( public doma9 mat]ial f ,google ,book ,se>*7 ,o ,,ens9o ,,da ,,hi/oria ,,da ,,arte ,,nos ,,lyceus ,e ,,z ,,excurs,,es ,,escol>es ,,por ,joaquim de ,vasconcellos ,,porto ,typ4 de ,a4 ,j4 da ,silva ,teixeira1 ,successora ,rua da ,cancella ,velha1 #gj #aijh ,o ,ens9o da ,hi/oria da ,arte nos ,lyceus ,e ,,z ,,excurs,,es ,,escol>es ,os ,docum5tos que vo lr-se pr5dem-se com um problema que julgo de imm$iato int]esse e da maior influ5cia educativa4 ,a circul> de #be de outubro de #aijf a que recomm5da a organisao das excurses escol>es1 como elem5to p$agogico de capital importancia4 ,no de agora o emp5ho com que me occupo d assumpto4 ,ha mais de tr9ta annos 7#ahgg7 que em artigos avulsos da impr5sa1 conf]5cias publicas1 opusculos e volumes de critica e de p$agogia da ,arte1 &o propondo a soluo racional e mais economica1 d5tro dos nossos usos e co/umes1 i/o 3 con=me z boas tradies da arte e da vida portugueza4 ,o assumpto vae s] debatido muito brevem5te pelo ,conselho d ,lyceu ,el-,rei ,d4 ,manoel ,,ii4 ,os docum5tos so in$itos4 necess>io adv]tir que o elem5to e/ampa1 que z figuras 7e portanto a ,arte7 inund>am e/e o t]moos livros1 de/9ados in/ruco prim>ia e secund>ia1 porque o programma (ficial dos concursos de comp5dios exige z illu/raes1 que so applicadas1 muitas vezes1 sem sombra de crit]io1 sem o m5or respeito pelas leis da e/hetica4 ,j no fall>ei d crit]io p$agogico1 revelado na escolha d'ellas#a444 ,e/a que/o apreciada em outro log>#b4 ,porto1 #a de novembro de #aijh4 ,joaquim de ,vasconcellos4 ,,docum5to ,i ,illmo ,exmo ,snr4 ,reitor d ,lyceu ,c5tral d ,porto ,el-,rei ,d4 ,manuel ,,ii4 ,j em sesso d ,conselho d ,lyceu#c1 agradeci a honra de me hav]em convidado p>a collabor> no programma que convm organis>1 no intuito de satisfaz] os v>ios f9s d problema educativo que a ,circul> de #be de outubro de #aijf da ,direco ,g]al de ,in/ruco ,publica recomm5da att5o d corpo doc5te dos ,lyceus4--,hoje r5ovo o meu agradecim5to e repito que ap5as sobre um dos pontos d programma da circul> me posso pronunci> com conhecim5to de causa2 o que se ref]e visita dos alumnos aos nossos monum5tos nacionaes4 ,no p]t5o ao grupo dos pr(essores que leccionam sci5cias physicas e naturaes1 nem ao grupo que ens9a geographia e hi/oria4 ,a esses especialm5te compete respond]4 ,como adjunto me consid]o pois1 sm5te1 como vogal supplem5t> a quem os seus e/udos especiaes sobre a hi/oria da arte e das indu/rias portuguezas1 feitos ha dez5as de annos1 do voto no problema educativo4 unicam5te como escriptor e p$agogo1 que t5ho sido n'esses assumptos de educao arti/ica1 que posso pre/> algum s]vio2 como pr(essor d ,lyceu no pod]ia t] compet5cia n'uma mat]ia que em n5hum ,lyceu d re9o ens9ada4 ,devo diz]1 a proposito1 que semelhante mat]ia--e/udo dos ,monum5tos ,nacionaes--portanto e/udo da ,arte1 em g]al1 e das suas v>ias manife/aes decorativas-- hoje ens9ada unicam5te na ,escola de ,bellas-,artes de ,lisboa1 em tres cadeiras1 segundo a ultima organisao 7,re=ma de #ad de novembro de #aija7d4 ,a ,escola irm d ,porto no tem esse ens9o1 nem sombra d'elle4 ,e/o no mesmo caso z duas ,escolas ou ,academias polyte*nicas de ,lisboa e ,porto1 os dois ,in/itutos indu/riaes das mesmas cidades e a9da todas z ,escolas ,indu/riaes d ,re9o1 apes> de s]em de fundao rec5te 7#ahhc-hd74 ,comtudo1 em todos esses e/abelecim5tos de ens9o 7e inclusive na propria ,univ]sidade de ,coimbra1 cadeira de ,des5ho annexa faculdade de ,philosophia71 o ens9o das =mas da arte entra1 com mais ou m5os des5volvim5to1 como discipl9a obrigada4 ,esqueceu-se porm o legislador1 esquec]am-se os p$agogos (ficiaes de nos diz] como que o ens9o das =mas1 qu] pelo des5ho 7lapis ou p9cel71 qu] pela esculptura 7escopro ou c9zel71 qu] pelo esquadro em l9has ar*itectonicas--se pode realis>1 qu&o alumnos e pr(essores ignoram por completo a g5ese hi/orica d'essas =mas e a e/hetica que d'ellas se d]iva1 em ultima in/ancia6 ,subl9ho muito de proposito e/a anomalia p>a que n+uem supponha que problema facil ens9> a alumnos de qualqu] ,lyceu1 mesmo nas classes sup]iores 7#f4 e #g47 o me?odo pelo qual se *ega a uma apreciao1 embora muito summ>ia1 mas s5sata de qualqu] monum5to1 qu] sob o aspecto e/hetico1 qu] sobre o ponto de vi/a hi/orico4 ,esses alumnos tm comtudo1 sempre noes suffici5tes das outras discipl9as 7,sci5cias physicas e naturaes--,geographia e ,hi/oria7 que pod]o utilis> praticam5te nas excurses escol>es4 ,da arte1 porm1 e mrm5te da ar*itectura1 no possuem a m9ima noticia4 ,e no se diga que se trata de especialis>1 de proc$] a e/udos te*nicos1 d5tro de um programma que p]t5ce s s escolas especiaes4 ,mesmo r$uz9do a exposio ao mais elem5t>1 d&o ,arte ap5as o papel de companheira da ,hi/oria1 a9da fica m>gem p>a s]ios e/udos1 a9da so graves z difficuidades que encontro4 ,a incluso d ens9o da ,hi/oria da ,arte no programma dos ,lyceus c5traes s]ia evid5tem5te o meio mais efficaz de int]ess> o alumno no e/udo dos monum5tos nacionaes e1 por meio d'elles1 no e/udo de todas z tradies patrias1 no e/udo d nosso solo1 dos nossos co/umes1 da hi/oria intima da familia portugueza4 ,no uma utopia4 ,o decreto de #ad de novembro de #aija j diz no preambulo textualm5te3 ,l fra1 cadeiras de hi/oria da arte e/o app5sas ao ens9o secund>io1 como explicao1 ora causal1 ora integrante dos successos da hi/oria social e politica4 7,l4 cit41 pag4 #gj74 ,pod]ei1 se fr preciso1 apres5t> a ,v4 ,ex4a e ao ,conselho d ,lyceu num]osos volumes nas l+uas allem e franceza que s]vem de comp5dios de ,hi/oria da ,arte nas v>ias classes d ens9o lyceal da ,allemanha e ,frana1 tanto p>a o sexo mascul9o1 como p>a o sexo fem99o4 ,limito-me aqui a cit> ap5as z obras magi/raes d ,pr(4 ,wilhelm ,lbke de ,/uttg>t1 no z gr&es monographias sobre a hi/oria da ar*itectura1 esculptura1 p9tura1 etc41 mas sm5te os resumos me?odicos com o c>act] de vulg>isao e de propag&a em gr&e escala1 p>a intellig5cias m$ianas1 resumos que tm sido traduzidos em quasi todas z l+uas vivas europeias4 ,o e/udo da hi/oria da arte e o modo como ella divulgada no ens9o secund>io1 influiu at no ens9o da hi/oria1 propriam5te dito1 trans=m&o-o1 ampli&o-o4 ,vejamos3 ,ha mais de #be annos que o ens9o da hi/oria comeou a s] facultado na ,allemanha aos d\s sexos1 de modo a lig> os factos politicos com z tradies1 z manife/aes da arte1 e com os co/umes sociaes4 ,o que foi hi/oria1 segundo a ida limitada d *roni/a1 trans=m\-se na p9tura da civilisao de um paiz4 ,os allemes cre>am o t]mo3 ,culturges*i*te p>a c>act]is> esse novo processo de escrev] e de ens9> a hi/oria4 ,assim vemos1 por exemplo1 j n'uma obra notavel de ,e4 ,dr+3 ,lehrbu* d] ,ges*i*te d] alt5 ,welt fr h"h ,s*ul5 7,manual da hi/oria d ,mundo antigo p>a escolas secund>ias1 ,frankfurt a_/,m4 ed4 ,m4 ,die/]weg1 #ahhj7 a hi/oria politica dos povos ori5taes1 dos gregos e dos romanos1 ligada my?ologia1 hi/oria da arte e ao quadro da civilisao antiga4 ,illu/ram os volumes gravuras dos mais famosos monum5tos1 reproduces das mais celebres e/atuas e p9turas muraes2 so *amados a depr os productos afamados da arte c]amica e da glyptica1 que to fielm5te nos descrevem z sc5as da vida intima dos antigos4 ,os trajes1 os ut5silios dome/icos1 a vida d palco e da (fic9a1 nada falta n'esse comp5dio de hi/oria4 ,o e/udo da ar*itectura vae1 por exemplo1 at analyse das plantas dos edificios 7templos1 !atros7 e dos seus elem5tos con/ructivos 7sy/ema das tres ord5s74 ,e comtudo e/a obra nunca deixa de s] um comp5dio de hi/oria1 com o c>act] de texto p>a o ens9o secund>io 7fr h"h ,s*ul574 ,j em #ahia um auctor +lez 7,morse ,/eph5s7 t5t\ n'uma ,hi/oria de ,portugal#e um processo p>ecido1 illu/r&o o texto com gr&e abundancia de imag5s1 sem comtudo pret5d] imit>1 nem de longe1 o me?odo p$agogico1 transc5d5te1 d auctor allemo citado4 ,os novos modelos e/rangeiros no pass>am desap]cebidos em ,portugal a um ou outro amigo da in/ruco4 ,o b5em]ito escriptor ,tr9dade ,coelho no seu volume intitulado ,po ,nosso--,leituras elem5t>es e encyclop$icas p>a uso d povo 7,lisboa1 ,aillaud1 #aijd7 inclue um capitulo ,arte 7pag4 #bde-bef71 que abrange a ,ar*itectura1 ,esculptura e ,p9tura e por fim ,monum5tos de ,portugal1 com #ad grav41 entr&o na ultima seco vi/as d mo/eiro dos ,j]onymos e da ,batalha4 ,o unico rep>o que devemos faz] a e/a t5tativa corajosa e b5em]ita1 a r$uco extrema d assumpto a #ae pag41 qu&o em to limitado espao ap5as cab]ia uma m5o resumida dos edificios notaveis portuguezes sm5te e da sua significao hi/orica4 sob e/e ponto de vi/a1 n'e/a intima relao que deve s] recomm5dado o e/udo dos nossos pr9cipaes monum5tos aos alumnos dos ,lyceus4 ,o pr(essor de hi/oria deve ent5d]-se sempre com o especiali/a que h\v] de faz] a exposio propriam5te te*nica e e/hetica4 ,e qu&o digo especiali/a1 subl9ho o t]mo1 porque exclu9do d t]r5o o erudito que pode car o alumno com uma t>efa excessiva1 ponho tambem de p>te o curioso1 que o enfa/i> com banalidades4 ,s quem conhece um assumpto a fundo que pde gradual-o em h>monia com o s5tir e p5s> de um auditorio1 cuja capacidade no caso sujeito--o dos ,lyceus--deve v>i> muito4 ,os ,mo/eiros de ,belem e da ,batalha1 a collegiada de ,nossa ,s5hora da ,oliveira1 os templos de ,alcobaa e ,lea d ,balio1 z ,ss de ,lisboa1 ,porto e ,coimbra1 z creaes polymorphas de ,?om> e ,c9tra e muitas outras1 e/o to intimam5te ligadas vida hi/orica da nao portugueza1 que no possivel ao mod]no prelector sep>> o elem5to arte da n>rativa d *roni/a1 tanto m5os que os antigos escriptores =am quasi sempre de um laconismo desesp]ador em mat]ia d'arte1 e devem s] corrigidos e completados a cada passo1 d5tro da aula e fra d'ella1 durante z excurses4 ,temos tido occasio de v]ific> c5tos de vezes p]ante os monum5tos1 que e/es e z suas p$ras desm5tem os *roni/as4 ,deve exigir-se pois ao pr(essor de hi/oria dos nossos ,lyceus o conhecim5to da hi/oria da arte e da ar*eologia1 tanto quanto fr necess>io p>a a in=mao dos seus respectivos alumnos4 ,p>a elle se habilit> com esse ens9o1 =oso cre> cursos livres1 suffici5tem5te remun]ados1 junto dos ,lyceus1 p>a os quaes o ,gov]no dev] *am> os especiali/as de m]ito comprovado4 ,at ento1 t] o pr(essor de hi/oria de cont5t>-se com a sorte que o pod] favorec] com o concurso de um collega ou de pessoa e/ranha ao ,lyceu1 ba/ante habilitada e intellig5te p>a compreh5d] o mode/o c>go de comm5tador te*nico das excurses que reve/irem um c>act] arti/ico2 ba/ante en?usia/a e amante da sua t]ra p>a pr em relevo1 n'uma demon/rao de e/hetica pratica1 applicada1 o que con/itue o s5tim5to d ,bello na ,arte e o seu reflexo sobre a alma portugueza4 ,esse comm5t>io arti/ico no 1 nem pde s] o que se faz no ens9o academico aos alumnos que se encam9ham p>a o e/udo das ,bellas-,artes4 uma iniciao no e/udo elem5t> das frmas da arte1 mrm5te na ar*itectura e nas artes decorativas1 que d'ella dep5dem1 iniciao p>a a qual se exige a collaborao assidua d alumno1 que dev] lev> sempre debaixo d brao o seu album ou cad]no de notas1 p>a apr5d] a tom> apontam5tos e a faz] pequ5os esbocetos 9 loco4 ,em casa dev] ampli> e complet> z notas tomadas segundo um ,que/ion>io adequado4 ,resumo z m9has concluses3 #a4 ,o e/udo dos ,monum5tos ,nacionaes necess>io no ens9o secund>io dos ,lyceus c5traes1 pelo m5os4 #b4 ,e/e e/udo no pde realis>-se pr(icuam5te sem um e/udo p>allelo dos elem5tos ess5ciaes da hi/oria da arte4 #c4 ,e/e e/udo pde e deve s] feito como ,comm5t>io ao ,curso de ,hi/oria1 pelos segu9tes meios3 a7 ,excurses escol>es dos alumnos das classes mais adeantadas4 b7 ,comm5t>io te*nico e e/hetico p]ante o monum5to1 altura da capacidade dos alumnos4 c7 ,notas1 esboos e reproduces photographicas1 tiradas nas respectivas localidades4 #d4 necess>io cre>1 desde j1 os ,cursos livres sobre hi/oria da ,arte1 especialm5te da ,arte nacional1 junto dos ,lyceus c5traes1 emquanto no se incluir o ens9o regul> das frmas da ,arte no ,quadro das discipl9as d ,lyceu p>a ambos os sexos1 con=me exi/e ha muito nos ,lyceus de ,frana e ,allemanha4 #e4 necess>io ir junt&o1 desde j1 o mat]ial de demon/rao1 colleccion&o e/ampas1 photographias e reproduces em gesso1 que sirvam p>a o e/udo1 o que pde s] feito1 aproveit&o os trabalhos dos alumnos e quaesqu] publicaes nacionaes de valor1 por exemplo1 a excell5te colleco da ,casa ,biel d ,porto3 ,a ,arte e a ,natureza em ,portugal1 que j apres5ta um inv5t>io arti/ico muito v>iado e muito valioso 7#gc fasc4 a #d e/41 total #bib1 com texto em portuguez e francez71 publicao economica que e/ at ao alcance dos alumnos1 porque os fasc4 v5dem-se sep>adam5te a #ejj reis4 ,p4 ,s4 ,a obra e/ agora concluida em #h vol4 a #ab fasc4 cada um4 ,cada fasc4 a #ejj reis1 com #d e/4 e #h pag4 de texto 7,nota accresc5tada em ,outubro de #aijh74 ,,docum5to ,,ii ,illmo ,exmo ,snr4 ,alguns collegas meus d ,lyceu1 que ,v4 ,ex4a dignam5te dirige e a9da outros d ,lyceu da #a4 zona1 alguns dos quaes assi/iram s m9has ,conf]5cias sobre ,hi/oria da ,arte nacional1 realisadas no ,museu da ,academia portu5se de ,bellas-,artes nos meses de junho e julho--manife/>am-me o desejo de z ouvir novam5te1 seguidas4 ,r>os =am os que assi/iram a todas z c9co2 e aquelles que s ouviram fragm5tos transmittiram-me1 com o desejo acima =mulado1 os votos dos collegas que1 por dev] d (ficio1 no logr>am assi/ir a n5huma2 e/es ultimos1 com mais razo a9da1 p$iam e p$em a repetio4 ,p>ece-me1 ,exmo ,snr41 que n'e/e caso devo s] grato a manife/aes to honrosas e correspond] ao desejo com a (f]ta de s]vio maior e mais effectivo d que aquelle que t5tei em julho proximo passado4 ,em vez de um ,curso de hi/oria da arte romanica ar*aica1 da hi/oria de um p]iodo1 embora de capital importancia--(f]eo-me p>a organis> um ,curso graduado e completo da ,hi/oria da ,arte comp>ada1 especialm5te da ,arte ,nacional1 em lies semanaes1 s qu9tas-feiras1 e se fr necess>io e a ,lei o p]mittir1 pod]ei re=ar esse ,curso com uma preleco ao dom+o1 em quanto dur> o anno lectivo4 ,os meus dignos collegas que em ambos os ,lyceus regem pr(ici5tem5te z cadeiras de ,hi/oria g]al e especial1 =am os primeiros a applaudir a ideia que1 em embrio1 exponho a ,v4 ,ex4a1 p>a que se digne submettel-a consid]ao1 ao sup]ior crit]io d ,conselho d ,lyceu1 que a pod] corrigir e complet>1 pois s5do uma innovao pod]ia p>ec] excesso de trabalho n'um programma de e/udos1 j c>regado s(frivelm5te4 ,trata-se1 porm1 de uma mat]ia que s p$e ouv9tes volunt>ios e no obriga a n5hum exame nem despeza--pois todo o mat]ial illu/rativo (f]ecido por mim1 7s5do alis consid]avel1 r>o e disp5dioso7 sem n5hum enc>go p>a o ,e/ado4 ,n'e/e caso p>ece-me que pre/o algum s]vio no s5tido de uma ,propo/a fundam5tada sobre o modo de torn> pr(icuas1 p>a o ,e/udo da ,arte1 z excurses escol>es1 a qual durante o anno lectivo f9do apres5tei por escripto a ,v4 ,ex4a e m]eceu o l\vor d ,conselho escol>#f4 ,solicito de ,v4 ,ex4a e d ,conselho a mesma b5evol5cia p>a a (f]ta1 que ora fao1 d ,curso graduado4 ,se fr acceite1 apres5t>ei o programma1 sem demora1 que de c]to modo se aju/a e comb9a com o ,programma (ficial d ,curso de ,hi/oria4 ,no copia de n5hum programma e/rangeiro#g3 uma adaptao rigorosam5te nacional1 especialm5te p>a e/udo d que nosso1 embora os l9eam5tos g]aes se baseiem no que traou magi/ralm5te ,mr4 de ,caumont no seu ,curso de ar*eologia e hi/oria da arte 7civil1 religiosa e milit>7 ,ca51 #ahgj1 #e4 ed41 em #c vol4--e ,mr4 ,*4 ,blanc--p>a a ,hi/oria das ,artes decorativas 7,grammaire des arts du dess91 #f4 edio2 e ,grammaire des arts dcoratifs74 ,como comp5sao--se a ,v4 ,ex4a e ao ,conselho p>ec] ju/o--peo ap5as que me sejam contadas z horas de s]vio d'esse ,curso como s]vio normal d hor>io1 e pelo preo da tabella (ficial1 sem n5huma gratificao a mais4 ,algumas horas de m5os no ens9o das l+uas1 que pr(esso1 podem s] pre5*idas por outro collega1 sem prejuizo algum1 creio eu4 ,em comp5sao1 (f]eo um ens9o novo1 nos ,lyceus1 que e/ introduzido nos pr9cipaes paizes cultos1 p>a ambos os sexos1 no quadro d ens9o secundrio desde #ahge4 ,se a troca de c]tas lies de l+uas1 pelas lies de mat]ia nova1 no p>ec] acceitavel1 por qualqu] motivo pond]oso1 ento (f]eo-me p>a accumul> o s]vio novo com o antigo1 m$iante a remun]ao da tabella (ficial4 ,e se a peo1 porque a organisao d ,curso importa p>a mim1 em todo o caso1 a acquisio con/ante de novo mat]ial de e/udo1 alm d que t5ho accumulado durante c]ca de qu>5ta annos4 ,o mat]ial p>a o ens9o da ,hi/oria propriam5te dita e da ,hi/oria da ,civilisao--no s5tido em que os allemes a classificam de3 ,culturges*i*te1 que vi e exam9ei demoradam5te no ,lyceu1 ha meses1 --a bem diz]--in9telligivel1 sem uma ,exposio p>allela da ,hi/oria da arte antiga comp>ada1 sobretudo da arte egypcia e greco-romana4 ,em face das descob]tas capitaes no dom9io da arte pre-hi/orica e proto-hi/orica1 feitas em ,portugal durante os ultimos tr9ta a qu>5ta annos1 inadmissivel qu]] sep>> z que/es e?nologicas1 e?nographicas e ar*eologicas1 n'uma especialisao e/]il1 que a n+uem aproveita1 salvo ao p$antismo de alguns r>os eruditos bisonhos4 ,o ens9o da hi/oria deve s] vivo1 hoje1 palpitante1 em face d monum5to1 da e/atua1 da tela1 da gravura1 da photographia1 da planta topographica1 d des5ho e d esboo4 ,o livro illu/rado pela ,arte invadiu tudo4 ,todo o enorme mat]ial dos ,museus europeus foi po/o em movim5to ha meio seculo4 ,o que sabe o alumno dos ,lyceus de tudo isso8 ,o que sabe elle d mat]ial accumulado nas colleces nacionaes8--qu&o uma imagem1 um retrato supre1 s vezes1 uma lio8 ,fui talvez prolixo n'e/a ju/ificao2 mas1 confess&o o defeito1 peo a b5evola att5o de ,v4 ,ex4a e d ,conselho p>a os motivos1 que so puros e s9c]os4 ,deus gu>de a ,v4 ,ex4a ,porto1 #i de ago/o de #aijh4 ,illmo e ,exmo ,snr4 ,reitor d ,lyceu ,c5tral d ,porto--#b4 zona4 ,o ,,pr(essor ,,effectivo ,joaquim de ,vasconcellos4 #a ,por exemplo3 o comp5dio de ,hi/oria d snr4 ,m>ques ,mano 7,porto1 #aijh--,preo #bjjj reis7 tem #if e/ampas4 ,o comp5dio de ,geographia d mesmo auctor1 7,porto1 #aijh--,preo #abjj reis7 tem #ff e/ampas2 aqui1 uma boa escolha e cuidadosa reproduo2 acol1 confuso e falta de crit]io e/hetico e p$agogico4 #b ,na ,revi/a3 ,educao ,nacional4 #h de nov4 #ijh4;,a arte nos livros d ,ens9o4 #c ,no mez de maio de #aijg4 #d ,vid4 ,boletim da ,dir4 ,g]al de ,in/4 ,publ4--,anno ,i1 #aijb1 fasc4 #a-e1 pag4 #gj-hh4 #e ,foi traduzida por ,oliveira ,m>t9s2 z gravuras d orig9al +lez app>ecem1 porm1 mal reproduzidas4 #f ,e/ transcripta no ,docum5to ,i4 #g ,a prova j a dei no ,el5*o de ,quatro ,conf]5cias 7alis c9co7 que fiz nos mezes de junho e julho d'e/e anno1 na ,academia ,portu5se de ,bellas-,artes4 ,o programma impresso--,porto1 #aijh1 #h pag9as1 v]sa sobre o ,e/ylo romanico ar*aico e o ,romanico dos seculos ,,xi e ,,xii4 ,e/e programma nada tem de commum com o espetaculoso prospecto da #ac4 cadeira da ,escola de ,bellas-,artes de ,lisboa--que trata da ,hi/oria g]al da arte na ,edade ,m$ia e envolve ,portugal1 por incid5te1 em app5dice4