disponibilizada pela bib,r,i,a4 ,jaime de ,magalhes ,lima ,d que o fogo no queima ,composio e ,impresso ,emprsa ,grfica ,a ,,univ]sal #aaa1 ,rua ,duque de ,l\l1 #aca ,,porto ,,d ,,que ,o ,,fogo ,n,o ,,queima ,,jaime ,,de ,,magalh,,es ,,lima ,d que o fogo no queima ,,porto ,empresa ,grfica ,a ,,univ]sal #aaa1 ,rua ,duque de ,l\l1 #aca #aiah ,,prologo ,a gu]ra prossegue na sua imp5it5cia s9i/ra1 junta os seus dias em mses e os seus mses em anos1 e z h]esias que a aborrecem e lhe negam a legitimidade e os b5eficios1 no se r5dem e nem sequ] esmorecem1 no ob/ante a insi/5cia d flagelo que lhe d visos de necessidade e condio natural4 ,e eu1 que dessas h]esias fiz colheita e esp]ana#a no primeiro mom5to1 suspeito a conv5i5cia1 s5o a obrigao1 de z repetir e corrobor> qu&o o tempo e a p]sev]ana entre vicissitudes contr>ias z =tific>am e dissem9>am4 ,da e/e opusculo4 ,h]esias no s] talvez o t]mo proprio2 melhor diria se lhes *amasse cr5z4 ,h]esia uma palavra que z tiranias d fanatismo fiz]am aviltante e crim9osa p>a ju/ific> z atrocidades de um dom9io insaciavel e da intol]ancia1 sem alis alcanarem discrim9>1 e muito m5os prov>1 onde residia a pi$ade e a injuria1 se em quem usava os pod]es da t]ra p>a oprimir a consci5cia1 se em quem se prevalecia da robu/ez de consci5cia p>a afront> os pod]es d mundo4 ,no fim1 ambos encontr>o porv5tura que fiz]am acto de f a seu modo--indubitavelm5te muito mais glorioso no que por acusao de h]esia s(reu o m>tirio4 ,e/e s]1 na realidade1 o cr5te1 quem mais de p]to toc\ a div9dade e mais inteira e fielm5te lhe ob$eceu4 ,aquilo que desse drama hoje vemos1 e objecto da vida politica e d e/ado1 no desm5te o que de ontem sabemos e foi arrebatam5to d dogmatismo eclesia/ico absoluti/a4 ,duas especies de patriotismo se encontram em conflicto1 e1 n5hum consegu9do v5c] ou conv5c] o adv]s>io1 ambos e mutuam5te se reputam h]ejes3--o patriotismo de s]vir e o patriotismo de combat]3 o de espada e c>ab9a1 que tem por acto bom afa/> e elim9> o proximo1 e o de m>telo e *>rua1 que tem por misso e dignidade fecund> a t]ra e agasalh> aquele mesmo proximo que o outro abom9a2 o que ama o p]egr9o e o que dete/a o e/ranho2 o que um impulso de excluso e av]so1 uma av>eza1 e o que uma confisso de bem qu]] e um anseio de proteg]1 uma c>idade4 ,ha duas especies de patriotismo1 como ha dois modos e duas aspiraes de cultura d homem1 conduz9do a atitudes politicas div]g5tes1 de que z concepes d patriotismo correlativas so ap5as uma das suas multiplices manife/aes3--ha uma cultura que consi/e em nos apre/> p>a calc> e escravis> os outros1 e ha uma cultura que se es=a por nos =talec] p>a calc>mos z nossas proprias paixes e z ord5>mos e discipl9>mos sob uma regra sobrehumana2 ha a cultura que olha p>a o *o e a que olha p>a os cu1 a que uma t>efa de sordidez1 em que se degrada1 e a que se eleva no despr5dim5to1 em que exulta4 ,o que ne/es tempos de gu]ra se tem passado com os que por imposio da consci5cia se recus>am a combat]1 p>ticul>m5te o proc$im5to dos pod]es con/ituidos da ,+lat]ra com z c5t5as dos seus consci5ti\s objectors1 o patriotismo inquisitorial1 cujas torturas e p5as vo desde o fusilam5to puro e simples1 tanto da feio p]emptoria d rigor cont95tal1 at priso1 trabalhos =ados e p]da dos direitos politicos1 que so z solues pr$ilectas1 m5os sev]as mas por igual mortais1 da tradicional lib]dade insul>1--i/o nos manife/a1 dolorosam5te1 no s quanto so pr(undos os antagonismos ess5ciais e lat5tes de que z soci$ades mod]nas se compem1 mas tambem quanto morosa a jornada no cam9ho e na ambio daquela lib]dade e respeito mutuo1 qu&o amor no seja1 p>a os quais no ha h]esias4 ,embora6 ,essa escabrosa jornada no cessa4 ,ali mesmo onde s(re t]riveis assaltos inimigos1 a ass9ala triunfos e progressos4 ,um mom5to de brutalidade hunica e de baixeza des5rol&o z suas ondas sobre z naes que p>ticip>am na gu]ra1 reb>b>is&o toda a civilizao por alguns anos1 na expresso viol5tam5te exacta de ,c>los ,liebkne*t1 que paga com desoito mses de priso a audacia insubmissa das suas h]esias1 isso no ba/\ p>a at]r> ou desal5t> z consci5cias c]tas dos seus direitos e imp]io1 e inabalaveis na segurana de um et]no r5ascim5to e vitoria f9al4 ,os s9tomas so cl>os4 ,no conseguiu a ,cam>a dos ,comuns1 por uma m+uada maioria1 um voto favoravel p]da dos direitos politicos d consci5ti\s objector1 sem que no tivesse de lut> com uma oposio veem5te1 na qual se junt>am hom5s de todos os p>tidos politicos1 no exclu9do os mais ac5tuadam5te cons]vadores4 ,foi ento que1 sem emb>go d seu decl>ado e escl>ecido cons]vantismo1 ,"l ,hugo ,cecil1 em uma orao magi/ral1 combateu a idolatria d e/ado1 que1 torn&o-o sup]ior lei moral1 p]deu a ,alemanha na confiana das naes civilizadas2 foi ento que1 em palavras memoraveis1 se ouviu a reiv9dicao da preem95cia d dev] p]ante a consci5cia sobre a obrigao p]ante o e/ado4 na cr5a naquela regio de ob$i5cia sup]ior que nos impe qualqu] c\sa mais d que aquilo que o e/ado nos pde p$ir1 e que nos d qualqu] c\sa mais d que o e/ado jmais nos pod] d>1 que ns temos de su/5t> a gr&e causa em que nos emp5hmos4 s vezes dizemos que combatemos pela civilizao4 ,mas aquele em quem o dev] da consci5cia sobreleva obrigao com o e/ado dir antes que combatemos p>a que a civilizao se mant5ha uma civilizao cri/1 e1 por c]to1 em uma civilizao cri/ mal viol5t> a consci5cia dos s9c]os1 mal impr-lhes uma obrigao que eles julgam corruptora e contagiosa4 ,emquanto i/o se proclama em voz alta1 apaixonadam5te e apaixon&o z legies de cr5tes a que se comunica1 uma outra ordem de factos se apressa a d>-lhe uma confirmao eloqu5te4 ,a fal5cia retumbante das artes politicas dos e/ados que des5cade>am a mais mortif]a e ru9osa das gu]ras1 p>a ao fim confess>em que pela gu]ra no teem soluo os problemas que ela era *amada a resolv]2 a d]rota d intelectualismo politico1 que1 em boa logica com todo o intelectualismo e suas naturais insufici5cias1 se embriag\ na vaidade das suas limitadas =z e1 desconhec5do z d c>act] moral1 consid]\ os hom5s m]as quantidades e en]gias mecanicas alheias a toda a influ5cia das =z intimas espirituais2 e/a e/reiteza que t9ha de remat> na incapacidade demon/rada das diplomacias pr(issionais ortodoxas p>a assegur>1 no direi j a felicidade dos hom5s mas a paz das naes1 induz a procur> em outros pod]es a =tuna que e/es muito cont+5tes e mesqu9hos no s\b]am d>-nos4 ne/a angu/ia que mais uma vez se nos revela em seu intacto respl5dor aquela lei pela qual a consci5cia s\be que nem s de po vive o homem1 que a hi/oria e a g>antia unica da civilizao o al>gam5to progressivo dos limites da espiritualidade cu/a da re/rio dos limites das mat]ialidades1 e que os combates a que o nosso tempo teve o tri/e privilegio de assi/ir1 no so mais d que um mom5to de conflicto e de viol5cia entre isso que no po e vida e se s5te oprimido1 e aquilo que1 s5do po1 s5do repa/o d corpo1 seu su/5to ou seu praz] ou sua =a1 todavia e cada vez mais se mo/ra al5to insufici5te e mesqu9ho p>a aquele outro banquete et]eo e intangivel1 que os s5tidos no tocam1 e se *ama simpatia1 amor1 humanidade ou c>idade1 e sempre e af9al ess5cia da vida4 ,prep>emos p>a esse banquete o nosso animo4 ,eixo1 #ae-a-aiah4 ,d que o fogo no queima ,se da onda tem]osa que comeou a assol> a ,europa e o mundo em #aiad consid]amos ap5as a espuma enxovalhada1 no ha maior infamia1 nem maior crime e indignidade4 uma degradao de incom5suravel pr(undeza1 a t]ra lavada em sangue pela ganancia abjecta das tiranias da sordidez4 ,um publici/a de notavel m]ecim5to e admiravel imp>cialidade1 ,g4 ,l[es ,dick9son1 compre5d5do a op9io de milh>es de hom5s1 o desal5to de muitos dos mais s9c]os e cultos1 a revolta de alguns e o c9ismo inalt]avel de uma m9oria pod]osam5te armada1 resume ne/e esboo a situao3 ,a gu]ra veio da rivalidade entre os e/ados na disputa d pod] e da riqueza4 ,i/o univ]salm5te aceite4 ,sejam quais =em z div]sidades de op9io que prevalecem nos dif]5tes paises int]essados1 n+uem pret5de que a gu]ra tivesse origem em qualqu] necessidade da civilizao1 em qualqu] impulso g5]oso ou ambio nobre4 ,con=me o conceito popul> da ,+lat]ra1 nasceu a gu]ra unica e exclusivam5te da ambio da ,alemanha1 v9da conqui/a de t]ritorio e pod]2 e1 con=me o conceito popul> alemo1 nasceu da ambio da ,+lat]ra1 corr5do a atac> e de/ruir a riqueza cresc5te da ,alemanha e a sua =a4 ,assim1 p>a qualqu] dos belig]antes1 a gu]ra mo/ra-se como impo/a por uma pura p]v]sidade1 e sob n5hum aspecto tem ju/ificao moral de especie alguma4 ,e/es conceitos1 na v]dade1 so demasiado simples quanto aos factos2 mas444 a gu]ra proc$eu da rivalidade de imp]io entre z gr&es pot5cias1 em toda a p>te d mundo4 ,a cont5da entre a ,frana e a ,alemanha no gov]no de ,m>rocos2 a cont5da entre a ,russia e a ,au/ria no gov]no dos ,balkans2 a cont5da entre a ,alemanha e outras naes no gov]no da ,turquia--=am e/as z causas da gu]ra4 a cobia de m]cados1 concesses e colocao de capitais que e/ por detraz da politica colonial conduz9do s gu]ras4 ,os e/ados concorrem ao direito de explor> os fracos1 e ne/a concorr5cia os gov]nos so movidos e tutelados pelos int]esses f9anceiros4 ,o +ls foi ao ,egito por causa dos pre/ami/as1 o francs foi a ,m>rocos por causa d m9]io e da riqueza4 ,em todo o ,ori5te1 no mais proximo como no mais di/ante1 so z concesses1 o com]cio e os empre/imos que lev>am rivalidade das pot5cias1 a gu]ra sobre a gu]ra1 s exp$ies punitivas e1 ironia das ironias6 s indemnisaes1 extorquidas como uma nova =ma1 e especial1 de r\b> os povos que se levantam es=&o-se por se def5d]em dos r\bos4 ,por um mom5to1 z pot5cias comb9am suprimir a vitima comum2 no dia segu9te1 lanam-se umas sobre z outras a disput> o espolio4 ,e/es so realm5te na sua nudez os factos sobre z que/es entre os e/ados a respeito da politica com]cial e colonial4 ,emquanto a explorao dos paises m5os des5volvidos fr dirigida por companhias1 no t5do outro fim s5o os divid5dos1 emquanto os f9anceiros det]m9>em a politica dos gov]nos1 emquanto z exp$ies milit>es acab&o em anexaes =em po/as aos hombros d publico por motivos que no podem confess>-se1 ho-de acab> em gu]ra z naes que comearam pelo r\bo1 e milh>es e milhes de vidas inoc5tes e g5]osas1 z melhores da ,europa1 ho-de p]d]-se inutilm5te1 sem fim algum1 porque int]esses s9i/ros jog>am na sombra a paz d mundo em proveito d d9heiro das suas algibeiras4#b ,sordidez1 mis]ia1 crueldade1 uma tirania de scel]ados sacrific&o a ru9s paixes de dom9io1 av>eza e s5sualidade z multides inoc5tes1 o trabalho1 a c&ura1 a hone/idade e o h]oismo--cifra-se ni/o a hi/oria milit> d mundo4 ,e/as s]iam z causas da gu]ra1 z da ultima como z de quantas a prec$]am1 e/a a sua unica e et]na maldio4 ,s o que se viu com z companhias de navegao1 e publico1 desilude os m5os cr5tes nas infamias da gu]ra4 ,qu&o z familias dos que combatiam e morriam nas tr9*eiras1 p>a gloria e proveito dos que os m&avam1 s(riam fome e frio1 havia emprezas de navegao1 e tambem dos que m&avam1 que faziam divid5dos de #fe por c5to1 cu/a da anci$ade e atribulaes daqueles que cri>am os filhos imolados nas batalhas4 ,z mon/ruosidades economicas alim5tam-se daquele mesmo sangue que z mon/ruosidades da sob]ba d]ramam desapi$adam5te no *o e/]il dos combates4 ,no duvidemos1 a gu]ra e a ignom9ia so filhas d mesmo v5tre4 ,mas no duvidemos tambem de que1 onde a gu]ra se peleja e a ignom9ia corre a faz] z suas presas2 outras =z se erguem que z dom9am e confundem4 ,e sobre os de/roos da politica1 de ord9>io infame1 floresce de cont9uo a consci5cia moral1 to pura na aspirao como l5ta mas inflexivel no cresc]4 ,e/ranha sujeio das pote/ades6 ,essa =taleza satanica no s por si to robu/a que presc9da da proteco d bem dos povos1 da is5o1 d patriotismo1 da =tuna moral dos hom5s e das naes1 e de outras e inf9itas sombras et]eas que vivem1 des>madas e fracas1 ap5as em os nossos sonhos4 ,p>a que z ambies da sordidez prevalecessem e colhessem o seu qu9ho na gu]ra em que nos crucific>am1 foi-lhes necess>io invoc> int]esses urg5tes da lib]dade e da dignidade humana4 ,press5tiram que s por esse compromisso lev>iam os ex]citos s batalhas4 ,por uma s+ul> escravido1 a sordidez sujeit\-se nobreza4 ,talvez m5t9do a/uciosam5te1 com uma a/ucia vulp9a1 toda de impo/ura2 mas sujeit\-se1 no sem ignor> de que por =a t] de cumprir muito daquilo que por m5tira assegur\4 ,a sordidez tem em seu pod] z armas e o fogo1 quanto necess>io p>a deva/> a t]ra e a embeb] no sangue4 ,e essa mesma sordidez armada1 s5t9do fugir-lhe o pod] p]ante qualqu] c\sa que o fogo no queima1 aceit\ a tutela e imp]io de =z impond]aveis e jur\-lhes fidelidade4 ,a =a fisica na sua maior opul5cia de/rutiva no sabe combat]1 s5te-se insufici5te1 se no tem em seu apoio um pr9cipio moral que a legitime4 ,p>a que os soldados m>*assem contra a ,alemanha1 torn\-se necess>io conv5c] os povos de que a ,alemanha praticava um crime e m$itava z atrocidades de um despotismo av>o1 absorv5te1 insaciavel4 ,eis a o facto capital de cuja compre5so dep5de a det]m9ao d c>act] e mais pr(unda significao de/a ultima fatalidade que ps z naes em gu]ra--no so os pr9cipios que dep5dem das armas1 so z armas que dep5dem dos pr9cipios4 ,pelo gru em que z armas dep5dem dos pr9cipios se af]e a altura da civilizao de uma comunidade e de uma poca1 e pelo desrespeito ou pela corrupo dos pr9cipios se julg> da pr(undeza da sua degradao4 ,o progresso da humanidade puram5te mat]ia de des5volvim5to e natureza d espirito que a p5etr\ e rege4 ,disso dep5dem z gu]ras2 os seus inc5dios dep5dem d que o fogo no queima4 ,se se ateiam1 porque aquela ess5cia et]ea lhes falece2 se abr&am ou se apagam1 foi porque ela os envolveu4 ,por muito que cond5emos os *efes neglig5tes e z ca/as desapi$adas que vivem pela gu]ra1 a fonte real d mal o s5tim5to popul> em que se apoiam4 ,a lio que a temos a apr5d]1 que z d\tr9as e paixes enraizadas1 de que essas desgraz provm1 s podem s] removidas por um l5to e firme labor das =z espirituais4 ,aquilo de que pr9cipalm5te se c>ece a elim9ao dos s5tim5tos cujas in/ituies alim5tam a inveja e o odio1 e prep>am os hom5s p>a a desconfiana e p>a a agresso4 7,"l ,bryce74 ,incapaz de queim>1 ou sequ] prejudic> ou int]romp] a vitalidade ess5cial dos pr9cipios1 o fogo das batalhas ap5as r$uz a c9zas z s>z que os ocultam e que por os ocult>em nos transviam2 um arrojo de s9c]idade1 um processo t]rivel e crudelissimo de pureza1 despr5d5do os pr9cipios1 a suprema razo de s] da humanidade1 das mis]ias inf9itas que os contr>iam e envolvem4 ,alguem disse1 pondo essa ap>5te contradico em uma imagem feliz1 que s de noite z e/relas brilham4 ,se ha c]tas c\sas et]nam5te belas que subsi/iro qu&o a gu]ra pass>1 tais quais eram antes da gu]ra comear e tais quais s]o sempre1 e se o nosso dev] concorr] p>a z mant] vivas1 compre5d5do-z e am&o-z 7,gilb]t ,murray71 a gu]ra que nos angu/a s]ia talvez p]ante essas c\sas et]nam5te belas uma exp]i5cia1 um transe de morte prec$5do uma ressurreio espl5dida1 de espl5dor mais alto que todo aquele que prec$5tem5te z h\vesse coroado4 ,porv5tura a gu]ra veio a combat] pela viol5cia uma civilizao turbada e enl\quecida pela s5sualidade1 uma civilizao que nem s\be acautel>-se pela p]suaso nem corrigir-se pela exp]i5cia pacifica2 s] a febre de uma infeco que a higi5e no foi capaz de prev5ir1 por debilidade de animo e cegueira de intelig5cia1 que no por escassez de recursos4 ,o que vimos luz desse brazeiro e que no viamos cl>am5te antes que ele se ac5desse1 embora surdam5te m9asse a t]ra e a felicidade1 como uma aurora de r$5o e esp]ana1 como uma c]teza div9a4 ,agora vemos1 como nunca vimos1 que de que o mundo c>ece1 no de intelig5cia1 de c>act]4 ,de que o mundo c>ece no de uma nova ordem nas c\sas e nas in/ituies e inv5tos que z regulam2 a antiga muito bem lhe satisfazia todas z necessidades4 ,de que o mundo c>ece de melhor ordem nos coraes2 o passado lho revel\ pela sua hi/oria e o pres5te lho confirm\ pelas provaes4 ,de que o mundo c>ece1 p>a sua luz e v5tura1 de mansido1 dessa et]nidade que o fogo no queima2 no de (ic9as que z *amas arrazam e o fumo lana ao v5to4 ,de facto1 uma lei de id5tidade inviolavel faz que a gu]ra no possa g]> s5o a gu]ra1 por mais subtil que seja o es=o p>a a transmud> em b5ignidade4 ,a paz1 como obra politica1 ou diplomatica1 ou milit>1 fic> por nascim5to sujeita concepo insep>avel d v5tre de sob]ba e av>eza que a g]a2 sm5te s] efectiva e fecunda qu&o d]iv> de um r5ascim5to da politica1 da diplomacia e dos ex]citos no espirito religioso que se lhes ins9u>4 ,fra disso s] uma fico e uma iluso1 transitorias e m5tirosas como todas z fices e iluses que os cataclismos inf]nais das criaes humanas se enc>regam de dissip> com a maior dureza4 inutil cogit> comb9aes1 tribunais e semelhantes subt]fugios p>a protel> em esp]anz vs o que s ao espirito p]t5ce e s ele pde d>4 ,z civilizaes vulg>m5te *amadas decad5tes e decadas1 porque m+u>am em pod] milit> ou de todo o p]d]am1 so ba/as vezes z que pr$om9am1 embora de/ituidas de b5s e =z temporais4 ,avassal>am pelo espirito aqueles e aquilo que pelas armas z v5c]am4 ,nos individuos como nas raz so os mortos que gov]nam1 como o filos(o pret5de4 ,a et]nidade das ideias e das aspiraes1 e das en]gias morais em que essa et]nidade se revela1 sobrepe-se s vicissitudes efem]as d tempo e completam5te z subord9a1 a9da que essas vicissitudes importem a morte de milh>es de hom5s e a aniquilao de riquezas inum]aveis4 ,a ,grecia inspir&o-nos a lib]dade1 ,roma discipl9&o-nos na ordem ou ,israel pro/&o-nos na pi$ade =am sup]iores a toda a corrupo1 ru9a ou escravido1 gov]nam hoje mais ampla e firmem5te d que na hora em que o pod] politico z s]via2 como1 mod]nam5te1 a ,frana no fulgor da sua intelig5cia1 ou a ,+lat]ra na acuidade dos in/9tos morais1 ou a ,russia na abdicao religiosa1 ou a ,alemanha na intuio das temporalidades1 so imp]ios fundados de uma vez p>a sempre1 insubm]siveis no dom9io d nosso espirito e na pratica da nossa exi/5cia1 sejam quais =em z vicissitudes politicas que o futuro lhes t5ha res]vadas4 ,a vida dos e/ados nada1 um in/ante passageiro1 comp>ada com a vida das civilizaes que1 se realm5te o so1 se realm5te significam o des5volvim5to e afirmao progressivos de uma alma1 de uma relao com o inf9ito na exi/5cia s5sivel1 no admitem p]da nem retrocesso1 e nem sequ] quebra de expanso4 ,a riqueza d espirito1 porque no de/e mundo1 embora ne/e mundo habite1 no dep5de das cont+5cias politicas das naes2 a todas sup]ior1 e porque sup]ior1 por n5huma foi ou s] v5cida4 ,s pela riqueza d espirito os povos se engr&ecem e v5cem ou s]o v5cidos2 o re/o acid5tal4 ,o que o espirito ganh\ nas batalhas sangr5tas em que a politica ultimam5te precipit\ os e/ados e z naes qualqu] c\sa como um t]ramoto4 ,o abalo moral confunde pelos efeitos proximos e remotos z ru9as de que os canhes cobriram a t]ra4 ,uma revoluo social se efectu\ durante a gu]ra4 ,o direito de propri$ade foi de todo abolido por in/ancia de int]esses colectivos4 ,e o que mezes antes p>ecia a maior iniquidade e levant>ia z p$ras das caladas1 subitam5te foi admitido como o mais ju/o e natural dos acontecim5tos4 ,o e/ado monopolis\ o po e o fogo1 e os povos submet]am-se2 todos os int]esses individuais e de classe =am indi/9tam5te imolados a obrigaes sociais1 demon/radas ou hipoteticas1 e1 embora no tumulto proprio de semelhante radicalismo se ins9uassem z torpezas insep>aveis d remex] das riquezas1 os povos cons5tiram paci5tem5te na dolorosa e inaudita expoliao4 ,naufrag>am na torm5ta lib]dades que haviam cu/ado o sacrificio de g]aes inum]aveis e o m>tirio de c5t5as e c5t5as de vidas1 e z vitimas de/a r5ovao de despotismos curv>am-se sem lam5tos fatalidade que lhes v9ha em nome da salvao publica4 ,evid5tem5te1 se no h\ve a criao in/antanea de novos dev]es1 h\ve1 pelo m5os1 uma reviso pratica e efectiva da escala e amplitude dos dev]es e dos direitos1 a qual no pode fund>-se em outra c\sa s5o na trans=mao da consci5cia moral das soci$ades4 ,foi um progresso que nos abre re9os novos de gr&eza economica e moral1 ou uma ru9a na qual vo sepult>-se os melhores sonhos que nos al5tavam a coragem p>a suport> z mis]ias d mundo8 ,o conde ,h]mann ,keys]l+1 em um artigo publicado na ,atlantic ,mon?ly de abril de #aiaf1 e intitulado ,juizo de um ,filos(o sobre a ,gu]ra1 responde a e/a int]rogao com uma preciso e pr(undeza devras notaveis4 ,quanto dessa lucida apreciao das duvidas angu/iosas que a gu]ra provoc\ veio ao meu conhecim5to1 pela transcrio feita na ,public ,op9ion#c onde z fui busc>1 aqui procur>ei traduzir e gu>d>1 pois melhor cond5sao da suprema e decisiva influ5cia dos problemas morais de/e mom5to da nossa civilizao no encontrei na torr5te de escritos que a preocupao dos aspectos morais da gu]ra suscit\1 int]ess&o os mais altos e nobres espiritos d nosso tempo4 ,a causa dos ,alliados v5c]1 diz o conde ,h]mann ,keys]l+1 de uma =ma ou de outra1 mais t>de ou mais c$o1 m$iata ou im$iatam5te4 inconcebivel que possa sobreviv] o si/ema de politica int]nacional que provoc\ e/a cata/r(e2 inteiram5te inv]osimil que os novos tratados que teem de se faz]1 no sejam uma reflexo das aspiraes e esp]anz de todo o mundo2 o purgatorio de/a gu]ra t] de consum> a decad5cia1 transmud> em novas z velhas =mas1 acel]> o seu des5volvim5to1 acl>> o espirito-das naes4 ,nem mesmo uma ,alemanha vitoriosa1 no seu antigo modo1 ous>ia dit> a paz em t]mos reaccion>ios2 jmais s]ia aceite pela op9io publica1 e no dur>ia se a viol5tasse4 ,mas a ,alemanha de amanh s] muito dif]5te da ,alemanha de ontem2 a exp]i5cia de/e transe te-la-ha mudado muito4 ,como a ,frana1 como a ,+lat]ra1 como a ,russia1 ou t] encontrado a sua nova alma ou1 pelo m5os1 no e/> longe de a encontr>4 ,e essa alma s] a de uma nao int5sam5te democratica4 ,no ha pois razo p>a pessimismo1 apes> d horror da situao pres5te4 ,a gu]ra no pde s] s5o horr5da1 qu&o pelejada nas propores gigantescas e com a int5sidade de paixo que agora se mo/r>am4 ,se os melhores ent5dim5tos p>ecem cegos e os melhores coraes se deix>am turv> pelo odio1 a condio da maioria deve s] pavorosa4 ,mas os factos1 por mais angu/iosos que eles sejam1 significam muito p\co1 desde que os hom5s durante a febre no so o que so2 e a maior p>te dos horrores s]o logo esquecidos1 tal qual como com z pessoas mais sadias que1 depois de t]em escapado de uma do5a mortal1 p5sam p\co nos s(rim5tos por que pass>am4 ,no esqueamos nunca que e/a gu]ra significa uma crise con/ituicional e que ne/a con=midade temos de a julg>4 ,s ento s]emos capazes de compre5d] z suas fases4 ,digo que a causa dos ,aliados tem a vitoria c]ta4 ,i/o no implica1 todavia1 que seja consumado1 qualqu] dos f9s concretos que ela se props4 ,s] impossivel assegur> uma paz de tal modo durad\ra que de uma vez p>a sempre impea a violao dos tratados2 uma nao ss9ha no t] possibilidade de decidir a sua propria sorte mais livrem5te d que um individuo pde despr5d]-se dos laos sociais e de p>5tesco e seguir exclusivam5te a sua boa vontade2 o pr9cipio nacionali/a no tem possibilidade de triunf> desde que a maior p>te dos paises e/o habitados em comum por dif]5tes raz4 ,mas1 em vez di/o1 t]emos melhoria em outras c\sas4 ,muito provavelm5te1 a ideia tradicional de um e/ado que autorisava uma nao a oprimir outras naes1 s] cond5ada1 d&o log> a uma nova ideia1 baseada exclusivam5te sobre consid]aes economicas e milit>es1 e deix&o pl5a indep5d5cia a todas z naes quanto aos t]mos da sua cultura4 ,muito provavelm5te1 o equilibrio futuro da ,europa dep5d]1 mais d que dantes1 da colaborao sobrepuj&o a oposio1 o que s por si torn> m5os frequ5tes z gu]ras4 ,mas so inuteis z pr(ecias sobre o que desconhecemos4 ,a unica c\sa c]ta que e/a gu]ra d mundo1 s5do uma crise con/ituicional1 ha-de acel]> na vida int]na das naes e nas relaes int]nacionais aquelas trans=maes que cada ano se teem mo/rado mais urg5tes e cujas =mulas n+uem1 por agora1 pde encontr>4 ,ha uma int5o no labor cego da ,hi/oria4 ,no qu]o diz] que todos os resultados de/a gu]ra hajam de s] bons2 muito longe disso4 ,os seus efeitos mat]iais im$iatos no podem deix> de s] desa/rosos4 ,a morte prematura de milhes dos mais robu/os e melhores no pod] b5efici> o remanesc5te4 ,os odios e ress5tim5tos semeiados ho-de e/orv> por algum tempo toda a conviv5cia int]nacional4 ,o que ,roma9-,roll& disse1 mo/r>-se-ha muito v]dadeiro no primeiro mom5to3--,quelque soit le va9queur1 c'e/ l',europe qui s] la va9cue4 ,a um to longo e t]rivel es=o ha-de seguir-se uma reaco1 uma depresso tempor>ia tanto mais ac5tuada quanto maior fr o levantam5to4 ,podemos p]d] por algum tempo tudo aquilo que moralm5te ganhamos nas horas de p]igo4 ,no primeiro in/ante1 todos os efeitos im$iatos de/a gu]ra pod]o s] francam5te negativos4 ,todavia1 no retir>ei uma s das palavras de esp]ana que escrevi1 nem que eu s\besse que nos e/o res]vados acontecim5tos peiores a9da d que aqueles por que temos passado4 ,porque o progresso que realm5te importa o progresso no idealismo1 e e/e no pde s] susp5so por p]iodos de retrocesso mat]ial1 por mais longos que eles sejam4 ,em que s5tido promoveu o bem o adv5to de ,cri/o ou o da ,revoluo ,francesa8 ,mat]ialm5te no1 nem em pr9cipio nem depois4 ,a9da mais3 mesmo hoje se pde pr em duvida se consid]avel o b5eficio da condio mat]ial d mundo d]ivado de qualqu] daqueles acontecim5tos4 ,mas mud>am o espirito dos hom5s1 mud>am a sua consci5cia das c\sas2 e i/o que sup]iorm5te importante1 porque s uma mudana de consci5cia das c\sas capaz de mud> intimam5te z proprias c\sas4 ,o espirito afeioa a mat]ia muito l5tam5te4 isso c]to4 ,mas1 por isso tambem1 n5huma outra c\sa a afeioa absolutam5te4 ,a lei s comeou a s] o reflexo da rectido no dia em que os hom5s comearam a conceb] o que a rectido significava4 ,z in/ituies1 s por si1 so nada4 ,z mais p]feitas que se possam imag9>1 so m]am5te uma cro/a pre/es a cair ao mais pequ5o impulso da paixo1 se no exprimem um grau correspond5te de compre5so espiritual4 ,assim1 a civilizao p]feita da antiga ,roma no pde subsi/ir porque ap5as exprimia uma compre5so limitada2 e1 pelo contr>io1 o g]m5 de uma p5etrao mais pr(unda lanado pelo ,evangelho de ,cri/o nas almas b>b>as torn\-z aptas p>a um inf9ito progresso4 ,nunca como agora se encontr>am em o mesmo nivel a p5etrao espiritual e a ext]iorisao4 ,no pr9cipio da nossa era a p5etrao era pr(unda1 mas o e/ado de cultura ext]na era inf]ior2 hoje1 e/a p>ece inf9itam5te sup]ior quela4 ,i/o explica o incomp>avel horror de/a gu]ra4 ,i/o revel\ a disp>idade mon/ruosa entre a nossa civilizao ext]na e o e/ado das nossas almas4 ,mas e/e horror abre-nos os olhos d espirito4 ,nunca mais e em p>te alguma a op9io publica suport> os processos tradicionais e pr(undam5te imorais das relaes int]nacionais2 nunca mais admitir consci5tem5te que o pod] o direito4 ,a nossa consci5cia das c\sas ha-de mud>1 e e/a a unica especie de progresso a tom> em conta4 ,no ha desa/res mat]iais que anulem essa conqui/a4 ,s o progresso no idealismo cria uma base segura de des5volvim5to mat]ial4 ,demais1 t>de ou c$o esse progresso se exprimir1 por si mesmo1 em sua face ext]na4 ,ora esse progresso ha-de inque/ionavelm5te cab]-nos depois da gu]ra1 seja qual fr o cam9ho que os acontecim5tos mat]iais tomem4 ,ns1 os contemporaneos da gu]ra mais de/ruidora que o mundo viu1 julgamos muitas vezes inju/o que fossemos ns os escolhidos p>a e/a t]rivel exp]i5cia4 ,console-nos a ideia da retribuio de/e sacrificio4 ,no fossem os nossos s(rim5tos1 no fosse a desgraa que ns ao mesmo tempo padecemos e causamos1 e aqueles que ho-de vir depois de ns no s]iam capazes de conhec] nem de viv] vida melhor d que a nossa4 ,se o conhecim5to ha-de inc>n> um dia1 inevitavelm5te1 em aco e vida1 no m5os v]dade que s z aces consumadas do origem1 em regra1 a novas realizaes4 ,um mundo novo nunca nasceu s5o da agonia d que o prec$e4 ,nem porv5tura s] necess>io esp]> o fim da gu]ra e das suas calamidades1 p>a que possamos s5tir o alvorec] da trans=mao salut> que a rapida mas pr(unda analise d conde ,h]mann de ,reys]l+ ag\ra em t]mos de evid5cia4 ,alguma c\sa ha mudada desde j2 alguma c\sa dessa r$5o se mo/ra j fundada e inabalavel4 ,se o mundo se a*a a9da entregue viol5cia e/upida e cruel da =a puram5te fisica1 se a9da abundam os que nela crem com um feti*ismo b>b>o1 e a tomam pela prova ultima da civilizao1 entretanto a propagao de um s5tim5to vigoroso de despre/igio da =a a cond5a1 s5o mis]ia de um facto de abom9ao1 pelo m5os a um e/ado de sujeio e escravido sob o dom9io de pod]es mais altos4 ,no s] propriam5te o despre/igio da =a esse julgam5to dos seus feitos e crimes ao qual temos assi/ido1 mas desde j1 e cl>am5te1 o s5tim5to das responsabilidades da =a4 ,o imp]ialismo e z suas armaduras de ao e z suas tiranias e magi/raturas vo a retemp]>-se em um novo baptismo4 ,secretas leis da alma dos povos lhe exigem1 por titulo de admisso1 que de apanagio e privilegio1 in/ituido em proveito da riqueza e d orgulho dos e/ados1 das d9a/ias e das classes1 se conv]ta em in/rum5to da paz e da prosp]idade dos povos4 ,deposit>io da =a1 e no o seu livre possuidor1 o imp]ialismo mod]no1 p>a legitim> e mant] a sua exi/5cia e o seu pod]1 c$e a impulsos que j de longe lhe v9ham turv&o a lib]dade e o absolutismo1 e tem de cohone/> a ambio d dom9io1 e os int]esses dos que dom9am e regem1 com a consci5cia zelosa e praticam5te fecunda das responsabilidades impret]iveis que ele importa p>a a alegria e =tuna das naes e das g5tes que compre5d] no seu ambito e tiv]1 mais sob a sua proteco e gu>da d que sob a sua autoridade retribuida4 ,de um simples in/rum5to de m&> e de usufruir riquezas1 de um processo de av>eza t] de pass>1 por efeito d progresso moral e das obrigaes politicas correlativas1 a um modo de s]vir is5tam5te4 ,e essa trans=mao que a evoluo moral das soci$ades v9ha reclam&o l5tam5te1 incit&o e conqui/&o a cu/o1 foi agora subita e s+ul>m5te apressada pela viol5cia da gu]ra1 pelas suas dores1 pela exp]i5cia e des5ganos de que ela se torn\ portadora s9i/ra1 todas incl9&o a crr que o imp]ialismo1 p>a s] um processo de ordem politica e como tal escap> aos impetos de uma reaco an>quica1 t] de fund>-se em nobreza1 probidade1 des9t]esse e inspirao de altos e g5]osos dev]es4 ,s por e/es e pela fidelidade com que os obs]v>1 s pela actividade e pela soma de b5s concretos que import> p>a a felicidade dos povos1 s] aceite e qu]ido4 ,confiado ap5as ao pre/igio das armas e o/5tao da sob]ba e da crueldade1 da avidez e da inju/ia1 erguidas e/as em seus tronos de riqueza1 jmais ir alm das criaes gigantescas que a hi/oria nos mo/ra dissolv5do-se inv>iavelm5te na corrupo d seu proprio sangue4 ,a desiluso torn\-se completa no meio da cata/r(e4 ,a atrocidade dos combates imprimiu com uma pr(undeza desconhecida e/a feio de s]vio d proximo1 no s ao imp]ialismo politico1 ao que usa canhes1 palmas e e/&>tes e at]ra pela morte1 mas tambem a todos os demais imp]ialismos seus p>ceiros1 p>5tes e ad]5tes1 aos imp]ialismos das (ic9as como at aos simples imp]ialismos dome/icos4 ,por =a da dolorosa eloqu5cia de um mom5to que revel\ na sua nudez a mis]ia de todo o isolam5to orgulhoso dos hom5s e das naes1 suc$e a urg5cia da solid>i$ade e da coop]ao quele apetite de dom9io1 explorao1 sujeio e posse que tem sido a alma de todas z escravides e s]vides4 ,ne/a lugubre escola1 o capito de armas apr5deu a respeit> o soldado1 como o patro o op]>io1 e o amo o seu s]vo4 ,a ideia de propri$ade1 dos hom5s como das c\sas1 a razo d dom9io pulv]iz\-se p>a s] refeita em nova liga4 ,is5t\-se de e/ranheza o clamor de ,tib]io ,graco1 qu&o clamava s multides que o c]cavam3 ,os animais bravios que e/o espalhados pela ,italia teem suas tocas e cav]nas onde podem abrig>-se1 e os que combatem1 que d]ramam o seu sangue em defesa da ,italia1 no teem outra propri$ade s5o a luz e o ar que respiram2 sem casa1 sem morada c]ta1 vagueiam por todos os lados com z mulh]es e com os filhos4 ,os g5]ais enganam-se qu&o os exortam a combat] pelos seus tumulos e pelos seus templos4 ,em to gr&e num]o de romanos hav] um s que t5ha um alt> dome/ico e um tumulo em que os seus antepassados rep\sem8 ,no combatem e no morrem s5o p>a mant] o luxo e a opul5cia dos outros2 *amam-lhes os s5hores d univ]so1 e no teem de seu um palmo de t]ra4 ,v9te sculos pass>am desde que o mundo jaz5do na s]vido desm5tiu na ironia e na crueldade dos factos a viol5ta aspirao d tribuno2 mas1 feita daquelas c\sas que o fogo no queima1 prevalecia e durava atravez de toda a d]rota1 e hoje vemos o que a ju/ia das g]aes lhe gu>dava4 ,porque z plebes d nosso tempo1 cam9h&o p>a a gu]ra1 j apr5d]am a pregunt> porque e p>a que que l vo1 e os que z m&am j no s5tem em seu pod] arte de engano ou en]gia de captao que lhes d segurana ba/ante p>a neg> e r\b> aos que combatem o seu qu9ho na patria4 ,com pasmo vimos a ,+lat]ra e/abelec] o s]vio milit> obrigatorio1 mas talvez na surpreza muitos se esquecessem de consid]> que essa viol5cia feita s lib]dades tradicionais daquele pas era a democracia cont95tal com o seu cortejo de igualdades pass&o o ,e/reito1 e1 se no d]rubava de um golpe o remanesc5te d feudalismo insul>1 o que o futuro dir1 susp5dia-lhe1 pelo m5os1 todas z g>antias de e/abilidade4 ,o ex]cito deix\ de s] o s]vidor assoldadado dos gov]nos e das ari/ocracias1 ob$i5te sua voz2 torn\-se em obrigao de defesa1 comum a todas z classes e p>a cumprir a qual se confundiram nas fileiras os plebeus e os nobres1 e im$iatam5te1 de burgo em burgo1 alguma voz mi/]iosa aprego\ a nova lei3--,cada homem1 cada voto4 a igualdade d pod] politico1 preludio c]to e sabido das reiv9dicaes igualit>ias cont95tais1 amea&o z desigualdades mon/ruosas da =tuna economica1 que na ,+lat]ra1 com a lib]dade de te/> e a lib]dade m]cantil1 mant9ham o pod] das velhas ari/ocracias e criavam ari/ocracias novas1 dif]5tes pela origem das antigas mas com elas emp>ceir&o no dom9io politico4 ,meses depois de e/abelecido o s]vio milit> obrigatorio1 ap>ecia na cam>a dos comuns uma propo/a abol9do todos os privilegios h]$it>ios1 e o ,times dava fros de cidade discusso da conv5i5cia da con/ituio de um p>tido republicano na ,+lat]ra1 que esse jornal alis combatia mas discutia1 o que s por si s9al dos tempos4 ,por outro lado1 a presso dos confrontos proprios de toda a angu/ia em que z provaes nos incitam a consid]> a sorte dos que de semelhantes desgraz teem sido m5os atorm5tados1 levava-nos a v]ific>1 em s5tim5tos m5os platonicos dos que aqueles que at agora prevaleciam nas academias1 que emquanto a ,europa se enleiava em tradies e prejuizos1 com um passado tanto mais pesado p>a a lib]dade d seu espirito quanto mais longo e acid5tado nos anos e nas vicissitudes ins9u&o-lhe o tumulto e turvao d conflicto de div]sissimas aspiraes1 algures a situao era dif]5te4 ,emquanto a ,europa arra/ava entre fadigas e p5as inf9itas esse f>do que a sua gloria e a sua gr&eza1 e tambem1 ba/as vezes1 o residuo morto da sua vida e o e/orvo fatal da sua vitalidade1 alm d ,atlantico filhos seus1 que ela cri\ e amam5t\ com o melhor d seu sangue1 t9ham fundado naes opul5tas de riqueza e felicidade1 e reg5do-se por pr9cipios assz dif]5tes dos que nos preocupam e gov]nam1 e emancipadas em l>ga escala d que a ns nos causa dano4 ,ns1 europeus af]rados a todas z ari/ocracias1 de espirito como de b5s1 de/ituidos de ela/icidade moral e economica1 facilm5te nos env]gonh&o da pobreza1 t>dos em s5tir como sem prejuizo da dignidade e at da alegria um homem passa de magi/rado a caixeiro e de caixeiro a magi/rado1 no r>o incl9ados a tom> por honra a hi]>quia social e a pr(isso1 rebeldes a p]ceb] que a honra um facto de consci5cia e no dep5de da condio economica e da classe1--com qualqu] co9cide e a todas pde s] alheia1--temos vi/o com frequ5te desconfiana o des5volvim5to da gr&e ,republica ,norte-,am]icana1 suspeit&o da sua nobreza e tem5do1 s5o mesmo aborrec5do1 a rudeza das suas en]gias viol5tas1 despr5didas de todos os mod]adores que entre ns lhes m+u>iam a expanso e os impetos4 ,o gov]no da multido e a paixo m]cantil afiguram-se-nos por vezes uma degradao1 qu&o os ref]imos s hi]>quias tradicionais e h]$it>ias que nos &am no sangue1 e a velhas e equivocas fidalguias de despr5dim5to dos b5s da t]ra que essas fidalguias desprezam por ignom9iosos1 sem emb>go de cons5tirem que o seu desprezo sirva tanto elevao da alma e g5]osidade como ociosidade indig5te e ao desamor d trabalho4 ,mas1 *egados a um mom5to de calamidade1 como o pres5te1 e at5t&o mais uma vez na condio dos que nos ap>ecem melhor armados de espirito e corpo p>a afront>em z horas de desvairam5to e ansi$ade1 no podemos furt>-nos a duvidas1 e preguntamos se de facto no hav] con/ituio social mais simples e feliz d que e/a1 muito confusa1 das velhas civilizaes europeias1 e se aqueles nivelam5tos e lib]dades democraticas que desde ,plato tivemos por portadores de depresso1 no r$undam af9al na supresso de todas z sup]ioridades e excepes1 comp5s&o-a amplam5te pela elevao economica e m5tal da m$iania e d comum4 ,sem emb>go dos muitos descontos que necess>iam5te ha a faz] em todas z prosp]idades1 o c]to 1 e evid5te1 que os ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 d5tro das suas =mulas democraticas e seja qual fr o muito mal que das democracias possa diz]-se e v]ific>-se1 alcanaram uma situao politica admiravel1 emquanto os ,e/ados-,unidos da ,europa1 to orgulhosos de sab]1 exp]i5cia1 ordem1 categorias e tradies1 so a9da d re9o da utopia1 p>a o maior num]o1 e uma vaga esp]ana1 p>a um r$uzido optimismo que teima em no descrr d progresso moral da humanidade4 ,no sem boas razes1 a democracia europeia pregunta-nos se o imp]ialismo capitali/a transatlantico1 prec>io1 a praso1 sujeito sorte da intelig5cia e dos bons negocios1 s] mais fune/o e m5os cruel d que o imp]ialismo milit> d9a/ico1 nascido e mantido por ordem d acaso h]$it>io1 sem obrigao de capacidade m5tal nem dep5d5cia das cont+5cias m]cantis4 ,alguem mesmo qu]]ia sab] dos me/res da sci5cia social e politica das nossas t]ras se os ,e/ados-,unidos da ,am]ica viv]iam entre si na paz em que vivem se1 em log> de se organis>em democraticam5te1 tivessem fundado mon>quias com z respectivas d9a/ias4 ,e os factos rec5tes1 p>ticul>m5te o que se tem passado nos ,balkans1 e e/es opressivos e indecl9aveis confrontos semeiam p]plexidades1 demasiado ba/as p>a nos deix>em cam9ho ab]to e plano pelo qual possamos sair afoitam5te de semelhante labir9to4 ,nem mesmo s] de prevalec] o argum5to usual contra a legitimidade da comp>ao da ,europa e da ,am]ica1 aleg&o que z tradies da ,europa e a juv5tude da ,am]ica no autorisam aproximaes4 ,no1 z tradies da ,europa so z tradies da ,am]ica1 e a idade da consci5cia e da razo de um e outro cont95te a mesma2 quem fund\ z naes de alm d ,atlantico =am europeus repassados d que z civilizaes europeias t9ham de mais pr(undo4 ,a dif]5a1 onde a haja1 dep5de ap5as de descrim9>mos em que ramos da tradio1 que muitos eram1 se fund\ a civilizao am]icana1 e em que ramos da tradio se manteve a civilizao da ,europa4 ,e1 feito i/o1 t]iamos a9da1 p>a tir> z ilaes praticas d confronto1 de sab] se foi a ,europa ou a ,am]ica que se des5volveu nos ramos sadios1 qual dos dois cont95tes teve a infeliz sorte de se af]r> aos ramos decrepitos1 invadidos de toda a ca/a de musgos e liqu5es1 cont9uam5te sujeitos a inum]aveis do5z p>asit>ias4 ,em todo o caso1 p>a os de mais desd5hosa ufania da civilizao europeia1 imag9&o a ,am]ica demasiado moa a9da p>a muito pod] s5tir e p5s>1 p>a quem ap5as t5ha obs]vado na ,am]ica a torr5te d seu m]cantilismo e a julgue de/ituida da alta espiritualidade que o nosso brazo1 convm not> que os livros de ,tol/oi se v5dem aos milhes nos ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 e os de ,rusk9 so lidos mais l>gam5te na ,am]ica d que na ,+lat]ra4#d ,a mais alta elevao da alma de que a ,europa foi capaz no sculo ,,xix e que e/a p]sonific\ espl5didam5te em seus pr(etas1 comum na sua dissem9ao e influ5cia s praias de aquem e de alm-m>1 porv5tura mais qu]ida na t]ra virgem d que no *o exau/o4 ,e quem hoje rel] ,a ,am]icanisao d ,mundo1 d extraord9>io jornali/a que foi ,w4 ,t4 ,/ead1 ir encontr> ensejos de aplauso e de admirao de uma l>ga previd5cia1 nas mesmas pag9as por onde ha alguns anos pass\ os olhos e/imulado ap5as pela curiosidade de conhec] os sonhos e devaneios dos publici/as4 ,na bagagem milit> dos ,e/ados-,unidos da ,am]ica que os seus navios desemb>cam na ,europa1 vem envolvida uma outra e muito volumosa bagagem politica e moral4 ,t5hamos isso como inevitavel e feito em gr&e p>te4 ,no se amiud>am os mom5tos em que z palavras d presid5te ,wilson teem sido o texto da politica dos ,aliados e nelas jur>am os e/adi/as encanecidos d velho mundo86444 ,de/as divagaes d espirito em busca de melhores dias1 uma c\sa se salva1 porm1 intacta--a cond5ao da viol5cia como processo politico4 ,em toda a hipotese *egamos c]teza--e essa c]teza con/ituir um pod] politico de suprema importancia--de que p>a a prosp]idade dos e/ados e das naes val] sempre mais organis> d que arm>2 mais se =talecem z naes pelo des5volvim5to e coord5ao das suas relaes int]nas e ext]nas d que pela invuln]abilidade re/rictam5te milit>4 ,nas naes como nos individuos1 a saude politica1 como a saude fisiologica1 s] mais um facto de equilibrio e pond]ao das suas en]gias d que o des5volvim5to sumo de qualqu] delas1 seja qual fr1 =a milit> ou capacidade muscul>4 ,se os ,e/ados ,unidos da ,am]ica no nos facultassem elem5tos decisivos nessa demon/rao1 ba/>ia p>a nos induzir em semelhantes concluses o confronto da sob]ba e prolongada expanso pacifica da ,alemanha antes da gu]ra com os de/roos de v>ia especie1 economica e moral1 acumulados pela cegueira da sua febre gu]reira1 desde o dia em que se julg\ capaz de mant] e acresc5t> a gr&eza por efeito e graa da viol5cia milit>4 ,o seu imp]io e pre/igio1 cujo al>gam5to p>ticipava da natureza dos prodigios d eng5ho humano1 dissip\-se em uma ext5so incalculavel na hora em que1 despr5d5do-se de toda a simpatia pelos povos que a acolhiam em t]mos de frat]nidade1 pref]iu a arrogancia da =a ins9uao d amor1 ou mesmo ao simples com]cio das comodidades mutuas4 ,na hora em que a ,alemanha atei\ o inc5dio inf]nal que pro/r\ a t]ra e os nossos coraes na desolao1 nessa hora brilh\ com um novo e imp]ecivel espl5dor e que o fogo no queima2 nessa hora nos conv5cemos1 subjugados pela dr e escl>ecidos pela exp]i5cia1 que a ess5cia da vida das naes1 o que torna os seus povos eleitos ou cond5ados1 dignos ou infames1 felizes ou desgraados1 ou at mesmo ricos ou pobres1 a sua alma1 a sua aspirao1 a sua f e a sua cr5a1 o seu c>act] moral e religioso1 p]ante o qual o sab] e a =a so unicam5te uma iluso e uma insidia1 uma traio t>de ou c$o de/9ada a conduzi-los v]gonha e mis]ia1 se um in/9to salvador no lhes ens9\ a discipl9> e cont] esse sab] e essa =a na ob$i5cia a uma aspirao sup]ior4 ,a =tuna dos povos em ultima analise que/o moral1 que/o de psicologia1 traduco d idealismo de cada um e de cada epoca1 acid5te positivo de uma alma4 ,um publici/a em95te da ,+lat]ra1 pr(essor da ,univ]sidade de ,londres1 o sr4 ,l4 ,t4 ,hobh\se1 exam9&o z causas da gu]ra e z suas consequ5cias1 assim como z possibilidades e probabilidades de uma paz im$iata e durad\ra1 ac5tu\ e/e aspecto ess5cial de d]ivao psicologica da =tuna das naes em dois livros#e1 que1 a meu vr1 so das lies mais lucidas e s]5as que o trem5do conflicto provoc\4 ,segundo o seu p5s> e diz]1 a culpa da calamidade que pagamos c>o1 com rios de sangue1 e da qual z g]aes futuras t]o de resgat> por meio de incalculaveis e prolongados sacrificios z naes modificadas e de todo empobrecidas1 no foi o ,kais] nem a diplomacia1 mode/os colaboradores e int]pretes de s9i/ros desvairam5tos4 ,a gu]ra proveio das t5d5cias e desord5s da psicologia dos povos2 z cogitaes da filos(ia e z inquietaes morais e politicas correlativas que prec$]am a cata/r(e e se amiud>am durante l>go tempo antes da gu]ra1 traziam cl>am5te no v5tre z convulses em que haviam de remat>4 ,durante e/es ultimos doze anos1 im$iatam5te antes de #aiad1 junt>am-se e cresc]am na ,europa os elem5tos de desgraa--um grupo de e/ados inflamados pela consci5cia da sua nacionalidade1 avidos de gr&es presas1 descont5tes com cada di/ribuio1 emancipados de todo o s5so d direito pelos seus novos guias espirituais1 end\tr9ados em todos os si/emas eticos da viol5cia1 prontos a sujeit>-se discipl9a e s fadigas por amor de esmag> os outros1 e1 se a confiana agressiva abr&ava1 su/5tados na sua prop5so pelo m$o dos rivais que eles despresavam e todavia provocavam4 ,e/a foi a dilatada condio de combate moral que vimos tom> corpo em sua traduco fisica1 nos factos4 ,aqueles que ha tr9ta anos saram das escolas impregnados de naturalismos1 lutas pela vida e ambies e processos politicos consequ5tes1 sabem p]feitam5te a que especie de direitos e dev]es essa sci5cia e essa moral conduziam1 e o que logicam5te prep>avam ,europa1 qu&o das bibliotecas e dos comp5dios univ]sit>ios1 todos reve/idos da dignidade d amor v]dade1 passassem a s] trocadas em mo$a corr5te na pratica da vida publica e d comportam5to individual1 em toda a escala das relaes com o proximo1 ou o proximo fosse uma nao de alguns milhes de habitantes1 ou um simples m5digo que se nos atravessasse na e/rada e desp$issemos por v5cido e inf]ior1 ou um m]cador que nos acotovelasse no caes da alf&ega e atropelassemos p>a d> a prec$5cia ao nosso f>do4 ,a sci5cia e a filos(ia1 legitim&o toda a ca/a de sob]ba e av>eza1 a*>am natural a brutalidade4 ,era o colapso absoluto da simpatia1 d respeito1 da c>idade e da ju/ia1 de todos os velhos bordes1 apoiados nos quais t9hamos feito uma jornada hone/a de mais de v9te e c9co sculos1 p>a fund>mos z criaes s+ul>es a que *amamos a familia1 a nao e a religio d amor dos hom5s4 ,simplesm5te1 a sci5cia e a filos(ia1 na rajada da invaso mat]iali/a1 esquec]am1 porm1 que a arvore t9ha raizes e que1 por muitos ramos que lhe p>tissem e queimassem1 z raizes ficavam na t]ra1 e ao primeiro al5to da primav]a novos ramos iam cresc] d tronco e florir1 em tudo semelhantes aos antigos4 ,esquec]am que z naes1 como a nossa alma1 teem uma hi/oria e in/9tos alim5tados e avigorados no corr] dos tempos1 e no hav] =z de racioc9io nem impetos de de/ruio que os arranquem d seu temp]am5to2 esquec]am que a nossa civilizao tem um c>act] e esse c>act]1 residuo da f]m5tao de uma longa vida1 con/ante em sua ess5cia1 que af9al ha-de m>c>-lhe a l9ha de progresso atravez de todas z cont+5cias4 ,mas no o esqueceu quem1 desconfi&o das indicaes dos tubos de laboratorio e de todas z e/reitezas que muito vaidosam5te *amamos sci5cia1 procur\ uma mais l>ga e exacta concepo da vida no exame da consci5cia e nos livros d passado1 a descobr9do z razes d pres5te e z possibilidades e probabilidades d futuro4 ,p>a esse1 o passado assegura-lhe que z civilizaes no morrem por calamidades ext]nas1 mas qu&o no intimo se lhes f9\ a alma4 ,a civilizao romana cau1 no porque os invasores eram mais =tes1 mas porque no seu corao e/ava fraca4 ,antes disso1 o g5io d hel5ismo morrra nas longas gu]ras inte/9as que p>alis>am z cidades livres e lhes arranc>am o corao daquela vida civica que era simultaneam5te a fonte de inspirao d poeta1 d arti/a e d filos(o4 ,o que cri\ o conflicto da ,alemanha com z naes d ,ocid5te e com a ,russia1 foi uma div]g5cia de alma1 porv5tura um atrazo4 ,na realidade1 a ,alemanha p\co p>ticip\ daquele novo impulso democratico1 humanisante1 que se ergueu na ,+lat]ra d sculo ,,xvii e a9da mais vivam5te na ,frana d sculo ,,xviii4 ,por diff]5tes vezes e por div]sos lados1 desde a ,hol&a d sculo ,,xvi at ,blgica de #aiad1 z naes da ,europa ocid5tal e os povos que delas vi]am1 contribuiram p>a e/e espirito de lib]dade1 democracia e humanidade4 ,povos pequ5os e gr&es deles tiv]am a sua p>te2 p5sadores1 hom5s publicos e filantropi/as p>a a d]am o seu qu9ho4 ,mas e/e espirito a criao d ,ocid5te1 e =am elem5tos da sua escola que em maior ou m5or gru lev$>am a e/rutura politica e social da ,europa c5tral e ori5tal4 ,tocam tambem a e/rutura da soci$ade alem1 mas no se tem pond]ado sufici5tem5te que o corpo pr9cipal d p5sam5to alemo se cons]v\ alheio a e/e movim5to desde o comeo d sculo ,,xix4 ,no foi assim ao pr9cipio3 ,kant1 o maior dos p5sadores alemes1 manteve uma inteira simpatia com o humanit>ismo d sculo ,,xvii1 e ,fi*te foi um ideali/a cujas lies repres5tavam uma =a de peso a favor da lib]dade na luta com ,napoleo4 ,mas1 com o adv5to da filos(ia hegeliana1 o p5sam5to academico na ,alemanha associ\-se1 e cada vez mais1 com os pod]es e/abelecidos4 ,o lib]alismo que havia na ,alemanha morreu em #ahdh4 ,a ,alemanha fund\ ento uma cultura propriam5te sua1 baseada em uma noo d e/ado e das suas exig5cias1 d individuo e dos seus direitos sobre o re/o d mundo1 que a civilizao ocid5tal repudiava4 ,ora1 olh&o pelas naes d mundo1 com excepo da ,alemanha1 no vemos s9ais alguns de quebra de f naqueles pr9cipios4 ,pelo contr>io1 vemos que z naes1 uma a uma1 at5tam no facto de que so aqueles pr9cipios que e/o em risco4 ,e1 se assim 1 no se trata de uma civilizao mortalm5te enf]ma por falta de cr5a nos seus pr9cipios1 por falta de confiana em si1 pelo pecado mortal de se atraio>4#f ,de facto1 nas trevas da cata/r(e s5tiu-se desde o comeo o pod] de uma aspirao que vem de longe e no se engana no rumo2 s5tiu-se a ob$i5cia a um evangelho espiritual e moral1 de que a politica com o seu cortejo de ambies e degradaes s] ap5as um turvado espelho1 um acid5tado es=o de realisao1 sujeito aos vaev5s de toda a traduco concreta dos sonhos de nossa alma1 da de cada homem como da de cada raa e da de cada mom5to da civilizao1 ora de=mada e oprimida por virtude dos seus combates1 ora vitoriosa e prosp]a1 mas af9al1 em d]radeira sumula1 inv>iavelm5te progr$9do e progressiva4 ,um alto e pr(undo idealismo det]m9a muito daquilo que1 no primeiro movim5to de repulso e de horror p]ante a gu]ra1 nos pod] p>ec] sm5te a assolao de uma torr5te de abjeces e vilanias4 ,clutton ,brock1 cuja autoridade de p5sador cresceu com z consid]aes de elevado c>act] moral que public\ sobre a gu]ra1 incita o seu pas a =talec]-se na discipl9a de uma filos(ia1 de que o a*a desprovido4 ,por esse motivo e com o fim de traar os fundam5tos ess5ciais dessa r5ovao espiritual escreveu um opusculo#g1 onde pret5de que uma das gr&es vantag5s da ,alemanha na gu]ra foi encontr>-se robu/ecida pela ins9uao organica de uma filos(ia que inteiram5te lhe repass\ todas z actividades--uma filos(ia m1 p]v]tida1 conduz9do ao crime em vez de conduzir ao bem1 mas1 sem emb>go1 uma filos(ia1 a concepo de um si/ema das relaes d mundo e dos hom5s1 cr5te na sua ju/ia e nobreza1 e s por isso uma fonte incomp>avel de en]gia1 uma arma =midavel de combate1 s5o a mais eficaz das armas de combate1 aquela sem a qual todas z demais so fr\xas4 ,e isso t]ia faltado aos ,aliados4 ,os alemes fiz]am um e/ado que um p]igo p>a o mundo1 porque o fim desse e/ado ruim2 mas o e/ado da ,+lat]ra no tem um fim4 ,us>am todas z suas virtudes com um fim mat]ial1 e no viram que ele era mat]ial2 mas ns 7os +lses7 deixamos z nossas virtudes ao acaso4 ,se os alemes veem no seu pas um absoluto falso1 ns no temos absoluto algum1 nem v]dadeiro nem falso4 ,ha g5te1 e no s alem1 que cr que a cultura alem pde salv> o mundo e que por isso anseia por uma vitoria alem4 ,p>a ela1 a cultura alem qualqu] c\sa positiva1 qualqu] c\sa na qual os hom5s se esquec]am de si por amor d e/ado1 e1 proc$5do assim1 se erguem acima das suas =z naturais2 e crem que os alemes podem ens9>-nos todo e/e segr$o de ab&ono d int]esse m]am5te individual1 de modo que todos ns f>emos a nossa obra to si/ematica e completam5te como os alemes4 ,mas em ns no encontram inteiram5te nada de positivo1 e p>ecemos-lhes combat] m]am5te pelos metodos d passado1 da mo boca1 e com esses metodos4 ,no teem razo1 sem duvida2 combatemos1 pelo m5os1 contra um egotismo que o mundo nunca suport>1 seja qual fr a limpeza que ele possa traz]2 porque com essa limpeza impe a escravido4 ,mas c>ecemos de torn> bem cl>o ao nosso ent5dim5to que combatemos por um ab&ono d int]esse puram5te individual muito mais alto e completo d que o que prepond]a no espirito alemo4 ,os alemes pem o valor da ,alemanha acima de todas z c\sas2 mas ns1 o que que ns apr5demos a apreci> acima de todas z c\sas8 ,toda a nossa soci$ade s(re da falta de valores1 de uma desvairada mundaneidade que nem sempre e/ cont5te comsigo4 ,e/e descont5tam5to e e/e desvairam5to envolve esp]anz1 mais esp]anz d que a int5cional p]v]sidade da ,alemanha2 mas nem o descontam5to nem o desvairam5to so bons s por si1 e no conduziro ao qu] que seja1 se ns no =mos capazes de encontr> valores1 e os ju/os valores4#h ,na v]dade1 embora a afirmao categorica de que c>ecemos de uma filos(ia da vida se a*e s+ul>m5te mod]ada onde o exame d morali/a reconheceu que c>ecemos de torn> bem cl>o ao nosso ent5dim5to que combatemos por um ab&ono d int]esse puram5te individual muito mais alto e completo d que o que prepond]a no espirito alemo1 a acusao no s] de admitir-se em toda a ext5so4 ,z suas proprias palavras a combatem1 confess&o que a que/o de cl>eza de ent5dim5to e de consci5cia1 e no de escassez de causa intima ou aus5cia de uma filos(ia fundam5tal4 ,essa filos(ia1 que o critico qu]]ia s5tir na g5te da sua patria1 de facto subsi/e desde j e activam5te4 ,trazemo-la no sangue1 ne/e sangue que o legado de muitas g]aes1 e no qual se fundiram e consub/anci>am1 em uma t5acissisima aspirao1 aquela lib]dade que a ,grecia sonh\1 a ordem que ,roma fund\1 e1 coroao m>avilhosa d p5sam5to politico con/ituido pela antiguidade greco-romana1 o nacionalismo acal5tado pela ,r5asc5a1 mov5do-se e m$r&o d5tro daquela catolicidade que uma vez nascida d pod] e gov]no d imp]io romano viveu na igreja catolica1 prevalec5do-se de um mom5to de unidade religiosa1 e hoje se prolonga nas aspiraes d int]nacionalismo1 fund&o na comunidade humanit>ia o que algum tempo foi resultado da unidade religiosa--sem muito qu]] p]suadir-se1 diga-se de passagem1 que1 ou se fale em nome de ,deus1 ou em nome da ,humanidade1 ou se invoque a ,razo1 ou nos inflamemos na ,f1 a concluso moral em toda a hipotese una e inv>iavel1 e o racionalismo e o cri/ianismo juntam-se na mesma concepo da ordem humana1 nas mesmas lib]dades e responsabilidades1 nas mesmas aspiraes e dev]es de igualdade e amor4 ,de filos(ia no c>ecemos1 realm5te4 ,temos enraizada no peito toda aquela1 e pr(undissima1 que a tradio e a exp]i5cia de muitos sculos nos leg>am4 ,o que nos afa/a da ,alemanha no a m+ua de uma razo intima1 da mesma natureza daquela que a al5ta e move2 o que nos afa/a ap5as o grau de consci5cia e a =ma pratica correlativa em que o mundo lat9o e o mundo g]manico s5tem essa razo e os t]mos em que lhe ob$ecem4 ,a ,alemanha cultiv\ e def9iu a sua filos(ia1 ap>5tem5te opo/a de todo nossa1 em circun/ancias apontadas por ,hobh\se nas passag5s que acima traduzi1 mas entretanto ns1 descuidadam5te1 sem nos es=armos por def9ir e si/ematis> os motivos d nosso es=o1 fomos viv5do a nossa vida e seguimos por in/9to o nosso cam9ho1 sem o err>mos1 no ob/ante no pregunt>mos p>a onde iamos e porque4 ,ao fim1 qu&o o conflicto nos ilum9\ tragicam5te a jornada1 que vimos onde e/vamos e que especie de filos(ia nos t9ha conduzido at ali4 ,cl>o e/ que mais seguros se encontravam em seus balu>tes os que com mais paci5cia e metodo os haviam edificado2 mas nem por isso os nossos r$uctos deix>am de se mo/r> inexpugnaveis4 ,se o no fossem1 se uma filos(ia muito div]sa da que anim\ a ,alemanha e lhe deu =a e coeso no nos inspirasse1 se aspiraes muito dif]5tes no nos arrebatassem1 a gu]ra t]-se-hia r$uzido a uma m>*a triunfal dos ex]citos teutonicos1 portadores de um g5]o de civilizao pelo qual todos os povos da t]ra e/avam suspir&o1 ansiosos por abdic>em das suas aspiraes +5itas no seio d povo eleito4 ,a invaso alem t]ia sido uma b5o recebida de joelhos e com h9os de l\vor2 no signific>ia a viol5cia1 p>a nos lib]t>mos da qual sacrificamos vidas e b5s1 o melhor da nossa riqueza e da nossa alegria1 e comprometemos por l>gos anos a sorte dos que nos vo suc$] e nos ho-de h]d> enc>gos trem5dos4 ,a9da mais4 ,no s traziamos no peito uma filos(ia e lhe ob$eciamos1 embora o prolongado habito de a seguir nos tivesse em gr&e p>te disp5sado de lhe reconhec] e cultiv> int5cionalm5te o pod]1 mas o des5volvim5to dessa filos(ia no deix\ de se op]> de cont9uo e nos t]mos da sua ess5cia4 ,e *egados ao mom5to de d> contas d passado no pres5te1 de revel> z ideias e paixes em que nos criamos e mo/r> pelos resultados ultimos a sua legitimidade1 v]ifica-se que temos sido fidelissimos s]vos dos pr9cipios da nossa civilizao1 ba/as vezes contr>iados e oprimidos pela adv]sidade d de/9o mas sempre r5ovados1 e ressurgidos e maiores1 pela con/ancia da nossa cr5a4 ,p>a compre5d]mos como atravez de todas z obscuridades e reaces de uma f]m5tao m5tal e mat]ial prodigiosa h\ve um progresso1 uma logica1 uma direco e um adiantam5to em uma l9ha inv>iavel1 ba/> consid]>mos e/a l5ta r5ovao psicologica que gradu\ em dif]5te altura o valor milit> e o valor d trabalho1 por virtude da expanso dos g]m5s inoculados em a nossa organisao pelo p5sam5to democratico tradicional4 ,j apr5demos1 disse ,w4 ,j4 ,bryan1 antigo secret>io de e/ado nos ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 que mais vantajoso al>g> a t]ra que possuimos1 duplic&o-lhe a produco1 d que acresc5t>-lhe por conqui/a uma nova rea4 444 ,ha mais inspirao em uma vida nobre d que na morte h]oica4 ,entre tantas c\sas que z convulses politicas e milit>es de/ruiram e arru9>am no corr] dos sculos1 sempre cresc]am aquelas que o fogo no queima1 c]ta ess5cia espiritual1 a razo de s] e proc$] das soci$ades1 que inflexivelm5te z encam9ha1 qu] na paz1 qu] na gu]ra1 a9da mesmo qu&o a sua aco se ignora ou p>ece aniquilada p>a sempre4 ,h]oismos de hoje1 todos con/ituidos pela =a de s]vir e cri>1 expresso ultima de uma actividade de amor e de uma compre5so da virtude dos hom5s1 l5tam5te elaborada dos g]m5s da nossa civilizao1 vo a eclips> z glorias de ontem1 inflamadas no impeto de conqui/> e no arrebatam5to de esmag> e v5c]1 paixes d odio1 por vezes fecundas e gr&es pela coragem e at pela is5o que signific>am1 mas inv>iavelm5te b>b>as pela crueldade dos impulsos1 insep>avel da sua =a intima4 ,o trabalho que algum dia foi vileza e escravido e arra/\ o c>ro dos capites de armas em seus triunfos1 conv]teu-se agora em uma religio1 e ele que p\co a p\co vae subjug&o os capites de armas ao s]vio da sua defesa e culto4 ,emquanto z balas cobriam de cadav]es z tr9*eiras de ,v]dun1 fumegavam z fabricas no seu labor sob a metralha1 os arados sulcavam o *o sem temor da morte que pairava sobre z leivas1 e a consci5cia duvidava1 sem sab] a quem mais glorific> e engr&ec]1 se aos que sucumbiam h]oicam5te nas batalhas da morte1 se aos que1 no m5os sagradam5te1 (]eciam o peito e o sangue nas batalhas da vida4 ,alguma c\sa s5timos1 s5o mudada1 pelo m5os crescida1 por c]to ap5as crescida1 vi/o que nasceu comnosco1 com a nossa civilizao1 em todos os seus modos a encontramos vivaz e al>g&o-se1 a diz]-nos que1 to digno s] f]ido ou morto trabalh&o pela saude e bem-e/> de uma nao como combat5do por ela4#i ,a gloria milit> s pode s] iniqua4 ,por cada h]oi que ela regi/a1 quantos morrem desconhecidos1 e todavia to gr&es que nem sequ] tiv]am a ideia da gloria444 ,o h]oi maior o que no conhece o seu valor4 ,morre sem a si mesmo se conhec]1 desconhecido dos hom5s1 e a t]ra absorve o seu corpo anonimo4 ,mas quanto gr&e a gr&eza de s] humilde6 ,o soldado mais humilde o maior1 aquele que se submeteu regra at morte1 sem imag9> que notavel o que ele fez4 ,faz o que tem de s] feito4 ,faz o seu (icio de soldado4 ,a pura gr&eza d homem r$uz-se sempre a bem faz] o seu (icio4 ,o que necess>io1 no o entusiasmo2 a consci5cia pr(issional4 ,o entusiasmo ap5as uma desigualdade de temp]am5to4 ,os combates que o trabalho combateu em ,frana durante a gu]ra1 igualam1 onde no sobrepujam1 toda a sua e/up5da gloria milit>4 ,atravs da morte1 atravs d fogo1 os trabalhadores consumam t5azm5te a sua t>efa4 ,e/e h]oismo d trabalhador enc]ra uma gr&e esp]ana porque a =a et]na da nao reside no trabalho4 ,a gu]ra no mais d que uma desordem mom5tanea4 ,sempre ha-de acab> pelo regresso ao trabalho4 ,o campo1 o trigo1 o mo9ho conteem uma inv5cibilidade que a gu]ra no subjug>4 ,nem z ceifeiras tiv]am m$o dos obuses1 nem o moleiro teve m$o de s]vir de alvo4 ,sob a viol5cia passageira1 a t]ra prossegue na sua et]nidade1 e vemos z mos das ceifeiras lig>em z paveias com um ge/o que sempre o mesmo desde o comeo d mundo4 ,ha na humanidade =z que a col]a d homem nunca s] capaz de pro/r>1 e delas que se alim5ta4 ,que pod] dom9a tudo aquilo8 ,o soldado sabe v5c] o soldado4 ,o trabalhador sabe v5c] a morte4 ,ha um patriotismo gu]reiro que sublime1 porque afronta a morte4 ,todos devemos incl9>-nos p]ante ele4 ,ha um patriotismo trabalhador que ir p>a o trabalho4#aj ,esse patriotismo que combate imp]turbavel os combates d trabalho e que o critico comovido contempl\ com orgulho na sua patria1 esse foi e invuln]avel a toda a injuria d fogo1 e1 s5t9do-o cresc] na nossa alma e atravs da hi/oria1 s5t9do-o avassal>-nos a consci5cia1 ilum9a-nos e al5ta-nos a esp]ana de que1 s5do a maior =a e o supremo padro da gloria humana1 s a esse e/ res]vado todo o imp]io em que z naes e z raz viv]o p>a melhores de/9os4 ,isso que p]manece sob z c9zas1 e no z c9zas que o v5to leva1 isso s] o su/5to e a razo de s] da humanidade4 mais d que uma esp]ana2 uma c]teza e a mais vivificante das muitas que a gu]ra deixa erguidas entre os seus de/roos4 ,o scepticismo desd5hoso1 mais prop5so a lid> com a mis]ia1 de que faz seu lucro1 d que a exalt>-se em vises que no lhe matam a sua fome de praz]es c>act]i/icos1 e/ pronto a adv]tir-nos de que p\co importa que nos hom5s haja impulsos et]nos de robu/ez1 paz e nobreza4 ,outros1 e de baixeza1 os combatem2 ne/es temos de confi>1 e de/es havemos de nos socorr]1 porque sempre os encontramos arrogantes e muitas vezes os vimos dom9>1 e sempre lhes s5timos a crueldade atroz4 ,esse scepticismo no desi/ir de procur> conv5c]-nos de que toda a aurora de ju/ia e amor conhecida dos hom5s1 e muitas teem sido1 inv>iavelm5te ent5ebrecida por uma ru9dade +5ita indomavel que logo a confunde em uma noite c]rada4 ,no ha que esp]> p>aisos da bondade humana2 sempre exi/iu e nunca gov]n\ o mundo4 isso o que o scepticismo nos assegura1 tal qual como se nos dissesse que no vale a p5a semei> a flore/a nem crr no seu cresc]1 porque sempre h\ve tempe/ades e z tempe/ades d]rub>am muitas arvores1 e sempre h\ve v]mes e os v]mes muitas outras corromp]am1 s vezes das mais frondosas e melhores4 ,em socorro dos scepticos e da sua filos(ia comoda1 is5t&o de muita obrigao1 es=o e dev]1 viriam os hom5s praticos1 esses de que ,cri/o foi a negao1 qu&o julg\ pratico morr] na cruz p>a ressurgir em espirito1 no mais activo e criador espirito da humanidade4 ,os hom5s praticos no se conv5cem com semelhante l\cura1 e esses pret5dem que o unico modo eficaz de salv> a humanidade organis> a sua vileza em vez de invoc> a sua nobreza4 ,faz5do o inv5t>io comp>ado das gu]ras e das aspiraes de paz1 a*>o que z gu]ras teem prevalecido sobre z aspiraes de paz e1 porque assim aconteceu1 no pod] acontec] dif]5tem5te4 ,no seu ob/9ado ent5d]1 a gu]ra p>a s] fecunda t] de prep>> novas gu]ras1 cogit&o de cont9uo na =a futura dos ex]citos e no seu pod]4 ,tudo o mais utopia4 ,homo hom9is lupus4 ,a unica esp]ana de su/5tao dos hom5s avigor>-lhes z queixadas1 afi>-lhes os d5tes e banir-lhes d peito a pi$ade4 ,devor> e s] devorado s] o ciclo inf]nal em que a politica tem de p5>4 ,am> e s] amado iluso contr>ia natureza e1 mais d que p]igosa1 mortal4 ,nem lhes abal> a firmeza o proprio te/emunho da ,hi/oria que eles invocam e que alis demon/ra o progressivo des5volvim5to da boa vontade entre os povos e z naes1 um decl9> con/ante de av]ses e incompatibilidades1 at mesmo entre aqueles que a9da ha p\co eram inimigos e cruzavam armas4 ,no fundo d des5volvim5to politico das soci$ades humanas ha um al>gam5to e =talecim5to con/ante das suas faculdades de afeio1 mas1 como esse des5volvim5to um facto de evoluo e conqui/a gradual e no uma revoluo ou um f5om5o de cataclismo1 nunca pod] is5t>-se totalm5te de um remanesc5te de b>b>ia e crueldade que s progressiva e l5tam5te dece4 ,e porque esse remanesc5te p]si/e1 o scepticismo1 e a av>eza1 ambies1 e at mesmo c]to h]oismo1 que todos so os seus acolitos1 exaltam-se na iluso de que os hom5s no mudam2 e por isso fazem da m vontade reciproca entre os povos uma lei e um si/ema politico e uma moral publica4 ,mas1 sem emb>go1 os factos frequ5tem5te desrespeitam z suas pr(ecias t5ebrosas4 ,qu&o t]m9>am z gu]ras napoleonicas1 todo o mundo imag9\ que a paz era ap5as uma tregua entre a ,+lat]ra e a ,frana2 no t>d>ia a r5ovao dos combates entre e/as duas naes4 ,um dia1 um homem publico em95te da ,+lat]ra repetia esses temores diante d duque de ,well+ton1 e o duque1 respond5do-lhe1 aconselh\ que se mais t>de ou mais c$o t9ham de entr> outra vez em combate1 fizessem por todos os meios que fosse o mais t>de possivel4 ,o proprio gu]reiro desejava a paz e suscitava uma politica con=me os seus desejos2 e o futuro deu-lhe razo4 ,gu]ra no torn\ a hav] entre a ,frana e a ,+lat]ra4 ,passados cem anos1 encontramo-las aliadas4 ,a soluo pacifica mo/r\-se mais pratica d que a soluo belicosa4 ,entre a maior viol5cia das batalhas ouviro ag\ros de paz aqueles que os quiz]em ouvir4 ,ao fim de dois anos de gu]ra entre a ,+lat]ra e a ,alemanha1 na hora de suma inimizade1 o pr(essor ,mun/]b]g1 alemo de uma alta autoridade1 lembrava que a lib]dade dos m>es pod]ia s] eficazm5te assegurada por uma aliana da ,+lat]ra1 da ,alemanha e dos ,e/ados-,unidos da ,am]ica4 ,e a impr5sa +lsa1 respond5do-lhe1 ab/9ha-se de d> op9io sobre a ju/ia e praticabilidade de semelhante ins9uao1 adv]t9do ap5as que z incompatibilidades suscitadas pela gu]ra eram um ob/aculo =mal a essa soluo--o que equivale a diz] que1 apagadas essas incompatibilidades1 no s] talvez uma utopia o alvitre4 ,pelo vi/o1 o ob/aculo ap5as de natureza moral1 outro no ha de natureza politica ou economica4 ,no s] de todo ilegitimo pr esp]anz em hipotese to ousada1 sobretudo se nos lembr>mos de quanto foi breve a inimizade entre a ,frana e a ,+lat]ra1 e se cremos1 com muita boa g5te1 que1 se no h\vesse esse esp9ho da que/o da ,alsacia1 talvez a ,alemanha e a ,frana fossem hoje aliadas em vez de inimigas1 apes> da gu]ra de #ahgj4 ,depois1 a fatalidade da prop5so logica insi/5tem5te pregunta porque que o int]nacionalismo1 s5do um facto culm9ante d nosso tempo1 no ha-de e/5d]-se politica1 ou melhor1 como que a politica ha-de cons]v>-se alheia ao seu espirito e aco4 ,int]nacionalis\-se a sci5cia1 a arte1 a religio1 o capital e o proprio com]cio1 apes> das suas inf9itas rivalidades2 no se concebe que e/e impulso exclua a politica4 ,pelo contr>io1 sabido at que ponto o int]nacionalismo p5etr\ nas (ic9as1 no so segr$o nem p\ca c\sa z t5d5cias de solid>i$ade que por l se ins9u>am e m$ram4 ,admitamos que da (ic9a trasbordem e se espalhem nos campos1 onde a sua dissem9ao tem de s] l5ta por virtude da in]cia c>act]i/ica d espirito rural1 sempre moroso em seus movim5tos1 cautelosam5te cons]vador1 mas nem por isso m5os t5az nas incl9aes4 ,e mais no c>ecemos p>a s9al de tempos novos1 mais ou m5os proximos1 talvez mais proximos d que remotos1 se consid]>mos a int5sidade da actividade m5tal dos nossos dias1 a r5ovao da consci5cia que ela importa1 e a ordem social a que essa nova consci5cia conduz inevitavelm5te4 ,o progresso1 s5do como unicam5te fundado na =taleza d espirito e no seu des5volvim5to incessante1 inde/ructivel em sua con/ituio e nos seus orgos1 em toda a amplitude da sua expresso e expanso4 ,o que nos d a iluso de retrocesso ou de irr$uctibilidade da b>b>ia1 so z desord5s de funco1 no uma leso ess5cial organica1 que no exi/e2 so z enf]midades acid5tais1 passadas z quais z soci$ades voltam a s] o que eram ant]iorm5te ao acid5te morbido--tal qual o homem do5te recup]&o o equilibrio normal qu&o f9d\ o delirio da febre1 reat&o a vida no ponto em que a t9ha no mom5to de s] p]turbada1 naquela edade1 e/atura fisica e capacidade m5tal que lhe eram proprias e c>act]i/icas4 ,nem porque adoeceu e se cur\ volt> o velho a s] moo e o adolesc5te ressurgir criana4 ,uma id5tidade especifica se mantem com seus mom5tos de eclipse1 ao fim vitoriosa de qualqu] opresso passageira que por acaso s(reu4 ,e assim o ent5deu um escl>ecido int]nacionalismo1 pela voz dos seus *efes mais autorisados insi/9do em nos assegur> que no r5unci\1 nem tem razo p>a r5unci>1 s suas aspiraes e es=os4 ,neg&o que a gu]ra o h\vesse enfraquecido1 tira das responsabilidades que lhe exigem e dos feitos que lhe atribuem a demon/rao da sua =a e vitalidade4 ,z acusaes de fal5cia com que a diplomacia dos politicos de pr(isso procura e/igmatisa-lo e afa/a-lo d cam9ho1 no qual essa diplomacia s]ve z cobiz d9a/icas e capitali/as1 s]iam em ultima analise um tributo importancia que lhe assi/e nas relaes entre os povos e ao al>gam5to e amplitude progressiva d seu pod]4 ,confess&o que o nacionalismo agressivo teve um impeto de tresl\cada ambio envolv5do nas suas paixes o mundo inteiro1 cr cada vez mais pr(undam5te na misso de paz que o zelo pr(etico dos seus me/res e o trabalho paci5te dos discipulos tem ex]cido ne/es ultimos c9co5ta anos com to religioso ardor como manife/a eficacia4 ,z dificuldades que o assaltavam e os transes por que pass\ no desvairam5to mom5taneo dos seus apo/olos e soldados1 iludidos pela a/ucia dos que gov]nam1 no lhe abal\ o fundam5tal optimismo1 proprio da f com que prosegue nos seus combates e vitorias4 ,depois a9da1 e/a ultima gu]ra veio demon/r> com uma cl>eza t]m9ante que j no ha neutrais possiveis nos conflictos das civilizaes4 ,no se arras>am fronteiras nem s] possivel1 e muito m5os necess>io1 arras-las1 porque a natureza e a hi/oria z ergu]am por longos sculos1 s5o p>a sempre2 mas cresceu a int5sidade de transito atravs dessas fronteiras1 e com ela cresceu a simpatia mutua e a comunho politica dos que nelas transitam4 ,z relaes dos povos e/reit>am-se de tal modo que1 se uma calamidade flagel\ uma nao1 todas z demais s(rem nos seus int]esses e afeies4 ,ora por ,deus1 ora por ,satanaz1 ora por amor d espirito1 ora por ambio mundana1 a t]ra vai a conv]t]-se em propri$ade de um possuidor unico--o homem1 um s e no muitos1 como no passado encontravamos e di/+uiamos1 sobretudo qu&o os viamos em combate4 ,e1 se o possuidor um s e a propri$ade se a*a portanto indivisa1 o conflicto impossivel onde a unidade organica se torn\ ess5cial4 ,a propria insolv5cia da gu]ra pelos feitos milit>es1 que em mais de trez anos de combates atravs de mil es=os1 vitorias e d]rotas no =am capazes de d> soluo ao conflicto e1 pelo contr>io1 demon/r>am a sua inanidade como processo de soluo dos antagonismos em oposio viol5ta1 isso que fez que se *egasse concluso de que z naes teem =a p>a faz] a gu]ra1 mas no teem =a p>a faz] a paz1 isso significa um golpe pr(undo na d\tr9a da confiana milit>i/a4 ,sobretudo a vitalidade dos int]esses economicos mo/r\-se sup]ior a toda a ru9a por m]a viol5cia4 ,por seu pod] e relaes no tiv]am =a ba/ante p>a evit> a gu]ra1 mas fic\ de uma vez p>a sempre c]to que a economia das naes1 fruto da paz1 e da intelig5cia e dos afectos1 no pde s] arrasada pela gu]ra4 ,essa economia subsi/e apes> da gu]ra e durante a sua propria aco2 no ha ex]citos que possam com ela1 e nem a dos aliados nem a dos imp]ios c5trais fraquej>am e d]am s9ais de se subm]gir ne/a pavorosa cata/r(e1 con/itu9do por essa m>avilhosa resi/5cia uma prova =midavel d c>act] de ociosidade cruel de todas z gu]ras na =tuna dos povos1 que vivem de po1 no vivem de polvora4 ,a arte de s] util emancip\-se das supo/as necessidades de viol5cia1 que algum tempo a fasc9>am4 ,a viol5cia s$uz porque nos disp5sa de um es=o de reflexo1 de um trabalho de razo4 ,porque necess>io um es=o p>a desfaz] um n4 mais facil cort-lo4#aa ,mas desde que os hom5s e z soci$ades *eg>am idade da razo1 no s a sua honra mas tambem os seus int]esses temporais os induzem a esp]> da razo o que erradam5te p$iam viol5cia4 ,debalde essa t5d5cia1 de que resulta a unidade de aspirao dos povos e o consequ5te decl9> das gu]ras1 tem at hoje procurado orgos adequados que lhe sirvam eficazm5te z funces4 c]to4 ,prepond]ante ap5as em um mundo moral limitado1 c>ece a9da da l>gueza de dissem9ao que lhe ha-de assegur> a consi/5cia1 embora essa dissem9ao progressiva se mant5ha na hi/oria das soci$ades cultas com uma con/ancia manife/a4 ,muitos tratados e tribunais de arbitragem1 muitos compromissos de paz se r$uziram a p$ac9hos de papel1 e logo se inflam>am e ard]am mal se ouviram cl>9s de gu]ra4 ,outros1 porm1 se mo/r>am consi/5tes e rebeldes ao fogo em iguais circun/ancias4 ,tambem c]to4 ,aqueles que se rasg>am ou ard]am1 foi porque1 signific&o unicam5te uma esp]ana e uma t5d5cia1 uma ambio e um fim1 a9da no eram de facto uma lei1 embora escritos fossem4 ,uma lei1 p>a o s] com =a executiva e real1 c>ece de um e/ado de espirito em que se haja fundado e e/abelecido antes de se e/amp> e consign> na def9io v]bal e nos contractos selados4 ,essa a razo pela qual no se cumprem muitas leis que j =am cumpridas1 e a9da no se cumprem outras que j =am apregoadas1 e vigoram algumas que jmais =am traduzidas p>a o papel4 que z leis1 antes de o s]em e p>a o s]em1 ho-de viv] no m]o e/ado de aspirao d espirito2 sm5te so leis e prevalecem emquanto z aspiraes dos povos z qu]em e confirmam4 ,como pod] de cri> o qu] que seja nas soci$ades e na consci5cia dos hom5s1 a lei escrita1 nacional ou int]nacional1 de um valor nimiam5te hipotetico2 a lei s]1 muito mais d que isso ou muito dif]5tem5te disso1 uma v]ificao e explicao daquilo que natural e expontaneam5te se cri\4 ,qu&o vem antes da criao que pret5dem repres5t>1 ou qu&o lhe sobrevivem1 z leis v]gam1 c$em e anulam-se ao mais leve movim5to contr>io4 ,ora1 em mat]ia de gu]ra entre os povos1 z prop5ses pacificas1 que so alis uma =a manife/a e cresc5te1 no vo to adiantadas que possam con/ituir-se em tribunais e sancion>-se em s5t5z4 ,foi e/a antecipao d des5volvim5to de um pr9cipio e de uma alta realidade que1 mo/r&o-se o que na realidade era1 revel&o a fragilidade propria de uma con/ituio incipi5te1 deu a muitos a iluso de que esse pr9cipio e essa realidade no exi/iam em absoluto e no eram uma =a em aco1 e1 porque acontec]a que se mo/r>am incapazes de afront> z injurias de um mom5to adv]so1 jmais pod]iam subsi/ir4 ,quizemos talvez comear a casa pelos telhados1 em vez de lhe d> pr9cipio pelos alic]ces4 ,e1 muito provavelm5te1 o radicalismo sociali/a ac]ta qu&o1 reconhec5do que o int]nacionalismo organisado ant]iorm5te gu]ra foi impot5te p>a a cont]1 explica o desa/re e confia no futuro1 diz5do que1 emquanto os gov]nos &>em divorciados dos povos1 emquanto eles =em autocracias e plutocracias1 emquanto os hom5s =em gov]nados pela corrupo1 pela viol5cia e pelo engano1 no hav] g>antia real de que a paz1 mesmo qu&o nom9alm5te obs]vada entre z naes1 produza os frutos ou assegure z lib]dades da paz de ,deus4 ,emquanto os povos no dirigirem a politica dos gov]nos1 emquanto a democracia no = uma realidade1 no hav] paz p]man5te1 ext]na ou dome/ica2 e1 qu&o esse dia *eg>1 p\ca necessidade hav] de uma =a de policia int]nacional4#ab ,se assim 1 e a obs]vao dos factos decorridos ne/es ultimos anos de pr(undissimas convulses sociais e progressiva consci5cia das suas orig5s e rem$ios de todo confirma a esp]ana dos apo/olos da r5ovao politica d mundo1 se assim 1 no podem vir longe os tempos de paz4 ,porque a vitoria da democracia1 a9da que na revoluo da ,russia no se h\vesse mo/rado triunfante ou no fosse c>regao inevitavel dos navios v9dos dos ,e/ados-,unidos da ,am]ica1 republicanos e livres p5sadores1 afeitos incorrigivelm5te lib]dade politica e religiosa1 e naturalm5te prop5sos a comunica-la aos povos aos quais se unirem por amizade1 a vitoria da democracia torn\-se a sumula de/e t]ramoto que foi a gu]ra de #aiad4 ,ob$ec5do a impulsos politicos orig9>ios da civilisao1 mantidos e m$rados em uma evoluo muitas vezes secul>1 gr&e legado das cogitaes filos(icas d sculo ,,xviii e da abundantissima exp]i5cia d sculo ,,xix1 a democracia da ess5cia con/ituicional d lat9ismo e de quanto ele de p]to ou de longe cri\ ou toc\1 sem di/9co de g5tes ou de latitude p>a onde se transportasse4 ,dif]5tem5te se organis> con=me z necessidades e tradies e acid5tes da exi/5cia dos povos sobre os quais imp]a2 pod] s] aqui um si/ema de fragm5tao comuni/a1 acol a con/ituio de c5tralisaes colossais1 e alm o livre jogo d individualismo2 pod] s] na e/rutura e na hi]>quia das funces uma mon>quia1 ou uma republica1 ou um imp]io1 uma arregim5tao despotica das plebes ou a associao livre das actividades sociaes4 ,mas em todo o mundo se torn\ a t5d5cia irrefragavel e inv5civel da con/ituio dos gov]nos p>a s]vir os povos e a recusa indomavel da subjugao dos povos p>a s]vir os gov]nos4 ,no espirito das comunidades decaiu a ideia de s]em possuidas e a ob$i5cia correlativa1 e a essa ideia sobrepoz-se1 v5c5do-a e condemn&o-a1 o p5sam5to de possuirmos a t]ra em comum e em comum ob$ec]mos1 no queles a quem a =tuna ou a audacia deu a =a de m&>1 mas sm5te queles a quem a consci5cia deu o tal5to e a obrigao de s] util e de proc$] is5tos de int]esse proprio1 em b5eficio d proximo4 ,uma democracia1 aquela democracia que p]si/e1 cresce e ha mais de v9te sculos ressurge de cada revez mais pod]osa d que era antec$5tem5te1 no uma m]a =ma de gov]no4 ,no dep5de de urnas ou de leis de sufragio popul> ou de qualqu] maqu9ismo4 ,isso ap5as o seu adorno4 ,a democracia um espirito e uma atmosf]a1 e a sua ess5cia a confiana nos in/9tos morais d povo4 ,um tirano no um democrata1 porque cr no gov]no pela =a2 como no democrata o demagogo porque cr no gov]no pela lisonja4 ,um pas democratico um pas onde o gov]no tem confiana no povo e o povo tem confiana no gov]no e em si1 e onde todos se unem na f de que a causa d seu pas no mat]ia ap5as de int]esse individual ou nacional1 mas e/ de h>monia com z gr&es =z morais que gov]nam os de/9os d g5]o humano4#ac ,essas =z morais que gov]nam a humanidade1 no z queima o fogo4 ,e essas so z que ho-de faz] a paz1 a pres5te como a futura1 e a futura mais robu/a d que a pres5te4 ,uma noite1 em uma igreja1 fic>am alguns soldados de s5t9ela a gu>d> a urna de uma eleio politica4 ,havia no alt> mr dois anjos magnificos1 empunh&o to*eiros1 e a sua gr&eza e respl5dor dom9avam o templo4 ,p>a encurt> o enfado da vigilia1 os soldados ve/iram de gu]reiros os anjos4 ,pos]am-lhes aos hombros o capote e a mo*ila1 c+iram-lhes z correias1 ocult>am-lhes os cabelos no capacete e troc>am os to*eiros por c>ab9as4 ,ao fim1 alguem deu a voz de s5tido1 milit>m5te1 e a companhia p]fil\-se em cont95cia4 ,havia alguma c\sa de esc>neo s9isiro no gracejo4 ,era um templo transmudado em cas]na1 a dureza expuls&o a graa e a crueldade ban9do a pi$ade4 ,mas1 qu&o amanheceu1 o sonho de ,satanaz havia passado1 e os anjos1 recup]&o a lib]dade das suas azas1 de novo se ergu]am quela gloria que o m5ospreso desconhec]a e ocultra sem pod] de/rui-la1 porque era de sua condio inde/ructivel4 ,at sob o manto da injuria p]si/ira4 ,no dif]5te de/a a hi/oria da humanidade--de/a humanidade qual todas z naes p]t5cem e que os tempos mo/r>am susceptivel de nobreza1 de f e de amor1 de quanto con/itue a gloria dos anjos4 ,pde um impulso impio p]v]te-la e tranfigura-la por um mom5to4 ,muitas vezes o tem feito e no p\cas t] a9da1 por c]to1 de o repetir4 ,mas a manh sempre volta1 porque o mov] dos a/ros no cess\ e1 qu&o volta1 logo fulge a gloria dos anjos4 ,nunca o fogo a queim\4 ,valores re/aurados ,r5ascim5to da educao classica ,i ,em breves anos1 v]emos r5ascidos e floresc5tes a educao e o ens9o classicos4 ,no t5hamos duvidas4 ,os s9ais de resurreio so manife/os1 a g]m9ao da nova ideia vigorosa2 e ne/es tempos em que toda a trans=mao rapida e a circulao d p5sam5to to activa como a propagao da electricidade1 m&a a exp]i5cia e a lgica cont> em curto prazo com uma pr(unda re=ma dos programas escol>es1 subord9ada nova aspirao1 ori5t&o-se em rumo div]so daquele e/reitam5te positivo e sci5tifico em que com tanta inc]teza e naufragio navegamos ha uns bons v9te e c9co anos4 ,z humanidades e a cultura classica retomam seu log> e imp]io4 ,o clamor g]al4 ,s] ouvido dos que o podem conv]t] em uma =a activa eficaz4 ,tem todos os modos de reclamao de v]dade1 ju/ia e necessidade pratica4 ,no pode encontr> resi/5cia que prevalea sobre elem5tos de tamanha =a e duma tal natureza4 ,z soci$ades teem de/as crises que1 uma vez lanadas1 logo se lhes pres5te a soluo e os triunfos4 ,e a crise pres5te d ens9o dsse gn]o4 ,no uma novidade1 realm5te4 ,no uma av5tura de ensaios e t5tativas p>a inv5t> hom5s novos1 de novas aptides e e/ranhas t5d5cias psicolgicas4 no fundo o des5gano de uma av5tura1 empre5dida com muito boas esp]anz e rematada com muita desiluso1 a reposio das coisas d espirito e da ordem da vida concreta naquelas condies em que durante sculos se haviam mantido e prosp]ado4 ,ha c]ca de v9te e c9co anos dissem9\-se na ,europa1 na ,am]ica1 e por todo o mundo culto uma v]dadeira mania de realidades1 coisas praticas1 utilidades1 vaga e implicita negao de outras coisas1 areas em semelhantes conceitos1 com que os hom5s se haviam preocupado at ento4 ,e essas coisas no praticas1 isso que se *amava beleza1 ordem1 ju/ia1 aspiraes d puro espirito1 pass\ ento categoria de inutilidades1 tol]adas ap5as como enfado e desfa/io1 adorno e deleite de curiosos e ociosos diletantismos4 ,o ens9o amold\-se a essa preocupao4 ,pr uma engr5agem onde e/ava uma ideia1 uma ideia aritmetica onde havia um silogismo1 uma fabrica onde e/ava uma e/tua1 e um apito de vapor onde se ouvia um canto de poeta1 torn\-se im$iatam5te a qu9ta ess5cia da sab$oria das naes e dos seus e/adi/as1 e o sonho de p]feio e gr&eza dos p$agogos progressi/as e progressivos1 dos que iam na fr5te e se propunham ir muitissimo mais longe4 ,o ens9o classico p>eceu ento uma abom9avel e e/]il velh>ia2 dessorava o crebro1 atr(iava os musculos1 t9ha por vezes um *eiro dete/avel a crte e sacri/ia4 ,z famosas humanidades troc>am-se de bom grado por abundantes animalidades4 ,no homem consid]\-se quasi unicam5te o animal e no mundo viu-se muito re/ritam5te um processo de multiplicao de comodidades4 ,p>a isso se t]iam criado a t]ra e z soci$ades4 ,tudo o mais s]ia1 na classificao mais b5igna1 pelo m5os antiquado4 ,que olhassemos p>a a ,alemanha1 prgava-se4 ,l que se sabia4 ,z suas vitrias e prosp]idades eram uma que/o de escola1 e de sci5cia1 dessas muito faladas e desejadas e l\vadas coisas prticas4 ,era o me/re escola que t9ha v5cido em ,sad[a4 ,o g]manismo e z suas glrias t]iam sido ap5as que/o de laboratorios1 retortas1 l5tes1 microscopios1 raizes quadradas e taboas de log>itmos4 ,sci5cia1 muita sci5cia1 sempre sci5cia4 ,e/ava a o elixir da vida1 a =tuna das naes e a felicidade dos hom5s4 ,latim1 grego1 ,ari/(anes e ,cic]o e ,tito ,livio respeitaveis massadores que tomavam o tempo rapaziada e no lhes deixavam lucro que valesse um real4 ,abaixo z inutilidades4 ,passassem aos museus respectivos4 ,l encontr>iam cons]vadores habilitados que z gu>dassem no log> que lhes competia1 p>a recreio de eruditos4 ,p>a o comum dos mortais no t9ham nada de aproveitavel4 ,assim fomos &&o1 ne/a f1 de re=ma em re=ma1 a d> ar e luz aos nossos in/itutos e liceus1 sempre esp]a de v]mos sair de l os atletas que haviam de r5ov> z naes4 ,mas os atletas t>davam4 ,em seu log>1 ap>eciam mesmo muitos enf]mos4 ,comeamos a desconfi> de que a sci5cia no dava o que prometia1 e a suspeit> de que t9hamos errado na escolha1 pass&o ao deposito das inutilidades um ars5al de belas armas4 ,coisa curiosa6 ,a primeira vez que ha dois ou tres anos encontrei um escrito mod]no atac&o ab]tam5te os abusos d ens9o *amado sci5tifico e o ab&ono das letras classicas e das antigas humanidades1 foi em um jornal sociali/a radical4 ,os que vo na fr5te d movim5to politico1 os que reclamam e exigem mais pr(undas re=mas1 z p$em em nome da ju/ia1 e pelo seu radicalismo bota-abaixo p>ec]iam os mais prop5sos a banir todas z velh>ias das soci$ades contemporaneas e futuras1 s]iam esses os primeiros a advog> a re/aurao de processos e intuitos da educao e ens9o1 po/os de p>te e cond5ados por empecilhos d progresso4 ,a educao classica refugi&o-se nas =talezas d socialismo radical1 que se pod]ia muito logicam5te supr todo impregnado de radicalismos sci5tificos1 era f5m5o p>a e/ranh>2 e1 na m9ha ignorancia e despreocupao1 de facto e/ranhei1 no primeiro mom5to4 ,mas em p\cas l9has me desvanecia a confuso aquele artigo que acabava de lr4 ,o qu86 dizia4 ,z humanidades eram ms8 ,onde se =m>am os hom5s da ,revoluo ,francsa8 ,onde apr5d]am os pr9cipios de lib]dade1 igualdade e ju/ia que proclam>am e por que se sacrific>am at ao m>tirio1 p>a nolos transmitir triunfantes e p>a nos remir de aviltada condio8 ,donde brot\ e onde firmava z suas raizes essa se>a unica da lit]atura romantica8 ,no1 z humanidades no eram ms4 ,eram excel5tes e sufici5tes4 ,os hom5s que nos d]am =am bons1 entre os melhores de que fala a hi/oria1 e nem outros de sup]ior gr&eza podemos desej> e sonh>4 ,o discurso conv5cia-me4 ,desde o mom5to em que os hom5s se criam p>a os hom5s1 os conhecim5tos ess5ciais d seu espirito e os modos mais nobres d seu c>act] ho-de s] humanidades4 ,pref]ir-lhes animalidades1 r$uzir o homem a um vulg> organismo sem dif]5a fundam5tal dos seus semelhantes nas espcies animais1 ou mais simplesm5te a9da passa-lo categoria mecanica de motor e alavancas conjugadas1 de/9ado a div]sas op]aes de produo e consumo1 era uma degradao4 ,evid5tem5te1 tornava-se necess>io s] homem antes de s] bi*o ou maqu9a4 ,dep5dia disso a dignidade4 ,sempre assim se havia ent5dido4 ,depois1 o ens9o classico1 se era classico1 de sua natureza era ess5cial1 p>t9do d pr9cipio que por classico se ent5de aquilo que em sucessivos sculos e sucessivas g]aes se reput\ inv>iavelm5te bom ou belo4 ,ab&on> o que de c]teza assim era1 p>a o troc> por vantag5s inc]tas1 t]ia sido ins5satez4 ,a mais passageira reflexo no pod]ia deix> de concluir pelo pr$om9io d ens9o classico4 ,admitiria que se acresc5tasse4 ,que se elim9asse ou r$uzisse1 nunca4 ,de que todavia agora se trata e o que provoca a campanha incipi5te1 no de apreciaes ab/ractas1 dos des5ganos da exp]i5cia4 ,no s\ to moo que no tivesse conhecido os hom5s educados puram5te nas escolas classicas da primeira metade d sculo ,,xix4 ,conheci at alguns desses pr(essores de latim espalhados a capri*o pelo pas1 reg5do cadeiras s+ul>es dessa discipl9a1 s quais z vilas1 que z possuiam1 atribuiam orgulhosam5te o valor duma univ]sidade4 ,ali se apr5dia tudo1 imag9avam2 e quem de l saia com l\vor d me/re1 t9ha-se na conta de homem in/ruido e culto4 ,entre os meus proximos p>5tes os encontrei4 ,meu pai no teve outra escola nem outra educao lit]>ia4 ,apr5deu o latim com o pr(essor da vila em que nasceu1 e com essa r$uzida bagagem escol> foi p>a o ,brazil1 aos dezoito anos4 ,se mais t>de e/ud\ a l+ua francsa e mod]nismos correlativos1 de que c>eceu p>a se pr a p> d seu tempo1 nunca lhes cri\ tanto amor que1 qu&o entr\ em m> de compr> livros1 deixasse de se faz] =te em classicos portugueses1 e dos mod]nos apreciasse sobretudo aqueles que de classicos t9ham c>regadas t9tas4 ,conheci muitos dos seus amigos e companheiros1 cam>adas da escola e outros de educao id5tica1 que todos cons]vavam vivas z t5d5cias que na mocidade haviam tomado4 ,possuo mesmo muitas c>tas de discipulos dessas escolas1 e incid5tem5te t5ho tido ensejo de apreci> z ideias que revelam e os c>act]es que traduzem4 ,sem matematicas e sem quimicas e fisicas e mais f]ram5ta dos apuros sci5tificos mod]nos1 no descubro em que pontos e por que lados os antigos eram inf]iores aos mod]nos como hom5s praticos1 como conhec$ores das coisas da t]ra e seus adm9i/radores1 como capacidade de reg] os hom5s e lhes trat> os b5s4 ,=am esses1 os classicos1 os discipulos das humanidades to desprezadas pelos seus filhos1 que inici>am a r5ovao economica da ,europa 7e por s9al que com muita coisa excel5te inici>am muita coisa tragica72 =am eles que organiz>am a fbrica e traaram a via frrea1 que deific>am a maqu9a a vapor e os te>es mecanicos1 e tudo isso fiz]am no s com uma p]cepo cl>issima dos f9s e meios e consequ5cias1 mas com uma f e um entusiasmo que a prodigalidade de inv5es e z m>avilhas da indu/ria da nossa era jmais encontr>am em igual grau entre os contemporaneos4 ,no tiv]am nem sombra de educao sci5tifica2 nas suas escolas1 z decl9aes dos v]bos e nomes t9ham uma importancia suprema sobre z quatro op]aes aritmeticas4 ,no foi isso1 porm1 imp$im5to a que calculassem com preciso e ju/eza1 qu&o isso se lhes torn\ necess>io4 ,meu pai1 lat9i/a apaixonado e af]9do todos os valores lit]>ios pelo classicismo1 no deix\ por essa qualidade de s] um com]ciante previd5te1 habil e seguro e um belo adm9i/rador das in/ituies economicas em que s]viu4 ,deu boas provas disso4 ,pois em matria de lit]atura dessa especialidade no cans\ a vi/a1 qu&o alis muito co/umava lr4 ,no seu espolio1 entre algumas c5t5as de volumes1 sm5te um p]egr9o codigo com]cial1 ali p]dido1 lembrava o com]ciante4 que a g5te d seu tempo t9ha uma concepo muito dif]5te das necessidades da vida pratica4 ,julgava-a muito mais acessivel d que hoje a julgamos2 p>ecia-lhe que era que/o de simples bom s5so1 a que todo o homem m$ianam5te educado pde *eg>1 e muita f]ram5ta e metralha que ns supomos apuradissima sci5cia1 deixava-a puram5te a c>go da (ic9a4 ,gu>dava-se p>a aproveit> ou desprez> os inv5tos que z (ic9as lhe (]eciam1 segundo z relaes de conv5i5cia ou inconv5i5cia que lhes encontrasse com os muitos e v>iadissimos elem5tos sociais que iam toc>4 ,p>a /e ultimo papel se de/9ava4 ,e1 como le era uma coisa ess5cialm5te humana1 como a humanidade era o ponto ultimo de ref]5cia de todos os progressos e inv5es1 o ens9o das humanidades lhe ba/ava1 o conhecim5to d passado dos hom5s a inspirava1 sempre confi&o em que o melhor me/re da vida era a exp]i5cia e da exp]i5cia rezavam abundantissimam5te os alf>rabios gregos e lat9os4 ,no direi que a g5te sada das escolas classicas p5sasse i/o to nitidam5te1 como hoje se nos apres5ta4 ,mas s5tia-o e punha-o em pratica1 o que foi sem dvida muito melhor e mais til4 ,da sua utilidade colhemos ns os frutos1 ns que1 *eios de prosapia1 em5damos1 corrigimos e em gr&e p>te ab&onamos por suprfluo o ens9o dos nossos pais--esse mesmo ens9o que foi tanto ou to p\co mesqu9ho1 e/reito e infecundo que deu de si uma trans=mao politica como a ,revoluo ,francsa1 uma revoluo lit]>ia como o romantismo1 e uma revoluo indu/rial como a fbrica mod]na4 ,o que todos ns pod]emos v]ific> pass&o os olhos pela correspond5cia vulg> dos hom5s daqueles tempos e daquelas escolas1 o primor de l+uagem4 ,qualqu] morgado das selvas m&ava um recado ao feitor em t]mos mais concisos1 mais cl>os e mais belos d que aqueles que hoje usa muitas vezes um pr(essor dirig9do-se ao reitor da sua univ]sidade4 ,os docum5tos (iciais1 a correspond5cia entre z autoridades e a exposio de suas n>raes e reflexes so p$ra talhada e polida1 duma f9ura de are/as em que no ha l9ha tremida ou apagada2 z ambiguidades1 z confuses1 os pleonasmos1 a arra/ada neglig5cia de quem no sabe ao c]to o que diz1 eram provavelm5te pecados to graves que um f9o in/9to adquirido no corr] dos sculos os evit>a sem mais es=o4 ,escrevia-se bem2 escrevia-se com cl>eza4 ,adiv9ha-se a respo/a da sci5cia4 ,vir clam> que o importante sab]1 no diz]4 ,*eira-lhe a rap1 a alfazema1 a crte e a conv5to esse cuidado na expresso4 ,aborrece-o por artificial1 pret5cioso e vo4 ,mas outros pret5d]o que1 se o bem p5s> deve prec$] o bem diz]1 nem por isso deixa de s] c]to que p>a bem diz] necess>io p5s> bem1 e emquanto apuramos a l+uagem e procuramos os melhores t]mos e a melhor ordem1 submetemos o p5sam5to a um m9ucioso exame1 de cam9ho o corrigimos1 acab&o ba/as vezes por lhe descobrir erros e faltas de logica que af9al o alt]am pr(undam5te e subv]tem4 ,por mais que o mod]nismo sci5tifico me pregue e fale das suas glrias1 eu sempre me s5tirei env]gonhado das m9has desord5adas prosas p]ante o fal> corr5tio e limpido dsses velhotes fradscos que em duas l9has sabiam diz] o que qu]iam diz] e por n5huma outra =ma se podia traduzir mais lucidam5te4 ,e v]ificado o milagre e desej&o repeti-lo1 e conv5cido dos seus b5eficios1 no sei que haja modo de o reproduzir sem beb] das mesmas aguas que o cri>am4 ,sm5te me palpita que1 por muito que nos apressemos na jornada1 qu&o *eg>mos fonte j l encontramos uma multido4 ,tudo o anuncia4 ,felizes os que =em na fr5te4 ,,ii ,i/o escrevi ha seis anos#ad1 e1 se agora t5ho a indiscrio de o des5t]r>1 no p>a faz] regi/o1 em meu b5eficio1 de antecipaes1 mas sm5te p>a lembr> como v9ha de longe aquela corr5te de reaco contra o desv>io d ens9o m]am5te sci5tifico1 da qual nas m9has breves t>efas de jornali/a fui um passageiro e mode/issimo int]prete4 ,quanto ento dizia no era meu2 era d tempo4 ,hoje o encontramos no seu natural des5volvim5to1 escl>ecido e animado por uma exp]i5cia t]rivel1 envolvido e s+ul>m5te revelado no conflicto das naes armadas e em gu]ra sangr5ta1 repres5t&o a ,alemanha1 pelos acasos da sua sorte1 um gru m>avilhoso de cultura e organisao sci5tifica1 signific&o a ,frana1 com os povos que lhe e/o aliados1 aquela velha cultura classica que foi tida por insufici5te e ineficaz p>a realis> z aspiraes mod]nas da civilizao1 e result&o da oposio de/as duas corr5tes a necessidade de escolha e re=ma dos pr9cipios fundam5tais da educao4 ,um artigo magnifico1 publicado no ,times em fev]eiro de #aiag e ass9ado por ,um (icial f]ido1 pe em t]mos de p]feita cl>eza1 que convm regi/>1 e/a dualidade em conflicto4 ,so desse artigo e/es p]iodos que v\ transcrev]3 ,a gu]ra ps em evid5cia c]tas alt]nativas espirituais2 torn\-z inteligiveis encorpor&o-z em p]sonalidade4 ,fez que muitos mil hom5s1 inteiram5te is5tos de odio contra a ,alemanha1 preguntem3--,o que que na atitude alem p]ante a vida ha que no-la torna intol]avel8 ,porque que ns s5timos que a causa da ,frana e da ,+lat]ra a causa da humanidade8 ,i/o preguntam1 e1 se so francses ou +lses1 7lat9os ou lat9isados1 diremos ns71 respondem que o que intol]avel na ,alemanha1 o que pret]e z multiplices excel5cias d seu sab] e espirito publico1 que ha nela qualqu] c\sa que grava s9ais de morte naquilo que ela toca2 qualqu] c\sa que a antitese da individualidade1 das aspiraes pessoais e es=o e sacrificio espontaneo2 um espirito que organisa os hom5s mas no os inspira1 que os cultiva mas no os ama1 que faz um e/ado pod]oso mas no faz uma democracia nem uma igreja1 e que1 emquanto os pecados c>act]i/icos da ,frana e da ,+lat]ra so os dos hom5s1 fraqueza1 paixo e levi&ade1 os pecados c>act]i/icos da ,prussia1 como ela hoje1 so os d demonio1 a arrogancia intelectual1 a frieza d corao1 e o desprezo pelo que digno de pi$ade e amor1 e ridiculo em a natureza humana444 ,temos de reconhec] que a luta real1 de que e/a gu]ra ap5as um episodio1 no m]am5te entre o nosso pas 7a ,+lat]ra7 e qualqu] c\sa to in/avel e transitoria como a ,alemanha mod]na1 mas entre z exig5cias p]man5tes e irreconciliaveis da alma dos hom5s1 e que o que torn\ p]igoso o espirito g]manico que ele no alheio mas horrivelm5te id5tico ao de quase todo o mundo mod]no4 ,porque o espirito d imp]ialismo g]manico com demasiada frequ5cia o espirito d indu/rialismo +ls e am]icano1 com todo o seu culto d pod] como um fim s por si1 com os seus padres mat]iais grosseiros1 a sua subord9ao da p]sonalidade ao maqu9ismo1 o seu culto de uma organisao complicada e mortal p>a a alma2 e o mat]ialismo1 que na ,prussia se revela na adorao d pod] d e/ado1 revela-se na ,+lat]ra na adorao d pod] d d9heiro4 ,no mais nobre e/e ultimo1 mais ignobil1 porque m5os des9t]essado que o primeiro4 ,no to viol5to1 mais maliciosam5te corrupto1 e1 pelo que respeita massa d g5]o humano1 quase igualm5te tiranico4 ,mas1 ou tome a =ma de viol5cia milit> ou a de cobia m]cantil1 o espirito d mat]ialismo um s1 e um s tambem o espirito que lhe resi/e4 ,e1 se ns s5timos que os direitos absolutos da p]sonalidade1 a cons]vao e des5volvim5to da lib]dade espiritual1 so dignos de sacrificio em tempo de gu]ra1 igualm5te s5tiremos que so dignos de sacrificio em tempo de paz4 ,ora a esf]a em que os direitos da p]sonalidade mais cl>am5te e/o envolvidos1 e onde o que os ameaa mais evid5tem5te obra de motivos mat]iali/as1 a esf]a da educao4 ,a educao (]ece1 todavia1 uma especie de exp]im5tum crucis1 uma conjuntura na qual se podem pr em prova z causas pelas quais afirmamos t] pegado em armas4 ,pois1 por fim1 os m]itos de uma gu]ra teem de s] julgados1 no pela correspond5cia diplomatica que a prec$eu1 no pelos es=os que se empregam p>a a ganh>1 mas pela especie de civilizao que dela d]iva1 pela habilidade d v5c$or em e/abelec]1 no s sobre o inimigo mas sobre si mesmo1 a autoridade dos pr9cipios pelos quais alega t] combatido4 ,se1 como ns pret5demos1 a causa da ,+lat]ra a causa de todas z mais altas possibilidades d espirito humano1 ento t]emos de p]petu> essa mesma causa em z nossas in/ituies sociais1 cujo c>act] dep5de d c>act] da educao que d]mos aos nossos filhos e filhas4 ,uma calamidade sem nome obrig\-nos a pregunt> nossa consci5cia p>a que que criamos os filhos4 ,da respo/a que ela nos dr1 escl>ecida pela mais cruel das exp]i5cias1 dep5d]o os f9s e processos dessa criao4 ,o que a exp]i5cia nos diz1 ao fim de quase meio seculo de educao impetuosam5te sci5tifica1 que a vida imporia mais pelo que p5samos e s5timos1 pelo rep\so ou pela inquietao d nosso espirito1 d que pelo que dom9amos1 compre5demos e possuimos1 pelo que a nossa aco apre5de e pelo que a nossa intelig5cia alcana4 i/o o que de todo temos trazido esquecido1 naquela sujeio dos hom5s s c\sas que foi a paixo cega da educao sci5tifica mod]na e da especie de cultura que ela produziu2 e foi por muito evid5te se hav] tornado e/a subalt]nisao dos valores morais p]ante z conqui/as mat]iais que ,m4me ,montessori1 com uma p5etrao pr(etica1 muito antes que a gu]ra o manife/asse pelas suas angu/ias1 julg\ que o homem que to m>avilhosam5te trans=ma o seu ambi5te e curva o univ]so sua vontade1 no conseguiu trans=m>-se a si mesmo4 ,nem se imag9e que e/e modo de vr o preconceito tradicional d lat9o e seus d]ivados e af9s1 todos impregnados de aspiraes de nobreza e h]oismo1 facilm5te troc&o o d9heiro e toda a riqueza e a propria exi/5cia fisica pela dignidade d c>act] e pela gloria4 ,alm d ,r5o1 onde a =a cri\ o seu imp]io e o adm9i/r\ e acresc5t\ em m5oscabo de qualqu] c\sa et]ea que teve por s5tim5talismo e enf]midade1 tambem o des5gano encontr\ os seus arautos4 ,e ,euck51 o filos(o cuja elevao de espirito e pr(undeza de intelig5cia so de apreci> e respeit> em todo o mundo culto1 sem emb>go das paixes de patriotismo que o possam p]turb>1 no nega a fal5cia da utopia mat]iali/a4 ,discorr5do sobre z exp]i5cias da gu]ra e z exig5cias d futuro1 confess\ que a gu]ra revel\ um pr$om9io g]al de egoismo1 falsidade e cobia entre todas z naes nela int]essadas1 mais l>gam5te dissem9ado d que at aqui se suspeitra4 ,em seu conceito1 a cr5a na bondade fundam5tal da humanidade recebeu golpes pr(undos4 ,a ,alemanha orgulhava-se d seu trabalho1 mas e/e orgulho d trabalho1 organisao e educao c>ecia talvez de c\sas fundam5tais da vida que ele pret]iu2 em vez de cultiv> essas c\sas mais pr(undas e impond]aveis1 o alemo acresc5t\ s ambies d trabalho z cobiz d praz]4 ,os desejos d corpo tom>am o log> dos desejos d espirito1 e ess5cial p>a uma nao a cultura d s5so responsavel dos valores morais1 o des5volvim5to de um s5tim5to que a habilite a di/+uir entre o bem e o mal1 entre o real e o ilusorio1 entre a v]dade e a falsidade1 entre a gr&eza e a mesqu9hez4 ,no hesitava em diz] que quanto mais cresceu a p]feio d trabalho1 mais pequ5a se torn\ a alma444 ,um homem tem de s] julgado unicam5te pelo que de humanidade nele h\v]4 ,qu]]ia vr a nao mais ard5te no apreo daqueles altos e gr&es valores da alma1 sem os quais nao alguma pde s] v]dadeiram5te gr&e1 sem os quais nao alguma pode cumprir a sua misso no mundo4 ,o desprezo a que *eg>am esses altos e gr&es valores da alma1 que so a m$ida da dignidade d homem1 todos o sabemos e magoadam5te o s5timos nas relaes quotidianas ord9>ias4 ,de facto1 a exp]i5cia da gu]ra1 embora de uma eloqu5cia suprema1 era desnecess>ia p>a reconhec] a mis]ia moral a que haviamos baixado2 no com]cio moral das soci$ades ha muito se acumulavam os s9ais de depresso4 ,visitassemos ns um liceu ou uma univ]sidade1 preguntassemos pelas suas aspiraes aos rapazes que l &assem1 e e/e qu]ia s] eng5heiro1 aquele qu]ia s] m$ico1 aquel\tro advogado1 e a9da alguem pref]iria s] com]ciante1 mas todos sonhavam prov5tos de muitos contos de reis e a isso ref]iam o valor da c>reira4 ,nem um s nos respond]ia que a sua ambio era viv] de p\co1 hone/am5te1 engr&ec5do o espirito e s]v9do o proximo4 ,n5hum se d$ic>ia a pr(ess> naquela classe de hom5s1 de que ,plato fal\1 onde disse que pequ5a1 r>a por sua natureza e o produto de uma educao ideal aquela classe de hom5s que voltam a face firmem5te p>a a mod]ao1 qu&o s5tem uma necessidade ou um desejo1 que so sobrios qu&o teem ensejo de faz] uma l>ga =tuna1 que pref]em os lucros mod]ados aos gr&es4 ,mais uma vez podiamos diz] com o filos(o grego que a massa d g5]o humano exactam5te o contr>io1 desm$ida nas suas necessidades e insaciavel no desejo de arranj> d9heiro1 qu&o tem ao seu alcance um proveito mod]ado4 ,muito p\cos encontr>iamos nas escolas1 se alguns t9hamos de a*>1 que e/ivessem incl9ados a adopt> o preceito antigo que1 p>a s]mos ricos1 qu]ia no que acresc5tassemos z riquezas mas que dim9uissemos z necessidades2 e muito m5os t9hamos possibilidades de descobrir quem e/ivesse dispo/o a consid]> o des5gano d ,evangelho e a pregunt> que utilidade ha p>a um s] humano em possuir o mundo inteiro se p]deu a alma4 7,s4 ,mateus1 c4 #af1 v4 #bf74 ,z riquezas da t]ra con/ituiram-se em f9alidade humana2 no di/+u9do mais o que se deve aos b5s d mundo e o que devemos s pessoas1 z pessoas mud>am-se em in/rum5to da conqui/a dos b5s d mundo1 em vez de s]em morada da beleza div9a e d seu culto4 ,a educao toda se enlevava no pod] de s]vir a bolsa ou a vaidade1 na arte eficaz de capt> z c\sas ou de possuir z almas4 ,no1 no era a mod]ao platonica1 nem a nobreza romana1 nem o despr5dim5to1 o que iamos busc> s escolas4 ,z vitorias alems de #ahgj1 corrobor&o impulsos de uma filos(ia mat]iali/a floresc5te1 lanaram o mundo1 a exemplo da ,alemanha1 na sup]/io ignom9iosa e aviltante da riqueza1 da =a e da cobia4 ,assi/imos agora demon/rao trem5da da inanidade dessa ambio4 ,v9ha1 porm1 de longe a desconfiana1 e at a av]so1 da cegueira da brutalidade div9isada1 metodica e int5cionalm5te apr5dida e cultivada4 ,desde o seu inicio1 a9da qu&o ela imp]ava e crescia1 de tal modo agravava1 no direi j a tradio humanit>ia1 mas sobretudo o nosso modo de s] psicologico que1 rev5do a hi/oria d seu nascim5to e progressos1 enxameiam z lembranz da primeira hora1 qu&o ,ma!w ,arnold--e ba/a p>a te/emunho e/e ag\ro de um alto e s]5o espirito--escrevia1 em #ahga1 que o imp]io alemo s]ia ap5as um despotismo doirado1 politicam5te fraco apes> d seu pod] milit>1 b>b>o apes> das suas escolas e univ]sidades4 ,e v9ha de longe a ameaa da pret]io da civilizao de qualidade pela civilizao de quantidade4 ,com que cl>eza press5tiu a calamidade esse extraord9>io espirito1 que tanto engr&eceu o g5io da ,frana e que teve ne/e mundo o nome de ,j4 ,j\b]t6 ,em #ahji1 apreci&o uma ,memoria sobre a ,in/ruo ,publica na ,hol&a1 j ele afoitam5te exprimia apre5ses que hoje se torn>am caso julgado por uma exp]i5cia rematada em demon/raes dolorosissimam5te irrefragaveis4 ,aquela boa g5te que havia escrito a ,memoria1 dizia ento esse notabilissimo p5sador francs1 p5sava que o fim da educao lit]>ia e deve s]1 no torn> o espirito mais belo1 o go/o mais puro1 a p]cepo mais ju/a1 a l+ua mais adornada1 a alma mais delicada e a memoria mais feliz1 mas sm5te d> ao espirito um maior num]o de aptides p>a toda a especie de conhecim5tos4 ,*oravam o e/ado d seu pas a e/e respeito3 ,os e/udos das matematicas1 da fisica1 da hi/oria natural &avam ali muito desprezados4 ,os auditorios em que e/as sci5cias se ens9avam1 eram p\co frequ5tados1 mesmo quase des]tos1 em alguns log>es4 ,disso coravam1 e no isso1 diziam1 o que o e/ado actual das luzes e da soci$ade exige4 ,p>a se porem pois de nivel com o e/ado actual das luzes e da soci$ade1 gr&e cavalo de batalha daqueles que1 no encontr&o nunca z suas razes no int]ior das c\sas1 porque tm o espirito p\co p5etrante1 procuram-nas sempre ext]nam5te1 porque emfim tm olhos1 desej>iam eles que se ens9asse tudo mocidade1 mesmo infancia1 p>a a torn> capaz de sab] tudo4#ae ,o conflicto das div]sas aspiraes da educao1 s5tiam-no aproxim>-se os hom5s sup]iores de ha cem anos4 ,o que s]ia esse desapego da beleza d espirito e da delicadeza da alma1 trocadas pela multiplicidade de aptides tecnicas e pela abundancia d conhecim5to da ext]ioridade das c\sas1 sabemo-lo ns agora4 ,despejadam5te no-lo disse o prussianismo cultivado com esm]o e consci5cia durante c9co5ta anos e t]m9&o por d> ao mundo o espectaculo de todas z desolaes de uma brutalidade1 no fundo da qual se di/+ue uma apo/asia clamorosa e cont5te na sua sob]ba1 a negao altiva d hel5ismo e d cri/ianismo que fund>am a civilizao1 =am o seu leite e so o seu su/5to1 a sua sub/ancia4 ,em todo o acanham5to das m9has faculdades1 mas em pl5o vigor da s5sibilidade1 eu1 que no posso gab>-me de hav] sido educado no lat9ismo1 porque no educao que se tome em conta a arra/ada e desord5ada neglig5cia com que usamos pass> pelas escolas1 mas que fui nascido no lat9ismo1 o que p>a a con/ituio psicologica sobrepuja a educao1 no escapei s apre5ses de ,m4 ,arnold relativam5te ao g]manismo tumido de sci5cia e to m+uado de humanidade4 ,em #ahhh1 algum demonio me s$uzia qu&o1 pass&o por ,b]lim1 escrevi nas m9has notas3 ,sobre a cidade pesa um brao de f]ro1 a multido abdic\ nas mos de uma vontade2 s ela a move4 ,a graa e a elegancia1 a vivacidade e o riso =am banidos2 o povo vai taciturno e l5to4 ,a ,alemanha1 que ,b]lim nos mo/ra1 afigura-se-me um elefante1 a intelig5cia e a =a em um corpo in=me4 ,toda a sua alma cri/alis\ ne/a aspirao--s] =te1 inv5civel4 ,conseguiu s] =te4 ,z d\tr9as dos filos(os1 de mos dadas com o g5io milit>1 alcanaram emfim d>-lhe uma r>a =a4 ,pde viv]-se assim8 e/a a ultima palavra da civilizao1 ou simplesm5te uma gloria efem]a1 saida da co9cid5cia das aptides de um povo com z necessidades d mom5to hi/orico8 ,a ,revoluo ,francesa1 inici&o-nos no conhecim5to dos direitos individuais1 simultaneam5te deu aos e/ados con/ituies que conduzem fraqueza e impot5cia politicas2 a ,alemanha mo/r\-nos novas vias conduz9do ao plo opo/o4 ,assim como s ns pudemos vr os povos educados nas in/ituies d]ivadas da ,revoluo1 s os nossos filhos pod]o sab] o que um pas educado na admirao da =a4 ,todas z pr(ecias s]o prematuras1 embora vagam5te press9tamos que a civilizao mais alguma c\sa d que a =a4 ,i/o preguntei e era de pregunt> ha v9te e nove anos4 ,hoje1 porm1 toda a duvida cess\4 ,conv5cemos-nos de que a civilizao tem de s] mais alguma c\sa d que a =a1 e de que1 por maior =a de remex] a t]ra e dom9> os seus elem5tos que ela at9ja1 neg\ a sua aspirao e atraio\-a1 se com a =a no co9cidiu o des5volvim5to moral d homem e das soci$ades1 naquelas bases de amor1 respeito1 lib]dade1 despr5dim5to e g5]osidade que o g5io greco-lat9o concebeu e fund\ de uma vez p>a sempre4 ,guiados pelo passado e alvoroados pelo pres5te1 logo sabemos1 sem a m5or duvida ou hesitao1 onde e como aquela aspirao de outrora r$iviva ha-de realis>-se1 por que meios ho-de cri>-se e educ>-se os hom5s que a ho-de s]vir e mant] em corpo e aco4 ,entre a educao classica e a aspirao da dignidade sobrelev&o a pura aspirao da =a1 ha uma relao intima e im$iata4 ,aquele mesmo ,ma!w ,arnold que c$o nos acautelava contra a b>b>ia da ,alemanha1 prevalec5do apes> das suas escolas e univ]sidades1 esse1 di/+u9do entre o e/udo das letras1 que o e/udo da aco da =a humana1 da actividade e da lib]dade humana1 e o e/udo da natureza1 que o e/udo das =z no-humanas1 da re/rico e da passividade humana1 julg\ que o fim e c>go da in/ruco444 habilit> o homem a conhec]-se a si e ao mundo4 ,imag9o mesmo que s i/o a que vagam5te *amamos letras1 e que af9al compre5de toda a filos(ia e toda a moral e e/etica1 imag9o que s i/o dem&> cultura e rigorosam5te objecto de educao4 ,a outra educao1 a que na ess5cia apr5dizagem sci5tifica1 essa1 como a sci5cia importa de ord9>io alt]ao da condio mat]ial das c\sas1 depressa entra na categoria d facto quotidiano1 e desse modo1 por efeito de contacto e pres5a fisica1 se torna de conhecim5to inevitavel4 ,z leis e progressos da fisica1 da quimica e de toda a mecanica correlativa so faceis de conhec] desde que tm como resultado im$iato e pat5te o p>a-raios1 a maqu9a a vapor e o telegrafo e o telefone e os subm>9os e os a]oplanos e toda a inf9ita mudana correlativa ou afim4 ,so c\sas que se vem e no podem deix> de s] vi/as e consid]adas pelo seu volume e presso cont9ua4 ,os e/ados da alma que no so assim palpaveis2 a mais pequ5a obra de arte dem&a1 p>a s] compre5dida e s5tida1 uma susceptibilidade fisica e m5tal que1 a no s] em aptides de excepo1 s por educao1 s por uma ins9uao p]si/5te e adequada se alcana4 ,e da a div]sissima natureza d ens9o sci5tifico e da educao classica1 s5o o facto capital que faz que a educao seja propriam5te aquela cultura lit]>ia1 moral e e/etica que con/itue a aspirao classica4 ,o re/o1 com o rotulo espav5toso de sci5cia1 s] porv5tura que/o de conhecim5to e ens9o a acresc5t> educao1 que uma s1 onde z exig5cias pr(issionais o exigirem4 ,ora ns por demais e/udamos a natureza e os modos e t]mos de a sujeit> e aproveit> em b5eficio da =a1 e simultaneam5te1 e por demais tambem1 desapr5demos z letras e os modos e t]mos de z conv]t] em in/rum5to d conhecim5to e discipl9a da nossa alma4 ,entre agonias o v]ificamos4 ,o des5gano pr(undo4 ,e1 ao s5ti-lo e na ansia de rehav] o p]dido1 de pronto a logica nas sug]e os meios de resgate e nos m&a volt> aquela antiga e segura e/rada pela qual a ,r5asc5a cam9h\1 confund9do com boas razes em um s e/udo o ,humanismo1 a cultura d homem1 e a antiguidade classica1 na qual essa cultura at+ira uma beleza sem prec$5tes4 ,por c]to1 no podemos reviv] aquele mundo grg em que os poetas eram soldados1 os politicos g5]ais e cada homem um membro d p>lam5to4 ,nem o dev]emos desej>4 ,mas podemos exp]im5t> a apre5so de uma p>te d seu espirito4 ,essa exi/5cia1 fossem quais fossem z suas faltas1 no t9ha a especialisao dissolv5te d mundo mod]no4 ,ali n+uem era absorvido pelo seu com]cio e pelo seu ganha-po2 um homem cons]vava-se em primeiro log> um s] humano e ex]cia z faculdades e exp]im5tava os praz]es proprios da natureza humana4 ,o artifice no se tornava uma maqu9a1 nem o lavrador um vilo4 ,o soldado1 o m]cador1 o homem de letras no resvalavam no pr(issionalismo e/reito4 ,o hi/oriador d]ivava das horas passadas nas assembleias e no campo o seu conhecim5to da politica e da gu]ra4 ,o poeta e o filos(o haviam e/ado em contacto com aquela natureza humana sobre a qual moralisavam e escreviam4#af ,evid5tem5te1 uma nova con/ituio economica das soci$ades e o seu proprio des5volvim5to m5tal det]m9>am adaptaes e sujeies que nos =am a s] dif]5tes d que fomos no mundo grego4 ,mas d5tro dessa nova con/ituio subsi/e qualqu] c\sa ess5cial que s a ,grecia e ,roma s\b]am p5etr>1 def9ir e fund>2 subsi/e aquela aspirao de p]faz]mos um tipo humano que atravez de todos os cataclismos humanos e cosmicos se mo/r\ et]no1 intangivel1 no susceptivel de melhoria ou correco4 ,p]correu a ,grecia toda a ext5so d p5sam5to humano que at hoje nos tem sido acessivel1 enquanto ,roma exp]im5t\--e essa foi a sua inexc$ivel =taleza--toda a ext5so da discipl9a moral at hoje concebivel e realisada2 e essas duas civilizaes1 conjugadas e ungidas pelo idealismo judaico1 fundiram-se e complet>am toda a =ma sup]ior da actividade humana em espirito e aco1 d]am o homem na sua integridade1 e assim se torn>am a aspirao daquilo que *amamos civilizao1 ou melhor1 a m$ida da civilizao4 ,o que se seguiu ap5as o processo d seu des5volvim5to1 ora tumultuoso1 ora co]5te1 regrado e cont9uo1 ora cresc5do1 ora quebr&o-se em depresses passageiras1 mas jamais se deslig&o d seu impulso inicial e razo de s]1 i/o 1 cons]v&o em toda a cont+5cia1 propicia ou adv]sa1 a imutabilidade d seu fim e vontade4 ,nem mesmo cessa qu&o nos at]ra um conflicto como esse que ps o mundo todo em gu]ra4 ,pelo contr>io1 se temos s]5idade de animo ba/ante p>a em meio da angu/ia apreci>mos os erros que a suscit>am1 a*>emos1 como ,euck5 a*\ julg&o o seu pas e no ob/ante o f]vor com que o ama1 que todo o mal proveio de uma exag]ada adorao da =a fisica e de uma inadmissivel prepond]ancia das cobiz de uma animalidade insaciavel1 (5d5do aquela integridade d homem na sua pond]ao fisico-moral de que a ,grecia e ,roma nos leg>am os exemplos sublimados4 ,por e/a lio crudelissima volt>emos educao classica1 por ela s]emos levados mais uma vez quelas fontes de pureza de espirito de cujas aguas uma obcecada dissipao nos torn\ to indig5tes como sequiosos4 ,seja qual fr a sorte das armas e o aju/e maquiavelico das *ancel>ias1 ao fim encontr>emos que a vitoria foi unicam5te da civilizao1 dessa =a con/ante que nos anima e sup]ior a todas z raz e a todas z naes1 qu] lhes julgue a prosp]idade transitoria1 qu] z al5te entre a decad5cia a mais pr(unda4 ,porque os e/ados1 seja qual fr a sua capacidade politica1 pod]o discipl9> os povos1 arregim5ta-los p>a qualqu] empreza de con/ruco ou demolio1 mas no criam a civilizao1 que uma aspirao psicologica etnica1 prevalec5do sobre toda a cont+5cia e ressurg9do de todo o abatim5to4 ,os povos s]vem a civilizao con=me z suas aptides1 no a inv5tam2 e s]o nobres ou vs1 v5c$ores ou v5cidos1 con=me a s]viram bem ou mal1 fiel ou deslealm5te4 ,baptiz>-nos nas fontes da vida que a antiguidade classica descobriu e onde miraculosam5te se =taleceu e engr&eceu--eis o v]dadeiro inicio da civilizao4 ,e essa iniciao torn\-se tanto mais urg5te quanto c]to que1 *egados a um mom5to de vitorias espl5didas da democracia1 o futuro das soci$ades mais d que nunca deix\ de dep5d] da vontade e d c>act] dos que gov]nam1 mais d que nunca se a*a confiado lib]dade dos hom5s1 e1 por consegu9te1 mais d que nunca tambem fica absolutam5te dep5d5te da capacidade moral desses mesmos hom5s4 ,esse futuro s] ou uma orgia mansa1 qu&o fr regrado1 em que o zelo da boa di/ribuio e nivelam5to das m]as comodidades1 torn&o-se absorv5te1 s por essa absorpo avilta a nossa alma e a expe s degradaes proprias da animalidade e/reme1 p>a z quais o alcoolismo o sumo pontifice e o mais activo c>rasco2 ou um culto da beleza e da dignidade humana na sua integridade e gloria1 p>a o qual a unica habitao conv5i5te so o templo em que ,plato or\1 e os log>es em que o e/oicismo se ouviu1 e aqueles outros1 altissimos1 que a graa cri/ ilum9a4 ,fra di/o1 o futuro das soci$ades1 por mais abundante e g5]oso que ele seja das div]sas =tunas mat]iais que z con/ituies democraticas possam outorg>-lhes1 no pass> na ess5cia de uma brutalidade1 mais ou m5os feliz e durad\ra1 mas a breve tre*o cond5ada a afund>-se na decrepitude1 apodrecim5to1 v]gonha e ru9a que so o t]mo inevitavel de todas z brutalidades4 ,no so outras em mat]ia de educao z concluses da gu]ra4 ,nem a ,alemanha escapa sua evid5cia e aco1 embora por um in/ante se tivesse arvorado em apo/olo da =a4 ,no s os s9ais de r5ovao so ali to cl>os como em qualqu] outra p>te d mundo1 mas o seu passado g>antia1 alis magnifica1 da robu/ez d seu idealismo4 ,um v5to de l\cura fez p]d] a cabea a um povo =te1 e julg\-se deus444 no imag9&o1 po/o que muito sabio seja1 que e/a infatuao da sua pessoa precisam5te o s9al de uma moralidade inf]ior1 de uma m5talidade de primitivos4 7,a4 ,loisy74 ,a ,alemanha1 que foi um l> sagrado da espiritualidade no seculo ,,xviii e a9da em gr&e p>te d seculo ,,xix1 torn\-se por uma fatalidade armazem de m]as ideias1 inv5es e munies2 os seus valores de alma1 os que se davam e recebiam por amor1 =am trocados por valores mundanos com]ciaveis1 pelos que se transmudam por d9heiro1 ou se negoceiam por a/ucia e odio1 ou se arrebatam por conqui/a4 ,mas c\sa alguma induz a crr no c>act] incuravel da do5a1 n5hum s9toma pde em boa f apont>-se que demon/re a corrupo insanavel daquela excel5te mat]ia prima1 da qual foi feita1 em tempos no remotos1 a gloria espiritual da sua g5te1 e da qual tambem vi]am humanidade b5s preciosos e inolvidaveis4 ,p>a z g]aes que nos suc$]em1 nem sequ] pod] s] surpreza uma reconciliao da ,alemanha com uma p>te daqueles que impetuosam5te ela tem combatido1 e uma reconciliao to completa que lhe d +resso na unio lat9a4 ,z af9idades espirituais e hi/oricas da ,alemanha so muito mais proximas d mundo lat9o d que de qualqu] outra especie de m5talidade1 p>ticul>m5te daquela que dom9a nas civilizaes ori5tais e nas que com elas tm p>5tesco2 a sua paixo pres5te da =a1 onde conciliao possa t] e no seja puram5te uma rebeldia cega contra toda a ins9uao de idealismo1 mais de pronto encontr> t]mos de id5tidade na simpatia humanit>ia activa1 propria d lat9ismo ocid5tal1 d que no quietismo mi/ico e no despr5dim5to passivo que o ,ori5te infundiu e alim5ta no slavo4 ,de facto1 mais de v9te e c9co seculos de hi/oria demon/r>am que no ha s5o duas civilizaes--a que cri/alis\ na sobri$ade atica1 na au/]idade moral romana e na graa cri/1 fundidas e discipl9adas1 e a que vagueia nos arrebatam5tos d ,ori5te1 to de pronto erguidos em extasis de despr5dim5to como inflamados na opul5cia insondavel da s5sualidade4 mesmo e/a oposio de temp]am5tos e a diuturnidade dos conflitos que ela causa na ansia mutua de absorpo1 na paixo viol5ta de transmud> o antagonismo em uma unidade politica e m5tal e/avel1 que de cont9uo esp]amos e nunca *ega1 e/a atraco reciproca d ,ocid5te europeu e d ,ori5te1 protel&o-se em gu]ras inf9itas e conqui/as efem]as sem jmais logr>em unir e fundir suas aspiraes orig9>ias1 e/a incompatibilidade at agora irr$utivel1 qu] seja por amor1 qu] seja por despotismo1 tudo o que tem exp]im5tado e por muitos modos1 e/e confronto1 de ord9>io p5oso e r>o cont5te1 que1 mais d que z vicissitudes d des5volvim5to int]no proprio dessas duas civilizaes1 con/itue o drama supremo da hi/oria da humanidade e suas epopz4 ,at mesmo p]ante esse dualismo tragico1 o que ne/es ultimos quatro anos se tem passado no mundo e que nos seus males nos p>ece tamanho1 no pass> talvez de um acid5te d des5volvim5to int]no da civilizao ocid5tal1 porv5tura uma simples desproporo entre a civilizao de quantidade1 por demais avolumada1 e a civilizao de qualidade1 a necessidade de r$uzir essa desproporo a t]mos de equilibrio cons5taneo com os nossos f9s1 tradies e vontade4 ,no hav5do idealismo de consequ5cias praticas fra de/as duas almas e no se conceb5do a vida fra de qualqu] idealismo iman5te1 a ,alemanha t] por fatalidade logica de se consub/anci> com uma dessas duas almas1 e adiv9ha-se sem maior es=o p>a onde se incl9>1 tanto mais que se sabe donde veio1 onde foi busc> a trama da sua civilizao4 ,a exp]i5cia da vida 1 em uma l>guissima ext5so1 a r$uco ao absurdo de uma gr&e p>te da propria vida2 um fabrico incessante de rebutalho de aspiraes4 ,o que na infancia se nos afigur\ gr&e1 no r>o se mo/ra mesqu9ho na virilidade e dete/avel na velhice2 o que a creana cobiou e a*\ belo1 a*\-o indif]5te a adolesc5cia e despres\-o a idade da razo4 ,e/a con/ante e progressiva reviso e elim9ao de valores1 que praticam5te conduz simplicidade e psicologicam5te acresc5ta e engr&ece a espiritualidade1--i/o con/itue a civilizao1 se o consid]amos na hi/oria dos povos1 e por igual uma p>te1 e muito gr&e1 da educao1 se o obs]vamos no des5volvim5to individual4 ,a cultura e a educao d homem e das soci$ades no so outra c\sa s5o o processo e a aco dessa reviso de valores iniciais1 que teve o seu primeiro padro em ,esp>ta e a sua ultima m$ida1 e a mais alta1 em ,j]usalem1 no ,calv>io4 ,p]ante e/a lei de sucesso de valores1 v]ificada na hi/oria e de cont9uo r5ovada em nossa consci5cia1 aquilo que se pass\ no mundo ne/es ultimos c9co5ta anos1 e de que a ,alemanha foi o mais p]feito exemplo e o mais retumbante porta-voz1 e/a paixo de mat]ialidades e a cr5a em suas virtudes1 que p>a suprema eficacia deu a escravido d homem p]ante o e/ado1 a abdicao na ab/raco p]igosa e despotica que se *ama o gov]no2 essa ambio de =a fisica1 em cujos fundam5tos alguem entreviu uma sup]/iciosa mitologia1 no t]ia sido mais d que a expresso de um mom5to infantil d des5volvim5to dos povos civilizados1 que o tempo ha-de corrigir pelos proprios impulsos d crescim5to1 tal qual e/ demon/rado na hi/oria das naes lat9as4 ,direi mesmo que quem obs]v> com simpatia e s]5idade o conflito de op9ies que a gu]ra inflam\1 t] repetidas vezes encontrado entre os hom5s mais exaltados na admirao da ,alemanha e dos seus feitos1 at a defesa das crueldades da sua cultura1 c>act]es da mais pr(unda pureza e da mais cativante +5uidade4 ,so crianz gr&es1 crianz excel5tes1 preciosa mat]ia prima da bondade e da ju/ia1 ap5as e passageiram5te dom9adas pelo que melhor corresponde pujana da sua juv5tude1 naturalm5te turbul5ta1 a9da avida de dom9io1 como proprio da sua =a1 apre/&o-se entretanto p>a aquelas elim9aes que lhe ho de trans=m> os impetos em anseios de lib]dade e de despr5dim5to1 vi/o que e/a a qualidade humana por excel5cia4 ,demos pois ao tempo o que d tempo1 e1 enquanto esp]amos por dias m5os agre/es1 invoquemo-los pelo nosso es=o1 por essa arte div9a que z g]aes glorific>am sob o titulo de educao classica4 ,,fim #a ,a ,gu]ra4 ,depoim5tos de ,h]ejes4 7,f4 ,frana ,amado2 ,coimbra1 #aiae74 #b ,! ,european ,an>cky1 7,all5 ,unw974 #c ,n4 #bhdc1 de #af de abril de #aiaf4 #d ,j4 ,bryce4 ,! ,am]ican ,commonweal?1 #c4 edio1 vol4 ,,ii1 pag #ghh4 #e ,! ,_w 9 ,conflict e ,que/ions ( ,w> & ,peace4 7,t4 ,fi%] ,unw92 ,londres1 #aiae e #aiaf74 #f ,l4 ,f4 ,hobh\se1 ,! ,_w 9 ,conflict4 ,pag4 #ih4 #g ,! ,ultimate ,belief4 7,con/able ,company2 ,londres1 #aiaf74 #h ,clutton ,brock4 ,l4 c4 ,pag4 #aje e #ajf4 #i ,g4 ,lansbury4 ,y\r ,"p 9 ,pov]ty4 7,g4 ,all5 ,unw92 ,londres74 ,pag4 #dh4 #aj ,pi]re ,hamp4 ,le ,travail inv5cible4 7,edition de ,la ,n\velle ,revue ,franaise2 ,p>is1 #aiaf74 #aa ,l4 ,tol/oi4 ,j\rnal intime1 #ahie-aiaj4 7,p>is3 ,e4 ,flamm>ion1 #aiag71 ,pag4 #ag4 #ab ,! ,h]ald1 #bh outubro de #ahaf4 #ac ,! ,w> & ,democracy4 7,macmillan ,c42 ,londres1 #aiae74 ,pag4 #a e #b da ,introduco1 por ,a4 ,zimm]n4 #ad ,na ,educao ,nacional1 #b4 s]ie1 n4os #di e #eg1 de #ae e #bd de junho de #aiaa4 #ae ,j4 ,j\b]t4 ,correspondance4 7,p]r9 ,c4e2 ,p>is1 #aiad47 ,pag4 #aij e #aia4 #af ,r4 ,w4 ,liv+/one4 ,a ,def5ce ( classical ,education4 7,macmillan2 ,londres1 #aiaf47 ,pag4 #gg4 ,,indice ,pag4 ,prologo ,v ,d que o fogo no queima #a ,valores re/aurados--,r5ascim5to da educao classica #eg ,,d ,,mesmo ,,autor 99 ,sonho de ,p]feio1 #aija1 romance4 99 ,vozes d meu ,l>1 #aijb4 99 ,na ,paz d ,s5hor1 #aijc1 romance4 99 ,re9o da ,saudade1 #aijd1 romance4 99 ,via ,r$emptora1 #aije4 99 ,apo/olos da ,t]ra1 #aijf4 99 ,s4 ,francisco d',assis1 #aijh4 99 ,jos ,e/evo1 #aiji4 99 ,alex&re ,h]culano1 #aiaj4 99 ,rogaes de ,eremita4 99 ,salmos d ,prisioneiro1 #aiae4 99 ,a ,gu]ra1 ,depoim5tos de ,h]ejes1 #aiae4