disponibilizada pela bib,r,i,a4 ,d4 ,,joanna ,,de ,,portugal 7,a ,,pr9ceza ,,santa7 ,,esbo,o ,,biographico ,,por ,,m>ques ,,gomes4 ,,aveiro ,impr5sa ,comm]cial4 #ahgi4 ,d4 ,,joanna ,,de ,,portugal 7,a ,,pr9ceza ,,santa7 ,,esbo,o ,,biographico ,,por ,,m>ques ,,gomes4 ,,aveiro ,impr5sa ,comm]cial4 #ahgi4 ,,obras ,,d ,,mesmo ,,auctor ,,memorias ,,de ,,aveiro 7esgotada74 ,d4 ,,du>te ,,de ,,m5ezes1 esboo biographico4 ,o ,,di/ricto ,,de ,,aveiro1 noticia geographica1 e/ati/ica1 *orographica1 h]aldica1 ar*eologica1 hi/orica e biographica da cidade d',aveiro e de todas z villas e freguezias d seu di/ricto4 ,a ,,mulh] ,,atravez ,,dos ,,seculos1 e/udo hi/orico sobre a condio politica1 civil1 moral e religiosa da mulh]2 #a4 p>te soci$ades primitivas4 ,*9a1 ,india1 ,p]sia1 ,assyria1 ,egypto e ,israel4 ,a seis de ,fev]eiro de #adeb nasceu em ,lisboa1 no pao d',alcaoba1#a ,d4 ,joanna de ,portugal4 ,a nova d nascim5to foi alegre e en?usia/icam5te celebrada1 a ponto da recordao d tri/issimo drama de ,alf>robeira s] quasi que totalm5te deslembrada4 ,os laos conjugaes entre ,affonso ,v e ,d4 ,izabel de ,l5ca/re e/reit>am-se de =ma1 que mur*>am de todo z esp]anz alim5tadas pelos inimigos d ,infante ,d4 ,p$ro1 de v]em realisado o divorcio por elles to aconselhado#b e sempre to nobrem5te repellido pelo futuro v5c$or d',arzilla4 ,affirmam os seus biographos que ,d4 ,joanna foi no b]o jurada pr9ceza h]deira pelos ,tres e/ados d re9o4 ,a falta de successores cora1 obrig\ el-rei seu pae1 diz ,caetano de ,s\sa1 a que no b]o fosse jurada em crtes ,pr9cesa h]deira d re9o1 titulo com que sempre foi conhecida1 a9da depois de nascido o ,pr9cipe ,d4 ,joo#c4 ,e foi logo jurada por ,pr9ceza por todos os e/ados d re9o1 que ac]t>am a*>-se juntos na conjunctura d seu nascim5to1 ref]e fr4 ,luiz de ,s\za4#d ,z *ronicas d tempo no sanccionam e/a affirmativa4 ,ruy de ,p9a e ,dameo de ,goes nem sequ] noticiam tal juram5to2 aquelle diz ap5as que ella sempre se *am\ ,pr9ceza at #adee1 em que nasceu o ,pr9cipe ,d4 ,joo2 e/e1 que depois d nascim5to d ,pr9cipe ella teve o titulo de ,infante1 por no lhe p]t5c] j o que primeiro us>a4#e ,talvez que fosse jurada ,pr9ceza pelos fidalgos e mais pessoas que compunham a crte1 no ob/ante d'isso no re/> memoria escripta2 por quem de c]to no o foi e pelos ,tres e/ados porque e/es nem e/avam reunidos1 nem se reuniram n'esse anno1 nem nos dois annos que se lhe seguiram4#f ,nem mesmo pela delegao d'elles1 ella foi jurada tambem1 porque e/a deputao p]man5te1 como lhe *ama o sr4 ,oliveira ,m>reca1 no exi/ia j4#g ,amam5tada por ,d4 ,mecia de ,sequeira1 ,d4 ,joanna fic\ orph de me aos c9co annos de edade4 ,a ra9ha ,d4 ,izabel1 que1 com o nascim5to d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 havia alfim alcanado sepultura p>a seu pae sob z abobadas da ,batalha1 cahiu fulm9ada em ,evora pelo v55o m9i/rado pelos p>tid>ios d duque de ,bragana1 em #b de dezembro de #adee4h ,p\cos dias depois d falecim5to de ,d4 ,izabel1 ,d4 ,affonso ,v ord5\ que todos os (ficiaes1 damas e donzeis que e/avam ao s]vio da f9ada ra9ha1 passassem p>a o de ,d4 ,joanna1 a quem deu casa1 como aquella a trazia4#i ,pelo que se depreh5de da n>rao de ,d4 ,b]n>da ,p9heiro#aj1 ,d4 ,joanna1 depois d fallecim5to da ra9ha1 sua me1 assi/iu n'um palacio1 sep>ado d de seu pae e irmo1 talvez o de ,s4 ,b>?olomeu1 que ant]iorm5te havia sido occupado por suas ?ias z infantas ,d4 ,leonor1 ,d4 ,ca?>9a1 e ,d4 ,joanna4#aa ,entre z damas mais intimas da ra9ha ,d4 ,izabel#ab conta-se ,d4 ,beatriz de ,m5ezes1 s5hora de nobre l9hagem e elevados dotes d corao e d espirito2 foi a ella que ,d4 ,affonso confi\ a educao moral da filha4 ,p>a seu mordomo-mr nome\-lhe ,f]no ,telles de ,m5ezes1 e p>a gov]nador de sua casa ,d4 ,joo de ,lima1 segundo visconde de ,villa ,nova da ,c]veira4#ac ,o lug> de cam>eira-mr foi dado a ,d4 ,izabel de ,m5ezes1 a ,=mosa1 que tambem havia sido dama da ra9ha ,d4 ,izabel4#ad ,se outras provas no tivessemos p>a avali>mos os tal5tos de ,d4 ,joanna1 o espirito escl>ecido de seu pae era ba/ante p>a nos faz] acr$it> que ella recebeu uma educao esm]adissima1 p\co vulg> n'aquelles tempos4 ,no s cultivava com esm]o a l+ua mat]na1 mas a lat9a tambem1 que ento1 alem de s] propriam5te dita a l+ua da sci5cia1 era-o igualm5te dos altos dignat>ios da egreja e da crte4 ,ref]e ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 que ,d4 ,joanna aos nove annos1 sab5do j grammatica1 comeou com gr&e cuidado a apr5d] letras1 e a qu]] ent5d] latim2 e/&o no conv5to de ,jesus trabalhava por hav] e m&> copi> muitos livros1 tanto em l+uagem1 como em latim1 d&o pref]5cia a e/es1 porque ella muito bem o sabia4 ,d4 ,affonso ,v1 que havia tido por me/re o celebre ,ma!us ,pisano1 e que su/5tava n'um docum5to publico que z sci5cias e a sab$oria a n5hum outro dom podem s] comp>adas dec]to no deix\ de *am> p>a junto da filha1 afim de lhe cultiv>em o espirito1 z maiores celebridades d'ento4 ,d4 ,filippa de ,l5ca/re1 filha d ,infante ,d4 ,p$ro1 havia tambem de necess>iam5te concorr] imm5so p>a a educao de ,d4 ,joanna1 j com os seus prud5tes conselhos de ?ia extremosssima1 j com z luzes d seu elevado tal5to e d seu apurado go/o litt]>io e arti/ico1 pois e/a s5hora1 alem de v>ias obras que traduziu d latim1 escreveu coplas e foi uma notavel illum9adora de manuscriptos4#ae ,d4 ,joanna imit\-a4 ,a sua m>avilhosa =mosura pre/ava mais um encanto1 diz ,f]d9& ,d9is1 pr$ileco que no deix\ de mo/r> por tudo quanto se ref]ia cultura da intellig5cia4#af ,fr4 ,luiz de ,s\sa diz que ella lia e consid]ada z vidas e m>tyrios das virg5s1 e tanto se agradava da lico que no qu]ia fall> nem ouvir fall> d'outra c\sa1 etc4 ,ao hi/oriador mona/ico dec]to p>eceu pr(ana outra qualqu] leitura que no fosse a my/ica n>rao dos feitos das h]o9as d *ri/ianismo1 e por essa raso limit\ a ellas os livros compulsados por ,d4 ,joanna2 p>ece-nos1 porem1 que no disse toda a v]dade4 ,a filha d'um mon>*a to illu/rado como foi ,affonso ,v1 a mulh] que havia recebido uma to apurada educao como ella recebeu1 dec]to no se limitava s a lr vidas de santas1 que por signal escaceavam na rgia livr>ia4#ag ,d4 ,joanna pass\ o abril da vida in/ru9do-se e soccorr5do os indig5tes4 ,onde h\vesse lagrimas p>a en*ug>1 ou orphos p>a arranc> s g>ras da mis]ia1 a sua sombra protectora l e/ava4 ,milh>es de in=tunios =am suavisados por ella4 ,aos c>c]es e hospitaes *egava tambem a sua b5efic5cia4 ,alli1 pelos seus s]vidores mais fieis levava o rem$io d corpo e a esp]ana da alma1 o po p>a a fome e a f p>a l5itivo s gr&es dres4 ,a sua c>idade era conhecida de ,lisboa e de ,portugal inteiro2 aquillo a que podia *am> propriam5te seu di/ribuia-o pelos necessitados2 quanto t9ha era dos pobres e p>a os pobres4 ,m]eciam-lhe sempre p>ticul> compaixo os desgraados que1 hav5do sido gr&es outrora1 cahiam em pobreza2 e nos soccorros que a e/es m9i/rava que o seu animo compassivo e bondoso melhor se reflectia1 pois protegia-os sem lhes f]ir o pondunor1 sem sequ] lhes faz] p5s> d'onde lhe v9ha o inesp]ado auxilio4 ,d mesmo modo que seu pae1 app>ecia ao povo nos lug>es publicos1 e escutava com semblante pras5teiro e bom z supplicas dos subditos obscuros1 afim de z depr e advog> p]ante o regio ?rono4 ,honrava sempre com todo o pessoal de sua casa z fe/as e solemnidades da crte4 ,nos seus paos orava e fazia or> ,suas damas pela prosp]idade d paiz4 ,recolhida ao seu oratorio p>ticul>1 ahi se demorava longas horas em oraes1 e entregue leitura dos livros sagrados1 m]ec5do-lhe p>ticul> e/ima o ,evangelho de ,s4 ,joo4 ,os trances afflictivos da vida d ,r$emptor eram p>a ella objecto de s]ias e pr(undas m$itaes1 e em memoria d'elles tom\ por divisa uma cora de esp9hos4 ,e/avam ento muito em uso z divisas1 co/ume cavalleiresco com que os nobres exprimiam z t5d5cias d seu espirito4 ,a ,pr9ceza1 segundo fr4 ,luiz de ,s\za1 no se quiz desobrig> d'e/e uso commum2 mas no co/ume d mundo busc\ empreza d cu1 que foi uma cora de esp9hos4 ,e/a m&\ p9t> em todos os seus apos5tos1 esmalt> em suas joias1 e grav> em sua porta4#ah ,no re9ado de ,d4 ,affonso ,v era tal o espl5dor das fe/as da crte portugueza1 que embaixadores e/rangeiros confessavam espontaneam5te que em paiz algum da ,europa pod]iam s] esc$idas em magnific5cia4#ai ,os s>aus eram muito frequ5tes2 comeavam de ord9>io por lautas ceias1 s]vidas em cu/osas baixellas de prata1 e t]m9avam por danz e momos de exquisita inv5o4 ,debaixo dos tectos e das abobadas artezoadas1 lavradas de oiro nos p5dures e bocetes1 acotovelavam-se z damas1 diz ,rebello da ,silva1 riam pag5s1 atravessavam figuras de momos1 pulavam anes ou corcovados1 e t5iam os cascaveis dos man9ellos e trues4#bj ,d4 ,joanna no p]mittia que no seu pao1 diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 se fizessem jogos nem momos de vaidades2 se qu]ia t] s>au1 fazia-o qu&o seu pae e irmo lh'o v9ham d> e t] com ella4 ,e com elles1 duques1 m>quezes1 condes e todos os outros s5hores e fidalgos1 os quaes como a pao d'uma pr9ceza1 no t5do outra1 v9ham assim des5fad>4 ,e tomava muito praz] em seus s>aus com el-rei n'e/es dias fe/ivos1 e com suas damas e donzellas1 com z quaes a dita s5hora ,infante e ,pr9ceza sahia a recebel-os1 toda cob]ta de sua pompa e reaes ve/idos e t\cado1 por satisfaz] sempre com a vontade e m&ado de el-rei seu pae4 ,p>ece que n'e/as fe/as1 em que sempre danava com el-rei1 ou com o infante ,d4 ,f]n&o1 seu ?io1 ,d4 ,joanna occultava com cuidado1 sob z s$as dos seus ve/idos e os brilhantes dos seus col>es1 a camisa de grosseira e/am5ha e os asp]os celicios4 99 99 99 99 99 ,a ,africa a t]ra promettida de ,d4 ,affonso ,v1 diz ,s*oeff]1 o objecto de seus desejos1 dos seus planos favoritos e de seus sonhos1#ba f9alm5te alli1 ref]e ,rebello da ,silva1 que elle corta uma palma1 que ,d4 ,joo ,i mesmo no julg>ia impropria da sua cora milit>4#bb ,a conqui/a d',arzilla1 uma das melhores possesses dos m\ros1 n'aquella p>te d globo4 ,em #adga depois de hav] m&ado obs]v> por ,p$ro de ,alcaoba e ,vic5te ,simes1 o meio mais facil de lev> a effeito a desejada conqui/a1 ,d4 ,affonso prep>\ a exp$io1 compo/a de quatroc5tos e set5ta o sete navios e v9te e quatro mil hom5s de desemb>que4 ,contra o voto quasi unanime d seu conselho1 o rei commetteu uma d'aquellas levi&ades em que to facilm5te se deixava cahir4 ,cons5tiu que seu filho1 o ,pr9cipe ,d4 ,joo1 o acompanhasse1 av5tur&o assim aos az>es da gu]ra os de/9os da cora de ,portugal4 ,por gov]nador d re9o fic\ o duque de ,bragana1 ,d4 ,f]n&o4#bc ,alguns escriptores1 entre elles fr4 ,luiz de ,s\za1 qu]em que ,d4 ,joanna fosse a reg5te1 op9io que alem de no s] seguida por ,dameo de ,goes1 ,ruy de ,p9a e outro qualqu] *roni/a1 cahe pela base em pres5a da c>ta pat5te de ,d4 ,affonso ,v1 em que se incumbe a gov]nana d re9o ao velho duque de ,bragana4 ,a propria ,d4 ,b]n>da ,p9heiro no diz explicitam5te que ella fic\ reg5te1 mas sim que el-rei lhe deix\ seu re9o e tudo ord5ado e recomm5dado como conv9ha4 ,em #ae de ago/o levant\ f]ro a esquadra com direco a ,africa1 e a #bd d mesmo mez dava-se o assalto1 ha/e&o-se1 passadas algumas horas de sangu9ol5to combate em que ,d4 ,affonso ,v combateu com o seu inconte/avel valor1 a b&eira da cruz nos miranetes das mesquitas e eirados das torres d',arzilla4 ,tang]1 que resi/ira a tantos assaltos1 e que vira d alto dos seus muros1 no re9ado de ,d4 ,du>te1 o desa/re dos infantes1 e o captiveiro d'um d'elles1 ,tang] cortada de temor1 despej\-se rep5t9am5te1 e ,d4 ,joo1 depois m>quez de ,montemr1 recebia das mos victoriosas d rei os e/&>tes portuguezes1 p>a os ha/e> n'aquellas ameias desamp>adas4#bd ,a feliz nova de que ,affonso ,v enga/>a na sua dupla cora de rei e de cavalleiro duas joias de to pura agua como eram ,tang] e ,arzilla1 foi em ,portugal alegrem5te recebida4 ,d4 ,joanna que na capella dos seus paos havia m&ado faz] preces publicas pelo bom exito da exp$io1 communic\ logo cam>a e cidade de ,coimbra o resultado d'ella4#be ,regulada a adm9i/rao e defeza das praz conqui/adas1 o rei volt\ ao re9o1 onde o esp]ava a mais brilhante recepo que at ento entre ns se havia pres5ciado4 ,os v5c$ores1 diz ,dameo de ,goes1 =am recebidos com procisses e gr&es fe/as1 que em l\vor de ,deus1 e lembrana de to assignalada victoria por muitos dias se celebr>am por todo o re9o4#bf ,d4 ,joanna1 ve/9do um habito de rico veludo v]de1 e o/5t&o na cabea e no collo os melhores brilhantes d real !s\ro1 foi esp]> el-rei ao desemb>que4 ,acompanhava-a sua ?ia ,d4 ,filippa e bem assim todas z damas1 donzellas e fidalgas de sua casa4 ,contava ento desoito annos1 e a tradico e a hi/oria apres5tam-nol-a =mosissima4 ,va/os cabellos loiros naturalm5te annelados1 presos em r$or da cabea por uma fita de s$a cravejada de rubis cahiam-lhe soltos pelas co/as abaixo segundo a moda d'ento4 ,o ro/o era oval1 alvo1 a9da que um p\co rosado2 os olhos eram v]des e =mosos2 o n>iz digno rival da e/atu>ia grega e a bocca1 pequ5a1 entreabria-se n'uns labios purpur9os4 ,a e/atura era um p\co alta1 mas donairosa2 o seu traj> simples1 mas sempre elegante4#bg ,alguns mezes depois eram taes z necessidades d e/ado que se p5s\ na conv5i5cia de r$uzir z despezas a que ,d4 ,joanna era obrigada a faz]1 t5do casa como se fosse ra9ha4 ,=am div]sos os alvitres apres5tados1 resolv5do-se af9al que ella entrasse num mo/eiro em habito secul>1 em quanto no casava1#bh indo-se assim de accordo no s com z suas t5d5cias asceticas1 mas tambem com os desejos que mais uma vez havia manife/ado1 de troc> a purpura pela e/am5ha4 ,no era novo o exemplo4 ,z ,infantas ,!reza1 ,san*a1 ,mafalda1 ,branca e ,m>ia1 aquellas filhas de ,d4 ,san*o ,i1 e e/as de ,d4 ,affonso ,,iii1 haviam trocado tambem a crte pelo clau/ro4 ,alem d'i/o acto de abnegao praticado por ,d4 ,izabel a santa ra9ha de mi/ura com a rep5t9a resoluo de algumas damas mais illu/res1 que n'e/a poca ab&on>am ,lisboa a fim de pr(ess>em nos diff]5tes mo/eiros d paiz1 fez com que ,d4 ,joanna recebesse jubilosa a resoluo d real conselho4 ,escolhido o mo/eiro de ,odivellas1 p>a resid5cia da ,pr9ceza1 por ahi viv] sua ?ia ,d4 ,filippa1 diz ,dameo de ,goes que el-rei a foi visit> com o ,pr9cipe1 e lhe disse o que no conselho se ord5>a c]ca da ordem de sua casa e modo d e/ado da sua pessoa1 pelo que ella lhe beij\ a mo1 diz5do-lhe que n'i/o lhe fazia gr&e m]c1 porque sua t5o e vontade fra sempre de s]vir a ,deus em religio4#bi ,resolvida a deix> p>a sempre a crte1 ,d4 ,joanna di/ribuiu entre z damas de sua casa os seus ve/idos e joias1 e despa*\ com el-rei os fidalgos e (ficiaes1 com a maior vantagem e favor que p\de1 diz fr4 ,luiz de ,s\za4#cj ,em #adgb entr\ no mo/eiro de ,odivellas1 onde foi recebida com todas z honras inh]5tes ao seu alto nascim5to4 ,foi porem curta aqui a sua e/ada4 ,logo que sahiu d pao deu a conhec] que o mo/eiro em que qu]ia viv] era o de ,jesus de ,aveiro e no aquelle1 porem por motivos que nos so desconhecidos no p\de logo realis> o que desejava4 ,o conv5to de ,jesus havia ento p\cos annos que fra fundado2 podia-se apres5t> como exemplo de pobreza e au/]idade e ao mesmo tempo como asylo das damas mais illu/res de ,portugal1 em cujo num]o se contavam ,d4 ,leonor de ,m5ezes1 filha d segundo conde de ,vianna ,d4 ,du>te de ,m5ezes1 que ahi pr(ess\ e veio a s] mais t>de prioreza4 ,p>ece s] e/a s5hora a causa pr9cipal de ,d4 ,joanna pref]ir ,aveiro a ,odivellas1 pelo m5os essa a op9io mais seguida4 ,obtida a p]misso p>a vir p>a o conv5to de ,jesus1 ,d4 ,joanna deu-se pressa a communical-a prioresa ,dona ,beatriz ,leito4 ,nos f9s de julho de #adgb *eg\ a ,pr9ceza a ,aveiro2 acompanhavam-a1 alem da crte1 o rei e o pr9cipe1 ,d4 ,filippa de ,l5ca/re1 e soror ,mecia d',alv>5ga1 religiosa de ,odivellas1 e ,d4 ,mecia de ,sequeira1 sua ama4 ,no dia #d de ago/o1 teve lug> a entrada no mo/eiro1 que foi com a maior solemnidade e lusim5to4 ,el-rei e o ,pr9cipe =am os unicos que entr>am1 acompanh&o-a1 prec$idos da communidade1 at aos apos5tos que lhe e/avam de/9ados1 que eram a casa d5om9ada das f9adas1 por ento no hav] outra devoluta1 nem melhor1 diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro4 ,era o mo/eiro mui e/reito1 ref]e fr4 ,luiz de ,s\sa1 p>a apos5t> uma ,pr9ceza1 mas ella entr\ to humildem5te1 que tudo lhe p>ecia gr&e2 conc]t>am-lhe uma casa1 que ficava junto capella-mr2 aqui fez logo arm> um oratorio1 e na p>$e abriu uma pequ5a fre/a que lhe s]via de tribuna p>a ouvir os (ficios ,div9os4#ca ,seu trajo era j dom9ico1 qu&o entr\1 vasqu9ha branca e saio preto1 de panno p\co cu/oso2 os cabellos enna/rados1 recolhidos em coifa de l5o1 e toalha lanada2 como tudo era to hone/o1 no mud\ nada4 ,nas fe/as descia muitas vezes ao cro1 e tomava ass5to no esqu]do1 entre z noviz1 e nas ultimas cadeiras4#cb ,soror ,mecia d',alv>5ga fic\ viv5do no conv5to com ,d4 ,joanna2 ,d4 ,filippa de ,l5ca/re e ,d4 ,mecia de ,sequeira1 essas fic>am tambem por algum tempo em ,aveiro1 mas fra da clausura4 ,algumas creadas que havia trasido comsigo de ,odivellas1 m&\-z fic> na villa1 mais por amor e p>a lhes faz] bem e m]c1 que por necessidade d seu s]vio1 diz fr4 ,luiz de ,s\sa4 ,d4 ,filippa visitava-a amiudadas vezes e p>ece que tambem algumas vezes o fiz]a o ,pr9cipe ,d4 ,joo antes della tom> o habito1 o que muito lhe recomm5d>a que no fizesse4 ,nos primeiros dias de #adge2 ,d4 ,joanna mo/r\ imm5sos desejos de tom> o habito4 ,discutido o assumpto pela communidade reunida em capitulo1 det]m9\ ella que a solemnidade tivesse lug> em #be de janeiro1 por n'esse dia a egreja res> da conv]so de ,s4 ,paulo4 ,*eg\ o dia1 e bem podemos diz]1 diz fr4 ,luiz d ,s\za1 que foi o mais =moso1 e o mais alegre1 que nunca aquella casa teve4 ,viu-se n'elle uma ,pr9ceza jurada de um re9o1 s5do encontrada de pae rei1 e irmo ,pr9cipe1 ?ios ,infantes1 e a despeito de toda uma prov9cia1 busc> a pobreza e humildade de ,*ri/o1 lanar-se por t]ra1 e aos ps de uma pobre mulh]1 p$ir-lhe por mis]icordia uma mortalha4 ,comeou a c]imonia depois d uma devota pratica da ,prioreza1 com se *eg> a ella a ,pr9ceza1 e (f]ec]-lhe a cabea p>a d> os cabellos de ouro em p5hor1 e primicias d sacrificio1 que se fazia a ,deus4 ,cort\-lh'os a ,prioreza1 mas com tantas lagrimas1 que quasi que nem os olhos viam1 nem z mos ac]tavam o que faziam4 ,no eram m5os z de toda a communidade1 nem z da novia2 porem com e/a diff]5a1 que z da novia eram de consolao e alegria1 z da ,prelada1 subditas de devoo1 de espanto e de compuno4 ,com z mesmas lhe foi ve/ido o habito4 e no remate1 abra&o e d&o paz com humildade a todas1 se foi com ellas em procisso ao alt>4#cc ,comeou a ,pr9ceza desde e/e dia um mui au/]o1 e esquivo g5]o de vida1 no s por qualidade to alta e compleio to delicada1 como era a sua1 mas p>a quem no nascim5to tiv]a humilde sorte1 e nas =z muita robu/ez1 espelho em que se deviam vr1 e a elle compr vidas e co/umes1 todos os sugeitos que buscam a religio4 ,os que nasc]am gr&es p>a se sab]em humilh>1 e os pequ5os p>a se lembr>em sempre da pobreza d seu p1 e no pret5d]em elev>-se onde os maiores se abatem4444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444 ,famoso exemplo nos deix\ e/a ,pr9ceza2 d dia que ve/iu o santo habito1 nunca mais se deix\ visit>1 nem tract> de n5hum s5hor1 nem outro secul> d re9o2 nunca mais tr\xe pea de ouro1 nem de prata1 e at o titulo de ,infante quiz]a deix>1 7porque o de ,pr9ceza muito tempo havia que o t9ha deixado7 se a ,prioreza lh'o no tolh]a4 ,no habito1 nas tunicas1 na cama e em todo o trajo2 no s]vio de casa1 e communidade1 n5huma diff]5a fazia da mais pequ5a e humilde novia4 ,habito curto1 e sem fralda1 tunicas de s>ja1 cama sem n5hum g5]o de l5o1 pantufos baixos de inv]no1 sapatas de sola no v]o 7quem crra i/o hoje1 a9da em uma mulh] ord9>ia74 ,no cro fazia todos os (ficios das mais noviz1 assim como lhe cabia por seu turno3 dizia v]sos1 7antiphonas71 regi/rava z horas1 cantava kal5das1 acc5dia vellas1 levava os c]iaes1 cruz e agua b5ta2 no refeitorio s]via qu&o lhe tocava1 ajud&o a companheira quanto suas =z1 qu&o no eram mui fracas1 abrangiam4 ,ao com]1 tomava sua pitana como cada uma das outras noviz2 se lhe juntavam diante mais alguma c\sa1 como era faz] diff]5a em respeito da sua pessoa1 ou a dava freira mais vis9ha1 ou a deixava sem lhe toc>4 ,p>a no falt> em n5huma occupao da communidade1 apr5deu a fi>1 e a cos] e lavr>4 ,e como o sangue nobre p>a tudo mais habil se se applica1 sahiu gr&e me/ra2 e d seu fiado se faziam corporaes p>a os alt>es4 ,*eg\ a amass> o po1 lav> a r\pa1 v>r] z casas1 p>a que corresse o trabalho egualm5te por todas2 e se acontecia mett]-se l5ha em casa1 ou trigo1 e a9da que fosse tijollo1 telha e b>ro1 que z religiosas1 por no entr>em d5tro secul>es1 e por que no usavam a9da ento s]vidoras1 nem de escravas1 co/umavam por suas mos ac>ret>1 accudia com alegre ro/o a ajud>1 e lev> sua p>te1 l\v&o umas1 anim&o outras1 e d&o exemplo de humildade a todas4 ,veio-se a sab] na villa1 e logo por todo o re9o1 que e/ava novia1 com cabellos cortados e habito ve/ido4 ,foi e/rondo1 e nunca vi/o o s5tim5to1 que por toda a p>te caus\4 ,entre os moradores da villa h\ve pranto g]al4 ,os criados1 e criadas se enc]r>am1 e ve/iram de pano de d1 como se a viram ent]r>4 ,a s5hora ,d4 ,felippa no quiz mais visital-a1 ou de s5tida d feito1 ou de recei> s] havida por cons5tidora d'elle2 e p\cos dias depois se foi da ,villa2 e deu ordem com a ,prelada de ,odivellas1 que lhe tirasse a amiga ,d4 ,mecia d',alv>5ga4#cd ,mal se divulg\ nas prov9cias que ,d4 ,joanna havia tomado o habito1 muitas e importantes povoaes m&>am a ,aveiro repres5tantes seus afim de prote/>em contra uma tal delib]ao4 ,*egados que =am aqui1 dirigiram-se ao conv5to1 onde =am recebidos na ,casa da ,roda pela ,prioreza ,d4 ,beatriz ,leito1 a quem asp]am5te c5sur>am1 *eg&o a ameaal-a com o lanarem o fogo ao conv5to se ella no fizesse com que ,d4 ,joanna despisse o habito4 ,d4 ,beatriz desculp\-se o melhor que p\de1 diz5do que no t9ha feito mais d que ob$ec] s ord5s da ,pr9ceza2 e/as explicaes satisfiz]am em p>te os repres5tantes dos concelhos1 que se retir>am em seguida1 depois de hav]em feito lavr> in/rum5tos publicos pelos tabelies que comsigo haviam trazido1 pelos quaes o ,conv5to se obrig\ a no pr e/orvo algum nem demora sahida da ,pr9ceza em qualqu] tempo que se tornasse necess>io p>a bem d re9o4 ,veio depois o ,pr9cipe ,d4 ,joo1 traz5do em sua companhia alguns dos pr9cipaes fidalgos e v>ios bispos1 dos quaes um era o d',evora1 ,d4 ,g>cia de ,m5ezes4 ,entr\ iradissimo no conv5to1 e sah9do-lhe ao encontro a ,prioreza1 repreh5deu-a asp]am5te tambem1 p]gunt&o-lhe como a tal se atrev]a4 ,ella toda *eia de humildade1 mas humildade que no avilta1 antes enobrece1 respondeu-lhe3 ,s5hor1 a s5hora ,pr9ceza1 jurada h]deira d ?rono1 por ns todas ob$ecida1 como se fosse ,ra9ha de ,portugal3 a s5hora ,pr9ceza m&\1 s5hor1 e soror ,beatriz cumpriu4 ,d4 ,joo1 surpreh5dido com e/a to respeitosa submisso1 pass\ aos apos5tos de ,d4 ,joanna1 que sahiu a recebel-o1 faz5do-se =a1 diz ,s\sa1 por mo/r> alegria com sua v9da3 porm elle1 pondo os olhos n'ella1 e qu&o lhe viu o ro/o secco1 pallido e enfiado1 effeitos d rigor com que vivia1 e not\ a pobreza d ve/ido1 a novidade d t\cado1 no p\de cont] z lagrimas2 e trocada a paixo pela ira1 com que v9ha1 em uma no cuidada br&ura1 fall\-lhe amorosam5te1 p$9do-lhe que deixasse aquelle g5]o de vida e trajo1 com que t9ha desgo/ado a seu ,pae1 e a elle1 inquietado e alt]ado todos os ,e/ados d ,re9o3 que lhe lembrasse a necessidade que havia da sua pessoa p>a na falta d'elle ,pr9cipe3 caso em que e/ava obrigada1 no s a cort> por seu go/o1 pelo d> a tantos1 mas a9da a sacrific>-se4 ,que folgasse de agrad> a um ,pae velho1 que muito lhe qu]ia2 faz] a vontade a um irmo enf]mo1 e sem filhos1 e no desprez> os requ]im5tos de um ,re9o inteiro4 ,respondeu a ,pr9ceza com p\cas1 e humildes palavras1 como a ,pr9cipe1 que reconhecia por ,s5hor1 e como a irmo1 que muito amava2 que bem sabiam ,el-,rei seu ,pae1 e elle1 que era to antigo n'ella o amor da vida religiosa1 como o uso da raso2 que a e/a conta de b5eplacito de ambos1 e com sua lic5a1 de longo tempo requ]ida1 vi]a p>a aquella casa4 ,e s5do assim1 bem deviam ent5d]1 que no podia e/> bem a sua pessoa1 entr&o em companhia de pr(essas de e/ado au/]o1 e rigoroso e/> vi/a de seus trabalhos1 sem tom> p>te n'elles2 e viv] em casa de religio1 isempta das obrigaes d'ella3 que faz5do conta1 que ambos d'isso eram cont5tes1 comeara aquella vida1 vida que busc>a com vontade1 e proseguia com go/o2 e ajud&o-a ,deus lev>ia ao cabo1 com a firmeza1 e con/ancia1 que devia a seu sangue3 e assim p$ia a sua alteza fosse s]vido p>ec]-lhe bem4 ,e/as rases e z lagrimas pi$osas1 com que z acompanhava1 atalh>am o pr9cipe de sorte1 que no mais fez in/ancia4 ,mas tom&o a ,pr9ceza pela mo lev\-a p>a uma v>&a4 ,alli *am\ o bispo de ,evora ,dom ,g>cia de ,m5ezes1 que com outros s5hores o vi]a acompanh&o1 e queix\-se-lhe da dureza1 que a*>a n'ella4 ,tom\ ento o bispo a mo1 e como era dotado de s+ul> eloqu5cia1 de que at nossa edade *eg>am ve/igios 7devia cuid>1 que esp]ava o ,pr9cipe elle dsse fim a e/a empreza7 comeou a propor-lhe com elegantes1 e bem p5sadas palavras toda a sub/ancia das que o pr9cipe t9ha dito1 e ajunt&o outras rases de vivo e esp]to eng5ho3 e emfim resolv5do com t]mo demasiado livre1 que se todavia insi/isse em proseguir um g5]o de vida1 que t9ha mais de apetite1 e m59ice1 que de prud5cia de ,pr9ceza1 e em qu]] pass> os t]mos da ob$i5cia1 que devia a el-rei1 como filha a seu pae1 e como qualqu] vassallo a seu rei1 e s5hor natural1 que p>a isso e/ava alli o ,pr9cipe p>a lhe no s(fr]1 que tivesse mais habito1 nem religio1 nem mo/eiro4 ,viu-se n'e/e passo o que tanto de antemo avis\ ,*ri/o a seus discipulos no santo ,evangelho2 qu&o por causa sua se a*assem diante dos reis1 e gr&es d mundo1 no se matassem por e/ud> respo/as a seus ditos1 que elle se obrigava a d>-lh'z feitas1 e po/as nas l+uas4 ,reve/iu-se a ,pr9ceza de um brio real e valor s5horil1 que bem p>eceu communicado d cu1 e respondeu-lhe assim3 ,bispo rev]5do1 tudo o que me t5des dito1 devo1 e qu]o cr] por obrigao de *ri/1 que vol-o faz diz] o zelo que t5des d s]vio de el-rei meu s5hor1 e pae1 e d bem de seus povos1 e por e/a p>te no m]eceis repreh5so2 mas que conta haveis de d> a ,deus1 s5do successor de ,*ri/o ,jesus seu filho no habito de sac]dote1 e pr(isso de prelado atrev]des-vos a p]suadir-me uma c\sa to encontrada com z obrigaes1 que promete/es1 que jura/es8 ,como havieis de desculp> com vossa consci5cia atiss>des o fogo da ira d ,pr9cipe meu s5hor1 e irmo1 com rases mais app>5tes1 que v]dadeiras1 mais artificiosas1 que bem fundadas1 s porque vos p>ece1 que o agradaes n'isso8 ,vs1 que t9heis obrigao1 como padre espiritual1 de o mitig>1 e trabalh>1 que no *egasse a col]a a inficcion>-lhe a alma1 e commett] culpa contra ,deus3 vs1 que como outro ,ambrosio dev]ieis aconselhal-o1 que temesse entr> por e/es clau/ros sagrados1 se no fosse a honral-os1 e v5]al-os2 e fazei-o tanto ao revs1 que em sua pres5a1 e m9ha1 t5des bocca p>a fall> em tir> habito1 e religio2 e no t5des consid]ao p>a vr1 que o haveis com um ,deus1 que vos pode ca/ig> 7e temei-o muito7 s pelo que dizeis2 e a el-rei meu s5hor s por me cons]v> n'e/e e/ado1 que com sua lic5a busquei1 havieis de t] por f 7se s5tis bem d'ella7 que d> vida e honra1 e novas victorias3 e ao ,pr9cipe muitos filhos1 e ntos1 e saude e vida p>a os vr e logr>4 ,se os ecclesia/icos no discursam1 como ecclesia/icos1 no fallam como ecclesia/icos1 que se ha de esp]> d vulgo8 ,se a vossa !ologia vos ens9a1 que nem nas c\sas humanas se move a folha d'uma arvore sem vontade de ,deus1 como nas div9as1 e no que foi inspirao d cu1 e quasi nascida comigo1 haveis de pr nome de apetite8 ,e/&o escripto1 que nem o nome de ,jesus podemos pronunci>1 nem vs1 nem eu1 sem especial movim5to d ,espirito ,santo4 ,se i/o ignoraveis1 no m]ecieis de mim respo/a2 e se o sabieis1 como sei que sabeis1 m]eceis nome de adulador p>a com o ,pr9cipe1 e de enganador p>a comigo4 ,e qualqu] que seja vossa t5o e ent5dim5to1 sabei de c]to 7e com i/o concluo7 que a causa de ,deus1 que se no sujeita a pod]es humanos3 e pela mesma raso no hav] n5hum na t]ra1 que me tire o proseguil-a3 e se elle fr s]vido1 que me cu/e a vida tal dem&a1 isso t]ei por v5tura1 por re9o e por imp]io4 ,assim concluiu a ,pr9cesa1 e com a ultima palavra fez signal de se qu]] recolh]1 porque enx]gava no ge/o d irmo enfiado ondas de nova paixo4 ,p>ece que h\ve por dito contra si tudo o que a ,pr9ceza respondeu ao ,bispo2 s5tiu-se1 e desconfi\ de vr sua inteireza e lib]dade2 e vr juntam5te fic> o ,bispo corrido1 e p\co airoso com o que ouvira4 ,dizem que solt\ contra ella muitas palavras pesadas1 e foi uma1 que em p$aos lhe havia de tir> o habito1 e assim a deix\4 ,desb>atam muito a saude corporal desgo/os da alma1 e se e/es cahem sobre vida acossada de trabalhos1 como a*am mat]ia dispo/a1 so os effeitos maiores1 e mais nocivos4 ,t9ha e/a ,s5hora passado alguns mezes de novia com to rigoroso tractam5to de sua pessoa1 que toda a communidade havia por impossivel *eg>em ao cabo d anno membros to fracos1 e compleio to delicada4 ,e com tudo a =a d espirito1 e go/o1 que t9ha de se d> a ,deus1 fazia1 que levasse alegrem5te tudo1 e se v5cesse a si mesma4 ,mas como se junt\ o sobresalto dos povos1 e desamp>al-a sua ?ia1 e a indignao d ,pr9cipe1 r5deu-se1 e acurv\ a natureza1 opprimida de tantos males juntos3 como acontece sossobr> o navio com demasiado pezo1 e arreb5t> a pea de bronze1 se lhe lanam mais c>ga daquella com que pode4 ,passados p\cos dias depois de ido o ,pr9cipe1 adoeceu gravem5te4 ,a noticia da do5a *eg\ aos ouvidos de ,d4 ,affonso ,v4 ,diff]5tes prelados e physicos di/9ctos =am logo enviados a ,aveiro1 e1 *egados aqui1 decidiram em conf]5cia que ,d4 ,joanna no podia cont9u> a vida que at ento lev>a1 pois a sua exi/5cia corria grave risco se cont9uasse a insi/ir em qu]] pr(ess>4 ,d4 ,joanna1 t5do conhecim5to d que se havia delib]ado a seu respeito1 consult\ o ento vig>io g]al da ordem1 fr4 ,anto de ,santa ,m>ia1 homem de gr&e sab] e a9da de maior virtude1 se devia cont9u> o seu anno de provao1 se despir o habito4 ,o sabio religioso1 ouvidos os padres mais qualificados1 fez-lhe vr que1 vi/o e/> to debilitada pela do5a e s] de natureza to franz9a1 como manife/am5te se via1 no pod]ia cumprir com os enc>gos e au/]idades da ordem1 ficava em consci5cia obrigada a deix> a pret5so1 que t9ha de pr(ess> n'ella4 ,d4 ,joanna recebeu pes>osa a ordem d ,g]al2 o seu espirito e/ava j de todo absorto em s5saes my/icas1 p>a no lhe p>ec] cruel uma tal det]m9ao4 ,mas humilde como sempre ob$eceu de prompto ao que se lhe havia ord5ado4 ,reunida a communidade no seu oratorio p>ticul>1 apres5t\-se ,prioreza1 e de joelhos e banhada em lagrimas1 decl>\-lhe que por ob$i5cia e no por vontade desi/ia de pr(ess>2 e tir&o o habito colloc\-o sobre o alt>1 tudo com um respeito to devoto1 que revelava bem quanto lhe cu/ava deixal-o1 diz fr4 ,luiz de ,s\sa4 ,passados que =am alguns dias1 torn\ a ve/ir o habito1 mo/r&o assim que o trazia por devoo e no por obrigao4 ,nos f9s da primav]a de #adgi a pe/e ori5tal que havia annos j assolava ,portugal1 entr\ em ,aveiro com o seu funebre cortejo de calamidades4 ,hav5do-se des5volvido em ,esgueira1 de uma maneira v]dadeiram5te assu/adora1 pr9cipi\ a faz] s5tir aqui os seus horrorosos effeitos1 a9da que com m5os int5sidade4 ,infelizm5te1 todas z condies hygi5icas de ,aveiro1 eram de =ma p>a faz] recei> o des5volvim5to d fatal contagio4 ,a villa1 como a maioria das povoaes de ento1 com z suas altas muralhas e fossos pr(undos1 com z suas ruas e viellas e/reitas e immundas1 c]rada por todos os lados de pantanos1 e/ava adquada sobremaneira p>a a epidemia se des5volv] espantosam5te1 como com effeito se des5volveu4 ,d4 ,affonso ,v1 v5do o risco em95te que corria sua filha1 p]manec5do aqui1 ord5\ que sem demora ab&onasse o conv5to e a villa e se dirigisse ao ,alemtejo1 a9da no inficcionado1 e aos ,bispos1 de ,coimbra e d ,porto1 bem como a v>ios fidalgos vis9hos que se lhe apres5tassem p>a a acompanh>em4 ,t5do ella escrupulisado em d> cumprim5to quella det]m9ao1 diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 e *eg&o i/o ao conhecim5to d ,prov9cial1 veio aqui com alguns religiosos mais auctorisados1 e lhe fiz]am vr1 que devia cumprir o que lhe era ord5ado2 pois mesmo que quizesse faz] sacrificio da sua vida1 cuid&o que ,deus lha aceit>ia1 tal sacrificio no era m]itorio1 por lhe falt> a devida ob$i5cia1 a qual devia muito escrupulis>1 de no satisfaz]1 pr9cipalm5te s5do o preceito to ju/o1 pois v9ha de quem podia m&al-a e t9ha por fim prev5ir o gravissimo prejuizo1 que pod]ia seguir-se ao re9o se a sua pessoa fosse victima da pe/e2 e podia lev> comsigo1 z religiosas que quizesse1 mesmo a ,prioreza2 e n'e/a occasio o dito ,prov9cial z intim\ por santa ob$i5cia p>a que n5huma se recusasse4 ,feitos os necess>ios prep>ativos1 ,d4 ,joanna deix\ o conv5to de ,jesus em #bg de setembro1 e dirigiu-se a ,aviz4 ,alem dos ,bispos d ,porto e ,coimbra1 e v>ios fidalgos e escudeiros1 acompanh>am-n'a ,d4 ,beatriz ,leito e mais algumas religiosas1 e bem assim sua ama ,d4 ,mecia de ,sequeira4 ,viajava sempre em &as#ce c]radas1 cob]tas de panno azul escuro1 pois ento entre ns a9da se no havia introduzido o uso das c>ruag5s4 ,depois de alguns mezes de resid5cia em ,aviz1 p>tiu p>a ,abrantes1 aonde em #c de ago/o de #adhj falleceu a ,prioreza ,d4 ,beatriz que comsigo lev>a1 e passados alguns dias depois de hav] orvalhado com muitas lagrimas a sepultura d'aquella virtuosa s5hora1 voltava ao conv5to de ,jesus1 por hav] noticia que a pe/e havia f9alm5te ab&onado ,aveiro4 ,no anno segu9te de #adha p]dia el-rei seu pae1 fallecido a #bh de ago/o no pao de ,c9tra1 na propria cam>a que em que havia nascido4 ,feitas que =am na egreja d conv5to z exequias solemnes pelo et]no descano d que fra seu pae e rei1 m&\ alli alguns frades d conv5to de ,nossa ,s5hora da ,miz]icordia e diff]5tes fidalgos1 cumprim5t> o novo mon>*a1 e pre/>em-lhe em seu nome juram5to de fidelidade4 ,d4 ,joo ,,ii recebeu pras5teiro e agradecido os emiss>ios de sua irm1 e por elles mesmos lhe fez sab] que procur>ia m9i/r>-lhe1 to depressa z circum/ancias d real !s\ro o p]mitissem1 os meios de que c>ecesse p>a pod] su/5t>1 como era mi/]1 o decoro inh]5te sua pessoa4 ,d4 ,affonso ,v havia decl>ado em seu te/am5to1 que no in/ituia sua filha h]deira em c\sa alguma porque1 segundo o co/ume d re9o1 tudo o que possuia o rei passava a seu filho primog5ito1 o qual t9ha o enc>go de mant] e agasalh> todos os outros irmos4#cf ,o novo rei cumpriu cavalheirosam5te z disposies te/am5t>ias de seu pae1 como mo/r>emos1 e se no o fez logo porque lhe foi totalm5te impossivel fazel-o4 ,a nobreza e/ava s5hora absoluta de ,portugal inteiro2 quasi que todos os r5dim5tos d e/ado eram absorvidos por ella2 taes haviam sido z doaes1 t5z e moradias conc$idas por ,d4 ,affonso ,v4 ,de seu filho pode-se diz] com ju/ificada raso1 que h]d\ de seu pae unica e simplesm5te1 z e/radas de ,portugal4 ,antes p\cos dias de ,d4 ,joo subir ao ?rono1 nasceu-lhe um filho illegitimo1 ,d4 ,jorge de ,l5ca/re1 de ,d4 ,anna de ,m5dona1 mulh] muito fidalga1 e moa =mosa de mui nobre g]ao1 diz ,g>cia de ,rez5de4#cg ,os primeiros vagidos de ,d4 ,jorge desp]t>am logo no corao de ,d4 ,joo ,,ii aquelle int5so amor que mais t>de o lev>am a t5t> legitimal-o1 p>a lhe pod] succ$] no ?rono1 o que no se *eg\ a realis> pela resi/5cia t5acissima que a isso oppoz a ra9ha ,d4 ,leonor4 ,por escus> desgo/os caseiros--escreveu fr4 ,luiz de ,s\za1--det]m9\ 7el-rei7 tir> diante dos olhos o ,pr9cipe4 ,e/e meio de tir> deante dos olhos p>a evit> desgo/os caseiros vulg>1 diz o sr4 ,alb]to ,pim5tel1 em reis e vassallos4 ,o que no vulg> encontr>em os ba/>dos de uns e outros1 educadora to c>9hosa e meiga como a ,pr9ceza ,santa ,joanna1 que no mo/eiro de ,aveiro recebeu e educ\ o sobr9ho4#ch ,o p$ido de ,d4 ,joo ,,ii p>a que o futuro ,me/re de ,s4 ,?iago fosse educado no conv5to de ,jesus1 foi feito a ,d4 ,joanna por o ento ,prov9cial dos ,dom9icos e que em tempo fra tambem confessor de el-rei seu pae4 ,obtidas z lic5z necess>ias1 m&\ ,d4 ,joanna prep>>-lhe apos5tos por cima da casa da roda1 p>a onde veio1 no t5do a9da trez mezes1 diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 no traz5do em sua companhia n+uem mais d que a ama que lhe dava leite1 mulh] d'aqui natural4 ,em #adhe des5volveu-se de novo a pe/e em ,aveiro1 e ,d4 ,joanna viu-se obrigada a deix> o seu conv5to4 ,todos os seus biographos1 inclu9do mesmo ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 affirmam que ella se retir\ p>a o mo/eiro das religiosas dom9icas da cidade d ,porto4 ,p>ece-nos que no dizem toda a v]dade4 ,alli no havia nem nunca h\ve mo/eiro algum de religiosas dom9icas2 alem d'i/o1 no ar*ivo da cam>a de ,coimbra exi/e uma c>ta autographa de ,d4 ,joanna1 datada de #ad de janeiro d'aquelle anno1 em que agradece aos v]eadores d'aquella cidade a boa vontade que t9ham ao seu s]vio1 e lhes (f]ece tambem a sua p>a com a cidade1 na villa de ,monte-mr 7velho7 p>a onde el-rei a m&>a ir4#ci ,de ,monte-mr dirigiu-se a ,alcobaa onde el-rei ento e/ava1 deix&o comtudo alli seu sobr9ho ,d4 ,jorge4 ,diz-se g]alm5te que fra o *amam5to de ,d4 ,joo ,,ii que alli a lev>a1 e a causa d'i/o z negociaes d'um projectado casam5to com ,ric>do ,,iii de ,+lat]ra4 ,todos os biographos de ,d4 ,joanna so concordes em que ella fosse p$ida em casam5to por diff]5tes ,pr9cipes da ,europa1 e bem assim nos successos milagrosos que =am a causa pr9cipal na sua op9io1 d'elles1 de se no *eg>em a realis>4#dj ,a hi/oria sria1 debaixo d ponto de vi/a humano1 a hi/oria1 como no seculo ,,xix se escreve1 e como diz o sr4 ,p9heiro ,*agas1 no acceita nem regeita e/es factos milagrosos1 passa-lhe de l>go2 por isso ab/]-nos-hemos de apreci> aquillo que em mat]ia de to alta transc5d5cia se no base> em docum5tos sobre cuja aut5ticidade no haja a maior duvida4 ,no exi/e docum5to algum1 ou a9da mesmo qualqu] ref]5cia nos *roni/as contemporaneos1 por onde se prove que ,d4 ,joanna foi p$ida em casam5to4 ,todos os escriptores que se occup>am de ,d4 ,joanna1 e que =am muitos1 pr9cipalm5te os que escrev]am ant]iorm5te ao seculo ,,xviii1 affirmam que ,luiz ,,xi e ,c>los ,,viii1 de ,frana1 ,fr$]ico ,,vi1 d',allemanha1 e ,h5rique ,,viii1 de ,+lat]ra1 a pret5d]am p>a esposa4 ,aquellas affirmativas1 em quanto a ns1 baseam-se unica e simplesm5te na tradio1 mas na tradio adult]ada pelo espirito dos *roni/as mona*aes1 cujo fim pr9cipal era sempre ref]ir s o bem1 e admittir facilm5te prodigios1 de =ma que na mr p>te das *ronicas regul>es1 como diz um dos mais brilhantes lum9>es que o episcopado portuguez tem tido1#da se de/acam tantos milagres absurdos em muitos casos p>a no diz] ridiculos1 recebidos sem exame1 abraados com p\co cr$ito d ent5dim5to1 propo/os ou antes apregoados com mais boa f e s+eleza d que discripo#db4 ,os biographos de ,d4 ,joanna sahidos com r>issimas excepes dos clau/ros1 no podiam talvez deix> de c]c> de successos milagrosos o vulto sympa?ico da filha de ,affonso ,v1 e s assim que se explica a sua convico1 alis na app>5cia s9c]a1 com que relatam factos1 que de =ma alguma podiam t] lug>1 como so os d casam5to com alguns d'aquelles mon>*as4 ,s]ia demasiado longo1 e at mesmo fa/idioso1 o rebat]1 n'e/a p>te1 os biographos1 cada um de p] si1 e mesmo porque todas z suas affirmativas e/o comp5diadas na ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 pelo classico e brilhante *roni/a d'e/a ordem4 ,fr4 ,luiz de ,s\sa1 seguiu v]dade1 pela v]$a dos mais *roni/as1 mas fel-o to primorosam5te1 escreveu num e/ylo to arrebatador1 que a elle s podemos e devemos p$ir z n>raes dos factos de que nos e/amos occup&o e que temos de condemn> como absurdos4 ,escreve fr4 ,luiz de ,s\za3 ,entr>am n'e/a conjunco em ,lisboa embaixadores de el-rei de ,frana ,ludovico ,undecimo4 ,era a misso da embaixada1 que el-rei h\vesse por bem1 que p>a mais firmeza de amor1 e1 paz1 que entre z duas corz havia1 int]viesse novo v9culo de sangue1 contrah9do-se matrimonio entre a ,pr9ceza ,dona ,joanna1 e o ,delfim de ,frana 7tal o titulo dos ,pr9cipes d'aquelle re9o74 ,no havia quem duvidasse em e/> bem o negocio a el-rei ,d4 ,affonso seu pae1 e ao re9o1 e mesma ,pr9cesa2 s ella1 qu&o seu pae lho communic\ p>a sab] sua vontade1 fic\ d5tro em sua alma com sobresalto1 e desconsolao4 ,mas sem d> a ent5d] o que s5tia1 desvi\ o tracto com rases to sabias1 que el-rei fic\ satisfeito d'ellas1 e de sua t5o1 no descont5te4 ,disse1 que o ,pr9cipe ,dom ,joo seu irmo era moo1 e enf]mo2 e p>ecia tem]idade1 em quanto no t9ha edade p>a cas>1 nem disposio1 e saude firme1 de/]r>em-n'a a ella p>a to longe1 s5do1 como era h]deira e successora d re9o2 que se podia respond] aos francezes com palavras g]aes de boa amizade1 e go/o d p>5tesco2 porem diff]9do a resoluo1 e d&o por causa os p\cos annos d ,delfim1 que no eram mais de qu9ze1 e tambem os d'ella2 que havia mi/] s] mais crescida1 e t] mais pratica d que lhe conv9ha sab] p>a tal e/ado1 e p>a em t]ras e/ranhas4 ,in/\ el-rei todavia1 e porfi\1 porque no t9ha por ac]tado p]d] tal occasio4 ,mas emfim1 consid]&o de vag> a respo/a da ,pr9ceza1 foi julgada por mais conv5i5te1 e seguida por todos os d conselho4 ,era rei dos romanos ,miximiliano1 filho d imp]ador ,fr$]ico1 e da infanta ,d4 ,leonor1 irm de el-rei ,d4 ,affonso1 diz fr4 ,luiz de ,s\za2 como nascido de portugueza1 e affeioado ao re9o1 desej\ cas> n'elle4 ,h\ve da sua p>te muitas in/ancias1 que a ,pr9ceza rebateu com seu valor1 e emfim z desvi\ outro casam5to1 que se (f]eceu ao pret5sor1 e teve effeito com h]ana d s5horio de ,borgonha e ,fl&res2 porem1 no t>d>am outras que lhe d]am maior cuidado4 ,e/ava h]dado el-rei ,c>los ,,viii1 de ,frana1 p>a quem fra p$ida em vida de seu pae ,luiz ,,xi1 como atraz escrevemos2 p$iu-a agora de novo4 ,p>eceu a el-rei que conv9ha muito a seu re9o a alliana1 com to pod]oso pr9cipe p>a cont9uao da paz antiga1 e segurana das navegaes portuguezas4#dc 4444444444444444444444444444444444444444 444444444444444444444444444444444 ,t9ha-se feito rei1 e s5hor de ,+lat]ra1 e conde ,h5rique de ,rixemont1 v5c5do em batalha ao duque de ,cluce/ra1 ,ric>do1 que1 contra elle inju/am5te se levant>a4 ,presava-se de portuguez1 porque trazia sua desc5d5cia da casa real de ,portugal4 ,tanto que se viu rei pacifico1 desej\ r5ov> o p>5tesco1 e juntam5te a paz e amizade1 que seus antecessores t9ham com e/e re9o4 ,despa*a embaixadores1 (f]ece pazes com p>ticul>idades de importancia1 e p>a firmeza p$e a ,pr9ceza ,d4 ,joanna por mulh]4#dd ,com relao a todos e/es projectos de casam5to1 cumpre-nos diz]1 que no tiv]am nem podiam t] lug>4 ,a boa f de fr4 ,luiz de ,s\za1 foi illudida mais uma vez1 com z n>raes dos *roni/as que o antec$]am1 e que por santa ob$i5cia teve de seguir e imit>4 ,d4 ,joanna no podia cas> com n5hum d'aquelles pr9cipes1 no s porque a polygamia no e/ava em pratica n'aquelles paizes1 como tambem porque no podia t] por m>idos hom5s que nem sequ] haviam a9da nascido4 ,luiz ,,xi no p$iu1 nem podia p$ir1 a mo de ,d4 ,joanna p>a o ,delfim1 que depois foi ,c>los ,,viii4 ,pelo que se depreh5de da n>rao de fr4 ,luiz de ,s\za1 e/e p$ido dev]ia t] lug> antes da conqui/a de ,arzilla 7#adga71 poca em que o ,delfim a9da no era nascido1 ou se o era j1 p\cos mezes contava a9da1 no pod5do por =ma alguma t] qu9ze annos1 como affirma o *roni/a1 pois nasceu em #adgj4de ,tambem no tem m9imo fundam5to a v9da a ,lisboa n'aquella poca de embaixadores de ,luiz ,,xi1 porque o unico embaixador enviado por e/e mon>*a a ,d4 ,affonso ,v1 foi ,ollivi] ,le ,r\x1 e i/o em #adhe4df ,diz mais fr4 ,luiz de ,s\za1 que ,c>los ,,viii1 j rei1 p$ira em casam5to ,d4 ,joanna2 pod]ia s] que assim fosse1 porm1 de taes negociaes no re/a memoria4 ,na ,c>ta ,pat5te de #f de setembro de #adhc1 em que aquelle mon>*a r5ova z antigas allianz e amisades que desde antigos tempos exi/iam entre ,portugal e a ,frana no ha a mais leve ref]5cia com relao a e/e objecto4#dg ,o que se torna completam5te inadmissivel e *ega at a toc> z raias d ridiculo1 a causa ass5tada por ,s\za de se no *eg> a realis> o casam5to4 ,diz que ,d4 ,joanna1 respondeu a el-rei seu irmo1 que cons5tia no matrimonio1 se n'aquelle dia e hora1 que tal cons5tim5to dava1 e/ivesse el-rei ,c>los vivo2 mas em caso1 que fosse morto1 h\vesse sua alteza por bem deixal-a livre p>a em n5hum tempo mais se lhes fall> em mudanz de e/ado4 ,deu-se el-rei por satisfeito1 cont5t\ o embaixador com palavras de matrimonio1 como quem ignorava o que a sua irm fra manife/ado4 ,mas no pass>am muitos dias1 que lhe viesse nova de s] morto o que j t9ha por cunhado2 e que acab>a de morte subita1 e antes d t]mo1 em que a ,santa d]a seu cons5tim5to4#dh ,fr4 ,luiz de ,s\za foi aqui o v]dadeiro *roni/a mona/ico2 julg\ s] ensejo de arranj> um milagre1 e no recu\ p]ante c\sa alguma2 cremos mesmo que elle conhecia suffici5tem5te a hi/oria de ,frana e que sabia muito bem que ,c>los ,,viii sobreviv]a a ,d4 ,joanna1 pois1 fallec]a s em #adihdi mas n>r\ o facto d'aquella =ma1 no s porque se tornava necess>io povo> a hi/oria de successos milagrosos1 no talvez por convico propria1 mas sim por lho hav]em ord5ado1 porque elle1 como diz o d\to prelado por ns j citado1 escreveu porque o m&>am escrev]1 e escreveu o que lhe m&>am4#ej ,maximiliano tambem no podia p$ir a mo de ,d4 ,joanna1 pois havia j casado em #adgg com ,m>ia de ,borgonha2 ,h5rique ,,vii esse podia pret5d] desposal-a1 pois s veio a cas> em #adhf com ,izabel ,york1 o que no podia era morr] a fim de imp$ir de se realis> o casam5to1 como qu] fr4 ,luiz de ,s\za1 que faz diz] ,d4 ,joanna a ,d4 ,joo ,,ii que era morto e ent]rado o mesmo p>a quem a buscava#ea pois s conseguiu pass> d'e/a p>a melhor vida em #bb de abril de #aeji4 ,e/es factos =am j combatidos por ,caetano de ,s\za que1 diz5do que elles padecem muito na v]dade da hi/oria1 demon/ra com dados irrecusaveis que no podiam t] lug>4#eb ,fr4 ,antonio da ,silveira1#ec t5t\ corrigir os erros de ,s\za e dos escriptores que o prec$]am hi/ori&o a vida de ,d4 ,joanna1 os quaes elle proprio confessa que cahiram em no pequ5os descuidos1 mas fel-o de =ma1 que no podem tambem z suas affirmativas m]ec] cr$ito algum1 pois no nos apres5ta um unico docum5to em que se baseie4 ,entre os erros que t5ta corrigir1 conta-se o d casam5to com o rei da ,+lat]ra1 que elle affirma s] ,ric>do ,,iii e no ,h5rique ,,vii4 ,com ,ric>do ,,iii no havia v]dade a inv]osimilhana que se dava com aquelle1 por seu fallecim5to t] lug> em #adhe1 mas a9da assim no podemos acceit> a em5da1 pois no ha nada que a auctorise4 ,na primeira e unica colleco diplomatica que possuiamos#ed1 ha uma leve ref]5cia a e/e casam5to1 mas basea-se tambem ap5as num s docum5to1 se docum5to se pode *am> a um manuscripto avulso1 alis contemporaneo que p\co ou n5hum valor pode t] att5d5do-se sua ignota proc$5cia4 ,p>ece-nos que se o visconde de ,sant>em reflectisse por um mom5to no elogio que a ,ric>do ,,iii faz ,dameo de ,goes1#ee no f>ia m5o de tal casam5to1 pois mais que provavel1 dado o caso de hav] aquelle projecto1 que e/e *roni/a no fallasse to desabridam5te de um mon>*a1 que simplesm5te por uma circum/ancia inesp]ada1 deix\ de despos> uma pr9ceza portugueza4 ,quanto a ns a causa d *amam5to de ,d4 ,joanna a ,alcobaa1 no foi n5hum projecto de casam5to1 mas sim o desejo que ,d4 ,joo ,,ii t9ha de d> cumprim5to promessa que havia feito por occasio da morte de seu pae de lhe proporcion> meios condignos da sua alta posio4 ,por c>ta datada d'alli1 de #ai de ago/o de #adhe1 conc$eu-lhe a villa de ,aveiro1 com todos os seus t]r5os1 e todas z r5das e direitos reaes1 e z dizimas d pescado nova e velha1 com a cisa e imposio d sal da mesma villa e dos lug>es de ,mortgua1 ,eixo1 ,requeixo1 ,paus1 ,ois1 ,qu9ta de ,vill>9ho e de ,bellazaima1 com todos os seus regu5gos4#ef ,d4 ,joo ,,ii fez s agora e/a concesso por lhe s] impossivel fazel-a antes1 pois e/as t]ras e/avam em pod] d conde de ,f>o a quem haviam sido conc$idas por ,d4 ,affonso ,v1 por c>ta passada em ,salvat]ra em #bj de maio de #adfg4 ,a conspirao d duque de ,bragana1 em que o conde era um dos conjurados1 que z fez volt> novam5te cora4 ,no foi longa a demora de ,d4 ,joanna em ,alcobaa2 regress&o a ,monte-mr1 pass\ a ,coimbra1 indo-se apos5t> conjuntam5te com seu sobr9ho nos paos que ,d4 ,izabel edific>a junto d mo/eiro de ,santa ,cl>a4 ,nos primeiros dias de fev]eiro de #adhf1 in=mada de que a pe/e havia novam5te ab&onado ,aveiro regress\ ao conv5to de ,jesus1 t5do por essa occasio por p>te dos habitantes da villa1 que sairam a esp]al-a a gr&e di/ancia1 uma recepo brilhantissima4 ,d4 ,joanna logo que se viu s5hora de todas e/as t]ras1 tract\ de empreg> o r5dim5to d'ellas1 i/o 1 o que lhe sobrava dos soccorros que prodigam5te di/ribuia pelos necessitados1 hospitaes e egrejas pobres1 em augm5t> consid]avelm5te o mo/eiro de ,jesus4 ,diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro que z idz de ,d4 ,joanna1 com relao a e/a obra1 eram m&> con/ruir com a maior gr&eza1 egreja1 casa d capitulo1 dormitorio e mais (fic9as1 p>a o lado d m>1 por lhe assegur>em que1 collocado d'e/a =ma o conv5to1 ficava muito mais v5tilado e sadio4 ,*eg\ mesmo a m&> abrir os alic]ces p>a a nova egreja1 p>a o que obteve lic5a d bispo de ,coimbra ,d4 ,jorge d',almeida1 porm1 a do5a que a lev\ ao tumulo1 no lhe p]mittiu lev> a cabo to desejado commettim5to4 ,depois d seu regresso de ,alcobaa1 ,d4 ,joanna comeou a s(fr] horrorosam5te1 at que em dezembro de #adhi cahiu pro/rada pela do5a que a arra/\ ao tumulo4 tradico g]alm5te seguida1 que a causa pr9cipal e unica da mole/ia foi v55o que uma dona que ella expultura da villa que em pod] de faz5da1 era d melhor d lug> pelo seu devasso comportam5to1 lhe m9i/r\ n'um copo d'agua1 durante o trajecto d'aquella viagem4 ,diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro que pelo motivo d'ella desej>1 por causa da salvao das almas1 evit> erros e peccados1 em especial nos cl]igos e mulh]es de m vida1 lhe foi ord5ada e dada a morte4 ,nada conseguiu debel> a do5a1 nem lagrimas nem supplicas d povo1 que n'ella via o seu mais desvelado protector1 nem to p\co os es=os desesp]ados da sci5cia e z preces d cl]o de ,portugal inteiro obtiv]am uma melhora sequ]2 o mal recrudescia sempre4 ,d4 ,joo ,,ii envi\-lhe o seu physico-mr me/re ,rodrigo1 e sua ?ia ,d4 ,filippa1 acompanhada de ,d4 ,mecia de ,alv>5ga1 e mais duas religiosas veio d',odivellas1 afim de vel> junto d'ella4 ,accudiram tambem1 diz fr4 ,luiz de ,s\za1 o arcebispo de ,braga1 ,d4 ,jorge da ,co/a1 e o bispo de ,coimbra1 ,d4 ,jorge de ,almeida1 e o d ,porto1 ,d4 ,joo d',azev$o4 ,da visita d'e/es prelados1 porque t9ham lic5a p>a entr> na clausura1 mo/r\ agrad>-se muito4 ,fallavam-lhe de ,deus1 e ella1 como se s5tia acab>1 no cons5tia que de outra c\sa se tractasse em sua pres5a4#eg ,na n\te de #ai de m>o1 dict\ madre ,ca?>9a da ,silva o seu te/am5to1 em que in/itue por seu h]deiro o mo/eiro de ,jesus e d lib]dade a alguns escravos com que seu pae a pres5te>a qu&o regress\ da conqui/a d',arzilla4#eh ,escripta que foi a sua ultima e d]radeira vontade1 assign\-o e rubric\-o por seu proprio punho1 e lacr&o-o1 sell\-o com um sllo d'ouro que1 segundo diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 fra da ra9ha sua me1 objecto com que ella co/umava sempre sell> z suas c>tas e c\sas de mais sub/ancia4 ,em #f de maio p$iu p>a que se celebrasse missa na sua propria cam>a1 e hav5do em seguida recebido todos os sacram5tos1 m&\ que levassem sua pres5a seu sobr9ho ,d4 ,jorge1 a quem1 depois de hav] abraado com effuso1 disse3--,filho1 peo-vos muito que vos lembreis sempre1 que vie/e p>a e/a casa de tres mezes1 e n'ella vos criei1 *or&o e cant&o1 ve/ida de burel2 t5de sempre d'ella lembrana1 porque ella a m9ha alma1 e tambem o so e/as madres1 que vos ajud>am a cri>1 como se cada uma fra vossa me4#ei ,resignada e feliz esp]\ a morte4 ,hav5do-se desp$ido de todas z religiosas1 a quem p$iu p]do de toda e qualqu] (f5sa que d'ella tivessem1 p$iu ,prioreza ,d4 ,m>ia de ,a?ayde1 que lhe m&asse d> sepultura no cro de baixo1 pois os seus maiores desejos era dormir o et]no somno junto d'aquellas que em vida lhe fiz]am to agradavel companhia4 ,na n\te de #aa de maio1 reunidas que =am em volta d seu leito a communidade1 os bispos d ,porto e ,coimbra1 e o prior dos dom9icos fr4 ,joo ,dias1 p$iu que a acompanhassem com z oraes e canticos com que a egreja se desp$e de seus filhos no mom5to f9al4 ,*egava-se a d]radeira hora1 diz fr4 ,luiz de ,s\za1 e eram quasi duas horas depois da meia n\te4 ,disse ento baixo1 digam a lada9ha3 comeou o prior em voz alta1 respondiam z madres1 e seu companheiro2 qu&o *eg>am a diz]3 ,omnes sanctis ,innoc5tes1 abriu os olhos e levant&o-os por um pequ5o espao ao cu1 desp$iu a innoc5te alma em companhia dos sanctos innoc5tes4#fj ,o dobre plang5te dos s9os d mo/eiro a que se seguiram os d conv5to de ,nossa ,s5hora da ,miz]icordia1 e os da matriz1 ,s4 ,miguel1--annunci>am logo ao romp] d'alva1 que ,d4 ,joanna dormia j o et]no somno4 ,a noticia propal\-se rapida1 a ponto de em p\cos mom5tos a egreja de ,jesus e/> ap9hada de fieis2 a povoao inteira1 desp]tada por to cruel nova1 correu presurosa ali1 afim de se c]tific> da v]acidade d acontecim5to1 to irrem$iavel e imm5sa era a p]da4 ,na villa1 diz um bispo d ,porto1 *egavam ao cu os prantos1 e procuravam *eg> z lagrimas2 como todo aquelle povo fic\ desamp>ado1 todo fic\ *oroso2 clamavam ao cu na sua saudade e na sua p]da1 porque no cu e/ava o alivio da sua p]da1 e a causa da sua saudade4#fa ,amortalhado que foi o cadav] com o habito dom9ico1 colloc>am-o algumas religiosas sobre um e/rado levantado no meio da cella1 conv]tida em cam>a ard5te1 onde se cons]v\ at ao dia segu9te4 ,feitos os (ficios funebres na egreja d conv5to1 pelas religiosas de ,s4 ,dom+os a que assi/iu todo o cl]o da villa e lug>es circumvis9hos1 bem como um gr&e concurso de fieis1 entr>am no conv5to os bispos d ,porto e ,coimbra1 traz5do ve/idas1 diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 gr&es lobas e capelos de d1 e quatro religiosos dom9icos1 dos mais antigos e qualificados1 que =am os que lev>am o cadav]4 ,qu&o o pre/ito funebre se dirigia ao cro de baixo1 diz a tradico que1 na occasio de atravess> por entre os canteiros que ,d4 ,joanna cultivava por suas proprias mos1 z flres cahiram mur*as sobre a ha/e1 exprim9do tambem assim a sua saudade4 ,a sepultura1 cujo lug> havia sido por ella designado em vida1 foi ab]ta junto dos degraus d commungatorio4 ,em #aegg1 a prioreza ,d4 ,j]onima de ,ca/ro1 m&\ abrir a sepultura e traslad> os re/os mortaes de ,d4 ,joanna1 d'onde haviam sido sepultados1 p>a um caixo de ebano em =ma de tumulo1 m>*etado de bronze d\rado4 ,o caixo era resgu>dado por uma balau/rada d mesmo pu1 e cob]to por uma rica tapearia1 dadiva da duqueza de ,cam9ha ,d4 ,anna ,manrique de ,l>a4 ,z religiosas de ,jesus1 e bem assim o povo de ,aveiro que1 desde a morte de ,d4 ,joanna a appelid>am sempre de ,pr9ceza ,santa1 e1 confiados na sua int]cesso1 a ella recorriam nos trances afflictivos da vida1 p$iram ao ,papa em #afbf que d'ella se podesse res>1 e que o seu nome fosse inscripto no catalogo dos santos4 ,em setembro de #afbf requ]eu a cam>a da villa de ,aveiro1 repres5tada pelos v]eadores ,antonio da ,cruz ,botelho1 ,raphael de ,figueir$o e ,manuel de ,almeida1 e z religiosas d conv5to de ,jesus1 repres5tadas tambem pela sua prioreza ,soror ,m>ianna de ,belem1 ao bispo de ,coimbra ,d4 ,joo ,manuel1 afim de se proc$]em s ju/ificaes necess>ias da virtuosa vida e santa morte da ,pr9ceza ,d4 ,joanna1 filha de el-rei ,d4 ,affonso afim de se obt] a sua beatificao e canonisao4 ,d4 ,joo ,manuel1 por despa*o de #bg d mesmo mez e anno1 ord5\ ao provisor d bispado o dr4 ,b]n>do da ,fonseca ,s>aiva1 viesse pessoalm5te a ,aveiro e dsse &am5to ao processo requ]ido2 que levado a f9al1 o mesmo prelado m&\ subir pres5a d ,papa ,urbano ,,viii1 por s5t5a de #h de outubro de #afbg4 ,por causas hoje desconhecidas1 s passados sess5ta e dois annos1 que de novo se tract\ de obt] a beatificao de ,d4 ,joanna4 ,em #afgf1 s5do prioresa d conv5to de ,jesus ,d4 ,filippa de ,m5ezes1 fr4 ,manuel ,masc>5has1 prior d conv5to de ,s4 ,dom+os1 indo pessoalm5te a ,roma1 conseguiu que se exp$issem z bulas p>a o bispo de ,coimbra1 ento ,d4 ,joo de ,mello1 vir a ,aveiro exam9> os re/os mortaes da ,santa ,pr9ceza1 e o que havia de v]dadeiro nos milagres que se diziam obtidos por int]cesso sua4 ,d4 ,joo de ,mello1 por proviso de #aa de m>o de #afhi1 deleg\ todos os seus pod]es no promotor d bispado o dr4 ,manuel ,sp9ola de ,vasconcellos1 e not>io apo/olico ,francisco ,alv>es da ,co/a1 os quaes vi]am aqui1 e depois de hav]em inqu]ido algumas te/emunhas1 e vi/o os cabellos que cort>am a ,d4 ,joanna qu&o lhe lanaram o habito1 e bem assim o escapul>io e a camisa com que falleceu1 que ento1 e a9da hoje se gu>da no conv5to com a maior v5]ao1 exam9\ tambem os seus re/os mortaes4 ,ab]to o tumulo1 em #bi de junho d'aquelle anno1 onde se gu>davam to v5]&as reliquias1 na pres5a de todas z religiosas1 e dos sup]iores dos tres conv5tos de frades d'aqui1 fr4 ,manuel ,masc>5has1 fr4 ,joo das ,*agas1 e fr4 ,ignacio de ,espoz5de1 e dos priores das collegiadas de ,nossa ,s5hora da ,oliveira1 e de ,s4 ,miguel1 ,d4 ,p$ro de ,s\za e fr4 ,?om de ,sequeira1 foi v]ificado pelo dr4 ,manuel ,sp9ola de ,vasconcellos1 que envoltos em toalha de l9ho e/avam os ossos 7completos7 d'um corpo humano que pelo auto que se a*ava junto se julg>am s] o de ,d4 ,joanna4 ,enviados1 f9alm5te1 todos os processos a ,roma1 a in/ancias de el-rei ,d4 ,p$ro ,,ii1 e alguns gr&es de ,portugal1 o ,papa ,innoc5cio ,,xii beatific\ solemnem5te ,d4 ,joanna1 por bulla de #d de abril de #afic1 design&o o dia #ab de maio p>a a sua fe/ividade4#fb ,por decreto da congregao dos ritos1 de #i de julho de #afid1 ord5\-se que se rezasse da ,beata ,joanna em todo o re9o de ,portugal e suas conqui/as2 debaixo d rito semi-duplex2 e por outro decreto da mesma congregao de #f de abril de #agae se conc$]am lies e orao p>a o seu (ficio4 ,p\cos annos depois de t] lug> a beatificao1 o prior d conv5to de ,nossa ,s5hora da ,miz]icordia 7,s4 ,dom+os7 fr4 ,p$ro ,monteiro1 obteve de el-rei ,d4 ,p$ro ,,ii os meios necess>ios p>a a con/ruco dum tumulo mais sumptuoso d que aquelle em que se gu>davam z santas reliquias4 ,foi incumbido da obra o ar*itecto da ,casa ,real ,joo ,antunes1#fc que lhe deu pr9cipio em #afii4 obra digna de immortalis> um arti/a di/9cto1 e e/a a raso porque se tem attribuido a e/ranhos1 *eg&o-se a affirm> com convico que ella vi]a da ,italia4 ,o seu cu/o foi de #d3hjjjjj ris4 ,fr4 ,lucas de ,santa ,ca?>9a descreve-o assim3 o tumulo quadrado e alt]oso1 lavrado de jaspes f9issimos com v>i$ade de embutidos primorosos1 e em cada remate um anjo2 sobre o tumulo se vem z ,qu9as ,portuguezas1 e na face a cora de esp9hos1 que a ,santa escolheu p>a gloriosa empreza1 e teve por e/imavel troca4 ,toda a obra respira mage/ade1 e saudosas lembranz4 ,a descripo nada tem de exag]ado2 fiel1 tanto quanto possivel4 ,em #bh de ago/o de #agaa ord5\ ,d4 ,joo ,v ao bispo de ,coimbra1 ,d4 ,antonio de ,vasconcellos e ,s\sa1 que viesse traslad> z c9zas da ,santa ,pr9ceza1 p>a o novo tumulo4 ,em #aj de outubro d'e/e anno entr\ o bispo no conv5to e abr9do o caixo onde se gu>davam os re/os da ,santa1 v]ific\ a sua id5tidade1 d que lavr\ o compet5te auto4#fd ,depois d'um solemne triduo1 celebrado na egreja d conv5to1 teve f9alm5te lug> no dia #be a trasladao4 ,o c(re em que gu>davam z c9zas1 foi levado procissionalm5te pelas ruas da villa1 pelos abbades b5$ict9os1 fr4 ,ignacio de ,a?ayde1 fr4 ,antonio de ,s4 ,b5to1 fr4 ,b5to de ,mello1 e fr4 ,b]n>do ,telles4 ,=mavam o pre/ito os religiosos dos tres conv5tos que aqui havia1 todo o cabido da s de ,coimbra1 e mais de trez5tos cl]igos secul>es4 ,no c\ce ia o bispo ,d4 ,antonio de ,vasconcellos1 o s5ado e um gr&e num]o de nobres4 ,*egado que foi o c(re ao conv5to1 foi depo/o pelos quatro abbades d5tro d tumulo que o bispo em seguida fe*\ e lacr\4 ,em #agbi repres5t\ a ,d4 ,joo ,v a communidade d conv5to de ,jesus p>a que se obtivesse de ,roma a canonisao4 ,o mon>*a ac$eu de prompto1 e alem da repres5tao que envi\ ,santa ,s1 m&\ entreg> ao procurador d conv5to1 fr4 ,ignacio d ,am>al1 #b3fjjjjj ris p>a cu/eam5to das despezas que se h\vessem de faz]4 ,n'esse mesmo anno exp$iu a commisso dos ritos ord5s p>a se proc$] ao inqu]ito rigoroso das virtudes da ,santa4 ,em #a de junho de #agej foi novam5te ab]to o tumulo pelo bispo de ,coimbra1 que remetteu p>a ,roma o auto d seu exame1 bem como o processo que por essa occasio in/aur>am por ordem d mesmo prelado os drs4 ,antonio ,vic5te de ,vasconcellos e ,manuel ,coimbra ,soeiro d',almeida4 ,a morte de ,d4 ,joo que n'e/e anno teve lug>1 foi causa de que at hoje se no alcanasse a9da a desejada e promettida canonisao1 mas no ob/ante i/o o povo de ,aveiro1 que v na ,beata ,joanna o seu maior titulo de gloria1 jmais deix\ e dec]to deix> de a appellid> a ,,pr9ceza ,,santa4 ,,docum5to ,n4#a ,dom ,affonso1 por graa de ,deus rei de ,portugal1 e d ,alg>ve1 s5hor de ,cespta e de ,alcaz] em ,africa1 etc4 ,a quantos e/a c>ta virem1 fazemos sab] que consid]&o ns como ora pras5do o nosso ,s5hor ,deos himos por seu s]vio em z p>tes de ,africa1 e o ,pr9cepe meu sobre todos muito amado1 e presado filho comnosco1 pelo que he necess>io busc>mos em e/es nossos ,regnos alguma pessoa que nosso log> em nossa obs5cia delles t5ha1 e faa ord5s e m&e em nosso nome por nosso s]vio e boa ju/ia1 e bem d poboo1 o que ns f>iamos1 ord5>iamos1 e m&>iamos s] pres5te fossemos1 e confi&o ns de muita bondade1 virtudes e lealdade1 sizo e descripo d ,duque de ,bragana1 ,m>quez de ,villa ,viosa1 e/e meu muito amado e presado ,primo1 e d exprim5tado amor que a ns1 e nosso s]vio tem1 o escolhemos de antre os outros de nossos ,regnos1 pra lhe e/e c>rego leix>1 e encomm5d>1 e porm o fazemos nosso logo te5te g]al em todolos ditos nossos ,regnos1 e lhe damos pod]1 e auctoridade que elle por nos1 e em nosso nome em quanto ns1 e o dito ,pr9cipe meu filho delles =mos abs5tes possa ord5>1 faz]1 e m&> assy na ju/ia1 como na faz5da1 e em outra qualqu] c\sa ac]ca da gu>da1 e def5som de/es nossos ,regnos todo o que a elle bem1 razom1 e ju/ia p>ec]1 assy como o nos pod]iamos ord5>1 faz]1 e m&> se pres5te fossemos1 e possa punir os del9qu5tes1 e malfeitores1 e d>lhe1 e m&>lhes d> aquellas p5as que lhe razom1 e ju/ia p>ec] assi nos hav]es1 como nos corpos ata morte inclusivam5te1 sem delle outra alguma apellao1 nem agravo2 e isso mesmo possa m&> desp5d] de novos av]es1 e r5das todo o que por nosso s]vio1 e bem d nosso poboo ent5d] que compre de s] despeso2 e tambem possa entr> em quaesqu] =talezas das ,cidades1 e ,villas de nossos ,regnos1 e e/> em ellas1 e z t] de sua mo quanto lhe apr\v]1 e ent5d] que compre a nosso s]vio4 ,e porem m&amos a todolos (fiiaes1 que polo tempo =em das ,cidades1 ,villas1 e ,lug>es de nossos ,regnos1 e a todolos moradores delle1 e a todolos ,juizes1 e ,ju/iz1 ,reg$ores das ,casas da ,sopricao1 e d ,civel1 e ,desemb>gadores dellas1 ,correg$ores da ,corte1 e ,com>cas1 e aos que c>rego tev]em de ,ve$ores da nossa faz5da1 e aos ,contadores1 e outros (fiiaes della1 e a outros quaesqu] que outros (ficios alguns em nossos ,regnos tem1 que fao1 e cumpro tudo o o que lhes o dito ,duque em nosso nome m&> assi1 e to compridam5te1 como o f>io se lho nos p] nossa pessoa m&assemos1 e isso mesmo m&amos a todolos ,alcaydes das =talesas de nossos ,regnos que o acolha1 e reeba em ellas seu fato emp>elhado1 e o leixem hi e/> como1 e quanto lhe pr\v]1 sem alguma duvida1 ou pejo que a ello ponha1 s5do c]tos todolos sobr$itos1 e cada hum delles1 que nom compr9do em todo o que lhe aqui m&amos1 ou em alguma c\sa nom ob$ec5do ao dito ,duque1 ou contr>i&o os seus m&ados1 que nos lho e/ranh>emos muj gravem5te1 e lhe m&>emos p] ello d> asi graves p5as1 como se nossos proprios m&ados nom comprissem1 ou a elles contradissessem2 e hum1 e outros al nom faades4 ,dada em a nossa ,cidade de ,lixboa aos #b d',ago/o4 ,*ri/ova de ,bairros a fez anno de ,nosso ,s5hor ,jesu ,*ri/o de mil1 e quatroc5tos1 e sett5ta1 e hum4 ,e eu ,joa ,g>es ,cavaleiro da ,casa d dito ,snor1 e seu ,escrivo da faz5da d ,cepta1 de ,alcaer1 e de sua ,cam>a1 ,contador1 e ,arr5dador polo ,pr9cipe nosso ,snor em o me/rado de ,avis a fis escrev]1 e aqui sobescrevi4 ,el-,rey4 ,,docum5to ,n4#b ,juizes v]eadores procurador fidalgos cavaleiros e escudeiros e poboo4 ,eu a ,ifante vos enujo muyto saud>1 por conhec] z boas vontades e lealdade que t5des ao s]uio del,rey meu ,sor e porque sey que nos alegr>ees com a vitorea que nosso ,sor lhe deu vollo fao sab] que ele tom\ a villa d>zilla p] =a e tom\ a cidade de tang] a quall lhe os m\ros leix>om liurem5te e tem a pose della4 ,e esp]a lhe vyr fall> mulcaxequ porem nos daaee muytos l\uores a nosso ,sor encom5d&elhe em nosas boas oraees o sobre dito ,sor e e/aaee pre/es p]a se o caso o rrequ]] e noso s]uio lhe = neces>io como eu esp]o que f>ees cont9o&o em nosas lealdades e bo cu/ume como os naturaaees purtuguezes s5pre cu/um>4 ,e ele e o ,sor pr9cipe meu irmaa som saas e em boa desposi e as> alegres seg4o o caso rrequ]e l\uores a ds4 ,e e/e meu moo de/rebeira uos cont>ia z n\as mais p] ext5so como se pas>4 ,escripta em lixboa a vy de setembro4 ,e o dito ,sor ,rey me escrepueo todo p] sua c>ta4 ,iffante ,por a ,ifante ,aos ,juizes v]eadores procuradores fidalgos caual4os e escudeiros e poboo da muy nobre e leall cidade de ,coynbra4 ,,docum5to ,n4 #c ,dom ,joham ,a quantos e/a nossa c>ta virem fazemos sab] que esgu>d&o nos como a ,infante ,d4 ,joana m9ha sobre todas muito preada e amada ,irma nam e/ asy provida de faz5da p]a que se posa gov]n> e mant] como a sua homrra e e/ado e s]vio noso e seu p]t5ce e de%y olh&o nos a gramde obrigaom em que lhe somos p]a ello1 e qu]5do-lhe faz] graa e m]ce2 nos de noso moto proprio1 e c]taciemcia1 pod] absolluto sem ella nem outrem por ella nollo requ]]4 ,teemos por bem e lhe fazemos pura e ,imrrevogavel doaam antes vivos vall$\ra p]a em dias de sua vyda da nossa villa d aveiro com seus t]mos e com todollas remdas e direitos ,reees da dita ,villa e da dizima nova e velha d pescado della1 fic&o p]a nos som5te a dizima da ,caza da alf&ega da dita villa e asy z nossas sizas e ,impossisam d sal e ,jurdiam da dita villa4 ,outro sy lhe damos a nosa villa de mortaguoa e os lug>es d eixo e requeixo e paaos e hoees e a qu9ta de vall>9ho1 e de ballazaima com todos seus regu5gos1 =os remdas1 e trebutos asy e p] aquella guiza e maneira que ellas a ns e coroa dos nosos regnos de direito p]temcem1 e p]temc] devem1 e e/o com toda a ,jurdicam civel e crime1 m]o mixto ,imp]io1 e que posa po] em z ditas villas e lug>es seu ,ouvidor ou ,ouvidores e (ficiees p]a da dita ,jurdicam av]em de conhec] hord5adam5te e delles virem a nosa corte ssuas appellaes e bem asy possa d> os (icios dos direitos ,reees e remdas que lhe aquy asy damos asy da dita m9ha villa daveiro como de mortaguoa e dos outros sobr$ittos lug>es4 ,outro sy lhe fazemos doaam asy em sua vida da aprez5tacam de todollas ,igrejas das ditas villas e lug>es sobr$ittos asy com a nos p]t5ce p]a ella m&> apres5t> quem lhe apr\v] na vagua das ditas ,igrejas4 ,outro sy lhe damos pod] e autoridade que ella ditta ,infamte m9ha ,irma possa a=>1 aremd> e empraz> z ditas r5das e man9hos das ditas villas e t]ras sobr$itas p] sy e p] quem lhe apr\v] em vida e em pesoas e z m>9has p]a sempre todo p] aquelles preos e c\dicees que ella quiz] sem eses a que os ditos be5s e direitos m&> a=> ou empraz> s]em obrigados de av]em dello c>tas de nosas comfirmacees1 porque qu]emos que som5te aba/e o que se fiz] niso p] seus (iciees com sua confirmacam della dita ,infamte m9ha irma1 e bem asy z ,ilhas da dita villa daveiro4 ,e porem m&amos a todollos nosos comtadores das com>quas das ditas villas e lug>es sobr$ittos que logo metam a ditta ,infante m9ha ,irma em posse das dittas villas e remdas e direitos dellas ou s pesoas que ella p]a iso era seu nome m&> e lhe leixem todo te] e av] e recad> p]a sy e faz] d ellas e em ellas o que lhe apr\v] como de sua c\za paopria e ,real possisam asy o p] a maneira que z t9ham e pesoyam aquellas pesoas que z ate ora tiv]am de ns e melhor se z ella com direito melhor pod] te] e av] e a ajam d'aquy em diamte p] ,s5hora de todo como e na maneira que ditto he4 ,e asy m&amos aos nosos correg$ores das dittas ,com>quas1 e a todollos outros (iciees e pesoas a que e/a c>ta = mo/rada e o conhecim5to della p]t5c]1 que a gu>dem e cumpra como se nella contem1 porque asy he nosa vontade e m]ce sem outro emb>go que uns e outros a ello ponham1 e os dittos nosos comtadores e cada um em sua com>qua f> regi/> e/a nosa c>ta em o ,livro d ,tombo della p]a se por elle a todo t5po sab] como e em que maneira e/o asy temos dado ditta ,infamte m9ha ,irma4 ,dada em o ,mo/eiro d alcobaa a #ai dias d mez d'ago/o antonio c>neiro a fez anno de nosso ,s5hor ,je%u ,*ri/o de #adhe annos4 ,,docum5to ,n4 #d ,e/a he a m9ha d]adeira vontade4 ,fao h]deira m9ha alma de tudo o que me p]t5ce e pode p]t5c]4 ,em e/a maneira que deixo tudo no ,mo/eiro de ,jesus1 e z devoo5s que com e/e se a*>o escritas por mim comprirase e asim z dividas que = c]to que devo e aos que t5ha dado ,alv>ais de cazam5to d5lhos e aos que =em tomado por mim des que e/\ em ,aveyro e mais de/e tempo a ,joo ,lopes o ,d\tor e a m9ha ,ama ,beatriz ,alv>es1 e ,jorge da ,silya que am moradias de ,el,rey meu ,s5hor a todos asim os que tomei como e/es paguemse por cada anno o que monta no t]o de suas moradias e ,escravos e ,escravas seus filhos e filhas e desc5d5tes os ,*ri/aos1 e ,*ri/aus deixo =ros1 e o ,rubi gr&e d anel ao ,pr9cipe meu ,s5hor1 e a meu ,sobr9ho o p5d5te das tres p$ras1 e o p5d5te da esm]alda e a ,s5hora m9ha ?ia o bulto e fao o meu te/am5to ,joo ,lopes e demlbe mais v9te mil reisd corpo faase o que m&> a ,p]lada1 e pela ,alma faa o a que agora = z que virem o que lhe p>ec] rezo1 e z suas *>idades quiz]es que em mim no s9to m]icim5to e pesso a ,el,rey meu ,s5hor se falc> algua c\za p]a se comprir e/a d]radeira m9ha vontade que me faa m]ce por onde se tudo possa comprir e nosso ,s5hor lhe de a sua b5o o asim lhe pesso que amp>e alguns moos que criei e no tem moradias1 que todo o d9heiro que recebeo ,joo ,lopes1 e asim z outras c\sas que avia de pag> algumas pessoas de todo por mim tomei conta e a a*ei boa p]a se encam9h>2 e a ,m>g>ida ,ago/9ha1 e ,m>ia a cada hu della dez mil reis e que aqui conv5ha por direito alguas sutilezas ei z eu por supridas1 e porque por mim nem por outrem no posso abrang] a p$ir a todos p]do aqui g]al e a cada hum especial pesso por amor de ,deos a que passo me julgue no segundo z (5sas1 mas segundo a sua mis]icordia feito a #ai de ,m>o era de #adij e/&o em todo a meu sizo e sem c\za que possa emb>g> a e/o no s] valioso4 ,a*ado foi em hua arqu9ha m&&o que o entregasem a ,fr4 ,joo ,dias seu ,confessor4 ,,docum5to ,n4 #e ,antonio das ,vasconcellos e ,s\za1 por m]ce de ,deos1 e da ,santa ,s ,apo/olica ,bispo de ,coimbra1 ,conde de ,arganil1 ,s5hor de ,coja1 d ,conselho de ,sua ,mage/ade1 e seu ,sumil] de ,cort9a1 c4 ,aos que e/a nossa ,c>ta de atte/ao visem4 ,fazemos sab]1 que s5donos encom5dado por ,sua ,mage/ade1 que ,deus gu>de1 o ,s5hor ,rey ,d4 ,joo o ,v de gloriosa memoria fizessemos a trasladao das ,reliquias d ,corpo da ,pr9ceza ,santa ,joanna1 p>a o novo sepul*ro1 que a ,real gr&eza de seu ,pay o ,s5hor ,rey ,d4 ,p$ro ,,ii1 que santa gloria haja1 = s]vido d> p>a deposito de to ,santas ,reliquias1 que p>a sab]mos era z proprias1 que o ,illu/rissimo ,s5hor ,d4 ,joo ,mello1 nosso pr$ecessor1 vio1 e exam9\ no tempo1 em que in=m\ ,s ,apo/olica p>a a ,beatificao da dita ,santa1 entrmos no conv5to de ,jesus1 de/a villa de ,aveiro1 de ,religiosas ,dom9icas1 em #aj4 de ,outubro de #agaa4 em companhia d ,rev]5dissimo ,prov9cial da ,ordem dos ,prgadores1 e mais ,religiosos1 e ,religiosas abaixo nomeadas1 com quem fomos casa d ,antecoro d dito ,conv5to1 e ahi sobre um alt> portatil e/ava um caixo com toda a v5]ao1 cub]to com um pano de tela branca1 que m&mos descobrir1 e vimos s] o caixo de pao santo1 quadrado1 e a tampa oitavada4 ,t9ha de comprido quasi c9co palmos1 e d\s e uma mo travessa de l>go1 com sua gu>nio de bronze1 e sobre a tampa uma maaneta d mesmo2 e s5donos apres5tada pela ,madre ,prioreza d dito ,conv5to1 e mais ,communidade a *ave d dito caixo1 o abrimos1 v5do s] =rado de tafet azul com gu>nio am>ella4 ,d5tro d dito caixo e/ava outro mais antigo pelo mesmo feitio1 que o acima decl>ado1 t5do na tampa umas p9turas brancas1 a modo de ,e/rellas2 e em cima uma p]a pequ5a de f]ro1 por onde se abrio1 sem t] fe*adura1 por s] de encaixe2 e s5do por ns tambem ab]to1 o a*mos todo =rado de tafet cramezim2 e tir&o de de d5tro uma caixa de ca/anho lizo1 a modo de gaveta1 d comprim5to d segundo caixo1 e de altura de uma mo travessa1 sem tapad\ra alguma1 donde e/avam depositadas z ,santas ,reliquias1 cozidas em uma toalha de l9ho com uma espeguilha por gu>nio1 e por fra da dita gaveta t9ha uma r$e1 feita com fita de na/ro branco1 que imp$ia tir>-se a toalha1 em que e/avam z ditas ,santas ,reliquias1 que por ns foi m&ada desat>1 e descoz] a toalha4 ,vimos a caveira com queixo1 e z canas dos braos1 e p]nas1 e z mais reliquias dos ossos insignes1 e a mayor p>te dos pequ5os4 ,o que tudo por ns foy bem vi/o1 e exam9ado2 como tambem a gr&e devoo nas ,religiosas1 a quem demos a beij> a ,santa ,reliquia da cabea3 e p>a se hav] de faz] a trasladao p>a o novo c(re1 e sepul*ro1 z mudmos p>a uma toalha de ,cambray1 com gu>nio de frocos1 c+9do-a com d\s li/o5s de fita de s$a enc>nada1 e azul1 p>a segurana das ditas ,santas ,reliquias2 e p>a que a todo o tempo con/e de/a v]dade1 e sab]em so e/as ,reliquias d corpo da ,pr9ceza ,santa ,joanna1 como tambem fic>em d5tro de/e c(re a cabea1 braos1 p]nas1 e co/ellas e mais ,reliquias insignes d ,santo ,corpo1 m&mos pass> e/a atte/ao1 p>a que se lhe d inteiro cr$ito1 em que int]pomos nossa au?oridade ,apo/olica1 e jurisdico ,ord9>ia1 s5do pres5tes te/emunhas de vi/a o ,rev]5dissimo ,padre ,me/re ,fr4 ,manuel da ,enc>nao1 ,prov9cial da ,ordem dos ,prgadores4 ,o ,rev]5do ,padre ,pres5tado ,fr4 ,jos de ,jesus ,m>ia1 ,secret>io da ,prov9cia4 ,o ,rev]5do ,conego ,miguel de ,sottomayor1 ,veador da nossa casa1 e ,receb$or da nossa ,mitra4 ,o ,rev]5do ,fr4 ,luiz de ,s4 ,b5to1 ,prior d ,conv5to de ,s4 ,dom+os d'e/a ,villa1 e ,vig>io d ,conv5to das ,religiosas4 ,o ,padre ,prgador ,fr4 ,p$ro das ,*agas4 ,o ,padre ,prgador g]al ,fr4 ,joo d ,ros>io4 ,o ,padre ,prgador g]al ,fr4 ,antonio d ,espirito ,santo4 ,o ,padre ,prgador ,fr4 ,manuel da ,conceio1 ,confessor das ,religiosas4 ,o ,padre ,prgador ,fr4 ,joo ,gomes1 e o ,padre ,fr4 ,miguel de ,santa ,rosa1 ,procurador das ,religiosas4 ,a ,madre ,izabel da ,visitao1 ,prioreza4 ,a ,madre ,d4 ,l\r5a4 ,a ,madre ,soror ,l\r5a ,m>ia1 ,sub-,prioreza4 ,a ,madre ,d4 ,izabel ,bauti/a4 ,a ,madre ,d4 ,m>ianna da ,coroa1 e a ,madre ,ca?>9a da ,coroa1 e todas z mais ,religiosas d ,conv5to1 que e/avo pres5tes2 em f1 d que m&mos pass> a pres5te1 por ns ass9ada1 e sellada com o sllo das nossas ,armas4 ,dada em ,aveyro1 aos #aj4 de ,outubro de #agaa4 ,e eu ,antonio de ,noronha e ,&rada1 ,secret>io d ,illu/rissimo ,s5hor ,bispo ,conde1 e ,not>io ,apo/olico por ,sua ,santidade1 a fiz de seu especial m&ado4,bispo ,conde,lucas ,sigili,e e/a he a v]dadeira copia1 que eu ,fr4 ,jos de ,jesus ,m>ia tirey d orig9al1 p>a fic> no deposito d ,mo/eiro1 e p>a con/> a todo o tempo d con!udo nessa atte/ao4 ,s4 ,dom+os de ,aveyro1 aos #dg4 de ,outubro de #agaa4 ,fr4 ,jos de ,jesus ,m>ia1 ,pres5tado1 companheiro1 e ,secret>io4 ,,docum5to ,n4 #f ,,clem5te ,,papa ,,xii ,ad futurum rei memoriam4 ,o cuidado d apo/olado sacrosanto que a inscrutavel alteza da ,div9a ,sab$oria e ,bondade teve por fim *eg> nossa humildade1 a9da que muito desigual nas =z e m]ecim5tos1 nos obriga a que de boa vontade demos acc5so aos pios votos dos ,reis ,ca?olicos que na ,egreja de ,deus brilham com gr&e respl5dor de m]ecim5tos p>a augm5t> na t]ra a l\vavel v5]ao das ,sagradas ,virg5s que re9am com o ,div9o ,esposo na p]petua bemav5turana1 pr9cipalm5te d'aquellas que nos dias da sua p]egr9ao1 po/o que fossem collocadas na sublimidade das c\sas humanas1 no poz]am sua esp]ana no caduco das riquezas1 mas seguiram o conselho apo/olico com o auxilio d ,div9o ,espirito p>a s]em santas1 no s no corpo1 mas na alma4 ,f9alm5te1 como aos dez dias de julho de mil seis c5tos e oit5ta e oito a ,congregao dos ,v5]aveis ,irmos ,nossos ,c>deaes da ,santa ,romana ,egreja1 exam9\ os processos1 acabados e feitos com auctoridade ord9>ia1 e virtudes da ,beata ,joanna1 em quanto viveu1 nascida d illu/re ,rei de ,portugal e dos ,alg>ves ,dom ,affonso ,v1 e religiosa da ,ordem de ,s4 ,dom+os1 cognom9ada a ,santa ,pr9ceza1 fallecida no dia doze de maio de mil quatro c5tos e nov5ta1 e admittida a commisso da introduco da causa da ,beatificao ou canonisao da mesma ,beata ,joanna1 e essa mesma depois designada por ,innoc5cio1 de feliz memoria1 ,papa ,,xii1 nosso pr$ecessor1 com o vigor das letras remissorias1 outros processos se fabric>am em ,coimbra1 ,evora1 e ,lisboa1 a respeito d culto immemoravel dado mesma ,beata ,joanna1 e o caso exceptuado nos decretos de ,urbano ,,viii1 nosso pr$ecessor1 decl>ados com auctoridade apo/olica na ,congregao da ,santa ,inquisio2 e o ,v5]avel ,bispo de ,coimbra1 ,juiz ,delegado da dita ,congregao dos ,c>deaes1 deu s5t5a sobre o culto immemoravel dado mesma ,beata ,joanna1 com sci5cia e tol]ancia dos ,ord9>ios3 f9alm5te1 aos cont9uos rogos d nosso ,c>issimo ,filho em ,*ri/o1 ,p$ro1 ,rei de ,portugal e dos ,alg>ves1 e bem assim s supplicas dos v5]aveis ,irmos ,bispos1 e tambem dos amados ,filhos ,religiosos1 dos ,s5ados1 ,collegios e ,univ]sidades d ,re9o de ,portugal1 e s repetidas in/ancias d amado ,filho ,paul9o ,b]n>d9o1 ,irmo ,pr(esso da ,ordem dos ,prgadores1 me/re em santa ,!ologia1 que p$e a mesma ,beatificao e ,canonisao2 na mesma ,congregao dos ,c>deaes1 propo/a e admittida a s5t5a sobre a dita s5t5a1 confirmada no caso e p>a o effeito d que se tratava2 v]ificadas todas z c\sas con!udas no dito processo1 e com toda a dilig5cia discutidas e exam9adas1 a dita ,congregao dos ,c>deaes1 ouvido por escripto o nosso amado ,filho ,promotor da ,f1 julg\ que con/ava d culto immemoravel1 que devia s] confirmada a dita s5t5a4 ,com que1 desej&o ns satisfaz] aos pios e devotos rogos d dito ,illu/re ,rei1 com tanta humildade pr(]idos2 com a ,au?oridade ,apo/olica confirmamos e approvamos o decreto decl>ado da ,congregao dos ,c>deaes1 como se pr(]e que con/a d culto immemoravel da dita ,beata ,joanna1 e lhe damos toda a =a da inviolavel firmeza ,apo/olica1 da sua sempre nas premissas1 a au?oridade da dita ,congregao dos ,c>deaes2 det]m9&o que z mesmas pres5tes letras1 que so firmes1 validas e (ficiaes1 e que o hode s]1 e que devem sortir os seus pl5>ios e integros effeitos1 egualem pl5issimam5te quelles1 a quem p]t5ce1 e ao futuro p]t5c]1 e que inviolavelm5te z devem obs]v>1 e assim nas premissas devem s] julgadas e def9idas por quaesqu] juizes ord9>ios1 e delegados1 a9da ,ouvidores das causas d ,palacio ,apo/olico1 e temos por nullo1 e irrito se d'outra maneira acontec] acommett]-se sobre e-las por qualqu] au?oridade1 ou por ignorancia1 ou com sci5cia3 ,no ob/&o z ,con/ituies1 e ,ord5aes ,apo/olicas1 e outras quaesqu] c\sas contr>ias4 ,qu]emos que se t5ha a mesma f no ,juizo e fra d'elle nos traslados das pres5tes letras1 a9da impressas1 escriptas pela mo de algum not>io publico1 e munidas com o sllo de pessoa ou dignidade ecclesia/ica con/ituida1 a qual f se t]ia1 ellas pres5tes1 se fossem exhibidas4 ,dado em ,roma1 apud ,sanctam ,m>iam ,majorem sub annulo ,piscatoris1 aos #d de abril de #afic1 no anno de nosso ,pontificado4 ,por ,cant>ellio1 ,secret>io da ,congregao ,j4 ,p4 ,c>d ,albano4 ,,pre,o #bjj ,,reis ,o producto d'e/a obra rev]te em b5eficio da ,real irm&ade da ,,santa ,,pr9ceza4 #a ,foi e/a a resid5cia habitual de nossos mon>*as1 em ,lisboa1 desde ,d4 ,d9iz at ,d4 ,manuel4 ,ar*4 ,pit4 vol4 #d1 pag4 #afg4 #b ,*ronica de ,d4 ,affonso ,v1 por ,ruy de ,p9a1 capitulo #aad4 #c ,hi/oria ,g5ealogica da ,casa ,real1 tom4 #c41 pag9as #hj4 #d ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 "p4 #b41 liv4 #e4 cap4 #a4 #e ,*ronica de ,d4 ,affonso ,v1 cap4 #acd4--;,idem d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 cap4 #c4 #f ,memorias de ,litt]atura ,portugueza1 nas d',academia ,r4 das ,sci5cias1 t4 #c4 #g ,panorama vol4 #c4 da #b4 srie43--,memoria p>a a hi/oria e !oria das crtes g]aes etc4 pelo ,v4 de ,sant>em1 "p4 #a4 pag4 #e #h ,*ronica de ,d4 ,affonso ,v1 por ,ruy de ,p9a1 capitulo #acg4 #i ,*ronica d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 cap4 #cc4 #aj ,breve memorial da mui excell5te ,pr9ceza a mui virtuosa s5hora ,infanta ,d4 ,joanna1 nossa s5hora1 filha d mui ca?olico e *ri/ianissimo rei ,d4 ,affonso ,v e da ra9ha ,d4 ,izabel1 sua mulh]4--,manuscripto d conv5to de ,jesus contemporaneo de ,d4 ,joanna e exi/5te no ar*ivo d ext9cto mo/eiro de ,jesus sob o n4 #hgb4 #aa ,e/udos hi/oricos e ar*eologicos por o sr4 ,i4 de ,vilh5a ,b>bosa1 t4 #b1 pag4 #gi4 #ab ,d'ella faz m5so no seu te/am5to4--,h4 ,g5eologica1 t4 #c4 das ,provas1 pag #ei4 #ac ,hi/4 ,g5eal41 t4 #c41 pag4 #hj4 #ad ,poetas ,palacianos1 pelo sr4 ,teophilo ,braga1 pag9a #baa4 #ae ,hi/oria de ,portugal1 d sr4 ,p9heiro ,*agas1 vol4 #b41 pag4 #cci4--,poetas ,palacianos1 por ,teophilo ,braga1 pag4 #agf1 e ,portugal1 por ,f4 ,d9iz1 pag4#ajb4 #af ,portugal1 pag4 #gb4 #ag ,os catalogos das livr>ias de ,d4 ,du>te e ,d4 ,affonso ,v vem transcriptos na introduco ,hi/oria da ,litt]atura ,portuguesa d sr4 ,t4 ,braga1 a pag4 #bad1 #beb1 #beh e #bfj4 #ah ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 "p4 #b41 liv4 #e41 capitulo #a4 #ai ,e/udos ,hi/oricos e ar*eologicos1 por o sr4 ,i4 de ,vilh5a ,b>bosa1 vol4 #b41 pag4 #fa a #ig4 #bj ,hi/oria de ,portugal1 t4 #e44 pag4 #ed4 #ba ,hi/4 de ,port4 tr4 fr4 pag4 #eji4 #bb ,rebello da ,silva--,d4 ,joo ,,ii e a ,con/ituio da ,nobreza1 no ,di>io de ,lisboa de #bd de setembro de #ahfj4 #bc ,docum5to n4 #a4 #bd ,d4 ,joo ,,ii e a ,conspirao da ,nobreza1 no ,di>io de ,lisboa de #bb de setembro de #ahfj4 #be ,docum5to n4 #b4 #bf ,*ronica d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 cap4 #ca4 #bg ,descrev5do z feies e traj> de ,d4 ,joanna1 no fizemos mais que reproduzir o que sobre tal assumpto escreveu o nosso guia insep>avel ,d4 ,b]n>da ,p9heiro4 #bh ,dameo de ,goes--,*ronica d ,pr9cipe ,d4 ,joo cap4 #cc4 #bi ,*ronica d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 cap4 #cc4 #cj ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 liv4 #e41 "p4 #b41 capitulo #b4 #ca ,e/a casa hoje a sacri/ia d conv5to4 #cb ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 liv4 #e41 "p4 #b42 capitulo #c4 #cc ,diz ,d4 ,b]n>da ,p9heiro1 que ,d4 ,joanna qu&o lhe foi lanado o habito1 tir\ uma cruz de ouro que trazia ao pescoo1 e o anel de esm]alda1 e lanou no aafate1 mo/r&o que no qu]ia mais us> de taes objectos4 ,diz tambem n'outro lug> que ella desde que entr\ no conv5to no us\ mais luvas1 nem tr\xe outros anneis a no s] aquelle4 #cd ,hi/oria de ,s4 ,dom+os1 "p4 #b41 liv4 #e41 capitulo #e4 #ce ,dava-se o nome de &as a um taboleiro ou leito1 sem caixa nem cob]tura de qualidade alguma2 e com v>aes p>a s] conduzido por hom5s ou cavalgaduras4--,i4 de ,vilh5a ,b>bosa1 ,e/udos hi/oricos e ar*eologicos tom4 #b41 pag4 #de1 nota #a4 #cf ,hi/4 ,g5eol4 da ,casa ,real1 tom4 #b4 das ,provas--prova n4 #d4 #cg ,*ronica de ,d4 ,joo ,,ii1 cap4 #aac4 #ch ,o ,c5aculo1 revi/a contemporanea de litt]atura portugueza1 pag4 #bai4 #ci ,indice e summ>io dos livros e mais docum5tos mais antigos e importantes d ar*ivo da cam>a municipal de ,coimbra4--,segunda p>te d inv5t>io d mesmo ar*ivo1 fasciculo #a41 pag4 #cg4 #dj ,so muitos os escriptos em que se n>ra a vida de ,d4 ,joanna1 tanto em portuguez como em outras l+uas4 ,em hespanhol citam-se fr4 ,j]onymo de ,santo ,ago/9ho 7#aeie71 fr4 ,joo ,lopes 7#afac72 em italiano ,s4 ,pio ,v 7#afbj71 padre ,p$ro ,francisco ,tresileo1 da ,companhia de ,jesus1 7#affd7 e ,m>*esi1 bispo de ,pozuelo 7#afgj72 em francez1 fr4 ,?omaz ,sovegio 7#afhf72 em latim o padre ,antonio de ,vasconcellos 7#afba72 fr4 ,abraham ,brovio 7#afbd71 ,mons4 ,c>umel 7#afci71 o padre ,daniel ,papebro*io 7#afhh71 fr4 ,diogo d ,ros>io 7#afda71 e fr4 ,antonio de ,s5na 7#aehe74 ,em portuguez temos1 entre outras publicaes1 a ,vida da s]5issima ,pr9ceza ,d4 ,joanna1 filha de el-rei ,dom ,affonso o qu9to de ,portugal etc4 por fr4 ,nicolau ,dias1 ,lisboa1--#aeid4 ,virtuosa vida e santa morte da ,pr9ceza ,d4 ,joanna etc4 por ,d4 ,f]n&o ,corra de ,lac]da1 ,lisboa1 #afgd4--;,e/rella dom9icana1 novam5te descob]ta no cu da ,egreja1 hi/oria panegyrica etc4 por fr4 ,lucas de ,santa ,ca?>9a1 ,lisboa1 #agjc4 #da ,d4 ,francisco ,alex&re ,lobo1 bispo de ,viseu4 #db ,obras de ,d4 ,francisco ,alex&re ,lobo1 tom4 #b41 pag4 #aec4 #dc ,hi/4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b41 liv4 #e41 cap4 #g4 #dd ,hi/4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b4 liv4 #e41 cap4 #h4 #de ,b\illet--,dictionnaire univ]sel d'hi/oire et de geographie4--,*>les4 #df ,quadro elem5t> das relaes politicas e diplomaticas de ,portugal etc41 pelo ,v4 de ,sant>em1 tomo #c41 pag4 #aae4 #dg ,quadro ,elem5t> etc4 pelo ,v4 de ,sant>em1 tomo #c41 pag4 #aeg4 #dh ,hi/4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b41 liv4 #e41 cap4 #g4 #di ,b\illet4--,obr4 cit4--,*>les4 #ej ,d4 ,francisco ,a4 ,lobo4--,obras t #c41 pag4 #aea4 nota #a4 #ea ,hi/4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b41 liv4 #e41 cap4 #h4 #eb ,h4 ,g5eologica1 tomo #c41 pag4 #hi4 #ec ,epitome da vida de ,santa ,joanna etc41 traduzida d italiano em portuguez1 e accresc5tada por um seu devoto4--,lisboa1 #agee4 #ed ,quadro ,elem5t> das relaes politicas e diplomaticas de ,portugal etc41 por o ,visconde de ,sant>em4--,tom4 #ad4 #ee ,*ronica d ,pr9cipe ,d4 ,joo1 cap4 #bj4 #ef ,docum5to n4 #c4 #eg ,fr4 ,luiz de ,s\za4 ,h4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b41 liv4 #e41 cap4 #i4 #eh ,docum5to n4 #d4 #ei ,hi/4 de ,s4 ,dom+os4 #fj ,hi/4 de ,s4 ,dom+os1 p>te #b41 liv4 #e41 cap4 #aj4 #fa ,d4 ,f]n&o ,corra de ,lac]da--,virtuosa vida e santa morte da ,pr9ceza ,d4 ,joanna etc41--,lisboa1 #afgd4 pag4 #bei4 #fb ,docum5to n4 #e4 #fc ,joo ,antunes foi nomeado ar*itecto da ,casa ,real1 por fallecim5to de ,francisco da ,silva ,t9oco1 em #ah de julho de #affi4--;,dictionnaire hi/orique e arti/ique de ,portugal p> le conde de ,raczyn*i4 #fd ,docum5to n4 #f4