,libr>y ( ,portugal 7,biblioteca ,nacional de ,portugal747 99,nota de editor399 ,devido quantidade de erros tipogrficos exi/5tes ne/e texto1 =am tomadas vrias decises quanto v]so f9al4 ,em caso de dvida1 a grafia foi mantida de acordo com o orig9al4 ,no f9al de/e livro encontr> a li/a de erros corrigidos4 ,rita ,f>9ha 7,abr4 #bjjh7 ,,memoria ,,sobre ,a ,,cultura1 ,e ,,productos ,,da ,,cana ,,de ,,assuc> ,,(f]ecida ,a ,s4 ,,alteza ,,real4 ,o ,,pr9cipe ,,reg5te ,,nosso ,,s5hor4 ,,pela ,,mesa ,,da ,,inspec,a ,,d ,,rio ,,de ,,janeiro4 ,,apres5tada ,,por ,,joze ,,caetano ,,gomes1 ,e ,,de ,,ordem ,,d ,,mesmo ,,s5hor ,,publicada ,,por ,fr4 ,,joze ,,m>iano ,,velloso4 ,,lisboa3 ,na ,(fic4 da casa litt]>ia d arco d cego4 ,anno ,m4 ,d ,,ccc4 ,,s5hor4 ,a ,mesa da ,inspeco d ,rio de ,janeiro1 desej&o con=m>-se com os ard5tes desejos1 que ,v4 ,a4 ,r4 tem de faz] felices os ,habitadores d ,brasil1 por huma bem ent5dida ,agricultura1 e de/a sorte satisfaz] tambem z suas ,reaes ,ord5s1 recom5d\ a ,jose ,caetano ,gomes1 que lhe apres5tasse z reflexes1 que os seus va/os conhecim5tos lhe tivessem subm9i/rado1 sobre a factura d ,assuc> nos ,eng5hos d ,rio de ,janeiro1 a que elle satisfez no dia #af de ,m>o d anno proxime passado de #agii41 l5do p]ante ella a pres5te ,memoria1 que1 s5do dirigida a ,v4 ,a4 ,r41 se dign\ ord5>-me1 que h\vesse de a faz] imprimir1 em b5eficio de seus fieis vasallos dos va/os dom9ios1 naquelle ,cont95te4 ,como pois ,&r ,joo ,antonil no seu livro da ,cultura1 e opul5cia d ,brasil1 no faz mais1 que d> huma simples relao d modo de cultiv> a ,canna1 extrahir ,assuc> no ,brasil1 creio1 ,,s5hor1 ou talvez posso assegur>1 que1 sobre e/e objecto1 e/a he a primeira c\sa1 ou a unica melhor escripta em nossa l+uagem pelas sabias1 e lum9osas reflexes1 com que a enriquece1 e que seu ,au?or he digno das ,sob]anas vi/as de ,v4 ,a4 ,r41 a cujos ps se pro/ra ,o mais humilde vassallo ,fr4 ,jose ,m>iano da ,conceio4 ,,proemio4 ,s5do a ,prov9cia d ,brasil consid]ada como melhor ,colonia d ,mundo1 no se s5t9do em toda ella n5hum dos flagellos da natureza1 pois no h t]remotos1 furaces1 volces1 fomes1 nem pe/es2 goz&o de hum clima b5igno1 e1 excepo de p\cas trovoadas1 que s]vem de depur> o seu r1 e concorr5do todas z causas fysicas1 com huma vegetao sempre activa1 p>a faz]em a felicidade dos seus habitantes1 no se pod]ia compreh5d]1 o no t] *egado e/e bello paiz ao maior gro de prosp]idade possivel1 se se no s\besse1 que z causas moraes1 podem tanto1 ou mais que z fysicas1 p>a det]ior> o melhor t]r5o4 ,a ,agricultura1 a primeira1 a mais util das ,artes1 que nutre a todas1 e faz a base da prosp]idade1 e =a dos ,e/ados1 no sahio a9da da infancia no ,brasil2 todas z plantas so cultivadas por co/ume1 e sem pr9cipios2 z luzes da ,europa culta *ego c to fracas1 que no podem acl>>-nos2 z c\zas mais triviaes1 de que podamos t] abundancia1 no se sabem trabalh>4 ,a ,canna de ,assuc> s5do o vegetal mais precioso1 comp>ado o seu producto1 com o que tiro os ,e/rangeiros das ,antilhas1 he m5os de ametade4 ,entregue a sua cultura escravos conduzidos por hum feitor1 sem mais tal5tos que1 os que lhe sugg]e a sua f]ocidade2 a manufactura d ,assuc>1 e da agu>d5te1 executada por ignorantes1 que no sabem a razo dos factos1 nem conhecem a natureza das diff]5tes p>tes1 que con/ituem os liquidos1 sobre que trabalho2 os donos das fbricas olh&o com indiff]5a p>a todos e/es objectos1 julg&o-os indignos da sua applicao2 no he de admir>1 que de/a sorte haja o atrazam5to1 que se v na cultura1 e producto da ,cana de ,assuc>4 ,conheo alguns ,s5hores de eng5ho1 que se di/+uem pela sua in/ruco2 p>a e/es no he que escrevo2 a m9ha obra he dirigida sm5te1 aos que sabem a9da m5os d que eu1 e que e/o inteiram5te entregues disposio dos seus obreiros4 ,a cultura actual1 respeito que se propem1 faz huma gr&e diff]5a4 ,quem e/ co/umado a plant> ,cana na di/ancia de hum1 a dois palmos1 e que assim se d bem1 difficilm5te pod] conceb]1 que1 plant&o na de seis1 lucr> mais4 ,a9da que a razo1 e a exp]i5cia fao conhec]1 que z plantas devem s] afa/adas humas das outras1 segundo a sua gr&eza1 e a quantidade de succos1 de que c>ecem1 no p]t5do que se adopte o novo me?odo1 sem que cada hum se conv5a por si mesmo da sua efficacia4 ,plante-se hum quadrado de doze braz1 que deve cont] quatroc5tas covas de ,cana1 segundo o me?odo que se propoem2 plante-se outro quadrado igual1 na mesma qualidade de t]ra1 segundo o me?odo que se pratica2 faa-se ass5to da despeza de huma1 e outra cultura sep>adam5te2 apure-se o producto de/as duas especies de plantao2 d$uzo-se-lhe z respectivas despezas e a resulta que se a*> he o que se deve seguir4 ,z exp]i5cias em pequ5o no arru9o a alguem1 e podem s] seguidas de gr&es utilidades4 ,o que digo sobre a cultura da ,cana1 e lembro a respeito s suas dep5d5cias1 manufactura d ,assuc>1 e agu>d5te2 he o que me p>ece melhor2 porm cada hum deve v] por si mesmo1 e faz] tudo o que a exp]i5cia lhe mo/r> mais util4 ,,descrip,a ,,da ,,canna ,,de ,,assuc>1 ,,segundo ,a ,,vi/a ,,que ,,appres5ta4 ,a canna de ,assuc>1 tem a app>5cia das outras cannas de/ituidas de m$ulla2 he huma planta da familia das gram9eas2 como ellas1 he *eia de articulaes1 ou ns1 que di/o huns dos outros1 de meia at quatro pollegadas1 segundo a bondade d t]r5o1 produz9do huma folha em cada articulao1 ou n1 c]cada de pequ5as raizes1 onde h hum boto1 ou olho1 de/9ado a s] canna1 se se deposita na t]ra4 ,e/es espaos entre cada articulao1 a que se *ama gomos1 so *eios de huma m$ulla esponjosa1 ela/ica1 succosa1 doce1 cub]ta de huma casca p\co dura1 l5hosa1 que se deixa p5etr> pela unha2 de/9ada a se extrahir della hum sal ess5cial1 que se *ama ,assuc>4 ,o seu comprim5to1 ou altura1 he de seis1 a doze palmos1 segundo o t]r5o1 na ,cappitania d ,rio de ,janeiro1 e de oito1 a doze l9has de diametro4 ,succ$e adquirir algumas braz de comprido1 se cahe1 e z raizes1 que circundo os ns1 introduz9do-se na t]ra1 fazem collos2 porm s o que sobe ao r depois da ultima raiz1 he que tem dura1 tudo o mais he p]dido4 ,a ,natureza tem de/9ado dezoito mezes a e/a planta p>a *eg> sua p]feio2 se he colhida antes1 ou depois de/e t]mo1 o r5dim5to he m5or em proporo que delle se afa/o2 porm com maior prejuizo depois1 que antes da madureza4 ,i/o he relativo ,e/ao2 gr&es sccas1 ou gr&es *uvas1 accel]o1 ou ret>do e/a colheita4 ,a9da que1 como outra qualqu] planta1 a ,canna de ,assuc> florea1 e d sem5te1 a frma de se multiplic>1 he lanar na t]ra pequ5as e/acas tiradas da p>te sup]ior da ,canna1 onde no tem dura2 porm i/o s pde faz]-se1 qu&o a plantao he ao mesmo tempo1 que a colheita1 fra di/o toda a ,cana desde a raiz he empregada em e/acas4 ,como se cultiva actualm5te a ,canna de ,assuc>4 ,cada plantador de ,canna1 segundo z suas faculdades1 vai com dez1 v9te1 qu>5ta1 ou mais escravos com enxadas1 limp> de todas z h]vas huma c]ta poro de t]ra1 onde qu] faz] aquillo a que se *ama p>tido4 ,z plantas1 ervas1 ou cap9s arrancados1 ou cortados com a enxada1 so sacudidos da t]ra pelos mesmos escravos1 que trabalho enfileirados1 juntos em pequ5os monticulos1 p>a no caso de sobrevir *uva1 no peg>em z raizes na t]ra4 ,depois da t]ra cap9ada1 ou limpa de plantas1 vo os escravos abrir covas com a mesma enxada2 cujas covas so huma especie de regos1 de duas1 a tres pollegadas de pr(undidade1 na di/ancia huns dos outros1 de hum palmo1 a palmo e meio2 e se suppem a t]ra muito boa1 *ego a dois palmos4 ,so lanadas ne/es regos duas e/acas de ,canna1 de palmo e meio de comprido1 e se cobrem com a mesma t]ra1 que se tir\ da cova4 ,faz-se e/a plantao em dois tempos2 hum qu&o se moe p>a aproveit> os olhos da ,canna1 que he a p>te sup]ior della1 de ,junho at ,setembro2 o outro em ,m>o1 que se tem pela melhor plantao1 a qual se faz ento com z e/acas tiradas de toda a ,canna1 que se no moeo1 com o fim mesmo de se plant> ne/e tempo4 ,he de co/ume a qualqu] das duas plantaes d> duas cap9as1 ou limpas4 ,a ,canna plantada de ,junho a ,setembro1 he moida no anno segu9te com doze a quatorze mezes2 a plantada em ,m>o1 de dezoito a v9te mezes2 huma1 e outra se deixa fic> por no se pod] mo]1 p>a ,canna velha2 planta-se1 ou moe-se na safra subsequ5te4 ,da ,canna1 que se cort\1 colhe-se a scca no anno segu9te1 e dahi todos os annos z resscas1 em quanto no t]r5o broto ,cannas4 ,a9da que se conhea1 que e/as resscas r5dem progressivam5te ametade1 z ultimas em respeito s antec$5tes1 todos z aproveito quanto podem4 ,alguns lavradores1 r>issimos1 se tem s]vido d arado p>a faz] os regos1 e de algum e/rume nas t]ras j cadas1 porm o num]o he to dim9uto1 que no m]ece entr> em l9ha de conta2 o g]al he limp> a t]ra a brao1 ajunt> o capim1 faz] covas com a enxada sem al9ham5to1 plant> sem e/]c>1 faz] toda a plantao em hum1 ou dois p>tidos1 fug9do de t]ras virg5s1 porque1 assim como z muito e/]cadas1 ou e/rumadas1 fazem a ,canna1 a que se *ama taioba1 qu]o diz]1 muito aquosa1 muito oleosa1 e p\co assuc>ada4 ,notas sobre e/a frma de plantao4 ,s5do a ,canna de ,assuc> huma planta1 de/9ada pela ,natureza a alcanar doze1 dezaseis1 v9te1 e mais palmos de altura1 segundo o t]r5o1 e at pollegada e meia de diametro1 no he possivel que possa prosp]> plant&o-se to junta2 porque r\ba huma a sub/ancia da outra4 ,tambem z covas1 ou regos1 em que se planta1 no tem ba/ante pr(undidade2 duas1 ou tres pollegadas no ba/o p>a a su/]4 ,plant&o-se sem al9ham5to1 em confuso1 nunca o sol1 e o v5to podem ap]feio> o seu succo4 ,faz5do-se a plantao em hum1 ou dois p>tidos1 pde peg> o fogo em ambos1 o que succ$e algumas vezes1 e fica seu dono empobrecido4 ,a exp]i5cia tem feito conhec]1 que todos os fructos doces c>ecem d ,sol1 e r p>a alcanar a sua p]feio1 e que o mesmo sol bata a nu sobre a t]ra1 que cobre z suas raizes2 no se reun9do e/as circum/ancias1 os fructos se det]ioro proporo4 ,em ,portugal z uvas1 a que *amo de =cado1 so sempre imp]feitas1 porque z arvores1 que z cobrem1 lhes r\bo a luz4 ,z l>angeiras no ,brasil1 cub]tas de erva de pass>9ho1 do1 pela mesma causa1 l>anjas p\co doces4 ,a9da que e/as l>angeiras e/ejo limpas da mesma h]va1 a9da que e/ejo n'hum campo solit>ias2 se a t]ra1 por onde e/o p]meadas z suas raizes1 e/ cub]ta de h]va1 ou capim1 que impea a luz de bat] sobre ella1 os fructos so sempre az$os4 ,n5hum au?or1 que trate da ,canna de ,assuc>1 m&a plantalla em m5os di/ancia1 que a de tres ps1 e alguns qu]em seis1 e sete1 que so nove1 e dez palmos e meio de cova a cova3 i/o ha de p>ec] hum p>adoxo aos nossos lavradores1 que at tem hum ditado3 qu]o canna mil1 e no g5til4 ,porm da p]feio1 com que nas ,colonias e/rangeiras se faz e/a cultura1 a mais preciosa d',am]ica1 he que tem proc$ido o gro de prosp]idade1 a que se tem elevado1 e de que somos privados1 por seguirmos sm5te hum trilho cg1 e sem reflexo4 ,!oria p>a a cultura da ,canna de ,assuc>4 ,o ,que v\ diz] he hum extracto d que t5ho vi/o sobre e/a mat]ia4 ,os pr9cipios p>a a cultura da t]ra1 segundo os ,antigos1 que suppunho z raizes das plantas1 como os unicos orgos p>a receb] a sua nutrio1 consi/io em lavr> a t]ra com div]sos in/rum5tos p>a a pr bem movel1 e/rumalla1 e depois de hum c]to num]o de colheitas1 d>-lhe descano1 qu]o diz]1 cons]valla limpa sem nutrir planta alguma4 ,os e/]cos1 e e/rumes de que se s]vio1 era toda a especie de excrem5tos de animaes1 e vegetaes podres4 ,os mod]nos adopt&o os mesmos pr9cipios1 in/o por mais lavras2 do o descano nos gr&es int]vallos1 que deixo entre planta e planta2 e/es int]vallos so lavrados durante a vegetao2 alm dos e/rumes de que se s]vio os ,antigos1 accresc5tro o dos m>nes1 ou t]ras saponaceas1 e o dos rebanhos nas t]ras que se propem cultiv>2 e alguns ,au?ores no qu]em e/]co1 que sub/ituem com lavras1 e mais lavras1 origem da imm5sidade de in/rum5tos1 que se tem inv5tado a e/e fim4 ,e/es pr9cipios so c]tos em p>te1 e em p>te diametralm5te oppo/os ao fim que se busca4 ,a quem ignor> os descobrim5tos mais mod]nos1 ha de p>ec] p>adoxo o diz]-se1 que a t]ra natural no concorre p>a a vegetao das plantas2 que e/as no tiro della alim5to algum1 e que s s]ve de alic]ce p>a su/] a sua corporedade4 ,h t]ra vitrescivel1 t]ra calc>ea1 t]ra argillosa1 ou b>ro1 m>ne1 e humus4 ,a t]ra vitrescivel absolutam5te e/]il1 he aquella de que foi compo/o1 e faz a solidez d nosso ,planeta4 ,a t]ra calc>ea he o residuo da decomposio dos corpos animaes4 ,a t]ra argillosa he o residuo da decomposio dos vegetaes4 ,o m>ne1 ou t]ra saponacea1 he a comb9ao de/as duas especies de t]ra1 v>iado a inf9ito com a ara1 ou t]ra vitrescivel1 segundo z propores da sua mi/ura4 ,o humus1 mat]ia to preciosa p>a a vegetao1 he a comb9ao da decomposio dos corpos organisados1 vegetaes1 e animaes de rec5te data1 que tem a propri$ade de dissolv]-se n'agua1 pelo oleo animal1 e sal d vegetal1 e com e/e liquido =m> hum sabo1 que se trans=ma em seiba1 que he o sangue da planta4 ,a argilla1 ou b>ro de todas z especies1 e z t]ras calc>eas1 so humus envelhecido1 a quem a decomposio dos animaes phlogi/ic\1 e com o seu glut51 fez to t5azes z suas p>tes1 que so imp]meaveis s raizes das plantas2 porm comb9adas com a ara1 ou t]ra vitrescivel1 fico t]ras proprias vegetao4 ,z plantas so viv5tes1 que tem a faculdade de se reproduzir pela sem5te1 pelo tronco1 e pela raiz4 ,a exp]i5cia de ,boyle1 milh>es de vezes repetida1 e sempre confirmada1 prova com evid5cia1 que tiro a maior p>te da sua nutrio d r2 ellas tem vasos absorv5tes p>a receb]em o alim5to1 e vasos exhalantes p>a se allivi>em d sup]fluo2 a9da que e/es orgos se no p]cebo simples vi/a1 a exi/5cia delles he huma v]dade4 ,assim como os animaes do pa/o a diff]5tes especies de insectos1 tambem os vegetaes su/5to huma innum]idade delles2 cada hum tem os seus4 ,huma folha que cahe de qualqu] planta1 causa a morte a milh>es de entes invisiveis4 ,o fogo1 o r1 a agua1 o humus1 e a t]ra concorrem p>a a vegetao4 ,o fogo he o motor1 o r o ag5te1 a agua o vehiculo1 o humus o que faz a seiba4 ,o fogo como calor1 e como luz1 faz subir os fluidos nas plantas desde a raiz2 a frescura da noite os faz desc]1 faz5do assim huma especie de circulao1 e de/a sorte capazes de receb] pelos vasos absorv5tes das suas folhas1 d seu tronco1 da sua raiz1 z p>tes que os meteoros atmosph]icos lhe communico4 ,a agua muito compo/a1 como elem5to1 faz com o gz1 ou r fixo1 a p>te mais consid]avel da planta4 ,o r como atmosph]ico1 e o receptaculo onde se comb9o todas z emanaes da natureza1 s]ve de todas z sortes planta2 e o humus faz z p>tes fixas della4 ,a t]ra he a matriz da sem5te1 ou planta1 que s]ve de cada1 ou alic]ce p>a e/a se des5volv]1 e su/]2 e a f]tilidade que se lhe suppem1 he devida sm5te s p>tes d humus1 que em si contm1 boa1 ou m1 segundo a maior1 ou m5or quantidade1 que enc]ra de/a preciosa mat]ia1 segundo a planta2 que deve nutrir2 deve s] trabalhada1 dividida1 t] toda a facilidade p>a receb] z aguas das *uvas1 dos orvalhos1 dos outros meteoros aquosos1 todos os pr9cipios fecundantes espalhados na atmosph]a1 e deix>-se p5etr> das raizes1 que se vo e/5d5do proporo que a planta cresce4 ,a abundancia d humus nos t]r5os cub]tos de mato virgem1 qu&o e/e mato se d]ruba1 e se pem a t]ra em cultura1 faz prosp]> extraord9>iam5te os vegetaes nella cultivados4 ,e/e humus1 conv]t5do-se nas p>tes solidas das plantas1 vai dim9u9do a p\co1 e p\co2 e passados annos fica a t]ra exhaurida de/a preciosa mat]ia1 e por consequ5cia e/]il4 ,a exp]i5cia fez conhec] em todos os tempos1 que os e/rumes1 e mat]ias e/]coraes rep>avo de alguma sorte e/a falta1 e se us\ delles com bom successo2 porm que no ba/&o1 era preciso d> descano a e/a t]ra1 descobr9do-a de todas z plantas1 lavr&o-a muitas vezes1 esp]&o que a atmosph]a a fecundasse4 ,i/o he hum gr&e erro1 porque o calor d ,sol bat5do a nu sobre e/a t]ra1 a faz arida1 e v9do depois huma *uva1 a pequ5a poro d humus1 que em si contm1 he levado a outra p>te1 e por consequ5cia fica a9da mais empobrecido o mesmo t]r5o1 que com e/e me?odo se qu] enriquec]4 ,he evid5tem5te demon/rado1 que p>a a t]ra no car1 adquirir1 e cons]v> o seu humus1 e f]tilidade1 he preciso que e/eja sempre cub]ta de plantas4 ,devem cultiv>-se aquellas de que se p]t5de utilidade2 qu&o e/as se colh]em1 lanar a sem5te de outras de prompto crescim5to1 que t5ho gr&es1 e br&as raizes1 que cubro bem a t]ra1 taes como nabos1 rabos1 c5\ras1 batatas1 aboboras1 etc4 e antes de *eg>em ao seu total crescim5to1 s]em lavradas1 ent]radas2 e qu&o tiv]em apodrecido1 ou e/iv]em r$uzidas a humus1 plant>em-se1 ou seme>em-se aquellas1 de que se p]t5de r$ito4 ,trabalh&o-se cont9uada1 e alt]nativam5te de/a sorte1 podem evit>-se todos os e/rumes1 e e/]cos2 e/es so inv5tados pelos hom5s1 e o humus he o da natureza4 ,z v>g5s que e/o c]cadas de s]ras1 coll9as1 montes1 se e/as em95cias se cons]vo coroadas de matto1 so sempre f]teis1 porque o humus1 que e/es mattos e/o cont9uadam5te deposit&o na t]ra1 dissolvido pelas *uvas1 vai enriquec] z v>g5s4 ,z fraldas de/as em95cias podem s] cultivadas p>a pequ5os vegetaes1 se o angulo1 que fiz]em1 no pass> de qu>5ta1 e c9co gros porque ento s gr&es arvores lhes convm4 ,os propriet>ios de/as em95cias1 que z descoroo de mattos1 empobrecem o ,e/ado a p]petuidade2 a coroa s5do descub]ta1 apres5ta huma sup]ficie nua aos raios d ,sol1 e passados p\cos tempos fico r$uzidas a escalvados2 porm a p]da que no se rep>a mais1 he a das *uvas1 que os gr&es vegetaes tem a propri$ade de *am>4 ,o humus no ba/a s p>a conduzir z plantas sua p]feio2 ellas c>ecem a9da da luz1 #c1 d r r5ovado1 #d1 de t] a sup]ficie da t]ra at onde podem ext5d]-se z suas raizes1 despida de plantas2 e/a mesma t]ra revolvida1 bem dividida1 e hav] entre planta1 e planta huma c]ta di/ancia1 proporcionada aos succos1 de que c>ecem1 segundo a sua natureza2 hav] huma escolha escrupulosa na sem5te1 ou planta1 e conhec] qual he o tempo proprio p>a se lanar na t]ra1 etc4 etc4 ,como se deve cultiv> a ,cana de ,assuc>4 ,a ,exp]i5cia tem feito conhec]1 que o melhor tempo de plant> a ,canna na ,capitania d ,rio de ,janeiro1 he de ,dezembro a ,m>o1 p>a s] moida de ,junho a ,septembro d anno subsequ5te1 com dezoito mezes de idade4 ,como ne/es mezes no h olhos de ,canna1 usa-se cort> da ,canna1 que se deix\ p>a velha1 pequ5as e/acas2 porm e/a ,canna velha1 que e/ det]iorada por t] passado d ponto da sua madureza1 tem sim ba/ante dura1 porm os botes1 ou olhos dos seus ns1 ou articulaes1 que he o que deve s] ,canna1 huns e/o j mur*os1 outros podres1 e por consequ5cia p]didos2 e s a p>te sup]ior da ,canna1 que sempre cons]va v]dura1 p\ca dura1 e mesmo acidez1 he o que nasce facilm5te4 ,a9da que os botes e/ejo em bom e/ado1 devem desprez>-se z ,cannas velhas1 porque em quanto tem dura1 no nascem1 e he preciso hum mez1 e mais tempo p>a a p]d]em4 ,p>a se faz] huma plantao p]feita1 he preciso faz] a planta4 ,no pr9cipio da moagem1 devem plant>-se os olhos1 ou p>te sup]ior da ,canna1 n'huma t]ra de muita sub/ancia1 lodosa mesmo1 em t]r5o virgem1 que t5ha bem humus1 ou seja bem e/]cado1 p>a a ,canna1 que nasc]1 s] bem ataiobada1 ou selvagem4 ,de/a ,canna sem dura1 e bravia1 he que se tiro z e/acas p>a faz] a plantao2 cujas e/acas devem t] o comprim5to1 que alcancem quatro ns1 que segundo a di/ancia de n a n1 s]o mais compridas1 ou mais curtas4 ,e/a ,canna plantada n'hum t]r5o to p\co proprio p>a se lhe extrahir o ,assuc>1 no he p]dida2 alm da utilidade da boa planta1 no fim de dois1 ou tres cortes1 pde s]vir p>a ,assuc>2 porm deve hav] o cuidado de r5ov> a ,canna p>a a planta4 ,a ,canna de ,assuc> cresce em todas z especies de t]ra2 porm z que so gordas1 =tes1 baixas1 lodosas1 novam5te roteadas1 qu]o diz]1 donde se d]rub\ matto virgem1 a pez> d comprim5to1 ou altura1 que alcano1 tem o succo aquoso1 oleoso1 p\co assuc>ado1 difficil de coz]1 de purific>1 sem r5dim5to4 ,hum t]r5o ligeiro1 poroso1 pr(undo1 incl9ado at qu9ze gros1 he aquelle que a natureza tem de/9ado a e/e rico vegetal4 ,deve-se dividir o t]r5o de/9ado p>a a ,canna em tres p>tes1 e cada huma de/as p>tes1 subdividir-se em pequ5os quadrados de doze braz cada hum2 qualqu] que seja a exposio d t]r5o1 sempre e/es pequ5os quadrados ho de s] al9hados de ,norte a ,sul1 de ,le/e a ,oe/e4 ,veja-se a ,e/ampa ,i4 ,cultivo-se e/es pequ5os quadrados1 deix&o os lados de cada hum delles p>a todas z p>tes1 livres da planta da ,canna2 porm podem occup>-se em m&ioca1 c>s1 batatas1 feijo1 milho1 aboboras1 ervilhas1 etc4 ,cada hum dos quadrados1 se tiv] doze braz de fr5te1 e doze de fundo1 deve cont] quatroc5tas covas1 na di/ancia humas das outras de seis palmos4 ,p>a se faz]em e/as cvas1 no he preciso que todo o quadrado e/eja descub]to de capim1 ba/a que seja limpo p\co mais que o tamanho dellas1 que devem t] dois palmos de comprido1 hum palmo de l>go1 e seis pollegadas de fundo4 ,comp>adas e/as covas com z que se fazem actualm5te1 ho de p>ec] muito gr&es1 e muitos fundas2 e na realidade o no so1 respeito s que fazem os ,colonos das ,antilhas1 e o mesmo digo sobre a di/ancia dellas2 pois elles *ego a afa/allas humas das outras1 at dez palmos e meio1 e a d>-lhe dezoito pollegadas de comprido1 doze de l>go1 e oito de fundo4 ,o milho p>a prosp]> de s]ra acima1 p>a os seus cultores colh]em duz5tos por hum1 he preciso faz]em z covas na di/ancia de c9co a seis palmos1 nas quaes lano quatro1 ou c9co gros2 ora e/e vegetal no tem o corpo da ,canna de ,assuc>1 nem como ella c>ece de tanta sub/ancia1 e alim5to2 a cova de milho he p>a quatro1 ou c9co ps1 a da ,cana p>a oito1 ou dez1 que tantas so z que devem nasc]1 dos olhos1 os botes das duas pequ5as e/acas1 que se deito nas covas1 e se devem cons]v>1 cort&o todas z que demais nasc]em1 porque como ladres lhe r\bo a sub/ancia4 ,he c]to que com a enxada1 que se usa no ,brasil1 que he talvez a primeira que se inv5t\1 e onde no *eg\ a9da a enxada de ,luca1 ,franceza1 ou ,+leza1 he hum p\co difficil faz] e/a especie de covas2 so precisas de v9te a tr9ta golpes1 qu&o com qualqu] das m5cionadas1 ba/o tres1 ou quatro4 ,a nossa enxada he fatigante1 o trabalhador &a curvado2 e t5do o f]ro de c9co a seis libras1 elle c>rega com v9te1 ou mais nas cadeiras2 ne/a especie de s]vio o homem baxo tem vantagem ao homem alto1 a quem he preciso maior curvatura1 e por consequ5cia dobrado es=o4 ,na ,republica de ,luca1 e em algumas ,prov9cias de ,frana1 no se usa de arado1 nem de *>rua1 porque a sua enxada equivale ao trabalho de/es in/rum5tos1 e fica a t]ra mais bem trabalhada4 ,no ,brasil onde os mesmos in/rum5tos p\co uso podem t]1 he de huma gr&e vantagem o adopt>mos a enxada ,luqueza1 ou outra com p\ca diff]5a1 que he huma especie de p1 com dez pollegadas de altura1 nove de l>gura em cima1 oito em baxo1 com a grossura de meia pollegada1 a acab> em huma l9ha1 bem temp]ada de ao1 com hum alvado de seis pollegadas1 quatro a meio f]ro1 e duas sobresah9do1 e com a vacuidade de pollegada e meia de diametro1 que vai dim9u9do ins5sivelm5te1 com dois furos no alvado1 p>a com huma cavilha se faz] firme o cabo1 que deve t] oito palmos de comprido4 ,veja-se a ,e/ampa ,,ii4 ,fig4 ,i4 e ,,ii4 ,o trabalhador com e/e in/rum5to tem o corpo direito1 virado p>a o ,norte1 os calcanh>es afa/ados p\co mais de meio palmo2 a enxada afa/ada quasi hum palmo d p esqu]do2 a mo esqu]da por todo o comprim5to d brao1 peg&o no cabo2 e a mo direita peg&o no mesmo cabo1 quasi no hombro direito ,fig4 ,,iii4 ,a mo esqu]da levanta a enxada at onde pde hir1 sem que o antebrao se desuna d corpo4 ,fig4 ,,iv4 ,a mo direita da altura1 a que *eg\1 impelle a enxada com toda a =a1 e a esqu]da deixa escorreg> o cabo1 segundo a f]ida que a enxada fez na t]ra4 ,p>a se tir> e/a t]ra1 s]ve de apoio a mo esqu]da1 e a direita c>reg&o no cabo1 levanta a p1 e ambas a guio p>a lanar a t]ra a qualqu] p>te2 porm deve s] regul>m5te p>a ,oe/e1 ou ,le/e4 ,no segundo movim5to1 deve *eg>-se o calcanh> d p esqu]do ao d direito1 e e/e lade> p>a a direita tanto quanto a enxada cava1 e assim progressivam5te4 ,designados os quadrados p>a a plantao da ,canna1 vo a cada hum v9te trabalhadores2 o seu feitor os deve pr enfileirados olh&o p>a ,oe/e1 na di/ancia de seis palmos huns dos outros2 m&a-os &> direita p>a fic>em virados p>a o ,norte2 m&a-lhe pass> o p direito a p]fil> com o esqu]do1 na di/ancia p\co mais que meio palmo2 e de/a sorte pr9cipio o trabalho1 abr9do z covas de ,oe/e p>a ,le/e1 de manh at ao meio dia1 s]v9do de guia a sombra d corpo2 e d meio dia p>a a noite virados p>a o ,sul fazem o mesmo2 ou tambem podem troc> z mos1 porque se trabalha p>a o lado direito1 assim como p>a o esqu]do2 dev5do busc>-se de qualqu] sorte o al9ham5to p]feito das covas de ,norte a ,sul1 e de ,le/e a ,oe/e1 o que he ess5cial p>a a p]feio da cultura de/e rico vegetal4 ,feitas z covas1 devem lanar-se nellas duas e/acas de ,canna1 que no t5ho m5os de quatro1 nem mais de c9co botes1 p>a qu&o nasc]em1 faz]em huma soqueira de oito1 ou dez ,cannas4 ,cobrem-se e/as e/acas com duas pollegadas de t]ra1 e qu&o tem nascido a ,canna1 e alcanado dois palmos p\co mais de altura1 en*em-se z covas com o re/o da t]ra4 ,limpo-se z ,cannas de todas z h]vas que podem r\b>-lhe a sub/ancia1 proporo que =em nasc5do4 ,e/a plantao deve faz]-se de ,janeiro at ,m>o1 e no antes1 nem depois4 ,qualqu] que seja a qualidade da t]ra1 no deve pret5d]-se mais1 que dois cortes2 o primeiro dahi a dezoito mezes1 o segundo a que se *ama sca1 dahi a qu9ze1 ou dezaseis mezes4 ,depois de/e segundo crte1 deve occup>-se o t]r5o em que e/eve a ,canna1 com aboboras de todas z especies1 que tem a propri$ade de cubrir bem a t]ra1 p>a que z raizes da ,canna apodreo1 e depois de conv]tidas em humus1 fic> a t]ra apta p>a receb] nova ,canna1 que dahi a mais de hum anno se lhe pde confi>4 ,de ,janeiro a ,m>o d segundo anno1 cultiva-se a segunda diviso1 e no anno segu9te a t]ceira4 ,a qu>ta plantao faz-se nos mesmos quadrados da primeira2 a qu9ta1 nos segundos1 a sexta nos t]ceiros1 a setima nos primeiros da primeira1 a oitava nos da segunda1 a nona nos da t]ceira1 e assim alt]nativam5te2 de sorte que a ,canna de cada quadrado t5ha int]vallo ba/ante1 que a livre de plantas1 que lhe r\bem a luz4 ,e/a frma de plantao pde v>i>-se a inf9ito1 segundo a quantidade de t]r5o1 e intellig5cia d cultor4 ,em lug> de quadrados p]feitos1 podem s] quadrados longos etc41 com tanto que se busque sempre o d> ,canna1 a maior quantidade de r1 e luz possivel2 porque a exp]i5cia faz v] com evid5cia1 que s a dos aceiros1 que recebe cont9uadam5te a influ5cia de/es dois ag5tes1 he que alcana p]feio no seu succo2 a que e/ p>a d5tro1 fica sempre esv]deada1 o seu succo mal dig]ido1 difficil de coz]1 e de purific>2 por consequ5cia o fim d lavrador deve s] quanto lhe = possivel1 faz] todo o ,canaveal em aceiro4 ,vantag5s de/a frma de plantao4 ,se h fogos por accid5te1 he moralm5te impossivel1 que passem de huns a outros p>tidos1 t5do to gr&e sep>ao entre si4 ,nunca os c>ros1 nem animaes pizo o ,cannaveal1 qu&o se conduz a ,canna fbrica4 ,h facilidade p>a se v]em z ,cannas de todos os pequ5os p>tidos1 p>a se cort>em os filhos que broto1 que como ladres lhe r\bo a sub/ancia4 ,quasi todo o ,cannaveal e/ em aceiro1 qu]o diz]1 e/ apto p>a receb] a influ5cia1 e nutrio1 que lhe communica a atmosph]a4 ,a r5ovao1 e corr5teza d r imp$e a g]ao1 e propagao de insectos1 taes como b>atas1 e outros1 que a sua corrupo tem a propri$ade de *am>4 ,pelo al9ham5to de ,norte a ,sul1 de ,le/e a ,oe/e1 recebem z ,cannas os raios da luz1 que o ,sol pde communic>-lhes1 e que lhes so to precisos p>a a depurao d seu succo4 ,facilita o t>ef> o trabalho1 etc4 etc4 ,crte das ,cannas4 ,a ,canna de ,assuc> ga/a dezoito mezes a *eg> ao seu ponto de p]feio1 porm se h seccas1 anticipa-se2 o go/o1 e a vi/a he que decidem a colheita2 qu&o e/ bem doce1 e tem a cr am>ellada1 he tempo de cort>4 ,he sabido de todos1 que pr9cipia a s] doce d p1 e que e/a dura vai dim9u9do gradualm5te p>a a p>te sup]ior1 e que junto b&eira1 ou olho1 no s no tem dura1 porm mesmo tem acidez1 e he por consequ5cia hum erro1 o aproveitalla at s folhas4 ,deve sim cort>-se bem r5te t]ra sem f]ir z raizes1 porm o palmo junto s folhas1 deve-se desprez>4 ,segundo a sua gr&eza1 se ha de cort> em huma1 duas1 e talvez tres p>tes1 s]v9do de ballisa1 o no t] mais de c9co1 ou seis palmos1 p>a se appres5t> mo5da4 ,usa-se1 qu&o se corta1 faz] feixes de seis1 ou oito ,cannas1 segundo a sua grossura1 cujos feixes so am>rados com os olhos das ,cannas que se cortro4 ,e/a especie de atilhos he tirada dos feixes de ,canna1 qu&o se appres5to mo5da1 porm escapo muitos1 que se espremem com a ,canna2 ora1 t5do elles acidez1 vo det]ior> o sumo1 de que se ha de faz] ,assuc>1 ga/> mais decoada1 e l5ha1 alm d tempo1 e s]vio que se p]de2 porque no acto de cort> a ,canna1 so precisas quasi tantas pessoas p>a am>r>1 como p>a cort>2 e p>a a conduco tanto importa e/> em feixes1 como solta1 e o mesmo p>a se met] na mo5da1 onde o trabalhador pde regul> o peg> em seis1 ou oito1 doze1 ou dezaseis1 p>a z appres5t>4 ,deve hav] cuidado de no se cort> mais ,canna1 que a que pde mo]-se em v9te e quatro horas1 pr9cipalm5te se o calor he int5so1 porque o sumo f]m5ta na mesma ,canna1 o que arru9a a sua qualidade4 ,con/ruco dos eng5hos actuaes4 ,todos os eng5hos de faz] ,assuc> na ,capitania d ,rio de ,janeiro1 qualqu] que seja a pot5cia1 agua1 be/as1 ou bois1 tem a mesma con/ruco1 excepo de tres mod]nam5te feitos1 que reunem algumas vantag5s1 todos os mais he hum gr&e pio1 que faz faz] huma casa de sess5ta palmos livres1 acab&o em v>&as roda1 algumas subdivididas2 cujas v>&as so maiores1 ou m5ores1 segundo o de/9o1 que se lhes d1 de picadeiro1 casa de caldeiras1 casa de purg>1 casa de encaixe1 casa de agu>d5te1 =nalhas1 e v>&as de c>ros2 com algumas trapeiras p>a d> sahida ao fumo1 e luz4 ,no c5tro de/a gr&e casa de sess5ta palmos1 se o eng5ho he moido por animaes1 e/ a meza com z mo5das2 na mo5da d meio1 vulg>m5te *amada a mo5da gr&e1 que pela sua d5tadura faz mo] z dos lados1 h quatro aspas1 ou almanj>ras1 a cada huma das quaes puxo dois animaes1 =m&o hum circulo roda da meza1 de c9co5ta e seis palmos de diametro1 v9do a t] z almanj>ras por onde puxo os oito animaes1 v9te e oito palmos de comprido2 os dois palmos que falto p>a os tr9ta1 ou quatro p>a sess5ta da capacidade da casa1 he folga p>a os animaes1 que no devem roar pelas p>$es4 ,se o eng5ho he de agua1 na mo5da d meio h huma gr&e roda1 de tr9ta e seis a qu>5ta palmos de diametro1 a qual e/ n'hum eixo horisontal1 e nelle huma roda v]tical1 de tr9ta a tr9ta e seis palmos1 que nos cubos da sua circumf]5cia recebe a agua1 que he a pot5cia4 ,h hum eng5ho de agua com rodizio1 ou roda horisontal1 que reun9do a vantagem de toc> dois t]nos de mo5das1 e s] obra to p]feita ne/e g5]o1 no tem tido imitadores1 por p>ec] primeira vi/a1 s] a roda v]tical de maior =a que a horisontal1 o que he engano1 como f>ei v]4 ,notas sobre e/a frma de con/ruco4 ,p>a se faz] huma casa de sess5ta palmos livres1 so precisas vigas de sess5ta e quatro palmos de comprido1 que fico fracas1 se no tiv]em dois palmos por cada face2 he cu/oso a*> e/es madeiros1 difficultosa a sua conduco1 p]igoso o levallos acima d edificio1 que fica sobrec>regado com e/e desm>cado ps1 e por consequ5cia fraco4 ,z trapeiras1 de que uo p>a d> sahida ao fumo1 e entrada luz1 so insuffici5tes1 e h occasies1 em que quasi se he suffocado pela fumaa1 e sempre he precisa a c&a p>a se v]em os objectos4 ,os animaes no seu giro1 circul&o z mo5das1 e/orvo a passagem1 aos conductores da ,canna1 que algumas vezes succ$e s]em atropellados2 os picadeiros de sobrado1 que se fiz]o n'hum eng5ho1 p>a evit> e/es accid5tes1 no tiv]o imitadores2 e o mesmo eng5ho os abolio por incommodos4 ,o sumo1 que sahe das ,cannas pela expresso das mo5das1 he conduzido por huma calha ao p>ol1 a que *amo de caldo frio2 no circulo1 que fazem z be/as1 atravesso e/a calha1 o que fra plla junto t]ra1 e o dorm5te dos mo5das com p\ca altura1 e por consequ5cia o no se pod] mo] ,canna1 como deve s]4 ,a9da que o eng5ho seja de agua1 como e/as fbricas =o feitas por imitao de humas a outras1 o prospecto he o mesmo1 e no tem os commodos1 que se devio busc>2 multiplica-se s]vio1 por s] preciso us> de ptes1 e b>ris p>a levant>em os liquidos1 que devio s] conduzidos por bicas1 ou calhas1 at cahirem nos alambiques4 ,nova con/ruco de eng5hos4 ,em me*anica o s] s5hor da pot5cia1 p>a augm5t>1 dim9uir1 e modific> a =a ao seu arbitrio2 ajunt> a e/as vantag5s a da elegancia1 commodo1 e economia1 p>ece que he tudo1 quanto se pde desej>4 ,o eng5ho1 que se propem p>a modello1 no tem hum po de maior comprim5to1 que o de qu>5ta e quatro palmos1 com huma face de palmo e meio1 e outra de hum palmo1 e e/es so os tirantes2 todos os mais pos so de hum palmo1 tres qu>tos1 meio palmo1 com m5os comprim5to1 excepo dos e/eios1 com palmo e meio de face1 e de qu>5ta p>a cima de comprido4 ,o edificio por d5tro1 debaxo de huma cumieira1 tem c5to e sess5ta palmos de comprido1 qu>5ta e dois palmos de l>gura1 e tr9ta e tres de altura em p direito4 ,na altura de tr9ta palmos e/ hum segundo fre*al1 que c+e todo o edificio1 e s]ve sm5te1 p>a encabear os caibros das v>&as1 e deix> hum cl>o de tres palmos1 p>a d> luz1 e sahida ao fumo4 ,e/e eng5ho he p>a o trabalho de be/as1 ou bois1 porm a sua con/ruco he1 como se fosse p>a agua1 gir&o tudo sobre pio4 ,na mo5da d meio tem huma roda com oito aspas1 a que se *ama bol&eira1 com tr9ta e seis palmos de diametro de c5tro de d5te1 a c5tro de d5te1 e nov5ta e seis d5tes na sua circumf]5cia1 que fico na di/ancia de p\co mais de palmo huns dos outros2 os d5tes de/a roda so de coroa4 ,e/a roda he movida por hum rodete e/rellado de tr9ta e dois d5tes1 cujo eixo em pio tem duas almanj>ras2 da ponta de cada huma das quaes ao c5tro d eixo1 so quatorze palmos4 ,os animaes trabalho ne/a mqu9a1 em huma especie de po calado1 com oito palmos de pr(undidade 7pde s] mais1 ou m5os7 c]cado com huma v>&a4 ,e/a especie de po he =mada pelo at]ro da casa1 onde gira a mqu9a1 e e/o z mo5das4 ,j se v que1 t5do o rodete a t]a p>te da bol&eira1 he preciso que d tres voltas p>a a bol&eira d> huma2 e1 como os animaes puxo na di/ancia de quatorze palmos d c5tro1 devem faz] tres circulos de v9te e oito palmos de diametro1 que fazem oit5ta e quatro palmos1 p>a z mo5das d>em huma volta1 o que faz pux> por huma almanj>ra1 ou alavanca de qu>5ta e dois palmos4 ,he c]to que oit5ta e quatro palmos de diametro fazem oit5ta e quatro passos de circumf]5cia2 e1 t5do os eng5hos communs z suas almanj>ras em c9co5ta e seis palmos de diametro1 que fazem c9co5ta e seis passos de circumf]5cia1 p>ece que f>o em m5os tempo vir> z mo5das2 porm no he assim2 porque a pez> de s]em oito os animaes1 que puxo e/as almanj>ras1 e pod]em s quatro1 e m5os pux> z outras1 por t] a sua alavanca mais quatorze palmos de comprido2 att5d5do s p>adas1 que os oito animaes fazem a cada passo1 p>a v5c] a resi/5cia1 e suavidade1 com que os quatro &>1 sem nunca a*> ob/aculo1 que faa ret>d> o seu passo natural1 fica igualado o s]vio1 e talvez sup]ior o dos quatro3 alm di/o1 a9da que eu no conhea no ,rio de ,janeiro1 quem possa occup> sempre1 e no seu devido tempo1 e/a mqu9a trabalh&o assim1 mett5do ,canna como deve mett]-se2 quem quiz] &> mais veloz1 encurte z almanj>ras1 e augm5te o num]o de be/as1 e pde lev> i/o ao ponto1 que lhe p>ec]2 vantagem de que so privados os eng5hos actuaes1 que ho de re/r+ir-se ao num]o de oito sm5te4 ,por e/a nova frma cada hum pde trabalh>1 segundo z suas =z3 se em lug> d rodete pela t]a p>te1 o fiz] pela qu>ta1 cons]v&o z almanj>ras no seu comprim5to1 faz pux> z be/as por huma alavanca de c9co5ta e seis palmos1 e se ha de mo] com quatro1 pde fazello com duas1 e mesmo huma4 ,assim como pde dim9uir2 se fiz] o rodete por ametade1 augm5ta o movim5to1 e fica a almanj>ra de v9te e oito palmos1 e tem a vantagem de met] oito1 dez1 doze1 dezaseis be/as1 o que no pde faz] na con/ruco actual2 porque ento no t]io passagem os c>regadores de ,canna p>a z mo5das1 que e/o sempre desemb>aadas na con/ruco1 que se propem2 porm a proporo da t]a p>te1 he1 segundo o meu clculo1 a mais aju/ada4 ,veja-se a ,e/ampa ,,iii4 ,sobre o movim5to das mo5das4 ,eu no t5ho noticia de que h\vesse a9da quem regulasse o movim5to das mo5das1 p>a faz]em o maior effeito possivel n'hum t]mo dado1 s5do i/o hum objecto1 que m]ece toda a pond]ao4 ,v5do que em hum eng5ho movido por bois1 do z mo5das huma volta por m9uto2 n'hum por be/as quasi volta e meia2 nos de agua duas1 tres1 quatro1 e mais voltas2 p5s&o todos g]alm5te1 que quanto maior num]o de voltas d] em m5os tempo1 mais mo]1 fiz exame a e/e respeito1 e a*ei que o movim5to de duas voltas por m9uto1 he o ponto de p]feio2 e que tanto m5os se mo]1 quanto se afa/>em delle p>a mais1 ou p>a m5os4 ,qu&o boas be/as1 e descanadas1 excitadas pelo aoite puxo pelas almanj>ras a trote1 e fazem d> s mo5das duas voltas e meia por m9uto1 a ,canna fica esmagada1 e no espremida2 porque o sumo no tem tempo da cahir1 e passa em cima da ,canna p>a a outra p>te2 e como ella he hum corpo esponjoso1 e ela/ico1 logo que cessa o ap]to1 torna a beb] o mesmo sumo1 d qual s numa pequ5a p>te cahe na meza2 e se em duas voltas e meia succ$e i/o1 peior em tres1 quatro1 e mais4 ,n'hum eng5ho movido por be/as1 no pde hav] excesso no movim5to1 pod]ia talvez prejudic> por defeito1 se h\vesse quem tivesse =z p>a faz] de dez a doze mil arrobas de ,assuc> annualm5te1 o que nunca succ$eo2 porm hav5do quem possa fazellas1 ou a9da mais1 pde pr dois t]nos de mo5das1 que o mesmo rodete faz mo]1 segundo o modello que se propem4 ,com a roda v]tical dos eng5hos de agua1 he hum p\co dificultoso regul> o movim5to das mo5das2 s se a agua he muito alta1 o que r>as vezes succ$e2 s5do baxa1 e muita1 que possa d>-se-lhe toda a =a que se precisa1 o rodete he muito gr&e1 e faz que a bol&eira d tres1 e quatro voltas por m9uto1 o que ret>da o s]vio1 como acima se diz2 s se a roda v]tical tivesse de c9co5ta a sess5ta palmos de diametro1 o que no pde s] sem muito incommodo4 ,com a roda horisontal1 vulg>m5te *amada rodizio1 he facil gradu> o movim5to4 ,o maior1 ou m5or declivio na bica de f]ir z p5nas2 maior1 ou m5or diametro no rodete1 ou no mesmo rodizio1 faz conseguir o que se qu] sem cu/o4 ,comp>ao da roda v]tical com a horisontal4 ,he sabido de todos1 que em qualqu] mqu9a1 a agua obra sm5te pelo seu ps4 ,supponho t] huma bol&eira com tr9ta e seis palmos de diametro1 movida por hum rodete de oito2 a roda v]tical de tr9ta e seis2 a agua na altura de v9te palmos1 com quatro pollegadas cubicas1 que so sess5ta e quatro1 e peso quasi tres libras4 ,onde a v]tical recebe o impulso com a maior =a1 he no semidiametro1 e fim da l9ha horisontal d eixo1 em dezoito palmos2 a agua cahe com dois palmos de f]ida1 e doze libras de ps no pr9cipal cubo2 nos que se en*ro1 psa com tres libras em l9has mais curtas4 ,se os cubos tem capacidade p>a receb] mais agua1 e o ps de/a nos mesmos he preciso p>a o movim5to1 fica a mqu9a vag>osa1 e sem o effeito que se qu]4 ,tem mais o defeito de fic>em z mo5das baxas2 no se pod]em d> z propores que se preciso2 e/> tudo *eio de agua1 e a roda afei&o o edificio1 e/orv&o passag5s1 etc4 ,o mesmo diametro na bol&eira1 e na horisontal1 qu]o diz]1 tr9ta e seis palmos o diametro da bol&eira1 e tr9ta e seis o d rodizio1 o rodete deve t] a oitava p>te1 ou doze d5tes e/relados1 t5do a bol&eira nov5ta e seis de coroa1 e a agua na mesma quantidade1 e altura4 ,v9te palmos que a agua tem de altura1 so qu>5ta vezes tres libras1 ou c5to e v9te libras1 que pso sobre z p5nas d rodizio com hum jacto de quasi v9te palmos1 se sahisse horisontalm5te1 porm como deve t] qu9ze gros de declivio p>a f]ir z p5nas1 fica em dezaseis4 ,e/e jacto de qu9ze gros communica hum movim5to mui veloz ao rodizio1 que pde s] mod]ado1 segundo a necessidade1 e o podemos lev> at qu>5ta e c9co gros com toda a vantagem4 ,podemos augm5t> o diametro d rodizio2 dim9uir1 ou accresc5t> o d rodete2 levant>1 ou abax> z mo5das nossa vontade1 faz5do mais curto1 ou mais comprido o eixo d rodizio2 cujas p5nas1 s5do feitas de pos firmes1 tudo c]ne1 com tres palmos de comprido1 e hum em quadro1 z cavas em meia lua1 p>a receb] a agua1 com seis pollegadas pelo comprim5to da p5na1 c9co na l>gura1 e c9co em pr(undidade1 tem toda a solidez1 e durao possiveis2 qu&o pelo contr>io a roda v]tical1 compo/a de muitas tabo9has1 e pequ5as juntas1 em p\cos tempos fica fra de s]vio4 ,o modello1 que se propem1 p>a mo]em be/as1 s]ve p>a o de agua com rodizio1 s com a diff]5a d rodete s] mais pequ5o1 e a especie de po s] cub]ta de sobrado1 que d passagem ao eixo2 reun9do e/a frma de mqu9a alm das mais vantag5s1 a de pod] s] movida por animaes1 se por accid5te falta a agua1 o que succ$e algumas vezes1 e causa prejuisos4 ,no fallo nos eng5hos de v5to p>a mo] ,canna1 porque a in/abilidade1 e irregul>idade de/e ag5te no ,brasil1 o faz inutil4 ,a9da mesmo os de agua1 se e/a = difficultosa1 ou que faa precis> gr&es despesas2 pondo-se em prtica o modello1 no caus> muito pes> o mo] sem ella4 ,a ,e/ampa ,,iii4 mo/ra o int]ior1 o plano1 e o ext]ior da casa d eng5ho4 ,preciso sobre a d5tadura das rodas4 ,a falta de conhecim5to de me*anica nos me/res de eng5hos d ,rio de ,janeiro1 aos quaes com mais propri$ade se pdem *am> curiosos1 excepo de alguns1 e bem p\cos1 que tem m]ecim5to1 me faz diz] o que sei a e/e respeito1 por me p>ec] que s] de alguma utilidade4 ,qu]o faz] huma roda gr&e1 que t5ha tr9ta e seis palmos de diametro1 de c5tro de d5te1 a c5tro de d5te2 sabe-se que a devo arm> de oito curvas1 ou cambtas1 que t5ho de te/a1 a te/a tr9ta e sete palmos2 porque a d5tadura dev5do e/> no c5tro da cambta1 p>a e/a fic> com =taleza1 deve t] meio palmo p>a d5tro1 e meio p>a fra4 ,huma roda com e/e diametro no se pde faz] sem oito aspas4 ,devo rep>tir o circulo em oito p>tes p]feitam5te iguaes1 que assignallo2 e como qu]o pr ne/e circulo nov5ta e seis d5tes1 j se v que p]t5cem doze a cada oitavo4 ,o s9tel tem feito descrev] a l9ha onde devem s] po/os2 rep>to em doze p>tes o oitavo1 e assignallo cada huma com seu ponto1 que s]ve de c5tro ao furo p>a o d5te1 cujos pontos fico di/&o huns dos outros nove pollegadas e meia com p\ca diff]5a4 ,deve hav] o maior cuidado1 em que e/es pontos fiquem p]feitam5te iguaes1 e que no desm9to nem a grossura de hum cabello2 e que os furos1 que se fiz]em p>a os d5tes1 fiquem p]p5dicul>es4 ,o circulo deve s] fixo nas aspas por cavilhas2 quatro de/as aspas o su/em1 e z outras quatro pr5dem-no4 ,e/as aspas devem ass5t> no circulo entre os d5tes com huma m$ida p]feitam5te ju/a1 p>a a roda no fic> com o que se *ama peito4 ,se qu]o faz] huma roda mais pequ5a1 que no c>ea de oito aspas1 e sim de seis1 rep>to o circulo em seis p>tes iguaes1 e proc$o da mesma sorte que p>a a antec$5te2 lembr&o-me sempre de no faz] os pontos p>a os d5tes em m5os de nove pollegadas1 e podem hir a dez1 que he erro fazellos mais proximos1 porque fica a cambta fraca2 e que nunca deve hav] d5te1 onde a aspa ass5t>4 ,regra g]al1 o num]o das aspas1 he o das divises1 e em cada diviso hum num]o c]to de d5tes1 o que faz v] que n5huma roda1 tomada no todo1 tem os d5tes imp>es4 ,he sabido de todos1 que duas rodas1 t5do huma de faz] mov] a outra1 a9da que z d5taduras sejo c]tas1 se =em p]feitam5te iguaes1 no podem trabalh>2 he preciso que aquella1 que e/ unida pot5cia1 t5ha huma c]ta folga nos d5tes1 que devem fic> mais l>gos1 que os da outra1 p>a trabalh>em suavem5te2 a e/a folga1 ou maior di/ancia dos d5tes de huma1 respeito aos d5tes da outra1 he ao que os me/res *amo compasso4 ,ora p>a a*>em e/e compasso nas m$idas1 que fazem1 uo das maiores extravagancias2 e o que tem encontrado melhor1 depois de muitos erros1 encobrem-no com my/]io at aos seus apr5dizes4 ,depois de t] feito a roda1 e graduado os seus d5tes1 p>a compass> os d rodete1 ou roda que trabalha com a pot5cia1 abro o compasso 7cujas pontas devem s] bem agudas7 e com toda a c]teza z ass5to nos pontos de dois d5tes1 o que me d a di/ancia de d5te a d5te4 ,no c5tro de huma regoa comprida trao huma l9ha1 e por e/a l9ha messo1 ou conto qu9ze compassos2 a di/ancia de/es qu9ze compassos deve s] signalada por dois pontos4 ,abro agora o compasso mais1 e a l9ha descripta dos qu9ze divido em quatorze2 e/a pequ5a diff]5a de quatorze a qu9ze he o ap>tam5to1 ou folga1 que devem t] de mais os d5tes d rodete1 respeito aos da roda4 ,se t5ho graduado o rodete primeiro1 fao o mesmo que na roda2 msso pelo compasso a di/ancia de hum d5te a outro2 na l9ha traada conto quatorze compassos1 ap]to o compasso hum tanto1 p>a que a di/ancia dos quatorze se r$uza a qu9ze3 e/a pequ5a dim9uio he1 o que devem t] de m5os di/ancia1 os d5tes da roda aos d rodete4 ,devo lembr>1 que e/as m$idas devem s] exactas1 e que os pontos signalo o c5tro dos d5tes4 ,se z rodas1 ou rodetes tem os d5tes em coroa1 a m$ida1 ou compasso deve s] tomado na cambta2 se os d5tes so em e/rella1 deve o compasso s] tomado no c5tro da ponta d d5te4 ,segundo o de/9o da mqu9a1 que se qu] faz]1 pde o rodete s] pequ5o1 e a roda gr&e2 o rodete s] gr&e1 e a roda pequ5a1 ou ambos de igual tamanho2 porm he regra g]al1 que a roda1 onde trabalha a pot5cia1 seja gr&e1 ou pequ5a1 he a que deve t] folga nos d5tes1 qu]o diz]1 s]em mais ap>tados1 o que vai de quatorze a qu9ze1 que a outra roda1 qualqu] que seja a gr&eza4 ,os d5tes das rodas podem s] todos de coroa1 e todos e/relados2 em humas1 de coroa1 e em outras e/relados2 porm obs]v&o-se z regras dadas1 he facil fazellos de qualqu] sorte4 ,he indiff]5te1 que os d5tes de qualqu] roda sejo delgados1 ou grossos1 com tanto que sejo iguaes em grossura4 ,hum t]no de mo5das com tres palmos de diametro1 e oito d5tes cada huma1 graduados e/es d5tes pelo c5tro da sua ponta1 regidos pela mo5da d meio1 que he a motora1 e a que deve t] a folga1 podem s] os d5tes de cada huma desiguaes1 respeito s outras1 sem defeito no trabalho2 todos os d5tes da mo5da d meio podem s] muito grossos2 m5os grossos os da de hum dos lados1 e mais delgados os da outra1 e assim mesmo podem trabalh> com p]feio4 ,os d5tes das rodas de coroa devem s] r$ondos a torno2 os em e/rella tambem a sua ponta deve s] r$onda1 acab&o em semicirculo1 segundo o seu diametro4 ,o aguilho d eixo1 onde &a o rodete1 no deve s] fixo nelle1 ha de &> junto n'huma caixa de bronze2 porque1 como se ha de ga/> pelo movim5to1 p>a o recalar1 ba/a levant> com huma alaprema o mesmo eixo1 e logo o aguilho cahe1 oppem-se-lhe outro1 que deve hav] de sobrecell5te4 ,z almanj>ras ho de fic> n'huma altura tal1 que os tirantes1 por onde puxo z be/as1 corro em l9ha horisontal ao seu peito2 puxo mais de/a sorte1 e fatigo-se m5os4 ,a be/a puxa com o seu ps1 e o es=o dos seus musculos s]va p>a r5ov> e/e ps1 se os tirantes e/o muito baxos1 o ps1 que devia empreg>-se a pux>1 p]de-se em levant> o eixo1 e se e/o muito altos1 a be/a he levantada por diante1 e z suas mos no a*o na t]ra hum apoio suffici5te p>a r5ov> o seu movim5to4 ,como se moe ,canna actualm5te4 ,z mo5das1 de que actualm5te se usa na ,capitania d ,rio de ,janeiro1 tem de tres a quatro palmos de diametro1 e outro tanto1 p\co mais de altura4 ,a sua d5tadura he no meio da mo5da2 alguns eng5hos1 r>issimos1 tem z mo5das d5tadas na p>te sup]ior1 e aguilhes inteiros de f]ro2 porm o commum he t]em os d5tes no meio d corpo da mo5da1 e meios aguilhes de f]ro1 e na p>te sup]ior hum pescoo1 que faz z vezes de meio aguilho1 feito de hum po solido4 ,sa *apeadas de f]ro meio l>go3 e/as *apas tem hum palmo de comprido1 e so afa/adas humas das outras a qu>ta p>te de huma pollegada1 ou tres l9has2 e pregadas no madeiro da mo5da com seis pregos curtos1 e grossos4 ,a meza1 em que e/o ass5tadas e/as mo5das1 no tem mais altura1 que a de quatro a c9co palmos4 ,qualqu] que seja a pot5cia que z faa mov]1 a ,canna he sempre mettida nellas da mesma sorte4 ,hum ,escravo appres5ta hum feixe de ,canna pela sua ponta em l9ha horisontal1 entre a mo5da d meio1 e huma das dos lados2 cont9ua a mett] segundo1 t]ceiro1 qu>to1 qu9to1 e sexto e outro ,escravo da p>te oppo/a1 proporo que os feixes de ,canna passa1 depois de espremidos na primeira1 os appres5ta da mesma sorte segunda3 torno a pass> pela primeira1 e repass> pela segunda1 o que faz que e/a ,canna seja espremida quatro vezes1 sempre em l9ha horisontal4 ,em alguns eng5hos *ego a pass> c9co1 e seis vezes1 porm o commum so quatro4 ,sobre e/as quatro passag5s1 e suppond tres palmos de diametro nas mo5das1 he que eu fao o meu clculo2 e tambem supponho1 que hum c>ro de ,canna contm c5to e c9co5ta feixes2 de seis ,cannas1 se so grossas1 de oito1 se sa delgadas1 e d comprim5to de seis palmos4 ,tres palmos de diametro so nove de circumf]5cia1 d&o quatro voltas a mo5da1 tem passado1 e repassado os seis feixes2 d&o outras quatro voltas1 tem feito pass> os seis feixes r$uzidos a bagao1 por consequ5cia1 p>a se esprem]em seis feixes de ,canna1 he preciso que z mo5das dem oito voltas1 z quaes n'hum eng5ho de be/as bem corr5te se no do em m5os de seis m9utos1 o que faz precis> duas horas e meia p>a se mo] hum c>ro de ,canna1 com o num]o de feixes1 e comprim5to acima ditos1 e nove p>a dez c>ros1 em v9te e quatro horas4 ,notas sobre e/a frma de mo] ,z mo5das tem p\ca altura da d5tadura p>a baxo1 onde &a a *apeao1 e pde mett]-se ,canna1 que no deve *eg> aos d5tes2 e p>a i/o se conseguir1 he preciso que os feixes se appres5tem mo5da em l9ha horisontal4 ,a meza he muito baxa1 e como o ,escravo1 curv&o-se hum p\co1 *ega com z mos mo5da1 onde z co/uma t] p>a amp>>1 e empurr> z p>tes m9imas da ,canna1 a que se *ama bagao1 he causa de accid5tes1 e de muitos ,escravos fic>em sem mos1 o que todos os annos succ$e em hum1 ou outro eng5ho4 ,a *apeao das mo5das he gr&e erro2 huma mo5da de tres palmos de diametro1 que fazem nove de circumf]5cia1 precisa de v9te *apas2 a seis pregos1 so c5to e v9te pequ5as cunhas1 que mettidas com muita =a pelo comprim5to d madeiro da mo5da1 a faz abrir em pequ5as raxas1 onde pde introduzir-se alguma pora de sumo de ,canna1 e no pde *eg> a lavagem2 porque he agua simplesm5te lanada1 e a quem falta o ap]to1 que s(fre o sumo da ,canna entre z mo5das4 ,e/a pequ5a poro de sumo huma vez introduzida ne/as raxas1 azda1 e s]ve de f]m5to p>a faz] desm]ec] o sumo que se espreme2 e todos sabem1 que huma mui pequ5a poro de acido imp$e o faz] ,assuc>1 e det]iora a sua qualidade4 ,a9da mesmo que o madeiro e/eja p]feito1 sempre o sumo se introduz por baxo das *apas1 e a agua da lavagem no pde l *eg>4 ,e/a *apeao no imp$e que z mo5das sejo torneadas todos os annos1 ou todos os dois annos2 he preciso arranc> z *apas1 e depois de torneado o madeiro1 repregallas em outro lug>1 tap&o com tornos1 os buracos1 onde e/iv]o os pregos2 por mais solido que elle seja1 no pde resi/ir a tres1 ou quatro op]aes de/as1 sem que fique fra de s]vio4 ,v9te *apas1 de mais de duas l9has de grossura1 so qu>5ta angulos1 ou cunhas1 que corto1 ou mordem z ,cannas1 que t]ceira passagem fico r$uzidas a p>tes m9imas1 cujo bagao1 p>a pass> a qu>ta vez1 he preciso que o ,escravo o empurre1 e amp>e com z mos entre z mo5das1 p>a pod] esprem]-se1 e a9da ne/a qu>ta passagem sahe humido4 ,z ultimas vezes1 que e/e bagao passa nas mo5das1 faz tanta resi/5cia1 que se so de meios aguilhes1 succ$e aluirem p>a os lados1 e se so inteiros1 quebr>em4 ,o bagao1 quasi r$uzido a p1 s s]ve p>a e/rume depois de t] apodrecido na bagaceira1 o que infecta o r1 que se respira roda da fbrica1 e faz sempre s5tir hum mo *eiro4 ,nova frma de mo]4 ,z mo5das devem t] tres palmos1 e p\co mais de altura1 at d5tadura2 devem t] tres palmos de diametro1 s] feitas de hum po bem firme1 e bem lisas1 sem *apeao4 ,a meza deve d> pelos peitos de hum homem1 e t] c9co palmos de l>gura1 inclusos os taboleiros4 ,a ,canna ha de s] appres5tada mo5da em l9ha obliqua1 faz5do hum angulo de qu>5ta e c9co gros1 com p\ca diff]5a1 e p]to da d5tadura4 ,assim que e/a ,canna pass\1 o ,escravo da p>te oppo/a deve dobralla1 e appres5talla mo5da pela sua curvatura1 tambem em l9ha obliqua4 ,com e/as duas passag5s fica a ,canna melhor espremida1 que com z quatro1 ou mais1 que actualm5te se uo4 ,p>a que e/e s]vio cont9ue sem int]rupo1 he preciso que o ,escravo1 que mette ,canna1 appres5te mo5da de doze a dezaseis de cada vez1 segundo a sua grossura2 o ,escravo1 da p>te oppo/a1 pega em seis1 ou oito de/as ,cannas1 dobra-z1 e appres5ta-z mo5da pela sua curvatura1 e faz o mesmo s outras seis1 ou oito1 e assim cont9ua o s]vio2 porque t5do a ,canna seis palmos de comprido1 dobrada fica em tres1 e he preciso que z mo5das e/ejo sempre *eias4 ,por mais molle que seja hum po proprio p>a mo5das1 sempre he muito mais duro que a ,canna1 que1 s5do hum corpo esponjoso1 deprime-se facilm5te2 o muito uso pod] ga/allo1 e s] preciso torneallo1 porm creio c]tam5te1 que ha de precis> muito mais t>de de/e b5eficio1 que z mo5das *apeadas1 e ha de cons]v> mais annos a sua solidez4 ,conheo huma fbrica de ,e/ampas1 que imprime de oito a dez mil todos os annos1 e trabalha h mais de v9te2 que os dois cil9dros1 que fazem a fieira1 e ap]to entre duas taboas a *apa da impresso1 a9da no =o torneados1 nem o preciso2 accresc5do s] i/o hum trabalho de po contra po1 muito diff]5te da ,canna1 que he hum corpo muito mais molle4 ,a ,canna1 appres5tada em l9ha horisontal1 faz ap]to n'huma p>te da mo5da sm5te1 e1 appres5tada em l9ha obliqua1 trabalha com todo o corpo4 ,he c]to que z mo5das de po so hum rem$io2 devio s] tambores1 ou cil9dros de f]ro1 assim como se pratica nas ,antilhas1 despesa que se faz por huma vez1 porm em quanto se no pem em prtica1 deve degrad>-se a *apeao1 por s] desnecess>ia1 e nociva4 ,comp>ao da moagem actual com a que se propem4 ,pelo me?odo usado1 d&o a mo5da quatro voltas2 so tr9ta e seis palmos de sup]ficie2 t5do os feixes seis palmos de comprido1 e1 appres5t&o-se em l9ha recta1 ou horisontal1 passa1 e repasso seis feixes2 d&o outras quatro voltas1 passo1 e repasso em bagao1 so precisas oito voltas p>a mo] seis feixes de ,canna1 o que no pde faz]-se em m5os de seis m9utos4 ,he c]to que e/es feixes de ,canna s tem os seis palmos de comprido na primeira1 e segunda passagem1 fic&o r$uzidos a pequ5as p>tes p>a a t]ceira1 e qu>ta1 o que f> p>ec] ga/>em m5os tempo nas duas ultimas2 porm i/o deve consid]>-se nullo1 pelas p>adas que ne/as occasies fazem z be/as1 por s] preciso r$obr> o seu es=o p>a v5c] a resi/5cia1 que o bagao1 ou ,canna1 r$uzida a pequ5as p>tes1 lhe (f]ece4 ,pelo me?odo propo/o1 appres5t&o-se a ,canna mo5da em l9ha obliqua1 t5do seis palmos de comprido1 fica r$uzida a quatro e meio1 e he preciso nas quatro voltas faz] oito entradas1 p>a ganh> a sup]ficie das mo5das1 cujas entradas s5do de doze a dezaseis ,cannas1 que so dois feixes1 fazem dezaseis2 e como passo1 e repassao simplesm5te1 em quanto nos seis m9utos1 pelo me?odo usado se moem seis feixes2 moem-se pelo me?odo propo/o tr9ta e dois1 e por consequ5cia hum c>ro de c5to e c9co5ta feixes em m5os de tr9ta m9utos1 que em v9te e quatro horas faz mais de c9co5ta c>ros4 ,pelo me?odo usado1 hum feixe de ,canna1 appres5tado mo5da em l9ha horisontal1 o ap]to que s(fre faz1 que e/as ,cannas fiquem sobrepo/as humas acima das outras2 ellas1 que tem huma pollegada p\co m5os de diametro1 fico bem espremidas1 pass&o por huma fieira de huma a duas l9has2 porm d sumo que espremem1 que tem de circumd> a sup]ficie de quasi todas z ,cannas1 s huma pequ5a p>te cahe na meza1 e a maior p>te1 fluctu&o por cima dellas1 logo que cessro de s(fr] a compresso1 s5do de natureza esponjosa1 e ela/ica1 torno a beb] o sumo espremido4 ,na segunda passagem p\co ap]to p]cebem2 porque passo por huma fieira igual primeira1 e por consequ5cia he preciso que sejo r$uzidas pela *apeao a p>tes m9imas1 p>a se lhe aproveit> o sumo4 ,pelo me?odo propo/o1 appres5t&o-se a ,canna em l9ha obliqua1 qu&o recebe o ap]to1 d sahida ao sumo pela mesma ,canna1 e deposita na meza todo1 o que espreme4 ,qu&o acab\ de pass> a ,canna1 e o ,escravo da p>te oppo/a a dobra ao meio1 p>a a appres5t> na mesma l9ha obliqua2 pelo seu angulo1 ou curvatura1 recebe na fieira da mo5da hum ap]to maior que o primeiro2 porque em igual ou sup]ior volume1 tem p>tes mais solidas que comprimir1 faz fic> o bagao scco1 inteiro1 apto p>a se faz] em feixes1 que podem s]vir p>a z =nalhas2 o que he impossivel no me?odo usado1 porque fica r$uzido quasi a p4 ,a diff]5a de hum a outro me?odo he de nove a c9co5ta1 vantagem inapreciavel em semelhantes fbricas4 ,eu no sei que haja em todo o ,brasil1 quem reuna =z p>a mo] e/a quantidade de ,canna de ,junho a ,setembro1 que he o v]dadeiro tempo1 e so cem dias de s]vio2 talvez no hav] meia duzia de fbricas1 que posso faz] ametade1 porque ento f>io de seis a sette mil arrobas de ,assuc>4 ,vejo que h eng5hos1 que p>a tres1 ou quatro mil arrobas1 pr9cipio em ,maio1 e acabo em ,dezembro1 por no pod]em mais1 empreg&o dia1 e noite ne/e trabalho1 e assim mesmo p]dem ,canna1 que no podem mo]4 ,trabalh&o-se de/a sorte1 os hom5s1 e os animaes se e/rago1 o dia he p>a trabalh>1 e a noite p>a descanar1 e/a a ordem da natureza1 que se no inv]te impunem5te4 ,adopt&o-se e/a frma de mo]1 pde a noite fic> salva4 ,pr9cipia-se das quatro horas da manh at ao meio dia1 das duas horas da t>de at s dez da noite2 ne/as dezaseis horas de s]vio1 cada hum pde trabalh>1 segundo z suas =z4 ,suppondo que qu] mo] dezaseis c>ros de ,canna1 faa appres5t> mo5da s seis1 ou oito ,cannas 7que he hum feixe7 cont9uadam5te1 na repassagem faa dobr> tres1 ou quatro1 tudo como acima se diz1 e de/a sorte pde augm5t>1 e dim9uir1 segundo z suas =z1 e vontade4 ,ne/as duas horas depois d meio dia1 e s dez da noite1 ba/a que sejo lavadas s mo5das1 m5os que o calor no seja int5so1 ou que haja trovoadas2 porque ento todas z vezes que se en*e o co*o1 devem s] lavadas4 ,veja-se a ,e/ampa ,,iv4 ,descripo d que contm a casa de caldeiras actualm5te4 ,a ,casa de caldeiras1 onde se fabrica o ,assuc>1 he de c9co a oito palmos1 mais baxa que a d eng5ho1 e contm o que se segue4 ,p>ois de caldo frio1 ,p>ois de caldo qu5te1 ,rom9hois1 ,espumadeiras1 ,bat$eiras1 ,rep>tideiras1 ,caldeira1 e ,cox9ha1 ,bangu com suas ta*as1 ,esfriadeira1 ,frmas p>a lanar a calda1 de que se faz o ,assuc> bruto1 ,c>canha1 ,massa de ,mamono1 ,espatulas1 ,tanque de prep>> o b>ro1 que ha de cl>ific> o ,assuc>1 ,vasos com decoada1 e ,vasos com agua4 ,p>ol de caldo frio1 he hum co*o1 ou especie de tanque1 feito de taboas1 e pelo commum cavado n'hum grosso madeiro1 com maior1 ou m5or comprim5to1 e l>gura1 e capacidade de cont] tanto liquido1 quanto en*a a caldeira1 sem sobej>4 ,h alguns eng5hos1 que j os tem de cobre4 ,p>ol de caldo qu5te1 he o mesmo que de caldo frio1 porm maior1 por s] de/9ado a receb] o liquido depurado da caldeira1 huma1 e mais vezes1 donde passa p>a z ta*as4 ,rom9hol he huma especie de cass>ola de cobre1 que pde cont] de quatro a seis libras de agua2 qu&o tem hum cabo comprido1 e com elle se tira o liquido da caldeira p>a o p>ol de caldo qu5te1 toma o nome de pomba4 ,espumadeira1 todos sabem o que he1 a que s]ve nos eng5hos1 tem hum cabo at dez palmos4 ,bat$era1 he huma *apa de cobre circul>1 com p\co mais de hum palmo de diametro1 huma concavidade de duas pollegadas no c5tro1 que vai dim9u9do p>a a circumf]5cia1 com hum cabo comprido4 ,rep>tideira1 he huma especie de cass>ola de cobre1 que pde cont] at dez libras de agua4 ,a ,caldeira1 he pelo commum de f]ro1 tem de c9co a seis palmos de diametro na boca1 outro tanto de altura1 s5do m5os l>ga no fundo2 he ass5tada de frma1 que fica a sua boca p\co mais alta que a sup]ficie d t]r5o1 s5do e/e ladrilhado roda della1 com huma pequ5a incl9ao1 que faz corr] z espumas que a ,caldeira lana a hum receptaculo1 a que se *ama ,co*9ha4 ,a ,co*9ha1 he hum pequ5o tanque de taboas1 que tem seu regi/o2 o liquido que recebe1 que no so espumas1 torna a pass> p>a a ,caldeira2 z espumas por huma calha cob]ta1 vo deposit>-se ao seu receptaculo na casa da agu>d5te4 ,bangu1 he huma =nalha comprida1 com quatro palmos de altura1 que contm tres1 quatro1 e c9co ta*as de f]ro1 de tres a quatro palmos de diametro1 da maior m5or1 que se di/+uem com os nomes1 qu&o so tres 7o que he o mais commum7 de ta*a de receb]1 de coz]1 e de bat]4 ,no mesmo bangu e/ outra ta*a encravada1 que no recebe fogo1 que se di/+ue com o nome de bacia1 ou esfriadeira1 e he de cobre1 p>a onde passa a calda de ,assuc> em ponto1 e de/a bacia he que vai p>a z frmas4 ,z frmas so feitas de b>ro1 de figura conica1 de dois palmos p\co mais de diametro na boca1 acab&o p>a o fundo quasi agudas1 com hum buraco de meia pollegada4 ,a ,espatula1 he huma especie de p de taboa1 que s]ve de mex] o ,assuc> nas frmas1 e imp$ir a sua mui prompta cond5sao4 ,a ,c>canha1 he o ap>elho de faz] a decoada1 que se faz com a c9za de toda a l5ha1 pref]9do a de gor>ema1 ou po de alho1 que se tem reconhecido s] rica em alcali2 a e/a c9za mi/uro algumas h]vas acres1 p>a augm5t> o que *amo queimo da decoada2 en*em com e/a c9za1 e h]vas1 doze a v9te frmas1 que fico levantadas d *o alguns palmos1 enfiadas em buracos proporcionados feitos em taboas2 lano em cima de/as frmas agua qu5te1 que1 filtr&o-se por entre z h]vas acres1 e a c9za1 cahe pelo furo da frma gotta a gotta1 n'hum recipi5te1 donde se tira p>a o uso4 ,a massa de ,mamono1 so z sem5tes de/e vegetal bem pizadas4 ,o tanque de prep>> o b>ro1 he hum co*o1 no qual se deita muita agua1 e b>ro1 que com hum rodo se faz dissolv]1 fic&o n'huma especie de lodo1 que se lana em cima das frmas de ,assuc> bruto4 ,os vasos1 onde e/ a decoada1 e agua p>a o uso1 so frmas com algum defeito1 a que se tapa o buraco que tem no fundo4 ,como se trabalha na fbrica d ,assuc>4 ,*eio que seja o p>ol de caldo frio1 d sumo das ,cannas espremidas nas mo5das 7o que actualm5te se no faz em m5os de quatro a seis horas7 corre por huma calha p>a a caldeira1 que fica hum palmo por en*]4 ,e/a caldeira1 que tem sua =nalha p>ticul>1 e hum ,escravo1 que a s]ve com l5ha1 pr9cipia a receb] hum fogo viol5to2 proporo que o liquido aquece1 sobe sua sup]ficie huma especie de gusmo1 a que se *ama ca*assa1 que he tirada com a espumadeira pelo obreiro1 que gov]na a caldeira1 e lanada na co*9ha p>a por huma calha s] conduzida casa da agu>d5te4 ,e/a op]ao1 a que se *ama desca*ass> a caldeira1 dura tanto tempo1 quanto t>da o f]v] o liquido1 o que pelo commum1 segundo o gr&e calor que recebe1 no *ega a meia hora4 ,logo que f]ve1 pr9cipia o uso da decoada2 lano-lhe mais1 ou m5os rom9hois della1 segundo que o sumo da ,canna contm mais1 ou m5os p>tes oleosas1 e tem maior1 ou m5or d5sidade2 e se he muito d5so1 e rico em sal1 int]poladam5te se lhe lana agua1 e decoada4 ,e/a decoada1 comb9&o-se com o oleo1 faz hum sabo1 que nda na sup]ficie d liquor em frma de espuma1 que he tirada proporo1 que se ajunta4 ,qu&o a viol5cia d fogo1 dilat&o o liquido1 o faz sublev> acima das bordas da caldeira1 s vezes hum1 e dois palmos2 huma pitada de massa de ,mamono1 lanada em cima1 in/antaneam5te o faz abat]1 e r$uz a mais de hum palmo abaixo das bordas della4 ,o signal1 p>a se conhec] se o liquor de/a caldeira tem o cosim5to preciso1 a que *amo e/> limpa1 ou ajudada1 he hum segr$o1 de que fazem my/]io os ,me/res de ,assuc>2 ora i/o he huma g5te1 pretos1 p>dos1 ou ,indios1 que pelo commum no sabem lr1 e1 em quanto a mim1 no tem outro m]ito1 e sci5cia1 que a de s]em fiis1 duros ao somno1 e t]em hum p\co de cuidado1 por s] preciso ne/as fbricas trabalh> de dia1 e de noite4 ,qu&o se julga limpo o liquido da caldeira1 passa ao p>ol de caldo qu5te1 onde he lanado a brao1 pelo caldeireiro1 com a pomba4 ,cont9ua o trabalho com mais caldo frio2 e/&o prompto1 passa ao p>ol de caldo qu5te1 e qu&o ne/e p>ol h quantidade suffici5te p>a pass> s ta*as1 e1 que depois de/as trabalh>em1 no posso p>> falta delle1 en*e-se a primeira ta*a1 *amada de receb]1 depois de t] aqui engrossado alguma c\sa1 passa della a brao p>a a de cos]1 e de/a p>a a de bat]4 ,assim que o liquido pass\ da ta*a de receb] p>a a de cos]1 en*e-se a de receb]1 e assim progressivam5te1 de sorte que z ta*as no fiquem p>adas4 ,todas e/as ta*as so espumadas1 e levo massa de ,mamono4 ,a frma de bat] na ultima ta*a1 he levant> o liquido1 que j e/ em calda1 com a bat$eira1 e virallo com incl9ao sobre huma p>$e alta1 =rada de tijolo1 que borda1 e circumda1 mais que ao meio1 a mesma ta*a1 e qu&o suppem t] alcanado o ponto necess>io1 he1 de/a ta*a de bat]1 passado p>a a bacia de esfri>1 e daqui com a rep>tideira vai p>a z frmas1 que e/o no que se *ama t5dal1 que he huma especie de antep>o1 *eio de bagao de ,canna1 em cima de cujo bagao e/o z frmas1 que so no num]o de sete1 a que *amo huma v5da2 no se en*em de huma vez1 he rep>tida a calda por todas2 e como a quantidade1 que se apur\1 no *ega p>a z en*]1 completo-se com o segundo1 e t]ceiro cosim5to4 ,e/a calda1 lanada nas frmas1 he mexida com a espatula1 p>a imp$ir a cond5sao1 e agregao mui prompta da gran d ,assuc>1 a que *amo coalh>4 ,qu&o z frmas fico *eias1 e o ,assuc> coalha1 tira-se a rolha1 que tapa o buraco d fundo1 p>a d> sahida ao mel1 ou ,assuc> decompo/o1 cujo mel he conduzido por huma calha ao seu receptaculo4 ,o ,assuc> mui trigueiro1 que contm e/as frmas1 he o que se *ama ,assuc> bruto4 ,passo agora d t5dal p>a a casa de purg>4 ,e/a casa he assobradada1 e nas taboas d soalho h muitos buracos r$ondos1 de seis pollegadas de diametro1 onde se firmo z frmas1 p>a s]em b>readas4 ,a coxia1 ou casa1 que fica por baxo de/e sobrado1 he ladrilhada com incl9ao das p>$es ao c5tro1 onde h hum canal1 que recebe o mel1 que z frmas de si lano1 e o conduz a hum tanque1 donde se tira p>a o uso4 ,d tanque de prep>> o b>ro1 se tira em huma vasilha1 a especie de lodo1 a que he r$uzido1 e se lana em cima das frmas3 e/e lodo1 que cons]va a agua em si1 a vai l>g&o a p\co1 e p\co1 a qual1 introduz9do-se por entre o ,assuc>1 precipita o mel1 p>a sahir pelo buraco d fundo da frma4 ,scco que seja e/e b>ro1 tira-se da frma1 lana-se segundo1 e a9da t]ceiro4 ,com e/es tres b>ros1 se suppem fic> a frma1 como *amo1 lavada4 ,succ$e p\cas vezes s] o ,assuc> de/a frma todo branco1 o commum he s] branco da sup]ficie1 at huma t]a p>te da frma1 m5os branco a segunda t]a p>te1 trigueiro1 dos dois t]os p>a o fundo4 ,e/as tres especies de ,assuc>1 se di/+uem com os nomes de f9o1 ou r$ondo1 batido1 e mascavado2 e/e ultimo he a9da subdividido em div]sos mascavados1 segundo1 que he mais1 ou m5os trigueiro4 ,o ,assuc>1 assim trabalhado1 dim9ue huma t]a p>te1 p\co mais1 ou m5os1 em quantidade de sorte1 que1 se z frmas contm tres arrobas de ,assuc> bruto1 fica r$uzido a duas de todas z qualidades4 ,depois que o ,assuc> se suppem purgado1 passa da casa de purg> p>a o t]reiro1 ou eira1 onde he tirado das frmas1 e com hum faco divididas z qualidades2 e depois de r$uzido a pequ5as p>tes1 he lanado em diff]5tes toldos1 ou l5oes de panno grosso1 p>a que o calor d ,sol lhe faa evapor> a humidade1 e desseque4 ,he dalli conduzido casa d encaixe1 onde se deita em caixas1 que podem cont] de qu>5ta a c9co5ta arrobas2 e socado a piles2 e pregadas z caixas1 conduzidas ao armazem1 ou trapi*e1 onde1 depois de julgadas z qualidades pela ,meza da ,inspeco1 he v5dido4 ,notas sobre e/a frma de faz] ,assuc>4 ,por no se sab] mo] ,canna1 ga/a muito tempo o p>ol a en*]-se4 ,ne/as quatro1 e mais horas1 que o sumo da ,canna1 liquido mui compo/o1 se deixa em rep\so1 f]m5ta2 o que deprava o liquor1 e dim9ue a quantidade de ,assuc>1 e sua qualidade4 ,se o p>ol he de madeira1 cons]va sempre em si hum f]m5to1 que ajuda extraord9>iam5te e/a det]iorao4 ,qu&o o caldo da ,canna passa d p>ol p>a a caldeira1 vai frio2 e/a1 que he de f]ro coado1 e e/ muito qu5te1 receb5do rep5t9am5te huma impresso to e/ranha1 pde ra*>1 o que muitas vezes succ$e4 ,hum calor mod]ado1 que faz subir sup]ficie d liquor1 z p>tes impuras1 a que se *ama ca*assa1 no dura o tempo que he preciso2 logo que a caldeira levanta f]vura1 todas z p>tes so confundidas3 a decoada1 que se lhe lana1 tem a propri$ade de se comb9> com z p>tes oleosas1 e acidas1 e de n5huma sorte com e/e gusmo1 que incorpor&o-se com o ,assuc>1 o faz trigueiro1 e p]d] a qualidade4 ,o obreiro1 que gov]na e/a caldeira1 a9da que o desca*assalla no dure meia hora1 faz hum trabalho fatigante1 pela po/ura curva1 em que he preciso e/>2 e mais se fatiga a9da1 qu&o1 julg&o-a limpa1 lana o liquido a brao com a pomba1 no p>ol de caldo qu5te4 ,os p>ois de caldo qu5te1 tem o mesmo defeito1 que os de caldo frio1 se so de madeira2 e se o liquido1 que nelles se deposita1 *ega a esfri>1 o que quasi sempre succ$e4 ,o bangu1 he proporcionado ao p\co1 que se trabalha4 ,a con/ruco de/a =nalha1 he positivam5te m1 o fogo faz o seu effeito inv]sam5te4 ,a ta*a1 *amada de receb]1 que pde com mais calor1 por s] o liquido que contm1 m5os d5so1 he a ultima proxima *am92 a de coz]1 e/ no meio1 a de bat]1 e apur> o ,assuc>1 he junto boca da =nalha4 ,p>a que a ta*a de receb] t5ha maior calor1 descobrem-lhe mais o fundo1 m5os a de coz]1 e muito p\co de bat]4 ,a9da que o liquido1 que contm e/as ta*as1 e/eja a f]v]1 a voz d ,me/re de ,assuc> no cessa de diz]3 ,=nalheiro1 deita l5ha4 ,e/e fogo demasiado decompem o ,assuc>1 trans=ma-o em mel1 ou ,assuc> queimado4 ,em algumas fbricas h j bangus1 em que quatro1 e c9co ta*as recebem o fogo directam5te2 porm os obreiros1 que z fazem1 g5te mat]ial1 e sem pr9cipios2 os ,me/res de ,assuc>1 tirados d seu trilho1 sem capacidade p>a mod]> o fogo1 que pela =nalha direta1 se augm5ta muito2 huma boca mui pequ5a1 que nellas se pz1 e faz precis> o ra*>-se l5ha1 ou s]vir-se s de l5ha miuda2 hum crivo desproporcionado1 a boca da =nalha ab]ta1 todas e/as c\sas fazem1 com que a maior p>te use das antigas4 ,a bacia1 ou esfriadeira1 he inutil4 ,z frmas de b>ro tem pequ5a base1 e muita altura2 a9da que e/es defeitos no fossem ba/antes1 a sua fragilidade devia fazellas desprez>4 ,a decoada1 e frma de a faz]1 no pde s] mais defeituosa2 z h]vas acres1 s s]vem de a t+ir1 e a cr1 que lhe communico1 se incorpora com o ,assuc>4 ,t5ho vi/o p>> eng5hos1 e bem notaveis1 por falta de decoada2 a9da que haja c9za1 so precisos dois1 e tres dias p>a se faz]2 no h regra1 humas vezes he =te1 outras fraca4 ,a massa de ,mamono1 quasi sempre he podre1 ao m5os cons]va hum *eiro dete/avel4 ,no h escolha no b>ro p>a cl>ific> o ,assuc>2 qualqu] s]ve1 he sempre de hum c9z5to escuro1 e qu&o1 depois de scco1 se tira de cima da frma1 deixa enco/rado sobre o ,assuc>1 hum s$im5to negro4 ,a frma de secc> o ,assuc> no t]reiro1 he pessima2 alm de s] preciso t] s5t9ela1 a9da que quem o vigia1 seja hum ,argos1 no imp$e1 que se furte muita p>te2 a =miga1 a gal9ha1 o co1 o porco1 todos o comem2 o v5to faz deposit> nelle mil impuresas2 se h *uvas cont9uadas1 o que succ$e muitas vezes1 no pod5do z frmas sahir da casa de purg>1 mlla o ,assuc> nellas2 a e/ufa salta aos olhos1 porm n+uem a pz a9da em prtica4 ,o bat] a calda1 levant&o-a da ta*a na bat$eira1 com incl9ao sobre huma p>$e1 onde cahe muita p>te della1 no sei que i/o possa s]vir p>a faz] ,assuc>1 vejo que se faz hum enco/ram5to na p>$e1 que he preciso fao p>a o arranc>2 e/a especie de ,assuc> enco/rado1 a que se *ama rapadura1 p>a t] algum valor1 he preciso torn> primeira ta*a1 e antes que a ella v1 tem mil descam9hos4 ,o tanque d mel1 alm de s] huma v]dadeira s5t9a1 hum aggregado de mil imundicias1 o mel faz apodrec] o tijolo1 a que faz p]d] pela t]ra muita p>te1 que bem acondicionada1 se aproveit>ia em agu>d5te4 ,pr9cipios1 que devem conduzir o fabricante de ,assuc>4 ,qu&o de hum todo1 ou compo/o1 se qu] extrahir huma p>te1 he preciso conhec] e/a p>te1 e z mais1 que com ella fazem o mesmo todo1 e sab] a frma de z sep>>4 ,o ,assuc> purificado1 segundo ,c>!us]1 he hum corpo concreto1 sal9o1 =mado de huma t]ra soluvel1 de hum acido subtil 7de que huma p>te he intimam5te unida a huma base alcal9a1 e calc>ea7 e de huma sub/ancia oleosa inflammavel4 ,o sumo1 ou caldo de ,canna1 que contm e/e sal delicioso1 he hum compo/o de agua1 mel1 oleo1 e acido2 e das mat]ias extractivas1 da casca1 dos ns1 e das fibras longitud9aes da mesma ,canna4 ,deve-se busc> na fbrica d ,assuc>1 o sep>> e/as tres especies de mat]ias extractivas1 rez9osas1 ou feculas 7que fazem o que se *ama ca*assa7 o oleo1 e acido sup]abundantes1 e evapor> a agua4 ,e/as op]aes1 que so *ymicas1 s5do bem feitas1 con/ituem o bom ,me/re de ,assuc>4 ,o unico meio1 at agora conhecido1 p>a sep>> z tres feculas1 que fazem a ca*assa1 he hum calor1 que a mo no possa support>1 porm que de n5huma frma *egue ao gro de f]vura4 ,p>a sep>> o oleo1 e acido sup]abundantes1 no se sabe de outro meio mais1 que os alcalis1 vegetal1 e calc>eo1 qu]o diz]1 z decoadas de c9za1 e de cal1 comb9adas4 ,qualqu] de/as duas decoadas por si1 tem a propri$ade de se unir aos oleos1 e acidos1 e faz] com elles hum sabo1 que se mo/ra na frma de espuma2 porm ,b]gman obs]v\1 que o alcali calc>eo pref]e o acido1 e o alcali vegetal o oleo2 o que faz precis> a comb9ao de/as duas especies da alcalis1 p>a a depurao d ,assuc>4 ,se o sumo1 ou caldo de ,canna he muito aquoso1 oleoso1 acido1 p\co assuc>ado1 qu]o diz]1 produzido por huma ,canna taiba1 ou selvagem1 deve s] s]vida a caldeira com decoada pura1 no ponto1 em que fica1 segundo a frma de a faz]1 que logo direi4 ,se1 pelo contr>io1 he rico em sal1 p\co aquoso1 muito d5so1 produzido por huma ,canna de boa qualidade1 deve a decoada s] enfraquecida com agua pura4 ,e/a maior1 ou m5or =a da decoada1 he relativa ao sumo1 ou caldo de ,canna1 por s] preciso t]1 onde se empregue1 p>a det]ior> o ,assuc>1 e communic>-lhe hum go/o lexivial4 ,a evaporao da agua deve s] feita por hum fogo graduado1 e p\pado2 por s] fysicam5te demon/rado1 que qualqu] liquido1 *eg&o a levant> f]vura1 tem alcanado o maior gro de calor1 de que he capaz1 e que he em pura-p]da1 toda a mais l5ha1 que se lana na =nalha4 ,e/e calor demasiado1 p]dido p>a a evaporao1 decompem o ,assuc>1 e o r$uz a mel1 ou ,assuc> queimado4 ,a evaporao de qualqu] liquido1 he em raso da sua sup]ficie2 p>a e/a se augm5t>1 he preciso levant> o liquido1 e deixallo cahir em columna2 tanta he a sup]ficie de/a1 quanta a augm5tao da evaporao1 respeito que t9ha na ta*a simplesm5te f]v5do4 ,todo o liquido mucoso1 doce1 t5do fluidez suffici5te1 ajudado pelo calor1 e influxo d r1 entra promptam5te em f]m5tao4 ,e/a f]m5tao decompem o ,assuc>1 que tran=ma em espirito1 de sorte1 que c]ta quantidade de liquido1 que produziria v9te1 se *ega a f]m5t>1 pde d> sm5te qu9ze1 dez1 e mesmo nada1 e esse m5os que se fiz]1 ha de s] de m qualidade4 ,o gro de frio1 que gla a agua1 imp$e a f]m5tao1 porm e/e meio s a natureza o pde d>1 e no ,brasil he impossivel2 o que temos na nossa mo1 e facil1 he d>mos1 e cons]v>mos hum calor ao liquido1 que quasi o faa f]v]4 ,a raso porque se diz1 s] bom trabalh> em qu5te1 e muito mo em frio1 he por e/e frio s] o d r1 que no ,brasil ajuda prodigiosam5te a f]m5tao1 e o qu5te1 he o liquido quasi f]v5do1 que a imp$e4 ,ora1 sah9do o caldo quasi f]v5do da caldeira1 e pass&o s ta*as quasi com e/a qu5tura1 trabalha-se bem1 e apura-se o mais possivel2 esfri&o no p>ol1 assim que alcana o calor1 que favorece a f]m5tao1 entra logo nella1 porque a natureza no pra2 e quanto mais tempo assim se cons]va1 tanto mais se det]iora1 p]de o r5dim5to1 e cu/a a trabalh>4 ,prep>o p>a manufactur> o ,assuc>4 ,dois p>ois de cobre bem e/anhados1 que no t5ho mais de dois palmos de altura1 com suffici5te l>gura1 e comprim5to1 p>a cont] cada hum tanto liquido1 quanto caiba na caldeira1 sem sobej>4 ,devem s] cub]tos de taboas1 p>a imp$ir o mui livre contacto d r2 com hum furo na tampa1 p>a d> entrada a hum grosso1 e comprido funil1 que recebe da calha o sumo da ,canna1 e o deposita no fundo d p>ol4 ,devem t] na p>te mais commoda d fundo hum grosso furo1 onde he soldado1 hum curto tubo1 que hum comprido torno tapa1 p>a1 qu&o = tempo1 d> sahida ao liquido1 que huma calha conduz caldeira4 ,devem t] sua =nalha1 que pde s] commua a ambos1 e s]em ass5tados nella com huma pequ5a incl9ao1 p>a facilit> a sahida d liquido4 ,duas caldeiras1 cada huma com sua =nalha2 ass5tadas o mais alto possivel1 bordadas de ladrilho1 com sua co*9ha p>a receb] sm5te espumas4 ,dois funis gr&es de folha de fl&res1 com altura1 que posso *eg> ao fundo das caldeiras4 ,hum bangu de tres ta*as1 cuja proporo1 e frma adiante descrev]ei4 ,quatro esfriadores4 ,o esfriador1 he huma especie de caixo1 com dois palmos de altura1 oito de comprido1 e tres de l>go1 feito de cossueiras de boa madeira1 bem apla9adas4 ,cem frmas4 ,a frma tem a figura de prisma triangul>1 deve s] feita de cossueiras de boa madeira1 bem apla9adas1 de quatro palmos de comprido1 dois1 ou mais de l>gura1 faz5do huma ab]tura de dois palmos1 fe*&o em baxo1 e deix&o ab]ta huma f5da de duas l9has2 apla9adas no fundo1 p>a faz]em hum ass5to de tres a quatro pollegadas2 z cabez ho de s] malhetadas1 e feitas com toda a solidez4 ,a ,figura ,,ii4 da ,e/ampa ,,vii41 mo/ra a frma vi/a com a boca p>a cima2 e a ,figura ,,iii4 mo/ra a mesma frma com o fundo p>a cima1 e a f5da ab]ta p>a esco d mel4 ,tres baldes de valvula em pol1 hum p>a s]vir z caldeiras1 outro z duas primeiras ta*as1 e o t]ceiro he p>a s]vir sm5te a ta*a1 *amada de bat]4 ,e/es baldes devem s] de e/anho1 a valvula1 d mesmo metal1 ass5tada em boa solla2 a ponta de/a valvula deve cont] hum pequ5o aro1 onde jogue hum arame grosso de dois palmos1 e meio de comprido2 ne/e arame1 que acaba tambem em aro1 pr5de huma delgada corda1 que1 pass&o na pol1 *eg&o mo d obreiro1 facilita-lhe o levant> a valvula1 e deix> cahir o liquido em columna1 ou sobre huma calha1 segundo a necessidade4 ,o balde tem dois palmos de altura1 e palmo e meio por cada face1 e pde cont] nov5ta libras de agua2 a valvula tem p\co mais de hum palmo quadrado1 e a columna de liquido1 que desc>rega1 he de hum palmo4 ,o apoio da pol e/ em tres palmos1 a alavanca he de seis1 e como psa mais1 o obreiro balanceia o ps d balde *eio1 com tr9ta e tantas libras4 ,a ,e/ampa ,,vi4 mo/ra o trabalho d balde4 ,huma e/ufa4 ,e/a casa to util1 absolutam5te precisa1 que a neglig5cia1 a ignorancia1 a falta de economia tem despresado1 deve t] at v9te palmos em quadro1 feita de p>$es me/ras1 cub]ta de abobada re=ada2 com duas ab]turas da altura de hum homem1 e cada huma com duas portas1 feitas de cossueiras2 huma de/as ab]turas communica com a casa de purg>1 e a outra com a casa de encaixe4 ,deve t] tambem huma janella alta com dobradas portas1 p>a se abrirem defra1 qu&o = preciso refresc> o r da e/ufa4 ,todas e/as portas devem t] boas *aves4 ,d5tro de/a casa1 sobre pontaletes1 se fazem tres taboleiros1 com taboas bem sccas1 bem desemp5adas1 bem lisas1 unidas com meio fio1 que fiquem acima huns dos outros1 de seis a oito palmos4 ,o soalho de/a casa1 deve s] feito sobre abobada1 ou at]rado sobre ella4 ,na p>te ext]ior1 que communica com a v>&a1 tem e/a abobada huma ab]tura1 que d passagem ao calor1 communicado por huma =nalha1 a huma *apa de cobre circul> bem grossa1 de tres palmos de diametro4 ,e/a =nalha tem seu c9zeiro1 e he s]vida com l5ha pelo =nalheiro d ,bangu4 ,quatro ens9hos p>a os esfriadores4 ,e/e ens9ho tem v9te d5tes1 dezoito em prisma quadrangul>1 e os dois dos lados1 em prisma triangul>1 afa/ados huns dos outros1 duas l9has1 e cada d5te tem dois palmos de altura4 ,a ,figura ,,ii4 da ,e/ampa ,v41 mo/ra os d5tes vi/os de topo1 com a disposio1 figura1 e di/ancia1 que devem t] no seu e/ado natural2 o escuro da ,figura1 he a espiga1 que se introduz no taboo1 onde se firma o cabo porque puxa o obreiro4 ,alguns pannos1 p>a s]vir de coadores4 ,espumadeiras1 ,rom9hois1 ,rep>tideiras1 ,manteiga de caco1 ou qualqu] oleo doce1 p>a imp$ir a sublevao d liquido4 ,vasilhas de b>ro p>a decoada1 porque z de madeira communico-lhe cr4 ,quatro raspas de f]ro1 que t5ho a frma de en*s de m>tello4 ,frma de faz] a decoada4 ,p5eira-se meio alqueire de cal1 p>a sep>> todas z p>tes no calc9adas2 deita-se em huma frma1 ou qualqu] vasilha de bom b>ro1 eleva-se a hum =no de telha1 ou tijolo1 ou a qualqu] p>te1 onde receba gr&e fogo2 o calor1 que aqui recebe1 faz evapor> a agua da sua ext9co1 e a r$uz a cal viva1 ou virgem4 ,deita-se e/a cal virgem n'huma caldeira1 que cont5ha doze vezes o seu volume de agua2 depois de se demor> hum qu>to de hora1 tira-se e/a agua com hum rom9hol1 e se ca p>a outra caldeira4 ,tomo-se duas p>tes de c9za1 que he hum alqueire 7porque a c9za deve t] dobrada poro da cal7 e deita-se tambem n'huma caldeira1 que cont5ha doze vezes o seu volume de agua1 mexe-se bem com huma espatula1 deixa-se ass5t>1 tira-se e/a agua impregnada d sal da c9za1 e ca-se p>a a mesma caldeira1 onde e/ a agua de cal4 ,faz-se fogo a e/a agua2 a evaporao conc5tra os alcalis da c9za1 e cal1 faz-se de vez em qu&o a prova1 tir&o n'hum rom9hol huma p\ca de/a decoada1 deit&o-lhe hum ovo fresco em cima2 qu&o e/e ovo no vai ao fundo1 que sobr5ada huma p>te delle1 e descobre meia pollegada1 p\co mais1 ou m5os1 e/ feita a decoada no seu ponto4 ,a c9za que fic\1 tambem no he p]dida2 deitada1 e espalhada debaxo de hum alp5dre1 ou telheiro1 o r1 em p\cos mezes1 communica-lhe novos saes1 e queimada de novo1 produz mais alcali4 ,descripo1 e propores d ,bangu4 ,o ,bangue deve cont] tres ta*as1 a primeira1 a que *amo de receb]1 tem quatro palmos de diametro na boca1 a segunda tres e meio1 e a t]ceira tres4 ,a primeira ta*a1 tem a boca quatro palmos acima da sup]ficie da casa1 *amada de caldeiras2 a segunda ta*a1 seis palmos1 e meio1 e a t]ceira oito palmos1 e meio2 o que faz precis> hav] degros da primeira p>a a segunda1 e de/a p>a a t]ceira2 e huma rampa da ultima1 p>a a conduco da calda4 ,a disposio das ta*as de/a frma1 he p>a a columna d fogo arra/> pelo seu fundo1 por huma l9ha de tr9ta gros4 ,a boca da =nalha tem palmo1 e meio1 ou hum p quadrado1 deve s] feita de f]ro v]galho bem grosso1 e t] huma porta de f]ro1 que s deve abrir-se1 qu&o se s]vir com l5ha4 ,da porta de/a =nalha1 pela abobada1 que cobre o c9zeiro1 se descreve huma l9ha de qu9ze gros1 at dez palmos d int]ior della1 onde frma hum resalto de dois palmos1 e dahi se descreve outra l9ha de tr9ta e c9co gros1 que tambem tem dez palmos de comprido1 e acaba na p>$e1 que frma a *am94 ,e/a *am9 he hum quadrado de oito pollegadas por cada face1 que corresponde ao c5tro da =nalha4 ,na abobada1 que cobre o c9zeiro1 h hum buraco de seis pollegadas em quadro1 que corresponde ao c5tro d fundo da primeira ta*a1 e deve s] =mado por huma b>ra de f]ro v]galho grosso1 quadrilat]ado4 ,a boca de/e c9zeiro1 deve t] dois palmos quadrados1 e elle s] ladrilhado4 ,a ,e/ampa ,v4 ,fig4 ,i4 mo/ra o bangu com z p>$es dos lados abatidas1 p>a se v] facilm5te todo o seu int]ior1 e propores4 ,num4 #a1 #b1 e #c1 z tres ta*as2 #d1 a boca da =nalha2 #e1 o vo da =nalha2 #f1 o resalto de dois palmos2 #g1 a boca da *am92 #h1 a boca d c9zeiro2 #i1 o vo d c9zeiro2 #aj1 a communicao d c9zeiro1 com a =nalha4 ,a l9ha de #d a #g1 he de #cj gros3 ,a l9ha de #f a #g1 he de #ce gros3 ,a l9ha de #d a #f1 he de #ae gros3 ,o *eio1 so p>$es de tijolo3 ,o ponteado he o at]ro4 ,e/a =nalha he a de ,macqu]1 adoptada no modo possivel fbrica d ,assuc>4 ,s]vida com l5ha1 o fogo accs1 a boca tapada1 o r r>ificado d5tro pelo calor1 com to prompta sahida pela *am91 absorve1 pelo canal d c9zeiro1 huma columna de r1 com maior1 ou m5or rapidez1 segundo a sahida que tem4 ,e/e r1 alim5t&o o fogo1 o faz subir tambem em columna ao c5tro d fundo da primeira ta*a1 e daqui corre1 arra/&o o fundo da segunda1 e t]ceira1 p>a sahir pela *am94 ,e/a sahida1 que he de sess5ta e quatro pollegadas quadradas1 respeito da entrada1 pelo c9zeiro1 que he de tr9ta e seis1 augm5ta extraord9>iam5te o movim5to1 e por consequ5cia1 a int5sidade d calor4 ,e/e calor1 com dois tijolos na boca da *am91 mod]a-se1 segundo a preciso4 ,e/&o todo o vacuo da *am9 ab]to1 e a =nalha com l5ha suffici5te1 he o maior calor possivel2 e com a mesma quantidade de l5ha1 tap&o-se mais1 ou m5os1 a boca da *am91 dim9ue proporcionalm5te4 ,a frma de alim5t> o fogo de/a =nalha1 he lanar-lhe d5tro hum po1 que t5ha at seis pollegadas de diametro1 p\co mais1 ou m5os1 com oito palmos de comprido1 cuja ponta se faz *eg> at ao resalto1 e alguns feixes de bagao2 e/e po se puxa com hum gan*o de f]ro1 a *eg> a ponta a cobrir a communicao d c9zeiro1 com a =nalha1 proporo1 que o fogo a devora2 e assim se cont9ua1 ,a ,e/ampa mo/ra tambem o fogo4 ,prep>o d b>ro p>a cl>ific> o ,assuc>4 ,o tanque de prep>> o lodo1 com que se ha de cl>ific> o ,assuc>1 he o actualm5te praticado2 porm em lug> de b>ro c9z5to escuro1 deve1 us>-se de b>ro branco1 de que h abundancia em todas z p>tes1 com o cuidado de o depur> da ara1 e pirites4 ,piza-se1 que fique em p1 huma poro de b>ro branco bem scco1 deita-se e/e p n'hum co*o *eio de agua1 agita-se com hum rodo1 e d-se tempo a que z pirites1 e arz como mais pesadas1 se precipitem ao fundo4 ,e/a agua impregnada das p>ticulas b>r5tas1 tira-se com hum rom9hol p>a o tanque de prep>> o lodo4 ,cont9ua-se o mesmo s]vio1 torna-se a pass> a agua impregnada d b>ro2 e qu&o h suffici5te quantidade1 deixa-se ass5t>1 e tira-se a agua sup]abundante2 e de/e b>ro assim purificado1 he que se frma o lodo1 p>a cl>ific> o ,assuc>4 ,se a agua1 depois de precipitado o b>ro1 cons]va alguma cr1 deve-se tir>1 e lanar outra1 e agit> com o b>ro precipitado1 at que fique cri/all9a1 p>a que no v incorpor>1 com o ,assuc>1 a cr1 que o b>ro pde communic>-lhe4 ,i/o he trabalho1 que se faz por huma vez1 porque e/e b>ro pde dur> sempre4 ,me?odo p>a trabalh> na fbrica d ,assuc>4 ,assim que o caldo da ,canna espremida nas mo5das cahe da bica no funil1 que o conduz ao fundo d p>ol1 acc5de-se logo fogo na sua =nalha1 cujo fogo se entretem gradualm5te1 de sorte1 que o liquido nunca *egue a levant> f]vura2 porm que a mo no possa support> o seu calor1 o qual se cons]va1 em quanto os p>ois contiv]em liquido4 ,qu&o1 depois de *eio o primeiro1 passa a bica p>a en*] o segundo1 trata-se e/e segundo da mesma sorte que o primeiro4 ,*eio o segundo p>ol1 passa o liquido p>a a primeira caldeira1 por huma calha1 que se aju/a ao seu fundo1 na p>te1 onde e/ o tubo de desc>ga2 e antes d torno se tir>1 pem-se hum coador sobre a calha1 p>a no pass> caldeira mais que o liquido2 dev5do hav] o maior cuidado1 qu&o se aproxim> ao fundo o gusmo1 a que se *ama ca*assa1 que o calor fez subir sup]ficie1 de tap> logo1 p>a que caldeira no v p>te alguma delle4 ,deita-se ento agua ne/e p>ol1 e lava-se1 cuja agua se mi/ura com o gusmo1 e o ajuda a corr] por huma calha1 ao seu receptaculo1 na casa da agu>d5te4 ,depois de *eio segunda vez o primeiro p>ol1 passa o liquido d segundo p>a a segunda caldeira1 com z mesmas precaues d primeiro1 e assim cont9ua o trabalho1 no se despej&o nunca hum1 sem que o outro e/eja *eio4 ,fic&o a caldeira quasi hum palmo por en*]1 lana-se fogo na =nalha1 p>a faz] f]v] o liquido1 hav5do sempre a lembrana1 que1 *eg&o a levant> f]vura1 he escusado deit> mais l5ha1 porque he p]dida2 porm e/a f]vura deve-se entret]4 ,pr9cipia agora o uso da decoada4 ,introduz-se na caldeira hum dos dois gr&es funis1 e por elle he que se lana a decoada1 p>a os alcalis faz]em subir d fundo sup]ficie1 o oleo1 e acido sup]abundantes1 em frma de espuma1 que se sep>a1 assim que ap>ece4 ,qu&o se no vem mais espumas escuras1 julga-se limpa a caldeira1 e pr9cipia a simples evaporao2 porm o liquido de/a caldeira no passa s ta*as1 sem que a outra caldeira e/eja tambem com o seu liquido depurado4 ,e/&o o liquido de ambas z caldeiras prompto1 passa s ta*as o da primeira1 p>a r5ov> o trabalho com o segundo liquido d primeiro p>ol1 e assim vai cont9u&o2 de sorte1 que z caldeiras tem tres usos3 so vasos depuratorios1 vasos evaporatorios1 e p>ois de caldo qu5te4 ,o liquido da caldeira1 sobe no balde de valvula1 que por huma calha o conduz primeira1 e segunda ta*a2 e/e balde s]ve tambem de augm5t> a evaporao1 levant&o o liquido1 e deix&o-o cahir em columna1 se h necessidade de accel]> e/e s]vio nas caldeiras4 ,z tres ta*as d ,bangu1 devem s] consid]adas1 como vasos evaporatorios4 ,a primeira1 *amada de receb]1 e a segunda de cos]1 recebem o liquido da caldeira2 depois de engross> nellas hum p\co1 passa p>a a ta*a1 *amada de bat]2 ne/a ultima he1 que o liquor alcana a sua p]feio2 p>a o conc5tr>1 deve s] levantado no balde muitas vezes1 e deixallo cahir em columna4 ,qu&o de/a frma tem alcanado o ponto1 passa p>a o esfriador4 ,e/as tres ta*as podem s] todas1 de receb]1 de cos]1 e de bat]1 t5do cada huma seu balde1 e pass> a calda de cada huma dellas p>a o esfriador2 porm1 como a primeira ta*a recebe mais fogo1 que a segunda1 e e/a1 que a t]ceira1 e o fogo1 se he viol5to1 queima o ,assuc>1 que r$uz a mel1 he melhor faz] a conc5trao na t]ceira ta*a1 sempre com o cuidado1 de que a =nalha no t5ha mais fogo1 que o preciso p>a levant> f]vura4 ,di/+ue-se o ponto da calda de ,assuc> em tres e/ados1 que so ponto fraco1 ponte =te1 e ponto muito =te4 ,conhece-se o ponto fraco1 qu&o1 tom&o huma p\ca de calda com o d$o indes1 e un9do e/a calda ao polleg>1 e ap>t&o e/es d$os1 a calda no faz fios4 ,o ponto muito =te he1 qu&o1 tom&o a calda da mesma sorte1 e ella se e/5de em fios por todo o ap>tam5to dos d$os1 sem quebr>4 ,o ponto =te1 ou bom ponto he1 qu&o se frmo e/es fios1 e1 antes de *eg>em a todo o ap>tam5to dos d$os1 quebro a duas1 tres1 ou quatro pollegadas4 ,a grossura dos olhos1 que frma a calda1 f]v5do na ta*a1 mais1 ou m5os grossos1 indica a suffici5te conc5trao4 ,i/o he huma c\sa conhecida1 e facil1 porm que o uso ens9a mais1 que todos os discursos4 ,e/&o a calda no ponto =te1 passa em rep>tideiras p>a o esfriador4 ,o r1 que bate na sup]ficie de/a calda1 e refresca cont9uadam5te z p>$es d esfriador1 faz coalh> o ,assuc> n'huma especie de co/ra1 a qual se engrossa cada vez mais1 at incorpor> tudo o que he ,assuc>1 deix&o ap>tada a p>te melosa2 porm e/e ,assuc>1 coalhado to promptam5te1 alcana tanta dureza1 e a sua gran he to unida outra1 que faz impossivel a passagem da agua p>a a sua cl>ificao4 ,a espatula1 de que se usa1 p>a o remex] nas frmas conicas1 no s5do suffici5te1 he indisp5savel o uso d ens9ho j descripto2 hum obreiro com e/e util in/rum5to1 em huma das cabaz d esfriador1 pux&o-o a si1 e impuls&o-o p>a a outra cabea2 enco/&o-o no pux>1 a huma das p>$es1 no impuls> outra1 imp$e a aggregao mui prompta da gran d ,assuc>1 p>a a agua1 que o b>ro l>g>1 faz] o seu effeito4 ,e/e esfriador1 segundo a sua gr&eza1 no pde en*]-se com o primeiro cosim5to1 e c>ece1 que se lhe ajuntem outros2 porm o uso d ens9ho pr9cipia desde o primeiro1 at se en*]1 e sahir o ,assuc> p>a z frmas4 ,no h necessidade1 de que o obreiro e/eja sempre com o ens9ho na mo2 deve trabalh> de vez em qu&o1 porm sem descuido4 ,he ess5cial1 que o ,assuc> no v p>a z frmas frio1 e sim n'hum gro de qu5tura1 que p]mitta o met]-lhe o d$o4 ,z frmas molhadas1 ass5tadas n'huma taboa desemp5ada1 podem receb] o ,assuc>1 sem que pela f5da de duas l9has1 que tem no seu fundo1 elle possa cahir4 ,o ,assuc> deve s] deitado nellas com espumadeiras gr&es2 e/a op]ao deve s] prompta1 e ao mesmo tempo vag>osa2 prompta1 em que he preciso v>ias espumadeiras1 sem descuido no trabalho2 e vag>osa1 porque tir&o z espumadeiras o ,assuc>1 c>ece demorado algum tempo sobre o esfriador1 p>a deix> cahir d5tro muita p>te d mel1 de sorte que p>a z frmas v o m5os possivel4 ,a frma deve fic> meia pollegada1 por en*]1 e depois de esfri> nella o ,assuc>1 tirada da sua taboa1 e esgotado o mel1 que ajunt\ no seu fundo1 passa p>a a casa de purg>1 em paviola4 ,e/a casa ba/a que t5ha qu>5ta e dois palmos de l>gura1 e sess5ta de comprido2 o seu sobrado na altura de doze palmos2 z vigas de hum palmo de grossura1 afa/adas humas das outras1 quatro palmos1 e meio2 z taboas d soalho1 da l>gura de dois palmos1 ou mais1 com o vo entre taboa1 e taboa1 de duas pollegadas4 ,a coxia de/a casa pde s] ladrilhada1 p>a mais aceio4 ,se p>ec] fraco o vigam5to1 pontaletes o fazem firme4 ,e/a coxia deve e/> bem munida de calhas1 p>a cahir o mel das frmas4 ,z calhas so mui simples1 e podem s] feitas de taboas de seis pollegadas de l>gura1 e duas de grossura1 cavado o c5tro na pr(undeza de huma pollegada a dim9uir p>a os lados2 so firmadas na viga1 defronte da ab]tura de duas pollegadas d ap>tam5to das taboas d soalho1 com declivio a acab> na altura de hum b>ril1 que recebe o mel que nellas cahe1 e o leva a huma pipa1 que o gu>da4 ,cada b>ril1 que deve t] seu funil de folha com rallo1 recebe o de duas calhas1 e e/as1 o de muitas frmas4 ,z calhas assim dispo/as1 fazem a vi/a de zigzag v]tical4 ,*eg&o a frma casa de purg>1 he ass5tada entre viga1 e viga1 que fique a f5da de duas l9has d seu fundo1 no meio d ap>tam5to de duas pollegadas1 que tem z taboas d soalho4 ,raspa-se a sup]ficie de/a frma1 p>a igual> o ,assuc>2 en*e-se d lodo branco1 que e/ prep>ado2 e qu&o e/e lodo scca1 tira-se1 p>a diluido torn> a s]vir4 ,com huma raspa se tira de/a frma o ,assuc> embranquecido1 e qu&o vai fic&o trigueiro1 sobre e/e mais escuro se lana novo lodo2 raspa-se outra vez1 e torna-se a lanar mais lodo1 e assim at fic> o ,assuc> de/a frma todo branco4 ,o fim de/a op]ao he imp$ir1 que ao ,assuc> j branco no passe mais agua2 porque1 no t5do p>tes melosas1 que precipit>1 dissolve o ,assuc>1 que confunde com o mel1 e o faz esvaido1 ou sem =a1 e a9da que fique muito alvo1 no indemniza a p]da4 ,o ,assuc> raspado passa e/ufa1 e he lanado nos taboleiros della1 p>a secc>4 ,o calor de/a e/ufa deve s] mais =te que1 o que communica o ,sol1 que no exc$e a qu>5ta e c9co gros d !rmometro de ,reaumur2 e na e/ufa se pde lev> at sess5ta gros1 porm no mais1 porque ento o f> trigueiro4 ,se no h\v] !rmometro1 deve regul>1 o pod]-se entr> d5tro1 e demor> algum tempo2 porm se no se pud] entr>1 ou p>>1 he preciso mod]> o calor1 porque he =te4 ,qu&o o ,assuc> e/ scco1 o que succ$e em oito a doze horas1 segundo o calor que recebeo1 cessa o fogo2 abre-se a janella1 tira-se p>a a casa de encaixe1 sca-se1 etc4 ,como se trabalha na fbrica da agu>d5te4 ,todos os ,me/res de agu>d5te sabem1 que hum liquido doce f]m5ta1 que e/a f]m5tao o faz v9hoso1 e que e/e v9ho de/ilado1 produz agu>d5te1 em maior1 ou m5or quantidade1 segundo o gro de dura1 que em si contm e/e liquido4 ,segundo e/e pr9cipio1 a ca*assa1 ou fezes d caldo da ,canna2 z espumas da caldeira1 e ta*as1 que so mat]ias por si ba/antem5te doces1 so recebidas em p>ois2 e como levo comsigo muito caldo de ,canna puro1 tem ba/ante fluidez1 p>a que1 *eio o p>ol1 entre logo em f]m5tao4 ,e/es p>ois1 ou especies de tanques so cavados n'hum grosso madeiro1 e fico quasi hum1 palmo por en*]4 ,g]alm5te so descub]tos2 e alguma excepo que h1 com e/eiras he1 que lhe tiro a maior communicao com o r4 ,assim que a f]m5tao se e/abelece1 o movim5to1 que em si faz o liquido1 com hum c]to zunido1 faz subir sup]ficie1 huma cdea de mat]ias impuras1 que vai engross&o cada vez mais2 porm abre-se de vez em qu&o1 p>a d> passagem ao gs1 ou r fixo1 que se despr5de1 e foge d mesmo liquido em f]m5tao4 ,qu&o o zunido cessa1 e que a co/ra se desfaz1 e mi/ura com o v9ho1 que ne/e e/ado toma o nome de gu>pa1 he o ponto1 p>a pass> ao alambique4 ,alguns esp]o a9da1 que huma luz se no apague no vo1 que occupa o gs1 da sup]ficie d liquido borda d p>ol4 ,no hav5do mais ca*assa1 mi/uro huma t]a p>te de mel com duas de agua1 p>a se seguir o mesmo effeito2 ou mi/uro mel1 ca*assa1 e agua1 porque e/as c\sas em si so indiff]5tes1 e seguem-se os mesmos effeitos4 ,se succ$e algumas vezes e/> a gu>pa em ponto1 e o alambique occupado1 deito agua na gu>pa1 p>a no pass>1 segundo dizem1 e qu&o h occasio1 vai p>a o alambique4 ,ne/es alambiques no h regra1 cada hum tem os seus2 porm nas fbricas mais mod]nas1 o commum he1 srem os *amados1 tromba de elephante4 ,recebem o fogo pelo fundo1 at huma t]a p>te da altura da cucurbita1 ou caldeira2 outros recebem pelo fundo1 e pelas p>$es1 onde se pratica huma espiral1 que acaba na *am94 ,todos tem s]p5t9a de cobre1 e j vi alguma de e/anho1 e nada de refrig]ante4 ,o primeiro liquido1 que sahe pela s]p5t9a1 que he fleuma1 he lanado fra2 e assim que pr9cipia a corr] o espirito1 vai p>a o recipi5te1 a que *amo balsa2 e/a *eia1 he levada p>a a pipa1 ou tonel4 ,a s]p5t9a1 que he huma espiral de quatro1 c9co voltas1 e/ firme n'huma gr&e t9a *eia de agua1 sempre qu5te1 dev5do s] bem fria4 ,todo e/e trabalho he feito sem pr9cipios2 se alguns se gabo de faz] muita agu>d5te1 no he1 porque saibo aproveit>1 sim porque he feita cu/a d ,assuc>4 ,pr9cipios1 que devem conduzir o ,me/re ,agu>d5teiro4 ,he efficazm5te demon/rado1 que s a p>te doce1 ou assuc>ada de qualqu] liquido1 he que pela f]m5tao se pde mud> em v9ho1 de que se tira o espirito ard5te4 ,e/a mudana1 que a f]m5tao faz1 he em mais1 ou m5os tempo1 segundo a d5sidade d liquido1 qu]o diz] mais1 ou m5os assuc>ado4 ,se he p\co doce1 f]m5ta mais deprssa1 e assim relativam5te2 de sorte que se *ega a t] a consi/5cia de mel1 no h f]m5tao1 ou ao m5os no he s5sivel4 ,h tres especies de f]m5tao2 f]m5tao espirituosa1 f]m5tao acida1 e f]m5tao podre1 ou alcal9a2 ou antes1 s h a f]m5tao podre1 que passa pelos dois primeiros e/ados1 de espirituosa1 e acida4 ,qu&o hum liquido mucoso doce1 pela f]m5tao se faz v9hoso1 toda a p>te assuc>ada he decompo/a1 e mudada em espirito4 ,se no se aproveita no alambique1 e passa f]m5tao acida1 he decompo/o e/e v9ho1 e mudado em v9agre2 se ento vai ao alambique1 sahe hum acido4 ,se se deixa cont9u> a f]m5tao1 e passa alcal9a1 alcana o liquido hum *eiro dete/avel1 e pelo alambique sahe sm5te alcali volatil1 ou o producto das mat]ias podres4 ,e/as mudanz1 ou decomposies1 accel]o-se1 ou ret>do-se1 segundo o maior1 ou m5or calor d r1 que he o pr9cipal ag5te da f]m5tao4 ,no gro de frio1 que gla a agua1 no h f]m5tao1 ou ao m5os no he s5sivel2 e o mesmo succ$e n'hum gro de calor de sess5ta gros p>a cima1 d !rmometro de ,reaumur1 qu]o diz]1 que a mo no pde support>4 ,qu&o o calor da atmosph]a1 ou d lug>1 onde se faz a f]m5tao1 *ega a dez gros d mesmo !rmometro1 ella se e/abelece1 e se augm5ta cada vez mais at aos tr9ta e c9co1 que he o maximum2 de tr9ta e c9co p>a cima1 entra a enfraquec] proporcionalm5te1 at aos sess5ta em que pra4 ,e/es sess5ta gros p>a a f]m5tao so iguaes ao z]o1 ou glo de ,reaumur4 ,nunca o gro d frio no ,rio de ,janeiro pde imp$ir a f]m5tao1 por s] o calor da atmosph]a1 de v9te a tr9ta gros2 e so r>os os dias no ,inv]no1 onde *ega a quatorze1 e nunca m5os4 ,qu&o hum liquido entra em f]m5tao espirituosa1 no a s(fre ao mesmo tempo em toda a sua massa2 j algumas p>tes tem f]m5tado1 e vo pass&o a acidas1 qu&o outras a9da no pr9cipiro2 o que faz precis> hum f]m5to1 que excite o movim5to em todas z suas p>tes1 ao mesmo tempo4 ,e/e f]m5to1 a natureza o d na espuma1 e co/ra1 que se frma sobre hum primeiro liquido1 que f]m5t\1 que mesmo se pde dessecc> p>a o uso4 ,ajud&o o calor da atmosph]a to pod]osam5te a f]m5tao1 deve o ,me/re ,agu>d5teiro imp$ir1 quanto lhe = possivel1 que com o gs1 que se despr5de d liquido1 se no dissipem p>tes espirituosas2 p>a o que ha de cons]v> os vasos1 onde ella se faz1 com p\ca communicao com o r2 e em lug> de co*os1 e ab]tos1 sirva-se de pipas1 e a9da melhor de dornas1 com o fundo l>go1 a boca e/reita1 com sua tampa1 e nella hum pequ5o furo1 e de gr&eza proporcionada aos alambiques4 ,deve t] tambem o maior cuidado1 em det]m9> o seu trabalho de sorte1 que no t5ha mais gu>pa que de/il>1 que os alambiques no posso v5c]2 e que he melhor1 que e/es esp]em1 que aquella1 por no hav] meio de imp$ir a sua depravao4 ,o ponto pr9cipal1 donde dep5de toda a felicidade1 ou o maior producto possivel da f]m5tao espirituosa1 he1 o sab] conhec] precisam5te o in/ante1 em que a gu>pa deve pass> ao alambique4 ,o signal infallivel1 que designa e/e in/ante1 foi descub]to por ,m4 ,g5til1 ,prior de ,font5et1 e membro de muitas ,academias1 ,o sabor1 diz e/e gr&e homem1 he huma qualidade1 que he o objecto d go/o1 e e/e s5tido no pde engan>-se entre o sabor v9hoso1 e o sabor assuc>ado2 e como o *eiro v9hoso acompanha sempre o sabor v9hoso1 he impossivel err> sobre a relao de/es dois s5tidos4 ,no he preciso suppr e/es s5tidos bem delicados1 e bem exquisitos1 nem hum gr&e disc]nim5to p>a faz] a di/9co2 todo o homem organisado1 como o commum dos hom5s1 di/+uir o sabor v9hoso1 d sabor assuc>ado1 com tanta facilidade1 quanta pod]ia di/+uir a cr v]melha1 da cr v]de4444 ,o signal det]m9ado1 e infallivel1 que designa de huma maneira inv>iavel1 o mom5to1 em o qual1 a f]m5tao tem *egado ao gro preciso1 e a que he unida a maior p]feio de v9ho2 o mom5to1 no qual o v9ho no he asss feito1 e depois d qual vem a s] asp]o1 grosseiro2 he o mom5to mesmo1 onde1 depois de muitas degu/aes successivas1 nas quaes temos s5tido a dim9uio d sabor assuc>ado4 ,e/e sabor1 depois de se t] enfraquecido gradualm5te1 desap>ece subitam5te2 ento he o signal preciso1 fixo1 e seguro p>a se tir> o v9ho da dorna3 i/o he huma ordem irrevogavel1 que a natureza prescreve arte1 e que signala o mom5to fatal1 a que he unida a p]feio de/e liquor4444 ,fura-se a dorna no meio da altura1 que occupa o liquor1 e tapa-se com hum pequ5o torno2 logo1 que a f]m5tao se e/abelece1 tira-se o torno1 e deixa-se corr] o liquor n'hum pequ5o copo p>a o prov>4 ,assim1 que se p]cebe huma dim9uio1 m>cada no sabor assuc>ado1 e huma augm5tao no sabor v9hoso1 que so insep>aveis1 deve hav] cuidado na dorna1 faz] a prova com frequ5cia1 t] os vasos promptos p>a receb] o liquor2 e se o signal ap>ece no meio da noite1 no diff]ir p>a o outro dia o aproveitallo2 e/a noite segura huma recomp5sa1 que deve faz] esquec] a necessidade d rep\so4 ,e/e signal commum1 he proporcionado intellig5cia de todos2 he a9da id5tico1 e inv>iavel1 p>a hum mo/o de excell5te qualidade1 como da mais m$iocre2 p>a huma gr&e quantidade de liquido1 como p>a huma pequ5a2 p>a huma f]m5tao viva1 =te1 tumultuosa1 e prompta1 como p>a huma fraca1 l5ta1 etc4 ,ou seja o calor d r proporcionado1 ou int5so1 sempre he o mesmo2 he preciso sm5te1 se a f]m5tao tem sido mui rapida1 t] mais cuidado na dorna1 porque *ega mais deprssa ao ponto1 e he de maior prejuiso passagem4 ,at aqui ,m4 ,g5til4 ,qu&o a gu>pa indica e/e ponto1 a co/ra1 que a f]m5tao produzio1 e/ sobre ella2 no tempo que ga/a a desfaz]-se1 mi/ur>-se com o v9ho1 dissip>-se o gs1 que a sobr5adava p>a no apag> a luz1 tem-se evaporado muito espirito1 e outro tem passado a acido1 pela f]m5tao acetosa1 que imm$iatam5te segue a espirituosa1 porque a natureza no pra hum in/ante2 e daqui se pde inf]ir1 o quanto se p]de1 pela frma de tom> o ponto1 no e/ado actual4 ,depois da boa f]m5tao com o seu ponto tomado a tempo1 nada concorre tanto p>a huma boa di/ilao1 como a abundancia de agua1 na casa d'agu>d5te4 ,se no refrig]ante no corre sempre agua fria1 p>a a cond5sao d vapor1 e na t9a da s]p5t9a1 p>a faz] cahir frio o liquor no recipi5te1 h huma dim9uio incalculavel1 na quantidade1 e qualidade d'agu>d5te4 ,a falta de pr9cipios1 nos fabricantes de/e g5]o1 no lhe deixa conhec] e/a p]da1 porque lhe no he s5sivel simples vi/a4 ,olha-se com tanta indiff]5a p>a e/e objecto1 que eu j vi n'huma fbrica1 cujo dono no passa por ignorante1 qu]] hum individuo tom> banho com a agua da t9a da s]p5t9a1 suppondo-a fria1 ou ao m5os tepida2 e1 tir&o a torneira1 p>a lhe cahir no corpo1 e/ava to qu5te1 que quasi levant\ vessiculas4 ,consid]e-se1 quanto espirito se dissip>ia1 s5do refrescado com agua ne/e e/ado4 ,se o eng5ho he de agua1 tem a t9a da s]p5t9a sua bica1 porm to pequ5a1 que eu nunca vi1 que a agu>d5te deixasse de corr] com qu5tura4 excepo de alguns eng5hos1 que tem ao p huma pequ5a fonte1 o commum he1 o s] a agua c>regada s co/as1 e s vezes de bem longe4 ,era natural a lembrana de m&> abrir hum po1 e com huma bomba tir> a agua que se precisasse1 pr9cipalm5te ne/e paiz1 onde em m5os de v9te palmos se a*a a quantidade que se qu]1 porm s t5ho vi/o hum2 qu&o a despesa1 que com elle se fizesse1 bem paga ficava na primeira safra4 ,o que se vai diz] sobre o gro de calor p>a a di/ilao1 he !oria de ,macqu]1 sobre a dos espiritos ard5tes4 ,he huma v]dade *ymica1 que a quantidade de fogo p>a a di/ilao1 deve s] em razo da coh]5cia1 ou apg das p>tes1 que se qu]em faz] evapor>1 aquellas1 que so compo/as de pr9cipios mais fixos4 ,se se expem aco d fogo1 compo/os1 que cont5ho pr9cipios volateis1 e pr9cipios fixos2 os primeiros1 r>ificados pelo calor1 procurro sep>>-se dos segundos2 e se o es=o que p>a i/o fiz]em1 = sup]ior ao seu apg1 a sep>ao t] lug>1 e a evaporao se f>4 ,se se qu]em di/il> sub/ancias mui compo/as1 mui capazes de s] alt]adas pelo calor1 e que cont5ho pr9cipios da maior volatilidade1 taes como so muitas plantas *eirosas1 os liquores espirituosos1 e outros de/a natureza1 he preciso us> d alambique gu>necido de hum banho de m>ia1 qu]o diz]1 que o alambique no receba mais calor1 que o que pde communic>-lhe hum vaso com agua f]v5do1 sobre a qual se ass5ta o mesmo alambique4 ,como na di/ilao que se faz no alambique1 os vapores dos corpos volateis sobem v]ticalm5te1 e se cond5so na sua p>te sup]ior1 ou capello1 e/a sorte de di/ilao tem sido *amada p] asc5sum4 ,podem faz]-se di/il> mui commodam5te de/a sorte1 todas z mat]ias bem volateis1 que posso subir ao gro de calor1 que no exc$a o da agua f]v5do2 taes so os espiritos rectores1 o espirito ard5te1 a agua1 e todos os oleos ess5ciaes1 etc4 ,o que se passa na di/ilao em g]al1 he mui simples1 e mui facil de conceb]4 ,z sub/ancias volateis1 se fazem especificam5te mais ligeiras1 qu&o s(frem hum gro de calor conv5i5te1 r$uzem-se em vapores1 e se dissip>io debaxo de/a frma1 se no fossem retidas1 e det]m9adas a pass> a lug>es mais frios1 onde se cond5so1 e tomo a frma de liquores1 se so dessa natureza4 ,como a di/ilao se faz sempre em vasos fe*ados1 falta o concurso d r ext]ior s mat]ias1 que se levanto ne/a op]ao1 o qual he com tudo muito proprio p>a augm5t>1 e accel]> a subida dos corpos volateis4 ,mas pde-se diz]1 que e/a l5tura1 occasionada pelo defeito d r1 he antes util1 que desavantajosa2 porque em g]al1 quanto mais huma sub/ancia volatil1 que se sep>a da outra sub/ancia mais fixa1 se sep>a com l5tura1 tanto mais e/a sep>ao he exacta4 ,por e/a razo1 qu&o se qu] di/il>1 segundo z regras d',arte1 se he obrigado a conduzir a di/ilao de sorte1 que a sub/ancia volatil s(fra s o gro de calor necess>io p>a a sep>>2 e i/o he sobre tudo indisp5savel2 qu&o no h gr&e diff]5a no gro de volatilidade dos pr9cipios dos corpos1 que se qu]em decompr pela di/ilao4 ,pde-se e/abelec]1 como regras g]aes1 e ess5ciaes di/ilao2 que se deve sm5te applic> o gro de calor necess>io1 p>a faz] subir z sub/ancias1 que se devem de/il>2 e que a l5tura he to vantajosa1 quanto a precipitao he prejudicial ne/a op]ao1 etc4 ,comp>&o o que diz e/e gr&e ,*ymico1 com a quantidade de fogo1 que se ata na =nalha d alambique1 p>a di/il> agu>d5te1 p>ece impossivel1 que entre tantos di/iladores no ,brasil1 no h\vesse a9da hum1 que1 abr9do os olhos da raso1 e gui&o-se por ella1 se afa/asse da trilha dos mais1 o que augm5t>ia consid]avelm5te a quantidade1 e qualidade de/e g5]o1 sem s] cu/a d ,assuc>1 nem com a p]da de huma imm5sidade de l5ha4 ,a =nalha1 que se propem des5hada na ,e/ampa ,,vii41 he a d mesmo ,macqu]1 adoptada a e/a manufactura4 ,communica-se ao c9zeiro1 por hum buraco de seis pollegadas de comprido1 e duas de l>go4 ,o vo da *am91 he de quatro pollegadas em quadro2 a boca da =nalha tem hum palmo em quadro1 e sua porta de f]ro4 ,na ,e/ampa tem z p>$es dos lados abatidas1 p>a se v] a con/ruco por d5tro1 e o petip faz conhec] z suas dim5ses4 ,o fogo se entretem1 e mod]a da mesma sorte1 que no bangu d ,assuc>4 ,discurso sobre o alambique ,na h in/rum5to *ymico1 em que se t5ha tanto trabalhado1 como no alambique4 ,gr&es hom5s tem buscado em todos os tempos a sua p]feio1 e cont9u>-se a9da hoje e/e trabalho1 prova que a9da no se a*\4 ,p>ec] tem]idade1 o arrisc> eu z m9has idz1 depois dos maiores ,*ymicos t]em fallado2 porm lembra-me1 que hum gr&e homem pde procur> huma c\sa1 e no a a*>1 e hum ru/ico1 ou outro de intellig5cia mui limitada1 vla4 ,tem-se usado de refrig]antes1 e vio-se1 que qu&o a agua de/a bacia era fria1 p>ava a di/ilao1 e que s se re/abelecia1 qu&o alcanava huma c]ta qu5tura4 ,a raso conv9c5te de/e facto he1 que os vapores sub9do sup]ficie int]na d capello1 e cond5s&o-se rep5t9am5te pela frieza1 engrossavo muito1 e pelo seu ps cahio em gottas na sup]ficie d liquido2 e que a agua hum tanto qu5te1 imp$9do e/a cond5sao to prompta1 p]mittia1 que os vapores m5os engrossados1 se encam9hassem ao canal praticado na circumf]5cia d mesmo capello1 p>a sahirem pelo seu bico4 ,daqui se concluio1 que os refrig]antes ero inuteis4 ,entro agora z !orias4 ,huns1 cr5do1 que a cond5sao se fazia na s]p5t9a1 fazem subir a ella o vapor por hum g>galo1 em frma de tromba de elephante2 outros modifico e/a especie de tromba1 e do hum gr&e diametro caldeira d alambique1 com mui p\ca altura2 e fazem pr9cipi> a s]p5t9a com hum gr&e diametro1 e acab> n'hum mui pequ5o2 outros1 em fim1 augm5to a sup]ficie d capello2 porm he g]al em todos1 o faz]em hum pescoo caldeira1 maior1 ou m5or1 segundo a sua fantazia1 e s ,*aptal qu]1 que a caldeira seja hum cil9dro p]feito1 porm nada de refrig]ante4 ,todos e/es alambiques obro com maior1 ou m5or proveito2 e eu t5ho vi/o di/il> sem refrig]ante1 nem s]p5t9a1 o que me prova1 que o contacto d r no capello d alambique1 tem ba/ante =a p>a cond5s> o vapor2 no se aproveita tanto1 como com a s]p5t9a1 porm he pela dissipao d liquor1 por sahir mui qu5te d bico d alambique4 ,s5do a evaporao em razo da sup]ficie1 e sub9do os vapores p]p5dicul>es1 de que n+uem duvida1 s ,*aptal ac]t\1 tir&o o pescoo sua caldeira1 e faz5do-a cil9drica2 porque a abobada abatida1 que nasce das p>$es da caldeira1 at onde frma o pescoo1 expo/a ao contacto d r1 cond5sa o vapor que nella toca1 e a unica sahida que tem1 he torn> p>a a caldeira2 he por consequ5cia preciso mais tempo1 e maior fogo1 p>a que o vapor se enfie por e/e pescoo1 segundo a maior1 ou m5or sup]ficie que o r toca1 e o maior1 ou m5or diametro d pescoo1 mais1 ou m5os longitude da sup]ficie1 onde se faz a evaporao1 p>te onde1 cond5s&o-se1 pde encam9h>-se s]p5t9a4 ,o refrig]ante he preciso1 e indisp5savel p>a huma boa di/ilao4 ,se a frieza da agua cond5sa mui promptam5te o vapor1 e z gttas engrossadas so precipitadas na caldeira pelo seu ps1 he porque a abobada d capello1 s5do muito abatida1 no lhe d huma facil corr5tesa2 a que eu t5ho vi/o mais levantada1 he a d capello de ,baum1 que faz hum angulo de c9co5ta gros2 ora hum angulo de c9co5ta gros facilita tanto a cahida1 como a corr5tesa2 ha de corr]1 e cahir indi/9ctam5te2 porm se e/e angulo = de sess5ta e c9co gros1 por mais grossas que sejo z gttas1 tem mais facilidade p>a corr]1 que p>a cahir1 e por consequ5cia1 quanto vapor subir1 tanto se aproveit>4 ,a caldeira d alambique1 que se propoem1 he hum cil9dro de quatro palmos de altura1 e quatro de diametro4 ,o capello1 que he de figura conica1 deve t] de altura o diametro da sua base1 tirado da sup]ficie ext]na d canal1 ou goteira1 que acaba no bico1 p>a faz] hum angulo de sess5ta e c9co gros4 ,e/e capello deve s] de e/anho puro1 porque o espirito come o cobre2 e p>a fic> mais b>ato1 e mais duravel1 pde s] o e/anho ligado em p>tes iguaes com o z9co4 ,proximo sua base1 tem hum tubo de pollegada e meia de diametro1 que huma tampa d mesmo metal fe*a em rosca1 pelo qual se introduz na caldeira o v9ho p>a di/il>2 e he c]cado de huma *apa de cobre1 soldada na circumf]5cia1 na p>te1 onde pr9cipia o calor1 que se ha de introduzir na caldeira2 cuja *apa frma hum cil9dro da altura d cone1 e s]ve de bacia1 p>a cont] a agua que esfria o capello1 onde se cond5sa o vapor1 e o canal1 que o conduz ao bico4 ,e/a bacia1 ou refrig]ante1 tem n'huma das p>$es1 proximo sua base1 hum pequ5o tubo de pollegada de diametro1 p>a d> sahida agua1 que cont9uadam5te deve corr] sobre a ponta d cone2 e tambem d passagem ao tubo1 por onde se c>rega de v9ho a caldeira d alambique4 ,a caldeira tem seu tubo de desc>ga1 p>a sahirem z fzes depois da di/ilao1 cujo tubo deve fe*> em rosca na caldeira1 p>a1 no caso de s] preciso tiralla1 no desman*> a p>$e da =nalha2 porm que o tape hum simples torno4 ,a4 ,veja-se a ,e/ampa ,,vii4 ,fig4 ,i4 ,a s]p5t9a de oito l9has de diametro1 em espiral de oito voltas4 ,eu no posso compreh5d] z rases que se do1 p>a ella pr9cipi> com hum gr&e diametro1 e acab> n'hum to pequ5o2 creio1 que a cond5sao d vapor se faz no capello1 que a frieza d'agua1 bat5do nelle1 a favorece prodigiosam5te1 e que a s]p5t9a s]ve s de refresc> o liquor1 p>a cahir frio no recipi5te2 ora e/e effeito consegue-se melhor com o pequ5o1 que com o gr&e diametro2 porque a agua tem huma pequ5a columna de r que esfri>1 e toca o liquor de mais p]to em todas z p>tes d canal4 ,se d\ quatro palmos de diametro caldeira d alambique1 he p>a que o seu fundo seja de huma *apa de cobre inteira1 e sem em5das2 a altura1 qualqu] que seja o diametro1 nunca deve pass> de quatro palmos4 ,tambem1 se o diametro = muito gr&e1 fica incommodo o capello1 por s] preciso levant> o cone em proporo3 e eu no conheo fbrica1 que1 trabalh&o bem1 possa occup> sempre dois alambiques assim con/ruidos4 ,os alambiques1 que contm pipa e meia1 e duas pipas de gu>pa1 s]vem mais de o/5tao1 que de utilidade2 o seu r5dim5to em espirito1 no equivale1 proporo gu>dada1 ao dos mais pequ5os4 ,a mat]ia da s]p5t9a1 m]ece a maior att5o1 no deve s] de cobre1 nem de metal com elle ligado2 o espirito corroe o cobre1 dissolve o z9abre1 e com a agu>d5te se engole hum v55o2 eu bem sei1 que o espirito o disf>a alguma c\sa1 e que he em pequ5a quantidade respeito sua massa2 porm o s] p\co1 e sem os t]riveis effeitos1 que causa dissolvido pelos acidos1 no imp$e1 que ataque a economia animal1 e p\co a p\co a de/rua4 ,desejava que fosse de prata pura1 sem liga alguma de cobre4 ,os ,arti/as1 que trabalho em prata1 tem mais p]icia que os caldeireiros2 podem faz] z *apas de prata com a grossura da folha de ,fl&res1 re=ada2 e1 se lhe = mais cmodo1 =m> a espiral em poligono de c9co1 ou mais angulos2 o effeito he o mesmo4 ,e/a despesa no he to gr&e1 que qualqu] ,s5hor de eng5ho no possa com ella1 e a durao exc$] da sua vida4 ,talvez hav]1 quem t5ha e/a ida por extravagancia1 que a esc>nea1 e teime em us> de s]p5t9a de cobre2 porm o mis]avel que i/o fiz]1 se no = por ignorancia1 m]ece a maior compaixo1 por t] huma alma gangr5ada pela av>eza1 que lhe faz olh> com despreso1 p>a a saude1 e vida dos hom5s4 ,quiz]a tambem1 que o recipi5te fosse hum g>rafo1 e nada de complicaes1 nem torneiras de *ave1 faceis de desman*>1 e difficultosas de conc]t>1 porque me lembro das pessoas1 que lido ne/as fbricas4 ,ordem d trabalho p>a faz] agu>d5te4 ,tres qu>tas p>tes de agua1 huma qu>ta p>te de mel1 so lanados na drna1 a qual deve cont] sm5te1 tanto de/a especie de mo/o1 quanto caiba em dois alambiques1 fic&o elles hum palmo por en*]4 ,deita-se ne/e mo/o ba/antes fzes de huma f]m5tao antec$5te1 que se mi/ura bem com todo o liquido2 tapa-se a dorna1 deix&o ab]to o pequ5o furo da tampa1 p>a a communicao d r1 e que a mesma drna fique ao m5os dois palmos por en*]4 ,assim que pr9cipia a f]m5tao1 prova-se o liquor1 e cont9ua-se a prova1 at *eg> ao ponto det]m9ado por ,m4 ,g5til4 ,a9da que o v9ho ne/e ponto se consid]e cl>o1 e se tire por huma torneira1 que a dorna tem no fundo1 no deve pass> ao alambique1 sem que seja por hum coador1 p>a que no vo nelle p>tes grosseiras2 porque e/as1 h9do ao fundo da caldeira1 e receb5do o fogo imm$iatam5te1 queimo-se1 e communico ao espirito1 o empireuma1 ou go/o de queimado1 que he indi/ructivel4 ,j se v1 que e/a dorna deve e/> n'huma altura tal1 que o seu v9ho possa corr] por huma calha1 que o lana no alambique pelo tubo da sua c>ga2 em cujo tubo e/ hum funil de folha proporcionado1 e ne/e funil he1 que se deve pr o coador4 ,como a f]m5tao se fez com p\ca communicao com o r1 e o gs1 que se solt\1 e fugio d mo/o1 se cons]va na mesma dorna1 e causa promptam5te a morte a todo o animal1 que o inspir>1 no1 porque elle em si seja v55o1 mas porque1 s5do incompressivel1 e inela/ico1 o afoga1 assim como a agua2 deve hav] todo o cuidado1 p>a prev5ir qualqu] fune/o effeito4 ,antes d v9ho hir p>a o alambique1 j o refrig]ante de/e e/ *eio de agua1 assim como a t9a da s]p5t9a2 cuja agua cont9a sempre a corr] n'huma1 e outra p>te1 e a sahir pelos seus respectivos tubos1 em quanto dura a di/ilao4 ,pr9cipia e/a1 lan&o logo ba/ante fogo debaxo d alambique1 p>a sahir a fleuma1 que se despreza2 e assim que entra a corr] o espirito1 mod]a-se o fogo1 e entretem-se sm5te o que he preciso2 hav5do sempre a lembrana de p]d] antes por m5os1 que por mais1 e que a l5tura he to proveitosa p>a a quantidade1 e qualidade1 quanto a precipitao he prejudicial4 ,assim que cessa de corr] o espirito1 ou corre sm5te1 o que se *ama agua fraca1 tira-se o fogo ao alambique1 e desc>rega-se das suas fzes pelo tubo de desc>ga2 muda-se a bica d refrig]ante1 e a da t9a p>a cahirem d5tro delle1 e de/a sorte s] lavado2 e de dia1 tira-se-lhe o capello1 p>a se faz] e/e b5eficio mais individualm5te4 ,no fallo nas qualidades1 que deve t] a agu>d5te p>a s] p]feita1 porque he desconhecido ne/e paiz o areometro4 ,a =ma de a escolh]1 he agitalla n'hum pequ5o copo1 e a maior1 ou m5or demora da espuma1 que faz1 he1 o que lhe mo/ra a bondade2 e qualqu] que ella seja1 toda tem sahida4 ,sobre o tratam5to d gado1 e be/as4 ,todos os animaes de s]vio no ,brasil comem no pa/o2 a9da se tivessem pa/os abundantes1 como h muito gado1 e be/as b>atos 7porque e/as nunca exc$em a dezaseis1 e os bois a oito mil reis7 pod]ia supprir a quantidade1 qualidade1 e =a2 porm no succ$e assim4 ,qualqu] eng5ho tem cem bois1 e qu>5ta be/as2 como a moagem he no tempo da secca1 e no h diviso de pa/os1 e e/es =o feitos tr9ta1 c9co5ta1 e mais annos1 e nunca r5ovados1 a h]va1 ou capim1 que nelles nasce1 no tem sub/ancia1 o ,sol a desscca2 e os animaes cados1 e inanidos vo aos brejos1 onde vem alguma v]dura1 e com o capim1 que pde s]-lhe util1 engolem plantas v55osas1 que os mato4 ,dizem que i/o he pe/e1 porm a fome he1 que lhe faz com]1 o que lhe he nocivo4 ,h annos1 em que a mort&ade he tal1 que p>o eng5hos de mo]4 ,a e/e respeito1 assim como de outros1 a abundancia he que faz a mis]ia4 ,se hum boi cu/asse c9co5ta mil reis1 huma be/a oit5ta2 v9te de huns1 doze de outras1 f>io melhor s]vio1 su/5tados com o c>1 batata1 m&ioca1 gu&u1 abobora1 e outras muitas c\sas1 de que com curiosidade pde hav] abundancia1 sem cont> a mansido1 que alcano e/es animaes assim tratados1 pod5do-se faz] delles1 o que se quiz] a qualqu] hora4 ,a9da no vi hum curral calado1 nem cub]to2 ent]rados os bois at b>riga he o commum4 ,depois de pass>em assim a noite1 vo p>a o c>ro em jejum2 trabalho muitas horas1 sahem esfalfados1 e a fome faz-lhe devor> o que encontro4 ,t5ho vi/o ga/> horas a met] bois em c>ros1 e be/as nas almanj>ras dos eng5hos2 se e/es animaes sahissem da e/reb>ia com a b>riga *eia1 hirio p>a o s]vio mansam5te1 no hav]io m>radas1 nem coices1 o que evit>ia accid5tes que sempre h1 alm d adiantam5to d trabalho1 que a sua braveza e/orva4 ,ao m5os dev]a s] o campo dividido em quatro p>tes1 pass&o o gado de humas p>a outras1 no se demor> mais de dez dias em cada huma1 e no entr> na ultima1 de que sahio1 s5o depois de tr9ta1 ou mais dias4 ,de/a sorte t]ia tempo de cresc] a h]va1 s]ia o seu succo melhor dig]ido1 e por consequ5cia mais nutritivo p>a o animal4 ,se em lug> d pa/o e/> dividido em quatro1 fosse dividido em oito p>tes1 e que o gado se demorasse em cada huma s quatro1 ou c9co dias1 a9da s]ia melhor4 ,talvez p>ec]1 simples vi/a1 e/a multiplicidade de pa/os divididos1 sup]fluidade1 porm he hum ganho real1 porque1 alm de prosp]> o gado extraord9>iam5te assim tratado1 s5do z divises com crcas vivas1 podem s]vir os seus galhos p>a o fogo das =nalhas2 e os mesmos pequ5os pa/os1 r$uzidos a t]ras lavradas1 plant>-se nelles ,canna4 ,os curraes s]em calados1 e cub]tos1 e recolhidos nelles os animaes1 que devessem trabalh> de noite1 ou de madrugada1 os quaes t]io sua rao1 no de olhos de ,canna1 sim dos fructos acima m5cionados4 ,crcas vivas1 e mortas4 ,he notavel o s]vio1 que se p]de em crcas1 quasi cont9uado1 e sempre insuffici5te4 ,os moires so da madeira1 que se encontra1 o mesmo z v>as1 am>radas a cip1 que antes de seis mezes apodrece4 ,se ap>ece algum bocado de crca viva1 he p>a faz] conhec] a facilidade de se naturalis> em todas z p>tes1 onde o seu uso pde s] util4 ,no h paiz1 como o ,brasil com tantas arvores1 e arbu/os1 de que se posso faz] crcas vivas4 ,z de limo1 e cidra1 so conhecidas1 porm ap>ecem como amo/ra4 ,todos os pos brancos de casca leitosa1 e gr&e miolo1 pego bem de e/aca1 e so de prompto crescim5to4 ,todas z especies de figueiras bravas1 so excell5tes2 com ellas em dois1 ou tres annos1 podem fic> z crcas imp5etraveis1 e o decte annual1 s]vir de l5ha p>a z =nalhas4 ,plantem-se z e/acas al9hadas na di/ancia de dez palmos1 que fiquem na altura de seis4 ,cortem-se os pimpolhos1 ou brotas1 que nasc]em p>a a p>te de =a1 ou de d5tro1 cons]v&o z dos lados1 ou comprim5to da crca1 nas quaes se pr5d] algum ps1 p>a z faz] dobr> br&am5te2 qu&o cruz>em1 faz-se huma f]ida na casca das duas brotas1 enx]to-se1 e fazem-se firmes com hum pequ5o espeque1 assim como mo/ra a ,figura ,i4 da ,e/ampa ,,viii4 ,m]gulho-se os galhos na t]ra1 onde tomo raiz1 e fazem a vi/a1 que se mo/ra na ,figura ,,ii42 haja hum p\co de cuidado1 e em p\cos tempos se v] o effeito4 ,z crcas assim feitas1 ho de s] de arvores da mesma especie2 e de qualqu] que sejo mesmo das fructif]as1 podem s]vir1 a9da que com mais demora4 ,como h p>tes1 onde z crcas vivas se f> impraticaveis2 p>a se faz]em z crcas mortas com aceio1 solidez1 e sem p]d] muito tempo1 qu&o se fiz] alguma d]rubada1 devem torr>-se os pos de madeira firme1 taes como de gorauna1 ip1 e brasil1 etc4 no comprim5to de doze palmos p>a moires2 e os pos de boa qualidade proprios p>a v>as1 no de onze4 ,qu&o os trabalhadores se recolhem d s]vio1 trazem e/es pos1 que deposito n'hum armazem4 ,em tempo de *uva1 p>te dos escravos falquejo e/es moires dos dois lados1 ou os quadrejo2 outros lhe fazem buracos1 di/antes por huma bitola de dois palmos1 que passem de p>te a p>te1 e cada moiro deve lev> quatro1 pr9cipi&o de meio palmo da cabea p>a baxo2 e outros escravos proporciono z pontas das v>as1 a cab] nos buracos dos moires at meio po2 cujos buracos no devem t] m5os de duas pollegadas em quadro4 ,depois de hav] huma boa proviso de moires1 e v>as1 qu]5do-se faz] qualqu] crca1 m&o-se faz] os buracos na t]ra al9hados1 e na di/ancia de dez palmos livres1 com dois e meio de fundo4 ,qu&o e/iv]em feitos1 no acto de hirem os trabalhadores p>a o s]vio1 c>rego z v>as1 e moires1 lan&o e/es cada hum em seu buraco2 fico s dois escravos endireit&o-os1 e firm&o-os na t]ra4 ,he visivel1 que de/a sorte tem z crcas outra durao4 ,a ,figura ,,iii4 mo/ra os moires1 e v>as4 ,l5has4 ,he quasi g]al a falta da l5ha nos eng5hos dos suburbios d ,rio de ,janeiro2 alguns j a compro1 e outros no t>d> a fazello4 ,nos campos dos ,goitacazes1 antes de dez annos p>> mais de ametade das fbricas falta della4 ,se h paiz1 onde i/o se no devra tem]1 he todo o ,brasil1 pela imm5sidade de arvores1 que pego bem de e/aca1 e em p\cos annos alcano a maior gr&eza4 ,o caj1 o cabui1 a mangueira1 z figueiras1 g]alm5te todos os pos brancos pego com a maior facilidade4 ,os p9heiros1 que so espontaneos de s]ra acima1 nascem bem de s]ra abaxo1 seme&o-se os p9hes de vez1 e em p\cos annos se fazem gr&es arvores1 que podem s]vir a inf9itos usos4 ,o gu&u1 ou h]vilha de ,angla1 arbu/o1 que tem a propri$ade de nasc]1 e prosp]> em toda a qualidade de t]r5o1 mesmo no que se suppem peior2 depois de colhido o fructo1 de ,junho at ,ago/o1 que he excell5te legume1 pde decot>-se pelo p1 op]ao de que c>ece1 p>a a reproduco de outro2 de cujas folhas so avidos todos os animaes h]bivoros1 e cujos troncos1 e ramos1 podem s]vir p>a z =nalhas4 ,deve hav] o cuidado de tir> z e/acas p>a plant>1 de hum t]r5o analogo quelle1 onde se devem plant>2 se o t]r5o = scco1 devem s] tiradas de sequeiro1 e o mesmo1 se = humido4 ,a9da que haja mattos virg5s1 sempre z l5has se devem plant>2 os pos de matto virgem fazem s brazas1 e p>a z caldeiras1 onde se precisa hum fogo activo1 os ramos1 os galhos so melhores2 ap mesmo feito em feixes1 o bagao da ,canna1 do hum calor mais =te1 que madeira dura1 pr9cipalm5te se he em grossos tros1 como se usa commumm5te4 ,talvez p>ec] i/o p>adoxo a quem no tem ida d como se queima em ,portugal o tijolo1 a telha1 a cal1 onde se emprega sm5te tojo1 c>queja1 rama de p9ho1 e mattos c>rasqueiros4 ,z e/acas1 p>a plant>1 tambem podem s] tiradas das raizes das arvores1 faz5do-z de hum palmo de comprido1 hav5do o cudado de no f]ir a sua casca1 e de z plant> n'hum t]r5o bem e/rumado2 de/a sorte no falho4 ,c>ros4 ,a9da no lembr\ a n+uem na ,capitania d ,rio de ,janeiro1 o faz] uso da c>reta1 em lug> d c>ro1 s5do a vantagem to visivel4 ,z rodas d c>ro1 tem o trilho de huma a duas pollegadas1 com c9co a seis palmos de altura2 o trilho das da ,c>reta1 he de quatro a c9co pollegadas1 com nove a dez palmos de altura4 ,ora n'hum paiz de cam9hos no calados1 pantanosos1 he inf9itam5te melhor a c>reta1 cujas do tanta folga aos animaes1 alm de no se ent]r>em tanto1 e facilit>em o vir> de hum p>a outro lado1 sem =cej> no cabealho2 cu/&o m5os na sua con/ruco1 por hav] maior quantidade de madeiras que lhe sirvo1 no precis> tanto f]ro1 e mesmo se pde faz] sem elle2 e onde dois bois puxo mais sem tanta fadiga1 que os seis d ,c>ro4 ,devo lembr>1 que os raios da roda da ,c>reta1 no devem s] incl9ados p>a fra1 como os das rodas de sege2 ho de s] p]p5dicul>es ao cubo1 o que lhe cons]va toda a =taleza4 ,cap9as4 ,hum dos objectos1 que m]ece toda a at5o1 e que d gr&e trabalho aos ,lavradores d ,brasil1 so z cap9as1 ou limpas das h]vas gulosas1 que pullulo extraord9>iam5te1 e r\bo a sub/ancia de/9ada s plantas1 de que pret5dem utilidade4 ,a frma de faz] e/a limpa1 he muito defeituosa2 a enxada1 de que se usa1 no d ba/ante exp$io2 o seu f]ro f]e a t]ra1 =m&o hum angulo de mais de sess5ta gros1 e no tem a propri$ade de arranc> z pequ5as raizes1 sem a p]da de muito tempo4 ,em lug> da enxada1 deve-se adopt> hum raspador1 cujo f]ro t5ha seis pollegadas de alto1 e doze de comprido1 temp]ado de ao1 e cortante2 que t5ha o cabo re=ado1 e encavado de sorte1 que na mo d obreiro faa =m> ao corte hum angulo at qu9ze gros4 ,o trabalhador pega com a mo esqu]da na ponta d cabo1 e com a direita na altura a que *ega1 c>rega sobre o mesmo2 e t5do o corpo de p]fil1 com incl9ao p>a a direita1 balanca-o p>a a esqu]da1 =cej&o sobre o raspador1 e faz arra/> o seu corte quasi dois palmos1 e assim cont9ua1 sem nunca o levant>2 p>ece1 que de/a sorte cort> mais capim1 que dez enxadas4 ,p>a arranc> z pequ5as raizes1 se h preciso de o faz]1 tem mais propri$ade hum ens9ho1 com seis d5tes de f]ro curvos1 firmados n'hum grosso madeiro1 onde pr5da hum cabo re=ado2 cujos d5tes devem sobresahir at tres pollegadas1 e s]em afa/ados1 huns dos outros1 duas2 he visivel1 que arranc> mais raizes1 que muitas enxadas4 ,a ,figura ,,ii4 da ,e/ampa ,,vi4 mo/ra o raspador4 ,a ,figura ,,iii41 o mesmo raspador vi/o de p]fil com o seu cabo4 ,a ,figura ,,iv41 he o ens9ho com d5tes de f]ro curvos p>a arranc> pequ5as raizes4 ,,notas ,,que ,,p]t5cem ,a ,,e/a ,,obra4 ,,nota ,i4 ,pag4 #d4 ,na ,prov9cia d ,m9ho1 e em outras p>tes1 h muita uva1 que no pode amadurec]1 porque z cpas so enco/adas a arvores1 cujas folhas imp$9do1 que a luz toque nos ca*os1 no se pode ap]feio> o seu succo1 nem alcanar dura1 condio1 sem a qual se no pode faz] v9ho g5]oso4 ,e/as uvas so sempre azdas1 e o seu v9ho quasi no tem valor1 por asp]o1 e inexportavel4 ,he enriquec] aos seus habitantes1 e por consequ5cia ao ,e/ado1 o diz] a =ma1 porque podem faz] v9ho g5]oso1 e com todas z qualidades1 que lhe adquirem gr&e valor1 e exportao4 ,o meio simples1 innoc5te1 e infallivel1 p>a conseguir e/a p]feio1 he ajunt> ao mo/o mo1 antes da f]m5tao1 huma c]ta quantidade de ,assuc>1 maior1 ou m5or1 segundo a qualidade d mo/o2 porm que nunca pod] exc$] a huma arroba por pipa1 por mais v]de1 que elle possa s]2 e gov]n>-se a f]m5tao1 assim como se diz nos pr9cipios p>a faz] agu>d5te4 ,e/a despeza ha de s] comp5sada com usura na v5da d v9ho1 pelo excesso de v]de1 a maduro1 e bom4 ,macqu] *eg\ a faz] v9ho de v]jus1 que he huma uva1 que nunca amadurece1 e se s]vem della em ,frana p>a temp]o acido1 assim como nos nos s]vimos d limo4 ,fez tambem1 com uva muito m1 v9ho liquoroso1 v9ho como o de ,tockay1 que he feito de uva muito doce1 quasi em passa1 simplesm5te com a addico d ,assuc>4 ,no he preciso1 que o ,assuc> seja branco1 ba/a o mascavado1 e mesmo o mel1 se h\v] em abundancia4 ,,nota ,,ii4 ,pag4 #g4 ,boyle pes\ huma p\ca de t]ra vegetal1 de que en*eo hum caixo2 deposit\ ne/a t]ra huma sem5te de buxo1 e a regava1 qu&o era preciso4 ,passados annos1 pes&o e/e buxo1 a*\1 que t9ha c5to e tantas libras1 e a t]ra s t9ha dim9uido algumas onz4 ,,nota ,,iii4 ,pag4 #i ,a luz depura z emanaes dos vegetaes1 prep>a com ellas o elem5to1 que respiro os animaes1 e rehabilita o que a sua respirao tem corrompido2 porque o animal inspira r1 e expira gs3 o vegetal1 pelo contr>io1 absorve gs1 e transpira r puro2 porem e/e r sombra1 e de noite1 corrompe-se1 se a luz o no purifica4 ,a mat]ia1 que vive nos animaes1 e nos vegetaes1 tem huma dep5d5cia absoluta da luz2 ella tem a faculdade de p5etr> os corpos que toca1 produzir nelles calor1 des5volv] o que tem no seu seio1 e ap]feio> os seus succos4 ,z plantas1 que so privadas da luz1 por muito juntas1 fico delgadas1 z folhas1 e z ha/es de hum v]de desmaiado1 por consequ5cia enf]mas1 e sem d>em o producto1 que se devia esp]>4 ,,nota ,,iv4 ,ibid4 ,o ar he absolutam5te preciso p>a entret] a vida animal1 e vegetal4 ,se he corrompido1 se no se r5ova1 os animaes1 e os vegetaes padecem1 dep]igo1 e morrem4 ,j se disse em a nota antec$5te1 que os animaes inspiravo r1 e expiravo gs2 e que os vegetaes absorvio gs1 e transpiravo r puro4 ,e/a troca reciproca1 e/abelecida pelo ,au?or da natureza1 he a que faz s] o r1 que se respira no campo1 to saudavel1 e nocivo1 o das gr&es povoaes4 ,no campo h toda a facilidade p>a se faz] e/a troca1 que tanto se difficulta nas ,cidades4 ,o gs1 ou r fixo1 que os animaes expiro1 e os vegetaes absorvem1 he hum liquido incompressivel1 que1 no s5do mi/urado com suffici5te quantidade de r puro1 mata os animaes1 que o inspiro1 afog&o-os1 assim como faz a agua1 ou qualqu] liquido que nos seja visivel2 porm elle se conhece s pelos effeitos1 nas victimas que faz p]ec]1 e no simples vi/a4 ,,nota ,v4 ,pag4 #da4 ,frankl9 naveg&o em frota na ,am]ica d ,norte1 vio s]em maltratados por huma tempe/ade1 todos os ,navios1 e s dois novam5te conc]tados1 e alcatroados1 s5tiro muito p\co os seus effeitos4 ,vio tambem algumas gttas de azeite lanado no m>1 cuja reunio en*]ia ap5as huma colh]1 temp]> z ondas a mais de cem toezas1 com huma cel]idade de expano to m>avilhosa1 como a sua diviso2 e que e/e effeito d azeite1 ou qualqu] oleo1 pr9cipalm5te d vegetal1 era sobre tudo efficaz1 p>a evit> o p]igo dos m>es encapelados4 ,todas z pessoas1 que tem s5tido no m> gr&es torm5tas1 sabem1 que os m>es encapelados proc$em de huma gr&e s]ra de m>1 que agitado pelos v5tos1 =ma huma horrorosa columna1 a qual dobr&o1 ou encapel&o1 se por desgraa encontra alguma emb>cao1 seja ella a maior ,no1 lan&o-lhe d5tro milh>es de toneis de agua1 a faz sossobr>4 ,a pez> de s] ,frankl9 quem i/o diz1 eu1 que sabia o que ero m>es encapellados1 susp5di a m9ha cr5a1 p>ec5do-me impossivel1 que huma to pequ5a quantidade de mat]ia1 fizesse cess> hum to t]rivel effeito3 porm a primeira vez1 que vi faz] ,assuc>1 e que hum gr&e fogo lanado debaxo de huma caldeira1 faz5do sublev> acima das bordas della alguns palmos o liquido1 que cont9ha1 e que huma pitada de massa de ,mamono1 r$uzia rep5t9am5te e/e liquido sua altura natural1 lembrei-me logo da obs]vao de ,frankl91 e a9da que eu no possa conceb] o porque i/o se faz2 se huma pitada de massa de ,mamono1 que pod] cont] ap5as meio gro de azeite1 e azeite crasso1 he capaz de imp$ir a sublevao1 e fuga d liquido de huma caldeira abrazada1 creio c]tam5te1 que algumas oitavas de azeite bem expansivel1 tal como o de am5dobi1 de que h abundancia em ,angola1 lanado por huma s]+a de delgado canudo1 contra o maior m> encapelado1 o r$uzir a onda simples1 que no tem p]igo de consequ5cias p>a os ,navios4 ,,nota ,,vi4 ,pag4 #fi4 ,o ponto indicado por ,m4 ,g5til1 he p>a se faz] o v9ho da uva2 porm como todos os mo/os so compo/os dos mesmos pr9cipios1 com mui pequ5as modificaes1 o que succ$e no mo/o da uva1 he commum ao da maan p>a a cidra1 ao da cevada p>a a c]veja1 ao sumo1 e productos da ,canna de ,assuc>1 p>a se faz] agu>d5te4 ,a passagem da dorna1 ou cuba p>a a pipa1 com os acidos m9]aes1 p>a imp$ir a f]m5tao ult]ior2 como d v9ho de ,canna1 ou gu>pa1 o que se pret5de he agu>d5te1 tambem he o ponto de/a gu>pa1 pass> ao alambique p>a a di/ilao4 ,,explica,o ,,das ,,e/ampas4 ,,e/ampa ,i4 ,,fig4 ,i4 ,=ma dos p>tidos p>a a ,canna1 com doze braz em quadro1 e o mesmo de int]vallo entre cada p>tido4 ,,fig4 ,,ii4 ,quadrados longos1 que frmo tambem p>tidos1 com m5os int]vallo4 ,,fig4 ,,iii4 ,quadrados longos1 com outra direco4 ,a agulha1 que e/ no c5tro1 he p>a mo/r> o al9ham5to1 que devem t] os pequ5os p>tidos1 p>a a ,canna s] plantada de ,norte a ,sul1 e de ,le/e a ,oe/e4 ,,e/ampa ,,ii4 ,,fig4 ,i4 ,a folha da enxada sem cabo4 ,,fig4 ,,ii4 ,a mesma enxada encavada4 ,,fig4 ,,iii4 ,o trabalhador com a enxada prompto a trabalh>4 ,,fig4 ,,iv4 ,o mesmo trabalhador1 trabalh&o4 ,,e/ampa ,,iii4 ,,fig4 ,i4 ,he a vi/a ext]ior da casa d eng5ho1 tomada ao longo4 ,,fig4 ,,ii4 ,he a vi/a plana da mesma casa4 ,,fig4 ,,iii4 ,he a vi/a ext]ior da entrada da casa d eng5ho1 que mo/ra tambem z v>&as p>a picadeiros1 e outras s]v5tias4 ,,e/ampa ,,iv4 ,mo/ra a frma de mo] ,canna1 pelo me?odo que se propem4 ,,e/ampa ,v4 ,,fig4 ,i4 ,mo/ra o bangu de tres ta*as1 com z p>$es dos lados abatidas1 p>a se v] o int]ior2 e o fogo faz5do o seu effeito4 ,,fig4 ,,ii4 ,mo/ra os d5tes em prisma p>a o ens9ho1 vi/os de topo1 com a grossura1 e frma1 que devem t]1 e di/ancia de huns a outros2 o mais escuro he a espiga1 que deve entr> no madeiro1 onde pr5de o cabo4 ,a4 e ,b4 figura dos dezoito d5tes d c5tro d mesmo ens9ho4 ,c4 figura dos dois d5tes1 que devem faz] os lados4 ,,e/ampa ,,vi4 ,,fig4 ,i4 ,mo/ra hum trabalhador1 cav&o com a enxada1 como se pratica em ,frana1 ,+lat]ra1 etc4 ,,fig4 ,,ii4 ,frma d raspador p>a z limpas1 ou cap9as4 ,,fig4 ,,iii4 ,o mesmo raspador de p]fil1 p>a mo/r> a direco1 que deve t] encavado4 ,,fig4 ,,iv4 ,figura d ens9ho1 p>a arranc> pequ5as raizes4 ,,fig4 ,v4 ,mo/ra o balde de valvula trabalh&o2 a pol pde s] feita de taboas1 assim como o sexto circulo1 onde se vem os s9aes dos fuzelos1 que su/em z duas cordas que pr5dem o balde1 e tambem a corda1 que levanta a valvula4 ,o apoio da balana e/ em tres palmos1 e o trabalhador puxa por huma alavanca de seis4 ,,fig4 ,,vi4 ,pessa onde joga a pol1 e que facilita o seu movim5to p>a todas z p>tes4 ,,e/ampa ,,vii4 ,,fig4 ,i4 ,he o alambique na sua =nalha com o fogo aczo4 ,o refrig]ante deixa v] a figura d capello1 faz5do hum angulo de #fe gros1 e o petip mo/ra z dim5ses d alambique1 e =nalha4 ,,fig4 ,,ii4 ,he a frma de ,assuc>1 vi/a com a boca p>a cima4 ,,fig4 ,,iii4 ,he a mesma frma1 deix&o v] a ab]tura d seu fundo4 ,,e/ampa ,,viii4 ,,fig4 ,i4 ,faz v] como se fazem crcas vivas4 ,,fig4 ,,ii4 ,mo/ra os ramos entrelaados1 e m]gulhados na t]ra4 ,,fig4 ,,iii4 ,mo/ra os moires1 e v>as p>a z crcas mortas4 ,,fig4 ,,iv4 ,he hum qu>to circulo1 p>a d> a conhec]1 o que so gros de elevao4 ,na l9ha horisontal d mesmo1 se vem duas pollegadas1 rep>tidas em l9has4 ,huma pollegada tem doze l9has1 hum palmo tem oito pollegadas1 hum p tem doze pollegadas4 ,,indice ,,d ,,que ,,contem ,,e/a ,,memoria4 ,descripo da ,canna de ,assuc>1 segundo a vi/a que appres5ta4 ,pag4 #a ,como se cultiva actualm5te a ,canna de ,assuc>4 #b ,notas sobre e/a frma de plantao4 #d ,!oria p>a a cultura da ,canna de ,assuc>4 #e ,como se deve cultiv> a ,canna de ,assuc>4 #aj ,vantag5s de/a frma de plantao4 #af ,crte das ,cannas4 ,ib4 ,con/ruco dos eng5hos actuaes4 #ag ,notas sobre e/a frma de con/ruco4 #ai ,nova con/ruco de eng5hos4 #bj ,sobre o movim5to das mo5das4 #bb ,comp>ao da roda v]tical com a horisontal4 #bd ,preciso sobre a d5tadura das rodas4 #bf ,como se moe ,canna actualm5te4 #cj ,notas sobre e/a frma de mo]4 #cb ,nova frma de mo]4 #cc ,comp>ao da moagem actual com a que se propem4 #ce ,descripo d que contm a casa de caldeiras actualm5te4 #ch ,como se trabalha na fbrica d ,assuc>4 #dj ,notas sobre e/a frma de faz] ,assuc>4 #dd ,pr9cipios1 que devem conduzir o fabricante de ,assuc>4 #dg ,prep>o p>a manufactur> o ,assuc>4 #ej ,frma de faz] a decoada4 #ec ,descripo1 e propores d ,bangu4 #ed ,prep>o d b>ro p>a cl>ific> o ,assuc>4 #ef ,me?odo p>a trabalh> na fbrica d ,assuc>4 #eg ,como se trabalha na fbrica da agu>d5te4 #fc ,pr9cipios1 que devem conduzir o ,me/re ,agu>d5teiro4 #fe ,discurso sobre o alambique4 #gc ,ordem d trabalho p>a faz] agu>d5te4 #gh ,sobre o tratam5to d gado1 e be/as4 #hj ,crcas vivas1 e mortas4 #hb ,l5has4 #hd ,c>ros4 #he ,cap9as4 #hf ,notas4 #hh ,explicao das ,e/ampas4 #ib ,,fim4 ,figura3 ,e/4 #a ,figura3 ,e/4 #b ,figura3 ,e/4 #c ,figura3 ,e/4 #d ,figura3 ,e/4 #e ,figura3 ,e/4 #f ,figura3 ,e/4 #g ,figura3 ,e/4 #h ,li/a de erros corrigidos ,aqui encontram-se li/ados todos os erros encontrados e corrigidos3 ---------------------------------------- ------------- ,orig9al ,correco ---------------------------------------- ------------- pg4 #bd hnm hum pg4 #bh ou ou ambos ou ambos pg4 #db ,quaudo ,qu&o ---------------------------------------- ------------- ,a num]ao das pg9as foi alt]ada no ndice de =ma a correspond] num]ao real das pg9as d livro orig9al4