,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 ,a ,,philosophia ,,da ,,natureza ,,naturali/as #ahid ,,hom5agem ,,po/huma ,a ,,an!ro ,,de ,,qu5tal 7,,mi*ael5se7 ,,an!ro ,,de ,,qu5tal ,a ,,philosophia ,,da ,,natureza ,,dos ,,naturali/as #ahid ,typ4 ,editora d ,,campe,o ,,popul> ,s4 ,miguel--,,ponta ,,delgada--,aores ,,explica,o ,,previa ,digam o que diss]em1 ,an!ro de ,qu5tal foi indubitavelm5te1 um dos mais fecundos escriptores d seu paiz e da sua epo*a4 ,r>os1 muito r>os1 =am z !orias ou problemas da actualidade1 v5tilados com int]esse nos dom9ios da ,sci5cia1 da ,politica ou da ,arte que deixassem d'ex]cit> a p5na sempre pre/igiosa e sempre elegante d gr&e ,me/re4 ,na sua obra em prosa cabe1 porem1 um log> proem95te aos copiosos artigos de critica ou de polemica1 que1 durante quasi tr9ta annos1 app>ec]am e/ampados em div]sos orgos da impr5sa p]iodica portugueza1 tanto da capital como da prov9cia1 e nos quaes1 semelhana de ,littr e de ,ta9e1 elle connot\1 como n'um di>io intimo1 no sm5te z suas op9ies pessoaes sobre os hom5s e os successos contemporaneos1 mas a9da z corr5tes de influ5cias e/ranhas que actu>am no seu espirito e z impresses que d'ahi result>am4 ,como critico e polemi/a1 ,an!ro de ,qu5tal no teve em ,portugal competidor2 foi unico na en]gia fogosa da polemica e nos processos te*nicos da analyse critica4 ,os seus escriptos de critica bibliographica so exempl>es de me?odo e de bom s5so1 de f9ura e de erudio1 de escrupulosa imp>cialidade e d'aquella s]5a compreh5so dos multiplices aspectos das c\sas e dos hom5s que d ao critico a maxima au?oridade e valor4 ,n'e/e p>ticul>1 p]t5ce-lhe a gloria de t] sido entre ns o v]dadeiro creador d'um g5]o litt]>io descurado1 p>a no diz]mos falseado1 na sua applicao4 ,at elle a critica1 ab]r&o diametralm5te d seu papel objectivo1 fazia-se pela antipa?ia ou sympa?ia d critico p>a com o nome d au?or2 o l\vor ou a c5sura previam-se ju/am5te1 dadas z relaes de s5tim5to d'um p>a com outro4 ,foi ,an!ro quem inici\ a critica impessoal1 a critica objectiva1 desapaixonada1 fria1 inspirada por um s5tim5to de equidade e de ju/ia--critica1 em summa1 que uma lio2 porque ens9a1 e que pode faz] d criticado um adv]s>io1 mas nunca um inimigo--e d critico um juiz1 mas nunca um l\vam9heiro nem um delator4 ,os artigos criticos d gr&e ,me/re teem todos e/es c>act]es ac5tuadam5te impressos3 no so exclusivam5te laudatorios nem exclusivam5te aggressivos2 so ju/os e por isso mesmo v]dadeiros4 ,teem au?oridade2 porque fallam s9c]am5te uma l+uagem que no a d odio nem a dos affectos2 mas que a voz d'uma consci5cia honrada p>a a qual os ,hom5s so o m5os e a ,v]dade o mais4 ,se alguns d'esses trabalhos p]d]am j aquelle cunho de novidade que os fez circul> v]tig9osam5te d'um a outro canto d nosso paiz1 e se por isso no movem ao int]esse e en?usiasmo que suscit>am aos primitivos leitores1 c]to1 que a9da assim1 con/ituem docum5tos de summa valia1 qu] sob o ponto de vi/a m]am5te litt]>io1 qu] como subsidio p>a quem no futuro pret5da hi/ori> z diff]5tes phases d movim5to das idz em ,portugal1 na ultima metade d seculo ,,xix4 ,taes elem5tos so1 portanto1 indisp5saveis p>a o e/udo de ,an!ro e da sua epo*a4 ,sem elles mal se pod] compreh5d] a obra d gr&e ,me/re na sua ext5so1 valor1 influ5cia1 e mal se pod] explic> tambem a filiao ou dep5d5cia das div]sas p>tes d'essa obra complexa e va/issima4 ,v-se1 pois1 que quem quiz] =m> uma ida cabal d irrivalisavel escriptor e da sua actividade productora1 ou procur> compreh5d] a aco ex]cida sobre os seus contemporaneos1 ha de necess>iam5te recorr] s colleces das ,revi/as e ,gazetas1 que o cont>am entre os seus collaboradores1 onde elle deix\ ar*ivado pelo seu proprio punho aquillo que bem pode *am>-se a sua autobiographia m5tal4 ,infelizm5te1 porm1 so num]osos e p\co accessiveis esses repositorios1 muitos dos quaes teem desapp>ecido 7como succ$e maior p>te das revi/as academicas1 publicadas em ,coimbra7 e outros tornam-se cada dia mais r>os1 dada a procura dos collecionadores4 ,n'e/as condies1 d5tro em breve1 p\cos s]o os e/udiosos que t5ham a dita de l] e consult> os escriptos jornali/icos d',an!ro4 ,esp]>-se-ha que um editor tome sobre si o enc>go de recolh] essas num]osas especies disp]sas8 ,e no s] isso1 por assim diz]1 sacrific> a obra d gr&e ,me/re1 deix&o de recolh] muitos dos escriptos da maior r>idade8 ,a edio def9itiva das obras completas d',an!ro s pod] lev>-se a cabo1 qu&o primeiro se publiquem z reproduces d'esses escriptos avulsos4 ,aos amigos e discipulos d immortal escriptor imp5de1 pois1 um gr&e dev] de gratido3-- o dev] de cada um de p] si ou associados1 salv> d olvidio e da de/ruio os trabalhos d ,me/re1 collig9do-os sy/ematicam5te e por ordem *ronologica1 semelhana d que fez o sr4 ,oliveira ,m>t9s p>a os ,sonetos e re/antes composies poeticas4 urg5te comear4 ,talvez mais t>de no seja possivel recon/ituir a s]ie d'aquelles trabalhos ou por t]em desapp>ecido os jornaes em que =am orig9alm5te publicados1 ou por muitos d'elles s]em anonymos e t]em tambem desapp>ecido z pessoas que pod]iam reconhec] a sua pat]nidade4 ,,ii ,no di>io portu5se--,a ,prov9cia--ins]iu ,an!ro de ,qu5tal1 em #ahhf1 uma s]ie de c9co artigos1 a proposito da obra de ,vianna de ,lima1 intitulada--,exposio summ>ia das !orias trans=mi/as4 ,a que/o v]sada era e a9da das mais importantes e das mais disputadas1 tanto no t]r5o propriam5te especulativo1 como no t]r5o das sci5cias naturaes4 ,an!ro de ,qu5tal1 me?aphysico de pr(isso1 no podia entr> no debate como naturali/a1 embora os seus e/udos tivessem fundos alic]ces nas ,sci5cias da natureza4 ,discutiu e argum5t\ como philosopho2--philosoph\2 porque na mat]ia t9ha op9ies orig9aes def9idas e razes peculi>m5te suas4 ,d'ahi a importancia e r5ome dos artigos que o publico illu/rado victori\1 como modelos acabados de analyse critica1 colloc&o-os d mesmo passo a p> das melhores pag9as de prosa portugueza4 ,t9ha razo4 ,so com effeito obras primas no seu g5]o e em que no se sabe qual mais admir>1 se a belleza incomp>avel de =ma1 se a g5ial pujana e sup]ioridade d p5sam5to que anima aquella solida con/ruco especulativa1 communic&o-lhe a maxima pot5cia de sugge/o e de int]esse4 ,mo/remo-lo1 embora de relance4 ,an!ro de ,qu5tal1 p>t9do d pr9cipio de que a sci5cia no pde s] p>a a philosophia mais que uma mat]ia prima1 impugna a pret5so de fund> uma philosophia da natureza com a a simples g5]alisao dos dados d'um grupo de sci5cias1 e sem t] em conta o indisp5savel crit]io das ideias4 e/e o !ma pr9cipal que elle se es=a p>a e/abelec] fundam5talm5te4 ,analys&o z duas noes que =mam a base da d\tr9a ,haeckeliana--o movim5to e a evoluo--mo/ra que a primeira insuffici5te1 e segunda falta a g5]alidade sci5tifica2 vi/o como no int]vem1 s5o onde o elem5to hi/orico repres5ta um papel proem95te4 ,por outro lado demon/ra que ha contradico flagrante entre a ida da espontaneidade da mat]ia1 como a admitte a escola moni/a1 e a !oria da cons]vao d movim5to1 que dom9a nas sci5cias physicas e em gr&e p>te nas sci5cias da organisao4 ,e sobre e/as premissas logicas1 conclue que a d\tr9a da evoluo1 =mulada por ,haeckel1 longe de s]1 como se pret5de1 uma d\tr9a positiva1 baseada nas sci5cias e flu9do d'ellas como sua consequ5cia natural1 implica1 pelo contr>io uma ext5so abusiva da induco sci5tifica e a illegitima g5]alisao d'uma hypo!se1 que1 se p]feitam5te fundada no t]r5o de det]m9adas sci5cias1 s ahi e s n'esse ponto de vi/a tem au?oridade sci5tifica4 ,a ida da f9alidade1 combatida pela escola moni/a1 su/5tada por ,an!ro d'um modo sup]ior e orig9al4 ,a evoluo1 diz elle1 implic&o a ida d'um typo1 que z =mas evolv5do1 t5dem a realis>1 implica por isso mesmo uma f9alidade4 ,quem diz evoluo1 diz progresso4 ,ora progresso que no t5de p>a c\sa alguma que no tem um typo e um fim1 no se compreh5de4 ,no preciso mais p>a se v] a importancia e o valor d trabalho que se segue4 ,pod]iamos faz] aqui algumas approximaes entre z d\tr9as d',an!ro e z d\tr9as de ,h>tmann1 ,lang e ,/allo--seus au?ores pr$ilectos e mais compulsados4 ,pod]iamos tambem mo/r> que os bellos artigos sobre z t5d5cias da mod]na philosophia1 dados a lume na ,revi/a de ,portugal1 so o des5volvim5to logico d p5sam5to dom9ante nas pag9as adiante reproduzidas4 ,mas fallece-nos a au?oridade e compet5cia p>a tanto1 e demais1 o trabalho d',an!ro no c>ece nem de criticas1 nem de comm5t>ios elucidativos3--impe-se por si e tem em si a necess>ia lucidez p>a conv5c] a uma simples leitura4 ,reproduz9do-o hoje temos ap5as em vi/a r5d]1 no anniv]s>io d seu passam5to1 uma d]radeira hom5agem de respeito e e/ima ao filho d'e/a ilha que uma das maiores glorias das letras patrias1 e ao mesmo tempo facilit> aos e/udiosos a leitura d'um dos trabalhos philosophicos d'elle em que mais cl>am5te se pat5teiam o seu subtil eng5ho dialectico1 a orig9alidade das suas concepes especulativas e z m>avilhosas qualidades didacticas da sua prosa expositiva e analytica4 ,e d'e/'arte fica explicada a pres5te publicao4 ,ponta ,delgada1 #aa ,setembro de #ahic4 ,eug5io ,vaz ,pa*eco d ,canto e ,ca/ro ,,primeiro ,,artigo,a ,um livro sobre z mod]nas !orias trans=mi/as1 publicado em ,p>is e em francez1 e firmado por um nome portuguez1 facto to extraord9>io1 que por si s ba/>ia p>a attrahir z att5es4 ,mas no livro d snr4 ,vianna de ,lima1 no s a extranheza d facto que deve *am> a nossa att5o3 a9da o seu valor intr9seco4 ,e/a ,exposio summ>ia das !orias trans=mi/as 1 como o titulo indica1 uma especie de summa das d\tr9as pr(essadas sobre a philosophia da natureza por uma escola consid]avel1 cuja cabea1 ,e4 ,haeckel1 um dos nomes mais illu/res1 e ju/am5te illu/res1 da ,allemanha intellectual1 na segunda metade d nosso seculo3 e a obra d adepto no indigna1 nem pela intellig5cia nem pelo sab]1 da escola nem d me/re4 ,no s\ naturali/a e1 t5do a consci5cia da m9ha incompet5cia1 no me atrev]ia a escrev] sobre a obra d sr4 ,vianna de ,lima1 se o seu livro fosse propriam5te um livro de sci5cias naturaes1 e se os quatro e/udos1 de que se compe1 se cons]vassem escrupulosam5te nos limites rigorosos d campo sci5tifico4 ,o livro1 porem1 d snr4 ,vianna de ,lima1 apez> da mode/ia d titulo1 aspira de facto a s] um livro de philosophia da natureza1 e1 n'esse t]r5o1 creio pod]1 sem tem]idade1 emittir algumas op9ies fundam5tadas4 ,pre/>ei1 assim uma hom5agem ao moo portuguez 7portuguez pelo nome e pelo sangue3 ouo que brazileiro7 que to galh>dam5te nos repres5ta no gr&e mundo da intellig5cia1 aproveit&o ao mesmo tempo o ensejo p>a diz] alguma c\sa sobre uma escola philosophica1 cujos *efes respeito e cuja importancia no desconheo2 mas cujas t5d5cias e/o muito longe1 em meu ent5d]1 de s]em satisfactorias4 ,alex&re de ,humboldt1 o naturali/a encyclop$ico e quasi leg5d>io d primeiro qu>tel d'e/e seculo1 co/umava diz] cau/icam5te1 ref]9do-se philosophia da natureza puram5te especulativa1 que ento deslumbrava com os cl>es d g5io de ,s*ell+ e ,hegel1 no s a ,allemanha p5sadora1 mas a9da a ,allemanha sci5tifica1 que a*ava s+ul>issimos aquelles naturali/as que pret5diam faz] *imica sem molh> a ponta dos d$os4 ,t9ha razo4 ,hoje1 ns outros metaphysicos1 podemos com igual razo diz] que so s+ul>es e/es philosophos1 que1 com os d$os mais que ensopados em *imica1 pret5dem faz] philosophia sem nunca se t]em dado ao trabalho de reflectir4 ,com effeito1 a philosophia 1 de sua natureza1 especulativa1 e a sci5cia no pde s] p>a ella mais que uma mat]ia prima4 ,um homem de sci5cia1 por encyclop$ico que seja1 se no tiv] ao mesmo tempo reflectido muito e pr(undam5te sobre z que/es puram5te racionaes1 que a sci5cia suscita e no pde por si resolv]1 reflectido sobre z ideas ab/ractas1 que so1 umas1 po/ulados p>a z diff]5tes sci5cias1 outras1 pr9cipios ord5adores d'uma explicao g]al das c\sas1 um tal homem de sci5cia1 apes> d seu encyclop$ismo1 no pod] nunca aspir> ao titulo de philosopho4 ,pode diz] que sabe1 mas no que ent5de1 porque o problema d univ]so1 como problema total e concreto1 s] p>a a sua intellig5cia1 alis opul5ta de factos1 to obscuro1 como p>a a intellig5cia d'um simples e ignorante4 ,a philosophia no o m]o ajuntam5to ou a9da o quadro empiricam5te ord5ado dos factos d univ]so3 a compreh5so e explicao racional e total d'esse gr&e quadro4 ,ora1 uma tal explicao s possivel no ponto de vi/a das ideias ultimas e fundam5taes da raso 7sub/ancia1 causa1 fim7 e essas ideias teem por isso de s] tomadas em si1 pesadas e analysadas4 ,no faz outra c\sa a metaphysica1 e sem metaphysica no ha philosophia1 porque no ha v]dadeira compreh5so racional1 nem v]dadeira e total explicao4 ,metaphysica 7ou especulao7 e sci5cia 7ou obs]vao7 so duas s]ies conv]g5tes1 que p>tem de pontos oppo/os e com leis de des5volvim5to div]sas2 mas1 como so conv]g5tes1 encontram-se3 o ponto onde se encontram e1 sem se fundirem1 reciprocam5te se p5etram1 que a philosophia4 ,a philosophia tem pois por mat]ia a sci5cia1 por =ma a metaphysica2 ou a9da1 a philosophia a obs]vao 7qu]o diz]1 os seus resultados7 consid]ada no ponto de vi/a absoluta da raso4 ,o desconhecim5to d'e/as v]dades e o desdem pela metaphysica1 filho em gr&e p>te da reaco1 alis ju/issima1 provocada pelos excessos e intol]avel dogmatismo da especulao1 na ,allemanha1 e pela sua insignificancia e conv5cionalismo1 em ,frana2 e1 por cima d'isso a9da1 o m>avilhoso des5volvim5to das sci5cias naturaes1 durante os ultimos #dj annos1 d]am de si o app>ecim5to d'uma pseudo-philosophia da natureza que se pret5de positiva e puram5te filha das sci5cias e que julga +5uam5te pod] resolv] os intr9cados problemas das idz1 sem t] o incommodo de reflectir e s com gr&e somma de physica1 *imica e physiologia4 ,d'e/es naturali/as philosophos o mais em95te1 tanto pelo sab] como pelo g5io1 o apo/olo de ,d>w9 na ,allemanha1 o illu/re autor da ,hi/oria natural da ,criao1 ,erne/o ,haeckel4 entre os discipulos de ,haeckel que vem tom> log>1 com o seu livro1 o snr4 ,v4 de ,lima4 ,pr(ano1 no me dado conhec] e diz] at que ponto a rigorosa v]dade e o rigoroso me?odo sci5tificos tem sido viol5tados pelo sabio e eng5hoso1 mas no m5os phantasioso e tem]>io pr(essor de ,muni*,b1 p>a se dobr>em e acommod>em s suas d\tr9as g]aes4 ,sei s que outros me/res em95tes1 como ,vir*[1 ,helmholtz1 ,huxley e ,du ,bois-,reymond e/o longe de se d>em por inteiram5te satisfeitos com a or?odoxia sci5tifica de muitas das affirmaes d padr9ho d mon]o batybio4 ,a mim s me p]mittido occup>-me com z ideias e t5d5cias propriam5te philosophicas da escola moni/a-evolucioni/a1 cuja cabea ,haeckel2 e o livro d discipulo1 que se propoz resumir a d\tr9a1 s]-me-ha occasio p>a faz] sobresahir 7embora s em dois pontos1 mas capitaes ambos7 a confuso e defici5cia na analyse das ideias1 que imp$em1 a meu juizo1 que a pret5dida philosophia da natureza moni/a-evolucioni/a1 apez> da impon5te massa de sci5cia sobre que ass5ta1 att9ja a v]dadeira altura d'uma philosophia da natureza4 ,monismo e evoluo so z duas noes que =mam a base da d\tr9a ,haekeliana4 ,comecemos por indag> que ideia precisa envolve e/a palavra--monismo4 ,p>ece-me que a palavra que nova1 no a ideia4 ,tanto val]ia diz] pan!ismo1 ou a9da mat]ialismo1 pois no encontro no fundo d'aquella expresso nada mais d que n'e/as duas outras2 a sab]3 uma concepo unit>ia da sub/ancia4 ,e/a concepo1 porem1 7na sua simplicidade e em quanto no fr def9ida d'uma maneira p>ticul>7 propri$ade commum de muitas escolas antigas e mod]nas e precisa sahir d'essa g5]alidade e indet]m9ao p>a pod] c>act]is> uma maneira especial de compreh5d] z c\sas3 assim o atomismo1 assim o pan!ismo de ,sp9oza1 assim o idealismo reali/a de ,hegel etc4 ,ora1 ju/am5te essa falta de def9io precisa1 essa vaga de g5]alidade e indet]m9ao1 que eu noto no monismo de ,haeckel4 ,monismo p>ece-me ap5as uma palavra nova 7e muito disp5savel7 e no a mais4 ,com effeito1 affirm> ab/ractam5te a unidade de sub/ancia 1 no t]r5o da philosophia da natureza1 p\ca c\sa3 o que importa def9il-a4 ,def9il-a apres5tal-a nas suas relaes com a realidade1 c>act]isal-a na sua maneira de s] positiva1 mo/r>1 no como a concebemos em si 7p]t5ce isso metaphysica71 mas como a concebemos realisavel4 ,uma mat]ia ab/racta1 una e simples1 ap5as vagam5te susceptivel de se manife/> por omnimodas modalidades1 uma base insuffici5te p>a a philosophia da natureza2 porque uma base insuffici5te p>a a sci5cia4 ,o que a sci5cia exige e o que preciso philosophia da natureza det]m9> n'essa inf9idade de moralidades1 qual a fundam5tal ou elem5t>1 aquella a que se r$uzem todas z outras4 ,ora isso ju/am5te o que z sci5cias da natureza teem feito1 r$uz9do todas z modalidades da mat]ia ao elem5to primordial movim5to4 ,os moni/as1 sempre que fallam como hom5s de sci5cia1 adoptam 7e no podiam deix> d'adopt>7 e/a concepo4 ,mas1 como philosophos1 em vez de receb]em das mos da sci5cia e/e resultado1 p>a o elabor>em e des5volv]em1 caem no vago e em inextr9caveis confuses4 assim que o nosso auctor comea por se decl>> anti-mat]iali/a e pret5de repellir o atomismo4 affirm&o que a mat]ia no pde s] def9ida p] e/a ou aquella propri$ade1 mas que p>a o monismo1 a mat]ia o que 9 situ4444 aquillo que se manife/a aos nossos s5tidos e ao nosso ent5dim5to por modos div]sissimos1 sob =ma de ph5om5os inf9itam5te v>iados4444 pret5d] isol> 7d'e/e conjuncto7 c]tas propri$ades1 ab/rahir c]tas qualidades1 gr&e erro4444 p>a elle 7o moni/a7 qualidades1 propri$ades especificas ou funccionaes1 funces1 etc4 so inh]5tes mat]ia em que se manife/am e =mam com ella um todo indissoluvel4 ,entretanto1 meia pag9a abaixo1 d a ent5d] que todas z propri$ades da mat]ia so frmas d movim5to e se r$uzem a movim5tos elem5t>es3 a =a a propri$ade ou a maneira de s] mais g]al da mat]ia4444 todas z =z so r$uctiveis a movim5tos4444 uma =a no mais d que mat]ia em movim5to4 ,mas1 se i/o assim1 a mat]ia no j tudo o que 9 situ z suas propri$ades no so j inisolaveis e indissoluveis1 nem gr&e erro ab/rahir d conjuncto d'ellas c]tas propri$ades1 vi/o que1 de facto1 a mat]ia c>act]isada por uma propri$ade fundam5tal1 o movim5to1 da qual todas z outras no so mais d que modalidades1 ou1 mais t]m9antem5te1 grupos e comb9aes de movim5tos simples elem5t>es4 ,s]iamos assim levados ao dynamismo1 concepo j mais precisa e mais pratica d que o vago e indet]m9ado monismo1 e que1 depois de ,leibnitz1 cada vez mais tem ido p5etr&o1 ou antes1 impondo-se philosophia das sci5cias4 ,j por aqui comeamos a v] quanto a concepo moni/a da mat]ia confusa e mal def9ida e1 por consegu9te1 p\co philosophica4 ,mas no o s por i/o4 ,a confuso primeira faz-se s5tir em todos os aspectos da ideia de mat]ia4 impossivel1 com effeito1 pass>-se naturalm5te da noo d'uma sub/ancia una1 simples e ap5as virtualm5te susceptivel d'omnimodas modalidades1 p>a a rica e quasi inf9ita v>i$ade dos s]es e qualidades de que se compe a univ]sal realidade4 ,que importa que essa d\tr9a sibyll9a nos diga que a sua sub/ancia una e simples virtualm5te susceptivel de toda a v>i$ade de =mas e qualidades8 ,a que/o e/ ju/am5te em se sab] como que1 s5do una e simples1 tal sub/ancia pde effectivam5te d> de si o movim5to e a v>i$ade4 ,sobre i/o 7e i/o ju/am5te o n vital da que/o7 muda a d\tr9a4 ,como que essa sub/ancia una e simples se det]m9a8 como que1 s5do una e simples1 se pde d> n'ella opposio1 div]sidade1 movim5to8 ,a concepo moni/ia implica cont9uidade--e tudo no univ]so descont9uo2 implica simplicidade--e tudo no univ]so complexo3 implica inalt]abilidade e indi/9co--e tudo no univ]so p]petua mudana1 diff]5ciao e in/abilidade4 ,o nosso auctor levanta se desd5hosam5te contra o atomismo4 ,entretanto o seu monismo1 ou c\sa n5huma1 ou tem de se resolv] na ideia de atomo4 ,pois o que e/ no fundo da concepo atomi/a8 ,a ideia da descont9uidade da mat]ia4 ,e tal ideia impe-se3 impe-se como um facto s5sao2 impe-se como um po/ulado sci5cia1 que1 sem presuppor a descont9uidade1 incapaz d'avali> e exprimir por num]os 7e esse o typo e a =ma p]feita d conhecim5to sci5tifico7 seja o que fr na successo dos ph5om5os2 impe-se f9alm5te especulao1 que no pde conceb] movim5to onde no ha di/9co1 opposio e successo1 e no pde p5s> a di/9co sem p5s> ipso facto a descont9uidade4 ,foi precisam5te e/a objeco que encontr\ deante de si e contra a qual veio desman*>-se a physica c>tesiana com a sua ideia da mat]ia-ext5so4 ,como se concebe o movim5to numa tal mat]ia8 p]guntava-lhe o atomi/a ,gass5di4 ,e ,boileau1 com o seu solido bom s5so1 resumia a que/o nos dois v]sos celebres3 ,c'e/ en va9 que ,rohault s*e p\r concevoir ,comm5t1 t\t tant ple91 t\t a pu se m\voir ,o snr4 ,v4 de ,lima1 levant&o-se1 com os seus me/res1 contra o atomismo1 e acceit&o ao mesmo tempo1 com z sci5cias physicas1 a r$uco da ideia de mat]ia de movim5to1 mo/ra mais uma vez a inconsi/5cia d monismo no t]r5o das ideias g]aes da natureza e a falta de analyse segura que pat5teia a concepo fundam5tal sobre que ass5ta4 ,declam> contra o atomismo facil3 evit> com uma palavra vaga e ao mesmo tempo pomposa z difficuldades que envolve a concepo da mat]ia1 mais facil a9da3 mas no isso o que se esp]a de v]dadeiros philosophos2 e uma t5tativa de philosophia da natureza1 s m]ec] e/e nome1 qu&o sobre a analyse das ideias de sub/ancia1 =a e movim5to se ass5te uma d\tr9a da mat]ia que satisfaa ao mesmo tempo s exig5cias puram5te racionaes da especulao e z mais praticas da indagao sci5tifica4 ,nada d'i/o encontro no monismo de ,haeckel e seus discipulos3 o t]r5o sobre que pret5dem con/ruir e/1 quanto a mim1 muito longe de s] solido4 ,,segundo ,,artigo,c ,falta-me a9da enc>>1 n'e/a esph]a da ideia de mat]ia1 a concepo moni/a1 sob um outro ponto de vi/a4 o da espontaneidade da mat]ia4 ,o snr4 ,vianna de ,lima affirma1 por assim diz]1 dogmaticam5te1 nas suas ,obs]vaes prelim9>es1 essa espontaneidade e prote/a contra a physica da in]cia3 entretanto1 todo o seu livro1 toda a sua maneira de compreh5d] a evoluo presupe a in]cia da mat]ia4 que d'uma affirmao a uma !oria vae uma c]ta di/ancia1 e no me con/a que algum dos me/res d monismo t5tasse a9da =mul> essa !oria4 ,o assumpto envolve com effeito uma difficuldade1 que me p>ece exc$] a capacidade especulativa dos d\tores moni/as4 ,a ideia da espontaneidade da mat]ia 7ideia puram5te especulativa1 em que peze s pret5ses d positivismo dos nossos naturali/as philosophos7 p>ece e/> em contradico com a !oria da cons]vao d movim5to1 que dom9a nas sci5cias physicas e j em gr&e p>te nas sci5cias da organisao4 ,no vejo que a d\tr9a moni/a resolva1 como ella pde s] resolvida1 n'uma esph]a sup]ior1 e/a contradico4 ,pelo contr>io1 no livro d sr4 ,v4 de ,lima1 pela maneira por que o pr9cipio da cons]vao d movim5to applicado1 sem a m5or res]va ou explicao1 desde a physica at psy*ologia1 e a evoluo apres5tada como o exclusivo resultado d puro me*anismo1 a espontaneidade da mat]ia1 praticam5te e apes> das affirmaes prelim9>es1 con/antem5te desconhecida1 ou antes1 negada implicitam5te a cada in/ante4 ,de facto1 como se o livro todo no tivesse outro fim s5o de/ruir a ^! e/abelecida nos prolegom5os--^! que todavia 1 philosophicam5te1 o seu fundam5to4 ,com effeito1 se havemos de ent5d] que todo o movim5to1 seja de que ordem fr1 no s condicionado por um movim5to ant]ior1 mas realm5te e exclusivam5te uma trans=mao d'esse movim5to ant]ior1 cl>o que tal concepo d movim5to exclue 9 lim9e a ideia de espontaneidade4 ,a condio passa a s] causa3 o effeito1 m]a prolao da causa1 uma app>5cia sem s] proprio1 sem autonomia4 ,consid]emos mais de p]to a contradico que d'aqui resulta4 ,se1 por um lado1 a mat]ia em g]al dotada d'espontaneidade1 i/o 1 se o movim5to lhe inh]5te2 mas se1 por outro lado1 qualqu] movim5to p>ticul> e todo e qualqu] movim5to se r$uz no fundo1 a uma simples trans=mao das aces ant]iores que o condicionam2 p]gunta-se3 como se consegue ento a espontaneidade g]al e !orica da mat]ia8 ,se o movim5to 99,a99 se r$uz a uma simples trans=mao d movim5to 99,b991 que o condiciona e no 9999 por isso espontaneo1 o movim5to 99,b99 e/ p>a com o movim5to 99,c991 que por seu turno o condiciona1 exactam5te na mesma relao1 assim como o movim5to 99,c99 p>a com o movim5to ,d1 o movim5to 99,d99 p>a com o movim5to 99,e99 e assim indef9idam5te--de sorte que em p>te alguma se encontra movim5to espontaneo4 ,o que significa1 pois1 a espontaneidade attribuida !oricam5te mat]ia8 ,e1 sobre tudo1 como se explica o proprio facto d movim5to1 que d'e/e modo e/ em toda a p>te sem e/> em p>te alguma8 que por toda a p>te effeito1 sem t] causa em p>te alguma8 como se concebe esse modo de s]1 que1 no t5do autonomia em n5hum dos pontos onde se realisa e realis&o-se univ]salm5te1 p>ece s] e no s] ao mesmo tempo8 ,a9da por e/e lado1 se me no engano1 a ideia da mat]ia1 segundo os moni/as1 e/ muito longe de apres5t> a def9io e consi/5cia necess>ias4 ,ora essa ida tem de s] a p$ra me/ra de toda a con/ruco philosophica na esph]a da natureza4 ,a f9al de contas bem ap]tada e espremida1 a d\tr9a da mat]ia1 segundo a philosophia moni/a1 r$uz-se1 como creio t] mo/rado1 s noes corr5tes1 nas sci5cias physicas1 de atomo e =a4 ,no s no ha n'ella orig9alidade alguma1 mas o que peior1 apres5tam-se nos aquellas noes envolvidas nevo5tam5te n'uma concepo vaga1 d'onde necess>io extrahil z e1 no fim de tudo1 em vez de escl>ecidas e apr(undadas1 obscurecidas por =ma tal que nada ha de lucido e fecundo a tir> d'ellas p>a uma compreh5so sup]ior e v]dadeiram5te philosophica dos ph5om5os da natureza4 ,com z obs]vaes que acabo de faz] no pret5do de modo algum conte/> o valor e a legitimidade1 na esph]a das sci5cias physicas1 das noes de mat]ia1 atomo1 =a e movim5to1 nos limites em que a sci5cia emprega e/as noes3 ellas no so1 com effeito1 p>a a sci5cia mais de que hypo!ses1 re/rictas a um det]m9ado campo e no t5do por fim s5o a coord5ao racional d'uma det]m9ada ordem de ph5om5os1 d'um det]m9ado aspecto da ph5om5alidade4 ,a sci5cia1 us&o d'e/as noes1 no pret5de impol-z fra da sua esph]a1 nem dal-z em absoluto1 como explicao ultima e irr$uctivel das c\sas4 ,a cons]vao d movim5to1 sci5tificam5te1 um facto3 um facto1 que pela sua g5]alidade1 envolv5do a explicao de innum]os outros factos1 tem o valor d'uma !oria1 mas d'uma !oria puram5te sci5tifica4 ,se a cons]vao d movim5to implica o det]m9ismo1 implica-o s nos limites e no ponto de vi/a d puro me*anismo1 no ponto de vi/a da realidade como sy/ema de movim5tos--sem que a sci5cia possa ou pret5da concluir d'ahi p>a um outro ponto de vi/a1 que no o seu1 e em que o me*anismo j no app>ece como o limite e t]mo ultimo d conhecim5to4 ,sci5cia e especulao 7volto a repetil-o7 so c\sas muito div]sas1 embora dep5d5tes uma da outra1 e o que ba/a sci5cia no suffici5te p>a a especulao4 ,ideias1 que no t]r5o sci5tifico ba/am e so por isso1 n'esse t]r5o1 muito legitimam5te consid]adas irr$uctiveis1 no ba/am j nas regies da especulao1 onde com effeito so r$uctiveis a categorias mais transc5d5tes4 ,se o conjunto das sci5cias no pde1 como todos os v]dadeiros p5sadores reconhecem1 supprir a philosophia ou sub/ituir-se a ella1 ju/am5te porque o conjuncto das ideias g]aes das sci5cias1 no inclue em si a totalidade dos elem5tos racionaes da compreh5so d univ]so1 mas ap5as o conjuncto d'esses elem5tos no ponto de vi/a da ph5om5alidade4 ,ora o monismo1 attribu9do ao ponto de vi/a das sci5cias physicas um c>act] absoluto1 arvor&o z ideias g]aes d'um grupo de sci5cias em ideias ultimas e irr$uctiveis1 exorbit\ da sci5cia sem ao mesmo tempo faz] acto de philosophia4 o que talvez consiga mo/r> a9da mais cl>am5te1 faz5do a critica da ideia de evoluo segundo os moni/as4 ,,t]ceiro ,,artigo,d ,a !oria g]al da evoluo1 diz o snr4 ,vianna de ,lima 7e so e/as z primeiras palavras d seu livro7 no um sy/ema2 a syn!se comp>ativa1 a concluso que sae d conjuncto de todos os factos positivos que o espirito humano tem podido at agora abraar4444 a unica concepo racional e v]dadeiram5te sci5tifica d mundo4 necess>io faz] aqui uma di/9co importante4 ,a evoluo no 1 com effeito1 um sy/ema no dom9io circumscripto de cada uma d'aquellas sci5cias onde e/a ideia1 por assim diz]1 se impe1 onde mil factos a confirmam e onde fra d'ella s]ia impossivel encontr>-se um pr9cipio g]al de coord5ao4 ,ahi1 sem duvida1 a evoluo no um sy/ema1 mas propriam5te uma !oria sci5tifica4 ,mas e/>o n'e/e caso todas z sci5cias8 ,de modo algum4 ,a ideia de evoluo no int]vem s5o onde o elem5to hi/orico repres5ta um papel proem95te1 i/o 1 acima de tudo1 nas sci5cias da organisao 7inclu9do n'e/e grupo a an?ropologia e faz5do p>ticip> d'elle z sci5cias sociaes1 nos limites em que e/as teem um c>act] biologico7 e depois a9da1 mas d'uma maneira m5os necess>ia e m5os def9ida1 na a/ronomia1 ou propriam5te1 a/rog5ia4 s ahi que a diviso d trabalho se ex]ce1 diff]5ci&o gradualm5te e como que analyticam5te z =mas contidas virtualm5te e1 por assim diz]1 envolvidas n'um g]m5 ou facto primeiro1 que o ponto da p>tida de toda a s]ie4 ,a physica e a *imica1 porem1 e/o completam5te fra dos dom9ios da ideia de evoluo4 ,a *imica p>ece r$uzir-se toda atomicidade1 e a maior ou m5or complexidade de composio no foi nunca consid]ada como um des5volvim5to1 assim como a irr$ectubilidade dos corpos *amados simples1 se no um dogma1 c]tam5te um facto que se impe sci5cia e que1 emquanto assim se impoz]1 ob/> a toda a !oria g]al evolucioni/a dos ph5om5os *imicos4 ,por outro lado1 entre z =z physicas1 no ha hi]>*ia1 mas p>allelismo1 e a r$uctibilidade d'umas s outras implica unidade1 mas no evoluo1 c\sas bem di/9ctas4 ,onde e/1 pois1 a g5]alidade sci5tifica da ideia de evoluo8 ,a v]dade que uma !oria positiva da evoluo1 como o sonham os moni/as1 essa syn!se comp>ativa que sae d conjuncto de todos os factos positivos s s]ia possivel se se dessem duas condies capitaes3 #a4o que a ideia de evoluo se impozesse a toda a ordem de ph5om5os1 ou 7o que p>a ns vale o mesmo7 presidisse sup]iorm5te a todas z sci5cias3 #b4o que alem de explic>1 d5tro d di/ricto de cada sci5cia1 os factos n'elle compreh5didos1 explica-se tambem a passagem evolutiva de cada uma d'essas ord5s p>a a sua imm$iata1 sem t] de recorr] a n5huma ideia nova e sup]ior4 ,ora1 n5huma d'e/as condies se realisa4 ,a ideia d'evoluo 7como j indiquei1 e por isso no insi/o n'e/e ponto7 s imp]a em c]tas sci5cias e1 por consegu9te1 n'uma esph]a limitada da ph5om5alidade4 ,em segundo log>1 a passagem d'uma det]m9ada ordem de ph5om5os p>a outra no se pde explic> evolutivam5te1 no t]r5o rigorosam5te sci5tifico1 porque1 n'esse t]r5o1 o elem5to commum d'essas v>ias ord5s s um elem5to ab/racto1 o movim5to1 que pela sua mesma ab/raco1 no capaz de d> razo d que ha de especial em cada uma d'ellas e a c>act]isa1 i/o 1 a =ma ou funco especial que repres5ta4 assim1 por exemplo1 que embora os ph5om5os vitaes se r$uzam1 em ultima analyse1 ao movim5to1 i/o 1 a grupos e comb9aes complexas de movim5tos elem5t>es1 nem por isso a vida pode s] satisfactoriam5te def9ida como um modo de s] d movim5to2 porque uma tal def9io1 pela sua mesma ab/raco1 nada def9e2 nem o quadro de todos esses movim5tos pde s] dado como equival5te ideia syn!tica da vida2 nem1 f9alm5te1 a concepo me*anica da vida repres5t> outra c\sa mais d que um aspecto da ph5om5alidade da vida e nunca a concepo mesma da vida4 ,p>ece-me cl>o1 em vi/a d'i/o1 que a d\tr9a de evoluo =mulada por ,haeckel e seus discipulos no de modo algum1 como se pret5de1 uma d\tr9a positiva1 fundada nas sci5cias e sah9do d'ellas como a sua natural consequ5cia4 ,creio t] mo/rado que essa d\tr9a implica uma ext5so abusiva da induco sci5tifica e a illegitima g5]alisao d'uma hypo!se1 que se p]feitam5te fundada no t]r5o de det]m9adas sci5cias1 s ahi e s n'esse ponto de vi/a tem au?oridade sci5tifica4 ,a d\tr9a moni/a tem1 pois1 em despeito das suas pret5ses de positividade1 um c>act] especulativo e propriam5te um sy/ema1 uma con/ruco philosophica em que o a priori repres5ta um papel preem95te3 n'uma palavra1 apez> dos elem5tos sci5tificos que contem1 no uma d\tr9a sci5tifica1 mas uma hypo!se philosophica4 ,re/a agora v] se1 como hypo!se philosophica1 a ideia d'evoluo1 tal como a concebem os moni/as1 apres5ta aquella def9io e consi/5cia sem z quaes a mais ampla e brilhante hypo!se muito mais um producto da imag9ao1 d que da razo4 ,creio que no apres5ta4 ,especulativos inconsci5tes1 os moni/as especulam mal4 ,tal como a concebem1 a evoluo1 de/ituida de todos aquelles elem5tos de analyse racional1 que s lhe pod]iam d> um v]dadeiro cunho philosophico1 no um pr9cipio3 s]ia ap5as 7se z suas pret5ses de positividade fossem fundadas7 um facto2 facto culm9ante e univ]sal1 mas simples facto e no pr9cipio4 ,ora os factos so ap5as a mat]ia prima da philosophia3 so aquillo que se pret5de explic>1 em quanto que s os pr9cipios =necem o crit]io e o ponto de vi/a d'essa explicao2 e a d\tr9a moni/a da evoluo1 que1 como d\tr9a positiva1 como g5]alisao sci5tifica dos factos da natureza1 e/ muito longe de s] rigorosa e fundada1 pecca por outro lado gravem5te1 como hypo!se philosophica1 como d\tr9a especulativa1 pela falta d'analyse das ideias sobre que1 p>a m]ec] o nome de philosophia da natureza1 se dev]ia apoi>4 ,com effeito1 se o univ]so evolve porque que evolve8 ,se a sci5cia nada tem que vr com e/a que/o1 a philosophia que tem muito e tudo--e j mo/rei que sm5te como t5tativa philosophica de explicao que o evolucionismo moni/a deve s] consid]ado4 ,uma !oria g]al philosophica d des5volvim5to das c\sas implica1 pois1 uma !oria da razo de s] d'esse des5volvim5to4 ,sobre e/a que/o ess5cial o monismo peior d que mudo2 absurdam5te negativo4 ,a ideia de evoluo implica necess>iam5te a de f9alidade2 e/a contem a explicao racional d'aquella1 que1 s por si1 in9telligivel e at contradictoria4 ,se o movim5to1 acto ess5cial da mat]ia1 autonomo 7e e/a a ^! moni/a fundam5tal7 tal movim5to no pde s] concebido s5o como um impulso espontaneo1 por consegu9te1 como uma v]dadeira det]m9ao volunt>ia3 ora onde ha det]m9ao volunt>ia sem mobil1 sem fim8 ,pois no precisam5te o fim que det]m9a a vontade1 e que explica o acto8 ,um movim5to autonomo1 que no t5de a um fim1 p]feitam5te inconcebivel3 pois se no ha fim porque e p>a que o movim5to8 ,a ideia de f9alidade a p$ra angul> de toda a con/ruco philosophica no t]r5o da natureza4 ,assim o compreh5deu ,leibnitz na sua ,monadologia1 assim o compreh5d]am ,s*ell+ e ,hegel1 os v]dadeiros paes da mod]na philosophia da natureza4 ,o horror pu]il metaphysica e a pret5so *im]ica de fund> uma philosophia da natureza positiva e exclusivam5te ar*itectada no t]r5o da sci5cia lev\ ,haeckel 7e muitos outros atraz d'elle e com elle7 a desconhec]em a importancia capital da ideia de f9alidade e a m9>em aquillo que ju/am5te lhes dev]ia s]vir de primeiro fundam5to p>a o edificio que levantavam4 o que esp]o deix> sufici5tem5te provado no meu proximo artigo4 ,,qu>to ,,artigo,e ,o ,snr4 ,vianna de ,lima consagra z ultimas #ajj pag9as d seu volume a combat] a ideia de f9alidade nos dom9ios da natureza e triumpha facilm5te dos !ologos ou simili-!ologos1 que1 despoj&o a mat]ia das suas propri$ades espontaneas e da sua inf9ita virtualidade1 veem em tudo os effeitos d'uma direco ext]ior e se extasiam diante das h>monias int5cionaes da ,criao4 ,era facil o triumpho4 ,sm5te1 o snr4 ,vianna de ,lima tom\ a nuvem pela deusa1 tom\ a concepo infantil e an?ropomorphica da f9alidade pela propria ideia metaphysica de f9alidade4 ,se o snr4 ,vianna de ,lima se despojasse por algum tempo dos seus habitos de p5sam5to de puro naturali/a e e/udasse um p\co os to abom9aveis metaphysicos1 no s ,leibnitz e ,hegel1 mas a9da o repres5tante nosso contemporaneo da alta especulao1 ,h>tmann 7que 1 no m5os d que =am aquelles dois1 pr(undam5te v]sado nas sci5cias da natureza7 v]ia que a ideia de f9alidade no se r$uz1 como lhe p>ece1 quella concepo an?ropomorphica1 que com to facil felicidade refuta no seu livro4 ,v]ia que a f9alidade pde a9da s] concebida como imman5te mat]ia e como aquelle segundo elem5to que vem integr>1 junt&o-se ao movim5to1 a noo da realidade2 que1 n'e/e caso1 longe de s] contradictoria com a espontaneidade d movim5to1 ju/am5te a explicao d movim5to2 que o que p>ece effeito1 no ponto de vi/a d puro me*anismo1 causa no ponto de vi/a da f9alidade1 sem que uma c\sa repugne outra1 porque so duas esph]as d conhecim5to1 que ao mesmo tempo que se oppem1 reciprocam5te se completam4 ,p]ceb]ia ento uma c\sa1 e que1 no s o movim5to em g]al 7o movim5to em si1 indep5d5tem5te de qualqu] ideia de des5volvim5to7 racionalm5te inexplicavel e1 por consegu9te1 inconcebivel sem a ideia de f9alidade ou de causa-f9al1 mas que mais p>ticul>m5te a evoluo1 i/o 1 o movim5to como hi]>*ia ou des5volvim5to1 implic&o a ideia d'um typo1 que z =mas evolv5do1 t5dem a realis>1 implca por isso mesmo uma f9alidade4 ,o typo realisado na s]ie1 no um producto d'ella3 pois1 se fosse um producto1 como se explic>ia a s]ie8 ,quem diz evoluo diz progresso4 ,ora1 progresso que no t5de p>a c\sa alguma1 que no tem um typo e um fim1 no se compreh5de4 ,se no ha typo1 no ha m$ida ou t]mo de comp>ao na s]ie1 no ha1 por consegu9te1 hi]>*ia3 ha v>i$ade de =mas p>allelas e equival5tes2 mas no des5volvim5to4 ,no meio d'essa multido de =mas inexpressivas1 tudo s] igualm5te p]feito ou imp]feito3 hav] a9da trans=mismo2 mas no hav] evoluo progressiva4 assim que o ultimo capitulo d livro d snr4 ,vianna de ,lima deita por t]ra a d\tr9a e/abelecida laboriosam5te nos que o prec$em4 assim que metade da d\tr9a de ,haeckel deita por t]ra a outra metade4 assim que uma philosophia da natureza que p]t5de no s] uma philosophia especulativa1 acaba por no s] c\sa alguma4 ,que concluiremos de toda e/a critica8 ,concluiremos em primeiro log>1 que os naturali/as1 qu&o no so ao mesmo tempo philosophos1 no podem con/ruir uma philosophia da natureza que se su/5ha de p4 ,concluiremos1 em segundo log>1 que no pde hav]1 por muito que se apregoe1 philosophia da natureza positiva 7puram5te sci5tifica71 assim como em g]al no pde hav] philosophia positiva4 ,o erro commum em que laboram os positivi/as das diff]5tes communhes 7so v>ias1 e todas egualm5te positivas7 e/e3 que o conhecim5to sci5tifico o typo d conhecim5to1 o conhecim5to ultimo e p]feito2 e que1 por consegu9te1 esgot&o o ponto de vi/a sci5tifico a compreh5so da realidade1 ba/a reunir em quadro z concluses de todas z sci5cias1 ou g5]alis> z ideias fundam5taes communs a todas ellas p>a se obt] a mais alta compreh5so das c\sas1 a que nos dado aspir>4 ,d'aqui a *im]a d'uma philosophia positiva4 ,no s]ia *im]a1 se com effeito o conhecim5to sci5tifico repres5tasse o conhecim5to supremo e def9itivo1 e no ap5as uma det]m9ada esph]a d conhecim5to4 ,nesse caso a g5]alisao dos dados sci5tificos correspond]ia a uma v]dadeira syn!se e a ab/raco suprema dos elem5tos da realidade tom>ia o log> das ideias da razo4 ,infelizm5te ou felizm5te 7que isso importa p\co7 a razo subsi/e e com ella o ponto de vi/a das ideias metaphysicas de sub/ancia1 causa e f9alidade s quaes tem de s] ref]idas1 em ultima in/ancia1 z concluses da sci5cia4 ,e porque8 ,porque essas concluses1 a9da nas suas mais va/as e deslumbrantes g5]alisaes1 no se explicam a si mesmas e1 repres5t&o ap5as z gr&es l9has e como que a e/ructura ab/racta d mundo ph5om5al1 precisam ellas mesmas de s] explicadas4 ,com o seu c>act] ab/racto so a9da factos1 e os factos precisam d reflexo da razo p>a se torn>em intelligiveis4 ,o conhecim5to sci5tifico con/itue ap5as a regio m$ia d conhecim5to1 entre o s5so commum1 d'um lado1 e o conhecim5to metaphysico1 d outro4 pois a raso que tem1 em ultima in/ancia1 de se pronunci> sobre o valor e o log>1 na compreh5so total d univ]so1 dos dados qu] d s5so commum qu] da sci5cia4 ,essa compreh5so total que a philosophia3 edificio sempre em con/ruco1 sempre r5ovado nos seus mat]iaes 7que o progresso dos conhecim5tos positivos lhe vae =nec5do dia a dia7 sempre in/avel e ao mesmo tempo sempre de p1 e que s5do sempre incompleto nunca se pode diz] insuffici5te1 porque1 tal como 1 corresponde s mais altas faculdades d espirito humano1 abriga z mais sublimes aspiraes1 torm5to e gloria ao mesmo tempo1 d'e/e my/]ioso animal racional *amado homem4 ,e eis ahi porque uma philosophia positiva uma *im]a4 ,quem diz philosophia diz idealismo4 ,s o sy/ema das ideias contem inteira a explicao d sy/ema das c\sas4 ,o movim5to no esgota o s]3 o s] implica movim5to e ideia4 ,os naturali/as1 desprez&o ou ignor&o z ideias1 ignoram metade das c\sas e a sua philosophia s meia philosophia1 ou antes1 s um arrem$o da philosophia4 ,tudo quanto 1 racional1 disse ,hegel4 ,pret5d] amput> a razo pret5d] amput> a realidade4 d5tro da razo1 no fra d'ella1 que teem de s] m>cados os limites d conhecim5to4 ,s no ponto de vi/a total da razo se resolvem z contradices que a realidade apres5ta1 como outras tantas esph+es intellig5cia indagadra4 ,mat]ia e espirito1 det]m9ismo e lib]dade1 evoluo e f9alidade1 no so ideias contradictorias s5o na app>5cia3 de facto1 so s duas esph]as diff]5tes da compreh5so1 ^! e anti!se1 cuja syn!se a razo4 ,assim1 uma philosophia da natureza1 tal como a concebo1 uma philosophia da natureza altura1 no s d gr&e seculo das sci5cias naturaes1 mas d gr&e seculo de ,kant e ,hegel1 no tem que regeit> o det]m9ismo univ]sal e a evoluo como uma =ma me*anica d'esse det]m9ismo3 mas o que no pde fic> ahi4 ,det]m9ismo e evoluo s]o ap5as o seu ponto de p>tida1 a =ma univ]sal da ph5om5alidade1 que a g5]alisao sci5tifica lhe =nece e que ella1 a philosophia1 t] d'analys> e int]pret> luz das ideias4 ,s assim t] satisfeito no s raso especulativa1 mas s exig5cias no m5os imp]iosas da consci5cia humana4 ,digo da consci5cia humana2 e e/e um outro aspecto1 e aspecto capital da que/o que necess>io por em evid5cia4 ,muitos diro3--que tem que v] a philosophia com a consci5cia humana8 ,respond]-lhes-hei3--tem tudo4 ,por uma s+ul> ab]rao1 so ju/am5te os que mais falam de positivismo e factos positivos os que p>ecem esquec] ou ignor> que a consci5cia humana um facto1 que a sua actividade1 expressa e objectivada em milh>es de manife/aes1 desde os codigos at poesia1 e atravez de milh>es d'annos1 con/itue uma ordem de factos to positivos e to irrecusaveis como os da physica ou da a/ronomia4 ,e e/es factos no so s positivos e evid5tes3 so a9da culm9antes1 pois os ph5om5os sociaes e moraes1 t5do atraz de si todas z outras ord5s de ph5om5os e apoi&o-se n'ellas1 con/ituem o ponto mais alto da s]ie evolutiva das c\sas4 ,os factos da consci5cia humana so1 pois1 no s factos positivos1 mas os factos positivos culm9antes4 ,ora que diriamos d'uma philosophia1 que no podesse explic>1 mais1 que e/ivesse em contradico com os factos da physica1 por exemplo1 ou de *imica8 ,diriamos s] uma philosophia no s incompleta1 mas falsa4 ,e que p5s>emos ento d'uma philosophia1 que no s consegue explic>1 mas e/ em flagrante contradico com factos to positivos como aquelles1 e1 alem de positivos1 sup]iores e culm9antes8 ,a consci5cia humana 1 pois1 v]dadeiram5te um crit]io philosophico1 n'e/e s5tido que uma philosophia incapaz de explic> satisfactoriam5te os ph5om5os da consci5cia1 ou em contradico com elles1 uma philosophia incompleta1 ou errada1 por deix> de fra1 ou contradiz]1 uma p>te e ju/am5te a p>te mais importante da realidade4 ,e/e crit]io ba/>ia s por si 7alem de tudo que atraz fica dito7 p>a condemn> toda a philosophia puram5te mat]iali/a1 sob qualqu] =ma em que se apres5te3--mecanismo atomico1 det]m9ismo sci5tifico1 monismo ou pan!ismo naturali/a4 ,sob qualqu] de/as =mas1 o mat]ealismo envolve1 o que a sua ess5cia1 a r$uco de toda a ordem de ph5om5os a =z elem5t>es1 sujeitas a uma det]m9ao cega1 me*anica e sem fim intelligivel3 envolve a negao de todo o elem5to racional nas c\sas1 r$uz9do ao mesmo tempo z affirmaes da consci5cia a puras illuses subjectivas4 ,a critica d mat]ialismo1 n'e/e ultimo ponto de vi/a1 tem sido mil vezes feita e no preciso reproduzil-a aqui4 ,o que qu]o faz] s5tir quanto o monismo evolucioni/a da escola de ,haeckel 7que no mais d que uma =ma d mat]ialismo7 cuja maior pret5so s] uma philosophia positiva da natureza1 a9da por e/e lado no positivo1 por no pod] explic> uma ordem inteira e a mais importante dos factos d univ]so4 ,decl>> que a lib]dade e o s5tim5to moral so m]as illuses subjectivas1 e que os mais intimos e mais autonomos ph5om5os da consci5cia resultam ap5as d'aces me*anicas e so a trans=mao d'essas aces-- facil4 ,agora o que no facil1 porque simplesm5te impossivel1 explic> e faz] compreh5d] 7como ha p\cos annos a9da ,du ,bois-,reymond p]guntava a ,haeckel7 como que o movim5to1 um grupo de movim5tos por mais complexo que o supponhamos1 pode produzir1 no j os factos sup]iores da vida d p5sam5to1 mas o mais elem5t>1 a simples s5sao8 ,deante d'e/a simples p]gunta desaba todo o edificio d monismo4 ,a vida moral no c\sa que se decomponha em retortas1 nem se descobrir jmais o equival5te me*anico d g5io ou da virtude3 ,!re are m ?+s 9 heav5 & e>?1 ,horatio1 ,?an are dreamt (f 9 y\r philosophie ,,qu9to ,,artigo,f ,pret5d]ei eu accaso com e/a critica1 conte/> o valor dos trabalhos da escola moni/a1 ou a9da a sua importancia philosophica8 ,de modo algum4 ,o que eu conte/o o valor d seu sy/ema1 como sy/ema1 o que eu c5suro a pret5so de fund> uma philosophia da natureza com a simples g5]alisao dos dados d'um grupo de sci5cias1 e sem t] em conta o indisp5savel crit]io das ideias4 ,mas ab/rah9do d'e/as pret5ses1 a t5tativa de ,haeckel1 consid]ada em si1 tem um alto valor4 ,tem-no1 sobre tudo1 como symptoma da t5d5cia1 que cada vez mais se manife/a na esph]a da sci5cia p>a uma unidade de compreh5so1 que ass5t&o rigorosam5te no t]r5o sci5tifico1 saia ao mesmo tempo da analyse e ab/raco inh]5t5tes sci5cia1 procur&o como =mula1 uma ideia de c>act] syn!tico1 i/o 1 uma ideia propriam5te philosophica4 ,e/a t5d5cia sem duvida alguma1 o facto intellectual mais importante d seculo actual e um d'aquelles em que mais se traduz d'um lado1 a influ5cia d'ora em deante cada vez mais pr$om9ante d criticismo de ,kant1 e d outro1 a feio em95tem5te positivi/a d espirito mod]no4 ,se uma philosophia positiva e s] sempre1 como j mo/rei1 uma *im]a1 a aco e au?oridade directa da sci5cia na philosophia s] d'aqui em deante 7qu]o diz] depois da ,critica da ,raso pura7 um facto que tem de se impor a todos os p5sadores4 ,mas aco e auctoridade da sci5cia na philosophia uma c\sa1 e philosophia positiva1 outra4 ,z ideias syn!ticas da philosophia no saem das sci5cias1 no so simples g5]alisaes sci5tificas3 so um producto da especulao e qu&o *egam a app>ec] no t]r5o sci5tifico infiltradas p>a ali das regies da especulao1 porque a especulao z =neceu1 sob =ma de hypo!se1 sci5cia4 ,no cabe em escrito d'e/as dim5ses expor a !oria da hypo!se4 ,ba/> mo/r> como a !oria g]al da evoluo1 hoje com tanto vigor e brilho =mulada por ,haeckel e seus concorr5tes ou discipulos1 longe de s]1 como vulg>m5te se imag9a1 uma descob]ta das sci5cias naturaes e um resultado directo da analyse sci5tifica1 1 pelo contr>io1 uma v]dadeira hypo!se philosophica1 que1 producto da elaborao especulativa de p]to de trez seculos1 acab\ por se manife/> no dom9io das sci5cias4 ,com effeito so mais fundas z suas raizes1 mais longiqua a sua proc$5cia4 ,essa ideia no saiu das sci5cias naturaes1 mas p5etr\ n'ellas pela influ5cia 7obscura1 c]to e indirecta1 mas muito real7 das noes metaphysicas l5tam5te elaboradas1 a p>tir da r5asc5a1 d5tro da ideia fundam5tal de natureza4 ,a maneira dynamica1 autonomica1 reali/a1 de conceb] a natureza o que mais radicalm5te di/+ue o p5sam5to mod]no d antigo4 ,a natureza p>a o p5sam5to antigo1 e a9da p>a o mais g5ial dos seus intrepretes e o mais objectivo1 ,ari/oteles1 era concebida como ab/racta1 in]te1 passiva3 longe de p>ec] concreta e espontanea1 era consid]ada ap5as como um reflexo1 acto ou emanao d'um s] ou s]es transc5d5tes e p]feitos3 z ideias de ,plato1 a intellig5cia de ,anaxagores1 o motor immovel e z =mas sub/anciaes de ,ari/oteles etc47 ext]iores a ella e s v]dadeiram5te autonomos4 ,e/a maneira de conceb] manteve-se pela ,escola/ica e pela ,!ologia *ri/1 at ,r5asc5a4 ,a p>tir dos ultimos tempos da ,edade-m$ia1 com a dissoluo da philosophia escola/ica e z revolues de toda a especie1 intellectuaes1 sociaes religiosas1 que annunciam a aurora dos tempos mod]nos1 d-se nas regies mais pr(undas da intellig5cia humana uma f]m5tao extraord9>ia1 que se exprime1 a9da com p\ca consci5cia d seu proprio alcance1 nas creaes da a/ronomia e da physica mod]nas 7,kop]nico1 ,keppl]1 ,galileo1 ,torricelli7 e nas re=mas philosophicas de ,bacon e ,desc>tes2 que se avigora com ,leibnitz e ,sp9osa e com os primeiros trabalhos de physiologia1 botanica e sci5cias sociaes 7,gesn]1 ,h>vey1 ,malpighi1 ,bo]haave1 ,hobbes1 ,grocio1 ,vico1 ,less+1 etc47 p>a acab>1 pl5am5te consci5te no seculo ,,xix1 por se affirm>1 no j n'e/a ou n'aquella ordem de ph5om5os1 mas em todas z esph]as da actividade humana1 nas sci5cias1 na philosophia1 na soci$ade civil e politica e na propria arte e poesia contemporaneas4 ,o naturalismo p>a os tempos mod]nos o que foi o racionalismo p>a a ,antiguidade3--a =mula mais g]al da sua actividade4 ,a d\tr9a da evoluo ap5as uma das det]m9aes1 a mais rec5te e porisso a mais int5sa1 e intima1 d naturalismo mod]no4 ,e convir not> que o seu app>ecim5to simultaneo na a/ronomia1 na geologia1 na biologia1 na l+ui/ica e na hi/oria3 ,lam>ck1 ,laplace1 ,w]n]1 ,goe!1 ,ge(froy ,sa9te-,hilaire1 ,h]d]1 ,sa9t-,simon1 ,bopp1 ,adelung1 so contemporaneos1 ou proximam5te contemporaneos4 ,o evolucionismo d5tro das sci5cias da natureza no mais d que a applicao a uma ordem de factos d pr9cipio fundam5tal d p5sam5to mod]no1 uma das suas det]m9aes p>ticul>es4 ,mas esse pr9cipio uma hypo!se g]al e1 como todas ideas syn!ticas1 um resultado da especulao1 no um facto positivo4 ,se app>ece no dom9io das sci5cias1 como hypo!se philosophica1 no como lei sci5tifica4 ,se z sci5cias da natureza e da soci$ade conv]gem hoje no s5tido da evoluo1 conv]gem movidas pelo influxo intimo d e/ado m5tal-metaphysico que z envolve1 no pela =a exclusiva e indep5d5te d seu des5volvim5to proprio4 ,no ha1 como se pret5de1 a elim9ao d elem5to metaphysico pelo elem5to sci5tifico3 ha uma mutua p5etrao2 p5etrao da especulao na sci5cia1 pela hypo!se que a vem fecund>2 p5etrao da sci5cia na especulao1 pelo correctivo impo/o1 em nome da realidade1 dos factos positivos1 ao -priorismo inh]5te ao p5sam5to especulativo4 ,e por isso que o concurso da sci5cia e da especulao indisp5savel p>a a con/ituio def9itiva da philosophia mod]na 7da qual todos os sy/emas1 desde ,bruno e ,bacon at aos nossos dias so ap5as esboos e pr5uncios71 p>a a organisao sy/ematica d p5sam5to mod]no em todas z suas det]m9aes4 ,creio com ,haeckel1 assim como com ,s*ell+1 ,hegel1 ,h>tmann1 ,comte e ,sp5c]1 que no t]r5o da evoluo que essa gr&e syn!se tem de s] con/ruida1 e que1 depois d seculo ,,xviii e depois de ,kant1 j no possivel uma philosophia que no seja ess5cialm5te uma !oria g]al d des5volvim5to1 i/o 1 uma philosophia da evoluo4 ,mas creio tambem que a organisao da ideia d'evoluo n'essa !oria g]al d des5volvim5to problema que exc$e muito a capacidade especial das sci5cias da natureza1 qu]o diz]1 a esph]a !orica d'essas sci5cias1 porque exc$e os limites e alcance d puro espirito sci5tifico4 ,a metaphysica d seculo ,,xix apez> d descr$ito em que mom5taneam5te p>ece t] caido1 no disse a9da a sua ultima palavra1 nem abdic\4 ,se a concluso f9al das sci5cias tem de s]1 como creio1 o me*anismo univ]sal1 a concluso f9al d p5sam5to metaphysico tem por seu lado de s] o univ]sal idealismo4 ,mas j hoje se comea a compreh5d] que entre e/es dois t]mos no ha contradico ess5cial e que e/a ^! e anti!se r$uctivel a uma syn!se1 que satisfaa pl5am5te tanto a sci5cia como a especulao4 ,essa syn!se em que o idealismo app>ec] com complem5to necess>io d me*anismo j hoje se deixa entrev]2 e creio que nem a todos p>ec] tem]idade e p>adoxo1 concebel-a1 como eu a concebo1 nem ideali/a nem mat]iali/a no antigo e mais usual s5tido das palavras1 mas num s5tido novo e mais pr(undo1 como um mat]alismo ideali/a4 ,,fim ,tiragem de #bjj exempl>es num]ados ,,typographia ,,d ,,campe,o ,,popul> ,rua da ,graa n4o #ae--,ponta ,delgada 99,e/abelecim5to fundado em #ahhi99 99,notas399 ,a ,a ,prov9cia--,n4o #dh1 ,,ii anno--,porto1 #a de m>o de #ahhf4 ,b ,alis de ,i5a4 7,e4 ,p47 ,c ,a ,prov9cia--,n4o #di--;,,ii anno--,porto1 #b de ,m>o de #ahhf4 ,d ,a ,prov9cia--,n4o #ej--;,,ii anno--,porto1 #c de m>o de #ahhf4 ,e ,a ,prov9cia--,n4o #ea--;,,ii anno--,porto1 #d de m>o de #ahhg4 ,f ,a ,prov9cia--,n4o #eb--;,,ii anno--,porto1 #e de m>o de #ahhg4