam resduos2 de semelhante incndio re/>o1 pela =a das c\sas1 runas fumegantes4 ,o que era temporrio torn>-se- facilm5te p]man5te1 mu foi t]-se fundado2 o que se decretra p>a salvao da republica1 a/uciosam5te se cont9ua p>a vantagem das d9a/ias e das olig>quias4 ,h\ve uma f]m5tao cuja vitalidade reanim\ muitos elem5tos mortos e dorm5tes e cujos efeitos vo muito alm d p]iodo que a levant\1 compre5d5do por simples contgio muita c\sa que lhe era e/ranha4 ,depois1 convm no esquec] que a torr5te dos impulsos econmicos pes> duram5te na vida das naes emp5hadas na gu]ra4 ,a ru9a foi de uma va/ido insondvel4 ,a riqueza que por div]sos modos se aniquil\ na gu]ra1 exc$eu quanto os clculos podem at+ir e quanto os nm]os podem som>4 ,no h arimtica possvel p>a volumes de/a l>gueza e complexidade4 ,f9da a gu]ra1 sses valores p]didos ho-de1 naturalm5te1 procur> uma re/aurao pura e simples1 uma re9tegrao de posse1 por processos e em t]mos inteiram5te con=mes com o e/ado ant]ior ao desa/re4 ,e sse e/ado econmico1 que foi uma das causas mais pod]osas de/a calamidade que nos at]ra1 fundam5talm5te desptico1 e nem por outro modo tem probabilidades de subsi/ir4 ,um publici/a de gr&e autoridade na impr5sa +lesa1 o pr(essor ,l4 ,p4 ,jacks1 escrev5do no ,hibb]t ,j\rnal sbre a tirania das c\sas que so m]am5te c\sas1 mo/r\ como a mecnica e os maqu9ismos1 primitivam5te de/9ados ao s]vio dos hom5s1 se torn>am a muitos respeitos o seu s5hor4 ,o milit>ismo e o indu/rialismo1 como hoje exi/em na ,europa1 teem a sua origem em uma fonte comum4 ,ambos escl>ecem a incl9ao dada ao esprito humano pelo culto d maqu9ismo1 que to ext5sam5te se torn\ dom9ante na vida espiritual d mundo ocid5tal4 ,ganha t]r5o a suspeita de que o indu/rialismo deve af9al s] contado1 em si e por si1 entre z causas positivas da gu]ra4 ,acresc5t&o a riqueza1 a o/5tao e o orgulho dos povos1 no s]vir p>a ac5tu> z suas rivalidades1 p>a cav> mais fundas z suas invejas1 e p>a inflam> z suas paixes pr$atrias8 ,ora no de crr que o indu/rialismo1 causa de gu]ra e dos seus despotismos1 abdique de boa m5te d seu imprio e r5uncie s armas com que o su/5ta1 mrm5te depois de t] sido o soldado mais =te da gu]ra1 que se fez mais nas fbricas e nas fundies mon/ruosas d que nos campos de batalha1 onde os soldados empregram os eng5hos de morte que z (ic9as e os laboratrios criavam e lhes m&avam4 ,se ao indu/rialismo1 de sua natureza desptico1 que com gr&e cpia de alegaes ha-de reclam> o antigo log>1 junt>mos z urgncias f9anceiras1 ansiosas por uma organizao econmica fcil e abundantem5te colectvel1 se h\v]em de s] consid]adas z necessidades fiscais dos e/ados esmagados com dvidas fabulosas que se contraram rapidam5te1 mas que levam anos a sald>1 muitos anos e muito p5osos1 no s] de e/ranh> que a gu]ra1 no seu seguim5to im$iato1 robu/ea aquela con/ituio d trabalho que1 seguram5te1 por uma j longa e am>gurada exp]i5cia1 sabemos s] a mais p]feita negao da lib]dade1 a mais fatal das opresses4 ,todavia1 embora quaisqu] pr(ecias se a*em evid5tem5te sujeitas a =mais des5ganos1 ous>ei diz] que alguma c\sa c]ta desde j nos resultados da gu]ra4 ,podem z in/ituies polticas e os si/emas econmicos s] arquitetados e fundados como melhor conv5ha aos capri*os dos reis1 =tuna dos hom5s1 sapincia diplomtica e aos seus sortilgios cabali/icos4 ,pde s] que1 af9al1 a gu]ra p>ea1 nos seus efeitos concretos1 radicalm5te contrria aos sonhos de lib]dade que inflam>am os seus inc5dios e precipit>am z suas hecatombes4 ,mas det]m9\ uma r5ovao da conscincia1 uma filos(ia1 uma moral1 um modo de s] economico1 um r5ascim5to ntimo1 que so de dur> e cresc]1 invuln]veis s artes dos imp]adores e ao pod] dos v5dilhes1 sup]iores ao seu domnio4 ,a cat/r(e de #aiad no foi na realidade um acontecim5to que mud\ o mundo4 ,foi uma gr&e mudana d mundo que remat\ em um gr&e acontecim5to1 cujo f9al a9da no conhecido de homem algum#a4 ,foi ess5cialm5te uma agonia espiritual p]ante a qual importam p\co e s]o transitrias z alt]aes ou a p]si/ncia da ordem mat]ial d mundo4 ,o pod] de revelao de/e cataclismo exc$e muito a =a de de/ruio das edificaes mat]iais que pulv]is\4 ,a v]dade que entramos em relaes com um novo mundo que at aqui nos foi desconhecido4 ,pod]es espirituais at hoje invisiveis ap>ecem no seu ambi5te4 ,digo invisiveis1 sm5te porque a sua aco se ocultava aos hom5s emquanto les &avam im]sos nos cuidados d bem-e/> mat]ial4 ,e agora1 ne/e mesmo mom5to em que o mundo se alaga em sangue1 e uma torm5ta de fogo1 de/ru9do tudo na sua passagem1 ameaa conv]t] em p e c9zas o nosso bem-e/>--eis que os cegos vem e os surdos comeam a ouvir4 ,obscuram5te press5timos a aproxim>-se a vitoria d esprito sbre o cos4 ,quasi podemos diz] que uma sc5telha despr5d5do-se da tempe/ade univ]sal nos revel\ subitam5te um novo aspecto d mundo444 ,alm d inf]no que se des5cade\ sbre a t]ra1 di/+uimos a pres5a de um ,pod] mais alto1 sbre o qual o inf]no no prevalece2 e a /e pod] mais alto que o futuro p]t5ce4 ,a sua aco sempre a mesma--no indivduo1 na nao e na humanidade4 ,afirma a vida contra a morte e a integridade daquilo que vive contra z =z que o dissolv]iam4 ,vimos /e ,pod] inc>n&o em uma longa sucesso de ap>ies que nos surpre5dem4 precisam5te ne/a antecipao da sua conqui/a f9al no futuro que encontramos a inolvidvel significao da gu]ra pres5te#b4 ,progresso1 s no esprito exi/e4 ,o mat]ialismo de que a ,alemanha foi ne/e mom5to um e/up5do repres5tante1 espl5dido em seu gn]o1 val] tanto ou to p\co nas c\sas da t]ra como nos re9os d puro p5sam5to4 ,p>ecia dom9> como filos(ia na hora pres5te4 ,t9ha a seu favor uma c]ta =a4 ,e/amos em um mundo mat]ial1 e os que e/udam o organismo corporeo &am sujeitos a virem gradualm5te a uma espcie de concluso de que le a exi/ncia inteira4 ,por isso erram4 ,a matria muito importante1 mas por modo algum a totalidade d univ]so4 ,h dois aspectos d univ]so1 o espiritual e o mat]ial1 e um tem de s] aproveitado pelo outro4 ,no pde admitir-se que o aspcto mat]ial dom9e2 tem de s]vir z necessidades d esprito4 ,a nota d univ]so mat]ial repetio2 a nota d univ]so espiritual ou psiquico no 1 porm1 repetio1 mas progresso4 ,i/o se v na hi/ria d nosso prprio mundo--primeiro os animais inf]iores1 depois os animais sup]iores1 e por fim o homem4 ,o que depois di/o vir1 no o sabemos a9da1 mas e/amos longe da p]feio4 ,deve s] qualqu] c\sa melhor4 ,o prprio homem se torn> melhor sbre a t]ra4 ,e1 assim como p>a o indivduo1 o progresso da evoluo no tem fim4 ,temos de compre5d] que somos todos s]es et]nos1 que temos um de/9o inf9ito deante de ns1 ou p>a cima ou p>a baixo1 con=me o nosso c>act] e atributos4 ,e/a a nota d univ]so espiritual4 ,o seu resultado a vida1 e a vida cada vez maior4 ,a soma de vida no univ]so p>ece cresc] cont9uam5te1 emquanto a soma de matria e en]gia no cresce2 e/a con/ante4 ,a inteligncia pde cresc]2 pde cresc] a felicidade2 pde o conhecim5to espiritual at+ir alturas pres5tem5te inacessiveis#c4 ,apliquemos crise pres5te /es pr9cpios1 que so univ]sais4 ,procuremos um balano exacto e consci5cioso das alt]aes que a gu]ra tr\xe e nos deix\4 ,logo v]emos a pr(undeza d seu alcance e os seus lucros positivos um des5volvim5to de s5sibilidade moral e religiosa nas soci$ades cultas1 como jmais se viu1 uma ac5tuao de t5dncias de lib]dade1 de ju/ia1 de amor e de religiosidade que acresc5tram em propores assombrosas os tes\ros da vida d esprito1 nico progresso possvel1 nico que importa o domnio da matria1 mesmo qu&o a mat]ialidade se reputa =talecida e inexpugnvel pela solidez das suas filos(ias e si/emas1 pelo pod] das armas e da riqueza1 e pela prepotncia triunfante e orgulhosa sbre z inf9itas escravides que a s]vem e so a sua mais funda aspirao e o seu mais eficaz in/rum5to de re9>4 ,mais prolongada no tempo e nas conseqncias1 sobretudo inf9itam5te mais fecunda d que a breve e inc]ta jornada milit>1 poltica e econmica em que tiv] de remat> os combates1 s] a jornada moral e religiosa a que a gu]ra nos conduziu4 ,no h pod]es d mundo que a p]turbem4 ,porv5tura s] mais activa qu&o les m5os a favorec]em4 ,a necessidade de reaco acel]a-a e =tifica-a4 ,talvez ento1 qu&o fr a seu t]mo1 z gu]ras nos p>eam1 alm da futilidade que hoje so1 uma infantilidade cruel1 de que nos lembr>emos com a mesma opresso d corao que nos mortifica1 se na m5te nos passa a recordao dos n9hos que na m59ice de/ruimos e das vidas que por capri*o sacrificamos4 ,e na humanidade *egada edade da razo a ,eneida s] porv5tura um conto p>a crianz1 e os h]ois que nos exalt>am p]d]-se-o em trevas di/antes como aquelas em que entrevemos a rudeza da edade da p$ra4 ,convulses dum enfrmo ,qu&o em #bi de julho de #aiad a ,alemanha envi\ ,russia uma decl>ao de gu]ra1 o mundo1 acord&o tragicam5te da sordidez indol5te e gananciosa dos int]esses baixos e das corrompidas comodidades1 en]vado por longos anos de paz empregados em abr&> a fria insacivel dos seus praz]es e complexas s5sualidades1 julg\ no auge da indignao que um p5sam5to mon/ruosam5te scel]ado m$itra e consumava um crime contra a civilizao1 o maior e o mais odioso que jmais se sonhra e praticra na hi/ria da humanidade4 ,decl>adam5te se armavam1 havia qusi meio sculo1 os gr&es pod]es milit>es da ,europa2 engr&eciam os exrcitos1 acresc5tavam z armadas1 acumulavam os canhes1 amontoavam munies e edificavam =talezas por modo nunca vi/o4 ,mas a confiana na autoridade e eficcia d velho preceito que nos m&ava prep>> p>a a gu]ra se qu]iamos a paz1 su/5tava uma segurana pr(unda e a tranquilidade1 como c]teza1 de que to disp5dioso e aturado =j> dos ars5ais era ap5as um cro de l\vores glria da paz1 sob]ana1 possu9do o mundo1 conqui/&o-o dia a dia pela sua fasc9ao e a9da pelos eng5hos de gu]ra que prometiam uma inviolabilidade =midvel a quem os s\besse fabric> e us>4 ,depois1 no e/ava demon/rado que a gu]ra importava a ru9a de v5c$ores e v5cidos1 e era de todo incompatvel com a su/5tao e prosp]idades das riquezas indu/riais e m]cantis que a cu/o e com enorme esfro haviamos criado e nos absorviam8 ,os p5sadores1 os economi/as e os hom5s de boa f e melhor razo no t9ham provado que s por demncia1 e jmais por conv5incia ou glria de uma nao1 fsse ela qual fsse1 se pod]iam des5cade> ou cons5tir to ins5satos e pavorosos cataclismos8 ,a paz era reconhecidam5te o mais lucrativo dos negcios1 emquanto z armas significavam a mais slida das g>antias da amizade entre os povos4 ,apes> dos vatic9ios de pr(etas t5ebrosos imp5it5tes1 que tambm os havia e no cessavam de ag\r> desgraz1 t5do por fatal a hora t]rvel de uma gu]ra europeia1 o mundo ia remex5do os seus oiros e os seus e/]cos1 os seus b5s e z suas devassides1 conv5cido de que a bonana1 uma p]5e bonana orgiaca1 era de ora em diante a lei da vida4 ,de facto1 a gu]ra1 lan&o o fogo subitam5te a todos os paioes1 surpre5dia-o4 ,era a subv]so das suas melhores cr5z4 ,no podia cr-la4 ,quem ousava lanar a t]ra inteira nessa insondvel voragem86444 ,a gu]ra1 no primeiro mom5to dsse aflitivo e desvairado desp]t>1 era unicam5te o fruto am>go da sob]ba lugubre dos que gov]nam z naes1 alim5tada na obscuridade das *ancel>ias1 moralm5te obtusas e emp$]nidas e ignobilm5te vidas e crueis1 de todo despr5didas d zelo e respeito da =tuna dos povos que um desapi$ado egoismo lhes fazia ignor>2 e a traio aos arrebatam5tos da v5tura em que viviamos era executada e proclamada pelo brao e pela bca de trs imp]adores1 um caduco na s5ilidade prpria dos seus anos1 o outro dem5te de raa e de vaidade1 e o t]ceiro no muito so1 sujeito a acessos de melancolia4 ,eram les que na mais atroz l\cura g]ada de imag9rias ambies lanavam uns contra os outros hom5s de todos os cont95tes1 por igual escravos d trabalho1 que realm5te se amavam e no t9ham motivos p>a se desam>em1 e antes s5tiam razes pod]osas p>a se auxili>em e unirem4 ,eram les os reus da atrocidade e/up5da que ia cobrir de desolao e de cadv]es o *o que ,deus nos d]a e ns qu]iamos p>a cri> e cultiv> o po1 e os filhos e a arte e a religio1 toda a =tuna1 toda a dignidade e toda a glria da nossa espcie4 ,p\cos dias1 porm1 haviam decorrido desde a primeira hora de espanto e av]so1 e uma vaga conscincia comeou a mo/r> que sob o impulso e com&o dos imp]adores e dos g5]ais1 sob z cobiz das ca/as milit>es e dos seus *efes1 inflam&o-z e explic&o-z1 s5o legitim&o-z1 entre o e/rpito dos cavalos e dos canhes1 havia o conflito das raz1 uma div]sidade e uma incompatibilidade de aspiraes que se excluiam e por condio e/avam sem remisso de/9adas a *eg>em agudeza dos combates em que se encontravam4 ,ba/>am z primeiras batalhas e z primeiras vitrias dos alemes na ,blgica p>a que uma luz sbita mudasse todos os apectos4 ,z primeiras atrocidades que os exrcitos da ,alemanha comet]am1 p]ante o desrespeito dos tratados confessado com um extremo impudor e a p]fdia cnica em sua h$ionda nudez1 p]ante a hospitalidade trada1 con/rundo =talezas ocultas e pondo espies onde com amizade eram acolhidos1 p]ante o morticnio de velhos e crianz1 o insulto e injria das mulh]es e a de/ruo e saque dos mais preciosos tes\ros d esprito humano1 mal se revel\ a animalidade b>b>a que alim5tava a fria g]manica1 compre5deu-se a que trem5do duelo eramos *amados4 ,e1 assi/9do ressurreio dos s5tim5tos e processos que ha longos sculos t9ham movido z hordas teutnicas1 de t5ebrosa e amaldioada fama1 e se julgavam p>a sempre cond5ados e banidos1 e confront&o-os com o esprito religioso de abnegao e bondade que animava o slavo1 com o respeito1 decro e dignidade que honra e brazo d mundo britnico1 e com a g5tileza e rectido que em toda a conjunctura c>act]iza o esprito gaulez1 e/remados assim fundam5te os campos ao fim de um ms de ho/ilidades1 a exp]incia e/ava feita e o des5gano acabado1 e o primeiro m9i/ro da ,+lat]ra1 ,asqui?1 no discurso magi/ral que pronunci\ no ,guildhall1 podia diz] com o aplauso retumbante da ,gr ,bretanha e de todo o mundo culto3--,no um conflito m]am5te mat]ial1 tambm um conflito espiritual4 ,das suas ltimas conseqncias se v] que mais t>de ou mais c$o dep5dem tudo o que contm promessa e esp]ana1 que conduz emancipao e mais completa lib]dade de milhes que con/ituem a massa d gn]o humano4 ,quem t9ha olhos p>a v]1 ent5dim5to p>a consid]> e sbretudo corao p>a s5tir1 logo sem a m5or sombra se conv5ceu de que1 envolvido no tropel das ambies polticas e das rivalidades milit>es1 o que rialm5te z precipitava em um embate tem]oso era a incompatibilidade1 irreconcilivel e ard5te1 entre a fra e o direito1 entre a brutalidade e o respeito1 mod]ao e tol]ncia1 entre z cobiz da sordidez e o despr5dim5to da nobreza1 entre o c9ismo e a cr5a1 entre a lib]dade e o despotismo1 entre a boa f e a deslealdade1 entre o orgulho e a mod/ia1 entre a c&ura e a corrupo1 entre o ,deus d sacrificio c>idade e bondade e o ,deus das batalhas1 da av>eza e d dio4 ,nem sequ] era uma disputa de d\tr9as e de si/emas2 era e uma oposio viol5ta de temp]am5tos1 uma div]gncia de modos de s] sociais1 morais e religiosos entre si antipticos at excluso mtua4 ,era ,tol/oi contra ,/rauss1 ,rusk9 contra ,bism>ck1 ,voltaire contra ,treits*ke1 o monismo degradante de um ,erne/o ,haeckel contra o dualismo espirituali/a1 nobre1 cr$or inflexvel de responsabilidades1 de um ,alfr$o ,wallace2 era a f1 a graa1 a ju/ia e a lib]dade contra o scepticismo1 a bruteza e o despotismo1 embora os primeiros se apres5tassem desprotegidos de previso e a/ucia e os ltimos viessem s]vidos pelo e/udo1 pelo metodo e por subtil eng5ho4 ,aos p5sadores e erditos no foi difcil escl>ec]-nos1 demon/r&o que v9ham de longe z incompatibilidades cujas en]gias contrrias1 agravadas e acumuladas no corr] dos anos1 *egavam em uma hora angu/iosa a um combate de vida ou de morte4 ,re$it>am-se e not>am-se1 com a aureola das pr(ecias1 palavras de ,rusk9 nas quais a intuio p5etrante d gnio muito c$o apont\ a di/ncia que havia entre o c>ct] g]mnico e z t5dncias britnicas4 ,j em #ahei ,rusk9 falava1 em c>ta a um amigo1 d int5so egoismo e ignorncia d p9tor alemo mod]no 7na sua obra7 que era indizvel no que t9ha de (5sivo4 ,a et]na vaidade e vulg>idade masc>&o-se de pi$ade e poesia1 a surdez pr(unda a toda a beleza rial1 in*ada em abom9veis c>icaturas daquilo que les imag9am s] o c>ct] g]mnico1 a absorpo de todo o amor de ,deus ou d homem na impacincia de aplauso f]iam-no e repugnavam-lhe4 ,na ,frana a9da le a*ava c]ta paixo de beleza1 embora no fsse s5o na fa9a de um aougue ou na concupiscncia2 mas o alemo era por demais vo p>a se delici> no qu] que fsse4 ,nem t9ha mudado de s5tir em #ahgd1 no ob/ante muito hav] mudado a reputao d valor alemo nas coisas d mundo4 ,ento escrevia3--,z b5os so ap5as p>a os dces e mis]icordiosos1 e um alemo no pode s] uma coisa nem outra2 nem sequ] compre5de o que essas palavras signifiquem4 ,egoi/a nos mais puros e/ados de virtude e moralidade1 no ha sma de sab] que possa jmais faz] mode/o um alemo4 ,de modo que1 qu&o os alemes se apossam da ,lomb>dia1 bomb>deiam ,v5eza1 r\bam-lhe os quadros 7de que no podem compre5d] nem um trao71 e inteiram5te arru9am o pas moral e fsicam5te1 deix&o atraz de si misria1 vicio e dio pr(undo1 onde qu] que os seus malditos ps hajam pisado4 ,foi precisam5te o mesmo que fiz]am em ,frana--esmag>am-na1 r\b>am-na1 deix>am-na na misria d desesp]o e da v]gonha1 e fram p>a casa a lamb] os beios e a cant> ,te-,deus4 ,o almirante ,von ,tirpitz1 int]rogado pelo s5ador ,bev]idge1 homem pblico muito popul> nos ,e/ados ,unidos da ,amrica1 disse-lhe que o povo alemo se tornra feliz e prosp]o pelos velhos mtodos de duro trabalho1 vida limpa e p5sam5to cl>o4 ,tomra os m]cados da ,+lat]ra1 porque o +ls insi/ia nas suas frias1 nos seus dias livres em cada semana e nos sports4 ,qu]5do glorific> o temp]am5to alemo e explic> z suas conqui/as1 depreci&o ao mesmo tempo a vida +lesa1 e/abelecia um confronto no qual se def9iam admiravelm5te o c>act] e t5dncias dos dois povos em gu]ra4 ,vive um p>a enriquec]2 nisso se absorve e consome absolutam5te1 empreg&o um tal5to e arte que so m>avilha4 ,qu] o outro frias que lhe so indisp5sveis p>a a contemplao e intimidade da natureza e p>a cultiv> aspiraes apol9eas2 e di/o fez uma religio4 ,r5ov>am-se z lies d passado2 e pelos factos pres5tes compre5dem-se hoje em toda a ext5so os clamores1 escritos e pregaes dos pr(etas1 guias e educadores da ,alemanha mod]na1 entre os quais fic> de tri/e celebridade a obra de ,b]nh>di1 cujo p5sam5to fundam5tal de uma simplicidade incomp>vel3--,a ,alemanha tem nos de/9os d mundo uma alta e div9a misso1 espalh> a sua cultura1 lev> a cabo o r5ascim5to dos hom5s e das soci$ades na cultura g]mnica e pela cultura g]mnica1 e o processo nico de cumprir sse de/9o religioso o f]ro e o fogo1 o pod] milit> e a aniquilao radical de todos os povos que no sejam da op9io d mission>io v5c$or ou no se sujeitem sua desptica vontade e imprio4 ,a cultura1 no seu d]ramam5to1 comearia esmag&o a ,frana que1 s5do a inimiga mais inquieta e p]igosa pela agilidade e fasc9ao d seu esprito1 a primeira que ,alemanha cumpre suprimir p>a capazm5te desimp$ir o cam9ho4 ,rematava ni/o o bism>kismo1 talvez int]p]trado muito lm ou =a dos seus pr9cpios4 ,concluia pela prussificao de toda a ,alemanha1 afagada1 soprada e ins9uada no sangue teutnico e nos af9s por nascim5to ou incl9ao1 por todas z univ]sidades1 todos os prlos e todos os me/re-escolas1 e divulgada aos quatro v5tos1 em todo o globo1 por enxames de caixeiros viajantes transportados em navios sumptuosos com matrcula em ,hamburgo4 ,lev\ tempo a faz] e deu muito trabalho essa nova ,alemanha4 ,p>a isso foi necessrio arraz>1 como alegrem5te se arraz\1 at aos alic]ces1 aquela outra ,alemanha gloriosa1 dos tempos em que milit>m5te era v5cida1 a ,alemanha de ,kant1 de ,less+1 de ,goe! e de ,bee?ov51 d tempo em que1 toda impregnada de idealismo1 de sab$oria1 arte1 +5uidade1 simplicidade e anceios de lib]dade1 t9ha m5os scincia de laboratrio e mais scincia d corao1 e no sabia m5tir1 intrig>1 corromp] e oprimir4 ,mas isso se fez completam5te4 ,no falta entre os seus filhos quem1 v5do maguadam5te e sem paixo a situao1 t]m9e por confess> que os alemes deix>am de s] uma nao de p5sadores1 poetas a sonhadores e agora s procuram o domnio e explorao da natureza444 ,cons]v>am um h>monioso equilbrio entre o des5volvim5to econmico e o des5volvim5to moral como algum dia suc$eu com os gregos8 ,no2 com o enorme crescim5to da riqueza negras sombras caram sbre a vida nacional4 ,na nao como no indivduo1 vemos com o crescim5to da riqueza o decrescim5to d s5tim5to moral4 ,nem mesmo ,nietzs*e1 que1 is5to de s5tim5talismos e br&uras1 no ador\ p\co a fra e uma robu/ez pag1 nem sse p\p\ cultura alem o mais am>go desdem1 insurg9do-se contra essa sua obscuridade e nausea1 que todos os deuses apr5d]am a tem]4 ,se alguem quizesse vr a alma g]mnica demon/rada ad oculos1 que obs]vasse o go/o g]mnico1 z artes e os modos g]mnicos4 ,que grosseira indif]5a pelo go/o6 ,p>a todo o leitor que tivesse um t]ceiro ouvido1 dizia1 eram uma tortura os livros escritos em alemo1 sem tom1 sem ritmo nem cadncia4 ,o prprio alemo lia mal1 neglig5tem5te arra/ado4 ,p>a s] lgico1 o alemo t9ha de desc] a toda essa dureza e de v>r] d esprito tudo o que no significasse m]am5te a fra e pod] de subjug> fsicam5te4 ,outra coisa no era de prevr4 ,z virtudes da cas]na aborrecem e cortam o des5volvim5to dos subtis e et]nos encantos das academias1 embora sse comrcio de s5tir e p5s> e diz]1 que s em si se alegra e alim5ta e se atribui a delicadeza da vida e muito da sua gr&eza1 valha muito no conceito dos hom5s e na sua felicidade1 sem emb>go de s] ignorado pelo milit>ismo1 m]c da sua natural rebeldia no conhecim5to de qualqu] coisa e/ranha arte da brutalidade e da *ac9a sbiam5te organizadas e condecoradas4 ,e e/a ,alemanha bism>k9a1 milit>isada at m$ula dos ossos1 mat]ialisada em todo o s5tido1 purgada1 em absoluto1 de influncias ideali/as1 faz5do da discipl9a1 ob$incia1 ordem e comodidades a razo ltima da nossa exi/ncia1 r$uzida a um rebanho de animais bem ens9ados e bem mantidos1 de plo luzidio e msculos titnicos1 prontos voz e dceis ao *icote1 e/a ,alemanha edificada de fresco e t5do po/o na cas]na a b&eira que arri\ da cat$ral gtica e dos paos da cidade1 t+9do-a de novas cres1 surpre5de-se1 muito s9c]a e c&idam5te1 se o mundo lhe significa pela inimizade que dete/a a sua cultura4 ,no sabe a ,alemanha explic> que haja naes civilizadas contra ela unidas com os povos da ,rssia1 semi-brb>os no seu conceito4 ,como sujeitam a ,europa ao risco da sua invaso e pr$omnio1 *am&o-os e admit9do-os1 em p de igualdade1 de portas a d5tro dos seus velhos palacios86444 ,pasma de/a infidelidade sua cultura e outra c\sa no compre5d]1 pois1 de/ituda de todo o s5tim5to v]dadeiram5te cri/o1 no p]cebe os laos que juntam os povos educados no ,evangelho1 faz5do d ,evangelho a razo suprema da exi/ncia2 e outros no h que mais pr(undam5te o sigam e nle creiam d que a ,gr-,bretanha e a ,rssia1 apez> de viv]em sob in/itues polticas opo/as em l>gussima escala4 ,porque deix\ apag> todos os impulsos ntimos d amor1 trocados pelos regalos d e/omago1 no at+e que aquilo que os povos aliados seus vis9hos e inimigos correm a combat]1 exactam5te a cultura alem1 e/a aspirao que r$uziu a =tuna e cont5tam5to da humanidade a com] bem1 beb] melhor1 dormir qu5te e descansado1 &> agasalhado1 t] uma velhice f>ta e tranquila1 remdios1 mdicos e bons hospitais nas do5z1 habitaes esm]adas1 e gaz1 electricidade1 cam9hos de f]ro1 muitas (ic9as1 c9ematgrafos1 telefones e gram(ones1 e quanto1 e sm5te quanto1 se paga a d9heiro nos m]cados e se encom5da nas fbricas1 s5do tudo isso regido por uma poltica e por uma mecanica adm9i/rativa que na preciso matemtica em nada dif]e das mqu9as de ao e que pelas suas pot5tes alavancas r$uziu o homem ms]a condio de matria prima1 que/o de nm]o1 volume e qualidades fsico-qumicas1 tal qual o m9rio que se tir\ das pr(undezas da t]ra4 ,no concebe que foi o extremo fa/io dessa cultura1 em que tudo foi cultivado m5os a lib]dade e o amor entre os hom5s1 sse re9o inconte/ado da alma1 o que impeliu p>a a gu]ra z raz que o adoram1 outro no suportam e o vem ameaado3 no concebe que entre exrcitos que1 como o alemo1 deixam1 por onde passam1 uma e/eira inf9ita de g>rafas vasias1 e os que1 como o da ,russia1 probem o alcool entre z suas g5tes1 sacrific&o p>a isso os melhores r5dim5tos d tes\ro pblico1 no concebe que s isso seja in=mao sufici5te de que int]esses morais e/o em jogo no que ap>5tem5te os incautos tom>o apnas pela gu]ra das ambies dos reis e das ca/as polticas e milit>es4 ,nem por sombras imag9> que e/as lutas de vida ou de morte so z convulses de uma civilizao enf]ma de inanidade religiosa e de gs1 cansada d peso da cultura absurda das mat]ialidades1 cada em um desesp]o febril de lib]tao dos g]m5s mrbidos que lhe invadiram o sangue e lhe conv]t]am a vida em torm5to4 ,se me quiz]em contradit>1 dir-me ho que a religio1 e muito em especial o cri/ianismo1 tem na ,alemanha os seus hi/oriadores mais pr(undos e os e/udiosos mais p5etrantes4 ,no p\co t]o les concorrido p>a mant] acesos1 ao abrigo dos v5davais da filos(ia racionali/a1 os fa*os d mais sublimado idealismo4 ,o que inconte/vel1 reconhea-se4 ,simplesm5te convm adv]tir e pond]> que a scincia religiosa alem1 alis assombrosa1 uma c\sa1 e a emoo religiosa +lesa e o ascetismo russo so outra c\sa2 e o que nas m>g5s d ,r5o um valor intelectual1 concluso de silogismos1 demon/rao de textos e arquivos1 elem5to de compre5so d mundo e dos hom5s1 =a dali1 em t]ras suas inimigas1 um valor moral1 fundam5to e motivo de proc$] nas relaes individuais e sociais4 ,de modo que o que algures se torn\ objecto de curiosidade1 sem duvida salut> e b5fica1 que se cultiva de mi/ura com todas z outras culturas1 em p>ag5s prximas uma fra to mi/]iosa como sob]anam5te pod]osa1 ob$ecida sup]iorm5te a todas z outras frz a que o homem e/ sujeito4 ,e ai e/> a razo pela qual a ,alemanha1 s5do pas de muita religio e teologia escol/ica1 prticam5te p\ca religio encontr\1 e essa muito acanhada e escassa1 frtil em discipl9a e activa em poltica1 mas to pobre de f que autoriz\ e reclam\1 em proclamao dos seus sac]dotes mais graduados1 a v+ana a que a u/ria devia sujeit> a ,srvia porque um pr9cipe fra assass9ado4 ,um nosso prelado que conhece o s]to africano e a tem ex]cido a sua misso sac]dotal com uma d$icao exempl>1 contava-me h p\co que o negro pref]e o domnio portugus ao domnio alemo1 porque1 no lcido in/9to que o no engana1 consid]a que1 qu&o o preto tem culpa1 ajoelha1 pe z mos1 e o branco1 se portugus1 p]da1 e1 se alemo1 ca/iga sem d nem pi$ade1 como se p]do no lhe h\vesse implorado4 ,i/o compre5deu o negro e no o compre5deu o alemo no aviltam5to moral da sua m>avilhosa cultura1 em que a mis]icrdia no teve lug>2 e por isso bem de crr que o negro compre5d]ia o que o alemo no alcana1 qu&o lhe dissessem que a gu]ra que se espalh\ no mundo e o inunda de sangue e de dr1 a gu]ra entre os que p]doam1 qu&o os del9qentes ajoelham1 e os que no sabem p]do>1 nem mesmo em face da mais submissa humildade e contrio4 ,alguma c\sa nos diz que no e/o em rro aqueles que anunciam como fruto de/a gu]ra trem5da uma r5ovao de todo o nosso modo de s] social4 ,ous>ei at acresc5t> que essas conseqncias ltimas da gu]ra1 mais d que esboadas1 ac5tu&o-se j cl>issimam5te em pontos essnciais1 so c]tas e inevitveis1 indep5d5tem5te da vitria das armas4 ,desde a lio =midvel da qu$a d imprio romano1 abdic&o das suas velhas frz morais1 das que consid]ava fundam5tos da sua au/ra e cruel gr&eza1 e entreg&o z r5didas a um pod] mais alto1 inspirao cri/1 desde ento nunca mais o mat]ialismo1 culto ou inculto1 e o idealismo1 +nuo ou refletido1 se encontr>am em conflito sem que1 t>de ou c$o1 o idealismo1 ergu5do-se de todas z d]rotas1 no acabasse por arra/> os hom5s e os conduzir alegria e felicidade em re9os sup]iores sordidz d mundo1 mesmo qu&o essa sordidz fsse abundantem5te doirada e intelig5tem5te regrada4 ,desde que e/a alma acorde1 confundir1 por fra ou por arte1 pela irresi/ibilidade que a sua essncia1 aquela outra alma de baixa s]vido t]r5a que lhe repugna4 ,anunciam os augures polticos que e/a gu]ra traz comsigo a lib]tao das pequ5as nacionalidades4 ,mas1 entrev5do em semelhante empreza mais d que uma conqui/a de m]as lib]dades polticas e de indep5dncia dos povos1 record&o a dissoluo d imprio romano1 seguida da fragm5tao m$ieval1 e aproxim&o-a da revoluo im95te dos imprios mod]nos nas suas t5dncias desc5tralisadoras1 j amplam5te e brilhantem5te exemplificadas na ,+lat]ra1 no e/> muito afa/ado da realidade quem supoz] a poltica levada ne/e p5dor pelo surdo impulso de frz morais e religiosas1 pela presso das exigncias da m5talidade c>act]/ica da nossa era4 lib]dade d p5sam5to1 emancipada de toda a espcie de dogmatismo1 exaltada e avigorada pelo e/udo1 pela exp]incia e pela reflexo1 corresponde a pulv]izao das cr5z e das aspiraes1 a inf9ita v>i$ade d modo de s] intelectual1 moral1 religioso e e/tico d nosso tempo1 dem&&o com a legitimidade da reviso e conte/ao de toda a f a legitimidade e direitos de tol]ncia de todo o esprito nas suas manife/aes especulativas e concretas4 ,d5tro de gr&es l9has psicolgicas fundam5tais1 a div]sidade extrema e reclama lib]dades correlativas1 a assegur>-lhe a expanso4 ,qu&o1 por exemplo1 e o mais vulg>1 uns p$em ,deus1 ,ptria e ,rei e outros exigem ,lib]dade1 ,igualdade e ,frat]nidade1 podemos e/> c]tos de que de cada lado no se apuram algumas c5t5as de hom5s que vejam ,deus no mesmo alt>1 que amem na ptria z mesmas feies1 que dem ao rei o mesmo trono1 que enc]rem a lib]dade nos mesmos limites1 rep>tam pela mesma m$ida a igualdade e s9tam pelo mesmo corao a frat]nidade4 ,ora desagregao d p5sam5to tem de correspond]1 naturalm5te1 a pulv]isao dos pod]es polticos que no podem subsi/ir na antiga integridade e ext5so sem a unidade de t5dncias m5tais1 con/antem5te contr>iados1 m9ados e trados por obscuras mas indomveis rebeldias4 ,se vmos um e/up5do imprio1 como o da ,gr-,bretanha1 englob&o sob a mesma b&eira1 irmm5te qu]ida e amada1 z raz mais div]sas e z mais div]sas aspiraes1 porque p>a sse milagre poltico1 sem prec$5te na hi/ria1 se cri\ um povo em cujo gnio1 por uma arte que m>avilha de espontnea p]feio1 se conciliam praticam5te z maiores e desusadas lib]dades com a co9cidncia em uma unidade1 p>a a qual provavelm5te s se encontr> ju/ificao na comunidade de amor prpria lib]dade e no propsito ntimo de a mant] e def5d]4 ,s5do1 porm1 excepcional e/e modo de s] e s5do ao mesmo tempo evid5te que no conseguiu le at hoje reproduzir-se1 p>ticul>m5te no cont95te da ,europa1 onde extrema desagregao d p5sam5to1 de todo c>ecido de unidade1 se junta a extrema opresso dos imprios1 de todo avessos a suport>em indep5dncias1 o conflito tem de seguir seus trmites p>a abolir uma unidade =ada que a unidade psicolgica no autoriza2 e p>a satisfaz] a div]sidade pela lib]dade h de encontr> z solues conv5i5tes4 ,os +leses no exag]am1 qu&o dizem que combatem tanto pela ,+lat]ra como pela ,alemanha4 ,de facto1 prep>am a vitria de pr9cpios1 por cujo triunfo anseiam todos os povos *egados idade da razo4 ,o que sses povos vo faz] dssa lib]dade1 at onde a levam1 p>a que a qu]em e em que a aplic>o1 o que ela vai demolir e o que ela vai con/ruir1 no fcil prev-lo1 como no fcil prev] que de/9o z e/aes res]vam planta que hoje nasce bafejada d sol e manh se v]ga e esmorece aoitada d temporal4 ,mas dsde j se torna manife/o que e/amos em vsp]as de uma pr(unda reaco1 pois que por efeitos de reaco *egmos convulso pres5te4 ,desde j se adiv9ha que a negao da cultura alem1 e negada e/ seja qual fr a sorte das armas1 s5do ela a cultura e a ambio m$itada e t5az de toda a especie de mat]ialidades1 implica um l>go despr5dim5to de inf9itas mat]ialidades com que agora sobrec>regamos e afligimos a vida4 ,o dr4 ,+e1 prg&o h p\co em ,londres1 na abadia de ,we/m9/]1 e discorr5do sobre z conseqncias da gu]ra1 def9iu o que entre os p5sadores comea a di/+uir-se nitidam5te1 diz5do3 ,t]emos de nos cont5t> no futuro com uma vida mais * e1 esp]o1 com um mais alto p5s>4 ,se assim fr1 v]emos a v]dade daqule velho e belo prov]bio espanhol1 de que ,deus nunca bate com ambas z mos4 ,z nossas p]das s]iam ganhos4 ,mesmo entre ns1 alguma coisa se pass> de conseqncias talvez l>guissimas1 e porv5tura altam5te b5ficas1 apez> da crise dolorosa a que nos sujeitam4 sabido que os r5dim5tos das alfndegas *eg>am a baix> em propores assu/adoras4 ,significa isso a privao de muita coisa que sempre nos s] indisp5svel e que por qualqu] modo t]emos de cri> ou sub/ituir1 e significa tambm a ab/5o de muita outra coisa que sempre nos foi suprflua1 s por vcio se divulg\ e urg5te suprimir4 ,se e/a situao p]si/ir1 a que modificaes obrig> a economia d pais e respectivam5te a economia de cada um8 ,acontec] que por urgncia das presses econmicas *eguemos a um nacionalismo e a uma simplicidade aos quais n5hum inc5tivo moral pde lev>-nos1 e em favor dos quais se esfalf>am em vo a arte mais s1 o mais bem inspirado patriotismo e mais mode/o bom s5so8 ,evid5tem5te1 a alma dos povos no se v5ce e aniquila e transmuda com aquela prontido que os canhes mo/ram ceif&o os exrcitos e arraz&o z cidades4 ,no cons5te mutaes in/antneas4 manh1 f9da a gu]ra1 os povos que nela combat]am e os e/ranhos que comovidam5te =am te/emunhas das suas vicissitudes1 cont9u>o no seu trabalho1 nas suas paixes1 nos seus vcios e nas suas virtudes1 como se lhes p]manecesse intacto e sem alt]ao o c>ct]4 ,mas novos /ros se ergu]am1 brilham e l5tam5te ilum9>o e p5etr>o o mundo com a sua luz1 e nele cri>o inum]veis vidas novas4 ,o mat]ialismo com todas z suas edificaes e =talezas afunda-se no occaso1 e o idealismo1 r5ascido das pr(undezas onde jazia sepultado1 mas no morto1 surge glorioso a reve/ir a t]ra desolada4 ,ganhos e p]das ,os factos da conscincia no esp]am os feitos das armas p>a reconhec]em e decl>>em z suas vitrias e d]rotas4 ,pondo em p\co z conseqncias milit>es e polticas da gu]ra1 des5he-se como h\v] de se des5h> a diviso da t]ra1 rep>ta-se como h\v] de se rep>tir a di/ribuio da fra e dos canhes1 muito antes disso e indep5d5tem5te dos seus de/9os e designios j z aspiraes e cr5z dos hom5s def9iram e anunci>am t5dncias e propsitos que da gu]ra nasc]am ou na gu]ra encontr>am t]r5o propcio1 j m>c>am no seu rol v5c$ores e v5cidos1 j proclamram suas det]m9aes inflexiveis4 ,no so p\cos1 e sbre tudo no so pequ5os1 os v5cidos da conflagrao trem5da em que o mundo se agita4 ,dela sai j gravem5te f]ido1 arra/ado e vexado1 p]dida a cora e despre/igiado1 o pod] magnifico d socialismo que durante longos anos fez proslitos1 adeptos1 m>tires1 h]ois1 em torr5tes1 por milhes1 apaixon\ z multides1 dom9\1 conv5ceu e pz ao seu s]vio os reis e os sapi5tes1 toda a gr&eza e autoridade poltica e moral1 o sab]1 a virtude e a fra4 ,*amado a d> conta dos seus compromissos de humanidade1 a diz] como1 por que modos e at onde influia na felicidade dos hom5s e com a aba/ana assegurava a paz1 a alegria e o amor d proximo1 que invocra p>a base dos seus direitos e legitimidade dos seus triunfos1 mo/r\-se o companheiro e o aliado submisso de todos os despotismos e de todas z crueldades4 ,no nos p\p\ nem um golpe1 nem uma lagrima1 nem uma injuria2 a todo o mortic9io1 a toda a opresso e a todo o insulto o temos vi/o associado1 sem um lam5to1 sem um ge/o de repulso1 escravo d$icado de um patriotismo todo con/ituido e s con/ituido de cobiz e odios1 por completo desconhec5do o que seja e p>a que sirva a frat]nidade1 a magnanimidade1 o respeito da lib]dade e/ranha1 todo o ,decalogo4 ,d\tr9a de autorit>ismo e de despotismo econmico moralm5te acanhada1 r$uz9do a vida a uma rep>tio de comodidades e a uma cevadeira de necessidades fsicas e apetites m]am5te s5suais1 o socialismo podia import>1 e de facto import\1 m>avilhas de ordem1 de previdncia1 de agasalho e bom trato1 gr&es cont5tam5tos d e/omago e gr&es regalos1 mas era uma mecanica que s consid]ava o corpo1 deixava intacto i/o que *amamos alma e1 nada diz5do ao nosso corao1 cons5tia-lhe que alim5tasse a ru9dade de s5tim5tos cujas furias a gu]ra solt\2 at mesmo assi/iu1 mais d que indif]5te1 complac5te1 s5o cont5te1 prolongada cultura dessa ru9dade1 que z obsesses de gr&eza poltica reputavam um auxili> eficaz de seus desvairados sonhos4 ,na v]dade1 o socialismo1 s5do reconhecidam5te e de antiga data um despotismo1 a abdicao voluntria ou =ada da lib]dade individual na omnipotncia d e/ado1 no t9ha razo p>a desam> quaisqu] despotismos seus irmos2 tudo pod]ia s5tir1 s9c]o e co]5te nas suas afirmaes1 m5os a palavra lib]dade4 ,mas a lib]dade no lhe p]doava1 jmais lhe p]do\1 c$o comeou a apont>-lhe e a exprob>-lhe a infidelidade aquilo sem o que a vida pura mis]ia1 embora d\rada2 e agora1 v5do-o arregim5tado com o despotismo e a opresso milit>1 passa-o ao b&o das traidores e h]ejes4 ,z sombras dos ,pr\dhon1 dos ,bak\n9e1 dos ,tol/oi1 dos ,rclus1 como a figura pr(etica de ,kropotk9e sorriem tri/em5te desgraa pres5te e ru9a1 mais d que nunca confiadas em que s a gloria da sua cr5a pod] resgat>-nos da mortificao4 ,quantos apregoavam que os gov]nos so essncialm5te um mal1 seja qual fr a frma em que pret5dam ocult> seus maleficios1 quantos abom9>am a coaco e por a abom9>em =am crucificados e s(r]am nas enxovias e na p]seguio e no desprezo dos hom5s1 quantos s esp]>am a felicidade das soci$ades e a r$5o das suas p5as fund&o-z no imp]io da conscincia moral is5ta de toda a violncia e con/rangim5to1 s5tem r5ovada e avigorada a sua f e exaltam-se na vitria que lhe facultam z calamidades1 espalhadas pelos seus adv]s>ios das alturas dos seus tronos e dos seus tribunais1 seme&o a f]ro e fogo a fome1 a morte1 o luto e a desolao1 com uma impi$ade inflexivel1 ob$i5tem5te e brilhantem5te s]vida pelo es=o irado dos exrcitos e pela sob]ba enfatuada e corrompida das magi/raturas4 ,filho legitimo d lib]alismo dos nossos avs1 o an>quismo1 na sua alta expresso filosfica1 que no nas suas ab]raes crim9osas1 v de sbito a sua b&eira erguida e ilum9ada de uma nova luz1 flutu&o sbre o naufrgio e confuso da inconsi/5te e ilusria bondade d socialismo4 ,nem p>a ns1 na e/reiteza da nossa descurada m5talidade1 novo o problema4 ,ha muito lhe ouvramos o rebate a que respond]am z imprecaes impaci5tes daqueles a quem le surpre5dia1 pondo-lhes em risco b5s e gr&ezas4 ,h v9te anos1 ,antnio de ,s]pa1--um tal5to culto1 homem de sup]ior e nobre capacidade1 a que p\cos mas os mais em95tes dos seus contemporneos fiz]am ju/ia e que o desleixo ptrio se apress\ a esquec]1--escrevia um opusculo sobre ,o ,an>quismo4 ,foi quase um escndalo4 ,com5tado o propsito1 antes da publicao1 com o indignado pavor de muitos aos quais se figurava h]esia mon/ruosa1 mal se compre5deu e aceit\ mesmo depois da publicao1 qu&o se torn\ possivel exam9> z d\tr9as que expunha em seus t]mos1 alis muito *os e cl>os4 ,o *efe de um p>tido cons]vador arvorava-se em advogado d mais p]igoso p5sam5to revolucionrio6 ,muita g5te o imag9\ e lam5t\1 sem pod] explic> sse e/ranho desvairam5to4 ,o e/udioso e obs]vador da evoluo poltica1 que outra coisa no foi nesse incid5te o antigo m9i/ro d ,e/ado e o mais mod]ado dos m9i/ros1 o mais avesso a radicalismos1 v]ific&o o des5volvim5to das d\tr9as e ref]9do-z aos factos e s lies da exp]incia1 det]m9&o posies1 relaes e conseqncias1 desapaixonadam5te e lucidam5te1 com inteiro conhecim5to de causa e aturada reflexo1 em um esprito de pura ju/ia1 p]feita s9c]idade e elevado idealismo1 sse passava ignorado das multides que ap5as o t9ham vi/o e compre5dido nas secret>ias d ,e/ado1 ref]5d&o decretos de nomeao de funcionrios pblicos4 ,entre o antigo e o novo homem a di/ncia era gr&e e a incompatibilidade pr(unda1 e os que haviam s]vido e amado o m9i/ro1 no e/avam dispo/os a seguir ou aplaudir o p5sador1 a quem por ltima hom5agem res]vavam todavia c]to respeito1 aquilat&o-lhe o valor pela posio social que ocupava e no pelos m]ecim5tos que o engr&eciam4 ,nessa conjuntura1 ,antonio de ,s]pa encontr\1 porm1 um amigo e contraditor notavel1 de prodigiosa fecundidade1 sab] e va/ido de esprito1 gr&e autoridade moral e intelectual1 que foi1 1 e e/ p>a dur>--,oliveira ,m>t9s4 ,a sse tempo1 era /e o adepto e propag&i/a d muito falado e qu]ido socialismo d ,e/ado1 gr&e progresso fabricado nas univ]sidades da ,alemanha1 frtil em promessas de r5ovao das soci$ades1 gr&e organizador e discipl9ador4 ,o ret>datrio s]ia ,antonio de ,s]pa com o seu lib]alismo dissolv5te1 todo p5etrado de negaes4 ,vi]am p>a a impr5sa z discusses dsses dois ilu/res antagoni/as1 aplic&o z suas teorias ao regim5 econmico1 e no =am sem influncia nas vicissitudes polticas e na adm9i/rao pblica dessa poca e nas que at nossos dias se lhes teem seguido4 ,o socialismo v5ceu1 pr(undam5te p5etr\ e se mantem na con/ituio poltica nacional1 embora o mais das vezes se revele to pobre de ideais como incapaz na aplicao4 ,quase s temos a agradec]-lhe a boa vontade1 p]do&o-lhe os agravos4 ,se hoje1 porm1 rel]mos o opusculo de ,antonio de ,s]pa e consid]>mos z suas simpatias pela aspirao essncial d an>quismo1 e a coragem com que1 sem receio das int]pretaes equivocas1 veiu em defeza dos seus pr9cipios fundam5tais1 aquilo que algum dia levant\ rumor de blasfmia e escndalo no se nos afigura mais d que uma tnue apologia de v]dades quase axiomaticas1 uma vaga e fr\xa incl9ao1 timida e at nem sempre is5ta de inju/ia4 ,outros e inesp]ados aspctos se nos dep>am4 ,ao fim de/es v9te anos1 o an>quismo1 que com =tuna vria insi/5tem5te proseguia no seu et]no duelo com o socialismo1 reap>ece-nos reve/ido de nova e respl5d5te armadura4 ,p]ante uma horrorosa fatalidade de que o seu inimigo cumplice1 descobre-lhe z de=midades e aponta-z maldio dos povos4 ,z munies dos ex]citos conv]te-z le em punhais t]rivelm5te agudos p>a quem z fabric\ e emprega4 ,o pr9cipio da maxima lib]dade social e poltica1 e correlativam5te a r$uo ao m9imo dos pod]es d ,e/ado e das sujeies d govrno poltico1 isso que na realidade o pr9cpio an>qui/a na sua pureza1 conseqncia lgica de toda a aspirao lib]al que cri\ z soci$ades mod]nas1 avigor\-se na gu]ra com extraord9rias =z4 ,a ,revoluo ,francesa recrudesce exaltada em novas glrias e a sua b&eira de ,lib]dade1 ,igualdade e ,frat]nidade1 que ha p]to de c9co5ta anos &ava esf>rapada1 esc>necida e vilip5diada pelos fils(os d absolutismo1 pelos com&antes das cas]nas1 pelos prgadores e ditadores dos p>lam5tos e pelos pr(etas da lei da luta pela vida1 ei-la de rep5te re/ituida sua unidade1 beleza e c>idade1 reanim&o em esp]ana z multides pro/radas pelas agonias1 dres e impotncia que =am a obra s9i/ra dos seus inimigos4 ,o que no diss]am da ,revoluo ,francesa o imp]ialismo re/aurado pelo prussianismo triunfante de #ahgj1 pelo realismo lit]rio inflamado pelo baixo mat]ialismo que desnatur\ e atraio\ z teorias evolucioni/as1 e pelo positivismo1 solicito demolidor de alt>es e de teologias1 todo zeloso das coisas prticas d mundo86444 ,lib]dade1 ,igualdade e ,frat]nidade1 idealismos e realismos1 tudo eram utopias1 do5z1 fraquezas a que urgia acudir com a proscrio d s5tim5talismo1 lev&o de tropel toda a nobreza1 e com a glorificao da cobia e s5sualidade1 desd5h&o de toda a obrigao de g5]osidade e pureza4 ,uns nasciam p>a m&> e outros p>a ob$ec]1 dizia-se ento2 e todos p>a se banh>em e deleit>em em um m> de inf9ita sordidez1 cuja navegao o socialismo organizava com inexc$ivel eng5ho e sup]ior segurana p>a um alto e pond]ado comrcio de c>regaes de prosp]idades1 regalos1 comodidades e m]cncias4 ,nessa con/ruo1 era a ,scincia que lhe animava e inspirava o impulso1 emquanto lhe traava os planos1 lib]t&o de toda a debilidade da ,religio que arru9ra1 segundo ela cria1 os edifcios de outras eras t5ebrosas1 b>b>a1 nociva1 p]igosssima sup]/io com sua fatal insnia de ascetismos1 despr5dim5tos e e/ril consagrao ao que no d/e mundo4 ,hoje1 os exrcitos que por suas paixes e cr5z cobrem de sangue a t]ra e sacrificam milhes de vidas1 clamam alto que combatem pela lib]dade1 pela indep5dncia das pequ5as nacionalidades1 pela aniquilao d despotismo milit> e seus consortes e d]ivados1 pelo re9o d cri/ianismo entre os hom5s4 a rehabilitao total d esprito que inflam\ a ,revoluo ,francesa2 a ju/ificao ard5te e c>a d idealismo poltico e religioso amaldioado e acusado de s5tim5talismos mrbidos e por demais esquecido e atraioado2 a ressurreio e l\vor de todo sse romantismo brilhantem5te e exub]antem5te fecundo1 que af9al1 atravs de todos os seus fulgores e errores1 signific\ com uma eloqncia inaudita o descont5tam5to d imprio da sordidez na humanidade1 a viso de soci$ades melhores e de almas mais elevadas d que aquelas muito mesqu9has e imp]feitas que dolorosam5te nos dom9avam e turbavam--dsse romantismo que1 em obras de gnio1 foi acto de ,f1 ,esp]ana1 ,c>idade e ,beleza1 por vezes l\co mas jmais vil4 ,por essas cr5z que h um sculo cobriram de vtimas a ,europa e que afadigam5te1 desde a reaco de #ahgj1 r5egmos e esquecemos1 morrem hoje alguns milhes de soldados4 ,um incid5te hi/rico que da capacidade milit> da ,prssia fez a lei d mundo culto1 corromp5do o s5so moral e poltico dos povos e/ranhos e p]v]t5do aqueles mesmos que lhe d]am causa1 int]rompeu a civilisao iniciada pela ,revoluo ,francesa1 fundada nos seus evangelhos e durante oit5ta anos conqui/ada passo a passo1 h]oicam5te1 entre mil desa/res e inf9itas p5as4 ,fe*a-se agora o p]odo de qu>5ta anos de reaco4 p>te condies tcnicas e a magnitude de uma organizao de frz milit>es que o indu/rialismo mod]no sabiam5te ap>elhado produziu e o/5ta1 a situao d pr9cipio d sculo ,,xix e a d pr9cipio d sculo ,,xx inteiram5te co9cidem4 ,o impulso ntimo no mud\2 ap5as se encontra robu/ecido pela exp]incia rec5te e aturada e tambm pelo des5gano da conv5incia e insolncia d despotismo armado a primor e acautelado com tal5to e sab]1 mas nem por isso mais humano1 antes muito mais brutal e p$ante d que o absolutismo anmico1 mais e/pido e s5il d que cruel1 que pelas crtes apodrecidas da ,europa a ,revoluo ,francesa desapi$adam5te combateu e d]rub\4 ,escutemos o que a ,+lat]ra nos diz4 ,de pronto compre5d]emos p>a onde cam9hamos1 p>a onde ela nos qu] lev> e nos leva1 porque ne/a cruzada1 evid5tem5te1 vai na fr5te4 ,se no foi a sua espada mais pod]osa1 foi de c]teza a sua conscincia mais p5etrante4 ,o dio alemo no se ilude2 apont&o apopltico ,+lat]ra1 aponta ao inimigo4 ,pela palavra dos seus sac]dotes mais v5]ados1 sem duvid> da vitria nem um s in/ante1 prga a gu]ra santa4 uma batalha de ideias e de ideais1 diz-nos o dr4 ,clif=d1 um velho1 que foi um dos mais eloqntes adv]s>ios da gu]ra da frica d ,sul e h c9co5ta e seis anos pa/or prote/ante de uma igreja de ,londres4 ,krupp pde faz] armas1 mas no pde faz] hom5s4 ,e/es pr(essores de *ac9a1 prgadores da b>b>ia como um dogma1 e/es hom5s que se apoiam em bases sci5tficas e advogam a runa das cat$rais e o t]ror dos no-combat5tes1 hom5s1 mulh]es e crianz--e/es hom5s trabalh>am durante qu>5ta anos e o resultado da sua obra que ns combatemos4 ,e o rev]5do ,or*>d1 da ,k+'s ,weigh ,h\se ,*ur*1 moo de tal5to e ju/a fama1 por sua vez nos diz que se h qualqu] c\sa vital na nacionalidade e no imprio1 no h d]rota que os 7aos +leses7 esmague4 ,a vitria no s] decidida pelas massas dos hom5s ou pelo tamanho dos canhes1 mas por uma c]ta concepo da nacionalidade e d imprio4 ,os imprios morrem1 no por um p]igo ext]no1 mas porque o corao d imprio no sufici5tem5te =te p>a lhes su/5t> o corpo4 ,podem os hom5s queix>-se de que a tica cri/ fr\xa1 mas no podem tir>-lhes d sangue a influncia cri/4 ,no somos uma nao cri/1 mas no podemos neg> o nosso amor por ,cri/o4 ,ha c]ta essncia de cri/ianismo no sangue +ls que lhe deu domnio sbre os outros povos1 s5tim5to de ju/ia e magnanimidade1 que o faz sorrir no seu humorismo contradio das c\sas resolvida e conciliada na uno de uma p]5e bondade4 ,e a filos(ia e a hi/ria1 o m$itado conhecim5to dos factos1 confirm&o a intuio d sac]dote1 como /e confirmra z afirmaes d poltico que pela bca d primeiro m9i/ro da ,+lat]ra assegur> ao mundo que no se tratava de um conflito m]am5te mat]ial1 mas tambm de um conflito espiritual1 no nos induziro em s5tim5tos div]sos dos que z igrejas e z *ancel>ias nos ins9uam4 ,o p5sador =talecido por aturado e/udo e acr$itado por trabalhos valiosos que ,b5jamim ,kidd1 resum9do z concluses dos me/res da sua classe1 julga que a ,alemanha s pod] s] v5cida por um idealismo mais alto e uma cr5a e uma det]m9ao que sejam mais =tes d que aquelas que ne/a gu]ra a su/5tam4 ,o ideal que anima a ,alemanha mod]na repres5ta a mais antiga d\tr9a poltica d mundo--a d\tr9a d e/ado pr$atrio como encontr\ a sua expresso hi/rica mais subida no imprio da ,roma pag4 ,exprime1 em resumo1 a negao dos pr9cpios c>act]/icos com os quais os progressos e lib]dade d ,ocid5te se id5tific>am desde que o mundo antigo cau4 ,mas exprime essa negao protegida com scincia1 recursos e organizao1 como ,roma nunca possuiu4 ,todavia1 a hi/ria da civilisao ocid5tal durante dois mil anos no s5o a hi/ria d esmagam5to e pulv]izao de/a d\tr9a1 em toda a frma por que ela procur\ encorpor>-se no e/ado aliada ao pod] milit>4 ,a significao subjac5te de todas z frmas d progresso no ,ocid5te durante v9te sculos que sse progresso ergueu a concepo d direito a uma altura que univ]sal1 ,fez o direito indep5d5te e sup]ior a todos os int]esses d e/ado1 seja qual fr a pret5so ou misso em que possam base>-se1 seja qual fr a escala em que possam repres5t>-se1 e seja qual fr a fra em que possam apoi>-se4 ,a d\tr9a opo/a1 reclam&o a sup]ioridade d e/ado sobre o direito1 foi sempre o desafio s lutas e/up5das que con/ituem a hi/ria da civilisao ocid5tal1 e sempre cau sob o impulso de uma civilisao mais alta4 ,cabem ,+lat]ra z maiores responsabilidades na crise pres5te4 ,a sua hi/ria e o seu domnio fiz]am da ,gr-,bretanha a mais complexa psicologia poltica e a mais pod]osa fra d mundo mod]no4 ,a natureza da sua fra escapa inteiram5te compre5so dos espritos presos no absolutismo fe*ado das ca/as milit>es da ,alemanha mod]na4 ,foi ela que em contacto com o mundo durante sculos e nas suas humilhaes e desa/res1 como nas vitrias de um imprio de #dej milhes de individuos da raa humana1 apr5deu a gr&e lio univ]sal--i/o 1 que h uma s raa1 uma s cr e uma s alma na humanidade1 po/o que p>a o sab] queimasse s vezes a c>ne4 ,foi ela que ergueu o s5tim5to da responsabilidade humana acima de todas z teorias dos int]sses dos e/ados e dos imprios4 ,foi ela que1 por sua glria e =tuna da humanidade1 am\1 gu>d\ e enalteceu com uma devoo inv5cvel aquele intol]vel ps da moralidade de escravos da tica civilisada que ,nietzs*e flagel\2 e foi ela tambm que mais d que n5huma outra nao1 e espl5didam5te1 nos deu um exemplo inegualvel dessa democracia que hoje proclama retumbantem5te os seus inconte/ados direitos e h p\co no passava de uma falncia e uma v]gonha1 no conceito presunoso e insol5te dos adm9i/radores e s5hores da cas]na besuntada de metafsica que fica p>a l d ,r5o1 segundo a suge/iva expresso de ,ea de ,queiroz1 to pitoresca como pr(unda e vagam5te pr(tica4 ,f]ido na gu]ra o socialismo1 gravem5te f]ido pelas suspeies que o despre/igiam empan&o-lhe o respl5dor de m5sageiro humanitrio1 amesqu9hado pela insuficincia da aspirao que o al5ta e acusado de intimidades manife/as com o despotismo1 de que se revel\ amigo e in/rum5to dcil1 hav5do quebrado a esp9ha dorsal1 nos t]mos em que exprime o seu desa/re um publici/a cujo diagn/ico tem corrido na impr5sa--e s5do o socialismo a mais sci5tfica das concepes de gov]no e a mais eng5hosa arte de gov]n> os hom5s e os traz] cont5tes1 com le caem por t]ra e se desfazem volumosas bibliotecas de e/udos e teorias1 qual delas a mais subtil1 complexa e eficaz p>a d> a aba/ana1 a felicidade e a posse de todos os b5s d corpo e da alma4 ,se gr&e e edificante a humilhao d orgulho milit>1 fru/rado na sua omnipotncia pela av]so dos povos1 no m5or nem nos ens9a m5os a humilhao d orgulho sci5tfico e filosfico que com le se emp>ceirra em uma s jactancia e o apoiava e in/ruia4 ,a ,alemanha afrontava a t]ra inteira com o seu sab]1 to arrogante1 pod]oso e altivo como z armas com que ameaava lev> diante de si e sumir nos arrebatam5tos inv5cveis da sua cultura z naes e z g5tes de todo o globo4 ,arvor\-se em emprio de todo o sab] e de todo o p5s>4 ,s dali nos viria essa m]cadoria preciosa1 e porv5tura excessivam5te a procurmos em suas t]ras e a pagmos por exag]ados preos4 ,de facto1 nunca se viu um povo to bem prep>ado com aquilo que a razo pode facult>-nos1 s5hora d mais pr(undo conhecim5to das =z em aco no univ]so4 ,nunca n+uem p5etr\ to lucidam5te os segr$os das coisas1 nunca n+uem s\be to completam5te z suas qualidades1 e nunca n+uem z aproveit\ em igual ext5so e com mais m9ucioso e sbio metodo4 ,a prep>ao milit> da ,alemanha1 to falada e to gabada e temida1 era ap5as uma das faces da sua prep>ao em absoluto4 ,e/ava prep>ada milit>m5te1 como prep>ada e/ava socialm5te1 nas escolas1 nas in/ituies1 no comrcio1 nas (ic9as1 sbre tudo nas suas (ic9as4 ,era um prodgio sem prec$5tes1 um inaudito f5m5o de previso1 de ordem1 de at5o1 compre5so e satisfao de todas z necessidades1 das maiores s mais pequ59as1 de antecipao de todos os con=tos1 de extremo des5volvim5to de toda a capacidade m5tal1 de toda a riqueza econmica1 de toda a fra concebivel e possivel dos indivduos e das comunidades4 ,e nada di/o1 que era e um assmbro1 imp$iu que o mundo inteiro1 ou p\co m5os1 se revoltasse contra ela1 lhe abalasse o edifcio =midvel1 e p>a o faz] se sujeitasse ao maior e mais angu/ioso dos sacrificios4 ,imag9\ a ,alemanha que o mundo se revoltava contra a sua gr&eza porque1 incapaz de a at+ir1 a invejava e odiava4 ,mas na realidade ap5as se revolt\ contra a natureza m]am5te mat]ial da sua gr&eza4 ,foi isso que le odi\1 foi isso que o (5deu e fez lanar no combate1 incitado por uma vaga mas impetuosa intuio da urgncia de c]ta necessidade de humilhao d orgulho da razo1 da scincia1 da filos(ia1 e das vaidades1 e ba/as vezes inanidades1 das suas multplices tradues prticas4 ,fabricra a ,alemanha robu/issimos animais com todos os m]ecim5tos de presa1 de actividade e de pre/eza1 que podem competir a uma esm]ada animalidade4 ,mas o que esqueceu e o mundo p$ia1 foi cri> hom5s com todas z qualidades de lib]dade e bondade que o corao no disp5sa4 ,o resultado s] que1 levado o conflito agudeza em que de p]to o s5timos1 ficmos desconfiados p>a l>gos anos1 provavelm5te p>a l>gos sculos1 de que aquelas escolas1 aqueles laboratrios1 aquela scincia1 aquela filos(ia1 aquelas armas1 aquela discipl9a1 e toda aquela ordem mat]ial1 intelectual e moral1 de uma t5ue moralidade sem nobreza1 que admirmos1 copimos e nos era afianada como a ltima e def9itiva palavra da civilizao1 s]o bem p\co1 os ms]os v5cidos de uma outra civilizao muito mais +nua1 muito m5os sbia1 muito m5os prep>ada1 m$itada e armada1 mas apaixonada de lib]dade e amor1 muito mais cri/1 numa palavra4 ,e a glria im>cescvel de/a civilizao confundiu totalm5te o orgulho daquela outra1 inconsi/5te e fraca1 embora erguida em d\rados balu>tes4 ,facto s+ul> e nvel--h muito a ,alemanha se queixava de pobreza de hom5s pblicos e diplomatas2 at mesmo no e/ava segura de abund> em capacidades milit>es4 ,isso diziam1 sem res]vas1 entre os seus1 os que mais autoridade e exp]incia t9ham p>a o afirm>1 e isso era confirmado pelos e/ranhos que e/avam em circun/ancias de conhec]em a situao poltica d ,imprio2 e isso se ac5tu\ com uma evidncia conclud5te nas negociaes que prec$]am a gu]ra e em todas z que se lhes seguiram1 revel&o da p>te da diplomacia alem uma incapacidade suma1 ao passo que a ,+lat]ra o/5tava nas mesmas diligncias uma pleiade de hom5s pblicos a p> d seu passado e da sua fama1 em tudo altura das dificuldades assombrosas da conjuntura1 e a ,frana e a ,russia nada lhe ficavam dev5do em demon/raes brilhantes de inteligncia e c>ct] daqueles que conduzem os seus de/9os1 qu] nos campos de batalha1 qu] de portas a d5tro das secret>ias d ,e/ado4 ,p>ece que toda a scincia alem1 com a exactido matemtica dos seus apurados clculos e processos1 ab&on\ ou ignor\ qualqu] factor ess5cial1 e por isso foi incapaz de cri> hom5s ne/a inteireza1 equilibrio e beleza de faculdades que s o lat9o nas suas tradies1 mesmo neglig5tem5te cuidadas1 sabe produzir e produz com uma expontaneidade1 com uma naturalidade que so m>avilha e a mais solida presuno da sua et]nidade4 ,aqueles que jmais descr]am das humanidades contra a scincia1 que o mesmo diz] da vida contra a mecnica1 da ordem moral contra a ordem mat]ial1 da dignidade humana na sua pl5itude contra o seu rebaixam5to em um simples valor econmico1 r5ov>am a f entre z vicissitudes de/a gu]ra1 e bem de cr] que vo priv> o g]manismo d lug> que usurp>a s humanidades1 e tem de lhes re/ituir1 na educao das novas g]aes4 ,scincia era a9da1 e na d]rota da scincia vai envolvida1 toda aquela psicologia entr9*eirada em =talezas hi/ricas que havia de ju/ific> a gu]ra1 o milit>ismo1 e a arquitectura social e poltica que lhes convem4 ,e respectivam5te os sonhos de paz eram utopia1 romantismo1 s5tim5talismo1 negao d esprito sci5tfico1 filos(ia da cob>dia1 desgraa e atr(ia das raz que os deixassem prevalec] e s pela gu]ra alcanariam mant] a en]gia4 ,a prpria gu]ra se enc>reg\1 porm1 de desvanec] toda a velha l5da da necessidade e b5efcios das gu]ras4 ,no primeiro mpeto da insnia em que se precipit\1 foi como uma pesadissima nuvem que escurecesse e dissipasse todas z esp]anz de um mundo p>a sempre livre de batalhas sangu9rias1 tal qual o viamos j prximo1 dit&o a lei d alto dos tribunais de paz e aprego&o o adv5to da idade de ouro pelos pr(etas e ap/olos que nos conv5ciam e fasc9avam4 ,a p]suaso que ultimam5te se divulg>a de que a gu]ra significava1 lm duma aco crudelissima1 um negcio pssimo1 a gr&e iluso2 toda a erdita e rigorosa analise que r$uziu a gu]ra a uma futilidade1 qu&o no era puram5te a cobia sordida e cega dos que m&avam e no t9ham m$ida nem lei em suas ambies2 essa aurora de tempos novos p>eceu escurecida p>a no mais brilh>1 qu&o os primeiros fumos dos canhes atold>am4 ,des5ganassem-se os +nuos1 p5s\-se2 a gu]ra era condio impresc9divel e insub/ituivel das soci$ades humanas e1 por melhores que fssem z razes e o s5tim5to que a cond5avam1 mais podiam os in/9tos que a alim5tavam4 ,o pres5te era a demon/rao cl>a da subsi/ncia dessa d\tr9a de morte4 ,mas ba/>ia que i/o se disputasse1 a9da mesmo que no fsse com aquela univ]salidade e l>gueza com que se discutia1 ba/ava a insi/ncia na dvida e a inflexibilidade na rebeldia p>a assegur> que alguma coisa nova agitava o mundo4 ,im$iatam5te a reflexo reanim\ e =taleceu z t5dncias dom9antes antes da gu]ra4 ,logo se viu e foi c]to--facto primacial e de extremas conseqncias1 que a gu]ra1 a9da h cem anos uma actividade natural1 e nessa qualidade admitida e aceita unanimam5te1 tornra-se no p5sam5to dos nossos dias uma mon/ruosidade1 uma ab]rao e um crime1 to indignadam5te apontados e abom9ados hoje como outrora exaltadam5te l\vados e aplaudidos4 ,nem todo o bem provido ars5al que a moralidade da gu]ra usa em sua defesa pde dom9> a rebelio dos que a dete/am e esp]am ban-la4 ,no esqueceu todas z alegaes a seu favor que colh]a no corr] dos sculos2 todas aduziu e n5huma pde prevalec]4 ,corrigia o egoismo1 avigorava a discipl9a1 evitava a debilidade1 unia os povos1 inflamava o s5tim5to da honra1 engr&ecia no h]oismo1 =talecia p>a a adv]sidade1 p>a a tri/eza e p>a a dr1 des5volvia a ob$incia ao dev]1 semeava a coragem1 a d$icao e a g5]osidade8 ,nem assim conseguia re/aur> o imprio p]dido6 ,pod]es mais altos l5tam5te se haviam con/ituido1 e ao mais pequ5o spro a piramide1 que p>ecia invuln]vel a toda a injria dos tempos1 como os tumulos dos f>aoos1 esboroava-se desfeita4 ,p]ante a prova da vida1 a prova d fogo e d sangue1 a prova da morte1 torn\-se insuficinte e insignificante p>a julg> os hom5s4 ,a escala dos valores toda se havia alt]ado2 quanto era primacial p>a a gr&eza e dignidade e se buscava e co/umava encontr> na gu]ra1 tudo se viu e conheceu em muito maior e mais nobre amplitude nas inevitveis e con/antes provaes da vida4 ,se o despr5dim5to1 a coragem1 a honra1 o e/oicismo1 a t5acidade1 o esfro1 a consagrao ao dev]1 amizade1 ptria e ao l> eram virtudes sem z quais os hom5s se desp5havam na abjeco1 no c>eciamos1 p>a z possuir1 de z cultiv> no dio1 na cobia1 na brutalidade1 na impi$ade1 na ru9a e nas atrocidades sangu9rias2 o trabalho1 a desgraa1 a fatalidade das coisas1 a cegueira d de/9o e d mundo csmico1 o s5tim5to da responsabilidade religiosa ba/avam p>a nos exp]im5t> e educ>4 ,a adv]sidade de todos os dias1 que no cessa de nos acompanh>1 era o sufici5te p>a nos ens9> e pr em prova toda a robu/ez d corpo e toda a nobreza da alma1 se de uma e de outra eramos capazes4 ,o ,cavador d ,millet1 no seu campo saf>o1 s com a sua enxada e o peito descob]to1 amesqu9hra e d]rubra dos seus p$e/ais os ,h]cules e h]ois de todos os tempos1 e pr(eticam5te apregora que era *egado o tempo de conv]t] z espadas em *>ruas4 ,aps z hesitaes d primeiro mom5to1 a gu]ra1 sem emb>go da l>gueza e f]ocidade com que vai deva/&o a t]ra1 s5tiu-se v5cida e aquela mesma futilidade1 aquela mesma maldio1 desgraa e e/ril crueldade que ant]iorm5te a de%onravam e lhe lavravam s5t5a de proscrio no conceito dos hom5s emp5hados em nos lib]t>em dos seus trgicos horrores4 ,fossem quais fossem os canhes que tivessem de orgulh>-se de solt> o ltimo grito de morte1 v5cida e/ava e e/ aquela espcie de civilizao que nos conduziu a e/a cat/r(e inf]nal e a prep>\ e pret5de ju/ific-la4 ,pde essa civilizao re/abelec]-se da desordem em que agonisa e1 cobr&o nimo1 re/aur> cidades1 (ic9as e gov]nos1 com todos os seus enganos1 traies e ang/ias1 com todas z suas fadigas1 praz]es1 ru9s ambies e opresses2 pde1 claudicante e ignor&o a prpria misria1 cont9u> inc]ta e cega na jornada dos seus muitos e lgubres progressos at de novo naufrag> na im5sidade dos seus inum]veis desa/res4 ,mas acord\ um inimigo que no lhe p]do>2 desp]t\ a conscincia das suas t]rveis enf]midades1 e com ela desc]r\ a viso de re9os de lib]dade1 de amor e de simplicidade que fasc9am4 ,aps a gu]ra1 o mundo s] outro1 s5o de facto1 porque os factos so l5tos em r5d]-se1 ao m5os pelo s5tir que t5az e seguro nas conqui/as4 ,porque1 na realidade1 e/a gu]ra no foi ap5as a conflagrao dos pod]es da t]ra1 por trem5da que essa conflagrao nos p>ea2 no foi unicam5te um incid5te hi/rico da expanso das raz1 a9da que muitas envolvesse e apaixonasse4 ,foi muito mais d que isso1 e acima de tudo isso1 um acto de contrio dos erros d nosso desvairado corao1 por muito di/ante e obscuro que p>ea o seu domnio sbre o tumulto dos exrcitos2 mais d que des5gano e desiluso de uma traioeira paz e v5tura1 foi o ca/igo da confiana em frz m5tirosas1 foi um pr(undo peccavi cuja expiao s(remos no mais angu/ioso dos transes e cuja absolvio temos de procur> em um mundo fundado em uma outra alma muito dif]5te daquela1 por demais corrompida1 a que l\cam5te nos haviamos entregado4 ,outras aspiraes1 outras cr5z e todo o seu modo de s] ext]no t]o de nos inspir> p>a nossa =tuna e alegria4 ,muita coisa que criamos morta ha de resuscit>2 e muita coisa que supunhamos et]na ha de desvanec]-se p>a sempre4 ,reviso de valores ,o facto mais nvel da gu]ra nos mezes1 j longos1 por que se tem dilatado1 no de c]to nem a novidade da ttica e da e/rategia1 nem z subtilezas e primores dos eng5hos de mat>1 que eficazm5te aproveita e emprega com xito brilhante1 nem o calibre dos canhes1 ou a rapidez dos movim5tos1 ou a audcia e artes dos que voam nos ares e se p]dem nas nuv5s to facilm5te como navegam por baixo das ondas e se ocultam nas pr(undezas d m>4 ,tudo isso muito curioso1 sem emb>go1 p>a z imag9aes infantis1 mas dif]e d que antigam5te se fazia ap5as naquelas m+uadas propores em que os br9qu$os das lojas de ,p>is dif]em dos que alegravam z moc9has de ,cor9to antes de ,cri/o vir ao mundo4 ,z jornadas de ,j(fre em automvel no s]o c\sa muito div]sa no c>ct] e conseqncias das que na mesma ,galia1 igualm5te insubmissa e ard5te1 algum dia =am feitas pelas legies de ,ces> com seus e/up5dos pulmes aquecidos a trigo e c5teio1 e em c]to modo sobrepuj&o aos pulmes de ao nutridos de essncias explosivas que hoje repetem e acresc5tam z m>avilhas de outrora4 ,mais molas1 rodas e engr5ag5s fomos ns capazes de aju/> e pr em movim5to1 com espanto das multides +nuas e alegria e proveito1 no exguo1 dos fundidores e capitali/as e fabricantes1 possuidores de privilgios regi/ados e possudos por uma febre e uma impudncia de especul> e ganh> to despejadas e pod]osas que no c>ecem de regi/o1 nem de g>antias especiais d e/ado1 p>a s] ignom9iosa e fune/am5te sob]anas4 ,mas no f9al1 apez> de toda a complexidade em que nos embr5hmos1 no o/5tamos ambies e tal5tos sup]iores aos muitos e famosos que fiz]am a gu]ra qusi exclusivam5te fiados na fra d seu brao2 e nem to p\co consagramos z proezas e *ac9a a f9s mais nobres d que aqueles de e/reme e insacivel cobia que exalt>am os g5]ais de outras eras4 ,como gu]reiro1 o mundo o que sempre foi desde que se conhece hi/ria1 um assass9o cruel e sordido4 ,s] mesmo um p\co mais vil4 ,se ne/e capitulo da vida social h\ve alt]ao de valores1 foi toda em proveito de aptides degradantes4 ,com uma gu]ra feita a pod] de subm>9os1 tr9*eiras e espies1 a a/cia1 a dissimulao e a habilidade de f]ir sem corr] risco de s] f]ido tom>am em l>ga ext5so o log> que era ocupado pela coragem1 pela firmeza de nimo1 pela deciso1 pela en]gia1 pela gr&eza e lealdade da luta a peito descob]to4 ,o c>ct] de negcio1 conta1 e clculo e previso1 alis de supremo alcance1 apag\ muita beleza da imprudncia1 da ousadia e d despr5dim5to4 ,z batalhas no so j o h]oismo espetaculoso d passado1 disse um g5]al celebre pelos seus escritos1 ,hom]o ,lea4 ,os exrcitos de hoje e os de manh so uma sombria mqu9a gigantesca de/ituida de h]oismo melodramtico444 uma mqu9a que leva anos a =m> em suas p>tes sep>adas1 que leva anos a uni-las em seu conjunto1 e que leva anos p>a funcion> doce e irresi/ivelm5te4 ,o mais seguro dos combates mod]nos obra de trevas1 um requ9te de traies e de surprezas1 uma mecnica annima1 acautelada e p]v]sa1 que r>o cons5te um ge/o de g5]osa magnanimidade1 r>o conduz a revel> quem (]ea com uma cl>a abnegao a prpria vida1 quem se inflame procur&o d> a morte ao inimigo da sua ptria e da sua cr5a4 ,entre a gu]ra mod]na1 intima e ext]iorm5te masc>ada de c\raz1 e a gu]ra dos tempos h]oicos1 fundada na =taleza d mpeto1 ha a di/ancia que vai de um arrebatam5to a uma cilada1 de um problema a uma orao1 e de um negcio a um sacrifcio4 ,sempre a ganncia1 a sob]ba1 a p]fidia1 o dio e a baixeza &>am na gu]ra involtos e confundidos com a nobreza e a is5o2 c]to4 ,mas a influncia relativa d valor de cada um dsses div]sos elem5tos modific\-se em nossos dias em prejuzo da glria das batalhas4 ,o vulg> e o nfimo prevalecem4 ,at ni/o t]ia havido a ins9uao de um c]to mat]ialismo que inv>iavelm5te pref]e a torpeza lucrativa s cont+ncias de uma franca e det]m9ada hone/idade4 ,isso1 porm1 so cambiantes sup]ficiais que no at+em a essncia da gu]ra1 pois e/a nos seus aspectos fundam5tais1 em gal]as ou em c\raados1 com catapultas ou com canhes de #db1 cont9ua a s] a mesma multido de d$icaes e de abjeces1 a mesma jornada da honra escoltada de infmias1 em regra mais r5dosa p>a a ignomnia d que gloriosa p>a a dignidade4 ,facto de sup]ior significao que e/a gu]ra t5ha a consid]> e a gu>d> como ens9am5to1 s5o como pr(ecia div9a1 um s t]emos a apont>1 e sse de incalculvel magnitude--a amizade em que no dia de ,natal se fundiram os dios dos adv]s>ios que mom5tos antes friam5te se trucidavam e que1 sem escritos d protocolo nem ord5s dos g5]ais1 por espontaneidade d corao1 decret>am um armi/cio1 to rpido no tempo como d\rad\ro na inspirao1 p>a solt>em palavras de paz e afeio1 que lhes transbordavam d peito1 e p>a conv]t]em em olh>es de intimidade e t]nura1 de que e/avam sequiosos1 a ho/ilidade sangu9>ia em que um tresl\cado feti*ismo os trazia emp5hados4 ,os soldados volt>am s fileiras1 o fogo recomeou1 o sangue jorr\1 e de novo se cobriu de cadav]es a t]ra4 ,mas alguma c\sa inde/ructvel se edificra e p]manecia de p1 inviolvel2 uma luz se ac5dra1 que no podia apag>-se1 de paz1 de comunho e de c>9ho2 uma saudade se ateira precipit&o z naes e os exrcitos em cam9hos novos1 p>a outros combates4 ,no foi1 sem dvida1 o int]nacionalismo cegam5te nivelador que ali v5ceu e aniquil\ o nacionalismo nas suas e/reitezas e prejuzos1 que lhe encobrem a sua legitimidade1 lgica1 elevao e gr&eza1 e por vezes z p]v]tem1 transmud&o em av]so o amor d prximo e a amizade d viz9ho4 ,no foi o desfaz] das naes1 das fronteiras e dos l>es1 a absorpo e a utopia em uma patria indi/9cta da humanidade4 ,foi todavia a graduao d int]nacionalismo na escala dos valores em uma altura sup]ior quela que ant]iorm5te lhe havia sido designada2 foi a consagrao de uma ab5oada exaltao que cresceu e pde mais d que a insnia sangu9ria de aniquilao mtua1 foi um prego eloqnte lanado aos quatro v5tos da t]ra1 e sobretudo aos s5hores da t]ra1 a repetir-lhes que os hom5s no qu]em a gu]ra e a aborrecem1 e unicam5te pela avidez dos que os gov]nam1 escravisam1 fasc9am e iludem so arra/ados s batalhas que o corao amaldia4 ,foi a confisso tcita1 mas iniludvel e de uma eficcia incalculvel1 das det]m9aes de uma conscincia que s5te dissip>-se a diviso das raz e das naes--no porque a suprime1 mas exactam5te porque1 reconhec5do a div]sidade1 lib]dade e beleza das feies das raz1 a ama no viz9ho como em ns mesmos1 un9do-nos na comunidade de int]esses e afeies por aquilo que o nosso comum amor1 em vez de nos massacr> na concorrncia das ambies1 no desrespeito da individualidade tnica especfica1 na intol]ancia1 em tudo quanto pde di/+uir-nos e de facto nos di/+ue1 sem que por isso t5ha de nos sep>> e torn> inimigos4 ,os m5os desconfiados das ap>ncias e incitam5tos da primeira impresso1 v5do soltas z furias da gu]ra1 im$iatam5te dissem9&o calamidades e atrocidades sem num]o e sem nome1 desde o morticnio das mulh]es e das crianz at ru9a das cat$rais--que jmais pod]o ressurgir na inteireza d seu espl5dor e poesia1 jmais pod]o rehav] os bafejos dos al5tos m/icos que em extasis div9os z sonh>am e ergu]am e pelo sangue de mrtires e pelo gnio dos obreiros lhes haviam dado a aureola de uma arte e tradies irrep>veis1 das que vivem uma s vez1 filhas de uma s alma1 e no r5ascem1 se z ultraj\ a malvadez dos hom5s atnitos na turbao de um mpeto s9i/ro6--os m5os desconfiados dos incitam5tos da primeira impresso de pronto descr]am dos s9ais de paz que h p\co viam com alvoroo no horisonte4 ,logo se ab&on>am ao desal5to e tiv]am como no subsi/5tes a solidez e progressos daquele int]nacionalismo que era a vitria da conscincia dos int]esses comuns dos povos prevalec5do sobre os conflitos das suas div]sas t5dncias1 necessidades e div]gncias1 e conduz9do a uma l5ta sub/ituio da ho/ilidade pela coop]ao que1 paulat9am5te mas incessantem5te1 se infiltrra no esprito das raz e se traduzia em ligaes cada vez mais e/reitas1 em um comrcio mat]ial e moral cada vez mais assduo e p5etrante1 e na dissoluo p>alela de suas res]vas1 diss5es1 temores e inimizades4 ,devia escl>ec]-lhes muitas hesitaes o que no dia de ,natal se pass\ entre exrcitos inimigos em campanha1 de sbito tornados irmos por m&ados desconhecidos1 mais altos d que a voz dos g5]ais rutilantes de gales2 mas1 se a gr&eza milagrosa dsses com&os invisveis no lhes assegura que alguma causa de novo se fund\ na t]ra e que no foi ap5as um sonho de vision>ios a convico dos que antes da gu]ra encontravam na expanso d int]nacionalismo os fundam5tos e a esp]ana d r5ascim5to poltico e social das comunidades1 m$item p>alelam5te o que na escala dos valores s(r]am o patriotismo e a diplomacia1 e isso lhes dir por outra =ma e por outras palavras o que a trgua e os sorrisos d dia de ,natal no lhes tiv]em significado4 ,a seu modo e precisam5te1 pela anlise da hi/ria1 pelo exame dos factos polticos e pela v]ificao das ideias e op9io dom9antes1 isso lhes dir o que porv5tura lhes haja escapado na inspirao mi/]iosa e vaga dos transportes d corao1 nsse desd5hado e at execrado s5tim5talismo que1 no conceito dos seus inimigos s5do nada1 uma futilidade do5tia1 qu&o no a desgraa1 a dissoluo da en]gia1 teve todavia a fra de des>m> exrcitos e transpor tr9*eiras que os corajosos e prud5tes1 indemnes de debilidades afectivas1 haviam juntado e edificado p>a uma obra de ext]mnio4 ,o patriotismo reconhece hoje p5it5tem5te os seus desv>ios e crimes1 e novo e s+ul> que se atribuam crimes a quem &ava protegido por um respl5dor de pureza4 ,eivado de inf9itos temores1 dios e egoismos1 corrompeu-se1 ou melhor1 no tem sabido purg>-se de faltas gr&es e crueis1 como aconteceu religio d cri/ianismo1 embora z faltas d patriotismo no sejam usadas pelos agno/icos contra le1 d mesmo modo por que les proc$em p>a z faltas da religio1 o que talvez possa d]iv> de que os agno/icos e/o compre5didos nas faltas d patriotismo e so alheios s faltas da religio4 ,compre5d]am-se em uma s div9dade e apo/olado z virtudes e z deg5]aes e de=midades d patriotismo2 porque o patriotismo pode torn>-se no moral1 ou def9itivam5te imoral e ateu4 ,os e/ados1 como z igrejas1 podem comear por uma cobia de fra1 por impulsos de infalibilidade1 e da pass>em1 atravs de uma p]v]so de lealdade1 p]da conseqnte da honra e ao esfacelam5to da etica4 ,um cri/o no pode p$ir a sua moral ao e/ado ou tom> os diplomatas como seus directores espirituais2 o unico patriotismo que le pode respeit> o que ob$ece ao ,deus da v]dade e da rectido4 ,e e/e patriotismo1 porque moral1 capaz de s] int]nacional4 ,um patriotismo que no pode s] int]nacional que no pode encontr> log> p>a uma mais l>ga lealdade humanidade ou uma mais pr(unda lealdade igreja1 acaba sempre por s] crim9oso4 ,no fundo de todas z do5z d patriotismo h sempre o esprito d dio4 ,o v]dadeiro patriota o que cr1 no em um s patriotismo1 mas em todos1 que respeita a nacionalidade dos outros e sada a lealdade onde qu] que a encontre4 ,no fomos sufici5tem5te patriotas no passado4 ,realm5te1 no acr$itamos no patriotismo4 ins5sato1 mesqu9ho e despi$oso o patriotismo que antes de bem combat] no s\be bem viv]1 que s na gu]ra s5te z obrigaes e todas z esquece e desconhece na paz4 ,nos anos angu/iosos de sombria luta de classes que ns *amamos os anos caquticos da paz1 vivemos vidas baixas1 egoi/as1 acanhadas e crueis4 ,de ano p>a ano z cidades al>gam horrivelm5te z suas ruas e tocas ne/a l9da ,+lat]ra1 7como de re/o em todo o mundo71 que nossa1 pela qual somos capazes de morr]1 mas pela qual no e/amos prontos a viv]2 de ano p>a ano so oprimidos os pobres1 rebaixados os humildes e quebrantados os fracos1 e ergue-se aos cu o clamor de milhes que se subm]gem emquanto ns opul5tam5te nos div]timos4 ,e imag9amos s] patriotas6 ,at no tributo da vida humana a *ac9a da gu]ra pequ5a1 comp>ada com os acid5tes con/antes que resultam das do5z que se podiam evit>1 da mort&ade de crianz a que se podia atalh>1 de indu/rias p]igosas desnecess>ias1 da ignorncia1 da pobreza1 da embriaguez e vicio4#d ,companheira e a melhor s]va dsse patriotismo e nacionalismo de antagonismos sangr5tos1 rapacidade e conqui/a--misria e orgulho dos govrnos de/itudos de s5so moral e religioso1 a diplomacia1 pr9cipal responsvel da desolao e luto que cobrem a ,europa1 s(re hoje na gu]ra uma completa d]rota4 ,vexada pela enormidade d desa/re1 p>a sempre conv5cida de uma mon/ruosa traio a ,deus e aos hom5s1 paz e riqueza da t]ra1 cond5ada e confundida pelo cataclismo que na sua corrupo e debilidade fundam5tais provoc\1 aplaudiu e consum\1 p]deu o pre/gio dos seus concilibulos e segr$os1 e so mais os incrdulos que a proscrevem d que os fieis que a amp>am4 ,h muito suspeita1 por isso mesmo que1 dissimulada e t5ebrosa nas maqu9aes1 isso induzia a desconfi> da sua ju/ia e boa f1 embora fsse o meio de lhe ocult> os propsitos e habilidades1 e no r>o z cobiz1 a sordidez1 z vaidades e ignobeis f9s de que era in/rum5to mais ou m5os consci5te e nunca escrupuloso--agora1 ao d> conta pblica das suas faanhas1 e/as confirm>am e agrav>am todas z suspeitas ant]iores4 ,s+ul> ironia d de/9o e no sem uma p>ticul> significao1 um dos hom5s que muito antes da gu]ra se id5tificra mais inteiram5te com o movim5to que1 falta de melhor expresso1 pod]emos *am> anti-diplomtico1 era um h]eje da sua igreja1 um deputado d p>lam5to +ls1 ,ar?ur ,ponsonby1 ari/ocrata criado na atmosf]a mais puram5te ari/ocrtica que pde conceb]-se1 nascido em um palacio rial1 filho d secretrio p>ticul> da ra9ha1 desc5d5te de fidalgos com uma elevada posio na crte e no seu pas1 pagem de honra da ra9ha durante c9co anos e em seguida1 durante qusi dez anos1 d$icado ao s]vio diplomtico no e/rangeiro e no m9i/]io dos negcios e/rangeiros da ,gr-,bretanha4 ,mais p]feito conhecim5to de causa no podia exigir-se p>a discutir a situao1 valor e tramites da diplomacia1 seus b5eficios e seus males e agravos4 ,ora /e homem1 que se di/+uira j por duas obras de valor1 ,o ,camelo e o ,fundo da ,agulha1 sev]o e/udo da degradao que a posse da riqueza importa1 e a ,decadncia da ,ari/ocracia1 onde ps a cl>o a fraqueza da prpria classe a que p]t5cia1 sse publici/a de s9c]idade e tal5to provados escrev]a em #aiab um panfleto1 a que intitul\ ,democracia e ,fiscalizao dos ,negcios ,e/rangeiros4 ,a procurava acautel>-nos contra os p]igos a que a c]rada e voluntria obscuridade da diplomacia trazia sujeitos os de/9os1 aspiraes e es=os das democracias4 ,no creio1 escrevia ento1 que na poca pres5te haja que/o mais importante d que a consid]ao d problema que resolv] como que a op9io pacfica1 mod]adora e progressiva da democracia pde p5etr> tanto nos negcios int]nacionais como nos negcios nacionais1 e como que um e/ado democrtico pde descobrir os meios prprios p>a se exprimir no gov]no da nao4 ,at que ponto fram pr(ticos os seus press5tim5tos e temores1 qual a importancia d problema que le punha acima de todos os outros problemas polticos1 demon/r\-o a gu]ra4 ,e1 int]rogado h p\co por um r$actor de ,! ,*ri/ian ,commonweal?1 pde r5ov> o seu p5sam5to com a autoridade e des5volvim5to prprios de quem o viu ju/ificado por factos de uma trgica evidncia4 ,no supe que tivesse havido um cataclismo moral na vida d mundo4 ,o desa/re foi devido pr9cipalm5te a erros polticos4 ,mesmo depois que a gu]ra comeou1 temos tido muitas provas de que realm5te no h\ve quebra na boa vontade d povo de/e pas ou de qualqu] outro4 ,z n>raes pateticas1 feitas pelos hom5s em campanha1 das relaes afetuosas entre les e o inimigo no dia de ,natal mo/ram cl>am5te que a gu]ra no entre os povos2 s5tem a necessidade de s] amigos e facilm5te s]iam amigos1 se os que os gov]nam no e/ivessem em gu]ra4 ,o s5tim5to d povo p]feitam5te so2 a gu]ra no foi causada por dio ou cl]a que o povo de um pais s5tisse contra o povo de outro pais4 ,foi causada pela inf]ioridade d que se *ama a moralidade int]nacional e que realm5te a moralidade int]gov]nam5tal4 ,baseia-se ne/e facto a sua oposio gu]ra4 ,a sua crtica pr9cipalm5te poltica4 ,conte/a que haja uma quebra moral da p>te d povo444 c>ecemos de nos lib]t> d segr$o diplomtico e g>antir a fiscalisao democrtica nos negcios e/rangeiros1 o que s por int]mdio d p>lam5to pde faz]-se4 ,diplomacia ab]ta em c]to modo uma frase que no convm4 ,d que o pas c>ece de conhec] inteiram5te os seus compromissos e obrigaes com os pases e/rangeiros e t] in=mao def9ida das l9has g]ais da poltica que se segue relativam5te s relaes com o e/rangeiro4 ,no precisa de int]f]ir na responsabilidade d executivo444 ,h na diplomacia uma tradio de segrd1 um ar de gu>d> segrdos mi/]iosos d e/ado1 que nos veio de idade-mdia e que tem por efeito deix> z c\sas inteiram5te nas mos de hom5s pblicos cium5tos de toda a int]v5o e/ranha4 ,o que mais la/ima1 todavia1 a poltica d silncio (icial sobre mat]ias que se tornam de uma importncia vital4 ,um completo segrd em nossos dias praticam5te impossvel4 ,o povo su/5ta-se de pale/ras ociosas1 rumores e falsas ref]ncias dos jornais4 ,no e/ sem in=maes mas e/ mal in=mado4 ,a culpa no dos m9i/ros1 dos prprios p>lam5tos que se movem em um crculo vicioso3 porque os seus membros no so in=mados dos negcios ext]nos1 p\cos se int]essam por les e os e/udam1 cem cada vez mais nas mos dos grupos que os regulam4 ,mas a gu]ra abal\ a confiana ne/es grupos1 e a ocasio oportuna p>a mudanz que os acontecim5tos mo/r>am de tal modo imp]ativas4 ,z que/es de poltica e/rangeira e/o de/9adas a pr5d] a at5o dos povos nos anos mais prximos1 e toda a consid]ao de s5so-comum e de prudncia1 p>a nada diz] da democracia1 prescreve uma alt]ao d si/ema que caiu4 ,no que a direco dos negcios e/rangeiros t5ha de s] tirada aos respectivos m9i/ros ou que deixe de hav] negociaes que necessitem de res]va emquanto proseguem4 ,mas c>ecemos de mais ba/as oportunidades de discusso1 de submett] ao p>lam5to todos os tratados1 compromissos e obrigaes1 de democratis> o s]vio diplomtico4 ,porque a exiguidade da retribuio dsses s]vios torn>am-nos praticam5te o apangio de r$uzidissimas classes aba/adas1 e hom5s de tal5to1 criados na f democrtica1 que compre5dem e podem int]pret> o s5tim5to popul>1 so excluidos ju/am5te por no possuirem aquelas qualificaes adv5tcias4 ,precisamos de al>g> a rea da seleco4 ,evid5tem5te1 a gu]ra no import\ a falncia absoluta da diplomacia4 ,entre z naes t] de hav] z inteligncias e aju/es que so indisp5sveis1 ess5ciais1 em toda a ordem da vida social da humanidade1 e essas relaes no podem deix> de t] seus int]pretes prprios e in/ruidos1 e seus planos e modos de proc$]4 ,no e/ inutilisada a engr5agem porque funcion\ mal1 pessimam5te1 com gr&e p]da de vidas e b5s e com inf9ita cpia de atribulaes e de dres4 ,mas e/ humilhada1 desacr$itada1 a sua res]vada altivez1 e por sua ins5satez1 egoismo1 e/reiteza de ent5dim5to e e/reiteza a9da maior d corao t] de d> o lug> a quem a sub/ita com m5os sob]ba1 mais mod/ia1 e sobretudo mais conhecim5to e respeito das aspiraes dos povos que a sua arte e/ de/9ada a s]vir e que ela cegam5te sacrific\ s ambies p]v]tidas de r$uzidas ari/ocracias e voracidade insondvel das olig>quias m]cantes4 ,porque a democracia um facto4 ,j nem h fra nem a/cia int]essada que lhe e/orvem a expanso4 ,a diplomacia que vivia enc]rada em seus palcios1 fra de toda a promiscuidade e contacto com z plebes que arregim5tava ap5as p>a seu uso e capri*o1 t] de desc] a e/e campo comum onde cada um vive na franqueza sem refolhos das suas aspiraes e das t5dncias dos hom5s e dos povos seus irmos4 ,de sob]ana passa a cativa1 ao cativeiro das obrigaes polticas e morais que so a condio da dignidade e da utilidade1 da arte de s] e viv] nobrem5te1 em paz e d&o a paz4 ,um artigo d ,daily ,*ronicle1 procur&o z razes por que a ,+lat]ra e os ,e/ados ,unidos da ,amrica teem vivido em paz h cem anos1 emquanto a ,europa era deva/ada por gu]ras sobre gu]ras1 julgava explicao insufici5te d notabilssimo facto os laos de p>5tesco que unem os povos dessas duas naes4 ,embora sem dvida concorram p>a essa extraord9>ia =tuna1 c]to que a id5tidade da raa dos ,e/ados ,unidos e da ,+lat]ra e/ pr(undam5te limitada e prejudicada pela ins9uao de sangue e/ranho1 e no pde d> razo ba/ante de to slida e prolongada amizade4 ,causa mais eficaz pod] encontr>-se ne/as ideias de lib]dade pessoal1 direitos civis1 ob$incia lei e confiana nos mtodos judicirios1 que so a h]ana comum d passado d povo am]icano e d povo britnico4 ,ambos sses pases realis>am os processos de pacificao d5tro das suas fronteiras1 e e/o por consegu9te im$iatam5te mais prontos e mais habilitados a exp]im5trem os mesmos processos em relao aos negcios ext]nos4 ,ambos sses pases1 po/o que viris e m>ciaes1 e/o livres d milit>ismo que escurece a vida civil em muitos pases europeus4 ,e/es =am1 indubitavelm5te1 factores que contribuiram p>a a paz de cem anos4 ,h entretanto p>a /e gr&e resultado uma outra causa muito mais importante e decisiva d que aquelas que fram apontadas4 que de facto1 a ,gr-,bretanha e os ,e/ados-,unidos1 ambos so na realidade gov]nados pela op9io pblica4 ,e essa mesma op9io pblica1 hoje mais d que nunca pacfica1 conqui/&o progressivam5te o gov]no das naes1 reclama o seu direito de assi/ncia na diplomacia e promete imprimir-lhe o c>act] que brilhantem5te revel\ onde tem podido dom9>4 ,na v]dade1 por muito pod]osas =z que a diplomacia e o int]nacionalismo nos p>eam1 af9al so in/rum5tos doceis de frz sup]iores das quais dep5dem1 como todos os demais elem5tos da con/ituio social das naes e z suas afirmaes4 ,o int]nacionalismo dissem9a-se e avigora-se1 e a diplomacia muda de modos1 ge/os e processos1 ap>5tem5te2 no fundo no so s5hores dos seus de/9os1 jmais o fram1 e ap5as o esprito cri/o que os autorisa ou cond5a e lhes prescreve novas obrigaes4 ,a poltica em todos os seus aspectos muitas vezes se conv5ce de que pde ignor-lo1 fugir-lhe e desob$ec]-lhe1 mas no h crise nem convulso social que o no desp]te e no lhe revele im$iatam5te a et]nidade da aco1 seu inv5cvel pod] e a sua indomvel expanso4 ,e e/a gu]ra mais evid5tem5te d que n5huma outra o demon/r\4 ,longe de repres5t> a banc>rota d cri/ianismo1 repres5ta realm5te gr&e adeantam5to na sua conqui/a d mundo2 porque foi a primeira gu]ra de que muita g5te disse que ela m>cava o desfalecim5to da nossa religio4 ,por outras palavras1 s agora a ,europa compre5deu que1 se z naes so cri/s1 no pde hav] gu]ra entre elas4 ,i/o bem o s\b]am ,atanasio e ,t]tuliano e a igreja primitiva2 mas desde o tempo de ,con/ant9o at agora esqueceu-se4 ,qu&o o mundo tom\ sob a sua proteco a igreja e1 l>gam5te1 sob o seu gov]no1 no acontecim5to conhecido como a conv]so de ,con/ant9o1 muitos dos pr9cpios d ,evangelho se obscurec]am4 ,durante sculos1 a igreja e/ava pronta a ab5o> exrcitos e armadas4 ,%akespe>e julg\ apropriado faz] proem95tes os bispos entre aqueles que aconselh>am ,h5rique ,v a decl>> gu]ra ,frana4 ,mas em nossos dias diz-se que um papa1 in/ado p>a ab5o> z armas1 respond]a3--,d\ a m9ha b5o paz4 ,e um arcebispo--alt]ius orbis papa--sol5em5te decl>ava toda a gu]ra obra d demnio4 ,cr5tes e descr5tes1 todos af9al a*amos igualm5te que toda a gu]ra contr>ia ao esprito e animo de ,cri/o4 um lucro efectivo4 ,no foi1 portanto1 o cri/ianismo que faliu1 porque o cri/ianismo nunca foi aplicado s relaes int]nacionais4 ,o que faliu foi uma civilisao que no era cri/#e4 ,roma9-,roll&1 nos artigos que public\ no ,j\rnal de ,g5ve e corr]am mundo v]tidos em dif]5tes l+uas1 anunciados como um prego pr(tico1 disse que z duas frz morais cuja fraqueza e/a gu]ra mo/r\ mais cl>am5te1 fram o cri/ianismo e o socialismo4 ,e/es ap/olos rivais d int]nacionalismo religioso e secul> mud>am-se de rep5te nos mais ard5tes nacionali/as4 ,h]v1 os sociali/as alemes1 e ,frank1 morto em combate1 por amor d milit>ismo1 ele que era o campeo da unio franco-alem1 todos sem excepo se poz]am disposio dos seus gov]nos e lhes coadjuv>am z m5tiras e os odios t5do a coragem de morr] pela f alheia1 os que no tiv]am animo de morr] pela sua prpria f4 ,os repres5tantes d ,pr9cipe de ,paz1 sac]dotes1 pa/ores e bispos1 =am p>a z batalhas aos milh>es1 a lev>-lhes1 mosquete em punho1 os div9os m&am5tos3--,no mat>s e am>s o prximo4 ,em cada vitoria1 ou seja de au/riacos1 alemes ou de russos1 o v5c$or l\va a ,deus pelo favor1 ,cada um tem o seu ,deus e cada ,deus1 velho ou novo1 tem os seus levitas p>a o def5d]em e de/ruirem o ,deus dos outros4 ,no exrcito francs &am v9te mil sac]dotes1 os jesuitas pem-se disposio d govrno alemo1 os c>deais lanam proclamaes de gu]ra1 e o os jornais contam1 sem qualqu] expresso de pasmo1 a sc5a p>adoxal na e/ao d cam9ho de f]ro de ,pisa em que os sociali/as italianos saud>am os moos ord9&os que iam p>a os seus regim5tos1 cant&o todos juntos a m>selheza4 ,pio ,x1 a quem o rompim5to de gu]ra apress\ a morte1 segundo se cr1 que no p\p\ os seus anatemas aos sac]dotes in(5sivos que acr$it>am em a nobre quimra d mod]nismo1 que fez le contra aqueles prncipes e crim9osos gov]nantes cuja ambio desm$ida vot\ o mundo misria e morte8 ,tudo isso s]iam1 em seu juzo1 s9is de fraqueza d cri/ianismo1 porv5tura a demon/rao da sua falncia1 pela incapacidade manife/a de resolv] em seus t]mos e aspiraes o conflito trem5do a que se associ\1 ati&o-o em vez de o apag>4 ,eu creio1 porm1 que no elevado tal5to e sup]ior inspirao de ,roma9-,roll& h\ve talvez uma inju/a id5tificao entre o cri/ianismo e z suas igrejas1 compre5d5do na fraqueza e deficincia da organizao das igrejas e nos seus muitos rros a decadncia d imprio de um pr9cpio cuja expanso e p5etrao teem sido con/antes desde a hora da sua revelao1 cujo pod] mais d que nunca nos dom9a e fasc9a1 e cuja lei cada vez mais lucidam5te se mo/ra a soluo unica e a unica r$5o dos males e ang/ias que afligem a humanidade4 ,hav5do-se mo/rado inf]iores misso que z crira e fra sua razo de s]1 seu alic]ce1 e glria dos seus templos e mrtires1 z egrejas cri/s veem-se sujeitas em nossos tempos a gravssimas provaes4 ,por todo o mundo associadas com o m&o1 a9da mesmo com o mais desptico e de%umano2 tol]&o de boa m5te o capitalismo e o milit>ismo1 ab5o&o-os ba/as vezes e trabalh&o p>a lhes acomod> o esprito dos fiis1 de ord9rio prontas em promov] o culto da riqueza e d podr2 qusi inv>iavelm5te afa/adas1 s5o inimigas1 d des5volvim5to da democracia que1 s5do a traduo poltica dos seus pr9cpios1 elas insi/iram em desconhec]1 aceit&o-a em ltimo extremo e deplor&o-a com mgoa1 como indiscipl9a1 subv]so1 opresso e d]rota1 neg&o-lhe o p>5tesco1 suscit&o-lhe dvidas1 temores e emb>aos2 mais desvanecidas nos favores dos gr&es1 e p>tilh&o-lhes d luxo1 d que afeioadas s fadigas e p5as dos humildes1 e amp>&o-lhes a cruz2 mal prep>adas p>a a cont+ncia da emancipao das graz dos pod]es polticos que z prop5ses d p5sam5to mod]no impoz]am1 priv&o-z dos b5efcios de uma antiga absorpo da autoridade civil1 subsi/5te durante longos sculos e por div]sos modos efectiva1 expressa ou tacitam5te1 nas leis e nos co/umes1 no =um e no templo2 mais combat5tes1 co]citivas1 d que apo/licas1 mais amigas de m&>1 e de facto m&&o1 entre errios e espadas1 d que confiadas em cativ> pela pobreza1 pela is5o de toda a violncia1 pela v]dade e pelo amor2 de uma scptica complacncia com o f>iseismo e hipocrisia que se lhes roja pelos alt>es1 inteiram5te descuidadas em corrigir z sup]/ies dos seus rebanhos2 afeioadas a uma c>idade realm5te abundante de deligncias1 des9t]esses e esmolas1 mas intimam5te e logicam5te insep>vel de todas z ari/ocracias e hi]>quias1 muitssimo av>a de concesses de direitos e de quanto possa facult> uma nova ordem que v5ha a disp5s>-lhe a int]v5o2 no t5do prev5ido a pobreza1 em log> de a deix> m$r> p>a depois lhe d> remdio m]c de inc]tas g5]osidades to prdigas em paliativos como timidas em prev5es2 hav5do deixado que os ritos pr$om9em sobre o esprito e que d esprito se despr5da o simbolismo cuja suprema beleza e alta necessidade se esvai e arrefece1 se de expresso da alma os conv]temos em feitios2 mais zelozas em apur> regras e mant] uma discipl9a e/reita e mecanica d que exaltadas em respeit>1 def5d] e propag> a pureza dos pr9cpios2 desat5tas ao inimigo que lhes invadia os domnios1 no p]ceb5do ou tom&o em p\co o que o des5volvim5to da impr5sa diria lhes importava1 pois1 traz5do-nos a casa todos os dias o po espiritual que cada um escolhe ao seu palad>1 assim afa/a d templo onde outrora o procurvamos1 nos dias de descanso das fadigas pr(issionais3--z igrejas1 no g]al1 decairam por 9rcia e atr(i>am-se em uma dureza e/ril1 qu&o1 por desgraa a9da maior1 no se transvi>am totalm5te c$5do cegueira de aspiraes traioeiras1 esquecidas da f e da esp]ana div9as e da adorao dos hom5s1 que p>a z s]virem z t9ham edificado e cim5tado com o seu sangue4 ,devotos no lhes faltavam2 muitos tiv]am e teem4 ,falt>am-lhes cr5tes1 o que dif]5te2 e1 *egadas a uma conjuntura como a pres5te1 porque cr5tes no t9ham1 qu$>am-se impot5tes1 com gr&e copia de bons desejos1 palavras excel5tes e muitas lagrimas1 mas sem n5huma influncia de aco4 ,di a ,deus o que de ,deus1 e a ,ces> o que de ,ces> foi talvez o preceito fatal a que por demais se af]r>am e que lhes abal\ os fundam5tos e desvair\ z g5tes4 ,da corrompida int]pretao dsse pr9cpio veio que1 devidido o mundo e a conscincia em duas metades1 uma p>a ,deus e outra p>a ,ces>1 completam5te se p]deu a noo da dep5dncia em que ,ces> e/ava de ,deus1 e imp5sadam5te se disp5s\ a obs]vncia das obrigaes correlativas2 no mais se cuid\ de subord9> ,ces> a ,deus1 7os imp]adores contam com o auxilio de ,deus p>a os seus negcios e invocam-no como quem e/ seguro da hone/idade e pontualidade d almox>ife71 deu-se-lhe um re9o seu1 prprio e p>a todo o sempre1 admitiu-se-lhe como pr]ogativa da cora o desregram5to1 a violncia1 a sob]ba e a ira1 e apag\-se a lembrana de que1 se ,cri/o se fez homem1 foi p>a revel> a possibilidade de uma humanidade r$imida em ,cri/o1 p>a op]> uma p]ptua e inf9ita r5ovao d mundo1 p>a sobrepr o re9o de ,deus ao re9o de ,ces>1 at onde a fraqueza humana pde cons5tir que le seja sobrepo/o4 ,assim cairam no rgido conv5cionalismo dogmtico e em uma moral inalt]vel1 fixa1 excel5te e et]na em muitos pontos mas em outros filha d tempo e a le adaptada1 sempre t>da em se ap]feio>1 por demais segura da sua sumidade1 por vezes prop5sa a indulgncias com a cob>dia religiosa1 sem mesmo hesit> em ab5o> exrcitos que1 s5do portadores d dio e da morte1 so a negao de ,cri/o1 e at mesmo pondo sob a proteco da cruz z mqu9as dos cam9hos de f]ro que so levitas e s]vidores horr5dos de desapi$adas cobiz4 ,mas1 porque i/o acontecia s igrejas prisioneiras da sua debilidade religiosa e de uma timidez m5tal s+ul>1 freqentem5te tambm e infelizm5te muito preocupadas dos seus privilgios1 comodidades1 pompas e domnio1 nem por isso o cri/ianismo e a religio esmoreciam1 nem por isso cessavam na conqui/a da t]ra que sua e les possem cada vez mais inteiram5te2 a presso dos factos1 facult&o insi/5tem5te o reconhecim5to da sublimidade da sua v]dade1 realisava o que a misso sac]dotal1 mal ent5dida e mal cumprida1 desprovida d animo dos primeiros dias1 no t9ha frz p>a indic>1 d]ram> e1 muito m5os1 mant]4 ,os horrores da gu]ra pres5te fiz]am que muitos desesp]assem d cri/ianismo e da cultura4 ,s5tem que e/a espcie de cri/ianismo e e/a espcie de cultura que pdem produzir uma gu]ra t]rivel como aquela de que e/amos s5do te/emunhas1 deve s] qualqu] c\sa da natureza da impo/ura4 ,mas1 por muito ms que z c\sas sejam1 no h necessidade de desesp]>4 ,um novo cri/ianismo e uma nova cultura surgem--o cri/ianismo d simples ,evangelho de ,cri/o e a cultura dos pr(etas e dos poetas4 ,se e/o contados os dias de uma falsa religio1 no direi que a religio morreu4 ,se os combates e a crueldade tomam o log> da cultura1 procur>ei outra na nasc5te4 ,foi ne/es t]mos que ,mauricio ,a4 ,canney def9iu os des5ganos e z esp]anz da hora pres5te4 ,de todas z am>guras1 misrias1 ansi$ades e combates das soci$ades mod]nas1 agora lugubrem5te acordadas d torpor em que uma embriagada s5sualidade z t9ha ane/esiadas1 o que result\1 no foi a falncia d cri/ianismo e da religio fr\xam5te gu>dados em suas igrejas onde durante prolongados sculos e por =tuna se acolh]am1 tiv]am acesos os alt>es e espalh>am a sua luz4 ,qu] em esprito e ab/raco1 qu] na soluo dos problemas prticos1 o que dos conflitos sociais d nosso tempo resulta a vitria da religio e d cri/ianismo em toda a latitude1 como promessa unica de salvao4 ,cresc]am fra das suas igrejas1 com dif]5tes nomes e dif]5tes rubricas1 sob div]sissimas invocaes1 mesmo sob z que se propunham nega-los e1 insci5tem5te1 imag9&o afug5ta-los1 de/rui-los e sub/itui-los1 os propagavam e def5diam2 cresc]am1 porm1 cont9uam5te e1 s5do div9os1 nunca como agora se mo/r>am necessidade t]r5a mais urg5te e remdio mais seguro das nossas enf]midades1 nunca como agora se levant>am a maior altura1 erguidos no s pelos impulsos +nuos d amor1 que e sempre foi todo o seu s] e sub/ncia1 mas tambm pela fra da razo e da logica1 pela m$itao e pela reflexo1 pelas concluses da inteligncia e pela inve/igao das leis da vida1 pelas demon/raes da exp]incia1 pelas lies da hi/ria desapaixonada e is5ta de toda a obsecao de sect>ismo4 ,a f e a razo1 durante dilatados sculos inimigas1 id5tific>am-se em iguais aspiraes e c]tezas1 e trans=m>am a velha oposio e discordia em auxlio mtuo1 no s]vio da mesma paixo de v]dade1 no reconhecim5to da mesma indigncia d pod] de conhec]1 na contemplao d mesmo mi/rio1 na ju/ificao d mesmo amor e no respeito da mesma regra que dsse pr9cpio d]iva4 ,religio1 scincia e filos(ia que fram atrozm5te irreconciliveis1 resolv5do nas fogueiras1 nas masmorras1 nos cadafalsos e nas praz suas div]gncias e conflictos1 cam9ham hoje na mesma e/rada e mutuam5te se amp>am p>a uma mesma jornada4 ,j a n+uem surpre5de que um publici/a de sup]ior reputao se det5ha a proclam> o valor religioso d livre p5sam5to1 signific&o por livre p5sam5to a livre e hone/a actividade d esprito4 ,a igreja catlica da idade-mdia1 disse le ju/ific&o a sua tse1 a igreja prote/ante da ,re=ma1 consid]avam a scincia seu inimigo4 ,racioc9> sbre z c\sas santas era uma espcie de impi$ade4 ,t9ham de s] aceites como inque/ionveis desde que v9ham de uma igreja infalvel1 em um caso1 e de um livro infalvel1 em outro caso4 ,o p5sam5to no t9ha p>te na religio1 e o livre p5sam5to a9da m5os1 por modo algum2 a religio era inteiram5te uma f1 e receiava que essa f podesse def9ir-se como um e/udante a def9iu--aquela qualidade pela qual cremos em c\sas que sabemos s]em totalm5te de/itudas de v]dade4 ,mas a igreja de hoje1 no seu melhor modo1 acolhe bem o p5sam5to porque com le e/ mais segura de si4 ,ab&on&o muita da sua bagagem tradicional1 sabe que a que lhe re/a e/ fra de que/o4 ,olh&o mais ao esprito d que letra1 consid]a o p5sam5to no m]am5te um neutral mas um aliado4 ,comea a vr que volt> z melhores frz d esprito cndida e rev]5tem5te p>a z pr(undezas da cr5a s por si um acto religioso4 ,e e/a nova amizade foi auxiliada por uma mudana de atitude da propria scincia444 ,um s9al da realidade da nossa f que no mais nos arreceiamos de a traz] p>a o campo l>go da razo444 ,vemos z maiores frz d mundo1 a religio e a scincia1 levadas p>a qualqu] c\sa como um t]r5o comum4 ,a religio torn\-se objecto mais d esprito que da letra4 ,z mat]ias de m5or importncia1 ritos e =mas d gov]no da igreja e muitos dogmas1 vo p]d5do a sua fra porque nada tem da ess5cia da vida2 mas z c\sas gr&es1 os artigos c>diais da nossa f1 a cr5a na sab$oria e no amor de ,deus e na div9a m$iao de ,cri/o1 a cr5a em o nosso dev] com os nossos irmos1 so1 p5sa ele1 mais pr(undam5te s5tidos e mais s9c]am5te possudos d que nunca4 ,a scincia abdic\ da sua velha arrogancia e e/ prep>ada p>a se apres5t> de cabea curvada1 como um humilde inve/igador nos palcios d ,oculto4 ,so aos feixes os depoim5tos dos hom5s que nas escolas1 na impr5sa e no govrno das naes te/emunham e/a unidade da scincia e da religio e o seu valor social4 ,to num]osos j que cl>am5te se juntam em uma torr5te1 no meio da qual o mais subido p>ec] pequ59o e vulg>4 ,se um homem da e/atura m5tal de ,keir ,h>die1 ao fim de uma dilatada vida de apo/olado poltico1 o mais nobre e religioso que pde conceb]-se1 confessa publicam5te que1 se voltasse a s] um rapaz1 ab&on>ia a poltica e se consagr>ia a prg> o ,evangelho de ,cri/o1 ouvimos nas suas palavras1 no o des5gano de um pr(eta mas a desiluso de uma poca que1 ard5tem5te emp5hada em livr> a t]ra e os hom5s dos m>trios que os crucificam1 err\ a e/rada e foi procur> em mesqu9has artes e em artificios e/reitam5te humanos uma salvao que les no cont9ham4 ,so a condemnao f9al de toda a idolatria mat]iali/a dos valores econmicos e a c]teza de que s a inspirao religiosa capaz de nos (]ec] a =tuna que a pobreza da nossa inteligncia e z suas dbeis con/ruces no fram capazes de fund>4 ,ha p\cos anos1 em #aiaa1 um escritor +ls1 ,a4 ,e4 ,flet*]1 antigo director de um dos gr&es jornais de ,londres1 public\ um pequ5o livro1 de sumo int]esse e eloqu5te cl>eza1 intitulado ,o ,s]mo da ,montanha e a ,poltica prtica4 ,pret5dia que no podemos realiz> im$iatam5te os ideais mais altos1 mas podemos mov]-nos em direco da sua realizao1 e os nossos movim5tos podem e/> de h>monia com z leis da natureza humana4 ,e afirmava e def5dia que essas leis =am supremam5te compre5didas por ,jesus ,cri/o1 e so totalm5te falseadas pelos que adoram ,mamon e ,belial4 ,depois1 pass&o a mo/r> mais des9volvidam5te como o ,evangelho uma lei prtica1 realizvel e progressivam5te realizada nas c\sas da t]ra1 e em p>ticul> na poltica1 exam9&o a possibilidade de aplicao das bemav5turanz d cri/ianismo confi&o a t]ra simplicidade1 mis]icrdia e dura1 e demon/r&o-o1 no por eng5hosos si/emas e subtis ab/raes mas pelos exemplos hi/ricos mais vulg>es1 v9ha por fim a afirm> que possivel gov]n> uma nao pelos pr9cpios e/abelecidos no ,s]mo da ,montanha e que sm5te em quanto assim proc$emos que a soci$ade pde elev>-se dos tipos mais baixos aos mais altos4 ,podemos ir p>a diante no esprito d cri/ianismo1 fic> e/acion>ios ou retroc$]4 ,a sua op9io que vamos p>a diante4 ,cr que em tempo algum da hi/ria d seu pas 7e dos demais pases1 porque no diremos ns871 a legislao social proseguiu de modo que mais satisfaa d que durante os ultimos anos4 ,os hom5s pblicos podem no t] tido a conscincia de que1 adopt&o uma legislao humana1 em]gem da b>b>ia p>a o cri/ianismo1 mas subsi/e o facto de que essa evoluo prosegue4 ,p>a o compre5d]mos ba/> lembr> o que a legislao social e poltica tem sido desde o como d sculo des5ove--o que ela fez proteg5do z crianz1 de que inf]nos vem arranc&o os trabalhadores1 como rep>tiu a riqueza e acresc5t\ a dignidade1 que lutas titnicas su/5t\ p>a isso1 que b>reiras =midveis de prejuzos e vis int]sses lhe foi necessrio transpr e v5c]4 ,e que pr9cpio1 que fra realizava sses milagres s5o o cri/ianismo que dos livros sagrados se d]ramra nos cdices das d\tr9as e das in/ituies polticas8 ,se em matria de cri/ianismo a gu]ra det]m9\ alt]ao de valores1 s]ia sem dvida p>a ampli>1 se amplivel fsse1 a prepond]ncia daquele valor inabalvel e et]no que no cri/ianismo se contem1 sobretudo p>a o faz] repass> mais pr(undam5te a conscincia dos hom5s1 def9itivam5te conv5cidos da necessidade de um pr$omnio maior a9da1 inf9itivam5te mais pr(undo1 dos pr9cpios d ,evangelho consid]ados na sua influncia prtica1 na sua ilimitada aplicao discipl9a e conduta da vida4 ,um dos *efes mais graduados d p>tido d trabalho na ,+lat]ra1 ,filipe ,sn[d51 dirig9do-se aos seus eleitores dizia que p5s\ que z frz unidas da democracia e das igrejas da ,europa pod]iam t] evitado a cat/r(e da pres5te gu]ra4 ,mas os acontecim5tos precipit>am-se por tal =ma que z frz da democracia1 da religio e dos pacifi/as no tiv]am tempo de mobilis>-se antes que z intrigas dos milit>i/as1 mon>cas e diplomatas soltassem z frias da gu]ra4 ,sempre acr$itra e confessra que1 se z naes da ,europa cont9uassem na poltica int]nacional dos ultimos qu9ze anos1 provoc&o ho/ilidades por uma concorrncia doida nas despezas de armam5tos1 o resultado no podia s] s5o a gu]ra4 ,mas1 fsse qual fsse a causa da gu]ra1 eram z classes trabalhadoras da ,europa que dela t9ham a responsabilidade4 ,des9t]ess&o-se das que/es int]nacionais1 deix>am que a seu modo z regulassem os kais]s1 os cz>es1 os milit>i/as e os diplomatas1 todos de/itudos de simpatia pelas aspiraes democrticas e levados por int]esses econmicos e outros opo/os aos trabalhadores d mundo4 ,tivessem-se os trabalhadores apossado d govrno das relaes int]nacionais1 e debalde se t]ia provocado a gu]ra e z suas calamidades1 de cuja responsabilidade os trabalhadores no podiam livr>-se4 ,sem dvida1 o argum5to d poltico exp]im5tado e habituado a confi> no podr da organizao poltica t] seu fundam5to e v]dade4 ,no e/ longe de se con=m> com a op9io dos que viram na gu]ra o naufrgio dos p>tidos sociali/as1 como g>antia e propulsores de paz entre z naes4 ,mas p>a os e/ranhos s artes da actividade poltica prtica1 m$ianam5te prop5sos a esp]> das suas tramas a =taleza que s no vigor das t5dncias d esprito encontram1 o mais provvel s] que no fsse a deficincia de direco dos trabalhadores que deix\ proseguir a gu]ra2 antes t]ia acontecido que a insuficincia d esprito anti-milit>i/a entre os trabalhadores no p]mitiu que les se acautelassem e def5dessem o mundo contra essa inqualificvel mon/ruosidade4 ,p>a os que mais esp]am da inspirao int]ior que d eng5ho prtico1 a responsabilidade dos trabalhadores e/ amplam5te at5uada pela sua misria mat]ial e indigncia moral correlativa4 ,a civilizao mod]na1 faz5do-os escravos de uma escravido de que a cu/o e com muitas p5as se vo lib]t&o1 tudo lhes podia ens9> m5os o cri/ianismo de cuja negao eram z vtimas revoltadas4 ,falt\-lhes a fra ntima que havia de press5tir e combat] os manejos srdidos das *ancel>ias1 dos palcios e das cas]nas4 ,t]ia sido a debilidade religiosa1 inevitvel na sua condio1 e no um simples erro de organisao1 que deu causa sua 9rcia e sua r5dio p]ante pod]es que abom9am4 ,a previso que os ha-de salv> e salv>-nos de iguais cat/r(es no futuro s subsi/ir qu&o a en]gia religiosa a gui> e exigir4 ,no ha capacidade prtica1 seja ela qual fr1 que seja sufici5te p>a a sub/ituir4 ,qu&o um poeta da lucidez moral e p]egr9o tal5to que enalteceu ,edu>do ,c>p5t]1 encanecido em sua inquebrantvel misso de amor1 qu&o o gnio bafejado pela santidade nos diz firme e docem5te1 de todo is5to de ira injuriosa dos tmidos e vacilantes1 que1 p>a pr t]mo a e/a pe/e da gu]ra1 no h s5o um remdio1 e o g]al ab&ono d/e si/ema de viv]mos d trabalho dos outros1 pod] p>ec]-nos que simplifica em extremo e r$uz a propores demasiado mesqu9has um conflicto de propores gigantescas que uma dr e uma agonia p>a o mundo inteiro4 ,suspeit>emos capri*o da de/reza d fils(o ou uma violncia sagaz ne/a segurana com que le pret5de faz] entr> na regra comum o que por mil modos se mo/ra uma anormalidade to complexa como e/up5da4 ,mas1 se reflectirmos1 ligeiram5te que seja1 de pronto nos conv5cemos de que nem a afirmao d pr(eta se afa/a dos limites e da lgica dos factos av]iguados1 nem os seus vaticnios so outra c\sa s5o a voz de/e cri/ianismo que em r5ascim5to assombroso se faz ouvir e juz em todo o si/ema das relaes sociais1 desde a nfima humildade de um s]vo que nos comove at sob]ba das pote/ades da t]ra que nos ameaam4 ,essa a causa da gu]ra1 e/e si/ema de viv] d trabalho dos outros1 negao =mal d cri/ianismo1 ou se siga entre os indivduos ou entre z naes1 e isso mesmo o tem sido desde o pr9cpio d mundo4 ,fram p>a i/o z primeiras gu]ras primitivas1 p>a apre5d] gados e colheitas1 p>a apanh> escravos de cujo trabalho os conqui/adores podessem subsi/ir2 e so a mesma c\sa z ultimas gu]ras4 ,adquirir concesses de borra*a1 m9as de ouro1 m9as de diamantes em que o trabalho de g5te de cr seja explorado at ao extremo mais am>go2 aposs>-se de colonias e t]ras di/antes1 onde empresas capitali/as gigantes 7com o trabalho de brancos ou de g5te de cr7 possam realis> divid5dos im5sos1 pela subida d m9rio ou de outros productos indu/riais2 esmag> qualqu] outro pod] que nos e/orve no cam9ho de/as avidas e de%umanas ambies3--tais so os f9s das gu]ras de hoje4 ,e ns no vemos a causa d mal porque le e/ to p]to de ns1 porque nos &a no sangue4 ,toda a vida p>ticul> das classes capitali/as e com]ciais1 que hoje so os repres5tantes das naes1 se funda em o mesmo pr9cpio4 ,como indivduos1 o nosso unico fim encontr> algum trabalhador ou grupo de trabalhadores cujo trabalho valorse o que ns podemos apropri>444 ,um p>asitismo sem disf>ce e sem v]gonha a ordem1 ou a desordem dos nossos dias4 ,a rapacidade dos animais de preza mal se oculta em a nossa vida social1 transp>5tem5te velada todavia por uma aguada de s5tim5to cri/o e por uma r$e de in/ituies filantrpicas p>a supo/o b5efcio das muitas vtimas que ns espoliamos4 ,que h pois que admir> se /e pr9cpio de rapacidade e gu]ra inte/9a que gov]na a nossa condio1 se e/a cobia vulg> que nos cobre o corpo de jias e peles1 e nos cobre a meza de alim5tos c>os1 sem consid]> aqueles a quem arrancmos sses con=tos1 que h pois que admir> se por fim resultam na rapacidade e violncia sbre o va/o teatro d drama das naes1 e nas letras v]melhas da gu]ra e d conflito1 escritas atravs dos cont95tes8 ,de nada s]ve diz]mos com uma presumida pi$ade que e/amos em campo p>a banir a gu]ra e o milit>ismo1 anim&o ns entretanto em nossa prpria vida e em a nossa igreja1 ligas d imprio e outras in/ituies1 o mais sordido e egoi/a m]cantilismo1 que em si essncialm5te uma gu]ra1 ap5as uma gu]ra de um gn]o muito mais insignificante e mais cob>de d que aquele que se ass9ala no embate das tropas ou na furia das esp+>das e dos canhes4 ,no1 no h outro meio2 e s pelo ab&ono g]al d si/ma com]cial e capitali/a pres5te s] banida a pe/e da gu]ra#f4 /es so os acanhados e ms]os t]mos a que z frias da gu]ra se r$uzem1 e/a a palpitao d seu imundo v5tre--uma d]rogao d pr9cpio cri/o1 p]feitam5te idntica em suas causas e efeitos a qualqu] outra das que quotidianam5te praticamos em nossa exi/ncia e que o hbito nos vel\ com uma emp$]nida inconscincia4 ,apont-la em uma tal simplicidade uma revelao salut>1 gr&e e fecunda esmola4 ,acusados e pelo prprio pungir da acusao sab]emos o que o cri/ianismo significa na hora pres5te1 at onde *egam z suas b5os e anatemas1 e conhec]emos1 com um pr(undo suspiro de alvio1 que influncias impond]veis nos subjugam1 que novas frz l5ta e lat5tem5te se cri>am1 e que espcie de revoluo1 ou1 melhor1 de resurreio nos anunciam4 sp]o e obscuro se mo/ra1 porm1 o cam9ho da vitria1 porque ao mesmo tempo que um cataclismo nos revela a inanidade da nossa presumida =taleza1 deixa-nos inc]tos sbre o valor das frz que podem edific-la4 ,e aquilo de que mais esp]vamos1 a razo1 o des5volvim5to da inteligncia na humanidade1 o conhecim5to da hi/ria e a obs]vao m9uciosa e exacta da evoluo das soci$ades1 todo sse hone/o labor das univ]sidades1 da impr5sa1 dos p5sadores1 dos poetas1 de quantos por qualqu] meio se torn>am v]dadeiros pa/ores das nossas almas1 tudo isso que um assombro da capacidade m5tal dos hom5s1 tudo foi vo p>a evit> z provaes a que um de/9o s9i/ro nos conduziu4 ,se a razo s por si podesse v5c]1 um libelo contra a gu]ra como sse que ,norman ,angell (]eceu ao mundo culto na ,gr&e ,iluso1 l>gam5te com5tado pelo autor e pelos e/ranhos1 e rec5tem5te acresc5tado e r5ovado no ,prussianismo e a sua ,de/ilao1 isso ba/ava p>a que a paz e a gu]ra fssem um pleito f9do4 ,comp5di&o muitos sculos da hi/ria da humanidade e os factos essnciais da vida poltica e econmica dos nossos dias1 def99do e conjug&o o que vaga e fragm5triam5te todos s5tiamos e p5savamos1 o prego de ,norman ,angell mo/r\-nos que a d\tr9a que con/itue a gr&e iluso a cr5a de que z c\sas de maior valor na vida1 aquelas que repres5tam os f9s das soci$ades humanas1 s podem alcanar-se pelo des5volvim5to da fra poltica e milit> dos e/ados1 pela ext5so d seu t]ritrio e pelo domnio dos seus govrnos4 ,e/a d\tr9a1 proem95te e c>act]/ica na ,prussia1 tornra-se af9al comum a toda a ,europa por virtude de um deplorvel contgio4 ,p>a a debel> no ba/avam comb9aes diplomticas e a reviso de fronteiras2 nascida de c]tas t5dncias de esprito1 s por t5dncias opo/as pod]ia s] v5cida4 ,=am os pr(essores1 z academias e os publici/as que durante c9qenta anos a propag>am2 e s por um trabalho de id5tica natureza pod]ia s] afa/ada4 ,no s]ia pelo f]ro e pelo fogo que haviamos de nos lib]t> da sua calamitosa sujeio4 ,era vr o que t9ha acontecido com z gu]ras da religio2 debalde sacrific>am milhes de vidas1 qu&o t5t>am su/5t> z cr5z pela fra1 e s t]m9>am1 d&o a toda a f a lib]dade1 qu&o o esprito a conqui/\1 qu&o a f]m5tao intelectual e a e/imativa dos valores morais1 a sua discusso pacfica e a sua comp>ao1 demon/r>am a inanidade da fra na su/5tao dos alt>es4 ,assim acontece e se v]ifica que o combate pelos ideais no pde mais tom> a =ma de combate entre z naes1 porque z que/es morais e/o d5tro das prprias naes e cruzam z fronteiras polticas4 ,no h e/ado algum mod]no que seja completam5te catlico ou prote/ante1 lib]al ou autocrtico1 ari/ocrtico ou democrtico1 sociali/a ou individuali/a4 ,z lutas espirituais e morais d mundo mod]no proseguem entre os cidados d mesmo e/ado em uma coop]ao intelectual inconsci5te com os grupos correspond5tes dos outros e/ados1 e no entre os pod]es publicos dos e/ados rivais4 ,poltica e economicam5te se tem e/abelecido uma situao p>alela em que a e/ratificao das soci$ades se sobrepe aos artificios das divises nacionais4 ,o mundo t5de a rep>tir-se1 no pela fra das espadas mas pela coeso dos espritos e dos int]sses4 impossivel1 diz ,baty1 citado por ,norman ,angell1 ignor> a significao dos congressos int]nacionais no s d socialismo mas d pacifismo1 d esp]antismo1 d fem9ismo1 de toda a espcie das artes e scincias1 que to cl>am5te m>cam os seus s9ais nas pocas de frias4 ,a nacionalidade1 como fra de limit>1 c$e p]ante o cosmopolitismo444 ,encontramos a aproxim>-se uma situao em que a fra da nacionalidade s] di/9tam5te inf]ior coeso de classe1 e na qual z classes se organiz>o int]nacionalm5te de =ma a aproveit>em os efeitos da sua fra4 ,o que ,norman ,angell repete1 ac5tu&o que por mil modos a associao atravessa os limites dos e/ados1 que so puram5te conv5cionais1 e torna uma 9pcia sci5tifica a diviso biolgica d gn]o humano em e/ados indep5d5tes e combat5tes4 ,n+um p5sa em respeit> um mujik russo porque p]t5ce a uma gr&e nao1 ou em desprez> um fidalgo esc&9avo ou belga porque p]t5ce a uma nao pequ5a4 ,viremos a compre5d] que z divises reais psquicas e morais no so entre z naes1 mas entre z concepes opo/as da vida4 ,dada a lei de acel]ao a que z soci$ades humanas evid5tem5te ob$ecem1 a pr$om9ancia e imprio da nova concepo das relaes entre os povos s] em breves anos uma realidade4 ,e a aco dessa lei efectua-se com uma rapidez v]tig9osa4 ,a idade d homem sbre a t]ra tem sido div]sam5te reputada entre tr9ta mil e trez5tos mil anos4 ,a c]tos respeitos1 des5volveu-se mais ne/es ltimos duz5tos anos d que em todas z pocas prec$5tes4 ,vemos hoje maiores mudanz em dez anos d que primitivam5te em dez mil4 ,quem pde prevr os des5volvim5tos de uma g]ao84 ,nem se diga que o mundo foi sempre o mesmo e no muda1 nem que a natureza humana no susceptvel de mud>4 ,a hi/ria a negao radical de semelhante afirmao1 que no passa de refugio infantil de ret>datrios4 ,d canibalismo coop]ao1 d duelo aos tribunais1 dos autos de f lib]dade religiosa1 d h]oismo div9isado ao esprito milit> combatido como um crime1 a humanidade r5asceu2 e1 se ext]iorm5te bem dif]5te d que foi na sua origem1 intimam5te anima-a um esprito que desconhece e repele aquele de pura animalidade que algum dia foi sua razo de s]4 ,civilis\-se2 de b&os fam9tos1 deva/adores e crueis1 pass\ comunidade moral e religiosa1 e a civilisao des5volveu-se na razo inv]sa da =taleza d esprito milit>4 m$ida que os hom5s p]dem a t5dncia de combat]1 cresce-lhes a t5dncia p>a trabalh>1 e trabalh&o juntos1 e no combat5do-se1 que os hom5s progridem4 ,s pelo hipnotismo de uma t]m9ologia que se torn\ obsoleta o esprito milit>1 muito a cu/o e decando1 cont9uam5te se su/5ta4 ,de re/o1 h muito sabido e demon/rado que z gu]ras so in/rum5to de degradao das raz4 ,matam os melhores1 a flr da espcie1 os mais sos e corajosos1 e deixam confiada aos dbeis e m5os aptos a procriao das novas g]aes4 ,na gu]ra com a ,alemanha1 a prpria ,+lat]ra1 apez> de toda a resi/ncia d esprito da sua raa1 corre o risco de p]d] z suas melhores qualidades4 ,combat5do o prussianismo pde prejudic>-se na diligncia de o v5c] pela adopo das suas armas e pelo ab&no das virtudes que a torn>am gr&e1 a aptido de iniciativa1 a confiana no prprio esfro1 a sua ob/9ada resi/ncia int]v5o d e/ado 7j enfraquecida71 a sua impacincia com a burocracia e a li/a v]melha 7tambm j a decar71 tudo o que se involve na sua g]al rebeldia de arregim5tao4 ,a fra empregada p>a ap]feio> a coop]ao entre z p>tes1 p>a facilit> a troca1 promove o progresso2 a fra que combate essa coop]ao1 que procura sub/itur pela coaco o b5efcio mtuo da troca1 que em c]to modo uma frma de p>asitismo1 promove o retrocesso4 ,a luta entre z naes um anacronismo4 ,p\cos compre5dem at que ponto a fra fsica foi sub/ituda nas c\sas humanas pela presso econmica--us&o /e t]mo no seu ju/o s5tido1 no s como a disputa d d9heiro1 mas compre5d5do quanto nisso se involve1 bem-e/>1 consid]ao social e tudo o mais4 ,o esprito primitivo no compre5dia um mundo em que z c\sas no fssem todas reguladas pela fra4 ,mesmo os gr&es espritos da antiguidade no acr$itavam que o mundo podesse s] laborioso1 s5o qu&o a gr&e massa se tornasse laboriosa pelo uso da fra fsica1 i/o 1 pela escravatura4 ,tres qu>tas p>tes dos que nos dias mais floresc5tes de ,roma povoavam o que agora a ,xlia1 eram escravos1 acorr5tados no campo qu&o trabalhavam1 acorr5tados noite nos dormitrios e1 os que eram porteiros1 acorr5tados aos portais4 ,era uma soci$ade de escravos--escravos p>a combate1 escravos p>a trabalh>1 escravos p>a cultiv>1 escravos (iciais e1 acresc5ta ,gibbon1 o prprio imp]ador era um escravo1 o primeiro escravo nas c]imnias que le prescrevia4 ,s5do gr&es e p5etrantes muitos dos espritos da antiguidade1 n5hum deles mo/r\ uma l>ga concepo de uma condio social em que a coaco fsica fsse sub/ituda pelo impulso econmico4 7,ari/oteles s5tiu todavia um lampejo de v]dade1 qu&o disse que1 se o m>telo e a lanadeira podessem mov]-se por si1 a escravido s]ia desnecessria74 ,dissessem-lhes que havia de *eg> tempo em que o mundo trabalh>ia muito mais activam5te sob o impulso de uma causa ab/racta *amada int]esse econmico1 e les consid]>iam semelhante ass]o como a de m]os tericos s5tim5tais4 ,nem temos necessidade de irmos to longe2 se ha sess5ta anos afianssemos a um s5hor de escravos am]icanos que pelo trabalho livre le havia de t] mais algodo d que pela escravatura1 por c]to se riria da nossa cr$ulidade4 ,sem dvida1 por efeito da lei de acel]ao a que z soci$ades humanas &am sujeitas1 de todos os tempos1 mas pr9cipalm5te da nossa poca1 e/a d]rota da gu]ra pela economia1 e/a sub/ituio d combate pela coadjuvao1 que se torn\ o meio mais seguro e r5doso no s de viv]mos em paz1 o que j s]ia muito1 mas tambm de acresc5t>mos os b5s e multiplic>mos z riquezas1 o que1 por isso mesmo que satisfaz a ambio1 por isso comum e abrange o esprito mais elevado e o mais mesqu9ho1 por isso se torna uma fra univ]sal em todo o s5tido4 ,d anacronismo e futilidade da gu]ra foi j conv5cido por me/res compet5tes todo o mundo culto1 qusi todo o mundo que sabe lr4 ,e todavia a gu]ra p]si/e1 porque1 p>a a banir1 a razo no ba/a1 s o corao purificado e exaltado pelo esprito cri/o capaz de consum> sse prodigioso r5ascim5to4 ,mas como1 por que modo pod]o essas =z prevalec]8 ,por que meios pod] torn>-se efectiva na vida nacional e int]nacional dos povos sse esprito cri/o que agora desp]tado por uma cat/r(e e/up5da se ergue como uma aurora de r$5o8 ,onde encontr> armas p>a combat] o inimigo1 a satnica s5sualidade que fund\ o mundo mod]no em ambies trpes e em mat]ialidades e que1 evid5te1 no abdic> d seu re9o passada a torm5ta8 ,como que um p5sam5to religioso s por si ha-de de/roar os pod]es da t]ra enriquecidos1 armados e incessantes na avidez8 ,pelas ligas e tribunais de paz1 pelos aju/es diplomticos1 pela r$uo dos armam5tos1 por todos sses retalhos de papel que se rasgam ao primeiro mpeto1 como a ,alemanha rasg\ o compromisso que a obrigava a respeit> a neutralidade da ,blgica86444 ,no todo sse impulso cri/o um arrebatam5to de idealismo de/9ado a naufrag> no m> im5so e torm5toso das realidades8 ,se z igrejas em suas =talezas secul>es no pod]am subjug> os hom5s e sujeita-los lei de ,cri/o1 como que de es=os disp]sos e boas int5es h-de tir>-se uma fra que dom9e os e/ados e lhes trace a sua regra8 ,f]r]o1 o hi/oriador da ,gr&eza e ,decadncia de ,roma1 diz-nos no ltimo volume de sua obra que1 emquanto em ,roma1 volta de ,augu/o1 a pequ5a olig>quia dos dom9adores1 que julgava que tudo1 mesmo o futuro1 dep5dia dela1 se exgotava em discrdias furiosas e em t5tativas contraditrias p>a afeio> o futuro a seu modo1 sse futuro por si mesmo se fazia no gr&e imprio1 e muito dif]5te daquilo que se t9ha p5sado4 ,emquanto ,augu/o se dava a tantas p5as p>a reorganiz> em ,roma o govrno ari/ocrtico1 acontecia que por si mesmas1 p\co a p\co1 e pelos es=os de milhes de hom5s inconsci5tes d resultado f9al1 z regies d imprio que mais dif]iam pela lngua1 pela raa1 pelas tradies1 pelo clima1 mtuam5te se p5etr>am e *eg>am a uma unidade econmica muito compacta2 int]esses mat]iais que inf9itam5te se encadeavam1 t9ham-nas mais e/reitam5te ligadas d que o podiam faz] z leis e z legies de ,roma ou a vontade d s5ado e dos imp]adores4 ,era por sse trabalho int]ior1 invisivel1 de que n+um t9ha conscincia1 que o ajuntam5to acid5tal dos t]ritrios feito pela conqui/a e pela diplomacia se tornava v]dadeiram5te um s corpo1 animado de uma vontade nica4 ,solues congn]es e p>alelas dos problemas da vida das naes e da con/ituio psicolgica dos povos vem apontadas e def5didas com uma gr&e cl>eza em um pequ5o livro ultimam5te publicado na ,+lat]ra4 ,d$icado ,work]s' ,educational ,association1 e por isso po/o em t]mos de s] compre5dido alm d mundo dos letrados e erditos1 colaborado por pr(essores em95tes das univ]sidades de ,cambridge e ,ox=d1 mais c+ido aos factos d que enlevado na s$uo de ab/raes e idealismos1 procura sse excel5te trabalho escl>ec]-nos sbre a crise que a gu]ra repres5ta nos de/9os da democracia1 e com um exito manife/o muito in/rue os m5os v]sados nas que/es polticas1 mas nem por isso m5os int]essados e d$icados na det]m9ao f9al de uma situao das naes da ,europa1 que t] de s] de l>guissimas conseqncias na =tuna ou na desgraa dos povos que elas compre5dem4 ,consid]a sse livro que na t>efa em que nos propomos fund> o domnio da lei1 direitos civis univ]sais e a abolio da gu]ra1 h dois processos4 ,um consi/e na presso dos gov]nos e nos seus aju/es e conv5es1 em tudo isso que &a sonhado e fragm5tado em criaes e aspiraes de tribunais de paz1 em planos de des>mam5to1 em tratados de arbitragem e em muitas outras +5uidades correlativas1 to cativantes na c&ura da sua f como dbeis na eficcia4 ,evid5tem5te1 todas naufragam na impossibilidade de s]em sancionadas pela fra1 qu&o a l\cura ou a p]v]sidade dos hom5s z desrespeit>em4 ,qu&o os conflitos surgirem1 onde e/o os exrcitos que tornam sob]anas e uma realidade z decises dos tribunais8 ,qu&o uma nao1 armada e gr&e1 afront> z obrigaes dos retalhos de papel e os rasg>1 quem torn> de bronze a vontade dos tribunais e conv]t] em mrmore a precria consi/ncia d papel8 ,um revoltado ba/> p>a atraio> z int5es mais firmes e felizes1 e p>a inund> a t]ra de uma *uva de sangue e de fg4 ,todos sses eng5hosos contratos podem s] alivio por algum tempo e prep>> o cam9ho p>a progressos ult]iores1 mas s por si no podem d> segurana alguma p]man5te1 n5huma ju/ificao satisfatria p>a o ab&no de meios def5sivos1 da p>te dos vrios govrnos sob]anos e em bem das suas naes4 ,sem dvida1 embora encontrem dificuldades irr$utiveis p>a se mant]em1 nem por isso so de desprez> sses aju/es e contratos4 ,pelo contrrio1 m]ecem s] promovidos e aproveitados4 ,sm5te convm no lhes atribuir valr que no comportam1 ou esp]> da sua aco uma =taleza que z suas faculdades no at+em4 ,pois1 de re/o1 significam altos b5eficios2 pressupem a supremacia d ,direito sbre a ,fra no esprito colectivo da humanidade civilisada1 uma supremacia def9itiva daquilo que pde *am>-se o ideal civil contra o ideal milit>1 no em a maioria dos e/ados mas em todos os e/ados sufici5tem5te pod]osos p>a desafi> a violncia4 ,pressupem um mapa d mundo traado def9itivam5te em l9has que satisfaam z aspiraes nacionais dos povos4 ,pressupem um /atus quo que se mantem1 no simplesm5te1 como o de #aiae1 porque um facto legal e a sua p]turbao s]ia inconv5i5te p>a os govrnos exi/5tes1 mas porque m]am5te equitativo4 ,pressupem uma base democrtica de direitos civis e repres5tao idntica entre todos os e/ados compon5tes4 ,pressupem1 f9alm5te1 uma op9io pblica educada1 incomp>avelm5te m5os egoi/a1 m5os ignorante1 m5os flutuante1 m5os mat]iali/a1 e m5os e/reitam5te nacional d que aquela que at aqui tem prevalecido4 ,o outro processo pode p>ec]1 ne/a hora de sonhos e desa/re1 de extremos de esp]ana e desiluso1 um trilho longo e enfadonho4 ,e a velha e/rada l>ga da civilisao1 no os atalhos atravs dos campos4 ,esp]a resultados durad\ros1 no da coop]ao mecnica dos govrnos1 mas d crescim5to de um direito civil orgnico1 pela educao das prprias naes no s5tim5to d dev] e da vida comum4 ,esp]a1 no o e/abelecim5to def9ido d ,e/ado d mundo em nossos dias1 mas sm5te uma refutao def9ida da p]niciosa teoria da incompatibilidade mtua das naes4 ,esp]a a expresso d govrno d mundo na ordem ext]na1 daquilo que podemos *am> o pr9cpio da ,repblica1 d gr&e pr9cpio de "l ,acton1 d e/ado compo/o de naes livres1 d e/ado como um corpo vivo1 que vive pela unio orgnica e livre actividade dos seus div]sos membros4 ,e encontra o seu im$iato campo de aco no al>gam5to da pr(undeza e ext5so das obrigaes civis entre os povos das gr&es1 livres1 ju/as1 supranacionais repblicas1 cujo patriotismo foi edificado1 no por preceito e d\tr9a1 mas sbre o firme fundam5to das mais antigas lealdades4 ,os problemas d]ivados d contacto das raz e das naes nunca podem s] resolvidos nem pela aco prud5te dos indivduos nem por conflito e gu]ra2 s tem soluo em uma poltica delib]ada e recta no seio de cada e/ado1 no reconhecim5to por ambas z p>tes de exigncias mais altas d que os seus int]esses seccionais--z exigncias de direitos civis comuns e d int]sse da civilisao4 ,ni/o1 na unio e colaborao das div]sas raz e dos div]sos povos1 que o pr9cpio da ,repblica encontra o seu campo peculi> de op]ao4 ,sem /e pr9cpio444 o mundo s] o caos que hoje #g4 ,eis a a lei suprema da hi/ria--a prepond]ncia da actividade int]ior e inconsci5te dos povos sobrepondo-se s lucubraes1 aos decretos1 s legies1 vontade e vaidade e inanidade dos capites e dos imp]adores1 e pret]9do-os inexoravelm5te em todos os gr&es movim5tos da humanidade4 ,roma e a con/ituio jurdica e moral d mundo lat9o que dela nasceu e seu espelho1 foi ap5as o maior exemplo da inflexibilidade dessa lei d des5volvim5to das raz1 duas vezes repetido naquele lug>1 primeiro cri&o a unidade poltica da civilisao1 e depois refaz5do-a1 qu&o1 decrpita1 c>ecia de s] r5ovada pela unidade religiosa4 ,a face das c\sas p>ece mud> mas sm5te a sua face muda2 em sua essncia p]manecem sujeitas mesma lei1 idntica e con/ante nos gr&es feitos como nos mais pequ5os1 de fronteiras a d5tro das naes como em toda a l>gueza dos cont95tes4 ,se o cri/ianismo tem de prevalec] e r$imir das suas misrias o mundo1 s] nicam5te por sses esfros de milhes de hom5s inconsci5tes d resultado f9al1 por sse trabalho int]ior1 invisvel1 de que n+um tem conscincia1 por efeito dessa mi/]iosa dissem9ao4 ,qu&o z leis escritas a def9irem e reconhec]em1 s] porque de facto a sua vitria a isso z obrig\4 ,no s]o elas que lhe ho-de d> ou r\b> o seu domnio4 ,qu>5ta anos de mat]ialismo brutal1 inflamado por um mesqu9ho e desvairado orgulho sci5tfico1 t]m9am hoje na gu]ra a sua obscurecida fama e glria1 aquela por demais t]r5a que ao seu esprito correspondia e que era a nica a que a sua fasc9ao podia conduzir4 ,esse mat]ialismo ci pela fragilidade das suas edificaes1 porque s produzia dres onde prometia alegrias1 s acumulava ru9as onde o/5tra traioeiras prosp]idades4 ,mas1 antes que um cataclismo inaudito lhe demon/rasse a e/reiteza e inconsi/ncia1 um trabalho subtil lhe m9ra os fundam5tos3 aniquilivam-no aqules mesmos que o haviam g]ado e nutrido1 os ap/olos e os seus fiis1 os fils(os e os p5sadores1 a inspirao dos poetas1 z academias1 e sobretudo z multides que os ouviam1 s5tiam e int]pretavam1 fatigadas de errores e de despr5dim5to religioso e moral2 e1 v]ific&o pela exp]incia de agudos in/9tos os b5efcios e os males das d\tr9as e das cr5z1 con=me a v]dade e felicidade que lhes trazem ou lhes r\bam1 assim z amaldiam ou engr&ecem4 ,so sses pod]es invisveis e impond]veis1 que habitam no corao das multides annimas1 que nos dirigem e do a vida e a morte1 nos indivduos como nas soci$ades4 ,s sses pod]o lib]t>-nos da gu]ra ou et]nis> a sua danao2 e z igrejas val]o ento o que val] a sua ob$incia ao pr9cpio cri/o1 e os e/ados s]o um flagelo1 se em aco o neg>em1 ou uma =tuna1 se o respeit>em e traduzirem nas c\sas da t]ra e nas relaes entre z naes4 ,da arte de ga/> e suas responsabilidades ,uma crise grave ilum9a e descobre p]igos que se no suspeitavam2 hbitos que ant]iorm5te nos p>eciam to inoc5tes e naturais que n5hum mal enc]ravam1 mo/ram-se com uma dupla face nos seus efeitos4 ,p>ece que se torna necess>ia mais reflexo2 e1 po/o que nos seja impossvel a*> remdio simples p>a ru9s efeitos1 sabemos que1 come&o a p5s> hone/am5te1 t]emos probabilidades de a*> o cam9ho de melhores hbitos4 ,s] esp]> muito que entre outras c\sas boas que podem result> de/a negra crise1 v5ha a nasc] um c]to acord>1 da nossa p>te1 quanto futilidade1 assim como quanto ao p]igo1 de muitas das nossas despesas8 ,no bem p>a uma nao que uma qu>ta p>te dos seus r5dim5tos se ga/e de um modo incon/ante4 ,no bem p>a uma nao que a qu>ta p>te da sua capacidade de trabalho se especialise a produzir c\sas que se vem e s5tem de/itudas de valor1 mal uma crise o vem pr em prova4 ,de re/o1 os ricos no so os nicos que no seu ga/> e/o em falta2 tambm os pobres teem os seus p\cos luxos inuteis4 ,mas so os ricos1 e no os pobres1 que individualm5te teem maior responsabilidade na errada direco d trabalho1 emquanto so les que individualm5te possuem maior pod] de ga/> e so1 por consegu9te1 os que gozam de maior lib]dade p>a escolh]em o modo por que ho-de us> sse pod]4 ,a i/o vem1 em suas concluses f9ais1 o opsculo precioso que1 sob o titulo de ,sp5d+ 9 ,w> ,"t1 o pr(essor ,e4 ,j4 ,urwick public\1 em ,ox=d1 na coleco de ,pap]s = ,w> ,"t1 dirigida por ,w4 ,temple4 ,inspirada na convico de que e/a gu]ra o resultado e a revelao dos pr9cpios anti-cri/os que dom9>am a vida da cri/&ade d ocid5te1 e dos quais tanto z igrejas como z naes c>ecem de se arrep5d]1 essa coleco uma crtica p5etrante e s]5a de muitas angu/ias em que a indigncia e a p]v]so religiosa nos lanaram1 e simultneam5te um e/udo magnifico de div]sos problemas que a ansi$ade de melhores dias def9iu e pz1 no sem esp]ana de solues por igual prprias a satisfaz] z inve/igaes da conscincia moral e z necessidades da vida prtica4 ,os que seguem a ,cri/o1 e/o unidos entre si em uma comunho sup]ior a todas z divises de nacionalidade e de raa2 os dev]es cri/os e de amor e de p]do pr5dem-nos tanto em tempo de gu]ra como em tempo de paz4 ,e os cri/os teem de reconhec] a insuficincia da m]a compulso p>a v5c] o mal1 e de gu>d> a confiana suprema nas frz espirituais1 p>ticul>m5te no pod] e no mtodo da ,cruz4 ,disso dep5de1 no conceito dos que se associ>am misso de que os opusculos daquela coleco so intelig5te te/emunho e in/rum5to eficaz1 disso dep5de uma paz durad\ra4 ,p>a o conseguirmos1 torna-se necess>io um novo esfro com o fim de aplic>mos em todas z relaes da vida a aspirao de comunho e frat]nidade2 e ne/e p5sam5to cada um1 exam9&o os seus recursos1 vir a consid]> o que faz e o que deve faz] dos meios econmicos que o de/9o lhe facult\1 como s]ve ou contr>a os pr9cpios cri/os e o seu re9o na t]ra1 e especialm5te como favorece ou emb>aa a soluo dos conflitos econmicos que a gu]ra exac]b\ e revel\ com uma dolorosissima evidncia4 ,o problema s] de m+uado alcance p>a todos aqueles a quem a exiguidade de meios det]m9a e re/r+e imp]iosam5te a natureza e ext5so das despesas4 ,esses ga/am o que no podem deix> de ga/> p>a se su/5t>em1 qu&o freqntem5te1 e por desgraa1 no so r$uzidos ao extremo de no ga/>em sequ] aquilo de que c>eciam p>a o seu p>co su/5to1 porque de todo lhes faltam os meios indisp5sveis4 ,mas no acontece assim com outros1 a9da num]osos1 de facto repres5t&o uma fra pod]osa na actividade das soci$ades2 e /es1 t5do mais d que o necessrio p>a o su/5to1 ficam por isso com uma l>ga m>gem p>a a livre di/ribuio de gr&e p>te dos seus hav]es pelas despesas que lhe apr\v]em1 e p>alelam5te e/o sujeitos s responsabilidades que a sua abundancia e lib]dade implica4 ,e /es o que fazem1 sobretudo o que devem faz] na crise pres5te8 ,cont9uam z suas despesas de luxo e a sua prodigalidade de futilidades em prejuizo de despesas de necessidade social urg5te1 cont9uam em seus regalos1 ignor&o a indigncia dos oprimidos e fam9tos8 ,ou1 p>a acudirem aos necessitados1 d]ivam das suas dissipaes habituais z somas que nelas empregavam1 e p>a isso criam novas legies de indig5tes1 cond5&o misria1 pela cessao d trabalho1 aqules que lhes s]viam z dissipaes1 prov5do-lhes o luxo e z futilidades1 disso auf]9do o po de cada dia e p>a isso t5do sido educados por longos anos de prtica e especialisao1 que no r>o os torn>am inaptos p>a outras pr(isses8 ,a situao de uma agudeza extrema4 ,p>a qualqu] lado que se movam os que teem disponibilidades a empreg>1 ou p]si/am nos antigos hbitos ou tomem por cam9ho novo1 j no fugiro a semei> privaes1 along&o-z a uns porque no lhes do o po que dev]iam d>-lhes1 e caus&o-z a outros se1 p>a acudirem aos primeiros1 se ap>tam dos ultimos1 neg&o-lhes o que at a lhes davam e em c]to modo prometiam d>-lhes1 pela inv>iabilidade d que lhes p$iam4 ,a conjuntura opressiva1 e fmos ns1 por nossa vontade1 que lhe demos causa1 por nossa pobreza de s5so moral1 por um deplorvel ab&ono a toda a ca/a de apetites4 ,organisamos e di/ribumos z nossas despesas sem cuid>mos das responsabilidades econmicas que elas importam1 con/antem5te de pr(undo alcance e agora cruelm5te po/as a n pela p]turbao em que a gu]ra desfez muita fico e muita iluso4 ,s]iam z nossas despesas como essas do5z lat5tes1 graves1 fatais1 que se escondem em ap>ncias de sade e artes de bem traj>1 e que uma febre acid5tal revela aos que em sua negligncia no z t9ham previ/o nem s5tido1 at]r&o-os ento pela im9ncia de p]igos mortais e pela pres5a de prpria misria4 ,por uma incria que o indcio da la/imosa leveza de conscincia moral e religiosa de que nos deixamos possuir1 viemos a regul> ord9riam5te z despesas e toda a di/ribuio dos nossos b5s segundo o volume dos meios de que dispomos e segundo os apetites que nos incitavam e cuja legitimidade nem de longe discutiamos4 ,despr5demos-nos da consid]ao das conseqncias ult]iores da aplicao dos nossos hav]es2 jmais pond]amos1 como obrigao e dev]1 que gn]o de trabalho les criavam1 quantos trabalhadores alim5tavam e em que condio os mant9ham1 que influncia social ex]ciamos por sse modo1 que bem-e/> ou que misria dep5dia de ns1 que in/abilidade e p]igos conseqntes eram os companheiros obrigados das nossas obras e t5dncias4 ,vamos em uma leviana e traioeira c]teza de que ga/&o1 seja como fr1 b5eficiamos o comrcio e acresc5tamos a riqueza e o trfego1 unicam5te porque demos emprego a muitos braos4 ,na v]dade1 assim acontece2 o nosso luxo e a nossa dissipao significam o su/5to de muita g5te4 ,sm5te esquecemos1 e o mais das vezes ignoramos inteiram5te1 porque1 falta de vigor moral ba/ante1 isso escapa nossa at5o e nem de longe nos toca1 e muito m5os preocupa a conscincia1 sm5te no p]guntamos que especializao de trabalho e de capital os nossos hbitos det]m9am1 que espcie de con/ituio econmica criam e su/5tam1 e de que enf]midades ela padece e faz padec] os hom5s que lhe e/o sujeitos4 ,pois evid5te que s]1 por exemplo1 muito div]sa em seus riscos a situao de co/ureiras empregadas a faz] ve/idos de baile1 p>a sse trabalho ame/radas1 e a situao dessas mesmas co/ureiras empregadas a cos]em blusas de trabalhadores4 ,ao mais pequ5o alvoroo m]cantil ou qualqu] outro1 cessam os bailes1 z co/ureiras ficam sem trabalho e anula-se o capital que lhes era de/9ado1 desap>ece2 emquanto s em ultima misria e na maior calamidade deixam de s] necess>ias z blusas dos trabalhores1 e cessa de se aproveit> o capital de que o seu fabrico c>ece1 e se susp5de ou int]rompe o pagam5to d trabalho que reclamam4 ,so inf9itam5te e manife/am5te m5os num]osas z contigncias de retribuio d cavador d que d ourives2 entre les h toda a di/ancia que vai das necessidades essnciais da exi/ncia aos capri*os acid5tais de adorno e de praz]4 ,e dada a dificuldade1 e em muitos casos a impossibilidade de mud> de pr(isso ao sabor dos m]cados1 porque o des5volvim5to de c]tas aptides implica1 em g]al1 o afr\xam5to1 e em breve a atr(ia completa1 de outras capacidades1 compre5d]-se- quanto importa p>a a =tuna dos trabalhadores o gn]o de trabalho que lhes reclamamos e o gn]o de m]cadoria que lhes p$imos e1 porque lho p$imos1 os convidamos e na realidade obrigamos a produzir4 ,ns1 os da g5te f9a e boa g5te1 lisongeamos-nos1 diz o sr4 ,urwick1 cr5do que1 s pelo simples acto de ga/>mos d9heiro1 pre/amos um ass9alado s]vio ind/ria1 b5efici&o o comrcio e d&o emprego4 ,i/o1 como todo o economi/a sabe1 realm5te um s(isma4 ,mas o mais plausivel dos s(ismas e muito popul>2 e a sua plausibilidade reside no facto de cont] uma semi-v]dade4 essa semi-v]dade que agora temos a consid]>2 o s(isma apreci-lo hemos d5tro em breve4 indubitavelm5te v]dadeiro que todo o disp5dio de d9heiro significa a incl9ao da ind/ria p>a c]ta via4 ,quem ga/a uma libra em sapatos1 e/imula por isso os patres e os op]rios a faz]em sapatos e a proseguir no fabrico dos sapatos1 em vez de produzirem qualqu] outra c\sa4 ,no su/5ta ou mantm a ind/ria dos sapatos no s5tido rigoroso da palavra2 mas faz que o trabalho e o capital se consagrem espontaneam5te ao fabrico dos sapatos de pref]ncia a faz]em sacos4 ,no mom5to pres5te vemos i/o op]&o em l>ga escala2 uma soma enorme de d9heiro se e/ ga/&o em panos de khaki1 result&o da que correspond5tem5te uma l>ga quantidade de trabalho e capital 7inclu9do a de alguns antigos fabricantes de calado7 dirigida p>a a produo dos uni=mes de khaki4 ,ora e/a direco d trabalho e d capital involve alguma c\sa mais d que puram5te se lhes d> ordem p>a faz]em i/o em vez daquilo4 ,usualm5te significa que d causa a que os trabalhadores e o capital dos patres se tornem altam5te especialisados p>a o trabalho p>ticul> que lhes p$em2 tornam-se1 por consegu9te1 aptos p>a e/e trabalho e p>a n5hum outro4 ,i/o a9da mais v]dadeiro na direco d trabalho devido s despezas da g5te rica2 em g]al1 requ]-se por exemplo maior especializao da p>te dos fabricantes de ve/idos ou de sapatos muito c>os d que da p>te dos fabricantes de ve/idos ou sapatos mais b>atos4 ,ora a dificuldade com todos os trabalhadores de uma alta especialisao 7e com o capital altam5te especialisado e a habilidade de d> emprego que com les op]am7 que no podem facilm5te adapt>-se a faz] qualqu] outro trabalho4 ,o co/ureiro hbil no pode mud> e cos] khaki2 o ourives hbil no s]vir de muito p>a fabricante de esp+>das ou p>a con/rutor de cabanas4 por isso que hoje os grupos de paci5tes mais dignos de d so ju/am5te aqueles trabalhadores que durante anos dep5d]am da freguezia da g5te f9a4 ,na realidade1 dep5d]am e dep5dem lit]alm5te de ns1 ne/e s5tido--fmos ns que os convidamos a abrirem lojas e a ex]c]em um comrcio prprio p>a satisfaz] z nossas necessidades1 e a ganh>em a sua vida por e/e modo e s por e/e modo4 ,so1 por consegu9te1 os nossos trabalhadores1 os nossos dep5d5tes1 to lit]alm5te como se fssem os nossos criados2 e no mom5to em que cessamos ou alt]mos os nossos hbitos de ga/>1 e/o arru9ados4 ,de modo que1 *egados a uma conjuntura como a pres5te1 muito bom diz]3--,r$uzam-se z despezas ao ess5cial2 suprimam-se todas z despezas suprfluas4 ,mas logo surgem duvidas e p]guntam3--,e os trabalhadores que criamos p>a satisfaz]em z nossas despezas suprfluas de que ho-de viv]8444 ,a dificuldade vem de habitos de ga/> que se baseiam em um s(isma p]igoso4 ,os emb>aos economicos pres5tes so a d]ivao lgica de uma errada con/ituio econmica ant]ior4 ,talvez pelas condies d ind/rialismo mod]no1 que ap>t\ em um desligam5to pr(undo os trabalhadores e quem les s]vem e os emprega1 talvez por essa mecnica de uma absurda diviso d trabalho1 que fez que de ord9>io no saibamos onde se cri\ o po que comemos1 nem quem o fabric\1 nem quem fi\ e teceu o l9ho e a l que nos cobrem1 o c]to que absolutam5te se oblit]\ o s5tim5to da responsabilidade na arte de ga/>1 e de todo deixamos que prevaleam ne/a mat]ia t5dncias1 pr9cipios e processos que resultam no s em desamor dos que de ns dep5dem im$iatam5te1 mas at na in/abilidade e muita dissipao da prpria riqueza4 ,imag9amos que su/5tamos os trabalhadores ga/&o d9heiro com z c\sas que les fazem4 ,ora n5hum ga/o de d9heiro ou consumo de faz5da =necida em troca de d9heiro ga/o su/5ta alguem1 a no s] a pessoa que adquire a faz5da e a consome4 ,trabalhadores e ind/ria so em g]al su/5tados s por um modo--pela criao actual de riqueza real p>a les us>em e viv]em dela4 ,se cavamos um campo e criamos trigo1 acresc5tamos realm5te o su/5to de todos os trabalhadores4 ,se m]am5te compramos o trigo e o comemos1 s a ns nos su/5tamos1 cu/a de quem cri\ o po1 seja le quem fr4 ,e i/o aplica-se a toda a compra ou ga/o4 ,muita g5te tem dificuldade em o conceb]2 mas a mat]ia ba/ante simples4 ,os dois processos de faz] riqueza1 em a nossa capacidade de produtores ou trabalhadores1 e de a consumir1 em a nossa capacidade de ga/adores de d9heiro1 so exactam5te anlogos aos dois processos de cos9h> os alim5tos e de os com] depois de cos9hados4 ,se o nosso cos9heiro nos prep>a um jant>1 a seqncia natural dos acontecim5tos que ns ou outros o havemos de com]4 ,mas com] o jant> no habilita1 de modo algum1 o cos9heiro a prep>> outra refeio1 e no o su/5ta1 a le1 nem sua cos9ha4 ,isso s se consegue =nec5do-lhe novos mat]iais p>a cos9h>4 ,ou podemos comp>> a despeza exploso de uma arma4 ,a exploso a conseqncia natural da c>ga1 e foi p>a isso que a arma foi c>regada2 mas a exploso no concorre p>a c>reg> de novo a arma1 isso s se obtem produz9do novas munies4 ,se a exploso tem algum valor1 p]t5ce le a um resultado totalm5te dif]5te1 que por sua vez e/ inteiram5te dep5d5te d seu fim ou direco4 ,assim com os nossos ga/os4 ,podem t] efeitos b5ficos1 se so bem dirigidos1 i/o 1 na proporo em que procuram satisfaz] z necessidades reaes de g5te realm5te necessitada4 ,mas1 s pelo facto de ga/>1 no contribuem no qu] que seja p>a su/5t> a g5te cujas m]cadorias compramos4 ,se pret5demos su/5ta-la1 ento toda a nossa pret5so deve ass5t> no facto de que previam5te ganhamos por um trabalho util o d9heiro que ga/amos e por sse trabalho acresc5tmos realm5te os recursos dos outros trabalhadores4 ,ga/&o o d9heiro ganho1 no acresc5t>emos o qu] que seja a sse bom resultado4 ,assim1 no ha virtude alguma em a nossa aco como ga/adores444 ,muitas vezes1 pelo contrrio1 hav] um resultado def9itivam5te p]nicioso onde fr excessiva a soma d que se compr\ e consumiu4 ,porque os trabalhadores ou os fabricantes de riqueza so em num]o limitado1 e1 com todo o seu duro trabalho1 a soma de c\sas que podem fabric>1 ou a soma de s]vios que podem pre/> em um ano1 sev]am5te limitada1 mesmo que possa cresc] gradualm5te m$ida que os anos vo corr5do4 ,e em uma t]ra que de modo algum &a inundada de mel e de leite1 n5hum individuo e n5huma classe pode tir> com muita l>gueza da proviso total produzida sem deix> algures uma falta4 ,i/o por tal =ma v]dadeiro e obvio que podemos ir at afirm> que por cada cem libras que ga/amos1 alm das primeiras qu9h5tas ou seisc5tas libras dos nossos r5dim5tos1 ha necess>iam5te algures alguma familia da nossa comunidade coagida a viv] com m5os de duas libras por semana1 muitas vezes com m5os de tr9ta ou de v9te e c9co %ill+s4 ,ora nos tempos bons1 qu&o o clamor dos indig5tes no muito alto1 nem de longe at5tamos ni/o1 e por consegu9te ga/amos de corao leve os r5dim5tos4 ,mas vem uma crise e reflectimos2 vagam5te s5timos a relao entre a nossa abundancia e a indigncia dos outros1 sufici5tem5te p>a nos incl9> a no disp5d] o nosso d9heiro como antigam5te4 ,ne/as lucidas ass]es1 que so af9al v]siculos capitais de um breve e fecundo evangelho moral e econmico1 com to elevado tal5to def9ido por um esprito e por um c>act] manife/am5te sup]iores1 no qu] o seu autor que se lhe atribua a afirmao de que os nossos habitos de ga/> so egoi/as1 ou indignos1 ou extravagantes1 ou maus1 salvo no caso unico em que les involvem realm5te um p]igo gr&e p>a o si/ema actual da ind/ria4 ,e que les na v]dade so n/e s5tido habitos maus1 e/ provado pelo facto--e sse o s9al de todo o habito mu--de que pres5tem5te involvem todo o si/ema em dificuldades1 mal s(r]am um *oque4 ,por /e modo1 pelo p]igo da in/abilidade que lhes in]5te1 sses habitos de ga/> da g5te f9a p>ecem s] elem5to e p>te daquele arriscado processo em que se procura equilibr> a pirmide da ind/ria no v]tice dos desejos e necessidades de uma pequ5a classe1 em vez de a ass5t> na l>ga base das necessidades univ]sais4 ,no so c\sa simples z obrigaes de c>idade com os nossos dep5d5tes1 e muito m5os o so o conhecim5to e arte de a ex]c] pela nossa aco em cri> a riqueza onde um proc$] leviano ap5as se imag9a autorizado a disp5d-la1 na boa f de que p>a isso tem moralm5te inteira lib]dade1 is5ta de grave responsabilidade pessoal4 ,mas1 se h\ve b5eficios na gu]ra e nos transes por que nos faz pass>1 a seu activo t]emos de lanar z pr(undas lies sociais que nos deixa e o pod]1 s5o o t]ror1 com que nos obriga a escut-las4 ,porque1 no diz] de um jornali/a +ls1 a gu]ra ens9\ a c]ta g5te1 pela primeira vez1 exactam5te o que significa viv] em uma soci$ade4 ,mo/r\ que a nossa soci$ade1 em lug> de e/> bem organizada1 e/ mal organizada e fr\xissimam5te unida1 e quanto z pret5ses individuais e/o em conflito com os int]esses de todo o povo4 ,da vem que a gu]ra e/ des5volv5do uma agudissima srie de problemas sociais e1 ous>ei acresc5t>1 da vem conjuntam5te que1 s5do a maior das calamidades1 pod] result> em uma fecunda ang/ia1 se por sua in/igao h\v] o bom s5so e coragem de d> a sses problemas z solues evid5tes que les reclamam1 e que de re/o cont9uam5te conhecemos e entrevemos pela voz de int]pretes eloqu5tes4 ,viu o nosso tempo uma t]rivel desgraa que no pde evit> e o tortura2 mas viu tambm uma g]ao que1 escl>ecida como n5huma outra igual que a hi/ria nos mo/rasse1 sabe julg> consci5ciosam5te z suas dres e delas tir> ens9am5to p>a em5d> os seus rros e p>a acautel> a ju/ia e a paz das g]aes futuras4 ,hone/a e delicadam5te se apressa a aproveit> e m$it> z lies de uma exp]incia cruel4 isso a sua honra e o seu dev]1 e af9al o int]esse im$iato d seu cont5tam5to e felicidade4 ,o ,cavador e o ,pr(eta ,algum tempo meu criado1 hoje ap5as um companheiro da m9ha morada1 porque a edade e z enf]midades o is5t>am de toda a obrigao de assiduidade e s]vio efectivo1 o velho que vive comigo um c>act] irr$uctivel em seus moldes4 ,feito lei da natureza1 d que ela deu e d que o de/9o quiz1 em uma lib]dade intransig5te1 por uma rebeldia inf9ita con/ituido fra de toda a presso da vontade e int5es de e/ranhos1 no h nada que o v]gue1 nem h cont+ncia que o am$ronte1 nem mesmo =a que facilm5te o mod]e4 ,o seu brao e a conscincia so a sua =tuna1 e isso lhe ba/a4 ,um secreto orgulho o dom9a e conduz4 ,tem a sua aspirao1 sua cr5a1 regra e necessidade1 a sua l9ha1 como o mod]nismo usa diz]1 e dela no se afa/a4 ,no h ins9uao alheia que lhe modifique a op9io ou que lhe abr&e a teimosia2 e o vigor da afirmao tanto mais seguro quanto pura e e/reme a +5uidade4 ,no conhece duvidas1 como por c]to z ignoram z raizes que alim5tam os lirios e z s>z que se cobrem de esp9hos4 ,cavador e s]vo por condio e nascim5to1 desde a infncia at velhice adeantada e insubmissa em que vae arra/&o os anos1 uma de/as creaturas que nasc]am p>a tir> da t]ra o po com o suor d ro/o1 com5do z migalhas e ab&on&o o pr9cipal aos seus s5hores1 e que1 por sua gr&eza e nobreza1 no maldizem semelhante e/ado e nem sequ] o evitam4 ,toda a metralha filantrpica e seus condim5tos e acessorios sociolgicos e sociali/as1 que se traduzem em bibliotecas inf9das e em odios1 gu]ra e sangue1 toda essa ambiciosa disputa e rep>tio da riqueza1 e seus v55os1 a/ucias1 e eng5hosas e subtis iluses1 tudo isso se t]ia afigurado futil e vo a sse velho pobre1 se le fsse capaz de def9ir em teses1 discursos e combates o que lhe vai no ntimo4 ,subjugado1 provavelm5te1 por aquele mesmo pr9cipio que no p]mite que z rolas discutam o motivo pelo qual umas &am magras e outras gordas e uns n9hos e/o altos e outros baixos1 uns em log> seguro e outros em risco1 por sse motivo se julg>ia imp$ido de se atorm5t> e/ud&o z desgraz d mundo e a sua r$5o4 ,p>a o meu cavador1 a s]vido s]ia uma c\sa que acontece1 como o crepsculo1 a aurora1 a *uva e o v5to4 ,umas vezes s]ia doce e outras p5osa1 umas vezes s]ia a f>tura e outras a fome1 e inv>iavelm5te s]ia lgica e aceitvel1 porque nessa natureza com que lida de p]to1 no encontra inju/iz1 nem resignaes1 nem s(ismas1 e ap5as h uma ordem et]na e intransgressivel que s a natureza det]m9a e conhece4 ,um fatalismo vago s] talvez um dos bordes da humildade4 ,e talvez fosse por isso que o velho tom\ tanto amor sua condio4 ,a melhor condio s]ia a primeira e a mais proxima p>a que o de/9o o lanra4 ,porque se deix\ induzir na t5tao de descobrir onde mora a riqueza e onde se nos entrega1 foi duas vezes a ,lisboa1 a p1 por sses cam9hos fra1 v5do t]ras e hom5s1 transpondo descuidadam5te z sess5ta leguas que t9ha a calc> da aldeia at cidade4 ,mas em n5huma dessas av5turas encontr\ c\sa que o pr5desse1 deleite que o s$uzisse1 luxo que o deslumbrasse ou sal>io que o conv5cesse4 ,e depressa volt\ enxada e escravido d amo a quem cavava z t]ras1 e que em troca lhe dava o po4 ,a exp]incia d mundo1 qu&o o via de p]to1 inflamava-lhe logo um ob/9ado desejo e cont5tam5to da pobreza4 ,maior av5tura que z duas jornadas a ,lisboa foi o casam5to4 ,porque tambm se cas\2 tambm um dia foi egreja maila a sua auc5a1 como diz1 rememor&o com uma pitoresca ironia e sorrid5te indulgncia sses malfadados passos4 ,deu-se mal4 ,era de prevr4 ,no sei o que s]ia a mulh]2 no creio muito que primasse pela dura4 ,e1 como le pelo seu lado no p]sonificava a br&ura nem a flexibilidade1 o conflicto era c]to e o ap>tam5to a sua conseqncia4 ,pesava-lhe p\co sse ap>tam5to em que rehavia a indep5dncia1 d&o-a tambm mulh] e aos filhos4 ,porque1 como sbre os b5s no havia que/o1 como1 presc9d9do dos p\cos que possuia1 se con=mava m>avilhosam5te com z suas prop5ses1 o divrcio tornava-se1 e de facto se torn\1 em extremo simples4 ,no precisava de juiz nem escrivo4 ,era deix> mulh] e aos filhos a casa1 o l>1 o campo1 e mais toda a poesia1 graz e con=tos que l no encontr\1 e mais todas z inquietaes que l o mortific>am1 e ir-se le embora1 a cav> nas t]ras de alguem que lhe desse o po e o socg4 ,e foi o que le fez1 s]5am5te1 tranquilam5te1 em uma tranquilidade de v5c$or4 ,deix\-lhes tudo1 sem mesmo res]v> algumas mo$as que h]dra de um fidalgo a quem s]viu por muitos anos e que1 consci5te da sua condio e da bondade a que ela obriga1 contempl\ no te/am5to todos os seus criados e s]vidores4 ,sep>\-se da mulh] e mais dos hav]es o cavador rebelde4 ,a felicidade e a paz1 pagava-z com a is5o2 no z press5tia nas cobiz1 por elas no se afreimava4 ,cav> e s]vir1 eis a suprema felicidade qual ob$ecia4 ,no se det9ha a v]ific-lo1 nem o confessava1 nem o apregoava1 nem talvez o p5sava cl>am5te4 ,mas demon/rava-o em seu sangue e exemplo1 o que s]ia a mais p5etrante arte de p]suadir4 ,cav>1 s]vir444 e tambm am>4 ,s]vir com um to arrebatado despr5dim5to j signific>ia muito amor1 mas sse amr1 que lhe &ava no nimo1 t9ha traduco ampla e ard5te em um outro modo4 ,morria pelos animais4 ,afagava-os1 beijava-os1 cuidava-os c>9hosam5te1 com um zlo t]rivel4 ,por les se afligia1 irritava-se e praguejava1 se o pa/o era escasso ou se a av>eza d amo ou d feitor no al>gava z raes at onde era mi/] p>a uma o/5tosa prosp]idade d e/bulo4 ,algum anjo ou demnio lhe m&>ia gu>d> p>a aqueles s]es mudos e pacficos a afeio e a d$icao que os hom5s pagavam mal2 adv9hava-lhes sup]ioridades na inconscincia1 e com t]nura z reconhecia4 ,entretanto1 acresc5tava em seu esprito e lembrana o compndio dos ens9am5tos da vida1 e1 pobre de b5s porque os outros lhos t9ham levado1 no era indig5te de op9ies4 ,t9ha a sua filos(ia1 consi/5te1 slida1 de l>gos e s+elos alic]ces1 e de re/o rematadam5te s+ul>4 ,assim1 entre z lies que lhe ouvi1 apr5di que no casam5to a que/o de idade s importa ao homem4 ,a mulh] a todo o tempo pde cas>2 o homem que precisa de s] novo4 --,porque8 --,porque86444 ,ora essa6 ,porque o homem que tem de o ganh>1 precisa de t] frz p>a isso4 ,a mulh] s p>a o gov]n> e ga/>4 ,e trabalhava1 trabalhava cont9uam5te1 e sempre que pde a9da trabalha1 com uma t5acidade indomvel4 ,no p>a se enriquec] nem p>a enriquec] o amo2 z riquezas e o amo confunde-os na mesma indif]5a4 por trabalh>2 o trabalho pelo trabalho1 impulso ess5cial1 significao nica da vida1 nica razo de s] da exi/ncia na t]ra4 ,cria como z rosas florescem4 ,e no seu si/ema moral e econmico trabalh> us> dos braos p>a cri> o po4 ,no concebe outra c\sa4 ,au/]idade1 ascetismo1 de todo os ignora1 como ignora ou despreza a p\pana e a previdncia4 ,onde que le viu isso nas plantas que semeia e nos animais que e/remece8 ,no pde1 evid5tem5te1 cab] na sua lgica o que no c\be na lgica da natureza4 ,por isso a dissipao da tab]na e d alcool1 exalt&o-lhe os n]vos e extasi&o-o1 lhe p>ec]o um facto to natural e legtimo como z corr]ias dos potros na pa/agem4 ,quanto tem p>a beb]1 e a sua mgua que eu lhe d muito p\co p>a sse fim4 ,se lhe dizem que um vicio e a causa da sua misria1 recebe com um desdem altivo a adv]tncia4 ,no seu conceito1 a embriaguez ap5as uma alegria1 ab5oada como todas z alegrias4 ,quem sabe86444 ,talvez na rudeza da sua +5uidade1 inflamada pelas provaes d mundo1 tivesse fe*ado a abbada de uma gr&e filos(ia4 ,a vida s]ia uma obrigao e uma orgia1 uma discipl9a e uma lib]dade1 uma sujeio de toda a nossa actividade ao esfro de cri> o po e uma indep5dncia de todos os in/9ctos na suma vibrao das suas en]gias--uma religio em que o mesmo amor1 e por igual1 s]via a ,deus e aos hom5s1 t]ra e aos cu1 porque a t]ra e os cu eram z duas gr&es v]dades iniciais1 duas emanaes sublimes de um s esprito mi/]ioso4 ,ora eu go/o de ouvir sse homem4 ,s5do maior d que eu1 t5do feito aquilo que eu no fui capaz de faz]1 t5do vivido na int5sidade de vida que eu no fui capaz de at+ir1 indubitvelm5te h-de sab] o que eu no s\ capaz de sab]4 ,p]guntei-lhe pela gu]ra4 ,que me dizia de/a l\cura de mat> que cobre de sangue o mundo8 --,a gu]ra1 respondeu-me1 por causa dos que qu]em com] sem trabalh>4 ,olhe1 qu&o eu v\ cidade e vejo por l os soldados1 bem agasalhados1 bem mantidos1 bem engraixados1 escovados e a luzir1 digo comigo que essa g5te que faz a gu]ra4 ,porque qu] &> assim1 de co/a direita1 qu] com] sem trabalh>4 ,ai e/ uma op9io6 ,op9io de um cavador1 que o 1 hone/am5te1 h mais de sess5ta anos2 mas1 sem emb>go1 uma op9io4 ,e como tem seus ap/olos1 como h-de s] prgada na tab]na1 entre os cavadores1 caveant consules6 tomem nota os g5]ais e os seus imp]adores1 &am-lhes inimigos na =taleza4 ,disse-me ,tol/oi1 qu&o o visitei1 que da ,russia emigram familias inteiras1 e em uma simples c>roa levam todos os seus b5s1 e vo muito longe1 ,sibria1 quasi ,*9a1 a faz]em z colheitas4 ,depois por l ficam1 por l eng5ham suas cabanas1 criam uma lav\ra nos des]tos incultos1 e so felizes at que os gov]nos z descobrem p>a lhes p$ir impo/os e os filhos p>a a gu]ra4 ,d>-se hia o caso que o cavador1 em toda a sua obscura +5uidade1 e o gnio1 em todo o seu respl5dor de glria1 soletrassem ambos z mesmas palavras nas mesmas aces8 ,foi o cavador que fal\ pela bca d pr(eta ou foi o pr(eta que inc>n\ no cavador8 ,e1 se se junt>am e id5tific>am1 que mundo novo prometem a sua con=midade e consub/anciao em uma nica viso86444 ,ap>ies ,mazz9i condio +nita dos hom5s s(r] p>a conhec]4 ,a exp]incia e o que ela ens9a no passa sem mguas4 ,a dr ilum9a e revela o cam9ho da salvao4 ,porv5tura tanto nos elevamos e robu/ecemos1 no ent5dim5to e no c>act]1 pelos des5ganos dos erros e pelas atribulaes que eles importam como nos cegamos1 desvairamos e enfraquecemos pelos bafejos de uma =tuna fcil e prolongada4 ,se b5efcios teve a gu]ra1 o mais alto s]ia acord>1 at s suas mais remotas pr(undezas1 a conscincia dos povos1 o s5tim5to d seu de/9o e responsabilidades na vida4 ,p]didos nas mais pung5tes inc]tezas1 em labir9tos de ru9as inundadas de sangue e habitadas pela morte1 pela fome e pela desgraa1 p]guntam entre agonias se na t]ra hav] refgio de to agudas p5as e calamidades2 anciosos1 int]rogam os cu e a im5sidade1 rog&o que lhes m&em uma voz que seja o prego d resgate1 um al5to onde respirem a =taleza e paz4 ,pr(etas que a embriaguez das paixes votra mudez dos seus tumulos e a quem o seu tempo desconhecra ou ap5as suspeitra a gr&eza1 erguem-se das c9zas aureolados de pod]es div9os4 confuso t5ebrosa d tumulto em que os hom5s se desp5ham nos abismos que a prpria l\cura cav\1 suc$em ap>ies que os guiam na e/rada da r$5o4 ,so remorso e esp]ana1 remorso da infidelidade em que z esquecemos e que pagamos c>a1 e esp]ana da glria a que nos conduzem4 ,p\cos dias apz a decl>ao da gu]ra1 encontrei em uma folha +lesa o nome de ,mazz9i4 ,como o mais inculto1 mal conhecia essa sombra quasi apagada pela obsesso d realismo e pela torr5te de realidades que haviam dom9ado os espritos e edificado os imprios d nosso tempo1 alvoro&o o assombro da nossa imag9ao e inflam&o-nos traioeiras vaidades4 ,revolucionrio1 poeta e sonhador1 inc>nao de idealismos que haviam ganhado fama de e/reis e p]igosos1 e a negao daquela espcie de homem prtico em que a sordidez se conv]teu em suprema virtude1 ,mazz9i jazia no manso olvido e proscrio a que uma poca toda enlevada e confiada na ordem1 na scincia1 na razo e no positivismo havia votado a legio inquieta dos descont5tes1 cr5tes e vid5tes1 p5sadores rebeldes e ap/olos intem]atos1 qual le p]t5c]a e d]a todo o fulgor d seu gnio4 ,ia na onda que v>r]a da nossa pres5a e da nossa f z vises romanticas que um ent5dim5to prtico at aos aviltam5tos da brutalidade usava acoim> de ridculas e vs4 ,era surpreza que algum desse b&o exilado voltasse1 e exactam5te na hora em que m5os dev]ia pod]1 qu&o a violncia e/ava s5hora d mundo e nle corria solta1 em mom5to sem dvida nada favorvel contemplao de vises que o f]ro e fogo no fsse capaz de desfaz]4 ,mas por isso mesmo que a surpreza me incitava1 por isso mais depressa e at5tam5te corri a ouvir os clamores da ap>io4 ,que dizia8#h ,em que arrebatam5tos se exaltava e nos induzia86444 ,no compre5dia ,mazz9i a subsi/ncia d mundo e da razo s por si1 indep5d5tes de um pr9cpio sup]ior a que se subord9assem4 ,o univ]so p]tncia a ,deus4 ,a t]ra era ap5as um degrau p>a os cu1 uma l9ha no poema im5so d univ]so1 uma nota na h>monia da ideia div9a4 ,da con=midade das nossas obras com essa h>monia dep5dia o triunfo f9al1 toda a paz1 toda a v5tura1 toda a dignidade e gr&eza das soci$ade humanas4 ,s5do um sonho1 uma aspirao1 uma essncia impalpvel1 era isso a sumula1 regra1 condio da vida de todas z realidades em que a nossa vontade podia influir1 o fundam5to1 nico consi/5te1 de todas z edificaes que t5tassemos con/ruir4 ,qu&o o pr(eta cuid\ de traduzir a f na soluo dos problemas d seu tempo e d seu pas1 no ardor de mrtir a que consagrra a vida1 s5tiu que duas do5z corrompiam z classes que prepond]avam no govrno dos e/ados--o maquiavelismo e o mat]ialismo4 ,a primeira1 mesqu9ho disf>ce de um homem gr&e mas infeliz1 leva-nos p>a longe d amor e de uma franca1 corajosa e leal adorao da v]dade2 a segunda1 atravs d culto d int]sse prprio1 precipita-nos no egoismo e na an>quia4 ,eram essas z do5z sociais e polticas que ameaavam e emb>aavam uma r5ovao poltica da ,xlia1 e que hoje1 tri/em5te manife/o1 de todo p]turb>am a =tuna da ,europa4 ,por completo nos despr5demos da lei1 e no h vida sem uma lei4 ,onde a vida exi/ir1 exi/e em c]to modo1 con=me c]tas condies1 sob uma c]ta lei4 ,uma lei de agregao gov]na os m9]ais2 uma lei de crescim5to gov]na z plantas2 uma lei de movim5to gov]na z e/relas2 uma lei nos gov]na1 a ns e nossa vida1 lei mais nobre e mais elevada d que aquel\tras1 por isso que ns e/amos sup]iores a todas z outras c\sas criadas na t]ra4 ,des5volv]-nos1 proc$]1 viv] con=me a nossa lei1 sse o nosso primeiro1 e at mesmo o nosso nico dev]4 ,a ordem d progresso cl>a e evid5te4 ,revela-se-nos pela hi/ria como pela conscincia4 ,mo/ra-se na gr&e di/ncia entre a cr5a d pres5te e a f que foi a base da moralidade das g]aes que nos prec$]am4 ,os primeiros hom5s s5tiram ,deus1 mas sem o compre5d]em1 sem mesmo procur>em compre5d-lo na sua lei2 s5tiram-no no seu pod]1 no no seu amor2 tiv]am uma vaga concepo de c]ta relao entre ,deus e o homem1 mas nada mais4 ,foi longa1 dur\ dilatados sculos a ins9uao d esprito que nos havia de lev> a compre5d] que h um s ,deus e todos os hom5s so filhos de ,deus4 ,foi a promulgao de/as duas gr&es v]dades que mud\ o aspecto d mundo1 e s ento o homem s\be que onde encontr> um companheiro e/ um irmo1 dotado de uma alma imortal como a sua1 de/9ada a ergu]-se ao seu criador1 um irmo a quem deve amor1 p>ticipao na sua f1 e auxilio de conselho e aco qu&o o c>ec]4 ,s ento se ouviram nos lbios dos ap/olos palavras sublimes1 pr(ticas de outras v]dades contidas em g]m5 no cri/ianismo1 palavras in9teligiveis p>a a antiguidade e mal compre5didas ou desprezadas pelos sucessores dos ap/olos4 ,porque da maneira que em um corpo temos muitos membros1 mas no teem todos uma mesma funco1 assim1 a9da que muitos1 somos um s corpo em ,cri/o1 e cada um de ns membros uns dos outros4 7,s4 ,paulo1 ,ep4 aos ,romanos1 c4 ,,xii1 vv4 #d1 #e74 ,e hav] um s rebanho e um s pa/or 7,evangelho de ,s4 ,joo1 c4 ,x1 v]4 #af74 ,a poltica era a traduco dessa lei suprema no govrno das naes1 em toda a ext5so dos pr9cpios que da se d$uzem4 ,s]ia uma aco religiosa e moral1 e jmais era lcito degrad-la em uma disputa de egoismos ou em uma conv5o de int]sses4 ,o govrno d pais tem de s] baseiado pelo nosso trabalho sbre o culto dos pr9cpios1 no sbre o culto idlatra dos int]sses e da oportunidade4 ,h pases na ,europa onde a lib]dade sagrada no intimo1 mas si/ematicam5te violada ext]nam5te2 povos que dizem que a v]dade uma c\sa e a utilidade uma outra c\sa1 que a teoria uma c\sa e outra a prtica4 sses pases teem necess>iam5te de expi> a sua culpa em longo isolam5to1 opresso e an>quia4 ,a educao1 que a ins9uao da lei e a integrao das g]aes na sua sub/ncia1 assume1 nesse si/ma1 uma misso e pod]es capitais4 ,o indivduo um r5ovo da humanidade1 e alim5ta e refaz a sua prpria fra na fra da humanidade4 /e trabalho de alim5tao e r5ovao op]a-se pela educao1 que directa ou indirectam5te transmite ao indivduo os resultados d progresso de toda a raa humana4 ,por consegu9te1 no s porque uma necessidade da nossa vida1 mas tambm porque uma espcie de santa comunho com todos os nossos companheiros e com todas z g]aes que viv]am1 i/o 1 que p5s>am e trabalh>am antes de ns1 por isso c>ecemos de nos educ>1 o mais possvel1 em uma educao moral e intelectual que compre5da e cultive todas z faculdades que ,deus nos deu1 como sem5te p>a produzir fruto1 e =me e mant5ha um lao entre a nossa vida individual e a vida colectiva da humanidade4 ,e p>a que sse trabalho de educao se realise o mais rapidam5te1 e p>a que a nossa vida individual se ligue mais segura e intimam5te com a vida colectiva de todos1 com a vida da humanidade1 por isso ,deus nos fez ess5cialm5te s]es sociais4 ,toda a espcie de s] inf]ior pde viv] por si1 sem outra comunho alm da que tivr com a natureza1 com os elem5tos d mundo fsico4 ,ns no4 ,a cada passo temos necessidade dos nossos irmos2 e no podemos satisfaz] z necessidades mais simples da vida sem nos socorr]mos d seu trabalho4 ,infelizm5te1 e/vamos e e/amos longe de atribuir educao o seu valr religioso4 ,vai desvairada e em erro1 semei&o muitos males e produz9do escassissimos e contam9ados b5s4 ,hoje1 na ,europa1 a in/ruco1 desacompanhada de um gru correspond5te de educao1 um grave mal2 mantem a desigualdade entre z div]sas classes de um mesmo povo e incl9a o esprito ao calculo1 ao egoismo1 a compromissos entre a ju/ia e a inju/ia1 e a toda a falsa d\tr9a4 ,comunho uma palavra santa4 ,ens9\ aos hom5s que eles eram uma famlia nica de irmos em ,deus1 e uniu o s5hor e o escravo no mesmo p5sam5to de salvao1 na mesma esp]ana e no mesmo amor d cu4 ,smbolo da igualdade entre os hom5s1 cumpre humanidade des5volv] toda a v]dade que nela se enc]ra4 ,a egreja no o fez e no pde faz-lo4 ,tmida e inc]ta no seu comeo1 mais t>de aliada com os prncipes e com o pod] temporal1 embebida no prprio int]sse1 com uma t5dncia ari/ocrtica alheia ao esprito d ,fundador1 vague\ na e/rada direita e retrograd\ at dim9uir o valor da comunho1 limit&o-a p>a os secul>es s ao po1 e res]v&o p>a os sac]dotes a comunho nos dois gn]os4 ,no era mat]iali/a4 ,os moos de inteligncia e/reita e educao sup]ficial1 mas excessivam5te inflamados e irritados contra um passado morto que a9da qu] dom9> o pres5te2 cuja vaidade lisongeada pela ideia da ousadia intelectual2 que c>ecem de capacidade p>a descobrir naquilo que foi a lei daquilo que ha-de s]1 so levados a confundir a negao de uma =ma ga/a da religio com a negao daquela religio et]na que inata na alma humana4 ,neles o mat]ialismo assume o aspecto de uma rebelio g5]osa1 e muitas vezes acompanhado pelo pod] de sacrifcio e pelo respeito s9c]o da lib]dade4 ,difundido1 porm1 entre os povos1 o mat]ialismo1 pelo culto exclusivo d bem-e/> mat]ial1 t5ta mais infalivelm5te1 ext+ue o fogo de um p5sam5to alto e nobre1 assim como toda a sc5telha de vida livre1 pro/r&o-os f9alm5te p]ante a violncia triunfante1 p]ante o despotismo d fait accompli4 ,fra le que em ,roma ext+uira toda a virtude republicana4 ,porque no era mat]iali/a1 s acusava a egreja onde a julgava infiel sua misso espiritual e div9a2 no porque ela se fundasse em uma misso que havia deixado de s] a aspirao da humanidade1 a sua religio4 ,pois a vida era uma misso1 e a exi/ncia aquela p>te dessa misso que ns temos a cumprir na t]ra4 ,descobrir1 compre5d] e intelectualm5te dom9> aquele fragm5to da lei div9a que acessivel s faculdades humanas1 transmud-lo em aco 7at onde z =z humanas o p]mitem7 aqui1 onde ,deus nos pz1 o nosso fim1 o nosso dev]4 ,cada um de ns e todos ns e/amos sujeitos ao es=o de inc>n> na humanidade aquela poro de v]dade et]na que nos foi dado p]ceb]1 de conv]t] em uma realidade t]r5a to gr&e p>te d re9o dos cu1 da concepo div9a que repassa a vida1 quanto nos foi dado compre5d]4 ,no era +rato egreja1 nem irrev]5te p]ante z suas gr&es ru9as4 ,no esquecia que lhe deviamos no s a ideia da unidade da famlia humana1 da igualdade e emancipao das almas1 mas tambm a salvao das relquias da nossa ant]ior civilisao lat9a4 ,a salvao d cri/ianismo e por le a salvao da civilisao europeia1 pela unidade da hi]>quia durante um p]odo de an>quia e trevas2 o esprito de amor com os pobres e os prias aflictos da soci$ade que inspir\ os primeiros bispos e papas2 a luta sev]a su/5tada por les em nome da lei moral contra o pod] arbitrrio e a f]ocidade dos s5hores feudais e dos reis conqui/adores2 a gr&e misso 7desconhecida em nosso tempo por aqueles que nada sabem ou compre5dem da hi/ria7 cumprida por sse gigante da inteligncia e da vontade1 ,gregorio ,,vii1 e a fecunda vitria que le ganh\ em auxilio d govrno d esprito sbre z armas reais1 d elem5to italiano sbre o elem5to g]manico2 a misso da conqui/a civilisadora entre povos semi-brb>os levada a cabo pela egreja2 o impulso dado agricultura pelos monjes durante os tres primeiros sculos1 a cons]vao da l+uagem de nossos pais1 a poca espl5dida de arte inspirada no dogma1 z obras eruditas dos b5$it9os1 o comeo da educao gratuita1 a fundao de in/ituies de b5evolncia1 nossas irms de mis]icrdia--tudo isso ,mazz9i lembrava e respeitava na vida da egreja4 ,mas acusava a egreja da insania de pret5d] que um fa*o1 aceso h desoito sculos p>a lhe ilum9> a jornada atravez de uma nica poca1 e/ava de/9ado a s] uma nica luz no cam9ho d inf9ito4 ,acusava-a de desconhec] a santidade da alma de ,jesus1 sup]ior a toda a outra em inspirao e amor frat]no1 trans=m&o-o1 a despeito dos seus mais sublimes press5tim5tos1 em um vulg> e et]no tirano das almas4 ,uma religio expirava1 se p]dia o pod] de sacrifcio4 ,e o catolicismo podia a9da1 com o auxlio dos enganos dos seus m9i/ros e da pompa dos seus ritos1 junt> em volta de si o concurso num]oso de fieis1 ap>5tem5te d$icados1 e assim cont9u> faz5do1 emquanto a nica escolha dsses fieis e/ entre z recordaes de uma f1 outrora gr&e e fecunda em b5s1 e z negaes ridas de um mat]ialismo embrutec$or4 ,mas p$issem a esses fieis p>a morr]em pela egreja e pela f que ela repres5tava1 e no se encontr>ia entre eles um s mrtir4 ,no se enganasse a egreja6 ,em volta dela a f agonisava4 ,como sc5telhas d]radeiras de um fogo que se apaga1 a f1 em nossos dias1 desfalec5do encontra expresso nas oraes murmuradas p]ante os nossos alt>es1 por =a d hbito1 em mom5tos breves e det]m9ados4 ,evapora-se porta da egreja1 e no mais gov]na ou guia a vida quotidiana dos hom5s4 ,do uma hora p>a os cu e o dia p>a a t]ra1 p>a os seus clculos e int]sses mat]iais1 ou p>a e/udos e ideias e/ranhos a toda a concepo religiosa4 ,a f em ,deus det]m9ava uma economia1 uma con/ituio e uma rep>tio da riqueza1 assim como det]m9ava uma regra de lib]dade e amor nas relaes civs e polticas4 ,fra ela que l5tam5te fiz]a cresc] no esprito dos hom5s o s5tim5to d dev] social com z classes trabalhadoras1 que se tornra prepond]ante na poltica d nosso tempo e fiz]a da lib]dade de concorrncia um espectro de crueldade4 ,p>a aqueles que nada possuem1 p>a aqueles que so incapazes de p\p> o qu] que seja no salrio quotidiano e no teem1 por consegu9te1 c\sa alguma p>a comearem qualqu] empreza com]cial1 a lib]dade de concorrncia era uma m5tira1 como a lib]dade poltica era uma m5tira p>a aqueles que por falta de educao1 in/ruo1 oportunidade e tempo no podem ex]c] os seus direitos4 ,o progresso s]ia ess5cialm5te um e/ado de conscincia4 ,realiza-se passo a passo1 por virtude de leis que n5hum pod] humano pode dom9>1 por des5volvim5to1 pela modificao p]ptua dos elem5tos que manife/am a actividade da vida4 ,muitas vezes os hom5s1 em c]tas pocas1 em c]tos pases e sob a influncia de c]tos erros e prejuzos1 d]am o nome de elem5tos1 de condies da vida social1 a c\sas que no teem a sua raiz em a natureza1 mas sm5te nas conv5es e co/umes de uma soci$ade iludida1 e que desap>ecem =a dessa poca p>ticul> ou alm dos limites prprios dsses pases4 ,mas podemos descobrir quais so os v]dadeiros elem5tos insep>veis da natureza humana1 int]rog&o os in/9ctos das nossas almas e v]ific&o em face das tradies de todos os tempos e de todos os pases se sses in/9ctos nossos so como sempre fram os in/9ctos da humanidade4 ,e1 evid5tem5te1 desde que o progresso sse des5volvim5to1 sujeito a leis fra d alcance d pod] humano1 o remdio p>a a deplorvel condio pres5te no podia encontr>-se em qualqu] organizao g]al arbitrria1 feita segundo o plano de c]to esprito e e/abelecida por decretos4 ,tudo isso resultava em iluses por div]sos modos de/9adas a naufrag>em e a dissip>em-se4 ,o remdio t9ha de s] qualqu] outra c\sa que no significasse a criao de uma humanidade nova1 mas que cont9uasse a humanidade nas suas t5dncias ess5ciais e inde/ructiveis4 ,algum dia fomos escravos1 depois s]vos1 depois assal>iados2 no t>d> que sejamos1 se o quiz]mos s]1 livres produtores e irmos na associao--associao livre e voluntria1 por ns mesmos organizada em c]tas bases1 entre hom5s que mutuam5te se conhecem1 amam e e/imam1 no a associao obrigada1 impo/a pela autoridade que gov]na e ord5ada sem respeito pelos laos e afeies individuais1 trat&o os hom5s mais como mqu9as de produzir d que como s]es de livre e espontnea vontade4 ,s pela r5ovao moral dos hom5s se alcanar a r5ovao das soci$ades4 ,essa a condio de toda a re=ma social4 ,o progresso s eficaz e durad\ro se o fund\ a capacidade de progr$ir4 ,a sorte de um homem no se alt]a r5ov&o e embelez&o a casa em que le vive4 ,onde s respira o corpo de um escravo e no a alma de um homem1 todas z re=mas so inuteis2 a morada limpa1 luxuosam5te mobilada1 um sepulcro branco1 nada mais4 ,s os pr9cpios edificam4 ,onde quiz]mos realiz> um dos gr&es feitos *amados revolues1 temos sempre de ir ao conhecim5to e pregao dos pr9cpios4 ,o v]dadeiro in/rum5to d progresso dos povos tem de se procur> no factor moral4 ,no suprimiremos o factor econmico nem possvel suprim-lo1 mas subord9mo-lo ao factor moral1 porque =a d govrno da sua influncia1 desligado dos pr9cpios e ab&onado s teorias d individualismo que hoje o gov]nam1 result> em egoismo bruto1 na luta p]ptua entre hom5s que devem s] irmos1 na expresso dos apetites da espcie humana4 ,a cada e/ado d progresso devia correspond] uma melhoria positiva da condio mat]ial d povo2 mas su/5tava que os int]sses mat]iais no podem des5volv]-se ss9hos1 dep5dem dos pr9cpios1 no podem s] a mira e o fim da soci$ade4 ,porque sabiamos que semelhante teoria de/ri a dignidade humana1 porque nos lembramos que1 qu&o o factor mat]ial comeou a aposs>-se de ,roma1 e o dev] com o povo se r$uziu a d>-lhe po e jogos1 ,roma e o seu povo apress>am-se na prpria de/ruio2 porque viamos hoje em ,frana1 na ,espanha1 em todos os pases1 a lib]dade calcada aos ps ou atraioada1 precisam5te em nome dos int]sses com]ciais e daquela d\tr9a s]vil que sep>a dos pr9cpios o bem-e/> mat]ial4 ,so z ideias que gov]nam o mundo e os seus acontecim5tos4 ,uma revoluo a passagem de uma ideia da teoria prtica4 ,digam os hom5s o que diss]am1 os int]sses mat]iais nunca caus>am e nunca caus>o uma revoluo4 ,a pobreza extrema1 a ru9a f9anceira1 a tributao opressiva e desigual1 podem provoc> levantam5tos que so mais ou m5os ameaadores e viol5tos1 mas nada mais4 ,z revolues teem a sua origem no esprito1 nas prprias raizes da vida2 no no corpo1 no organismo mat]ial4 ,na base de toda a revoluo h uma religio e uma filos(ia4 uma v]dade que pode prov>-se por toda a tradio hi/rica da humanidade4 ,acr$itassem os seus cam>adas revolucion>ios da ,italia nas palavras de um homem que1 durante tr9ta anos1 e/ud\ o curso dos acontecim5tos na ,europa e na hora d triunfo viu p]didas pela imoralidade dos hom5s z emprezas mais santas e uteis4 ,no v5c]iam s5o torn&o-se1 les mesmos1 melhores2 no conqui/>iam o ex]ccio dos seus direitos s5o m]ec5do-os pelo sacrifcio1 pelo eng5ho e pelo amor4 ,se os procurassem em nome de um dev] cumprido ou p>a s] cumprido1 alcan-los hiam2 mas1 se os procurassem em nome d bem-e/> que os mat]iali/as lhes t9ham ens9ado1 ap5as alcanariam triunfos mom5taneos1 seguidos de desiluses trem5das4 ,atraioavam-nos aqueles que lhes falavam em nome d bem-e/>1 da felicidade mat]ial4 ,tambm sses procuravam o seu bem-e/> e p>a o obt]em qu]iam unir-se com eles1 como um elem5to de fra1 emquanto t9ham ob/culos a v5c]2 mas1 logo que com o seu auxlio tivessem obtido o bem e/>1 ab&on-los hiam p>a que tranquilam5te podessem goz> a conqui/a4 ,era essa a hi/ria d ltimo meio sculo e o nome dsse meio sculo era mat]ialismo4 ,z soci$ades nunca pod]iam r5ov>-se pelo conhecim5to1 e/udo e organizao dos int]sses econmicos4 ,z classes aba/adas1 no con=to da sua prosp]idade1 nunca exp]im5tam privao ou s(rim5to4 ,por vezes1 vem a misria d pobre1 mas facilm5te se habituam a consid]-la uma tri/e necessidade1 e deixam s g]aes futuras o cuidado de lhe encontr> remdio4 ,a indif]5a e o esquecim5to so doces p>a o homem que se s5te no santurio da sua famlia1 c]cado de faces sorrid5tes1 emquanto l fra sopram z rajadas d inv]no e a neve1 ligeira e bela1 lhe bate nas vidraz da janella dupla4 ,esp]>eis ergu] da sua apatia e/es favorecidos d mundo pela simples expresso da situao econmica e d que deva sub/itu-la em uma soci$ade bem organizada8 ,esp]>eis arranc-los d seu rep\so egoi/a m]am5te pela anlise d que acontece em uma esf]a na qual eles nunca p5etr>am8 ,talvez em teoria aprovem z vossas d\tr9as utilitrias2 no lhes peam1 porm1 que promovam a sua aplicao4 ,porqu8 ,falam-lhes em nome de int]sses4 ,no o gozo o primeiro dos int]sses8 ,e les gozam4 ,a nacionalidade e o patriotismo que a su/5ta1 s]ve e =talece1 s] tambm um facto de conscincia moral e religiosa e nunca1 por mais habilm5te desfigurada que ela seja1 pode fund>-se e mant]-se pela delimitao d t]ritrio1 pelo agregado e conjugao das frz econmicas e por qualqu] comb9ao de actividades polticas4 ,a nacionalidade a cr5a em uma origem e um fim comum4 ,se hoje fr fundada em um int]sse1 pode s] d]rubada amanh por outro int]sse mais ousado e mais pod]oso4 ,s qu&o o evangelho da frat]nidade de todos os hom5s de uma nao fez da alma santurio de virtude e amor1 qu&o a gr&e concepo da nacionalidade deix\ de se encontr> r$uzida a propores mesqu9has1 qu&o procura p>a base dos seus direitos alguma c\sa mais que o int]sse mat]ial1 int]sse que sempre tem o seu rival444 s ento t]emos uma nao como nunca s] possvel t-la dos s(i/as que podem a*> uma nacionalidade sem ,deus4 ,o progresso um acto de f4 ,a cada passo no p5sam5to religioso correspondia um progresso na vida civil4 ,deus assim o qu] s]ia o grito et]no de todo o movim5to que tem por fundam5to o sacrifcio1 por in/rum5to os povos1 e por fim a humanidade4 ,o p5sam5to religioso o al5to da vida da humanidade1 a um tempo a sua vida e alma1 o seu esprito e o s9al ext]no4 ,a humanidade s exi/e na conscincia da sua prpria origem e no press5tim5to dos seus prprios de/9os4 ,=a d trabalho da re=ma moral toda a organizao poltica e/ril1 e iluso esp]> triunfos se d nosso trabalho banirmos a ideia religiosa4 ,s a conscincia lib]ta os povos4 ,o elem5to religioso univ]sal e imortal4 ,em toda a gr&e revoluo e/ m>cado o seu s9al1 revela-o na sua origem e fim4 ,acr$itava em um ,deus1 autor de quanto exi/e1 o p5sam5to absoluto vivo1 de que o nosso mundo um raio e o univ]so a inc>nao4 ,acr$itava em uma lei1 g]al e imutvel1 que con/itue o nosso modo de exi/ir1 que compre5de toda a srie possivel de f5m5os e ex]ce uma influncia cont9ua sbre o univ]so e sbre tudo aquilo que le contm1 no seu aspecto fsico como no seu aspecto moral4 ,e a lei da vida1 p>a ,mazz9i1 era por igual ess5cial e simples4 ,cri/o disse3--,amae primeiro a ,deus e amae-vos uns aos outros com afeio frat]na4 ,e disse tambm3--,entre vs s] o primeiro aqule que fr o s]vo de todos4 ,toda a essncia d cri/ianismo se compre5de ne/as palavras4 ,unidade de f1 mtuo amor1 frat]nidade humana1 actividade nas boas obras1 a d\tr9a d sacrifcio1 a afirmao da d\tr9a da igualdade1 a abolio de toda a ari/ocracia1 o es=o de p]feio no indivduo e a lib]dade1 sem a qual nem o amor nem a p]feio podem exi/ir--tudo assim se resume naqueles dois preceitos4 ,toda a revoluo social ess5cialm5te religiosa4 ,toda a poca tem a sua cr5a4 ,sem unidade de f1 a associao impossivel2 prg> a humanidade1 a ptria1 o povo1 essas gr&es frmulas da associao que sup]iorm5te dom9am o nosso tempo1 emquanto negamos ou despresamos o s5tim5to religioso1 desconhec] a significao dessas palavras1 qu]] o fim sem os meios1 a obra sem os in/rum5tos necessrios4 ,como frem z nossas cr5z1 assim elas nos ho-de d> a regra de aco4 ,em seu corao amava a viso de uma f1 no de uma escola4 ,os direitos em que a ,revoluo ,francesa se fund\1 involviam a mais traioeira das aspiraes de uma soci$ade4 ,foi glria d ,pr(eta1 talvez a mais alta das muitas que o coro>am1 a intuio e o ardor com que opz o dev] ao direito1 em um mom5to em que apaixonadam5te se combatia e morria pelo feti*ismo d direito1 sem que das hecatombes que provoc\ podesse result> nem a =tuna nem a tranquilidade dos hom5s1 arra/ados de escravido em escravido1 de misria em misria1 de torm5to em torm5to1 de inc]teza em inc]teza4 ,um erro inicial os transviava e p]dia2 ignoravam que o unico padro da vida a ideia d dev]1 santa1 inexorvel1 dom9ante4 ,faz] da poltica uma arte e ap>t-la da moralidade1 como os e/adi/as e diplomatas reais desejavam1 era um pecado p]ante ,deus e uma de/ruio p]ante os povos4 ,o fim da poltica era a aplicao da lei moral con/ituio civil de uma nao na sua dupla actividade1 dom/ica e e/ranha4 ,o fim da economia era a aplicao da mesma lei organizao d trabalho no seu duplo aspecto de produo e di/ribuio4 ,no pregassem1 no trabalhassem em nome de direitos que ap5as repres5tavam o indivduo1 mas em nome d dev] que repres5tava o fim de todos4 ,no havia direitos alguns1 salvo os que eram conseqncia dos dev]es cumpridos2 podiam resumir-se em um s direito--que os outros cumpram comnosco o dev] que ns cumprimos com les4 ,no dissessem que a sob]ania e/ em ns4 ,a sob]ania e/ em ,deus4 ,a vontade d povo s sagrada qu&o int]preta e aplica a lei moral4 ,qu&o dela se afa/a1 impot5te ou nula e no repres5ta outra c\sa s5o tirania4 ,a soci$ade de ,r\sseau1 como a de ,montesquieu1 ap5as uma soci$ade de seguros mtuos4 ,p>t9do da filos(ia da lib]dade individual1 de/ituiu de fecundidade /e pr9cpio base&o-o1 no sbre um dev] comum a todos1 no sbre a def9io d homem como uma criatura social por essncia1 no sbre a concepo de uma autoridade div9a e de um designio provid5cial1 no sbre o lao que une o indivduo humanidade d qual le um factor1 mas sob a simples conv5o1 confessada ou sub5t5dida4 ,c>ecemos de ens9> no o direito1 mas o dev]1 acord> p>a melhores c\sas a natureza deg5]ada1 a alma semi-exau/a1 o entusiasmo decresc5te2 c>ecemos de possuir a conscincia d valor humano e da misso dos hom5s na t]ra1 e por a ergu] a fra de proc$]1 que at agora e/ esmagada pela indif]5a4 ,e isso obra de pr9cpios1 de cr5a1 de p5sam5to religioso1 de f4 ,foi a obra de ,jesus4 ,no procur\ le salv> pela crtica um mundo moribundo4 ,no fal\ de int]sses a hom5s cujas almas e/avam env55adas pelo culto dos int]sses4 ,prg\ no santo nome de ,deus c]tas v]dades at ento desconhecidas4 ,e/as p\cas v]dades que agora1 desoito sculos depois da sua passagem1 procuramos es=adam5te realiz>1 mud>am a face da t]ra4 ,trs c\sas eram sagradas--tradio1 progresso1 associao4 ,a tradio hi/rica t9ha de s] consid]ada1 no com a ignorncia presunosa dos mat]iali/as mod]nos1 mas com a at5o rev]5te devida a uma repres5tao da nossa vida colectiva1 nico padro onde podemos d$uzir e v]ific> a concepo da lei que a gov]na4 ,a v]dade encontr>-se hia no e/udo sev]o da tradio univ]sal que a manife/ao da vida na humanidade4 ,a humanidade1 dizia1 invoc&o e des5volv5do o p5sam5to de ,pascal1 um homem que apr5de cont9uam5te4 ,os indivduos morrem2 mas a v]dade que p5s>am e o bem que produziram1 no se p]dem com eles4 ,a humanidade junta-o1 e os hom5s que passam sbre z suas sepulturas aproveitam-no4 ,cada um de ns nasce hoje em uma atmosf]a de ideias e cr5z que so a obra de toda a humanidade antes de ns2 cada um de ns traz inconsci5tem5te algum elem5to1 mais ou m5os valioso1 p>a a vida da humanidade que se lhe segue4 ,a educao da humanidade cresce como aquelas piramides ori5tais a que cada vi&ante junta a sua p$ra4 ,passamos1 viajantes de um dia1 *amados a complet> a nossa educao individual em outro lug>2 a educao da humanidade brilha por sc5telhas em cada um de ns mas o seu inteiro respl5dor descobre-o l5tam5te1 progressivam5te1 cont9uam5te1 na humanidade4 ,de uma a outra t>efa1 de uma a outra f1 passo a passo1 a humanidade conqui/a uma viso mais cl>a da sua vida1 da sua misso1 de ,deus e da sua lei4 ,onde a tradio e a intuio se completam e consub/anciam1 onde encontramos a voz p]man5te da humanidade h>monis&o-se com a voz da nossa conscincia1 a t]emos ao nosso alcance alguma c\sa com absoluta v]dade4 ,o homem no 1 porm1 ap5as o inve/igador da v]dade4 p5sam5to e aco4 ,z teorias podem modific> o primeiro2 no podem cri> o ultimo4 ,e1 fielm5te ob$ec5do ao prprio esprito1 em ,mazz9i confundiram-se o pr(eta e o homem da aco1 o apo/olado e a viso1 o poeta e o revolucionrio4 ,desde a adolescncia sel&o com o sangue os juram5tos da sua f1 conspirador e cam>ada c]to em todas z inum]veis e prolongadas revolues que sonh>am e fund>am a ,xlia unificada1 muitas vezes o seu *efe audacioso e nobre1 a sua alma1 inspirao1 e o seu brao executor1 no h\ve risco a que se esquivasse1 no h\ve p5as que no exp]im5tasse1 desde o aturado exlio que em condies de pobreza1 s vezes extrema1 o ap>t\ da famlia1 da ptria e dos amigos1 at condemnao morte e porv5tura t5tativa de assass9ato que o p]seguiram como milhafres4 ,no h\ve contr>i$ade ou ameaa que lhe v5cessem o despr5dim5to e o ardor1 uma vaga sde de m>trio4 ,p>ticul>m5te aborrecia o egoismo1 to popul> com a g5te de hoje4 ,no ga/ava o seu tempo cant&o1 or&o e clam&o a ,deus que lhe salvasse a alma4 ,nem se entregava ao e/udo e cultura p>a lhe salv> o esprito4 ,sempre cuidava d esprito e da alma1 mas era sempre d esprito e da alma dos outros4 ,e foi conspirador porque era muito fiel a ,deus e ao ,povo p>a que cons5tisse em os vr atraioados1 muito hone/o p>a que vivesse submetido ao mal1 muito bravo p>a que aceitasse a paz sem honra#i4 ,nem por isso lhe falt>am inimigos4 ,no podiam falt> a quem1 na lgica inevitvel dos pr9cpios que se d$uziam da sua f1 viu classes p]igosas nos eclesi/icos ociosos1 de que h muitos mil1 e nos ricos que com o seu d9heiro no faziam bem4 ,um in/9to seguro os adv]tia de que quem tudo confiava d povo era naturalm5te o adv]srio p]igoso dos apangios e privilgios que ensob]beciam z ari/ocracias polticas e eclesi/icas4 ,cav\r e ,luiz ,napoleo ,bonap>te eram irmos nos s5tim5tos com que dete/avam ,mazz9i1 e nem outra c\sa se compadecia com o conflito de ideais que o amor d ap/olo e a ambio d ari/ocrata e d imp]ador em confronto necess>iam5te inflamavam4 ,o pr(eta era ap5as o co da voz d cri/ianismo1 e o cri/ianismo a negao radical e a ru9a de quantas ari/ocracias1 hi]>quias1 divises de classes e s]vides o egoismo e a p]v]so dos hom5s teem inv5tado p>a cont5t> e engr&ec] a paixo de m&> e z suas cobiz4 ,todos sses si/emas de dep5dncias morais1 polticas e econmicas p>tilh>am daquela decadncia das div9dades pags que o monoteismo cri/o confundiu e afug5t\4 ,=am1 na v]dade1 a traduo1 em dif]5tes modos da vida social1 de uma concepo moral e religiosa que caduc\2 =am deuses adorados por multides submissas e inum]veis1 tiv]am o seu culto1 e absorv5te1 nos hom5s e nas c\sas1 no corao e nos b5s da t]ra2 mas1 l5tam5te1 outra e mais alta religio os de/ituiu d seu pod] e pre/igio1 inspir&o-nos e mo/r&o-nos uma outra razo da vida1 adjudic&o toda a nossa actividade intima e ext]na a um outro esprito4 ,no faz s5tido t] e invoc> como pr9cpio de aco e d$icao o meu s5hor1 ou le seja rei1 ou sac]dote1 ou fidalgo ou capito de indu/ria1 qu&o s5hores e vassalos de toda a ca/a e ordem e categoria todos teem de invoc> e seguir o seu ,deus1 aqule p]ante o qual so irmos igualm5te humildes e sujeitos1 dle receb5do igualm5te uma s e nica lei de comunho e coadjuvao4 ,a ob$incia comum nivel\1 e de facto de/ruiu s porque z nivel\1 todas z gradaes e di/ncias em que z comunidades brb>as se ord5>am e e/ratific>am1 todos os despotismos e dogmatismos1 mais ou m5os b5ignos e fecundos1 em que primitivam5te se fund>am e viv]am1 tom&o por et]nidade a conv5incia poltica ou religiosa de uma hora4 ,se em nossos dias essa ordem se mantm a9da por muitos modos e em div]sos lug>es1 se p]si/em e so uma fra espiritual efectiva aqules s5tim5tos de fidelidade1 lealdade1 d$icao e sujeio que eram seus vnculos e in/rum5tos1 se essa ordem e todo o seu cortejo m5tal e espiritual sobrevivem qu&o j t]m9\ a religiosidade ntima que era a sua essncia e alma1 sm5te porque1 conv]tida em tradies polticas1 e/ticas1 morais e eclesi/icas1 s5hora de altos monum5tos e =talezas que edific\1 pde repres5t>1 e em muitos casos repres5ta1 uma utilidade prtica1 um si/ema de conjuno e organizao oportuno e cmodo1 o remanesc5te de hbitos t>dos em mud> e fiadores de uma e/abilidade que a primeira das condies de um des5volvim5to seguro4 ,mas1 sem emb>go1 o imprio de ,deus arru9\ virtualm5te o imprio dos ces>es1 desde os que so coroados em tronos magnificos at aos que teem seus escudos nos c(res prova de fogo2 e aquela simples virtualidade de um pr9cpio de efeitos prticos incom5surveis e inv5cveis4 ,a conscincia de uma escravido et]na que a todos nos involve e subjuga1 oblit]\ e p]deu aquela outra conscincia de escravides mortais1 condicionadas1 cont+5tes e transitrias1 por longos sculos decisivas e supremas4 ,mazz9i1 que por s] fiel primeira e lhe sujeit> a poltica d5unci\ z ultimas e z combateu e teve por calamitosas1 no podia m]ec]-lhes s5o anatemas4 ,assim devia s]4 ,v9ha antes da sua hora4 ,e condio d pr(eta4 ,t9ha de s] ap$rejado e consagrado pela av]so e pela ira dos f>iseismos absoluti/as e demaggicos que disputavam o domnio d seu tempo4 ,amaldioado dos despotismos1 por isso que p$ia a lib]dade1 no podia s] amado d demagogismo1 por isso que invocava ,deus1 religio e dev] p]ante aqueles que em sua e/reiteza e cegueira sm5te viam e qu]iam o mundo1 a mat]ia e os direitos d homem1 quanto a sordidez sug]e e aponta1 e na sordidez e nos seus enganos e dres tripudia1 m5te e se desfaz4 ,qu&o morreu1 a #aj de m>o de #ahgb1 deixava a t]ra inteira1 e sobretudo a ,europa1 atnita e pro/rada na adorao daqule mat]ialismo da fra e da riqueza que v5c]a em ,sdan e nas escolas e academias1 cim5t&o os alic]ces de um gr&e imprio e a se (]ec5do imitao das naes1 emquanto se ins9uava nos laboratrios e nas bibliotecas e a endurecia o corao e env55ava o esprito das novas g]aes4 ,nesse mom5to1 ,mazz9i era um v5cido2 com o seu dbil corpo se sepultavam z suas iluses4 ,lib]dade1 religio e o povo que inconsci5tem5te z gu>da e s]ve1 iam de tropel calcados e esmagados no culto de multplices escravides1 no despr5dim5to de ,deus e da sua lei1 na f vil de que o mundo era um banquete d qual s ao nosso v5tre t9hamos a d> contas4 ,dsse banquete d mat]ialismo robu/o e convicto1 reflectido1 a/uto1 sab$or e previd5te1 to abundante de s]vos envaidecidos da prpria s]vido como prdigo de vitualhas e orgias e orgulhoso dos seus anfitries desvairados na gr&eza d m&o e dos b5s1 ,mazz9i viu z primeiras horas gloriosas4 ,ento1 o ap/olo era ap5as uma sombra que se afundava naqule crepsculo em que o romantismo sonhador anoitecia1 esc>necido satanicam5te dos =tes que o apontavam irriso e cond5ao das multides1 por muito t] amado a lib]dade e os hom5s4 ,qu>5ta anos vo passados4 ,o banquete deg5]\ no ajuntam5to trgico das frias da morte e da ru9a4 ,e eis que ,mazz9i volta1 na aurola da sua glria1 a repetir-nos que sem ,deus e sem dev] e sem amor a t]ra s] et]nam5te o inf]no ensangu5tado a que descemos4 ,,fim4 #a ,artigo d ,man*e/] ,gu>dian4 #b ,pr9cipe ,tr\betzkoy1 pr(essor de ,direito na ,univ]sidade de ,mosc\1 no ,hibb]t ,j\rnal4 #c,millgate ,mon?ly1 m>o de #aiae4 ,ncia de um discurso de ,oliv] ,lodge1 em ,brad=d4 #d ,p]cy ,de>m]4 ,patriotism4 ,humphrey ,mil=d3 ,ox=d ,unv]sity ,press1 #aiae4 #e ,william ,temple4 ,cri/ianity & ,w>4 7,humphrey ,mil=d2 ,ox=d ,univ]sity ,press1 #aiad74 #f ,e4 ,c>p5t]1 ,:at w ,/ay ! ,plague8 ,artigo publicado em ,! ,*ri/ian ,commonweal?1 de #i de dezembro de #aiad4 #g,! ,w> & ,democracy1 por ,w4 ,seton--,watson1 ,j4 ,dov] ,wilson1 ,alfr$o ,e4 ,zimm]n e ,ar?ur ,gre5wood4 7,londres2 ,macmillan1 #aiab74 ,pag4 #cgd e seg4 #h ,o p\co que sei d p5sam5to e vida de ,mazz9i colhi-o pr9cipalm5te1 quasi exclusivam5te1 em dois volumes da ,ev]yman's ,libr>y4 7,londres2 ,j4 ,m4 ,d5t ,sons71 um que contm v]ses dos escritos de ,mazz9i1 ,! ,duties ( ,man & ,o!r ,essays1 e o outro que a n>rao da sua vida e a crtica das suas d\tr9as1 intitulado ,! ,life ( ,mazz9i1 escrito por ,bolton ,k+4 ,esses dois volumes con/ituem s por si uma lio moral e poltica e uma inspirao de dignidade e nobreza de um altissimo valor4 ,quem os divulgasse em l+uagem portuguesa1 pre/>ia excel5te s]vio s letras ptrias1 e sobretudo educao das novas g]aes1 to desiludidas das seguranz e presunes mat]iali/as que encontram no ocaso1 como apressadas em descobrir novos e mais s]5os horizontes p>a que se encam9hem4 #i ,h4 ,dem>e/ ,lloyd4 ,mazz9i & o!r ,essays4 ,pag4 #d e #f4 ,indice ,prologo ,convulses dum enfrmo ,ganhos e p]das ,reviso de valores ,da arte de ga/> e suas responsabilidades ,o ,cavador e o ,pr(eta ,ap>ies ,,d ,,mesmo ,,autor ,vozes d meu l>1 #a vol4 ,na paz d ,s5hor1 romance1 #a vol4 ,re9o da ,saudade1 romance1 #a vol4 ,via ,r$5tora1 #a vol4 ,apo/olos da ,t]ra1 #a vol4 ,sonho de ,p]feio1 romance1 #a vol4 ,s4 ,francisco d',assis1 #a vol4 ,jos ,e/evo1 #a vol4 ,alex&re ,h]culano1 #a vol4 ,rogaes de ,eremita1 poemetos em prosa ,salmos d ,prisioneiro1 #a vol4