f ! ,google ,pr9t project47 99,notas d transcritor993 ,=am detectados e corrigidos div]sos erros de impresso4 ,=am adicionadas aspas a fe*> algumas citaes1 e que no ap>eciam no orig9al4 ,a ,,politica ,,int]colonial ,e ,,int]nacional e o tratado de ,,l\r5,o ,,m>ques ,additam5to ,influ5cia ,europea na ,africa por ,c>los ,te/a ,capito de ,m> e ,gu]ra--,l5te da escola ,naval ,ce qu'un homme doit aux autres hommes1 une ,nation le doit1 sa manire1 aux autres ,nations4 ,,vattel4 ,,lisboa ,typographia ,univ]sal ,de ,?omaz ,qu9t9o ,antunes1 ,impressor da ,casa ,real ,rua dos ,calafates1 #aaj #ahha ,,adv]t5cia ,quem a9da no tiv] o espirito dom9ado por um completo scepticismo1 e d'ahi lhe resulte a convico de que tem dev]es moraes a cumprir1 encontra na vida occasies em que1 mo grado seu1 preciso desagrad> quelles pelos quaes se tem d$icao1 desde que assim se lhes pre/a melhor s]vio e favor1 d que falt&o v]dade1 ou deix&o-a occulta4 ,indic> a exi/5cia de erros commettidos e de males d'ahi resultantes1 no cre> esses males2 assim como o negal-os no s]ia o meio de corrigir uns e de evit> outros4 ,mau seguir aquella escola de apologi/as1 que imag9am def5d] qualqu] entidade faz5do m5tir a hi/oria2 e tanto mais qu&o s a v]dade que pde s] util politica1 moral1 e soci$ade4 ,ora a politica o gov]no2 a moral1 o homem2 e a h>monia entre os direitos e dev]es d'e/es elem5tos1 que con/itue a soci$ade4 ,mas desde que uns e outros ou se tem enganado1 ou tem sido enganados1 um dev] diz] a v]dade1 sem receio1 sem rebuo1 sem hypocrisia1 no em v]so altaneiro e insol5te1 mas em prosa * e franca4 ,a uns como aviso1 a outros por la/ima1 e aos pod]es que regem a soci$ade1 como hom5agem de patriotica d$icao4 ,quem assim proc$e de boa f1 e movido por s5tim5tos que s lhe so ditados por amor no de qualqu] p>tido1 mas sim d seu paiz1 tem jus a que ju/ia seja feita s suas int5es1 desde que por e/a frma cuida t] cumprido com os dev]es de cidado1 e com a lealdade de subdito4 ,tal o motivo e o fim que n'e/a publicao teve ,o ,auctor4 ,lisboa1 #ca de maio de #ahha4 ,i ,todo o sy/ema h>monico1 tanto na ordem physica como moral1 e/ subord9ado a regras e preceitos a que deve ob$ec]1 afim de que n'elle se no deem p]turbaes embora accid5taes1 que t5dam a affectal-o ou de/ruil-o4 muitas vezes problema de difficil soluo1 o explic> z causas que pdem d> log> a taes p]turbaes na ordem physica4 ,na ordem moral porm1 encontra-se z mais das vezes a sua origem1 j na leso de int]esses1 e no antagonismo entre direitos e dev]es reciprocos1 j na errada maneira de apreci> uns e outros4 ,essas de%>monias que accid5talm5te occorrem nas relaes reciprocas dos div]sos elem5tos compon5tes de um ,e/ado1 a*am nos codigos de direito publico int]no um recurso p>a onde appell>1 afim de san> os conflictos que d'ellas se orig9am4 ,vae porm mais longe o alcance malefico1 o gr&e p]igo que de taes p]turbaes resultam1 sempre que o pretexto ou o objectivo que se invoca e que lhes d causa1 tem uma relao no circumscripta aos membros de um unico ,e/ado1 mas sim ext5siva a assumptos de um c>act] int]nacional4 ,em tal caso a apreciao tanto dos aggravos que possam affect> os int]esses d ,e/ado1 como dos conflictos que d'ahi pdem sobrevir1 e bem assim a maneira de os san>1 no c\sa que possa fic> m]c e ao m]o arbitrio de quaesqu] individuos indi/9ctam5te1 por isso que no s os codigos de direito publico int]no1 mas tambem z praxes d direito publico ext]no1 que e/abelecem a conducta a seguir1 e def9em a maneira de resolv] esses conflictos bem como designam z entidades a quem compete a sua deciso4 ob$ec5do a e/es preceitos1 que se regulam os proc$im5tos int]nacionaes4 ,seguir outro cam9ho1 deix>-se lev> sm5te pela op9io individual ou collectiva1 qu&o incompet5te1 mal fundada e sujeita a err>1 fugir a taes preceitos1 e/abelec] uma de%>monia t5d5te a confundir todas z regras de conducta1 (f5d] direitos e falt> a dev]es4 ,em todos os ,e/ados con/ituidos e civilisados e onde z leis se incumbem de regul> z relaes dos individuos entre si1 e dos individuos p>a com o pr9cipio da autoridade1 a diviso d trabalho1 das pr(isses e das div]sas occupaes sociaes1 con/itue uma das condies indisp5saveis p>a a boa ordem economica e p>a a publica prosp]idade4 ,a vida humana to limitada em sua durao1 e z exig5cias d e/ado social so to v>iadas em seus concebim5tos1 que s]ia difficil ou alias impossivel que cada individuo se a*asse habilitado p>a provr por si s1 a todas z necessidades ou gzos a que uma tal condio social lhe pde faz] aspir>4 da diviso d trabalho que nascem1 o engr&ecim5to das indu/rias1 a dilatao d comm]cio1 o adiantam5to das sci5cias de applicao1 a especialidade te*nica nos (ficios1 a p]fectibilidade nos diff]5tes mi/]es e occupaes pr(issionaes1 elem5tos e/es aos quaes a soci$ade tem que recorr] em vantagem commum4 ,ora essas relativas p]fectibilidades1 essas habilitaes especiaes1 s se obteem1 desde que cada qual se limita ao ex]cicio d'aquella pr(isso1 arte ou ramo de conhecim5tos1 que mais lhe fr apropriado1 e que lhe d uma c]ta compet5cia1 a qual portanto se torna exclusiva de uns e no ext5siva a outros individuos4 ,assim se o m$ico o compet5te p>a conhec] das do5z e sua cura1 se o jurisconsulto o adequado p>a pugn> pelos direitos civis1 se o m>itimo o que ent5de das c\sas navaes1 se o eng5heiro o compet5te p>a avali> das obras d'arte1 se o *imico o que di/+ue a composio dos corpos1 se o op]>io f9alm5te o que melhor decide dos seus artefactos1 e cada um designadam5te na sua pr(isso ou sci5cia1 tambem c]to que cada um d'elles melhor juiz s] de sua especialidade1 d que todos os outros reunidos qu&o pret5d]em discutir sobre e/a4 ,a op9io sobre um assumpto qualqu]1 p>a que seja digna de att5o1 mi/] que p>ta de quem tiv] habilitaes p>a op9>4 i/o o que diz o proloquio popul> cada qual no seu (ficio4 ,ha porm uma sci5cia1 pr(isso1 ou funco1 ou como melhor possa design>-se1 que a mais difficil de s] ac]tadam5te ex]cida1 por isso que tem que se relacion> com todas z v>iadas t5d5cias e aspiraes de todos os individuos que compe a soci$ade1 e att5d] aos multiplos int]esses que os affectam4 ,tal sci5cia da politica adm9i/rativa1 ou a pratica da gov]nao d ,e/ado2 sci5cia que tem por objecto e por fim1 mant] integras z relaes entre os diff]5tes pod]es d ,e/ado1 e de concili> a vantagem e bem e/> d maior num]o1 com o respeito pelas praxes e/abelecidas pelo direito publico int]no e ext]no4 ,pois ahi1 n'essa difficil t>efa1 n'esse mais complicado mecanismo de proc$im5tos1 n'esse mel9droso ex]cicio de attribuies1 ahi que todos pret5dem t] +]5cia directa1 todos se suppem com conhecim5to de causa p>a julg> e decidir1 todos se arrogam o direito de int]vir1 de discutir e impr a op9io1 sem att5d] a que1 a mesma difficuldade e transc5d5cia d'aquelle ex]cicio1 dev]ia s] causa de que com maior raso d que em qualqu] outro1 n'elle no h\vesse de s] feita uma excepo s conv5i5cias dictadas pelo pr9cipio da diviso d trabalho4 ,desde que cada individuo susceptivel de err> no seu (ficio1 como no err>o todos1 qu&o pret5d]em d> s5t5a p]emptoria sobre o que no fr da sua compet5cia1 e que at p>a os compet5tes se torna s vezes difficil de resolv]6 d'ahi que provm z erradas idz1 z infundadas op9ies1 os desv>ios e o desaccordo que s vezes se nota na apreciao e julgam5to dos assumptos1 que diz5do respeito a int]esses vitaes d ,e/ado1 se tornam de uma importancia e especialidade tal1 que a sua deciso no pde rasoavelm5te s] commettida aos que p>a tanto no e/o habilitados4 ,d'ahi provm egualm5te os p]igos a que a causa publica fica expo/a1 qu&o a op9io popul>1 m5os consci5ciosa e m5os compet5te1 ampliada e excitada pela ignorancia de uns e malevol5cia de outros1 segue uma s5da errada e vae d animo obcecado1 a ponto que o transigir com ella equival]ia em tal caso a transigir com o erro1 e s(fr] z fune/as consequ5cias d'e/e4 ,o nosso paiz tem ultimam5te passado por uma d'e/as phases da politica especulativa1 em que a cegueira da op9io explorada pelos intuitos dos que com e/a especulam1 o tem conduzido a um e/ado social em que se manife/a a pres5a dos p]igos apontados1 desde que a obcecao apaixonada das massas1 z hesitaes m5os desculpaveis dos pod]es publicos1 e z manife/aes z mais contradictorias nos proc$im5tos dos p>tidos1 tem sido de natureza a compromett] aquelle bom conceito de que uma nao c>ece1 e que uma condio indisp5savel p>a que ella seja digna d convivio das outras naes civilisadas4 ,cu/a a dizel-o1 mas uma tri/e v]dade1 que entre os assumptos que tem dado origem a e/e e/ado de c\sas sobresahe a que/o d tratado celebrado em #cj de maio de #ahgi entre ,portugal e ,+lat]ra1 cujo titulo e objecto s5do ,tratado p>a regul> z relaes das suas respectivas possesses na ,africa ,sul e ,africa ,ori5tal1 comtudo j no tem outra designao p>a s] conhecido1 s5o a de--,tratado de ,l\r5o ,m>ques4 ,sem r5ov> consid]aes t5d5tes a comprov> a sua legalidade quanto sua ess5cia e frmulas1 occorrem todavia algumas com relao s phases pelas quaes tem passado1 e ao modo como tem sido julgado4 ,,ii ,aquelle objectivo to ciosam5te invocado agora1 at pelos que nunca d'antes ouviram m5cion> tal nome1 e ignoravam a exi/5cia d'aquelle ponto d globo1 ,l\r5o ,m>ques1 um di/ricto dep5d5te d gov]no g]al de ,moambique1 possu9do uma ext5sa bahia1 que con/itue o melhor porto da ,africa ,ori5tal1 e que foi descob]ta desde os pr9cipios d seculo ,,xvi pelos portuguezes que a d5om9>am bahia de ,lagoa1 at que em #aedd explorada por um navegador e explorador tambem portuguez pass\ a s] designada pelo nome d'e/e4 ,d'aquelle dom9io1 encontra-se gr&e p>te sujeito a diff]5tes regulos cafres1 de modo que a colonisao europea quasi se limita rea occupada pela villa ou presidio d'aquelle nome2 e apez> da sua posse dat> de to longe1 o e/ado de atrazo em que se a*a um contra/e com o que elle n'outras condies pod]ia s]4 ,privado de recursos e sem vida propria1 assim jazeu quasi de todo esquecido1 sem aproveitam5to e sem que n5hum en?usiasmo popul> da metropole se manife/asse em pr da sua importancia1 nem se exaltasse p]ante z v>iadas e alt]nativas invases de europeus ou corr]ias de cafres1 a que &\ sujeito desde o seculo passado at quasi primeira metade d actual4 ,tanto assim 1 que o escriptor ,bordallo1 na sua publicao (ficial dos ensaios e/ati/icos das possesses portuguezas1 consignava em #ahei que ,l\r5o ,m>ques p\co se diff]5ava de uma aldeia de cafres1 e computava a populao de todo aquelle di/ricto em #aheg1 como con/&o de um total de #hhj individuos de todas z edades1 e religies1 s5do s #gc portuguezes1 soldados ou degr$ados1 e inclu9do n'aquelle total #chd escravos4 ,n'aquella data1 a sua importancia comm]cial era designada pelo r5dim5to da alf&ega que de #ahef a #aheg fra de #a3iiciei ris4 ,v9te annos mais t>de1 depois que algumas disposies legislativas1 bazeadas n'um sy/ema comm]cial e aduaneiro m5os re/rictivo1 e outras provises locaes =am adoptadas1 algum increm5to adveio quelle di/ricto1 e por isso vemos que em #ahgg p>a #ahgh1 o r5dim5to aduaneiro de importao e exportao se elev\ a um conjuncto de #ci3dhabdj ris4 ,a9da assim1 a sua populao con/ava a9da n'esse anno1 ap5as de #deh individuos brancos1 inclu9do sob e/a designao europeus e seus desc5d5tes1 aziaticos1 baneanes1 g5tios1 m\ros1 p>ses e africanos mulatos4 ,extrem&o d'e/e total os portuguezes propriam5te ditos1 eram e/es sm5te #gg hom5s e #i mulh]es6 ,i/o passados tres seculos e meio depois da nossa occupao6 ,no titulo de recomm5dao que abone o e/ado d'aquella possesso1 e muito m5os a consid]ao que se lhe deu durante to longo p]iodo4 ,a p> d'e/e progresso negativo1 v-se que a colonia +leza d ,natal1 conf9ante a oe/e de ,l\r5o ,m>ques1 e cuja exi/5cia como tal data de uns qu>5ta annos1 contm em si uma populao branca de #be3jjj individuos1 e o comm]cio alli de tal vulto que no anno de #ahhj1 a receita cobrada em suas alf&egas1 att+iu em #i mezes a #ahc3bae1 o que corresponde a c]ca de #a3jjj contos de ris de r5dim5to annual1 devido em gr&e p>te ao comm]cio de transito p>a z regies d ,transvaal1 feito com gr&es dificuldades1 e despezas1 como se no d>iam se elle se d]ivasse p>a ,l\r5o ,m>ques4 ,quanto a e/e ponto1 e/e j agora hi/orico pomo de discordia1 a nomeada que nos ultimos tempos obteve1 proveio no da sua riqueza propria1 nem de s] apto p>a uma colonisao improvisada ou c]ebr9a1 que lhe desse vida propria e robu/a2 mas sim foi devida sua relativa situao geographica1 vi/o que sua ext5sa e segura bahia se pre/a p>a vir a s] o gr&e porto que se torne o int]po/o p>a aquelle importante comm]cio com o int]ior d',africa1 facilit&o-o1 uma vez que se con/rua o cam9ho de f]ro n'aquella direco1 e por se pre/> a isso muito mais idoneam5te d que o porto de ,durban1 no ,natal4 ,aquelle crescido comm]cio d ,natal teve o seu maior des5volvim5to1 desde que os bo]s ou familias ru/icas desc5d5tes dos holl&ezes da colonia d ,cabo1 int]n&o-se n',africa vi]am e/abelec]-se no ,transvaal1 de cujas fronteiras ap5as a bahia di/> umas #dj milhas4 ,a no s] e/a circum/ancia1 e/a p]spectiva de um aproveitam5to1 filho de condies locaes1 a sorte de ,l\r5o ,m>ques em nosso pod]1 no s]ia outra s5o fic> condemnado a p]manec] qual tem e/ado at hoje1 i/o 1 um presidio sem importancia1 um t]ritorio inculto1 sem indu/ria1 sem comm]cio1 com uma populao e/acion>ia e de todas z ca/as1 e luct&o com a escassez de recursos1 e a insalubridade d clima4 pois aquella vantagem da situao geographica1 junta pret5so da ,+lat]ra de t] direito posse de uma p>te da bahia1 que p>a e/a result\ o s] desde ha c]ca de #cj annos um objecto de discusso1 e de s] em p>te conte/ada entre ,portugal e ,+lat]ra a sua sob]ania t]ritorial4 ,essas discusses1 e z correspond5cias a tal respeito trocadas entre os dois gov]nos1 a*am-se publicadas desde v>ios annos nos livros brancos apres5tados s crtes2 todavia p>ece que n+uem z l1 ou pelo m5os p>ece que no z tem lido1 muitos dos que mais se tem esfalfado nas apreciaes aggressivas a que o assumpto tem dado causa4 ,o e/abelecim5to dos bo]s no ,transvaal1 t5do alli dado log> a con/ituirem um ,e/ado indep5d5te1 deu causa a que elles pret5dessem e/reit> relaes com a auctoridade portugueza afim de obt]em facilidades p>a o seu comm]cio ext]ior1 m$iante a faculdade de e/abelec]em o transito entre o seu t]ritorio e a bahia de ,l\r5o ,m>ques4 ,j desde #ahfh o ,argus1 jornal publicado no ,transvaal1 sug]ia que ,portugal devia ali5> aquelle seu dom9io1 e o p\co escrupulo com que i/o se av5tava1 dava log> a que em abril de #ahfi o presid5te ,pretorius publicasse uma proclamao1 decl>&o p]t5c] sua republica o t]ritorio conf9ante com a bahia1 v9do porm po/]iorm5te a caduc> e/a arrojada pret5o1 qu&o em julho de #ahfi se celebr\ o tratado de paz1 amisade1 comm]cio e limites1 que regulava e/es1 e fixava z regras de reciprocidade comm]cial4 ,a colonia +leza d ,natal1 no podia sympa?is> com uma v]so que viria affect> o seu comm]cio com o int]ior da ,africa1 por isso que o desviava d porto ,natal1 faz5do-o affluir a ,l\r5o ,m>ques4 ,a pret5o at ento mantida pelos dois gov]nos1 de ,portugal e ,+lat]ra1 crca da posse da p>te conte/ada da bahia1 pass\ a s] submettida a uma arbitragem de t]ceira pot5cia por accordo reciproco2 e o pr9cipio da arbitragem s5do acceite1 foi confiada a sua deciso ao m>e*al ,mac-,mahon1 presid5te da republica franceza1 e sabido que deu em resultado a s5t5a de #bd de julho de #ahge favoravel aos direitos de ,portugal1 ao que a ,+lat]ra nobrem5te deu prompta execuo4 ,desde que em virtude d'e/a s5t5a fic\ def9ida a favor de ,portugal a posse de ,l\r5o ,m>ques1 p\de em seguida e desaffrontadam5te effectu>-se o tratado de #aa de dezembro de #ahge entre ,portugal e o ,transvaal1 no qual se consignavam os pr9cipios g]aes1 de paz1 amisade1 lib]dade de comm]cio e livre transito e resid5cia1 e faz5do-se ref]5cia s ev5tualm5te possibilidade de e/abelec] os meios p>a o transporte de m]cadorias d ,transvaal a ,l\r5o ,m>ques1 pois que em tal caso1 s]iam c$idos gratuitam5te por p>te de ,portugal1 os t]r5os p>a a con/ruco de abrigos e armaz5s4 ,seguiram-se z t5tativas p>a a con/ruco de um cam9ho de f]ro4 ,era e/e o gr&e desid]atum1 j p>a o ,transvaal como meio de pod] dirigir seu comm]cio p>a um porto facilm5te accessivel1 j p>a ,l\r5o ,m>ques1 como s5do o unico e o mais efficaz aproveitam5to das suas condies geographicas4 ,por p>te de ,portugal1 fez-se a concesso a mr4 ,moodie p>a a con/ruco da l9ha f]rea no t]ritorio portuguez4 ,moodie1 v5deu a concesso por #ae3jjj ao gov]no d ,transvaal cujo presid5te1 mr4 ,burg]s1 v9do ,europa contract> um empre/imo de #cjj3jjj que s em p>te realis\1 empreg\ o producto em compra de mat]ial n'um valor de #ij3jjj1 mat]ial que desemb>c\ em ,l\r5o ,m>ques1 mas s p>a alli fic> jac5te e s] arru9ado pela aco d tempo1 pois ou por falh>em os calculos feitos ou por escasse>em os meios1 fic\ assim annulada a realisao d que era o gr&e desid]atum4 ,ficava critica a situao f9anceira e politica d ,transvaal1 ameaado pela banc>rota e pela an>*ia4 ,a gu]ra da ,zulul&ia e z cont+5cias a que ella deu log>1 torn>am mais prec>ia a sua situao4 ,enfraquecido e expo/o s corr]ias dos negros1 seguiu-se a occupao d seu t]ritorio pelas =z +lezas1 s5do decl>ada a sua annexao aos dom9ios britannicos em abril de #ahgg1 acto e/e1 devido m5os aos designios d gov]no +lez1 que p>a com elle no mo/r\ z maiores sympa?ias1 mas sim promovido por sir ,!ophilus ,%ep/one1 commiss>io especial1 e auctoridade pr$om9ante na ,colonia d ,natal2 o que p]mitte explic> a consummao d mesmo acto1 como s5do devida ao indicado antagonismo e ciume manife/ado n'e/a colonia contra a realisao d cam9ho de f]ro entre ,transvaal e ,l\r5o ,m>ques1 em vi/a dos auspiciosos resultados que d'ahi proviriam p>a e/e ponto1 em detrim5to d ,natal4 ,e/a nova phase politica e economica1 v9ha annull> todas z p]spectivas de realis> aquelle gr&e e importante meio de prosp]idade p>a ,l\r5o ,m>ques qual era a con/ruco d cam9ho de f]ro4 ,dois annos se pass>am n'e/e e/ado de coisas indeciso1 e que no deixava antev] s5o a annulao de todas z ant]iores t5tativas1 e i/o com gr&e s5tim5to dos gov]nos de ,portugal e d ,transvaal4 ,no escap\ porm p]spicacia d m9i/ro portuguez dos negocios e/rangeiros e d ,ultram>1 o sr4 ,corvo1 a conv5i5cia de p]si/ir nas suas ant]iores vi/as4 ,a que/o vital a resolv] era a de e/abelec] uma communicao facil atravez de uma nesga de t]ra sem cultura e sem vida como a de ,l\r5o ,m>ques1 lig&o o accesso ao m>1 com um paiz imm5so e f]til1 mas sem saida1 como o ,transvaal4 ,effectivam5te a annexao d'e/e aos dom9ios britannicos era um facto consummado e reconhecido4 ,como consequ5cia d'e/e facto1 o tratado preexi/5te com o ,transvaal havia ipso facto caducado4 ,succ$ia o mesmo1 como caet]is p>ibus pod]ia acontec] a quaesqu] tratados com o ,hanov]1 ,toscana1 ,napoles1 ,meklemburgo ou ,hamburgo1 desde que p]d]am sua autonomia4 ,le trait s'van\it1 diz ,vattel1 si l'une des nations p]d p> quelque cause qui ce soit sa qualit de nation ou de socit politique indp5dante4 ,e diz mais3 ,qu& un tat e/ dtruit ou qu& il e/ subjugu p> un conqurant1 t\tes ses alliances1 t\tes ses traits priss5t avec la puissance publique qui les avait contrats4 ,o tratado com o ,transvaal t9ha pois caducado4 ,mas desde que o que fra pactuado com aquelle ,e/ado qu&o indep5d5te1 era o meio de salv> ,l\r5o ,m>ques1 e de o trans=m> de uma alda de cafres1 em um gr&e emporio comm]cial1 melhor p]spectiva d'e/e resultado se (f]ecia1 desde que o mesmo objectivo fosse e/atuido e g>antido em um tratado com uma pot5cia tal como a ,gr-,bretanha1 vis9ha nas possesses africanas1 bem como alliada de longa data na communho europea4 ,era i/o concili> o direito com a conv5i5cia4 ,negoci> pois o tratado com a ,gr-,bretanha era realis> legalm5te o que z circum/ancias sobrev9das t9ham d'antes imp$ido4 i/o o que se pratic\4 ,entaboladas z negociaes1 e/as proseguiram1 e qu&o em janeiro de #ahgi se abriu o p>lam5to portuguez1 no discurso da cora se annunciava o segu9te3 ,com o fim de melhor> e des5volv] o comm]cio das nossas possesses da ,asia1 e p>a z pr em communicao directa e rapida por meio de um cam9ho de f]ro com a ,india ,+leza1 celebr\-se um tratado com o gov]no de ,sua ,mage/ade ,britanica4 ,com a mesma pot5cia se occupa o meu gov]no de celebr> outro tratado no intuito de e/reit> z nossas relaes com a regio d ,transvaal1 pela con/ruco de outro cam9ho de f]ro na prov9cia de ,moambique1 engr&ec5do por e/e modo o porto de ,l\r5o ,m>ques4 ,esp]o que exam9>eis att5tam5te e/es docum5tos qu&o vos =em apres5tados1 e folg>ei que possam t] o vosso ass5tim5to4 pois o tratado de ,l\r5o ,m>ques aquelle que a tanta celeuma tem dado causa1 um acto publico no sm5te j annunciado desde #ahgi1 mas at au?orisado pela responsabilidade solid>ia de um gov]no que o proclam\ em to solemne docum5to2 assim como era a realisao d'aquella importantissima vantagem pela qual j ant]iorm5te se havia sempre suspirado4 ,os factos que po/]iorm5te tiv]am log>1 z excitaes politicas que d'ali mais mod]nam5te se orig9>am1 z div]sas feies que assumiu e/e importante assumpto int]nacional1 z contradies nos proc$im5tos (ficiaes a que z successivas mudanz de gov]no d]am causa1 a falsa op9io que no publico se pret5deu propal> e se conseguiu incutir a tal respeito1 so circum/ancias que obrigam a t] que lam5t> o mau fado de um paiz1 que antepe compreh5so das suas vantag5s reaes1 o aproveitam5to de quaesqu] incid5tes que se pre/em a s] explorados como campo de batalha das que/es p>tid>ias1 e com tanto mais e maior prejuizo qu&o se recorre p>a tal fim a faz] jogo com que/es int]nacionaes1 sem consid]> o p]igo que d'ahi resulta1 mas sm5te por s]em e/as z que mais se pre/am a excit> a op9io das massas1 desde que do ensejo p>a se invoc>1 embora falsam5te1 o s5tim5to patriotico1 como s5do aquelle que mais se pre/a p>a deprimir os adv]s>ios politicos4 ,erro e/e1 crime quasi se pod]ia *am>1 desde que por tal meio se sacrifica o bem d paiz1 vantagem ephem]a de qualqu] politica p>tid>ia4 ,,iii ,o tratado de ,l\r5o ,m>ques1 cuja negociao foi annunciada na falla d ?rono na sesso de #ahgi juntam5te com o da ,india j negociado em #ahgh1 era como sequ5cia d'e/e1 e como antec$5cia de outro que annu9do s reit]adas in/ancias d gov]no portuguez1 depois viria1 def9ir os limites1 e regul> z relaes reciprocas nas regies d ,zaire1 e s5do assim p>te de um sy/ema completo e h>monico1 t5d5te a e/reit> z relaes1 evit> conflictos1 t]m9> controv]sias1 e des5volv] os int]esses mutuos de ambas z naes contractantes1 nos seus dom9ios coloniaes1 e d&o log> ao mesmo tempo consolidao de uma alliana que quaesqu] que sejam z p]turbaes por onde haja passado1 indubitavelm5te uma das melhores g>antias da nossa indep5d5cia4 ,portugal e ,+lat]ra1 nos seus va/os dom9ios coloniaes so naes vis9has4 e/e um facto que se no pde recus>4 ,e desde que assim 1 toda a vantagem e/ em s] bons vis9hos1 em vez de viv] con/antem5te em susceptibilidades4 ,o m9i/ro e o gov]no que concebeu e/e plano proc$eu com vi/as bem l>gas1 e traou um cam9ho a seguir1 que revella no s a ida de um gr&e alcance politico1 mas tambem altas e patrioticas vi/as1 com o fim de faz] face pelo futuro ao porfiado emp5ho com que div]sas naes da ,europa e ,am]ica pret5dem disput> um qu9ho na sua +]5cia ou influ5cia nos negocios d',africa1 em detrim5to de nossos int]esses4 ,a facilidade porm com que entre ns z paixes p>tid>ias lanam mo de quaesqu] pretextos que se lhe afigurem aptos p>a seus f9s1 deu logo causa a que se levantassem c5suras contra um e outro tratado4 ,o s5tim5talismo patriotico invoca-se em taes casos1 no pela ju/a apreciao das c\sas1 mas como explorao politica4 ,ha ento recurso p>a toda a especie de ins9uaes1 =jam-se invectivas1 faz-se al>de de mel9dres infundados1 e lana-se o /ygma sobre os que conceb]am e e/ud>am tal plano1 incit&o contra elles o odio das turbas4 ,assim aconteceu com os dois tratados4 ,tudo se disse e se alleg\ p>a os desconceitu>4 ,inculc>am-se como s5do ali5ao de t]ritorio1 v5da de dom9io1 indignidade e vilip5dio nacional4 ,mas antes que /a propag&a detractora tomasse o corpo que depois assumiu1 foi votada em crtes a ratificao d tratado da ,india2 e j hoje um facto indisputavel1 que os seus prosp]os resultados exc$em z p]spectivas que mais ajuizadam5te se =mavam a seu respeito4 ,fic\ em campo o tratado de ,l\r5o ,m>ques1 assignado pelos legaes negociadores pl5ipot5ci>ios em #cj de maio de #ahgi1 ao tempo em que l>gava o pod] o m9i/]io que o havia conv5cionado4 ,o novo gov]no pass\ a s] con/ituido d'aquelle p>tido politico que at quella data fra opposio1 e que como tal se t9ha valido d'aquella arma de invectiva p>a combat] a adm9i/rao que v9ha de cair4 ,d'ahi resultava p>a o novo gov]no um emb>ao moral em submett] o tratado sanco legislativa1 e n'um p]iodo em que a sesso p>lam5t> e/ava a f9d>4 ,como porm nos pactos que so relao de ,e/ado a ,e/ado1 e no assumptos de mra politica int]na1 subsi/e sempre a entidade gov]no1 indep5d5te da p]sonalidade dos m9i/ros1 no s]ia curial o falt> f dos contractos j e/ipulados segundo z praxes int]nacionaes2 e d'ahi result\ que1 p>a no trahir e/e preceito1 o novo gov]no no duvid\ po/]iorm5te submett] o tratado sanco d corpo legislativo4 ,assim aconteceu1 s5do apres5tado na sesso de #ahhj1 quasi ao f9d> d'e/a2 e o resultado foi que os escrupulos d'aquelles que por t] ouvido aprego> o tratado como uma infamia1 t9ham repugnancia em o sanccion> por bom1 lev>am a maioria da cam>a electiva a vot> o addiam5to da sua discusso4 ,entr\ pois o tratado de ,l\r5o ,m>ques n'uma nova phase4 ,subtrair s devidas =mulas de sanco um pacto int]nacional comb9ado entre duas naes1 e com z =malidades prescriptas pelas regras d direito publico ext]no1 de si um proc$im5to mel9droso1 e tanto assim que n'e/e caso m]eceu s] taxado pelo ,times de acto de p\ca cortezia4 ,no que diz porm respeito que/o de direito int]no1 n+uem pde duvid> da compet5cia legal d p>lam5to1 at mesmo p>a lhe rejeit> a sanco4 ,o addiam5to porm que se fundasse na pret5o de modific> z e/ipulaes j e/atuidas1 signific>ia implicitam5te uma rejeio1 toda a vez que se no admittisse a hypo!se d ass5tim5to da outra p>te contratante4 ,o gov]no que succ$]a ao que negoci>a o tratado1 afim de concili> z difficuldades da sua situao1 solicit\ d gov]no +lez1 o introduzir algumas modificaes4 ,assim a delimitao d praso da durao1 e outras insignificantes alt]aes propo/as pelo gov]no portuguez1 =am objecto de novas tratativas1 e a annu5cia d gov]no britannico em acceital-z1 fez com que de novo se apres5tasse s crtes na sesso de #ahha o tratado assim r5ovado1 e em cujas novas negociaes1 segundo se depreh5de dos docum5tos (ficiaes1 fra e/atuido e promettido que elle s]ia um dos primeiros actos a s] submettido consid]ao d p>lam5to4 ,a9da assim a morosidade e l5tido que em muitas occasies significa incuria1 n'e/e caso signific\ uma inconv5i5cia1 e p\ca hom5agem ao respeito pelos compromissos int]nacionaes2 pois deu lug> a que s em pr9cipios de m>o que fosse submettido o tratado discusso4 ,ahi comearam novas contr>i$ades4 ,a politica p>tid>ia a esse tempo j aggr$ia o gov]no por v>ios de seus actos adm9i/rativos1 e a opposio tornava-se activa e p]si/5te4 ,a adm9i/rao publica era discutida no s no seio da repres5tao nacional1 mas era trazida p>a o julgam5to dos meet+s1 convocados p>a esse fim p>tid>io1 mas aproveit&o como um meio efficaz de actu> nas massas1 o invoc> de novo o s5tim5talismo patriotico contra o tratado1 alcunh&o-o de pacto infame1 traio e v5da da patria1 e de tudo quanto de mais mon/ruoso podia occorr] m5te d'aquelles julgadores de praa publica1 muitos dos quaes e talvez a maioria d'elles1 na vesp]a talvez suppozessem que ,l\r5o ,m>ques era um individuo2 outros s viam alli o meio de ang>i> proselitos nos seus ataques ao gov]no1 ou de prep>> os elem5tos conduc5tes a att+ir outros f9s politicos4 ,assim foi que um p>tido at ento ab/racto1 e sem importancia notoria1 o republicano1 logr\1 habilm5te p>a seus f9s1 lanar mo d'e/e pretexto1 innund&o z praz e ruas com seus jornaes de todos os =matos mas de baixo preo2 e especul&o com aquella avidez d vulgo em colh] noticias nos p]iodos anormaes1 d'e/'arte pret5deu imbuir-lhe a convico de que1 a mon>*ia era a submisso ,+lat]ra2 /a sujeio a causa d tratado2 e o tratado a v5da e o vilip5dio d paiz4 assim que um assumpto de alta transc5d5cia por seu c>act] int]nacional1 e cuja resoluo s compete s leis de direito tacito1 expresso e consuetud9>io que con/ituem o codigo de direito das g5tes2 que pelo seu alcance economico e politico era de tanta s]i$ade e gravidade que s podia s] bem apreciado por quem com indisp5savel compet5cia o h\vesse bem e/udado em suas orig5s e resultados1 pass\ a s] trazido p>a a discusso das ruas1 sujeito ao be/unto dos m5os avisados1 ao julgam5to d tumulto1 e alada da grit>ia1 arra/&o-o p>a esse campo1 afim de contra elle excit> a op9io popul>1 assim =mada pela insci5cia das massas1 e pelo ardil dos especuladores1 s p>a d> al5to s animosidades dos p>tidos1 embora m5os escrupulosos d que s5satos n'e/e modo de proc$]4 ,p>a i/o no s] v]dade1 s]ia preciso admittir1 que n'uma hora dada a in/ruco publica1 o nivel intellectual1 e a sab$oria univ]sal1 se elev>a a tal ponto1 que qualqu] analfabeto da vsp]a se havia subitam5te trans=mado n'um erudito e/adi/a1 habilitado p>a julg> de assumptos que alis os mais atilados nem sempre a*am faceis de resolv]4 ,dir-se-hia1 ao ouvir c]tos assomos contra a suppo/a v5da de ,l\r5o ,m>ques1 que alli t9ham gr&es int]esses1 ou vivos desejos de ir habit> aquella colonia1 muitos dos que nunca d'antes haviam tido noticia d'ella6 ,era assim1 que um acto int]nacional j annunciado ao p>lam5to desde dois annos1 se trazia p>a o soalheiro das praz1 sujeito s vias de quem n'isso quizesse faz] affronta insci5te ou malevola6 ,,iv ,a importancia politica d tratado dito de ,l\r5o ,m>ques reconhece-se logo de um modo g5]ico e indep5d5tem5te de suas e/ipulaes1 desde que se consid]> que um tal acto s por si1 con/itue p>a z naes contratantes1 um docum5to da sua indep5d5cia e da lib]dade que lhes assi/e p>a celebr> taes pactos1 de onde lhes resulta a confirmao de seus respectivos direitos de igualdade2 v9do assim z naes pequ5as1 qu&o tal praticam1 a fic> politica e moralm5te equip>adas em seus direitos e regalias1 s naes mais pod]osas2 e por tanto1 bem longe de (f5d] a dignidade e a indep5d5cia de um paiz1 vem antes exalt> e/e no conceito das demais naes4 ,e/a importancia politica d tratado de ,l\r5o ,m>ques a9da se encontra no facto de vir elle ratific> e no ali5> a posse de um dom9io de ,portugal1 n'um t]ritorio d'antes conte/ado entre e/e paiz e a ,gran-,bretanha1 assim como d'antes cubiado sem c]imonia pelos vis9hos d ,transvaal4 i/o o que acontece1 desde que a concesso de reciprocas vantag5s e usufruies1 tem no proprio s5tido da palavra1 a prova de que se reconhece no cons5tidor1 o direito de neg> ou facult> tal concesso4 ,mas qu&o no ba/asse e/a consid]ao p>a inf]ir a importancia politica que elle tem1 ba/>ia not> que um pacto d'e/a natureza entre ,portugal e ,+lat]ra1 mais uma g>antia de p]petu> e cons]v> firme e efficaz uma alliana to invet]ada1 e que quaesqu] que t5ham sido os conflictos occasionaes que t5ham occorrido ev5tualm5te nas relaes dos dois paizes1 e devidos a causas que hoje no tem razo de se r5ov>em1 c]to que tal alliana uma das g>antias da nossa indep5d5cia1 e um recurso con/ante p>a onde appell>1 qu&o possam surgir dificuldades nas evolues da politica europa4 ,pelo lado economico1 o tratado alm de s] um meio de def9ir e e/atuir def9itivam5te muitas das relaes reciprocas entre z duas naes europz que mais ext5sos dom9ios e int]esses possuem na ,africa1 o meio conduc5te a torn> pr(icua1 pelo unico modo possivel1 a posse de ,l\r5o ,m>ques1 e a d> em resultado1 que um ponto d globo hoje quasi to ab&onado como na epoca d seu descobrim5to1 passe a s] um c5tro de gr&e actividade comm]cial1 e um dos metos mais efici5tes p>a a gr&e obra da civilisao da ,africa2 obra no s de transc5d5te alcance p>a o ,mundo civilisado1 como tambem de m]ito e de r5ome p>a z naes que p>a ella contribuirem4 ,e o r5ome de um paiz vale a p> de outras vantag5s mat]iaes4 realm5te incompreh5sivel como apez> d'isso1 haja a audacia de m5tir aos factos1 desfigur&o-os1 antepondo a falsidade v]dade2 audacia nos que assim m5tem e enganam1 simplicidade nos que to grosseiram5te se deixam engan>4 ,o tratado de ,l\r5o ,m>ques1 se z suas clausulas fossem lidas pelos que to fallazm5te d'elle se s]viram como pretexto politico1 no pod]ia s] alcunhado como maliciosa e levianam5te o foi1 de cesso de t]ritorio1 indignidade nacional1 traio e v5da6 ,accusaes que p>a s]em to ridiculas como ousadas1 ba/>ia not> a indec5te contradio1 de assac>em injuria a quem mais pugnra pela reiv9dicao de ,l\r5o ,m>ques6 ,mas1 quantas contradies1 quantas inconv5i5cias1 quantos erros nos deixa vr1 a subsequ5te maneira como foi explorado e/e delicado assumpto6 ,a9da ha p\cos annos1 olhava-se p>a ,l\r5o ,m>ques como uma possesso sem importancia1 mas que no futuro a pod]ia adquirir1 se se abrisse uma e/rada c>reteira p>a o paiz dos bo]s4 ,to p\ca att5o m]ecia aquella colonia1 que quasi pass\ desap]cebido e sem s] fe/ejado1 o resultado da arbitragem que nos adjudic\ a sua posse4 ,depois1 o tratado de #ahge com o ,transvaal foi applaudido como deix&o antev] a con/ruco de um cam9ho de f]ro1 cuja realisao pass\ a s] a ida mais bem acceite por todos4 ,veiu depois a annexao d ,transvaal aos dom9ios britannicos1 e d'ahi z lam5taes1 no pelo facto1 mas pela consequ5cia que s]ia o imp$ir aquelle desid]atum1 desde que o tratado caducra4 ,celebr\ se em seguida1 o tratado com a ,gran-,bretanha t5d5te a lev> a effeito o que tanto se appetecia1 e todas z iras e invectivas so p\cas contra o tratado e seus negociadores6 ,o que era bom com os bo]s d ,transvaal1 torn\-se mau com o gov]no de uma gr&e pot5cia que passra a s] dom9ante n'aquella regio1 e cuja alliana e boas relaes nos g>antem int]esses mais va/os4 na v]dade surpreh5d5te6 ,fez-se al>mante que/o da concesso de passagem de tropas e munies em transito pelo cam9ho de f]ro1 que/o que p>a s] deslocada e infundada1 ba/>ia lembr> que nem um revolv] que se deposite nos armaz5s1 deixa de s] gu>dado por uma s5t9ella portugueza2 e por outra p>te esquece-se que a9da ha p\cos annos desemb>c\ em ,l\r5o ,m>ques artilh>ia1 metralhadoras e munies que o gov]no dos bo]s t9ha comprado na ,europa2 e que t5t\ debalde conduzir pelo t]ritorio portuguez =a da traco de bois1 v9do a p]d] por ab&onado no cam9ho quasi todo esse mat]ial6 ,de sobejo e/ j demon/rada a inconsi/5cia e futilidade d'aquelle mel9dre c]ca d transito1 o qual s5do ref]ido exclusivam5te ao cam9ho de f]ro1 fic>ia e/e consid]ado como uma gr&e art]ia de trafico e communicao1 como uma via neutralisada politicam5te1 mas de/9ada economicam5te aos mais prosp]os resultados p>a uma nossa possesso1 que ahi t]ia o unico exp$i5te pratico p>a se trans=m> de uma aldeia de cafres 7como dizia ,bordallo7 em um c5tro de actividade1 o mais importante da ,africa au/ral4 ,equival]ia mat]ialm5te a e/abelec] condies d trafico to facil e to livre1 como se em log> de um cam9ho de f]ro devido arte1 alli h\vesse a natureza collocado um gr&e rio como o ,danubio ou o ,amazonas4 ,s]ia egualm5te como se em vez de um rio de curso natural1 se h\vesse cortado um canal m>itimo como o de ,suez1 ab]to a todas z naes1 e por onde navios de gu]ra e m]cantes de todas z b&eiras transitam com ou sem tropas de transporte4 ,nem por isso o ,egypto recei\ pela sua indep5d5cia ou se consid]\ lesado na sua dignidade1 desde que por e/e meio1 pde vr conv]tidas z m>g5s limitrophes1 de arees que eram e des]tos1 em t]r5os *eios de vida4 ,os lagos ,am>gos e de ,timsah1 d'antes imagem da natureza in]te1 hoje do accesso a novas e buliosas cidades como ,ibraila e ,port-,said6 ,e sob quantos pontos de vi/a se pod]iam e/abelec] a confrontao entre o canal de ,suez em seus imm5sos resultados1 e os que adviriam d cam9ho de f]ro1 via cont95tal cujo ,port ,said s]ia ,l\r5o ,m>ques1 e cujo ,suez e ,m> ,v]melho s]iam z hoje incommunicaveis regies da ,africa c5tral6 ,o canal de ,suez e o cam9ho de f]ro de ,l\r5o ,m>ques1 diff]iriam mat]ialm5te em s]em via m>itima ou cont95tal2 mas z condies de sob]ania e indep5d5cia t]ritorial s]iam id5ticas e sem nada s(fr]em em ambos os casos4 ,entre ns impugn\-se o tratado1 recorr5do s diffamaes e invoc&o razes de mel9dre e de ciume1 s pela circum/ancia de s] celebrado com a ,+lat]ra1 vi/o s] nao pod]osa prepot5te e cubiosa6 allegaes to extemporaneas1 to futeis e to gratuitas que s podem s] explicadas por um s5tim5to de antipa?ia1 de acrimonia e de rancor1 paixes e/as que podem s vezes actu> nas que/es individuaes1 mas que tem altos inconv5i5tes no trato int]nacional4 ,e todavia innegavel que taes s5tim5tos =am os que dom9>am o espirito d'aquelles1 que nas suas declamaes e nos seus ex=os1 procur>am excit> e arra/> a op9io d vulgo1 p>a tom> p>te n'essa opposio f]r5ha e inconsid]ada contra um acto int]nacional1 que a9da havia p\co ou era olhado com pl5a indiff]5a1 ou alis eram almejados os seus resultados como s5do a aurora dos melhores dias p>a ,l\r5o ,m>ques6 v]dade que o odio ou a simpa?ia tomam s vezes a feio de moda4 moda mo/r>-se *eio de rancor contra a ,+lat]ra1 com a mesma facilidade como d'outra vez moda ir r5d] hom5agem e toc> musica esquadra franceza surta casualm5te no ,tejo1 e sem hav] quem explique o motivo da s]5ta4 que/o de simpa?ia ou antipa?ia onde1 como diz o rifo1 cada qual come d que go/a2 mas no deve ir a ponto de provoc> os mais a t]em indige/es p]igosas4 ,a l+uagem e z moes apres5tadas e votadas entre a voz]ia dos meet+s transudava esse rancor inconsid]ado4 ,declamaes de patriotismo1 embora infundadas e baseadas em to falsas apreciaes1 sempre a*am e*o nos que se deixam imbuir pelo que ouvem1 e no pelo que discorrem2 e por isso cre>am vulto1 z que d5unciavam o tratado1 como cesso ou v5da de t]ritorio1 att5tado contra a integridade e indep5d5cia nacional1 ignom9ia1 traio1 infame entrega de uma colonia ambiciosa ,+lat]ra1 crimes de que alis o tratado era innoc5te4 ,mas a inconv5i5cia foi mais longe1 desde que no proprio p>lam5to se av5tur>am op9ies e phrases m5os com$idas1 e que p>a t]em imputao1 s lhes valia a respeitabilidade d log> onde eram pr(]idas1 o que no imp$iu de z torn> muito mais p>a e/ranh>4 ,alli se apres5t\ uma moo1 propondo que o tratado se no discutisse1 em quanto e/ivesse fundeada no ,tejo a esquadra +leza66 ,s]ia difficil de acr$it>1 se i/o no fosse um acto to publico1 pois a pret5o era to disp>atada1 que import>ia o po/]gam5to de todas z regras de proc$im5to entre naes cultas e livres2 e signific>ia um acto de aviltam5to desde que fizesse suppor que a pres5a ev5tual e habitual de uma esquadra n'um porto ab]to a todas z naes1 podesse actu> pressivam5te no proc$im5to de um corpo legislativo2 pret5o emfim que se podesse s] adoptada como regra1 e n'e/e caso como excepo1 e/abelec]ia um meio indirecto mas desconhecido entre naes1 p>a ob/> aco regul> dos pod]es d ,e/ado4 ,tal foi o espectaculo que infelizm5te se desemp5h\ n'e/a to inconv5i5te maneira de trat> um assumpto grave4 ,e o que mais aggrav\ e/e s+ul> episodio foi que uma tal moo1 que por insolita e imp]t95te m]ecia s] desde logo repellida como uma op9io exotica1 pass\ a t] fros de tol]ada1 desde que em log> de s] 9 lim9e esc>m5tada e regeitada1 foi addiada p>a qu&o se discutisse o assumpto d tratado6 ,o correctivo veio1 embora t>de1 qu&o o presid5te d conselho1 m9i/ro dos negocios e/rangeiros1 dias depois expressava a sua pl5a regeio quella propo/a1 e aos s5tim5tos que a dictavam4 ,melhor fra porm que ella tivesse sido e/rangulada logo nasc5a1 como m]ecia2 assim no f>ia incorr] os que a no repelliram1 na suspeita de cumplices na inconsid]ao de quem a apres5t>a4 ,e a9da bem que h\ve um deputado1 que na sesso de #ba de m>o1 p\cos dias antes de s] elevado aos conselhos da cora como m9i/ro da m>9ha1 s\be com nobre desassombro e recto juizo r$>guir a analogas declamaes de outro deputado1 express&o-se por e/e modo3 ,se o que se disse a respeito da ,+lat]ra1 fosse p5sado e dito por toda a assembla1 hav]ia d5tro em p\co uma reclamao da p>te d'aquella pot5cia4 ,mas no assim1 o bom s5so da ,+lat]ra e/ acima das arguies que s4 ex4 lhe dirige4 ,em p>te n5huma se falla de uma pot5cia e/rangeira pr9cipalm5te de uma pot5cia alliada1 com a c5sura e asp]eza com que fall\ o illu/re deputado4 ,a ,frana1 a ,frana republicana1 imp$iu a sua impr5sa de c5sur> a ,russia na que/o d ,ori5te1 e a impr5sa no tem tanta responsabilidade individual como qualqu] membro de uma assembla legislativa4 ,z naes devem-se reciprocam5te o mesmo que se devem os hom5s1 a delicadeza e a cortezia4 ,a alliana com a ,+lat]ra no pde s] b&eira de n5hum p>tido1 porque se o fosse1 esse p>tido t]ia na sua asc5so ao pod]1 de romp] uma alliana consagrada pela tradio de seculos e talvez pozesse em p]igo a integridade d nosso t]ritorio4 ,no vejo p]igo n5hum na nossa alliana politica e colonial com a ,+lat]ra4 ,ns necessitamos d'essa alliana p>a o des5volvim5to das nossas colonias4 ,qu&o a ,+lat]ra se e/5d] pelo int]ior da ,africa1 a nossa aco fiscal e aduaneira em ,moambique hade faz]-se de accordo com aquella pot5cia1 e o comm]cio que tem de pass> por esses portos1 lev&o a riqueza p>a o int]ior1 s] egualm5te proveitoso aos nossos dom9ios4 ,no esqueamos que nos pr5dem a e/a pot5cia os mais e/reitos v9culos4 ,aceitemos a coop]ao d'aquelle povo p>a que se no diga l fra1 como se diz nos p]iodicos e/rangeiros1 que aonde comeam z colonias portuguezas1 acaba a civilisao ao sul da ,africa4 ,p>a se avali> a p\ca s]i$ade e n5huma consci5cia1 e em alguns casos a sup9a inopia com que se proc$ia1 no int5to de fundam5t> z delib]aes tomadas nos meet+s1 e nas assemblz de declamadores contra o tratado1 ba/a l] z repres5taes que a titulo de express> a op9io publica1 eram levadas ao p>lam5to1 como s5do o acto complem5t> das voz]ias e declamaes1 que s viam v5da de t]ritorio1 ignom9ia nacional1 e proc$im5to infame1 onde s havia o unico meio e fim de tir> um ponto d'esse t]ritorio nacional da sua v]gonhosa situao de atrazo1 mais v]gonhosa a9da desde que /a significava a incuria no aproveitam5to das suas condies especiaes4 ,n'uma d'essas repres5taes1 elaboradas n'um meet+ em nome d p>tido republicano1 faziam-se allegaes to pu]is e descabidas1 que p>ece incrivel que p>tissem de g5te adulta4 ,ahi se atacavam os primeiros artigos d tratado1 cujo objecto consign> a faculdade reciproca p>a os subditos das duas naes contratantes1 pod]em residir1 transit>1 comm]ci>1 possuir b5s1 e outras analogas disposies que so de uso entre naes cultas indep5d5tem5te de tratados2 e inculcavam-se como s5do uma cesso da ,africa ,+lat]ra1 como um att5tado1 um gr&e capitulo de accusao1 e i/o sem p]ceb]em que a d\tr9a d'esses artigos a que se consigna g]alm5te em todos e quaesqu] tratados de comm]cio entre naes amigas1 e que eram por assim diz] /]eotypadas de todos os tratados j exi/5tes1 no s com a ,+lat]ra1 mas a9da nos que ,portugal tem celebrado com outros ,e/ados4 ,tal se torn\ a phase pr$om9ante nos acontecim5tos1 desde que por e/a frma se lev\ a op9io publica d vulgo1 a no qu]] acceit> nem ouvir explicao alguma em contr>io4 ,a v5da1 a c$5cia de ,l\r5o ,m>ques prepot5te ,+lat]ra1 essa m5tira grosseira tornada em axioma indiscutvel1 era a unica respo/a a qualqu] obs]vao em contr>io1 o unico argum5to empregado contra quem ousasse int]por sua voz em abono da v]dade e da fiel int]pretao dos factos4 ,dir-se hia a reproduco d'aquella tumultu>ia assembla dos ,ephesios1 qu&o1 sem qu]]em ouvir a palavra que ,s4 ,paulo lhes dirigia1 elles a tudo sm5te replicavam exclam&o sem cess> e em cont9ua b]r>ia magna ,diana ,ephesiorum2 e assim surdos a qualqu] exhortao1 obrig>am o apo/olo das g5tes a r$uzir-se ao sil5cio1 et vox facta una e/ omnium1 quasi p] horas duas clamantium1 magna ,diana ,ephesiorum4 ,um tal proc$im5to dos nossos ,ephesios1 ju/ifica o rifo que diz no ha peior surdo que o que no qu] ouvir4 ,v ,apez> da turbul5ta excitao promovida pelos meet+s e pelos jornaes apregoadores d sy/ema republicano1 que p>a =m> p>tido recorriam a aggr$ir o tratado sob pretextos d mais puro patriotismo anglo-phobo1 a cam>a dos deputados no c$eu a taes intimidaes e o tratado foi sanccionado por gr&e maioria4 ,nem outra v]so pod]ia s] plausivel1 desde que o gov]no portuguez o havia negociado1 e depois sollicitado e obtido uma modificao de accordo com z suas exig5cias4 ,a annu5cia a e/as obrigava a nao que z propoz]a1 a su/5t> o que se havia mutuam5te pactuado1 sob p5a de incorr] n'esse ju/o /ygma de m f ou de levi&ade em assumptos dos mais s]ios1 e que se ligam s relaes entre ,e/ados1 indep5d5tem5te da politica int]na d gov]no4 ,um facto porm extraord9>io1 e inesp]ado que ento occorreu1 e que a muita g5te surpreh5deu1 foi que a m9oria da cam>a electiva1 e repres5tante d p>tido que fiz]a o tratado1 saiu da sala das sesses recus&o-se a votal-o4 ,deu i/o log> a que se dissesse que os autores e def5sores de hontem =am os indiff]5tes ou cumplices de hoje6 ,em v]dade1 sem qu]] prescrut> int5es1 difficil c\sa s]ia o compreh5d] e explic> um tal proc$im5to1 que1 pelo m5os app>5tem5te v9ha colloc> os repres5tantes d'aquelle p>tido que fiz]a o tratado1 em contradio com os seus ant]iores actos e t5d5cias2 pois m$iante e/a maneira de proc$]1 embora mirassem ao fim de ho/ilis> o gov]no1 se colloc>am praticam5te como auxili>es ao lado d'aquelle outro p>tido1 que p>a faz] proselitismo no duvidra aggr$ir f]ozm5te aquelle acto int]nacional1 que d'e/a frma era agora tambem repudiado pelos que mais afa/ados deviam e/> d p>tido d'esses novos aggressores4 ,se o fim de tal ab/5o ou recusa1 era como um des=o v+ativo p>a deix> a pl5a responsabilidade da approvao aos que d'antes o haviam impugnado1 e p>a assim os faz] pass> por contradictorios1 impunham-se a si mesmos uma p5a de ,talio2 ou se um tal proc$im5to era ardil t5d5te a capt> z simpa?ias dos declamadores em nome d que diziam s] op9io publica1 em qualqu] das v]ses o conseguim5to d fim1 no p\de plausivelm5te ju/ific> taes meios2 pois r5eg> z convices da vsp]a s pelo engodo de uma popul>idade ephem]a1 equivale a antepr o int]esse de faco ao int]esse da causa publica4 ,qualqu] portanto que fosse a causa de taes viravoltas1 a situao dos p>tidos fic\ desde ento anormal4 ,e na difficuldade de explic> plausivelm5te aquella ab/5o1 e a causa que a motiv\1 pod] acceit>-se a apreciao que d'ella fez o ,times1 qu&o em l+uagem grave e no atrabili>ia1 discutiu o assumpto de um modo que contra/ava com o que era usado por gr&e p>te d jornalismo portuguez1 que m5os discutia d que imprecava4 ,o ,times notava que o p>tido que d'antes havia repellido o tratado1 e que portanto m5os se di/anciava dos republicanos que viol5tam5te o aggr$iam e ,+lat]ra1 appell&o p>a a f$]ao ib]ica1 era o que se apres5tra agora firme na su/5tao da boa f int]nacional e n'um assumpto que int]essava s boas relaes com a ,gr-,bretanha2 emquanto que o p>tido d qual nasc]a o tratado com /a pot5cia e que por suas tradies repres5tava no s z idz mais cons]vadoras1 mas toda a intransig5cia com qualqu] frma de ib]ismo1 era o que v9ha a fic> como que alliado dos republicanos nas suas aspiraes a pr de p>te o tratado6 ,not&o mais que qu&o dias depois1 uma moo de c5sura na cam>a alta1 dava log> a cair o m9i/]io1 imp$9do assim de s] alli votado o tratado1 subiu ao pod] um novo gov]no tirado d p>tido que at ao mom5to fra opposio e d'onde orig9>iam5te saira aquelle pacto2 gov]no que sub9do ao pod] em taes circum/ancias pod]ia suppr-se compromettido com seus novos auxili>es a pr de p>te o mesmo tratado1 ou a e/rangulal-o6 ,tal era a l+uagem d jornal politico mais importante d ,mundo1 que punha assim em relevo a maneira pela qual1 um acto int]nacional de summa importancia por seu valor economico e alcance de politica int]nacional1 ficra sujeito s cont+5cias d'e/a em>anhada situao1 onde difficil s]ia descrim9> quem m5os erradam5te tivesse &ado em to contradictorios proc$im5tos6 ,no ha passo inconsid]ado1 ou proc$im5to leviano1 que no encontre um subt]fugio a que se recorra como s5do a mitigao p>a lhe cohone/> a causa ou at5u> o alcance4 ,p>a e/e caso1 s]viu a circum/ancia contemporaneam5te sobrev9da da revolta dos bo]s d ,transvaal contra a au?oridade sob]ana da ,+lat]ra4 ,e/e acontecim5to1 que em direito publico no significa s5o uma s$io int]na n'um paiz sem affect> z suas relaes ext]nas1 quiz-se int]pret> como s5do uma nova phase que v9ha actu> sobre z condies d tratado entre ,portugal e ,+lat]ra6 ,fall\-se em respeit> a neutralidade6 ,reconhec] o direito de qualqu] p>tida de insurg5tes n'um ,e/ado con/ituido e reconhecido2 d>-lhe fros de bellig]antes1 e consegu9tem5te reconhec]-lhe direitos de neutros1 d\tr9a que import>ia uma innovao na sci5cia da diplomacia e na pratica d direito das g5tes4 ,porv5tura con/ituem os bo]s uma pot5cia reconhecida ou um ,e/ado indep5d5te8 ,qual no ,transvaal a sob]ania reconhecida int]nacionalm5te8 ,exi/e alli gu]ra publica e publicam5te notificada8 ,teem elles os direitos dos p>tidos bellig]antes8 ,quem lh'os reconheceu e por qual acto publico8 ,quem au?orisa uma nao qualqu] a reconhec] n'aquella sublevao uma gu]ra de ,e/ado a ,e/ado8 ,quem conte/asse a e/as p]guntas1 diz5do que o que se proclama a manut5o da neutralidade1 avanaria uma d\tr9a audaciosa1 commett]ia um erro que em c]tas cont+5cias diplomaticas e de politica int]nacional1 pod]ia at d> log> a conflictos resultantes de tal apreciao1 e ao aga/am5to da pot5cia sob]ana que visse assim seus direitos intimos s]em invadidos pelo arbitrio alheio1 o que equivale a int]vir nos assumptos int]nos de um paiz cujos direitos de sob]ania o pe a salvo d'essa int]f]5cia4 ,pois durante a gr&e luta entre os ,e/ados d ,norte e d ,sul da ,unio ,am]icana1 pelos annos de #ahfd e #ahfe1 no se viu1 que emquanto os vasos de gu]ra em que fluctuava a b&eira li/rada da gr&e republica1 fundeavam e p]maneciam surtos nos nossos portos como navios de nao amiga e reconhecida1 ao mesmo tempo os vasos dos insurg5tes d ,sul1 cuja b&eira no era reconhecida1 ap5as t9ham o direito de refugio tempor>io e limitado1 e eram intimados p>a deix> z nossas aguas8 ,pois no conhecida a maneira como foi mal aceite e como deu log> a notas *eias de ress5tim5to1 o facto de s]em pelo gov]no +lez e francez1 re/r+idos egualm5te aos navios d ,norte e d ,sul os prazos de demora nos portos1 equip>&o-os n'e/a p>te nas condies de admisso e de p]man5cia1 embora no *egassem aquellas duas pot5cias a reconhec] (ficialm5te a neutralidade dos conf$]ados d ,sul8 ,indo mais longe1 no vimos no seculo passado por occasio da luta da indep5d5cia da ,am]ica1 que a ,+lat]ra decl>\ a gu]ra ,frana porque e/a reconhec]a como bellig]antes e conc$ra os direitos de neutros aos am]icanos revoltados8 ,como pod] pois razoavelm5te e sem (f5sa de direito das g5tes consuetud9>io1 ir mais longe1 faz] politica av5turoza ou de simpa?ia a pr de uma populao insurgida1 qu&o n'i/o se (f5de a pot5cia que reconhecida int]nacionalm5te como unica sob]ana no t]ritorio onde a insurreio tem log>8 ,no e/amos no caso de faz] politica platonica nem romantica2 nem e/amos no direito de int]vir s por simpa?ias mais ou m5os m]ecidas1 nos assumptos dome/icos de qualqu] paiz4 ,a sublevao dos bo]s e/ n'e/e caso4 ,pde s] que sejam muito dignas de simpa?ia z pret5es que allegam e que def5dem1 mas muitos exemplos se pod]iam produzir analogos1 que nunca d]am log> a taes manife/aes4 ,um bem rec5te4 ,pde s] que fosse simpa?ica a causa dos ,cubanos pugn&o pela sua emancipao2 mas nem por isso1 e qu&o assim fosse1 re/ava a qualqu] nao em paz com a ,espanha1 a faculdade de pr de p>te sob tal pretexto quaesqu] tratativas1 nem o direito de se int]pr na resoluo das p5d5cias entre entidades1 p>a z quaes s reconhecemos uma b&eira1 um titulo de nacionalidade1 e de sob]ania4 ,cubanos e ca/elhanos1 p>a ns1 em direito1 todos so espanhoes4 ,bo]s ou bretes1 p>a ns em direito s ahi vemos subditos +lezes4 ,se em direito int]nacional1 mesmo qu&o se proclama a neutralidade1 so reconhecidos eguaes os direitos dos bellig]antes no que diz respeito aos effeitos da gu]ra1 c]to todavia que a9da assim a ju/ia da gu]ra sempre em direito se consid]a duvidosa de p>te a p>te4 ,no pois pelos v>iados s5tim5tos a que a simpa?ia ou antipa?ia pde d> log>1 que se regulam os proc$im5tos das naes e/ranhas s p5d5cias entre ,e/ados ou p>tidos em luta4 ,deixmos de trat> com a ,espanha porque su/5tava a gu]ra civil em ,cuba1 ou mesmo nas ,vascongadas8 ,h\ve alguma ab/5o no trato1 fundada em simpa?ias8 ,impde que discutamos um tratado com a ,frana o e/> /a em op]aes contra os ,krumirs de ,tunis8 ,mas1 a ev5tualidade da luta6 ,a e/e argum5to de previso capciosa1 respondem uma ass]so1 e um dilemma4 ,a ass]so 1 que em politica int]nacional1 o direito funda-se no exi/5te e no no problematico4 ,o dilemma 2 se o ,transvaal fic> indep5d5te da ,+lat]ra1 caduc> ipso facto o tratado preesi/5te onde se torne irrealisavel1 e n'esse caso compet]ia ,+lat]ra o d5unci> essa impossibilidade sobrev9da1 p>a se livr> d compromisso resultante2 e dec]to1 no vale a p5a antes de tempo1 affront> quem comnosco pactu\ qu&o frua o direito d uti possidetis4 ,se o ,transvaal submettido1 n5huma razo ob/a a sanccion> o que foi legitimam5te pactuado1 por quem t9ha direito de o faz]2 e no ha razes especulativas que moralm5te possam ju/ific> a recusa em o submett] s =mulas de sanco4 ,falt> sob pretextos c]ebr9os1 palavra de um contracto1 aco reprovada entre individuos4 desd\ro1 p\co nobre1 qu&o entre naes4 ,nem se diga que a approvao d tratado em que/o1 implicitam5te influiria na lucta p5d5te1 att5ta a concesso n'elle ins]ida de transito de tropas2 pois um tal transito sm5te se ref]e ao uso d cam9ho de f]ro1 e no indi/9ctam5te ao t]ritorio2 e alm d'isso foi (ficialm5te p>ticipado em crtes pelo presid5te d conselho e m9i/ro dos negocios e/rangeiros1 que o gov]no britannico de seu motu proprio e indep5d5tem5te de solicitao1 havia decl>ado que quaesqu] disposies d tratado no s]iam aproveitadas no que podesse influir na lucta travada com os ,bo]s4 ,deviam pois cahir por t]ra todos os escrupulos os mais comes9hos4 ,,vi ,commetem-se s vezes indiscries1 qu&o se deixa ao s5tim5talismo o que se no s\be ou no quiz subord9> rectido e ju/a apreciao das c\sas4 ,talvez a e/e motivo se possa attribuir uma feio incid5te1 que embora reve/ida de toda a suavidade na sua =ma pa!tica1 veio como que deit> novo combu/ivel no foga*o que j esc&ecia z iras dos impugnadores d tratado4 ,a soci$ade de geographia de ,lisboa1 uma associao respeitavel por sua misso sci5tifica1 cujo fim contribuir p>a o e/udo1 diffuso e adiantam5to dos conhecim5tos geographicos1 e d> toda a amplitude e auxilio aos meios que p>a to importante conseguim5to podem dep5d] da direco1 conselho1 e pratica dos hom5s de sci5cia e de aco1 tom\ a seu c>go manife/>-se a respeito d tratado de ,l\r5o ,m>ques1 no tanto pelo que das disposies e resultados d'e/e podiam provir de vantagem e de lu/re p>a a sci5cia geographica1 ou p>a a civilisao colonial1 porm mais sob um aspecto que d>ia razo aos que1 illud9do se c]ca da misso propria d'aquelle gremio sci5tifico1 o d5om9assem ,soci$ade de ,geographia ,politica4 ,manife/&o n'uma sua repres5tao aos pod]es publicos o desejo de que o tratado fosse addiado em vi/a da lucta emp5hada no ,transvaal1 apoz v>ios consid]&os =mulava z suas concluses por e/a =ma3 ,a soci$ade esp]a que os pod]es publicos portuguezes1 mant5do como de uso e de direito a mais escrupulosa neutralidade1 m$it> na conv5i5cia de addi> qualqu] resoluo def9itiva c]ca d tratado de ,l\r5o ,m>ques4 ,a consid]ao que m]ece uma associao to di/9ta pelos seus propositos e pela illu/rao de seus membros1 no imp$e todavia1 que em vi/a da s e v]dadeira d\tr9a int]nacional c]ca da neutralidade1 haja quem avali> possa aquellas suas aspiraes como m5os bem cabidas1 e de conv5i5cia m5os m$itada2 j porque no caso em que/o no de uso nem de direito nem s]a escrupulosa a neutralidade1 j porque d lug> supposio1 de que um mro s5tim5to de simpa?ia se antepoz recta e imp>cial apreciao das circum/ancias e consid]ao das vantag5s economicas e politicas1 cujas o tratado o inc5tivo e o in/rum5to4 ,e a9da mais p>a not> o escorregadio t]r5o em que se colloc\1 desde que1 passados dias e em hom5agem a um delegado d comit dos bo]s em ,londres1 recebido em sesso pl5a1 foi feita solemne pr(isso de voto em favor d'aquelles insurg5tes1 augur&o-lhes victoria na sua lucta1 i/o 1 quiz-se moralm5te d> al5to a uma insurreio no t]ritorio de uma nao amiga1 faz5do implicitam5te votos contra a au?oridade sob]ana d'essa nao1 unica reconhecida n'aquelle t]ritorio insurrecto4 ,no e/e um exemplo que sirva de lio ou norma1 p>a quem desej> mant] a fiel obs]vancia1 no j da extemporaneam5te recomm5dada neutralidade escrupulosa1 mas nem mesmo de uma opportuna imp>cialidade ou politica de ab/5o4 ,vi/o s] a simpa?ia pelos ,bo]s a feio pr$om9ante nos proc$im5tos indicados1 ju/o consid]> at que ponto pod]ia s] ju/ificado um tal affecto1 to excepcional e como no fra d'antes pr(essado a pr de outros povos qu&o trat>am de reagir contra um dom9io mais oppressor e m5os transig5te d que aquelle contra o qual elles agora se insurgiram e tom>am a (f5siva4 ,o que so os ,bo]s8 ,so os desc5d5tes d'aquelles ,holl&ezes que se apod]>am d ,cabo de ,boa ,esp]ana no seculo ,,xvii1 e que depois de hav] e/a possesso passado ao dom9io ,+lez1 j n'e/e seculo emigr>am p>a o ,norde/e1 desgo/osos de um regim5 que lhes re/r+ia a pl5a lib]dade de pa/ag5s1 que igualava os direitos civis da populao1 e que e/abelecia leis repressivas d trafico de escravos4 ,augm5t\ o seu odio contra aquelle dom9io1 a que/o da emancipao dos hott5totes em #ahcg e a dos negros dois annos mais t>de4 ,d'ahi result\ a emigrao dos ,bo]s1 uns p>a z m>g5s d rio ,orange1 outros p>a o t]ritorio d ,natal1 d'onde depois pass>am p>a alm d ,vaal1 e ahi se con/ituiram indep5d5tes desde #aheb proclam&o um gov]no sob a frma republicana4 ,o e/imulo simpa?ia que elles nos m]ecem pde attribuir-se1 ou ao seu amor pela indep5d5cia1 s5tim5to que se no condemna1 ou alis pelos seus antec$5tes p>a comnosco1 ou pelas suas aspiraes actuaes1 e pelas que tem em vi/a quanto ao seu futuro4 ,pelo passado so elles desc5d5tes1 como se not\1 dos que =am os nossos maiores inimigos no ,ori5te1 os holl&ezes2 pelo pres5te1 so os que teem decl>ado que ,l\r5o ,m>ques hade s] d'elles1 e que a ,africa desde o ,zambeze at ,simon's bay sua e s d'elles1 d\tr9a su/5tada nos seus jornaes1 e proclamada pelos seus *efes1 analogam5te de ,monroe na ,am]ica1 por isso que su/5tam que a ,africa au/ral s pde p]t5c] aos ,afric&]s1 i/o 1 os indig5as brancos1 desc5d5tes dos ,europeus que primeiro a coloniz>am4 ,l e/ ,l\r5o ,m>ques arrolado no seu pret5dido patrimonio1 como um dom9io d qual no presc9diro4 ,e se essa mira de conqui/a no ba/a como um titulo de simpa?ia p>a os actuaes zeladores de ,l\r5o ,m>ques1 a9da outros se podem apres5t> respectivos primitiva origem d'aquelles pret5d5tes1 e que a hi/oria nos =nece p>a lhes no d> gr&e direito nossa gratido4 ,pois p>a e/imul> e/e s5tim5to1 annuncia de ,p>is o telegrapho1 em m>o ultimo o segu9te3 ,foi publicada a m5sagem das notabilidades politicas e litt]>ias francezas em favor dos ,bo]s4 ,diz que os ,bo]s so no sm5te filhos da ,holl&a1 antiga alliada da ,frana1 mas desc5dem dos prote/antes francezes expulsos pelo edito de ,nantes4 ,que alm da frat]nidade de sangue1 exi/e a frat]nidade de p5sam5to4 ,so pois os ,bo]s1 segundo o comit1 os desc5d5tes dos hugu5otes1 e como taes os recomm5da simpa?ia das naes4 ,mas vi/o que a hi/oria regi/ro de factos1 e e/udo confrontativo da vida das g]aes que se succ$em1 vejamos que especie de argum5to aquelle4 ,a hi/oria que julgue4 ,abram-se os ,annaes da ,m>9ha ,portugueza pelo vice-almirante ,i4 da ,co/a ,qu9tella1 obra publicada pela academia das sci5cias em #ahci4 ,alli se relata como em #aegj1 ,d4 ,luiz de ,vasconcellos fra nomeado gov]nador d ,brazil1 e saiu de ,lisboa em #e de junho com sete navios em que levava muitas familias e sac]dotes que iam e/abelec]-se n'aquelle paiz4 ,*eg&o altura da ,madeira p>tiu adiante o navio ,s4 ,?iago1 cuja viagem descreve assim ,depois de v>ios contra/es de tempo que o obrig\ a p]d] alguns dias1 a*\-se a #ae de julho defronte de ,porto ,palma1 e vi/a de c9co navios de cors>ios da ,ro*ella1 de que era *efe ,jacques de ,soria1 almirante da ra9ha de ,nav>ra4 ,e/e com o seu navio gr&e1 bem gu>necido e artilhado1 abord\ o ,s4 ,?iago1 cujo capito e equipagem se def5d]am valorosam5te1 animados pelas exhortaes d v5]avel padre ,ignacio de ,azev$o1 da ,companhia de ,jesus1 e dos seus qu>5ta companheiros que iam p>a z misses d ,brazil2 mas como era to desigual a cont5da1 foi o navio entrado1 e todos os religiosos feitos em p$aos ou arrojados vivos ao m>2 tanta era a raiva dos hugu5otes6 ,no pra aqui a n>rativa de ,qu9tella1 que descreve como ,d4 ,luiz de ,vasconcellos depois de v>ias t5tativas de empreh5d] a viagem e s(fr5do gr&es contr>i$ades1 arrib\ ,t]ceira1 d'onde p>tiu em setembro p>a o ,brazil2 e a esse respeito n>ra1 que ,*eg&o altura de ,can>ias1 foi atacado por quatro navios francezes saidos da ,ro*ella1 cuja esquadra comm&ava ,joo de ,cadeville4 ,d4 ,luiz a9da que no duvidava d resultado de uma aco entre =z to desiguaes1 det]m9\ v5d] c>a a sua vida4 ,z abordag5s de ,cadeville =am tres vezes re*aadas1 e mesmo depois de entrado o seu navio1 fiz]am os ,portuguezes desesp]ada resi/5cia4 ,d4 ,luiz atravessado de uma balla e com z p]nas quebradas de outra1 mas sem r5d]-se1 acab\ de uma lanada4 ,os franceses mat>am na peleja1 ou deit>am ao m> dois dias depois1 treze religiosos da ,companhia1 que iam de passagem p>a z misses1 como os outros companheiros d padre ,azev$o4 ,ora vi/o que o comit de ,p>is1 promotor das simpa?ias pelos desc5d5tes d'aquelles h]oes1 no esquecia de ir busc> que/es de intol]ancia ou de frat]nidade1 ahi fica indicado um valioso titulo1 p>a o reconhecim5to das naes2 mas no dos que tiv]am seus compatriotas trucidados pelos antecessores dos que tanto se recomm5dam1 em nome de to sangu9>ia frat]nidade de sangue6 ,no valem de muito argum5tos d'e/a especie1 e po/os n'e/e t]r5o4 ,vale porm alguma c\sa no deix> corr] revelia a c>ta de recomm5dao d comit de ,p>is4 ,,vii ,qu&o se consid]a nos resultados a que pde d> causa o olvido de todas z conv5i5cias1 que qualqu] entidade1 e morm5te uma nao1 deve sab] gu>d> em sua vantagem e em seu decoro2 qu&o se analysa a maneira desa/rosa como em seus proc$im5tos se h\v]am os adv]s>ios d tratado de ,l\r5o ,m>ques entre ,portugal e ,gran-,bretanha1 de/9ado a regul> z relaes entre z suas possesses na ,africa ,au/ral antepondo-se a e/e gr&e conseguim5to1 o att5d] de pref]5cia a receios f+idos ou banes1 ou ao m]o int]esse de politica p>tid>ia1 confund9do todos os elem5tos de hombridade em hom5agem a vantag5s ev5tuaes de p>tidos e no d ,paiz2 qu&o se contempla a exaltao dos animos1 a ab]rao d bom s5so1 z vocif]aes atrabili>ias e z diatribes viol5tas que d'ahi se suscit>am em prejuizo da ordem int]na1 e em tom desd5hoso e insultante p>a com uma nao alliada e pod]osa1 que pre/ra sua annu5cia a entr> de mo dada e no aos repelles1 n'uma s5da l>ga e franca p>a uma confrat]nisao e g>antia reciproca na politica int]colonial1 *ega-se quasi a lam5t> que a arbitragem d ,m>e*al ,mac ,mahon fosse tal1 que no tivesse cortado o mal pela raiz1 tir&o-nos da mo aquillo que por e/> em nossa mo1 havia de pass> a s] um fco de discordia1 e trans=m>-se mais em elem5to ru9oso d que proveitoso4 ,s]ia caso de diz] ha b5s que vem p>a mal6 v]dade que se a arbitragem nos fosse desfavoravel1 p]d]iamos o que podia vir a s] de gr&e aproveitam5to2 mas tambem c]to que t]iamos evitado males maiores1 por isso que melhor p]d] um diamante bruto e que nada r5de1 d que possuil o por lapid>1 mas sujeito a faz]-nos s(fr] maiores prejuizos e caus>-nos mais sobresaltos d que o seu valor comp5s>ia4 ,l\r5o ,m>ques1 sem o cam9ho de f]ro p>a o ,transvaal1 e sem a g>antia da psse que o salve das pret5es dos ,bo]s1 ou p]manec] como e/ hoje1 sem importancia1 ou fic> sempre arriscado a s] por elles disputado4 ,melhor s]ia no o possuir1 d que mantel-o nas condies como at ao pres5te1 mas i/o a troco de uma situao desfavoravel p]ante aquella pot5cia qual nos liga uma antiga alliana1 con/itu9do p>a a nossa indep5d5cia uma g>antia da qual nunca dev]iamos presc9dir1 e que no se pde facilm5te sub/ituir appell&o p>a aquella f$]ao ,ib]ica que nos apontada como um salvat]io1 pelo p>tido que teme m5os o leo de ,ca/ella d que o leop>do ,britannico4 ,a esse p>tido e s suas aspiraes politicas pod] convir a sub/ituio4 ,mas1 pod] e/a plausivelm5te s] pret]ida por quem v na mon>*ia e nos seus su/5taculos int]nos e ext]nos1 um p5hor mais seguro p>a a nossa indep5d5cia como nao8 ,no4 ,o v]dadeiro patriotismo no e/ em segreg> um ,e/ado de outros1 de cujo convivio pde result> a manut5o de suas in/ituies1 em detrim5to dos que aspiram a d]ribal-z p>a z sub/ituir por outras1 s a titulo1 mas sem fundam5to1 d que aquellas so a causa de muitos males4 ,tambem o patriotismo1 no e/ nas declamaes que o apregoam1 afront&o os amigos de hontem e de ha mais tempo1 s p>a capt> b5evol5cia dos inimigos de hoje4 ,e traz-se p>a a discusso das praz1 um tratado int]nacional1 em cuja celebrao s entra a entidade da nao seja qual fr a sua frma politica de gov]no1 e faz-se d'ahi pretexto p>a recomm5d> a republica como a sanao dos inconv5i5tes ou defeitos que gratuitam5te se lhe assacam8 ,insulta-se em prosa e em v]so a mon>*ia1 aponta-se p>a a republica como um bello ideal2 mas os que aspiram a e/a v]so nem ao m5os se lembram de que onde a republica exi/e to fe/ejada1 passam-se z c\sas de modo1 que quem recorre a analogos exp$i5tes de affrontr> quem no m]ece affronta1 s(fre z consequ5cias d'essa ousadia2 ousadia que alias se torna em tibieza1 qu&o praticada cont&o com aquella impunidade que encontra1 onde vigoram z in/ituies por elles condemnadas4 ,em #bf de m>o ultimo1 um membro d gov]no da republica franceza1 respondia na cam>a a um deputado int]pellante c]ca de processos in/aurados ao jornalismo que o gov]no no podia tol]> uma l+uagem compromett$ora p>a z relaes int]nacionaes3 ,e a cam>a approv\4 ,e n'aquelle paiz to invocado como modelo de lib]dade1 s por s] republicano1 =am multados =tem5te v>ios jornaes1 e condemnados e po/os em priso sem fiana os responsaveis1 por hav]em commettido aquillo que impunem5te commettem sob o regim5 mon>*ico que tanto invectivam4 ,a9da assim p>a taes queixas pod]ia aqui hav] facil def]im5to4 ,ba/>ia p>a lhes faz] a vontade1 sujeital-os multa e cadeia1 como s5do a maneira de goz> uma p>te1 j que no pde s] d todo1 de suas aspiraes politicas6 ,n'e/es c]tam5s em que z conv5i5cias da politica p>tid>ia se p]t5dem antepr quellas que se devem gu>d> na politica int]nacional1 c]tam5s que no caso pres5te levam a dirigir ultrages ,+lat]ra1 e a m5osprez> sua amisade1 a troco de uma republica f$]al com a ,ib]ia1 vae to longe a cegueira1 a ponto de que os ciumes por ,l\r5o ,m>ques1 no deixam vr os p]igos a que sujeitam a patria em sua nacionalidade4 ,antepe-se um falso zlo pela p>te1 ao amor d todo4 ,v-se a =miga e no se qu] vr o elephante6 ,n'um tal proc$im5to1 e em tal maneira de racioc9>1 *egam alguns a impugn> o tratado com a ,+lat]ra1 no porque possam mo/r> a sua ru9dade1 mas unicam5te por um s5tim5to rancoroso1 alleg&o razes odi5tas1 busc&o recrim9aes passadas1 e recorr5do aos log>es communs que sempre se apres5tam mo1 aos que antepe um odio cego1 razo cl>a e m5te s]5a4 ,qu]em malqui/>-nos com a pot5cia alliada de antiga data2 que economica e politicam5te tem sido sempre a que mais relaes comnosco entretem1 e que a hi/oria1 por muitos factos1 confirma t] sido por mais de uma vez a egide da nossa indep5d5cia6 ,v]dades so e/as que no pdem s] de/ruidas s porque ev5tualm5te1 e no decurso de l>gos p]iodos t5ham sobrev9do atrictos nas suas relaes comnosco1 devidos pr9cipalm5te a causas transitorias e faceis de sobrevir1 taes como eram z difficuldades de concili> int]esses reciprocos na gr&e que/o de suppresso d trafico de escravos2 conflictos em que se descobria como causa pr9cipal e excepcional1 no tanto uma t5d5cia ho/il da nao d'onde prov9ham1 mas sim a politica sobranceira de uma individualidade gov]nativa1 que sua p>te os promovia1 no s contra ns1 mas tambem como sy/ematicam5te1 contra outros ,e/ados com cuja politica no simpa?isava4 ,e todavia1 n'essa epoca1 em que mais razo hav]ia p>a o nosso ress5tim5to1 no foi e/e to longe e to infundadam5te como hoje1 pois at a cam>a dos deputados portuguezes vot\ uma m5sagem de pezames pelo fallecim5to d p]sonagem politico que individualm5te mais incitra aquelles elem5tos de aggravo6 ,a imp>cialidade de quem ento no approvava taes hom5ag5s de simpa?ia1 a mesma com que hoje se devem condemn> os excessos da injuria extemporanea4 ,e/a assim inju/a1 e como tal p]igosa4 ,qu]em que ,portugal fique sem allianz1 deix&o z antigas e j provadas1 p>a ir av5tur>-se a outras1 no cont95te europeu ou alm d ,atlantico1 to faceis de imag9> como difficeis e incompativeis de s]em efficaz e valiosam5te mantidas8 ,veja se qual o e/ado da politica da ,europa1 d ,mundo1 a facilidade com que se fazem e desfazem allianz inv]osimeis1 como se amalgamam naes1 como se d]ribam mon>*ias1 como se movem gu]ras por pretextos frivolos e s p>a d> l>gas a ambies1 e f9alm5te como a =a decide1 mais d que o direito e a ju/ia6 ,e diga se depois1 se pde um paiz pequ5o e sem l>gos recursos1 campe> de sobranceiro1 confi&o unicam5te no seu direito1 sem se import> com o conceito que d'elle =mem os outros1 e assim queira arro/> impunem5te contra z insidias ou viol5cias dos que o olhem com indiff]5a ou com desdem8 ,a ,espanha1 que sob a frma mon>*ica1 homog5isa o que antigam5te eram ,e/ados e hoje so suas prov9cias1 apes> dos num]osos p>tidos politicos que a dividem1 tem p>a todos e/es uma b&eira commum1 como os mahometanos tem no e/&>te d propheta2 a unio ,ib]ica4 ,a ,espanha uma nao milit>1 um povo val5te e agu]rido e a sua alliana pde s] cobiada e j o tem sido1 e talvez a9da hoje o seja1 por alguma pot5cia em caso de gu]ra ,europa4 ,quem negoceia com a propria =a1 fica-lhe em qu9ho o dispr tambem d'ella em seu proveito4 ,todo o cuidado p\co1 e no ba/a p>a nos precav]mos1 o ouvir z phil>monicas toc> o hymno da re/aurao1 nem admir> os discursos da soci$ade #a4 de ,dezembro4 ,do-se s vezes factos que p>ecem insignificantes mas que podem s] simptomas de outros m5os insignificantes4 ,veja-se como na ,allemanha se disp5sam att5es excepcionaes1 se fazem recepes impon5tes1 se emb&eiram qu>teis1 se banqueteiam entre vivas e saudaes cordiaes1 p>a honr> os delegados d ex]cito ,espanhol que em seu c>act] milit> e (ficialm5te vo tom> p>te na solemnidade matrimonial d pr9cipe1 futuro h]deiro da cora imp]ial6 ,fique ,portugal indiff]5te a tudo2 p5se s nos ,bo]s e em no desmam> ,l\r5o ,m>ques1 e v] que pod]oso alliado encontr> nos futuros possuidores d seu presidio e bahia1 qu&o tiv] disp5sado e affrontado a alliana da ,+lat]ra1 e presc9dido de faz] tratados p>a regul> z relaes das suas respectivas possesses6 ,nada d'i/o4 ,a ordem a invectiva2 *amam-lhe orgulhosa1 prepot5te e ambiciosa1 e n'i/o se conc5tra1 a isso se r$uz o que entre ns se d5om9a patriotismo2 e a quem no segue nem acompanha n'e/a imprecao1 desde logo se atira com o epi!to de antipatriota6 ,no ha outro argum5to2 no ha outra logica4 ,nada d tratado2 no porque ,l\r5o ,m>ques nos aproveite sem elle1 mas porque a ,+lat]ra prepot5te6 por isso que o tratado infame1 e antipatrioticos todos que o def5dem1 apes> de que bem pod]iam applic> a si o b5e e/ pro patria mori4 ,s] commoda1 no exige gr&e es=o intellectual uma tal maneira de discorr]4 ,mas quem d'ella se aproveita1 porque no tem repugnancia de fic> em divorcio com a ju/ia1 com o bom s5so e com a v]dade4 ,invectiv> de prepot5te a pot5cia que aceita a arbitragem submett5do-se a ella e cumpr9do lealm5te a sua deciso1 e l>g&o de mo o t]ritorio disputado1 pelo m5os to extemporaneo e to iniquo como ins9u> de traidor patria1 e de doador subs]vi5te de uma prov9cia1 aquelle a cujos es=os se deveu a sua reiv9dicao4 ,no cabe bem o epi!to de prepot5te a quem1 se quizesse us> da =a1 no se cur>ia de respeit> o direito4 ,no m]ecida a accusao1 a quem ao trat> d assumpto no campo das conv5es1 no lhe impe o cumprim5to p]emptorio1 e pelo contr>io atura a pa*orr5ta maneira1 a discordante opposio1 e a insultante l+uagem com que se retribue sua hombridade4 ,n'e/a ordem de assumptos1 nem sempre pr$om9a a mesma feio4 ,ha quem se engasgue hoje com um mosquito1 t5do hontem tragado uma c>avana de camellos6 ,pass>am desap]cebidos1 ou olhados com frieza e/oica alguns factos1 onde c]tam5te se podiam v] maiores elem5tos e pretextos p>a d> pa/o s exaltaes d espirito e indignao dos palad9os d pundonor nacional4 ,ha exemplos e ba/antes que assim o confirmam4 ,vejamos4 ,,viii ,em #ahca1 dois subditos francezes resid5tes em ,portugal1 commett]am crimes bem graves contra z leis g]aes d paiz4 ,=am por tal motivo processados e s5t5ciados a s(fr]em p5as1 que eram legaes1 desde que z regras de direito e de jurisdico int]nacional1 e/abelecem que a ju/ia p5al sempre t]ritorial1 i/o 1 so os crimes sempre sujeitos s leis d paiz em cujo t]ritorio =am commettidos4 ,apes> d'isso1 o gov]no francez pugn\ pela immunidade dos seus subditos crim9osos1 exigiu satisfao e indemnisaes1 z quaes no s5do desde logo conc$idas1 deu i/o em resultado vir uma =te esquadra de quatorze navios comm&ada pelo almirante ,r\ss91 ex]c] represalias1 apreh5d5do navios portuguezes e mais d que isso1 bloque> a foz d ,tejo sem gu]ra decl>ada1 apes> de s] o bloqueio um acto de gu]ra publica4 ,z intimaes d almirante francez1 impo/as com p]emptorios prazos de respo/a1 e que att5tavam contra a indep5d5cia d pod] judicial e contra os direitos que a indep5d5cia de um paiz g>ante1 no =am desde logo att5didas2 e a esquadra bloqueadora na paz1 =ou o ,tejo em tom de gu]ra no dia #aa de julho1 e dict\ a lei ao gov]no ento con/ituido1 no s obrig&o a decl>aes aviltantes1 mas tambem exig9do de indemnisaes p]to de meio milho de cruzados1 alem da ameaa p]emptoria de que se at s #f horas da t>de d dia segu9te no se h\vesse annuido a tudo o que se exigia1 a esquadra romp]ia z ho/ilidades contra a cidade de ,lisboa6 ,a proza foi notavel4 ,a =a v5ceu4 ,tudo lhe foi conc$ido4 ,a entrada de uma esquadra de quatorze navios de gu]ra n'um porto desgu>necido de def5sa1 e sem que a bordo tivesse tido nem um morto nem um contuzo1 foi no ob/ante cantada como uma notavel victoria1 da qual o proprio ,mr4 ,juri5 de la ,gravire1 escreveu na ,revi/a dos ,dois ,mundos de #ahfj quelle m>9e a jamais t5t ri5 de plus vig\reux6 ri5 de plus tmraire que l'entre de vive =ce d'une escadre voiles1 dans le ,tage8 ,je connais peu de faits d'armes m>itimes1 comp>ables celui-l4 ,taes gabos1 no dignificam tal feito1 e s p>a extranh> que p>tissem de um to em95te escriptor e illu/rado (ficial de m>9ha4 ,vejamos mais4 ,em #ca de ago/o de #ahce1 celebr\ se um tratado entre z corz de ,portugal e de ,espanha p>a a livre navegao d ,d\ro1 um de cujos artigos e/ipulava que uma commisso mixta f>ia o regulam5to da dita navegao1 como effectivam5te aconteceu no anno segu9te1 is5t&o de direitos z m]cadorias que seguissem pelo ,d\ro p>a ,espanha4 ,o gov]no portuguez poz duvidas execuo1 e d'ahi seguiram-se explicaes1 notas1 lutas de ms vontades e de l5tido1 protrah9do-se a resoluo d assumpto1 e segu9do-se novos gov]nos em ,portugal1 m5os pressurosos em d> execuo ao tratado4 longa a hi/oria1 mas ba/a sab] que tambem ento h\ve addiam5tos de discusso1 reconsid]aes de novos gov]nos1 e exig5cias repetidas de novas concesses1 o que tudo protrahiu a ratificao da conv5o1 antepondo-lhe outros assumptos2 e i/o foi a ponto1 que em #b de dezembro de #ahdj1 o gov]no espanhol intim\ o portuguez em uma nota ultimatum mui altiva1 que se d5tro de v9te c9co dias no recebsse noticia de t] o gov]no portuguez m&ado pr em execuo o regulam5to aju/ado1 m&>ia m>*> o ,duque de ,victoria fr5te de #ej3jjj hom5s sobre o ,porto p>a o faz] execut>1 e que aquelle ex]cito s]ia su/5tado cu/a d paiz emquanto n'elle p]manecesse4 ,o gov]no portuguez p5s\ nos meios de se prep>> p>a a defeza *am&o s fileiras d ex]cito todas z baixas dadas depois da ultima gu]ra civil2 mas appell\ p>a a int]v5o e apoio da ,gr-,bretanha1 cuja alliana invoc\4 ,seguidam5te1 em janeiro de #ahda o gov]no portuguez annunciava ao hespanhol que ia submett] ao p>lam5to o regulam5to disputado1 e consid]&o-o que/o m9i/]ial4 ,os bons (ficios e a int]v5o diplomatica da ,gr-,bretanha fiz]am com que o gov]no de ,madrid retirasse a sua nota (f5siva e dsse satisfao de uma phrase em que se via (f5sa ao pundonor nacional4 ,a conv5o foi approvada no p>lam5to1 e assim que t]m9\ e/a grave p5d5cia por um modo digno e cordato1 mas que o no s]ia1 se h\vesse de s] submettida discusso das ruas1 ou aos dislates de uma op9io que se diz publica por s] dos jornaes ou dos meet+s1 mas em todo o caso1 m5os compet5te p>a apreci> e m5os apta p>a resolv] que/es d'e/a ordem e magnitude4 ,em #aheh1 o assumpto conhecido pela que/o ,*>les ,george1 foi resolvido entre ,portugal e ,frana1 no diplomaticam5te1 mas por meio de duas naus de l9ha1 com suas bat]ias ab]tas1 ao m&o d almirante ,lavaud1 que em portuguez quasi se pronuncia la v\4 ,e veiu1 exig9do entrega p]emptoria d navio ,*>les ,george e uma indemnisao pecuni>ia4 ,z naus la =am1 com o navio e a esportula4 ,antes da p5d5cia *eg> quelle e/ado1 o gov]no portuguez no notific\ ao britannico p$9do seus bons (ficios p>a a resolv]4 ,ba/a confront> datas4 ,z naus ,au/]litz e ,donaw]? entr>am no ,tejo a #c de outubro4 ,a #h d'esse mez o ,visconde de ,paiva1 m9i/ro em ,p>is1 dirigia nota ao gov]no francez invoc&o a m$iao da t]ceira pot5cia1 de accordo com o tratado de ,p>is de #ahef e seus protocolos4 ,era n'essa mesma data que o gov]no portuguez dava noticia ao britannico1 d negocio ,*>les ,george6 ,mas logo no dia #i j o ,visconde de ,paiva telegraphava de ,p>is3 ,mdiation refuse2 exig5ce n]gique de remise de btim5t4 ,ordres dans ce s5s expdies sans dlai4 ,e com (ficio de #aj1 melhor se explicava1 diz5do que in/ruces eram exp$idas p>a que a reclamao da ,frana fosse satisfeita no praso de #dh horas1 e que no caso da m5or demora em c$] exig5cia1 legao e consulado de ,frana se retir>iam p>a bordo das naus1 int]romp5do relaes diplomaticas e comm]ciaes com ,portugal1 depois d que se seguiriam imm$iatam5te z ho/ilidades4 ,fra em ,p>is1 na capital da ,frana1 que em #ahef se reuniu aquelle celebre congresso das pot5cias1 onde =am proclamados c]tos pr9cipios a seguir nas relaes int]nacionaes1 e entre e/es o da m$iao4 ,ap5as dois annos e meio eram decorridos qu&o a nao em cuja capital o congresso se effectura1 e a lei int]nacional fra proclamada1 era a primeira que r5egava a sua obra1 e tomava por fundam5to um prepot5te no qu]o1 acompanhado de duas naus de l9ha6 ,volt>am-se z queixas ento contra a ,+lat]ra porque no nos acudiu4 caso1 como se o individuo cuja casa foi assaltada1 se queixasse m5os dos assaltantes d que da policia que s t>de e fra de tempo fra prev5ida4 ,mas tudo se esquece1 qu&o se deseja esquec]4 ,surgem1 no ha muito no ,tejo outras naus da mesma nao1 com a mesma b&eira1 mas sob o regim5 da republica2 fazem-se e annunciam-se os convites publicos1 p>a ir junto de seus co/ados1 pre/>-lhes hom5agem de simpa?ia4 ,esquec]am1 e a9da bem1 todos os ant]iores feitos dos ,r\ss9s e dos ,lavauds1 feitos que no vimos imitados por aquelles cujos soldados trajam f>das v]melhas4 ,mas a e/es da-se nome de prepot5tes1 desde que se lhes conc$e pass>em em transito por um nosso des]to ,africano1 no uso re/ricto e ev5tual de um i/hmo de f]ro1 que atravess&o regies desoladas1 communique ,l\r5o ,m>ques1 com z f]teis planuras d int]ior da ,africa6 ,esquece-se a prepot5cia que o foi1 e d-se tal qualificao ao que o no 6 ,tanto melhor se se desvanec]am quaesqu] ress5tim5tos2 mas tanto peior se infundadam5te se promovem outros com m5os fundam5to6 ,um p\co mais4 ,pelos f9s de #ahfd1 um subdito am]icano exigia das auctoridades portuguezas em ,lisboa1 s] indemnizado de prejuizos que allegava t] s(frido1 pelas difficuldades que encontr>a em lhe s] despa*ada pela alf&ega uma escuna ,a4 ,eells1 que entr>a no ,tejo em e/ado de innavigabilidade1 pelo que aquella rep>tio lhe neg>a o passe4 ,no s5do prompto o def]im5to1 recorreu ao seu m9i/ro em ,lisboa mr4 ,h>vey1 por cujo int]m$io liquid\ uma indemnisao de ,rs4 #b4diecib1 a titulo de despezas1 prejuizos e juros4 ,mas1 apez> d'isso1 t5do sido diplomaticam5te in=mado d occorrido o gov]no am]icano1 e/e deu-se pressa em pr emb>go a titulo de represalias nos navios portuguezes ,beatriz1 ,deslumbrante e outros ento surtos no porto de ,new-,york6 ,explicaes e annu5cias subsequ5tes1 que fiz]am levant> o emb>go2 mas assim cordatam5te que o gov]no da gr&e republica proc$e1 sem que por isso ns lhe *ammos prepot5te6 ,a9da mais4 ,quasi contemporaneam5te1 em m>o de #ahfe1 surgiram no ,tejo dois vazos de gu]ra1 p]t5c5tes aos dois diff]5tes p>tidos em lucta na ,am]ica4 ,a b&eira dos conf$]ados d ,sul1 no s5do reconhecida1 deu log> a que z regras d direito de asylo1 no tornassem ext5siva ao navio conf$]ado a p]misso de p]man5cia4 ,o navio f$]al cuja b&eira era a dos ,e/ados ,unidos1 e como tal reconhecida1 moveu-se d seu fundead\ro1 no com fim aggressivo apes> da pres5a d seu adv]s>io1 mas sim p>a melhor> a sua am>rao4 ,todavia no prev5iu de seus movim5tos z au?oridades locaes4 ,d'ahi1 uma errada int]pretao d facto1 deu log> a que da bat]ia m>itima de ,belem lhe fossem feitos alguns tiros in(f5sivos4 c]to que uma explicao d caso rep>>ia e/e erro de apreciao2 mas a nossa l5tido (ficial demor\ qualqu] exp$i5te4 ,o resultado foi que o m9i/ro am]icano ,h>vey exigiu uma satisfao1 que foi nada m5os de que1 a torre de ,belem iss> a b&eira am]icana1 e saudal-a com #ba tiros4 ,assim se fez1 e tudo foi vi/o com fria indiff]5a6 ,quem diria que o monum5to que recorda z glorias m>itimas de uma nao1 s]viria de p/e p>a o opprobrio d'e/a6 ,qu&o a uma nao amiga se impe um aviltam5to d'e/a ordem1 isso que prepot5cia e orgulho4 ,mas1 no se qualific\ de prepot5te a gr&e republica4 ,pelo contr>io1 ha a9da c]ebros onde se eng5dra a ideia1 e donde sahe a indicao1 de deit> vi/as p>a aquelle ponto transatlantico d horisonte1 afim de ir procur> novas allianz que nos comp5sem da quebra de outras j exi/5tes66 ,olhemos p>a o que na actualidade se passa na politica activa d ,mundo1 e veja-se como proc$em aquelles a quem p\pamos taes epi!tos4 ,a ,frana republicana1 envia uma exp$io a ,tunis a pretexto de punir umas tribus aggressivas1 embora rebeldes au?oridade sob]ana d'aquella ,reg5cia4 ,affug5tam-se aquellas1 mas invade-se e/a2 e um g5]al d'e/e modo triumphante1 bate pela manh de c]to dia s portas d ,bey ,mahom$ el ,sadok1 e apres5ta-lhe na ponta da espada um tratado p>a que assigne1 d&o-lhe p>a isso o prazo at s #f horas da t>de d mesmo dia4 ,vejamos um caso quasi similhante nas causas1 mas no nos effeitos4 ,a9da ha p\cos annos1 os negros mossorongos d ,zaire1 pratic>am ataques1 e commet]am depr$aes sobre um navio +lez1 que ia comm]ci> com z feitorias nas m>g5s d'aquelle rio1 onde ,portugal tem direitos res]vados1 mas onde no t9ha occupao effectiva nem au?oridade que repres5tasse o dom9io t]ritorial4 ,o comm&ante das =z navaes +lezas1 commodoro ,hewett1 in=mado d att5tado e da sua impunidade1 accorreu ao local afim de punir os que o haviam praticado a salvo1 e n'esse intuito inc5di\ z limitrophes sanzalas dos negros4 ,limit\-se a isso a sua aco1 que consi/ia em faz] policia em sitio onde no era feita por quem lhe competia4 ,sobre e/e acontecim5to troc>am-se seguidam5te notas e explicaes entre os dois gov]nos ,portuguez e ,+lez4 ,todavia porque os negros selvag5s pratic>am seus att5tados n'um t]ritorio cujos direitos ,portugal se res]v\1 mas onde sua au?oridade no era ex]cida1 nem por isso o commodoro +lez seguiu p>a ,lo&a1 a impor um tratado por p>te d seu gov]no e p>a s] rectificado de prompto4 ,se comp>>mos z circum/ancias de ambos os casos1 os negros das m>g5s d ,zaire e/o nas condies dos ,krumirs2 o commodoro ,hewett repres5ta o g5]al ,bre>t2 s falta p>a a analogia s] completa1 um tratado impo/o pela manh p>a s] ratificado t>de1 no no ,b>do em ,tunis1 mas no palacio de ,lo&a4 /a s]ia a hypo!se1 mas aquelle o facto4 ,e todavia1 por hom5agem no se sabe a qual regra de imp>cialidade1 a qualificao de prepot5te1 res]vada pela op9io publica1 s p>a aquelles que teem e/ado desde ha dois annos olh&o paci5tem5te p>a o desat9ado e indol5te protrahim5to com que um tratado1 ora se addia1 ora se pret5de modific>1 ora se ab&ona1 ora se pret5de pr de p>te sem nunca lhe d> o &am5to que z praxes int]nacionaes prescrevem1 p>a t] ou no t] sanco6 ,p>a m]ec] ju/ia1 mi/] comear por s] ju/o4 ,a ju/ia diz que temos errado n'e/a maneira de proc$]1 como na de avali> o proc$im5to alheio4 uma tri/e v]dade1 que at cu/a a diz]2 mas nada ha peior d que neg> o erro conhec5do-o4 ,ha assumptos que mesmo qu&o importassem um c]to prejuizo em absoluto na soluo1 a9da assim e/e s]ia de mui m5or alcance1 d que o damno que resulta de os conduzir de um modo em que a levi&ade fica a dev] tudo s]i$ade4 ,os factos como se tem passado com relao ao tratado de ,l\r5o ,m>ques1 au?orisam a diz] i/o4 ,frivolo pretexto s]ia aquelle de que se lanasse mo p>a falt> lealdade int]nacional1 invoc&o a reconsid]ao s a titulo de uma das p>tes no concord> com o que j foi e/ipulado2 e mais frivolo a9da aquelle que allegasse como motivo de hesitao em submetel-o s =malidades da sanco1 no a falta de concordancia com z e/ipulaes1 mas sim o receio de t] que ir contra z manife/aes da op9io publica1 sem att5d] ao modo como /a foi =mada1 e ao valor em que m]ece s] tomada4 ,,ix ,qu&o a op9io publica no a expresso de um s5tim5to ju/o e s5satam5te adquirido1 mas a que a insci5cia de uns1 ou a conv5i5cia dos especuladores =mam e incitam1 n'esse caso1 seguir a op9io assim manife/ada1 transigir com o erro2 e transigir com o erro um gr&e mal em todos os casos1 mas muito maior qu&o influe na publica adm9i/rao dos ,e/ados4 ,no mi/] recorr] hi/oria de todos os tempos e de todos os povos p>a encontr> exemplos que confirmem e/a v]dade4 ,abundam taes exemplos de casa1 p>a pr em relevo como1 infelizm5te a op9io d vulgo1 erronea em suas apreciaes sobre assumptos m5os vulg>es1 se deixa lev> cegam5te at ao excesso de volt> suas iras contra aquelles mesmos1 que por seguirem melhor conselho e mais ajuizados alvitres que a exp]i5cia lhes sugg]e1 e o e/udo lhes adquiriu1 lhes paga a sua d$icao com inju/iz e affrontas1 *eg&o a tornal-os victimas de att5tados crim9osos4 ,na primeira invaso franceza em ,portugal pelo anno de #ahji1 o g5]al ,junot1 havia proclamado3 ,t\te ville ou village1 dans lesquels on aura pris les armes contre mon arme1 et dont les habitantes f]ont feu sur la tr\pe franaise1 s]ont livres au pillage1 dtruits de fond en comble1 et les habitants passs au fil de l'pe4 ,t\t individu pris1 les armes la ma91 s]a fusill sur le *amp4 ,apes> d'isso1 em seguida batalha de ,vimeiro era obrigado a capitul>2 mas o ,re9o era novam5te ameaado pela segunda invaso1 comm&ada por ,s\lt1 o qual pela ,galliza avanava sobre o ,norte de ,portugal4 ,prep>avam-se os elem5tos de resi/5cia e organisavam-se z =z milit>es1 s5do p>a esse fim pela ,reg5cia nomeado g5]al d ex]cito d ,norte o m>e*al ,b]n>dim ,freire de ,&rade4 ,habil1 e possuido dos mais patrioticos s5tim5tos1 mas dotado da mais s5sata prud5cia1 a p> de reconhecida bravura e p]icia1 procurava elle com a maior solicitude cobrir z fronteiras e faz] alli toda a resi/5cia ao ex]cito francez que se dispunha a invadil-z1 e i/o at que podesse organis> outras =z com que su/5tasse o ,porto1 objectivo de ,s\lt4 ,mas a prud5cia que o levava a no arrisc> uma batalha campal mas sim a di/rahir z =z inimigas fatig&o-z e bat5do-z em detalhe1 essa prud5cia e bom s5so mal int]pretados e insci5tem5te condemnados pela op9io publica1 deu log> a que o manejo da intriga assacasse ao g5]al1 o s] jacob9o1 attribu9do o seu proc$im5to a s] p>tid>io francez4 ,d'e/a suspeio pass\-se ao insulto1 e d insulto affronta4 ,comearam os gritos de traio como s5do o ecco da op9io desvairada d povo ign>o e da intriga malevola4 ,sobranceiro a tudo proseguia o g5]al no seu emp5ho1 com gr&e ex=o1 qu&o acompanhado de pequ5a escolta foi encontrado pelas ord5anz de ,toboza4 ,preso por e/as1 por entre a voz]ia e o tumulto de um povo ign>o e cob>de1 foi conduzido a ,braga1 e ahi arra/ado cadeia1 apoz os maiores insultos1 foi b>b>am5te assass9ado1 p>tilh&o de egual sorte outros (ficiaes d seu e/ado maior e pessoas respeitaveis de sua comitiva1 que todos a op9io publica apodava de traidores ,patria6 ,um conselho de gu]ra m&ado =m> pela reg5cia p>a inve/ig> da conducta d infeliz g5]al e das causas d'aquella atrocidade1 veio po/]iorm5te prov> o seu zelo1 actividade e patriotismo1 e z difficuldades com que luctra4 ,era j t>de2 a consequ5cia da insubord9ao1 da falsa op9io popul>1 e da affronta gratuita1 foi que a an>*ia facilitasse o passo aos invasores4 ,a #bi de m>o ,s\lt entrava no ,porto1 que era o seu objectivo2 e so conhecidas z horrorosas sc5as d saque d'aquella cidade pelos francezes1 e a horrivel cata/r(e da ponte d ,d\ro1 onde milh>es de pessoas a*>am a morte por qu]]em fugir ao f]oz inimigo1 victimas dos effeitos da op9io popul>4 ,d'e/e modo foi que tal op9io contribuiu por seus desv>ios p>a to fune/o des5lace1 cuja sanao j no era possivel1 embora a v]dade viesse faz] ju/ia a quem no seu emp5ho p>a se oppr a taes desv>ios1 fra victima de seus patrioticos s5tim5tos4 ,infelizm5te no so r>os os casos analogos a e/e no seu modo de s] e nos seus effeitos4 ,aproxim&o-nos de tempos mais rec5tes1 e/ a9da na lembrana aquella an>*ia que ,lisboa pres5ci\1 qu&o a ignorancia de gr&e num]o explorada pela malevol5cia de alguns especuladores1 lev\ a tal op9io publica a pronunci>-se contra os fabricantes de po1 pret5d5do a*> ju/o1 plausivel e conduc5te ao fim de emb>atec] aquelle artigo1 o meio que adopt>am1 qual foi o de atac> a propri$ade e de/ruir a indu/ria que o produzia1 i/o ao passo que por outra p>te tambem a op9io reagia contra a lei p]man5te sobre comm]cio de c]eaes1 e in/ava pela manut5o de um sy/ema re/rictivo1 que fazia dep5d] de cont+5cias to v>iaveis como imprevi/as1 a possibilidade d aba/ecim5to de um producto o mais ess5cial vida1 alim5tao g]al e ao des5volvim5to de todas z indu/rias4 ,e a tal op9io e/eve em campo1 altiva e ameaadora2 faziam-se comicios1 apod&o de malvados egoi/as aquelles a quem talvez se devia o no s]em maiores os males1 de que os exprobrava de s]em causadores4 ,e p\de por acaso hav] transig5cia com essa op9io assim ouca de bom s5so1 to e/ulta como atrevida8 ,s]ia erro mais imp]doavel o transigir com ella1 d que o proprio erro dos que a manife/avam e qu]iam impor4 ,sigamos a consid]> epocas mais proximas e encontr>emos uma phase bem tri/e nos annaes das nossas commoes politicas1 qu&o nos record>mos d'aquelles lugubres dias1 em que a morte ceifava z vidas preciosas de um ,rei amado1 e de pr9cipes qu]idos2 e qu&o dr se seguia a anci$ade1 a /a seguia-se o desvairam5to e o desnorteado juizo popul>1 que pret5dia explic> por crimes tamanhas desgraz1 s p>a saci> sua paixo encontr&o victimas que os expiassem4 ,lisboa viu que aos gritos de morras1 era ameaada a vida e p$ida a morte de quem fr5te d gov]no1 no podia cont] os impetos de uma op9io1 orig9ada talvez n'um s5tim5to de ju/a dr1 mas depois exaltada pelas declamaes dos tribunos4 ,quem pod]ia ir (f]ec] o peito ao punhal dos vocif]antes1 s por transigir com a tal op9io publica1 que em altos brados assim se manife/ava exig5te e decidida8 ,e ha quem diga que tudo deve ob$ec] op9io publica6 ,como se se h\vesse de ob$ec] aos que em nome d'ella vo inc5di> z ,tulh]ias e o ,hotel de ,ville6 ,e que temos ns vi/o nos ultimos tempos1 com relao op9io publica c]ca d tratado de ,l\r5o ,m>ques8 ,reproduzem se sc5as1 que pe id5ticam5te em relevo o conceito que ella m]ece qu&o assim desvairada4 ,multiplicam-se os escriptos1 os ultrajes1 especula-se com z diatribes z mais audaciosas em prosa desa=ada1 e em v]so insol5te2 fazem-se corr] de mo em mo1 espalham-se pelo soalheiro das praz1 pelos portaes das (fic9as1 e pelas explanadas dos qu>teis1 leem-se nas mezas das tab]nas1 nos balces das t5das1 e nas cas]nas dos soldados1 ins9u&o que a causa de todos os males em todos os elem5tos sociaes1 e/ s na mon>*ia6 ,e e/as d\tr9as assim propagadas por entre z massas1 imbuidas por uma p>te da impr5sa sem outra cont95cia1 s5o a que lhe resulta da arrogante confiana que tem na impunidade1 pod]o taes d\tr9as qu&o assim manife/adas1 con/ituir a op9io publica e tornal-a digna de s] tomada em consid]ao8 ,no1 que ella no a op9io s5sata dos compet5tes avaliadores das circum/ancias1 nem pode s] a legitima expresso das conv5i5cias1 nem o elem5to que possa int]vir na soluo de que/es graves1 nem f>ol que conduza a causa publica a porto e salvam5to4 ,a resoluo dos problemas de que dep5de o bem d ,e/ado1 no pode nem deve s] confiada agitao das ruas1 nem fic> subord9ada expresso dos s5tim5tos intol]antes e obcecados que a annunciam e que com ella especulam4 ,no s] inabalavelm5te firme em pr dos dictames da v]dade1 qu]] transigir com a op9io que se diz publica por s] =mada na rua ou praa publica1 annuir a que ella haja de influir nas que/es d ,e/ado1 ir busc> por tal preo uma popul>idade ephem]a1 sacrific&o a ella os int]esses d ,paiz1 no condesc5d5cia prud5te1 com z conv5i5cias sociaes2 no s]a regra de boa gov]nao1 s]a erro e cob>dia2 no juizo dos mais au/]os1 s]a quasi um crime4 ,x ,o tratado de ,l\r5o ,m>ques1 con/itue hoje o resultado de uma negociao int]nacional1 devida ao accordo entre duas naes1 no uso pl5o d seu direito da indep5d5cia e da egualdade4 ,como tal e p>a produzir suas legitimas consequ5cias s lhe falta o s] submettido s =malidades de sanco que o direito publico int]no prescreve4 d cumprim5to d'essas =malidades que dep5de1 ou o elle torn>-se um compromisso int]nacional e/atu9do direitos e dev]es reciprocos entre z naes contractantes1 ou alis1 no caso de rejeio1 pass> a s] letra morta4 ,t5do j sido sanccionado na cam>a electiva s lhe re/a sel-o pela cam>a dos p>es4 ,a mudana de gov]no occorrida entre ns em m>o ultimo1 motiv&o por conv5i5cias da politica int]na o addiam5to da actual sesso legislativa1 fez com que se protrahisse a sua deciso f9al4 ,dep5de pois sm5te d'e/a a sorte d'aquelle tratado4 ,ora1 se no licito impor a qualqu] nao o voto que sobre assumptos d'e/a ordem tem de s] dado pelos seus pod]es indep5d5tes1 taes como o p>lam5to1 tambem por outro lado no licito pr vto imp$itivo1 afim de pr de p>te o assumpto1 recorr5do ab/5o de o sujeit> s =malidades d'onde dep5de a sua confirmao ou rejeio4 ,uma conv5o solemne pactuada entre naes1 no br9qu$o que fique indef9idam5te m]c d qu]o no qu]o de uma das p>tes4 ,a ju/ia e o pundonor int]pr-se-hiam na apreciao desfavoravel de uma tal maneira de proc$]4 ,n'uma soci$ade civil1 em um contracto e/ipulado entre dois individuos1 depois da palavra dada1 no se pde moralm5te falt> a ella1 sob p5a de uma qualificao m5os airosa4 ,e c]to que a responsabilidade legal dos pactuantes s exi/e depois d contracto s] submettido s =malidades da sanco2 mas por isso mesmo1 que no pde sem desd\ro1 uma das p>tes esquiv>-se a submettel-o a essa condio4 ,no pde san> a recusa d individuo1 a allegao de que a9da no lev\ a escriptura ao not>io4 ,essa co>ctada1 qu] filha da indol5cia1 qu] da m vontade1 compromete tanto como um acto de m f4 ,ora e/as consid]aes que tem cabim5to entre individuos cuja responsabilidade se limita a entidades pessoaes1 com maior razo so applicaveis entre naes con/itu9do entidades collectivas1 e cujos reciprocos proc$im5tos tem um c>act] moral de mais def9ida e ampla solid>i$ade4 ,n'e/e caso um tratado publico um acto de direito conv5cional1 pactuado de nao a nao na sua collectiva responsabilidade1 e no de gov]no a gov]no n'uma re/ricta significao de politica p>tid>ia4 ,qualqu] mudana op]ada nos individuos ou na politica dos gov]nantes1 no exhime a entidade moralm5te immutavel gov]no1 dos dev]es contrahidos de subord9> o pacto ratificao4 ,s qu&o legalm5te e/a seja negada1 que pde ipso facto s] annullado em seus effeitos4 ,exhimir-se a assim proc$]1 exigir modificaes no que e/ e/ipulado sob pretexto da mutabilidade dos individuos ou diff]5a de suas vi/as politicas1 s]ia caso analogo1 porm em escala mais grave1 como se entre dois individuos nunca se realizasse um aju/e1 por isso que ao sald> das contas1 uma das p>tes sempre em tal occasio quizesse regate> sobre o que j fra aju/ado4 ,desde que se pactu\ de nao a nao1 podem succ$]-se os gov]nos2 mas os que se succ$em so h]deiros dos compromissos int]nacionaes tomados em nome da nao pelos que os prec$]am4 ,um exemplo a proposito o que aconteceu com respeito ao tratado com a ,holl&a sobre dem>cao de limites no ar*ipelago de ,timor4 ,em #aheb o gov]no portuguez nome\ o conselheiro ,lopes de ,lima gov]nador de ,timor1 e simultaneam5te pl5ipot5ci>io p>a celebr> em ,batavia o alludido tratado1 com a clausula ad ref]5dum4 ,celebr\ elle o tratado de dem>caes em que se fazia a cesso de ,l>antuka1 ponto ao ,norte de ,timor1 em comp5sao de outras clausulas4 ,o negociador1 t5do em p>te dado execuo ao tratado antes de s] confirmado1 foi demittido1 com ordem de vir prezo p>a ,lisboa1 mas em viagem falleceu em ,batavia4 ,fic\ tudo p5d5te sem resoluo at que em #ahed a reclamao d gov]no holl&ez se abriram novas negociaes em ,lisboa1 s5do pl5ipot5ci>ios por ,portugal o visconde de ,a?\guia1 e pela ,holl&a mr4 ,van ,ro/1 d&o em resultado um novo tratado1 que s5do apres5tado s cam>as p>a ratificao ahi foi combatido com acrimonia pela opposio1 e a impr5sa des5cade\ suas furias contra a cesso de ,l>antuka4 ,a esse respeito1 diz o auctor de uma memoria sobre ,timor1 o sr4 ,affonso de ,ca/ro1 e que foi ,gov]nador d'aquella possesso1 o segu9te3 ,escreveu-se muito n'essa occassio1 a proposito d'aquelle canto de uma das ilhas da ,malazia1 que p\cos escriptores conheciam1 e disse-se por consequ5cia muita c\sa des>rasoada4 ,a ouvil-os1 dir-se-ia que ,l>antuka era um notavel ponto nas melhores condies comm]ciaes e politicas1 um gr&e c5tro de populao1 uma =te praa de gu]ra1 sde de um gov]no importante1 morada de habitantes illu/rados e indu/riosos4 ,e no era nada di/o4 ,l>antuka no passava de uma mis]avel alda1 com sua tranqueira em ru9as1 artilhada com meia duzia de pez velhas e incapazes de faz] um tiro1 e gu>necida por oito ou dez timores esf>rapados e descalos4 ,como i/o faz lembr>1 caet]is p>ibus1 ,l\r5o ,m>ques e os zelozos propugnadores d seu /atu quo6 ,pois aquelle tratado foi apres5tado e approvado nas cam>as ,portuguezas1 apez> dos clamores alli levantados1 e de que a politica se s]via p>a combat] o ,gov]no4 ,mas no p>lam5to holl&ez acontecia o contr>io1 pois foi alli regeitado1 tom&o-se por pretexto p>a d> um *eque no m9i/]io que se pret5dia d]rub>4 ,o e/ado indeciso da que/o de limites deu log> a que cont9uassem os dois gov]nos a troc> notas1 e s passados dois annos1 como o gov]no holl&ez reclamasse1 teve o gov]no portuguez de entabol> novas negociaes1 s5do nomeado pl5ipot5ci>io o sr4 ,fontes ,p]eira de ,mello1 e o b>o de ,a>s5 e depois1 por obito d'e/e mr4 ,heldwi]4 ,mudanz de gov]nos1 e dissolues de crtes1 ret>d>am a sua concluso1 que teve log> em abril de #ahei1 mas no imp$iram que tanto n'e/e como nos ant]iores casos1 o tratado fosse submettido sanco d p>lam5to1 s5do f9alm5te ratificado em ago/o de #ahfj4 ,outro exemplo mais rec5te nos confirma na op9io de que no licito illudir z =malidades de sanco1 nem fugir s praxes que so de uso a tal respeito4 ,em #ahff e/ava p5d5te de sanco uma conv5o consul> entre o gov]no portuguez e o hespanhol4 ,em (ficio de #e de junho1 o m9i/ro de ,portugal em ,madrid1 dizia p>a ,lisboa ao m9i/ro dos negocios e/rangeiros que o m9i/ro d',e/ado ,b]mudes de ,ca/ro1 p$ira explicaes d motivo que induzira o gov]no portuguez a retir> das crtes a conv5o j negociada1 e accresc5tava3 no consegui acalm> o sr4 ,b]mudes de ,ca/ro1 o qual considra o acto da retirada da conv5o sem a submett] approvao ou rejeio das crtes1 como uma affronta feita ao gov]no de ,sua ,mage/ade ,ca?olica4 ,consignada e/a d\tr9a como a unica admissivel em direito1 a p]spectiva pois que na actualidade se apres5t>ia plausivel1 no podia s] s5o a apres5tao d tratado cam>a dos ,p>es4 ,approvado ou rejeitado n'e/a in/ancia ultima1 fic>ia legalm5te f9da a que/o4 ,qualqu] que fosse o resultado1 t]-se-iam por fim salvado z conv5i5cias1 que a dignidade int]nacional sugg]e e exige4 ,mas qu&o e/a soluo devia p>ec] imm95te1 surge outra v]so1 qual 1 que por accordo entre o gov]no portuguez e o +lez1 =a decidido ou =a conc$ido adi> indef9idam5te o tratado de ,l\r5o ,m>ques6 ,como assim8 ,de quem p>tiu a iniciativa p>a e/e ab&ono d tratado8 ,qual o que conc$eu1 e qual o que obteve8 ,compreh5d]-se-ia1 e s]ia at c]to ponto p>a rece>1 que na ev5tualidade de d> a ,+lat]ra pl5a indep5d5cia ao ,transvaal1 ella desejasse da sua p>te vr-se desligada de um ant]ior compromisso1 d qual j no lhe result>iam vantag5s que lhe comp5sassem os enc>gos2 mais opportuna se lhe torn>ia a occasio de satisfaz] s aspiraes da colonia d ,natal1 cuja assembla legislativa ciosa de se vr prejudicada por ,l\r5o ,m>ques1 vot\ ha mezes uma auctorisao p>a um empre/imo de #a4bjj4jjj1 afim de proseguir o cam9ho de f]ro de ,durban at ao ,transvaal4 ,no s]ia portanto p>a admir>1 que um p$ido de addiam5to indef9ido p>tisse da ,+lat]ra1 p$ido ao qual todavia s nos conviria acc$] qu&o /a pot5cia allegasse a impraticabilidade de cumprir o tratado1 att5tas z modificaes que por v5tura ella h\vesse s(frido no seu dom9io t]ritorial4 ,s]ia ssa a hypo!se onde t]ia applicao o que diz ,m>t5s4 ,l'impossibilit physique dans laquelle une nation se tr\v]ait d'accomplir un trait conclu p> elle1 le r5d non obligatoire4 ,e ,:eaton1 consigna s] caso de f9d> um tratado qu& la con/itution intrieure de l'un ou de l'autre des tats e/ tellem5t *ange qu'elle r5d le trait inapplicable dans les circon/ances diffr5tes de celles en vue desquelles il a t conclu4 ,no pod]ia c]tam5te ,portugal fund>-se n'e/a d\tr9a afim de faz] um p$ido de addiam5to indef9ido4 ,se um tal p$ido h\vesse de p>tir de ,portugal1 elle s pod]ia s] baseado na allegao de qualqu] circum/ancia especial que o ju/ificasse1 e que importasse alguma razo imp$itiva de sujeit> o tratado n'uma dada conjunctura ratificao d ,p>lam5to4 /a v]so1 embora p>ecesse capcisa1 a9da pod]ia s] int]pretada como uma hom5agem boa d\tr9a1 e ao desejo de cumprir os dev]es resultantes dos compromissos tomados1 e das promessas feitas1 obt5do p>a isso a mra1 mas no a disp5sa4 ,s]ia a maneira de no incorr] n'aquellas condies que ,vattel indica4 ,en droit naturel1 celui qui promet quelqu'un1 lui confre un vritable droit d'exig] la *ose promise1 et p> consqu5t1 ne po9t g>d] une promesse faite1 c'e/ viol] le droit d'autrui2 c'e/ une inju/ice aussi manife/e que celle de dp\ill] quelqu'un de son bi54 ,mas1 a no s] aquelle o pretexto d p$ido e se pelo contr>io s se teve em vi/a fugir diante das imposies da op9io adv]sa1 tal como ella campe\ altiva1 em tal caso cu/>ia a compreh5d] como se podessem inv]t] os papeis1 de modo que a supplica p>a su/> um contracto p>tisse de quem lucra com elle1 e o cons5tim5to fosse dado por quem n'elle mais e/ sugeito a p]d]6 ,pelo tratado de #cj de maio1 fic>ia segura a con/ruco d cam9ho de f]ro1 com gr&e probabilidade de s] feita de um modo no on]oso p>a ,portugal1 por isso que t9ha por fim g>antir o notavel r5dim5to aduaneiro d ,natal1 que em gr&e p>te conv]giria p>a aquella nova e melhor via4 ,mas se o tratado fic> addiado p>a z kal5das gregas1 quem con/ruir no futuro o cam9ho de f]ro de ,l\r5o ,m>ques8 ,s]emos ns1 e com os nossos recursos8 ,no1 que no podemos nem p>a tanto podem val] quaesqu] collectas devidas a ex=os de en?usiasmo1 alis passageiro1 e que equival]o a gotas de agua deitadas no ,oceano4 ,s]o os ,bo]s8 ,esses sim4446 ,val] p>a tanto1 o antigo tratado com o ,transvaal8 ,no1 que elle caduc\4 letra morta4 ,mas a9da qu&o elle resuscitasse1 e com elle revivessem z f9anz como =am ao tempo d presid5te ,burg]s1 no v]iamos cotao de fundos publicos d ,transvaal1 capaz de torn> esquecida a banc>rota a que o lev>am z ant]iores t5tativas4 ,o mais provavel que tudo fic> como at hoje2 e ,l\r5o ,m>ques s t] ganho1 no o proveito1 mas a honra de t] sido o assumpto de tanta rhetorica brava1 e de tanta poesia sanhuda1 dos impugnadores d tratado4 ,portugal disp5sado de ganh>1 e ,+lat]ra annu9do a no t] que p]d]1 ,l\r5o ,m>ques cont9u> a s]1 o que 2 no um emporio de vida actividade e riqueza1 mas sim um padro de v]gonha4 o que acontece qu&o previd5te deciso no proc$]1 se antepe o m$o frivolo d'aquillo a que impropriam5te se consid]a1 design&o-se como op9io publica4 ,qualqu] que possa s] a explicao que se adopte1 ha todavia um inconv5i5te que no facil de remov]2 um mal que pde s] de difficil cura1 e d qual se pde diz] como ,meta/asio2 dopo il male fatto1 il p5tirsi non giova4 ,esse mal de alcance incalculavel1 s] aquelle1 de s]mos por nossa teimosia e l5tido julgados como um paiz com o qual no possivel t] trato2 uma nao que ca quem a afaga2 um ,e/ado que afug5ta rudem5te quem d'elle se aproxima2 um povo f9alm5te 7j que moda fall> em nome d povo7 que pref]e viv] s e isolado politica e economicam5te1 e que assim n'um orgulho inju/ificado1 cuida pod]1 na poca pres5te1 viv] vida de exclusivismo1 afa/ado da communho dos outros povos e repell9do os dictames que a civilisao1 e o progresso da humanidade aconselham e exigem4 ,mal vae a quem mal proc$e4 ,esse o gr&e p]igo1 cuja pres5a p>a lam5t>4 ,,xi ,em vi/a de todas z pond]aes feitas1 o tratado1 de #cj de maio de #ahgi entre ,portugal e ,gran-,bretanha1 p>a regul> z relaes das suas respectivas possesses na ,africa ,sul e ,ori5tal1 pod] s] consid]ado como um objecto de to m$iocre importancia e to limitado alcance1 que p>a o torn> effectivo1 seja indiff]5te sacrific> os seus previ/os resultados1 s p>a no affront> a op9io que lhe seja adv]sa8 ,s]o suas consequ5cias politicas e economicas de transc5d5cia s re/ricta quelle at hoje ab&onado tracto de t]ra ,africana que se d5om9a ,l\r5o ,m>ques8 ,a9da qu&o assim fosse1 nunca pod]ia d'ahi inf]ir-se s] regra de bom proc$im5to1 antepr o que o capri*o exige1 ao que a raso e a conv5i5cia aconselha4 ,sbe porm de ponto o valor que o recomm5da1 qu&o se consid]a a circum/ancia de s] elle1 no s um assumpto de alcance local e de b5efico influxo p>a aquelle de si pobre dom9io1 mas sim um dos elem5tos de uma previd5te politica colonial de alliana e coop]ao entre ,portugal e a ,+lat]ra1 de mais va/a e importante transc5d5cia4 elle a sequ5cia d pr9cipio e a antec$5cia d fim n'uma gr&iosa concepo de um g5io escl>ecido1 ob$ec5do a um plano sy/ematico1 a uma g5]osa e patriotica ida1 qual a de lev> o ext5so dom9io colonial ,portuguez1 altura a que s pde att+ir pelos meios que a civilisao indica1 e que a boa politica int]nacional aconselha4 ,se z re/rices1 os monopolios1 os exclusivos1 e todos os egoismos da velha escola prohibitiva1 pod]am em passadas epocas con/ituir um sy/ema nas relaes comm]ciaes d ,mundo1 c]to que os progressos mat]iaes e z t5d5cias moraes das soci$ades mod]nas1 no podem tol]> esse sy/ema de desconfiana1 de afa/am5to e como de animosidade entre naes1 pois sombra de uma suppo/a vantagem resultante d'esse isolam5to1 s pod]ia conseguir uma enfsada e ra*itica explorao dos seus recursos1 difficult> ou imp$ir a troca de seus productos1 que a ,provid5cia di/ribuiu v>iadam5te por todos os climas e povos1 como p>a lhes dict> como lei1 o trato frat]nal1 impondo-lhe assim a conv5i5cia de z torn> dep5d5tes umas das outras no que conc]ne ao us(ructo das produces da natureza4 ,por outro lado1 se z ambies de conqui/as1 os ciumes de supremacia1 podiam d> log> n'outras eras a rivalidades e acirram5tos entre pot5cias1 ou entre ,e/ados com int]esses analogos1 c]to que a boa politica entre naes com essa analogia de int]esses1 no e/ em mant] esse p]5ne antagonismo4 ,h>monia nos ex=os em commum vantagem1 pref]em a repell5cias1 com detrim5to de todos4 ,n'e/e intuito1 o tratado da ,india1 baseado n'uma unio aduaneira1 foi o inicio d'e/a gr&e obra2 o tratado de ,l\r5o ,m>ques era o meio util e unico de realis> importantes vantag5s p>a e/a possesso1 e p>a z regies d ,transvaal2 seguir-se-hia n'essa s5da de confrat]nisao e solida alliana com uma gr&e pot5cia1 uma outra conv5o int]nacional p>a nos assegur> a posse das regies d ,congo e ,zaire1 pondo-z ao abrigo das t5tativas que franca ou insidiosam5te empregam outras naes que porfiadam5te pret5dem t] qu9ho ou ex]c] influ5cia na ,africa1 e por isso qu]em contram9> o nosso dom9io1 ou disput> os nossos direitos1 m$iante influ5cias adv]sas aos nossos int]esses4 ,s]ia e/a a realisao de um gr&e desid]atum1 t5d5te no s a evit> conflictos orig9ados pela m def9io e dem>cao de nossos direitos1 mas era alm d'isso um gr&e passo politico1 que consolid&o a nossa alliana com a ,+lat]ra por uma cordeal coop]ao1 v9ha d>-nos uma pod]osa g>antia em favor d nosso dom9io ultram>9o2 e da nossa indep5d5cia como nao1 remov5do muitos p]igos a que hoje e/o sujeitas aquellas naes1 que primam mais pelo direito d que pela =a4 ,qu&o assim1 com e/a mira1 com e/a h>monia de int]esses1 e com aquelle proposito s9c]o de leal coop]ao1 nos a*assemos solidam5te possuidores de um inconte/ado e imm5so dom9io colonial1 t]iamos dado no s mat]ial e economicam5te1 mas tambem moral e politicam5te um gr&e passo no cam9ho d nosso engr&ecim5to1 e na consolidao da nossa entidade politica como nao1 indep5d5te1 livre1 digna e =te4 ,pod]iamos at aspir> a outros vos mais altos1 que levassem mais longe o nosso pre/igio to abatido1 habilit&o-nos a tom> um log> mais di/9cto entre z naes civilisadas1 e mais sali5te no convivio d'e/as4 ,assim deix>ia ,portugal de e/> quasi m]c das apreciaes sugg]idas pela ignorancia1 que a seu respeito affectam os extranhos1 devida /a ao abatim5to em que z colonias tem p]manecido1 mais como docum5to de incuria e impot5cia1 d que g>antia e elem5to de to auspiciosos resultados4 ,mas se alguma c\sa ju/ifica tal juizo dos extranhos1 a errada maneira como a op9io se frma1 e a fraqueza com que a ella assim errada se subord9am z praticas4 ,o mallogro d tratado de ,l\r5o ,m>ques no signific> s uma p]da actual1 porquanto tudo p]manece como d'antes com relao a e/e que/ionado ponto4 ,nada se ganha1 nem se p]de com relao ao passado e ao pres5te4 ,ficamos com o diamante bruto como e/1 e mal seguro4 ,mas s] uma gr&e p]da com relao ao futuro1 e proximo1 porque l se vae a melhor occasio de se possuir o valioso diamante1 mas lapidado e bem enga/oado4 ,satisfez-se op9io popul>8 quanto ba/a6 ,a cora de ,portugal cont9u> a t] no seu diadema aquella p$ra1 mas sem brilho e em risco de se p]d] por mal segura1 qu&o alis pod]ia tornal-a uma joia de gr&e vala e fulgor1 bem gu>dada e g>antida1 ella e z re/antes1 contra quem lhes lanasse vi/as cubiosas6 ,se um tal mallogro podesse affect> sm5te os que d'elle so culpados1 s]ia caso de se diz]1 s(fra z consequ5cias da culpa1 quem foi del9qu5te4 ,infelizm5te porm1 s(frem no s os culpados1 mas tambem os que no commett]am culpa1 mas a d5unci>am1 e a deplor>am1 sem pod] imp$il-a4 ,portugal tem sido um paiz das occasies p]didas4 /a t] sido uma d'ellas1 e das mais fune/as4 ,,xii ,o bello ideal1 esse s5tim5to que faz com que muitas vezes o nosso espirito se assemelhe a uma bussola moral1 que p]corre um horisonte cujos rumos so os vos da nossa phantazia2 esse bello ideal que em muitos casos como um sonho passageiro que a reflexo bem depressa dissipa1 tambem algumas vezes nos sorri ida com a p]spectiva de o v] tornado em realidade4 ,o bello ideal que mais c>o se apres5ta a quem t5ha corao que pulse com amor patrio1 s] dec]to aquelle que p]mitte phantasi> o engr&ecim5to d seu paiz1 seu bem e/>1 e seu r5ome4 ,entre os elem5tos conduc5tes a conseguir tal resultado1 e/>ia dec]to uma s e p]spicaz politica1 que levasse ,portugal a firm> em bases solidas a sua indep5d5cia1 seu progresso mat]ial e moral1 e a sua posio digna1 elevada e consid]ada entre z naes civilisadas4 ,a p]spectiva d'e/as aspiraes1 s] pois um vo de imag9ao de breve durao e des5gano c]to1 ou pod] t] visos de se torn> um p5sam5to p]si/5te e uma feio susceptivel de realidade8 ,a deciso p]t5ce ao futuro2 mas p>a que possa s] favoravel1 ella dep5d]ia da maneira de proc$] no pres5te4 ,dep5de d'aquella s e p]spicaz politica que tivesse vontade1 =a e coragem1 na t5tativa de *eg> a to gr&ioso resultado4 ,lancemos um olh> sobre o mappa d ,mundo1 e folheemos a hi/oria d passado2 e depois m$itemos um p\co nos commetim5tos de outras eras1 e nas t5d5cias e praticas da epo*a pres5te2 e com e/es elem5tos proponhamos-nos a evoc> z ev5tualidades d futuro4 ,era limitada a area d ,mundo conhecida na antiguidade4 ,abrangia ella na velha ,europa o gr&e tracto desde z regies ,boreaes at ao ,atlantico3 na ,asia z va/ides que desde a ,scy?ia vo at ,india ,trasgangetica p>a o ,ori5te1 e at ,arabia pelo ,occid5te3 e na ,africa o vetu/o ,egypto1 e segu9do a orla sept5trional d'e/e cont95te1 a ,lybia1 ,numidia at ,mauritania1 banhadas em seus littoraes pelo m>e int]num1 ou ,m$it]raneo1 at f9d> nas columnas de ,h]cules4 ,a hi/oria1 sua p>te1 durante milh>es de annos1 desde os tempos h]oicos da ,grecia1 desde z nacionalidades mais remotas1 ,egypcias1 ,*aldz1 e ,assyrias1 deixa-nos v] z emigraes dos primeiros povos1 a vida das g]aes que se succ$em1 z navegaes dos ,ph5icios1 a gr&eza de ,c>?ago1 a va/ido d pod]io ,romano1 z invases dos ,b>b>os1 a de/ruio d'aquelle imp]io collossal1 a =mao de novas nacionalidades1 z invases dos ,s>rac5os da ,asia sobre os v&alos da ,africa1 e depois d'alli sobre a ,europa1 e mais t>de z cruzadas segu9do d ,occid5te sobre o ,ori5te4 c]to todavia que essas gr&iosas luctas de antagonismo1 esses aturados conflictos1 onde se debatiam os elem5tos con/itutivos e z aspiraes successivas da humanidade1 t9ham por ambito geographico aquella limitada poro d ,mundo1 cujo c5tro de actividade1 cujo campo de seus mais notaveis feitos1 por assim diz]1 era aquelle m>1 que por sua situao bem lhe cabia o nome que os geographos lhe d]am1 de ,m$it]raneo4 ,mas ao f9d> da edade m$ia1 ha ap5as p\co mais de tres e meio seculos1 a geographia veiu al>g> os horisontes d ,mundo4 ,novos cont95tes1 novas regies1 novos m>es e ar*ipelagos se revell>am1 e a9da antes que um seculo decorresse1 j o ,mundo conhecido dobrava em ext5so1 o que por tantos seculos con/ituira a !atro dos feitos humanos4 ,se n'aquella limitada rea d antigo ,mundo que se agitavam z que/es vitaes p>a a humanidade1 e que se decidiam pelo pod] da =a e pelo en?usiasmo das cr5z1 z que/es e luctas em que ora o ,norte assob]bava o ,meio ,dia1 ora o ,ori5te invadia o ,occid5te1 ora se trocavam z invases em s5tido inv]so1 tambem por outro lado digno de att5o o notavel e importante papel que n'e/es dramas da humanidade c\be quelle m> o ,m$it]raneo1 cujas agoas banhavam littoraes das tres p>tes d ,mundo conhecido3 ,europa1 ,asia e ,africa4 ,mas a obra dos seculos pass\ por successivas trans=maes4 ,iniciada a epoca dos descobrim5tos1 e al>gados os horisontes da geographia1 abriu-se o cam9ho que devia lev> s regies at ha p\co ignoradas1 a nova civilisao1 a que o r5ascim5to das artes1 e das sci5cias havia de d> impulso4 ,hoje o mappa d ,mundo assim desdobrado1 deixa-nos v] uma trans=mao completa no s5tido no s geographico1 mas tambem na sua diviso politica1 ao passo que a hi/oria nos diz at onde foi a revoluo op]ada no modo de s] social da humanidade4 ,comp>em-se os mappas que nos =necem a antiga e mod]na geographia4 ,d'ahi pod]emos v]1 como essa obra dos seculos1 ao passo que mudava a face d ,mundo novo1 deixava que p>te d antigo p]manecesse quasi nas condies primitivas1 ou quasi que esquecida e desatt5dida pelos obreiros da civilisao e d progresso4 ,z m>g5s d'aquelle m> int]no1 no littoral d'aquella antiga ,africa que o ,m$it]raneo banha1 pass>am quasi que incolumes na gr&e trans=mao que o ,mundo exp]im5t\ desde uma dez5a de seculos4 ,e todavia foi ahi1 n'essa zona d globo t]raqueo1 que mais se disput>am os pleitos em que a humanidade &\ por tanto tempo emp5hada4 ,sem remont> s gu]ras ,punicas1 qu&o ,c>?ago e ,roma disputavam a supremacia d m> e o dom9io da ,sicilia2 qu&o a posse de ,sagunto conte/ada1 levava ,annibal ,espanha e d'alli a pass> os ,alpes e a bat] s portas de ,roma2 ou qu&o ,scipio passava ,numidia e ia de/ruir os muros de ,c>?ago2 sem ir busc> exemplos dessas insi/5tes luctas no norte da ,africa s exp$ies de ,belis>io ou s sangr5tas invases dos mahometanos sobre z ,espanhas1 s detidos qu&o a*avam nas ,gallias a b>reira que lhes oppunham z ho/es de ,c>los ,m>tel2 sem ir to longe emfim1 ba/a p>tirmos de epocas mais rec5tes1 p>a v] como aquellas antigas regies ao ,sept5trio d ,sah>ah1 con/ituiram o objecto e o alvo de r5hidas luctas1 e de aturados es=os em que se a*>am emp5hadas z naes d velho cont95te4 ,figura j na edade m$ia o ,m$it]raneo e o seu littoral1 nas t5tativas d ,soldo d ,egypto contra a *ri/&ade2 na ultima cruzada capitaneada por ,s4 ,luiz1 o ,,ix de ,frana1 e j no seculo ,,xvi na exp$io d ,imp]ador ,c>los ,v contra ,tunis1 s5do auxiliado n'essa empreza por ,portugal1 um de cujos galees foi o que com seu talham> de ao cort\ a grossa cadeia que fe*ava o porto de ,goleta4 ,figura o ,m$it]raneo e o littoral ,africano1 nos reit]ados ataques que z pot5cias m>itimas dirigiam e su/5tavam contra o ,e/ado de ,argel1 valhac\to de piratas1 ataques que por vezes repres5t>am gr&es exp$ies1 e =midaveis bomb>deam5tos4 ,figura a9da e notavelm5te na expugnao de ,ceuta empreh5dida e effectuada por ,portugal na cavalheirosa epoca de ,d4 ,joo ,i e de seus h]oicos filhos4 ,foi e/e o ponto de p>tida1 o signal de execuo1 o toque de avanar1 que teve por complem5to aquella gr&iosa obra que dot\ o ,mundo com o dobro da sua sup]ficie conhecida4 ,sagres1 d'onde sahiram z primeiras exp$ies de navegadores1 e ,ceuta1 onde prov>am seu ex=o os d5odados gu]reiros que iam com suas lanz abrir z portas d ,mundo desconhecido1 so d\s pontos ligados por uma ida4 ,essa ida a base onde ass5ta aquella prodigiosa epopa que j foi uma realidade2 ida que j teve um p]iodo de desemp5ho1 e que s(freu int]rupo4 ,essa ida tambem a que pde alim5t> nas suas v>iadas concepes e consequ5cias1 z aspiraes que con/ituem o bello ideal1 com que o futuro nos pod]ia sorrir6 ,e porque8 ,em quanto que pelas regies transatlanticas ou sul equatoriaes1 onde ha quasi quatro seculos tudo era ignoto1 j o progresso da humanidade implant\ suas leis e suas praticas2 a9da s portas da velha ,europa em fr5te das naes civilisadas d antigo cont95te2 adjac5te a esse m> que banha seus littoraes n'aquella orla septemptrional da ,africa1 contemplavam-se ha p\co1 e a9da hoje em p>te se contemplam ,e/ados1 cuja condio politica e social1 cujas leis e cujo fanatismo fatali/a1 =mam a anti!se mais completa1 entre a civilisao e a b>b>ie4 ,j era decorrido um qu>tel d seculo ,,xix e a9da a m>gem africana d ,m$it]raneo jazia sujeita em toda a sua amplitude1 aos sect>ios de um obscurantismo inv5civel1 e de um fanatismo intransig5te com a nova lei das naes2 e z reg5cias b>b>escas de ,tripoli1 ,tunis1 ,argel1 e o imp]io ,m>roqu9o1 con/ituiam em seu conjuncto1 a v]gonha dos ,e/ados cultos1 desde que e/es tol]avam que aquelle m>1 que fra desde outras eras o c5tro das relaes entre povos m>itimos1 a9da se cons]vasse como s5do o campo de depr$aes sy/ematicas1 rea da mais au?orisada ou tol]ada pirat]ia1 flagello da navegao pacifica1 e objecto con/ante de fadigosa lide p>a a vigilancia e p>a a aco repressiva das pot5cias m>itimas e fronteiras d'aquem m>4 ,ao f9d> d primeiro qu>tel d corr5te seculo1 qu&o j no se (f]eciam novas regies d ,mundo p>a descobrir1 e p\cas por explor>2 qu&o j o novo hemisph]io dava l>go campo p>a n'elle implant> a civilisao1 via-se a9da a d\s dias da ,europa1 como era possivel tol]> a exi/5cia de taes ,e/ados1 viv5do da pilhagem1 e da exaco1 e subsi/9do nas mesmas condies como qu&o ha tres seculos ,c>los ,v lhes fra infl+ir ca/igo1 e ,d4 ,seba/io de ,portugal se ia av5tur> mallograda mas gr&iosa t5tativa de dilat> p>a alm m>1 a conqui/a e o dom9io j realisado e s int]rompido1 dos ,alg>bes d'aquem m>4 ,ao ultimo rei de ,frana d ramo directo de ,b\rbon1 e/ava res]vada a empreza de comear essa liquidao de contas4 ,o ,argel submettido ,frana por conqui/a1 foi o primeiro passo na realisao da obra de limp> o ,m$it]raneo d'aquelles fautores d latroc9io b>b>esco4 ,tunis1 a h]deira geographica da antiga ,c>?ago1 e/ hoje com app>5cia de seguir a mesma sorte que ,argel1 ou de a imit> nas consequ5cias4 ,tripoli s] depois1 ou o pomo de discordia entre z naes d ,m$it]raneo que se disputam alli a supremacia de sua influ5cia2 ou s] qu9ho que v5ha s]vir de comp5sao p>a a ,italia1 j que a ,frana se antecip\ sobre ,tunis4 ,o que se passa n'aquelle m>1 em tudo leva app>5cia de que z naes m>itimas cujas aguas por elle so banhadas1 veem o seu futuro pre/igio dep5d5te de alli t]em dom9io ou influ5cia1 como nos tempos de ,roma e ,c>?ago4 ,mas tambem se deixa p]ceb] que a influ5cia da aco politica ,europea de onde qu] que ella v5ha1 ou quaesqu] que sejam os int]esses que alli a *amem1 o meio conduc5te a modific> a feio moral e a e/agnao mat]ial de que tem sido causa o impassivel fanatismo mahometano4 ,como ultimo dos ,e/ados em que o dom9io da raa ,ag>5a a9da se p]peta1 r/a ,m>rocos1 esse imp]io da ,mauritania ,t+it9a1 que deu aos ,s>rac5os +resso na ,p59sula1 e que mais t>de foi d'elles o refugio1 qu&o ao baque> d califado de ,cordova e d re9o de ,granada elles =am de todo expulsos da ,europa p>a z plagas d'alm m>2 e onde a9da assim por mais de uma vez ,portugal conseguiu pr p1 e d> sequ5cia conqui/a sobre seu slo4 ,e conqui/a ra /a1 que no t9ha o m> por limite1 mas o tiv]a como motivo de lhe ret>d> o proseguim5to4 ,em vi/a das lies da hi/oria1 e das evolues da politica1 n+uem pde hoje duvid>1 que um imp]io nas condies de ,m>rocos1 e/eja de/9ado a t] contados os dias que ho de conduzil-o a um desmoronam5to4 ,alli rge uma adm9i/rao a mais despotica e brutal2 z leis so a vontade d ,sulto2 z f9anz so z extorses tribut>ias e o absurdo fiscal2 a ju/ia o ba/o dos alguazis1 movido ao capri*o dos ,pa*s e dos ,cads2 o e/ado moral a ignorancia a mais rude1 de mo dada com o fanatismo mais intransig5te4 ,em toda a ext5so d seu fecundo slo1 no exi/e ab]ta nem uma unica e/rada rodada1 nem uma p/a1 nem uma obra d'arte4 ,inutil fall> em telegrafo ou locomotiva4 ,presses ext]nas e cont9uas agitaes int]nas1 umas prov9das de des=os dos extranhos1 e outras devidas int]mit5te an>*ia1 e s p]iodicas corr]ias das tribus kabylas1 alli p]petuam a desordem1 a in/abilidade dos fracos elem5tos de vida social1 e promovem z fmes1 a mis]ia e z epidemias4 assim que aquelle ,imp]io1 que olha p>a a ,europa pelo horisonte dos dois m>es1 ,m$it]raneo e ,atlantico1 pelo seu e/ado politico1 social e economico1 ju/ifica pl5am5te z previses que a9da ha p\co consignava uma ,revi/a ,milit> ,espanhola1 i/o 1 que com seu sy/ema de gov]no vexatorio e repugnante s leis da humanidade1 elle vive sm5te pela apa?ia das naes civilisadas2 porm a gangr5a que o devora p\co a p\co1 to al>mante que ameaa ext]m9al-o4 ,todos quantos conhecem das c\sas intimas d imp]io ,m>roqu9o1 consid]am como um axioma aquella previso fatal1 que p>a os m5os conhec$ores d seu e/ado1 p>ec]ia uma m]a op9io pessimi/a4 ,n'essa previso de uma tal ev5tualidade1 disputam alli porfia z naes d ,m$it]raneo1 a manut5o de uma influ5cia e pre/igio1 p>a que lhes possa melhor aproveit> qu&o *eg> a hora d dies magna4 ,a ,espanha fronteira1 s5hora de ,melilla e de ,ceuta1 a9da no ha muitos annos fez alli ensaio da sua pujana milit>1 o/5t&o n'uma gu]ra a =a d seu pod]1 e revel&o z vi/as da sua politica previd5te4 ,a ,frana1 s5hora de ,argel1 e conf9ante nas suas fronteiras1 int]essa-se como tal1 em mant] aquella prepond]ancia que sempre resulta1 qu&o os aggravos recebidos nos conflictos de m vis9hana1 so liquidados por um processo1 como em ,isly ou ,mogador1 qu&o seus canhes1 em t]ra ou no m>1 impoz]am aquelle respeito que leva submisso4 ,a ,+lat]ra1 que no ,m$it]raneo possue dom9ios taes como1 ,gibralt> gu>d&o-lhe a porta1 ,malta e ,*ypre como po/os avanados1 tem n'essas outras tantas ,gres d seu cam9ho aquatico1 seguros os v9culos que lhe g>antem a influ5cia no ,egypto4 ,no c>ece de dom9> em ,m>rocos quem ab&on\ ,tang]2 mas a gr&e pot5cia d m>1 no pde descur>-se de que a influ5cia de outras no seja alli contrabalanada pela sua propria4 ,a ,allemanha1 pot5cia cont95tal1 mas avida e solicita em no descur> sua o/5tao1 tambem torn\ alli sali5te a sua nova vitalidade1 correspond5do com uma repres5tao diplomatica p]man5te1 embaixada que recebeu em sua crte4 ,a ,italia1 tambem no se descura de por e/e meio1 d> alli amo/ra da sua solicitude como nao d ,m$it]raneo4 ,e assim que todas z pot5cias europz1 ou como ciosas d seu pre/igio1 ou por vigi> seus int]esses pres5tes ou futuros1 mantem suas legaes p]man5tes1 e/abelecidas na cidade m>itima de ,tang]1 que ass5te graciosa e alvejante nas faldas sept5trionaes da cordilheira d ,atlas1 banhadas pelas aguas d ,e/reito1 p>ece s] como a gu>ita onde e/o po/adas z v$tas europz1 que porfia entre si comb9am a vigilancia1 ou at c]to ponto disputam a tutella1 sobre aquella regio1 d'onde m\rama a9da p]mittido contempl> de longe z co/as da ,europa1 povoadas de espao em espao pelas torres em ru9as1 que recordam z epocas em que o cresc5te dom9ava onde hoje se ergue a cruz6 ,quem da bahia que d +resso cidade m\risca1 e/5d] um olh> por sobre o alvejante monto de casas que pelas enco/as vo ap9hadas desde a porta d m> ao alto d ca/ello ,el-,kasbah1 v] fluctu> em v>ios pontos1 sobre edificios mais sali5tes1 z b&eiras das diff]5tes naes que alli mantem seus repres5tantes1 torn&o assim ,tang]1 cidade diante da qual se unem os dois m>es1 como s5do o latego politico das relaes diplomaticas entre a ,europa e o imp]io de ,m>rocos4 ,por entre aquellas divisas das naes que alli policiam e espreitam os p>oxismos sociaes dos ultimos re/os da velha ,mauritania1 tambem l se descobre a b&eira de ,portugal4 ,e onde ha tradies hi/oricas de to subido valor como z que recordam z proezas d immortal infante ,d4 ,h5rique1 e a h]oica abnegao d ,santo ,infante ,d4 ,f]n&o1 hav]ia inc5tivo p>a que a patria de taes h]oes1 no descurasse quaesqu] elem5tos conduc5tes a mant] alli seu r5ome a p> de outras que m5os fiz]am pelo passado1 mas que mais ambicionam no pres5te4 ,e todavia p>a lam5t> que a9da hoje a ca!goria (ficial d repres5tante de ,portugal1 e/eja inf]ior que alli mantem os que repres5tam aquell'outros paizes1 que no tem mais motivos d que o nosso1 nem nos titulos que possuem nem nas razes que o aconselham1 p>a t] bem acc5tuado e def9ido o alcance politico e diplomatico da sua misso4 ,suppre em p>te a e/a lacuna1 a e/e esquecim5to de nossas conv5i5cias e int]esses n'aquelle imp]io1 a consid]ao pessoal e o m]ecido conceito de que alli goza entre nacionaes e e/ranhos1 o *efe da antiga familia ,colao1 familia na qual se tem p]petuado de ha muitos annos aquelle c>go1 e em cujo desemp5ho1 o patriotico zelo e a influ5cia individual d repres5tante1 um p5hor que por si g>ante z consid]aes e vantag5s d repres5tado4 ,bem conceituada portanto l se arvora a nossa b&eira1 como de nao1 que t5do j po/o de p>te os velhos ress5tim5tos1 alli se apres5ta e concorre1 como mant5do um b5evolo trato de amisade e reciproca e/ima4 ,um facto occorrido ha m5os de um anno1 confirma /a v]dade2 pois qu&o em setembro de #ahhj alli aport\ o actual repres5tante de ,portugal1 a bordo de um navio de gu]ra1 qu&o recolhia a seu po/o depois de alguns mezes de aus5cia1 z honr>ias com que foi (icialm5te recebido =am to di/9ctas e ruidosas1 que bem demon/r>am o quanto deve influ5cia pessoal e local d'aquelle funccion>io1 o pre/igio e bom nome que ,portugal a9da alli cons]va4 ,ha impresses moraes que no escapam at quelles cujo viv] quasi subord9ado ao regim5 brutal da =a que lhes atrophia o espirito4 ,conhecem os m\ros m>roqu9os que se ns fomos os primeiros em ir n'outras epocas combatel-os no seu n9ho africano1 a isso fomos com titulos mais legitimos e mais ju/ificados1 d que outros que mais pelo adiante e at em nossos dias os tem ido mole/>1 s vezes mais por pretextos de prepot5cia frivola1 d que por ju/o desaggravo de (f5sas4 ,entre populaes faceis de impression> pelo app>ato mat]ial das c\sas1 convm no falt> s praticas que t5dem a d> =a moral aproveit&o aquelle meio4 ,mas1 e/&o z co/as ,m>roqu9as d ,oceano1 a m5os de dois dias de di/ancia das nossas1 dez5as de annos so decorridos sem que um nosso vaso de gu]ra1 em misso pacifica1 mas o/5tosa e impon5te1 p]corra de tempo a tempo aquelles tantos portos onde outr'ora abordmos em tom gu]reiro4 ,val]ia bem1 que p>a exalt> alli o nosso pre/igio entre os naturaes1 e simultaneam5te anim> os nossos brios nacionaes1 a b&eira das ,qu9as alli comp>ecesse1 e p]mittisse aos nossos m>9heiros contempl> aquellas muralhas de tantas praz m>itimas1 onde a9da e/o sali5tes z armas de ,portugal1 e que recordam o valor portuguez1 que alli se ame/r\ p>a pod] cumprir os gr&es feitos no remoto ,ori5te4 ,os velhos ress5tim5tos e antagonismos ext+uiram-se de ha muito1 c$5do o log> s relaes pacificas4 ,j no seculo passado1 re9&o ,d4 ,jos ,i1 a embaixada que em #aggc foi enviada a ,m>rocos ass5t> pazes1 recebeu alli demon/raes de def]5cia1 e honr>ias1 que a outras naes no eram conc$idas4 ,mantidas essas relaes durante o segu9te re9ado de ,d4 ,m>ia ,i1 a9da ellas se p]petu>am reg5do el-rei ,d4 ,joo ,,vi a ponto que1 qu]5do a crte de ,vi5na pr t]mo s desav5z que entre ella e o imp]io ,m>roqu9o se suscit>am1 recorreu aquella ao gov]no ,portuguez1 como m$ianeiro p>a z compor amigavelm5te4 ,z relaes pacificas e o trato comm]cial entre ,portugal e ,m>rocos nunca mais =am alt]ados4 ,no s] pois a ,portugal que conv5ha ou p]t5a o rompel-z prepot5tem5te4 ,mas o que no deve esquec]1 nem p]d]-se de vi/a1 a ida1 de que qu&o o de/9o d'aquelle ,e/ado tiv] de ob$ec] a outras influ5cias que hajam de promov] o seu desmembram5to1 exi/e um conjuncto de circum/ancias politicas que con/ituem outras tantas disposies aproveitaveis1 p>a que sem s] a causa directa d'essa v]so1 no seja indiff]5te aos seus resultados4 ,quem j foi adiante de outros e no quiz] fic> atraz d'elles1 deve pelo m5os ir a p>4 ,a epoca das conqui/as1 tom&o por pretexto unico o antagonismo de cr5z ou o ress5tim5to de armas1 j passada4 ,hoje e/o em campo na politica outras luctas de int]esses e de prepond]ancia4 ,vae decorrido o tempo em que a gu]ra se consid]ava mais um fim d que um meio4 ,e/amos porm v5do adopt> uma politica nova1 que como meio conduc5te a seus f9s1 acceita os factos e d'elles faz regra de direito pela m$ida da conv5i5cia1 e entre essas regras1 vemos entr> como admittido o sy/ema de faz] p>tilha da presa4 ,qu&o os pres5tim5tos que c]ca d de/9o de ,m>rocos se vo fund&o no s em supposies1 mas em probabilidades que se hajam de realis>2 qu&o h\vesse de so> a hora da p>tilha como resultado de uma expropriao inevitavel1 ao m5os que ella seja effectuada de modo que a equidade no t5ha a queix>-se da ju/ia4 ,e ,portugal sob o ponto de vi/a hi/orico1 geographico e politico1 dev]ia e pod]ia prep>>-se p>a e/> no caso de aspir> compet5cia a que seus titulos possam d>-lhe direito4 ,a hi/oria o ens9a1 a geographia o indica1 a boa politica o aconselha4 ,a hi/oria1 porque fomos os primeiros que alli ass5tmos dom9io como al>gam5to d nosso t]ritorio1 e como um s]vio ento pre/ado humanidade pelos resultados que d'ahi advi]am4 ,ceuta o padro que diz tudo d'essa gloria passada4 ,a geografia o indica1 porque z columnas de ,h]cules1 onde o ,m$it]raneo t]m9a e o ,atlantico comea1 m>cam e dividem o limite at onde z naes fronteiras d'aquem m>1 t]iam razes p>a disput> pref]5cia e compet5cia2 e l e/o ,arzila1 ,l>a*e1 ,azamr e afi1 todas no ,atlantico e ao nasc5te d ,sp>tel1 mo/r&o a9da em seus d]rocados balu>tes1 que aquelle era t]ritorio de ,portugal6 ,a politica o aconselha1 no s porque a geografia o indica1 mas tambem por isso que1 se z que/es de supremacia entre z naes d ,m$it]raneo1 podessem d> a e/as compet5cia p>a promov] um des5lace que tr\xesse o del5da ,mauritania1 como ha v9te seculos ellas s5t5ce>am o del5da ,c>?ago1 outro elem5to de politica int]nacional e de prepond]ancia de naes1 no tol]>ia facilm5te que o engr&ecim5to de alguma d'aquellas se e/5desse sobre o ,atlantico1 d&o log> =mao de um va/o dom9io que tr>ia a reproduco e os p]igos d summum jus1 summa injuria4 ,a ,+lat]ra1 que no ,m$it]raneo tem seus po/os de vigilancia1 no pod]ia v] com bons olhos1 que a sua prepond]ancia m>itima e cont95tal h\vesse de s] contrabalanada por uma tal dilatao de imp]io que fizesse de qualqu] nao um pot5tado1 e que assim ju/ificasse seus ciumes e suas rivalidades4 ,mas hav]ia uma v]so que z pod]ia evit>2 um des5lace1 que neutralis>ia aquelle desequilibrio2 uma p>tilha que no encontr>ia taes p]igos4 ,essa v]so s]ia1 a que re/ituisse a ,portugal o que j fra seu por conqui/a de armas sobre inimigos1 mas que n'e/as condies s]ia re/ituio pelo pacifico ass5tim5to de amigos1 e pela coop]ao nas conqui/as da influ5cia ,europea na ,africa1 contribu9do p>a o progresso e bem e/> da humanidade4 c]to que em todas z concepes especulativas1 qu] gr&iosas qu] cmes9has1 ha pontos de p>tida1 escalas no cam9ho e rumos obrigados1 e a que indisp5savel att5d] p>a a segurana da d]rota4 ,o ponto de p>tida1 n'e/e caso s]ia a obs]vancia de uma conducta em politica int]nacional franca1 s5sata1 solicita e previd5te1 e por modo que os planos concebidos com l>gas vi/as e m$itados com disc]nim5to1 no h\vessem de fic> m]c dos e/orvos1 dos comprometim5tos e dos p]igos1 prov5i5tes dos desv>ios da op9io que se diz publica s por s] gritada em publico2 e a9da m5os expo/os s consequ5cias das volubilidades dos que tibiam5te transigem com ella2 no porque ella lhes m]ea conceito1 mas a troco de outros int]esses que mais podem s]vir s exig5cias p>tid>ias d que vantagem d paiz4 ,como ponto obrigado p>a se *eg> a bom t]mo n'e/e cam9ho1 s]ia condio indisp5savel o firm> a nossa situao politica int]nacional em bases solidas1 por um accordo mutuam5te s9c]o1 e uma leal coop]ao com a pot5cia m>itima e colonial1 a ,gr-,bretanha1 que por muitos compromissos de longa data1 por analogia de int]esses nos respectivos dom9ios ultram>9os1 e pelas relaes intimas no s politicas mas comm]ciaes1 aquella com cuja alliana pod]emos melhor mant] incolumes1 no s aquelles dom9ios e promov] o des5volvim5to de seus recursos1 mas tambem assegur> efficazm5te a posse d'elles1 e t] g>antida a nossa indep5d5cia1 i/o a p> de uma posio digna1 desassombrada1 e consid]ada na communidade politica ,europea4 ,se proc$]mos diff]5tem5te1 se nos desvi>mos d'e/e rumo na nossa d]rota1 se fugirmos de antigas allianz1 se fic>mos ss1 sem amigos1 ou busc&o outros de fresca data1 no sm5te p]d]emos qualqu] cont+5cia de elev> o nosso conceito como nao consid]ada1 mas at pod]emos incorr] no p]igo de fic> um dia ab&onados1 desde que por nosso proc$im5to d]mos causa a que todos nos olhem1 no com simpa?ia ou int]esse1 mas com indiff]5a ou despeito4 ,p>a att+ir a uma tal posio assim desassombradam5te firme e def9ida1 ess5cial que a maneira de conduzir z praticas da politica ext]na1 seja tal que z duvidas1 z hesitaes1 a l5tido1 z erradas apreciaes1 a subs]vi5cia a e/as1 e todas z inconv5i5cias resultantes d'e/a aco comb9ada de ru9s elem5tos1 no hajam de (fusc> os bons cr$itos de que uma nao no pde presc9dir3 n'uma palavra1 ess5cial que no demos exemplos analogos aos que entre ns se tem dado444 na que/o d tratado de ,l\r5o ,m>ques4 mais digno1 o confess> os erros1 e em5dal-os1 de que insi/ir n'elles e repetil-os4 ,adopt&o e segu9do uma politica nobre e elevada que ,portugal pod] ac]t> no cam9ho a que o pod]iam lev> aspiraes mais gr&iosas1 como z que con/ituem o ideal acima indicado4 e/e como se viu um ponto mui vago p>a exame2 uma ida d'onde pdem g]m9> mais amplos concebim5tos2 um calculo politico que pde subord9>-se a muitas probabilidades e ev5tualidades4 ,pde mesmo s] um sonho2 mais d que isso1 um delirio de vision>io4 ,mas se o fe/ejado ,cald]on de la ,b>ca diz em seus v]sos sublimes1 la vida es sueo1 tambem ha sonhos que sem s]em delirios1 podem s] ju/as aspiraes de quem tem vida4 ,o bello ideal ahi fica assim consignado1 no como imagem poetica1 antes como caso p>a m$itao prosaica4 ,pod]ia s]1 e pod] no s]6 ,mas1 na dep5d5cia em que elle e/ de tantas ev5tualidades1 ha um ponto que se torn>ia obrigado e impresc9divel1 p>a no de/ruir de todo a sua melhor p]spectiva de s]4 ,e esse 1 ou antes1 esse s]ia1 o t] sempre em lembrana1 que o futuro bom ou mau1 dep5de de que1 todos os p>tidos em que o nosso paiz possa e/> dividido nos manejos da sua politica int]na1 pactuassem entre si o seguirem um sy/ema h>monico em tudo quanto diz respeito sua politica ext]na2 e de modo a que sejam sempre tratados com s]i$ade1 disc]nim5to1 hombridade1 e sem espirito faccioso mas sm5te patriotico1 aquelles assumptos que dizem respeito s relaes int]nacionaes2 pois so elles os que em si involvem consequ5cias muito mais transc5d5tes e de mais lato alcance1 d que o successo ou a fall5cia de qualqu] que/o de politica local ou p>tid>ia4 ,p>a e/e fim1 com e/e nobre e elevado intuito1 s]ia mi/] adopt> e respeit> uma divisa commum1 qual que acima dos individuos e dos p>tidos1 e/ o bem da ,patria e da ,humanidade2 e acima de ,patria e ,humanidade1 s ,deus4