of public domain material from ,google ,book ,search7 ,o ,,ensino ,,da ,,historia ,,da ,,arte ,,nos ,,lyceus ,e ,,as ,,excurs,,es ,,escolares ,,por ,joaquim de ,vasconcellos ,,porto ,typ4 de ,a4 ,j4 da ,silva ,teixeira1 ,successora ,rua da ,cancella ,velha1 #gj #aijh ,o ,ensino da ,historia da ,arte nos ,lyceus ,e ,,as ,,excurs,,es ,,escolares ,os ,documentos que vo lr-se prendem-se com um problema que julgo de immediato interesse e da maior influencia educativa4 ,a circular de #be de outubro de #aijf a que recommenda a organisao das excurses escolares1 como elemento pedagogico de capital importancia4 ,no de agora o empenho com que me occupo do assumpto4 ,ha mais de trinta annos 7#ahgg7 que em artigos avulsos da imprensa1 conferencias publicas1 opusculos e volumes de critica e de pedagogia da ,arte1 ando propondo a soluo racional e mais economica1 dentro dos nossos usos e costumes1 isto 3 conforme as boas tradies da arte e da vida portugueza4 ,o assumpto vae ser debatido muito brevemente pelo ,conselho do ,lyceu ,el-,rei ,d4 ,manoel ,,ii4 ,os documentos so ineditos4 necessario advertir que o elemento estampa1 que as figuras 7e portanto a ,arte7 inundaram este o termoos livros1 destinados instruco primaria e secundaria1 porque o programma official dos concursos de compendios exige as illustraes1 que so applicadas1 muitas vezes1 sem sombra de criterio1 sem o menor respeito pelas leis da esthetica4 ,j no fallarei do criterio pedagogico1 revelado na escolha d'ellas#a444 ,esta questo apreciada em outro logar#b4 ,porto1 #a de novembro de #aijh4 ,joaquim de ,vasconcellos4 ,,documento ,i ,illmo ,exmo ,snr4 ,reitor do ,lyceu ,central do ,porto ,el-,rei ,d4 ,manuel ,,ii4 ,j em sesso do ,conselho do ,lyceu#c1 agradeci a honra de me haverem convidado para collaborar no programma que convm organisar1 no intuito de satisfazer os varios fins do problema educativo que a ,circular de #be de outubro de #aijf da ,direco ,geral de ,instruco ,publica recommenda atteno do corpo docente dos ,lyceus4--,hoje renovo o meu agradecimento e repito que apenas sobre um dos pontos do programma da circular me posso pronunciar com conhecimento de causa2 o que se refere visita dos alumnos aos nossos monumentos nacionaes4 ,no perteno ao grupo dos professores que leccionam sciencias physicas e naturaes1 nem ao grupo que ensina geographia e historia4 ,a esses especialmente compete responder4 ,como adjunto me considero pois1 smente1 como vogal supplementar a quem os seus estudos especiaes sobre a historia da arte e das industrias portuguezas1 feitos ha dezenas de annos1 do voto no problema educativo4 unicamente como escriptor e pedagogo1 que tenho sido n'esses assumptos de educao artistica1 que posso prestar algum servio2 como professor do ,lyceu no poderia ter competencia n'uma materia que em nenhum ,lyceu do reino ensinada4 ,devo dizer1 a proposito1 que semelhante materia--estudo dos ,monumentos ,nacionaes--portanto estudo da ,arte1 em geral1 e das suas varias manifestaes decorativas-- hoje ensinada unicamente na ,escola de ,bellas-,artes de ,lisboa1 em tres cadeiras1 segundo a ultima organisao 7,reforma de #ad de novembro de #aija7d4 ,a ,escola irm do ,porto no tem esse ensino1 nem sombra d'elle4 ,esto no mesmo caso as duas ,escolas ou ,academias polytechnicas de ,lisboa e ,porto1 os dois ,institutos industriaes das mesmas cidades e ainda todas as ,escolas ,industriaes do ,reino1 apesar de serem de fundao recente 7#ahhc-hd74 ,comtudo1 em todos esses estabelecimentos de ensino 7e inclusive na propria ,universidade de ,coimbra1 cadeira de ,desenho annexa faculdade de ,philosophia71 o ensino das formas da arte entra1 com mais ou menos desenvolvimento1 como disciplina obrigada4 ,esqueceu-se porm o legislador1 esqueceram-se os pedagogos officiaes de nos dizer como que o ensino das formas1 quer pelo desenho 7lapis ou pincel71 quer pela esculptura 7escopro ou cinzel71 quer pelo esquadro em linhas architectonicas--se pode realisar1 quando alumnos e professores ignoram por completo a genese historica d'essas formas e a esthetica que d'ellas se deriva1 em ultima instancia6 ,sublinho muito de proposito esta anomalia para que ninguem supponha que problema facil ensinar a alumnos de qualquer ,lyceu1 mesmo nas classes superiores 7#f4 e #g47 o methodo pelo qual se chega a uma apreciao1 embora muito summaria1 mas sensata de qualquer monumento1 quer sob o aspecto esthetico1 quer sobre o ponto de vista historico4 ,esses alumnos tm comtudo1 sempre noes sufficientes das outras disciplinas 7,sciencias physicas e naturaes--,geographia e ,historia7 que podero utilisar praticamente nas excurses escolares4 ,da arte1 porm1 e mrmente da architectura1 no possuem a minima noticia4 ,e no se diga que se trata de especialisar1 de proceder a estudos technicos1 dentro de um programma que pertence s s escolas especiaes4 ,mesmo reduzindo a exposio ao mais elementar1 dando ,arte apenas o papel de companheira da ,historia1 ainda fica margem para serios estudos1 ainda so graves as difficuidades que encontro4 ,a incluso do ensino da ,historia da ,arte no programma dos ,lyceus centraes seria evidentemente o meio mais efficaz de interessar o alumno no estudo dos monumentos nacionaes e1 por meio d'elles1 no estudo de todas as tradies patrias1 no estudo do nosso solo1 dos nossos costumes1 da historia intima da familia portugueza4 ,no uma utopia4 ,o decreto de #ad de novembro de #aija j diz no preambulo textualmente3 ,l fra1 cadeiras de historia da arte esto appensas ao ensino secundario1 como explicao1 ora causal1 ora integrante dos successos da historia social e politica4 7,l4 cit41 pag4 #gj74 ,poderei1 se fr preciso1 apresentar a ,v4 ,ex4a e ao ,conselho do ,lyceu numerosos volumes nas linguas allem e franceza que servem de compendios de ,historia da ,arte nas varias classes do ensino lyceal da ,allemanha e ,frana1 tanto para o sexo masculino1 como para o sexo feminino4 ,limito-me aqui a citar apenas as obras magistraes do ,prof4 ,wilhelm ,lbke de ,stuttgart1 no as grandes monographias sobre a historia da architectura1 esculptura1 pintura1 etc41 mas smente os resumos methodicos com o caracter de vulgarisao e de propaganda em grande escala1 para intelligencias medianas1 resumos que tm sido traduzidos em quasi todas as linguas vivas europeias4 ,o estudo da historia da arte e o modo como ella divulgada no ensino secundario1 influiu at no ensino da historia1 propriamente dito1 transformando-o1 ampliando-o4 ,vejamos3 ,ha mais de #be annos que o ensino da historia comeou a ser facultado na ,allemanha aos dous sexos1 de modo a ligar os factos politicos com as tradies1 as manifestaes da arte1 e com os costumes sociaes4 ,o que foi historia1 segundo a ida limitada do chronista1 transformou-se na pintura da civilisao de um paiz4 ,os allemes crearam o termo3 ,culturgeschichte para caracterisar esse novo processo de escrever e de ensinar a historia4 ,assim vemos1 por exemplo1 j n'uma obra notavel de ,e4 ,dring3 ,lehrbuch der ,geschichte der alten ,welt fr hhere ,schulen 7,manual da historia do ,mundo antigo para escolas secundarias1 ,frankfurt a_/,m4 ed4 ,m4 ,diesterweg1 #ahhj7 a historia politica dos povos orientaes1 dos gregos e dos romanos1 ligada mythologia1 historia da arte e ao quadro da civilisao antiga4 ,illustram os volumes gravuras dos mais famosos monumentos1 reproduces das mais celebres estatuas e pinturas muraes2 so chamados a depr os productos afamados da arte ceramica e da glyptica1 que to fielmente nos descrevem as scenas da vida intima dos antigos4 ,os trajes1 os utensilios domesticos1 a vida do palco e da officina1 nada falta n'esse compendio de historia4 ,o estudo da architectura vae1 por exemplo1 at analyse das plantas dos edificios 7templos1 theatros7 e dos seus elementos constructivos 7systema das tres ordens74 ,e comtudo esta obra nunca deixa de ser um compendio de historia1 com o caracter de texto para o ensino secundario 7fr hhere ,schulen74 ,j em #ahia um auctor inglez 7,morse ,stephens7 tentou n'uma ,historia de ,portugal#e um processo parecido1 illustrando o texto com grande abundancia de imagens1 sem comtudo pretender imitar1 nem de longe1 o methodo pedagogico1 transcendente1 do auctor allemo citado4 ,os novos modelos estrangeiros no passaram desapercebidos em ,portugal a um ou outro amigo da instruco4 ,o benemerito escriptor ,trindade ,coelho no seu volume intitulado ,po ,nosso--,leituras elementares e encyclopedicas para uso do povo 7,lisboa1 ,aillaud1 #aijd7 inclue um capitulo ,arte 7pag4 #bde-bef71 que abrange a ,architectura1 ,esculptura e ,pintura e por fim ,monumentos de ,portugal1 com #ad grav41 entrando na ultima seco vistas do mosteiro dos ,jeronymos e da ,batalha4 ,o unico reparo que devemos fazer a esta tentativa corajosa e benemerita1 a reduco extrema do assumpto a #ae pag41 quando em to limitado espao apenas caberia uma meno resumida dos edificios notaveis portuguezes smente e da sua significao historica4 sob este ponto de vista1 n'esta intima relao que deve ser recommendado o estudo dos nossos principaes monumentos aos alumnos dos ,lyceus4 ,o professor de historia deve entender-se sempre com o especialista que houver de fazer a exposio propriamente technica e esthetica4 ,e quando digo especialista1 sublinho o termo1 porque excluindo do terreno o erudito que pode canar o alumno com uma tarefa excessiva1 ponho tambem de parte o curioso1 que o enfastiar com banalidades4 ,s quem conhece um assumpto a fundo que pde gradual-o em harmonia com o sentir e pensar de um auditorio1 cuja capacidade no caso sujeito--o dos ,lyceus--deve variar muito4 ,os ,mosteiros de ,belem e da ,batalha1 a collegiada de ,nossa ,senhora da ,oliveira1 os templos de ,alcobaa e ,lea do ,balio1 as ,ss de ,lisboa1 ,porto e ,coimbra1 as creaes polymorphas de ,thomar e ,cintra e muitas outras1 esto to intimamente ligadas vida historica da nao portugueza1 que no possivel ao moderno prelector separar o elemento arte da narrativa do chronista1 tanto menos que os antigos escriptores foram quasi sempre de um laconismo desesperador em materia d'arte1 e devem ser corrigidos e completados a cada passo1 dentro da aula e fra d'ella1 durante as excurses4 ,temos tido occasio de verificar centos de vezes perante os monumentos1 que estes e as suas pedras desmentem os chronistas4 ,deve exigir-se pois ao professor de historia dos nossos ,lyceus o conhecimento da historia da arte e da archeologia1 tanto quanto fr necessario para a informao dos seus respectivos alumnos4 ,para elle se habilitar com esse ensino1 foroso crear cursos livres1 sufficientemente remunerados1 junto dos ,lyceus1 para os quaes o ,governo dever chamar os especialistas de merito comprovado4 ,at ento1 ter o professor de historia de contentar-se com a sorte que o poder favorecer com o concurso de um collega ou de pessoa estranha ao ,lyceu1 bastante habilitada e intelligente para comprehender o modesto cargo de commentador technico das excurses que revestirem um caracter artistico2 bastante enthusiasta e amante da sua terra para pr em relevo1 n'uma demonstrao de esthetica pratica1 applicada1 o que constitue o sentimento do ,bello na ,arte e o seu reflexo sobre a alma portugueza4 ,esse commentario artistico no 1 nem pde ser o que se faz no ensino academico aos alumnos que se encaminham para o estudo das ,bellas-,artes4 uma iniciao no estudo elementar das frmas da arte1 mrmente na architectura e nas artes decorativas1 que d'ella dependem1 iniciao para a qual se exige a collaborao assidua do alumno1 que dever levar sempre debaixo do brao o seu album ou caderno de notas1 para aprender a tomar apontamentos e a fazer pequenos esbocetos in loco4 ,em casa dever ampliar e completar as notas tomadas segundo um ,questionario adequado4 ,resumo as minhas concluses3 #a4 ,o estudo dos ,monumentos ,nacionaes necessario no ensino secundario dos ,lyceus centraes1 pelo menos4 #b4 ,este estudo no pde realisar-se proficuamente sem um estudo parallelo dos elementos essenciaes da historia da arte4 #c4 ,este estudo pde e deve ser feito como ,commentario ao ,curso de ,historia1 pelos seguintes meios3 a7 ,excurses escolares dos alumnos das classes mais adeantadas4 b7 ,commentario technico e esthetico perante o monumento1 altura da capacidade dos alumnos4 c7 ,notas1 esboos e reproduces photographicas1 tiradas nas respectivas localidades4 #d4 necessario crear1 desde j1 os ,cursos livres sobre historia da ,arte1 especialmente da ,arte nacional1 junto dos ,lyceus centraes1 emquanto no se incluir o ensino regular das frmas da ,arte no ,quadro das disciplinas do ,lyceu para ambos os sexos1 conforme existe ha muito nos ,lyceus de ,frana e ,allemanha4 #e4 necessario ir juntando1 desde j1 o material de demonstrao1 colleccionando estampas1 photographias e reproduces em gesso1 que sirvam para o estudo1 o que pde ser feito1 aproveitando os trabalhos dos alumnos e quaesquer publicaes nacionaes de valor1 por exemplo1 a excellente colleco da ,casa ,biel do ,porto3 ,a ,arte e a ,natureza em ,portugal1 que j apresenta um inventario artistico muito variado e muito valioso 7#gc fasc4 a #d est41 total #bib1 com texto em portuguez e francez71 publicao economica que est at ao alcance dos alumnos1 porque os fasc4 vendem-se separadamente a #ejj reis4 ,p4 ,s4 ,a obra est agora concluida em #h vol4 a #ab fasc4 cada um4 ,cada fasc4 a #ejj reis1 com #d est4 e #h pag4 de texto 7,nota accrescentada em ,outubro de #aijh74 ,,documento ,,ii ,illmo ,exmo ,snr4 ,alguns collegas meus do ,lyceu1 que ,v4 ,ex4a dignamente dirige e ainda outros do ,lyceu da #a4 zona1 alguns dos quaes assistiram s minhas ,conferencias sobre ,historia da ,arte nacional1 realisadas no ,museu da ,academia portuense de ,bellas-,artes nos meses de junho e julho--manifestaram-me o desejo de as ouvir novamente1 seguidas4 ,raros foram os que assistiram a todas as cinco2 e aquelles que s ouviram fragmentos transmittiram-me1 com o desejo acima formulado1 os votos dos collegas que1 por dever do officio1 no lograram assistir a nenhuma2 estes ultimos1 com mais razo ainda1 pediam e pedem a repetio4 ,parece-me1 ,exmo ,snr41 que n'este caso devo ser grato a manifestaes to honrosas e corresponder ao desejo com a offerta de servio maior e mais effectivo do que aquelle que tentei em julho proximo passado4 ,em vez de um ,curso de historia da arte romanica archaica1 da historia de um periodo1 embora de capital importancia--offereo-me para organisar um ,curso graduado e completo da ,historia da ,arte comparada1 especialmente da ,arte ,nacional1 em lies semanaes1 s quintas-feiras1 e se fr necessario e a ,lei o permittir1 poderei reforar esse ,curso com uma preleco ao domingo1 em quanto durar o anno lectivo4 ,os meus dignos collegas que em ambos os ,lyceus regem proficientemente as cadeiras de ,historia geral e especial1 foram os primeiros a applaudir a ideia que1 em embrio1 exponho a ,v4 ,ex4a1 para que se digne submettel-a considerao1 ao superior criterio do ,conselho do ,lyceu1 que a poder corrigir e completar1 pois sendo uma innovao poderia parecer excesso de trabalho n'um programma de estudos1 j carregado soffrivelmente4 ,trata-se1 porm1 de uma materia que s pede ouvintes voluntarios e no obriga a nenhum exame nem despeza--pois todo o material illustrativo offerecido por mim1 7sendo alis consideravel1 raro e dispendioso7 sem nenhum encargo para o ,estado4 ,n'este caso parece-me que presto algum servio no sentido de uma ,proposta fundamentada sobre o modo de tornar proficuas1 para o ,estudo da ,arte1 as excurses escolares1 a qual durante o anno lectivo findo apresentei por escripto a ,v4 ,ex4a e mereceu o louvor do ,conselho escolar#f4 ,solicito de ,v4 ,ex4a e do ,conselho a mesma benevolencia para a offerta1 que ora fao1 do ,curso graduado4 ,se fr acceite1 apresentarei o programma1 sem demora1 que de certo modo se ajusta e combina com o ,programma official do ,curso de ,historia4 ,no copia de nenhum programma estrangeiro#g3 uma adaptao rigorosamente nacional1 especialmente para estudo do que nosso1 embora os lineamentos geraes se baseiem no que traou magistralmente ,mr4 de ,caumont no seu ,curso de archeologia e historia da arte 7civil1 religiosa e militar7 ,caen1 #ahgj1 #e4 ed41 em #c vol4--e ,mr4 ,ch4 ,blanc--para a ,historia das ,artes decorativas 7,grammaire des arts du dessin1 #f4 edio2 e ,grammaire des arts dcoratifs74 ,como compensao--se a ,v4 ,ex4a e ao ,conselho parecer justo--peo apenas que me sejam contadas as horas de servio d'esse ,curso como servio normal do horario1 e pelo preo da tabella official1 sem nenhuma gratificao a mais4 ,algumas horas de menos no ensino das linguas1 que professo1 podem ser preenchidas por outro collega1 sem prejuizo algum1 creio eu4 ,em compensao1 offereo um ensino novo1 nos ,lyceus1 que est introduzido nos principaes paizes cultos1 para ambos os sexos1 no quadro do ensino secundrio desde #ahge4 ,se a troca de certas lies de linguas1 pelas lies de materia nova1 no parecer acceitavel1 por qualquer motivo ponderoso1 ento offereo-me para accumular o servio novo com o antigo1 mediante a remunerao da tabella official4 ,e se a peo1 porque a organisao do ,curso importa para mim1 em todo o caso1 a acquisio constante de novo material de estudo1 alm do que tenho accumulado durante cerca de quarenta annos4 ,o material para o ensino da ,historia propriamente dita e da ,historia da ,civilisao--no sentido em que os allemes a classificam de3 ,culturgeschichte1 que vi e examinei demoradamente no ,lyceu1 ha meses1 --a bem dizer--inintelligivel1 sem uma ,exposio parallela da ,historia da arte antiga comparada1 sobretudo da arte egypcia e greco-romana4 ,em face das descobertas capitaes no dominio da arte pre-historica e proto-historica1 feitas em ,portugal durante os ultimos trinta a quarenta annos1 inadmissivel querer separar as questes ethnologicas1 ethnographicas e archeologicas1 n'uma especialisao esteril1 que a ninguem aproveita1 salvo ao pedantismo de alguns raros eruditos bisonhos4 ,o ensino da historia deve ser vivo1 hoje1 palpitante1 em face do monumento1 da estatua1 da tela1 da gravura1 da photographia1 da planta topographica1 do desenho e do esboo4 ,o livro illustrado pela ,arte invadiu tudo4 ,todo o enorme material dos ,museus europeus foi posto em movimento ha meio seculo4 ,o que sabe o alumno dos ,lyceus de tudo isso8 ,o que sabe elle do material accumulado nas colleces nacionaes8--quando uma imagem1 um retrato supre1 s vezes1 uma lio8 ,fui talvez prolixo n'esta justificao2 mas1 confessando o defeito1 peo a benevola atteno de ,v4 ,ex4a e do ,conselho para os motivos1 que so puros e sinceros4 ,deus guarde a ,v4 ,ex4a ,porto1 #i de agosto de #aijh4 ,illmo e ,exmo ,snr4 ,reitor do ,lyceu ,central do ,porto--#b4 zona4 ,o ,,professor ,,effectivo ,joaquim de ,vasconcellos4 #a ,por exemplo3 o compendio de ,historia do snr4 ,marques ,mano 7,porto1 #aijh--,preo #bjjj reis7 tem #if estampas4 ,o compendio de ,geographia do mesmo auctor1 7,porto1 #aijh--,preo #abjj reis7 tem #ff estampas2 aqui1 uma boa escolha e cuidadosa reproduo2 acol1 confuso e falta de criterio esthetico e pedagogico4 #b ,na ,revista3 ,educao ,nacional4 #h de nov4 #ijh4;,a arte nos livros do ,ensino4 #c ,no mez de maio de #aijg4 #d ,vid4 ,boletim da ,dir4 ,geral de ,inst4 ,publ4--,anno ,i1 #aijb1 fasc4 #a-e1 pag4 #gj-hh4 #e ,foi traduzida por ,oliveira ,martins2 as gravuras do original inglez apparecem1 porm1 mal reproduzidas4 #f ,est transcripta no ,documento ,i4 #g ,a prova j a dei no ,elencho de ,quatro ,conferencias 7alis cinco7 que fiz nos mezes de junho e julho d'este anno1 na ,academia ,portuense de ,bellas-,artes4 ,o programma impresso--,porto1 #aijh1 #h paginas1 versa sobre o ,estylo romanico archaico e o ,romanico dos seculos ,,xi e ,,xii4 ,este programma nada tem de commum com o espetaculoso prospecto da #ac4 cadeira da ,escola de ,bellas-,artes de ,lisboa--que trata da ,historia geral da arte na ,edade ,media e envolve ,portugal1 por incidente1 em appendice4